Wikisource ptwikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.3 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikisource Wikisource Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão Portal Portal Discussão Autor Autor Discussão Galeria Galeria Discussão Página Página Discussão Em Tradução Discussão Em Tradução Anexo Anexo Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Página:Quincas Borba.pdf/53 106 138309 552761 386318 2026-05-21T14:06:30Z Juliana Cunha Oliv 38431 /* Revista */ 552761 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Juliana Cunha Oliv" />{{rh||QUINCAS BORBA|43}}</noinclude>— Tambem não digo já; eu não irei tão cedo. O desejo que me deu, quando sahi de Barbacena, foi simples desejo, sem prazo; irei, não ha duvida, mas lá para diante, quando Deus quizer. Palha acudiu, rápido: — Ah ! eu, quando digo que só daqui a annos accrescento tambem que a vontade de Deus póde ordenar o contrario. Quem sabe se daqui a mezes? A Divina Providencia é que manda o melhor. O gesto que acompanhou estas palavras era convicto e pio ; mas, nem Sophia o viu (olhava para os pés), nem o proprio Rubião escutou as ultimas palavras. O nosso amigo estava morto por dizer a causa que o trazia á capital. Tinha a boca cheia de confidencia, prestes a entornal-a no ouvido do companheiro de viagem, — e só por um resto de escrupulo, já frouxo, é que ainda a retinha. E porque retel-a, se não era crime, e ia ser caso publico? —Tenho de cuidar primeiro de um inventario, murmurou finalmente. — O senhor seu pai ? —Não ; um amigo. Um grande amigo, que se lembrou de fazer-me seu herdeiro universal. — Ah !<noinclude><references/></noinclude> cpnapy2t9suwnn5ujavh5way646yd4b Página:O cortiço.djvu/17 106 170331 552795 379111 2026-05-22T05:14:48Z WKDarkSide 39707 /* Revista */ 552795 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="WKDarkSide" /></noinclude>que lhe constou, sim, foi que a sua escrava lhe havia fugido para a Bahia depois da morte do amigo. <br> — O cego que venha buscal-a aqui, se fôr capaz!… desafiou o vendeiro de si para si. Elle que caia nessa e verá se tem ou não pra peras! <br> Não obstante, só ficou tranquillo de todo dahi a tres mezes, quando lhe constou a morte do velho. A escrava passára naturalmente em herança a qualquer dos filhos do morto; mas, por estes, nada havia que receiar: dous pandegos de marca maior que, empolgada a legitima, cuidariam de tudo, menos de atirar-se na pista de uma crioula a quem não viam de muitos annos áquella parte. Ora! bastava já, e não era pouco, o que lhe tinham sugado durante tanto tempo! <br> Bertoleza representava agora ao lado de João Romão o papel triplice de caixeiro, de criada e de amante. Mourejava a valer, mas de cara alegre; ás quatro da madrugada estava já na faina de todos os dias, aviando o café para os freguezes e depois preparando o almoço para os trabalhadores de uma pedreira que havia para além de um grande capinzal aos fundos da venda. Varria a casa, cozinhava, vendia ao balcão na taverna, quando o amigo andava occupado lá por fora; fazia a sua quitanda durante o dia no intervallo de outros serviços, e á noite passava-se para a porta da venda, e, defronte de um fogareiro de barro, fritava figado e frigia sardinhas, que Romão ia pela manhã, em mangas de camisa, de tamancos e sem meias, comprar á praia do Peixe. E o demonio da mulher ainda encontrava tempo para lavar e concertar, além da sua, a roupa do seu<noinclude> <references/></noinclude> dh1mu3hmkkqphl6rpwvb7snijeimju1 Predefinição:Progressos recentes 10 220893 552764 552740 2026-05-21T15:00:11Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 552764 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|92|3|4|1}} | [[Index:A Estrella do Sul.pdf|A Estrella do Sul]] |- | {{Barra de progresso|0|0|75|12|14|-1}} | [[Index:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf|A Menina do Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|0|0|93|1|5|1}} | [[Index:Alice no País do Espelho (Trad. 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Paredes de Coura]] |- | {{Barra de progresso|0|0|5|0|3|92}} | [[Index:O Atheneu (Chronica de saudades).pdf|O Atheneu]] |- | {{Barra de progresso|92|0|2|2|2|2}} | [[Index:O cortiço.djvu|O Cortiço]] |- | {{Barra de progresso|0|0|1|0|0|99}} | [[Index:O grande livro de S. Cypriano ou o thesouro do feiticeiro.pdf|O grande livro de S. Cypriano]] |- | {{Barra de progresso|86|0|11|2|2|-1}} | [[Index:Quincas Borba.pdf|Quincas Borba]] (1891)]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> 76lc927ijg4s6f67fmwpth91n7tdsuv Página:Da Terra á Lua.pdf/76 106 253559 552762 2026-05-21T14:27:59Z Juliana Cunha Oliv 38431 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: cessaria para produzir a impulsão? Aquelle agente temivel. de que o homem, todavia conseguiu dominar e dirigir os effeitos, ia ser chamado a desempenhar o seu papel habitual, mas em proporções nunca usadas. É geralmente acreditado, e diz-se vulgarmente, que a polvora foi inventada no seculo XIV, pelo monge Schwartz, que pagou com a vida a grande descoberta que fizera. Mas na actualidade quasi que se pode dar como provado que esta hi... 552762 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Juliana Cunha Oliv" />{{rh||DA TERRA Á LUA|77}}</noinclude>cessaria para produzir a impulsão? Aquelle agente temivel. de que o homem, todavia conseguiu dominar e dirigir os effeitos, ia ser chamado a desempenhar o seu papel habitual, mas em proporções nunca usadas. É geralmente acreditado, e diz-se vulgarmente, que a polvora foi inventada no seculo XIV, pelo monge Schwartz, que pagou com a vida a grande descoberta que fizera. Mas na actualidade quasi que se pode dar como provado que esta historia merece ser classificada a par de muitas outras lendas da idade media. A polvora ninguem a inventou, deriva directamente dos fogos gregos, como ella compostos de enxofre e de salitre. A differenca é que os mixtos que em tempos remotos davam apenas polvora de foguete transformaram-se, com o decorrer dos tempos, em mixtos detonantes ou polvoras de tiro. Porém se os eruditos conhecem perfeitamente a imaginaria historia da invencão da polvora, pouca gente ha que saiba devidamente apreciar a sua potencia mechanica, que é exactamente o que é necessario saber para comprehender a importancia do assumpto sujeito á commissão. Um litro de polvora pesa, proximamente, duas libras (900 grammas)¹, e produz quando se inflamma quatrocentos litros de gazes; estes gazes, em liberdade, e sob a accção de uma temperatura elevada até dois mil e quatrocentos graus, occupam um espaço equivalente a quatro mil litros. Portanto o volume da polvora em grão está para o volume dos gazes produzidos pela sua deflagração, assim como um está para quatro mil. Avalie-se por isto a espantosa impulsão que hão de produzir estes gazes, quando comprimidos n'um espaço quatro mil vezes mais apertado do que o que naturalmente haviam de occupar.<noinclude>{{e|¹ A libra americana vale 453 grammas.}}</noinclude> kt92nhg6xd3qxjvgk2186brk0ixqtty 552778 552762 2026-05-21T16:03:35Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ 552778 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|77|borda_inferior=sim}}</noinclude>cessaria para produzir a impulsão? Aquelle agente temivel. de que o homem, todavia conseguiu dominar e dirigir os effeitos, ia ser chamado a desempenhar o seu papel habitual, mas em proporções nunca usadas. É geralmente acreditado, e diz-se vulgarmente, que a polvora foi inventada no seculo XIV, pelo monge Schwartz, que pagou com a vida a grande descoberta que fizera. Mas na actualidade quasi que se pode dar como provado que esta historia merece ser classificada a par de muitas outras lendas da idade media. A polvora ninguem a inventou, deriva directamente dos fogos gregos, como ella compostos de enxofre e de salitre. A differenca é que os mixtos que em tempos remotos davam apenas polvora de foguete transformaram-se, com o decorrer dos tempos, em mixtos detonantes ou polvoras de tiro. Porém se os eruditos conhecem perfeitamente a imaginaria historia da invencão da polvora, pouca gente ha que saiba devidamente apreciar a sua potencia mechanica, que é exactamente o que é necessario saber para comprehender a importancia do assumpto sujeito á commissão. Um litro de polvora pesa, proximamente, duas libras (900 grammas)<ref>A libra americana vale 453 grammas.</ref>, e produz quando se inflamma quatrocentos litros de gazes; estes gazes, em liberdade, e sob a accção de uma temperatura elevada até dois mil e quatrocentos graus, occupam um espaço equivalente a quatro mil litros. Portanto o volume da polvora em grão está para o volume dos gazes produzidos pela sua deflagração, assim como um está para quatro mil. Avalie-se por isto a espantosa impulsão que hão de produzir estes gazes, quando comprimidos nʼum espaço quatro mil vezes mais apertado do que o que naturalmente haviam de occupar. {{nop}}<noinclude>{{smallrefs}}</noinclude> 8xdi3olpxzwxuowsstnp8axup43df6r Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/171 106 253560 552763 2026-05-21T14:53:58Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Foi oficial de infantaria, Procurador às Cortes e cavaleiro da Ordem de Cristo. Casou em Valença com D. Maria d'Abreu Bacelar. '''{{c|17.º}}''' {{c|'''Fr. Redempto da Cruz'''<ref>Escrevi uma pequena biografia de fr. Redempto, a qual foi aprovada pelo sr. Arcebispo de Braga e depois publicada.</ref>}} Chamou-se, no século, Thomaz Rodrigues da Cunha e nasceu em princípios de 1589, a avaliar pela data do seu baptismo na freguesia de P... 552763 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Foi oficial de infantaria, Procurador às Cortes e cavaleiro da Ordem de Cristo. Casou em Valença com D. Maria d'Abreu Bacelar. '''{{c|17.º}}''' {{c|'''Fr. Redempto da Cruz'''<ref>Escrevi uma pequena biografia de fr. Redempto, a qual foi aprovada pelo sr. Arcebispo de Braga e depois publicada.</ref>}} Chamou-se, no século, Thomaz Rodrigues da Cunha e nasceu em princípios de 1589, a avaliar pela data do seu baptismo na freguesia de Paredes, que em diversos documentos se fixa em 15 de Março, daquele ano. Forain seus pais Baltazar Pereira, da casa de Lizouros<ref>Parece que da casa de Mantelães, em Formariz, foi casar àquela.</ref> e D. Maria da Cunha. Em 1617, tendo abraçado a carreira das armas, embarcou para a Índia em companhia do Governador daquele Estado D. João Coutinho, 3.° conde do Redondo. Mais tarde, por motivos ainda hoje ignorados, trocou a espada pela cruz e professou na Ordem dos Carmelitas Descalços, em Tata. Os seus importantes serviços como militar e religioso podem ler-se na Crónica dos Carmelitas Descalços. Fr. Redempto da Cruz foi martirizado em 1638 no Achém, aonde fora, fazendo parte de uma embaixada enviada da Índia ao rei daquele Estado<ref>Esta embaixada foi mandada pelo Vice-Rei da Índia D. Pedro da Silva.</ref>. O nosso santo patrício foi beatificado pelo Pontífice Leão XIII em 10 de Junho, de 1900, dia da SS. Trindade. (''Ver freguesia de Cunha''). '''{{c|18.º}}''' '''{{c|António Pereira da Cunha}}''' <small>'''{{c|(Irmão do antecedente)}}'''</small> Nasceu na freguesia de Cunha e foi um dos mais notáveis filhos desta terra. Exerceu, ainda moço, em Madrid, o cargo de oficial maior de Francisco de Lucena e Diogo Soares, e aí casou com D. Bernarda d'Araújo Freire, filha de Gonçalo Rodrigues, da Ponte da Barca, que também fora casar à capital espanhola. Depois da gloriosa revolução de 1640 exerceu em Portugal o elevado cargo de Secretário da Guerra, em que prestou bons serviços à pátria. António Pereira da Cunha foi Fidalgo da Casa de S. Majestade, comendador de S. Tiago de Pias, em Monção, e cavaleiro da Ordem de Cristo<ref>Residiu em Lisboa numa travessa próxima ao teatro do Ginásio, até há pouco tempo chamada - «Travessa do Secretário da Guerra». O palácio da sua residência foi incendiado por ocasião do memorável terramoto de 1755.</ref>. '''{{c|19.º}}''' '''{{c|Fr. Francisco Barbosa}}''' Nasceu em Mantelães, em 1664, sendo seus pais João Pereira Barbosa e D. Ana de Sousa d'Andrade, pertencendo esta à principal nobreza da terra. Foi religioso graciano de. Santo Agostinho, e, segundo Leonel de Sousa Andrade, exerceu o lugar de Prior na Ilha Terceira, sendo muito considerado pelas suas virtudes. {{rule}}<noinclude></noinclude> gku908dgwbzww2lz7o0b3wctrb9vksu Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/172 106 253561 552765 2026-05-21T15:02:12Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''{{c|20.º}}''' '''{{c|Bento de Barbosa Soares}}''' Um dos mais considerados filhos da nossa terra no princípio do século XVIII. Foi baptizado a 25 de Maio, de 1667, na paroquial de Formariz, pelo seu parente Manuel Soares de Lençóes, abade de Gandra, que obteve esta permissão do respectivo abade Paio Barbosa. Bento Barbosa foi Comissário do Santo Oficio, desempenhando este importante cargo muito a contento de seus superiores hier... 552765 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>'''{{c|20.º}}''' '''{{c|Bento de Barbosa Soares}}''' Um dos mais considerados filhos da nossa terra no princípio do século XVIII. Foi baptizado a 25 de Maio, de 1667, na paroquial de Formariz, pelo seu parente Manuel Soares de Lençóes, abade de Gandra, que obteve esta permissão do respectivo abade Paio Barbosa. Bento Barbosa foi Comissário do Santo Oficio, desempenhando este importante cargo muito a contento de seus superiores hierárquicos. Paroquiou, muitos anos, a freguesia de Paredes, e era muito considerado. (''Cfr. Paredes''). '''{{c|21.º}}''' '''{{c|Thomé Pereira Caldas}}''' <small>'''{{c|(Irmão do procedente)}}'''</small> Foi também homem distinto e exerceu o cargo de juiz ordinário neste concelho. Adoptou o apelido de - Caldas -, de seu avô materno Francisco de Caldas de Andrade, natural de Castanheira, mas que residiu em Lizouros, onde casou com D. Isabel Pereira da Cunha<ref>Esta senhora, da distinta família Pereiras da Cunha, nasceu em 1664, sendo baptizada a 30 de Março, do referido ano, na paroquial de Cunha, com licença do respectivo abade, por Francisco Pereira da Cunha, abade de Santa Eulália de Regalados, servindo de padrinhos João Pereira da Cunha,- abade de Padreiro e D. Maria Pereira da Cunha, casada em Paredes com Sebastião da Cunha Barbosa, Governador de Vila Nova de Cerveira.</ref>. '''{{c|22.º}}''' '''{{c|Heitor Barbosa de Lima}}''' Senhor da casa de Boiamonte no 2.° quartel do século XVII e um dos mais notáveis membros da família Barbosa de Lima. Casou com D. Inês Taveira da Costa, de Cristelo, de quem teve dois filhos: Feliciano de Abreu Barbosa de Lima, cavaleiro da Ordem de Aviz, casado em Lisboa, e uma senhora, cuĵo nome cala o «Nobiliário», de Andrade Leitão. Os pais de Heitor Barbosa foram Belchior Barbosa Mendes (sobrinho do 1.º bispo de Elvas D. António Mendes de Carvalho) e D. Maria de Lima, ambos de sangue ilustre. Foi Monteiro-Mór deste concelho e seu distrito. '''{{c|23.º}}''' '''{{c|Bento Barbosa de Lençóes}}''' Natural de Paredes, sendo seus pais Francisco Soares de Lençóes e D. Guiomar da Rocha Pitta<ref>Esta senhora era natural de Infesta e filha de Francisco Barbosa d'Antas e de D. Inês Cea da Cunha, esta da casa do Paço, também de Infesta, e aquele de Rubiães. Martinho da Rocha Pitta, que foi abade de Paredes, era irmão de D. Guiomar, e portanto, tio de Bento de Lençoes.</ref>. Foi muitos anos, reitor de Santa Marta, próximo a Viana. Quando em 1688 se procedeu à inquirição «''de moribus''» de Bento Barbosa, que pretendia ser Comissário do Santo Ofício (cargo em que toi investido), escreveu dele o {{rule}}<noinclude></noinclude> glog5e6420rtxmnvmsm1oeov8a2p9e2 Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/173 106 253562 552766 2026-05-21T15:08:24Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Comissário inquisidor Gomes Pereira, entre outras, a seguinte referência: «a vida é exemplar e de virtude; tem pessoa, é sisudo e de bom juizo e he teólogo que levou o benefício por opposição, e julgo nele muita capacidade para ser Comissário do Santo Ofício». '''{{c|24.º}}''' '''{{c|Balthasar Barbosa Mendes}}''' Natural de Infesta e filho de Francisco Gaifar<ref>Francisco Gaifar procedia dos Gaifares de Viana, e sua mulher era da n... 552766 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Comissário inquisidor Gomes Pereira, entre outras, a seguinte referência: «a vida é exemplar e de virtude; tem pessoa, é sisudo e de bom juizo e he teólogo que levou o benefício por opposição, e julgo nele muita capacidade para ser Comissário do Santo Ofício». '''{{c|24.º}}''' '''{{c|Balthasar Barbosa Mendes}}''' Natural de Infesta e filho de Francisco Gaifar<ref>Francisco Gaifar procedia dos Gaifares de Viana, e sua mulher era da nobre casa do Paço de Mozelos.</ref> e de sua mulher D. Catarina Barbosa Brandão. Foi médico distinto, mas parece que um pouco turbulento e irascível, o que lhe ocasionou dissabores que o levaram a ausentar-se ai por 1656, para Chaves, onde casou e faleceu. '''{{c|25.º}}''' '''{{c|Ignacio Brandão Barbosa}}''' Nasceu em Bico, na casa Chéla, este courense ilustre, e foram seus pais outro daquele nome e D. Maria Barbosa. Procedia, pela parte paterna, da casa do Paço de Mozelos e pela materna, dos Antas, pois que sua mãe era filha de Baltazar de Antas, de S. Paio de Agualonga, que fora casar a Infesta com a sua parente também chamada D. Maria Barbosa, dos Barbosas, de Tarrio (Infesta). Inácio Brandão foi oficial do exército, servindo na praça de Valença, familiar do Santo Ofício e, segundo um seu biógrafo, «''historiador mui galante''». '''{{c|26.º}}''' '''{{c|António Pereira da Cunha}}''' Natural de Paredes, segundo presumimos, e aí viveu nos fins do século XVII e princípios do imediato. Foi filho de Sebastião da Cunha Barbosa, Governador de Vila Nova de Cerveira, e de sua mulher D. Maria Pereira da Cunha, e sobrinho do célebre Secretário da Guerra, de igual nome. Teve o foro de fidalgo da Casa Real e foi cavaleiro da Ordem de Cristo, Sargento-mór da comarca de Valença, Mestre de Campo de auxiliares, e, como seu pai, governador de Vila Nova de Cerveira. '''{{c|27.º}}''' '''{{c|Sebastião Pereira da Cunha e Castro}}''' Filho do antecedente e natural de Paredes. Foi fidalgo da Casa Real, capitão de cavalos quando em efectivo serviço, e posteriormente Mestre de Campo, comandante de um ''terço'' (regimento) de infantaria auxiliar. Casou com D. Maria Teresa Lobo de Sotto-Maior, por onde veio à sua descendência o apelido e vínculos dos Lobos, de Viana. '''{{c|28.º}}''' '''{{c|Leonel de Sousa Andrade}}''' <small>'''{{c|Escritor e genealogista}}'''</small> Nasceu em Formariz, na casa da Cóvinha, sendo filho de Bento de Sousa de Andrade e de D. Maria de Brito Barbosa. {{rule}}<noinclude></noinclude> gvjw662w4frtycs5a2t8m9l06ennp6z Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/174 106 253563 552767 2026-05-21T15:18:05Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Era parente da nobre família do Paço, de Ferreira, onde residiu com sua mulher, e entre os seus ascendentes, foram seus 5.<sup>os</sup> avós paternos Pedro Vaz de Taboada e D. Rica Vaz Caramena, residentes na casa do Paço do Outeiro, em Infesta. '''{{c|29.º}}''' '''{{c|Henrique de Caldas Ledo Bacellar}}''' Nasceu em Parada, na casa da Igreja, sendo seus pais António de Barros Bacelar, desta casa, e D. Ana de Sousa de Lençóes, da cas... 552767 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Era parente da nobre família do Paço, de Ferreira, onde residiu com sua mulher, e entre os seus ascendentes, foram seus 5.<sup>os</sup> avós paternos Pedro Vaz de Taboada e D. Rica Vaz Caramena, residentes na casa do Paço do Outeiro, em Infesta. '''{{c|29.º}}''' '''{{c|Henrique de Caldas Ledo Bacellar}}''' Nasceu em Parada, na casa da Igreja, sendo seus pais António de Barros Bacelar, desta casa, e D. Ana de Sousa de Lençóes, da casa do Paço, de Ferreira. Foi cavaleiro da Ordem de Cristo, com carta de nobreza d'El-Rei D. João V, e por muitos anos juiz ordinário deste concelho. Casou na casa de Quintão, daquela freguesia. '''{{c|30.º}}''' '''{{c|Manoel da Cunha Andrade e Sousa Bacellar}}''' É um dos mais ilustres e ilustrados filhos da nossa terra. Foram seus pais Henrique de Caldas Ledo Bacelar, a quem acabamos de nos referir e D. Prudência da Cunha de Amorim. Nasceu em 1713, na quinta de Santa Ana da Seara (hoje Quintão), freguesia de Ferreira. Além de publicista, o doutor Andrade e Sousa Bacelar foi juiz de Fora, no Brasil, onde casou, auditor militar, juiz privativo e conservador do Real Contracto do sal na capitania de S. Paulo, e depois, tendo regressado a Portugal, foi Desembargador da Relação do Porto. Barbosa Machado, na «''Monarchia Luzitana''», faz-lhe a seguinte referência: «Aplicou-se na Universidade de Coimbra ao estudo da jurisprudência cezarea, em que recebeu o grau de bacharel. Sendo perito nas línguas italiana e francesa, é muito versado no estudo da genealogia e história secular, de que são testemunhas as obras seguintes»: Segue depois a lista dessas obras, das quais citaremos o - «''Elogio encomiástico do reverendo P. M. Francisco de Santa Maria''», e a «''Epithome histórica e panegírica da vida, acções e morte de D. António Mendes de Carvalho, 1.º Bispo de Elvas''». (''Cfr. freguesia de - Ferreira''). '''{{c|31.º}}''' '''{{c|D. Lourenço de Sousa Caldas}}''' Distinto orador sagrado do século XVII, muito conhecido pela alcunha de - ''Giesteira'' -, derivado do lugar em que nasceu, na freguesia de Vascões. Pertenceu à nobre família dos Caldas, daquela freguesia. Depois da formatura em Coimbra, foi para Salamanca, «passando por lá o melhor dos seus anos com crédito e admiração», como escreveu José Avelino de Almeida no seu «Diccionario Abreviado de Chorographia». (''Cfr''. freguesia de Vascões). '''{{c|32.º}}''' '''{{c|Fernando Luiz da Cunha d'Antas e Mendonça}}''' Nasceu em Romarigães em 1683 e foi irmão de Luiz da Cunha Sotto-Maior, mestre de campo e familiar do Santo Ofício. Fernando d'Antas foi formado na faculdade de Cânones e familiar, como seu irmão, do Santo Ofício.<noinclude></noinclude> fsvn6qejo8krk09j68o9hgkb5jsjrbd Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/175 106 253564 552768 2026-05-21T15:25:31Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Tinha resolvido seguir a carreira eclesiástica, estando-lhe até prometido o cargo de Vigário Geral de Vila Real. Morrendo, porém, seu irmão Plácido, desistiu daquele intento, tomou conta da administração da casa e contraiu matrimónio com a noiva do referido irmão D. Joana Angélica do Amaral Marinho, da casa do Outeiro-Meão, em Calheiros. '''{{c|33.º}}''' '''{{c|João Soares Brandão}}''' Nasceu em Rubiães em 1686, sendo seus pais Gas... 552768 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Tinha resolvido seguir a carreira eclesiástica, estando-lhe até prometido o cargo de Vigário Geral de Vila Real. Morrendo, porém, seu irmão Plácido, desistiu daquele intento, tomou conta da administração da casa e contraiu matrimónio com a noiva do referido irmão D. Joana Angélica do Amaral Marinho, da casa do Outeiro-Meão, em Calheiros. '''{{c|33.º}}''' '''{{c|João Soares Brandão}}''' Nasceu em Rubiães em 1686, sendo seus pais Gaspar Francisco, de Agoalonga e Maria da Costa. d'Antas, de Rubiães. Depois de estudar as primeiras letras com um padre de Valilongo, (Agoalonga) ausentou-se, ainda muito moço, para o Brasil, onde se ordenou, sendo por muitos anos Vigário colado na freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Rio das Pedras, em Minas, comarca de Sabará. Adquiriu grande fortuna naquele estado que aplicou em missas pela sua alma e dos seus parentes, e na instituição do vínculo da Gandra a erecção da capela de S. João e Nossa Senhora do Livramento no mesmo lugar da Gandra, freguesía de Agoalonga. Foi Comissário do Santo Ofício. (''Cfr''. freguesia de Agoalonga). '''{{c|34.º}}''' '''{{c|José Pereira de Brito}}''' Ilustre oficial da armada, filho natural de Bartolomeu de Brito Pereira, da casa da Cóvinha em Formariz. Os seus importantes serviços na Índia são memorados na «História de Portugal» nos séculos XVIII e XIX e em outras obras. De uma sua biografia transcrevemos o seguinte tópico. «Seguindo o serviço d'El-Rei e postos militares, chegou a governar as armas naquele estado com tão grande valor e crédito, que de suas acções se compôs uma maravilhosa «Relação», sendo Vice-Rei no mesmo estado Vasco Fernandes César de Menezes, relação que se deu à imprensa na oficina de António Pedroso Galvão, da cidade de Lisboa, ano de 1715. E ainda hoje (1730) na Índia se não esquecem nem esquecerão dos valorosos sucessos do dito José Pereira de Brito, pois deixou perpetuado seu nome nas armas daquele estado». O nosso patrício casou na Índia com D. Luiza Lobo d'Afonseca. (''Cfr. Formariz''). '''{{c|35.º}}''' '''{{c|Fr. Antonio de Jesus}}''' {{c|''(Cfr. - Scisma religioso, cap. XI)''}} '''{{c|36.º}}''' '''{{c|Luiz Antonio d'Antas d'Azevedo e Menezes}}''' Natural de Romarigães e senhor da casa do Amparo. Foi Sargento-mór de Ordenanças e Procurador às Cortes de 1828. Seu filho D. Telmo Montenegro d'Antas de Mendonça e Menezes casou com D. Ana Adelaide Brandão de Castro,<noinclude></noinclude> acvbzu893rbl2jml9pxdjy4a79d0qes 552769 552768 2026-05-21T15:25:48Z Ruiaraujo1972 38032 552769 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Tinha resolvido seguir a carreira eclesiástica, estando-lhe até prometido o cargo de Vigário Geral de Vila Real. Morrendo, porém, seu irmão Plácido, desistiu daquele intento, tomou conta da administração da casa e contraiu matrimónio com a noiva do referido irmão D. Joana Angélica do Amaral Marinho, da casa do Outeiro-Meão, em Calheiros. '''{{c|33.º}}''' '''{{c|João Soares Brandão}}''' Nasceu em Rubiães em 1686, sendo seus pais Gaspar Francisco, de Agoalonga e Maria da Costa. d'Antas, de Rubiães. Depois de estudar as primeiras letras com um padre de Valilongo, (Agoalonga) ausentou-se, ainda muito moço, para o Brasil, onde se ordenou, sendo por muitos anos Vigário colado na freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Rio das Pedras, em Minas, comarca de Sabará. Adquiriu grande fortuna naquele estado que aplicou em missas pela sua alma e dos seus parentes, e na instituição do vínculo da Gandra a erecção da capela de S. João e Nossa Senhora do Livramento no mesmo lugar da Gandra, freguesía de Agoalonga. Foi Comissário do Santo Ofício. (''Cfr''. freguesia de Agoalonga). '''{{c|34.º}}''' '''{{c|José Pereira de Brito}}''' Ilustre oficial da armada, filho natural de Bartolomeu de Brito Pereira, da casa da Cóvinha em Formariz. Os seus importantes serviços na Índia são memorados na «História de Portugal» nos séculos XVIII e XIX e em outras obras. De uma sua biografia transcrevemos o seguinte tópico. «Seguindo o serviço d'El-Rei e postos militares, chegou a governar as armas naquele estado com tão grande valor e crédito, que de suas acções se compôs uma maravilhosa «Relação», sendo Vice-Rei no mesmo estado Vasco Fernandes César de Menezes, relação que se deu à imprensa na oficina de António Pedroso Galvão, da cidade de Lisboa, ano de 1715. E ainda hoje (1730) na Índia se não esquecem nem esquecerão dos valorosos sucessos do dito José Pereira de Brito, pois deixou perpetuado seu nome nas armas daquele estado». O nosso patrício casou na Índia com D. Luiza Lobo d'Afonseca. (''Cfr. Formariz''). '''{{c|35.º}}''' '''{{c|Fr. Antonio de Jesus}}''' {{c|''(Cfr. - Scisma religioso, cap. XI)''}} '''{{c|36.º}}''' '''{{c|Luiz Antonio d'Antas d'Azevedo e Menezes}}''' Natural de Romarigães e senhor da casa do Amparo. Foi Sargento-mór de Ordenanças e Procurador às Cortes de 1828. Seu filho D. Telmo Montenegro d'Antas de Mendonça e Menezes casou com D. Ana Adelaide Brandão de Castro,<noinclude></noinclude> ctwwbfa4zli1rnimi8bb5wz57sjblhx Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/54 106 253565 552770 2026-05-21T15:38:07Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552770 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|UMA OPERAÇÃO DO DR. CARAMUJO|'''XIV'''}} {{dhr|3}} Nisto soaram tambores e clarins ao longe. Era o principe que voltava, de galope, á frente duma guarda de grillos. O coração de Narizinho bateu apressado. [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 54 crop).jpg|centro|400px]] — Salve! disse o principe apeando-se. Salve, a senhora do meu coração ! {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}50{{gap}}☉}}</noinclude> m8r6m2gm1uwte23scokvkctgqrgywnn Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/176 106 253566 552771 2026-05-21T15:40:18Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: senhora do morgado e casa da Cea, em S. Martinho de Coura. '''{{c|37.º}}''' '''{{c|Antonio Soares Brandão}}''' Nasceu na freguesia de Rubiães, onde foi baptizado a 17 de Fevereiro, de 1704, sendo seus pais o cirurgião António Soares Brandão e sua mulher D. Ana da Rocha. Partindo muito moço para a capital, aí conseguiu pelos seus méritos elevar-se a uma posição social bastante em evidência. Seguindo a profissão paterna (e também a... 552771 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>senhora do morgado e casa da Cea, em S. Martinho de Coura. '''{{c|37.º}}''' '''{{c|Antonio Soares Brandão}}''' Nasceu na freguesia de Rubiães, onde foi baptizado a 17 de Fevereiro, de 1704, sendo seus pais o cirurgião António Soares Brandão e sua mulher D. Ana da Rocha. Partindo muito moço para a capital, aí conseguiu pelos seus méritos elevar-se a uma posição social bastante em evidência. Seguindo a profissão paterna (e também a de seu avô materno, Bento Franco, cirurgião em Covas), chegou a ser cirurgião em chefe do exército, com a graduação-de-coronel e cirurgião-mór do reino e da real câmara. Soares Brandão foi também cavaleiro professo na Ordem de Cristo, familiar do Santo Ofício, tesoureiro da Mesa do Desembargo do Paço, etc., e viveu na intimidade do infante D. Francisco, irmão de D. João V. Por ocasião da tentativa de regicídio contra D. José, na célebre noite de 3 de Setembro, de 1758, foi para sua casa, na Junqueira em Belém, que se dirigiu o referido monarca, solicitando os seus serviços profissionais para os graves ferimentos recebidos<ref>Soares Brandão patrocinou na capital seus irmãos Braz e Bento, também nascidos em Rubiães. Braz foi cavaleiro professo na Ordem de Cristo, capitão de uma companhia de Privilegiados de Malta e Almoxarife da Casa da fruta de Lisboa; Bento foi cavaleiro-fidalgo da Casa Real, capitão de Infantaria na Província da Estremadura, cavaleiro professo na Ordem de Cristo, etc.</ref>. Foi casado com D. Ana Maria dos Reis Araújo, de Melgaço. Era bom latinista. Em alguns registos da Câmara deste concelho aparece com este séquito de títulos: «''O coronel António Soares Brandão com exercício no posto de cirurgião-mór do exército, professo na ordem de Cristo, Fidalgo da casa de S. Majestade, cirurgião da sua real Câmara, provedor e Guarda-mór de saúde, cirurgião-mór do reino e suas conquistas''». '''{{c|38.º}}''' '''{{c|Dr. Bernardino António Gomes}}''' Nasceu na freguesia de Paredes, deste concelho, a 29 de Outubro, de 1768 e foi baptizado a 3 de Novembro<ref>«Livro do registo paroquial», ano de 1768, fl. 32.</ref>, tendo por progenitores o dr. José Manuel Gomes, médico, e sua esposa D. Josefina Maria Clara de Sousa. Faleceu em Lisboa a 13 de Janeiro, de 1823. Doutorou-se em medicina, na Universidade de Coimbra, no ano de 1793, depois de ter feito um curso distinto, em que foi premiado sucessivamente. Pouco tempo depois, obteve o partido de medicina na cidade de Aveiro, e em 1797 foi nomeado médico da Armada, onde serviu até 1810. Botânico muito considerado no país e no estrangeiro, deve-se-lhe a descoberta da ''ipecacuanha fusca do Brasil'', e a ''chinchonina''. Os seus trabalhos não só foram muito apreciados lá fora, mas alguns traduzidos em francês e inglês. Era fidalgo da Casa Real, e Cavaleiro da Ordem de Cristo. {{rule}}<noinclude></noinclude> a733t5ip1ms877jm5vkn5nxpalsbok9 Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/55 106 253567 552772 2026-05-21T15:41:57Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552772 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>— Si sou a senhora do teu coração, respondeu ella, quero pedir-te uma graça... — Ordene que será obedecida, disse o principe. — Quero o perdão do major Agarra, que alli está gemendo com cincoenta pedras na barriga. O principe concedeu a graça pedida e ordenou que chamassem o doutor Caramujo para extrahir as pedras. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 55 crop).jpg |align=left |width=300px |padt=2em }} Veiu o doutor com a sua maleta de cirurgião. Examinou o sapo empanturrado, apalpou, ergueu os oculos para a testa e disse: — Eʼ preciso abrir-lhe uma “casa” na barriga. — Pois abra, ordenou o principe. O doutor Caramujo arregaçou as mangas, pôz o avental e, ajudado por varias formigas, deu começo á operação. O sapo foi posto de costas, com a bariga para o ar, e as saúvas, com os<noinclude>{{c|☉{{gap}}51{{gap}}☉}}</noinclude> rtnf020dp6vgnp9ln524tlery9vec9i Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/56 106 253568 552773 2026-05-21T15:44:52Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552773 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>afiados ferrões, abriram nella um córte. Depois entraram pela abertura e foram carregando para fóra, uma a uma, as cincoenta pedras do castigo. Quando saiu a ultima, o major Agarra deu um grande suspiro de allivio. Em seguida o doutor Caramujo varreu a barriga do sapo com uma vassourinha de capim e tratou de costurar o córte. Para isso {{PT||uniu as beiradas da “casa” e mandou que as formigas ferrassem alli o ferrão, de modo que cada ferrotoada fosse um ponto. E assim ficaram tres formigas agarradas á barriga do sapo. Depois o medico tomou uma tesoura e foi guilhotinando as formigas, de geito que só ficassem na pelle do sapo as cabeças das coitadas.}} {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 56 crop).jpg |align=left |width=300px |padt=2em }} {{PT|uniu as beiradas da “casa” e mandou que as formigas ferrassem alli o ferrão, de modo que cada ferrotoada fosse um ponto. E assim ficaram tres formigas agarradas á barriga do sapo. Depois o medico tomou uma tesoura e foi guilhotinando as formigas, de geito que só ficassem na pelle do sapo as cabeças das coitadas.}} O major Agarra agradeceu ao doutor o serviço e, para não perder tempo, foi chamando para o bucho os corpos das tres formigas degoladas que esperneavam no chão. {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}52{{gap}}☉}}</noinclude> iabiolwj3a3pt3tlsmycap1wrm6uvtw 552789 552773 2026-05-21T16:21:47Z Erick Soares3 19404 552789 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>afiados ferrões, abriram nella um córte. Depois entraram pela abertura e foram carregando para fóra, uma a uma, as cincoenta pedras do castigo. Quando saiu a ultima, o major Agarra deu um grande suspiro de allivio. Em seguida o doutor Caramujo varreu a barriga do sapo com uma vassourinha de capim e tratou de costurar o córte. Para isso {{PT||uniu as beiradas da “casa” e mandou que as formigas ferrassem alli o ferrão, de modo que cada ferrotoada fosse um ponto. E assim ficaram tres formigas agarradas á barriga do sapo. Depois o medico tomou uma tesoura e foi guilhotinando as formigas, de geito que só ficassem na pelle do sapo as cabeças das coitadas.}} {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 56 crop).jpg |align=left |width=300px |padt=2em }} {{PT|uniu as beiradas da “casa” e mandou que as formigas ferrassem alli o ferrão, de modo que cada ferrotoada fosse um ponto. E assim ficaram tres formigas agarradas á barriga do sapo. Depois o medico tomou uma tesoura e foi guilhotinando as formigas, de geito que só ficassem na pelle do sapo as cabeças das coitadas.}} O major Agarra agradeceu ao doutor o serviço e, para não perder tempo, foi chamando para o bucho os corpos das tres formigas degoladas que esperneavam no chão. {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}52{{gap}}☉}}</noinclude> 8hsjw6veuvw2nre0mx86li9fxio2hwa 552793 552789 2026-05-21T22:26:32Z Erick Soares3 19404 552793 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>afiados ferrões, abriram nella um córte. Depois entraram pela abertura e foram carregando para fóra, uma a uma, as cincoenta pedras do castigo. Quando saiu a ultima, o major Agarra deu um grande suspiro de allivio. Em seguida o doutor Caramujo varreu a barriga do sapo com uma vassourinha de capim e tratou de costurar o córte. Para isso uniu as beiradas da “casa” e mandou que as formigas ferrassem alli o ferrão, de modo que cada ferrotoada fosse um ponto. E assim ficaram tres formigas agarradas á barriga do sapo. Depois o medico tomou uma tesoura e foi guilhotinando as formigas, de geito que só ficassem na pelle do sapo as cabeças das coitadas. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 56 crop).jpg |align=left |width=300px |padt=2em }} O major Agarra agradeceu ao doutor o serviço e, para não perder tempo, foi chamando para o bucho os corpos das tres formigas degoladas que esperneavam no chão. {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}52{{gap}}☉}}</noinclude> 8qvvssmpb8jn49dd3ltpfjufd2krwj1 Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/57 106 253569 552774 2026-05-21T15:47:06Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552774 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude><section begin="Cap. 14"/>Era um grande pandego, este major Agarra ! Terminada a curiosa operação, Narizinho continuou o seu passeio com a Aranha, recolhendo-se mais tarde muito satisfeita por ter salvado a vida a uma pobre creatura de Deus. — Amiga Aranha, disse ella, o principe perdôou ao pobre sapo. Perdoa-o você tambem ? — Eu ? Nunca !... Não perdôo emquanto me lembrar das minhas sessenta filhas, respondeu a Aranha enxugando uma lagrima no lencinho. {{dhr|3}} <section end="Cap. 14"/> <section begin="Cap. 15"/>{{t2|A FESTA VENEZIANA|'''XV'''}} {{dhr}} Nessa noite houve uma pequena festa nocturna nos jardins do palacio. Pelas avenidas de areia muito alva perfilavam-se vagalumes immoveis, de olhos arregalados como tochas, servindo de lampeões. No lago, pequenas rãs serenatistas coa-<section end="Cap. 15"/><noinclude>{{c|☉{{gap}}53{{gap}}☉}}</noinclude> ol3p2e2cbfdm3vijazmpk6un4pqnwa5 Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Primeira parte/XIV 0 253570 552775 2026-05-21T15:49:58Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" from=54 to=57 tosection="Cap. 14" header=1/> {{PD-old-70-BR}} {{Modernização}} 552775 wikitext text/x-wiki <pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" from=54 to=57 tosection="Cap. 14" header=1/> {{PD-old-70-BR}} {{Modernização}} evmjfpicelep2at6cwudaxt0ryw1g0z Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/177 106 253571 552777 2026-05-21T16:01:58Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Seu pai exerceu a clínica neste concelho, e aqui lhe nasceram mais dois filhos: João Bento e António. '''{{c|39.º}}''' '''{{C|Fr. Paulo de Brito}}''' No «Diccionario Geographico Manuscripto», da Torre do Tombo, lê-se uma informação do Vigário de Romarigães (1758), deste concelho, na qual declarou que, entre os homens notáveis ''daquela freguesia'', se contava fr. Paulo de Brito, Geral dos Bernardos. Este fr. Paulo de Brito foi chef... 552777 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Seu pai exerceu a clínica neste concelho, e aqui lhe nasceram mais dois filhos: João Bento e António. '''{{c|39.º}}''' '''{{C|Fr. Paulo de Brito}}''' No «Diccionario Geographico Manuscripto», da Torre do Tombo, lê-se uma informação do Vigário de Romarigães (1758), deste concelho, na qual declarou que, entre os homens notáveis ''daquela freguesia'', se contava fr. Paulo de Brito, Geral dos Bernardos. Este fr. Paulo de Brito foi chefe da fidalga Ordem de Cister, cuja chefatura por vezes recaiu em homens como o historiador fr. António Brandão, e em príncipes de sangue real. Foi eleito Geral no Capítulo celebrado em Alcobaça em 1 de Maio, de 1717. Professou no convento de Bouro em 12 de Abril, de 1690, e morreu em Alcobaça em 20 de Fevereiro, de 1741<ref>«Mapa dos D. Abades Gerais da Congregação de S. Bernardo» ano de 1779; e «Voz de Coura», ano de 1909, n.º 261.</ref>. Assinava ele: ''D. fr. Paulo, D. Abbade do real mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, da Ordem de Cister, fronteiro--mor das villas de Alcobaça, Aljubarrota, Alfeizirão, Alvoinha, Pederneira, Santa Catharina, Paredes, Cós, S. Martinho, Sellir do Matto, Maiorca, Evora (de Alcobaça), Cella, Turquel, etc., e dos coutos do dito mosteiro, do Conselho de Sua Magestade e seu esmoler-mór, reformador e Geral da Congregação de S. Bernardo n'estes reinos e senhorios de Portugal e Algarves nuncio apostolico, embaixador extraordinario, etc. etc. Portugal e Algarves Núncio Apostólico, Embaixador extraordinário, etc., etc.'' '''{{c|40.º}}''' {{c|'''Bento Pereira de Castro e Azevedo'''<ref>(Cfr. «Voz de Coura», ano 6.º, n.<sup>os</sup> 284 a 288).</ref>}} {{c|'''<small>Marechal de Campo</small>'''}} Pertence à ilustre casa da Lavadoura, aro da vila de Paredes de Coura. Foram seus pais António Pereira Lobato, capitão do Terço de Auxiliares de Coura, e D. Filipa Barreto da Silva, senhora do morgadio de Gayão, na Galiza. Alistou-se, em 2 de Abril, de 1704, na 1.a linha do exército, foi promovido a alferes em 9 de Maio, de 1707, depois de ter feito as campanhas da Beira e Alentejo, e entrar nas tomadas de Valencia e Albuquerque, e Marvão. Em 25 de Julho, daquele ano, foi promovido a capitão e por alvará de 16 de Janeiro, de 1713, a sargento-mór, ''por distinção''. A 13 de Fevereiro, do mesmo ano, a tenente-coronel «por se haver assinalado na defesa da Praça de Campo Maior», como consta da respectiva Carta Patente. Em 6 de Agosto, de 1729, depois de ter tomado parte em muitas operações militares, recontros e combates na «''Guerra da Sucessão''», desde o Guadiana até ao rio Minho, foi nomeado Governador da Praça de Valença. O seu biógrafo sr. tenente-coronel Cunha Brandão considera-o «''bravo militar''». Bento Pereira de Castro foi, incontestavelmente, uma glória courense. {{rule}}<noinclude></noinclude> 99l8f3w0hx5hg6tq34gx1r2k1kq08c6 Página:Da Terra á Lua.pdf/77 106 253572 552779 2026-05-21T16:05:50Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Isto tudo sabiam, e perfeitamente, os membros da commissão quando no dia seguinte abriram a sessão. Barbicane concedeu a palavra ao major Elphiston, que tinha sido director das fabricas de polvora no tempo da guerra. «Caros camaradas, disse aquelle notavel chimico, vou começar pela citação de algarismos irrecusaveis que hão de ser a base dos nossos calculos. A bala de vinte e quatro, de que em termos tão poeticos nos fallou antes de honte... 552779 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|78|VIAGENS MARAVILHOSAS|borda_inferior=sim}}</noinclude>Isto tudo sabiam, e perfeitamente, os membros da commissão quando no dia seguinte abriram a sessão. Barbicane concedeu a palavra ao major Elphiston, que tinha sido director das fabricas de polvora no tempo da guerra. «Caros camaradas, disse aquelle notavel chimico, vou começar pela citação de algarismos irrecusaveis que hão de ser a base dos nossos calculos. A bala de vinte e quatro, de que em termos tão poeticos nos fallou antes de hontem o honrado J.-T. Maston, é expellida da bôca de fogo apenas por dezeseis libras de polvora. — Estaes seguro dʼesse algarismo? Perguntou Barbicane. — Absolutamente seguro, respondeu o major. O canhão Armstrong carrega-se só com setenta e cinco libras de polvora para um projectil de oitocentas libras de peso, e a columbiada de Rodman não gasta mais de sessenta libras de polvora para arremessar a seis milhas de distancia a sua bala de meia tonelada. São factos que não podem ter contestação, porque eu proprio tomei nota dʼelles nas actas da commissão de artilheria. — Muito bem, respondeu o general. — Ora pois! proseguiu o major, a consequencia que devemos tirar dʼestes dados é a seguinte: que a quantidade de polvora não augmenta na proporção do peso da bala; e, na verdade, são necessarias dezeseis libras de polvora para uma bala de vinte e quatro; por outras palavras, gastam-se nos canhões ordinarios quantidades de polvora que pesam um terço do peso da bala, mas a proporcionalidade não é constante. Se fizessemos o calculo, haviamos de reconhecer que para a bala de meia tonelada, o peso da polvora necessaria, que se reduz a sessenta libras apenas, seria, segundo a proporção, de trezentas e trinta e tres libras. — E a que conclusão quereis por ahi chegar? Perguntou o presidente. Levando essa theoria até aos seus ultimos limites, meu caro major, disse J.-T. Maston, haveis de chegar á seguinte conclusão<noinclude></noinclude> d2qg3b3g08wvu4gs2bndd2q8a2wmyx9 Página:Da Terra á Lua.pdf/78 106 253573 552780 2026-05-21T16:07:48Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: final: que, se póde dispensar a polvora, toda a vez que a bala exceda um certo peso. — O nosso Maston é sempre faceto, mesmo quando se trata de cousas serias, mas esteja descansado que lhe hei de propor quantidades de polvora, capazes de lisonjear o seu amor proprio de artilheiro. O que eu pretendo que fique claramente estabelecido, é que, no tempo da guerra, o peso da polvora foi, por experiencia, reduzido para os maiores canhões á deci... 552780 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|79|borda_inferior=sim}}</noinclude>final: que, se póde dispensar a polvora, toda a vez que a bala exceda um certo peso. — O nosso Maston é sempre faceto, mesmo quando se trata de cousas serias, mas esteja descansado que lhe hei de propor quantidades de polvora, capazes de lisonjear o seu amor proprio de artilheiro. O que eu pretendo que fique claramente estabelecido, é que, no tempo da guerra, o peso da polvora foi, por experiencia, reduzido para os maiores canhões á decima parte do peso da bala. — Nada ha mais verdadeiro, disse Morgan. Lembro entretanto, que será conveniente que accordemos ácerca da natureza da polvora, antes de decidir qual é a quantidade dʼella necessaria para a impulsão calculada. — Havemos de usar da polvora bombardeira, respondeu o major, porque a combustão total dʼesta é mais rapida que a da polvora miuda. — É verdade, replicou Morgan, mas é muito quebradiça, e no fim de tempos vem a deteriorar a alma das peças. — Ora! isso poderia ser um inconveniente para qualquer canhão destinado a fazer longos serviços, mas para a nossa columbiada não. Perigo de explosão não temos nós que temer, o que é essencial é que a polvora se inflamme instantaneamente, para que o seu effeito mechanico seja completo. — Talvez se podesse abrir na peça mais de um ouvido, disse J.-T. Maston, e assim dar fogo em muitos pontos simultaneamente. — Pois sim, respondeu Elphiston, mas isso iria difficultar a manobra. Insisto portanto na minha bombardeira, que evita essas difficuldades. — Vá, respondeu o general. — Rodman, proseguiu o major, usava para carregar a sua columbiada de uma polvora, cujos grãos eram do tamanho de uma<noinclude></noinclude> rmqef5umuuee0d43kgl3gt4ls2ooof0 552787 552780 2026-05-21T16:13:12Z Erick Soares3 19404 552787 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|79|borda_inferior=sim}}</noinclude>final: que, se póde dispensar a polvora, toda a vez que a bala exceda um certo peso. — O nosso Maston é sempre faceto, mesmo quando se trata de cousas serias, mas esteja descansado que lhe hei de propor quantidades de polvora, capazes de lisonjear o seu amor proprio de artilheiro. O que eu pretendo que fique claramente estabelecido, é que, no tempo da guerra, o peso da polvora foi, por experiencia, reduzido para os maiores canhões á decima parte do peso da bala. — Nada ha mais verdadeiro, disse Morgan. Lembro entretanto, que será conveniente que accordemos ácerca da natureza da polvora, antes de decidir qual é a quantidade dʼella necessaria para a impulsão calculada. — Havemos de usar da polvora bombardeira, respondeu o major, porque a combustão total dʼesta é mais rapida que a da polvora miuda. — É verdade, replicou Morgan, mas é muito quebradiça, e no fim de tempos vem a deteriorar a alma das peças. — Ora! isso poderia ser um inconveniente para qualquer canhão destinado a fazer longos serviços, mas para a nossa columbiada não. Perigo de explosão não temos nós que temer, o que é essencial é que a polvora se inflamme instantaneamente, para que o seu effeito mechanico seja completo. — Talvez se podesse abrir na peça mais de um ouvido, disse J.-T. Maston, e assim dar fogo em muitos pontos simultaneamente. — Pois sim, respondeu Elphiston, mas isso iria difficultar a manobra. Insisto portanto na minha bombardeira, que evita essas difficuldades. — Vá, respondeu o general. — Rodman, proseguiu o major, usava para carregar a sua columbiada de uma polvora, cujos grãos eram do tamanho de uma {{PT||castanha, e fabricada com carvão de salgueiro mal torrado em caldeiras de ferro fundido. Esta polvora era dura e luzidia, e incendiando-se na mão não deixava vestigios; continha hydrogenio {{PT||e oxygenio em grandes proporções, ardia instantaneamente, e, apesar de ser muito quebradiça, não deteriorava sensivelmente as bôcas de fogo.}}}} {{nop}}<noinclude></noinclude> tg193ua6xd5uid0np6gq38a49td0v0t Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/178 106 253574 552781 2026-05-21T16:10:21Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''{{C|41.º}}''' '''{{c|Manoel d'Antas da Cunha}}''' Foi abade de S. Paio d'Agoalonga, e era filho de Baltazar d'Antas. Exerceu cargos importantes, como o de Notário Apostólico, Juiz Comissário das Bulas Pontifícias, etc. '''{{c|42.º}}''' '''{{c|Manoel Thomaz de Figueiroa Lira e Castro}}''' Da nobre casa de Pantanhas (Mozelos). Foi filho do capitão de milícias Thomaz José Soares de Figueiroa Lira e Castro, e ele mesmo foi também... 552781 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>'''{{C|41.º}}''' '''{{c|Manoel d'Antas da Cunha}}''' Foi abade de S. Paio d'Agoalonga, e era filho de Baltazar d'Antas. Exerceu cargos importantes, como o de Notário Apostólico, Juiz Comissário das Bulas Pontifícias, etc. '''{{c|42.º}}''' '''{{c|Manoel Thomaz de Figueiroa Lira e Castro}}''' Da nobre casa de Pantanhas (Mozelos). Foi filho do capitão de milícias Thomaz José Soares de Figueiroa Lira e Castro, e ele mesmo foi também oficial daquelas tropas auxiliares. Residiu, em rapaz, algum tempo em Valadares, mas, voltando a Coura, aqui exerceu vários cargos públicos, entre os quais o de juiz ordinário, de presidente da Câmara, e por muitos anos (até à criação da comarca) o de Sub-Delegado do Procurador Régio. Morreu a 25 de Fevereiro, de 1874. (''Cfr. freguesia de Mozelos''). '''{{c|43.º}}''' '''{{c|Albano Antonio Barreiros d'Oliveira}}''' ''{{c|(Cfr. freguesia de - Paredes)}}'' '''{{c|44.º}}''' '''{{c|Visconde de Masellas}}''' ''{{c|(Cfr. freguesia de - Mozelos)}}'' '''{{c|45.º}}''' '''{{c|José Joaquim Gomes}}''' ''{{c|(Cfr. freguesia de Paredes)}}'' '''{{c|46.º}}''' '''{{c|Conselheiro Miguel Dantas Gonçalves Pereira}}''' Natural de Formariz. Deputado da Nação e Par do Reino. Deve-se-lhe o ressurgimento e progresso actual deste concelho. Oportunamente darei a sua biografia e registarei a - ''sua obra'' - inegualável. A seu respeito pronunciou o distinto orador sagrado Mgr. dr. Chouzal, em ocasião soleníssima, estas memoráveis palavras: «''é o maior de todos''» (referia-se aos beneméritos de Coura). Nasceu na freguesía de Formariz e faleceu em Lisboa no dia 8 de Junho, de 1905. Jaz no cemitério desta freguesia, onde está depositado em jazigo de família. O seu maior elogio viu-se, então, nas lágrimas que banhavam as faces dos seus conterrâneos, ao receberem os despojos mortais do incomparável lidador. {{c|---}} '''{{c|Frades courenses distintos nas suas ordens}}''' 1.º Fr. António de Jesus, também conhecido por Fr. António da Falperra, natural de Parada, escritor e muito versado em línguas.<noinclude></noinclude> lw2x0d65aw1h5qwg1mwpycbkvq8c5ze 552783 552781 2026-05-21T16:11:24Z Ruiaraujo1972 38032 552783 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>'''{{C|41.º}}''' '''{{c|Manoel d'Antas da Cunha}}''' Foi abade de S. Paio d'Agoalonga, e era filho de Baltazar d'Antas. Exerceu cargos importantes, como o de Notário Apostólico, Juiz Comissário das Bulas Pontifícias, etc. '''{{c|42.º}}''' '''{{c|Manoel Thomaz de Figueiroa Lira e Castro}}''' Da nobre casa de Pantanhas (Mozelos). Foi filho do capitão de milícias Thomaz José Soares de Figueiroa Lira e Castro, e ele mesmo foi também oficial daquelas tropas auxiliares. Residiu, em rapaz, algum tempo em Valadares, mas, voltando a Coura, aqui exerceu vários cargos públicos, entre os quais o de juiz ordinário, de presidente da Câmara, e por muitos anos (até à criação da comarca) o de Sub-Delegado do Procurador Régio. Morreu a 25 de Fevereiro, de 1874. (''Cfr. freguesia de Mozelos''). '''{{c|43.º}}''' '''{{c|Albano Antonio Barreiros d'Oliveira}}''' {{c|(''Cfr. freguesia de - Paredes'')}} '''{{c|44.º}}''' '''{{c|Visconde de Masellas}}''' {{c|(''Cfr. freguesia de - Mozelos'')}} '''{{c|45.º}}''' '''{{c|José Joaquim Gomes}}''' {{c|(''Cfr. freguesia de Paredes'')}} '''{{c|46.º}}''' '''{{c|Conselheiro Miguel Dantas Gonçalves Pereira}}''' Natural de Formariz. Deputado da Nação e Par do Reino. Deve-se-lhe o ressurgimento e progresso actual deste concelho. Oportunamente darei a sua biografia e registarei a - ''sua obra'' - inegualável. A seu respeito pronunciou o distinto orador sagrado Mgr. dr. Chouzal, em ocasião soleníssima, estas memoráveis palavras: «''é o maior de todos''» (referia-se aos beneméritos de Coura). Nasceu na freguesía de Formariz e faleceu em Lisboa no dia 8 de Junho, de 1905. Jaz no cemitério desta freguesia, onde está depositado em jazigo de família. O seu maior elogio viu-se, então, nas lágrimas que banhavam as faces dos seus conterrâneos, ao receberem os despojos mortais do incomparável lidador. {{c|---}} '''{{c|Frades courenses distintos nas suas ordens}}''' 1.º Fr. António de Jesus, também conhecido por Fr. António da Falperra, natural de Parada, escritor e muito versado em línguas.<noinclude></noinclude> rrp5i5x3v9x1ylja51t90kbhocuukt8 552784 552783 2026-05-21T16:11:46Z Ruiaraujo1972 38032 552784 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>'''{{C|41.º}}''' '''{{c|Manoel d'Antas da Cunha}}''' Foi abade de S. Paio d'Agoalonga, e era filho de Baltazar d'Antas. Exerceu cargos importantes, como o de Notário Apostólico, Juiz Comissário das Bulas Pontifícias, etc. '''{{c|42.º}}''' '''{{c|Manoel Thomaz de Figueiroa Lira e Castro}}''' Da nobre casa de Pantanhas (Mozelos). Foi filho do capitão de milícias Thomaz José Soares de Figueiroa Lira e Castro, e ele mesmo foi também oficial daquelas tropas auxiliares. Residiu, em rapaz, algum tempo em Valadares, mas, voltando a Coura, aqui exerceu vários cargos públicos, entre os quais o de juiz ordinário, de presidente da Câmara, e por muitos anos (até à criação da comarca) o de Sub-Delegado do Procurador Régio. Morreu a 25 de Fevereiro, de 1874. (''Cfr. freguesia de Mozelos''). '''{{c|43.º}}''' '''{{c|Albano Antonio Barreiros d'Oliveira}}''' {{c|(''Cfr. freguesia de - Paredes'')}} '''{{c|44.º}}''' '''{{c|Visconde de Masellas}}''' {{c|(''Cfr. freguesia de - Mozelos'')}} '''{{c|45.º}}''' '''{{c|José Joaquim Gomes}}''' {{c|(''Cfr. freguesia de - Paredes'')}} '''{{c|46.º}}''' '''{{c|Conselheiro Miguel Dantas Gonçalves Pereira}}''' Natural de Formariz. Deputado da Nação e Par do Reino. Deve-se-lhe o ressurgimento e progresso actual deste concelho. Oportunamente darei a sua biografia e registarei a - ''sua obra'' - inegualável. A seu respeito pronunciou o distinto orador sagrado Mgr. dr. Chouzal, em ocasião soleníssima, estas memoráveis palavras: «''é o maior de todos''» (referia-se aos beneméritos de Coura). Nasceu na freguesía de Formariz e faleceu em Lisboa no dia 8 de Junho, de 1905. Jaz no cemitério desta freguesia, onde está depositado em jazigo de família. O seu maior elogio viu-se, então, nas lágrimas que banhavam as faces dos seus conterrâneos, ao receberem os despojos mortais do incomparável lidador. {{c|---}} '''{{c|Frades courenses distintos nas suas ordens}}''' 1.º Fr. António de Jesus, também conhecido por Fr. António da Falperra, natural de Parada, escritor e muito versado em línguas.<noinclude></noinclude> 68orshlr0d4maz0tbzc2lxnzgluc6i7 Página:Da Terra á Lua.pdf/79 106 253575 552782 2026-05-21T16:10:29Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: [[File:Delaterrelalun00vern 0066 1.png|centro|400px]] {{c|O capitão Nicholl ([[Página:Da Terra á Lua.pdf/77|pag. 78]]).}} {{PT|castanha, e fabricada com carvão de salgueiro mal torrado em caldeiras de ferro fundido. Esta polvora era dura e luzidia, e incendiando-se na mão não deixava vestigios; continha hydrogenio}} 552782 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|80|VIAGENS MARAVILHOSAS|borda_inferior=sim}}</noinclude>[[File:Delaterrelalun00vern 0066 1.png|centro|400px]] {{c|O capitão Nicholl ([[Página:Da Terra á Lua.pdf/77|pag. 78]]).}} {{PT|castanha, e fabricada com carvão de salgueiro mal torrado em caldeiras de ferro fundido. 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Esta polvora era dura e luzidia, e incendiando-se na mão não deixava vestigios; continha hydrogenio {{PT||e oxygenio em grandes proporções, ardia instantaneamente, e, apesar de ser muito quebradiça, não deteriorava sensivelmente as bôcas de fogo.}}}} {{nop}}<noinclude></noinclude> 5fl5rblx0ihujd9vya89x6ukcp0re0w Página:Da Terra á Lua.pdf/80 106 253576 552785 2026-05-21T16:12:27Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: [[File:Delaterrelalun00vern 0067 1.png|centro|400px]] {{c|Nicholl publicou grande numero do cartas ([[Página:Da Terra á Lua.pdf/90|pag. 91]]).}} {{PT|e oxygenio em grandes proporções, ardia instantaneamente, e, apesar de ser muito quebradiça, não deteriorava sensivelmente as bôcas de fogo.}} {{nop}} 552785 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|81|borda_inferior=sim}}</noinclude>[[File:Delaterrelalun00vern 0067 1.png|centro|400px]] {{c|Nicholl publicou grande numero do cartas ([[Página:Da Terra á Lua.pdf/90|pag. 91]]).}} {{PT|e oxygenio em grandes proporções, ardia instantaneamente, e, apesar de ser muito quebradiça, não deteriorava sensivelmente as bôcas de fogo.}} {{nop}}<noinclude>{{right|11}}</noinclude> 6dec8s5lwbeckcvqgkf4on8maa5t6f7 Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/179 106 253577 552788 2026-05-21T16:16:54Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 2.º Fr. Francisco Barbosa, agostinho, natural de Mantelães, freguesía de Formariz, ''primeiro'' Visitador da sua Ordem (séc. XVI). 3.º Fr. Estevam, beneditino, abade trienal no convento de Cucujães e S. Romão de Neiva (séc. XVI e XVII). 4.º Fr. Redempto da Cruz, carmelita, de Lizouros, freguesia de Cunha, mártir, beatificado pelo Pontifice Leão XIII em 1901. 5.º Fr. Pascoal de Jesus, graciano, de Insalde. Foi indicado para Geral da... 552788 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>2.º Fr. Francisco Barbosa, agostinho, natural de Mantelães, freguesía de Formariz, ''primeiro'' Visitador da sua Ordem (séc. XVI). 3.º Fr. Estevam, beneditino, abade trienal no convento de Cucujães e S. Romão de Neiva (séc. XVI e XVII). 4.º Fr. Redempto da Cruz, carmelita, de Lizouros, freguesia de Cunha, mártir, beatificado pelo Pontifice Leão XIII em 1901. 5.º Fr. Pascoal de Jesus, graciano, de Insalde. Foi indicado para Geral da sua Ordem, mas recusou tão elevado cargo. 6.º Fr. Pedro Barreiros, jesuíta, da mesma freguesia, missionário na Índia. 7.º Fr. Miguel de Jesus, capuchinho, da Província da Madre de Deus, Definidor na sua Ordem (séc. XVII). 8.º Fr. Belchior d'Antas, de Rubiães, dominicano, missionário na ilha de Solor (Oceania), onde morreu em cheiro de santidade. 9.º Fr. João de Santo António, capuchinho, da casa do Freixoeiro, freguesia de Infesta. 10.º Fr. Paulo de Brito, bernardo, de Romarigães (''«Memorias Parochiaes» na Torre do Tombo''), Geral da sua Ordem, D. Abade de Alcobaça. Esmoler-mór do reino, etc., etc. (séc. XVIII). '''{{c|CAPÍTULO XXVI}}''' '''{{c|Cancioneiro regional}}''' VOU trasladar para aqui meia dúzia de trovas, que recolhi da lira anónima deste concelho. Não posso garantir que sejam, todas, originariamente, desta região, mas sei que andam arquivadas na musa popular. Este género de poesia - porque não confessá-lo? - seduz-me, inebria-me. Pode faltar-lhe a arte, o metro: mas sobra-lhe o sentimento, a inspiração, o lirismo e a natureza. Ninguém como o povo, sabe esteriotipar as suas comoções em cânticos dolentes, ou em baladas enternecidas. É vê-lo na lavoura, onde dulcifica a agrura da faina com as suas canções corais. Em certas quadras do trabalho campestre, quem não tem ouvido essas dolces melodias, que vão quebrar-se nas encostas e morrer pelos vales? Formosíssimo palco! Por docel, o azul do firmamento; por tapete, o verde-esmeralda das searas: ilumina-o o esplendor do sol e tem<noinclude></noinclude> p3m2xrzqk5lir59o05qqcousbdwlx6q Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/180 106 253578 552790 2026-05-21T16:26:19Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: por espectadores a flor, o rouxinol, as plantas, o arroio - a natureza, enfim. É por isso que estes cânticos acordam, na nossa alma, alguma coisa de desconhecido e bom, que nos dá o rebate de uma força misteriosa, superior, que tudo domina, regula e governa. A poesia popular! É à natureza, rindo ou chorando: é a alma - ingénua e crente, - abrindo-se em gargalhadas festivas, ou soluçando endechas, ungidas de lágrimas. Tem estrofes,... 552790 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>por espectadores a flor, o rouxinol, as plantas, o arroio - a natureza, enfim. É por isso que estes cânticos acordam, na nossa alma, alguma coisa de desconhecido e bom, que nos dá o rebate de uma força misteriosa, superior, que tudo domina, regula e governa. A poesia popular! É à natureza, rindo ou chorando: é a alma - ingénua e crente, - abrindo-se em gargalhadas festivas, ou soluçando endechas, ungidas de lágrimas. Tem estrofes, que são gritos de dor e gemidos lancinantes, e outras, que são sorrisos de esperança e protestos de amor. É que a alma do povo é enérgica, mimosa e amorável nas suas expansões, como é amplo, grandioso e sugestivo o campo, que lhe serve de tablado. {{c|'''Cancioneiro'''<ref>A cópia traduz, quanto possível, a forma como me foram ditas as quadras.</ref>}} {{c|'''1'''}} {{c|Adeus, Paredes de Coura!}} {{c|As costas te vou virando,}} {{c|A boca cheia de beijos,}} {{c|Os olhos ficam chorando.}} {{c|'''2'''}} {{c|Sou de Coura, sou de Coura,}} {{c|Sou de Coura, no cantar;}} {{c|Sou daquela freguesia...,}} {{c|Daquele mesmo lugar.}} {{c|'''3'''}} {{c|Oh! mocinhas de Ferreira,<ref>Freguesia deste concelho.</ref>}} {{c|Com que lavais o cabelo?}} {{c|Com uma erva do monte,}} {{c|Chamada «Tormentêlo».}} {{c|'''4'''}} {{c|Adeus, lugar de Ferreira!}} {{c|Terra de tantos valados,}} {{c|Terra de moças bonitas}} {{c|E rapazes alentados.}} {{c|'''5'''}} {{c|Adeus, lugar do Outeiro!<ref>Lugar da freguesia de Formariz.</ref>}} {{c|Pequenino, mas tem graça;}} {{c|Tem uma fonte no meio,}} {{c|Dá de beber a quem passa.}} {{c|'''6'''}} {{c|Este lugar do Outeiro}} {{c|De longe se pode ver;}} {{c|Tem um loureiro no meio,}} {{c|Que alumia, sem arder.}} {{c|'''7'''}} {{c|Adeus, Paredes de Coura!}} {{c|Adeus, jardim de flores!}} {{c|Adeus, que me vou embora...}} {{c|Vou gosar os meus amores.}} {{rule}}<noinclude></noinclude> 88v63816b680c3978u9kytibux7b2h6 Página:O grande livro de S. Cypriano ou o thesouro do feiticeiro.pdf/334 106 253579 552792 2026-05-21T22:00:44Z ~2026-30404-40 42966 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: - RB - 1lrte bt ab.iuinlJar o fut prla palma bas mao.s M©ô de c1onhecer LINKAS DA MÃO • '.2 - a. duffiQâo da. exist,enoia A,Hrn:4 ,cl·c Ver;.1A~ 'Lir-i~,a ~i-0 oornéão. Li:t.,h;1 da car~cç,a. :! ·4 - LjuSrn tl:a ~mtle. 5 - 1..i:rt t.Hi ,cfa f,1(uM.trit':, {i - Lii'1-a cfa ida. 7 - l >ir,Js-eoi r:i. r.'~tli,, e. E' J)i"<t.'í:Íso div.iifü·, como no excmpl.o ,1 ue ap res,entamm : ra, laJo, ,J U:iJJ lrn u-a l ida em 10 partes t'/:;t1... 552792 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="102.218.85.25" /></noinclude>- RB - 1lrte bt ab.iuinlJar o fut prla palma bas mao.s M©ô de c1onhecer LINKAS DA MÃO • '.2 - a. duffiQâo da. exist,enoia A,Hrn:4 ,cl·c Ver;.1A~ 'Lir-i~,a ~i-0 oornéão. Li:t.,h;1 da car~cç,a. :! ·4 - LjuSrn tl:a ~mtle. 5 - 1..i:rt t.Hi ,cfa f,1(uM.trit':, {i - Lii'1-a cfa ida. 7 - l >ir,Js-eoi r:i. r.'~tli,, e. E' J)i"<t.'í:Íso div.iifü·, como no excmpl.o ,1 ue ap res,entamm : ra, laJo, ,J U:iJJ lrn u-a l ida em 10 partes t'/:;t1.a.e.s, rvit g ra11.,~, partindo da linha de S;i11urnt1, _perpendicular ai :> m~~1iu~. 1- ..Ali< :1"".1. J:it: am:l'>r }i'·Ji..;. - 1't :Mt , - 8 ~·1n VIÚ'",·d . "''h:,ij fü.c-«J: fatenr~rll'J,>_hil.a,, l!jller "frlll:r : 'TK.JJI; !J.aJftl'-. ;1. 1-'r,aM uo c.mu(i.•o - Q,u2.ncl?!l .si: mcrstr.: •inteir.:i e: derpBk.:td:,, ~nnu nc1 : h~·ra ,iça . -~i,roT,~ s -e s1!.T1 ofM!ilil'h. •s.<trn Jdlfhu ~ vi.da '.A·Jí 1 t• _,pn1.h:m-1;-d a... - P"lTitÍi.'tl: falt.1 dt· .i.·o,~pfo. 3 - - U11õllA lM ~ABKCA - l:>ireita <L": ,..,~,-e.n-;;<1 : gN11:1de_ il~t.,.if.lij_;'i!111C11;a. -Com 1.-.il h'.l.'!ó:,g,cmn .Í-í! 1.ui•,e;1 ç.1ie.,· súemi ficu.s. ~· - ILJNH A DE SAv'UE - Gó.r:a<l a , s:it:.JJitit[[Especial:Contribuições/&#126;2026-30404-40|&#126;2026-30404-40]] ([[Utilizador Discussão:&#126;2026-30404-40|discussão]]) ,estt;wio s::r.1.l...ittlt'J. - .l n!1611ro:r>,::rp"i:•für. : enfermidade. 5 - Ll lclf A llll( FAT.1!,[[1A1.•-r. Exrcn~~i, quer d iz-a-r: ri.qlll!;a irir..,· . l~~aJ.'a. -- O~uamdo term-ioa na liimh a do coraç;:o ·1fifirm-.:i c.asa;,nento ri, o. 6 - - 'l •j a-se ,u- 'iJ1ttra m.20 o meio a'e caobc cer . aotecip«.!a- m'..inrc, a <luraçfo da vid·d. 7 -PULSEJ:RA TRlPLICE·-Q uando l~ tres D.iu h.11s es liio, h~,m s~.art.das tl1'nunci cada 1H1R.a d'~lla.~, 3o irnl.iOS d'ê exis:tenci11. r.,;tU/!11 . Cada um d'cstes graus repre· ser'!.!.! r o i'l-DDDS de ri.da . O silic, Ol'.l.l'.e a lin'r.a d a vida tf~rmmn completam-cote, mostra os anr;i<>s de existencia Se a li..'lha da v:ída, ac, termioar, -t:st.i ,,o1tada para o, centro da m1io, é h oiu sii;nal àe saude. DesignaQãO dos dedos Pollegar, de ilio rile Ve,111, . IF,dicoà0r, dedo de .T11pi1e,·. lledius c,u do mcio, dedo de Sa1.1•r110. Ann,Jlar, dedo de Apollo. Aurk ular ou rai.inimo, dedo de b1,rc11,•'io.<noinclude></noinclude> rszxsvdpyhfg1rbf2udlvl4sngnm7qd