Wikisource ptwikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.11 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikisource Wikisource Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão Portal Portal Discussão Autor Autor Discussão Galeria Galeria Discussão Página Página Discussão Em Tradução Discussão Em Tradução Anexo Anexo Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Autor:Francisco Adolfo de Varnhagen 102 143783 555792 555772 2026-07-14T14:26:14Z Junglk 34905 Atualizando lista de obras 555792 wikitext text/x-wiki {{Autor/v2 | InicialUltimoNome = V | nome = Francisco Adolfo de Varnhagen | nome completo = Francisco Adolfo de Varnhagen | nome nativo = | imagem = Francisco Adolfo de Varnhagen.jpg | imagem_tamanho = | legenda = | nacionalidade = {{BRAn|o}} | data_nascimento = {{dni|17|2|1816|si}} | data_morte = {{morte|26|6|1878|17|2|1816}} | género = | período = [[Portal:Romantismo|Romantismo]] | temas = História do Brasil, historiografia colonial, poesia épica brasileira, crítica literária | Wikipedia = Francisco Adolfo de Varnhagen | Wikiquote = | Wikicommons = Category:Francisco Adolfo de Varnhagen | MiscBio = '''Francisco Adolfo de Varnhagen, visconde de Porto Seguro''' foi um militar, diplomata, historiador, crítico literário e poeta brasileiro. É considerado o "pai da história do Brasil" por sua obra monumental ''[[História Geral do Brasil]]'' (1854-1857), que inaugurou a moderna historiografia brasileira. Patrono da cadeira 39 da [[Portal:Academia Brasileira de Letras|Academia Brasileira de Letras]]. }} == Obras == {{Lista de documentos início|gênero}} {{Documento|data=1839|título=Reflexões Críticas Sobre o Escrito do Século XVI Impresso com o Título de Notícias do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Crítica|notas=In: ''[[Collecção de Notas para a Historia e Geographia Ultramarinas]]''}} {{Documento|data=1841|título=Corografia Cabo-Verdiana|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=2 Volumes, com [[Autor:José Conrado Carlos de Chelmicki|José Conrado Carlos de Chelmicki]]}} {{Documento|data=1842|título=Elogio Histórico do Vice-Almirante Inácio da Costa Quintella|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=}} {{Documento|data=1842|título=Notícia Histórica e Descritiva do Mosteiro de Belém|galeria=|progresso=|gênero=História|notas=}} {{Documento|data=1843|título=As Primeiras Negociações Diplomáticas Respectivas ao Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1845|título=Excertos de Várias Listas de Condenados pela Inquisição de Lisboa Desde o Ano de 1711 ao de 1767, Compreendendo só Brasileiros e Colonos Estabelecidos no Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1846|título=Réplica Apologética de um Escritor Caluniado e Juízo Final de um Plagiário Difamador que se Intitula General|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1847|título=Amador Bueno|galeria=|progresso=|gênero=Teatro|notas=}} {{Documento|data=1847|título=Ensaio Histórico sobre as Letras no Brasil|galeria=|progresso=4|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1849|título=Memorial Orgânico|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Documento|data=1851|título=Memória sobre os trabalhos que se podem consultar nas negociações de limites do império, com algumas lembranças para a demarcação destes|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1854|título=História Geral do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=História|notas=2 Volumes}} {{Documento|data=1855|título=Sumé|galeria=|progresso=|gênero=Romance|notas=}} {{Documento|data=1856|título=Projeto de uma Lei Adicional à das Terras Públicas|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Documento|data=1860|título=A Caça no Brasil|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Documento|data=1863|título=O Tabaco na Bahia|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1863|título=Sucinta Indicação de Alguns Manuscritos Importantes, Relativos ao Brasil e a Portugal|galeria=|progresso=|gênero=Estudo|notas=}} {{Documento|data=1867|título=Os Índios Bravos e o Sr. Lisboa, Timon 3º|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1868|título=Novas Páginas de Notas às “Trovas e Cantares”|galeria=|progresso=|gênero=Estudo|notas=}} {{Documento|data=1871|título=História das Lutas com os Holandeses no Brasil|galeria=|progresso=|gênero=História|notas=}} {{Documento|data=1872|título=Convento de Nossa Senhora dos Remédios dos Frades Carmelitas Descalços, Marianos, em Lisboa|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1872|título=Da Literatura dos Livros de Cavalarias|galeria=|progresso=|gênero=Crítica|notas=}} {{Documento|data=1872|título=Jo. Schöner e P. Apianus (Benewitz)|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}} {{Documento|data=1872|título=O Memorial das Proezas da Segunda Távola Redonda e a Edição Triunfos de Sagramor|galeria=|progresso=|gênero=Estudo|notas=}} {{Documento|data=1872|título=Teófilo Braga e os Antigos Romanceiros de Trovadores|galeria=|progresso=|gênero=Estudo|notas=}} {{Documento|data=1874|título=Ainda Amerigo Vespucci|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1874|título=Em serviço ao Norte da Europa|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1874|título=Ofício-Protesto|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1877|título=A Questão da Capital: Marítima ou no Interior?|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1916|título=História da Independência do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=História|notas=Publicação póstuma}} {{Lista de documentos final}} === Editor === {{Lista de documentos início|autor|gênero}} {{Documento|data=1839|título=Diário da Navegação da Armada que foi à Terra do Brasil|autor=Pero Lopes de Sousa|galeria=|progresso=|gênero=Memórias|notas=}} {{Documento|data=1845|título=Épicos Brasileiros|autor=&nbsp;|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1847|título=Narrativa Epistolar de uma Viagem e Missão Jesuítica|autor=Fernão Cardim|galeria=|progresso=|gênero=Memórias|notas=}} {{Documento|data=1850|título=Florilégio da Poesia Brasileira|autor=&nbsp;|galeria=|progresso=|gênero=Poesia|notas=3 Volumes}} {{Documento|data=1851|título=Tratado Descritivo do Brasil em 1587|autor=Gabriel Soares de Sousa|galeria=Tratado descriptivo do Brazil em 1587.pdf|progresso=|gênero=História|notas=}} {{Documento|data=1872|título=Cancioneirinho de Trovas Antigas Coligidas de um Grande Cancioneiro da Biblioteca do Vaticano|autor=&nbsp;|galeria=|progresso=|gênero=Poesia|notas=}} {{Lista de documentos final}} === Traduções === {{Lista de documentos início|tn|autor}} {{Documento|título=[[oldwikisource:Historia da Paixão de Christo e taboa dos parentescos em lingua tupi|História da Paixão de Cristo e Táboa dos Parentescos em Língua Tupi]]|data=1876|galeria=[[oldwikisource:Index:Historia da Paixão de Christo e taboa dos parentescos em lingua tupi.pdf]]|autor=Nicolás Yapuguay|tn=&nbsp;|progresso=4|exportar=}} {{Documento|data=1878|título=Cartas de Amerígo Vespucci na Parte que Respeita às Suas Três viagens ao Brasil|autor=Américo Vespúcio|tn=&nbsp;|galeria=|progresso=|gênero=|notas=In: ''[[Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro|RIHGB]]''}} {{Documento|título=[[Cinco de Maio (1885)|Cinco de Maio]]|data=1885|galeria=Cinco de Maio - ode heroica.pdf|autor=Alessandro Manzoni|tn=[[s:it:Il cinque maggio|Il cinque maggio]]|progresso=4|exportar=Cinco de Maio (1885)}} {{Lista de documentos final}} === Em Periódicos === {{Lista de documentos início|gênero}} {{Documento|data=1839|título=Salvador Correia de Sá e Benevides|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=In: ''[[Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro|RIHGB]]''}} {{Documento|data=1840|título=Crônica do Descobrimento do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Crônica|notas=In: ''[[O Panorama]]''}} {{Documento|data=1840|título=D. Francisco de Lemos de Faria Pereira Coutinho|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=In: ''[[Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro|RIHGB]]''}} {{Documento|data=1841|título=Memória Sobre a Necessidade do Estudo e Ensino das Línguas Indígenas no Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=In: ''[[Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro|RIHGB]]''}} {{Documento|data=1842|título=Relatório e Parecer Apresentado ao Conservatório Real da Arte Dramática por uma Comissão Especial Acerca das Peças Submetidas às Provas Públicas em 1841|galeria=|progresso=|gênero=Estudo|notas=In: ''[[Revista Universal Lisbonense]]'', com [[Autor:Francisco Simões Margiochi|Francisco Simões Margiochi]]}} {{Documento|data=1843|título=João Fernandes Vieira|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=In: ''[[Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro|RIHGB]]''}} {{Documento|data=1843|título=Martim Afonso de Sousa|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=In: ''[[Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro|RIHGB]]''}} {{Documento|data=1843|título=Pero Lopes de Sousa|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=In: ''[[Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro|RIHGB]]''}} {{Documento|data=1846|título=Eusébio de Matos|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=In: ''[[Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro|RIHGB]]''}} {{Documento|data=1846|título=Fr. 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É considerado o "pai da história do Brasil" por sua obra monumental ''[[História Geral do Brasil]]'' (1854-1857), que inaugurou a moderna historiografia brasileira. Patrono da cadeira 39 da [[Portal:Academia Brasileira de Letras|Academia Brasileira de Letras]]. }} == Obras == {{Lista de documentos início|gênero}} {{Documento|data=1839|título=Reflexões Críticas Sobre o Escrito do Século XVI Impresso com o Título de Notícias do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Crítica|notas=In: ''[[Collecção de Notas para a Historia e Geographia Ultramarinas]]''}} {{Documento|data=1841|título=Corografia Cabo-Verdiana|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=2 Volumes, com [[Autor:José Conrado Carlos de Chelmicki|José Conrado Carlos de Chelmicki]]}} {{Documento|data=1842|título=Elogio Histórico do Vice-Almirante Inácio da Costa Quintella|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=}} {{Documento|data=1842|título=Notícia Histórica e Descritiva do Mosteiro de Belém|galeria=|progresso=|gênero=História|notas=}} {{Documento|data=1843|título=As Primeiras Negociações Diplomáticas Respectivas ao Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1845|título=Excertos de Várias Listas de Condenados pela Inquisição de Lisboa Desde o Ano de 1711 ao de 1767, Compreendendo só Brasileiros e Colonos Estabelecidos no Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1846|título=Réplica Apologética de um Escritor Caluniado e Juízo Final de um Plagiário Difamador que se Intitula General|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1847|título=Amador Bueno|galeria=|progresso=|gênero=Teatro|notas=}} {{Documento|data=1847|título=Ensaio Histórico sobre as Letras no Brasil|galeria=|progresso=4|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1849|título=Memorial Orgânico|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Documento|data=1851|título=Memória sobre os trabalhos que se podem consultar nas negociações de limites do império, com algumas lembranças para a demarcação destes|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1854|título=História Geral do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=História|notas=2 Volumes}} {{Documento|data=1855|título=Sumé|galeria=|progresso=|gênero=Romance|notas=}} {{Documento|data=1856|título=Projeto de uma Lei Adicional à das Terras Públicas|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Documento|data=1860|título=A Caça no Brasil|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Documento|data=1863|título=O Tabaco na Bahia|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1863|título=Sucinta Indicação de Alguns Manuscritos Importantes, Relativos ao Brasil e a Portugal|galeria=|progresso=|gênero=Estudo|notas=}} {{Documento|data=1867|título=Os Índios Bravos e o Sr. Lisboa, Timon 3º|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1868|título=Novas Páginas de Notas às “Trovas e Cantares”|galeria=|progresso=|gênero=Estudo|notas=}} {{Documento|data=1871|título=História das Lutas com os Holandeses no Brasil|galeria=|progresso=|gênero=História|notas=}} {{Documento|data=1872|título=Convento de Nossa Senhora dos Remédios dos Frades Carmelitas Descalços, Marianos, em Lisboa|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1872|título=Da Literatura dos Livros de Cavalarias|galeria=|progresso=|gênero=Crítica|notas=}} {{Documento|data=1872|título=Jo. 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É considerado o "pai da história do Brasil" por sua obra monumental ''[[História Geral do Brasil]]'' (1854-1857), que inaugurou a moderna historiografia brasileira. Patrono da cadeira 39 da [[Portal:Academia Brasileira de Letras|Academia Brasileira de Letras]]. }} == Obras == {{Lista de documentos início|gênero}} {{Documento|data=1839|título=Reflexões Críticas Sobre o Escrito do Século XVI Impresso com o Título de Notícias do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Crítica|notas=In: ''[[Collecção de Notas para a Historia e Geographia Ultramarinas]]''}} {{Documento|data=1841|título=Corografia Cabo-Verdiana|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=2 Volumes, com [[Autor:José Conrado Carlos de Chelmicki|José Conrado Carlos de Chelmicki]]}} {{Documento|data=1842|título=Elogio Histórico do Vice-Almirante Inácio da Costa Quintella|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=}} {{Documento|data=1842|título=Notícia Histórica e Descritiva do Mosteiro de Belém|galeria=|progresso=|gênero=História|notas=}} {{Documento|data=1843|título=As Primeiras Negociações Diplomáticas Respectivas ao Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1845|título=Excertos de Várias Listas de Condenados pela Inquisição de Lisboa Desde o Ano de 1711 ao de 1767, Compreendendo só Brasileiros e Colonos Estabelecidos no Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1846|título=Réplica Apologética de um Escritor Caluniado e Juízo Final de um Plagiário Difamador que se Intitula General|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1847|título=Amador Bueno|galeria=|progresso=|gênero=Teatro|notas=}} {{Documento|data=1847|título=Ensaio Histórico sobre as Letras no Brasil|galeria=|progresso=4|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1849|título=Memorial Orgânico|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Documento|data=1851|título=Memória sobre os trabalhos que se podem consultar nas negociações de limites do império, com algumas lembranças para a demarcação destes|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1854|título=História Geral do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=História|notas=2 Volumes}} {{Documento|data=1855|título=Sumé|galeria=|progresso=|gênero=Romance|notas=}} {{Documento|data=1856|título=Projeto de uma Lei Adicional à das Terras Públicas|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Documento|data=1860|título=A Caça no Brasil|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Documento|data=1863|título=O Tabaco na Bahia|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1863|título=Sucinta Indicação de Alguns Manuscritos Importantes, Relativos ao Brasil e a Portugal|galeria=|progresso=|gênero=Estudo|notas=}} {{Documento|data=1867|título=Os Índios Bravos e o Sr. Lisboa, Timon 3º|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1868|título=Novas Páginas de Notas às “Trovas e Cantares”|galeria=|progresso=|gênero=Estudo|notas=}} {{Documento|data=1871|título=História das Lutas com os Holandeses no Brasil|galeria=|progresso=|gênero=História|notas=}} {{Documento|data=1872|título=Convento de Nossa Senhora dos Remédios dos Frades Carmelitas Descalços, Marianos, em Lisboa|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1872|título=Da Literatura dos Livros de Cavalarias|galeria=|progresso=|gênero=Crítica|notas=}} {{Documento|data=1872|título=Jo. Schöner e P. Apianus (Benewitz)|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}} {{Documento|data=1872|título=O Memorial das Proezas da Segunda Távola Redonda e a Edição Triunfos de Sagramor|galeria=|progresso=|gênero=Estudo|notas=}} {{Documento|data=1872|título=Teófilo Braga e os Antigos Romanceiros de Trovadores|galeria=|progresso=|gênero=Estudo|notas=}} {{Documento|data=1874|título=Ainda Amerigo Vespucci|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1874|título=Em serviço ao Norte da Europa|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1874|título=Ofício-Protesto|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1877|título=A Questão da Capital: Marítima ou no Interior?|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1916|título=História da Independência do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=História|notas=Publicação póstuma}} {{Lista de documentos final}} === Editor === {{Lista de documentos início|autor|gênero}} {{Documento|data=1839|título=Diário da Navegação da Armada que foi à Terra do Brasil|autor=Pero Lopes de Sousa|galeria=|progresso=|gênero=Memórias|notas=}} {{Documento|data=1845|título=Épicos Brasileiros|autor=&nbsp;|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1847|título=Narrativa Epistolar de uma Viagem e Missão Jesuítica|autor=Fernão Cardim|galeria=|progresso=|gênero=Memórias|notas=}} {{Documento|data=1849|título=Trovas e Cantares de um Códice do Século XIV|autor=D. Pedro, Conde de Barcelos|galeria=|progresso=|gênero=Poesia|notas=}} {{Documento|data=1850|título=Florilégio da Poesia Brasileira|autor=&nbsp;|galeria=|progresso=|gênero=Poesia|notas=3 Volumes}} {{Documento|data=1851|título=Tratado Descritivo do Brasil em 1587|autor=Gabriel Soares de Sousa|galeria=Tratado descriptivo do Brazil em 1587.pdf|progresso=|gênero=História|notas=}} {{Documento|data=1872|título=Cancioneirinho de Trovas Antigas Coligidas de um Grande Cancioneiro da Biblioteca do Vaticano|autor=&nbsp;|galeria=|progresso=|gênero=Poesia|notas=}} {{Lista de documentos final}} === Traduções === {{Lista de documentos início|tn|autor}} {{Documento|título=[[oldwikisource:Historia da Paixão de Christo e taboa dos parentescos em lingua tupi|História da Paixão de Cristo e Táboa dos Parentescos em Língua Tupi]]|data=1876|galeria=[[oldwikisource:Index:Historia da Paixão de Christo e taboa dos parentescos em lingua tupi.pdf]]|autor=Nicolás Yapuguay|tn=&nbsp;|progresso=4|exportar=}} {{Documento|data=1878|título=Cartas de Amerígo Vespucci na Parte que Respeita às Suas Três viagens ao Brasil|autor=Américo Vespúcio|tn=&nbsp;|galeria=|progresso=|gênero=|notas=In: ''[[Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro|RIHGB]]''}} {{Documento|título=[[Cinco de Maio (1885)|Cinco de Maio]]|data=1885|galeria=Cinco de Maio - ode heroica.pdf|autor=Alessandro Manzoni|tn=[[s:it:Il cinque maggio|Il cinque maggio]]|progresso=4|exportar=Cinco de Maio (1885)}} {{Lista de documentos final}} === Em Periódicos === {{Lista de documentos início|gênero}} {{Documento|data=1839|título=Salvador Correia de Sá e Benevides|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=In: ''[[Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro|RIHGB]]''}} {{Documento|data=1840|título=Crônica do Descobrimento do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Crônica|notas=In: ''[[O Panorama]]''}} {{Documento|data=1840|título=D. Francisco de Lemos de Faria Pereira Coutinho|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=In: ''[[Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro|RIHGB]]''}} {{Documento|data=1841|título=Memória Sobre a Necessidade do Estudo e Ensino das Línguas Indígenas no Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=In: ''[[Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro|RIHGB]]''}} {{Documento|data=1842|título=Relatório e Parecer Apresentado ao Conservatório Real da Arte Dramática por uma Comissão Especial Acerca das Peças Submetidas às Provas Públicas em 1841|galeria=|progresso=|gênero=Estudo|notas=In: ''[[Revista Universal Lisbonense]]'', com [[Autor:Francisco Simões Margiochi|Francisco Simões Margiochi]]}} {{Documento|data=1843|título=João Fernandes Vieira|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=In: ''[[Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro|RIHGB]]''}} {{Documento|data=1843|título=Martim Afonso de Sousa|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=In: ''[[Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro|RIHGB]]''}} {{Documento|data=1843|título=Pero Lopes de Sousa|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=In: ''[[Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro|RIHGB]]''}} {{Documento|data=1846|título=Eusébio de Matos|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=In: ''[[Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro|RIHGB]]''}} {{Documento|data=1846|título=Fr. 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Desejos ambiciosos os d'estes dous rapazes, {{--}} ambiciosos e vãos, porque ella, se algaen lhe prende a attenção, é um moço de bigode louro e nariz comprido que está agora conversando com o subdelegado. Para elle é que Rosina dirige de quando em quando os olhos, com disfarce é verdade, não tanto porém que o não percebam as duas moças que estão ao pe della. {{--}} Namôro ferrado! dizia uma d'llas à outra fazendo um sinal de cabeça para o lado do moço de nariz comprido. {{--}} Ora, Justina? {{--}} Calúnias! acudiu a outra moça. {{--}} Cala-te, Amélia! {{--}} Você quer enganar a gente? insistia Justina. Tire o cavalo da chuva! La está ele olhando... Parece que nem ouve o comendador. Pobre commendador! para pau de cabelleira está grosso demais. {{--}} Olha, se você não se cala eu vou-me embora, disse Rosina fingindo-se enfadada. {{--}} Pois va! {{--}} Coitado do Ernesto! suspirou Amélia do outro lado. {{--}} Olhe que titia pode ouvir, observou Rosina olhando de esguelha para uma velha gorda, que, assentada ao pé do sopha, referia a uma commadre as diversas peripécias da última molestia do marido. {{--}} Mas por que não veio o Ernesto? perguntou Justina.<noinclude><references/></noinclude> f3vtvt8h9ztp9gi0n6hmuytycydgdey Predefinição:Progressos recentes 10 220893 555791 555778 2026-07-14T14:00:42Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 555791 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|9|0|3|88}} | [[Index:Dialogos das grandezas do Brasil.pdf|Dialogos das grandezas do Brasil]] |- | {{Barra de progresso|35|0|40|8|8|9}} | [[Index:Historias da meia noite.djvu|Historias da meia noite]] |- | {{Barra de progresso|0|0|14|0|3|83}} | [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]] |- | {{Barra de progresso|10|0|0|0|2|88}} | [[Index:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf|Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio]] |- | {{Barra de progresso|95|0|0|0|0|5}} | [[Index:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf|No Alto Minho. 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Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> iwfsc5mlpqkbjmtnzpgsko48sau7760 Utilizador:Junglk/Lista de Autores 2 239203 555794 553888 2026-07-14T14:49:06Z Junglk 34905 /* 18px Brasileiros */ 555794 wikitext text/x-wiki __NOTOC__ == [[File:Flag of Brazil.svg|18px]] Brasileiros == {{Div col|3}} === Século XVI === * {{A|Ambrósio Fernandes Brandão}} (c. 1555 - c. 1618) {{100%}} * {{A|Bento Teixeira}} (c. 1561 - c. 1618) {{100%}} * {{A|Frei Vicente do Salvador}} (1564 - c. 1636) {{100%}} === Século XVII === * {{A|Antônio Vieira}} (1608 - 1697) {{075%}} * {{A|Nuno Marques Pereira}} (1625 - 1728) {{100%}} * {{A|Gregório de Matos}} (1636 - 1696) {{075%}} * {{A|Manuel Botelho de Oliveira}} (1636 - 1711) {{100%}} * {{A|André João Antonil}} (1649 - 1716) {{100%}} * {{A|Sebastião da Rocha Pita}} (1660 - 1738) {{100%}} * {{A|Manuel de Santa Maria}} (c. 1668 - c. 1730) {{100%}} === Século XVIII === * {{A|Matias Aires}} (1705 - 1763) {{100%}} * {{A|Teresa Margarida da Silva e Orta}} (1711 - 1793) {{100%}} * {{A|Gaspar da Madre de Deus}} (1715 - 1800) {{100%}} * {{A|Santa Rita Durão}} (1722 - 1784) {{100%}} * {{A|Cláudio Manuel da Costa}} (1729 - 1789) {{100%}} * {{A|Domingos Caldas Barbosa}} (1740 - 1800) {{100%}} * {{A|Basílio da Gama}} (1741 - 1795) {{100%}} * {{A|Alvarenga Peixoto}} (1744 - 1792) {{100%}} * {{A|Tomás Antônio Gonzaga}} (1744 - 1810) {{100%}} * {{A|Manuel Inácio da Silva Alvarenga}} (1749 - 1814) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José da Silva Lisboa|José da Silva Lisboa]] (1756 - 1835) * {{A|Sousa Caldas}} (1762 - 1814) {{000%}} * {{A|Francisco Carlos Teixeira da Silva}} (1763 - 1829) {{100%}} * {{A|José Bonifácio}} (1763 - 1838) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel Jacinto Nogueira da Gama|Manuel Jacinto Nogueira da Gama]] (1765 - 1847) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco Vilela Barbosa|Francisco Vilela Barbosa]] (1769 - 1846) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Saturnino da Costa Pereira|José Saturnino]] (1771 - 1852) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Andrada Machado|Andrada Machado]] (1773 - 1845) * {{A|Mariano José Pereira da Fonseca}} (1773 - 1848) {{100%}} * {{A|Hipólito da Costa}} (1774 - 1823) {{075%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Martim Francisco Ribeiro de Andrada|Martim Francisco]] (1775 - 1844) * {{A|Frei Caneca}} (1779 - 1825) {{075%}} * {{A|Beatriz Brandão}} (1779 - 1868) {{100%}} * {{A|Januário da Cunha Barbosa}} (1780 - 1846) {{100%}} * {{A|Diogo Antônio Feijó}} (1784 - 1843) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco do Monte Alverne|Francisco de Mont'Alverne]] (1784 - 1858) * {{A|José Inácio de Abreu e Lima}} (1794 - 1869) * {{A|Evaristo da Veiga}} (1799 - 1837) {{100%}} === Século XIX === * {{A|Araújo Porto Alegre}} (1806 - 1879) {{100%}} * {{A|Ana Eurídice Eufrosina de Barandas}} (1806 - 1863) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teófilo Ottoni|Teófilo Ottoni]] (1807 - 1869) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Paula Brito|Paula Brito]] (1809 - 1861) * {{A|Nísia Floresta}} (1810 - 1885) {{100%}} * {{A|Gonçalves de Magalhães}} (1811 - 1882) {{075%}} * {{A|Teixeira e Sousa}} (1812 - 1861) {{100%}} * {{A|Francisco de Sales Torres Homem}} (1812 - 1876) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Justiniano José da Rocha|Justiniano José da Rocha]] (1812 - 1862) * {{A|João Lisboa}} (1812 - 1863) * {{A|Martins Pena}} (1815 - 1848) {{100%}} * {{A|Francisco Adolfo de Varnhagen}} (1816 - 1878) {{100%}} * {{A|João Manuel Pereira da Silva}} (1817 - 1898) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Violante Bivar e Velasco|Violante Bivar e Velasco]] (1817 - 1875) * {{A|Joaquim Manuel de Macedo}} (1820 - 1882) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Tristão de Alencar Araripe|Tristão de Alencar Araripe]] (1821 - 1908) * {{A|Maria Firmina dos Reis}} (1822 - 1917) * {{A|Gonçalves Dias}} (1823 - 1864) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ana Luísa de Azevedo Castro|Ana Luísa de Azevedo Castro]] (1823 - 1869) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Agostinho Marques Perdigão Malheiro (filho)|Agostinho Marques Perdigão Malheiro (filho)]] (1824 - 1881) * {{A|Bernardo Guimarães}} (1825 - 1884) * {{A|Francisco Otaviano}} (1825 - 1889) * {{A|Dom Pedro II}} (1825 - 1891) * {{A|Laurindo Rabelo}} (1826 - 1864) * {{A|Augusto Emílio Zaluar}} (1826 - 1882) * {{A|Adélia Fonseca}} (1827 - 1920) * {{A|Aureliano José Lessa}} (1828 - 1861) {{100%}} * {{A|Joaquim Felício dos Santos}} (1828 - 1895) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio Henriques Leal|Antônio Henriques Leal]] (1828 - 1885) * {{A|José de Alencar}} (1829 - 1877) * {{A|Qorpo Santo}} (1829 - 1883) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Angélica Ribeiro|Maria Angélica Ribeiro]] (1829 - 1880) * {{A|Luís da Gama}} (1830 - 1882) * {{A|Álvares de Azevedo}} (1831 - 1852) * {{A|Manuel Antônio de Almeida}} (1831 - 1861) * {{A|Junqueira Freire}} (1832 - 1855) * {{A|Sousândrade}} (1833 - 1902) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teixeira de Melo|Teixeira de Melo]] (1833 - 1907) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Soriano de Souza|José Soriano de Souza]] (1833 - 1895) * {{A|Luís Delfino}} (1834 - 1910) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisca Senhorinha da Motta Diniz|Francisca Senhorinha da Motta Diniz]] (1834 - 1910) * {{A|Quintino Bocaiúva}} (1836 - 1912) * {{A|César Zama}} (1837 - 1906) * {{A|França Júnior}} (1838 - 1890) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:André Rebouças|André Rebouças]] (1838 - 1898) * {{A|Casimiro de Abreu}} (1839 - 1860) * {{A|Tobias Barreto}} (1839 - 1889) * {{A|Machado de Assis}} (1839 - 1908) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Luís Pereira de Sousa|Pedro Luís Pereira de Sousa]] (1839 - 1884) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ernesto Carneiro Ribeiro|Ernesto Carneiro Ribeiro]] (1839 - 1920) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Pereira Barreto|Luís Pereira Barreto]] (1840 - 1923) * {{A|Fagundes Varela}} (1841 - 1875) * {{A|Salvador de Mendonça}} (1841 - 1913) * {{A|Franklin Távora}} (1842 - 1888) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Américo|Pedro Américo]] (1843 - 1905) * {{A|Visconde de Taunay}} (1843 - 1899) * {{A|José Carlos Rodrigues}} (1844 - 1923) * {{A|Alexandre José de Melo Morais Filho}} (1844 - 1919) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Augusto Ferreira|Carlos Augusto Ferreira]] (1844 - 1913) * {{A|Júlio Ribeiro}} (1845 - 1890) * {{A|Guimarães Júnior}} (1845 - 1898) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ramiz Galvão|Ramiz Galvão]] (1846 - 1938) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carneiro Vilela|Carneiro Vilela]] (1846 - 1913) * {{A|Castro Alves}} (1847 - 1871) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Vieira Fazenda|José Vieira Fazenda]] (1847 - 1917) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos de Laet|Carlos de Laet]] (1847 - 1927) * {{A|Araripe Júnior}} (1848 - 1911) * {{A|Joaquim Nabuco}} (1849 - 1910) * {{A|Ruy Barbosa}} (1849 - 1923) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Felisberto Rodrigues Pereira de Carvalho|Felisberto Rodrigues Pereira de Carvalho]] (1850 - 1898) * {{A|Adelina Lopes Vieira}} (1850 - 1922) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ferreira Leal|Ferreira Leal]] (1850 - 1914) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Artur de Oliveira|Artur de Oliveira]] (1851 - 1882) * {{A|Domingos Olímpio}} (1851 - 1906) {{100%}} * {{A|Manuel Querino}} (1851 - 1923) * {{A|Sílvio Romero}} (1851 - 1914) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Josefina Álvares de Azevedo|Josefina Álvares de Azevedo]] (1851 - 1913) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Emília Bandeira de Melo|Emília Bandeira de Melo]] (1852 - 1910) * {{A|Narcisa Amália}} (1852 - 1924) * {{A|Emília Moncorvo Bandeira de Melo}} (1852 - 1910) * {{A|Capistrano de Abreu}} (1853 - 1927) * {{A|Inglês de Sousa}} (1853 - 1918) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Benedita Bormann|Maria Benedita Bormann]] (1853 - 1895) * {{A|Rodolfo Teófilo}} (1853 - 1932) * {{A|Inês Sabino}} (1853 - 1911) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Revocata Heloísa de Melo|Revocata Heloísa de Melo]] (1853 - 1944) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Anália Franco|Anália Franco]] (1853 - 1919) * {{A|José do Patrocínio}} (1854 - 1905) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teófilo Dias|Teófilo Dias]] (1854 - 1889) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lúcio de Mendonça|Lúcio de Mendonça]] (1854 - 1909) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Miguel Lemos|Miguel Lemos]] (1854 - 1917) * {{A|Artur de Azevedo}} (1855 - 1908) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Emília Freitas|Emília Freitas]] (1855 - 1908) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Urbano Duarte de Oliveira|Urbano Duarte de Oliveira]] (1855 - 1902) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Julieta de Melo Monteiro|Julieta de Melo Monteiro]] (1855 - 1928) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teixeira Mendes (filósofo)|Teixeira Mendes]] (1855 - 1927) * {{A|Teodoro Sampaio}} (1855 - 1937) * {{A|Fontoura Xavier}} (1856 - 1922) * {{A|Aluísio Azevedo}} (1857 - 1913) * {{A|José Veríssimo}} (1857 - 1916) * {{A|Alberto de Oliveira}} (1857 - 1937) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Filinto de Almeida|Filinto de Almeida]] (1857 - 1945) * {{A|Rocha Pombo}} (1857 - 1933) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Horácio de Carvalho|Horácio de Carvalho]] (1857 - 1933) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Paula Ney|Paula Ney]] (1858 - 1897) * {{A|Adelino Fontoura}} (1859 - 1884) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Bernardino Lopes|Bernardino Lopes]] (1859 - 1916) * {{A|Raimundo Correia}} (1859 - 1911) * {{A|Valentim Magalhães}} (1859 - 1903) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Clóvis Beviláqua|Clóvis Beviláqua]] (1859 - 1944) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Leolinda Daltro|Leolinda Daltro]] (1859 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luiza Leonardo|Luiza Leonardo]] (1859 - 1926) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Augusto de Lima (político)|Augusto de Lima]] (1859 - 1934) * {{A|João Ribeiro}} (1860 - 1934) * {{A|Eduardo Prado}} (1860 - 1901) * {{A|Afonso Celso}} (1860 - 1938) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio da Silva Jardim|Antônio da Silva Jardim]] (1860 - 1891) * {{A|Cruz e Sousa}} (1861 - 1898) * {{A|Manuel de Oliveira Paiva}} (1861 - 1892) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Xavier Marques|Xavier Marques]] (1861 - 1942) * {{A|Luís Murat}} (1861 - 1929) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Amélia Rodrigues|Amélia Rodrigues]] (1861 - 1926) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Xavier Marques|Xavier Marques]] (1861 - 1942) * {{A|Raimundo de Farias Brito}} (1862 - 1917) * {{A|Júlia Lopes de Almeida}} (1862 - 1934) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Domício da Gama|Domício da Gama]] (1862 - 1925) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fausto Cardoso|Fausto Cardoso]] (1862 - 1906) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lindolfo Rocha|Lindolfo Rocha]] (1862 - 1911) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Nina Rodrigues|Nina Rodrigues]] (1862 - 1906) * {{A|Catulo da Paixão Cearense}} (1863 - 1946) * {{A|Raul Pompeia}} (1863 - 1895) {{075%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gonzaga Duque|Gonzaga Duque]] (1863 - 1911) * {{A|Virgílio Várzea}} (1863 - 1941) * {{A|Coelho Neto}} (1864 - 1934) * {{A|Pardal Mallet}} (1864 - 1894) * {{A|Tito Lívio de Castro}} (1864 - 1890) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fábio Luz|Fábio Luz]] (1864 - 1938) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Andradina de Oliveira|Andradina de Oliveira]] (1864 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alberto Torres|Alberto Torres]] (1865 - 1917) * {{A|Olavo Bilac}} (1865 - 1918) * {{A|João Simões Lopes Neto}} (1865 - 1916) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alcindo Guanabara|Alcindo Guanabara]] (1865 - 1918) * {{A|Euclides da Cunha}} (1866 - 1909) * {{A|Emiliano Perneta}} (1866 - 1921) * {{A|Vicente de Carvalho}} (1866 - 1924) * {{A|Emílio de Meneses}} (1866 - 1918) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rodrigo Otávio|Rodrigo Otávio]] (1866 - 1944) * {{A|Rego Monteiro}} (1866 - 1952) {{100%}} * {{A|João Marques de Carvalho}} (1866 - 1910) * {{A|Adolfo Caminha}} (1867 - 1897) {{100%}} * {{A|Medeiros e Albuquerque}} (1867 - 1934) {{100%}} * {{A|Oliveira Lima}} (1867 - 1928) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Mário Pederneiras|Mário Pederneiras]] (1867 - 1915) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guimarães Passos|Guimarães Passos]] (1867 - 1909) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Presciliana Duarte de Almeida|Presciliana Duarte de Almeida]] (1867 - 1944) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guimarães Passos|Guimarães Passos]] (1868 - 1909) * {{A|Graça Aranha}} (1868 - 1931) {{100%}} * {{A|Afonso Arinos}} (1868 - 1916) * {{A|Manuel Bonfim}} (1868 - 1932) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio Sales|Antônio Sales]] (1868 - 1940) * {{A|Nestor Vítor}} (1868 - 1932) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Rabelo|Pedro Rabelo]] (1868 - 1905) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Júlia Cortines|Júlia Cortines]] (1868 - 1948) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Max Fleiuss|Max Fleiuss]] (1868 - 1943) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Figueiredo Pimentel|Figueiredo Pimentel]] (1869 - 1914) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Chrysanthème|Chrysanthème]] (1869 - 1948) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Gastão d'Escragnolle Dória|Luís Gastão d'Escragnolle Dória]] (1869 - 1948) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Dario Persiano de Castro Vellozo|Dario Persiano de Castro Vellozo]] (1869 - 1937) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Liberato Bittencourt|Liberato Bittencourt]] (1869 - 1948) * {{A|Adherbal de Carvalho}} (1869 - 1915) * {{A|Paulo Prado}} (1869 - 1943) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Zeferino Brasil|Zeferino Brasil]] (1870 - 1942) * {{A|Alphonsus de Guimaraens}} (1870 - 1921) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Osório Duque-Estrada|Osório Duque-Estrada]] (1870 - 1927) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Péthion de Villar|Péthion de Villar]] (1870 - 1924) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lívio Barreto|Lívio Barreto]] (1870 - 1895) * {{A|Francisca Júlia}} (1871 - 1920) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Paes de Barros|Maria Paes de Barros]] (1871 - 1952) * {{A|Alberto Rangel}} (1871 - 1945) * {{A|Mário de Alencar}} (1872 - 1925) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Batista Cepelos|Batista Cepelos]] (1872 - 1915) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Faria Neves Sobrinho|Faria Neves Sobrinho]] (1872 - 1927) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Silveira Neto|Silveira Neto]] (1872 - 1942) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Valdomiro Silveira|Valdomiro Silveira]] (1873 - 1941) * {{A|Laudelino Freire}} (1873 - 1937) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rodolfo Garcia|Rodolfo Garcia]] (1873 - 1949) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Valdomiro Silveira|Valdomiro Silveira]] (1873 - 1941) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul Pederneiras|Raul Pederneiras]] (1874 - 1953) * {{A|Henrique Castriciano de Sousa}} (1874 - 1947) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Dias Fernandes|Carlos Dias Fernandes]] (1874 - 1942) * {{A|Amadeu Amaral}} (1875 - 1929) * {{A|Afonso d'Escragnolle Taunay}} (1876 - 1958) * {{A|Afrânio Peixoto}} (1876 - 1947) {{100%}} * {{A|Auta de Souza}} (1876 - 1901) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manoel Arão|Manoel Arão]] (1876 - 1930) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alcides Maia|Alcides Maia]] (1878 - 1944) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Marcelo Gama|Marcelo Gama]] (1878 - 1915) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maranhão Sobrinho|Maranhão Sobrinho]] (1879 - 1915) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Félix Pacheco|Félix Pacheco]] (1879 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Artur de Sales|Artur de Sales]] (1879 - 1952) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Everardo Backheuser|Everardo Backheuser]] (1879 - 1951) * {{A|Albertina Bertha}} (1880 - 1953) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jonas da Silva|Jonas da Silva]] (1880 - 1947) * {{A|Elysio de Carvalho}} (1880- 1925) * {{A|Lima Barreto}} (1881 - 1922) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Maria Goulart de Andrade|José Maria Goulart de Andrade]] (1881 - 1936) * {{A|João do Rio}} (1881 - 1921) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Azevedo Amaral|Azevedo Amaral]] (1881 - 1942) * {{A|Monteiro Lobato}} (1882 - 1948) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Oliveira Viana|Oliveira Viana]] (1883 - 1951) * {{A|Augusto dos Anjos}} (1884 - 1914) * {{A|Godofredo Rangel}} (1884 - 1954) * {{A|Martins Fontes}} (1884 - 1937) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Roquette-Pinto|Roquette-Pinto]] (1884 - 1954) * {{A|Antônio Francisco da Costa e Silva}} (1885 - 1950) * {{A|Antônio Torres}} (1885 - 1934) * {{A|Pedro Kilkerry}} (1885 - 1917) * {{A|Humberto de Campos}} (1886 - 1934) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ernani Rosas|Ernani Rosas]] (1886 - 1955) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Lacerda de Moura|Maria Lacerda de Moura]] (1887 - 1945) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hermes Fontes|Hermes Fontes]] (1888 - 1930) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gastão Cruls|Gastão Cruls]] (1888 - 1955) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Roberto Simonsen|Roberto Simonsen]] (1889 - 1948) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Cásper Líbero|Cásper Líbero]] (1889 - 1943) * {{A|Oswald de Andrade}} (1890 - 1954) {{075%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Felipe Daudt de Oliveira|Felipe Daudt de Oliveira]] (1890 - 1933) * {{A|Jackson de Figueiredo}} (1891 - 1928) {{075%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ercília Nogueira Cobra|Ercília Nogueira Cobra]] * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Eduardo Guimarães|Eduardo Guimarães]] (1892 - 1928) * {{A|Graciliano Ramos}} (1892 - 1953) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Juó Bananére|Juó Bananére]] (1892 - 1933) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jorge de Lima|Jorge de Lima]] (1893 - 1953) * {{A|Mário de Andrade}} (1893 - 1945) * {{A|Ronald de Carvalho}} (1893 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Leonel Franca|Leonel Franca]] (1893 - 1948) * {{A|Paulo Setúbal}} (1893 - 1937) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hugo de Carvalho Ramos|Hugo de Carvalho Ramos]] (1895 - 1921) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul de Leoni|Raul de Leoni]] (1895 - 1926) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alceu de Freitas Wamosy|Alceu de Freitas Wamosy]] (1895 - 1923) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ranulpho Prata|Ranulpho Prata]] (1896 - 1942) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Galeão Coutinho|Galeão Coutinho]] (1897 - 1951) * {{A|Rodrigues de Abreu}} (1897 - 1927) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Virgílio de Melo Franco|Virgílio de Melo Franco]] (1897 - 1948) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Eugênia Álvaro Moreyra|Eugênia Álvaro Moreyra]] (1898 - 1948) === Século XX === * {{A|Antonieta de Barros}} (1901 - 1952) * {{A|Alcântara Machado}} (1901 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Alphonsus|João Alphonsus]] (1901 - 1944) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carmen Cinira|Carmen Cinira]] (1902 - 1933) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Arthur Ramos|Arthur Ramos]] (1903 - 1949) {{Div col fim}} == [[File:Flag of Portugal.svg|18px]] Portugueses == {{Div col|3}} === Século XIV === * {{A|Fernão Lopes}} (c. 1385 - c. 1460) === Século XV === * {{A|Gomes Eanes de Zurara}} (c. 1410 - c. 1474) * {{A|Rui de Pina}} (c. 1440 - c. 1522) * {{A|Garcia de Resende}} (c. 1470 - 1536) * {{A|Sá de Miranda}} (1481 - 1558) * {{A|Bernardim Ribeiro}} (c. 1482 - c. 1552) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gaspar Correia|Gaspar Correia]] (c. 1492 - c. 1563) * {{A|João de Barros}} (1496 - 1570) === Século XVI === * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brás de Albuquerque|Brás de Albuquerque]] (c. 1500 - 1581) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Martim Afonso de Sousa|Martim Afonso de Sousa]] (c. 1500 - 1564) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fernão Lopes de Castanheda|Fernão Lopes de Castanheda]] (c. 1500 - 1559) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Samuel Usque|Samuel Usque]] (c. 1500 - c. 1560) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Damião de Góis|Damião de Góis]] (1502 - 1574) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gonçalo Annes Bandarra|Gonçalo Annes Bandarra]] (c. 1502 - c. 1556) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Galvão|António Galvão]] (c. 1503 - 1557) * {{A|Jerónimo Osório}} (1506 - 1580) * {{A|Fernão Mendes Pinto}} (c. 1510 - 1583) * {{A|Jorge Ferreira de Vasconcelos}} (c. 1515 - c. 1585) * {{A|Manuel da Nóbrega}} (1517 - 1570) * {{A|Pedro de Andrade Caminha}} (c. 1520 - 1589) * {{A|Luís Vaz de Camões}} (c. 1524 - 1580) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Ferreira|António Ferreira]] (1528 - 1569) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei Heitor Pinto|Frei Heitor Pinto]] (c. 1528 - c. 1584) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jerónimo Corte-Real|Jerónimo Corte-Real]] (c. 1530 - c. 1588) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Amador Arrais|Amador Arrais]] (c. 1530 - 1600) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Agostinho Pimenta|Agostinho Pimenta]] (1540 - 1619) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de Andrade|Francisco de Andrade]] (c. 1540 - 1614) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pero de Magalhães Gândavo|Pero de Magalhães Gândavo]] (c. 1540 - c. 1580) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Pereira Brandão|Luís Pereira Brandão]] (c. 1540 - c. 1590) * {{A|Diogo do Couto}} (c. 1542 - 1616) * {{A|Miguel Leitão de Andrada}} (c. 1553 - 1630) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei Luís de Sousa|Frei Luís de Sousa]] (c. 1555 - 1632) * {{A|Ambrósio Fernandes Brandão}} (c. 1555 - c. 1618) * {{A|Bernardo de Brito}} (1569 - 1617) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gabriel Pereira de Castro|Gabriel Pereira de Castro]] (1571 - 1632) * {{A|Francisco Rodrigues Lobo}} (1580 - 1622) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Brandão|António Brandão]] (1584 - 1637) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel de Faria e Sousa|Manuel de Faria e Sousa]] (1590 - 1649) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jacinto Freire de Andrade|Jacinto Freire de Andrade]] (1597 - 1657) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brás Garcia de Mascarenhas|Brás Garcia de Mascarenhas]] (1596 - 1656) === Século XVII === * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de Sá de Meneses|Francisco de Sá de Meneses]] (c. 1600 - 1664) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Violante do Céu|Violante do Céu]] (1601 - 1693) * {{A|Francisco Manuel de Melo}} (1608 - 1666) * {{A|Jerónimo Baía}} (c. 1620 - 1688) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei António das Chagas|Frei António das Chagas]] (1631 - 1682) * {{A|Manuel Bernardes}} (1644 - 1710) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco Xavier de Meneses|Francisco Xavier de Meneses]] (1673 - 1743) * {{A|António Caetano de Sousa}} (1674 - 1759) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Diogo Barbosa Machado|Diogo Barbosa Machado]] (1682 - 1772) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Bernardo Gomes de Brito|Bernardo Gomes de Brito]] (1688 - c. 1760) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Nunes Ribeiro Sanches|António Nunes Ribeiro Sanches]] (1699 - 1782) === Século XVIII === * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António José da Silva|António José da Silva]] (1705 - 1739) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Dinis da Cruz e Silva|António Dinis da Cruz e Silva]] (1731 - 1799) * {{A|Filinto Elísio}} (1734 - 1819) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Anastácio da Cunha|José Anastácio da Cunha]] (1744 - 1787) * {{A|Tomás Antônio Gonzaga}} (1744 - 1810) * {{A|Bocage}} (1765 - 1805) * {{A|Curvo Semedo}} (1766 - 1838) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de São Luís Saraiva|Francisco de São Luís Saraiva]] (1766 - 1845) * {{A|José Agostinho de Macedo}} (1761 - 1831) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Maria da Costa e Silva|José Maria da Costa e Silva]] (1788 - 1854) * {{A|Almeida Garrett}} (1799 - 1854) * {{A|António Feliciano de Castilho}} (1800 - 1875) === Século XIX === * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luz Soriano|Luz Soriano]] (1802 - 1891) * {{A|Alexandre Herculano}} (1810 - 1877) * {{A|João de Lemos}} (1819 - 1890) * {{A|José da Silva Mendes Leal}} (1820 - 1886) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Augusto Rebelo da Silva|Luís Augusto Rebelo da Silva]] (1822 - 1871) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João de Andrade Corvo|João de Andrade Corvo]] (1824 - 1890) * {{A|Camilo Castelo Branco}} (1825 - 1890) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Pedro Lopes de Mendonça|António Pedro Lopes de Mendonça]] (1826 - 1865) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Soares de Passos|Soares de Passos]] (1826 - 1860) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Arnaldo Gama|Arnaldo Gama]] (1828 - 1869) * {{A|Raimundo António de Bulhão Pato}} (1828 - 1912) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ernesto Biester|Ernesto Biester]] (1829 - 1880) * {{A|João de Deus}} (1830 - 1896) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Júlio César Machado|Júlio César Machado]] (1835 - 1890) * {{A|Ramalho Ortigão}} (1836 - 1915) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Cardoso Vieira de Castro|José Cardoso Vieira de Castro]] (1837 - 1872) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Penha|João Penha]] (1838 - 1919) * {{A|Júlio Dinis}} (1839 - 1871) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fernando Caldeira|Fernando Caldeira]] (1841 - 1894) * {{A|Pinheiro Chagas}} (1842 - 1895) * {{A|Antero de Quental}} (1842 - 1891) * {{A|Teófilo Braga}} (1843 - 1924) * {{A|Luciano Cordeiro}} (1844 - 1900) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guiomar Torresão|Guiomar Torresão]] (1844 - 1898) * {{A|Joaquim Pedro de Oliveira Martins}} (1845 - 1894) * {{A|Eça de Queirós}} (1845 - 1900) * {{A|Joaquim Pedro de Oliveira Martins}} (1845 - 1894) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Sousa Viterbo|Sousa Viterbo]] (1845 - 1910) * {{A|António Cândido Gonçalves Crespo}} (1846 - 1883) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rafael Bordalo Pinheiro|Rafael Bordalo Pinheiro]] (1846 - 1905) * {{A|Adolfo Coelho}} (1847 - 1927) * {{A|Maria Amália Vaz de Carvalho}} (1847 - 1921) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Gomes Leal|António Gomes Leal]] (1848 - 1921) * {{A|Francisco Teixeira de Queirós}} (1848 - 1919) * {{A|Alberto Pimentel}} (1849 - 1925) * {{A|Guerra Junqueiro}} (1850 - 1923) * {{A|Gervásio Lobato}} (1850 - 1895) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís de Magalhães|Luís de Magalhães]] (1850 - 1924) * {{A|Venceslau de Morais}} (1854 - 1929) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Gonçalves Zarco da Câmara|João Gonçalves Zarco da Câmara]] (1855 - 1908) * {{A|Cesário Verde}} (1855 - 1886) * {{A|Abel Botelho}} (1854 - 1917) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Marcelino Mesquita|Marcelino Mesquita]] (1856 - 1919) * {{A|Fialho de Almeida}} (1857 - 1911) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Sampaio Bruno|Sampaio Bruno]] (1857 - 1915) * {{A|Leite de Vasconcelos}} (1858 - 1941) * {{A|António Feijó}} (1859 - 1917) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alfredo Gallis|Alfredo Gallis]] (1859 - 1910) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel Teixeira Gomes|Manuel Teixeira Gomes]] (1860 - 1941) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Francisco Trindade Coelho|José Francisco Trindade Coelho]] (1861 - 1908) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brito Camacho|Brito Camacho]] (1862 - 1934) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Nobre|António Nobre]] (1867 - 1900) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul Brandão|Raul Brandão]] (1867 - 1930) * {{A|Camilo Pessanha}} (1867 - 1926) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alice Moderno|Alice Moderno]] (1867 - 1946) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Eugénio de Castro|Eugénio de Castro]] (1869 - 1944) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Augusto Gil|Augusto Gil]] (1870 - 1929) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Roberto de Mesquita|Roberto de Mesquita]] (1871 - 1923) * {{A|Ana de Castro Osório}} (1872 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Malheiro Dias|Carlos Malheiro Dias]] (1875 -1941) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Duro|José Duro]] (1875 - 1899) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel Laranjeira|Manuel Laranjeira]] (1877 - 1912) * {{A|Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos}} (1877 - 1952) * [[w:Visconde de Vila-Moura|Visconde de Vila-Moura]] (1877 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Afonso Lopes Vieira|Afonso Lopes Vieira]] (1878 - 1946) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Patrício|António Patrício]] (1878 - 1930) * {{A|Alfredo Pimenta}} (1882 - 1950) * {{A|Leonardo Coimbra}} (1883 - 1936) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Albino Forjaz de Sampaio|Albino Forjaz de Sampaio]] (1884 - 1949) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hipólito Raposo|Hipólito Raposo]] (1885 - 1953) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Sardinha|António Sardinha]] (1887 - 1925) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fidelino de Figueiredo|Fidelino de Figueiredo]] (1888 - 1967) * {{A|Fernando Pessoa}} (1888 - 1935) * {{A|Mário de Sá-Carneiro}} (1890 - 1916) * {{A|Florbela Espanca}} (1894 - 1930) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Soeiro Pereira Gomes|Soeiro Pereira Gomes]] (1909 - 1949) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Maria Lisboa|António Maria Lisboa]] (1928 - 1953) {{Div col fim}} 7k1cuqattfk0hgnvtt9ww3tz2jz0x52 Módulo:Documento 828 245363 555803 555762 2026-07-14T22:13:09Z Junglk 34905 Corrigindo links vermelhos 555803 Scribunto text/plain -- Limpa e separar todos os argumentos da função function clean_args(args) local cleaned = {} for k,v in pairs(args) do v = mw.text.trim(v) if v == '' then v = nil end cleaned[k] = v end return cleaned end function normalize_title(title) if title.isRedirect then return normalize_title(title.redirectTarget) else return title end end function date_link(date) if tonumber(date) ~= nil then if tonumber(date) < 0 then date = tostring(math.abs(tonumber(date))) .. 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'|Transcrição do livro]]&nbsp;</div>' end html = html .. new_row('padding-right:2em;', args['título alpha']) if mw_title then if mw_title.isExternal then html = html .. '[[' .. doc_target .. '|' .. doc_text .. ']]' .. doc_comment .. '&nbsp;' elseif mw_title.exists then html = html .. '[[' .. mw_title.fullText .. '|' .. doc_text .. ']]' .. doc_comment .. '&nbsp;' else html = html .. doc_text .. doc_comment .. '&nbsp;' end else if doc_target ~= args['título'] or mw.ustring.match(args['título'], '^%s*%[%[') then html = html .. '[[' .. doc_target .. '|' .. doc_text .. ']]' .. doc_comment .. '&nbsp;' else html = html .. doc_text .. doc_comment .. 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O objetivo é aproximar o leitor da verdadeira pronúncia russa, contornando as ambiguidades das habituais normas baseadas no inglês ou no francês. Já os cargos e títulos históricos da época foram traduzidos integralmente por seus equivalentes em nossa língua. Os critérios práticos adotados para garantir essa sonoridade nativa são: * '''Ortografia Nativa:''' Uso do '''C''' antes de A, O, U (em vez de ''K''), substituição sistemática do '''Y''' pelo '''I''' por ser a vogal natural da nossa língua, e rejeição do dígrafo '''QU''' devido à sua ambiguidade sonora (ex: ''Aculina'', ''Cúrotchkina''). * '''Consoantes sem Estrangeirismos:''' Emprego de '''X''' para o som de /ks/ (como em ''táxi'') e do dígrafo '''CH''' para o som de /ch/ (como em ''chave''), evitando as construções não nativas ''ks'', ''cs'' ou ''sh'' (ex: ''Alhexandr'', ''Púchkin''). * '''L Suave Espelhado:''' Representação do "л" palatalizado russo (<tt>&#91;lʲ&#93;</tt>) por meio de '''LH''' ou '''LHI''' diante de vogais suaves, mimetizando a fonética orgânica da nossa língua (ex: ''Saviêlhiev'', ''Alhexiêievski''). * '''Acentuação Restritiva:''' O uso de acentos gráficos (agudo ou circunflexo) ocorre '''apenas''' quando estritamente necessário pelas leis da língua portuguesa para garantir que o estresse caia na sílaba correta (ex: ''Púchkin'', ''Pietrôvitch''; mas sem acento em ''Alhexandr'').</ref> (Púchkin) / A Senhorita-Camponesa]] </div> <div style="text-align: center; margin-bottom: 10px; color: #54595d;"> Por '''[[Autor:Alexandre Pushkin|Alhexandr Sierguiêievitch Púchkin]]''' (1831) — Traduzido por '''[[Usuário:Thaissom|Thaissom Schultz Conter]]''' </div> <hr style="border: 0; border-top: 1px solid #dfdfdf; margin: 8px 0;" /> <div style="font-size: 90%; color: #333; line-height: 1.5em;"> '''Notas de tradução:''' Tradução em andamento baseada no texto original russo da FEB ENI "Púchkin" (citado de: Púchkin, A. S. Coleção completa das composições: em 10 volumes — Leningrado: Naúca, 1978. — Volume 6. Prosa ficcional. — P. 99-115.). Texto original com acentos disponível em: [[s:ru:Повести покойного Ивана Петровича Белкина (Пушкин, текст с ударениями)/Барышня-крестьянка|Барышня-крестьянка]]. </div> </div> == Epígrafe == <div style="text-indent: 1.5em;"> <span style="color: red;">Во все́х ты, Ду́шенька, наря́дах хороша́. — Богдано́вич.</span> </div> <div style="text-indent: 1.5em;"> Em todas vestimentas, tu, minh’alma<ref>No original, utiliza-se o termo ''Dúchenhca'' (Душенька), diminutivo afetivo de ''duchá'' (душа, "alma"). Trata-se de um vocativo carinhoso e romântico usado para se referir a alguém querido. A escolha por "minh'alma" em português é a tradução ideal por preservar a raiz semântica do metalínguo original e manter o mesmo teor lírico.</ref>, vês-te bonita. — Bogdanôvitch. </div> == Parágrafo 1 == <div style="text-indent: 1.5em;"> <span style="color: red;">В одной из отдаленных наших губерний находилось имение Ивана Петровича Берестова. В молодости своей служил он в гвардии, вышел в отставку в начале 1797 года, уехал в свою деревню и с тех пор он оттуда не выезжал. Он был женат на бедной дворянке, которая умерла в родах, в то время, как он находился в отъезжем поле. Хозяйственные упражнения скоро его утешили. Он выстроил дом по собственному плану, завел у себя суконную фабрику, утроил доходы и стал почитать себя умнейшим человеком во всем околодке, в чем и не прекословили ему соседи, приезжавшие к нему гостить с своими семействами и собаками. В будни ходил он в плисовой куртке, по праздникам надевал сертук из сукна домашней работы; сам записывал расход, и ничего не читал, кроме Сенатских Ведомостей. Вообще его любили, хотя и почитали гордым. Не ладил с ним один Григорий Иванович Муромский, ближайший его сосед. Этот был настоящий русский барин. Промотав в Москве большую часть имения своего, и на ту пору овдовев, уехал он в последнюю свою деревню, где продолжал проказничать, но уже в новом роде. Развел он английский сад, на который тратил почти все остальные доходы. Конюхи его были одеты английскими жокеями. У дочери его была мадам англичанка. Поля свои обрабатывал он по английской методе:</span> </div> <div style="text-indent: 1.5em;"> Em uma das nossas afastadas províncias encontrava-se a casa-grande<ref>O termo original ''imiênie'' (имение) designa a propriedade rural de um nobre na Rússia imperial, englobando as terras e a residência senhorial. A opção por "casa-grande" constitui uma adaptação cultural que traduz, no contexto lusófono, o mesmo centro de autoridade econômica, social e patriarcal representado pela propriedade russa da época.</ref> de Ivan Pietrôvitch Biêriestov. Em sua juventude, ele serviu na Guarda, abdicou do cargo no começo do ano de 1797, partiu para sua aldeia e, desde então, de lá não saiu. Ele foi casado com uma pobre fidalga, a qual morreu em meio ao parto enquanto ele caçava em um campo remoto<ref>A expressão original ''otiêzjieie polhe'' (отъезжее поле) era um termo técnico da nobreza russa do século XIX para designar terras e bosques distantes da propriedade senhorial, destinados exclusivamente a longas expedições de caça com matilhas e cavalos. A tradução contextual "caçava em um campo remoto" preserva tanto o isolamento geográfico do local quanto a natureza da atividade realizada pelo personagem.</ref>. As atividades de gestão doméstica logo consolaram-no. Ele ergueu uma casa por seu próprio plano, estabeleceu nas suas terras uma fábrica de lã batida, triplicou suas rendas e passou a considerar-se a pessoa mais esperta de toda a redondeza, no que, de fato, não o contradiziam os vizinhos, que chegaram de visita com suas famílias e cachorros. Nos dias úteis, andava em um casaco de veludilho; nos feriados, vestia uma sobrecasaca de lã batida caseira; ele mesmo registrava os gastos, e não havia lido nada, a não ser o Boletim do Senado. Em geral, amavam-no, ainda que o consideravam orgulhoso. Não se entrosava com ele somente Grigóri Ivánovitch Múromski, seu vizinho mais próximo. Este era um autêntico grão-senhor<ref>O termo original ''bárin'' (барин) designa o nobre fidalgo e proprietário de terras na Rússia imperial. A tradução por "grão-senhor" foi adotada por evocar com precisão o caráter aristocrático, a opulência e a soberania social dessa figura histórica, evitando termos genéricos como "senhor" ou "patrão".</ref> russo. Tendo esbanjado, em Moscou, a maior parte de seus bens e, nessa altura, tornado-se viúvo, partiu ele para a última aldeia sua, onde seguiu travesseando, mas já de nova forma. Plantou ele um jardim inglês, no qual gastou quase todas suas rendas restantes. Seus cocheiros ficavam vestidos de jóqueis ingleses. Sua filha tinha uma governanta inglesa. Seus campos, cultivava ao método inglês:</div> == Parágrafo 2 == <div style="text-align: center;"> <span style="color: red;">[[s:ru:Сатира_первая_(Шаховской)|Но на чужой манер хлеб русский не родится,]]</span> </div> <div style="text-indent: 1.5em;"> <span style="color: red;">и не смотря на значительное уменьшение расходов, доходы Григорья Ивановича не прибавлялись; он и в деревне находил способ входить в новые долги; со всем тем почитался человеком не глупым, ибо первый из помещиков своей губернии догадался заложить имение в Опекунской Совет: оборот, казавшийся в то время чрезвычайно сложным и смелым. Из людей, осуждавших его, Берестов отзывался строже всех. Ненависть к нововведениям была отличительная черта его характера. Он не мог равнодушно говорить об англомании своего соседа, и поминутно находил случай его критиковать. Показывал ли гостю свои владения, в ответ на похвалы его хозяйственным распоряжениям: «Да-с!» говорил он с лукавой усмешкою; «у меня не то, что у соседа Григорья Ивановича. Куда нам по-английски разоряться! Были бы мы по-русски хоть сыты». Сии и подобные шутки, по усердию соседей, доводимы были до сведения Григорья Ивановича с дополнением и объяснениями. Англоман выносил критику столь же нетерпеливо, как и наши журналисты. Он бесился и прозвал своего зоила медведем и провинциалом.</span> </div> <div style="text-align: center;">[[s:ru:Сатира_первая_(Шаховской)|Mas, à moda alheia, trigo russo não nasce,]] </div> <div style="text-indent: 1.5em;"> e, apesar da significativa queda das despesas, as rendas de Grigóri Ivánovitch não subiam; ele, ainda na aldeia, encontrava meios de contrair novas dívidas; com tudo isso, era considerado um homem nada tolo, porquanto foi o primeiro dos proprietários de terra da sua província a ter a astúcia de hipotecar sua propriedade no Conselho de Tutela: reviravolta que parecia, naquele tempo, extraordinariamente complexa e ousada. Das pessoas que o condenavam, Biêriestov se exprimia da forma mais severa de todas. O ódio às inovações era um traço distintivo de seu caráter. Ele não conseguia falar indiferentemente sobre a anglomania do seu vizinho e a cada minuto encontrava uma oportunidade para criticá-lo. Caso mostrasse à visita suas posses, em resposta aos louvores por sua gestão administrativa: "Sim, senhor!", dizia ele com um sorriso astuto; "eu não tenho o que o vizinho Grigóri Ivánovitch tem. Quem somos nós para falirmos à moda inglesa! Ao menos se estivéssemos saciados à russa". Estas e outras piadas similares, graças ao empenho dos vizinhos, eram entregues ao conhecimento de Grigóri Ivánovitch com complemento e explicações. O anglomaníaco tolerava a crítica tão impacientemente quanto os nossos jornalistas. Ele endemoniava-se<ref>O verbo original ''biecítsa'' (беситься) deriva etimologicamente do substantivo ''biês'' (бес, "demônio" ou "espírito maligno"). Embora usado habitualmente como sinônimo de "enfurecer-se", a opção por "endemoniava-se" resgata a raiz filológica do termo russo, enriquecendo o texto literário ao evocar uma fúria cega e de proporções desmedidas.</ref> e chamava seu detrator de urso e provinciano. </div> == Parágrafo 3== <div style="text-indent: 1.5em;"> <span style="color: red;">Таковы были сношения между сими двумя владельцами, как сын Берестова приехал к нему в деревню. Он был воспитан в *** университете и намеревался вступить в военную службу, но отец на то не соглашался. К статской службе молодой человек чувствовал себя совершенно неспособным. Они друг другу не уступали, и молодой Алексей стал жить покамест барином, отпустив усы на всякий случай<ref>Вариант автографа содержит пояснение: «в надежде будущего гусарства».</ref>.</span> </div> <div style="text-indent: 1.5em;"> Assim eram as relações entre estes dois proprietários, no momento em que o filho de Biêriestov chegou à sua aldeia. Ele fora educado na universidade *** e pretendia ingressar no serviço militar, mas seu pai com isso não concordava. Para o serviço civil, o moço se sentia completamente incapaz. Eles não cediam um ao outro, e o jovem Alhexiei passou a viver, por ora, como fidalgo, tendo deixado seu bigode crescer por via das dúvidas<ref>A variante do autógrafo contém o esclarecimento: "na esperança de um futuro posto nos hussardos.</ref>.</div> == Parágrafo 4 == <div style="text-indent: 1.5em;"> <span style="color: red;">Алексей был, в самом деле, молодец. Право было бы жаль, если бы его стройного стана никогда не стягивал военный мундир, и если бы он, вместо того, чтобы рисоваться на коне, провел свою молодость согнувшись над канцелярскими бумагами. Смотря, как он на охоте скакал всегда первый, не разбирая дороги, соседи говорили согласно, что из него никогда не выйдет путного столоначальника. Барышни поглядывали на него, а иные и заглядывались; но Алексей мало ими занимался, а они причиной его нечувствительности полагали любовную связь. В самом деле, ходил по рукам список с адреса одного из его писем: ''Акулине Петровне Курочкиной, в Москве, напротив Алексеевского монастыря, в доме медника Савельева, а вас покорнейше прошу доставить письмо сие А. Н. Р.''</span> </div> <div style="text-indent: 1.5em;"> Alhexiei era, de fato, um mancebo heroico. Realmente seria uma pena se seu esbelto porte nunca fosse cingido por uma farda militar de gala, e se ele, ao invés de se exibir a cavalo, passasse sua juventude debruçado sobre papéis de escritório. Vendo como na caça ele sempre galopava primeiro, sem decifrar os caminhos, os vizinhos falavam com unanimidade que dele nunca se faria um chefe de seção competente. As nobres moças lhe lançavam olhares de relance, e algumas ainda se perdiam nele; mas Alhexiei pouco lhes dava atenção, e elas atribuíam o motivo de sua insensibilidade a um caso amoroso. De fato, corria de mão em mão uma cópia do endereço de uma de suas cartas: ''Aculina Pietrovna Cúrotchkina, em Moscou, em frente ao mosteiro Alhexiêievski, na casa do caldeireiro Saviêlhiev, e a Vossa Mercê, peço humildemente que entregue esta carta a A. N. R.''</div> == Parágrafo 5 == <div style="text-indent: 1.5em;"> <span style="color: red;">Те из моих читателей, которые не живали в деревнях, не могут себе вообразить, что за прелесть эти уездные барышни! Воспитанные на чистом воздухе, в тени своих садовых яблонь, они знание света и жизни почерпают из книжек. Уединение, свобода и чтение рано в них развивают чувства и страсти, неизвестные рассеянным нашим красавицам. Для барышни звон колокольчика есть уже приключение, поездка в ближний город полагается эпохою в жизни, и посещение гостя оставляет долгое, иногда и вечное воспоминание. Конечно всякому вольно смеяться над некоторыми их странностями; но шутки поверхностного наблюдателя не могут уничтожить их существенных достоинств, из коих главное, ''особенность характера, самобытность'' ({{lang|fr|individualité}}), без чего, по мнению Жан-Поля, не существует и человеческого величия<ref>Имеется в виду суждение [[s:ru:Жан Поль|Жан Поля Рихтера]] из книги «[[s:ru:Мысли Жан-Поля, извлеченные из всех его сочинений (Жан Поль)|Мысли Жан-Поля, извлеченные из всех его сочинений]]» (Париж, 1829): «Уважайте индивидуальность в человеке, она является корнем всего положительного». Книга была подарена Пушкину Юрием Никитичем Бартеневым 31 августа 1830 года, накануне отъезда в Болдино.</ref>. В столицах женщины получают может быть, лучшее образование; но навык света скоро сглаживает характер и делает души столь же однообразными, как и головные уборы. Сие да будет сказано не в суд, и не во осуждение, однако ж {{lang|la|Nota nostra manet}}<ref>{{lang|la|Nota nostra manet}} — наше замечание остается в силе.</ref>, как пишет один старинный комментатор.</span> </div> <div style="text-indent: 1.5em;"> Aqueles meus leitores que não habitaram as aldeias não são capazes de visualizar o charme que são essas senhoritas distritais! Educadas ao ar livre, à sombra de suas macieiras, extraem seu conhecimento de mundo e vida dos livros. O isolamento, a liberdade e a leitura cedo nelas acendem sentimentos e paixões, desconhecidos a nossas dispersas beldades. Para as senhoritas, o tintilar de uma sineta já é uma aventura, uma viagem à cidade próxima marca uma época na vida e a visita de um convidado deixa uma memória longa, às vezes até eterna. É claro, qualquer um pode rir de algumas de suas esquisitices; mas as piadas de um observador superficial não conseguem anular suas virtudes essenciais, dentre as quais a principal: ''a singularidade do caráter, a individualidade'' ({{lang|fr|individualité}}), sem a qual, de acordo com Jean Paul, não existe sequer a grandeza humana<ref>Tem-se em mente o julgamento de [https://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Paul Jean Paul Richter] do livro "Pensamentos de Jean Paul, extraídos de todas as suas obras" (Paris, 1829): "Respeitai a individualidade na pessoa, ela é a raiz de tudo que é positivo". O livro foi presenteado a Púchkin por Iúri Nikítitch Bartiêniev em 31 de agosto do ano de 1830, na véspera da sua partida para Bôldino.</ref>. Nas capitais, as mulheres recebem, talvez, uma educação melhor; mas a prática da alta sociedade logo uniformiza o caráter e deixa as almas tão invariáveis quanto os adornos de cabeça. Diga-se isto não para julgamento nem para condenação, todavia {{lang|la|Nota nostra manet}}<ref>{{lang|la|Nota nostra manet}} — nossa observação se mantém.</ref>, como escreve um antigo comentador.</div> == Parágrafo 6 == <div style="text-indent: 1.5em;"> <span style="color: red;">Легко вообразить, какое впечатление Алексей должен был произвести в кругу наших барышен. Он первый перед ними явился мрачным и разочарованным, первый говорил им об утраченных радостях и об увядшей своей юности; сверх того носил он черное кольцо с изображением мертвой головы. Всё это было чрезвычайно ново в той губернии. Барышни сходили по нем с ума.</span> </div> <div style="text-indent: 1.5em;"> É fácil imaginar que impressão Alhexiei deve ter causado entre nossas senhoritas. Ele foi o primeiro que, diante delas, se apresentou sombrio e desencantado, o primeiro que lhes falava sobre as alegrias perdidas e sobre sua murcha juventude; além disso, usava um anel preto com a imagem de uma caveira<ref>A expressão original ''miôrtvaia golová'' (мёртвая голова) constitui um calque do termo alemão ''Totenkopf'' ("cabeça de morte"). Como a importação direta da expressão para o português moderno gera um anacronismo indesejado devido à sua forte associação histórica com o nazismo, optou-se aqui pela tradução contextual por "caveira", preservando a simbologia original de Púchkin sem evocar conotações contemporâneas.</ref>. Tudo isso foi extraordinariamente novo naquela província. As senhoritas perdiam a cabeça<ref>A expressão original ''srrodít' s umá'' (сходить с ума) significa literalmente "sair da própria mente". A opção pela locução idiomática "perder a cabeça" em português justifica-se por traduzir fielmente a ideia de ir à loucura, ao mesmo tempo em que preserva a imagem metafórica de um afastamento temporário da própria consciência e do controle racional.</ref> por ele.</div> == Notas == <references /> 7zuqs9ckqud5pczhs3f29lu9dp1ca96 Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/436 106 254727 555789 555768 2026-07-14T13:39:20Z Erick Soares3 19404 555789 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Erick Soares3" />{{c|162}}</noinclude>{{dhr}} {{c|{{larger|'''LIVRO QUARTO.'''}}}} {{dhr}} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 | seção = [[Os Miseraveis (trad. Justiniano José da Rocha)/Volume V/Livro quarto/I|'''I''']]— | título = Um grupo que por um triz se tornava historico | página = [[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. 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Nāo será o infinito ainda grande bastante para que uma pobre balasita possa por cá passear sem medo ! Olé! Que globo é esse que ía topando comnosco? — Sei o que é, respondeu Barbicane. — Forte admiraçāo! sabes tudo. — É simplesmente um bolido, disse Barbicane, mas um bolido enorme que a attracçāo da Terra reduziu á condiçāo de satellite. — É possivel! exclamou Miguel Ardan. Tem entāo a Terra dois satellites, como Neptuno? — É verdade, amigo, tem duas Luas, ainda que geralmente passa por ter uma só. Porém, esta [[:w:Outras_luas_da_Terra#Lua_de_Petit|segunda Lua]] é tāo pequena, e tāo grande a velocidade dʼella, que os habitantes da Terra nāo a podem ver. Um astronomo francez, [[:w:Frédéric Petit (astrônomo)|mr. Petit]], foi quem conseguiu demonstrar a existencia dʼeste segundo satellite da Terra, e determinar-lhe os elementos, mas foi mettendo em linha de conta nos seus calculos certas perturbaçōes. Segundo as observaçōes dʼeste astronomo, o bolido realisa a sua revoluçāo em volta da Terra em tres horas e vinte minutos sómente, o que presuppōe uma velocidade prodigiosa. — E os astronomos, perguntou Nicholl, admittem todos a existencia dʼesse satellite? — Nāo, respondeu Barbicane, mas se se tivessem encontrado com elle, como nós, já nāo poderiam duvidar. É verdade, foi bom lembrar, esse bolido, que nos havia de incommodar soffri-<noinclude></noinclude> gs6tg7by673bg30e4oy79jms5da3cq9 Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/33 106 254734 555781 2026-07-14T13:17:37Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 555781 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||{{sc|á roda da lua}}|27}}</noinclude>velmente se topasse com o projectil, fornece-nos meio para determinar com precisāo a nossa situaçāo no espaço. — E como? disse Ardan. — Pela sua distancia á Terra, que é conhecida. No ponto em que o encontrámos estavamos exactamente a oito mil cento e quarenta kilometros do globo terrestre. — Mais de duas mil leguas! exelamou Miguel Ardan. Isso é que é de enterrar todos os comboios expressos dʼesse misero globo que se chama Terra! — Podéra nāo, respondeu Nicholl, consultando o chronometro; sāo onze horas, e ha apenas treze minutos que largámos do continente americano. — Só treze minutos? disse Barbicane. — Sim, respondeu Nicholl, e se a nossa velocidade inicial de onze kilometros nāo diminuisse, haviamos de andar perto de dez milhas por hora! — Tudo isto é muito bom, meus amigos, disse o presidente, mas sempre temos um problema insoluvel. Porque seria que nós nāo ouvimos a detonaçāo da columbiada? Cessou a conversaçāo por falta de resposta, e Barbicane, ainda a reflectir no caso, tratou de abaixar a portinhola da segunda vigia lateral. Conseguiu o resultado desejado, e a Lua, entrando pelo vidro destapado, illuminou com brilhantes raios todo o interior do projectil. Nicholl, como homem economico que era, apagou o gaz que se tornára inutil, e que, alem dʼisso, prejudicava com a luz brilhante a observaçāo dos espaços inter-planetarios. O disco lunar brilhava entāo com incomparavel pureza. Os raios da luz lunar, que já nāo vinham coados pela atmosphera vaporosa do globo terrestre, filtravam-se através do olho de boi e saturavam o ambiente interior do projectil de reflexos argentinos. O negro véu do firmamento duplicava, na verdade, o resplandecente clarāo da Lua que, nʼaquelle vacuo do ether, improprio para a diffusāo da luz, nāo eclipsava as estrellas proximas. O céu, assim visto, apresentava um aspecto inteiramente<noinclude></noinclude> cjv8ty3uwa8rdyhc5v1ktc0mq0a3lvy 555782 555781 2026-07-14T13:17:54Z Erick Soares3 19404 555782 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||{{sc|á roda da lua}}|27|borda_inferior=sim}}</noinclude>velmente se topasse com o projectil, fornece-nos meio para determinar com precisāo a nossa situaçāo no espaço. — E como? disse Ardan. — Pela sua distancia á Terra, que é conhecida. No ponto em que o encontrámos estavamos exactamente a oito mil cento e quarenta kilometros do globo terrestre. — Mais de duas mil leguas! exelamou Miguel Ardan. Isso é que é de enterrar todos os comboios expressos dʼesse misero globo que se chama Terra! — Podéra nāo, respondeu Nicholl, consultando o chronometro; sāo onze horas, e ha apenas treze minutos que largámos do continente americano. — Só treze minutos? disse Barbicane. — Sim, respondeu Nicholl, e se a nossa velocidade inicial de onze kilometros nāo diminuisse, haviamos de andar perto de dez milhas por hora! — Tudo isto é muito bom, meus amigos, disse o presidente, mas sempre temos um problema insoluvel. Porque seria que nós nāo ouvimos a detonaçāo da columbiada? Cessou a conversaçāo por falta de resposta, e Barbicane, ainda a reflectir no caso, tratou de abaixar a portinhola da segunda vigia lateral. Conseguiu o resultado desejado, e a Lua, entrando pelo vidro destapado, illuminou com brilhantes raios todo o interior do projectil. Nicholl, como homem economico que era, apagou o gaz que se tornára inutil, e que, alem dʼisso, prejudicava com a luz brilhante a observaçāo dos espaços inter-planetarios. O disco lunar brilhava entāo com incomparavel pureza. Os raios da luz lunar, que já nāo vinham coados pela atmosphera vaporosa do globo terrestre, filtravam-se através do olho de boi e saturavam o ambiente interior do projectil de reflexos argentinos. O negro véu do firmamento duplicava, na verdade, o resplandecente clarāo da Lua que, nʼaquelle vacuo do ether, improprio para a diffusāo da luz, nāo eclipsava as estrellas proximas. O céu, assim visto, apresentava um aspecto inteiramente<noinclude></noinclude> 5nh6yuig99lbg3ppgjvay3undm56mgn Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/34 106 254735 555783 2026-07-14T13:21:28Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 555783 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|28|{{sc|viagens maravilhosas}}|borda_inferior=sim}}</noinclude>novo, que o olho humano não podia suspeitar. Concebe-se bem com que interesse aquelles temerarios contemplariam o astro das noites, supremo objectivo da viagem dʼelles. O satellite da Terra, seguindo o seu movimento de Translação, ia-se aproximando insensivelmente do zenith, ponto mathematico a que deveria chegar proximamente noventa e seis horas depois. As montanhas, as planicies, todo o relevo emfim do astro, não se destacavam com mais precisão aos olhos dos viajantes, do que se os contemplassem de qualquer ponto da Terra; porém, a luz lunar através do vacuo desenvolvia-se com incomprehensivel intensidade. O disco resplandecia qual espelho de platina. Da terra que lhes fugia debaixo dos pés, é que os viajantes tinham já de todo perdido a recordação. O capitão Nicholl foi o primeiro que fez volver a attenção para o globo que tinham perdido de vista. — É verdade! respondeu Miguel Ardan, não devemos ser-lhe ingratos. Já que abandonámos a patria, sejam para ella os nossos ultimos olhares. Quero tornar a ver a Terra antes que de todo se eclipse para mim! Barbicane, para satisfazer os desejos do companheiro, tratou de desentulhar o postigo do fundo do projectil, que era por onde se poderia observar directamente a Terra. Desarmou-se, e com algum trabalho, o disco movel que a força da projecção levára até á culatra. Os bocados dʼeste, que se arrumaram com cuidado encostados ás paredes, podiam servir ainda, em caso de necessidade. Feito isto, appareceu um vão circular, de cincoenta centimetros de diametro vasado na parede do fundo da bala, fechado por um olho de boi de quinze centimetros de espessura, reforçado por um caixilho de cobre. Adaptava-se-lhe pela parte de baixo uma chapa de aluminium segura por parafusos. Desatarraxadas as porcas e tirados os parafusos, caiu a chapa, e ficou estabelecida communicação entre o interior e exterior. Miguel ajoelhára por cima da vidraça. Estava escura, como se fora opaca. — E então! exclamou, e a Terra? {{nop}}<noinclude></noinclude> h15wip6qzc8ib0liiu4qg8gzzfgpav4 Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/205 106 254736 555784 2026-07-14T13:24:46Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 555784 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{sc|primeiro esboço de duas figuras antipathicas.}}|II}} {{dhr|4}} O ratinho que tinham apanhado era bem mesquinho; mas o gato contenta-se mesmo com um ratinho magro. Quem eram os Thenardier ? Digamo-lo jȧ em algumas palavras. Mais para diante completaremos o esboço. Estes entes pertenciam a essa classe bastarda que se compõe de creaturas grosseiras elevadas e de creaturas intelligentes humilhadas, classe que tem o seu lugar entre a chamada mėdia e a chamada inferior, e que combina alguns defeitos desta com quasi todos os vicios daquella, sem ter do artezão o generoso enthusiasmo, nem do burguez o louvavel amor da ordem. Eram duas dessas naturezas mesquinhas que, se algum fogo sinistro as aquece por acaso, tornam-se facilmente monstruosas. A mulher tinha latentes todos os instinctos de um irracional, e o marido todas as propensões de um mendigo. Ambos eram, no mais subido gráo, susceptiveis da especie de hediondo progresso que se dlá no sentido do mal. Ha almas que, como os caranguejos, recuam continuamente para as trevas, retrogra-<noinclude> {{left|26}}</noinclude> lbuwt32gwn1b6rx2xb9m8qtfqhvkkyn 555785 555784 2026-07-14T13:26:25Z Erick Soares3 19404 555785 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{sc|primeiro esboço de duas figuras antipathicas.}}|II}} {{dhr|4}} O ratinho que tinham apanhado era bem mesquinho; mas o gato contenta-se mesmo com um ratinho magro. Quem eram os Thenardier ? Digamo-lo jȧ em algumas palavras. Mais para diante completaremos o esboço. Estes entes pertenciam a essa classe bastarda que se compōe de creaturas grosseiras elevadas e de creaturas intelligentes humilhadas, classe que tem o seu lugar entre a chamada mėdia e a chamada inferior, e que combina alguns defeitos desta com quasi todos os vicios daquella, sem ter do artezāo o generoso enthusiasmo, nem do burguez o louvavel amor da ordem. Eram duas dessas naturezas mesquinhas que, se algum fogo sinistro as aquece por acaso, tornam-se facilmente monstruosas. A mulher tinha latentes todos os instinctos de um irracional, e o marido todas as propensōes de um mendigo. Ambos eram, no mais subido gráo, susceptiveis da especie de hediondo progresso que se dlá no sentido do mal. Ha almas que, como os caranguejos, recuam continuamente para as trevas, retrogra-<noinclude> {{left|26}}</noinclude> 30hd08bfcb58f2edr10acrzayxhsjeu Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/206 106 254737 555786 2026-07-14T13:30:41Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 555786 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|14}}</noinclude>dando na vida em vez de avançarem, empregando a experiencia em augmentar a sua propria perversidade, peiorando de continuo, e impregnando-se mais e mais de uma crescente infamia. Esse homem e essa mulher tinham almas assim. O marido, particularmente, mortificaria qualquer physionomista. Basta fitarmos certos homens para desconfiarmos delles, porque vemo-los dobradamente tenebrosos. Mostram-se inquietos em relaçāo ao passado, e ameaçadores em relaçāo ao futuro. O que nelles predomina é o incognito. Ninguem pode atiançar o que taes homens hāo feito nem tam pouco o que farāo. O seu olhar turvo denuncia-os. Basta ouvi-los dizer uma palavra ou vê-los fazer um gesto para logo entrevermos sombrios sagrados no seu passado e sombrios mysterios no seu futuro. Esse Thenardier, a dar-se-lhe credito, tinha sido soldado ; sargento, dizia elle ; fizera provavelmente a campanha de 1815, e até se portara com bastante denodo, ao que parece. Mais para diante apuraremos isto. A taboleta da bodega era uma allusāo a um dos seus feitos de armas. Fóra elle proprio que a pintára porquanto sabia um bocado de todos os officios, porem mal. Era a época em que o antigo romance classico, que, depois de ter se chamado ''Clelia'', já nāo era senāo ''Lodoiska'', sempre nobre, porem cada vez mais vulgar, descendo da Scuderi á Bournon-Malarme, e da Lafayette á Barthėlemy Hadot, incendiava a alma terna das porteiras de Pariz, e até mesmo assolava um pouco os arrabaldes. A Thenardier tinha justamente uma intelligencia ao nivel de tal genero de livros. Eram elles o seu pasto intellectual. Enchia o acanhado cerebro com essa leitura indigesta ; dahi lhe proviera, emquanto fôra moça, uma attitude pensativa junto do marido, velhaco um tanto profundo, rufiāo letrado que desconhecia a grammatica, grosseiro e sagaz ao mesmo tempo, mas que a respeito de sentimentalismo só se guiava por Pigault-Lebrun, e em tudo que se refere ao bello sexo, como dizia na sua giria, perfeita e supinamente ignorante. A mulher tinha uns doze ou quinze annos menos do que elle. Passados tempos, quando os cabellos romanticamente chorōes começaram a encanecer, quando a Pamela se transformou em Megera, a Thenardier nāo foi<noinclude></noinclude> ccw06lnt0yry9bta8g8w5igt5uz8exi Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/207 106 254738 555787 2026-07-14T13:33:53Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 555787 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|15}}</noinclude>mais do que uma obesa e perversa mulher que havia saboreado romances estupidos. Ora, ninguem lê impunemente parvoices. O resultado de taes leituras foi a sua filha mais velha chamar-se Eponina; quanto à mais nova, por um triz se nāo chamou Culnars ; a nāo sei que feliz diversāo feita por um romance de Ducray-Duninil deveu ella que a māe se contentasse com chama-la Azelina. Demais, entre parenthesis, nem tudo é ridiculo e superficial nesta curiosa época a que alludimos, e que poderia considerar-se como a da anarchia dos nomes de baptismo. A par do elemento romanesco que acabamos de indicar, avulta o symptoma social. Hoje nāo ė raro. ver-se um simples carreiro com o nome de Arthur, Affonso ou Alfredo, e um visconde—se é que ainda ha viscondes— com o de Thomaz, Pedro on Thiago. Esta deslocaçāo que pōe o nome—elegante—no plebeu e o nome rustico no aristocrata, nāo é outra cousa senāo um vai vem de igualdade. Nisto, como em tudo mais, manifesta-se o irresistivel impulso das novas idėas. Sob esta discordancia apparente ha uma cousa grandiosa e transcendente, a revoluçāo franceza. {{nop}}<noinclude></noinclude> 5khkx9b26k5zt6rb062tg1l38qrkzi9 Os Miseraveis (trad. Justiniano José da Rocha)/Tomo segundo/Livro quarto/II 0 254739 555788 2026-07-14T13:34:48Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf" from=205 to=207 header=1 /> {{Modernização}} {{DP-1}} [[fr:Les Misérables/Tome 1/Livre 4/02]] 555788 wikitext text/x-wiki <pages index="Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf" from=205 to=207 header=1 /> {{Modernização}} {{DP-1}} [[fr:Les Misérables/Tome 1/Livre 4/02]] 99dfyaqaoth7kz5ap6ktjyag6sxblgz Página:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf/49 106 254740 555790 2026-07-14T13:47:44Z Túllio F 37740 /* Não revisadas */ transcrição 555790 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Túllio F" />{{c|— 45 —}}</noinclude>ponderarão: — Que da rapitação resultarião grandes vexações e, damnos aos moradores da capitania, e principalmente aos mineiros, que não encontrassem pinta rica, e os impossibilitaria de emprehonder serviços largos e dilficultosos o intentar descobrimentos novos, só podendo proseguir serviços que rendão tenue jórnal. crescendo a tanto a despeza que muitas vezes ficaria baldada a capitação dos escravos ; — Que sua cobrança seria muito diflicultosa, havendo muitas roças que, por sua situação, rodeios e difílculdades de caminhos, ficão umas de outras muito distantes e algumas quasi inaccessiveis ; — Que sendo a cobrança dos quintos, na casa da fundição, a mais natural e suave e pelo costume quasi insensiel, seria violenta a da capitação em um paiz, cujos moradores com menor vexação pagão indirectamente grandes sommas nos direitos, e com grande trabalho, difficuldade o vexame se cobrão moderadas contribuições directas, como a experiencia tem mostrado no donativo e correições ; — E para prova de sua obediência e zelo offerecerão segurar o rendimento de cem arrobas de ouro, contribuindo os povos com o que faltasse a esta quantia nas casas de fundição. Mas por outro lado não se dissimulava a diffilculdade de se fiscalisar o pagamento do quinto, a menos de se cortar inteiramente a communicação do commercio de fóra com a capitania, o qual fazia-se permutando-se o ouro em pó pelos generos e mercadorias importadas. Este commercio não era possivel prohibir-se attenta a situação e natural disposição do paiz, encravado no meio dos povos circumvisinhos, e com a população esparsa em um vasto território. N’estas circumstancias, e mais que tudo em attenção á offerta, que fizerão os procuradores das villas, de segurarem a el-rei cem arrobas de ouro pelos quintos, se tanto não produzissem as casas de fundição, ficando o excesso, quando o houvesse, a favor da fazenda real, resolveu o governador condo das Galvêas não pôr em execução as ordens régias, e continuar-se a cobrança do quinto pelo systema de fundição do ouro, devendo-se, porém, tomar medidas rigorosas para se evitar o descaminho e contrabando.<noinclude></noinclude> ghxgs1bei133id2e36a3x1rzt59y3jy Página:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf/50 106 254741 555795 2026-07-14T19:34:03Z Túllio F 37740 /* Não revisadas */ transcrição 555795 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Túllio F" />{{c|— 46 —}}</noinclude>Declarou-se extincta a casa da moeda, que ficava sendo de fundição sómente. Foi declarado o prazo de seis mezes para dentro d'elle se recolher toda a moeda de ouro, que existisse em circulação, à excepção somente das de 800 e 400 réis, que poderião correr até a quantidade que fosse precisa para as compras mindas. Toda a moeda de valor superior, e o ouro que se extrahisse, devião ser levados á casa da fundição para serem convertidos em barras, e só com ellas se poderia negociar para fóra da capitania. Para fiscalisar o pagamento dos quintos e evitar o descaminho do ouro em pó, nomeárão-se dous intendentes: um para a comarca do [[w:pt:Sabará|Sabará]], e outro para a do Rio das Mortes, por onde entravão os comboieiros. Estes, quando entrassem em Minas, devião declarar a importancia de suas carregações e comboios, e quando sahissem, devião mostrar em barras o produeto das vendas, que fazião. Para melhor execução d'esta resolução o governador mandou publicar o bando de 7 de Abril de 1734, impondo penas severas aos contraventores. Toda a pessoa que, depois de expirado o prazo dos seis mezes, fosse encontrada com moeda prohibida ou deixasse de pagar o quinto, ou concorresse por qualquer modo para a sahida do ouro em pó para fóra da capitania, ficava incursa nas penas do confisco de todos os bens e de degredo por dez annos para a India. Quem sómente tivesse noticia de algum d'estes crimes, e o não denunciasse á autoridade para ser punido, ficava sujeito à pena de exterminio da capitania por toda a vida, além de outras penas, que lhe poderião ser impostas a arbitrio do governador, conforme o caso. Devião igualmente ser exterminados aquelles individnos contra quem só houvesse suspeitas. Todo o delator, em virtude de cujas denuncias se fizessem confiscos até a importancia de duas arrobas de ouro, ainda que por parcellas, obteria certidões, « para que, diz o bando, possa requerer a Sua Magestade todas as honras e mercês, que o dito Senhor costuma fazer a quem o serve com zelo e fidelidade, e preferencia para todos os cargos, officios e occupações honorificas, além da parte que lhe pertencer no ouro confiscado ». Ainda copiaremos textualmente a ultima parte do baudo: « E qualquer escravo<noinclude></noinclude> eiq2iaicf1cdlgdfyvqpcf2k1lipy41 Página:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf/51 106 254742 555796 2026-07-14T20:01:06Z Túllio F 37740 /* Não revisadas */ transcrição 555796 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Túllio F" />{{c|— 47 —}}</noinclude>que denunciar a seu senhor, e por virtude da dita denunciação for conliseado, ficará forro e se lhe passará carta de alforria em nome de Sua Magestade, e se lhe dará a terça parte do dito confisco ». Estas disposições não precisão de commentario! Firmado o tributo do quinto, o commercio em grosso fazia-se por meio das barras cunhadas nas casas de fundição, e só ellas podião sahir para fóra da capitania: para as pequenas transacções corrião as moedas de ouro e prata de 800 e 400 réis, e o ouro em pó chamado vulgarmente de ''folheta'', de grande vantagem por poder, por sua divisibilidade, proporcionar-se a qualquer valor dos mercadores, por menor que fosse. Marcárão-se os limites do circulo dentro do qual podia correr o ouro em pó, como moeda. Para o que se extrahisse na [[w:pt:Comarca de Vila Rica|comarca de Villa Rica]], villa de Caeté, districto de Sabarà e do rio das Mortes, forão os seguintes Começando do rio das Velhas, junto do sitio de Faustino Pereira em linha recta ao Fidalgo, d'ahi ao curral de El-Rei, morro de S. João Marcos, serra Geneta, rio de Itabira, morro de Santo Antonio, arraial de [[w:pt:Congonhas|Congonhas]], e caminho que d'ahi segue pela lagoa Dourada à [[w:pt:São João del-Rei|villa de S. João d'El-Rei]], e de lá ao rio das Mortes Pequeno; — d'este costeando o rio das Mortes pela cabeceira do ribeirão de Alberto Dias em linha recta ao morro do Chapéo, rio Guarapiranga até sua foz no ribeirão do Carmo; seguindo depois até o Poço Grande no rio de Santa Barbara, morro do Caroço, rio Taquarussi até o rio das Velhas. O ouro, que se extrahisse na [[w:pt:Comarca do Serro Frio|comarca do Serro Frio]] e [[w:pt:Pitangui|villa de Pitangui]], que tinhão ficado fóra da demarcação, devia ser levado directamente pelas estradas publicas ás casas de fundição. Todo o ouro em pó encontrado fóra da demarcação, se reputava ''desencaminhado'' e confiscado, e seu conductor sujeito ás penas de desencaminhador. Tambem se reputava desencaminhador o que fosse encontrado conduzindo ouro por picadas, veredas, caminhos occultos, ou pouco frequentados, que não ião em direitura á casa da fundição; porque já a lei de 27 de Outubro de 1733 tinha<noinclude></noinclude> b92m2lmw3l8rphz1vuwr99tozj93vk2 Página:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf/52 106 254743 555797 2026-07-14T21:07:34Z Túllio F 37740 /* Não revisadas */ transcrição 555797 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Túllio F" />{{c|— 48 —}}</noinclude>prohibido abrirem-se novos caminhos ou piendas para as Minas, devendo a entrada e sahida ser feita pelos antigos e publicos. O ouro em pó valia 1$200 réis por oitava, e o quintado, isto é, reduzido a barra, depois do pagamento do quinto nas casas de fundição, valia na razão de 1$500 sendo de 22 quilates, e mais ou menos segundo a qualidade, conforme fora estabelecido pela lei de 11 de Fevereiro de 1719. A fixação do preço corrente do ouro não podia augmentar e nem diminuir seu valor intrinseco; sendo elle um producto da industria, una mercadoria, sería illusorio dar-lhe um valor invariavel, e está sujeito às regras que presidem os phenomenos da fluctunção dos valores commerciaes. O augmento por lei do valor do ouro, terà como resultado, augmentar o das mercadorias em relação a elle. A fixação, que a lei fazia do seu valor, só tinha por fim regulal-o pelo do quintado nas casas de fundição, ou antes era esse o resultado necessario do systema do quinto. Assim o ouro em pó em Minas teve diversos valores no giro do commercio, conforme vigorava o systema da capitação on do quinto nas casas de fundição. Até o anno de 1713 valeu a oitava a 1$500, porque o quinto pagou-se deduzido do mesmo ouro em pó, que continuava em circulação, com livre exportação para fóra da capitania. De 1713 até o ultinio de Janeiro de 1725 prevalecen o systema do ajuste feito pelas camaras com a corda, em virtude do qual estas se obrigárão a pagar annnalmente certo numero de arrobas de ouro, e assim o ouro em pó conservou o mesmo valor de 1$500 por oitava. Do 1° de Fevereiro de 1725 até 24 de Maio de 1730, funccionando as casas de fundição, o ouro eni pó valia a 1$200 á oitava, por estar sujeito ao quinto, e o ouro convertido em barra, estando quintado, valia a 1$500. De 25 de Maio de 1730, até 4 de Setembro de 1732, tendo o governador reduzido o quinto a doze por cento, o ouro em pó subio a 1$320, que com os doze por cepto corresponde ao valor do ouro em barra. Mas esta reducção do governador não sendo approvada por el-rei, mandou-se {{começo de palavra hifenizada|restabe-|restabelecer}}<noinclude></noinclude> c2br3qpyu1yftnnl5x7u46ws6c81d40 555798 555797 2026-07-14T21:08:22Z Túllio F 37740 555798 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Túllio F" />{{c|— 48 —}}</noinclude>prohibido abrirem-se novos caminhos ou piendas para as Minas, devendo a entrada e sahida ser feita pelos antigos e publicos. O ouro em pó valia 1$200 réis por oitava, e o quintado, isto é, reduzido a barra, depois do pagamento do quinto nas casas de fundição, valia na razão de 1$500 sendo de 22 quilates, e mais ou menos segundo a qualidade, conforme fora estabelecido pela lei de 11 de Fevereiro de 1719. A fixação do preço corrente do ouro não podia augmentar e nem diminuir seu valor intrinseco; sendo elle um producto da industria, una mercadoria, sería illusorio dar-lhe um valor invariavel, e está sujeito às regras que presidem os phenomenos da fluctunção dos valores commerciaes. O augmento por lei do valor do ouro, terà como resultado, augmentar o das mercadorias em relação a elle. A fixação, que a lei fazia do seu valor, só tinha por fim regulal-o pelo do quintado nas casas de fundição, ou antes era esse o resultado necessario do systema do quinto. Assim o ouro em pó em Minas teve diversos valores no giro do commercio, conforme vigorava o systema da capitação on do quinto nas casas de fundição. Até o anno de 1713 valeu a oitava a 1$500, porque o quinto pagou-se deduzido do mesmo ouro em pó, que continuava em circulação, com livre exportação para fóra da capitania. De 1713 até o ultinio de Janeiro de 1725 prevalecen o systema do ajuste feito pelas camaras com a corda, em virtude do qual estas se obrigárão a pagar annnalmente certo numero de arrobas de ouro, e assim o ouro em pó conservou o mesmo valor de 1$500 por oitava. Do 1° de Fevereiro de 1725 até 24 de Maio de 1730, funccionando as casas de fundição, o ouro eni pó valia a 1$200 á oitava, por estar sujeito ao quinto, e o ouro convertido em barra, estando quintado, valia a 1$500. De 25 de Maio de 1730, até 4 de Setembro de 1732, tendo o governador reduzido o quinto a doze por cento, o ouro em pó subio a 1$320, que com os doze por cepto corresponde ao valor do ouro em barra. Mas esta reducção do governador não sendo approvada por el-rei, mandou-se {{começo de palavra hifenizada|restabe|restabelecer}}<noinclude></noinclude> eal5jvk47wev5rhi1bhh3k24xcejesi Página:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf/53 106 254744 555799 2026-07-14T21:34:06Z Túllio F 37740 /* Não revisadas */ transcrição 555799 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Túllio F" /></noinclude>{{término de palavra hifenizada|lecer|restabelecer}} o quinto ou imposto de vinte por cento. Assim de 5 de Setembro de 1732, dia em que se começou a cobrar o quinto, o valor do ouro em pó desceu novamente a 1$200, o que durou até o ultimo de Junho de 1735. Em 1735 extinguio-se a casa de fundição, estabeleceu-se a capitação, e o ouro em pó pode circular livremente na capitania e fóra d'ella, como depois diremos: a consequencia foi o seu valor subir a 1$500, sendo abolido o quinto. Do 1° de Agosto de 1751 em diante, sendo novamente restabelecidas as casas de fundição, o valor do ouro em pó desceu a 1$200. Por esta fórma, com o systema das casas de fundição, o ouro em pó, no giro do commercio e para os pagamentos, valia 1$200, e o quintado 1$500. Foi um meio vergonhoso de que se lançou mão, como de uma contribuição indirecta, para o mineiro pagar o quinto sem o perceber, e o tributo não lhe parecer oneroso. O mineiro por exemplo, que levava à casa de fundição 100 oitavas de ouro em pó, que valião 120$000, recebia na verdade uma barra de 80 oitavas, porque se deduzião 20 para o quinto; mas essas 80 oitavas lhe ficavão valendo os mesmos 120$000 mais ou menos, porque o ouro quintado valia a 1$500. Assim pensavão os mineiros, que pagando o quinto nada perdião, e que pelo contrario muitas vezes lucravão conforme a qualidade do ouro, se era por exemplo de mais de 22 quilates. Tal é a virtude magica da imposição indirecta: ella é paga sem que o contribuinte sinta o seu peso, entretanto que o imposto directo, por insignificante que seja, parece oneroso e se paga de má vontade. O mineiro não reflectia que se o ouro em pó só valia a 1$200 à oitava, não era porque o governo tinha assim taxado o seu valor, e sim porque elle em barra, estando já quintado e livre do imposto, devia necessariamente ter mais valor. Assim tambem o pobre que hoje compra o panno com que cobre sua nudez e se abriga do tempo, bem longe está de pensar nos enormes impostos, de que já esta mercadoria se acha sobrecarregada e que no acto da compra paga ao negociante; este os paga, para depois os rehaver do consumidor como {{começo de palavra hifenizada|aug|augmento}}<noinclude></noinclude> hcatizkkqowz3caco0avnsq93d3186c Página:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf/54 106 254745 555800 2026-07-14T21:39:25Z Túllio F 37740 /* Não revisadas */ transcrição 555800 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Túllio F" />{{c|— 50 —}}</noinclude>{{término de palavra hifenizada|mento|augmento}} de preço de suas mercadorias. Quando imposições mesmo indirectas são excessivas, sem que os contribuintes tenhão uma retribuição igual aos sacrificios que fazem, a consequencia a elevação dos preços dos objectos tributados, o definhamento das industrias, o desanimo, a miseria pública. Caminhamos a esse resultado. Comprehendião, porém, os mineiros que a diminuição dos quintos traria em resultado o augmento do valor do ouro em pó. Com fundamento ou sem elle houve quem propalasse em 1734, que o governo pretendia elevar o valor do ouro e diminuir o quinto. Só isso foi bastante para que o conde das Galvêas enxergasse entre os mineiros um principio de sublevação, e logo a seguinte ordem foi publicada em toda a capitania: « E porque Sua Magestade manda declarar a todos, que nunca se moverá, por motivo algum a abater parte dos 20 por cento, que lhe são devidos, e sou informado que algumas pessoas, mal intencionadas, espalhão o rumor, que esperão que se accrescente e suba á maior valia o preço do ouro, o qual rumor, além das perniciosas consequencias, que d'elle podem provir ao serviço de Sua Magestade, é chimerico e sem fundamento, devendo seus autores ser severamente castigados como sediciosos: declarando a todos os moradores das Minas as intenções de Sua Magestade, declaro que hei de mandar proceder com pena de degredo, e outras a meu arbitrio, contra todas as pessoas, que afirmarem, com qualquer pretexto que seja, que se ha de abater o quinto e augmentar o valor do ouro em pó ».<noinclude></noinclude> spz6122n8fw9xvarvkbg6s790k35boq Página:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf/55 106 254746 555802 2026-07-14T22:09:01Z Túllio F 37740 /* Não revisadas */ transcrição 555802 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Túllio F" /></noinclude>{{dhr}} {{T2||CAPITULO VII}} {{dhr}} <small>Primeiro contrato dos diamantes. — O intendente. — Regimen do terror, aggravado pelos contratos. — Condições do primeiro contrato. — Bando de 25 de Agosto do 1739. — ''Companhia dos diamantes''. — Nova demarcação das terras diamantinas. — ''Os traficantes''. — Privilégios dos contratadores. — Como se exterrainavão as pessoas ''suspeitas''; um exemplo entre muitos. — Representação do senado da villa do Principe: resposta do intendente ; humildade do ouvidor. — Aversão aos advogados. — Justiça á turca. — Queixa dos mineiros. — O intendente sempre pendia em favor dos interesses da fazenda; exemplo. — Pardinho pede sua demissão.</small> [[w:pt:Gomes Freire de Andrade, 1.º Conde de Bobadela|Gomes Freire de Andrade]] quando esteve em [[w:pt:Diamantina|Tijuco]], o principal objecto, sobre que teve largas discussões e conferencias com o intendente, foi se conviria antes contratar em hasta pública a extracção dos diamantes, ou fazel-a por conta da fazenda real. Opinou o intendente pelo primeiro systema, ponderando as difficuldades e dispêndio para n’aquelles tempos formar-se uma administração regular, devendo-se antes fazer um contrato temporário, como uma experiencia, em que nada se arriscava, afim de conhecer-se se para o futuro conviria á fazenda real tratar da exploração por sua conta. Prevaleceu esta opinião, e em 1739 concluio o governador o primeiro contrato dos diamantes com [[w:pt:João Fernandes de Oliveira|João Fernandes de Oliveira]] de sociedade com Francisco Ferreira da Silva. O systema admittido de preferencia, para a arrecadação dos impostos, era o da arrematação: systema imperfeito, oppressivo, vexatorio para os contribuintes, pela ambição e ganancia dos arrematantes. Mas com isso pouco importava a côrte, que só olhava para os interesses do fisco. Para o cargo de intendente dos diamantes, que o governo da<noinclude></noinclude> 0rtp45yu0rwjrxynyts37hx7brjupya Página:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf/56 106 254747 555806 2026-07-14T22:28:05Z Túllio F 37740 /* Não revisadas */ transcrição 555806 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Túllio F" />{{c|— 52 —}}</noinclude>côrte, com toda a razão, sempre considerou como o mais melindroso e de maior ponderação, que havia na capitania, não podia elle achar ninguem mais proprio que o dr. [[w:pt:Rafael Pardinho|Raphael Pires Pardinho]]. Já de idade de setenta annos, quando tomou posse da intendencia, a uma intelligencia cultivada, á pratica de muitos annos como magistrado, a profundos conhecimentos de jurispru- dencia, reunia um caracter firme, rigido, severo, desinteressado. O excessivo zelo, que mostrava pelos interesses da fazenda real, o tornava muitas vezes inexoravel a súpplicas de necessidades imperiosas, que poderião ser attendidas em troca de pequenos sacrificios. Em muitas occasiões rebateu com coragem as pretenções dos poderosos contratadores, quando pretendião desviar-se das condições do contrato: era-lhes mais facil obter qualquer favor da corte ou do governador, que do inflexivel intendente. Não procurava grangear as sympathias do publico, e nem temia seus odios e descontentamentos. Era probo, honrado, recto; mas cruel, deshumano, cego instrumento das ordens da côrte, que não conhecia a compaixão. Por vezes [[w:pt:Gomes Freire de Andrade, 1.º Conde de Bobadela|Gomes Freire de Andrade]] deixou ás suas luzes a decisão de negocios difficeis e complicados; e nos que dizião respeito à administração dos diamantes nada resolvia sem ouvir seu parecer. A elle foi em 1736 incumbida pelo rei a refórma do regimento dos guarda-móres e superintendentes de Minas. Grande prevenção conceberão contra o intendente os habitantes da [[w:pt:Serro|villa do Principe]], para onde se havião refugiado muitos do [[w:pt:Diamantina|Tijuco]], no tempo da prohibição da mineração, e ali constantemente fomentavão uma opposição latente à administração diamantina. Antes de 1740 a guarda das terras diamantinas achava-se aos cuidados do intendente com toda a sua officialidade, com a devassa geral sempre aberta, eterna, interminavel, immensa rede estendida por toda a demarcação; à vigilancia dos dragões e capitaes do mato, disseminados em patrulhas por toda a parte, e mais que tudo à classe baixa dos denunciantes, que, com a mira no interesse de partilhar os confiscos com a fazenda real, não<noinclude></noinclude> lub56tj79uaaj9lma4n7ryye0172bp7 Hino do município de Silveirânia 0 254748 555807 2026-07-14T23:36:59Z BrCaLeTo 14167 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{hino |obra=Hino do município de [[w:Silveirânia|Silveirânia]] |letra por=Elias Campos |melodia por= |notas= }} <poem> É a flor mais pacata e bela, Que por estas montanhas floresceu; Aos pés de São José da Soledade, Essa terra generosa nasceu. Indígenas, padre e capitão, Uniram-se em sua fundação; A nossa história de luta, É a nossa tradição. ''Silveirânia, terra de beleza e amor,'' ''Seus habitantes são os heóis da paz e do valor;'' ''Nas... 555807 wikitext text/x-wiki {{hino |obra=Hino do município de [[w:Silveirânia|Silveirânia]] |letra por=Elias Campos |melodia por= |notas= }} <poem> É a flor mais pacata e bela, Que por estas montanhas floresceu; Aos pés de São José da Soledade, Essa terra generosa nasceu. Indígenas, padre e capitão, Uniram-se em sua fundação; A nossa história de luta, É a nossa tradição. ''Silveirânia, terra de beleza e amor,'' ''Seus habitantes são os heóis da paz e do valor;'' ''Nasceu do amor, da fé e da coragem,'' ''E hoje desfruta de suas glórias e riquezas naturais;'' ''És a nossa mãe terra,'' ''Jardim florido das Minas Gerais.'' Perseguidos da coroa, Encontraram refúgio neste chão; Inconfidentes do Brasil Colônia, Fugiram da conjuração. O arraial do sapé e silveiras, Se ergeu sobre esta união; E a capela de Santo Antônio, Trouxe a fé que guiou nossa missão. ''Silveirânia, terra de beleza e amor,'' ''Seus habitantes são os heóis da paz e do valor;'' ''Nasceu do amor, da fé e da coragem,'' ''E hoje desfruta de suas glórias e riquezas naturais;'' ''És a nossa mãe terra,'' ''Jardim florido das Minas Gerais.'' Bacia leiteira, fonte de vida, Gerou o sustento à nossa população; E novas páginas de glórias foram escritas, Com a chegada da educação. E hoje podemos cantar, contar e escrever, Do orgulho de nascer nesse torrão; Bate no peito silveiraniense, Sou Silveirânia de coração. ''Silveirânia, terra de beleza e amor,'' ''Seus habitantes são os heóis da paz e do valor;'' ''Nasceu do amor, da fé e da coragem,'' ''E hoje desfruta de suas glórias e riquezas naturais;'' ''És a nossa mãe terra,'' ''Jardim florido das Minas Gerais.'' </poem> [[Categoria:Hinos de Minas Gerais|Silveirânia]] 5p443808vz8fre37ox68765us7htrdg Página:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf/57 106 254749 555808 2026-07-15T06:04:33Z Túllio F 37740 /* Não revisadas */ transcrição 555808 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Túllio F" />{{c|— 53 —}}</noinclude>escolhião meios, por mais ignobeis, para descobrirem ou imputarem um crime de contrabando: n'esta classe estava o escravo, armado com a lei contra o senhor! Ninguem mais tinha segurança em sua casa, os segredos mais reconditos erão patenteados ao público. Agora vão ainda apparecer os contratadores, interessados nos confiscos e em fazerem render os seus contratos, com o numeroso sequito de seus administradores, agentes, feitores e associados: verdadeiros donatarios d'este districto, com immensos privilegios. O systema da espionagem e da denuncia vai se estabelecer em muito maior escala. Como já dissemos, os primeiros contratadores ou arrematantes da extracção dos diamantes forão [[w:pt:João Fernandes de Oliveira|João Fernandes de Oliveira]] e Francisco Ferreira da Silva. A arrematação fez-se por quatro annos a começar do 1º de Janeiro de 1740 até o ultimo de Dezembro de 1743. Aos contratadores foi facultado minerar com o numero de seiscentos escravos nos lugares, que não fossem notoriamente inuteis ou impossiveis no leito do [[w:pt:Rio Jequitinhonha|Jequitinhonha]], seus taboleiros, vertentes e gupiaras, devendo ser o primeiro serviço na Lavra do Mato, e d'ali continuando os mais alternativamente, como se pratica, minerando pelo rio acima até findarem-se os quatro annos; e se n'este tempo chegassem à barra do ribeirão do Inferno ou do rio das Pedras, poderião continuar os serviços por algum d'elles. Os nomes dos seiseentos escravos devião ser lançados em um livro destinado para esse fim, e por cada um d'elles pagarião os contratadores a capitação annual de 230$000, sendo-lhes prohibido minerar com maior numero. Diz-se geralmente que os contratadores do primeiro e subsequente contratos sempre abusaram d'esta ultima condição, e que alguns d'elles minerárão com um numero, que tem-se elevado, até quatro mil escravos. Não duvidamos que alguma vez se désse abuso, e mesmo constão de documentos officiaes reiteradas queixas de intendentes e fiscaes contra os contratadores pela infracção d'esta condição; não podemos, porém, capacitar-nos que seja verdadeiro tudo quanto reza a radição a este respeito, attenta a vigilancia que havia, para que<noinclude></noinclude> c3j0yiy9jhxaih1sk39tkvgi6oht2aj Página:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf/58 106 254750 555809 2026-07-15T06:09:23Z Túllio F 37740 /* Não revisadas */ transcrição 555809 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Túllio F" />{{c|— 54 —}}</noinclude>não trabalhassem com escravos além dos capitados, a energia e zelo de muitos intendentes e fiscaes, e sobretudo as providencias que se derão para o rigoroso cumprimento do contrato e ridade das penas impostas à sua violação. Essas penas vem declaradas no bando de 26 de Agosto de 1739. « E na mesma pena (de confisco), diz elle, ficão comprehendidos os negros dos contratadores, quando se encontrem minerando fóra das partes, que por suas condições lhes são permittidas, e ainda dentro d'ellas excedendo das seiscentas praças, que ajustárão. E havendo quem denuncie um ou mais negros da dita companhia, lhe serão o escravo ou escravos entregues, sem que a fazenda real tenha parte na dita denuncia; e averiguado que algum feitor metteu, ou consentio que se mettesse no serviço, que governa, o dito escravo ou escravos, será incurso na pena de degredo e nas mais nos bandos declarados. Porém, se se provar que a fraude commettida o foi pelo caixa ou administrador, ou por permissão sua, será o dito caixa ou administrador obrigado a pagar de sua fazenda uma dupla capitação de 460$000 por cada escravo, além da perda d'este, do qual metade será para a fazenda real e me- tade para o denunciante. E sendo a fraude achada na revista, que passarem os officiaes da intendencia, e nas diligencias, que os cabos e soldados dragões fizerem, será metade da tomadia para elles e outra metade para a fazenda real. Mas se o intendente pela devassa que é obrigado a dar em cada anno e ter sempre aberta, for sciente da fraude sem ser por denuncia, ficará tanto o negro como a dupla capitação a beneficio da fazenda real ». Em vista de taes providencias bem difficil tornava-se aos contratadores minerar com um numero de escravos superior ao dos seis centos capitados; de mais em todos os processos do tempo não encontramos um só instaurado contra elles por violação d'esta clausula. Em geral o povo sempre teve aversão aos contratadores, e quiçá bem merecida d'ahi provém, talvez, o que se tem exagerado de seu comportamento em fraude dos direitos da fazenda real. Por uma clausula do contrato podião os contratadores, se o {{começo de palavra hifenizada|qui|quizessem}}<noinclude></noinclude> 7sdnykipb3mbv72ju7i6j5u1f2tqibd Página:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf/59 106 254751 555810 2026-07-15T06:16:25Z Túllio F 37740 /* Não revisadas */ transcrição 555810 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Túllio F" />{{c|— 55 —}}</noinclude>{{término de palavra hifenizada|zessem|quizessem}}, ceder parte d'elle a outras pessoas, que prestarião fiança idonea; e quanto à parte cedida ficarião elles desobrigados para com a fazenda real. Mas elles preferírão conservar inteiro o contrato, sendo os unicos responsaveis pelo cumprimento de suas condições, admittindo, porém, nos serviços, e no numero dos seis centos escravos da capitação, praças de pessoas estranhas ao contrato. Formou-se assim uma sociedade quasi em commandita, que nos papeis officiaes é de ordinario designada pelo nome de - ''Companhia de diamantes''. Para assistir e regular a arrematação d'este contrato, que teve lugar a 10 de Junho de 1739, veio a [[w:pt:Diamantina|Tijuco]] [[w:pt:Gomes Freire de Andrade, 1.º Conde de Bobadela|Gomes Freire de Andrade]], e n'essa occasião mandou proceder à nova demarcação do districto diamantino, por terem-se feito novos descobertos de diamantes em terrenos não comprehendidos na primeira demarcação feita por Martinho de Mendonça. Foi a seguinte:— Do arraial de S. Gonçalo em linha recta ás cabeceiras do corrego das Tres-Barras, e d'ahi ao rio do Paraúna; todo o rio abaixo até onde entra o ribeirão da Arêa, de cuja barra segue em linha recta á barra que o rio Pardo Pequeno faz no rio Pardo Grande, no sitio chamado Forquilha, e pela cabeceira do rio Pardo Grande em linha recta à do rio Inhahy, e por este abaixo até o [[w:pt:Rio Jequitinhonha|Jequitinhonha]] do Campo e d'este ao Jequitinhonha do Mato, continuando pela cabeceira do rio Capivary até S. Gonçalo, d'onde tinha come- çado a demarcação. Por um bando os anteriores forão novamente publicados, e ratificadas e postas em vigor as penas n'elles cominadas contra os que minerassem diamantes no districto demarcado. « Ordeno, continúa élle, que d'aqui em diante não possa assistir nas terras demarcadas pessoa alguma que não tenha officio ou cargo, as quaes pessoas se chamão ordinariamente traficantes; e os que ao presente se acharem n'este arraial, ou nas mais partes das terras demarcadas dous mezes depois do dia da publicação d'este bando, sahirão d'ellas; e o que for encontrado dentro da demarcação, pagará da cadêa 100 oitavas de ouro pela primeira vez, e será exterminado para fóra d'esta capitania, e sendo {{começo de palavra hifenizada|se|segunda}}<noinclude></noinclude> jn3z4iv6i2xsqv7bm5g70w4t1gyus8o Página:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf/60 106 254752 555811 2026-07-15T06:24:19Z Túllio F 37740 /* Não revisadas */ transcrição 555811 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Túllio F" />{{c|— 56 —}}</noinclude>{{término de palavra hifenizada|gunda|segunda}} se lhe assentará praça para a Nova Colonia, Rio Grande ou [[w:pt:Ilha de Santa Catarina|ilha de Santa Catharina]]. « E porque é conveniente se examinem as pessoas que novamente entrão n'este districto: mando que os que de novo vierem a elle tenhão obrigação de ir, no termo de seis ou oito dias, á presença do intendente dar conta do officio, negocio ou dependencia, que a elle o traz, apresentando o ouro que tiver de cabedal, para que, examinado tudo, com licença do intendente possa residir; e faltando a darem esta conta, sejão reputados como traficantes ». A lei concedia aos contratadores, como em geral a todos os arrematantes de impostos, o direito de cobrar executivamente de seus devedores. Este processo é bem conhecido: começava pela penhora dos bens do devedor, e quando este não possuía bens sufficientes para segurança da execução, era preso e mettido no tronco da cadea do arraial. Quando a companhia denunciava algum crime de contrabando de diamantes, todos os bens do denunciado erão confiscados e postos em praça; duas terças partes do producto pertencião-lhe, e a outra á fazenda real. Se a denuncia era dada por um terceiro, tinha este uma terça parte, a fazenda real outra e a companhia outra. Para prohibir a mineração clandestina sustentava a companhia uma numerosa tropa de [[w:pt:Capitão do mato|capitães do mato]]. A duodecima condição do contrato conferia aos contratadores um poder immenso, que os tornou quasi senhores absolutos dal demarcação. Em virtude d'essa condição, se elles tinhão suspeita de que alguma pessoa extrahia ou comprava diamantes,' podião communical-o ao intendente, o qual tomando informação secreta, e não havendo ''inteira prova'', mas só indicio, mandava logo exterminar da demarcação e comarca a pessoa ''suspeita''. Só a de- nuncia dos contratadores se reputava como indicio sufficiente, sem se exigir mais prova, para o exterminio. Frequentes exterminios se decretavão por esta fórma. Para dar ao leitor uma idéa da maneira como se sentenciavão estes despejos, examinaremos, quasi sem escolha, um de centenares de processos d'esse tempo que entulhão o cartorio da intendencia.<noinclude></noinclude> tofxo4r1475pa5486lx4wch75agz9mo 555812 555811 2026-07-15T06:24:57Z Túllio F 37740 555812 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Túllio F" />{{c|— 56 —}}</noinclude>{{término de palavra hifenizada|gunda|segunda}} se lhe assentará praça para a Nova Colonia, Rio Grande ou [[w:pt:Ilha de Santa Catarina|ilha de Santa Catharina]]. « E porque é conveniente se examinem as pessoas que novamente entrão n'este districto: mando que os que de novo vierem a elle tenhão obrigação de ir, no termo de seis ou oito dias, á presença do intendente dar conta do officio, negocio ou dependencia, que a elle o traz, apresentando o ouro que tiver de cabedal, para que, examinado tudo, com licença do intendente possa residir; e faltando a darem esta conta, sejão reputados como traficantes ». A lei concedia aos contratadores, como em geral a todos os arrematantes de impostos, o direito de cobrar executivamente de seus devedores. Este processo é bem conhecido: começava pela penhora dos bens do devedor, e quando este não possuía bens sufficientes para segurança da execução, era preso e mettido no tronco da cadea do arraial. Quando a companhia denunciava algum crime de contrabando de diamantes, todos os bens do denunciado erão confiscados e postos em praça; duas terças partes do producto pertencião-lhe, e a outra á fazenda real. Se a denuncia era dada por um terceiro, tinha este uma terça parte, a fazenda real outra e a companhia outra. Para prohibir a mineração clandestina sustentava a companhia uma numerosa tropa de [[w:pt:Capitão do mato|capitães do mato]]. A duodecima condição do contrato conferia aos contratadores um poder immenso, que os tornou quasi senhores absolutos dal demarcação. Em virtude d'essa condição, se elles tinhão suspeita de que alguma pessoa extrahia ou comprava diamantes, podião communical-o ao intendente, o qual tomando informação secreta, e não havendo ''inteira prova'', mas só indicio, mandava logo exterminar da demarcação e comarca a pessoa ''suspeita''. Só a denuncia dos contratadores se reputava como indicio sufficiente, sem se exigir mais prova, para o exterminio. Frequentes exterminios se decretavão por esta fórma. Para dar ao leitor uma idéa da maneira como se sentenciavão estes despejos, examinaremos, quasi sem escolha, um de centenares de processos d'esse tempo que entulhão o cartorio da intendencia.<noinclude></noinclude> 1712n3te5201me51cp2a9uyupz47j7a