Wikisource ptwikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.3 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikisource Wikisource Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão Portal Portal Discussão Autor Autor Discussão Galeria Galeria Discussão Página Página Discussão Em Tradução Discussão Em Tradução Anexo Anexo Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Predefinição:Progressos recentes 10 220893 552630 552623 2026-05-19T13:00:07Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 552630 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|92|3|4|1}} | [[Index:A Estrella do Sul.pdf|A Estrella do Sul]] |- | {{Barra de progresso|0|0|75|12|14|-1}} | [[Index:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf|A Menina do Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|0|0|93|1|5|1}} | [[Index:Alice no País do Espelho (Trad. 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Paredes de Coura]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> 1d0e605bw4ehd7xdf77de6jc1drzc8x 552634 552630 2026-05-19T14:00:10Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 552634 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|92|3|4|1}} | [[Index:A Estrella do Sul.pdf|A Estrella do Sul]] |- | {{Barra de progresso|0|0|75|12|14|-1}} | [[Index:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf|A Menina do Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|0|0|93|1|5|1}} | [[Index:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf|Alice no País do Espelho]] |- | {{Barra de progresso|9|0|0|0|3|88}} | [[Index:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf|Chronica do Emperador Clarimundo]] |- | {{Barra de progresso|0|0|22|7|0|71}} | [[Index:Da Terra á Lua.pdf|Da Terra á Lua]] |- | {{Barra de progresso|5|0|1|2|1|91}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|64|0|11|8|8|9}} | [[Index:Historias da meia noite.djvu|Historias da meia noite]] |- | {{Barra de progresso|85|0|15|0|0|0}} | [[Index:Língua geral dos índios das Américas.pdf|Língua geral dos índios das Américas]] |- | {{Barra de progresso|0|0|22|0|3|75}} | [[Index:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf|Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|51|0|0|0|0|49}} | [[Index:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf|No Alto Minho. Paredes de Coura]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> tg1pco5ta4flrbfi1l0i0k7pv6wcepl 552645 552634 2026-05-19T16:00:09Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 552645 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|92|3|4|1}} | [[Index:A Estrella do Sul.pdf|A Estrella do Sul]] |- | {{Barra de progresso|0|0|75|12|14|-1}} | [[Index:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf|A Menina do Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|0|0|93|1|5|1}} | [[Index:Alice no País do Espelho (Trad. 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Paredes de Coura]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> 7rausa0tz9exmedvyme17fy4bya6900 552649 552645 2026-05-19T17:00:08Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 552649 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|92|3|4|1}} | [[Index:A Estrella do Sul.pdf|A Estrella do Sul]] |- | {{Barra de progresso|0|0|75|12|14|-1}} | [[Index:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf|A Menina do Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|0|0|93|1|5|1}} | [[Index:Alice no País do Espelho (Trad. 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Paredes de Coura]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> fb28kotopqz2lqe3fn2dq5o1litxhgw 552659 552649 2026-05-19T18:00:08Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 552659 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|92|3|4|1}} | [[Index:A Estrella do Sul.pdf|A Estrella do Sul]] |- | {{Barra de progresso|0|0|75|12|14|-1}} | [[Index:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf|A Menina do Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|0|0|93|1|5|1}} | [[Index:Alice no País do Espelho (Trad. 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Paredes de Coura]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> 86dp9lt5jupoekp3usa3tldj7j2uu4y 552668 552659 2026-05-19T19:00:09Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 552668 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|92|3|4|1}} | [[Index:A Estrella do Sul.pdf|A Estrella do Sul]] |- | {{Barra de progresso|0|0|75|12|14|-1}} | [[Index:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf|A Menina do Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|0|0|93|1|5|1}} | [[Index:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf|Alice no País do Espelho]] |- | {{Barra de progresso|10|0|0|0|3|87}} | [[Index:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf|Chronica do Emperador Clarimundo]] |- | {{Barra de progresso|0|0|24|7|0|69}} | [[Index:Da Terra á Lua.pdf|Da Terra á Lua]] |- | {{Barra de progresso|5|0|1|2|1|91}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|64|0|11|8|8|9}} | [[Index:Historias da meia noite.djvu|Historias da meia noite]] |- | {{Barra de progresso|85|0|15|0|0|0}} | [[Index:Língua geral dos índios das Américas.pdf|Língua geral dos índios das Américas]] |- | {{Barra de progresso|0|0|24|0|3|73}} | [[Index:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf|Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|53|0|0|0|0|47}} | [[Index:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf|No Alto Minho. Paredes de Coura]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> 2ifg0nmjtdso8jd9b83dh87nkumr0gq Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/10 106 253186 552683 551606 2026-05-20T11:10:09Z Strudel45 38659 552683 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|<big>'''PROLOGO'''</big><br/>}} favor, que em eſpaço d'oito mezes aca-<br/> bei de a trasladar. Da qual a V. Real<br/> Caſa leva a maior gloria: porque ella<br/> foi o claro eſtudo em que toda minha<br/> vida empreguei. E por cima das arcas<br/> da voſſa guardarropa, publicamente,<br/> como muitos ſabem, ſem outro repou-<br/> ſo, ſem. mais recolhimento, onde o jui-<br/> zo quieto pudeſſe eſcolher as couſas<br/> que a fanteſia lhe repreſentava; fiz o<br/> que meu amor, e voſſo favor ordenara-<br/> õ. E como colhi eſte fruito, o mais<br/> temporaõ do que devera, mandei-o im-<br/> primir. No qual tempo por vontade da<br/> Summa Potencia, recebeſte o Real Ce-<br/> tro digno de Vós, e Vós muito mais<br/> delle. E eſte cuidado de governar, re-<br/> ger, e prover todalas particularida-<br/> des de voſſos Povos, e Reinos, me fi-<br/> zeraõ eſtimar em muito o que tinha co-<br/> meçado. Porque quando lho dirigi no<br/> ſeguinte Prologo, as menos occupações<br/> que entaõ tinha, lhe faziaõ tomar al-<br/> guma pera emendar meus erros. Mas<br/> agora na ſegunda maõ, que lhe a mais<br/> balhofa, conhecendo a fraqueza de.<br/> meu eſtillo, e a grandeza de Voſſà Real<br/> Eſtado, fizeraõ-me duvidar o que fa-<br/> ria:<noinclude></noinclude> 95i74pbv48ujz8mbk40xr9t21ya9kc0 Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/11 106 253191 552684 551609 2026-05-20T11:13:19Z Strudel45 38659 552684 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|<big>'''PROLOGO'''</big><br/>}} ria: Se perder o gaſto que tinha feito<br/> na impreſſaõ, entregando o meu traba-<br/> 1ho ao fogo, ou ſahir á luz com elle.<br/> E neſtas duvidas, ſobreveio o temor de<br/> fazer tal deſacatamento ás couſas onde<br/> Voſſa Alteza puſera os olhos. E deſte<br/> temor, tomei ouſadia pera dar fim ao<br/> que me inda naõ ſàtisfaz: Porque to-<br/> dalas obras tem arrependimento. As boas<br/> quando naõ trazem o effeito pera que<br/> ſe ordenaõ: As más por ſe fazerem, as<br/> duvidoſas por terem o fim incerto. Eſte<br/> he outro novo temor com que as pri-<br/> micias de minha pobreza ſe apreſentaõ<br/> ante Voſſa Real Mageſtade. A quem pe-<br/> ço, naõ como ellas merecem, mas ſe<br/> de vós eſpera, ſejaõ inda favorecidas.<br/> PRO-<noinclude></noinclude> 00b2fhra8voovzd8rvc148t5r9t2uqf Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/13 106 253195 552685 551653 2026-05-20T11:17:01Z Strudel45 38659 552685 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|<big>'''PROLOGO'''</big><br/>}} prefeiçaõ ſem tacha, mui poucas vezes,<br/> ou nunca ſe, viraõ em huma ſó peſſoa;<br/> diſſe Homero · Naô deo Deos a hum<br/> todalas couſas. Mas iſto ſe naõ enten-<br/> de em V. Alteza, pois álem das virtu-<br/> des, que por maõ divina em V. Real<br/> Peſſoa foraõ influidas; de todalas gra-<br/> ças que a natureza tinha, vos fez juſ-<br/> tamente verdadeiro poſſuidor. E bem o<br/> tendes moſtrado, Principe excellente,<br/> deſde o principio. de voſſa infancia, té<br/> o preſente tempo da perfeita adoleſcen-<br/> cia: uſando de cada hua, nos caſos,<br/> e tempos opportunos pera que foraõ or-<br/> denadas, ſem entremeter as de prazer<br/> em tempo de peſar, mas par ordem diſ-<br/> tribuidas, que ſaõ em V. Real Senho-<br/> ria exemplo pera quem perfeitamente<br/> quizer obrar. E como eu, Illuſtriſſimo<br/> Principe , foſſe criado ſobre a diſcipli-<br/> na deſtas magnificas obras, que no diſ-<br/> curſo de ſua vida tem feito, notei quam<br/> grande inimigo era da ocioſidade dan-<br/> noſa, e neſta parte (pois minha baixa<br/> qualidade a mais naõ podia ſupprir)<br/> quiz imitar ſeu virtuoſo exercicio, len-<br/> do as vidas, e obras dos paſſados, e<br/> excellentes Principes, que tanto exem-<br/> plo ·<noinclude></noinclude> s3sjiep1tq05074we04atm0izznojf5 Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/14 106 253210 552686 551657 2026-05-20T11:19:50Z Strudel45 38659 552686 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|'''<big>PROLOGO</big>'''<br/>}} plo com ellas deraõ, até o tempo del-<br/> Rei Noſſo Senhor, e progenitor voſſo<br/> que aſſi a todas eſcureceo, como o cla-<br/> ro Sol ás Eſtrellas cega, alcançando vi-<br/> ctoria por mar, por ·terra, e Senhorio<br/> de povos, em menos tempo do que a<br/> vontade os póde deſejar. E por tanto,<br/> com verdade ſe diz desfallecer-lhe mun-<br/> do para o conquiſtar e naõ victoria,<br/> ſaber, e induſtria, para outros alcan-<br/> çar, (ſe os ahi houveſſe neſte;) que no<br/> outro, ſegundo ſuas pias, e virtuoſas<br/> obras, aſſaz tem ganhado de glona. E<br/> ainda que V. Alteza delle herdaſſe, naõ<br/> inclinardes os ouvidos a couſas de voſ-<br/> ſo louvor, naõ me parece juſto chegar<br/> a huas, e a outras, ſem pagar o de-<br/> bito, e tributo por Deos ordenado:<br/> Que he louvar a quem bem obra. Por-<br/> que com o tal louvor damos graças a<br/> elle eterno Miniſtrador das virtuoſas<br/> operações, e miraculoſas façanhas. Pois<br/> quem ſerá de tanta ingratidaõ, Princi-<br/> pe mui eſclarecido, que ſe naõ entre-<br/> meta a quere-Las louvar, principalmente<br/> aquelles com quem neſta parte de bem<br/> dizer, a natureza communicou ſua gra-<br/> ça? E porque quanto me ella aqui tem<br/> ne-<noinclude></noinclude> 0gq6knz93xbdh1v512eechemxh4s4vu Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/15 106 253218 552687 551662 2026-05-20T11:23:44Z Strudel45 38659 552687 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|'''<big>PROLOGO</big>'''<br/>}} negado, acreſcentou em deſejo de vos<br/> ſervir, beijarei voſſas Reais mãos, por<br/> que perdoeis a meu fraco, e atrevido<br/> engenho, commetter eſtes commettimen-<br/> tos de louvor, pois a outras peſſoas de<br/> mais ſaber, e authoridade he permiti-<br/> da licença de navegar pelo mar de ſuas<br/> grandes obras, dignas de tal memoria.<br/> Porque a pouca ſufficiencia de meu en<br/> genho, ainda agora em pequenos rios<br/> póde ſer perdida; naõ tendo idade, e<br/> eſtudo pera em taõ a1to golfaõ me en-<br/> tremeter ao qual Livio, Saluſtio, Vir-<br/> gilio, nem Lucano, creio que deraõ<br/> principio, pois taõ difficultoſo lhes fo-<br/> ra de achar meio, e fim. E como eu,<br/> Principe mui poderoſo, nas obras que<br/> eſtes compuſeraõ gaſtaſſe o que me reſ-<br/> tava de tempo, depois que em outras<br/> couſas vos ſervia, offereceo ſe caſo, que<br/> todo em voſſo ſeryiço empregado foſſe.<br/> Digo iſto, preclaro Senhor, porque en-<br/> tre alguns Alemães, e Eſtrangeiros, que<br/> com a Rainha noſſa Senhora a eſtes Rei-<br/> nos de Portugal vieraõ, foi Carlim De-<br/> lamor (homem fidalgo, e bem docto<br/> em todalas couſas que a tal peſſoa co-<br/> vinhaõ.) E como as ſuas me contenta-<br/> vaõ,<noinclude></noinclude> p3hv9cpufmf8r3zarbp5ymljun2wqp7 Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/16 106 253223 552688 551643 2026-05-20T11:26:13Z Strudel45 38659 552688 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|'''<big>PROLOGO</big>'''<br/>}} vaõ, trabalhei por alcançar delle ſua<br/> converſaçaõ, e amizade. E conhecendo<br/> e1le iſto de mim , deome tanta parte<br/> della, que ſatisfez a meu deſejo. E em<br/> quanto neſtes Reinos eſteve, entre mui-<br/> tas couſas de paſſatempo que neſte ti-<br/> nha-mos, era contar elle as grandezas<br/> dos Emperadores de Alemanha, e Conſ-<br/> tantinopla, com tanta ordem, e con-<br/> certo, que parecia ter o proprio origi-<br/> nal dellas na memoria. E as que alli luſ-<br/> travaõ em mais admiraçaõ, e grandeza,<br/> eraõ do Emperador Clarimundo, que,<br/> ſegundo ſaõ maravilhoſas, fazem preſu-<br/> mir, ſerem mais favor d'eſcriptores,<br/> que verdadeira relaçaõ da verdade. Po-<br/> rém, pois das antigas couſas naõ temos<br/> outra certeza, he neceſſario darmos-lhe<br/> tanta fé, quanta nos ella teſtificaõ. Quan-<br/> to mais, que a experiencia das noſſas<br/> preſentes autorizaõ todalas ſuas paſſa-<br/> das. E quem neſta verdade duvidar, po-<br/> nha os olhos na grandeza das obras del-<br/> Rei voſſo padre, e desfará'a roda do<br/> pouco credito, que a todalas outras der.<br/> E já no tempo deſte, naõ menos Chriſ-<br/> tianiſſimo, que esforçado Principe, moſ-<br/> trava huma figura do que os de ſua lin-<br/> gua<noinclude></noinclude> ri19r4mbqzjfe84rv5mhtx3tcln0m82 Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/17 106 253224 552689 551636 2026-05-20T11:28:47Z Strudel45 38659 552689 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|<big>'''PROLOGO'''</big><br/>}} guagem no ſeu fariaõ: porque a elle eſ-<br/> colheo Deos pera origem dos Reis de<br/> Portugal, donde V. Alteza havia de<br/> deſcender (como adiante neſte primeiro<br/> capitulo ſe dirá.) E porque ſómente os<br/> Ungaros, e Gregos de ſuas memoraveis<br/> façanhas tinhaõ lembrança, (pelas em<br/> ſua linguagem terem eſcriptas,) quiz<br/> treſpaſſar eſta primeira parte de ſua<br/> Chronica em a noſſa Portugueza, por-<br/> que a nós ſuas couſas também publi-<br/> cas foſſem, pois nos tocaõ pela par-<br/> te que delle recebemos que foraõ taõ<br/> Chriſtianiſſimos, e poderoſos Reis, como<br/> os Portuguezes tem alcançado, ( ſen-<br/> do primeiro da Summa Potencia conce-<br/> dido.) E ainda, magnanimo Principe,<br/> que ſeja digno de muita reprehenſaõ,<br/> pelo atrevimento que tomei, em trasla-<br/> dar cousſa, que com divina eloquencia<br/> devera ſer relatada. Naõ creio que o<br/> ſerei em tanto extremo, como o fora de<br/> meu deſejo, em naõ obrar obra de que<br/> V. Alteza foſſe servido: pois eſte he o<br/> fim pera que quero longa vida: e eſta<br/> vontade me deſculpa da culpa, que por<br/> iſſo me quizerem dar. E tambem, con-<br/> ſiderando eu ſer feitura voſſa, acudio-<br/> me<noinclude></noinclude> crku2zk8p0r0h69kppbky6b3elnxlpw Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/18 106 253225 552690 551692 2026-05-20T11:32:54Z Strudel45 38659 552690 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|'''<big>PROLOGO</big>'''.<br/>}} me hum fervor de fé, que naõ podia<br/> alguem reprehender eſte atrevimento<br/> crendo que ha de ſer favorecido da voſſa<br/> liberal vontade, como todalas couſas ze-<br/> loſas de bem obrar o saõ. E eſte favor<br/> dará tanto luſtro ao tempo que d‘aqui<br/> empreguei, que cegará a quem lhe qui-<br/> zer pôr nome de perdido. E poſto. que<br/> deſte perigo ſeja ſalvo, naõ creio ſer<br/> mui ſeguro do que acháraõ quantos eſ-<br/> creveraõ. Porque difficil he eſcapar_al-<br/> guem da diverſidade dos juizos ocioſos:<br/> os quaes tem hum parecer pera julgar,<br/> e outro ſentir pera fazer: e todos emen-<br/> daõ o alheio, e poucos ſentem o ſeu.<br/> Mas primeiro que minha fama ſeus com-<br/> bates ſinta, beijarei voſſas Reaes mãos,<br/> porque mandeis prover eſta taõ grande,<br/> e excelente Chronica, com melhor in-<br/> vençaõ, e mais avondoſa eloquencia, e<br/> inventiva elegancia, do que ſe nella por<br/> minha dureza achará. E com eſte ſeguro<br/> Real, de Real maõ recebido, ſerei ſal-<br/> vo do impetuoſo murmurar.<br/> CON-<noinclude></noinclude> 3oeu3fbco3wfx6xlrtyit28i481d8wi Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/19 106 253234 552691 551938 2026-05-20T11:40:32Z Strudel45 38659 552691 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|'''<big>CONCORDANCIA,</big>'''<br/>}} {{block center|''Que o Trasladador faz entre dois Chro-''<br/>}} {{block center|''niſtas, ſobre a vinda de D. Henri-''<br/>}} {{block center|''que a eſtes Reinos de Espanha,''<br/>}} {{block center|''e ſobre e ſua Genealogia.''<br/>}} <big>'''A'''</big>Inda que iſto ſeja fóra da ordem,<br/> e principio deſta Chronica; por<br/> ſer mui neceſſario á trasladaçaõ<br/> della, me pareceo couſa juſta, e devi-<br/> da, tocar aquillo, de que tem neceſſida-<br/> de: Porque aquelles, que as Chronicas<br/> dos Reis de Portugal, e Caſtella lerem,<br/> naõ tenhaõ algua duvida, em que poſ-<br/> ſaõ embicar. Digo iſto, porque ſegundo<br/> Duarte Galvaõ no principio da Chroni-<br/> ca que delRei D. Affonſo Henriques<br/> compôs (primeiro deſte nome em Por-<br/> tugal) contando da vinda de D. Henri-<br/> que ſeu Pai no tempo del Rei D. Affonſo<br/> de Caſtella, que Emperador de Eſpanha<br/> ſe chamava, diz ſer eſte D. Henrique ſe-<br/> gundogenito delRei de Ungria, e de hu-<br/> ma irmãa do Conde D. Reimaõ de To-<br/> loſa , que com o Conde D. Reimaõ de<br/> Saõ Gil todos juntos a eſtes Reinos de<br/> Eſpanha vieraõ. E Moſſem Diogo de<br/> Valera na ſua Valereana tem o contra-<br/> rio,<noinclude></noinclude> r9q566urbtuci251jynhwz5arwrivwr Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/20 106 253235 552692 551940 2026-05-20T11:49:32Z Strudel45 38659 552692 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>rio, dizendo como D. Henrique era na-<br/> tural de Conſtantinopla, e que ſervindo<br/> na guerra a elRei D. Affonfo de Caſtella<br/> fazendo obras dignas de tal galardaõ<br/> lhe dera ſua filha Thareja por legitima<br/> mulher, e em dote as terras, que entaõ<br/> em Portugal aos Mouros eraõ tomadas;<br/> como ſe mais largamente na Chronica<br/> delRei D. Affonſo moſtra. Pois parece<br/> neſta contrariedade da patria, e nature-<br/> za de D. Henrique, que eſtes dois Chro-<br/> niſtas diſcordaõ, e quem naõ ſouber a<br/> razaõ que ambos tinhaõ pera fazer eſta<br/> differença, naõ ſei como iſto julgaráõ.<br/> Porém, pois nos Deos trouxe em noſſos<br/> tempos Hiſtoria por onde foſſe-mos cer-<br/> tos da Genealogia deſte bemaventurado<br/> D. Henrique, primeiro fundamento da<br/> Caſa de Portugal, poderemos dar razaõ<br/> a quem della tiver neceſſidade. E porque<br/> no terceiro livro deſta parte ſe mani-<br/> feſta mui claro, e por extenſo as couſas<br/> do pai de D. Henrique, e as ſuas, e a<br/> razaõ, porque veio a eſtes Reinos de<br/> Eſpanha; ſe deixa aqui de tocar. Só-<br/> mente digo, ſegundo o que neſtas par-<br/> tes vi, que D. Henrique era neto de<br/> Clarimundo (as grandezas, e obras do<br/> qual,<noinclude></noinclude> 3hm096dup8p7bzjxdfdf1ckfpdoqtjf Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/21 106 253236 552693 551942 2026-05-20T11:51:01Z Strudel45 38659 552693 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>qual, neſte volume com tanto louvor,<br/> e gloria ſua ſe manifeſtaõ,) que foi Rei<br/> de Ungria por fallecimento de Adriano<br/> ſeu Pai e por parte de Clarinda ſua<br/> mulher, herdou o Imperio de Conſtan-<br/> tinopla, ao qual ſuccedeo neſtes dois<br/> Senhorios D. Sancho ſeu filho, pai de<br/> D. Henrique. Aſſi, que naõ ſem cauſa<br/> diz hum Chroniſta, que veio de Conſ-<br/> tantinopla; e outro, que era natural de<br/> Ungria, pois ſeu pai neſte tempo eſtes<br/> dois taõ grandes Senhorios governava,<br/> e poſſuhia.<br/> VI-<noinclude></noinclude> pggyxfi7zwj87djuul1avikycxvzxys Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/23 106 253238 552694 552005 2026-05-20T11:54:21Z Strudel45 38659 552694 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>********************* {{block center|'''<big><big>VIDA</big></big>'''<br/>}} {{block center|DE<br/>}} {{block center|<big>'''<big>JOAÕ DE BARROS.</big>'''</big><br/>}} '''<big><big>N</big></big>'''A Republica de Athenas (que<br/> entre os antigos foi a primeira<br/> que enſinou a honrar com pre-<br/> mios públicos as virtudes excellentes<br/> dos Cidadaens) naõ ſe via levantado<br/> maior numero de eſtatuas aos Capitaens,<br/> que aos Eſcritores; antes eraõ eſtes tan-<br/> to mais galardoados, que ſó a Demetrio<br/> Phalereu, diſcipulo de Teofraſto, dedi-<br/> caraõ mais de 300. em ſeu louvor: e<br/> muito mór cuidado puzeraõ em eſcrever<br/> as vidas dos ſeus Filoſofos, e Orado-<br/> res, queas dos Principes, e Capitaens<br/> da meſma Republica. Moviaõ-ſe, pare-<br/> ce, os Athenienſes, a premiar taõ lar-<br/> gamente o trabalho da eſcritura, naõ<br/> ſó por elle ſer eſpiritual, e da milicia<br/> corporal pela maior parte, mas por ain<br/> da neſta parte lhe levarem os eſcritores<br/> muita vantagem; porque na milicia nao<br/> a<br/> póde<noinclude></noinclude> exbdokh0ziczwgt0ear7qozheznv44r Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/24 106 253239 552695 552173 2026-05-20T11:57:31Z Strudel45 38659 552695 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>ii {{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} póde hum Capitaõ alcançar victoria fem<br/> o valor dos ſoldados, a quem deve gran-<br/> de parte de ſua gloria mas os Eſcrito-<br/> res acabaõ naõ menores emprezas na<br/> compoſiçaõ de ſuas obras, ſem ſe vale-<br/> rem nellas mais que de ſeu trabalho, e<br/> valor proprio. E do meſmo modo, na<br/> milicia trabalhaõ muitos pela conſerva-<br/> çaõ de hum ſó Principe, ou Governa-<br/> dor, que muitas vezes he hum tiranno<br/> da Republica; e na eſcritura hum ſó tra-<br/> balha pela conſervaçaõ de todos, e faz<br/> com ella viver na lembrança dos ho-<br/> mens, aquelles, que pela patria entre-<br/> garaõ liberalmente as vidas, e conſer-<br/> vando a memoria das couſas paſſadas,<br/> dá regras para acertar nas futuras. Po-<br/> rém como eſte bom coſtume de Athenas<br/> tem ceſſado ha muitos annos, vemos<br/> agora iſto pelo contrario, ſendo muitos<br/> os que eſcrevem hiſtorias de Capitaens,<br/> e raros os que ſe occupaõ em nos dar<br/> noticia dos que as eſcreveraõ, particu-<br/> larmente neſte Reino, onde, ainda que<br/> naõ he pequena a falta que temos do<br/> conhecimento dos Eſcritores antigos, he<br/> mais pera ſentir o pouco, que comum-<br/> mente ſe alcança do noſſo grande Joaõ<br/> de<noinclude></noinclude> njyrngr2to4nz7sq02ft9s3pkn0b1lv Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/47 106 253506 552628 2026-05-19T12:04:08Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} xxv {{block center|Outro Dialogo imprimio, a que intitu-<br/>}} {{block center|lou da Vicioſa vergonha, naõ ſómente<br<br/>}}/>}} {{block center|pera evitar que naõ leſſem os meninos<br/>}} {{block center|por feitos de Tabellioens, que ordinaria-<br/>}} {{block center|mente ſaõ de ruim letra, e ſem nenhu-<br/>}} {{block center|ma Ortografia, com que ficaõ eſcreven-<br/>}} {{... 552628 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} xxv {{block center|Outro Dialogo imprimio, a que intitu-<br/>}} {{block center|lou da Vicioſa vergonha, naõ ſómente<br<br/>}}/>}} {{block center|pera evitar que naõ leſſem os meninos<br/>}} {{block center|por feitos de Tabellioens, que ordinaria-<br/>}} {{block center|mente ſaõ de ruim letra, e ſem nenhu-<br/>}} {{block center|ma Ortografia, com que ficaõ eſcreven-<br/>}} {{block center|do depois barbaramente; mas por lhes<br/>}} {{block center|tirar a occaſiaõ de aprenderem por au-<br/>}} {{block center|tos publicos de cauſas criminaes, e tra-<br/>}} {{block center|paças civís, de que ficaõ enſinados em<br/>}} {{block center|vicios, em lugar de boa doutrina: e<br/>}} {{block center|aſſi pera eſtes tenros ſugeitos compóz<br/>}} {{block center|eſte Dialogo da Vicioſa vergonha, em<br/>}} {{block center|que lhes dá os aviſos neceſſarios pera<br/>}} {{block center|aquella idade. 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Supr... 552631 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>semelhantes: - ''senhor, telhado, telheira'', etc. e pronuncia-se - ''sinhor, tilhado, tilheira'', etc. Inversamente, diz-se - ''defenitivo'' (= difinitivo), — ''decedido'' (decidido), - ''deffeciente'' (= difficiente), - ''defenido'' (= definido), etc. A terminação - ''oa'' - tem, geralmente, o som de - ''oua''; ex.:- ''Lisboua''(= Lisboa), - ''toua'' -(? toa, do verbo-toar), - ''boua'' - (= boa), - (caçoa; do verbo - caçoar). Suprime-se o primeiro - o - em ''croa'' - (=coroa), ''broa'' (boroa), etc. Tanto se diz - ''auga'' -, como - ''agoa'' -, mas acentua-se a tendência para fixar-se a última pronúncia. O - ''s'' - tem o seu som próprio, brando, sibilado e não o de - ''z'' - em ''caseiro, pêso, rosa'', etc. que se pronuncia, apertando a língua contra os dentes; e o de dois - ''ss'' - em ''suavidade, sarmento, santo'', etc. A palavra - ''precisar'' - caracteriza bem a diferença entre a pronúncia popular do - ''s'' - e do - ''z'' -. Suprime-se o - ''m'' - em - ''bom'' - e diz-se - ''bô'' -. As palavras terminadas em - ''rio'' -, como ''armário, sudário, relicário, Januário, confessionário'', etc. pronunciam-se como tendo a sua antiga forma gráfica - ''armairo, sudairo, relicairo, Januairo, confessionairo'', etc. '''{{c|MORFOLOGIA}}''' É muito vulgar, em alguns verbos, a troca da 1.ª pessoa do pretérito perfeito, modo indicativo, pela 3.ª, e diz-se: - eu ''teve'', por - eu ''tive'' -; eu ''fez'' -, por - eu ''fiz'' —; eu ''esteve'', por - eu ''estive''. Junta-se, para concordar, uma palavra no plural com o verbo no singular, sobretudo quando se interroga, como: que ''taes'' é? (= que ''tal'' é?), - ''quaes'' é? (= ''qual'' é?). O advérbio - ''aonde'' - tem a sua forma antiga - ''a donde''. O - ''ô'' - da primeira sílaba dalgumas palavras, como - ''ôvo, côrva, pôrco, cômo'', pronuncia-se, no ''singular'', com som aberto, isto é, como tendo acento agudo, ex.: ''óvo, pórco, córno, córvo'', etc. Inversamente, no ''plural'', pronuncia-se: ''ôvos, pôrcos, côrvos'', etc. A sílaba - ''ga'' -, final dalgumas palavras, como - ''cantiga, figa, amiga'', etc., tem o som e valor do - ''g'' - nas palavras - ''aguia figueira'', ''Guedes'', etc. '''{{c|Vocabulário e locuções<ref>Os vocábulos precedidos de asterisco não vem no Dicionário de Cândido de Figueiredo; e os precedidos de traço (-) vem, mas com significado diferente.</ref>}}''' '''{{c|A}}''' * ''Abanadélla'', subs.- acção de abanar, de sacudir com força. * ''Abécer'', v.- apetecer. Não me «''abéce''» = não me apetece. * ''Abejoum'', s. m.- avantesma. * ''Abeládo'', a, adj.- meio enxuto. - ''Abelhar'', v.- trabalhar com cuidado. * ''Abenir'', v.- concordar. * ''Abentar'', v.- agarrar o animal pelas ventas. * ''Acadar'', v.- receber nas mãos, ou no regaço, alguma coisa, atirada de alto, sem a deixar cair. * ''Acadimar'', v.- acertar. * ''Açafanhar'', v. n.- estragar. -''Acanhotado'', a, adj. - de formas toscas; um tanto estúpido. {{rule}}<noinclude></noinclude> 54pply0j3jhjm40i6ywzzej9h81v1t9 552632 552631 2026-05-19T13:29:22Z Ruiaraujo1972 38032 552632 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>semelhantes: - ''senhor, telhado, telheira'', etc. e pronuncia-se - ''sinhor, tilhado, tilheira'', etc. Inversamente, diz-se - ''defenitivo'' (= difinitivo), — ''decedido'' (decidido), - ''deffeciente'' (= difficiente), - ''defenido'' (= definido), etc. A terminação - ''oa'' - tem, geralmente, o som de - ''oua''; ex.:- ''Lisboua''(= Lisboa), - ''toua'' -(? toa, do verbo-toar), - ''boua'' - (= boa), - (caçoa; do verbo - caçoar). Suprime-se o primeiro - o - em ''croa'' - (=coroa), ''broa'' (boroa), etc. Tanto se diz - ''auga'' -, como - ''agoa'' -, mas acentua-se a tendência para fixar-se a última pronúncia. O - ''s'' - tem o seu som próprio, brando, sibilado e não o de - ''z'' - em ''caseiro, pêso, rosa'', etc. que se pronuncia, apertando a língua contra os dentes; e o de dois - ''ss'' - em ''suavidade, sarmento, santo'', etc. A palavra - ''precisar'' - caracteriza bem a diferença entre a pronúncia popular do - ''s'' - e do - ''z'' -. Suprime-se o - ''m'' - em - ''bom'' - e diz-se - ''bô'' -. As palavras terminadas em - ''rio'' -, como ''armário, sudário, relicário, Januário, confessionário'', etc. pronunciam-se como tendo a sua antiga forma gráfica - ''armairo, sudairo, relicairo, Januairo, confessionairo'', etc. '''{{c|MORFOLOGIA}}''' É muito vulgar, em alguns verbos, a troca da 1.ª pessoa do pretérito perfeito, modo indicativo, pela 3.ª, e diz-se: - eu ''teve'', por - eu ''tive'' -; eu ''fez'' -, por - eu ''fiz'' —; eu ''esteve'', por - eu ''estive''. Junta-se, para concordar, uma palavra no plural com o verbo no singular, sobretudo quando se interroga, como: que ''taes'' é? (= que ''tal'' é?), - ''quaes'' é? (= ''qual'' é?). O advérbio - ''aonde'' - tem a sua forma antiga - ''a donde''. O - ''ô'' - da primeira sílaba dalgumas palavras, como - ''ôvo, côrva, pôrco, cômo'', pronuncia-se, no ''singular'', com som aberto, isto é, como tendo acento agudo, ex.: ''óvo, pórco, córno, córvo'', etc. Inversamente, no ''plural'', pronuncia-se: ''ôvos, pôrcos, côrvos'', etc. A sílaba - ''ga'' -, final dalgumas palavras, como - ''cantiga, figa, amiga'', etc., tem o som e valor do - ''g'' - nas palavras - ''aguia figueira'', ''Guedes'', etc. '''{{c|Vocabulário e locuções<ref>Os vocábulos precedidos de asterisco não vem no Dicionário de Cândido de Figueiredo; e os precedidos de traço (-) vem, mas com significado diferente.</ref>}}''' '''{{c|A}}''' * ''Abanadélla'', subs.- acção de abanar, de sacudir com força. * ''Abécer'', v.- apetecer. Não me «''abéce''» = não me apetece. * ''Abejoum'', s. m.- avantesma. * ''Abeládo'', a, adj.- meio enxuto. - ''Abelhar'', v.- trabalhar com cuidado. * ''Abenir'', v.- concordar. * ''Abentar'', v.- agarrar o animal pelas ventas. * ''Acadar'', v.- receber nas mãos, ou no regaço, alguma coisa, atirada de alto, sem a deixar cair. * ''Acadimar'', v.- acertar. * ''Açafanhar'', v. n.- estragar. - ''Acanhotado'', a, adj. - de formas toscas; um tanto estúpido. {{rule}}<noinclude></noinclude> duos0qlrtgphg6000rfxe8aaz3k8c5i Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/154 106 253508 552633 2026-05-19T13:54:28Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: * ''Açarçalhar'', v. n.- guaguejar. * ''Acarrear'', loc. (-gado) - procurar e conduzir o gado (em geral vacum) para a corte, quando está fora. - ''Acarrejar'', v.- transportar cargas às costas, ou à cabeça. * ''Acarvalhar'', v. - cortar pela primeira vez as galhas ao carvalho. - ''Achegador'', sub. m.- alcoviteiro. - ''Achegar'', v. (-a vaca, a égua, etc.) - levá-la à padreação. - ''Acunhar'', v. a. - socar, apunhar com gana. -... 552633 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>* ''Açarçalhar'', v. n.- guaguejar. * ''Acarrear'', loc. (-gado) - procurar e conduzir o gado (em geral vacum) para a corte, quando está fora. - ''Acarrejar'', v.- transportar cargas às costas, ou à cabeça. * ''Acarvalhar'', v. - cortar pela primeira vez as galhas ao carvalho. - ''Achegador'', sub. m.- alcoviteiro. - ''Achegar'', v. (-a vaca, a égua, etc.) - levá-la à padreação. - ''Acunhar'', v. a. - socar, apunhar com gana. - ''Adêlha'', s. f.- tremonha; mulher grossa, cheia, com os seios muito desenvolvidos. * ''Adubadéla'', s. f.- grande tareia. * ''Afancar'', v.- bater em...; praticar o acto de cópula. * ''Afeitiar'', v. - dar forma agradável, perfeita. * ''Afiambrado'', ''a'', adj.- bem posto, janota. * ''Agàitádo'', ''a'', adj.- som semelhante ao da gaita. - ''Agulhar'', v. a.- estimular, provocar; intrigar. * ''Ala!'' interj.- lá fóra, andar, rua! * ''Alabarádo'', ''a'', adj.- crestado. * ''Alabarar'', v. a.- crestar. * ''Albeiro'', adj. (moinho-) moinho para moer trigo. * ''Albeiros'', loc. (fazer-) - fazer mal, fazer desaguisados. - ''Albóio'', s. m.- casa grande, mal tratada e com mau aspecto. - ''Aleitar'', v. n.- a assentar bem uma pedra na parede. * ''Almuntaria'', s. f. = almutulia. - ''Altôr'', s. m. = altura. * ''Amanteigar-se'', v.- amancebar-se. * ''Amarguém'', s. m.- amargor. - ''Amatar'', v. (- a farinha) - escaldá-la com água muito quente, temperada de sal, para fabricar o pão de milho maïz. - ''Amear'', v.- partir ao meio. * ''Amoncalhar'', v.- amarfanhar, amarrotar. * ''Angustio'', n. pr. = Augusto. - ''Anha'', loc. (ficar com a -) - diz-se da fileira de malhadores que não malha tão certo como a fronteira. * ''Annovar'', v.- cultivar terras, que só o são em períodos largos. - ''Antepôr'', v.- deixar caminhar a junta de gado que tira o carro sem ir ninguém diante dela. * ''Ante-vem'', s. m.- refeição que, às vezes, se dá nas lavradas antes da merenda. * ''Antom'', adv. = então. * ''Antóne'', n. pr. = António. * ''Antre'', prep. = entre. * ''Apascaçádo'', ''a'', adj.- lorpa; pouco avisado. * ''Apesunhado'', ''a'', adj.- que tem pulsos grossos. * ''Apetarar'', v.- adquirir nódoas, manchas, a fruta. * ''Apicondrado'', ''a'', adj.- sombrio, taciturno. * ''Apilarado'', ''a'', adj.— bem arranjado, bem posto, asseado. * ''Apular'', v.- subir a uma árvore. * ''Aquélla'', loc. - (não tenha -) não faça cerimónia. * ''Aquellar, aquillar, aquelloutrar'',- verbos de emprego muito frequente e de variada significação, como: ''aquélla'' o cesto = arranja o cesto; ''Aquélla'' a porta = fecha ou abre a porta, se está aberta ou fechada, etc. * ''Arnento'', ''a'', adj.- muito salgado (o peixe). * ''Arrabaçar'', v.- cortar à mão plantas herbáceas, mas não rente.<noinclude></noinclude> 1np29y16bqrq4lkjmqz4q01uw8j9jdo Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/155 106 253509 552635 2026-05-19T14:17:12Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: * ''Arreloar'', v.- gabar-se; ser moída muito grossa a farinha. * ''Arriba!'' interj.- a pé, a cima, levantar! - ''Arrieiro'', s. m.- peça de madeira sobre a qual assenta o eixo do rodízio nos moinhos de água. * ''Ascordar'', v. = acordar, deixar de dormir. * ''Assequeirado'', ''a'', adj.- terreno, ou terra de pouca lentura. * ''Atacunhar'', v.- calçar com força; encher muito. * ''Atimar'', v.- dispor bem, com arranjo. Atíma o ce... 552635 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>* ''Arreloar'', v.- gabar-se; ser moída muito grossa a farinha. * ''Arriba!'' interj.- a pé, a cima, levantar! - ''Arrieiro'', s. m.- peça de madeira sobre a qual assenta o eixo do rodízio nos moinhos de água. * ''Ascordar'', v. = acordar, deixar de dormir. * ''Assequeirado'', ''a'', adj.- terreno, ou terra de pouca lentura. * ''Atacunhar'', v.- calçar com força; encher muito. * ''Atimar'', v.- dispor bem, com arranjo. Atíma o cesto, a gravata, etc. * ''Atímos'', s.- conjunto de aprestos para fazer alguma coisa. * ''Atoleirado'', ''a'', adj. = atoleimado. * ''Azedém'', sub.- azedume, travo. '''{{c|B}}''' * ''Bacúro'', s. m. = bácoro. * ''Badante'', adj.- diz-se da pedra que inclina para fora do prumo. * ''Balhadoiro'', s. m.- lugar em que se baila ou dança. * ''Balhar'', v.- dançar. * ''Baloánas'', s.- tanto significa o mentiroso, como a própria mentira. * ''Bambão'', s. m.- dobre de sinos; (tocar a -). * ''Banzão'', s. m.- degrau da escada portátil. * ''Banzeiro'', s. m. - banzão. * ''Barranheira'', s. f.- local onde há barro e terra. * ''Barrêno'', s. m.- haste de ferro, calçada de aço nas duas extremidades, em forma de cunha. Serve para broquear pedra. - ''Bazulaque'',- substantivamente - gordo. * ''Beije-mão'' (de vóssinhoria; -de vocencê), — forma de cumprimentar, usada nas freguesias do alto-concelho. * ''Belancia'', s. f. = melancia. * ''Belandinas'', loc.-, (andar em -),- andar azafamado, de um lado para outro. * ''Belouras'', s. f.- massa feita de farinha de milho e de trigo e de sangue de porco, de que se fazem uns pães que se cosem em água gorda, por ocasião do cerrabulho. * ''Bem-de-fallar'', loc.- modo de dizer. * ''Berregár'', v.- berrar. - ''Bezêrra'', s. f.- parte crua, ou mal cosida, do bolo, ou do pão de milho maïz. - ''Bichóca'', s. f.- buraco de árvore feito por lagarta. * ''Bico'', loc.- (dar um), dar um beijo. (Usa-se nas freguesias do alto-concelho). * ''Boieiro'', s.- homem que tem boi de padreação. * ''Boirar'', v.- bater em alguém. É frequente no alto-concelho. - ''Boquejar'', v.- comer alguma coisa para poder beber. * ''Borraceira'', s. f.- nevoeiro espesso. - ''Bouça'', s. f.- giestal. * ''Braço-de-trabalho'', loc.- pessoa que trabalha muito e com cuidado. * ''Branquém'', s. m.- cor branca; tendência para ela. * ''Bricheiro'', adj.- homem que vende fazendas de briche de porta em porta. * ''Brijões'', s. m.- giestas secas. * ''Bruar'', v.- fazer estrondo; grande sussurro. O mar ''brua''; está a «''bruar''» = está a trovejar. - ''Búcha'', loc. - (é uma ),- entaladela, embaraço, apuro. * ''Burmeiro'', s. m.- abcesso no dedo. * ''Burné'', s. m.- guarda da Companhia dos Tabacos.<noinclude></noinclude> 7giuw1rcun4do20j5i2va2k8c71waqz Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/48 106 253510 552636 2026-05-19T14:24:07Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: xxvi {{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} {{block center|ſa ſabia, que era nao ſaber nada a reſ-<br/>}} {{block center|peito do muito que via lhe faltava. Por<br/>}} {{block center|onde ſó os ſabios duvidaõ, e tem por<br/>}} {{block center|honra perguntar, e conſultar ſuas cau-<br/>}} {{block center|ſas com quem lhes póde dar acertado<br/>}} {{block center|parecer: o que naõ alcançando os ign... 552636 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>xxvi {{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} {{block center|ſa ſabia, que era nao ſaber nada a reſ-<br/>}} {{block center|peito do muito que via lhe faltava. Por<br/>}} {{block center|onde ſó os ſabios duvidaõ, e tem por<br/>}} {{block center|honra perguntar, e conſultar ſuas cau-<br/>}} {{block center|ſas com quem lhes póde dar acertado<br/>}} {{block center|parecer: o que naõ alcançando os igno-<br/>}} {{block center|rantes, o julgaõ por couſa affrontoſa,<br/>}} {{block center|e aſſi ficaõ ſempre no meſmo eſtado,<br/>}} {{block center|ſem procurarem de ſe melhorar. 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Fez o<br/>}} {{block center|Doutor Antonio Luiz o que Joaõ de<br/>}} {{block center|Barros lhe pedio, compondo hum tra-<br/>}} {{block center|tado, que intitulou ''De Pudore'', que lhe<br/>}} {{block center|dedicou, e anda entre outras obras deſ-<br/>}} {{block center|te Autor, que ſe imprimiraõ em Lisboa<br/>}} {{block center|no anno de mil e quinhentos e trinta e<br/>}} {{block center|nove. Porêm Joaõ de Barros naõ ſe a-<br/>}} {{block center|proveitou deſte tratado, porque he mui-<br/>}} {{block center|to differente do da Vicioſa vergonha,<br/>}} {{block center|e Antonio Luiz pertendeo ſó nelle tra-<br/>}} {{block center|zer todos os lugares que achou nos Au-<br/>}} {{block center|thores, que tocaſſem a vergonha, co-<br/>}} {{block center|mo ſe vê deſtas palavras de ſua dedica-<br/>}} {{block center|toria: ''Prius itaque aliqua, quæ Phi-''<br/>}} {{block center|''loſophi de pudore cenferunt, appone-''<br/>}} {{block center|''mus, deinde vero ejus parentes, ſi quos''<br/>}} {{block center|''invenire poterimus, reddemus, ultimo''<br/>}} {{block center|''exempla &c''. Tambem nas obras de Plu-<br/>}} {{block center|tarco anda hum diſcurſo, que elle inti-<br/>}} tulou:<noinclude></noinclude> cgjxlh56kf5ijhtdibl341df1igwxsa Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/49 106 253511 552638 2026-05-19T14:36:06Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} xxvii {{block center|tulou: ''De immodica verecundia'', no<br/>}} {{block center|qual, ainda que em parte leva o inten-<br/>}} {{block center|to de Joaõ de Barros, ſegue outro ca-<br/>}} {{block center|minho, como pode ver quem ler ambas<br/>}} {{block center|as Obras.<br/>}} {{block center|Eſta occupaçaõ (que em tal idade<br/>}} {{block center|teraõ muitos por deſigual á r... 552638 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} xxvii {{block center|tulou: ''De immodica verecundia'', no<br/>}} {{block center|qual, ainda que em parte leva o inten-<br/>}} {{block center|to de Joaõ de Barros, ſegue outro ca-<br/>}} {{block center|minho, como pode ver quem ler ambas<br/>}} {{block center|as Obras.<br/>}} {{block center|Eſta occupaçaõ (que em tal idade<br/>}} {{block center|teraõ muitos por deſigual á reputaçao<br/>}} {{block center|de Joaõ de Barros) lhe fez tomar o ze-<br/>}} {{block center|lo da honra de Deos, e o deſejo de a-<br/>}} {{block center|proveitar a todos, ſentindo-ſe por deve-<br/>}} {{block center|dor naõ ſómente aos doutos, mas aos<br/>}} {{block center|barbaros, e aſſi aos grandes como aos<br/>}} {{block center|pequenos e eſta julgou elle pela maior<br/>}} {{block center|honra, que lhe podia vir, como o con-<br/>}} {{block center|feſſa neftas palavras, no Dialogo da lin-<br/>}} {{block center|gua Portugueza: ''Certo he, que naõ ha''<br/>}} {{block center|''gloria, que ſe poſſa comparar a quando''<br/>}} {{block center|''os meninos Ethiopes, Perfianos, e In-''<br/>}} {{block center|''dios daquem, e dalém do Ganges em''<br/>}} {{block center|''ſuas proprias terras na força de ſeus''<br/>}} {{block center|''templos, e pagodes, onde nunca ſe ou-''<br/>}} {{block center|''vio o nome Romano, por eſta noſſa Ar-''<br/>}} {{block center|''te aprenderem a noſſa linguagem, com''<br/>}} {{block center|''que poſſaõ ſer enſinados em os preceitos''<br/>}} {{block center|''da noſſa fé, que nella vaõ eſcritos. &c'': <br/>}} {{block center|Outro ſemelhante zelo o fez intentar<br/>}} {{block center|outra obra de naõ menor engenho, (I)<br/>}} e ______________________________________________________ (1) Decada 2. lib. 4. cap. 4.<noinclude></noinclude> tqjew0b0c9lnp0o5u8sed2o12rxk3cd Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/156 106 253512 552639 2026-05-19T14:36:35Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''{{c|C}}''' - ''Cabadulhar'', v.- fazer os cabadulhos. - ''Cabadúlho'', s. m.- parte do campo que se cava antes de meter o arado. * ''Cabaneirice'', subs.- acto ou vida de cabaneiro. * ''Cabanél'', s.- espécie de cabana, ordinariamente aberta de um lado. * ''Cabelleiro'', s. m.- cada um dos cabelos da cabeça, considerado individualmente. - ''Cabrita'', loc. (ficar com a -),- o mesmo que ''anha''. - ''Cachaço'', s. m.- sopapo,... 552639 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>'''{{c|C}}''' - ''Cabadulhar'', v.- fazer os cabadulhos. - ''Cabadúlho'', s. m.- parte do campo que se cava antes de meter o arado. * ''Cabaneirice'', subs.- acto ou vida de cabaneiro. * ''Cabanél'', s.- espécie de cabana, ordinariamente aberta de um lado. * ''Cabelleiro'', s. m.- cada um dos cabelos da cabeça, considerado individualmente. - ''Cabrita'', loc. (ficar com a -),- o mesmo que ''anha''. - ''Cachaço'', s. m.- sopapo, soco. - ''Cachar'', v.- cortar, rapar as ervas, o mato, no giestal ou no paúl. * ''Cachêna'', loc.- (dar de-) bater a valer. * ''Cachoeira'', adj.- que anda saída. Diz-se da porca. * ''Cachofêlhos'', s. m.- pequenos recantos de terras de cultura mas de pouco valor. - ''Cáco'', loc. (é um -) indivíduo que anda quasi sempre adoentado. - ''Cadeixo'', s. m.- peça de ferro que liga a treita ao timão do arado. - ''Cadella'', loc.- (é uma -),- mulher dissoluta. * ''Cadeleiro'', adj. - femeeiro. * ''Cadelice'', s. f.- acto de andar às cadelas. - ''Cadóz'', s. m.- cavalo ou égua muito grande e de mau feitio. * ''Cagalhitar'', v.- expelir cagalhitas, ciscar. * ''Cagalhitas'', sub.- excrementos dos ratos, das ovelhas, cabras, etc. * ''Cagópe'', s. m.- rã na sua primeira fase. * ''Caibrada'', s. f.- bordoada. * ''Caixeiros'', s. m.- tamborileiros. * ''Cáje'', = quasi. - ''Calhamaço'', s. m.- prostituta. - ''Calipto'', s. m = eucalipto. - ''Camear'', v.- procurar a caça na cama. * ''Camuéca'', s. f.- bebedeira. - ''Canastro'', s. m.- espigueiro. - ''Canear'', v.- pretender faltar à palavra com fracas evasivas. - ''Canécha'', s. f. - cangôsta. - ''Canellos'', loc. (ser de -), ser forte, valente; ''canêllos'', s. m.- tubos de madeira para apanhar toupeiras. - ''Canêna'', loc. (dar de -), bater muito. - ''Canga-lagartas'', loc.- aquele que é vagaroso. - ''Canhar'', v.- limpar, na eira, com vassoura, os cereais, passando-a de leve por cima deles. - ''Cánhos'', s. m.- torrães duros que ficam no campo depois da lavrada. * ''Caniné'', s. f.- multidão de indivíduos arruaceiros. * ''Canistrél'', s. m.- armadilha, para apanhar pássaros. - ''Cantador'', ''cantadeira'', adj.- homem ou mulher que canta cantigas ao desafio, em descantes. - ''Canté!'' int.- quem dera! - ''Caquear'', v.- adoecer a cada passo. * ''Carpêllo'', s. m.- restelo. * ''Carrúlo'', s. m.- a região occipital, núca. - ''Cartél'', s. m.- casa para abrigo e habitação pouco demorada. - ''Cascalheira'', s. f.- rebentos, hastes novas, bastas, nascidas das touças dos carvalhos, dos castanheiros, etc. - ''Casco'', s. m.- quantia em que se avalia o gado que é dado de parceria.<noinclude></noinclude> 91g929tz4y0a6nl8ecgnb5unrntyxfw Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/157 106 253513 552640 2026-05-19T15:12:11Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: - ''Catatáu'', loc.- (ir de -), ir de trambulhão. * ''Ceivo'', adj.- aberto. * ''Cenisga'', s. f.- órgão sexual da mulher, vulva, parrameiro. - ''Chinar'', v.- tomar tabaco. - ''Cifra'', s. f.- vulva da mulher. ''Cigalhinho'', s. m.- o mesmo que ''cigalho''. ''Cigálho'', s. m.- parte muito pequena de qualquer cousa. - ''Ciscar'', v.- espalhar por muitos sítios. - ''Cobérto'', sub. m.- cabana especialmente destinada para abrigo.... 552640 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>- ''Catatáu'', loc.- (ir de -), ir de trambulhão. * ''Ceivo'', adj.- aberto. * ''Cenisga'', s. f.- órgão sexual da mulher, vulva, parrameiro. - ''Chinar'', v.- tomar tabaco. - ''Cifra'', s. f.- vulva da mulher. ''Cigalhinho'', s. m.- o mesmo que ''cigalho''. ''Cigálho'', s. m.- parte muito pequena de qualquer cousa. - ''Ciscar'', v.- espalhar por muitos sítios. - ''Cobérto'', sub. m.- cabana especialmente destinada para abrigo. - ''Cóca'', s. f.- presunção. - ''Códega'', adj.- vaca que não está prenha. - ''Códego'', s. m.- gelo que faz endurecer a superfície do solo. * ''Coécas'', s. f.- calças estreitas e curtas. * ''Cofarte'', adv.- bastante. * ''Coirácha'', s. f.- mulher dissoluta, de maus costumes. ''Coitédinho'', = coitadinho. - ''Comido'', loc. (ser-),- ser enganado. * ''Conré'', s. f. -(r forte) multidão, grande número de pessoas. * ''Cópa'', loc. (- de palha), - homem sem importância, sem valor; pequeno feixe de palha maïz. * ''Corrícas'', s. f.- rugas. - ''Cóscos'', s. m.- restos do trigo, ou do centeio, que ficam na pragana depois de malhado. * ''Costeira'', s. f.- ladeira. ''Cotrilheiro'', adj.- farroupilha. ''Coucouas'', s. f.- peças de madeira que se pregam na parte inferior das chêdas. - ''Cróça'', s. f.- agasalho em forma de capote, feito de junco; loc.- ser bonacheirão. * ''Crócha'', s. f.- pendão, guia do milho maïz. - ''Crúhna'', s. f.- caroço de fruta, como cereja, pêcego, etc. * ''Çudra'', s. f.- camada de esterco, pegajosa, nos tecidos. - ''Cunca'', s. f.- tijela grande acogulada de comida. - ''Cunco'', s. m.- pá côncava para enformar boroas de pão de milho maïz. - ''Cúrro'', s. m.— sítio, ou casa, onde são padreadas as éguas. * ''Curtidélla'', s. f.- tareia. * ''Curtir'', v.- bater muito em alguém. '''{{c|D}}''' - ''Decepado'', ''a'', adj.- indolente. * ''Delariádo'', ''a'', = delirado. * ''Derruchir'', v.- emagrecer muito. * ''Desdobradella'', s. f. - grande sóva. - ''Desenfadado'', ''a'',- muito desavergonhado. * ''Docém'', s. m.— doçura especial e imprópria da coisa. '''{{c|E}}''' ''Eido'', s. m.- terreno junto à casa de habitação. - ''Embaraçada'', (mulher-) mulher grávida. * ''Embordear'', v.- enlamear; sujar. * ''Embosteirar'', v.- untar de bosta. * ''Empellar'', v.- nascer erva no campo. * ''Empellicar'', v.- padejar o pão para ir a coser no forno.<noinclude></noinclude> oxzwag70q3nfolouzz5zz0bnp6et42x Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/50 106 253514 552641 2026-05-19T15:21:41Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: xxviii {{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} {{block center|e foi, que vendo como os homens oc-<br/>}} {{block center|cupavaõ o mais do tempo jugando, in-<br/>}} {{block center|ventou hum jogo de tab olas, a que re-<br/>}} {{block center|duzio as Eticas de Ariſtoteles, introdu-<br/>}} {{block center|zindo nelle as virtudes, e vicios, por<br/>}} {{block center|exceſſo, e por defeito o qual jogo... 552641 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>xxviii {{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} {{block center|e foi, que vendo como os homens oc-<br/>}} {{block center|cupavaõ o mais do tempo jugando, in-<br/>}} {{block center|ventou hum jogo de tab olas, a que re-<br/>}} {{block center|duzio as Eticas de Ariſtoteles, introdu-<br/>}} {{block center|zindo nelle as virtudes, e vicios, por<br/>}} {{block center|exceſſo, e por defeito o qual jogo im-<br/>}} {{block center|primio no anno de 1540. e o dedicou á<br/>}} {{block center|Infanta Dona Maria, Princeza que de-<br/>}} {{block center|pois foi de Caſtella, a qual o jugava<br/>}} {{block center|com ElRey Dom Joaõ ſeu pai deſtra-<br/>}} {{block center|mente, ſegundo elle affirma em varias<br/>}} {{block center|partes; e teve intençaõ de pôr a Eco-<br/>}} {{block center|nomica tambem em jogo de Cartas, e a<br/>}} {{block center|Politica no Enxadres, por eſtes tres jo-<br/>}} {{block center|gos ſerem os mais communs e pera<br/>}} {{block center|nelles, ao menos, aprenderem os ho-<br/>}} {{block center|mens o nome das virtudes, e como ſe<br/>}} {{block center|devem de haver no uſo dellas, já que<br/>}} {{block center|naõ ha modo pera deixar de jugar; mas<br/>}} {{block center|vendo os poucos que ſe affeiçoaraõ ao<br/>}} {{block center|primeiro, deixou de ſahir á luz com os<br/>}} {{block center|outros.<br/>}} {{block center|Eſtas, e outras obras compôs Joaõ<br/>}} {{block center|de Barros, pela maior parte em Dialo-<br/>}} {{block center|go, ſeguindo o eſtilo de Plataõ, que<br/>}} {{block center|neſte genero de eſcritura nos deixou to-<br/>}} {{block center|da ſua doutrina: e na verdade os Dia-<br/>}} {{block center|logos tem pera iſto muita conveniencia;<br/>}} por-<noinclude></noinclude> a92zen7ziwj8vsipb8jv7wimb3lgcgm Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/158 106 253515 552642 2026-05-19T15:39:02Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: - ''Empenar'', v.- (- alguém) intimar alguém. Diz-se das intimações ''vocais'' feitas pelos cabos de polícia ou pelo regedor. * ''Encabritar'', v.- amuar, levar a mal. * ''Encadilhar'', v.- acertar. * ''Encaladélla'', s. f.- uma meia cosedura. * ''Encalar'', v.- dar uma meia cosedura. - ''Encalcar'', v.- calcar muito. * ''Encardinado'', a, adj. - borracho, embriagado. * ''Encatrafiar''-''se'', v.- introduzir-se, meter-se dentro.... 552642 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>- ''Empenar'', v.- (- alguém) intimar alguém. Diz-se das intimações ''vocais'' feitas pelos cabos de polícia ou pelo regedor. * ''Encabritar'', v.- amuar, levar a mal. * ''Encadilhar'', v.- acertar. * ''Encaladélla'', s. f.- uma meia cosedura. * ''Encalar'', v.- dar uma meia cosedura. - ''Encalcar'', v.- calcar muito. * ''Encardinado'', a, adj. - borracho, embriagado. * ''Encatrafiar''-''se'', v.- introduzir-se, meter-se dentro. * ''Ençudrado'', a, adj.— sujo. * ''Énes'', s. m.- anus. * ''Enfróstar-se'', v.- tornar-se mandrião. * ''Enfunicar-se'', v.- azedar-se, levar a mal. ''Enganar'', v.- ajudar a engolir, a comer, uma coisa que não apetece. * ''Engeitar'', v.- alcançar, ficar grávida (a mulher). - ''Engenheiro'', s. m.- Homem que trabalha, que se emprega em serrar madeiras nas fábricas de serração, chamadas aqui - «engenhos de serra». - ''Engenhos'', s. m.- os ossos, as articulações. * ''Engouviado'',- encolhido, esgrouvinhado. * ''Engrilar-se'', v.- repontar, recalcitrar. * ''Entrecôsto'', s. m.- costelas do porco. * ''Enviadoiro'', s. m.- esófago. ''Erveira'', s. f.- faringe dos hervíboros. * ''Escachafeder'', v.- ter muito medo. * ''Escachoar'', v.- ferver de cachão. * ''Escalifrado'', a, adj.- muito magro. ''Escambro'', s. m.- serenar o tempo, por intervalos. - ''Escavichar'', v.- trabalhar para sustentar-se, para alimentar-se. * ''Escorbiar'', v.- espreitar com interesse. * ''Escravanáda'', s. f.- bátega de chuva muito fria, com saraiva. - ''Escrivão'', s. m.- cavalinho do leite, em geral de cor preta. ''Escurrichar'' = escorripichar. - ''Espadilha'', s. f.- espécie de espátula com pequenos furos a todo o comprimento, usada para urdir a teia. * ''Espardalhar'', v.- entornar, espalhando muito. - ''Espingardão'', s. m.- mulher muito alta, desajeitada e corpulenta. ''Esquinêta'', loc. (olhar de -), olhar de esguêlha. * ''Estanchar'', v.- espetar na terra. - ''Estandarte'', s. m.- mulher muito alta. * ''Estardálho'', s. m.- pessoa ou coisa feia e desproporcionada; pénis. - ''Esterroar'', v.- publicar, espalhar por toda a parte. * ''Estiçadouro'', s. m.- pau comprido para avivar as brasas do forno. - ''Estinhar'', v.- desviar a água do rio, quando é pouca, de uma parte do leito para outra; secar. * ''Estirada'', s. f.- caminhada longa. * ''Estiradélla'', s. f.- acção de estirar as pernas, andando. * ''Estrambolhar-se'' = espoldrinhar-se. * ''Estrar'', v.- lançar mato na corte. - ''Estremecer'', (-água), aquecer água, ou qualquer líquido. '''{{c|F}}''' - ''Faiscádo'', s. m.- fasquio e fasquiado. - ''Faiscar'', v.- fasquiar.<noinclude></noinclude> 0r8h8a3gzijuqnxchna4tzabal595t0 Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/159 106 253516 552643 2026-05-19T15:58:50Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: * ''Falhocar e falocar'', v.- nevar; cair flocos de neve. * ''Falhôco e falóco'', s. m.- flocos de neve. - ''Fandango'', s. m.- vulva da mulher, parrameiro. ''Fanfar'', v.- impor de valente. * ''Farear'', v.- andar à cata, a pesquisar. * ''Farinhôto'', a, adj.- farinhento. * ''Farte'', loc. (que -), o bastante, o suficiente. * ''Fatino'', s. m.- saco pequeno. * ''Favéca'', s. f.- vagem do feijão. * ''Ferrea'', s. f.- pá de fer... 552643 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>* ''Falhocar e falocar'', v.- nevar; cair flocos de neve. * ''Falhôco e falóco'', s. m.- flocos de neve. - ''Fandango'', s. m.- vulva da mulher, parrameiro. ''Fanfar'', v.- impor de valente. * ''Farear'', v.- andar à cata, a pesquisar. * ''Farinhôto'', a, adj.- farinhento. * ''Farte'', loc. (que -), o bastante, o suficiente. * ''Fatino'', s. m.- saco pequeno. * ''Favéca'', s. f.- vagem do feijão. * ''Ferrea'', s. f.- pá de ferro para retirar as brazas do forno. - ''Ferrête'', s. m.- pequena ponta de metal numa das extremidades dos cordões com que se apertam os coletes das mulheres. * ''Ferrunchar'', v.- tocar mal instrumento de corda. * ''Fianço'', s..m.- linho ou estopa em rama para fiar. ''Fleima'' = fleugma. * ''Fochícas'''''', s. m.- que mexe em tudo. - ''Fôjo'''''', s. m.- entrada para o adro com passadeiras (de pedra ou de ferro) sobre uma escavação ou vão. ''Fôlgo'''''' = folego. - ''Força''''''!. interj.- vá! para a frente! ''Formalheira'''''', s. f.- sítio junto da lareira onde se lança a cinza. * ''Forrica'''''', s. f.- desinteria. ''Forneiro'''''', s. m.- montículo, de forma cónica, feito de torrões para calcinar. * ''Fradar'''''', v.- perder a folha o feijão ao nascer. * ''Fraguear'''''', v.- defecar. - ''Frescura'''''', s. f.- a roupa branca, como lençois, toalhas, etc. - ''Freuma'''''' = fleugma. * ''Frósteiro'', a, adj. — madraço. - ''Fumeiro'', s. m.- foeiro do carro de bois. * ''Fundégo'', s. m.- poço natural, muito fundo, no rio. - ''Fungão'', s. m.- aparelho composto de uma pequena e delgada tabuinha a que se prende uma guita para lhe dar um movimento de rotação, que produz certo som. '''{{c|G}}''' * ''Gábedo'', s. m.- apresto de cosinha para conter alguma coisa, ex.: o alguidar, a bacia, o púcaro, etc. - ''Gafar'', v. n.- ter muito mau sabor (isto gafa); dar uma descompostura violenta, (gafeio-o). * ''Gallifates'', s. m.- gatunos. * ''Gambérnias'', adj.- indivíduo de pernas muito altas e delgadas. * ''Gamellório'', s. m.- comezaina grosseira e abundante. - ''Garvata'' = gravata. - ''Grammada'', s. f.- espadelada. - ''Grammar'', v.- espadelar. * ''Gravalha'', s. f.- caruma, agulhas de pinheiro. - ''Grêta'', s. f.- cenisga. - ''Grudar'', loc. (- as mãos, - as unhas em...) agarrar com muita força, apertar muito com as mãos. '''{{c|H}}''' * ''Hêrdo'', s. m.- herança. '''{{c|I}}''' * ''Igoua''! interj.- diz-se à vaca para ela colocar os pés de forma a poder ser ordenhada. ''Imitir'' = imitar. * ''Impesinhar'', v.- tornar-se pegajoso o pão, as batatas cosidas, etc.<noinclude></noinclude> 6fy45oygfgfjeb4l5a467pyuejoijn7 552644 552643 2026-05-19T15:59:57Z Ruiaraujo1972 38032 552644 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>* ''Falhocar e falocar'', v.- nevar; cair flocos de neve. * ''Falhôco e falóco'', s. m.- flocos de neve. - ''Fandango'', s. m.- vulva da mulher, parrameiro. ''Fanfar'', v.- impor de valente. * ''Farear'', v.- andar à cata, a pesquisar. * ''Farinhôto'', a, adj.- farinhento. * ''Farte'', loc. (que -), o bastante, o suficiente. * ''Fatino'', s. m.- saco pequeno. * ''Favéca'', s. f.- vagem do feijão. * ''Ferrea'', s. f.- pá de ferro para retirar as brazas do forno. - ''Ferrête'', s. m.- pequena ponta de metal numa das extremidades dos cordões com que se apertam os coletes das mulheres. * ''Ferrunchar'', v.- tocar mal instrumento de corda. * ''Fianço'', s..m.- linho ou estopa em rama para fiar. ''Fleima'' = fleugma. * ''Fochícas'', s. m.- que mexe em tudo. - ''Fôjo'', s. m.- entrada para o adro com passadeiras (de pedra ou de ferro) sobre uma escavação ou vão. ''Fôlgo''= folego. - ''Força''!. interj.- vá! para a frente! ''Formalheira'', s. f.- sítio junto da lareira onde se lança a cinza. * ''Forrica'', s. f.- desinteria. ''Forneiro'', s. m.- montículo, de forma cónica, feito de torrões para calcinar. * ''Fradar'', v.- perder a folha o feijão ao nascer. * ''Fraguear'', v.- defecar. - ''Frescura'', s. f.- a roupa branca, como lençois, toalhas, etc. - ''Freuma'' = fleugma. * ''Frósteiro'', a, adj. — madraço. - ''Fumeiro'', s. m.- foeiro do carro de bois. * ''Fundégo'', s. m.- poço natural, muito fundo, no rio. - ''Fungão'', s. m.- aparelho composto de uma pequena e delgada tabuinha a que se prende uma guita para lhe dar um movimento de rotação, que produz certo som. '''{{c|G}}''' * ''Gábedo'', s. m.- apresto de cosinha para conter alguma coisa, ex.: o alguidar, a bacia, o púcaro, etc. - ''Gafar'', v. n.- ter muito mau sabor (isto gafa); dar uma descompostura violenta, (gafeio-o). * ''Gallifates'', s. m.- gatunos. * ''Gambérnias'', adj.- indivíduo de pernas muito altas e delgadas. * ''Gamellório'', s. m.- comezaina grosseira e abundante. - ''Garvata'' = gravata. - ''Grammada'', s. f.- espadelada. - ''Grammar'', v.- espadelar. * ''Gravalha'', s. f.- caruma, agulhas de pinheiro. - ''Grêta'', s. f.- cenisga. - ''Grudar'', loc. (- as mãos, - as unhas em...) agarrar com muita força, apertar muito com as mãos. '''{{c|H}}''' * ''Hêrdo'', s. m.- herança. '''{{c|I}}''' * ''Igoua''! interj.- diz-se à vaca para ela colocar os pés de forma a poder ser ordenhada. ''Imitir'' = imitar. * ''Impesinhar'', v.- tornar-se pegajoso o pão, as batatas cosidas, etc.<noinclude></noinclude> lo0r580nastdbhvfbnbswauy7nvalbt 552646 552644 2026-05-19T16:00:41Z Ruiaraujo1972 38032 552646 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>* ''Falhocar e falocar'', v.- nevar; cair flocos de neve. * ''Falhôco e falóco'', s. m.- flocos de neve. - ''Fandango'', s. m.- vulva da mulher, parrameiro. ''Fanfar'', v.- impor de valente. * ''Farear'', v.- andar à cata, a pesquisar. * ''Farinhôto'', a, adj.- farinhento. * ''Farte'', loc. (que -), o bastante, o suficiente. * ''Fatino'', s. m.- saco pequeno. * ''Favéca'', s. f.- vagem do feijão. * ''Ferrea'', s. f.- pá de ferro para retirar as brazas do forno. - ''Ferrête'', s. m.- pequena ponta de metal numa das extremidades dos cordões com que se apertam os coletes das mulheres. * ''Ferrunchar'', v.- tocar mal instrumento de corda. * ''Fianço'', s..m.- linho ou estopa em rama para fiar. ''Fleima'' = fleugma. * ''Fochícas'', s. m.- que mexe em tudo. - ''Fôjo'', s. m.- entrada para o adro com passadeiras (de pedra ou de ferro) sobre uma escavação ou vão. ''Fôlgo''= folego. - ''Força!''. interj.- vá! para a frente! ''Formalheira'', s. f.- sítio junto da lareira onde se lança a cinza. * ''Forrica'', s. f.- desinteria. ''Forneiro'', s. m.- montículo, de forma cónica, feito de torrões para calcinar. * ''Fradar'', v.- perder a folha o feijão ao nascer. * ''Fraguear'', v.- defecar. - ''Frescura'', s. f.- a roupa branca, como lençois, toalhas, etc. - ''Freuma'' = fleugma. * ''Frósteiro'', a, adj. — madraço. - ''Fumeiro'', s. m.- foeiro do carro de bois. * ''Fundégo'', s. m.- poço natural, muito fundo, no rio. - ''Fungão'', s. m.- aparelho composto de uma pequena e delgada tabuinha a que se prende uma guita para lhe dar um movimento de rotação, que produz certo som. '''{{c|G}}''' * ''Gábedo'', s. m.- apresto de cosinha para conter alguma coisa, ex.: o alguidar, a bacia, o púcaro, etc. - ''Gafar'', v. n.- ter muito mau sabor (isto gafa); dar uma descompostura violenta, (gafeio-o). * ''Gallifates'', s. m.- gatunos. * ''Gambérnias'', adj.- indivíduo de pernas muito altas e delgadas. * ''Gamellório'', s. m.- comezaina grosseira e abundante. - ''Garvata'' = gravata. - ''Grammada'', s. f.- espadelada. - ''Grammar'', v.- espadelar. * ''Gravalha'', s. f.- caruma, agulhas de pinheiro. - ''Grêta'', s. f.- cenisga. - ''Grudar'', loc. (- as mãos, - as unhas em...) agarrar com muita força, apertar muito com as mãos. '''{{c|H}}''' * ''Hêrdo'', s. m.- herança. '''{{c|I}}''' * ''Igoua!'' interj.- diz-se à vaca para ela colocar os pés de forma a poder ser ordenhada. ''Imitir'' = imitar. * ''Impesinhar'', v.- tornar-se pegajoso o pão, as batatas cosidas, etc.<noinclude></noinclude> gwmolgbvqjefqiu4vpb7xvyerjtewcy Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/160 106 253517 552647 2026-05-19T16:16:23Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: * ''Impontar'', v.- despedir, mandar embora. - ''Inço'', s. m.- gado ovino ou caprino, de manadio. * ''Indas'' = ainda. * ''Infornar'', v.- meter o pão no forno. ''Inguento'' = unguento. * ''Inguinar'', v.- apoquentar, amofinar. A sílaba - ''gui'' - deste vocábulo pronuncia-se como a de ''gui''-ta, etc. * ''Inorar'', v.- estranhar, admirar. ''Inteiras'', s. f.- umbreiras da porta do forno de coser pão. '''{{c|J}}''' ''Jabél''... 552647 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>* ''Impontar'', v.- despedir, mandar embora. - ''Inço'', s. m.- gado ovino ou caprino, de manadio. * ''Indas'' = ainda. * ''Infornar'', v.- meter o pão no forno. ''Inguento'' = unguento. * ''Inguinar'', v.- apoquentar, amofinar. A sílaba - ''gui'' - deste vocábulo pronuncia-se como a de ''gui''-ta, etc. * ''Inorar'', v.- estranhar, admirar. ''Inteiras'', s. f.- umbreiras da porta do forno de coser pão. '''{{c|J}}''' ''Jabél'' = Isabel. ''Jazus'' = Jesus. * ''Jérra'', s. f.- almotolia pequena. * ''Jouba e joubinha'', s. f.- sardinha muito pequena. - ''Juntar'', v.- espadelar segunda vez o linho, para o apurar mais. - ''Juntoira'', s. f.- uma pequena peça de ferramenta de carpinteiro. '''{{c|L}}''' - ''Laboura'', s. f.- terra que produz cereais, mas leve e com pouca, ou sem água de rega. * ''Labrujada'', s. f.- acto de remexer muito a comida. * ''Labrujar'', v.- remeximento da lavadura que o porco faz, respirando nela pelo focinho. - ''Lacão'', s. m.- grande rasgão. * ''Ladairo'', s. m.- arrasoado muito prolongado. ''Lámbego'', loc. (n'um -) fazer uma coisa muito depressa. * ''Lamite'' = dinamite. * ''Lampedejar'' = relampaguear. * ''Lámpedo'' = relâmpago. * ''Landreiro'', s. m.- varapau de carvalho. * ''Lapím'', s. m.- larápio. * ''Lapardo'', s. m.- homem gordo e baixo. * ''Laudácias'', s. f.- palavras astuciosas ditas carinhosamente, amavelmente. * ''Leigavel'', adj.- amorável, carinhoso. No alto concelho a sílaba - ''ga'' - deste vocábulo, pronuncia-se dando ao - g - o valor que tem na palavra - ''aguia'', etc. * ''Leriar'', v.- falar sem tom nem som. * ''Lérias'', loc. (é um -), indivíduo que fala muito e sem propósito. * ''Léstro'', adj.- destro, desembaraçado, ágil. * ''Licante'', adj.- tratante, maroto, mal procedido. * ''Lisposo'', a, adj. - pessoa esquesitamente apurada no arranjo doméstico e nas comidas. * ''Ludra'', s. f.- sudra reluzente no fato. * ''Lumes'', s. m..- sítios do eixo do carro de bois onde assentam as coucouas. ''Lupar'', v.- andar à cata, escutando e espreitando. ''Lúpias'', s. m.- sôfrego no comer. {{c|M}} - ''Maçarôco'', s. m.- pessoa baixa e cheia. * ''Maçôto'', adj.- leite desnatado. ''Mágeira'', loc. (levado da -) esforçado, corajoso. * ''Magrém'', s. m.- magreza pronunciada e doentia. * ''Manáta'', adj.- atratantado. ''Mandinga'', loc. (ter -), ser má de aturar, rabugenta (diz-se das crianças). - ''Mangueira'', s. f.- cabo do mangual. * ''Manjarucáda'', s. f.- comida mal feita e muito misturada.<noinclude></noinclude> 9tf7ova7qjk7rk8o6u4u6o6nk5q36hn 552648 552647 2026-05-19T16:16:45Z Ruiaraujo1972 38032 552648 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>* ''Impontar'', v.- despedir, mandar embora. - ''Inço'', s. m.- gado ovino ou caprino, de manadio. * ''Indas'' = ainda. * ''Infornar'', v.- meter o pão no forno. ''Inguento'' = unguento. * ''Inguinar'', v.- apoquentar, amofinar. A sílaba - ''gui'' - deste vocábulo pronuncia-se como a de ''gui''-ta, etc. * ''Inorar'', v.- estranhar, admirar. ''Inteiras'', s. f.- umbreiras da porta do forno de coser pão. '''{{c|J}}''' ''Jabél'' = Isabel. ''Jazus'' = Jesus. * ''Jérra'', s. f.- almotolia pequena. * ''Jouba e joubinha'', s. f.- sardinha muito pequena. - ''Juntar'', v.- espadelar segunda vez o linho, para o apurar mais. - ''Juntoira'', s. f.- uma pequena peça de ferramenta de carpinteiro. '''{{c|L}}''' - ''Laboura'', s. f.- terra que produz cereais, mas leve e com pouca, ou sem água de rega. * ''Labrujada'', s. f.- acto de remexer muito a comida. * ''Labrujar'', v.- remeximento da lavadura que o porco faz, respirando nela pelo focinho. - ''Lacão'', s. m.- grande rasgão. * ''Ladairo'', s. m.- arrasoado muito prolongado. ''Lámbego'', loc. (n'um -) fazer uma coisa muito depressa. * ''Lamite'' = dinamite. * ''Lampedejar'' = relampaguear. * ''Lámpedo'' = relâmpago. * ''Landreiro'', s. m.- varapau de carvalho. * ''Lapím'', s. m.- larápio. * ''Lapardo'', s. m.- homem gordo e baixo. * ''Laudácias'', s. f.- palavras astuciosas ditas carinhosamente, amavelmente. * ''Leigavel'', adj.- amorável, carinhoso. No alto concelho a sílaba - ''ga'' - deste vocábulo, pronuncia-se dando ao - g - o valor que tem na palavra - ''aguia'', etc. * ''Leriar'', v.- falar sem tom nem som. * ''Lérias'', loc. (é um -), indivíduo que fala muito e sem propósito. * ''Léstro'', adj.- destro, desembaraçado, ágil. * ''Licante'', adj.- tratante, maroto, mal procedido. * ''Lisposo'', a, adj. - pessoa esquesitamente apurada no arranjo doméstico e nas comidas. * ''Ludra'', s. f.- sudra reluzente no fato. * ''Lumes'', s. m..- sítios do eixo do carro de bois onde assentam as coucouas. ''Lupar'', v.- andar à cata, escutando e espreitando. ''Lúpias'', s. m.- sôfrego no comer. '''{{c|M}}''' - ''Maçarôco'', s. m.- pessoa baixa e cheia. * ''Maçôto'', adj.- leite desnatado. ''Mágeira'', loc. (levado da -) esforçado, corajoso. * ''Magrém'', s. m.- magreza pronunciada e doentia. * ''Manáta'', adj.- atratantado. ''Mandinga'', loc. (ter -), ser má de aturar, rabugenta (diz-se das crianças). - ''Mangueira'', s. f.- cabo do mangual. * ''Manjarucáda'', s. f.- comida mal feita e muito misturada.<noinclude></noinclude> qybg591gfhx9bvqw78iyxvvqp2gfp6p Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/46 106 253518 552650 2026-05-19T17:03:18Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552650 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>ças com as de um monstro daquelle porte. Mas o principe defende-se com heroismo, arremessando golpes sobre golpes á cabeça do Escorpião, embora já se sentisse cançado. E a lucta terminaria de um modo fatal ao peixinho si um facto assombroso não viesse mudar a situação. E foi que no melhor da batalha surgiu inesperadamente da cozinha uma bruxa de panno, armada de um espeto de assar lombo de porco. — Emilia !... gritou Narizinho, que desde o caso do sapo, no dia da chegada, esquecera completamente a sua querida boneca. Emilia, em fraldas de camisa, avança [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 46 crop).jpg|centro|350px]] {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}42{{gap}}☉}}</noinclude> jujzxq0xrwqbxm0dvzzzbnlykey85m6 552652 552650 2026-05-19T17:05:56Z Erick Soares3 19404 552652 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>ças com as de um monstro daquelle porte. Mas o principe defende-se com heroismo, arremessando golpes sobre golpes á cabeça do Escorpião, embora já se sentisse cançado. E a lucta terminaria de um modo fatal ao peixinho si um facto assombroso não viesse mudar a situação. E foi que no melhor da batalha surgiu inesperadamente da cozinha uma bruxa de panno, armada de um espeto de assar lombo de porco. — Emilia !... gritou Narizinho, que desde o caso do sapo, no dia da chegada, esquecera completamente a sua querida boneca. Emilia, em fraldas de camisa, avança {{PT||para o Escorpião e — ''zás ! zás !'' fura-lhe os dois olhos num relance. O monstro dá tamanho urro que o palacio estremece, e depois rebola-se no chão espumando de colera e dôr.}} [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 46 crop).jpg|centro|350px]] {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}42{{gap}}☉}}</noinclude> 9wghiqqw6yxlew5db4ue7pw0uzdh4wb Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/47 106 253519 552651 2026-05-19T17:05:42Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552651 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{PT|para o Escorpião e — ''zás ! zás !'' fura-lhe os dois olhos num relance. O monstro dá tamanho urro que o palacio estremece, e depois rebola-se no chão espumando de colera e dôr.}} Hurrah ! Estava ganha a batalha, graças ao espeto da estranha creatura em fraldas de camisa. — Quem é ? quem é ella ? interrogavam os bichinhos numa grande curiosidade de saber quem era a exotica heroina. Narizinho saltou do throno e veiu para a boneca de braços abertos. — Perdôa, boa Emilia, o ter-me esquecido de ti ! Mas deixa estar que pedirei ao principe que te faça condessa desta côrte — e abraçou-a, chorando. Em seguida dirigiu-se ao principe e beijou-lhe as mãos em agradecimento de haver arriscado a sua preciosa vida por amor della. Foi uma scena commovente. Mas, apesar da gravidade do momento, a barata invejosa, depois de espiar si o gafanhotinho verde não estava perto, disse ao ouvido da besoura: {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}43{{gap}}☉}}</noinclude> ad959wrrwyivg8aemehjjidmqm7a3gp Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/48 106 253520 552653 2026-05-19T17:08:09Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552653 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>— Vae ver que isto inda acaba em casamento ! Santo de casa não faz milagre... E suspirou. Coitada ! Eram ciumes. Apesar de velha e feia essa barata solteirona não perdia a esperança de casar com o principe. Não se enxergava, a coróca... A festa parou ahi. Os convidados recolheram-se ás suas casas, inda com os coraçõezinhos batendo, do susto, emquanto cincoenta saúvas possantes arrastavam o Escorpião para fóra. Bem que esperneou elle ! Bufou, espumejou, e resistiu lançando terriveis botes a torto e a direito. Mas {{PT||lá foi parar num carcere de pedra, com uma corrente de ferro ao pescoço.}} [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 48 crop).jpg|centro|350px]] {{PT|lá foi parar num carcere de pedra, com uma corrente de ferro ao pescoço.}} {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}44{{gap}}☉}}</noinclude> caa47iwqc21pnrjraylk924a15yis02 Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/49 106 253521 552654 2026-05-19T17:11:37Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552654 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude><section begin="Cap. 12"/>— Bufa agora, ladrão ! disse um grillo da guarda, fincando-lhe um valente ponta-pé no focinho. — Alto lá! gritou o Capitão. Eߴ prova de covardia bater em quem não pode defender-se. E mandou fechar a entrada do carcere com uma pedra pesada para evitar que o povo lynchasse o prisioneiro. {{dhr|3}} <section end="Cap. 12"/> <section begin="Cap. 13"/>{{T2|DEPOIS DA FESTA|'''XIII'''}} {{dhr|3}} No dia seguinte Narizinho e Emilia levantaram-se tarde, depois de almoçar na cama, servidas por criadas abelhas, muito galantes em suas toucas entiotadas. Estavam ainda nervosas do grande susto da vespera. O doutor Caramujo receitou-lhes as pilulas de mestre Serra-páu, recommendando passeios pelo campo. Narizinho, depois de tomar o remedio, saiu em companhia de Dona Aranha e passeou durante uma boa hora pelos jardins do palacio. Emquanto isso as<section end="Cap. 13"/><noinclude>{{c|☉{{gap}}45{{gap}}☉}}</noinclude> bfvgbfn8mu7ngbfnmamdo2zww7cesxu Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Primeira parte/XII 0 253522 552655 2026-05-19T17:12:27Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" from=45 to=49 fromsection="Cap. 12" tosection="Cap. 12" header=1/> {{PD-old-70-BR}} {{Modernização}} 552655 wikitext text/x-wiki <pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" from=45 to=49 fromsection="Cap. 12" tosection="Cap. 12" header=1/> {{PD-old-70-BR}} {{Modernização}} 1yip2k6cn8eyetr3fsicgp6pl8ta9ps Página:Da Terra á Lua.pdf/70 106 253523 552656 2026-05-19T17:23:55Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552656 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|71|borda_inferior=sim}}</noinclude>primento do canhão é igual a vinte até vinte e cinco vezes o diametro da bala, e pesa o canhão duzentas e trinta e cinco a duzentos e quarenta vezes o peso dߴesta. — Não é bastante, clamou impetuoso, J.-T. Maston. — Convenho nߴisso, meu digno amigo, e, na realidade, se nos cingirmos á proporção apontada, para um projectil de 9 pés de largura e de 30:000 libras de peso, não terá o machinismo mais do que 225 pés de comprimento e de 7.200:000 libras de peso. — É ridiculo, redarguiu J.-T. Maston. Tanto vale usar de uma pistola! — Tambem penso assim, respondeu Barbicane, e é por isso que tenho tenção de quadruplicar esse comprimento, e de construir um canhão de 900 pés de comprido. O general e o major apresentaram algumas objecções, entretanto a proposta sustentada com animação pelo secretario do Gun-Club foi a final definitivamente adoptada. «Decidido este ponto, disse Elphiston, que espessura havemos de dar ás paredes? — Seis pés, respondeu Barbicane. — De certo que não imaginaes collocar uma massa d'essa ordem em cima de um reparo? perguntou o major. — Isso é que havia de ser soberbo! disse J.-T. Maston. — Mas impraticavel, respondeu Barbicane. Nada, penso que o machinismo deve ser moldado mesmo no solo, guarnecido de arcos de ferro forjado, e apertado n'uma obra bem espessa e solida de pedra e cal, por forma que adquira toda a resistencia do terreno circumdante. Depois de fundida a peça ha de se lhe brocar, calibrar e polir a alma com extremo cuidado, para evitar que exista o vento<ref>Intersticio que existe ás vezes entre a bala e a alma da peça, e que provém de não serem exactamente iguaes os diametros.</ref> da bala. {{nop}}<noinclude></noinclude> o908laankm4elyim1q9zg821mdcxodv Página:Da Terra á Lua.pdf/71 106 253524 552657 2026-05-19T17:26:00Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: [[File:Delaterrelalun00vern 0058 1.png|centro|400px]] {{c|Vista ideal do canhão de J.-T. Maston ([[Página:Da Terra á Lua.pdf/69|pag. 70]]).}} Por esta fórma não ha de haver perda alguma de gazes e a força expansiva da polvora transformar-se-ha toda em impulsão. {{nop}} 552657 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|72|VIAGENS MARAVILHOSAS|borda_inferior=sim}}</noinclude>[[File:Delaterrelalun00vern 0058 1.png|centro|400px]] {{c|Vista ideal do canhão de J.-T. Maston ([[Página:Da Terra á Lua.pdf/69|pag. 70]]).}} Por esta fórma não ha de haver perda alguma de gazes e a força expansiva da polvora transformar-se-ha toda em impulsão. {{nop}}<noinclude></noinclude> 4re8daljb76rui8c84bj8qtmj4myp07 Página:Da Terra á Lua.pdf/72 106 253525 552658 2026-05-19T17:28:11Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: [[File:Delaterrelalun00vern 0059 1.png|centro|400px]] {{c|O monge Schwartz inventando a polvora ([[Página:Da Terra á Lua.pdf/76|pag. 77]]).}} — Hurrah! hurrah! clamou J.-T. Maston, já temos canhão. — Ainda não! respondeu Barbicane, acalmando com o gesto a impaciencia do amigo. {{nop}} 552658 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|73|borda_inferior=sim}}</noinclude>[[File:Delaterrelalun00vern 0059 1.png|centro|400px]] {{c|O monge Schwartz inventando a polvora ([[Página:Da Terra á Lua.pdf/76|pag. 77]]).}} — Hurrah! hurrah! clamou J.-T. Maston, já temos canhão. — Ainda não! respondeu Barbicane, acalmando com o gesto a impaciencia do amigo. {{nop}}<noinclude></noinclude> bkdpbo9ipmu3ofwsm7uqjm6pkv310ic Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/51 106 253526 552660 2026-05-19T18:20:23Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} xxix {{block center|porque como neſtas materias ſe tocaõ<br/>}} {{block center|opinioens diverſas, he neceſſario haver<br/>}} {{block center|perguntas e repoſtas, pera melhor fe<br/>}} {{block center|ſatisfazer ás duvidas; donde louva mui-<br/>}} {{block center|to Guarino Veronenſe a Plataõ, por il-<br/>}} {{block center|luſtrar eſte eſtilo, dizendo: ''Omnia ve-''<br/>}} {{b... 552660 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} xxix {{block center|porque como neſtas materias ſe tocaõ<br/>}} {{block center|opinioens diverſas, he neceſſario haver<br/>}} {{block center|perguntas e repoſtas, pera melhor fe<br/>}} {{block center|ſatisfazer ás duvidas; donde louva mui-<br/>}} {{block center|to Guarino Veronenſe a Plataõ, por il-<br/>}} {{block center|luſtrar eſte eſtilo, dizendo: ''Omnia ve-''<br/>}} {{block center|''ro que gravius, accuratiufque diſpu-''<br/>}} {{block center|''tanda fuerunt in Dialogorum forma''<br/>}} {{block center|''conſcripta fuiſſe, & recte ſane; ea''<br/>}} {{block center|''enim, quæ hujuſmodi colloquendi ratio-''<br/>}} {{block center|ne tractantur, introduclis pro dignita-<br/>}} {{block center|''te perſonis, apertius diſputantur, &''<br/>}} {{block center|''vehementius imprimuntur &c''. 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Neſtes Dialogos ſe<br/>}} {{block center|introduz ordinariamente fallando com<br/>}} {{block center|ſeu filho Antonio de Barros, ainda que<br/>}} {{block center|tinha outro filho mais velho, o que pa-<br/>}} {{block center|rece fez , ou por o bom ſujeito que<br/>}} {{block center|neſte achava, ou por aquella ſua idade<br/>}} {{block center|ſer entaõ mais propria de aprender, e<br/>}} {{block center|por iſſo lhe dedicou alguns tratados<br/>}} {{block center|moraes como tambem fizeraõ outros<br/>}} {{block center|grandes Filoſofos a ſeus filhos, particu-<br/>}} {{block center|larmente Ariſtoteles, de quem lemos as<br/>}} Eti-<noinclude></noinclude> 4fn3lhxn5l8ueqxudzu9twz1753rb9a Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/52 106 253527 552661 2026-05-19T18:26:45Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: xxx {{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} {{block center|<big>Eticas que compôs ao ſeu Nicomato, e<br/>}} {{block center|<big>Tulio o livro dos Officios a ſeu filho<br/>}} {{block center|<big>Marco, com que os deixaraõ mais lem-<br/>}} {{block center|<big>brados nas memorias dos homens, do<br/>}} {{block center|<big>que o puderaõ fazer com rendozas, e<br/>}} {{block center|<big>magnificas hera... 552661 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>xxx {{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} {{block center|<big>Eticas que compôs ao ſeu Nicomato, e<br/>}} {{block center|<big>Tulio o livro dos Officios a ſeu filho<br/>}} {{block center|<big>Marco, com que os deixaraõ mais lem-<br/>}} {{block center|<big>brados nas memorias dos homens, do<br/>}} {{block center|<big>que o puderaõ fazer com rendozas, e<br/>}} {{block center|<big>magnificas heranças.<br/>}} {{block center|<big>Deo o Papa Paulo III. o Capello de<br/>}} {{block center|<big>Cardeal ao Infante D. 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Fez Gaſpar Barreiros eſta di-<br/> ligéncia com tanta perfeição, que ſe<br/> pode dizer por elle o que outros affir-<br/> máraõ de Ceſar: que querendo dar ma-<br/> teria aos Eſcriptores nos ſeus Comenta-<br/> rios, lha tirara, porque da Corographia<br/> deſtes lugares, deſde Badajóz até Milaõ<br/> compôs hum volume taõ erudito, que<br/> he tido de todos univerſalmente em gran-<br/> de eſtima, e aſſi podemos agradecer a<br/> Joaõ de Barros, o poſſuirmos hoje eſta<br/> excellente obra com a qual tomou oc-<br/> caſiaõ Lopo de Barros, Conego tambem<br/> de Evora, para imprimir outros opuſcu-<br/> los de ſeu irmaõ Gaſpar Barreiros, que<br/> todos andaõ no meſmo volume da Coro-<br/> graphia impreſſos em Coimbra no anno<br/> de 1561. como foraõ os Comentarios<br/> de ''Ophira regione'', e as cenſuras ſobre<br/> os fragmentos ſuppoſiticios, que hoje<br/> correm com nome de Beroſo Caldeo<br/> Maneton Egyptio, e Marco Portio Ca-<br/> taõ de Originibus, as quaes cenſuras por<br/> ſua muita erudiçaõ andaõ traduzidas em<br/> Latim na Biblioteca Hiſpana, por An-<br/>}} dré Scotto. 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E que oulhasse quanto proveito d'aqui sucedia : porque sendo ambos liados per tam sancto ajuntamento, elle tinha por fé, que Deos seria sempre em sua ajuda, assi no acrecentamento de sua honra, e Reynos, como na destruiçaõ de seus inimigos. E mais que esta aliança seria causa de se destruirem os odios, que os Reys de França com elles tiveram, e por se de todo gastarem algũas reliquias, se ainda no pouco que davaõ ; lhe pe- dia, que folgasse de o aceitar por pay, e verdadeiro amigo, e que as outras cou- sas, que ganhava, considerasse bem nel- las,<noinclude></noinclude> bhcskn7k03qj4rvmbsdfj5f0lep9pzp 552670 552669 2026-05-19T23:34:31Z Claudino.ed 42948 552670 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Claudino.ed" /></noinclude>2 CHRONICA DO EMPERAOOR Claudio , Rei de Franca , todas estas <br /> cousas fossem manifestas ; considerando o proveito, que do tal casamento podia alcançar, mandou-lhe seus Embaiado- res, dizendo , que a clara fama de suas virtuosas, e esforçadas obras eraõ taõ geral a todos, que naõ só a elle, que ti- nha muita razaõ pera o desejar , mas a todolos Reys commovia a querer sua a- mizade, e aliança. Assi que por estaa cau- sa, como por descender do Real Tronco dos Reis de Ungria, elle desejava de o ajuntar por matrimonio com Briayna sua legitima filha, se lhe a elle aprouvesse. E que oulhasse quanto proveito d'aqui sucedia : porque sendo ambos liados per tam sancto ajuntamento, elle tinha por fé, que Deos seria sempre em sua ajuda, assi no acrecentamento de sua honra, e Reynos, como na destruiçaõ de seus inimigos. E mais que esta aliança seria causa de se destruirem os odios, que os Reys de França com elles tiveram, e por se de todo gastarem algũas reliquias, se ainda no pouco que davaõ ; lhe pe- dia, que folgasse de o aceitar por pay, e verdadeiro amigo, e que as outras cou- sas, que ganhava, considerasse bem nel- las,<noinclude></noinclude> 5b12fdnuj4knc3kh7texeupubjxluwv 552671 552670 2026-05-19T23:35:23Z Claudino.ed 42948 552671 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Claudino.ed" /></noinclude>2 CHRONICA DO EMPERAOOR Claudio , Rei de Franca , todas estas <br /> cousas fossem manifestas ; considerando<br /> o proveito, que do tal casamento podia<br /> alcançar, mandou-lhe seus Embaiado-<br /> res, dizendo , que a clara fama de suas<br /> virtuosas, e esforçadas obras eraõ taõ<br /> geral a todos, que naõ só a elle, que ti-<br /> nha muita razaõ pera o desejar , mas a<br /> todolos Reys commovia a querer sua a-<br /> mizade, e aliança. Assi que por estaa cau-<br /> sa, como por descender do Real Tronco<br /> dos Reis de Ungria, elle desejava de o<br /> ajuntar por matrimonio com Briayna sua<br /> legitima filha, se lhe a elle aprouvesse.<br /> E que oulhasse quanto proveito d'aqui<br /> sucedia : porque sendo ambos liados per<br /> tam sancto ajuntamento, elle tinha por<br /> fé, que Deos seria sempre em sua ajuda,<br /> assi no acrecentamento de sua honra, e <br /> Reynos, como na destruiçaõ de seus <br /> inimigos. 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Aſſi que por eſta cau-<br /> ſa, como por deſcender do Real Tronco<br /> dos Reis de Ungria, elle deſejava de o<br /> ajuntar por matrimonio com Briayna ſua<br /> legitima filha, ſe lhe a elle aprouveſſe.<br /> E que oulhaſſe quanto proveito d'aqui<br /> ſucedia: porque ſendo ambos liados per<br /> tam ſancto ajuntamento, elle tinha por<br /> fé, que Deos ſeria ſempre em ſua ajuda,<br /> aſſi no acrecentamento de ſua honra, e <br /> Reynos, como na destruiçaõ de ſeus <br /> inimigos. E mais que eſta aliança ſeria<br /> cauſa de ſe deſtruirem os odios, que os<br /> Reys de França com elles tiveram, e<br /> por ſe de todo gaſtarem algũas reliquias,<br /> ſe ainda no pouco que davaõ; lhe pe-<br /> dia, que folgaſſe de o aceitar por pay,<br /> e verdadeiro amigo, e que as outras cou-<br /> ſas, que ganhava, conſideraſſe bem nel-<br /> las,<noinclude></noinclude> ehyn0bntmqdyb08aik7wxii702j3s4n 552682 552681 2026-05-20T10:41:49Z Strudel45 38659 552682 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Strudel45" /></noinclude>2 {{block center|<big>CHRONICA</big> DO <big>EMPERADOR</big><br/>}} Claudio, Rei de França , todas eſtas <br /> couſas foſſem manifeſtas; conſiderando<br /> o proveito, que do tal caſamento podia<br /> alcançar, mandou-lhe seus Embaixado-<br /> res, dizendo, que a clara fama de ſuas<br /> virtuoſas, e esforçadas obras eraõ taõ<br /> geral a todos, que naõ só a elle, que ti-<br /> nha muita razaõ pera o deſejar, mas a<br /> todolos Reys commovia a querer ſua a-<br /> mizade, e aliança. Aſſi que por eſta cau-<br /> ſa, como por deſcender do Real Tronco<br /> dos Reis de Ungria, elle deſejava de o<br /> ajuntar por matrimonio com Briayna ſua<br /> legitima filha, ſe lhe a elle aprouveſſe.<br /> E que oulhaſſe quanto proveito d'aqui<br /> ſucedia: porque ſendo ambos liados per<br /> tam ſancto ajuntamento, elle tinha por<br /> fé, que Deos ſeria ſempre em ſua ajuda,<br /> aſſi no acrecentamento de ſua honra, e <br /> Reynos, como na destruiçaõ de ſeus <br /> inimigos. E mais que eſta aliança ſeria<br /> cauſa de ſe deſtruirem os odios, que os<br /> Reys de França com elles tiveram, e<br /> por ſe de todo gaſtarem algũas reliquias,<br /> ſe ainda no pouco que davaõ; lhe pe-<br /> dia, que folgaſſe de o aceitar por pay,<br /> e verdadeiro amigo, e que as outras cou-<br /> ſas, que ganhava, conſideraſſe bem nel-<br /> las,<noinclude></noinclude> i28d3cyhc2kluapi09dd9t44q28pwvp 1. Janeiro, 2. Fevereiro, 3. Março, 4. Abril, 5. Maio, 6. Junho, 7. Julho, 8. Sextilis, 9. 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