Wikisource ptwikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.2 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikisource Wikisource Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão Portal Portal Discussão Autor Autor Discussão Galeria Galeria Discussão Página Página Discussão Em Tradução Discussão Em Tradução Anexo Anexo Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Predefinição:Progressos recentes 10 220893 552605 552598 2026-05-18T12:00:08Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 552605 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|92|3|4|1}} | [[Index:A Estrella do Sul.pdf|A Estrella do Sul]] |- | {{Barra de progresso|0|0|75|12|14|-1}} | [[Index:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf|A Menina do Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|0|0|93|1|5|1}} | [[Index:Alice no País do Espelho (Trad. 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Paredes de Coura]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> fz95kzfwtkjakfp4swnzn1x6se80cyr 552623 552610 2026-05-18T18:00:09Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 552623 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|92|3|4|1}} | [[Index:A Estrella do Sul.pdf|A Estrella do Sul]] |- | {{Barra de progresso|0|0|75|12|14|-1}} | [[Index:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf|A Menina do Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|0|0|93|1|5|1}} | [[Index:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf|Alice no País do Espelho]] |- | {{Barra de progresso|8|0|0|0|3|89}} | [[Index:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf|Chronica do Emperador Clarimundo]] |- | {{Barra de progresso|0|0|22|7|0|71}} | [[Index:Da Terra á Lua.pdf|Da Terra á Lua]] |- | {{Barra de progresso|5|0|1|2|1|91}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|64|0|11|8|8|9}} | [[Index:Historias da meia noite.djvu|Historias da meia noite]] |- | {{Barra de progresso|85|0|15|0|0|0}} | [[Index:Língua geral dos índios das Américas.pdf|Língua geral dos índios das Américas]] |- | {{Barra de progresso|0|0|22|0|3|75}} | [[Index:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf|Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|50|0|0|0|0|50}} | [[Index:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf|No Alto Minho. Paredes de Coura]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> 6tyb62p7e079sub0tsdyt99goawh95m Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/150 106 253491 552606 2026-05-18T15:51:56Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ordenou-se, que, não se encontrando os instrumentos (sic) a seu respeito, mas havendo notícias deles, lhe fossem apresentados pelo Procurador, e que, se não aparecessem, fosse requerida licença ao Prelado, para ser exposta à veneração<ref>Consta do Livro das Visitações e de um processo no arquivo da Confraria. A relíquia, segundo o dito processo, veio do Santo Lenho, que se venera na freguesia de Grade, concelho dos Arcos de Valdevez.... 552606 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>ordenou-se, que, não se encontrando os instrumentos (sic) a seu respeito, mas havendo notícias deles, lhe fossem apresentados pelo Procurador, e que, se não aparecessem, fosse requerida licença ao Prelado, para ser exposta à veneração<ref>Consta do Livro das Visitações e de um processo no arquivo da Confraria. A relíquia, segundo o dito processo, veio do Santo Lenho, que se venera na freguesia de Grade, concelho dos Arcos de Valdevez. A licença para a sua veneração foi dada em 4 de Fevereiro, de 1774, pelo Arcebispo de Braga D. Gaspar. (Cfr. o referido processo de justificação). Aquela visitação foi feita no mês de Setembro, de 1773. Esta relíquia estava engastada em uma cruz de prata e esta encerrada em um sacrário da capela. Foi o abade da freguesia de Bico - António Jácome da Rocha, - quando Prior da Confraria, quem trouxe do Santo Lenho de Grade a nossa relíquia. Este Pároco foi «homem douto e bom Teólogo».</ref>, o que já se fazia desde o ano de 1727. A reliquia desapareceu. {{c|---}} Em tempos passados costumava o Prior da Confraria oferecer lauto banquete na véspera da festa, mas, pelos modos, quem pagava não era o mesário - o Prior. Esta costumeira foi, muito louvavelmente, abolida pelo Visitador dr. Manuel Pereira Cleto, abade da freguesia de Entre-os-Rios, na visitação de 28 de Maio, de 1770. Deixou ele escrito, que «''o jantar era esplêndido, sendo grande a cópia de iguarias e correspondente abundância de licores...,; e porque o dia é de vigília e o lugar não proporcionado para banquetes, mando que o Prior e seus sucessores não deem mais o dito jantar''»<ref>Liv. das Visitações, f. 126.</ref>. O mesmo Visitador também mandou reduzir a proporções mais modestas a despesa que se fazia «''em doces, pão e vinho''», para os anjos da procissão de Passos, pois que, pelas contas que lhe apresentaram, achou que se davam mais de 11$000 réis de despesa para aquele fim, e que «''ainda que fosse um exército deles (anjos), não se faz crivel que possam comer e beber tanto, e só é presumível que não falta quem os ajude ao consumo de tão precioso alimento''». Para concluir este longo capítulo, aliás merecido pela importância desta Confraria, resumirei o contexto da justificação, mencionada, de 2 de Setembro, de 1824. Apurou-se, por ela: 1.º Que esta irmandade era muito antiga, excedendo a memória dos homens; 2.º Que era isenta da jurisdicão paroquial<ref>Não obstante, no arquivo paroquial existem sentenças em sentido contrário.</ref>; 3.º Que o Rei tinha dado o terreno para se edificar a capela; 4.º Que a irmandade possuía, dentro do adro da igreja matriz, uma capela sob a invocação de - ''Senhor do Horto''; 5.º Que, quando D. Fr. Caetano Brandão visitou esta Confraria, foi acompanhado do Pároco de Paredes, ''como particular''; 6.º Que o dito Pároco nunca oficiou nos actos desta irmandade, nem nunca foi ouvido nas eleições, nem na escolha de pregadores, etc.; 7.º Que, quando se fazia a procissão de Passos, a Confraria ia, de véspera, depositar na igreja matriz a imagem do Senhor, e que no dia imediato se fazia a procissão e pregavam-se os sermões, sem ser necessário {{rule}}<noinclude></noinclude> sodiwddh51cfue46nax6tr8p90jj7qf Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/151 106 253492 552607 2026-05-18T15:58:46Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: pedir licença ao Pároco, prevenindo-o, apenas, de que era preciso ter aberta a porta da igreja; 8.º Que nem o Pároco, nem os seus fregueses, nunca concorreram para a reparação da capela do Senhor do Horto, porque esta nunca foi filial da igreja matriz<ref>As testemunhas, que depuseram, foram: Padre Manuel José da Silva Fonseca - abade de Cristelo, de 77 anos de idade; Padre Manuel José da Silva, de 58 anos; Padre António José da Silva... 552607 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>pedir licença ao Pároco, prevenindo-o, apenas, de que era preciso ter aberta a porta da igreja; 8.º Que nem o Pároco, nem os seus fregueses, nunca concorreram para a reparação da capela do Senhor do Horto, porque esta nunca foi filial da igreja matriz<ref>As testemunhas, que depuseram, foram: Padre Manuel José da Silva Fonseca - abade de Cristelo, de 77 anos de idade; Padre Manuel José da Silva, de 58 anos; Padre António José da Silva, de 55, ambos da freguesia de Rezende; Sebastião António Pereira da Cunha, de 70 anos, de Paredes; Paulo José da Silva, do lugar de Felgueiras, freguesia de Rezende, de 57 anos.</ref>; São muitas as indulgências concedidas por diferentes Pontífices aos irmãos desta confraria. A capela-mor foi reedificada há perto de 50 anos. A média do rendimento líquido desta Confraria no decénio de 1886-1896 foi de 3.687$817 réis. {{c|---}} Em 1824 eram 175 os devedores de dinheiro mutuado à Confraria, sendo todas as dívidas inferiores a 100$000 réis<ref>No ano de 1835 o fundo da Confraria era de 6.558$190 réis, como consta duma certidão dos capitais manifestados naquele ano, no arquivo da Confraria.</ref>. E a média das anuidades dos irmãos regula de 2.600$000 a 3.000$000 réis. '''{{c|CAPÍTULO XXIV}}''' '''{{c|Linguagem popular, vocabulário e locuções}}<ref>Abreviaturas: adj.-sub. e subs.-substantivo; loc.- locução; s. m.-substantivo masculino; s. f.-substantivo feminino; interj.-interjeição; adv.-advérbio; »-o mesmo que; v. n.-verbo neutro;n. p.-nome próprio; e quando o significado de um vocábulo estiver separado do imediato por-;-quer dizer que o vocábulo tem também a significação apontada em segundo lugar.</ref>''' AO registar as notas que vão seguir-se, não pretendo inculcar erudição, que de todo me falta. Tenho procurado estudar a linguagem do povo deste concelho, pondo-me em contacto, directo e imediato, com ele em muitas e variadas situações do seu viver: nos trabalhos, nas romarias, no lar doméstico, na dôr, na alegria, no escritório e no tribunal. Durou anos esta investigação. Trasladando para o papel este trabalho, acostumei-me ao processo do sr. dr. J. L. de Vasconcelos, por se me afigurar que, guiado por tal mestre, erraria menos. {{rule}}<noinclude></noinclude> dsklhis8ruo1ji9fxaplhqz4x3frqmh 552608 552607 2026-05-18T15:59:14Z Ruiaraujo1972 38032 552608 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>pedir licença ao Pároco, prevenindo-o, apenas, de que era preciso ter aberta a porta da igreja; 8.º Que nem o Pároco, nem os seus fregueses, nunca concorreram para a reparação da capela do Senhor do Horto, porque esta nunca foi filial da igreja matriz<ref>As testemunhas, que depuseram, foram: Padre Manuel José da Silva Fonseca - abade de Cristelo, de 77 anos de idade; Padre Manuel José da Silva, de 58 anos; Padre António José da Silva, de 55, ambos da freguesia de Rezende; Sebastião António Pereira da Cunha, de 70 anos, de Paredes; Paulo José da Silva, do lugar de Felgueiras, freguesia de Rezende, de 57 anos.</ref>; São muitas as indulgências concedidas por diferentes Pontífices aos irmãos desta confraria. A capela-mor foi reedificada há perto de 50 anos. A média do rendimento líquido desta Confraria no decénio de 1886-1896 foi de 3.687$817 réis. {{c|---}} Em 1824 eram 175 os devedores de dinheiro mutuado à Confraria, sendo todas as dívidas inferiores a 100$000 réis<ref>No ano de 1835 o fundo da Confraria era de 6.558$190 réis, como consta duma certidão dos capitais manifestados naquele ano, no arquivo da Confraria.</ref>. E a média das ''anuidades'' dos irmãos regula de 2.600$000 a 3.000$000 réis. '''{{c|CAPÍTULO XXIV}}''' '''{{c|Linguagem popular, vocabulário e locuções}}<ref>Abreviaturas: adj.-sub. e subs.-substantivo; loc.- locução; s. m.-substantivo masculino; s. f.-substantivo feminino; interj.-interjeição; adv.-advérbio; »-o mesmo que; v. n.-verbo neutro;n. p.-nome próprio; e quando o significado de um vocábulo estiver separado do imediato por-;-quer dizer que o vocábulo tem também a significação apontada em segundo lugar.</ref>''' AO registar as notas que vão seguir-se, não pretendo inculcar erudição, que de todo me falta. Tenho procurado estudar a linguagem do povo deste concelho, pondo-me em contacto, directo e imediato, com ele em muitas e variadas situações do seu viver: nos trabalhos, nas romarias, no lar doméstico, na dôr, na alegria, no escritório e no tribunal. Durou anos esta investigação. Trasladando para o papel este trabalho, acostumei-me ao processo do sr. dr. J. L. de Vasconcelos, por se me afigurar que, guiado por tal mestre, erraria menos. {{rule}}<noinclude></noinclude> 9bcluu0eqm4xvc7pi9v24z9esqurad8 552609 552608 2026-05-18T15:59:44Z Ruiaraujo1972 38032 552609 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>pedir licença ao Pároco, prevenindo-o, apenas, de que era preciso ter aberta a porta da igreja; 8.º Que nem o Pároco, nem os seus fregueses, nunca concorreram para a reparação da capela do Senhor do Horto, porque esta nunca foi filial da igreja matriz<ref>As testemunhas, que depuseram, foram: Padre Manuel José da Silva Fonseca - abade de Cristelo, de 77 anos de idade; Padre Manuel José da Silva, de 58 anos; Padre António José da Silva, de 55, ambos da freguesia de Rezende; Sebastião António Pereira da Cunha, de 70 anos, de Paredes; Paulo José da Silva, do lugar de Felgueiras, freguesia de Rezende, de 57 anos.</ref>; São muitas as indulgências concedidas por diferentes Pontífices aos irmãos desta confraria. A capela-mor foi reedificada há perto de 50 anos. A média do rendimento líquido desta Confraria no decénio de 1886-1896 foi de 3.687$817 réis. {{c|---}} Em 1824 eram 175 os devedores de dinheiro mutuado à Confraria, sendo todas as dívidas inferiores a 100$000 réis<ref>No ano de 1835 o fundo da Confraria era de 6.558$190 réis, como consta duma certidão dos capitais manifestados naquele ano, no arquivo da Confraria.</ref>. E a média das ''anuidades'' dos irmãos regula de 2.600$000 a 3.000$000 réis. '''{{c|CAPÍTULO XXIV}}''' '''{{c|Linguagem popular, vocabulário e locuções<ref>Abreviaturas: adj.-sub. e subs.-substantivo; loc.- locução; s. m.-substantivo masculino; s. f.-substantivo feminino; interj.-interjeição; adv.-advérbio; »-o mesmo que; v. n.-verbo neutro;n. p.-nome próprio; e quando o significado de um vocábulo estiver separado do imediato por-;-quer dizer que o vocábulo tem também a significação apontada em segundo lugar.</ref>}}''' AO registar as notas que vão seguir-se, não pretendo inculcar erudição, que de todo me falta. Tenho procurado estudar a linguagem do povo deste concelho, pondo-me em contacto, directo e imediato, com ele em muitas e variadas situações do seu viver: nos trabalhos, nas romarias, no lar doméstico, na dôr, na alegria, no escritório e no tribunal. Durou anos esta investigação. Trasladando para o papel este trabalho, acostumei-me ao processo do sr. dr. J. L. de Vasconcelos, por se me afigurar que, guiado por tal mestre, erraria menos. {{rule}}<noinclude></noinclude> pmknu2pztv53wtsz2vothg49n0xfyfj Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/152 106 253493 552611 2026-05-18T16:31:40Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Não posso afirmar que ''todos'' os «vocábulos e locuções», adiante seleccionados, sejam privativos desta região. Para isso faltava-me o termo de comparação com vocabulários similares, doutros concelhos, que, por enquanto, estão por fazer. É, pois, ''provisório'' o «vocabulário que apresento, pelo menos em parte. {{c|---}} A linguagem popular deste concelho não apresenta os ressaibos característicos da galega, como acontece nas povoa... 552611 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Não posso afirmar que ''todos'' os «vocábulos e locuções», adiante seleccionados, sejam privativos desta região. Para isso faltava-me o termo de comparação com vocabulários similares, doutros concelhos, que, por enquanto, estão por fazer. É, pois, ''provisório'' o «vocabulário que apresento, pelo menos em parte. {{c|---}} A linguagem popular deste concelho não apresenta os ressaibos característicos da galega, como acontece nas povoações da raia seca e ribeirinha do rio Minho. Não tem aquela mescla galego-portuguesa, que se nota nos concelhos raianos. '''{{c|FONÉTICA}}''' É vulgaríssima a substituição do - ''v'' - por - ''b'' -, o que aliás é quasi geral na província do Minho. Diz-se, pois, ―''binho'' (=vinho), ''benda'' (=venda), ''couba'' (=couve), ''basilha'' (=vasilha), etc. 0 - ''ão'' - e - ''ã'' -ditongos, tem a pronúncia de - ''oun'' ou ''aum'' -, e diz-se -''poum'' (=pão), ''constipaçoum'' (=constipação), ''carrejoum'' (=carreião), ''manhaum'' (=manhã). As palavras terminadas em - ''el'' - pronunciam-se, acrescentando-lhes um - e -; exemplo: ''arratel'' = ''arratele''. O - ''al'' - em caso nenhum se pronuncia - ''aur'' -, e por isso diz-se:- ''alma'', ''caldo'', ''sal'', - e não -''aurma'', ''caurdo'', ''saure''. As palavras - ''homem, ferrugem, coragem, engrenagem, carceragem'', etc. - suprime-se-lhes o - ''m'' - final, pronunciando-se, respectivamente, ''home, ferruge, coraje, engrenaje, carceraje'', etc., - como noutras localidades. Também se diz - ''bérce'' (=berço), e outras vezes - ''bréce'' (=berço), ''fruita'' (=fruta). Nas palavras - ''Tourém'' (povoação da freguesia de Ferreira), ''Sejarém'' (sítio da freguesia de Formariz), ''alem'', ''bem'' - e outras semelhantes, intercala-se um - ''i'' - entre o - ''e'' - e o - ''m'' -, e pronunciam-se - ''Touréim, Sejaréim, aléim, béin''. É frequente dizer-se - ''carto'' - por quarto: um «''carto''» de milho, de centeio, etc. (= um ''quarto'' de...). A pronúncia do - ''x'' - e do - ''ch'' - é perfeitamente distinta. Assim em - ''chavena, chouriço, chaile, chato, chapeu, chapa'', etc., o - ''ch'' - tem o seu som próprio e característico, batendo-se ou ferindo-se, com a língua, a cavidade palatina, conservando-se os lábios semi-abertos, para o emitir. Mas em ''enxofrar, enxuto, enxerto'', etc., o - ''x'' - tem som sibilado, brando, quasi soprado, emitido também com os lábios um pouco abertos. A pronúncia das palavras - ''chuva, enxuto e truta'' - não é uniforme: uns dizem - ''chuvia, enxuito'', e outros - ''chuiva'' e ''truita''. Na palavra - ''chá'' - é que se diferencia, claramente, a pronúncia, o som característico, do - ''ch'' -, que não pode confundir-se com o do - ''x'' -. Há tendência para abandonar o som do - ''ch'' -, e adoptar-se o do — ''x'' -. O - ''c'' - tem o valor de - ''q'' - em - ''bico, pico, picar, trincar'', que se pronunciam - ''biqo, piqo, piqar, trinqar'', nas freguesias de Vascões, Cristelo, Parada e Bico. Também não se diz - ''présa, césto, féno, térmo'', como no próximo concelho de Cerveira, mas - ''prêsa, cesto, fêno, termo'' -. Usa-se a pronúncia regular destas palavras, como tendo sobre o - ''e'' - acento circunflexo. O - ''e'' - átono, muda-se em - ''i'' - nestas palavras e<noinclude></noinclude> ls6fzcgxfg1725kimeomtgiid7ja6b0 Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/42 106 253494 552612 2026-05-18T17:25:23Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552612 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|O ESCORPIÃO NEGRO|'''XI'''}} {{dhr|3}} {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 42 crop).jpg |align=left |width=150px |padt=2em }} Terminada a valsa Narizinho voltou para o throno e assistiu a uma polka dançada por um caranguejo e uma tatorana vermelha, muito gorda, de grande faixa de gorgorão na cintura. Apesar do respeito devido ao principe, a côrte riu-se a mais não poder, e Narizinho chegou a perder o folego. Porque não havia nada mais comico do que o senhor caranguejo a pular passos de polka nos braços da senhora tatorana, que suava em bicas numa grande afobação. Quando a musica parou, a dama nem suster-se em pé podia, de tão cançada, e foi preciso carregarem-na a braços e entregal-a aos cuidados do doutor Caramujo. Depois desse comico incidente, surgiram na sala as bailarinas libelinhas. Uma azul, outra vermelha, outra verde esmeralda, todas muito leves e nervosas, começaram a bailar, treme-tremendo as lindas asas {{PT||transparentes. Tão vivos e rapidos eram seus movimentos que aquillo mais parecia um bailado de raios de luz vivamente coloridos.}} {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}38{{gap}}☉}}</noinclude> inwy7oyeyem327k8sjb2yozijv6ch9c Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/43 106 253495 552613 2026-05-18T17:27:44Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552613 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 43 crop).jpg |align=left |width=150px |padt=2em }} {{PT|transparentes. Tão vivos e rapidos eram seus movimentos que aquillo mais parecia um bailado de raios de luz vivamente coloridos.}} Foi um deslumbramento... E estavam todos, no maior encanto, suspensos no ar pela admiração, quando se ouviu o barulho dߴuma correria em frente do palacio. Eram os grillos da guarda que entravam, espavoridos e pallidos de terror. — O escorpião negro ! annunciaram elles, arregalando os olhos. — O escorpião !... repetiram aterrorisados os convivas. Foi o mesmo que annunciar a peste. As damas nervosas cairam para trás, desmaiadas; outras treparam em cima das cadeiras, gritando de pavor. A tatorana, com ataque de nervos, tombou desacordada nos braços do Caranguejo. O kágado fechou-se dentro da casca. Os caramujos {{começo de palavra hifenizada|encolheram-|encolheram-se}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}39{{gap}}☉}}</noinclude> 53rout42gw82xbdvjpxzy2vjxurcnjj 552618 552613 2026-05-18T17:45:24Z Erick Soares3 19404 552618 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 43 crop).jpg |align=left |width=150px |padt=2em }} {{PT|transparentes. Tão vivos e rapidos eram seus movimentos que aquillo mais parecia um bailado de raios de luz vivamente coloridos.}} Foi um deslumbramento... E estavam todos, no maior encanto, suspensos no ar pela admiração, quando se ouviu o barulho dߴuma correria em frente do palacio. Eram os grillos da guarda que entravam, espavoridos e pallidos de terror. — O escorpião negro ! annunciaram elles, arregalando os olhos. — O escorpião !... repetiram aterrorisados os convivas. Foi o mesmo que annunciar a peste. As damas nervosas cairam para trás, desmaiadas; outras treparam em cima das cadeiras, gritando de pavor. A tatorana, com ataque de nervos, tombou desacordada nos braços do Caranguejo. O kágado fechou-se dentro da casca. Os caramujos {{começo de palavra hifenizada|encolheram-|encolheram-se}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}39{{gap}}☉}}</noinclude> 2a2dbksfuix0rdshq9i6we942odhmbx Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/44 106 253496 552614 2026-05-18T17:30:22Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552614 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{término de palavra hifenizada|se|encolheram-se}} dentro das conchas. E bichinho de asa não ficou nenhum que não voasse para o tecto. Era tempo. O horrendo Escorpião Negro assomou á porta, de ferrão arreganhado. Parou. Bufou de colera e correu pela sala um olhar de desafio. — Quem é essa pequena humana que ousa penetrar no reino dos animaes ? disse elle, trincando os ferrões. Ninguem respondeu, mas o escorpião vendo Narizinho de pé no espaldar do thro{{PT||no, pallida de espanto e muito atrapalhada com o seu vestido de cauda ,arreganhou um sorriso feroz, marcou-a bem e investiu para ella.}} [[Ficheiro:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 43 crop).jpg|centro|350px]] {{PT|no, pallida de espanto e muito atrapalhada com o seu vestido de cauda ,arreganhou um sorriso feroz, marcou-a bem e investiu para ella.}} Um grito de horror encheu a sala, e to-<noinclude>{{c|☉{{gap}}40{{gap}}☉}}</noinclude> b0fn57isyf84dxt8osr2nrpc50zdvks 552617 552614 2026-05-18T17:40:37Z Erick Soares3 19404 552617 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{término de palavra hifenizada|se|encolheram-se}} dentro das conchas. E bichinho de asa não ficou nenhum que não voasse para o tecto. Era tempo. O horrendo Escorpião Negro assomou á porta, de ferrão arreganhado. Parou. Bufou de colera e correu pela sala um olhar de desafio. — Quem é essa pequena humana que ousa penetrar no reino dos animaes ? disse elle, trincando os ferrões. Ninguem respondeu, mas o escorpião vendo Narizinho de pé no espaldar do thro{{PT||no, pallida de espanto e muito atrapalhada com o seu vestido de cauda ,arreganhou um sorriso feroz, marcou-a bem e investiu para ella.}} [[Ficheiro:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 44 crop).jpg|centro|350px]] {{PT|no, pallida de espanto e muito atrapalhada com o seu vestido de cauda ,arreganhou um sorriso feroz, marcou-a bem e investiu para ella.}} Um grito de horror encheu a sala, e to-<noinclude>{{c|☉{{gap}}40{{gap}}☉}}</noinclude> 79ui450ildwqjc0m1vhvg3mntftmzqo Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/45 106 253497 552615 2026-05-18T17:32:43Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552615 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude><section begin="Cap. 11"/>dos os olhos se fecharam para não ver a catastrophe. O Escorpião Negro avança, gingando o corpo. Está já a um metro da menina. Um passo mais e a alcançará com o seu venenoso ferrão. Narizinho, desvairada, olha para o principe, implorando soccorro. Era sua ultima esperança... {{dhr|3}} <section end="Cap. 11"/> <section begin="Cap. 12"/>{{T2|A CORAGEM DA EMILIA|'''XII'''}} {{dhr|3}} Escamado não vacilla um momento: arranca da espada e atira-se contra o monstro. Trava-se um medonho duello. A féra lança successivos botes de ferrão mas o principe apara-os com a espada, e depois de muitos golpes consegue acutilar a cabeça do inimigo. O Escorpião solta um berro de dôr, rebola-se e investe com redobrada furia. Todos tremem pelo principe que corre sério perigo pela desigualdade das suas for-<section end="Cap. 12"/><noinclude>{{c|☉{{gap}}41{{gap}}☉}}</noinclude> ax1epeeyg2u25aey9iccgyq6q949ni9 Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Primeira parte/XI 0 253498 552616 2026-05-18T17:33:29Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" from=42 to=45 tosection="Cap. 11" header=1/> {{PD-old-70-BR}} {{Modernização}} 552616 wikitext text/x-wiki <pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" from=42 to=45 tosection="Cap. 11" header=1/> {{PD-old-70-BR}} {{Modernização}} 43jr1kxna53k239ktrjq755qaelyepp Página:Da Terra á Lua.pdf/67 106 253499 552619 2026-05-18T17:50:22Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{T2|{{smaller|{{lsp||HISTORIA DO CANHÃO}}}}|CAPITULO VIII}} {{dhr}} As resoluções tomadas na primeira sessão produziram grandissimo effeito no publico. Algum mais timorato lá se assustava com a idéa da bala que havia de pesar vinte mil libras. Punha-se em duvida se poderia construir-se canhão capaz de transmittir velocidade inicial bastante a uma massa dߴaquella ordem. A acta da segunda sessão da commissão devia responder triumphantement... 552619 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|68|VIAGENS MARAVILHOSAS|borda_inferior=sim}}</noinclude>{{T2|{{smaller|{{lsp||HISTORIA DO CANHÃO}}}}|CAPITULO VIII}} {{dhr}} As resoluções tomadas na primeira sessão produziram grandissimo effeito no publico. Algum mais timorato lá se assustava com a idéa da bala que havia de pesar vinte mil libras. Punha-se em duvida se poderia construir-se canhão capaz de transmittir velocidade inicial bastante a uma massa dߴaquella ordem. A acta da segunda sessão da commissão devia responder triumphantemente a todas aquellas duvidas. No dia seguinte ao cair da noite abancaram em volta da mesa os quatro membros do Gun-Club defrontando com novas montanhas de sandwiches que marginavam um verdadeiro oceano de chá. Atou-se o fio á discussão, e d'esta vez sem preambulo. «Caros collegas, disse Barbicane, vamos occupar-nos do machinismo que ha a construir, estudando-lhe o comprimento, a fórma, a composição e o peso. É provavel que havemos de concluir dando-lhe dimensões gigantescas; mas, por maiores que sejam as difficuldades, o engenho industrial dos americanos ha de vence-las com facilidade. Queiram portanto ouvir-me, e não me poupem, venham objecções á queima roupa, que as não temo!» Estas palavras foram recebidas com um grunhido de approvação. «Não esqueçamos, proseguiu Barbicane, a altura a que fomos levados hontem pela discussão: apresenta-se-nos agora o problema nos seguintes termos: imprimir a um obuz de cento e oito pollegadas de diametro, e que pesa vinte mil libras a velocidade inicial de doze mil jardas por segundo. {{nop}}<noinclude></noinclude> 887geovqmdtg3ckgl8ytf5uu9p8zl1z Página:Da Terra á Lua.pdf/68 106 253500 552620 2026-05-18T17:53:53Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Com effeito, é exactamente esse o problema, respondeu o major Elphiston. Prosigamos, tornou Barbicane. Que factos se passam, quando um projectil é arremessado ao espaço? Tres forças independentes o solicitam, a resistencia do meio, a attracção da Terra, e a força de impulsão que lhe imprimiram. Examinemos estas tres forças. A resistencia do meio, que aqui é a resistencia do ar, ha de ser de pouca importancia; porque a atmosphera terrestre... 552620 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|69|borda_inferior=sim}}</noinclude>Com effeito, é exactamente esse o problema, respondeu o major Elphiston. Prosigamos, tornou Barbicane. Que factos se passam, quando um projectil é arremessado ao espaço? Tres forças independentes o solicitam, a resistencia do meio, a attracção da Terra, e a força de impulsão que lhe imprimiram. Examinemos estas tres forças. A resistencia do meio, que aqui é a resistencia do ar, ha de ser de pouca importancia; porque a atmosphera terrestre não tem mais de quarenta milhas (16 leguas proximamente) de altura. Ora, com a rapidez de doze mil jardas, o projectil ha de atravessa-la em cinco segundos, tempo bastantemente curto para que a resistencia do meio possa ser considerada insignificante. Passemos á attracção da Terra, ou o que vale o mesmo á acção da gravidade sobre o obuz. Sabemos que o peso dߴeste ha de decrescer na rasão inversa do quadrado das distancias. Effectivamente ensina-nos a physica o seguinte: quando um corpo abandonado a si proprio cáe á superfície da Terra, desce quinze pés<ref>Isto é, 4 metros e 90 centimetros. Á distancia a que está a Lua o descenso seria sómente de 1 millimetro e <math>\frac{1}{3}</math> ou 590 millesimos da linha.</ref>, e se o mesmo corpo fosse transportado para a distancia de duzentos e cincoenta e sete mil quinhentas e quarenta e duas milhas, ou o que é mesmo, á distancia a que está a Lua, o seu descenso ficaria reduzido a meia linha, proximamente, no primeiro segundo. Quasi que é a immobilidade. Trata-se portanto de vencer progressivamente a acção da gravidade. E como havemos de consegui-lo? Pela força de impulsão. — Ahi é que está a difficuldade, respondeu o major. — Ahi está, na verdade, continuou o presidente, mas havemos de supera-la, porque a força de impulsão de que havemos mister ha de resultar do comprimento do machinismo e da quantidade<noinclude>{{smallrefs}}</noinclude> o86njfr8wsrk6pbiamqy5vi676fa5z8 Página:Da Terra á Lua.pdf/69 106 253501 552621 2026-05-18T17:56:23Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: de polvora que empregarmos, e a verdade é que esta não tem mais limitação do que a resistencia dߴaquelle. Tratemos pois hoje das dimensões que havemos de dar ao canhão. Bem entendido está que podemos estabelece-lo em condições de resistencia, por assim dizer, infinita, visto como com tal canhão não ha a fazer manobras. — Tudo isso é evidente, respondeu o general. — Até agora, disse Barbicane, os canhões de maior comprimento, as nossas e... 552621 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|70|VIAGENS MARAVILHOSAS|borda_inferior=sim}}</noinclude>de polvora que empregarmos, e a verdade é que esta não tem mais limitação do que a resistencia dߴaquelle. Tratemos pois hoje das dimensões que havemos de dar ao canhão. Bem entendido está que podemos estabelece-lo em condições de resistencia, por assim dizer, infinita, visto como com tal canhão não ha a fazer manobras. — Tudo isso é evidente, respondeu o general. — Até agora, disse Barbicane, os canhões de maior comprimento, as nossas enormes Columbiadas, nunca excederam o comprimento de vinte e cinco pés, e portanto a muita gente hão de causar espanto as dimensões que havemos de ser forçados a adoptar. — Eh! indubitavelmente, exclamou J.-T. Maston; pela minha parte não me contento com menos de meia milha de comprimento, para o canhão! — Meia milha! exclamaram o major e o general. — Meia milha sim! e talvez devesse dizer o dobro. — Ora vamos, Maston, isso é exageração. — Certamente que não, replicou o effervescente secretario, nem percebo, na realidade, por que me accusaes de exagero. — Porque ides longe de mais! — Sabei, senhor, respondeu J.-T. Maston, assumindo os seus mais imponentes ademanes, sabei que o artilheiro é como a bala, que nunca vae longe de mais! Ía a discussão tomando caracter de personalidade, mas o presidente interveiu. — Soceguem, amigos, e raciocinemos; evidentemente ha de ser necessario um canhão de grande tamanho, visto como o comprimento da peça ha de augmentar a força expulsiva dos gazes accumulados sob o projectil; mas é inutil ir alem de certos limites. — Muito bem, disse o major. — Quaes são as regras applicaveis ao caso? De ordinario o com-<noinclude></noinclude> 1soqsryglaiemc6tt2v8a4cfttkez3d Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/43 106 253502 552622 2026-05-18T17:57:22Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} xxi {{block center|baratou hum bom numero de France-<br/>}} {{block center|zes, que o aſſaltaraõ pera o fazer dei-<br/>}} {{block center|xar o ſitio, querendo-ſe conſervar ſó-<br/>}} {{block center|mente nelle, por huma fortaleza, que<br/>}} {{block center|ja tinhaõ na Ilha, a qual pouco tempo<br/>}} {{block center|depois lhe tomou tambem Alexandre de<br/>}} {{block center|M... 552622 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} xxi {{block center|baratou hum bom numero de France-<br/>}} {{block center|zes, que o aſſaltaraõ pera o fazer dei-<br/>}} {{block center|xar o ſitio, querendo-ſe conſervar ſó-<br/>}} {{block center|mente nelle, por huma fortaleza, que<br/>}} {{block center|ja tinhaõ na Ilha, a qual pouco tempo<br/>}} {{block center|depois lhe tomou tambem Alexandre de<br/>}} {{block center|Moura, com que os noſſos ficaraõ de<br/>}} {{block center|todo ſenhores daquelle porto, e a no-<br/>}} {{block center|va Colonia vai cada dia em maior creſ-<br/>}} {{block center|cimento por os ſocorros com que ſua<br/>}} {{block center|Mageſtade lhe tem mandado acudir.<br/>}} {{block center|Donde ſe vê claramente, que ſemelhan-<br/>}} {{block center|tes emprezas de conquiſtar, e povoar<br/>}} {{block center|novas terras, naõ ſe podem reduzir a<br/>}} {{block center|perfeito fim por homens particulares,<br/>}} {{block center|eſpecialmente neſte Reino, ſenaõ por<br/>}} {{block center|Principes, e Republicas.<br/>}} {{block center|Eſte taõ deſgraçado ſucceſſo deixou<br/>}} {{block center|a Joaõ de Barros mui gaſtado de fazen-<br/>}} {{block center|da, perdendo taõ grande cabedal, co-<br/>}} {{block center|mo naquelle negocio tinha metido,<br/>}} {{block center|ſem nenhum fructo: mas foi tal ſeu a-<br/>}} {{block center|nimo, que compadecendo-ſe do infor-<br/>}} {{block center|tunio de Aires da Cunha, e de outros,<br/>}} {{block center|pagou ainda por elles o em que ficaraõ<br/>}} {{block center|empenhados pera eſta preſa, como o<br/>}} {{block center|teſtifica Antonio Galvaõ, (I) dizendo:<br/>}} Foy ________________________________________________________ (I) Galvaõ nos deſcubrimentos do mundo,an. 131.<noinclude></noinclude> 6qgevya07whnybu2m7zs83w7kk5cg2f Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/44 106 253503 552624 2026-05-19T11:06:17Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: xxii {{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} {{block center|''Foy tambem a eſte rio Maranhaõ hum''<br/>}} {{block center|''Fidalgo Portuguez, que ſe chamava Ai-''<br/>}} {{block center|''res da Cunha, levou dez Navios, no-''<br/>}} {{block center|''ve centos Portuguezes, cento e trinta''<br/>}} {{block center|''cavallos, fez grandes gaſtos, em que''<br/>}} {{block center|''ſe perderaõ os que arm... 552624 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>xxii {{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} {{block center|''Foy tambem a eſte rio Maranhaõ hum''<br/>}} {{block center|''Fidalgo Portuguez, que ſe chamava Ai-''<br/>}} {{block center|''res da Cunha, levou dez Navios, no-''<br/>}} {{block center|''ve centos Portuguezes, cento e trinta''<br/>}} {{block center|''cavallos, fez grandes gaſtos, em que''<br/>}} {{block center|''ſe perderaõ os que armaraõ, e o que''<br/>}} {{block center|''mais perdeo miſto foi Joaõ de Barros''<br/>}} {{block center|''Feitor da Caſa da India, que por ſer''<br/>}} {{block center|''nobre, e de condiçaõ larga, pagou por''<br/>}} {{block center|''Aires da Cunha, e outros que lá falle-''<br/>}} {{block center|''ceraõ, com piedade de mulheres, e fi-''<br/>}} {{block center|''lhos, que lhes ficaraõ &c.'' 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Porém era<br/>}} {{block center|tal ſeu animo, que parece que nenhum<br/>}} {{block center|ſucceſſo proſpero, ou adverſo, o tirava<br/>}} {{block center|da applicaçaõ de ſeus eſtudos; porque<br/>}} {{block center|pouco depois deſte naufragio ſe offere-<br/>}} {{block center|ceo de novo a ElRey D. Joaõ pera eſ-<br/>}} {{block center|crever as couſas da India; aceitou-lhe<br/>}} {{block center|ElRey o offerecimento, porque tendo<br/>}} {{block center|encomendado eſte cuidado a Lourenço<br/>}} {{block center|de Caceres meſtre do Infante Dom Luiz,<br/>}} {{block center|no anno de 1531. era já fallecido ſem<br/>}} {{block center|ter dado principio a taõ grande obra.<br/>}} {{block center|Começou Joaõ de Barros logo eſta Hiſ-<br/>}} {{block center|toria, (I) e com tudo, antes de im-<br/>}} {{block center|primir a primeira Decada a interrompeo<br/>}} {{block center|antepondo a ſeu goſto a piedade chriſ<br/>}} taã, _______________________________________________________ (I) Prologo da Decada I.<noinclude></noinclude> ru7p1agrhv3zhj6l4oy07nnm6jpb5dy Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/45 106 253504 552626 2026-05-19T11:39:34Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} xxiii {{block center|taã, e proveito publico, em cujo bene-<br/>}} {{block center|ficio ſahio com alguns opuſculos á luz,<br/>}} {{block center|(I) e tambem para em idade mais ma-<br/>}} {{block center|dura tornar a provar o eſtilo. 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Dos tra-<br/>}} {{block center|tados que entaõ publicou entre outros,<br/>}} {{block center|foi huna Grammatica Portugueza, á<br/>}} {{block center|qual lhe deo occaſiaõ a converſaõ dos<br/>}} {{block center|Malavares, ou Paravás da coſta da Peſ-<br/>}} {{block center|caria, que ſuccedeo pelos annos de<br/>}} {{block center|1538. donde vieraó a eſte Reino qua-<br/>}} {{block center|tro dos principaes aprender a lingua<br/>}} {{block center|Portugueza, para aſſi poderem ſer me-<br/>}} {{block center|lhor enſinados na Fé, e preceitos da<br/>}} {{block center|Igreja; os quaes Malavares mandou El-<br/>}} {{block center|Rey recolher na Caſa de S. Eloy de Lis-<br/>}} {{block center|boa com os Ethiopes nobres de Con-<br/>}} {{block center|go, que ahi eſtudavaõ, pera aſſi todos<br/>}} {{block center|ſerem melhor doutrinados. Eſta obra im-<br/>}} {{block center|primio no anno de 1539. dividida em<br/>}} {{block center|dous tratados, no primeiro enſina a<br/>}} {{block center|ler, e pera com maior facilidade apren-<br/>}} {{block center|derem os principiantes as letras,<br/>}} {{block center|cima de cada huma dellas poz huma fi-<br/>}} {{block center|gura, cujo nome ſe começa pela tal<br/>}} {{block center|letra a modo de Arte memorativa, fi-<br/>}} {{block center|cando o A. debaixo de huma Arvore,<br/>}} {{block center|e o B, de huma Béſta, e aſſi as mais;<br/>}} o ___________________________________________________ (I) Dialogo da vicioſa vergonha.<noinclude></noinclude> nfm2xcac6xmbq4o57zu2paxbu97s13x Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/46 106 253505 552627 2026-05-19T11:49:12Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: xxii {{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} {{block center|o que foi tambem achado e provei-<br/>}} {{block center|toſo, que ainda hoje ſe conſerva; e<br/>}} {{block center|porque a dedicou ao Principe Dom Fi-<br/>}} {{block center|lippe, filho d'ElRey D. 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Joaõ III. que<br/>}} {{block center|então começava a ler, e elle aprendeo<br/>}} {{block center|por ella, ſendo ſeu meſtre Frey Joaõ<br/>}} {{block center|Soares, Biſpo que depois foi de Coim-<br/>}} {{block center|bra, anda eſta Cartilha erradamente<br/>}} {{block center|com titulo do Biſpo, ſendo verdadeira-<br/>}} {{block center|mente de Joaõ de Barros, o qual ajun-<br/>}} {{block center|tou tambem nella em certos circulos to-<br/>}} {{block center|da a diverſidade de ſyllabas, que a na-<br/>}} {{block center|tureza de noſſa linguagem padece, e<br/>}} {{block center|depois accreſcentou os preceitos da lei<br/>}} {{block center|de Deos, os Mandamentos da Igreja,<br/>}} {{block center|e hum tratado da Miſſa com algumas<br/>}} {{block center|oraçoens, pera que por ella ſe enſinaſ-<br/>}} {{block center|ſem os meninos a ler. No outro trata-<br/>}} {{block center|do eſcreveo os preceitos da Grammatica<br/>}} {{block center|Portugueza, e Ortografia, e foi o pri-<br/>}} {{block center|meiro Autor, que reduzio noſſa lingua<br/>}} {{block center|a Arte, e com muita brevidade. A'<br/>}} {{block center|Grammatica ajuntou hum Dialogo em<br/>}} {{block center|louvor da lingua Portugueza, em que<br/>}} {{block center|moſtra a grande affinidade, que tem<br/>}} {{block center|com a Latina, e pera prova diſto traz<br/>}} {{block center|huns verſos Portuguezes e Latinos<br/>}} {{block center|que foraõ os primeiros deſte género.<br/>}} Ou-<noinclude></noinclude> b28ekspgyxspyppmbr1kockukj7sykc