Wikimedia Brasil brwikimedia https://br.wikimedia.org/wiki/P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.10 first-letter Mídia Especial Discussão Usuário Usuário Discussão Wikimedia Wikimedia Discussão Arquivo Arquivo Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Wikipédia 0 4664 57813 57809 2026-07-10T20:03:48Z Arcstur 46295 Desfeitas 4 edições de [[Special:Diff/57806|57806]] a [[Special:Diff/57809|57809]] 57813 wikitext text/x-wiki {{Projeto Wikimedia |logo = Wikipedia-logo.svg |verbete_ptwp = Wikipédia |verbete_enwp = Wikipedia |wiki = [//pt.wikipedia.org em Português] }} == Projetos inativos ou anteriores == * [[Avaliação Wikipédia]] * [[I GP Wikimedia Brasil]] * [[Wikipédia Offline]] * [[Wikipédia para Universitários]] <br clear=all/> {{Projetos da Wikimedia}} [[Categoria:Projetos Wikimedia]] r1jnvnkamcbi4ihgq5dwi78eqtkpn2h Wiki Apoia 2026/Propostas/Campanha intelectuais, impressos e história negra na Wiki 0 9730 57810 57611 2026-07-10T18:38:29Z HistoriaEditorial 47472 57810 wikitext text/x-wiki <!-- Quando estiver satisfeito(a) com a proposta e quiser submetê-la, substitua a palavra "rascunho" no campo "|status" por "proposto". Não altere os demais campos--> {{Cabeçalho do Wiki Apoia|ano=2026 |mês=04 |status=aceito|pedido por=[[Usuário:HistoriaEditorial|HistoriaEditorial]] ([[Usuário Discussão:HistoriaEditorial|discussão]]) |data de decisão= 22/04}} == Título da proposta== Campanha Intelectuais, Impressos e História Negra na Wiki === Data de início da proposta === <small>''14/05/2026''</small> === Data de término da proposta === <small>''23/05/2026''</small> ===Onde a proposta será realizada? === Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), Campus Cachoeira, UFRB Departamento de Educação (DEDC), Campus XIV, Conceição do Coité, UNEB == Contexto geral do pedido == A proposta visa desenvolver a “Campanha Intelectuais, Impressos e História Negra na Wiki”, no âmbito das celebrações relacionadas à efeméride do “13 de Maio”, uma data destinada à salvaguarda da história e da memória dos povos escravizados e de seus descendentes durante a escravidão e no pós-abolição. Nesse sentido, a campanha pretende valorizar os conhecimentos e saberes produzidos por intelectuais negros, de diferentes áreas do conhecimento, a partir de suas produções intelectuais materializadas em projetos editoriais, corroborando o avanço de uma frente de combate ao racismo epistêmico por meio da criação e edição de verbetes na Wikipédia, contribuindo para a redução de lacunas em história negra e/ou afro-brasileira em projetos de conhecimento livre. Com isso, pretendemos estimular a disseminação, salvaguarda e disponibilização para reuso de dados sobre esses intelectuais e suas obras, fundamentais para compreendermos a contribuição da população negra e de grupos étnicos africanos na formação da história e da identidade nacional. A campanha visa, ainda, fomentar a edição e criação de verbetes na Wikipédia a partir da participação de estudantes e professores de cursos de Graduação e Pós-Graduação, bem como de membros da sociedade civil, incentivando o engajamento com os projetos Wikimedia. Ao mesmo tempo, busca estimular a consulta à materialidade dos livros nos acervos de bibliotecas universitárias, configurando-se como um convite à ampliação de leituras sob uma perspectiva antirracista e à valorização do livro enquanto objeto cultural, reforçando que iniciativas em mídias digitais podem potencializar essa importância. Para além disso, trata-se de uma oportunidade de ampliar a visibilidade de intelectuais negros e de suas obras. A campanha será organizada pelo História Editorial, laboratório filiado à Wikiversidade, que desenvolve atividades de edição e divulgação científica como práticas de História Pública e Humanidades Digitais. Fundado e coordenado pelo professor Geferson Santana, Doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP) e especialista em História do Livro e da Leitura e em relações raciais no Brasil, o laboratório desenvolve pesquisas em história negra, publica artigos de divulgação científica e constrói bancos de dados que também são utilizados nos projetos Wikimedia, especialmente Wikipédia e Wikidata. O laboratório compromete-se a incorporar diretrizes inclusivas em suas atividades, em consonância com a Lei 10.639/2003, promovendo a diversidade e uma educação equitativa e antirracista. A presente proposta dá continuidade às iniciativas do laboratório no âmbito desta campanha, iniciadas com o workshop “Crowdsourcing e as práticas de História Pública Negra nos projetos Wikimedia”, que teve como objetivo promover o uso crítico, colaborativo e antirracista de dados abertos por meio da capacitação prática nos projetos Wikimedia, especialmente Wikidata e Wikipédia. O workshop combinou exposição dialogada e prática orientada de edição, incluindo a criação e qualificação de itens (QIDs), o uso de dashboards de acompanhamento e a curadoria baseada em fontes confiáveis, ao mesmo tempo em que estimulou reflexões sobre desigualdade epistêmica, eurocentrismo e racismo algorítmico em bancos de dados digitais. A atividade integrou a programação do ''Open Data Day'' (ODD) 2026 no Brasil, promovido pela ''Open Knowledge Brasil'' (OKBR), sendo realizada presencialmente no Auditório do PPGH da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), no dia 12 de março, com desdobramentos online até o dia 16. Dessa forma, o apoio financeiro do Wiki Apoia é essencial para a continuidade da campanha, a ser realizada entre os dias 13 e 23 de maio, ampliando o conhecimento sobre os projetos Wikimedia entre estudantes, professores e o público em geral, com atividades presenciais na Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) e na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), além de ações em formato remoto pelos monitores da campanha. A campanha será acompanhada por meio de dashboards e realizada em formato de workshops, com os seguintes objetivos: apresentar os projetos Wikimedia, em especial a Wikipédia; promover reflexões sobre o 13 de Maio e as desigualdades epistêmicas em plataformas digitais; capacitar os participantes para atuação na Wikipédia e compreensão de seu uso em contextos educacionais, especialmente em diálogo com as legislações que tratam do ensino de história e cultura afro-brasileira (Lei 10.639/2003), indígena (Lei 11.645/2008) e das mulheres (Lei 14.986/2024); e, por fim, promover editatonas a partir de listas temáticas organizadas pelo laboratório, com criação de contas e edições efetivas. A campanha será coordenada pelo Prof. Dr. Geferson Santana (USP) e pela Profa. Dra. Tatiane Oliveira (USP), pesquisadora vinculada ao laboratório, além da monitoria remunerada dos estudantes do História Editorial, que atuarão em formato online durante os workshops, oferecendo suporte às edições, acompanhamento dos dashboards e apoio à coordenação em todas as etapas de execução. === Objetivos === * Disseminar os projetos Wikimedia, em especial a Wikipédia, nas comunidades acadêmicas da Bahia, especialmente na UFRB e UNEB, alcançando diferentes regiões do estado, como o Recôncavo Baiano e o Sertão Baiano; * Combater o preconceito existente nas comunidades científicas quanto à confiabilidade dos projetos Wikimedia, especialmente a Wikipédia, e apresentar suas potencialidades na salvaguarda e difusão do conhecimento científico; * Capacitar a comunidade acadêmica para promover edições e criar novos verbetes na Wikipédia, contribuindo para a redução de lacunas históricas sobre a temática proposta e estimulando o desenvolvimento de outras iniciativas no ecossistema Wikimedia; * Apresentar os projetos Wikimedia como ferramentas promissoras na curricularização da extensão nos cursos de Graduação; * Promover reflexões sobre desigualdades epistêmicas, eurocentrismo e racismo em plataformas digitais, como os projetos Wikimedia, tomando essas ferramentas como aliadas no combate a essas mazelas sociais; * Fomentar práticas antirracistas de valorização de intelectuais negros e suas obras, estimulando a visita às bibliotecas universitárias e novas leituras a partir do contato com a materialidade do livro, promovendo o diálogo entre o ambiente digital e a cultura impressa. === Quais são as atividades planejadas? === ''14/05'' (quinta-feira): Workshop presencial, das 13h às 17h, com o curso de graduação em História, Campus Cachoeira, UFRB, em parceria com a Profa. Dra. Jamille Macedo Oliveira Santos ''18/05'' (segunda-feira): Workshop presencial, das 8h às 12h, com o curso de graduação em Ciências Sociais, Campus Cachoeira, UFRB, em parceria com o Prof. Dr. Wilson Rogério Penteado Júnior ''23/05'' (sábado): Workshop presencial, das 8h às 11h, com o curso de graduação em História, Campus Conceição do Coité, UNEB, em parceria com a Profa. Dra. Jamille Oliveira ===Seu projeto envolve a participação de outras pessoas ou do público?=== A campanha visa fomentar a edição e criação de verbetes na Wikipédia a partir da participação de estudantes e professores de cursos de Graduação e Pós-Graduação, bem como de membros da sociedade civil, incentivando o engajamento com os projetos Wikimedia. == Cronograma de atividades == <small>''Para cada atividade, informe data de início, data de término e observações (se houver). Acrescente ou remova atividades de acordo.''</small> {| class="wikitable" style="width:100%" !Atividade !Data de início !Data de término !Observações |- |Reunião de alinhamento com a anfitriã da UFRB/UNEB |26/04 |26/04 | |- |Reunião de alinhamento com o anfitrião da UFRB |29/04 |29/04 | |- |Elaboração das listas das tarefas da Editatona pelo laboratório |27/04 |4/05 | |- |Reunião de alinhamento com a Wikimedia Brasil |5/05 |5/05 | |- |Elaboração dos banners de divulgação pelo designer |1/05 |12/05 | |- |Workshops nos cursos de graduação em Ciências Sociais e História da UFRB |14/05 |18/05 | |- |Workshop na UNEB com o curso de graduação em História |23/05 |23/05 | |- |Elaboração da matéria para o website do História Editorial |25/05 |5/06 | |- |Elaboração e entrega do Relatório para a Wikimedia Brasil |25/05 |30/06 | |} == Diversidade e lacunas de conhecimento == ===Sua proposta busca preencher alguma lacuna de conhecimento? === Sim, a proposta busca preencher lacunas de conhecimento relacionadas à sub-representação de intelectuais negros e de suas produções intelectuais nos projetos Wikimedia, especialmente na Wikipédia. Estas lacunas colocam em evidência a desigualdade epistêmica e o eurocentrismo nos projetos Wikimedia. No que se refere à dimensão racial, a campanha enfrenta diretamente a invisibilização de sujeitos negros enquanto produtores de conhecimento, cujas trajetórias intelectuais e obras ainda são pouco documentadas ou sistematizadas em plataformas digitais de acesso aberto e colaborativo. Em termos históricos, busca-se ampliar a cobertura sobre períodos e eventos históricos relacionados à escravidão, ao pós-abolição e às dinâmicas de produção intelectual negra no Brasil a partir dessas trajetórias, frequentemente marginalizadas em narrativas hegemônicas, como nos materiais didáticos, e oficiais do Estado brasileiro. ===Seu trabalho foca no engajamento de comunidades sub-representadas?=== Sim, a proposta foca no engajamento de comunidades sub-representadas, especialmente no que se refere a aspectos raciais/étnicos, geográficos e socioeconômicos. A campanha prioriza o envolvimento de estudantes, professores e membros da sociedade civil vinculados a instituições públicas de ensino superior localizadas na Bahia, um dos estados com maior população negra do país, realidade que se reflete na composição da comunidade acadêmica e da sociedade civil envolvidas nas atividades. Destacam-se, nesse contexto, a UFRB e a UNEB, alcançando parcelas da população do Recôncavo Baiano e do Sertão Baiano, regiões que entendemos serem sub-representadas nos projetos Wikimedia. Ao centrar suas ações na valorização de intelectuais negros e de suas produções, a proposta também se volta diretamente à promoção da diversidade racial no ambiente digital, contribuindo para a ampliação da presença e da participação de pessoas negras na construção do conhecimento livre. ==Você pretende fazer alguma forma de divulgação do seu projeto, caso ele seja contemplado? == Sim. Produção de banner pelo História Editorial para a divulgação nas mídias sociais do laboratório e das universidades parceiras. Somado a isso, o laboratório registrará as iniciativas por meio de fotos e vídeos dos participantes, que serão inseridos na Wikimedia Commons e colaborarão para a produção de uma notícia para o website do laboratório História Editorial em colaboração com parceiros. == Você gostaria de receber mentoria durante o processo do Wiki Apoia 2026? == Precisaremos de um encontro com a Wikimedia Brasil para tirar dúvidas, conhecer novas ferramentas na Wikipédia, e solicitar apoio tecnológico, como a criação dos dashboards da campanha. == Aprendizagem e métricas == === O que você espera aprender com este projeto?=== A proposta parte do entendimento de que as atividades desenvolvidas também se configuram como um espaço de experimentação e produção de conhecimento sobre práticas de crowdsourcing, formação e edição nos projetos Wikimedia, especialmente em contextos marcados por desigualdades epistêmicas. Nesse sentido, busca-se compreender em que medida ações formativas presenciais e online contribuem para a disseminação dos projetos Wikimedia, especialmente a Wikipédia, bem como identificar quais estratégias são mais eficazes para enfrentar resistências relacionadas à sua confiabilidade no meio acadêmico. Também se pretende analisar de que forma processos de capacitação orientada impactam a criação de novos verbetes e a melhoria de conteúdos existentes, especialmente no que se refere à redução de lacunas sobre intelectuais negros e suas produções intelectuais. A proposta também busca investigar como os projetos Wikimedia podem ser apropriados como ferramentas pedagógicas no contexto da curricularização da extensão nos cursos de graduação, bem como em que medida atividades que articulam reflexão crítica e prática de edição contribuem para a compreensão e o enfrentamento de desigualdades epistêmicas, eurocentrismo e racismo algorítmico em plataformas e bancos de dados digitais. Por fim, pretende-se compreender os impactos do engajamento de estudantes e professores na promoção de práticas antirracistas de produção e difusão do conhecimento, especialmente no que se refere à valorização dos eixos temáticos supracitados, assim como analisar de que forma a articulação entre o ambiente digital e a materialidade dos acervos bibliográficos influencia o interesse dos participantes pela pesquisa, pela leitura e pela produção de conhecimento livre. ===Quais são as metas do projeto em números=== Entre os resultados esperados, almeja-se: i) Organização e realização de 3 workshops; ii) Participação de aproximadamente 150 estudantes de graduação; iii) Criação de 150 novas contas de usuários na Wikipédia; iv) Criação de 100 novos verbetes na Wikipédia; v) Edição e aprimoramento de 500 verbetes na Wikipédia; vi) Inserção de 500 novas referências em verbetes da Wikipédia. ===Contribuições de conteúdo por projeto Wikimedia=== Dados já mencionados no item acima. ===O projeto possui outras metas quantitativas? Quais?=== Dados já mencionados anteriormente. * == Orçamento == {| class="wikitable" style="width:100%" !Item !Descrição !Quantidade !Valor unitário !Valor total |- |Alimentação |Diária para os coordenadores |10 |R$ 85,00 |R$ 850,00 |- |Hospedagem |Hospedagens em Cachoeira e Conceição do Coité para os coordenadores |5 |R$ 200,00 |R$ 1.000,00 |- |Transporte |Passagem de ônibus (ida e volta) para Cachoeira para os coordenadores |8 |R$ 5,00 |R$ 40,00 |- |Transporte |Passagem de van (ida e volta) de Cachoeira para Feira de Santana para os coordenadores |4 |R$ 17,00 |R$ 68,00 |- |Transporte |Passagem de ônibus (ida e volta) de Feira de Santana para Conceição do Coité para os coordenadores |4 |R$ 40,00 |R$ 160,00 |- |Peça gráfica |Produção de peças gráficas por profissional da área de Design para a divulgação das atividades da Campanha no Instagram |3 |R$ 163,33 |R$ 490,00 |- |Auxílio |Auxílio para os monitores (2 monitores para cada workshop) |6 |R$ 60,00 |R$ 360,00 |} '''Valor total do projeto''': R$ 2.968,00 == Contato == Laboratório História Editorial (historiaeditorial.contato@gmail.com) i5e8ieeb0k0voz88m1x98atiokt334v 57812 57810 2026-07-10T18:47:00Z HistoriaEditorial 47472 57812 wikitext text/x-wiki <!-- Quando estiver satisfeito(a) com a proposta e quiser submetê-la, substitua a palavra "rascunho" no campo "|status" por "proposto". Não altere os demais campos--> {{Cabeçalho do Wiki Apoia|ano=2026 |mês=04 |status=aceito|pedido por=[[Usuário:HistoriaEditorial|HistoriaEditorial]] ([[Usuário Discussão:HistoriaEditorial|discussão]]) |data de decisão= 22/04}} == Título da proposta== Campanha Intelectuais, Impressos e História Negra na Wiki === Data de início da proposta === <small>''14/05/2026''</small> === Data de término da proposta === <small>''23/05/2026''</small> ===Onde a proposta será realizada? === Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), Campus Cachoeira, UFRB Departamento de Educação (DEDC), Campus XIV, Conceição do Coité, UNEB == Contexto geral do pedido == A proposta visa desenvolver a “Campanha Intelectuais, Impressos e História Negra na Wiki”, no âmbito das celebrações relacionadas à efeméride do “13 de Maio”, uma data destinada à salvaguarda da história e da memória dos povos escravizados e de seus descendentes durante a escravidão e no pós-abolição. Nesse sentido, a campanha pretende valorizar os conhecimentos e saberes produzidos por intelectuais negros, de diferentes áreas do conhecimento, a partir de suas produções intelectuais materializadas em projetos editoriais, corroborando o avanço de uma frente de combate ao racismo epistêmico por meio da criação e edição de verbetes na Wikipédia, contribuindo para a redução de lacunas em história negra e/ou afro-brasileira em projetos de conhecimento livre. Com isso, pretendemos estimular a disseminação, salvaguarda e disponibilização para reuso de dados sobre esses intelectuais e suas obras, fundamentais para compreendermos a contribuição da população negra e de grupos étnicos africanos na formação da história e da identidade nacional. A campanha visa, ainda, fomentar a edição e criação de verbetes na Wikipédia a partir da participação de estudantes e professores de cursos de Graduação e Pós-Graduação, bem como de membros da sociedade civil, incentivando o engajamento com os projetos Wikimedia. Ao mesmo tempo, busca estimular a consulta à materialidade dos livros nos acervos de bibliotecas universitárias, configurando-se como um convite à ampliação de leituras sob uma perspectiva antirracista e à valorização do livro enquanto objeto cultural, reforçando que iniciativas em mídias digitais podem potencializar essa importância. Para além disso, trata-se de uma oportunidade de ampliar a visibilidade de intelectuais negros e de suas obras. A campanha será organizada pelo História Editorial, laboratório filiado à Wikiversidade, que desenvolve atividades de edição e divulgação científica como práticas de História Pública e Humanidades Digitais. Fundado e coordenado pelo professor Geferson Santana, Doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP) e especialista em História do Livro e da Leitura e em relações raciais no Brasil, o laboratório desenvolve pesquisas em história negra, publica artigos de divulgação científica e constrói bancos de dados que também são utilizados nos projetos Wikimedia, especialmente Wikipédia e Wikidata. O laboratório compromete-se a incorporar diretrizes inclusivas em suas atividades, em consonância com a Lei 10.639/2003, promovendo a diversidade e uma educação equitativa e antirracista. A presente proposta dá continuidade às iniciativas do laboratório no âmbito desta campanha, iniciadas com o workshop “Crowdsourcing e as práticas de História Pública Negra nos projetos Wikimedia”, que teve como objetivo promover o uso crítico, colaborativo e antirracista de dados abertos por meio da capacitação prática nos projetos Wikimedia, especialmente Wikidata e Wikipédia. O workshop combinou exposição dialogada e prática orientada de edição, incluindo a criação e qualificação de itens (QIDs), o uso de dashboards de acompanhamento e a curadoria baseada em fontes confiáveis, ao mesmo tempo em que estimulou reflexões sobre desigualdade epistêmica, eurocentrismo e racismo algorítmico em bancos de dados digitais. A atividade integrou a programação do ''Open Data Day'' (ODD) 2026 no Brasil, promovido pela ''Open Knowledge Brasil'' (OKBR), sendo realizada presencialmente no Auditório do PPGH da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), no dia 12 de março, com desdobramentos online até o dia 16. Dessa forma, o apoio financeiro do Wiki Apoia é essencial para a continuidade da campanha, a ser realizada entre os dias 13 e 23 de maio, ampliando o conhecimento sobre os projetos Wikimedia entre estudantes, professores e o público em geral, com atividades presenciais na Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) e na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), além de ações em formato remoto pelos monitores da campanha. A campanha será acompanhada por meio de dashboards e realizada em formato de workshops, com os seguintes objetivos: apresentar os projetos Wikimedia, em especial a Wikipédia; promover reflexões sobre o 13 de Maio e as desigualdades epistêmicas em plataformas digitais; capacitar os participantes para atuação na Wikipédia e compreensão de seu uso em contextos educacionais, especialmente em diálogo com as legislações que tratam do ensino de história e cultura afro-brasileira (Lei 10.639/2003), indígena (Lei 11.645/2008) e das mulheres (Lei 14.986/2024); e, por fim, promover editatonas a partir de listas temáticas organizadas pelo laboratório, com criação de contas e edições efetivas. A campanha será coordenada pelo Prof. Dr. Geferson Santana (USP) e pela Profa. Dra. Tatiane Oliveira (USP), pesquisadora vinculada ao laboratório, além da monitoria remunerada dos estudantes do História Editorial, que atuarão em formato online durante os workshops, oferecendo suporte às edições, acompanhamento dos dashboards e apoio à coordenação em todas as etapas de execução. === Objetivos === * Disseminar os projetos Wikimedia, em especial a Wikipédia, nas comunidades acadêmicas da Bahia, especialmente na UFRB e UNEB, alcançando diferentes regiões do estado, como o Recôncavo Baiano e o Sertão Baiano; * Combater o preconceito existente nas comunidades científicas quanto à confiabilidade dos projetos Wikimedia, especialmente a Wikipédia, e apresentar suas potencialidades na salvaguarda e difusão do conhecimento científico; * Capacitar a comunidade acadêmica para promover edições e criar novos verbetes na Wikipédia, contribuindo para a redução de lacunas históricas sobre a temática proposta e estimulando o desenvolvimento de outras iniciativas no ecossistema Wikimedia; * Apresentar os projetos Wikimedia como ferramentas promissoras na curricularização da extensão nos cursos de Graduação; * Promover reflexões sobre desigualdades epistêmicas, eurocentrismo e racismo em plataformas digitais, como os projetos Wikimedia, tomando essas ferramentas como aliadas no combate a essas mazelas sociais; * Fomentar práticas antirracistas de valorização de intelectuais negros e suas obras, estimulando a visita às bibliotecas universitárias e novas leituras a partir do contato com a materialidade do livro, promovendo o diálogo entre o ambiente digital e a cultura impressa. === Quais são as atividades planejadas? === ''14/05'' (quinta-feira): Workshop presencial, das 13h às 17h, com o curso de graduação em História, Campus Cachoeira, UFRB, em parceria com a Profa. Dra. Jamille Macedo Oliveira Santos ''18/05'' (segunda-feira): Workshop presencial, das 8h às 12h, com o curso de graduação em Ciências Sociais, Campus Cachoeira, UFRB, em parceria com o Prof. Dr. Wilson Rogério Penteado Júnior ''13/06'' (sábado): Workshop presencial, das 8h às 11h, com o curso de graduação em História, Campus Conceição do Coité, UNEB, em parceria com a Profa. Dra. Jamille Oliveira ===Seu projeto envolve a participação de outras pessoas ou do público?=== A campanha visa fomentar a edição e criação de verbetes na Wikipédia a partir da participação de estudantes e professores de cursos de Graduação e Pós-Graduação, bem como de membros da sociedade civil, incentivando o engajamento com os projetos Wikimedia. == Cronograma de atividades == <small>''Para cada atividade, informe data de início, data de término e observações (se houver). Acrescente ou remova atividades de acordo.''</small> {| class="wikitable" style="width:100%" !Atividade !Data de início !Data de término !Observações |- |Reunião de alinhamento com a anfitriã da UFRB/UNEB |26/04 |26/04 | |- |Reunião de alinhamento com o anfitrião da UFRB |29/04 |29/04 | |- |Elaboração das listas das tarefas da Editatona pelo laboratório |27/04 |4/05 | |- |Reunião de alinhamento com a Wikimedia Brasil |5/05 |5/05 | |- |Elaboração dos banners de divulgação pelo designer |1/05 |12/05 | |- |Workshops nos cursos de graduação em Ciências Sociais e História da UFRB |14/05 |18/05 | |- |Workshop na UNEB com o curso de graduação em História |23/05 |23/05 | |- |Elaboração da matéria para o website do História Editorial |25/05 |5/06 | |- |Elaboração e entrega do Relatório para a Wikimedia Brasil |25/05 |30/06 | |} == Diversidade e lacunas de conhecimento == ===Sua proposta busca preencher alguma lacuna de conhecimento? === Sim, a proposta busca preencher lacunas de conhecimento relacionadas à sub-representação de intelectuais negros e de suas produções intelectuais nos projetos Wikimedia, especialmente na Wikipédia. Estas lacunas colocam em evidência a desigualdade epistêmica e o eurocentrismo nos projetos Wikimedia. No que se refere à dimensão racial, a campanha enfrenta diretamente a invisibilização de sujeitos negros enquanto produtores de conhecimento, cujas trajetórias intelectuais e obras ainda são pouco documentadas ou sistematizadas em plataformas digitais de acesso aberto e colaborativo. Em termos históricos, busca-se ampliar a cobertura sobre períodos e eventos históricos relacionados à escravidão, ao pós-abolição e às dinâmicas de produção intelectual negra no Brasil a partir dessas trajetórias, frequentemente marginalizadas em narrativas hegemônicas, como nos materiais didáticos, e oficiais do Estado brasileiro. ===Seu trabalho foca no engajamento de comunidades sub-representadas?=== Sim, a proposta foca no engajamento de comunidades sub-representadas, especialmente no que se refere a aspectos raciais/étnicos, geográficos e socioeconômicos. A campanha prioriza o envolvimento de estudantes, professores e membros da sociedade civil vinculados a instituições públicas de ensino superior localizadas na Bahia, um dos estados com maior população negra do país, realidade que se reflete na composição da comunidade acadêmica e da sociedade civil envolvidas nas atividades. Destacam-se, nesse contexto, a UFRB e a UNEB, alcançando parcelas da população do Recôncavo Baiano e do Sertão Baiano, regiões que entendemos serem sub-representadas nos projetos Wikimedia. Ao centrar suas ações na valorização de intelectuais negros e de suas produções, a proposta também se volta diretamente à promoção da diversidade racial no ambiente digital, contribuindo para a ampliação da presença e da participação de pessoas negras na construção do conhecimento livre. ==Você pretende fazer alguma forma de divulgação do seu projeto, caso ele seja contemplado? == Sim. Produção de banner pelo História Editorial para a divulgação nas mídias sociais do laboratório e das universidades parceiras. Somado a isso, o laboratório registrará as iniciativas por meio de fotos e vídeos dos participantes, que serão inseridos na Wikimedia Commons e colaborarão para a produção de uma notícia para o website do laboratório História Editorial em colaboração com parceiros. == Você gostaria de receber mentoria durante o processo do Wiki Apoia 2026? == Precisaremos de um encontro com a Wikimedia Brasil para tirar dúvidas, conhecer novas ferramentas na Wikipédia, e solicitar apoio tecnológico, como a criação dos dashboards da campanha. == Aprendizagem e métricas == === O que você espera aprender com este projeto?=== A proposta parte do entendimento de que as atividades desenvolvidas também se configuram como um espaço de experimentação e produção de conhecimento sobre práticas de crowdsourcing, formação e edição nos projetos Wikimedia, especialmente em contextos marcados por desigualdades epistêmicas. Nesse sentido, busca-se compreender em que medida ações formativas presenciais e online contribuem para a disseminação dos projetos Wikimedia, especialmente a Wikipédia, bem como identificar quais estratégias são mais eficazes para enfrentar resistências relacionadas à sua confiabilidade no meio acadêmico. Também se pretende analisar de que forma processos de capacitação orientada impactam a criação de novos verbetes e a melhoria de conteúdos existentes, especialmente no que se refere à redução de lacunas sobre intelectuais negros e suas produções intelectuais. A proposta também busca investigar como os projetos Wikimedia podem ser apropriados como ferramentas pedagógicas no contexto da curricularização da extensão nos cursos de graduação, bem como em que medida atividades que articulam reflexão crítica e prática de edição contribuem para a compreensão e o enfrentamento de desigualdades epistêmicas, eurocentrismo e racismo algorítmico em plataformas e bancos de dados digitais. Por fim, pretende-se compreender os impactos do engajamento de estudantes e professores na promoção de práticas antirracistas de produção e difusão do conhecimento, especialmente no que se refere à valorização dos eixos temáticos supracitados, assim como analisar de que forma a articulação entre o ambiente digital e a materialidade dos acervos bibliográficos influencia o interesse dos participantes pela pesquisa, pela leitura e pela produção de conhecimento livre. ===Quais são as metas do projeto em números=== Entre os resultados esperados, almeja-se: i) Organização e realização de 3 workshops; ii) Participação de aproximadamente 150 estudantes de graduação; iii) Criação de 150 novas contas de usuários na Wikipédia; iv) Criação de 100 novos verbetes na Wikipédia; v) Edição e aprimoramento de 500 verbetes na Wikipédia; vi) Inserção de 500 novas referências em verbetes da Wikipédia. ===Contribuições de conteúdo por projeto Wikimedia=== Dados já mencionados no item acima. ===O projeto possui outras metas quantitativas? Quais?=== Dados já mencionados anteriormente. * == Orçamento == {| class="wikitable" style="width:100%" !Item !Descrição !Quantidade !Valor unitário !Valor total |- |Alimentação |Diária para os coordenadores |10 |R$ 85,00 |R$ 850,00 |- |Hospedagem |Hospedagens em Cachoeira e Conceição do Coité para os coordenadores |5 |R$ 200,00 |R$ 1.000,00 |- |Transporte |Passagem de ônibus (ida e volta) para Cachoeira para os coordenadores |8 |R$ 5,00 |R$ 40,00 |- |Transporte |Passagem de van (ida e volta) de Cachoeira para Feira de Santana para os coordenadores |4 |R$ 17,00 |R$ 68,00 |- |Transporte |Passagem de ônibus (ida e volta) de Feira de Santana para Conceição do Coité para os coordenadores |4 |R$ 40,00 |R$ 160,00 |- |Peça gráfica |Produção de peças gráficas por profissional da área de Design para a divulgação das atividades da Campanha no Instagram |3 |R$ 163,33 |R$ 490,00 |- |Auxílio |Auxílio para os monitores (2 monitores para cada workshop) |6 |R$ 60,00 |R$ 360,00 |} '''Valor total do projeto''': R$ 2.968,00 == Contato == Laboratório História Editorial (historiaeditorial.contato@gmail.com) 54mrc48g51x7u2m8rdnpfqjvnibna43 Wiki Apoia 2026/Propostas/Campanha intelectuais, impressos e história negra na Wiki/Relatório 0 9782 57811 2026-07-10T18:43:17Z HistoriaEditorial 47472 Publicação do relatório da campanha 57811 wikitext text/x-wiki <templatestyles src="Wiki Apoia/style.css"/>__NOTOC__ ==Objetivos== Os objetivos da Campanha foram alcançados com êxito, incluindo a realização de workshops na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), a criação e o aprimoramento de verbetes relacionados a intelectuais negros e suas obras, o cadastro de novos usuários no ecossistema Wikimedia e a inserção de professores e estudantes no debate sobre as potencialidades da Wikipédia como ferramenta de educação, difusão do conhecimento científico e democratização do acesso à informação. As atividades também possibilitaram discussões sobre temas fundamentais, como racismo algorítmico, equidade epistêmica e as práticas de História Pública Negra e Humanidades Digitais, aproximando a comunidade acadêmica das práticas de produção colaborativa de conhecimento. Um resultado significativo dos workshops e das atividades de edição foi o interesse demonstrado por professores e estudantes em compreender o funcionamento da Wikipédia e das ferramentas Wikimedia, bem como reconhecer sua importância como espaço de disseminação do conhecimento produzido no âmbito universitário e de ampliação da presença de saberes historicamente sub-representados. ==Resultados== {| class="wikitable" style="width:100%" ! Resultado desejado !! Resultado alcançado !! Explicação |- | Organização e realização de 3 workshops | Realização de 3 workshops presenciais | A meta incluía a realização de mais um workshop, em formato online, que não foi realizado na campanha devido à mudança do cronograma da Universidade. Com isso, as metas foram atualizadas |- | Participação de aproximadamente 150 estudantes de graduação | Participação de aproximadamente 80 pessoas nos 3 workshops, incluindo estudantes de graduação e docentes | A meta inicial incluía a participação de aproximadamente 1000 estudantes de graduação no workshop online que foi retirado da campanha devido ao cronograma da Universidade. Os eventos presenciais cumpriram seus objetivos no número de participantes estimados |- | Criação de 150 novas contas de usuários na Wikipédia | Criação de 80 novas contas de usuários na Wikipédia | Tivemos um número expressivo de novas contas criadas, dentre as quais conseguimos ter 67 novos editores no dashboard |- |Criação de 100 novos verbetes na Wikipédia |Criação de 35 novos verbetes na Wikipédia |Os verbetes criados tiveram uma contribuição qualificada em cada um deles. Destaca-se também que alguns verbetes foram traduzidos do inglês. Para além da atuação na Wikipédia, também foram feitas edições no Wikidata e realizados novos carregamentos de imagens na Wikimedia Commons, fortalecendo a integração entre diferentes projetos Wikimedia |- |Edição e aprimoramento de 500 verbetes na Wikipédia |Melhoramento de 112 verbetes na Wikipédia |Foram melhorados um número considerável de verbetes, destacando-se mais uma vez o cuidado com a realização de intervenções qualificadas |- |Inserção de 500 novas referências em verbetes da Wikipédia |676 novas referências adicionadas aos verbetes na Wikipédia |O número de referências inseridas superou a meta inicial, destacando-se o compromisso com a inserção de informações qualificadas e verificáveis nos verbetes da Wikipédia, e nos outros projetos Wikimedia<!-- Para adicionar mais linhas na tabela, copie e cole o código abaixo na linha acima | Meta original ## | Resultado obtido ## | Explicação |- --> |} ==Lições aprendidas== * '''O que funcionou bem?''' A execução do cronograma de atividades ocorreu de forma satisfatória, mesmo diante de pequenos imprevistos. Esse resultado foi possível em razão do conhecimento da equipe executora sobre as universidades parceiras, suas dinâmicas institucionais e as localidades que sediaram os eventos, permitindo uma melhor adaptação às diferentes situações encontradas durante a realização da Campanha. O sistema de monitoria também foi uma estratégia bem-sucedida. A participação dos estudantes foi ampliada por meio do incentivo à pesquisa em acervos físicos das bibliotecas universitárias, possibilitando que consultassem livros e outras fontes disponíveis localmente para aprimorar os verbetes trabalhados e acessar informações que, em muitos casos, ainda não estavam disponíveis em fontes digitais. Essa aproximação entre os acervos universitários e as plataformas Wikimedia fortaleceu a qualidade das contribuições realizadas. As estratégias de comunicação e divulgação dos eventos também apresentaram resultados positivos. A produção de materiais como banners e vídeos pós-evento, com registros fotográficos, audiovisuais e depoimentos de professores e estudantes, contribuiu para ampliar a visibilidade da Campanha. A divulgação em colaboração com a Wikimedia Brasil, professores envolvidos e universidades parceiras possibilitou maior alcance das ações nas redes sociais, especialmente no Instagram. * '''O que não funcionou tão bem?''' Um dos principais desafios enfrentados durante a execução da Campanha esteve relacionado ao suporte tecnológico e à infraestrutura disponível para as atividades de edição. Nos dois primeiros workshops realizados na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), houve dificuldades relacionadas ao acesso à internet institucional. No primeiro encontro, inicialmente não havia uma rede de internet disponível para utilização durante a oficina. Após o restabelecimento da conexão, surgiu outro desafio: o sistema de criação de contas de usuários apresentou limitações devido ao uso da mesma rede/local por diversos participantes, impedindo temporariamente o cadastro simultâneo de novos usuários. No segundo workshop, outro desafio identificado foi a ausência de notebooks disponíveis para parte dos estudantes, o que demandou a adaptação das atividades para edição por meio de dispositivos móveis, tornando o processo mais complexo para alguns participantes. * '''O que você faria diferente na próxima vez?''' Para futuras edições da Campanha, será importante realizar um planejamento tecnológico ainda mais detalhado, incluindo uma verificação prévia da infraestrutura de internet dos locais dos eventos, a preparação de alternativas para criação de contas de usuários e a disponibilidade de equipamentos adequados para as atividades práticas de edição. Também será interessante ampliar estratégias de acompanhamento dos participantes após os workshops, fortalecendo a continuidade das contribuições no ecossistema Wikimedia e criando oportunidades para que novos editores mantenham o vínculo com a comunidade. ==Recursos== ===Recursos utilizados=== Todos os recursos foram usados conforme o orçamento. ===Recursos não utilizados=== Nada a declarar. ==Algo mais?== ''Nada a declarar.'' [[Category:Relatórios de projetos do Wiki Apoia|Campanha intelectuais, impressos e história negra na Wiki]] 2q9jrfvmobgyjbpnxwsglqsd38tzhte Usuário:Adesantana 2 9783 57814 2026-07-10T21:22:14Z Adesantana 51013 Criou página com '{{Info/Filósofo | nome = Anita Allen | imagem = | legenda = | nome_completo = Anita LaFrance Allen | outros_nomes = Anita L. Allen; Allen-Castellitto | data_nascimento = {{dni|24|3|1953}} | local_nascimento = [[Port Townsend]], [[Washington (estado)|Washington]], Estados Unidos | nacionalidade = {{USAb}} estadunidense | era = [[Filosofia contemporânea]] | escola_tradição = [[Filosofia analítica]] |...' 57814 wikitext text/x-wiki {{Info/Filósofo | nome = Anita Allen | imagem = | legenda = | nome_completo = Anita LaFrance Allen | outros_nomes = Anita L. Allen; Allen-Castellitto | data_nascimento = {{dni|24|3|1953}} | local_nascimento = [[Port Townsend]], [[Washington (estado)|Washington]], Estados Unidos | nacionalidade = {{USAb}} estadunidense | era = [[Filosofia contemporânea]] | escola_tradição = [[Filosofia analítica]] | principais_interesses = [[Filosofia do direito]], [[direito à privacidade|filosofia da privacidade]], [[bioética]] | ideias_notáveis = ''Black Opticon''; filosofia da privacidade | instituições = [[Universidade da Pensilvânia]] | alma_mater = New College of Florida<br>[[Universidade de Michigan]]<br>[[Universidade Harvard]] | orientador = Richard Brandt }} '''Anita LaFrance Allen''' ([[Port Townsend]], [[24 de março]] de [[1953]]), mais conhecida como '''Anita Allen''', é uma [[filósofa]] e [[jurista]] [[Estados Unidos|estadunidense]]. É professora emérita de direito e de filosofia na [[Universidade da Pensilvânia]], onde ocupou a cátedra Henry R. Silverman, sendo reconhecida internacionalmente como uma das principais autoridades em [[direito à privacidade|direito e filosofia da privacidade]] e proteção de dados.<ref name="penn" /><ref name="epic" /> Sua obra abrange ainda a [[bioética]], a ética contemporânea, os direitos reprodutivos das mulheres e as relações raciais.<ref name="romano" /> Allen foi uma das primeiras mulheres afro-americanas a obter um [[doutorado]] em filosofia e é a primeira a reunir os títulos de doutora em filosofia e ''[[Juris Doctor]]''. Ao longo da carreira, atuou em instituições como a [[Universidade Carnegie Mellon]], o [[Georgetown University Law Center]] e a Universidade da Pensilvânia, além de ter sido professora visitante em universidades da Europa, da Ásia e do Oriente Médio.<ref name="penn" /> Autora de mais de 130 artigos e capítulos, foi nomeada em 2010 pelo presidente [[Barack Obama]] para a Comissão Presidencial para o Estudo de Questões Bioéticas, na qual permaneceu até 2017.<ref name="penn" /><ref name="obama" /> Recebeu diversas honrarias, entre elas o prêmio por conjunto da obra do [[Electronic Privacy Information Center]] (2014) e o Prêmio Philip L. Quinn da [[American Philosophical Association]] (2021), e foi eleita para academias como a [[Academia Nacional de Medicina (Estados Unidos)|Academia Nacional de Medicina]], a [[Academia de Artes e Ciências dos Estados Unidos]] e a [[American Philosophical Society]].<ref name="epic" /><ref name="nam" /><ref name="amacad" /><ref name="aps" /> == Início de vida == Anita Allen nasceu em [[Fort Worden]], em [[Port Townsend]], no estado de [[Washington (estado)|Washington]]. Seus pais, Carrye Mae Allen e Grover Cleveland Allen, eram naturais de [[Atlanta]], na [[Geórgia (Estados Unidos)|Geórgia]]. O pai seguiu carreira no [[Exército dos Estados Unidos]] e serviu na [[Guerra da Coreia]] e na [[Guerra do Vietnã]], de modo que Allen passou a infância em bases militares. Foi uma de seis irmãos, todos com carreiras no direito, na engenharia, nas forças armadas ou no serviço público. == Formação == Allen concluiu o ensino médio em [[Columbus (Geórgia)|Columbus]], na Geórgia, em 1970. Graduou-se em filosofia pelo New College of Florida em 1974, em cujo conselho de curadores viria a atuar mais tarde. Durante a graduação, passou um ano estudando na Itália e na Alemanha e desenvolveu uma monografia sobre o pensamento do [[positivismo lógico|positivista lógico]] [[Rudolf Carnap]]. Obteve o [[mestrado]] (1976) e o [[doutorado]] (1980) em filosofia pela [[Universidade de Michigan]], onde recebeu formação em [[filosofia analítica]].<ref name="penn" /> Sua tese de doutorado, orientada pelo filósofo [[utilitarismo|utilitarista]] Richard Brandt, tratou das teorias de [[Thomas Hobbes]] e [[John Locke]] sobre a autoridade parental e do direito à educação, defendendo maior autonomia para as crianças. Em 1984, concluiu o ''[[Juris Doctor]]'' na [[Faculdade de Direito de Harvard]], onde atuou como monitora de professores como [[Michael Sandel]], [[Ronald Dworkin]], [[Robert Nozick]] e [[Sissela Bok]]. == Carreira == Antes de ingressar na Universidade da Pensilvânia, Allen foi professora assistente de filosofia na [[Universidade Carnegie Mellon]] (1978–1981) e a primeira mulher afro-americana a integrar o corpo docente da faculdade de direito da [[Universidade de Pittsburgh]] (1985–1987). Foi professora e vice-decana de pesquisa no [[Georgetown University Law Center]] entre 1987 e 1998.<ref name="penn" /> Na Universidade da Pensilvânia, foi docente afiliada a diversos centros, entre eles o Leonard Davis Institute of Health Economics, o Departamento de Estudos Africana e o Center for Technology, Innovation and Competition. Entre 2013 e 2020, exerceu o cargo de vice-reitora de corpo docente (''Vice Provost for Faculty''). Também atuou como professora visitante em instituições como a [[Universidade de Tel Aviv]], a Universidade Waseda, em Tóquio, a [[Universidade de Princeton]], a [[Faculdade de Direito de Yale]] e a [[Universidade de Oxford]], onde foi Hart Fellow do University College em 2024 e proferiu a Conferência Memorial H. L. A. Hart no mesmo ano.<ref name="penn" /> Aposentou-se da Universidade da Pensilvânia em 2025, quando passou à condição de professora emérita.<ref name="penn" /><ref name="aposentadoria" /> Para o ano acadêmico de 2025–2026, foi nomeada Laurance S. Rockefeller Visiting Professor for Distinguished Teaching na Universidade de Princeton.<ref name="penn" /> Presidiu a Divisão Oriental da [[American Philosophical Association]] no biênio 2018–2019, tendo sido a primeira mulher afro-americana a ocupar o posto em qualquer divisão da associação. É membro das ordens dos advogados da Pensilvânia e de Nova Iorque e exerceu brevemente a advocacia em Nova Iorque, em meados da década de 1980. == Atuação e pensamento == Allen é especialista em [[direito à privacidade]], filosofia da privacidade e proteção de dados, ética contemporânea e bioética, sendo também reconhecida por trabalhos em filosofia do direito, direitos das mulheres e relações raciais.<ref name="romano" /> Em 2014, ao conceder-lhe o prêmio por conjunto da obra, o [[Electronic Privacy Information Center]] descreveu-a como a principal estudiosa da privacidade do país.<ref name="epic" /> Em trabalhos recentes, Allen articulou a análise da privacidade com a questão racial, propondo o conceito de "''Black Opticon''" para descrever as formas de vigilância, exclusão e exposição desproporcionais a que estão sujeitas as populações negras no ambiente digital, e defendendo reformas na proteção de dados sob uma perspectiva de equidade racial.<ref name="penn" /> == Prêmios e reconhecimentos == * Em 2014, recebeu o Prêmio por Conjunto da Obra (''Lifetime Achievement Award'') do [[Electronic Privacy Information Center]].<ref name="epic" /> * Em 2016, foi eleita para a [[Academia Nacional de Medicina (Estados Unidos)|Academia Nacional de Medicina]].<ref name="nam" /> * Em 2019, foi eleita para a [[Academia de Artes e Ciências dos Estados Unidos]].<ref name="amacad" /> * Em 2021, recebeu o Prêmio Philip L. Quinn da [[American Philosophical Association]], a maior honraria da entidade por serviços prestados à filosofia.<ref name="penn" /> * Em 2022, recebeu o Founder's Award do [[Hastings Center]] por serviços prestados à bioética e o Prêmio de Privacidade do Berkeley Law and Technology Center.<ref name="penn" /> * Em 2022, foi eleita para a [[American Philosophical Society]].<ref name="aps" /> É ainda membro do American Law Institute. Recebeu títulos de doutora ''[[honoris causa]]'' pela [[Universidade de Tilburg]] (2019) e pelo College of Wooster (2021).<ref name="penn" /> == Obras selecionadas == A produção de Allen reúne mais de 130 artigos e capítulos, além de livros. A relação completa está disponível em seu repositório institucional na Universidade da Pensilvânia e em sua página de autora no [[Social Science Research Network|SSRN]].<ref name="penn" /><ref name="ssrn" /> === Livros === * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |título=Uneasy Access: Privacy for Women in a Free Society |ano=1988 |editora=Rowman & Littlefield}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |coautores=Regan Jr., Milton C. (orgs.) |título=Debating Democracy's Discontent: Essays on American Politics, Law, and Public Philosophy |ano=1998 |editora=Oxford University Press}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |coautores=Turkington, Richard C. |título=Privacy Law: Cases and Materials |ano=2002 |edição=2ª |editora=West Academic}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |título=Why Privacy Isn't Everything: Feminist Reflections on Personal Accountability |ano=2003 |editora=Rowman & Littlefield}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |título=The New Ethics: A Guided Tour of the 21st Century Moral Landscape |ano=2004 |editora=Miramax/Hyperion}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |título=Everyday Ethics: Opinion-Writing about the Things that Matter Most |ano=2011 |editora=University Readers}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |título=Unpopular Privacy: What Must We Hide? |ano=2011 |editora=Oxford University Press}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |coautores=Rotenberg, Marc |título=Privacy Law and Society |ano=2016 |edição=3ª |editora=West Academic |nota=1ª ed. Thomson/West, 2007}} === Artigos selecionados === * "Is Privacy Really a Civil Right?" (em coautoria). ''Berkeley Journal of Law and Technology'', 2025. * "Postmortem Privacy" (em coautoria). ''Michigan Law Review'', 2024. * "Dismantling the 'Black Opticon': Privacy, Race Equity, and Online Data-Protection Reform". ''Yale Law Journal Forum'', 2022. * "Protecting One's Own Privacy in a Big Data Economy". ''Harvard Law Review Forum'', 2016. * "Gender and Privacy in Cyberspace". ''Stanford Law Review'', 2000. * "Coercing Privacy". ''William & Mary Law Review'', 1999. * "The Black Surrogate Mother". ''Harvard BlackLetter Law Journal'', 1991. === Capítulos selecionados === * "Privacy, Critical Definition, and Racial Justice". Em: ''The Oxford Handbook of Applied Philosophy of Language'', 2024. * "Privacy and Medicine". Em: ''[[Stanford Encyclopedia of Philosophy]]'', 2021. * "Angela Davis". Em: ''The Philosopher Queens: The Lives and Legacies of Philosophy's Unsung Women'', 2020. * "Social Contract Theory, Slavery, and the Antebellum Courts" (em coautoria). Em: ''A Companion to African-American Philosophy'', 2006. == Referências == {{referências|refs= <ref name="penn">{{citar web |url=https://www.law.upenn.edu/faculty/aallen2/ |título=Anita L. Allen |obra=University of Pennsylvania Carey Law School |acessodata=2026-07-10 |lingua=en}}</ref> <ref name="aposentadoria">{{citar web |url=https://www.law.upenn.edu/live/news/17859-distinguished-faculty-retirement |título=Distinguished Faculty Retirement |data=1 de julho de 2025 |obra=University of Pennsylvania Carey Law School |acessodata=2026-07-10 |lingua=en}}</ref> <ref name="romano">{{citar web |ultimo=Romano |primeiro=Carlin |url=https://www.inquirer.com/philly/news/breaking/20071023_Unrequited_love__Penns_Anita_Allen_gave_her_heart_to_philosophy.html |título=A challenge for philosophy |data=23 de outubro de 2007 |obra=The Philadelphia Inquirer |acessodata=2026-07-10 |lingua=en}}</ref> <ref name="obama">{{citar web |ultimo=Weiss |primeiro=Rick |url=https://obamawhitehouse.archives.gov/blog/2010/04/08/president-announces-choices-new-bioethics-commission |título=President Announces Choices for New Bioethics Commission |data=8 de abril de 2010 |obra=whitehouse.gov |acessodata=2026-07-10 |lingua=en}}</ref> <ref name="nam">{{citar web |ultimo=Ogilvie |primeiro=Jenna |url=https://nam.edu/national-academy-of-medicine-elects-79-new-members/ |título=National Academy of Medicine Elects 80 New Members |data=17 de outubro de 2016 |obra=National Academy of Medicine |acessodata=2026-07-10 |lingua=en}}</ref> <ref name="epic">{{citar web |url=https://www.law.upenn.edu/live/news/4773-anita-allen-receives-lifetime-achievement-award |título=Anita Allen receives Lifetime Achievement Award from privacy advocacy group EPIC |data=29 de maio de 2014 |obra=University of Pennsylvania Law School |acessodata=2026-07-10 |lingua=en}}</ref> <ref name="amacad">{{citar web |url=https://www.amacad.org/new-members-2019 |título=2019 Fellows and International Honorary Members |obra=American Academy of Arts and Sciences |acessodata=2026-07-10 |lingua=en}}</ref> <ref name="aps">{{citar web |url=https://www.amphilsoc.org/blog/american-philosophical-society-welcomes-new-members-2022 |título=The American Philosophical Society Welcomes New Members for 2022 |obra=American Philosophical Society |acessodata=2026-07-10 |lingua=en}}</ref> <ref name="ssrn">{{citar web |url=https://papers.ssrn.com/sol3/cf_dev/AbsByAuth.cfm?per_id=329524 |título=Anita L. Allen — Author Page |obra=Social Science Research Network (SSRN) |acessodata=2026-07-10 |lingua=en}}</ref> }} == Ligações externas == * {{Link|en|https://www.law.upenn.edu/faculty/aallen2/ |2=Perfil na Universidade da Pensilvânia}} * {{Link|en|https://papers.ssrn.com/sol3/cf_dev/AbsByAuth.cfm?per_id=329524 |2=Página de autora no SSRN}} * {{Link|en|https://scholarship.law.upenn.edu |2=Produção acadêmica no repositório da Penn Carey Law}} {{Portal3|Biografias|Filosofia|Direito|Estados Unidos}} {{Controle de autoridade}} [[Categoria:Nascidos em 1953]] [[Categoria:Filósofas]] [[Categoria:Filósofos dos Estados Unidos]] [[Categoria:Filósofos afro-americanos]] [[Categoria:Juristas dos Estados Unidos]] [[Categoria:Professores da Universidade da Pensilvânia]] [[Categoria:Alunos da Universidade de Michigan]] [[Categoria:Alunos da Harvard Law School]] [[Categoria:Membros da Academia de Artes e Ciências dos Estados Unidos]] [[Categoria:Mulheres afro-americanas]] [[Categoria:!Mais Teoria da História na Wiki (Mulheres)]] n2dno45b4gm62zri4yjk8v2bb0g1sjr 57815 57814 2026-07-10T21:22:47Z Adesantana 51013 Limpou toda a página 57815 wikitext text/x-wiki phoiac9h4m842xq45sp7s6u21eteeq1 Anita Allen 0 9784 57816 2026-07-10T21:23:18Z Adesantana 51013 Criou página com '{{Info/Filósofo | nome = Anita Allen | imagem = | legenda = | nome_completo = Anita LaFrance Allen | outros_nomes = Anita L. Allen; Allen-Castellitto | data_nascimento = {{dni|24|3|1953}} | local_nascimento = [[Port Townsend]], [[Washington (estado)|Washington]], Estados Unidos | nacionalidade = {{USAb}} estadunidense | era = [[Filosofia contemporânea]] | escola_tradição = [[Filosofia analítica]] |...' 57816 wikitext text/x-wiki {{Info/Filósofo | nome = Anita Allen | imagem = | legenda = | nome_completo = Anita LaFrance Allen | outros_nomes = Anita L. Allen; Allen-Castellitto | data_nascimento = {{dni|24|3|1953}} | local_nascimento = [[Port Townsend]], [[Washington (estado)|Washington]], Estados Unidos | nacionalidade = {{USAb}} estadunidense | era = [[Filosofia contemporânea]] | escola_tradição = [[Filosofia analítica]] | principais_interesses = [[Filosofia do direito]], [[direito à privacidade|filosofia da privacidade]], [[bioética]] | ideias_notáveis = ''Black Opticon''; filosofia da privacidade | instituições = [[Universidade da Pensilvânia]] | alma_mater = New College of Florida<br>[[Universidade de Michigan]]<br>[[Universidade Harvard]] | orientador = Richard Brandt }} '''Anita LaFrance Allen''' ([[Port Townsend]], [[24 de março]] de [[1953]]), mais conhecida como '''Anita Allen''', é uma [[filósofa]] e [[jurista]] [[Estados Unidos|estadunidense]]. É professora emérita de direito e de filosofia na [[Universidade da Pensilvânia]], onde ocupou a cátedra Henry R. Silverman, sendo reconhecida internacionalmente como uma das principais autoridades em [[direito à privacidade|direito e filosofia da privacidade]] e proteção de dados.<ref name="penn" /><ref name="epic" /> Sua obra abrange ainda a [[bioética]], a ética contemporânea, os direitos reprodutivos das mulheres e as relações raciais.<ref name="romano" /> Allen foi uma das primeiras mulheres afro-americanas a obter um [[doutorado]] em filosofia e é a primeira a reunir os títulos de doutora em filosofia e ''[[Juris Doctor]]''. Ao longo da carreira, atuou em instituições como a [[Universidade Carnegie Mellon]], o [[Georgetown University Law Center]] e a Universidade da Pensilvânia, além de ter sido professora visitante em universidades da Europa, da Ásia e do Oriente Médio.<ref name="penn" /> Autora de mais de 130 artigos e capítulos, foi nomeada em 2010 pelo presidente [[Barack Obama]] para a Comissão Presidencial para o Estudo de Questões Bioéticas, na qual permaneceu até 2017.<ref name="penn" /><ref name="obama" /> Recebeu diversas honrarias, entre elas o prêmio por conjunto da obra do [[Electronic Privacy Information Center]] (2014) e o Prêmio Philip L. Quinn da [[American Philosophical Association]] (2021), e foi eleita para academias como a [[Academia Nacional de Medicina (Estados Unidos)|Academia Nacional de Medicina]], a [[Academia de Artes e Ciências dos Estados Unidos]] e a [[American Philosophical Society]].<ref name="epic" /><ref name="nam" /><ref name="amacad" /><ref name="aps" /> == Início de vida == Anita Allen nasceu em [[Fort Worden]], em [[Port Townsend]], no estado de [[Washington (estado)|Washington]]. Seus pais, Carrye Mae Allen e Grover Cleveland Allen, eram naturais de [[Atlanta]], na [[Geórgia (Estados Unidos)|Geórgia]]. O pai seguiu carreira no [[Exército dos Estados Unidos]] e serviu na [[Guerra da Coreia]] e na [[Guerra do Vietnã]], de modo que Allen passou a infância em bases militares. Foi uma de seis irmãos, todos com carreiras no direito, na engenharia, nas forças armadas ou no serviço público. == Formação == Allen concluiu o ensino médio em [[Columbus (Geórgia)|Columbus]], na Geórgia, em 1970. Graduou-se em filosofia pelo New College of Florida em 1974, em cujo conselho de curadores viria a atuar mais tarde. Durante a graduação, passou um ano estudando na Itália e na Alemanha e desenvolveu uma monografia sobre o pensamento do [[positivismo lógico|positivista lógico]] [[Rudolf Carnap]]. Obteve o [[mestrado]] (1976) e o [[doutorado]] (1980) em filosofia pela [[Universidade de Michigan]], onde recebeu formação em [[filosofia analítica]].<ref name="penn" /> Sua tese de doutorado, orientada pelo filósofo [[utilitarismo|utilitarista]] Richard Brandt, tratou das teorias de [[Thomas Hobbes]] e [[John Locke]] sobre a autoridade parental e do direito à educação, defendendo maior autonomia para as crianças. Em 1984, concluiu o ''[[Juris Doctor]]'' na [[Faculdade de Direito de Harvard]], onde atuou como monitora de professores como [[Michael Sandel]], [[Ronald Dworkin]], [[Robert Nozick]] e [[Sissela Bok]]. == Carreira == Antes de ingressar na Universidade da Pensilvânia, Allen foi professora assistente de filosofia na [[Universidade Carnegie Mellon]] (1978–1981) e a primeira mulher afro-americana a integrar o corpo docente da faculdade de direito da [[Universidade de Pittsburgh]] (1985–1987). Foi professora e vice-decana de pesquisa no [[Georgetown University Law Center]] entre 1987 e 1998.<ref name="penn" /> Na Universidade da Pensilvânia, foi docente afiliada a diversos centros, entre eles o Leonard Davis Institute of Health Economics, o Departamento de Estudos Africana e o Center for Technology, Innovation and Competition. Entre 2013 e 2020, exerceu o cargo de vice-reitora de corpo docente (''Vice Provost for Faculty''). Também atuou como professora visitante em instituições como a [[Universidade de Tel Aviv]], a Universidade Waseda, em Tóquio, a [[Universidade de Princeton]], a [[Faculdade de Direito de Yale]] e a [[Universidade de Oxford]], onde foi Hart Fellow do University College em 2024 e proferiu a Conferência Memorial H. L. A. Hart no mesmo ano.<ref name="penn" /> Aposentou-se da Universidade da Pensilvânia em 2025, quando passou à condição de professora emérita.<ref name="penn" /><ref name="aposentadoria" /> Para o ano acadêmico de 2025–2026, foi nomeada Laurance S. Rockefeller Visiting Professor for Distinguished Teaching na Universidade de Princeton.<ref name="penn" /> Presidiu a Divisão Oriental da [[American Philosophical Association]] no biênio 2018–2019, tendo sido a primeira mulher afro-americana a ocupar o posto em qualquer divisão da associação. É membro das ordens dos advogados da Pensilvânia e de Nova Iorque e exerceu brevemente a advocacia em Nova Iorque, em meados da década de 1980. == Atuação e pensamento == Allen é especialista em [[direito à privacidade]], filosofia da privacidade e proteção de dados, ética contemporânea e bioética, sendo também reconhecida por trabalhos em filosofia do direito, direitos das mulheres e relações raciais.<ref name="romano" /> Em 2014, ao conceder-lhe o prêmio por conjunto da obra, o [[Electronic Privacy Information Center]] descreveu-a como a principal estudiosa da privacidade do país.<ref name="epic" /> Em trabalhos recentes, Allen articulou a análise da privacidade com a questão racial, propondo o conceito de "''Black Opticon''" para descrever as formas de vigilância, exclusão e exposição desproporcionais a que estão sujeitas as populações negras no ambiente digital, e defendendo reformas na proteção de dados sob uma perspectiva de equidade racial.<ref name="penn" /> == Prêmios e reconhecimentos == * Em 2014, recebeu o Prêmio por Conjunto da Obra (''Lifetime Achievement Award'') do [[Electronic Privacy Information Center]].<ref name="epic" /> * Em 2016, foi eleita para a [[Academia Nacional de Medicina (Estados Unidos)|Academia Nacional de Medicina]].<ref name="nam" /> * Em 2019, foi eleita para a [[Academia de Artes e Ciências dos Estados Unidos]].<ref name="amacad" /> * Em 2021, recebeu o Prêmio Philip L. Quinn da [[American Philosophical Association]], a maior honraria da entidade por serviços prestados à filosofia.<ref name="penn" /> * Em 2022, recebeu o Founder's Award do [[Hastings Center]] por serviços prestados à bioética e o Prêmio de Privacidade do Berkeley Law and Technology Center.<ref name="penn" /> * Em 2022, foi eleita para a [[American Philosophical Society]].<ref name="aps" /> É ainda membro do American Law Institute. Recebeu títulos de doutora ''[[honoris causa]]'' pela [[Universidade de Tilburg]] (2019) e pelo College of Wooster (2021).<ref name="penn" /> == Obras selecionadas == A produção de Allen reúne mais de 130 artigos e capítulos, além de livros. A relação completa está disponível em seu repositório institucional na Universidade da Pensilvânia e em sua página de autora no [[Social Science Research Network|SSRN]].<ref name="penn" /><ref name="ssrn" /> === Livros === * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |título=Uneasy Access: Privacy for Women in a Free Society |ano=1988 |editora=Rowman & Littlefield}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |coautores=Regan Jr., Milton C. (orgs.) |título=Debating Democracy's Discontent: Essays on American Politics, Law, and Public Philosophy |ano=1998 |editora=Oxford University Press}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |coautores=Turkington, Richard C. |título=Privacy Law: Cases and Materials |ano=2002 |edição=2ª |editora=West Academic}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |título=Why Privacy Isn't Everything: Feminist Reflections on Personal Accountability |ano=2003 |editora=Rowman & Littlefield}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |título=The New Ethics: A Guided Tour of the 21st Century Moral Landscape |ano=2004 |editora=Miramax/Hyperion}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |título=Everyday Ethics: Opinion-Writing about the Things that Matter Most |ano=2011 |editora=University Readers}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |título=Unpopular Privacy: What Must We Hide? |ano=2011 |editora=Oxford University Press}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |coautores=Rotenberg, Marc |título=Privacy Law and Society |ano=2016 |edição=3ª |editora=West Academic |nota=1ª ed. Thomson/West, 2007}} === Artigos selecionados === * "Is Privacy Really a Civil Right?" (em coautoria). ''Berkeley Journal of Law and Technology'', 2025. * "Postmortem Privacy" (em coautoria). ''Michigan Law Review'', 2024. * "Dismantling the 'Black Opticon': Privacy, Race Equity, and Online Data-Protection Reform". ''Yale Law Journal Forum'', 2022. * "Protecting One's Own Privacy in a Big Data Economy". ''Harvard Law Review Forum'', 2016. * "Gender and Privacy in Cyberspace". ''Stanford Law Review'', 2000. * "Coercing Privacy". ''William & Mary Law Review'', 1999. * "The Black Surrogate Mother". ''Harvard BlackLetter Law Journal'', 1991. === Capítulos selecionados === * "Privacy, Critical Definition, and Racial Justice". Em: ''The Oxford Handbook of Applied Philosophy of Language'', 2024. * "Privacy and Medicine". Em: ''[[Stanford Encyclopedia of Philosophy]]'', 2021. * "Angela Davis". Em: ''The Philosopher Queens: The Lives and Legacies of Philosophy's Unsung Women'', 2020. * "Social Contract Theory, Slavery, and the Antebellum Courts" (em coautoria). Em: ''A Companion to African-American Philosophy'', 2006. == Referências == {{referências|refs= <ref name="penn">{{citar web |url=https://www.law.upenn.edu/faculty/aallen2/ |título=Anita L. Allen |obra=University of Pennsylvania Carey Law School |acessodata=2026-07-10 |lingua=en}}</ref> <ref name="aposentadoria">{{citar web |url=https://www.law.upenn.edu/live/news/17859-distinguished-faculty-retirement |título=Distinguished Faculty Retirement |data=1 de julho de 2025 |obra=University of Pennsylvania Carey Law School |acessodata=2026-07-10 |lingua=en}}</ref> <ref name="romano">{{citar web |ultimo=Romano |primeiro=Carlin |url=https://www.inquirer.com/philly/news/breaking/20071023_Unrequited_love__Penns_Anita_Allen_gave_her_heart_to_philosophy.html |título=A challenge for philosophy |data=23 de outubro de 2007 |obra=The Philadelphia Inquirer |acessodata=2026-07-10 |lingua=en}}</ref> <ref name="obama">{{citar web |ultimo=Weiss |primeiro=Rick |url=https://obamawhitehouse.archives.gov/blog/2010/04/08/president-announces-choices-new-bioethics-commission |título=President Announces Choices for New Bioethics Commission |data=8 de abril de 2010 |obra=whitehouse.gov |acessodata=2026-07-10 |lingua=en}}</ref> <ref name="nam">{{citar web |ultimo=Ogilvie |primeiro=Jenna |url=https://nam.edu/national-academy-of-medicine-elects-79-new-members/ |título=National Academy of Medicine Elects 80 New Members |data=17 de outubro de 2016 |obra=National Academy of Medicine |acessodata=2026-07-10 |lingua=en}}</ref> <ref name="epic">{{citar web |url=https://www.law.upenn.edu/live/news/4773-anita-allen-receives-lifetime-achievement-award |título=Anita Allen receives Lifetime Achievement Award from privacy advocacy group EPIC |data=29 de maio de 2014 |obra=University of Pennsylvania Law School |acessodata=2026-07-10 |lingua=en}}</ref> <ref name="amacad">{{citar web |url=https://www.amacad.org/new-members-2019 |título=2019 Fellows and International Honorary Members |obra=American Academy of Arts and Sciences |acessodata=2026-07-10 |lingua=en}}</ref> <ref name="aps">{{citar web |url=https://www.amphilsoc.org/blog/american-philosophical-society-welcomes-new-members-2022 |título=The American Philosophical Society Welcomes New Members for 2022 |obra=American Philosophical Society |acessodata=2026-07-10 |lingua=en}}</ref> <ref name="ssrn">{{citar web |url=https://papers.ssrn.com/sol3/cf_dev/AbsByAuth.cfm?per_id=329524 |título=Anita L. Allen — Author Page |obra=Social Science Research Network (SSRN) |acessodata=2026-07-10 |lingua=en}}</ref> }} == Ligações externas == * {{Link|en|https://www.law.upenn.edu/faculty/aallen2/ |2=Perfil na Universidade da Pensilvânia}} * {{Link|en|https://papers.ssrn.com/sol3/cf_dev/AbsByAuth.cfm?per_id=329524 |2=Página de autora no SSRN}} * {{Link|en|https://scholarship.law.upenn.edu |2=Produção acadêmica no repositório da Penn Carey Law}} {{Portal3|Biografias|Filosofia|Direito|Estados Unidos}} {{Controle de autoridade}} [[Categoria:Nascidos em 1953]] [[Categoria:Filósofas]] [[Categoria:Filósofos dos Estados Unidos]] [[Categoria:Filósofos afro-americanos]] [[Categoria:Juristas dos Estados Unidos]] [[Categoria:Professores da Universidade da Pensilvânia]] [[Categoria:Alunos da Universidade de Michigan]] [[Categoria:Alunos da Harvard Law School]] [[Categoria:Membros da Academia de Artes e Ciências dos Estados Unidos]] [[Categoria:Mulheres afro-americanas]] [[Categoria:!Mais Teoria da História na Wiki (Mulheres)]] n2dno45b4gm62zri4yjk8v2bb0g1sjr 57817 57816 2026-07-10T21:28:40Z Adesantana 51013 57817 wikitext text/x-wiki {{Info/Filósofo | nome = Anita Allen | imagem = | legenda = | nome_completo = Anita LaFrance Allen | outros_nomes = Anita L. Allen; Allen-Castellitto | data_nascimento = {{dni|24|3|1953}} | local_nascimento = [[Port Townsend]], [[Washington (estado)|Washington]], Estados Unidos | nacionalidade = {{USAb}} estadunidense | era = [[Filosofia contemporânea]] | escola_tradição = [[Filosofia analítica]] | principais_interesses = [[Filosofia do direito]], [[direito à privacidade|filosofia da privacidade]], [[bioética]] | ideias_notáveis = ''Black Opticon''; filosofia da privacidade | instituições = [[Universidade da Pensilvânia]] | alma_mater = New College of Florida<br>[[Universidade de Michigan]]<br>[[Universidade Harvard]] | orientador = Richard Brandt }} '''Anita LaFrance Allen''' ([[Port Townsend]], [[24 de março]] de [[1953]]), mais conhecida como '''Anita Allen''', é uma [[filósofa]] e [[jurista]] [[Estados Unidos|estadunidense]]. É professora emérita de direito e de filosofia na [[Universidade da Pensilvânia]], onde ocupou a cátedra Henry R. Silverman, sendo reconhecida internacionalmente como uma das principais autoridades em [[direito à privacidade|direito e filosofia da privacidade]] e proteção de dados.<ref name="penn" /><ref name="epic" /> Sua obra abrange ainda a [[bioética]], a ética contemporânea, os direitos reprodutivos das mulheres e as relações raciais.<ref name="romano" /> Allen foi uma das primeiras mulheres afro-americanas a obter um [[doutorado]] em filosofia e é a primeira a reunir os títulos de doutora em filosofia e ''[[Juris Doctor]]''. Ao longo da carreira, atuou em instituições como a [[Universidade Carnegie Mellon]], o [[Georgetown University Law Center]] e a Universidade da Pensilvânia, além de ter sido professora visitante em universidades da Europa, da Ásia e do Oriente Médio.<ref name="penn" /> Autora de mais de 130 artigos e capítulos, foi nomeada em 2010 pelo presidente [[Barack Obama]] para a Comissão Presidencial para o Estudo de Questões Bioéticas, na qual permaneceu até 2017.<ref name="penn" /><ref name="obama" /> Recebeu diversas honrarias, entre elas o prêmio por conjunto da obra do [[Electronic Privacy Information Center]] (2014) e o Prêmio Philip L. Quinn da [[American Philosophical Association]] (2021), e foi eleita para academias como a [[Academia Nacional de Medicina (Estados Unidos)|Academia Nacional de Medicina]], a [[Academia de Artes e Ciências dos Estados Unidos]] e a [[American Philosophical Society]].<ref name="epic" /><ref name="nam" /><ref name="amacad" /><ref name="aps" /> == Início de vida == Anita Allen nasceu em [[Fort Worden]], em [[Port Townsend]], no estado de [[Washington (estado)|Washington]]. Seus pais, Carrye Mae Allen e Grover Cleveland Allen, eram naturais de [[Atlanta]], na [[Geórgia (Estados Unidos)|Geórgia]]. O pai seguiu carreira no [[Exército dos Estados Unidos]] e serviu na [[Guerra da Coreia]] e na [[Guerra do Vietnã]], de modo que Allen passou a infância em bases militares. Foi uma de seis irmãos, todos com carreiras no direito, na engenharia, nas forças armadas ou no serviço público. == Formação == Allen concluiu o ensino médio em [[Columbus (Geórgia)|Columbus]], na Geórgia, em 1970. Graduou-se em filosofia pelo New College of Florida em 1974, em cujo conselho de curadores viria a atuar mais tarde. Durante a graduação, passou um ano estudando na Itália e na Alemanha e desenvolveu uma monografia sobre o pensamento do [[positivismo lógico|positivista lógico]] [[Rudolf Carnap]]. Obteve o [[mestrado]] (1976) e o [[doutorado]] (1980) em filosofia pela [[Universidade de Michigan]], onde recebeu formação em [[filosofia analítica]].<ref name="penn" /> Sua tese de doutorado, orientada pelo filósofo [[utilitarismo|utilitarista]] Richard Brandt, tratou das teorias de [[Thomas Hobbes]] e [[John Locke]] sobre a autoridade parental e do direito à educação, defendendo maior autonomia para as crianças. Em 1984, concluiu o ''[[Juris Doctor]]'' na [[Faculdade de Direito de Harvard]], onde atuou como monitora de professores como [[Michael Sandel]], [[Ronald Dworkin]], [[Robert Nozick]] e [[Sissela Bok]]. == Carreira == Antes de ingressar na Universidade da Pensilvânia, Allen foi professora assistente de filosofia na [[Universidade Carnegie Mellon]] (1978–1981) e a primeira mulher afro-americana a integrar o corpo docente da faculdade de direito da [[Universidade de Pittsburgh]] (1985–1987). Foi professora e vice-decana de pesquisa no [[Georgetown University Law Center]] entre 1987 e 1998.<ref name="penn" /> Na Universidade da Pensilvânia, foi docente afiliada a diversos centros, entre eles o Leonard Davis Institute of Health Economics, o Departamento de Estudos Africana e o Center for Technology, Innovation and Competition. Entre 2013 e 2020, exerceu o cargo de vice-reitora de corpo docente (''Vice Provost for Faculty''). Também atuou como professora visitante em instituições como a [[Universidade de Tel Aviv]], a Universidade Waseda, em Tóquio, a [[Universidade de Princeton]], a [[Faculdade de Direito de Yale]] e a [[Universidade de Oxford]], onde foi Hart Fellow do University College em 2024 e proferiu a Conferência Memorial H. L. A. Hart no mesmo ano.<ref name="penn" /> Aposentou-se da Universidade da Pensilvânia em 2025, quando passou à condição de professora emérita.<ref name="penn" /><ref name="aposentadoria" /> Para o ano acadêmico de 2025–2026, foi nomeada Laurance S. Rockefeller Visiting Professor for Distinguished Teaching na Universidade de Princeton.<ref name="penn" /> Presidiu a Divisão Oriental da [[American Philosophical Association]] no biênio 2018–2019, tendo sido a primeira mulher afro-americana a ocupar o posto em qualquer divisão da associação. É membro das ordens dos advogados da Pensilvânia e de Nova Iorque e exerceu brevemente a advocacia em Nova Iorque, em meados da década de 1980. == Atuação e pensamento == Allen é especialista em [[direito à privacidade]], filosofia da privacidade e proteção de dados, ética contemporânea e bioética, sendo também reconhecida por trabalhos em filosofia do direito, direitos das mulheres e relações raciais.<ref name="romano" /> Em 2014, ao conceder-lhe o prêmio por conjunto da obra, o [[Electronic Privacy Information Center]] descreveu-a como a principal estudiosa da privacidade do país.<ref name="epic" /> Em trabalhos recentes, Allen articulou a análise da privacidade com a questão racial, propondo o conceito de "''Black Opticon''" para descrever as formas de vigilância, exclusão e exposição desproporcionais a que estão sujeitas as populações negras no ambiente digital, e defendendo reformas na proteção de dados sob uma perspectiva de equidade racial.<ref name="penn" /> == Prêmios e reconhecimentos == * Em 2014, recebeu o Prêmio por Conjunto da Obra (''Lifetime Achievement Award'') do [[Electronic Privacy Information Center]].<ref name="epic" /> * Em 2016, foi eleita para a [[Academia Nacional de Medicina (Estados Unidos)|Academia Nacional de Medicina]].<ref name="nam" /> * Em 2019, foi eleita para a [[Academia de Artes e Ciências dos Estados Unidos]].<ref name="amacad" /> * Em 2021, recebeu o Prêmio Philip L. Quinn da [[American Philosophical Association]], a maior honraria da entidade por serviços prestados à filosofia.<ref name="penn" /> * Em 2022, recebeu o Founder's Award do [[Hastings Center]] por serviços prestados à bioética e o Prêmio de Privacidade do Berkeley Law and Technology Center.<ref name="penn" /> * Em 2022, foi eleita para a [[American Philosophical Society]].<ref name="aps" /> É ainda membro do American Law Institute. Recebeu títulos de doutora ''[[honoris causa]]'' pela [[Universidade de Tilburg]] (2019) e pelo College of Wooster (2021).<ref name="penn" /> == Obras selecionadas == A produção de Allen reúne mais de 130 artigos e capítulos, além de livros. A relação completa está disponível em seu repositório institucional na Universidade da Pensilvânia e em sua página de autora no [[Social Science Research Network|SSRN]].<ref name="penn" /><ref name="ssrn" /> === Livros === * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |título=Uneasy Access: Privacy for Women in a Free Society |ano=1988 |editora=Rowman & Littlefield}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |autor2=Milton C. Regan Jr. |título=Debating Democracy's Discontent: Essays on American Politics, Law, and Public Philosophy |ano=1998 |editora=Oxford University Press}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |autor2=Richard C. Turkington |título=Privacy Law: Cases and Materials |ano=2002 |edição=2 |editora=West Academic}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |título=Why Privacy Isn't Everything: Feminist Reflections on Personal Accountability |ano=2003 |editora=Rowman & Littlefield}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |título=The New Ethics: A Guided Tour of the 21st Century Moral Landscape |ano=2004 |editora=Miramax/Hyperion}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |título=Everyday Ethics: Opinion-Writing about the Things that Matter Most |ano=2011 |editora=University Readers}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |título=Unpopular Privacy: What Must We Hide? |ano=2011 |editora=Oxford University Press}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |autor2=Marc Rotenberg |título=Privacy Law and Society |ano=2016 |edição=3 |editora=West Academic}} (1ª edição publicada pela Thomson/West em 2007) === Artigos selecionados === * "Is Privacy Really a Civil Right?" (em coautoria). ''Berkeley Journal of Law and Technology'', 2025. * "Postmortem Privacy" (em coautoria). ''Michigan Law Review'', 2024. * "Dismantling the 'Black Opticon': Privacy, Race Equity, and Online Data-Protection Reform". ''Yale Law Journal Forum'', 2022. * "Protecting One's Own Privacy in a Big Data Economy". ''Harvard Law Review Forum'', 2016. * "Gender and Privacy in Cyberspace". ''Stanford Law Review'', 2000. * "Coercing Privacy". ''William & Mary Law Review'', 1999. * "The Black Surrogate Mother". ''Harvard BlackLetter Law Journal'', 1991. === Capítulos selecionados === * "Privacy, Critical Definition, and Racial Justice". Em: ''The Oxford Handbook of Applied Philosophy of Language'', 2024. * "Privacy and Medicine". Em: ''[[Stanford Encyclopedia of Philosophy]]'', 2021. * "Angela Davis". Em: ''The Philosopher Queens: The Lives and Legacies of Philosophy's Unsung Women'', 2020. * "Social Contract Theory, Slavery, and the Antebellum Courts" (em coautoria). Em: ''A Companion to African-American Philosophy'', 2006. == Referências == {{referências|refs= <ref name="penn">{{citar web |url=https://www.law.upenn.edu/faculty/aallen2/ |título=Anita L. 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Allen; Allen-Castellitto | nascimento_data = {{dni|24|3|1953}} | nascimento_local = [[Port Townsend]], [[Washington (estado)|Washington]], Estados Unidos | nacionalidade = estadunidense | etnia = afro-americana | alma_mater = New College of Florida<br>[[Universidade de Michigan]]<br>[[Universidade Harvard]] | ocupação = [[filósofa]], [[jurista]], professora | principais_prêmios = Prêmio Philip L. Quinn (2021) | empregador = [[Universidade da Pensilvânia]] }} '''Anita LaFrance Allen''' ([[Port Townsend]], [[24 de março]] de [[1953]]), mais conhecida como '''Anita Allen''', é uma [[filósofa]] e [[jurista]] [[Estados Unidos|estadunidense]]. É professora emérita de direito e de filosofia na [[Universidade da Pensilvânia]], onde ocupou a cátedra Henry R. Silverman, sendo reconhecida internacionalmente como uma das principais autoridades em [[direito à privacidade|direito e filosofia da privacidade]] e proteção de dados.<ref name="penn">{{citar web |url=https://www.law.upenn.edu/faculty/aallen2/ |título=Anita L. Allen |obra=University of Pennsylvania Carey Law School |acessodata=10 de julho de 2026 |lingua=en}}</ref><ref name="epic">{{citar web |url=https://www.law.upenn.edu/live/news/4773-anita-allen-receives-lifetime-achievement-award |título=Anita Allen receives Lifetime Achievement Award from privacy advocacy group EPIC |data=29 de maio de 2014 |obra=University of Pennsylvania Law School |acessodata=10 de julho de 2026 |lingua=en}}</ref> Sua obra abrange ainda a [[bioética]], a ética contemporânea, os direitos reprodutivos das mulheres e as relações raciais.<ref name="romano">{{citar web |ultimo=Romano |primeiro=Carlin |url=https://www.inquirer.com/philly/news/breaking/20071023_Unrequited_love__Penns_Anita_Allen_gave_her_heart_to_philosophy.html |título=A challenge for philosophy |data=23 de outubro de 2007 |obra=The Philadelphia Inquirer |acessodata=10 de julho de 2026 |lingua=en}}</ref> Allen foi uma das primeiras mulheres afro-americanas a obter um [[doutorado]] em filosofia e é a primeira a reunir os títulos de doutora em filosofia e ''[[Juris Doctor]]''. Ao longo da carreira, atuou em instituições como a [[Universidade Carnegie Mellon]], o [[Georgetown University Law Center]] e a Universidade da Pensilvânia, além de ter sido professora visitante em universidades da Europa, da Ásia e do Oriente Médio.<ref name="penn" /> Autora de mais de 130 artigos e capítulos, foi nomeada em 2010 pelo presidente [[Barack Obama]] para a Comissão Presidencial para o Estudo de Questões Bioéticas, na qual permaneceu até 2017.<ref name="penn" /><ref name="obama">{{citar web |ultimo=Weiss |primeiro=Rick |url=https://obamawhitehouse.archives.gov/blog/2010/04/08/president-announces-choices-new-bioethics-commission |título=President Announces Choices for New Bioethics Commission |data=8 de abril de 2010 |obra=whitehouse.gov |acessodata=10 de julho de 2026 |lingua=en}}</ref> Recebeu diversas honrarias, entre elas o prêmio por conjunto da obra do [[Electronic Privacy Information Center]] (2014) e o Prêmio Philip L. Quinn da [[American Philosophical Association]] (2021), e foi eleita para academias como a [[Academia Nacional de Medicina (Estados Unidos)|Academia Nacional de Medicina]], a [[Academia de Artes e Ciências dos Estados Unidos]] e a [[American Philosophical Society]].<ref name="epic" /><ref name="nam">{{citar web |ultimo=Ogilvie |primeiro=Jenna |url=https://nam.edu/national-academy-of-medicine-elects-79-new-members/ |título=National Academy of Medicine Elects 80 New Members |data=17 de outubro de 2016 |obra=National Academy of Medicine |acessodata=10 de julho de 2026 |lingua=en}}</ref><ref name="amacad">{{citar web |url=https://www.amacad.org/new-members-2019 |título=2019 Fellows and International Honorary Members |obra=American Academy of Arts and Sciences |acessodata=10 de julho de 2026 |lingua=en}}</ref><ref name="aps">{{citar web |url=https://www.amphilsoc.org/blog/american-philosophical-society-welcomes-new-members-2022 |título=The American Philosophical Society Welcomes New Members for 2022 |obra=American Philosophical Society |acessodata=10 de julho de 2026 |lingua=en}}</ref> == Início de vida == Anita Allen nasceu em [[Fort Worden]], em [[Port Townsend]], no estado de [[Washington (estado)|Washington]]. Seus pais, Carrye Mae Allen e Grover Cleveland Allen, eram naturais de [[Atlanta]], na [[Geórgia (Estados Unidos)|Geórgia]]. O pai seguiu carreira no [[Exército dos Estados Unidos]] e serviu na [[Guerra da Coreia]] e na [[Guerra do Vietnã]], de modo que Allen passou a infância em bases militares. Foi uma de seis irmãos, todos com carreiras no direito, na engenharia, nas forças armadas ou no serviço público. == Formação == Allen concluiu o ensino médio em [[Columbus (Geórgia)|Columbus]], na Geórgia, em 1970. Graduou-se em filosofia pelo New College of Florida em 1974, em cujo conselho de curadores viria a atuar mais tarde. Durante a graduação, passou um ano estudando na Itália e na Alemanha e desenvolveu uma monografia sobre o pensamento do [[positivismo lógico|positivista lógico]] [[Rudolf Carnap]]. Obteve o [[mestrado]] (1976) e o [[doutorado]] (1980) em filosofia pela [[Universidade de Michigan]], onde recebeu formação em [[filosofia analítica]].<ref name="penn" /> Sua tese de doutorado, orientada pelo filósofo [[utilitarismo|utilitarista]] Richard Brandt, tratou das teorias de [[Thomas Hobbes]] e [[John Locke]] sobre a autoridade parental e do direito à educação, defendendo maior autonomia para as crianças. Em 1984, concluiu o ''[[Juris Doctor]]'' na [[Faculdade de Direito de Harvard]], onde atuou como monitora de professores como [[Michael Sandel]], [[Ronald Dworkin]], [[Robert Nozick]] e [[Sissela Bok]]. == Carreira == Antes de ingressar na Universidade da Pensilvânia, Allen foi professora assistente de filosofia na [[Universidade Carnegie Mellon]] (1978–1981) e a primeira mulher afro-americana a integrar o corpo docente da faculdade de direito da [[Universidade de Pittsburgh]] (1985–1987). Foi professora e vice-decana de pesquisa no [[Georgetown University Law Center]] entre 1987 e 1998.<ref name="penn" /> Na Universidade da Pensilvânia, foi docente afiliada a diversos centros, entre eles o Leonard Davis Institute of Health Economics, o Departamento de Estudos Africana e o Center for Technology, Innovation and Competition. Entre 2013 e 2020, exerceu o cargo de vice-reitora de corpo docente (''Vice Provost for Faculty''). Também atuou como professora visitante em instituições como a [[Universidade de Tel Aviv]], a Universidade Waseda, em Tóquio, a [[Universidade de Princeton]], a [[Faculdade de Direito de Yale]] e a [[Universidade de Oxford]], onde foi Hart Fellow do University College em 2024 e proferiu a Conferência Memorial H. L. A. Hart no mesmo ano.<ref name="penn" /> Aposentou-se da Universidade da Pensilvânia em 2025, quando passou à condição de professora emérita.<ref name="penn" /><ref name="aposentadoria">{{citar web |url=https://www.law.upenn.edu/live/news/17859-distinguished-faculty-retirement |título=Distinguished Faculty Retirement |data=1 de julho de 2025 |obra=University of Pennsylvania Carey Law School |acessodata=10 de julho de 2026 |lingua=en}}</ref> Para o ano acadêmico de 2025–2026, foi nomeada Laurance S. Rockefeller Visiting Professor for Distinguished Teaching na Universidade de Princeton.<ref name="penn" /> Presidiu a Divisão Oriental da [[American Philosophical Association]] no biênio 2018–2019, tendo sido a primeira mulher afro-americana a ocupar o posto em qualquer divisão da associação. É membro das ordens dos advogados da Pensilvânia e de Nova Iorque e exerceu brevemente a advocacia em Nova Iorque, em meados da década de 1980. == Atuação e pensamento == Allen é especialista em [[direito à privacidade]], filosofia da privacidade e proteção de dados, ética contemporânea e bioética, sendo também reconhecida por trabalhos em filosofia do direito, direitos das mulheres e relações raciais.<ref name="romano" /> Em 2014, ao conceder-lhe o prêmio por conjunto da obra, o [[Electronic Privacy Information Center]] descreveu-a como a principal estudiosa da privacidade do país.<ref name="epic" /> Em trabalhos recentes, Allen articulou a análise da privacidade com a questão racial, propondo o conceito de "''Black Opticon''" para descrever as formas de vigilância, exclusão e exposição desproporcionais a que estão sujeitas as populações negras no ambiente digital, e defendendo reformas na proteção de dados sob uma perspectiva de equidade racial.<ref name="penn" /> == Prêmios e reconhecimentos == * Em 2014, recebeu o Prêmio por Conjunto da Obra (''Lifetime Achievement Award'') do [[Electronic Privacy Information Center]].<ref name="epic" /> * Em 2016, foi eleita para a [[Academia Nacional de Medicina (Estados Unidos)|Academia Nacional de Medicina]].<ref name="nam" /> * Em 2019, foi eleita para a [[Academia de Artes e Ciências dos Estados Unidos]].<ref name="amacad" /> * Em 2021, recebeu o Prêmio Philip L. Quinn da [[American Philosophical Association]], a maior honraria da entidade por serviços prestados à filosofia.<ref name="penn" /> * Em 2022, recebeu o Founder's Award do [[Hastings Center]] por serviços prestados à bioética e o Prêmio de Privacidade do Berkeley Law and Technology Center.<ref name="penn" /> * Em 2022, foi eleita para a [[American Philosophical Society]].<ref name="aps" /> É ainda membro do American Law Institute. Recebeu títulos de doutora ''[[honoris causa]]'' pela [[Universidade de Tilburg]] (2019) e pelo College of Wooster (2021).<ref name="penn" /> == Obras selecionadas == A produção de Allen reúne mais de 130 artigos e capítulos, além de livros. A relação completa está disponível em seu repositório institucional na Universidade da Pensilvânia e em sua página de autora no [[Social Science Research Network|SSRN]].<ref name="penn" /><ref name="ssrn">{{citar web |url=https://papers.ssrn.com/sol3/cf_dev/AbsByAuth.cfm?per_id=329524 |título=Anita L. Allen — Author Page |obra=Social Science Research Network (SSRN) |acessodata=10 de julho de 2026 |lingua=en}}</ref> === Livros === * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |título=Uneasy Access: Privacy for Women in a Free Society |ano=1988 |editora=Rowman & Littlefield}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |autor2=Milton C. Regan Jr. |título=Debating Democracy's Discontent: Essays on American Politics, Law, and Public Philosophy |ano=1998 |editora=Oxford University Press}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |autor2=Richard C. Turkington |título=Privacy Law: Cases and Materials |ano=2002 |edição=2 |editora=West Academic}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |título=Why Privacy Isn't Everything: Feminist Reflections on Personal Accountability |ano=2003 |editora=Rowman & Littlefield}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |título=The New Ethics: A Guided Tour of the 21st Century Moral Landscape |ano=2004 |editora=Miramax/Hyperion}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |título=Everyday Ethics: Opinion-Writing about the Things that Matter Most |ano=2011 |editora=University Readers}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |título=Unpopular Privacy: What Must We Hide? |ano=2011 |editora=Oxford University Press}} * {{citar livro |sobrenome=Allen |nome=Anita L. |autor2=Marc Rotenberg |título=Privacy Law and Society |ano=2016 |edição=3 |editora=West Academic}} (1ª edição publicada pela Thomson/West em 2007) === Artigos selecionados === * "Is Privacy Really a Civil Right?" (em coautoria). ''Berkeley Journal of Law and Technology'', 2025. * "Postmortem Privacy" (em coautoria). ''Michigan Law Review'', 2024. * "Dismantling the 'Black Opticon': Privacy, Race Equity, and Online Data-Protection Reform". ''Yale Law Journal Forum'', 2022. * "Protecting One's Own Privacy in a Big Data Economy". ''Harvard Law Review Forum'', 2016. * "Gender and Privacy in Cyberspace". ''Stanford Law Review'', 2000. * "Coercing Privacy". ''William & Mary Law Review'', 1999. * "The Black Surrogate Mother". ''Harvard BlackLetter Law Journal'', 1991. === Capítulos selecionados === * "Privacy, Critical Definition, and Racial Justice". Em: ''The Oxford Handbook of Applied Philosophy of Language'', 2024. * "Privacy and Medicine". Em: ''[[Stanford Encyclopedia of Philosophy]]'', 2021. * "Angela Davis". Em: ''The Philosopher Queens: The Lives and Legacies of Philosophy's Unsung Women'', 2020. * "Social Contract Theory, Slavery, and the Antebellum Courts" (em coautoria). Em: ''A Companion to African-American Philosophy'', 2006. == Notas == {{Tradução/ref|en|Anita L. Allen}} == Referências == {{Referências}} == Ligações externas == * {{Link|en|https://www.law.upenn.edu/faculty/aallen2/ |2=Perfil na Universidade da Pensilvânia}} * {{Link|en|https://papers.ssrn.com/sol3/cf_dev/AbsByAuth.cfm?per_id=329524 |2=Página de autora no SSRN}} * {{Link|en|https://scholarship.law.upenn.edu |2=Produção acadêmica no repositório da Penn Carey Law}} {{Portal3|Biografias|Filosofia|Direito|Estados Unidos}} {{Controle de autoridade}} [[Categoria:Nascidos em 1953]] [[Categoria:Filósofas]] [[Categoria:Filósofos dos Estados Unidos]] [[Categoria:Filósofos afro-americanos]] [[Categoria:Juristas dos Estados Unidos]] [[Categoria:Professores da Universidade da Pensilvânia]] [[Categoria:Alunos da Universidade de Michigan]] [[Categoria:Alunos da Harvard Law School]] [[Categoria:Membros da Academia de Artes e Ciências dos Estados Unidos]] [[Categoria:Mulheres afro-americanas]] [[Categoria:!Mais Teoria da História na Wiki (Mulheres)]] 2e20u14c2psmruwjyikk3f90oeqe7xj 57819 57818 2026-07-10T21:44:14Z Adesantana 51013 57819 wikitext text/x-wiki {{Info/Biografia | nome = Anita Allen | imagem = | imagem_tamanho = | imagem_legenda = | nome_completo = Anita LaFrance Allen | outros_nomes = Anita L. Allen; Allen-Castellitto | nascimento_data = {{dni|24|3|1953}} | nascimento_local = [[Port Townsend]], [[Washington (estado)|Washington]], Estados Unidos | nacionalidade = estadunidense | etnia = afro-americana | alma_mater = New College of Florida<br>[[Universidade de Michigan]]<br>[[Universidade Harvard]] | ocupação = [[filósofa]], [[jurista]], professora | principais_prêmios = Prêmio Philip L. Quinn (2021) | empregador = [[Universidade da Pensilvânia]] }} '''Anita LaFrance Allen''' ([[Port Townsend]], [[24 de março]] de [[1953]]), mais conhecida como '''Anita Allen''', é uma [[filósofa]] e [[jurista]] [[Estados Unidos|estadunidense]]. É professora emérita de direito e de filosofia na [[Universidade da Pensilvânia]], onde ocupou a cátedra Henry R. Silverman, sendo reconhecida internacionalmente como uma das principais autoridades em [[direito à privacidade|direito e filosofia da privacidade]] e proteção de dados.<ref name="penn">{{citar web |url=https://www.law.upenn.edu/faculty/aallen2/ |título=Anita L. 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Ao longo da carreira, atuou em instituições como a [[Universidade Carnegie Mellon]], o [[Georgetown University Law Center]] e a Universidade da Pensilvânia, além de ter sido professora visitante em universidades da Europa, da Ásia e do Oriente Médio.<ref name="penn" /> Autora de mais de 130 artigos e capítulos, foi nomeada em 2010 pelo presidente [[Barack Obama]] para a Comissão Presidencial para o Estudo de Questões Bioéticas, na qual permaneceu até 2017.<ref name="penn" /><ref name="obama">{{citar web |ultimo=Weiss |primeiro=Rick |url=https://obamawhitehouse.archives.gov/blog/2010/04/08/president-announces-choices-new-bioethics-commission |título=President Announces Choices for New Bioethics Commission |data=8 de abril de 2010 |obra=whitehouse.gov |acessodata=10 de julho de 2026 |lingua=en}}</ref> Recebeu diversas honrarias, entre elas o prêmio por conjunto da obra do [[Electronic Privacy Information Center]] (2014) e o Prêmio Philip L. Quinn da [[American Philosophical Association]] (2021), e foi eleita para academias como a [[Academia Nacional de Medicina (Estados Unidos)|Academia Nacional de Medicina]], a [[Academia de Artes e Ciências dos Estados Unidos]] e a [[American Philosophical Society]].<ref name="epic" /><ref name="nam">{{citar web |ultimo=Ogilvie |primeiro=Jenna |url=https://nam.edu/national-academy-of-medicine-elects-79-new-members/ |título=National Academy of Medicine Elects 80 New Members |data=17 de outubro de 2016 |obra=National Academy of Medicine |acessodata=10 de julho de 2026 |lingua=en}}</ref><ref name="amacad">{{citar web |url=https://www.amacad.org/new-members-2019 |título=2019 Fellows and International Honorary Members |obra=American Academy of Arts and Sciences |acessodata=10 de julho de 2026 |lingua=en}}</ref><ref name="aps">{{citar web |url=https://www.amphilsoc.org/blog/american-philosophical-society-welcomes-new-members-2022 |título=The American Philosophical Society Welcomes New Members for 2022 |obra=American Philosophical Society |acessodata=10 de julho de 2026 |lingua=en}}</ref> == Início de vida == Anita Allen nasceu em [[Fort Worden]], em [[Port Townsend]], no estado de [[Washington (estado)|Washington]]. Seus pais, Carrye Mae Allen e Grover Cleveland Allen, eram naturais de [[Atlanta]], na [[Geórgia (Estados Unidos)|Geórgia]]. O pai seguiu carreira no [[Exército dos Estados Unidos]] e serviu na [[Guerra da Coreia]] e na [[Guerra do Vietnã]], de modo que Allen passou a infância em bases militares. Foi uma de seis irmãos, todos com carreiras no direito, na engenharia, nas forças armadas ou no serviço público. == Formação == Allen concluiu o ensino médio em [[Columbus (Geórgia)|Columbus]], na Geórgia, em 1970. Graduou-se em filosofia pelo New College of Florida em 1974, em cujo conselho de curadores viria a atuar mais tarde. Durante a graduação, passou um ano estudando na Itália e na Alemanha e desenvolveu uma monografia sobre o pensamento do [[positivismo lógico|positivista lógico]] [[Rudolf Carnap]]. Obteve o [[mestrado]] (1976) e o [[doutorado]] (1980) em filosofia pela [[Universidade de Michigan]], onde recebeu formação em [[filosofia analítica]].<ref name="penn" /> Sua tese de doutorado, orientada pelo filósofo [[utilitarismo|utilitarista]] Richard Brandt, tratou das teorias de [[Thomas Hobbes]] e [[John Locke]] sobre a autoridade parental e do direito à educação, defendendo maior autonomia para as crianças. Em 1984, concluiu o ''[[Juris Doctor]]'' na [[Faculdade de Direito de Harvard]], onde atuou como monitora de professores como [[Michael Sandel]], [[Ronald Dworkin]], [[Robert Nozick]] e [[Sissela Bok]]. == Carreira == Antes de ingressar na Universidade da Pensilvânia, Allen foi professora assistente de filosofia na [[Universidade Carnegie Mellon]] (1978–1981) e a primeira mulher afro-americana a integrar o corpo docente da faculdade de direito da [[Universidade de Pittsburgh]] (1985–1987). Foi professora e vice-decana de pesquisa no [[Georgetown University Law Center]] entre 1987 e 1998.<ref name="penn" /> Na Universidade da Pensilvânia, foi docente afiliada a diversos centros, entre eles o Leonard Davis Institute of Health Economics, o Departamento de Estudos Africana e o Center for Technology, Innovation and Competition. Entre 2013 e 2020, exerceu o cargo de vice-reitora de corpo docente (''Vice Provost for Faculty''). Também atuou como professora visitante em instituições como a [[Universidade de Tel Aviv]], a Universidade Waseda, em Tóquio, a [[Universidade de Princeton]], a [[Faculdade de Direito de Yale]] e a [[Universidade de Oxford]], onde foi Hart Fellow do University College em 2024 e proferiu a Conferência Memorial H. L. A. Hart no mesmo ano.<ref name="penn" /> Aposentou-se da Universidade da Pensilvânia em 2025, quando passou à condição de professora emérita.<ref name="penn" /><ref name="aposentadoria">{{citar web |url=https://www.law.upenn.edu/live/news/17859-distinguished-faculty-retirement |título=Distinguished Faculty Retirement |data=1 de julho de 2025 |obra=University of Pennsylvania Carey Law School |acessodata=10 de julho de 2026 |lingua=en}}</ref> Para o ano acadêmico de 2025–2026, foi nomeada Laurance S. Rockefeller Visiting Professor for Distinguished Teaching na Universidade de Princeton.<ref name="penn" /> Presidiu a Divisão Oriental da [[American Philosophical Association]] no biênio 2018–2019, tendo sido a primeira mulher afro-americana a ocupar o posto em qualquer divisão da associação. É membro das ordens dos advogados da Pensilvânia e de Nova Iorque e exerceu brevemente a advocacia em Nova Iorque, em meados da década de 1980. == Atuação e pensamento == Allen é especialista em [[direito à privacidade]], filosofia da privacidade e proteção de dados, ética contemporânea e bioética, sendo também reconhecida por trabalhos em filosofia do direito, direitos das mulheres e relações raciais.<ref name="romano" /> Em 2014, ao conceder-lhe o prêmio por conjunto da obra, o [[Electronic Privacy Information Center]] descreveu-a como a principal estudiosa da privacidade do país.<ref name="epic" /> Em trabalhos recentes, Allen articulou a análise da privacidade com a questão racial, propondo o conceito de "''Black Opticon''" para descrever as formas de vigilância, exclusão e exposição desproporcionais a que estão sujeitas as populações negras no ambiente digital, e defendendo reformas na proteção de dados sob uma perspectiva de equidade racial.<ref name="penn" /> == Prêmios e reconhecimentos == * Em 2014, recebeu o Prêmio por Conjunto da Obra (''Lifetime Achievement Award'') do [[Electronic Privacy Information Center]].<ref name="epic" /> * Em 2016, foi eleita para a [[Academia Nacional de Medicina (Estados Unidos)|Academia Nacional de Medicina]].<ref name="nam" /> * Em 2019, foi eleita para a [[Academia de Artes e Ciências dos Estados Unidos]].<ref name="amacad" /> * Em 2021, recebeu o Prêmio Philip L. Quinn da [[American Philosophical Association]], a maior honraria da entidade por serviços prestados à filosofia.<ref name="penn" /> * Em 2022, recebeu o Founder's Award do [[Hastings Center]] por serviços prestados à bioética e o Prêmio de Privacidade do Berkeley Law and Technology Center.<ref name="penn" /> * Em 2022, foi eleita para a [[American Philosophical Society]].<ref name="aps" /> É ainda membro do American Law Institute. Recebeu títulos de doutora ''[[honoris causa]]'' pela [[Universidade de Tilburg]] (2019) e pelo College of Wooster (2021).<ref name="penn" /> == Obras selecionadas == A produção de Allen reúne mais de 130 artigos e capítulos, além de livros. A relação completa está disponível em seu repositório institucional na Universidade da Pensilvânia e em sua página de autora no [[Social Science Research Network|SSRN]].<ref name="penn" /><ref name="ssrn">{{citar web |url=https://papers.ssrn.com/sol3/cf_dev/AbsByAuth.cfm?per_id=329524 |título=Anita L. Allen — Author Page |obra=Social Science Research Network (SSRN) |acessodata=10 de julho de 2026 |lingua=en}}</ref> === Livros === * ALLEN, Anita L. ''Uneasy Access: Privacy for Women in a Free Society''. Rowman & Littlefield, 1988. * ALLEN, Anita L.; REGAN JR., Milton C. ''Debating Democracy's Discontent: Essays on American Politics, Law, and Public Philosophy''. Oxford University Press, 1998. * ALLEN, Anita L.; TURKINGTON, Richard C. ''Privacy Law: Cases and Materials''. 2ª ed. West Academic, 2002. * ALLEN, Anita L. ''Why Privacy Isn't Everything: Feminist Reflections on Personal Accountability''. Rowman & Littlefield, 2003. * ALLEN, Anita L. ''The New Ethics: A Guided Tour of the 21st Century Moral Landscape''. Miramax/Hyperion, 2004. * ALLEN, Anita L. ''Everyday Ethics: Opinion-Writing about the Things that Matter Most''. University Readers, 2011. * ALLEN, Anita L. ''Unpopular Privacy: What Must We Hide?''. Oxford University Press, 2011. * ALLEN, Anita L.; ROTENBERG, Marc. ''Privacy Law and Society''. 3ª ed. West Academic, 2016. (1ª edição publicada pela Thomson/West em 2007) === Artigos selecionados === * "Is Privacy Really a Civil Right?" (em coautoria). ''Berkeley Journal of Law and Technology'', 2025. * "Postmortem Privacy" (em coautoria). ''Michigan Law Review'', 2024. * "Dismantling the 'Black Opticon': Privacy, Race Equity, and Online Data-Protection Reform". ''Yale Law Journal Forum'', 2022. * "Protecting One's Own Privacy in a Big Data Economy". ''Harvard Law Review Forum'', 2016. * "Gender and Privacy in Cyberspace". ''Stanford Law Review'', 2000. * "Coercing Privacy". ''William & Mary Law Review'', 1999. * "The Black Surrogate Mother". ''Harvard BlackLetter Law Journal'', 1991. === Capítulos selecionados === * "Privacy, Critical Definition, and Racial Justice". Em: ''The Oxford Handbook of Applied Philosophy of Language'', 2024. * "Privacy and Medicine". Em: ''[[Stanford Encyclopedia of Philosophy]]'', 2021. * "Angela Davis". Em: ''The Philosopher Queens: The Lives and Legacies of Philosophy's Unsung Women'', 2020. * "Social Contract Theory, Slavery, and the Antebellum Courts" (em coautoria). Em: ''A Companion to African-American Philosophy'', 2006. == Notas == {{Tradução/ref|en|Anita L. Allen}} == Referências == {{Referências}} == Ligações externas == * [https://www.law.upenn.edu/faculty/aallen2/ Perfil na Universidade da Pensilvânia] (em inglês) * [https://papers.ssrn.com/sol3/cf_dev/AbsByAuth.cfm?per_id=329524 Página de autora no SSRN] (em inglês) * [https://scholarship.law.upenn.edu Produção acadêmica no repositório da Penn Carey Law] (em inglês) [[Categoria:Nascidos em 1953]] [[Categoria:Filósofas]] [[Categoria:Filósofos dos Estados Unidos]] [[Categoria:Filósofos afro-americanos]] [[Categoria:Juristas dos Estados Unidos]] [[Categoria:Professores da Universidade da Pensilvânia]] [[Categoria:Alunos da Universidade de Michigan]] [[Categoria:Alunos da Harvard Law School]] [[Categoria:Membros da Academia de Artes e Ciências dos Estados Unidos]] [[Categoria:Mulheres afro-americanas]] [[Categoria:!Mais Teoria da História na Wiki (Mulheres)]] 3s1zs85uh9hj1r8t1tlr0z9vaqme5cb Kabengele Munanga 0 9785 57820 2026-07-10T21:57:20Z Adesantana 51013 Criou página com '{{Info/Biografia | nome = Kabengele Munanga | imagem = | imagem_tamanho = | imagem_legenda = | nome_completo = Kabengele Munanga | nascimento_data = {{dni|22|6|1940}} | nascimento_local = Bakwa Kalonji, [[Congo Belga]] (atual [[República Democrática do Congo]]) | nacionalidade = congolês-brasileiro | etnia = [[Luba (etnia)|luba]] | alma_mater = [[Universidade de Lubumbashi]]<br>Universidade de São Paulo...' 57820 wikitext text/x-wiki {{Info/Biografia | nome = Kabengele Munanga | imagem = | imagem_tamanho = | imagem_legenda = | nome_completo = Kabengele Munanga | nascimento_data = {{dni|22|6|1940}} | nascimento_local = Bakwa Kalonji, [[Congo Belga]] (atual [[República Democrática do Congo]]) | nacionalidade = congolês-brasileiro | etnia = [[Luba (etnia)|luba]] | alma_mater = [[Universidade de Lubumbashi]]<br>[[Universidade de São Paulo]] | ocupação = [[antropólogo]], professor | empregador = [[Universidade de São Paulo]]<br>[[Universidade Federal do Recôncavo da Bahia]] | principais_prêmios = [[Ordem do Mérito Cultural]] (2002) }} '''Kabengele Munanga''' (Bakwa Kalonji, [[22 de junho]] de [[1940]]) é um [[antropólogo]] congolês-brasileiro, professor titular aposentado da [[Universidade de São Paulo]] (USP) e professor visitante sênior da [[Universidade Federal do Recôncavo da Bahia]] (UFRB).{{nota de rodapé|Boa parte das fontes registra o nascimento em 22 de junho de 1940. Em depoimento ao Museu da Pessoa, contudo, o próprio Munanga indica ter nascido em 19 de novembro de 1942.<ref name="museu">{{citar web |url=https://museudapessoa.org/historia-de-vida/kabengele-munanga/ |título=A história de vida de Kabengele Munanga |obra=Museu da Pessoa |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref>}} É um dos principais estudiosos das [[relações étnico-raciais]] no Brasil, com trabalhos sobre o [[racismo]], a [[negritude]], a identidade negra e a crítica ao mito da [[democracia racial]].<ref name="fflch">{{citar web |url=https://www.fflch.usp.br/53453 |título=Kabengele Munanga fala sobre vida acadêmica, antropologia e racismo |obra=Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref><ref name="brasildefato">{{citar web |url=https://www.brasildefato.com.br/2022/12/18/antropologo-kabengele-munanga-reconhece-avancos-mas-alerta-racismo-e-um-monstro-complexo/ |título=Antropólogo Kabengele Munanga reconhece avanços mas alerta: "Racismo é um monstro complexo" |data=18 de dezembro de 2022 |obra=Brasil de Fato |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Nascido no então [[Congo Belga]], graduou-se em antropologia pela [[Universidade de Lubumbashi|Universidade Oficial do Congo]] em 1969, tornando-se o primeiro antropólogo de seu país. Radicado no Brasil desde a década de 1970, foi o primeiro professor negro da [[Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo]] (FFLCH-USP), onde lecionou até a aposentadoria, em 2012.<ref name="fflch" /><ref name="educacaointegral">{{citar web |url=https://educacaointegral.org.br/especialistas/kabengele-munanga/ |título=Kabengele Munanga |obra=Centro de Referências em Educação Integral |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> == Biografia == Kabengele Munanga nasceu na aldeia de Bakwa Kalonji, no então Congo Belga (atual [[República Democrática do Congo]]), sendo membro do povo [[Luba (etnia)|luba]]. Filho de pais sem instrução formal, deixou a aldeia aos dez anos para estudar em escolas coloniais católicas.<ref name="educacaointegral" /><ref name="museu" /> == Formação == Em 1964, ingressou no curso de Ciências Sociais da Universidade Oficial do Congo, em [[Lubumbashi]], transferindo-se dois anos depois para o recém-criado curso de Antropologia. Ao concluir a graduação em 1969, tornou-se o primeiro antropólogo formado em seu país e foi convidado a cursar o mestrado na [[Universidade Católica de Lovaina]], na Bélgica.<ref name="fflch" /><ref name="ihu">{{citar web |url=https://www.ihuonline.unisinos.br/artigo/6244-kabengele-munanga |título=A preponderante geografia dos corpos |obra=IHU On-Line — Instituto Humanitas Unisinos |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Iniciou o doutorado, mas não pôde concluí-lo no Congo devido ao contexto político da ditadura que se instalou no país, então denominado Zaire, do qual sua família fazia parte da oposição. Em 1974, por meio de um convênio entre a USP e a Universidade Oficial do Congo, foi convidado pelo professor Fernando Mourão a retomar a pesquisa no Brasil. Entre 1975 e 1977, concluiu o doutorado em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo e, inicialmente, retornou ao Congo.<ref name="ihu" /><ref name="fflch" /> Em 1997, obteve a livre-docência na USP com o trabalho ''Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra''.<ref name="ihu" /> == Carreira == Diante do agravamento da situação política em seu país, Munanga exilou-se no Brasil no fim da década de 1970, vindo a naturalizar-se brasileiro. Em 1980, assumiu a cadeira de Antropologia na [[Universidade Federal do Rio Grande do Norte]] e, no ano seguinte, transferiu-se para a Universidade de São Paulo.<ref name="ihu" /><ref name="educacaointegral" /> Na USP, tornou-se o primeiro professor negro da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, onde atuou como professor titular de Antropologia até a aposentadoria, em 2012. Ao longo da carreira, foi também vice-diretor do [[Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo]], diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia e do Centro de Estudos Africanos da instituição.<ref name="primeirosnegros">{{citar web |url=https://primeirosnegros.com/kabengele-munanga-primeiro-antropologo-da-republica-democratica-do-congo/ |título=Kabengele Munanga, primeiro antropólogo da República Democrática do Congo |obra=Primeiros Negros |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref><ref name="educacaointegral" /> Desde 2014, atua como professor visitante sênior na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.<ref name="brasildefato" /> == Pensamento == As pesquisas de Munanga concentram-se na antropologia da África, no racismo, na negritude, na identidade negra, na educação e nas relações étnico-raciais e políticas antirracistas no Brasil. É reconhecido como um dos primeiros intelectuais a denunciar o mito da democracia racial brasileira e a defender que o negro seja compreendido como sujeito da história do país.<ref name="educacaointegral" /><ref name="ihu" /> Defende três frentes articuladas para o combate ao racismo estrutural: a formulação de leis antirracistas acompanhadas de monitoramento rigoroso, uma educação antirracista que valorize a diversidade — como a implementação da [[Lei nº 10.639]], de 2003, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira — e a adoção de políticas afirmativas e inclusivas, como as cotas.<ref name="educacaointegral" /><ref name="brasildefato" /> == Prêmios e reconhecimentos == * Em 2002, recebeu do governo brasileiro a [[Ordem do Mérito Cultural]], na classe de Comendador.<ref name="primeirosnegros" /> * Em 2018, foi agraciado com o Prêmio USP de Direitos Humanos.<ref name="fflch" /> * Recebeu o título de Doutor ''[[honoris causa]]'' pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, em 2022.<ref name="g1ufrb">{{citar web |url=https://g1.globo.com/ba/bahia/ |título=Antropólogo Kabengele Munanga recebe o título de Doutor Honoris Causa na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia |obra=G1 |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> * Foi homenageado com o título de Professor Emérito pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.<ref name="fflch" /> == Obras selecionadas == * MUNANGA, Kabengele. ''Negritude: usos e sentidos''. São Paulo: Ática, 1986. * MUNANGA, Kabengele; SERRANO, Carlos. ''A revolta dos colonizados: o processo de descolonização e as independências da África e da Ásia''. São Paulo: Atual, 1995. * MUNANGA, Kabengele. ''Estratégias e políticas de combate à discriminação racial''. São Paulo: EDUSP, 1996. * MUNANGA, Kabengele. ''Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra''. Petrópolis: Vozes, 1999. * MUNANGA, Kabengele (org.). ''Superando o racismo na escola''. Brasília: Ministério da Educação, 1999. * MUNANGA, Kabengele; GOMES, Nilma Lino. ''Para entender o negro no Brasil de hoje: história, realidades, problemas e caminhos''. São Paulo: Global, 2004. * MUNANGA, Kabengele. ''Origens africanas do Brasil contemporâneo: histórias, línguas, culturas e civilizações''. São Paulo: Global, 2009. == Notas == {{Notas}} == Referências == {{Referências}} == Ligações externas == * [https://www.fflch.usp.br/53453 Entrevista à FFLCH-USP] * [https://museudapessoa.org/historia-de-vida/kabengele-munanga/ História de vida no Museu da Pessoa] [[Categoria:Naturais da República Democrática do Congo]] [[Categoria:Nascidos em 1940]] [[Categoria:Antropólogos do Brasil]] [[Categoria:Antropólogos da República Democrática do Congo]] [[Categoria:Professores da Universidade de São Paulo]] [[Categoria:Professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte]] [[Categoria:Professores eméritos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo]] [[Categoria:Cidadãos naturalizados do Brasil]] [[Categoria:Brasileiros de ascendência congolesa (República Democrática do Congo)]] [[Categoria:Ordem do Mérito Cultural]] [[Categoria:Pessoas vivas]] [[Categoria:!Mais Teoria da História na Wiki (Negros)]] o3jkpzoz2ecj6d40qg8wq00en7v67bs 57821 57820 2026-07-10T22:01:28Z Adesantana 51013 57821 wikitext text/x-wiki {{Info/Biografia | nome = Kabengele Munanga | imagem = | imagem_tamanho = | imagem_legenda = | nome_completo = Kabengele Munanga | nascimento_data = {{dni|22|6|1940}} | nascimento_local = Bakwa Kalonji, [[Congo Belga]] (atual [[República Democrática do Congo]]) | nacionalidade = congolês-brasileiro | etnia = [[Luba (etnia)|luba]] | alma_mater = [[Universidade de Lubumbashi]]<br>[[Universidade de São Paulo]] | ocupação = [[antropólogo]], professor | empregador = [[Universidade de São Paulo]]<br>[[Universidade Federal do Recôncavo da Bahia]] | principais_prêmios = [[Ordem do Mérito Cultural]] (2002) }} '''Kabengele Munanga''' (Bakwa Kalonji, [[22 de junho]] de [[1940]]) é um [[antropólogo]] congolês-brasileiro, professor titular aposentado da [[Universidade de São Paulo]] (USP) e professor visitante sênior da [[Universidade Federal do Recôncavo da Bahia]] (UFRB).<ref group="nota">Boa parte das fontes registra o nascimento em 22 de junho de 1940. Em depoimento ao Museu da Pessoa, contudo, o próprio Munanga indica ter nascido em 19 de novembro de 1942.</ref> É um dos principais estudiosos das [[relações étnico-raciais]] no Brasil, com trabalhos sobre o [[racismo]], a [[negritude]], a identidade negra e a crítica ao mito da [[democracia racial]].<ref name="fflch">{{citar web |url=https://www.fflch.usp.br/53453 |título=Kabengele Munanga fala sobre vida acadêmica, antropologia e racismo |obra=Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref><ref name="brasildefato">{{citar web |url=https://www.brasildefato.com.br/2022/12/18/antropologo-kabengele-munanga-reconhece-avancos-mas-alerta-racismo-e-um-monstro-complexo/ |título=Antropólogo Kabengele Munanga reconhece avanços mas alerta: "Racismo é um monstro complexo" |data=18 de dezembro de 2022 |obra=Brasil de Fato |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Nascido no então [[Congo Belga]], graduou-se em antropologia pela [[Universidade de Lubumbashi|Universidade Oficial do Congo]] em 1969, tornando-se o primeiro antropólogo de seu país. Radicado no Brasil desde a década de 1970, foi o primeiro professor negro da [[Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo]] (FFLCH-USP), onde lecionou até a aposentadoria, em 2012.<ref name="fflch" /><ref name="educacaointegral">{{citar web |url=https://educacaointegral.org.br/especialistas/kabengele-munanga/ |título=Kabengele Munanga |obra=Centro de Referências em Educação Integral |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> == Biografia == Kabengele Munanga nasceu na aldeia de Bakwa Kalonji, no então Congo Belga (atual [[República Democrática do Congo]]), sendo membro do povo [[Luba (etnia)|luba]]. 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Ao concluir a graduação em 1969, tornou-se o primeiro antropólogo formado em seu país e foi convidado a cursar o mestrado na [[Universidade Católica de Lovaina]], na Bélgica.<ref name="fflch" /><ref name="ihu">{{citar web |url=https://www.ihuonline.unisinos.br/artigo/6244-kabengele-munanga |título=A preponderante geografia dos corpos |obra=IHU On-Line — Instituto Humanitas Unisinos |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Iniciou o doutorado, mas não pôde concluí-lo no Congo devido ao contexto político da ditadura que se instalou no país, então denominado Zaire, do qual sua família fazia parte da oposição. Em 1974, por meio de um convênio entre a USP e a Universidade Oficial do Congo, foi convidado pelo professor Fernando Mourão a retomar a pesquisa no Brasil. Entre 1975 e 1977, concluiu o doutorado em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo e, inicialmente, retornou ao Congo.<ref name="ihu" /><ref name="fflch" /> Em 1997, obteve a livre-docência na USP com o trabalho ''Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra''.<ref name="ihu" /> == Carreira == Diante do agravamento da situação política em seu país, Munanga exilou-se no Brasil no fim da década de 1970, vindo a naturalizar-se brasileiro. Em 1980, assumiu a cadeira de Antropologia na [[Universidade Federal do Rio Grande do Norte]] e, no ano seguinte, transferiu-se para a Universidade de São Paulo.<ref name="ihu" /><ref name="educacaointegral" /> Na USP, tornou-se o primeiro professor negro da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, onde atuou como professor titular de Antropologia até a aposentadoria, em 2012. 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É reconhecido como um dos primeiros intelectuais a denunciar o mito da democracia racial brasileira e a defender que o negro seja compreendido como sujeito da história do país.<ref name="educacaointegral" /><ref name="ihu" /> Defende três frentes articuladas para o combate ao racismo estrutural: a formulação de leis antirracistas acompanhadas de monitoramento rigoroso, uma educação antirracista que valorize a diversidade — como a implementação da [[Lei nº 10.639]], de 2003, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira — e a adoção de políticas afirmativas e inclusivas, como as cotas.<ref name="educacaointegral" /><ref name="brasildefato" /> == Prêmios e reconhecimentos == * Em 2002, recebeu do governo brasileiro a [[Ordem do Mérito Cultural]], na classe de Comendador.<ref name="primeirosnegros" /> * Em 2018, foi agraciado com o Prêmio USP de Direitos Humanos.<ref name="fflch" /> * Recebeu o título de Doutor ''[[honoris causa]]'' pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, em 2022.<ref name="g1ufrb">{{citar web |url=https://g1.globo.com/ba/bahia/ |título=Antropólogo Kabengele Munanga recebe o título de Doutor Honoris Causa na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia |obra=G1 |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> * Foi homenageado com o título de Professor Emérito pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.<ref name="fflch" /> == Obras selecionadas == * MUNANGA, Kabengele. ''Negritude: usos e sentidos''. São Paulo: Ática, 1986. * MUNANGA, Kabengele; SERRANO, Carlos. ''A revolta dos colonizados: o processo de descolonização e as independências da África e da Ásia''. São Paulo: Atual, 1995. * MUNANGA, Kabengele. ''Estratégias e políticas de combate à discriminação racial''. São Paulo: EDUSP, 1996. * MUNANGA, Kabengele. ''Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra''. Petrópolis: Vozes, 1999. * MUNANGA, Kabengele (org.). ''Superando o racismo na escola''. Brasília: Ministério da Educação, 1999. * MUNANGA, Kabengele; GOMES, Nilma Lino. ''Para entender o negro no Brasil de hoje: história, realidades, problemas e caminhos''. São Paulo: Global, 2004. * MUNANGA, Kabengele. ''Origens africanas do Brasil contemporâneo: histórias, línguas, culturas e civilizações''. São Paulo: Global, 2009. == Ligações externas == * [https://www.fflch.usp.br/53453 Entrevista à FFLCH-USP] * [https://museudapessoa.org/historia-de-vida/kabengele-munanga/ História de vida no Museu da Pessoa] 73y0wra1ymmmuwk8dkydhc6hm5n035k Rosana Rufino 0 9786 57822 2026-07-10T23:08:34Z Adesantana 51013 Criou página com '{{Info/Biografia | nome = Rosana Rufino | imagem = | imagem_tamanho = | imagem_legenda = | nome_completo = Rosana Rufino | nacionalidade = brasileira | etnia = negra | alma_mater = [[Universidade Nove de Julho]]<br>[[Universidade de São Paulo]] | ocupação = [[advogado|advogada]], pesquisadora | conhecido_por = Atuação na promoção da igualdade racial na advocacia }} '''Rosana Rufino''' é uma...' 57822 wikitext text/x-wiki {{Info/Biografia | nome = Rosana Rufino | imagem = | imagem_tamanho = | imagem_legenda = | nome_completo = Rosana Rufino | nacionalidade = brasileira | etnia = negra | alma_mater = [[Universidade Nove de Julho]]<br>[[Universidade de São Paulo]] | ocupação = [[advogado|advogada]], pesquisadora | conhecido_por = Atuação na promoção da igualdade racial na advocacia }} '''Rosana Rufino''' é uma [[advogado|advogada]], pesquisadora e assessora parlamentar brasileira. Preside a Comissão de Igualdade Racial da [[Ordem dos Advogados do Brasil]], Seção de São Paulo (OAB-SP), no triênio 2025–2027, e dedica-se a temas de direito antidiscriminatório e políticas de diversidade e inclusão, com foco na realidade das advogadas negras no mercado de trabalho.<ref name="oabsp">{{citar web |url=https://www.oabsp.org.br/comissao/igualdade-racial |título=Igualdade Racial — Comissão |obra=Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de São Paulo |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref><ref name="tese">{{citar tese |ultimo=Rufino |primeiro=Rosana |título=Políticas públicas e a realidade das advogadas negras no mercado de trabalho: desafios para a concretização da diversidade e o papel da Ordem dos Advogados do Brasil |tipo=Dissertação de mestrado |editora=Universidade de São Paulo |ano=2024 |url=https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8161/tde-27012025-125322/pt-br.html |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> == Formação == Rosana Rufino graduou-se em Direito pela [[Universidade Nove de Julho]], em 2015.<ref name="escavador">{{citar web |url=https://www.escavador.com/sobre/841320659/rosana-rufino |título=Rosana Rufino |obra=Escavador |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Em 2024, obteve o grau de mestre pela [[Universidade de São Paulo]], no programa Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades da [[Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo|Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas]], com dissertação sobre a atuação da OAB-SP diante da realidade das advogadas negras no mercado de trabalho.<ref name="tese" /> == Atuação profissional == Rufino atua como advogada e é co-fundadora e diretora jurídica do Instituto da Advocacia Negra Brasileira.<ref name="oabsp" /> Desde 2020, é assessora parlamentar na [[Assembleia Legislativa de São Paulo]], lotada no gabinete da deputada [[Mônica Seixas]], do Movimento Pretas.<ref name="alesp">{{citar web |url=https://www.al.sp.gov.br/servidor/?matricula=29895 |título=Detalhes do funcionário — Rosana Rufino |obra=Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> À frente da Comissão de Igualdade Racial da OAB-SP, participou da organização de eventos e iniciativas voltados ao combate ao racismo e à promoção da equidade racial no meio jurídico, entre eles congressos sobre a atuação de juristas negras, programas de apoio jurídico gratuito e a criação de observatórios de acompanhamento de políticas afirmativas e de candidaturas.<ref name="oabsp" /><ref name="observatorio">{{citar web |url=https://www.oabsp.org.br/jornaldaadvocacia/26-06-12-1558-oab-sp-lanca-observatorio-de-candidaturas-de-genero-raca-e-diversidade-para-fortalecer-representatividade-politica |título=OAB SP lança Observatório de Candidaturas de Gênero, Raça e Diversidade para fortalecer representatividade política |data=12 de junho de 2026 |obra=Jornal da Advocacia — OAB SP |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> == Posições == Rufino integra o debate público sobre a presença de mulheres negras no sistema de justiça brasileiro. Defende que a presença de uma [[mulher negra]] no [[Supremo Tribunal Federal]] fortalece a democracia, tanto pela promoção da diversidade na corte quanto pelo enriquecimento do debate constitucional com perspectivas sobre interseccionalidade, racismo estrutural e desigualdade de gênero.<ref name="geledes">{{citar web |url=https://www.geledes.org.br/a-mobilizacao-por-uma-ministra-negra-no-stf-visa-o-fortalecimento-da-democracia-brasileira/ |título=A mobilização por uma ministra negra no STF visa o fortalecimento da democracia brasileira |obra=Geledés — Instituto da Mulher Negra |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Caracteriza o sistema de justiça brasileiro como um dos principais operadores do controle social e do encarceramento em massa da população negra, e recorre ao conceito de "pacto narcísico da branquitude", da psicóloga [[Cida Bento]], para descrever barreiras à ascensão de pessoas negras a espaços de poder.<ref name="geledes" /><ref name="cartacapital">{{citar web |url=https://www.cartacapital.com.br/politica/movimentos-expoem-abismo-racial-no-judiciario-e-desafiam-lula-a-fazer-historia-no-stf/ |título=Movimentos expõem abismo racial no Judiciário e desafiam Lula a fazer história no STF |data=26 de setembro de 2023 |obra=CartaCapital |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> == Referências == [[Categoria:Advogados do estado de São Paulo]] [[Categoria:Mulheres afro-brasileiras]] [[Categoria:Ativistas antirracismo do Brasil]] [[Categoria:Alunos da Universidade Nove de Julho]] [[Categoria:Alunos da Universidade de São Paulo]] [[Categoria:Pessoas vivas]] [[Categoria:!Mais Teoria da História na Wiki (Negros)]] 7xxcnife0kx2iz46y3sauo87a5re0bq 57823 57822 2026-07-10T23:25:54Z Adesantana 51013 57823 wikitext text/x-wiki {{Info/Biografia | nome = Rosana Rufino | imagem = | imagem_tamanho = | imagem_legenda = | nome_completo = Rosana Rufino | nacionalidade = brasileira | etnia = negra | alma_mater = [[Universidade Nove de Julho]]<br>[[Universidade de São Paulo]] | ocupação = [[advogado|advogada]], pesquisadora | conhecido_por = Atuação na promoção da igualdade racial na advocacia }} '''Rosana Rufino''' é uma [[advogado|advogada]], pesquisadora e assessora parlamentar brasileira. Preside a Comissão de Igualdade Racial da [[Ordem dos Advogados do Brasil]], Seção de São Paulo (OAB-SP), no triênio 2025–2027, e dedica-se a temas de direito antidiscriminatório e políticas de diversidade e inclusão, com foco na realidade das advogadas negras no mercado de trabalho.<ref name="oabsp">{{citar web |url=https://www.oabsp.org.br/comissao/igualdade-racial |título=Igualdade Racial — Comissão |obra=Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de São Paulo |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref><ref name="tese">{{citar tese |ultimo=Rufino |primeiro=Rosana |título=Políticas públicas e a realidade das advogadas negras no mercado de trabalho: desafios para a concretização da diversidade e o papel da Ordem dos Advogados do Brasil |tipo=Dissertação de mestrado |editora=Universidade de São Paulo |ano=2024 |url=https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8161/tde-27012025-125322/pt-br.html |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> == Formação == Rosana Rufino graduou-se em Direito pela [[Universidade Nove de Julho]], em 2015.<ref name="escavador">{{citar web |url=https://www.escavador.com/sobre/841320659/rosana-rufino |título=Rosana Rufino |obra=Escavador |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Em 2024, obteve o grau de mestre pela [[Universidade de São Paulo]], no programa Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades da [[Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo|Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas]], com dissertação sobre a atuação da OAB-SP diante da realidade das advogadas negras no mercado de trabalho.<ref name="tese" /> == Atuação profissional == Rufino atua como advogada e é co-fundadora e diretora jurídica do Instituto da Advocacia Negra Brasileira.<ref name="oabsp" /> Desde 2020, é assessora parlamentar na [[Assembleia Legislativa de São Paulo]], lotada no gabinete da deputada [[Mônica Seixas]], do Movimento Pretas.<ref name="alesp">{{citar web |url=https://www.al.sp.gov.br/servidor/?matricula=29895 |título=Detalhes do funcionário — Rosana Rufino |obra=Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> À frente da Comissão de Igualdade Racial da OAB-SP, participou da organização de eventos e iniciativas voltados ao combate ao racismo e à promoção da equidade racial no meio jurídico, entre eles congressos sobre a atuação de juristas negras, programas de apoio jurídico gratuito e a criação de observatórios de acompanhamento de políticas afirmativas e de candidaturas.<ref name="oabsp" /><ref name="observatorio">{{citar web |url=https://www.oabsp.org.br/jornaldaadvocacia/26-06-12-1558-oab-sp-lanca-observatorio-de-candidaturas-de-genero-raca-e-diversidade-para-fortalecer-representatividade-politica |título=OAB SP lança Observatório de Candidaturas de Gênero, Raça e Diversidade para fortalecer representatividade política |data=12 de junho de 2026 |obra=Jornal da Advocacia — OAB SP |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Além da advocacia, atua como professora e pesquisadora nas áreas de inteligência artificial e políticas públicas de diversidade e inclusão, e coordena o movimento Elo – Incluir e Transformar.<ref name="esa">{{citar web |url=https://maua.esaoabsp.edu.br/Curso/12777-letramento-racial-no-contexto-juridico/12777 |título=Letramento Racial no Contexto Jurídico |obra=Escola Superior de Advocacia — OAB SP |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> == Posições == Rufino integra o debate público sobre a presença de mulheres negras no sistema de justiça brasileiro. Defende que a presença de uma [[mulher negra]] no [[Supremo Tribunal Federal]] fortalece a democracia, tanto pela promoção da diversidade na corte quanto pelo enriquecimento do debate constitucional com perspectivas sobre interseccionalidade, racismo estrutural e desigualdade de gênero.<ref name="geledes">{{citar web |url=https://www.geledes.org.br/a-mobilizacao-por-uma-ministra-negra-no-stf-visa-o-fortalecimento-da-democracia-brasileira/ |título=A mobilização por uma ministra negra no STF visa o fortalecimento da democracia brasileira |obra=Geledés — Instituto da Mulher Negra |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Caracteriza o sistema de justiça brasileiro como um dos principais operadores do controle social e do encarceramento em massa da população negra, e recorre ao conceito de "pacto narcísico da branquitude", da psicóloga [[Cida Bento]], para descrever barreiras à ascensão de pessoas negras a espaços de poder.<ref name="geledes" /><ref name="cartacapital">{{citar web |url=https://www.cartacapital.com.br/politica/movimentos-expoem-abismo-racial-no-judiciario-e-desafiam-lula-a-fazer-historia-no-stf/ |título=Movimentos expõem abismo racial no Judiciário e desafiam Lula a fazer história no STF |data=26 de setembro de 2023 |obra=CartaCapital |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> == Participação em eventos e cursos == * Ministrou o curso de extensão "Letramento Racial no Contexto Jurídico" na [[Escola Superior de Advocacia]] (ESA) da OAB-SP, em 2025.<ref name="esa" /> * Integrou o Congresso Nacional de Juristas Negras ''Vozes de Julho'', promovido pela OAB-SP, em 2025.<ref name="congresso">{{citar web |url=https://www.oabsp.org.br/noticia/25-07-23-1744-juristas-negras-protagonizam-debates-sobre-justica-racial-e-transformacao-no-direito-brasileiro |título=Juristas negras protagonizam debates sobre justiça racial e transformação no Direito brasileiro |data=23 de julho de 2025 |obra=OAB SP |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> * Participou de aula aberta sobre equidade racial e controle público promovida pela [[Universidade Zumbi dos Palmares]], em 2026.<ref name="zumbi">{{citar web |url=https://zumbidospalmares.edu.br/aula-aberta-debate-equidade-racial-e-controle-publico/ |título=Aula Aberta debate equidade racial e controle público |obra=Universidade Zumbi dos Palmares |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> * {{citar web |url=https://www.geledes.org.br/webinar-vidas-negras-importam-reflexoes-e-debates-afro-diasporicos-sobre-dignidade-humana/ |título= Webinar "Vidas Negras Importam" |obra= Câmara de Deputados |acessodata=10 de julho de 2026}} * {{citar web |url=https://www.camara.leg.br/radio/programas/1062955-reparacao-historica-pela-escravidao/ |título= Programa da Rádio Câmara sobre reparação histórica |obra= Geledés |acessodata=10 de julho de 2026}} == Publicações == * RUFINO, Rosana. ''Políticas públicas e a realidade das advogadas negras no mercado de trabalho: desafios para a concretização da diversidade e o papel da Ordem dos Advogados do Brasil''. Dissertação (Mestrado) — Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. São Paulo, 2024. * RUFINO, Rosana. "O Julho é das Pretas; o racismo é todo seu". ''Migalhas'', 23 de julho de 2020. *INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, DIREITOS DAS MULHERES E JUSTIÇA SOCIAL NO TRABALHO: DESAFIOS E CAMINHOS PARA UMA TECNOLOGIA ANTIDISCRIMINATÓRIA E INCLUSIVA artigo publicado nos Anais do CIDH Coimbra. {{citar web |url=https://trabalhoscidhcoimbra.com/ojs/index.php/anaiscidhcoimbra/article/view/5932 |título=INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, DIREITOS DAS MULHERES E JUSTIÇA SOCIAL NO TRABALHO |obra= CIDH Coimbra |acessodata=10 de julho de 2026}} ==REFERENCIAS== [[Categoria:Advogados do estado de São Paulo]] [[Categoria:Mulheres afro-brasileiras]] [[Categoria:Ativistas antirracismo do Brasil]] [[Categoria:Alunos da Universidade Nove de Julho]] [[Categoria:Alunos da Universidade de São Paulo]] [[Categoria:Pessoas vivas]] [[Categoria:!Mais Teoria da História na Wiki (Negros)]] 12lbg2y853bozsdgcw4tecj4vhmj2zj 57824 57823 2026-07-10T23:26:43Z Adesantana 51013 57824 wikitext text/x-wiki {{Info/Biografia | nome = Rosana Rufino | imagem = | imagem_tamanho = | imagem_legenda = | nome_completo = Rosana Rufino | nacionalidade = brasileira | etnia = negra | alma_mater = [[Universidade Nove de Julho]]<br>[[Universidade de São Paulo]] | ocupação = [[advogado|advogada]], pesquisadora | conhecido_por = Atuação na promoção da igualdade racial na advocacia }} '''Rosana Rufino''' é uma [[advogado|advogada]], pesquisadora e assessora parlamentar brasileira. Preside a Comissão de Igualdade Racial da [[Ordem dos Advogados do Brasil]], Seção de São Paulo (OAB-SP), no triênio 2025–2027, e dedica-se a temas de direito antidiscriminatório e políticas de diversidade e inclusão, com foco na realidade das advogadas negras no mercado de trabalho.<ref name="oabsp">{{citar web |url=https://www.oabsp.org.br/comissao/igualdade-racial |título=Igualdade Racial — Comissão |obra=Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de São Paulo |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref><ref name="tese">{{citar tese |ultimo=Rufino |primeiro=Rosana |título=Políticas públicas e a realidade das advogadas negras no mercado de trabalho: desafios para a concretização da diversidade e o papel da Ordem dos Advogados do Brasil |tipo=Dissertação de mestrado |editora=Universidade de São Paulo |ano=2024 |url=https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8161/tde-27012025-125322/pt-br.html |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> == Formação == Rosana Rufino graduou-se em Direito pela [[Universidade Nove de Julho]], em 2015.<ref name="escavador">{{citar web |url=https://www.escavador.com/sobre/841320659/rosana-rufino |título=Rosana Rufino |obra=Escavador |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Em 2024, obteve o grau de mestre pela [[Universidade de São Paulo]], no programa Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades da [[Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo|Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas]], com dissertação sobre a atuação da OAB-SP diante da realidade das advogadas negras no mercado de trabalho.<ref name="tese" /> == Atuação profissional == Rufino atua como advogada e é co-fundadora e diretora jurídica do Instituto da Advocacia Negra Brasileira.<ref name="oabsp" /> Desde 2020, é assessora parlamentar na [[Assembleia Legislativa de São Paulo]], lotada no gabinete da deputada [[Mônica Seixas]], do Movimento Pretas.<ref name="alesp">{{citar web |url=https://www.al.sp.gov.br/servidor/?matricula=29895 |título=Detalhes do funcionário — Rosana Rufino |obra=Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> À frente da Comissão de Igualdade Racial da OAB-SP, participou da organização de eventos e iniciativas voltados ao combate ao racismo e à promoção da equidade racial no meio jurídico, entre eles congressos sobre a atuação de juristas negras, programas de apoio jurídico gratuito e a criação de observatórios de acompanhamento de políticas afirmativas e de candidaturas.<ref name="oabsp" /><ref name="observatorio">{{citar web |url=https://www.oabsp.org.br/jornaldaadvocacia/26-06-12-1558-oab-sp-lanca-observatorio-de-candidaturas-de-genero-raca-e-diversidade-para-fortalecer-representatividade-politica |título=OAB SP lança Observatório de Candidaturas de Gênero, Raça e Diversidade para fortalecer representatividade política |data=12 de junho de 2026 |obra=Jornal da Advocacia — OAB SP |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Além da advocacia, atua como professora e pesquisadora nas áreas de inteligência artificial e políticas públicas de diversidade e inclusão, e coordena o movimento Elo – Incluir e Transformar.<ref name="esa">{{citar web |url=https://maua.esaoabsp.edu.br/Curso/12777-letramento-racial-no-contexto-juridico/12777 |título=Letramento Racial no Contexto Jurídico |obra=Escola Superior de Advocacia — OAB SP |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> == Posições == Rufino integra o debate público sobre a presença de mulheres negras no sistema de justiça brasileiro. 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''Políticas públicas e a realidade das advogadas negras no mercado de trabalho: desafios para a concretização da diversidade e o papel da Ordem dos Advogados do Brasil''. Dissertação (Mestrado) — Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. São Paulo, 2024. * RUFINO, Rosana. "O Julho é das Pretas; o racismo é todo seu". ''Migalhas'', 23 de julho de 2020. * Artigo publicado nos Anais do CIDH Coimbra. {{citar web |url=https://trabalhoscidhcoimbra.com/ojs/index.php/anaiscidhcoimbra/article/view/5932 |título=INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, DIREITOS DAS MULHERES E JUSTIÇA SOCIAL NO TRABALHO: DESAFIOS E CAMINHOS PARA UMA TECNOLOGIA ANTIDISCRIMINATÓRIA E INCLUSIVA |obra= CIDH Coimbra |acessodata=10 de julho de 2026}} ==REFERENCIAS== [[Categoria:Advogados do estado de São Paulo]] [[Categoria:Mulheres afro-brasileiras]] [[Categoria:Ativistas antirracismo do Brasil]] [[Categoria:Alunos da Universidade Nove de Julho]] [[Categoria:Alunos da Universidade de São Paulo]] [[Categoria:Pessoas vivas]] [[Categoria:!Mais Teoria da História na Wiki (Negros)]] q68h2su9k7i032uejlzarrif62ph424 Erica Malunguinho 0 9787 57825 2026-07-10T23:52:09Z Adesantana 51013 Criou página com '{{Info/Biografia | nome = Erica Malunguinho | imagem = | imagem_tamanho = | imagem_legenda = Erica Malunguinho em 2018 | cargo = Deputada estadual de São Paulo | mandato = 15 de março de 2019 até 15 de março de 2023 | nome_completo = Erica da Silva | nascimento_data = {{dni|20|11|1981}} | nascimento_local = [[Recife]], [[Pernambuco]] | nacionalidade = brasileira | etnia = negra | alma_mater...' 57825 wikitext text/x-wiki {{Info/Biografia | nome = Erica Malunguinho | imagem = | imagem_tamanho = | imagem_legenda = Erica Malunguinho em 2018 | cargo = Deputada estadual de São Paulo | mandato = 15 de março de 2019 até 15 de março de 2023 | nome_completo = Erica da Silva | nascimento_data = {{dni|20|11|1981}} | nascimento_local = [[Recife]], [[Pernambuco]] | nacionalidade = brasileira | etnia = negra | alma_mater = [[Universidade de São Paulo]] | partido = [[Partido Socialismo e Liberdade|PSOL]] (2018–presente) | ocupação = educadora, artista plástica e política }} '''Erica Malunguinho da Silva''' ([[Recife]], [[20 de novembro]] de [[1981]]) é uma educadora, artista plástica e política brasileira. É filiada ao [[Partido Socialismo e Liberdade]] (PSOL).<ref name="exame">{{citar web |url=https://exame.com/brasil/erica-malunguinho-se-torna-a-primeira-deputada-transexual-de-sao-paulo/ |título=Erica Malunguinho se torna a primeira deputada transexual de São Paulo |obra=Exame |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Em 2018 foi eleita deputada estadual por São Paulo, sendo a primeira mulher [[transgênero]] da [[Assembleia Legislativa de São Paulo]].<ref name="exame" /><ref name="g1">{{citar web |url=https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/eleicoes/2018/noticia/2018/10/08/sp-elege-sua-primeira-deputada-estadual-transexual.ghtml |título=SP elege sua primeira deputada transgênera |data=8 de outubro de 2018 |obra=G1 |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Erica é mestra em Estética e História da Arte pela [[Universidade de São Paulo]] (USP) e criadora do [[Aparelha Luzia]], um espaço para fomentar produções artísticas e intelectuais na capital paulista.<ref name="trip">{{citar web |url=https://revistatrip.uol.com.br/tpm/erica-malunguinho-mulher-negra-trans-aparelha-luzia-resistencia-negra-sao-paulo-quilombo-urbano |título=Erica Malunguinho: a mulher que pariu um quilombo urbano |data=3 de junho de 2017 |obra=Revista Trip |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> == Biografia == Erica nasceu em 20 de novembro de 1981 em Recife — data que coincide com o [[Dia da Consciência Negra]]. Foi designada do sexo masculino ao nascer, e foi criada pela mãe e pela família em Recife, Pernambuco.<ref name="washingtonpost">{{citar web |url=https://www.washingtonpost.com/news/global-opinions/wp/2018/10/11/an-indigenous-woman-and-a-trans-woman-will-hold-office-in-brazil-for-the-first-time-amid-a-conservative-wave |título=An Indigenous woman and a trans woman will hold office in Brazil for the first time amid a conservative wave |data=11 de outubro de 2018 |obra=The Washington Post |lingua=en |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> O sobrenome "Malunguinho" refere-se ao culto à [[Jurema Sagrada]], entidade das florestas de Pernambuco, na região de Catucá, por onde passaram seus ancestrais. O termo "malungo" é usado por descendentes de africanos [[Povos bantos|bantos]] para significar "camarada" ou "companheiro" — forma como os escravizados se referiam a outra pessoa que, como eles, atravessou o oceano e começou uma nova vida.<ref name="afropunk">{{citar web |url=http://afropunk.com/2018/10/trans-activist-erica-malunguinho-reps-black-brazil/ |título=Trans Activist Érica Malunguinho Reps Black Brazil |data=4 de outubro de 2018 |obra=Afropunk |lingua=en |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Sua mãe, a única com instrução formal na família, trabalhava como enfermeira para sustentar Erica e os irmãos. Erica cresceu imersa na cultura negra e indígena.<ref name="afropunk" /> Após o ensino médio, mudou-se para São Paulo aos dezenove anos. Na capital paulista, passou a reconhecer sua identidade de gênero e a entender-se como uma mulher trans; com o apoio da mãe, escolheu seu novo nome.<ref name="afropunk" /> Nos anos seguintes, cursou mestrado em Estética e História da Arte na Universidade de São Paulo.<ref name="g1" /> Trabalhou como artista plástica — produzindo fotografia, performances, textos e desenhos — e, ao longo de cerca de quinze anos, atuou como ativista e educadora, dedicando-se à formação de professores das redes pública e privada em temas de arte, cultura e política.<ref name="afropunk" /> Em 2023, foi vítima, junto com a cantora Preta Rara, de episódio de racismo, xenofobia, misoginia e transfobia no estabelecimento noturno The Docks Club, em [[Lisboa]].<ref name="bantumen">{{citar web |url=https://www.bantumen.com/ |título=Proprietário do Docks pronuncia-se sobre polémica com Preta Rara e Érica Malunguinho |obra=Bantumen |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> No fim de 2024, esteve na [[Nigéria]] para gravar performance que integrou o documentário de longa-metragem ''Mulheres Negras em Rota de Liberdade'', dirigido por Urânia Munzuanzu.<ref name="diadorim">{{citar web |url=https://agenciadiadorim.com.br/ |título=Na Nigéria, Erica Malunguinho grava performance sobre conexão Brasil-África |data=11 de dezembro de 2024 |obra=Agência Diadorim |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> == Aparelha Luzia == {{Artigo principal|Aparelha Luzia}} Em 2016, Erica transformou seu estúdio de arte, no bairro dos [[Campos Elíseos (São Paulo)|Campos Elíseos]], no centro cultural e político [[Aparelha Luzia]], concebido como um quilombo urbano.<ref name="afropunk" /> O espaço tornou-se um dos mais reconhecidos centros de resistência negra do país, reunindo produção artística e intelectual, festas, cursos, formações e debates, sem cobrança de entrada.<ref name="afropunk" /> Por ele passaram artistas como [[Leci Brandão]], [[Conceição Evaristo]] e [[Liniker]].<ref name="apublica">{{citar web |url=https://apublica.org/2019/08/malunguinho-populacao-trans-ainda-luta-pelo-direito-a-vida/ |título=Erica Malunguinho: "A esquerda só será esquerda quando colocar o debate racial no centro das discussões" |obra=Agência Pública |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> == Carreira política == Aos 36 anos, Erica tornou-se a primeira mulher trans eleita para uma assembleia legislativa no Brasil.<ref name="washingtonpost" /> Uma de suas principais motivações para concorrer foi o assassinato da vereadora [[Marielle Franco]].<ref name="remezcla">{{citar web |url=http://remezcla.com/culture/erica-malunguinho-first-trans-woman-elected-sao-paulo/ |título=Meet Érica Malunguinho, the Afro-Brazilian & Trans Politician Who Just Made History |data=8 de outubro de 2018 |obra=Remezcla |lingua=en |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Concorreu pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e referia-se ao próprio mandato no feminino, como "Mandata Quilombo", para enfatizar os fundamentos de raça e de gênero que orientavam sua atuação.<ref name="ponte">{{citar web |url=https://ponte.org/erica-malunguinho-mulher-trans-deputada-educadora-e-artista-plastica/ |título=Erica Malunguinho: mulher trans, deputada, educadora e artista plástica |obra=Ponte Jornalismo |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> === Atuação parlamentar === Empossada em 15 de março de 2019, foi a primeira pessoa negra e trans a assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo em mais de 180 anos de história da Casa.<ref name="correio">{{citar web |url=https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2019/03/15/interna_politica,743364/primeira-negra-trans-toma-posse-como-deputada-estadual-em-sao-paulo.shtml |título=Primeira negra trans toma posse como deputada estadual em São Paulo |data=15 de março de 2019 |obra=Correio Braziliense |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Durante o mandato, propôs a criação de frentes parlamentares em defesa da população LGBTQIA+ e da população em situação de rua.<ref name="apublica" /> Em agosto de 2019, apresentou o Projeto de Lei 952, que previa a instituição do Conselho Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais de São Paulo e de um fundo de financiamento para esses grupos; aprovado pela Assembleia em dezembro de 2020, o projeto foi vetado pelo governador [[João Doria]].<ref name="terra">{{citar web |url=https://www.terra.com.br/nos/erica-malunguinho-nao-e-mais-candidata-a-deputada-federal-entenda,895fd1296b884345d65e8c54c299bb28humv9s3p.html |título=Erica Malunguinho não é mais candidata a deputada federal; entenda |data=8 de agosto de 2022 |obra=Terra |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Também protocolou o Projeto de Lei 491, que propunha a estadualização do programa Transcidadania, voltado a travestis e pessoas trans em situação de vulnerabilidade, e atuou contra o Projeto de Lei 504, que proibiria alusões a orientação sexual e à diversidade em campanhas publicitárias.<ref name="terra" /><ref name="primeirosnegros">{{citar web |url=https://primeirosnegros.com/erica-malunguinho/ |título=Erica Malunguinho, 1ª deputada estadual trans e negra eleita por São Paulo |obra=Primeiros Negros |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Por meio de emendas parlamentares, destinou cerca de 3,3 milhões de reais a grupos ligados à luta LGBTQIA+, 1,3 milhão a comunidades quilombolas e 1,25 milhão a religiões de matriz africana.<ref name="almapreta">{{citar web |url=https://almapreta.com.br/sessao/politica/erica-malunguinho-sera-candidata-a-deputada-federal-por-sao-paulo/ |título=Erica Malunguinho será candidata à deputada federal por São Paulo |data=17 de março de 2022 |obra=Alma Preta |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Em 2019, após ser alvo de fala transfóbica do deputado Douglas Garcia, seu mandato protocolou representação no Conselho de Ética da Assembleia; o colegiado deu prosseguimento ao caso e advertiu o parlamentar por quebra de decoro, decisão tratada como significativa por retomar a tramitação desse tipo de processo na Casa.<ref name="ponte" /> Em 2022, lançou pré-candidatura a deputada federal pelo PSOL, mas retirou a candidatura em agosto daquele ano, afirmando que seguiria mobilizada politicamente em outros espaços.<ref name="cartacapital">{{citar web |url=https://www.cartacapital.com.br/politica/erica-malunguinho-retira-pre-candidatura-a-deputada-federal/ |título=Erica Malunguinho retira pré-candidatura a deputada federal |data=8 de agosto de 2022 |obra=CartaCapital |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Concluiu o mandato estadual em 15 de março de 2023 e não voltou a se candidatar nas eleições seguintes.<ref name="primeirosnegros" /> {{Referências}} == Ligações externas == * [https://www.al.sp.gov.br/deputado/?matricula=300625 Página na Assembleia Legislativa de São Paulo] [[Categoria:Naturais do Recife]] [[Categoria:Nascidos em 1981]] [[Categoria:Membros do Partido Socialismo e Liberdade]] [[Categoria:Deputados estaduais de São Paulo]] [[Categoria:Mulheres de São Paulo na política]] [[Categoria:Políticos LGBT do Brasil]] [[Categoria:Mulheres transgênero]] [[Categoria:Pessoas transgênero do Brasil]] [[Categoria:Artistas de Pernambuco]] [[Categoria:Alunos da Universidade de São Paulo]] [[Categoria:Ativistas antirracismo do Brasil]] [[Categoria:!Mais Teoria da História na Wiki (Negros)]] [[Categoria:!Mais Teoria da História na Wiki (LGBT)]] 9mvn9r0zu9asskr6ciedfj447fy0isd Silvana Bahia 0 9788 57826 2026-07-11T00:02:38Z Adesantana 51013 Criou página com '{{Info/Biografia | nome = Silvana Bahia | imagem = | imagem_tamanho = | imagem_legenda = | nome_completo = Silvana Helena Gomes Bahia | outros_nomes = Sil Bahia | nascimento_data = {{dni|26|7|1985}} | nascimento_local = [[Rio de Janeiro]] | nacionalidade = brasileira | etnia = negra | alma_mater = [[Universidade Candido Mendes]]<br>[[Universidade Federal Fluminense]] | ocupação = jornalista, e...' 57826 wikitext text/x-wiki {{Info/Biografia | nome = Silvana Bahia | imagem = | imagem_tamanho = | imagem_legenda = | nome_completo = Silvana Helena Gomes Bahia | outros_nomes = Sil Bahia | nascimento_data = {{dni|26|7|1985}} | nascimento_local = [[Rio de Janeiro]] | nacionalidade = brasileira | etnia = negra | alma_mater = [[Universidade Candido Mendes]]<br>[[Universidade Federal Fluminense]] | ocupação = jornalista, empreendedora social | conhecido_por = Codireção do Olabi e idealização da PretaLab }} '''Silvana Helena Gomes Bahia''' ([[Rio de Janeiro]], [[26 de julho]] de [[1985]]), também conhecida como '''Sil Bahia''', é uma [[jornalista]] e empreendedora social brasileira, reconhecida por sua atuação nas áreas de tecnologia, inovação e diversidade. É codiretora executiva do [[Olabi]], organização social voltada à democratização das tecnologias, e idealizadora da PretaLab, iniciativa de estímulo à inclusão de mulheres negras e indígenas no universo da tecnologia.<ref name="museu">{{citar web |url=https://museudapessoa.org/historia-de-vida/a-briga-tempor-ria-a-luta-eterna/ |título=A história de vida de Silvana Bahia: A briga é temporária, a luta é eterna |obra=Museu da Pessoa |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref><ref name="ashoka">{{citar web |url=https://www.ashoka.org/pt-br/story/silvana-bahia-idealizadora-da-pretalab-e-reconhecida-como-empreendedora-social-ashoka |título=Silvana Bahia, idealizadora da PretaLab, é reconhecida como empreendedora social Ashoka |obra=Ashoka Brasil |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> == Biografia == Silvana Bahia nasceu no [[Rio de Janeiro]] em 26 de julho de 1985.<ref group="nota">As fontes divergem quanto ao bairro de nascimento: o verbete do Museu da Pessoa, baseado em depoimento da própria Silvana, indica Santa Teresa, enquanto outras fontes mencionam a Lapa.</ref> É filha de Edinair Gomes Leite, empregada doméstica e costureira, e de Leo Silvano Bahia, músico. Durante parte da adolescência, morou no [[Capão Redondo]], em [[São Paulo]].<ref name="museu" /> Graduou-se em Comunicação Social/Jornalismo pela [[Universidade Candido Mendes]] e é mestra em Cultura e Territorialidades pela [[Universidade Federal Fluminense]], com pesquisa sobre coletivos de arte e a ocupação do espaço urbano.<ref name="museu" /> É pesquisadora associada do grupo de Arte e Inteligência Artificial da [[Universidade de São Paulo]] (USP) e do grupo de pesquisa em Políticas e Economia da Informação e Comunicação da [[Universidade Federal do Rio de Janeiro]] (UFRJ).<ref name="lavits">{{citar web |url=https://lavits.org/a_rede/silvana-bahia/ |título=Silvana Bahia |obra=Lavits |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Antes de dedicar-se ao campo da tecnologia, atuou como jornalista no [[Observatório de Favelas]], no Rio de Janeiro, e na Agência de Redes para Juventude, experiências que a aproximaram de grupos sub-representados nos espaços de poder e decisão.<ref name="ashoka" /> Envolveu-se com produções culturais e audiovisuais, entre elas a comunicação do curta-metragem ''Kbela'', dirigido por [[Yasmin Thayná]].<ref name="museu" /> == Carreira == Silvana ingressou no [[Olabi]] no fim de 2015, organização social fundada por Gabriela Agustini em 2014 e voltada à democratização das tecnologias e à ampliação da diversidade nas áreas de inovação. Tornou-se codiretora executiva da organização, responsável por criar e implementar projetos voltados a públicos diversos.<ref name="museu" /><ref name="ashoka" /> Em março de 2017, idealizou e lançou a PretaLab, projeto do Olabi criado para enfrentar as desigualdades de raça e gênero no setor de tecnologia e estimular a presença de mulheres negras e indígenas na área.<ref name="ashoka" /> A iniciativa combina capacitação técnica, criação de redes, consultoria a empresas, produção de pesquisa e defesa de direitos, e já capacitou centenas de mulheres negras em todo o país.<ref name="ashoka" /><ref name="pretalab">{{citar web |url=https://www.pretalab.com/rede/silvana-bahia |título=Silvana Bahia |obra=PretaLab |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Pelo Olabi, coordena também o projeto Códigos Negros — Arte e Tecnologia.<ref name="pipa">{{citar web |url=https://www.premiopipa.com/silvana-bahia/ |título=Silvana Bahia |obra=Prêmio PIPA |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> É colunista da ''[[Fast Company]]'' Brasil, onde escreve sobre tecnologia, inovação e equidade, e integra os conselhos de organizações como o [[Museu do Amanhã]], InternetLab, [[Artigo 19]], Gênero e Número e Mulheres Negras Decidem.<ref name="fastcompany">{{citar web |url=https://fastcompanybrasil.com/colunista/silvana-bahia/ |título=Silvana Bahia, Colunista em Fast Company Brasil |obra=Fast Company Brasil |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref><ref name="pipa" /> Em 2019, foi reconhecida como [[Ashoka|empreendedora social Ashoka]].<ref name="ashoka" /> == Obras e produções == Silvana Bahia é editora do livro ''Pode um robô ser racista?'', primeiro título da coleção Pensando Amanhãs, do Museu do Amanhã, lançado em 2023.<ref name="fastcompany" /> Codirigiu o documentário ''Quadro Negro'', sobre a trajetória de estudantes negros nas universidades brasileiras.<ref name="pipa" /> Participou do programa de residência Lauttasaari Manor Residency, na [[Finlândia]], colaborando com o projeto Anti-Racism Media Activist Alliance (ARMA).<ref name="pipa" /> == Prêmios e reconhecimentos == * Prêmio Destaques da Cultura Digital: Inovação Social e Tecnologia, concedido pelo Centro Cultural Banco do Brasil e pelo Programa Avançado de Cultura Contemporânea da UFRJ (2017).<ref name="pipa" /> * Prêmio Protagonista Brasil, por sua atuação na transformação digital e inclusiva do país (2021).<ref name="pipa" /> * Reconhecida como uma das 100 pessoas inovadoras mais importantes do mundo pelo The Future Laboratory, no Reino Unido (2022).<ref name="pipa" /> * Prêmio Destaques da Governança da Internet, concedido pelo [[Comitê Gestor da Internet no Brasil]] (2023).<ref name="pipa" /> {{Referências|grupo=nota}} == Ligações externas == * [https://www.pretalab.com/ Página da PretaLab] * [https://olabi.org.br/ Página do Olabi] [[Categoria:Naturais da cidade do Rio de Janeiro]] [[Categoria:Nascidos em 1985]] [[Categoria:Jornalistas do Rio de Janeiro]] [[Categoria:Mulheres jornalistas do Brasil]] [[Categoria:Empreendedores do Brasil]] [[Categoria:Ativistas antirracismo do Brasil]] [[Categoria:Mulheres afro-brasileiras na política]] [[Categoria:Ativistas do Brasil]] [[Categoria:Alunos da Universidade Federal Fluminense]] [[Categoria:Pessoas vivas]] [[Categoria:!Mais Teoria da História na Wiki (Negros)]] 3culey2xu5t2mtv6nxz193rein8mrki 57827 57826 2026-07-11T00:04:34Z Adesantana 51013 57827 wikitext text/x-wiki {{Info/Biografia | nome = Silvana Bahia | imagem = | imagem_tamanho = | imagem_legenda = | nome_completo = Silvana Helena Gomes Bahia | outros_nomes = Sil Bahia | nascimento_data = {{dni|26|7|1985}} | nascimento_local = [[Rio de Janeiro]] | nacionalidade = brasileira | etnia = negra | alma_mater = [[Universidade Candido Mendes]]<br>[[Universidade Federal Fluminense]] | ocupação = jornalista, empreendedora social | conhecido_por = Codireção do Olabi e idealização da PretaLab }} '''Silvana Helena Gomes Bahia''' ([[Rio de Janeiro]], [[26 de julho]] de [[1985]]), também conhecida como '''Sil Bahia''', é uma [[jornalista]] e empreendedora social brasileira, reconhecida por sua atuação nas áreas de tecnologia, inovação e diversidade. É codiretora executiva do [[Olabi]], organização social voltada à democratização das tecnologias, e idealizadora da PretaLab, iniciativa de estímulo à inclusão de mulheres negras e indígenas no universo da tecnologia.<ref name="museu">{{citar web |url=https://museudapessoa.org/historia-de-vida/a-briga-tempor-ria-a-luta-eterna/ |título=A história de vida de Silvana Bahia: A briga é temporária, a luta é eterna |obra=Museu da Pessoa |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref><ref name="ashoka">{{citar web |url=https://www.ashoka.org/pt-br/story/silvana-bahia-idealizadora-da-pretalab-e-reconhecida-como-empreendedora-social-ashoka |título=Silvana Bahia, idealizadora da PretaLab, é reconhecida como empreendedora social Ashoka |obra=Ashoka Brasil |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> == Biografia == Silvana Bahia nasceu no [[Rio de Janeiro]] em 26 de julho de 1985.<ref group="nota">As fontes divergem quanto ao bairro de nascimento: o verbete do Museu da Pessoa, baseado em depoimento da própria Silvana, indica Santa Teresa, enquanto outras fontes mencionam a Lapa.</ref> É filha de Edinair Gomes Leite, empregada doméstica e costureira, e de Leo Silvano Bahia, músico. Durante parte da adolescência, morou no [[Capão Redondo]], em [[São Paulo]].<ref name="museu" /> Graduou-se em Comunicação Social/Jornalismo pela [[Universidade Candido Mendes]] e é mestra em Cultura e Territorialidades pela [[Universidade Federal Fluminense]], com pesquisa sobre coletivos de arte e a ocupação do espaço urbano.<ref name="museu" /> É pesquisadora associada do grupo de Arte e Inteligência Artificial da [[Universidade de São Paulo]] (USP) e do grupo de pesquisa em Políticas e Economia da Informação e Comunicação da [[Universidade Federal do Rio de Janeiro]] (UFRJ).<ref name="lavits">{{citar web |url=https://lavits.org/a_rede/silvana-bahia/ |título=Silvana Bahia |obra=Lavits |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Antes de dedicar-se ao campo da tecnologia, atuou como jornalista no [[Observatório de Favelas]], no Rio de Janeiro, e na Agência de Redes para Juventude, experiências que a aproximaram de grupos sub-representados nos espaços de poder e decisão.<ref name="ashoka" /> Envolveu-se com produções culturais e audiovisuais, entre elas a comunicação do curta-metragem ''Kbela'', dirigido por [[Yasmin Thayná]].<ref name="museu" /> == Carreira == Silvana ingressou no [[Olabi]] no fim de 2015, organização social fundada por Gabriela Agustini em 2014 e voltada à democratização das tecnologias e à ampliação da diversidade nas áreas de inovação. Tornou-se codiretora executiva da organização, responsável por criar e implementar projetos voltados a públicos diversos.<ref name="museu" /><ref name="ashoka" /> Em março de 2017, idealizou e lançou a PretaLab, projeto do Olabi criado para enfrentar as desigualdades de raça e gênero no setor de tecnologia e estimular a presença de mulheres negras e indígenas na área.<ref name="ashoka" /> A iniciativa combina capacitação técnica, criação de redes, consultoria a empresas, produção de pesquisa e defesa de direitos, e já capacitou centenas de mulheres negras em todo o país.<ref name="ashoka" /><ref name="pretalab">{{citar web |url=https://www.pretalab.com/rede/silvana-bahia |título=Silvana Bahia |obra=PretaLab |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Pelo Olabi, coordena também o projeto Códigos Negros — Arte e Tecnologia.<ref name="pipa">{{citar web |url=https://www.premiopipa.com/silvana-bahia/ |título=Silvana Bahia |obra=Prêmio PIPA |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> É colunista da ''[[Fast Company]]'' Brasil, onde escreve sobre tecnologia, inovação e equidade, e integra os conselhos de organizações como o [[Museu do Amanhã]], InternetLab, [[Artigo 19]], Gênero e Número e Mulheres Negras Decidem.<ref name="fastcompany">{{citar web |url=https://fastcompanybrasil.com/colunista/silvana-bahia/ |título=Silvana Bahia, Colunista em Fast Company Brasil |obra=Fast Company Brasil |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref><ref name="pipa" /> Em 2019, foi reconhecida como [[Ashoka|empreendedora social Ashoka]].<ref name="ashoka" /> == Obras e produções == Silvana Bahia é editora do livro ''Pode um robô ser racista?'', primeiro título da coleção Pensando Amanhãs, do Museu do Amanhã, lançado em 2023.<ref name="fastcompany" /> Codirigiu o documentário ''Quadro Negro'', sobre a trajetória de estudantes negros nas universidades brasileiras.<ref name="pipa" /> Participou do programa de residência Lauttasaari Manor Residency, na [[Finlândia]], colaborando com o projeto Anti-Racism Media Activist Alliance (ARMA).<ref name="pipa" /> == Prêmios e reconhecimentos == * Prêmio Destaques da Cultura Digital: Inovação Social e Tecnologia, concedido pelo Centro Cultural Banco do Brasil e pelo Programa Avançado de Cultura Contemporânea da UFRJ (2017).<ref name="pipa" /> * Prêmio Protagonista Brasil, por sua atuação na transformação digital e inclusiva do país (2021).<ref name="pipa" /> * Reconhecida como uma das 100 pessoas inovadoras mais importantes do mundo pelo The Future Laboratory, no Reino Unido (2022).<ref name="pipa" /> * Prêmio Destaques da Governança da Internet, concedido pelo [[Comitê Gestor da Internet no Brasil]] (2023).<ref name="pipa" /> == Notas == <references group="nota" /> == Referências == {{Referências}} == Ligações externas == * [https://www.pretalab.com/ Página da PretaLab] * [https://olabi.org.br/ Página do Olabi] [[Categoria:Naturais da cidade do Rio de Janeiro]] [[Categoria:Nascidos em 1985]] [[Categoria:Jornalistas do Rio de Janeiro]] [[Categoria:Mulheres jornalistas do Brasil]] [[Categoria:Empreendedores do Brasil]] [[Categoria:Ativistas antirracismo do Brasil]] [[Categoria:Mulheres afro-brasileiras na política]] [[Categoria:Ativistas do Brasil]] [[Categoria:Alunos da Universidade Federal Fluminense]] [[Categoria:Pessoas vivas]] [[Categoria:!Mais Teoria da História na Wiki (Negros)]] 9c48phje5uh69x71is7zrg2wfcyu1bn Instituto Sumaúma 0 9789 57828 2026-07-11T00:41:14Z Adesantana 51013 Criou página com '{{Info/Organização | nome = Instituto Sumaúma | tipo = [[Organização da sociedade civil]] sem fins lucrativos | fundador = Taís Oliveira | sede = Brasil | foco = Formação, pesquisa e documentação para pesquisadores negros, indígenas e periféricos | website = https://www.sumauma.org/ }} O '''Instituto Sumaúma''' é uma [[organização da sociedade civil]] brasileira sem fins lucrativos que atua como centro de formação, do...' 57828 wikitext text/x-wiki {{Info/Organização | nome = Instituto Sumaúma | tipo = [[Organização da sociedade civil]] sem fins lucrativos | fundador = Taís Oliveira | sede = Brasil | foco = Formação, pesquisa e documentação para pesquisadores negros, indígenas e periféricos | website = https://www.sumauma.org/ }} O '''Instituto Sumaúma''' é uma [[organização da sociedade civil]] brasileira sem fins lucrativos que atua como centro de formação, documentação e pesquisa, com foco no desenvolvimento de carreiras acadêmicas de pessoas negras, indígenas e periféricas.<ref name="quemsomos">{{citar web |url=https://www.sumauma.org/quem-somos/ |título=Quem somos |obra=Instituto Sumaúma |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref><ref name="serrapilheira">{{citar web |url=https://serrapilheira.org/pesquisadores/instituto-sumauma/ |título=Instituto Sumaúma |obra=Instituto Serrapilheira |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> == História == As atividades que deram origem ao instituto começaram em 2018, com a primeira edição do curso preparatório Mestres Pretes, voltado a candidatos negros a processos seletivos de pós-graduação. Após sucessivas edições e uma reformulação entre 2020 e 2021, a iniciativa foi ampliada e passou a integrar o Instituto Sumaúma.<ref name="whoweare">{{citar web |url=https://www.sumauma.org/quem-somos/who-we-are/ |título=Who we are |obra=Instituto Sumaúma |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> O instituto foi fundado e é dirigido por '''Taís Oliveira''', relações-públicas graduada pela Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (FAPCOM), mestra e doutoranda em Ciências Humanas e Sociais pela [[Universidade Federal do ABC]] (UFABC). Oliveira pesquisa temas de ciência, tecnologia e sociedade com recortes de raça e gênero, é professora universitária e integra o Núcleo de Estudos Africanos e Afro-brasileiros da UFABC (NEAB/UFABC) e a [[Associação Brasileira de Pesquisadores Negros]] (ABPN).<ref name="sobre">{{citar web |url=https://taisoliveira.me/sobre/ |título=Sobre — Taís Oliveira |obra=Taís Oliveira |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> == Atuação == O instituto atua na produção e promoção de pesquisa de impacto social e no apoio ao acesso de pessoas negras, indígenas e periféricas à educação de alto nível, como mestrado e doutorado em universidades públicas.<ref name="quemsomos" /> Entre suas frentes estão o programa Caminhos do Conhecimento, cursos preparatórios para seleções de pós-graduação, ciclos de formação técnica para pesquisadores, divulgação científica e assessoria a projetos de pesquisa.<ref name="programas">{{citar web |url=https://www.sumauma.org/programas/ |título=Programas |obra=Instituto Sumaúma |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Em 2022, foi contemplado pelo edital Elas Periféricas, voltado ao fortalecimento de organizações lideradas por mulheres negras.<ref name="quemsomos" /> == Projetos e publicações == * '''Dez anos depois''' (2022) — série de entrevistas em formato de [[podcast]], em cinco episódios, sobre os dez anos da [[Lei de Cotas (Brasil)|Lei de Cotas]] (Lei nº 12.711/2012) no ensino superior. O projeto foi selecionado na chamada pública "O papel da ciência no Brasil de amanhã", do [[Instituto Serrapilheira]].<ref name="serrapilheira" /><ref name="whoweare" /> * '''Ciclo de Formação Técnica para Pesquisadores''' — série de encontros formativos sobre habilidades técnicas do trabalho de pesquisa acadêmica.<ref name="ciclo">{{citar web |url=https://www.sumauma.org/blog/ciclo-de-formacao-tecnica-para-pesquisadores/ |título=Ciclo de Formação Técnica para Pesquisadores |obra=Instituto Sumaúma |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> * '''Percepções sobre racismo e os caminhos para a justiça''' (2025) — pesquisa sobre instrumentos legais de denúncia de racismo e injúria racial, realizada em parceria com o Instituto Orire e a Black Sisters in Law.<ref name="retro2025">{{citar web |url=https://www.sumauma.org/blog/retrospectiva-2025/ |título=Retrospectiva 2025 |obra=Instituto Sumaúma |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> * '''Corpos-territórios quilombolas''' (2025) — estudo sobre práticas culturais e comunicacionais de comunidades quilombolas e sua relação com a justiça climática, apresentado durante a [[COP30]].<ref name="quilombos">{{citar web |url=https://www.sumauma.org/blog/quilombolas-implementam-solucoes-para-enfrentar-a-crise-climatica-pesquisa-inedita-do-instituto-sumauma-traz-dados-sobre-o-cenario-cultural-e-comunicacional-dos-quilombos-do-pais/ |título=Quilombolas implementam soluções para enfrentar a crise climática |obra=Instituto Sumaúma |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> == Ver também == * [[Lei de Cotas (Brasil)]] * [[Ações afirmativas no Brasil]] * [[Relações étnico-raciais]] == Referências == {{Referências}} == Ligações externas == * [https://www.sumauma.org/ Página oficial] [[Categoria:Organizações não governamentais do Brasil]] [[Categoria:Antirracismo no Brasil]] [[Categoria:Educação no Brasil]] [[Categoria:!Mais Teoria da História na Wiki (Negros)]] h24h8wm86z6njk2hyb4eim28p1hfn6e NEAB 0 9790 57829 2026-07-11T00:43:04Z Adesantana 51013 Criou página com 'Os '''Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros''' ('''NEAB'''), também denominados '''Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas''' ('''NEABI''') quando incorporam a temática indígena, são estruturas de [[ensino]], [[pesquisa]] e [[extensão universitária]] vinculadas a instituições de ensino superior e a institutos federais no [[Brasil]], dedicadas ao estudo das [[relações étnico-raciais]], da história e cultura afro-brasileira e africana e ao combate ao [...' 57829 wikitext text/x-wiki Os '''Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros''' ('''NEAB'''), também denominados '''Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas''' ('''NEABI''') quando incorporam a temática indígena, são estruturas de [[ensino]], [[pesquisa]] e [[extensão universitária]] vinculadas a instituições de ensino superior e a institutos federais no [[Brasil]], dedicadas ao estudo das [[relações étnico-raciais]], da história e cultura afro-brasileira e africana e ao combate ao [[racismo]] no ambiente acadêmico e na sociedade.<ref name="rsp">{{citar web |url=https://revista.enap.gov.br/index.php/RSP/article/download/10818/7222/36892 |título=Institucionalização dos estudos afro-brasileiros e o combate ao racismo |obra=Revista do Serviço Público (ENAP) |ano=2025 |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref><ref name="unipampa">{{citar web |url=https://sites.unipampa.edu.br/adafi/neabis/historia-dos-neabs/ |título=Histórico dos NEABIs |obra=Universidade Federal do Pampa |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> == História == A trajetória dos núcleos vinculados às instituições de ensino superior brasileiras costuma ser associada à criação do [[Centro de Estudos Afro-Orientais]] (CEAO) na [[Universidade Federal da Bahia]] (UFBA), em 1959, apontado como o primeiro espaço institucional de estudos sobre a temática no país.<ref name="unipampa" /><ref name="rsp" /> A partir de então, outras instituições públicas e privadas passaram a criar órgãos correlatos, adotando de modo predominante a sigla NEAB.<ref name="unipampa" /> A multiplicação desses núcleos intensificou-se a partir dos anos 2000, no contexto do debate sobre [[ações afirmativas]] para estudantes negros e da maior inserção de pesquisadores negros nas universidades.<ref name="rsp" /> Esse processo esteve ligado à realização do primeiro Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as (COPENE) e à fundação da [[Associação Brasileira de Pesquisadores Negros]] (ABPN), em 2000.<ref name="unipampa" /> Ao longo dos anos, muitos núcleos passaram a incorporar também os estudos indígenas, adotando a denominação NEABI (Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas).<ref name="medium">{{citar web |url=https://medium.com/reportagens-agex/representatividade-na-universidade-neabi-2b6a8eadd5b |título=Representatividade na Universidade: NEABI |data=30 de agosto de 2018 |obra=AGEX |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> == Marco legal == A criação e a expansão dos núcleos estão diretamente associadas à legislação sobre educação das relações étnico-raciais. A [[Lei nº 10.639]], de 2003, alterou a [[Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional]] para tornar obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana nas redes de ensino.<ref name="geledes">{{citar web |url=https://www.geledes.org.br/educacao-relacoes-etnico-raciais-e-lei-10-63903-2/ |título=Educação, relações étnico-raciais e a Lei 10.639/03 |obra=Geledés — Instituto da Mulher Negra |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> A [[Lei nº 11.645]], de 2008, ampliou essa obrigatoriedade para incluir a história e cultura dos povos indígenas.<ref name="unifei">{{citar web |url=https://neabi.unifei.edu.br/sobre/ |título=Sobre o NEABI |obra=Universidade Federal de Itajubá |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Essas leis, complementadas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais (2004) e pelo [[Estatuto da Igualdade Racial]] (2010), fundamentam a atuação dos núcleos, que passaram a ter papel de destaque na implementação da legislação, sobretudo na formação continuada de professores.<ref name="scielo">{{citar web |url=https://www.scielo.br/j/er/a/QFdpZntn6nBHWPXbmd4YNQf/?format=html&lang=pt |título=As práticas pedagógicas de trabalho com relações étnico-raciais na escola na perspectiva da Lei 10.639/2003 |obra=Educar em Revista (SciELO) |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref><ref name="unifei" /> == Atuação == Os NEAB e NEABI atuam nas dimensões de ensino, pesquisa e extensão, com objetivos que incluem estimular projetos sobre temáticas étnico-raciais, promover a formação de professores das redes pública e privada, organizar eventos e seminários, produzir e difundir materiais e assessorar as instituições no cumprimento da legislação sobre o tema.<ref name="ufgd">{{citar web |url=https://portal.ufgd.edu.br/setor/neab/index |título=Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros — NEAB |obra=Universidade Federal da Grande Dourados |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref><ref name="ifsp">{{citar web |url=https://ist.ifsp.edu.br/index.php/neabi-nucleo-de-estudos-afro-brasileiros-e-indigenas |título=NEABI — Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas |obra=Instituto Federal de São Paulo |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> A literatura acadêmica destaca o papel desses núcleos na qualificação do debate racial nas universidades e no combate ao racismo institucional, bem como sua contribuição para a democratização do currículo e a valorização de epistemologias negras na academia.<ref name="rsp" /> == Articulação nacional == Os núcleos são articulados nacionalmente pela [[Associação Brasileira de Pesquisadores Negros]] (ABPN), que mantém o Consórcio Nacional de Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros (CONNEABS) e um catálogo nacional que reúne informações sobre NEABs, NEABIs e grupos correlatos de todo o país.<ref name="conneabs">{{citar web |url=https://abpn.org.br/conneabs-2/ |título=CONNEABS |obra=Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> A ABPN promove também o Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as (COPENE), além de edições regionais do evento.<ref name="conneabs" /> == Ver também == * [[Lei nº 10.639]] * [[Lei nº 11.645]] * [[Relações étnico-raciais]] * [[Ações afirmativas no Brasil]] * [[Estatuto da Igualdade Racial]] * [[Movimento negro]] == Referências == {{Referências}} [[Categoria:Educação no Brasil]] [[Categoria:Relações étnico-raciais no Brasil]] [[Categoria:Antirracismo no Brasil]] [[Categoria:Instituições de pesquisa do Brasil]] [[Categoria:Cultura afro-brasileira]] [[Categoria:!Mais Teoria da História na Wiki (Negros)]] dptp2kd2servxi24arkiztemiwb2plr Desvelar 0 9791 57830 2026-07-11T00:49:39Z Adesantana 51013 Criou página com '{{Info/Organização | nome = Desvelar | tipo = Coletivo de pesquisa e advocacy | fundação = 2023 | sede = Brasil | foco = Direitos humanos, tecnologia e justiça racial | website = https://desvelar.org/ }} '''Desvelar''' é um coletivo brasileiro de ''[[advocacy]]'', mobilização e pesquisa dedicado ao controle social e democrático da [[tecnologia]], com foco na interseção entre [[direitos humanos]], [[inteligência artificial]]...' 57830 wikitext text/x-wiki {{Info/Organização | nome = Desvelar | tipo = Coletivo de pesquisa e advocacy | fundação = 2023 | sede = Brasil | foco = Direitos humanos, tecnologia e justiça racial | website = https://desvelar.org/ }} '''Desvelar''' é um coletivo brasileiro de ''[[advocacy]]'', mobilização e pesquisa dedicado ao controle social e democrático da [[tecnologia]], com foco na interseção entre [[direitos humanos]], [[inteligência artificial]] e justiça racial. Por meio da produção e análise crítica de dados, de produção editorial e da formação de pesquisadores e ativistas, o coletivo busca evidenciar como o desenvolvimento tecnológico pode reforçar opressões como o [[racismo]], a [[misoginia]] e o [[colonialismo]].<ref name="sobre">{{citar web |url=https://desvelar.org/sobre/ |título=Sobre |obra=Desvelar |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> == Atuação == A Desvelar dedica-se à documentação e à denúncia de casos de [[discriminação algorítmica]], mantendo um mapeamento de ocorrências de racismo e outros vieses em sistemas de inteligência artificial e tecnologias de informação e comunicação no Brasil.<ref name="organicom">{{citar web |url=https://revistas.usp.br/organicom/article/view/225660 |título=Desvelando a Discriminação Algorítmica: Ativismo Político através do projeto "Desvelar" |obra=Organicom (Universidade de São Paulo) |ano=2024 |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Um estudo publicado na revista ''Organicom'', da [[Universidade de São Paulo]], analisou o mapa de casos compilado pelo coletivo, que reunia 145 ocorrências registradas entre 2010 e 2024, destacando o papel dessas iniciativas na divulgação e denúncia dos impactos da inteligência artificial.<ref name="organicom" /> Além do mapeamento, o coletivo mantém uma biblioteca temática sobre justiça racial e tecnologias digitais, promove grupos de estudos e ciclos formativos e desenvolve produção editorial sobre o tema.<ref name="sobre" /> Entre suas atividades, colaborou com o [[Goethe-Institut]] na condução de oficinas sobre inteligência artificial e participou de ações de formação voltadas ao [[Poder Judiciário]] para a identificação de discriminação algorítmica.<ref name="site">{{citar web |url=https://desvelar.org/ |título=Desvelar — Tecnologia e Sociedade |obra=Desvelar |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Entre os pesquisadores associados ao coletivo está [[Tarcízio Silva]], pesquisador do campo do racismo algorítmico e autor de ''Racismo Algorítmico: inteligência artificial e discriminação nas redes digitais'' (2022).<ref name="linhatempo">{{citar web |url=https://tarciziosilva.com.br/blog/destaques/posts/racismo-algoritmico-linha-do-tempo/ |título=Linha do Tempo do Racismo Algorítmico: casos, dados e reações |obra=Tarcízio Silva |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> O trabalho da Desvelar é citado como referência em reportagens e pesquisas sobre racismo algorítmico. Em 2026, a ''[[Revista Afirmativa]]'' reproduziu levantamento do coletivo que comparava respostas de diferentes modelos de inteligência artificial a perguntas sobre raça e medicina.<ref name="afirmativa">{{citar web |url=https://revistaafirmativa.com.br/ia-generativa-reforca-racismo-algoritmico-e-aprofunda-estigmas-na-representacao-de-pessoas-negras-no-brasil/ |título=IA generativa reforça racismo algorítmico e aprofunda estigmas na representação de pessoas negras no Brasil |data=2026 |obra=Revista Afirmativa |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> == Projetos == O principal projeto do coletivo é o '''Mapeamento de Danos e Discriminação Algorítmica''', uma linha do tempo interativa que documenta casos, reportagens e dados sobre danos causados por sistemas algorítmicos no Brasil e no mundo.<ref name="mapa">{{citar web |url=https://desvelar.org/casos-de-discriminacao-algoritmica/ |título=Danos e Discriminação Algorítmica: mapeamento |obra=Desvelar |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> O projeto teve origem na "Linha do Tempo do Racismo Algorítmico", iniciativa do pesquisador Tarcízio Silva que, posteriormente ampliada, passou a integrar a Desvelar com escopo mais amplo.<ref name="linhatempo" /> == Publicações == Entre as publicações reunidas ou organizadas no âmbito do coletivo estão:<ref name="biblioteca">{{citar web |url=https://desvelar.org/biblioteca-justica-racial-tecnologias-digitais/ |título=Biblioteca — Justiça Racial e Tecnologias Digitais |obra=Desvelar |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> * ''Inteligência Artificial Generativa: Discriminação e Impactos Sociais'' * ''Enfrentando Deepfakes'' * ''Griots e Tecnologias Digitais'' * ''Comunidades, Algoritmos e Ativismos Digitais'' * ''Discriminação Racial em Mecanismos de Buscas na Web'' * ''Lentes Antirracistas sobre Regulação de Inteligência Artificial'' == Ver também == * [[Discriminação algorítmica]] * [[Viés algorítmico]] * [[Inteligência artificial]] * [[Relações étnico-raciais]] == Referências == {{Referências}} == Ligações externas == * [https://desvelar.org/ Página oficial] [[Categoria:Organizações do Brasil]] [[Categoria:Antirracismo no Brasil]] [[Categoria:Direitos humanos no Brasil]] [[Categoria:Inteligência artificial]] [[Categoria:!Mais Teoria da História na Wiki (Negros)]] 7mrjfekm40rre2hmhr92nxeijdg143o Tarcízio Silva 0 9792 57831 2026-07-11T00:52:27Z Adesantana 51013 Criou página com '{{Info/Biografia | nome = Tarcízio Silva | imagem = | imagem_tamanho = | imagem_legenda = | nome_completo = | nacionalidade = brasileira | etnia = negra | alma_mater = [[Universidade Federal da Bahia]]<br>[[Universidade Federal do ABC]] | ocupação = pesquisador, escritor | conhecido_por = Estudos sobre racismo algorítmico }} '''Tarcízio Silva''' é um [[pesquisador]] e escritor brasileiro, co...' 57831 wikitext text/x-wiki {{Info/Biografia | nome = Tarcízio Silva | imagem = | imagem_tamanho = | imagem_legenda = | nome_completo = | nacionalidade = brasileira | etnia = negra | alma_mater = [[Universidade Federal da Bahia]]<br>[[Universidade Federal do ABC]] | ocupação = pesquisador, escritor | conhecido_por = Estudos sobre racismo algorítmico }} '''Tarcízio Silva''' é um [[pesquisador]] e escritor brasileiro, conhecido por seus estudos sobre [[racismo]] algorítmico e os impactos sociais das [[tecnologia da informação|tecnologias digitais]] e da [[inteligência artificial]]. É autor do livro ''Racismo Algorítmico: inteligência artificial e discriminação nas redes digitais'' (2022) e idealizador do projeto Desvelar.<ref name="sesc">{{citar web |url=https://www.sescsp.org.br/editorial/tarcizio-silva/ |título=Tarcízio Silva |obra=Sesc São Paulo |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref><ref name="ihu">{{citar web |url=https://www.ihu.unisinos.br/159-noticias/entrevistas/616901-da-necropolitica-social-a-necropolitica-digital-as-mil-faces-do-racismo-algoritmico-entrevista-especial-com-tarcizio-silva |título=Da necropolítica social à necropolítica digital: as mil faces do racismo algorítmico. Entrevista especial com Tarcízio Silva |data=15 de março de 2022 |obra=Instituto Humanitas Unisinos |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> == Formação e carreira == Tarcízio Silva é mestre em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela [[Universidade Federal da Bahia]] (UFBA) e doutor em Ciências Humanas e Sociais pela [[Universidade Federal do ABC]] (UFABC), onde desenvolveu tese sobre racismo algorítmico e a regulação da inteligência artificial no Brasil.<ref name="sesc" /><ref name="fiocruz">{{citar web |url=https://cee.fiocruz.br/tarcizio-silva-o-racismo-algoritmico-e-uma-especie-de-atualizacao-do-racismo-estrutural/ |título=Tarcízio Silva: "O racismo algorítmico é uma espécie de atualização do racismo estrutural" |obra=Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> Entre 2020 e 2025, foi ''fellow'' da [[Fundação Mozilla]], onde produziu pesquisa sobre transparência, responsabilidade e antirracismo na inteligência artificial.<ref name="sesc" /> Dedica-se à pesquisa sobre governança e impactos sociais de tecnologias digitais a partir de perspectivas decoloniais e afrodiaspóricas.<ref name="iea">{{citar web |url=https://understandingai.iea.usp.br/nota-critica/nota-critica-sobre-o-livro-racismo-algoritmico-e-outras-producoes-de-tarcizio-silva/ |título=Nota crítica sobre o livro Racismo Algorítmico e outras produções de Tarcízio Silva |obra=Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> == Racismo algorítmico == Silva é reconhecido pela formulação e difusão, no Brasil, do conceito de '''racismo algorítmico''', que define como o modo pelo qual a disposição de tecnologias e imaginários sociotécnicos, num mundo moldado pela supremacia branca, reforça a ordenação racializada de conhecimentos, recursos, espaço e violência em detrimento de grupos não brancos.<ref name="ihu" /> Para o pesquisador, o racismo algorítmico é uma atualização do [[racismo estrutural]], que se manifesta em sistemas como buscadores, reconhecimento facial e policiamento preditivo.<ref name="fiocruz" /> É autor da "Linha do Tempo do Racismo Algorítmico", visualização interativa de casos e dados sobre danos algorítmicos, posteriormente ampliada e incorporada ao projeto Desvelar.<ref name="cearacriolo">{{citar web |url=https://cearacriolo.com.br/tarcizio-silva-lanca-livro-sobre-racismo-algoritmico/ |título=Tarcízio Silva lança livro sobre racismo algorítmico |data=14 de fevereiro de 2022 |obra=Ceará Criolo |acessodata=10 de julho de 2026}}</ref> == Obra == Seu livro ''Racismo Algorítmico: inteligência artificial e discriminação nas redes digitais'', publicado pelas Edições Sesc em 2022 como parte da Coleção Democracia Digital, é sua primeira obra totalmente autoral e resulta de sua pesquisa de doutorado.<ref name="cearacriolo" /> A obra recebeu edições em livro impresso, digital e audiolivro, este último em português e espanhol.<ref name="sesc" /> Antes dela, organizou ou coorganizou coletâneas sobre comunicação, mídias sociais e tecnologia, entre as quais ''Comunidades, Algoritmos e Ativismos Digitais: olhares afrodiaspóricos'' (2020), que reúne artigos de pesquisadores brasileiros e traduções de referências internacionais, e ''Griots e Tecnologias Digitais'' (2023).<ref name="sesc" /><ref name="cearacriolo" /> == Ver também == * [[Racismo]] * [[Viés algorítmico]] * [[Inteligência artificial]] * [[Relações étnico-raciais]] == Referências == {{Referências}} == Ligações externas == * [https://tarciziosilva.com.br/ Página oficial] [[Categoria:Pesquisadores do Brasil]] [[Categoria:Escritores afro-brasileiros]] [[Categoria:Alunos da Universidade Federal da Bahia]] [[Categoria:Alunos da Universidade Federal do ABC]] [[Categoria:Pessoas vivas]] [[Categoria:!Mais Teoria da História na Wiki (Negros)]] 6b5xyp9ijuc5en0mrrsa8hchynk6jkv Wiki Apoia 2026/Propostas/Plataforma Wiki Akoben – Referências Negras em Direito e Tecnologia/Relatório 0 9793 57832 2026-07-11T09:17:56Z Prenassaqualtunelab 51010 Criou página com '<templatestyles src="Wiki Apoia/style.css"/>__NOTOC__ ==Objetivos== ''Você atingiu seus objetivos? Você está feliz com o andamento do projeto?'' O projeto atingiu seus objetivos centrais e estamos satisfeitos com o que foi construído ao longo de maio e junho de 2026. O IV Almoço Negro aconteceu conforme planejado, no dia 28 de maio, em Belém (PA), como atividade paralela ao 16.º Fórum da Internet no Brasil (FIB), reunindo presencialmente especialistas negros e...' 57832 wikitext text/x-wiki <templatestyles src="Wiki Apoia/style.css"/>__NOTOC__ ==Objetivos== ''Você atingiu seus objetivos? Você está feliz com o andamento do projeto?'' O projeto atingiu seus objetivos centrais e estamos satisfeitos com o que foi construído ao longo de maio e junho de 2026. O IV Almoço Negro aconteceu conforme planejado, no dia 28 de maio, em Belém (PA), como atividade paralela ao 16.º Fórum da Internet no Brasil (FIB), reunindo presencialmente especialistas negros e negras da área de Governança da Internet. A meta de 30 verbetes na Wikipédia lusófona foi integralmente cumprida. A meta de 70 itens no Wikidata foi parcialmente alcançada — foram criados ou melhorados menos de 20 itens —, e essa lacuna é detalhada na seção de lições aprendidas. ==Resultados== ''Por favor, informe sobre suas metas originais do projeto.'' {| class="wikitable" style="width:100%" ! Resultado desejado !! Resultado alcançado !! Explicação |- | Realização do IV Almoço Negro – Almoço de Sinergia Akoben em Belém (PA), em 28 de maio de 2026, com 30 participantes negros e negras da área de Direito e Tecnologia. | Realizado conforme planejado, no dia 28 de maio, em Belém (PA), como atividade paralela ao 16.º Fórum da Internet no Brasil (FIB). | O evento ocorreu na data, local e formato previstos. A escolha estratégica de realizá-lo durante o FIB permitiu reunir especialistas negros de todo o país que já estavam presentes em Belém, reduzindo barreiras logísticas e ampliando a qualidade das conexões estabelecidas. O encontro cumpriu seu papel de identificar novas referências para a plataforma e fortalecer a rede de pares. |- | Criação ou melhoria de pelo menos 30 verbetes temáticos na Wikipédia lusófona sobre Direito Digital, Inteligência Artificial, Proteção de Dados e temas afins, com perspectiva antirracista. | Meta cumprida integralmente: 30 verbetes criados ou melhorados na Wikipédia lusófona. | Os verbetes abrangeram temas como Direito Digital, LGPD, Marco Civil da Internet, Inteligência Artificial e discriminação, Viés algorítmico, Proteção de Dados Pessoais, Epistemicídio e Cibersegurança e direitos humanos, entre outros. Esta foi a entrega central do projeto para o ecossistema Wikimedia. |- | Criação ou melhoria de 70 itens no Wikidata com os perfis estruturados dos especialistas negros catalogados na Cartilha Akoben (campos de formação, localização e áreas de especialidade). | Meta parcialmente alcançada: menos de 20 itens foram criados ou melhorados no Wikidata. | A migração dos dados para o Wikidata revelou-se mais complexa do que o previsto. A curva de aprendizado da equipe voluntária com os padrões de estruturação de dados da plataforma, aliada ao volume de atividades simultâneas (almoço, verbetes, editatonas), limitou o avanço nessa frente. A meta original de 70 itens foi superestimada para o prazo e a capacidade disponíveis. Ver lições aprendidas. |- | Realização de 3 capacitações (1 presencial e 2 editatonas técnicas online sobre Wikidata e Meta-Wiki). | Capacitações realizadas conforme previsto. | O almoço funcionou como espaço de sensibilização presencial e as editatonas online capacitaram os membros voluntários do GT Diversidade do Aqualtune Lab para edição nos projetos Wikimedia. |- | Divulgação do projeto nas redes sociais do Aqualtune Lab e publicação de relato no Diff. | Divulgação realizada: publicações nas redes sociais e relato publicado no Diff. | A divulgação ampliou o alcance da iniciativa e registrou o processo para referência de projetos futuros no ecossistema Wikimedia. |} ==Lições aprendidas== ''Os projetos nem sempre saem conforme o planejado. Compartilhar o que você aprendeu pode ajudar você e outras pessoas a planejar projetos semelhantes no futuro. Ajude o movimento a aprender com sua experiência, respondendo às seguintes perguntas:'' * '''O que funcionou bem?''' O Almoço de Sinergia Akoben foi um acerto estratégico e afetivo. Realizá-lo como atividade paralela ao FIB em Belém foi decisivo: a presença concentrada de especialistas negros na cidade criou condições únicas para o encontro, que não teriam sido possíveis com a mesma intensidade em outro contexto. A culinária paraense e a operacionalização local por uma empreendedora de Belém (Samily Maré) conferiu ao evento uma identidade territorial que fortaleceu o sentido de pertencimento. A meta de 30 verbetes na Wikipédia também foi cumprida dentro do prazo, o que demonstra que a combinação de voluntários engajados com orientação técnica é eficaz para entregas nessa plataforma. * '''O que não funcionou tão bem?''' A migração de dados para o Wikidata ficou muito abaixo da meta original de 70 itens. A plataforma exige familiaridade com uma lógica de estruturação de dados que é significativamente diferente da edição de verbetes na Wikipédia. A equipe subestimou essa curva de aprendizado e superestimou a quantidade de itens que poderiam ser inseridos com qualidade dentro do prazo do projeto. Além disso, a concentração de atividades em maio — almoço, início dos verbetes e editatonas — gerou sobrecarga para os coordenadores. * '''O que você faria diferente na próxima vez?''' Dedicaríamos uma fase exclusiva ao Wikidata, anterior à criação dos verbetes, com mentoria especializada desde o início (o que seria facilitado pela inscrição no Capacity Exchange). Também reduziríamos a meta de itens no Wikidata para um número mais realista para uma equipe pequena e voluntária — algo entre 20 e 30 itens —, priorizando qualidade e completude dos campos em vez de volume. Por fim, distribuiríamos melhor as atividades ao longo dos dois meses, evitando a sobreposição de entregas em maio. ==Recursos== ===Recursos utilizados=== ''Descreva quanto dinheiro do microfinanciamento você gastou para despesas aprovadas e nos diga em que você gastou.'' O valor integral de '''R$ 3.000,00''' foi utilizado conforme o orçamento aprovado: * '''Almoço de Sinergia Akoben — Alimentação''' (R$ 1.000,00): refeições para 30 participantes no restaurante Amazônia na Cuia, em Belém (PA), no dia 28 de maio de 2026. * '''Logística — Produção local''' (R$ 1.500,00): honorários de Samily Maré, responsável pela operacionalização local do evento em Belém (curadoria do restaurante, reservas, gestão das necessidades alimentares e deslocamento dos participantes). * '''Comunicação''' (R$ 500,00): produção de materiais digitais (artes para redes sociais e guia de divulgação) e impressão de cartões postais com QR Code para distribuição em eventos. ===Recursos não utilizados=== ''Se houver fundos restantes, liste o valor aqui:'' Não há recursos remanescentes. O valor total de R$ 3.000,00 foi integralmente utilizado nas despesas aprovadas. ==Algo mais?== ''Há mais alguma coisa que você queira compartilhar sobre seu projeto?'' O projeto evidenciou que a intersecção entre antirracismo e conhecimento livre é um campo fértil e ainda pouco explorado no ecossistema Wikimedia em língua portuguesa. A experiência do IV Almoço Negro em Belém mostrou que eventos presenciais com identidade territorial e afetiva têm um potencial de articulação que vai além do que qualquer plataforma digital consegue proporcionar — e que esse tipo de encontro pode alimentar iniciativas Wiki de forma orgânica e duradoura. A lacuna no Wikidata, longe de ser apenas um resultado negativo, revelou uma necessidade concreta de formação continuada nessa plataforma para comunidades que chegam ao ecossistema Wikimedia pelo caminho da diversidade e do conhecimento local. Esperamos retomar essa frente em um projeto futuro, com mentoria dedicada e prazo mais adequado. Agradecemos à Wikimedia Brasil pelo apoio e pela confiança no GT Diversidade do Aqualtune Lab. [[Category:Relatórios de projetos do Wiki Apoia|Plataforma Wiki Akoben – Referências Negras em Direito e Tecnologia]] gaqf5p2g1851ux20z4cfjp26htjvd84 57833 57832 2026-07-11T09:24:58Z Prenassaqualtunelab 51010 57833 wikitext text/x-wiki <templatestyles src="Wiki Apoia/style.css"/>__NOTOC__ ==Objetivos== ''Você atingiu seus objetivos? Você está feliz com o andamento do projeto?'' O projeto atingiu seus objetivos centrais e estamos satisfeitos com o que foi construído ao longo de maio e junho de 2026. O IV Almoço Negro aconteceu conforme planejado, no dia 28 de maio, em Belém (PA), como atividade paralela ao 16.º Fórum da Internet no Brasil (FIB), reunindo presencialmente especialistas negros e negras da área de Governança da Internet. A meta de 30 verbetes na Wikipédia lusófona foi integralmente cumprida. A meta de 70 itens no Wikidata foi parcialmente alcançada (foram criados ou melhorados menos de 20 itens), e essa lacuna é detalhada na seção de lições aprendidas. ==Resultados== ''Por favor, informe sobre suas metas originais do projeto.'' {| class="wikitable" style="width:100%" ! Resultado desejado !! Resultado alcançado !! Explicação |- | Realização do IV Almoço Negro – Almoço de Sinergia Akoben em Belém (PA), em 28 de maio de 2026, com 30 participantes negros e negras da área de Direito e Tecnologia. | Realizado conforme planejado, no dia 28 de maio, em Belém (PA), como atividade paralela ao 16.º Fórum da Internet no Brasil (FIB). | O evento ocorreu na data, local e formato previstos. A escolha estratégica de realizá-lo durante o FIB permitiu reunir especialistas negros de todo o país que já estavam presentes em Belém, reduzindo barreiras logísticas e ampliando a qualidade das conexões estabelecidas. O encontro cumpriu seu papel de identificar novas referências para a plataforma e fortalecer a rede de pares. |- | Criação ou melhoria de pelo menos 30 verbetes temáticos na Wikipédia lusófona sobre Direito Digital, Inteligência Artificial, Proteção de Dados e temas afins, com perspectiva antirracista. | Meta cumprida integralmente: 12 verbetes criados e 21 melhorados na Wikipédia lusófona, conforme [https://outreachdashboard.wmflabs.org/courses/WMB/Plataforma_Wiki_Akoben_-_Refer%C3%AAncias_Negras_em_Direito_e_Tecnologia painel] | Os verbetes abrangeram temas como Direito Digital, LGPD, Marco Civil da Internet, Inteligência Artificial e discriminação, Viés algorítmico, Proteção de Dados Pessoais, Epistemicídio e Cibersegurança e direitos humanos, entre outros. Esta foi a entrega central do projeto para o ecossistema Wikimedia. |- | Criação ou melhoria de 70 itens no Wikidata com os perfis estruturados dos especialistas negros catalogados na Cartilha Akoben (campos de formação, localização e áreas de especialidade). | Meta parcialmente alcançada: menos de 20 itens foram criados ou melhorados no Wikidata. | A migração dos dados para o Wikidata revelou-se mais complexa do que o previsto. A curva de aprendizado da equipe voluntária com os padrões de estruturação de dados da plataforma, aliada ao volume de atividades simultâneas (almoço, verbetes, editatonas), limitou o avanço nessa frente. A meta original de 70 itens foi superestimada para o prazo e a capacidade disponíveis. Ver lições aprendidas. |- | Realização de 3 capacitações (1 presencial e 2 editatonas técnicas online sobre Wikidata e Meta-Wiki). | Capacitações realizadas conforme previsto. | O almoço funcionou como espaço de sensibilização presencial e as editatonas online capacitaram os membros voluntários do GT Diversidade do Aqualtune Lab para edição nos projetos Wikimedia. |- | Divulgação do projeto nas redes sociais do Aqualtune Lab. | Divulgação realizada: publicações nas redes sociais. | A divulgação ampliou o alcance da iniciativa e registrou o processo para referência de projetos futuros no ecossistema Wikimedia. |} ==Lições aprendidas== ''Os projetos nem sempre saem conforme o planejado. Compartilhar o que você aprendeu pode ajudar você e outras pessoas a planejar projetos semelhantes no futuro. Ajude o movimento a aprender com sua experiência, respondendo às seguintes perguntas:'' * '''O que funcionou bem?''' O Almoço de Sinergia Akoben foi um acerto estratégico e afetivo. Realizá-lo como atividade paralela ao FIB em Belém foi decisivo: a presença concentrada de especialistas negros na cidade criou condições únicas para o encontro, que não teriam sido possíveis com a mesma intensidade em outro contexto. A culinária paraense e a operacionalização local por uma empreendedora de Belém (Samily Maré) conferiu ao evento uma identidade territorial que fortaleceu o sentido de pertencimento. A meta de 30 verbetes na Wikipédia também foi cumprida dentro do prazo, o que demonstra que a combinação de voluntários engajados com orientação técnica é eficaz para entregas nessa plataforma. * '''O que não funcionou tão bem?''' A '''migração de dados para o Wikidata''' ficou muito abaixo da meta original de 70 itens. A plataforma exige familiaridade com uma lógica de estruturação de dados que é significativamente diferente da edição de verbetes na Wikipédia. A equipe subestimou essa curva de aprendizado e superestimou a quantidade de itens que poderiam ser inseridos com qualidade dentro do prazo do projeto. Além disso, a concentração de atividades em maio — almoço, início dos verbetes e editatonas — gerou sobrecarga para os coordenadores. Outro ponto que demandou mais atenção do que o previsto foi o '''engajamento dos participantes após as oficinas de edição'''. A experiência de criar um verbete pela primeira vez revelou-se mais intimidadora do que esperávamos: um episódio inicial mal sucedido na tentativa de publicação — em que o verbete foi rejeitado ou revertido pelos mecanismos da Wikipédia — gerou insegurança e recuo entre alguns participantes. Percebemos que, para esse público que chega ao ecossistema Wikimedia pelo caminho da representatividade e não pela cultura hacker, o contato individual e o acompanhamento próximo após a oficina são tão importantes quanto a capacitação em si. O engajamento efetivo exigiu mais prazo e uma dedicação personalizada que não estava dimensionada no cronograma original. * '''O que você faria diferente na próxima vez?''' Dedicaríamos uma fase exclusiva ao Wikidata, anterior à criação dos verbetes, com mentoria especializada desde o início (o que seria facilitado pela inscrição no Capacity Exchange). Também reduziríamos a meta de itens no Wikidata para um número mais realista para uma equipe pequena e voluntária — algo entre 20 e 30 itens —, priorizando qualidade e completude dos campos em vez de volume. Por fim, distribuiríamos melhor as atividades ao longo dos dois meses, evitando a sobreposição de entregas. ==Recursos== ===Recursos utilizados=== ''Descreva quanto dinheiro do microfinanciamento você gastou para despesas aprovadas e nos diga em que você gastou.'' O valor integral de '''R$ 3.000,00''' foi utilizado conforme o orçamento aprovado: * '''Almoço de Sinergia Akoben — Alimentação''' (R$ 1.000,00): refeições para 30 participantes no restaurante Amazônia na Cuia, em Belém (PA), no dia 28 de maio de 2026. * '''Logística — Produção local''' (R$ 1.500,00): honorários de Samily Maré, responsável pela operacionalização local do evento em Belém (curadoria do restaurante, reservas, gestão das necessidades alimentares e deslocamento dos participantes). * '''Comunicação''' (R$ 500,00): produção de materiais digitais (artes para redes sociais e guia de divulgação) e impressão de cartões postais com QR Code para distribuição em eventos. ===Recursos não utilizados=== ''Se houver fundos restantes, liste o valor aqui:'' Não há recursos remanescentes. O valor total de R$ 3.000,00 foi integralmente utilizado nas despesas aprovadas. ==Algo mais?== ''Há mais alguma coisa que você queira compartilhar sobre seu projeto?'' O projeto evidenciou que a intersecção entre antirracismo e conhecimento livre é um campo fértil e ainda pouco explorado no ecossistema Wikimedia em língua portuguesa. A experiência do IV Almoço Negro em Belém mostrou que eventos presenciais com identidade territorial e afetiva têm um potencial de articulação que vai além do que qualquer plataforma digital consegue proporcionar — e que esse tipo de encontro pode alimentar iniciativas Wiki de forma orgânica e duradoura. A lacuna no Wikidata, longe de ser apenas um resultado negativo, revelou uma necessidade concreta de formação continuada nessa plataforma para comunidades que chegam ao ecossistema Wikimedia pelo caminho da diversidade e do conhecimento local. Esperamos retomar essa frente em um projeto futuro, com mentoria dedicada e prazo mais adequado. Agradecemos à Wikimedia Brasil pelo dedicado e detalhado apoio em todas as fases do projeto e pela confiança no GT Diversidade do Aqualtune Lab. [[Category:Relatórios de projetos do Wiki Apoia|Plataforma Wiki Akoben – Referências Negras em Direito e Tecnologia]] onh85z397nmktp7cjhdfd11mrm2xsox