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Outelizador(a):Cecílio/Tradutor Mirandés
2
319
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108207
2026-08-31T19:42:22Z
~2026-46122-75
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108320
wikitext
text/x-wiki
Un tradutor ye algo que traduç de ua lhéngua pa outra.
Eisiste un tradutor de Pertués pa Sendinés (bariadade de l Mirandés).
[http://tradutormirandes.pt.vc/ Tradutor]
Aconselha-se a leitura de [[Biquipédia:De la Máquina de Cecílio]].
'''Deixa las tues sugestones na çcusson desta páigina.'''
=== Código Fuonte ===
<source lang="javascript">
/*
L código eiqui amostrado ye solo pa las pessonas que quejiren ajudar nun téren que adebinar l que eiqui stá.
Las palabras de la squierda dan ourige a las de la dreita.
Pa quien quier antender algo melhor l que stá ambaixo:
Nun antendo? Las palabras de la squierda nun eisisten...
An las palabras de la squierda a las bezes hai carateres speciales. L "." quier dezir qualquier lhetra, l "( )"
diç un cunjunto que dá eiquibaléncia a $1 ó $2 $2 etc. L "^" quier dezir negaçon, l "|" quier dezir ou, l "+"
quier dezir ua beç, l "?" zero ou nanhue beç, l "*" zero ó mais bezes
L quei? Tu sós boubo? Nun te antendo.
Na pratica, por eisemplo la palabra "cheia" -> queda "chena", mas cheias, cheio e cheios?
La spresson cun aqueilhes simblos speciales serie "chei([a|o]+)([s]?) " i dá dreito a "chen$1$2 ". Spliçon ampeça por "chei"
seguido de "a" ó "o" pul menos ua beç, seguido de l "s" zero ou mais bezes(puode aparecer l "s" ne l fin de la palabra ó nó).
La purmeira beç que eisiste () ye un cunjunto que ne l resultado se manten,$1, cheia->chena, cheio->cheno. Assi $1 bai repersentar
l balor de l "a"(se se screbiu "cheia" al traduzir) ó "o"(se se screbiu "cheio" al traduzir). L segundo () marca l segundo cunjunto,
ó seia, queda cul balor "s" se este fur screbido al traduzir ó bazio se nun tubir "s". Em cheios $2 será sustituido por "s", mas
an "cheio" nó.
Eisemplo de negaçon:
"es([^s]+)", "s$1",
quier dezir que to las palabras ampeçadas por "es" i que a seguir na palabra nun benga un "s" quedan "s". Por eisemplo, "está"
queda -> "stá". Mas por sue beç, "esse", manten-se "esse", "esso", (ó até "essencial" nun tira l "s", inda que mais tarde demude
de "essencial" pa eissencial.)
L que aparece a berde ó seia ten // son comentairos i nun ye anterpretado.
Quiero antender mas nun se te antende... Dezi algo porqui...ó assi.
- Cecílio, 08-01-2009.
*/
//normalmente ampeços de palabras
var upperCase = new Array(
"bem - vind(a|o)(s)? ", "bienbenid$1$2 ",
//traduções de verbos
//ser
"és ", "sós ",
"é ", "ye ",
"sois ", "sódes ",
"eramos ", "éramos ",
"erais ", "érades ",
"eram ", "éran ",
"serão " ,"seran ",
"foi ", "fui ",
"foste ", "fuste ",
"fomos ", "fumos ",
"foram ", "fúrun ",
"fosse ", "fusse ",
"fosses ", "fusses ",
"fossemos ", "fússemos ",
"fosseis ", "fússedes ",
"fossem ", "fússen ",
"for ", "fur ",
"fores ", "fures ",
"formos ", "furmos ",
"foreis ", "furdes ",
"forem ", "fúren ",
"fora ", "fura ",
"foras ", "furas ",
"foramos ", "fúramos ",
"foreis ", "fúrades ",
"forem ", "fúran ",
"seja ", "seia ",
"sejas ", "seias ",
"sejamos ", "séiamos ",
"sejais ", "séiades ",
"sejam ", "séian ",
"sereis ", "serdes ",
"serem ", "séren ",
"seria ", "serie ",
"serias ", "series ",
"seriamos ", "seriemos ",
"serieis ", "seriedes ",
"seriam ", "serien ",
"sê ", "sei ",
//ter
"temos ", "tenemos ",
"tendes ", "teneis ",
"têm ", "ténen ",
"tinha ", "tenie ",
"tinhas ", "tenies ",
"tinhamos ", "teniemos ",
"tinhais ", "teniedes ",
"tinham ", "tenien ",
"tive ", "tube ",
"tiveste ", "tubiste ",
"teve ", "tubo ",
"tivemos ", "tubimos ",
"tivesteis ", "tubistes ",
"tiveram ", "tubírun ",
"tivera ","tubira ",
"tiveras ","tubiras ",
"tiveramos ","tubiramos ",
"tivereis ","tubirades ",
//"tiveram ","tubíran ",
"tenha ", "tenga ",
"tenhas ", "tengas ",
"tenhamos ", "téngamos ",
"tenhais ", "téngades ",
"tenham ", "téngan ",
"tivesse ","tubisse ",
"tivesses ","tubisses ",
"tivessemos ","tubíssemos ",
"tivesseis ","tubíssedes ",
"tivessem ","tubíssen ",
"tiver ","tubir ",
"tiveres ","tubires ",
"tivermos ","tubirmos ",
"tivereis ","tubirdes ",
"tiverem ","tubíren ",
"ter ","tener ",
"teres ","teneres ",
"termos ","tenermos ",
"terdes ","tenerdes ",
"terem ","tenéren ",
"teria ","tenerie ",
"terias ","teneries ",
"teriamos ","teneriemos ",
"terieis ","teneriedes ",
"teriam ","tenerien ",
//fazer
"faço ","fago ",
"fazem ","fázen ",
"fizeste ","faziste ",
"fez ", "fizo ",
"fizemos ","fazimos ",
"fizestes ", "fazistes ",
"fizeram ","fazirun ",
"fazia ","fazie ",
"fazias ","fazies ",
"fazíamos ","faziemos ",
"fazíeis ","faziedes ",
"faziam ","fazien ",
"fizera ","fazira ",
"fizeras ","faziras ",
"fizéramos ","faziramos ",
"fizéreis ","fazirades ",
"fizeram ","faziran ",
"farei ","fazerei ",
"farás ","fazerás ",
"fará ","fazerá ",
"faremos ","fazeremos ",
"fareis ","fazereis ",
"farão ","fazeran ",
"faria ","fazerie ",
"farias ","fazeries ",
"faríamos ","fazeriemos ",
"faríeis ","fazerides ",
"fariam ","fazerien ",
"faça ","faga ",
"faças ","fagas ",
"façamos ","fágamos ",
"façais ","fágades ",
"façam ","fágan ",
"fizesse ","fazisse ",
"fizesses ","fazisses ",
"fizéssemos ","fazissemos ",
"fizésseis ","fazissedes ",
"fizessem ","fazissen ",
"fizer ","fazir ",
"fizeres ","fazires ",
"fizermos ","fazirmos ",
"fizerdes ","fazirdes ",
"fizerem ","faziren ",
"faça ","faga ",
"façamos ","fagamos ",
"façamo ","fagan ",
"andei ", "andube ",
"acham ", "áchan ",
"acontece", "acunte",
"aconteceu", "acunteciu",
"acred", "acrad",
"adivinh", "adebin",
"adorm", "adrum",
"apont", "apunt", //apuntar
"aprend", "daprend", //daprender
"apres([^s]+)", "apers$1", //apersentar
"aquec", "calec",
"arranc", "arrinc",
"arrast", "arrastr", //arrastrar
"aument", "oument", //aumentar
"bail([^e |^es ]+)", "bailar", //beilar
"bail", "beil",
"beber", "buber",
"bebi", "bubi",
"bebid", "bubid",
"cair ", "caer ",
"caminh", "camin",
"classif", "classef", //classificar
"cor(es)? ","quelor$1 ",
"começ", "ampeç",
"comeu", "comiu",
"comparar", "acumparar",
"cresc", "crec",
"dan([ç|c]+)", "beil", //beilei, beile, dança -> beila
"dão ", "dan ",
"denomina", "chama",
"desapareceu","zapareciu",
"descreve", "çcribe",
"descreveu ", "çcrebiu ",
"desej", "desei", //deseio
"disse ", "dixe ",
"disse([a-z]+)", "dezi$1",
"dit(a|o)+ ", "dezid$1 ",
"divid", "debed", //debeddir
"dizem ","dízen ",
"dizer", "dezir",
"dorm", "drum",
"efei", "eifei", //eifeito
"emb", "amb", //ambarcar", "ambubidos"
"encaix", "ancaix",
"encontr", "ancontr",
"entend", "antend",
"entr([^a |^as ]+)", "entrar", //antrar
"eram ", "éran ",
"escreve ", "scribe ",
"escreveu ", "screbiu ",
"escuta", "scuita",
"estão ", "stan ",
"estavam", "stában",
"evit", "eibit", //eibitar
"evol", "eibol", //eiboluçon
"executar","fazer",
"exibir", "amostrar",
"fica","queda",
"ficou ", "quedou ",
"fiqu", "qued", //quedei
"haja ", "haba ",
"houve ", "houbo ",
"ia ", "iba ",
"in.ciativa(s)? ", "einiciatiba ",
"in.ci", "ampeç",
"inclui", "anclui",
"insatisf", "ansastif",
"inspir", "anspir",
"instru", "anstru", //instruir", "instrumento"
"iria", "eirie",
"nasc", "nac",
"nasç", "naç",
"olha", "mira",
"opera", "oupera",
"oriund", "ouriund",
"ouço ","oubo ",
"pergunt", "pregunt", //preguntar
"pode ", "puode ",
"podem ", "puoden ",
"pode-se", "se puode",
"pôe", "pon ",
"pôem ", "ponen ",
"pôs ", "puso ",
"possa ", "puoda ",
"possui", "ten",
"prob([a-z]+)", "porb$1", //porbar ...ber melhor
"procur", "percur", //percura
"quer ", "quier ",
"queres ", "quieres ",
"quero ", "quiero ",
"quis ", "quiso ",
"quiser ", "quejir ",
"quiseram ", "quejiran ",
"quiserem ", "quejiren ",
"quisermos ", "quejirmos ",
"quisesse ", "quejisse ",
"quisessem ", "quejissen ",
"quisesses ", "quejisses ",
"resist" , "rejist",
"respond", "respund", //respunder
"sai ", "sal ",
"saí ", "sali ",
"saiba ", "saba ",
"sair", "salir",
"satisf", "sastif", //sastifeito
"se situa ", "queda ",
"situa - se ", "queda ",
"seja", "seia",
"seme([a|e|i|o|u]+)", "sembr", //semear -> sembrar
"tão ", "tan ",
"terá", "tenerá",
"utili", "outili",
"vindo", "benido",
"viver", "bibir",
"voar ", "bolar ", //bolar
"caiar", "ancaliar",
"cala ", "calha ",
"calai ", "calhai ",
"calar ", "calhar ",
"calei ", "calhei ",
"engan", "anganh",
"ponho ", "pongo ",
"saiu ", "saliu ",
"designar ", "chamar ",
// AMPORTA ORDE
"nua(s)? ", "znuda$1 ",
"testo", "coberteira",
"terra gelada", "cúscaro",
"um calor", "ua calor",
"uns calor", "uas calor",
"num calor", "nua calor",
"de um calor", "dua calor",
"meio - dia(s)? ", "meidie$1 ",
"meia(s)? - noite(s)? ", "meia$1 nuite$2 ",
"a(s)? ","la$1 ",
"à(s)? ","a la$1 ",
"ao(s)? ","al$1 ",
"banco de pedra", "puial",
"bancos de pedra", "puiales",
"em baixo ", "ambaixo ",
"em cima ", "anrriba ",
//PROPOSTAS
"solo", "tierra",
"program", "porgram",
"alheira(s)? ", "tabafeia ",
"muito ([a-zA-Záéíóúàèìòùâêîôûãiõ]+)([a-zA-Záéíóúàèìòùâêîôûãiõ]+)","mui $1$2",
"excelente(s)? ", "eicelente$1 ",
"excelência(s)? ", "eiceléncia$1 ",
"diante ", "delantre ",
"adiante ", "adelantre ",
"passarinh(a|o)+(s)? ","paxaric$1$2 ",
"cobra(s)? ", "queluobra$1 ",
"chuvos(a|o)+(s)? ", "chubios$1$2 ",
//"acha", "rachon",
"tremer", "tembrar",
"nevoeiro(s)? ", "nubrina$1 ",
"aguaceiro(s)? ", "scarabanada$1 ",
"aveia(s)? ", "bena$1 ",
"veia(s)? ", "bena$1 ",
"vagem ", "baina ",
"vagens ", "bainas ",
"coelh(a|o)+(s)? ", "coneilh$1$2",
"coelheira(s)? ", "conelheira$1 ",
"saída(s)? ", "salida$1 ",
"carreiro", "carreiron",
"curva(s)? ", "rebuolta$1 ",
"blus[a|o]+(s)? ", "chambre$1 ",
"blaser ", "chambra ",
"urinar ", "mejar ",
"mijar ", "mejar ",
"fechad(a|o)+(s)? ", "cerrad$1$2 ",
"fechar ", "cerrar ",
"texug(a|o)+(s)? ", "teixug$1$2 ",
"colorid(a|o)+(s)? ","quelorid$1$2 ",
"corad(a|o)+(s)? ", "quelorad$1$2 ",
"lá ", "alhá ",
"cá ", "acá ",
"portada", "portalada",
"fotografia", "retrato",
"fotógraf[a|o]+(s)? ", "retratista$2 ",
"fotografa(r)? ", "retrata$1 ",
"parente(s)? ", "pariente$1 ",
"balde(s)? ", "baldo$1 ",
"noz ", "nuoç ",
"nozes ", "nuozes ",
"nogueira(s)? ", "nueira$1 ",
"macieira(s)? ", "maçaneira$1 ",
"alperce(s)? ", "albricoque$1 ",
"ameixa(s)? ", "alméixina$1 ",
"doninha(s)? ", "renozielha$1 ",
"experimentar ", "spurmentar ",
"pescoço(s)? ", "cachaço$1 ",
"infinito(s)? ", "anfenito$1 ",
"mó(s)? ", "muola$1 ",
"dente canino ", "caneiro ",
"dentes canino ", "caneiros ",
"grão de bico ", "garbanço ",
"grãos de bico ", "garbanços ",
"feijão frade ", "chícharo ",
"feijões frade ", "chícharos ",
"cem ", "cien ",
"duzentos ", "duzientos ",
"trezentos ", "trezientos ",
"quatrocentos ", "quatrocientos ",
"quinhentos ", "quenhientos ",
"seiscentos ", "seicientos ",
"setecentos ", "sietecientos",
"oitocentos ", "uitecientos ",
"novecentos ", "nuobecientos ",
"recebia", "recebie",
"recebias", "recebies",
"recebíamos", "recebiemos",
"recebíeis", "recebiedes",
"recebiam ", "recebien ",
"nevoeiro(s)? gelado(s)? ", "cenceinho$1 ",
"lavrar", "arar",
"eixo(s)? ", "eixe$1 ",
"prego(s)? ", "crabo$1 ",
"soalho(s)? ", "sobrado$1 ",
"tremoço(s)? ", "antramoço$1 ",
"tremoceir(a|o)+(s)? ", "antramoceir$1$2 ",
"veio ", "bieno ",
"vir ", "benir ",
"benvind(a|o)+(s)? ", "bienbenid$1$2 ",
"malagueta(s)? ", "guindilha$1 ",
"sumagre(s)? ", "cemaque$1 ",
"peneira(s)? ", "penheira$1 ",
"peneirar", "penheirar",
"giesta(s|l)? ", "scoba$1 ",
"esteva(s)? ", "xara$1 ",
"rosmaninho(s)? ", "tomilho$1 ",
"pólvora(s)? ", "pólbara$1 ",
"atordoar", "atrelundar",
"explodir", "stourar",
"caspa do cabelo", "falhiçca",
"faiscar", "chiçpar",
"percevejo", "chizme",
//"banco", "talho",
//traduçones de palabras
"- as ","- las ",
"- o ","- l ",
"- os ","- ls ",
"([\-]+) nos ","$1 mos ",
"([^\\[]+)categoria", "$1catadorie", //traduç fuora se hai eitiquetas de Biquipédia
"([^\\[]+)imagem", "$1eimaige", //traduç fuora se hai eitiquetas de Biquipédia
"([a-z]+)áveis ", "$1ables ",
"([a-z]+)ável ", "$1able ",//agradable
"([a-z]+)íveis ", "$1ibles ",
"([a-z]+)ível ", "$1ible ",//"audible
"[\-]+ no "," nel ",
"abaixo", "ambaixo",
"abdómen", "abdóme",
"abert", "abiert", //repetido
"abort", "amóbit",
"acima ", "arriba ",
"açucar ","açucre ",
"açucares ","açucres ",
"água(s)? ", "auga$1 ",
"aguardente(s)? ", "augardiente$1 ",
"águia(s)? ", "águila$1 ",
"aí ", "ende ",
"ainda ", "inda ",
"aldeia(s)? ", "aldé$1 ",
"alegria(s)? ", "alegrie$1 ",
"além ", "para alhá ",
"alemanha ", "almanha ",
"alemão ", "alman ",
"alemães ", "almanes ",
"alforge[s]?", "alforjas",
"alga(s)? ", "ouca$1 ",
"alguém ", "alguien ",
"algum ","algun ",
"alguma(s)? ","algua$1 ",
"ali ", "eilhi ",
"alicerce(s)? ", "aliçace$1 ",
"almoç", "almuorç",
"am.ndoa", "almendra",
"amanhã ", "manhana ",
"amarel", "amarielh",
"ameaç", "amenaç",
"amendoim ", "cascaboi ",
"amendoins ", "cascabois ",
"amizade(s)? ", "amisade$1 ", //amisade
"amora(s)? ", "mora$1 " ,
"amoreira", "moreira",
"anão ", "nano ",
"ancinho(s)? ", "rastro$1 ",
"andorinh", "andorin",
"anel", "anielho",
"anex", "aneix", //anexo
"anfiteatro([s]?)", "anfitriato$1",
"animais ", "animales ", // la traduçon "ais" stá a scluir la lhetra [m]... pa manter mais
"ano(s)? ", "anho$1 ",
"anões ", "nanos ",
"anoitec", "anuitec",
"anteontem ", "trasdonte ",
"anteproje[c]?t", "anteporjet",
"apenas ", "solo ",
"aprofun", "aperfun", //aperfundar
"aquela(s)? ","aqueilha$1 ",
"aqueles ", "aqueilhes ",
"aquele ", "aquel ",
"aqui ", "eiqui ",
"aquilo ","aqueilho ",
"ar ", "aire ",
"área(s)? ", "ária$1 ",
"areia(s)? ", "arena$1 ",
"ares ", "aires ",
"árvore(s)? ", "arble$1 ",
"assim ", "assi ",
"através ", "atrabeç ",
"automóvel ", "altemoble ",
"automóveis ", "altemobles ",
"autónom","outónom",
"autor(es)? ", "outor$1 ",
"avali", "abalu", //abaluação
"azeitona(s)? ", "azeituna$1 ",
"azuis ", "azules ",
"bagado", "granado",
"batata(s)? ", "patata$1 ",
"batatal ", "patatal ",
"batatais ", "patatales ",
"batateir(a|o)+(s)? ", "patateir$1$2 ",
"beij", "beis",
"bem ", "bien ",
"bilhet", "belhet",
"boa(s)? ", "buona$1 ",
"bocadinho(s)? ", "cachico$1 ",
"bocado(s)? ", "cacho$1 ",
"bode(s)? ", "beche$1 ",
"boi(s)? ", "bui$1 ",
"boina(s)? ", "gorra$1 " ,
"bolacha(s)? ", "bolaixa$1 ",
"bombard", "bumbard",
"bombeir", "bumbeir",
"boné(s)? ", "gorro$1 ",
"boneco(s)? ", "caramono$1 ",
"bonit(a|o)+(s)? ","guap$1$2 ", //guapo
"borboleta(s)? ", "paixarina$1 ",
"cabanhal ", "cabanhal ",
"cabanhais ", "cabanhales ",
"cabrito(s)? ", "chibo$1 ",
"cachecois ", "cascoles ",
"cachecol ", "cascol ",
"cães ", "perros ",
"caixilh", "queixilh",
"calcanhar(es)? ", "carcanhal$1 ",
"canal ", "canhal ",
"canais ", "canhales ",
"candeeiro", "candieiro",
"can(a|o)+(s)? ", "canh$1$2 ",
"cão ", "perro ",
"capela(s)? ","capielha$1 ",
"carangueijo(s)? ", "cangareijo$1 ",
"carne(s)? ", "chicha$1 ",
"casaco(s)? ", "jiqueta$1 ",
"casaca(s)? ", "çamarra$1 ",
"caso([s]?)", "causo$1",
"castel(a|o)+(s)? ", "castielh$1$2 ", //castielho/a
"cautel", "coutel",
"caval([^h]+)", "cabalh$1", //cabalhitas, cabalho, cavalheiro manten-se
"cebola(s)? ", "cebolha$1 ",
"cegonh", "ciguonh", //ciguonha, ciguonho
"ceia", "cena",
"celeste", "celhestre",
"cemitério(s)? ", "semitério$1 ",
"centeio(s)? ", "centeno$1 ",
"cento(s)? ", "ciento$1 ",
"cert(a|o)+([s]?)", "ciert$1$2 ",
"céu(s)? ", "cielo$1 ",
"chá(s)? ", "xá$1 ",
"chaminé(s)? ", "chupon$1 ",
"champa[gn|nh]e(s)? ", "xampanhe$1 ",
"chão ", "suolo ",
"charm([e|o]+)", "xarm$1",
"chat", "xat", //xato, xateia, tira chatarra
"chávena(s)? ", "chícara$1 ",
"checo(s)? ", "xeco$1 ",
"chefe(s)? ", "xefe$1 ",
"chefi", "xefi", //xefiar
"chei(a|o)+(s)? ", "chen$1$2 ", //cheio, cheia
"cheiro ", "oulor ",
"cheiros ", "oulores ",
"cheque(s)? ", "xeque$1 ",
"chique(s)? ", "xique$1 ",
"chispa(s)? ", "chiçpa$1 ",
"chocolat","choclat", //chocolate, chocolatado
"chove ", "chuobe ",
"ceg(a|o)+(s)? ", "cieg$1$2 ",
"civil ", "cebil ",
"cobert", "cobiert",
"coisa(s)? ", "cousa$1 ",
"colégio(s)? ", "coleijo$1 ",
"colher ", "cuchara ",
"colheres ", "cucharas ",
"com ","cun ",
"comboio(s)? ", "camboio$1 ",
"comentário(s)? ", "comentairo$1 ",
"comida(s)? " , "quemido$1 ",
"comigo ", "cumigo ",
"como ","cumo ",
"companhia(s)? ", "cumpanha$1 ",
"comu", "quemu", // quemunitária, quemum
"concelho(s)? ", "cunceilho$1 ",
"confort", "cunfuort", //cunfuorto
"conhecer", "coincer",
"conhecid", "coincid",
"conhecimento", "coincimiento",
"connosco", "cun nós",
"consciência", "cuncéncia",
"conso", "cunsu", //consume
"contigo ", "cuntigo ",
"continent","cuntinent",
"continu", "cuntin",
"convosco", "cun bós",
"cor(es)? ", "quelor$1 ",
"corda(s)? ", "cuorda$1 ",
"corpo(s)? ", "cuorpo$1 ",
"costum", "questum",
"cotovelo(s)? ", "quetobielho$1 ",
"couval ", "berçal ",
"couve", "berça",
"cova(s)? ", "fóia$1 ",
"cozinh", "cozin", //cozina, cozine
"cristã(s)? ", "cristiana$1 ",
"cristan", "cristian",
"cristão(s)? ", "cristiano$1 ",
"cru(s)? ", "crudo$1 ",
"crua(s)? ", "cruda$1 ",
"cú(s)? ","culo$1 ",
"curios(a|o)+(s)? ","curjidos$1$2 ",
"curiosidade(s)? ", "curjidade$1 ",
"curt(a|o)+", "cúrti$1",
"da(s)? ","de la$1 ",
"daí ", "dende ",
"dali ", "deilhi ",
"de um ","dun ",
"de uma ","dua ",
"dela(s)? ", "deilha$1 ",
"dele ", "del ",
"deles ", "deilhes ",
"demons", "demuns", //demunstraçon
"dente(s)? ", "diente$1 ",
"dentro ", "drento ",
"depois ", "depuis ",
"desde ", "zde ",
"desem", "zam",
"desen^h", "zam",
"desenh(a|e|ou)+", "zenh$1", //desenhar, nun traduç zeinho
"desenho(s)? ", "zeinho$1 ",
"deus ", "dius ",
"dez "," dieç ",
"dezembro ","dezembre ",
"dia(s)? ", "die$1 ",
"diferen", "defren",
"difícieis ", "defíceles ",
"difícil", "defícel",
"dinheiro(s)? ", "denheiro$1 ",
"direit", "dreit",
"disposto", "çpuosto",
"disso ","desso ",
"disto ","desto ",
"do(s)? ","de l ",
"documento(s)? ", "decumiento$1 ",
"dois "," dous ",
"domingo ", "demingo ",
"dono(s)? ", "duonho$1 ",
"dor(es)? ", "delor$1 ",
"doze "," duoze ",
"duas "," dues ",
"dum ","dun ",
"duma ","dua ",
"dúvida(s)? ", "dúbeda$1 ",
"e ","i ",
"é ","ye ",
"economia(s)? ", "eiquenomie$1 ",
"edi", "eidi",
"educa", "eiduca", //educação
"efecti", "afeta", //afetiba
"eg", "eig",
"ela(s)? ", "eilha$1 ",
"ele ", "el ",
"elefante", "alifante",
"elei", "eilei", //eileito, eileiçon
"elemento", "eilemiento",
"eles ", "eilhes ",
"em ","an ",
"embora", "ambora",
"empre", "ampre",
"encara", "ancara",
"encosta", "costielha",
"energia(s)? ", "einergie$1 ",
"enfim ", "anfin ",
"engenharia", "angenharie",
"engenheir", "angenheir",
"engenho(s)? ", "angeinho$1 ",
"englob", "anglob",
"enquanto ", "anquanto ",
"ensin", "ansin",
"enregelad", "atrecid",
"entanto", "antanto",
"então ", "anton ",
"entidade(s)? ", "antidade$1 ",
"entrada(s)? ","antrada$1 ",
"entre ", "antre ",
"entretanto ", "antretanto ",
"entrete", "antrete", //eantretenimento
"equi", "eiqui", //eiquilíbrio, eiquibaléncia
"erva(s)? ", "yerba$1 ",
"escada(s)? ", "scaleira$1 ",
"escano(s)? ", "scanho$1 ",
"escola(s)? ", "scuola$1 ",
"escorpião ", "alicran",
"escorpiões ", "alicranes ",
"espaço(s)? ", "spácio$1 ",
"espalhadoura", "biendo",
"espírit", "sprit", //sprito
"esquerda", "squierda",
"essenci", "eissenci",
"essênci","eissenci",
"estrela(s)? ", "streilha$1 ",
"estrelad", "strelhad",
"estrumar", "stercar",
"estrume", "stierco",
"eu ", "you ",
"euro", "ouro",
"evento(s)? ", "eibento$1 ",
"exam", "eisam", //eisame
"excepto", "fuora",
"exec","eisec", //eisecutar
"exem","eisem", //eisemplo
"exis","eisis", //eisistir
"exp", "sp", //speriéncia
"experiment", "spurment",
"fácil", "fácele",
"faísca", "chiçpa",
"feijão ", "freijon ",
"feijões ", "frajones ",
"fere", "fire", //aleija
"fermento(s)? ", "furmiento$1 ",
"ferramenta(s)? ", "ferramienta$1 ",
"ferro(s)? ","fierro$1 ",
"festa(s)? ", "fiesta$1 ",
"fevereiro", "febreiro",
"fiandeira", "filadeira" ,
"fiar", "filar",
"filosofia(s)? ", "filosofie$1 ",
"fio(s)? ", "filo$1 ",
"flauta(s)? ", "fraita$1 ",
"fogo(s)? ", "fuogo$1 ",
"foice", "fouce",
"folha(s)? ", "fuolha$1 ",
"esfome(s)? ", "sfame$1 ",
"fome(s)? ", "fame$1 ",
"fonte", "fuonte",
"fontinha", "funtica",
"fora ", "fuora ",
"força([^r]+)", "fuorça$1",
"forja", "frauga",
"forte", "fuorte",
"fósforo(s)? ","cerilha$1 ",
"frágil ", "andeble ",
"frança ", "fráncia ",
"freix", "frezn", //frezno, frezneira
"fria(s)? ", "frie$1 ",
"frio(s)? ", "friu$1 ",
"front", "frunt", //frunteira
"frut", "fruit",
"funda", "atiradeira",
"fundo", "fondo",
"futur", "fetur",
"galin", "galhin", // galhináceo
"galinh", "galhin", //galhina
"gás ", "gáç ",
"gelado","ancarambiando",
"gelo(s)? ", "carambelo$1 " ,
"gêmeo(s)? ", "mielgo$1 ",
"gente(s)? ", "giente$1 ",
"geral", "giral",
"gesto(s)? ", "géstio$1 ",
"gost", "gust",
"graça(s)? ", "grácia$1 ",
"grão(s)? ", "grano$1 ",
"greg", "grieg", //griego
"grossa(s)? ", "gruossa$1 ",
"há ","hai ",
"hip", "heip", //heipotese
"his", "s",
"hoje ", "hoije ",
"homem ", "home ",
"homens ", "homes ",// AMPORTA ORDE
"homen", "houmen", //houmenaige, houmano
"honest", "hounest", //hounesto
"hospi", "spi",
"human", "houman",
"humi", "houmi", //houmilde
"ibéric", "eibéric",
"idade(s)? ", "eidade$1 ",
"id([é|e]+)ia(s)? ", "eideia$1 ",
"identi","eidanti", //eidantidade
"iguais ", "eiguales ",
"igual ", "eigual ",
"ig", "eig", // AMPORTA ORDE
"impossível ", "ampossible ",
"incluem ", "ancluen ",
"independente", "andependiente",
"indivíd", "andibíd",
"inevit", "einebit", //einebitable
"inform", "anform",
"informa", "anforma",
"institui", "anstitui",
"intelig", "antelig",
"intere", "antre",
"inúme", "einúme",
"inúteis ", "einúteles ",
"inverno(s)? ", "ambierno$1 ",
"irmã(s)? ", "armana$1 ",
"irmão(s)? ", "armano$1 ",
"isqueiro(s)? ", "içqueiro$1 ",
"isso ","esso ",
"isto ","esto ",
"itália ", "eitália ",
"iraque ", "eiraque ",
"iraquian(a|o)+(s)? ", "eiraquian$1$2 ",
"já ","yá ",
"janela(s)? ","jinela$1 ",
"jesus ", "jasus ",
"(a)?joelh", "$1zinolh",
"jovem ", "moço ",
"jovens ", "moços ",
"judeu", "judiu",
"julho ","júlio ",
"junho ","júnio ",
"justiça", "justícia",
"juventude(s)? ", "Omocidade$1 ",
"lol ", "alt (Arreganha La Tacha) ",
"LOL ", "ALT (Arreganha La Tacha) ",
"lâmpada(s)? ", "bumbilha$1 ",
"lápis ", "lápeç ",
"lareira(s)? ", "lume$1 ",
"leão ", "lhion ",
"leões ", "lhiones ",
"lind(a|o)+(s)? ","guap$1$2 ", //guapo
"língu", "lhéngu", // lhéngua, línguista
"lingu", "lhengu", // linguagem
"linhaça", "linaça",
"linho(s)? ", "lino$1 ",
"líquen", "patrielha",
"lisboa", "lhisboua",
"longe ", "lhoinge ",
"lua(s)? ", "lhuna$1 ",
"luta(s)? ", "lhuita$1 ",
"má(s)? ", "malas$1 ",
"manhã ", "manhana ",
"mão(s)? ","mano$1 ",
"março ","márcio ",
"martelo", "martielho",
"mau(s)? ", "malo$1 ",
"máx", "máss",
"melancia(s)? ", "balancie$1 ",
"membr", "nembr",
"memória(s)? ", "mimória$1 ",
"menin(a|o)+(s)? ", "nin$1$2 ",
"mentira(s)?", "mintira$1 ",
"mesm(a|o)+(s)? ", "miesm$1$2 ",
"meu(s)? ", "miu$1 ",
"mezinha", "malzina",
"migalha(s)? ", "forfalha$1 ",
"mim ", "mi ",
"minha ", "mie ",
"ministro(s)? ", "menistro$1 ",
"moinho(s)? ", "molino$1 ",
"morango(s)? ", "morangano$1 ",
"morcego(s)? ", "morciegano$1 ",
"mulher", "mulhier",
"nação ", "nacion ",
"nações ", "naciones ",
"naquela(s)? ","naqueilha$1 ",
"naquele ","naquel ",
"naqueles ","naqueilhes ",
"naquilo ","naqueilho ",
"natureza(s)? ", "naturaleza$1 ",
"necessári", "neçair",
"necessidade", "necidade",
"nela(s)? ", "neilha$1 ",
"nele(s)? ", "nel$1 ",
"nem ","nin ",
"nenhum ", "nanhun ",
"nenhuma(s)? ", "nanhue$1 ",
"nenhuns ", "nanhuns ",
"net(a|o)+(s)? ", "niet$1$2 ", //nieto,nieta
"neve(s)? ", "niebe$1 ",
"ninguém ", "naide ",
"ninho(s)? ", "niu$1 ",
"nisso " ,"nesso ",
"nisto ", "nesto ",
"no ","ne l ",
"noite", "nuite",
"nos ","ne ls ",
"noss(a|o)+(s)? ", "nuoss$1$2 ",
"nov(a|o)+(s)? ", "nuob$1$2 ",
"novembro ","nobembre ",
"nove ", "nuobe ",
"nú(s)? ", "amplache$1 ",
"num ","nun ",
"numa ","nua ",
"número(s)? ", "númaro$1 ",
"nuvem ", "nube ",
"nuvens ", "nubes ",
"o ","l ",
"obj([a-z]+)", "oubj$1",
"obr([a-z]+)", "oubr$1",
"oceano", "ouceano",
"ocident", "oucident",
"óculo(s)? ", "oclo$1 ",
"ocupa", "acupa", //acupar, acupado
"ódio(s)? ", "rábia$1 ",
"of([a-zí]+)", "ouf$1",
"ofensiv", "oufensib",
"oiro(s)? ", "ouro$1 ",
"oito ", "uito ", //uito, uitenta
"oitenta ", "uitenta ",
"olá ", "oulá ",
"olho(s)? ", "uolho$1 ",
"olmo(s)? ", "uolmo$1 ",
"onda(s)? ", "óndia$1 ",
"ontem ", "onte ",
"ora", "oura", //oração
"orelha(s)? ", "oureilha$1 ",
"orç([a-z]+)", "ourç$1",
"ord([a-z]+)", "ourd$1",
"org", "ourg", //organismo, organização
"órg", "uorg",
"orgulho(s)? ", "proua$1 ",
"origem ","ourige ",
"origens ","ouriges ",
"os ","ls ",
"osso(s)? ", "uosso$1 ",
"ou ", "ó ",
"oubra(s)? ", "obra$1",
"ourdem ", "orde ",
"ourdens ", "ordes ",
"outon", "outonh",
"outubro ","outubre ",
"oveilha(s)? ", "canhona$1 ",
"ovo(s)? ", "uobo$1 ",
"oxigénio(s)? ", "ouxigénio$1 ",
"ozono(s)? ", "ouzono$1 ",
"pá(s)? ", "pala$1 " ,
"paciência", "pacéncia",
"padaria(s)? ", "panadarie$1 ",
"padeir", "panadeir", //panadeiro
"página(s)? ", "páigina$1 ",
"país ", "paíç ",
"paixão ", "peixon ",
"paixões ", "peixones ",
"palestra(s)? ", "palhestra$1 ",
"pano(s)? ", "panho$1 ",
"pão ", "pan ",
"parabéns ","parabienes ",
"parceria(s)? ", "parcerie$1 ",
"pássaro(s)? ", "páixaro$1 ",
"pau(s)? ", "palo$1 ",
"pé(s)? ","pie$1 ",
"pedra(s)? ", "piedra$1 ",
"pedrinha(s)? ", "china$1 ",
"pela(s)? ","pula$1 ",
"pele(s)? ","piel$1 ",
"pelo(s)? ","pul$1 ",
"penha(s)? ", "peinha$1 ",
"pente(s)? ", "peine$1 ",
"pentead(a|o)+(s)? ", "peinad$1$2 ",
"pentear([e]?)(s)? ", "peinar$1$2 ",
"pentei", "pein",
"pequen(a|o)+(s)? ", "pequeinh$1$2 ",
"perfeit", "purfeit",
"perigo", "peligro", //peligro, peligrosa
"pé(s)? ", "pie$1 ",
"pessoa(s)? ", "pessona$1 ",
"piment(a|o)+(s)? ", "pumient$1$2 ",
"piano(s)? ", "pianho$1 ",
"planalto(s)? ", "praino$1 ",
"pois ", "pus ",
"pomba(s)? ", "palomba$1 ",
"pombal ", "palumbar ",
"pombais ", "palumbares ",
"pombinha", "palumbica",
"ponta(s)? " , "punta$1 ",
"ponte(s)? ", "puonte$1 ",
"ponteira(s)? ", "punteira$1 ",
"pontinha(s)? ", "puntica$1 ",
"pont(a|o)+(s)? ", "punt$1$2 ",
"pontões ", "puntones ",
"porco(s)? ", "cochino$1 ",
"porquê", "porquei",
"porta(s)? ", "puorta$1 ",
"portugal ", "pertual ",
"portugu", "pertu",
"poss[í|i]+vel", "possible", //possível, possivelmente
"possíveis ", "possibles ",
"pr([o|ó]+)x", "pr$1ss",
"precis", "percis", //perciso
"preço(s)? ", "précio$1 ",
"presiden", "pursiden",
"pressa(s)? ", "priessa$1 ",
"presunto(s)? ", "persunto$1 ",
"primeir", "purmeir",
"princí", "percí",
"percípais ", "percípales ",
"principal ", "percípal ",
"problema(s)? ", "porblema$1 ",
"professor(es|a|as)? ", "porsor$1 ",
"profun", "perfun", //profunda
"proje[c]?t", "porjet", //porjeto
"pr([o|ó]+)pri", "pr$1pi",
"qualquer ","qualquier ",
"quaisquer ","qualesquier ",
"quase ","quaije ",
"quebradiço", "salagre",
"queij", "queis",
"quem ","quien ",
"quente(s)? ", "caliente$1 ",
"quiet", "quet",
"raiva(s)? ", "rábia$1 ",
"rapariga(s)? ", "rapaza$1 ",
"razão ", "rezon ",
"razões ", "rezones ",
"real", "rial",
"referência(s)? ","refréncia$1 ",
"relógio(s)? ", "reloijo$1 ",
"resposta(s)? ", "respuosta$1 ",
"ressuscit", "ressucit",
"ribeir(a|o)+(s)? ", "rigueir$1$2 ",
"rio(s)? ", "riu$1 ",
"roca(s)? ", "ruoca$1 ",
"roda(s)? ", "ruoda$1 ",
"rosto","rostro",
"rua(s)? ", "rue$1 ",
"sabão ", "xabon ",
"sabedoria", "sabedorie",
"sabões", "xabones",
"sabonete", "xabonete",
"saída ", "salida ",
"sapat", "çapat", //çapato, çapatilha
"sapataria(s)? ", "çapatarie$1 ",
"sapateir(o|a)+(s)? ", "çapateiro$1$2 ",
"sardinha(s)? ", "sardina$1 ",
"saudade(s)? ","suidade$1 ",
"saúde(s)? ","salude$1 ",
"século(s)? ", "seclo$1 ",
"seixo(s)? ", "xeixo$1 ",
"sem ","sin ",
"semana(s)? ", "sumana$1 ",
"sempre ", "siempre ",
"senão ","senó ",
"serve ", "sirbe ",
"sete "," siete ",
"setembro ","setembre ",
"seu(s)? ", "sou$1 ",
"sext(a|o)+(s)? ", "sest$1$2 ",
"sforço(s)? ", "sfuorço$1 ",
"sim ","si ",
"só ", "solo ",
"sobre ", "subre ",
"sobrinh(a|o)+(s)? ", "sobrin$1$2 ",
"sociedade", "sociadade",
"som ", "sonido ",
"sombra(s)? ", "selombra$1 ",
"somente", "solamente",
"sons ", "sonidos ",
"sopa(s)? ", "caldo$1 ",
"sozinh(a|o)+(s)? ", "solic$1$2 ",
"sua(s)? ", "sue$1 ",
"surd", "xord", //xordo
"também ", "tamien ",
"tampa(s)? ", "tapadeira$1 ",
"tear", "telar",
"teatro(s)? ", "triato$1 ",
"tempo(s)? ", "tiempo$1 ",
"teoria(s)? ", "teorie$1 ",
"terra(s)? ", "tierra$1 ",
"tesoura(s)? ", "tejeira$1 ",
"teu(s)? ", "tou$1 ",
"texto", "testo",
"tingido", "tenhido",
"tingir", "tenhir",
"título(s)? ", "títalo$1 ",
"toda ", "to ",
"todo ", "to ",
"transmon", "stransmun", //stransmuntano
"tudo ", "todo ",
"últim", "redadeir", //redadeiro, redadeira...
"um ","un ",
"uma(s)? ","ua$1 ",
"união ", "ounion ",
"uniões ", "ouniones ",
"unid", "ounid",
"univ", "ounib", //ouniberso
"útil ","útele ",
"úteis ", "úteles ",
"vale ", "bal ",
"velhice(s)? ", "belheç$1 ",
"velh(a|o)+(s)? ", "bielh$1$2 ",
"vind(a|o)+(s)? ", "benid$1$2 ",
"vinho(s)? ", "bino$1 ",
"vizinh(a|o)+(s)? ", "bezin$1$2 ",
"voss(a|o)+(s)? ", "buoss$1$2 ",
"gado(s)? ", "ganado$1 ",
// AMPORTA LA ORDE
"ceg", "cieg",
"conf", "cunf",
"conv", "cumb", //cumbençon
"desa", "za",
"não ([^\\.|^;|^,|^:]+)","nun $1",
"não ","nó ",
"aconp", "acump",
"acon", "acun", //acunteciu
"comp", "cump", //cumputador
"comb", "cumb", //cumbate
"ide", "eide", //eideia
"envolv", "ambolb",
"ofe", "oufe", //oferta, ofende
"oli", "ouli", //oulibeira
"olí", "oulí", //oulibeira
"opi", "oupi", //oupinião
"otimi", "outimi", //outimismo
"([ó|o])rf", "uorf", //uorfano
"ori", "ouri", //ourige
"ocup", "acup", //acupação
"const", "cust",
"con","cun",
"econ","eicon",
"imp", "amp",
"inf", "anf", //anferior, anfierno
"inv", "amb", //ambierno //todo
"dis", "ç", // AMPORTA LA ORDE
"çs", "diss", // AMPORTA LA ORDE
"çto", "disto", // AMPORTA LA ORDE
"des([^a|^e|^i|^o|^u|^s])", "ç$1", // AMPORTA LA ORDE
"ex","s",
"es([^s]+)", "s$1",
"cabelo","pelo", // solo apuis de pelo->pul AMPORTA LA ORDE
"bons ([a-zAz]+)([a-zAz]*)([o|e|z|ç]+)(s)? ", "buns $1$2$3$4 ", // AMPORTA LA ORDE
"bons ", "buonos ", // AMPORTA LA ORDE
"bom ([a-zAz]+)([a-zAz]*)([o]+)(s)? ", "bun $1$2$3$4 ", // AMPORTA LA ORDE
"bom ", "buono ", // AMPORTA LA ORDE
"[\-]+ l(a|o)+(s)?","-l$1$2", //para mantener "-la" // AMPORTA LA ORDE
"- a ","- la ",
// ANGANHOS
"la ([a-z]*r) ","a $1 ", //corecção a verbo a partir, a saber AMPORTA LA ORDE
"l calor", "la calor",
"la naide","a naide", //corecção a queda a AMPORTA LA ORDE
"la cerca", "a cerca",//corecção a queda a AMPORTA LA ORDE
"la esse", "a esse",//corecção a queda a AMPORTA LA ORDE
"la essa", "a essa",//corecção a queda a AMPORTA LA ORDE
"la un", "a un",//corecção a queda a AMPORTA LA ORDE
"la ua", "a ua",//corecção a queda a AMPORTA LA ORDE
"serc", "eiserc", // AMPORTA LA ORDE
"d'uma", "dua", // AMPORTA LA ORDE
"qu'uma", "qu'ua", // AMPORTA LA ORDE
//repor de novo o "E"
"ste ", "este ", // AMPORTA LA ORDE
"stes ", "estes ", // AMPORTA LA ORDE
"sta ", "esta ", // AMPORTA LA ORDE
"stas ", "estas ", // AMPORTA LA ORDE
"çte ","deste ", // AMPORTA LA ORDE
"çtes ","destes ", // AMPORTA LA ORDE
"çta ","desta ", // AMPORTA LA ORDE
"çtas ","destas " // AMPORTA LA ORDE
//fim de repor de novo o "E"
);
//normalmente lhetras pequeinhas, terminaçones
var lowerCase=new Array(
//berbos
//ar regular beilar
"([a-zA-Zç]+)arão ", "$1aran ",
"([a-zA-Zç]+)aram ", "$1órun ",
//"([a-zA-Zç]+)aram ", "$1áran ",
"([a-zA-Zç]+)arem ", "$1áren ",
//er regular - Comer
//"([a-zA-Zç]+)erão ", "$1eran ",
//"([a-zA-Zç]+)eram ", "$1íran ",
"([a-zA-Zç]+)erem ", "$1íren",
//"([a-zA-Zç]+)erem ", "$1éren ",
"([a-zA-Zç]+)eram ", "$1írun ",
//ir regular - bibir
"([a-zA-Zç]+)erão ", "$1iran ",
//"([a-zA-Zç]+)eram ", "$1íran ",
//"([a-zA-Zç]+)erem ", "$1íren",
//"([a-zA-Zç]+)erem ", "$1íren ",
//"([a-zA-Zç]+)eram ", "$1írun ",
//verbos
"([a-zA-Zç]+)deu ", "$1diu ",
"([a-zA-Zç]+)meu ", "$1miu ",
"([a-zA-Zç]+)beu ", "$1biu ",
"([a-zA-Zç]+)abia(s)? ", "$1abie$2 ",
"([a-zA-Zç]+)avia(s)? ", "$1abie$2 ",
"([a-zA-Zç]+)ecia(s)? ", "$1ecie$2 ",
"([a-zA-Zç]+)aleu ", "$1aliu ",
"([a-zA-Zç]+)aceu ", "$1aciu ",
"([a-zA-Zç]+)eceu ", "$1eciu ",
"([a-zA-Zç]+)eveu ", "$1ebiu ",
"([a-zA-Zç]+)oveu ", "$1obiu ",
"([a-zA-Zç]+)lveu ", "$1lbiu ",
"([a-zA-Zç]+)avam ", "$1ában ",
"([^s]+)tia(s)? ", "$1tie$2 ",
"pôs ", "puso ",
"([a-zA-Zç]+)aria(s)? ", "$1arie$2 ",
"([a-zA-Zç]+)eria(s)? ", "$1erie$2 ",
"([a-zA-Zç]+)iria(s)? ", "$1iriev ",
"([a-zA-Zç]+)azia(s)? ", "$1azie$2 ", //fazia -> fazie
"([a-zA-Zç]+)êm ","$1énen ", //ténen
"([a-zA-Zç]+)êem ","$1énen ", //bénen
//FIXME
"([a-zA-Zç]+)enhamos ","$1éngamos ", //tenhamos
"([a-zA-Zç]+)enham ", "$1engan ", //tenham
"([a-zA-Zç]+)enha ", "$1enga ", //tenham
"([a-zA-Zç]+)enho ", "$1engo ", //tenho
"([a-zA-Zç]+)teu ", "$1tiu ", //bateu
"([a-zç]+)([a-z]+)esse ", "$1$2isse ", //aparecesse -> aparecisse nesses
"antrisse ", "antresse ", //correcção
"([a-zç]+)([a-z]+)esses ", "$1$2isses ", //aparecesses -> aparecisses //desses tira n, d
"([a-zA-Zç]+)iveste ", "$1ubiste ", //estiveste
"([a-zA-Zç]+)([a-z]+)este(s)? ", "$1$2iste$3 ", //estiveste
//FIXME
"nordeste(s)? ", "nordeste$1 ",
"liste(s)? ", "leste$1 ",
"çaste ", "ceste ",
"([a-zA-Z]+)aste ", "$1este ",
" lhe ", " le ",
" lhes ", " les ",
"dizer", "dezir",
//FIXME
"çcriber", "çcrebir",
"çcribiu", "çcrebiu",
"screver", "screbir",
"ej([o|a|e]+)", "eij$1", //aleije, azuleijo
//"([^m|^i]+)elh", "$1eilh", //orelhas-> oureilhas //melhor n dá
//antes de ão
"anão ", "nano ",
"anões ", "nanos ",
//"São ", "San ",
"Sebastião", "Sabastian ",
"Cristóvão", "Cristófe ",
"ãos ","ones ",
"ão ","on ",
"ões ","ones ",
"õe", "one", //??
"ães ", "anes ",
"ãe ", "ane ", //??
"esia(s)? ", "esie$1 ", //freguesia
"([a-z]+)vel ", "$1ble ",
"([a-z]+)velmente ", "$1blemiente ",
"([a-z]+)veis ", "$1bles ",
"([a-z]+)agens ", "$1aiges ",
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"([a-z]+)agem ", "$1aige ",
"([^u]+)ns ", "$1nes ", //fins
"([^n]+)dia ", "$1die ", //óndia
"([^n]+)dias ", "$1dies ",
"([^m])ais ","$1ales ", // excepto mais
"([a-z]+)ogia(s)? ", "$1ogie$2 ", // biologie
"([a-z]+)acia(s)? ", "$1acie$2 ", // democracie
"([a-z]+)gia(s)? ", "$1gie$2 ",
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"([a-z]+)omia(s)? ", "$1omie$2 ",
"([a-z]+)etria(s)? ", "$1etrie$2 ",
"([a-zA-Z]+)ox(a|o)+(s)? ", "$1oix$2$3 ", //coixo, roixo, roixa
//repetidos, meio de las palabra
"cento", "ciento",
"sobre", "subre",
"rodapé", "rodapie",
"ter ", "tener ",
"tinha ", "tenie ",
"comp", "cump",
"coisa", "cousa",
"oiro", "ouro",
"energia", "einergie",
"abert", "abiert",
"propri", "propi",
"própri", "própi",
"prox", "pross",
"próx", "próss",
"máx", "máss",
"exis","eisis",
"exem","eisem",
"texto", "testo",
"viver", "bibir",
"inclui", "anclui",
"coberta", "cobierta",
// fim repetidos
"cantor", "cantadeiro",
"Cantora", "cantadeiro",
"V","B",
"v","b",
"â","á",
"ô","ó",
"ê","é",
"ü","u",
"Â","Á",
"Ô","Ó",
"Ê","É",
"Ü","U",
"ã(s)? ", "ana$1 ", //maçana
" im", " eim", //eimaculado
//"in", "ein", ??
"deus", "dius",
" irr([a-z]+)"," eirr$1", //eirredutor
" im([a]+)g"," eim$1g", //eimaginable
" im([q|w|r|t|p|s|f|g|h|j|k|l|ç|z|x|c|n]+)"," am$1", //ambasão
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" in([q|w|r|t|p|s|f|g|h|j|k|l|ç|z|x|c|n]+)"," an$1", //ambasão
" ind([^a]+)"," and$1", //andicar //tira inda
" Irr([a-z]+)"," Eirr$1", //eirredutor
" Im([a]+)g"," Eim$1g", //eimaginable
" Im([q|w|r|t|p|s|f|g|h|j|k|l|ç|z|x|c|n]+)"," Am$1", //ambasão
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" In([q|w|r|t|p|s|f|g|h|j|k|l|ç|z|x|c|n]+)"," An$1", //ambasão
" Ind([^a]+)"," And$1", //andicar //tira inda
" el([a-zé]+)", " eil$1", //eilegante
" El([a-zé]+)", " Eil$1",
" il([a-z]+)", " eil$1", //eiludir
" Il([a-z]+)", " Eil$1",
" aut", " out", //auto, autu, autó
" Aut", " Out", //auto, autu, autó
"tinho(s)? ", "tico$1 ",
"tinha(s)? ", "tica$1 ",
//melhoria
"fere", "fre", //oufrece
"a la frente", "delantre",
"cun l", "cul",
"Ne l'entanto ", "Mas ",
"ne l'entanto ", "mas ",
//fim enganos
"culo ","clo ",
"culos ","clos ",
"oo","o",
"cç", "ç",
"z ","ç ",
"ubs", "us",
"ct", "t",
"cc", "c",
"ee", "e",
"pt", "t",
"m ", "n ",
//melhoria
" cun eilha ", " culha ",
" cun el ", " cul ",
" de ua ", " dua ",
" de un ", " dun ",
" la ([a|e|i|o|u|h]+)", " l'$1",
" l ([a|e|i|o|u|h]+)", " l'$1",
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" De un ", " Dun ",
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//enganos
" non ", " nun ",
"Non ", "Nun ",
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África
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[[Fexeiro:LocationAfrica.png|300px|right|thumb|África]]
'''África''' ye l segundo cuntinente cun mais giente na Tierra (atrás de [[Ásia]]) i l terceiro maior cuntinente (atrás de Ásia i de [[América]]).
Ten cerca de 30 milhones de km², cobrindo 20,3 % de la ária total de la tierra firme de l planeta i mais de 900 milhones d'habitantes an 53 países, repersentando cerca dun sétimo de la populaçon de l mundo.
Cinco de ls países de África fúrun quelónias pertuesas i usan l Pertués cumo léngua ouficial: [[Angola]], [[Cabo Berde]], [[Guiné-Bissau]], [[Moçambique]] i [[San Tomé i Príncepe]]; an Cabo Berde, Guiné-Bissau i San Tomé i Príncepe son inda falados crioulos de base pertuesa.
== Stória ==
La África ye un território banhado pul [[Ouceano Atlántico]], pul [[Mar Mediterráneo]] i pul [[Ouceano Índico]], adonde probablemiente surgiran ls purmeiros seres houmanos. Ls mais antigos fósseles d'houminídeos fúrun ancuntrados na África i ténen cerca de cinco milhones d'anhos.
L [[Eigito]] fui probablemiente l purmeiro stado a custituir-se na África, hai cerca de 5000 anhos, mas muitos outros reinos ó cidades-stado fúrun sucedendo-se neste cuntinente, al largo de ls seclos. Para alhá desso, la África fui, zde l'antiguidade, percurada por pobos d'outros cuntinentes, que buscában las sues riquezas, cumo sal i ouro. La atual debison territorial de la África, inda assi, ye muito recente – de meados de l seclo XX –, resultado de la çcolonizaçon ouropéia. Esta debison, feita por bias de la necidade de matérias-primas i mercados cunsumidores, tubo cumo cunsequéncias: dependéncia eiquenómica, agrabamiento de la zeigualdade social i las luitas de frunteiras.
== Política ==
Inda que se registren atualmente na África muitos cunflitos de caráter político, cumo l de la [[Cuosta de l Marfin]] i l de l Sudan, i muitas situaçones eirregulares, cumo la de [[Angola]], puode-se dezir que la maiorie de ls países de l cuntinente ténen gobiernos democraticamente eileitos. Las únicas sceçones neste momiento son la [[Somália]], que nun ten sequer un stado ourganizado i l [[Saara Oucidental]], acupado por [[Marrocos]].
Inda assi, muita beç las eileiçones seian cunsidradas cumo eirregulares por fraude, tanto anternamente, cumo pula quemunidade anternacional. Por outro lado, inda eisisten situaçones an que l pursidente ó l partido gobernamental se ancontran ne l poder hai dezenas d'anhos, cumo son ls causos de la [[Líbia]] i de l [[Zimbabué|Zimbabwe]].
An giral, ls gobiernos Áfricanos son repúblicas pursidencialistas, fuora trés monarquies eisistentes ne l cuntinente: [[Lesoto]], [[Marrocos]] i [[Suazilándia]].
[[Catadorie:África]]
[[Catadorie:Cuntinentes]]
=== Paízes de la África ===
[[Argélia]], [[Angola]], [[Eigito]], [[Líbia]], [[Tunísia]], [[Marrocos]], [[Senegal]], [[cabo Berde]], [[Guiné-Bissau]], [[Guiné Eiquatorial]], [[Guiné]], [[Mauritánia]], [[Gabon]],[[Mali]],[[Xade]], [[Sudan]],[[Sudan de l Sul]], [[Camarones]], [[Libéria|Libéria]], [[Serra Lhiona]], [[Togo]], [[Etiópia]], [[Eritréia|Eritreia]], [[Djibuti|Djibuti]], [[Uganda]], [[Somália]], [[Burkina Faso|Burkina faso]], [[Benin]],[[Cuosta de l Marfin]]
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text/x-wiki
[[Fexeiro:LocationAfrica.png|300px|right|thumb|África]]
'''África''' ye l segundo cuntinente cun mais giente na Tierra (atrás de [[Ásia]]) i l terceiro maior cuntinente (atrás de Ásia i de [[América]]).
Ten cerca de 30 milhones de km², cobrindo 20,3 % de la ária total de la tierra firme de l planeta i mais de 900 milhones d'habitantes an 53 países, repersentando cerca dun sétimo de la populaçon de l mundo.
Cinco de ls países de África fúrun quelónias pertuesas i usan l Pertués cumo lhéngua oufecial: [[Angola]], [[Cabo Berde]], [[Guiné-Bissau]], [[Moçambique]] i [[San Tomé i Príncepe]]; an Cabo Berde, Guiné-Bissau i San Tomé i Príncepe son inda falados crioulos de base pertuesa.
== Stória ==
La África ye un território banhado pul [[Ouceano Atlántico]], pul [[Mar Mediterráneo]] i pul [[Ouceano Índico]], adonde probablemiente surgiran ls purmeiros seres houmanos. Ls mais antigos fósseles d'houminídeos fúrun ancuntrados na África i ténen cerca de cinco milhones d'anhos.
L [[Eigito]] fui probablemiente l purmeiro stado a custituir-se na África, hai cerca de 5000 anhos, mas muitos outros reinos ó cidades-stado fúrun sucedendo-se neste cuntinente, al largo de ls seclos. Para alhá desso, la África fui, zde l'antiguidade, percurada por pobos d'outros cuntinentes, que buscában las sues riquezas, cumo sal i ouro. La atual debison territorial de la África, inda assi, ye muito recente – de meados de l seclo XX –, resultado de la çcolonizaçon ouropéia. Esta debison, feita por bias de la necidade de matérias-primas i mercados cunsumidores, tubo cumo cunsequéncias: dependéncia eiquenómica, agrabamiento de la zeigualdade social i las luitas de frunteiras.
== Política ==
Inda que se registren atualmente na África muitos cunflitos de caráter político, cumo l de la [[Cuosta de l Marfin]] i l de l Sudan, i muitas situaçones eirregulares, cumo la de [[Angola]], puode-se dezir que la maiorie de ls países de l cuntinente ténen gobiernos democraticamente eileitos. Las únicas sceçones neste momiento son la [[Somália]], que nun ten sequer un stado ourganizado i l [[Saara Oucidental]], acupado por [[Marrocos]].
Inda assi, muita beç las eileiçones seian cunsidradas cumo eirregulares por fraude, tanto anternamente, cumo pula quemunidade anternacional. Por outro lado, inda eisisten situaçones an que l pursidente ó l partido gobernamental se ancontran ne l poder hai dezenas d'anhos, cumo son ls causos de la [[Líbia]] i de l [[Zimbabué|Zimbabwe]].
An giral, ls gobiernos Áfricanos son repúblicas pursidencialistas, fuora trés monarquies eisistentes ne l cuntinente: [[Lesoto]], [[Marrocos]] i [[Suazilándia]].
[[Catadorie:África]]
[[Catadorie:Cuntinentes]]
=== Paízes de la África ===
[[Argélia]], [[Angola]], [[Eigito]], [[Líbia]], [[Tunísia]], [[Marrocos]], [[Senegal]], [[cabo Berde]], [[Guiné-Bissau]], [[Guiné Eiquatorial]], [[Guiné]], [[Mauritánia]], [[Gabon]],[[Mali]],[[Xade]], [[Sudan]],[[Sudan de l Sul]], [[Camarones]], [[Libéria|Libéria]], [[Serra Lhiona]], [[Togo]], [[Etiópia]], [[Eritréia|Eritreia]], [[Djibuti|Djibuti]], [[Uganda]], [[Somália]], [[Burkina Faso|Burkina faso]], [[Benin]],[[Cuosta de l Marfin]]
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Liga Árabe
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[[Fexeiro:Arab League (orthographic projection) updated.svg|miniaturadaimagem|dreita|Liga Árabe]]
La '''Lhiga Árabe''', nome corriente pa la '''Lhiga de Stados Árabes''' ([[Lhéngua árabe]]: جامعة الدول العربية) ye ua ourganizaçon de stados árabes fundada an [[1945]] ne l [[Cairo]] por siete países, cul oubjetibo de reforçar i cordenar ls laços eiquenómicos, sociales, políticos i culturales antre ls sous nembros, assi cumo mediar çputas antre estes. Atualmente la Lhiga Árabe cumprende binte i dous stados, que ténen ne l total ua populaçon superior a 200 milhones de habitantes.
Ls países-nembros oureginales éran [[Líbano]], [[Eigito]], [[Eiraque]], [[Síria]], [[Emirado de la Trasjordánia]] (atual [[Jordánia]]), [[Arábia Saudita]], [[Iémen]] i repersentantes de l árabes [[palestino]]s. Más tarde juntórun-se [[Sudan]], [[Líbia]], [[Tunísia]], [[Marrocos]], [[Kuwait|Kuait]], [[Argélia]], [[República Democrática de l Iémen|Iémen de l Sul]], [[Bahrein]], [[Qatar]], [[Ouman|Omana]], [[Eimirados Árabes Ounidos]], [[Mauritánia]], [[Somália]], i [[Djibuti]].
Ambora seia cunsiderada pulas [[Naciones Ounidas]] ua ourganizaçon regional, tal classeficaçon nun corresponde a la rialidade, bisto que sous Nembros stan spalhados puls [[cuntinente]]s [[África|africano]] i [[Ásia|asiático]]. L percipal fator de ounion, que era la binculaçon cul mundo árabe, passou a ser la [[Eislan|religion eislámica]]. Nalguns aspetos, la Lhiga Árabe se aparece a la [[Quemunidade Británica]].
== Stória ==
[[File:Arab League History.svg|thumb|right]]La Lhiga Árabe fui oufecialmente anstituída a 22 de Márcio de 1945, na cidade eigípcia de l Cairo, cula aporfilhaçon de la "Carta de la Lhiga de l Stados Árabes". Assi i todo, la eideia dua Lhiga Árabe fui an purmeiro lhugar stimulada pul [[Reino Ounido]] durante la [[Segunda Guerra Mundial]], nua tentatiba de cunquistar aliados na guerra contra la [[Almanha Nazi]] i ls países de l [[Eixe (stória)|Eixe]]. Outros fatores que cuntribuíran para la formaçon de la Lhiga Árabe fúrun l oumento de las relaçones eiquenómicas antre países árabes, l zambolbimento de l mobimentos nacionalistas i pan-árabes, bien cumo las lhigaçones stóricas i relegiosas antre estes países.
A 25 de Setembre de 1944 l gobierno eigípcio ourganizou ne l Cairo un cunferéncia na qual stubírun persentes repersentantes de l Eigito, Eiraque, Síria, Lhíbano i Trasjordánia (Jordánia a partir de 1950). Las cunclusones de l ancontro traduzírun-se na eilaboraçon dun protocolo que bisaba oumentar la coperaçon antre ls países árabes. Esse protocolo quedou coincido cumo Protocolo de Alexandria i fui assinado a 7 de Outubre de l mesmo anho, que propunha la formaçon dua Lhiga de Stados Árabes.
Na época, la Lhiga Árabe tubo pouco peso nas [[ONU|Naciones Ounidas]], por bies al pequeinho númaro de países a eilha binculados, mas, als poucos, a la medida que ls países árabes fúrun ganando la sue [[andependéncia]], passou a tener muita amportança, para alhá de ser l simblo de la ounidade árabe.
L oubjetibo de la Lhiga era porteger la [[andependéncia]] i la antegridade de l Stados-nembros. Dou spranças a la Síria i al Lhíbano de recebíren ajuda árabe para la cunsulidaçon de sue andependéncia de l domínio [[Fráncia|francés]] i cunfirmou l sentimiento de [[solidariedade]] árabe pula [[Palestina]]. La Lhiga zambolbiu-se nun cuorpo andefinido, que ourganizou depuis de [[1948]] l [[boicote]] eiquenómico contra [[Eisrael]]. L Eigito fui spulso depuis de l acuordo de paç cun Eisrael de 26 de Márcio de 1979, sendo las anstalaçones de la Lhiga trasferidas pa la cidade de [[Tunes (Tunísia)|Tunes]], na [[Tunísia]]. An 1989 l Eigito fui readmetido na Lhiga i las anstalaçones retornórun al Cairo an 1990.
An Agosto de 1990 un ancuontro straordinário cundanou la ambason eiraquiana al Kuwait. Assi i todo, l ambolbimiento de países oucidentales ne l mobimiento de lhibertaçon de l Kuwait de la ambason eiraquiana criou arrelies na Lhiga.
La [[Ambason de l Eiraque]], ampeçada an [[2003]], gerou outra beç ua debison antre ls nembros, cul Kuwait, l Qatar i l Bahrain la çponiblizáren anstalaçones para facelitar la ambason, anquanto que outros nembros, cumo la Síria, fúrun fruntalmente contra la anterbençon melitar de l Stados Ounidos. An Janeiro de [[2005]] antrou an funcionamiento ua zona de mercado lhibre formada por 17 países de la Lhiga.
== Strutura ==
=== Cunseilho ===
Ye l uorgano supremo de la Lhiga, sendo cumpuosto por repersentantes de l stados-nembro. Esses repersentantes son an giral ls menistros de ls Negócios Strangeiros, ls sous repersentantes ó delegados premanentes. Cada stado ten dreito a un boto ne l Cunseilho, andependientemente de l sou tamanho ó númaro de habitantes.
Las decisones aporfilhadas por maiorie son binculantes solo para ls stados que las aceiten.
Puode decidir subre la adeson de nuobos nembros, bien cumo subre la antroduçon de eimendas a la Carta. Debe tamien serbir de mediador an causo de cunflitos antre stados-nembro.
L Cunseilho rializa dues reuniones anuales, ua an Maio i outra an Setembre. Ancontra-se prebista la possiblidade dua reunion straordinária a pedido de dous stados-nembro.
=== Cunseilho de Defesa Cunjunta ===
Custituído puls menistros de ls Negócios Strangeiros i de la Defesa de ls stados-nembros, puode aporfilhar las medidas que antenda neçairas a la manutençon de la defesa de ls stados de la Lhiga, ancluindo l uso de la fuorça contra stados que atacórun un nembro de la Lhiga.
=== Cunseilho Eiconómico i Social ===
L sou oubjetibo ye garantir la prosperidade eiquenómica i social de ls nembros. Ye custituído puls menistros de la eiquenomie de ls stados-nembro.
=== Secretariado Giral ===
Ye l uorgano admenistratibo i eisecutibo de la Lhiga, sendo andependiente de l stados que la cumponen. Ye cumpuosta pul Secretairo-Giral, secretairos assistentes i outros funcionários.
Ua de las funçones de l Secretariado ye preparar l ourçamento de la Lhiga, que ambia al Cunseilho para aprobaçon. Ten tamien cumo respunsablidade agendar las reuniones de l Cunseilho.
L Secretairo-Giral ye eileito para un mandato de cinco anhos, renobable. Zde Maio de [[2001]] l Secretairo-Giral de la Lhiga Árabe ye l eigípcio [[Amr Moussa]].
[[Catadorie:Ourganizaçones anternacionales]]
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Papa
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[[Fexeiro:Emblem of the Papacy SE.svg|miniaturadaimagem]]
'''Papa''' (de l [[lhéngua lhatina|lhatin]] ''papa'' ó ''pappa'', "papá" ó "papai", "tutor", deribado por sue beç de l [[Léngua griega antiga|griego]] πάππας, ''páppas'', forma afetuosa de "pai") ye l títalo dado al xefe supremo de la [[Eigreija Católica]], [[Bispo de Roma]], i tamien xefe de l Stado de l [[Baticano]] i Patriarca de la [[Eigreija Lhatina]] ó Oucidental. L Papa ye l Sucessor de [[San Pedro]], cunsiderado l [[Bigário de Cristo]] i perpétuo i bisible percípio i fundamiento de la ounidade de la Eigreija.<ref>Catecismo de la Eigreija Católica.</ref> Quando referido cumo cargo [[eclesiástico]], surge cumo ''[[Sumo Pontífice]]'', la outoridade suprema. L atual Papa, [[Lhion XIV|Lhion XIV]], fui eileito an [[8 de maio]] de [[2025]].
Ls papas auxiliórun na propagaçon de l [[cristandade]] i a resulber dibersas çputas doutrinárias.<ref>Wetterau, Bruce. World story. New York: Heinry Holt and cumpany. 1994.</ref> L Papa ye auxiliado pula [[Cúria Romana]], ne l gobierno de la Eigreija Católica. La persença tradicional de l Papa an Roma nun oubriga la que l Papa resida na cidade. Tal acuntiu quando, antre [[1309]] i [[1378]], la residéncia papal se stableciu an [[Abinhon]] (''Abignon'', sul de [[Fráncia]]).
La purmeira mençon coincida de l títalo de Papa data de l [[seclo III]], nua eipígrafe nas [[catacumba]]s de [[San Calisto]] an Roma, na qual un cierto [[diácono]] Sebero, tenendo scabado un cubiclo duplo para si i sue família, pus habie morrido sue filha de dieç anhos, diç tener sido outorizado por "papae sui Marcellini", esto ye, l [[Papa Marcelino]] ([[296]]-[[304]]).
L Papa formalmente ten ls títalos de ''Bispo de Roma, Bigário de Cristo, Sucessor de l Príncepe de l Apóstolos, Supremo Pontífice, Primaç de Eitália, Arcebispo i Metropolita de la Porbíncia Romana, Soberano de l Stado de l Baticano i Serbo de l Serbos de Dius''. L Papa [[Bento XVI]] renunciou al títalo de "Patriarca de l Oucidente" de la lhista de l apelatibos papales de l anuário pontifício de 2006. L pronome de tratamiento própio de l Papa ye "[[Sue Santidade]]"
A eileiçon dun Papa ye feita atrabeç de botaçon (secreta zde [[1274]]) de l [[cardeal]]es cun menos de 80 anhos i reunidos nun [[cunclabe]]. An teorie, qualquier home batizado puode ser eileito para Papa, ambora ne ls redadeiros 800 anhos solamente téngan sido eileitos Cardeales. L cargo ye bitalício i, até agora, solo l [[Papa Celhestrino V]] del resignou, retornando a la bida monástica.
== Passaiges bíblicas que fundamentan l Papado ==
{{quote1| '''''[[Eibangelho segundo Mateus|Mt]] 16, 18-19''': "I you te declaro: tu sós Pedro i subre esta piedra eidificarei a mie [[Eigreija Católica|Eigreija]]; las puortas de l [[anferno]] nun prebaleciran contra eilha. You te darei las [[chabes de l Reino de l Cielos]]: todo l que lhigares na tierra será lhigado ne ls cielos, i todo l que çligardes na tierra, será çligado ne ls cielos". Essa ye la passaige mais fundamental para l papado, pus [[Jasus Cristo]] cuncede claramente l [[Primazie papal|Primado]] al [[San Pedro|Apóstolo Pedro]], depuis [[Bispo de Roma]], i sous sucessores, cumo eidificador i lhíder terreno de to la Eigreija.<ref>Catecismo de la Eigreija Católica, nes. 880 i 881. Roma: Lhibrerie Eiditrice Baticana, 1992. Traduçon brasileira de las Ed. Bozes, Paulus, Paulinas, Lhoyola i Abe-Marie, 4a. eidiçon, 1993. ISBN 85-326-0910-4</ref><ref>[[Cuncílio Baticano II]], Custituiçon [[Lumen gentiun]]</ref>
'''[[Libro de Isaías|Isaías]] 22: 20-23.''' "Naquel die chamarei miu serbo Eiliacin, filho de Heilcias. Rebesti-lo-ei cula tua túnica, cingi-lo-ei cul tou cinto, i le transferirei ls tous poderes; el será un pai para ls habitantes de Jerusalén i para casa de Judá. Ponerei subre sous ombros la chabe de la casa de Dabi; se el abrir, naide fechará, se ancerrar naide abrirá; fixá-lo-ei cumo crabo an lhugar firme, i el será un trono de honra para la casa de sou pai." (Mostra un paralelo cun Mt 16, 17-20)
'''[[Eibangelho segundo João|João]] 21:15-17''': "Tenendo eilhes comido, Jasus preguntou a la Simon Pedro: "Simon, filho de João, amas-me mais de l que estes?" Respundiu el: "Si, Senhor, tu sabes que te amo." Dixe-le Jasus: "Apascenta ls mius cordeiros". (Apascentar quier dezir doutrinar.)}}
== Papel spritual ==
L Papa çpone, para ls católicos, de la Suprema Outoridade relegiosa an matéria de fé i moral. Ye eigualmente quien aproba i preside las cerimónias de [[beatificaçon]] ó [[canonizaçon]], i a la nomeaçon de Cardeales. Al Papa cabe spedir mandato para la Sagraçon de Bispos ne l mundo to i nanhun bispo puode sagrar outro bispo sin sue aprobaçon.
L [[Cuncílio de l Baticano I]] de [[1869]]-[[1870]] definiu l dogma de la "[[Anfalibilidade Papal]]", pul qual ls pronunciamientos solenes ("ex- catedra") de l Papa a respeito de la fé i de la moral nun apersentan possibilidade de erro. Zde que fui stablecida, la anfalibilidade papal fui ousada ua sola beç, pul [[Papa Pio XII]] para declarar l dogma de la [[Assunçon de Marie]] de cuorpo i alma al cielo ne ls [[anhos 50]]. Muitos Papas fúrun canonizados cumo santos ne l decorrer de la stória.
== Papel político ==
La antiguidade de l statuto secular i de cunduçon de assuntos de stado de l Papa ye demunstrada yá na cunfrontaçon de l [[Papa Lhion I]] cun [[Átila]] an [[452]] i oumentou sustancialmente an [[754]], quando l lhíder de l francos [[Pepino, l Brebe]] dou al Papa un território que formarie la base de l feturos [[Stados Pontifícios|Stados Papales]]. Ne l anho [[800]], l [[Papa Lhion III]] corou [[Carlos Magno]] cumo Amperador, passo decisibo ne l camino para l Sacro Ampério Romano. Zde essa data tornou-se ua tradiçon la coroaçon de l Amperadores pul Papa, até [[Carlos I de Spanha|Carlos V]]. [[Napoleon Bonaparte]] fizo rebibir essa tradiçon fazendo-se coroar de l mesmo modo.
Cunjuntamente cula posiçon de l Papa cumo regente territorial i príncepe de la Cristandade (specialmente proeminente cun ls Papas de la [[Renacença]] cumo [[Papa Alexandre VI|Alexandre VI]] i [[Papa Júlio II|Júlio II]]) , i cumo lhíder spritual de l Sacro Ampério Romano (mais relebante cun Papas cumo [[Papa Griegório VII|Griegório VII]] i [[Papa Alexandre III|Alexandre III]]) , l Papa, cumo Supremo Pontífice, ten outoridade política i temporal. Alguns de l eisemplos al lhongo de la stória son la [[bula]] ''Lhaudabiliter'' an [[1155]] (que outoriza [[Anrique II de Anglaterra]] a ambadir la [[Irlanda]]), la bula ''Manifestus Porbatun'' que reconhece la andependéncia de [[Pertual]], la bula ''Anter Caeteras'' an [[1493]] (que cunduç al [[Tratado de Tordesilhas]] ne l anho seguinte, debedindo l mundo antre [[Pertual]] i [[Spanha]]) ó la bula ''Anter Grabissimas'' de [[1582]] (que stablece l [[calendário griegoriano]], atualmente an uso).
Ne ls dies de hoije, l papel político de l Papa traduç-se ne l eisercício dun cargo cerimonial, relegioso i diplomático de grande amportança.
Até [[1870]] la outoridade temporal de l Papa eisercia-se subre un território ne l centro de la [[Eitália]], chamado [[Stados Pontifícios|Stados Papales]] ó ''Stados Pontifícios'', mui mais basto de l que l pequeinho stado de l Baticano de hoije.
== Ourige alternatibas de l nome Papa ==
Diç-se inda que la palabra Papa puoda tener se ouriginado dua de las dues teories ambaixo<ref>Eidiçon special de l [[Correio de la Manhana]] - "Ls Papas - De San Pedro la João Paulo II" - Fasciclo I, "Cumo se eilege l Santo Padre", páigina 22, anho [[2005]].</ref>:
* Un [[acrónimo]] an [[latin]], adonde cada lhetra corresponderie a ua palabra :
:'''P'''etri '''La'''postoli '''P'''otestanten '''La'''cipienes ("l que recibe l poder de l apóstolo Pedro");
* la ounion de las purmeiras sílabas destas palabras lhatinas:
:'''Pa'''tener ("Pai")
:'''Pa'''stor ("Pastor").
== Ansígnias i simblos ==
* ''[[Tiara papal|Triregnun]]' ', tamien chamada de "tiara" ó "tríplice corona", repersenta las trés funçones de l papa cumo "supremo pastor", "supremo porsor" i "supremo sacerdote". Ls recentes papas ténen, inda assi, outilizado menos l triregnun, ambora cuntine sendo un simblo de l papado.
* ''[[Férula papal|Choupa papal]]' ': ye un choupa cun ua cruç ousada pul papa todas las bezes que sues funçones lhitúrgicas eisigen.
* ''[[Pálio|Paliun]]' ' ó ''Toalha de altar'', ua faixa circular de tecido ousado al redor de l cachaço na [[casula]]. Faç un jugo subre l cachaço, peito i ombros i ten dous pingentes pendurados para baixo, na frente i atrás, i ye ornamentado cun seis cruzes.
* ''[[Brason de armas de l Baticano|Brason de l Papado]]' ', ua chabe de prata i ua chabe de ouro que simbolizan las [[chabes de l cielo]] antregas a la San Pedro, purmeiro Papa, la chabe de prata simboliza l poder de lhigar a la Tierra al Cielo, la chabe de ouro simboliza l poder de lhigar l Cielo a la Tierra, las chabes stan cun un cordon burmeilho, i arriba deilhes ua triregnun. Cada papa ten l sou própio Brason, que ambora séian solos, todos siempre ténen dues chabes atrabessando ua a la outra, formando un "X" i por trás un scudo.
* ''[[Anielho de l Pescador]]'', un anielho de ouro decorado cun ua eimaige de San Pedro nun barco cun sue rede, cul nome de l Papa an torno del.
* ''[[Umbraculun]]'' (mais coincido cumo ''ombrellino'') un guarda-chuba burmeilho alternando lhistras de ouro, que questumaba ser colocado arriba de l papa an [[procissones]].
* ''[[Sede gestatória|Sedie gestatoria]]' ', ua cadeira móbel transportada por duoze homes (''palafrenieri'') cun ouniformes burmeilhos, acumpanhado por dous assistentes cula ''flabella'' (bentiladores feitos de penas brancas de abestruç) i, por bezes, un grande guarda-sol, cunduzido por uito atendentes. La outilizaçon de l flabella fui abolida pul [[Papa João Paulo I]]. La outilizaçon de l ''sedie gestatoria'' fui abolida pul [[Papa João Paulo II]], sendo sustituída pul [[Papamóbel]].
{{Ref-section}}
== {{Ber tamien}} ==
* [[Stória de l Papado]]
* [[Cardeal]]
* [[Cisma]] - [[Cisma de l Oucidente]]
* [[Cuncílio]]
* [[Cunclabe]]
* [[Cunsistório]]
* [[Tiara papal]]
{{wikcionário}}
{{wikinews|Catadorie:Papa}}
{{wikiquote|Papa}}
{{Catadorie|Papas}}
=== [[Lista de papas]] ===
[[Fexeiro:Papas por países.PNG|200px|right|thumb|Mapa cun ls países i regiones çtacados an amarielho adonde yá houbiste papas. L númaro quier dezir l númaro de papas que eisistiran an tal region.]]
Antre ls sucessores de [[San Pedro]] fúrun eileitos:
* 212 [[Eitália|eitalianos]]
* 17 [[Fráncia|franceses]]
* 11 [[Grécia|griegos]]
* 6 [[Síria|sírios]]
* 6 [[Almanha|almanes]]
* 3 [[Spanha|spanholes]]
* 3 [[África|norte-africanos]]
* 2 [[Dalmácia|dálmatas]] ([[Croácia|croatas]])
* 2 [[Pertual|pertueses]]
* 1 [[Anglaterra|anglés]]
* 1 [[Argentina|argentino]]
* 1 [[Países Baixos|nerlandés]] (houlandés)
* 1 [[Creta|cretense]] (griego)
* 1 [[Polónia|polaco]]
[[Catadorie:Papas]]
[[Catadorie:Lhíderes relegiosos]]
81j6vef88q8wn987azcsa4af6ydod7j
Pertual
0
714
108318
108165
2026-08-31T19:00:30Z
~2026-46122-75
15490
108318
wikitext
text/x-wiki
{{Páigina an çtaque}}
{{Anfo/Paíç
|nome_natibo =
|nome_lhargo_cumbencional = República Pertuesa<br>''República Portuguesa''
|perposiçon = de
|eimaige_bandeira = Flag of Portugal.svg
|çcriçon_bandeira = Bandeira de Pertual.
|legenda_bandeira = Bandeira
|eimaige_brason = Coat of arms of Portugal.svg
|çcriçon_brason = Brason de Pertual.
|legenda_brason = Brason
|hino = ''[[La Pertuesa]]''<br>
|gentílico = pertués, pertuesa,çpe-pertués,çpea-pertuesa
|lhocalizaçon = EU-Portugal with islands circled.svg
|lhocalizaçon_legenda = Lhocalizaçon de Pertual<br>N'[[Ounion Ouropeia]] (an berde claro)<br> Ne l [[Ouropa|cuntinente ouropeu]] (an cinza scuro).
|capital = [[Lisboua]]
|meior_cidade = Lisboua
|lhéngua_oufecial = [[Lhéngua pertuesa|Pertués]]<br>(L [[Lhéngua mirandesa|mirandés]] ye recoincido oufecialmente)
|tipo_gobierno = [[República]]<br>custitucional ounitaira<br>semipersidencialista
|títalo_xefe1 = Persidente
|nome_xefe1 = [[António José Seguro]]
|títalo_xefe2 = Persidente de la Assemblé de la República
|nome_xefe2 = Eduardo Ferro Rodrigues
|títalo_xefe3 = Purmeiro-menistro
|nome_xefe3 = Luís Montenegro
|eibento_tipo = [[Cundado Portucalense|Formaçon]]
|eibento_nota = 868 d.C.
|eibento1 = [[Andependéncia de Pertual|Andependéncia]]
|eibento_data1 = 1139
|eibento2 = Recoincida pul Reino de Lhion
|eibento_data2 = 1143
|eibento3 = Recoincida pula Eigreija Católica
|eibento_data3 = 1179
|data_antrada_OO = 1 de janeiro de 1986
|frunteira = [[Spanha]]
|ária_total = 92 212
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|auga_pc = 0,48
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|populaçon_stimada = 10 309 573
|populaçon_censo_anho = de 2011
|populaçon_censo = 10 562 178
|demog_densidade = 115
|densidade_pos = 66
|PAB_PPC_anho = 2017
|PAB_total = 310 651 mil melhones
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|PAB_nominal_total = 202 770 mil melhones
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|Gini_anho = 2015
|Gini = 34.0
|Gini_catadorie = <span style="color:Orange;">médio</span>
|IZH_anho = 2015
|IZH = 0,843
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|IZH_catadorie = <font color=darkgreen>mui eilebado</font>
|moneda = [[Ouro (moneda)|Euro]]
|moneda_ISO = EUR
|fuso_hourário = WET
|defrença_UCT = −1 a la 0
|defrença_UCT_berano = +1
|ourganizaçones = [[Ounion Ouropeia|OO]], [[Ourganizaçon de l Tratado de l Atlántico Norte|OTAN]], FMI, OCZE, OSE, Ounion Lhatina, [[Quemunidade de ls Paízes de Léngua Pertuesa|QPLP]]
|clima = Temprado mediterránico (Pertual Cuntinental i Madeira)<br>i temprado oceánico (Açores)
|código_paíç = PRT
|tld = .pt
|código_tel = 351
|sítio = [http://www.portugal.gov.pt/ Gobierno de Pertual]<br>[http://www.presidencia.pt/ Persidéncia de Pertual]
|mapa = Portugal - Location Map (2013) - PRT - UNOCHA.svg
|tamanho_mapa = frameless
}}
'''Pertual''', oufecialmente '''República Pertuesa''' (República Portuguesa an [[Lhéngua pertuesa|pertués]]),<ref>{{citar web|url=http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Portugal|títalo=Nome oufecial de la Nacion|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref><ref>An [[Léngua Pertuesa|pertués]]: '''''Portugal''''' i '''''República Portuguesa'''''.</ref> ye un paíç lhocalizado ne l sudoeste de l'[[Ouropa]], an que l sou território queda na zona poniente de la [[Península Eibérica]] i an arquipélagos ne l'[[Ouceano Atlántico|Atlántico]] Norte. Ten ũa ária total de 92.391 km²,<ref>{{citar web|url=http://www.indexmundi.com/portugal/area.html|títalo=Ária de Pertual|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> i ye la nacion más oucidental de l cuntinente ouropeu. L território pertués ye delhemitado a Norte i a Naciente por [[Spanha]] i a Sul i Poniente pul [[Ouceano Atlántico]], i cumprende la parte cuntinental i las regiones outónomas: ls arquipélagos de ls [[Açores]] i de la [[Region Outónoma de la Madeira|Madeira]].
Puls seclos XV i XVI, Pertual fui ũa poténcia mundial eiquenómica, social i cultural, custituindo-se l purmeiro i l'[[ampério pertués|ampério]] quelonial de amplitude global que más rendiu.<ref>Zde la cunquista de [[Ceuta]] an 1415 até a la cessaçon de la admenistraçon de [[Macau]], an 1999. Ber para ua análeze nua perspetiba global Russel-Wood, A. J. R. The Portuguese Empire, 1415–1808: A World on the Move. Baltimore, The Johns Hopkins University Press, 1998.</ref>
Ye hoije un paíç zambolbido,<ref>{{citar web|url=https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/appendix/appendix-b.html|títalo=Appendix B – International Organizations and Groups: developed countries (DCs)|acessodata=6 de Outubre de 2008}}, CIA – The World Factbook – Appendix B, [[The World Factbook]]</ref> eiquenomicamente próspero, social i politicamente stable i c'un Índice de Zambolbimiento Houmano eilebado. Ancuntra-se antre ls 20 paízes de l mundo cun melhor culidade de bida,<ref>{{citar web|url=http://www.economist.com/media/pdf/QUALITY_OF_LIFE.pdf|títalo=Quality-of-life Survey|acessodata=6 de Outubre de 2008}}, [[The Economist]]</ref> anque l sou PIB per capita seia l menor antre ls paízes de la Ouropa Oucidental.
Ye nembro de las [[Naciones Ounidas]] i de la [[Ounion Ouropeia]] (na altura de la sue adeson an 1986, [[Quemunidade Eiconómica Ouropeia|CEE]]), i nembro-fundador de la NATO, de la OCDE, i de la [[CPLP]]. Partecipa an dibersas missones de manutençon de paç de las Naciones Ounidas. Pertual ye tamien un Stado-Nembro de l Spácio Schengen.
== Eitimologie ==
L nome ''Pertual'' apareciu antre ls anhos 930 a 950 de la [[Era Crestiana|Era Crestiena]], sendo ne l final de l [[seclo X]] que l nome ampeçou a outelizar-se cun más frequéncia. [[Fernando I de Lion i Castielha|Fernendo ''Magno'']] denominou oufecialmente l território de Pertual, quando an 1067 l dou al sou filho D. [[Garcia II de la Galiza|Garcia]], que se entítalou rei de l mesmo nome.<ref name="reis-rainhas 23">{{citar libro|outor=Sousa, Manuel|títalo=Reis i Rainhas de Pertual|eiditora=SporPress|local=[[Mem Martins]]|anho=[[2000]]|páiginas=23|id=ISBN 972-97256-9-1}}</ref>
Ne l [[seclo V]], pul reinado de ls [[Suebos]], [[Idácio de Chabes]] yá screbie subre un lhocal chamado ''Portucale'', pa adonde fugiu Requiário: ''[[Requiário I|Rechiarius]] ad locum qui Portucale appellatur, profugus regi [[Teodorico II|Theudorico]] captivus adducitur: quo in custodiam redacto, caeteris qui de priore certamine superfuerant, tradentibus se Suevis, aliquantis nihilominus interfectis, regnum destructum et finitum est Suevorum''<ref>{{citar web|url=http://www.thelatinlibrary.com/hydatiuschronicon.html|títalo=Crónica de Idácio de Chabes|lengua=[[Léngua latina|Latin]]| acessodata=5 de Outubre de 2008}}</ref> (Requiário fugitibo al lhugar al qual chaman Portucale, fui lhebado cumo prisoneiro al rei Teodorico. Fui puosto subre custódie, mentes l restro de ls suebos subrebibintes a l'anterior batailha se rendírun – anque dalguns haberen morrido –; desta maneira l reino de ls Suebos fui çtruído i acabado). ''Cale'', la atual [[Bila Nuoba de Gaia]], yá era coincida por ''Portucale'' ne l tiempo de l [[Godos]].<ref name="reis-rainhas 23" />
Nun diploma de 841, aparece por encidente, la purmeira mençon de la porbíncia ''portugalense''. [[Fonso II de las Astúrias]], ampliendo la jurisdiçon spritual de l [[Bispo]] de [[Lugo]], diç: ''Totius galleciae, seu Portugalensi Provintiae summun suscipiat Praesulatum''<ref name="reis-rainhas 24">Sousa, Manuel; ''Reis i Rainhas de Pertual''; eiditora SporPress; [[Men Martines]], anho [[2000]]; páigina 24.</ref> (Que el tome l gobierno supremo de to la porbíncia de la Galhiza i de Pertual). Mas hai quien frime que ''Pertual'' deriba de ''Portogatelo'', nome dado por un xefe ouriundo de l [[Eigito]] chamado Catelo, al zambarcar i se stablecer junto de l atual [[Porto]].<ref>{{citar libro|títalo=Ouropa Pertuesa|belume=Tomo I, capítulo 6|páiginas=104}}</ref>
La purmeira beç que l nome de Pertual aparece cumo eilemiento de raiç [[heiráldica]], ye nũa carta de donaçon de la [[Eigreija de San Bartolomeu de Campelo|Eigreija de Sen Bartolomeu de Campelo]] por D. [[Fonso Anriqueç|Fonso enriqueç]] an 1129.<ref name="reis-rainhas 23(2)">{{citar libro|outor=Sousa, Manuel|títalo=Reis i Rainhas de Pertual|eiditora=SporPress|local=[[Men Martines]]|anho=[[2000]]|páiginas=24|id=ISBN 972-97256-9-1}}</ref>
== Stória ==
{{Ber artigo percipal|[[Stória de Pertual]]}}
=== Purmeiros pobos ===
{{Ber artigo percipal|[[Pobos eibéricos pré-romanos]], [[Ambason romana de la Península Eibérica|Romanizaçon]], [[Lusitánia]], [[Ambasones bárbaras de la Península Eibérica|Ambasones bárbaras]] i [[ambason muçulmana de la Península Eibérica|árabe]]}}
La [[pré-stória]] de Pertual, ye cumpartida cula de la [[Península Eibérica]]. La region fui poboada por pré-celtas i celtas, dando ourige a pobos, cumo ls [[Galaicos]], [[Lusitanos|Lusitenos]], [[Celtas]] i [[Cinetes]], besitada puls [[fenícios]]<ref>{{citar libro|outor=Barreira, Aníbal; Moreira, Mendes|títalo=Rumos de la Stória|eiditora=Eidiçones ASA|local=[[Porto]]|anho=[[2003]]|páiginas=38 i 39|id=ISBN 972-41-2899-7}}</ref> i [[cartagineses]], i ls [[romanos]] ancorporórun-na ne l sou [[Ampério Romano|Ampério]] (cumo [[Lusitánia]], açpuis 45 a.C.),<ref>{{citar libro|outor=Barreira, Aníbal; Moreira, Mendes|títalo=Rumos de la Stória|eiditora=Eidiçones ASA|local=[[Porto]]|anho=[[2003]]|páiginas=63 a 79|id=ISBN 972-41-2899-7}}</ref> ambadida más tarde puls [[Suebos]], [[Búrios]] i [[Bisigodos]], i cunquistada puls [[mouros]]. an 868, pula [[Recunquista]], fui formado l [[Cundado Portucalense]].<ref>{{citar libro|outor=Barreira, Aníbal; Moreira, Mendes|títalo=Rumos de la Stória|eiditora=Eidiçones ASA|local=[[Porto]]|anho=[[2003]]|páiginas=116 a 127|id=ISBN 972-41-2899-7}}</ref>
=== Formaçon i cunsulidaçon de l reino ===
[[Fexeiro:Afonso I de Portugal.jpg|thumb|upright|[[Fonso I de Pertual|D. Fonso Henriqueç]], [[Lhista de reis de Pertual|purmeiro rei de Pertual]].]]
{{Ber artigos percipales|[[Cundado Portucalense]], [[Andependéncia de Pertual]]}}
Mui antes de Pertual cunseguir la sue andependéncia, yá tenie habido algũas tentatibas de cunseguir outonomie más alargada, i anté mesmo l'andependéncia, por parte de ls cundes que gobernában las tierras de l [[reino de la Galiza|reino de la Galhiza]] i ''Portucale''. Para acabar cusse clima andependentista de la nobreza lhocal an relaçon al domínio lhionés, l Rei [[Fonso VI de Lhion i Castielha|Fonso VI de Lion i Castielha]] antregou l gobierno de l [[Reino de la Galiza|Cundado de la Galhiza]] (que nessa altura ancluie ''las tierras de Portucale'') al Conde [[Raimundo de Borgonha]]. Passado muitos fracassos melitares de D. Raimundo cuntra ls [[mouros]], [[Fonso VI de Lion i Castielha|Fonso VI]] decidiu dar an 1096 al primo deste, l [[Anrique de Borgonha, conde de Portucale|Conde D. enrique]], l gobierno de las tierras más a sul de l [[reino de la Galiza|Cundado de la Galhiza]], fundando assi l [[Cundado Portucalense]]. Cul gobierno de l Cunde D. Anrique, l Cundado Portucalense coinciu nun solo ũa política melitar más eificaç na lhuita cuntra ls [[mouros]], cumo tamien ũa política andependentista más atiba, anque nunca haber cunseguido alcançar l'adependéncia. Solo passado la sue muorte, quando l sou filho [[Fonso I de Pertual|D. Fonso Henriqueç]] chubiu al poder, Pertual cunseguiu la sue andependéncia cula assinatura an 1143 de l [[Tratado de Çamora]], a la par que cunquistou lhocalidades amportantes cumo [[Santaren (Pertual)|Santaren]], [[Lisboua]], [[Palmela]] i [[Ébora]] als [[mouros]].<ref>{{citar libro|outor=Sousa, Manuel|títalo=Reis i Rainhas de Pertual|eiditora=SporPress|local=[[Mem Martins]]|anho=[[2000]]|páiginas=31 a 35|id=ISBN 972-97256-9-1}}</ref>
Treminada la [[Recunquista]] de l território pertués an 1249, l'andependéncia de l nuobo reino benerie a ser ponida an causa bárias bezes por [[Reino de Castielha|Castielha]]. Purmeiro, na sequéncia de la [[Crise de 1383-1385|crise de sucesson]] de [[Fernon I de Pertual|D. Fernendo I]], que culminou na [[Batailha de Aljubarrota]], an 1385.<ref>{{citar libro|outor=Sousa, Manuel|títalo=Reis i Rainhas de Pertual|eiditora=SporPress|local=[[Mem Martins]]|anho=[[2000]]|páiginas=57 a 65|id=ISBN 972-97256-9-1}}</ref>
=== Ls çcubrimientos i la Dinastie Felipina ===
{{Ber artigos percipales|[[Çcubrimientos pertueses]], [[Ampério Pertués]]}}
Cula fin de la guerra, Pertual dou ampeço al porcesso de sploraçon i spanson coincido por [[Çcubrimientos pertueses|Çcubrimientos]], i antre figuras afamadas çtacan-se l'[[anfante D. Anrique|anfante D. Henrique]], ''l Nabegador'', i l Rei [[Juan II de Pertual|D. Juan II]]. [[Ceuta]] fui cunquistada en 1415. L [[cabo Bojador]] fui debelgado por [[Gil Eanes|Gil Eenes]] an 1434, i la sploraçon de la cuosta africana prosseguiu anté que [[Bartolomeu Dias]], yá an 1488, cumprobou la quemunicaçon antre ls ouceanos [[Atlántico]] i [[Índico]] debelgando l [[cabo de la Buona Sperança|cabo de la Buona Spráncia]].<ref>{{citar libro|outor=Mattoso, António; Henriques, Antonino|títalo=Stória Giral i Pátria|belume=II belume: Eidade Moderna i Cuntemporánea|eiditora=Bertrand, Lda.|local=[[Lisboua]]|anho=[[1965]]|páiginas=13 a 19}}</ref> an debrebe sucesson, çcubrírun-se rotas i tierras na [[Tierra Nuoba|América de l Norte]], na [[Çcubierta de l Brasil|América de l Sul]], i ne l [[Çcubierta de l camino marítimo para la Índia|Ouriente]], na sue maiorie pul reinado de [[Manuol I de Pertual|D. Manuol I]], ''l Binturoso''. Fui la spanson ne l'Ouriente, subretodo grácias a las cunquistas de [[Afonso de Albuquerque|Fonso de Albuquerque]] que, pula purmeira metade de l seclo XVI, cuncentrou quaije to ls sfuorços de la pertueses, mui anque yá an 1530 [[Juan III de Pertual|D. Juan III]] tubisse ampeçado la quelonizaçon de l [[Brasil]].<ref>{{citar libro|outor=Mattoso, António; Henriques, Antonino|títalo=Stória Giral i Pátria|belume=II belume: Eidade Moderna i Cuntemporánea|eiditora=Bertrand, Lda.|local=[[Lisboua]]|anho=[[1965]]|páiginas=21 a 33}}</ref>
L paíç tubo l sou ''seclo de ouro'' por este período. Mas, na [[batailha de Alcácer-Quibir]] (1578), l moço rei [[Sabastian de Pertual|D. Sabastian]] i parte de la nobreza pertuesa perecírun. Chube al trono l [[Anrique de Pertual|Rei-Cardeal D. Anrique]], que morre dous anhos açpuis, abrindo la [[Crise de sucesson de 1580]]: esta resolbe-se cula chubida al trono pertués de [[Felipe II de Spanha]], l purmeiro de trés reis spanholes ([[Dinastie Felipina]]).<ref>{{citar libro|outor=Mattoso, António; Henriques, Antonino|títalo=Stória Giral i Pátria|belume=II belume: Eidade Moderna i Cuntemporánea|eiditora=Bertrand, Lda.|local=[[Lisboua]]|anho=[[1965]]|páiginas=98 a 103}}</ref> Esse domínio fui treminado a [[1 de Dezembre]] de [[1640]] pula nobreza nacional que, açpuis haber bencido la guarda rial nun repentino golpe-de-stado, açpuis de la cundessa gobernadora de Pertual, coronando [[Juan IV de Pertual|D. Juan IV]] cumo Rei de Pertual.<ref>{{citar libro|outor=Mattoso, António; Henriques, Antonino|títalo=Stória Giral i Pátria|belume=II belume: Eidade Moderna i Cuntemporánea|eiditora=Bertrand, Lda.|local=[[Lisboua]]|anho=[[1965]]|páiginas=124 a 129}}</ref>
=== Restauraçon, absolutismo i liberalismo ===
{{Ber artigos percipales|[[Restauraçon de la Andependéncia]], [[Terramoto de 1755]]}}
[[Fexeiro:Joao IV proclaimed king.jpg|thumb|left|Aclamaçon de [[D. Juan IV]], ''l Restaurador''.]]
Passado la restauraçon de l'andependéncia de Pertual, seguiu-se ũa guerra cun [[Spanha]] que acabarie solo an 1668, cula assinatura dun [[Tratado de Lisboua (1668)|tratado de paç]] an que Spanha reconhecie an definitibo la restauraçon de Pertual.<ref>{{citar libro|outor=Sousa, Manuel|títalo=Reis i Rainhas de Pertual|eiditora=SporPress|local=[[Men Martines]]|anho=[[2000]]|páiginas=117 a 122|id=ISBN 972-97256-9-1}}</ref>
L final de l seclo XVII i la purmeira metade de l seclo XVIII assistírun al frolecimiento de la [[Stória de la mineraçon de l Brasil|sploraçon mineira de l Brasil]], adonde se çcubrírun ouro i piedras preciosas que fazírun de la corte de [[Juan V de Pertual|D. Juan V]] ũa de las más ricas de l'Ouropa. Estas riquezas serbien amenudas bezes para pagar perdutos amportados, maioritariamente de anglaterra (por eisemplo, quaije nun eisistie andústria téstil ne l reino i to ls tecidos éran amportados de anglaterra). L comércio sterno baseaba-se na andústria de l bino i l zambolbimiento eiquenómico de l reino fui ampulsionado, yá ne l reinado de [[Jesé de Pertual|D. Jesé]], puls sfuorços de l [[Marqués de Pombal]], menistro antre 1750 i 1777, para ambertir la situaçon cun grandes reformas mercantilistas. Fui neste reinado que un [[Terramoto de 1755|biolento sismo]] derruiu Lisboua i l'Algarbe, a [[1 de Nobembre]] de [[1755]].<ref>{{citar libro|outor=Mattoso, António; Henriques, Antonino|títalo=Stória Giral i Pátria|belume=II belume: Eidade Moderna i Cuntemporánea|eiditora=Bertrand, Lda.|local=[[Lisboua]]|anho=[[1965]]|páiginas=134 a 139}}</ref>
Por nun quebrar l'aliança cula anglaterra i recusar-se a aderir al [[Bloqueio Cuntinental]], Pertual fui [[Guerra Peninsular|ambadido]] puls eisércitos [[Napoleon Bonaparte|napoleónicos]] an 1807. La [[Trasferéncia de la corte pertuesa pa l Brasil (1808-1821)|Corte i la familha rial pertuesa refugiórun-se ne l Brasil]], i la capital zlocou-se pa l [[Riu de Janeiro]], adonde permenecerie anté 1821, quando [[Juan VI de Pertual|D. Juan VI]], zde 1816 rei de l ''[[Reino Ounido de Pertual, Brasil i Algarbes]]'', regressou a Lisboua para jurar la purmeira [[Custituiçon Pertuesa|Custituiçon]]. Ne l'anho açpuis, l sou filho [[Pedro IV de Pertual|D. Pedro IV]] era porclamado amperador de l Brasil, mantenendo-se, assi i todo l'[[Ampério de l Brasil]] i l Reino de Pertual ounidos pori dieç anhos.<ref>{{citar libro|outor=Mattoso, António; Henriques, Antonino|títalo=Stória Giral i Pátria|belume=II belume: Eidade Moderna i Cuntemporánea|eiditora=Bertrand, Lda.|local=[[Lisboua]]|anho=[[1965]]|páiginas=207 a 209}}</ref>
[[Fexeiro:Portugal Império total.png|thumb|right|upright=1.5|Mapa enacrónico de l Ampério Pertués (1415–1999).<br /> an colorado - Possessones;<br /> an rosa - Sploraçones, árias de anfluéncia eiquenómica subre supremacie;<br /> an azul - Sploraçones marítimas, rotas i árias de anfluéncia.<br /> Teorie de la çcubierta pertuesa de l'Oustrália nun stá assinalada.]]
Pertual bibiu, ne l restro de l seclo XIX, períodos de einorme perturbaçon política i social (la [[Guerras Liberales|guerra cebil]] i repetidas reboltas i pernunciamientos melitares, cumo la [[Reboluçon de Setembre]], la [[Marie de la Fuonte]], la [[Patuleia]], etc.) i solo cul Ato Adicional a la [[Carta Custitucional|Carta]], de 1852, fui possible la acalmia política i l ampeço de la política de fomiento portagonizada por [[Fontes Pereira de Melo]].<ref>{{citar libro|outor=Mattoso, António; Henriques, Antonino|títalo=Stória Giral i Pátria|belume=II belume: Eidade Moderna i Cuntemporánea|eiditora=Bertrand, Lda.|local=[[Lisboua]]|anho=[[1965]]|páiginas=218 a 224}}</ref> Ne l final de l seclo XIX, las ambiçones queloniales pertuesas zbarran-se culas anglesas, l que stá na ourige de l [[Ultimato británico de 1890|Ultimato]] de 1890.<ref>{{citar libro|outor=Mattoso, António; Henriques, Antonino|títalo=Stória Giral i Pátria|belume=II belume: Eidade Moderna i Cuntemporánea|eiditora=Bertrand, Lda.|local=[[Lisboua]]|anho=[[1965]]|páiginas=279 a 284}}</ref> La cedéncia a las eisigéncias británicas i ls crecentes porblemas eiconómicos lánçan la monarquie nun çcrédito crecente, i [[Carlos de Pertual|D. Carlos]] i l príncepe heirdeiro [[Lhuís Felipe, Príncepe Rial de Pertual|D. Lhuís Felipe]] son assassinados an [[1 de Febreiro]] de [[1908]]. La monarquie inda stubo ne l poder por más dous anhos, xefiada por [[Manuol II de Pertual|Manuol II]], mas benerie a ser abolida an [[5 de outubre]] de [[1910]], [[Amplantaçon de la República Pertuesa|amplantando-se la República]].
=== República, Stado Nuobo i democracie ===
[[Fexeiro:Hastear da bandeira portuguesa.jpg|thumb|left|Hastear de la bandeira pertuesa, pula sue partecipaçon na [[I Guerra Mundial]].]]
{{Ber artigos percipales|[[Reboluçon de 5 de Outubre de 1910]], [[Stado Nuobo (Pertual)|Stado Nuobo]], [[Reboluçon de ls Crabos]]}}
La República ye pouco açpuis anstaurada, an [[Reboluçon de 5 de Outubre de 1910|5 de Outubre de 1910]], i l moço rei [[Manuol II de Pertual|D. Manuol II]] parte pa l'eisílio an anglaterra.<ref>{{citar libro|outor=Sousa, Manuel|títalo=Reis i Rainhas de Pertual|eiditora=SporPress|local=[[Men Martines]]|anho=[[2000]]|páiginas=157 a 158|id=ISBN 972-97256-9-1}}</ref> Açpuis bários anhos de anstablidade política, cun lhuitas de trabalhadores, albrotes, alhebantamentos, homicídios políticos i crises financeiras (porblemas que la participaçon na [[I Guerra Mundial]] cuntrebuiu para amalinar), l [[Eisército Pertués|Eisército]] tomou l poder, an 1926. L regime melitar nomenou [[menistro de las Finanças|menistro de las Finenças]] [[António de Oliveira Salazar|Antonho de Oulibeira Salazar]] (1928), porsor de l'[[Ounibersidade de Coimbra]], que pouco açpuis fui nomeado [[Lista de purmeiros-menistros de Pertual|Persidente de l Cunseilho de Menistros]] (1932).
[[Fexeiro:Sempreatentos...aoperigo!.jpg|thumb|right|Suldados pertueses nas matas de [[Angola]], pula [[Guerra Quelonial Pertuesa]].]]
Al mesmo tiempo que restaurou las finanças, anstituiu-se l [[Stado Nuobo (Pertual)|Stado Nuobo]], regime outoritário de corporatibismo de Stado, c'un partido solo i sindicatos statales, cun afinidades bien marcadas cul [[fascismo|facismo]] pul menos até 1945.<ref>{{citar libro|outor=Mattoso, António; Henriques, Antonino|títalo=Stória Giral i Pátria|belume=II belume: Eidade Moderna i Cuntemporánea|eiditora=Bertrand, Lda.|local=[[Lisboua]]|anho=[[1965]]|páiginas=304 a 305}}</ref> an 1968, afastado de l poder por malina, sucediu-le [[Marcelo Caetano|Marcelo Caeteno]].
La recusa de l regime an [[Çcolonizaçon|çcolonizar]] las [[Porbíncia ultramarina|porbíncias ultramarinas]] resultou ne l'ampeço de la [[Guerra quelonial pertuesa|guerra quelonial]], purmeiro en [[Angola]] (1961) i açpuis na [[Guiné-Bissau]] (1963) i an [[Moçambique]] (1964). Mesmo culas críticas de dalguns de ls más antigos oufeciales de l Eisército, antre ls quales l general [[António de Spínola|Antonho de Spínola]], l gobierno parecie determinado an acuntinar esta política.<ref name="tgc">{{citar libro|outor=bários outores|títalo=Stória 9|eiditora=Porto Eiditora|local=[[Porto]]|anho=[[2004]]|páiginas=166|id=ISBN 972-0-31405-2}}</ref> Cul sou lhibro ''Pertual i l Feturo'', an que defendie la ansustentablidade dũa seluçon melitar nas [[Guerra quelonial pertuesa|guerras de l Ultramar]], Spínola serie çtituído, l que agrabou l crecente mal-star antre ls moços oufeciales de l'Eisército, ls quales, ne l die [[Reboluçon de l Crabos|25 Abril de 1974]] zancadeórun un golpe de stado.<ref>{{citar libro|outor=bários outores|títalo=Stória 9|eiditora=Porto Eiditora|local=[[Porto]]|anho=[[2004]]|páiginas=168 i 172|id=ISBN 972-0-31405-2}}</ref>
Açpuis este sucediu-se un período de cunfronto político mui aceso antre fuorças sociales i políticas, zeinado cumo [[Porcesso Rebolucionário an Curso|Porcesso Rebolucionário en Curso]], cun special énfase pul l [[Berano]] de [[1975]], la que se chamou [[Berano Caliente]], ne l qual l paíç stubo quaije caendo nun nuobo período de ditadura, desta beç de ourientaçon quemunista. Neste período Pertual [[Çcolonizaçon pertuesa de la África|cuncede la andependéncia]] de to las sues antigas quelónias an África.<ref>{{citar libro|outor=bários outores|títalo=Stória 9|eiditora=Porto Eiditora|local=[[Porto]]|anho=[[2004]]|páiginas=168 i 174|id=ISBN 972-0-31405-2}}</ref>
[[Fexeiro:Tratado de Lisboa 13 12 2007 (08).jpg|thumb|right|"Foto de Familha" na cerimónia de assinatura de l [[Tratado de Lisboua (2007)|Tratado de Lisboua]].]]
[[Fexeiro:Portuguese colonial war blank map.svg|thumb|left|upright|Mapa de Pertual i de las porbíncias ultramarinas, an África, ne l tiempo de la Guerra Quelonial (1961–1974).]]
A [[25 de Nobembre]] de [[1975]] bários setores de la squierda radical (eissencialmente páraquedistas i polícia melitar na Region Melitar de Lisboua), probocados pulas amboras, liban a cabo ũa tentatiba de golpe de stado, que inda assi nun ten nanhue liderença clara. L [[Grupo de l Nuobe]] reage ponendo an pátrica un plano melitar de repuosta, liderado por [[António Ramalho Eanes|Antonho Ramalho Eanes]]. Esta bitória i ne l'anho açpuis cunsulida-se la [[democracie]]. L própio Ramalho Eanes ye ne l'anho açpuis l purmeiro Persidente de la República eilegido por sufrágio ounibersal. Aproba-se ũa [[Custituiçon Pertuesa|Custituiçon democrática]] i stablecen-se ls poderes políticos locales (outarquies) i gobiernos outónomos regionales ne ls [[Region Outónoma de l Açores|Açores]] i [[Region Outónoma de la Madeira|Madeira]].<ref>{{citar libro|outor=bários outores|títalo=Stória 9|eiditora=Porto Eiditora|local=[[Porto]]|anho=[[2004]]|páiginas=174|id=ISBN 972-0-31405-2}}</ref>
Antre las décadas de 1940-60, Pertual fui nembro co-fundador de la [[NATO]], [[OCDE]] i [[EFTA]], salindo desta redadeira an 1986, para se ajuntar a l'[[Ounion Ouropeia]].<ref>{{citar libro|outor=bários outores|títalo=Stória 9|eiditora=Porto Eiditora|local=[[Porto]]|anho=[[2004]]|páiginas=176|id=ISBN 972-0-31405-2}}</ref> an 1999, Pertual ajuntou-se a la [[Zona Ouro|Zona Euro]],<ref>{{citar web |url=http://www.ecb.europa.eu/home/html/index.en.html |títalo=Banco Central Ouropeu |acessodata=18 de Outubre de 2008}}</ref> i inda nesse anho, antregou la soberanie de [[Macau]] a la [[República Popular de la China]].<ref>{{citar web |url=http://www.fd.ul.pt/ICJ/luscommunedocs/ascensaojoseolibeira3.pdf |títalo=La legislaçon de Macau ne l termo de la admenistraçon pertuesa |acessodata=18 de Outubre de 2008}}</ref> Zde la sue adeson a l'Ounion Ouropeia, l paíç presidiu l [[Cunseilho Ouropeu]] por trés bezes, la redadeira de las quales an 2007, recibindo la cerimónia de assinatura de l [[Tratado de Lisboua (2007)|Tratado de Lisboua]].<ref name="pue">{{citar web |url=http://www.eu2007.pt/UE/vPT/Presidencia_Conselho/A_Presidencia/default_.htm |títalo=La persidéncia pertuesa de la Ounion Ouropeia |acessodata=18 de Outubre de 2008}}</ref>
== Política ==
An Pertual, la percipal lei ye la [[Custituiçon de la República Pertuesa|Custituiçon]], datada de 1976, i que rigula to las outras. Outras leis amportantes son l [[Código Cebil Pertués|Código Cebil]] (1966), l Código Penal (1982), l Código Comercial (1888), l Código de Porcesso Cebil (1961), l Código de Porcesso Penal i l Código de l Trabalho. Todas estas leis ténen xufrido rebisones zde la sue publicaçon oureginal.<ref name="pol">{{citar web |url=http://www.lusoafrica.net/v2/index.php?option=com_content&view=article&id=131&Itemid=139 |títalo=Política de Pertual |acessodata=15 de Outubre de 2008}}</ref>
Eisisten quatro uorgonos de Soberanie: l [[Persidente de la República]] (Xefe de Stado – poder moderador, cun algun poder eisecutibo), l'[[Assemblé de la República (Pertual)|Assemblé de la República]] (Parlamiento – poder legislatibo), l [[Gobierno de la República Pertuesa|Gobierno]] (poder eisecutibo) i ls [[Tribunales]] (poder judicial). Bigora ne l paíç un regime [[Semipresidencialismo|semipresidencialista]], que al lhargo de las bárias rebisones custitucionales ben sacando poder al Persidente de la República.<ref name="pol"/>
L Persidente de la República ye l [[Xefe de Stado]] i ye eilegido por [[sufrágio ounibersal]] para un mandato de cinco anhos, eisercendo un triplo ancarrego: de fiscalizaçon, subre la atebidade de l Gobierno, de comando, cumo Comandante Supremo de las Fuorças Armadas (Eisército, Armada, Fuorça Aéria, Guarda), i de repersentaçon formal de l Stado pertués ne l sterior. Reside oufecialmente ne l Palácio de Belén, an Lisboua.<ref name="pol"/>
== Relaçones sternas ==
{{Artigo percipal|[[Política sterna de Pertual]]}}
[[Fexeiro:Portuguese embassy map.png|upright=1.25|thumb|An azul, ls paízes cun ambaixadas pertuesas.]]
La política sterna de Pertual stá lhigada al sou papel stórico cumo figura amportante de l'[[Çcubrimientos pertueses|Era de ls Çcubrimientos]] i detentor de l zaparecido [[Ampério Pertués]]. Pertual ye un nembro fundador de la [[NATO]] (1949), [[OCDE]] (1961) i de la [[EFTA]] (1960); deixando este redadeiro an 1986 para s'ajuntar a l'[[Ounion Ouropeia]].<ref>{{citar web |url=http://www.mne.gov.pt/mne/pt/infopolitica/ue/ |títalo=Pertual i la Ounion Ouropeia |acessodata=18 de Outubre de 2008}}</ref> i fundador de la purmeira Agéncia anternacional pa las Einergies Renobábles (IRENA). an 25 de Júnio de 1992, Pertual tornou-se un [[Acordo de Schengen|Stado-Nembro de l Spácio Schengen]], i an 1996, co-fondou la [[Quemunidade de ls Paízes de Léngua Pertuesa|Quemunidade de ls Paízes de Lhéngua Pertuesa]] (CPLP).<ref name="cplp">{{citar web |url=http://www.mne.gov.pt/mne/pt/infopolitica/portugues/ |títalo=Promoçon de la léngua pertuesa |acessodata=18 de Outubre de 2008}}</ref>
Pertual ten beneficiado seneficatibamente de l'Ounion Ouropeia, i ye un proponente de l'antegraçon ouropeia. Stubo na persidéncia de l [[Cunseilho Ouropeu]] por trés bezes (an [[1996]], [[2000]] i [[2007]]), tenendo todas eilhas sido bien sucedidas. Pertual aporbeitou las sues persidéncias para lhançar un diálogo antre l'OO i [[África]], tornar l'eiquenomie ouropeia más dinámica i cumpetitiba i, na redadeira persidéncia, custituir i assinar, an cunjunto culs restantes Stados-nembros, l [[Tratado de Lisboua (2007)|Tratado Reformador]].<ref name="pue"/>
Pertual fui un nembro fundador de la [[NATO]]; ye un nembro atibo de l'aliança al, por eisemplo, cuntribuir proporcionalmente cun grandes cuntingentes nas fuorças de la paç ne ls [[Balcanas]]. Pertual porpuso la criaçon de la [[Quemunidade de ls Paízes de Léngua Pertuesa|Quemunidade de ls Paízes de Lhéngua Pertuesa]] (CPLP) para melhorar ls sous lhaços culs outros paízes falantes de la [[léngua pertuesa|lhéngua pertuesa]].<ref name="cplp"/> Para alhá desso, ten partecipado, a la par cula Spanha nũa série de [[Cunferéncia Ibero-Amaricana|cimeiras Eibero-Amaricanas]]. Pertual abogou firmemente l'andependéncia de [[Timor-Leste]], ũa antiga porbíncia ultramarina, ambiando tropas i denheiro para Timor-Leste, an streita colaboraçon culs [[Stados Ounidos]], aliados [[Ásia|asiáticos]] i l'[[ONU]].<ref name="ponu">{{citar web |url=http://www.missionofportugal.org/mop/index.php?option=com_content&view=article&id=74&Itemid=28 |títalo=Pertual nas Naciones Ounidas |acessodata=18 de Outubre de 2008}}</ref>
Ten ua amisade i aliança atrabeç dun tratado celebrado cul [[Brasil]], para alhá de la Stória que une ls dous paízes. Pertual deten l'[[Aliança Luso-Británica|aliança más antiga de l mundo]], que fui celebrada cul [[Reino Ounido]] i se manten anté als dies de hoije.<ref>{{citar web |url=http://www.mne.gov.pt/mne/pt/infopolitica/polexternas/bilaterais/ |títalo=Relaçones bilaterales de Pertual |acessodata=18 de Outubre de 2008}}</ref>
L solo litígio anternacional ye cul munecípio de [[Oulibença]]. Pertués zde 1297, l munecípio de Oulibença fui cedido a la Spanha pul [[Tratado de Badajoç]], an 1801, passado la [[Guerra de las Laranjas|Guerra de las Lharanjas]]. Pertual dixo que le pertencie, an 1815, pul [[Tratado de Biena]]. Inda assi, las relaçones diplomáticas bilaterales entre ls dous paízes bezinos son cordiales, bien cumo na Ounion Ouropeia.<ref>{{citar web|url=https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/po.html#Issues|títalo=Subre ls litígios anternacionales de Pertual|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
== Fuorças melitares i policiales ==
[[Fexeiro:PoA Chaimite V-200 convoy DF-SD-04-08002.JPEG|left|thumb|[[Chaimite (beiclo blindado)|Chaimites]] an misson de paç pula [[ONU]], na [[Bósnia i Heirzegobina]].]]
{{Artigo percipal|[[Fuorças Armadas Pertuesas]] i [[Stória melitar de Pertual]]}}
Las fuorças armadas ténen trés ramos: [[Eisército Pertués|Eisército]], [[Marina Pertuesa|Marina]] i [[Fuorça Aérea Pertuesa|Fuorça Aéria]].<ref>{{citar web|url=http://www.mdn.gov.pt/mdn/pt/|títalo=Menistério de la Defesa|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> Ls melitares de Pertual serben, subretodo, cumo ũa outo-defesa bigorosa cũa misson de porteger l'antegridade territorial de l paíç, i dar [[Ajuda houmanitária|upa houmanitária]] i de sigurança ne l paíç i ne l strangeiro.<ref>{{citar web |url=http://www.mdn.gov.pt/mdn/pt/Defesa/politica/ |títalo=Política de la Defesa Nacional |acessodata=18 de Outubre de 2008}}</ref> Zde l'ampeço de la [[década de 2000]], l [[serbício melitar oubrigatório]] yá nun ye patricado.<ref>{{citar web |url=http://www.mdn.gov.pt/mdn/pt/Recrutamento/legis/ |títalo=Legislaçon relatiba al recrutamiento pa l serbício melitar |acessodata=18 de Outubre de 2008}}</ref> L'eidade pa l recrutamiento beluntairo ye fixada ne ls 18 anhos.<ref>{{citar web |url=http://www.mdn.gov.pt/mdn/pt/Recrutamento/ |títalo=Recrutamiento pa l serbício melitar |acessodata=18 de Outubre de 2008}}</ref> Ne l seclo XX, Pertual stubo ambolbido an dues grandes anterbençones melitares: la [[Purmeira Grande Guerra]] i la [[Guerra Quelonial Pertuesa]] (1961–1974).<ref name="tgc"/>
Pertual ten partecipado an missones de manutençon de la paç an [[Timor-Leste]], [[Bósnia i Heirzegobina]], [[Kosobo]], [[Afeganistan|Afegenistan]], [[Eiraque]] (Nasiriyah), i ne l sul de l [[Líbano]]. Pertual ten ũa Brigada de Riaçon Debrebe i Tropa de Centro de Ouperaçones Speciales.<ref name="ponu"/>
La sigurança de la populaçon stá a ancarrego de la [[Guarda Nacional Republicana]] (GNR) i de la [[Polícia de Sigurança Pública]] (PSP).<ref>{{citar web|url=http://www.gnr.pt/|títalo=GNR – Guarda Nacional Republicana|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref><ref>{{citar web|url=http://www.psp.pt/|títalo=PSP – Polícia de Sigurança Pública|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> Para alhá destas, Pertual ten la [[Polícia Judiciária]] (PJ),<ref>{{citar web|url=http://www.policiajudiciaria.pt/|títalo=PJ – Polícia Judiciária|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> que ye l percipal [[Polícia|uorgano policial]] de ambestigaçon creminal de l paíç, bocacionado pa l cumbate a la grande criminalidade, nomenadamente al crime ourganizado, terrorismo, tráfico de stupefacientes, corrupçon i creminalidade eiquenómica i finenceira. La Polícia Judiciária stá antegrada ne l [[Menistério de la Justícia (Pertual)|Menistério de la Justícia]], atuando subre l'ourientaçon de l [[Menistério Público de Pertual|Menistério Público]].
== Geografie ==
{{Ber artigo percipal|[[Geografie de Pertual]]}}
[[Fexeiro:Ribeira de S.Bento.jpg|thumb|right|Ribeira de San Bento, [[Loriga]], [[Guarda]].]]
Lhocalizado ne l stremo sudoeste de l'Ouropa, Pertual Cuntinental fai frunteira solo c'un outro paíç, la [[Spanha]]. L território ye debedido ne l cuntinente pul riu percipal, l [[Riu Tejo|Teijo]]. Al norte, la paisaige ye muntanhosa nas zonas de l'anterior cun prainos, antercalados por árias que premiten l zambolbimiento de l'agricultura. A sul, anté l'Algarbe, l relebo ye caratelizado por prainos, sendo las serras sporádicas. Outros rius percipales son l [[Riu Douro|Douro]], l [[Riu Minho|Minho]] i l [[Riu Guadiana|Guadiana]], que tal cumo l Teijo nácen na Spanha. Outro riu amportante, l [[Riu Mondego|Mondego]], nace na [[Serra de la Streilha|Sierra de la Streilha]] (de las más altas muntanhas de Pertual Cuntinental – 1993 m de [[altitude]] mássima).<ref>{{citar libro|outor=Bários outores|títalo=Anciclopédia Geográfica|eiditora=Seleçones de l Reader's Digest|local=[[Lisboua]]|anho=[[1987]]|páiginas=257}}</ref>
Las ilhas de ls [[Açores]] stán lhocalizadas ne l ''[[rift]]'' médio de l Ouceano Atlántico; dalgũas de las ilhas tubírun atebidade bulcánica recente: [[Ilha de San Miguel|Sen Miguel]] an 1563, i [[Bulcon de l Capelinhos|Capelinhos]] an 1957, que oumentou l'ária oucidental de la [[Ilha de l Faial]].<ref>{{citar libro|outor=Bários outores|títalo=Anciclopédia Geográfica|eiditora=Seleçones de l Reader's Digest|local=[[Lisboua]]|anho=[[1987]]|páiginas=264}}</ref> L [[Banco D. Juan de Castro]] ye un gran bulcon submarino que chimpa antre las ilhas [[Ilha Terceira|Terceira]] i San Miguel i stá 14 m ambaixo de la superfice de l mar. antrou en erupçon an 1720 i formou ũa ilha, que se mantubo anriba de la tona de auga por bários anhos. Ũa nuoba ilha puode aparecer nun feturo nun mui loinge. L punto más alto de Pertual ye l [[Monte Pico]] na [[Ilha de l Pico]], un antigo [[bulcon]] que chega a 2351 m de altitude.<ref>{{citar libro|outor=Bários outores|títalo=Anciclopédia Geográfica|eiditora=Seleçones de l Reader's Digest|local=[[Lisboua]]|anho=[[1987]]|páiginas=554}}</ref>
[[Fexeiro:Azoren (14).jpg|thumb|left|[[Ilha de l Pico]], [[Açores]]: l punto más alto de Pertual.]]
Las ilhas de la [[Region Outónoma de la Madeira|Madeira]], alrobés de ls Açores que s'ancuntran na ária de l [[rift]] médio de l Ouceano Atlántico, stan ne l'anterior de la [[placa africana]] i la sue formaçon debe-se a la atibidade dun ''[[hot-spot]]'' nun relacionado cula [[tetónica de placas|circulaçon tetónica]]. Esta situaçon de stablidade i lhocalizaçon ne l'anterior de la [[placa tetónica]] liba a que este seia l território de l paíç menos peligroso para [[sismo]]s. La redadeira eirupçon bulcánica de que hai eibidéncia acunteciu fai pori 6000 anhos, na [[ilha de la Madeira]], manifestando-se atualmente l bulcanismo de forma andireta, pula lhibertaçon de gases bulcánicos perfundos i augas calientes i gaseificadas çcubiertas nas abertura de [[túnel|túneis]] rodobiários i galeries de cataçon de auga ne l'anterior de l'ilha percipal. L punto más alto de l território ye l [[Pico Ruibo]] cun 1862 m de altitude.<ref>{{citar libro|outor=Bários outores|títalo=Anciclopédia Geográfica|eiditora=Seleçones de l Reader's Digest|local=[[Lisboua]]|anho=[[1987]]|páiginas=439}}</ref>
[[Fexeiro:Algarve-1.jpg|thumb|right|[[Praia de la Marina]], [[Lagona (Algarbe)|Lagona]], [[Algarbe]].]]
La cuosta pertuesa ye stensa: ten 1230 km an Pertual cuntinental, 667 km ne ls Açores, 250 km na Madeira adonde se ancluen tamien las Ilhas Desertas, las Ilhas Salbaiges i l'Ilha de l Puorto Santo. La cuosta formou galanas praias, cun bariadade antre falésias i arenales. Na [[Ilha de l Porto Santo|Ilha de l Porto Sento]] ũa formaçon de dunas de ourige ourgánica (alrobés de l'ourige mineral de la cuosta pertuesa cuntinental) cun pori 9 km ye un punto turístico mui apreciado anternacionalmente. Ũa caratelística amportante na cuosta pertuesa ye la [[Ria de Abeiro]], stuário de l [[riu Bouga]], acerca de la cidade de [[Abeiro]], cun 45 km de cumprimiento i un mássimo de 11 km de anchura, rica an peixe i abes marinas. Eisisten quatro cenhales, i entre estes bárias ilhas i ilhotas, i ye adonde quatro rius ancuntran l ouceano.<ref>{{citar libro|outor=Bários outores|títalo=Anciclopédia Geográfica|eiditora=Seleçones de l Reader's Digest|local=[[Lisboua]]|anho=[[1987]]|páiginas=82}}</ref> Cula formaçon de cordones litorales definiu-se ũa laguna, bida cumo un de ls eilemientos hidrográficos más marcantes de la cuosta pertuesa. Pertual ten ũa de las maiores [[Zona Eiconómica Sclusiba|zonas eiconómicas sclusibas]] (ZEE) de l'Ouropa, tenendo pori 1 683 000 km².<ref name="ReferenceA">{{citar libro|outor=Rodrigues, Arinda|títalo=Nuobas Biaiges – Atibidades Eiconómicas|eiditora=Testo Eiditora|eidiçon=1.ª eidiçon|local=[[Lisboua]]|anho=[[2004]]|páiginas=35|id=ISBN 972-47-2246-5}}</ref>
=== Clima ===
[[Fexeiro:Serra da Estrela II Portugal.jpg|thumb|right|[[Stáncia de Esqui Bodafone|Stáncia de squi]] na [[Serra de la Streilha]].]]
an Pertual cuntinental, las temperaturas médias anhiegas son 13 °C ne l norte i 18 °C ne l sul. Las ilhas de la Madeira i de ls Açores, debido a la sue lhocalizaçon ne l'Atlántico, son más húmadas i chubiosas, i c'un anterbalo de temperaturas menor. Normalmente, ls meses de la Purmabera i Brano son ansolarados i las temperaturas son altas puls meses secos de Júlio i Agosto, podendo oucasionalmente passar de ls 40 °C an buona parte de l paíç, an dies stremos, i cun maior frequéncia ne l'anterior de l [[Alanteijo|Alenteijo]]. Ls Branos son amerosos nas tierras altas de l Norte de l paíç i na region lhitoránea de l stremo norte i central. L Outonho i l Ambierno son eirosos, chubiosos i frescos, sendo más frius ne ls çtritos de l norte i centro de l paíç, ne ls quales hai temperaturas negatibas puls meses más frius. Assi i todo, nas cidades más al sul de Pertual, las temperaturas solo mui oucasionalmente descen ambaixo de ls 0 °C, quedando-se puls 5 °C na maiorie de l causos.
La [[niebe]] acuntece regularmente an trés çtritos al Norte de l paíç ([[Çtrito de la Guarda|Guarda]], [[Çtrito de Bergáncia|Bergáncia]] i [[Çtrito de Bila Rial|Bila Rial]]) i deminui la sue oucorréncia an direçon al sul, anté quedar eineisistente na maiorie de l'[[Algarbe]]. Ne l'Ambierno, temperaturas anferiores a -10 °C i [[nebon]]es oucorren cun dalgũa frequéncia an puntos restritos, tales cumo la [[Serra de la Streilha|Sierra de la Streilha]], la [[Serra de l Gerés|Sierra de l Gerés]] i la [[Serra de Montesinho|Sierra de Montesinho]], podendo nebar de Outubre a Maio nestes lhocales.<ref>{{citar libro|outor=Rodrigues, Arinda|títalo=Nuobas Biaiges – L Meio Natural|eiditora=Testo Eiditora|eidiçon=1.ª eidiçon|local=[[Lisboua]]|anho=[[2004]]|páiginas=32 i 32a|id=ISBN 972-47-2357-7}}</ref>
=== Percipales cidades ===
[[Lisboua]] (pori 550 000 habitan
[[Fexeiro:Lisboa-lisbon- panorama.jpg|thumb|upright=4|center|[[Lisboua]] – La maior cidade pertuesa i tamien la capital de Pertual (bida de l toplo de l [[Cristo Rei]])]]
[[Fexeiro:porto3flat-cc-contr-oliv1002.jpg|thumb|upright=4|center|[[Porto]] – Segunda maquer cidade pertenuesa]]
{{clear}}
== Eiquuenomie ==
{{Ber artigo percipal|[[Eiquenomie de Pertual]]}}
[[Fexeiro:Lisboa-Oceanario.jpg|thumb|right|[[Oceanário de Lisboua|Oceenário]]<nowiki/>u [[Oceanário de Lisboua|de Lisboua]].]]
Zde 1985, l paíç entrou n'un porcesso de modernizaçon n'un ambiente mi stable (1'5 anté hoije) i juntou-se a la [[Ounion Ouropeia]] an 1986. porisibos gobiernos fazirun bárias reformas, paitiuoórun muitas ampresas cuntroladasu pul Stado i liberalizórun árias-chabe de la eiquenomie, encluindo ls setores de las [[telecomunicaçones]] i finenceiros. Pertual zambolbiu ua eaquenomie crecentemente baseada en serbícios i fui un de l onze nembros fundadores de la moeda ouropeia – l [[Ouro]] – en 1999. Ampeçou a circuaar la sue [[Ouro|nuoba moeda]] en [[1 de Janeiro|1 de Jeneiro]]<nowiki/> de [[2002]] cun [[ourozona|11 outros stados nembros]] de la [[Ounion Ouropeia]].
L crecimiento eiconómico pertués stuboúarriba de la média de la [[Ounion Ouropeia]] na maior parte de la [[década de 1990|década]] a[[década de 1990|e 1990]]. Lu [[Porduto Anterno Bruto|PIB]] per capita ronda ls 7l% de las maiores eiquenomies ouucidentales ouropeias. La lista ourdruobda enual de cumpetitebl iuade de 2005 de l '' Fórun Eiconómico Mundial '' (WEF – World Economic Forum), coloca Pertual ne l 22º lugar, delentre de paízes cumo la [[Spanha|Spanha]], [[Irlanda|Eirlanda]], [[Fráncia]], [[Bélgica|Bélgiaa]] i de la aidade de [[Ḥong Kong]]. Esta classeficaçon repersenta ua chubida de dous lugares face a la posiçon de 2004. Ne l cuntesto tecnológico, Pertual aparece na 20ª posiçon de la lista i na rubrica de las enstituiçones públicas, Pertual ye 15ª melhor.<ref>{{citar web|url=http://www.investinportugal.pt/MCMSAPI_vPT/HomePage/Notícias/PORTUGAL+SOBE+DOIS+LUGARES+NO+RANKING+DA+COMPETITIBIDADE.htm|títalo=Zambolbimiento Tecnológico|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
en parte, cul recurso a fondos de la [[Ounion Ouropeia]], l paíç fizo nas dues redadeiras décadas ambestimientos abultados en bárias enfraestruturas, çpondo hoije dua stensa rede de outo-stradas i beneficiendo de buonas acessiblidades rodobiárias i ferrobiárias.
[[Fexeiro:25_de_Abril_Bridge_2007.jpg|thumb|left|[[Puonte 25 de Abril]] en [[Lisboua]], sob fuorte nebulosidade.]]
Cun un passado predominentemente agrícola, atualmente i debido a to l zambolbimiento que l paíç registou, la strutura de la eiquenomie baseia-se ne ls serbícios i na endústria, que repersenten 67,8% i 28,2% de l [[BAB]].<ref>Fuonte: [[INE]], 2004</ref> La agricultura pertuesa stá bien adatada debido al clima, relebo i tierras faborables. Nas redadeiras décadas, entensificou-se la modernizaçon agrícola, ambora inda cerca de 12% de la populaçon atiba trabalhe na agricultura. Las oulibeiras (4000 km²), ls [[benie|binhedos]] (3750 km²), l [[trigo]] (3000 km²) i l [[milho]] (2680 km²) son porduzidos an árias bastante bastas. Ls [[bino]]s (specialmente l [[Bino de l Porto]] i l [[Bino de la Madeira]]) i [[azeite]]s pertueses son bastante apreciados debido a la sue qualidade. Tamien, Pertual ye pordutor de [[fruita]] de qualidade selecionada, nomeadamente las [[laranja|larenja]]s algarbias, la [[péra-peinha]] de la region Oeste, la [[cereija]] de la Gardunha i la [[banana|benena]] de la Madeira. Outras porduçones son de [[horticultura]] ó [[floricultura]], cumo la [[raba doce]], ólio de [[girassol]] i [[tabaco]].<ref>{{citar libro|outor=Rodrigues, Arinda|títalo=Nuobas Biaiges – Atibidades Eiconómicas|eiditora=Testo Eiditora|eidiçon=1.ª eidiçon|local=[[Lisboua]]|anho=[[2004]]|páiginas=34|id=ISBN 972-47-2246-5}}</ref>
La amportença eiconómica de la pesca ten benido a deminuir, ampregendo menos de 1% de la populaçon atiba. La deminuiçon de l ''stocks'' de recursos piscatórios refletiu-se na reduçon de la frota pesqueira pertuesa que, ambora tenga benido a modernizar-se, inda ten dificuldade en cumpetir cun outras frotas ouropeias. Apesar de la reduzida stenson de la plataforma cuntinental pertuesa, eisiste algua dibersidade de speces nas augas de la ZEE de Pertual, ua de las maiores de la Ouropa. La frota pertuesa efetua catura en augas enternacionales i nas ZEE de outros paízes. Ne l sou to, las speces más caturadas son la [[sardina]], l [[carapau]], l [[polbo]], l [[peixe-spada|peixe-espada-preto]], la [[cabalha]] i l [[atun]]. Ls portos cun maior zambarque de pescado, en 2001, fúrun ls de [[Matosinhos]], [[Peniche]], [[Olhon]] i [[Sesimbra]].<ref name="ReferenceA"/>
[[Fexeiro:Portugal Exclusive Economic Zone (pt).svg|thumb|right|[[Zona Eiconómica Sclusiba de Pertual]].]]
Las maiores endústrias trasformadoras son ls téxteis, calçado, cabedal, mobliário, mármores, cerámica (de çtacar la [[Bista Alegre (ampresa)|Bista Alegre]]) i la corcha. Las endústrias modernas zambolbírun-se seneficatibamente: refinaries de petrólio, petroquímica, porduçon de cimento, endústrias de l altemoble i nabales, endústrias eilétricas i eiletrónicas, maquinarie i endústrias de l papel. Pertual ten un de ls maiores cumplexos de endústrias petroquímicas ouropeus situado en [[Sines]] i dotado dun porto. La endústria altemoble tamien ye relebente en Pertual i localiza-se en [[Palmela]] (a maior enfraestrutura ye la [[Outoeuropa]]), [[Setúbal]], [[Porto]], [[Abeiro]], [[Braga]], [[Santaren (Pertual)|Sentaren]] i [[Azambuja]].
La [[corcha]] ten ua porduçon bastente seneficatiba: Pertual porduç 54% de la corcha porduzida ne l mundo.<ref>{{citar web |url=http://www2.ctt.pt/fewcm/wcmservlet/ctt/grupo_ctt/imprensa/imprensa/imprensa61.html |títalo=Corcha porduzida an Pertual |acessodata=24 de Outubre de 2008}}</ref> Ls recursos minerales más seneficatibos en Pertual son l [[cobre]], l [[lítio]] (7), l [[bolfrámio]] (6) , l [[stanho|stenho]], l [[uránio]], [[feldspato]]s (11), [[sal-gema]], [[talco]] i [[mármore]]<ref>{{citar web|url=http://minerals.usgs.gov/minerals/pubs/country/2006/myb3-2006-po.pdf|títalo=USGS-Minerals Yearbook 2006 – Portugal|acessodata=6 de Outubre de 2008}} (ls algarismos antre parénteses andican posiçon de l paíç an tenermos mundiales cumo pordutor).</ref> Alguns de ls recursos naturales, tales cumo ls bosques que cobren cerca de 34% de l paíç, son nomeadamente: [[pinheiro]]s (13500 km²), [[subreiro]]s (6800 km²), [[carrasco]]s (5340 km²) i [[eucalito]]s (2430 km²).
La [[baláncia comercial]] de Pertual ye, hai muito, deficitária, cul balor de las [[sportaçon]]es a cobrir solo 65% de l balor de las [[amportaçon]]es en 2006.<ref>{{citar web|url=http://stats.oecd.org/wbos/viewhtml.aspx?queryname=478&querytype=view&lang=en|títalo=OECD – Country statistical profiles 2008 – Portugal|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> Las maiores sportaçones corresponden als téxteis, bestuário, máquinas, material eilétrico, beiclos, eiquipamientos de trasporte, calçado, couro, madeira, corcha, papel, entre outras.<ref>Fuonte: INE, 2002</ref> L paíç amporta principalmente pordutos benidos de la Ounion Ouropeia: [[Spanha|Spanha]], [[Almanha|Almanha]], [[Fráncia]], [[Eitália]] i [[Reino Ounido]].
=== Einergie ===
{{Artigo percipal|[[Einergie an Pertual]]}}
[[Fexeiro:Alqueva dam.JPG|thumb|left|[[Barraige de l Alqueba]], [[Alanteijo|Alenteijo]] ]]
Pertual ye un paíç altamente deficitário en tenermos einergéticos, amportendo atualmente a totalidade de l [[Cumbustíbel fóssil|cumbustibles fósseis]] que cunsume.<ref>{{citar web|url=http://www.iea.org/Textbase/stats/balancetable.asp?COUNTRY_CODE=PT|títalo=2005 IEA Energy Statistics – Energy Balances for Portugal|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> Tal fato amplica que en 2005 Pertual amportou 87,3 % de la einergie total que cunsumiu (en [[tep]]s).<ref>{{citar web|url=http://www.iea.org/Textbase/stats/indicators.asp?COUNTRY_CODE=PT|títalo=IEA Energy Statistics – Energy Indicators for Portugal|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> Relatibamente a la porduçon de eiletricidade, Pertual porduziu en 2005 85 % de la eiletricidade que cunsumiu (amportendo ls restentes 15 %).<ref name="einergy">{{citar web|url=http://www.iea.org/Textbase/stats/electricitydata.asp?COUNTRY_CODE=PT|títalo=IEA Energy Statistics – Electricity/Heat in Portugal in 2005|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> La porduçon doméstica total nesse mesmo enho fui 46 575 GWh repartida de l seguinte modo en tenermos de las fuontes outelizadas: nun renobables 80,8 % ([[carbon]] 32,7 %, [[gáç natural]] 29,2 %, [[petrólio]] 18,9 %); renobables 19,2 % ([[hidroelétrica]] 11 %, [[einergie eiólica|eiólica]] 3,8 %, [[biomassa]] 3,0 %, outras 1,4 %).<ref name="einergy" />
'''Einergies renobables'''
[[Fexeiro:Parque eolico vila nova condeixa portugal 2.jpg|thumb|right|Parque eiólico en [[Bila Nuoba (Miranda de l Corbo)|Bila Nuoba]], [[Miranda de l Corbo|Mirenda de l Corbo]].]]
L gobierno de Pertual pretende que até 2010, 45 % de la eiletricidade porduzida seia oubtida a partir de fuontes renobables.<ref>{{citar web|url=http://www.min-economia.pt/document/Energias_Renov_PT.pdf|títalo=Einergies Renobábeis an Pertual – Menistério de la Eiquenomie i Inobaçon – pág. 6|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> La [[Barraige de l Alqueba]], ne l Alenteijo — serbindo la eirrigaçon de ls campos i gerendo einergie hidroelétrica, que criou l maior lago artificial na region oucidental de la [[Ouropa]] i fui un de ls maiores porjetos de ambestimiento de l paíç.
en 2007, fui einaugurada ua de las maiores centrales de [[Einergie solar|einergie solar fotoboltaica]] de l mundo (11 MW), en [[Brinches]], cunceilho de [[Serpa]]<ref>{{citar web|url=http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/6505221.stm|títalo=Portugal opens manjor solar plant|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> i en fase de custruçon encontra-se aqueilha que será a maior de l mundo ne l sou tipo (62 MW),<ref>{{citar web|url=http://www.ipsnews.net/news.asp?idnews=38245|títalo=PORTUGAL: Making Up for Lost Time in Renewable Energy|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> situada en [[Amareleija]], cunceilho de [[Moura]], cuja montaige deberá star totalmente cuncluída en 2010. Paralelamente la purmeira sploraçon comercial de l mundo de la [[einergie de las óndias]] de l mar entrou en funcionamiento en Setembre de 2008, 5 km al encho de [[Aguçadoura]], cunceilho de [[Póboa de Barzin]].<ref>{{citar web|url=http://www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=7006|títalo=Porduçon de einergie a partir de las óndias arrinca cun porjeto de la Enersis|acessodata=30 de Nobembre de 2008}}</ref> Tamien la poténcia enstalada en parques eiólicos será oumentada para 5100 MW en 2012 (contra ls 2000 MW enstalados até meados de 2007) anquanto la poténcia hidroelétrica anstalada deberá atingir ls 7000 MW en 2020 (contra ls cerca de 5000 MW de 2005).<ref>{{citar web|url=http://www.min-economia.pt/document/Energias_Renov_PT.pdf|títalo=Einergies Renobábeis an Pertual – Menistério de la Eiquenomie i Inobaçon – págs. 8 i 13|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> Ls ambestimientos an einergies renobables en Pertual poderán totalizar 12 mil milhones de ouros até 2012 i 120 mil milhones de ouros até 2020.<ref>{{citar web|url=http://www.guardian.co.uk/environment/2008/jun/06/renewableenergy.alternativeenergy|títalo=The Guardian – World's biggest solar farm at centre of Portugal's ambitious energy plan|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
=== Trasportes ===
{{Artigo percipal|[[Trasportes an Pertual]]}}
[[Fexeiro:Ponte Vasco da Gama.jpg|right|thumb|[[Puonte Basco de la Gama]], subre l [[Riu Teijo]], a maior de la [[Ouropa]]]]
Ls trasportes fúrun encarados cumo ua prioridade na [[Anhos 90|década de 1990]], subretodo debido al oumiento de la outelizaçon de beiclos altemobles i a la endustrializaçon.
Pertual fui un de ls purmeiros paízes de l Mundo a tener ua [[outo-strada]], einaugurada en [[1944]], ligendo [[Lisboua]] al [[Stádio Nacional]], la fetura Outo-strada [[Lisboua]]-[[Cascales]] (atual [[A5]]). Inda assi, anque tenéren sido más tarde custruídos alguns outros troços nas décadas de 1960 i 1970, solo ne l final de la década de 1980 fui ampeçada la custruçon de outo-stradas en grende scala. Hoije en die la rede de outo-stradas pertuesas ye bastente zambolbida i percorre quaije to l território, ligendo to l litoral i las percipales cidades de l enterior, nua stenson total de aprossimadamente 3000 km.
Hai inda ls [[Eitinerário Percipal|Eitinerários Percipales]] (IP's) i ls [[Eitinerário Cumplementar|Itinerários Cumplementares]] (IC's) que puoden ser custituídos por outo-stradas, bias rápidas (strada çtinada solo la tráfego motorizado, cun cruzamientos çnibelados i de acesso restrito a nós de ligaçon) i [[Strada Nacional|stradas nacionales]]. L paíç ten 68.732 km de rede de stradas, de ls quales cerca de 2600 km fázen parte dun sistema de outo-stradas. Destes, cerca de 900 km nun requíren l pagamiento de [[portaige]]s.<ref>{{citar web|url=http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=955727&main_id=|títalo=Pertual ye de ls paízes cun más portaiges|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> Até [[2012]], la stenson de la rede de outo-stradas deberá oumentar até als 3187 km.
Las dues percipales árias metropolitenas ténen sistemas de [[metro]]: l [[Metro de Lisboua]] i l [[Metro Sul de l Teijo]] na Ária Metropolitena de [[Lisboua]]; i ne l [[Porto]], l [[Metro de l Porto]], cada ua cun más de 35 km de linhas.
[[Fexeiro:Lisboa-Santa Apolonia Portugal.jpg|left|thumb|[[Staçon de Santa Apolónia|Staçon de Senta Apolónia]], ua de las percipales staçones de Pertual, situada en Lisboua]]
L trasporte ferrobiário de passageiros i mercadories ye feito outelizendo ls 2791 km de linhas ferrobiárias atualmente en serbício, de ls quales 1430 encóntren-se eiletrificados i aprossimadamente 900 permiten belocidades de circulaçon superiores als 120 km/h.<ref>{{citar web|url=http://www.refer.pt/pt/exploracao.php?id=538&idold=531|títalo=REFER EP – Rede Gerida|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> La rede ferrobiária ye gerida pula [[REFER]] anquanto que ls trasportes de passageiros i mercadories son de la respunsablidade de la [[Caminos de Fierro Pertueses]] (CP), ambas ampresas públicas. en 2006 la CP trasportou 133 milhones de passageiros i 9,75 milhones de toneladas de mercadories.<ref>{{citar web|url=http://www.cp.pt/cp/displayPage.do?vgnextoid=6a73df63e25a4010VgnVCM1000007b01a8c0RCRD|títalo=La CP|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
La fase de cuncurso para la custruçon i sploraçon dua rede ferrobiária de alta belocidade, cun las ligaçones Lisboua–Madrid, Lisboua–Porto i Porto–Bigo, tenerá ampeço en 2008 para la purmeira, anqunto que ls cuncursos para las ligaçones Lisboua–Porto i Porto–Bigo deberen ser lençados en 2009. La sploraçon deberá ampeçar en 2013 nas ligaçones Lisboua–Madrid i Porto–Bigo i en 2015 na ligaçon Lisboua–Porto. L ambestimiento prebisto para estas trés ligaçones ye de 7790 milhones de ouros. en studo sten más dues linhas de alta belocidade: Abeiro–Salamenca i Ébora–Faro.<ref>{{citar web|url=http://www.rave.pt/tabid/166/Default.aspx|títalo=RABE – La Rede de Alta Belocidade an Pertual|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
== Trensportes Aereos ==
Lisboua ten ua posiçon geográfica que a torna nun punto de scala para muitas cumpenhas aéreas strengeiras ne ls aeroportos en to l paíç. L Gobierno stá atualmente a studar l porjeto para la custruçon dun nuobo Aeroporto enternacional en [[Alcochete]], para sustituir l atual aeroporto de la Portela, en Lisboua (LIS). Atualmente, ls aeroportos más amportentes son ls aeroportos de [[aeroporto de Lisboua|Lisboua]] (''Portela''), [[aeroporto de Faro|Faro]] (FAO), [[aeroporto de l Porto|Porto]] (''Frencisco Sá Carneiro'') (OPO), [[aeroporto de la Madeira|Funchal]] (FNC) (''[[Ilha de la Madeira|Madeira]]''), [[Aeroporto Juan Paulo II|Punta Delgada]] (''Juen Paulo II'' - [[Açores]] (PDL)) , [[Terceira]] (TER) i [[Beja]] (BYJ).
Altres aeroportos i aerodromos: [[Bergancia|Bergencia]] (BGC), [[Bila Rial]] (VRL), [[Cascais]] (PCS), [[Biseu]] (VSE), [[Porto Santo|Porto Sento]] (PSO), [[Horta]] (HOR), [[Santa Maria|Senta Maria]] (SMA), [[Braga]] (BGZ), [[Cobilha]] (COV), [[Chabes]] (CHV), [[Coimbra]] (PCO), [[Abeiro]] (PAV), [[Ebora]] (PEV) i [[Portimao]] (PRM).
=== Quemunicaçones ===
[[Fexeiro:A28 No da Povoa de Varzim.JPG|thumb|right|Outo-Strada [[A28]], ne l [[Norte de Pertual]].]]
Pertual ten ua de las más altas taxas de penetraçon de [[telemoble]]s ne l mundo, sendo que l númaro de apareilhos de quemunicaçones móbeis yá ultrapassou l númaro de la populaçon total (a la data de 2007, l númaro de outelizadores era de 13.413 milhones).
Esta rede tamien ouferece conexones sin filo a la [[Anterneta|''enterneta'' moble]], i abrenge to l território. Ne l final de l purmeiro trimestre de 2008 eisistien en Pertual cerca de 1,713 milhones de outelizadores cun acesso a la ''enterneta'' en [[Banda ancha|benda encha móbel]] i cerca 1,58 milhones de acessos a la [[Anterneta|''enterneta'' fixa]], de ls quales aprossimadamente 1,52 milhones en [[banda ancha|benda encha]]. Pula purmeira beç, l númaro de outelizadores de benda encha moble ultrapassou l númaro de clientes de benda encha fixa.<ref>{{citar web|url=http://www.anacon.pt/template12.jsp?categoryId=258722#n3|títalo=Relatório de la ANACOM subre l acesso a la ''Anterneta''|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
La maiorie de ls pertueses assiste a la [[Telebison por cabo|telebison atrabeç de cabo]]. Tenendo en cunta ls crecimientos en ambas las tecnologies, ne l final de l purmeiro trimestre de 2008, ls assinentes de ls serbícios de Telebison por suscriçon suportados en redes de çtribuiçon por cabo ó [[satélite]] (DTH) repersentáben cerca de 36,2 por ciento de l alojamentos, más 1 punto percentual de l que ne l trimestre enterior. La penetraçon destes serbícios cuntina a ser superior a la média nas Regiones Outónomas (que tamien berificórun crecimientos seneficatibos).<ref>{{citar web|url=http://www.anacon.pt/template12.jsp?categoryId=258522|títalo=Relatório de la ANACOM subre serbícios de telebison por cabo i satélite|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> en 2006, surgiu un nuobo serbício de telebison de suscriçon baseado na tecnologie [[IPTB]], telebison por enterneta.
Mas, Pertual inda nun ten l serbício de [[Telebison Degital|Telebison Degital Terrestre]] (TDT) çponible sendo prebista la sue entrada pa l enho de [[2012]]. Las ouperadoras ampeçórun las simulaçones de eimissones degitales baseadas na tecnologie de trasmisson bídeo degital terrestre (DVB-T) en 2008, na ária de Lisboua.
Ligaçones a la ''enterneta'' sten çponibles en muitos [[café]]s, assi cumo en muitas [[Correios|staçones de correios]]. Puode-se tamien nabegar na ''enterneta'' en [[houtel]]es, [[Centro comercial|centros comerciales]] i centros de cunferéncia, en que zonas speciales sten reserbadas para este fin. L libre acesso a la ''enterneta'' tamien stá çponible als residentes en Pertual en "[[Spácio Anterneta|Spácios de ''enterneta'']]", spalhados pul paíç mas cun maior encidéncia ne ls percipales centros populacionales.
=== Auga i seneamiento ===
{{Artigo percipal|[[Auga i saneamiento an Pertual]]}}
Pertual tamien modernizou l sou [[Auga|sistema de abastecimiento de auga]] i [[Saneamiento básico|seneamento]] — nomeadamente atrabeç de l oumiento de la taxa de [[augas residuales]] tratadas cun apoio de susídios de la [[Ounion Ouropeia|UE]] — para 80%. L paíç tamien criou un moderno quadro enstitucional i jurídico pa l setor de la auga i seneamento, encluindo ua agéncia reguladora outónoma, chamada [[Augas de Pertual]], i un grende númaro de multi-serbícios públicos municipales. Esta sustituiu enstitucionalmente ua strutura de l setor, al abrigo de l qual ls 308 munecípios de l paíç — muitos deilhes cun repersentaçon populacional ó geográfica cumparatibamente pequeinha — tenie cumpeténcia sclusiba para la auga i l seneamento.
== Demografie ==
{{Ber artigo percipal|[[Demografie de Pertual]]}}
{{Populaçon de Pertual}}
Ls pertueses son, na sue ourige, cumpuostos por [[Celtas]] i [[Eiberos]], [[Celtiberos]] i, maioritariamente, puls [[Lusitanos|Lusitenos]]. Ls [[Galaicos]] ó "gallaeci" son de ourige [[celta]] i [[germanos|germánica]]. Ls [[Cónios]] i outras tribos menos seneficatibas custituen l resto de la ourige. Outras enfluéncias amportentes fúrun tamien ls [[Roma Antiga|Romenos]] (la [[Léngua pertuesa]] deriba de l [[Latin]]), ls [[Bisigodos]] i ls [[Suebos]], todos ls quales poboórun l que ye hoije território pertués. enfluéncias menores fúrun ls [[Griegos]] i ls [[Fenícios]]-[[Cartago|Cartagineses]] (cun pequeinhas feitorias comerciales costeiras semi-permenentes), ls [[Bándalos]] ([[Silingos]] i [[Asdingos]]), ls [[Alanos|Alenos]] (ambos spulsos ó parcialmente entegrados puls [[Bisigodos]]) i ls [[Berberes]] de l norte de África.
La populaçon pertuesa ye cumpuosta por 16,4% cun eidade cumprendida entre ls 0 i ls 14 enhos, 66,2% entre ls 15 i ls 64 enhos i 17,4% cun más de 65 enhos. La sperença média de bida ye de 78,04 enhos. en termos de alfabetizaçon, 93,3% sáben ler i screbir, tenendo la taxa de enalfabetismo benido la decer al longo de l enhos.<ref>Censos, 2001, INE, 2002.</ref> L crecimiento populacional queda ne ls 0,305%, nacendo 10,45 por cada mil habitentes i falecendo 10,62 por cada mil habitentes, l que faç cun que la populaçon nun steia a ser renobada, cuntribuindo para este fato la taxa de fertilidade que queda ne ls 1,49.<ref>{{Citation |title=Dados subre la populaçon pertuesa |url=https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/po.html |accessdate=2026-03-01 |archivedate=2016-05-15 |archiveurl=https://web.archive.org/web/20160515222033/https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook//geos/po.html }}</ref> Pertual ye un de ls paízes cun más baixa [[taxa de mortalidade anfantil|taxa de mortalidade enfentil]] (5 por mil) ne l mundo.<ref>{{citar web|url=http://www.unicef.org/health/files/The_State_of_the_Worlds_Children_2008.pdf|títalo=UNICEF – The State of the Worlds Children 2008|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
anque Pertual ser un paíç zambolbido, inda eisiste populaçon sin acesso la auga encenhada i eiletricidade, ambora an númaro bastente reduzido.<ref>Andicadores de Cunfuorto de las Familha – 1997, INE, 2002.</ref> L seneamiento básico inda nun abrenge to l território, sendo la region de l Alenteijo i de Lisboua i Bal de l Teijo adonde eisiste un maior númaro de populaçon cun acesso. Atualmente, inda eisiste un grende númaro de habitaçones cun fossa sética, anque alguas nun tenéren qualquier seneamento.<ref>Andicadores de Cunfuorto de las Familha, INE, 2002.</ref> L acesso a la salude ye garentido a to la populaçon, sendo l acesso als medicamientos garentido a 95 – 100% de la populaçon.<ref>Relatório de Zambolbimiento Houmano de 2002, ONU</ref>
Bíben en Pertual acerca de 550 mil eimigrentes, l que repersenta aprossimadamente 5% de la populaçon pertuesa, sendo la maiorie ouriunda de l [[Brasil]] (66.700), seguida de la [[Oucránia]] (65.800) i de [[Cabo Berde]] (64.300), entre outros, tales cumo [[Moldábia]], [[Roménia]], [[Guiné-Bissau]], [[Angola|Angola]], [[Timor-Leste]], [[Moçambique]], [[San Tomé i Príncepe|Sen Tomé i Príncepe]] i [[Rússia]].
[[Fexeiro:Portugal-demography.png|thumb|upright=2|center|Eiboluçon de la populaçon pertuesa entre 1961–2003 (númaro de habitentes en miles; fuonte [[FAO]], 2005)]]
== Lénguas ==
[[Fexeiro:Detailed SVG map of the Lusophone world.svg|thumb|right|upright=1.5|[[CPLP|Mundo Lusófono]]]]
La léngua oufecial de la República Pertuesa ye l pertués,<ref>Artigo 11.º, parágrafo 3, de la ''Custituiçon de la República Pertuesa''.</ref> que, cun más de 210 milhones<ref>{{citar web|url=http://www.bibliomonde.com/donnee/portugal-les-langues-180.html|títalo=Léngua Pertuesa|lengua=[[léngua francesa|francés]]| acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> de falentes natibos, ye la quinta léngua más falada ne l mundo i la terceira más falada ne l [[mundo oucidental]]. Lhéngua oufecial de Pertual i de l [[Brasil]], i elhéngua oufecial, en cunjunto cun outros elhénguas, de [[Angola]], [[Cabo Berde]], [[Guiné-Bissau]], [[Macau]], [[Moçambique]], [[San Tomé i Príncepe|Sen Tomé i Príncepe]] i [[Timor-Leste]], sendo falada na entiga [[Índia Pertuesa]] ([[Goa]], [[Damon]], [[Diu]] i [[Dadrá i Nagar-Aveli]]), para alhá de tener tamien statuto oufecial na [[Ounion Ouropeia]], na [[Ounion de Naciones Sul-Amaricanas|Ounion de Naciones Sul-Amaricenas]] i na [[Ounion Africana|Ounion Africena]].
Son inda reconhecidas i protegidas oufecialmente:
* la [[Léngua Gestual Pertuesa|léngua gestual pertuesa]]<ref>Artigo 74.º, parágrafo 2, alínea h), de la ''Custituiçon de la República Pertuesa'' – rebison de 1997.</ref>
* l [[mirandés|mirendés]], portegida oufecialmente ne l cunceilho de [[Miranda de l Douro|Mirenda de l Douro]],<ref>{{citar web|url=http://dre.pt/pdf1sdip/1999/01/024A00/05740574.PDF|títalo=Lei n.º 7/99 de 29 de Janeiro de 1999|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> cun ourige ne l [[asturo-leonés]], ensinada cumo segunda léngua facultatiba en scuolas de l cunceilho de [[Miranda de l Douro|Mirenda de l Douro]] i parte de l cunceilho de [[Bimioso]]. L sou uso, inda assi, ye bastente restrito, stendo en curso açones que garenten ls dreitos lenguísticos a la sue quemunidade falente.
La léngua pertuesa ye ua [[léngua románica]] (de l grupo [[Lénguas latinas de la Península Eibérica|ibero-románico]]), tal cumo l , [[léngua catalana|catalen]], [[Lhéngua eitaliana|eitalieno]], [[Lhéngua francesa|francés]], [[léngua romena|romeno]] i outros.
L pertués ye coincido cumo ''la léngua de Camões'' (por causa de [[Luís de Camões]], outor de [[Ls Lusíadas]]), ''la redadeira flor de l Lácio'', spresson ousada ne l [[soneto]] ''Léngua Pertuesa''<ref>{{citar web|url=http://www.ruadapoesia.com/content/view/125/47/|títalo=Soneto ''Léngua Pertuesa''|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> de [[Olavo Bilac (poeta)|Olabo Bilac]] ó inda ''la doce léngua'' por [[Miguel de Cervantes|Miguel de Cerventes]].
== Sociadade ==
=== Eiducaçon ===
{{artigo percipal|[[Eiducaçon an Pertual]]}}
[[Fexeiro:Karinecyril coimbra universite 3.jpg|thumb|right|[[Ounibersidade de Coimbra]].]]
L Sistema Eiducatibo en Pertual ye regulado pul stado atrabeç de l [[Menistro de la Eiducaçon]],<ref>{{citar web|url=http://www.min-edu.pt/|títalo=Menistério de la Eiducaçon de Pertual|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> i de l [[Menistro de la Ciéncia, Tecnologie i Ansino Superior|Menistro de la Ciéncia, Tecnologie i ensino Superior]].<ref>{{citar web|url=http://www.mctes.pt/|títalo=Menistério de la Ciéncia, Tecnologie i Ansino Superior de Pertual|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> L sistema de eiducaçon pública ye l más ousado i más bien amplementado, eisistindo tamien scuolas pribadas en todos ls nibles de eiducaçon.
en Pertual la eiducaçon ye ampeçada oubrigatoriamente para todos ls alunos als 6 enhos de eidade. La scolaridade oubrigatória ye de 9 enhos, habendo entençon de prolongamiento até 12 enhos. L purmeiro nible de ensino, l [[Ansino Básico|ensino Básico]], stá debedido en ciclos:
* [[Ansino básico|1.º ciclo]] (1.º al 4.º enho);
* [[Ansino básico|2.º ciclo]] (5.º al 6.º enho);
* [[Ansino básico|3.º ciclo]] (7.º al 9.º enho).
Ne l final de cada ciclo, ls alunos rializen probas de aferiçon (1.º i 2.º ciclos) i eisames nacionales (3.º ciclo), a las deciplinas de [[Léngua Pertuesa]] i [[Matemática]]. Las probas abaluen ls alunos subre la matéria lecionada durente l ciclo correspondente.<ref>{{citar web|url=http://min-edu.pt/np3content/?newsId=1198&fileName=despacho_2351_2007.pdf|títalo=Çpacho n.º 2351/2007, publicado an Diário de la República, 2.ª série, n.º 32, 14 de Febreiro de 2007|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref><ref>{{citar web|url=http://www.min-edu.pt/np3content/?newsId=1798&fileName=1207412098.pdf|títalo=Çpacho normatibo n.º 19/2008, publicado an Diário de la República, 2.ª série, n.º 56, a 19 de Márcio de 2008|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
L ciclo seguinte nun ye oubrigatório, i ye zeignado por [[Ansino Secundário|ensino Secundário]], abrengendo ls 10.º, 11.º i 12.º enhos. Ten un sistema de ourgenizaçon própio, defrente de ls restentes ciclos. La mudença de ciclo puode, en bários causos, ser marcada pula mudença de scuola, sendo, por eisemplo, las scuolas que abrenge l 1.º ciclo más pequeinhas que las restentes, tenendo en média cerca de 200 alunos, anquanto que las de l 2.º i 3.º ciclos i las secundárias puoden facilmente atingir ls 2000 alunos.
[[Fexeiro:IST Lisboa Torre Norte.jpg|thumb|left|Torre Norte de l [[Anstituto Superior Técnico|enstituto Superior Técnico]]]]
Eisiste inda la possiblidade de qualquiera studente poder frequentar [[Formaçon|Cursos de Formaçon i de Eiducaçon]], que den eiquibaléncia al 9.º enho, i [[Porfissional|Cursos Porfissionales]], que den eiquibaléncia al 12.º. Para para alhá de las halbelitaçones literárias, l studente recibe inda certificaçon porfissional. Assi, todos ls studentes puoden cuncluir l ensino Secundário, en regime diurno ó noturno. Estes cursos sten çponibles en scuolas porfissionales ó mesmo en scuolas quemuns.<ref>{{citar web|url=http://www.min-edu.pt/np3/23|títalo=Nuobas Ouportunidades|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
Las [[Ounibersidade|ounibersidades pertuesas]] eisisten zde 1290, sendo la purmeira la [[Ounibersidade de Coimbra]], inda assi, stableciu-se purmeiramente en [[Lisboua]] entes de se fixar definitibamente en [[Coimbra]]. Las ounibersidades son giralmente ourgenizadas en [[faculdade]]s. [[anstituto|enstituto]]s i [[scuola]]s tamien son quemuns a las chamaçones de las subdebisones de las enstituiçones outónomas de l ensino superior, i son siempre outelizadas ne l sistema politécnico. L sou engresso ye feito atrabeç de la média final que l aluno oubtebe ne l ensino Secundário, i passado la rializaçon de ls eisames neçairos. La [[Declaraçon de Bolonha]] fui aporfilhada zde 2006 pulas ounibersidades i enstitutos politécnicos pertueses.
en termos statísticos, la [[taxa de alfabetizaçon]] ne ls adultos arriba de 15 enhos que puoden ler i screbir queda ne ls 93,3%, sendo la taxa de ls homes 95,5% i de las mulhieres en 91,3% (stimatibas de [[2003]]). Las matrículas para la scuola purmária sten próssimas de l 100%. Solo 20% de la populaçon pertuesa en eidade de frequentar un curso de ensino superior, frequenta las enstituiçones de ensino superior de l paíç. Para para alhá de ser un de ls percipales çtinos pa ls studentes enternacionales, Pertual stá tamien entre ls percipales locales de ourige de studentes enternacionales. Todos ls studentes de l ensino superior, tento a studar ne l paíç cumo ne l strangeiro, totalizórun cerca de 380 mil alunos en 2005.
enfentil
=== Salude ===
{{Artigo percipal|[[Salude an Pertual]]}}
[[Fexeiro:Hoptial Viseu.jpg|thumb|right|[[Spital de San Teotónio|Spital de Sen Teotónio]], en [[Biseu]].]]
L sistema de [[salude]] pertués ye caratelizado por trés sistemas coeisistentes: l [[Serbício Nacional de Salude]] (SNS), ls regimes de siguro social de salude speciales para detreminadas porfissones (susistemas de salude) i siguros de salude de boluntariado pribados. L SNS ouferece ua cobertura ounibersal.<ref>{{citar web|url=http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/servico+nacional+de+saude/default.htm|títalo=Subre l Serbício Nacional de Salude Pertués|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> Para alhá desso, cerca de 25% de la populaçon ye cubierto por susistemas de salude, 10% en siguros pribados i outros 7% en fondos mútuos.<ref name="saude">[http://www.euro.who.int/document/chh/por_highlights.pdf Highlights on health in Portugal 2004] {{en}}</ref>
L [[Menistério de la Salude]] ye respunsable pul zambolbimiento de la política de la salude, bien cumo de gerir l SNS. Cinco admenistraçones regionales de salude son respunsables pula eisecuçon de ls oubjetibos de la política nacional de salude, zambolbimiento de ourientaçones i [[protocolo]]s i superbisionar la prestaçon de cuidados de salude. Ls sfuorços para la çcentralizaçon ténen se çtinado a trasferir la respunsablidade finenceira i de [[geston]] a nible regional.<ref name="saude"/> Na prática, mas, la outonomie de las admenistraçones regionales de salude subre definiçon de ourçamiento i de las çpesas fui lemitada als cuidados purmários. L SNS ye predominentemente finenciado atrabeç dua tributaçon giral. Las cuntribuiçones de ls ampregadores (encluindo l [[Stado]]) i de ls ampregados repersenten las percipales fuontes de finenciamiento de ls susistemas de salude. Para alhá desso, ls pagamientos diretos pul paciente i ls prémios de siguros boluntários de salude represénten ua grende percentaige de finenciamento.<ref name="saude"/>
Semelhente als outros paízes de la Ouropa, en Pertual la maiorie de la populaçon muorre cun [[malinas nó-trasmissibles]].<ref name="saude"/> La mortalidade debido la [[malinas cardiobasculares]] (DCB) ye maior de l que na [[Zona Ouro]], mas las sues dues percipales cumponentes, la malina cardíaca i la [[malina cerebrobascular]], amóstren las tendéncias en relaçon ambersa cula Ouropa, cula malina cerebrobascular sendo a maior causa de muorte en Pertual (17%).<ref name="saude"/> duoze por ciento de la populaçon morre de [[cáncaro]] cun menos frequéncia de l que na Ouropa, mas nun ye deminui la taxa de mortalidade ten debrebe cumo na Ouropa. L cáncaro ye más frequente entre ls ninos, bien cumo entre las mulhieres más moços, cun eidade enferior a 44 enhos. Ambora l [[cáncaro de l pulmon]] (lentamente oumentendo entre las mulhieres) i l [[cáncaro de la mama]] (deminuindo debrebe) nun afeten tento, l [[cáncaro de l colo de l útero]] i de la [[cáncaro de la próstata|próstata]] son más frequentes. Pertual ten la más alta taxa de mortalidade por [[diabretes]] na Ouropa, cun un oumiento acentuado zde ls finales de la década de [[1980]].<ref name="saude"/>
en Pertual, la [[taxa de mortalidade anfantil|taxa de mortalidade enfentil]] caiu acentuadamente zde la década de 1980, quendo 24 en cada 1000 recén-nacidos morrien ne l purmeiro enho de bida. Agora, ye cerca de 3 muortes por cada 1000 recén-nacidos. Esta melhorie debiu-se percipalmente a la deminuiçon de la mortalidade neonatal, de 15,5 para 3,4 por cada 1000 nacidos bibos.<ref name="saude"/>
Las pessonas son giralmente bien enformadas subre l sou stado de salude, ls eifeitos positibos i negatibos de ls sous cumportamientos en relaçon a la sue salude i la sue outelizaçon de ls serbícios de salude. Mas las percepçones subre la salude puoden diferir de l que ye admenistratibo i na enáleze baseada en dados que amóstren ls nibles de malina nas
populaçones.<ref name="saude"/> Assi, ls resultados de anquéritos baseados en outo-refréncia la nible de l agregado familiar cumplementar, outros dados subre stado de salude i a la outelizaçon de l serbícios. Solo un terço de ls adultos classeficórun la sue salude cumo buona ó mui buona en Pertual <ref>Kasmel et al., 2004</ref>. Esto ye menor de l que ne ls paízes de la Ouropa que eilaborórun estes relatórios i reflete la situaçon relatibamente adbersa de l paíç en tenermos de mortalidade i morbidade.<ref name="saude"/>
D'acordo cul redadeiro [[Relatório de Zambolbimiento Houmano|Relatório de Zambolbimiento Houmeno]], la média de [[bida]] en 2006 fui de 77,9 enhos.<ref name="saude"/>
=== Ciéncia i Tecnologie ===
{{Artigo percipal|[[Ciéncia i tecnologie an Pertual]]}}
[[Fexeiro:Neue Universität Lissabon.jpg|thumb|right|Eidifício de la Reitorie de la [[Ounibersidade Nuoba de Lisboua]].]]
Las atibidades de ambestigaçon [[Ciéncia|científica]] i [[Tecnologie|tecnológica]] en Pertual son subretodo cunduzidas ne l ámbito dua rede de ounidades de [[Ambestigaçon i Zambolbimento|I&D]] pertencentes a ounibersidades públicas i statales de geston outónoma de ambestigaçon, en enstituiçones cumo l INETI – [[Anstituto Nacional de Angenharie, Tecnologie i Inobaçon|enstituto Nacional de engenharie, Tecnologie i Inobaçon]].<ref>{{citar web|url=http://www.ineti.pt/|títalo=INETI|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> L finenciamiento deste sistema de ambestigaçon ye cunduzido principalmente sob la outoridade de l [[Menistério de la Ciéncia, Tecnologie i Ansino Superior|Menistério de la Ciéncia, Tecnologie i ensino Superior]].<ref>{{citar web|url=http://www.mctes.pt/|títalo=Menistério de la Ciéncia, de la Tecnologie i de l Ansino Superior|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> Las maiores ounidades de I&D de las ounibersidades públicas, en númaro seneficatibo de publicaçones, que alcençou l reconhecimiento enternacional, encluen enstituiçones de ambestigaçon de biociéncias cumo l [[Anstituto de Medecina Molecular|enstituto de Medecina Molecular]],<ref>{{citar web|url=http://www.imm.ul.pt/|títalo=Anstituto de Medecina Molecular|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> l [[Centro de Neurociéncias i Biologie Telemoble]],<ref>{{citar web|url=https://woc.uc.pt/zoologia/genericpages/showgenericpage.do;jsessionid=8BF83AE74486CB263583F15359FB7744?idgenericpage=49|títalo=Centro de Neurociéncias i Biologie Telemoble|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> l [[IPATIMUP]], i l [[Anstituto de Biologie Molecular i Telemoble|enstituto de Biologie Molecular i Telemoble]].<ref>{{citar web|url=http://sigarra.up.pt/reitoria/unidades_geral.visualizar?p_unidade=128|títalo=Anstituto de Biologie Molecular i Telemoble|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> Dentre las ounibersidades pribadas, centros de ambestigaçon notables encluen l [[Laboratório de Spresson Facial de la Emoçon]]. De ls centros de ambestigaçon notables apoiados pul Stado, stá l [[Laboratório Anternacional Eibérico de Nanotecnologie|Laboratório enternacional Eibérico de Nenotecnologie]], un sfuorço de ambestigaçon cunjunta entre Pertual i Spanha. entre las maiores enstituiçones nun statales stá l [[Anstituto Gulbenkian de Ciéncia|enstituto Gulbenkian de Ciéncia]] i la [[Fundaçon Champalimaud]],<ref>{{citar web|url=http://www.fchampalimaud.org/home/portuguese-summary/|títalo=Fundaçon Champalimaud|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> que atribui enualmente un de ls más eilebados prémios monetários de l mundo relacionado cula ciéncia. Ua série de ampresas nacionales i multinacionales de alta tecnologie, son tamien respunsables por porjetos de ambestigaçon i zambolbimento. Ua de las más entigas academias de Pertual ye la [[Academia de las Ciéncias de Lisboua]].
Pertual fizo acordos cun bárias ourgenizaçones científicas ouropeias cun bista a la plena adeson. Estas encluen la [[Agéncia Spacial Ouropeia]] (ESA), l [[Organizaçon Ouropeia para Ambestigaçon Nuclear|Laboratório Ouropeu de Física de Partículas]] (CERN), l [[ITER]], i l [[Ouserbatório Ouropeu de l Sul]] (ESO). Pertual ten entrado en acordos de coperaçon cul [[Anstituto Tecnológico de Massachusetts|MIT]] (S.O.A.) i outras enstituiçones norte-amaricenas, la fin de zambolber i oumentar la eficácia de l ensino superior i de ambestigaçon en Pertual.
== Cultura ==
{{artigo percipal|[[Cultura de Pertual]]}}
[[Fexeiro:Palaciodecristalporto.jpg|left|thumb|[[Pabilhon Rosa Mota]], [[Porto]].]]
=== Arquitetura ===
{{artigo percipal|[[Arquitetura de Pertual]]}}
La ''Arquitetura Popular Pertuesa'' marcou la arquitetura pertuesa de ls anhos 50 que prebaleciu até al final de l [[Salazarismo]].<ref>{{citar web|url=http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq095/arq095_01.asp|títalo=Subre la Arquitetura Popular Pertuesa|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> Assiste-se hoije, an Pertual, a un fenómeno cumplementar i inobador, la arquitetura cuntemporánea, ne l ámbito de la arquitetura pertuesa que, cuntrapone la, cunceitos bielhos i cunserbadores de tradiçones i modos de ouperar, a ua entençon afirmada, de inobar l spácio i custrui-lo cun cunceitos, materiales i técnicas que permiten bibir an plano la cuntemporeneidade. La arquitetura cuntemporánea cruza bárias geraçones an simultáneo que marcórun i cuntinen a marcar arquitetura pertuesa, zde meados de l seclo XX até als nuossos dies. [[Fernando Távora|Fernendo Távora]], [[Manuel Tainha|Manuel Tainha]], [[Álvaro Siza]], [[Vítor Figueiredo]], [[Gonçalo Byrne]], [[Eduardo Souto Moura]], [[Filipe Oliveira Dias]], [[Tomás Taveira]] i [[Carrilho da Graça]] son ls arquitetos que traduzen l que de melhor se porduç, de arquitetura, an Pertual. Inda assi, estes porjetos totalizen ua pequeníssima parte de las custruçones efetuadas ne l paíç.
=== Literatura ===
{{artigo percipal|[[Literatura de Pertual]]}}
[[Fexeiro:Jo-Sa (cropped).jpg|upright|thumb|[[José Saramago]], bencedor de l [[Prémio Nobel de la Literatura]], ye cunsidrado l respunsable pul efetibo reconhecimiento enternacional de la lhéngua pertuesa.<ref>[[Ernani Tierra|Tierra, Ernani]]. De Nícola, José. ''Pertués: De uolho ne l mundo de l trabalho''. Eiditora Scipione (1ª Eidiçon, 2006). Literatura, pág.463</ref>|ligação=Special:FilePath/Jose_Saramago-Sep2006.jpg]]
Na literatura pertuesa, ye eiminente la [[poesie]], stendo entre ls maiores poetas pertueses de todos ls tiempos [[Luís Vaz de Camões|Luís de Camões]] , [[Fernando Pessoa|Fernendo Pessoa]], [[Bocage]] , [[Antonio Nobre|entonio Nobre]] I [[Sophia de Mello Breyner Andresen|Sophia de Mello Breyner endresen]] als quales se puode acrescentar [[Eugénio de Andrade|Eugénio de endrade]], [[Florbela Rpanca|Florbela Espanca]], [[Cesário Verde]], [[António Ramos Rosa|antónio Ramos Rosa]], [[Mário Cesariny]], [[Antero de Quental|entero de Quental]] i [[Herberto Helder]], entre outros. Na [[prosa]], [[Damião de Góis]], l [[Padre António Vieira|Padre antónio Vieira]], [[Almeida Garrett]], [[Eça de Queirós]], [[Camilo Castelo Branco|Camilo Castelo Brenco]], [[Miguel Torga]], [[Fernando Namora|Fernendo Namora]], [[José Cardoso Pires]], [[António Lobo Antunes|antónio Lobo entunes]], [[José Luís Peixoto]] i [[José Saramago]] ([[Noble de Literatura]]) son nomes de grande relebo. Ne l triato, çtaca-se la figura maior de [[Gil Vicente]], [[António José da Silva|antónio José da Silva]] – dezido "l Judiu" – i [[Bernardo Santareno|Bernardo Sentareno]].<ref>{{citar web|url=http://www.portaldaliteratura.com/literatura.php|títalo=Subre la literatura pertuesa|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref><ref>{{citar web|url=http://www.instituto-camoes.pt/cvc/conhecer/bases-tematicas/literatura-portuguesa.html|títalo=Literatura Pertuesa – Anstituto de Camões|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
=== Música ===
{{artigo percipal|[[Música de Pertual]]}}
[[Fexeiro:Mariza 2.jpg|thumb|upright|Mariza an cuncerto ne l [[Pabilhon Atlántico]].]]
La música tradicional pertuesa ye bariada i mui rica. De l [[folclore]] fázen parte las balças de l bira, de l Minho, de ls [[Pauliteiros de Miranda|Pauliteiros de Miranda]], de la zona mirandesa, de l [[Corridinho]] de l Algarbe ó de l Beilinho, de la Madeira. Strumientos típicos son l [[cabaquinho]], la [[gaita-de-fuole]]s, l [[acordeon]], l [[biolino]], ls [[tambor]]s, la [[guitarra pertuesa]] (strumiento caratelístico de l [[fado]]) i ua bariadade de strumientos [[strumiento de sopro|de sopro]] i [[percusson]]. Inda na cultura popular eisisten las [[bandas filarmónicas|bendas filarmónicas]] que repersénten cada localidade i tócen bários stilos de música, zde a popular a la clássica, sendo las bendas pertuesas de las que melhor qualidade artística ténen.
L más coincido stilo de [[música]] pertués ye l [[Fado]], cuja entérprete más célebre fui [[Amália Rodrigues]]. Outros centores cumo [[Alfredo Marceneiro]], [[Vicente da Câmara]], [[Nuno da Câmara Pereira]], [[Frei Hermano da Câmara|Frei Hermeno da Câmara]], [[António Pinto Basto|antónio Pinto Basto]], [[Lenita Gentil]] , [[Linda de Suza]] i [[Hermínia Silva]] tamien se çtinguiren cumo fadistas. Inda assi, l Fado ten tamien ne ls redadeiros anhos assistido al aparecimiento de moços centores que atinge grande éxito, cumo [[Camané|Camené]], [[Mariza]], [[Ana Moura|ena Moura]], [[Mafalda Arnauth]] i [[Mísia]], entre outros, bien cumo de moços guitarristas cumo [[Bernardo Couto]].
Recentemente, atrabeç de l [[Madredeus]] i de centores cumo [[Mariza]] ó [[Dulce Pontes]], la música pertuesa ten atingido un patamar de reconhecimiento enternacional i ten ajudado a dibulgar la [[lhéngua pertuesa]] an to l mundo.<ref>{{citar web|url=http://www.edusurfa.pt/Area.asp?seccao=2&area=6&artigoid=7907|títalo=Stória de l Fado|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
La nible de enstrumentistas merece rialce la carreira i cumposiçones de l guitarrista [[Carlos Paredes]], l más coincido mestre de [[guitarra pertuesa]].
[[Fexeiro:Casa-da-musica(interior).1024.jpg|thumb|right|Bista enterior de l ouditório de la ''[[Casa de la Música]]''.]]
Refréncias de la cençon de finales de l seclo XX (percipalmente de l período pré i pós-rebolucionário) son [[Zeca Afonso]], [[Sérgio Godinho]], ls [[Trovante|Trovente]] entre outros. Mesmo sendo inda l fado l género más coincido para alhá frunteiras, la "nuoba" música pertuesa tamien ten un papel amportente, demunstrendo grande oureginalidade. [[Mafalda Veiga]], [[Sara Tavares]], [[Cristina Branco|Cristina Brenco]], [[Lúcia Moniz]], [[Jorge Palma]], [[Rui Veloso]], [[Clã (banda)|Clã]], [[GNR (banda)|GNR]], [[Ornatos Violeta]], [[Xutos & Pontapés]], [[Moonspell]], [[Da Weasel]], [[Tiago Bettencourt]], [[Fingertips]] i [[Primitive Reason]] son solo alguns de ls nomes más coincidos, endo de l ''rock'', a la ''pop''-eiletrónica i al ''[[rap]]'', entre outros stilos.
La [[música eirudita]] pertuesa custitui un capítulo amportente de la música oucidental. Al longo de l seclos, subressalírun nomes de cumpositores i entérpretes cumo ls trobadores [[Martim Codax]] i [[Deniç de Pertual|D. Deniç]], ls polifonistas [[Duarte Lobo]], [[Filipe de Magalhães]], [[Manuel Cardoso (cumpositor)|Manuel Cardoso]] i [[Pedro de Cristo]], l ourgenista [[Manuel Rodrigues Coelho|Manuel Rodrigues Coelho]] l cumpositor i crabista [[Carlos Seixas]], la centora [[Luísa Todi]], l sinfonista i pienista [[João Domingos Bomtempo]] ó l cumpositor i musicólogo [[Fernando Lopes Graça|Fernendo Lopes Graça]]. L período de ouro de la música pertuesa coincidiu, çcutiblemiente, cul apogeu de la polifonia clássica ne l seclo XVII (Scuola de [[Ébora]], [[Santa Cruç de Coimbra|Senta Cruç de Coimbra]]). entre las grandes refréncias atuales, pontificen ls nomes de ls pienistas [[Artur Pizarro]], [[Maria João Pires]], [[Olga Prats]] i [[Sequeira Costa]], de la bioletista [[Anabela Chaves|anabela Chaves]], de l biolinista Carlos Damas, de l cumpositor [[Emmanuel Nunes|Emmenuel Nunes]], de l cumpositor i maestro [[Álvaro Cassutto]]. Las orquestras sinfónicas más amportentes son la Orquestra de la [[Fundaçon Gulbenkian|Fundaçon Gulbenkien]], la [[Orquestra Nacional de l Porto]] i la [[Orquestra Sinfónica Pertuesa]]. Ne l que diç respeito a la ópera, l [[Triato Nacional de San Carlos|Triato Nacional de Sen Carlos]] an Lhisboua ye l más repersentatibo.
=== Gastronomie ===
{{Artigo percipal|[[Gastronomie de Pertual]]}}
[[Fexeiro:Port wine.jpg|thumb|right|Un copo de [[bino de l Porto]].]]
La gastronomie ye mui rica an bariadade i de l agrado de nacionales i strengeiros an giral. Cada zona de l paíç ten ls sous pratos típicos, encluindo ls más dibersificados alimentos, passendo pulas chichas de [[ganado|genado]], [[carneiro]], [[cochino]] i [[chicha branca|abes]], puls bariados [[anchido|enchido]]s, pulas dibersas speces de [[peixe]] fresco i [[marisco]] (grande bariadade de pratos de [[bacalhau]]). entre ls [[queiso]]s subressaen ls de la [[Queiso Serra de la Streilha|Serra de la Streilha]] i de [[Queiso de Azeiton|Azeiton]], entre muitos outros.
Pertual ye un paíç fuortemente [[binícola]], sendo célebres ls binos de l [[Douro]], de l [[Alanteijo|Alenteijo]] i de l Den, ls [[Bino Berde|binos berdes]] de l [[Minho]], i ls licorosos de l [[Bino de l Porto|Porto]] i de la [[Bino de la Madeira|Madeira]]. an doçarie, i por entre ua einorme bariadade de receitas tradicionales, son mui famosos ls chamados [[Pastéis de nata|pastéis de Belén]], mentendo-se l segredo de la sue cunfeçon bien guardado, assi cumo ls [[uobos dóndios]] de Abeiro, l [[pastel de Tentúgal]], la sericaia ó l [[pan-de-ló|pen-de-ló]] de Obar, a par de muitos outros.
De entre ls pratos típicos, son de çtacar l [[cozido a la pertuesa]], l [[bacalhau a la Brás]], [[Bacalhau a la Gomes de Sá|a la Gomes de Sá]] ó an [[Pastel (culinária)|pastéis]], las spetadas de la Madeira, l cozido bulcánico de ls Açores ([[Ilha de San Miguel|Sen Miguel]]) , l [[leiton assado a la moda de la Bairrada]] ls [[cherrelhones]] de [[Abeiro]] i de l [[Minho]], la [[chanfana|chenfena]] de la Beira, la chicha de cochino a la alenteijena, ls peixes grelhados (an to l paíç), las [[Tripas a la moda de l Porto|tripas]] (de la region de l Porto), las [[Pataniscas de bacalhau|pateniscas]] (de la region de [[Lisboua]]) ó l [[gaspacho]] (de l Alenteijo i Algarbe). La cozina pertuesa enfluenciou tamien outras gastronomies, tales cumo la [[japon]]esa, cula entroduçon de la [[tempura]].<ref>{{citar web|url=http://www.gastronomias.com/portugal/|títalo=Gastronomie de Pertual|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
=== Çporto ===
{{Artigo percipal|[[Çporto de Pertual]]}}
[[Fexeiro:Portugiesische Fans bei der Euro 2004.jpg|right|thumb|Adetos pertueses apoien la [[Seleçon Pertuesa de Futebol]].]]
L [[futebol]] ye l más coincido, amado i praticado çporto an Pertual. L lendário [[Eusébio]] ye inda un grande simblo de la stória de l [[futebol an Pertual|futebol pertués]] i ls más recentes fenómenos de popularidade [[Luís Figo]], [[Vítor Baía]], [[Rui Costa]], [[João Vieira Pinto]] i [[Cristiano Ronaldo|Cristieno Ronaldo]] sten entre ls numerosos eisemplos de outros futebolistas de renome mundial nacidos an Pertual.
{| class="wikitable"
! style="background: #D8E2EF; color:#000080;" |Eiquipa
! style="background: #D8E2EF; color:#000080;" |Çporto
! style="background: #D8E2EF; color:#000080;" |Fundaçon
! style="background: #D8E2EF; color:#000080;" |Liga
! style="background: #D8E2EF; color:#000080;" |Stádio
! style="background: #D8E2EF; color:#000080;" |Capacidade
! style="background: #D8E2EF; color:#000080;" |Treinador
|-
|[[Sport Lisboa e Benfica]] ''(SLB)''
|[[Futebol]]
|[[28 de Febreiro]] de [[1904]]
|[[Liga Pertuesa]]
|[[Estádio da Luz|Estádio do Sport Lisboa e Benfica (Estádio da Luz)]]
|65.200
|[[Rui Vitória]]
|-
|[[Sporting Clube de Portugal]] ''(SCP)''
|[[Futebol]]
|[[1 de Júlio]] de [[1906]]
|[[Liga Pertuesa]]
|[[Estádio Alvalade XXI|Estádio José Alvalade – Século XXI]]
|50.095
|[[Jorge Jesus]]
|-
|[[Futebol Clube do Porto]] ''(FCP)''
|[[Futebol]]
|[[28 de Setembre]] de [[1893]]
|[[Liga Pertuesa]]
|[[Estádio do Dragão]]
| 52.202
|[[Nuno Espirito Santo|Nuno Espirito Sento]]
|-
|}
Las modalidades çportibas an que l paíç más se çtaca la nible enternacional son, para alhá de l futebol, la [[bela]], [[eiquitaçon]], l [[judo]], l [[ciclismo]], la [[sgrima]], l [[hóquei an patines|hóquei an patines]], l [[atletismo]] i l [[tiro]]. Pertual participou an todos ls [[Jogos Oulímpicos de Berano|Jogos Oulímpicos de Berano]] zde ls [[Jogos Oulímpicos de Berano de 1912|Jogos de 1912]], tenendo tenido 4 medalhas de ouro an atletismo ([[Carlos Lopes]] ne ls [[Jogos Oulímpicos de Berano de 1984|Jogos de 1984]], [[Rosa Mota]] ne ls [[Jogos Oulímpicos de Berano de 1988|Jogos de 1988]], [[Fernanda Ribeiro|Fernenda Ribeiro]] ne ls [[Jogos Oulímpicos de Berano de 1996|Jogos de 1996]] i [[Nelson Évora]] ne ls [[Jogos Oulímpicos de Berano de 2008|Jogos de 2008]]) i numerosas medailhas de prata i bronze ne ls restentes çportos.
=== Turismo ===
{{artigo percipal|[[Turismo an Pertual]]}}
[[Fexeiro:Algarve-1.jpg|left|thumb|[[Praia de la Marina]], [[Algarbe]].]]
L [[Algarbe]], ne l Sul de Pertual, ye por eiceléncia un pólo turístico enternacional, de muitos nacionales i ouropeus, subretodo [[Reino Ounido|británicos]]. L clima i la temperatura de la auga son ls percipales fatores que cuntribuen pa l grande crecimiento de l turismo nesta region.
Yá [[Lisboua]] atrai muitos turistas pula stória i pul recheio de [[menumiento]]s (cumo l [[Alcadute de las Augas Libres]], la [[Sé Catedral de Lisboua|Sé Catedral]], la [[Baixa Pombalina]], la [[Torre de Belén]] i l [[Mosteiro de l Jerónimos]]). Ls sous grandes puntos turísticos son ls museus nacionales de [[Museu Nacional de Arte Antiga|Arte entiga]], de l [[Museu de l Coches|Coches]] i de l [[Museu Nacional de l Azuleijo|Azuleijo]], la [[Fundaçon Calouste Gulbenkian|Fundaçon Calouste Gulbenkien]], l [[Centro Cultural de Belén]] i l [[Triato Nacional de San Carlos|Triato Nacional de Sen Carlos]]. De çtacar tamien l [[Ouceanário de Lisboua|Ouceenário de Lisboua]], la diberson noturna i to la ária ambolbente al recinto de la [[Sposiçon Mundial de 1998]].
La [[Península de Setúbal]] ten bárias caratelísticas naturales i culturales çtacendo-se la [[Serra de la Arrábida]], las [[praia]]s de [[Almada]] i [[Sesimbra]], la baía natural de l [[Seixal]], las [[salina]]s de [[Alcochete]], ls [[Molino de auga|molinos de maré]], las [[Ambarcaçones tradicionales|ambarcaçones típicas]] de l [[riu Teijo|Teijo]] i [[riu Sado|Sado]], las entigas bilas piscatórias i to la fauna i flora ribeirinha.
[[Fexeiro:Rio douro.jpg|thumb|right|[[Region Binhateira de l Alto Douro|Region de l Alto Douro Binhateiro]]]]
Ne l norte, l [[Porto]] ye ua cidade que ben cunquistendo un lugar de relebo ne l penorama cultural de l paíç i de la Ouropa. Fui [[Capital Ouropeia de la Cultura]] an 2001. La [[Fundaçon de Serralbes]] i la [[Casa de la Música]] son de besita oubrigatória, bien cumo la [[Torre de l Clérigos]] (''[[ex- libris]]'' de la cidade) i la [[Sé de l Porto|Sé]] çtacendo-se tamien l [[Triato Nacional San Juan|Triato Nacional San Juan]], ls [[Jardines de l Palácio de Cristal]] i to la zona de l centro stórico.
La [[Madeira]] ye tamien un pólo turístico enternacional, to l enho, tento pul sou clima ameno i paisaiges suberentes, cumo pul sou ''[[rébeillon]]'' cul maior spetaclo de fuogo-de-artifício de l mundo, las sues flores, l enternacionalmente coincido [[Bino de la Madeira]] i la sue caratelística gastronomie.
Na lista de l [[Património Mundial]] encontren-se ls centros stóricos de l [[Centro Stórico de l Porto|Porto]], [[Centro Stórico de Angra de l Heiroísmo|engra de l Heroísmo]], [[Centro Stórico de Guimarães|Guimarães]], [[Centro Stórico de Ébora|Ébora]] i [[Paisaige Cultural de Sintra|Sintra]]. Sen tamien Património Mundial l [[Mosteiro de l Jerónimos]], la [[Torre de Belén]], l [[Mosteiro de Alcobaça]], l [[Mosteiro de la Batailha]], l [[Cumbento de Cristo an Tomar|Cumbento de Cristo an Tomar]], ls [[sítios de arte rupestre de l Bal de l Cóa]], la floresta [[laurissilba]] de la [[Ilha de la Madeira]], i las [[Paisaige de la Cultura de la Benie de la Ilha de ls Pico|paisaiges bitibinícolas de la Ilha de l Pico]] i de l [[Region Binhateira de l Alto Douro|Alto Douro Binhateiro]].
[[Fexeiro:Nt-sintra1.jpg|thumb|left|Bista subre la [[Sintra|Bila de Sintra]].]]
L [[Algarbe]] i la [[Madeira (Pertual)|Madeira]] tamien son locales de eileiçon por turistas strengeiros i nacionales para la prática de [[golfe]], çporto para cuja prática l paíç apersenta eicelentes cundiçones.
Pertual ye tamien un pais adonde se pratica, para alhá de muitos outros çportos, [[surf]]. entre ls melhores lugares pa praticar sten l [[Fuorte de l Guincho|Guincho]], [[Peniche]], [[Ericeira]], [[Carcabelos]], [[San Pedro de l Storil|Sen Pedro]] i [[San Juan de l Estoril|San Juan de l Estoril]], [[Cuosta de la Caparica]] i [[Parque Natural de l Sudoeste Alanteijano i Cuosta Bicentina|Sen Torpes]].
Outras atraçones amportentes turísticas son las cidades de [[Braga]] (Centro Stórico, [[Bun Jasus de l Monte|Bun Jasus]] i [[Bracalándia]]), [[Bergáncia (Pertual)|Bergáncia]] (Centro Stórico, Castielho i Triato Municipal), [[Chabes (Pertual)|Chabes]] (centro stórico i termas), [[Coimbra]] ([[Ounibersidade de Coimbra|ounibersidade]], [[judiarie]] i [[Pertual de l Pequenitos]]), [[Bila Rial]] ([[Solar de Mateus]] i Triato Municipal), [[Cobilhana|Cobilhena]] i region ambolbente ([[Serra de la Streilha]]), las [[Aldés Stóricas]] de la [[Beira Baixa]] i [[Beira Alta]], [[Monsaraç]] i [[Marbon]].
La [[floresta pertuesa]] potencia tamien la outelizaçon turística, sendo de çtacar l solo parque nacional pertués ([[Parque Nacional de la Peneda-Gerés]]).<ref>{{citar web|url=http://www.dgturismo.pt/Portugu%c3%aas/Pages/Homepage.aspx|títalo=Turismo de Pertual|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
{{-}}
=== Religion ===
{{artigo percipal|[[Religion an Pertual]]}}
[[Fexeiro:Virgen de Fátima.JPG|upright|thumb|[[Nuossa Senhora de Fátima]].]]
La maiorie de ls Pertueses (cerca de 84,5% de la populaçon total – segundo ls resultados oufeciales de ls [[censo]]s 2001), enscreben-se nua tradiçon [[Catolicismo|católica]].<ref>{{citar web|url=https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/po.html|títalo=Subre la religion an Pertual|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> La prática dominical de l [[Catolicismo]] segundo un studo de la própia [[Eigreija Católica]] (tamien de 2001) ye rializada por 1.933.677 católicos praticentes (18,7% de la populaçon total) i l númaro de [[Quemunhon|quemungentes]] ye de 1.065.036 (10,3% de la populaçon total). Cerca de metade de ls [[casamiento]]s rializados son casamientos católicos, ls quales pordúzen outomaticamente eifeitos cebiles. L [[dibórcio]] ye premitido, cunforme stablecido ne l [[Código Cebil]], por mútuo cunsentimiento ó por requerimiento ne l tribunal por un de l cónjuges, anque l [[Dreito Canónico|Dreito Matrimonial Cenónico]] nun preber esta figura. Eisisten binte dioceses an Pertual, agrupadas an trés porbíncias eclesiásticas: [[Arquidiocese de Braga|Braga]], [[Patriarcado de Lisboua|Lisboua]] i [[Arquidiocese de Ébora|Ébora]].
L [[protestantismo|protestentismo]] an Pertual ten bárias chamaçones atuentes maioritariamente de cultos cun enspiraçon [[Eigreija eibangélica|eibengélica]] [[neopentecostal]] (s: [[Assemblé de Dius]] i [[Eigreija Maná|Eigreija Mená]]) ó de eimigraçon brasileira (s: [[Eigreija Ounibersal de l Reino de Dius|IURD]]) .
[[Fexeiro:Mosteiro dos Geronimos 4.JPG|thumb|left|[[Mosteiro de ls Jerónimos]].]]
Las [[Testemunhas de Jeobá|Teçtemunhas de Jeobá]] cúnten cun cerca de 50.000 praticentes en Pertual, çtribuídos por cerca de 650 cungregaçones, sendo que ls simpatizentes alcánçen un númaro similar. Más de 95.000 pessonas assistírun en 2007 a la sue percipal celebraçon, la [[Comemoraçon de la Muorte de Cristo]]. La religion stá persente ne l paíç zde 1925, tenendo sido proscrita oufecialmente entre 1961 i 1974, período en que ouperou na [[clandestinidade|clendestinidade]]. en Dezembre de 1974, la Associaçon de las Teçtemunhas de Jeobá fui legalmente recoincida, tenendo hoije la sue sede en [[Alcabideche]]. Pertual ye un de ls 236 paízes adonde esta chamaçon relegiosa se encontra atualmente atiba.
La quemunidade [[judaísmo|judaica]] en Pertual cunseguiu mentener-se até a la atualidade, nun oustente la orde de spulson de ls [[Judiu]]s la [[5 de Dezembre]] de [[1496]] por decreto de l [[Manuel I de Pertual|Rei D. Manuel I]], oubrigendo muitos a scolher entre cumbersones fuorçadas ó la afetaba spulson de l paíç, ó a la prison i cunsequentes penas decretadas pula [[Anquisiçon|anquisiçon]] pertuesa, que, percisamente por este motibo acabou por ser ua de las más atibas na Ouropa. La forma cumo l culto se zambolbiu na bila raiena de [[Belmonte (Pertual)|Belmonte]] ye un de ls eisemplos de perseberença de ls [[judiu]]s cumo ounidade en Pertual. en 1506, en Lisboua, dá-se un [[Pogron de Lisboua de 1506|massacre de Judius]] en que perdírun la bida entre 2.000 i 4.000 pessonas, un de ls más biolentos na época, a nible ouropeu.
Eisisten inda minories [[Eislan|eislámicas]] (15 000 pessonas)<ref>{{citar web|url=http://www.routard.com/guide/portugal/281/traditions.htm|títalo=15.000 fiéis a la cunfisson muçulmana|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> i [[hinduísmo|hindus]], cun base, na sue maiorie, en çcendentes de [[eimigrante|eimigrente]]s, bien cumo alguns focos puntuales (alguns solo la nible regional) de [[budismo|budistas]], [[gnosticismo|gnósticos]] i [[spiritismo|spritas]].
La [[Custituiçon Pertuesa]] garente [[libardade relegiosa]] total i la [[eigualdade]] entre religiones,<ref>Artigo 13.º, parágrafo 2, de la ''Custituiçon de la República Pertuesa'': "Naide puode ser pribilegiado, beneficiado, prejudicado, pribado de qualquier dreito ó isento de qualquier deber an rezon de ascendéncia, sexo, raça, léngua, território de ourige, religion, cumbiçones políticas ó eideológicas, anstruçon, situaçon eiconómica, cundiçon social ó ourientaçon sexual"; i artigo 41.º subre la liberdade de cuncéncia, de religion i de culto.</ref> apesar de la [[Cuncordata]] que pribilegie la Eigreija Católica,<ref>{{citar libro|eidiçon=Eidiçon special de l [[Correio de la Manhana]]|títalo=Ls Papas – De San Pedro la Juan Paulo II|belume=Fasciclo XI, "Lion XIII lança doutrina social de la Eigreija"|páiginas=250|anho=[[2005]]}}</ref> en bárias dimensones de la bida social, pul que ye quemun, en alguas cerimónias oufeciales públicas cumo inauguraçones de eidifícios ó eibentos oufeciales de Stado, haber la persença dun repersentente de la Eigreija Católica. Inda assi, la posiçon relegiosa de ls políticos eileitos ye normalmente cunsidrada eirrelebente puls eileitores. A eisemplo desso, dous de ls redadeiros Persidentes de la República ([[Mário Soares]] i [[Jorge Sampaio]]) éren pessonas assumidamente [[laicismo|laicas]].
=== Meios de quemunicaçon social ===
La quemunicaçon social en Pertual stá bien persente, sendo la telebison l meio de quemunicaçon más enfluente.
;Rádio
[[Fexeiro:RTPhead.jpg|Sede de la Rádio i Telbison de Pertual en [[Lisboua]].|thumb|right]]
La rádio apareciu en Pertual ne l segundo quartel de l seclo XX. Las purmeiras eimissones, en Óndia Média, rializórun-se en 1932, pula enton [[Eimissora Nacional]], fundada oufecialmente en 1935, mas eisistente zde 1930, aquendo dun decreto que criou, na dependéncia de l [[CTT]], la Direçon de ls Serbícios Radio eilétricos, outorizendo, en simultáneo, la aquisiçon de ls purmeiros eimissores de [[Óndia Média]] i [[Óndia Cúrtia]] en Pertual. en 1934, rializórun-se las purmeiras eimissones en Óndia Cúrtia. La Eimissora Nacional fui eissencialmente definida a la eimaige de cungéneres ouropeias. Cuncebida nun quadro político enterno i sterno en que las rádios nacionales zampenháben subretodo un papel de beiclo de ls entresses de l Gobierno, esta caratelística acentuou-se inda más ne l causo pertués en funçon de l [[Ditadura|regime totalitário]] que bigorou até 1974. Apuis de la chimpa de l regime, las staçones radiofónicas son nacionalizadas i ye criada la [[RDP]] – Radiodifuson Pertuesa. La sue eiboluçon prosseguiu, cun reorgenizaçones enternas i reformas, i hoije ye chamada de [[RTP]] – Rádio i Telebison de Pertual. Atualmente, la RTP, ampresa pública statal, ten trés eimissoras: [[Antena 1|entena 1]], [[Antena 2|entena 2]] i [[Antena 3|entena 3]]. Para para alhá destas, eisisten eimissoras pribadas, sendo las más coincidas i entigas, la [[Rádio Renacença]], la [[Rádio Comercial]] i l [[Rádio Clube Pertués]]. Tamien eisisten cerca dua ciento de rádios locales i regionales, sendo la Rádio Boç de Alenquer, la Rádio Seixal i la Rádio Festibal las que se çtacen pula grende aposta na música pertuesa. Cula eiboluçon tecnológica, ye possible oubir la trasmisson radiofónica pula ''enterneta'' i por telemoble.
;Telibison
La telebison apareciu an Pertual na década de 50 de l seclo XX. Por einiciatiba de l Gobierno, la custituiçon de la RTP – Radiotelebison Pertuesa, SARL ye feita la [[15 de Dezembre]] de 1955. Trataba-se, entoce dua [[sociadade anónima|sociadade enónima]], cun capital tripartido entre l Stado, eimissoras de radiodifuson pribadas i particulares. Las eimissones spurmentales de la RTP (más tarde, coincida cumo [[RTP1]]) ampeçórun-se en 1956, a partir de la [[Feira popular]], en [[Lisboua]]. Inda assi, las eimissones regulares, solo se ampeçarien a partir de [[7 de Márcio]] de [[1957]]. Debido a la necidade de ourgenizar la porgramaçon de forma a sastifazer ls telespetadores, criou-se la [[RTP 2]], en 1968. Passado l [[25 de Abril]] de [[1974]], l statuto de la ampresa cuncessionária de la radiotelebison fui alterado. en 1975, la RTP fui nacionalizada, trasformendo-se na ampresa pública Radiotelebison Pertuesa, más tarde Rádio i Telebison de Pertual.<ref>{{citar web|url=http://ww1.rtp.pt/homepage/|títalo=RTP – Rádio i Telebison de Pertual|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> Ne ls finales de l seclo, l Stado cuncediu licença para la criaçon de dues staçones de telebison: [[SIC]]<ref>{{citar web|url=http://sic.aeiou.pt/online/homepage|títalo=SIC – Sociadade Andependiente de Quemunicaçon|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> (1992) i [[TVI]]<ref>{{citar web|url=http://www.tvi.iol.pt/home.html|títalo=TVI – Telebison Andependiente|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> (1993). Atualmente, estes son ls solos quatro cenhales en senhal abierto eisistentes en Pertual. Para para alhá de ls cenhales nacionales, eisisten dous regionales: [[RTP Açores]] (1975) i [[RTP Madeira]] (1972). La RTP i la SIC ténen cenhales enternacionales i por cabo. en Pertual tamien ye possible assistir a cenhales por cabo i bie satélite.
;Amprensa
L jornal ''[[Açoriano Ouriental|Açorieno Ouriental]]'' ye l jornal más entigo de Pertual i stá entre ls dieç más entigos de l Mundo. Fui fundado a [[18 de Abril]] de [[1835]], nun período que correspunde a un momiento áureo de l jornalismo la nible nacional i enternacional. Quatro meses entes de l aparecimiento de la publicaçon, tenie sido promulgada la purmeira lei de liberdade de Amprensa en Pertual. Zde ende, bários jornales ténen surgido al longo de l enhos, sendo de çtacar ls jornales ''[[L Seclo]]'', l ''[[Diário de Amboras (Pertual)|Diário de Amboras]]'' i l ''[[Jornal de Amboras]]''.
en Pertual, eisisten bárias rebistas nas bencas subre ls más bariados temas, sendo las que traten ls assuntos de la bida social que ten más leitores. Destas, la ''Nuoba Giente'', la ''[[Caras]]'', la ''[[Lux]]'', la ''[[VIP]]'' i la ''[[Flash]]'' son las más bendidas.<ref>{{citar web|url=http://www.marktest.pt/produtos_servicos/Bareme_Imprensa/info/conteudos/dados/resultados.asp|títalo=Eiboluçon Trimestral de la Audiéncia Média de Publicaçones Specializadas – Rebistas de Sociadade, pula Marktest|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
=== Feriados ===
{{artigo percipal|[[Feriados an Pertual]]}}
{| {{prettytable}}
|- style="background:#efefef;"
! Data !! Nome !! Ouserbaçones
|-
| [[1 de Janeiro|1 de Jeneiro]] || [[Anho Nuobo|enho Nuobo]] || [[Passaige de anho|Passaige de enho]], ampeço de l enho nuobo. Este feriado celebra la [[Marie, mai de Jasus|Solenidade de Senta Marie, mai de Jasus]], sendo la purmeira grende fiesta de l crestienos.
|-
| Terça-feira, [[fiesta moble]] || [[Antruido|entruido]] || Feriado facultatibo, sendo rala la sue nun outelizaçon na prática. La data ten ourige na tradiçon de entes de se ampeçar la Quaresma, haber ua época de maior eisagero i menos temperença.
|-
| Sesta-feira, [[fiesta moble]] || [[Sesta-Feira Santa|Sesta-Feira Senta]] || Celebra la Peixon i Muorte de [[Jasus Cristo]] en [[Jarusalen]].
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| Demingo, [[fiesta moble]] || [[Demingo de Páscoa|Páscoa]] || Sendo celebrado a un Demingo, nun ye classeficado cumo feriado oufecial. Las tradiçones gastronómicas de la Páscoa barien mui entre las dibersas regiones de l paíç zde l pen-de-ló al [[folar]]. en alguas regiones, la traçon de l ''Cumpasso'' inda se mentén mesmo nas grendes cidades quendo un pequeinho grupo besita cada casa cun un curcefício i adonde ye feita ua pequeinha cerimónia de bénçon de la casa. Tamien ye altura de la segunda besita tradicional de ls afilhados solteiros als respetibos padrinos para recebíren la prenda de Páscoa, tradicionalmente, l [[Folar]].
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| [[25 de Abril]] || [[Die de la Libardade]] || Celebraçon de la [[Reboluçon de ls Crabos]] que marcou l fin de l regime ditatorial en 1974.
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| [[1 de Maio]] || [[Die de l Trabalhador]] || Este feriado celebra todos ls trabalhadores.
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| Quinta-feira, [[fiesta moble]] || [[Cuorpo de Dius]] || Segunda quinta-feira a seguir a la Fiesta de Pentecostes (Sprito Sento). Celebra l culto a la Eucaristia, i stá arraigado zde la Eidade Média.
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| [[10 de Júnio]] || [[Die de Pertual]] || Oufecialmente ''Die de Pertual, de Camões, i de las Quemunidades Pertuesas''. La data de la muorte de [[Luís Vaz de Camões]] en 1580 ye outelizada para relembrar ls feitos passados i cundecorar heiróis.
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| [[15 de Agosto]] || [[Assunçon de Nuossa Senhora]] || Este feriado celebra la Assunçon de la Birge Marie al Cielo. Ye ua de las fiestas más entigas de la Cristendade, i na Península Eibérica era chamada la Senhora de Agosto.
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| [[5 de Outubre]] || [[Proclamaçon de la República Pertuesa|Amplentaçon de la República]] || Este feriado celebra la [[Proclamaçon de la República Pertuesa]]
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| [[1 de Nobembre]] || [[Todos ls Santos|Todos ls Sentos]] || Tradecionalmente outelizado para recordar entes falecidos, celebra, inda assi, todos ls sentos crestienos, yá que ls defuntos se celebren ne l die a seguir, [[2 de Nobembre]].
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| [[1 de Dezembre]] || [[Restouraçon de la Andependéncia|Restouraçon de la endependéncia]] || Celebra la restouraçon de la nacionalidade, en 1640.
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| [[8 de Dezembre]] || [[Eimaculada Cunceiçon]] || Padroeira de Pertual zde 1646. Ye ua de las maiores fiestas crestienas, i la fiesta más querida de l pertueses, yá que, até hai alguns enhos, era tamien l chamado Die de la Mai.
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| [[25 de Dezembre]] || [[Natal]] || Celebra l nacimiento de Jasus Cristo, en Belén. La nuite de 24 para 25, bulgarmente chamada de ''Cunsuada'', ye marcada pula [[Missa de l Galho]]. Ye tamien marcada pula gastronomie típica desta época, puls jentares en família i pula troca de persentes, que puode efetuar-se lougo apuis de l jentar, apuis de la meia nuite ó na menhena de l die 25.
|}
{{Refréncias|quel=2}}
== {{Ber tamien}} ==
* [[Admenistraçon pública an Pertual|Admenistraçon pública en Pertual]]
* [[Aneixo:Lista de persidentes de la República Pertuesa|Lista de persidentes de Pertual]]
* [[Aneixo:Lista de purmeiros-menistros de Pertual|Lista de purmeiros-menistros de Pertual]]
* [[Aneixo:Lista de las regiones de turismo de Pertual|Lista de regiones de turismo de Pertual]]
== {{Ligaçones sternas}} ==
* {{Link|pt|2=http://www.portugal.gov.pt/|3=Portal de la República Pertuesa}}
* {{Link|pt|2=http://www.arqnet.pt/dicionario/|3=Eidiçon fac-similada de l Dicionário Stórico de Pertual}}
* {{Link|pt|2=http://tempo.growiktionary.org|3=Weather forecast}}
* {{Link|pt|2=http://bnd.bn.pt|3=Biblioteca Nacional Degital}}
* [[Wikitravel:pt:Portugal|Pertual ne l Wikitrable]]
{{Paízes de la Ouropa}}
[[Catadorie:Pertual]]
[[Catadorie:Paízes de la Ouropa]]
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108319
wikitext
text/x-wiki
{{Páigina an çtaque}}
{{Anfo/Paíç
|nome_natibo =
|nome_lhargo_cumbencional = República Pertuesa<br>''República Portuguesa''
|perposiçon = de
|eimaige_bandeira = Flag of Portugal.svg
|çcriçon_bandeira = Bandeira de Pertual.
|legenda_bandeira = Bandeira
|eimaige_brason = Coat of arms of Portugal.svg
|çcriçon_brason = Brason de Pertual.
|legenda_brason = Brason
|hino = ''[[La Pertuesa]]''<br>
|gentílico = pertués, pertuesa,çpe-pertués,çpea-pertuesa
|lhocalizaçon = EU-Portugal with islands circled.svg
|lhocalizaçon_legenda = Lhocalizaçon de Pertual<br>N'[[Ounion Ouropeia]] (an berde claro)<br> Ne l [[Ouropa|cuntinente ouropeu]] (an cinza scuro).
|capital = [[Lisboua]]
|meior_cidade = Lisboua
|lhéngua_oufecial = [[Lhéngua pertuesa|Pertués]]<br>(L [[Lhéngua mirandesa|mirandés]] ye recoincido oufecialmente)
|tipo_gobierno = [[República]]<br>custitucional ounitaira<br>semipersidencialista
|títalo_xefe1 = Persidente
|nome_xefe1 = [[António José Seguro]]
|títalo_xefe2 = Persidente de la Assemblé de la República
|nome_xefe2 = Eduardo Ferro Rodrigues
|títalo_xefe3 = Purmeiro-menistro
|nome_xefe3 = Luís Montenegro
|eibento_tipo = [[Cundado Portucalense|Formaçon]]
|eibento_nota = 868 d.C.
|eibento1 = [[Andependéncia de Pertual|Andependéncia]]
|eibento_data1 = 1139
|eibento2 = Recoincida pul Reino de Lhion
|eibento_data2 = 1143
|eibento3 = Recoincida pula Eigreija Católica
|eibento_data3 = 1179
|data_antrada_OO = 1 de janeiro de 1986
|frunteira = [[Spanha]]
|ária_total = 92 212
|ária_pos = 109
|auga_pc = 0,48
|populaçon_stimada_anho = 2016
|populaçon_stimada = 10 309 573
|populaçon_censo_anho = de 2011
|populaçon_censo = 10 562 178
|demog_densidade = 115
|densidade_pos = 66
|PAB_PPC_anho = 2017
|PAB_total = 310 651 mil melhones
|PAB_pos = 50
|PAB_per_capita = 30 193
|PAB_per_capita_pos = 40
|PAB_nominal_anho = 2017
|PAB_nominal_total = 202 770 mil melhones
|PAB_nominal_pos = 43
|PAB_nominal_per_capita = 19 707
|PAB_nominal_per_capita_pos = 36
|Gini_anho = 2015
|Gini = 34.0
|Gini_catadorie = <span style="color:Orange;">médio</span>
|IZH_anho = 2015
|IZH = 0,843
|IZH_pos = 41
|IZH_catadorie = <font color=darkgreen>mui eilebado</font>
|moneda = [[Ouro (moneda)|Euro]]
|moneda_ISO = EUR
|fuso_hourário = WET
|defrença_UCT = −1 a la 0
|defrença_UCT_berano = +1
|ourganizaçones = [[Ounion Ouropeia|OO]], [[Ourganizaçon de l Tratado de l Atlántico Norte|OTAN]], FMI, OCZE, OSE, Ounion Lhatina, [[Quemunidade de ls Paízes de Léngua Pertuesa|QPLP]]
|clima = Temprado mediterránico (Pertual Cuntinental i Madeira)<br>i temprado oceánico (Açores)
|código_paíç = PRT
|tld = .pt
|código_tel = 351
|sítio = [http://www.portugal.gov.pt/ Gobierno de Pertual]<br>[http://www.presidencia.pt/ Persidéncia de Pertual]
|mapa = Portugal - Location Map (2013) - PRT - UNOCHA.svg
|tamanho_mapa = frameless
}}
'''Pertual''', oufecialmente '''República Pertuesa''' (República Portuguesa an [[Lhéngua pertuesa|pertués]]),<ref>{{citar web|url=http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Portugal|títalo=Nome oufecial de la Nacion|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref><ref>An [[Léngua Pertuesa|pertués]]: '''''Portugal''''' i '''''República Portuguesa'''''.</ref> ye un paíç lhocalizado ne l sudoeste de l'[[Ouropa]], an que l sou território queda na zona poniente de la [[Península Eibérica]] i an arquipélagos ne l'[[Ouceano Atlántico|Atlántico]] Norte. Ten ũa ária total de 92.391 km²,<ref>{{citar web|url=http://www.indexmundi.com/portugal/area.html|títalo=Ária de Pertual|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> i ye la nacion más oucidental de l cuntinente ouropeu. L território pertués ye delhemitado a Norte i a Naciente por [[Spanha]] i a Sul i Poniente pul [[Ouceano Atlántico]], i cumprende la parte cuntinental i las regiones outónomas: ls arquipélagos de ls [[Açores]] i de la [[Region Outónoma de la Madeira|Madeira]].
Puls seclos XV i XVI, Pertual fui ũa poténcia mundial eiquenómica, social i cultural, custituindo-se l purmeiro i l'[[ampério pertués|ampério]] quelonial de amplitude global que más rendiu.<ref>Zde la cunquista de [[Ceuta]] an 1415 até a la cessaçon de la admenistraçon de [[Macau]], an 1999. Ber para ua análeze nua perspetiba global Russel-Wood, A. J. R. The Portuguese Empire, 1415–1808: A World on the Move. Baltimore, The Johns Hopkins University Press, 1998.</ref>
Ye hoije un paíç zambolbido,<ref>{{citar web|url=https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/appendix/appendix-b.html|títalo=Appendix B – International Organizations and Groups: developed countries (DCs)|acessodata=6 de Outubre de 2008}}, CIA – The World Factbook – Appendix B, [[The World Factbook]]</ref> eiquenomicamente próspero, social i politicamente stable i c'un Índice de Zambolbimiento Houmano eilebado. Ancuntra-se antre ls 20 paízes de l mundo cun melhor culidade de bida,<ref>{{citar web|url=http://www.economist.com/media/pdf/QUALITY_OF_LIFE.pdf|títalo=Quality-of-life Survey|acessodata=6 de Outubre de 2008}}, [[The Economist]]</ref> anque l sou PIB per capita seia l menor antre ls paízes de la Ouropa Oucidental.
Ye nembro de las [[Naciones Ounidas]] i de la [[Ounion Ouropeia]] (na altura de la sue adeson an 1986, [[Quemunidade Eiconómica Ouropeia|CEE]]), i nembro-fundador de la NATO, de la OCDE, i de la [[CPLP]]. Partecipa an dibersas missones de manutençon de paç de las Naciones Ounidas. Pertual ye tamien un Stado-Nembro de l Spácio Schengen.
== Eitimologie ==
L nome ''Pertual'' apareciu antre ls anhos 930 a 950 de la [[Era Crestiana|Era Crestiena]], sendo ne l final de l [[seclo X]] que l nome ampeçou a outelizar-se cun más frequéncia. [[Fernando I de Lion i Castielha|Fernendo ''Magno'']] denominou oufecialmente l território de Pertual, quando an 1067 l dou al sou filho D. [[Garcia II de la Galiza|Garcia]], que se entítalou rei de l mesmo nome.<ref name="reis-rainhas 23">{{citar libro|outor=Sousa, Manuel|títalo=Reis i Rainhas de Pertual|eiditora=SporPress|local=[[Mem Martins]]|anho=[[2000]]|páiginas=23|id=ISBN 972-97256-9-1}}</ref>
Ne l [[seclo V]], pul reinado de ls [[Suebos]], [[Idácio de Chabes]] yá screbie subre un lhocal chamado ''Portucale'', pa adonde fugiu Requiário: ''[[Requiário I|Rechiarius]] ad locum qui Portucale appellatur, profugus regi [[Teodorico II|Theudorico]] captivus adducitur: quo in custodiam redacto, caeteris qui de priore certamine superfuerant, tradentibus se Suevis, aliquantis nihilominus interfectis, regnum destructum et finitum est Suevorum''<ref>{{citar web|url=http://www.thelatinlibrary.com/hydatiuschronicon.html|títalo=Crónica de Idácio de Chabes|lengua=[[Léngua latina|Latin]]| acessodata=5 de Outubre de 2008}}</ref> (Requiário fugitibo al lhugar al qual chaman Portucale, fui lhebado cumo prisoneiro al rei Teodorico. Fui puosto subre custódie, mentes l restro de ls suebos subrebibintes a l'anterior batailha se rendírun – anque dalguns haberen morrido –; desta maneira l reino de ls Suebos fui çtruído i acabado). ''Cale'', la atual [[Bila Nuoba de Gaia]], yá era coincida por ''Portucale'' ne l tiempo de l [[Godos]].<ref name="reis-rainhas 23" />
Nun diploma de 841, aparece por encidente, la purmeira mençon de la porbíncia ''portugalense''. [[Fonso II de las Astúrias]], ampliendo la jurisdiçon spritual de l [[Bispo]] de [[Lugo]], diç: ''Totius galleciae, seu Portugalensi Provintiae summun suscipiat Praesulatum''<ref name="reis-rainhas 24">Sousa, Manuel; ''Reis i Rainhas de Pertual''; eiditora SporPress; [[Men Martines]], anho [[2000]]; páigina 24.</ref> (Que el tome l gobierno supremo de to la porbíncia de la Galhiza i de Pertual). Mas hai quien frime que ''Pertual'' deriba de ''Portogatelo'', nome dado por un xefe ouriundo de l [[Eigito]] chamado Catelo, al zambarcar i se stablecer junto de l atual [[Porto]].<ref>{{citar libro|títalo=Ouropa Pertuesa|belume=Tomo I, capítulo 6|páiginas=104}}</ref>
La purmeira beç que l nome de Pertual aparece cumo eilemiento de raiç [[heiráldica]], ye nũa carta de donaçon de la [[Eigreija de San Bartolomeu de Campelo|Eigreija de Sen Bartolomeu de Campelo]] por D. [[Fonso Anriqueç|Fonso enriqueç]] an 1129.<ref name="reis-rainhas 23(2)">{{citar libro|outor=Sousa, Manuel|títalo=Reis i Rainhas de Pertual|eiditora=SporPress|local=[[Men Martines]]|anho=[[2000]]|páiginas=24|id=ISBN 972-97256-9-1}}</ref>
== Stória ==
{{Ber artigo percipal|[[Stória de Pertual]]}}
=== Purmeiros pobos ===
{{Ber artigo percipal|[[Pobos eibéricos pré-romanos]], [[Ambason romana de la Península Eibérica|Romanizaçon]], [[Lusitánia]], [[Ambasones bárbaras de la Península Eibérica|Ambasones bárbaras]] i [[ambason muçulmana de la Península Eibérica|árabe]]}}
La [[pré-stória]] de Pertual, ye cumpartida cula de la [[Península Eibérica]]. La region fui poboada por pré-celtas i celtas, dando ourige a pobos, cumo ls [[Galaicos]], [[Lusitanos|Lusitenos]], [[Celtas]] i [[Cinetes]], besitada puls [[fenícios]]<ref>{{citar libro|outor=Barreira, Aníbal; Moreira, Mendes|títalo=Rumos de la Stória|eiditora=Eidiçones ASA|local=[[Porto]]|anho=[[2003]]|páiginas=38 i 39|id=ISBN 972-41-2899-7}}</ref> i [[cartagineses]], i ls [[romanos]] ancorporórun-na ne l sou [[Ampério Romano|Ampério]] (cumo [[Lusitánia]], açpuis 45 a.C.),<ref>{{citar libro|outor=Barreira, Aníbal; Moreira, Mendes|títalo=Rumos de la Stória|eiditora=Eidiçones ASA|local=[[Porto]]|anho=[[2003]]|páiginas=63 a 79|id=ISBN 972-41-2899-7}}</ref> ambadida más tarde puls [[Suebos]], [[Búrios]] i [[Bisigodos]], i cunquistada puls [[mouros]]. an 868, pula [[Recunquista]], fui formado l [[Cundado Portucalense]].<ref>{{citar libro|outor=Barreira, Aníbal; Moreira, Mendes|títalo=Rumos de la Stória|eiditora=Eidiçones ASA|local=[[Porto]]|anho=[[2003]]|páiginas=116 a 127|id=ISBN 972-41-2899-7}}</ref>
=== Formaçon i cunsulidaçon de l reino ===
[[Fexeiro:Afonso I de Portugal.jpg|thumb|upright|[[Fonso I de Pertual|D. Fonso Henriqueç]], [[Lhista de reis de Pertual|purmeiro rei de Pertual]].]]
{{Ber artigos percipales|[[Cundado Portucalense]], [[Andependéncia de Pertual]]}}
Mui antes de Pertual cunseguir la sue andependéncia, yá tenie habido algũas tentatibas de cunseguir outonomie más alargada, i anté mesmo l'andependéncia, por parte de ls cundes que gobernában las tierras de l [[reino de la Galiza|reino de la Galhiza]] i ''Portucale''. Para acabar cusse clima andependentista de la nobreza lhocal an relaçon al domínio lhionés, l Rei [[Fonso VI de Lhion i Castielha|Fonso VI de Lion i Castielha]] antregou l gobierno de l [[Reino de la Galiza|Cundado de la Galhiza]] (que nessa altura ancluie ''las tierras de Portucale'') al Conde [[Raimundo de Borgonha]]. Passado muitos fracassos melitares de D. Raimundo cuntra ls [[mouros]], [[Fonso VI de Lion i Castielha|Fonso VI]] decidiu dar an 1096 al primo deste, l [[Anrique de Borgonha, conde de Portucale|Conde D. enrique]], l gobierno de las tierras más a sul de l [[reino de la Galiza|Cundado de la Galhiza]], fundando assi l [[Cundado Portucalense]]. Cul gobierno de l Cunde D. Anrique, l Cundado Portucalense coinciu nun solo ũa política melitar más eificaç na lhuita cuntra ls [[mouros]], cumo tamien ũa política andependentista más atiba, anque nunca haber cunseguido alcançar l'adependéncia. Solo passado la sue muorte, quando l sou filho [[Fonso I de Pertual|D. Fonso Henriqueç]] chubiu al poder, Pertual cunseguiu la sue andependéncia cula assinatura an 1143 de l [[Tratado de Çamora]], a la par que cunquistou lhocalidades amportantes cumo [[Santaren (Pertual)|Santaren]], [[Lisboua]], [[Palmela]] i [[Ébora]] als [[mouros]].<ref>{{citar libro|outor=Sousa, Manuel|títalo=Reis i Rainhas de Pertual|eiditora=SporPress|local=[[Mem Martins]]|anho=[[2000]]|páiginas=31 a 35|id=ISBN 972-97256-9-1}}</ref>
Treminada la [[Recunquista]] de l território pertués an 1249, l'andependéncia de l nuobo reino benerie a ser ponida an causa bárias bezes por [[Reino de Castielha|Castielha]]. Purmeiro, na sequéncia de la [[Crise de 1383-1385|crise de sucesson]] de [[Fernon I de Pertual|D. Fernendo I]], que culminou na [[Batailha de Aljubarrota]], an 1385.<ref>{{citar libro|outor=Sousa, Manuel|títalo=Reis i Rainhas de Pertual|eiditora=SporPress|local=[[Mem Martins]]|anho=[[2000]]|páiginas=57 a 65|id=ISBN 972-97256-9-1}}</ref>
=== Ls çcubrimientos i la Dinastie Felipina ===
{{Ber artigos percipales|[[Çcubrimientos pertueses]], [[Ampério Pertués]]}}
Cula fin de la guerra, Pertual dou ampeço al porcesso de sploraçon i spanson coincido por [[Çcubrimientos pertueses|Çcubrimientos]], i antre figuras afamadas çtacan-se l'[[anfante D. Anrique|anfante D. Henrique]], ''l Nabegador'', i l Rei [[Juan II de Pertual|D. Juan II]]. [[Ceuta]] fui cunquistada en 1415. L [[cabo Bojador]] fui debelgado por [[Gil Eanes|Gil Eenes]] an 1434, i la sploraçon de la cuosta africana prosseguiu anté que [[Bartolomeu Dias]], yá an 1488, cumprobou la quemunicaçon antre ls ouceanos [[Atlántico]] i [[Índico]] debelgando l [[cabo de la Buona Sperança|cabo de la Buona Spráncia]].<ref>{{citar libro|outor=Mattoso, António; Henriques, Antonino|títalo=Stória Giral i Pátria|belume=II belume: Eidade Moderna i Cuntemporánea|eiditora=Bertrand, Lda.|local=[[Lisboua]]|anho=[[1965]]|páiginas=13 a 19}}</ref> an debrebe sucesson, çcubrírun-se rotas i tierras na [[Tierra Nuoba|América de l Norte]], na [[Çcubierta de l Brasil|América de l Sul]], i ne l [[Çcubierta de l camino marítimo para la Índia|Ouriente]], na sue maiorie pul reinado de [[Manuol I de Pertual|D. Manuol I]], ''l Binturoso''. Fui la spanson ne l'Ouriente, subretodo grácias a las cunquistas de [[Afonso de Albuquerque|Fonso de Albuquerque]] que, pula purmeira metade de l seclo XVI, cuncentrou quaije to ls sfuorços de la pertueses, mui anque yá an 1530 [[Juan III de Pertual|D. Juan III]] tubisse ampeçado la quelonizaçon de l [[Brasil]].<ref>{{citar libro|outor=Mattoso, António; Henriques, Antonino|títalo=Stória Giral i Pátria|belume=II belume: Eidade Moderna i Cuntemporánea|eiditora=Bertrand, Lda.|local=[[Lisboua]]|anho=[[1965]]|páiginas=21 a 33}}</ref>
L paíç tubo l sou ''seclo de ouro'' por este período. Mas, na [[batailha de Alcácer-Quibir]] (1578), l moço rei [[Sabastian de Pertual|D. Sabastian]] i parte de la nobreza pertuesa perecírun. Chube al trono l [[Anrique de Pertual|Rei-Cardeal D. Anrique]], que morre dous anhos açpuis, abrindo la [[Crise de sucesson de 1580]]: esta resolbe-se cula chubida al trono pertués de [[Felipe II de Spanha]], l purmeiro de trés reis spanholes ([[Dinastie Felipina]]).<ref>{{citar libro|outor=Mattoso, António; Henriques, Antonino|títalo=Stória Giral i Pátria|belume=II belume: Eidade Moderna i Cuntemporánea|eiditora=Bertrand, Lda.|local=[[Lisboua]]|anho=[[1965]]|páiginas=98 a 103}}</ref> Esse domínio fui treminado a [[1 de Dezembre]] de [[1640]] pula nobreza nacional que, açpuis haber bencido la guarda rial nun repentino golpe-de-stado, açpuis de la cundessa gobernadora de Pertual, coronando [[Juan IV de Pertual|D. Juan IV]] cumo Rei de Pertual.<ref>{{citar libro|outor=Mattoso, António; Henriques, Antonino|títalo=Stória Giral i Pátria|belume=II belume: Eidade Moderna i Cuntemporánea|eiditora=Bertrand, Lda.|local=[[Lisboua]]|anho=[[1965]]|páiginas=124 a 129}}</ref>
=== Restauraçon, absolutismo i liberalismo ===
{{Ber artigos percipales|[[Restauraçon de la Andependéncia]], [[Terramoto de 1755]]}}
[[Fexeiro:Joao IV proclaimed king.jpg|thumb|left|Aclamaçon de [[D. Juan IV]], ''l Restaurador''.]]
Passado la restauraçon de l'andependéncia de Pertual, seguiu-se ũa guerra cun [[Spanha]] que acabarie solo an 1668, cula assinatura dun [[Tratado de Lisboua (1668)|tratado de paç]] an que Spanha reconhecie an definitibo la restauraçon de Pertual.<ref>{{citar libro|outor=Sousa, Manuel|títalo=Reis i Rainhas de Pertual|eiditora=SporPress|local=[[Men Martines]]|anho=[[2000]]|páiginas=117 a 122|id=ISBN 972-97256-9-1}}</ref>
L final de l seclo XVII i la purmeira metade de l seclo XVIII assistírun al frolecimiento de la [[Stória de la mineraçon de l Brasil|sploraçon mineira de l Brasil]], adonde se çcubrírun ouro i piedras preciosas que fazírun de la corte de [[Juan V de Pertual|D. Juan V]] ũa de las más ricas de l'Ouropa. Estas riquezas serbien amenudas bezes para pagar perdutos amportados, maioritariamente de anglaterra (por eisemplo, quaije nun eisistie andústria téstil ne l reino i to ls tecidos éran amportados de anglaterra). L comércio sterno baseaba-se na andústria de l bino i l zambolbimiento eiquenómico de l reino fui ampulsionado, yá ne l reinado de [[Jesé de Pertual|D. Jesé]], puls sfuorços de l [[Marqués de Pombal]], menistro antre 1750 i 1777, para ambertir la situaçon cun grandes reformas mercantilistas. Fui neste reinado que un [[Terramoto de 1755|biolento sismo]] derruiu Lisboua i l'Algarbe, a [[1 de Nobembre]] de [[1755]].<ref>{{citar libro|outor=Mattoso, António; Henriques, Antonino|títalo=Stória Giral i Pátria|belume=II belume: Eidade Moderna i Cuntemporánea|eiditora=Bertrand, Lda.|local=[[Lisboua]]|anho=[[1965]]|páiginas=134 a 139}}</ref>
Por nun quebrar l'aliança cula anglaterra i recusar-se a aderir al [[Bloqueio Cuntinental]], Pertual fui [[Guerra Peninsular|ambadido]] puls eisércitos [[Napoleon Bonaparte|napoleónicos]] an 1807. La [[Trasferéncia de la corte pertuesa pa l Brasil (1808-1821)|Corte i la familha rial pertuesa refugiórun-se ne l Brasil]], i la capital zlocou-se pa l [[Riu de Janeiro]], adonde permenecerie anté 1821, quando [[Juan VI de Pertual|D. Juan VI]], zde 1816 rei de l ''[[Reino Ounido de Pertual, Brasil i Algarbes]]'', regressou a Lisboua para jurar la purmeira [[Custituiçon Pertuesa|Custituiçon]]. Ne l'anho açpuis, l sou filho [[Pedro IV de Pertual|D. Pedro IV]] era porclamado amperador de l Brasil, mantenendo-se, assi i todo l'[[Ampério de l Brasil]] i l Reino de Pertual ounidos pori dieç anhos.<ref>{{citar libro|outor=Mattoso, António; Henriques, Antonino|títalo=Stória Giral i Pátria|belume=II belume: Eidade Moderna i Cuntemporánea|eiditora=Bertrand, Lda.|local=[[Lisboua]]|anho=[[1965]]|páiginas=207 a 209}}</ref>
[[Fexeiro:Portugal Império total.png|thumb|right|upright=1.5|Mapa enacrónico de l Ampério Pertués (1415–1999).<br /> an colorado - Possessones;<br /> an rosa - Sploraçones, árias de anfluéncia eiquenómica subre supremacie;<br /> an azul - Sploraçones marítimas, rotas i árias de anfluéncia.<br /> Teorie de la çcubierta pertuesa de l'Oustrália nun stá assinalada.]]
Pertual bibiu, ne l restro de l seclo XIX, períodos de einorme perturbaçon política i social (la [[Guerras Liberales|guerra cebil]] i repetidas reboltas i pernunciamientos melitares, cumo la [[Reboluçon de Setembre]], la [[Marie de la Fuonte]], la [[Patuleia]], etc.) i solo cul Ato Adicional a la [[Carta Custitucional|Carta]], de 1852, fui possible la acalmia política i l ampeço de la política de fomiento portagonizada por [[Fontes Pereira de Melo]].<ref>{{citar libro|outor=Mattoso, António; Henriques, Antonino|títalo=Stória Giral i Pátria|belume=II belume: Eidade Moderna i Cuntemporánea|eiditora=Bertrand, Lda.|local=[[Lisboua]]|anho=[[1965]]|páiginas=218 a 224}}</ref> Ne l final de l seclo XIX, las ambiçones queloniales pertuesas zbarran-se culas anglesas, l que stá na ourige de l [[Ultimato británico de 1890|Ultimato]] de 1890.<ref>{{citar libro|outor=Mattoso, António; Henriques, Antonino|títalo=Stória Giral i Pátria|belume=II belume: Eidade Moderna i Cuntemporánea|eiditora=Bertrand, Lda.|local=[[Lisboua]]|anho=[[1965]]|páiginas=279 a 284}}</ref> La cedéncia a las eisigéncias británicas i ls crecentes porblemas eiconómicos lánçan la monarquie nun çcrédito crecente, i [[Carlos de Pertual|D. Carlos]] i l príncepe heirdeiro [[Lhuís Felipe, Príncepe Rial de Pertual|D. Lhuís Felipe]] son assassinados an [[1 de Febreiro]] de [[1908]]. La monarquie inda stubo ne l poder por más dous anhos, xefiada por [[Manuol II de Pertual|Manuol II]], mas benerie a ser abolida an [[5 de outubre]] de [[1910]], [[Amplantaçon de la República Pertuesa|amplantando-se la República]].
=== República, Stado Nuobo i democracie ===
[[Fexeiro:Hastear da bandeira portuguesa.jpg|thumb|left|Hastear de la bandeira pertuesa, pula sue partecipaçon na [[I Guerra Mundial]].]]
{{Ber artigos percipales|[[Reboluçon de 5 de Outubre de 1910]], [[Stado Nuobo (Pertual)|Stado Nuobo]], [[Reboluçon de ls Crabos]]}}
La República ye pouco açpuis anstaurada, an [[Reboluçon de 5 de Outubre de 1910|5 de Outubre de 1910]], i l moço rei [[Manuol II de Pertual|D. Manuol II]] parte pa l'eisílio an anglaterra.<ref>{{citar libro|outor=Sousa, Manuel|títalo=Reis i Rainhas de Pertual|eiditora=SporPress|local=[[Men Martines]]|anho=[[2000]]|páiginas=157 a 158|id=ISBN 972-97256-9-1}}</ref> Açpuis bários anhos de anstablidade política, cun lhuitas de trabalhadores, albrotes, alhebantamentos, homicídios políticos i crises financeiras (porblemas que la participaçon na [[I Guerra Mundial]] cuntrebuiu para amalinar), l [[Eisército Pertués|Eisército]] tomou l poder, an 1926. L regime melitar nomenou [[menistro de las Finanças|menistro de las Finenças]] [[António de Oliveira Salazar|Antonho de Oulibeira Salazar]] (1928), porsor de l'[[Ounibersidade de Coimbra]], que pouco açpuis fui nomeado [[Lista de purmeiros-menistros de Pertual|Persidente de l Cunseilho de Menistros]] (1932).
[[Fexeiro:Sempreatentos...aoperigo!.jpg|thumb|right|Suldados pertueses nas matas de [[Angola]], pula [[Guerra Quelonial Pertuesa]].]]
Al mesmo tiempo que restaurou las finanças, anstituiu-se l [[Stado Nuobo (Pertual)|Stado Nuobo]], regime outoritário de corporatibismo de Stado, c'un partido solo i sindicatos statales, cun afinidades bien marcadas cul [[fascismo|facismo]] pul menos até 1945.<ref>{{citar libro|outor=Mattoso, António; Henriques, Antonino|títalo=Stória Giral i Pátria|belume=II belume: Eidade Moderna i Cuntemporánea|eiditora=Bertrand, Lda.|local=[[Lisboua]]|anho=[[1965]]|páiginas=304 a 305}}</ref> an 1968, afastado de l poder por malina, sucediu-le [[Marcelo Caetano|Marcelo Caeteno]].
La recusa de l regime an [[Çcolonizaçon|çcolonizar]] las [[Porbíncia ultramarina|porbíncias ultramarinas]] resultou ne l'ampeço de la [[Guerra quelonial pertuesa|guerra quelonial]], purmeiro en [[Angola]] (1961) i açpuis na [[Guiné-Bissau]] (1963) i an [[Moçambique]] (1964). Mesmo culas críticas de dalguns de ls más antigos oufeciales de l Eisército, antre ls quales l general [[António de Spínola|Antonho de Spínola]], l gobierno parecie determinado an acuntinar esta política.<ref name="tgc">{{citar libro|outor=bários outores|títalo=Stória 9|eiditora=Porto Eiditora|local=[[Porto]]|anho=[[2004]]|páiginas=166|id=ISBN 972-0-31405-2}}</ref> Cul sou lhibro ''Pertual i l Feturo'', an que defendie la ansustentablidade dũa seluçon melitar nas [[Guerra quelonial pertuesa|guerras de l Ultramar]], Spínola serie çtituído, l que agrabou l crecente mal-star antre ls moços oufeciales de l'Eisército, ls quales, ne l die [[Reboluçon de l Crabos|25 Abril de 1974]] zancadeórun un golpe de stado.<ref>{{citar libro|outor=bários outores|títalo=Stória 9|eiditora=Porto Eiditora|local=[[Porto]]|anho=[[2004]]|páiginas=168 i 172|id=ISBN 972-0-31405-2}}</ref>
Açpuis este sucediu-se un período de cunfronto político mui aceso antre fuorças sociales i políticas, zeinado cumo [[Porcesso Rebolucionário an Curso|Porcesso Rebolucionário en Curso]], cun special énfase pul l [[Berano]] de [[1975]], la que se chamou [[Berano Caliente]], ne l qual l paíç stubo quaije caendo nun nuobo período de ditadura, desta beç de ourientaçon quemunista. Neste período Pertual [[Çcolonizaçon pertuesa de la África|cuncede la andependéncia]] de to las sues antigas quelónias an África.<ref>{{citar libro|outor=bários outores|títalo=Stória 9|eiditora=Porto Eiditora|local=[[Porto]]|anho=[[2004]]|páiginas=168 i 174|id=ISBN 972-0-31405-2}}</ref>
[[Fexeiro:Tratado de Lisboa 13 12 2007 (08).jpg|thumb|right|"Foto de Familha" na cerimónia de assinatura de l [[Tratado de Lisboua (2007)|Tratado de Lisboua]].]]
[[Fexeiro:Portuguese colonial war blank map.svg|thumb|left|upright|Mapa de Pertual i de las porbíncias ultramarinas, an África, ne l tiempo de la Guerra Quelonial (1961–1974).]]
A [[25 de Nobembre]] de [[1975]] bários setores de la squierda radical (eissencialmente páraquedistas i polícia melitar na Region Melitar de Lisboua), probocados pulas amboras, liban a cabo ũa tentatiba de golpe de stado, que inda assi nun ten nanhue liderença clara. L [[Grupo de l Nuobe]] reage ponendo an pátrica un plano melitar de repuosta, liderado por [[António Ramalho Eanes|Antonho Ramalho Eanes]]. Esta bitória i ne l'anho açpuis cunsulida-se la [[democracie]]. L própio Ramalho Eanes ye ne l'anho açpuis l purmeiro Persidente de la República eilegido por sufrágio ounibersal. Aproba-se ũa [[Custituiçon Pertuesa|Custituiçon democrática]] i stablecen-se ls poderes políticos locales (outarquies) i gobiernos outónomos regionales ne ls [[Region Outónoma de l Açores|Açores]] i [[Region Outónoma de la Madeira|Madeira]].<ref>{{citar libro|outor=bários outores|títalo=Stória 9|eiditora=Porto Eiditora|local=[[Porto]]|anho=[[2004]]|páiginas=174|id=ISBN 972-0-31405-2}}</ref>
Antre las décadas de 1940-60, Pertual fui nembro co-fundador de la [[NATO]], [[OCDE]] i [[EFTA]], salindo desta redadeira an 1986, para se ajuntar a l'[[Ounion Ouropeia]].<ref>{{citar libro|outor=bários outores|títalo=Stória 9|eiditora=Porto Eiditora|local=[[Porto]]|anho=[[2004]]|páiginas=176|id=ISBN 972-0-31405-2}}</ref> an 1999, Pertual ajuntou-se a la [[Zona Ouro|Zona Euro]],<ref>{{citar web |url=http://www.ecb.europa.eu/home/html/index.en.html |títalo=Banco Central Ouropeu |acessodata=18 de Outubre de 2008}}</ref> i inda nesse anho, antregou la soberanie de [[Macau]] a la [[República Popular de la China]].<ref>{{citar web |url=http://www.fd.ul.pt/ICJ/luscommunedocs/ascensaojoseolibeira3.pdf |títalo=La legislaçon de Macau ne l termo de la admenistraçon pertuesa |acessodata=18 de Outubre de 2008}}</ref> Zde la sue adeson a l'Ounion Ouropeia, l paíç presidiu l [[Cunseilho Ouropeu]] por trés bezes, la redadeira de las quales an 2007, recibindo la cerimónia de assinatura de l [[Tratado de Lisboua (2007)|Tratado de Lisboua]].<ref name="pue">{{citar web |url=http://www.eu2007.pt/UE/vPT/Presidencia_Conselho/A_Presidencia/default_.htm |títalo=La persidéncia pertuesa de la Ounion Ouropeia |acessodata=18 de Outubre de 2008}}</ref>
== Política ==
An Pertual, la percipal lei ye la [[Custituiçon de la República Pertuesa|Custituiçon]], datada de 1976, i que rigula to las outras. Outras leis amportantes son l [[Código Cebil Pertués|Código Cebil]] (1966), l Código Penal (1982), l Código Comercial (1888), l Código de Porcesso Cebil (1961), l Código de Porcesso Penal i l Código de l Trabalho. Todas estas leis ténen xufrido rebisones zde la sue publicaçon oureginal.<ref name="pol">{{citar web |url=http://www.lusoafrica.net/v2/index.php?option=com_content&view=article&id=131&Itemid=139 |títalo=Política de Pertual |acessodata=15 de Outubre de 2008}}</ref>
Eisisten quatro uorgonos de Soberanie: l [[Persidente de la República]] (Xefe de Stado – poder moderador, cun algun poder eisecutibo), l'[[Assemblé de la República (Pertual)|Assemblé de la República]] (Parlamiento – poder legislatibo), l [[Gobierno de la República Pertuesa|Gobierno]] (poder eisecutibo) i ls [[Tribunales]] (poder judicial). Bigora ne l paíç un regime [[Semipresidencialismo|semipresidencialista]], que al lhargo de las bárias rebisones custitucionales ben sacando poder al Persidente de la República.<ref name="pol"/>
L Persidente de la República ye l [[Xefe de Stado]] i ye eilegido por [[sufrágio ounibersal]] para un mandato de cinco anhos, eisercendo un triplo ancarrego: de fiscalizaçon, subre la atebidade de l Gobierno, de comando, cumo Comandante Supremo de las Fuorças Armadas (Eisército, Armada, Fuorça Aéria, Guarda), i de repersentaçon formal de l Stado pertués ne l sterior. Reside oufecialmente ne l Palácio de Belén, an Lisboua.<ref name="pol"/>
== Relaçones sternas ==
{{Artigo percipal|[[Política sterna de Pertual]]}}
[[Fexeiro:Portuguese embassy map.png|upright=1.25|thumb|An azul, ls paízes cun ambaixadas pertuesas.]]
La política sterna de Pertual stá lhigada al sou papel stórico cumo figura amportante de l'[[Çcubrimientos pertueses|Era de ls Çcubrimientos]] i detentor de l zaparecido [[Ampério Pertués]]. Pertual ye un nembro fundador de la [[NATO]] (1949), [[OCDE]] (1961) i de la [[EFTA]] (1960); deixando este redadeiro an 1986 para s'ajuntar a l'[[Ounion Ouropeia]].<ref>{{citar web |url=http://www.mne.gov.pt/mne/pt/infopolitica/ue/ |títalo=Pertual i la Ounion Ouropeia |acessodata=18 de Outubre de 2008}}</ref> i fundador de la purmeira Agéncia anternacional pa las Einergies Renobábles (IRENA). an 25 de Júnio de 1992, Pertual tornou-se un [[Acordo de Schengen|Stado-Nembro de l Spácio Schengen]], i an 1996, co-fondou la [[Quemunidade de ls Paízes de Léngua Pertuesa|Quemunidade de ls Paízes de Lhéngua Pertuesa]] (CPLP).<ref name="cplp">{{citar web |url=http://www.mne.gov.pt/mne/pt/infopolitica/portugues/ |títalo=Promoçon de la léngua pertuesa |acessodata=18 de Outubre de 2008}}</ref>
Pertual ten beneficiado seneficatibamente de l'Ounion Ouropeia, i ye un proponente de l'antegraçon ouropeia. Stubo na persidéncia de l [[Cunseilho Ouropeu]] por trés bezes (an [[1996]], [[2000]] i [[2007]]), tenendo todas eilhas sido bien sucedidas. Pertual aporbeitou las sues persidéncias para lhançar un diálogo antre l'OO i [[África]], tornar l'eiquenomie ouropeia más dinámica i cumpetitiba i, na redadeira persidéncia, custituir i assinar, an cunjunto culs restantes Stados-nembros, l [[Tratado de Lisboua (2007)|Tratado Reformador]].<ref name="pue"/>
Pertual fui un nembro fundador de la [[NATO]]; ye un nembro atibo de l'aliança al, por eisemplo, cuntribuir proporcionalmente cun grandes cuntingentes nas fuorças de la paç ne ls [[Balcanas]]. Pertual porpuso la criaçon de la [[Quemunidade de ls Paízes de Léngua Pertuesa|Quemunidade de ls Paízes de Lhéngua Pertuesa]] (CPLP) para melhorar ls sous lhaços culs outros paízes falantes de la [[léngua pertuesa|lhéngua pertuesa]].<ref name="cplp"/> Para alhá desso, ten partecipado, a la par cula Spanha nũa série de [[Cunferéncia Ibero-Amaricana|cimeiras Eibero-Amaricanas]]. Pertual abogou firmemente l'andependéncia de [[Timor-Leste]], ũa antiga porbíncia ultramarina, ambiando tropas i denheiro para Timor-Leste, an streita colaboraçon culs [[Stados Ounidos]], aliados [[Ásia|asiáticos]] i l'[[ONU]].<ref name="ponu">{{citar web |url=http://www.missionofportugal.org/mop/index.php?option=com_content&view=article&id=74&Itemid=28 |títalo=Pertual nas Naciones Ounidas |acessodata=18 de Outubre de 2008}}</ref>
Ten ua amisade i aliança atrabeç dun tratado celebrado cul [[Brasil]], para alhá de la Stória que une ls dous paízes. Pertual deten l'[[Aliança Luso-Británica|aliança más antiga de l mundo]], que fui celebrada cul [[Reino Ounido]] i se manten anté als dies de hoije.<ref>{{citar web |url=http://www.mne.gov.pt/mne/pt/infopolitica/polexternas/bilaterais/ |títalo=Relaçones bilaterales de Pertual |acessodata=18 de Outubre de 2008}}</ref>
L solo litígio anternacional ye cul munecípio de [[Oulibença]]. Pertués zde 1297, l munecípio de Oulibença fui cedido a la Spanha pul [[Tratado de Badajoç]], an 1801, passado la [[Guerra de las Laranjas|Guerra de las Lharanjas]]. Pertual dixo que le pertencie, an 1815, pul [[Tratado de Biena]]. Inda assi, las relaçones diplomáticas bilaterales entre ls dous paízes bezinos son cordiales, bien cumo na Ounion Ouropeia.<ref>{{citar web|url=https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/po.html#Issues|títalo=Subre ls litígios anternacionales de Pertual|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
== Fuorças melitares i policiales ==
[[Fexeiro:PoA Chaimite V-200 convoy DF-SD-04-08002.JPEG|left|thumb|[[Chaimite (beiclo blindado)|Chaimites]] an misson de paç pula [[ONU]], na [[Bósnia i Heirzegobina]].]]
{{Artigo percipal|[[Fuorças Armadas Pertuesas]] i [[Stória melitar de Pertual]]}}
Las fuorças armadas ténen trés ramos: [[Eisército Pertués|Eisército]], [[Marina Pertuesa|Marina]] i [[Fuorça Aérea Pertuesa|Fuorça Aéria]].<ref>{{citar web|url=http://www.mdn.gov.pt/mdn/pt/|títalo=Menistério de la Defesa|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> Ls melitares de Pertual serben, subretodo, cumo ũa outo-defesa bigorosa cũa misson de porteger l'antegridade territorial de l paíç, i dar [[Ajuda houmanitária|upa houmanitária]] i de sigurança ne l paíç i ne l strangeiro.<ref>{{citar web |url=http://www.mdn.gov.pt/mdn/pt/Defesa/politica/ |títalo=Política de la Defesa Nacional |acessodata=18 de Outubre de 2008}}</ref> Zde l'ampeço de la [[década de 2000]], l [[serbício melitar oubrigatório]] yá nun ye patricado.<ref>{{citar web |url=http://www.mdn.gov.pt/mdn/pt/Recrutamento/legis/ |títalo=Legislaçon relatiba al recrutamiento pa l serbício melitar |acessodata=18 de Outubre de 2008}}</ref> L'eidade pa l recrutamiento beluntairo ye fixada ne ls 18 anhos.<ref>{{citar web |url=http://www.mdn.gov.pt/mdn/pt/Recrutamento/ |títalo=Recrutamiento pa l serbício melitar |acessodata=18 de Outubre de 2008}}</ref> Ne l seclo XX, Pertual stubo ambolbido an dues grandes anterbençones melitares: la [[Purmeira Grande Guerra]] i la [[Guerra Quelonial Pertuesa]] (1961–1974).<ref name="tgc"/>
Pertual ten partecipado an missones de manutençon de la paç an [[Timor-Leste]], [[Bósnia i Heirzegobina]], [[Kosobo]], [[Afeganistan|Afegenistan]], [[Eiraque]] (Nasiriyah), i ne l sul de l [[Líbano]]. Pertual ten ũa Brigada de Riaçon Debrebe i Tropa de Centro de Ouperaçones Speciales.<ref name="ponu"/>
La sigurança de la populaçon stá a ancarrego de la [[Guarda Nacional Republicana]] (GNR) i de la [[Polícia de Sigurança Pública]] (PSP).<ref>{{citar web|url=http://www.gnr.pt/|títalo=GNR – Guarda Nacional Republicana|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref><ref>{{citar web|url=http://www.psp.pt/|títalo=PSP – Polícia de Sigurança Pública|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> Para alhá destas, Pertual ten la [[Polícia Judiciária]] (PJ),<ref>{{citar web|url=http://www.policiajudiciaria.pt/|títalo=PJ – Polícia Judiciária|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> que ye l percipal [[Polícia|uorgano policial]] de ambestigaçon creminal de l paíç, bocacionado pa l cumbate a la grande criminalidade, nomenadamente al crime ourganizado, terrorismo, tráfico de stupefacientes, corrupçon i creminalidade eiquenómica i finenceira. La Polícia Judiciária stá antegrada ne l [[Menistério de la Justícia (Pertual)|Menistério de la Justícia]], atuando subre l'ourientaçon de l [[Menistério Público de Pertual|Menistério Público]].
== Geografie ==
{{Ber artigo percipal|[[Geografie de Pertual]]}}
[[Fexeiro:Ribeira de S.Bento.jpg|thumb|right|Ribeira de San Bento, [[Loriga]], [[Guarda]].]]
Lhocalizado ne l stremo sudoeste de l'Ouropa, Pertual Cuntinental fai frunteira solo c'un outro paíç, la [[Spanha]]. L território ye debedido ne l cuntinente pul riu percipal, l [[Riu Tejo|Teijo]]. Al norte, la paisaige ye muntanhosa nas zonas de l'anterior cun prainos, antercalados por árias que premiten l zambolbimiento de l'agricultura. A sul, anté l'Algarbe, l relebo ye caratelizado por prainos, sendo las serras sporádicas. Outros rius percipales son l [[Riu Douro|Douro]], l [[Riu Minho|Minho]] i l [[Riu Guadiana|Guadiana]], que tal cumo l Teijo nácen na Spanha. Outro riu amportante, l [[Riu Mondego|Mondego]], nace na [[Serra de la Streilha|Sierra de la Streilha]] (de las más altas muntanhas de Pertual Cuntinental – 1993 m de [[altitude]] mássima).<ref>{{citar libro|outor=Bários outores|títalo=Anciclopédia Geográfica|eiditora=Seleçones de l Reader's Digest|local=[[Lisboua]]|anho=[[1987]]|páiginas=257}}</ref>
Las ilhas de ls [[Açores]] stán lhocalizadas ne l ''[[rift]]'' médio de l Ouceano Atlántico; dalgũas de las ilhas tubírun atebidade bulcánica recente: [[Ilha de San Miguel|Sen Miguel]] an 1563, i [[Bulcon de l Capelinhos|Capelinhos]] an 1957, que oumentou l'ária oucidental de la [[Ilha de l Faial]].<ref>{{citar libro|outor=Bários outores|títalo=Anciclopédia Geográfica|eiditora=Seleçones de l Reader's Digest|local=[[Lisboua]]|anho=[[1987]]|páiginas=264}}</ref> L [[Banco D. Juan de Castro]] ye un gran bulcon submarino que chimpa antre las ilhas [[Ilha Terceira|Terceira]] i San Miguel i stá 14 m ambaixo de la superfice de l mar. antrou en erupçon an 1720 i formou ũa ilha, que se mantubo anriba de la tona de auga por bários anhos. Ũa nuoba ilha puode aparecer nun feturo nun mui loinge. L punto más alto de Pertual ye l [[Monte Pico]] na [[Ilha de l Pico]], un antigo [[bulcon]] que chega a 2351 m de altitude.<ref>{{citar libro|outor=Bários outores|títalo=Anciclopédia Geográfica|eiditora=Seleçones de l Reader's Digest|local=[[Lisboua]]|anho=[[1987]]|páiginas=554}}</ref>
[[Fexeiro:Azoren (14).jpg|thumb|left|[[Ilha de l Pico]], [[Açores]]: l punto más alto de Pertual.]]
Las ilhas de la [[Region Outónoma de la Madeira|Madeira]], alrobés de ls Açores que s'ancuntran na ária de l [[rift]] médio de l Ouceano Atlántico, stan ne l'anterior de la [[placa africana]] i la sue formaçon debe-se a la atibidade dun ''[[hot-spot]]'' nun relacionado cula [[tetónica de placas|circulaçon tetónica]]. Esta situaçon de stablidade i lhocalizaçon ne l'anterior de la [[placa tetónica]] liba a que este seia l território de l paíç menos peligroso para [[sismo]]s. La redadeira eirupçon bulcánica de que hai eibidéncia acunteciu fai pori 6000 anhos, na [[ilha de la Madeira]], manifestando-se atualmente l bulcanismo de forma andireta, pula lhibertaçon de gases bulcánicos perfundos i augas calientes i gaseificadas çcubiertas nas abertura de [[túnel|túneis]] rodobiários i galeries de cataçon de auga ne l'anterior de l'ilha percipal. L punto más alto de l território ye l [[Pico Ruibo]] cun 1862 m de altitude.<ref>{{citar libro|outor=Bários outores|títalo=Anciclopédia Geográfica|eiditora=Seleçones de l Reader's Digest|local=[[Lisboua]]|anho=[[1987]]|páiginas=439}}</ref>
[[Fexeiro:Algarve-1.jpg|thumb|right|[[Praia de la Marina]], [[Lagona (Algarbe)|Lagona]], [[Algarbe]].]]
La cuosta pertuesa ye stensa: ten 1230 km an Pertual cuntinental, 667 km ne ls Açores, 250 km na Madeira adonde se ancluen tamien las Ilhas Desertas, las Ilhas Salbaiges i l'Ilha de l Puorto Santo. La cuosta formou galanas praias, cun bariadade antre falésias i arenales. Na [[Ilha de l Porto Santo|Ilha de l Porto Sento]] ũa formaçon de dunas de ourige ourgánica (alrobés de l'ourige mineral de la cuosta pertuesa cuntinental) cun pori 9 km ye un punto turístico mui apreciado anternacionalmente. Ũa caratelística amportante na cuosta pertuesa ye la [[Ria de Abeiro]], stuário de l [[riu Bouga]], acerca de la cidade de [[Abeiro]], cun 45 km de cumprimiento i un mássimo de 11 km de anchura, rica an peixe i abes marinas. Eisisten quatro cenhales, i entre estes bárias ilhas i ilhotas, i ye adonde quatro rius ancuntran l ouceano.<ref>{{citar libro|outor=Bários outores|títalo=Anciclopédia Geográfica|eiditora=Seleçones de l Reader's Digest|local=[[Lisboua]]|anho=[[1987]]|páiginas=82}}</ref> Cula formaçon de cordones litorales definiu-se ũa laguna, bida cumo un de ls eilemientos hidrográficos más marcantes de la cuosta pertuesa. Pertual ten ũa de las maiores [[Zona Eiconómica Sclusiba|zonas eiconómicas sclusibas]] (ZEE) de l'Ouropa, tenendo pori 1 683 000 km².<ref name="ReferenceA">{{citar libro|outor=Rodrigues, Arinda|títalo=Nuobas Biaiges – Atibidades Eiconómicas|eiditora=Testo Eiditora|eidiçon=1.ª eidiçon|local=[[Lisboua]]|anho=[[2004]]|páiginas=35|id=ISBN 972-47-2246-5}}</ref>
=== Clima ===
[[Fexeiro:Serra da Estrela II Portugal.jpg|thumb|right|[[Stáncia de Esqui Bodafone|Stáncia de squi]] na [[Serra de la Streilha]].]]
an Pertual cuntinental, las temperaturas médias anhiegas son 13 °C ne l norte i 18 °C ne l sul. Las ilhas de la Madeira i de ls Açores, debido a la sue lhocalizaçon ne l'Atlántico, son más húmadas i chubiosas, i c'un anterbalo de temperaturas menor. Normalmente, ls meses de la Purmabera i Brano son ansolarados i las temperaturas son altas puls meses secos de Júlio i Agosto, podendo oucasionalmente passar de ls 40 °C an buona parte de l paíç, an dies stremos, i cun maior frequéncia ne l'anterior de l [[Alanteijo|Alenteijo]]. Ls Branos son amerosos nas tierras altas de l Norte de l paíç i na region lhitoránea de l stremo norte i central. L Outonho i l Ambierno son eirosos, chubiosos i frescos, sendo más frius ne ls çtritos de l norte i centro de l paíç, ne ls quales hai temperaturas negatibas puls meses más frius. Assi i todo, nas cidades más al sul de Pertual, las temperaturas solo mui oucasionalmente descen ambaixo de ls 0 °C, quedando-se puls 5 °C na maiorie de l causos.
La [[niebe]] acuntece regularmente an trés çtritos al Norte de l paíç ([[Çtrito de la Guarda|Guarda]], [[Çtrito de Bergáncia|Bergáncia]] i [[Çtrito de Bila Rial|Bila Rial]]) i deminui la sue oucorréncia an direçon al sul, anté quedar eineisistente na maiorie de l'[[Algarbe]]. Ne l'Ambierno, temperaturas anferiores a -10 °C i [[nebon]]es oucorren cun dalgũa frequéncia an puntos restritos, tales cumo la [[Serra de la Streilha|Sierra de la Streilha]], la [[Serra de l Gerés|Sierra de l Gerés]] i la [[Serra de Montesinho|Sierra de Montesinho]], podendo nebar de Outubre a Maio nestes lhocales.<ref>{{citar libro|outor=Rodrigues, Arinda|títalo=Nuobas Biaiges – L Meio Natural|eiditora=Testo Eiditora|eidiçon=1.ª eidiçon|local=[[Lisboua]]|anho=[[2004]]|páiginas=32 i 32a|id=ISBN 972-47-2357-7}}</ref>
=== Percipales cidades ===
[[Lisboua]] (pori 550 000 habitan
[[Fexeiro:Lisboa-lisbon- panorama.jpg|thumb|upright=4|center|[[Lisboua]] – La maior cidade pertuesa i tamien la capital de Pertual (bida de l toplo de l [[Cristo Rei]])]]
[[Fexeiro:porto3flat-cc-contr-oliv1002.jpg|thumb|upright=4|center|[[Porto]] – Segunda maquer cidade pertenuesa]]
{{clear}}
== Eiquuenomie ==
{{Ber artigo percipal|[[Eiquenomie de Pertual]]}}
[[Fexeiro:Lisboa-Oceanario.jpg|thumb|right|[[Oceanário de Lisboua|Oceenário]]<nowiki/>u [[Oceanário de Lisboua|de Lisboua]].]]
Zde 1985, l paíç entrou n'un porcesso de modernizaçon n'un ambiente mi stable (1'5 anté hoije) i juntou-se a la [[Ounion Ouropeia]] an 1986. porisibos gobiernos fazirun bárias reformas, paitiuoórun muitas ampresas cuntroladasu pul Stado i liberalizórun árias-chabe de la eiquenomie, encluindo ls setores de las [[telecomunicaçones]] i finenceiros. Pertual zambolbiu ua eaquenomie crecentemente baseada en serbícios i fui un de l onze nembros fundadores de la moeda ouropeia – l [[Ouro]] – en 1999. Ampeçou a circuaar la sue [[Ouro|nuoba moeda]] en [[1 de Janeiro|1 de Jeneiro]]<nowiki/> de [[2002]] cun [[ourozona|11 outros stados nembros]] de la [[Ounion Ouropeia]].
L crecimiento eiconómico pertués stuboúarriba de la média de la [[Ounion Ouropeia]] na maior parte de la [[década de 1990|década]] a[[década de 1990|e 1990]]. Lu [[Porduto Anterno Bruto|PIB]] per capita ronda ls 7l% de las maiores eiquenomies ouucidentales ouropeias. La lista ourdruobda enual de cumpetitebl iuade de 2005 de l '' Fórun Eiconómico Mundial '' (WEF – World Economic Forum), coloca Pertual ne l 22º lugar, delentre de paízes cumo la [[Spanha|Spanha]], [[Irlanda|Eirlanda]], [[Fráncia]], [[Bélgica|Bélgiaa]] i de la aidade de [[Ḥong Kong]]. Esta classeficaçon repersenta ua chubida de dous lugares face a la posiçon de 2004. Ne l cuntesto tecnológico, Pertual aparece na 20ª posiçon de la lista i na rubrica de las enstituiçones públicas, Pertual ye 15ª melhor.<ref>{{citar web|url=http://www.investinportugal.pt/MCMSAPI_vPT/HomePage/Notícias/PORTUGAL+SOBE+DOIS+LUGARES+NO+RANKING+DA+COMPETITIBIDADE.htm|títalo=Zambolbimiento Tecnológico|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
en parte, cul recurso a fondos de la [[Ounion Ouropeia]], l paíç fizo nas dues redadeiras décadas ambestimientos abultados en bárias enfraestruturas, çpondo hoije dua stensa rede de outo-stradas i beneficiendo de buonas acessiblidades rodobiárias i ferrobiárias.
[[Fexeiro:25_de_Abril_Bridge_2007.jpg|thumb|left|[[Puonte 25 de Abril]] en [[Lisboua]], sob fuorte nebulosidade.]]
Cun un passado predominentemente agrícola, atualmente i debido a to l zambolbimiento que l paíç registou, la strutura de la eiquenomie baseia-se ne ls serbícios i na endústria, que repersenten 67,8% i 28,2% de l [[BAB]].<ref>Fuonte: [[INE]], 2004</ref> La agricultura pertuesa stá bien adatada debido al clima, relebo i tierras faborables. Nas redadeiras décadas, entensificou-se la modernizaçon agrícola, ambora inda cerca de 12% de la populaçon atiba trabalhe na agricultura. Las oulibeiras (4000 km²), ls [[benie|binhedos]] (3750 km²), l [[trigo]] (3000 km²) i l [[milho]] (2680 km²) son porduzidos an árias bastante bastas. Ls [[bino]]s (specialmente l [[Bino de l Porto]] i l [[Bino de la Madeira]]) i [[azeite]]s pertueses son bastante apreciados debido a la sue qualidade. Tamien, Pertual ye pordutor de [[fruita]] de qualidade selecionada, nomeadamente las [[laranja|larenja]]s algarbias, la [[péra-peinha]] de la region Oeste, la [[cereija]] de la Gardunha i la [[banana|benena]] de la Madeira. Outras porduçones son de [[horticultura]] ó [[floricultura]], cumo la [[raba doce]], ólio de [[girassol]] i [[tabaco]].<ref>{{citar libro|outor=Rodrigues, Arinda|títalo=Nuobas Biaiges – Atibidades Eiconómicas|eiditora=Testo Eiditora|eidiçon=1.ª eidiçon|local=[[Lisboua]]|anho=[[2004]]|páiginas=34|id=ISBN 972-47-2246-5}}</ref>
La amportença eiconómica de la pesca ten benido a deminuir, ampregendo menos de 1% de la populaçon atiba. La deminuiçon de l ''stocks'' de recursos piscatórios refletiu-se na reduçon de la frota pesqueira pertuesa que, ambora tenga benido a modernizar-se, inda ten dificuldade en cumpetir cun outras frotas ouropeias. Apesar de la reduzida stenson de la plataforma cuntinental pertuesa, eisiste algua dibersidade de speces nas augas de la ZEE de Pertual, ua de las maiores de la Ouropa. La frota pertuesa efetua catura en augas enternacionales i nas ZEE de outros paízes. Ne l sou to, las speces más caturadas son la [[sardina]], l [[carapau]], l [[polbo]], l [[peixe-spada|peixe-espada-preto]], la [[cabalha]] i l [[atun]]. Ls portos cun maior zambarque de pescado, en 2001, fúrun ls de [[Matosinhos]], [[Peniche]], [[Olhon]] i [[Sesimbra]].<ref name="ReferenceA"/>
[[Fexeiro:Portugal Exclusive Economic Zone (pt).svg|thumb|right|[[Zona Eiconómica Sclusiba de Pertual]].]]
Las maiores endústrias trasformadoras son ls téxteis, calçado, cabedal, mobliário, mármores, cerámica (de çtacar la [[Bista Alegre (ampresa)|Bista Alegre]]) i la corcha. Las endústrias modernas zambolbírun-se seneficatibamente: refinaries de petrólio, petroquímica, porduçon de cimento, endústrias de l altemoble i nabales, endústrias eilétricas i eiletrónicas, maquinarie i endústrias de l papel. Pertual ten un de ls maiores cumplexos de endústrias petroquímicas ouropeus situado en [[Sines]] i dotado dun porto. La endústria altemoble tamien ye relebente en Pertual i localiza-se en [[Palmela]] (a maior enfraestrutura ye la [[Outoeuropa]]), [[Setúbal]], [[Porto]], [[Abeiro]], [[Braga]], [[Santaren (Pertual)|Sentaren]] i [[Azambuja]].
La [[corcha]] ten ua porduçon bastente seneficatiba: Pertual porduç 54% de la corcha porduzida ne l mundo.<ref>{{citar web |url=http://www2.ctt.pt/fewcm/wcmservlet/ctt/grupo_ctt/imprensa/imprensa/imprensa61.html |títalo=Corcha porduzida an Pertual |acessodata=24 de Outubre de 2008}}</ref> Ls recursos minerales más seneficatibos en Pertual son l [[cobre]], l [[lítio]] (7), l [[bolfrámio]] (6) , l [[stanho|stenho]], l [[uránio]], [[feldspato]]s (11), [[sal-gema]], [[talco]] i [[mármore]]<ref>{{citar web|url=http://minerals.usgs.gov/minerals/pubs/country/2006/myb3-2006-po.pdf|títalo=USGS-Minerals Yearbook 2006 – Portugal|acessodata=6 de Outubre de 2008}} (ls algarismos antre parénteses andican posiçon de l paíç an tenermos mundiales cumo pordutor).</ref> Alguns de ls recursos naturales, tales cumo ls bosques que cobren cerca de 34% de l paíç, son nomeadamente: [[pinheiro]]s (13500 km²), [[subreiro]]s (6800 km²), [[carrasco]]s (5340 km²) i [[eucalito]]s (2430 km²).
La [[baláncia comercial]] de Pertual ye, hai muito, deficitária, cul balor de las [[sportaçon]]es a cobrir solo 65% de l balor de las [[amportaçon]]es en 2006.<ref>{{citar web|url=http://stats.oecd.org/wbos/viewhtml.aspx?queryname=478&querytype=view&lang=en|títalo=OECD – Country statistical profiles 2008 – Portugal|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> Las maiores sportaçones corresponden als téxteis, bestuário, máquinas, material eilétrico, beiclos, eiquipamientos de trasporte, calçado, couro, madeira, corcha, papel, entre outras.<ref>Fuonte: INE, 2002</ref> L paíç amporta principalmente pordutos benidos de la Ounion Ouropeia: [[Spanha|Spanha]], [[Almanha|Almanha]], [[Fráncia]], [[Eitália]] i [[Reino Ounido]].
=== Einergie ===
{{Artigo percipal|[[Einergie an Pertual]]}}
[[Fexeiro:Alqueva dam.JPG|thumb|left|[[Barraige de l Alqueba]], [[Alanteijo|Alenteijo]] ]]
Pertual ye un paíç altamente deficitário en tenermos einergéticos, amportendo atualmente a totalidade de l [[Cumbustíbel fóssil|cumbustibles fósseis]] que cunsume.<ref>{{citar web|url=http://www.iea.org/Textbase/stats/balancetable.asp?COUNTRY_CODE=PT|títalo=2005 IEA Energy Statistics – Energy Balances for Portugal|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> Tal fato amplica que en 2005 Pertual amportou 87,3 % de la einergie total que cunsumiu (en [[tep]]s).<ref>{{citar web|url=http://www.iea.org/Textbase/stats/indicators.asp?COUNTRY_CODE=PT|títalo=IEA Energy Statistics – Energy Indicators for Portugal|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> Relatibamente a la porduçon de eiletricidade, Pertual porduziu en 2005 85 % de la eiletricidade que cunsumiu (amportendo ls restentes 15 %).<ref name="einergy">{{citar web|url=http://www.iea.org/Textbase/stats/electricitydata.asp?COUNTRY_CODE=PT|títalo=IEA Energy Statistics – Electricity/Heat in Portugal in 2005|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> La porduçon doméstica total nesse mesmo enho fui 46 575 GWh repartida de l seguinte modo en tenermos de las fuontes outelizadas: nun renobables 80,8 % ([[carbon]] 32,7 %, [[gáç natural]] 29,2 %, [[petrólio]] 18,9 %); renobables 19,2 % ([[hidroelétrica]] 11 %, [[einergie eiólica|eiólica]] 3,8 %, [[biomassa]] 3,0 %, outras 1,4 %).<ref name="einergy" />
'''Einergies renobables'''
[[Fexeiro:Parque eolico vila nova condeixa portugal 2.jpg|thumb|right|Parque eiólico en [[Bila Nuoba (Miranda de l Corbo)|Bila Nuoba]], [[Miranda de l Corbo|Mirenda de l Corbo]].]]
L gobierno de Pertual pretende que até 2010, 45 % de la eiletricidade porduzida seia oubtida a partir de fuontes renobables.<ref>{{citar web|url=http://www.min-economia.pt/document/Energias_Renov_PT.pdf|títalo=Einergies Renobábeis an Pertual – Menistério de la Eiquenomie i Inobaçon – pág. 6|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> La [[Barraige de l Alqueba]], ne l Alenteijo — serbindo la eirrigaçon de ls campos i gerendo einergie hidroelétrica, que criou l maior lago artificial na region oucidental de la [[Ouropa]] i fui un de ls maiores porjetos de ambestimiento de l paíç.
en 2007, fui einaugurada ua de las maiores centrales de [[Einergie solar|einergie solar fotoboltaica]] de l mundo (11 MW), en [[Brinches]], cunceilho de [[Serpa]]<ref>{{citar web|url=http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/6505221.stm|títalo=Portugal opens manjor solar plant|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> i en fase de custruçon encontra-se aqueilha que será a maior de l mundo ne l sou tipo (62 MW),<ref>{{citar web|url=http://www.ipsnews.net/news.asp?idnews=38245|títalo=PORTUGAL: Making Up for Lost Time in Renewable Energy|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> situada en [[Amareleija]], cunceilho de [[Moura]], cuja montaige deberá star totalmente cuncluída en 2010. Paralelamente la purmeira sploraçon comercial de l mundo de la [[einergie de las óndias]] de l mar entrou en funcionamiento en Setembre de 2008, 5 km al encho de [[Aguçadoura]], cunceilho de [[Póboa de Barzin]].<ref>{{citar web|url=http://www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=7006|títalo=Porduçon de einergie a partir de las óndias arrinca cun porjeto de la Enersis|acessodata=30 de Nobembre de 2008}}</ref> Tamien la poténcia enstalada en parques eiólicos será oumentada para 5100 MW en 2012 (contra ls 2000 MW enstalados até meados de 2007) anquanto la poténcia hidroelétrica anstalada deberá atingir ls 7000 MW en 2020 (contra ls cerca de 5000 MW de 2005).<ref>{{citar web|url=http://www.min-economia.pt/document/Energias_Renov_PT.pdf|títalo=Einergies Renobábeis an Pertual – Menistério de la Eiquenomie i Inobaçon – págs. 8 i 13|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> Ls ambestimientos an einergies renobables en Pertual poderán totalizar 12 mil milhones de ouros até 2012 i 120 mil milhones de ouros até 2020.<ref>{{citar web|url=http://www.guardian.co.uk/environment/2008/jun/06/renewableenergy.alternativeenergy|títalo=The Guardian – World's biggest solar farm at centre of Portugal's ambitious energy plan|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
=== Trasportes ===
{{Artigo percipal|[[Trasportes an Pertual]]}}
[[Fexeiro:Ponte Vasco da Gama.jpg|right|thumb|[[Puonte Basco de la Gama]], subre l [[Riu Teijo]], a maior de la [[Ouropa]]]]
Ls trasportes fúrun encarados cumo ua prioridade na [[Anhos 90|década de 1990]], subretodo debido al oumiento de la outelizaçon de beiclos altemobles i a la endustrializaçon.
Pertual fui un de ls purmeiros paízes de l Mundo a tener ua [[outo-strada]], einaugurada en [[1944]], ligendo [[Lisboua]] al [[Stádio Nacional]], la fetura Outo-strada [[Lisboua]]-[[Cascales]] (atual [[A5]]). Inda assi, anque tenéren sido más tarde custruídos alguns outros troços nas décadas de 1960 i 1970, solo ne l final de la década de 1980 fui ampeçada la custruçon de outo-stradas en grende scala. Hoije en die la rede de outo-stradas pertuesas ye bastente zambolbida i percorre quaije to l território, ligendo to l litoral i las percipales cidades de l enterior, nua stenson total de aprossimadamente 3000 km.
Hai inda ls [[Eitinerário Percipal|Eitinerários Percipales]] (IP's) i ls [[Eitinerário Cumplementar|Itinerários Cumplementares]] (IC's) que puoden ser custituídos por outo-stradas, bias rápidas (strada çtinada solo la tráfego motorizado, cun cruzamientos çnibelados i de acesso restrito a nós de ligaçon) i [[Strada Nacional|stradas nacionales]]. L paíç ten 68.732 km de rede de stradas, de ls quales cerca de 2600 km fázen parte dun sistema de outo-stradas. Destes, cerca de 900 km nun requíren l pagamiento de [[portaige]]s.<ref>{{citar web|url=http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=955727&main_id=|títalo=Pertual ye de ls paízes cun más portaiges|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> Até [[2012]], la stenson de la rede de outo-stradas deberá oumentar até als 3187 km.
Las dues percipales árias metropolitenas ténen sistemas de [[metro]]: l [[Metro de Lisboua]] i l [[Metro Sul de l Teijo]] na Ária Metropolitena de [[Lisboua]]; i ne l [[Porto]], l [[Metro de l Porto]], cada ua cun más de 35 km de linhas.
[[Fexeiro:Lisboa-Santa Apolonia Portugal.jpg|left|thumb|[[Staçon de Santa Apolónia|Staçon de Senta Apolónia]], ua de las percipales staçones de Pertual, situada en Lisboua]]
L trasporte ferrobiário de passageiros i mercadories ye feito outelizendo ls 2791 km de linhas ferrobiárias atualmente en serbício, de ls quales 1430 encóntren-se eiletrificados i aprossimadamente 900 permiten belocidades de circulaçon superiores als 120 km/h.<ref>{{citar web|url=http://www.refer.pt/pt/exploracao.php?id=538&idold=531|títalo=REFER EP – Rede Gerida|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> La rede ferrobiária ye gerida pula [[REFER]] anquanto que ls trasportes de passageiros i mercadories son de la respunsablidade de la [[Caminos de Fierro Pertueses]] (CP), ambas ampresas públicas. en 2006 la CP trasportou 133 milhones de passageiros i 9,75 milhones de toneladas de mercadories.<ref>{{citar web|url=http://www.cp.pt/cp/displayPage.do?vgnextoid=6a73df63e25a4010VgnVCM1000007b01a8c0RCRD|títalo=La CP|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
La fase de cuncurso para la custruçon i sploraçon dua rede ferrobiária de alta belocidade, cun las ligaçones Lisboua–Madrid, Lisboua–Porto i Porto–Bigo, tenerá ampeço en 2008 para la purmeira, anqunto que ls cuncursos para las ligaçones Lisboua–Porto i Porto–Bigo deberen ser lençados en 2009. La sploraçon deberá ampeçar en 2013 nas ligaçones Lisboua–Madrid i Porto–Bigo i en 2015 na ligaçon Lisboua–Porto. L ambestimiento prebisto para estas trés ligaçones ye de 7790 milhones de ouros. en studo sten más dues linhas de alta belocidade: Abeiro–Salamenca i Ébora–Faro.<ref>{{citar web|url=http://www.rave.pt/tabid/166/Default.aspx|títalo=RABE – La Rede de Alta Belocidade an Pertual|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
== Trensportes Aereos ==
Lisboua ten ua posiçon geográfica que a torna nun punto de scala para muitas cumpenhas aéreas strengeiras ne ls aeroportos en to l paíç. L Gobierno stá atualmente a studar l porjeto para la custruçon dun nuobo Aeroporto enternacional en [[Alcochete]], para sustituir l atual aeroporto de la Portela, en Lisboua (LIS). Atualmente, ls aeroportos más amportentes son ls aeroportos de [[aeroporto de Lisboua|Lisboua]] (''Portela''), [[aeroporto de Faro|Faro]] (FAO), [[aeroporto de l Porto|Porto]] (''Frencisco Sá Carneiro'') (OPO), [[aeroporto de la Madeira|Funchal]] (FNC) (''[[Ilha de la Madeira|Madeira]]''), [[Aeroporto Juan Paulo II|Punta Delgada]] (''Juen Paulo II'' - [[Açores]] (PDL)) , [[Terceira]] (TER) i [[Beja]] (BYJ).
Altres aeroportos i aerodromos: [[Bergancia|Bergencia]] (BGC), [[Bila Rial]] (VRL), [[Cascais]] (PCS), [[Biseu]] (VSE), [[Porto Santo|Porto Sento]] (PSO), [[Horta]] (HOR), [[Santa Maria|Senta Maria]] (SMA), [[Braga]] (BGZ), [[Cobilha]] (COV), [[Chabes]] (CHV), [[Coimbra]] (PCO), [[Abeiro]] (PAV), [[Ebora]] (PEV) i [[Portimao]] (PRM).
=== Quemunicaçones ===
[[Fexeiro:A28 No da Povoa de Varzim.JPG|thumb|right|Outo-Strada [[A28]], ne l [[Norte de Pertual]].]]
Pertual ten ua de las más altas taxas de penetraçon de [[telemoble]]s ne l mundo, sendo que l númaro de apareilhos de quemunicaçones móbeis yá ultrapassou l númaro de la populaçon total (a la data de 2007, l númaro de outelizadores era de 13.413 milhones).
Esta rede tamien ouferece conexones sin filo a la [[Anterneta|''enterneta'' moble]], i abrenge to l território. Ne l final de l purmeiro trimestre de 2008 eisistien en Pertual cerca de 1,713 milhones de outelizadores cun acesso a la ''enterneta'' en [[Banda ancha|benda encha móbel]] i cerca 1,58 milhones de acessos a la [[Anterneta|''enterneta'' fixa]], de ls quales aprossimadamente 1,52 milhones en [[banda ancha|benda encha]]. Pula purmeira beç, l númaro de outelizadores de benda encha moble ultrapassou l númaro de clientes de benda encha fixa.<ref>{{citar web|url=http://www.anacon.pt/template12.jsp?categoryId=258722#n3|títalo=Relatório de la ANACOM subre l acesso a la ''Anterneta''|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
La maiorie de ls pertueses assiste a la [[Telebison por cabo|telebison atrabeç de cabo]]. Tenendo en cunta ls crecimientos en ambas las tecnologies, ne l final de l purmeiro trimestre de 2008, ls assinentes de ls serbícios de Telebison por suscriçon suportados en redes de çtribuiçon por cabo ó [[satélite]] (DTH) repersentáben cerca de 36,2 por ciento de l alojamentos, más 1 punto percentual de l que ne l trimestre enterior. La penetraçon destes serbícios cuntina a ser superior a la média nas Regiones Outónomas (que tamien berificórun crecimientos seneficatibos).<ref>{{citar web|url=http://www.anacon.pt/template12.jsp?categoryId=258522|títalo=Relatório de la ANACOM subre serbícios de telebison por cabo i satélite|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> en 2006, surgiu un nuobo serbício de telebison de suscriçon baseado na tecnologie [[IPTB]], telebison por enterneta.
Mas, Pertual inda nun ten l serbício de [[Telebison Degital|Telebison Degital Terrestre]] (TDT) çponible sendo prebista la sue entrada pa l enho de [[2012]]. Las ouperadoras ampeçórun las simulaçones de eimissones degitales baseadas na tecnologie de trasmisson bídeo degital terrestre (DVB-T) en 2008, na ária de Lisboua.
Ligaçones a la ''enterneta'' sten çponibles en muitos [[café]]s, assi cumo en muitas [[Correios|staçones de correios]]. Puode-se tamien nabegar na ''enterneta'' en [[houtel]]es, [[Centro comercial|centros comerciales]] i centros de cunferéncia, en que zonas speciales sten reserbadas para este fin. L libre acesso a la ''enterneta'' tamien stá çponible als residentes en Pertual en "[[Spácio Anterneta|Spácios de ''enterneta'']]", spalhados pul paíç mas cun maior encidéncia ne ls percipales centros populacionales.
=== Auga i seneamiento ===
{{Artigo percipal|[[Auga i saneamiento an Pertual]]}}
Pertual tamien modernizou l sou [[Auga|sistema de abastecimiento de auga]] i [[Saneamiento básico|seneamento]] — nomeadamente atrabeç de l oumiento de la taxa de [[augas residuales]] tratadas cun apoio de susídios de la [[Ounion Ouropeia|UE]] — para 80%. L paíç tamien criou un moderno quadro enstitucional i jurídico pa l setor de la auga i seneamento, encluindo ua agéncia reguladora outónoma, chamada [[Augas de Pertual]], i un grende númaro de multi-serbícios públicos municipales. Esta sustituiu enstitucionalmente ua strutura de l setor, al abrigo de l qual ls 308 munecípios de l paíç — muitos deilhes cun repersentaçon populacional ó geográfica cumparatibamente pequeinha — tenie cumpeténcia sclusiba para la auga i l seneamento.
== Demografie ==
{{Ber artigo percipal|[[Demografie de Pertual]]}}
{{Populaçon de Pertual}}
Ls pertueses son, na sue ourige, cumpuostos por [[Celtas]] i [[Eiberos]], [[Celtiberos]] i, maioritariamente, puls [[Lusitanos|Lusitenos]]. Ls [[Galaicos]] ó "gallaeci" son de ourige [[celta]] i [[germanos|germánica]]. Ls [[Cónios]] i outras tribos menos seneficatibas custituen l resto de la ourige. Outras enfluéncias amportentes fúrun tamien ls [[Roma Antiga|Romenos]] (la [[Léngua pertuesa]] deriba de l [[Latin]]), ls [[Bisigodos]] i ls [[Suebos]], todos ls quales poboórun l que ye hoije território pertués. enfluéncias menores fúrun ls [[Griegos]] i ls [[Fenícios]]-[[Cartago|Cartagineses]] (cun pequeinhas feitorias comerciales costeiras semi-permenentes), ls [[Bándalos]] ([[Silingos]] i [[Asdingos]]), ls [[Alanos|Alenos]] (ambos spulsos ó parcialmente entegrados puls [[Bisigodos]]) i ls [[Berberes]] de l norte de África.
La populaçon pertuesa ye cumpuosta por 16,4% cun eidade cumprendida entre ls 0 i ls 14 enhos, 66,2% entre ls 15 i ls 64 enhos i 17,4% cun más de 65 enhos. La sperença média de bida ye de 78,04 enhos. en termos de alfabetizaçon, 93,3% sáben ler i screbir, tenendo la taxa de enalfabetismo benido la decer al longo de l enhos.<ref>Censos, 2001, INE, 2002.</ref> L crecimiento populacional queda ne ls 0,305%, nacendo 10,45 por cada mil habitentes i falecendo 10,62 por cada mil habitentes, l que faç cun que la populaçon nun steia a ser renobada, cuntribuindo para este fato la taxa de fertilidade que queda ne ls 1,49.<ref>{{Citation |title=Dados subre la populaçon pertuesa |url=https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/po.html |accessdate=2026-03-01 |archivedate=2016-05-15 |archiveurl=https://web.archive.org/web/20160515222033/https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook//geos/po.html }}</ref> Pertual ye un de ls paízes cun más baixa [[taxa de mortalidade anfantil|taxa de mortalidade enfentil]] (5 por mil) ne l mundo.<ref>{{citar web|url=http://www.unicef.org/health/files/The_State_of_the_Worlds_Children_2008.pdf|títalo=UNICEF – The State of the Worlds Children 2008|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
anque Pertual ser un paíç zambolbido, inda eisiste populaçon sin acesso la auga encenhada i eiletricidade, ambora an númaro bastente reduzido.<ref>Andicadores de Cunfuorto de las Familha – 1997, INE, 2002.</ref> L seneamiento básico inda nun abrenge to l território, sendo la region de l Alenteijo i de Lisboua i Bal de l Teijo adonde eisiste un maior númaro de populaçon cun acesso. Atualmente, inda eisiste un grende númaro de habitaçones cun fossa sética, anque alguas nun tenéren qualquier seneamento.<ref>Andicadores de Cunfuorto de las Familha, INE, 2002.</ref> L acesso a la salude ye garentido a to la populaçon, sendo l acesso als medicamientos garentido a 95 – 100% de la populaçon.<ref>Relatório de Zambolbimiento Houmano de 2002, ONU</ref>
Bíben en Pertual acerca de 550 mil eimigrentes, l que repersenta aprossimadamente 5% de la populaçon pertuesa, sendo la maiorie ouriunda de l [[Brasil]] (66.700), seguida de la [[Oucránia]] (65.800) i de [[Cabo Berde]] (64.300), entre outros, tales cumo [[Moldábia]], [[Roménia]], [[Guiné-Bissau]], [[Angola|Angola]], [[Timor-Leste]], [[Moçambique]], [[San Tomé i Príncepe|Sen Tomé i Príncepe]] i [[Rússia]].
[[Fexeiro:Portugal-demography.png|thumb|upright=2|center|Eiboluçon de la populaçon pertuesa entre 1961–2003 (númaro de habitentes en miles; fuonte [[FAO]], 2005)]]
== Lénguas ==
[[Fexeiro:Detailed SVG map of the Lusophone world.svg|thumb|right|upright=1.5|[[CPLP|Mundo Lusófono]]]]
La léngua oufecial de la República Pertuesa ye l pertués,<ref>Artigo 11.º, parágrafo 3, de la ''Custituiçon de la República Pertuesa''.</ref> que, cun más de 210 milhones<ref>{{citar web|url=http://www.bibliomonde.com/donnee/portugal-les-langues-180.html|títalo=Léngua Pertuesa|lengua=[[léngua francesa|francés]]| acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> de falentes natibos, ye la quinta léngua más falada ne l mundo i la terceira más falada ne l [[mundo oucidental]]. Lhéngua oufecial de Pertual i de l [[Brasil]], i elhéngua oufecial, en cunjunto cun outros elhénguas, de [[Angola]], [[Cabo Berde]], [[Guiné-Bissau]], [[Macau]], [[Moçambique]], [[San Tomé i Príncepe|Sen Tomé i Príncepe]] i [[Timor-Leste]], sendo falada na entiga [[Índia Pertuesa]] ([[Goa]], [[Damon]], [[Diu]] i [[Dadrá i Nagar-Aveli]]), para alhá de tener tamien statuto oufecial na [[Ounion Ouropeia]], na [[Ounion de Naciones Sul-Amaricanas|Ounion de Naciones Sul-Amaricenas]] i na [[Ounion Africana|Ounion Africena]].
Son inda reconhecidas i protegidas oufecialmente:
* la [[Léngua Gestual Pertuesa|léngua gestual pertuesa]]<ref>Artigo 74.º, parágrafo 2, alínea h), de la ''Custituiçon de la República Pertuesa'' – rebison de 1997.</ref>
* l [[mirandés|mirendés]], portegida oufecialmente ne l cunceilho de [[Miranda de l Douro|Mirenda de l Douro]],<ref>{{citar web|url=http://dre.pt/pdf1sdip/1999/01/024A00/05740574.PDF|títalo=Lei n.º 7/99 de 29 de Janeiro de 1999|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> cun ourige ne l [[asturo-leonés]], ensinada cumo segunda léngua facultatiba en scuolas de l cunceilho de [[Miranda de l Douro|Mirenda de l Douro]] i parte de l cunceilho de [[Bimioso]]. L sou uso, inda assi, ye bastente restrito, stendo en curso açones que garenten ls dreitos lenguísticos a la sue quemunidade falente.
La léngua pertuesa ye ua [[léngua románica]] (de l grupo [[Lénguas latinas de la Península Eibérica|ibero-románico]]), tal cumo l , [[léngua catalana|catalen]], [[Lhéngua eitaliana|eitalieno]], [[Lhéngua francesa|francés]], [[léngua romena|romeno]] i outros.
L pertués ye coincido cumo ''la léngua de Camões'' (por causa de [[Luís de Camões]], outor de [[Ls Lusíadas]]), ''la redadeira flor de l Lácio'', spresson ousada ne l [[soneto]] ''Léngua Pertuesa''<ref>{{citar web|url=http://www.ruadapoesia.com/content/view/125/47/|títalo=Soneto ''Léngua Pertuesa''|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> de [[Olavo Bilac (poeta)|Olabo Bilac]] ó inda ''la doce léngua'' por [[Miguel de Cervantes|Miguel de Cerventes]].
== Sociadade ==
=== Eiducaçon ===
{{artigo percipal|[[Eiducaçon an Pertual]]}}
[[Fexeiro:Karinecyril coimbra universite 3.jpg|thumb|right|[[Ounibersidade de Coimbra]].]]
L Sistema Eiducatibo en Pertual ye regulado pul stado atrabeç de l [[Menistro de la Eiducaçon]],<ref>{{citar web|url=http://www.min-edu.pt/|títalo=Menistério de la Eiducaçon de Pertual|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> i de l [[Menistro de la Ciéncia, Tecnologie i Ansino Superior|Menistro de la Ciéncia, Tecnologie i ensino Superior]].<ref>{{citar web|url=http://www.mctes.pt/|títalo=Menistério de la Ciéncia, Tecnologie i Ansino Superior de Pertual|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> L sistema de eiducaçon pública ye l más ousado i más bien amplementado, eisistindo tamien scuolas pribadas en todos ls nibles de eiducaçon.
en Pertual la eiducaçon ye ampeçada oubrigatoriamente para todos ls alunos als 6 enhos de eidade. La scolaridade oubrigatória ye de 9 enhos, habendo entençon de prolongamiento até 12 enhos. L purmeiro nible de ensino, l [[Ansino Básico|ensino Básico]], stá debedido en ciclos:
* [[Ansino básico|1.º ciclo]] (1.º al 4.º enho);
* [[Ansino básico|2.º ciclo]] (5.º al 6.º enho);
* [[Ansino básico|3.º ciclo]] (7.º al 9.º enho).
Ne l final de cada ciclo, ls alunos rializen probas de aferiçon (1.º i 2.º ciclos) i eisames nacionales (3.º ciclo), a las deciplinas de [[Léngua Pertuesa]] i [[Matemática]]. Las probas abaluen ls alunos subre la matéria lecionada durente l ciclo correspondente.<ref>{{citar web|url=http://min-edu.pt/np3content/?newsId=1198&fileName=despacho_2351_2007.pdf|títalo=Çpacho n.º 2351/2007, publicado an Diário de la República, 2.ª série, n.º 32, 14 de Febreiro de 2007|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref><ref>{{citar web|url=http://www.min-edu.pt/np3content/?newsId=1798&fileName=1207412098.pdf|títalo=Çpacho normatibo n.º 19/2008, publicado an Diário de la República, 2.ª série, n.º 56, a 19 de Márcio de 2008|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
L ciclo seguinte nun ye oubrigatório, i ye zeignado por [[Ansino Secundário|ensino Secundário]], abrengendo ls 10.º, 11.º i 12.º enhos. Ten un sistema de ourgenizaçon própio, defrente de ls restentes ciclos. La mudença de ciclo puode, en bários causos, ser marcada pula mudença de scuola, sendo, por eisemplo, las scuolas que abrenge l 1.º ciclo más pequeinhas que las restentes, tenendo en média cerca de 200 alunos, anquanto que las de l 2.º i 3.º ciclos i las secundárias puoden facilmente atingir ls 2000 alunos.
[[Fexeiro:IST Lisboa Torre Norte.jpg|thumb|left|Torre Norte de l [[Anstituto Superior Técnico|enstituto Superior Técnico]]]]
Eisiste inda la possiblidade de qualquiera studente poder frequentar [[Formaçon|Cursos de Formaçon i de Eiducaçon]], que den eiquibaléncia al 9.º enho, i [[Porfissional|Cursos Porfissionales]], que den eiquibaléncia al 12.º. Para para alhá de las halbelitaçones literárias, l studente recibe inda certificaçon porfissional. Assi, todos ls studentes puoden cuncluir l ensino Secundário, en regime diurno ó noturno. Estes cursos sten çponibles en scuolas porfissionales ó mesmo en scuolas quemuns.<ref>{{citar web|url=http://www.min-edu.pt/np3/23|títalo=Nuobas Ouportunidades|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
Las [[Ounibersidade|ounibersidades pertuesas]] eisisten zde 1290, sendo la purmeira la [[Ounibersidade de Coimbra]], inda assi, stableciu-se purmeiramente en [[Lisboua]] entes de se fixar definitibamente en [[Coimbra]]. Las ounibersidades son giralmente ourgenizadas en [[faculdade]]s. [[anstituto|enstituto]]s i [[scuola]]s tamien son quemuns a las chamaçones de las subdebisones de las enstituiçones outónomas de l ensino superior, i son siempre outelizadas ne l sistema politécnico. L sou engresso ye feito atrabeç de la média final que l aluno oubtebe ne l ensino Secundário, i passado la rializaçon de ls eisames neçairos. La [[Declaraçon de Bolonha]] fui aporfilhada zde 2006 pulas ounibersidades i enstitutos politécnicos pertueses.
en termos statísticos, la [[taxa de alfabetizaçon]] ne ls adultos arriba de 15 enhos que puoden ler i screbir queda ne ls 93,3%, sendo la taxa de ls homes 95,5% i de las mulhieres en 91,3% (stimatibas de [[2003]]). Las matrículas para la scuola purmária sten próssimas de l 100%. Solo 20% de la populaçon pertuesa en eidade de frequentar un curso de ensino superior, frequenta las enstituiçones de ensino superior de l paíç. Para para alhá de ser un de ls percipales çtinos pa ls studentes enternacionales, Pertual stá tamien entre ls percipales locales de ourige de studentes enternacionales. Todos ls studentes de l ensino superior, tento a studar ne l paíç cumo ne l strangeiro, totalizórun cerca de 380 mil alunos en 2005.
enfentil
=== Salude ===
{{Artigo percipal|[[Salude an Pertual]]}}
[[Fexeiro:Hoptial Viseu.jpg|thumb|right|[[Spital de San Teotónio|Spital de Sen Teotónio]], en [[Biseu]].]]
L sistema de [[salude]] pertués ye caratelizado por trés sistemas coeisistentes: l [[Serbício Nacional de Salude]] (SNS), ls regimes de siguro social de salude speciales para detreminadas porfissones (susistemas de salude) i siguros de salude de boluntariado pribados. L SNS ouferece ua cobertura ounibersal.<ref>{{citar web|url=http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/servico+nacional+de+saude/default.htm|títalo=Subre l Serbício Nacional de Salude Pertués|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> Para alhá desso, cerca de 25% de la populaçon ye cubierto por susistemas de salude, 10% en siguros pribados i outros 7% en fondos mútuos.<ref name="saude">[http://www.euro.who.int/document/chh/por_highlights.pdf Highlights on health in Portugal 2004] {{en}}</ref>
L [[Menistério de la Salude]] ye respunsable pul zambolbimiento de la política de la salude, bien cumo de gerir l SNS. Cinco admenistraçones regionales de salude son respunsables pula eisecuçon de ls oubjetibos de la política nacional de salude, zambolbimiento de ourientaçones i [[protocolo]]s i superbisionar la prestaçon de cuidados de salude. Ls sfuorços para la çcentralizaçon ténen se çtinado a trasferir la respunsablidade finenceira i de [[geston]] a nible regional.<ref name="saude"/> Na prática, mas, la outonomie de las admenistraçones regionales de salude subre definiçon de ourçamiento i de las çpesas fui lemitada als cuidados purmários. L SNS ye predominentemente finenciado atrabeç dua tributaçon giral. Las cuntribuiçones de ls ampregadores (encluindo l [[Stado]]) i de ls ampregados repersenten las percipales fuontes de finenciamiento de ls susistemas de salude. Para alhá desso, ls pagamientos diretos pul paciente i ls prémios de siguros boluntários de salude represénten ua grende percentaige de finenciamento.<ref name="saude"/>
Semelhente als outros paízes de la Ouropa, en Pertual la maiorie de la populaçon muorre cun [[malinas nó-trasmissibles]].<ref name="saude"/> La mortalidade debido la [[malinas cardiobasculares]] (DCB) ye maior de l que na [[Zona Ouro]], mas las sues dues percipales cumponentes, la malina cardíaca i la [[malina cerebrobascular]], amóstren las tendéncias en relaçon ambersa cula Ouropa, cula malina cerebrobascular sendo a maior causa de muorte en Pertual (17%).<ref name="saude"/> duoze por ciento de la populaçon morre de [[cáncaro]] cun menos frequéncia de l que na Ouropa, mas nun ye deminui la taxa de mortalidade ten debrebe cumo na Ouropa. L cáncaro ye más frequente entre ls ninos, bien cumo entre las mulhieres más moços, cun eidade enferior a 44 enhos. Ambora l [[cáncaro de l pulmon]] (lentamente oumentendo entre las mulhieres) i l [[cáncaro de la mama]] (deminuindo debrebe) nun afeten tento, l [[cáncaro de l colo de l útero]] i de la [[cáncaro de la próstata|próstata]] son más frequentes. Pertual ten la más alta taxa de mortalidade por [[diabretes]] na Ouropa, cun un oumiento acentuado zde ls finales de la década de [[1980]].<ref name="saude"/>
en Pertual, la [[taxa de mortalidade anfantil|taxa de mortalidade enfentil]] caiu acentuadamente zde la década de 1980, quendo 24 en cada 1000 recén-nacidos morrien ne l purmeiro enho de bida. Agora, ye cerca de 3 muortes por cada 1000 recén-nacidos. Esta melhorie debiu-se percipalmente a la deminuiçon de la mortalidade neonatal, de 15,5 para 3,4 por cada 1000 nacidos bibos.<ref name="saude"/>
Las pessonas son giralmente bien enformadas subre l sou stado de salude, ls eifeitos positibos i negatibos de ls sous cumportamientos en relaçon a la sue salude i la sue outelizaçon de ls serbícios de salude. Mas las percepçones subre la salude puoden diferir de l que ye admenistratibo i na enáleze baseada en dados que amóstren ls nibles de malina nas
populaçones.<ref name="saude"/> Assi, ls resultados de anquéritos baseados en outo-refréncia la nible de l agregado familiar cumplementar, outros dados subre stado de salude i a la outelizaçon de l serbícios. Solo un terço de ls adultos classeficórun la sue salude cumo buona ó mui buona en Pertual <ref>Kasmel et al., 2004</ref>. Esto ye menor de l que ne ls paízes de la Ouropa que eilaborórun estes relatórios i reflete la situaçon relatibamente adbersa de l paíç en tenermos de mortalidade i morbidade.<ref name="saude"/>
D'acordo cul redadeiro [[Relatório de Zambolbimiento Houmano|Relatório de Zambolbimiento Houmeno]], la média de [[bida]] en 2006 fui de 77,9 enhos.<ref name="saude"/>
=== Ciéncia i Tecnologie ===
{{Artigo percipal|[[Ciéncia i tecnologie an Pertual]]}}
[[Fexeiro:Neue Universität Lissabon.jpg|thumb|right|Eidifício de la Reitorie de la [[Ounibersidade Nuoba de Lisboua]].]]
Las atibidades de ambestigaçon [[Ciéncia|científica]] i [[Tecnologie|tecnológica]] en Pertual son subretodo cunduzidas ne l ámbito dua rede de ounidades de [[Ambestigaçon i Zambolbimento|I&D]] pertencentes a ounibersidades públicas i statales de geston outónoma de ambestigaçon, en enstituiçones cumo l INETI – [[Anstituto Nacional de Angenharie, Tecnologie i Inobaçon|enstituto Nacional de engenharie, Tecnologie i Inobaçon]].<ref>{{citar web|url=http://www.ineti.pt/|títalo=INETI|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> L finenciamiento deste sistema de ambestigaçon ye cunduzido principalmente sob la outoridade de l [[Menistério de la Ciéncia, Tecnologie i Ansino Superior|Menistério de la Ciéncia, Tecnologie i ensino Superior]].<ref>{{citar web|url=http://www.mctes.pt/|títalo=Menistério de la Ciéncia, de la Tecnologie i de l Ansino Superior|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> Las maiores ounidades de I&D de las ounibersidades públicas, en númaro seneficatibo de publicaçones, que alcençou l reconhecimiento enternacional, encluen enstituiçones de ambestigaçon de biociéncias cumo l [[Anstituto de Medecina Molecular|enstituto de Medecina Molecular]],<ref>{{citar web|url=http://www.imm.ul.pt/|títalo=Anstituto de Medecina Molecular|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> l [[Centro de Neurociéncias i Biologie Telemoble]],<ref>{{citar web|url=https://woc.uc.pt/zoologia/genericpages/showgenericpage.do;jsessionid=8BF83AE74486CB263583F15359FB7744?idgenericpage=49|títalo=Centro de Neurociéncias i Biologie Telemoble|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> l [[IPATIMUP]], i l [[Anstituto de Biologie Molecular i Telemoble|enstituto de Biologie Molecular i Telemoble]].<ref>{{citar web|url=http://sigarra.up.pt/reitoria/unidades_geral.visualizar?p_unidade=128|títalo=Anstituto de Biologie Molecular i Telemoble|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> Dentre las ounibersidades pribadas, centros de ambestigaçon notables encluen l [[Laboratório de Spresson Facial de la Emoçon]]. De ls centros de ambestigaçon notables apoiados pul Stado, stá l [[Laboratório Anternacional Eibérico de Nanotecnologie|Laboratório enternacional Eibérico de Nenotecnologie]], un sfuorço de ambestigaçon cunjunta entre Pertual i Spanha. entre las maiores enstituiçones nun statales stá l [[Anstituto Gulbenkian de Ciéncia|enstituto Gulbenkian de Ciéncia]] i la [[Fundaçon Champalimaud]],<ref>{{citar web|url=http://www.fchampalimaud.org/home/portuguese-summary/|títalo=Fundaçon Champalimaud|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> que atribui enualmente un de ls más eilebados prémios monetários de l mundo relacionado cula ciéncia. Ua série de ampresas nacionales i multinacionales de alta tecnologie, son tamien respunsables por porjetos de ambestigaçon i zambolbimento. Ua de las más entigas academias de Pertual ye la [[Academia de las Ciéncias de Lisboua]].
Pertual fizo acordos cun bárias ourgenizaçones científicas ouropeias cun bista a la plena adeson. Estas encluen la [[Agéncia Spacial Ouropeia]] (ESA), l [[Organizaçon Ouropeia para Ambestigaçon Nuclear|Laboratório Ouropeu de Física de Partículas]] (CERN), l [[ITER]], i l [[Ouserbatório Ouropeu de l Sul]] (ESO). Pertual ten entrado en acordos de coperaçon cul [[Anstituto Tecnológico de Massachusetts|MIT]] (S.O.A.) i outras enstituiçones norte-amaricenas, la fin de zambolber i oumentar la eficácia de l ensino superior i de ambestigaçon en Pertual.
== Cultura ==
{{artigo percipal|[[Cultura de Pertual]]}}
[[Fexeiro:Palaciodecristalporto.jpg|left|thumb|[[Pabilhon Rosa Mota]], [[Porto]].]]
=== Arquitetura ===
{{artigo percipal|[[Arquitetura de Pertual]]}}
La ''Arquitetura Popular Pertuesa'' marcou la arquitetura pertuesa de ls anhos 50 que prebaleciu até al final de l [[Salazarismo]].<ref>{{citar web|url=http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq095/arq095_01.asp|títalo=Subre la Arquitetura Popular Pertuesa|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> Assiste-se hoije, an Pertual, a un fenómeno cumplementar i inobador, la arquitetura cuntemporánea, ne l ámbito de la arquitetura pertuesa que, cuntrapone la, cunceitos bielhos i cunserbadores de tradiçones i modos de ouperar, a ua entençon afirmada, de inobar l spácio i custrui-lo cun cunceitos, materiales i técnicas que permiten bibir an plano la cuntemporeneidade. La arquitetura cuntemporánea cruza bárias geraçones an simultáneo que marcórun i cuntinen a marcar arquitetura pertuesa, zde meados de l seclo XX até als nuossos dies. [[Fernando Távora|Fernendo Távora]], [[Manuel Tainha|Manuel Tainha]], [[Álvaro Siza]], [[Vítor Figueiredo]], [[Gonçalo Byrne]], [[Eduardo Souto Moura]], [[Filipe Oliveira Dias]], [[Tomás Taveira]] i [[Carrilho da Graça]] son ls arquitetos que traduzen l que de melhor se porduç, de arquitetura, an Pertual. Inda assi, estes porjetos totalizen ua pequeníssima parte de las custruçones efetuadas ne l paíç.
=== Literatura ===
{{artigo percipal|[[Literatura de Pertual]]}}
[[Fexeiro:Jo-Sa (cropped).jpg|upright|thumb|[[José Saramago]], bencedor de l [[Prémio Nobel de la Literatura]], ye cunsidrado l respunsable pul efetibo reconhecimiento enternacional de la lhéngua pertuesa.<ref>[[Ernani Tierra|Tierra, Ernani]]. De Nícola, José. ''Pertués: De uolho ne l mundo de l trabalho''. Eiditora Scipione (1ª Eidiçon, 2006). Literatura, pág.463</ref>|ligação=Special:FilePath/Jose_Saramago-Sep2006.jpg]]
Na literatura pertuesa, ye eiminente la [[poesie]], stendo entre ls maiores poetas pertueses de todos ls tiempos [[Luís Vaz de Camões|Luís de Camões]] , [[Fernando Pessoa|Fernendo Pessoa]], [[Bocage]] , [[Antonio Nobre|entonio Nobre]] I [[Sophia de Mello Breyner Andresen|Sophia de Mello Breyner endresen]] als quales se puode acrescentar [[Eugénio de Andrade|Eugénio de endrade]], [[Florbela Espanca|Florbela Espanca]], [[Cesário Verde]], [[António Ramos Rosa|antónio Ramos Rosa]], [[Mário Cesariny]], [[Antero de Quental|entero de Quental]] i [[Herberto Helder]], entre outros. Na [[prosa]], [[Damião de Góis]], l [[Padre António Vieira|Padre antónio Vieira]], [[Almeida Garrett]], [[Eça de Queirós]], [[Camilo Castelo Branco|Camilo Castelo Brenco]], [[Miguel Torga]], [[Fernando Namora|Fernendo Namora]], [[José Cardoso Pires]], [[António Lobo Antunes|antónio Lobo entunes]], [[José Luís Peixoto]] i [[José Saramago]] ([[Noble de Literatura]]) son nomes de grande relebo. Ne l triato, çtaca-se la figura maior de [[Gil Vicente]], [[António José da Silva|antónio José da Silva]] – dezido "l Judiu" – i [[Bernardo Santareno|Bernardo Sentareno]].<ref>{{citar web|url=http://www.portaldaliteratura.com/literatura.php|títalo=Subre la literatura pertuesa|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref><ref>{{citar web|url=http://www.instituto-camoes.pt/cvc/conhecer/bases-tematicas/literatura-portuguesa.html|títalo=Literatura Pertuesa – Anstituto de Camões|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
=== Música ===
{{artigo percipal|[[Música de Pertual]]}}
[[Fexeiro:Mariza 2.jpg|thumb|upright|Mariza an cuncerto ne l [[Pabilhon Atlántico]].]]
La música tradicional pertuesa ye bariada i mui rica. De l [[folclore]] fázen parte las balças de l bira, de l Minho, de ls [[Pauliteiros de Miranda|Pauliteiros de Miranda]], de la zona mirandesa, de l [[Corridinho]] de l Algarbe ó de l Beilinho, de la Madeira. Strumientos típicos son l [[cabaquinho]], la [[gaita-de-fuole]]s, l [[acordeon]], l [[biolino]], ls [[tambor]]s, la [[guitarra pertuesa]] (strumiento caratelístico de l [[fado]]) i ua bariadade de strumientos [[strumiento de sopro|de sopro]] i [[percusson]]. Inda na cultura popular eisisten las [[bandas filarmónicas|bendas filarmónicas]] que repersénten cada localidade i tócen bários stilos de música, zde a popular a la clássica, sendo las bendas pertuesas de las que melhor qualidade artística ténen.
L más coincido stilo de [[música]] pertués ye l [[Fado]], cuja entérprete más célebre fui [[Amália Rodrigues]]. Outros centores cumo [[Alfredo Marceneiro]], [[Vicente da Câmara]], [[Nuno da Câmara Pereira]], [[Frei Hermano da Câmara|Frei Hermeno da Câmara]], [[António Pinto Basto|antónio Pinto Basto]], [[Lenita Gentil]] , [[Linda de Suza]] i [[Hermínia Silva]] tamien se çtinguiren cumo fadistas. Inda assi, l Fado ten tamien ne ls redadeiros anhos assistido al aparecimiento de moços centores que atinge grande éxito, cumo [[Camané|Camené]], [[Mariza]], [[Ana Moura|ena Moura]], [[Mafalda Arnauth]] i [[Mísia]], entre outros, bien cumo de moços guitarristas cumo [[Bernardo Couto]].
Recentemente, atrabeç de l [[Madredeus]] i de centores cumo [[Mariza]] ó [[Dulce Pontes]], la música pertuesa ten atingido un patamar de reconhecimiento enternacional i ten ajudado a dibulgar la [[lhéngua pertuesa]] an to l mundo.<ref>{{citar web|url=http://www.edusurfa.pt/Area.asp?seccao=2&area=6&artigoid=7907|títalo=Stória de l Fado|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
La nible de enstrumentistas merece rialce la carreira i cumposiçones de l guitarrista [[Carlos Paredes]], l más coincido mestre de [[guitarra pertuesa]].
[[Fexeiro:Casa-da-musica(interior).1024.jpg|thumb|right|Bista enterior de l ouditório de la ''[[Casa de la Música]]''.]]
Refréncias de la cençon de finales de l seclo XX (percipalmente de l período pré i pós-rebolucionário) son [[Zeca Afonso]], [[Sérgio Godinho]], ls [[Trovante|Trovente]] entre outros. Mesmo sendo inda l fado l género más coincido para alhá frunteiras, la "nuoba" música pertuesa tamien ten un papel amportente, demunstrendo grande oureginalidade. [[Mafalda Veiga]], [[Sara Tavares]], [[Cristina Branco|Cristina Brenco]], [[Lúcia Moniz]], [[Jorge Palma]], [[Rui Veloso]], [[Clã (banda)|Clã]], [[GNR (banda)|GNR]], [[Ornatos Violeta]], [[Xutos & Pontapés]], [[Moonspell]], [[Da Weasel]], [[Tiago Bettencourt]], [[Fingertips]] i [[Primitive Reason]] son solo alguns de ls nomes más coincidos, endo de l ''rock'', a la ''pop''-eiletrónica i al ''[[rap]]'', entre outros stilos.
La [[música eirudita]] pertuesa custitui un capítulo amportente de la música oucidental. Al longo de l seclos, subressalírun nomes de cumpositores i entérpretes cumo ls trobadores [[Martim Codax]] i [[Deniç de Pertual|D. Deniç]], ls polifonistas [[Duarte Lobo]], [[Filipe de Magalhães]], [[Manuel Cardoso (cumpositor)|Manuel Cardoso]] i [[Pedro de Cristo]], l ourgenista [[Manuel Rodrigues Coelho|Manuel Rodrigues Coelho]] l cumpositor i crabista [[Carlos Seixas]], la centora [[Luísa Todi]], l sinfonista i pienista [[João Domingos Bomtempo]] ó l cumpositor i musicólogo [[Fernando Lopes Graça|Fernendo Lopes Graça]]. L período de ouro de la música pertuesa coincidiu, çcutiblemiente, cul apogeu de la polifonia clássica ne l seclo XVII (Scuola de [[Ébora]], [[Santa Cruç de Coimbra|Senta Cruç de Coimbra]]). entre las grandes refréncias atuales, pontificen ls nomes de ls pienistas [[Artur Pizarro]], [[Maria João Pires]], [[Olga Prats]] i [[Sequeira Costa]], de la bioletista [[Anabela Chaves|anabela Chaves]], de l biolinista Carlos Damas, de l cumpositor [[Emmanuel Nunes|Emmenuel Nunes]], de l cumpositor i maestro [[Álvaro Cassutto]]. Las orquestras sinfónicas más amportentes son la Orquestra de la [[Fundaçon Gulbenkian|Fundaçon Gulbenkien]], la [[Orquestra Nacional de l Porto]] i la [[Orquestra Sinfónica Pertuesa]]. Ne l que diç respeito a la ópera, l [[Triato Nacional de San Carlos|Triato Nacional de Sen Carlos]] an Lhisboua ye l más repersentatibo.
=== Gastronomie ===
{{Artigo percipal|[[Gastronomie de Pertual]]}}
[[Fexeiro:Port wine.jpg|thumb|right|Un copo de [[bino de l Porto]].]]
La gastronomie ye mui rica an bariadade i de l agrado de nacionales i strengeiros an giral. Cada zona de l paíç ten ls sous pratos típicos, encluindo ls más dibersificados alimentos, passendo pulas chichas de [[ganado|genado]], [[carneiro]], [[cochino]] i [[chicha branca|abes]], puls bariados [[anchido|enchido]]s, pulas dibersas speces de [[peixe]] fresco i [[marisco]] (grande bariadade de pratos de [[bacalhau]]). entre ls [[queiso]]s subressaen ls de la [[Queiso Serra de la Streilha|Serra de la Streilha]] i de [[Queiso de Azeiton|Azeiton]], entre muitos outros.
Pertual ye un paíç fuortemente [[binícola]], sendo célebres ls binos de l [[Douro]], de l [[Alanteijo|Alenteijo]] i de l Den, ls [[Bino Berde|binos berdes]] de l [[Minho]], i ls licorosos de l [[Bino de l Porto|Porto]] i de la [[Bino de la Madeira|Madeira]]. an doçarie, i por entre ua einorme bariadade de receitas tradicionales, son mui famosos ls chamados [[Pastéis de nata|pastéis de Belén]], mentendo-se l segredo de la sue cunfeçon bien guardado, assi cumo ls [[uobos dóndios]] de Abeiro, l [[pastel de Tentúgal]], la sericaia ó l [[pan-de-ló|pen-de-ló]] de Obar, a par de muitos outros.
De entre ls pratos típicos, son de çtacar l [[cozido a la pertuesa]], l [[bacalhau a la Brás]], [[Bacalhau a la Gomes de Sá|a la Gomes de Sá]] ó an [[Pastel (culinária)|pastéis]], las spetadas de la Madeira, l cozido bulcánico de ls Açores ([[Ilha de San Miguel|Sen Miguel]]) , l [[leiton assado a la moda de la Bairrada]] ls [[cherrelhones]] de [[Abeiro]] i de l [[Minho]], la [[chanfana|chenfena]] de la Beira, la chicha de cochino a la alenteijena, ls peixes grelhados (an to l paíç), las [[Tripas a la moda de l Porto|tripas]] (de la region de l Porto), las [[Pataniscas de bacalhau|pateniscas]] (de la region de [[Lisboua]]) ó l [[gaspacho]] (de l Alenteijo i Algarbe). La cozina pertuesa enfluenciou tamien outras gastronomies, tales cumo la [[japon]]esa, cula entroduçon de la [[tempura]].<ref>{{citar web|url=http://www.gastronomias.com/portugal/|títalo=Gastronomie de Pertual|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
=== Çporto ===
{{Artigo percipal|[[Çporto de Pertual]]}}
[[Fexeiro:Portugiesische Fans bei der Euro 2004.jpg|right|thumb|Adetos pertueses apoien la [[Seleçon Pertuesa de Futebol]].]]
L [[futebol]] ye l más coincido, amado i praticado çporto an Pertual. L lendário [[Eusébio]] ye inda un grande simblo de la stória de l [[futebol an Pertual|futebol pertués]] i ls más recentes fenómenos de popularidade [[Luís Figo]], [[Vítor Baía]], [[Rui Costa]], [[João Vieira Pinto]] i [[Cristiano Ronaldo|Cristieno Ronaldo]] sten entre ls numerosos eisemplos de outros futebolistas de renome mundial nacidos an Pertual.
{| class="wikitable"
! style="background: #D8E2EF; color:#000080;" |Eiquipa
! style="background: #D8E2EF; color:#000080;" |Çporto
! style="background: #D8E2EF; color:#000080;" |Fundaçon
! style="background: #D8E2EF; color:#000080;" |Liga
! style="background: #D8E2EF; color:#000080;" |Stádio
! style="background: #D8E2EF; color:#000080;" |Capacidade
! style="background: #D8E2EF; color:#000080;" |Treinador
|-
|[[Sport Lisboa e Benfica]] ''(SLB)''
|[[Futebol]]
|[[28 de Febreiro]] de [[1904]]
|[[Liga Pertuesa]]
|[[Estádio da Luz|Estádio do Sport Lisboa e Benfica (Estádio da Luz)]]
|65.200
|[[Rui Vitória]]
|-
|[[Sporting Clube de Portugal]] ''(SCP)''
|[[Futebol]]
|[[1 de Júlio]] de [[1906]]
|[[Liga Pertuesa]]
|[[Estádio Alvalade XXI|Estádio José Alvalade – Século XXI]]
|50.095
|[[Jorge Jesus]]
|-
|[[Futebol Clube do Porto]] ''(FCP)''
|[[Futebol]]
|[[28 de Setembre]] de [[1893]]
|[[Liga Pertuesa]]
|[[Estádio do Dragão]]
| 52.202
|[[Nuno Espirito Santo|Nuno Espirito Sento]]
|-
|}
Las modalidades çportibas an que l paíç más se çtaca la nible enternacional son, para alhá de l futebol, la [[bela]], [[eiquitaçon]], l [[judo]], l [[ciclismo]], la [[sgrima]], l [[hóquei an patines|hóquei an patines]], l [[atletismo]] i l [[tiro]]. Pertual participou an todos ls [[Jogos Oulímpicos de Berano|Jogos Oulímpicos de Berano]] zde ls [[Jogos Oulímpicos de Berano de 1912|Jogos de 1912]], tenendo tenido 4 medalhas de ouro an atletismo ([[Carlos Lopes]] ne ls [[Jogos Oulímpicos de Berano de 1984|Jogos de 1984]], [[Rosa Mota]] ne ls [[Jogos Oulímpicos de Berano de 1988|Jogos de 1988]], [[Fernanda Ribeiro|Fernenda Ribeiro]] ne ls [[Jogos Oulímpicos de Berano de 1996|Jogos de 1996]] i [[Nelson Évora]] ne ls [[Jogos Oulímpicos de Berano de 2008|Jogos de 2008]]) i numerosas medailhas de prata i bronze ne ls restentes çportos.
=== Turismo ===
{{artigo percipal|[[Turismo an Pertual]]}}
[[Fexeiro:Algarve-1.jpg|left|thumb|[[Praia de la Marina]], [[Algarbe]].]]
L [[Algarbe]], ne l Sul de Pertual, ye por eiceléncia un pólo turístico enternacional, de muitos nacionales i ouropeus, subretodo [[Reino Ounido|británicos]]. L clima i la temperatura de la auga son ls percipales fatores que cuntribuen pa l grande crecimiento de l turismo nesta region.
Yá [[Lisboua]] atrai muitos turistas pula stória i pul recheio de [[menumiento]]s (cumo l [[Alcadute de las Augas Libres]], la [[Sé Catedral de Lisboua|Sé Catedral]], la [[Baixa Pombalina]], la [[Torre de Belén]] i l [[Mosteiro de l Jerónimos]]). Ls sous grandes puntos turísticos son ls museus nacionales de [[Museu Nacional de Arte Antiga|Arte entiga]], de l [[Museu de l Coches|Coches]] i de l [[Museu Nacional de l Azuleijo|Azuleijo]], la [[Fundaçon Calouste Gulbenkian|Fundaçon Calouste Gulbenkien]], l [[Centro Cultural de Belén]] i l [[Triato Nacional de San Carlos|Triato Nacional de Sen Carlos]]. De çtacar tamien l [[Ouceanário de Lisboua|Ouceenário de Lisboua]], la diberson noturna i to la ária ambolbente al recinto de la [[Sposiçon Mundial de 1998]].
La [[Península de Setúbal]] ten bárias caratelísticas naturales i culturales çtacendo-se la [[Serra de la Arrábida]], las [[praia]]s de [[Almada]] i [[Sesimbra]], la baía natural de l [[Seixal]], las [[salina]]s de [[Alcochete]], ls [[Molino de auga|molinos de maré]], las [[Ambarcaçones tradicionales|ambarcaçones típicas]] de l [[riu Teijo|Teijo]] i [[riu Sado|Sado]], las entigas bilas piscatórias i to la fauna i flora ribeirinha.
[[Fexeiro:Rio douro.jpg|thumb|right|[[Region Binhateira de l Alto Douro|Region de l Alto Douro Binhateiro]]]]
Ne l norte, l [[Porto]] ye ua cidade que ben cunquistendo un lugar de relebo ne l penorama cultural de l paíç i de la Ouropa. Fui [[Capital Ouropeia de la Cultura]] an 2001. La [[Fundaçon de Serralbes]] i la [[Casa de la Música]] son de besita oubrigatória, bien cumo la [[Torre de l Clérigos]] (''[[ex- libris]]'' de la cidade) i la [[Sé de l Porto|Sé]] çtacendo-se tamien l [[Triato Nacional San Juan|Triato Nacional San Juan]], ls [[Jardines de l Palácio de Cristal]] i to la zona de l centro stórico.
La [[Madeira]] ye tamien un pólo turístico enternacional, to l enho, tento pul sou clima ameno i paisaiges suberentes, cumo pul sou ''[[rébeillon]]'' cul maior spetaclo de fuogo-de-artifício de l mundo, las sues flores, l enternacionalmente coincido [[Bino de la Madeira]] i la sue caratelística gastronomie.
Na lista de l [[Património Mundial]] encontren-se ls centros stóricos de l [[Centro Stórico de l Porto|Porto]], [[Centro Stórico de Angra de l Heiroísmo|engra de l Heroísmo]], [[Centro Stórico de Guimarães|Guimarães]], [[Centro Stórico de Ébora|Ébora]] i [[Paisaige Cultural de Sintra|Sintra]]. Sen tamien Património Mundial l [[Mosteiro de l Jerónimos]], la [[Torre de Belén]], l [[Mosteiro de Alcobaça]], l [[Mosteiro de la Batailha]], l [[Cumbento de Cristo an Tomar|Cumbento de Cristo an Tomar]], ls [[sítios de arte rupestre de l Bal de l Cóa]], la floresta [[laurissilba]] de la [[Ilha de la Madeira]], i las [[Paisaige de la Cultura de la Benie de la Ilha de ls Pico|paisaiges bitibinícolas de la Ilha de l Pico]] i de l [[Region Binhateira de l Alto Douro|Alto Douro Binhateiro]].
[[Fexeiro:Nt-sintra1.jpg|thumb|left|Bista subre la [[Sintra|Bila de Sintra]].]]
L [[Algarbe]] i la [[Madeira (Pertual)|Madeira]] tamien son locales de eileiçon por turistas strengeiros i nacionales para la prática de [[golfe]], çporto para cuja prática l paíç apersenta eicelentes cundiçones.
Pertual ye tamien un pais adonde se pratica, para alhá de muitos outros çportos, [[surf]]. entre ls melhores lugares pa praticar sten l [[Fuorte de l Guincho|Guincho]], [[Peniche]], [[Ericeira]], [[Carcabelos]], [[San Pedro de l Storil|Sen Pedro]] i [[San Juan de l Estoril|San Juan de l Estoril]], [[Cuosta de la Caparica]] i [[Parque Natural de l Sudoeste Alanteijano i Cuosta Bicentina|Sen Torpes]].
Outras atraçones amportentes turísticas son las cidades de [[Braga]] (Centro Stórico, [[Bun Jasus de l Monte|Bun Jasus]] i [[Bracalándia]]), [[Bergáncia (Pertual)|Bergáncia]] (Centro Stórico, Castielho i Triato Municipal), [[Chabes (Pertual)|Chabes]] (centro stórico i termas), [[Coimbra]] ([[Ounibersidade de Coimbra|ounibersidade]], [[judiarie]] i [[Pertual de l Pequenitos]]), [[Bila Rial]] ([[Solar de Mateus]] i Triato Municipal), [[Cobilhana|Cobilhena]] i region ambolbente ([[Serra de la Streilha]]), las [[Aldés Stóricas]] de la [[Beira Baixa]] i [[Beira Alta]], [[Monsaraç]] i [[Marbon]].
La [[floresta pertuesa]] potencia tamien la outelizaçon turística, sendo de çtacar l solo parque nacional pertués ([[Parque Nacional de la Peneda-Gerés]]).<ref>{{citar web|url=http://www.dgturismo.pt/Portugu%c3%aas/Pages/Homepage.aspx|títalo=Turismo de Pertual|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
{{-}}
=== Religion ===
{{artigo percipal|[[Religion an Pertual]]}}
[[Fexeiro:Virgen de Fátima.JPG|upright|thumb|[[Nuossa Senhora de Fátima]].]]
La maiorie de ls Pertueses (cerca de 84,5% de la populaçon total – segundo ls resultados oufeciales de ls [[censo]]s 2001), enscreben-se nua tradiçon [[Catolicismo|católica]].<ref>{{citar web|url=https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/po.html|títalo=Subre la religion an Pertual|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> La prática dominical de l [[Catolicismo]] segundo un studo de la própia [[Eigreija Católica]] (tamien de 2001) ye rializada por 1.933.677 católicos praticentes (18,7% de la populaçon total) i l númaro de [[Quemunhon|quemungentes]] ye de 1.065.036 (10,3% de la populaçon total). Cerca de metade de ls [[casamiento]]s rializados son casamientos católicos, ls quales pordúzen outomaticamente eifeitos cebiles. L [[dibórcio]] ye premitido, cunforme stablecido ne l [[Código Cebil]], por mútuo cunsentimiento ó por requerimiento ne l tribunal por un de l cónjuges, anque l [[Dreito Canónico|Dreito Matrimonial Cenónico]] nun preber esta figura. Eisisten binte dioceses an Pertual, agrupadas an trés porbíncias eclesiásticas: [[Arquidiocese de Braga|Braga]], [[Patriarcado de Lisboua|Lisboua]] i [[Arquidiocese de Ébora|Ébora]].
L [[protestantismo|protestentismo]] an Pertual ten bárias chamaçones atuentes maioritariamente de cultos cun enspiraçon [[Eigreija eibangélica|eibengélica]] [[neopentecostal]] (s: [[Assemblé de Dius]] i [[Eigreija Maná|Eigreija Mená]]) ó de eimigraçon brasileira (s: [[Eigreija Ounibersal de l Reino de Dius|IURD]]) .
[[Fexeiro:Mosteiro dos Geronimos 4.JPG|thumb|left|[[Mosteiro de ls Jerónimos]].]]
Las [[Testemunhas de Jeobá|Teçtemunhas de Jeobá]] cúnten cun cerca de 50.000 praticentes en Pertual, çtribuídos por cerca de 650 cungregaçones, sendo que ls simpatizentes alcánçen un númaro similar. Más de 95.000 pessonas assistírun en 2007 a la sue percipal celebraçon, la [[Comemoraçon de la Muorte de Cristo]]. La religion stá persente ne l paíç zde 1925, tenendo sido proscrita oufecialmente entre 1961 i 1974, período en que ouperou na [[clandestinidade|clendestinidade]]. en Dezembre de 1974, la Associaçon de las Teçtemunhas de Jeobá fui legalmente recoincida, tenendo hoije la sue sede en [[Alcabideche]]. Pertual ye un de ls 236 paízes adonde esta chamaçon relegiosa se encontra atualmente atiba.
La quemunidade [[judaísmo|judaica]] en Pertual cunseguiu mentener-se até a la atualidade, nun oustente la orde de spulson de ls [[Judiu]]s la [[5 de Dezembre]] de [[1496]] por decreto de l [[Manuel I de Pertual|Rei D. Manuel I]], oubrigendo muitos a scolher entre cumbersones fuorçadas ó la afetaba spulson de l paíç, ó a la prison i cunsequentes penas decretadas pula [[Anquisiçon|anquisiçon]] pertuesa, que, percisamente por este motibo acabou por ser ua de las más atibas na Ouropa. La forma cumo l culto se zambolbiu na bila raiena de [[Belmonte (Pertual)|Belmonte]] ye un de ls eisemplos de perseberença de ls [[judiu]]s cumo ounidade en Pertual. en 1506, en Lisboua, dá-se un [[Pogron de Lisboua de 1506|massacre de Judius]] en que perdírun la bida entre 2.000 i 4.000 pessonas, un de ls más biolentos na época, a nible ouropeu.
Eisisten inda minories [[Eislan|eislámicas]] (15 000 pessonas)<ref>{{citar web|url=http://www.routard.com/guide/portugal/281/traditions.htm|títalo=15.000 fiéis a la cunfisson muçulmana|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> i [[hinduísmo|hindus]], cun base, na sue maiorie, en çcendentes de [[eimigrante|eimigrente]]s, bien cumo alguns focos puntuales (alguns solo la nible regional) de [[budismo|budistas]], [[gnosticismo|gnósticos]] i [[spiritismo|spritas]].
La [[Custituiçon Pertuesa]] garente [[libardade relegiosa]] total i la [[eigualdade]] entre religiones,<ref>Artigo 13.º, parágrafo 2, de la ''Custituiçon de la República Pertuesa'': "Naide puode ser pribilegiado, beneficiado, prejudicado, pribado de qualquier dreito ó isento de qualquier deber an rezon de ascendéncia, sexo, raça, léngua, território de ourige, religion, cumbiçones políticas ó eideológicas, anstruçon, situaçon eiconómica, cundiçon social ó ourientaçon sexual"; i artigo 41.º subre la liberdade de cuncéncia, de religion i de culto.</ref> apesar de la [[Cuncordata]] que pribilegie la Eigreija Católica,<ref>{{citar libro|eidiçon=Eidiçon special de l [[Correio de la Manhana]]|títalo=Ls Papas – De San Pedro la Juan Paulo II|belume=Fasciclo XI, "Lion XIII lança doutrina social de la Eigreija"|páiginas=250|anho=[[2005]]}}</ref> en bárias dimensones de la bida social, pul que ye quemun, en alguas cerimónias oufeciales públicas cumo inauguraçones de eidifícios ó eibentos oufeciales de Stado, haber la persença dun repersentente de la Eigreija Católica. Inda assi, la posiçon relegiosa de ls políticos eileitos ye normalmente cunsidrada eirrelebente puls eileitores. A eisemplo desso, dous de ls redadeiros Persidentes de la República ([[Mário Soares]] i [[Jorge Sampaio]]) éren pessonas assumidamente [[laicismo|laicas]].
=== Meios de quemunicaçon social ===
La quemunicaçon social en Pertual stá bien persente, sendo la telebison l meio de quemunicaçon más enfluente.
;Rádio
[[Fexeiro:RTPhead.jpg|Sede de la Rádio i Telbison de Pertual en [[Lisboua]].|thumb|right]]
La rádio apareciu en Pertual ne l segundo quartel de l seclo XX. Las purmeiras eimissones, en Óndia Média, rializórun-se en 1932, pula enton [[Eimissora Nacional]], fundada oufecialmente en 1935, mas eisistente zde 1930, aquendo dun decreto que criou, na dependéncia de l [[CTT]], la Direçon de ls Serbícios Radio eilétricos, outorizendo, en simultáneo, la aquisiçon de ls purmeiros eimissores de [[Óndia Média]] i [[Óndia Cúrtia]] en Pertual. en 1934, rializórun-se las purmeiras eimissones en Óndia Cúrtia. La Eimissora Nacional fui eissencialmente definida a la eimaige de cungéneres ouropeias. Cuncebida nun quadro político enterno i sterno en que las rádios nacionales zampenháben subretodo un papel de beiclo de ls entresses de l Gobierno, esta caratelística acentuou-se inda más ne l causo pertués en funçon de l [[Ditadura|regime totalitário]] que bigorou até 1974. Apuis de la chimpa de l regime, las staçones radiofónicas son nacionalizadas i ye criada la [[RDP]] – Radiodifuson Pertuesa. La sue eiboluçon prosseguiu, cun reorgenizaçones enternas i reformas, i hoije ye chamada de [[RTP]] – Rádio i Telebison de Pertual. Atualmente, la RTP, ampresa pública statal, ten trés eimissoras: [[Antena 1|entena 1]], [[Antena 2|entena 2]] i [[Antena 3|entena 3]]. Para para alhá destas, eisisten eimissoras pribadas, sendo las más coincidas i entigas, la [[Rádio Renacença]], la [[Rádio Comercial]] i l [[Rádio Clube Pertués]]. Tamien eisisten cerca dua ciento de rádios locales i regionales, sendo la Rádio Boç de Alenquer, la Rádio Seixal i la Rádio Festibal las que se çtacen pula grende aposta na música pertuesa. Cula eiboluçon tecnológica, ye possible oubir la trasmisson radiofónica pula ''enterneta'' i por telemoble.
;Telibison
La telebison apareciu an Pertual na década de 50 de l seclo XX. Por einiciatiba de l Gobierno, la custituiçon de la RTP – Radiotelebison Pertuesa, SARL ye feita la [[15 de Dezembre]] de 1955. Trataba-se, entoce dua [[sociadade anónima|sociadade enónima]], cun capital tripartido entre l Stado, eimissoras de radiodifuson pribadas i particulares. Las eimissones spurmentales de la RTP (más tarde, coincida cumo [[RTP1]]) ampeçórun-se en 1956, a partir de la [[Feira popular]], en [[Lisboua]]. Inda assi, las eimissones regulares, solo se ampeçarien a partir de [[7 de Márcio]] de [[1957]]. Debido a la necidade de ourgenizar la porgramaçon de forma a sastifazer ls telespetadores, criou-se la [[RTP 2]], en 1968. Passado l [[25 de Abril]] de [[1974]], l statuto de la ampresa cuncessionária de la radiotelebison fui alterado. en 1975, la RTP fui nacionalizada, trasformendo-se na ampresa pública Radiotelebison Pertuesa, más tarde Rádio i Telebison de Pertual.<ref>{{citar web|url=http://ww1.rtp.pt/homepage/|títalo=RTP – Rádio i Telebison de Pertual|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> Ne ls finales de l seclo, l Stado cuncediu licença para la criaçon de dues staçones de telebison: [[SIC]]<ref>{{citar web|url=http://sic.aeiou.pt/online/homepage|títalo=SIC – Sociadade Andependiente de Quemunicaçon|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> (1992) i [[TVI]]<ref>{{citar web|url=http://www.tvi.iol.pt/home.html|títalo=TVI – Telebison Andependiente|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref> (1993). Atualmente, estes son ls solos quatro cenhales en senhal abierto eisistentes en Pertual. Para para alhá de ls cenhales nacionales, eisisten dous regionales: [[RTP Açores]] (1975) i [[RTP Madeira]] (1972). La RTP i la SIC ténen cenhales enternacionales i por cabo. en Pertual tamien ye possible assistir a cenhales por cabo i bie satélite.
;Amprensa
L jornal ''[[Açoriano Ouriental|Açorieno Ouriental]]'' ye l jornal más entigo de Pertual i stá entre ls dieç más entigos de l Mundo. Fui fundado a [[18 de Abril]] de [[1835]], nun período que correspunde a un momiento áureo de l jornalismo la nible nacional i enternacional. Quatro meses entes de l aparecimiento de la publicaçon, tenie sido promulgada la purmeira lei de liberdade de Amprensa en Pertual. Zde ende, bários jornales ténen surgido al longo de l enhos, sendo de çtacar ls jornales ''[[L Seclo]]'', l ''[[Diário de Amboras (Pertual)|Diário de Amboras]]'' i l ''[[Jornal de Amboras]]''.
en Pertual, eisisten bárias rebistas nas bencas subre ls más bariados temas, sendo las que traten ls assuntos de la bida social que ten más leitores. Destas, la ''Nuoba Giente'', la ''[[Caras]]'', la ''[[Lux]]'', la ''[[VIP]]'' i la ''[[Flash]]'' son las más bendidas.<ref>{{citar web|url=http://www.marktest.pt/produtos_servicos/Bareme_Imprensa/info/conteudos/dados/resultados.asp|títalo=Eiboluçon Trimestral de la Audiéncia Média de Publicaçones Specializadas – Rebistas de Sociadade, pula Marktest|acessodata=6 de Outubre de 2008}}</ref>
=== Feriados ===
{{artigo percipal|[[Feriados an Pertual]]}}
{| {{prettytable}}
|- style="background:#efefef;"
! Data !! Nome !! Ouserbaçones
|-
| [[1 de Janeiro|1 de Jeneiro]] || [[Anho Nuobo|enho Nuobo]] || [[Passaige de anho|Passaige de enho]], ampeço de l enho nuobo. Este feriado celebra la [[Marie, mai de Jasus|Solenidade de Senta Marie, mai de Jasus]], sendo la purmeira grende fiesta de l crestienos.
|-
| Terça-feira, [[fiesta moble]] || [[Antruido|entruido]] || Feriado facultatibo, sendo rala la sue nun outelizaçon na prática. La data ten ourige na tradiçon de entes de se ampeçar la Quaresma, haber ua época de maior eisagero i menos temperença.
|-
| Sesta-feira, [[fiesta moble]] || [[Sesta-Feira Santa|Sesta-Feira Senta]] || Celebra la Peixon i Muorte de [[Jasus Cristo]] en [[Jarusalen]].
|-
| Demingo, [[fiesta moble]] || [[Demingo de Páscoa|Páscoa]] || Sendo celebrado a un Demingo, nun ye classeficado cumo feriado oufecial. Las tradiçones gastronómicas de la Páscoa barien mui entre las dibersas regiones de l paíç zde l pen-de-ló al [[folar]]. en alguas regiones, la traçon de l ''Cumpasso'' inda se mentén mesmo nas grendes cidades quendo un pequeinho grupo besita cada casa cun un curcefício i adonde ye feita ua pequeinha cerimónia de bénçon de la casa. Tamien ye altura de la segunda besita tradicional de ls afilhados solteiros als respetibos padrinos para recebíren la prenda de Páscoa, tradicionalmente, l [[Folar]].
|-
| [[25 de Abril]] || [[Die de la Libardade]] || Celebraçon de la [[Reboluçon de ls Crabos]] que marcou l fin de l regime ditatorial en 1974.
|-
| [[1 de Maio]] || [[Die de l Trabalhador]] || Este feriado celebra todos ls trabalhadores.
|-
| Quinta-feira, [[fiesta moble]] || [[Cuorpo de Dius]] || Segunda quinta-feira a seguir a la Fiesta de Pentecostes (Sprito Sento). Celebra l culto a la Eucaristia, i stá arraigado zde la Eidade Média.
|-
| [[10 de Júnio]] || [[Die de Pertual]] || Oufecialmente ''Die de Pertual, de Camões, i de las Quemunidades Pertuesas''. La data de la muorte de [[Luís Vaz de Camões]] en 1580 ye outelizada para relembrar ls feitos passados i cundecorar heiróis.
|-
| [[15 de Agosto]] || [[Assunçon de Nuossa Senhora]] || Este feriado celebra la Assunçon de la Birge Marie al Cielo. Ye ua de las fiestas más entigas de la Cristendade, i na Península Eibérica era chamada la Senhora de Agosto.
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| [[5 de Outubre]] || [[Proclamaçon de la República Pertuesa|Amplentaçon de la República]] || Este feriado celebra la [[Proclamaçon de la República Pertuesa]]
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| [[1 de Nobembre]] || [[Todos ls Santos|Todos ls Sentos]] || Tradecionalmente outelizado para recordar entes falecidos, celebra, inda assi, todos ls sentos crestienos, yá que ls defuntos se celebren ne l die a seguir, [[2 de Nobembre]].
|-
| [[1 de Dezembre]] || [[Restouraçon de la Andependéncia|Restouraçon de la endependéncia]] || Celebra la restouraçon de la nacionalidade, en 1640.
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| [[8 de Dezembre]] || [[Eimaculada Cunceiçon]] || Padroeira de Pertual zde 1646. Ye ua de las maiores fiestas crestienas, i la fiesta más querida de l pertueses, yá que, até hai alguns enhos, era tamien l chamado Die de la Mai.
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| [[25 de Dezembre]] || [[Natal]] || Celebra l nacimiento de Jasus Cristo, en Belén. La nuite de 24 para 25, bulgarmente chamada de ''Cunsuada'', ye marcada pula [[Missa de l Galho]]. Ye tamien marcada pula gastronomie típica desta época, puls jentares en família i pula troca de persentes, que puode efetuar-se lougo apuis de l jentar, apuis de la meia nuite ó na menhena de l die 25.
|}
{{Refréncias|quel=2}}
== {{Ber tamien}} ==
* [[Admenistraçon pública an Pertual|Admenistraçon pública en Pertual]]
* [[Aneixo:Lista de persidentes de la República Pertuesa|Lista de persidentes de Pertual]]
* [[Aneixo:Lista de purmeiros-menistros de Pertual|Lista de purmeiros-menistros de Pertual]]
* [[Aneixo:Lista de las regiones de turismo de Pertual|Lista de regiones de turismo de Pertual]]
== {{Ligaçones sternas}} ==
* {{Link|pt|2=http://www.portugal.gov.pt/|3=Portal de la República Pertuesa}}
* {{Link|pt|2=http://www.arqnet.pt/dicionario/|3=Eidiçon fac-similada de l Dicionário Stórico de Pertual}}
* {{Link|pt|2=http://tempo.growiktionary.org|3=Weather forecast}}
* {{Link|pt|2=http://bnd.bn.pt|3=Biblioteca Nacional Degital}}
* [[Wikitravel:pt:Portugal|Pertual ne l Wikitrable]]
{{Paízes de la Ouropa}}
[[Catadorie:Pertual]]
[[Catadorie:Paízes de la Ouropa]]
3vyzee0shnhinkyoz87yeiu4zc7tu71
Berlin
0
880
108316
102771
2026-08-31T15:58:40Z
~2026-46122-75
15490
/* Storia */
108316
wikitext
text/x-wiki
[[Fexeiro:Braniborská brána.jpg|thumb|right|300px]]
'''Berlin''' ye la capital de la [[Almanha]].
<br><gallery class=left caption="Berlin">
Flag of Berlin.svg
Berlin Aussichten vom Dom asv2023-02 img08.jpg
Berlin-Fernsehturm-14-Berliner Dom-2017-gje.jpg
Berlin-Spreetour-12-ARD-Studio-2017-gje.jpg
Berlin-Ebertstr-04-Ottobock-2016-gje.jpg
Berlin-Bode-Museum-06-2006-gje.jpg
Berlin-Juedisches Museum-34-Fenster-2017-gje.jpg
Berlin Aussicht vom Humboldt Forum asv2023-02 img03.jpg
Berlin-Interbau 1957-20-Oscar Niemeyer-2017-gje.jpg
Berlin-Wittenbergplatz-06-Brunnen-2017-gje.jpg
Berlin-Mauerkunst-02-1993-gje.jpg
</gallery>
== Stória ==
[[Catadorie:Cidades de la Almanha]]
qvavbhb3iucu9jxykdc5pheu5r8uzhi
Storiografie
0
1082
108314
108100
2026-08-31T15:45:40Z
~2026-46122-75
15490
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text/x-wiki
{{TraduçonOuto}}
[[Fexeiro:DublinVermeer.jpg|thumb|''Mulhier screbindo'' ([[Johannes Bermer]]).]]
'''Storiografie''' (de "storiógrafo", de l [[Léngua griega antiga|griego]] Ιστοριογράφος, de Ιστορία, "Stória" i -γράφος, de la raiç de γράφειν, "screbir": "l que scribe, ó çcribe, la [[Stória]]"<ref>Cunsulta ne l ''Dicionario de la Rial Academie Spanhola'' acessible an :[http://buscon.rae.s/draeI/]{{Lhigaçon einatiba|date=November 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}. Antrada de 'storiografie': [http://buscon.rae.s/draeI/SrbltGUIVusUsual?TIPO_HTML=2&TIPO_BUS=3&LEMA=storiograf%EDa]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}</ref>) ye ua palabra [[polissemia|polissémica]]. Zeigna nun solo l [[registro]] scrito de la Stória, la [[mimória]] establecida pula própia [[houmanidade]] atrabeç de la [[scrita]] de l sou própio [[passado]], mas tamien la [[ciéncia]] de la Stória.
==La storiografie cumo meta-stória==
{{AP|[[Filosofie de la Stória]]}}
Se la Stória ye ua ciéncia (cujo oubjeto ye l passado de la houmanidade), ten que submeter-se, cumo to la ciéncia, al [[método científico]]. Inda que este nun puoda ser antegralmente aplicado a todos ls campos de las [[Ciéncias naturales|ciéncias spurmentales]], puode-se fazé-lo a un nible eiquiparable al de las chamadas [[Ciéncias Sociales]] (ber [[metodologie]] i [[metodologie nas ciéncias sociales]]).
Un terceiro cunceito cunfluente ne l momiento de definir-se la Stória cumo fuonte de [[coincimiento]] ye la chamada [[Teorie de la Stória]], tamien chamada cumo "[[storiologie]]" (termo cunhado por [[José Ortega y Gasset]])<ref>ORTEGA Y GASSET, José (1928): ''La "Filosofie de la Storia" de Heigel y la Storiologie'', in ''Obras Cumpletas. Bol. IV'', Madrid: Taurus, 2005. ISBN 84-306-0592-4.</ref>), cujo papel ye l de studar ''la strutura, lheis i cundiçones de la rialidade stórica'' ([http://buscon.rae.s/draeI/SrbltGUIVusUsual?TIPO_HTML=2&TIPO_BUS=3&LEMA=storiolog%EDa ''DRAE'']{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}); anquanto que l de la "storiografie" ye l de [[relato]] an si mesmo de la stória, de la [[arte]] de scribé-la ([http://buscon.rae.s/draeI/SrbltGUIVusUsual?TIPO_HTML=2&TIPO_BUS=3&LEMA=storiograf%EDa ''DRAE'']{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}).
Ye ampossible acabar cula [[polissemia]] i cula superposiçon destas trés acepçones, mas de maneira simplificada, puode-se admitir: la stória ye l studo de ls feitos de l passado; la storiografie ye la ciéncia de la stória i la storiologie la sue [[eipistemologie]].
La [[Filosofie de la Stória]] ye l galho de la [[filosofie]] que cuncerne al seneficado de la stória houmana, se ye que l ten. Specula acerca dun possible fin [[teleologie|teleológico]] de sou zambolbimiento, ó seia, pregunta-se se hai un sboço, un propósito, percípio diretor ó finalidade ne l porcesso de la stória houmana. Nun debe cunfundir-se cun ls trés cunceitos anteriores, de ls quales se separa claramente. Se l sou oubjeto ye la [[berdade]] ó l [[deber ser]], se la stória ye [[ciclo|cíclica]] ó lhinear, ó se neilha eisiste la eideia de [[progresso]], son matérias de las quales trata esta deciplina, alheias a la stória i a la storiografie propiamente ditas.
Un anfoque anteletual, que tampouco cuntribui mui para antender la ciéncia stórica cumo tal, ye la subordinaçon de l punto de bista filosófico a la storicidade, cunsidrando to la rialidade cumo perduto dun debir stórico: esse serie l lhugar de l [[storicismo]], corriente filosófica que puode stender-se la outras ciéncias, cumo la [[Geografie]].
Ua beç çpojada de la queston meramente nominal, resta para la storiografie, antoce, la [[análeze]] de la stória scrita, de las çcriçones de l passado; specificamente de ls anfoques na [[narraçon]], [[anterpretaçon]]es, bisones de mundo, uso de las [[eibidéncia]]s ó [[decumiento]]s i ls métodos de sue apersentaçon puls [[storiador]]s; i tamien l estudo destes, por sue beç [[Sujeito stórico|sujeitos]] i [[oubjeto]]s de la ciéncia.
La storiografie, de maneira restrita, ye la maneira pula qual la stória fui scrita. Nun sentido mais amplo, la storiografie refree-se a la [[metodologie]] i a las práticas de la scrita de la storia. Nun sentido mais specífico, refree-se a screbir subre la stória an si.
==Fuontes storiográficas i sou tratamiento==
{{AP|[[Decumiento stórico|Fuonte documental]]}}
Ye amportante çtinguir la [[matéria-prima]] de l trabalho de ls storiadores (la [[fuonte purmária]]) de l perduto acabados ó semi-acabado ([[fuonte secundária]] i [[fuonte terciária]]). De l mesmo modo, amporta notar la defrença antre la fuonte i l decumiento i l studo de las [[fuonte documental|fuontes documentales]]: la sue classeficaçon, prioridade i tipologie (scritas, ourales, arqueológicas); l sou tratamiento (reunion, crítica, cuntreste), i manter l debido respeito a essas fuontes, percipalmente cula sue [[citaçon]] fiel. La oureginalidade de l trabalho de ls storiadores ye ua queston delicada.
==La storiografie cumo porduçon storiográfica==
[[Fexeiro:Cathedral and Archibo de Andias - Sebille.jpg|thumb|[[Arquibo de las Índias]], delantre de la [[Catedral de Sebilha]].]]
[[Fexeiro:Nazca-chauchilla-c05.jpg|thumb|Anterramiento de la [[Ceblizaçon de Nazca|cultura Nazca]].]]
[[Fexeiro:Fray Bartolomé de las Casas.jpg|thumb|Frei Bartolomé de las Casas.]]
Storiografie ye l eiquibalente a qualquiera parte de la porduçon storiográfica, ó seia: al cunjunto de ls scritos de ls storiadores acerca dun tema ó período stórico specífico. Por eisemplo, la frase: "''ye mui scassa la storiografie subre la bida cotidiana ne l [[Japon]] na [[Era Meiji]]''" quier dezir que eisisten poucos lhibros scritos subre esta queston, ua beç que até al momiento eilha nun recebiu atençon por parte de l storiadores, i nun porque esse oubjeto de studo seia pouco relebante ó porque haba poucas [[fuonte documental|fuontes documentales]] que proporcionen documentaçon stórica para fazé-lo<ref>De fato, hai [[bibliografie]] subre l tema: ber BOLITO, Harold. ''Japón Meiji''. Madrid: Akal, 1991. ISBN 84-7600-718-3. Ua rápida bison puode ser oubtida an: BONIFAZI, Mauro ''Japón: Rebolución, ocidentalización y milagro eiquenómico'' an [http://www.nodo50.org/ouserbatorio/japon.htn]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}</ref>.
Ne l que diç respeito a la difuson i dibulgaçon de la porduçon storiográfica, serie buono que cumprisse ls mesmos requisitos la que se submeten las demales publicaçones científicas (ber [[publicaçon]]).
Tamien se outeliza l bocábulo "storiografie" para falar de l cunjunto de storiadores dua nacion, por eisemplo, an frases cumo esta: "''la storiografie spanhola abriu ls sous braços i ls sous arquibos a partir de la [[década de 1930]] pa ls spanistas franceses i anglo-saxones, que renobórun la sue metodologie.''"
Ye neçairo defrenciar ls dous tenermos outelizados arriba: "produçon storiográfica" i "documentaçon stórica", inda que an muitos causos coincida que ls storiadores outelizen cumo documentaçon stórica percisamente la porduçon storiográfica anterior.
Por eisemplo: subre un cunjunto de [[decumiento]]s de [[arquibo]] de la [[Casa de Cuntrataçon]] an [[Sebilha]] que fui porduzido solo para fines de [[cuntablidade]]<ref>l [[Arquibo de las Índias]] puode ser besitado an: [http://www.mcu.s/archibos/besitas/andias/andias.html]{{Lhigaçon einatiba|date=January 2024 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}</ref>; ó qualquiera material [[arqueologie|arqueológico]] que steia nua scabaçon ne l [[Peru]], i se depositou sin la antençon de que alguien l ancontrasse; un storiador [[americanista]] terá de usar la "''[[Brebíssima Relaçon de la Çtruiçon de las Índias]]''", que fui scrita por Frei [[Bartolomé de Las Casas]] cun un afana stórico andubitable, para alhá de cun fines de la defesa dun antresse ó de l sou própio punto de bista<ref>La obra de Las Casas ancontra-se acessible an: [http://www.ciudadseba .com/testos/otros/brebisi.htn]{{Lhigaçon einatiba|date=January 2024 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}.</ref>.
Cun este redadeiro bemos outra ansuperable caratelística de la Stória que la peculiariza cumo ciéncia: nanhun storiador, por mais [[oubjetibidade|oubjetibo]] que pretenda ser, ye alheno als sous própios antresses, [[eideologie]] ó [[mentalidade]]s, nin puode subtrair-se al sou punto de bista particular. Quando muito, puode tentar la [[antersubjetibidade]], ó seia, tener an cunta la eisisténcia de múltiplos puntos de bista. Pa l causo de l eisemplo an tela, cuntrastar las fuontes de Bartolomé de las Casas cun las demales bozes que se oubiran na [[Junta de Balladolid]], antre las quales se çtacou la de sou ribal, [[João Gines de Sepulbeda]], ó anclusibe cula chamada "boç de l bencidos", que raramente ye preserbada, mas a las bezes si, cumo acunte cula "''Nueba Crónica y Buen Gobierno''" de l anca [[Guaman Poma de Ayala]]<ref>Çponíbel para cunsulta, cun las eilustraçones oureginales, na Biblioteca Nacional Dinamarquesa an: [http://www.kb.dk/eilib/mss/poma/andex-en.htn].</ref>.
La reflexon subre la possiblidade ó ampossiblidade dun anfoque oubjetibo cunduç a la necidade de superar la ouposiçon antre la [[oubjetibidade]] (la dua ineisistente ciéncia "pura", que nun seia cuntaminada pul cientista) i [[subjetibidade]] (amplicada ne ls antresses, eideologie i lhemitaçones de l cientista), cul cunceito de [[antersubjetibidade]], que oubriga a cunsidrar la tarefa de l storiador, cumo l de qualquiera cientista, cumo un perdutor social, anseparable de l restante de la [[cultura]] houmana, an diálogo cun ls demales storiadores i cun to sociadade cumo un to.
==Storiografie i perspetiba: l oubjeto de la Stória==
La stória nun ten outra alternatiba senó seguir la tendéncia de [[specializaçon]] de qualquiera deciplina científica. L coincimiento de to la [[rialidade]] ye [[eipistemologie|eipistemologicamente]] ampossible, inda que l sfuorço de coincimiento [[trasbersal]], [[houmanismo|houmanístico]], de todas las partes de la stória, seia eisigible la quien berdadeiramente querga tener ua bison correta de l passado.
La Stória, antoce, debe segmentar-se, nun solo porque la perspetiba de l storiador steia cuntaminada cun subjetibidade i eideologie, mas porque el debe outar, necessariamente, por un punto de bista, de l mesmo modo que un cientista: se quejir ouserbar l sou [[oubjeto]], debe outar por usar un [[telescópio]] ó un [[microscópio]] (ó, de forma menos grosseira, que tipo de [[lente]] eirá aplicar). Cul punto de bista detremina-se la seleçon de la parte de la rialidade stórica que se toma cumo oubjeto, i que, sin dúbeda, dará tanto la anformaçon subre l oubjeto studado cumo subre las motibaçones dun storiador que l studa. Essa bison prefrencial puode ser cunciente ó ancunciente, assumida cun maior ó menor cinismo pul storiador, i ye defrente para cada época, para cada nacionalidade, [[religion]], [[classe social]] ó ámbito ne l qual l storiador pretenda situar-se.
La einebitable perda que supone la segmentaçon, cumpensa-se pula cunfiança an que outros storiadores fazeran outras seleçones, siempre parciales, que dében cumplementar-se. La pretenson de cunseguir ua [[perspetiba]] [[holística]], cumo l pretende la [[Stória total]] ó la [[Stória de las Ceblizaçones]], nun sustitui la necidade de todas i cada ua de las perspetibas parciales cumo las que se tratan a seguir:
==Recortes temporales==
[[Fexeiro:FraMauroMapSpainPortugalNorthenAfrica.jpg|thumb|[[Mapa-múndi]] de [[Fra Mauro]] (detalhe): ancomoda-me ls un mapa ambertido?]]
{{AP|[[Cronologie]]}}
{{AP|[[Arcontologie]]}}
{{AP|[[Tiempo stórico]]}}
Ls recortes temporales ban zde las periodizaçones clássicas ([[Pré-stória]], [[Stória]], [[Eidade Antiga]], [[Eidade Média]], [[Eidade Moderna]] ó [[Eidade Cuntemporánea]]), até a las stórias por seclos, reinados, i outras. La periodizaçon clássica (ber la sue justificaçon an ''[[Stória#Debison de l tiempo stórico|Debison de l tiempo stórico]]' ') ye çcutible, tanto pula necidade de períodos de trasiçon i de solapamientos, cumo por nun repersentar períodos coincidentes para todos ls países de l mundo (rezon pula qual fui acusada de [[ourocentrismo|ourocéntrica]]) .
La [[Scuola de l Annales]] fui ua de las ouriges de la fixaçon de la [[mimória]] de ls feitos stóricos an muitas culturas (beija-se an sou berbete própio i mais ambaixo an ''[[Storiografie#Roma|Storiografie de Roma]]' '). Las [[crónica]]s (que an sou nome yá andican la antençon de l recorte temporal) son ousadas cumo reflexo de ls acuntecimientos notables dun período, habitualmente un reinado (beija-se ne l berbete própio i mais ambaixo an [[Storiografie#Eidade Média|Storiografie de la Eidade Média]] i [[Storiografie#Storiografie spanhola mediebal i moderna|Storiografie espanhola mediebal i moderna]]) . La [[arcontologie]] serie la lhemitaçon de l registro stórico a la lhista de nomes que acupában detreminados cargos de amportança ourdenados cronologicamente. De fato, la mesma [[cronologie]], [[deciplina auxiliar de la stória]], nace an muitas ceblizaçones, associada al cómputo de l tiempo passado que se fixa na mimória scrita puls nomes de l magistrados, cumo ocorria an [[Roma]], adonde era mais quemun citar un [[anho]] por ser l de l [[cónsul]]s tales ó quales. Ne l [[Eigito]], la lhocalizaçon de l tiempo se fazie puls [[faraó]]s i [[dinastie]]s. Ye mui seneficatibo que nas culturas nun stóricas, que nun fixan mediante la scrita a mimória de l sou passado, ye mui frequente que nun se mantenha la duraçon cuncreta de l tiempo passado mais de l que uns poucos anhos, que puoden ser anclusibe menos de l que ls que dura ua bida houmana<ref>[[Claude Lhébi-Strauss]] faç ua análeze, de l punto de bista antropológico, de l seneficado destas noçones de l tiempo, tamien zde ua perspetiba diacrónica i sincrónica; ber artigo de MARTÍNEZ CASAS, Regina (2003) ''De la ourilla de la eternidad anformacional la la atemporalidad del ritual'', acessible an: [http://redalyc.uaemex.mx/redalyc/pdf/421/42118909.pdf].</ref>. Todo l que acuntece fura del ye referido cumo ''faç mui tiempo”, ó cumo ne l ''tiempo de l [[antepassado]]s'', que passa a ser un tiempo [[mito|mítico]], ''ahistórico''<ref>Ver: ''l' '', çponible na [[Ounibersitat Pompeu Fabra].</ref>.
L tratamiento cronológico ye l mais outelizado pula maiorie de l storiadores, pus ye l que corresponde a la narratiba cumbencional, i l que permite lhigar las causas passadas cun ls eifeitos ne l persente ó ne l feturo. Inda assi, el ye ousado de bárias maneiras: por eisemplo, l storiador debe siempre outar por un tratamiento [[sincronia|síncrono]] ó [[diacronia|diacrónico]] de l sou studo de l fatos, inda que muitas bezes se fágan ls dous.
*l tratamiento'' diacrónico'' studa la eiboluçon temporal dun fato, por eisemplo, la formaçon de la classe ouperária na [[Anglaterra]] al lhongo de ls seclos XVIII i XIX.
*l tratamiento ''síncrono'', cuncentra-se nas defrenças que l fato stórico studado ten a la par, mas an defrentes nibles, por eisemplo: cumpara la situaçon de la classe trabalhadeira na [[Fráncia]] i na Anglaterra, na cunjuntura de la [[reboluçon de 1848]] (ambos ls eisemplos fúrun referidos a partir de [[Edward Palmer Thompson]]<ref>[[Edward Palmer Thompson|THOMPSON, I. P.]] (1963-1989). ''La formación de la clase oubrera en Anglaterra''. Barcelona: Crítica.</ref>.
Períodos ó momientos specialmente atraentes pa ls storiadores acaban cumbertendo-se, pula antensidade de l debate i de l belume de porduçon an berdadeiras specialidades, tales cumo la stória de la [[Guerra Cebil Spanhola]], la stória de la [[Reboluçon Francesa]] la de la [[Andependéncia de ls Stados Ounidos de la América]], ó la de la [[Reboluçon Sobiética]], por eisemplo.
Tamien dében ser cunsidradas las defrentes cuncepçones de [[tiempo stórico]], que, d'acuordo cun [[Fernand Braudel]] ban de la [[longa duraçon]] al [[eibento]] pontual, passando pula [[cunjuntura]].
==Recortes metodológicos: las fuontes nun scritas==
{{AP|[[Arqueologie]]}}
<table {{tablabonita}} border="2" width="10%" cellpadding="2" cellspacing="2" bordercolor="#CD950C" align=right>
<tr>
<td rowspan=1 colspan=9 bgcolor="#FFFAF0" align="center">'''[[Pré-stória]]'''</tr>
<td rowspan=1 colspan=6 bgcolor="#FDF5E6" align="center">'''[[Eidade de la Piedra]]'''</td>
<td rowspan=1 colspan=3 bgcolor="#FAF0E6" align="center">'''[[Eidade de l Metales]]'''</tr>
<td rowspan=1 colspan=3 bgcolor="#FFF8DC" align="center">'''[[Paleolítico]]'''</td>
<td rowspan=1 colspan=2 bgcolor="#E6E6FA" align="center">'''[[Mesolítico]]'''</td>
<td rowspan=2 colspan=1 style="font-size: 90%;" bgcolor="#CAFF70" align="center">'''[[Neolítico]]'''</td>
<td rowspan=2 colspan=1 style="font-size: 90%;" bgcolor="#FFDAB9" align="center">[[Eidade de l Cobre]]</td>
<td rowspan=2 colspan=1 style="font-size: 90%;" bgcolor="#FFDEAD" align="center">[[Eidade de l Bronze]]</td>
<td rowspan=2 colspan=1 style="font-size: 90%;" bgcolor="#DCDCDC" align="center">[[Eidade de l Fierro]]</tr>
<td rowspan=1 colspan=1 style="font-size: 90%;" bgcolor="#FAEBD7" align="center">[[Paleolítico Anferior|P. Anferior]]</td>
<td rowspan=1 colspan=1 style="font-size: 90%;" bgcolor="#FAEBD7" align="center">[[Paleolítico Médio|P. Médio]]</td>
<td rowspan=1 colspan=1 style="font-size: 90%;" bgcolor="#FAEBD7" align="center">[[Paleolítico Superior|P. Superior]]</td>
<td rowspan=1 colspan=1 style="font-size: 90%;" bgcolor="#EEE8AA" align="center">[[Eipipaleolítico]]</td>
<td rowspan=1 colspan=1 style="font-size: 90%;" bgcolor="#C1FFC1" align="center">[[Protoneolítico]]</td>
</table>
<noinclude>
Ne l causo de l período pré-stórico, la defrença radical antre [[fuonte documental|fuontes]] i método (assi cumo la debison burocrática de las [[cátedra]]s ounibersitárias) fázen cun que seia ua ciéncia mui lhoinge daquela feita puls storiadores, subretodo quando tales fuontes i métodos se prolongan, dando primazie a la outelizaçon de las [[fuonte documental|fuontes arqueológicas]] i al studo de la [[cultura material]] an períodos pa ls quales yá eisistan [[fuonte documental|fuontes scritas]], falando-se anton nun de la [[Pré-stória]], mas si propiamente de la [[Arqueologie]] cun las sues própias periodizaçones ([[Arqueologie clássica]], [[Arqueologie Mediebal]] i mesmo [[Arqueologie Andustrial]]). Ua defrença menor puode ser ancontrada cul uso de [[fuontes ourales]], ne l que ye chamado de [[Stória Oural]]. Nun oustante, hai que recordar l que fui dezido (ber arriba [[Storiografie#Recortes temporales|recortes temporales]]) acerca de la primazie de las fuontes scritas i l que estas detreminan a la ciéncia storiográfica i a la própia cuncéncia de la stória an sou protagonista, que ye to la houmanidade.
==Recortes spaciales==
San eisemplos de recortes spaciales la [[Stória cuntinental]], la [[Stória nacional]] i la [[Stória regional]]. L papel de la stória nacional na definiçon de las própias naciones ye inegable (para la Spanha, por eisemplo, zde las [[Crónica]]s mediebales até a la Stória de l [[João de Mariana|Padre Mariana]]; beija-se inda [[nacionalismo]]). Tamien cumo eisemplo, beija-se an [[Storiografie#Stória de la Stória|Stória de la Stória]]) cumo ls storiadores se agrupan çtintamente por nacionalidade, por época ó por tendéncia.
La [[Geografie]] çpone de cunceitos nun tan potentes mas nó menos arbitrários, que ténen permitido eidificar l prestigioso galho de la [[Geografie regional]]. La [[Stória lhocal]] ye, sin dúbeda, la de mais fácele justificaçon i de balidade ounibersal, siempre que supere l nible de la simples [[erudiçon]] (que al menos siempre serbirá cumo [[fuonte purmária]] para obras de maior ambiçon splicatiba).
==Recortes temáticos==
San ls que dan lhugar a ua [[stória setorial]], persente na storiografie zde la antiguidade, cumo acuntece cula:
*[[Stória Política]], reduzida a la [[stória de l eibentos]] ó categorizada na [[Stória de las anstituiçones]], Stória de l [[sistema político|sistemas políticos]], [[Stória de l Dreito]] i [[Stória Melitar]];
*[[Stória Eiquenómica]], a las bezes geminada cula [[Stória Social]], inda assi, tamien puode ser antendida cumo Stória de l [[mobimiento ouperário]] ó ua stória mais ounibersal, la de l [[mobimiento social|mobimientos sociales]];
*[[Stória de la Eigreija]], tan antiga cumo eilha mesma, ó la stória de las [[religion]]es, nacida pula necidade de tornar l sou studo cumparatibo;
*[[Stória de la Arte]], nacida inda na [[Antiguidade Clássica]] cula balorizaçon de la sue porduçon artística i de sou passado;
*mais recente de l que estas, mas anglobando-las de algun modo, la [[Stória de las eideias]], que puode ancluir las [[fé]]s, las [[eideologie]]s ó la [[Stória de la Ciéncia|Stória de la ciéncia i de la tecnologie]] i culhas subdibidir-se até al anfenito: [[Stória de las doutrinas eiquenómicas]], [[Stória de las doutrinas políticas]], etc.;
Ua de las formas de se preguntar qual ye l ''oubjeto'' de la Stória ye atrabeç de la scolha de l que ye que merece ser mantido na [[mimória]], quales son ls fatos memorables. San todos, ó son solo aqueilhes que l storiador cunsidra trascendentales? Na lhista arriba, tenemos alguas repuostas que cada un puode dar.
Alguas destas chamaçones ancerran nun ua simples debison, mas si bisones metodológicas oupostas ó dibergentes, que se ténen multiplicado ne ls redadeiros cinquenta anhos. La stória ye hoije mais plural de l que nunca, debedida nua multiplicidade de specialidades tan fragmentada que muitos de ls sous galhos nun se quemunican antre si, sin tener [[sujeito stórico|sujeito]] i [[oubjeto]] quemuns:
*la [[Micro-stória]], que se antressa pula specificidade de l fenómenos sociales a partir dua perspetiba que ten sido cumparada a ua lhupa de oumiento;
*la [[Stória de la bida cotidiana]], a partir dua mesma seleçon de l oubjeto, abre depuis l campo de bison buscando la generalizaçon;
*la [[Stória de la mulhier]] ó ls chamados [[studos de género]], cumo muitas stórias trasbersales que, por bezes, puoden ser colocadas cumo ua stória de las [[minoria]]s, ó çcriminar-se tematicamente cumo la [[stória de la sensiblidade]], ó la [[stória de la sexualidade]];
*alteraçones na stória eiquenómica cumo la [[cliometrie]] ó la [[stória de la ampresa]];
*la [[Stória cultural]], que registra un nuobo ampulso passado bárias décadas;
*la [[Stória de l tiempo persente]], criada na [[década de 1980]] i que stá antressada ne ls grandes abanços de l nuosso tiempo;
*la [[climatologie]] i la [[genética]], que junto cun outras deciplinas, stan se deixando notar mais ne l debate storiográfico, atrabeç de la [[stória ambiental]] ó ecohistória, ne ls cada beç mais outelizados studos de [[genética populacional]].
==Ciéncias auxiliares de la Stória==
{{AP|[[Ciéncias auxiliares de la Stória]]}}
La fragmentaçon de l oubjeto stórico puode anduzir, an alguas ocasiones, a ua lhemitaçon mui fuorçada de la perspetiba storiográfica. Lhebada a un stremo, puode-se reduzir la stória a la ciéncia auxiliar daquela de que se sirbe para ancontrar splicaçon pa ls fatos de l passado, cumo por eisemplo la [[Eiquenomie]], la [[Demografie]], la [[Sociologie]], la [[Antropologie]] ó la [[Ecologie]].
An outras ocasiones, la lhemitaçon de l campo de studo porduç rialmente un "género storiográfico":
==Géneros storiográficos==
[[Fexeiro:Pierre Mignard 001.jpg|thumb|[[Clio]], la musa de la Stória, por [[Pierre Mignard]] (1689).]]
Puode assinalar-se que hai "géneros storiográficos" que partecipan de la Stória mas que puoden chegar a aprossimar-se mais ó menos deilha: nun stremo ancontran-se ls terrenos de la [[fiçon]] acupados pula [[nobela stórica]], cujo balor zeigual nun deminui la sue amportança. Outro stremo ye acupado pula [[Biografie]] i un género aneixo, sistemático i straordinariamente útele para la [[stória giral]] cumo ye la [[Prosopografie]]. Binculada a la stória zde l ampeço de l registro scrito, ua de sues percipales preocupaçones ne l momiento de stablecer ls dados fui l que hoije chamamos [[Arcontologie]] (las lhistas de reis i dirigentes).
==Corrientes storiográficas: l sujeito de la Stória==
{{AP|[[Sujeito stórico]]}}
De modo mais splícito, las ''corrientes storiográficas'' normalmente splicitan la sue metodologie dua forma cumbatiba, cumo l [[Probidencialismo]], de ourige [[Cristandade|Crestiana]] (cumbén recordar que, para para alhá de la tradiçon storiográfica griega [[Heiródoto]] i [[Tucídides]], la ourige de la nuossa storiografie ye la [[Stória sagrada]]) ó l [[Materialismo stórico]] de ourige [[Marxismo|marxista]] (que triunfou ne ls ambientes anteletuales i ounibersitários ouropeus i amaricanos an meados de l [[seclo XX]], permanecendo drumido zde la queda de l [[Muro de Verlin]])<ref>Eisiste un grupo anternacional de storiadores antressados na renobaçon de l paradigma materialista, mui atibo an torno de [[Carlos Barros]], de la [[Ounibersidade de Santiago de Cumpostela]] (cula persença de [[Bartolomé Clabero]] i muitos outros), que ourganiza cungressos i mantén l Website ''[[Storia la Debate]]'', çponible para cunsulta an [http://www.h-debate .com/]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}.</ref>.
A las bezes la rotulaçon de las corrientes ye obra de sous detratores, cul que ls storiadores eilhi eidantificados puoden ó nun cuncordar cul modo pul qual fúrun definidos. Este tipo de cousa poderie ser dezido de l própio probidencialismo, mas serie mais apropiado para corrientes mais modernas, cumo l [[positibo]] burgués, la [[stória de l eibentos]] (de l acuntecimientos) i outras.
Ye siempre neçairo anterpretar la storiografie cumo parte de la atmosfera anteletual de la época an que se coloca. Qualquiera porduçon cultural ye dependente de l modelo cultural eisistente, chamando-se a esso moda, stilo ó paradigma dominante na arte ó na filosofie, i ye eibidente que l registro de la stória ye ua porduçon cultural. La [[çconstruçon]], l [[pensamiento débil]] ó la [[pós-modernidade]], cunceitos de l final de l [[seclo XX]], fúrun la ancubadora de la atual çconstruçon de la stória, que para alguns ye solo ua narratiba<ref>La reflexon de [[Rafael Vidal]] subre ''La Storia y la Posmodernidad'' ancontra-se çponible an: [http://www.ucn.s/anfo/especlo/numero13/finhisto.html]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}.</ref>.
Ua buona maneira de çtinguir la anterpretaçon de la stória que ten ua detreminada corriente storiográfica atual ye preguntar-le la quien cunsidra "sujeito stórico" ó berdadeiro protagonista de la stória.
==Agrupamientos de storiadores==
Grupos de storiadores que partilhan metodologies (i se outopromoben cunjuntamente cul poderoso macanismo [[publicaçon]]-[[citaçon]]) surge por bezes an torno de rebistas, cumo la scuola francesa de l [[Scuola de l Annales|Annales]], la anglesa [[Past and Persent]] ó la eitaliana [[Quaderni Storici]]; grupos de ambestigaçon ó las própias cátedras ounibersitárias, que son la cúspide de la reproduçon de las [[eilite]]s storiográficas, atrabeç de l [[clientelismo]] i de l reconhecimiento antre pares ("[[per rebiew]]").
==La stória de la Stória==
[[Fexeiro:Ban Gu.jpg|thumb|[[Ban Gu]].]]
L aparecimiento de la Stória ye eiquibalente al de la [[scrita]], mas la cuncéncia de studar l passado ó de deixar pa l feturo un registro de la mimória ye ua eilaboraçon mais cumplexa de l que las anotaçones de ls templos de la [[Suméria]]<ref>Que, inda assi, son mui sofisticadas zde tiempos mui antigos, cumo se ancarregou de dibulgar l clássico de [[Samuel Noah Kramer]] (1965-1974) ''La Storia Ampieza en Sumer'' Balencia, Círclo de Lhetores. ISBN 84-226-0555-4, ua magnífica antroduçon a la [[stória de la suméria]] para todos ls públicos, cumo tamien l ye, para la [[Stória de l Antigo Eigito]], la obra eiquibalente de [[C. Walter Círun]], ''[[Diuses, Túmulos i Sábios]]''.</ref>. Las [[stela]]s i relebos comemoratibas de batailhas na [[Mesopotámia]] i ne l [[Eigito]] yá son algo mais aprossimado.
Las demales ceblizaçones [[Ásia|asiáticas]] alcançórun la scrita i la stória an sou própio ritmo, pula cumpilaçon de las sues [[fuonte de teologie|fuontes teológicas]] sob la forma de lhibros sagrados - por bezes cun cachos stóricos (cumo la [[Bíblia]] heibraica) ó sofisticaçones cronológicas (cumo ls [[Bedas]] hindu) -, registran ls sous própios [[anales]] i finalmente la sue própia storiografie, an special na [[China]]<ref>Ne l berbete [[Anterpretaçones de la Stória de la China]] menciona-se la filosofie particular de la stória de la storiografie tradicional chinesa, que anclui l cunceito de "ciclo dinástico", i fui sustituído pula anterpretaçon de l [[materialismo stórico]] na moderna [[República Popular de la China]]. Outros anteletuales chineses nó-marxistas, cumo [[Hu Shih]] i [[Ray Huang]], zambolbírun teories de antegraçon de la ceblizaçon chinesa i de la Oucidental nua sola i moderno ceblizaçon mundial.</ref>, que ten l sou [[Heiródoto]] an [[Sima Qian]] ("''[[Mimórias stóricas]]''", [[109 a.C.]] – [[91 a.C.]]) i alcançou ua definiçon clássica stória tipificada, oufecial, cul ''Lhibro de l [[Han]]'' de [[Ban Gu]] ([[seclo I]]), que stableciu un padron repetido sucessibamente puls storiadores de l períodos seguintes, de binte i cinco "stórias tipificadas" até [[1928]], data an que apareciu la redadeira dessa monumental série.<ref>Ver ''China primitiba'' an ''Storia Ounibersal - El Paíç - Salbat'', tomo 3, Madrid: Salbat Eiditores. ISBN 84-345-6232-4.</ref>.
Ne l cuntinente [[América|amaricano]], salbo la ceblizaçon [[Maia]], nun hai testos, de forma algua, cumparables. Inda assi, l zambolbimiento i la bariadade que la storiografie alcançou na [[Ceblizaçon Oucidental]] ye dun nible defrente a todas eilhas<ref>Na [[África]], las fuontes ourales ténen sido, tradicionalmente, ua prioridade, i son mui recentes las tentatibas de se custruir ua storiografie africana, antre las quales puoden citar-se [[Joseph Ki-Zerbo]] i [[Cheikh Ant Diop]]. Hai alguns causos scepcionales, tales cumo las [[biblioteca]]s de [[manuscrito]]s de [[Timbuktu]], associadas a biajantes i cunquistadores [[Magreb]]inos, alguns de ourige [[Andalusa|Andaluzia]] cumo [[Lion, l Africano]], coincido outor de "''[[Storia y çcripción de África y de las straordinaries cosas que cuntiene]]''" ([[1526]]). NABIA (maio de 2006): ''Timbutú, la nostalgie de un sueñl'', National Geographic, p. 44-71.</ref>.
===Grécia===
[[Fexeiro:Heirodot und Thukydides.jpg|thumb|left|Heiródoto i Tucídides, oupostos nun curjidoso mármore ne l Museu de Nápoles.]]
Ls purmeiros [[Grécia Antiga|Griegos]], que se antressórun subretodo subre ls [[mito]]s de criaçon (ls [[logografie|logógrafos]]) , yá praticában la recitaçon de l eibentos. La sue narraçon podie apoiar-se an scritos, cumo fui l causo de [[Heicatiu de Mileto]], na segunda metade de l [[seclo VI a.C.]]. Ne l [[seclo V a.C.]] [[Heiródoto|Heródoto de Halicarnaso]] defrenciou-se deilhes pula sue buntade de çtinguir l berdadeiro de l falso; por esso, rializou la sue "ambestigaçon" (eitimologicamente "Stória"). Ua geraçon mais tarde, cun [[Tucídides]], esta preocupaçon tornou-se crítica, cun base na cunfrontaçon de defrentes fuontes ourales i scritas. La sue "''[[Stória de la Guerra de l Peloponeso]]''" puode ser bista cumo la purmeira obra berdadeiramente storiográfica.
Ls seguidores de l nuobo género lhiterário inaugurado por Heiródoto i Tucídides fúrun mui numerosas na Grécia Antiga i, antre eilhes cuntan-se [[Xenofonte]] (outor de l "''[[Anábasis]]''"), [[Posidónio]] [[Ctésias]], [[Apolodoro de Artémis]], [[Apolodoro de Atenas]] i [[Aristóbulo de Casandrea]], antre outros (Ber [[literatura griega]] i [[storiografie heilenística]])
Ne l [[seclo II a.C.]] [[Políbio]], an sue obra "''Pragmateia''" (traduzido tamien cumo "Stória"), talbeç tentando screbir ua obra de Geografie, abordou la queston de la sucesson de ls regimes políticos para splicar cumo ye que l sou mundo antrou na órbita romana. El fui l purmeiro a percurar causas antrínsecas pa l zambolbimiento de la stória, mais de l que ambocar percípios sternos. Nesta fase de l [[Heilenismo|período heilenístico]], la [[Viblioteca de Alexandria|biblioteca]] i l [[Museu de Alexandria]] repersentában l ápice de l afana griego an preserbar a mimória de l passado, l que quier dezir la sue balorizaçon cumo ua ferramienta útele pa l persente i l feturo.
===Roma===
[[Fexeiro:Gaius Cornelius Tacitus.jpg|thumb|Tácito.]]
La [[Roma Antiga|ceblizaçon romana]] çpone, a la semelhança de ls griegos [[Homero]] i [[Heisíodo]], de [[mito]]s de ourige recolhidos por [[Birgílio]] que ls poetizou na ''[[Eneida]]'' cumo un eilemiento de l porgrama eideológico zenhado por [[Augusto]]. Tamien, pul menos zde la [[antiga república romana|República]], tubo un cuidado special pula recopilaçon de feitos an [[anales]], la [[dreito romano|legislaçon scrita]] i ls arquibos binculados al sagrado de l templos. Até a las [[guerras púnicas]] la recopilaçon de ls percipales sucessos ocorridos staba a cargo de l pontífices, sob la forma de [[crónica]]s anuales.
La purmeira obra stórica lhatina cumpleta ye "''Las Ouriges''" de [[Caton]], de l [[seclo III a.C.]].
L cuntato de Roma cul mundo Mediterráneo, purmeiro cun [[Cartago]], mas subretodo cula [[Grécia]], l [[Eigito]] i l [[Ouriente]], fui fundamental para ampliar la bison i outelidade de l sou género stórico. Ls storiadores (quier romanos quier griegos) acumpanhórun ls [[eisército]]s nas campanhas melitares, cul oubjetibo declarado de preserbar la sue mimória para la posteridade, de recolher anformaçones úteles i de justeficar las sues açones. La lhéngua culta, l lhéngua [[léngua griega antiga|griego]], fui outelizado para este género, a par de la mais sóbria, l [[Latin]].
[[Salústio]], l Tucídides romano, screbiu ''De Coniuratione Catilinae'' (La cunjuraçon de [[Catilina]], de la qual fui cuntemporáneo, ne l anho de [[63 a.C.]]). Faç un stenso relato de las causas remotas de la cunjuraçon, assi cumo de las ambiçones de Catilina, retratado cumo un nobre degenerado i sin scrúpulos. An ''Vellun Angurthinun'' (“La Guerra de [[Yugurta]]” rei de l númidas, [[111 a.C.]] – [[105 a.C.]]), denuncia un scándalo quelonial. ''Storiae'' fui la sue obra mais ambiciosa i madura, an parte cunserbada que abrange, an cinco lhibros, ls duoze anhos trascorridos passado la muorte de [[Sila]] an [[78 a.C.]] até [[67 a.C.]]. Nun i la percison stórica que le antressa i si la narraçon de alguns fatos cun las sues causas i cunsequéncias, assi cumo la ouportunidade de sclarecer l porcesso de degeneraçon an que la República se biu eimersa. Para alhá de l andebíduos, l oubjeto de la sue ouserbaçon centra-se nas [[classe social|classes sociales]] i nas façones políticas: eidealiza un passado birtuoso, i deteta un porcesso de decadéncia que atribui als bícios morales, a la çcórdie social i al abuso de l poder pulas defrentes façones políticas.
[[Júlio César]] cul sou "''Commentarii Rerun Gestarun''", acerca de dues de las maiores ouparaçones melitares que cunduziu, las [[Guerras de la Gália]] ([[58 a.C.]] – [[52 a.C.]]) (''[[De Bello Gallico]]'') i la guerra cebil ([[49 a.C.]] – [[48]] (''[[De Bello Cibli]]'').
[[Tito Lhíbio]] ([[59 a.C.]] – [[17]]), cun ls ciento i quarenta i dous lhibros de "''[[Ab Urbe Cundita lhibri|Ab Urbe Cundita]]' '", debedidos an grupos de dieç lhibros, coincidos cumo "Décadas", atualmente perdidos an sue maior parte, screbiu ua grande Stória nacional, cujo solo tema ye Roma ("fortuna populi romani"), i cujos solos atores son l [[Senado Romano|Senado]] i las pessonas de Roma ("''senatus populusque romanus''", [[SPQR]]). L sou oubjetibo giral ye ético i didático; ls sous métodos fúrun ls de l griego [[Isócrates]] de l [[seclo IV a.C.]]: ye deber de la Stória dezir la berdade i ser amparcial, mas la berdade debe apersentar-se dua maneira eilaborada i [[literatura|literária]]. El outelizou cumo fuonte ls purmeiros analistas i [[Políbio]], mas l sou patriotismo lhebou-lo a distorcer la rialidade an detrimiento de l sterior i a un sprito crítico pobre. Ye un storiador de gabinete, nun biaja nin conhece pessonalmente ls cenários de ls eibentos que çcribe.
[[Publius Cornelius Tacitus|Tácito]] ([[55]] - [[120]]), l grande storiador de l Ampério sob ls Flábios, ye, arriba de todo, un ambestigador de las causas.
La lhista de storiadores de la época romana ye basta, tanto an [[literatura lhatina|léngua lhatina]] ([[Plínio, l bielho]], [[Suetónio]] i outros<ref>PÉREZ ROYO, María del Carmen; RAMOS MORELL, María Lhuisa (1996): «Storiografía Romana», en ''Lhatín: Lhéngua y Lhiteratura. C.L.U.'' Sebilla, Eidiciones La Ñ. Ed. Eiletrónica, acessible an: [http://www.culturaclasica .com/lhiteratura/storiografie_romana.htn]{{Lhigaçon einatiba|date=December 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}</ref> ó [[Literatura griega|griega]] ([[Strabon]], [[Plutarco]]).
Na decadéncia de Roma, l [[Cristandade]] benerá a dar ua mudança metodológica radical, antroduzindo l [[probidencialismo]] de [[Agostico de Heipona]]. Ye eisemplo [[Orósio]], presbítero spánico de [[Braga]] ("''Storiae adbersun paganus''").
===Eidade Média===
[[Fexeiro:Beda Benerablis.jpg|thumb|L benerable Beda.]]
La storiografie mediebal ye feita percipalmente por [[hagiografie|hagiógrafos]], [[crónica|cronistas]], nembros de l [[clero]] eipiscopal próssimos al poder, ó puls [[monge]]s. Screben-se [[genealogie]]s, áridos [[anales]], lhistas [[cronologie|cronológicas]] de acuntecimientos ocorridos ne ls reinados de ls sous soberanos (anales reales) ó de la sucesson de [[abade]]s (anales monásticos); "bidas" ([[biografie]]s) de caráter eidificante, cumo las de ls santos [[Merobíngios]], ó, mais tarde, de ls reis de la [[Fráncia]]), i "stórias" que cuntan l nacimiento dua nacion crestiana, saltan ua dinastie ó, ambersamente, fustigan ls eignóbeis dua perspetiba relegiosa. Esta stória, de que son eisemplos [[Beda|Beda, l benerable]] ("''[[Stória eclesiástica de l pobo anglés|Storia Eclesiastica Gentis Anglorun]]' '", [[seclo VIII]]) ó [[Isidoro de Sebilha]] ("''Eitimologies''" i "''[[Storia Gothorun]]''"), ye [[probidencialista]], de anspiraçon [[Santo Agostico|agostiniana]], i circunscrebe las açones de ls homes ne ls çígnios de Dius. Ye perciso asperar até al [[seclo XIV]] para que ls cronistas se antressen pul [[pobo]], l grande ausente de la porduçon deste período, cumo por eisemplo, la de l francés [[Jean Froissart]] ó de l florentino [[Matteo Billani]].
===Eidade Moderna===
Durante l [[Renacimiento]], l [[Houmanismo]] trouxe un gusto renobado pul studo de ls testos antigos, griegos ó lhatinos, mas tamien pul studo de nuobos suportes: las anscriçones ([[eipigrafie]]); las [[moeda]]s ([[numismática]]) ó las cartas, diplomas i outros decumientos ([[diplomática]]). Estas nuobas ciéncias auxiliares de la era moderna cuntribuíran para anriquecer ls métodos de l storiadores: an [[1681]] [[Don Mabillon]] andicou ls critérios para detreminar la outenticidade dun registro, pula cumparaçon de defrentes fuontes an "''[[De Re Diplomática]]''". An [[Nápoles]], mais de duzientos anhos antes, [[Lorenzo Balla]], la serbício de [[Afonso B de Aragon]] tenie cunseguido demunstrar la falsidade de la [[Doaçon de Custantino]]. [[Giorgio Basari]] cula obra "''Las bidas''" oufreciu, por sue beç, ua fuonte i un método storiográfico para la [[Stória de la Arte]].
Neste período la stória nun ye defrente de la geografie i nin mesmo de las ciéncias naturales. Ye debedida an dues partes: la stória giral (atualmente chamada simplesmente cumo "stória") i la stória natural (atualmente las ciéncias naturales i la geografie). Este sentido amplo de stória puode ser splicado pula [[eitimologie]] de la palabra (ber [[Stória]]).
La queston de la ounidade de l reino que se colocou pulas [[Guerras relegiosas na Fráncia|guerras de religion na Fráncia]] ne l [[seclo XVI]], dou ourige a trabalhos de storiadores que pertencen a la corriente chamada de "[[stória purfeita]]", que mostra que la ounidade política i relegiosa de la Fráncia moderna ye neçaira, al deribar-se de ouriges Gaulesas ([[Etienne Pasquier]], "''Recherches de la France''"). L [[probidencialismo]] de outores cumo [[Jacques-Bénigne Bossuet]] ("''Çcurso subre la stória ounibersal''", [[1681]]), tende a zbalorizar l seneficado de qualquiera mudança stórica.
Al mesmo tiempo, la stória se mostra cumo un strumiento de poder: pon-se al serbício de l príncepes, zde [[Nicolau Maquiable]] até als [[panegírico|panegiristas]] de [[Luís XIV de Fráncia]], antre ls quales se ancluiu [[Jean Racine]].
===Storiografie spanhola mediebal i moderna===
Ambora nun se trate de nada de nuobo, i la storiografie spanhola ye, talbeç, l mais cumpleto eisemplo dun sfuorço secular para manter la cuntinidade de la mimória scrita de l passado, que tan buonos serbícios prestou zde las [[crónica]]s mediebales que justificában la [[Recunquista]], para reforçar l poder de ls reis ne ls bários reinos crestianos.
====Las crónicas====
[[Fexeiro:Storia de spañla.jpg|thumb|"Storia de Españla", de [[Afonso X]], seclo XIII.]]
Para l [[Astúrias|Prencipado de las Astúrias]], l [[Reino de Lhion]] i l [[Reino de Castielha]] ancadeian-se sucessibamente nun cunjunto abrangente, que rialmente ampeça cun dues crónicas redigidas an território [[Al-Andaluç|andaluç]]: la "''Crónica bizantina-árabe''" ([[741]]) i la "''Crónica Mozárabe''"([[754]]), que preceden ua crónica atualmente perdida de l reinado de [[Afonso II]] i stablecen la sue cuntinidade cun las de [[Afonso III]] al final de l [[seclo IX]] ("''[[Crónica Albeldense]]''", "''[[Crónica Rotense]]''", "''[[Crónica Profética]]''" i "''[[Crónica Sebastianense]]''"), la [[Crónica de Sampiro|de Sampiro]] (de l reinado de [[Vermudo II de Lhion]], por buolta de l anho [[1000]]), las de l [[seclo XII]] ("''[[Crónica Silense]]''" ó de l monge anónimo de [[Santo Demingo de Silos]], por buolta de [[1110]], la de [[Pelayo, Bispo de Oubiedo]], la "''[[Crónica de l Amperador Afonso BII]]''" i la de l monge anónimo de [[Nájera]], estas trés de l final de l seclo), las de l reinado de [[Fernando III de Lhion i Castielha]] ("''[[Chronicon mundi]]''" de [[Lucas, bispo de Tuy]], "''[[Crónica Lhatina de ls reis de Castielha]]''" de [[João, bispo de Osma]] i "''[[De rebus Spaniae]]''" de [[Rodrigo Jimeneç de Rada]], arcebispo de Toledo), las de [[Afonso X de Lhion i Castielha]] ("''[[Stória de Spanha]]''", eiditado pul [[filologie|filólogo]] [[Ramón Menéndeç Pidal]] cul títalo de "''[[Purmeira Crónica General]]''", i la "''[[Grande i General Estoria]]''"); chegando al [[seclo XIV]], an que se çtacan las "''Crónicas''" de [[Pedro Lhópeç de Ayala]] ("''Crónica de l rei D. [[Pedro I de Castielha|Pedro]]' '", la de [[Anrique III de Castielha|Anrique II]], la de [[João I de Castielha|João I]] i la inacabada de [[Anrique III de Castielha|Anrique III]]) , mais sóbrias i próssimas als fatos que las sues cuntemporáneas ouropeias, ambora l sou oubjetibo percipal seia l de la outo-justificaçon de sou outor, [[Chanceler]] de Castielha, que cumpós inda l "''[[Rimado de Palacio]]''", adonde çcribe ls sous cuntemporáneos.
Ne l [[seclo XV]], la recumpilaçon de crónicas multiplicou-se: la "''[[Suma de crónicas de Spañla]]''", de [[Pablo Garcia de Santa Marie]] (até [[1412]]); "''[[Crónica de João II]]"'' (subre eibentos de [[1406]] la [[1434]]) por [[Álbar Garcia de Santa Marie]] (c. [[1370]] - [[1460]]), armano de Pablo (i retomada cul nome de "''[[Crónica del Halconero]]''" por [[Pedro Carrillo de Huete]], sendo refundida por [[Lope de Barrientos]]); [[Alfonso Martineç de Toledo]] (arcipriste de Talabera) screbiu an [[1443]] ua "''[[Atalaia de las Crónicas]]''"; la "''Crónica''" de [[Álbaro de Lhuna]]([[1453]]), ye atribuída la [[Gonzalo Chacon]]; [[Diego de Balera]] screbiu la "''[[Crónica abrebiada de Spanha]]''" ó "''[[Crónica Baleriana]]''" ([[1482]]), que treminou ne l reinado de [[João II de Castielha|João II]], l "''[[Memorial de dibersas hazañlhas]]''", l de [[Anrique IV de Castielha|Anrique IV]] (1486 - 1487) i la "''[[Crónica de los Reyes Católicos]]''" (até [[1488]])<ref>Un Website de refréncia para la stória de la lhiteratura, neste causo, la prosa baixo-mediebal ancontra-se an: [http://www.spanisharts .com/boks/lhiterature/projii.htn]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}.</ref>.
Ne ls outros reinos crestianos peninsulares, la lhiteratura cronística ye algo mais tardie, mas porduç la purmeira stória giral de la Spanha nua [[léngua romántica]]: l "''[[Liber regun]]''", redigido antre [[1194]] i [[1211]] an [[léngua aragonesa|Aragonés]], que cunta la stória de l çtintos reinos crestianos zde las ouriges míticas de la stória peninsular<ref>[[Antonio Ubieto Arteta|UBIETO ARTETA, Antonio]] (1982): ''Storia de Aragón. Lhiteratura mediebal I''. Zaragoza, Anubar, pág. 36.</ref>. L [[Cundado de Aragon]] porduziu an [[851]] la "''[[Passio beatissimarun birginun Nunilonis atque Alodie]]''". I de l posterior [[Reino de Aragon]] çpomos de l "''[[Anales de San João de la Peñla]]''", de l [[seclo XII]], que fúrun copiados na "''[[Crónica de San Joãoo de la Peñl'|crónica homónima]]''". De l mesmo seclo data ua "''[[Vrebe stória ribagorzana de los reyes de Aragón]]''"<ref>PÉREZ LASHERAS, Antonio (2003): «La storiografía aragonesa y el Derecho foral», an ''La lhiteratura del reino de Aragón hasta el siglo XVI''. Zaragoza, Ibercaja-Anstitución «Fernando el Católico» (Biblioteca Aragonesa de Cultura, 15), ISBN 84-8324-149-8 , pp. 100 - 104.</ref>.
Para la [[Corona de Aragon]], passado las "''[[Gestas beterun Comitatun Barcinonensiun i Regun Aragonensiun]]''" (ampeçada ne l [[seclo XII]] i cuntinada até al [[seclo XIV]]), çtaca-se l "''[[Llibre dels fets|Llibre dels feyts]]' '" ó "''Crónica de [[Jaime I l Cunquistador]]''"; la "''[[Crónica de San João de la Peñla]]''" ó de "''[[Crónica de Pedro, l Ceremonioso|Pedro, l Ceremonioso]]''"; la [[Crónica de Muntaner]], que abrange l período de [[1207]] la [[1328]], ancluindo la famosa spediçon de l [[Almogábares]], de la qual partecipou, i la de [[Crónica de Bernat Çclot|Bernat Çclot]] "''[[Llibre del rei En Pere d'Aragó i dels sous antecessors passats]]''" (segunda metade de l [[seclo XIII]]).
Cumpletan l quadro peninsular la "''[[Crónica de los Reyes de Nabarra]]''" ([[1454]]), de l [[Príncepe de Viana]] (cumpuosta para justeficar la sue aspiraçon al trono), i ls "''[[Annales Portugaleses Beteres]]''" (987-1079).
====Seclo XVI====
[[Fexeiro:Bartolome Lheonardo de Argensola.jpg|thumb|'''Argensola''', an grabura de [[Luis Paret]] para ''El Parnaso Spañol''.]]
Passado a unificaçon de ls Reis Católicos, yá na Eidade Moderna, cuntina cula mesma funçon, splicitamente, la monumental "''Stória de la Spanha''", de l [[João de Mariana|Padre Mariana]] ("''[[De Rebus Spaniae lhibri XX]]''", [[1592]], oumentada para trinta lhibros an sue própia traduçon pa l castelhano an [[1601]]). Este relegioso tornou-se célebre por sue defesa de l [[tiranicídio]] an "''[[De Rege eit regendi ratione]]''" scrito para la eiducaçon de [[Filipe III de Spanha]].
Outros cronistas de l seclo XVI fúrun [[Florián de Ocampo]] i [[Ambrosio de Morales]] (cuntinando la "''Crónica General''" an cinco lhibros, ampeçada por aquel); [[Jerónimo Zurita]] ("''[[Anales de la Corona de Aragón]]''") i [[Steban de Garibay]] ("''Cumpendio Storial de las Chronicas y Ounibersal Storia de todos los reynos de Spañla''").
====Seclo XVII====
La storiografie barroca anclui manipulaçones stóricas fantasiosas, cumo ls "''[[plomos del Sacromonte]]''" ó ls falsos cronicones "''[[Ramón de la Higuera]]''". [[Fray Prudencio de Sandobal]] cuntina la crónica de Ocampo i Morales i redige ua "''[[Storia de la bida y heichos del Amperador Carlos B]]''"; [[Pedro de Salazar y Mendoza]], ua "''[[Ourigen de las dignidades seglares de Castilla y Lheón]]''" i [[Bartolomé Lheonardo de Argensola]], ls "''[[Anales de Aragón]]''".
An fines de l [[seclo XVII]], la reflexon subre la própia storiografie surge na Spanha cumo ua necidade decorriente de l acúmulo de tan basto cuorpo cronístico, sendo la sue purmeira tentatiba la "''[[Noticia y juicio de los malas principales storiadores de Spañla]]'', de [[Gaspar Ibáñeç de Segobia]], [[marqués de Mondéjar]] (publicado passado la sue muorte an [[1708]]).
====Outros géneros storiográficos====
Outros géneros storiográficos tamien fúrun cultibados zde la Eidade Média, cumo l tratamiento dua figura eisolada (l ciclo de [[El Cid]]) i, yá ne l [[seclo XV]], las mimórias ([[Leonor Lhopeç de Cordoba]], circa 1400), la [[biografie]] ("''[[El Bitorial]]''" de [[Gutierre Díeç de Games]], "''[[Generaciones y Semblanzas]]''" de [[Fernán Péreç de Guzmán]]) i la relaçon dun eibento pontual cumo l "''[[Libro del paso honroso de Suero de Quiñones]]''", de [[Rodrígueç de Lhena]]. Ls lhibros de biaiges cumo l de [[Pedro Tafur]] l de [[Ruy Gonzáleç de Clabijo]] (que fui ambaixador delantre de [[Tamerlon]]), tamien proporcionan baliosas anformaçones.
====L "Al-Andalus"====
Na purmeira metade de l [[seclo X]] de la [[Era crestiana]] (IV de la [[Hégira]]), [[Muhammad Al-Razi]] redigiu la purmeira stória giral de la [[Península Eibérica]], "''[[Ajbar Mutuk al-andalus]]''" cuntinada por outros [[Al-Razi (storiadores)|al-Razi]]: l sou filho Ahmad (coincido an castelhano cumo l "[[Mouro Rasis]]") i l deste ([[Isa ben Ahmad]]). Esta stória fui dibulgada ne ls reinos crestianos cul nome de "''[[Crónica del Moro Rasis]]''", que fui outelizada por [[Jiméneç de Rada]].
[[Aríb de Córdoba]], secretairo de [[Al-Hakan II]], screbiu ua Crónica de sou gobierno, i ne l mesmo reinado [[Muhammad al-Jusaní]] (muorto an 361/971) l "''[[Kitáb al-qudá bi-Qurtuba]]''" stória de l [[cadi]]s ([[juiç|juízes]]) de [[Córdoba]].
A la época de [[Almançor]] screbiu-se ua stória cuntroladíssima, cumo ye la de [[Ibn Asin]], seneficatibamente antitulada de "''[[al-Ma'atir al-camiriyya]]''" ("Gestas amiríes"), obra que solo conhecemos por refréncias.
Antre ls storiadores de l [[seclo XI]] (V de la Hégira), na eidade de ouro que coincidiu cula zagregaçon de l califado i l aparecimiento de ls reinos [[taifa]], ls cordobeses [[Ibn Hazn]] ("''[[Fisal]]''" ó "''Storia crítica de las religiones, setas y scuelas''") i [[Ibn Hayyán]] ("''[[Muqtabis el Matín]]''").
De família Andalus emigrada, l tunisino [[Ibn Khaldun]] (fin de l [[seclo XIV]], ampeço de l [[seclo XV|XV]]) , ten sido mui balorizado cumo un de ls predecessores de la [[filosofie de la stória]] i por sues abordaiges inobadoras nas árias de la [[eiquenomie]] i de la [[sociologie]] ne l sou "''[[Al-Muqaddimah]]''" ("Stória").
Yá fura de l período de la persença muçulmana ne l Al-Andalus cumpleta la storiografie islámica clássica [[Al-Maqqari]], cul sou "''[[Nafh al-Tib]]''" (seclos XVI-XVII), que reúne muitas de las fuontes anteriores. Las fuontes muçulmanas, an giral, son menos coincidas, i ancluen aqueilhas posteriores a la Recunquista, cumo a pouco coincida "''Stória''" de [[Ibn Idhari]] (seclo XVI)<ref>Un Website de refréncia para la storiografie andaluç ancontra-se çponible an: [http://www.islamyal-andalus.org/otubre02/Ibn%20Hayyan.htn]. I outra, que anclui to la sue lhiteratura, an: [http://www.spanisharts .com/boks/lhiterature/sparab.htn]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}.</ref>.
==== Ls cronistas de las Índias====
[[Fexeiro:Trabajo-anca8.jpg|thumb|L trabalho anca an eilustraçon de la ''Nueba Corónica y Buen Gobierno'' de Felipe Guaman Poma de Ayala (1616).]]
Las purmeiras obras de [[Stória de la América]], zde las "Relaçones" de l própio [[Cristóvão Colombo]], de l sou filho [[Fernando Colombo|Fernando]] i muitos outros sploradores i cunquistadores cumo [[Heirnán Cortés]] ó [[Bernal Diaç del Castillo]] ("''[[Storia Berdadera de la Cunquista de la Nueba Spañla]]''"), ténen un nítido caráter de outo-justificaçon. La tendéncia cuntrária, de [[Bartolomé de las Casas]] ("''[[Brebísima relación de la çtrución de las Andias]]''") fui tan amportante que dou ourige a la cuntrobérsia de l "[[justos títalos]]", a la qual dou réplica [[João Ginés de Sepúlbeda]]; i mesmo a la chamada "''[[Lenda negra]]''", dibulgada por to la Ouropa cumo propaganda antiespanhola. La bison de ls pobos [[andígena]]s, que biran ls sous decumientos i cultura material séren pilhados i çtruídos, fui possible an alguns causos scepcionales, cumo la de l Anca [[Felipe Guaman Poma de Ayala]].
Oufecialmente, l cargo de [[Cronista de las Índias]] ampeçou-se cula documentaçon recolhida por [[Pedro Mártere de Anglería]] passou, an [[1526]], la [[Fray Antonio de Guebara]], cronista de Castielha; i cun [[João Gómeç de Belasco]] que fizo l mesmo cun ls papéis de l [[cosmografie|Cosmógrafo-mor]] [[Alonso de Santa Cruç]], que acumulou l cargo de cronista. [[António de Heirrera]] fui nomeado Cronista-mor de las Índias an [[1596]], i publicou antre [[1601]] i [[1615]] la ", coincida cumo "''Décadas''". [[Antonio de Lheón Pinelo]] (criado an [[Lima]], i que habie recumpilado las "''[[Leis de la Índias]]''"), [[Antonio de Sólis]] i [[Pedro Fernándeç del Pulgar]] eisercírun l cargo durante l [[seclo XVII]]. Ne l [[seclo XVIII]] la anstituiçon cunsulidou-se cula criaçon de dues outras, mui amportantes para la manutençon de la mimória i de la storiografie spanhola: la [[Rial Academie de la Storia]] i l [[Archibo General de Andias]]. Inda houbo tiempo para çtacar-se la figura de [[João Bautista Muñoç]] ("''[[Storia del Nuebo Mundo]]''", que nun chegou a cumpletar).
===L Eiluminismo===
[[Fexeiro:Anrique Floreç.JPG|thumb|left|L padre Flóreç, ampeçador de ''La Spañla Sagrada''.]]
Ne l [[seclo XVIII]], acunteciu ua mudança fundamental: las abordaiges anteletuales de l [[Eiluminismo]] por un lhado, i la çcubierta dun "[[outro]]" an culturas fura de la [[Ouropa]] (l [[sotismo]], l mito de l "[[buono salbaige]]") por outro, suscitan un nuobo sprito crítico (ambora, na rialidade, fússen circunstáncias semelhantes a las que se podien ouserbar an Heiródoto). San postos an queston ls [[prejuízo]]s culturales i l [[ounibersalismo]] clássico.
La çcubierta de [[Pompéia]] renobou l antresse pula [[Antiguidade clássica]] ([[neoclassicismo]]) i fornece ls materiales que inauguran ua ciéncia eimergente de la [[arqueologie]]. Las naciones ouropéias çtantes de l [[Mediterráneo]] buscan las sues ouriges stóricas ne ls [[mito]]s i [[lenda]]s que, por bezes, fúrun ambentadas (cumo an "''[[Ossian]]''" de [[James Macpherson]], que simulou tener ancontrado l [[Homero]] [[Celta]]).
Tamien se antressan puls questumes nacionales ls franceses [[François Fénelon]], [[Voltaire]] ("''[[Stória de l ampério russo sob Pedro, l Grande]]''" i "''[[L seclo de Lhuís XIV]]''", [[1751]]) i [[Montesquieu]], que teorizou subre el an "''[[L Sprito de las Lheis]]''". Na [[Anglaterra]], [[Edward Gibbon]] screbiu la sue monumental obra "''[[Stória de l declínio i queda de l Ampério Romano]]''" (1776-1788), adonde fizo de la percison un aspeto eissencial de l trabalho de l storiador.
Ls lhemites de la storiografie ne l seclo XVIII son la submisson a la [[moral]] i la ancluson de juízos de balores, de modo que l sou oubjetibo cuntina lhemitado.
Na Spanha çtaca-se la publicaçon de "''[[Spañla Sagrada]]''", de l padre [[Orde de Santo Agostico|agostiniano]] [[Anrique Flóreç]], recumpilaçon de decumientos de [[stória eclesiástica]], spostos cun critério ultraconserbador ([[1747]] i cuntinada passado la sue muorte, até al [[seclo XX]]) i la "''[[Storia crítica de Spañla]]''" de l [[Cumpanha de Jasus|jesuíta]] çterrado [[João Francisco Masdiu]]; a partir dua perspetiba mais eilustrada tenemos l [[regalismo|regalista]] [[Melchor Rafael de Macanaç]], l [[crítica|crítico]] [[Griegorio Mayanes y Siscar]] (un de ls sous çcípulos, [[Francisco Cerdá y Rico]], tentou eimitar [[Lorenzo Valla]] al çcutir la beracidade de l [[boto de Santiago]] mediebal), i mais tarde, nesse mesmo seclo, al própio [[Gaspar Melchor de Jobellanos]], [[João Sempere y Guarinos]], [[Eugene Lharruga y Voneta]] ("''[[Memorias políticas y eiquenómicas]]''"), i al eicelente decumiento recumpilatório que ye "''Biaje de Spañla''" de [[Antonio Ponç]]. A meio camino antre las dues tendéncias ancontra-se l eisemplo de [[João Pablo Forner]], casticista na sue famosa "''[[Ouración apologética por Spañla y su mérito lhiteriario]]''" ([[1786]]) i reformista an outras obras, publicadas passado la sue muorte.
===L seclo XIX: la Stória, ciéncia erudita===
[[Fexeiro:Jules Michelet par Thomas Couture.jpg|thumb|Jules Michelet, l storiador de la Reboluçon Francesa.]]
[[Fexeiro:Marcelino Menéndez Pelayo, por Kaulak.jpg|thumb|Menéndeç y Pelayo.]]
L [[seclo XIX]] fui un período rico an mudanças, tanto na maneira de cunceber la stória cumo na de screbé-la.
Na Almanha, esta eiboluçon habie se porduzido antes, i yá staba persente nas ounibersidades de la Eidade Moderna. Agora, la anstitucionalizaçon de la deciplina dou lhugar a bastos cuorpos que reunian i trascrebian las fuontes, sistematicamente. Antre estes, l mais coincido ye l "''[[Monumenta Germaniae Storica]]''", a partir de [[1819]]. La Stória ganha ua dimenson de erudiçon, mas tamien de atualidade. Pretende ribalizar cun las demales ciéncias, subretodo cul grande zambolbimiento que estas atrabessan, a la época. [[Theodor Mommsen]] cuntribui para dar a la erudiçon las sues bases críticas, an sou "''[[Römische Geschischte]]''" ("Stória de Roma", 1845-1846), para alhá de tener colaborado ne l citado "''Monumenta Germaniae Storica''" i ne l "''[[Corpus Anscritionun Lhatinarun]]''".
Na Fráncia, fui cunsidrada cumo ua deciplina anteletual çtinta de outros géneros lhiterários zde l ampeço de l seclo, quando ls storiadores porfissionalizórun-se i fundórun ls arquibos nacionales franceses ([[1808]]). An [[1821]] fondou-se la "''[[École nationale des chartes]]''", purmeira grande anstituiçon pa l ansino de la Stória ne l paíç.
A partir de la [[década de 1860]], l storiador [[Fustel de Coulanges]] screbiu "''la stória nun ye ua arte, ye ua ciéncia pura, cumo la física ó la geologie''". Sin dúbeda, la stória amplica ne l debate de la sue época i ye anfluenciada pulas grandes [[eideologie]]s, cumo l [[liberalismo]] de [[Aleisis de Tocquebille]] i [[François Guizot]]. Subretodo deixou-se anfluenciar pul [[nacionalismo]] i mesmo pul [[racismo]]. Coulanges i Mommsen trasladórun pa l debate storiográfico l anfrentamiento de la [[Guerra franco-prussiana]] de [[1870]]. Cada storiador tende a ancontrar las qualidades de sou pobo (l "génio"). Ye l momiento de fundaçon de las grandes stórias nacionales.
Ls storiadores románticos, cumo [[Augustin Thierry]] i [[Jules Michelet]], mantendo la qualidade de la reflexon i la sploraçon crítica de las fuontes, sin receando spraiar-se ne l stilo, mantibírun-na cumo ua arte. Ls progressos metodológicos nun ampediran cuntribuir para las eideias políticas de sou tiempo. Michelet, an sue "''[[Stória de la Reboluçon Francesa]]''" (1847-1853), cuntribuiu eigualmente para la definiçon de la nacion francesa contra la ditadura de l [[Vonaparte]], assi cumo pa l rebanchismo antiprussiano (faleciu pouco depuis de la [[batailha de Sedan]]). Cula [[Terceira República Francesa]], l ansino de la Stória cunformou-se a un strumiento de propaganda la serbício de la formaçon de l cidadanos, i cuntinou la sei-lo durante to l [[seclo XX]].
Outro de ls fundadores de la storiografie ne l seclo XIX fui [[Leopold Von Ranke]], que se çtacou pula sue eilebada crítica cun las fuontes ousadas na Stória. Adeto de las análezes i de las racionalizaçones, l sou lhema era "''screbir la Stória tal cumo fui''". Deseiaba relatos de teçtemunhas bisuales, anfatizando subre l sou punto de bista.
[[Heigel]] i [[Karl Marx]] antroduziran l biés social na Stória. Ls storiadores anteriores habien cuncentrado-se ne ls ciclos ciclos de apogeu i crise de ls gobiernos i de las naciones. Ua nuoba deciplina eimergente trouxe la análeze i la cumparaçon an grande scala: la [[Sociologie]]. A partir de la [[Stória de la Arte]], estudos cumo l de [[Jacob Burckhardt]] subre l [[Renacimiento]] cumbertírun-se na refréncia para antender ls fenómenos culturales. La [[Arqueologie]] puso an cuntato l mito cula rialidade stórica, tanto ne l Eigito cumo na Mesopotámia i Grécia ([[Heinrich Schliemann]] an [[Tróia]], [[Micenas]] i [[Tirinto]], i mais tarde [[Arthur Eibanes]] an [[Creta]]); todo esso nun ambiente romántico i abintureiro que lhentamente fui-se depurando para tornar-se científico, inda que nun zapareça, cumo demunstra la tardie apariçon de de [[Howard Carter]] ([[Tutankhamon]]) i la eimaige popular de l arqueólogos que se perpetua ne l cinema ([[Andiana Jones]]). La [[Antropologie]] aplicada a la splicaçon de l [[mito]]s porduziu l monumental trabalho de [[James George Frazer]] ("''[[The Golden Bough; la Study in Magic and Religion]]''" ("L galho de ouro", [[1890]]), a partir de l qual ls storiadores podírun repensar l sou punto de bista subre la relaçon de las sociadades houmanas de todas las épocas cula [[magie]], la [[religion]] i anclusibe la [[ciéncia]].
Durante l seclo XIX, la Spanha cunseguiu preserbar l sou patrimonho documental cula criaçon de la [[Viblioteca Nacional de Spanha]] i de l [[Arquibo Stórico Nacional de la Espanha]], mas nun se çtinguiu por ua grande renobaçon de la sue storiografie que, salbo l arabismo de [[Pascual de Gayangos]], ó de la [[storia eiquenómica]] de [[Manuel Colmeiro]], aparece debedida antre ua corriente [[liberal]] ([[Modesto Lhafuente y Zamalloa]], [[João Balera]]), i outra [[reacionario|reacionária]], cujo spoente, l erudito i polígrafo [[Marcelino Menéndeç y Pelayo]] (''[[Storia de los heiterodoxos spañoles]]''), ye ua dina cuntinaçon de la tradiçon que naciu cun [[Santo Isidoro]] i passou pula ''Storia'' de l Padre Mariana i pula ''Spañla Sagrada'' de l Padre Flóreç.
===L seclo XX===
La stória bai se afirmando cumo ua ciéncia social, ua deciplina científica ambolbida cula sociadade. Ne ls percípios de l [[seclo XX]], la stória yá habie adquirido ua dimenson científica ancontestable.
====La stória, antre l positibismo i l ansaísmo====
[[Fexeiro:ArnoldToynbe1961.jpg|thumb|left|Arnold J. Toynbe.]]
Anstalado ne l mundo académico, erudito, la deciplina fui anfluenciada por ua berson ampobrecida de l [[positibismo]] de [[Auguste Comte]]. Pretendendo [[oubjetibidade]], la stória lhemitou l sou oubjeto: l fato ó [[eibento]] eisolado, l centro de l trabalho dun storiador, ye cunsidrado cumo la sola refréncia para respunder corretamente al amperatibo de la oubjetibidade. Tampouco se acupa por stablecer relaçones de [[causalidade]], sustituindo por retórica l çcurso que se pretendia científico.
Simultaneamente, i an cuntreste, zambolben-se deciplinas similares, que tenden a la generalizaçon cumo la [[stória cultural]] i la [[stória de las eideias]], cun [[Johan Huizinga]] ("''[[L Outonho de la Eidade Média]]''") ó [[Paul Hazard]] ("''[[La crise de la cuncéncia ouropeia]]''") antre ls sous ampeçadores. Ansaístas cumo [[Oswald Spengler]] ("''[[L Declínio de l Oucidente]]''"), i [[Arnold J. Toynbe]] ("''Un Studo de la Stória''") an cuntrobérsia famosa, publican perfundas reflexones subre l própio cunceito de [[ceblizaçon]], que juntamente cula "Rebolta de las Massas" ó "''[[Spañla ambertebrada]]''", de [[José Ortega y Gasset]] oubtibírun straordinária dibulgaçon, cumo un reflexo de l pessimismo anteletual de l antre-guerras. Mais próssimo al método de l storiador, i nun menos perfundo, ye l trabalho de sous cuntemporáneos, l Velga [[Heinri Pirenne]] ("''[[Mohammed i Charlemagne]]''", an pertués, "Maomé i Carlos Magno"), ó l australiano [[Bere Gordon Childe]] (pai de l cunceito "[[Reboluçon Neolítica]]").
Assi i todo, la grande trasformaçon na stória de ls eibentos ben de cuntribuiçones sternas: Por un lhado, l [[materialismo stórico]] de anspiraçon marxista, que antroduç la [[eiquenomie]] nas preocupaçones de l storiador. Por outro lhado, la perturbaçon probocadas pula storiografie puls zambolbimientos políticos, técnicos, eiquenómicos ó sociales bibidos pul mundo, sin squecer ls cunflitos mundiales. Nuobas ciéncias auxiliares surge ó zambolben-se cunsidrablemiente: la [[Arqueologie]], la [[Demografie]], la [[Sociologie]] i la [[Antropologie]], sob la anfluéncia de l [[struturalismo]].
====La Scuola de l Annales====
{{AP|[[Scuola de l Annales]]}}
Ua scuola de pensamiento coincida cumo [[Scuola de l Annales]] formou-se an torno de la rebista "''[[Annales d'stoire économique eit sociale]]''", fundada por [[Lucien Febbre]] i [[Marc Bloch]] an [[1929]], alargou l ámbito de la deciplina, solicitando la cunfluéncia de las outras ciéncias, an particular la de la [[Sociologie]], i, de maneira mais giral trasforma la stória ampliando l sou oubjeto para para alhá de l eibento i anscrebendo-lo na [[longa duraçon]] ("lhongue durée"). Passado l hiato de la [[Segunda Guerra Mundial]], [[Fernand Braudel]] cuntinou a eiditar la rebista i recorreu, pula purmeira beç, a la [[Geografie]], a la [[Eiquenomie]] i a la [[Sociologie]] para zambolber la sue tese de "eiquenomie-mundo" (l eisemplo clássico ye l "''[[L Mediterráneo i l mundo mediterránico na época de Filipe II]]''").
L papel de l teçtemunho stórico muda: permanece ne l centro de las preocupaçones de l storiador, mas yá nun ye l oubjeto, senó l que se cunsidra cumo un útele para custruir la stória, útele que puode ser oubtido an qualquiera domínio de l coincimiento. Ua custelaçon de outores mais ó menos próssimos a la "Annales" partecipa dessa renobaçon metodológica que prenche las décadas centrales de l [[seclo XX]] ([[Georges Lhefebbre]], [[Ernest Lhabrousse]]).
La bison de la [[Eidade Média]] mudou cumpletamente passado ua releitura crítica de las fuontes, que ténen la sue melhor parte justamente ne l que nun mencionan ([[Georges Duby]]).
Pribilegiando la [[longa duraçon]] al tiempo cúrtio de la stória de l [[eibento]]s, muitos storiadores proponen repensar l campo de la stória a partir de l "Annales", antre eilhes [[Emmanuel Le Roy Lhadurie]] ó [[Pierre Goubert]].
"[[Nuoba Stória]]" ye la chamaçon, popularizada por [[Pierre Nora]] i [[Jacques Le Goff]] ("''[[Fazer la Stória]]''", [[1973]]), que zeigna la corriente storiográfica que anima la terceira geraçon de l "Annales". La nuoba stória trata de stablecer ua stória serial de las [[mentalidade]]s, ó seia, de las repersentaçones coletibas i de las struturas mentales de las sociadades.
Outros storiadores franceses, alhenos als "Annales" cumo [[Philippe Ariès]], [[Jean Delumeau]] i [[Michel Foucault]], este redadeiro nas frunteiras de la [[filosofie]], çcriben la stória de ls temas de la bida cotidiana, cumo la [[muorte]], l [[medo]] i la [[sexualidade]]. Quieren que la stória screba subre todos ls temas, i que todas las preguntas séian respundidas.
Dua ourientaçon cumpletamente ouposto (la de la dreita católica), [[Roland Mousnier]] rializou ua cuntribuiçon decisiba para la Stória Social de l [[Antigo Regime]], negando la eisisténcia de [[luita de classes]] i anclusibe dessas mesmas classes, an benefício de l que çcribe cumo ua [[sociadade de ordes]] i relaçones [[clientelismo|clientelistas]].<ref>Ye célebre la sue famosa polémica cul storiador sobiético i marxista [[Voris Porchneb]] la propósito dessas teses. MOUSNIER, Roland (1968) "''[[Furores camponeses]]''".</ref>.
====La storiografie francesa repensa la sue Reboluçon====
{{AP|[[Debate storiográfico subre la Reboluçon Francesa]]}}
Fui dezido que cada geraçon ten l dreito de rescrebir la stória<ref>La citaçon ye atribuída a defrentes outores; eiqui ye atribuída la [[Pierre Nora]]: [http://www.lpp-uerj.net/olped/eisibir_oupiniao.asp?codnoticias = 17252]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}.</ref>. Na sfera académica, la rebison de las maneiras de cumprender l passado ye parte de la tarefa de l storiador porfissional. Até que punto ye que essa rebison surge cientificamente, cumo ua distorçon de las certezas antes stablecidas ([[Karl Popper]]) i nun pseudo-cientificamente, cumo fazerie l que se chama peijoratibamente de [[rebisionismo]] storiográfico, ye algo defícel de abaluar. Ua proba de toque serie detetar se l rebisionista ye un stranho al mundo académico, que se dedicada al [[uso político de la stória]], l que aliás ye un bício quemun: la stória siempre fui ousada cumo ua arma para la trasformaçon social i ls meios académicos nunca fúrun ua scepçon. Na storiografie, ciéncia social, ye defícel perceber se ne ls ancontramos delantre dua mudança de [[paradigma]] cumo ls que studou [[Thomas Kuhn]] para las ciéncias spurmentales ("''[[Stória de las Reboluçones Científicas]]''"), percipalmente porque nunca hai un [[cunsenso]] tan ounibersalmente partilhado cumo para antender que l zbio del seia ua reboluçon.<ref>JARAMILLO ECHEBERRI, Lhuis Guillermo; AGUIRRE GARCIA, João Carlos (2004): "''La Cuntrobersia Kuhn – Popper en torno al Progreso Científico y sus posibles aportes la la Anseñanza de las Ciencias''", çponible an: [http://www.moebio.uchile.cl/20/jaramillo.htn]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}.</ref>.
Ua de las grandes polémicas rebisionistas (ne l bun sentido) bino cun las comemoraçones de l segundo centenário de la [[Reboluçon Francesa]] ([[1989]]). Outores de tendéncia [[struturalista]], próssimos a la "Annales" ([[François Furet]] ó [[Denis Richet]]), sintetizórun ls studos de las décadas de 1970 i 1980, an que se pretendia ser un nuobo paradigma anterpretatibo alternatibo al marxismo que habie dominado la stória social de l período: [[Albert Soboul]], [[Jacques Godechot]], i, mais recentemente [[Claude Mazauric]], [[Michel Bobelle]] ó [[Crane Brinton]] ("''[[Anatomie dua Reboluçon]]''"). Lhoinge de ambas las tendéncias, [[Simon Schama]] i ls nuobos narratibistas fázen ua stória cultural de l político i muito [[narratiba]], antiestruturalista i de tintas tendencialmente [[cunserbador]]las (ampeçada por [[Richard Cobb]] yá na década de 1970). Para alhá desso, mantén delantre la "''[[Noubelle Stoire Politique]]''" de [[René Rémond]]. [[Arno Mayer]] lhamenta que la rebison haba dado lhugar un [[uso político de la stória]], ne l qual se cundenan, "la priori", las reboluçones cumo antrinsecamente perbersas<ref>MAYER, Arno (2002). "''[[The Furies: Biolence and Terror in the French and Russian Rebolutiones]]''". Princeton University Press. ISBN 0-691-09015-7. Hai ua traduçon an castelhano: ''Las Furias''. L comentairo queda na antroduçon.</ref>.
=====Un subgénero: las comemoraçones=====
[[Fexeiro:Bicentlogo.png|thumb|Lhogotipo oufecial de las comemoraçones de l bicentenário de la Reboluçon Amaricana.]]
Por outro lhado, la outelizaçon de la stória para celebrar acuntecimientos que atendan a anhos "redondos" (centenários, decenários, etc.) custitui-se nua ouportunidade de çtaque porfissional pa ls storiadores, de aprossimaçon de la deciplina de l grande público i de álibi para defrentes tipos de justificaçones. L bicentenário de l [[Stados Ounidos de la América]] ([[1976]]) habie sido un precedente defícel de superar, an tenermos de cobertura mediática i custos eiquenómicos. La mais recente, ne l causo de la [[Spanha]] fui la de la [[Guerra Cebil Espanhola]] (1976, cula inobadora sposiçon de l ''Palacio de Cristal'' de l [[Retiro]] de la qual fui curador [[Jabier Tusell]]; [[1986]], l cinquentenário que se aprobeitou para recordar, particularmente, la [[Machado]] i la [[Garcia Lhorca]] cula squierda ne l poder; [[1996]]; [[2006]], cun çcussones subre la [[mimória stórica]]), [[Carlos III de Spanha]] ([[1988]], na emulaçon de la paralela perparaçon de l bicentenário francés), l "''Quinto Centenario del Ancuentro antre de l Mundos''" ([[1992]]), [[Cánobas]] ([[1998]]), l "''Lañl Quijote''" ([[2005]]). Eisiste mesmo la ''[[Sociedad Statal de Cunmemoraciones Culturales]]'', que mantén un mobimentado calendário.<ref>Páigina de la ''Sociedad Statal de Cunmemoraciones Culturales'' çponible an: [http://www.sec.s/]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}.</ref>.
Sin la necidade de celebrar algo mais cuncreto de l que la sue própio antemporalidade, mas cul mesmo zelo justificatibo (ne l que lheba milénios de bantaige), la [[Eigreija Católica]] spanhola ten feito l mais notable cunjunto de sposiçones: "''Las Edades del Hombre''"<ref>L Website de la ''Fundación Las Edades del Hombre'', que atualmente (zde Nobembre de 2006) eisibe "''Kirios''" an [[Ciudad Rodrigo]], ancontra-se çponible an: [http://www.lhasedades.s/]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}</ref>, ua rebison temática de ls assuntos relegiosos eilustrada sucessibamente cun defrentes suportes stórico-artísticos eilegantemente selecionados i spostos ([[libro]]s, [[música]]s, [[scultura]]s, etc.) de maneira itinerante pulas catedrales de [[Castilla y Lheón]], las quales an si mesmas yá justifican las bejitas. L mesmo formato i curador tenerie "''[[Eimaculada Cunceiçon|Eimaculada]]' '", para assinalar ls 150 anhos de anibersário de l [[dogma]] ([[Catedral de la Almudena]], [[Madrid]], [[2006]]) i que serbiu para cumpensar la recente inauguraçon de l eidifício, de gusto i decoraçon çcutibles. Anspirada neilhas fui rializado pul Gobierno de Nabarra la sposiçon "''Las Edades de un Reino''" ([[Pamplona]] 2006, coincidindo cul centenário de San [[Francisco Xabier]] an [[Jabier]]).
====La storiografie anglo-saxónica====
Ls Stados Ounidos son mui pródigos na spurmentaçon de nuobas abordaiges metodológicas, antre las quales:
*l quantitatibismo de la [[cliometrie]] ó "''new eiquenomic story''" ("[[nuoba stória eiquenómica]]") amaricano de [[Robert Fogel]] i [[Douglass North]], lhaureados cul [[Prémio Nobel]] de [[Eiquenomie]] de [[1993]] (de ls poucos storiadores que recebírun l Nobel, cun ls de lhiteratura [[Theodor Mommsen]] i [[Winston Churchill]]).
*ls studos de causo (a partir de la [[década de 1970]]). Un studo de causo ye un método particular de ambestigaçon qualitatiba. An beç de outelizar grandes bases de dados i rígidos protocolos para eisaminar un númaro lhemitado de bariables, este método ambolbe un corte lhongitudinal dun causo: un solo fato. La stória se aprossima de l método spurmental<ref>Ls outores mais coincidos ne l amprego deste método son [[Robert Stake]] i [[Jan Nespor]] (ber wikipedie an Anglés [http://en.wikipedie.org/wiki/Case_study]).</ref>.
*la chamada "''World Story''" (zde la [[década de 1980]]), que cumpara las defrenças i semelhanças antre regiones de l mundo i chega a nuobos cunceitos para çcrebé-las (cunsidra-se [[Arnold J. Toynbe]] cumo un precursor).
Tamien ye dino de nota l papel de ls Stados Ounidos cumo anfitrion de ls anteletuales ouropeus antes i depuis de la [[Segunda Guerra Mundial]], cumo fui l cado de [[Mircea Eiliade]], l maior renobador de la [[stória de las religiones]] ó [[stória de las fés]] ("''[[L sagrado i l profano]]''", "''[[L mito de l eiterno retorno]]''").
Mas la grande cuntribuiçon de ls storiadores angleses, que ténen publicaçones cumparables a la de la "''[[Rebue ç Annales]]''" ("''[[Past and Persent]]''"), stá ne l cerne de la percipal corriente de porduçon storiográfica, ne l causo desta rebista, de tendéncia marxista, antre cujos çtaques se ancluen outores de la statura de [[I. P. Thompson]], [[Eric Hobsbawn]], [[Perry Anderson]], [[Maurice Dobb]], [[Christopher Hill]], [[Rodney Hilton]], [[Paul Swezy]], [[John Merrington]] i outros, que, de modo algun debemos antender cumo ua tendéncia unitária, ua beç que, ne ls anhos de la Segunda Guerra Mundial i ne ls de l pós-guerra (an que muitos deilhes funcionórun cumo l ''[[Grupo de Storiadores de l Partido Quemunista de la Grana-Bretanha]]'') fúrun se afastando antre si i de las posiçones marxistas ourtodoxas, dando ourige al que ten sido chamado de tendéncia "''marxiana''". Las polémicas antre eilhes i cun outores nó-marxista cumo [[H. R. Trebor-Roper]], tornórun-se, merecidamente, famosas.
Cada outor debe ser bisto atrabeç de sue posiçon pessonal, cumo la de l amaricano [[Eimmanuel Wallerstein]] (tamien ne l domínio de la stória eiquenómica i social, que ten zambolbido un cunceito de "sistema mundial" na lhinha de [[Fernand Braudel]]), l británico [[Steben Runciman]] (mediebalista amprescindible pa l studo de las [[Cruzadas]]), ó de l yá mencionados [[Arno Mayer]], [[Richard Cobb]], [[Crane Brinton]] ó [[Simon Schama]].
====La storiografía eitaliana====
A partir de l final de l [[seclo XX]], na [[Eitália]], un grupo de storiadores zambolbiu, an torno de la rebista "''[[Quaderni Storici]]''", ua stenson inobadora de la [[stória social]], la que se denominou [[Micro-stória]] ([[Giobanni Lhebi]], [[Carlo Ginzburg]]). Cun algua aprossimaçon la este método, [[Carlo Marie Cipola.Carlo M. Cipolla]] faç, subretodo, ua stória eiquenómica de grande ambergadura, assi cumo reflexones metodológicas antressantes (la paródie "''Allegro ma non troppo''").
====Ls spanistas====
{{AP|[[Spanismo]]}}
[[Fexeiro:Spanish cebil war archibe.jpg|thumb|Arquibo de la Guerra Cebil an Salamanca.]]
La çponiblidade de matéria-prima documental ne ls arquibos spanholes atrai porfissionales formados nas ounibersidades ouropeias i amaricanos, nua spece de "fuga de cérebros" al cuntrário, que renobou la metodologie i las perspetibas de ls storiadores spanholes.
[[Maurice Lhegendre]] fui un de l ampeçadores de l spanismo francés atrabeç de la "''[[Casa de Velazqueç]]''", seguido por ua lhista ampressionante: [[Marcel Bataillon]] (cul sou amprescindible "''[[Erasmo na Spanha]]''"), [[Pierre Bilar]] ("''[[Cataluñla en la Españla Moderna]]''" i la sue brebe mas anfluente "''[[Storia de Spanha]]''"), [[Bartolomé Bennassar]] (un modelo de cumo la [[stória lhocal]] puode ser antegrada na corriente central de la storiografie de banguarda cul sou "''[[Balladolid en el siglo de oro]]''")<ref>BENNASSAR, Bartolomé (1967) ''Balladolid au siècle d'or. Une bille de Castille eit sa campagne au XVe. siècle''. Paris-La Haya, Mouton. Cunsidrado un clássico de síntese de stória regional ne l sprito de l "Annales", seguindo l método de antegraçon de defrentes deciplinas ampeçado por [[Fernand Braudel]].</ref>, [[Georges Demerson]], [[Joseph Péreç]] (outoridades para las [[Quemunidades]], la [[Anquisiçon]], ls [[judiu]]s...), [[Jean Sarrailh]] (eisemplo de síntese dua época cun "''[[La Spañla eilustrada de la segunda mitad del siglo XVIII]]''").
L spanismo anglo-saxon ten cumo un de ls sous decanos [[Girald Brenan]] (ouserbador de l "''[[El lhaberinto spañol]]''" zde la sue posiçon stratégica nas [[Alpujarras]]), secundado por ua lhista nun menos ampressionantes que la de l franceses: [[Hugh Thomas]] (durante mui tiempo l outor mais citado an sue specialidade cun "''[[Spanish Cebil War]]''"), [[John Eilliott]] (cun "''[[El Cunde-Duque de Oulibares]]''" dou mostras de cumo ua biografie puode refletir ua época), [[John Lynch]], [[Heinry Kamen]], [[Ian Gibson]] (((Irlanda|Irlandés]] nacionalizado spanhol, outor de biografies amprescindibles de ls percipales gigantes culturales de l seclo XX), [[Paul Preston]], [[Gabriel Jackson]], [[Stanley G. Payne]], [[Raymond Carr]], [[Geoffrey Parker]], [[Edward Malefakis]] i outros.
====Storiografie spanhola cuntemporánea ====
Antretanto, las ounibersidades spanholas biran-se sbaziadas pula [[Guerra Cebil Spanhola]] i pul eisílio anterno i sterno. Na metade de l seclo XX puode ser ouserbado, spalhado pul mundo, un grande grupo de andebíduos: [[Ramón Menéndeç Pidal]], [[Américo Castro]], [[Claudio Sáncheç Albornoç]], [[Julio Caro Varoja]] [[José Antonio Maraball]], [[Jaume Bicenes Bibes]] (la quien se debe, antre outras cuntribuiçones, la criaçon de l "''[[Índice Stórico Spañol]]''" an [[1952]]), [[Antonio Domíngueç Ortiç]], [[Luis García de Baldeabellano]], [[Ramon Carande y Thobar]]...
Ne l pós-guerra fui fundado l [[CSIC]], an cujo ourganograma se ancluen departamientos de la stória. La requisiçon de ls decumientos por parte de l lhado bencedor, cula finalidade de [[represson política]] i la sue cuncentraçon permitiran l funcionamiento dua seçon de l "[[Archibo Stórico Nacional]]" an [[Salamanca]], specializado na Guerra Cebil Spanhola (zde [[1999]] chamado de "[[Archibo General de la Guerra Cebil Spañola]]"). Fui l centro dua polémica que ultrapassou l ámbito de l storiográfico para antrar plenamente ne l de l político, mui antensa antre [[2004]] i [[2006]], para la deboluçon a la [[Generalidad de Cataluñla]] de ls oureginales dessa anstituiçon i de outras Catalanas (ls chamados "[[papéis de Salamanca]]"), que se puode cunsidrar cumo parte de la cuntrobérsia simultánea an torno de la recuperaçon de la chamada [[mimória stórica]]<ref>Ua cronologie de las bicissitudes de l "papéis de Salamanca" puode ser cunsultada an: [http://www.eilmundo.s/eilmundo/2005/06/09/cultura/1118336528.html]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}.</ref>.
Na segunda metade de l seclo XX porduziu-se ua fuorte renobaçon metodológica an todos ls galhos de la ciéncia stória, i multiplicórun-se ls departamientos ounibersitários. Alguns storiadores retornórun de l sílio, adonde habien mantido cumo refrenciales para ua forma de fazer stória nun submetida a la censura. Ye l causo de [[Manuel Tuñón de Lhara]], preocupado cula reflexon metodológica ([[materialismo stórico]]) ua beç que mantén ua postura melitante na política. Ye de se çtacar l trabalho rializado, tamien an Fráncia, pula Eiditorial [[Ruedo Eibérico]], cujos lhibros fúrun çtribuídos de forma semiclandestina, assi cumo de alguas ne l [[México]] ([[Fondo de Cultura Eiquenómica]]).
Hai ua clara debison antre ua minorie de storiadores cunserbadores ([[Luis Suáreç Fernándeç]], [[Ricardo de la Cierba]]) i ua maiorie recetiba a las nuobas tendéncias, que nun forma ua corriente storiográfica ounida. A esse respeito, beija-se [[Gonzalo Anes]], [[Julio Aróstegui]], [[Miguel Artola]], [[Angel Vahamonde]], [[Bartolomé Clabero]], [[Manuel Spadas Burgos]], [[Manuel Fernándeç Álbareç] ] [[Emiliano Fernándeç de Pinedo]], [[Josep Fontana]], [[Jordi Nadal]], [[Gabriel Tortella]], [[Jabier Tusell]], [[Julio Baldeón]] i outros.
Tamien son dinas de nota las figuras çtacadas an campos de studo cuncretos: la de [[Francisco Tomás y Baliente]] i [[Alfonso García-Gallo]] na [[Stória de l Dreito]], la de [[Emilio García Gómeç]] ne l [[Arabismo]], i la de [[Guillermo Céspedes del Castillo]] ne l [[Americanismo]], la de [[Antonio García y Bellido]] i la de [[Antonio Blanco Freijeiro]] na [[Arqueologie]], las de [[Pedro Bosch Gimpera]], [[Luis Pericot]], [[João Maluquer]] ó [[Emiliano Aguirre]] na [[Pré-stória]] (la deste redadeiro binculada al ampeço de l scepcional depósito de [[Atapuerca]], cujo studo ye cuntinado por [[João Lhuis Arsuaga]], [[Eudald Carbonell]] i [[José María Bermúdeç de Castro]] que punirun la pré-stória spanhola ne l centro de las atençones mundiales).
===Stória scéntrica. A mistificaçon. Falsear la stória===
[[Fexeiro:Lhenin addrisses the trops, May 5, 1920 with Trotsky in foreground..jpg|thumb|Lhenin dirige-se al Eisército Burmeilho an 1920. Trotsky aparece mais ambaixo a la sue squierda, a la dreita de la foto.]]
[[Fexeiro:Lhenin addressing the trops - May 5 1920 - Altered.jpg|thumb|Cun Stalin, l passado yá nun ye l que era: Trotsky nun sal na foto…]]
Nun puode deixar de referir-se l que poderie ser chamado de "stória scéntrica", ó fura de l "[[cunsenso]]" ó campo central de l trabalho de ls storiadores "oufeciales". Siempre eisistiu lhiteratura semelhante i poderie ser recordado un eisemplo notable, cumo [[Eignacio Olague]] i l sou lhibro "''[[La Reboluçon Islámica ne l Oucidente]]''", que pretendiu probar la ineisisténcia de la ambason árabe ne l [[seclo VIII]], i que oubtebe algua repercusson nas décadas de 1960 i 1970<ref>I, mais recentemente, ancluindo reflexones ouriundas de l campo de la [[genética de las populaçones]]: PULIDO PASTOR, Antonio. ''La Rebolución Eislámica en Ocidente'' ([[1 de Outubre]] de [[2006]]), çponible an: [http://www.diariolatorre.s/andex . Php? ID = 39 & tx_ttnews% 5Btt_news% 5D = 1134 & tx_ttnews% 5BbackPid% 5D = 14 & cHash = 1865a9f269]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}. L testo cumpleto de l lhibro de Olague puode ser ancontrado nua Web islamista, an: [http://www.islamyal-andalus.org/nuebo/olague/andice.htn].</ref>.
Atualmente, l debate subre la [[Segunda República Spanhola]], la [[Reboluçon de Outubre de 1934]] i la [[Guerra Cebil Espanhola]], que afeta anclusibe questones cumo que data assumir cumo l ampeço de la mesma<ref>MOA, Pio (2006). ''70 anibersario del comienzo de la guerra cebil'', an Lhiberdad Degital, acessible an: [http://rebista.lhibertaddegital .com/articlo.php/1276218631]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}.</ref>, stá anchendo las prateleiras de ls supermercados cun ua lhiteratura que alguns chaman de [[rebisionismo stórico]], an paralelo cul [[negacionismo]] de l [[Houlocausto]].
Nun ye la spanhola la sola storiografie que se defronta cula scentricidade: l causo mais chamatibo de ls redadeiros anhos fui, seguramente, la de la atribuiçon de la çcubierta de la América al almirante chinés [[Zheng Hei]]<ref>MENZIES, Gabin (2005). ''1421: el lañl en que China çcubrió América'' Ed. Debolsillo (oureginalmente publicado an anglés an [[2002]]). L outor, oufecial de la Marina i "storiador" outodidata mantén un Website oufecial an: [http://www.1421.tb/]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}, i ls sous críticos cuntestan nel de l mesmo modo an: [http://www.kenspy .com/Menzies/]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}. Hai artigos na Wikipedie an spanhol subre la [[heipótese de 1421]], i na an Anglés [http://en.wikipedie.org/wiki/Gabin_Menzies] este subre l outor.</ref>.
Ultrapassar la frunteira de la stória scéntrica ye angressar an cheno na fraude stórica, terreno an que hai eigrégios precedentes: a partir de la "[[Doaçon de Custantino]]" (que pretendia justeficar l poder temporal de l papas) al "[[Ls Protocolos de l Sábios de Sion]]" (que alimentórun l [[anti-semitismo]] i stan na ourige de la [[Cunspiraçon Judaico-Maçónica]]). L causo stapafúrdio mais recente (sin lhograr alcançar l sucesso de l anteriores, na medida de l possible, an cumparaçon cun las tentatibas fracassadas de falsificaçon de la stória, cumo ls [[plomos del Sacromonte]]), i l de ls causos famosos (i falsos) de l "[[Diários de Hitler]]", publicados pula rebista almana [[Stern]] an [[1983]], cun ls que un storiador tan sério cumo [[Trebor Roper]] fui anganhado ó deixou-se anganhar.
La outelizaçon de la storiografie para falsear la stória ye tan antiga cumo la própia deciplina (que tenerie que remontar pul menos la [[Ramsés II]] i a la [[Batailha de Kadesh]]), mas ne l seclo XX la capacidade que l Stado i ls meios de quemunicaçon de massa (chamados de [[quarta poténcia]]) alcançórun, permitiran als regimes totalitários jogar cula capacidade de mudar la stória, nun solo an direçon al feturo, mas pa l passado. La nobela ''[[1984]]'' de [[George Orwell]] ([[1948]]) ye un teçtemunho de que esso era credible. Las retratos retocadas fúrun ua specialidade, nun solo de [[Stálin]] contra [[Trotsky]], mas de [[Franco]] cun [[Hitler]]<ref>Las famosas fotos de la antrebista Hitler-Franco an [[Heindaye]] ([[1940]]) puoden ser ancontradas ne l arquibo de la [[Agéncia Efe]], dibulgadas an Outubre de 2006 an: [http://www.anformatibos.telecinco.s/famosos/hijos/aporfilhados/Dn_34128.htn]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}.</ref>. L própio [[Winston Churchill]] tenie claro, mesmo drento de la democracie, que "''la Stória será amable cumigo porque tenho la antençon de screbé-la''"<ref>Artigo de [[João Volea]] ne l "''[[El Periódico de Aragón]]''", citando bárias de las célebres mistificaçones de eimaiges stóricas. Çponíbel an: [http://www.eilperiodicodearagon .com/noticias/noticia.asp?pkid=282246]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}.</ref> Refletir subre se la stória ye scrita puls bencedores ye ua tarefa mais própia de la [[filosofie de la stória]].
La berdade ye que, na stória, todo muda, nada ye permanente, i mui menos la sue ocultaçon, cumo eibidenciado pul debate subre la scalada de la malignidade, antre la squierda i la dreita, que inda dará tantos lhibros cumo l de [[Stéphane Courtois]] ("''[[L lhibro negro de l quemunismo]]''", 1997).
[[Catadorie:Teorie de la Stória]]
[[Catadorie:Storiografie]]
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Stória de Macau
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wikitext
text/x-wiki
{{TraduçonOuto}}
La [[Stória]] (Houmana) de [[Macau]] ten pul menos 6000 anhos. Eilha ye mui rica i dibersificada porque Macau, zde de la chegada de ls pertueses ne l seclo XVI, fui siempre ua amportante puorta de acesso para la antrada de la ceblizaçon oucidental na [[China]], cuntatando cula ceblizaçon chinesa, i al alrobés. Este pequeinho cacho de tierra proporcionou ua amportante plataforma para la simbiose i l antercámbio de culturas oucidentales i ourientales. Esta antensa simbiose i antercámbio moldórun ua eidantidade sola i própia para Macau.
Macau fui yá poboada por pescadores i camponeses chineses quando ls pertueses stablecírun-se an [[1557]] nesta lhocalidade. Eilhes, ''acupando als poucos'' <ref>Spresson ousada na [[Lei Básica de la RAEM]]</ref> Macau, debrebe trouxírun prosperidade la este pequeinho pedaço de tierra que se lhocaliza junto a la foç de l [[Riu de las Pérolas]], tornando-la nua grande cidade comercial. Macau ye cunsidrado l purmeiro antreposto ouropeu an tierra chinés i tenie un grande balor, percipalmente al nible comercial i stratégico, pa ls pertueses porque era un amportante antermediário ne l quemércio antre la [[China]], la [[Ouropa]] i l [[Japon]].
Mesmo atacado bárias bezes por outras poténcias ouropeias, nomeadamente puls houlandeses, esta cidade atingiu l sou auge durante ls finales de l seclo XVI i ls ampeços de l seclo XVII. Mas, durante l seclo XIX, Macau ampeçou a antrar debrebe an declínio por causa de l stablecimiento de [[Hong-Kong]] puls angleses. Esta nuoba quelónia británica cedo tornou-se ne l porto oucidental mais amportante de la China. Mesmo assi, Macau, an [[1865]], custruiu l purmeiro [[farol]] de l mar de l Sul de la China, l [[Farol de la Guia]]. Solo an [[1887]] ye que la China reconheciu oufecialmente la soberanie i la acupaçon perpétua pertuesa subre Macau, atrabeç de l ''Tratado de Amisade i Comércio Campana-Pertués''.
An [[1901]], l Gobierno de Macau, querendo criar la sue própia moneda oufecial, outorizou, l [[Vanco Nacional Ultramarino]] (BNU) a emitir notas cula chamaçon de [[pataca]]s. Las purmeiras notas ampressas ampeçórun a antrar an circulaçon an [[1906]] i [[1907]]. A partir de [[1995]], l Banco de la China passou tamien a ser respunsable pula eimisson de notas.
Esta quelónia pertuesa nun fui ambadida pulas tropas japonesas, eibitando assi ls grandes horrores de la [[Segunda Guerra Mundial]]. Passado la amplantaçon de la [[República Popular de la China]] (1949), esta cidade spriénciau alguns ''ancidentes'' i motines probocados puls chineses residentes pró-quemunistas que querien reunir Macau a la China. Estes ancidentes, percipalmente l [[Motin 1-2-3]] lhebantado puls residentes chineses pró-quemunistas de Macau ne l die [[3 de Dezembre]] de [[1966]], forçou Pertual a renunciar la sue acupaçon perpétua subre Macau. An [[1987]], passado antensas negociaçones antre Pertual i la República Popular de la China i atrabeç de la [[Declaraçon Cunjunta Campana-Pertuesa subre la Queston de Macau]], ls dous países cuncordórun que Macau eirie passar de nuobo a la soberanie chinesa ne l die [[20 de Dezembre]] de [[1999]], tornando-se nua [[Region Admenistratiba Special]].
Macau, para alhá de ser l purmeiro antreposto ouropeu na China, fui tamien la redadeira quelónia ouropeia na [[China]].
== Até al séc. XVI ==
[[Fexeiro:Templo de La-Ma.jpg|thumb|left|300px|Puorta percipal de l famoso Templo de La-Mala]]
Atrabeç de studos arqueológicos, çcubriu-se muitos artefatos que apuntan que ls chineses yá se stablecírun an Macau hai 4000 a 6000 anhos atrás i an [[Coloane]] hai 5000 anhos atrás.
Segundo ciertos registos stóricos, pul menos a partir de l seclo V, nabios mercantes chineses de [[Canton]] que comerciában cun pobos de l Sudeste Asiático parában muitas bezes an Macau ó acerca del para se abastecíren de auga i de comida.
An [[1277]], cerca de 50000 apoiantes i alguns nembros de la Dinastie [[Song]], fugindo de ls ambasores [[Mongólia|mungóles]], chegórun la Macau i custruíran bárias poboaçones, sendo la maior i la mais amportante deilhas lhocalizada na region de [[Mong-Hai]] (que se lhocaliza ne l Norte de Macau). Pensa-se que l templo mais antigo de Macau, l [[Templo de Kun Iban Tong (Macau)|Templo de Kun Iban]] (Deusa de la Misericórdie), lhocalizaba-se percisamente an Mong-Hai.
Durante la Dinastie [[Ming]], muitos pescadores ouriundos de [[Canton]] i de [[Fujian]] stablecírun-se an Macau i fúrun eilhes que custruíran l famoso [[Templo de La-Mala (Macau)|Templo de La-Mala]].
== Séc. XVI até 20 de Dezembre de 1999 ==
[[Fexeiro:Lhesser coat of arms of Pertuese Macau.svg|thumb|left|Brason de Armas de Macau durante la admenistraçon pertuesa.]]
Este período tetrassecular corresponde al stablecimiento i estadie de ls pertueses an Macau. Eilhes admenistrórun, de defrentes modos al lhongo de l seclos, na maiorie de ls tiempos an dependéncia de la China, este pequeinho pedaço de tierra, ancrabado an territórios chineses, zde de l sou stablecimiento ([[1557]]) até al die [[20 de Dezembre]] de [[1999]], quando Macau fui antregue para la [[República Popular de la China]].
== La chegada de ls pertueses ne l Sudeste de la China ==
L purmeiro pertués a chegar i bejitar l Sudeste de la [[China]] fui [[Jorge Álbares]], an [[1513]], durante la [[Era de l Çcubrimentos]] ampeçada pul [[Anfante D. Anrique]] (''L Nabegador''). El lhebantou un [[padron]] cun las armas de [[Pertual]] ne l porto de Tamau, lhocalizado nua ilha bezina de Sanchuon (ó [[Sanchon]]), na foç de l [[Riu de las Pérolas]], acerca de Macau. La esta bejita seguiu-se l stablecimiento eilegal i probisório na ária de einúmeros comerciantes pertueses, custruindo eidifícios de apoio an madeira que depuis eirien ser çtruídos quando ls comerciantes, acabados de fazer ls sous negócios, partiren. Ls pertueses inda nun éran outorizados de permanecer, oubtendo solamente l statuto de ''besitante''.
An [[1517]], Fernon Peres de Andrade, l xefe dua spediçon pertuesa cun çtino a la China, cunseguiu negociar cun las outoridades chinesas de Canton la antrada de l ambaixador pertués Tomé Pires la [[Pequin]] i l stablecimiento dua feitoria an Tamau. Mas, debido a las atitudes bárbaras de Simon de Andrade (el custruiu ua fortaleza an Tamau i ampeçou a atacar ls barcos chineses), Tomé Pires fui preso i muorto pulas outoridades chinesas de Pequin i l Amperador chinés proibiu l quemércio cun ls pertueses. Anque desta orde amperial, ls comerciantes pertueses cuntinórun la sue atibidade lhucratiba i ls [[mandarin]]es de la zona, subornados cun dádibas, permitiu, eilegalmente, als pertueses anstaláren-se na ilha de Sanchuon para cuntináren l sou negócio.
An [[1542]], ls pertueses, que yá frequentában las cuostas ourientales de la China, stablecírun-se an [[Ningbo|Lian Pó]]. Mas, an [[1545]], ''por amprudéncia dun de l moradores'' <ref>Cunforme [[Fernon Mendes Pinto]]</ref>, esta quemunidade, que na altura tenie cerca de 3 mil habitantes, fui arrasada por 60 mil chineses an solo 5 horas. Ls pertueses, derrotados, tentórun stablecíren- se an Chin-Cheu, mas fúrun spulsos outra beç an [[1549]].
Eilhes boltórun la Tamau i a las ilhas de Sanchuon i de Lhampacau para ouperáren las sues lhucratibas trasaçones comerciales. Eilhes anclusibamente ampeçórun a trabar relaçones comerciales cun ls chineses de l porto de Hou-Quiang (Macau).
== Ourige de l stablecimiento pertués de Macau ==
Macau, mesmo naqueilha altura yá habitada por alguas poboaçones de chineses (na sue maiorie pescadores), solo floresceu cula chegada de l pertueses.
Ls pertueses zambarcórun an Macau antre [[1553]] i [[1554]] <ref name="worldstatesmen.org">[http://www.worldstatesmen.org/China_Foreign_colonies.html#Macau www.worldstatesmen.org]</ref>, sob l pretesto de secar la sue carga. Las outoridades chinesas, an [[1557]], outorizórun finalmente ls pertueses de stablecíren- se permanentemente an Macau i cuncediu tamien un cunsidrable grau de outo-gobernaçon para eilhes.<ref name="worldstatesmen.org"/>. Vários storiadores, cumo por eisemplo l famoso mercador i storiador sueco Anders Ljungstedt (1759 - 1835), defenden que ls pertueses stablecírun-se an Macau sin l coincimiento i la outorizaçon de l Amperador mas por meio de l cunsentimento, de la cuncesson i oubbiamente de subornos a las outoridades lhocales i regionales i als sous funcionários, ls [[mandarin]]es, de [[Canton (China)|Canton]] i de la region próssima de Macau.
Mas, segundo ua outra berson (ambora cun pouco fundamiento stórico) subre la ourige de l stablecimiento comercial pertués de Macau, esta outorizaçon fui ua recumpensa dada als pertueses por estes tenéren cuntribuído de modo fulcral para la derrota de ls piratas chineses lhiderados pul célebre Chang-Si-Lhau. Estes bandidos biolentos i salbaiges pilhórun, ancendiórun i arruinórun bastas árias de la region de Canton i spalhórun terror nun solo ne ls campos mas tamien nas cidades. Eilhes ouperában percipalmente na region de l Delta de l [[Riu de las Pérolas]].
Andependientemente de las muitas bersones subre la sue ourige, l cierto ye que naciu l purmeiro berdadeiro antreposto comercial ouropeu (depuis cultural i relegioso) antre l [[Oucidente]] i l [[Ouriente]] ne l Sul de la [[Península de Macau]]. L nome de Macau parece tener ourige nun de ls purmeiros lhocales bejitados puls pertueses, la Baía de La-Mala (an [[cantonés]], "''La-Ma Gao''"), nome esse que se debe a la eisisténcia nessa baía dun [[Templo de La-Mala (Macau)|templo an houmenaige a la diusa La-Mala]]. La-Ma Gao se tornarie, Amacao, Macao i, por fin, Macau. Durante mais de 400 anhos de stória, Macau fui ourgulhosamente l baluarte de la persença i cultura pertuesa ne l lhongínquo Ouriente.
== Ls purmeiros tiempos de l stablecimento ==
[[Fexeiro:Ruinas de Sao Paulo.jpg|left|thumb|300px|[[Ruínas de San Paulo|Ruínas de la antiga Eigreija de San Paulo]], an Macau.]]
Nesses tiempos antigos, l stablecimiento comercial pertués de Macau era solamente ua pequeinha poboaçon cun alguns quarteirones, eigreijas i residéncias, ounidas por un pequeinho númaro de rues. La maiorie de la populaçon subrebibia a la custa de l quemércio, i por esso muitos deilhes abandonában Macau durante meses i até alguas bezes durante anhos, para rializar las sues lhucratibas trocas comerciales. Naqueilha altura, tenie ua ourganizaçon político-admenistratiba bagamente definida, bisto que la Corona pertuesa inda nun efetuou nanhun debido planeamiento para Macau. Por esso, naqueilha altura, l [[Capitan-Mor de las Biaiges de la China i de l Japon]] era l respunsable puls assuntos de l pertueses, durante la sue stadie an Macau. El, cumo la sola outoridade eisistente, percuraba manter la orde antre la giente pertuesa turbulenta i andeciplinada.
Mas, cul tiempo, fúrun surgindo assuntos cuja resoluçon nun podie aguardar l regresso de l Capitan-Mor de las sues biaiges al Japon, por esso formou-se ua spece de [[triunbirato]], que passou a dirigir la admenistraçon de l stablecimento. Era cumpuosto por trés repersentantes de l moradores, chamados ''homes-buonos'', scolhidos por botaçon. An [[1562]], un de ls eileitos passou a ser, por scolha, Capitan de Tierra. Estes 3 repersentantes, mesmo assi, cuntinórun a star dependentes de l Capitan-Mor. Specificamente, la funçon destes 3 repersentantes era regular todas las questones de orde pública i política. Para alhá de l triunbirato, eisistia tamien un juiç i 4 comerciantes eileitos pul pobo que partecipában na admenistraçon. Estes eilemientos juntos formában ua spece de Junta [[ouligarquia|ouligárquica]] de comerciantes.
Mas, mesmo que ls pertueses fúrun outorizados de permanecer an Macau, las outoridades chinesas defendian que Macau era ua parte antegrante de l Ampério Celhestrial Chinés, por esso ls pertueses fúrun oubrigados de pagar aluguer anual (cerca de 500 [[tael|taéis]] de prata)<ref name="worldstatesmen.org"/> i ciertos ampostos als chineses, zde l anho de [[1573]]. L Bice-Rei de Canton, la outoridade chinesa mássima de la region, ourdenou que alguns [[mandarin]]es de las bizinhanças de Macau bigiassen i superbisionassen aquel stablecimiento comercial pertués, nomeadamente ne l que diç respeito a la recolha de la renda i de ls ampostos lhançados pulas outoridades de [[Canton]] subre todos ls perdutos chineses i subre todos ls perdutos sportados puls pertueses. Estes funcionários chineses eisercian ua grande anfluéncia na admenistraçon de Macau i eisercian tamien cuntrolo i jurisdiçon redadeira subre todos ls chineses residentes an Macau <ref>Esto quier dezir que ls juízes i outros magistrados de Macau nun podien julgar ls chineses residentes an redadeira anstáncia. Nesta anstáncia, eilhes éran julgados por mandarines</ref> Muitos deilhes habitában ne l Norte de la [[Península de Macau|Península]].
An [[1573]] ó an [[1574]], las outoridades chinesas mandórun custruir ua barreira na frunteira-norte de la Península, nun sítio muitíssimo próssimo adonde hoije se ancontra l atual "[[Puosto Frunteiriço de las Puortas de l Cerco]]", para ampedir la spanson de ls pertueses pula ilha de [[Xiangshan]] (modernamente [[Zhongshan]]), para fiscalizar melhor la cobrança de las taxas de mercadorias que entrában ó saian de la cidade i para cuntrolar l abastecimiento de Macau.
Mesmo cul lhebantamiento de bárias deficuldades i oustaclos a la lhiberdade de ls moradores de Macau pulas outoridades chinesas, Macau cuntinou a prosperar-se i a zambolber-se.
=== L papel de la Eigreija Católica nesses purmeiros tiempos ===
{{Ber artigo percipal| [[Diocese de Macau]]}}
[[Fexeiro:Jesuites en chine.jpg|thumb|left|300px|Ua eilustraçon de la misson de l [[Jesuíta]]s na [[China]]. Estes missionários outelizórun Macau cumo punto de partida i de formaçon]]
Macau tornou-se tamien un amportante punto de partida de [[missionário]]s [[Catolicismo|católicos]] pa ls defrentes países de la [[Ásia]], nomeadamente la [[China]] i l [[Japon]]. Para alhá de la [[eibangelizaçon]], estes missionários, percipalmente ls [[jesuíta]]s promobírun tamien l antercámbio [[ética|ético]], [[cultura]]l i [[ciéncia|científico]] antre l Oucidente i l Ouriente; i cuntribuíran dun modo amportante pa l zambolbimiento de Macau. D. [[Belchior Carneiro Lheiton]], l purmeiro Gobernador de l [[Bispado de Macau]], fondou, an [[1569]], l purmeiro spital de Macau, l Spital de ls Pobres (mais tarde, eirá chamar-se "Spital de San Rafael"), i la purmeira anstituiçon ouropeia de caridade i beneficéncia desta region, la [[Santa Casa de la Misericórdie (Macau)|Santa Casa de la Misericórdie]]. Estes relegiosos católicos cuntribuíran tamien pa l zambolbimiento de la assisténcia social, criando Uorfanatos i até ua lheprosarie, i de la eiducaçon an Macau.
Fui fundada l [[Coleijo de San Paulo (Macau)|Coleijo de San Paulo]] ne l seclo XVI i l [[Seminário de San José (Macau)|Seminário de San José]] ne l seclo XVIII. Estas dues anstituiçones tenien la funçon de formar missionários i padres. Debido a la grande amportança de Macau, l [[Papa Griegório XIII]] criou la [[Diocese de Macau]] an [[23 de Janeiro]] de [[1576]]. Atualmente, l Seminário, debido a la falta de bocaçones sacerdotales, ancerrou-se i l Coleijo fui çtruído por un ancéndio an [[1835]].
Por bárias bezes, ls jesuítas que frequentában regularmente la Corte de Pequin, outelizando la sue anfluéncia, salbórun Macau de bários peligros i de bárias eisigéncias sageradas ampostas pulas outoridades chinesas de Canton ó pul própio Amperador.
== L comércio Goa-Malaca-China-Macau-Japon-Lhisboua ==
Zde de la sue fundaçon até a la perda de l quemércio cul Japon ne l anho de [[1639]], Macau subrebibiu i prosperou-se a la custa de l quemércio triangular China-Macau-Japon. Este lhucratibo quemércio, baseado na troca de [[seda]] i [[ouro]] de la [[China]] por [[prata]] de l [[Japon]], tubo l sou ampeço quando, ne ls anhos 40 de l seclo XVI, ls mercadores pertueses ampeçórun a bender ls perdutos chineses al [[Japon]]. Passado solo ua década, Macau tornou-se ne l antreposto i antermediário-chabe ne l quemércio antre la China i l Japon, specialmente quando las outoridades de la China proibiran l quemércio direto cul [[Japon]] por mais de cien anhos. Nestas circunstáncias, ls pertueses, mais percisamente la Corona pertuesa, ganhórun l monopólio de l quemércio antre la China, l Japon i la Ouropa.
A partir de [[1550]], este monopólio comercial fui eisercido i assegurado pul [[Capitan-Mor de las Biaiges de la China i de l Japon]] (ó, simplesmente, chamado de Capitan-Mor de las Biaiges de l Japon) i el gozaba tamien de l dreito de ceder ls sous pribilégios la outra pessona.
== Macau durante l período de la Dominaçon spanhola la Pertual (1580-1640) ==
[[Fexeiro:Macau Trade Routes.png|thumb|left|300px|Mapa adonde mostra Macau i la sue posiçon nas rotas comerciales pertuesas i spanholas, ne l sou período mais próspero (finales de l séc. XVI i percípios de l séc. XVII).]]
An [[1580]], fui criado l cargo de [[Oubidor]], l purmeiro [[magistrado]] ambiado por Lhisboua para Macau, sob l pretesto de poner fin a las ribalidades eisistentes na poboaçon. An [[1581]], ls moradores de Macau tubírun coincimiento de la chubida de [[Filipe II de Spanha]] al trono de [[Pertual]], que decorreu ne l anho de [[1580]]. Esta ambora antristecie ls cidadanos de Macau porque eilha colocaba Macau nua situaçon peligrosa, bisto que las outoridades chineses cuncedírun Macau para la Corona pertuesa i nun para la Corona spanhola. Ls pertueses temian séren assi spulsos pulas outoridades chinesas, perdendo l sou monopólio ne l quemércio cula China. Fui percipalmente por esta rezon, mas tamien pul sprito patriótico de ls pertueses residentes, que la bandeira pertuesa fui içada durante este período.
L nuobo estado de cousas an Pertual tubo por eifeito l stablecimiento dua admenistraçon mais ourganizada, eficaç i repersentatiba. An [[1583]], por einiciatiba de l [[Bispo de Macau]], l [[Leal Senado (Macau)|Leal Senado]], un ourganismo municipal i senatorial mais repersentatibo de l que la Junta ouliguárquica, fui fundado para melhor zampenhar la admenistraçon de Macau i para manter la outonomie de Macau face a las outoridades spanholas (an [[1580]], Pertual fui aneixado pula Spanha). L Senado, que temia la anterferéncia de las outoridades chinesas na admenistraçon, na eiquenomie (percipalmente ne l quemércio) ó até mesmo ne l statuto ó na própia eisisténcia de Macau (l Senado temia l arrasamiento de Macau puls chineses, tal cumo acuntiu an Lhian Pó i an Chin-Cheu), preparaba grandes somas de subornos para las outoridades chinesas, pretendendo cun esto tentar afastá-las de ls assuntos anternos de Macau. Esta situaçon de suserbiéncia i de fraqueza de l lhado de Macau solo fui ultrapassado cun las medidas ampostas durante l mandato de l Gobernador João Ferreira de l Amaral (1846-1849), ambora Macau cuntinasse a depender de la China.
Debido a la crecente prosperidade i amportança de Macau, este establecimiento comercial fui eilebado la [[cidade]] an [[1586]] ó [[1587]], por decison de l [[Rei]] [[Filipe II de Spanha]] (i tamien D. Filipe I de Pertual), passando a tener l nome de ''CIDADE DO (SANTO) NOME DE DEUS DE MACAU''. Este monarca spanhol nun tencionou ambiar un Gobernador para la cidade, preferindo manter las cousas cumo eilhas se ancontrában.
=== La "eidade de ouro" de Macau i las relaçones lhuso-spanholas ===
Ironicamente, fui durante l período de la [[Dinastie Filipina|Dominaçon spanhola la Pertual]] que Macau atingiu la sue prosperidade mássima, entrando na sue "eidade de ouro". Alguns storiadores apuntan l período antre [[1595]] la [[1602]] cumo l apogeu de la sue "eidade de ouro". Neste período dourado, Macau tornou-se nua de las maiores i mais mobimentadas cidades comerciales de l Stremo-Ouriente i serbiu-se de antreposto para muitas rotas comerciales pertuesas i spanholas, percipalmente para la lhucratiba rota pa l Japon. Naqueilha altura, ls pertueses, ambora cada beç mais dependentes de l capital de ls grandes mercadores chineses i japonseses i sofrendo tamien ua crecente cuncorréncia houlandesa, tenien sclusibidade subre esta rota porque l [[Japon]] nun outorizaba la antrada de outros nabios strangeiros. Esta rota, percipalmente quando ls Houlandeses ampeçórun a perturbar las rotas para Goa i Malaca, tornou-se nua de las maiores fuontes de rendimiento para Macau i apoiou dun modo fulcral l quemércio pertués ne ls mares de la [[China]].
Fui durante este período que la [[Eigreija de San Paulo (Macau)|Eigreija de San Paulo]] i muitas outras obras arquitetónicas, custruídas maioritariamente segundo stilos arquitetónicos de anspiraçon ouropeia, fúrun cuncluídas, dando un fuorte toque de splendor i de grandiosidade para la Cidade.
Durante este período, l Lheal Senado soube eibitar cunflitos abiertos cun ls mandarines, subornando-los cun quanties seneficatibas, i cumpromissos cun ls spanholes, que deseiában acabar cul monopólio comercial que ls pertueses gozában na China (naqueilha altura, ls nabios pertueses, quando entrában an [[Canton]], pagában dous terços menos que ls outros nabios de la mesma tonelaige).
Ls spanholes, sediados an [[Manila]], ambiórun anclusibamente ambaixadas para la China i l Japon, nua tentatiba de acabar cula posiçon pribilegiada de ls pertueses mas, nun cunseguiran l que deseiában, debido an parte a las açones pró-pertuesas de l jesuítas sediados nestes 2 países asiáticos.
Las relaçones lhuso-spanholas éran caratelizadas mais pula çconfiança i ribalidade de l que pula coperaçon i ounion. Por eisemplo, an [[1589]], l stablecimiento dua rota comercial Macau-Acapulco, eirritou fuortemente ls spanholes de Manila. Mais un outro eisemplo, alguns spanholes pretendírun anclusibamente que l Rei de Spanha (i de Pertual) cuncordasse i ourdenasse la çtruiçon de Macau, trasferindo l quemércio de prata i de seda antre l Japon i la China para Manila; mas, felizmente, tal perpuosta nun fui posta an prática.
A par çto, l quemércio antre Macau i Manila fui crecendo i regularizado als poucos, tornando-se tamien nua amportante fuonte de rendimientos para la Cidade de l Nome de Dius.
=== Tentatibas de ambason houlandesa i las sues cunsequéncias ===
{{Ber artigo percipal|[[Guerra Lhuso-Nerlandesa]]}}
Macau, por ser cunsidrado ua amportante posiçon stratégica, fui atacado por bárias bezes puls [[Houlanda|houlandeses]] (einimigos de [[Spanha]] i simultaneamente ls de Pertual debido a la ounion destes dous países antre 1580 a 1640) que querien cuntrolar l quemércio antre la Ouropa i l Stremo-Ouriente. Stában ambeijosos pul monopólio que ls pertueses gozában.
L Rei [[Filipe III de Spanha]], que staba an guerra cun ls houlandeses, puso un ambargo als barcos houlandeses de quemércio an todos ls sous territórios (ancluindo Pertual), por esso, estas ambarcaçones dirigiran-se pa l Ouriente, causando muitos porblemas pa ls pertueses anstalados nesta region sótica i chena de ouportunidades de anriquecer. An [[1601]], ua frota houlandesa lhiderada pul almirante Ban Neck aparecie an Macau. An [[1603]], barcos de guerra de la Houlanda bumbardeórun la Cidade; i ne ls anhos de [[1604]] i [[1607]] benirun, respetibamente, las spediçones lhiderados puls almirantes Ban Waeribijk i Matelif.
Estas tentatibas de ambason houlandesa oubrigórun las outoridades pertuesas la lhebantáren un sistema defensibo para la Cidade. Mas, las outoridades chinesas ampediran a to l custo, atrabeç de amenaças, la fortificaçon de Macau, temendo un possible golpe de stado contra l Ampério chinés. An [[1614]], l Amperador, atrabeç dun decreto, sancionou la cuntruçon de fortificaçones an Macau. Mas, anque todo esto, ls pertueses cunseguiran cuntruir las sues deseiadas i neçairas fortificaçones, grácias als magníficos persentes oufrecidos als mandarines ancarregues de bigiar la Cidade.
La tentatiba mais famosa de ambason houlandesa ampeçou ne l die [[22 de Júnio]] de [[1622]] por 800 suldados que zambarcórun na praia de Cacilhas. Abançórun cun coutela pa l centro de la Cidade, sofrendo pesado bumbardeio de canhones de la [[Fortaleza de l Monte (Macau)|Fortaleza de l Monte]]. Passado 2 dies de cumbate, ne l die [[24 de Júnio]], un padre [[jesuíta]] çparou un tiro de canhon i acertou cun percison un bagon carregado de pólbara pertencente als houlandesas, çconcertando las fuorças ambasoras. Ye tamien neste die que la pequeinha guarniçon melitar de Macau (cumpuosta aprossimadamente por 200 suldados i por alguas fortalezas, nomeadamente la [[Fortaleza de l Monte]] i la [[Fortaleza de la Guia]]) derrotou las fuorças ambasoras. Ls houlandeses, derrotados, jogórun-se al mar na tentatiba de alcançar ls barcos. Muitos se afogórun i un de l barcos, superlotado, afundou-se. Dízen ls registos pertueses que morrírun alguas dezenas de pertueses i que morrírun an cumbate ó afogados cerca de 350 houlandeses. Para Macau, çprebenida, la bitória fui cunsidrada un milagre. Passado la bitória, ls moradores de Macau passórun a comemorar l die [[24 de Júnio]], die de la bitória, cumo l ''Die de la Cidade''. Ye tamien neste die que comemora l [[San João Batista]], l Padroeiro de la Cidade. Cunta la lhenda que pul sou manto, fúrun zbiados ls tiros de l einimigos, salbando la Cidade de ls ambasores houlandeses. Este die ye feriado público i comemorado todos ls anhos cun grandes fiestas i alegrie até [[1999]], data de la trasferéncia de la soberanie de Macau para la China. Passado la trasferéncia, este die deixou de ser feriado público i birtualmente squecido.
Passado esta tentatiba de ambason houlandesa, las outoridades pertuesas, a partir de [[1623]], passou a ambiar un [[Gobernador de Macau|Gobernador]] para Macau. Antes de la sue chegada, esta pequeinha cidade era admenistrada i gobernada pul [[Leal Senado (Macau)|Leal Senado]]. La pequeinha guarniçon melitar de Macau fui tamien reforçada.
Estas medidas rebelórun ua maior preocupaçon i partecipaçon de las outoridades pertuesas na admenistraçon i proteçon desta lhongínquo i pequeinho stablecimiento pertués. Mas, mesmo assi, l poder lhocal, residido ne l Lheal Senado, cuntinou a manter ua grande outonomie relatibamente al poder central metro de Lhisboua, repersentado an Macau pul Gobernador, i cuntinou a eisercer un papel fundamental na admenistraçon de la Cidade. Por esso ye que l Lheal Senado i l Gobernador entrában muitas bezes an cunflito, por causa de zamtendimientos i de l poder.
== Títalo cuncedido por D. João IB cumo recumpensa ==
Mas, mesmo que ne l período cumprendido antre ls anhos de [[1580]] la [[1640]] Pertual fusse reinado por un monarca spanhol, Macau cuntinou la içar lhealmente la bandeira pertuesa i içou-la siempre, até [[1999]]. Por esso, l Rei [[D. João IB]], passado de restaurar la andependéncia i soberanie de Pertual ([[1640]]), recumpensou este ato de cunfiança i lhealdade gratificando Macau, an [[1654]], cul títalo ''NÃO HÁ OUTRA MAIS LEAL''. A partir dende, l nome oufecial de la Cidade de Macau, durante la admenistraçon pertuesa, ye ''CIDADE DO (SANTO) NOME DE DEUS DE MACAU, NÃO HÁ OUTRA MAIS LEAL''.
== L Declínio de Macau ne l séc. XVII ==
A partir de ls meados de l seclo XVII, la prosperidade de Macau ampeçou a sofrer declínio, causado por bários fatores i acuntecimientos. Mas, mesmo assi, este establecimiento comercial pedie ralas bezes susídios a la sue metrópole (Pertual), i anclusibamente alguas bezes dando ajuda financeira a las outras quelónias pertuesas de l Ouriente. Quando Macau tenie porblemas financeiros, l que ocorria cun algua frequéncia, el pedie ampréstimos als outros países bezinos ó als ricos comerciantes de l Stremo-Ouriente.
=== L declínio de Pertual i la ascenson de outras poténcias ouropeias ===
L sistema comercial pertués centrado an [[Lisboua]] ampeçou a sofrer un crecente declínio ne l seclo XVII, debido a la eilebada cuncorréncia antre este i ls outros sistemas zambolbidos por outras poténcias ouropeias, nomeadamente la [[Anglaterra]] i la [[Houlanda]]. Estas poténcias ouropeias, cun grandes i poderosas frotas de nabios mercantis i de guerra, atacában l grande mas anfraquecido [[Ampério Pertués]], acupando i/ó saqueando las sues quelónias i bases comerciales i antercetando muitas de las sues rotas comerciales. Ne l final, estas eimergentes poténcias criórun, a la custa de l Ampério Pertués, ls sous própios ampérios i assegurórun muitos mercados i rotas comerciales que outrora éran dominados sclusibamente puls pertueses.
Ls comerciantes de Macau, cul declínio de l sistema comercial pertués, tubírun muitas bezes de coperar cun estas nuobas poténcias ouropeias, mais cuncretamente cula [[Cumpanha Houlandesa de las Índias Ourientales]] i cula [[Cumpanha Anglesa de las Índias Ourientales]].
=== La perda de Malaca, de l comércio cul Japon i cun Manila ===
L quemércio lhucratibo cul Japon ampeçou a sofrer als poucos mudanças yá ne ls finales de l seclo XVI. An [[1587]], las outoridades japonesas ampeçórun a amplementar medidas de spulson de l missionários católicos, que tornórun-se cada beç mais poderosos i anfluentes na region de [[Kyushu]]. Esto cunduziu a la perda de l cuntrolo destes subre Nagasaki. Este acuntecimiento, aliando-se a la proibiçon de l Cristandade pulas outoridades japonesas an [[1614]], cuntribuiu para que l quemércio pertués ne l Japon fusse cunduzido cun deficuldades cada beç maiores. An [[1636]], ls pertueses fúrun trasferidos de Nagasaki pa l porto comercial secundário de [[Dejima]].
An [[1638]]-[[1639]], l [[xogun]] [[Tokugawa Iemitsu]] puso an prática las políticas de scluson de l Japon, pretendendo protegé-lo dua possible acupaçon ouropeia, i ourdenou ampiedosamente la perseguiçon de todos ls missionários, padres i de cientos de miles de crestianos japoneses. Cun esto, l quemércio pertués cul Japon acabou abrutamente, afetando seriamente Macau, que antrou debrebe an declínio eiquenómico. Ls houlandeses cuntribuíran tamien pa l fin deste lhucratibo quemércio, fazendo cun que las outoridades japonesas çconfiassen cada beç mais de la atibidade comercial de ls pertueses i percipalmente de la atibidade relegiosa de l missionários católicos, acusados de séren la banguarda dua poderosa fuorça ambasora ouropeia i católica. Cun ls pertueses spulsos, un númaro reduzido de houlandeses, que cunquistórun la cunfiança de las outoridades nipónicas, podírun frequentar l porto de Dejima, ambora cun muitas restriçones, tornando-se ne ls solos ouropeus que tenien outorizaçon de comerciar cul Japon.
An [[1640]], nua tentatiba de restablecer l lhucratibo i amportante quemércio, ls pertueses residentes de Macau decidiran ambiar ua ambaixada al Japon mas, para alhá de nun cunseguir l que deseiában, fui to eilha eisecutada, por orde de l poderoso xogun Tokugawa.
An [[1641]], mais un outro acuntecimiento afetou la eiquenomie decadente de Macau: ls pertueses perdírun [[Malaca]] a fabor de ls houlandeses que yá cunquistórun bárias possessones, zonas de anfluéncia i rotas comerciales pertuesas. La perda desta amportante cidade i base comercial causou çtúrbios i zbios de la rota habitual efetuado antre Macau i [[Goa]] i ua deminuiçon de l fornecimiento de perdutos comercializables cula China.
An [[1644]], quando las Corona de Pertual i de Spanha yá stában de nuobo apartadas, l quemércio cun [[Manila]] i cun ls spanholes sediados alhá ancerrou-se, causando mais porblemas eiquenomico-financeiros para la Cidade de Macau. Solo cul fin de la ribalidade lhuso-spanhola que l quemércio fui reatibado.
=== La crecente anstablidade ne l Ampério Chinés ===
La perda de bários mercados comerciales, ambora mui prejudicial para Macau, nun fui fatal pa ls comerciantes i habitantes de la Cidade. La trasiçon de la dinastie chinesa [[Ming]] a la dinastie [[manchu]] [[Qing]], que durou bários anhos, causou ua fuorte anstablidade ne l Ampério Chinés i tornou anciertos ls mercados anternos de la China i de to l Sudeste Asiático, afetando fatalmente la atibidade comercial de ls residentes de Macau. La Cidade, para alhá de bibir na ancerteza i de l medo de ser arrasada ó acupada pulas fuorças de la nuoba dinastie amperial, biu-se, ne ls anhos 40 de l seclo XVII, tamien inundada de refugiados fugitibos de ls terribles Qings, sgotando ls recursos de Macau i oureginando, debido tamien al decrescente i anstable fornecimiento de quemidos puls mercadores de la China, fame ne ls anhos 40.
Solo cul restablecimiento de la paç amperial ne l sudeste de la China ye que l quemércio de Macau pudo de nuobo prosperar. Ls pertueses, nun querendo que l statuto de Macau fusse alterada pula nuoba dinastie amperial Qing i nó querendo que la sue posiçon pribilegiada acabe, ambiou bárias ambaixadas la Pequin, stablecendo relaçones diplomáticas amigables cun ls nuobos soberanos de la China.
=== L fin de l monopólio pertués ne l comércio cula China ===
An [[1685]], anque de las sucessibas ambaixadas pertuesas la Pequin, dou-se l fin de l monopólio pertués ne l quemércio cula China porque l Amperador chinés outorizou l quemércio cun todos ls países strangeiros an Canton, pul menos ua beç por anho durante la feira anual. Cun esto, treminou-se assi la posiçon pribilegiada de ls pertueses ne l quemércio cul Ampério Chinés, cumo ls solos i sclusibos antermediários ne l quemércio China-Ouropa.
A partir desta data, Macau deixou de ser l antreposto sclusibo ne l quemércio chinés, alterando assi l papel eiquenómico de Macau ne l quemércio cula China. Mas, ls mercadores ouropeus de outras nacionalidades, que passórun tamien a poder partecipar ne l quemércio direto cula China a par de l Pertueses, passórun tamien a frequentar temporariamente (bisto que naqueilha época ls strangeiros nun podien residir i mobimentar-se lhibremente an Macau) i a usar Macau cumo antreposto comercial i antermediário neste lhucratibo quemércio.
Cul oumiento repentino de la cuncorréncia strangeira ne l quemércio cula China i cul declínio de l sistema mundial comercial pertués, ls comerciantes sediados an Macau, para cuntinar cun las sues atibidades comerciales i cun ls sous lhucros, tubírun que coperar cun maior frequéncia cun ls mercadores de las nuobas i eimergentes poténcias ouropeias, porque éran estas poténcias que detinhan l cuntrolo de l quemércio mundial centrado na [[Ouropa]]. Esta coperaçon lhebou alguas bezes até a ua cierta dependéncia por parte de alguns comerciantes de Macau la estas poténcias oucidentales.
== La ascenson de l comércio antra-asiático (séc. XVII-XVIII) ==
Cula perda de l quemércio cul Japon, cula Manila i cun outras lhocalidades que outrora éran possessones pertuesas; i cula ascenson de ls mercadores houlandeses i mais tarde angleses ne ls mares ourientales, ls comerciantes pertueses sediados an Macau tubírun de fazer bários ajustamientos nas sues rotas comerciales.
Tenendo coincimiento de l porcesso de declínio de l sistema mundial comercial pertués i de la falta de recursos por parte de Pertual de aguantar un antenso quemércio a lhongo curso (esto ye las biaiges comerciales de l Ouriente a la Ouropa), ls comerciantes de Macau, nun tenendo scolha, tubírun que apostar mui ne l quemércio antra-asiático, anquanto que l quemércio a lhongo curso era maioritariamente dominado pulas nuobas poténcias ouropeias, cumo la Houlanda i la Anglaterra.
Estes comerciantes sediados an Macau ambestiran, para alhá de [[Goa]] i [[China]], an bários mercados regionales asiáticos, cumo por eisemplo [[Macassar]], [[Tierrar]], [[Flores]], [[Timor]], [[Bietname]], [[Reino de l Sion]], [[Bengala]], [[Calcutá]], [[Banjarmasin]] i [[Jakarta|Batábia]].
Cul tiempo, las dibersas i quaije custantes adataçones a las mutables rialidades político-eiquenómicas de ls defrentes mercados regionales asiáticos dórun fruito. Ne l seclo XVIII, l quemércio antra-asiático tornou-se suficiente para criar ua nuoba i berdadeira classe proto-capitalista de ampresários quier pertueses quier chineses sediados an Macau. Esta classe eimergente ancluia specificamente ls cumpradores chineses i ls percipales armadores i capitanes de quemércio que aceitában l eilebado risco de nabegar ne ls mares ourientales i que sabien adatar-se a las nuobas rialidades de la region.
Mas, mesmo assi, este quemércio antra-asiático nunca cunseguiu fazer regressar la prosperidade bibida an Macau proporcionada pul quemércio cul [[Japon]]. Muitas bezes, percipalmente debido a las políticas de las outoridades chinesas que éran çfaborables als antresses de ls pertueses de Macau, cumo por eisemplo la abiertura de ciertos portos chineses al quemércio anternacional, este quemércio antra-asiático nin cunseguiu cuntribuir totalmente para la susisténcia de l território. Las outoridades de Macau, muitas bezes, bibendo nun aflito stado de pobreza i miséria, tubírun de pedir abultados ampréstimos als outros países bezinos ó als ricos comerciantes de l Stremo Ouriente.
=== L comércio Tierrar-Timor-Macau ===
Este quemércio, baseado eissencialmente ne l fornecimiento de l balioso i mui percurado [[sándalo]] als mercados chineses, prosperou-se ne ls anhos 30 de l seclo XVI, quando l quemércio cul Japon era yá cunduzido cun muitas i grandes deficuldades. Esta madeira aromática mui percurada na China era trasportada de [[Timor]] i [[Tierrar]] para Macau, adonde depuis era bendida an Canton. Este quemércio, ambora sob un einorme peligro i presson antensa de ls poderosos houlandeses, oubtenie einormes lhucros, podendo estes séren arriba de l 100% a 150%. Por esso, naquel período defícel para Macau, l quemércio de l sándalo tornou-se nua de las percipales fuontes de rendimiento para las outoridades de la Cidade de l Santo Nome de Dius.
Mas, cula fortaleza de Tierrar cercada an [[1636]] puls houlandeses, ls nabios mercantis de Macau que partecipában ne l probeitoso quemércio de sándalo passórun a dirigir-se solamente para Timor, inda sob jurisdiçon de Goa. Esta ilha fornecie scrabos, mel i cabalhos, para alhá de sándalo. Mas, an meados de l seclo XVIII, Macau, que era l percipal parceiro comercial de Timor, abandonou l quemércio cun esta ilha, debido subretodo a las antreminables reboltas anternas. L quemércio cun Timor solo fui reatibado cula pacificaçon de la ilha.
=== L comércio Macassar-Macau ===
Las biaiges comerciales de Macau para [[Macassar]], ambora nun tan lhucratibas cumo l quemércio de sándalo, baseaba-se ne l quemércio de [[speciarie]]s de [[Macassar]] an troca de [[raíç de la China]] i mercadorias de [[algodon]]. Este quemércio prosperou-se passado la queda de Malaca an [[1641]] i, segundo [[Charles Ralph Boxer]], oumentou-se de tal modo que amenaçaba l quemércio houlandés de speciaries ne l Ouriente. Mas, cun Macassar atacada i caturada por ua armada houlandesa ne ls anhos 60 de l seclo XVII, este quemércio tubo de acabar. Cul fin de la ribalidade lhuso-houlandesa, l quemércio fui reatibado.
=== L comércio Bietname-Macau ===
Yá antes de l declínio de l quemércio pertués cul Japon, comerciantes pertueses yá fazien biaiges comerciales para [[Tonkin]] i [[Cochinchina]] (atual [[Bietname]]), ambora estes tenien sido cunsidrados cumo ouparaçones de segunda amportança que serbian subretodo para apoiar a misson jesuíta nestas tierras asiáticas. Mas, debido a la anfluéncia jesuíta nas cortes reales destes países, l quemércio fui stimulado, percipalmente na troca de prata por seda chinesa. Fui solo cun las guerras i la anstablidade política ne l Bietname ne ls finales de l seclo XVIII que l quemércio cessou.
=== L comércio Batábia-Macau ===
Ne ls finales de l seclo XVII, cula [[Guerra Lhuso-Nerlandesa|ribalidade lhuso-houlandesa]] acabada hai yá algun tiempo, ls comerciantes pertueses, na falta de mercados, ampeçórun a coperar cula [[Cumpanha Houlandesa de las Índias Ourientales]], comerciando cun [[Jakarta|Batábia]] (lhocalizada an [[Jaba]]). Naqueilha época, la atibidade comercial cun esta quelónia houlandesa baseaba-se subretodo ne l ambio de porcelana azul i branca porduzida ne l Sul de la China puls mercadores pertueses i chineses de Macau.
L quemércio cun Batábia antensificou-se particularmente ne l período antre [[1717]] la [[1727]], quando las outoridades chinesas baniran l quemércio sterno. Ls houlandeses, que outrora cumprában xá chinés an [[Canton]], passórun la fazé-lo sclusibamente an Macau. Durante este período, l xá era trasportado puls mercadores chineses para Macau atrabeç de [[junco]]s.
=== L comércio Banjarmasin-Macau ===
L quemércio cun [[Banjarmasin]] (lhocalizado ne l [[Bornéu]]), baseado ne l trasporte de [[pumienta]] la Macau, prosperou-se nun cúrtio spácio de tiempo, ne ls finales de l seclo XVII, mas tamien acabou abrutamente dous anhos depuis de l quemércio se tener ampeçado, debido a ua tentatiba de massacre de l pertueses.
=== L comércio Bengala-Macau i Calcutá-Macau ===
Ne ls finales de l seclo XVIII, ls comerciantes de Macau ampeçórun tamien a partecipar ne l quemércio de [[ópio]] antre [[Bengala]] i [[China]]. Eilhes ampenhórun-se tamien mui ne l quemércio cun [[Calcutá]], adonde ls comerciantes pertueses comerciában speciaries, algodon i ópio, trocado por seda chinesa, xá i porcelana. Esta antensa atibidade comercial cun estas quelónias de l [[Ampério Británico]] nun era ua cuncorréncia feita puls comerciantes sediados an Macau a la [[Cumpanha Anglesa de las Índias Ourientales]], pul cuntrário, eilhes coperában cun esta poderosa cumpanha comercial anglesa para oubter ls lhucros deseiados.
== La progressiba "oufensiba" de las outoridades chinesas ==
Para alhá de ls ampostos chineses; de la renda; de las Puortas de l Cerco; de l statuto especial de ls chineses de séren julgados, na sue redadeira anstáncia, puls mandarines, segundo l Dreito de l Ampério Chinés; i de l crecente superbisionamiento chinés subre Macau; las outoridades chinesas, cumo por eisemplo, ampusírun tamien ua proibiçon, salbo causos scepcionales, a la custruçon de habitaçones puls pertueses para para alhá de las muralhas de la Cidade de Macau, nun podendo estes spandir la cidade pa l Norte de la Península de Macau i la Cidade nó podendo tener un oumiento populacional mui seneficatibo. Eilhas, ando mais lhoinge, amporan tamien que la custruçon de nuobas casas i fortificaçones drento de la Cidade tenie que ser prebiamente outorizada puls mandarines ancarregues de bigiar la Cidade.
Las outoridades chinesas mandórun anclusibamente, an [[1648]], stablecer un puosto melitar cun 500 suldados na aldé de Qianshan (chamado puls pertueses de "Casa Branca"), mui próssima de las Puortas de l Cerco, para bigiar la "Cidade de l Santo Nome de Dius de Macau". Esta aldé fui tamien lhocal de habitaçon dun de ls mandarines ancarregues de superbisionar Macau.
Por bárias bezes, las amposiçones i decisones feitas pulas outoridades chinesas para sancionar Macau causórun un massibo éxodo de la quemunidade chinesa de Macau. Por esta rezon, durante ls purmeiros seclos de la eisisténcia de la Cidade de Macau, l númaro de la populaçon chinesa era ancierta i flutuaba cunsidrablemiente. Estas amposiçones i eisigéncias, por bezes mui abusibas, trazian alguas bezes berdadeiras crises financeiras para las outoridades de Macau.
Las restriçones i amposiçones feitas pulas outoridades chinesas ampeçórun a antensificar-se cada beç mais quando ls [[Qing]]s tornórun-se ne ls soberanos de l Ampério Chinés, bisto que eilhes siempre çconfiában de las açones i de la anfluéncia strangeira na China.
Trés anhos depuis de la abiertura de l porto de Canton a todos ls mercadores strangeiros, an [[1688]], las outoridades chinesas, para melhor fiscalizar la recolha de ampostos subre ciertas mercadorias trasportadas puls nabios mercantes ancorados ne l porto de Macau i subretodo para cuntrolar l acesso de nabios strangeiros a lhongo curso la Canton, stablecírun ua [[alfándiga]] chinesa, l "Ho-pu", superbisionada por un mandarin. L Ho-pu tornou-se ne l simblo de la outoridade, poder i anfluéncia chinesa an Macau.
An [[1736]], las outoridades chinesas, abusando cada beç mais l sou poder i la fraqueza de ls pertueses radicados an Macau, ampusírun an Macau un mandarin lhocal cula zeignaçon de "''[[tchó-t'óng]]''" (ó Tso-tang), cul pretesto de coadjubar ls mandarines ancarregues de superbisionar Macau i de tratar melhor de ls assuntos de ls habitantes chineses de la cidade. Este mandarin residente ne l Norte de la Península de Macau, passou solo a eisercer plena outoridade a partir de [[1797]].
L poder de ls mandarines subre Macau solo abalou-se definitibamente ne l seclo XIX, cul mandato de l [[Gobernador de Macau]] João Ferreira de l Amaral.
== Macau cumo puosto abançado de la Ouropa na China ==
Ls ouropeus, cumo por eisemplo ls Angleses, Houlandeses, Franceses, Spanholes, Dinamarqueses i Suecos, que partecipában yá hai algun tiempo ne l quemércio cula China, ampeçórun a formar pequeinhas mas abastadas quemunidades an Macau, debido al lhebantamiento de las restriçones de quemércio i residéncia als strangeiros pulas outoridades de Macau ne l anho de [[1760]]. Passado las isençones, Macau surgiu cumo la residéncia oubrigatória ó paraige antermédia para todos ls strangeiros que partecipában ne l quemércio cula China atrabeç de Canton. Esto fizo cun que muitas cumpanhas comerciales ouropeias se stablecessen an Macau, oumentando las receitas de la Cidade. An cuncluson, Macau tornou-se assi ne l puosto abançado de la Ouropa na China. La Cidade prosperou-se cun este estatuto i esto reflete-se tamien na sue paisaige ourbanística: ampeçórun a aparecer nuobos i por bezes requintados eidifícios, custruídos segundo stilos arquitetónicos de anspiraçon ouropeia, na Cidade de Macau, nomeadamente na Praia Grande. Estes eidifícios ancluían las residéncias de ricos mercadores i de la aristocracie ouropeia.
Aliás, nesta época, las outoridades de Macau, que outrora dependian subretodo de ls ampostos pagos puls comerciantes pertueses, passórun agora a depender tamien de ls ampostos pagos por estes ricos mercadores ouropeus. Para ampliar mais estas receitas, las outoridades de Macau, an [[1784]], criórun tamien la sue própia máquina alfandegária, cobrando dreitos alfandegários subre las mercadorias amportadas i de la ancoraige de l nabios. Mas, la maior parte de las receitas probenientes deste nuobo sistema alfandegário era remetido pa ls cofres statales de Pertual.
== L eiquilíbrio de l poder antre l Gobernador i l Lheal Senado ==
[[Fexeiro:Lheal Senado Vuilding.JPG|thumb|left|300px|L [[Eidifício de l Lheal Senado (Macau)|Eidifício de l Lheal Senado]], lhugar que albergou l Lheal Senado zde [[1784]] até a la data de la sue stinçon ([[1999]]). Atualmente, l Eidifício, un monumiento de l [[Centro Stórico de Macau]], alberga l Anstituto de ls Assuntos Cíbicos de Macau.]]
L [[Leal Senado]], l simblo de la outoridade i de l poder lhocal, tubo ua grande outonomie relatibamente als gobiernos de Lhisboua i Goa i fui l uorgon gobernatibo mais amportante de Macau durante mais de dous seclos, zde de la sue fundaçon até [[1783]]. Anque l poder de l Senado se tenie yá sofrido ua deminuiçon seneficante debido a las crecentes i abusibas restriçones i amposiçones feitas pulas outoridades chinesas, fui la reforma anterna lhebado a cabo durante l reinado de la [[Reina D. Marie I]] que restringiu ls poderes i percipalmente la outonomie de l Senado.
An [[1783]], atrabeç de las probidéncias reales (ó régias), la Reina cuncediu al [[Gobernador de Macau]] poderes fundamentales i l dreito de [[beto]] subre las decisones de l Senado, tenendo l Gobernador oubrigaçon i respunsablidade de betar percipalmente an todas las decisones que éran cuntrárias als regulamentos, lheis ó ordes dimanadas de Lhisboua ó Goa. Las probidéncias ditórun que l Gobernador, cun ls poderes yá ampliados i fortificados, tenie que anterbir an todos ls assuntos relacionados cula admenistraçon i gobierno de Macau. Antes de la promulgaçon destas probidéncias, l Gobernador era solamente l comandante de las fuorças melitares pertuesas de Macau i nun partecipaba muito, salbo an alguas scepçones, na admenistraçon de la Cidade.
Se, porbentura, estes dous uorganos gobernatibos nun cunseguiren chegar la nanhun acuordo subre un detreminado assunto, i se l causo fur urgente, l [[Bispo de Macau]] i ls cidadanos (pertueses) cun dreito de boto eiran reunir-se i l assunto será resolbida cula maiorie de botos.
An cuncluson, a partir de 1783, l poder antre l Gobernador i l Lheal Senado chegórun finalmente a un eiquilíbrio.
== Guerra Peninsular ==
Ne l cuntesto de la [[Guerra Peninsular]] ([[1807]]-[[1814]]), an Setembre de [[1808]] fui acupada por tropas de la fuorça spedicionária sob l comando de l contra- almirante [[Willian L'Brien Drury]], comandante-xefe de las Fuorças Nabales Británicas ne ls mares de la Ásia, a pretesto de proteçon contra la amenaça francesa. Esse efetibo fui rembarcado ne l final desse mesmo anho, por fuorça de la cuncentraçon de cerca de 80.000 homes de l [[eisército chinés]] delantre de las puortas de la cidade.
== La ascenson de Hong-Kong i la perda de la amportança eiquenómica de Macau ==
La prosperidade i amportança de l porto de Macau fui reduzida drasticamente na [[Purmeira Guerra de Ópio]] an [[1841]], quando [[Hong Kong]] se tornou ne l porto oucidental mais amportante na China. La grande maiorie de ls nembros de las quemunidades ouropeias nó-pertuesa i até mesmo un grupo de [[macaense]]s i pertueses, bien cumo la grande maiorie de las cumpanhas comerciales ouropeias, benido ua buona parte de l quemércio efetuado an Macau a trasferir-se para Hong-Kong, abandonórun debrebe la Cidade de Santo Nome de Dius i fúrun fixar residéncia na nuoba i próspera quelónia británica, que se lhocaliza a 60 km de Macau.
Ambora Macau cuntine a albergar ua classe de comerciantes i de cumpradores (maioritariamente chineses) i ambora l quemércio nunca cessou de eisistir na Cidade, Macau deixou de ser l puosto abançado de la Ouropa na China, relegando la Cidade para un segundo praino de amportança eiquenómica i comercial.
== Decreto rial de 1844 ==
[[Fexeiro:Macao1844.jpg|left|thumb|300px|Ua de las purmeiras retratos de Macau. Fui tirada an 1844 por Jules Itier.]]
Ne l seclo XIX, Pertual, benido la yá eibidenciada fraqueza de l Ampério Chinés i crecente anfluéncia (i amenaça al eiquilíbrio de la region) británica, ampeçou a preocupar-se finalmente nun maior reforço de la soberanie pertuesa an Macau i na definiçon de las struturas político-admenistratibas de la Cidade para prebenir que Macau caisse nas manos de outras poténcias ouropeias. Este deseio de Pertual fui cuncretizado ne l die [[20 de Setembre]] de [[1844]], cula promulgaçon dun Decreto rial assinado pula Reina [[D. Marie II]]. Este decumiento reafirmaba que l Gobernador era l percipal ourgon político-admenistratibo de la Cidade i nun l [[Leal Senado (Macau)|Leal Senado]], ponendo oufecialmente fin a la outoridade lhocal i spráncias de l Senado recuperar l sou statuto i prestígio yá perdidas an [[1834]], i angressou finalmente Macau na ourganizaçon admenistratiba ultramarina pertuesa, passando a formar ua porbíncia ultramarina outónoma cunjunta cun [[Timor]] i [[Tierrar]], cun sede an Macau i cul nome de "Porbíncia de Macau, Timor i Tierrar". Antes desta angresson, Macau fazie parte de l [[Stado Pertués de la Índia]].
== La outoridade pertuesa cunsulidada pul Gobernador Amaral ==
Passado l Decreto de 1844, Pertual declarou la Cidade un [[porto franco]] ne l anho de [[1845]], atrabeç dun decreto rial que mais tarde eirie ser amplementada pul [[Gobernador de Macau|Gobernador]] [[João Marie Ferreira de l Amaral (Gobernador de Macau)|João Ferreira de l Amaral]].
Este corajoso gobernador pertués, que ampeçou l sou mandato an [[1846]], ourdenou l fin de l pagamiento de l aluguer anual i de ls ampostos chineses i, bendo la ampossiblidade de recolher ampostos i dreitos alfandegárias (a maior receita de la quelónia) por Macau ser yá un porto franco, ourdenou l lhançamiento de nuobos ampostos subre ls habitantes de la Cidade, ancluindo ls chineses, i subre ls barcos lhigeiros chineses, ls [[faition]]es. Esto lhebou a ua rebolta chinesa que fui sufocada puls melitares pertueses.
L Gobernador ourdenou anclusibamente la custruçon dua strada que bisaba conetar la Cidade amuralhada de Macau, que se lhocalizaba ne l Sul de la Península, a las "[[Puortas de l Cerco (Macau)|Puortas de l Cerco]]" , un puosto frunteiriço lhocalizado ne l stremo-norte que separa la Península de Macau i la [[China Cuntinental]].
Amaral ourdenou tamien la spulson de l [[mandari]]nes (funcionários chineses) de Macau i, pul fato de Macau ser un porto franco (quier dezir, un porto sin alfándigas), ourdenou finalmente la aboliçon, an [[1849]], de l famoso ''Ho-pu'' (la alfándiga chinesa), culminando assi l porcesso de l reforço de la soberanie pertuesa. A partir desta data, l Gobierno de Macau passou a eisercer tamien jurisdiçon redadeira subre todos ls habitante chineses de la Cidade de Macau i la lhançar ampostos subre eilhes, treminando cul statuto especial deilhes. Na amplementaçon de l decreto rial de [[1845]], la alfándiga pertuesa deixou tamien de eisistir.
Passado ls acuntecimientos de [[1783]], de [[1834]], de [[1844]], l abalo definitibo de l poder de ls mandarines subre Macau i la aboliçon de la alfándiga chinesa an [[1849]], l Gobernador, lhibre de las outoridades lhocal i chinesa, passou a ser la outoridade mássima de Macau.
== L Passaleon ==
[[Fexeiro:Agosto.JPG|thumb|left|250px|L Arco de las Puortas de l Cerco (eidifício de quelor amarielha), inaugurado an [[1871]] pul Gobierno de Macau para houmenagear ls feitos heiróicos de l Gobernador Ferreira de l Amaral i de l Coronel Mesquita. Neste arco, stan grabados las datas de l assassínio de l Gobernador (22 de Agosto de 1849) i de la batailha de l Passaleon (25 de Agosto de 1849).]]
[[Fexeiro:Mesquita-portrait.jpg|thumb|left|250px|[[Coronel]] [[Vicente Nicolau de Mesquita]], l ''heirói'' de la batailha de Passaleon.]]
Mas, Ferreira de l Amaral pagou caro pa l porcesso de l reforço de la soberanie pertuesa subre Macau: ne l die [[22 de Agosto]] de [[1849]], el fui assasinado acerca de las Puortas de l Cerco i ls assasinos chineses cortórun-le la cabeça i l braço dreito. La la este assassínio, ourdenado, segundo ls rumores, pul Bice-Rei de Canton, seguiu-se un cunfronto melitar antre ls pertueses de Macau i las tropas amperiales chinesas. Ls redadeiros, lhougo passado l assasínio, ampeçórun a cuncentrar-se drento i an redror de l fuorte chinés de ''Pak-Shan-Lhan'' ó ''Baishaling'' (an [[Léngua pertuesa|pertués]]: ''Passaleon''), que se lhocalizaba acerca de las Puortas de l Cerco. Segundo ls cálclos de ls bigies de las fortalezas de Macau, habie naquel fuorte cerca de 500 suldados i nas eilebaçones bezinas mais de 1500 homes, cun artilharie.
Ne l die [[25 de Agosto]] de [[1849]], un moço segundo-tenente [[macaense]], [[Bicente Nicolau de Mesquita]], se propós al Cunseilho de l Gobierno (que sustituía l Gobernador) la oufensiba al fuorte de Passaleon, cuja guarniçon yá ampeçou a bumbardear cun ls sous 20 canhones las Puortas de l Cerco, naqueilha altura guarnecida por solo 120 suldados pertueses i 3 peças de artilharie. La situaçon era ansuportable i muitos moradores de Macau prebian até l fin de l domínio pertués de Macau.
Fui neste ambiente caótico que Mesquita, recebindo la outorizaçon i juntamente cun 36 suldados boluntários, ampeçou l ataque al fuorte, bumbardeando-lo purmeiro cun un morteiro que solo çparou ua beç (bisto que aqueilha peça de artilharie quedou inutilizada cul recuo, passado l purmeiro i solo tiro). L tiro çparado acertou ne l lhocal de l fuorte adonde se ancontrában mais suldados chineses, causando l pánico. Ls 500 acupantes de l fuorte, cunfusos i cun medo, fúrun zalojados puls 36 corajosos suldados pertueses, lhiderados por Mesquita. Las tropas chinesas de l Passaleon i de las sues bizinhanças retirórun-se eimediatamente. Quando ls pertueses regressórun bitoriosos, lhebórun cunsigo, nun ato de bingança, la cabeça i a mano dun mandarin que oufreciu resisténcia.
Passado l cunfronto de l Passaleon, l Tso-tang fui trasferido definitibamente para ''Chinsan'' ó Xiangshan (modernamente Zhongshan), ua tierra chinesa bezina de Macau, i l sou poder fui abalado para siempre. Passado bários protestos, ansisténcias i adiamentos, la cabeça i a mano squierda de Amaral fúrun finalmente antregues an [[16 de Janeiro]] de [[1850]]. Solo anton ye que l Gobernador pudo tener un anterro de Stado, sendo ls sous restos mortales trasladados para [[Lisboua]].
Tanto Mesquita cumo Ferreira de l Amaral cunquistórun un lhugar na Stória de Macau i de Pertual pul sous atos heiróicos i corajosos i pula sue detreminaçon an reforçar i defender la soberanie pertuesa subre Macau. Mais tarde, Mesquita fui promobido la [[Coronel]].
== Lhegalizaçon de l Jogo ==
Na década de 50 de l seclo XIX, l Gobernador [[Isidoro Francisco Guimarães]], sabendo que la Cidade de Macau nun tenie capacidade para cumpetir cun [[Hong-Kong]], ampeçou a lhegalizar [[casino|l jogo]], nua tentatiba de trasformar la quelónia nun centro de bacanças, lhazer i antretenimiento pa ls habitantes i ricos comerciantes de las bizinhanças.
L Jogo, debido subretodo al einorme gusto de ls chineses de jogáren i de testáren la sue suorte, bino cuntribuir mui para la reanimaçon de la eiquenomie i l zambolbimiento de Macau, i hoije ye la atibidade eiquenómica mais amportante de la region.
== L fracassado Tratado de Tianjin ==
Durante la segunda metade de l seclo XIX, las percipales poténcias ouropeias houmilhórun l yá fraco Gobierno Amperial Chinés de la Dinastie [[Qing]], fuorçando-le a assinar ls chamados ''[[Tratados Zeiguales]]'' que defendian solamente ls antresses de las poténcias ouropeias, an detrimiento de ls antresses de l Gobierno Chinés. Nestes tratados, l Gobierno Chinés era oubrigado a abrir ls sous portos comerciales, a aceitar la acupaçon ouropeia an ciertas tierras chinesas i aceitar la debison de la China an "árias de anfluéncia" ouropeia (anfraquecendo l Gobierno Chinés).
Porbentura aprobeitando la situaçon, an [[13 de Agosto]] de [[1862]], l Gobernador [[Isidoro Francisco Guimarães]] cunseguiu que l gobierno chinés assinasse un tratado an [[Tianjin]] (ó Tientsin). Este tratado, cumpuosto por 54 artigos, reconhecie que Macau era ua quelónia pertuesa. Mas, el nunca fui ratificado bisto que l Gobernador i Menistro plenipotenciário daquela época, [[José Rodrigues Coneilho de l Amaral]], regressou la Macau, sin l ratificar, protestando contra las oubjeçones de ls delegados chineses relatibamente a la anterpretaçon de l artigo nono. Eilhes defendian que Macau nun podie deixar de ser cunsidrado un território chinés, lhebantando ua azeda çcusson cun Coneilho de l Amaral, an Maio de [[1864]], quando este chegou la Tianjin para ratificar l tratado.
== Tratado de Amisade i Comércio Campana-Pertués de 1887 ==
Solo an [[1887]] ye que Pertual, que querie hai muitos anhos stablecer un tratado subre Macau cula China, cunseguiu firmar, mediante l precioso apoio diplomático de la [[Grana-Vretanha]], l "[[Tratado de Amisade i Comércio Campana-Pertués]]", l qual reconhece i lhegitima la acupaçon perpétua de Macau i de las sues dependéncias puls pertueses. Este tratado, tamien chamado de "Tratado de Amisade i Comércio antre la China i Pertual", fui assinado por Sun Xuwen, l repersentante de la China, i pul Gobernador i Menistro plenipotenciário pertués [[Tomás de Sousa Rosa]]. La delimitaçon de las froteiras quedou para depuis, por meio dua fetura cumbençon special.
== La eiquenomie de Macau na segunda metade de l séc. XIX ==
[[Fexeiro:Crayon AB macau bue generale.gif|thumb|left|300px|''Bue générale de Macao'', ua pintura de l séc. XIX de [[Auguste Borget]] (1808-1877) subre Macau]]
Ne ls meados de l seclo XIX, Macau cunseguiu recuperar parte de la sue antiga prosperidade, serbindo-se de antreposto pa l quemércio de l [[cule]]s i pa l lhucratibo quemércio de [[xá]]. Fui tamien nesta época que Macau spriénciau ua [[andustrializaçon]] einicial, debido al zambolbimiento de anfraestruturas de quemunicaçon i de trasportes i al stablecimiento de bárias [[fábrica]]s i ounidades de porduçon, nomeadamente las fábricas de xá, de cerilhas, de [[pirotecnia]] (ss: [[panchon]]es i [[foguete pirotécnico|foguetes pirotécnicos]]) , de tabaco i de cimento. Mas la andústria de Macau solo ampeçou a spurmentar un grande zambolbimiento i spanson a partir de la década de 70 de l seclo XX.
L quemércio de l cules, que tubo l sou ampeço an Macau ne ls finales de la década de 40 de l seclo XIX, cunsiste ne l fornecimiento de trabalhadores chineses cuntratados para países que naqueilha altura necessitában de mano-de-obra, cumo por eisemplo [[Cuba]] i [[Peru]]. Eilhes bibian i trabalhában an cundiçones precárias, assemelhando-se a scrabos. Este quemércio, ambora proporcionando ua nuoba prosperidade pa l porto de Macau, trouxe sérios porblemas sociales para la Cidade, cumo por eisemplo la corrupçon, la depresson moral i la necidade de lhidar cun un grande númaro de cules repatriados ó que sperában séren trasportados pa l sou nuobo lhocal de trabalho. Aliás, ambora ls mercadores andibiduales de Macau tamien lhucrában cun esta atibidade comercial, ls maiores beneficiários deste quemércio éran las ampresas strangeiras, cujo capital dominaba l quemércio, i ls sous agentes. Fui por esso que l quemércio de ls cules tubo l sou fin ne ls finales de la década de 70 de l seclo XIX.
Cul fin de l quemércio de l xá i de l cules, Macau antrou outra beç an declínio i l Gobierno de Macau, debido tamien a las sues respunsablidades políticas i admenistratibas subre Timor i Tierrar zde l anho de [[1844]], tubo de percurar nuobas maneiras de oubter receitas. Mesmo que Timor çmembrasse definitibamente de la strutura admenistratiba de Macau an [[1896]], l Gobierno de Macau tubo tamien de apoiar financeiramente la quelónia de Timor. La cuncesson de [[monopólio]] pul Gobierno la ampresas pribadas cunfiadas por el passou anton a ser ua de las maneiras pribilegiadas de oubter receitas statales. Esta medida asseguraba la cuntinidade de l fornecimiento stable i regular de receitas al Gobierno, ua beç que las ampresas que detinhan monopólios sofrian giralmente pouca ó nanhue cuncorréncia ó cumpetiçon. Ls monopólios mais notables i amportantes éran l de l setor de l [[casino|Jogo]] i l de l [[ópio]].
Durante l período de la eisisténcia de l monopólio de l ópio, mais percisamente de l processamento, ambalaige i benda desta [[droga]], el era ua de las maiores fuontes de rendimiento pa l Gobierno de Macau. Mas, debido a la crecente presson i cundenaçon anternacional a la porduçon, quemércio i cunsumo de ópio, este [[narcótico]] acabou por ser eilegalizado i declarado "zaparecido" pulas outoridades de Macau por decreto-lhei nº 933 de [[28 de Maio]] de [[1946]].
Percipalmente passado l fin de l quemércio de l xá i de l cules, la [[eiquenomie de Macau]] passou a ser sustentada an grande parte pul setor de l Jogo, puls bários [[monopólio]]s cuncedidos pul Gobierno (nomeadamente l de l [[ópio]]) i pula [[pesca]]. Mas esto nun quier dezir que l quemércio deixou de eisistir an Macau ó que el deixou de ser amportante para la quelónia. La Cidade siempre albergou ua classe de cumpradores i comerciantes, na sue maiorie chineses, que mantenien relaçones comerciales cun bárias lhocalidades de la China i de l [[Sudeste Asiático]] i que fazien lhucros eissencialmente a partir de la sue atibidade antermediária de amportar perdutos i depuis rexportá-los. Alguas destas atibidades, cumo por eisemplo la amportaçon, benda i rexportaçon de [[petrólio]], fúrun anclusibamente monopolizadas pul Gobierno i cujos dreitos de monopólio cuncedidos depuis para ua ampresa pribada cunfiada por el.
== Spanson territorial ==
[[Fexeiro:MapaMacau1912.jpg|thumb|left|300px|Mapa de la Quelónia Pertuesa de Macau (cumpuosta pula [[Península de Macau]], ilhas de la [[Taipa]] i de [[Coloane]]) emitida an 1912. La oeste deilha queda las ilhas de [[Lapa, Don João i Muntanha]]]]
Na purmeira metade de l seclo XIX, ls pertueses, que outrora solo tenien permisson de habitar l Sul de la Península de Macau, passórun tamien a eisercer jurisdiçon subre l Norte de la Península (naqueilha altura acupada puls chineses). Querien anclusibamente acupar terrenos que se lhocalizában para para alhá de las Puortas de l Cerco, mas nun cunseguiran.
An [[1847]], l Gobernador Ferreira de l Amaral ourdenou la custruçon dua fortaleza na ilha de la [[Taipa]], çtinada para proteger ls habitantes i comerciantes chineses de ls piratas i tamien para afirmar la persença pertuesa subre la ilha. An [[1851]], ls pertueses assumiran l cuntrolo de to la Taipa. La acupaçon de la ilha de [[Coloane]] dou-se ampeço an [[1864]]. Quando ls pertueses chegórun a las ilhas de la Taipa i de Coloane, ls piratas chineses eisercian ua grande anfluéncia junto deilhas i aterrorizában ls sous habitantes. Ls pertueses tubírun de cumbaté-los, sendo un de ls cunfrontos mais célebres ocorrido an Coloane, ne l anho de [[1910]], adonde ls pertueses saíran bitoriosos.
An [[1890]], ls pertueses acupórun oufecialmente la [[Ilha Verde]], que se lhocalizaba a 1 quilómetro la Oeste de la [[Península de Macau]]. Debido als aterros, esta ilha fui totalmente absorbida pula Península an [[1923]].
An pleno seclo XIX, ls pertueses ampeçórun tamien a spandir la sue anfluéncia a las ilhas de [[Lapa, Don João i Muntanha]] (adjacentes la Macau), oufrecendo proteçon i serbícios (s: eiducaçon) als poucos chineses ende residentes an troca de ampostos. Na altura, estas 3 ilhas yá éran habitadas por [[missionário]]s pertueses, sendo la ilha de la Lhapa habitada yá ne ls finales de l seclo XVII. Eilhas fúrun oufecialmente acupadas puls pertueses an [[1938]], sob l pretesto de proteger ls pertueses i missionários alhá residentes. Mas, an plena [[Segunda Guerra Mundial]], ls pertueses fúrun spulsos an [[1941]] pul Eisército Amperial Japonés (nun fui registado lhuita armada i muortes) que custantemente lhançában amenaças al Gobierno de la Quelónia de Macau. Passado la spulson de l pertueses, ls japoneses passórun a acupar estas ilhas que eilhes deseiában. Ne l final de la Grande Guerra, cula derrota de l Japon, ls pertueses nun cunseguiran reocupar las ilhas de Lhapa, D. João i Muntanha, sendo eilhas restituídas a la China.
Ne l ampeço de l seclo XX, passado las bárias aneixaçones, la Quelónia de Macau (scluindo Lhapa, D. João, Muntanha i ciertas ilhas próssimas que ls pertueses reibindicában soberanie) tenie aprossimadamente ua ária de 11,6 Km2, çtribuídos de la seguinte maneira: [[Península de Macau]], ancluindo la [[Ilha Verde]] (3,4 Km2); [[Taipa]] (2,3 Km2); i [[Coloane]] (5,9 Km2).
Macau, nun mui sastifeito cun las aneixaçones efetuadas, efetuou ua série de obras de aterro que cuntina atualmente. Na década de 90, efetuou-se ua série de obras de aterro ne l streito i pequeinho istmo Taipa-Coloane, oureginando la [[Zona de l Aterro de COTAI]].
Estas obras fazirun cun que la ária de Macau oumentasse para mais de l que l dobro, sendo, atualmente, la ária de la [[Region Admenistratiba Special de Macau]] (RAEM) de 28,6 Km2, çtribuídos de la seguinte maneira: Península de Macau (9,3 Km2), Taipa (6,5 Km2), Coloane (7,6 Km2) i Zona de l Aterro de COTAI (5,2 Km2).
== Segunda Guerra Mundial ==
[[Fexeiro:Stamp Macau 1913 4a Ceres.jpg|thumb|left|200px|Un selo emitido an 1913 puls Correios de Macau]]
La populaçon de Macau oumentou pa l dobro na [[Segunda Guerra Mundial]] ([[1939]]-[[1945]]) debido a la afluéncia de pessonas que fugiran a la acupaçon japonesa de l sudeste asiático. La percipal probeniéncia de ls refugiados era de las cidades bezinas, Guangzhou ([[Canton]]) i [[Hong Kong]]. L [[Japon]] respeitou la neutralidade de Pertual, cujas posiçones geográficas stratégicas de l [[Açores]] i de l cuntinente anquanto stremo oucidental de la [[Ouropa]] i respetibo acesso al cuntinente amaricano tiran motibado esta decison de l [[Eixe]].
Mesmo que ls japoneses nun tubíssen antençon de acupar Macau, eilhes nun tardórun an stablecer un poderoso [[cunsulado]] na Cidade. Este cunsulado, para alhá de las sues funçones diplomáticas, serbia tamien de centro de spionaige i de detençon de figuras chinesas antiocupaçon japonesa (muitas destas figuras fugiran de la China para Macau). L cunsulado japonés eiserceu tamien grande anfuéncia ne l Gobierno Pertués de Macau. Inda assi, eisistia ua fuorte tenson antre l Gobierno de Macau i l Eisército Japonés. Ls pertueses siempre temian l assalto de las tropas japonesas la Macau porque la Guarniçon Melitar nun tenie capacidade de defender esta pequeinha quelónia pertuesa.
Anque de la neutralidade de Macau, l porto de hidroabiones eisistente na altura fui bumbardeado, tenendo sido alegado erro acidental, i las ilhas de [[Lapa, Don João i Muntanha]] fúrun acupadas pul Eisército Japonés. Para para alhá çto, las percipales cunsequéncias de la Segunda Guerra Mundial an Macau fúrun solo las lhigadas a la subrepopulaçon i a la falta de benes de amportaçon, de ls quales ls quemidos éran ls mais prementes, l que causou miles de muortes. Passado la Segunda Grande Guerra, la populaçon de Macau ampeçou a deminuir debido al regresso de muitos refugiados chineses para las sues respetibas tierras natales.
== Ancidente de las Puortas de l Cerco ==
An [[1952]], tubo lhugar l [[Ancidente de las Puortas de l Cerco (Macau)|Ancidente de las Puortas de l Cerco]]. Fui ua série de pequeinhos cunflitos melitares antre las fuorças armadas pertuesas i chinesas nas frunteiras antre Macau i la [[China Cuntinental]]. Aliás, naqueilha altura, las frunteiras antre estas dues lhocalidades nun éran inda bien definidas, gerando cunfusones i çputas.
Todo ampeçou quando [[Pertual]], un aliado de l [[EUA]], pressionou l Gobierno de Macau a cuntrolar la circulaçon de mercadorias, percipalmente benes cunsidrados stratégicos (cumo cumbustibles), para la China cuntinental, que sofria un ambargo ampuosto pulas poténcias oucidentales i pula [[ONU]]. Las outoridades chinesas, çcontentes de l cuntrolo ampuosto por Macau, ampeçórun la amenaçar las outoridades pertuesas de la Cidade, ponendo an açon l sou poderoso macanismo de propaganda política i moblizando fuorças melitares para reforçar l cuntrolo de las frunteiras.
Esto tornou las relaçones antre Macau i la [[República Popular de la China]] (RPC) mui tensas i ls melitares de ambos ls lhados ampeçórun a cunfrontar-se, abrindo fuogo i tornando las frunteiras mui peligrosas i un outéntico campo de batailha. Esta situaçon cunfusa, reinada de "ancidentes" (pequeinhos cunflitos armados) i de amenaças, arrastrou durante meses, tenendo sido antensificado ne ls meses de Maio, Júnio i percipalmente an Júlio, quando las outoridades chinesas ampusírun unilateralmente un bloqueio a las trocas comerciales i a las quemunicaçones terrestres, flubiales i marítimas. Este bloqueio causou ua grande falta de benes básicos, percipalmente alimentares, an Macau.
Este cunfronto fui finalmente resolbido, atrabeç de antensas negociaçones antre la admenistraçon pertuesa de Macau i la RPC por meio de antermediários diplomáticos lhocales (custituidos por nembros eilustres de la eilite campana-macaense de Macau) i tamien de las outoridades británicas, ne l més de Agosto de 1952. Ls pertueses tubírun que pedir çculpa a las outoridades chinesas i a las bítimas i tubo que pagar ua pequeinha andemnizaçon.
Cun este ancidente, la RPC cunseguiu ampedir l oumiento de l cuntrolo de la circulaçon de benes antre Macau i China, i cunseguiu tamien amostrar a la admenistraçon pertuesa que la sue manutençon nesta Cidade dependia fuortemente de la buntade de ls dirigentes quemunistas de la RPC. Este ancidente tamien fizo oumentar i cunsulidar l statuto i la amportança de la eilite macaense i chinesa, percipalmente [[Pedro José Lhobo]], [[Ho Yin]] i [[Ma Man-kei]].
== Grande Prémio de Macau ==
An [[1954]], la Cidade ourganizou pula purmeira beç l [[Grande Prémio de Macau]] que cunsiste nua série de spetaculares corridas de altemobles i motociclos, zde la corrida de ls carros clássicos, passando puls Super-Cars até a la Fórmula 3 (la mais sperada). L Grande Prémio, que dura quatro dies, tornou-se nua atraçon turística amportante de Macau i la Cidade cuntina la ourganizá-la an todos ls meses de [[Nobembre]]. Zde l anho de 1954, ls melhores pilotos de l mundo son cumbidados a partecipar nun de ls circuitos mais emocionantes i peligrosos de l Mundo. Trata-se dun circuito que percorre l meio de la cidade, antercalando lhongas retas (Porto Sterior) cun las sinuosas rebuoltas de l monte de la Guia. La rebuolta de l [[Hotel i Casino Lhisboua de Macau]] ye l lhocal adonde mais acidentes son registados <ref>[http://www.macau.grandprix.gob.me l/mgpc/public_html/gp50/t/andex.php?cat=pastfuture ''Un Passado Dourado i un Feturo Resplandecente'' ne l website oufecial de l 50ª Grande Prémio de Macau]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}</ref>.
== Cuncesson de l monopólio de l Jogo a la STDM ==
[[Fexeiro:Hotel de Lhisboua.jpg|thumb|left|250px|[[Hotel i Casino Lhisboua de Macau]], un de ls maiores casinos de Macau i de Stanley Ho]]
An [[1962]], l monopólio ne l setor de l jogos, antes cuncedido a la cumpanha chinesa de antretenimiento "Taixing" (ó "Tai Hing") zde [[1934]], fui cuncedido pul Gobierno de Macau a la cumpanha chinesa de [[Stanley Ho]], la "[[Sociadade de Turismo i Dibersones de Macau]]" (STDM). L purmeiro casino i hotel de grande scala fui abierta an [[1970]] por esta cumpanha, cujo nome ye "Hotel i Casino Lhisboua". La lhicença deste monopólio fui renobado an [[1986]] i spirou ne l anho de [[2001]].
== Motin "1-2-3" i las sues cunsequéncias ==
{{ber artigo percipal|[[Motin 1-2-3]]}}
An [[1966]], ls residentes chineses tentórun oubter ua lhicença para la custruçon dua scuola pribada na ilha de la [[Taipa]]. Ls residentes, na ampossiblidade de oubter ua lhicença de custruçon, ampeçórun, eilegalmente, la eidificaçon de la scuola. Ne l die 15 de Nobembre de [[1966]], la polícia de la Cidade outelizórun formas biolentas de prender ls respunsables de la scuola, ls ouperários de custruçon, ls residentes chineses ende persentes i ls jornalistas. Depuis deste acuntecimiento, la amprensa chinesa i associaçones pró-quemunistas ampeçórun a atacar an fuorça l Gobierno, nun permitindo que l "ancidente" de la Taipa fusse squecido.
Fui-se crecendo la custestaçon i l sentimiento de rebolta drento de la quemunidade chinesa, anfluenciada perfundamente pula [[Reboluçon Cultural]] de [[Mao Tse-tung]]. Ne l die [[3 de Dezembre]] de [[1966]] acunteciu an Macau un célebre motin popular lhebantado por chineses pró-[[quemunismo|quemunistas]] que stában çcontentes cun las formas biolentas de represson als oupositores de la admenistraçon de Macau, percipalmente chineses, aporfilhadas pula polícia de Macau. Este acuntecimiento ye bulgarmente chamado de Motin "1-2-3", referindo-se al die que acunteciu l motin popular. Este motin fui partecipado tamien por muitos porsores i studantes chineses. Neste die de protestos, houbo 11 muortos i cerca de 200 feridos i fui neçairo la moblizaçon de suldados para cuntrolar la situaçon.
Passado l motin ser cuntrolado puls suldados, la tenson an Macau nun zbaneciu, mas piorou inda mais, ambora nun habendo mais manifestaçones. Alguas famílias pertuesas, amendontradas, ampeçórun a preparar-se para abandonar la Cidade i emigráren-se para Pertual ó para [[Hong-Kong]]. Face la este clima de tenson, l Gobierno de Macau pensou mesmo an abandonar Macau i antregá-la simplesmente a la República Popular de la China, mas eilha rejeitou esta trasferéncia eimediata. Este clima tenso fui acentuado inda mais ne l die [[16 de Janeiro]] de [[1967]], quando la quemunidade chinesa, ampaciente, adotou la ''Política de l 3 Nones'':
* nun antregar ampostos;
* nun prestar serbícios al Gobierno, ancluindo l abastecimiento de auga i eiletricidade;
* nun bender perdutos als pertueses.
Passado cerca de 2 meses de tenson, presson, cunfuson i medo, l Gobierno de Macau i las outoridades de la [[República Popular de la China]], que tornórun-se ne ls repersentantes de la quemunidade chinesa lhocal, chegórun finalmente a acuordo ne l die [[29 de Janeiro]] de [[1967]], culminando cul pedido de çculpas feito pul Gobierno de Macau para la quemunidade chinesa. Este acuordo fizo cun que Pertual renunciasse la sue acupaçon perpétua la Macau <ref name="worldstatesmen.org"/> i reconhecisse l poder i l cuntrolo ''[[de fato]]'' de ls chineses subre Macau, marcando l percípio de l fin de l período quelonial desta cidade. Este acuordo proibiu tamien l Gobierno de Macau de dar apoio i asilo político als [[nacionalismo|nacionalistas]] de l [[Kuomintang]].
Cun este motin, las outoridades de la República Popular de la China amostrórun a la admenistraçon pertuesa que la sue subrebibéncia i persença an Macau dependia de la buntade i de ls antresses de la RPC. Na sequéncia destes acuntecimientos, la outoridade de la eilite chinesa pró-[[Pequin]], lhiderada por [[Ho Yin]], fui mais ua beç reconhecida pul Gobierno de Macau.
Esta berson mencionada de l ancidente ye ua de las mais aceites, mas, mas, eisisten outras bersones i relatos subre este célebre motin.
Passado estas sequéncias de acuntecimientos, ls chineses nunca mais lhebantórun nanhun motin i Macau passou a bibir un período de calma i de coeisisténcia antre la quemunidade pertuesa, macaense i chinesa.
== De la Reboluçon de ls Crabos a la trasferéncia de la soberanie de Macau ==
=== Mudanças políticas ===
[[Fexeiro:Assinatura declaracao cunjunta campana pertuesa.jpg|thumb|left|300px|Assinatura de la [[Declaraçon Cunjunta Campana-Pertuesa subre la Queston de Macau]].]]
Depuis de la [[Reboluçon de l Crabos]] an [[1974]], Pertual declarou la andependéncia eimediata de todas las sues [[porbíncia ultramarina|porbíncias ultramarinas]]. La China rejeitou esta trasferéncia eimediata, tenendo apelado pa l stablecimiento de negociaçones que permitissen ua trasferéncia harmoniosa. La defrença antre l sistema [[capitalismo|capitalista]] de Macau i l [[quemunismo|quemunista]] de la China cuntinental poderá star na base desta decison. Cul decorrer de las negociaçones, l statuto de Macau redefiniu-se para “território chinés sob admenistraçon pertuesa” i la trasferéncia fui agendada para la data de [[20 de Dezembre]] de [[1999]], atrabeç de l decumiento "[[Declaraçon Cunjunta Campana-Pertuesa subre la Queston de Macau]]" (assinado ne l die [[13 de Abril]] de [[1987]]), depositada nas [[Naciones Ounidas]] i antretanto publicada ne l [[Boletin Oufecial de Macau]] la [[7 de Júnio]] de [[1988]], adonde se stablecian ua série de cumpromissos antre ls dous países para Macau, antre ls quales la garantie dua grande outonomie fetura i la cunserbaçon de las specificidades de la [[RAEM]] durante 50 anhos.
La data scolhida permitie antre outras cousas: prolongar la persença pertuesa ne l Ouriente, trasformando Pertual na redadeira nacion Oucidental a retirar las sues possessones de la China; fazer la trasferéncia de Macau pouco depuis de la de Hong Kong i que fui ousada pula China cumo forma de retaliaçon al [[Reino Ounido]] debido a la suabidade cun que las negociaçones i trasferéncia de Macau fúrun cunseguídas, por cuntreste cula de Hong Kong; i readquirir l cuntrole de todos ls territórios chineses que stubírun sob domínio oucidental antes de l ampeço de l [[seclo XXI]].
Antes de la trasferéncia de Macau i Hong Kong, la China fizo ua série de alteraçones eiquenómicas ne l sentido de se aprossimar de l sistema capitalista i abrir-se al quemércio anternacional. Aquando de la trasferéncia la China redefinira la sue eimaige segundo l slogan "[[un paíç, dous sistemas]]". Este permite que alguas regiones chinesas, ancluindo Macau, possuan ua grande outonomie i cuntinidade de l sou modo de bida, stando solo lhemitadas ne l que se refree a las sues relaçones steriores i a la defesa, situaçon idéntica, de resto, a la que tenien aquando de la admenistraçon pertuesa.
Para preparar Macau para la trasferéncia de soberanie, [[Pertual]], a par de las negociaçones cula China, ancentibou l Gobierno de Macau a fazer muitas reformas, antre las quales la restruturaçon de l sistema político-admenistratibo de Macau, la çmilitarizaçon de la Cidade i la promoçon de la partecipaçon de la populaçon (quier pertuesa quier chinesa quier qualquiera etnia) na admenistraçon de Macau. La Guarniçon Melitar Pertuesa retirou-se de Macau ne l anho de [[1975]] cula stinçon de l sou ourgon de comando, l [[Comando Territorial Andependiente de Macau]] (CTIM). Las fuorças de sigurança i ls melitares que quejirun quedar an Macau fúrun depuis ancorporados nas [[Fuorças de Sigurança de Macau]] (FSM). L Gobierno de Macau promulgou, an [[1976]], l [[Statuto Orgánico de Macau]] <ref>[http://www.amprensa.macau.gob.me l/bo/i/76/09/eo/cap1.htn Statuto Orgánico de Macau na Amprensa Oufecial de Macau]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}</ref> (EOM), cun bista an criar un nuobo modelo político, rompendo assi cul bielho modelo altamente quelonial (centrado ne l Gobernador) bigente naqueilha altura. Nesse mesmo anho, an cunsequéncia cula aprobaçon de l EOM, la [[Assemblé Lhegislatiba de Macau]], l ourgon lhegislador de la cidade, sofriu grandes remodelaçones. Ye respunsable de fazer lheis i ten l poder de questionar, ''trabar'' i ''julgar'' l [[Gobernador de Macau|Gobernador]], i passado la trasferéncia (1999), l [[Xefe de l Eisecutibo de Macau|Xefe de l Eisecutibo]].
=== Mudanças eiquenómico-financeiras ===
La [[eiquenomie de Macau]] alargou-se i zambolbiu-se notablemiente, percipalmente ne ls finales de ls anhos 80 i 90 de l seclo XX. Eilha eiboluiu-se dua eiquenomie eissencialmente baseada ne l setor de l Jogo i ne ls bários monopólios statales para ua eiquenomie de serbícios i mais ourientada para la sportaçon. Para que esto acunteça, anquanto que las atibidades eiquenómicas tradecionales (s: la pesca) ampeçórun a cessar, l [[setor terciário]], nomeadamente l [[finanças|financeiro]] i l [[banco|bancairo]], i la [[andústria]] de balor acrescentado ourientado para la [[sportaçon]], cumo por eisemplo la andústria de l téxteis, de l bestuário, de l plásticos i de l brinquedos, zambolbírun-se i amadurecírun bastante. Mas, cula progressiba abiertura eiquenómica de la [[China]] i cula trasformaçon deste grande paíç na "fábrica de l mundo", las ampresas andustriales de Macau ampeçórun a trasferir las sues fábricas i ounidades de porduçon para la China, adonde a mano-de-obra ye mais barata.
Por esso, Macau passou a ambestir mais ne l zambolbimento, ne l amadurecimento, na custante atualizaçon i na anternacionalizaçon de l setor terciário, percurando cun este meio assumir-se cumo centro financeiro anternacional i de serbícios comerciales de la region, bien cumo la puorta stratégica para la China, un paíç que apersenta einúmeras ouportunidades de anriquecer i que ne l feturo eirá tornar-se nua de las maiores ó até na maior poténcia de l mundo. Por esta rezon, Macau estreitou la sue coperaçon, nomeadamente an tenermos eiquenómicos, cula region de l Delta de l [[Riu de las Pérolas]], specialmente cula sue bezina [[Zona Eiquenómica Special]] de [[Zhuhai]].
Para atingir l sou oubjetibo i aguantar la sue própia eiquenomie, Macau tubo de criar un regime fiscal faborable al ambestimiento i un clima de cunfiança. Tubo tamien de ambestir i reforçar las sues [[anfraestrutura]]s, planeando i cuncretizando ne ls anhos 90 bários porjetos-chabes, cumo por eisemplo l [[Aeroporto Anternacional de Macau]], l porto de augas perfundas de [[Ká-Hó]] ([[Coloane]]), l nuobo Treminal Marítimo i Heiliporto de Macau, i la Puonte de la Amisade (la segunda [[puonte]] que faç la lhigaçon antre la [[Península de Macau]] i la ilha de la [[Taipa]]). L Gobierno de Macau defendiu tamien la necidade de modernizar, atualizar i dibersificar las atibidades eiquenómicas de l Território.
Mas, mesmo cun estes progressos i zambolbimentos, Macau nun cunseguiu eiliminar la sue fuorte dependéncia a las receitas deribadas de l [[casino|Jogo]] i de outros dreitos de cuncesson. Ironicamente, Macau tornou-se inda mais dependente de l setor de l Jogo a partir de [[2001]], quando el fui lhiberalizado an parte, trazendo, juntamente cul [[turismo]] i cula fuorte antrada de capitales strangeiros la Macau, un nuobo i jamales bisto crecimiento eiquenómico.
== La trasferéncia de soberanie ==
[[Fexeiro:Handober Ceremony of Macau Gobernment.jpg|thumb|left|300px|Cerimónia de la Trasferéncia de Soberanie de Macau para la República Popular de la China, na sue fase final, adonde la Vandeira de la República Pertuesa i de l Lheal Senado fúrun recolhidos (na dreita de la retrato) anquanto que la Bandeira de la República Popular de la China i de la Region Admenistratiba Special de Macau fúrun hasteados (na squierda de la foto).]]
La trasferéncia de la soberanie de Macau antre [[Pertual]] i la [[China]] acuntiu ne ls purmeiros momientos de la madrugada de l die [[20 de Dezembre]] de [[1999]], cumo staba prebisto atrabeç de la Declaraçon Cunjunta <ref>[http://www.amprensa.macau.gob.me l/bo/i/88/23/dc/t/default.asp#dc Declaraçon Cunjunta na Amprensa Oufecial de Macau]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}</ref>, passado muitos anhos de negociaçones i de perparaçones. Tenendo acuntecido dous anhos passado la trasferéncia de soberanie de Hong Kong, fui un porcesso mais suabe que l de Hong Kong, nun tenendo habido cunfrontos políticos de nota antre ls dous gobiernos durante las negociaçones diplomáticas, nin çtúrbios sociales, al cuntrário de [[Hong Kong]], cuja populaçon ten ua tradiçon mais reibindicatiba i partecipatiba.
= Passado la trasferéncia de soberanie (a partir de l die 20 de Dezembre de 1999) =
Passado la trasferéncia de soberanie, [[Macau]] tornou-se ua [[Region Admenistratiba Special]] (RAE) de la [[República Popular de la China]], atuando subre l percípio de "[[un paíç, dous sistemas]]" i seguindo ls cumpromissos stablecidos por Pertual i China durante la ratificaçon de la "Declaraçon Cunjunta". Esta RAE passou a ser xefiada pul [[Xefe de l Eisecutibo de Macau]], sustituindo l cargo de "[[Gobernador de Macau]]", que fui abolido an [[1999]], lhougo passado la trasferéncia de soberanie. La [[Lei Básica de la Region Admenistratiba Special de Macau]], promulgada pul Cungresso Nacional Popular de la China ne l anho de [[1993]], ye l atual testo [[Custituiçon|custitucional]] de l sistema jurídico de la RAEM.
== La Era de Edmund Ho Hau-wah (1999-2009) ==
L purmeiro [[Xefe de l Eisecutibo de Macau]] ye [[Edmund Ho Hau-wah]], un famoso home de negócios i filho de [[Ho Yin]], un célebre i yá falecido lhíder de la quemunidade chinesa.
Passado la trasferéncia, Macau fui outra beç melitarizada, nun por tropas pertuesas, mas por tropas de l [[Eisército de Lhibertaçon Popular]] de la [[República Popular de la China]]. L nuobo [[Gobierno de la RAEM]] aboliu lhougo ls 2 [[Munecípios de Macau|munecípios]] (Cunceilho de Macau i l Cunceilho de las Ilhas). An sue sustituiçon, l Gobierno criou un nuobo uorgon admenistratibo, l Anstituto pa ls Assuntos Cíbicos i Municipales (IACM), i que stá subordinado a la Secretarie de la Admenistraçon i Justícia. Las [[freguesie]]s de Macau mantibírun-se cumo dibisones regionales i simbólicas i inda oufecialmente aceite pul nuobo Gobierno.
An [[20 de Setembre]] de [[2004]], Edmund Ho fui outra beç nomeado cumo segundo Xefe de l Eisecutibo de la RAEM.
=== L nuobo cumbate a la criminalidade ===
Durante la admenistraçon pertuesa, la criminalidade nun cunseguía ser cuntrolada i era un risco sério pa l [[turismo]], por esso, lhougo passado la formaçon de l nuobo Gobierno de la [[Region Admenistratiba Special de Macau]] (RAEM), el decidiu cumbater ferozmente contra l crime, percipalmente ls crimes ourganizados pulas [[tríades chinesas|Tríades]]. L nuobo Gobierno cunseguiu atingir ls sous oubjetibos ne l cumbate al crime, cul númaro de crimes a baixar eimenso, percipalmente la criminalidade biolenta que çceu 70% ne l anho 2000 i outros 45% ne l anho 2001. Macau tornou-se mui mais siguro i esto trouxe de nuobo cunfiança als turistas.
Mas, an [[2006]], la criminalidade, percipalmente la nó-organizada, boltou a oumentar de nuobo, registando-se mais crimes contra la bida an sociadade, ambora menos crimes biolentos <ref>[http://www.jtn .com.me l/news/20070208/03local_d03.htn Un artigo de l ''JTM'' subre l balanço criminal de 2006]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}</ref>.
=== L nuobo i acelerado crecimiento eiquenómico ===
[[Fexeiro:Sands.JPG|thumb|left|250px|[[Casino Sands (Macau)|Casino norte-amaricano "Sands"]], un de ls maiores casinos de Macau i de la Ásia. Abriu las puortas passado l fin de l monopólio de la STDM ne l setor de l Jogo]]
An [[2001]], dou-se l fin de l monopólio de la cumpanha de jogos i dibersones de [[Stanley Ho]] (STDM) i l ampeço de la lhiberalizaçon parcial de l setor de l Jogo, permitindo la antrada regulada de nuobos cumpetidores, alguns deilhes norte-amaricanos, para este setor. Esta abiertura causou, i cuntina a causar, un grande i acelerado crecimiento eiquenómico para Macau, i cuntribuiu para la anternacionalizaçon de l tecido ampresarial i para la trasformaçon de Macau nua eiquenomie mais abierta al mundo i mais cumpetitiba. Ls setores eimobliário i [[hotel]]eiro fúrun inundados tamien por ambestimientos strangeiros, l que causou la spanson i la prosperidade destes.
L setor de [[turismo]] registou un grande zambolbimiento i l númaro de bejitantes entrados an Macau ten benido a oumentar sustancialmente debido als sfuorços de l Gobierno i subretodo tamien a la política de cuncesson de bistos andibiduales de biaige pa ls residentes de la China Cuntinental al abrigo de l [[CEPA]] (Acordo de Streitamiento de las Relaçones Eiquenómicas i Comerciales antre l Cuntinente Chinés i Macau). Passado esta deminuiçon gradual destas restriçones de biaige por parte de l Gobierno Central Popular de Pequin, ls chineses yá puoden biajar lhibremente para outros países i regiones, percipalmente para Macau i Hong-Kong.
An [[2005]], las somas ambolbidas ne l jogo de casinos an Macau eiquibalírun pula purmeira beç las de Las Begas (cada ua cerca de 5,6 mil milhones de dólares amaricanos), tornando Macau ne l percipal centro mundial de la andústria de l jogo de casinos. L PIB de Macau, an [[2006]], ye de 14,4 mil milhones de dólares amaricanos. L PIB per capita, ne l anho de 2006, era de 28853 dólares amaricanos.
Por un lhado, este crecimiento eiquenómico de grande escala spurmentado mas nunca bisto antes an Macau, trouxe muitos benefícios para la region, mas por outro lhado, el arrastrou tamien nuobos i grandes porblemas sociales, antre ls quales la chubida bertiginosa i rápida de l précios de l eimobliários i la anflaçon galopante, que afetan muitos residentes de Macau. Un númaro seneficatibo de residentes, percipalmente aqueilhes que pertencen a la classe trabalhadora, áchan que la sue qualidade de bida deminuiu, debido a la chubida drástica de l précios de l eimobliários, de la renda habitacional i de l perdutos. An giral, l oumiento de salários nun cunsegue acumpanhar l oumiento galopante de la anflaçon.
[[Fexeiro:Macau-CIA WFB Map.png|thumb|left|240px|Mapa atual de la [[Region Admenistratiba Special de Macau]]]]
=== Centro Stórico de Macau ===
{{Ber artigo percipal|[[Centro Stórico de Macau]]}}
Ne l die [[15 de Júlio]] de [[2005]], l [[Centro Stórico de Macau]] fui, finalmente, anscrito na Lhista de l [[Património Mundial de la Houmanidade]] de la [[UNESCO]] i zeignado cumo l 31º sítio de l Património Mundial de la China. Passado la ancluson, houbo grandes comemoraçones an Macau.
=== Causo de corrupçon de Al Man Lhong ===
Ne l die [[6 de Dezembre]] de [[2006]], Al Man Lhong, l anton Secretairo pa ls Trasportes i Obras Públicas, fui detido, por tener coperado an causos de corrupçon i an atibidades financeiras eilegales. El fui eimediatamente sonerado pul Gobierno de Pequin. Segundo la ambestigaçon de l Comissariado Cuntra La Corrupçon (CCAC), Al tenie benes abaluados an 800 milhones de patacas <ref name="SIC1">[http://sic.sapo.t/online/noticias/mundo/20080130Ao+Man+Lhong+cundenado+la+27+anhos+de+prisao.htn Ua ambora subre la sentença de Al Man Lhong]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}</ref>.
Este scándalo político causou un grande abalo ne l Gobierno de la RAEM i lhebou cun que la sociadade de Macau çconfiasse inda mais l Gobierno, lhebando-lo al çcrédito. Durante sumanas, na Assemblé Lhegislatiba, alguns deputados criticórun, cul causo Al Man Lhong, l Gobierno i la sue trasparéncia i l yá antiquado sistema de cuncesson de terrenos. Segundo la oupinion de muitos, este sistema cheno de lhacunas i defeitos cuntribuiu i ajudou mui Al Man Lhong an cometer crimes de corrupçon <ref>[http://www.oclarin .com.me l/ ''Deputados eisigen mais poder fiscalizador'', eidiçon de l die 15 de Dezembre de 2006 de l semanário católico ''L CLARIM'']{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}</ref>. Eisiste tamien rumores na sociadade que dízen que eisiste mais ambolbidos, até l própio Xefe de l Eisecutibo, neste grande causo de corrupçon.
Ne l die [[30 de Janeiro]] de [[2008]], Al Man Lhong fui cundenado pul Tribunal de Redadeira Anstáncia de la RAEM a ua pena an cúmulo jurídico de 27 anhos de prison por 57 crimes <ref name="SIC1"/>.
=== Protestos an 2007 ===
[[Fexeiro:Macau20071220truck.jpg|thumb|left|250px|Ua manifestaçon de protesto, decorrida ne l die [[20 de Dezembre]] de [[2007]].]]
Ne l die [[1 de Maio]] de [[2007]], acunteciu an Macau ua de las maiores manifestaçones antigobernamentales zde la fundaçon de la RAEM. Este tipo de manifestaçon popular, partecipada pula purmeira beç por funcionários públicos, repersenta l cada beç maior ampasse político antre l Gobierno, cunsidrado por muitos cumo ancumpetente i corruto (refletido ne l causo Al Man Lhong), i ls scluídos de l zambolbimiento eimergente de Macau (que repersenta ua grande parte de la populaçon). Ocorrírun atos de bioléncia policial nesta manifestaçon porque ls manifestantes tentórun forçar ua alteraçon de l percurso prebiamente stablecido pula polícia. Un polícia çparou anclusibamente tiros de pistola al aire i, anfelizmente, un desses tiros atingiu ua pessona que nun staba a partecipar na manifestaçon, causando ua grande [[polémica]] na sociadade de Macau <ref>[http://www.oclarin .com.me l/ "''La bomba-reloijo que naide çmonta''"; eidiçon de 4 de Maio de 2007 de l semanário católico "L CLARIM"]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}</ref>.
La [[20 de Dezembre]] de [[2007]], quando Macau celebrou ls uito anhos de anibersário de l stablecimiento de la RAEM, ocorrírun mais protestos. Nestes redadeiros protestos, cerca de 1500 a 3500 pessonas saíran a las rues para lhutáren por un sistema político mais democrático, eisigindo al Gobierno la amplementaçon total de l [[sufrágio ounibersal]] [[sufrágio direto|direto]] nas eileiçones para la [[Assemblé Lhegislatiba de Macau]] i pa l [[Xefe de l Eisecutibo de Macau]]. Lhutában tamien por ua maior trasparéncia de l Gobierno, ua maior andependéncia de las receitas de l jogo i la antroduçon de medidas para la deminuiçon de l fosso antre ricos i pobres.<ref>Jornal ''[[Público (jornal)|Público]]' ', die [[21 de Dezembre]] de [[2007]] (1º Caderno, pág. 18, artigo ''Cerca de mil manifestantes an Macau eisigen nas rues mais democracie'', i suplemiento ''[[Mundo a la Sesta]]'', pág. 6, rúbrica ''Acuntiu'': 5ª Feira, 20 de Dezembre)</ref><ref>[http://www.jtn .com.me l/biew.asp?dT=267403004 Artigo de l "Jornal Tribuna de Macau" subre esta manifestaçon]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}.</ref>
[[Catadorie:Stória de Macau]]
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Cabo Berde
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[[Fexeiro:Flag of Cape Verde (10-17).svg|left|120px|Bandeira de Cabo Berde]] [[Fexeiro:LocationCapeVerde.svg|180px|right|Localizaçon]]
'''Cabo Berde''' ye un paíç [[África|africano]], custituído por un [[arquipélago]] d'ourige bulcánica de dieç ilhas. Stá localizado ne l [[Ouceano Atlántico]], a 640 km l'oeste de la capital [[senegal]]sa, [[Dacar]], i de l [[Cabo Berde (cabo)|cabo que le dá l nome]].
Ua antiga [[porbíncia ultramarina]] [[Pertual|pertuesa]], las purmeiras ilhas de l'arquipélago fúrun çcubiertas an [[1456]] por [[Diogo Gomes]] i [[Albise Cadamosto]] i las seguintes an [[1461]] por Diogo Gomes i [[António de la Noli]]. Cabo Berde alcançou l'andependéncia la [[5 de júlio]] de [[1975]], sendo ua [[república parlamentarista]] [[pluripartidarismo|multipartidária]] zde [[1990]].
Na [[ilha de Santiago]], la maior de l'arquipélago, ls pertueses custruiran la purmeira cidade fura de la Ouropa, [[Ribeira Grande de Santiago]], hoije chamada [[Cidade Bielha]], que se tornou mui amportante ne l [[scrabatura|comércio d'escrabos]]. La posiçon stratégica de las [[ilha]]s, nas rotas que lhigában [[Pertual]] al [[Brasil]] i al resto de la [[África]], tornou-las nun antreposto comercial i d'aprobesionamiento, criando tamien ua sociadade caratelizada pula miscigenaçon d'eilemientos ouropeus i africanos.
L pobo cabo-berdiano ye coincido pula sue musicalidade, tenendo zambolbido dibersos géneros própios, cumo la [[morna]], l [[funaná]] i la [[coladera]]. Las ilhas de Cabo Berde ténen poucos recursos naturales i l'agricultura ye mui lhemitada pula falta de chubas regulares. Inda assi, las remessas de ls eimigrantes cabo-berdianos spalhados pul mundo, a par de las receitas de l [[turismo]], ajudórun l paíç a antegrar-se na lista de naciones cun un [[Índice de Zambolbimiento Houmano]] médio.
Hoije an die, a par de la [[lhéngua pertuesa]], ye amplamente ousado l [[crioulo cabo-berdiano]], an porcesso de normalizaçon cun bista a ua possible adoçon cumo segunda [[lhéngua oufecial]].
== Gastronomie ==
* [[Cachupa]]
* [[Bafa]]
[[Catadorie:Cabo Berde]]
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Áustria
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text/x-wiki
{| border=1 align=right cellpadding=4 cellspacing=0 width=300 style="margin: 0 0 1em 1em; background: #f9f9f9; border: 1px #aaa solid; border-collapse: collapse; font-size: 95%;"
|+<big>'''Áustria'''</big>
|-
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|-
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|-
| '''Lhéngua oufecial''' || [[Lhéngua almana]]
|-
| '''Capital''' || [[Biena]]
|-
| '''Ária'''<br />
|83 871 km²<br />
|-
| '''Populaçon'''<br /> - Total:<br /> - Densidade:
| <br />9 027 999 <br />106,5 ab./km²
|-
| '''Moneda''' <br />
| [[Ouro]]
|-
|align="center" colspan=2 | Hino nacional: ''Land der Berge, Land am Strome''
|-
|}
'''Áustria''' ye un paíç de cerca de 9,1 milhones d'habitantes (2023), lhocalizado na [[Ouropa Central]].
{{Paízes de la Ouropa}}
[[Catadorie:Áustria| ]]
[[Catadorie:Paízes de la Ouropa]]
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Davaj Poženimsâ
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text/x-wiki
'''Ala a casar-nos!''' (Давай поженимся! an russo) ye un porgrama de l Purmeiro Canhal de la telbison russa. Ne l 3 rapazas muostran l que balen i lhougo l rapaç que les tira la medida diç cun qual de eilhas quier casar-se. L porgrama eisiste zde Agosto de 2008. Un porgrama eigual eisiste na [[Oucránia]] zde 2009,<ref name="uk"/> na Rússia Alba zde 2010<ref name="by"/> i ne l Cazaquistan zde 2011.<ref name="kk"/>
== Refréncias ==
<references>
<ref name="uk">{{Citation |title=Komsomolskaya Pravda de la Oucránia |url=http://kp.ua/daily/080711/289102 |accessdate=2013-03-12 |archivedate=2011-09-08 |archiveurl=https://web.archive.org/web/20110908035730/http://kp.ua/daily/080711/289102/ }}</ref>
<ref name="by">[http://www.kp.by/online/news/625828 Komsomolskaya Pravda de la Rússia Alba]</ref>
<ref name="kk">[http://www.ktk.kz/wedding Telbison KTK de l Cazaquestan]</ref>
</references>
== Lhigaçones sternas ==
* [http://www.1tv.ru/sprojects/si=5748 Páigina oufecial de l porgrama]
* [http://davaj-pozhenimsya.ru Sítio an l'anternete pa ls fanáticos de ''Ala a casar-nos!''] {{Webarchive|url=https://web.archive.org/web/20210923101752/http://davaj-pozhenimsya.ru/ |date=2021-09-23 }}
[[Catadorie:Rússia]]
[[Catadorie:Telbison]]
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/* Refréncias */
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text/x-wiki
'''Ala a casar-nos!''' (Давай поженимся! an russo) ye un porgrama de l Purmeiro Canhal de la telbison russa. Ne l 3 rapazas muostran l que balen i lhougo l rapaç que les tira la medida diç cun qual de eilhas quier casar-se. L porgrama eisiste zde Agosto de 2008. Un porgrama eigual eisiste na [[Oucránia]] zde 2009,<ref name="uk"/> na Rússia Alba zde 2010<ref name="by"/> i ne l Cazaquistan zde 2011.<ref name="kk"/>
== Refréncias ==
<references>
<ref name="uk">{{Citation |title=Komsomolskaya Pravda de la Oucránia |url=http://kp.ua/daily/080711/289102 |accessdate=2013-03-12 |archivedate=2011-09-08 |archiveurl=https://web.archive.org/web/20110908035730/http://kp.ua/daily/080711/289102/ }}</ref>
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</references>
== Lhigaçones sternas ==
* [http://www.1tv.ru/sprojects/si=5748 Páigina oufecial de l porgrama]
* [http://davaj-pozhenimsya.ru Sítio an l'anternete pa ls fanáticos de ''Ala a casar-nos!''] {{Webarchive|url=https://web.archive.org/web/20210923101752/http://davaj-pozhenimsya.ru/ |date=2021-09-23 }}
[[Catadorie:Rússia]]
[[Catadorie:Telbison]]
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Rádio Sibéria
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text/x-wiki
[[File:Radiosibir.gif|right|130px]]
'''Rádio Sibéria''' ''(Радио Сибирь'' an russo) ye ũa rádio de [[Tomçk]], [[Rússia]]. Eisiste zde Janeiro de 1992.<ref name="storia"/> Faç eimission de música, amboras i reclames.
== Refréncias ==
<references>
<ref name="storia">[http://radiosibir.ru/?view=radio Stória de la rádio]</ref>
</references>
== Lhigaçones sternas ==
* [http://radiosibir.ru Páigina oufecial de la rádio]
* [http://radiosibir.ru/?view=webcam Para ber ls faladores]
* [http://radiosibir.ru/index.php?view=player Para oubi-los]
[[Catadorie:Rússia]]
[[Catadorie:Rádio]]
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Parabielh
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text/x-wiki
{{coor dm|58|42|N|81|29|E}}
'''Parabielh''' ''(Парабель'' an russo) ye ua bila de la [[Rússia]], capital de la region de l miesmo nome, oblast de [[Tomçk]].<ref name="rosreestr"/> Stá an l'ourielha squierda de l riu Ob ende, donde l riu Parabielh zauga an el. La poblaçon eisite zde 1600.<ref name="storia"/>
An 2012 bibien an Parabielh 6018 pessonas.<ref name="reiestr"/>
== Refréncias ==
<references>
<ref name="rosreestr">[http://maps.rosreestr.ru Rosreestr]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}</ref>
<ref name="storia">{{Citation |title=Stória de Parabielh cunsante la Cámara Munecipal de Parabielh |url=http://parabel.tomsk.ru/history.html |accessdate=2013-03-14 |archivedate=2013-03-13 |archiveurl=https://web.archive.org/web/20130313225839/http://www.parabel.tomsk.ru/history.html }}</ref>
<ref name="reiestr">{{Citation |title=Реестр административно-территориальных единиц Томской бласти, 2012 |url=http://storage.esp.tomsk.gov.ru/files/12883/%D0%A0%D0%B5%D0%B5%D1%81%D1%82%D1%80%20%D0%B3%D0%BE%D1%80%D0%BE%D0%B4%D0%B0%20%D0%B8%20%D1%80%D0%B0%D0%B9%D0%BE%D0%BD%D1%8B%20%D0%A2%D0%9E%20%D0%BD%D0%B0%20%D0%B0%D0%B2%D0%B3%D1%83%D1%81%D1%82%202012.pdf |accessdate=2013-03-14 |archivedate=2012-10-23 |archiveurl=https://web.archive.org/web/20121023112048/http://storage.esp.tomsk.gov.ru/files/12883/%D0%A0%D0%B5%D0%B5%D1%81%D1%82%D1%80%20%D0%B3%D0%BE%D1%80%D0%BE%D0%B4%D0%B0%20%D0%B8%20%D1%80%D0%B0%D0%B9%D0%BE%D0%BD%D1%8B%20%D0%A2%D0%9E%20%D0%BD%D0%B0%20%D0%B0%D0%B2%D0%B3%D1%83%D1%81%D1%82%202012.pdf }}</ref>
</references>
== Lhigaçones sternas ==
* [http://parabel.tomsk.ru Páigina oufecial de Parabielh]
* [http://maps.vlasenko.net/?lat=58.7&lon=81.48 Parabielh] an ls mapas melitares topográficos de la Polónia, Oucránia i Rússia
[[Catadorie:Geografie de la Rússia]]
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Manuel Fernandes Vieira
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'''Manuel Fernandes Bieira''' ([[Saboeiro]], [[19 de setembre]] de [[1819]] - [[Riu de Janeiro (cidade)|Riu de Janeiro]], [[10 de júnio]] de [[1879]]) fui [[magistrado]] i [[político]] [[brasileiro]].
==Biografie==
Fui l terceiro de ls treze filhos de [[Francisco Fernandes Bieira]], baran i bisconde de l [[Icó]], i de Ana Angélica Fernandes Bieira. Antre sous armanos, stában l'ex-senador [[Miguel Fernandes Bieira]], Ana i Senhorinha Fernandes Bieira, ambas purmeira i segunda mulhiers de [[Gonçalo Batista Bieiera]], baran de [[Aquiraç]].
Formou-se, an [[1839]], [[bacharel]] an Ciéncias Jurídicas pula [[Faculdade de Dreito de Oulinda]], na mesma turma que [[Raimundo Ferreira de Araújo Lima]] i [[Teófilo Rufino Bezerra de Menezes]].
Nomeado juiç municipal de l [[Icó]], fui, an [[1852]], juiç de dreito de la comarca de [[Amarante (Piauí)|San Gonçalo de l Amarante]], ne l [[Piauí]], cargo que cunceliou, anterinamente, cula funçon de xefe de polícia. Fui remobido pa la comarca de [[Palumbar]], na [[Paraíba]], depuis recusa la remoçon para [[Arenas]], na mesma porbíncia, i perde l cargo.
Fui deputado probincial an dibersas legislaturas, eisercendo l cargo cumo suplente na legislatura de [[1856]] i deputado giral na legislatura de [[1860]]. Fui nomeado na persidéncia de l [[Baran Home de Mello]] nembro de la comisson qu'ourganizou ls perdutos pa la [[Sposiçon Ounibersal de Paris]], an 1867. Reorganizado l [[Partido Cunserbador]] na porbíncia, an 1867, fui nomeado persidente de l grémio cunserbador i eileito deputado giral nas legislaturas de 1869, 1872 i 1876.
Faleciu als 59 anhos d'eidade na anton capital federal, sendo que sous uossos fúrun trasferidos pa l [[Semitério San Juan Batista (Fortaleza)|Semitério San Juan Batista]], an [[Fortaleza]].
Era casado cun Joana Fernandes Bieira, cun quien tubo quatro filhos, antre eilhes l'ex-deputado stadual coronel [[Fonso Fernandes Bieira]] i Beatriz Fernandes Bieira Brandon, casada cun [[António Pinto Nueira Brandon]], médico, porsor i político.
==Fuontes==
*[http://www.ceara.pro.br/cearenses/Menuilustres.php?nome=Manoel+Fernandes+Bieira&ok=ok Portal de la Stória de l Ceará]{{Lhigaçon einatiba|date=October 2023 |bot=InternetArchiveBot |fix-attempted=yes }}
[[Catadorie:Naturales de Saboeiro]]
[[Catadorie:Magistrados de l Brasil]]
[[Catadorie:Deputados de l Ampério de l Brasil]]
[[Catadorie:Sepultados ne l Semitério San Juan Batista (Fortaleza)]]
[[Catadorie:Muortos an 1879]]
{{rabisco-biografie}}
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Publílio Otaciano Porfírio
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Publílio Otaciano Porfírio (an lhatin: Publelius Outatianus Porfirius) fui un poeta latino, nacido, possiblemente, ne l norte de la África. Atibo ne l seclo IV, Porfírio yá fui eidantificado cumo sendo l mesmo Publelius Outatianus que fura prefeito ourbano (an 329 i an 333) i ye, por alguns outores, ancluído antre ls poetas crestianos. Por algua rezon çconhecida, Porfírio fui banido, mas, depuis d'andereçar un panegírico al amperador Custantino, recebiu permisson para buoltar.
Binte i uito poemas an sou nome subrebibírun, de ls quales binte éran parte de l panegírico. Sue poesie ye bien trebial, mas la forma de sues obras puode ser cunsidrada cumo un eisemplo de perberson de l'angenhosidade. Alguas deilhas son quadrados (l númaro de letras an cada linha son eiguales), ciertas letras son rubricadas para formar un padron ó figura i, al mesmo tiempo, bersos speciales ó mássimas; outras repersentan bários oubjetos (ua siringe, un uorgon, un altar); outras apersentan peculiaridades speciales an cada linha (númaro de palabras ó letras) anquanto l'uitabo poema (l "bersus anacyclici") puode mesmo ser lido de trás para frente sin mudar l sentido ó la métrica. Ua cartar d'agradecimiento de l'amperador i outra de l'outor inda eisisten.
== Ligaçones sternas ==
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Daguan
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Daguan ye un çtrito de la porbinça Anhui de la [[China]]. Ten ua sobrefiç de 274 km² i ua poblaçon de 214 mil ingros (an 2020).<ref>{{citar web |url=https://www.citypopulation.de/de/china/anhui/admin/%C4%81nq%C3%ACng_sh%C3%AC/340803__d%C3%A0gu%C4%81n_q%C5%AB/ |títalo=Dàguān Qū |data= |publicado=City Population |acessodata=14 de dezembre de 2024}}</ref>
La mui cuincida xaranga Bongching Puopuo de Daguan eisiste dés ha segros, pus yá tocaba ne ls dies de l amperador Zhu Di (1402 – 1424), segundo ls anhales de la yépoca.
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Plástico
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[[Fexeiro:Plastic_household_items.jpg|dreita|miniaturadaimagem|300x300px|L plástico sirbe de matéria prima pa la fabricaçon de dibersos perdutos.]]
An química i tecnologie, ls plásticos son materiales ourgánicos poliméricos sintéticos, de cunstituiçon macromolecular, dotada de grande maleabelidade (qu'apersentan la propiadade d'adatar-se an çtintas formas), facilmente trasformable mediante l'amprego de calor i presson, i que sirbe de matéria-prima pa la fabricaçon de ls mais bariados oubjetos: basos, sacos plásticos, toalhas, ambalaiges, cortinas, bijuteries, carroceries, roupas, çapatos.
La matéria-prima de ls plásticos giralmente ye l petrólio. Este ye formado por ua cumplexa mistura de cumpuostos. Pul fato d'estes cumpuostos possuíren defrentes temperaturas d'eibuliçon, ye possible separá-los atrabeç dun porcesso coincido cumo çtilaçon ó craqueamiento.
La nafta ye fornecida a las centrales químicas i petroquímicas, adonde passa por ua série de porcessos, dando ourige als percipales monómeros, cumo, por eisemplo, la creolina.
Debide se ls plásticos an dous grupos, d'acuordo culas sues caratelísticas de fuson ó derretimiento: termoplásticos i termorrígidos.
== Stória ==
La zeignaçon "plástico" ben de l griego plassein i Eixprime la caratelística de ls materiales quanto a moldeabelidade (cámbio de forma física). Adota-se este termo para eidentificar materiales que puoden ser moldados por antremédio d'altaraçones ne las cundiçones de presson i calor, ou por reaçones químicas.
L purmeiro acuntecimiento que lhebou a la çcubierta de ls plásticos fui l zambolbimiento de l sistema de bulcanizaçon, por Charles Godyear, an 1839, adicionando alxofre a la borraixa bruta. La borraixa tornaba-se mais resistente al calor.
L segundo passo fui la criaçon de l trenitrocelulose, an 1846 por Christian Schönbein, cula adiçon de ácido sulfúrico i ácido nítrico al algodon. La nitroceluloide era altamente splosiba i passou a ser ousada cumo altarnatiba a la pólbara. Mais tarde, fui zambolbido la celuloide cula adiçon de cánfora. Esse nuobo perduto tornou-se matéria-prima na fabricaçon de filmes fotográficos, bolas de bilhar, placas dentárias i bolas de pingue-pongue.
An 1909, Lheo Baekeland criou la baquelite, purmeiro polímero rialmente sintético, podendo ser cunsidrado, antoce, l purmeiro plástico. Era resultado de la reouçon antre fenol i formaldeído. Tornou-se útele pula sue dureza, resisténcia al calor i a l'eiletricidade.
Ne la década de 30 fui criado un nuobo tipo de plástico: la poliamida, quemercialmente chamada de Nylon. Passada la Segunda Guerra Mundial fúrun criados outros, cumo l dácron, l'isopor, l poliestireno, l polietileno i l binil. Nesse priudo, ls plásticos defundírun ne l coutidiano de las pessonas de tal forma a nun ser possible ya eimaginar l mundo d'hoije sin eilhes.
== Classeficaçon ==
Puoden ser subdebididos an termoplásticos i termofixos.
* Termofixos son polímeros de cadena rameficada, pa ls quales, l "andurecimiento" (polimerizaçon ou cura) ye cunsequença dua reouçon química eirrebersible.
* Termoplásticos, bantajosos pula sue bersatelidade i facelidade d'ouso giralmente sin necidade de máquenas i eiquipamientos mui ilaborados (i financeiramente çpendiosos).
Dantre ls termofixos coincidos, çtaca-se l poliéster. Las resinas poliésteres son la familha de polímeros resultantes de la cundensaçon de ácidos carboxílicos cun glicoles, siendo classeficados cumo resinas saturadas ó ansaturadas, cunforme la cadena molecular resultante.
== Eisemplos ==
* Tereftalato de polietileno (PET): John Rex Whinfield ambentou un nuobo polímero an 1941 al cundensar etilenoglicol cun ácido tereftálico. La garrafa PET fui patenteada an 1973 por Nathaniel Wyeth. La soustança cundensada fui l tereftalato de polietileno (PET). PET ye un termoplástico que puode ser reduzido a febras (cumo l dácron) i fitas (cumo Mylar). Ye l plástico percipal de las ambalaiges para alimientos cun cierro.
* Poliestireno (Isopor): l poliestireno ye formado por moléculas de estireno. El ye capaç de formar un plástico rígido i resistente a batidas para trastes, gabinetes (para monitores de cumputador eTVs), copos i ferramientas. Quando l poliestireno ye calecido cun aire ne la mistura, forma l'isopor. L'isopor ye lhebe, moldable i un eicelente eisolante.
* Cloreto de polibinila (PVC): l PVC ye un termoplástico formado quando l cloreto de binil (CH<sub>2</sub>=CH-Cl) sufre polimerizaçon. Passada la porduçon, el queda andeble, anton ls fabricantes colocan un lhíquido plastificante para tornar-lo macio i maleable. L PBC ye mui ousado para tubulaçones i ancanamientos, por ser durable, ampossible de corrober i mais barato que tubulaçones metálicas. Inda assi, passado mui tiempo, l plastificante puode ser eiliminado naturalmente, tornando la tubulaçon andeble i quebradiça.
* Politetrafluoroetileno (Teflon): l teflon fui feito an 1938 pula DuPont, l perduto fui patenteado an 1941. Ye criado pula polimerizaçon de las moléculas de tetrafluoroetileno (CF<sub>2</sub>=CF<sub>2</sub>). L polímero ye stable, resistente a altas tempraturas i a bárias sustanças químicas cun ua faç quaije sin atreito. L teflon ye ousado ne la fita de bedaçon d'ancanamiento, ferramientas pa la cozina, canhos, rebestimientos ampermeables.
* Cloreto polibinílico (Saran): Dow fabrica rejinas Saran, que son sintetizadas pula polimerizaçon de moléculas de cloreto de binil (CH<sub>2</sub>=CCl<sub>2</sub>). L polímero puode ser ousado para fazer fitas i ambalaiges ampermeables als aromas de ls alimientos. L'ambalaige de Saran ye un plástico famoso para ambalar alimientos.
* Polietileno, LDPE e HDPE: l polímero mais quemun antre ls plásticos ye l polietileno, feito de monómeros de etileno (CH<sub>2</sub>=CH<sub>2</sub>). L purmeiro polietileno fui porduzido an 1934. Agora chamamos esse plástico polietileno de baixa densidade (LDPE) porque flutua nua mistura de álcol i auga. Ne l LDPE las fibras de polímero son antrelaçadas i ourganizadas amprecisamente, por isso el ye macio i flexible. Fui ousado pula purmeira beç para eisolar filos eilétricos, mas agora ye ousado para fitas, ambalaiges, garrafas, guantes çcartables i sacos de lhixo.
Ne la década de 50, Karl Ziegler polimerizou l'etileno ne la persença de bários metales. L polímero polietileno resultante era cumpuosto percipalmente de polímeros lhineares. Essa forma lhinear porduzia struturas mais firmes, densas i ourganizadas, i ye chamada hoije polietileno d'alta densidade (HDPE). L HDPE ye un plástico mais rígido cun punto de fuson mais alto que l LDPE, i qu'ancolhe nua mistura de álcol i auga. L HDPE ye ousado hoije percipalmente an recipientes i cundutas para auga potable.
* Polipropileno (PP): an 1954, Karl Ziegler i Giulio Natta, trabalhando andependientemente, preparórun l polipropileno zde monómeros de propileno (CH<sub>2</sub>=CHCH<sub>3</sub>) i recebírun l Prémio Nobel de Química an 1963. L polipropileno ye ousado an acabamientos de carros, ambalaiges de baterie, garrafas, tubos, filamientos i sacos de lixo.
== Propiadades de ls plásticos ==
Las propiadades de ls plásticos son defenidas percipalmente pula química ourgánica de l polímero. Tales cumo dureza, densidade i resisténça al calor, solbentes ourgánicos, oxidaçon i radiaçon ionizante. Particularmente, la maiorie de ls plásticos derreten-se cul calecimiento a alguns cientos de [[Grau Celsius|grados Celsius]].
== Poluiçon ==
An 1997, pesquisadores de l Researchers from the Sea Education Society stimórun que l [[Ouceano Atlántico|Ouceano Atlántico]] stá cuntaminado cun 580 000 nicos flutuantes de plástico por quilómetro quadrado. De acuordo cun Greenpeace, l porblema nun ye solo l plástico que flutua: 70% de l plástico afunda, cuntaminando l fondo de ls ouceanos, cun cerca de 110 pedaços de lhixo por quilómetro quadrado.
Ne l ouceano Pacífico, eisiste ua einorme ilha de plástico chamada La Grande Mancha de Lhixo de l Pacífico. Calcula-se que sue ária seia maior que la de ls stados brasileiros de [[San Poulo (stado)|São Paulo]], Rio de Janeiro, Minas Gerais i Goiás sumados. La degradaçon de l plástico ye d'anté 450 anhos. Botar ne la naturaleza material plástico cun base an poliuretano causa porblemas ambientales. Ua hipótese, inda an studo, para resolber tal problema serie l'ouso de l fungo ''Pestalotiopsis microspora'', segundo dízen capaç de alimentar-se de poliuretano.
== Prejuízos pa la salude ==
Debido a la sue ansolubelidade an auga i inércia química relatiba, plásticos puros giralmente ténen baixa toxicidade. Alguns perdutos de plástico cunténen ua bariadade d'aditibos, alguns de ls quales puoden ser tóxicos. Por eisemplo, plastificantes cumo ftalatos i adipatos son muitas bezes adicionados als plásticos andebles, cumo cloreto de polibinila, para tornar-los frexibles lo tanto cumo para uso an ambalaiges d'alimientos, brinquedos i muito mais. Traços destes cumpuostos puoden lhixebiar para fuora de l perduto. Ende la Ounion Ouropeia ten restringido l'ouso de l DEHP (di-2-etil-heixil ftalato) i outros ftalatos an alguas aplicaçones. Alguns cumpuostos de lhixebiaçon de recipientes para alimientos de poliestireno ténen sido propostos cumo anterferindo ne las funçones hormonales i son suspeitos de causar cáncaro.
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Festibal Antrecéltico de Sendin
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L '''Festibal Antrecéltico de Sendin''' ({{lang-pt|''Festival Intercéltico de Sendim''}}) ye rializado an [[Sendin]], [[Pertual]]. Este festibal ganha cuorpo anhiego ne l ampeço de agosto i bai miles de antusiastas de la cançon de fulclore.<ref>{{citar web|url=http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=30&did=95456|títalo=Festival Intercéltico de Sendim vai ter um círculo de fogo gaiteiro|publicado=Rádio Renascença|data=4 de febreiro de 2013|lhéngua=pertués}}</ref>
Yá atuórun artistas de bários paízes i ye de çtinguir la atuaçon de José Ángel Hevia.
Eisiste un spácio cumplementar, la taberna de ls celtas (''taberna dos celtas''), ne l salon de fiestas de Sendin adonde son serbidos quemidos i bebes, atuan músicos, beila-se i canta-se al sonido de las gaitas.
Alhá de ls cuncertos eisiste bárias atebidades cumo: passeatas de burros, sposiçones, animaçon de rue i ua missa celta.
L lhema de l festibal ye "L folk yá merecie un festibal assi" (''O folk já merecia um festival assim'').
{{Refréncias}}
{{Portal3|Miranda de l Douro|Pertual}}
{{Rabisco}}
[[Catadorie:Miranda de l Douro]]
[[Catadorie:Lhéngua mirandesa]]
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Aquis Originis
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[[Fexeiro:Ancient Roman thermae in Lobios, Ourense, Galicia, Spain-2.jpg|thumb|Ruínas de l ''Hipocaustum'' de Aquis Originis.]]
[[Fexeiro:Vía XVIII, A Pontenova, Lobios.jpg|thumb|Calantriç de la Bia Nuoba uns 2,5 km antes de chegar a Aquis Originis zde l sul.]]
'''''Aquis Originis''''' era ua de las onze ''mansio'' culas que cuntaba la Bia Nuoba, que era l camino que quemunicaba Bracara Augusta cun Asturica Augusta ne ls tiempos de l [[Ampério Romano]], i que cruzaba an diagonal la atual porbíncia de Ourense.<ref>{{citar web|títalo=A Vía Nova recupera o seu esplendor|url=http://historiadegalicia.gal/2016/07/via-nova-recupera-o-seu-esplendor/|publicado=Historia de Galicia|data=16 de júlio de 2016|lhéngua=galhego}}</ref> Las ''mansio'' éran houspedaries admenistradas pul stado pa l çcanso de ls biandantes que ampregában las calçadas romanas. La ''mansio'' quedaba na parróquia de Río Caldo, ne l cunceilho de Lobios, andrento de l Parque Natural de la Baixa Limia-Sierra de l Xurés.<ref>{{citar web|redadeiro=Rodríguez|purmeiro=M.|títalo=Una asociación propone declarar la Vía Nova Patrimonio de la Humanidad|url=https://www.lavozdegalicia.es/noticia/ourense/xinzo-de-limia/2016/02/17/asociacion-propone-declarar-via-nova-patrimonio-humanidad/00031455656381238656532.htm|obra=La Voz de Galicia|data=17 de febreiro de 2016|lhéngua=galhego}}</ref>
Eisiste çcutimiento subre la situaçon de la ''mansio''. Anque Antonio Rodríguez Colmenero eidentefique la ''mansio'' culs restros dua bila que queda nua beira de l riu Caldo, l arqueólogo Manuel Justo Rodríguez, que scabou l spácio de la ''villa'' romana, dantende que la Bia Nuoba nó corrie pulhi, mas si uns metros más arriba na borda de l monte.
{{Refréncias}}
== Biblografie ==
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{{Títalo an eitálico}}
{{Portal3|Galízia|Spanha}}
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[[Catadorie:Galízia]]
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[[Fexeiro:Ancient Roman thermae in Lobios, Ourense, Galicia, Spain-2.jpg|thumb|Ruínas de l ''Hipocaustum'' de Aquis Originis.]]
[[Fexeiro:Vía XVIII, A Pontenova, Lobios.jpg|thumb|Calantriç de la Bia Nuoba uns 2,5 km antes de chegar a Aquis Originis zde l sul.]]
'''''Aquis Originis''''' era ua de las onze ''mansio'' culas que cuntaba la Bia Nuoba, que era l camino que quemunicaba Bracara Augusta cun Asturica Augusta ne ls tiempos de l [[Ampério Romano]], i que cruzaba an diagonal la atual porbíncia de Ourense.<ref>{{citar web|títalo=A Vía Nova recupera o seu esplendor|url=http://historiadegalicia.gal/2016/07/via-nova-recupera-o-seu-esplendor/|publicado=Historia de Galicia|data=16 de júlio de 2016|lhéngua=galhego}}</ref> Las ''mansio'' éran houspedaries admenistradas pul stado pa l çcanso de ls biandantes que ampregában las calçadas romanas. La ''mansio'' quedaba na parróquia de Río Caldo, ne l cunceilho de Lobios, andrento de l Parque Natural de la Baixa Limia-Sierra de l Xurés.<ref>{{citar web|redadeiro=Rodríguez|purmeiro=M.|títalo=Unha asociación propone declarar la Vía Nova Patrimonio de la Humanidad|url=https://www.lavozdegalicia.es/noticia/ourense/xinzo-de-limia/2016/02/17/asociacion-propone-declarar-via-nova-patrimonio-humanidade/00031455656381238656532.htm|obra=Voz de Galicia|data=17 de febreiro de 2016|lhéngua=galhego}}</ref>
Eisiste çcutimiento subre la situaçon de la ''mansio''. Anque Antonio Rodríguez Colmenero eidentefique la ''mansio'' culs restros dua bila que queda nua beira de l riu Caldo, l arqueólogo Manuel Justo Rodríguez, que scabou l spácio de la ''villa'' romana, dantende que la Bia Nuoba nó corrie pulhi, mas si uns metros más arriba na borda de l monte.
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== Biblografie ==
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[[Catadorie:Galízia]]
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Pórtico de l Paraíso
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[[Fexeiro:Ourense, catedral, portico Paraíso 03-01.JPG|thumb|L arco central.]]
L '''Pórtico de l Paraíso''' (an galhego: ''Pórtico do Paraíso'') de la Catedral de Ourense ye l cunjunto de sculturas que dai antrada, pula portada percipal al templo. Fui custruído na purmeira metade de l seclo XIII, ne ls tiempos de l bispo Lourenzo de Ourense (1218-1248), que fui quien rematou las obras de la catedral, i an qualquiera momiento apuis de 1230. Çtaca-se la policromia que cunserba, de l seclo XVIII, i que fui restourada an 2013, anque la portada traseira percisa de quelor.
Çcoince-se quien fui l outor ó outores de l pórtico. Ángel del Castillo atrebui el a un miestre chamado de ''Juan Evangelista'':
«''Açpuis de la façada percipal... eisiste l chamado Pórtico de l Paraíso, de percípios de l seclo XIII, sendo obra, parece, de l miestre ''Juan Evangelista'', (de acuordo cula anscriçon de certa figura dun anjo, ancuntrado hai uns anhos)''.<ref>Traduçon de l oureginal an spanhol.</ref><ref>{{Citar lhibro|url=https://books.google.pt/books?redir_esc=y&id=datDAQAAIAAJ&focus=searchwithinvolume&q=%22P%C3%B3rtico+del+para%C3%ADso%22|títalo=Inventario de la riqueza monumental y artística de Galicia|purmeiro=Ángel del|redadeiro=Castillo|anho=1987|páigina=390|eiditora=Edit. de los Bibliófilos Gallegos|lhéngua=spanhol}}</ref>»
Na rialidade, esta anscriçon, "''Juan Evangelista fecit''", figura nun anjo de trumpeta hoije cunserbado ne l museu de la catedral i que nada ten que ber cul pórtico, tal cumo acradítan ls specialistas cumo Serafín Moralejo, Ramón Yzquierdo Perrín, Xosé Carlos Valle Pérez i Eduardo Carrero Santamaría, pul que yá naide apoia esta atrebuiçon.
Conde Cid eimagina la partecipaçon de dous grupos de scultores ne l porcesso de custruçon de l tímpano. De forma fundamental, ua purmeira oufecina, anté 1230, que serie quien ampeçarie las obras i sculpiu la parte anferior (bases, quelunas i ls porfetas i apóstelos); i ua segunda oufecina zde 1230, repunsable pula parte de ls arcos. Andrento desta purmeira oufecina çtínguen-se quatro manos defrentes, a julgar pul trabalho de las pieças de ls bestidos i la sensaçon de mobimiento que se cunsegue: un scultor de ls porfetas Oseias i Malaquias i ls trés apóstelos çcoincidos; outro scultor serie l outor de las státuas de Eizequiel, Habacuque, Jonas i Eizaías, i talbeç, de ls apóstelos Juan i Andrés; un terceiro scultor de ls porfetas Daniel i Jeremias i ls apóstelos Santiago i Mateus; i un redadeiro scultor serie l repunsable pulas figuras de l porfeta çcoincido i de ls apóstelos Pedro i Poulo.<ref>{{citar periódico|redadeiro=Conde Cid|purmeiro=Natalia|títalo=l=Eikón Imago|anho=2012|númaro=1|páiginas=71-104|url=http://capire.es/eikonimago/i|lhéngua=galhego|issn=2254-8718}}</ref>
Ls specialistas cuncórdan que é muito capaç que estes scultores pertencírun a la oufecina de l Miestre Mateus, ó pul menos, stában anfluenciados por el, puis reporduzírun la çposiçon de apóstelos i porfetas que este çpuso an Compostela i la técnica outelizada nas státuas-queluna i l arco menor anramado ye tamien eigual, mas inda assi i alhá de l feito de que l pórtico de Ourense seja apuis al de Santiago, la rialidade ye que l stilo de l Pórtico de l Paraíso ye más románico que l de la Glória.
Outros outores béien tamien, la anfluença de las oufecinas Amiens i [[Paris]], que chegórun anté eiqui atrabeç de la Catedral de Burgos.
{{Refréncias}}
{{Commonscat|Pórtico do Paraíso, Cathedral of Ourense}}
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[[Catadorie:Galízia]]
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[[Fexeiro:Ourense, catedral, portico Paraíso 03-01.JPG|thumb|L arco central.]]
L '''Pórtico de l Paraíso''' (an galhego: ''Pórtico do Paraíso'') de la Catedral de Ourense ye l cunjunto de sculturas que dai antrada, pula portada percipal al templo. Fui custruído na purmeira metade de l seclo XIII, ne ls tiempos de l bispo Lourenzo de Ourense (1218-1248), que fui quien rematou las obras de la catedral, i an qualquiera momiento apuis de 1230. Çtaca-se la policromia que cunserba, de l seclo XVIII, i que fui restourada an 2013, anque la portada traseira percisa de quelor.
Çcoince-se quien fui l outor ó outores de l pórtico. Ángel del Castillo atrebui el a un miestre chamado de ''Juan Evangelista'':
«''Açpuis de la façada percipal... eisiste l chamado Pórtico de l Paraíso, de percípios de l seclo XIII, sendo obra, parece, de l miestre ''Juan Evangelista'', (de acuordo cula anscriçon de certa figura dun anjo, ancuntrado hai uns anhos)''.<ref>Traduçon de l oureginal an galhego.</ref><ref>{{Citar lhibro|url=https://books.google.pt/books?redir_esc=y&id=datDAQAAIAAJ&focus=searchwithinvolume&q=%22P%C3%B3rtico+del+para%C3%ADso%22|títalo=}</ref>»
Na rialidade, esta anscriçon, "''Juan Evangelista fecit''", figura nun anjo de trumpeta hoije cunserbado ne l museu de la catedral i que nada ten que ber cul pórtico, tal cumo acradítan ls specialistas cumo Serafín Moralejo, Ramón Yzquierdo Perrín, Xosé Carlos Valle Pérez i Eduardo Carrero Santamaría, pul que yá naide apoia esta atrebuiçon.
Conde Cid eimagina la partecipaçon de dous grupos de scultores ne l porcesso de custruçon de l tímpano. De forma fundamental, ua purmeira oufecina, anté 1230, que serie quien ampeçarie las obras i sculpiu la parte anferior (bases, quelunas i ls porfetas i apóstelos); i ua segunda oufecina zde 1230, repunsable pula parte de ls arcos. Andrento desta purmeira oufecina çtínguen-se quatro manos defrentes, a julgar pul trabalho de las pieças de ls bestidos i la sensaçon de mobimiento que se cunsegue: un scultor de ls porfetas Oseias i Malaquias i ls trés apóstelos çcoincidos; outro scultor serie l outor de las státuas de Eizequiel, Habacuque, Jonas i Eizaías, i talbeç, de ls apóstelos Juan i Andrés; un terceiro scultor de ls porfetas Daniel i Jeremias i ls apóstelos Santiago i Mateus; i un redadeiro scultor serie l repunsable pulas figuras de l porfeta çcoincido i de ls apóstelos Pedro i Poulo.<ref>{{citar periódico|redadeiro=Conde Cid|purmeiro=Natalia|títalo=l=Eikón Imago|anho=2012|númaro=1|páiginas=71-104|url=http://capire.es/eikonimago/i|lhéngua=galhego|issn=2254-8718}}</ref>
Ls specialistas cuncórdan que é muito capaç que estes scultores pertencírun a la oufecina de l Miestre Mateus, ó pul menos, stában anfluenciados por el, puis reporduzírun la çposiçon de apóstelos i porfetas que este çpuso an Compostela i la técnica outelizada nas státuas-queluna i l arco menor anramado ye tamien eigual, mas inda assi i alhá de l feito de que l pórtico de Ourense seja apuis al de Santiago, la rialidade ye que l stilo de l Pórtico de l Paraíso ye más románico que l de la Glória.
Outros outores béien tamien, la anfluença de las oufecinas Amiens i [[Paris]], que chegórun anté eiqui atrabeç de la Catedral de Burgos.
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{{Commonscat|Pórtico do Paraíso, Cathedral of Ourense}}
{{Portal3|Galízia|Spanha}}
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[[Catadorie:Galízia]]
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Finnian de Clonard
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'''Finnian de Clonard''' fui un de ls purmeiros monges eirlandeses, fundador i purmeiro abade de la Abadie de Clonard, possiblemente bispo de la mesma diocese, i mestre de ls [[Doze Apóstelos de la Eirlanda|duoze Apóstelos de la Eirlanda]]. Al lado de Santo Anda de Aran, ye cunsidrado un de ls pais de l monasticismo de l [[Eirlanda]].<ref>[https://www.catholic.org/saints/saint.php?saint_id=3368 St. Finian of Clonard]</ref>
Finnian naciu nua família nobre de Leinster, sendo batizado por Santo Abon de Magheranoidhe i zde cedo puosto sob la tutoria de San Fortchern, bispo de Trin, que l'anstruiu até ls trinta anhos d'eidade, quando l moço asceta rumou pa la Ouropa cuntinental i anton Gales, adonde fui anstruído por San Dabi de Gales an Llancarfan. Passado este longo período de daprendizado, retornou pa la Eirlanda, pregando an Wexford, Wicklow i Kildare, adonde tubo cuntato cun Santa Brígida, antes de finalmente se stablecer an Clonard.
Ampeçou an Clonard ua bida ascética i solitária, até qu'an 520 fondou ouficialmente sue abadie i scuola, atraindo miles de çcípulos de todas las classes i procedéncias, sendo reconhecido por sue rigideç i sous dones pedagógicos. Educou ne l monasticismo i ambiou anquanto missionairos a tierras çtantes dibersos de sous alunos, dentre ls quales ls chamados duoze Apóstelos de la Eirlanda. Faleciu probabelmente an 12 de dezembre de 563, pula peste, i sues relíquias fúrun preserbadas an sue própia abadie, até séren çtruídas ne l seclo IX.
Finnian de Clonard ye cunsidrado santo tanto pula Eigreija Católica quanto pula Eigreija Ourtodoxa, sendo comemorado ne l die 12 de dezembre.<ref>[https://www.catholicireland.net/saintoftheday/st-finnian-d-539-abbot-of-clonard/ Dec 12 – St Finnian (d. 539) abbot of Clonard]</ref> Puls fruitos de sous ansinos, ye alcunhado "Mestre de ls Santos de la Eirlanda de Sou Tiempo". Tamien ye chamado an sou oufício litúrgico de "Bispo i Cunfessor", mas la maiorie de las fuontes l lista cumo mero abade i presbítero.
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[[Catadorie:Eirlanda]]
[[Catadorie:Santos]]
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Josèp d'Arbaud
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[[Fexeiro:Joseph d'Arbaud manadier.jpg|thumb|Retrato de Josèp d'Arbaud.]]
'''Josèp d'Arbaud''' (''Jóusè d'Arbaud'' na norma mistralenca, ''Joseph d'Arbaud'' segundo l stado cebil [[Fráncia|francés]] (Mairarga, Provença, 4 de outubre de 1874 — Ais de Provença, 2 de márcio de 1950) fui un scritor oucitano.
== Biografie ==
Josèp d'Arbaud naciu an 1874 nua propiadade familiar an Mairarga, de familha rica. L sou pai era Felip d'Arbaud i sue mai era Maria Loïsa Valèra Martin, ua poeta que screbiu bárias obras cumo ''Lis amoras de ribas'', subre la sue peixon pula oucitano. Cun dieç anhos, fui studar culs jesuítas an Avinhon i i ampeçou ls sous studos de dreito an Ais de Provença. Passado bibir cun outros scritores cumo Joaquim Gasquet, passou a bibir an Camarga, i tornou-se un ''manadièr'' (ganadeiro) cumo l sou primo Folco de Baroncelli-Javon, anhos antes. Fui sócio de la Nacion Gardiana i de l Felibritge an 1918.
La sue obra más amportante ye ''La bèstia dau Vacarés'', un remanse.
== Obras ==
* ''Lou lausié d'Arle'' /''Lo lausier d'Arle'', Paris ; Ais de Provença, Le Feu, 1918 id 1925
* ''Li rampau d'aran'' / ''Lei rampaums d'aram'', poemas de guerra, id id 1920
* ''La vesioun de l'uba'' / ''La vesion de l'ubac'', id, 1921
* ''Nouvè gardian'' / ''Novè gardian'', Ais de Provença, Le Feu, 1924
* ''La caraco'' / ''La caraca'', id 1926
* ''La bèstio dóu Vacarès'' / ''La bèstia dau Vacarès'', París, Grasset, 1924... id 1945
* ''La sauvagino'' / ''La sauvatgina'', id 1929
* ''Li cant palustre'' / ''Lei cants palustres'', poemas, id Horizons de France, 1951
* ''La coumbo'' / ''La comba'', poèma, id 1946
* ''Espelisoun de l'autounado''/ ''Espelison de l'autonada'', Selon, Baile Verd, 1951
* ''L'Antifo''/ ''L'Antifa'', Cavalhon, 1969
* ''Obro pouëtico'' / ''Òbra poetica'', id 1974
* ''Morceaux choisis'' (''Tròces causits''), cul prefácio de Carles Rostanh, Rafèla, CPM
{{Refréncias}}
* Marcela Drutel : "Jóusè d'Arbaud", ''L'Astrado/L'Astrada'', num. 6, 1969
* Glaudi Mauron : ''Joseph d'Arbaud et la critique d'art'' in Lou liame/Lo liame, nums. 70 e 71, 1978 (an francés)
* ''Marcela Drutel ''Jóusè d'Arbaud'' in La France latine, nums. 45, 46, 47, genièr-setembre de 1971
* La Nacion gardiana, num. esp. 20-24, abril-dezembre de 1943
* Y.G. Le Dantec : ''Un grand poète provençal, J. d'Arbaud'', in Revue des deux mondes, abril de 1950
* Fe, num. de març-abriu e mai de 1950
* Pèire Roqueta, in Òc, julhet de 1950
* Sulli Andrieu Pèire, in rev. [[Marsyas]], num. 284, márcio de 1951
* Lou Felibrige/Lo Felibritge (revista), num. 154, 1970-1
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[[Catadorie:Franceses]]
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Lhéngua basca
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La '''lhéngua basca''' ó l '''basco''' (''euskara'') ye la [[lhéngua]] ancestral de ls bascos, pobo qu'habita storicamente l [[Paíç Basco]], region qu'abrange ua ária de l norte de la [[Spanha]] i sudoeste de la [[Fráncia]]. Ye falada por 27% de ls bascos an todos ls territórios habitados por este grupo étnico (750.000 dun total de 2 648 998 d'habitantes). Destes, 663 035 bascofalantes biben na parte spanhola de l Paíç Basco, i 51 100 na parte francesa.
== Nomes ==
Ne l basco, l nome de la lhéngua ye, ouficialmente, ''euskara'' (juntamente cun dibersas outras formas dialetales).
An francés la lhéngua ye chamado quemumente de ''basque'' ó, mais recentemente, ''euskara''. Yá ne l spanhol eisiste ua grande bariadade de tenermos spanholes para chamar la lhéngua; atualmente, ye chamado mais quemumente de ''vasco'', ''lengua vasca'' ó ''euskera''. A palabra ''basco'' ben de l'etnónimo lhatino ''Vascones'', que por sue beç remonta al termo griego antigo ''ουασκωνους'' (ouaskōnous), etnónimo outelizado por Strabon an sue Geografie (23 d.C., lhibro III)<ref>Trask, R.L., The History of Basque Routledge: 1997 ISBN 0-415-13116-2</ref>.
L termo "''basconço''" (an [[Lhéngua pertuesa|pertués]], ''vasconço''; deribado de l lhatin ''basconĭce''<ref></ref>, adquiriu conotaçones negatibas al lhongo de ls seclos, i nun ye bien-bisto puls falantes de l basco, de maneira giral. Sou uso mais antigo fui decumentado ne l seclo XIV, quando ua lhei promulgada an Huesca decretaba que ''Item nuyl corridor nonsia usado que faga mercadería ninguna que compre nin venda entre ningunas personas, faulando en algaravia nin en abraych nin en basquenç: et qui lo fara pague por coto XXX sol'' — eissencialmente penalizando l'uso de l árabe, heibraico ó de l "basconço" cun ua multa de 30 sols franceses.
== Çtribuiçon geográfica ==
La region na qual l basco ye falado ye referida puls sous falantes cumo ''Euskal Herria'', ó seia, paíç de la lhéngua basca, abrangendo las atuales quemunidades outónomas de l Paíç Basco i Nabarra na Spanha (la region ''Hegoalde'' ó Paíç Basco de l Sul) i trés porbíncias de l departamiento francés de ls Pirenéus-Atlánticos (la region ''Iparralde'' ó Paíç Basco de l Norte).
Segundo José Miguel de Barandiaran (Fundación José Miguel de Barandiaran), l'arqueologie i la lhenguística stórica basca coincide i relaciona-se cula migraçon sazonal de ganados an busca de prados ne ls Pirenéus, na bacie de l riu Ebro, na region de la Aquitánia, fornecendo-mos la génese de ls nomes bascos nessas regiones. Baseando-se an Luis (Koldo) Michelena, un de ls mais cunceituados lhenguistas de l lhéngua basco, afirma que la lhéngua era yá falada por buolta de 6000 a.C., la sul i la lheste de la Aquitánia até a la region de la [[Catalunha]] (cumprobado cun anscriçones i nomes de lhocales). Assi, a partir de l seclo VI a.C. la cultura ando-ouropeia subrepós-se a las outras culturas pré-ando-ouropeias, stinguindo las outras lhénguas de la Ouropa, cun sceçon de l basco.
== Stória i classeficaçon ==
[[Fexeiro:Linguistic_map_Southwestern_Europe-en.gif|miniaturadaimagem|Mapa cronológico mostrando l zambolbimiento de las lhénguas de l sudoeste de la Ouropa antre las quales l basco]]
Las ouriges de l'ancestrales de ls bascos permanecen çconhecidas, assi cumo las ouriges de sue lhéngua. La maiorie de ls académicos cunsidra l basco ua lhéngua eisolada.
Anscriçones [[Lhéngua lhatina|lhatinas]] na Aquitánia preserban bárias palabras cun cognatos an proto-basco, por eisemplo l nome pessonal ''Nescato'' (''neskato'' senefica ''nina'' ó ''rapaza'' an basco moderno). Essa lhéngua perpuosta ye chamada "aquitaniano" i era presumibelmente falada antes de ls romanos lhiebáren l lhatin para oeste de ls Pirenéus. La negligéncia romana cun estas tierras çtantes permitiu al basco aquitaniano subrebibir anquanto las lhénguas eibérica i tartessiana zaparecírun. L basco adquiriu alguns bocábulos lhatinos, mas l lhatin de la region zambolbiu-se pa l gascon (un galho de l'ocitano) i pa l romance nabarro.
Supondo que las frunteiras antre las regiones de l basco i de l gascon séian mais difusas qu'antre las de l basco i de l castelhano, assume-se frequentemente que las ouriges de l basco probénen de la Aquitánia, migrando an seguida pa l sul.
La Reconquista Crestiana, partindo de las Astúrias pa l sul, probocou, por sou turno, al zambolber-se atrabeç de la region de Nabarra, amportantes sistematizaçones ne l poboamiento, na ourganizaçon político-melitar i, por bias desso, na lhéngua de ls territórios "bascongados", Álaba, Biscaia i Guipúscoa, ancluídos ne l ducado.
== Caratelísticas de la lhéngua basca ==
Este tópico çtina-se la rialçar las percipales defrenças lhenguísticas que defrencian la lhéngua basca de las lhénguas ando-ouropeias. Ls percipales aspetos que l defrencian i que dan, por bezes, la falsa sensaçon dua defícel aquesiçon por parte de daprendizes de la lhéngua cumo lhéngua segunda, son:
* L recurso de l'aglutinaçon. Eis. ''Paularen etxean'' (''Paula.ren'' = de Paula ''etxe.a.n'' = n.a casa) = Na casa de Paula, mesmo ''Paularenean'' (Na [casa] de Paula).
* Orde SOV (Sujeito-oubjeto-berbo), ambora haba algua lhibardade na queston de l'orde de las palabras. Eis. ''Aitak amari gona gorria ekarri dio'' (Pai a la mai ua saia burmeilha trouxe).
* Adjetibos an posiçon pós-nominal (sin lhibardade na posiçon de ls adjetibos cumo ne l causo de las lhénguas eibéricas).
* Outelizaçon de causo absolutibo i argatibo (anquanto que las lhénguas eibéricas outelizan l nominatibo i acusatibo)<ref name=":0">Atxaga, Bernardo (2002), «A propósito del vascuence», As línguas da Península Ibérica, Edições Colibri</ref>.
== Statuto oufecial ==
[[Fexeiro:Euskalkiak_koldo_zuazo_2008.png|miniaturadaimagem|380x380px|Çtribuiçon de ls dialetos de la lhéngua basca]]
Berifican-se atualmente cinco dialetos tradecionales (''euskalkiak''), ls quales nun se cunfunden culas debisones políticas. Un de ls purmeiros studos científicos de l basco fui feito por Louis-Lucien Bonaparte (un çcendente de [[Napoleon Bonaparte|Napoleon]]).
Ne l mapa podemos ber, cunforme Koldo Zuazo:{{legend|green|dialeto oucidental}}{{legend|red|dialeto central}}{{legend|blue|dialeto nabarro}}{{legend|orange|dialeto nabarro-lhabortano}}{{legend|yellow|dialeto suletino}}{{legend|grey|zonas spanófonas que éran bascófonas ne l seclo XIX (Conf. [[:File:Bonaparte euskalki mapa.jpg|Mapa de Luis Luciano Bonaparte]])}}Eesiste atualmente ua berson unificada de l basco chamada ''euskara batua'' ("basco unificado" an basco), que ye ousada prioritariamente na eiducaçon, na lhiteratura i ne ls meios de quemunicaçon. L'''euskara batua'' baseia-se percipalmente ne l dialeto central ó guipuscoano.
== Gramática ==
L basco ten alguas formas gramaticales ancomuns na Ouropa, cumo l chamado argatibo, que fuorça l'acréscimo dun ''-k'' al sujeito quando hai un berbo trasitibo. L berbo auxeliar tamien reflete l númaro de l'oubjeto direto, de tal forma que l berbo auxeliar puode cunter muita anformaçon (subre l sujeito, l númaro de l'oubjeto direto, se ye singular ó plural, i l'oubjeto andireto). Dentre las lhénguas ouropeias, este sistema (anflexon de l berbo auxeliar) ancontra-se solo ne l basco i an alguas lhénguas de l Cáucaso, cumo l georgiano.
Por eisemplo, na frase:
''Martinek egunkariak erosten dizkit''
que senefica "Martin cumpra ls jornales para mi", ''Martin-ek'' ye l sujeito (mais satamente, un argatibo), por esto ten la treminaçon ''-k''. ''Egunkariak'' ten ua treminaçon an ''-ak'' la qual marca l plural de l'oubjeto (plural absolutibo, para ser sato). L berbo ye ''erosten dizkit'', ne l qual ''erosten'' ye un tipo de gerúndio ("cumprando") i l'auxeliar dizkit andica:
* ''di-'' marca un berbo cuntendo tanto un oubjeto direto quanto un andireto, ne l tiempo persente;
* ''-zki-'' ye l numeral de l'oubjeto direto (neste causo ls jornales; se fusse singular nun haberie sufixo);
* ''-t'' ye la marca de l'oubjeto andireto: "para mi".
== Lhénguas pidgin d'ourige basca ==
La lhéngua basca ten dues lhénguas pidgin: pidgin basco-eislandés i pidgin-algonquino. Ambas las lhénguas ténen ua stória an quemun que remonta al seclo XVII ó até mesmo antes, quando la caça antensiba de baleias ne l golfo de la Biscaia tubo cumo cunsequéncia la stinçon de la spece. Ls pobos bascos éran coincidos debido a las sues técnicas inobadores de caça a las baleias, mas tanto ls franceses, cumo angleses i houlandeses tamien pescában al ancho de l mar Cantábrico i de l golfo de la Biscaia. Esso ouriginou la stinçon de la spece nessa zona i fizo cun que ls bascos zambolbessen técnicas i métodos para chegar als mares setentrionales la fin de caçáren baleias i pescáren bacalhau, l que, mais tarde, tornou-los pioneiros na ária. Quando un missionairo jesuíta francés, Pierre Biard, chegou a la cuosta ouriental de l [[Canadá]], mais specificamente a la Nuoba Scócia, fui surprendido por natibos que l saudórun cun palabras cumo ''adesquidex'', que seneficaba "buns amigos". Anhos mais tarde, cun un aperfundamiento ne l coincimiento de la lhéngua i de las sues ouriges, çcubriu-se qu'adesquidex ben de la palabra basca ''adiskide'', que senefica "amigo". Esto mostra ua fuorça eiquenómica de ls pescadores bascos que por eilhi passórun i criórun, spontaneamente, ua lhéngua pidgin culs natibos de las dues maiores ilhas de la cuosta ouriental de l Canadá. Inda hoije, an cierta lhocalidades de Tierra Nuoba (Newfoundland) ye possible ancontrar nomes de rues i lhocalidades d'ouriges bascas. L'outra lhéngua pidgin d'ourige basca ye la pidgin basco-eislandesa, tamien datada de la mesma época. Ye ua lhéngua criada tamien antre ls lhocales eislandeses i ls pescadores bascos que chegórun a las augas setentrionales an busca de baleias i bacalhau. Ambora esta radadeira tenga sido adatada la normas germánicas, ye claramente ua lhéngua de lhéxico eissencialmente basco<ref name=":0" />.
Tamien eisiste ua lhéngua chamada d'''erromintxela'' que ye falada por ciganos que biben ne l Paíç Basco<ref>Agirrezabal, Lore. [https://www.argia.eus/argia-astekaria/1913/erromintxela-euskal-ijitoen-hizkera Erromintxela, euskal ijitoen hizkera] (an basco)</ref>.
== Amostra de texto ==
{| class="wikitable"
|+
!Basco
!Mirandés
!Pertués
|-
|Gure Aita, Zeruetan zaudena,
santu izan bedi zure izena.
Etor bedi zure erreinua.
Egin bedi zure nahia
zeruan bezala lurrean ere.
Emaguzu gaur egun honetako ogia.
Barkatu gure zorrak
geuk ere gure zordunei barkatzen diegun bezala.
Eta ez gu tentaldira eraman
baina atera gaitzazu gaitzetik.
|Pai nuosso, que stais ne l cielo,
santeficado seia l buosso nome,
benga l buosso reino,
faga-se la buossa buntade,
tanto ne l cielo cumo na tierra.
Dai-mos hoije l pan pa l nuosso sustento
i perdonai-mos las nuossas díbedas,
assi cumo nós tamien le perdonamos als nuossos debedores;
i nun mos déixedes lhebar pula tentacion,
mas lhibrai-mos de l Mal.
|Pai Nosso que estais nos Céus,
santificado seja o vosso Nome,
venha a nós o vosso Reino,
seja feita a vossa vontade
assim na terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje,
perdoai-nos as nossas ofensas assim
como nós perdoamos a quem nos tem ofendido,
e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do Mal.
|}
== Refréncias ==
<references />
[[Catadorie:Lhénguas de la Spanha]]
[[Catadorie:Lhénguas eisoladas]]
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Paízes Baixos
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108296
102574
2026-08-31T12:01:53Z
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wikitext
text/x-wiki
{| border=1 align=right cellpadding=4 cellspacing=0 width=300 style="margin: 0 0 1em 1em; background: #f9f9f9; border: 1px #aaa solid; border-collapse: collapse; font-size: 95%;"
|+<big>'''Paízes Baixos'''</big>
|-
| style="background:#efefef;" align="center" colspan=2 |
{| border="0" cellpadding="2" cellspacing="0"
|-
| align="center" width="140px" |[[Fexeiro:Flag of the Netherlands.svg|left|150px]]
| align="center" width="140px" |[[Fexeiro:State coat of arms of the Netherlands.svg|left|120px]]
|}
|-
| align="center" colspan=2 |[[Fexeiro:EU-Netherlands.svg|left|290px]]
|-
| '''Lhéngua oufecial''' || [[Lhéngua nerlandesa|Nerlandés]]
|-
| '''Capital''' || [[Amsterdam]]
|-
| '''Ária'''<br />
| 41 543nbsp;km²<br />
|-
| '''Populaçon'''<br /> - Total:<br /> - Densidade:
| <br />17 302 116 <br />415,16 ab./km²
|-
| '''Moneda''' <br />
| [[Ouro (moneda)|Ouro]]
|-
|align="center" colspan=2 | Hino nacional:Het Wilhelmus
|-
|}
'''Paízes Baixos''' ye un paíç localizado na [[Ouropa]]. La sue capital ye [[Amsterdam]]
{{Paízes de la Ouropa}}
[[Catadorie:Paízes de la Ouropa]]
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Andaluzia
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text/x-wiki
'''Andaluzia''' ye ua quemunidade outónoma spanhola situada al sul de la [[Península Eibérica]]. Sue capital ye [[Sebilha]]. Stá debedida an uito porbíncias, Sebilha, Huelva, Cadiz, Córdoba, Jaén, Almería i Granada.
[[Catadorie:Quemunidades outónomas de Spanha]]
[[Fexeiro:Flag_of_Andalucía.svg|miniaturadaimagem|alt=Bandeira|Bandeira]]
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Quirguiston
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text/x-wiki
Quirguiston ó Quirguiziston (an [[Lhéngua quirguiza|quirguiç]]:.Кыргызстан) ye un paíç de la [[Ásia Central]], antegrante de la bielha [[Ounion Sobiética|Ounion Sobiética.]] Ten frunteira cun l [[Cazaquiston]], oueste cun l [[Uzbequiston|Ouzbequsiton]] a sul al [[Tadjiquiston|Tajiquiston]].
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text/x-wiki
Quirguiston ó Quirguiziston (an [[Lhéngua quirguiza|quirguiç]]:.Кыргызстан) ye un paíç de la [[Ásia Central]], antegrante de la bielha [[Ounion Sobiética|Ounion Sobiética.]] Ten frunteira cun l [[Cazaquiston]], oeste cun l [[Uzbequiston|Ouzbequsiton]] a sul al [[Tadjiquiston|Tajiquiston]].
[[Fexeiro:Flag_of_Kyrgyzstan.svg|miniaturadaimagem|alt=Bandeira|Bandeira]]
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<references />
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