Wikisource ptwikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.2 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikisource Wikisource Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão Portal Portal Discussão Autor Autor Discussão Galeria Galeria Discussão Página Página Discussão Em Tradução Discussão Em Tradução Anexo Anexo Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Página:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf/45 106 184925 552505 552467 2026-05-16T13:58:19Z Erick Soares3 19404 552505 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{lh}}{{cabeçalho|''NARIZINHO ARREBITADO''|&nbsp;|''41''}}{{lh}}{{lh}}</noinclude>{{Imagem float-p |file=A Menina do Narizinho Arrebitado (pag 41. crop).png |align=right |width=200px |padt=2em }} Nem bem o principe ouviu aquillo e já voltou correndo para o seu quarto. Entreabriu a janella por onde os trahidores haviam de entrar e collocou em baixo uma gaiola de alçapão, de modo que quem pulasse para dentro cahiria prisioneiro. E ficou esperando. D'ahi ha pouco ouviu vozes abafadas do lado de fóra e logo em seguida tres cabeças que assomavam á janella, muito resabiadas. Os conspiraores pararam um momento á escuta. Depois, certos de que o principe dormia bem a dormir, saltaram para dentro e... cahiram presos na gaiola! O principe incotinente agarrou um cadeado e trancou bem trancadinha a porta da gaiola. Os grillos, de tão assombrados, estavam de bocca aberta sem poder falar. O principe não disse nada. Sahiu do quarto e foi acordar um grillo fiel, dizendo-lhe: — Vá procurar o capitão da guarda e diga-lhe baixinho ao ouvido: — "Os tres emissarios te mandam dizer que o "negocio" está feito, mas que precisam da tua presença no quarto do principe". Diga isso baixinho e suma-se ! O grillo recadeiro lá foi em procura do capitão e encontrou-o rondando o carcere do monstro. Approximou-se e repetiu-lhe no ouvido o recado. O capitão quiz perguntar mais coisas, mas quando abriu a bocca já o mensageiro tinha sumido. {{nop}}<noinclude></noinclude> bscp0zyv4vw1ptoonlk49doigx4iidb Página:A Estrella do Sul.pdf/38 106 216973 552514 480367 2026-05-16T14:09:09Z Erick Soares3 19404 552514 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{left|32}} {{c|VIAGENS MARAVILHOSAS}} {{rule|40em}}</noinclude>{{c|{{larger|'''CAPITULO III'''}}}} {{c|{{smaller|'''MEIA DOSE DE SCIENCIA, ENSINADA POR AMISADE'''}}}} Devemos apressar-nos a dizer, em honra do joven engenheiro. que elle não tinha ido ao Griqualand para passar o tempo n'aquella atmosphera de rapacidade, bebedeira e fumo de tabaco. Estava encarregado de fazer levantamentos topographicos e geologicos em certas porções do paiz, de colher amostras das rochas e dos terrenos diamantiferos, e de proceder nos proprios terrenos a analyses delicadas. Devia, pois, ser o seu primeiro cuidado arranjar uma habitação socegada, onde podesse montar o laboratorio, e que por assim dizer servisse de centro das suas explorações atravez de todo o districto mineiro. O monticulo em que estava edificada a granja Watkins, attrahiu logo a attenção do engenheiro como um posto que podia ser particularmente favoravel aos seus trabalhos. Cypriano estaria ali bastante afastado do acampamento dos mineiros para que esta ruidosa vizinhança não o incommodasse muito, e ao mesmo tempo a cerca de uma hora de caminho dos Kopjes mais distantes, porque o districto diamantifero não tem mais de dez a doze kilometros de circumferencia. Succedeu, pois, que escolher uma das casas abandonadas por John Watkins, contratar o aluguer e estabelecer-se n'ella, tudo foi para o joven engenheiro negocio de seis horas. E demais o fazendeiro mostrou-se rasoavel. Realmente aborrecia-se muito na solidão em que vivia, e viu com verdadeira satisfação installar-se perto {{PT||d'elle um rapaz que sem duvida lhe proporcionaria alguma distracção.}} {{nop}}<noinclude></noinclude> c8j4m2vvt6pkazfkeipv3z5y7npvszx Página:A Estrella do Sul.pdf/53 106 217013 552515 532310 2026-05-16T14:09:56Z Erick Soares3 19404 552515 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|A ESTRELLA DO SUL}} {{right|47}} {{rule|40em}}</noinclude>radores e armarios. Pozera mãos á obra com ardor, e trabalhava activamente haveria uma ou duas horas, quando pela janella aberta, atravez da atmosphera matutina, lhe chegou aos ouvidos uma voz fresca e pura que saia do eirado como um canto de cotovia. Essa voz applicava-se a uma das mais encantadoras melodias de Moore : <poem> ''It is the last rose of summer,'' ::''Left blooming alone ;'' ''All her lovely companions'' ::Are faded and gone'', etc. </poem> «É a ultima rosa do verão,—deixada só em flor;—todas as amaveis companheiras—estão murchas e mortas.» Cypriano correu á janella e viu Alice que se encaminhava para o cercado dos abestruzes com o avental cheio de goloseimas de que elles gostavam. Era ella que cantava ao nascer do sol. <poem> ''I will not leave thee, thou lone one !'' ::''To pine on the stem,'' ''Since the lovely are sleeping,'' ::''Go sleep with them...'' </poem> «Não te deixarei abandonada,—penar na tua haste.—Já que as outras formosas estão dormindo, — vae dormir com ellas. » Nunca o joven engenheiro se julgára particularmente sensivel á poesia, e comtudo aquella penetrou-o profundamente. Ficou ao pé da janella, com a respiração suspensa, a escutar ou antes a beber aquellas dulcissimas palavras. Parou o canto. ''Miss'' Wakins distribuia a comida aos abes{{PT||truzes, e fazia gosto vel-os estender os compridos pescoços e os bicos desastradas para a mãosinha brincalhona de sua do{{PT||na. Depois, quando acabou a distribuição, a ingleza voltou cantando sempre :}}}} {{nop}}<noinclude></noinclude> 4oresr7fz1jin74gt54xiwejk99o0dq Página:A Estrella do Sul.pdf/69 106 217050 552516 532313 2026-05-16T14:10:40Z Erick Soares3 19404 552516 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|A ESTRELLA DO SUL}} {{right|63}} {{rule|40em}}</noinclude>queria dar, desenhando a giz na ''ganga'' as facetas projectadas. Depois collocava successivamente cada uma d'essas faces em contacto com um outro diamante, e submettia-os a prolongada fricção um contra o outro. As duas pedras gastavam-se mutuamente e pouco a pouco ía-se formando a faceta. Por este modo Jacobus Vandergaart conseguia dar á gemma uma das formas hoje consagradas pelo uso, e que todas se incluem nas tres grandes divisões seguintes: o ''brilhante duplo'', o ''brilhante simples'' e o ''brilhante rosa''. O brilhante duplo compõe-se de sessenta e quatro facetas, alem de duas faces mas largas, a maior das quaes se chama a ''mesa'' e a outra a ''culatra''. O brilhante simples figura apenas a metade de um brilhante duplo. O brilhante rosa tem a parte inferior plana e a superior apresenta uma pyramide de vertice para cima com facetas. Por excepção rarissima apparecia de vez em quando para lapidar uma ''briolette'', isto é, um diamante sem superficie plana inferior nem superior, apresentando a forma de uma pequena pera. Na India costuma fazer-se um furo na extremidade mais delgada das ''briolettes'' para lhe metter um cordão. Pelo que diz respeito às ''pendelocques'' que o velho artista com mais frequencia tinha occasião de lapidar, são ellas meias-peras com mesa e culatra carregadas de facetas na parte anterior. Depois de lapidado o diamante, restava polil-o para que o trabalho ficasse concluido. Essa operação effectua-se empregando uma ''mó'', especie de disco de aço, de cerca de vinte e oito centimetros de diametro, assente na mesa, e que pela acção de uma roda grande e de uma manivela gira sobre um eixo á rasão de duas ou tres mil revoluções por minuto. De encontro a este disco humedecido com oleo e salpicado com pó, proveniente {{PT||dos diamantes precedentemente lapidados, Jacobus Wandergaart comprimia uma apoz outra as faces da pedra até ella s {{PT||adquirirem um perfeito polido. Á manivella dava umas vezes um rapazito hottentote contratado aos dias, quando era neces{{PT||saria, outras um amigo como Cypriano, que nunca se recusava a prestar-lhe esse serviço por mera cortezia.}}}}}} {{nop}}<noinclude></noinclude> 3yqtclxi8vs0dnjrjljzk0pjoqlw0os Página:A Estrella do Sul.pdf/85 106 217088 552517 532317 2026-05-16T14:11:34Z Erick Soares3 19404 552517 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|A ESTRELLA DO SUL}} {{right|79}} {{rule|40em}}</noinclude>o acaso guiava a picareta na exploração dos ''claims'' de Vandergaart-Kopje! Era isto que Cypriano ía vendo cada dia mais claramente, e perguntava se devia ou não continuar com um officio tão pouco remunerador, quando uma circumstancia casual veiu modificar o seu genero de trabalho. Certa manhã deu de cara com uns doze cafres que vinham procurar occupação ao acampamento. Aquella pobre gente vinha das longiquas montanhas que separam a Cafraria propriamente dita do paiz dos bazutos. Tinham andado mais de cento e cincoenta leguas a pé ao longo do rio Orange, caminhando a um de fundo, vivendo do que encontravam pelo caminho, isto é, de raizes, de fructos silvestres e de gafanhotos. Mettia medo a magreza d'elles ; pareciam mais esqueletos do que seres vivos. Com as pernas escanifradas, os compridos troncos nus, a pelle enrugada parecendo cobrir um arcabouço vasio, com as costellas salientes e as faces encovadas, tinham mais cara de quem quer devorar um bife de carne humana do que de quem vem dar dias de bom e productivo trabalho. Por isso ninguem se mostrava disposto a contratal-os, e elles para ali estavam acocorados á beira do caminho, indecisos, tristes, embrutecidos pela miseria. Cypriano commoveu-se muito ao vel-os. Fez-lhe signal que esperassem, voltou ao hotel onde costumava comer, e mandou arranjar um enorme caldeiro de farinha de milho desfeita em agua a ferver, dando ordem para a levarem aos pobres diabos juntamente com algumas latas de carne de conserva e duas garrafas de rhum. Depois entregou-se ao prazer do os ver devorar este festim sem precedentes para elles. Na verdade pareciam naufragos, salvos n'uma jangada ao cabo de quinze dias de jejum e angustias! Comiam tanto que {{PT||em menos de um quarto de hora corriam risco de rebentar como um obuz! Para attender à sua saude foi preciso pôr ter{{PT||mo aquellas agapes, sob pena de ver todos os convivas destruidos por uma suffocação geral !}}}} {{nop}}<noinclude></noinclude> qgtxugwxady1rijqvdnhekk577kargm Página:A Estrella do Sul.pdf/94 106 217110 552518 532320 2026-05-16T14:12:03Z Erick Soares3 19404 552518 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{left|88}} {{c|VIAGENS MARAVILHOSAS}} {{rule|40em}}</noinclude>rio !... Aposto que temos alguma partida do Pantalacci? O china abaixou a cabeça. — Queria cortar-me o rabicho, disse elle diminuindo o tom da voz, e tenho a certeza que o fazia d'aqui a um ou dois dias ! No mesmo instante Li viu o famoso rabicho na mão de Cypriano e verificou que estava consummada a desgraça que elle receiava mais que tudo. — Oh! senhor!... O quê!... Pois o senhor... cortou-m'o!... exclamou elle com voz dilacerante. — Assim foi preciso para o despendurar, meu amigo! respondeu Cypriano. Mas, que diabo! esteja descansado que nem por isso fica a valer menos n'esta terra!... O china parecia tão afflicto com aquella amputação, que Cypriano, receioso de que elle procurasse novo processo de suicidio, resolveu-se a voltar á sua cabana levando-o comsigo. Li seguiu-o com docilidade, sentou-se á mesa junto do seu salvador, ouviu as reprehensões, prometteu que não renovava as suas tentativas, e, sob a influencia de uma chavena de chá a ferver, deu mesmo algumas informações vagas a respeito da sua biographia. Li, que nascêra em Cantão, tinha sido educado para o commercio em uma casa ingleza. Depois passára a Ceylão, d'ahi á Australia e finalmente á Africa. Em nenhuma parte lhe tinha sorrido a fortuna. O officio de lavadeiro no districto mineiro não lhe rendia mais do que outros vinte officios que tinha experimentado. Mas a sua alma damnada era Annibal Pantalacci. Este homem tornava-lhe a existencia insupportavel; se não fosse elle talvez se tivesse resignado com aquella vida precaria no Griqualand! N'uma palavra, queria dar cabo do canastro para escapar ás perseguições de Pantalacci. Cypriano animou o pobre rapaz, prometteu-lhe que o havia {{PT||de proteger contra o napolitano, deu-lhe a lavar toda a roupa branca que poude arranjar, e mandou-o embora não só conso{{PT||lado mas radicalmente curado da superstição a respeito do seu appendice capillar.}}}} {{nop}}<noinclude></noinclude> hmev3z5kx0s33chwbyphqgof4cn98qx Página:A Estrella do Sul.pdf/117 106 217170 552519 532345 2026-05-16T14:12:52Z Erick Soares3 19404 552519 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|A ESTRELLA DO SUL}} {{right|111}} {{rule|40em}}</noinclude>crystallisação do carbonio já estaria feita, se é que ella se podia realisar em taes condições, e por isso resolveu levantar a camada de terra que envolvia o fornilho. l'oi preciso dar-lhe a valer com a picareta, porque o barro tinha endurecido como se tivesse estado n'um forno de fazer tijolos. Mas a final cedeu aos esforços de Matakit, e bem depressa deixou ver primeiro a parte superior do fornilho — que se chama o capitel, — e depois o proprio fornilho. O coração do joven engenheiro batia cento e vinte pulsações por minuto no momento em que o moço cafre, auxiliado por Li e Bardik, levantava o capitel. Elle, que pertencia ao numero dos que duvidam sempre de si mesmo, não acreditava que a experiencia tivesse dado bom resultado ! Mas, em summa, era possivel ! E que alegria se tal fosse ! N'aquelle grosso cylindro negro, que elle novamente via depois de tantas semanas de expectativa, achavam-se encerradas todas as suas esperanças de felicidade, de gloria e de fortuna! Ó miseria !... A peça tinha rebentado ! Sim! A formidavel pressão do vapor de agua e do gaz dos pantanos, levados a uma temperatura das mais elevadas, nem o proprio aço tinha podido resistir. O tubo, apesar de ter cinco centimetros de espessura, rebentára como um simples provete. Apresentava n'um dos lados, quasi ao meio, uma rachadella aberta como uma grande bôca, torcida pelas chammas, e que parecia escarnecer com riso mau da cara do sabio confundido. Já era ter azar ! Tantos trabalhos para chegar àquelle resultado negativo ! Na verdade Cypriano não sentiria tanta humilhação se, graças a precauções bem tomadas, o apparelho tivesse supportado a prova do fogo ! Que no cylindro não houvesse sombra de carbonio crystallisado, estava elle preparado {{PT||e mais que preparado para tal desillusão! Mas ter aquecido, arrefecido, amimado, digamos assim, durante um mez aquelle {{PT||velho cylindro de aço para a final só servir para deitar ao refugo, era o cumulo do azar! De bom grado o teria atirado com {{PT||um pontapé para o fundo da encosta, se o tubo não fosse bastante pesado para se não deixar tratar com tanta sem-ceremonia!}}}}}} {{nop}}<noinclude></noinclude> lm2biy194kkrmbvhnobn47kblccn7yd Página:A Estrella do Sul.pdf/126 106 217200 552520 480836 2026-05-16T14:13:30Z Erick Soares3 19404 552520 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{left|120}} {{c|VIAGENS MARAVILHOSAS}} {{rule|40em}}</noinclude>[[File:'The Vanished Diamond' by Léon Benett 27.jpg|center|400px|thumb|{{c|Uma curiosidade de chimico (pag. 114).}}]] ''Miss'' Watkins levantára-se toda pallida. — Fusilar-me porque resolvi um problema de chimica for{{PT||mulado ha cincoenta annos ? respondeu o joven engenheiro encolhendo os hombros. Na verdade seria um tanto forte!}} {{nop}}<noinclude></noinclude> s6d8kyjl0w4978y5xmjxioko356fji2 Página:A Estrella do Sul.pdf/133 106 217223 552521 480392 2026-05-16T14:14:09Z Erick Soares3 19404 552521 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|A ESTRELLA DO SUL}} {{right|127}} {{rule|40em}}</noinclude>mentos e a pedra, e que me vá esconder em algum sitio onde não seja conhecido, - Em Bloemfontein ou em Hope-Town, por exemplo. Alugo um quarto modesto, fecho-me para trabalhar com o maior segredo, e só voltarei depois de ter acabado a obra. Talvez assim consiga fazer com que os malfeitores me percam o rasto!... Mas, repito, quasi me envergonho de suggerir este plano... — Que me parece muito rasoavel, respondeu Cypriano, e tanto que lhe peço encarecidamente que o ponha em pratica! — Mas olhe que leva tempo, que preciso pelo menos de um mez, e que podem acontecer muitos accidentes no caminho! — Não importa, senhor Vandergaart, uma vez que o senhor pensa que é este o melhor partido a tomar. E no fim de contas, se se perdesse o diamante, não era grande o mal! Jacobus Vandergaart olhou para o joven com uma especie de medo. — Não perderia elle o juizo com um tal lance de fortuna ? perguntava a si mesmo. Cypriano comprehendeu-lhe o pensamento e poz-se a sorrir, Explicou-lhe por tanto d'onde provinha o diamante e como d'ali por diante podia fabricar outros e tantos quantos lhe desse na vontade. Mas o velho lapidario, ou porque não desse muito credito aquella narrativa, ou porque tivesse um motivo especial para não querer ficar sósinho n'aquella cabana isolada em convivio com uma pedra de cincoenta milhões, o certo é que insistiu por partir immediatamente. E por isso, depois de ter mettido n'um sacco velho de couro os instrumentos e algum fato, Jacobus Vandergaart pendurou na porta uma ardosia em que escrevêra: ''Ausente por causa de negocios'', guardou a chave na algibeira das calças e o diamante no colete, e poz-se a caminho. Cypriano acompanhou-o durante duas ou tres milhas pela {{PT||estrada de Bloemfontein, e só o deixou depois de elle insistir muito.}} {{nop}}<noinclude></noinclude> prvhmlfmjdbdd6cnrwce0kr7p5k87u3 Página:A Estrella do Sul.pdf/141 106 217244 552522 532349 2026-05-16T14:14:34Z Erick Soares3 19404 552522 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|A ESTRELLA DO SUL}} {{right|135}} {{rule|40em}}</noinclude>esse velho doido? exclamou John Watkins verdadeiramente furioso. Mas isso é demencia, senhor! É demencia! — Ora! respondeu Cypriano, que quer o senhor que Jacobus ou outro qualquer faça de um diamante cujo valor, para quem não sabe a sua origem, é pelo menos de cincoenta milhões? Cuida o senhor que seja facil vendel-o em segredo? Este argumento parece que convenceu ''mister'' Watkins. De certo, não devia ser facil desfazer-se uma pessoa de um diamante de tal preço. Comtudo o fazendeiro não estava socegado, e daria muito, sim... muito!... para que o imprudente Cypriano o não tivesse confiado do velho lapidario... ou pelo menos para que o velho lapidario já tivesse voltado ao Griquaand com a preciosa gemma! Mas Jacobus Vandergaart tinha pedido um mez, e, por mais impaciente que estivesse John Watkins, era preciso esperar. Escusado será dizer que nos dias seguintes os seus commensaes habituaes, Annibal Pantalacci, ''herr'' Frudel, o judeu Nathan, não se privavam de cortar na casaca do honrado lapidario. Muitas vezes fallavam d'elle na ausencia de Cypriano, e sempre para fazer notar a John Walkins que o tempo ía correndo e que Jacobus Vandergaart não apparecia. — E para que havia elle de voltar ao Griqualand, dizia Friedel, se lhe é tão facil guardar aquelle diamante de tamanho valor, e que em nada mostra por agora a sua natureza artificial? — Porque não achava quem o comprasse! respondia ''mister'' Watkins, reproduzindo o argumento do joven engenheiro, não obstante não estar muito descansado com elle. — Ora! boa rasão! dizia d'ali Nathan. — Está claro! boa rasão! acrescentava Annibal Pantalacci ; creia isto, o velho crocodilo já está bem longe a esta hora! Não ha nada mais facil, principalmente para elle, do que des{{PT||figurar a pedra e fazer com que ninguem a conheça ! Nem o senhor sabe de que côr ella é! Quem o impede de a cortar em {{PT||quatro ou cinco bocados, e clivar cada um d'elles, fazendo outros tantos diamantes ainda muito aproveitaveis!}}}} {{nop}}<noinclude></noinclude> 4ew5f4skw0d5ztgucf27cbejojddnzo Página:A Estrella do Sul.pdf/150 106 217279 552523 532352 2026-05-16T14:15:27Z Erick Soares3 19404 552523 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{left|144}} {{c|VIAGENS MARAVILHOSAS}} {{rule|40em}}</noinclude>ropa e à Asia primeiro, e depois ás duas Americas e á Oceania. Appareceram photographos a solicitar a honra de tirar o retrato ao maravilhoso diamante. Vieram desenhadores especiaes em nome dos jornaes illustrados para reproduzir a imagem d'elle. Finalmente foi um acontecimento para o mundo inteiro. Formou-se uma lenda. Começaram a circular entre os mineiros historias phantasticas a respeito de propriedades mysteriosas attribuidas á gemma. Dizia-se em voz baixa que uma pedra negra por força havia de ter ''mau olhado!'' Havia pessoas cheias de experiencia que abanavam a cabeça, dizendo que antes queriam ver aquella pedra do diabo em casa de Watkins do que na sua. N'uma palavra, os ditos malevolos e até as calumnias, que são inherentes á celebridade, não faltaram á ''Estrella do Sul'', — a qual, como era natural, nada se importou com isso, e continuou, como diz o poeta, a esparzir {{dhr}} <poem> Torrentes de raios luminosos Sobre os seus obscuros detractores! </poem> {{dhr}} Mas não acontecia o mesmo a John Watkins, que andava desesperado com aquelles mexericos. Parecia-lhe que faziam diminuir alguma cousa o valor da pedra, e sentia-se tanto com elles como se fossem offensas pessoaes. Desde que até o gvernador da colonia, os officiaes das guarnições vizinhas, os magistrados, os funccionarios, n'uma palavra todos os corpos constituidos, tinham vindo prestar homenagem á sua joia, pareciam-lhe quasi um sacrilegio os livres commentarios que alguem se atrevia a fazer ácerca d'ella. De modo que para reagir contra aquellas tolices, e tambem para satisfazer o seu gosto pela comezana, resolveu dar um {{PT||grande banquete em honra do querido diamante, que elle estava muito resolvido a converter em especies amoedadas, — {{PT||dissesse Cypriano o que dissesse, — ainda que Alice tivesse o desejo de o conservar sob a forma de gemma.}}}} {{nop}}<noinclude></noinclude> izpkajtx4yop7rqgyzac67hdrcatjp1 Página:A Estrella do Sul.pdf/205 106 217488 552524 480397 2026-05-16T14:16:44Z Erick Soares3 19404 552524 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|A ESTRELLA DO SUL}} {{right|199}} {{rule|40em}}</noinclude>Discutiu-se o caso. Em summa decidiu-se levantar o acampamento ao primeiro alvor da madrugada, e ir tentar fortuna para o lado do valle onde se acabava de descobrir elephantes. Depois d'isto assim combinado, em pouco tempo deram conta do jantar, e em seguida retiraram-se para debaixo da cobertura do carrão, excepto James Hilton, a quem pertencia a vigia d'aquella noite, e que por isso ficou ao pé da fogueira. Haveria duas horas que estava só, e começava já a ceder á modorra, quando se sentiu levemente empurrado por um cotovello. Abriu os olhos. Annibal Pantalacci estava sentado junto d'elle. — Não posso dormir, e parece-me que era melhor vir fazer-lhe companhia, disse o napolitano. — O senhor é muito amavel, mas cá por mim não desgostava de dormir agora algumas horas! respondeu James Hilton estiraçando os braços. Se o senhor quer, podemos combinar a cousa perfeitamente: eu vou para o seu logar no carrão e o senhor fica aqui no meu! — Não!... Deixe-se estar, porque tenho que lhe fallar! redarguiu Annibal Pantalacci com voz surda. Olhou em roda para verificar se estavam sós, e continuou: — O senhor já caçou elephantes? — Já, respondeu James Hilton, duas vezes. — Então sabe que é uma caça perigosa! O elephante é tão intelligivel, tão fino, tem armas tão valentes! Raras vezes o homem fica vencedor na lucta contra elle. — Ora adeus! Isso é para os desastrados! respondeu James Hilton. Mas com uma carabina com bala explosiva não ha muito que receiar. — É isso mesmo o que eu pensava. replicou o napolitano. Mas não obstante, póde haver accidentes!... Ora imagine que {{PT||acontecia amanhã um desastre ao Frenchman ; era uma verdadeira desgraça para a sciencia !}} {{nop}}<noinclude></noinclude> oecxkapkvbbufo0sic8te06pzxwun23 Página:A Estrella do Sul.pdf/214 106 217497 552525 532367 2026-05-16T14:17:19Z Erick Soares3 19404 552525 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{left|208}} {{c|VIAGENS MARAVILHOSAS}} {{rule|40em}}</noinclude><section begin="Capitulo15"/>disse sentenciosamente o china abanando a cabeça. Os elephantes nunca deixam de o fazer, quando se offerece occasião. Tal foi a oração funebre por James Hilton. O joven engenheiro, ainda impressionado com a traição de que estivera a ponto de ser victima, não podia deixar de ver n'aquelle facto o justo castigo de um d'esses miseraveis que assim tinham querido entregal-o sem defeza á raiva de um animal temivel. O napolitano esse, quaesquer que fossem os seus pensamentos, julgava conveniente não os manifestar. N'este meio tempo o china tinha-se posto a abrir com a faca de matto, por baixo da relva do prado, uma cova, em que, auxiliado por Cypriano, depositou d'ahi a pouco os restos informes do seu inimigo. Tudo isto tinha levado seu tempo, e já o sol ia bastante alto sobre o horizonte quando os tres caçadores voltaram para o acampamento. Ao chegar ahi qual foi a sua inquietação!?... Bardik já lá não estava! <section end="Capitulo15"/> <section begin="Capitulo16"/>{{c|{{larger|'''CAPITULO XVI'''}}}} {{c|{{smaller|TRAIÇÃO}}}} Que tinha pois acontecido no acampamento durante a ausencia de Cypriano e dos seus dois companheiros? Difficil seria dizel-o emquanto o joven cafre não apparecesse. Pozeram-se portanto a esperar por Bardik, chamaram-n'o, procuraram-n'o por todos os lados. Não foi possivel desco{{PT||brir o menor vestígio d'elle. O almoço, que elle começara a preparar, estava junto da fogueira apagada e parecia indicar que {{PT||o cafre não tinha desapparecido mais que duas ou tres horas antes.}}}} {{nop}}<section end="Capitulo16"/><noinclude></noinclude> df2265r15zlalxlmejeu8oxow3m71gf Página:A Estrella do Sul.pdf/221 106 217525 552526 480399 2026-05-16T14:17:43Z Erick Soares3 19404 552526 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|A ESTRELLA DO SUL}} {{right|215}} {{rule|40em}}</noinclude>da fogueira convenientemente preparada para se conservar accesa toda a noite, encostaram as cabeças ás sellas, e prepararam-se para dormir. Convinha estar a pé antes do romper o dia para devorar o caminho e alcançar Matakit. Cypriano e o china bem depressa adormeceram profundamente, o que não era talvez muito prudente. Mas não acontecia o mesmo ao napolitano. Durante duas ou tres horas agitou-se debaixo da manta, como se o perseguisse alguma idéa fixa. Novamente se assenhoreava d'elle uma tentação criminosa. Finalmente, não podendo resistir-lhe por mais tempo, levantou-se com o maior silencio, foi ao sitio onde estavam os cavallos e sellou o d'elle; depois soltou o ''Templar'' e o cavallo do china e levou-os pelos bridões. O terreno estava atapetado de herva miuda, que abafava completamente o ruido dos passos dos tres animaes, e estes, estremunhados por terem sido acordados tão subitamente, deixaram-se levar com estupida resignação. Annibal Pantalacci conduziu-os até ao fundo do valle, em cuja encosta tinha estabelecido o acampamento, prendeu-os a uma arvore e voltou até junto dos companheiros. Nenhum dos dois se tinha mexido. Então o napolitano pegou na manta, na espingarda com as munições e em algumas provisões de bôca; depois com todo o socego e de proposito deliberado abandonou os companheiros no meio do deserto. A idéa que o perseguira desde o pôr do sol era que, levando os dois cavallos, ia collocar Cypriano e Li na impossibilidade de alcançarem Matakit. Era portanto a victoria certa para si. O caracter odioso d'esta traição, a cobardia de roubar assim os companheiros, de quem só recebêra provas de benevolencia, nada d'isto demoveu aquelle miseravel. Cavalgou, e puxando atraz de si os dois animaes que bufavam com ruido, possuidos {{PT||de medo, afastou-se a trote á luz da lua, cujo disco apparecia por cima das collinas.}} {{nop}}<noinclude></noinclude> bkt29ecgxvp4zqfqrfoma1xpf283q7n Página:A Estrella do Sul.pdf/229 106 217533 552527 532369 2026-05-16T14:18:11Z Erick Soares3 19404 552527 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|A ESTRELLA DO SUL}} {{right|223}} {{rule|40em}}</noinclude><section begin="Capitulo16"/>— Já o patrão vae ver. O china tinha resposta prompta para tudo, e para elle as acções seguiam-se logo ás palavras. Ainda não tinha chegado a hora do jantar, e já elle tinha arranjado com parte da sua corda duas cabeçadas muito fortes que enfiou na cabeça das girafas. Os pobres animaes estavam tão espantados com a sua triste aventura e tinham demais um temperamento tão pacifico, que nenhuma resistencia oppozeram. Outros bocados de corda deviam servir de redeas. Terminados estes preparativos foi facilimo conduzir as duas captivas pela arreata. Cypriano e Li, voltando atraz, dirigiram-se ao acampamento da vespera para irem buscar a sella e os objectos que se tinham visto obrigados a abandonar. Gastou-se o resto da tarde em completar aquelles arranjos O china tinha verdadeiramente uma habilidade maravilhosa. Não só modificou n'um prompto a sella de Cypriano por forma a poder-se collocar horisontalmente no lombo de uma das girafas, mas tambem fabricou para si uma sella feita de ramos; depois por mais precaução ainda, passou metade da noite a subjugar as velleidades de resistencia das duas girafas, montando-as successessivamente, e demonstrando-lhes com argumentos peremptorios que não havia remedio senão obedecer-lhe. <section end="Capitulo16"/> <section begin="Capitulo17"/>{{c|{{larger|'''CAPITULO XVII'''}}}} {{c|UM STEEPLE-CHASE AFRICANO}} Quando os dois cavalleiros no dia seguinte se pozeram a caminho, o seu aspecto não deixava de ser assás ratão. Seria {{PT||muito para duvidar que Cypriano gostasse de appreciar n'aquelle arranjo aos olhos de ''miss'' Watkins na rua grande do acampa{{PT||mento de Vandergaart. Mas cada um arranja-se como póde. Estava-se no deserto, e as girafas não deviam ser cavalgadu{{PT||ras muito mais exquisitas do que um dromedario. E até a sua andadura tinha alguma analogia com a d'aquelles ''navios do deserto'', pois que era horrivelmente incommoda, e dava um verdadeiro balanço, que teve ao principio por effeito causar aos dois companheiros de viagem um leve enjôo.}}}}}} {{nop}}<section end="Capitulo17"/><noinclude></noinclude> f2qwv2yf57nixotwrhkxiyzg2yxmxtj 552528 552527 2026-05-16T14:19:06Z Erick Soares3 19404 552528 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|A ESTRELLA DO SUL}} {{right|223}} {{rule|40em}}</noinclude><section begin="Capitulo16"/>— Já o patrão vae ver. O china tinha resposta prompta para tudo, e para elle as acções seguiam-se logo ás palavras. Ainda não tinha chegado a hora do jantar, e já elle tinha arranjado com parte da sua corda duas cabeçadas muito fortes que enfiou na cabeça das girafas. Os pobres animaes estavam tão espantados com a sua triste aventura e tinham demais um temperamento tão pacifico, que nenhuma resistencia oppozeram. Outros bocados de corda deviam servir de redeas. Terminados estes preparativos foi facilimo conduzir as duas captivas pela arreata. Cypriano e Li, voltando atraz, dirigiram-se ao acampamento da vespera para irem buscar a sella e os objectos que se tinham visto obrigados a abandonar. Gastou-se o resto da tarde em completar aquelles arranjos O china tinha verdadeiramente uma habilidade maravilhosa. Não só modificou n'um prompto a sella de Cypriano por forma a poder-se collocar horisontalmente no lombo de uma das girafas, mas tambem fabricou para si uma sella feita de ramos; depois por mais precaução ainda, passou metade da noite a subjugar as velleidades de resistencia das duas girafas, montando-as successessivamente, e demonstrando-lhes com argumentos peremptorios que não havia remedio senão obedecer-lhe. <section end="Capitulo16"/> <section begin="Capitulo17"/>{{t2|{{smaller|UM STEEPLE-CHASE AFRICANO}}|'''CAPITULO XVII'''}} {{dhr|3}} Quando os dois cavalleiros no dia seguinte se pozeram a caminho, o seu aspecto não deixava de ser assás ratão. Seria {{PT||muito para duvidar que Cypriano gostasse de appreciar n'aquelle arranjo aos olhos de ''miss'' Watkins na rua grande do acampa{{PT||mento de Vandergaart. Mas cada um arranja-se como póde. Estava-se no deserto, e as girafas não deviam ser cavalgadu{{PT||ras muito mais exquisitas do que um dromedario. E até a sua andadura tinha alguma analogia com a d'aquelles ''navios do deserto'', pois que era horrivelmente incommoda, e dava um verdadeiro balanço, que teve ao principio por effeito causar aos dois companheiros de viagem um leve enjôo.}}}}}} {{nop}}<section end="Capitulo17"/><noinclude></noinclude> 5bl5vplccembu2dz015v5mdvgh1wdfv Página:A Estrella do Sul.pdf/237 106 217542 552529 532373 2026-05-16T14:19:31Z Erick Soares3 19404 552529 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|A ESTRELLA DO SUL}} {{right|231}} {{rule|40em}}</noinclude>Annibal Pantalacci ficou ao principio um pouco atordoado pela quéda; logo depois tentou levantar-se. Mas tinha envolvido por tal forma os pés, pernas e mãos nas malhas da rede, que não pôde conseguir da primeira vez desembaraçar-se d'ella. E comtudo não havia tempo a perder. Por isso elle dava terriveis sacões, puxando com toda a força pela rede, levantando-a, arrancando-a das estacas que a prendiam ao terreno, ao passo que as aves grandes e pequenas faziam o mesmo trabalho para fugirem. Mas quanto mais o napolitano luctava, mais elle se embaraçava nas solidas malhas da immensa rede. Entretanto, suprema humilhação lhe estava reservada. Acabava de chegar junto d'elle uma das girafas, e quem a montava era nem mais nem menos que o china. Li apeou-se, e com a sua fria malicia, pensando que o melhor modo de ter o prisioneiro seguro era encerral-o definitivamente na rede, apressou-se logo a soltar a parte d'ella que se achava na sua proximidade, com a idéa de deitar as malhas umas por cima das outras. Mas n'aquelle instante realisou-se uma mutação de scena das mais inesperadas. Começou o vento a soprar com extrema furia, fazendo curvar todas as arvores proximas, como se alguma medonha tromba passasse n'aquella occasião junto ao solo. Ora Annibal Pantalacci nos seus esforços desesperados tinha já arrancado um grande numero de estacas que seguravam o appendice inferior da rede. Vendo-se ameaçado por imminente captura poz-se a dar sacudiduras mais desesperadas que nunca. De repente, n'um violento assalto da ventaneira, foi a rede arrancada. Quebraram-se as ultimas prisões que seguravam ao {{PT||chão aquelle immenso tecido de cordas, e a colonia emplumada, que n'ella estava prisioneira, começou a bater as azas com {{PT|| espantosa algazarra. As aves pequenas conseguiram fugir ; mas os grandes volateis com as garras mettidas pelas malhas, no {{PT||momento em que ficaram com as azas livres, começavam a manobrar conjunctamente de um modo formidavel. Todos aquelles remos aerios reunidos, todos aquelles musculos peitoraes, cujos movimentos eram simultaneos, auxiliados pela furia do furacão, constituiam uma potencia tão colossal que para ella cem kilogrammas de peso eram como uma penna.}}}}}} {{nop}}<noinclude></noinclude> r1rmj41rcoayz0al3vrdcx9pbi6qf4g Página:A Estrella do Sul.pdf/241 106 217546 552530 465141 2026-05-16T14:20:01Z Erick Soares3 19404 552530 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|A ESTRELLA DO SUL}} {{right|235}} {{rule|40em}}</noinclude><section begin="Capitulo17"/>prestar soccorro, estava elle morto... morto n'aquellas horriveis condições! E agora era elle o unico que restava dos quatro rivaes que se tinham lançado atravez das planicies do Transvaal para alcançarem o mesmo fim. <section end="Capitulo17"/> <section begin="Capitulo18"/>{{c|{{larger|'''CAPITULO XVIII'''}}}} {{c|O ABESTRUZ QUE FALLA}} {{dhr|3}} Depois d'aquella espantosa desgraça, Cypriano e Li apenas pensaram n'uma cousa: fugir do local onde ella acabava de succeder. Decidiram, pois, continuar a marchar ao longo do matagal pelo lado do norte, e andando assim durante uma hora foram ter ao leito de uma torrente quasi secca, que interrompia o macisso dos lentiscos e figueiras da India permittindo, assim contornal-o. Nova surpreza os esperava ahi. A torrente despejava-se n'uma lagoa bastante vasta, em cujas margens havia vegetação luxuriante, que até àquelle momento a tinha escondido á vista. Cypriano bem quizera voltar atraz costeando as margens do lago, mas essas margens eram em alguns sitios tão escarpadas que bem depressa teve de desistir de tal projecto. Por outro lado retroceder pelo caminho por onde tinha vindo, era perder toda a esperança de tornar a encontrar Matakit. Ora na margem opposta do lago levantavam-se uma serie de collinas, que em successivas ondulações se iam ligar a montanhas bastante elevadas. Cypriano pensou que, subindo até á<section end="Capitulo18"/><noinclude></noinclude> 3gl46r0f20jl3bzu19stvl7b18kuqh7 Página:A Estrella do Sul.pdf/262 106 217595 552531 480401 2026-05-16T14:20:36Z Erick Soares3 19404 552531 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{left|256}}</noinclude>tanto tempo suspeitára, e no fundo dos quaes a natureza avara pôde enthesourar e crystallisar em monte essas gemmas preciosas que, nos jazigos mais favorecidos, ella apenas cede ao homem em bocados isolados e fragmentados. Houve um instante em que teve a tentação de duvidar da realidade do que tinha diante dos olhos; mas bastou-lhe, ao passar junto de um enorme banco de crystal, esfregal-o com a pedra do annel que trazia no dedo para verificar que esse crystal resistia a ser riscado. Não havia pois a menor duvida; eram com certeza diamantes, rubis, saphiras, o que essa immensa crypta encerrava, e em massas tão prodigiosas que o seu valor, fazendo a conta pelo preço que os homens dão a estas substancias mineraes, devia escapar a todo e qualquer calculo. Só os numeros astronomicos poderiam servir para dar uma apreciação, aliás difficil de fazer, d'esses valores. Effectivamente estavam ali enterrados debaixo do chão, ignorados e improductivos, trilliões e quatrilliões de milhões! Conhecia Tonaia a importancia da prodigiosa riqueza que tinha assim á sua disposição? É pouco provavel, porque o proprio Pharamundo Barthés, pouco sabedor d'estes assumptos, tambem não parecia suspeitar um só instante que aquelles maravilhosos crystaes fossem pedras finas. Provavelmente o rei preto julgava-se apenas senhor e guarda de uma gruta particularmente curiosa, cujo segredo lhe não era permittido transmittir em virtude de um oraculo ou de outra qualquer superstição tradicional. Cypriano julgou ver esta opinião confirmada ao observar d'ahi a pouco grande numero do ossos humanos, amontoados de vez em quando em certos recantos da caverna. Serviria ella de logar de sepultura para a tribu, ou então — hypothese mais horrivel e comtudo verosimil, — teria ella servido ou serviria {{PT||ainda para celebrar alguns horriveis mysterios nos quaes se derramasse sangue humano, talvez com intuitos de cannibalismo ?}} {{nop}}<noinclude></noinclude> n6k028mbwfd8ohbeuigxo2ej74h25fs Página:A Estrella do Sul.pdf/267 106 217600 552532 465212 2026-05-16T14:21:05Z Erick Soares3 19404 552532 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|A ESTRELLA DO SUL}} {{right|261}} {{rule|40em}}</noinclude><section begin="Capitulo19"/>taria para o serviço do joven engenheiro, quando este tivesse a certeza de que não havia perigo. E esta precaução não foi inutil, como veremos. No dia seguinte Pharamundo Barthés, Cypriano, Li e Matakit voltavam para o Griqualand, acompanhados de boa escolta. Mas agora já não havia illusões possiveis! A ''Estrella do Sul'' estava irremediavelmente perdida, e ''mister'' Watkins não poderia de certo mandal-a brilhar na Torre de Londres no meio das mais formosas joias de Inglaterra! <section end="Capitulo19"/> <section begin="Capitulo20"/>{{c|{{larger|'''CAPITULO XX'''}}}} {{c|A VOLTA}} {{dhr|3}} Nunca John Watkins tinha andado de tão mau humor como depois da partida dos quatro pretendentes em perseguição de Matakit. Cada dia, cada semana que passava, pareciam dar-lhe um novo mau modo á proporção que diminuiam as probabilidades que elle julgava ter de tornar e alcançar o precioso diamante. E depois faltavam-lhe os seus habituaes companheiros de mesa, James Hilton, Friedel, Annibal Pantalacci, o proprio Cypriano, que elle estava acostumado a ver com assiduidade em sua casa. Vingava-se na bilha do ''gin'', e deve dizer-se que os supplementos alcoolicos, que ía mettendo no estomago, não faziam de modo algum suavisar o seu genio! Alem d'isso havia toda a rasão na granja para estarem com cuidado pela sorte do pessoal da expedição. Effectivamente Bardik, que fora capturado por uma guerrilha de cafres (como os seus companheiros tinham com rasão supposto), conseguira<section end="Capitulo20"/><noinclude></noinclude> t1xir2tzex0r3fvqmj94aiestkq2yv5 Página:A Estrella do Sul.pdf/269 106 217603 552533 532380 2026-05-16T14:21:24Z Erick Soares3 19404 552533 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|A ESTRELLA DO SUL}} {{right|263}} {{rule|40em}}</noinclude>— Sou só eu, ''miss'' Watkins! respondeu uma voz que a fez estremecer, a voz de Cypriano. E era com effeito elle que voltava, pallido, magro, queimado do sol, com a barba muito comprida como d'antes não usava, com o fato gasto pelas longas marchas, mas sempre alegre, sempre lhano, com a bôca e os olhos risonhos. Alice levantára-se dando um gesto de espanto e de alegria. Com uma das mãos procurava conter as palpitações apressadas do coração; depois estendeu a outra ao joven engenheiro, que a apertava nas suas, quando ''mister'' Watkins, saindo da modorra em que estava, abriu os olhos e perguntou o que havia de novo. O rendeiro levou dois ou tres minutos a perceber a situação. Mas, apenas lhe appareceu um clarão de intelligencia, escapou-lhe este grito, grito do coração. — E o diamante ? O diamante, ai! o diamante não voltava ! Cypriano contou então rapidamente as diversas peripecias da expedição. Narrou a morte de Friedel, a de Annibal Pantalacci, e a de James Hilton, a perseguição de Matakit e o captiveiro d'elle por Tonaia, — não fallando porém no seu regresso ao Griqualand, — e fez saber os motivos da certeza, que elle trazia, da plena innocencia do moço cafre. Não se esqueceu de prestar homenagem á dedicação de Bardik e de Li, á amisade de Pharamundo Barthés, de recordar tudo quanto devia ao valente caçador e como é que, graças a elle, tinha podido regressar com os dois creados de uma viagem tão mortifera para os seus outros companheiros. Commovido com a narrativa d'aquelles tragicos acontecimentos, lançou voluntariamente um véu sobre os erros e pensamentos criminosos dos seus rivaes, não querendo ver n'elles senão as victimas de uma empreza tentada em commum. De tudo o que tinha acontecido apenas reser{{PT||vou o segredo, que tinha jurado guardar, isto é, a existencia da gruta maravilhosa e das suas riquezas mineraes, em com{{PT||paração das quaes todos os diamantes do Griqualand eram seixos sem valor.}}}} {{nop}}<noinclude></noinclude> r0j3ep44txhweylupzi9iw586g7696g Página:A Estrella do Sul.pdf/282 106 217719 552534 465878 2026-05-16T14:21:57Z Erick Soares3 19404 552534 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{left|276}} {{c|VIAGENS MARAVILHOSAS}} {{rule|40em}}</noinclude><section begin="Capitulo20"/>— E o senhor està prompto a attestar esse facto diante de um tribunal? — Diante de dez tribunaes, se preciso for. — E não será possivel contestar a sua affirmativa? — De certo que não, pois que bastará enunciar a causa do erro! Com a breca, é cousa que se vê bem! Omittir a declinação magnetica nos calculos dos azimuths! Jacobus Vandergaart retirou-se sem dizer palavra, e não tardou que Cypriano esquecesse a singular attenção que elle tinha dado a este facto de que havia um erro geodesico em todas as plantas do districto. Mas dois ou tres dias mais tarde Cypriano, vindo fazer uma visita ao velho lapidario, achou a porta fechada. Na lousa, suspensa ao fecho, liam-se estas palavras que se via terem sido escriptos havia pouco tempo a giz: «''Ausente por negocios''» <section end="Capitulo20"/> <section begin="Capitulo21"/>{{c|{{larger|'''CAPITULO XXI'''}}}} {{c|JUSTIÇA VENEZIANA}} {{dhr|3}} Nos dias que se seguiram Cypriano occupou-se activamente em seguir as diversas phases da sua nova experiencia. Em consequencia de algumas modificações introduzidas na construcção do forno de reverbero, e por meio de uma tiragem mais bem regulada, esperava elle que a fabricação do diamante se realisasse n'um tempo muito mais curto do que da primeira vez. Escusado é dizer que ''miss'' Watkins se interessava vivamente<section end="Capitulo21"/><noinclude></noinclude> 966rnoyiaiojeyc9vipnubecwpwqkrb Página:A Estrella do Sul.pdf/296 106 217948 552535 466397 2026-05-16T14:22:49Z Erick Soares3 19404 552535 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{left|290}} {{c|VIAGENS MARAVILHOSAS}} {{rule|40em}}</noinclude>por escripto o meu direito, para o caso em que podessemos obrigar aquelle tratante a restituir o diamante que tão atrevidamente roubou ! Cypriano pegou n'uma folha de papel em branco e escreveu: {{dhr}} «Declaro que o diamante achado no meu ''claim'' por um cafre ao meu serviço pertence, pelas condições do meu contrato de concessão, ao senhor John Stapleton Watkins. {{right|''Cypriano Mére''»}} {{dhr}} Ha de confessar-se que esta circumstancia fazia desvanecer todos os sonhos do joven engenheiro. Effectivamente o diamante, se algum dia viesse a apparecer, pertencia, não como presente, mas como legitima propriedade a John Watkins, e d'esta fórma se abria entre Alice e Cypriano um novo abysmo que devia ser cheio com tantos milhões. E comtudo, se a relamação do fazendeiro prejudicava os interesses dos dois jovens, muito maior prejuizo causava a Matakit! Agora era a John Watkins que elle tinha feito o mal!... Era John Watkins o roubado! E John Watkins não era homem que abandonasse uma acção, pois que tinha a convicção de ter alcançado o ladrão De modo que o pobre diabo foi apanhado, levado para a prisão, e antes de se passarem doze horas tinha sido julgado, e, apesar de tudo quanto Cypriano disse em seu favor, condemnado a morrer na forca. ... se se não decidisse ou não conseguisse restituir a ''Estrella do Sul''. Ora, como na realidade elle a não podia restituir, porque nunca lhe tinha pegado, não podia haver a menor duvida no caso, e Cypriano já não sabia o que fizesse para salvar o desgraçado que elle persistia em não julgar culpado. {{nop}}<noinclude></noinclude> 8vudtl48ntjjkojk4y2rnof2hwhg3qi Página:A Estrella do Sul.pdf/302 106 218112 552536 480404 2026-05-16T14:23:22Z Erick Soares3 19404 552536 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{left|296}} {{c|VIAGENS MARAVILHOSAS}} {{rule|40em}}</noinclude>laços e nós ligaram os pés e o bico ao desgraçado Dadá, que ficou impossibilitado de tentar a menor resistencia. Cypriano não se limitou a isso. A fim de poupar a sensibilidade de ''miss'' Watkins, quiz evitar todo o soffrimento ao abestruz, e envolveu-lhe a cabeça com uma compressa molhada em chloroformio. Feito isto tratou de proceder á operação, não sem alguma inquietação pelas consequencias d'ella. Alice commovida com aquelles preparativos, pallida como uma defunta, tinha fugido para o quarto proximo. Cypriano começou por apalpar a base do pescoço do animal para se certificar do sitio do papo. Não era difficil porque esse bucho formava na parte superior da região thoracica uma massa consideravel, dura, resistente, que elle muito bem sentia com os dedos no meio das partes molles proximas. Com um canivete foi então rasgada a pelle do pescoço com toda a precaução. Essa pelle era larga e flaccida como a de um perú e coberta com uma pennugem parda que facilmente se deixava desviar Aquella incisão não deitou quasi sangue nenhum e foi enxuta com toda a limpeza com um panninho molhado. Cypriano reconheceu primeiro a posição de duas ou tres arterias importantes, e teve o cuidado de as afastar com pequenos ganchos de fio de ferro, que deu a segurar a Bardik. Depois abriu um tecido branco, nacarado, que fechava uma vasta cavidade por baixo das claviculas, e bem depressa poz á vista o papo do abestruz. Imagine se a moella de uma gallinha, mas proximamente centuplicada em volume, em espessura e em peso, e ter-se-ha uma idéa bastante exacta do que era aquelle reservatorio. O papo do Dadá apresentava-se com o aspecto de uma algibeira escura, muito distendida pelos alimentos e corpos estranhos que o voraz animal tinha engulido durante o dia, e {{PT||talvez mesmo em epochas anteriores. E bastava descrever aquelle orgão carnoso, forte, vigoroso, para ver que não havia o menor perigo em atacal-o resolutamente.}} {{nop}}<noinclude></noinclude> 5p5dbd6xnw4ryef4cpjifjc0zqgfdql Página:A Estrella do Sul.pdf/307 106 218161 552537 466715 2026-05-16T14:23:50Z Erick Soares3 19404 552537 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|A ESTRELLA DO SUL}} {{right|301}} {{rule|40em}}</noinclude><section begin="Capitulo22"/>tinha quasi a certeza de que essa idéa ía nascer por si mesma no espirito do fazendeiro. Comtudo John Watkins não disse cousa nenhuma d'essas, e, fazendo signal á filha para que o seguisse, saíu da cabana e dirigiu-se a sua casa. Escusado é dizer que alguns instantes depois Matakit recuperava a liberdade. Mas fora por um triz que o pobre diabo tinha deixado de pagar com a vida a gulosice do Dadá, e com verdade se podia dizer que tinha escapado de boa! <section end="Capitulo22"/> <section begin="Capitulo23"/>{{c|{{larger|'''CAPITULO XXIII'''}}}} {{c|A ESTATUA DO COMMENDADOR}} {{dhr|3}} O feliz John Watkins, que era agora o fazendeiro mais rico do Griqualand, tendo dado um primeiro banquete para festejar o nascimento da ''Estrella do Sul'', não podia deixar de dar agora outro para festejar a sua resurreição. Mais d'esta vez podiam estar descansados que haviam de se tomar todas as precauções para que a pedra não tornasse a desapparecer, — e o Dadá não foi convidado para a festa. Ora na tarde do dia seguinte deu-se o festim com todo o esplendor. Desde alta manhã John Watkins tinha mandado correr o pregão da convocação pelos seus convivas habituaes, encommendára aos marchantes do districto peças de carne, que bastariam para dar de comer a uma companhia de infanteria, e reunira na despensa todas as victualhas, latas de conservas, e<section end="Capitulo23"/><noinclude></noinclude> rmnr1d3zj4ox50g28dt2f9cbya003ls Página:A Estrella do Sul.pdf/318 106 218226 552538 480408 2026-05-16T14:24:27Z Erick Soares3 19404 552538 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{left|312}} {{c|VIAGENS MARAVILHOSAS}} {{rule|40em}}</noinclude>[[File:'The Vanished Diamond' by Léon Benett 63.jpg|center|400px|thumb|{{c|Chegou a hora da reparação (pag. 304).}}]] — Um official do ''sherif'' tem algumas vezes a obrigação de se oppor á venda das bebidas sujeitas a imposto, disse o ma- {{PT||gistrado sorrindo, mas nunca se oppoz a que se fizesse consumo d'ellas!}} {{nop}}<noinclude></noinclude> l5ljs4ll5kt4kxmtbvzr7hhxfg15huj Página:A Estrella do Sul.pdf/326 106 218236 552539 532387 2026-05-16T14:24:52Z Erick Soares3 19404 552539 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{left|320}} {{c|VIAGENS MARAVILHOSAS}} {{rule|40em}}</noinclude>[[File:'The Vanished Diamond' by Léon Benett 65.jpg|center|400px|thumb|{{c|Fazia planos para o futuro (pag. 314).}}]] Depois de ter concluido com vantagem essa liquidação, foi ter a França com os seus filhos adoptivos, os quaes, graças {{PT||ao trabalho de Cypriano, ao seu merecimento reconhecido, e ao bom acolhimento que teve no mundo scientifico, tem a sua {{PT||fortuna garantida, depois de ter em antes garantida a sua felicidade.}}}} {{nop}}<noinclude></noinclude> d7tr2v429h1asyng5gmqffcx4hnpf5k Predefinição:Progressos recentes 10 220893 552488 552477 2026-05-16T12:00:09Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 552488 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|75|12|14|-1}} | [[Index:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf|A Menina do Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|0|0|93|1|5|1}} | [[Index:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf|Alice no País do Espelho]] |- | {{Barra de progresso|8|0|0|0|3|89}} | [[Index:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf|Chronica do Emperador Clarimundo]] |- | {{Barra de progresso|0|0|19|7|0|74}} | [[Index:Da Terra á Lua.pdf|Da Terra á Lua]] |- | {{Barra de progresso|5|0|1|2|1|91}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|55|0|39|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|64|0|11|8|8|9}} | [[Index:Historias da meia noite.djvu|Historias da meia noite]] |- | {{Barra de progresso|0|0|15|0|3|82}} | [[Index:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf|Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|43|0|0|0|0|57}} | [[Index:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf|No Alto Minho. Paredes de Coura]] |- | {{Barra de progresso|3|0|29|0|3|65}} | [[Index:Tratado descriptivo do Brasil em 1587.pdf|Tratado descriptivo do Brasil em 1587]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> o6z8shrd9qfe0q2btktppy69nl97peo 552492 552488 2026-05-16T13:00:08Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 552492 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|75|12|14|-1}} | [[Index:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf|A Menina do Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|0|0|93|1|5|1}} | [[Index:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf|Alice no País do Espelho]] |- | {{Barra de progresso|8|0|0|0|3|89}} | [[Index:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf|Chronica do Emperador Clarimundo]] |- | {{Barra de progresso|0|0|19|7|0|74}} | [[Index:Da Terra á Lua.pdf|Da Terra á Lua]] |- | {{Barra de progresso|5|0|1|2|1|91}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|55|0|39|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|64|0|11|8|8|9}} | [[Index:Historias da meia noite.djvu|Historias da meia noite]] |- | {{Barra de progresso|0|0|15|0|3|82}} | [[Index:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf|Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|44|0|0|0|0|56}} | [[Index:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf|No Alto Minho. Paredes de Coura]] |- | {{Barra de progresso|3|0|29|0|3|65}} | [[Index:Tratado descriptivo do Brasil em 1587.pdf|Tratado descriptivo do Brasil em 1587]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> 0c2pnhiz7gs8yk2xffu3z49inkh6zhe 552508 552492 2026-05-16T14:00:09Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 552508 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|75|12|14|-1}} | [[Index:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf|A Menina do Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|0|0|93|1|5|1}} | [[Index:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf|Alice no País do Espelho]] |- | {{Barra de progresso|8|0|0|0|3|89}} | [[Index:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf|Chronica do Emperador Clarimundo]] |- | {{Barra de progresso|0|0|19|7|0|74}} | [[Index:Da Terra á Lua.pdf|Da Terra á Lua]] |- | {{Barra de progresso|5|0|1|2|1|91}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|55|0|39|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|64|0|11|8|8|9}} | [[Index:Historias da meia noite.djvu|Historias da meia noite]] |- | {{Barra de progresso|0|0|17|0|3|80}} | [[Index:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf|Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|44|0|0|0|0|56}} | [[Index:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf|No Alto Minho. Paredes de Coura]] |- | {{Barra de progresso|3|0|29|0|3|65}} | [[Index:Tratado descriptivo do Brasil em 1587.pdf|Tratado descriptivo do Brasil em 1587]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> crbktbfstlpo84irtqfrvkn8k9o8k4n 552544 552508 2026-05-16T15:00:09Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 552544 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|92|3|4|1}} | [[Index:A Estrella do Sul.pdf|A Estrella do Sul]] |- | {{Barra de progresso|0|0|75|12|14|-1}} | [[Index:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf|A Menina do Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|0|0|93|1|5|1}} | [[Index:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf|Alice no País do Espelho]] |- | {{Barra de progresso|8|0|0|0|3|89}} | [[Index:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf|Chronica do Emperador Clarimundo]] |- | {{Barra de progresso|0|0|20|7|0|73}} | [[Index:Da Terra á Lua.pdf|Da Terra á Lua]] |- | {{Barra de progresso|5|0|1|2|1|91}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|55|0|39|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|64|0|11|8|8|9}} | [[Index:Historias da meia noite.djvu|Historias da meia noite]] |- | {{Barra de progresso|0|0|17|0|3|80}} | [[Index:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf|Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|45|0|0|0|0|55}} | [[Index:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf|No Alto Minho. Paredes de Coura]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> d70rr2pw8s6ygkquhe36ub00pax497q 552561 552544 2026-05-16T16:00:08Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 552561 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|92|3|4|1}} | [[Index:A Estrella do Sul.pdf|A Estrella do Sul]] |- | {{Barra de progresso|0|0|75|12|14|-1}} | [[Index:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf|A Menina do Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|0|0|93|1|5|1}} | [[Index:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf|Alice no País do Espelho]] |- | {{Barra de progresso|8|0|0|0|3|89}} | [[Index:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf|Chronica do Emperador Clarimundo]] |- | {{Barra de progresso|0|0|20|7|0|73}} | [[Index:Da Terra á Lua.pdf|Da Terra á Lua]] |- | {{Barra de progresso|5|0|1|2|1|91}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|55|0|39|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|64|0|11|8|8|9}} | [[Index:Historias da meia noite.djvu|Historias da meia noite]] |- | {{Barra de progresso|0|0|18|0|3|79}} | [[Index:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf|Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|48|0|0|0|0|52}} | [[Index:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf|No Alto Minho. Paredes de Coura]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> q7tkgtanm02bv5bnt8umi628pby7nsz Página:Da Terra á Lua.pdf/32 106 253282 552506 552257 2026-05-16T13:59:20Z Erick Soares3 19404 552506 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||DA TERRA Á LUA|33|borda_inferior=sim}}</noinclude>[[File:Da Terra á Lua (page 32 crop).jpg|centro|400px]] {{c|Movimentos de translação da Lua ([[Página:Da Terra á Lua.pdf/42|pag. 43]]).}} {{PT|annunciou, no theatro de Baltimore, o director de uma companhia ingleza a representação de ''Much ado about nothing''<ref>''Muita bulha para nada'', comedia de Shakspeare.</ref>. Ora a {{PT||população da cidade, que viu no titulo da comedia uma allusão offensiva aos projectos do presidente Barbicane, invadiu a sala, escangalhou os bancos, e obrigou o desgraçado do director a alterar o cartaz. O director, que era homem fino, soube curvar-se perante a vontade publica, e substituiu a desventurada comedia por ''As you like it''<ref>''Como vos aprouver'', outra comedia de Shakspeare.</ref>. O resultado foi ter, durante muitas semanas consecutivas, enchentes phenomenaes.}}}} {{nop}}<noinclude>{{smallrefs}} {{right|{{smaller|3}}}}</noinclude> n7b9r243y5w5pxalo9wn85gqk6o2m6f Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/13 106 253293 552499 552064 2026-05-16T13:42:07Z Erick Soares3 19404 552499 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|O ESPIRRO|III}} {{dhr|5}} Em seguida o peixinho, com o feixe de barbatanas em baixo do braço, desceu e principiou a examinar attentamente os labios e as faces da menina. Deante do nariz parou e, apontando para as ventas, disse: — Ora aqui está uma tóca muito geitosa {{PT||para um casal de besouros. Dois commodos, um para o marido, outro para a senhora besoura. Não acha?...}} [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 13 crop).jpg|centro|400px]] {{PT|para um casal de besouros. Dois commodos, um para o marido, outro para a senhora besoura. Não acha?...}} {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}9{{gap}}☉}}</noinclude> tji1ugwini1qohyii571rxa2hn4gda4 Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/19 106 253318 552498 552157 2026-05-16T13:41:29Z Erick Soares3 19404 552498 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude><section begin="Cap. 4"/>conta desta porta e assim que sáio o ladrão ferra no somno ! Veja o desaforo! Mas desta {{PT||vez me paga, vae ver... disse preparando-se para acordal-o com uma duzia de ponta-pés.}} [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 19 crop).jpg|centro|300px]] {{PT|vez me paga, vae ver... disse preparando-se para acordal-o com uma duzia de ponta-pés.}} — Não ! Não ! interveiu Narizinho. Vamos antes pregar-lhe uma boa peça. Tiramos as armas desse dorminhoco e o vestimos com a saia da Emilia. Imagine o espanto delle quando acordar! {{dhr}} <section end="Cap. 4"/> <section begin="Cap. 5"/>{{t2|O CASTIGO DO SAPO|V}} {{dhr}} Escamado achou optima a idéa. E pulando os dois de contentes puzeram-se a des-<section end="Cap. 5"/><noinclude>{{c|☉{{gap}}15{{gap}}☉}}</noinclude> 3dkybvm0d3sn9g58ruv3hib0h7uhxzv Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/20 106 253356 552497 552241 2026-05-16T13:40:44Z Erick Soares3 19404 552497 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>pir o sapo muito devagarinho; depois lhe amarraram á cintura o saiote de pintas vermelhas da Emilia, puzeram-lhe na cabeça a touca da boneca, e em lugar da lança um guarda-chuva. Ficou tão engraçado o pobre {{PT||sapo que a menina tapava com a mão a bocca para não estourar de rir.}} [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 20 crop).jpg|centro|400px]] {{PT|sapo que a menina tapava com a mão a bocca para não estourar de rir.}} — Vamos acordal-o agora, disse Escamado. E pespegou-lhe um formidavel pontapé na barriga. — Hum!... gemeu o sapo, arregalan-<noinclude>{{c|☉{{gap}}16{{gap}}☉}}</noinclude> tss5k0l7wk20w757xqczwm3vt6xeoz1 Página:Da Terra á Lua.pdf/43 106 253363 552507 552268 2026-05-16T13:59:59Z Erick Soares3 19404 552507 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|44|VIAGENS MARAVILHOSAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>Porém se os antigos comprehenderam perfeitamente o caracter, o temperamento, emfim as qualidades moraes da Lua, sob o ponto de vista mythologico, não é menos verdade, que os mais sabedo{{PT||res dʼelles eram extremamente ignorantes pelo que diz respeito a selenographia.}} [[File:Delaterrelalun00vern 0009 1.png|centro|400px]] {{c|Vista da Lua ([[Página:Da Terra á Lua.pdf/46|pag. 47]]).}} {{PT|res dʼelles eram extremamente ignorantes pelo que diz respeito a selenographia.}} Todavia, muitos dos astronomos dʼessas epochas longiquas, descobriram algumas particularidades confirmadas pela sciencia {{PT||dos nossos dias, e se os arcadios pretenderam ter habitado a Terra em epocha em que ainda não existia a Lua, se Simplicius a julgou immovel e ligada á abobada de crystal, se Tatius a consi{{pt||derou como um fragmento destacado do disco solar, se Clearco, discipulo de Aristoteles, fazia dʼella um espelho polido em que se reflectia a imagem do Oceano, se outros finalmente a consideraram como um aggregado de vapores exhalados pela Terra, ou um globo, metade de fogo, metade de gêlo, que girava sobre si mesmo, alguns sabios por meio de observações sagazes, e postoque desajudados de instrumentos de optica, suspeitaram pelo menos a existencia da maior parte das leis que regem o astro das noites.}}}} {{nop}}<noinclude></noinclude> 0hkjw7el8h7p7l6skazqzfn9jrqidw8 Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/27 106 253412 552496 552359 2026-05-16T13:39:59Z Erick Soares3 19404 552496 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>tão triste a scena que Narizinho, commovida, sentiu vontade de chorar. O frade ani{{PT||mou o doente, falou da belleza do céo das baratas e offereceu-lhe a hostia: uma escamazinha de peixe.}} [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 27 crop).jpg|centro|350px]] {{PT|mou o doente, falou da belleza do céo das baratas e offereceu-lhe a hostia: uma escamazinha de peixe.}} Nem podia sentar-se na cama, o pobre. Foi preciso que as boas enfermeiras o erguessem pelos hombros e ficassem alli todo o tempo a sustel-o. O baratão moribundo enguliu a escama, fez uma careta, engasgou, tossiu, tremeu a perna e morreu. — Antes assim, disse o medico. Si saras-<noinclude>{{c|☉{{gap}}23{{gap}}☉}}</noinclude> 9yp9h6u640owzy74z8rq0lnn3au4t8w Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/29 106 253415 552493 552364 2026-05-16T13:37:40Z Erick Soares3 19404 552493 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{PT|gos de todas as cores. Viu tambem a bibliotheca, cheia de folhinhas seccas onde os sabios escreveram toda a historia do reino. E lá estava, ainda, admirando-se de tudo, quando um grillo recadeiro veiu chamal-a {{PT||para o jantar. Narizinho acompanhou o grillo e sentou-se á mesa ao lado do principe, encantada do bom gosto com que tudo estava arrumado.}}}} [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 29 crop).jpg|centro|350px]] {{PT|para o jantar. Narizinho acompanhou o grillo e sentou-se á mesa ao lado do principe, encantada do bom gosto com que tudo estava arrumado.}} — Artes das senhoras saúvas, disse Es-<noinclude>{{c|☉{{gap}}25{{gap}}☉}}</noinclude> cntmfxj48bipj6vcwvnjz85lbqtlx8c 552494 552493 2026-05-16T13:38:20Z Erick Soares3 19404 552494 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>gos de todas as cores. Viu tambem a bibliotheca, cheia de folhinhas seccas onde os sabios escreveram toda a historia do reino. E lá estava, ainda, admirando-se de tudo, quando um grillo recadeiro veiu chamal-a {{PT||para o jantar. Narizinho acompanhou o grillo e sentou-se á mesa ao lado do principe, encantada do bom gosto com que tudo estava arrumado.}} [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 29 crop).jpg|centro|350px]] {{PT|para o jantar. Narizinho acompanhou o grillo e sentou-se á mesa ao lado do principe, encantada do bom gosto com que tudo estava arrumado.}} — Artes das senhoras saúvas, disse Es-<noinclude>{{c|☉{{gap}}25{{gap}}☉}}</noinclude> 96atpyap8kly2jowwzxmjk93kkg6e0i Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/30 106 253437 552495 552423 2026-05-16T13:39:14Z Erick Soares3 19404 552495 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>camado. São ellas que colhem as florinhas do campo e enfeitam estes vasos. Serviam de pratos lindas conchas côr de rosa, e as terrinas eram feitas de búzios rajados. Gafanhotos verdes serviam á mesa e traziam da cozinha os petiscos em que um gordo caranguejo, de avental branco e gôrra, ia dando os ultimos retoques. Veiu uma deliciosa sopa de barbas de camarão, e, depois, {{PT||lombo de marisco, filé de cigarra, entrecosto de mãe-dߴagua, omeléte de ova de tainha. Para sobremesa trouxeram mel de jaty em petalas de magnolia, e mil outras preciosidades.}} [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 30 crop).jpg|centro|400px]] {{PT|lombo de marisco, filé de cigarra, entrecosto de mãe-dߴagua, omeléte de ova de tainha. Para sobremesa trouxeram mel de jaty em petalas de magnolia, e mil outras preciosidades.}} Emquanto jantavam, uma excellente orchestra de cigarras, piuns e pernilongos,<noinclude>{{c|☉{{gap}}26{{gap}}☉}}</noinclude> or55rqycimx4eyt890qdw5zkmzi19jo Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/132 106 253454 552489 2026-05-16T12:01:11Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{c|ESTRADA REAL, N.° 30, DO PORTO A S. BENTO DA PORTA ABERTA, POR FAMALICÃO, BARCELOS, PONTE DO LIMA E LABRUJA}} Está construída desde Ponte do Lima até às Pedras-Finas, na serra do Formigoso. -- imagem -- Ponte na estrada real n.º 30 (Rubiães) Neste concelho começaram os trabalhos no mês de Maio, de 1891. Foi aberta à exploração, desde S. Bento da Porta Aberta até ao sítio do Meijoeiro, na freguesia de Romarigães, próximo da Po... 552489 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>{{c|ESTRADA REAL, N.° 30, DO PORTO A S. BENTO DA PORTA ABERTA, POR FAMALICÃO, BARCELOS, PONTE DO LIMA E LABRUJA}} Está construída desde Ponte do Lima até às Pedras-Finas, na serra do Formigoso. -- imagem -- Ponte na estrada real n.º 30 (Rubiães) Neste concelho começaram os trabalhos no mês de Maio, de 1891. Foi aberta à exploração, desde S. Bento da Porta Aberta até ao sítio do Meijoeiro, na freguesia de Romarigães, próximo da Portela-Pequena, na serra da Labruja, em direcção às Pedras-Finas. Estão construídos - 10.090,<sup>m</sup>24. Entre o Meijoeiro e aquele ponto falta construir dois troços de estrada. O 1.º, mede 2.004<sup>m</sup>,93, e ambos correm por terreno montanhoso. As suas principais obras de arte são: um aqueduto, de dois vãos, com 1<sup>m</sup>,80 por 1<sup>m</sup>,20, no ribeiro de Romarigães; outro aqueduto sobre o ribeiro de Fradinhos, na freguesia de Rubiães; uma ponte sobre o rio Coura, entre esta freguesia e a de Cossourado, que tem um só arco, com a abertura de 15<sup>m</sup>,0. É uma obra que merece ser vista (Cfr. cap. 3.º). A sua acurada construção e beleza do granito nela empregado, dão-lhe lugar distinto entre as do distrito. As suas obras de defesa, como muros, quartos de cóne e guardas, a par do seu gracioso e elegante lançamento, mostram quanto foi cuidado o trabalho. Do ponto de partida, em S. Bento da Porta Aberta, até esta ponte, mede a estrada -3.632<sup>m</sup>,990. Tem-se gasto nela, até Romarigães - 49.966$990 réis. Nesta importância entra o custo da servidão entre o perfil n.º 164, do 4.º lanço e a igreja paroquial de Romarigães, na extensão de 71<sup>m</sup>,00, por 4<sup>m</sup>,00 de largura. Esta estrada interessa, principalmente, à parte baixa deste concelho e ao de Ponte do Lima, por causa do seu comércio. {{c|ESTRADA DISTRITAL, N.º 1, DE CAMINHA, PELA PORTELA DE ALVITO, A MONÇÃO E MELGAÇO<ref>É destinada a servir os concelhos de Coura, Arcos, Monção, Melgaço e Caminha.</ref>}} Estão em exploração - 36.045<sup>m</sup>,00, desde Caminha (vila) até à freguesia de Bico, neste concelho de Coura. {{rule}}<noinclude></noinclude> cjoqgu6hvrk69p1iwc1b1azh8jv49q4 552490 552489 2026-05-16T12:02:48Z Ruiaraujo1972 38032 552490 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>{{c|ESTRADA REAL, N.° 30, DO PORTO A S. BENTO DA PORTA ABERTA, POR FAMALICÃO, BARCELOS, PONTE DO LIMA E LABRUJA}} Está construída desde Ponte do Lima até às ''Pedras-Finas'', na serra do Formigoso. -- imagem -- Ponte na estrada real n.º 30 (Rubiães) Neste concelho começaram os trabalhos no mês de Maio, de 1891. Foi aberta à exploração, desde S. Bento da Porta Aberta até ao sítio do ''Meijoeiro'', na freguesia de Romarigães, próximo da Portela-Pequena, na serra da Labruja, em direcção às ''Pedras-Finas''. Estão construídos - 10.090,<sup>m</sup>24. Entre o ''Meijoeiro'' e aquele ponto falta construir dois troços de estrada. O 1.º, mede 2.004<sup>m</sup>,93, e ambos correm por terreno montanhoso. As suas principais obras de arte são: um ''aqueduto'', de dois vãos, com 1<sup>m</sup>,80 por 1<sup>m</sup>,20, no ribeiro de Romarigães; outro ''aqueduto'' sobre o ribeiro de Fradinhos, na freguesia de Rubiães; uma ''ponte'' sobre o rio Coura, entre esta freguesia e a de Cossourado, que tem um só arco, com a abertura de 15<sup>m</sup>,0. É uma obra que merece ser vista (Cfr. cap. 3.º). A sua acurada construção e beleza do granito nela empregado, dão-lhe lugar distinto entre as do distrito. As suas obras de defesa, como muros, quartos de cóne e guardas, a par do seu gracioso e elegante lançamento, mostram quanto foi cuidado o trabalho. Do ponto de partida, em S. Bento da Porta Aberta, até esta ponte, mede a estrada -3.632<sup>m</sup>,990. Tem-se gasto nela, até Romarigães - 49.966$990 réis. Nesta importância entra o custo da servidão entre o perfil n.º 164, do 4.º lanço e a igreja paroquial de Romarigães, na extensão de 71<sup>m</sup>,00, por 4<sup>m</sup>,00 de largura. Esta estrada interessa, principalmente, à parte baixa deste concelho e ao de Ponte do Lima, por causa do seu comércio. {{c|ESTRADA DISTRITAL, N.º 1, DE CAMINHA, PELA PORTELA DE ALVITO, A MONÇÃO E MELGAÇO<ref>É destinada a servir os concelhos de Coura, Arcos, Monção, Melgaço e Caminha.</ref>}} Estão em exploração - 36.045<sup>m</sup>,00, desde Caminha (vila) até à freguesia de Bico, neste concelho de Coura. {{rule}}<noinclude></noinclude> 0ki5s3e60pvig1o3ak5qs1zeuuugznh Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/133 106 253455 552491 2026-05-16T12:10:12Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Deste ponto (vila) até chegar ao limite, entre este concelho e o dos Arcos de Valdevez, mede - 762<sup>m</sup>, 71. Desde que caiu a situação regeneradora, que precedeu a última progressista, estão paralizados os trabalhos. Tem, neste concelho, estas obras de arte: ''ponte de Rieiro'', entre as freguesias de S. Martinho de Coura e Rubiães; ''pontão das Rabudas'', sobre o regato deste nome, freguesia de Cunha; ''pontão dos Cavaleiros'... 552491 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Deste ponto (vila) até chegar ao limite, entre este concelho e o dos Arcos de Valdevez, mede - 762<sup>m</sup>, 71. Desde que caiu a situação regeneradora, que precedeu a última progressista, estão paralizados os trabalhos. Tem, neste concelho, estas obras de arte: ''ponte de Rieiro'', entre as freguesias de S. Martinho de Coura e Rubiães; ''pontão das Rabudas'', sobre o regato deste nome, freguesia de Cunha; ''pontão dos Cavaleiros'', entre Bico e Castanheira, e ''aqueduto'', de dois vãos, com 1<sup>m</sup>80x1<sup>m</sup>,20, sobre o ribeiro de Cerdeira, freguesia de Cunha. A despesa com a sua construção, desde Caminha até Paredes de Coura (vilas), foi paga por conta das extintas ''Obras Distritais''. Daqui até à freguesia de Bico, importou em - 19.404$515 réis. Desde Bico até ''S. Mamede'' (limite entre os Arcos e Coura) gastou-se a verba de - 2.817$000 réis. O lanço até Bico começou a construir-se em Fevereiro, de 1892 e terminou em Julho, de 1903; e o de S. Mamede iniciou-se em Junho, de 1901 e... há-de concluir-se<ref>Os últimos estudos desta estrada, desde S. Martinho de Coura até à vila foram feitos pelo engenheiro espanhol Peres de Lerma, a pedido do conselheiro Miguel Dantas e à sua custa.</ref>. {{c|RAMAL DA ESTRADA REAL N.º 24, DA VOLTA DA QUINTA À BAZANCA, PELOS TOJAIS (PADORNELO)}} Estudado e aprovado este ramal, que dá comunicação da estrada n.º 24 para a feira do ''Ecce-Homo'', ou de Padornelo foi dotado com a verba de -3.000$000 réis, no ano 1904. Fez-se o restabelecimento do traçado, desde a origem até aos ''Tojais'', sendo ordenada a sua construção em 14 de Outubro, daquele ano. --imagem-- Ponte dos Brunheiros (Mozelos) Nos trabalhos apenas se gastaram-6$700 réis, porque, tendo caído o governo da presidência do Sr. Hynthze Ribeiro e subido o do Sr. José Luciano de Castro, no qual era titular da pasta das Obras Públicas o Sr. Eduardo José Coelho, este, passados seis dias, ''suspendeu, telegraficamente''<ref>Esta feira é feita junto do templo do Ecce-Homo, situado no lugar dos Tojais, freguesia de Padornelo.</ref>, esta obra. {{rule}}<noinclude></noinclude> kuujsseq9rxas365g91hx8j4v74yec6 Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/33 106 253456 552500 2026-05-16T13:44:33Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552500 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>Dona Aranha, a melhor costureira do reino, e tambem varias mucamas formigas. Dona Aranha adeantou-se e disse respeitosamente: — Quer a menina examinar a nossa collecção de vestidos de baile ? — Com muito gosto, respondeu Narizinho, encantada. As formigas, incontinenti, abriram os guarda-roupas, e tiraram para fóra uma porção de vestidos de luxo, cada qual mais lindo. Um era feito de céo azul todo enfeitado de estrellinhas. Outro, de petalas de rosa com entremeio de myosotis. Outro, de espuma do mar com rendas de coral... O que mais encantou Narizinho, porém, foi um vestido de cauda feito de teia de aranha e enfeitado com pingos de orvalho. Não podia haver coisa mais linda e Lucia bateu palmas de alegria, deixando a aranha toda cheia de si porque esse vestido era inteirinho feito por ella. Ella mesma fabricára o fio, tecera a gaze e ella mesma o cosera. — Vejo que a menina tem muito bom gosto ! disse a aranha lisonjeada. E, linda<noinclude>{{c|☉{{gap}}29{{gap}}☉}}</noinclude> 07il3hrj9u6tgq7wnh8ibmc3ounst7f 552503 552500 2026-05-16T13:49:08Z Erick Soares3 19404 552503 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>Dona Aranha, a melhor costureira do reino, e tambem varias mucamas formigas. Dona Aranha adeantou-se e disse respeitosamente: — Quer a menina examinar a nossa collecção de vestidos de baile ? — Com muito gosto, respondeu Narizinho, encantada. As formigas, incontinenti, abriram os guarda-roupas, e tiraram para fóra uma porção de vestidos de luxo, cada qual mais lindo. Um era feito de céo azul todo enfeitado de estrellinhas. Outro, de petalas de rosa com entremeio de myosotis. Outro, de espuma do mar com rendas de coral... O que mais encantou Narizinho, porém, foi um vestido de cauda feito de teia de aranha e enfeitado com pingos de orvalho. Não podia haver coisa mais linda e Lucia bateu palmas de alegria, deixando a aranha toda cheia de si porque esse vestido era inteirinho feito por ella. Ella mesma fabricára o fio, tecera a gaze e ella mesma o cosera. — Vejo que a menina tem muito bom gosto ! disse a aranha lisonjeada. E, linda {{PT||como é, si fôr á festa com elle, certamente que será a rainha da noite.}} {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}29{{gap}}☉}}</noinclude> ik9ik1o4w9n5x4sms47a64nsezaptub Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/34 106 253457 552501 2026-05-16T13:48:44Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 34 crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} {{PT|como é, si fôr á festa com elle, certamente que será a rainha da noite.}} E poz-se a vestil-a, deante de um espelho de prata. Penteou-lhe o cabello á moda do reino, calçou-lhe nos pés sapatinhos de ouro e, nas mãos, luvas fabricadas com pellica de pecego. Deu-lhe depois um maravilhoso leque bordado a raios de sol sobre as... 552501 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 34 crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} {{PT|como é, si fôr á festa com elle, certamente que será a rainha da noite.}} E poz-se a vestil-a, deante de um espelho de prata. Penteou-lhe o cabello á moda do reino, calçou-lhe nos pés sapatinhos de ouro e, nas mãos, luvas fabricadas com pellica de pecego. Deu-lhe depois um maravilhoso leque bordado a raios de sol sobre asas de mãe-dߴagua. Narizinho não cabia em si de gosto. Mirava-se ao espelho e duvidava dos proprios olhos: — Serei eu mesma ou uma fada das Mil e Uma Noites ? Quando julgou que já estivesse prompta veiu a Aranha com varios cofres cheios<noinclude>{{c|☉{{gap}}30{{gap}}☉}}</noinclude> s2tljd1axbm1prxj8evejojlo6n259p 552502 552501 2026-05-16T13:48:52Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552502 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 34 crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} {{PT|como é, si fôr á festa com elle, certamente que será a rainha da noite.}} E poz-se a vestil-a, deante de um espelho de prata. Penteou-lhe o cabello á moda do reino, calçou-lhe nos pés sapatinhos de ouro e, nas mãos, luvas fabricadas com pellica de pecego. Deu-lhe depois um maravilhoso leque bordado a raios de sol sobre asas de mãe-dߴagua. Narizinho não cabia em si de gosto. Mirava-se ao espelho e duvidava dos proprios olhos: — Serei eu mesma ou uma fada das Mil e Uma Noites ? Quando julgou que já estivesse prompta veiu a Aranha com varios cofres cheios<noinclude>{{c|☉{{gap}}30{{gap}}☉}}</noinclude> hfkokod2ep11xp6pwakfy0dqoibmgum 552558 552502 2026-05-16T15:49:55Z Erick Soares3 19404 552558 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 34 crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} {{PT|como é, si fôr á festa com elle, certamente que será a rainha da noite.}} E poz-se a vestil-a, deante de um espelho de prata. Penteou-lhe o cabello á moda do reino, calçou-lhe nos pés sapatinhos de ouro e, nas mãos, luvas fabricadas com pellica de pecego. Deu-lhe depois um maravilhoso leque bordado a raios de sol sobre asas de mãe-dߴagua. Narizinho não cabia em si de gosto. Mirava-se ao espelho e duvidava dos proprios olhos: — Serei eu mesma ou uma fada das Mil e Uma Noites ? Quando julgou que já estivesse prompta veiu a Aranha com varios cofres cheios<noinclude>{{c|☉{{gap}}30{{gap}}☉}}</noinclude> 9w8vlcuu8dn9o3t78g0npw9hl6hc2lk Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/35 106 253458 552504 2026-05-16T13:54:26Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552504 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>de diademas, collares, anneis e braceletes capazes de dar inveja a todas as princezas do mundo. Narizinho escolheu as mais lindas. E assim recamada de ouro e brilhantes ficou a scintillar como um sol. — Está “quasi” prompta, disse a Aranha. — Quasi ? disse Narizinho, sorrindo. Pois falta ainda alguma cousa ? A aranha respondeu mandando vir es{{PT||crinios com pó de asas das mais raras borboletas e polvilhou-a inteira de azul furta-côr.}} [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 35 crop).jpg|centro|350px]] {{PT|crinios com pó de asas das mais raras borboletas e polvilhou-a inteira de azul furta-côr.}} Que maravilha ! O proprio espelho che-<noinclude>{{c|☉{{gap}}31{{gap}}☉}}</noinclude> 4vx4ucao3ulsc4xd817sfbtuoh4bd6z Página:Da Terra á Lua.pdf/61 106 253459 552509 2026-05-16T14:02:45Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: — Certamente, continuou Barbicane, como quem está conscio do que diz, de certo, e senão a nossa experiencia não produziria resultado algum. — Mas nߴesse caso, replicou o major, haveis de dar ao projectil dimensões enormes? — Nada. Ora tende a bondade de ouvir-me. Sabeis todos que os instrumentos de optica têem alcançado um elevado grau de perfeição; com certos telescopios tem-se conseguido obter augmentos de seis mil por um e trazer assi... 552509 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|62|VIAGENS MARAVILHOSAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>— Certamente, continuou Barbicane, como quem está conscio do que diz, de certo, e senão a nossa experiencia não produziria resultado algum. — Mas nߴesse caso, replicou o major, haveis de dar ao projectil dimensões enormes? — Nada. Ora tende a bondade de ouvir-me. Sabeis todos que os instrumentos de optica têem alcançado um elevado grau de perfeição; com certos telescopios tem-se conseguido obter augmentos de seis mil por um e trazer assim a Lua á distancia proximamente de 40 milhas (16 leguas). Ora a esta distancia são distinctamente visiveis os objectos que têem 60 pés de lado. E se não se tem levado mais longe o poder de augmento dos telescopios é que a amplificação cresce na rasão inversa da clareza, e porque a Lua, que não é senão um espelho de reflexão, não emitte luz bastante intensa para que possa admittir amplificações que vão alem do limite que indiquei. — E então! que fazer? perguntou o general. Haveis de dar ao vosso projectil 60 pés de diametro? — Certamente que não! — Tereis então de tornar a Lua mais luminosa? — Justamente. — Isso lá me parece muito! exclamou J.-T. Maston. — É muito é verdade, mas muito simples, respondeu Barbicane. Com effeito se eu conseguir que diminua a espessura da atmosphera que a luz da Lua atravessa, acaso não terei tornado essa luz mais intensa! — Evidentemente. — Pois bem! Para obter tal resultado bastar-me-ha estabelecer um telescopio em alguma montanha elevada. E é o que havemos de fazer. — Basta, rendo-me, respondeu o major. Tendes uma tal maneira de simplificar as cousas! — E que amplificação esperaes obter por tal expediente? {{nop}}<noinclude></noinclude> ks9jucxj3jpd4wql11hi258q9tp69hb 552510 552509 2026-05-16T14:03:24Z Erick Soares3 19404 552510 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|62|VIAGENS MARAVILHOSAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>— Certamente, continuou Barbicane, como quem está conscio do que diz, de certo, e senão a nossa experiencia não produziria resultado algum. — Mas nߴesse caso, replicou o major, haveis de dar ao projectil dimensões enormes? — Nada. Ora tende a bondade de ouvir-me. Sabeis todos que os instrumentos de optica têem alcançado um elevado grau de perfeição; com certos telescopios tem-se conseguido obter augmentos de seis mil por um e trazer assim a Lua á distancia proximamente de 40 milhas (16 leguas). Ora a esta distancia são distinctamente visiveis os objectos que têem 60 pés de lado. E se não se tem levado mais longe o poder de augmento dos telescopios é que a amplificação cresce na rasão inversa da clareza, e porque a Lua, que não é senão um espelho de reflexão, não emitte luz bastante intensa para que possa admittir amplificações que vão alem do limite que indiquei. — E então! que fazer? perguntou o general. Haveis de dar ao vosso projectil 60 pés de diametro? — Certamente que não! — Tereis então de tornar a Lua mais luminosa? — Justamente. — Isso lá me parece muito! exclamou J.-T. Maston. — É muito é verdade, mas muito simples, respondeu Barbicane. Com effeito se eu conseguir que diminua a espessura da atmosphera que a luz da Lua atravessa, acaso não terei tornado essa luz mais intensa! — Evidentemente. — Pois bem! Para obter tal resultado bastar-me-ha estabelecer um telescopio em alguma montanha elevada. E é o que havemos de fazer. — Basta, rendo-me, respondeu o major. Tendes uma tal maneira de simplificar as cousas! {{nop}}<noinclude></noinclude> dli9szzotanij0ip36h7xiz80n3kd05 Página:Da Terra á Lua.pdf/62 106 253460 552511 2026-05-16T14:05:45Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: — E que amplificação esperaes obter por tal expediente? — Uma amplificação de quarenta e oito mil por um, que ha de trazer-nos a Lua a cinco milhas de distancia. Nߴesta hypothese bastará que qualquer objecto tenha nove pés de lado para que seja perfeitamente visivel. — Perfeitamente! exclamou J.-T. Maston, o nosso projectil ha de portanto ter nove pés de diametro? — Nem mais nem menos. — Todavia, permittam-me que lhes diga, redarguiu o... 552511 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|63|borda_inferior=sim}}</noinclude>— E que amplificação esperaes obter por tal expediente? — Uma amplificação de quarenta e oito mil por um, que ha de trazer-nos a Lua a cinco milhas de distancia. Nߴesta hypothese bastará que qualquer objecto tenha nove pés de lado para que seja perfeitamente visivel. — Perfeitamente! exclamou J.-T. Maston, o nosso projectil ha de portanto ter nove pés de diametro? — Nem mais nem menos. — Todavia, permittam-me que lhes diga, redarguiu o major Elphiston, que ainda assim o projectil ha de ter um peso tal que... — Oh! major, respondeu Barbicane, antes que discutamos o peso do projectil consenti que vos diga que nossos paes faziam nߴeste genero cousas realmente maravilhosas. Longe de mim a idéa de affirmar que a balistica não tem progredido, mas bom é que se saiba que já na idade media se obtinham resultados surprehendentes; ousarei até acrescentar, mais para surprehender que os que nós hoje alcançâmos. — Ora essa! replicou Morgan. — Justificae o que affirmaes, exclamou com vehemencia J.-T. Maston. — Nada mais facil, respondeu Barbicane; sobram-me os exemplos para apoiar o que asseverei. Assim, no assedio de Constantinopla por Mahomet II, em 1543, lançaram-se balas de pedra que pesavam mil e novecentas libras, e que deviam ser de bonito tamanho. — Oh! oh! disse o major, mil e novecentas libras, é já um algarismo elevado! — Em Malta, no tempo dos cavalleiros, um certo canhão do forte de Sant'Elmo arremessava projectis que pesavam duas mil e quinhentas libras. — Parece impossivel! — Finalmente, segundo diz um historiador francez, no reinado<noinclude></noinclude> 1y2iwrku72ah3ojelh9eauidlciulsf Página:Da Terra á Lua.pdf/63 106 253461 552512 2026-05-16T14:07:25Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: de Luiz XI, havia um morteiro que lançava bombas do peso sómente de quinhentas libras; em compensação estas bombas, partindo da Bastilha, logar onde os loucos encarceravam os de espirito são, iam cahir em Charenton, logar onde os de espirito são encarceravam os loucos. — Muito bem! disse J.-T. Maston. — E depois do que acabo de relatar, em summa, que temos visto? Os canhões de Armstrong que arremessam balas de quinhentas libras, e as Co... 552512 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|64|VIAGENS MARAVILHOSAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>de Luiz XI, havia um morteiro que lançava bombas do peso sómente de quinhentas libras; em compensação estas bombas, partindo da Bastilha, logar onde os loucos encarceravam os de espirito são, iam cahir em Charenton, logar onde os de espirito são encarceravam os loucos. — Muito bem! disse J.-T. Maston. — E depois do que acabo de relatar, em summa, que temos visto? Os canhões de Armstrong que arremessam balas de quinhentas libras, e as Columbiadas Rodman projectis de meia tonelada! O que parece, portanto, é que se os projectis ganharam em velocidade, perderam pelo menos em peso. Se dirigirmos pois n'este sentido os nossos esforços, havemos de conseguir, com o auxilio dos progressos da sciencia decuplicar o peso das balas de Mahomet II e dos cavalleiros de Malta. — Evidente, respondeu o major, mas que metal pensaes em empregar para compor o projectil. — Ferro fundido, nada mais, disse o general Morgan. — Ora! ferro fundido! exclamou J.-T. Maston com profundo desdem, é cousa bem ordinaria para fabricar uma bala destinada a ir á Lua. — Nada de exagerações, honrado amigo, respondeu Morgan; ferro é quanto basta. — E então! replicou o major Elphiston; olhem que sendo o peso da bala proporcional ao seu volume, uma bala de ferro fundido que tenha nove pés de diametro ha de ainda ter um tal peso que mette medo! — Assim será, se for massiça, mas não se for oca, disse Barbicane. — Oca! então é um obuz? — Onde podem metter-se correspondencias, replicou J.-T. Maston, e amostras das producções terrestres! — Sim, um obuz, respondeu Barbicane, assim é absolutamente<noinclude></noinclude> d4ciwjgt174y8fdokk555epuaicydle 552513 552512 2026-05-16T14:07:43Z Erick Soares3 19404 552513 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|64|VIAGENS MARAVILHOSAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>de Luiz XI, havia um morteiro que lançava bombas do peso sómente de quinhentas libras; em compensação estas bombas, partindo da Bastilha, logar onde os loucos encarceravam os de espirito são, iam cahir em Charenton, logar onde os de espirito são encarceravam os loucos. — Muito bem! disse J.-T. Maston. — E depois do que acabo de relatar, em summa, que temos visto? Os canhões de Armstrong que arremessam balas de quinhentas libras, e as Columbiadas Rodman projectis de meia tonelada! O que parece, portanto, é que se os projectis ganharam em velocidade, perderam pelo menos em peso. Se dirigirmos pois nߴeste sentido os nossos esforços, havemos de conseguir, com o auxilio dos progressos da sciencia decuplicar o peso das balas de Mahomet II e dos cavalleiros de Malta. — Evidente, respondeu o major, mas que metal pensaes em empregar para compor o projectil. — Ferro fundido, nada mais, disse o general Morgan. — Ora! ferro fundido! exclamou J.-T. Maston com profundo desdem, é cousa bem ordinaria para fabricar uma bala destinada a ir á Lua. — Nada de exagerações, honrado amigo, respondeu Morgan; ferro é quanto basta. — E então! replicou o major Elphiston; olhem que sendo o peso da bala proporcional ao seu volume, uma bala de ferro fundido que tenha nove pés de diametro ha de ainda ter um tal peso que mette medo! — Assim será, se for massiça, mas não se for oca, disse Barbicane. — Oca! então é um obuz? — Onde podem metter-se correspondencias, replicou J.-T. Maston, e amostras das producções terrestres! — Sim, um obuz, respondeu Barbicane, assim é absolutamente<noinclude></noinclude> 2re6yy81sbqz21ce15sm3539npzw6g8 Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/134 106 253462 552540 2026-05-16T14:31:45Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Ninguém protestou, e lá foram os 3.000$000 réis beneficiar outra localidade! Diz-se que a facção progressista local quizera afirmar, com este acto de ''força política'', o seu valor. Pena foi ter revertido em manifesto prejuízo para o concelho tanta força. Depois, foi estudado outro ramal, da ponte de Linḥares, em Mozelos, para a feira de Padomelo, que anda em construção. {{c|ESTRADA DE SERVIDÃO DE MANTELÃES, POR INFESTA, A CAZELHO... 552540 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Ninguém protestou, e lá foram os 3.000$000 réis beneficiar outra localidade! Diz-se que a facção progressista local quizera afirmar, com este acto de ''força política'', o seu valor. Pena foi ter revertido em manifesto prejuízo para o concelho tanta força. Depois, foi estudado outro ramal, da ponte de Linḥares, em Mozelos, para a feira de Padomelo, que anda em construção. {{c|ESTRADA DE SERVIDÃO DE MANTELÃES, POR INFESTA, A CAZELHOS<ref>Esta estrada tem o seu ponto inicial na estrada n.º 24 e o ''términus'' na distrital n.º 1, no lugar de Cazelhos, freguesia de Cunha.</ref>, FREGUESIA DE CUNHA}} Esta estrada tem sido instantemente reclamada pelo povo da freguesia de Infesta, que é uma das mais populosas e produtivas do concelho. Tiveram começo os seus trabalhos no mês de Maio, de 1904. Feitas as expropriações, procedeu-se à terraplanagem e construção de aquedutos, entre a sua origem (Mantelães) até ao perfil n.º 133, na extensão de 1.884<sup>m</sup>,46. A despesa feita com este trabalho e expropriações importou em 3.702$040 réis. Foi suspenso, pelo então ministro das Obras Públicas sr. Conselheiro Malheiro Reimão, o empedramento da parte terraplanada<ref>No mês de Maio, de 1906, foi autorizado, pelo ministério das Obras Públicas a verba de 400$000, para empedramento.</ref>. Com mais outro inverno... diminui a despesa, certamente. '''{{c|Estradas municipais}}''' São três: uma, da vila para Ponte do Lima; outra, do ''Livramento'' até o lugar da Bolência, freguesia de Cossourado; e a última - a de Pena, - de Mozelos, por Venade, até ao lugar da ''Venda'', freguesia de Ferreira. Algumas notas acerca de cada uma delas. {{c|1.ª}} É a mais antiga. Tem de extensão, até à ''Bouça-Redonda'', limite entre este concelho e o de Ponte do Lima, 5.945<sup>m</sup>,19. A sua construção foi muito demorada. Tem três lanços, sendo o 1.º arrematado no dia 14 de Novembro, de 1874, e o 3.º em 13 de Novembro, de 1879. É longa a história desta estrada; mas, como representa melhoramento local, vou resumi-la, tanto quanto puder. No ano de 1872, o Governador Civil oficiou à Câmara Municipal para que ela ''consultasse'' a repartição das Obras Públicas Distritais sobre a necessidade de fazer incluir no plano geral, definitivo, da viação municipal deste concelho, uma estrada, de 2.ª classe, de Paredes à freguesia de Rendufe (Bouça-Redonda), a encontrar com a de Ponte do Lima, que estava em construção<ref>O ofício é datado de 2 de Junho.</ref>. Na sessão de 6 de Julho, do mesmo ano, assim se resolveu; e, na de 27 deste mês, foi lido outro oficio<ref>Era datado de 24 de Julho.</ref> do mesmo magistrado, que acompanhava a cópia da acta da {{rule}}<noinclude></noinclude> 3grib5aug0y8cetliazpzokrtjfb2wv 552542 552540 2026-05-16T14:53:41Z Ruiaraujo1972 38032 552542 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Ninguém protestou, e lá foram os 3.000$000 réis beneficiar outra localidade! Diz-se que a facção progressista local quizera afirmar, com este acto de ''força política'', o seu valor. Pena foi ter revertido em manifesto prejuízo para o concelho tanta força. Depois, foi estudado outro ramal, da ponte de Linḥares, em Mozelos, para a feira de Padomelo, que anda em construção. {{c|ESTRADA DE SERVIDÃO DE MANTELÃES, POR INFESTA, A CAZELHOS<ref>Esta estrada tem o seu ponto inicial na estrada n.º 24 e o ''términus'' na distrital n.º 1, no lugar de Cazelhos, freguesia de Cunha.</ref>, FREGUESIA DE CUNHA}} Esta estrada tem sido instantemente reclamada pelo povo da freguesia de Infesta, que é uma das mais populosas e produtivas do concelho. Tiveram começo os seus trabalhos no mês de Maio, de 1904. Feitas as expropriações, procedeu-se à terraplanagem e construção de aquedutos, entre a sua origem (Mantelães) até ao perfil n.º 133, na extensão de 1.884<sup>m</sup>,46. A despesa feita com este trabalho e expropriações importou em 3.702$040 réis. Foi suspenso, pelo então ministro das Obras Públicas sr. Conselheiro Malheiro Reimão, o empedramento da parte terraplanada<ref>No mês de Maio, de 1906, foi autorizado, pelo ministério das Obras Públicas a verba de 400$000, para empedramento.</ref>. Com mais outro inverno... diminui a despesa, certamente. '''{{c|Estradas municipais}}''' São três: uma, da vila para Ponte do Lima; outra, do ''Livramento'' até o lugar da Bolência, freguesia de Cossourado; e a última - a de Pena, - de Mozelos, por Venade, até ao lugar da ''Venda'', freguesia de Ferreira. Algumas notas acerca de cada uma delas. '''{{c|1.ª}}''' É a mais antiga. Tem de extensão, até à ''Bouça-Redonda'', limite entre este concelho e o de Ponte do Lima, 5.945<sup>m</sup>,19. A sua construção foi muito demorada. Tem três lanços, sendo o 1.º arrematado no dia 14 de Novembro, de 1874, e o 3.º em 13 de Novembro, de 1879. É longa a história desta estrada; mas, como representa melhoramento local, vou resumi-la, tanto quanto puder. No ano de 1872, o Governador Civil oficiou à Câmara Municipal para que ela ''consultasse'' a repartição das Obras Públicas Distritais sobre a necessidade de fazer incluir no plano geral, definitivo, da viação municipal deste concelho, uma estrada, de 2.ª classe, de Paredes à freguesia de Rendufe (Bouça-Redonda), a encontrar com a de Ponte do Lima, que estava em construção<ref>O ofício é datado de 2 de Junho.</ref>. Na sessão de 6 de Julho, do mesmo ano, assim se resolveu; e, na de 27 deste mês, foi lido outro oficio<ref>Era datado de 24 de Julho.</ref> do mesmo magistrado, que acompanhava a cópia da acta da {{rule}}<noinclude></noinclude> 590xvyhr8vl5iptmbsldfmcx4gqafju Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/135 106 253463 552541 2026-05-16T14:53:12Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Comissão da viação, em que deliberou adicionar àquele plano mais esta estrada. Depois veio o ofício da repartição de Obras Públicas, de 4 de Março, de 1873, remetendo as instruções para a arrematação do 1.º lanço. Só na sessão de 28 de Outubro, daquele ano, é que a Câmara apresentou as condições para a adjudicação das obras deste lanço, aprovadas pela estação tutelar em 8 de Novembro, de 1874. No dia 14 de Novembro, deste ano, foi... 552541 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Comissão da viação, em que deliberou adicionar àquele plano mais esta estrada. Depois veio o ofício da repartição de Obras Públicas, de 4 de Março, de 1873, remetendo as instruções para a arrematação do 1.º lanço. Só na sessão de 28 de Outubro, daquele ano, é que a Câmara apresentou as condições para a adjudicação das obras deste lanço, aprovadas pela estação tutelar em 8 de Novembro, de 1874. No dia 14 de Novembro, deste ano, foi arrematado o 1.º lanço por - 628$308 réis, sendo adjudicado o trabalho ao empreiteiro Gaspar Pereira Lima, de Ponte do Lima. Na sessão de 16 de Dezembro, de 1875, foram lidas as condições para a arrematação do 2.º lanço e aprovadas na de 18. O auto de expropriações foi assinado em 12 de Março, de 1876, e o da arrematação, em 5 de Abril seguinte, sendo empreiteiro Manuel José da Silva, também daquela vila, pela quantia de 1.045$000 réis. Por alvará de 28 de Março, de 1879, autorizou o Governador Civil a construção do 3.º lanço<ref>O falecido Visconde de Mozelos, então Presidente da Câmara, adiantou para a construção deste lanço a quantia de 550$000 réis, por se não ter recebido o subsidio com que o Estado era obrigado a concorrer.</ref>. Na sessão camarária de 19 de Abril foram apresentadas as condições da arrematação e aprovadas em nova sessão, do mesmo dia. A 9 de Maio era, pois, arrematado o 3.º lanço pelo empreiteiro Cândido Augusto da Silva, pela quantia de 1.600$000 réis. O empedramento do 1.º e 2.º lanços foi dado, por arrematação do dia 7 de Dezembro, daquele ano, ao mesmo empreiteiro, pela quantia de 2.099$000 réis. A do 3.º fez-se a 13 de Novembro, do mesmo ano, ficando com a empreitada Francisco Lourenço de Lima, por 792$000 réis. {{c|---}} O 1.º lanço começa na vila e vai até à freguesia de Rezende, na extensão de 1.200<sup>m</sup>,32. O 2.º, daqui até à devesa dos Portos, com 2.514<sup>m</sup>. O 3.º, desde este ponto até à Bouça-Redonda, com 2.260<sup>m</sup>,86. Importaram, respectivamente: 2.458$401 réis, 3.831$628 réis e 4.068$732 réis = 10.358$761 réis. O Estado concorreu com 2.494$430 réis. A Câmara votou, na sessão de 26 de Maio, de 1877, um empréstimo de 5.000$000 réis, para ocorrer àquelas despesas, que foi aprovado e autorizado pela estação tutelar em 23 de Junho, do mesmo ano, mas só levantou 3.500$000 réis. A emissão fez-se em «obrigações» de 10$000 réis. Foi o condutor distrital António José Vieira da Cunha quem procedeu aos estudos desta estrada, ultimados em 14 de Dezembro, de 1882. '''{{c|2.ª}}''' A estrada municipal, do Livramento (Formariz) à Bolência (Cossourado), parte da estrada real, n.º 24, a entroncar na n.º 30. Apenas está construído o 1.º lanço, desde a origem até ao lugar do Val (Formariz), na extensão de 980<sup>m</sup>,70. Importou em 1.833$245 réis. {{rule}}<noinclude></noinclude> jubgqa80r7m86i008gn1ouyo72ybbtg 552543 552541 2026-05-16T14:54:55Z Ruiaraujo1972 38032 552543 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>''Comissão da viação'', em que deliberou adicionar àquele plano mais esta estrada. Depois veio o ofício da repartição de Obras Públicas, de 4 de Março, de 1873, remetendo as ''instruções'' para a arrematação do 1.º lanço. Só na sessão de 28 de Outubro, daquele ano, é que a Câmara apresentou as condições para a adjudicação das obras deste lanço, aprovadas pela estação tutelar em 8 de Novembro, de 1874. No dia 14 de Novembro, deste ano, foi arrematado o 1.º lanço por - 628$308 réis, sendo adjudicado o trabalho ao empreiteiro Gaspar Pereira Lima, de Ponte do Lima. Na sessão de 16 de Dezembro, de 1875, foram lidas as condições para a arrematação do 2.º lanço e aprovadas na de 18. O auto de expropriações foi assinado em 12 de Março, de 1876, e o da arrematação, em 5 de Abril seguinte, sendo empreiteiro Manuel José da Silva, também daquela vila, pela quantia de 1.045$000 réis. Por alvará de 28 de Março, de 1879, autorizou o Governador Civil a construção do 3.º lanço<ref>O falecido Visconde de Mozelos, então Presidente da Câmara, adiantou para a construção deste lanço a quantia de 550$000 réis, por se não ter recebido o subsidio com que o Estado era obrigado a concorrer.</ref>. Na sessão camarária de 19 de Abril foram apresentadas as condições da arrematação e aprovadas em nova sessão, do ''mesmo dia''. A 9 de Maio era, pois, arrematado o 3.º lanço pelo empreiteiro Cândido Augusto da Silva, pela quantia de 1.600$000 réis. O empedramento do 1.º e 2.º lanços foi dado, por arrematação do dia 7 de Dezembro, daquele ano, ao mesmo empreiteiro, pela quantia de 2.099$000 réis. A do 3.º fez-se a 13 de Novembro, do mesmo ano, ficando com a empreitada Francisco Lourenço de Lima, por 792$000 réis. {{c|---}} O 1.º lanço começa na vila e vai até à freguesia de Rezende, na extensão de 1.200<sup>m</sup>,32. O 2.º, daqui até à devesa dos Portos, com 2.514<sup>m</sup>. O 3.º, desde este ponto até à Bouça-Redonda, com 2.260<sup>m</sup>,86. Importaram, respectivamente: 2.458$401 réis, 3.831$628 réis e 4.068$732 réis = 10.358$761 réis. O Estado concorreu com 2.494$430 réis. A Câmara votou, na sessão de 26 de Maio, de 1877, um empréstimo de 5.000$000 réis, para ocorrer àquelas despesas, que foi aprovado e autorizado pela estação tutelar em 23 de Junho, do mesmo ano, mas só levantou 3.500$000 réis. A emissão fez-se em «obrigações» de 10$000 réis. Foi o condutor distrital António José Vieira da Cunha quem procedeu aos estudos desta estrada, ultimados em 14 de Dezembro, de 1882. '''{{c|2.ª}}''' A estrada municipal, do Livramento (Formariz) à Bolência (Cossourado), parte da estrada real, n.º 24, a entroncar na n.º 30. Apenas está construído o 1.º lanço, desde a origem até ao lugar do Val (Formariz), na extensão de 980<sup>m</sup>,70. Importou em 1.833$245 réis. {{rule}}<noinclude></noinclude> 8myri593uvbgfl79tngpz6m4032pkrz Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/136 106 253464 552545 2026-05-16T15:03:16Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: A saber: Expropriações ............256$340 Abertura dos rigões ......48$255 Terraplenagem, aquedutos, muros de suporte, empedrado, etc. ....1.528$666 Em 30 de Abril, de 1898, foi adjudicada a sua construção ao empreiteiro sr. Manuel José da Cunha, da freguesia de Ferreira, que deu começo aos trabalhos no dia 20 de Maio, do mesmo ano. Os estudos do 2º e 3.º foram feitos pelo condutor de Obras Públicas sr. Manuel Veloso de Carvalho,... 552545 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>A saber: Expropriações ............256$340 Abertura dos rigões ......48$255 Terraplenagem, aquedutos, muros de suporte, empedrado, etc. ....1.528$666 Em 30 de Abril, de 1898, foi adjudicada a sua construção ao empreiteiro sr. Manuel José da Cunha, da freguesia de Ferreira, que deu começo aos trabalhos no dia 20 de Maio, do mesmo ano. Os estudos do 2º e 3.º foram feitos pelo condutor de Obras Públicas sr. Manuel Veloso de Carvalho, de Viana do Castelo. '''{{c|3.ª}}''' Já se indicou a sua directriz. Tem a sua origem na estrada real n.º 24, em Mozelos. Tanto a construção desta estrada, como da anterior, foram deliberadas na sessão camarária de 14 de Novembro, de 1896 e aprovadas por decreto governamental de 24 de Março, de 1897. O empreiteiro do 1.º lanço foi Manuel Lourenço, mas, tendo falecido, tomou conta da obra o sr. Bento Fernandes Rodrigues, pela quantia de 1.438$800 réis, como já era para o primeiro. As despesas feitas, até 1905, estão assim distribuídas: Abertura de rigões ...........48$245<ref>Precisamente a mesma quantia da estrada anterior - a 2.ª.</ref> Expropriações.................1.242$505 Servidóes.....................708$520 Construção....................1.664$720 {{c|---}} Total......................3.663$990 Os trabalhos continuam, mas ainda não chegam à capela da Pena, que é ponto obrigado. Têem corrido morosamente por falta de recursos, não obstante a Câmara ter contraído um empréstimo de 4.000$000 réis para a construção destas duas estradas. A expropriação de umas propriedades, pertencentes ao sr. José de Bessa de Sousa Menezes, de Barcelos, deu origem a demorado pleito judicial. Estão construídos 1.880<sup>m</sup>42, tendo-se dispendido reis 3.663$990<ref>Estas notas referem-se ao ano de 1905.</ref>. {{rule}}<noinclude></noinclude> p1qtgr56t02hugmmgmrmffm7jk6vuas Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/137 106 253465 552546 2026-05-16T15:08:28Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''{{c|CAPÍTULO XXI}}''' '''{{c|Feiras e Mercados}}''' UM dos pontos de referência para se avaliar da indústria, comércio, importância e desenvolvimento de qualquer povoação ou localidade, é, sem dúvida, a maior ou menor soma de transacções, de artigos, géneros e produtos, das suas feiras e mercados. Sob este ponto de vista, as nossas feiras são boas, sobretudo as da vila e Padornelo. Não posso indicar quando começou a - ''feira... 552546 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>'''{{c|CAPÍTULO XXI}}''' '''{{c|Feiras e Mercados}}''' UM dos pontos de referência para se avaliar da indústria, comércio, importância e desenvolvimento de qualquer povoação ou localidade, é, sem dúvida, a maior ou menor soma de transacções, de artigos, géneros e produtos, das suas feiras e mercados. Sob este ponto de vista, as nossas feiras são boas, sobretudo as da vila e Padornelo. Não posso indicar quando começou a - ''feira de Coira'', mas sabe-se que é muito antiga. Como mercado de cereais e gados, é uma das primeiras do distrito. Desde alguns anos - (abertura da estrada real n.º 24) que se tem desenvolvido muito, tornando-se o centro de importantes transacções. A área desta feira é muito larga, mas não conjunta. Assim, para cereais, peixe, ferragens, louça, hortaliças,<noinclude></noinclude> isphwwuz54qgb0q858azit0d3xvanrx Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/138 106 253466 552547 2026-05-16T15:14:19Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: tendas de fazendas, de chapéus, de ourivesaria, aves, etc., há um recinto próprio, em dois tabuleiros superior e inferior no centro da vila, tendo aquele elegante chafariz, cercado por espaçosa taça de cantaria, a qual recebe a água que dele decorre. É obra do mestre pedreiro José Joaquim Guerreiro, de Lanhelas (Caminha). Aquele recinto tem a forma de quadrilongo e está vedado pelo nascente, sul e poente por muros. -- imagem -- Uma... 552547 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>tendas de fazendas, de chapéus, de ourivesaria, aves, etc., há um recinto próprio, em dois tabuleiros superior e inferior no centro da vila, tendo aquele elegante chafariz, cercado por espaçosa taça de cantaria, a qual recebe a água que dele decorre. É obra do mestre pedreiro José Joaquim Guerreiro, de Lanhelas (Caminha). Aquele recinto tem a forma de quadrilongo e está vedado pelo nascente, sul e poente por muros. -- imagem -- Uma feira de cereais (Vila) Do tabuleiro inferior para o superior há uma ampla escada, com um patamar, e degraus de pedra. O inferior, margina pelo norte com a estrada real, não tendo vedação por este lado. Estão ambos bem arborizados. Em tempos remotos a «feira de Coyra» só se fazia no dia 9 de cada mês; mas, por Alvará Régio de 8 de Novembro, de 1689, passou a ser quinzenal, designando-se o día 24 (além do dia 9), de todos os meses, para a sua realização. E, há poucos anos, a Câmara deliberou que se fizesse aos sábados, de 15 em 15 dias<ref>Sessão de 23 de Janeiro, de 1897.</ref>. A parte desta feira que diz respeito a gados, é à entrada da vila em recintos próprios, que a Câmara mandou vedar, expropriando, previamente, os terrenos precisos na quinta do sr. António Pereira da Cunha. Concorre a ela muito gado vacum, suino, cavalar e algum lanígero, assim como feirantes dos concelhos limítrofes. {{c|---} Há, ainda, outra feira importante, como disse, conhecida por - ''feira de Padornelo''. Também ignoro desde quando data. Faz-se em espaçoso largo, no lugar dos Tojais, freguesia de Padornelo, junto da capela do ''Ecce-Homo''. Como a antecedente, é ''quinzenal'', aos sábados, em alternação com a da vila. É boa para gados, e acorrem a ela cereais, hortaliças, peixe fresco e salgado, galinhas, ovos, frutas, etc., mas não tem tendas de tecidos, nem de ourivesaria. O seu acesso pela ponte de Sigo, que é o mais frequentado, torna-se difícil e até perigoso na quadra invernosa, quando engrossa a corrente do rio Coura, que, facilmente, galga esta ponte e as calçadas conjuntas. {{rule}}<noinclude></noinclude> kw6s60b0xjz09njv968ojw2bw4a0pcg 552548 552547 2026-05-16T15:14:38Z Ruiaraujo1972 38032 552548 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>tendas de fazendas, de chapéus, de ourivesaria, aves, etc., há um recinto próprio, em dois tabuleiros superior e inferior no centro da vila, tendo aquele elegante chafariz, cercado por espaçosa taça de cantaria, a qual recebe a água que dele decorre. É obra do mestre pedreiro José Joaquim Guerreiro, de Lanhelas (Caminha). Aquele recinto tem a forma de quadrilongo e está vedado pelo nascente, sul e poente por muros. -- imagem -- Uma feira de cereais (Vila) Do tabuleiro inferior para o superior há uma ampla escada, com um patamar, e degraus de pedra. O inferior, margina pelo norte com a estrada real, não tendo vedação por este lado. Estão ambos bem arborizados. Em tempos remotos a «feira de Coyra» só se fazia no dia 9 de cada mês; mas, por Alvará Régio de 8 de Novembro, de 1689, passou a ser quinzenal, designando-se o día 24 (além do dia 9), de todos os meses, para a sua realização. E, há poucos anos, a Câmara deliberou que se fizesse aos sábados, de 15 em 15 dias<ref>Sessão de 23 de Janeiro, de 1897.</ref>. A parte desta feira que diz respeito a gados, é à entrada da vila em recintos próprios, que a Câmara mandou vedar, expropriando, previamente, os terrenos precisos na quinta do sr. António Pereira da Cunha. Concorre a ela muito gado vacum, suino, cavalar e algum lanígero, assim como feirantes dos concelhos limítrofes. {{c|---}} Há, ainda, outra feira importante, como disse, conhecida por - ''feira de Padornelo''. Também ignoro desde quando data. Faz-se em espaçoso largo, no lugar dos Tojais, freguesia de Padornelo, junto da capela do ''Ecce-Homo''. Como a antecedente, é ''quinzenal'', aos sábados, em alternação com a da vila. É boa para gados, e acorrem a ela cereais, hortaliças, peixe fresco e salgado, galinhas, ovos, frutas, etc., mas não tem tendas de tecidos, nem de ourivesaria. O seu acesso pela ponte de Sigo, que é o mais frequentado, torna-se difícil e até perigoso na quadra invernosa, quando engrossa a corrente do rio Coura, que, facilmente, galga esta ponte e as calçadas conjuntas. {{rule}}<noinclude></noinclude> aqona3s6hnmzphj30v3ayobgfeeqtyp Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/139 106 253467 552549 2026-05-16T15:21:13Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Além destas, já houve outra feira no lugar de ''Antas'', freguesia de Rubiães, que foi extinta, em 1837, «''por ser prejudicial''». Tinha começado, em 1831, por Provisão de D. Miguel. A sua existência foi, tanto ou quanto, acidentada, parecendo que as paixões políticas do tempo não foram estranhas a isso. -- imagem -- Uma Junta de bois. '''Para a sua extinção, alegou-se''' - ''que se praticavam nelas muitos furtos e constantes des... 552549 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Além destas, já houve outra feira no lugar de ''Antas'', freguesia de Rubiães, que foi extinta, em 1837, «''por ser prejudicial''». Tinha começado, em 1831, por Provisão de D. Miguel. A sua existência foi, tanto ou quanto, acidentada, parecendo que as paixões políticas do tempo não foram estranhas a isso. -- imagem -- Uma Junta de bois. '''Para a sua extinção, alegou-se''' - ''que se praticavam nelas muitos furtos e constantes desordens''. Pelo menos a Câmara representou, neste sentido, à Rainha, em 9 de Abril, de 1837. Por portaria do Ministério do Reino, datada de 11 de Maio, do mesmo ano, foi autorizado o Conselho do Distrito a resolver, - ''conforme as precisões e conveniências dos povos''. Em 3 de Junho, esta corporação pronunciou-se pela extinção. O povo, porém, não recebeu com agrado aquela resolução, e, embora com interrupções, apresentava-se no local da feira. Os documentos, que compulsei, levam-me a crer que os sectários do Rei expulso é que influiam no povo para ele não abandonar esta feira, apesar de legalmente extinta. E, como a insistência e teimosia deste não afrouxava, a Câmara impôs a multa de 1000 réis a toda a pessoa, maior de 25 anos, que se apresentasse na feira de Antas. Mais tarde, por ocasião da ''Patuleia'', (1846) os apaixonados da feira, aproveitando-se deste movimento popular, voltaram a reunir-se, de novo, no sítio do mercado para o continuar, e assim caminharam as coisas até 1847, em que, por virtude de ordens terminantes do Governador Civil, veio uma força armada para o local, afim de não deixar reunir ali o povo. Por sua parte, a Câmara estatuiu a multa de 2$000 réis para os transgressores, imposta nos mesmos termos da anterior. {{c|---}} Posteriormente, na sessão de 10 de Novembro, de 1859, a Câmara deliberou criar a ''feira da Chã'', na freguesia de Rubiães, em substituição da de ''Antas'', que começou logo a fazer-se, mas a Junta Geral não aprovou esta deliberação. Pouco tempo antes do ano de 1873, a Câmara mudou<noinclude></noinclude> 7v9y0n84ky1cu2ezygfwe2wsfpcuomo Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/140 106 253468 552550 2026-05-16T15:27:30Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: esta feira para junto da capela do ''Senhor do Amparo'', em Linhares. Mas os povos das freguesias de Rubiães, S. Martinho de Coura, Romarigães, Agualonga, Cunha, Infesta, Cossourado e de algumas dos concelhos de Caminha e Cerveira, que pretendiam que se fixasse, de vez, a sede da feira, requereram à Câmara neste sentido; e então, em 1873, deliberou esta corporação suprimir as feiras de Antas e do Senhor do Amparo. Esta deliberação me... 552550 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>esta feira para junto da capela do ''Senhor do Amparo'', em Linhares. Mas os povos das freguesias de Rubiães, S. Martinho de Coura, Romarigães, Agualonga, Cunha, Infesta, Cossourado e de algumas dos concelhos de Caminha e Cerveira, que pretendiam que se fixasse, de vez, a sede da feira, requereram à Câmara neste sentido; e então, em 1873, deliberou esta corporação suprimir as feiras de Antas e do Senhor do Amparo. Esta deliberação mereceu a aprovação do Governador Civil, pelo seu alvará de 5 de Outubro, de 1875. A ''feira da Chã'', nunca teve, pois, importância, assim como nenhuma das outras duas. {{c|---}} Há poucos anos, foi transferida a sede desta feira para ''S. Bento da Porta Aberta'', na freguesia de Cossourado. Morreu, como aquelas, de... inanição. De presente, continuam a subsistir as de Paredes de Coura e de Padornelo, alargando-se, cada vez mais, a área das suas transacções. [[c|---}} Ultimamente, por deliberação camarária, tomada em sessão de 20 de Dezembro, de 1906, foi restabelecida a ''feira de Antas'', que tem lugar nas segundas feiras, posteriores à feira de Paredes, quinzenalmente. Mas estas últimas nunca passaram, pode dizer-se, de mercados sem importância. Os grandes núcleos de transacção e comércio local são as duas primeiras. '''{{c|CAPÍTULO XXII}}''' '''{{c|Hospital e Misericórdia}}''' O EDIFÍCIO do hospital, casa elegante, de acentuada feição moderna, foi levantado na parte alta da vila, donde domina toda a povoação e largo horizonte. De sólida construção e boa exposição ao norte, obedeceu a sua planta obra do falecido conselheiro J. P. d'Oliveira Martins aos preceitos da ciência, prescritos para este género de edificações. Com muita luz, bem arejado, confortável, higiénico, é um dos melhores do distrito. Tem dois andares, onde estão instaladas as enfermarias, cosinha, rouparia, quartos de banho, secretaria, capela, gabinete de consultas, salão nobre, acomodação para as Irmãs Hospitaleiras, e quarto para autópsias, no segundo; e no de ''rés-do-chão'', está a casa mortuária, depósitos para roupas dos doentes, de lenhas, adega, dispensa, etc.<noinclude></noinclude> 7nczwhf0ijbnn4dbn4xkw1zpff7paux 552551 552550 2026-05-16T15:27:46Z Ruiaraujo1972 38032 552551 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>esta feira para junto da capela do ''Senhor do Amparo'', em Linhares. Mas os povos das freguesias de Rubiães, S. Martinho de Coura, Romarigães, Agualonga, Cunha, Infesta, Cossourado e de algumas dos concelhos de Caminha e Cerveira, que pretendiam que se fixasse, de vez, a sede da feira, requereram à Câmara neste sentido; e então, em 1873, deliberou esta corporação suprimir as feiras de Antas e do Senhor do Amparo. Esta deliberação mereceu a aprovação do Governador Civil, pelo seu alvará de 5 de Outubro, de 1875. A ''feira da Chã'', nunca teve, pois, importância, assim como nenhuma das outras duas. {{c|---}} Há poucos anos, foi transferida a sede desta feira para ''S. Bento da Porta Aberta'', na freguesia de Cossourado. Morreu, como aquelas, de... inanição. De presente, continuam a subsistir as de Paredes de Coura e de Padornelo, alargando-se, cada vez mais, a área das suas transacções. {{c|---}} Ultimamente, por deliberação camarária, tomada em sessão de 20 de Dezembro, de 1906, foi restabelecida a ''feira de Antas'', que tem lugar nas segundas feiras, posteriores à feira de Paredes, quinzenalmente. Mas estas últimas nunca passaram, pode dizer-se, de mercados sem importância. Os grandes núcleos de transacção e comércio local são as duas primeiras. '''{{c|CAPÍTULO XXII}}''' '''{{c|Hospital e Misericórdia}}''' O EDIFÍCIO do hospital, casa elegante, de acentuada feição moderna, foi levantado na parte alta da vila, donde domina toda a povoação e largo horizonte. De sólida construção e boa exposição ao norte, obedeceu a sua planta obra do falecido conselheiro J. P. d'Oliveira Martins aos preceitos da ciência, prescritos para este género de edificações. Com muita luz, bem arejado, confortável, higiénico, é um dos melhores do distrito. Tem dois andares, onde estão instaladas as enfermarias, cosinha, rouparia, quartos de banho, secretaria, capela, gabinete de consultas, salão nobre, acomodação para as Irmãs Hospitaleiras, e quarto para autópsias, no segundo; e no de ''rés-do-chão'', está a casa mortuária, depósitos para roupas dos doentes, de lenhas, adega, dispensa, etc.<noinclude></noinclude> mv4aahzxaa99ifjvxwrhh4btll3n6ls Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/141 106 253469 552552 2026-05-16T15:33:32Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: À entrada para o hospital há um pequeno vestíbulo, que tem à direita a secretaria, e à esquerda o consultório médico. Tanto o primeiro, como o segundo andar, são cortados, a todo o comprimento, por largo corredor, que dá comunicação para as enfermarias e mais compartimentos. -- imagem -- Hospital da Misericórdia As enfermarias são espaçosas, bem alumiadas, com muito pé direito e asseadas. Em uma das extremidades do edifício, a no... 552552 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>À entrada para o hospital há um pequeno vestíbulo, que tem à direita a secretaria, e à esquerda o consultório médico. Tanto o primeiro, como o segundo andar, são cortados, a todo o comprimento, por largo corredor, que dá comunicação para as enfermarias e mais compartimentos. -- imagem -- Hospital da Misericórdia As enfermarias são espaçosas, bem alumiadas, com muito pé direito e asseadas. Em uma das extremidades do edifício, a noroeste, está a cosinha, com óptimo fogão<ref>O fogão foi construído nas oficinas do caminho de ferro da Póvoa.</ref>, cercada de armários, prateleiras e vitrines, onde se arrumam as louças e mais aprestos. Tem mesa ao centro, destinada aos arranjos próprios e recepção de louças quando se faz a distribuição das refeições aos doentes. A ''rouparia'' é guarnecida de armários envidraçados, e está bem provida de roupas para as camas dos doentes e uso da casa. No ''consultório'' vê-se uma ''montra'' com aparelhos, estojos e ferros cirúrgicos, assim como o ''manequim''<ref>Custou, em Paris, 300$000 reis.</ref>. A capela é pequena, mas está artisticamente embelezada. A sala nobre, ou de recepção tem sido adornada com os retratos dos benfeitores e protectores, onde se encontram os de - Fontes Pereira de Melo, dr. José Joaquim d'Antas Bacelar Barbosa e seu irmão dr. António d'Antas Bacelar Barbosa, conselheiros Miguel Dantas Gonçalves Pereira, Emídio Navarro, Visconde de Mozelos, António Bento Barbosa, etc. O hospital é abastecido por água própria, tanto para os usos culinários, como para banhos e outros serviços internos, sendo aproveitada a remanescente para lavagem de roupas e irrigação da horta. Pelo nascente e sul é cercado de terreno, que, na frente da fachada principal, serve de jardim. É por este lado a sua entrada principal, mas tem outra pela rua José Joaquim Gomes. {{c|---}} Foi lançada a primeira pedra em Agosto, de 1885. Todo o edifício importou em 16.000$00 réis. Os seus ''fundos'' são constituídos, na actualidade, por {{rule}}<noinclude></noinclude> qdhzky3y49pca4q4oyot9foq8g71p3h Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/142 106 253470 552553 2026-05-16T15:41:33Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 29.000$000 réis, em ''inscrições'' nominais, cerca de 3.000$000 réis em capitais mutuados e 4 apólices brasileiras<ref>A Real Confraria do E. Santo é obrigada, pelo seu Estatuto, a concorrer com 10% da sua receita líquida para beneficência do Hospital.</ref>. É muito pouco para sustentar uma casa destas, e só uma prudente e severa administração, como tem tido, conseguirá que as suas portas se não fechem. A obra de pedreiro foi execut... 552553 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>29.000$000 réis, em ''inscrições'' nominais, cerca de 3.000$000 réis em capitais mutuados e 4 apólices brasileiras<ref>A Real Confraria do E. Santo é obrigada, pelo seu Estatuto, a concorrer com 10% da sua receita líquida para beneficência do Hospital.</ref>. É muito pouco para sustentar uma casa destas, e só uma prudente e severa administração, como tem tido, conseguirá que as suas portas se não fechem. A obra de pedreiro foi executada pelo mestre António José Góis de Melo, de Lanhelas, e a de carpinteiro pelo mestre Joaquim Carvalhosa, de Seixas, ambos do concelho de Caminha. Desde 1885 até 31 de Dezembro, de 1904, deram entrada neste hospital 1.187 doentes, dos quais faleceram 76. Tem acomodações para quarenta doentes, diários, quando as suas receitas derem margem para isso. O serviço interno está confiado às Irmãs Hospitaleiras, que têm sido de uma solicitude incansável no arranjo, limpeza, asseio e tratamento dos enfermos. Quando começou a construção do edifício, havia em caixa, para esta obra, a quantia de 14$000 réis! Era Provedor o conselheiro Miguel Dantas Gonçalves Pereira. Lembrar este nome - o amigo dos pobres - é bastante para explicar como aquela verba se transformou em 16.000$00 réis - custo de toda a obra. Por portaria de 19 de Julho, de 1885, o então ministro das Obras Públicas conselheiro Emídio Navarro, concedeu, a pedido de Miguel Dantas, o subsídio de 3.000$00 réis. Antes deste, havia o ''Hospital de Caridade'', destinado ao tratamento dos doentes pobres do concelho. O seu edifício, relativamente aparatoso, não satisfazia às condições de higiene e capacidade, indispensáveis em casas deste género, porque na elaboração da sua planta atendeu-se mais ao aspecto externo do que ao fim a que era destinado. Foi construído por subscrição pública, realizada por uma ''Comissão'', que foi nomeada por alvará do Governador Civil, de 9 de Julho, de 1860 e reorganizada por outro, de 26 de Novembro, de 1863. Esta ''Comissão'' bem merece do povo deste concelho, pela dedicação, desinteresse e superior zelo com que angariou os meios para levar a cabo este empreendimento. Os primeiros doentes entraram para este hospital no dia 25 de Março, de 1868. Os seus rendimentos eram provenientes de 3.081$670 réis, dinheiro mutuado, 23.000$000 em inscrições, e 4 apólices brasileiras. Desde a sua abertura até 30 de Junho, de 1873, foi administrado pela ''Comissão'' iniciadora; e depois, até à construção do actual, pela Mesa da Real Confraria do Espírito Santo, porque o hospital foi anexo a esta confraria por ordem do Governador Civil. {{c|---}} Nos termos do art. 6.º dos seus Estatutos, aprovados em 12 de Março, de 1885, tem preferência para entrar no hospital e aí serem tratados: 1.º - Os irmãos reduzidos à pobresa. 2.º - Os pobres do concelho. 3.º - Os pobres de fora, tendo-se sempre em vista os ''fundos'', de que a irmandade dispuser para custear as despesas. {{rule}}<noinclude></noinclude> fnymu8jn0bxa260bxhgbcx83iup8yoq Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/36 106 253471 552554 2026-05-16T15:47:57Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <section begin="Cap. 9"/>gou a abrir a bocca, espantado de tanta formosura. Nisto a porta abriu-se e o principe appareceu: — Senhora, disse elle, a côrte reunida no grande salão aguarda anciosamente a rainha da festa. Vinde ! E, dando-lhe a mão, conduziu-a com grande cerimonia ao baile. {{dhr|3}} <section end="Cap. 9"/> <section begin="Cap. 10"/>{{t2|O BAILE|'''X'''}} {{dhr|3}} Mal Narizinho entrou, correu pela sala um murmurio de a... 552554 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Erick Soares3" /></noinclude><section begin="Cap. 9"/>gou a abrir a bocca, espantado de tanta formosura. Nisto a porta abriu-se e o principe appareceu: — Senhora, disse elle, a côrte reunida no grande salão aguarda anciosamente a rainha da festa. Vinde ! E, dando-lhe a mão, conduziu-a com grande cerimonia ao baile. {{dhr|3}} <section end="Cap. 9"/> <section begin="Cap. 10"/>{{t2|O BAILE|'''X'''}} {{dhr|3}} Mal Narizinho entrou, correu pela sala um murmurio de admiração, muito explicavel, visto como jamais apparecera em Aguas Claras creatura assim tão deslumbrante. E começaram a cochichar que com certeza era a propria Fada dos Rios que se encarnára na menina. Algumas damas invejosas, porem, morderam os labios ao ver Narizinho passar á frente dellas, pelo braço do principe, em direcção ao throno. E uma feia barata descascada, amarella de inveja,<section end="Cap. 10"/><noinclude>{{c|☉{{gap}}32{{gap}}☉}}</noinclude> jok5mzli9tqvogg03dk1ynqw0f7mzja 552556 552554 2026-05-16T15:48:21Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552556 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude><section begin="Cap. 9"/>gou a abrir a bocca, espantado de tanta formosura. Nisto a porta abriu-se e o principe appareceu: — Senhora, disse elle, a côrte reunida no grande salão aguarda anciosamente a rainha da festa. Vinde ! E, dando-lhe a mão, conduziu-a com grande cerimonia ao baile. {{dhr|3}} <section end="Cap. 9"/> <section begin="Cap. 10"/>{{t2|O BAILE|'''X'''}} {{dhr|3}} Mal Narizinho entrou, correu pela sala um murmurio de admiração, muito explicavel, visto como jamais apparecera em Aguas Claras creatura assim tão deslumbrante. E começaram a cochichar que com certeza era a propria Fada dos Rios que se encarnára na menina. Algumas damas invejosas, porem, morderam os labios ao ver Narizinho passar á frente dellas, pelo braço do principe, em direcção ao throno. E uma feia barata descascada, amarella de inveja,<section end="Cap. 10"/><noinclude>{{c|☉{{gap}}32{{gap}}☉}}</noinclude> 8je0lf3e9g0dxwidxjfg2rc4f18ohjg Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/143 106 253472 552555 2026-05-16T15:48:00Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Mas, conforme o art. 3.º, não podem ser tratados nele os enfermos que padecerem de «moléstias crónicas ou incuráveis, os entrevados, paralíticos, ou os que pertencerem a alguma corporação da qual recebam socorros para se tratarem». {{c|---}} Os Estatutos da Misericórdia tem aprovação do Ordinário, de 10 de Outubro, de 1884. É por eles que se rege a confraria e o hospital. Foram discutidos no dia 24 de Janeiro, do dito ano, pelos ir... 552555 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Mas, conforme o art. 3.º, não podem ser tratados nele os enfermos que padecerem de «moléstias crónicas ou incuráveis, os entrevados, paralíticos, ou os que pertencerem a alguma corporação da qual recebam socorros para se tratarem». {{c|---}} Os Estatutos da Misericórdia tem aprovação do Ordinário, de 10 de Outubro, de 1884. É por eles que se rege a confraria e o hospital. Foram discutidos no dia 24 de Janeiro, do dito ano, pelos irmãos instaladores, reunidos em assembleia geral. Esta confraria foi criada por alvará do Governador Civil de Viana do Castelo, de 24 de Janeiro, de 1884, a qual tomou sobre si o encargo de elaborar o plano do actual hospital e respectivo orçamento, sendo tudo aprovado por dois alvarás, de 12 de Março, do mesmo ano, e encarregada a mesma confraria de o administrar. {{c|---}} Para completar este capítulo acrescentarei, que das janelas do hospital, que olham para o norte, se descobre um quadro campestre, excepcionalmente belo. É, sem dúvida, um dos mais impressionantes retalhos desta região. E, depois, o ar, coado pelas janelas, é um tonificante, puríssimo, dos pulmões. O corpo central do edifício foi atingido, há anos, por uma centelha eléctrica, de que, na ocasião, ficaram alguns vestígios. Dantes, os notários desta comarca, sempre que eram chamados para escrever ou aprovar testamentos, lembravam ao testador esta santa casa de beneficência. O actual rendimento está computado para ''seis'' doentes, mas estão sempre mais. Lembro aos meus conterrâneos que é esta, por excelência, a casa dos pobres. Beneficiá-la, é repartir com os desvalidos: com esses que só podem olhar para o sol, que a todos ilumina, através dos negrumes da sua desdita. Se a instituição é razão de desvanecimento para nós, seja a beneficência para com ela, pregão da nossa caridade e altruismo.<noinclude></noinclude> 5tzxjj6a646qe3idrs1hvtx9f7j40al Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Primeira parte/IX 0 253473 552557 2026-05-16T15:49:25Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" from=32 to=36 fromsection="Cap. 9" tosection="Cap. 9" header=1/> {{PD-old-70-BR}} {{Modernização}} 552557 wikitext text/x-wiki <pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" from=32 to=36 fromsection="Cap. 9" tosection="Cap. 9" header=1/> {{PD-old-70-BR}} {{Modernização}} p40uspwzvolxyu0cqbqyiudygndwh90 Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/144 106 253474 552559 2026-05-16T15:50:35Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''{{c|CAPÍTULO XXII}}''' '''{{c|Real Confraria do Espírito Santo}}''' ESTA é uma das primeiras, senão a primeira irmandade do país, não pelas riquezas e sumptuosidades ou grandeza do templo, mas pelo número de confrades, que regula por - ''setenta mil''. Ignora-se a data da sua instituição, mas sabe-se que nos seus Estatutos de 1735, chama-se «''nobilissima''», e constata-se o facto de não haver notícia da sua fundação. Por Brev... 552559 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>'''{{c|CAPÍTULO XXII}}''' '''{{c|Real Confraria do Espírito Santo}}''' ESTA é uma das primeiras, senão a primeira irmandade do país, não pelas riquezas e sumptuosidades ou grandeza do templo, mas pelo número de confrades, que regula por - ''setenta mil''. Ignora-se a data da sua instituição, mas sabe-se que nos seus Estatutos de 1735, chama-se «''nobilissima''», e constata-se o facto de não haver notícia da sua fundação. Por Breve do Pontífice Paulo V, de 29 de Março, de 1607, foi anexada à do Espírito Santo, de Roma, ficando a participar das suas indulgências (Cfr. Est. de 1735). Em 17 de Julho, de 1625, agregaram-se-lhe os sacerdotes, e foram estes os que fizeram os Estatutos aprovados pelo Arcebispo D. Afonso Furtado de Mendonça, que regeram a confraria até aos anos de 1735. Estes começaram a vigorar, sendo Prior da confraria o padre Bento Barbosa Soares. (Cfr. freguesia de Paredes). Para levar a cabo a sua reorganização, foi nomeada<noinclude></noinclude> 6q8fbtpz0bwnq0wonsnyx7c7y1d5ley Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/145 106 253475 552560 2026-05-16T15:57:16Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: uma ''comissão'', composta dos abades de Cristelo - António da Rocha e Sousa; de Padornelo - Manuel Lourenço Soares de Lima; dos L.<sup>dos</sup> Pedro da Cunha Ferreira, Pedro Barbosa d'Azevedo, da freguesia de S. Martinho, e Pascoal da Rocha Borges, de Formariz. -- imagem -- Capela do Espírito Santo Foram aprovados pelo Ordinário em 5 de Setembro de 1735, e eram estes que vigoravam antes da última reforma (1885). A Mesa administr... 552560 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>uma ''comissão'', composta dos abades de Cristelo - António da Rocha e Sousa; de Padornelo - Manuel Lourenço Soares de Lima; dos L.<sup>dos</sup> Pedro da Cunha Ferreira, Pedro Barbosa d'Azevedo, da freguesia de S. Martinho, e Pascoal da Rocha Borges, de Formariz. -- imagem -- Capela do Espírito Santo Foram aprovados pelo Ordinário em 5 de Setembro de 1735, e eram estes que vigoravam antes da última reforma (1885). A Mesa administradora compunha-se de 16 membros, a saber: Prior, Presidente, Secretário, Procurador, Sacristão, Tesoureiro, dois Homens-Bons (leigos), quatro Homens-Bons (nobres) e quatro Defensores, devendo estes ser dois abades e dois clérigos. Havia também um ''Colhedor'', a cujo cargo estava a cobrança das pensões e recepção de esmolas, e um ''Chamador''. Os quatro ''Defensores'' constituiam um ''juizo privativo'', superior à Mesa. Era uma espécie de tribunal de recurso. Reunia-se por iniciativa própria, ou a requerimento de qualquer mesário. (Cfr. cap. 10, dos Estat. de 1735). Competia a este tribunal ''aclarar'' as dúvidas sobre interpretação dos Estatutos, mas não ''dispensar'' ou ''modificar'' neles, e fazê-los cumprir. Na Mesa ocupava o primeiro lugar (centro) o Prior, que devia ter a um lado o Presidente e ao outro o Secretário. Os ''Homens-Bons'' - (leigos e nobres) e defensores (8) - só eram convocados, por excepção, nos casos de ― a) admissão de irmãos de idade de 50 a 60 anos; b) de ''emprestar'' a fábrica; c) de ''mutuar'' capitais e d) de ''readmissão'' de irmãos, que tivessem sido expulsos. O Prior era substituído pelo Presidente, e, na falta deste, pelo Homem-Bom, mais velho, e, ainda na falta deste, pelo mais novo. Quando houvesse ''empate'' nas votações, procedia-se a ''nova votação''. Os irmãos sacerdotes eram obrigados a legar à Confraria 500 réis, quando morriam.<noinclude></noinclude> fmtmnavk3l06cqddakpp1y3bq54f4ay Hino do município de Aguiarnópolis 0 253476 552562 2026-05-16T17:33:44Z RandomUser50 42922 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Foi no amanhecer de um lindo dia<br> No nosso peito um brasão de paz e harmonia<br> Do pé da ponte na travessia<br> Aguiarnópolis surgia no horizonte.<br> Em maio de 94 começo da história<br> João Aguiar, o escolhido, nosso fundador.<br> Tudo ele fez com amor pra nossa gente<br> Tudo ele fez com amor pra nossa gente ''Refrão'' ''Aguiarnópolis, nossa cidade feliz<br>'' ''Aguiarnópolis, nós te queremos bem<br>'' ''Aguiarnópolis, nós te amamos as... 552562 wikitext text/x-wiki Foi no amanhecer de um lindo dia<br> No nosso peito um brasão de paz e harmonia<br> Do pé da ponte na travessia<br> Aguiarnópolis surgia no horizonte.<br> Em maio de 94 começo da história<br> João Aguiar, o escolhido, nosso fundador.<br> Tudo ele fez com amor pra nossa gente<br> Tudo ele fez com amor pra nossa gente ''Refrão'' ''Aguiarnópolis, nossa cidade feliz<br>'' ''Aguiarnópolis, nós te queremos bem<br>'' ''Aguiarnópolis, nós te amamos assim<br>'' ''Aguiarnópolis, nós te amamos assim.'' Ilhas Cabral e o Tocantins<br> Um encanto de beleza com um sol radiante<br> As nossas virtudes e a sabedoria<br> Nossa simplicidade, andar de canoa<br> Nas águas desse belo rio<br> João Batista profetizou<br> A natureza agradece o nosso criador<br> Tudo ele fez com amor e maestria<br> Tudo ele fez com amor e maestria ''Refrão'' ''Aguiarnópolis, nossa cidade feliz<br>'' ''Aguiarnópolis, nós te queremos bem<br>'' ''Aguiarnópolis, nós te amamos assim<br>'' ''Aguiarnópolis, nós te amamos assim.'' muingi1naw96p0wo9fm89rmul0fwum2 552563 552562 2026-05-16T17:35:09Z RandomUser50 42922 552563 wikitext text/x-wiki Foi no amanhecer de um lindo dia<br> No nosso peito um brasão de paz e harmonia<br> Do pé da ponte na travessia<br> Aguiarnópolis surgia no horizonte.<br> Em maio de 94 começo da história<br> João Aguiar, o escolhido, nosso fundador.<br> Tudo ele fez com amor pra nossa gente<br> Tudo ele fez com amor pra nossa gente ''Refrão<br>'' ''Aguiarnópolis, nossa cidade feliz<br>'' ''Aguiarnópolis, nós te queremos bem<br>'' ''Aguiarnópolis, nós te amamos assim<br>'' ''Aguiarnópolis, nós te amamos assim.'' Ilhas Cabral e o Tocantins<br> Um encanto de beleza com um sol radiante<br> As nossas virtudes e a sabedoria<br> Nossa simplicidade, andar de canoa<br> Nas águas desse belo rio<br> João Batista profetizou<br> A natureza agradece o nosso criador<br> Tudo ele fez com amor e maestria<br> Tudo ele fez com amor e maestria ''Refrão<br>'' ''Aguiarnópolis, nossa cidade feliz<br>'' ''Aguiarnópolis, nós te queremos bem<br>'' ''Aguiarnópolis, nós te amamos assim<br>'' ''Aguiarnópolis, nós te amamos assim.'' 8purx41o1dq0inyd7bf0bbqi930ojfl