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Albertoleoncio
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[[Categoria:Dom Casmurro|Capítulo 25]]
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Hino do município de Capão Bonito
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|obra=Hino do município de [[w:Capão Bonito|Capão Bonito]]
|letra por=Maria Adelaide de Lima Cacciacarro
|melodia por=Edmundo Cacciacarro
|notas=Este hino foi composto em 1956, no primeiro centenário de Capão Bonito. A primeira vez que o hino foi tocado ocorreu no dia 2 de Abril de 1957, no salão nobre da Câmara Municipal de Capão Bonito. Instituído pela Lei Municipal Nº 1.260, de 13 de março de 1990.
}}
<poem>
Este rincão é minha terra
De campina verdejante
Brilhará com que se encerra
Neste solo tão pujante
Nesta terra imensa em flor
A instrução é a riqueza
Teu progresso é a grandeza
Que enchem e pátria de esplendor
Capão Bonito, então saudemos
Este lar onde aprendemos
A lutar sabiamente
Princesa és, tens o cruzeiro
A brilhar constantemente
Neste céu tão Brasileiro
Tu és do sul a filha varonil
Teus filhos, belos e bravos lutarão!
Por ti, oh terra boa e gentil
Teus feitos, na história, jamais se apagarão
Eia, postos senhores!
Lá fora rufam tambores
De entusiasmo a vibrar
Passam atletas, estudantes
Orgulhosos a cantar!
Na cidade engalanada
De flores ornamentadas
Soam clarins pelo ar!
Celebrar agora
Tua data centenária
Teu progresso então queremos
Festejar com garbo e glória
Por ti, oh terra de brios, milenária!
Cantemos, cantemos
Os louros de tua vitória!'''
</poem>
[[Categoria:Hinos de São Paulo|Capao Bonito]]
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{{c|'''No Passeio Publico.'''}}
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Entrámos no Passeio Publico. Algumas caras
velhas, outras doentes ou só vadias espalhavam-se
melancolicamente no caminho que vae da porta ao
terraço. Seguimos para o terraço. Andando, para
me dar animo, falei do jardim:
— Ha muito tempo que não venho aqui, talvez
um anno.
— Perdôe-me, atalhou elle, não ha tres mezes
que esteve aqui com o nosso visinho Padua; não
se lembra?
— E verdade, mas foi tão de passagem...
— Elle pediu a sua mãe que o deixasse trazer
comsigo, e ella, que é boa como a mãe de Deus,
consentiu; mas ouça-me, já que falamos nisto, não
é bonito que você ande com o Padua na rua.
— Mas eu andei algumas vezes...<noinclude></noinclude>
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Albertoleoncio
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A adicionar {{nop}} para quebra de parágrafo.
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Entrámos no Passeio Publico. Algumas caras
velhas, outras doentes ou só vadias espalhavam-se
melancolicamente no caminho que vae da porta ao
terraço. Seguimos para o terraço. Andando, para
me dar animo, falei do jardim:
— Ha muito tempo que não venho aqui, talvez
um anno.
— Perdôe-me, atalhou elle, não ha tres mezes
que esteve aqui com o nosso visinho Padua; não
se lembra?
— E verdade, mas foi tão de passagem...
— Elle pediu a sua mãe que o deixasse trazer
comsigo, e ella, que é boa como a mãe de Deus,
consentiu; mas ouça-me, já que falamos nisto, não
é bonito que você ande com o Padua na rua.
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Albertoleoncio" />{{rh|74|{{sc|dom casmurro}}|}}</noinclude>— Quando era mais joven; em creança, era
natural, elle podia passar por creado. Mas você
está ficando moço, e elle vae tomando confiança.
D. Gloria, afinal, não póde gostar disto. A gente
Padua não é de todo má. Capitú, apesar daquelles
olhos que o diabo lhe deu... Você já reparou nos
olhos della? São assim de cigana obliqua e dissimulada.
Pois, apesar delles, poderia passar, se não
fosse a vaidade e a adulação. Oh! a adulação!
D. Fortunata merece estima, e elle não nego que
seja honesto, tem um bom emprego, possue a casa
em que mora, mas honestidade e estima não bastam,
e as outras qualidades perdem muito de valor
com as más companhias em que elle anda. Padua
tem uma tendencia para gente reles. Em lhe cheirando
a homem chulo é com elle. Não digo isto por
odio, nem por que elle fale mal de mim e se ria,
como se riu, ha dias, dos meus sapatos acalcanhados...
— Perdão, interrompi suspendendo o passo,
nunca ouvi que falasse mal do senhor; pelo
contrario, um dia, não ha muito tempo, disse elle a um
sujeito, em minha presença, que o senhor era « um
homem de capacidade e sabia falar como um deputado
nas câmaras. »
José Dias sorriu deliciosamente, mas fez um esforço
grande e fechou outra vez o rosto; depois replicou :
— Não lhe agradeço nada. Outros, de melhor
sangue, me tem feito o favor de juizos altos. E
nada disso impede que elle seja o que lhe digo.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Albertoleoncio" />{{rh||{{sc|dom casmurro}}|75}}</noinclude>Tinhamos outra vez andado, subimos ao terraço,
e olhámos para o mar.
— Vejo que o senhor não quer senão o meu
beneficio, disse eu depois de alguns instantes.
— Pois que outra cousa, Bentinho?
— Neste caso, peço-lhe um favor.
— Um favor? Mande, ordene, que é?
— Mamãe...
Durante algum tempo não pude dizer o resto, que
era pouco, e vinha de cór. José Dias tornou a perguntar
o que era, sacudia-me com brandura, levantava-me o
queixo e espetava os olhos em mim,
ancioso tambem, como a prima Justina na vespera.
— Mamãe qué? Que é que tem mamãe?
— Mamãe quer que eu seja padre, mas eu não
posso ser padre, disse finalmente.
José Dias endireitou-se pasmado.
— Não posso, continuei eu, não menos pasmado
que elle, não tenho geito, não gósto da vida de
padre. Eslou por tudo o que ella quizer; mamãe
sabe que eu faço tudo o que ella manda; estou
prompto a ser o que fôr do seu agrado, até cocheiro
de omnibus. Padre, não; não posso ser padre.
A carreira é bonita, mas não é para mim.
Todo esse discurso não me saiu assim, de vez,
enfiado naturalmente, peremptorio, como póde parecer
do texto, mas aos pedaços, mastigado, em
voz um pouco surda e tímida. Não obstante, José
Dias ouvira-o espantado. Não contava certamente
com a resistencia, por mais acanhada que fosse;<noinclude></noinclude>
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Albertoleoncio
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Albertoleoncio" />{{rh|76|{{sc|dom casmurro}}|}}</noinclude>mas o que ainda mais o assombrou foi esta conclusão:
— Conto com o senhor para salvar-me.
Os olhos do aggregado escancararam-se, as
sobrancelhas arquearam-se, e o prazer que eu contava
dar-lhe com a escolha da protecção não se mostrou
em nenhum dos músculos. Toda a cara delle
era pouca para a estupefacção. Realmente, a materia
do discurso revelára em mim uma alma nova;
eu proprio não me conhecia. Mas a palavra final é
que trouxe um vigor unico. José Dias ficou aturdido.
Quando os olhos tornaram ás dimensões ordinarias:
—- Mas que posso eu fazer? perguntou.
— Póde muito. O senhor sabe que, em nossa
casa, todos o apreciam. Mamãe pede muita vez os
seus conselhos, não é? Tio Cosme diz que o senhor
é pessoa de talento...
— São bondades, retorquiu lisonjeado. São favores
de pessoas dignas, que merecem tudo... Ahi
está! nunca ninguem me ha de ouvir dizer nada de
pessoas taes; porque? porque são illustres e virtuosas.
Sua mãe é uma santa, seu tio é um cavalheiro
perfeitissimo. Tenho conhecido familias distinctas;
nenhuma poderá vencer a sua em nobreza
de sentimentos. O talento que seu tio acha em mim
confesso que o tenho, mas é só um,— é o talento
de saber o que é bom e digno de admiração e de
apreço.
— Ha de ter tambem o de proteger os amigos,
como eu.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="4" user="Albertoleoncio" />{{rh||{{sc|dom casmurro}}|77}}</noinclude>— Em que lhe posso valer, anjo do ceu? Não
hei de dissuadir sua mãe de um projecto que é,
além de promessa, a ambição e o sonho de longos
annos. Quando pudesse, é tarde. Ainda hontem
fez-me o favor de dizer : « José Dias, preciso metter
Bentinho no seminario. »
Timidez não é tão ruim moeda, como parece. Se
eu fosso destemido, é provavel que, com a indignação
que experimentei, rompesse a chamar-lhe mentiroso,
mas então seria preciso confessar-lhe que estivera
á escuta, atraz da porta, e uma acção valia
outra. Contentei-me de responder que não era
tarde.
— Não é tarde, ainda é tempo, se o senhor
quizer.
— Se eu quizer? Mas que outra cousa quero eu,
senão servil-o? Que desejo, senão que seja feliz,
como merece?
— Pois ainda é tempo. Olhe, não é por vadiação.
Estou prompto para tudo; se ella quizer que eu
estude leis, vou para S. Paulo...<noinclude></noinclude>
f3ysvhjvxoz8hhsiutl5pdifuh1urjv
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{{c|{{x-larger|'''INSTITUTO HISTORICO DO BRASIL.'''}}}}
{{dhr|3em}}
{{d|{{sc|Senhores.}}}}
{{dhr}}
Sabeis como a presente obra de Gabriel Soares,
talvez a mais admiravel de quantas em portuguez
produziu o seculo quinhentista, prestou valiosos auxilios
aos escriptos do padre Cazal e dos contemporaneos
Southey, Martius e Denis, que d’ella fazem menção com
elogios não equivocos.
Sabeis tambem como as ''Reflexões criticas'' que sobre
essa obra escrevi, foram as primicias que offereci
ás lettras, por intermedio da Academia das Sciencias
de Lisboa que se dignou, ao acolhe-las no corpo do
suas memorias, contar-me nos do seu gremio. Sabeis
como aquella obra corria espuria, pseudonyma e corrompida<noinclude></noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{c|— 378 —}}
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{{tabela|nodots|página=Pag.{{Espaços|2}}Com.{{Espaços|2}}Pág do<br/>Com.}}</noinclude>{{tabela|largura-s=20
|seção=29|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/29|Tamanho e formosura do rio Irajuhi, e seus reconcavos]]
|página={{pl|136|30}}{{espaços|4}}103{{espaços|6}}{{pl|346|30}}}}
{{tabela|largura-s=20
|seção=30|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/30|Da boca da barra de Joaguaripe, até Juquirijape, e d’ahi até o rio Una]]
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|seção=31|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/31|Do rio Una até Tinharé, e da ilha de Taparica, com outras ilhas]]
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|seção=32|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/32|Quantas igrejas, engenhos e embarcações tem a Bahia]]
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|seção=33|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/33|Fertilidade da Bahia, e como se n’ella dá o gado]]
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{{c|'''TITULO 4. — Da Agricultura da Bahia.'''}}
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|seção=34|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/34|Algumas arvores de Hespanha, e como se criam]]
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|seção=35|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/35|D’outros fructos estranhos]]
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{{tabela|largura-s=20
|seção=36|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/36|Das sementes de Hespanha, que se dão na Bahia]]
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|seção=37|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/37|Da mandioca]]
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|seção=38|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/38|Das raizes da mandioca, e do para que servem]]
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|seção=39|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/39|Quão terrivel é a agua da mandioca]]
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|seção=40|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/40|Da farinha fresca que se faz da mandioca]]
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|seção=41|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/41|Do muito para que prestam as raizes da carimá]]
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|seção=42|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/42|Da farinha de guerra, e como se faz da carimá]]
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|seção=43|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/43|Dos aipins]]
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|seção=44|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/44|Alguns mantimentos de raizes que se criam debaixo da terra]]
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|seção=45|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/45|Do milho]]
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|seção=46|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/16|Legumes]]
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|seção=47|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/47|Dos amendoins (mandobins)]]
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|seção=48|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/48|Quantas castas de pimenta ha]]
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|seção=49|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/49|Dos cajús e cajuins]]
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|seção=50|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/50|Das Pacobeiras e Bananeiras]]
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|seção=51|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/51|Dos mamões e jaracateás]]
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{{c|'''TITULO 5. — Das arvores e plantas indigenas que dão fructo que se come.'''}}
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|seção=52|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/52|De algumas arvores que dão fructos]]
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|seção=53|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/53|Da arvore dos ambús]]
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|seção=54|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/54|De algumas arvores de fructo afastadas do mar: sapucaia, piquiá, macugé, genipapo, etc]]
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|seção=55|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/55|Em que se contém muitas castas de palmeiras, que dão fructo]]
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|seção=56|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/56|Hervas que dão fructo]]
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|seção=57|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/57|Dos ananazes]]
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{{c|'''TITULO 6. — Das arvores medicinaes.'''}}
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|seção=58|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/58|Das arvores de virtude]]
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|seção=59|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/59|Da embaiba e caraobuçú, e caraoba merim]]
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|seção=60|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/60|Da arvore da almecega, e de outras, arvores de virtude]]
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{{c|'''TITULO 7. — Das hervas medicinaes.'''}}
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|seção=61|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/61|Das hervas de virtude: tabaco, etc]]
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|seção=62|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/62|Como se cria o algodão, e de sua virtude, e de outros arbustos]]
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|seção=63|título=[[Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/63|Virtudes de outras hervas menores]]
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{c|— 177 —}}</noinclude><section begin="52"/>tem uma pevide preta que se lhe lança fóra. Dão se estas
arvores ao longo do mar e dos rios por onde entra a maré.
Maçarandiba é uma arvore real de cuja madeira se dirá
ao diante. Só lhe cabe aqui dizer do seu fruto, que é da
côr dos medronhos e do seu tamanho, cuja casca é teza e
tem duas pe vides dentro, que se lhe lançam fora com a
casea; o mais se lhe come, que é doce e muito saboroso;
e quem come muita d’esta fruta que se chama como a
arvore, pegam-se-lhe os bigodes com o sumo d’ella, que é
muito doce e pegajoso e para os indios lhe colherem esta
fruta cortam as arvores pelo pé como fazem a todas que
são altas. Estas se dão ao longo do mar ou á vista d’elle.
Mocury é uma arvore grande que se dá perto do mar,
a qual dá umas frutas amarellas, tamanhas como abrico
ques, que cheiram mnito bem, e tem grande caroço; o
que se lhe come é de maravilhoso sabor, e aparam-lhe a
casca de fóra.
<section end="52"/>
<section begin="54"/>Cambucá é outra arvore de honesta grandura, que dá
umas frutas amarellas do mesmo nome, tamanhas como
abricoques, mas tem maior caroço e pouco que comer; é
muito doce e de honesto sabor.
<section end="54"/>
<section begin="55"/>{{c|{{sc2|CAPITULO LV.}}{{Tratado descriptivo do Brasil em 1587 (1879) ref|381|129}}}}
{{c|''Em que se contém muitas castas de palmeiras que dão fruto pela terra da Bahia no sertão e algumas junto do mar.''}}
Como ha tanta diversidade de palmeiras que dão fruto
na terra da Bahia, convém que as arrumemos todas n’este
capitulo, começando logo em umas a que os indios chamam
pindoba, que são muito altas e grossas, que dão flôr
como as tamareiras, e o fruto em cachos grandes como os
coqueiros, cada um dos quaes é tamanho que não pode um
negro mais fazer que leval-o ás costas; em os quaes cachos
tem os cocos tamanhos como peras pardas grandes, e tem
a casca de fóra como coco, e outra dentro de um dedo de
grosso, muito dura, e dentro d’ella um miolo massiço com
esta casca, d’onde se tira com trabalho, o qual é tamanho
como uma bolota, e mui alvo e duro para quem tem ruins
dentes; e se não é de vez, é muito tenro e saboroso; e de
uma maneira e outra é bom mantimento para o gentio
quando não tem mandioca, o qual faz d’estes cocos azeite
para suas mesinhas. Do olho d’estas palmeiras se tiram palmitos
façanhosos de cinco a seis palmos de comprido, e tão<section end="55"/><noinclude></noinclude>
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Página:Tratado descriptivo do Brasil em 1587.pdf/381
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{c|— 351 —}}</noinclude><section begin="126"/>Soares no capitulo 52<ref group="notafinal">Na presente edição deve attender-se á deslocação que por descuido typographico padeceram alguns periodos que devendo ir n’este capitulo depois do 1º § na pag. {{sic|182|170. As páginas se referem à primeira edição, erro duplo}}, passaram para as paginas {{sic|187|175}}, {{sic|188|176}} e {{sic|189|177}}. Estes periodos perfazem quasi duas paginas e meia desde — Os araçazeiros — inclusive, até — Cambucá — exclusivamente. — Nestes commentarios {{sic|nao|não}} demos consideração a essa deslocação accidental. Vej. a errata.</ref> estão hoje quasi todas conhecidas e
descriptas pelos naturalistas. A ''mangaba'' é a [[species:Hancornia speciosa|''Hancornia speciosa'']] de Gomes; os ''araçás'' pertencem, bem como as guaiabas,
ao genero [[species:Psidium|''Psidium'']]; o ''araticú'' é uma [[species:Anona|''Anona'']]: vem
depois o ''abajerú'' (Abbeville fol. 224 escreve ''Ouagirou'') que
parece um [[species:Chrysobalanus|''Chrysobalanus'']]; segue talvez a rosacea [[species:Rubus idaeus|''Rubus idaeus'']] ou [[species:Rubus occidentalis|''occidentalis'']] (Velloso V. est. 81 e 82); notamos depois entre outras a [[species:Byrsonima serice|''Byrsonima Crisophylla'']] de Kunth; a
[[species:Vitex megapotamica|''Vitex Tarumâ'']] e [[species:Inga edulis|''Ingá edulis'']] de Martius; a ''Spondias myrobalanus''
de Velloso (Flora Flum. IV, est. 185); a [[species:Platonia insignis|''Moronobea esculenta'']] d’Arruda ou '' Platonia excelsa'' de Martius, o ''Caryocar''
''Pequi'', etc. Tudo isto salvo engano. —
<section end="126"/>
{{âncora|127}}
<section begin="127"/>{{Errata|O ambú|127. O ambú|Página:Tratado descriptivo do Brasil em 1587.pdf/413}}, imbú, ombú ou umbú (que para todas as orthographias
ha autoridades) é a notavel planta que o nosso
Arruda (Discurso dos jardins) denominou [[species:Spondias tuberosa|''Spondias tuberosa'']].
<section end="127"/>
{{âncora|128}}
<section begin="128"/>128. Das fructas do sertão da Bahia que Soares reune no
cap. 54 ha menos conhecimento. Trata-se de um [[species:Lecythis|''Lecythis'']],
segue-se talvez uma planta rhisobolacea, outra apocynea
(talvez outra cariocar), um [[species:Genipa|''Genipa'']], e o conhecido ''oyty''
de que Arruda fez o novo genero [[species:Couepia|''Pleragina'']]. Cazal (II 60)
escreve ''goyty'', Vasconcellos (II, 87) ''gutti'', Abbeville ''ouity''. — Este capitulo necessita mais estudo.
<section end="128"/>
{{âncora|129}}
<section begin="129"/>129. Para melhor se identificar o leitor com a synonimia
das palmeiras remettemo-lo ao exame da magnifica monographia
d’esta familia do celebre Martius, — precedendo a
elle, se for possivel, o conhecimento pratico das mesmas.
Nas ''Reflexões criticas'' enganámo-nos a tal respeito em varias
de nossas conjecturas, feitas sem fudamento e só quasi
inspiradas, como em outros lugares da secção 4.ª d’esse escripto,
pelo desejo de acertar.
<section end="129"/>
{{âncora|130}}
<section begin="130"/>130. Bem conhecida é a passiflora ''maracujá-açú'', com
que se começa o capitulo das hervas fructiferas: — Não nos
acontece outro tanto com a planta de que se trata depois, e
que nos parece alguma ''solanea''. Segue um ''Cactus'', com nome
indigeno por nós desconhecido, logo depois um [[species:Astrocaryum|''Astrocarium'']]
e termina o capitulo em duas plantas bem {{pt|conheci-|conhecidas; }}
<section end="130"/><noinclude>{{smallrefs|group="errata"}}
{{reflist|group="notafinal"}}</noinclude>
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Tratados da terra e gente do Brasil/1/2
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adicionou [[Categoria:Tratados da terra e gente do Brasil]] usando [[Wikipedia:Software/Scripts/HotCat|HotCat]]
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wikitext
text/x-wiki
<pages index="Tratados da terra e gente do Brasil.pdf" from=47 to=49 header=1 fromsection=2 tosection=2 />
{{Notas}}
[[Categoria:Tratados da terra e gente do Brasil]]
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Página:Tratado descriptivo do Brasil em 1587.pdf/200
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="Trooper57" />{{c|— 170 —}}</noinclude><section begin="51"/>casa acabam de amadurecer; e como são maduros se fazem
molles como melão; e para se comerem cortam-se em talhadas
como maçã, e tiram-lhe as pevides que tem envoltas
em tripas como as de melão, mas são crespas e pretas como
grãos de pimenta da India, ás quaes talhadas se apara a
casca, como a maçã, e o que se come é da côr e brandura
do melão, o sabor é doce e muito gostoso. Estas sementes
se semearam na Bahia, e nasceram logo; e tal agazalhado
The fez a terra que no primeiro anno se fizeram as arvores
mais altas que um homem, e ao segundo começaram de dar
fruto, e se fizeram as arvores de mais de vinte palmos de
alto, e pelo pé tão grossas como um homem pela cinta; os
seus ramos são as mesmas folhas arrumadas como as das
palmeiras e cria se o fructo. no tronco entre as folhas.
Entre estas arvores ha machos, que não dão fruto como
as tamareiras, e umas e outras em poucos annos se fazem
pelo pé tão grossas como uma pipá, e d’avantagem.
N’esta terra da Bahia se cria outra fruta natural d’ella,
que em tudo se parece com estes mamões de cima, senão
que são mais pequenos, á qual os indios chamam jaracateá,
mas tem a arvore delgada, de cuja madeira se não usa. Esta
arvore dá a flor branca, o fruto é amarello por fóra, da
feição e tamanho dos figos bêberas ou longaes brancos,
que tem a casca dura e grossa, a que chamam em Portugal
longaes; d’esta maneira tem esta fruta a casca, que se
The apara quando se come, tem bom cheiro, e o sabor toca
de azedo, e tem umas sementes pretas que se lançam fóra.
<section end="51"/>
<section begin="52"/>{{C|{{sc2|CAPITULO LII.}}{{Tratado descriptivo do Brasil em 1587 (1879) ref|380|126|{{#section:Página:Tratado descriptivo do Brasil em 1587.pdf/380|126}}{{#section:Página:Tratado descriptivo do Brasil em 1587.pdf/381|126}}}}}}
{{c|''Em que se diz de algumas arvores de fruto que se dão na visinhança do mar da Bahia.''}}
Na visinhança do mar da Bahia se dão umas arvores nas campinas e terras fracas, que se chamam mangabeiras, que são do tamanho de pecegueiros. Tem os troncos delgados, e a folha miuda, e a flôr como a do marmeleiro; o fruto é amarello córado de vermelho, como pecegos calvos, ao qual chamam mangabas; que são tamanhas como ameixas e outras maiores, as quaes em verdes são todas cheias de leite, e colhem-se inchadas para amadurecerem em casa, o que fazem de um dia para o outro, porque se amadurecem na arvore cahem no chão. Esta fruta se come toda sem se deitar nada fóra como figos, cuja casca é tão {{pt|del-|delgada }}
<section end="52"/><noinclude><references group="notafinal"/></noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="Trooper57" />{{c|— 170 —}}</noinclude><section begin="51"/>casa acabam de amadurecer; e como são maduros se fazem
molles como melão; e para se comerem cortam-se em talhadas
como maçã, e tiram-lhe as pevides que tem envoltas
em tripas como as de melão, mas são crespas e pretas como
grãos de pimenta da India, ás quaes talhadas se apara a
casca, como a maçã, e o que se come é da côr e brandura
do melão, o sabor é doce e muito gostoso. Estas sementes
se semearam na Bahia, e nasceram logo; e tal agazalhado
The fez a terra que no primeiro anno se fizeram as arvores
mais altas que um homem, e ao segundo começaram de dar
fruto, e se fizeram as arvores de mais de vinte palmos de
alto, e pelo pé tão grossas como um homem pela cinta; os
seus ramos são as mesmas folhas arrumadas como as das
palmeiras e cria se o fructo. no tronco entre as folhas.
Entre estas arvores ha machos, que não dão fruto como
as tamareiras, e umas e outras em poucos annos se fazem
pelo pé tão grossas como uma pipá, e d’avantagem.
N’esta terra da Bahia se cria outra fruta natural d’ella,
que em tudo se parece com estes mamões de cima, senão
que são mais pequenos, á qual os indios chamam jaracateá,
mas tem a arvore delgada, de cuja madeira se não usa. Esta
arvore dá a flor branca, o fruto é amarello por fóra, da
feição e tamanho dos figos bêberas ou longaes brancos,
que tem a casca dura e grossa, a que chamam em Portugal
longaes; d’esta maneira tem esta fruta a casca, que se
The apara quando se come, tem bom cheiro, e o sabor toca
de azedo, e tem umas sementes pretas que se lançam fóra.
<section end="51"/>
<section begin="52-1"/>{{C|{{sc2|CAPITULO LII.}}{{Tratado descriptivo do Brasil em 1587 (1879) ref|380|126|{{#section:Página:Tratado descriptivo do Brasil em 1587.pdf/380|126}}{{#section:Página:Tratado descriptivo do Brasil em 1587.pdf/381|126}}}}}}
{{c|''Em que se diz de algumas arvores de fruto que se dão na visinhança do mar da Bahia.''}}
Na visinhança do mar da Bahia se dão umas arvores nas campinas e terras fracas, que se chamam mangabeiras, que são do tamanho de pecegueiros. Tem os troncos delgados, e a folha miuda, e a flôr como a do marmeleiro; o fruto é amarello córado de vermelho, como pecegos calvos, ao qual chamam mangabas; que são tamanhas como ameixas e outras maiores, as quaes em verdes são todas cheias de leite, e colhem-se inchadas para amadurecerem em casa, o que fazem de um dia para o outro, porque se amadurecem na arvore cahem no chão. Esta fruta se come toda sem se deitar nada fóra como figos, cuja casca é tão {{pt|del-|delgada }}
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{c|— 171 —}}</noinclude><section begin="52-1"/><noinclude>gada</noinclude> que se lhe pella se as enxovalham, a qual cheira muito
bem e tem suave sabor, é de boa digestão e faz bom estomago,
ainda que comam muitas; cuja natureza é fria, pelo
que é muito boa para os doentes de febres por ser muito
leve. Quando estas mangabas não estão bem maduras,
travam na boca como as sorvas verdes em Portugal, e
quando estão inchadas são boas para conserva de assucar,
que é muito medicinal e gostosa.
<section end="52-1"/>
<section begin="52-2"/>Engá é arvore desaffeiçoada que se não dá senão em terra
boa, de cuja lenha se faz boa decoada para os engenhos.
E da uma fruta da feição dos alfarrobas de Hespanha, e
tem dentro umas pevides como as das alfarrobas, e não se
lhe come senão um doce que tem derredor das pevides, que
é muito saboroso.
Cajá é uma arvore comprida, com copa como pinheiro;
tem a casca grossa e aspera, e se a picam deita um oleo
branco como leite em fio, que é muito pegajoso. A madeira
é muito mólle e serve para fazer decoada para os engenhos
dá a flor branca como de maceira, e o fruto é amarello
do tamanho das ameixas, tem grande caroço e pouco
que comer, a casca é como a das ameixas. Esta fruta arregoa,
se lhe chove, como é madura, a qual cahe com o
vento no chão, e cheiram muito bem o fruto e as flores,
são brancas e formosas; o sabor é precioso, com ponta
de azedo, cuja natureza é fría e sadia; dão esta fruta aos
doentes de febres, por ser fria e appetitosa, e chama-se
como a arvore, que se dá ao longo do mar.
Bacoropary é outra arvore de honesta grandura, que se
dá perto do mar, e quando a cortam corre-lhe um oleo
grosso d’entre a madeira e a casca, muito amarello e pegajoso
como visco. Dá esta arvore um fruto tamanho como
fruta nova, que é amarello e cheira muito bem; e tem a
casca grossa como laranja, a qual se lhe tira muito bem, e
tem dentro dous caroços juntos, sobre os quaes tem o que se
the come, que é de maravilhoso, sabor.
Piquihi é uma arvore real, de cuja madeira se dirá adiante,
a qual arvore då fruta como castanhas, cuja casca —é
parda e teza, e tirada, ficam umas castanhas alvissimas,
que sabem como pinhões crús, e cada arvore dá d’isto
muito.<section end="52-2"/><noinclude></noinclude>
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Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/52
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==Notas==
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==Notas==
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{c|— 176 —}}</noinclude><section begin="52"/>amendoas, e fica-lhe o miolo alvissimo, que tem o sabor como
as amendoas; de que se fazem todas as frutas doces que se
costumam fazer das amendoas, os quaes pinos, lançados
em agua fria, incham e ficam muito desenfastiados para
comer, e são bons para dor de cabeça, de que se fazem
amendoados. Dão se estas arvores em ladeira sobre o mar
e á vista d’elle, em terras dependuradas.
Abajerú é uma arvore baixa como carrasco, natural donde lhe chega o rocio do mar, pelo que se não dão estas arvores
senão ao longo das praias, cuja folha é aspera, e dá
uma flôr branca e pequena. O fruto é do mesmo nome e
da feição e tamanho das ameixas de cá, e de côr roxa;
come-se como ameixas, mas tem maior caroço; o sabor é
doce e saboroso.
Amaytim é uma arvore muito direita, comprida e delgada
tem a folha como figueira, dá uns cachos maiores
que os das uvas ferraes; tem os bagos redondos, tamanhos
como os das uvas mouriscas, e muito esfarrapados, cuja
côr é roxa, e cobertos de un pello tão macio como velludo;
mettem-se estes bagos na boca e tiram-lhe fóra um caroço
como de cereja, e a pelle que tem o pello, entre a qual e o
caroço tem um doce mui saboroso como o sumo, das boas
uvas.
Apé é uma arvore do tamanho e feição das oliveiras, mas,
tem a madeira aspera e espinhosa como romeira, a folha
é da feição de pecegueiro e da mesma côr. Esta arvore dá
um fruto do mesmo nome, da feição das amoras, mas nunca
são pretas, e tem a cor brancacenta; come-se como as
amoras; tem bom sabor, com ponta de azedo, mui appetititoso
para quem tem fastio; as quaes arvores se dão ao
longo do mar e á vista d’elle.
Murici é uma arvore pequena, muito secca da casca e da.
folha. cuja madeira não serve para nada; dá umas frutas
amarellas, mais pequenas que cerejas, que nascem em pinhas
como ellas, com os pés compridos; a qual fruta é
molle e come-se toda; cheira e sabe a queijo do Alemtejo.
que requeima. Estas arvores se dão nás campinas perto do
mar em terras fracas.
Copiuba é uma arvore da feição do loureiro, assim na
côr da casca do tronco como na folha, a qual carrega por
todos os ramos de uma fruta preta do mesmo nome, maior
que murtinhos e toma tantos crdinariamente que negrejam
ao longe. Esta fruta se.come como uvas, e tem o sabor
d’ellas quando as vendimam, que estão muito maduras, e
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{{c|''Que trata da arvore dos ambús, que se dá pelo sertão da Bahia.''}}
Ambú é uma arvore pouco alegre á vista, aspera da madeira,
e com espinhos como romeira, e do seu tamanho, a
quial tem a folha miuda. Dá esta arvore umas flores brancas,
e o fruto, do, mesmo nome, do tamanho e feição das
ameixas brancas, e tem a mesma côr e sabor, e o caroço
maior. Dá-se esta fruta ordinariamente pelo sertão, no
matto que se chama a Cátinga, que está pelo menos afastado
vinte leguas do mar, que é terra secca, de pouca agua
onde a natureza criou a estas arvores para remedio da
sêde que os indios por alli passam. Esta arvore lança das
raizes naturaes outras raizes tamanhas e da feição das botijas,
outras maiores e menores, redondas e compridas como
batatas, e acham-se algumas afastadas da arvore cincoenta
e sessenta passos, e outras mais ao perto. E para o gentio
saber onde estas raizes estão, anda batendo com um páu
pelo chão, por cujo tom o conhece, onde cava e tira as raizes
de tres e quatro palmos de alto, e outras se acham á
flor da terra, ás quaes se tira uma casca parda que tem,
como a dos inhames, e ficam alvissimas e brandas como
e com espinhos como romeira, e do seu tamanho, a
quial tem a folha miuda. Dá esta arvore umas flores brancas,
e o fruto, do, mesmo nome, do tamanho e feição das
ameixas brancas, e tem a mesma côr e sabor, e o caroço
maior., Dá-se esta fruta ordinariamente pelo sertão, no
matto que se chama a Cátinga, que está pelo menos afastado
vinte leguas do mar, que é terra secca, de pouca agua
onde a natureza criou a estas arvores para remedio da
maçãs de coco; cujo sabor é mui doce, e tão sumarento que
se desfaz na boca tudo em agua frigidissima e mui desencalmada;
com o que a gente que anda pelo sertão mata a
sêde onde não acha agua para beber, e mata a fome comendo esta raiz, que é mui sadia, e não fez nunca mal a ninguem
que comesse muita d’ella. D’estas arvores ha já algumas
nas fazendas dos Portuguezes, que nasceram dos
caroços dos ambús, onde dão o mesmo fruto e raizes.
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<section begin="54"/>{{c|{{sc2|CAPITULO LIV.}}{{Tratado descriptivo do Brasil em 1587 (1879) ref|381|128}}}}
{{c|''Em que se diz de algumas arvores de fruto afastadas do mar.''}}
Afastado do mar da Bahia e perto d’elle se dão umas arvores que chamam Sabucai, que são mui grandes, de cujo fruto tratamos aqui sómente. Esta arvore toma tanta flor amarella, que se lhe não enxerga a folha ao longe, a qual flor é muito formosa, mas não tem nenhum cheiro. Nasce d’esta flor uma bola de pão tão dura como ferro, que está por dentro cheia de fruto. Terá esta bola uma polegada de<section end="54"/><noinclude><references group="notafinal"/></noinclude>
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{{c|''Que trata da arvore dos ambús, que se dá pelo sertão da Bahia.''}}
Ambú é uma arvore pouco alegre á vista, aspera da madeira,
e com espinhos como romeira, e do seu tamanho, a
quial tem a folha miuda. Dá esta arvore umas flores brancas,
e o fruto, do, mesmo nome, do tamanho e feição das
ameixas brancas, e tem a mesma côr e sabor, e o caroço
maior. Dá-se esta fruta ordinariamente pelo sertão, no
matto que se chama a Cátinga, que está pelo menos afastado
vinte leguas do mar, que é terra secca, de pouca agua
onde a natureza criou a estas arvores para remedio da
sêde que os indios por alli passam. Esta arvore lança das
raizes naturaes outras raizes tamanhas e da feição das botijas,
outras maiores e menores, redondas e compridas como
batatas, e acham-se algumas afastadas da arvore cincoenta
e sessenta passos, e outras mais ao perto. E para o gentio
saber onde estas raizes estão, anda batendo com um páu
pelo chão, por cujo tom o conhece, onde cava e tira as raizes
de tres e quatro palmos de alto, e outras se acham á
flor da terra, ás quaes se tira uma casca parda que tem,
como a dos inhames, e ficam alvissimas e brandas como
e com espinhos como romeira, e do seu tamanho, a
quial tem a folha miuda. Dá esta arvore umas flores brancas,
e o fruto, do, mesmo nome, do tamanho e feição das
ameixas brancas, e tem a mesma côr e sabor, e o caroço
maior., Dá-se esta fruta ordinariamente pelo sertão, no
matto que se chama a Cátinga, que está pelo menos afastado
vinte leguas do mar, que é terra secca, de pouca agua
onde a natureza criou a estas arvores para remedio da
maçãs de coco; cujo sabor é mui doce, e tão sumarento que
se desfaz na boca tudo em agua frigidissima e mui desencalmada;
com o que a gente que anda pelo sertão mata a
sêde onde não acha agua para beber, e mata a fome comendo esta raiz, que é mui sadia, e não fez nunca mal a ninguem
que comesse muita d’ella. D’estas arvores ha já algumas
nas fazendas dos Portuguezes, que nasceram dos
caroços dos ambús, onde dão o mesmo fruto e raizes.
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{{c|''Em que se diz de algumas arvores de fruto afastadas do mar.''}}
Afastado do mar da Bahia e perto d’elle se dão umas arvores que chamam Sabucai, que são mui grandes, de cujo fruto tratamos aqui sómente. Esta arvore toma tanta flor amarella, que se lhe não enxerga a folha ao longe, a qual flor é muito formosa, mas não tem nenhum cheiro. Nasce d’esta flor uma bola de pão tão dura como ferro, que está por dentro cheia de fruto. Terá esta bola uma polegada de
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<noinclude><pagequality level="4" user="DeCarvalho06" /></noinclude>Este Livro q{{abv||ue}} ha de Servir dos Acordaõs e Rezoluçõens
da Meza e iunta desta Santa Caza vay por mim numerado
e Rubricado, como Escrivaõ actual da Meza
este prezente anno Com a minha Rubrica q{{abv||ue}} dist Ferraz
B{{abv|a|ahia}} a Caza da Mizericordia aos 10 do mes de Abril
de 1745
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os Acordaós, e ResoluÇoens da Meza e iunta desta
Santa Caza Consta de duzentas e noventa
e Sinco folhas q{{abv||ue}} todas vaõ por min Rubricadas Como
Escrivaõ actual da Meza este prezente
anno Com a minha Rubrica q{{abv||ue}} dis |Ferraz| B{{abv|a|ahia}}
e Caza da Mizericordia aos 19 de Abril
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DeCarvalho06
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<noinclude><pagequality level="4" user="DeCarvalho06" /></noinclude>Este livro q{{abv||ue|p=p}} ha de Servir de Selancarem nelle
os Acordaós, e ResoluÇoens da Meza e iunta desta
Santa Caza Consta de duzentas e noventa
e Sinco folhas q{{abv||ue}} todas vaõ por min Rubricadas Como
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anno Com a minha Rubrica q{{abv||ue}} dis |Ferraz| B{{abv|a|ahia}}
e Caza da Mizericordia aos 19 de Abril
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Erick Soares3
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{término de palavra hifenizada|view|American Review}} tomaram decididamente as partes pelos deputados floridenses.
Os socios do Gun-Club é que não sabiam a quem haviam de dar ouvidos.
Apresentava-se altivo o Texas com seus vinte e seis condados, dispostos a modo de bateria; respondia-lhe a Florida, que para territorio seis vezes menor valem doze condados mais do que vinte e seis.
O Texas impava com os seus trezentos e trinta mil indigenas; mas a Florida, que tem menor superficie, jactava-se de poder reputar-se mais povoada com os seus cincoenta e seis mil; e não ficava por aqui: chegava a accusar o Texas de possuir certa especialidade de febres paludosas, que uns annos por outros lhe vinham a custar alguns milhares de habitantes, e o caso é que não mentia.
O Texas, pela sua parte replicava: que a respeito de febres, nada tinha a Florida que lhe invejar, e que era, pelo menos, imprudente quem chamava aos outros paizes insalubres, tendo a honra de ter em casa o ''vomito negro'' no estado chronico. E o caso é que o Texas tambem fallava verdade.
«Demais a mais, accrescentavam os texianos pela via do ''New-York Herald'', de alguma consideração é credor o estado onde nasce o melhor algodão de toda a America, o estado que produz a melhor madeira de carvalho para construcção de navios, o estado que tem nas entranhas dos seus terrenos soberba ''hulha'', e minas taes, que o seu producto em ferro é de cincoenta por cento do minerio puro.»
A isto replicava o ''American Review'', que o solo da Florida, sem ter aliás tantas riquezas, offerecia todavia melhores condições para moldar e fundir a columbiada, visto como era composto de areias e terras argillosas.
Porém, tornavam os do Texas, antes de fundir seja lá o que<noinclude></noinclude>
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Página:Tratado descriptivo do Brasil em 1587.pdf/205
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <noinclude>sadas;</noinclude> faz-se d’esta fruta marmelada muito boa, a qual por sua natureza envolta no assucar cheira a almiscar, e fem o sabor de perada almiscarada; e quem a não conhece entende e affirma que é perada. <section begin="52"/>Os araçazeiros são outras arvores que pela maior parte se dão em terra fraca na visinhança do mar, as quaes são como macieiras na grandura, na côr da casca, no cheiro da folha e na cor e feição...
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="Trooper57" />{{c|— 175 —}}</noinclude><noinclude>sadas;</noinclude> faz-se d’esta fruta marmelada muito boa, a qual por
sua natureza envolta no assucar cheira a almiscar, e fem
o sabor de perada almiscarada; e quem a não conhece entende
e affirma que é perada.
<section begin="52"/>Os araçazeiros são outras arvores que pela maior parte
se dão em terra fraca na visinhança do mar, as quaes são
como macieiras na grandura, na côr da casca, no cheiro
da folha e na cor e feição d’ella. A flor é branca, da feição
da de murta, e cheira muito bem. Ao fruto chamam aracazes,
que são da feição das nesperas, mas alguns muito
maiores. Quando são verdes’tem a côr verde, e como são
maduros tem a côr das peras; tem o olho como nesperas,
e por dentro caroços como ellas, mas muito mais pequenos.
Esta fruta se come toda, e tem ponta de azedo muí saboroso,
da qual se faz marmelada, que é muito boa e melhor
para os doentes de cambras.
Perto do salgado ha outra casta de araçazeiros, cujas
arvores são grandes, e o fruto como laranja, mas mui saboroso,
ao qual aparam a casca por ser muito grossa.
Araticú é uma arvore do tamanho de uma amoreira,
cuja folha é muito verde escura, da feição da da larangeira
mas maior a casca da arvore é como de loureiro, a madeira
é muito molle, a flôr é fresca, grossa e pouco vistosa,
mas o fruto é tamanho como uma pinha, e em verde é lavrado
como pinha, mas o lavor é lizo e branco. Como este
fruto é maduro, arregon todo pelos lavores que ficam então
brancos, e o pomo é muito molle e cheira muito bem, e
tamanho é o seu cheiro que, estando em cima da arvore,
se conhece debaixo que está maduro pelo cheiro. Este
fruto por natureza é frio e sadio; para se comer corta se
em quartos, lançando-lhe fóra umas pevides que tem amarellas
e compridas, como de cabaços, das quaes nascem
estas arvores; e aparam-lhe a casca de fóra que é muito
delgada, e todo mais se come, que tem muito bom sabor
com ponta de azedo, a qual fruta é para a calma mui desenfastiada.
Pino é uma arvore comprida, delgada, esfarrapada da
folha, a qual é do tamanho e feição da folha da parra. O
seu fruto nasce em ouriço cheio de espinhos como os das
castanhas, e tirado este ouriço fóra fica uma cousa do tamanho
de uma noz, e da mesma côr, feição e dureza, o
qual lhe quebram, e tiram-lhe de dentro dez ou doze pevides
do tamanho de amendoas sem casca, mas mais delgadas,
ás quaes tiram uma camisa parda que tem como as
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<noinclude><pagequality level="1" user="Trooper57" />{{c|— 175 —}}</noinclude><section begin="54"/><noinclude>sadas;</noinclude> faz-se d’esta fruta marmelada muito boa, a qual por
sua natureza envolta no assucar cheira a almiscar, e fem
o sabor de perada almiscarada; e quem a não conhece entende
e affirma que é perada.
<section end="54"/>
<section begin="52"/>Os araçazeiros são outras arvores que pela maior parte
se dão em terra fraca na visinhança do mar, as quaes são
como macieiras na grandura, na côr da casca, no cheiro
da folha e na cor e feição d’ella. A flor é branca, da feição
da de murta, e cheira muito bem. Ao fruto chamam aracazes,
que são da feição das nesperas, mas alguns muito
maiores. Quando são verdes’tem a côr verde, e como são
maduros tem a côr das peras; tem o olho como nesperas,
e por dentro caroços como ellas, mas muito mais pequenos.
Esta fruta se come toda, e tem ponta de azedo muí saboroso,
da qual se faz marmelada, que é muito boa e melhor
para os doentes de cambras.
Perto do salgado ha outra casta de araçazeiros, cujas
arvores são grandes, e o fruto como laranja, mas mui saboroso,
ao qual aparam a casca por ser muito grossa.
Araticú é uma arvore do tamanho de uma amoreira,
cuja folha é muito verde escura, da feição da da larangeira
mas maior a casca da arvore é como de loureiro, a madeira
é muito molle, a flôr é fresca, grossa e pouco vistosa,
mas o fruto é tamanho como uma pinha, e em verde é lavrado
como pinha, mas o lavor é lizo e branco. Como este
fruto é maduro, arregon todo pelos lavores que ficam então
brancos, e o pomo é muito molle e cheira muito bem, e
tamanho é o seu cheiro que, estando em cima da arvore,
se conhece debaixo que está maduro pelo cheiro. Este
fruto por natureza é frio e sadio; para se comer corta se
em quartos, lançando-lhe fóra umas pevides que tem amarellas
e compridas, como de cabaços, das quaes nascem
estas arvores; e aparam-lhe a casca de fóra que é muito
delgada, e todo mais se come, que tem muito bom sabor
com ponta de azedo, a qual fruta é para a calma mui desenfastiada.
Pino é uma arvore comprida, delgada, esfarrapada da
folha, a qual é do tamanho e feição da folha da parra. O
seu fruto nasce em ouriço cheio de espinhos como os das
castanhas, e tirado este ouriço fóra fica uma cousa do tamanho
de uma noz, e da mesma côr, feição e dureza, o
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se dão em terra fraca na visinhança do mar, as quaes são
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da folha e na cor e feição d’ella. A flor é branca, da feição
da de murta, e cheira muito bem. Ao fruto chamam aracazes,
que são da feição das nesperas, mas alguns muito
maiores. Quando são verdes’tem a côr verde, e como são
maduros tem a côr das peras; tem o olho como nesperas,
e por dentro caroços como ellas, mas muito mais pequenos.
Esta fruta se come toda, e tem ponta de azedo muí saboroso,
da qual se faz marmelada, que é muito boa e melhor
para os doentes de cambras.
Perto do salgado ha outra casta de araçazeiros, cujas
arvores são grandes, e o fruto como laranja, mas mui saboroso,
ao qual aparam a casca por ser muito grossa.
Araticú é uma arvore do tamanho de uma amoreira,
cuja folha é muito verde escura, da feição da da larangeira
mas maior a casca da arvore é como de loureiro, a madeira
é muito molle, a flôr é fresca, grossa e pouco vistosa,
mas o fruto é tamanho como uma pinha, e em verde é lavrado
como pinha, mas o lavor é lizo e branco. Como este
fruto é maduro, arregon todo pelos lavores que ficam então
brancos, e o pomo é muito molle e cheira muito bem, e
tamanho é o seu cheiro que, estando em cima da arvore,
se conhece debaixo que está maduro pelo cheiro. Este
fruto por natureza é frio e sadio; para se comer corta se
em quartos, lançando-lhe fóra umas pevides que tem amarellas
e compridas, como de cabaços, das quaes nascem
estas arvores; e aparam-lhe a casca de fóra que é muito
delgada, e todo mais se come, que tem muito bom sabor
com ponta de azedo, a qual fruta é para a calma mui desenfastiada.
Pino é uma arvore comprida, delgada, esfarrapada da
folha, a qual é do tamanho e feição da folha da parra. O
seu fruto nasce em ouriço cheio de espinhos como os das
castanhas, e tirado este ouriço fóra fica uma cousa do tamanho
de uma noz, e da mesma côr, feição e dureza, o
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<section begin="52"/>Os araçazeiros são outras arvores que pela maior parte
se dão em terra fraca na visinhança do mar, as quaes são
como macieiras na grandura, na côr da casca, no cheiro
da folha e na cor e feição d’ella. A flor é branca, da feição
da de murta, e cheira muito bem. Ao fruto chamam aracazes,
que são da feição das nesperas, mas alguns muito
maiores. Quando são verdes tem a côr verde, e como são
maduros tem a côr das peras; tem o olho como nesperas,
e por dentro caroços como ellas, mas muito mais pequenos.
Esta fruta se come toda, e tem ponta de azedo mui saboroso,
da qual se faz marmelada, que é muito boa e melhor
para os doentes de cambras.
Perto do salgado ha outra casta de araçazeiros, cujas
arvores são grandes, e o fruto como laranja, mas mui saboroso,
ao qual aparam a casca por ser muito grossa.
Araticú é uma arvore do tamanho de uma amoreira,
cuja folha é muito verde escura, da feição da da larangeira
mas maior a casca da arvore é como de loureiro, a madeira
é muito molle, a flôr é fresca, grossa e pouco vistosa,
mas o fruto é tamanho como uma pinha, e em verde é lavrado
como pinha, mas o lavor é lizo e branco. Como este
fruto é maduro, arregon todo pelos lavores que ficam então
brancos, e o pomo é muito molle e cheira muito bem, e
tamanho é o seu cheiro que, estando em cima da arvore,
se conhece debaixo que está maduro pelo cheiro. Este
fruto por natureza é frio e sadio; para se comer corta se
em quartos, lançando-lhe fóra umas pevides que tem amarellas
e compridas, como de cabaços, das quaes nascem
estas arvores; e aparam-lhe a casca de fóra que é muito
delgada, e todo mais se come, que tem muito bom sabor
com ponta de azedo, a qual fruta é para a calma mui desenfastiada.
Pino é uma arvore comprida, delgada, esfarrapada da
folha, a qual é do tamanho e feição da folha da parra. O
seu fruto nasce em ouriço cheio de espinhos como os das
castanhas, e tirado este ouriço fóra fica uma cousa do tamanho
de uma noz, e da mesma côr, feição e dureza, o
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<section begin="52"/>Os araçazeiros são outras arvores que pela maior parte
se dão em terra fraca na visinhança do mar, as quaes são
como macieiras na grandura, na côr da casca, no cheiro
da folha e na cor e feição d’ella. A flor é branca, da feição
da de murta, e cheira muito bem. Ao fruto chamam aracazes,
que são da feição das nesperas, mas alguns muito
maiores. Quando são verdes tem a côr verde, e como são
maduros tem a côr das peras; tem o olho como nesperas,
e por dentro caroços como ellas, mas muito mais pequenos.
Esta fruta se come toda, e tem ponta de azedo mui saboroso,
da qual se faz marmelada, que é muito boa e melhor
para os doentes de cambras.
Perto do salgado ha outra casta de araçazeiros, cujas
arvores são grandes, e o fruto como laranja, mas mui saboroso,
ao qual aparam a casca por ser muito grossa.
Araticú é uma arvore do tamanho de uma amoreira,
cuja folha é muito verde escura, da feição da da larangeira
mas maior a casca da arvore é como de loureiro, a madeira
é muito molle, a flôr é fresca, grossa e pouco vistosa,
mas o fruto é tamanho como uma pinha, e em verde é lavrado
como pinha, mas o lavor é lizo e branco. Como este
fruto é maduro, arregon todo pelos lavores que ficam então
brancos, e o pomo é muito molle e cheira muito bem, e
tamanho é o seu cheiro que, estando em cima da arvore,
se conhece debaixo que está maduro pelo cheiro. Este
fruto por natureza é frio e sadio; para se comer corta se
em quartos, lançando-lhe fóra umas pevides que tem amarellas
e compridas, como de cabaços, das quaes nascem
estas arvores; e aparam-lhe a casca de fóra que é muito
delgada, e todo mais se come, que tem muito bom sabor
com ponta de azedo, a qual fruta é para a calma mui desenfastiada.
Pino é uma arvore comprida, delgada, esfarrapada da
folha, a qual é do tamanho e feição da folha da parra. O
seu fruto nasce em ouriço cheio de espinhos como os das
castanhas, e tirado este ouriço fóra fica uma cousa do tamanho
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se dão em terra fraca na visinhança do mar, as quaes são
como macieiras na grandura, na côr da casca, no cheiro
da folha e na cor e feição d’ella. A flor é branca, da feição
da de murta, e cheira muito bem. Ao fruto chamam araçazes,
que são da feição das nesperas, mas alguns muito
maiores. Quando são verdes tem a côr verde, e como são
maduros tem a côr das peras; tem o olho como nesperas,
e por dentro caroços como ellas, mas muito mais pequenos.
Esta fruta se come toda, e tem ponta de azedo mui saboroso,
da qual se faz marmelada, que é muito boa e melhor
para os doentes de cambras.
Perto do salgado ha outra casta de araçazeiros, cujas
arvores são grandes, e o fruto como laranja, mas mui saboroso,
ao qual aparam a casca por ser muito grossa.
Araticú é uma arvore do tamanho de uma amoreira,
cuja folha é muito verde escura, da feição da da larangeira
mas maior a casca da arvore é como de loureiro, a madeira
é muito molle, a flôr é fresca, grossa e pouco vistosa,
mas o fruto é tamanho como uma pinha, e em verde é lavrado
como pinha, mas o lavor é lizo e branco. Como este
fruto é maduro, arregon todo pelos lavores que ficam então
brancos, e o pomo é muito molle e cheira muito bem, e
tamanho é o seu cheiro que, estando em cima da arvore,
se conhece debaixo que está maduro pelo cheiro. Este
fruto por natureza é frio e sadio; para se comer corta se
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e compridas, como de cabaços, das quaes nascem
estas arvores; e aparam-lhe a casca de fóra que é muito
delgada, e todo mais se come, que tem muito bom sabor
com ponta de azedo, a qual fruta é para a calma mui desenfastiada.
Pino é uma arvore comprida, delgada, esfarrapada da
folha, a qual é do tamanho e feição da folha da parra. O
seu fruto nasce em ouriço cheio de espinhos como os das
castanhas, e tirado este ouriço fóra fica uma cousa do tamanho
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<section begin="52"/>Os araçazeiros são outras arvores que pela maior parte se dão em terra fraca na visinhança do mar, as quaes são como macieiras na grandura, na côr da casca, no cheiro da folha e na côr e feição d’ella. A flôr é branca, da feição da de murta, e cheira muito bem. Ao fruto chamam araçazes, que são da feição das nesperas, mas alguns muito maiores. Quando são verdes tem a côr verde, e como são maduros tem a côr das peras; tem o olho como nesperas, e por dentro caroços como ellas, mas muito mais pequenos. Esta fruta se come toda, e tem ponta de azedo mui saboroso, da qual se faz marmelada, que é muito boa e melhor para os doentes de cambras.
Perto do salgado ha outra casta de araçazeiros, cujas arvores são grandes, e o fruto como laranja, mas mui saboroso, ao qual aparam a casca por ser muito grossa.
Araticú é uma arvore do tamanho de uma amoreira, cuja folha é muito verde escura, da feição da da larangeira mas maior a casca da arvore é como de loureiro, a madeira é muito molle, a flôr é fresca, grossa e pouco vistosa, mas o fruto é tamanho como uma pinha, e em verde é lavrado como pinha, mas o lavor é lizo e branco. Como este fruto é maduro, arregoa todo pelos lavores que ficam então brancos, e o pomo é muito molle e cheira muito bem, e tamanho é o seu cheiro que, estando em cima da arvore, se conhece debaixo que está maduro pelo cheiro. Este fruto por natureza é frio e sadio; para se comer corta-se em quartos, lançando-lhe fóra umas pevides que tem amarellas e compridas, como de cabaços, das quaes nascem estas arvores; e aparam-lhe a casca de fóra que é muito delgada, e todo mais se come, que tem muito bom sabor com ponta de azedo, a qual fruta é para a calma mui desenfastiada.
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Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/193
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: da Rocha e D. Maria de Antas, as quais deserdou, testando a favor de seu cunhado Inácio Brandão. Aquela D. Maria de Antas foi casada com Henrique Pereira, do lugar de Cerdeira, freguesia de Cunha, e deste matrimónio houve um filho, chamado Bento Pereira de Antas, que casou com D. Joana Esteves<ref>Esta D. Joana Esteves era irmá do abade Manuel Martins da Fonseca, (Vid. Agoalonga).</ref>. Do matrimónio destes últimos nasceu uma filha,...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>da Rocha e D. Maria de Antas, as quais deserdou, testando a favor de seu cunhado Inácio Brandão.
Aquela D. Maria de Antas foi casada com Henrique Pereira, do lugar de Cerdeira, freguesia de Cunha, e deste matrimónio houve um filho, chamado Bento Pereira de Antas, que casou com D. Joana Esteves<ref>Esta D. Joana Esteves era irmá do abade Manuel Martins da Fonseca, (Vid. Agoalonga).</ref>.
Do matrimónio destes últimos nasceu uma filha, D. Francisca Pereira de Antas, que foi muito rica, e que casou com o seu parente Francisco de Antas Bacelar e
Barbosa, Capitão-mór deste concelho, filho de Pedro de Antas Bacelar e de sua mulher D. Joana de Barbosa.
{{c|---}}
Os moradores desta freguesia eram obrigados, pelo Foral de D. Manuel, a pagar 500 reais, pelos «leitões, cabritos e mais direitos miudos» que pagavam até então.
Havia aqui um casal - o da ''Deveza'' -, que era foreiro à Comenda de Távora, da Ordem de Malta<ref>Esta Ordem tinha o ''privilégio'', chamado de Malta, que consistia em serem isentos de ''décima'' as pensões dos casais e herdades que lhe eram foreiras.</ref> (Hospital de S. João de Jerusalém).
Consta das «Inquirições» de D. Afonso III, que os moradores desta freguesia eram monteiros ''d'El Rei'' nos montes d'Entre-Douro e Minho.
Também iam à ''entruviscada'', e à ''anuduva'' e davam de comer, seis vezes por mês, ao Mordomo e ao ''Casteleiro''<ref>«''Casteleiro''» era o governador do Castelo, cargo que recaía numa pessoa fiel, distinta e honrada, à qual se pagavam certos foros e pensões. O ''Casteleiro'', a que se referem as «Inquirições», era o do Castelo de Fraião.</ref>.
O Rico-Homem podia pousar nesta freguesia, quando quizesse caçar, mas era obrigado a trazer comida para si<ref>O distintivo do Rico-Homem era o ''pendão'' e ''caldeira'': aquele significava o poder de levantar gente de guerra, e esta o de a sustentar e pagar-lhe. O ''pendão'' e ''caldeira'' equivale a ''sóga'' e ''cutelo''. No século XV mudou-se este título para o de-conde, visconde e barão. (Pinho Leal, vol. 8.º, pág. 189, col. 2.ª).</ref> e não se demorar mais de uma noite.
Também pagavam ''fossadeira'', constituída por ''dinheiros''<ref>O ''dinheiro'' era uma moeda de cobre, que valia a 10.ª parte de 1 real. Foi extinta por D. Manuel e substituída pelo ''ceitil''. (Viterbo).</ref> e ''fogaças''.
Lê-se no mesmo diploma que um campo reguengo, «''que jaz na vila de Castineira''», foi doado por D. Sancho I a Afonso Pedro Barco, e que este, por sua morte, o deixou ao mosteiro de Ganfei.
Cumpre observar que, segundo Viterbo, a palavra ''vila'', até ao século XII, não significava uma povoação urbana, mas uma propriedade rústica, onde estava a habitação do proprietário e dependências para os colonos, albergarias,
celeiros, etc.
Estas ''vilas rústicas'' é que, mais tarde, se transformaram nas actuais freguesias rurais. (Vid. «''O Archeologo Portuguez''», vol. XI, pag 261).
'''{{c|CRISTELO}}'''
'''{{c|<small>O seu orago é S. Miguel. Conta 437 habitantes, sendo 218 do sexo masculino e 219 do feminino</small>}}'''
A palavra - ''Cristelo'' - é derivada de - ''Crestelo'' ou ''Crastelo''<ref>É por isso que esta palavra deveria escrever-se sem - h.</ref>.
Tanto nas citadas «''Inquirições''», como no Foral de D. Manuel, dava-se-lhe o nome de ''Crastelo''<ref>Ignoro a razão de nos últimos séculos se, passar a escrever - 'Christello'' com - ''h''. Seria por se entender que esta palavra é derivada de - Christo?</ref>.
{{rule}}<noinclude></noinclude>
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Ruiaraujo1972
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>da Rocha e D. Maria de Antas, as quais deserdou, testando a favor de seu cunhado Inácio Brandão.
Aquela D. Maria de Antas foi casada com Henrique Pereira, do lugar de Cerdeira, freguesia de Cunha, e deste matrimónio houve um filho, chamado Bento Pereira de Antas, que casou com D. Joana Esteves<ref>Esta D. Joana Esteves era irmá do abade Manuel Martins da Fonseca, (Vid. Agoalonga).</ref>.
Do matrimónio destes últimos nasceu uma filha, D. Francisca Pereira de Antas, que foi muito rica, e que casou com o seu parente Francisco de Antas Bacelar e
Barbosa, Capitão-mór deste concelho, filho de Pedro de Antas Bacelar e de sua mulher D. Joana de Barbosa.
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Os moradores desta freguesia eram obrigados, pelo Foral de D. Manuel, a pagar 500 reais, pelos «leitões, cabritos e mais direitos miudos» que pagavam até então.
Havia aqui um casal - o da ''Deveza'' -, que era foreiro à Comenda de Távora, da Ordem de Malta<ref>Esta Ordem tinha o ''privilégio'', chamado de Malta, que consistia em serem isentos de ''décima'' as pensões dos casais e herdades que lhe eram foreiras.</ref> (Hospital de S. João de Jerusalém).
Consta das «Inquirições» de D. Afonso III, que os moradores desta freguesia eram monteiros ''d'El Rei'' nos montes d'Entre-Douro e Minho.
Também iam à ''entruviscada'', e à ''anuduva'' e davam de comer, seis vezes por mês, ao Mordomo e ao ''Casteleiro''<ref>«''Casteleiro''» era o governador do Castelo, cargo que recaía numa pessoa fiel, distinta e honrada, à qual se pagavam certos foros e pensões. O ''Casteleiro'', a que se referem as «Inquirições», era o do Castelo de Fraião.</ref>.
O Rico-Homem podia pousar nesta freguesia, quando quizesse caçar, mas era obrigado a trazer comida para si<ref>O distintivo do Rico-Homem era o ''pendão'' e ''caldeira'': aquele significava o poder de levantar gente de guerra, e esta o de a sustentar e pagar-lhe. O ''pendão'' e ''caldeira'' equivale a ''sóga'' e ''cutelo''. No século XV mudou-se este título para o de-conde, visconde e barão. (Pinho Leal, vol. 8.º, pág. 189, col. 2.ª).</ref> e não se demorar mais de uma noite.
Também pagavam ''fossadeira'', constituída por ''dinheiros''<ref>O ''dinheiro'' era uma moeda de cobre, que valia a 10.ª parte de 1 real. Foi extinta por D. Manuel e substituída pelo ''ceitil''. (Viterbo).</ref> e ''fogaças''.
Lê-se no mesmo diploma que um campo reguengo, «''que jaz na vila de Castineira''», foi doado por D. Sancho I a Afonso Pedro Barco, e que este, por sua morte, o deixou ao mosteiro de Ganfei.
Cumpre observar que, segundo Viterbo, a palavra ''vila'', até ao século XII, não significava uma povoação urbana, mas uma propriedade rústica, onde estava a habitação do proprietário e dependências para os colonos, albergarias,
celeiros, etc.
Estas ''vilas rústicas'' é que, mais tarde, se transformaram nas actuais freguesias rurais. (Vid. «''O Archeologo Portuguez''», vol. XI, pag 261).
'''{{c|CRISTELO}}'''
'''{{c|<small>O seu orago é S. Miguel. Conta 437 habitantes, sendo 218 do sexo masculino e 219 do feminino</small>}}'''
A palavra - ''Cristelo'' - é derivada de - ''Crestelo'' ou ''Crastelo''<ref>É por isso que esta palavra deveria escrever-se sem - h.</ref>.
Tanto nas citadas «''Inquirições''», como no Foral de D. Manuel, dava-se-lhe o nome de ''Crastelo''<ref>Ignoro a razão de nos últimos séculos se, passar a escrever - ''Christello'' com - ''h''. Seria por se entender que esta palavra é derivada de - Christo?</ref>.
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>«''Crestelo, Crastelo'' e ''Castelo''» são ''diminutivos'' de - ''Castrum''.»
Efectivamente, a oeste da igreja paroquial está um pequeno monte, cónico, onde se vêem restos de fortificação antiga, e junto dele há um lugar com o nome de - ''Crasto''.
Alguns descendentes dos Caldas, de Vascões, vieram casar a esta freguesia, dando origem a famílias nobres.
No lugar do Outeiro moraram Pedro Vaz Tabuada e sua mulher D. Rica Vaz Caramena que, depois, passaram a residir no Paço de Infesta.
Este Pedro Vaz Tabuada expatriou-se para o nosso país, a fim de evitar a vindicta do Conde de Ribadavia (Galiza), à filha do qual não respeitou a sua capela de flores de laranjeira.
Era galego e encontrando cá os seus parentes Fernão de Anes de Lima (pai do 1.º Visconde de V. N. de Cerveira) e D. Garcia Rodrigues de Caldas, distintos fidalgos, seus compatriotas, valeu-se deles para, sob os seus auspícios, casar com a mencionada D. Rica, filha de Vasco Anes Caramena, que era senhor da quinta do Outeiro, desta freguesia<ref>A capela desta quinta, com a invocação de N. Senhora de Monserrate, foi vendida a um pároco de Cristelo, que a mudou para o lugar do Casal, sob a invocação de Santa Ana. Pertence, actualmente, ao Sr. José Rodrigues, daquele lugar. No sítio de onde foi mudada, levantou-se um cruzeiro, chamado do - Terreiro da capela.</ref>.
Vasco Anes Caramena teve um irmão que foi Prior da Madalena, em Lisboa, e Capelão d'El-Rei.
Num manuscrito, inédito<ref>Está em meu poder.</ref> do genealogista, meu conterrâneo, Leonel de Sousa de Andrade, lê-se que este Vasco Anes Caramena era pessoa «tão principal», que, sendo Pedro Vaz de Tabuada fidalgo, duvidou dar-lhe sua filha D. Rica em casamento, que a final sempre se realizou.
Pedro Vaz foi dotado (diz o citado genealogista) com cinco torres: a de Insalde, a de Somíl (Castanheira), a de Infesta, «a do Codessal, junto à ponte de Manteläes» (Formariz) e a do Outeiro, já referida.
A torre de Infesta e a do Outeiro valiam, segundo refere o escritor citado, 30 mil cruzados, isto é, 12.000$000 réis.
A torre de Insalde ainda existia no tempo do mencionado Leonel de Sousa.
No outro lugar do Outeiro<ref>Há ''dois'' lugares com este nome nesta freguesia.</ref> também há uma capela, cujo padroeiro é Santo António, e foi mandada edificar pelo meado do século XVII por D. Maria Trancoso de Lençóis e seu marido Gaspar Pereira da Cunha, por não terem
sucessores.
Esta D. Maria de Lençóis era filha de António Vaz de Sousa, senhor da quinta do Fojo, em Cerdal (Valença)<ref>Assim consta de uma escritura, feita a 19 de Abril, de 1641, num livro de Notas deste concelho, conforme diz o dr. Manuel da Cunha de Andrade e Sousa, que a viu.</ref>.
Também se conserva nesta freguesia a casa do Ludeiro, que tem tradição honrosa.
A primeira estirpe desta família foi Afonso Anes da Cunha, casado com D. Domingas Alves Barriga.
Deste matrimónio veio João Afonso da Cunha, que casou com D. Ana de Caldas, e tiveram Sebastião da Cunha, abade da freguesia de Cunha.
Este abade teve sete filhos: João da Cunha, que casou na casa da Rapadoura, em Infesta; Frutuoso da Cunha, na de Lizouros, em Cunha; Leonel da Cunha, na da Igreja, em
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Infesta; Henrique da Cunha, na da Amieira, em Rezende; D. Juliana da Cunha; Duarte da Cunha, na dos Indianos, em Infesta, e Fernando Cunha, na da Gorda, em Agoalonga<ref>«Manuscrito», inédito, do dr. Manuel da Cunha Andrade e Sousa.</ref>.
D. Juliana, 5.a filha do abade, casou com Gaspar Barbosa de Caldas, e tiveram dois filhos: Sebastião da Cunha Barbosa e Frutuoso Barbosa da Cunha.
Aquele, casou com D. Maria Pereira da Cunha, e deu origem aos Pereiras da Cunha, de Paredes; e este foi casado com D. Perpétua de Araújo, da casa do Ludeiro, e tiveram Pascoal Barbosa da Cunha, que casou com D. Mariana de Sá, filha de Cristóvão Varajão, que veio de Refojos do Lima casar à casa de Senrelas, freguesia de Padornelo.
Do casamento deste Pascoal Barbosa com a dita D. Mariana de Sá, nasceu Frutuoso Varajão de Lima, que casou com D. Páscoa Barreiros de Castro, e tiveram D. Maria Barbosa Varajão.
Esta casou com António Vaz de Araújo, da dita casa do Ludeiro, e tiveram Manuel Silvestre Barbosa Varajão<ref>Foi assassinado por um genro, disparando-lhe, da eira para a porta da cosinha, um tiro. Este crime foi originado por causa das contas da mulher do assassino, de quem o assassinado era tutor. (Citado Mns.)</ref> que foi casar à casa de Senrelas. Tiveram um filho - Alexandre António Pereira Varajão -, que casou com D. Teresa Luiza Pereira de Castro.
Deste casamento nasceu Francisco António Pereira Varajão, capitão de Milícias, que casou com D. Maria Clara Soares da Cunha, da casa do Val, freguesia de Formariz<ref>Era tia materna do autor.</ref>, filha de António Luís da Cunha Martins, juiz dos Órfãos.
Tiveram os seguintes filhos:
1.º D. Maria Clara Pereira Varajão, que foi casada com José Maria da Rocha, na freguesia de Giela (Arcos de Valdevez). Está viuva.
2.º D. Ana Rita Pereira Varajão, falecida no fim do mês de Dezembro, de 1905.
3.º D. Rosa Pereira Varajão, casada na freguesia da Seara. (Ponte do Lima). Está viuva.
4.º Francisco Joaquim Pereira Varajão, falecido.
O 2.º e 4.º não tiveram sucessão<ref>A casa e quinta do Ludeiro passaram, por venda, a estranhos.</ref>.
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Fui informado que nesta freguesia, lugar da Cazal, nasceu D. José Rodrigues da Silva, Bispo da cidade do Rio Grande, no Brasil.
Estudou gramática latina e latinidade, durante cinco anos, na aula régia da freguesia de Formariz, depois foi para Braga frequentar as disciplinas do curso eclesiástico.
A fim de receber Ordens dirigiu-se à cidade de Lamego, onde se demorou um ano, sem ter logrado o seu intento, resolvendo passar ao Brasil, onde tinha um parente, chamado Daniel Brandão Fernandes.
Este mandou o sobrinho para Roma, onde residia seu cunhado (do Daniel), Miguel da Gama, e aí se formou em duas faculdades.
Ordenado de presbítero, foi com outros sacerdotes missionar para a província do Amazonas (Brasil).
Regressando a Roma, doutorou-se, e mais tarde foi eleito Bispo, indo pastorear, durante 18 meses, a sua diocese, onde faleceu.<noinclude></noinclude>
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D. Juliana, 5.ª filha do abade, casou com Gaspar Barbosa de Caldas, e tiveram dois filhos: Sebastião da Cunha Barbosa e Frutuoso Barbosa da Cunha.
Aquele, casou com D. Maria Pereira da Cunha, e deu origem aos Pereiras da Cunha, de Paredes; e este foi casado com D. Perpétua de Araújo, da casa do Ludeiro, e tiveram Pascoal Barbosa da Cunha, que casou com D. Mariana de Sá, filha de Cristóvão Varajão, que veio de Refojos do Lima casar à casa de Senrelas, freguesia de Padornelo.
Do casamento deste Pascoal Barbosa com a dita D. Mariana de Sá, nasceu Frutuoso Varajão de Lima, que casou com D. Páscoa Barreiros de Castro, e tiveram D. Maria Barbosa Varajão.
Esta casou com António Vaz de Araújo, da dita casa do Ludeiro, e tiveram Manuel Silvestre Barbosa Varajão<ref>Foi assassinado por um genro, disparando-lhe, da eira para a porta da cosinha, um tiro. Este crime foi originado por causa das contas da mulher do assassino, de quem o assassinado era tutor. (Citado Mns.)</ref> que foi casar à casa de Senrelas. Tiveram um filho - Alexandre António Pereira Varajão -, que casou com D. Teresa Luiza Pereira de Castro.
Deste casamento nasceu Francisco António Pereira Varajão, capitão de Milícias, que casou com D. Maria Clara Soares da Cunha, da casa do Val, freguesia de Formariz<ref>Era tia materna do autor.</ref>, filha de António Luís da Cunha Martins, juiz dos Órfãos.
Tiveram os seguintes filhos:
1.º D. Maria Clara Pereira Varajão, que foi casada com José Maria da Rocha, na freguesia de Giela (Arcos de Valdevez). Está viuva.
2.º D. Ana Rita Pereira Varajão, falecida no fim do mês de Dezembro, de 1905.
3.º D. Rosa Pereira Varajão, casada na freguesia da Seara. (Ponte do Lima). Está viuva.
4.º Francisco Joaquim Pereira Varajão, falecido.
O 2.º e 4.º não tiveram sucessão<ref>A casa e quinta do Ludeiro passaram, por venda, a estranhos.</ref>.
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Fui informado que nesta freguesia, lugar da Cazal, nasceu D. José Rodrigues da Silva, Bispo da cidade do Rio Grande, no Brasil.
Estudou gramática latina e latinidade, durante cinco anos, na aula régia da freguesia de Formariz, depois foi para Braga frequentar as disciplinas do curso eclesiástico.
A fim de receber Ordens dirigiu-se à cidade de Lamego, onde se demorou um ano, sem ter logrado o seu intento, resolvendo passar ao Brasil, onde tinha um parente, chamado Daniel Brandão Fernandes.
Este mandou o sobrinho para Roma, onde residia seu cunhado (do Daniel), Miguel da Gama, e aí se formou em duas faculdades.
Ordenado de presbítero, foi com outros sacerdotes missionar para a província do Amazonas (Brasil).
Regressando a Roma, doutorou-se, e mais tarde foi eleito Bispo, indo pastorear, durante 18 meses, a sua diocese, onde faleceu.<noinclude></noinclude>
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D. Juliana, 5.ª filha do abade, casou com Gaspar Barbosa de Caldas, e tiveram dois filhos: Sebastião da Cunha Barbosa e Frutuoso Barbosa da Cunha.
Aquele, casou com D. Maria Pereira da Cunha, e deu origem aos Pereiras da Cunha, de Paredes; e este foi casado com D. Perpétua de Araújo, da casa do Ludeiro, e tiveram Pascoal Barbosa da Cunha, que casou com D. Mariana de Sá, filha de Cristóvão Varajão, que veio de Refojos do Lima casar à casa de Senrelas, freguesia de Padornelo.
Do casamento deste Pascoal Barbosa com a dita D. Mariana de Sá, nasceu Frutuoso Varajão de Lima, que casou com D. Páscoa Barreiros de Castro, e tiveram D. Maria Barbosa Varajão.
Esta casou com António Vaz de Araújo, da dita casa do Ludeiro, e tiveram Manuel Silvestre Barbosa Varajão<ref>Foi assassinado por um genro, disparando-lhe, da eira para a porta da cosinha, um tiro. Este crime foi originado por causa das contas da mulher do assassino, de quem o assassinado era tutor. (Citado Mns.)</ref> que foi casar à casa de Senrelas. Tiveram um filho - Alexandre António Pereira Varajão -, que casou com D. Teresa Luiza Pereira de Castro.
Deste casamento nasceu Francisco António Pereira Varajão, capitão de Milícias, que casou com D. Maria Clara Soares da Cunha, da casa do Val, freguesia de Formariz<ref>Era tia materna do autor.</ref>, filha de António Luís da Cunha Martins, juiz dos Órfãos.
Tiveram os seguintes filhos:
1.º D. Maria Clara Pereira Varajão, que foi casada com José Maria da Rocha, na freguesia de Giela (Arcos de Valdevez). Está viuva.
2.º D. Ana Rita Pereira Varajão, falecida no fim do mês de Dezembro, de 1905.
3.º D. Rosa Pereira Varajão, casada na freguesia da Seara. (Ponte do Lima). Está viuva.
4.º Francisco Joaquim Pereira Varajão, falecido.
O 2.º e 4.º não tiveram sucessão<ref>A casa e quinta do Ludeiro passaram, por venda, a estranhos.</ref>.
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Fui informado que nesta freguesia, lugar da Cazal, nasceu D. José Rodrigues da Silva, Bispo da cidade do Rio Grande, no Brasil.
Estudou gramática latina e latinidade, durante cinco anos, na aula régia da freguesia de Formariz, depois foi para Braga frequentar as disciplinas do curso eclesiástico.
A fim de receber Ordens dirigiu-se à cidade de Lamego, onde se demorou um ano, sem ter logrado o seu intento, resolvendo passar ao Brasil, onde tinha um parente, chamado Daniel Brandão Fernandes.
Este mandou o sobrinho para Roma, onde residia seu cunhado (do Daniel), Miguel da Gama, e aí se formou em duas faculdades.
Ordenado de presbítero, foi com outros sacerdotes missionar para a província do Amazonas (Brasil).
Regressando a Roma, doutorou-se, e mais tarde foi eleito Bispo, indo pastorear, durante 18 meses, a sua diocese, onde faleceu.<noinclude></noinclude>
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D. Juliana, 5.ª filha do abade, casou com Gaspar Barbosa de Caldas, e tiveram dois filhos: Sebastião da Cunha Barbosa e Frutuoso Barbosa da Cunha.
Aquele, casou com D. Maria Pereira da Cunha, e deu origem aos Pereiras da Cunha, de Paredes; e este foi casado com D. Perpétua de Araújo, da casa do Ludeiro, e tiveram Pascoal Barbosa da Cunha, que casou com D. Mariana de Sá, filha de Cristóvão Varajão, que veio de Refojos do Lima casar à casa de Senrelas, freguesia de Padornelo.
Do casamento deste Pascoal Barbosa com a dita D. Mariana de Sá, nasceu Frutuoso Varajão de Lima, que casou com D. Páscoa Barreiros de Castro, e tiveram D. Maria Barbosa Varajão.
Esta casou com António Vaz de Araújo, da dita casa do Ludeiro, e tiveram Manuel Silvestre Barbosa Varajão<ref>Foi assassinado por um genro, disparando-lhe, da eira para a porta da cosinha, um tiro. Este crime foi originado por causa das contas da mulher do assassino, de quem o assassinado era tutor. (Citado Mns.)</ref> que foi casar à casa de Senrelas. Tiveram um filho - Alexandre António Pereira Varajão -, que casou com D. Teresa Luiza Pereira de Castro.
Deste casamento nasceu Francisco António Pereira Varajão, capitão de Milícias, que casou com D. Maria Clara Soares da Cunha, da casa do Val, freguesia de Formariz<ref>Era tia materna do autor.</ref>, filha de António Luís da Cunha Martins, juiz dos Órfãos.
Tiveram os seguintes filhos:
1.º D. Maria Clara Pereira Varajão, que foi casada com José Maria da Rocha, na freguesia de Giela (Arcos de Valdevez). Está viuva.
2.º D. Ana Rita Pereira Varajão, falecida no fim do mês de Dezembro, de 1905.
3.º D. Rosa Pereira Varajão, casada na freguesia da Seara. (Ponte do Lima). Está viuva.
4.º Francisco Joaquim Pereira Varajão, falecido.
O 2.º e 4.º não tiveram sucessão<ref>A casa e quinta do Ludeiro passaram, por venda, a estranhos.</ref>.
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Fui informado que nesta freguesia, lugar da Cazal, nasceu D. José Rodrigues da Silva, Bispo da cidade do Rio Grande, no Brasil.
Estudou gramática latina e latinidade, durante cinco anos, na aula régia da freguesia de Formariz, depois foi para Braga frequentar as disciplinas do curso eclesiástico.
A fim de receber Ordens dirigiu-se à cidade de Lamego, onde se demorou um ano, sem ter logrado o seu intento, resolvendo passar ao Brasil, onde tinha um parente, chamado Daniel Brandão Fernandes.
Este mandou o sobrinho para Roma, onde residia seu cunhado (do Daniel), Miguel da Gama, e aí se formou em duas faculdades.
Ordenado de presbítero, foi com outros sacerdotes missionar para a província do Amazonas (Brasil).
Regressando a Roma, doutorou-se, e mais tarde foi eleito Bispo, indo pastorear, durante 18 meses, a sua diocese, onde faleceu.
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Os seus parentes<ref>Um deles, é o sr. José Rodrigues, seu irmão, do lugar do Caval, desta freguesía.</ref>, por intermédio do Arcebispo de Braga - D. José Joaquim de Azevedo e Moura, pediram a remoção do cadáver daquele Bispo para a sua terra natal, mas nada conseguiram.
Tinha sido baptizado nesta freguesia no dia 18 de Janeiro, de 1818, e nasceu no dia 16 do mesmo mês e ano.
{{c|---}}
A área desta freguesia é pequena, assim como a sua população, mas é fértil em cereais e abundante de águas.
A igreja paroquial tem pouca luz e é de estreitas dimensões.
O seu último abade colado foi o reverendo António José de Antas da Gama, natural da freguesia de Infesta, que depois foi apresentado na vila da Póvoa de Varzim, onde faleceu.
Era ilustrado, afável, orador muito distinto e amador de música.
Quando morreu o chorado monarca D. Pedro V, foi convidado para prégar nas pomposas exéquias que por essa ocasião, se celebraram no templo do Espírito Santo, sendo muito encomiada a oração fúnebre que recitou.
Este pároco era um dos membros mais distintos da considerada família dos Srs. Gamas, de Infesta, cujo chefe foi o venerando ancião Sr. Manuel José de Antas da Gama, irmão daquele.
António José de Sousa, do lugar das Quintans, desta freguesia, tendo servido no «''Exército Libertador''» e estando muito pobre, requereu à Câmara Municipal o aforamento de um terreno baldio no monte da Veiga de Chãs, para o cultivar, e alegou, que - ''a)'' pelos seus serviços, tinha direito de preferência; e que, ''b)'' «o imortal Duque de Bragança assim o prometera aos seus soldados».
{{c|---}}
Nos «Portugaliae Monumenta», pág. 359, já se mencionam os lugares da ''Perral, Crugeira'' e ''Crasto'', como pertencentes a esta freguesia.
E o de «''Estéve''», hoje de Bico, também fazia parte, então, da de Cristelo, como consta do mesmo diploma, a pág. 358.
Actualmente é paroquiada pelo reverendo Manuel José Bacelar, natural da freguesia de Formariz.
De sudoeste a noroeste é atravessada pelo ribeiro dos Cavaleiros, que desce da freguesia de Bico, e de nascente a poente pelo de Vascões, reunindo-se ambos, junto do pontão de Cabadôzo.
{{c|---}}
Além das capelas mencionadas, há uma ermida no alto do monte do Crasto, da invocação de S. Sebastião, que, vista de distância, se assemelha a um marco geodésico.
O lugar do ''Espadanal'' fica muito distante da paroquial, sendo incómodo o trajecto.
{{c|---}}
Houve aqui outras casas importantes, como foram as da ''Redonda'' e da ''Crugeira''.
Os moradores desta freguesia iam à «''entruviscada''», à ''anuduva'', pagavam «''fossadeira''» e davam de comer ao Mordomo<ref>«Inquirições» de D. Afonso III.</ref>.
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Também aqui havia uma herdade foreira ao «''Hospital''». Residiu muitos anos nesta freguesia o dr. António Bento da Rocha e Sousa, advogado muito conceituado nos antigos auditórios deste concelho, descendente da casa da Aguião, Arcos de Valdevez. Foi casado com D. Francisca Luiza Freire de Andrade, filha de Inácio Freire de Andrade e de sua mulher D. Ana de Amorim Pacheco, filha legitimada do abade de Bico, Pedro de Amorim Pacheco....
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Também aqui havia uma herdade foreira ao «''Hospital''».
Residiu muitos anos nesta freguesia o dr. António Bento da Rocha e Sousa, advogado muito conceituado nos antigos auditórios deste concelho, descendente da casa da Aguião, Arcos de Valdevez.
Foi casado com D. Francisca Luiza Freire de Andrade, filha de Inácio Freire de Andrade e de sua mulher D. Ana de Amorim Pacheco, filha legitimada do abade de Bico, Pedro de Amorim Pacheco.
Eram senhores das casas de Gonta, nesta freguesia e ''Malburgête'', em Castanheira.
Sua filha D. Genoveva Luiza Freire de Andrade casou com José Luiz Pinto da Cunha, cirurgião-mór de infantaria de Valença, e tiveram António Bento da Rocha Freire de Andrade, Capitão-mór de Guimarães, o qual casou com D. Rosa Alpoim Meneses da Silva, e foram avós de Tristão da Rocha Alpoim Meneses, da freguesia de Infesta, falecido há anos, tendo sido juiz ordinário, por muito tempo, no antigo julgado de Coura.
{{c|COSSOURADO}}
{{c|Tem por orago Santa Maria. A sua população é de 455 habitantes, sendo 208 do sexo masculino e 247 do feminino}}
Em tempos remotos teve anexa a de S. Martinho de Coura, e era apresentada, em uma vida, por Manuel Ferreira d'Eça, da cidade de Guimarães, e noutra, por Agostinho Pereira de Antas, de Fontoura; mas para evitar questões, fizeram uma composição, em virtude da qual ficou a apresentação de S. Martinho para o padroeiro de Guimarães e a de Cossourado para o de Fontoura.
Em 1804 começou a correr aceso litígio entre o P.<sup>e</sup> António José de Barros, abade apresentado neste benefício, e o P.<sup>e</sup> João dos Santos Freitas Rêgo, natural da cidade de Braga, abade colado no mesmo.
A apresentação do P.<sup>e</sup> Barros foi feita por Pedro Fagundes Bacelar Dantas e Meneses, Alcaide-Mór da cidade de Pinhel, que era padroeiro ''in solidum'', e a do Freitas Rego pela casa de Bertiandos.
Quando o P.<sup>e</sup> Freitas foi apresentado, era apenas ''minorista'', mas teve artes para se fazer colar a 18 de Janeiro, de 1806, dia em que foram recebidas as apelações do pleito<ref>O dito Pedro Fagundes era coronel de Milícias de Trancoso, Governador da Ilha da Madeira, administrador e sucessor do morgadio de Covas e suas pertenças. Sendo-lhe disputado o direito de representar Cossourado, requereu ao Rei que lhe fosse reconhecido, e este deu-lhe uma «''carta tuitiva''» e conservatória para tal efeito, datada de 4 de Fevereiro, de 1806.A ''colação'' do P.<sup>e</sup> Freitas foi-lhe dada em virtude de um acordão da Relação Eclesiástica de Braga, do qual recorreu o P.<sup>e</sup> Barros para a Coroa, sendo desatendido. O pleito correu na Provisória, quanto aos rendimentos do benefício e dízimos, sendo julgado a favor do P.<sup>e</sup> Freitas, que só se ordenou de presbítero depois de colado, fazendo o seu património nos rendimentos deste beneficio. Este Padre morava na rua do Carvalhal, daquela cidade de Braga e chegou a ser ''pronunciado'' no juizo da comarca eclesiástica de Valença com os seguintes fundamentos: ''a)'' não residir; ''b)'' não fazer os sufrágios pelos mortos; ''c)'' E não ter empregado em determinadas obras um dinheiro, que, para tal fim, recebeu dos herdeiros do seu antecessor.</ref>.
Colou-se, pois, sem ter transitado a sentença da Relação de Braga e sem prévio aviso do outro pároco apresentado.
A sua instituição pode dizer-se «''per saltum''».
O P.<sup>e</sup> Barros, porém, que não era homem para desfalecimentos, recorreu para o tribunal da Legacia, em Lisboa, e aí foi anulada a colação do seu competidor, «''por não''
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Ruiaraujo1972
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Também aqui havia uma herdade foreira ao «''Hospital''».
Residiu muitos anos nesta freguesia o dr. António Bento da Rocha e Sousa, advogado muito conceituado nos antigos auditórios deste concelho, descendente da casa da Aguião, Arcos de Valdevez.
Foi casado com D. Francisca Luiza Freire de Andrade, filha de Inácio Freire de Andrade e de sua mulher D. Ana de Amorim Pacheco, filha legitimada do abade de Bico, Pedro de Amorim Pacheco.
Eram senhores das casas de Gonta, nesta freguesia e ''Malburgête'', em Castanheira.
Sua filha D. Genoveva Luiza Freire de Andrade casou com José Luiz Pinto da Cunha, cirurgião-mór de infantaria de Valença, e tiveram António Bento da Rocha Freire de Andrade, Capitão-mór de Guimarães, o qual casou com D. Rosa Alpoim Meneses da Silva, e foram avós de Tristão da Rocha Alpoim Meneses, da freguesia de Infesta, falecido há anos, tendo sido juiz ordinário, por muito tempo, no antigo julgado de Coura.
'''{{c|COSSOURADO}}'''
'''{{c|<small>Tem por orago Santa Maria. A sua população é de 455 habitantes, sendo 208 do sexo masculino e 247 do feminino</small>}}'''
Em tempos remotos teve anexa a de S. Martinho de Coura, e era apresentada, em uma vida, por Manuel Ferreira d'Eça, da cidade de Guimarães, e noutra, por Agostinho Pereira de Antas, de Fontoura; mas para evitar questões, fizeram uma composição, em virtude da qual ficou a apresentação de S. Martinho para o padroeiro de Guimarães e a de Cossourado para o de Fontoura.
Em 1804 começou a correr aceso litígio entre o P.<sup>e</sup> António José de Barros, abade apresentado neste benefício, e o P.<sup>e</sup> João dos Santos Freitas Rêgo, natural da cidade de Braga, abade colado no mesmo.
A apresentação do P.<sup>e</sup> Barros foi feita por Pedro Fagundes Bacelar Dantas e Meneses, Alcaide-Mór da cidade de Pinhel, que era padroeiro ''in solidum'', e a do Freitas Rego pela casa de Bertiandos.
Quando o P.<sup>e</sup> Freitas foi apresentado, era apenas ''minorista'', mas teve artes para se fazer colar a 18 de Janeiro, de 1806, dia em que foram recebidas as apelações do pleito<ref>O dito Pedro Fagundes era coronel de Milícias de Trancoso, Governador da Ilha da Madeira, administrador e sucessor do morgadio de Covas e suas pertenças. Sendo-lhe disputado o direito de representar Cossourado, requereu ao Rei que lhe fosse reconhecido, e este deu-lhe uma «''carta tuitiva''» e conservatória para tal efeito, datada de 4 de Fevereiro, de 1806.A ''colação'' do P.<sup>e</sup> Freitas foi-lhe dada em virtude de um acordão da Relação Eclesiástica de Braga, do qual recorreu o P.<sup>e</sup> Barros para a Coroa, sendo desatendido. O pleito correu na Provisória, quanto aos rendimentos do benefício e dízimos, sendo julgado a favor do P.<sup>e</sup> Freitas, que só se ordenou de presbítero depois de colado, fazendo o seu património nos rendimentos deste beneficio. Este Padre morava na rua do Carvalhal, daquela cidade de Braga e chegou a ser ''pronunciado'' no juizo da comarca eclesiástica de Valença com os seguintes fundamentos: ''a)'' não residir; ''b)'' não fazer os sufrágios pelos mortos; ''c)'' E não ter empregado em determinadas obras um dinheiro, que, para tal fim, recebeu dos herdeiros do seu antecessor.</ref>.
Colou-se, pois, sem ter transitado a sentença da Relação de Braga e sem prévio aviso do outro pároco apresentado.
A sua instituição pode dizer-se «''per saltum''».
O P.<sup>e</sup> Barros, porém, que não era homem para desfalecimentos, recorreu para o tribunal da Legacia, em Lisboa, e aí foi anulada a colação do seu competidor, «''por não''
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|'''TEMPO DE JABOTICABA'''|{{smaller|SEGUNDA PARTE}}}}
{{dhr|3}}
Desdʼahi, volta e meia, Narizinho sonhava com o reino das Aguas Claras. O
principe Escamado, dona Aranha, o major
Agarra, o Escorpião Negro, o doutor Caramujo, todos, não lhe saíam da lembrança.
E ficou de geito que era ver um bicho qualquer — formiga ou maribondo — e começava logo a imaginar a vida maravilhosa
de cada um, lá na terrinha delles. Mas vieram as jaboticabas e Lucia esqueceu da bicharia.
Certa manhã de Setembro a jaboticabeira grande amanheceu como que envolvida numa toalha felpuda de flores, desde
os galhos lá de cima até bem rente do chão.
Lucia, ao vel-a assim, deu tres pinotes
de alegria e foi correndo contar o caso á
vovó.
— A jaboticabeira grande está “assim!”<noinclude>{{c|☉{{gap}}67{{gap}}☉}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>de flôr, vovó!... Vae ser uma boniteza este
anno !...
E, antes que a vovó respondesse, Lucia
esfogueteou, como um busca-pé, em procura
da tia velha que naquelle momento lavava
roupa no corrego.
— Já viu, Nastacia, como está a jaboticabeira grande ? Parece uma geada !...
Pena é custar tanto para amadurecer ! Até
que caia a flôr, e o chumbinho encaróce, e
cresça, e pinte, e preteje...
A preta largou de torcer o vestidinho
ensaboado que tinha nas mãos, tirou o pito
da bocca, cuspiu na correnteza e disse, resmungando:
— Credo, Narizinho ! Que pressa é essa ?
Não sabe que jaboticaba é noite e flôr é
dia ? Para que chegue a noite é preciso esperar que o dia passe, ué ?!...
— Mas custa tanto !... gemeu a menina, com uma saudade de jaboticabas na
bocca.
— Pois o remedio é um só: esperar.
Esperar sem pensar nisso o mez inteiro.
— Eu bem quero não pensar, mas não posso. Eʼ a agua da minha bocca que pensa,<noinclude>{{c|☉{{gap}}68{{gap}}☉}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>exclamou Lucia, recordando, com agua na
bocca, a festa que para todos, alli na roça,
era o tempo das jaboticabas. Festa para ella
principalmente, para o leitão rabicó e para
sanhaços e vespas.
Mas como não havia remedio, esperou.
Todas as manhãs, logo que pulava da
cama, corria ao quintal, em visita á arvore
querida. E assim viu cairem todas as flôres,
viu encaroçar o chumbinho, viu esse chumbinho crescer até attingir o tamanho das
grumixamas.
E certa linda manhã, que succedeu a
quatro dias de chuva, a menina teve o gosto
de entrever as primeiras fructas pintadinhas.
Bateu palmas de alegria.
— Viva ! viva !... e com uma vara cotucou a arvore, conseguindo apanhar uma,
graúda e bem rajadinha. Provou-a.
— Azêda ! exclamou, careteando. Mas
correu, contente, a dar a boa noticia aos da
casa.
Uma semana depois as jaboticabas pretejaram todas.
Que gostosura ! Aquillo era pol-as na<noinclude>{{c|☉{{gap}}69{{gap}}☉}}</noinclude>
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: for nʼum paiz qualquer, é preciso lá ir; e as communicações com a Florida são difficeis, entretanto que a costa do Texas tem a bahia de Galveston, que mede quatorze leguas em seu contorno, e que era capaz de alojar a um tempo todas as esquadras do mundo. Pois muito bem! É essa então a via de communicação que apresentaes; a bahia de Galveston, que está situada ao norte do vigesimo nono parallelo? E nós não temos a bahia do Espirito Santo...
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|100|VIAGENS MARAVILHOSAS|borda_inferior=sim}}</noinclude>for nʼum paiz qualquer, é preciso lá ir; e as communicações com a Florida são difficeis, entretanto que a costa do Texas tem a bahia de Galveston, que mede quatorze leguas em seu contorno, e que era capaz de alojar a um tempo todas as esquadras do mundo.
Pois muito bem! É essa então a via de communicação que apresentaes; a bahia de Galveston, que está situada ao norte do vigesimo nono parallelo?
E nós não temos a bahia do Espirito Santo, que se abre precisamente no vigesimo oitavo grau de latitude, e pela qual os navios vão directamente até Tampa-Town?
— Bonita bahia! respondia o Texas; meia entupida pelas areias!
— Entupidos estarão elles! exclamava a Florida. Cuidam que tratam com algum paiz de selvagens?
— Verdade é, que os seminolas ainda fazem correrias nas planicies da Florida!
— E então! e os apaches, e os comanches, é gente civilisada!»
Proseguia este dize tu direi eu havia já dias, quando os da Florida tentaram arrastar os adversarios para outro terreno. Uma bella manhã o ''Times'' insinuou surrateiramente, que como o emprehendimento era «essencialmente americano», não podia ser tentado senão em territorio «essencialmente americano!»
— Estas palavras fizeram ir aos ares os do Texas: «Americanos! e não o seremos nós com tanto direito como vós outros? Pois o Texas e a Florida não foram ambos encorporados na União em 1845?
— Ninguem o contesta, respondeu o ''Times'', mas nós cá sempre pertencemos ao numero dos americanos desde 1820.
— Bem sabemos, replicou a ''Tribuna;'' foram hespanhoes ou inglezes por alguns duzentos annos, e depois foram vendidos aos Estados Unidos por cinco milhões de dollars!
— E isso que importa! replicaram os da Florida, é acaso mo-<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ''ter sido apresentado pelo legítimo padroeiro''», e por outros fundamentos. Durou a porfiada demanda ''doze'' anos! Quanto aos rendimentos e dizimaria do benefício (cerca de 800$000), pelos quais, protestava o Pe Barros e cujo processo deu margem a soezes insinuações, feitas pelo intruso P.<sup>e</sup> Freitas, parece que foram reconhecidos a favor deste. {{c|---}} A 4.ª ''via militar'' romana, de Braga para Astorga, devia ter pas...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>''ter sido apresentado pelo legítimo padroeiro''», e por outros fundamentos.
Durou a porfiada demanda ''doze'' anos!
Quanto aos rendimentos e dizimaria do benefício (cerca de 800$000), pelos quais, protestava o Pe Barros e cujo processo deu margem a soezes insinuações, feitas pelo intruso P.<sup>e</sup> Freitas, parece que foram reconhecidos a favor deste.
{{c|---}}
A 4.ª ''via militar'' romana, de Braga para Astorga, devia ter passado por esta freguesia.
A cavaleiro da igreja paroquial está o monte da ''Cividade'', onde se encontram importantes restos de fortificação antiga.
Dizem que foi aqui a cidade de ''Cauca''; e, no tempo dos árabes, a de ''Arnoya''<ref>«''Diccionario Abreviado''», de J. A. d'Almeida.Na vertente oeste deste monte, à sua raiz, há uns campos, onde tem aparecido, soterradas, vigas carbonizadas; e pelos caminhos próximos há muita telha de rebordo, e até, nas paredes de vedação das propriedades próximas.</ref>.
Noutro monte, ao norte da residência paroquial (''Cfr. cap.'' VIII ''pág. 122'') está o «''Caritél''» - pequena elevação artificial, semelhante a uma ''mamoa''.
Em um documento antigo, atinente à capela de S. Bento da Porta-Aberta, desta freguesía, dá-se-lhe a denominação de - S. Bento de ''Côtto-Arado'', querendo alguns que a palavra - Cossourado - seja derivação ou corrupção daquela.
Não é, porém, admissível esta opinião, porque: ''a)'' aquele documento é do ano de 1500, e, já muito antes, se dava a esta freguesia o nome que tem; ''b)'' nas «''Inquirições''» de Afonso III, que são de 1258, tinha ela o nome de - «Cossoyrado», de que o actual é quasi a cópia.
Os lugares da ''Bolencia'' e ''Nogueira'' devem ter sido os primeiros agricultados, porque as águas que nascem noutros, mais altos, e de que tanto precisam, pertencem, desde tempos imemoriais, àqueles, o que decerto não aconteceria, se não tivessem a primazia na cultura das suas terras.
Diz-se que a primitiva igreja paroquial fora edificada no sítio dos «''Valinhos''» e que pertencera a um convento de freiras, do qual nada resta.
Quando o abade desta freguesia - António José de Barros<ref>Era irmão do avô de Mgr. Constantino da Cunha Barros, respeitável abade de Fontoura e Vigário Geral da comarca eclesiástica de Valença.</ref> - mudou a casa da residência paroquial para o sítio em que se encontra agora, apareceram nos alicerces da antiga e terreno conjunto, sepulturas, pedras lavradas, restos de claustros, etc., que se atribuem ao mencionado convento.
O que é certo é que a tradição ainda refere que no dia 8 de Setembro se fazia aqui importante romaria, muito concorrida de galegos.
O mencionado abade mandou construir, à sua custa, a actual residência, mas não chegou a vê-la concluída, por ter falecido.
A freguesia é cortada por duas estradas reais: a n.º 24, de S. Pedro da Torre a esta vila, pelo norte; e a n.º 30, do Porto a Valença, de sul a norte.
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: tivo que nos faça córar? E a Luiziania não foi comprada a Napoleão em 1803, por dezeseis milhões de dollars!?<ref>Quatorze mil setecentos e sessenta contos de réis ao cambio de novecentos e dezoito réis o dollar.</ref> É mesmo uma vergonha! clamaram os deputados de Texas. Atrever-se um miseravel bocado de terra tal como a Florida a querer comparar-se com o Texas, que em vez de se vender conquistou por seus proprios esforços a independenci...
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|101|borda_inferior=sim}}</noinclude>tivo que nos faça córar? E a Luiziania não foi comprada a Napoleão em 1803, por dezeseis milhões de dollars!?<ref>Quatorze mil setecentos e sessenta contos de réis ao cambio de novecentos e dezoito réis o dollar.</ref>
É mesmo uma vergonha! clamaram os deputados de Texas. Atrever-se um miseravel bocado de terra tal como a Florida a querer comparar-se com o Texas, que em vez de se vender conquistou por seus proprios esforços a independencia, que expulsou os mexicanos em 2 de março de 1836, que se declarou republica federativa depois da victoria alcançada por Samuel Houston nas margens do San-Jacinto sobre as tropas de SantʼAnna! Finalmente, com um paiz que se uniu voluntariamente aos Estados Unidos da America!
— É porque tinha medo dos mexicanos!» respondeu a Florida.
Medo! desde o dia em que escapou tal palavra, na realidade um tanto violenta, a ''posição tornou-se'' intoleravel. Era crença geral que haveria carnificina dos dois partidos nas ruas de Baltimore. Julgou-se necessario mandar guardar os deputados com sentinellas á vista.
O presidente Barbicane é que não sabia para onde se havia de virar. Choviam-lhe em casa notas, documentos, cartas prenhes de ameaças. Que solução havia de adoptar? Em relação ao apropriado do solo, á facilidade de communicações, da rapidez dos transportes, não havia differença nos direitos dos dois estados. Ás personalidades politicas não havia que attender em assumpto tal.
Durava esta hesitação, esta perplexidade ha muito, quando Barbicane tomou a resolução de cortar de vez o nó; fez por conseguinte reunir os collegas e propoz-lhes uma solução profundamente sensata, como vae ver-se.
{{nop}}<noinclude>{{smallrefs}}</noinclude>
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: «Reflectindo seriamente, lhes disse, no que acaba de passar-se entre a Florida e o Texas, é claro que hão de reproduzir-se as mesmas difficuldades entre as cidades do estado que favorecermos. A rivalidade ha de descer do genero á especie, do estado á cidade, e nós ficaremos na mesma. Ora o Texas possue onze cidades nas condições requeridas, que hão de disputar entre si a honra do emprehendimento, e se escolhermos alguma dʼellas, vamos forj...
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|102|VIAGENS MARAVILHOSAS|borda_inferior=sim}}</noinclude>«Reflectindo seriamente, lhes disse, no que acaba de passar-se entre a Florida e o Texas, é claro que hão de reproduzir-se as mesmas difficuldades entre as cidades do estado que favorecermos. A rivalidade ha de descer do genero á especie, do estado á cidade, e nós ficaremos na mesma. Ora o Texas possue onze cidades nas condições requeridas, que hão de disputar entre si a honra do emprehendimento, e se escolhermos alguma dʼellas, vamos forjar por nossas proprias mãos novos dissabores, entretanto que a Florida só tem uma. Seja pois a Florida o estado, e Tampa-Town a cidade escolhida!»
Esta decisão, logoque se deu a publico, foi o ultimo golpe nos deputados do Texas, dos quaes se apossou ''indescriptivel furia'', chegando a dirigir provocações pessoaes aos socios do Gun-Club. Não tiveram mais remedio os magistrados de Baltimore, e foi dʼelle que usaram, do que fazer apromptar um comboio especial, onde por vontade ou por força obrigaram a embarcar os do Texas, que largaram assim da cidade com a rapidez de trinta milhas por hora.
Porém, apesar da velocidade, com que íam levados, ainda lhes sobrou tempo para arremessarem aos adversarios um ultimo e ameaçador sarcasmo.
Alludindo á pequena largura da Florida, estreita peninsula apertada entre dois mares, affirmaram que não havia de resistir ao abalo do tiro, e que havia de despedaçar-se com a força dʼelle.
«Pois deixa-la despedaçar!» responderam os da Florida com laconismo digno dos tempos antigos.
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[[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Da Terra á Lua.pdf" from=94 to=101 fromsection="Cap. 11" header=1/> {{rule|5em|align=left}} {{dhr}} {{Smallrefs}} {{Modernização}} {{DP-3}} [[en:From the Earth to the Moon/Chapter XI]] [[be:З пушкі на Луну/Ад Зямлі да Луны/XI]] [[it:Dalla Terra alla Luna/Capitolo XI]]
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''{{c|Fundação da Capela de S. Bento da Porta Aberta}}''' Era em 1578<ref>Foi neste ano que ocorreu em Alcácer-Kibir o histórico desastre do nosso exército, levado à África pela inexperiente e irrequieta mão de D. Sebastião.</ref>. Estava a preparar-se a nefasta expedição à África, e entre os companheiros do moço rei D. Sebastião contava-se o Comendador da Ordem de Cristo Tomé da Silva de Antas, descendente dum ramo da ilustre famíli...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>'''{{c|Fundação da Capela de S. Bento da Porta Aberta}}'''
Era em 1578<ref>Foi neste ano que ocorreu em Alcácer-Kibir o histórico desastre do nosso exército, levado à África pela inexperiente e irrequieta mão de D. Sebastião.</ref>. Estava a preparar-se a nefasta expedição à África, e entre os companheiros do moço rei D. Sebastião contava-se o Comendador da Ordem de Cristo Tomé da Silva de Antas, descendente dum ramo da ilustre família deste apelido, casado com D. Brites Coronel (dos Coronéis de Fontoura) e residente no solar destes - a «''Casa Alta''»,- na mesma freguesia.
Tomé encontrava-se em Lisboa, onde corriam os aprestes para a malfadada jornada.
Lembrando-se, talvez, dum provável desastre para a expedição, e adorando a família, especialmente sua filha D. Leonor, casada no Paço de Antas, em Rubiães, com seu primo Vasco Fernandes de Antas (já então pai de um
filhito, chamado Bartolomeu), faz naquela cidade, aos 11 de Abril, do referido ano, uma ''doação'' de bens a seu genro e primo Vasco.
Decorrem oito anos (4 de Maio de 1586): e quem entrasse no Paço de Antas encontraria lá luzida reunião. Entre os assistentes poderia ver-se o tabelião do público, judicial e notas em Coura - Matias Rodrigues Rebelo, - que ia lavrar um instrumento de prazo; Lopo de Antas - o ''Romano'' (''Cfr. cap.'' XXV ''n.º 8''), então abade de Cossourado e anexa de S. Martinho de Coura, um tal Soeiro Capão, alguns dos quais serviram de testemunhas do instrumento.
Vasco apresenta a doação, que lhe havia sido feita por seu sogro, e lê-se, entre os bens doados, «''aquele grande monte e terra que chamam da Cidade de Arnoya''<ref>Monte da «Cividade» (Cfr. cap. 2.º).</ref> ''e assim herma como está por cima da mesma Egreja e abbadia de S.<sup>ta</sup> Maria de Cossourado, que he do Paço d'Antas... e de guisa lhe faço esta Doação, que fiquem estes prasos a meu Neto Bartholomeu d'Antas, filho de minha filha Dona Leonor para os poderem pôr de fôro a suas luctuosas e com a condissom que serom obrigados de tal guisa e ajuste - A FAZEREM UMA EGREJA OU CAPELLA DO PATRIARCHA SAM BENTO DOS MONGES NEGROS com todo o bom aduvio de ser de boa obra e devizom de sua capella e as armas dos Antas sobre a porta principal da dita Egreja que ficará n'aquelle citio a la da Portella, que leva a caminho para S. Miguel de Fontoura...» «Esta Portella assima'' (continua a doação) ''se chama de Gontomil, agoas bertententes para S. Miguel de Fontoura, E NO CUME DA MESMA PORTELLA E FREGUEZIA DE S.<sup>ta</sup> MARIA DE COSSOURADO SE HA-DE EDIFICAR A EGREJA OU CAPELLA DO PATRIARCHA SAM BENTO.''»
Vasco obrigou-se por si, e como tutor de seu filho, ao cumprimento das condições da referida doação, como consta do instrumento do prazo.
Os bens emprasados foram os da doação, sendo enfiteutas Soeiro Capão e sua mulher Marinha Rodrigues, naturais e moradores na freguesia de Agoalonga, que
ficaram pagando anualmente: 10 alqueires de milho, 2 de centeio (medida velha reguenga), 2 cabritos no dia de Páscoa, 1 dúzia de ovos, 4 quartilhos de manteiga, «''três polhas com seu Mestre''», e, de lutuosa, 2 capões.
Vê-se, pois, que na doação, feita por Tomé da Silva de Antas a seu genro e primo Vasco de Antas, se impunha
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Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/53
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[[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Tratado descriptivo do Brasil em 1587.pdf" include=202 header=1 onlysection=53/> ==Notas== {{reflist}} {{reflist|group=errata}}
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==Notas==
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Página:Tratado descriptivo do Brasil em 1587.pdf/203
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/* Revista */
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<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{c|— 173 —}}</noinclude><section begin="53"/>grosso, e tem a boca tapada com uma tapadoura tão justa
que se não enxerga a junta d’ella, a qual se não despega
senão como a fruta que está dentro e de vez, que esta bola
cahe no chão, a qual tem por dentro dez ou doze repartimentos,
e em cada um uma fruta tamanha como uma castanha
de Hespanha, ou mais comprida; as quaes castanhas
são muito alvas e saborosas, assim assadas como cruas; e
despegadas estas bolas das castanhas e bem limpas por
dentro, servem de graes ao gentio, onde pizam o sal e a
pimenta.
Piquiá é uma arvore de honesta grandura, tem a madeira
amarella e boa de lavrar, a qual dá um fruto tamanho como
marmelos que tem o nome da arvore; este fruto tem a
casca dura e grossa como cabaço, de cor parda por fóra, e
por dentro é todo cheio de um mel branco muito doce; e
tem misturado umas pevides como de maçãs, o qual mel se
lhe come em sorvos, e refresca muito no verão.
Macugé é uma arvore comprida, delgada e muito quebradiça,
e dá-se em areas junto dos rios, perto do salgado, e
pela terra dentro dez ou doze leguas. Quando cortam esta
rvore, lança de si um leite muito alvo e pegajoso, que lhe
corre em fio; a qual dá umas frutas do mesmo nome, redondas,
com os pés compridos e côr verdoenga, e são tamanhas
como maçãs pequenas; e quando são verdes travam muito,
e são todas cheias de leite. Colhem-se inchadas para amadurecerem
em casa, e como são maduras tomam a côr almecegada;
comem-se todas como figos, cujo sabor é mui suave,
e tal que lhe não ganha nenhuma fruta de Hespanha, nem
de outra nenhuma parte; e tem muito bom cheiro.
Genipapo é uma arvore que se dá ao longo do mar e pelo
sertão, de cujo fruto aqui tratamos sómente. A sua folha é
como de castanheiro, a flor é branca, da qual lhe nasce muita
fruta, de que toma cada anno muita quantidade; as quaes
são tamanhas como limas, e da sua feição; são de côr verdoenga,
e como são maduras se fazem de côr pardaça, e
molles, e tem honesto sabor e muito que comer, com algumas
peyides dentro, de que estas arvores nascem. Quando
esta fruta é pequena, faz-se d’ella conserva, e como é grande
antes de amadurecer tinge o sumo d’ella muito, com a qual
tinta se tinge toda a nação do gentio em lavores pelo corpo
e quando põe está tinta é branca como agua, e como se enxuga
se faz preta como azeviche e quanto mais a lavam,
mais preta se faz; e dura nove dias, no cabo dos quaes se
<section end="53"/><noinclude>{{rh|{{sc2|TOMO XIV}}||26}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{c|— 173 —}}</noinclude><section begin="54"/>grosso, e tem a boca tapada com uma tapadoura tão justa
que se não enxerga a junta d’ella, a qual se não despega
senão como a fruta que está dentro e de vez, que esta bola
cahe no chão, a qual tem por dentro dez ou doze repartimentos,
e em cada um uma fruta tamanha como uma castanha
de Hespanha, ou mais comprida; as quaes castanhas
são muito alvas e saborosas, assim assadas como cruas; e
despegadas estas bolas das castanhas e bem limpas por
dentro, servem de graes ao gentio, onde pizam o sal e a
pimenta.
Piquiá é uma arvore de honesta grandura, tem a madeira
amarella e boa de lavrar, a qual dá um fruto tamanho como
marmelos que tem o nome da arvore; este fruto tem a
casca dura e grossa como cabaço, de cor parda por fóra, e
por dentro é todo cheio de um mel branco muito doce; e
tem misturado umas pevides como de maçãs, o qual mel se
lhe come em sorvos, e refresca muito no verão.
Macugé é uma arvore comprida, delgada e muito quebradiça,
e dá-se em areas junto dos rios, perto do salgado, e
pela terra dentro dez ou doze leguas. Quando cortam esta
rvore, lança de si um leite muito alvo e pegajoso, que lhe
corre em fio; a qual dá umas frutas do mesmo nome, redondas,
com os pés compridos e côr verdoenga, e são tamanhas
como maçãs pequenas; e quando são verdes travam muito,
e são todas cheias de leite. Colhem-se inchadas para amadurecerem
em casa, e como são maduras tomam a côr almecegada;
comem-se todas como figos, cujo sabor é mui suave,
e tal que lhe não ganha nenhuma fruta de Hespanha, nem
de outra nenhuma parte; e tem muito bom cheiro.
Genipapo é uma arvore que se dá ao longo do mar e pelo
sertão, de cujo fruto aqui tratamos sómente. A sua folha é
como de castanheiro, a flor é branca, da qual lhe nasce muita
fruta, de que toma cada anno muita quantidade; as quaes
são tamanhas como limas, e da sua feição; são de côr verdoenga,
e como são maduras se fazem de côr pardaça, e
molles, e tem honesto sabor e muito que comer, com algumas
peyides dentro, de que estas arvores nascem. Quando
esta fruta é pequena, faz-se d’ella conserva, e como é grande
antes de amadurecer tinge o sumo d’ella muito, com a qual
tinta se tinge toda a nação do gentio em lavores pelo corpo
e quando põe está tinta é branca como agua, e como se enxuga
se faz preta como azeviche e quanto mais a lavam,
mais preta se faz; e dura nove dias, no cabo dos quaes se
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Página:Tratado descriptivo do Brasil em 1587.pdf/204
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{c|— 174 —}}</noinclude><section begin="54"/>vai tirando. Tem virtude esta tinta para fazer seccar as
bustelas das boubas aos indios, e a quem se cura com ella.
Pela terra dentro ha outra arvore, a que chamam guti
que é de honesta grandura; dá uma fruta do mesmo nome,
do tamanho e côr das peras pardas, cuja casca se lhe apara;
mas tem grande caroço, e o que se lhe come se tira em talhadas, como ás peras, é é muito saboroso; e lançadas estas
talhadas em vinho não tem preço. Faz-se d’esta fruta marmelada
muito gostosa, a qual tem grande virtude para estancar
cambras de sangue.
Nas campinas ha outra arvore a que chamam ubucaba,
cuja madeira é mole, e dá umas frutas pretas e miudas
como murtinhos, que se comem, e tem sabor mui soffrivel.
Mondururú é outra arvore que dá umas frutas pretas,
tamanhas como avelãs, que se comem todas, lançando-lhes
fóra umas pevides brancas que tem, a qual fruta é muito
saborosa.
Ha outra outra arvore como larangeira que se chama comicha,
a qual carrega todos os annos de umas frutas vermelhas,
tamanhas e de feição de murtinhos, que se comem
todas lançando-lhes fóra uma pevide preta que tem, que é
a semente d’estas arvores, a qual fruta é muito gostosa.
Mandiba é uma arvore grande que dá fruto do mesmo
nome tamanho como cerejas, de cor vermelha, e muito doce;
come-se como sorva lançando-lhe o caroço fóra e uma pévide
que tem dentro, que é a sua semente.
Cambuy é uma arvore delgada de cuja madeira se não
usa, a qual dá uma flor branca, e o fruto amarello do
mesmo nome; do tamanho, feição e côr das maçãs d’anafega. Esta fruta é mui saborosa, e tem ponta de azedo;
lança-se-lhe fóra um carocinho que tem dentro como
coentro.
Dá-se no mato perto do mar e afastado d’elle uma fruta.
que se chama curuanhas, cuja arvore é como vides, e trepa
por outra arvore qualquer, a qual tem pouca folha; o fruto
que dá é de uns oito dedos de comprido e de tres a quatro
de largo, de feição da fava, o qual se parte peio meio como
fava e fica em duas metades, que tem dentro tres e quatro
caroços, da feição das colas de Guiné, da mesma côre sabor,
os quaes caroços tem virtude para o figado. Estas me
tades tem a casquinha muito delgada como maçãs, e o
mais que se come é da grossura de uma casca de laranja;
tem estremado sabor; comendo-se esta fruta crua, sabe e
cheira a camoezas, e assada tem o mesmo sabor d’ellas {{pt|as-|assadas; }}<section end="54"/><noinclude></noinclude>
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bustelas das boubas aos indios, e a quem se cura com ella.
Pela terra dentro ha outra arvore, a que chamam guti
que é de honesta grandura; dá uma fruta do mesmo nome,
do tamanho e côr das peras pardas, cuja casca se lhe apara;
mas tem grande caroço, e o que se lhe come se tira em talhadas, como ás peras, é é muito saboroso; e lançadas estas
talhadas em vinho não tem preço. Faz-se d’esta fruta marmelada
muito gostosa, a qual tem grande virtude para estancar
cambras de sangue.
Nas campinas ha outra arvore a que chamam ubucaba,
cuja madeira é mole, e dá umas frutas pretas e miudas
como murtinhos, que se comem, e tem sabor mui soffrivel.
Mondururú é outra arvore que dá umas frutas pretas,
tamanhas como avelãs, que se comem todas, lançando-lhes
fóra umas pevides brancas que tem, a qual fruta é muito
saborosa.
Ha outra outra arvore como larangeira que se chama comicha,
a qual carrega todos os annos de umas frutas vermelhas,
tamanhas e de feição de murtinhos, que se comem
todas lançando-lhes fóra uma pevide preta que tem, que é
a semente d’estas arvores, a qual fruta é muito gostosa.
Mandiba é uma arvore grande que dá fruto do mesmo
nome tamanho como cerejas, de cor vermelha, e muito doce;
come-se como sorva lançando-lhe o caroço fóra e uma pévide
que tem dentro, que é a sua semente.
Cambuy é uma arvore delgada de cuja madeira se não
usa, a qual dá uma flor branca, e o fruto amarello do
mesmo nome; do tamanho, feição e côr das maçãs d’anafega. Esta fruta é mui saborosa, e tem ponta de azedo;
lança-se-lhe fóra um carocinho que tem dentro como
coentro.
Dá-se no mato perto do mar e afastado d’elle uma fruta que se chama curuanhas, cuja arvore é como vides, e trepa por outra arvore qualquer, a qual tem pouca folha; o fruto que dá é de uns oito dedos de comprido e de tres a quatro de largo, de feição da fava, o qual se parte pelo meio como fava e fica em duas metades, que tem dentro tres e quatro caroços, da feição das colas de Guiné, da mesma côre sabor, os quaes caroços tem virtude para o figado. Estas metades tem a casquinha muito delgada como maçãs, e o mais que se come é da grossura de uma casca de laranja; tem estremado sabor; comendo-se esta fruta crua, sabe e cheira a camoezas, e assada tem o mesmo sabor d’ellas {{pt|as-|assadas; }}<section end="54"/><noinclude></noinclude>
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Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/54
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Página:Livro de acórdãos 15.pdf/115
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<noinclude><pagequality level="3" user="Tpsr05102" />{{d|f.55r}}
Termo de Rezoluçaõ que Se thomou em {{d|Ferraz}}
Meza Sobre a Segurança da divida do Capp.{{abv|am|am}}
Amaro de Souza Coutinho como abaixo se declara,</noinclude>
Aos vinte dias do mês de Jan{{abv|ro|ro}} de 1752 annos nesta Cid{{abv|e|e}} do Salvador
Bahia de todos Os Santos, e comSistorio da caza da Santa Misericordia della
estando em Meza Redonda o Ir{{abv|o|o}} Provedor o Ajud{{abv|e|e}} general Domingos Bor
ges de Barros, Cavalheiro profeço da Ordem de Chisto, com o Escrivaõ nomi=
ado por impedim{{abv|to|to}} do actual e mais Ir{{abv|os|os}} e conselheiros da Meza, e tres Irmaos
Letrados, Ex Escrivais, a Saber o D{{abv|or|or}} Fran{{abv|co|co}} da Cunha Torres, o D{{abv|or|or}} Fran{{abv|co|co}} Xavier de Oliv{{abv|ra|ra}} Fellis, e o D{{abv|or|or}} Luis Ferras de Araujo, alem dos dous
Sindicos de Caza que prez{{abv|tes|tes}} Se acharaõ, o D{{abv|or|or}} Joseph Correa da Costa, e o=
D{{abv|or|or}} Antam de Faria Montr{{abv|º|º}}, (mutilado) os Coais Se fez hua junta de Comselho;
foi proposto pello dito Ir{{abv|º|º}} Provedor em como trazia esta Caza hua demanda
há muitos annos com o Capp{{abv|m|m}} Amaro de Souza Coutinho da q{{abv|ta|ta}} de hum conto
Sete Sentos, e vinte e Sinco mil, e trinta rs, porSedidos de hum Legado de ma
ior quantia que deyxou em verba de Seu Testam{{abv|to|to}} Joseph Correa granja
digo João (mutilado) Granja, falecido em 5 de Junho de 1702, da quantia de
Seis mil cruzadoz, p{{abv|ª|ª}}do Rendim{{abv|to|to}} delles Se aLimentar Seus Sobrinhos Manoel
Gomes Correa homem Sego, declarando por Seu Testamenteiro a Sua mulher
Ignacia de Espinoza, a coal pedira tiveSse muito cuidado com o dito
Seu Sobrinho, e que morto este Se emtregariaõ os ditos Seis mil cruzadoz
a esta Santa Caza p{{abv|a|a}} os duentes infermos do Hospital a quem deixava por
Esmolla, e falecendo o dito Sobrinho e cazandoce a d{{abv|ª|ª}} Testament{{abv|ra|ra}} com
Manoel Gomes Lx{{abv|ª|ª}}; o ajuizara esta dita Santa Caza pellos Referido de Seis
mil Cruzadoz, o coal mostrava a haver gasto com o dito Sego do principal
daqualle Legado Seis Centos Setenta, e Coatro mil, e douSentos e Setenta rs
pello mesmo Granja Testador declarar no Testam{{abv|to|to}} que sendo neSr{{abv|º|º}}em
(trar) pello dito princioal p{{abv|ª|ª}} o funeral do dito Sego Se tiraria delle e Com
effeito confecara o dito Manoel Gomes Lx{{abv|ª|ª}} dever hum conto SeteSen=
tos vinte, e Sinco mil e trinta rs pellos coais Se tirou contra elle Sem{{abv|ca|ca}}
e Sendo Requerido por ella nomiou na mão do d{{abv|o|o}} Amaro de Souza Coutinho
Coatro mil cruzadoz do Segundo pagam{{abv|to|to}} que lhe devia por hua Escritura, e p{{abv|ª|ª}}
o Resto nomiava o que faltava no Terceiro pagam{{abv|to|to}} que o dito lhe avia de fazer,
E que a Annos Se Lavorava com esta demanda Sem Se Comcluir de todo
nem Se comcluiria em outros tantos pellas duvidas que havia; e no emta=
to fazendos as Caza despesas as coais herão Sertas e infaliveis, e que tinha elle
Provedor como tal procurado o dt{{abv|º|º}} Amaro de Souza Irmaõ tambem da Caza
e ajustados com elle a que fizesse hua Escritura de debito e obrigaçaõ da Referida
quantia a pagam{{abv|tos|tos}} de CoatroSentos mil r.s em cada huma frota em em falta correr
juros pois não parece justo que houvesse Semilhante demanda na Caza con=
tra elle Irmaõ, e Escrivaõ que tinha Sido della no que Logo comveyo mas q’
p{{abv|ª|ª}} Se afetuar hera neSrr{{abv|º|º}} a aprovação dos Ir{{abv|os|os}} da Meza, o que ouvidos por todos
os Irmaõs e os Sinco Letrados aSima declarados q quem forão aprezentadas
tambem os autos da hyzicuçaõ, que contra elle corria aSentara que mais
Valia hum maõ comSertos que hua boa demanda, e no cazo prezente que hera
de m{{abv|ta|ta}} utilidade a Caza o ComcLuirçe o dito negoçio na forma Referida por
evitar os incomvenientes e demoras que Se ponderaraõ, findandoSe por este
modo a tal demanda, ficando elle aSim verdadr{{abv|amente|amente}} obrigado a Caza
p{{abv|a|a}} que coando naõ pague pello tempo adiante podeSe com mais Justica
Cobrar de Cuja Rezoluçaõ, mandaraõ que ee Escrivaõ fizeSse este termo<noinclude></noinclude>
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Amaro de Souza Coutinho como abaixo se declara,}}</noinclude>
Aos vinte dias do mês de Jan{{abv|ro|ro}} de 1752 annos nesta Cid{{abv|e|e}} do Salvador
Bahia de todos Os Santos, e comSistorio da caza da Santa Misericordia della
estando em Meza Redonda o Ir{{abv|o|o}} Provedor o Ajud{{abv|e|e}} general Domingos Bor
ges de Barros, Cavalheiro profeço da Ordem de Chisto, com o Escrivaõ nomi=
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Letrados, Ex Escrivais, a Saber o D{{abv|or|or}} Fran{{abv|co|co}} da Cunha Torres, o D{{abv|or|or}} Fran{{abv|co|co}} Xavier de Oliv{{abv|ra|ra}} Fellis, e o D{{abv|or|or}} Luis Ferras de Araujo, alem dos dous
Sindicos de Caza que prez{{abv|tes|tes}} Se acharaõ, o D{{abv|or|or}} Joseph Correa da Costa, e o=
D{{abv|or|or}} Antam de Faria Montr{{abv|º|º}}, (mutilado) os Coais Se fez hua junta de Comselho;
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há muitos annos com o Capp{{abv|m|m}} Amaro de Souza Coutinho da q{{abv|ta|ta}} de hum conto
Sete Sentos, e vinte e Sinco mil, e trinta rs, porSedidos de hum Legado de ma
ior quantia que deyxou em verba de Seu Testam{{abv|to|to}} Joseph Correa granja
digo João (mutilado) Granja, falecido em 5 de Junho de 1702, da quantia de
Seis mil cruzadoz, p{{abv|ª|ª}}do Rendim{{abv|to|to}} delles Se aLimentar Seus Sobrinhos Manoel
Gomes Correa homem Sego, declarando por Seu Testamenteiro a Sua mulher
Ignacia de Espinoza, a coal pedira tiveSse muito cuidado com o dito
Seu Sobrinho, e que morto este Se emtregariaõ os ditos Seis mil cruzadoz
a esta Santa Caza p{{abv|a|a}} os duentes infermos do Hospital a quem deixava por
Esmolla, e falecendo o dito Sobrinho e cazandoce a d{{abv|ª|ª}} Testament{{abv|ra|ra}} com
Manoel Gomes Lx{{abv|ª|ª}}; o ajuizara esta dita Santa Caza pellos Referido de Seis
mil Cruzadoz, o coal mostrava a haver gasto com o dito Sego do principal
daqualle Legado Seis Centos Setenta, e Coatro mil, e douSentos e Setenta rs
pello mesmo Granja Testador declarar no Testam{{abv|to|to}} que sendo neSr{{abv|º|º}}em
(trar) pello dito princioal p{{abv|ª|ª}} o funeral do dito Sego Se tiraria delle e Com
effeito confecara o dito Manoel Gomes Lx{{abv|ª|ª}} dever hum conto SeteSen=
tos vinte, e Sinco mil e trinta rs pellos coais Se tirou contra elle Sem{{abv|ca|ca}}
e Sendo Requerido por ella nomiou na mão do d{{abv|o|o}} Amaro de Souza Coutinho
Coatro mil cruzadoz do Segundo pagam{{abv|to|to}} que lhe devia por hua Escritura, e p{{abv|ª|ª}}
o Resto nomiava o que faltava no Terceiro pagam{{abv|to|to}} que o dito lhe avia de fazer,
E que a Annos Se Lavorava com esta demanda Sem Se Comcluir de todo
nem Se comcluiria em outros tantos pellas duvidas que havia; e no emta=
to fazendos as Caza despesas as coais herão Sertas e infaliveis, e que tinha elle
Provedor como tal procurado o dt{{abv|º|º}} Amaro de Souza Irmaõ tambem da Caza
e ajustados com elle a que fizesse hua Escritura de debito e obrigaçaõ da Referida
quantia a pagam{{abv|tos|tos}} de CoatroSentos mil r.s em cada huma frota em em falta correr
juros pois não parece justo que houvesse Semilhante demanda na Caza con=
tra elle Irmaõ, e Escrivaõ que tinha Sido della no que Logo comveyo mas q’
p{{abv|ª|ª}} Se afetuar hera neSrr{{abv|º|º}} a aprovação dos Ir{{abv|os|os}} da Meza, o que ouvidos por todos
os Irmaõs e os Sinco Letrados aSima declarados q quem forão aprezentadas
tambem os autos da hyzicuçaõ, que contra elle corria aSentara que mais
Valia hum maõ comSertos que hua boa demanda, e no cazo prezente que hera
de m{{abv|ta|ta}} utilidade a Caza o ComcLuirçe o dito negoçio na forma Referida por
evitar os incomvenientes e demoras que Se ponderaraõ, findandoSe por este
modo a tal demanda, ficando elle aSim verdadr{{abv|amente|amente}} obrigado a Caza
p{{abv|a|a}} que coando naõ pague pello tempo adiante podeSe com mais Justica
Cobrar de Cuja Rezoluçaõ, mandaraõ que ee Escrivaõ fizeSse este termo<noinclude></noinclude>
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Amaro de Souza Coutinho como abaixo se declara,}}</noinclude>
Aos vinte dias do mês de Jan{{abv|ro|ro}} de 1752 annos nesta Cid{{abv|e|e}} do Salvador
Bahia de todos Os Santos, e comSistorio da caza da Santa Misericordia della
estando em Meza Redonda o Ir{{abv|o|o}} Provedor o Ajud{{abv|e|e}} general Domingos Bor
ges de Barros, Cavalheiro profeço da Ordem de Chisto, com o Escrivaõ nomi=
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Sindicos de Caza que prez{{abv|tes|tes}} Se acharaõ, o D{{abv|or|or}} Joseph Correa da Costa, e o=
D{{abv|or|or}} Antam de Faria Montr{{abv|º|º}}, (mutilado) os Coais Se fez hua junta de Comselho;
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Sete Sentos, e vinte e Sinco mil, e trinta rs, porSedidos de hum Legado de ma
ior quantia que deyxou em verba de Seu Testam{{abv|to|to}} Joseph Correa granja
digo João (mutilado) Granja, falecido em 5 de Junho de 1702, da quantia de
Seis mil cruzadoz, p{{abv|ª|ª}}do Rendim{{abv|to|to}} delles Se aLimentar Seus Sobrinhos Manoel
Gomes Correa homem Sego, declarando por Seu Testamenteiro a Sua mulher
Ignacia de Espinoza, a coal pedira tiveSse muito cuidado com o dito
Seu Sobrinho, e que morto este Se emtregariaõ os ditos Seis mil cruzadoz
a esta Santa Caza p{{abv|a|a}} os duentes infermos do Hospital a quem deixava por
Esmolla, e falecendo o dito Sobrinho e cazandoce a d{{abv|ª|ª}} Testament{{abv|ra|ra}} com
Manoel Gomes Lx{{abv|ª|ª}}; o ajuizara esta dita Santa Caza pellos Referido de Seis
mil Cruzadoz, o coal mostrava a haver gasto com o dito Sego do principal
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pello mesmo Granja Testador declarar no Testam{{abv|to|to}} que sendo neSr{{abv|º|º}}em
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tos vinte, e Sinco mil e trinta rs pellos coais Se tirou contra elle Sem{{abv|ca|ca}}
e Sendo Requerido por ella nomiou na mão do d{{abv|o|o}} Amaro de Souza Coutinho
Coatro mil cruzadoz do Segundo pagam{{abv|to|to}} que lhe devia por hua Escritura, e p{{abv|ª|ª}}
o Resto nomiava o que faltava no Terceiro pagam{{abv|to|to}} que o dito lhe avia de fazer,
E que a Annos Se Lavorava com esta demanda Sem Se Comcluir de todo
nem Se comcluiria em outros tantos pellas duvidas que havia; e no emta=
to fazendos as Caza despesas as coais herão Sertas e infaliveis, e que tinha elle
Provedor como tal procurado o dt{{abv|º|º}} Amaro de Souza Irmaõ tambem da Caza
e ajustados com elle a que fizesse hua Escritura de debito e obrigaçaõ da Referida
quantia a pagam{{abv|tos|tos}} de CoatroSentos mil r.s em cada huma frota em em falta correr
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Valia hum maõ comSertos que hua boa demanda, e no cazo prezente que hera
de m{{abv|ta|ta}} utilidade a Caza o ComcLuirçe o dito negoçio na forma Referida por
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modo a tal demanda, ficando elle aSim verdadr{{abv|amente|amente}} obrigado a Caza
p{{abv|a|a}} que coando naõ pague pello tempo adiante podeSe com mais Justica
Cobrar de Cuja Rezoluçaõ, mandaraõ que ee Escrivaõ fizeSse este termo<noinclude></noinclude>
gmws5kj1bcedk78senfv2pkjgijmcwf
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<noinclude><pagequality level="3" user="Tpsr05102" />{{d|f.55}}
{{d|Ferraz}}
{{c|Termo de Rezoluçaõ que Se thomou em
Meza Sobre a Segurança da divida do Capp{{abv|am|am}}
Amaro de Souza Coutinho como abaixo se declara,}}</noinclude>
Aos vinte dias do mês de Jan{{abv|ro|ro}} de 1752 annos nesta Cid{{abv|e|e}} do Salvador
Bahia de todos Os Santos, e comSistorio da caza da Santa Misericordia della
estando em Meza Redonda o Ir{{abv|o|o}} Provedor o Ajud{{abv|e|e}} general Domingos Bor
ges de Barros, Cavalheiro profeço da Ordem de Chisto, com o Escrivaõ nomi=
ado por impedim{{abv|to|to}} do actual e mais Ir{{abv|os|os}} e conselheiros da Meza, e tres Irmaos
Letrados, Ex Escrivais, a Saber o D{{abv|or|or}} Fran{{abv|co|co}} da Cunha Torres, o D{{abv|or|or}} Fran{{abv|co|co}} Xavier de Oliv{{abv|ra|ra}} Fellis, e o D{{abv|or|or}} Luis Ferras de Araujo, alem dos dous
Sindicos de Caza que prez{{abv|tes|tes}} Se acharaõ, o D{{abv|or|or}} Joseph Correa da Costa, e o=
D{{abv|or|or}} Antam de Faria Montr{{abv|º|º}}, (mutilado) os Coais Se fez hua junta de Comselho;
foi proposto pello dito Ir{{abv|º|º}} Provedor em como trazia esta Caza hua demanda
há muitos annos com o Capp{{abv|m|m}} Amaro de Souza Coutinho da q{{abv|ta|ta}} de hum conto
Sete Sentos, e vinte e Sinco mil, e trinta rs, porSedidos de hum Legado de ma
ior quantia que deyxou em verba de Seu Testam{{abv|to|to}} Joseph Correa granja
digo João (mutilado) Granja, falecido em 5 de Junho de 1702, da quantia de
Seis mil cruzadoz, p{{abv|ª|ª}}do Rendim{{abv|to|to}} delles Se aLimentar Seus Sobrinhos Manoel
Gomes Correa homem Sego, declarando por Seu Testamenteiro a Sua mulher
Ignacia de Espinoza, a coal pedira tiveSse muito cuidado com o dito
Seu Sobrinho, e que morto este Se emtregariaõ os ditos Seis mil cruzadoz
a esta Santa Caza p{{abv|a|a}} os duentes infermos do Hospital a quem deixava por
Esmolla, e falecendo o dito Sobrinho e cazandoce a d{{abv|ª|ª}} Testament{{abv|ra|ra}} com
Manoel Gomes Lx{{abv|ª|ª}}; o ajuizara esta dita Santa Caza pellos Referido de Seis
mil Cruzadoz, o coal mostrava a haver gasto com o dito Sego do principal
daqualle Legado Seis Centos Setenta, e Coatro mil, e douSentos e Setenta rs
pello mesmo Granja Testador declarar no Testam{{abv|to|to}} que sendo neSr{{abv|º|º}}em
(trar) pello dito princioal p{{abv|ª|ª}} o funeral do dito Sego Se tiraria delle e Com
effeito confecara o dito Manoel Gomes Lx{{abv|ª|ª}} dever hum conto SeteSen=
tos vinte, e Sinco mil e trinta rs pellos coais Se tirou contra elle Sem{{abv|ca|ca}}
e Sendo Requerido por ella nomiou na mão do d{{abv|o|o}} Amaro de Souza Coutinho
Coatro mil cruzadoz do Segundo pagam{{abv|to|to}} que lhe devia por hua Escritura, e p{{abv|ª|ª}}
o Resto nomiava o que faltava no Terceiro pagam{{abv|to|to}} que o dito lhe avia de fazer,
E que a Annos Se Lavorava com esta demanda Sem Se Comcluir de todo
nem Se comcluiria em outros tantos pellas duvidas que havia; e no emta=
to fazendos as Caza despesas as coais herão Sertas e infaliveis, e que tinha elle
Provedor como tal procurado o dt{{abv|º|º}} Amaro de Souza Irmaõ tambem da Caza
e ajustados com elle a que fizesse hua Escritura de debito e obrigaçaõ da Referida
quantia a pagam{{abv|tos|tos}} de CoatroSentos mil r.s em cada huma frota em em falta correr
juros pois não parece justo que houvesse Semilhante demanda na Caza con=
tra elle Irmaõ, e Escrivaõ que tinha Sido della no que Logo comveyo mas q’
p{{abv|ª|ª}} Se afetuar hera neSrr{{abv|º|º}} a aprovação dos Ir{{abv|os|os}} da Meza, o que ouvidos por todos
os Irmaõs e os Sinco Letrados aSima declarados q quem forão aprezentadas
tambem os autos da hyzicuçaõ, que contra elle corria aSentara que mais
Valia hum maõ comSertos que hua boa demanda, e no cazo prezente que hera
de m{{abv|ta|ta}} utilidade a Caza o ComcLuirçe o dito negoçio na forma Referida por
evitar os incomvenientes e demoras que Se ponderaraõ, findandoSe por este
modo a tal demanda, ficando elle aSim verdadr{{abv|amente|amente}} obrigado a Caza
p{{abv|a|a}} que coando naõ pague pello tempo adiante podeSe com mais Justica
Cobrar de Cuja Rezoluçaõ, mandaraõ que ee Escrivaõ fizeSse este termo<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Blazelegendre04" />{{rh|||(44)|}}
{{rh|||Ferraz|}}</noinclude>Termo de Rezuluçáo que a Meza Tomou para Se
fazerem (as) Exequias Funebres, em demonstraçaó
(do) (Sentimento) da Morte do Nosso Rey o s{{abv|r|enhor}} Dom
Joa(m) o quinto que Santa Gloria haja o qual
faleceo em Lx{{abv|a|isboa}} em (31) de (Ju)lho de 1750;
e chegou a (noticia) a esta Cid{{abv|e|dade}} em 31 de outr. do
dito anno
Aos dois dias do mez de Novembro demil
Settecentos Sincoenta annos nesta Cid{{abv|e|ade}} do Salvador
Bahia de todos os Sanctos e Consistorio da Caza
da Santa Miz{{abv|a|ericórdia}} della Estando em Meza o Redon
da o Irmaó Prov{{abv|or|edor}} actual o Ajudante Thenente
Domingos Borges de Barros Cavalheiro profeço
da ordem de Christo commigo, Escrivão, E mais
Ir{{abv|os|mãos}} Concultores da Meza abaixo asignados=
Foi proposto pelo d{{abv|to|ito}} Irmão Prov{{abv|or|edor}} em como
era bem publica e Sabida a morte do noSo Monarca o s{{abv|r|enhor}} Dom Joam quinto pelo qual se haviaó
de fazer por todas as partes do Reino, e Suas Con
quistas os Sufragios Custumados, e da mesma Sorte nesta Cidade da Bahia onde com Igual
demonstração de bem Sintida para o q’ esta
vam preparando em diverças (Igreias) Como
na Sé Religións e freguezias, ia mandandoce dizer miSas, e oraçois em huas, e em outras Le=
vantando urnas etc. Cuja obrigaçaõ tem
tambem esta Santa Caza, e antes devia Ser a
primeira por muitas Rezoéns, aSim por Ser
da proteçaõ Real, e como tal emRiquecida de m{{abv|taz|uitas}}
honrras, privilegios e izençois, que lhe ha
via concedido o d{{abv|to|ito}} S{{abv|r|enhor}} e outras muitas Circunstancias que o d{{abv|to|ito}} Irmao. Provedor Pon
derou; o que tudo ouvido por todos uniforme mente acentaraó em que Se mandace
fazer a Custa da Caza todas as demostracois
de Sintimento que Focem pociveis Fazendoce
hum, (mauzoléo) com toda (multilado) a grandeza que premitiSe a Igreia desta Santa Caza, e nesse mesmo dia
Se mandem dizer as misas que se (...) dizer<noinclude></noinclude>
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{{rh|||Ferraz|}}</noinclude>Termo de Rezuluçáo que a Meza Tomou para Se
fazerem (as) Exequias Funebres, em demonstraçaó
(do) (Sentimento) da Morte do Nosso Rey o s{{abv|r|enhor}} Dom
Joa(m) o quinto que Santa Gloria haja o qual
faleceo em Lx{{abv|a|isboa}} em (31) de (Ju)lho de 1750;
e chegou a (noticia) a esta Cid{{abv|e|dade}} em 31 de outr. do
dito anno
Aos dois dias do mez de Novembro demil
Settecentos Sincoenta annos nesta Cid{{abv|e|ade}} do Salvador
Bahia de todos os Sanctos e Consistorio da Caza
da Santa Miz{{abv|a|ericórdia}} della Estando em Meza o Redon
da o Irmaó Prov{{abv|or|edor}} actual o Ajudante Thenente
Domingos Borges de Barros Cavalheiro profeço
da ordem de Christo commigo, Escrivão, E mais
Ir{{abv|os|mãos}} Concultores da Meza abaixo asignados=
Foi proposto pelo d{{abv|to|ito}} Irmão Prov{{abv|or|edor}} em como
era bem publica e Sabida a morte do noSo Monarca o s{{abv|r|enhor}} Dom Joam quinto pelo qual se haviaó
de fazer por todas as partes do Reino, e Suas Conquistas os Sufragios Custumados, e da mesma Sorte nesta Cidade da Bahia onde com Igual
demonstração de bem Sintida para o q’ esta
vam preparando em diverças (Igreias) Como
na Sé Religións e freguezias, ia mandandoce dizer miSas, e oraçois em huas, e em outras Le=
vantando urnas etc. Cuja obrigaçaõ tem
tambem esta Santa Caza, e antes devia Ser a
primeira por muitas Rezoéns, aSim por Ser
da proteçaõ Real, e como tal emRiquecida de m{{abv|taz|uitas}}
honrras, privilegios e izençois, que lhe ha
via concedido o d{{abv|to|ito}} S{{abv|r|enhor}} e outras muitas Circunstancias que o d{{abv|to|ito}} Irmao. Provedor Pon
derou; o que tudo ouvido por todos uniforme mente acentaraó em que Se mandace
fazer a Custa da Caza todas as demostracois
de Sintimento que Focem pociveis Fazendoce
hum, (mauzoléo) com toda (multilado) a grandeza que premitiSe a Igreia desta Santa Caza, e nesse mesmo dia
Se mandem dizer as misas que se (...) dizer<noinclude></noinclude>
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fazerem (as) Exequias Funebres, em demonstraçaó
(do) (Sentimento) da Morte do Nosso Rey o s{{abv|r|enhor}} Dom
Joa(m) o quinto que Santa Gloria haja o qual
faleceo em Lx{{abv|a|isboa}} em (31) de (Ju)lho de 1750;
e chegou a (noticia) a esta Cid{{abv|e|dade}} em 31 de outr. do
dito anno
Aos dois dias do mez de Novembro demil
Settecentos Sincoenta annos nesta Cid{{abv|e|ade}} do Salvador
Bahia de todos os Sanctos e Consistorio da Caza
da Santa Miz{{abv|a|ericórdia}} della Estando em Meza o Redon
da o Irmaó Prov{{abv|or|edor}} actual o Ajudante Thenente
Domingos Borges de Barros Cavalheiro profeço
da ordem de Christo commigo, Escrivão, E mais
Ir{{abv|os|mãos}} Concultores da Meza abaixo asignados=
Foi proposto pelo d{{abv|to|ito}} Irmão Prov{{abv|or|edor}} em como
era bem publica e Sabida a morte do noSo Monarca o s{{abv|r|enhor}} Dom Joam quinto pelo qual se haviaó
de fazer por todas as partes do Reino, e Suas Conquistas os Sufragios Custumados, e da mesma Sorte nesta Cidade da Bahia onde com Igual
demonstração de bem Sintida para o q’ esta
vam preparando em diverças (Igreias) Como
na Sé Religións e freguezias, ia mandandoce dizer miSas, e oraçois em huas, e em outras Le=vantando urnas etc. Cuja obrigaçaõ tem
tambem esta Santa Caza, e antes devia Ser a
primeira por muitas Rezoéns, aSim por Ser
da proteçaõ Real, e como tal emRiquecida de m{{abv|taz|uitas}}
honrras, privilegios e izençois, que lhe ha
via concedido o d{{abv|to|ito}} S{{abv|r|enhor}} e outras muitas Circunstancias que o d{{abv|to|ito}} Irmao. Provedor Pon
derou; o que tudo ouvido por todos uniforme mente acentaraó em que Se mandace
fazer a Custa da Caza todas as demostracois
de Sintimento que Focem pociveis Fazendoce
hum, (mauzoléo) com toda (multilado) a grandeza que premitiSe a Igreia desta Santa Caza, e nesse mesmo dia
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<noinclude><pagequality level="3" user="Clarams05" /></noinclude>
Em cada hua das enfermarias asista diariamente
hum Irmão para occorrer ao que necessario for, ao qual
Socederá outro Irmão no Seguinte dia, para Ser menos
Sensivel este Caritativo emprego. E porque a Irmandade
abunda de Irm{{abv|s|ãos}} piedozos espera elle dito Irmão,
Provedor do seu catholico zelo e virtuozo emprego, Senão
excuzaraõ do fervor desta caridade; á qual daraõ principio
os actuaiz Irm{{abv|s|ãos}} desta Meza; para exemplificarem
as obras de caridade, e Miz{{abv|a|ericordia}} desta Santa Caza, e do seu
instituto. Houvida a propoziçaõ do Irm. Provedor
votaraõ uniformemente todos os congregados da Meza,
ser util, e necessiaria, a asistencia diaria de hum
Irmaõ em cada hua das enfermarias para deste modo Senaõ
faltar a boa ordem e caridade que se deve ter, e menistar
aos Enfermos, e que elles acceitavaõ com parcial e
pia devaçaõ a que lhes fosse ordenada, para em tudo cumprirem
as obrigaçoenz de que forem encarregados no dia
da sua aSistencia. E por ser aSim acordado Se mandou
fazer este termo que todos assignaraõ e eu Rodrigo
de Argolo, Vargas, Cyrne, de Menezes Escr.am actual da Meza, que
O sobscrevi, e aSigney
O P.or Jeronimo Sudré Per.ª
Rodrigo de Argolo, Vg.as, Cyrne, de Mnz.es
José An.to Caldas
Bern.do Brandao
D.os Glz da Cos(ta)
Joachim Roiz Silvr.ª
Ign.co Diaz de Olivr.ª
Ignacio de Moura
Dom.os An.to da Cruz
Ignacio da Silva Marq.s<noinclude></noinclude>
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text/x-wiki
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Em cada hua das enfermarias asista diariamente
hum Irmão para occorrer ao que necessario for, ao qual
Socederá outro Irmão no Seguinte dia, para Ser menos
Sensivel este Caritativo emprego. E porque a Irmandade
abunda de Irm{{abv|s|ãos}} piedozos espera elle dito Irmão,
Provedor do seu catholico zelo e virtuozo emprego, Senão
excuzaraõ do fervor desta caridade; á qual daraõ principio
os actuaiz Irm{{abv|s|ãos}} desta Meza; para exemplificarem
as obras de caridade, e Miz{{abv|a|ericordia}} desta Santa Caza, e do seu
instituto. Houvida a propoziçaõ do Irm. Provedor
votaraõ uniformemente todos os congregados da Meza,
ser util, e necessiaria, a asistencia diaria de hum
Irmaõ em cada hua das enfermarias para deste modo Senaõ
faltar a boa ordem e caridade que se deve ter, e menistar
aos Enfermos, e que elles acceitavaõ com parcial e
pia devaçaõ a que lhes fosse ordenada, para em tudo cumprirem
as obrigaçoenz de que forem encarregados no dia
da sua aSistencia. E por ser aSim acordado Se mandou
fazer este termo que todos assignaraõ e eu Rodrigo
de Argolo, Vargas, Cyrne, de Menezes Escr.am actual da Meza, que
O sobscrevi, e aSigney
O P{{abv|or|or}} Jeronimo Sudré Per.ª
Rodrigo de Argolo, Vg.as, Cyrne, de Mnz.es
José An{{abv|to|to}} Caldas
Bern{{abv||do|do|p=p}} Brandao
D{{abv|os|os}} Glz da Cos(ta)
Joachim Roiz Silvr{{abv|a|a}}
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<noinclude><pagequality level="3" user="Cafepreto23" /></noinclude>Dizer pella Alma do mesmo Senhor, (multilado) Ele
geSe o milhor orador para pregar, deixando tudo
a Eleiçaõ do d{{abv|to|ito}} Irmaõ Prov{{abv|or|edor}} para que obre neste <ref>Selebraraõ Se estas ex
ezequias na Igr{{abv|a|eja}} da Miz{{abv|a|ericórdia}}
no dia 22 de Dezr{{abv|o|embro}} de 1750
com aSist{{abv|a|encia}} do s{{abv|r|enhor}} V. Rey e Arcebispo
e toda nobreza (Et{{abv|a|c}})</ref> particular
com aquelle (multilado) e inteligencia
Com que Se tem portado em todas as suas acçoix
de que de tudo Se mandou que eu Escrivam fizece
este termo em que todos comigo aSignaraõ, em
dito dia e era Asima
O P{{abv|or|ortador}} Dom{{abv|os|ingos}} Borges de Barros {{rh|||Pedro Ferz.’ Soutto}}
Jose Jorge da Rocha {{rh|||Manoel Carvalho (...)}}
Semiaõ Roiz Da Silva
Theotonio de Souza Salgado {{rh|||Joaõ de Torres}} Guim{{abv|es|arães}}
Ign{{abv|co|Inácio}} de Ar{{abv|o|aújo}} Castro de Mello {{rh|||Ign{{abv|o|Inácio}} da Costa Barros}}
Joseph Alz. da Sylva {{rh|||Joaõ Pr{{abv|a|para}} da (Essa)}}
Manoel Domingues da Costa
<references/><noinclude></noinclude>
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text/x-wiki
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a Eleiçaõ do d{{abv|to|ito}} Irmaõ Prov{{abv|or|edor}} para que obre neste <ref>Selebraraõ Se estas ex
ezequias na Igr{{abv|a|eja}} da Miz{{abv|a|ericórdia}}
no dia 22 de Dezr{{abv|o|embro}} de 1750
com aSist{{abv|a|encia}} do s{{abv|r|enhor}} V. Rey e Arcebispo
e toda nobreza (Et{{abv|a|c}})</ref> particular
com aquelle (multilado) e inteligencia
Com que Se tem portado em todas as suas acçoix
de que de tudo Se mandou que eu Escrivam fizece
este termo em que todos comigo aSignaraõ, em
dito dia e era Asima
O P{{abv|or|ortador}} Dom{{abv|os|ingos}} Borges de Barros {{rh|||Pedro Ferz.’ Soutto}}
Jose Jorge da Rocha {{rh|||Manoel Carvalho (...)}}
Semiaõ Roiz Da Silva
Theotonio de Souza Salgado {{rh|||Joaõ de Torres}} Guim{{abv|es|arães}}
Ign{{abv|co|Inácio}} de Ar{{abv|o|aújo}} Castro de Mello {{rh|||Ign{{abv|o|Inácio}} da Costa Barros}}
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Manoel Domingues da Costa
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="2" user="Henry194507" /></noinclude>{{c|Termo de Rezuluçaõ que Se tomou em Meza,}}
{{c|Sobre Se tirarem as velas que Se Custumavam}}
{{c|dar a toda a Irmd{{abv|e|ade}} em o dia dous de Fever{{abv|o|eiro}} como a}}
{{c|baixo Se declara}}
Aos trinta dias do mes de Janr{{abv|ro|eiro}} de mil SeteSentos e Sincoenta e dous
annos, nesta Cid{{abv|e|ade}} do Salvador Bahia de todos os Santos, e Consistorio (mutilado)
da Caza da Santa Miz.ª della, estando em Meza Redonda o Ir.º Provedor
actual o Ajud.e general Domingos Borges de Barros, cavalheiro por
eço da Ordem de Christo, comigo Escrivaõ da Meza por empedim.to do actual
e mais Irmãos comcilheyros da Meza abaixo aSignados, foi proposto pello
dito Ir.º Provedor que esta caza Se achava em hum Lamentavel estado
pellas grandes despesas que fazia as coais heraõ Sertas, e infalíveis, e a co
brança dos Seos Reditos m.to deminuta como a Experiencia tinham mostrado
por esta parte do Seu Cabedal perdido, e outra parte por hyzicucoins e que
hera neceçario evitaremçe algumas despezas que Se estavão fazendo, dez
neSecaria, como hera a que Se fazia a dous de Fever{{abv|o|eiro}} em Sera que Se Repartta
por toda Irmd{{abv|e|ade}} dandoSe a cada Irmaõ hua vella de meia livra p.ª coal
herão preçizos ao menos Sem mil rs todos os annos, devendoçe dar tam Som{{abv|te|en}}
aos R.R. Capellaéns da Caza e Meza que Prezidiçe, porque Só estes acom
panhavaõ a (porsição), que naquelle dia Costumava a Igreja fazer, depoiz
da bencaõ da dita Sera, comforme os Ritos e Serimonias della, e que aLem
dos aSima decLarados Senão deSse a peSsoa algua, Rezervando tam Som.te [...]
os Provedores que tinhaõ oCupado o dito Cargo, aos Coais Se lhe mandariaõ
a Suas Cazas hua vella de Livra, em antençaõ, ao Cargo que exzerceraõ q
em pouco montava pois nao pacava de Seis the Sete vellas mais, o que ou
vido por todos os Irmãos da Meza atendendo a utilidade da Caza Unifor
mem.te comvierão com que se poupaçe a d.ª despeza q’ tanto tinha dezde
neSseçaria, Coanto de preçiza o embolço della, e de Como aSim o Rezol
verão mandaraõ que Eu Escrivaõ fizeSse este Termo em q todos aSig
naraõ em dito dia e hera acima Etc.ª
Como Escrivão da Meza
Domingos Borges de Barros {{rh||Thomaz Pr.ª de Saõ Paio}}
Jeronimo Sudré Pr.ª {{rh||(mutilado) Mendes da Silv.ª}}
M.el Vieyra da S.ª
(mutilado) de Magalhaens {{rh||Joseph Sanctos de Faria}}
{{c|D.os Ant.º da Cruz}}
Ant.º Alves (Quint...) {{rh|| Andre Glz. de Freitas}}
Ant.º Cunha Per.ª<noinclude></noinclude>
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/* Revista */
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text/x-wiki
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{{c|Sobre Se tirarem as velas que Se Custumavam}}
{{c|dar a toda a Irmd{{abv|e|ade}} em o dia dous de Fever{{abv|o|eiro}} como a}}
{{c|baixo Se declara}}
Aos trinta dias do mes de Janr{{abv|ro|eiro}} de mil SeteSentos e Sincoenta e dous
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da Caza da Santa Miz.ª della, estando em Meza Redonda o Ir.º Provedor
actual o Ajud.e general Domingos Borges de Barros, cavalheiro por
eço da Ordem de Christo, comigo Escrivaõ da Meza por empedim.to do actual
e mais Irmãos comcilheyros da Meza abaixo aSignados, foi proposto pello
dito Ir.º Provedor que esta caza Se achava em hum Lamentavel estado
pellas grandes despesas que fazia as coais heraõ Sertas, e infalíveis, e a co
brança dos Seos Reditos m.to deminuta como a Experiencia tinham mostrado
por esta parte do Seu Cabedal perdido, e outra parte por hyzicucoins e que
hera neceçario evitaremçe algumas despezas que Se estavão fazendo, dez
neSecaria, como hera a que Se fazia a dous de Fever{{abv|o|eiro}} em Sera que Se Repartta
por toda Irmd{{abv|e|ade}} dandoSe a cada Irmaõ hua vella de meia livra p.ª coal
herão preçizos ao menos Sem mil rs todos os annos, devendoçe dar tam Som{{abv|te|en}}
aos R.R. Capellaéns da Caza e Meza que Prezidiçe, porque Só estes acom
panhavaõ a (porsição), que naquelle dia Costumava a Igreja fazer, depoiz
da bencaõ da dita Sera, comforme os Ritos e Serimonias della, e que aLem
dos aSima decLarados Senão deSse a peSsoa algua, Rezervando tam Som.te [...]
os Provedores que tinhaõ oCupado o dito Cargo, aos Coais Se lhe mandariaõ
a Suas Cazas hua vella de Livra, em antençaõ, ao Cargo que exzerceraõ q
em pouco montava pois nao pacava de Seis the Sete vellas mais, o que ou
vido por todos os Irmãos da Meza atendendo a utilidade da Caza Unifor
mem.te comvierão com que se poupaçe a d.ª despeza q’ tanto tinha dezde
neSseçaria, Coanto de preçiza o embolço della, e de Como aSim o Rezol
verão mandaraõ que Eu Escrivaõ fizeSse este Termo em q todos aSig
naraõ em dito dia e hera acima Etc.ª
Como Escrivão da Meza
Domingos Borges de Barros {{rh||Thomaz Pr.ª de Saõ Paio}}
Jeronimo Sudré Pr.ª {{rh||(mutilado) Mendes da Silv.ª}}
M.el Vieyra da S.ª
(mutilado) de Magalhaens {{rh||Joseph Sanctos de Faria}}
{{c|D.os Ant.º da Cruz}}
Ant.º Alves (Quint...) {{rh|| Andre Glz. de Freitas}}
Ant.º Cunha Per.ª<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Henry194507" /></noinclude>{{rh||58}}
{{rh||Ferraz}}
{{rh||Termo de como foi admittido ao lugar de 2º Oficial da Secretarª}}
{{rh||desta Cazada S.ta Mizª Bento Martins Lima, como abaixo Se}}
{{rh||declara.}}
Aos 18 dias do mês de Fevr.º de 1752 annos nesta Cid.e do Salvador B.ª de todos os Sanctos
na Secretr.ª da Caza da S. Miz.ª apareceo perante mim Escr.ªm da Meza abaixo assinado
Bento Martins Lima, e por elle me foi aprezentada huma Sua p.am em q dizia, q por lhe
chegar a not.ª, que a Meza da mesma Caza pertendia prover o lugar de Seg.dº Off.al desta Secre
taria, pedia, o admittissem, e provessem no d.º lugar, por Concorrerem na sua pessoa os Requizitos
necessr.ºs de branco, christaõ velho, bom escrivão fiel, e verdadr.º,, com boa intellig.ca, e se achar
vago o mesmo lugar por dimissão de João Affon.ça; q o exercia, e passou ao de 1º Off.al, ao q Se lhe
Deffirio como desp.º do theor Seg.te = admittimos ao Supp.e ao Lugar 2º da secretar.ª; q vagou por promo
ção de João de Affon.ça o primr.º B.ª e Meza 18 de Fevr.º de 1752. Prov.ºr Borges, como Escr.am S. Payo,
Sodré, Mendes, Silva, Vieira, Faria, Cruz, Quintaõ, Freitas, Cunha, Mag.es; em cumprim.to do
qual desp.º lhe encarreguei, q bem, e verdadeiram.te exercesse o d.º emprego, assistindo de menhaã,
e de tarde Com toda a fidelid.e, por cujo trabalho logrará o Ordenado de cento e dez mil rs. pagos
aos quarteis, assim Como tinhaõ, e logravaõ os Seus antecessores, e todos o maes proes, e percalços,
q por Rezaõ do d.º lugar lhe saõ permitidos, e de como assim se obrigou, e prometteo, assinou aqui
comigo este tr.º no d.º dia, a Era aSsima e eu Fran.co X.er de Ar.º Lasso Escr.am actual da Meza o fiz,
e assinei.
{{rh||Fran.co X.er de Ar.º Lasso}}
Bento Martins Lima<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="2" user="Aurora2608" /></noinclude>{{c|Termo de Rezulucam p.ª a liberd.e da Escrava}}
{{c|M.<sup>a</sup> que foi de Ignacio Teix<sup>a</sup> Rangel}}
Aos trinta de Junho de mil Setesentos e oitenta e oito annos nesta Cyd.<sup>e</sup>
do Salvador Bahya de todos os Sanctos, e Consistorio da Casa da S.<sup>ta</sup>
Miz.<sup>a</sup>, estando em Mesa Redonda o Ir.<sup>o</sup> P.<sup>or</sup> actual Dom<sup>os</sup> Lucas de
Aguiar, conmigo Escr.<sup>am</sup> abaixo aSignado, e maez Ir.<sup>os</sup> ConSultores
da Meza, foy proposto pello d.<sup>o</sup> Ir.<sup>o</sup> P.<sup>or</sup>, que a escrava Maria
que foi do devedor, offerecia pela sua liberd.<sup>e</sup> Secenta e Sinco
mil rs, (exvi) das suas queixas com os, e aSim ResolveSsem se se devia,
ou nao aceitar a d.<sup>a</sup> quantia; o que ouvido por todos. uniformem.<sup>te</sup>
comvieraõ Se PassaSse Liberd.<sup>e</sup> a d.<sup>a</sup> escrava. p.<sup>los</sup> referidos seçnta
e Sinco mil rs, que logo recebeu Ir.<sup>o</sup> Thezoureyro Dom.<sup>os</sup> Alz., em cujos
termos lhe deraõ a Liberdade; e de hoje em diante a haõ por livre, e
izenta de toda a escravidão, como se livre nacera; e aSim poderâ a d.<sup>a</sup>
Escrava M.<sup>a</sup> tratar de sua vida, e pessoa como lhe parecer sem q.
em tempo algú se possa contravir nem revogar ad<sup>a</sup> Liberd.<sup>e</sup>, nem
constragela, ou obrigala a couza algúa, de que Se mandou fazes
este termo de Rezuluçam e titolo d.<sup>e</sup> Liber.<sup>de</sup> do qual poderá a d<sup>a</sup> liberta
tirar os treslados necesar.<sup>os</sup>. Andre da Costa Braga Escr.<sup>am</sup> da
Mesa a fiz e assignei.
{{rh|Dom.<sup>os</sup> Lucas de Aguiar|{{sc|}}|Andre da Costa Braga}}
{{rh|M.<sup>el</sup> Roiz’ Mayz|{{sc|}}|Fran.<sup>co</sup> Glz de Oliv.<sup>ra</sup>}}
{{rh|(mutilado) de Olivr.<sup>a</sup> M.<sup>de</sup> |{{sc|}}|Joze Guedes da Cruz}}
{{rh|Jozé Corrêa da Costa|{{sc|}}|}}<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Aurora2608" /></noinclude>{{c|Termo de Rezulucam p.ª a liberd.e da Escrava}}
{{c|M.<sup>a</sup> que foi de Ignacio Teix<sup>a</sup> Rangel}}
Aos trinta de Junho de mil Setesentos e oitenta e oito annos nesta Cyd.<sup>e</sup>
do Salvador Bahya de todos os Sanctos, e Consistorio da Casa da S.<sup>ta</sup>
Miz.<sup>a</sup>, estando em Mesa Redonda o Ir.<sup>o</sup> P.<sup>or</sup> actual Dom<sup>os</sup> Lucas de
Aguiar, conmigo Escr.<sup>am</sup> abaixo aSignado, e maez Ir.<sup>os</sup> ConSultores
da Meza, foy proposto pello d.<sup>o</sup> Ir.<sup>o</sup> P.<sup>or</sup>, que a escrava Maria
que foi do devedor, offerecia pela sua liberd.<sup>e</sup> Secenta e Sinco
mil rs, (exvi) das suas queixas com os, e aSim ResolveSsem se se devia,
ou nao aceitar a d.<sup>a</sup> quantia; o que ouvido por todos. uniformem.<sup>te</sup>
comvieraõ Se PassaSse Liberd.<sup>e</sup> a d.<sup>a</sup> escrava. p.<sup>los</sup> referidos seçnta
e Sinco mil rs, que logo recebeu Ir.<sup>o</sup> Thezoureyro Dom.<sup>os</sup> Alz., em cujos
termos lhe deraõ a Liberdade; e de hoje em diante a haõ por livre, e
izenta de toda a escravidão, como se livre nacera; e aSim poderâ a d.<sup>a</sup>
Escrava M.<sup>a</sup> tratar de sua vida, e pessoa como lhe parecer sem q.
em tempo algú se possa contravir nem revogar ad<sup>a</sup> Liberd.<sup>e</sup>, nem
constragela, ou obrigala a couza algúa, de que Se mandou fazes
este termo de Rezuluçam e titolo d.<sup>e</sup> Liber.<sup>de</sup> do qual poderá a d<sup>a</sup> liberta
tirar os treslados necesar.<sup>os</sup>. Andre da Costa Braga Escr.<sup>am</sup> da
Mesa a fiz e assignei.
{{rh|Dom.<sup>os</sup> Lucas de Aguiar|{{sc|}}|Andre da Costa Braga}}
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{c|Acordaõ de Rezoluçaõ e asento que se tomou}} {{c|em Meza p.ª se vender ao Recolhim..ᵗº a Crioulla Fran-}} {{c|cisca escrava da Consign.am desta S.ᵗᵃ Caza com-}} {{c|pensado p.ᵗᵉ do seu Vallor com a estimaçaõ da negra}} {{c|Ignacia escrava do mesmo Recolhim.ᵗº e o excesso}} {{c|pago a dinheyro pelos motivos que abayxo se de-}} {{c|claraõ.}} Anno do Nascimento de N. Snr. Jezus Christo de mil sette centos secenta e hum aos 19...
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{{c|em Meza p.ª se vender ao Recolhim..ᵗº a Crioulla Fran-}}
{{c|cisca escrava da Consign.am desta S.ᵗᵃ Caza com-}}
{{c|pensado p.ᵗᵉ do seu Vallor com a estimaçaõ da negra}}
{{c|Ignacia escrava do mesmo Recolhim.ᵗº e o excesso}}
{{c|pago a dinheyro pelos motivos que abayxo se de-}}
{{c|claraõ.}}
Anno do Nascimento de N. Snr. Jezus Christo
de mil sette centos secenta e hum aos 19 dias do mez de Abril do dito
anno nesta Cidade do Salvador B.ª de todos os Santos e Caza do Consistr.º
da S.ᵗᵃ Miz.ᵃ estando em Meza Capitularm.ᵗᵉ congregados o Ir.° Prov.or ac-
tual Jozé Alvz.ᶻ da Sylva commigo Escr.ᵃᵐ ao diante nomeado, officiaes, e
mais conselhr.ᵒˢ da Meza. Foy proposto pelo dito Ir.° Prov.or; que conservan-
do-se no Serv.ᶜᵒ do Recolhimento da administraçaõ desta dita S.ᵗᵃ Caza huma
escrava Crioulla por nome Fran.ᶜᵃ filha da defunta Crioulla Christina es-
escrava p.a da Consign.ᵃᵐ desta mesma Caza, a qual a Consignaçaô do Cofre
não tinha Satisfeito como devia, visto de se estar servindo da Referida escra-
va Francisca o d.ᵗᵒ Recolhim.ᵗᵒ sendo de diverça consignaçaõ; entendia
elle Prov.ᵒʳ se devia attender a este prejuizo de huá a outra Consign.ᵃᵐ
e que havendo no d.ᵒ Recolhim.ᵗᵒ huá escrava propria do Serv.ᶜᵒ delle por
nome Ignacia do gentio da Costa da mina occupada no exercicio de
Lavandr.ᵃ, mas com taõ pouco expediente por cauza das suas moles-
tias; que por se fazer inutil, e pelos respeitos ponderados no Acordaõ Lan-
çado neste L.° fl. 135 v.°, se havia ajustado Lavandr.ᵃ perpetua para
hum e outro serviço do Recolhimento, e Enfermarias; da mesma sorte lhe
parecia que esta escrava totalm.ᵗᵉ inutil p.ª aquelle exercicio, e ainda
p.ª outro qualquer de carregar pezos, supposta a molestia que padece,
se podia mandar p.ª a fazenda do Snr. Bom Jezus da Saubara p.ª
se occupar em ministerios proprios da Sua capacidade e que arbitrado
o preço a huá e outra escravas por esta Meza se devia inteyrar a parte
prejudicada com o excesso pago a dr.° de contado. E sendo ouvida
a dita propoziçam, e examinada a estimaçaõ que mereciam as referidas
escravas, se rezolveo que com eff.to se adjudicasse a Crioulla Fran.ᶜᵃ p.ª o serviço do<noinclude></noinclude>
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Isly Sousa
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Mordomos da Cappella aqui em diante asizta a
destribuiçaõ das missas (mutilado) findarem o quaderno inda
q{{abv|'|ue|p=p}} entrem pello Seguinte mez como abx{{abv|o|ai}} Se declara||}}
Ao primeiro dia do mez de Janeiro de mil Sette centos e cincoenta annos, nesta Cidade do Salvador B{{abv|a|ahia}} de todos e Santos no
Consistorio da Casa da Santa Miz{{abv|a|ericordi}} estando em Meza Redonda
o Sr{{abv||enho}} Prov{{abv|r|edo}} actual o Cap{{abv|m|elao}} Andre Marquez, Cavalr{{abv|º|eio}} profeço da Ordé
de Christo comm{{abv|º|o}} Escrivaõ e mais Irmaons consultores della foi
proposto pello d{{abv|º|o}} Irmao Prov{{abv|r|edo}} q{{abv|'|ue|p=p}} os Irm{{abv|os|aõs}} q{{abv|'|ue|p=p}} Se nomearem p{{abv|a|ra}} Mordomos
da Cap{{abv|la|e}} q{{abv|'|ue|p=p}} tem por obrigaçaõ destribuir as missas q{{abv|'|ue|p=p}} esta Casa da Sancta Miz{{abv|a|Misericordia}} manda dizer pellos testadores instituidores della na
forma dos Quadernos q{{abv|'|ue|p=p}} p{{abv|a|ra}} o d{{abv|º|o}} Effeito Se Entregaõ em cada hú
dos mezes do anno as façaõ dizer e destribuindoas todas athe Se findar
o d{{abv|º|o}} quaderno ainda q{{abv|'|ue|p=p}} p{{abv|a|ra}} isso lhe seja necesario entrar com elle pelos
dias do mez q{{abv|'|ue|p=p}} Se Segue, de Sorte q{{abv|'|ue|p=p}} possa dar (mutilado) geral, pura, clara,
e verdadr{{abv|a|ei}}, de ter mand{{abv|º|ado}} dizer todas as missas contheudas no tal quaderno, por se evitar assim o cuztume q{{abv|'|ue|p=p}} se havia de darem as d{{abv|as|itas}} quitacoens
com m{{abv|tas|uitas}} missas por dizer, e por Riscar do d{{abv|º|o}} quaderno, cujo abuzo he
sem duvida prejudicial, e de consequencias Redundantes, não Som{{abv|te|ente}}
ao Breve da Conceção de S. Santidade p{{abv|a|ra}} a Reduçaõ q{{abv|'|ue|p=p}} Se fes das ditas
missas, mas ainda as mesmas almas dos Instituidores dellas, com as q{{abv|'|ue|p=p}}
se devé conformar os administradores q{{abv|'|ue|p=p}} as aSeitaraõ; por cujos motivos ponderados em Meza p{{abv|lo|e}} d{{abv|º|o}} Ir{{abv|º|o}} Prov{{abv|r|edo}} actual Se conformaraõ
todos em aprovar esta Rezoluçaõ e mandar della fazer este termo q{{abv|'|ue|p=p}}
todos asignaraõ p{{abv|a|ra}} q{{abv|'|ue|p=p}} daqui em diante aSim se pratique, e observe inviolavelm{{abv|te|en}} o qual se a de propor em Junta p{{abv|a|ra}} melhor confirmação
delle. Eu Damião Pinto de Almeyda escrivão
actual da Meza q{{abv|'|ue|}} o sobrescrevi e assignei.
Pr{{abv|or|oved}} Andre Marques {{d1|Damião Pinto de Almeyda}}
Ignacio da Costa Britto {{d1|An{{abv|to|nio}} Fran{{abv|co|Franco}} Ribr{{abv|º|o}}}}
João Dias Guim{{abv|es|arã}} {{d1|João da Costa X{{abv|er|ai}}}}
Rodrigo (…) Teyx{{abv|ra|ei}}
{{rh||Fran{{abv|co|Franco}} Correa Lemos||}}
M{{abv|el|igu}} Dantaz Brand.{{abv|º|o}} {{rh||An{{abv|to|nio}} Pr{{abv|a|eeir}} da Costa||}} {{d1|Joseph de Abreu (Fialho)}}<noinclude></noinclude>
qx8ryg1kgh5jtw52dj5shkkjmlvvd8f
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Rabbits Hole
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{rh||Termo de Rezoluçaõ q{{abv|’|ue}} tomou a Meza p{{abv|a|ara}} nomear}} {{rh||hu Cappelaõ Supranumarario p{{abv|a|ara}} Suprir o lugar de}} {{rh||cappelaõ do n{{abv|o|o}} o R.{{abv||everendo}} P{{abv|e|Padre}} Jozé Marq{{abv|’|ues}} Botelho.}} Aos 24 dias do mez de Dezembro de mil Sette centos e quarenta e nove annos nesta Cidade do Salvador B{{abv|a|ahia}} de todos os santos no Consistorio da Casa da Santa Miz{{abv|a|a}} estando...
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="Rabbits Hole" />{{rh|||26}}
{{rh|||Ferraz}}</noinclude>{{rh||Termo de Rezoluçaõ q{{abv|’|ue}} tomou a Meza p{{abv|a|ara}} nomear}}
{{rh||hu Cappelaõ Supranumarario p{{abv|a|ara}} Suprir o lugar de}}
{{rh||cappelaõ do n{{abv|o|o}} o R.{{abv||everendo}} P{{abv|e|Padre}} Jozé Marq{{abv|’|ues}} Botelho.}}
Aos 24 dias do mez de Dezembro de mil Sette centos e quarenta
e nove annos nesta Cidade do Salvador B{{abv|a|ahia}} de todos os santos
no Consistorio da Casa da Santa Miz{{abv|a|a}} estando em Meza
Redonda o Ir{{abv|o|mão}} Prov{{abv|or|edor}} actual o Cap{{abv|m|pelaõ}} Andre Marquez Cavalr{{abv|o|o}}
profeço de Ordem de Christo commigo Escrivam e mais Irm{{abv|s|ãos}}
consultores della; foi propozto p.ˡᵒ d.ᵒ Irmaõ Prov{{abv|or|edor}} q{{abv||ue}} hera precizo
nomear hú Capellaõ Supranumarario p{{abv|a|ara}} Suprir o lugar
de Cappelaõ do n{{abv|o|o}} que exercia o R{{abv|o|Reverendo}} L{{abv|do|licenciado}} Jozé Marques Bot{{abv|o|inho}}
q{{abv|’|ue}} Se ha no Exercício de Cappelaõ do Esquife de enterrar os escravos
como Se declara no tr{{abv|o|Termo}} de Resolução da Meza q{{abv|’|ue}} Se acha
neste mesmo L{{abv|do|licenciado}} a f.²⁶, e logo apareceo em Meza hua petiçaõ
do R{{abv|o|reverendo}} P{{abv|e|padre}} Antonio dos Santos em q{{abv|’|ue}} pedia queria exercer o lugar
de Cappelaõ Supranumarario com as condiçoens q{{abv|’|ue}} p{{abv|la|pela}} Meza lhe focem
ordenadas, e constam do desp.° lançado na sua p.ᵃᵐ do theor Seg{{abv|te|seguinte}}
Admitimos ao sup{{abv|e|supranumerio}} no lugar da Capelania do Coro supranumarario
p{{abv|a|ara}} o exercer com a condiçaõ de Suprir qualquer empedim{{abv|to|ento}} que
tenha o P{{abv|e|padre}} Jozé Marques no exercicio de enterrar os escravos,
por Se lhe ter conced{{abv|o|ido}} este com as Regalias e privilegios de Cappelam
do mesmo Coro, e de tudo Se fara termo na forma do Estilo praticado,
B{{abv|a|ahia}} 24 de dezembro de 1749,, Prov{{abv|or|edor}} Marques,, Alm{{abv|da|eda}},,
Ribr{{abv|o|Ribeiro}},, Teixr{{abv|a|Teixeira}},, Xavier,, Lima,, Pereira,, em cuja ocupação logrará
o ordenado de 50$000, e todos os mais proes e precalcos q{{abv|’|ue}} tem
os mais cappelaens, de q{{abv|’|ue}} se mandou fazer este tr{{abv|o|Termo}} de Resoluçaõ em q{{abv||ue|p=p}}
todos os aSignaraõ como novo provido de como Se obriga a satisfazer
a Sua obrigaçaõ o qual Se a de propor em Junta p{{abv|la|pela}} milhor confirmaçaõ
delle. Eu Damião Pinto de Almeyda escrivaõ actual
de Meza q{{abv|’|ue}} o sobrescrevi e assignei.
{{rh|Andre Marques|Damião Pinto de Almeyda|}}
{{rh|Ignacio da Costa Britto|An{{abv|to|antonio}} Fran{{abv|co|francisco}} Ribr{{abv|o|Ribeiro}}|}}
{{rh|João Dias Guim{{abv|es|gu8imaroes}}|Rodrigo (…) Teyx{{abv|ra|teyxeira}}|}}
{{rh|João da Costa X{{abv|er|xavier}}|Fran{{abv|co|francisco}} Correa Lemos|}}
{{rh|M.el Dantaz Brand{{abv|o|brandão}}|An{{abv|to|antonio}} Pr{{abv|a|pereira}} da Costa Joseph de Abreu (…)|}}<noinclude></noinclude>
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NatOliv
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/* Revista */
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="NatOliv" />{{rh||{{sc|1745}}|5}}
{{d|Ferraz}}
{{c|Despesa}}</noinclude>1736 p{{abv||ara}} 1737 Por dr{{abv|o|inheiro}} q{{abv||ue}} entregou no anno de 1736 p{{abv||ara}} o de 1737 ao Thesr{{abv|o|Thesoureiro}} Al(mutilado)
as de Torres Be(...).<sup>a</sup> em cinco parcellas 2<sup>o</sup>. o 1.<sup>o</sup> da sua Receyta... 10(mutilado)$99(mutilado)
1737 p{{abv||ara}} 1738 Por dr{{abv|o|inheiro}} q{{abv||ue}} entregou no anno de 1737 p{{abv||ara}} 1738 ao Thesr{{abv|o|Thesoureiro}} Damião P.<sup>to</sup>
de Alm{{abv|a|lmeida}} aliaz Simao P<sup>to</sup>. de Queyroz em quatro parcellas como consta
do 1.<sup>o</sup> da sua receyta.............4$140
1738 p{{abv||ara}} 1739 Por dr{{abv|o|inheiro}} q{{abv||ue|p=p}} entregou ao Thesr{{abv|o|Thesoureiro}} Tomaz da S.<sup>a</sup> Ferraz em 9 parcellas
Como consta da Sua receyta............198$890
1739 p{{abv||ara}} 1740 Por dr{{abv|o|inheiro}} q{{abv||ue}} entregou ao Thesr{{abv|o|Thesoureiro}} Damiao P.<sup>to</sup> de Alm{{abv|a|lmeida}} em doze parcellas
Como consta da Sua receyta...............310$290
1740 p{{abv||ara}} 1741 Por dr{{abv|o|inheiro}} q{{abv||ue}} entregou ao Thesr{{abv|o|Thesoureiro}} Salvador da S.<sup>ª</sup> em 6 parcellas (mutilado) consta
da Sua (mutilado)................200$2(3)0
1741 p{{abv||ara}} 1742 Por dr{{abv|o|inheiro}} q{{abv||ue}} entregou ao Thesr{{abv|o|Thesoureiro}} Ant{{abv|o|ntonio}} Lob{{abv|o|obo}} Mendes como consta da Sua
receyta.................32$300
1742 p{{abv||ara}} 1743 Por dr{{abv|o|inheiro}} q{{abv||ue}} entregou ao Thesr{{abv|o|Thesoureiro}} Manoel Barbosa Per{{abv|a|eira}} como consta
do 1.<sup>o</sup> da sua receyta..............45$190
1743 p{{abv||ara}} 1744 Pagou digo por dr{{abv|o|inheiro}} q{{abv||ue}} entregou ao Thesr{{abv|o|Thesoureiro}} Andre da Costa Braga como consta
da Sua receyta..............49$320
Por dr{{abv|o|inheiro}} q{{abv||ue}} recebeu o R.<sup>do</sup> Thesr{{abv|o|Thesoureiro}} actual Hilario dos Santos Fialho em 3 parcellas
como consta dos (l.<sup>os</sup>) da sua receyta........89$480
{{c|Soma o dr{{abv|o|inheiro}} q{{abv||ue}} entregou de medicam{{abv|s|entos}} .....1:052$830}}
{{c|Por medicam{{abv|tos|entos}} q{{abv||ue}} se achaõ em (S)er.......1:209$423}}
P{{abv|lo|elo}} q{{abv||ue}} importou o 1.<sup>°</sup> Receytoario dos médicos como delle consta...............................................1:375$690
Pelo q{{abv||ue}} importou o 2.<sup>°</sup> Receytoario como delle consta...................................................2:244$570
Pelo q{{abv||ue}} importou o 3.<sup>°</sup> Receytoario como delle consta............2:130$100
Pelo q{{abv||ue}} importou o 4.<sup>°</sup> Receytoario como delle consta............1:146$780
{{c|Soma dos medicam{{abv|s|entos}} receyt{{abv|os|tas}} p{{abv|los|elos}}(...) Medicos ....6:897$140}}
Pelo q{{abv||ue}} importou o 1.<sup>°</sup> Receytoario dos cyrurgioens como delle consta...663$880
Pelo q{{abv||ue}} importou o 2.<sup>°</sup> receytoario como delle consta......1:460$485
Pelo q{{abv||ue}} importou o 3.<sup>°</sup> receytoario como delle consta......893$400
Pelo q{{abv||ue}} importou o 4.<sup>°</sup> receytoario como delle consta........163$520
{{c|Soma dos medicam{{abv|s|entos}} receyt{{abv|os|tas}} p{{abv|los|elos}}(...) Cirurgioens..................... 3:181$285}}
{{c|Soma de Medicos, e cyrurgioens.....10:078$425}}
Abatese das 2 somas de medicam{{abv|s|entos}} receytados p{{abv|los|elos}} Medicos,
e cyrurgioens da Casa, q{{abv||ue}} importaõ 10:078$425 a 3.<sup>ª</sup> p{{abv|te|arte}}
q{{abv||ue}} são 3:359$475, e assim vem a importar tão som{{abv|te|ente}}......6:718$950
Do Ir.<sup>º</sup> Escr{{abv|am|ivam}} da Mesa.,,.Manoel de Almeyda Mar 8:981$203
{{c|Approvaçaõ}}
Vista, e approvada em Mesa B.<sup>a</sup> 17 de 9{{abv|bro|novembro}} de 17(45),, o Prov.<sup>or</sup> Pire(s)
Mar.,,. (...) .,,. Maya .,,. Franc(...) .,,. Silva .,,. Aranha .,,.
Esta conforme B.<sup>a</sup> e Caza da Miz.<sup>a</sup> 18 de Nov.<sup>bro</sup> de 1745
Do Ir.<sup>o</sup> Escrivaõ da Mesa
M{{abv|el|Manoel}} de Almeyda Mar<noinclude></noinclude>
6ivrdexurf5hedjr1i963tl620km5y2
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<noinclude><pagequality level="3" user="Beki 00" /></noinclude>Termo de ajuste q{{abv||ue}} fez esta Meza com Manuel
Marques Buticario q foi desta S{{abv|ta|re}} Caza, a dar este
todos os Medicam{{abv|tos|re}} q forem precizoz p.ª os Enfermos do
Hosp{{abv|al|re}} p{{abv|la|re}} q{{abv|tia|re}} de 500$000 (rs) em cada hú anno, comais
q abaixo Se declara.
Aos quatorze dias do mes de Janr{{abv|o|re}} de 1750 annos nesta Cidade do Salvador B.ª de todos os Sanctos e Consistorio da Caza
da Sancta Miz{{abv|a|re}} estando em Meza Redonda o Ir{{abv|o|maõ}} Prov{{abv|or|re}} actual
o Cap{{abv|am|re}} Andre Marques Cavalr.º profeço da Ordem de Christo
Comm{{abv|O|rte}} Escrivaõ, e mais Irm{{abv|s|re}} Consultores da Meza, foi proposto
p{{abv|lº|re}} d.º Ir.º Provedor q por lhe ter mostrado a Experiencia de m{{abv|tos|re}}
annos a esta p{{abv|te|re}} os grandes inconvenientes, e prejuizos q’ a d.ª S{{abv|ta|re}}
Caza tem Recebido nas desordenadas contas, q’ se tem dado do gr{{abv|de|re}}
despendio q’ se faz com os Remedio q Se mandaõ vir de Portugal
e Se compraõ nesta Cidade p{{abv|a|re}} o fornecim{{abv|to|re}} da Botica q{{abv|'|ue}} a mesma
Sancta Casa conserva, p{{abv|a|re}} accudir aos doentes do Hospital dela,
estando outroSy lembrado das controvercias q’ tem avido sobre
aconservação de vario Buticarios, q a tem Servido com taõ desigual satisfaçaõ q Se ausentaraõ digo q huns Se auzentarão, e outros Se despidiraõ Sem dar conta formal do q haviaõ Recebido e dispendio, e q a des annos a esta p{{abv|te|re}} Servindo o d{{abv|o|re}} Prov{{abv|or|re}} actual o mesmo emprego Se tinha ponderado com outros Irm{{abv|s|re}} Zelozos daquela Meza Sobre Ser mais util e de mayor proveito p{{abv|a|re}} a mesma
CaSa, o ajuntarce em preço taixado, os Remedios neceSarios q Se
Receitasem pellos Medicos e Sirurgioens do d.º Hospital, p.ª todos os doentes delle em cada hú anno, o q não teve Seo devido effeito por naõ caber no tempo a concluzam deste ajuste por cuja
Rezaõ Se continuou a mesma despeza extraordinaria Sem q’
athe o prez{{abv|te|re}} Se achace conta individual tomada aos d{{abv|os|re}} Boticarios, e Só Sim ao q de prez{{abv|te|rez}} Se acha Servido na d{{abv|a|re}} Botica, Selhe fez huá entrega do q nella Se achou no anno de 1746
em Seo poder, por Se naõ ter lançado em l.º algum da d{{abv|a|rr}} Casa,
nem Constar nella por clareza alguá os medicamentos q Se mãdaram vir de Portugal, e menos a Saida delles, mais q{{abv|'|ue}} por aSento
arbituario do mesmo Buticario, ficando lhe livre o dizer a emport{{abv|a|re}} dos q{{abv|'|ue}} comprava, e vendia p{{abv|a|re}} fora da Caza, e dos q{{abv|'|ue}} tambem
dava p{{abv|a|re}} o Hospital, cuja Estimaçaõ fazia em parcellas Sem
mais (mutilado) q{{abv|'|ue}} o Resumo da Sua importancia e com esta.<noinclude></noinclude>
lo998buv3fvfd0jr9si90ftq82qbnr4
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Beki 00
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Beki 00" /></noinclude>{{c|Termo de ajuste q{{abv||ue}} fez esta Meza com Manuel
Marques Buticario q foi desta S{{abv|ta|re}} Caza, a dar este
todos os Medicam{{abv|tos|re}} q forem precizoz p.ª os Enfermos do
Hosp{{abv|al|re}} p{{abv|la|re}} q{{abv|tia|re}} de 500$000 (rs) em cada hú anno, comais
q abaixo Se declara.}}
Aos quatorze dias do mes de Janr{{abv|o|re}} de 1750 annos nesta Cidade do Salvador B.ª de todos os Sanctos e Consistorio da Caza
da Sancta Miz{{abv|a|re}} estando em Meza Redonda o Ir{{abv|o|maõ}} Prov{{abv|or|re}} actual
o Cap{{abv|am|re}} Andre Marques Cavalr.º profeço da Ordem de Christo
Comm{{abv|O|rte}} Escrivaõ, e mais Irm{{abv|s|re}} Consultores da Meza, foi proposto
p{{abv|lº|re}} d.º Ir.º Provedor q por lhe ter mostrado a Experiencia de m{{abv|tos|re}}
annos a esta p{{abv|te|re}} os grandes inconvenientes, e prejuizos q’ a d.ª S{{abv|ta|re}}
Caza tem Recebido nas desordenadas contas, q’ se tem dado do gr{{abv|de|re}}
despendio q’ se faz com os Remedio q Se mandaõ vir de Portugal
e Se compraõ nesta Cidade p{{abv|a|re}} o fornecim{{abv|to|re}} da Botica q{{abv|'|ue}} a mesma
Sancta Casa conserva, p{{abv|a|re}} accudir aos doentes do Hospital dela,
estando outroSy lembrado das controvercias q’ tem avido sobre
aconservação de vario Buticarios, q a tem Servido com taõ desigual satisfaçaõ q Se ausentaraõ digo q huns Se auzentarão, e outros Se despidiraõ Sem dar conta formal do q haviaõ Recebido e dispendio, e q a des annos a esta p{{abv|te|re}} Servindo o d{{abv|o|re}} Prov{{abv|or|re}} actual o mesmo emprego Se tinha ponderado com outros Irm{{abv|s|re}} Zelozos daquela Meza Sobre Ser mais util e de mayor proveito p{{abv|a|re}} a mesma
CaSa, o ajuntarce em preço taixado, os Remedios neceSarios q Se
Receitasem pellos Medicos e Sirurgioens do d.º Hospital, p.ª todos os doentes delle em cada hú anno, o q não teve Seo devido effeito por naõ caber no tempo a concluzam deste ajuste por cuja
Rezaõ Se continuou a mesma despeza extraordinaria Sem q’
athe o prez{{abv|te|re}} Se achace conta individual tomada aos d{{abv|os|re}} Boticarios, e Só Sim ao q de prez{{abv|te|rez}} Se acha Servido na d{{abv|a|re}} Botica, Selhe fez huá entrega do q nella Se achou no anno de 1746
em Seo poder, por Se naõ ter lançado em l.º algum da d{{abv|a|rr}} Casa,
nem Constar nella por clareza alguá os medicamentos q Se mãdaram vir de Portugal, e menos a Saida delles, mais q{{abv|'|ue}} por aSento
arbituario do mesmo Buticario, ficando lhe livre o dizer a emport{{abv|a|re}} dos q{{abv|'|ue}} comprava, e vendia p{{abv|a|re}} fora da Caza, e dos q{{abv|'|ue}} tambem
dava p{{abv|a|re}} o Hospital, cuja Estimaçaõ fazia em parcellas Sem
mais (mutilado) q{{abv|'|ue}} o Resumo da Sua importancia e com esta.<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{C|do d.º Recolhimento, como propria que delle fica sendo a que Seg.do a sua idade de Ra pariga, e Robusta disposiçaõ se lhe deo o preço de cento e vinte mil reis, e a negra Ign{{abv|ca|orância}}. assim mesmo se apropriasse â consignação da Caza applicada p.ª o Serviço da sobred. ᵃ fazenda, em que sô podia ter algum exercicio, e que attendendo á sua id.e e o achaque com que se acha, se lhe deu o vallor de settenta mil reis, e que con...
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="~2026-31454-83" /></noinclude>{{C|do d.º Recolhimento, como propria que delle fica sendo a que Seg.do a sua idade de Ra
pariga, e Robusta disposiçaõ se lhe deo o preço de cento e vinte mil reis, e a negra Ign{{abv|ca|orância}}.
assim mesmo se apropriasse â consignação da Caza applicada p.ª o Serviço da
sobred. ᵃ fazenda, em que sô podia ter algum exercicio, e que attendendo á sua id.e
e o achaque com que se acha, se lhe deu o vallor de settenta mil reis, e que con
pensada, e abatida esta q.tia da p.ra ficava do excesso, e divida do Cofre â consign.am.
da Cazá em cincomenta mil reis, os quaes deviaõ e com eff.to os lr.os the{{abv|os|}} da consig.am do Cofre dos dottes e depózitos, e bem do Recolhim.to , ao ir.° Rece-
bedor das Esmollas, como credor esta a outra Consign{{abv|am|ação}}, p.ᵃ o que se passem logo
as ordens necessarias. E de como na forma o sobred.ª se houve por bem a d.ª Resoluçaõ,18.
compensaçam, pagamento, e applicaçaõ, se mandou fazer este termo de Con-
tracto, e ajuste com o qual aSignarão o Sobred.º Ir. Prov.or com os mais Ir.os
da Meza, e commigo D.or Pedro Paulo Dias Lobatto escr.am actual da Meza,
que subscrevi, e assignei.}}
{{C| P.or Joseph Alz. Da Sylva D.or Pedro e Paulo Dias Lobatto
Ant.º Ribr.º (...) Joze Serqr.ª do Coutto
Manoel Rebello de Souza Joze (...) da Cruz
Agostinho dos Santos Martins João da Costa Gomes
João Pereira (da Sylva)}}<noinclude></noinclude>
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OjuaraÁlvaro
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{C|Copia da ordem de S. Mag{{abv|de|estade}} sobre a (mutilado) dos Soldados dos Regim{{sup|tos}} da goarniçao da Praça da Cid{{abv|e|ade}} da B{{abv|a|ahia}} no Hospital da S{{abv|ta|anta}} Casa da Mis{{abv|dia|ericordia}} da mesma Cid{{abv|e|ade}}}} Dom Joseph por graça de Deus Rey de Portugal, e dos Algarves daquem, e dalem mar em Africa, senhor de Guine, etc., Faço saber a vós, Prov{{abv|or|edor}}, e Irmãos da Mésa da Misericord...
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<noinclude><pagequality level="1" user="OjuaraÁlvaro" /></noinclude>{{C|Copia da ordem de S. Mag{{abv|de|estade}} sobre a (mutilado) dos Soldados
dos Regim{{sup|tos}} da goarniçao da Praça da Cid{{abv|e|ade}} da B{{abv|a|ahia}} no Hospital da
S{{abv|ta|anta}} Casa da Mis{{abv|dia|ericordia}} da mesma Cid{{abv|e|ade}}}}
Dom Joseph por graça de Deus Rey de Portugal,
e dos Algarves daquem, e dalem mar em Africa, senhor de Guine,
etc., Faço saber a vós, Prov{{abv|or|edor}}, e Irmãos da Mésa da Misericordia
da Cid{{abv|e|ade}} da B{{abv|a|ahia}}, que se vio o requerim{{abv|to|ento}} , que me fizestes, em que pertendieis
que no Hospital dessa S{{abv|ta|nta}} Casa, digo dessa Casa, pela Sua
pouca renda, se não curem Soldados dos Regimentos da guarnicão
dessa Praça, ou que para isso se contribua pela Fazenda Real
com o mesmo que se paga por cada hum dos Soldados das Náos
de Comboy, goarda Costa, e da India, que sam trezentos, e vinte reis
por dia; e sendo nesta materia ouvido o Procurador de minha Faz{{abv|da|enda}} , me pareceu dizervos que ao V. Rey desse Estado, ao Provedor
mor da Fazenda delle, mandei passar ordem para fazer comessa
Mesa hum ajuste racionavel; e assim se vos recommenda
a condusão delle, e o cuidado, e particular asistencia, com que
deveis tractar aos Soldados enfermos. El Rey N. S.r o mandou
p{{abv|los|elos}} conselh{{abv|ros|eiros}} do seu Cons.º Ultr.º abaixo assignados, e se passou por du
as vias. Pedro Alexandrino de Abreu Bernardes a fez em Lisboa
â treze de Settembro de mil, settecentos, cincoenta, e trêz. O Secretario Joaquim Miguel Lopes de Lavre a Sobscrevi,, Fernan
do Joseph Marques Bacalhâo, Antonio Lopes da Costa,,
fiz copiar e esta informe.
{{C|Simão Gomes (mutilado)}}<noinclude></noinclude>
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Madu1515
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<noinclude><pagequality level="3" user="Madu1515" /></noinclude>{{C|Copia da ordem de S. Mag{{abv|de|estade}} sobre a (mutilado) dos Soldados
dos Regim{{sup|tos}} da goarniçao da Praça da Cid{{abv|e|ade}} da B{{abv|a|ahia}}
no Hospital da S{{abv|ta|anta}} Casa da Mis{{abv|dia|ericordia}} da mesma Cid{{abv|e|ade}}}}
Dom Joseph por graça de Deus Rey de Portugal,
e dos Algarves daquem, e dalem mar em Africa, senhor de Guine,
etc., Faço saber a vós, Prov{{abv|or|edor}}, e Irmaõs da Mésa da Misericordia
da Cid{{abv|e|ade}} da B{{abv|a|ahia}}, que se vio o requerim{{abv|to|ento}}, que me fizestes, em que pertendieis
que no Hospital dessa S{{abv|ta|nta}} Casa, digo dessa Casa, pela Sua
pouca renda, se não curem Soldados dos Regimentos da guarnicão
dessa Praça, ou que para isso se contribua pela Fazenda Real
com o mesmo que se paga por cada hum dos Soldados das Náos
de Comboy, goarda Costa, e da India, que sam trezentos, e vinte reis
por dia; e sendo nesta materia ouvido o Procurador de minha Faz{{abv|da|enda}} , me pareceu dizervos que ao V. Rey desse Estado, ao Provedor
mor da Fazenda delle, mandei passar ordem para fazer com essa
Mesa hum ajuste racionavel; e assim se vos recommenda
a condusão delle, e o cuidado, e particular asistencia, com que
deveis tractar aos Soldados enfermos. El Rey N. S{{abv|r|enhor}} o mandou
p{{abv|los|elos}} conselh{{abv|ros|eiros}} do seu Cons.º Ultr.º abaixo assignados, e se passou por duas
vias. Pedro Alexandrino de Abreu Bernardes a fez em Lisboa
â treze de Settembro de mil, settecentos, cincoenta, e trêz. O Secretario Joaquim Miguel Lopes de Lavre a Sobscrevi,, Fernando
Joseph Marques Bacalhâo, Antonio Lopes da Costa,,
fiz copiar e esta conforme.
{{C|Simão Gomes (mutilado)}}<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Aos vinte e Sette dias do mes de Agosto de mil Settecentos, e quarenta e nove annos, nesta Cidade do Salv{{abv|or|ador}} Bahia de todos os S{{abv|tos|antos}}, e conssistorio da Casa da S{{abv|ta|antas}} eMis{{abv|a|cordia}} (n)ella estando em Mesa Redonda o Ir{{abv|o|maõ}} Prov{{abv|or|edor}} o Cap{{abv|m|itam}} André Marques Cavalhr{{abv|o|or}} professo na Ordem de Xp{{abv|o|cristo}} Comigo (Escr{{abv|m|viraõ}}), e mais Ir{{abv|o|maõ}...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Bu896" />{{c|Termo de ajuste q' fez a Meza
Com o M{{abv|e|estre}} Ourive Antonio Coutinho p{{abv|a|ara}} a obra
de seis Casticais, q’ estaõ principiados desde o anno de 1742
como abx{{abv|o|ixo}}. Se declara.}}</noinclude>Aos vinte e Sette dias do mes de Agosto de mil Settecentos, e quarenta e nove annos, nesta Cidade do Salv{{abv|or|ador}} Bahia de todos os S{{abv|tos|antos}}, e conssistorio da Casa da S{{abv|ta|antas}} eMis{{abv|a|cordia}} (n)ella estando em Mesa Redonda o Ir{{abv|o|maõ}} Prov{{abv|or|edor}} o Cap{{abv|m|itam}} André Marques Cavalhr{{abv|o|or}} professo na Ordem de Xp{{abv|o|cristo}} Comigo (Escr{{abv|m|viraõ}}), e mais Ir{{abv|o|maõ}} Consultores da Mesa abx{{abv|o|ixo}} assignados,
foi proposto pelo d{{abv|o| Prov{{abv|o|edor}} em Como edesde o anno de1742 Se dera principio a obra
dos seis castiaes de prata p{{abv|a|ara}} o Ornato da Igr{{abv|a|eja}} e aceyo do culto Divino, sem q’ the o prez{{abv|e|ente}}
Se lhe de sse fim, mas antes recollidas no cofre as pessas q’ vieraõ da casa do official com q{{abv|m|uem}}.
então Se ajustou como consta do Termo Lançado no L{{abv|o|ivro}} 2.° dos Accordaõs a f. 274
e (mutilado) a margé delle por Se lhe não dar com q’ findar a d{{abv|a|ar}} obra, o q’ na verd{{abv|e|ade}} hê em des(mutilado). no, e menos cred{{abv|o|ito}} desta S{{abv|ta|nta}} Casa por Ser muy Util, e preciza, e aSsim era de razaõ
Se concluysse: O que ouvido por todos uniformem{{abv|te|ente}}, o houverão por bem, mandando s e p{{abv|a|ara}}
isso chamar M{{abv|e|estre}} Ourives Antonio Coutinho por constar Ser o mais perito, o qual sendo prez{{abv|e|ente}}
aceytou aSobred{{abv|a|ita}} obra dando se lhe de feitio tres mil rs. por cada marco, e isto pelo risco q’ aprezentou
e vay assignado pela Mesa, q’ será obrig{{abv|o|ado}} a tornallo com a obra feita, q{{abv|e|ue}} seja p{{abv|a|ara}} a Sua (conferencia)
dentro em Seis meses e quinze dias mais ou menos, Sob pena de perder cem mil r.’ de Sua casa
e faz{{abv|da|enda}}, e outrosy Se obriga a fazer de chapas de impressa as tres pessas principais de Cada
Hú dos d{{abv|os|itos}} Castiçaes a Saber a pessa gr{{abv|de|ande}} do pé do castiçal, a pessa do meyo delle, e a pessa pr{{abv|al|oquial}} de sima,
Sem mais excesso de prata do q’ a necessr{{abv|a|io}} p{{abv|a|ara}} perfeiçaõ da obra., e logo recebeo da mão, e poder
do nosso Ir{{abv|o|maõ}} Recebedor das esmolas actual Ant{{abv|o|anio}} Pr{{abv|a|eira}} da Costa oitenta, dous marcos, Cinco Onças
e Sette Oitavas, e meya, a Cincoenta marcos, Cinco Onças e Sette 8{{abv|as|tavas}}. em Varias pessas q’ Se
mandão desmanchar, e trinta e dois marcos, e meya 8{{abv|a|tavas}} em patacas da Colónia, e a tudo Se obriga
por Sua pessoa, e bens Sugeitando se as d{{abv|as|itas}} Cendiçoens e obrig{{abv|am|açaõ}} aqui expressadas, e de como aSsim
Se rezolveo Se mandou (mutilado) este termo em q’ assignaraõ Com o sobred{{abv|o|ito}} M{{abv|e|stre}} Antonio Coutinho. Eu Damiao Pinto de Almeyda Escrivaõ actual da mesa o subrescrevi e asignei
Andre Marques Damiao Pinto de Almeyda
Ottavio (mutilado) Ignacio da Costa Britto
Jozé de Abreu Fialho An{{abv|to|nio}} Fran{{abv|co|isco}} Rib{{abv|ro|eiro}}
M.el Dantaz (mutilado) Man{{abv|el|guel}} Alz. Fig{{abv|do|ueredo}}
Rodrigo (mutilado) Teyx{{abv|ra|eira}} Fran{{abv|co|isco}} Correa Lemos
Joao da Costa X{{abv|er|avier}}
Antonio Coutinho da Cruz An{{abv|to|nio}} Pr{{abv|a|eira}} da Costa<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Bu896" />{{c|Termo de ajuste q' fez a Meza
Com o M{{abv|e|estre}} Ourive Antonio Coutinho p{{abv|a|ara}} a obra
de seis Casticais, q’ estaõ principiados desde o anno de 1742
como abx{{abv|o|ixo}}. Se declara.}}</noinclude>Aos vinte e Sette dias do mes de Agosto de mil Settecentos, e quarenta e nove annos, nesta Cidade do Salv{{abv|or|ador}} Bahia de todos os S{{abv|tos|antos}}, e conssistorio da Casa da S{{abv|ta|antas}} eMis{{abv|a|cordia}} (n)ella estando em Mesa Redonda o Ir{{abv|o|maõ}} Prov{{abv|or|edor}} o Cap{{abv|m|itam}} André Marques Cavalhr{{abv|o|or}} professo na Ordem de Xp{{abv|o|cristo}} Comigo (Escr{{abv|m|viraõ}}), e mais Ir{{abv|o|maõ}} Consultores da Mesa abx{{abv|o|ixo}} assignados,
foi proposto pelo d{{abv|o| Prov{{abv|o|edor}} em Como edesde o anno de1742 Se dera principio a obra
dos seis castiaes de prata p{{abv|a|ara}} o Ornato da Igr{{abv|a|eja}} e aceyo do culto Divino, sem q’ the o prez{{abv|e|ente}}
Se lhe de sse fim, mas antes recollidas no cofre as pessas q’ vieraõ da casa do official com q{{abv|m|uem}}.
então Se ajustou como consta do Termo Lançado no L{{abv|o|ivro}} 2.° dos Accordaõs a f. 274
e (mutilado) a margé delle por Se lhe não dar com q’ findar a d{{abv|a|ar}} obra, o q’ na verd{{abv|e|ade}} hê em des(mutilado). no, e menos cred{{abv|o|ito}} desta S{{abv|ta|nta}} Casa por Ser muy Util, e preciza, e aSsim era de razaõ
Se concluysse: O que ouvido por todos uniformem{{abv|te|ente}}, o houverão por bem, mandando s e p{{abv|a|ara}}
isso chamar M{{abv|e|estre}} Ourives Antonio Coutinho por constar Ser o mais perito, o qual sendo prez{{abv|e|ente}}
aceytou aSobred{{abv|a|ita}} obra dando se lhe de feitio tres mil rs. por cada marco, e isto pelo risco q’ aprezentou
e vay assignado pela Mesa, q’ será obrig{{abv|o|ado}} a tornallo com a obra feita, q{{abv|e|ue}} seja p{{abv|a|ara}} a Sua (conferencia)
dentro em Seis meses e quinze dias mais ou menos, Sob pena de perder cem mil r.’ de Sua casa
e faz{{abv|da|enda}}, e outrosy Se obriga a fazer de chapas de impressa as tres pessas principais de Cada
Hú dos d{{abv|os|itos}} Castiçaes a Saber a pessa gr{{abv|de|ande}} do pé do castiçal, a pessa do meyo delle, e a pessa pr{{abv|al|oquial}} de sima,
Sem mais excesso de prata do q’ a necessr{{abv|a|io}} p{{abv|a|ara}} perfeiçaõ da obra., e logo recebeo da mão, e poder
do nosso Ir{{abv|o|maõ}} Recebedor das esmolas actual Ant{{abv|o|anio}} Pr{{abv|a|eira}} da Costa oitenta, dous marcos, Cinco Onças
e Sette Oitavas, e meya, a Cincoenta marcos, Cinco Onças e Sette 8{{abv|as|tavas}}. em Varias pessas q’ Se
mandão desmanchar, e trinta e dois marcos, e meya 8{{abv|a|tavas}} em patacas da Colónia, e a tudo Se obriga
por Sua pessoa, e bens Sugeitando se as d{{abv|as|itas}} Cendiçoens e obrig{{abv|am|açaõ}} aqui expressadas, e de como aSsim
Se rezolveo Se mandou (mutilado) este termo em q’ assignaraõ Com o sobred{{abv|o|ito}} M{{abv|e|stre}} Antonio Coutinho. Eu Damiao Pinto de Almeyda Escrivaõ actual da mesa o subrescrevi e asignei
Andre Marques Damiao Pinto de Almeyda
Ottavio (mutilado) Ignacio da Costa Britto
Jozé de Abreu Fialho An{{abv|to|nio}} Fran{{abv|co|isco}} Rib{{abv|ro|eiro}}
M.el Dantaz (mutilado) Man{{abv|el|guel}} Alz. Fig{{abv|do|ueredo}}
Rodrigo (mutilado) Teyx{{abv|ra|eira}} Fran{{abv|co|isco}} Correa Lemos
Joao da Costa X{{abv|er|avier}}
Antonio Coutinho da Cruz An{{abv|to|nio}} Pr{{abv|a|eira}} da Costa<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Madu1515" /></noinclude>{{C| Termos de Resolucão q tomou a Mesa sobre
ficar exercendo o lugar de Cappelão do Esquife de
enterrar os pretos o R{{abv|do|egistrado}}
L{{abv|do|icenciado}} Jozê Marquez Botelho
como abaixo se declara.}}
Aos quinze dias do mez de Outubro de mil Settecentos e
quarenta e nove annos, nesta Cidade do Salvador B{{abv|a|ahia}} de todos
os Sanctos no Consiztorio da Casa da Sancta Miz{{abv|a|ericordia}} estando
em Meza Redonda o Ir{{abv|o|mão}} Prov{{abv|or|edor}} actual Cap{{abv|m|itão}} Andre Marq{{abv|s|ues}}
Cavalr{{abv|o|o}} profeço da Ordem de Chizto commigo Escrivão e mais
Irmaons Consultores della, foi admitido o R{{abv|do|everendo}} P{{abv|e|adre}} Cappelão do
Coro o L{{abv|do|icenciado}} Jozê Marquez Botelho ao exercicio de Cappelaõ doa
esquife de enterrar os escravos, com as mesmas preiminencias de
Cappelaõ do n{{abv|o|umero}} do Coro, vencendo porem o Ordenado pello mayor
trabalho que fica tendo de 80$000 em cada Hú anno pagos
aos quarteis como he custume p{{abv|a|ara}} o que haja na folha dos mais cappelaens,
e Se lhe cominou p{{abv|a|ara}} estar mais prompto ao d{{abv|o|ado}} Serviço do Esq{{abv|e|uife}}
e Seus enterros (mutilado) Casa de moradia dentro da mesma S{{abv|ta|anta}} Casa da
Miz{{abv|a|ericordia}}, e todos os mais proes e precalços q lhes pertence como Cappelaõ
Do coro asim nos ofícios, doutrinas, (mutilado) das missas de mayor
esmola como em tudo o mays q lhe podia tocar como Cappelaõ do
N{{abv|o|umero}}, de q sô fica defferindo na Rezão do Ordenado, e ministerio do d{{abv|o|ado}}
Esq{{abv|e|uife}}, e de como asim Se Resolveo uniformem{{abv|te|ente}} por todos os Irm{{abv|s|aos}} da
Mesa por justas concideracoens uteis ao Servico da mesma Casa
propôz o d{{abv|o|ado}} Ir{{abv|o|mao}} Prov{{abv|or|edor}} actual q todos aprovaraõ e mandaraõ fazer este
Tr{{abv|o|ermo}} q asignaraõ com o d{{abv|o|ado}}, R{{abv|do|egistrado}} P{{abv|e|adre}} o qual Se a de propôr em junta p{{abv|a|ara}} melhor
Confirmação delle. Eu Damiao Pinto de Almeida
escrivão actual da Meza q a sobrescrevi e assignei
{{C| Andre Marques Damiao Pinto de Almeida
Ignacio da Costa Britto An{{abv|to|tonio}} Franc{{abv|co|isco}} Ribr.º
Joao Dias Guim{{abv|es|maraes}} Rodrigo (…) Teyx{{abv|ra|eira}}}}<noinclude></noinclude>
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