Wikisource ptwikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.2 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikisource Wikisource Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão Portal Portal Discussão Autor Autor Discussão Galeria Galeria Discussão Página Página Discussão Em Tradução Discussão Em Tradução Anexo Anexo Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Wikisource:Página principal 4 1290 552583 510484 2026-05-17T16:04:24Z Albertoleoncio 17561 Atualização de licença 552583 wikitext text/x-wiki <div id="BG_wiki" style="background-repeat: no-repeat; background-color: #FFF; background-position: -40px -15px; border: 1px solid #a7d7f9; vertical-align: top; border-radius: 10px;padding: 10px"> {| style="width: 100%;" |- | style="padding: 1em; height: 5em;" |<div style="font-size:185%; line-height: 1em;">'''Boas-vindas à [[Wikisource:Sobre|Wikisource]]'''</div><div style="padding-top: 0.5em; letter-spacing: 2.5px; text-transform: uppercase; font-size: 0.85em; white-space: nowrap;">A biblioteca livre</div> | style="padding: 1em; text-align: right; line-height: 1.5em; font-size: 0.9em;" | {{CURRENTDAYNAME}}, {{CURRENTDAY}} de {{CURRENTMONTHNAME}} de {{CURRENTYEAR}}<br />'''[[Special:Statistics|{{NUMBEROFARTICLES}}]]''' textos em português<br /><span class="plainlinks">[//pt.m.wikisource.org <span >'''versão para dispositivos móveis'''</span>]</span> |- | colspan="2" style="text-align: center; padding: 1em;" | [[Wikisource:Sobre|O que é a Wikisource?]] — [[Wikisource:Portal comunitário|Portal comunitário]] — [[Ajuda:Introdução|Páginas de Ajuda]] — [[Wikisource:Portais|Portais]]<br /> [[Wikisource:Projetos|Projetos]] — [[Wikisource:Administradores|Administradores]] — [[Wikisource:Esplanada|Esplanada]] — [[Especial:Mudanças recentes|Mudanças recentes]] — [[Wikisource:Contato|Contato]] |} </div> <div style="display: grid; grid-gap: 1rem; grid-template-columns: repeat(auto-fit, minmax(300px, 1fr)); margin-top: 10px;"> <div style="border: 1px solid #a7d7f9; vertical-align: top; padding: 1em; border-radius: 10px; background: #FFF;"> {{Página principal/Janela | título = Novidades no acervo | imagem = Edit-copy purple-wikis.svg | conteúdo = <br><div id="mp-featured-text" title="Novidades no acervo">{{Novidades no acervo}}</div> | ligação = <small>[[Template:Novidades no acervo|editar seção]]</small> }} <!--{{Página principal/Janela | título = [[Wikisource:Imagem do dia|Imagem do dia]] | imagem = HSBild.svg | conteúdo = {{Wikisource:Imagem do dia/{{CURRENTDAY}} }} }}--> </div> <div style="border: 1px solid #a7d7f9; vertical-align: top; padding: 1em; border-radius: 10px; background: #f5faff;""> <div class="nomobile">{{Página principal/Janela | título = Sobre a Wikisource | fundo_título = linear-gradient(90deg, #c2dfff, #f5faff); | imagem = HSWSource.svg | conteúdo = <br> A '''[[Ajuda:Introdução|Wikisource]]''' &mdash; ''a biblioteca livre'' &mdash; é um acervo digital de livros e textos fontes que estejam em [[:w:domínio público|domínio público]] ou possam ser usados livremente, de acordo com a licença <span class="plainlinks">[http://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/deed.pt Creative Commons Atribuição-Compartilhamento pela mesma licença 4.0]</span> ou [[Wikisource:GNU Free Documentation License|GFDL]]. 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Uma vez que a gloriosa Índia ainda existia, era necessário que a respeito dela exis-tisse o correspondente brio patriótico. Sacudiu-se o velho brio patriótico do pó e da caliça - e cada um envergou o velho brio patriótico! Começou então o movimento. A Baixa teve os seus alvitres heróicos. Os jornais perfilaram de novo, em parada, as frases solenes, de peruca e rabicho, que celebram num ritmo dormente o alto amor da Pátria. Meteu-se na mão do sr. infante D. Augusto uma espada - condicional. A própria Estefânia, comovida, venceu os nervos e a preguiça, e partiu, cheia de mobília e de brio, a salvar o mapa das possessões Nós, entretanto, ríamos. Oh, Santo Deus, não era cepticismo, não! Como outros quaisquer, mais que outros quaisquer, amamos este pobre e velho Portugal. Mas sabemos, meus dignos senhores, que uma revolta militar na Índia é alguma coisa tão extremamente insignificante e efémera como um meeting civil no reino. O grosso do exército da Índia é composto de indígenas - mouros, canarins, banianos e gentios. Estes nomes melodiosos designam castas; e as castas na Índia conservam ainda todo o seu velho e irreconciliável separatismo. As castas desprezam-se, guerreiam-se, e nunca absolutamente se fundem. Quase não se comunicam. Se um baniano toca a púcara de barro poroso de um canarim, o canarim espedaça num cunhal a púcara desventurada! Estas hostilidades, nada as dissipa: nem as promiscuidades inevitáveis da caserna, nem os rigores igualitários da disciplina. De sorte que o exército, formado destes elementos antipáticos, que se não unem, que se amaldiçoam, e onde apenas há o contacto material dos ombros na fileira - não tem unidade nem coesão. Além disto, todas as castas têm hábitos fatais, horas impreteríveis. Está o soldado gentio de guarda: se chega a hora do seu arroz, e não lho trazem - ele pousa tranquilamente a espingarda, cruza as mãos atrás das costas, e vai ao quartel ladrar contra o rancheiro; se chega a hora da ablução, atira a arma para um canto, e corre, aos pulos, a acocorar-se à beira do mar! E não há severidades, não há castigos, que alterem estes hábitos orientalmente fatais. A oficialidade deste exército compõe-se pela maior parte de portugueses nascidos na Índia -mestiços, castiços ou descendentes. São os filhos de antigos degredados, de velhos bastardos da fidalguia indiana, de oficiais expedicionários, etc. Além destes oficiais nativos - há os oficiais europeus, mandados do continente, os expedicionários. Estes, por altos motivos que só os grandes homens de Estado como o Sr. Barros e Cunha podem saber, têm um soldo maior que os oficiais índios. Ora os oficiais índios, com um zelo pelas rupias extremamente compreensível, quereriam ter um soldo igual aos oficiais que vão de Portugal. Por consequência requerem. (Têm a ingenuidade Andávamos inteiramente esquecidos da Índia! Uma clara manhã ela aparece violentamente no meio de nós, envolta num telegrama do sr. visconde de S. Januário. Por essa ocasião muito bom português se admirou que a Índia ainda fosse nossa! Ela saíra, havia muito, das pompas solenes do artigo de fundo. Quase não aparecia nos orçamentos. Obscura, velha, arruinada, estéril, dobrada sobre si mesma, todos a supúnhamos unicamente ocupada, nas brumas distantes, a comer o seu arroz! A notícia de que ela ainda tinha vitalidade bastante para se revoltar - espantou! A certeza que ainda ali havia soldados, cidadãos, fortalezas, interesses, telégrafos - quase aterrou! asiática de requerer!) Mas quando desesperam dos despachos da Pátria, permitem-se, como uma variedade mais ruidosa, uma certa porção de revolta! Levam alguns bata-lhões para a rua e soltam o babadé. O babadé é um ah! ah! ah! prolongado, uivado - cortado pela mão espalmada que bate rapidamente sobre a boca. Tais são as revoltas da Índia, á concidadãos timoratos! Para conter este elemento indígena, que meios tem o sr. governador-geral? Diz-se que o sr. governador-geral, para defesa dos grandes interesses portugueses, dispõe da guarda municipal. Essa guarda foi de todo o tempo composta de soldados portugueses, que os índios chamam paquelós. Os portugueses que vão servir como funcionários são considerados aristocracia, e chamam-se fringuis. Na Índia o Sr. Melício seria um fringui! Esta guarda foi sempre segura, fiel e valente. Somente, hoje, tem a qualidade lamentável das legiões de Varo: - já não existe! A Pátria distraída esqueceu-se de renovar os paquelós: e a Morte, com um desdém pelas nossas possessões que nunca lhe censuraremos bastante, foi-os levando, e paqueló após paqueló, destruiu na Índia todo o poder lusitano. Hoje duas ou três companhias de mouros compõem a guarda fiel: estes pobres mouros arrastam na vadiagem os sapatos rotos, e estimulam o seu entranhado patriotismo com aguardente de banana, bebida alucinadora que leva à caquexia! - O que hoje há, pois, nessa Índia gloriosa e tradicional, para policiar e sustentar o poder português, é um bando de mouros sujos, idiotas, e bêbedos de aguardente! Pois bem! ainda assim uma revolta na Índia não tem seriedade. E o motivo é que os oficiais, que, para terem maior número de rupias no seu soldo, tentaram uma revolta, vêem-se, realizada ela, singularmente embaraçados. Vêem-se sós. Em primeiro lugar os soldados não vão por um impulso próprio. Divididos em castas, fracos, ignorantes, odiando-se, sem terem interesse comum ou vontade comum - vão unicamente porque os seus oficiais, no primeiro momento, lhes mandaram que fossem. É mesmo assim - como eles dizem. Se contra eles, porém, se apontar uma espingarda fiel - como estão ali, não em virtude da revolta sua, mas por obediência à revolta alheia - dispersam. E depois, os oficiais revoltados não têm rancho para lhes dar. O povo conserva-se indiferente, sem adesão, sem simpatia. Os que possuem alguma rupia, nesses dias enterram-na; os que têm arroz ensacado, escondem-no. Ninguém confia uma para a um oficial revoltado. Ao segundo dia de desordem, quando chega a hora do rancho, os oficiais só têm a dar aos soldados-palavras de entusiasmo! Os soldados (nunca podemos compreender por quê) preferem o arroz à retórica; e começam a debandar. Além disso no exército índio não há pólvora, nem munições... Quase não há armas! Por outro lado, à mais pequena insurreição, a disciplina, já famosamente diminuta, desaparece, sem pudor nenhum; e as diversas castas aproveitam os vagares da revolta - para se espancarem com fervor. Acrescente-se que os oficiais da Índia não têm instrução, nem táctica; não são capazes de ordenar uma marcha hábil, de formar um campo entrincheirado, de darem um apoio estratégico à revolta. Ao fim de dois dias de gritos e de babadé - acham-se nesta situação triunfante: sem ponto de apoio, sem adesões, sem rancho, sem munições, sem dinheiro, sem disciplina. Se o governador-geral faz sair um bando que, ao som do tambor, propõe a amnistia, cada um solta um ah! de satisfação e de alívio, e volta para o seu quartel! Ainda tendes medo, patriotas da Arcada? E não se deve esquecer ainda esta circunstância: o índio das nossas possessões é de uma debilidade gelatinosa. Anémico, miudinho, assustadiço, consumido pelo sol, mal sustentado de arroz, o índio cai de bruços com uma carícia no rosto, e morre com uma palmada na espinha. E uma fraqueza comprometedora. As pessoas inexperientes e impacientes fazem um prodigioso consumo de índios. Um empurrão, e o índio tomba - na eternidade. Não há talvez desembargador algum em Goa que não tenha, com a sua mão grave e jurídica, assassinado um índio! Dá-se uma pancada leve no ombro do índio -- ele cambaleia, suspira, nesse dia come pouco, no outro estende-se ao sol a gemer, começa a beber muita água, e morre. Depois, o soldado índio, mal ouve o nome de paqueló - treme. Aí vem o paqueló &mdash; foge! Vê o paqueló - atira-se de bruços, já moribundo. Há tempos, em Mapuçá, um regimento de 400 praças revoltou-se. Sai para a rua e vem fazer babadé para defronte da casa do comandante. O comandante, à janela, em chinelas, tomava café, e entre os goles, vagarosamente sorvidos, exclamava para o regimento insurgido: &mdash; Ah! vocês revoltaram-se? Depois para dentro, ao criado: &mdash; Mais açúcar! E continuava: &mdash; Bem, eu já vos falo. - Uma colher! -Assim é que estais disciplinados, velhacos? &mdash; Dá cá o cachimbo! - Ora deixai estar que os paquelós aí vêm! -lume!... O regimento hesitava. Nisto aparece, numa pequena elevação, a distância, o tenente Bruno de Magalhães que vinha, com 20 paquelós, bater os 400 revoltosos. Os 400 revoltosos, só com ver ao longe os 20 paquelós, debandaram aos gritos. Nem mesmo se chegou nunca a saber por que se tinham revoltado! Porém, á homens de Estado, podeis dizer-nos: &mdash; Mas se a Inglaterra meter lenha para o forno? A Inglaterra?! No dia, meus senhores, em que a Inglaterra mandasse um soldado à fronteira da Índia Portuguesa - todo o território índio, mestiços, canarins, descendentes, todas as castas, todas as fraquezas se levantavam num ímpeto. Povo e tropa na Índia tudo querem - menos o Inglês. O povo não quer o Inglês - porque no nosso regime ele vive na ociosidade, no desleixo, na sua imundície querida, na sua bem-amada traficância; e se fosse inglês, o cipaio viria obrigá-lo, a golpes de curbach, a ser policiado e a ser trabalhador. E o soldado índio detesta o Inglês - porque, sob o nosso regime, ele pode subir os postos até major; e sob o regime inglês não subiria nem a cabo! Aí está a razão por que uma revolta na Índia não tem valor, e por que foram tão supérfluos os vossos fervores patrióticos! No entanto, é indispensável que estes sustos acabem! O País está débil e fraco, e estas comoções matam-no. Há pouco Macau, agora a Índia! Que as colónias nos deixem respirar! Que se revoltem, sim, mas com intervalos, sem acumular. Que se abra mesmo um registo no ministério da Marinha. Em Setembro de 71 revoltou-se a Índia? - Pois bem, só em Setembro de 1872 será permitido que Timor se subleve. A Índia não nos serve senão para nos dar desgostos. E um pedaço de terra tão escasso que se anda a cavalo num dia. As pequenas povoações caem em ruína e em imundície; não há nelas movimento, nem iniciativa; a única cultura é o arroz, que exportam a 5 para importar a 8; a única indústria, fazer olas, que são os encanastrados de palmeira com que se erguem os pacaris, alpendres coloridos e frescos que sombreiam as janelas; não existe nenhum comércio; os tributos esmagam; dois ou três homens ricos, Jossy e mais dois, que se vêem nos patins, descalços e encruzados, comendo o seu arroz com a mão, têm o dinheiro enterrado, e quando se lhes garante um forte juro, cavam e emprestam; as escolas são uma ficção grotesca; as estradas são a espessura do mato; a higiene é feita pelos cães que lambem as imundícies na rua; a polícia é feita por cada um com o seu bambu; uma intriga sórdida e rastejante agita indígenas e europeus; o deboche tem o ardor do clima; os soldados embebedam-se com aguardente; e no entanto velhos pardieiros, que se esboroam às mordeduras do sol, esconderijos de corvos, lembram as nossas glórias e alastram o chão de caliça. Tal é a Índia Portuguesa. Noutro número das Farpas lembrámos, a respeito das colónias, este grande melhoramento - vendê-las! Ocorre-nos outro ainda maior a respeito da Índia - dá-la! E quanto a glórias nacionais, contentemo-nos com o barítono Lisboa e com o Sr. Arrobas - e é já glória bastante! A única coisa por que conservamos a Índia, é por ser uma glória do passado. Oh! meus senhores, também D. João I é uma glória, e nós não nos conservamos abraçados à sua sepultura, soluçando e gemendo. O passado é belo e heróico - bem: quando o passado pretende antepor-se aos interesses do presente, o passado é caturra! Seria verdadeiramente impertinente que uma rosa murcha tivesse a pretensão de andar na boutonnière da nossa sobrecasaca: que uma pomada rançosa do ano passado ousasse querer anediar os nossos cabelos: e que o esqueleto da mulher amada tentasse ainda dar-nos beijos! Se podemos vender a Índia aos Ingleses, vendamos a Índia, por Deus! E quanto às glórias de Dio e de Damão, se elas se querem conservar na história e na pompa da epopeia, quietinhas e caladinhas, terão a nossa consideração. Mas se, quando se tratar de negociar, elas se interpuserem com recordações importunas, dir-lhe-emos insolências, e desejaríamos dar-lhes coronhadas. Fora daqui, caturras! voltai para o sepulcro e para o pó das crónicas! D. João de Castro, hoje, não serve senão para os rapazes de latinidade fazerem temas na província. Tem paciência, glorioso varão! Sobre as tuas soberbas façanhas, o nosso tempo científico, positivo e racionalista, não tem senão a dizer-te: &mdash; «Cumpriste sublimemente, meu velho D. João, os deveres do teu tempo segundo as ideias do teu tempo. Dorme agora quieto o teu grande dormir; e deixa que nós, segundo as ideias do nosso tempo, cumpramos os deveres do nosso tempo!» [[Categoria:Uma Campanha Alegre|Volume I, Capítulo 34]] mjaguhrpy5giyccad4nx4zxao9pc6xa Hino do município de Mulungu (Ceará) 0 140987 552593 251811 2026-05-17T17:39:13Z ~2026-29493-01 42931 552593 wikitext text/x-wiki {{hino |obra =Hino do município de [[w:Mulungu (Ceará)|Mulungu]] |autor =Maurício Bezerra |notas = }} <poem> Ao suave sabor de tua brisa Exultando o teu nobre esplendor Cantaremos um hino aclamando O teu solo gentil Mulungu. De uma planta nativa brotastes Foste abrigo, refúgio, mansão Dos luares de prata e as retratas Nos festejos de São Sebastião. Elevemos os nossos cantares Para a glória do teu caminhar Alta voz bradaremos felizes Mulungu, minha pátria, meu lar. São teus filhos valentes obreiros, Aram a terra com a palma da mão, Luta firme leal companheiro, Com a grandeza do teu coração. Mulungu de singela beleza Um recanto de sonho e de paz Onde o céu com excelsa grandeza Toca os montes e seus cafezais. </poem> [[Categoria:Hinos do Ceará|Mulungu]] hq4w813o57gqocr84y580p2tdgdgank Predefinição:Progressos recentes 10 220893 552576 552561 2026-05-17T15:00:09Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 552576 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|92|3|4|1}} | [[Index:A Estrella do Sul.pdf|A Estrella do Sul]] |- | {{Barra de progresso|0|0|75|12|14|-1}} | [[Index:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf|A Menina do Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|0|0|93|1|5|1}} | [[Index:Alice no País do Espelho (Trad. 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Lobato, 2ª edição).pdf|Alice no País do Espelho]] |- | {{Barra de progresso|8|0|0|0|3|89}} | [[Index:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf|Chronica do Emperador Clarimundo]] |- | {{Barra de progresso|0|0|21|7|0|72}} | [[Index:Da Terra á Lua.pdf|Da Terra á Lua]] |- | {{Barra de progresso|5|0|1|2|1|91}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|64|0|11|8|8|9}} | [[Index:Historias da meia noite.djvu|Historias da meia noite]] |- | {{Barra de progresso|85|0|15|0|0|0}} | [[Index:Língua geral dos índios das Américas.pdf|Língua geral dos índios das Américas]] |- | {{Barra de progresso|0|0|20|0|3|77}} | [[Index:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf|Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|48|0|0|0|0|52}} | [[Index:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf|No Alto Minho. Paredes de Coura]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> 3ng5d5s3qgs3owezr3rfsgy0uaypquh Hino do município de Boa Esperança do Norte 0 241775 552566 551477 2026-05-17T14:25:28Z Heitor100YT (Conta Secundária) 42499 Adicionado o texto "!" no final da primeira parte do Hino de Boa Esperança do Norte. 552566 wikitext text/x-wiki I: Por muito tempo uma jóia escondida, Localizada bem no centro do Brasil, Uma cidade que é autossustentável, Uma cidade que o trabalho construiu! II: Há muitos anos vem gravando uma luta, E a cidade hoje vem a prosperar, Boa Esperança hoje faz parte da bandeira, E a nação hoje tem tanto a se orgulhar! III: Não há cidade que se encontra a beleza, Que Boa Esperança do Norte se encontrar, No céu azul hoje se nasce uma estrela, Que ilumina a bandeira e veio para somar! 3hygoytqldpgh98cp6cynjrbkttlhua Página:Língua geral dos índios das Américas.pdf/1 106 246536 552597 535675 2026-05-17T19:01:14Z Trooper57 24584 /* Revista */ 552597 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{cabeçalho|||1}}</noinclude>{{t2|Lingua Gerál, doſ Indios daſ americas: Pernanbúquo, Pa{{reconstruído|rá}}, Marainhaõ, Bahia, Rio de Ianr{{sup|o}}, ſ. Paullo e Minaſ Gera{{reconstruído|es}}}} # Deos {{gap}} {{c2|Tupan quer dizer Deos}} # Pai {{gap}} {{c2|ruva q{{abv|er|uer}} dizer Pai}} # Mãi {{gap}} {{c2|ſu q{{abv|er|uer}} dizer Mai}} # Filho {{gap}} {{c2|raira q{{abv|er|uer}} dizer filho}} # Filha {{gap}} {{c2|ragira q{{abv|er|uer}} dizer filha}} # Irmão {{gap}} {{c2|quevuira q{{abv|er|uer}} dizer Irmaõ}} # Irmã {{gap}} {{c2|riquera q{{abv|er|uer}} dizer Irmã}} # Marido {{gap}} {{c2|Mêna q{{abv|er|uer}} dizer Marido}} # Mulher {{gap}} {{c2|rembirecô q{{abv|er|uer}} dizer Mulher}} # Rapariga {{gap}} {{c2|Cunhambucû q{{abv|er|uer}} dizer Rapariga}} # Rapaz {{gap}} {{c2|Culumim q{{abv|er|uer}} dizer Ꝛapâs}} # Menino {{gap}} {{c2|mitangua q{{abv|er|uer}} dizer Minino}} # Homem {{gap}} {{c2|apuaba q{{abv|er|uer}} dizer homem}} # Homens {{gap}} {{c2|apuavaſ q{{abv|er|uer}} dizer homenſ}} # Cabeça {{gap}} {{c2|aCangua q{{abv|er|uer}} dizer cabeça}} # Cara {{gap}} {{c2|rovâ q{{abv|er|uer}} dizer cara}} # Nariz {{gap}} {{c2|tim q{{abv|er|uer}} dizer naris}} # Ventas {{gap}} {{c2|nhapunguara q{{abv|er|uer}} dizer ventas}} # Olho {{gap}} {{c2|reſâ. q{{abv|er|uer}} dizer olho}} # Sobrancelhas {{gap}} {{c2|putûvutava q{{abv|er|uer}} dizer ſobranſelhaſ}} # Peſtanas {{gap}} {{c2|reſâpeava q{{abv|er|uer}} dizer peſtanaſ}} # Orelha {{gap}} {{c2|nanbî. q{{abv|er|uer}} dizer orelhaſ}} # Teſta {{gap}} {{c2|ſôvape q{{abv|er|uer}} dizer Teſta}} # Cabellos {{gap}} {{c2|ava q{{abv|er|uer}} dizer cabelos}} # Faces {{gap}} {{c2|ſovâ q{{abv|er|uer}} dizer Cara etambem façeſ}} # Boca {{gap}} {{c2|Iurû q{{abv|er|uer}} dizer boca}} # Garganta {{gap}} {{c2|segiuvu’mocosáva}} # Beiços {{gap}} {{c2|rembé q{{abv|er|uer}} dizer beiſoſ}} # Dentes {{gap}} {{c2|rânha q{{abv|er|uer}} dizer denteſ}} # Lingua {{gap}} {{c2|nhapeCûm q{{abv|er|uer}} dizer {{reconstruído|lingua}}}} # Barba {{gap}} {{c2|semduvava q{{abv|er|uer}} dizer Barba}} # {{reconstruído|Pe}}ſcoço {{gap}} {{c2|s[?]iaJira}} # Sovaco {{gap}} {{c2|si’[?]uva’gúvupi’}} # Coto{{reconstruído|ve}}los {{gap}} {{c2|sigi[?]va’ vasava}}<noinclude></noinclude> imy4iiqvd5tvfjngzg2ve5it62dhwon Página:Língua geral dos índios das Américas.pdf/8 106 246543 552595 533235 2026-05-17T18:59:48Z Trooper57 24584 /* Revista */ 552595 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{Notas laterais}}</noinclude># Fundura {{gap}} {{c2|tupui q{{abv|er|uer}} dizer fundura}} # Altura {{gap}} {{c2|puCû q{{abv|er|uer}} dizer altura}} # {{nle|''Largura.''}} {{reconstruído|Lar}}gueza {{gap}} {{c2|ipu q{{abv|er|uer}} dizer largo/ e ipuva q{{abv|er|uer}} diz{{reconstruído|er}}{{ilegível}}}} # Comprimento {{gap}} {{c2|pucuva q{{abv|er|uer}} dizer comprim{{abv|er|to|ento}}}} # Buraco {{gap}} {{c2|uCuara q{{abv|er|uer}} dizer Buraco}} # Cova {{gap}} {{c2|ſucuiâ q{{abv|er|uer}} dizer cova}} # Foſſo # {{nle|''Caverna.''}} Gruta # Pedra {{gap}} {{c2|Itâ q{{abv|er|uer}} dizer pedra}} # Penha {{gap}} {{c2|tambem ſediſ Itâ}} # Ouro {{gap}} {{c2|itâiJû i Iuva q{{abv|er|uer}} dizer ouro}} # Prata {{gap}} {{c2|itâmotinga q{{abv|er|uer}} dizer prata}} # Cobre {{gap}} {{c2|itâJûp{{ilegível}}ganga q{{abv|er|uer}} dizer cobre}} # Ferro {{gap}} {{c2|Itâ}} # Eſtanho {{gap}} {{c2|atara q{{abv|er|uer}} dizer eſtranho}} # Chumbo {{gap}} {{c2|bocava u{{ilegível}}a}} # Sal {{gap}} {{c2|giquira q{{abv|er|uer}} dizer Sal,}} # Cal {{gap}} {{c2|uvûCuitinga q{{abv|er|uer}} dizer Cal,}} # Peçonha {{gap}} {{c2|Ipeo q{{abv|er|uer}} dizer peſonha}} # Maravilha {{gap}} {{c2|naõ ſeuza deſte portuguéſ}} # Verdura {{gap}} {{c2|Iaquira q{{abv|er|uer}} dizer verdura}} # H{{reconstruído|erva}} {{gap}} {{c2|caâ q{{abv|er|uer}} dizer Erva}} # Arvore {{gap}} {{c2|vurâanga q{{abv|er|uer}} dizer arvore}} # Matta {{gap}} {{c2|Caape q{{abv|er|uer}} dizer mato}} # Pão {{gap}} {{c2|vurâ q{{abv|er|uer}} dizer pâo}} # Eſtaca {{gap}} {{c2|muSaengôſara q{{abv|er|uer}} dizer eſtaca}} # Raiz {{gap}} {{c2|vurâ aCanga q{{abv|er|uer}} dizer Raiſ}} # Tronco {{gap}} {{c2|mundêpe q{{abv|er|uer}} dizer tronCo}} # Caſca {{gap}} {{c2|pirera q{{abv|er|uer}} dizer CaſCa, e pele}} # Ramo {{gap}} {{c2|vurâ{{ilegível}}aira q{{abv|er|uer}} dizer Ramo}} # {{nle|''Falta flor...''}} Folha {{gap}} {{c2|Ca{{ilegível}}vou q{{abv|er|uer}} dizer folha}} # Fru{{reconstruído|to}} {{gap}} {{c2|n{{ilegível}} tunva q{{abv|er|uer}} dizer fruto}} # Semente {{gap}} {{c2|ſainha q{{abv|er|uer}} dizer ſemente}} # Baga {{gap}} {{c2|mamono q{{abv|er|uer}} dizer Baga}}<noinclude>{{Notas laterais-fim}}</noinclude> ozbn6k8w3fy29m96oap5hjj9blgw92x Narizinho Arrebitado (1ª edição) 0 253231 552594 551887 2026-05-17T18:26:55Z Erick Soares3 19404 552594 wikitext text/x-wiki <pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" include="1,5" notas="{{versões|Narizinho Arrebitado}}" portal="Sítio do Picapau Amarelo" header=1/> {{Índice auxiliar| {{c|Primeira parte}} *[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Primeira parte/I|Narizinho]] *[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Primeira parte/II|A Somneca]] *[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Primeira parte/III|O Espirro]] *[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Primeira parte/IV|Aguas Claras]] *[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Primeira parte/V|O Castigo do Sapo]] *[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Primeira parte/VI|No Palacio]] *[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Primeira parte/VII|A Enfermaria]] *[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Primeira parte/VIII|No Palacio Real]] *[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Primeira parte/IX|D. Aranha Costureira]] *[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Primeira parte/X|O Baile]] *[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Primeira parte/XI|O Escorpião Negro]] *[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Primeira parte/XII|A Coragem da Emilia]] *[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Primeira parte/XIII|Depois da Festa]] *[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Primeira parte/XIV|Uma Operação do Dr. Caramujo]] *[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Primeira parte/XV|A Festa Veneziana]] *[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Primeira parte/XVI|A Conspiração]] *[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Primeira parte/XVII|O Castigo]] {{c|Segunda parte}} *[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Segunda parte/I|Tempo de Jaboticaba]] *[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Segunda parte/II|O Enterro da Vespa]] *[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Segunda parte/III|A Pescaria da Emilia]] *[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Segunda parte/IV|As Formiguinhas]] *[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Segunda parte/V|O Presunto de Pernilongo]] *[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Segunda parte/VI|Os Croquetes]] *[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Segunda parte/VII|As Historias de D. 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Maston, ao qual foram confiadas as importantes funcções de secretario relator. {{PT||sidente Barbicane, rua da Republica n.º 3, e como fosse de grande importancia que as exigencias do estomago não viessem a perturbar tão grave discussão, sentaram-se os quatro socios do Gun-Club {{PT||em volta de uma mesa coberta de bandejas de sandwiches e de amplos bules de chá. Em seguida atarraxou J.-T. Maston a pena no gancho de ferro que lhe servia de mão direita e abriu-se a sessão.}}}}}} No dia 8 de outubro reuniu-se a commissão em casa do pre{{PT||sidente Barbicane, rua da Republica n.º 3, e como fosse de grande importancia que as exigencias do estomago não viessem a perturbar tão grave discussão, sentaram-se os quatro socios do Gun-Club {{PT||em volta de uma mesa coberta de bandejas de sandwiches e de amplos bules de chá. Em seguida atarraxou J.-T. Maston a pena no gancho de ferro que lhe servia de mão direita e abriu-se a sessão.}}}} {{nop}}<noinclude></noinclude> 9r00a5vivoxk17pv8ou24cm8s2t2d9e Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/36 106 253471 552565 552556 2026-05-17T14:09:01Z Erick Soares3 19404 552565 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude><section begin="Cap. 9"/>gou a abrir a bocca, espantado de tanta formosura. Nisto a porta abriu-se e o principe appareceu: — Senhora, disse elle, a côrte reunida no grande salão aguarda anciosamente a rainha da festa. Vinde ! E, dando-lhe a mão, conduziu-a com grande cerimonia ao baile. {{dhr|3}} <section end="Cap. 9"/> <section begin="Cap. 10"/>{{t2|O BAILE|'''X'''}} {{dhr|3}} Mal Narizinho entrou, correu pela sala um murmurio de admiração, muito explicavel, visto como jamais apparecera em Aguas Claras creatura assim tão deslumbrante. E começaram a cochichar que com certeza era a propria Fada dos Rios que se encarnára na menina. Algumas damas invejosas, porem, morderam os labios ao ver Narizinho passar á frente dellas, pelo braço do principe, em direcção ao throno. E uma feia barata descascada, amarella de inveja, {{PT||murmurou ao ouvido de uma besoura de pernas cambaias, torcendo o nariz:}} {{nop}}<section end="Cap. 10"/><noinclude>{{c|☉{{gap}}32{{gap}}☉}}</noinclude> m2dyys12l829t7r8oc8r4c81ww2yh90 Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/37 106 253477 552564 2026-05-17T14:08:39Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552564 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>[[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 37 crop).jpg|centro|350px]] {{PT|murmurou ao ouvido de uma besoura de pernas cambaias, torcendo o nariz:}} — Nem porisso !... Um gentil gafanhotinho verde que estava atrás, e já apaixonado pela menina, ouviu o desabafo da invejosa e castigou-a, ferrando-lhe uma terrivel dentada na perna secca. A barata gemeu de dôr. Mas aproveitou a lição, ficando bem caladinha o resto da noite. A sala estava que era um céo aberto. Em vez de lampadas havia no tecto, pelas paredes e pelos vasos, buquês de raios de sol colhidos pela manhã. Flores em quantidade, lindas flores do campo, arrumadas em festões pelas senhoras abelhas. Em redor da sala, sentada em cadeiri-<noinclude>{{c|☉{{gap}}33{{gap}}☉}}</noinclude> 6588brlqbcx0dd3r614net73qenmacj 552568 552564 2026-05-17T14:39:12Z Erick Soares3 19404 552568 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>[[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 37 crop).jpg|centro|350px]] {{PT|murmurou ao ouvido de uma besoura de pernas cambaias, torcendo o nariz:}} — Nem porisso !... Um gentil gafanhotinho verde que estava atrás, e já apaixonado pela menina, ouviu o desabafo da invejosa e castigou-a, ferrando-lhe uma terrivel dentada na perna secca. A barata gemeu de dôr. Mas aproveitou a lição, ficando bem caladinha o resto da noite. A sala estava que era um céo aberto. Em vez de lampadas havia no tecto, pelas paredes e pelos vasos, buquês de raios de sol colhidos pela manhã. Flores em quantidade, lindas flores do campo, arrumadas em festões pelas senhoras abelhas. Em redor da sala, sentada em cadeiri{{PT||nhas de madreperola, a nobreza da côrte, em trajes de gala, esperava as ordens do principe.}} {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}33{{gap}}☉}}</noinclude> fqdjn3dhr3q2nilpm00yv6a4fw5d099 552591 552568 2026-05-17T17:02:33Z Erick Soares3 19404 552591 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>[[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 37 crop).jpg|centro|350px]] {{PT|murmurou ao ouvido de uma besoura de pernas cambaias, torcendo o nariz:}} — Nem porisso !... Um gentil gafanhotinho verde que estava atrás, e já apaixonado pela menina, ouviu o desabafo da invejosa e castigou-a, ferrando-lhe uma terrivel dentada na perna secca. A barata gemeu de dôr. Mas aproveitou a lição, ficando bem caladinha o resto da noite. A sala estava que era um céo aberto. Em vez de lampadas havia no tecto, pelas paredes e pelos vasos, buquês de raios de sol colhidos pela manhã. Flores em quantidade, lindas flores do campo, arrumadas em festões pelas senhoras abelhas. Em redor da sala, sentada em cadeiri{{PT||nhas de madreperola, a nobreza da côrte, em trajes de gala, esperava as ordens do principe.}} {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}33{{gap}}☉}}</noinclude> q77i2ilietj9tpppji9khhiyqxvv1dz Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/38 106 253478 552567 2026-05-17T14:37:40Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552567 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 38 crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} {{PT|nhas de madreperola, a nobreza da côrte, em trajes de gala, esperava as ordens do principe.}} Havia de tudo. Besouros sérios, de oculos e casaca preta. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 38b crop).jpg |align=right |width=200px |padt=2em }} Baratinhas de mantilha, com myosotis no cabello. Abelhas douradas, muito finas de cintura, com laços de fita nas asas. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 38c crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} Moscas azues; rãs de todas as côres; lindas mães-dߴ-agua de corpo esguio e leves como bailarinas; camondongos de collete branco e sapatos de fivella; borboletas com toucadinho de gaze; maripozas, mamangavas... {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 38d crop).jpg |align=right |width=200px |padt=2em }} Havia ainda peixes de todos os formatos, caranguejos cascudos que só andam de lado; camarões que se atrapalham com tantas pernas; mariscos de casca aberta como livros; caramujos que carregam a<noinclude>{{c|☉{{gap}}34{{gap}}☉}}</noinclude> l0nlf83xw2ue42238mnufqqbc78snzx 552569 552567 2026-05-17T14:41:06Z Erick Soares3 19404 552569 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 38 crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} {{PT|nhas de madreperola, a nobreza da côrte, em trajes de gala, esperava as ordens do principe.}} Havia de tudo. Besouros sérios, de oculos e casaca preta. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 38b crop).jpg |align=right |width=200px |padt=2em }} Baratinhas de mantilha, com myosotis no cabello. Abelhas douradas, muito finas de cintura, com laços de fita nas asas. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 38c crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} Moscas azues; rãs de todas as côres; lindas mães-dߴ-agua de corpo esguio e leves como bailarinas; camondongos de collete branco e sapatos de fivella; borboletas com toucadinho de gaze; maripozas, mamangavas... {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 38d crop).jpg |align=right |width=200px |padt=2em }} Havia ainda peixes de todos os formatos, caranguejos cascudos que só andam de lado; camarões que se atrapalham com tantas pernas; mariscos de casca aberta como livros; caramujos que carregam a {{PT||casa ás costas e andam apalpando o caminho com as trombas.}} {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}34{{gap}}☉}}</noinclude> 727lppx4s655ht0m58ulyoborwobggy 552572 552569 2026-05-17T14:50:34Z Deltaspace42 42928 ([[c:GR|GR]]) [[c:COM:FR|File renamed]]: [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 38 crop).jpg]] → [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 38a crop).jpg]] [[c:COM:FR#FR1|Criterion 1]] (original uploader’s request) 552572 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 38a crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} {{PT|nhas de madreperola, a nobreza da côrte, em trajes de gala, esperava as ordens do principe.}} Havia de tudo. Besouros sérios, de oculos e casaca preta. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 38b crop).jpg |align=right |width=200px |padt=2em }} Baratinhas de mantilha, com myosotis no cabello. Abelhas douradas, muito finas de cintura, com laços de fita nas asas. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 38c crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} Moscas azues; rãs de todas as côres; lindas mães-dߴ-agua de corpo esguio e leves como bailarinas; camondongos de collete branco e sapatos de fivella; borboletas com toucadinho de gaze; maripozas, mamangavas... {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 38d crop).jpg |align=right |width=200px |padt=2em }} Havia ainda peixes de todos os formatos, caranguejos cascudos que só andam de lado; camarões que se atrapalham com tantas pernas; mariscos de casca aberta como livros; caramujos que carregam a {{PT||casa ás costas e andam apalpando o caminho com as trombas.}} {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}34{{gap}}☉}}</noinclude> krk8rwedwrytkxj9e95p3qrno8hnsrz 552581 552572 2026-05-17T15:10:50Z Erick Soares3 19404 552581 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 38a crop).jpg |align=left |width=100px |padt=2em }} {{PT|nhas de madreperola, a nobreza da côrte, em trajes de gala, esperava as ordens do principe.}} Havia de tudo. Besouros sérios, de oculos e casaca preta. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 38b crop).jpg |align=right |width=100px |padt=2em }} Baratinhas de mantilha, com myosotis no cabello. Abelhas douradas, muito finas de cintura, com laços de fita nas asas. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 38c crop).jpg |align=left |width=100px |padt=2em }} Moscas azues; rãs de todas as côres; lindas mães-dߴ-agua de corpo esguio e leves como bailarinas; camondongos de collete branco e sapatos de fivella; borboletas com toucadinho de gaze; maripozas, mamangavas... {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 38d crop).jpg |align=right |width=100px |padt=2em }} Havia ainda peixes de todos os formatos, caranguejos cascudos que só andam de lado; camarões que se atrapalham com tantas pernas; mariscos de casca aberta como livros; caramujos que carregam a {{PT||casa ás costas e andam apalpando o caminho com as trombas.}} {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}34{{gap}}☉}}</noinclude> 2w6388ofw0azganh6vfzw03tzby412g Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/39 106 253479 552570 2026-05-17T14:46:34Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552570 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39a crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} {{PT|casa ás costas e andam apalpando o caminho com as trombas.}} Havia até um velho kágado de olhinhos pretos e casca mais dura que a peroba. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39b crop).jpg |align=right |width=200px |padt=2em }} A orchestra era composta de cigarras e passarinhos miúdos: canarios, pintasilgos, papacapins, corruiras, viuvinhas. Aߴ frente della estava, de batuta na mão, um sabiá-do-campo, maestro de fama. Essa orchestra executou as musicas mais lindas do mundo, fados de rouxinol, canções de patativa, barcarolas de Martim-pescador. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39c crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} Uma lindeza !... {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39d crop).jpg |align=right |width=200px |padt=2em }} Lá pelo meio da noite o principe deu ordem para a quadrilha.A orchestra rompeu uma composição do maestro Colleirinha e os cavalheiros princi-<noinclude>{{c|☉{{gap}}35{{gap}}☉}}</noinclude> 35qcqjkcu0vfuwbkdvr056f4isbkhm3 552571 552570 2026-05-17T14:49:25Z Erick Soares3 19404 552571 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39a crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} {{PT|casa ás costas e andam apalpando o caminho com as trombas.}} Havia até um velho kágado de olhinhos pretos e casca mais dura que a peroba. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39b crop).jpg |align=right |width=200px |padt=2em }} A orchestra era composta de cigarras e passarinhos miúdos: canarios, pintasilgos, papacapins, corruiras, viuvinhas. Aߴ frente della estava, de batuta na mão, um sabiá-do-campo, maestro de fama. Essa orchestra executou as musicas mais lindas do mundo, fados de rouxinol, canções de patativa, barcarolas de Martim-pescador. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39c crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} Uma lindeza !... {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39d crop).jpg |align=right |width=200px |padt=2em }} Lá pelo meio da noite o principe deu ordem para a quadrilha.A orchestra rompeu uma composição do maestro Colleirinha e os cavalheiros princi-<noinclude>{{c|☉{{gap}}35{{gap}}☉}}</noinclude> sao6g58abt6e8etmq17dk3myd4we4fu 552573 552571 2026-05-17T14:52:52Z Erick Soares3 19404 552573 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39a crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} {{PT|casa ás costas e andam apalpando o caminho com as trombas.}} Havia até um velho kágado de olhinhos pretos e casca mais dura que a peroba. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39b crop).jpg |align=right |width=100px |padt=2em }} A orchestra era composta de cigarras e passarinhos miúdos: canarios, pintasilgos, papacapins, corruiras, viuvinhas. Aߴ frente della estava, de batuta na mão, um sabiá-do-campo, maestro de fama. Essa orchestra executou as musicas mais lindas do mundo, fados de rouxinol, canções de patativa, barcarolas de Martim-pescador. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39c crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} Uma lindeza !... {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39d crop).jpg |align=right |width=200px |padt=2em }} Lá pelo meio da noite o principe deu ordem para a quadrilha.A orchestra rompeu uma composição do maestro Colleirinha e os cavalheiros princi-<noinclude>{{c|☉{{gap}}35{{gap}}☉}}</noinclude> h702fqzyekawoo6saes778bvvi5cfv3 552574 552573 2026-05-17T14:54:31Z Erick Soares3 19404 552574 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39a crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} {{PT|casa ás costas e andam apalpando o caminho com as trombas.}} Havia até um velho kágado de olhinhos pretos e casca mais dura que a peroba. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39b crop).jpg |align=right |width=100px |padt=2em }} A orchestra era composta de cigarras e passarinhos miúdos: canarios, pintasilgos, papacapins, corruiras, viuvinhas. Aߴ frente della estava, de batuta na mão, um sabiá-do-campo, maestro de fama. Essa orchestra executou as musicas mais lindas do mundo, fados de rouxinol, canções de patativa, barcarolas de Martim-pescador. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39c crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} Uma lindeza !... {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39d crop).jpg |align=right |width=100px |padt=2em }} Lá pelo meio da noite o principe deu ordem para a quadrilha.A orchestra rompeu uma composição do maestro Colleirinha e os cavalheiros princi-<noinclude>{{c|☉{{gap}}35{{gap}}☉}}</noinclude> h804149pg53v4ewy5i3taiq3dde5qig 552584 552574 2026-05-17T16:46:01Z Erick Soares3 19404 552584 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39a crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} {{PT|casa ás costas e andam apalpando o caminho com as trombas.}} Havia até um velho kágado de olhinhos pretos e casca mais dura que a peroba. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39b crop).jpg |align=right |width=100px |padt=2em }} A orchestra era composta de cigarras e passarinhos miúdos: canarios, pintasilgos, papacapins, corruiras, viuvinhas. Aߴ frente della estava, de batuta na mão, um sabiá-do-campo, maestro de fama. Essa orchestra executou as musicas mais lindas do mundo, fados de rouxinol, canções de patativa, barcarolas de Martim-pescador. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39c crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} Uma lindeza !... {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39d crop).jpg |align=right |width=100px |padt=2em }} Lá pelo meio da noite o principe deu ordem para a quadrilha.A orchestra rompeu uma composição do maestro Colleirinha e os cavalheiros princi{{PT||piaram a tirar as damas. Quem marcava era um faceiro tangará, famoso mestre sala da côrte.}} {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}35{{gap}}☉}}</noinclude> 0lrhlqj79vsx54mprmvwjod922r3lzr 552592 552584 2026-05-17T17:03:19Z Erick Soares3 19404 552592 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39a crop).jpg |align=left |width=100px |padt=2em }} {{PT|casa ás costas e andam apalpando o caminho com as trombas.}} Havia até um velho kágado de olhinhos pretos e casca mais dura que a peroba. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39b crop).jpg |align=right |width=100px |padt=2em }} A orchestra era composta de cigarras e passarinhos miúdos: canarios, pintasilgos, papacapins, corruiras, viuvinhas. Aߴ frente della estava, de batuta na mão, um sabiá-do-campo, maestro de fama. Essa orchestra executou as musicas mais lindas do mundo, fados de rouxinol, canções de patativa, barcarolas de Martim-pescador. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39c crop).jpg |align=left |width=100px |padt=2em }} Uma lindeza !... {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39d crop).jpg |align=right |width=100px |padt=2em }} Lá pelo meio da noite o principe deu ordem para a quadrilha.A orchestra rompeu uma composição do maestro Colleirinha e os cavalheiros princi{{PT||piaram a tirar as damas. Quem marcava era um faceiro tangará, famoso mestre sala da côrte.}} {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}35{{gap}}☉}}</noinclude> kqa8e3ymtkgvovbejawbu2rt3ecwqob 552599 552592 2026-05-17T21:51:22Z Erick Soares3 19404 552599 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39a crop).jpg |align=left |width=100px |padt=2em }} {{PT|casa ás costas e andam apalpando o caminho com as trombas.}} Havia até um velho kágado de olhinhos pretos e casca mais dura que a peroba. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39b crop).jpg |align=right |width=100px |padt=2em }} A orchestra era composta de cigarras e passarinhos miúdos: canarios, pintasilgos, papacapins, corruiras, viuvinhas. Aߴ frente della estava, de batuta na mão, um sabiá-do-campo, maestro de fama. Essa orchestra executou as musicas mais lindas do mundo, fados de rouxinol, canções de patativa, barcarolas de Martim-pescador. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39c crop).jpg |align=left |width=100px |padt=2em }} Uma lindeza !... {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 39d crop).jpg |align=right |width=100px |padt=2em }} Lá pelo meio da noite o principe deu ordem para a quadrilha.A orchestra rompeu uma composição do maestro Colleirinha e os cavalheiros princi{{PT||piaram a tirar as damas. Quem marcava era um faceiro tangará, famoso mestre sala da côrte.}} {{dhr}} {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}35{{gap}}☉}}</noinclude> rf8qpni4yyf64kultl4yvzok469r18t Página:Da Terra á Lua.pdf/64 106 253480 552575 2026-05-17T14:59:24Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: necessario; uma bala massiça de cento e oito pollegadas pesaria mais de duzentas mil libras, peso evidentemente excessivo; todavia como julgo necessario guardar as condições de estabilidade na construcção do projectil, proponho que se lhe dê o peso de cinco mil libras. — Qual ha de ser então a grossura das paredes? perguntou o major. — Se nos cingirmos á proporção indicada nos regulamentos, continuou Morgan, ao diametro de cento e oito p... 552575 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|65|borda_inferior=sim}}</noinclude>necessario; uma bala massiça de cento e oito pollegadas pesaria mais de duzentas mil libras, peso evidentemente excessivo; todavia como julgo necessario guardar as condições de estabilidade na construcção do projectil, proponho que se lhe dê o peso de cinco mil libras. — Qual ha de ser então a grossura das paredes? perguntou o major. — Se nos cingirmos á proporção indicada nos regulamentos, continuou Morgan, ao diametro de cento e oito pollegadas correspondem paredes de dois pés de espessura, pelo menos. — Seriam grossas de mais, respondeu Barbicane; notem bem, que se não trata aqui de uma bala fabricada para furar couraças; basta que a bala tenha paredes sufficientemente fortes para resistir á pressão dos gazes da polvora. O problema portanto é este: qual é a espessura que deve ter um obuz de ferro fundido para que não pese mais de vinte mil libras? O nosso habil calculador e bom amigo Maston no-lo dirá sem demora. — Muito facilmente, replicou o honrado secretario da commissão. E quando tal dizia ia já traçando no papel algumas formulas algebricas; viram-se-lhe sair dos bicos da pena ''π'' e ''x'' elevados ao quadrado. Pareceu até que, sem lhe pôr a mão, extrahia, uma certa raiz cubica, e disse: «As paredes hão de ter apenas duas pollegadas de grossura.» — E será bastante?perguntou o major, com ares de quem duvida. — Não, respondeu o presidente Barbicane, é claro que não. — E então! que se ha de fazer? continuou Elphiston com ares de grande irresolução. — Servir-se de outro metal e não do ferro fundido. {{nop}}<noinclude>{{right|9}}</noinclude> iy42zohcijuwg09xf0j20ixtth9pfjx Página:Da Terra á Lua.pdf/65 106 253481 552577 2026-05-17T15:02:05Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: — Do cobre? disse Morgan. — Nada, o cobre ainda é pesado demais, e tenho para vos propor cousa melhor. — Então que é? disse o major. — O aluminium, respondeu Barbicane. — Aluminium! exclamaram os tres collegas do presidente. — Certamente amigos meus. Sabeis que um illustre chimico francez, Henry-Sainte-Claire-Deville, conseguiu em 1854 obter o aluminium em massa compacta. Ora este precioso metal tem a brancura da prata, a inalterabili... 552577 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|66|VIAGENS MARAVILHOSAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>— Do cobre? disse Morgan. — Nada, o cobre ainda é pesado demais, e tenho para vos propor cousa melhor. — Então que é? disse o major. — O aluminium, respondeu Barbicane. — Aluminium! exclamaram os tres collegas do presidente. — Certamente amigos meus. Sabeis que um illustre chimico francez, Henry-Sainte-Claire-Deville, conseguiu em 1854 obter o aluminium em massa compacta. Ora este precioso metal tem a brancura da prata, a inalterabilidade do oiro, a tenacidade do ferro, a fusibilidade do cobre e é leve como vidro; modela-se com facilidade, está espalhado com profusão na natureza, visto como a alumina é base da maior parte das rochas, é tres vezes mais leve que o ferro, e parece ter sido expressamente creado para fornecer-nos materia para o nosso projectil. — Hurrah pelo aluminium! exclamou o secretario da commissão, sempre extremamente ruidoso nos momentos de enthusiasmo. — Mas, caro presidente, disse o major, não será extremamente elevado o preço do aluminium? — Assim era, respondeu Barbicane; nos primeiros tempos depois que foi descoberto, custava a libra do aluminium entre duzentos e sessenta e duzentos e oitenta dollars (approximadamente 1.500 francos<ref>Duzentos e setenta mil réis ao cambio medio de cento e oitenta réis por franco. {{right|'''''(Nota do traductor.)'''''}}</ref>); depois desceu a vinte e sete dollars (150 francos), e hoje finalmente, está a nove dollars (48 francos e 75 centesimos). — Mas a nove dollars por libra, replicou o major, que não cedia á primeira, vem a dar ainda um preço enorme! — Sem duvida, caro major, mas não inaccessivel. {{nop}}<noinclude>{{smallrefs}}</noinclude> nxgrc1jvi2sc8jv09gvyjdcjdobba9l Página:Da Terra á Lua.pdf/66 106 253482 552578 2026-05-17T15:04:00Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: — E, nߴesse caso, qual ha de ser o peso do projectil? perguntou Morgan. — O resultado dos meus calculos é o seguinte, respondeu Barbicane: uma bala de cento e oito pollegadas de diametro e de doze pollegadas de espessura<ref>Trinta centimetros: a pollegada americana vale 25 millimetros.</ref>, pesaria, no caso de ser de ferro fundido, sessenta e sete mil quatrocentas e quarenta libras; sendo de aluminium fundido, o seu peso ficará reduzid... 552578 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|67|borda_inferior=sim}}</noinclude>— E, nߴesse caso, qual ha de ser o peso do projectil? perguntou Morgan. — O resultado dos meus calculos é o seguinte, respondeu Barbicane: uma bala de cento e oito pollegadas de diametro e de doze pollegadas de espessura<ref>Trinta centimetros: a pollegada americana vale 25 millimetros.</ref>, pesaria, no caso de ser de ferro fundido, sessenta e sete mil quatrocentas e quarenta libras; sendo de aluminium fundido, o seu peso ficará reduzido a dezanove mil duzentas e cincoenta libras. — Muito bem! exclamou Maston, isso agora já cabe no nosso programma. — Muito bem! Muito bem! Mas acaso ignoraes, que a dezoito dollars por libra, esse projectil havia de custar-nos... — Cento e setenta e tres mil duzentos e cincoenta dollars (928:437 francos e 50 centesimos), sei-o muito bem; mas não se assustem amigos, não ha de faltar dinheiro para a realisação do nosso projecto; por isso respondo eu. — Ha de chover dinheiro nos nossos cofres, replicou J.-T. Maston. — Então! que me dizem ao aluminium! perguntou o presidente. — Está adoptado, responderam os tres membros da commissão. — Quanto á fórma da bala, proseguiu Barbicane, pouca importancia tem, visto como, logo que o projectil passe para alem da atmosphera, ha de achar-se no vacuo, proponho portanto, que seja redonda, para que gire sobre si mesmo, se o julgar conveniente, ou se porte como melhor lhe ditar a phantasia. Foi este o fecho da primeira sessão da commissão; ficou definitivamente resolvida a questão do projectil, e J.-T. Maston exultou com a idéa de mandar aos Selenitas uma Bala de aluminium «que havia dar-lhes a entender que os habitantes cá da Terra eram uns pimpões!» {{nop}}<noinclude>{{smallrefs}}</noinclude> 1fv6tbgiuo5h2gj7pesjg2v5f1l1oc4 Da Terra á Lua/VII 0 253483 552579 2026-05-17T15:05:29Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Da Terra á Lua.pdf" from=54 to=66 fromsection="Cap. 7" header=1/> {{rule|5em|align=left}} {{dhr}} {{Smallrefs}} {{Modernização}} {{DP-3}} [[en:From the Earth to the Moon/Chapter VII]] [[be:З пушкі на Луну/Ад Зямлі да Луны/VII]] [[it:Dalla Terra alla Luna/Capitolo VII]] 552579 wikitext text/x-wiki <pages index="Da Terra á Lua.pdf" from=54 to=66 fromsection="Cap. 7" header=1/> {{rule|5em|align=left}} {{dhr}} {{Smallrefs}} {{Modernização}} {{DP-3}} [[en:From the Earth to the Moon/Chapter VII]] [[be:З пушкі на Луну/Ад Зямлі да Луны/VII]] [[it:Dalla Terra alla Luna/Capitolo VII]] j97nbpqvjrninflyvnqs26k9gq3z18g Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/40 106 253484 552585 2026-05-17T16:54:54Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552585 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>[[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 40a crop).jpg|centro|350px]] {{PT|piaram a tirar as damas. Quem marcava era um faceiro tangará, famoso mestre sala da côrte.}} Narizinho, sentada no throno, estava [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 40b crop).jpg|centro|350px]] {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}36{{gap}}☉}}</noinclude> 57jio7epzwykdwl52dep16bropt3g0h 552586 552585 2026-05-17T16:55:47Z Erick Soares3 19404 552586 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>[[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 40a crop).jpg|centro|350px]] {{PT|piaram a tirar as damas. Quem marcava era um faceiro tangará, famoso mestre sala da côrte.}} Narizinho, sentada no throno, estava {{PT||doidinha por dançar. Mas a quadrilha passou e ninguem veiu tiral-a.}} [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 40b crop).jpg|centro|350px]] {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}36{{gap}}☉}}</noinclude> n5c3389jy3gkw3b22tqamjnacp4uqrm Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/41 106 253485 552587 2026-05-17T16:57:54Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552587 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{PT|doidinha por dançar. Mas a quadrilha passou e ninguem veiu tiral-a.}} Logo depois, entretanto, a orchestra rompeu a Valsa Real e o principe, levantando-se, disse á menina: — Eߴ chegada a nossa vez. Quer dar-me a honra desta valsa ? Narizinho, que não queria outra cousa, desceu alegremente do throno, e nos braços do principe rodopiou pela sala em gyros tão velozes que mais parecia um pião vivo. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 41 crop).jpg |align=left |width=100px |padt=2em }} O kágado vendo aquillo cochichou para o caramujo: Si aquelle foguetinho te tirasse para dançar, que seria de ti, compadre ? Respondeu o caramujo: — Talvez me sahisse melhor do que um cascudo da tua marca ! E cada um riu-se lá por dentro da triste figura que faria o outro, porque no reino dos animaes, assim como entre os homens, ninguem se conhece. {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}37{{gap}}☉}}</noinclude> 6u0s5xqvv9frucc39471ekgrmk234rk 552588 552587 2026-05-17T16:59:33Z Erick Soares3 19404 552588 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{PT|doidinha por dançar. Mas a quadrilha passou e ninguem veiu tiral-a.}} Logo depois, entretanto, a orchestra rompeu a Valsa Real e o principe, levantando-se, disse á menina: — Eߴ chegada a nossa vez. Quer dar-me a honra desta valsa ? Narizinho, que não queria outra cousa, desceu alegremente do throno, e nos braços do principe rodopiou pela sala em gyros tão velozes que mais parecia um pião vivo. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 41 crop).jpg |align=left |width=150px |padt=2em }} O kágado vendo aquillo cochichou para o caramujo: Si aquelle foguetinho te tirasse para dançar, que seria de ti, compadre ? Respondeu o caramujo: — Talvez me sahisse melhor do que um cascudo da tua marca ! E cada um riu-se lá por dentro da triste figura que faria o outro, porque no reino dos animaes, assim como entre os homens, ninguem se conhece. {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}37{{gap}}☉}}</noinclude> iaq0bjq72mm39j8ooh9p10dli3fx0ev Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Primeira parte/X 0 253486 552590 2026-05-17T17:02:11Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" from=36 to=41 fromsection="Cap. 10" header=1/> {{PD-old-70-BR}} {{Modernização}} 552590 wikitext text/x-wiki <pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" from=36 to=41 fromsection="Cap. 10" header=1/> {{PD-old-70-BR}} {{Modernização}} bbyjrjew6pqpsm0ap6187ha34qev13s Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/146 106 253487 552601 2026-05-18T11:31:13Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: A esmola das missas pelos irmãos vivos e defuntos, era de 120 réis e a das distribuídas aos capelães ''da pauta'', chamadas - ''de notícia'' -, de 100 réis<ref>Havia uma «''pauta''» para qualquer sacerdotes inscrever o seu nome, como capelão, e nesse caso era-lhe distribuído certo número de missas.</ref>. -- imagem -- Escadório do Espírito Santo À festividade do Espírito Santo deviam assistir 40 sacerdotes, pelo que recebiam, cada... 552601 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>A esmola das missas pelos irmãos vivos e defuntos, era de 120 réis e a das distribuídas aos capelães ''da pauta'', chamadas - ''de notícia'' -, de 100 réis<ref>Havia uma «''pauta''» para qualquer sacerdotes inscrever o seu nome, como capelão, e nesse caso era-lhe distribuído certo número de missas.</ref>. -- imagem -- Escadório do Espírito Santo À festividade do Espírito Santo deviam assistir 40 sacerdotes, pelo que recebiam, cada um, - 300 réis; e todos os sacerdores, de uma légua em redor, tinham obrigação de acompanhar a procissão de ''Passos'', sob pena de 200 réis. Havia duas classes de irmãos: - ''de termo e ausentes''. À primeira pertenciam os que residiam dentro do perímetro de três léguas; à segunda, os que estivessem fora desta área. {{c|---}} Os Estatutos que regem, na actualidade, esta irmandade, foram discutidos e aprovados em assembleia geral dos irmãos, reunida no dia 14 de Setembro, de 1885, sendo Prior o Rev. abade de Formariz - Francisco José da Cunha, Secretário o sr. padre Francisco Manuel Lourenço Barreiros, Procurador o abade de Infesta - Clemente da Cunha, Tesoureiro o sr. padre Francisco Bento Barbosa e Delegado do culto o sr. Domingos Gusmão da Cunha Ribas. Quanto ao espiritual, foram aprovados pelo bondoso arcebispo D. António de Freitas Honorato, e quanto ao temporal, pelo vogal da Junta Geral dr. Damião Paulo de Brito Amorim, servindo de Governador Civil, por alvará de 30 de Dezembro, de 1885. O título de - ''Real'' - foi-lhe concedido em 21 de Agosto, de 1873, por El-Rei D. Luís, sendo ministro do reino António Rodrigues Sampaio. Por provisão do arcebispo D. João Crisóstomo de Amorim Pessoa, datada de 15 de Janeiro, de 1879, era permitido ter na capela do E. Santo os Santos Óleos, que, depois, passaram para a capela do hospital. Por outra provisão, do mesmo Prelado, foi autorizado o pároco de Paredes, ou o capelão da Misericórdia, a administrar, da capela do E. Santo, o ''Viático'' aos enfermos {{rule}}<noinclude></noinclude> dcs8er2b20bydwr6t56s8kdifvg3ywx Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/147 106 253488 552602 2026-05-18T11:40:35Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: do hospital. Esta licença cessou desde que os Santos Óleos foram removidos para a capela da Santa Casa. Um ''rescrito'' da Nunciatura de Lisboa, datado de 28 de Julho, de 1876, concedeu a esta confraria o privilégio de ter o SS. Sacramento na sua capela. {{c|---}} A Real Confraria do Espírito Santo, foi visitada, que se saiba, por dois venerandos arcebispos de Braga - D. Rodrigo de Moura Teles<ref>O arcebispo D. Rodrigo nasceu a 16... 552602 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>do hospital. Esta licença cessou desde que os Santos Óleos foram removidos para a capela da Santa Casa. Um ''rescrito'' da Nunciatura de Lisboa, datado de 28 de Julho, de 1876, concedeu a esta confraria o privilégio de ter o SS. Sacramento na sua capela. {{c|---}} A Real Confraria do Espírito Santo, foi visitada, que se saiba, por dois venerandos arcebispos de Braga - D. Rodrigo de Moura Teles<ref>O arcebispo D. Rodrigo nasceu a 16 de Janeiro, de 1644, na freguesia de Val de Reis, comarca de Alcácer do Sal. Formou-se em Cânones em 1667, e foi logo feito Tesoureiro-mor e cónego da Sé de Elvas. Em 1690 foi nomeado reitor da Universidade por D. Pedro II, quando regente. Em 1694 foi eleito e confirmado bispo da Guarda, passando em 1704 para arcebispo de Braga. Quando fez a sua visita pastoral, os povos saíam a recebé-lo de joelhos e batendo no peito, como aconteceu em Barroso, Suajo e outras partes.</ref> e D. Fr. Caetano Brandão. O primeiro fez-lhe duas visitas: uma em 25 de Maio, de 1707 e outra em 4 de Setembro, de 1717. A de D. Fr. Caetano Brandão parece ter tido lugar no dia 18 de Outubro, de 1791. A primeira visita do Arcebispo D. Rodrigo foi muito minuciosa, como consta do ''Livro dos Visitadores''. Sacristia, revistuário, lavatório, alâmpadas, credência, imagens, pintura, mesas dos altares, toalhas para estes, caldeirinha, galhetas, paramentos, suas cores, bolsas, sanguinhos, manustérgios, frontais, tocheiros, pano de púlpito, naveta, sino, pontificais, etc., tudo ele viu, mandou reformar, ou obter de novo, indicando o número de certos objectos para o culto, obras a fazer, etc., etc. A propósito dos ''pontificais'', ordenou «que estivessem na sacristia, pois lhe constava que andavam por casa do ''Ostiário'' e que, quando se levavam para as igrejas, iam dependurados em um pau, às costas de um «''mosso''» com indecência e pouco respeito». Preceituou que não se emprestassem os paramentos, sob pena de suspensão para o Prior, a qualquer irmão e ao sacristão. Na 2.ª visita, tendo notado que não haviam sido feitas as obras indicadas nas visitas anteriores, não obstante haver um ''saldo de 21$800 réis'', ordenou que elas se fizessem no prazo de três meses, «''pois não podia haver desculpa, porque com o dinheiro que há de créscimo as satisfazem''». Eram 21$800 réis, e só uma das obras consistia em lagear a sacristia! {{c|---}} De regresso da sua visita pastoral ao Alto-Minho, é que D. Fr. Caetano veio a Coura. Este bom arcebispo costumava, quando andava na visita, escrever a um amigo, quasi todos os dias. As suas cartas são, para assim dizer, um ''Diário'' dos seus trabalhos e serviços pastorais. Uma delas é esta: «Cheguei hoje de Valença a esta freguesia de Paredes bem no centro de Coura: está o correio a partir e quero que leve a V. m. notícias minhas... Muita chuva e muito frio; parece que estou aqui no coração do inverno, e dizem-me que é o costume de Coura: é terreno mui povoado, e já se sabe que tudo por crismar: amanhã principio»<ref>Esta carta é datada de 18-10-1791. «Memórias de D. Fr. Caetano Brandão».</ref>. É, pois, natural que, estando o arcebispo em Coura, não deixasse de visitar esta capela<ref>O templo do E. Santo é, geralmente, conhecido aqui por - ''capela'' do E. Santo.</ref> e confraria, já muito notável naquele tempo. {{rule}}<noinclude></noinclude> t3c91pftbz8gzxt4s6yzcdzf0sexpoy Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/148 106 253489 552603 2026-05-18T11:45:40Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Há, porém, no seu arquivo documento que esclarece qualquer dúvida, mostrando que o mesmo Prelado voltou aqui no ano de 1824, ou muito pouco tempo antes. É uma ''justificação judicial'', julgada pelo respectivo juiz ordinário dr. António d'Antas Bacelar e Barbosa, em 2 de Setembro, de 1824, extraída de uns autos de líbelo de força nova, movida pelo Pároco da freguesia de Paredes António Rodrigues da Costa, contra o padre Manuel José da... 552603 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Há, porém, no seu arquivo documento que esclarece qualquer dúvida, mostrando que o mesmo Prelado voltou aqui no ano de 1824, ou muito pouco tempo antes. É uma ''justificação judicial'', julgada pelo respectivo juiz ordinário dr. António d'Antas Bacelar e Barbosa, em 2 de Setembro, de 1824, extraída de uns autos de líbelo de força nova, movida pelo Pároco da freguesia de Paredes António Rodrigues da Costa, contra o padre Manuel José da Silva. Esta justificação foi requerida pelo Prior e mais oficiais da Confraria, com citação daquele Pároco. Ora, entre outros factos, a Confraria justificante alegou que, «''quando D. Fr. Caetano Brandão a visitou''», foi recebido pelo Prior e oficiais e não pelo Pároco, e vê-se pelo contexto do processo que este Prelado esteve em Coura no dito ano de 1824 ou pouco antes. Já que falei deste processo, devo consignar que no século XVIII alguns Párocos da freguesia de Paredes moveram diferentes pleitos contra esta Confraria, por causa do exercício de pretensos direitos paroquiais na sua capela. Mas não foram só os Párocos, pois, em 1747, também Sebastião Pereira da Cunha e Castro, Fidalgo da Casa de S. Majestade, Cavaleiro professo na Ordem de Cristo e Capitão de Cavalos<ref>Pertencia à família Pereiras da Cunha e morou na «Casa Grande».</ref>, intentou e seguiu uma acção contra o Prior da Confraria, que então era o Rev. Pedro Gonçalves d'Araújo, abade da freguesia de Padornelo, pedindo a restituição da posse de umas sepulturas, que havia na capela-mor, e de umas armas da sua família, insculpidas no remate do altar de Santo António. Vê-se pelo processo, que numa daquelas sepulturas estava inscrito o nome de Baltazar Mendes, e que nelas «estavam sepultadas pessoas da casa de Sebastião Pereira da Cunha e obrigação», pois que seu pai António Pereira da Cunha, que faleceu de 90 anos, sempre, enquanto viveu, ia deitar água benta nas mesmas sepulturas. -- imagem -- Cruzeiro do Espírito Santo O pleito foi aceso e cortado de incidentes e recursos, sendo, afinal, julgado a favor do autor. Então a Mesa, fez lavrar um acórdão, deliberando que {{rule}}<noinclude></noinclude> 0ol4i9ewht4g4c9r6bank7rrhempafq Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/149 106 253490 552604 2026-05-18T11:57:04Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: para o futuro, se não pusesse em dúvida o direito do fidalgo às sepulturas<ref>Ao sr. dr. Júlio C. Barbosa, procurador do sr. António Pereira da Cunha, devo esta informação, por ele extractada do respectivo processo.</ref>. Vem de longe a tradição e fama de serem majestosas e muito brilhantes as solenidades religiosas celebradas por esta Confraria no seu templo. Efectivamente, muito tem concorrido para lhes dar lustre a palavra dos p... 552604 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>para o futuro, se não pusesse em dúvida o direito do fidalgo às sepulturas<ref>Ao sr. dr. Júlio C. Barbosa, procurador do sr. António Pereira da Cunha, devo esta informação, por ele extractada do respectivo processo.</ref>. Vem de longe a tradição e fama de serem majestosas e muito brilhantes as solenidades religiosas celebradas por esta Confraria no seu templo. Efectivamente, muito tem concorrido para lhes dar lustre a palavra dos primeiros ornamentos do púlpito português, como Alves Mateus, Alves Mendes, padre Patrício, Sena Freitas, padre Veloso, de Braga, padre Capela, dr. Porfírio, dr. Gama, dr. Chouzal, Mgr. Xavier da Cunha, e tantos outros, cuja autoridade ou eloquência, tem deixado de si grata memória. A propósito, referirei que na «''visitação''» de 7 de Novembro, de 1761, feita pelo dr. Gonçalo Pinto de Carvalho Medeiros, abade de Santa Marinha de Gontinhães — ''visitador'' das freguesias do Arcediago de Vila Nova de Cerveira, ao qual pertencia Coura -, se preceituou que, para pregador das festividades desta Confraria, se chamasse um que «fosse irmão» e se lhe desse a esmola do costume -, 23000 réis, porque, «havendo nela muitos e bons pregadores, mal parece rogar outros de fora e com preços prejudiciais à mesma irmandade». {{c|---}} O templo ou capela do Espírito Santo, com quanto não deslumbre pelas suas linhas arquitectónicas, nem maravilhe pelo rendilhado do labor, ou sumptuosidade do alçado, é certo que não envergonha a terra, nem a Confraria. Pelo contrário, a singeleza da sua estrutura, a elegância da sua frontaria e campanário, e o bem cuidado da sua fábrica interna, dão-lhe o primeiro lugar entre os templos cristãos desta localidade. O painel do camarim, representando a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos, é razoável trabalho de tela. O antigo pavimento foi substituído, há anos, por outro, de mosaico. Dantes, grande parte da feira quinzenal da vila, era feita dentro do adro, mas, depois, por acordo entre a Confraria e a Câmara, foi, avisadamente, retirada dali, assim como os alpendres, destinados às tendas. A Câmara obrigou-se a pagar, anualmente, à Confraria a quantia de 10$000 réis, sendo este contrato aprovado por alvará do Governador Civil, datado de 8 de Agosto, de 1884, visto que, desde então, revertia em favor da Câmara o aluguer que a confraria recebia dos alpendres. Desde 1884 tem-se realizado obras importantes no adro, como o escadório, muros, etc. O cruzeiro foi mudado do adro para o plano superior do escadório. É uma bela peça de arte. Há poucos anos foi derrubado por uma tempestade, ficando destruídas algumas das pedras componentes, que foram substituídas por outras iguais. A base, em que assenta, não condiz, porém, com a graciosidade e labores do resto. {{c|---}} Antigamente houve na capela uma relíquia, do ''Santo Lenho'', que era aí venerada; mas na «''visitação''» feita pelo abade Gaspar Durães, pároco de S. Julião da Silva (Valença), {{rule}}<noinclude></noinclude> chm3cgxmu3yet524r4dmpyoaiff7x14