Wikisource ptwikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.3 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikisource Wikisource Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão Portal Portal Discussão Autor Autor Discussão Galeria Galeria Discussão Página Página Discussão Em Tradução Discussão Em Tradução Anexo Anexo Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Hino do município de Ererê 0 182736 552739 346772 2026-05-20T16:44:44Z ~2026-30342-89 42956 552739 wikitext text/x-wiki {{hino |obra =Hino do município de {{w|Ererê}} |letra por = Carlinhos Araújo |melodia por = |notas = }} <poem> Amamos Ererê de coração Com amor suas terras Deus criou E a seus filhos deu força para desbravar E a luz Ererê se iniciou Terra linda de belas e verdes matas Onde a fauna seu nome inspirou De um povo que luta e não se cansa de dizer Ererê sou seu filho, amo você ;Estribilho A esperança de novo em mim brotou E no horizonte outra vez nasceu Um sol de luz tão forte quanto o amor Que tenho por você meu Ererê Que tenho por você meu Ererê Entre serras expõe suas belezas Que a natureza presenteou Aos seus filhos e gente de todo canto Com o lindo monte São Domingos És meu lar, meu refúgio de esperança Vejo a paz por tuas ruas a vagar Não te deixas porque estás no meu peito, Ererê Porque sei que um dia vou voltar A esperança de novo em mim brotou E o horizonte outra vez nasceu Um sol de luz tão forte quanto o amor Que tenho por você meu Ererê Que tenho por você meu Ererê Igualdade se faz com união Com trabalho se faz uma nação Com amor escrevemos nossa história Ererê És gigante em coração De humildade é feito vosso povo Todos juntos lutando como irmãos Que se faça justiça pra esse povo que só quer Viver um Ererê cidadão A esperança de novo em mim brotou E no horizonte outra vez nasceu Um sol de luz tão forte quanto o amor Que tenho por você meu Ererê Que tenho por você meu Ererê </poem> [[Categoria:Hinos do Ceará|Erere]] 8yeqv77yq9uhvxg998uk6nt0qic36zq Predefinição:Progressos recentes 10 220893 552706 552668 2026-05-20T13:00:11Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 552706 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|92|3|4|1}} | [[Index:A Estrella do Sul.pdf|A Estrella do Sul]] |- | {{Barra de progresso|0|0|75|12|14|-1}} | [[Index:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf|A Menina do Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|0|0|93|1|5|1}} | [[Index:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf|Alice no País do Espelho]] |- | {{Barra de progresso|10|0|0|0|3|87}} | [[Index:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf|Chronica do Emperador Clarimundo]] |- | {{Barra de progresso|0|0|24|7|0|69}} | [[Index:Da Terra á Lua.pdf|Da Terra á Lua]] |- | {{Barra de progresso|5|0|1|2|1|91}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|85|0|15|0|0|0}} | [[Index:Língua geral dos índios das Américas.pdf|Língua geral dos índios das Américas]] |- | {{Barra de progresso|0|0|24|0|3|73}} | [[Index:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf|Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|53|0|0|0|0|47}} | [[Index:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf|No Alto Minho. Paredes de Coura]] |- | {{Barra de progresso|0|0|5|0|3|92}} | [[Index:O Atheneu (Chronica de saudades).pdf|O Atheneu]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> 3camcpj6a07tqxak9r0c7qkdlvy66rh 552733 552706 2026-05-20T16:00:09Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 552733 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|92|3|4|1}} | [[Index:A Estrella do Sul.pdf|A Estrella do Sul]] |- | {{Barra de progresso|0|0|75|12|14|-1}} | [[Index:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf|A Menina do Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|0|0|93|1|5|1}} | [[Index:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf|Alice no País do Espelho]] |- | {{Barra de progresso|10|0|0|0|3|87}} | [[Index:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf|Chronica do Emperador Clarimundo]] |- | {{Barra de progresso|0|0|25|7|0|68}} | [[Index:Da Terra á Lua.pdf|Da Terra á Lua]] |- | {{Barra de progresso|5|0|1|2|1|91}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|85|0|15|0|0|0}} | [[Index:Língua geral dos índios das Américas.pdf|Língua geral dos índios das Américas]] |- | {{Barra de progresso|0|0|27|0|3|70}} | [[Index:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf|Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|55|0|0|0|0|45}} | [[Index:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf|No Alto Minho. Paredes de Coura]] |- | {{Barra de progresso|0|0|5|0|3|92}} | [[Index:O Atheneu (Chronica de saudades).pdf|O Atheneu]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> qvhjfwc5c6jljd4gv389azwz8m4g667 552740 552733 2026-05-20T17:00:08Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 552740 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|92|3|4|1}} | [[Index:A Estrella do Sul.pdf|A Estrella do Sul]] |- | {{Barra de progresso|0|0|75|12|14|-1}} | [[Index:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf|A Menina do Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|0|0|93|1|5|1}} | [[Index:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf|Alice no País do Espelho]] |- | {{Barra de progresso|10|0|0|0|3|87}} | [[Index:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf|Chronica do Emperador Clarimundo]] |- | {{Barra de progresso|0|0|25|7|0|68}} | [[Index:Da Terra á Lua.pdf|Da Terra á Lua]] |- | {{Barra de progresso|5|0|1|2|1|91}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|85|0|15|0|0|0}} | [[Index:Língua geral dos índios das Américas.pdf|Língua geral dos índios das Américas]] |- | {{Barra de progresso|0|0|27|0|3|70}} | [[Index:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf|Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|56|0|0|0|0|44}} | [[Index:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf|No Alto Minho. Paredes de Coura]] |- | {{Barra de progresso|0|0|5|0|3|92}} | [[Index:O Atheneu (Chronica de saudades).pdf|O Atheneu]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> m4u56s8etpk9eagp00qf7ryur1em0jr Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/25 106 253327 552696 552170 2026-05-20T12:33:20Z Strudel45 38659 552696 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} iii Barros, trabalhando elle toda a vida por<br/> illuſtrar a patria, e deixar de ſeus natu-<br/> raes glorioſa memoria. Pelo que, por<br/> naõ perecer de todo com o tempo,<br/> que delle ainda ſe conſerva, e por ſa-<br/> tisfazer em parte á obrigaçõ em que<br/> todos os Portuguezes lhe eſtamos, direi<br/> o que delle pude alcançar, aſſim por in-<br/> formaçoens de peſſoas graves, que del-<br/> le tinhaõ noticia como do que elle<br/> meſmo de ſi refere em ſeus livros, e de<br/> outras eſcrituras, que pertencem a ſuas<br/> couſas.<br/> Naſceo Joaõ de Barros pelos annos<br/> de mil e quatrocentos, e noventa e ſeis.<br/> (I) Sobre o lugar da patria ha varias<br/> opinioens; porque como o naſcimento<br/> dos bons, ſegundo Santo Ambroſio, ſe-<br/> ja bem comum, pertendem muitos ſer<br/> delle participantes. Huns affirmaõ que<br/> he de Braga, confundindo (pode ſer)<br/> ſeu nome com o do Doutor Joaõ {{SIC|be|de}} Bar-<br/> ros, Autor da Deſcripçaõ d'entre Dou-<br/> ro, e Minho, que della foi natural: ou-<br/> tros o fazem de Vizeu, onde ſeu pai foi<br/> morador, e ainda tem parentes; e al<br/> guns {{block center|a ii<br/>}} __________________________________________________________ (1) Patria de Joaõ de Barros.<noinclude></noinclude> 0q8avgwlzk26pqzeizimt4y3dxl09bn Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/26 106 253328 552699 552240 2026-05-20T12:37:32Z Strudel45 38659 552699 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>iv {{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} guns de Villa Real, e finalmente muitos<br/> o tem por natural do Pombal, porqué<br/> alli teve ſua fazenda, e alli ſe retirou<br/> muitas vezes a huma quinta ſua, e eſta eſ-<br/> colheo por vivenda na ultima velhice,<br/> que he o tempo, em que os homens tor-<br/> naõ com natural deſejo a buſcar a pa-<br/> tria, para acabar, parece, o circulo da<br/> vida no ponto donde a começaraõ. Seu<br/> pai ſe chamou Lopo de Barros, peſſoa<br/> nobre, e dos principaes deſta familia,<br/> porque era filho de Lopo de Barros, e<br/> neto de Alvaro de Barros ſenhor do mor-<br/> gado de Moreira, junto a Braga, que<br/> dizem ſer fundador do Moſteiro de Ra-<br/> quiam, da Congregaçao de S. Joaõ E<br/> vangeliſta, cujo Avô foi Martim Mar-<br/> tins de Barros, hum dos mais antigos<br/> fidalgos, que ſe achaõ deſta linhagem,<br/> os quaes tomaraõ o appellido do lugar<br/> de Barros entre, Douro, e Minho, e<br/> naquella Comarca poſſuem ainda alguns<br/> morgados, e antigamente tiveraõ Luga-<br/> res com juriſdicçaõ. Deſtes foi hum Nu-<br/> no Fernandes de Barros, a quem ElRei<br/> D. Pedro deo a terra de Perozello, e<br/> Gonçalo Nunes de Barros, que por mer-<br/> cê delRel D. Joaõ Primeiro foi ſenhor<br/> de<noinclude></noinclude> 22jb8owk8h4bwbfpolh2rpv4px77n0i Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/27 106 253330 552700 552178 2026-05-20T12:39:36Z Strudel45 38659 552700 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} v de Caſtro d'Airo, de juro, e herdade.<br/> E ainda que eſta linhagem tenha eſtas,<br/> e outras ſemelhantes memorias, de que<br/> ſe póde gloriar, naõ a honráraõ menos<br/> os Varoens que nella ſe dedicáraõ ás le-<br/> tras, entre os quaes (álem do noſſo<br/> Joaõ de Barros, baſtante por ſeu enge-<br/> nho pera illuſtrar muitas familias) ſe<br/> deve perpetuo louvor a D. Fr. Brás de<br/> Barros (primeiro irmaõ do meſmo Joaõ<br/> de Barros) Religioſo que foi de S. Je-<br/> ronymo, (I) e depois primeiro Biſpo<br/> de Leiria, o qual ſendo por ſua virtu-<br/> de, e doutrina, eleito Reformador dos<br/> Conegos Regulares de Santa Cruz de<br/> Coimbra, álem de reduzir aquella Ca<br/> ſa, e Religiaõ á ſua antiga obſervancia,<br/> perſuadio a ElRei D. Joaõ Terceiro,<br/> que impetraſſe a deſmembraçaõ das ren-<br/> das de Santa Cruz para fundaçaõ da in-<br/> ſigne Univerſidade de Coimbra, com<br/> que deo occaſiaõ, e principio, a flore-<br/> cerem os naturaes deſte Reino naõ me-<br/> nos nas letras, que nas armas, como o<br/> teſtificaõ tantos, e taõ grandes ſujeitos,<br/> que deſtas eſcólas tem ſahido, com cu<br/> jos _______________________________________________________ (I) Chr. de S. Hier. de Ciguença p. 3. lib.1.c.42.<noinclude></noinclude> c76qid8w5dmmz70k6zio5fxrke9jbsg Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/28 106 253359 552702 552244 2026-05-20T12:41:42Z Strudel45 38659 552702 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>vi {{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} jos eſcritos naõ ſómente ſe tem illuſtra-<br/>}} do eſte Reino, mas ainda toda Heſpa-<br/>}} nha.<br/>}} Entrou Joaõ de Barros no ſerviço<br/>}} d'elRei D. Manoel, de taõ poucos an-<br/>}} nos, que elle meſmo confeſſa, que da<br/>}} idade do jogo de peaõ começára a ſer-<br/>}} vir no Paço. (I) Coſtumavaõ naquelle<br/>}} tempo os Reis de Portugal mandar dou-<br/>}} trinar os moços fidalgos, (2) e os da<br/>}} Camara, de que ſe ſerviaõ, em toda a<br/>}} boa diſciplina, e tinhaõ para iſſo meſ-<br/>}} tres no Paço, que lhes enſinavaõ as lin-<br/>}} guas, ſciencias Mathematicas, letras<br/>}} humanas, dançar, jugar as armas<br/>}} outros virtuoſos exercicios; e os meſ-<br/>}} tres tinhaõ certo dia no mez, em que<br/>}} ElRei ſabia delles, quem bem exerci-<br/>}} tava eſtas Artes, ou quem ſe havia re-<br/>}} miſſo, e negligente nellas. E era taõ<br/>}} grande a benignidade daquelles Princi-<br/>}} pes, que ſe lembravaõ de louvar a huns,<br/>}} e reprehender aos outros, com o que<br/>}} muitos ſe accendiaõ nos deſejos de apren-<br/>}} der. (3) Eſtes foraõ os claros eſtudos,<br/>}} em _______________________________________________________ (I) Exclamaçaõ contra os abuſos do tempo. (2) Eſtudos de Joao de Barros. (3) Prolog. de Clarimundo.<noinclude></noinclude> cxwa3y9ckmcwsx44a1ubhlrazab2vtb 552703 552702 2026-05-20T12:42:25Z Strudel45 38659 552703 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>vi {{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} jos eſcritos naõ ſómente ſe tem illuſtra-<br/> do eſte Reino, mas ainda toda Heſpa-<br/> nha.<br/> Entrou Joaõ de Barros no ſerviço<br/> d'elRei D. Manoel, de taõ poucos an-<br/> nos, que elle meſmo confeſſa, que da<br/> idade do jogo de peaõ começára a ſer-<br/> vir no Paço. (I) Coſtumavaõ naquelle<br/> tempo os Reis de Portugal mandar dou-<br/> trinar os moços fidalgos, (2) e os da<br/> Camara, de que ſe ſerviaõ, em toda a<br/> boa diſciplina, e tinhaõ para iſſo meſ-<br/> tres no Paço, que lhes enſinavaõ as lin-<br/> guas, ſciencias Mathematicas, letras<br/> humanas, dançar, jugar as armas<br/> outros virtuoſos exercicios; e os meſ-<br/> tres tinhaõ certo dia no mez, em que<br/> ElRei ſabia delles, quem bem exerci-<br/> tava eſtas Artes, ou quem ſe havia re-<br/> miſſo, e negligente nellas. E era taõ<br/> grande a benignidade daquelles Princi-<br/> pes, que ſe lembravaõ de louvar a huns,<br/> e reprehender aos outros, com o que<br/> muitos ſe accendiaõ nos deſejos de apren-<br/> der. (3) Eſtes foraõ os claros eſtudos,<br/> em _______________________________________________________ (I) Exclamaçaõ contra os abuſos do tempo. (2) Eſtudos de Joao de Barros. (3) Prolog. de Clarimundo.<noinclude></noinclude> on5jkh8mh221st97iuyor1dsnx204w5 Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/29 106 253372 552704 552277 2026-05-20T12:45:14Z Strudel45 38659 552704 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} vii em que Joaõ de Barros cultivou ſeu en-<br/> genho como elle refere a ElRei D.<br/> Joaõ III. E quanto elles ſe pódem me-<br/> nos comparar na antiguidade, e fama<br/> das letras, com as celebres Univerſida-<br/> des de Europa, tanto ſaõ de maior hon-<br/> ra pra Joaõ de Barros; pois elle ſó-<br/> mente foi baſtante para honrar aquellas<br/> eſcólas, que o houveraõ de honrar a elle.<br/> Aqui aprendeo a lingua Latina, e Gre<br/> ga, e as ſciencias Mathematicas, e le-<br/> tras humanas com grande perfeiçaõ. En-<br/> tre os Poetas, ſe deo mais á liçaõ de<br/> Virgilio, e Lucano, e nos Hiſtoriado-<br/> res, á de Saluſtio, e Livio, dos quaes<br/> imitou bem o juizo, e eſtilo levantado,<br/> que vemos em ſuas obras, como elle o<br/> dá a entender no Prologo do ſeu Clari-<br/> mundo. (I) Com eſtas, e outras boas<br/> partes, ſe aventajou tanto a ſeus con-<br/> diſcipulos, que por ellas o deo ElRei<br/> D. Manoel ao Principe D. Joaõ por ſeu<br/> moço da Guardaropa, quando lhe aſſen-<br/> tou caſa e indo cada vez creſcendo mais<br/> em Joaõ de Barros a noticia das letras,<br/> levado do amor da patria, determinou<br/> de __________________________________________________ (I) Ub. fup.<noinclude></noinclude> 9mwdf3s7lnszcd7qb47uldi6psl9z5w Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/30 106 253374 552705 552281 2026-05-20T12:48:11Z Strudel45 38659 552705 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>viii {{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} de occupar todo ſeu engenho em ſervi-<br/> ço della eſcrevendo huma univerſal<br/> hiſtoria de Portugal. Porém como a gran-<br/> deza deſta obra era tamanha, que pa-<br/> recia temeridade cometella, ſem primei-<br/> ro experimentar ſuas forças, compós<br/> hum livro de hiſtoria fabuloſa, (I) a<br/> que deo titulo do Emperador Clarimun-<br/> do pera provar o eſtilo; como fazem<br/> bons ſoldados, que antes da batalha<br/> ſe exercitaõ em pelejas, e eſcaramuças<br/> fingidas, para depois ſe acharem adeſ-<br/> trados nas verdadeiras.<br/> Era entaõ Joaõ de Barros de pouco<br/> mais de vinte annos de idade, (2) e<br/> como andava em ſerviço do Principe,<br/> que lhe occupava a mór parte do tem-<br/> po, ſó nos eſpaços, que lhe reſta-<br/> vaõ, publicamente, e como elle diz, na<br/> meſma Guardaroupa do Paço, ſem ou-<br/> tro repouſo, nem mais recolhimento,<br/> onde o juizo quieto pudeſſe eſcolher as<br/> couſas que a fanteſia lhe repreſentava,<br/> em oito mezes compós eſta hiſtoria, que<br/> pera tal idade, e occupaçaõ ſe póde ter<br/> por grande couſa. Ainda que o Principe<br/> D. ______________________________________________ (I) Compoſiçaõ de Clarimundo. (2) Ub. ſup.<noinclude></noinclude> m8by1hm20g5qgolozqst23g9wi4dncp Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/31 106 253375 552741 552285 2026-05-20T18:02:11Z Strudel45 38659 552741 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} ix D. Joaõ (a quem elle comunicou ſeu in-<br/> tento) o favoreceo tanto, que elle meſ-<br/> mo lhe hia revendo, e emendando os<br/> quadernos que compunha: (I) eſte ſa-<br/> vor lhe fez publicar logo o livro: e eſ-<br/> tando ElRei D. Manoel na Cidade de<br/> Evora, no anno de mil e quinhentos e<br/> vinte, lho apreſentou, dizendo-lhe, que<br/> a intençaõ com que o fizera fora pera<br/> ſe empregar na hiſtoria de Portugal, e<br/> principalmente na Conquiſta do Orien-<br/> te, por ſer coufa mais ſua: ElRei lhe<br/> mandou ler alguns Capitulos, e ſatis-<br/> fazendo-ſe do eſtilo lhe diſſe, que havia<br/> dias deſejava mandar por em memoria<br/> as couſas da India, mas que nunca acha-<br/> ra peſſoa de quem as fiaſſe, que ſe ſe<br/> elle atreveſſe a ſahir com eſta empreſa<br/> naõ ſeria ſeu trabalho ante elle perdido.<br/> Com eſta confiança, que ElRei delle<br/> moſtrou, começou logo Joaõ de Barros<br/> a aperceber-ſe pera eſta {{SIC|abra|obra}}; e eſtan-<br/> do, como elle diz, pera abrir os ali-<br/> cerces de taõ grandioſo edificio, ſucce-<br/> deo a morte delRei D. Manoel d'ahi a<br/> pouco mais de hum anno, que foi no<br/> de _______________________________________________________ (1) Dedac. 1. de Aſſia no principio.<noinclude></noinclude> 4qtmupyewcpyrzt83utfhhdqiry7cvk Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/32 106 253376 552742 552288 2026-05-20T18:06:24Z Strudel45 38659 552742 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>x {{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} de mil e quinhentos e vinte e hum, em<br/> treze de Dezembro, com que ficou ſuſ-<br/> penſa a empreſa; porque entrando o<br/> Principe nas occupaçoens da adminiſtra-<br/> çaõ do Reino ſobreſteve por alguns an<br/> nos com que ceſſou de todo a pratica<br/> da hiſtoria Oriental.<br/> Deſpachou ElRei D. Joaõ III. neſte<br/> principio de ſeu governo alguns cria-<br/> dos, que o tinhaõ ſervido ſendo Prin-<br/> cipe, entre elles foi dos primeiros Joaõ<br/> de Barros, que havia pouco que cazara<br/> em Leiria, deo-lhe a Capitanía da Mi-<br/> na (I) a qual naquelle tempo ainda<br/> que rendia mais aos Reis, naõ era de<br/> tanto proveito aos Capitaens, como de-<br/> pois foi.<br/> Partio Joaõ de Barros pera a Mina<br/> no anno de mil e quinhentos e vinte e<br/> dous, e deſta ſua viagem faz elle men-<br/> çaõ na Decad. 3. lib. 3. capit. 1. quan-<br/> do conta como indo hum dia navegan-<br/> do com proſpero tempo, começou a eſ-<br/> tremecer ſubitamente o navio, e acodin-<br/> do todos a ſaber a cauſa, viraõ fóra da<br/> agoa hum grande bico de peixe, o qual<br/> prezo<br/> _____________________________________________ (1) Viagem da Mina.<noinclude></noinclude> 20kjucaggv92l28j7oqg3rnj8sloy47 Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/33 106 253402 552743 552337 2026-05-20T18:09:13Z Strudel45 38659 552743 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} xi prezo em hum anzol que o Piloto leva-<br/> va por popa pera as Albecoras, bara-<br/> fuſtando pera ſe ſoltar, fazia aquelle<br/> tremor na embarcaçaõ; o que vendo os<br/> marinheiros, com fisgas, e harpoens tra-<br/> balharaõ tanto até que o mataraõ, e ala-<br/> raõ acima. Duvidaõ alguns ſe eſte peixe<br/> he o Remora, de que Plinio faz mençaõ<br/> no lib. 32. cap. 1. e no lib. 9. cap. 25. e<br/> parece que naõ póde ſer, porque o Re-<br/> mora celebrado de Plinio he muito pe-<br/> queno e por tanto admira mais poder<br/> deter huma embarcaçaõ á véla, mas eſtou-<br/> tro he taõ grande, que diz Joaõ de Bar-<br/> ros, que vinte homens o naõ podiaõ arri-<br/> bar ao convés, e outro ſemelhante que en-<br/> controu a Náo de D. Joaõ de Barros Lima<br/> de que o meſmoo Joaõ de Barros neſte lu-<br/> gar faz mençaõ, e era ainda maior: pelo<br/> que claramente ſe vê ſer outra eſpecie de<br/> peixe muito differente, á qual os noſſos<br/> mareantes do Oceano chamaõ: Agulha.<br/> Vindo da Mina lhe deo ElRei em<br/> Maio de 1525. o Officio de Theſourei-<br/> ro da Caſa da India, Mina, e Ceita, o<br/> qual ſervio até Dezembro de 1528. e<br/> depois de dar conta, continuou em Lis-<br/> boa, até que os rebates do mal da peſte<br/> (que<noinclude></noinclude> 4wwfyukr4tv5545xnyejj1aizo7u91b Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/34 106 253409 552744 552350 2026-05-20T18:11:39Z Strudel45 38659 552744 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>xii{{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} (que no anno de 1530. começaraõ na-<br/> quella Cidade) obrigaraõ a cada hum<br/> buſcar os ares puros dos campos, e po-<br/> voar as quintas. Com eſta occaſiaõ ſe foi<br/> Joaõ de Barros pera huma, que tinha<br/> junto a Pombal, chamada a da Ribeira<br/> de Alitem. (I) Alli lhe mandou pedir<br/> Duarte de Reſende, parente ſeu, algu-<br/> ma obra ſua, pelo bem que lhe pare-<br/> cera o ſeu Clarimundo quando o vira em<br/> Ternate, donde havia pouco que tinha<br/> vindo de Feitor: Joaõ de Barros por o<br/> comprazer acabou de compor hum Dia-<br/> logo moral, que antes tinha começado,<br/> ao qual deſtes dous nomes gregos, ''Ro''<br/> ''pica'', e ''Pnefmaticos'', faz per appoſiçaõ<br/> hum compoſto, de ''Ropica neuma''<br/> (2) a que em noſſa lingua podemos cha-<br/> mar ''Mercadoria eſpiritual''. Neſte collo-<br/> quio, que quaſi todo he metaforico, in-<br/> troduz por peſſoas o Entendimento, e a<br/> Vontade, que ſaõ as principaes partes<br/> da alma, as quaes deixando a Razaõ<br/> ſua ſuperior ſe ajuntaraõ com o Tempo,<br/> e ſe fizeraõ mercadoras de eſpirituaes<br/> mercadorias que ſaõ os vicios, que eſtas<br/> duas ______________________________________________________ (1) Prolog. e Dedicatoría da Ropica neuma. (2) Ropica neuma.<noinclude></noinclude> pimlabs6zb8fa99za6g5ug6ta2hz5sx Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/35 106 253410 552745 552354 2026-05-20T18:13:19Z Strudel45 38659 552745 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} xiii duas potencias aceitaõ, e compraõ<br/>}} quando deſobedecem á razaõ, e por eſ-<br/>}} te modo moſtra as vias por onde mui-<br/>}} tos officios, e cargos da Republica ſaõ<br/>}} adminiſtrados vicioſamente, e as cauté-<br/>}} las, e meios, que para iſto tem acha-<br/>}} do o Tempo, na figura do qual repre-<br/>}} ſenta o appetite deſenfreado, e ſolto de<br/>}} toda a lei, pondo os argumentos que<br/>}} o incitaõ a buſcar os bens deleitaveis,<br/>}} e nos outros interlocutores lhe dá as de-<br/>}} vidas reſpoftas e moſtra os erros do<br/>}} Tempo. Eſta Obra imprimio depois em<br/>}} Lisboa em Maio de 1532. (I) dedica-<br/>}} da ao meſmo Duarte de Reſende, o qual<br/>}} por pagar a ſeu perante Joaõ de Barros<br/>}} eſte obſequio lhe dirigio tambem depois<br/>}} hum tratado, que compôs da navega-<br/>}} çaõ, que Fernaõ de Magalhães, e ſeus<br/>}} companheiros fizeraõ ás Ilhas de Malu-<br/>}} co, (2) como quem tivera na maõ to-<br/>}} dos os papeis, e roteiros daquella jor-<br/>}} nada, por entaõ eſtar ſervindo de Fei-<br/>}} tor da noſſa fortaleza de Ternate. Mas<br/>}} tornando á ''Ropica neuma'', ella foi na-<br/>}} quelle tempo tida em tanta eſtima, que,<br/>}} o _________________________________________________ (1) Decad. 3. lib. 5. cap. ultim. 2) Decad. 3. lib. 5. cap. 10.<noinclude></noinclude> bc1nnr4dduq5sw9p2474zx8n1ep0tbe 552746 552745 2026-05-20T18:15:38Z Strudel45 38659 552746 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} xiii duas potencias aceitaõ, e compraõ<br/> quando deſobedecem á razaõ, e por eſ-<br/> te modo moſtra as vias por onde mui-<br/> tos officios, e cargos da Republica ſaõ<br/> adminiſtrados vicioſamente, e as cauté-<br/> las, e meios, que para iſto tem acha-<br/> do o Tempo, na figura do qual repre-<br/> ſenta o appetite deſenfreado, e ſolto de<br/> toda a lei, pondo os argumentos que<br/> o incitaõ a buſcar os bens deleitaveis,<br/> e nos outros interlocutores lhe dá as de-<br/> vidas reſpoftas e moſtra os erros do<br/> Tempo. Eſta Obra imprimio depois em<br/> Lisboa em Maio de 1532. (I) dedica-<br/> da ao meſmo Duarte de Reſende, o qual<br/> por pagar a ſeu perante Joaõ de Barros<br/> eſte obſequio lhe dirigio tambem depois<br/> hum tratado, que compôs da navega-<br/> çaõ, que Fernaõ de Magalhães, e ſeus<br/> companheiros fizeraõ ás Ilhas de Malu-<br/> co, (2) como quem tivera na maõ to-<br/> dos os papeis, e roteiros daquella jor-<br/> nada, por entaõ eſtar ſervindo de Fei-<br/> tor da noſſa fortaleza de Ternate. Mas<br/> tornando á ''Ropica neuma'', ella foi na-<br/> quelle tempo tida em tanta eſtima, que,<br/> o _________________________________________________ (1) Decad. 3. lib. 5. cap. ultim. 2) Decad. 3. lib. 5. cap. 10.<noinclude></noinclude> ovwjy5bifp66o0t3ecbc3sx3yiq56p6 Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/36 106 253411 552747 552357 2026-05-20T18:17:52Z Strudel45 38659 552747 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>xiv{{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} o eruditiſſimo Ludovico Vives ſe mo-<br/> veo por eſte reſpeito a dedicar a Joaõ<br/> de Barros outro tratado que fez da Ora-<br/> çaõ mental no anno de 1535. intitula-<br/> do: ''Exercitationum animi Deum'', como<br/> ſe vê deſtas palavras da Dedicatoria, que<br/> anda com eſta obra {{SIC|ne|no}} ſegundo Tomo<br/> daquelle Autor. ''Chriſtophorus Mirandius''<br/> ''meus declaravit nobilitatem tui gene-''<br/> ''ris, tum ingenium, eruditionem, &''<br/> ''probitatem, quæ ego ex opuſculo quo-''<br/> ''dam tuo, veftrati lingua conſcripto fa-''<br/> ''cile perſpexi non potui non complecti,''<br/> ''& ſuſpicere dotes animi, exercitas in-''<br/> ''ter {{SIC|nagotia|negotia}} tam varia, & magna &c.''<br/> Eſte Dialogo da Ropica neuma correo<br/> até o anno de 1581. no qual ſahio o<br/> Cathalogo dos livros prohibidos neſte<br/> Reino de D. Jorge d'Almeida Arce-<br/> biſpo de Lisboa, e Inquiſidor Mór<br/> em que ſe vedou naõ por conter con-<br/> denada doutrina mas porque naõ to-<br/> maſſem delle alguns occaſiaõ para uſa-<br/> rem em ſeus officios das invençoens vi-<br/> cioſas, que tinha achado o tempo; por-<br/> que eſtá taõ enferma nos coſtumes a na-<br/> tureza humana, que as mais das vezes<br/> convertem os homens em peçonha, os<br/> meſ-<noinclude></noinclude> ofq9e597jg9ykdqiyn1n0uuarz0v7nk Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/37 106 253419 552748 552373 2026-05-20T18:20:34Z Strudel45 38659 552748 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} xv meſmos meios, que lhes daõ pera ſeu<br/>}} remedio.<br/>}} Paſſada aquella contagiaõ, e outros<br/> trabalhos, que naquelle tempo ſuccede-<br/> raõ a eſte Reino, de grandes inunda-<br/> çoens de agoa, e tremores de terra,<br/> veio-ſe Joaõ de Barros a Lisboa, onde<br/> ElRei o provéo do cargo de Feitor da<br/> Caſa da India, e Mina, (I) de propie-<br/> dade; e ſegundo parece, foi eſte pro-<br/> vimento no anno de 1532. porque no<br/> de 1534. diz elle, que por razaõ do<br/> Officio mandára certas embaixadas a al-<br/> guns Principes de Guiné, como ſe vê<br/> na primeira Decada lib. 3. cap. 12. Eſ-<br/> tes cargos (que agora eſtao repartidos<br/> per o Provedor da Caſa da India, e<br/> outros Officiaes) eraõ naquelle tempo<br/> de grande cuidado, e importancia, aſſi<br/> pelo muito que entaõ rendia o comercio<br/> de Aſia, e Africa, como por tudo pen-<br/> der da induſtria do meſmo Feitor que<br/> o adminiſtrava. E ſendo eſtes Officios<br/> occaſiaõ de grande accreſcentamento de<br/> fazenda aos que os trataraõ, para Joaõ<br/> de Barros foraõ de muito pouco, por-<br/> que ainda que lhe naõ faltava induſtria<br/> (co- _____________________________________________________ (1) Feitor da Caſa da India.<noinclude></noinclude> o53ujmsh5kiwfopktlde7vdbuk3upzg 552749 552748 2026-05-20T18:20:59Z Strudel45 38659 552749 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} xv meſmos meios, que lhes daõ pera ſeu<br/> remedio.<br/> Paſſada aquella contagiaõ, e outros<br/> trabalhos, que naquelle tempo ſuccede-<br/> raõ a eſte Reino, de grandes inunda-<br/> çoens de agoa, e tremores de terra,<br/> veio-ſe Joaõ de Barros a Lisboa, onde<br/> ElRei o provéo do cargo de Feitor da<br/> Caſa da India, e Mina, (I) de propie-<br/> dade; e ſegundo parece, foi eſte pro-<br/> vimento no anno de 1532. porque no<br/> de 1534. diz elle, que por razaõ do<br/> Officio mandára certas embaixadas a al-<br/> guns Principes de Guiné, como ſe vê<br/> na primeira Decada lib. 3. cap. 12. Eſ-<br/> tes cargos (que agora eſtao repartidos<br/> per o Provedor da Caſa da India, e<br/> outros Officiaes) eraõ naquelle tempo<br/> de grande cuidado, e importancia, aſſi<br/> pelo muito que entaõ rendia o comercio<br/> de Aſia, e Africa, como por tudo pen-<br/> der da induſtria do meſmo Feitor que<br/> o adminiſtrava. E ſendo eſtes Officios<br/> occaſiaõ de grande accreſcentamento de<br/> fazenda aos que os trataraõ, para Joaõ<br/> de Barros foraõ de muito pouco, por-<br/> que ainda que lhe naõ faltava induſtria<br/> (co- _____________________________________________________ (1) Feitor da Caſa da India.<noinclude></noinclude> ag221h9syxqv4gywgb1iv6gwn5gjd8s Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/38 106 253420 552750 552376 2026-05-20T18:39:15Z Strudel45 38659 552750 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} xvi (como quem ſabia tanto dos coftumes<br/> do tempo) ſempre a limitou dentro das<br/> balizas da confciencia.<br/> Mas poſto que eſta grande occupa-<br/> çaõ lhe fazia, como elle diz, acurvar<br/> a vida com ſeu pezo, (1) levando-lhe<br/> todos os dias com o deſpacho das arma-<br/> das, e comercios e outros negocios<br/> baſtantes pera affogar, e cativar todo<br/> liberal engenho; todavia naõ deixou<br/> nunca a liçaõ dos livros porque como<br/> eſte exercicio era nelle natural, foi ſem-<br/> pre mais prompto em dar eſte fructo co-<br/> mo proprio, que naõ o dos negocios<br/> como encomendado. E nem por iſſo ſe<br/> ha de entender, que faltou no cuidado<br/> que devia a ſeus cargos, antes foi nel-<br/> les taõ pontual, que todas as mercês que<br/> dos Reis deſte Reino recebeo (depois de<br/> os aceitar) lhe foraõ feitas por reſpei-<br/> to da ſatisfaçaõ com que os ſervio: por<br/> onde parece que naõ eſtudava menos em<br/> huma occupaçaõ que na outra, tendo<br/> tambem eſta adminiſtraçaõ publica por<br/> parte da boa Philoſophia, como o en-<br/> tenderaõ grandes Varoens, e de ſi o di-<br/> zia Plinio II. quando ſe queixava a ſeu<br/> ami- _______________________________________________________ (1) Prolog, da 1. Decad,<noinclude></noinclude> 1kcjxe6m72lmscowao0wxpttksl6wi2 552751 552750 2026-05-20T18:39:39Z Strudel45 38659 552751 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} xvi (como quem ſabia tanto dos coftumes<br/> do tempo) ſempre a limitou dentro das<br/> balizas da confciencia.<br/> Mas poſto que eſta grande occupa-<br/> çaõ lhe fazia, como elle diz, acurvar<br/> a vida com ſeu pezo, (I) levando-lhe<br/> todos os dias com o deſpacho das arma-<br/> das, e comercios e outros negocios<br/> baſtantes pera affogar, e cativar todo<br/> liberal engenho; todavia naõ deixou<br/> nunca a liçaõ dos livros porque como<br/> eſte exercicio era nelle natural, foi ſem-<br/> pre mais prompto em dar eſte fructo co-<br/> mo proprio, que naõ o dos negocios<br/> como encomendado. E nem por iſſo ſe<br/> ha de entender, que faltou no cuidado<br/> que devia a ſeus cargos, antes foi nel-<br/> les taõ pontual, que todas as mercês que<br/> dos Reis deſte Reino recebeo (depois de<br/> os aceitar) lhe foraõ feitas por reſpei-<br/> to da ſatisfaçaõ com que os ſervio: por<br/> onde parece que naõ eſtudava menos em<br/> huma occupaçaõ que na outra, tendo<br/> tambem eſta adminiſtraçaõ publica por<br/> parte da boa Philoſophia, como o en-<br/> tenderaõ grandes Varoens, e de ſi o di-<br/> zia Plinio II. quando ſe queixava a ſeu<br/> ami- _______________________________________________________ (I) Prolog, da 1. Decad,<noinclude></noinclude> htk0j5i6znciqwx9wm6oehe6ffnxaql Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/39 106 253428 552752 552404 2026-05-20T18:41:40Z Strudel45 38659 552752 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} xvii amigo Clemente, de outra occupaçaõ<br/> ſemelhante (I) ''Diſtringor officio, ut''<br/> ''maximo'' (diz elle) ''ſic moleſtiſſimo, ſe-''<br/> ''deo pro tribunali, ſubnoto libellos, con-''<br/> ''ficio tabulas, ſcribo plurimas, ſed il-''<br/> ''literatiſſimas literas; ſoleo non numquam''<br/> ''(nam id ipſum quando contingit) de''<br/> ''his occupationibus apud Euphratrem''<br/> ''queri: ille me conſolatur: affirmat etiam''<br/> ''eſſe hanc Philofophiæ, & quidem pul-''<br/> ''cherrimam partem, agere negotium pu-''<br/> ''blicum &c.'' Pera acudir a ambas eſtas<br/> obrigaçoens partio o tempo, dando os<br/> dias aos negocios públicos, e as noites<br/> aos ſeus proprios, que eraõ os livros,<br/> como elle o diz em muitas partes de<br/> ſuas obras.<br/> Neſte tempo quiz ElRey D. Joaõ III.<br/> mandar povoar a Provincia de San-<br/> ta Cruz, vulgarmente chamada Bra-<br/> ſil, que Pedralvres Cabral levado da<br/> força dos ventos deſcobrio nas primei-<br/> ras prayas do Mundo novo, indo pera<br/> à India no anno de 1500. E pera ſe<br/> apovoaçaõ fazer com mayor facilidade,<br/> e menos deſpeza da fazenda Real, re-<br/> b par-<br/> ______________________________________________________ (I) Plin. Epiſt, lib. I.<noinclude></noinclude> 2hiaubpgkv3ychugzoa489pttmz6wkb Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/40 106 253434 552753 552417 2026-05-20T18:43:45Z Strudel45 38659 552753 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>xviii {{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} partio ElRey aquella Provincia em va-<br/> rias Capitanías, na forma que os Reys<br/> primeiros fizeraõ povoar as Ilhas acha-<br/> das no mar Oceano; mas naõ foi igual<br/> o ſucceſſo, porque ſendo cada Ilha hu-<br/> ma pequena porçaõ de terra, onde naõ<br/> havia habitadores que defendeſſem a en-<br/> trada aos eſtrangeiros, foi facil couſa<br/> povoar cada Capitaõ a ſua; ajudando-ſe<br/>}} principalmente da viſinhança do Rei-<br/>}} no e da preſtança, que humas ás ou-<br/>}} tras ſe faziaõ, por eſtarem perto, e<br/>}} quaſi á viſta. Porem no Braſil como ca-<br/> da Capitanía era de cincoenta legoas de<br/> coſta, e habitada de gentes guerreiras,<br/> tendo o ſoccorro de Portugal duas mil<br/> legoas diſtante, e cada Capitanía taõ<br/> fraca, que naõ podia ſocorrer a viſinha,<br/> vieraõ as mais deſtas povoaçoens, que<br/> intentáraõ os donatarios, a perecer de<br/> todo, e ſó quafi tiveraõ bom ſucceſſo as<br/> que os Reis tomaraõ pera ſi; porque<br/> como as fazendas neſte Reino, pela eſ-<br/> treiteza delle, ſejaõ muito limitadas<br/> naõ tiveraõ aquelles povoadores cabe-<br/> dal para ſe valerem do novo ſocorro,<br/> ſe padeceraõ qualquer infortunio, prin-<br/> cipalmente nos principios. Joaõ de Bar-<br/> ros<noinclude></noinclude> 9z2u8d5tk6olq94g4mw5oamek5egfum 552754 552753 2026-05-20T18:44:05Z Strudel45 38659 552754 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>xviii {{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} partio ElRey aquella Provincia em va-<br/> rias Capitanías, na forma que os Reys<br/> primeiros fizeraõ povoar as Ilhas acha-<br/> das no mar Oceano; mas naõ foi igual<br/> o ſucceſſo, porque ſendo cada Ilha hu-<br/> ma pequena porçaõ de terra, onde naõ<br/> havia habitadores que defendeſſem a en-<br/> trada aos eſtrangeiros, foi facil couſa<br/> povoar cada Capitaõ a ſua; ajudando-ſe<br/> principalmente da viſinhança do Rei-<br/> no e da preſtança, que humas ás ou-<br/> tras ſe faziaõ, por eſtarem perto, e<br/> quaſi á viſta. Porem no Braſil como ca-<br/> da Capitanía era de cincoenta legoas de<br/> coſta, e habitada de gentes guerreiras,<br/> tendo o ſoccorro de Portugal duas mil<br/> legoas diſtante, e cada Capitanía taõ<br/> fraca, que naõ podia ſocorrer a viſinha,<br/> vieraõ as mais deſtas povoaçoens, que<br/> intentáraõ os donatarios, a perecer de<br/> todo, e ſó quafi tiveraõ bom ſucceſſo as<br/> que os Reis tomaraõ pera ſi; porque<br/> como as fazendas neſte Reino, pela eſ-<br/> treiteza delle, ſejaõ muito limitadas<br/> naõ tiveraõ aquelles povoadores cabe-<br/> dal para ſe valerem do novo ſocorro,<br/> ſe padeceraõ qualquer infortunio, prin-<br/> cipalmente nos principios. Joaõ de Bar-<br/> ros<noinclude></noinclude> kxrmh942cgwg8f0g8csrggbp2iu3yg2 Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/41 106 253435 552755 552418 2026-05-20T18:46:44Z Strudel45 38659 552755 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} xix ros com tudo como era de nobre eſpiri-<br/> to, e deſejoſo de ſe empregar em cou-<br/> ſas grandes, pedio a ElRey huma deſ<br/> tas Capitanías, e elle lha concedeo de<br/> juro, e herdade, com os privilegios,<br/> e doaçoens das outras; mas alcançando<br/> bem as difficuldades da empreſa, deter-<br/> minou dar parte della a Aires da Cu-<br/> nha, e a Fernaõ d'Alvrez d'Andrada<br/> Theſoureiro mór do Reyno (pai de<br/> Franciſco d' Andrada Chroniſta mòr)<br/> pera, com eſte cabedal mayor, poder<br/> reduzir a empreza a proſpero fim. Fez-<br/> ſe por parte deſta companhia a maior<br/> armada, que para aquellas partes até<br/> entaõ tinha ido, porque ſe apreſtaraõ<br/> dez Navios, com nove centos homens,<br/> dos quaes eraõ mais de cento de caval-<br/> lo; e com todo o neceſſario pera a jor-<br/> nada, de mantimentos, muniçoens<br/> artilheria, ſe fizeraõ á véla no anno de<br/> 1539. indo por Capitaõ o meſmo Aires<br/> da Cunha, que levava com ſigo dous<br/> filhos de Joaõ de Barros.<br/> Era a Capitanía que lhe coube em<br/> ſorte a do Maranhaõ parte ſeptentrio-<br/> nal do Braſil, e a mais ennobrecida del-<br/> le, em grandeza de rios, fertilidade de<br/> plan- b ii<br/><noinclude></noinclude> ftp57vuerkhurqx46umps56so1ahodq Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/42 106 253436 552756 552419 2026-05-20T18:48:43Z Strudel45 38659 552756 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>xx {{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} plantas, abundancia de animaes, e fa-<br/> ma de riquiſſimas minas. Foi eſte Rio<br/> deſcuberto por Vicente Annes Pinçon,<br/> no anno de 1499. pela Coroa de Caſtel-<br/> la, mas por eſtar na demarcaçaõ da con-<br/> quiſta deſte Reino, deixaraõ depois os<br/> Caſtelhanos de o povoar. Chegado Ai-<br/> res da Cunha á barra do Maranhaõ<br/> com a pouca pratica que inda os Pilo-<br/> tos tinhaõ delle, deo em huns baixos<br/> que tem á entrada, por eſpraiar alli o<br/> mar muito, em que ſe perdeo com toda<br/> a armada, ſahindo ſó alguma gente em<br/> terra em huma Ilha, que eſtá na boca<br/> do rio, onde ſe confervaraõ algum tem-<br/> po, fazendo pazes com os Gentios Ta-<br/> puias, que por aquellas praias habita-<br/> vaõ até que vendo que naõ podiaõ le-<br/> var avante a povoaçaõ por falta de gen-<br/> te, e mais couſas neceſſarias, ſe torná-<br/> raõ pera o Reyno. Deſte modo ficou<br/> deſamparado aquelle porto, e conquiſta<br/> até o anno de 1614. em que ElRei Dom<br/> Filippe II. de Portugal enviou Jeroni-<br/> mo de Albuquerque Coelho de Pernam-<br/> buco, com huma armada pera fundar<br/> huma nova Colonia, o que elle fez com<br/> muito cuidado, e com igual esforço des-<br/> ba-<noinclude></noinclude> nnf6sfn795ahyx3ytwe0sxopnipoq61 Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/43 106 253502 552757 552622 2026-05-20T18:50:46Z Strudel45 38659 552757 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} xxi baratou hum bom numero de France-<br/> zes, que o aſſaltaraõ pera o fazer dei-<br/> xar o ſitio, querendo-ſe conſervar ſó-<br/> mente nelle, por huma fortaleza, que<br/> ja tinhaõ na Ilha, a qual pouco tempo<br/> depois lhe tomou tambem Alexandre de<br/> Moura, com que os noſſos ficaraõ de<br/> todo ſenhores daquelle porto, e a no-<br/> va Colonia vai cada dia em maior creſ-<br/> cimento por os ſocorros com que ſua<br/> Mageſtade lhe tem mandado acudir.<br/> Donde ſe vê claramente, que ſemelhan-<br/> tes emprezas de conquiſtar, e povoar<br/> novas terras, naõ ſe podem reduzir a<br/> perfeito fim por homens particulares,<br/> eſpecialmente neſte Reino, ſenaõ por<br/> Principes, e Republicas.<br/> Eſte taõ deſgraçado ſucceſſo deixou<br/> a Joaõ de Barros mui gaſtado de fazen-<br/> da, perdendo taõ grande cabedal, co-<br/> mo naquelle negocio tinha metido,<br/> ſem nenhum fructo: mas foi tal ſeu a-<br/> nimo, que compadecendo-ſe do infor-<br/> tunio de Aires da Cunha, e de outros,<br/> pagou ainda por elles o em que ficaraõ<br/> empenhados pera eſta preſa, como o<br/> teſtifica Antonio Galvaõ, (I) dizendo:<br/> Foy ________________________________________________________ (I) Galvaõ nos deſcubrimentos do mundo,an. 131.<noinclude></noinclude> 8yj9m6idf606w6wcvpes8cstt3mm77g Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/44 106 253503 552758 552625 2026-05-20T18:52:36Z Strudel45 38659 552758 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>xxii {{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} ''Foy tambem a eſte rio Maranhaõ hum''<br/> ''Fidalgo Portuguez, que ſe chamava Ai-''<br/> ''res da Cunha, levou dez Navios, no-''<br/> ''ve centos Portuguezes, cento e trinta''<br/> ''cavallos, fez grandes gaſtos, em que''<br/> ''ſe perderaõ os que armaraõ, e o que''<br/> ''mais perdeo niſto foi Joaõ de Barros''<br/> ''Feitor da Caſa da India, que por ſer''<br/> ''nobre, e de condiçaõ larga, pagou por''<br/> ''Aires da Cunha, e outros que lá falle-''<br/> ''ceraõ, com piedade de mulheres, e fi-''<br/> ''lhos, que lhes ficaraõ &c.'' Porém era<br/> tal ſeu animo, que parece que nenhum<br/> ſucceſſo proſpero, ou adverſo, o tirava<br/> da applicaçaõ de ſeus eſtudos; porque<br/> pouco depois deſte naufragio ſe offere-<br/> ceo de novo a ElRey D. Joaõ pera eſ-<br/> crever as couſas da India; aceitou-lhe<br/> ElRey o offerecimento, porque tendo<br/> encomendado eſte cuidado a Lourenço<br/> de Caceres meſtre do Infante Dom Luiz,<br/> no anno de 1531. era já fallecido ſem<br/> ter dado principio a taõ grande obra.<br/> Começou Joaõ de Barros logo eſta Hiſ-<br/> toria, (I) e com tudo, antes de im-<br/> primir a primeira Decada a interrompeo<br/> antepondo a ſeu goſto a piedade chriſ<br/> taã, _______________________________________________________ (I) Prologo da Decada I.<noinclude></noinclude> bnj5fak7xshkn0101uls2xw7k6svb7j Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/45 106 253504 552759 552626 2026-05-20T18:54:16Z Strudel45 38659 552759 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} xxiii taã, e proveito publico, em cujo bene-<br/> ficio ſahio com alguns opuſculos á luz,<br/> (I) e tambem para em idade mais ma-<br/> dura tornar a provar o eſtilo. Dos tra-<br/> tados que entaõ publicou entre outros,<br/> foi huna Grammatica Portugueza, á<br/> qual lhe deo occaſiaõ a converſaõ dos<br/> Malavares, ou Paravás da coſta da Peſ-<br/> caria, que ſuccedeo pelos annos de<br/> 1538. donde vieraó a eſte Reino qua-<br/> tro dos principaes aprender a lingua<br/> Portugueza, para aſſi poderem ſer me-<br/> lhor enſinados na Fé, e preceitos da<br/> Igreja; os quaes Malavares mandou El-<br/> Rey recolher na Caſa de S. Eloy de Lis-<br/> boa com os Ethiopes nobres de Con-<br/> go, que ahi eſtudavaõ, pera aſſi todos<br/> ſerem melhor doutrinados. Eſta obra im-<br/> primio no anno de 1539. dividida em<br/> dous tratados, no primeiro enſina a<br/> ler, e pera com maior facilidade apren-<br/> derem os principiantes as letras,<br/> cima de cada huma dellas poz huma fi-<br/> gura, cujo nome ſe começa pela tal<br/> letra a modo de Arte memorativa, fi-<br/> cando o A. debaixo de huma Arvore,<br/> e o B, de huma Béſta, e aſſi as mais;<br/> o ___________________________________________________ (I) Dialogo da vicioſa vergonha.<noinclude></noinclude> pxermbnnii1tmm0nf855wl03xudujoy Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/46 106 253505 552760 552627 2026-05-20T18:56:02Z Strudel45 38659 552760 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>xxii {{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} o que foi tambem achado e provei-<br/> toſo, que ainda hoje ſe conſerva; e<br/> porque a dedicou ao Principe Dom Fi-<br/> lippe, filho d'ElRey D. Joaõ III. que<br/> então começava a ler, e elle aprendeo<br/> por ella, ſendo ſeu meſtre Frey Joaõ<br/> Soares, Biſpo que depois foi de Coim-<br/> bra, anda eſta Cartilha erradamente<br/> com titulo do Biſpo, ſendo verdadeira-<br/> mente de Joaõ de Barros, o qual ajun-<br/> tou tambem nella em certos circulos to-<br/> da a diverſidade de ſyllabas, que a na-<br/> tureza de noſſa linguagem padece, e<br/> depois accreſcentou os preceitos da lei<br/> de Deos, os Mandamentos da Igreja,<br/> e hum tratado da Miſſa com algumas<br/> oraçoens, pera que por ella ſe enſinaſ-<br/> ſem os meninos a ler. No outro trata-<br/> do eſcreveo os preceitos da Grammatica<br/> Portugueza, e Ortografia, e foi o pri-<br/> meiro Autor, que reduzio noſſa lingua<br/> a Arte, e com muita brevidade. A'<br/> Grammatica ajuntou hum Dialogo em<br/> louvor da lingua Portugueza, em que<br/> moſtra a grande affinidade, que tem<br/> com a Latina, e pera prova diſto traz<br/> huns verſos Portuguezes e Latinos<br/> que foraõ os primeiros deſte género.<br/> Ou-<noinclude></noinclude> 53qa61mmdqni3f3ksivuxdivtmwt0oj 1. Janeiro, 2. Fevereiro, 3. Março, 4. Abril, 5. Maio, 6. Junho, 7. Julho, 8. Sextilis, 9. Setembro, 10. Outubro, 11. Novembro e 12. Dezembro 0 253530 552725 552672 2026-05-20T15:52:20Z Erick Soares3 19404 {{apagar}} 552725 wikitext text/x-wiki {{apagar}} 1. Janeiro, 2. Fevereiro, 3. Março, 4. Abril, 5. Maio, 6. Junho, 7. Julho, 8. Sextilis, 9. Setembro, 10. Outubro, 11. Novembro e 12. Dezembro d9so19k07jpvrws8tnw1gd37bslr6ar 1. Janeiro, 2. Fevereiro, 3. Março, 4. Abril, 5. Maio, 6. Junho, 7. Quintilis, 8. Sextilis, 9. Setembro, 10. Outubro, 11. Novembro, 12. Dezembro, 13. Mercedonius, 14. Unodecembris e 15. Duodecembris 0 253531 552726 552673 2026-05-20T15:52:34Z Erick Soares3 19404 {{apagar}} 552726 wikitext text/x-wiki {{apagar}} 1. Janeiro, 2. Fevereiro, 3. Março, 4. Abril, 5. Maio, 6. Junho, 7. Quintilis, 8. Sextilis, 9. Setembro, 10. Outubro, 11. Novembro, 12. Dezembro, 13. Mercedonius, 14. Unodecembris e 15. Duodecembris 4cnh4hx4xqb7ricxknfdtvhcjjp5y07 1. Janeiro, 2. Fevereiro, 3. Março, 4. Abril, 5. Maio, 6. Junho, 7. Quintilis, 8. Sextilis, 9. Setembro, 10. Outubro, 11. Novembro e 12. Dezembro 0 253532 552727 552674 2026-05-20T15:52:48Z Erick Soares3 19404 {{apagar}} 552727 wikitext text/x-wiki {{apagar}} 1. Janeiro, 2. Fevereiro, 3. Março, 4. Abril, 5. Maio, 6. Junho, 7. Quintilis, 8. Sextilis, 9. Setembro, 10. Outubro, 11. Novembro e 12. Dezembro c615436kbk7xup832a5hrmljy8t9jzn 1. Março, 2. Abril, 3. Maio, 4. Junho, 5. Quintilis, 6. Sextilis, 7. Setembro, 8. Outubro, 9. Novembro, 10. Dezembro, 11. Janeiro e 12. Fevereiro 0 253533 552728 552675 2026-05-20T15:53:01Z Erick Soares3 19404 {{apagar}} 552728 wikitext text/x-wiki {{apagar}} 1. Março, 2. Abril, 3. Maio, 4. Junho, 5. Quintilis, 6. Sextilis, 7. Setembro, 8. Outubro, 9. Novembro, 10. Dezembro, 11. Janeiro e 12. Fevereiro efovzn7axr84agnjy6of5mtlexjcy3b 1. Março, 2. Abril, 3. Maio, 4. Junho, 5. Quintilis, 6. Sextilis, 7. Setembro, 8. Outubro, 9. Novembro, 10. Dezembro, 11. Janeiro, 12. Fevereiro e 13. Mercedonius 0 253534 552729 552676 2026-05-20T15:53:17Z Erick Soares3 19404 {{apagar}} 552729 wikitext text/x-wiki {{apagar}} 1. Março, 2. Abril, 3. Maio, 4. Junho, 5. Quintilis, 6. Sextilis, 7. Setembro, 8. Outubro, 9. Novembro, 10. Dezembro, 11. Janeiro, 12. Fevereiro e 13. Mercedonius tdcmh3xezsjotubcepzeey1ku94f30v 1. Março, 2. Abril, 3. Maio, 4. Junho, 5. Quintilis, 6. Sextilis, 7. Setembro, 8. Outubro, 9. Novembro e 10. Dezembro 0 253535 552730 552677 2026-05-20T15:53:30Z Erick Soares3 19404 {{apagar}} 552730 wikitext text/x-wiki {{apagar}} 1. Março, 2. Abril, 3. Maio, 4. Junho, 5. Quintilis, 6. Sextilis, 7. Setembro, 8. Outubro, 9. Novembro e 10. Dezembro dnna4h5d9aljkghc6i1p2a24dafba7n 1. Janeiro, 2. Fevereiro, 3. Março, 4. Abril, 5. Maio, 6. Junho, 7. Julho, 8. Agosto, 9. Setembro, 10. Outubro, 11. Novembro e 12. Dezembro 0 253536 552724 552678 2026-05-20T15:52:06Z Erick Soares3 19404 {{apagar}} 552724 wikitext text/x-wiki {{apagar}} 1. Janeiro, 2. Fevereiro, 3. Março, 4. Abril, 5. Maio, 6. Junho, 7. Julho, 8. Agosto, 9. Setembro, 10. Outubro, 11. Novembro e 12. Dezembro 5gisyd18lkckrml8rrt6zssrix2s8ym Página:O Atheneu (Chronica de saudades).pdf/22 106 253537 552697 2026-05-20T12:33:30Z Yutrobog 31067 /* Revista */ 552697 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Yutrobog" /></noinclude>— 18 — Depois de longa volta, a quatro de fundo, dispuzeram-se em pelotões, invadiram o gramal, e, cadenciados pelo rythmo da banda de collegas, que os esperava no meio do campo, com a certeza de amestrada disciplina, produziram as manobras perfeitas de um exercito sob o commando do mais raro instructor. Diante das fileiras, Bataillard, o professor de gymnastica, exultava, envergando a altivez do seu successo na extremada elegância do talhe, multiplicando por milagroso desdobramento o compendio inteiro da capacidade profissional, exhibida em galeria por uma serie infinita de attitudes. A admiração hesitava a decidir-se pela formosura masculina e rija da plástica de musculos a estalar o brim do uniforme, que elle trajava branco como os alumnos, ou pela nervosa celeridade dos movimentos, effeito electrico de lanterna magica, respeitando-se na variedade prodigiosa a unidade da correcção suprema. Ao peito tilintavam-lhe as agulhetas do commando, appensas de cordões vermelhos em trança. Elle dava as ordens fortemente, com uma vibração penetrante de cometa que dominava á distancia, e sorria á docilidade mecanica dos rapazes.<noinclude></noinclude> g9slju31dflnt0fpb71elxyu652jxc4 Página:O Atheneu (Chronica de saudades).pdf/23 106 253538 552698 2026-05-20T12:37:28Z Yutrobog 31067 /* Revista */ 552698 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Yutrobog" /></noinclude>— 19 — Como officiaes subalternos, auxiliavam-no os chefes de turma, postados devidamente com os pelotões, sacudindo á manga distinctivos de fita verde e canutilho. Acabadas as evoluções,apresentaram-se exercicios. Musculos do braço, musculos do tronco, tendões dos jarretes, a theoria toda do ''corpore sano'' foi praticada valentemente alli, precisamente, com a simultaneidade exacta das extensas machinas. Houve após, o assalto aos apparelhos. Os apparelhos alinhavam-se a uma banda do campo, a começar do palanque da Regente. Não posso dar idéa do deslumbramento que me ficou d'esta parte. Uma desordem de contorsões, deslocadas, atrevidas; uma vertigem de volteios á barra fixa. temeridades acrobaticas ao trapezio, ás perchas, ás cordas, ás escadas; pyramides humanas sobre as parallelas, deformando-se para os lados em curvas de braços e ostentações vigorosas de thorax; fórmas de estatuaria viva. tremulas de esforço, deixando adivinhar de longe o estalido dos ossos desarticulados; posturas de transfiguração sobre invisivel apoio; aqui e alli uma cabecinha loura, cabellos em desordem cacheados á testa, um rosto injectado pela inversão do corpo, lábios entre-abertos offegando,<noinclude></noinclude> nc3ahkw0b1ahakxx8pg7h0fn3j2ua1k Página:O Atheneu (Chronica de saudades).pdf/24 106 253539 552701 2026-05-20T12:41:26Z Yutrobog 31067 /* Revista */ 552701 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Yutrobog" /></noinclude>— 20 — olhos semi-cerrados para escapar á areia dos sapatos, costas de suor, collando a blusa em pasta, gorros sem dono que cahiam do alto e juncavam a terra ; movimento, enthusiasmo por toda a parte e a soalheira, branca nos uniformes, queimando os ultimos fogos da gloria diurna sobre aquelle triumpho espectaculoso da saude, da força, da mocidade. O professor Bataillard, enrubecido de agitação, rouco de commandar, chorava de prazer. Abraçava os rapazes indistinictamente. Duas bandas militares revezavam-se activamente, communicando a animação á massa dos espectadores. O coração pulava-me no peito com um alvoroço novo. que me arrastava para o meio dos alumnos, n'uma leva ardente de fraternidade. Eu batia palmas; gritos escapavam-me, de que me arrependia quando alguém me olhava. Deram fim á festa os saltos, os pareos de carreira, as luctas romanas e a distribuição dos premios de gymnastica, que a mão egregia da Serenissima Princeza e a pouco menos do Esposo Augusto alfinetavam sobre os peitos vencedores. Foi de ver-se: os jovens athletas aos pares aferrados,empuxando-se, constringindo-se, rodopiando, rolando na relva com gritos<noinclude></noinclude> 1l8rq2fmr8vkkm7da0hbqh092lo0o76 Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/161 106 253540 552707 2026-05-20T14:40:34Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ''Maniéco'' = maníaco. * ''Marcejar'', v.- caír chuva fina como em Março. ''Marúlo'', adj.- que tem pancada, pouco avisado. Também se diz do animal, de pequeno porte, que é relativamente curto e muito gordo. * ''Mascão'', adj.- lorpa. * ''Masseiro'', adj.- lorpa, estúpido. - ''Matto'', s. m.- tufo de silvas. ''Mázere'', loc. (é um -), ser sofredor, muito manso. * ''Meia-lua'', s. f.- ferro em forma de meia lua, que se prega na p... 552707 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>''Maniéco'' = maníaco. * ''Marcejar'', v.- caír chuva fina como em Março. ''Marúlo'', adj.- que tem pancada, pouco avisado. Também se diz do animal, de pequeno porte, que é relativamente curto e muito gordo. * ''Mascão'', adj.- lorpa. * ''Masseiro'', adj.- lorpa, estúpido. - ''Matto'', s. m.- tufo de silvas. ''Mázere'', loc. (é um -), ser sofredor, muito manso. * ''Meia-lua'', s. f.- ferro em forma de meia lua, que se prega na parte externa das rodas do carro. * ''Mendrilhas'', sub. - farroupilha. * ''Mendrúlho'', s. m.- mulher pouco limpa, em geral, nova. * ''Mérdas'', loc. (é um -), tímido, pouco corajoso. - ''Merendeiro'', adj.- lorpa; pouco expedito, pouco ágil. * ''Meringalha'', s. f.- penis. * ''Mesunho'', adj.- acanhado. - ''Minhóca'', s. f.- pénis. - ''Minhôto'', s. m.- ave de rapina, maior que o milhafre, e menor que a águia<ref>No Dicionário do sr. Cândido de Figueiredo diz-se ser o mesmo - ''milhafre''. Aqui não é assim: o milhafre é mais pequeno do que o que minhôto.</ref>. - ''Molime'', s. m.- rama verde da giesta. * ''Mollageiro'', adj.- vagaroso. - ''Môrca'', loc. (é um -), ser lorpa. * ''Morganhiço'', s. m.- multidão de coisas pequenas ou miudas. ''Mouteira'' = moita. * ''Mózó'', s. f.- moela. ''Muger'' = mungir o leite. ''Mula'', loc. (é uma -) ser velhaco; manhoso. ''Mungálhos'', s. m.- restos do linho, em verde, que se apartam, depois de ripado, da vaganha. * ''Murrão'', s. m.- certa doença nas vacas. * ''Murroso'', adj.- ter murrão. * ''Muxanas'' - pequenas partes das folhas lançadas no lume que saem queimadas dele. '''{{c|N}}''' * ''Nenhear'', v.- pequear. * ''Nênho'', ''a'', adj.- pêco, pouco desembaraçado. * ''Nepêlho'', adj.- rapazêlho com pretensões. * ''Nétos'', s. m.- rebentos da haste da couve. '''{{c|O}}''' * ''Odeita'', s. f.- pequeno feixe de linho espadelado ou assedado, com 12 pares de estrigas. * ''Oldrear'', v.- beber repetidas vezes. * ''Ólhar'', s. m.- sítio da cosinha onde se deposita a lenha para o lume. * ''Orelhar'', v.- escutar, aplicar o ouvido. '''{{c|P}}''' * ''Palombano'', adj. - atoleimado. - ''Panásco'', s. m.- paúl irrigado por levada. ''Pangaio'', s. m.- pessoa pouco ágil, calaceira. * ''Panêllo'', s. f.- vaso de barro grosso, escuro, com uma só asa. * ''Paranheira'', s. f.- verga da porta do forno. ''Pardélho'', s. m.- pardal. * ''Passarôlo'', s. m.- pássaro. ''Patatas'' = batatas (alto concelho).''''<noinclude></noinclude> jgsspg0z5og1rpt7w8mvluzub1qnhbk 552708 552707 2026-05-20T14:40:54Z Ruiaraujo1972 38032 552708 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>''Maniéco'' = maníaco. * ''Marcejar'', v.- caír chuva fina como em Março. ''Marúlo'', adj.- que tem pancada, pouco avisado. Também se diz do animal, de pequeno porte, que é relativamente curto e muito gordo. * ''Mascão'', adj.- lorpa. * ''Masseiro'', adj.- lorpa, estúpido. - ''Matto'', s. m.- tufo de silvas. ''Mázere'', loc. (é um -), ser sofredor, muito manso. * ''Meia-lua'', s. f.- ferro em forma de meia lua, que se prega na parte externa das rodas do carro. * ''Mendrilhas'', sub. - farroupilha. * ''Mendrúlho'', s. m.- mulher pouco limpa, em geral, nova. * ''Mérdas'', loc. (é um -), tímido, pouco corajoso. - ''Merendeiro'', adj.- lorpa; pouco expedito, pouco ágil. * ''Meringalha'', s. f.- penis. * ''Mesunho'', adj.- acanhado. - ''Minhóca'', s. f.- pénis. - ''Minhôto'', s. m.- ave de rapina, maior que o milhafre, e menor que a águia<ref>No Dicionário do sr. Cândido de Figueiredo diz-se ser o mesmo - ''milhafre''. Aqui não é assim: o milhafre é mais pequeno do que o que minhôto.</ref>. - ''Molime'', s. m.- rama verde da giesta. * ''Mollageiro'', adj.- vagaroso. - ''Môrca'', loc. (é um -), ser lorpa. * ''Morganhiço'', s. m.- multidão de coisas pequenas ou miudas. ''Mouteira'' = moita. * ''Mózó'', s. f.- moela. ''Muger'' = mungir o leite. ''Mula'', loc. (é uma -) ser velhaco; manhoso. ''Mungálhos'', s. m.- restos do linho, em verde, que se apartam, depois de ripado, da vaganha. * ''Murrão'', s. m.- certa doença nas vacas. * ''Murroso'', adj.- ter murrão. * ''Muxanas'' - pequenas partes das folhas lançadas no lume que saem queimadas dele. '''{{c|N}}''' * ''Nenhear'', v.- pequear. * ''Nênho'', ''a'', adj.- pêco, pouco desembaraçado. * ''Nepêlho'', adj.- rapazêlho com pretensões. * ''Nétos'', s. m.- rebentos da haste da couve. '''{{c|O}}''' * ''Odeita'', s. f.- pequeno feixe de linho espadelado ou assedado, com 12 pares de estrigas. * ''Oldrear'', v.- beber repetidas vezes. * ''Ólhar'', s. m.- sítio da cosinha onde se deposita a lenha para o lume. * ''Orelhar'', v.- escutar, aplicar o ouvido. '''{{c|P}}''' * ''Palombano'', adj. - atoleimado. - ''Panásco'', s. m.- paúl irrigado por levada. ''Pangaio'', s. m.- pessoa pouco ágil, calaceira. * ''Panêllo'', s. f.- vaso de barro grosso, escuro, com uma só asa. * ''Paranheira'', s. f.- verga da porta do forno. ''Pardélho'', s. m.- pardal. * ''Passarôlo'', s. m.- pássaro. ''Patatas'' = batatas (alto concelho).'''' {{rule}}<noinclude></noinclude> oadchbspy4l3703bvy4ggi0qwnwuyvw 552709 552708 2026-05-20T14:41:22Z Ruiaraujo1972 38032 552709 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>''Maniéco'' = maníaco. * ''Marcejar'', v.- caír chuva fina como em Março. ''Marúlo'', adj.- que tem pancada, pouco avisado. Também se diz do animal, de pequeno porte, que é relativamente curto e muito gordo. * ''Mascão'', adj.- lorpa. * ''Masseiro'', adj.- lorpa, estúpido. - ''Matto'', s. m.- tufo de silvas. ''Mázere'', loc. (é um -), ser sofredor, muito manso. * ''Meia-lua'', s. f.- ferro em forma de meia lua, que se prega na parte externa das rodas do carro. * ''Mendrilhas'', sub. - farroupilha. * ''Mendrúlho'', s. m.- mulher pouco limpa, em geral, nova. * ''Mérdas'', loc. (é um -), tímido, pouco corajoso. - ''Merendeiro'', adj.- lorpa; pouco expedito, pouco ágil. * ''Meringalha'', s. f.- penis. * ''Mesunho'', adj.- acanhado. - ''Minhóca'', s. f.- pénis. - ''Minhôto'', s. m.- ave de rapina, maior que o milhafre, e menor que a águia<ref>No Dicionário do sr. Cândido de Figueiredo diz-se ser o mesmo - ''milhafre''. Aqui não é assim: o milhafre é mais pequeno do que o que minhôto.</ref>. - ''Molime'', s. m.- rama verde da giesta. * ''Mollageiro'', adj.- vagaroso. - ''Môrca'', loc. (é um -), ser lorpa. * ''Morganhiço'', s. m.- multidão de coisas pequenas ou miudas. ''Mouteira'' = moita. * ''Mózó'', s. f.- moela. ''Muger'' = mungir o leite. ''Mula'', loc. (é uma -) ser velhaco; manhoso. ''Mungálhos'', s. m.- restos do linho, em verde, que se apartam, depois de ripado, da vaganha. * ''Murrão'', s. m.- certa doença nas vacas. * ''Murroso'', adj.- ter murrão. * ''Muxanas'' - pequenas partes das folhas lançadas no lume que saem queimadas dele. '''{{c|N}}''' * ''Nenhear'', v.- pequear. * ''Nênho'', ''a'', adj.- pêco, pouco desembaraçado. * ''Nepêlho'', adj.- rapazêlho com pretensões. * ''Nétos'', s. m.- rebentos da haste da couve. '''{{c|O}}''' * ''Odeita'', s. f.- pequeno feixe de linho espadelado ou assedado, com 12 pares de estrigas. * ''Oldrear'', v.- beber repetidas vezes. * ''Ólhar'', s. m.- sítio da cosinha onde se deposita a lenha para o lume. * ''Orelhar'', v.- escutar, aplicar o ouvido. '''{{c|P}}''' * ''Palombano'', adj. - atoleimado. - ''Panásco'', s. m.- paúl irrigado por levada. ''Pangaio'', s. m.- pessoa pouco ágil, calaceira. * ''Panêllo'', s. f.- vaso de barro grosso, escuro, com uma só asa. * ''Paranheira'', s. f.- verga da porta do forno. ''Pardélho'', s. m.- pardal. * ''Passarôlo'', s. m.- pássaro. ''Patatas'' = batatas (alto concelho). {{rule}}<noinclude></noinclude> n0n39yauw3y55kj6uq2y2dqv5fy306j Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/162 106 253541 552710 2026-05-20T14:59:10Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: - ''Pêcco'', ''a'', adj.- acanhado, pouco activo no serviço. * ''Pedraço'', s. m.- granizo, saraiva. * ''Pedriz'' = perdiz. * ''Pedro'', s. m.- intestino grosso do porco. * ''Pegarilho'', s. m.- empecilho, embaraço. * ''Peixoto'', s. m.- carapáu. * ''Pellar-se'', v.- desejar muito uma coisa. * ''Pelleira'', s. f.- doença muito prolongada. * ''Pelleiro'', s. m.- cada um dos pelos do animal. ''Pelliqueiro'', adj.- maltrapilho.... 552710 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>- ''Pêcco'', ''a'', adj.- acanhado, pouco activo no serviço. * ''Pedraço'', s. m.- granizo, saraiva. * ''Pedriz'' = perdiz. * ''Pedro'', s. m.- intestino grosso do porco. * ''Pegarilho'', s. m.- empecilho, embaraço. * ''Peixoto'', s. m.- carapáu. * ''Pellar-se'', v.- desejar muito uma coisa. * ''Pelleira'', s. f.- doença muito prolongada. * ''Pelleiro'', s. m.- cada um dos pelos do animal. ''Pelliqueiro'', adj.- maltrapilho. - ''Pellôte'', adj.- janota. * ''Pequear'', v.- trabalhar com pouco desembaraço por se pretender fazer alguma coisa com esmero, com apuro. * ''Pequerrichinho'', adj.- pequeninho. ''Pêrtego'', s. m.- a parte do mangual com que se bate no que se pretende debulhar. ''Pescar'', v.- pesquisar; surpreender. - ''Petar'', v.(-couves)- migar couves; repetir, dizer a mesma coisa muitas vezes para ser atendida pela pessoa a quem se está falando. - ''Pica'', s. f.- a 3.ª junta de gado, que tira o arado a contar deste. - ''Picada'', loc. (pôr-se na -), fugir. ''Picar'', v.- furtar; o pé = andar depressa. - ''Picho'', s. m.- vaso pequeno, vidrado, destinado a ir ao lume com líquidos. - ''Picôto'', s. m.- ancinho de ferro com três dentes. - ''Pigárro'', s. m.- peça fixa na cabeçalha do carro de bois para a conservar um pouco levantada. * ''Pilafre'', s. m. = milhafre. - ''Pilão'', adj.- sovina, futre. - ''Pillar'', v.- desejar muito. Está-se a «pillar» por... * ''Pinchim'', s. m.- que não releva nada. * ''Pingão'' s. m.- lorpa, pismão. - ''Pintar'', loc. (-o demónio) - fazer diabruras. * ''Pispirro'', s. m. - pequena boceta para tabaco em pó, da qual é sorvido pelo nariz por meio dum pequeno tubo. * ''Pitorrinha'', s. f.- chinadeira. * ''Pliquécas'', s. f.- pequenos embaraços, dificuldades insignificantes. * ''Pobre-selvagem'', loc.- homem simples, incapaz de fazer mal. * ''Pólas'', s. f.- netos, rebentos da haste da couve. ''Pombas e pombinhas'', s. f.- seios da mulher. - ''Pontas'', s. f.- habilidades, chicanices. - ''Pontista'', que usa de habilidades, de chicanices. - ''Porrêta'', s. f. = forma de tornar menos obscena a palavra - pôrra. * ''Pouchana'' = choupana. - ''Prósa'', loc. (é um -) orgulhoso, enfatuado. - ''Púcho'', s. m.- cão, em geral novo. '''{{c|Q}}''' - ''Quartilhar'', v.- beber quartilhos de vinho. - ''Quénta'', s. f.- sóva. - ''Quentar'', v.- sovar, bater. * ''Quingosta'' = cangosta. '''{{c|R}}''' * ''Rabeiras'', s. f.- restos de dívidas não pagas. * ''Rabiar'', v.- desesperar; ser atacado de hidrofobia. * ''Rabuchar'', v.- arrepanhar erva pelas pontas. * ''Radaválho'', s. f.- mulher de costumes licenciosos e de fácil acesso.<noinclude></noinclude> kx30txq5vksyzy1rtva2qwhr4jhvsw7 Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/50 106 253542 552711 2026-05-20T15:13:37Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552711 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>saúvas experimentavam lindos vestidos em Emilia. A menina pediu noticias do principe. {{PT||Disseram-lhe que tinha sahido de viagem para as fronteiras afim de organizar a defesa contra a invasão de outros monstros.}} [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 50 crop).jpg|centro|350px]] {{PT|Disseram-lhe que tinha sahido de viagem para as fronteiras afim de organizar a defesa contra a invasão de outros monstros.}} Narizinho suspirou de saudades e disse: — Vou confessar a você, amiga aranha, o meu grande segredo: desde hontem que me sinto apaixonada pelo principe... Disse e corou. A Aranha sorriu-se e respondeu: — E elle muito que merece o amor da menina, porque não existe no mundo inteiro principe mais valoroso. Meu desejo é que<noinclude>{{c|☉{{gap}}46{{gap}}☉}}</noinclude> crixaqwzyrvazixkwbrzs72qxhgy3j6 Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/163 106 253543 552712 2026-05-20T15:14:41Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: - ''Rafáda'', adj.- medida muito rapada. * ''Rafento'', adj.- apenas chegado à medida. * ''Ramalhosa'', s. f.- terreno coberto de arvoredo baixo e espesso. ''Ranhôso'', s. m.- lenço de assoar; indivíduo moncoso. ''Rapão'', s. m.- razoeira. * ''Rasquêlhos'', s. m.- tamancos muito usados. - ''Ráta'', s. m.- fiscal da Companhia dos Tabacos. - ''Ratar'', v.- caçar ratos. ''Rebimbar'', v.- malhar de certa forma. * ''Réça'', s. f. (... 552712 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>- ''Rafáda'', adj.- medida muito rapada. * ''Rafento'', adj.- apenas chegado à medida. * ''Ramalhosa'', s. f.- terreno coberto de arvoredo baixo e espesso. ''Ranhôso'', s. m.- lenço de assoar; indivíduo moncoso. ''Rapão'', s. m.- razoeira. * ''Rasquêlhos'', s. m.- tamancos muito usados. - ''Ráta'', s. m.- fiscal da Companhia dos Tabacos. - ''Ratar'', v.- caçar ratos. ''Rebimbar'', v.- malhar de certa forma. * ''Réça'', s. f. (- de sol) - réstea de sol. * ''Regateiras'', loc. (- de Abril), chuveiros pesados e frios no mês de Abril. - ''Relejoeiro'', ''a'', adj. - animal que tem a vista trémula. - ''Relheira'', s. f.- costeira, ladeira. * ''Restilho'', s. m.- aparelho, em forma de pequena escada manual, que se emprega para meter a teia no tear. ''Restôlho'', loc. (fazer -) fazer barulho, reboliço, borburinho. * ''Rocios'', s. m.- terrenos adjacentes às casas, constituindo o eido. ''Rópia'', s. f.- arreganho; presunção. ''Ruge-ruge'', provérbio. «Do - foge e quarte (por - guarda-te), não queiras ser juiz, nem parte»<ref>Só neste concelho é que tenho ouvido este adagio.</ref> '''{{c|S}}''' * ''Saberneira'', s. f.- continuação de tempo muito frio. - ''Sahir'', loc. (- ao boi), sentir necessidade do boi; necessidade de macho. * ''Salafórda'', adj.- que não faz coisa com jeito. * ''Salbajóla'', s. m.- homem simples. * ''Salta-que-trépa'', loc.- ir a direito e depressa. - ''Sanfôna'', s. f. - parrameiro. * ''Sarránho'', s. m.- negro de fumo; pó muito negro na paranheira do forno. - ''Sarrulheira'', s. f.- pedregulho. * ''Sarrúlho'', s. m. - pedregulho. * ''Sbardar'', v.- passar, dissipar-se. Diz-se da trovoada. ''Scarduchar'', v.- o mesmo que cardar a baganha do linho; também se diz da lã para ser fiada na roca. * ''Sêcego'', s. m.- ánus. * ''Sobreanno'', ''a'', adj.- que tem mais de ano. * ''Sobrenál e sobonál'', s. m.- o odre que vai em cima da carga. * ''Solácho'', a,- pintainho com poucas penas. * ''Solada'', s. f.- o conjunto de solas para lavrar; palavreado longo e fastidioso. * ''Sólas'', s. f.- a 2.ª junta de gado aposta ao carro. ''Solear'', v.- pôr solas ao carro. * ''Sometter'', v.- (-a saia, o avental), puxar para cima a saia, o avental. - ''Sórna'', loc. (é um -) velhaco, matreiro. * ''Subidoiro'', s. m.- sítio por onde se pode e costuma subir. - ''Suéca'', s. f.- jogo em que cada parceiro joga com 10 cartas. * ''Sufáque'', s. m.- acontecimento inesperado que emociona e causa dor. * ''Suféca'', - o mesmo que - sufaque. * ''Sumélga'', s. f.- mulher delambida e avelhacada. {{rule}}<noinclude></noinclude> 0ofg7fkub0c6tisuhevf4leaj2merh5 Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/51 106 253544 552713 2026-05-20T15:16:59Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552713 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>se casem, porque do contrario o principe é bem capaz de engraçar-se dʼalguma barata e o reino soffreria a vergonha de ser governado por uma rainha que volta e meia perde a casca... Assim, conversando, caminhavam as duas pelas alamedas muito limpinhas e bem arrumadas do jardim. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 51 crop).jpg |align=left |width=300px |padt=2em }} Esse jardim fôra plantado pelos antepassados do principe, em epoca remotissima, segundo contava uma velha lenda. E todas as manhãs as formigas corriam-no inteiro, catando todos os cisquinhos, aparando os gramados e deixando tudo que era um primor. Havia um lago á beira do qual pararam, mirando-se no espelho liquido. Estavam pensativas ambas: Narizinho com saudades do principe<noinclude>{{c|☉{{gap}}47{{gap}}☉}}</noinclude> lvd7gc3xc5xjwy1h9sx24tjrmdtecax Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/52 106 253545 552714 2026-05-20T15:19:28Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552714 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>e a Aranha com saudades das sessenta filhas papadas pelo major Agarra. Nisto ouviram um gemido a certa distancia. Approximaram-se. Era o sapo que gemia com uma barriga enorme estufada de pedrinhas. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 52 crop).jpg |align=left |width=300px |padt=2em }} — Ai de mim, chorava elle, que nem posso andar !... Menina dos cabellos de ouro, tenha dó deste pobre sapo empanturrado, que nunca fez mal a ninguem, e peça ao principe que me perdôe. Prometto que dˋaqui por deante saberei guardar a porta do palacio com cincoenta olhos accesos!... Narizinho tinha bom coração. Compadeceu-se da miseria do infeliz animal e prometteu intervir em seu favor. — Veja, disse ella á Aranha, este coitado está pagando o crime de ser dorminho-<noinclude>{{c|☉{{gap}}48{{gap}}☉}}</noinclude> csa7wv86csixcuouoydac2rkybpyks8 Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/53 106 253546 552715 2026-05-20T15:21:16Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552715 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>co. Foi castigado só porque não poude resistir ao somno... — Eʼ bem feito ! respondeu a aranha. Quem o mandou comer as minhas sessenta filhas ? — Então, disse Narizinho, aqui neste reino um pilhando o outro de geito é ''zás !'' para o papo ? — Isso mesmo, minha filha tal qual entre os homens, que são uns urubús, comedores de carne de cadaveres. Narizinho espantou-se com a idea que os bichos faziam dos homens e quiz desmentir a Aranha. Mas não poude porque a Aranha a interrompeu dizendo: — São urubús, sim, porque comem cadaveres de animaes. Já tive minha teia num açougue da cidade e todas as noites via chegar um carroção cheio de cadaveres de bois, carneiros e porcos esfolados, que um homem, sujo de sangue, chamado açougueiro, vendia em pedacinhos ás criadas de cesta. Narizinho pensou, pensou e viu que era bem verdade aquillo... {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}49{{gap}}☉}}</noinclude> 0cpm45aorx8edvj55ov27ez64u2guy2 Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Primeira parte/XIII 0 253547 552716 2026-05-20T15:22:31Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" from=49 to=53 fromsection="Cap. 13" header=1/> {{PD-old-70-BR}} {{Modernização}} 552716 wikitext text/x-wiki <pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" from=49 to=53 fromsection="Cap. 13" header=1/> {{PD-old-70-BR}} {{Modernização}} jcoderrcrb15qco8lcnc8hqfbztbjdf Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/164 106 253548 552717 2026-05-20T15:25:12Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''{{c|T}}''' * ''Tabantél'', adj.- homem de pouca palavra, sem persistência nas suas resoluções. - ''Tánho'', loc. (gordo como um -, ou está um -) ser muito gordo. * ''Tapúa'', s. f. = tapona. * ''Tarrésteira'', s. f.- conjunto de rebentos novos, nascidos de touceiras. - ''Tendal'', s. m.- terreno onde se esfolha o milho, estendem palhas, etc. ''Téro-léro'', loc.- leviano, com pouco propósito. ''Terrabagído'', s. m.- grande ala... 552717 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>'''{{c|T}}''' * ''Tabantél'', adj.- homem de pouca palavra, sem persistência nas suas resoluções. - ''Tánho'', loc. (gordo como um -, ou está um -) ser muito gordo. * ''Tapúa'', s. f. = tapona. * ''Tarrésteira'', s. f.- conjunto de rebentos novos, nascidos de touceiras. - ''Tendal'', s. m.- terreno onde se esfolha o milho, estendem palhas, etc. ''Téro-léro'', loc.- leviano, com pouco propósito. ''Terrabagído'', s. m.- grande alarido. ''Této'', s. m. (- de laranja) - gomo de laranja. * ''Tibadélla'', s. f.- acção de tibar. * ''Tibar'', v.- (-a lavadura), acrescentar, misturar água fria à lavadura. * ''Tibona'', s. f.- mulher ou criada de cozinha pouco apurada no serviço; misturada. * ''Tibornada'', adj.- coisa tibada. * ''Tibornar'', v.- misturar água no vinho. * ''Tibornia'', s. f.- mistura de líquidos mal feita. * ''Tibornices'' - acto de tibornar. - ''Tinto'', s. m.- certa medida de linho urdido ou tecido, que regula por 5<sup>m</sup>,5. * ''Tonḥear'', v.- dizer tolices. * ''Tônho'', ''a'', adj.- estúpido, apalermado, lorpa. * ''Torteiro'', s. m.- pau curto esmagado numa das extremidades com que os trolhas limpam o musgo das paredes para as branquear. * ''Toupeiro'', loc. (estar como um- ) estar muito farto. * ''Trambilicar'', v.- tremer, andar, a cair; não poder sustentar-se em pé. * ''Tramblazaina'', s. m.- homem alto, desajeitado, mal feito. - ''Tramêllo'', ''a'', adj.- indivíduo que fala muito. ''Trapeira'', s. f.- abertura no telhado da cosinha para deixar sair o fumo e dar luz. - ''Trazeiro'', s. m.- ánus. * ''Treboeira'', s. f.- trovoada. - ''Treita'', s. f.- peça dianteira do carrinho em que pousa o arado para lavrar. * ''Treixa'', s. f.- bátega de chuva. * ''Treposta'', s. f.- peça de madeira pregada na umbreira em que bate a porta. * ''Trongalheiro'', s. m.- trapalhão, pouco cuidadoso no arranjo e disposição das coisas. - ''Tuáutem'', s. m.- conselheiro de alguma pessoa a quem ela somente atende. '''{{c|U}}''' * ''Udeita'', s. f.- pequeno feixe de linho espadelado ou em rama, com 24 estrigas. '''' ''Uh!'' interj.- forma de responder, quando alguém chama. ''Ullo?'' interj.- onde está? * ''Unhar'', v.― furtar; agarrar, pegar com unha de alavanca de ferro. {{c|V}} * ''Valga'', s. f.- ravina, depressão no terreno. * ''Varageiro'', adj. — vádio.<noinclude></noinclude> dnxdrujwd6dz9hvrecxta314uu6ynma Página:Da Terra á Lua.pdf/73 106 253549 552718 2026-05-20T15:40:55Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: — E porque não? — Porque ainda lhe não discutimos a fórma. Ha de ser canhão, obuz ou morteiro? — Canhão, replicou Morgan. — Obuz, redarguiu o major. — Morteiro, clamou J.-T. Maston. Nova e vehemente discussão ia encetar-se; cada qual preconisava já a sua arma favorita, quando o presidente a interrompeu de prompto, dizendo: «Meus amigos, vou pô-los a todos de accordo; a nossa columbiada ha de ter alguma cousa de cada uma das tres bôca... 552718 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|74|VIAGENS MARAVILHOSAS|borda_inferior=sim}}</noinclude>— E porque não? — Porque ainda lhe não discutimos a fórma. Ha de ser canhão, obuz ou morteiro? — Canhão, replicou Morgan. — Obuz, redarguiu o major. — Morteiro, clamou J.-T. Maston. Nova e vehemente discussão ia encetar-se; cada qual preconisava já a sua arma favorita, quando o presidente a interrompeu de prompto, dizendo: «Meus amigos, vou pô-los a todos de accordo; a nossa columbiada ha de ter alguma cousa de cada uma das tres bôcas de fogo indicadas. Ha de ser canhão, por ter a camara da polvora de diametro igual ao da alma. Obuz, porque ha de arremessar obuzes. Finalmente será morteiro, visto como ha de ser apontada por um angulo de 90°, e que, sem poder recuar, inabalavelmente ligada ao solo, communicará ao projectil toda a potencia de impulsão que se lhe accumular no ventre. — Adoptado, adoptado, conclamaram os membros da commissão. — Permittam-me uma simples reflexão, disse Elphiston, ha de ser raiado esse canh-obuz-morteiro? — Não, respondeu Barbicane, não; precisâmos de uma enorme velocidade inicial, e sabeis muito bem que as balas sáem menos velozes dos canhões raiados do que dos canhões de alma lisa. — É exacto. — Até que emfim dʼesta vez é que já temos canhão! repetiu J.-T. Maston. — Ainda não é tanto assim, replicou o presidente. — Então porque? — Porque ainda não sabemos de que metal ha de ser feito. — Decida-se isso sem demora. — Era o que eu ia propor-vos». {{nop}}<noinclude></noinclude> f9l7ylsdsompwdxggodfmc5p27e0m6n Página:Da Terra á Lua.pdf/74 106 253550 552719 2026-05-20T15:42:22Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Cada um dos membros da commissão foi engulindo a sua duzia de sandwiches acompanhadas de um bule de chá, depois recomeçou a discussão. «Meus bons collegas, disse Barbicane, o nosso canhão deve ter grande tenacidade e grande dureza, e ser infusivel pelo calor, insoluvel e inoxydavel pela acção corrosiva dos acidos. — Isso não tem duvida alguma, respondeu o major, e como ha de ser necessario empregar uma quantidade consideravel de metal, n... 552719 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|75|borda_inferior=sim}}</noinclude>Cada um dos membros da commissão foi engulindo a sua duzia de sandwiches acompanhadas de um bule de chá, depois recomeçou a discussão. «Meus bons collegas, disse Barbicane, o nosso canhão deve ter grande tenacidade e grande dureza, e ser infusivel pelo calor, insoluvel e inoxydavel pela acção corrosiva dos acidos. — Isso não tem duvida alguma, respondeu o major, e como ha de ser necessario empregar uma quantidade consideravel de metal, não havemos de hesitar muito na escolha. Nʼesse caso, disse Morgan, proponho para a fabricação da columbiada a melhor das ligas que é conhecida até hoje, isto é, cem partes de cobre, doze de estanho e seis de latão. — Meus amigos, respondeu o presidente, confesso que esta composição tem dado excellentes resultados; mas para o nosso caso, custaria excessivamente cara, e difficilmente poderiamos emprega-la. Cuido portanto que devemos adoptar uma materia excellente, e de baixo preço, tal como o ferro fundido. Não será esta a vossa opinião, major? — Exactamente, respondeu Elphiston. — Com effeito, proseguiu Barbicane, o ferro fundido, custa dez vezes mais barato que o bronze, é de facil fusão, molda-se com simplicidade em moldes de areia, manipula-se com rapidez; dá pois simultaneamente economia de tempo e de dinheiro. Alem dʼisto esta materia é excellente, e bem me recordo de que, durante a guerra, no cêrco de Atlanta, algumas peças de ferro fundido atiraram cada uma mil tiros de vinte em vinte minutos, sem que por isso soffressem alteração. — Todavia, o ferro fundido é muito quebradiço, respondeu Morgan. — É verdade, mas tambem é muito resistente, e de mais asseguro-vos que não havemos de rebentar, por isso respondo eu. {{nop}}<noinclude></noinclude> d6ohp4zavxon8qmvxb00t50btbztpm6 Página:Da Terra á Lua.pdf/75 106 253551 552720 2026-05-20T15:46:27Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ## Cap. 8 ## — Rebentar não é deshonra, replicou em ar de sentença J.-T. Maston. — Está claro, respondeu Barbicane. Pedirei portanto ao nosso digno secretario que nos calcule o peso de um canhão de ferro fundido, de novecentos pés de comprimento e com um diametro interior de nove pés, e com as paredes de seis pés de espessura. — Nʼum instante, respondeu J.-T. Maston. E, assim como fizera na vespera, escrevinhou umas formulas, com facili... 552720 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|76|VIAGENS MARAVILHOSAS|borda_inferior=sim}}</noinclude>## Cap. 8 ## — Rebentar não é deshonra, replicou em ar de sentença J.-T. Maston. — Está claro, respondeu Barbicane. Pedirei portanto ao nosso digno secretario que nos calcule o peso de um canhão de ferro fundido, de novecentos pés de comprimento e com um diametro interior de nove pés, e com as paredes de seis pés de espessura. — Nʼum instante, respondeu J.-T. Maston. E, assim como fizera na vespera, escrevinhou umas formulas, com facilidade de pasmar, e disse passado um minuto. «Esse canhão ha de pesar sessenta e oito mil e quarenta toneladas (68.040:000 kilogrammas).» — E a dois centesimos<ref>Centesimos do dollar, 36 réis approximadamente.</ref> (10 centimos) por libra, ha de custar?... — Dois milhões quinhentos e dez mil setecentos e um dollars (13.608:000 francos).» J.-T. Maston, o major e o general olharam para Barbicane com ar de inquietação. «E então! Repito-lhes, senhores, o que já lhes disse hontem, estejam descansados, que os milhões não nos hão de faltar.» Seguros na palavra do seu presidente, separaram-se os membros da commissão, depois de terem combinado para o dia seguinte a terceira sessão. {{dhr}} ## Cap. 9 ## {{T2|{{smaller|{{lsp||QUESTÃO DA POLVORA }}}}|CAPITULO IX}} {{dhr}} Só faltava tratar da questão da polvora. Esperava o publico com anciedade esta decisão final. Dados o volume do projectil e o comprimento do canhão, qual seria a quantidade de polvora ne-<noinclude></noinclude> ne6pq4si0wvxqu5h1enezyvc3k3zdfi 552721 552720 2026-05-20T15:47:04Z Erick Soares3 19404 552721 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|76|VIAGENS MARAVILHOSAS|borda_inferior=sim}}</noinclude><section begin="Cap. 8"/>— Rebentar não é deshonra, replicou em ar de sentença J.-T. Maston. — Está claro, respondeu Barbicane. Pedirei portanto ao nosso digno secretario que nos calcule o peso de um canhão de ferro fundido, de novecentos pés de comprimento e com um diametro interior de nove pés, e com as paredes de seis pés de espessura. — Nʼum instante, respondeu J.-T. Maston. E, assim como fizera na vespera, escrevinhou umas formulas, com facilidade de pasmar, e disse passado um minuto. «Esse canhão ha de pesar sessenta e oito mil e quarenta toneladas (68.040:000 kilogrammas).» — E a dois centesimos<ref>Centesimos do dollar, 36 réis approximadamente.</ref> (10 centimos) por libra, ha de custar?... — Dois milhões quinhentos e dez mil setecentos e um dollars (13.608:000 francos).» J.-T. Maston, o major e o general olharam para Barbicane com ar de inquietação. «E então! Repito-lhes, senhores, o que já lhes disse hontem, estejam descansados, que os milhões não nos hão de faltar.» Seguros na palavra do seu presidente, separaram-se os membros da commissão, depois de terem combinado para o dia seguinte a terceira sessão. {{dhr}} <section end="Cap. 8"/> <section begin="Cap. 9"/>{{T2|{{smaller|{{lsp||QUESTÃO DA POLVORA }}}}|CAPITULO IX}} {{dhr}} Só faltava tratar da questão da polvora. Esperava o publico com anciedade esta decisão final. Dados o volume do projectil e o comprimento do canhão, qual seria a quantidade de polvora ne- <section end="Cap. 9"/><noinclude>{{smallrefs}}</noinclude> e1b7x8w5knwiyzid70w5b8z5qj3kqwv Da Terra á Lua/VIII 0 253552 552722 2026-05-20T15:48:07Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Da Terra á Lua.pdf" from=67 to=75 tosection="Cap. 8" header=1/> {{rule|5em|align=left}} {{dhr}} {{Smallrefs}} {{Modernização}} {{DP-3}} [[en:From the Earth to the Moon/Chapter VIII]] [[be:З пушкі на Луну/Ад Зямлі да Луны/VIII]] [[it:Dalla Terra alla Luna/Capitolo VIII]] 552722 wikitext text/x-wiki <pages index="Da Terra á Lua.pdf" from=67 to=75 tosection="Cap. 8" header=1/> {{rule|5em|align=left}} {{dhr}} {{Smallrefs}} {{Modernização}} {{DP-3}} [[en:From the Earth to the Moon/Chapter VIII]] [[be:З пушкі на Луну/Ад Зямлі да Луны/VIII]] [[it:Dalla Terra alla Luna/Capitolo VIII]] 0lg9cgvieupyyiciuqtgtn3957jelkg Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/165 106 253553 552723 2026-05-20T15:48:46Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: - ''Varêjo'', loc. (andar no -) andar na vadiagem. * ''Vejita'', s. f. = visita. Usa-se no alto concelho. - ''Venerar'', v.- alimentar alguém e dar-lhe vestuário. * ''Venteado'', ''a'', adj.- com fendas. * ''Ventear'', v.- abrir fendas nas pedras. * ''Verpilheiro'', ''a'', adj.- indivíduo reles, que pratica acções indignas. - ''Vessáda'', s. f.- lavrada. ''Vigairada'', s. f. (vida-airada?) passeata. ''Vinagrinho'', sub.- que te... 552723 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>- ''Varêjo'', loc. (andar no -) andar na vadiagem. * ''Vejita'', s. f. = visita. Usa-se no alto concelho. - ''Venerar'', v.- alimentar alguém e dar-lhe vestuário. * ''Venteado'', ''a'', adj.- com fendas. * ''Ventear'', v.- abrir fendas nas pedras. * ''Verpilheiro'', ''a'', adj.- indivíduo reles, que pratica acções indignas. - ''Vessáda'', s. f.- lavrada. ''Vigairada'', s. f. (vida-airada?) passeata. ''Vinagrinho'', sub.- que tem génio irritável. '''{{c|X}}''' - ''Xára'', loc. (é um -), que anda muito depressa. * ''Xaragão'' = enxergão. * ''Xis-bis'' - um bocadinho. * ''Xiscar'', v.- alcançar, conseguir, apanhar. * ''Xisquinho'', subs.- um bocadinho, um pedacinho de qualquer coisa. '''{{c|Z}}''' * ''Zamboeiro'', s. m.- o mesmo que zambujo. - ''Zambujo'', s. m.- varapau, cacete. - ''Zánga'', s. f.- arado com uma só aiveca; aravessa. * ''Zángão'' = fungão. * ''Zápas'', loc. (pelas -), pelas bordas, muito cheio. * ''Zoupeira'', s. f.- mulher de má língua e pouca vergonha. {{c|'''Suplemento ao VOCABULÁRIO'''<ref>No n.° 727, ano 14.º, da ''Gazeta das Aldeias'', onde o sr. Gil Moreno anda publicando um «Vocabulário», encontra-se o vocábulo - ''Larecer'' - Falar muito. (Paredes do Coura). Decerto é erro tipográfico, porque tal palavra não existe na linguagem popular, deste concelho, mas - ''Larear'', com aquele significado.</ref>}} * ''Baldreu'', adj.- mulher suja, e de maus costumes<ref>Respondeu, há pouco tempo, nesta comarca, um popular por injuriar com esta palavra e outras uma mulher.</ref>. - ''Chifrado'', a, adj.- embaraçado, entupido. * ''Enguinar'', v. fazer zangar. (A sílaba - ''gui'' - deste vocábulo pronuncia-se como a igual da palavra ''Gui''marães). - ''Formigo'', subs.― rabanáda. * ''Imprimir'', v.- melhorar de fortuna, aumentando-a pelo trabalho. (É vulgar). * ''Jouça'', s. f.- excremento, dejecções. * ''Mentrêchas'', s. f.- rugas de gordura nos quartos do porco. - ''Lei'', s. f. loc. (ter -), ter afecto, amor, estima. - ''Milheiro'', s. m.- bago de milho maïz. - ''Mosquête'', s. m.- bofetão. - ''Mózó'', s. f.- moela. - ''Muchácho'', a, adj.- inexperiente, de boa fé. * ''Murmaçar'', v. chover miudinho, em forma de nevoeiro. - ''Murra'', s. f.- porção de rôço mais crescido do que o outro que o cerca no monte. * ''Varólas'', adj.- indivíduo que se gaba, contando mentiras. {{rule}}<noinclude></noinclude> 25q5dudojsogx7kolpfpghyesuivu3k Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/166 106 253554 552731 2026-05-20T15:54:38Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''{{c|CAPÍTULO XXV}}''' {{c|'''Galeria de courenses ilustres'''<ref>Ao meu bom amigo o sr. tenente-coronel Cunha Brandão, devo a maior parte destes apontamentos.</ref>}} '''{{c|(INSTANTÁNEOS)}}''' {{c|---}} '''{{c|1.º}}''' '''{{c|Teodósio o Grande}}''' FOI imperador romano e príncipe de grandes qualidades políticas e guerreiras. Segundo todos os historiadores, nasceu na cidade de Cauca, península ibérica, afirmando alguns... 552731 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>'''{{c|CAPÍTULO XXV}}''' {{c|'''Galeria de courenses ilustres'''<ref>Ao meu bom amigo o sr. tenente-coronel Cunha Brandão, devo a maior parte destes apontamentos.</ref>}} '''{{c|(INSTANTÁNEOS)}}''' {{c|---}} '''{{c|1.º}}''' '''{{c|Teodósio o Grande}}''' FOI imperador romano e príncipe de grandes qualidades políticas e guerreiras. Segundo todos os historiadores, nasceu na cidade de Cauca, península ibérica, afirmando alguns que aquela povoação ficava na antiga Galiza, porventura em terras de Coura. Não é fácil demonstrar que ele fosse nosso conterrâneo. Fama volat, apenas. Teodósio nasceu no ano de 364 e faleceu no de 395. {{rule}}<noinclude></noinclude> lntd764kidapd5p175j2hszm8uhaek1 552732 552731 2026-05-20T15:55:02Z Ruiaraujo1972 38032 552732 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>'''{{c|CAPÍTULO XXV}}''' {{c|'''Galeria de courenses ilustres'''<ref>Ao meu bom amigo o sr. tenente-coronel Cunha Brandão, devo a maior parte destes apontamentos.</ref>}} '''{{c|(INSTANTÁNEOS)}}''' {{c|---}} '''{{c|1.º}}''' '''{{c|Teodósio o Grande}}''' FOI imperador romano e príncipe de grandes qualidades políticas e guerreiras. Segundo todos os historiadores, nasceu na cidade de Cauca, península ibérica, afirmando alguns que aquela povoação ficava na antiga Galiza, porventura em terras de Coura. Não é fácil demonstrar que ele fosse nosso conterrâneo. ''Fama volat'', apenas. Teodósio nasceu no ano de 364 e faleceu no de 395. {{rule}}<noinclude></noinclude> 2row0xu6tj7ms3gncwthz24ncy4ik6j Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/167 106 253555 552734 2026-05-20T16:03:43Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''{{c|2.º}}''' '''{{c|S. Paio}}''' Viveu no princípio do século X, sendo martirizado em Córdova, onde faleceu a 26 de Junho, de 925. Diz-se que foi natural da freguesia de Cunha, e avoengo dos srs. Pereiras da Cunha. (Cfr. «Libertador de Coura», ano de 1900, n.<sup>os</sup> 194 a 197). '''{{c|3.º}}''' '''{{c|Domingos d'Antas}}''' Segundo se lê no «''Nobiliário''» de Andrade Leitão, Domingos d'Antas foi «do Conselho d'El-Rei D. D... 552734 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>'''{{c|2.º}}''' '''{{c|S. Paio}}''' Viveu no princípio do século X, sendo martirizado em Córdova, onde faleceu a 26 de Junho, de 925. Diz-se que foi natural da freguesia de Cunha, e avoengo dos srs. Pereiras da Cunha. (Cfr. «Libertador de Coura», ano de 1900, n.<sup>os</sup> 194 a 197). '''{{c|3.º}}''' '''{{c|Domingos d'Antas}}''' Segundo se lê no «''Nobiliário''» de Andrade Leitão, Domingos d'Antas foi «do Conselho d'El-Rei D. Diniz e seu médico». Teve por progenitor Diogo d'Antas Alderête, da ilustre casa de Antas, que então caminhava para o apogeu da sua grandeza. Do facto de pertencer ao pessoal da Corte, por tantos títulos notável, daquele monarca, pode inferir-se com segurança o grande mérito do nosso patrício, ao qual também faz referência o cronista-mór do reino fr. Francisco Brandão, na Monarquia Lusitana. (5.ª parte). '''{{c|4.º}}''' '''{{c|Estevam Gonçalves - o Justeiro}}''' O nome completo deste courense ilustre era - Estevam Gonçalves de Novaes Varella. Procedia de uma família ilustre de Valença. A seu respeito lê-se na «Collecção Pombalina», artigo Barboza: «Estevam Gonçalves, Justeiro, cujos pais ignoramos, e somente que foi um homem honrado, natural da terra de Coura, casou por amores com Brites Barbosa, filha de Gonçalo Fernandes de Barbosa, da casa de Aborim » ... A antonomásia de - ''Justeiro'' - deveu-se à sua consumada perícia no jogo das «''justas''», muito em voga no seu tempo, e que implicavam ser-se bom cavaleiro. Estevam Gonçalves, de quem aparecem notícias em vários «Nobiliários», esteve na batalha de Aljubarrota (1385), e residiu, por algum tempo, com a sua família, em Mantelães e depois em Lapela, próximo a Monção. (Cfr. freguesia de - ''Formariz''). '''{{c|5.º}}''' '''{{c|D. António Mendes de Carvalho}}''' Foi o 1.° bispo de Elvas. Nasceu em 1521 na casa do Paço, em Ferreira, e morreu naquela cidade com opinião de santo, a 9 de Janeiro, de 1591. Foram seus país Álvaro Mendes de Mesquita e D. Uzenda de Carvalho, que residiram algum tempo na vila de Caminha. Estudou na Universidade de Paris, onde foi graduado. Sabia a maior parte das línguas europeias, sendo distinto em Filosofia e consumado Teólogo. Concluída a sua carreira literária em Paris, percorreu diversos Estados e Cortes da Europa, onde travou relações com os maiores sábios do tempo. Foi chamado por D. João III para reger uma cadeira na Universidade de Coimbra, onde prestou serviço durante sete anos. Extremamente modesto e singularmente caritativo, foi nomeado bispo de Elvas depois de paroquiar, durante 14 anos, a freguesia de S. Miguel de Rebordosa, no bispado do Porto, e sagrado, em S. Vicente de Fora, no 3.º Domingo de Setembro, de 1571.<noinclude></noinclude> pjdscu8a755mxuq7jasgolsasem0ov4 Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/168 106 253556 552735 2026-05-20T16:11:05Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Por ocasião da malfadada batalha de Alcácer-Kibir, resgatou, à sua custa, todos os seus diocesanos que tinham ficado cativos; e, quando morreu, deixou em dinheiro ''nove vintens''. D. António Mendes de Carvalho não deslustrou a pleíade de bispos portugueses do seu tempo, como foram D. fr. Bartolomeu dos Mártires; D. Jorge d'Ataíde, reformador do missal e breviário romanos; D. António Pinheiro, bispo de Miranda e valído de Filipe IV; D... 552735 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Por ocasião da malfadada batalha de Alcácer-Kibir, resgatou, à sua custa, todos os seus diocesanos que tinham ficado cativos; e, quando morreu, deixou em dinheiro ''nove vintens''. D. António Mendes de Carvalho não deslustrou a pleíade de bispos portugueses do seu tempo, como foram D. fr. Bartolomeu dos Mártires; D. Jorge d'Ataíde, reformador do missal e breviário romanos; D. António Pinheiro, bispo de Miranda e valído de Filipe IV; D. Jerónimo Osório - o ''Cícero Português'' - bispo de Silves; e ombreou garbosamente com os seus contemporâneos André de Resende, Pedro Nunes, Damião de Góis, etc.<ref>«Voz de Coura» ano 2.º, n.<sup>os</sup> 86 a 91.</ref>. Conta-se que, oferecendo-lhe Filipe IV o Bispado de Placência, por não lhe poder dar o de Sevilha, que não estava vago, o nosso ilustre conterrâneo lhe respondera: «''Senhor, em quanto um homem tem a primeira mulher viva, não se casará segunda vez''.» '''{{c|6.º}}''' '''{{c|Bento Barbosa Mendes}}''' O «''Nobiliário''» de Leonel de Sousa Andrade<ref>Ver o n.º 28.º.</ref> diz ser natural de Coura. Também ali se lê que foi deão da Sé de Elvas, pela renúncia de seu tio D. Sebastião Barbosa, que havia recebido esta mercê de D. António Mendes de Carvalho. Era sobrinho (bissobrinho) deste. '''{{c|7.º}}''' '''{{c|Fr. Belchior d'Antas}}''' Pertenceu à ilustre família do seu apelido e à Ordem Dominicana, prestando serviços na Oceania. No «''Agiológio Dominicano''» e em referência ao obituário de 6 de Maio, lê-se... «Em Solor, na Índia Oriental, o V. fr. Belchior, converso e porteiro do pobre conventinho, que os renegados assaltaram, matando-o a punhaladas em ódio da Religião, no ano de 1598...»<ref>Agiológio Dom., tom. 2.º, edição de 1753.</ref> '''{{c|8.º}}''' '''{{c|Lopo de Antas - o Romano}}''' Foi muito conhecido no seu tempo por aquela antonomásia, devida ao facto de ter ido sete vezes a Roma, onde era muito considerado. Teve por progenitores Fernão de Antas, instituidor do morgadio dos Antas nas suas quintas de S. Rozendo e S. Miguel de Fontoura, Senhor da Honra de Fraião e Padroeiro das Igrejas de Agualonga, Cossourado, S. Martinho de Coura, Romarigães, Rubiães e outras, e sua mulher D. Leonor Rodrigues Salgado, filha de Pedro Lopes Salgado de Ribera, natural de Orense. Foi Lopo d'Antas quem mandou construir a capela de S. Bartolomeu de Antas, freguesia de Rubiães, em 1592. Era muito obsequiador e esmoler. Por apresentação da sua casa, foi abade de Cossourado e S. Martinho. {{rule}}<noinclude></noinclude> 5oqhkya0px0zyooupjn356xlvk9bd1v Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/169 106 253557 552736 2026-05-20T16:28:02Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''{{c|9.º}}''' '''{{c|João Pereira d'Antas}}''' Nosso embaixador em Paris, onde prestou bons serviços nos reinados de D. Sebastião, em Portugal, e D. Henrique II, em França. Nas «''Memórias d'El-Rei D. Sebastião''», por Barbosa Machado, encontra o leitor referências aos serviços do nosso patrício, que por aquele autor é incluído no número dos «mais insignes varões daquela idade». João Pereira d'Antas pertenceu à família dos Antas,... 552736 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>'''{{c|9.º}}''' '''{{c|João Pereira d'Antas}}''' Nosso embaixador em Paris, onde prestou bons serviços nos reinados de D. Sebastião, em Portugal, e D. Henrique II, em França. Nas «''Memórias d'El-Rei D. Sebastião''», por Barbosa Machado, encontra o leitor referências aos serviços do nosso patrício, que por aquele autor é incluído no número dos «mais insignes varões daquela idade». João Pereira d'Antas pertenceu à família dos Antas, por sua mãe D. Isabel Freire, filha de Luiz d'Antas, Alcaide-Mór do Alandroal. Para se avaliar do mérito diplomático de Pereira d'Antas, basta dizer que, já depois de se ter retirado de Paris, foi escolhido para ir pedir satisfação condigna pelas barbaridades que, em 1566, uns corsários franceses tinham praticado no Funchal. A este respeito diz Barbosa Machado:... «resolveo o cardeal D. Henrique<ref>Regente desde 1562.</ref> pedir à magestade d'El-Rei Christianissimo a satisfação d'este aggravo com que egualmente fôra alterada a paz, que havia entre uma e outra Côrte como offendida a auctoridade do nosso principe. Para este fim foi mandado embaixador a Pariz João Pereira d'Antas, que já na mesma Côrte tinha exercitado este ministerio». Por circunstâncias de ocasião, o nosso patrício não se saiu desta comissão a contento da Corte portuguesa, o que em nada, a nosso ver, diminui o seu grande préstimo. '''{{c|10.º}}''' '''{{c|Francisco da Cunha}}''' Nasceu na freguesia de Bico, pertencendo à nobre família dos Cunhas, que tiveram solar no Outeiro, freguesia de Cunha. Foram seus pais Ruy Fernandes da Cunha e D. Vitória da Cunha. Seguiu a carreira das armas, distinguindo-se como comandante de um ''terço'' (regimento) na guerra entre a Espanha e França, em 1638. Pelos seus serviços foi agraciado por Filipe IV com o hábito de S. Tiago, mercê a que alude uma inscrição existente nas ruínas da torre do solar do Outeiro (Cunha). Francisco da Cunha, que Pinho Leal, no «Portugal Antigo e Moderno) (artigo-Bico), classifica de «cabo de guerra intrépido e atilado», também exerceu importantes comissões na América espanhola, entre as quais citaremos a de Governador de uma província na Nova Granada. '''{{c|11.º}}''' '''{{c|Ruy Fernandes d'Araujo}}''' Acerca deste nosso patrício lê-se no «''Nobiliário''» de Andrade Leitão: «Ruy Fernandes d'Araujo, da freguesia de Castanheira, homem fidalgo, que serviu em Tânger muitos anos, viveu no tempo d'El-Rei D. Sebastião e foi capitão do concelho de Coura, na comarca de Viana, filho de Pedro d'Araujo e neto de Gonçalo Rodrigues d'Araujo, que moraram em Ponte do Lima». Ruy d'Araújo casou com D. Isabel Barbosa de Sousa, da casa de Vascões e tiveram filhos também notáveis. {{rule}}<noinclude></noinclude> i5tjfx1c963ne825hqrlpgiffe0f6s5 Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/170 106 253558 552737 2026-05-20T16:33:21Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Em recompensa dos seus serviços foi-lhe dado o ofício de juiz dos Orfãos e o de escrivão das sizas em Coura. Seu filho André Rodrigues de Barros (ou de Araújo, como querem outros) foi aprisionado e feito cativo na desgraçada batalha de Alcácer-Kivir, em África. Depois do seu resgate, continuou a servir a sua pátria na guarnição de Tânger. («Voz de Coura», n.º 96). {{c|12.º}} {{c|Gaspar de Sousa Caldas}} É outro filho de Ruy Fernand... 552737 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Em recompensa dos seus serviços foi-lhe dado o ofício de juiz dos Orfãos e o de escrivão das sizas em Coura. Seu filho André Rodrigues de Barros (ou de Araújo, como querem outros) foi aprisionado e feito cativo na desgraçada batalha de Alcácer-Kivir, em África. Depois do seu resgate, continuou a servir a sua pátria na guarnição de Tânger. («Voz de Coura», n.º 96). {{c|12.º}} {{c|Gaspar de Sousa Caldas}} É outro filho de Ruy Fernandes d'Araújo e teve grande representação em Coura, pois exerceu aqui os importantes cargos de Capitão-Mór, juiz dos Orfãos e escrivão das sizas. Viveu em Castanheira, onde foi grande proprietário, e casou com D. Catarina Freire d'Andrade, filha bastarda do abade de Rubiães e Castanheira - Gaspar Freire de Andrade e D. Filipa Brandão, da casa da Torre, dita freguesia de Castanheira. {{c|13.º}} {{c|Gonçalo de Caldas Pereira}} Da família do precedente. Era filho de Ruy Gonçalves e de Inês de Caldas, tendo nascido em Padornelo, residência de seus pais. Gonçalo expedicionou, muito novo, aí por 1579, para a Índia, onde prestou bons serviços. Filipe II concedeu-lhe o foro de Fidalgo, e pouco depois morreu, coberto de feridas e de glória, num ataque contra o célebre pirata Cunhale, dirigido por André Furtado de Mendonça. {{c|14.º}} {{c|Geraldo Freire de Andrade}} Ainda da família dos precedentes, pois era filho de Gaspar de Sousa Caldas, acima citado. Serviu por mais de 20 anos, diz Andrade Leitão, o ofício de juiz dos Orfãos do concelho de Coura e Couto de S. Fins, e era falecido no ano de 1646». «Serviu na armada, e muitos anos foi capitão de infantaria no dito concelho». «El-rei D. João IV, deu-lhe alvará para poder nomear o dito ofício, em um dos sete filhos, que tinha». {{c|15.º}} {{c|Diogo Freire d'Andrade}} Foi o filho mais velho<ref>O 2.º filho de Geraldo, chamado Francisco de Sousa Andrade, casou com uma filha do capitão Baltazar d'Antas; o 3.º Baltazar de Caldas e Andrade, casou com D. Maria Barbosa, filha de Belchior Barbosa, do Casal, em Formariz.</ref> de Geraldo e nele recaiu a nomeação para o ofício de juiz dos Orfãos de Coura, como fora autorizado pelo alvará d'El-Rei D. João IV. Diogo, que nasceu em Cunha, em 1619, casou com D. Maria Lamego, filha de Gaspar Rodrigues Lamego, abade da referida freguesia. {{c|16.º}} {{c|Henrique de Caldas e Souza}} Filho dos precedentes e homem importante no seu tempo (1.º quartel do século XVIII). {{rule}}<noinclude></noinclude> ta0ooe628cu1rjg3vt0qbosx6xyrq3j 552738 552737 2026-05-20T16:34:11Z Ruiaraujo1972 38032 552738 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Em recompensa dos seus serviços foi-lhe dado o ofício de juiz dos Orfãos e o de escrivão das sizas em Coura. Seu filho André Rodrigues de Barros (ou de Araújo, como querem outros) foi aprisionado e feito cativo na desgraçada batalha de Alcácer-Kivir, em África. Depois do seu resgate, continuou a servir a sua pátria na guarnição de Tânger. («Voz de Coura», n.º 96). '''{{c|12.º}}''' '''{{c|Gaspar de Sousa Caldas}}''' É outro filho de Ruy Fernandes d'Araújo e teve grande representação em Coura, pois exerceu aqui os importantes cargos de Capitão-Mór, juiz dos Orfãos e escrivão das sizas. Viveu em Castanheira, onde foi grande proprietário, e casou com D. Catarina Freire d'Andrade, filha bastarda do abade de Rubiães e Castanheira - Gaspar Freire de Andrade e D. Filipa Brandão, da casa da Torre, dita freguesia de Castanheira. '''{{c|13.º}}''' '''{{c|Gonçalo de Caldas Pereira}}''' Da família do precedente. Era filho de Ruy Gonçalves e de Inês de Caldas, tendo nascido em Padornelo, residência de seus pais. Gonçalo expedicionou, muito novo, aí por 1579, para a Índia, onde prestou bons serviços. Filipe II concedeu-lhe o foro de Fidalgo, e pouco depois morreu, coberto de feridas e de glória, num ataque contra o célebre pirata Cunhale, dirigido por André Furtado de Mendonça. '''{{c|14.º}}''' '''{{c|Geraldo Freire de Andrade}}''' Ainda da família dos precedentes, pois era filho de Gaspar de Sousa Caldas, acima citado. Serviu por mais de 20 anos, diz Andrade Leitão, o ofício de juiz dos Orfãos do concelho de Coura e Couto de S. Fins, e era falecido no ano de 1646». «Serviu na armada, e muitos anos foi capitão de infantaria no dito concelho». «El-rei D. João IV, deu-lhe alvará para poder nomear o dito ofício, em um dos sete filhos, que tinha». '''{{c|15.º}}''' '''{{c|Diogo Freire d'Andrade}}''' Foi o filho mais velho<ref>O 2.º filho de Geraldo, chamado Francisco de Sousa Andrade, casou com uma filha do capitão Baltazar d'Antas; o 3.º Baltazar de Caldas e Andrade, casou com D. Maria Barbosa, filha de Belchior Barbosa, do Casal, em Formariz.</ref> de Geraldo e nele recaiu a nomeação para o ofício de juiz dos Orfãos de Coura, como fora autorizado pelo alvará d'El-Rei D. João IV. Diogo, que nasceu em Cunha, em 1619, casou com D. Maria Lamego, filha de Gaspar Rodrigues Lamego, abade da referida freguesia. '''{{c|16.º}}''' '''{{c|Henrique de Caldas e Souza}}''' Filho dos precedentes e homem importante no seu tempo (1.º quartel do século XVIII). {{rule}}<noinclude></noinclude> ppgk2p9vkq1yuu97r5fi8ratjqtkx2f