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Ato Institucional Número Um
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552885
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Vinicius Gasparin
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text/x-wiki
{{navegar
| título = Ato Institucional Número Um
| autor = Brasil
| seção = AI-1
| posterior = [[Ato_Institucional_Número_Dois|AI-2]]
| notas = {{wikipédia|Ato Institucional Número Um}}
}}
==À Nação==
É indispensável fixar o conceito de movimento civil e militar que acaba de abrir ao Brasil uma nova perspectiva sôbre o seu futuro. O que houve e continuará a haver neste momento, não só no espírito e no comportamento das classes armadas, como na opinião pública nacional, é uma autêntica revolução.
A revolução se distingue de outros movimentos armados pelo fato de que nela se traduz, não o interêsse e a vontade de um grupo, mas o interêsse e a vontade da Nação.
A revolução vitoriosa se investe no exercício do poder constituinte. Èsse se manifesta pela eleição popular ou pela revolução. Esta é a forma mais expressiva e mais radical do poder constituinte. Assim, a revolução vitoriosa, como poder constituinte, se legitima por si mesma.
Ela destitui o Govêrno anterior e tem a capacidade de constituir o nòvo Govêrno. Nela se contém a fôrça normativa, inerente ao poder constituinte. Ela edita norma jurídica sem que nisso seja limitada pela nova atividade anterior à sua vitória.
Os Chefes da revolução vitoriosa, graças à ação das Fôrças Armadas e ao apoio inequívoco da Nação, representam o povo, em seu nome exercem o poder constituinte, de que o povo é único titular.
O Ato Institucional que é hoje editado pelos comandantes em chefe do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, em nome da revolução que se tornou vitoriosa com apoio da Nação na sua quase totalidade, se destina a assegurar ao nôvo Govêrno a ser instituído os meios indispensáveis à obra de reconstrução econômica, financeira, política e moral do Brasil, de maneira a poder enfrentar, de modo direto e imediato, os graves e urgentes problemas de que depende a restauração da ordem interna e do prestígio internacional da nossa Pátria. A revolução vitoriosa necessita de ser institucionalizada e se apressa pela sua institucionalização a limitar os plenos podêres de que efetivamente dispõe.
O presente Ato institucional só poderia ser editado pela revolução vitoriosa, representada pelos comandos em chefe das três armas que respondem, no momento, pela realização dos objetivos revolucionários, cuja frustração estão decididas a impedir.
Os processos constitucionais não funcionaram para destituir o Govêrno, que deliberadamente se dispunha a bolchevizar o País.
Destituído pela revolução, só a esta cabe ditar as normas e os processos de constituição do nôvo Govêrno e atribuir-lhe os podêres ou os instrumentos jurídicos que lhe assegurem o exercício do poder no exclusivo interêsse do País. Para demonstrar que não pretendemos radicalizar o processo revolucionário, decidimos manter a Constituição de 1946, limitando-nos a modificá-la, apenas, na parte relativa aos podêres do Presidente da República, a fim de que êste possa cumprir a missão de restaurar no Brasil a ordem econômica e financeira e tomar as urgentes medidas destinadas a drenar o bolsão comunista, cuja purulência já se havia infiltrado não só na cúpula do Govêrno como nas suas dependências administrativas. Para reduzir ainda mais os plenos podêres de que se acha investida a revolução vitoriosa, resolvemos, igualmente, manter o Congresso Nacional, com as reservas relativas aos seus podêres, constantes do presente Ato Institucional.
Fica, assim, bem claro que a revolução não procura legitimar-se através do Congresso. Este é que recebe neste Ato Institucional, resultante do exercício do poder constituinte, inerente a tôdas as revoluções, a sua legitimação. Em nome da revolução vitoriosa, e no intuito de consolidar a sua vitória, de maneira a assegurar a realização dos seus objetivos e garantir ao País um Govêrno capaz de atender aos anseios do povo brasileiro, o comando supremo da revolução, representada pelos comandantes em chefe do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, resolve editar o seguinte:
==Ato Institucional==
===Artigo 1º===
São mantidas a [[Constituição de 1946 dos Estados Unidos do Brasil|Constituição de 1946]] e as Constituições estaduais e respectivas emendas, com as modificações constantes dêste Ato.
===Artigo 2º===
A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República, cujos mandatos terminarão em 31 de janeiro de 1966, será realizada pela maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional, dentro de dois dias, a contar dêste Ato, em sessão pública e votação nominal.
'''§ 1º''' Se não fôr obtido ''quorum'' na primeira votação, outra realizar-se-á, no mesmo dia, sendo considerado eleito quem obtiver maioria simples de votos; no caso de empate, prosseguir-se-á na votação até que um dos candidatos obtenha essa maioria.
'''§ 2º''' Para a eleição regulada neste artigo, não haverá inelegibilidades.
===Artigo 3º===
O Presidente da República poderá remeter ao Congresso Nacional projetos de emenda à Constituição.
'''Parágrafo único'''
Os projetos de emenda constitucional, enviados pelo Presidente da República, serão apreciados em reunião do Congresso Nacional, dentro de trinta dias, a contar do seu recebimento, em duas sessões, com o intervalo mínimo de dez dias, e serão considerados aprovados quando obtiverem, em ambas as votações, a maioria absoluta dos membros das duas Casas do Congresso.
===Artigo 4º===
O Presidente da República poderá enviar ao Congresso Nacional projetos de lei sôbre qualquer matéria, os quais deverão ser apreciados dentro de trinta dias, a contar do seu recebimento na Câmara dos Deputados e de igual prazo no Senado Federal; caso contrário, serão tidos como aprovados.
'''Parágrafo único'''
O Presidente da República, se julgar urgente a medida, poderá solicitar que a apreciação do projeto se faça em trinta dias, em sessão conjunta do Congresso Nacional, na forma prevista neste artigo.
===Artigo 5º===
Caberá, privativamente, ao Presidente da República a iniciativa dos projetos de lei que criem ou aumentem a despesa pública; não serão admitidas a êsse projeto, em qualquer das Casas do Congresso Nacional, emendas que aumentem a despesa proposta pelo Presidente da República.
===Artigo 6º===
O Presidente da República, em qualquer dos casos previstos na Constituição, poderá decretar o estado de sítio, ou prorrogá-lo, pelo prazo máximo de trinta dias. O seu ato será submetido ao Congresso Nacional, acompanhado de justificação, dentro de 48 horas.
===Artigo 7º===
Ficam suspensas, por seis meses, as garantias constitucionais ou legais de vitaliciedade e estabilidade.
'''§ 1º''' Mediante investigação sumária, no prazo fixado neste artigo, os titulares dessas garantias poderão ser demitidos ou dispensados, ou ainda, com vencimentos e vantagens proporcionais ao tempo de serviço, postos em disponibilidade, aposentados, transferidos para a Reserva ou reformados por decreto do Presidente da República ou, em se tratando de servidores estaduais, por decreto do Govêrno do Estado, desde que tenham atentado contra a segurança do País, o regime democrático e a probidade da administração pública, sem prejuízo das sanções penais a que estejam sujeitos.
'''§ 2º''' Ficam sujeitos às mesmas sanções os servidores municipais. Neste caso, a sanção prevista no § 1º lhes será aplicada por decreto do Governador do Estado, mediante proposta do Prefeito Municipal.
'''§ 3º''' Do ato que atingir servidor estadual ou municipal vitalício, caberá recurso para o Presidente da República.
'''§ 4º''' O contrôle jurisdicional dêsses atos limitar-se-á ao exame de formalidades extrínsecas, vedada a apreciação dos fatos que os motivaram, bem como da sua conveniência ou oportunidade.
===Artigo 8º===
Os inquéritos e processos visando apuração da responsabilidade pela prática de crimes contra o Estado ou o seu patrimônio e a ordem política e social ou de atos de caráter revolucionário poderão ser instaurados individual ou coletivamente.
===Artigo 9º===
A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República, que tomarão posse no dia 31 de janeiro de 1966, será realizada em 3 de outubro de 1965.
===Artigo 10°===
No interêsse da paz, da honra nacional e sem as limitações previstas na Constituição, os comandantes em chefe que editam o presente Ato poderão suspender os direitos políticos pelo prazo de dez anos e cassar os mandatos legislativos federais, estaduais e municipais, excluída a apreciação judicial dêsses atos.
'''Parágrafo único'''
Empossado o Presidente da República, êsse, por indicação do Conselho de Segurança Nacional dentro de sessenta dias, poderá praticar os atos previstos neste artigo.
===Artigo 11º===
O presente Ato vigora desde a sua data até 31 de janeiro de 1966; revogadas as disposições em contrário.
<center>Rio de Janeiro-GB, 9 de abril de 1964.</center>
<center>General do Exército Artur da Costa e Silva.</center>
<center>Tenente-Brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo.</center>
<center>Vice-Almirante Augusto Radamaker.</center>
[[Categoria:1964]]
[[Categoria:Atos institucionais|1]]
[[Categoria:Ditadura militar brasileira]]
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Vinicius Gasparin
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{{navegar
| título = Ato Institucional Número Um
| autor = Brasil
| seção = AI-1
| posterior = [[Ato_Institucional_Número_Dois|AI-2]]
| notas = {{wikipédia|Ato Institucional Número Um}}
}}
==À Nação==
É indispensável fixar o conceito de movimento civil e militar que acaba de abrir ao Brasil uma nova perspectiva sôbre o seu futuro. O que houve e continuará a haver neste momento, não só no espírito e no comportamento das classes armadas, como na opinião pública nacional, é uma autêntica revolução.
A revolução se distingue de outros movimentos armados pelo fato de que nela se traduz, não o interêsse e a vontade de um grupo, mas o interêsse e a vontade da Nação.
A revolução vitoriosa se investe no exercício do poder constituinte. Èsse se manifesta pela eleição popular ou pela revolução. Esta é a forma mais expressiva e mais radical do poder constituinte. Assim, a revolução vitoriosa, como poder constituinte, se legitima por si mesma.
Ela destitui o Govêrno anterior e tem a capacidade de constituir o nòvo Govêrno. Nela se contém a fôrça normativa, inerente ao poder constituinte. Ela edita norma jurídica sem que nisso seja limitada pela nova atividade anterior à sua vitória.
Os Chefes da revolução vitoriosa, graças à ação das Fôrças Armadas e ao apoio inequívoco da Nação, representam o povo, em seu nome exercem o poder constituinte, de que o povo é único titular.
O Ato Institucional que é hoje editado pelos comandantes em chefe do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, em nome da revolução que se tornou vitoriosa com apoio da Nação na sua quase totalidade, se destina a assegurar ao nôvo Govêrno a ser instituído os meios indispensáveis à obra de reconstrução econômica, financeira, política e moral do Brasil, de maneira a poder enfrentar, de modo direto e imediato, os graves e urgentes problemas de que depende a restauração da ordem interna e do prestígio internacional da nossa Pátria. A revolução vitoriosa necessita de ser institucionalizada e se apressa pela sua institucionalização a limitar os plenos podêres de que efetivamente dispõe.
O presente Ato institucional só poderia ser editado pela revolução vitoriosa, representada pelos comandos em chefe das três armas que respondem, no momento, pela realização dos objetivos revolucionários, cuja frustração estão decididas a impedir.
Os processos constitucionais não funcionaram para destituir o Govêrno, que deliberadamente se dispunha a bolchevizar o País.
Destituído pela revolução, só a esta cabe ditar as normas e os processos de constituição do nôvo Govêrno e atribuir-lhe os podêres ou os instrumentos jurídicos que lhe assegurem o exercício do poder no exclusivo interêsse do País. Para demonstrar que não pretendemos radicalizar o processo revolucionário, decidimos manter a Constituição de 1946, limitando-nos a modificá-la, apenas, na parte relativa aos podêres do Presidente da República, a fim de que êste possa cumprir a missão de restaurar no Brasil a ordem econômica e financeira e tomar as urgentes medidas destinadas a drenar o bolsão comunista, cuja purulência já se havia infiltrado não só na cúpula do Govêrno como nas suas dependências administrativas. Para reduzir ainda mais os plenos podêres de que se acha investida a revolução vitoriosa, resolvemos, igualmente, manter o Congresso Nacional, com as reservas relativas aos seus podêres, constantes do presente Ato Institucional.
Fica, assim, bem claro que a revolução não procura legitimar-se através do Congresso. Este é que recebe neste Ato Institucional, resultante do exercício do poder constituinte, inerente a tôdas as revoluções, a sua legitimação. Em nome da revolução vitoriosa, e no intuito de consolidar a sua vitória, de maneira a assegurar a realização dos seus objetivos e garantir ao País um Govêrno capaz de atender aos anseios do povo brasileiro, o comando supremo da revolução, representada pelos comandantes em chefe do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, resolve editar o seguinte:
==Ato Institucional==
===Artigo 1º===
São mantidas a [[Constituição de 1946 dos Estados Unidos do Brasil|Constituição de 1946]] e as Constituições estaduais e respectivas emendas, com as modificações constantes dêste Ato.
===Artigo 2º===
A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República, cujos mandatos terminarão em 31 de janeiro de 1966, será realizada pela maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional, dentro de dois dias, a contar dêste Ato, em sessão pública e votação nominal.
'''§ 1º''' Se não fôr obtido ''quorum'' na primeira votação, outra realizar-se-á, no mesmo dia, sendo considerado eleito quem obtiver maioria simples de votos; no caso de empate, prosseguir-se-á na votação até que um dos candidatos obtenha essa maioria.
'''§ 2º''' Para a eleição regulada neste artigo, não haverá inelegibilidades.
===Artigo 3º===
O Presidente da República poderá remeter ao Congresso Nacional projetos de emenda à Constituição.
'''Parágrafo único'''
Os projetos de emenda constitucional, enviados pelo Presidente da República, serão apreciados em reunião do Congresso Nacional, dentro de trinta dias, a contar do seu recebimento, em duas sessões, com o intervalo mínimo de dez dias, e serão considerados aprovados quando obtiverem, em ambas as votações, a maioria absoluta dos membros das duas Casas do Congresso.
===Artigo 4º===
O Presidente da República poderá enviar ao Congresso Nacional projetos de lei sôbre qualquer matéria, os quais deverão ser apreciados dentro de trinta dias, a contar do seu recebimento na Câmara dos Deputados e de igual prazo no Senado Federal; caso contrário, serão tidos como aprovados.
'''Parágrafo único'''
O Presidente da República, se julgar urgente a medida, poderá solicitar que a apreciação do projeto se faça em trinta dias, em sessão conjunta do Congresso Nacional, na forma prevista neste artigo.
===Artigo 5º===
Caberá, privativamente, ao Presidente da República a iniciativa dos projetos de lei que criem ou aumentem a despesa pública; não serão admitidas a êsse projeto, em qualquer das Casas do Congresso Nacional, emendas que aumentem a despesa proposta pelo Presidente da República.
===Artigo 6º===
O Presidente da República, em qualquer dos casos previstos na Constituição, poderá decretar o estado de sítio, ou prorrogá-lo, pelo prazo máximo de trinta dias. O seu ato será submetido ao Congresso Nacional, acompanhado de justificação, dentro de 48 horas.
===Artigo 7º===
Ficam suspensas, por seis meses, as garantias constitucionais ou legais de vitaliciedade e estabilidade.
'''§ 1º''' Mediante investigação sumária, no prazo fixado neste artigo, os titulares dessas garantias poderão ser demitidos ou dispensados, ou ainda, com vencimentos e vantagens proporcionais ao tempo de serviço, postos em disponibilidade, aposentados, transferidos para a Reserva ou reformados por decreto do Presidente da República ou, em se tratando de servidores estaduais, por decreto do Govêrno do Estado, desde que tenham atentado contra a segurança do País, o regime democrático e a probidade da administração pública, sem prejuízo das sanções penais a que estejam sujeitos.
'''§ 2º''' Ficam sujeitos às mesmas sanções os servidores municipais. Neste caso, a sanção prevista no § 1º lhes será aplicada por decreto do Governador do Estado, mediante proposta do Prefeito Municipal.
'''§ 3º''' Do ato que atingir servidor estadual ou municipal vitalício, caberá recurso para o Presidente da República.
'''§ 4º''' O contrôle jurisdicional dêsses atos limitar-se-á ao exame de formalidades extrínsecas, vedada a apreciação dos fatos que os motivaram, bem como da sua conveniência ou oportunidade.
===Artigo 8º===
Os inquéritos e processos visando apuração da responsabilidade pela prática de crimes contra o Estado ou o seu patrimônio e a ordem política e social ou de atos de caráter revolucionário poderão ser instaurados individual ou coletivamente.
===Artigo 9º===
A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República, que tomarão posse no dia 31 de janeiro de 1966, será realizada em 3 de outubro de 1965.
===Artigo 10°===
No interêsse da paz, da honra nacional e sem as limitações previstas na Constituição, os comandantes em chefe que editam o presente Ato poderão suspender os direitos políticos pelo prazo de dez anos e cassar os mandatos legislativos federais, estaduais e municipais, excluída a apreciação judicial dêsses atos.
'''Parágrafo único'''
Empossado o Presidente da República, êsse, por indicação do Conselho de Segurança Nacional dentro de sessenta dias, poderá praticar os atos previstos neste artigo.
===Artigo 11º===
O presente Ato vigora desde a sua data até 31 de janeiro de 1966; revogadas as disposições em contrário.
<center>Rio de Janeiro-GB, 9 de abril de 1964.</center>
<center>General do Exército Artur da Costa e Silva.</center>
<center>Tenente-Brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo.</center>
<center>Vice-Almirante Augusto Radamaker.</center>
[[Categoria:1964]]
[[Categoria:Atos institucionais|01]]
[[Categoria:Ditadura militar brasileira]]
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Ato Institucional Número Dois
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2026-05-28T16:12:59Z
Vinicius Gasparin
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{{navegar
| título = Ato Institucional Número Dois
| autor = Brasil
| anterior = [[Ato_Institucional_Número_Um|AI-1]]
| seção = AI-2
| posterior = [[Ato_Institucional_Número_Três|AI-3]]
| notas = {{wikipédia|Ato Institucional Número Dois}}
}}
<pages index="Ato Institucional Número Dois (AI-2).pdf" from=1 to=12/>
[[Categoria:1965]]
[[Categoria:Atos institucionais|2]]
[[Categoria:Ditadura militar brasileira]]
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Vinicius Gasparin
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[[Categoria:1965]]
[[Categoria:Atos institucionais|02]]
[[Categoria:Ditadura militar brasileira]]
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Ato Institucional Número Doze
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2026-05-28T16:13:50Z
Vinicius Gasparin
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wikitext
text/x-wiki
< [[Wikipedia:pt:Ato Institucional Número Doze|Artigo da Wikipédia sobre o Ato Institucional Número Doze]]
==ATO INSTITUCIONAL Nº 12==
'''DE 1 DE SETEMBRO DE 1969'''
Em nome do Governo e da Revolução de 31 de março de 1964, pelos motivos expostos, resolvem baixar o seguinte Ato Institucional:
*OS MINISTROS DA MARINHA DE GUERRA, DO EXÉRCITO E DA AERONÁUTICA , em nome do Presidente da República, Marechal Arthur da Costa e Silva, temporariamente impedido do exercício de suas funções por motivo de saúde, e
*CONSIDERANDO que continua em plena vigência o Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, que manteve a Constituição com as modificações nela introduzidas;
*CONSIDERANDO que o Ato Complementar nº 38, de 13 de dezembro de 1968, decretou o recesso do Congresso Nacional;
*CONSIDERANDO que os compromissos assumidos perante a Nação, pelas forças armadas, desde a Revolução vitoriosa de 31 de março de 1964, ainda perduram e não devem sofrer solução de continuidade;
*CONSIDERANDO que, nesta conformidade, e ouvido o Alto Comando das forças armadas, o exercício, da suprema autoridade do Governo e de Comandante supremo das forças armadas, durante o impedimento temporário do Presidente Arthur da Costa e Silva deve caber aos seus Ministros auxiliares, diretamente responsáveis pela execução das medidas destinadas a preservar a segurança nacional, o gozo pacífico dos direitos dos cidadãos e os compromissos internacionais, resolvem editar o seguinte Ato Institucional nº 12:
==Art 1º==
Enquanto durar o impedimento temporário do Presidente da República, Marechal Arthur da Costa e Silva, por motivo de saúde, as suas funções serão exercidas pelos Ministros da Marinha de Guerra, do Exército e da Aeronáutica Militar nos termos dos Atos Institucionais e Complementares, bem como da Constituição de 24 de janeiro de 1967.
==Art 2º==
Os Ministros militares baixarão os atos necessários à continuidade administrativa, à preservação dos direitos individuais e ao cumprimento dos compromissos de ordem internacional.
==Art 3º==
Continuam em exercício os Poderes e órgãos da Administração federal, estadual e municipal que não foram atingidos pelos Atos Institucionais o Complementares.
==Art 4º==
Cessado o impedimento, o Presidente da República, Marechal Arthur da Costa e Silva, reassumirá as suas funções em toda a sua plenitude.
==Art 5º==
Excluem-se de qualquer apreciação judicial todos os atos praticados de acordo com este Ato Institucional e seus Atos Complementares, bem como os respectivos efeitos.
==Art 6º==
Este Ato entra em vigor nesta data, revogadas as disposições em contrário.
*Rio de Janeiro - GB, 01 de setembro de 1969; 148º da Independência e 81º da República.
<poem>
AUGUSTO HAMANN RADEMAKER GRÜNEWALD
Aurélio de Lyra Tavares
Márcio de Souza e Mello
Luís Antônio da Gama e Silva
José de Magalhães Pinto
Antônio Delfim Netto
Mário David Andreazza
Ivo Arzua Pereira
Tarso Dutra
Jarbas G. Passarinho
Leonel Miranda
Edmundo de Macedo Soares
Antônio Dias Leite Júnior
Hélio Beltrão
José Costa Cavalcanti
Carlos F. de Simas
</poem>
[[Categoria:1969]]
[[Categoria:Atos institucionais|012]]
[[Categoria:Ditadura militar brasileira]]
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2026-05-28T16:14:06Z
Vinicius Gasparin
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< [[Wikipedia:pt:Ato Institucional Número Doze|Artigo da Wikipédia sobre o Ato Institucional Número Doze]]
==ATO INSTITUCIONAL Nº 12==
'''DE 1 DE SETEMBRO DE 1969'''
Em nome do Governo e da Revolução de 31 de março de 1964, pelos motivos expostos, resolvem baixar o seguinte Ato Institucional:
*OS MINISTROS DA MARINHA DE GUERRA, DO EXÉRCITO E DA AERONÁUTICA , em nome do Presidente da República, Marechal Arthur da Costa e Silva, temporariamente impedido do exercício de suas funções por motivo de saúde, e
*CONSIDERANDO que continua em plena vigência o Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, que manteve a Constituição com as modificações nela introduzidas;
*CONSIDERANDO que o Ato Complementar nº 38, de 13 de dezembro de 1968, decretou o recesso do Congresso Nacional;
*CONSIDERANDO que os compromissos assumidos perante a Nação, pelas forças armadas, desde a Revolução vitoriosa de 31 de março de 1964, ainda perduram e não devem sofrer solução de continuidade;
*CONSIDERANDO que, nesta conformidade, e ouvido o Alto Comando das forças armadas, o exercício, da suprema autoridade do Governo e de Comandante supremo das forças armadas, durante o impedimento temporário do Presidente Arthur da Costa e Silva deve caber aos seus Ministros auxiliares, diretamente responsáveis pela execução das medidas destinadas a preservar a segurança nacional, o gozo pacífico dos direitos dos cidadãos e os compromissos internacionais, resolvem editar o seguinte Ato Institucional nº 12:
==Art 1º==
Enquanto durar o impedimento temporário do Presidente da República, Marechal Arthur da Costa e Silva, por motivo de saúde, as suas funções serão exercidas pelos Ministros da Marinha de Guerra, do Exército e da Aeronáutica Militar nos termos dos Atos Institucionais e Complementares, bem como da Constituição de 24 de janeiro de 1967.
==Art 2º==
Os Ministros militares baixarão os atos necessários à continuidade administrativa, à preservação dos direitos individuais e ao cumprimento dos compromissos de ordem internacional.
==Art 3º==
Continuam em exercício os Poderes e órgãos da Administração federal, estadual e municipal que não foram atingidos pelos Atos Institucionais o Complementares.
==Art 4º==
Cessado o impedimento, o Presidente da República, Marechal Arthur da Costa e Silva, reassumirá as suas funções em toda a sua plenitude.
==Art 5º==
Excluem-se de qualquer apreciação judicial todos os atos praticados de acordo com este Ato Institucional e seus Atos Complementares, bem como os respectivos efeitos.
==Art 6º==
Este Ato entra em vigor nesta data, revogadas as disposições em contrário.
*Rio de Janeiro - GB, 01 de setembro de 1969; 148º da Independência e 81º da República.
<poem>
AUGUSTO HAMANN RADEMAKER GRÜNEWALD
Aurélio de Lyra Tavares
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Mário David Andreazza
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[[Categoria:1969]]
[[Categoria:Atos institucionais|12]]
[[Categoria:Ditadura militar brasileira]]
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Autor:Oswald de Andrade
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/* Obras */
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| MiscBio = '''José Oswald de Sousa de Andrade''' foi um poeta, escritor, ensaísta e dramaturgo brasileiro.
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== Obras ==
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{{Documento|data=1927|título=Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade|galeria=|progresso=|gênero=Poesia|notas=|scan={{esl|1=https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8642}}}}
{{Documento|data=1928|título=Manifesto Antropófago|galeria=|progresso=|gênero=Manifesto|notas=|scan=}}
{{Documento|data=1931|título=Manifesto Ordem e Progresso|galeria=|progresso=|gênero=Manifesto|notas=In: ''[[O Homem do Povo]]''|scan= }}
{{Documento|data=1933|título=Serafim Ponte Grande|galeria=|progresso=|gênero=Romance|notas=|scan={{esl|1=https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8718}}}}
{{Documento|data=1934|título=A Escada|galeria=|progresso=|gênero=Romance|notas=3º volume da Trilogia do Exílio|scan={{esl|1=https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8875}}}}
{{Documento|data=1934|título=O Homem e o Cavalo|galeria=|progresso=|gênero=Teatro|notas=|scan={{esl|1=https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8884}}}}
{{Documento|data=1937|título=A Morta|galeria=|progresso=|gênero=Teatro|notas=Publicado em volume conjunto com ''O Rei da Vela''|scan={{esl|1=https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8719}}}}
{{Documento|data=1937|título=O Rei da Vela|galeria=|progresso=|gênero=Teatro|notas=Publicado em volume conjunto com ''A Morta''|scan={{esl|1=https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8719}}}}
{{Documento|data=1941|título=Análise de Dois Tipos de Ficção|galeria=|progresso=|gênero=Crítica|notas=|scan=}}
{{Documento|data=1942|título=[[Cântico dos Cânticos para Flauta e Violão]]|galeria=|progresso=|gênero=Poesia|notas=|scan={{esl|1=https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8820}}}}
{{Documento|data=1943|título=Marco Zero I - A Revolução Melancólica|galeria=|progresso=|gênero=Romance|notas=|scan=}}
{{Documento|data=1944|título=Meu Testamento|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=|scan=}}
{{Documento|data=1945|título=Ponta de Lança|galeria=|progresso=|gênero=Crítica|notas=|scan={{esl|1=https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8722}}}}
{{Documento|data=1945|título=A Sátira na Poesia Brasileira|galeria=|progresso=|gênero=Crítica|notas=|scan=}}
{{Documento|data=1945|título=A Arcádia e a Inconfidência|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=|scan=}}
{{Documento|data=1945|título=Poesias reunidas|galeria=|progresso=|gênero=Poesia|notas=|scan={{esl|1=https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8761}}}}
{{Documento|data=1945|título=Marco Zero II - Chão|galeria=|progresso=|gênero=Romance|notas=|scan=}}
{{Documento|data=1947|título=Os dentes do dragão|galeria=|progresso=|gênero=Crítica|notas=|scan=}}
{{Documento|data=1947|título=O Escaravelho de Ouro|galeria=|progresso=|gênero=Poesia|notas=In: ''[[Revista Acadêmica]]'', nº 68|scan= }}
{{Documento|data=1950|título=Um Aspecto Antropofágico da Cultura Brasileira|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=|scan=}}
{{Documento|data=1950|título=A Crise da Filosofia Messiânica|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=|scan={{esl|1=https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8883}}}}
{{Documento|data=1950|título=[[O Santeiro do Mangue]]|galeria=|progresso=|gênero=Poesia|notas=|scan=}}
{{Documento|data=1953|título=A Marcha das Utopias|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=|scan=}}
{{Documento|data=1953|título=O Rei Floquinhos|galeria=|progresso=|gênero=Teatro|notas=|scan=}}
{{Documento|data=1954|título=Um Homem sem Profissão|galeria=|progresso=|gênero=Memórias|notas=|scan={{esl|1=https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8818}}}}
{{Documento|data=1971|título=Telefonemas|galeria=|progresso=|gênero=Crônica|notas=Póstumo|scan= }}
{{Lista de documentos final}}
=== Em Periódicos ===
{{Lista de documentos início}}
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{{Documento|data=1928|título=Revista de antropofagia|galeria=|progresso=|gênero=|notas=Com [[Autor:Raul Boop|Raul Bopp]] e [[Autor:Antônio de Alcântara Machado|Antônio de Alcântara Machado]]|scan=}}
{{Documento|data=1931|título=O Homem do Povo|galeria=|progresso=|gênero=|notas=|scan=}}
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__NOTOC__
== [[File:Flag of Brazil.svg|18px]] Brasileiros ==
{{Div col|3}}
=== Século XVI ===
* {{A|Ambrósio Fernandes Brandão}} (c. 1555 - c. 1618) {{100%}}
* {{A|Bento Teixeira}} (c. 1561 - c. 1618) {{100%}}
* {{A|Frei Vicente do Salvador}} (1564 - c. 1636) {{100%}}
=== Século XVII ===
* {{A|Antônio Vieira}} (1608 - 1697) {{075%}}
* {{A|Nuno Marques Pereira}} (1625 - 1728) {{100%}}
* {{A|Gregório de Matos}} (1636 - 1696) {{075%}}
* {{A|Manuel Botelho de Oliveira}} (1636 - 1711) {{100%}}
* {{A|André João Antonil}} (1649 - 1716) {{100%}}
* {{A|Sebastião da Rocha Pita}} (1660 - 1738) {{100%}}
* {{A|Manuel de Santa Maria}} (c. 1668 - c. 1730) {{100%}}
=== Século XVIII ===
* {{A|Matias Aires}} (1705 - 1763) {{100%}}
* {{A|Teresa Margarida da Silva e Orta}} (1711 - 1793) {{100%}}
* {{A|Gaspar da Madre de Deus}} (1715 - 1800) {{100%}}
* {{A|Santa Rita Durão}} (1722 - 1784) {{100%}}
* {{A|Cláudio Manuel da Costa}} (1729 - 1789) {{100%}}
* {{A|Domingos Caldas Barbosa}} (1740 - 1800) {{100%}}
* {{A|Basílio da Gama}} (1741 - 1795) {{100%}}
* {{A|Alvarenga Peixoto}} (1744 - 1792) {{100%}}
* {{A|Tomás Antônio Gonzaga}} (1744 - 1810) {{100%}}
* {{A|Manuel Inácio da Silva Alvarenga}} (1749 - 1814) {{100%}}
* {{A|Sousa Caldas}} (1762 - 1814) {{000%}}
* {{A|Francisco Carlos Teixeira da Silva}} (1763 - 1829) {{100%}}
* {{A|Mariano José Pereira da Fonseca}} (1773 - 1848) {{100%}}
* {{A|Frei Caneca}} (1779 - 1825) {{075%}}
* {{A|Beatriz Brandão}} (1779 - 1868) {{100%}}
* {{A|Januário da Cunha Barbosa}} (1780 - 1846) {{100%}}
* {{A|Diogo Antônio Feijó}} (1784 - 1843) {{100%}}
* {{A|Evaristo da Veiga}} (1799 - 1837) {{100%}}
=== Século XIX ===
* {{A|Araújo Porto Alegre}} (1806 - 1879) {{100%}}
* {{A|Ana Eurídice Eufrosina de Barandas}} (1806 - 1863) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teófilo Ottoni|Teófilo Ottoni]] (1807 - 1869)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Paula Brito|Paula Brito]] (1809 - 1861)
* {{A|Nísia Floresta}} (1810 - 1885) {{100%}}
* {{A|Gonçalves de Magalhães}} (1811 - 1882) {{075%}}
* {{A|Teixeira e Sousa}} (1812 - 1861) {{100%}}
* {{A|Francisco de Sales Torres Homem}} (1812 - 1876) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Justiniano José da Rocha|Justiniano José da Rocha]] (1812 - 1862)
* {{A|João Lisboa}} (1812 - 1863)
* {{A|Martins Pena}} (1815 - 1848) {{100%}}
* {{A|Francisco Adolfo de Varnhagen}} (1816 - 1878)
* {{A|João Manuel Pereira da Silva}} (1817 - 1898)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Violante Bivar e Velasco|Violante Bivar e Velasco]] (1817 - 1875)
* {{A|Joaquim Manuel de Macedo}} (1820 - 1882)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Tristão de Alencar Araripe|Tristão de Alencar Araripe]] (1821 - 1908)
* {{A|Maria Firmina dos Reis}} (1822 - 1917)
* {{A|Gonçalves Dias}} (1823 - 1864)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ana Luísa de Azevedo Castro|Ana Luísa de Azevedo Castro]] (1823 - 1869)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Agostinho Marques Perdigão Malheiro (filho)|Agostinho Marques Perdigão Malheiro (filho)]] (1824 - 1881)
* {{A|Bernardo Guimarães}} (1825 - 1884)
* {{A|Francisco Otaviano}} (1825 - 1889)
* {{A|Laurindo Rabelo}} (1826 - 1864)
* {{A|Augusto Emílio Zaluar}} (1826 - 1882)
* {{A|Adélia Fonseca}} (1827 - 1920)
* {{A|Aureliano José Lessa}} (1828 - 1861) {{100%}}
* {{A|Joaquim Felício dos Santos}} (1828 - 1895)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio Henriques Leal|Antônio Henriques Leal]] (1828 - 1885)
* {{A|José de Alencar}} (1829 - 1877)
* {{A|Qorpo Santo}} (1829 - 1883)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Angélica Ribeiro|Maria Angélica Ribeiro]] (1829 - 1880)
* {{A|Luís da Gama}} (1830 - 1882)
* {{A|Álvares de Azevedo}} (1831 - 1852)
* {{A|Manuel Antônio de Almeida}} (1831 - 1861)
* {{A|Junqueira Freire}} (1832 - 1855)
* {{A|Sousândrade}} (1833 - 1902) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teixeira de Melo|Teixeira de Melo]] (1833 - 1907)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Soriano de Souza|José Soriano de Souza]] (1833 - 1895)
* {{A|Luís Delfino}} (1834 - 1910)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisca Senhorinha da Motta Diniz|Francisca Senhorinha da Motta Diniz]] (1834 - 1910)
* {{A|Quintino Bocaiúva}} (1836 - 1912)
* {{A|César Zama}} (1837 - 1906)
* {{A|França Júnior}} (1838 - 1890)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:André Rebouças|André Rebouças]] (1838 - 1898)
* {{A|Casimiro de Abreu}} (1839 - 1860)
* {{A|Tobias Barreto}} (1839 - 1889)
* {{A|Machado de Assis}} (1839 - 1908)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Luís Pereira de Sousa|Pedro Luís Pereira de Sousa]] (1839 - 1884)
* {{A|Fagundes Varela}} (1841 - 1875)
* {{A|Salvador de Mendonça}} (1841 - 1913)
* {{A|Franklin Távora}} (1842 - 1888)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Américo|Pedro Américo]] (1843 - 1905)
* {{A|Visconde de Taunay}} (1843 - 1899)
* {{A|José Carlos Rodrigues}} (1844 - 1923)
* {{A|Alexandre José de Melo Morais Filho}} (1844 - 1919)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Augusto Ferreira|Carlos Augusto Ferreira]] (1844 - 1913)
* {{A|Júlio Ribeiro}} (1845 - 1890)
* {{A|Guimarães Júnior}} (1845 - 1898)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ramiz Galvão|Ramiz Galvão]] (1846 - 1938)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carneiro Vilela|Carneiro Vilela]] (1846 - 1913)
* {{A|Castro Alves}} (1847 - 1871)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Vieira Fazenda|José Vieira Fazenda]] (1847 - 1917)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos de Laet|Carlos de Laet]] (1847 - 1927)
* {{A|Araripe Júnior}} (1848 - 1911)
* {{A|Joaquim Nabuco}} (1849 - 1910)
* {{A|Ruy Barbosa}} (1849 - 1923)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Felisberto Rodrigues Pereira de Carvalho|Felisberto Rodrigues Pereira de Carvalho]] (1850 - 1898)
* {{A|Adelina Lopes Vieira}} (1850 - 1922)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Artur de Oliveira|Artur de Oliveira]] (1851 - 1882)
* {{A|Domingos Olímpio}} (1851 - 1906)
* {{A|Manuel Querino}} (1851 - 1923)
* {{A|Sílvio Romero}} (1851 - 1914)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Josefina Álvares de Azevedo|Josefina Álvares de Azevedo]] (1851 - 1913)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Emília Bandeira de Melo|Emília Bandeira de Melo]] (1852 - 1910)
* {{A|Narcisa Amália}} (1852 - 1924)
* {{A|Capistrano de Abreu}} (1853 - 1927)
* {{A|Inglês de Sousa}} (1853 - 1918)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Benedita Bormann|Maria Benedita Bormann]] (1853 - 1895)
* {{A|Rodolfo Teófilo}} (1853 - 1932)
* {{A|Inês Sabino}} (1853 - 1911)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Revocata Heloísa de Melo|Revocata Heloísa de Melo]] (1853 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Anália Franco|Anália Franco]] (1853 - 1919)
* {{A|José do Patrocínio}} (1854 - 1905)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teófilo Dias|Teófilo Dias]] (1854 - 1889)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lúcio de Mendonça|Lúcio de Mendonça]] (1854 - 1909)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Miguel Lemos|Miguel Lemos]] (1854 - 1917)
* {{A|Artur de Azevedo}} (1855 - 1908)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Emília Freitas|Emília Freitas]] (1855 - 1908)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Urbano Duarte de Oliveira|Urbano Duarte de Oliveira]] (1855 - 1902)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Julieta de Melo Monteiro|Julieta de Melo Monteiro]] (1855 - 1928)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teixeira Mendes (filósofo)|Teixeira Mendes]] (1855 - 1927)
* {{A|Fontoura Xavier}} (1856 - 1922)
* {{A|Aluísio Azevedo}} (1857 - 1913)
* {{A|José Veríssimo}} (1857 - 1916)
* {{A|Alberto de Oliveira}} (1857 - 1937)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Filinto de Almeida|Filinto de Almeida]] (1857 - 1945)
* {{A|Rocha Pombo}} (1857 - 1933)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Horácio de Carvalho|Horácio de Carvalho]] (1857 - 1933)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Paula Ney|Paula Ney]] (1858 - 1897)
* {{A|Raimundo Correia}} (1859 - 1911)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Bernardino Lopes|Bernardino Lopes]] (1859 - 1916)
* {{A|Valentim Magalhães}} (1859 - 1903)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Clóvis Beviláqua|Clóvis Beviláqua]] (1859 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Leolinda Daltro|Leolinda Daltro]] (1859 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luiza Leonardo|Luiza Leonardo]] (1859 - 1926)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Augusto de Lima (político)|Augusto de Lima]] (1859 - 1934)
* {{A|João Ribeiro}} (1860 - 1934)
* {{A|Eduardo Prado}} (1860 - 1901)
* {{A|Afonso Celso}} (1860 - 1938)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio da Silva Jardim|Antônio da Silva Jardim]] (1860 - 1891)
* {{A|Cruz e Sousa}} (1861 - 1898)
* {{A|Manuel de Oliveira Paiva}} (1861 - 1892)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Xavier Marques|Xavier Marques]] (1861 - 1942)
* {{A|Luís Murat}} (1861 - 1929)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Amélia Rodrigues|Amélia Rodrigues]] (1861 - 1926)
* {{A|Raimundo de Farias Brito}} (1862 - 1917)
* {{A|Júlia Lopes de Almeida}} (1862 - 1934)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Domício da Gama|Domício da Gama]] (1862 - 1925)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fausto Cardoso|Fausto Cardoso]] (1862 - 1906)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lindolfo Rocha|Lindolfo Rocha]] (1862 - 1911)
* {{A|Catulo da Paixão Cearense}} (1863 - 1946)
* {{A|Raul Pompeia}} (1863 - 1895)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gonzaga Duque|Gonzaga Duque]] (1863 - 1911)
* {{A|Virgílio Várzea}} (1863 - 1941)
* {{A|Coelho Neto}} (1864 - 1934)
* {{A|Pardal Mallet}} (1864 - 1894)
* {{A|Tito Lívio de Castro}} (1864 - 1890)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fábio Luz|Fábio Luz]] (1864 - 1938)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Andradina de Oliveira|Andradina de Oliveira]] (1864 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alberto Torres|Alberto Torres]] (1865 - 1917)
* {{A|Olavo Bilac}} (1865 - 1918)
* {{A|João Simões Lopes Neto}} (1865 - 1916)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alcindo Guanabara|Alcindo Guanabara]] (1865 - 1918)
* {{A|Euclides da Cunha}} (1866 - 1909)
* {{A|Emiliano Perneta}} (1866 - 1921)
* {{A|Vicente de Carvalho}} (1866 - 1924)
* {{A|Emílio de Meneses}} (1866 - 1918)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rodrigo Otávio|Rodrigo Otávio]] (1866 - 1944)
* {{A|Rego Monteiro}} (1866 - 1952)
* {{A|João Marques de Carvalho}} (1866 - 1910)
* {{A|Adolfo Caminha}} (1867 - 1897)
* {{A|Medeiros e Albuquerque}} (1867 - 1934)
* {{A|Oliveira Lima}} (1867 - 1928) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Mário Pederneiras|Mário Pederneiras]] (1867 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guimarães Passos|Guimarães Passos]] (1867 - 1909)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Presciliana Duarte de Almeida|Presciliana Duarte de Almeida]] (1867 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guimarães Passos|Guimarães Passos]] (1868 - 1909)
* {{A|Graça Aranha}} (1868 - 1931) {{100%}}
* {{A|Afonso Arinos}} (1868 - 1916)
* {{A|Manuel Bonfim}} (1868 - 1932)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio Sales|Antônio Sales]] (1868 - 1940)
* {{A|Nestor Vítor}} (1868 - 1932)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Rabelo|Pedro Rabelo]] (1868 - 1905)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Júlia Cortines|Júlia Cortines]] (1868 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Max Fleiuss|Max Fleiuss]] (1868 - 1943)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Figueiredo Pimentel|Figueiredo Pimentel]] (1869 - 1914)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Chrysanthème|Chrysanthème]] (1869 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Gastão d'Escragnolle Dória|Luís Gastão d'Escragnolle Dória]] (1869 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Dario Persiano de Castro Vellozo|Dario Persiano de Castro Vellozo]] (1869 - 1937)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Liberato Bittencourt|Liberato Bittencourt]] (1869 - 1948)
* {{A|Adherbal de Carvalho}} (1869 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Zeferino Brasil|Zeferino Brasil]] (1870 - 1942)
* {{A|Alphonsus de Guimaraens}} (1870 - 1921)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Osório Duque-Estrada|Osório Duque-Estrada]] (1870 - 1927)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Péthion de Villar|Péthion de Villar]] (1870 - 1924)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lívio Barreto|Lívio Barreto]] (1870 - 1895)
* {{A|Francisca Júlia}} (1871 - 1920)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Paes de Barros|Maria Paes de Barros]] (1871 - 1952)
* {{A|Mário de Alencar}} (1872 - 1925)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Batista Cepelos|Batista Cepelos]] (1872 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Faria Neves Sobrinho|Faria Neves Sobrinho]] (1872 - 1927)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Silveira Neto|Silveira Neto]] (1872 - 1942)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Valdomiro Silveira|Valdomiro Silveira]] (1873 - 1941)
* {{A|Laudelino Freire}} (1873 - 1937)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rodolfo Garcia|Rodolfo Garcia]] (1873 - 1949)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul Pederneiras|Raul Pederneiras]] (1874 - 1953)
* {{A|Henrique Castriciano de Sousa}} (1874 - 1947)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Dias Fernandes|Carlos Dias Fernandes]] (1874 - 1942)
* {{A|Amadeu Amaral}} (1875 - 1929)
* {{A|Afonso d'Escragnolle Taunay}} (1876 - 1958)
* {{A|Afrânio Peixoto}} (1876 - 1947) {{100%}}
* {{A|Auta de Souza}} (1876 - 1901)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manoel Arão|Manoel Arão]] (1876 - 1930)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alcides Maia|Alcides Maia]] (1878 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Marcelo Gama|Marcelo Gama]] (1878 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maranhão Sobrinho|Maranhão Sobrinho]] (1879 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Félix Pacheco|Félix Pacheco]] (1879 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Artur de Sales|Artur de Sales]] (1879 - 1952)
* {{A|Albertina Bertha}} (1880 - 1953)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jonas da Silva|Jonas da Silva]] (1880 - 1947)
* {{A|Lima Barreto}} (1881 - 1922)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Maria Goulart de Andrade|José Maria Goulart de Andrade]] (1881 - 1936)
* {{A|João do Rio}} (1881 - 1921)
* {{A|Monteiro Lobato}} (1882 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Oliveira Viana|Oliveira Viana]] (1883 - 1951)
* {{A|Augusto dos Anjos}} (1884 - 1914)
* {{A|Godofredo Rangel}} (1884 - 1954)
* {{A|Martins Fontes}} (1884 - 1937) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Roquette-Pinto|Roquette-Pinto]] (1884 - 1954)
* {{A|Antônio Francisco da Costa e Silva}} (1885 - 1950)
* {{A|Antônio Torres}} (1885 - 1934)
* {{A|Pedro Kilkerry}} (1885 - 1917)
* {{A|Humberto de Campos}} (1886 - 1934)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ernani Rosas|Ernani Rosas]] (1886 - 1955)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Lacerda de Moura|Maria Lacerda de Moura]] (1887 - 1945)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hermes Fontes|Hermes Fontes]] (1888 - 1930)
* {{A|Oswald de Andrade}} (1890 - 1954) {{075%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Felipe Daudt de Oliveira|Felipe Daudt de Oliveira]] (1890 - 1933)
* {{A|Jackson de Figueiredo}} (1891 - 1928)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ercília Nogueira Cobra|Ercília Nogueira Cobra]]
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Eduardo Guimarães|Eduardo Guimarães]] (1892 - 1928)
* {{A|Graciliano Ramos}} (1892 - 1953) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Juó Bananére|Juó Bananére]] (1892 - 1933)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jorge de Lima|Jorge de Lima]] (1893 - 1953)
* {{A|Mário de Andrade}} (1893 - 1945)
* {{A|Ronald de Carvalho}} (1893 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Leonel Franca|Leonel Franca]] (1893 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hugo de Carvalho Ramos|Hugo de Carvalho Ramos]] (1895 - 1921)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul de Leoni|Raul de Leoni]] (1895 - 1926)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alceu de Freitas Wamosy|Alceu de Freitas Wamosy]] (1895 - 1923)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Galeão Coutinho|Galeão Coutinho]] (1897 - 1951)
* {{A|Rodrigues de Abreu}} (1897 - 1927)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Virgílio de Melo Franco|Virgílio de Melo Franco]] (1897 - 1948)
=== Século XX ===
* {{A|Alcântara Machado}} (1901 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Alphonsus|João Alphonsus]] (1901 - 1944)
{{Div col fim}}
== [[File:Flag of Portugal.svg|18px]] Portugueses ==
{{Div col|3}}
=== Século XIV ===
* {{A|Fernão Lopes}} (c. 1385 - c. 1460)
=== Século XV ===
* {{A|Gomes Eanes de Zurara}} (c. 1410 - c. 1474)
* {{A|Rui de Pina}} (c. 1440 - c. 1522)
* {{A|Garcia de Resende}} (c. 1470 - 1536)
* {{A|Sá de Miranda}} (1481 - 1558)
* {{A|Bernardim Ribeiro}} (c. 1482 - c. 1552)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gaspar Correia|Gaspar Correia]] (c. 1492 - c. 1563)
* {{A|João de Barros}} (1496 - 1570)
=== Século XVI ===
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brás de Albuquerque|Brás de Albuquerque]] (c. 1500 - 1581)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Martim Afonso de Sousa|Martim Afonso de Sousa]] (c. 1500 - 1564)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fernão Lopes de Castanheda|Fernão Lopes de Castanheda]] (c. 1500 - 1559)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Samuel Usque|Samuel Usque]] (c. 1500 - c. 1560)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Damião de Góis|Damião de Góis]] (1502 - 1574)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gonçalo Annes Bandarra|Gonçalo Annes Bandarra]] (c. 1502 - c. 1556)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Galvão|António Galvão]] (c. 1503 - 1557)
* {{A|Jerónimo Osório}} (1506 - 1580)
* {{A|Fernão Mendes Pinto}} (c. 1510 - 1583)
* {{A|Jorge Ferreira de Vasconcelos}} (c. 1515 - c. 1585)
* {{A|Manuel da Nóbrega}} (1517 - 1570)
* {{A|Pedro de Andrade Caminha}} (c. 1520 - 1589)
* {{A|Luís Vaz de Camões}} (c. 1524 - 1580)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Ferreira|António Ferreira]] (1528 - 1569)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei Heitor Pinto|Frei Heitor Pinto]] (c. 1528 - c. 1584)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jerónimo Corte-Real|Jerónimo Corte-Real]] (c. 1530 - c. 1588)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Amador Arrais|Amador Arrais]] (c. 1530 - 1600)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Agostinho Pimenta|Agostinho Pimenta]] (1540 - 1619)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de Andrade|Francisco de Andrade]] (c. 1540 - 1614)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pero de Magalhães Gândavo|Pero de Magalhães Gândavo]] (c. 1540 - c. 1580)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Pereira Brandão|Luís Pereira Brandão]] (c. 1540 - c. 1590)
* {{A|Diogo do Couto}} (c. 1542 - 1616)
* {{A|Miguel Leitão de Andrada}} (c. 1553 - 1630)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei Luís de Sousa|Frei Luís de Sousa]] (c. 1555 - 1632)
* {{A|Ambrósio Fernandes Brandão}} (c. 1555 - c. 1618)
* {{A|Bernardo de Brito}} (1569 - 1617)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gabriel Pereira de Castro|Gabriel Pereira de Castro]] (1571 - 1632)
* {{A|Francisco Rodrigues Lobo}} (1580 - 1622)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Brandão|António Brandão]] (1584 - 1637)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel de Faria e Sousa|Manuel de Faria e Sousa]] (1590 - 1649)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jacinto Freire de Andrade|Jacinto Freire de Andrade]] (1597 - 1657)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brás Garcia de Mascarenhas|Brás Garcia de Mascarenhas]] (1596 - 1656)
=== Século XVII ===
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de Sá de Meneses|Francisco de Sá de Meneses]] (c. 1600 - 1664)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Violante do Céu|Violante do Céu]] (1601 - 1693)
* {{A|Francisco Manuel de Melo}} (1608 - 1666)
* {{A|Jerónimo Baía}} (c. 1620 - 1688)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei António das Chagas|Frei António das Chagas]] (1631 - 1682)
* {{A|Manuel Bernardes}} (1644 - 1710)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco Xavier de Meneses|Francisco Xavier de Meneses]] (1673 - 1743)
* {{A|António Caetano de Sousa}} (1674 - 1759)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Diogo Barbosa Machado|Diogo Barbosa Machado]] (1682 - 1772)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Bernardo Gomes de Brito|Bernardo Gomes de Brito]] (1688 - c. 1760)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Nunes Ribeiro Sanches|António Nunes Ribeiro Sanches]] (1699 - 1782)
=== Século XVIII ===
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António José da Silva|António José da Silva]] (1705 - 1739)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Dinis da Cruz e Silva|António Dinis da Cruz e Silva]] (1731 - 1799)
* {{A|Filinto Elísio}} (1734 - 1819)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Anastácio da Cunha|José Anastácio da Cunha]] (1744 - 1787)
* {{A|Tomás Antônio Gonzaga}} (1744 - 1810)
* {{A|Bocage}} (1765 - 1805)
* {{A|Curvo Semedo}} (1766 - 1838)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de São Luís Saraiva|Francisco de São Luís Saraiva]] (1766 - 1845)
* {{A|José Agostinho de Macedo}} (1761 - 1831)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Maria da Costa e Silva|José Maria da Costa e Silva]] (1788 - 1854)
* {{A|Almeida Garrett}} (1799 - 1854)
* {{A|António Feliciano de Castilho}} (1800 - 1875)
=== Século XIX ===
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luz Soriano|Luz Soriano]] (1802 - 1891)
* {{A|Alexandre Herculano}} (1810 - 1877)
* {{A|João de Lemos}} (1819 - 1890)
* {{A|José da Silva Mendes Leal}} (1820 - 1886)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Augusto Rebelo da Silva|Luís Augusto Rebelo da Silva]] (1822 - 1871)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João de Andrade Corvo|João de Andrade Corvo]] (1824 - 1890)
* {{A|Camilo Castelo Branco}} (1825 - 1890)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Pedro Lopes de Mendonça|António Pedro Lopes de Mendonça]] (1826 - 1865)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Soares de Passos|Soares de Passos]] (1826 - 1860)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Arnaldo Gama|Arnaldo Gama]] (1828 - 1869)
* {{A|Raimundo António de Bulhão Pato}} (1828 - 1912)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ernesto Biester|Ernesto Biester]] (1829 - 1880)
* {{A|João de Deus}} (1830 - 1896)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Júlio César Machado|Júlio César Machado]] (1835 - 1890)
* {{A|Ramalho Ortigão}} (1836 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Cardoso Vieira de Castro|José Cardoso Vieira de Castro]] (1837 - 1872)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Penha|João Penha]] (1838 - 1919)
* {{A|Júlio Dinis}} (1839 - 1871)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fernando Caldeira|Fernando Caldeira]] (1841 - 1894)
* {{A|Pinheiro Chagas}} (1842 - 1895)
* {{A|Antero de Quental}} (1842 - 1891)
* {{A|Teófilo Braga}} (1843 - 1924)
* {{A|Luciano Cordeiro}} (1844 - 1900)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guiomar Torresão|Guiomar Torresão]] (1844 - 1898)
* {{A|Joaquim Pedro de Oliveira Martins}} (1845 - 1894)
* {{A|Eça de Queirós}} (1845 - 1900)
* {{A|Joaquim Pedro de Oliveira Martins}} (1845 - 1894)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Sousa Viterbo|Sousa Viterbo]] (1845 - 1910)
* {{A|António Cândido Gonçalves Crespo}} (1846 - 1883)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rafael Bordalo Pinheiro|Rafael Bordalo Pinheiro]] (1846 - 1905)
* {{A|Adolfo Coelho}} (1847 - 1927)
* {{A|Maria Amália Vaz de Carvalho}} (1847 - 1921)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Gomes Leal|António Gomes Leal]] (1848 - 1921)
* {{A|Francisco Teixeira de Queirós}} (1848 - 1919)
* {{A|Alberto Pimentel}} (1849 - 1925)
* {{A|Guerra Junqueiro}} (1850 - 1923)
* {{A|Gervásio Lobato}} (1850 - 1895)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís de Magalhães|Luís de Magalhães]] (1850 - 1924)
* {{A|Venceslau de Morais}} (1854 - 1929)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Gonçalves Zarco da Câmara|João Gonçalves Zarco da Câmara]] (1855 - 1908)
* {{A|Cesário Verde}} (1855 - 1886)
* {{A|Abel Botelho}} (1854 - 1917)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Marcelino Mesquita|Marcelino Mesquita]] (1856 - 1919)
* {{A|Fialho de Almeida}} (1857 - 1911)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Sampaio Bruno|Sampaio Bruno]] (1857 - 1915)
* {{A|Leite de Vasconcelos}} (1858 - 1941)
* {{A|António Feijó}} (1859 - 1917)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alfredo Gallis|Alfredo Gallis]] (1859 - 1910)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel Teixeira Gomes|Manuel Teixeira Gomes]] (1860 - 1941)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Francisco Trindade Coelho|José Francisco Trindade Coelho]] (1861 - 1908)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brito Camacho|Brito Camacho]] (1862 - 1934)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Nobre|António Nobre]] (1867 - 1900)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul Brandão|Raul Brandão]] (1867 - 1930)
* {{A|Camilo Pessanha}} (1867 - 1926)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alice Moderno|Alice Moderno]] (1867 - 1946)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Eugénio de Castro|Eugénio de Castro]] (1869 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Augusto Gil|Augusto Gil]] (1870 - 1929)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Roberto de Mesquita|Roberto de Mesquita]] (1871 - 1923)
* {{A|Ana de Castro Osório}} (1872 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Malheiro Dias|Carlos Malheiro Dias]] (1875 -1941)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Duro|José Duro]] (1875 - 1899)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel Laranjeira|Manuel Laranjeira]] (1877 - 1912)
* {{A|Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos}} (1877 - 1952)
* [[w:Visconde de Vila-Moura|Visconde de Vila-Moura]] (1877 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Afonso Lopes Vieira|Afonso Lopes Vieira]] (1878 - 1946)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Patrício|António Patrício]] (1878 - 1930)
* {{A|Alfredo Pimenta}} (1882 - 1950)
* {{A|Leonardo Coimbra}} (1883 - 1936)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Albino Forjaz de Sampaio|Albino Forjaz de Sampaio]] (1884 - 1949)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hipólito Raposo|Hipólito Raposo]] (1885 - 1953)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Sardinha|António Sardinha]] (1887 - 1925)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fidelino de Figueiredo|Fidelino de Figueiredo]] (1888 - 1967)
* {{A|Fernando Pessoa}} (1888 - 1935)
* {{A|Mário de Sá-Carneiro}} (1890 - 1916)
* {{A|Florbela Espanca}} (1894 - 1930)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Soeiro Pereira Gomes|Soeiro Pereira Gomes]] (1909 - 1949)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Maria Lisboa|António Maria Lisboa]] (1928 - 1953)
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>xxxii <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>
receo bem Gaſpar Barreiros o nome de<br/>
ſobrinho, e diſcipulo de Joaõ de Bar-<br/>
ros, ainda que na ultima recebeo o ma-<br/>
ior louvor de todos, que foy deixar tu-<br/>
do por amor de Deos, e entrar na Re-<br/>
ligiaõ de S. Franciſco, onde morreo<br/>
com grande opiniaõ de Virtude.<br/>
O deſejo, que Joaõ de Barros tinha<br/>
de aproveitar a todos, fez que pedindo・<br/>
lhe no anno de 1549. Joaõ Ricio de<br/>
Monte Policiano Arcebiſpo de Syponto<br/>
(que naquelle tempo eſtava em Lisboa<br/>
por Nuncio do Papa Paulo III.) algu-<br/>
mas informaçoens das partes da India,<br/>
lhas deſſe liberalmente, pera mandar ao<br/>
Cardeal Farnes, que lhas pedia á inſtan-<br/>
cia de Paulo Jovio celebre Eſcritor da-<br/>
quelle tempo, e com ellas lhe deo mais<br/>
dous livros, hum de eſcritura dos Chinas,<br/>
e outro dos Perſas: naõ ſe havendo neſ-<br/>
ta materia com a eſcaceſa que alguns<br/>
coſtumaõ, procurando eſconder o the-<br/>
ſouro de ſemelhantes obras, pera elles<br/>
ſós com avarento animo as lograrem.<br/>
Porém pagou-lhe mal eſte beneficio Pau-<br/>
lo Jovio, porque eſcrevendo larguiſſi-<br/>
mamente as couſas da Perſia, e do Ori-<br/>
ente, e allegando pera iſſo as informa-<br/>
çoens<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> xxxiii<br/>}} çoens Portuguezas, nunca, nomêa a Joaõ<br/> de Barros, no que ſe houve aſſaz diffe-<br/> rente de Plinio que no principio de<br/> ſua natural hiſtoria, foi o primeiro que<br/> pôs o Cathalogo dos Autores donde a<br/> colligira, accreſcentando aquella taõ<br/> louvavel ſentença, que o fazia porque<br/> era de animo nobre publicar os nomes<br/> daquelles, por quem nós melhoramos:<br/> ''In...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> xxxiii<br/>}}
çoens Portuguezas, nunca, nomêa a Joaõ<br/>
de Barros, no que ſe houve aſſaz diffe-<br/>
rente de Plinio que no principio de<br/>
ſua natural hiſtoria, foi o primeiro que<br/>
pôs o Cathalogo dos Autores donde a<br/>
colligira, accreſcentando aquella taõ<br/>
louvavel ſentença, que o fazia porque<br/>
era de animo nobre publicar os nomes<br/>
daquelles, por quem nós melhoramos:<br/>
''Ingenui eſt enim animi fateri per quos''<br/>
''profeceris''. Porém com iſto ſer aſſi, ain-<br/>
da hoje tem mais imitadores o ſilencio<br/>
de Jovio, que o agradecimento de Pli-<br/>
nio.<br/>
No anno de 1552. imprimio Joaõ<br/>
de Barros a ſua primeira Decada da Aſia,<br/>
e foi tambem recebida de todos geral-<br/>
mente, que ainda que havia Chroniſta<br/>
no Reyno, ElRey Dom Joaõ lhe en-<br/>
commendou logo a Chronica de ElRey<br/>
D. Manoel ſeu pay (I) entendendo da<br/>
perfeiçaõ, e gravidade de eſtilo com<br/>
que eſcrevera eſta Decada, que ninguem<br/>
poderia compôr aquella Chronica com a<br/>
devida eloquencia aos feitos que ſe nel-<br/>
la tratavaõ, como Joaõ de Barros, o<br/>
qual
c
_________________________________________________________
(I) Chronica del Rey D. Manoel p. 4. c. 37. e no
Prolog.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> xxxiii<br/>
çoens Portuguezas, nunca, nomêa a Joaõ<br/>
de Barros, no que ſe houve aſſaz diffe-<br/>
rente de Plinio que no principio de<br/>
ſua natural hiſtoria, foi o primeiro que<br/>
pôs o Cathalogo dos Autores donde a<br/>
colligira, accreſcentando aquella taõ<br/>
louvavel ſentença, que o fazia porque<br/>
era de animo nobre publicar os nomes<br/>
daquelles, por quem nós melhoramos:<br/>
''Ingenui eſt enim animi fateri per quos''<br/>
''profeceris''. Porém com iſto ſer aſſi, ain-<br/>
da hoje tem mais imitadores o ſilencio<br/>
de Jovio, que o agradecimento de Pli-<br/>
nio.<br/>
No anno de 1552. imprimio Joaõ<br/>
de Barros a ſua primeira Decada da Aſia,<br/>
e foi tambem recebida de todos geral-<br/>
mente, que ainda que havia Chroniſta<br/>
no Reyno, ElRey Dom Joaõ lhe en-<br/>
commendou logo a Chronica de ElRey<br/>
D. Manoel ſeu pay (I) entendendo da<br/>
perfeiçaõ, e gravidade de eſtilo com<br/>
que eſcrevera eſta Decada, que ninguem<br/>
poderia compôr aquella Chronica com a<br/>
devida eloquencia aos feitos que ſe nel-<br/>
la tratavaõ, como Joaõ de Barros, o<br/>
qual
c
_________________________________________________________
(I) Chronica del Rey D. Manoel p. 4. c. 37. e no
Prolog.<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: xxxiv <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/> qual aceitou a empreſa, parecendo-lhe<br/> que pera tal occupaçaõ lhe deſſem o re-<br/> pouſo: neceſſario mas como eſtes ſerviços<br/> muitas vezes pezem pouco diante dosReis,<br/> naõ alcançou Joaõ de Barros a cõmodi-<br/> dade que eſperava; e aſſi nao ſe poude<br/> empregar de novo na compoſiçaõ deſta<br/> Chronica, alèm da Hiſtoria da Aſia,<br/> que já tinha entre...
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>xxxiv <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>
qual aceitou a empreſa, parecendo-lhe<br/>
que pera tal occupaçaõ lhe deſſem o re-<br/>
pouſo: neceſſario mas como eſtes ſerviços<br/>
muitas vezes pezem pouco diante dosReis,<br/>
naõ alcançou Joaõ de Barros a cõmodi-<br/>
dade que eſperava; e aſſi nao ſe poude<br/>
empregar de novo na compoſiçaõ deſta<br/>
Chronica, alèm da Hiſtoria da Aſia,<br/>
que já tinha entre mãos, cuja ſegunda<br/>
Decada imprimio no anno ſeguinte de<br/>
1553. Por onde vindo a fallecer ElRey<br/>
Dom Joaõ no de 1557. foi entregue Da-<br/>
miaõ de Goes do cuidado da Chronica<br/>
delRey Dom Manoel, por ordem do<br/>
Cardeal Infante Dom Henrique; que en<br/>-
taõ governava, e ainda que o meſmo<br/>
Damiaõ de Goes affirme no cap. 37. da<br/>
4. parte da meſma Chronica, que nella<br/>
naõ trabalhou Joaõ de Barros couſa al-<br/>
guma; com tudo, naõ poderá negar,<br/>
que nas Decadas da ſua Aſia, que já na<br/>-
quelle tempo tinha impreſſas, achou lar-<br/>
ga, e ordenadamente eſcrita toda a hiſ-<br/>
toria da India, que a ElRey Dom Ma-<br/>
noel pertencia. De maneira, que aos eſ-<br/>
critos do meſmo Joaõ de Barros pode-<br/>
mos atribuir grande parte da ſua Chro-<br/>
nica. No meſmo anno de 1553. em que<br/>
im-<noinclude></noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>bocca e apertal-as com os dentes até que —
''tloc !'' — um mel !
E, como era assim, Narizinho não fazia
outra coisa. O dia inteiro na arvore, feita
uma macaquinha, ia colhendo as mais bonitas e ''tloc !''
{{Imagem float-p
|file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 74 crop).jpg
|align=left
|width=300px
|padt=2em
}}
E depois de
''tloc !'' uma engulidela e ''pluf !'' caroço fóra.
E, ''tloc! pluf!''
''tloc ! pluf !'', lá se
passava o dia,
num regalo !
Em casa a vovó, volta e meia,
perguntava por
ella.
— Onde estará Narizinho,
Anastacia ?
— Aonde é que ha de estar ? resmungava a preta. Na “fruitera”. Não sabe<noinclude>{{c|☉{{gap}}70{{gap}}☉}}</noinclude>
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Erick Soares3
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>que ella agora virou sanhaço ? e não desgruda da arvore ?
— Que aproveite, dizia a vovó. Está no
bom tempo. Só não quero que engula caroço, ouviu ? Não me deixe Lucia engulir caroço, para não acontecer como no anno passado...
Estavam nisso, quando, no quintal, rompeu um berreiro.
Era Narizinho que vinha vindo, com a
mão na cara e a bocca escancarada, num
berro.
A velha ergueu-se, assustada, mas a
preta sossegou-a logo:
— Não se espante atôa, Sinhá, aquillo
é vespa. E sahiu, arrastando os chinellos,
trec, trec ,trec, a encontrar-se com o berreiro.
— Que foi isso, meus peccados ? Vespa,
não é ? Eu não disse que vespa mordia ? Velha está dizendo as coisas, creança não faz
conta... Depois é isso — uma bocca de urutáu — ''cué ! cué ! cué !'' — como se fosse o
fim do mundo !
Tomou-a ao collo.
— Coitadinha da minha “nêga”... Onde foi ?
{{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}71{{gap}}☉}}</noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>Narizinho respondeu, entrecortando as
palavras de soluços:
— A-aqui... Aqui na po-onta do nariz...
— Bem feito ! exclamou a preta, examinando a ferrotoada. Quem manda ter esse
narizinho arrebitado para o ar ?
— Ai ! A-ai !...
— Espera, menina, deixa tirar o ferrão. Está cá elle... Prompto ! E é dos graúdos — de maribondo caboclo !... Coitadinha
do meu anjo!... Agora um bocadinho de
fumo e a reinaideira fica prompta para outra, não é ?
— Nisto approximou-se a vovó, muito pé-pé, de tão velhinha que estava.
— Vespa mesmo, Anastacia ?
— Eu não disse ? Já estou acostumada.
Todos os annos, no tempo da “fruita”, é
sempre a mesma festa. Eʼ como queimar o
dedinho no dia de S. João. A gente está falando, creança não ʼcredita...
Narizinho inda soluçava, com a cara
vermelha, humida de riscos de lagrimas:
— Não vou mais lá-á, emquanto vovó<noinclude>{{c|☉{{gap}}72{{gap}}☉}}</noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>não mandar matar to-odas aquellas malvadas... A vovó consolou-a, sorrindo:
— Sim, filhinha. Vou mandar a Anastacia cortar com a tesourinha o ferrão de
todas as vespas do quintal.
A menina soluçou de novo, queixosa:
— Ellas mordem tão doido e vovó inda
ca-açôa...
[[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 77 crop).jpg|centro|350px]]
{{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}73{{gap}}☉}}</noinclude>
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Erick Soares3
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>Meia hora mais tarde a velha chamava
a menina para lhe enfiar uma agulha.
— Narizinho !...
E, como ninguem respondesse:
— Anastacia, não sabe onde anda o
meu busca-pé ?
A preta fungou uma risada:
— Onde é que ha de andar ! na jaboticabeira outra vez... Emquanto houver uma
“fruita” na arvore é aquella certeza: vespa,
sanhaço, Narizinho e o leitão rabicó, está
tudo lá, se regalando...
De facto. Esquecida já da ferroada, Narizinho lá estava na jaboticabeira — ''tloc !''
''pluf ! tloc ! pluf !''...
E em redor della, as vespas, com meio
corpo mettido dentro das jaboticabas furadas. E nos ramos lá de cima, os sanhaços gulosos, enchendo o papo, em silencio. E em
baixo — ''ron, ron, ron'' — o leitão rabicó, atarefado em chamar para o bucho quanta casca ou caroço — ''pluf !'' cahia no chão.
Tudo, igualzinho, como a preta dissera
— se regalando !...
{{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}74{{gap}}☉}}</noinclude>
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Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Segunda parte/I
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{t2|{{smaller|URBI ET ORBI}}|'''CAPITULO XII''}} {{dhr}} Vencidas as difficuldades astronomicas, mechanicas e topographicas, vinha naturalmente a pêllo a questão de dinheiro. A realisação do projecto exigia uma despeza enorme. Não havia particular nem mesmo estado que podesse dispor só por si de tantos milhões quantos eram necessarios. Tomou portanto o presidente Barbicane a resolução de fazer do emprehendimento, ainda que americano, um...
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Vencidas as difficuldades astronomicas, mechanicas e topographicas, vinha naturalmente a pêllo a questão de dinheiro. A realisação do projecto exigia uma despeza enorme. Não havia particular nem mesmo estado que podesse dispor só por si de tantos milhões quantos eram necessarios.
Tomou portanto o presidente Barbicane a resolução de fazer do emprehendimento, ainda que americano, um negocio de interesse universal, e de pedir a todos os povos a sua cooperação financeira. Era a um tempo dever e direito de toda a terra intervir nos negocios do seu satellite. A subscripção aberta em Baltimore n'este sentido estendeu-se ao mundo inteiro, ''urbi et orbi''.
Estava esta subscripção destinada a ter um exito superior a tudo que era de esperar, apesar de se tratar de quantias dadas que não emprestadas. A operação era puramente desinteressada, porque não apresentava nem remota probabilidade de lucro.
Porém o effeito da proposta Barbicane, e que não tinha parado nas fronteiras dos Estados Unidos; antes tinha saltado por cima do Atlantico e do Pacifico, para invadir a um tempo a Asia e a Europa, a Africa e a Oceania. Os differentes observatorios da União pozeram-se desde logo em communicação immediata com os observatorios do estrangeiro; alguns, como o de Paris, de Petersburgo, do Cabo, de Berlim, de Altona, de Stockholmo, de Varsovia, de Hamburgo, de Buda, de Bolonha, de Malta, de Lisboa, de Benarés, de Madrasta, de Pekin dirigiram cumprimentos de felicitação ao Gun-Club; outros conservaram-se em prudente expectativa.
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Vencidas as difficuldades astronomicas, mechanicas e topographicas, vinha naturalmente a pêllo a questão de dinheiro. A realisação do projecto exigia uma despeza enorme. Não havia particular nem mesmo estado que podesse dispor só por si de tantos milhões quantos eram necessarios.
Tomou portanto o presidente Barbicane a resolução de fazer do emprehendimento, ainda que americano, um negocio de interesse universal, e de pedir a todos os povos a sua cooperação financeira. Era a um tempo dever e direito de toda a terra intervir nos negocios do seu satellite. A subscripção aberta em Baltimore nʼeste sentido estendeu-se ao mundo inteiro, ''urbi et orbi''.
Estava esta subscripção destinada a ter um exito superior a tudo que era de esperar, apesar de se tratar de quantias dadas que não emprestadas. A operação era puramente desinteressada, porque não apresentava nem remota probabilidade de lucro.
Porém o effeito da proposta Barbicane, e que não tinha parado nas fronteiras dos Estados Unidos; antes tinha saltado por cima do Atlantico e do Pacifico, para invadir a um tempo a Asia e a Europa, a Africa e a Oceania. Os differentes observatorios da União pozeram-se desde logo em communicação immediata com os observatorios do estrangeiro; alguns, como o de Paris, de Petersburgo, do Cabo, de Berlim, de Altona, de Stockholmo, de Varsovia, de Hamburgo, de Buda, de Bolonha, de Malta, de Lisboa, de Benarés, de Madrasta, de Pekin dirigiram cumprimentos de felicitação ao Gun-Club; outros conservaram-se em prudente expectativa.
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{{c|A fabrica de Goldspring, perto de New York ([[Página:Da Terra á Lua.pdf/111|pag. 112]]).}}
O observatorio de Greenwich, esse, com approvação dos outros vinte e dois estabelecimentos similares da Gran-Bretanha, foi claro e terminante; e negou com firmeza a possibilidade de bom exito,
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{{PT|seguindo sem hesitação as theorias do capitão Nicholl. E nʼestes termos, ao passo que muitas sociedades scientificas promettiam até enviar delegados seus a Tampa-Town, o pessoal scientifico}}
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{PT|do observatorio de Greenwich reunido em sessão, apresentada a proposta Barbicane, passou brutalmente á ordem do dia.}} Bello ciume de inglez para americano, nada mais. Em geral, foi excellente o effeito produzido no mundo scientifico, e dʼahi se communicou ás massas, que, pela maior parte, se tomaram de paixão pelo assumpto. Facto este de magna importancia, poisque estas mesmas massas iam ser convidadas a subscrever para a realisaçã...
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|106|VIAGENS MARAVILHOSAS|borda_inferior=sim}}</noinclude>{{PT|do observatorio de Greenwich reunido em sessão, apresentada a proposta Barbicane, passou brutalmente á ordem do dia.}}
Bello ciume de inglez para americano, nada mais.
Em geral, foi excellente o effeito produzido no mundo scientifico, e dʼahi se communicou ás massas, que, pela maior parte, se tomaram de paixão pelo assumpto. Facto este de magna importancia, poisque estas mesmas massas iam ser convidadas a subscrever para a realisação de um capital consideravel.
No dia 8 de outubro já o presidente Barbicane tinha publicado um manifesto cheio de enthusiasmo, no qual appellava para «todos os homens de boa vontade da Terra.» Este documento, aliás traduzido em todas as linguas, deu optimo resultado.
Ábriram-se as subscripções parciaes nas principaes cidades da União, para serem centralisadas no banco de Baltimore, rua de Baltimore n.º 9, e depois nos differentes estados dos dois continentes:
Em Vienna na casa S.-M. de Rothschild;
Em Petersburgo, casa Stieglitz e C.ª;
Em Paris, no Credito mobiliario;
Em Stockholmo, casa Totie e Arfuredson;
Em Londres, casa de N.-M. de Rothschild e filhos;
Em Turim, casa Ardouin e C.ª;
Em Berlim, casa Mendelsohn;
Em Genebra, casa Lombard, Odier e C.ª;
Em Constantinopla, no Banco ottomano;
Em Bruxellas, casa S. Lambert;
Em Madrid, casa Daniel Weisweller;
Em Amsterdam, no Credito neerlandez;
Em Roma, casa Torlonia e C.ª;
Em Lisboa, casa Lecesne;
Em Copenhague, no Banco privativo;
Em Buenos-Ayres, no banco Mauá;
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> xxxiii<br/> imprimio a ſegunda Decada tornou a<br/> imprimir ſegunda vez o ſeu Clarimundo,<br/> o qual depois no de 1601. ſe tornou a<br/> eſtampar terceira vez e ſendo eſte livro<br/> fabuloſo, e o primeiro parto de ſua ida-<br/> de juvenil, teve melhor fortuna nas im-<br/> preſſoens, que as outras obras, e De-<br/> cadas do meſmo Autor: donde ſe vê co-<br/> mo o goſto do vulgo nao ſe governa pe-<br/...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> xxxiii<br/>
imprimio a ſegunda Decada tornou a<br/>
imprimir ſegunda vez o ſeu Clarimundo,<br/>
o qual depois no de 1601. ſe tornou a<br/>
eſtampar terceira vez e ſendo eſte livro<br/>
fabuloſo, e o primeiro parto de ſua ida-<br/>
de juvenil, teve melhor fortuna nas im-<br/>
preſſoens, que as outras obras, e De-<br/>
cadas do meſmo Autor: donde ſe vê co-<br/>
mo o goſto do vulgo nao ſe governa pe-<br/>
la razaõ, ſenaõ por appetite, e que o<br/>
bom de ordinario contenta aos menos.<br/>
A terceira Decada imprimio no an-<br/>
no de 1563. e com eſta tirou á luz tres<br/>
Decadas da Aſia, obra taõ perfeita, e<br/>
louvada de todos, que ſe tem por huma<br/>
das melhores, que naquelle genero de<br/>
eſcritura ſe compuſeraõ. He a hiſtoria<br/>
(ſegundo de Tullio em outra parte te<br/>
mos moſtrado) o ſugeito mais capaz da<br/>
Oratoria que nenhum outro, porque<br/>
nella ſe uſa do genero Demonſtrativo,<br/>
contando varios feitos, condenando os<br/>
vicios, e louvando as virtudes; e do<br/>
Deliberativo, introduzindo oraçoens,<br/>
conſelhos, e diſcurfos, e muitas vezes<br/>
do Judicial, o qual raramente ſe aparta<br/>
do Deliberativo. Em todos eſtes gene-<br/>
ros he eſta hiſtoria de Joaõ de Barros<br/>
admi-
c ii<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: xxxiv <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/> admiravel, porque álêm do ſujeito que<br/> trata ſer nobiliſſimo, pela variedade,<br/> grandeza, e novidade dos caſos admira-<br/> veis, guardou com ſumma inteireza to-<br/> das as leys da hiſtoria, aſſi as eſſenciaes<br/> que ſe nella requerem; que ſaõ verda-<br/> de, clareza, e juizo, como as outras<br/> partes, a que chamao integrantes.<br/> Conſta a verdade da Hiſt...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>xxxiv <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>
admiravel, porque álêm do ſujeito que<br/>
trata ſer nobiliſſimo, pela variedade,<br/>
grandeza, e novidade dos caſos admira-<br/>
veis, guardou com ſumma inteireza to-<br/>
das as leys da hiſtoria, aſſi as eſſenciaes<br/>
que ſe nella requerem; que ſaõ verda-<br/>
de, clareza, e juizo, como as outras<br/>
partes, a que chamao integrantes.<br/>
Conſta a verdade da Hiſtoria aſſi<br/>
da certa noticia, que o hiſtoriador tem<br/>
do que ha de dizer, como do verdadei-<br/>
ro animo do meſmo hiſtoriador em naõ<br/>
callar o bem, ou mal, que fizeraõ a-<br/>
quelles, de quem trata. Pera eſcrever<br/>
com noticia verdadeira teve Joaõ de<br/>
Barros as mais certas Relaçoens, que<br/>
pera tal materia ſe podiaõ alcançar ;<br/>
porque havendo de tratar de tres cou-<br/>
ſas que eraõ, os Feitos dos Portugue-<br/>
zes, a Noticia dos Reis, e Naçoens do<br/>
Oriente, e a verdadeira ſituaçaõ Geo-<br/>
grafica daquellas Provincias: Pera o que<br/>
tocava á hiſtoria Portugueza lhe foraõ<br/>
entregues todos os papeis, aſſi dos Re-<br/>
gimentos Reaes, como das Relaçoens,<br/>
e cartas dos Vice-Reys, devaſſas, e di-<br/>
ligencias, mais couſas, que áquella ma-<br/>
teria pertenciaõ, como ſe vê na Decada<br/>
I.<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> xxxiii<br/> I. lib. 3. cap. 13. quando trata das cou- ſas de Guiné, e na Decada 2. lib. 8. c. I. e na Decada 4. lib. I0. cap. 21. onde diz, que ſó de papeis do Governador Nuno da Cunha lhe foraõ entregues duas ar- cas: Pera a noticia dos Reis do Orien- te, e ſeus póvos, nao ſe contentou com menor diligencia, que mandar buſcar as Chronicas daquelles meſmos Reynos, eſcritas em ſuas proprias linguas, com...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> xxxiii<br/>
I. lib. 3. cap. 13. quando trata das cou-
ſas de Guiné, e na Decada 2. lib. 8. c. I.
e na Decada 4. lib. I0. cap. 21. onde diz,
que ſó de papeis do Governador Nuno
da Cunha lhe foraõ entregues duas ar-
cas: Pera a noticia dos Reis do Orien-
te, e ſeus póvos, nao ſe contentou com
menor diligencia, que mandar buſcar as
Chronicas daquelles meſmos Reynos,
eſcritas em ſuas proprias linguas, como
conſta da I. Decada lib. 8. cap. 6. (I)
em que refere á Genealogia dos Reys
de Quiláa tirada da ſua meſma Chroni-
ca, e no lib. 9. cap. 3. diz, que conta
as couſas dos Malavares tiradas de hum
livro da ſua Religiaõ, e hiſtoria: hou-
ve outra Chronica dos Reys de Ormuz,
e outras dos Reys de Guſarate, Biſna-
gá, e Decaõ; e pera dar noticia dos A-
rabes, e Perſas, (2) mandou vir o ſeu
Tarigh, que he hum ſummario de todos
os Reys, que foraõ da Perſia, (3) até
que os Arabios com ſua ſeita a ſubjuga-
raõ, e dos feitos que os ſeus Califaz fi-
zeraõ na conquiſta das partes do Orien-
te,
_________________________________________________________
(I) Decada 2. lib. 2. cap I. (2) E lib. 2.c. 9.
{{SIC|)|(}}3) Decada I. lib. I. c. I. Decada 2. lib. 4. c. 4.
E lib. 10. c. 5.<noinclude></noinclude>
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I. lib. 3. cap. 13. quando trata das cou-<br/>
ſas de Guiné, e na Decada 2. lib. 8. c. I.<br/>
e na Decada 4. lib. I0. cap. 21. onde diz,<br/>
que ſó de papeis do Governador Nuno<br/>
da Cunha lhe foraõ entregues duas ar-<br/>
cas: Pera a noticia dos Reis do Orien-<br/>
te, e ſeus póvos, nao ſe contentou com<br/>
menor diligencia, que mandar buſcar as<br/>
Chronicas daquelles meſmos Reynos,<br/>
eſcritas em ſuas proprias linguas, como<br/>
conſta da I. Decada lib. 8. cap. 6. (I)<br/>
em que refere á Genealogia dos Reys<br/>
de Quiláa tirada da ſua meſma Chroni-<br/>
ca, e no lib. 9. cap. 3. diz, que conta<br/>
as couſas dos Malavares tiradas de hum<br/>
livro da ſua Religiaõ, e hiſtoria: hou-<br/>
ve outra Chronica dos Reys de Ormuz,<br/>
e outras dos Reys de Guſarate, Biſna-<br/>
gá, e Decaõ; e pera dar noticia dos A-<br/>
rabes, e Perſas, (2) mandou vir o ſeu<br/>
Tarigh, que he hum ſummario de todos<br/>
os Reys, que foraõ da Perſia, (3) até<br/>
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(I) Decada 2. lib. 2. cap I. (2) E lib. 2.c. 9.
{{SIC|)|(}}3) Decada I. lib. I. c. I. Decada 2. lib. 4. c. 4.
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: xxxiv <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/> te, os quaes livros lhe foraõ interprèta-<br/> dos, como elle refere allegando-os em<br/> muitas partes, couſa que naquelle tem-<br/> po era facil, por terem os Reys deſte<br/> Reyno muitos homens aſſallariados pra-<br/> ticos nas principaes linguas do Oriente<br/> pera lhe ſervirem deſte miſter. Pelo que<br/> com pouca razaõ affirma Pero Teixeira<br/> (I) nas ſuas Relaç...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>xxxiv <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>
te, os quaes livros lhe foraõ interprèta-<br/>
dos, como elle refere allegando-os em<br/>
muitas partes, couſa que naquelle tem-<br/>
po era facil, por terem os Reys deſte<br/>
Reyno muitos homens aſſallariados pra-<br/>
ticos nas principaes linguas do Oriente<br/>
pera lhe ſervirem deſte miſter. Pelo que<br/>
com pouca razaõ affirma Pero Teixeira<br/>
(I) nas ſuas Relaçoens da Perſia (ti-<br/>
radas da Hiſtoria do Tarigh) que o noſ-<br/>
ſo Joaõ de Barros por falta de interpre-<br/>
te nos naõ deo mais noticia delle, que<br/>
do nome, ſendo aſſi que das couſas da<br/>
Perſia trata larguiſſimamente, allegando<br/>
eſte livro de que as tirou: e de ſua in-<br/>
terpretaçaõ faz particular mençaõ na 2.<br/>
Decada lib. 2. cap. 2. e no lib. 4. cap. 4.<br/>
onde accreſcenta, que até da vida do<br/>
Gran Tamorlaõ, que tambem alcançou<br/>
eſcrita naquella lingua; tinha feito tra-<br/>
duzir a maior parte. Pelo que parece<br/>
que nao faltaria na traduçaõ do Tarigh,<br/>
que tanto lhe importava, quem fazia<br/>
occupar o interprete em outra obra,<br/>
que quaſi lhe era deſneceffaria.<br/>
Pera a graduaçaõ das Provincias ſe<br/>
valeo dos noſſos meſmos pilotos Portu-<br/>
gue-
________________________________________________________
(I) Teixeira no Prologa das Relaçoens<noinclude></noinclude>
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Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/211
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: É certo, porém, que em um livro de eleições da Semana Santa<ref>Este livro fui encontrá-lo na antiga casa do falecido José J. de Brito, o qual pertence a seu sobrinho o sr. Severim José de Brito, abastado comerciante da praça do Porto. O livro lá ficou.</ref>, que começou em 1760, encontra-se a fl. 51 um termo, no qual se faz menção de que o falecido abade --imagem-- Igreja de Ferreira desta freguesia António Rodrigues da Natividade...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>É certo, porém, que em um livro de eleições da Semana Santa<ref>Este livro fui encontrá-lo na antiga casa do falecido José J. de Brito, o qual pertence a seu sobrinho o sr. Severim José de Brito, abastado comerciante da praça do Porto. O livro lá ficou.</ref>, que começou em 1760, encontra-se a fl. 51 um termo, no qual se faz menção de que o falecido abade
--imagem--
Igreja de Ferreira
desta freguesia António Rodrigues da Natividade tinha deixado a sua ''terça'' à igreja, que importava em 250$000 réis, e determinou-se «que com este dinheiro se ''continuasse'' a obra da dita igreja, ''já começada'', desde a parte do sul até ao frontispicio».
E, noutro termo, de 11 de Dezembro, do mesmo ano, também se diz que «as obras da igreja estavam ''começadas''.
Ainda no mesmo livro, fl. 98, aparece mais um termo e acórdão, datado de 24 de Junho, de 1782, no qual se determinou «que se ''continuasse'' a obra da igreja ''até final'', segundo o risco que se mandou fazer...», e os paroquianos obrigaram-se, cada um segundo as suas posses, a dar «todo o dinheiro necessário para complemento da obra...»
Foi um «''Visitador''» quem ordenou que o legado do dito abade (a terça) fosse aplicado à construção do edifício<ref>Consta do referido livro.</ref>.
As sacristias são espaçosas, com muita luz e óptimas acomodações, havendo na do pároco um ''revistuário'', que é um móvel de valor.
Já no referido «''Tombo''» se fala do «''famoso caixão''».
A talha dos altares colaterais é digna de menção, não pelo rendilhado, mas pela correcção das suas linhas: o seu alçado, muito elegante, tem sabor de escola.
O coro, muito espaçoso, é de volta abatida, em cantaria.
A freguesia é populosa, bem situada, tem grande área, bons montados, bastantes madeiras e lenhas. Produz cereais, frutas e vinho.
Os seus moradores, tratáveis e atenciosos, são vizinhos que estimo, e muitos foram meus companheiros de infância na escola primária, quando era regida pelo distinto
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> xxxiii<br/> guezes, (I) que navegando todos a- quelles mares com o Aſtrolabio, e ſon- da na maõ, fizeraõ reprovar as mais das opinioens dos Gregos, e Romanos, que fallaraõ das couſas do Oriente com mui- to pouca noticia; cheas eſtaõ as Deca- das (2) deſtas emendas, e correcçoens feitas a Ptolomeu, Arriano, e aos mais Geographos antigos, que da India tra- taraõ. (3) E pera poder deſcrever as Provincias...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> xxxiii<br/>
guezes, (I) que navegando todos a-
quelles mares com o Aſtrolabio, e ſon-
da na maõ, fizeraõ reprovar as mais das
opinioens dos Gregos, e Romanos, que
fallaraõ das couſas do Oriente com mui-
to pouca noticia; cheas eſtaõ as Deca-
das (2) deſtas emendas, e correcçoens
feitas a Ptolomeu, Arriano, e aos mais
Geographos antigos, que da India tra-
taraõ. (3) E pera poder deſcrever as
Provincias mediterranias, mandou vir os
livros, que de ſua Geografia ſe podé-
raõ haver, como foi hum da Geografia
da China, com todas ſuas Regioens em
taboa, e pera o Interpretar comprou
hum Chim douto em ſuas letras, que
lhe ſervio deſte officio. E na Decad. 2.
lib. 5. cap. I. allega outro livro da Geo-
grafia da Perſia. Pelo que com razao lhe
deraõ muitos Autores taõ grande lugar
entre os famoſos Coſmografos do mun-
do.
Pois o animo verdadeiro, com que
tratou dos homens vemos bem claro
neſtas Decadas, onde com ſumma liber-
dade reprova os vicios, e louva as vir-
tudes,
__________________________________________________________
(1) Noticia da Geografia. (2) Dec. 3. lib. 5, c. I.
(3) Decad. 3. lib. 2 cap. I.<noinclude></noinclude>
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Strudel45
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Vinicius Gasparin
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/* Revista */
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<noinclude><pagequality level="3" user="Vinicius Gasparin" /></noinclude>{{c|ATO INSTITUCIONAL Nº8, DE 2 DE ABRIL DE 1969}}
{{Justificado|
{{Gap}}'''O Presidente da República,''' considerando a inadiável necessidade de dinamizar a Reforma Administrativa, em fase de plena implantação na esfera federal, inclusive com a sua extensão às demais áreas governamentais, resolve editar o seguinte Ato Institucional:
{{Gap}}Art. 1º - Fica atribuída, ao Poder Executivo dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios de população superior a duzentos mil habitantes, competência para realizar, por decreto, a respectiva reforma administrativa, observados os princípios fundamentais adotados para a Administração Federal.
{{Gap}}Parágrafo único. A implantação da reforma administrativa não determinará aumento nas despesas de custeio de pessoal.
{{Gap}}Art. 2º - Para possibilitar a realização da reforma administrativa, poderá o Poder Executivo, inclusive o da União, através de decreto:
{{Gap}}{{Gap}}{{Romano|1}} - alterar a denominação de cargos em comissão;
{{Gap}}{{Gap}}{{Romano|2}} - reclassificar cargos em comissão, respeitada a tabela de símbolos em vigor;
}}{{NOP}}<noinclude></noinclude>
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Vinicius Gasparin
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Vinicius Gasparin
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<noinclude><pagequality level="3" user="Vinicius Gasparin" /></noinclude>{{Justificado|
{{Gap}}{{Gap}}{{Romano|3}} - transformar funções gratificadas em cargos em comissão; e
{{Gap}}{{Gap}}{{Romano|1}} - declarar a extinção de cargos.
{{Gap}}{{Gap}}Parágrafo único - Ficam revalidados os atos do Poder Executivo que já efetivaram quaisquer das medidas administrativas previstas neste artigo.
{{Gap}}Art. 3º - O presente Ato Institucional entrará em vigor nesta data, revogadas as disposições em contrário.
{{Gap}}Brasília, 2 de abril de 1 969;<br/>
148º da Independência e 81º da República.
}}
{{c|[[:w:Costa_e_Silva|Costa e Silva]]}}
{{c|[[:w:Luís_da_Gama_e_Silva|Luís Antônio da Gama e Silva]]}}
{{c|[[:w:Hélio_Beltrão|Hélio Beltrão]]}}
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Vinicius Gasparin
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148º da Independência e 81º da República.
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Vinicius Gasparin
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Ato Institucional Número Oito
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Vinicius Gasparin
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[[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{navegar | título = Ato Institucional Número Oito | autor = Brasil | anterior = [[Ato_Institucional_Número_Sete|AI-7]] | seção = AI-8 | posterior = [[Ato_Institucional_Número_Nove|AI-9]] | notas = {{wikipédia|Ato Institucional Número Oito}} }} <pages index="Ato Institucional Número Oito.pdf" from=1 to=3/> [[Categoria:1969]] [[Categoria:Atos institucionais|08]] [[Categoria:Ditadura militar brasileira]]
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Ruiaraujo1972
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: professor oficial Dionizio Barreiros da Cunha, falecido há poucos anos<ref>Em 6 de Outubro, de 1906.</ref>. É cortada pela estrada a ''macadam'', n.º 24, aos lados da qual se têem feito construções, que muito realçam e embelezam o seu traçado. O panorama que se abre aos olhos do viajeiro ao sair dos pinheirais do Amparo, vindo de S. Pedro da Torre, é inconfundível. Tão alegre, tão desafogado, que a vista procura abarcar num só raio v...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>professor oficial Dionizio Barreiros da Cunha, falecido há poucos anos<ref>Em 6 de Outubro, de 1906.</ref>.
É cortada pela estrada a ''macadam'', n.º 24, aos lados da qual se têem feito construções, que muito realçam e embelezam o seu traçado.
O panorama que se abre aos olhos do viajeiro ao sair dos pinheirais do Amparo, vindo de S. Pedro da Torre, é inconfundível. Tão alegre, tão desafogado, que a vista procura abarcar num só raio visual, enfeixando-as em
reduzido espelho, essas cintilantes vibrações da natureza, que se vão distanciando, até Vascões, em graciosos planos, enfeitados de arvoredo.
Quando se chega à capela do Amparo, parece que temos saído de um tunel e que se respira melhor debaixo do céu azul que nos cobre, tendo diante de nós uma
paisagem retintamente minhota.
Pouco abaixo, seguindo a linha da estrada, depara-se com o risonho lugar de Quintão, onde se destaca o solar deste nome, fechado dentro de uma longa cinta de buxos, que revestem o muro que o cerca<ref>Pertenceu esta casa ao dr. Manuel da Cunha Andrade e Sousa, por muitas vezes citado neste trabalho.</ref>.
No adro da igreja existe anoso freixo, que deve ser muito anterior à edificação daquela.
A 0<sup>m</sup>,30 do solo, mede de circunferência 5<sup>m</sup>,30, e a 1<sup>m</sup>,50 de altura, 5<sup>m</sup>,40!<ref>No «Tombo» de 1785, desta freguesia, já se menciona, na parte do sul o - «''famoso freixo''». Foi derrubado pela violentíssima tempestade da noite de 22 para 23 de Dezembro. Na sua queda atingiu uma sacristia e parte da igreja, danificando-as.</ref>
Detrás da capela-mór foi construído o cemitério em terreno que pertenceu ao passal.
Os lugares principais são: Venade, próximo do monte de S. Silvestre, Vale, Paço, Carreiros, Centeeira, Merim, Brito e Quintão.
Houve nesta freguesia casas ilustres e nobres, como foram as de Tourém, Cascalhal, Cachadinha, Bouça e Ciguélos.
As do Paço, Quintão e Bouça ainda teem representantes.
Na do Paço nasceu o 1.° Bispo de Elvas, D. António M. de Carvalho, em 1521.
Leonel de Andrade e Sousa, genealogista de merecimento, natural da casa da Cóvinha, em Formariz, casou na dita casa do Paço com D. Benta Maria Barbosa da
Cunha<ref>Era filha de Domingos Barbosa e de sua mulher D. Esperança Barbosa da Cunha, neta por varonia de João Barbosa, natural do lugar da Cidade, freguesia de Formariz, e de sua mulher D. Madalena de Barbosa.</ref>.
Deste matrimónio, entre outros filhos, nasceu D. Florência Josefa Barbosa de Sousa, que foi casada com Lourenço Alves Ferreira, da casa do Rêgo, em Venade, e foram morar para a quinta de S. José, na freguesia de Fontoura (Valença)<ref>Esta quinta foi comprada pelo P.<sup>e</sup> Manuel Alves da Silva Rego a Sebastião Correia de Sá, e sogra, da cidade de Guimarães, em 1745, pela quantia de dez mil cruzados, e abrangia outras propriedades e montados, que the eram anexos. Foi doada pelo dito comprador P.<sup>e</sup> Manuel Alves aquele Lourenço Alves Ferreira, que era seu irmão. Vi a escritura e outros documentos.</ref>.
Tiveram filhos e entre eles António Luiz de Sousa Lyra e Castro e D. Clara Maria.
Aquele casou com D. Maria Luiza Mendes da Cunha, filha do dr. António Mendes da Costa e de sua mulher
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Ruiaraujo1972
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>professor oficial Dionizio Barreiros da Cunha, falecido há poucos anos<ref>Em 6 de Outubro, de 1906.</ref>.
É cortada pela estrada a ''macadam'', n.º 24, aos lados da qual se têem feito construções, que muito realçam e embelezam o seu traçado.
O panorama que se abre aos olhos do viajeiro ao sair dos pinheirais do Amparo, vindo de S. Pedro da Torre, é inconfundível. Tão alegre, tão desafogado, que a vista procura abarcar num só raio visual, enfeixando-as em
reduzido espelho, essas cintilantes vibrações da natureza, que se vão distanciando, até Vascões, em graciosos planos, enfeitados de arvoredo.
Quando se chega à capela do Amparo, parece que temos saído de um tunel e que se respira melhor debaixo do céu azul que nos cobre, tendo diante de nós uma
paisagem retintamente minhota.
Pouco abaixo, seguindo a linha da estrada, depara-se com o risonho lugar de Quintão, onde se destaca o solar deste nome, fechado dentro de uma longa cinta de buxos, que revestem o muro que o cerca<ref>Pertenceu esta casa ao dr. Manuel da Cunha Andrade e Sousa, por muitas vezes citado neste trabalho.</ref>.
No adro da igreja existe anoso freixo, que deve ser muito anterior à edificação daquela.
A 0<sup>m</sup>,30 do solo, mede de circunferência 5<sup>m</sup>,30, e a 1<sup>m</sup>,50 de altura, 5<sup>m</sup>,40!<ref>No «Tombo» de 1785, desta freguesia, já se menciona, na parte do sul o - «''famoso freixo''». Foi derrubado pela violentíssima tempestade da noite de 22 para 23 de Dezembro. Na sua queda atingiu uma sacristia e parte da igreja, danificando-as.</ref>
Detrás da capela-mór foi construído o cemitério em terreno que pertenceu ao passal.
Os lugares principais são: ''Venade'', próximo do monte de S. Silvestre, ''Vale, Paço, Carreiros, Centeeira, Merim, Brito'' e ''Quintão''.
Houve nesta freguesia casas ilustres e nobres, como foram as de ''Tourém'', ''Cascalhal'', ''Cachadinha'', ''Bouça'' e ''Ciguélos''.
As do ''Paço'', ''Quintão'' e ''Bouça'' ainda teem representantes.
Na do ''Paço'' nasceu o 1.° Bispo de Elvas, D. António M. de Carvalho, em 1521.
Leonel de Andrade e Sousa, genealogista de merecimento, natural da casa da Cóvinha, em Formariz, casou na dita casa do Paço com D. Benta Maria Barbosa da
Cunha<ref>Era filha de Domingos Barbosa e de sua mulher D. Esperança Barbosa da Cunha, neta por varonia de João Barbosa, natural do lugar da Cidade, freguesia de Formariz, e de sua mulher D. Madalena de Barbosa.</ref>.
Deste matrimónio, entre outros filhos, nasceu D. Florência Josefa Barbosa de Sousa, que foi casada com Lourenço Alves Ferreira, da casa do Rêgo, em Venade, e foram morar para a quinta de S. José, na freguesia de Fontoura (Valença)<ref>Esta quinta foi comprada pelo P.<sup>e</sup> Manuel Alves da Silva Rego a Sebastião Correia de Sá, e sogra, da cidade de Guimarães, em 1745, pela quantia de dez mil cruzados, e abrangia outras propriedades e montados, que the eram anexos. Foi doada pelo dito comprador P.<sup>e</sup> Manuel Alves aquele Lourenço Alves Ferreira, que era seu irmão. Vi a escritura e outros documentos.</ref>.
Tiveram filhos e entre eles António Luiz de Sousa Lyra e Castro e D. Clara Maria.
Aquele casou com D. Maria Luiza Mendes da Cunha, filha do dr. António Mendes da Costa e de sua mulher
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Ruiaraujo1972
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>professor oficial Dionizio Barreiros da Cunha, falecido há poucos anos<ref>Em 6 de Outubro, de 1906.</ref>.
É cortada pela estrada a ''macadam'', n.º 24, aos lados da qual se têem feito construções, que muito realçam e embelezam o seu traçado.
O panorama que se abre aos olhos do viajeiro ao sair dos pinheirais do Amparo, vindo de S. Pedro da Torre, é inconfundível. Tão alegre, tão desafogado, que a vista procura abarcar num só raio visual, enfeixando-as em
reduzido espelho, essas cintilantes vibrações da natureza, que se vão distanciando, até Vascões, em graciosos planos, enfeitados de arvoredo.
Quando se chega à capela do Amparo, parece que temos saído de um tunel e que se respira melhor debaixo do céu azul que nos cobre, tendo diante de nós uma
paisagem retintamente minhota.
Pouco abaixo, seguindo a linha da estrada, depara-se com o risonho lugar de Quintão, onde se destaca o solar deste nome, fechado dentro de uma longa cinta de buxos, que revestem o muro que o cerca<ref>Pertenceu esta casa ao dr. Manuel da Cunha Andrade e Sousa, por muitas vezes citado neste trabalho.</ref>.
No adro da igreja existe anoso freixo, que deve ser muito anterior à edificação daquela.
A 0<sup>m</sup>,30 do solo, mede de circunferência 5<sup>m</sup>,30, e a 1<sup>m</sup>,50 de altura, 5<sup>m</sup>,40!<ref>No «Tombo» de 1785, desta freguesia, já se menciona, na parte do sul o - «''famoso freixo''». Foi derrubado pela violentíssima tempestade da noite de 22 para 23 de Dezembro. Na sua queda atingiu uma sacristia e parte da igreja, danificando-as.</ref>
Detrás da capela-mór foi construído o cemitério em terreno que pertenceu ao passal.
Os lugares principais são: ''Venade'', próximo do monte de S. Silvestre, ''Vale, Paço, Carreiros, Centeeira, Merim, Brito'' e ''Quintão''.
Houve nesta freguesia casas ilustres e nobres, como foram as de ''Tourém'', ''Cascalhal'', ''Cachadinha'', ''Bouça'' e ''Ciguélos''.
As do ''Paço'', ''Quintão'' e ''Bouça'' ainda teem representantes.
Na do ''Paço'' nasceu o 1.º Bispo de Elvas, D. António M. de Carvalho, em 1521.
Leonel de Andrade e Sousa, genealogista de merecimento, natural da casa da Cóvinha, em Formariz, casou na dita casa do Paço com D. Benta Maria Barbosa da
Cunha<ref>Era filha de Domingos Barbosa e de sua mulher D. Esperança Barbosa da Cunha, neta por varonia de João Barbosa, natural do lugar da Cidade, freguesia de Formariz, e de sua mulher D. Madalena de Barbosa.</ref>.
Deste matrimónio, entre outros filhos, nasceu D. Florência Josefa Barbosa de Sousa, que foi casada com Lourenço Alves Ferreira, da casa do Rêgo, em Venade, e foram morar para a quinta de S. José, na freguesia de Fontoura (Valença)<ref>Esta quinta foi comprada pelo P.<sup>e</sup> Manuel Alves da Silva Rego a Sebastião Correia de Sá, e sogra, da cidade de Guimarães, em 1745, pela quantia de dez mil cruzados, e abrangia outras propriedades e montados, que the eram anexos. Foi doada pelo dito comprador P.<sup>e</sup> Manuel Alves aquele Lourenço Alves Ferreira, que era seu irmão. Vi a escritura e outros documentos.</ref>.
Tiveram filhos e entre eles António Luiz de Sousa Lyra e Castro e D. Clara Maria.
Aquele casou com D. Maria Luiza Mendes da Cunha, filha do dr. António Mendes da Costa e de sua mulher
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Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/62
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: xl <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/> tudes, que alguns Capitaens tiveraŏ,<br/> dando a cada hum o ſeu; e aſſi o pro-<br/> teſta elle na I. Decad. lib. 3. cap. I2.<br/> dizendo: ''Pois a Deos aprouve, que naõ''<br/> ''por officio, mas por inclinaçaõ, naõ por''<br/> ''premio, mas de graça, e mais offereci-''<br/> ''do que convidado, tomaſſe o cuidado de''<br/> ''eſcrever as couſas, que paſſaraõ neſte<br/> ''deſc...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>xl <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>
tudes, que alguns Capitaens tiveraŏ,<br/>
dando a cada hum o ſeu; e aſſi o pro-<br/>
teſta elle na I. Decad. lib. 3. cap. I2.<br/>
dizendo: ''Pois a Deos aprouve, que naõ''<br/>
''por officio, mas por inclinaçaõ, naõ por''<br/>
''premio, mas de graça, e mais offereci-''<br/>
''do que convidado, tomaſſe o cuidado de''<br/>
''eſcrever as couſas, que paſſaraõ neſte<br/>
''deſcobrimento, e conquiſta do Oriente,<br/>
''naõ permitirá, que eu perca algum pre-''<br/>
''mio, ſe o deſte trabalho poſſo ter, tro-''<br/>
''cando ou negando os meritos de cada''<br/>
''hum &c''. E ſe alguem lhe notar, que<br/>
deixou de eſcrever algumas particulari-<br/>
dades, que houve por vezes entre os<br/>
noſſos meſmos Capitaens, a iſſo reſpon-<br/>
de elle, que neſtas ſuas Decadas mais<br/>
trabalhou por referir o eſſencial da hiſto-<br/>
ria, que naõ em ampliar miudeſas, deſ-<br/>
cobrindo vicios alheios, de que muitos<br/>
naõ ſabiaõ parte, com que ſem benefi-<br/>
cio publico ſe infamaõ as almas dos de-<br/>
funtos, naõ ſervindo tais exemplos ſe-<br/>
naõ de accreſcentar odios entre ſeus deſ-<br/>
cendentes, e de ſer mais licença de vi-<br/>
cios, que abſtinencia delles, o que em<br/>
toda a boa hiftoria ſe deve com muito<br/>
cuidado evitar.<br/>
A<noinclude></noinclude>
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Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/213
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: D. Inácia da Cunha e Silva, de Linhares<ref>Esta Senhora era filha de António da Cunha e de sua mulher D. Rosa da Cunha e Silva, que residiam em Linhares.</ref>, e tiveram uma única filha, chamada D. Maria Clara de Sousa Lyra e Castro. D. Clara Maria<ref>Faleceu a 21 de Setembro de 1825.</ref> irmã de António Luiz de Sousa Lyra e Castro, casou com Paulo José ''Champalimaud'' de Nussane, brigadeiro de Engenharia na praça de Valença, Ca...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>D. Inácia da Cunha e Silva, de Linhares<ref>Esta Senhora era filha de António da Cunha e de sua mulher D. Rosa da Cunha e Silva, que residiam em Linhares.</ref>, e tiveram uma única filha, chamada D. Maria Clara de Sousa Lyra e Castro.
D. Clara Maria<ref>Faleceu a 21 de Setembro de 1825.</ref> irmã de António Luiz de Sousa Lyra e Castro, casou com Paulo José ''Champalimaud'' de Nussane, brigadeiro de Engenharia na praça de Valença, Cavaleiro professo na Ordem da Conceição e de origem francesa.
Viveram na mencionada quinta de S. José do Barrio e depois naquela praça.
É deste tronco que procede a distinta família dos ''Champalimauds''.
Do matrimónio de Paulo Champalimaud com aquela D. Clara Maria, nasceram José Joaquim Champalimaud de Nussane Lyra e Castro e D. Rosa Champalimaud de Nussane Lyra e Castro.
Aquele, que foi marechal de campo, casou com sua prima D. Maria Clara de Sousa Lyra e Castro, filha única do dito António Luiz de Sousa Lyra e Castro, viveram na referida casa do Paço, desta freguesia de Ferreira e tiveram
estes filhos:
D. Maria Clementina Champalimaud de Nussane Lyra e Castro.
D. Carlota Casimira Champalimaud de Nussane Lyra e Castro.
D. Ana Umbelina Champalimaud de Nussane Lyra e Castro.
D. Luisa Efigénia Champalimaud de Nussane Lyra e Castro.
José António Champalimaud de Sousa e Castro<ref>Foi este o último senhor da casa do Paço, a qual passou, em usufruto, para o sr. José Joaquim Champalimaud de Nussane Lyra e Castro, sobrinho daquele, actualmente residente em Lisboa.</ref>.
António Luiz Champalimaud de Sousa Lyra e Castro.
D. Emília Cândida Champalimaud de Sousa Lyra e Castro.
D. Guilhermina Amália Champalimaud de Sousa Lyra e Castro.
Joaquim Carlos Champalimaud de Sousa Lyra e Castro.
{{c|---}}
Foi o marechal José Champalimaud quem mandou construir a capela do Senhor da Cana-Verde<ref>A licença para a edificação desta capela foi concedida por Provisão do Arcebispo de Braga, em 23 de Março de 1811.</ref> próximo da sua casa do Paço, à entrada da mata, fazendo-lhe o património no campo das Antas e bouça por cima.
Antes da capela, havia naquele sítio um ''nicho'', onde se venerava a mesma imagem, pela qual havia muita devoção.
Como a nobre casa do Paço ainda tem representantes, vou deixar-lhes aqui o seu «''autem genuit''»:
D. Filipa Mendes, irmã do 1.º Bispo de Elvas, nasceu, bem como este, nesta casa e casou com Francisco Barbosa Barriga, da casa e torre de Manteläes, em Formariz; viveram na casa e quinta do Laranjal de Boiamonte, da mesma freguesia, e tiveram, além de mais filhos, Pedro Barbosa Mendes, que era o 4.º.
Este casou com D. Constança da Costa Botelho, filha de Pedro de Araújo Cerqueira e de sua mulher D. Isabel da Costa Botelho, da freguesia do Couto, concelho de Barcelos e residiram na casa do Paço, em Ferreira.
Tiveram oito filhos, sendo D. Maria Barbosa Mendes, a mais nova, quem António de Sousa de Andrade, filho de
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Strudel45
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> xxxiii<br/> A clareza da narrativa he aſſás evi-<br/> dente, por fallar com palavras muito<br/> proprias, e naturaes e com tudo ſe vê<br/> nelle tanta mageſtade, que cauſa admi-<br/> raçaõ poder ajuntar com tanta gravida-<br/> de, tanta clareza; porque nas diſpoſi-<br/> çoens he taõ facil, que muitas vezes<br/> parece mais poeta, que hiſtorico, poſto<br/> que neſta parte a hiſtoria, e poeſia ſejaõ<br/...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> xxxiii<br/>
A clareza da narrativa he aſſás evi-<br/>
dente, por fallar com palavras muito<br/>
proprias, e naturaes e com tudo ſe vê<br/>
nelle tanta mageſtade, que cauſa admi-<br/>
raçaõ poder ajuntar com tanta gravida-<br/>
de, tanta clareza; porque nas diſpoſi-<br/>
çoens he taõ facil, que muitas vezes<br/>
parece mais poeta, que hiſtorico, poſto<br/>
que neſta parte a hiſtoria, e poeſia ſejaõ<br/>
muito conformes. Vejaõ-ſe neſta materia<br/>
as deſcripçoens das tormentas, das ba-<br/>
talhas, das baterias, as viſtas, e embai-<br/>
xadas, onde álém de eſcrever tudo co-<br/>
mo ſe o viſſe diante dos olhos, move<br/>
notavelmente os affectos de admiraçao,<br/>
e alegria e as deſcripçoens das Provin-<br/>
cias, Ilhas, Cidades, e portos, declara<br/>
com taes palavras, que eſcuſou pór ta-<br/>
boas Geograficas: porque comparando<br/>
cada couſa deſtas a algum final conheci<br/>
do (ſegundo as regras da Arte Memora-<br/>
tiva) faz comprehender dos leitores a<br/>
figura, ou couſa, de que trata, com ſum-<br/>
ma diftinçaõ.<br/>
O Juizo conſta naõ ſó em obſervar<br/>
as leys integrantes da Hiſtoria, mas na<br/>
boa ordem, e diſpoſiçaõ della, e no jul-<br/>
gar o que ſe errou, ou acertou nas ac-<br/>
çoens<noinclude></noinclude>
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Ruiaraujo1972
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: António Vaz de Sousa e de sua mulher D. Ana da Costa de Lençois, da nobre casa do Fôjo, em Cerdal. Também viveram nesta casa. D. Maria B. Mendes e seu marido tiveram quatro filhos, sendo o mais velho Bento de Sousa de Andrade, que casou, na freguesia de Formariz, com D. Maria de Brito Barbosa, filha de António de Brito Barbosa e de sua mulher D. Madalena Fernandes Velho. Viveram na casa da Cóvinha (Formariz) e tiveram estes filhos: P...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>António Vaz de Sousa e de sua mulher D. Ana da Costa de Lençois, da nobre casa do Fôjo, em Cerdal. Também viveram nesta casa.
D. Maria B. Mendes e seu marido tiveram quatro filhos, sendo o mais velho Bento de Sousa de Andrade, que casou, na freguesia de Formariz, com D. Maria de Brito Barbosa, filha de António de Brito Barbosa e de sua mulher D. Madalena Fernandes Velho. Viveram na casa da Cóvinha (Formariz) e tiveram estes filhos:
P.<sup>e</sup> António Trancoso de Lençóes.
P.<sup>e</sup> José Pereira de Castro.
Teodósio de Sousa de Andrade.
Leonel de Andrade e Sousa.
Este casou com D. Benta Maria Barbosa da Cunha, filha de Domingos Barbosa e de sua mulher D. Esperança Barbosa da Cunha e moraram na casa do Paço; tiveram os filhos seguintes:
D. Florência Josefa Barbosa de Sousa.
D. Maria de Sousa e Castro.
Manuel António de Castro e Sousa.
D. Marciana de Caldas Magalhães.
D. Clara Pereira de Sousa.
D. Liberata de Andrade e Lyra.
Gervásio de Sousa Lyra <ref>Este chamava-se António Bento, e mudou o nome quando se crismou.</ref>.
D. Florência casou com Lourenço Alves Ferreira, da casa do Rego, em Venade, como já se disse atrás.
{{c|---}}
A casa de S''.<sup>ta</sup> Ana da Seára'', de Quintão, muito nobre, foi solar do dr. Manuel da Cunha Andrade e Sousa Bacelar<ref>Só uma vez vi que ele usasse do apelido - Bacelar.</ref>, um dos mais ilustres e eruditos courenses do século XVIII.
Era filho de Henrique de Caldas Ledo Bacelar<ref>Foi juiz ordinário e era Cavaleiro de Cristo. Descendia da casa da Igreja, em Parada.</ref> e de sua mulher D. Prudência da Cunha Amorim, aquele da casa da Igreja, em Parada.
O dr. Manuel da Cunha Andrade e Sousa foi Juiz de Fóra e dos Orfãos nas vilas de Santos e de S. Vicente, no Brasil, e em ambos Provedor das fazendas dos Defuntos e Ausentes, Capelas e Resíduos, Auditor da gente da guerra e Juiz privativo e Conservador do Real Contrato do sal na capitania de S. Paulo, e por último Desembargador da Relação do Porto<ref>Ver «''Tombo''» de Ferreira, fl. 62, e registo ou assento do casamento do seu filho José Pitta Palhares Antas e Castro, no livro deles, fl. 56 v.</ref>.
Escrevia com elegância e tinha trato íntimo com as letras, além de ser curioso investigador, coleccionador de documentos antigos, consciencioso genealogista e distinto jurisconsulto.
É muito interessante a sua «''Allegação Theo-juridica''», sobre a prisão e excomunhão de Marinho dos Santos, e a «''Representação Político-Legal''», dirigida ao rei D. João V, sobre os salários dos magistrados<ref>São inéditas, e encontram-se em poder do sr. dr. Júlio C. Gomes Barbosa, desta vila, meu prezado amigo e colega, a quem devo a amabilidade de me as deixar ler.</ref>.
Tève relações de boa camaradagem com literatos do seu tempo, como Fr. Bento Feijó, (espanhol), Dr. Lourenço Justiniano da Anunciação e Conde da Ericeira.
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Ruiaraujo1972
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: O dr. Manuel da Cunha de Andrade e Sousa casou, no Brasil, com D. Maria de Oliveira, filha de D. Antónia Francisca Lustosa e de seu marido o capitão Paulo de Oliveira Gomes, naturais da cidade de Guimarães, e tiveram, entre outros filhos: D. Efigénia Bacelar e Sousa. Esta senhora teve uma filha, bastarda, chamada D. Maria Adelaide de Sousa e Castro, que foi casada com Francisco Luiz Pereira Bacelar, da casa de Cubos, em Cerdal (Valen...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>O dr. Manuel da Cunha de Andrade e Sousa casou, no Brasil, com D. Maria de Oliveira, filha de D. Antónia Francisca Lustosa e de seu marido o capitão Paulo de Oliveira Gomes, naturais da cidade de Guimarães, e tiveram, entre
outros filhos:
D. Efigénia Bacelar e Sousa.
Esta senhora teve uma filha, bastarda, chamada D. Maria Adelaide de Sousa e Castro, que foi casada com Francisco Luiz Pereira Bacelar, da casa de Cubos, em Cerdal (Valença), e tiveram:
D. Inácia Pereira Bacelar.
Alexandre Fortunato Pereira Bacelar.
D. Antónia Joana Pereira Bacelar.
Joaquim Pereira Bacelar.
D. Rosalina da Anunciação Pereira Bacelar, falecida.
José Maria Pereira Bacelar, ausente.
{{c|---}}
Publicamos, a seguir, uma carta, inédita, daquele ilustre courense, que acompanhou a Representação Político Legal, dirigida ao «P.e dr. Lourenço Justiniano da Anunciação»:
«''Meu Senhor:''
''Remeto a V. Rev.<sup>ma</sup> o papel em que ontem falamos, para que, pondo-lhe os olhos, the emende os erros e castigue os defeitos, se é que pode caber emenda onde é total a deformidade.''
''A ignorância nela se encontra: por já conhecida, não parecerá a V. Rev.<sup>ma</sup> tão horrorosa, e sei eu lhe a dever antes a comiseração que o fastio, porque os juizos tão prudentes como os de V. Rev.<sup>ma</sup>, conhecem que a ignorância é mais fragilidade do entendimento, que culpa da vontade, e por isso se inclinam mais à compaixão que ao desprezo. Nem a minha inépcia seria tão atrevida, que se sujeitasse à crítica que não fosse bem intencionada e levasse segura não só a emenda, mas a absolvição.''
''Uma coisa espero de V. Rev.<sup>ma</sup>, esperimentando-o na primeira como mercé, e na segunda como amigo, para em toda a vida lhe tributar de mercê a veneração, e de amigo a correspondência''
''Deus guarde a V. Rev.<sup>ma</sup> m. a. 2 de Julho de 1738.''
{{right|''De V. Rev.<sup>ma</sup> am. m.<sup>to</sup> fiel''}}
''e v.<sup>or</sup> afectivo''
''(a) Manuel da Cunha Andrade e Sousa''».
Ainda outra carta do mesmo, ao Conde da Ericeira,
remetendo-lhe o «Elogio gratulatório» do mesmo Conde,
depois que este fez a publicação das cartas do Padre
António Vieira.
<<Meu Senhor: Ainda que do trabalho que tive de juntar
algumas cartas do Padre António Vieira, não tive outro lucro
mais que o de letras de V. Ex.e, sempre fico usurário, porque
tem estas para a minha estimação infinito preço.
Beijo a V. Ex.a a mão por tanta honra pelas singulares
expressões que derrama sobre o meu demérito, de que me não
rimo por mais que me confesse obrigado e mostre agradecido.
Como V. Ex.a justamente se constitue credor de mais
cartas, é-me preciso confessar a dívida e juntamente a impos-
sibilidade de satisfazê-la, porque, das que tenho, umas estão
já impressas e outras não se podem fazer públicas, que é o
fim para que V. Ex.e as quer.
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Ruiaraujo1972
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>O dr. Manuel da Cunha de Andrade e Sousa casou, no Brasil, com D. Maria de Oliveira, filha de D. Antónia Francisca Lustosa e de seu marido o capitão Paulo de Oliveira Gomes, naturais da cidade de Guimarães, e tiveram, entre
outros filhos:
D. Efigénia Bacelar e Sousa.
Esta senhora teve uma filha, bastarda, chamada D. Maria Adelaide de Sousa e Castro, que foi casada com Francisco Luiz Pereira Bacelar, da casa de Cubos, em Cerdal (Valença), e tiveram:
D. Inácia Pereira Bacelar.
Alexandre Fortunato Pereira Bacelar.
D. Antónia Joana Pereira Bacelar.
Joaquim Pereira Bacelar.
D. Rosalina da Anunciação Pereira Bacelar, falecida.
José Maria Pereira Bacelar, ausente.
{{c|---}}
Publicamos, a seguir, uma carta, inédita, daquele ilustre courense, que acompanhou a Representação Político Legal, dirigida ao «P.e dr. Lourenço Justiniano da Anunciação»:
«''Meu Senhor:''
''Remeto a V. Rev.<sup>ma</sup> o papel em que ontem falamos, para que, pondo-lhe os olhos, the emende os erros e castigue os defeitos, se é que pode caber emenda onde é total a deformidade.''
''A ignorância nela se encontra: por já conhecida, não parecerá a V. Rev.<sup>ma</sup> tão horrorosa, e sei eu lhe a dever antes a comiseração que o fastio, porque os juizos tão prudentes como os de V. Rev.<sup>ma</sup>, conhecem que a ignorância é mais fragilidade do entendimento, que culpa da vontade, e por isso se inclinam mais à compaixão que ao desprezo. Nem a minha inépcia seria tão atrevida, que se sujeitasse à crítica que não fosse bem intencionada e levasse segura não só a emenda, mas a absolvição.''
''Uma coisa espero de V. Rev.<sup>ma</sup>, esperimentando-o na primeira como mercé, e na segunda como amigo, para em toda a vida lhe tributar de mercê a veneração, e de amigo a correspondência''
''Deus guarde a V. Rev.<sup>ma</sup> m. a. 2 de Julho de 1738.''
{{right|''De V. Rev.<sup>ma</sup> am. m.<sup>to</sup> fiel''}}
{{right|''e v.<sup>or</sup> afectivo''}}
{{right|''(a) Manuel da Cunha Andrade e Sousa''».}}
{{c|---}}
Ainda outra carta do mesmo, ao Conde da Ericeira, remetendo-lhe o «''Elogio gratulatório''» do mesmo Conde, depois que este fez a publicação das cartas do Padre António Vieira.
«''Meu Senhor: Ainda que do trabalho que tive de juntar algumas cartas do Padre António Vieira, não tive outro lucro mais que o de letras de V. Ex.ª, sempre fico usurário, porque tem estas para a minha estimação infinito preço.''
''Beijo a V. Ex.ª a mão por tanta honra pelas singulares expressões que derrama sobre o meu demérito, de que me não rimo por mais que me confesse obrigado e mostre agradecido.''
''Como V. Ex.ª justamente se constitue credor de mais cartas, é-me preciso confessar a dívida e juntamente a impossibilidade de satisfazê-la, porque, das que tenho, umas estão já impressas e outras não se podem fazer públicas, que é o fim para que V. Ex.ª as quer.''
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Ruiaraujo1972
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ''E vendo-me nos termos de não ter materiais que oferecer a V.Ex.ª para continuação de tão útil obra, tomei o espediente de louvá-lo nesse gratulatório elogio, que ponho aos pés de V. Ex.e não como degrau por onde V. Ex.ª suba ao templo da Fama, (a que não pode elevar a minha pequenez), mas como sucedáneo que busca aos pés de V. Ex.ª o mais honrado lugar.'' ''Posto a eles, peço perdão do arrojo. enquanto pessoalmente o não faço.'' ''...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>''E vendo-me nos termos de não ter materiais que oferecer a V.Ex.ª para continuação de tão útil obra, tomei o espediente de louvá-lo nesse gratulatório elogio, que ponho aos pés de V. Ex.e não como degrau por onde V. Ex.ª suba ao templo da Fama, (a que não pode elevar a minha pequenez), mas como sucedáneo que busca aos pés de V. Ex.ª o mais honrado lugar.''
''Posto a eles, peço perdão do arrojo. enquanto pessoalmente o não faço.''
''Deus guarde a V. Ex.ª m. a. Lisboa, 20 de Outubro de 1738.''
{{right|''B. A. M. de V. Ex.ª''}}
{{right|<small>''Seu creado''</small>,}}
{{right|''(a) Manuel da Cunha Andrade e Sousa''»}}
{{c|---}}
O senhorio da casa da ''Cachadinha'' pertenceu a Francisco António de Castro Melo, casado com D. Miquelina Felizarda Pereira Pinto, que era filha do capitão Manuel Joaquim Pereira Pinto e de D. Ana Maria Barbosa, sua mulher, e aquele, de Heitor Luiz de Barbosa Pereira de Melo, juiz proprietário da alfândega e sisas de Caminha, senhor da casa de S. Gonçalo, na freguesia da Argela, do mesmo concelho.
Francisco António de Castro Pereira de Melo, casou em Ferreira, por procuração, no dia 12 de Junho, de 1831; e do seu casamento houve uma única filha, de nome D. Maria Benedita de Melo, que foi casada com o sr. Joaquim Pereira Bacelar, 4.º filho de Francisco Luiz Pereira Bacelar e de sua mulher, da casa de Quintão.
A casa da ''Cachadinha'' passou, por arrematação judicial, para fora desta família.
{{c|---}}
No lugar de ''Vilamende'' houve, em tempos passados, uma torre, que foi desfeita, sendo empregada parte da sua pedra na construção da capela de N. S. dos Remédios, como parece inferir-se de uma inscrição sobre a sua porta
principal, que diz:
{{c|«Ex turri Fereyra olim}}
{{c|Est dimensa sacellum}}
{{c|Struxit sed lapso condit}}
{{c|ipsa modo. 1666.}}
Esta capela é pública, assim como outras de que vou dar resumida notícia.
''Santa Marinha'', no lugar de Carreiros, está mal cuidada. ''S. Francisco'', em Venade, data do século XVII, não se encontra em melhor estado. Foi mandada construir por Joaquim Moreira, daquele lugar, em 1688, como se lê na verga da porta principal. ''S. Silvestre'', no monte do mesmo nome, foi reparada no mês de Setembro, de 1907, pois havia sido atingida por uma violenta descarga eléctrica, que muito a danificou.
A do ''Destêrro'', particular, no Vale de Ferreira foi edificada por Frutuoso Barbosa da Cunha e sua mulher D. Perpétua de Araújo, senhores da casa do Covelo. Foi mandada demolir, há poucos anos, pelo seu último possuidor. Há quem atribua a fundação desta capela a José Brandão, morgado de Afe, em Moselos.
No mesmo lugar de Venade há outra capela, pertencente à casa dos Anjos, com a invocação de N. Senhora da Conceição, cujas paredes medem 1<sup>m</sup>,50 de espessura!<noinclude></noinclude>
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Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/64
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: xl <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/> çoens publicas, e particulares de que tra-<br/> ta. As leys da Hiſtoria integrantes ſe-<br/> guio propondo no principio a materia<br/> que tratava, introduzindo hum excellen-<br/> te exordio da origem das guerras entre<br/> os Mouros, e Portuguezes no que tem<br/> faltado muitos modernos, que começaõ<br/> ſuas hiſtorias como ſe eſcreveraõ huma<br/> carta; nao ſe pejando de...
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çoens publicas, e particulares de que tra-<br/>
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te exordio da origem das guerras entre<br/>
os Mouros, e Portuguezes no que tem<br/>
faltado muitos modernos, que começaõ<br/>
ſuas hiſtorias como ſe eſcreveraõ huma<br/>
carta; nao ſe pejando de profeſſarem<br/>
compor em huma Arte, ſem aprenderem<br/>
primeiro os preceitos, e regras della.<br/>
A ordem da Hiſtoria foi conve-<br/>
nièntiſſima, ſeguindo os annos; e os<br/>
governos, e dividindo-a por Decadas;<br/>
diviſaõ tambem achada,que a ella<br/>
ſe tinhaõ já reduzido os livros de Ti-<br/>
to Livio, e depois ſeguiraõ nella a<br/>
Joaõ de Barros os que eſcreveraõ as Hiſ-<br/>
torias das Indias Orientaes, e Occiden-<br/>
taes, como o vemos em Diogo do Cou-<br/>
to, e Antonio de Herrera. As digreſſoens<br/>
ſaõ poucas, e elas neceſſarias, e taõ<br/>
cheas de exemplos, e caſos raros, que<br/>
de muitos delles ſe aproveitou Joaõ Bo-<br/>
tero nos ſeus Apothemas. As mais per-<br/>
feiçoens deſta Hiftoria pode julgar quem<br/>
a ler, e verá nella muitos diſcurſos<br/>
conſelhos, e caſos diverſos, que ſempre<br/>
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os Mouros, e Portuguezes no que tem<br/>
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A ordem da Hiſtoria foi conve-<br/>
nièntiſſima, ſeguindo os annos; e os<br/>
governos, e dividindo-a por Decadas;<br/>
diviſaõ tambem achada,que a ella<br/>
ſe tinhaõ já reduzido os livros de Ti-<br/>
to Livio, e depois ſeguiraõ nella a<br/>
Joaõ de Barros os que eſcreveraõ as Hiſ-<br/>
torias das Indias Orientaes, e Occiden-<br/>
taes, como o vemos em Diogo do Cou-<br/>
to, e Antonio de Herrera. As digreſſoens<br/>
ſaõ poucas, e elas neceſſarias, e taõ<br/>
cheas de exemplos, e caſos raros, que<br/>
de muitos delles ſe aproveitou Joaõ Bo-<br/>
tero nos ſeus Apothemas. As mais per-<br/>
feiçoens deſta Hiftoria pode julgar quem<br/>
a ler, e verá nella muitos diſcurſos<br/>
conſelhos, e caſos diverſos, que ſempre<br/>
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Ruiaraujo1972
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: É de abóbada de pedra, construção seguríssima, com frontispício muito rendilhado, em granito, apresentando ao centro uma ''custódia'', cercada de serafins. Tem quatro frestas na frente, duas na parte superior e duas na inferior. Sobre uma destas - na do lado esquerdo - lê-se esta inscrição: «''Capela de N. Senhora da Conceição''»; e na verga porta principal: 1736. --imagem-- Capela de N. Senhora da Conceição (Venade) Internamente,...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>É de abóbada de pedra, construção seguríssima, com frontispício muito rendilhado, em granito, apresentando ao centro uma ''custódia'', cercada de serafins.
Tem quatro frestas na frente, duas na parte superior e duas na inferior. Sobre uma destas - na do lado esquerdo - lê-se esta inscrição: «''Capela de N. Senhora da Conceição''»; e na verga porta principal: 1736.
--imagem--
Capela de N. Senhora da Conceição (Venade)
Internamente, estavam as paredes pintadas a fresco, mas o tempo e quiçá a falta de cuidado, muito tem contribuído para deixar apagar esta bela pintura.
A talha da tribuna, do frontal do altar e do púlpito, são de muito merecimento. Sobre aquele assenta um docél, da mesma talha.
A de ''Quintão'', propriedade da casa deste nome, é distinta pela elegância das suas linhas arquitectónicas. Tem a invocação de Santa Ana.
Há nesta freguesia duas escolas: uma para o sexo masculino e outra para o feminino, sendo regular a frequência de ambas.
{{c|---}}
No já mencionado lugar de Venade houve uma ''algebrista'', diplomada por Carta Régia de 15 de Novembro, de 1825.
Chamava-se Mariana Luiza e foi examinada em Viana do Castelo<ref>Livro dos registos, fl. 25, no arquivo da Cámara.</ref>.
Podia exercer a sua profissão em todo o país, excepto onde houvesse cirurgião aprovado.
{{c|---}}
No monte do Carvalho, desta freguesia, houve um ''Facho''.
Quando Sir. Wilson, marechal de campo, teve o governo das armas da província do Minho, nomeou para comandante deste posto militar o tenente João Manuel Cerveira, de Ponte do Lima, cuja posse lhe foi conferida pelo Capitão-mór de Ordenanças, de Coura, Francisco Soares de Figueiroa Lyra e Castro<ref>O povo baptizou os comandantes destes ''Fachos'' com a alcunha de - tenentes dos ''murrões''.</ref>.
{{c|---}}
Ao norte desta freguesia, próximo do sítio do Côto da Bouça, há uns terrenos de cultura, na encosta, chamados das ''Barrozas'', onde aparecem restos (alicerces) de edificações, cerâmica, tegulas de grande espessura, etc.
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Resta, viva e insistente, a tradição de que existiu ali uma cidade com o nome de - cidade do ''Lourido''. Que ali houve povoação, não resta dúvida. {{c|---}} Pouco depois da construção do cemitério, ao abrir-se uma das primeiras sepulturas, apareceu nela grande porção de moedas romanas. {{c|---}} Nas ''Inquirições'', de D. Afonso III, dava-se a esta paróquia o nome de -''Ferrária'' -, a qual pagava ao Rei, pelo S. Miguel, 1 capão...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Resta, viva e insistente, a tradição de que existiu ali uma cidade com o nome de - cidade do ''Lourido''.
Que ali houve povoação, não resta dúvida.
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Pouco depois da construção do cemitério, ao abrir-se uma das primeiras sepulturas, apareceu nela grande porção de moedas romanas.
{{c|---}}
Nas ''Inquirições'', de D. Afonso III, dava-se a esta paróquia o nome de -''Ferrária'' -, a qual pagava ao Rei, pelo S. Miguel, 1 capão e 12 avos da propriedade de ''Berufe'', e igual imposto, de «''Tourém''».
O casal dos «''Pêrros''» pagava de «''fossadeira''» 3 soldos, e o da «''Portélinha''» (Portalina, como se lê naquele diploma) 2 soldos e 3 dinheiros.
{{c|---}}
Foi abadia dos Teles Vieiras, sucessores de Gabriel Pereira de Castro, notável jurisconsulto, descendente dos Caldas de Vascões.
{{c|---}}
Nos montes altos desta freguesia, prolongamento norte do de S. Silvestre, há um, chamado a «''Célla''», - dando-se também este nome a umas bouças, situadas à sua raiz, das quais deriva o pequeno ribeiro que corre ao norte do lugar de ''Gondelim'', freguesia de Cerdal (Valença).
Num cabeço deste monte encontram-se muitas pedras, umas amontoadas e outras espalhadas pela encosta, que parece terem servido em edificações. Entre aquelas vi uma, que tinha uma pequena pia circular, cujo diâmetro devia regular por 0<sup>m</sup>,22; e, pouco adiante, caminhando-se para o norte, vê-se um bloco natural, de granito, com uma inscultura em forma de ''cruz''.
Acaso teria havido aqui alguma casinha, destinada a cela, onde se ''emparedasse'' alguma beata, ou anacoreta?<ref>Antigamente não era raro alguma mulher beata, resolver ''emparedar-se''. Para isso mandava fazer uma casinha, metia-se nela e aí passava o resto dos seus dias. Às vezes, na mesma terra, mais de uma beata fazia isso. «''Port. Ant. e Mod.''» vol. 2.º, pág. 232.</ref>
{{c|***}}
Esta freguesia tem dois «Tombos»: o velho e o novo. O primeiro, de 1516, foi feito, sendo abade Ruy Gonçalves, e o segundo, de 1785, a requerimento do Reverendo Manuel José Rodrigues de Morais Alvarenga, então também abade.
Do último «Tombo» foi Juiz Comissário o abade de Formariz António de Sousa Dias.
Para se fazer ideia do rendimento deste benefício antes da extinção dos «dízimos», basta dizer que, sendo apresentado nele o mencionado abade Alvarenga, pela renúncia do antecessor, obrigou-se a entregar a este -
200$000 réis, ao filho do padroeiro - 150$000 réis; e além disso pagava à «Mesa Arcebispal de Braga - 39 alqueires de pão meado, medida reguenga, uma libra de cera e 24 réis em dinheiro; ao Seminário de S. Pedro, da mesma cidade, 909 réis, e ao Arcediago de Cerveira 33 alqueires de pão meado, medida de Coura, e 182 réis.
{{c|---}}
Quando se organizou o «Tombo novo» era seu padroeiro Pedro Vieira da Silva Teles.
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''{{c|FORMARIZ}}''' '''{{c|<small>Orago S. Pedro. Conta 917 habitantes, sendo 411 do sexo masculino e 506 do feminino</small>}}''' Esta é, sem dúvida, a povoação mais ridente, interessante e agradável deste concelho. O distinto paisagista José Augusto Vieira retratou-a assim: «''Formariz domina um vale intensamente cultivado e na sua posição elevada, os casais brancos recortados por'' -- imagem -- Igreja de Formariz ''entre a ra...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>'''{{c|FORMARIZ}}'''
'''{{c|<small>Orago S. Pedro. Conta 917 habitantes, sendo 411 do sexo masculino e 506 do feminino</small>}}'''
Esta é, sem dúvida, a povoação mais ridente, interessante e agradável deste concelho.
O distinto paisagista José Augusto Vieira retratou-a assim: «''Formariz domina um vale intensamente cultivado e na sua posição elevada, os casais brancos recortados por''
-- imagem --
Igreja de Formariz
''entre a ramaria do arvoredo, o campanário elegante, ela é como que a primeira entre as suas vizinhas, senão a primeira na fecundidade do seu solo, na alegria da sua florescência, nas expansões do seu trabalho''»<ref>«Minho Pitoresco», pág. 125.</ref>.
''Formariz'' ou ''Fromariz'' é palavra derivada do genitivo «''Flomarici''», de «''Flomaricus''», ou ''Fromarigo'', nome de homem<ref>A ''toponímia'' de alguns sítios desta freguesia como: «Máldo», «Avelléda», «Hōrros», «Grobellas» ou «Gorvéllas» e «Casaldrigo» indica ter sido habitada deste tempos muito remotos. Ver - «''Nomes de pessoas''», etc. pelo sr. Pedro A. Azevedo, pág. 3. (Separata da «Revista Luzitanas, vol. 6.º, fasc. 1).</ref>.
Nos «''Portugaliae Monumenta Histórica''» (''Inquirições'' de D. Afonso III), pág. 125, fala-se de um ''Fromaricus'', como testemunha num documento de 1002 (964, de J. C.).
Nas mesmas «''Inquirições''», fl. 361, dá-se a esta paróquia o nome de ''Fro''mariz.
Atravessada pelo rio Coura e banhada, a norte e poente, pelo ribeiro do Bouço, a sua paisagem é encantadora.
Será sugestão? será pieguice?
Mas... foi aqui que eu nasci...
O baptistério, secular, lá está ainda, ao recanto do templo. Os caminhos, sinuosos e apertados, tem, para mim, uns laivos de ''via dolorosa'', quando me lembro das caminhadas que fiz por eles, em criança, atascado de lama, ou encharcado de água, para a escola.
Depois, o «''Valle''»<ref>Tem na carta topográfica, n.º 1, da Comissão geodésica, a cota 288.</ref>, minha residência, a «''Chã do abbade''», «''Máldo''», o «''Côtto dos foguêtes''», o «''Livramento''», «''Gonçalvinho''»<ref>São lugares desta freguesia. ''Gonçalvinho'' parece derivar de ''Gonçalvino'', nome próprio de homem.</ref>, por onde me correu descuidosa e fugidia, essa parcela da vida, a que chamam primavera, pois tem flores e seiva como ela, são gratíssimas estâncias que os anos não logram fazer esquecer, antes aviventam pela saudade.
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parecer, e aſſi aqui ſe achaõ as ſenten-<br/>
ças, os prognoſticos, e excellentes elo-<br/>
gios: onde, como diz Tullio, ſe vê:<br/>
''hominum ipſorum tum geſta, tum mo-''<br/>
''res, e ingenium''. E deſta parte judicial<br/>
tirou Dom Fernando Alvía de Caſtro<br/>
huns Aphoriſmos politicos com tanta e-<br/>
rudiçaõ, e exemplos, que ſe podem<br/>
comparar aos melhores de Tacito, e fa-<br/>
zem muita ventagem a outros que neſte<br/>
genero de eſcritura ſe compuſeraõ. Fi-<br/>
nalmente pelas excellencias deſta obra he<br/>
tido Joaõ de Barros univerſalmente por<br/>
hum dos mais inſignes Hiſtoriadores do<br/>
mundo, e celebrado de muitos e graves<br/>
Autores com titulos honorificos dos<br/>
quaes Frei Vicente Juſtiniano, (I) e o<br/>
Padre Mapheu lhe chamaõ ''Grave Eſcri-''<br/><br/>
''tor''. (2) Joaõ de Pineda, ''Preclaro'', o<br/>
Autor das Viagens do Mundo, (3) ''Di-''<br/>
''ligentiſſimo'', Fr. Simaõ Coelho, ''Muito''<br/>
''douto, e elegente''. Pero de Magalhaens,<br/>
Pero de Mariz, Diogo do Couto, e o<br/>
Cro
________________________________________________________
(I) Fr. Vicente na vida de S. Luiz Beltraõ.
(2) Maph. lib. I. (3) Pineda de Reb. Salom.
lib. 4. cap. II. Viagens do Mundo p. I. in fine. Chro-
nic. do Carmo lib. 2. cap. 6. Poſſiv. ſect. 6. fol. 199.<noinclude></noinclude>
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gios: onde, como diz Tullio, ſe vê:<br/>
''hominum ipſorum tum geſta, tum mo-''<br/>
''res, e ingenium''. E deſta parte judicial<br/>
tirou Dom Fernando Alvía de Caſtro<br/>
huns Aphoriſmos politicos com tanta e-<br/>
rudiçaõ, e exemplos, que ſe podem<br/>
comparar aos melhores de Tacito, e fa-<br/>
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hum dos mais inſignes Hiſtoriadores do<br/>
mundo, e celebrado de muitos e graves<br/>
Autores com titulos honorificos dos<br/>
quaes Frei Vicente Juſtiniano, (I) e o<br/>
Padre Mapheu lhe chamaõ ''Grave Eſcri-''<br/>
''tor''. (2) Joaõ de Pineda, ''Preclaro'', o<br/>
Autor das Viagens do Mundo, (3) ''Di-''<br/>
''ligentiſſimo'', Fr. Simaõ Coelho, ''Muito''<br/>
''douto, e elegente''. Pero de Magalhaens,<br/>
Pero de Mariz, Diogo do Couto, e o<br/>
Cro
________________________________________________________
(I) Fr. Vicente na vida de S. Luiz Beltraõ.
(2) Maph. lib. I. (3) Pineda de Reb. Salom.
lib. 4. cap. II. Viagens do Mundo p. I. in fine. Chro-
nic. do Carmo lib. 2. cap. 6. Poſſiv. ſect. 6. fol. 199.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>xliv <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>
Croniſta mór Joao Bautiſta Lavanha, ''Eſ-''<br/>
''criptor famoſo''. Porém outros naõ con-<br/>
tentes ſó com eſtes illuſtres epitetos ſe<br/>
alargaraõ a maiores encomios, como ſe<br/>
vê neſtas palavras do Padre Antonio<br/>
Poſſivino, que na ſua Bibliotheca Se-<br/>
lecta tratando dos Hiſtoriadores diz del-<br/>
le: ''Joannes de Barros Luſitanus in Aſia''<br/>
''ab ſe deſcripta, qui egregium ſe ſcrip-''<br/>
''torem hac noſtra ætate præſtitit &c.''<br/>
O Padre Fr. Antonio de S. Romaõ (I)<br/>
lhe chama Livio Portuguez dizendo:<br/>
''Juan de Barros unico Tito Livio de a-''<br/>
''quellos Reynos, cuyas Decadas, aunque''<br/>
''ſe traduxeron en Italiano, ſe han con-''<br/>
''ſumido de manera, que no ſe allan, aun''<br/>
''entre ſus miſmos naturales, deviendo<br/>
''perpetuar-ſe coſa tan memorable en ta-<br/>
''blas de bronze &c''. E Dom Fernando<br/>
Alvia de Caſtro (2) o compara a Ho-<br/>
mero, a quem os antigos tiveraõ por<br/>
pay da hiſtoria, dizendo: ''Juan de Bar-''<br/>
''ros excellente hiſtoriador Portuguez lo''<br/>
''eſcrive con tanta perfeccion, que ſi el''<br/>
''miſmo Alexandro le alcançara, no em-''<br/>
''bidia-''
___________________________________________________________
(1) Fr. Antonio de S. Romaõ prologo da Hiſto-
ria geral da India. (2) D. Fernando Alvia na dedi-
catoria dos Aphoriſmos.<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> xxxv<br/> ''bidiara a Achiles por Homero &c''. E Affonſo de Ulhoa na Dedicatoria da tra- duçaõ Italiana ao Duque de Mantua af- firma fer eſta hiſtoria huma das melho- res, que ſe compuſeraõ no mundo: ''E'' ''una delle rare, e pretioſe coſe che in'' ''queſto ſuggetto ſin hoggidi ſieno ſtate'' ''vedute &c''. Eſta eſtimaçaõ dos doutos approva- raõ tambem os Principes do mundo, porque em Veneza ſe mando...
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''bidiara a Achiles por Homero &c''. E
Affonſo de Ulhoa na Dedicatoria da tra-
duçaõ Italiana ao Duque de Mantua af-
firma fer eſta hiſtoria huma das melho-
res, que ſe compuſeraõ no mundo: ''E''
''una delle rare, e pretioſe coſe che in''
''queſto ſuggetto ſin hoggidi ſieno ſtate''
''vedute &c''.
Eſta eſtimaçaõ dos doutos approva-
raõ tambem os Principes do mundo,
porque em Veneza ſe mandou pôr ſua
imagem entre os Varoens famoſos: (I)
e o Papa Pio IV. a fez collocar nos Pa-
ços do Vaticano junto com a de Ptolo-
meu: e ElRei D. Filippe II. de Portu-
gal ſó por conſervar a memoria de tal
hiſtoriador, e por participar o mundo
de ſuas obras, mandou imprimir á cuſ
ta de ſua Real Fazenda a quarta Deca-
da da Aſia, que Joaõ de Barros tinha
leixado ainda imperfeita, ſem embargo
de eſtarem já aquellas meſmas hiſtorias
eſcritas neſte Reino, e impreſſas por
Fernaõ de Caſtanheda, Diogo do Cou-
to, e Franciſco d'Andrada. A eſtes dous
teſtimunhos dos Principes, e doutos,
po-
____________________________________________________
(I) Magalhaens no Dialogo da lingua Portu-
gucza de Petronio Cronica do Carmo ubi ſupr.<noinclude></noinclude>
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duçaõ Italiana ao Duque de Mantua af-<br/>
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''una delle rare, e pretioſe coſe che in''<br/>
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Eſta eſtimaçaõ dos doutos approva-<br/>
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porque em Veneza ſe mandou pôr ſua<br/>
imagem entre os Varoens famoſos: (I)<br/>
e o Papa Pio IV. a fez collocar nos Pa-<br/>
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gal ſó por conſervar a memoria de tal<br/>
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da da Aſia, que Joaõ de Barros tinha<br/>
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Fernaõ de Caſtanheda, Diogo do Cou-<br/>
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(I) Magalhaens no Dialogo da lingua Portu-
gucza de Petronio Cronica do Carmo ubi ſupr.<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: xlvi <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/> podemos accreſcentar a commua opi-<br/> niaõ de toda Europa, onde foraõ taõ<br/> buſcadas eſtas Decadas, que chega a<br/> affirmar Diogo do Couto, (I) que na<br/> India naõ ha mais de humas, e em Por-<br/> tugal pouco mais de dez, tanto ſe leva<br/> raõ pelos eſtrangeiros, e com taõ exceſ-<br/> ſivos preços, que quaſi naõ he crivel o<br/> que niſto paſſa: e fazendo-ſe hum...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>xlvi <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>
podemos accreſcentar a commua opi-<br/>
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India naõ ha mais de humas, e em Por-<br/>
tugal pouco mais de dez, tanto ſe leva<br/>
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ſivos preços, que quaſi naõ he crivel o<br/>
que niſto paſſa: e fazendo-ſe huma tra-<br/>
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fonſo de Ulhoa, ſe gaſtaraõ de maneira,<br/>
que nem em Italiano, nem em Portu-<br/>
guez ſe achaõ de venda em parte algu-<br/>
ma, como já o vimos na autoridade re-<br/>
ferida do Padre Fr. Antonio de S. Ro-<br/>
maõ, e o affirma D. Fernando Alvia de<br/>
Caſtro (2) elegantemente neſtas pala-<br/>
vras: ''Viendo que cara a cara no podia''<br/>
''calumniar ſus Decadas, por haver guar-''<br/>
''dado com igualdad, y primor, las tres''<br/>
''partes neceſſarias a una buena hiſtoria,''<br/>
''verdad, claridad, y diſcurſo, como ra-''<br/>
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''gloria, ſe ayan acabado tantas, que ay''<br/>
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(I) Couto no Prologo da Decada 4.
(2) D. Fernando Alvia no prologo dos Apho-
riſmos.<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> xlvii<br/> ''mui pocas, y quaſi ninguna de venta,''<br/> ''aun a mucho precio, que qualquiera me-''<br/> ''reciera, mejor que el grande que ſe''<br/> ''dio por el pinzel de Apelles, cujas fi-''<br/> ''guras aun que de ſuma perfeccion,''<br/> ''eran al fin muertas, y Barros con ſu''<br/> ''pluma dexa vivos en la fama, y cele-''<br/> ''brados perpetuamente los gallardos Por-''<br/> ''tuguezes, que murie...
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''mui pocas, y quaſi ninguna de venta,''<br/>
''aun a mucho precio, que qualquiera me-''<br/>
''reciera, mejor que el grande que ſe''<br/>
''dio por el pinzel de Apelles, cujas fi-''<br/>
''guras aun que de ſuma perfeccion,''<br/>
''eran al fin muertas, y Barros con ſu''<br/>
''pluma dexa vivos en la fama, y cele-''<br/>
''brados perpetuamente los gallardos Por-''<br/>
''tuguezes, que murieron vitorioſos de''<br/>
''varios, admirables, y felices ſucceſ-''<br/>
''ſos &c''. De maneira que quem alcança<br/>
hoje hum livro deſtes, o tem em preço<br/>
de huma joia de gran valor.<br/>
Porém quanto mais ſaõ eſtimadas as<br/>
obras com que ſahio á luz, tanto ma-<br/>
ior pena nos podem cauſar as que dei-<br/>
xou começadas; e intentadas, que ſem<br/>
duvida ſeriaõ de grande ornamento pera<br/>
eſte Reino; mas pois naõ pudémos la-<br/>
lograr a excellencia deſtes volumes, a-<br/>
pontarei aqui, ao menos, a traça, e<br/>
deſpoſiçaõ delles, pera ainda aſſi ſerem<br/>
de proveito (como já foraõ) aos curio-<br/>
ſos. Que ſe ſaõ tidos dos Architectos<br/>
em muito preço os livros de pinturas,<br/>
e deſſenhos de edificios imaginados,<br/>
com quanta mais razaõ ſe devem eſti-<br/>
mar os penſamentos de Joaõ de Barros,<br/>
que<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: xlvi <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/> que trataõ de outras fabricas, tanto mais<br/> nobres quanto as obras manuaes cedem<br/> as do entendimento?<br/> Da hiſtoria deſte Reino alèm da ſua<br/> Aſia, prometeo compor Joaõ de Barros<br/> tres partes intituladas, ''Europa'', ''Africa'',<br/> ''e Santa Cruz'': na Europa determinava<br/> tratar da Milicia dos Portuguezes, co-<br/> meçando do tempo que os Romanos...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>xlvi <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>
que trataõ de outras fabricas, tanto mais<br/>
nobres quanto as obras manuaes cedem<br/>
as do entendimento?<br/>
Da hiſtoria deſte Reino alèm da ſua<br/>
Aſia, prometeo compor Joaõ de Barros<br/>
tres partes intituladas, ''Europa'', ''Africa'',<br/>
''e Santa Cruz'': na Europa determinava<br/>
tratar da Milicia dos Portuguezes, co-<br/>
meçando do tempo que os Romanos<br/>
conquiſtaraõ Heſpanha, na qual guerra<br/>
os Luſitanos alcançaraõ ácerca delles<br/>
grande nome por feitos illuſtres, (I)<br/>
e dahi diſcorrendo por os tempos té o<br/>
Conde Dom Henrique, e ſeu filho Dom<br/>
Affonſo, e ſeus ſucceſſores. Deſta pro-<br/>
meſſa ſe deſobrigou no Prologo da quar-<br/>
ta Decada, pela contradiçaõ que achou<br/>
em alguns emulos, dizendo, que o meſ-<br/>
mo direito o favorecia pera naõ cumprir<br/>
o prometido, pois lhe naõ fora aceita-<br/>
do. Ao que tambem ſe ajuntou o pouco<br/>
deſcanço, e tempo que teve pera ſe oc-<br/>
cupar em taõ grande eſcritura: porém<br/>
com eſte ſeu intento deu motivo a que<br/>
eſta hiſtoria ſe compuzeſſe depois pelo<br/>
Padre Fr. Bernardo de Brito nas duas<br/>
partes da Monarquia Luſitana, que<br/>
prin-
__________________________________________________
(1) Decad. I. lib. I. cap. I,<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>xlvi <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>
que trataõ de outras fabricas, tanto mais<br/>
nobres quanto as obras manuaes cedem<br/>
as do entendimento?<br/>
Da hiſtoria deſte Reino alèm da ſua<br/>
Aſia, prometeo compor Joaõ de Barros<br/>
tres partes intituladas, ''Europa'', ''Africa'',<br/>
''e Santa Cruz'': na Europa determinava<br/>
tratar da Milicia dos Portuguezes, co-<br/>
meçando do tempo que os Romanos<br/>
conquiſtaraõ Heſpanha, na qual guerra<br/>
os Luſitanos alcançaraõ ácerca delles<br/>
grande nome por feitos illuſtres, (I)<br/>
e dahi diſcorrendo por os tempos té o<br/>
Conde Dom Henrique, e ſeu filho Dom<br/>
Affonſo, e ſeus ſucceſſores. Deſta pro-<br/>
meſſa ſe deſobrigou no Prologo da quar-<br/>
ta Decada, pela contradiçaõ que achou<br/>
em alguns emulos, dizendo, que o meſ-<br/>
mo direito o favorecia pera naõ cumprir<br/>
o prometido, pois lhe naõ fora aceita-<br/>
do. Ao que tambem ſe ajuntou o pouco<br/>
deſcanço, e tempo que teve pera ſe oc-<br/>
cupar em taõ grande eſcritura: porém<br/>
com eſte ſeu intento deu motivo a que<br/>
eſta hiſtoria ſe compuzeſſe depois pelo<br/>
Padre Fr. Bernardo de Brito nas duas<br/>
partes da Monarquia Luſitana, que<br/>
prin-
__________________________________________________
(1) Decad. I. lib. I. cap. I,<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> xlix<br/> principalmente contêm as guerras dos<br/> Romanos em Luſitania com o mais que<br/> nella ſucedeo até a ultima doaçao que ſe<br/> fez de Portugal ao Conde D. Henrique,<br/> como elle o dá a entender na dedicato-<br/> ria da ſua primeira parte e aſſi meſmo<br/> foi tambem occaſiaõ pera o Licenciado<br/> Duarte Nunez de Leaõ por mandado<br/> delRey D. Filippe I. reformar algumas<br/> couſas que...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> xlix<br/>
principalmente contêm as guerras dos<br/>
Romanos em Luſitania com o mais que<br/>
nella ſucedeo até a ultima doaçao que ſe<br/>
fez de Portugal ao Conde D. Henrique,<br/>
como elle o dá a entender na dedicato-<br/>
ria da ſua primeira parte e aſſi meſmo<br/>
foi tambem occaſiaõ pera o Licenciado<br/>
Duarte Nunez de Leaõ por mandado<br/>
delRey D. Filippe I. reformar algumas<br/>
couſas que andavaõ eſcritas nas Chroni-<br/>
cas de Portugal, como o meſmo Autor<br/>
(I) confeſſa na cenſura da Chronica<br/>
d'elRey D. Affonſo Henriques, ſeguin-<br/>
do a opiniaõ, que Joaõ de Barros teve<br/>
em favor da fama deſte valeroſiſimo<br/>
Principe, e da Rainha Dona Tareja ſua<br/>
mãy, onde diz, que ſe Joaõ de Barros<br/>
eſcrevera os livros de ſua Europa, fora<br/>
eſcuſada neſta materia toda a outra dili-<br/>
gencia, e trabalho. A meſma occaſiaõ<br/>
deu Joaõ de Barros a Damiaõ de Goes<br/>
pera eſcrever na Chronica do Principe<br/>
D. Joaõ hum largo diſcurſo em favor da<br/>
honeſtidade da Rainha Dona Joanna de<br/>
Caſtella mulher d'elRey D. Henrique IV.<br/>
como ſe vê do Prologo da terceira De-<br/>
cada contra Antonio de Nebrixa, cuja<br/>
d mal<br/>
__________________________________________________
(I) Decad. 3. lib. I. c. 4.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> xlix<br/>
principalmente contêm as guerras dos<br/>
Romanos em Luſitania com o mais que<br/>
nella ſucedeo até a ultima doaçao que ſe<br/>
fez de Portugal ao Conde D. Henrique,<br/>
como elle o dá a entender na dedicato-<br/>
ria da ſua primeira parte e aſſi meſmo<br/>
foi tambem occaſiaõ pera o Licenciado<br/>
Duarte Nunez de Leaõ por mandado<br/>
delRey D. Filippe I. reformar algumas<br/>
couſas que andavaõ eſcritas nas Chroni-<br/>
cas de Portugal, como o meſmo Autor<br/>
(I) confeſſa na cenſura da Chronica<br/>
d'elRey D. Affonſo Henriques, ſeguin-<br/>
do a opiniaõ, que Joaõ de Barros teve<br/>
em favor da fama deſte valeroſiſimo<br/>
Principe, e da Rainha Dona Tareja ſua<br/>
mãy, onde diz, que ſe Joaõ de Barros<br/>
eſcrevera os livros de ſua Europa, fora<br/>
eſcuſada neſta materia toda a outra dili-<br/>
gencia, e trabalho. A meſma occaſiaõ<br/>
deu Joaõ de Barros a Damiaõ de Goes<br/>
pera eſcrever na Chronica do Principe<br/>
D. Joaõ hum largo diſcurſo em favor da<br/>
honeſtidade da Rainha Dona Joanna de<br/>
Caſtella mulher d'elRey D. Henrique IV.<br/>
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cada contra Antonio de Nebrixa, cuja<br/>
mal
d
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(I) Decad. 3. lib. I. c. 4.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> xlix<br/>
principalmente contêm as guerras dos<br/>
Romanos em Luſitania com o mais que<br/>
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como elle o dá a entender na dedicato-<br/>
ria da ſua primeira parte e aſſi meſmo<br/>
foi tambem occaſiaõ pera o Licenciado<br/>
Duarte Nunez de Leaõ por mandado<br/>
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cas de Portugal, como o meſmo Autor<br/>
(I) confeſſa na cenſura da Chronica<br/>
d'elRey D. Affonſo Henriques, ſeguin-<br/>
do a opiniaõ, que Joaõ de Barros teve<br/>
em favor da fama deſte valeroſiſimo<br/>
Principe, e da Rainha Dona Tareja ſua<br/>
mãy, onde diz, que ſe Joaõ de Barros<br/>
eſcrevera os livros de ſua Europa, fora<br/>
eſcuſada neſta materia toda a outra dili-<br/>
gencia, e trabalho. A meſma occaſiaõ<br/>
deu Joaõ de Barros a Damiaõ de Goes<br/>
pera eſcrever na Chronica do Principe<br/>
D. Joaõ hum largo diſcurſo em favor da<br/>
honeſtidade da Rainha Dona Joanna de<br/>
Caſtella mulher d'elRey D. Henrique IV.<br/>
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(I) Decad. 3. lib. I. c. 4.<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: l <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/> mal fundada opiniaõ condenou depois<br/> Damiaõ de Goes com taes palavras, que<br/> o Condeſtable de Caſtella Joaõ de Va-<br/> laſco exclama invocando a elle contra<br/> Joaõ de Mariana, por fallar com a inur-<br/> banidade de Grammatico nas peſſoas dos<br/> Principes indecentemente, e contra o<br/> decóro da perfeita Hiſtoria.<br/> A outra parte da milicia de Portu-<br/>...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>l <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>
mal fundada opiniaõ condenou depois<br/>
Damiaõ de Goes com taes palavras, que<br/>
o Condeſtable de Caſtella Joaõ de Va-<br/>
laſco exclama invocando a elle contra<br/>
Joaõ de Mariana, por fallar com a inur-<br/>
banidade de Grammatico nas peſſoas dos<br/>
Principes indecentemente, e contra o<br/>
decóro da perfeita Hiſtoria.<br/>
A outra parte da milicia de Portu-<br/>
gal, que Joaõ de Barros juntamente pro-<br/>
meteo chamava, Africa, cujo principio<br/>
começava na tomada de Ceuta. Eſte li-<br/>
vro, ainda que o allega muitas vezes<br/>
nas ſuas Decadas, naõ o compôs, e dei-<br/>
xou de o fazer pelas meſmas razoens que<br/>
diſſemos da Europa: porém, ſe bem<br/>
conſiderarmos, naõ he pouco benemeri-<br/>
to aos trabalhos, que os Portuguezes<br/>
paſſaraõ no deſcobrimento deſta parte<br/>
do mundo, pois os primeiros tres livros<br/>
da ſua primeira Decada naõ trataõ de<br/>
outra couſa; além do que depois eſcre-<br/>
ve no proceſſo da meſma hiſtoria tocan-<br/>
te à Africa, como ſaõ os ſucceſſos de<br/>
Quilóa, Mombaça, Sofalla, e Ethiopia<br/>
ſobre o Egypto, a que vulgarmente cha-<br/>
mamos Reino do Preſte Joaõ.<br/>
A ultima parte da milicia Portu-<br/>
gue-<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> li<br/> gueza intitulou Santa Cruz (que he a<br/> Provincia que agora dizemos Braſil) e<br/> lhe dava principio no deſcobrimento de<br/> Pedralvres Cabral, deſta ſe naõ acha na-<br/> da eſcrito; que naõ he pequena falta<br/> para eſte Reino, porque tendo hoje eſta<br/> Provincia creſcido notavelmente em ri-<br/> queza, e policia, com muitas povoa-<br/> coens populoſas, e nobres, eſtá quaſi<br/> totalm...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> li<br/>
gueza intitulou Santa Cruz (que he a<br/>
Provincia que agora dizemos Braſil) e<br/>
lhe dava principio no deſcobrimento de<br/>
Pedralvres Cabral, deſta ſe naõ acha na-<br/>
da eſcrito; que naõ he pequena falta<br/>
para eſte Reino, porque tendo hoje eſta<br/>
Provincia creſcido notavelmente em ri-<br/>
queza, e policia, com muitas povoa-<br/>
coens populoſas, e nobres, eſtá quaſi<br/>
totalmente falta de Hiſtoria, defenden-<br/>
do nella os Portuguezes aquelles pór-<br/>
tos, e coſtas maritimas contra podero-<br/>
ſos Piratas, que juntos com os barbaros<br/>
Gentios, obrigaraõ os noſſos a militar<br/>
mais, que a cultivar a terra por muitos<br/>
annos eſtando naquelle tempo os pór-<br/>
tos abertos, ſem Fortalezas, ou Caſtel-<br/>
los, que prohibiſſem eſtas entradas, em<br/>
que houve caſos mui dignos de memo-<br/>
ria, e ſendo as couſas naturaes da terra<br/>
mui notaveis, e eſtranhas a nós, por<br/>
quam maravilhoſa ſe moſtrou nellas a<br/>
natureza, he mais para ſentir a falta que<br/>
neſta parte nos faz a Hiſtoria de Joaõ de<br/>
Barros.<br/>
Em materias moraes, álém das o-<br/>
bras que imprimio, e de que já falla-<br/>
mos, faz elle mençaõ do Tratado de<br/>
Cau-
dii<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> li<br/>
gueza intitulou Santa Cruz (que he a<br/>
Provincia que agora dizemos Braſil) e<br/>
lhe dava principio no deſcobrimento de<br/>
Pedralvres Cabral, deſta ſe naõ acha na-<br/>
da eſcrito; que naõ he pequena falta<br/>
para eſte Reino, porque tendo hoje eſta<br/>
Provincia creſcido notavelmente em ri-<br/>
queza, e policia, com muitas povoa-<br/>
coens populoſas, e nobres, eſtá quaſi<br/>
totalmente falta de Hiſtoria, defenden-<br/>
do nella os Portuguezes aquelles pór-<br/>
tos, e coſtas maritimas contra podero-<br/>
ſos Piratas, que juntos com os barbaros<br/>
Gentios, obrigaraõ os noſſos a militar<br/>
mais, que a cultivar a terra por muitos<br/>
annos eſtando naquelle tempo os pór-<br/>
tos abertos, ſem Fortalezas, ou Caſtel-<br/>
los, que prohibiſſem eſtas entradas, em<br/>
que houve caſos mui dignos de memo-<br/>
ria, e ſendo as couſas naturaes da terra<br/>
mui notaveis, e eſtranhas a nós, por<br/>
quam maravilhoſa ſe moſtrou nellas a<br/>
natureza, he mais para ſentir a falta que<br/>
neſta parte nos faz a Hiſtoria de Joaõ de<br/>
Barros.<br/>
Em materias moraes, álém das o-<br/>
bras que imprimio, e de que já falla-<br/>
mos, faz elle mençaõ do Tratado de<br/>
Cau-
d ii<noinclude></noinclude>
ps0001u6u8ewei9yma1k4o0pj4n4wko
Discussão:O Retrato de Dorian Gray/I
1
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2026-05-28T19:30:22Z
AnnaBruta
27700
/* Tradução desastrosa! */ nova secção
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wikitext
text/x-wiki
== Tradução desastrosa! ==
Esse João do Rio (1881-1921) fez uma tradução desastrosa. Além do péssimo português («Que razão ''tem'' tu?») pôs Lord Henry e o pintor Basil a tratarem-se por "tu"! Eles tratavam-se por "você" ou na terceira pessoa do singular... [[Utilizador:AnnaBruta|AnnaBruta]] ([[Utilizador Discussão:AnnaBruta|discussão]]) 19h30min de 28 de maio de 2026 (UTC)
7enxyd8mdjpi2mphll4xhvcix7eheox
Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/581
106
253775
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2026-05-29T10:08:34Z
MLReis
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Padre Doctor Fr. Bernardo de Brito não tinha officio de apurador de antiguidades &c. PROV. DA HIST. GEN. 3, 4, 161. p. 368 Com os avaliadores, prefente vós apu- rador, e efcrivão. {{lema|APURAR}}. {{catgram|v. a.}} Purificar, limpar das fezes, feparar a ma- teria eftranba. Os metaes. D. M. DE. PORTUG. Obr. 8, 206 Brandamente apurando fua efcoria. GOES, Chr. de D. Man. 2, 21 Ha nella muitas minas de prata, a qual elles apurão mal. BRIT...
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>Padre Doctor Fr. Bernardo de Brito não tinha officio de
apurador de antiguidades &c. PROV. DA HIST. GEN. 3,
4, 161. p. 368 Com os avaliadores, prefente vós apu-
rador, e efcrivão.
{{lema|APURAR}}. {{catgram|v. a.}} Purificar, limpar das fezes, feparar a ma-
teria eftranba. Os metaes. D. M. DE. PORTUG. Obr. 8,
206 Brandamente apurando fua efcoria. GOES, Chr. de
D. Man. 2, 21 Ha nella muitas minas de prata, a qual
elles apurão mal. BRIT. Mon. 1. Geogr. 2 Muitos mon-
tes de pedras, que os trabalhadores ajuntȧrão pera apu
rar o ouro.
O ar, &c. PER. Elegiad. 3, 41 O qual huma tor-
menta em continente Manda, que o ar corrupto efpa-
lha, e apura. SANT. Ethiop., 2, 13 Além de [o Sol]
as apurar [as terras] e converter em ouro, fazia brotar
o mefmo ouro fóra da terra. Sous. DE MAC. Ulyflip. 3,
24 Na frefca tarde Zefyros vagantes Aura efpirão fub-
til, que o ar apura.
Met. CAKT. DE JAP. I, 33, I O Senhor aos que
ama, caftiga, e aos que efcolhe, apura, como ouro na
fragoa. BRIT. Chr. 1, 9 Trabalhos, e perfeguições, com
que Deos coftuma apurar os feus. Sous. Vid. 3, 21 Or-
denandoo Deos afli pera... ir apurando fempre mais
aquelle ouro fino de fuas virtudes.
Averiguar, examinar exactamente e de raiz. SEVER.
Difc. 88 Procura apurar a verdade com mais particu-
lares circunftancias, ESPER. Hift. 1. Prol. Fiz muitas in-
formações, e apurei tradições. D. F. MAN. Apol. 251 O
Rei, que ouve, pera não apurar o que ouve, parece que
fe deleita do mexerico, ou da malicia, c fe aborrece da
emenda.
Aperfeiçoar, melhorar, polir. BERN. Elor. Son. 106
Ah, Senhor, refpondi, fenão apuras O tofco enge-
nho meu, fe o tu não limas, Pezado he, não pode
fubir tanto. FERNAND. Palm. 4, 18 Verás huma affeição
n'alma cercada, Que amor de dia em dia mais apura.
D. F. MAN. Cart. de Guia, 14 Que coufa apurou mais
a corre del Rei D. João I., que a vinda a ella do Du-
que d'Alencaftre, Irmão del Rei Richarte de Inglaterra.
As faculdades da alma, e habitos da vontade. FERR.
DE VASC. Ulyffip. 1, 9 O exercicio apura os engenhos.
BRIT. Chr. 6, 24 Apurando neftes dous mezes e meio
a virtude da paciencia no extremo de fuas dores.. CES.
Summ. 1, 2 A lição da hiftoria fubtiliza o engenho,
apura o juizo, enriquece a memoria.
Rematar, concluir, levar ao cabo, e ao feu ultimo
ponto. PINHEIR. Summar. 8 y E pois o que em alguma
maneira a podia retardar na outra vida, ella o apurou,
e pagou nefta, que impedimento podia ter alma táo fan-
ta pera logo não ir gozar da Bemaventurança: FR. SIM.
COELH. Chr. 2, 15, 144 Força ccrto que moftra ter a
antiguidade nas coufas, que ella ordena, e apura pelo
decurfo do tempo. CEIT. Quadrag. 2, 185, 2 Na pri-
meira razão, onde apurou fua juftiça, falloulhe muito
brando.
Liquidar. As contas. FR. BERNARD. DA SILV. De-
fenf. 2, 26 Affi lhe peço licença pera as apurar [as
contas.
Fazer certo, prompto, util o que ha de fervir para
algum fim, como gente, dinheiro, &c. SABELL. Eneid. 1,
1, 6 Cada anno mandava apurar, e fazer gente em feu
Reino. RESEND. Chr. 12 E mandou aperceber e apurar
toda a gente, que pôde, e todo o dinheiro, que das ren-
das fe devia. LEÃO, Defcripç. 8 E delles [cidadocs]
apuravão o numero, que fe havia de mandar.
Apurar alg. ou à paciencia, foffrimento &c, a al-
guem. Apertar com alguem exceffivamente até o encoleri-
zar e levar a algum extremo. TELL. Hift. 2, 33, 185
Quéria Deos dar a cfte Padre huma morte gloriofa, e
queria apurar mais a paciencia dos que &c. D. FERN.
DE MEN. Vid. 1, 15 Aindaque a tytannia bufcava meios
de lhe apurar a paciencia. PiNT. RIB. Rel. ao Pontif.
239 Que fe apura, e exafpera a paciencia, quando os
que fugirão do perigo e do fuor, fe vêm concorrer á
diftribuição das honras, das mercês, e galardão.
Apurar pautas, eleições, &c. Fazer felecção dos pro-
poftos para algum emprego. LEIT. D'ANDRAD. 'Mifc. 18,
524 Lhe forão os Reis concedendo, além dos direitos
reacs, o poder... apurar as eleições. CARV. Chorogr. 1,
3, 14 Todos eftes officios são da aprefentação da Ca
fa de Caftro com jurifdicção de apurar e alimpar as pau-
tas.
Adag. Quem as coufas muito apura, não tem a vi-
da fegura, DELIC. Adag. 72.
Apurar. neutr. Purificarfe, melhorarfe, aperfeiçoar-
fe. FERR. DE Vasc. Aulegr. 3, 6 Amor apura no fof-
frimento.
Apurar. com pron. peff. nas diverfas fignificaçбes
do activo. FERA. DE VASC Aulegr. 1, 5 Todavia The
quero ir repricar, indaque fe apure comigo. PAIV. Serm.
3, 72 Que he ifto, fenão apuraife mais o amor, quan-
do fe chega ao fim. ARR. Dial. 2, 6 Na fornalha arde
a palha, e apurafe o fogo.
Efmerarfe, procurar fazer alguma confa com a maior
perfeição. Eurnos. 4, 7 O maior trabalho, que finto, he
cuidar como me apurarei na moftra defta verdade. Sous.
DE MAC. Ulyffip. 9, 19 Eftampa breve, Em que o
pincel da perfeição fe apurn.
{{lema|A' PURIDADE.}} {{catgram|fórm. adv.}} Em fegredo, em particular, fó
por fo. CART. DE JAP. I, 400, 2 Com os olhos no chão
failão muito manfo, como em Portugal coftumamos fal-
Iar á puridade. FERNAND. GALV. Serm. 3, 36, z A lei
velha era efcura, todos fallavão à puridade, e ainda o
Miniftro della Moyles era tartamudo. LoB. Peregr. 2,
II E atraz difto o apartou e lhe difle à puridade, que
lhe trazia huma carta', que importava muito.
APURIDAR. v. a. ant. e pouc. uf. que fó fe ufa com
pron. peff. Fallar ao ouvido, on em fegredo. FERN. LOP.
Chr. de D. J. I. 2, 216 E olhando como fe todos a
puridavão huns com os outros, efto a punha em mó:
defefperação.
{{center|AQ}}
As palavras que os antigos eſcrevião por Aqua, e aqui ſe-
não acharem, buſquemſe por Aca.
{{lema|AQUAECIMENTO}}. {{catgram|s. m.}} Vej. Aquecimento.
{{lema|AQUANTIADO, A.}} {{catgram|adj.}} Vej. Acontiado.
{{lema|AQUARIO}} {{catgram|s. m.}} {{Def|O undecimo ſigno de Zodiaco, que ſe ſegue immediatamente ao de Capricornio, e em que o Sol en-
tra aos 22 de Janeiro.}} {{etim|Do Lat. Aquarius.}} VAL. FERNAND.
Report. Alguns Poetas dizem que eſte Aquario foi Ga-
nymedes, ao qual Jupiter pela ſua fermoſura fez ſubir
antre as eſtrellas, que ſerviſſe aos Deoſes, e iſto de-
ſigna no lançar da agoa. PER. Elegiad. 1, 13 En-
trando já o Sol no ſigno Aquario. MEND. DE VASC. Sit.
2, 107 No riguroſo frio de Aquario.
{{lema|AQUARIO, A.}} {{catgram|adj.}} {{Def|O meſmo que Aquatico.}} PER. Elegiad,
18, 268 Qual de lagoſtas defazado bando No repen
tino lago e aquario feio. CARDOs. Agiol. 3, 663 Os pci-
xes delte aquario elemento.
{{lema|AQUARIOS.}} {{catgram|s. m. pl.}} {{Def|Certos bereges do Seculo ſegundo, os
quaes affirmavão, que na conſagração do Caliz ſe havia uſar
ſo de agoa}}. Do Lat. Aquarii. CuNH, Catal. 1, 10 No Con-
cilio Trullano achamos outro erro... de certos hereges,
a quem chamavão Hydroparaftatas, ou Aquarios: per-
fiaván eftes fer a materia do fangue de Chrifto fó agoa.
M. BERN. Floreft. 1, 7, 322, C Hereges houve, que
no Caliz Euchariftico offerecião fó agoa, chamados
por iffo. Aquarios..
{{lema|AQUARTELADO, A.}} p. p. de Aquarielar. D. FERN. DE
MEN. Vid. 2, 119. MATT. Jeruf. 19, 8. VIEIR. Serm.
7, 13 h. 446.
{{lema|AQUARTELAR}}. {{catgram|v. a.}} Diftribuir ou repartir as tropas en
lugares opportunos, no tempo do Inverno, ou por cutro
qualquer motivo, no tempo da guerra. F. DE ABR. Rel.
í Não quiz D. Fradique mandar aquartelar os Portu-
guezes á parte. GREGOR. D'ALMEID. Reftaur. 2, 3 E os
fidalgos pera mator fegurança os acompanharão até fe re-
colherem ás Teracenas, onde os aquartelárác. VIEIRA
Serm. 7, 14, 5. n. 510 Porém fe clle recear paffar e
aquartelar o feu exercito da outra parte &c.
Aquartelar, com pron. peff. Mencua: de Novembr.
de 665 Aquarteláraofe os noffos aquelle noite junto da
mefma Villa. MEN. Portug. 1, 2, 49 D. Fradique tomou
pofto, aquarteloufe, levantou trincheiras &c. VIEIR, Pa-
lavr. 133, 8. p. 191 Contra D. Affonfo II. fe aquar-
telárão em Elvas com nunetofos exercitos os dous Reis
Mouros de Sevilha e Jaen.
AQUATICO, A. adj. Da agon, pertencente a. agoa. Do
Lat. Aquaticus. ANDRAD. Cerc. 10, 50, z Por ifto, e
porque já tinha acabada A cifterna, e com preffa c
brevidade Tinha já dentro della agafalhada D'aqua-
tico licor gran quantidade.
Que vive na agoa. BARR. Dec. 1, 3, 8 Ambos ef
tes rios Gambea, e Çanagé geralmente crián grão va-
tiedade de pefcados, e animaes aquaticos. MAUS. Aff.
Afr. 4, 66 Qual aquatica Alcion no ar incerta. D. F.
Bbbbb
MAN.<noinclude></noinclude>
cj44yrgik6hp3ay9qwuixns4hzn90my
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2026-05-29T10:09:03Z
MLReis
41056
553298
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>Padre Doctor Fr. Bernardo de Brito não tinha officio de
apurador de antiguidades &c. PROV. DA HIST. GEN. 3,
4, 161. p. 368 Com os avaliadores, prefente vós apu-
rador, e efcrivão.
{{lema|APURAR}}. {{catgram|v. a.}} Purificar, limpar das fezes, feparar a ma-
teria eftranba. Os metaes. D. M. DE. PORTUG. Obr. 8,
206 Brandamente apurando fua efcoria. GOES, Chr. de
D. Man. 2, 21 Ha nella muitas minas de prata, a qual
elles apurão mal. BRIT. Mon. 1. Geogr. 2 Muitos mon-
tes de pedras, que os trabalhadores ajuntȧrão pera apu
rar o ouro.
O ar, &c. PER. Elegiad. 3, 41 O qual huma tor-
menta em continente Manda, que o ar corrupto efpa-
lha, e apura. SANT. Ethiop., 2, 13 Além de [o Sol]
as apurar [as terras] e converter em ouro, fazia brotar
o mefmo ouro fóra da terra. Sous. DE MAC. Ulyflip. 3,
24 Na frefca tarde Zefyros vagantes Aura efpirão fub-
til, que o ar apura.
Met. CAKT. DE JAP. I, 33, I O Senhor aos que
ama, caftiga, e aos que efcolhe, apura, como ouro na
fragoa. BRIT. Chr. 1, 9 Trabalhos, e perfeguições, com
que Deos coftuma apurar os feus. Sous. Vid. 3, 21 Or-
denandoo Deos afli pera... ir apurando fempre mais
aquelle ouro fino de fuas virtudes.
Averiguar, examinar exactamente e de raiz. SEVER.
Difc. 88 Procura apurar a verdade com mais particu-
lares circunftancias, ESPER. Hift. 1. Prol. Fiz muitas in-
formações, e apurei tradições. D. F. MAN. Apol. 251 O
Rei, que ouve, pera não apurar o que ouve, parece que
fe deleita do mexerico, ou da malicia, c fe aborrece da
emenda.
Aperfeiçoar, melhorar, polir. BERN. Elor. Son. 106
Ah, Senhor, refpondi, fenão apuras O tofco enge-
nho meu, fe o tu não limas, Pezado he, não pode
fubir tanto. FERNAND. Palm. 4, 18 Verás huma affeição
n'alma cercada, Que amor de dia em dia mais apura.
D. F. MAN. Cart. de Guia, 14 Que coufa apurou mais
a corre del Rei D. João I., que a vinda a ella do Du-
que d'Alencaftre, Irmão del Rei Richarte de Inglaterra.
As faculdades da alma, e habitos da vontade. FERR.
DE VASC. Ulyffip. 1, 9 O exercicio apura os engenhos.
BRIT. Chr. 6, 24 Apurando neftes dous mezes e meio
a virtude da paciencia no extremo de fuas dores.. CES.
Summ. 1, 2 A lição da hiftoria fubtiliza o engenho,
apura o juizo, enriquece a memoria.
Rematar, concluir, levar ao cabo, e ao feu ultimo
ponto. PINHEIR. Summar. 8 y E pois o que em alguma
maneira a podia retardar na outra vida, ella o apurou,
e pagou nefta, que impedimento podia ter alma táo fan-
ta pera logo não ir gozar da Bemaventurança: FR. SIM.
COELH. Chr. 2, 15, 144 Força ccrto que moftra ter a
antiguidade nas coufas, que ella ordena, e apura pelo
decurfo do tempo. CEIT. Quadrag. 2, 185, 2 Na pri-
meira razão, onde apurou fua juftiça, falloulhe muito
brando.
Liquidar. As contas. FR. BERNARD. DA SILV. De-
fenf. 2, 26 Affi lhe peço licença pera as apurar [as
contas.
Fazer certo, prompto, util o que ha de fervir para
algum fim, como gente, dinheiro, &c. SABELL. Eneid. 1,
1, 6 Cada anno mandava apurar, e fazer gente em feu
Reino. RESEND. Chr. 12 E mandou aperceber e apurar
toda a gente, que pôde, e todo o dinheiro, que das ren-
das fe devia. LEÃO, Defcripç. 8 E delles [cidadocs]
apuravão o numero, que fe havia de mandar.
Apurar alg. ou à paciencia, foffrimento &c, a al-
guem. Apertar com alguem exceffivamente até o encoleri-
zar e levar a algum extremo. TELL. Hift. 2, 33, 185
Quéria Deos dar a cfte Padre huma morte gloriofa, e
queria apurar mais a paciencia dos que &c. D. FERN.
DE MEN. Vid. 1, 15 Aindaque a tytannia bufcava meios
de lhe apurar a paciencia. PiNT. RIB. Rel. ao Pontif.
239 Que fe apura, e exafpera a paciencia, quando os
que fugirão do perigo e do fuor, fe vêm concorrer á
diftribuição das honras, das mercês, e galardão.
Apurar pautas, eleições, &c. Fazer felecção dos pro-
poftos para algum emprego. LEIT. D'ANDRAD. 'Mifc. 18,
524 Lhe forão os Reis concedendo, além dos direitos
reacs, o poder... apurar as eleições. CARV. Chorogr. 1,
3, 14 Todos eftes officios são da aprefentação da Ca
fa de Caftro com jurifdicção de apurar e alimpar as pau-
tas.
Adag. Quem as coufas muito apura, não tem a vi-
da fegura, DELIC. Adag. 72.
Apurar. neutr. Purificarfe, melhorarfe, aperfeiçoar-
fe. FERR. DE Vasc. Aulegr. 3, 6 Amor apura no fof-
frimento.
Apurar. com pron. peff. nas diverfas fignificaçбes
do activo. FERA. DE VASC Aulegr. 1, 5 Todavia The
quero ir repricar, indaque fe apure comigo. PAIV. Serm.
3, 72 Que he ifto, fenão apuraife mais o amor, quan-
do fe chega ao fim. ARR. Dial. 2, 6 Na fornalha arde
a palha, e apurafe o fogo.
Efmerarfe, procurar fazer alguma confa com a maior
perfeição. Eurnos. 4, 7 O maior trabalho, que finto, he
cuidar como me apurarei na moftra defta verdade. Sous.
DE MAC. Ulyffip. 9, 19 Eftampa breve, Em que o
pincel da perfeição fe apurn.
{{lema|A' PURIDADE.}} {{catgram|fórm. adv.}} Em fegredo, em particular, fó
por fo. CART. DE JAP. I, 400, 2 Com os olhos no chão
failão muito manfo, como em Portugal coftumamos fal-
Iar á puridade. FERNAND. GALV. Serm. 3, 36, z A lei
velha era efcura, todos fallavão à puridade, e ainda o
Miniftro della Moyles era tartamudo. LoB. Peregr. 2,
II E atraz difto o apartou e lhe difle à puridade, que
lhe trazia huma carta', que importava muito.
APURIDAR. v. a. ant. e pouc. uf. que fó fe ufa com
pron. peff. Fallar ao ouvido, on em fegredo. FERN. LOP.
Chr. de D. J. I. 2, 216 E olhando como fe todos a
puridavão huns com os outros, efto a punha em mó:
defefperação.
{{center|AQ}}
As palavras que os antigos eſcrevião por Aqua, e aqui ſe-
não acharem, buſquemſe por Aca.
{{lema|AQUAECIMENTO}}. {{catgram|s. m.}} Vej. Aquecimento.
{{lema|AQUANTIADO, A.}} {{catgram|adj.}} Vej. Acontiado.
{{lema|AQUARIO}} {{catgram|s. m.}} {{Def|O undecimo ſigno de Zodiaco, que ſe ſegue immediatamente ao de Capricornio, e em que o Sol en-
tra aos 22 de Janeiro.}} Do Lat. Aquarius. VAL. FERNAND.
Report. Alguns Poetas dizem que eſte Aquario foi Ga-
nymedes, ao qual Jupiter pela ſua fermoſura fez ſubir
antre as eſtrellas, que ſerviſſe aos Deoſes, e iſto de-
ſigna no lançar da agoa. PER. Elegiad. 1, 13 En-
trando já o Sol no ſigno Aquario. MEND. DE VASC. Sit.
2, 107 No riguroſo frio de Aquario.
{{lema|AQUARIO, A.}} {{catgram|adj.}} {{Def|O meſmo que Aquatico.}} PER. Elegiad,
18, 268 Qual de lagoſtas defazado bando No repen
tino lago e aquario feio. CARDOs. Agiol. 3, 663 Os pci-
xes delte aquario elemento.
{{lema|AQUARIOS.}} {{catgram|s. m. pl.}} {{Def|Certos bereges do Seculo ſegundo, os
quaes affirmavão, que na conſagração do Caliz ſe havia uſar
ſo de agoa}}. Do Lat. Aquarii. CuNH, Catal. 1, 10 No Con-
cilio Trullano achamos outro erro... de certos hereges,
a quem chamavão Hydroparaftatas, ou Aquarios: per-
fiaván eftes fer a materia do fangue de Chrifto fó agoa.
M. BERN. Floreft. 1, 7, 322, C Hereges houve, que
no Caliz Euchariftico offerecião fó agoa, chamados
por iffo. Aquarios..
{{lema|AQUARTELADO, A.}} p. p. de Aquarielar. D. FERN. DE
MEN. Vid. 2, 119. MATT. Jeruf. 19, 8. VIEIR. Serm.
7, 13 h. 446.
{{lema|AQUARTELAR}}. {{catgram|v. a.}} Diftribuir ou repartir as tropas en
lugares opportunos, no tempo do Inverno, ou por cutro
qualquer motivo, no tempo da guerra. F. DE ABR. Rel.
í Não quiz D. Fradique mandar aquartelar os Portu-
guezes á parte. GREGOR. D'ALMEID. Reftaur. 2, 3 E os
fidalgos pera mator fegurança os acompanharão até fe re-
colherem ás Teracenas, onde os aquartelárác. VIEIRA
Serm. 7, 14, 5. n. 510 Porém fe clle recear paffar e
aquartelar o feu exercito da outra parte &c.
Aquartelar, com pron. peff. Mencua: de Novembr.
de 665 Aquarteláraofe os noffos aquelle noite junto da
mefma Villa. MEN. Portug. 1, 2, 49 D. Fradique tomou
pofto, aquarteloufe, levantou trincheiras &c. VIEIR, Pa-
lavr. 133, 8. p. 191 Contra D. Affonfo II. fe aquar-
telárão em Elvas com nunetofos exercitos os dous Reis
Mouros de Sevilha e Jaen.
AQUATICO, A. adj. Da agon, pertencente a. agoa. Do
Lat. Aquaticus. ANDRAD. Cerc. 10, 50, z Por ifto, e
porque já tinha acabada A cifterna, e com preffa c
brevidade Tinha já dentro della agafalhada D'aqua-
tico licor gran quantidade.
Que vive na agoa. BARR. Dec. 1, 3, 8 Ambos ef
tes rios Gambea, e Çanagé geralmente crián grão va-
tiedade de pefcados, e animaes aquaticos. MAUS. Aff.
Afr. 4, 66 Qual aquatica Alcion no ar incerta. D. F.
Bbbbb
MAN.<noinclude></noinclude>
338cfoqoeq39o9jwb3ryeatcye36fir
Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/74
106
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2026-05-29T10:30:12Z
Strudel45
38659
/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: lii <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/> Cauſas, ou Problemas moraes, e o alle-<br/> ga no Dialogo da Vicioſa vergonha fal-<br/> lando com ſeu filho Antonio de Barros,<br/> pera que o compunha, pelo diſcurfo<br/> dos tempos, onde lhe diz eſtas pala-<br/> vras: ''As cauſas do teu tratado nao ſaõ''<br/> ''naturaes, mas moraes ou por fallar''<br/> ''verdade, vaõ de homens temporaes, que''<br/> ''em humas meſmas obra...
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>lii <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>
Cauſas, ou Problemas moraes, e o alle-<br/>
ga no Dialogo da Vicioſa vergonha fal-<br/>
lando com ſeu filho Antonio de Barros,<br/>
pera que o compunha, pelo diſcurfo<br/>
dos tempos, onde lhe diz eſtas pala-<br/>
vras: ''As cauſas do teu tratado nao ſaõ''<br/>
''naturaes, mas moraes ou por fallar''<br/>
''verdade, vaõ de homens temporaes, que''<br/>
''em humas meſmas obras deraõ diver-''<br/>
''ſos frutos por differentes cauſas, don-''<br/>
''de naſceo o titulo ao teu tratado''. Eſta<br/>
obra me affirmaraõ algumas peſſoas gra-<br/>
ves, que viraõ de todo acabada, e que<br/>
o original eſtava em Viſeu em poder de<br/>
hum ſobrinho do meſmo Autor.<br/>
No prologo da quarta Decada alle-<br/>
ga tambem outro tratado, que intitula<br/>
das Abuſoens do tempo, e diz que lhe<br/>
dá eſte titulo, por ſer em defenſaõ de<br/>
ſuas occupaçoens, a que os amigos, e<br/>
parentes davaõ nome de Abuſoens, e<br/>
diz que nelle particularmente eſcreve das<br/>
abuſoens, de que o tachavaõ, e das que<br/>
vio uſar ao meſmo tempo, e que nelle<br/>
ſe verá a razaõ porque imitou antes a<br/>
doutrina de Tales, que a mercancia do<br/>
ſeu azeite. Eſte tratado compós em tro-<br/>
vas pequenas de oito ſyllabas, a que<br/>
cha-<noinclude></noinclude>
brkbghgofbhz01ronk59x7pus3s7stu
Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/591
106
253777
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2026-05-29T10:37:12Z
MLReis
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ARA meiro O mar. PER. Elegiad. 13, 174 Não arando o Euxino, ou Hellefponto, Nem cm fim outra alguma agoa falgada, Tamanha frota nunca como aquella. M. THOM. Inful. 7, 82 Aqui verás com prefta deligencia Que de Neptuno os campos alterados Vai com navios fe- te livre arando. Arar o corpo com pentens de ferro. Cortar, ferir o corpo com aquelle inftrumiento. VIEIR. Serm. 4, 5, 6. n. 165 A outros [Martyres] eftirados, e defconjuntados no éc...
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>ARA
meiro O mar. PER. Elegiad. 13, 174
Não arando
o Euxino, ou Hellefponto, Nem cm fim outra alguma
agoa falgada, Tamanha frota nunca como aquella. M.
THOM. Inful. 7, 82 Aqui verás com prefta deligencia
Que de Neptuno os campos alterados Vai com navios fe-
te livre arando.
Arar o corpo com pentens de ferro. Cortar, ferir o
corpo com aquelle inftrumiento. VIEIR. Serm. 4, 5, 6. n.
165 A outros [Martyres] eftirados, e defconjuntados
no éculeo, ou eftendidos na catafta aravão, ou carda-
vão os membros com pentens e garfos de ferro.
Adag. Deixa ao boi mijar, e fartao de arar. De-
Lic. Adag. 84.
Onde irá o boi que não are? DELIC. Adag. 173.
Quem dra e cria, outo fia. DELIC. Adag. 13.
Quem não tem boi, nem vacca, toda a noite ara. De-
Lic. Adag. 13.
Quem tudo contou, com bois não arou. DELIC. Adag. 13.
{{lema|ARARA}}. {{catgram|s. f.}} {{Def|Certa eſpecie de papagaio.}} He maior que os papagaios ordinarios, e de cores muito mais lindas: he indigena dos paizes ſituados entre os dous Tropicos: tem
a cauda muito comprida, e huma pelle nua, no meio da
qual eſtão os olhos, lhe cobre ambos os lados da cabeça,
e envolve a parte inferior da baſe do bico. O ſeu gri-
to forte e aſpero parece dizer ara, de que ſe lhe ori-
ginou o nome. Amanſaſe facilmente. Buffon reduzio a
trez as ſeis elpecies de Briſſonio' ajuntandolhe huma
quarta. Arara vermelha, azul, verde, e preta. A arara
encarnada tem de comprimento quaſi trinta pollegadas,
entrando a cauda, que tem mais de doze: o corpo he
encarnado vivo, como tambem as quatro pennas maiores
da cauda. As azas são compoſtas de pennas azues, ver-
melhas, amarellas, e verdes; e eſta eſpecie he a mais
ordinaria. A arara azul tem eſta côr por cima do cor-
po, azas e cauda; por baixo he de cor amarella agra
davel: o feitio he de corvo. A arara verde, que he a
mais rara e a mais pequena, tendo apenas 16 pollega-
das de comprido, entrando a cauda, he de huma côr
verde muito linda, ſalpicada de azul, agoa marinha, e
verde eſcuro: he a eſpecie, que mais facilmente ſe do-
meſtica. A arara preta tem huns reflexos de verde luzi
dío, e he a mais brava de todas. MAGALH. Hift. 7 Tam-
bem ſe achão outros [papagaios] do meſmo tamanho
pelo fertão dentro, a que chamão Araras, os quaes
são vermelhos, ſemeados de algumas pennas amarellas,
e tem as azas azues, e hum rabo muito comprido, e
fermoſo.
{{lema|A RASTO}}. {{catgram|fórm. adv.}} Vej. Raſto.
{{lema|A RASTOENS}}. {{catgram|fórm. adv.}} Vej. Arraſtões.
{{lema|ARATICU}}. {{catgram|s. f.}} Certa arvore do Brazil. Deſta arvore ha
tres cfpecies. Huma, que fe chama araticu pana, he mui-
to venenofa; outra que fó fe denomina araticu, tem hum
fructo pouco eftimado; e a terceira finalmente, cujo no-
me he araticuapé, tem o fructo, fegundo fe diz, excel-
lente para comer. BLUT. Vocab.
ARAVEÇA. s. f. Certa fórma de arado com huma fó ai-
veca. BLUT. Vocab.
{{lema|ARAVIA}}. {{catgram|s. f.}} Lingoagem Arabica. acc. na penult. CAN-
CION. 82, 1 Eftribos de tauxia, Nominas, fela de
Fez, Dous pontinhos d'aravia. F. ALv. Inform. 2 E
por elle Capitão mór, que aravia bem fallava. CASTANH.
Hift. 1, 15 E hião muitos [Mouros] após elle, e alguns,
que fabião aravia, the fallavão &c.
Met. CANCION. 9, 1 E lá tambem de feu cabo,
Faz muitas galantarias., E falla mil aravias, Que vos
eu aqui não gabo; É affi acabo. GIL Vic. Obr. 3,
186 Então quer Frei Bolorento Fallar comigo ara-
via. GUERREIR. Rel. 2; 4, 3 Elle começou a entoar
húa aravia, de que nada lhe entendemos.
{{lema|ARAUTO}}. {{catgram|s. m.}} Official de hum Principe ou Eftado Sobe-
rano, eujas principaes funções são declarar a guerra, le
var nella recados de Reis a Reis, intimar ás praças, que
Je rendão, publicar a paz, affiftir ás cerimonias das Ac-
clamações dos Reis, dos baptifinos, cafamentos e funeracs
dos Principes, ás Cortes, renovações de allianças, jura-
mentos folennes, banquetes Reaes, ás entradas dos Reis e
Rainhas, e a outras cerimonias, e autos publicos. Do Ale-
mão Heralt, homem d'armas ( Araute, Harauto) VERA,
Nobrez. 4 Querendo el Rei D. Manoel dar Regimento
aos Reis d'armas, Arautes, e Paffavantes &c. SEVER.
Notic. 2, 18, 119 Os fegundos fe chamão Arautos, e
erão ordinariamente os interpretes dos Reis, c os que
levavão feus recados na guerra. RIE. DE MAC. Juiz. 2,
2 Em nome de ambos foi hum Aurato declarar guerra
ao Emperador.
AR B
383
Official, que acompanha os Duques nos autos folem-
Hes. SEVER, Notic. 3, 23, 135. Tem [os Duques] A-
rautos e Maceiros para os acompanharem.
{{lema|ARBIM}}. {{catgram|s. m.}} Efpceie de panno groffiro e ruftico. SOVER.
Hift. 2, 13 Afli era então gala de Principes o arbim,
que hoje nem. muita da gente montanhez quer trazer.
CUNH. Hift. de Brag. 2, 77, 334 A Rainha tomou hu-
ma vafquinha do metimo arbim cardado, e hum volante
comprido, de cor negra. D. F. MAN. Muf. 96. Çanfo-
nh. de Euterp. Cart. 7 Quem fez coufas mais prezadas
Que aquelles noffos vatões, Veftidos de arbim, de efpa
das; Sem ver pontas efcarchadas, Salvo as dos arre-
meisões:
{{lema|ARBITRA}}. {{catgram|s. f.}} A que decide as controverfias. BLUT. Vo-
cab.
{{lema|ARBITRADO, A}}. p. p. de Arbitrar. CONST. DO PORT.
80 y. CONST. EXTRAV. DO FUNCH. 19, 2. D. F. MAN.
Aul. Polit. 60.
{{lema|ARBITRADOR}}. {{catgram|s. m.}} O que arbitra. ORDEN. DE D. MAN.
3, 17 Arbitradores quer tanto dizer como avaliadores, ou
eftimadores. CAMINH. Fórm. dos Contract. 17 E nel-
les nos louvarinos por... arbitradores, e amigaveis com-
poedores. FERA, DE VASC. Aulegr. 4, I Huma hora por
outra háofe de commetter as coufas à ventura, e não
fer fempre arbitrador.
ARBITRAMENTO. s. m. Aeção. e effeito de arbitrar. Leão
Chr. de D. Din. 116 ltem que el Rei D. Fernando
jutaffe aquelle arbitramento.
{{lema|ARBITRAR}}. {{catgram|v. a.}} Julgar como juiz arbitro. Do Lat. Ar
bitrari. CONST. DO PORT. 80 y Verá todo e arbitrard
o que lhe bem parecer. CUNH. Hift. de Brag. 2, 28,
124 Lhc darci maior caftigo como o arbitrarem os pre-
lados. D. F. MAN. Aul. Polit. 51 Coftuma el Rei em ma-
terias leves arbitrar alguma pena mais moderada.
Met. TELL. Hift. 3, 27, 276 Que fó em. cam-
panha pelejando havião as armas de arbitrar o Reino a
quem melhor as foubellem manear. Sous. DE Mac. Ulyf-
fip. 3, 37 Qual Bellona formofa ou Venus brava Ar-
bitra a doce norte ou cruel vida.
Difcorrer, dizer o feu parecer, dar o feu voto li-
vremente fem attender a regra externa. CALV. Homil. I,
685 E o varão prudente arbitra que he tempo de apla
cat a Deos.
{{lema|ARBITRARIAMENTE}}. {{catgram|adv. mod.}} Conforme à propria ra-
Z10, e livre determinação ou parecer de cada bum. CA-
MINH, Form. dos Contract, 17 E determinem a dita
demanda, e differenças arbitraria e amigavelmente. CONST.
E BRAG 42, 1, 5 Será caftigado arbitrariamente.
{{lema|ARBITRARIO, A.}} a{{catgram|dj.}} Que não be determinado por lei on
regra certa, que depende unicamente da vontade. Do Lat.
Arbitrarius. ant. Arbitrairo. MONTEIR. Att. 26, 8 A vi-
da religiofa não fó admitte voros arbitrarios c acciden-
taes; mas effencialmente confta de votos fubftanciacs e
neceffarios. Sous. Hift. 2, 1, 14 Parecendolhe que nef-
tas obras arbitrarias andava emparelhada com ellas a von-
tade propria, que as governava. SEVER. Notic. 2, 17,
81 Para haver nefta milicia alguma regra certa do po-
der, com que havião de fervir na guerra, e não ficar
efte ferviço arbitrario...
Juiz arbitrario. O que be eleito pelas partes com po-
der de julgar e decidir fuas differenças. FR. G. DA. SILV.
Vid. 5, 3 E fegundo o que elle ordenou, compos, e
definio como leal juiz arbitrario, todalas differencias,
que havia entre as partes, forão concordes, e pacificas.
FR. MARC. Chr. 2, 8, 27 Compromettendo ambos, e
fazendo juiz arbitrario nelta demanda e outras que ti-
nha, a el Rei D. Dinis de Portugal.
{{lema|ARBITREIRO}}. {{catgram|s. m.}} pouc. uſ. O mefmo que Arbitrifta.
VELASC. Acclam. 385 Havia muitos arbitreiros, que da-
vão arbitrios iniquiffinios para fe tirar fazenda dos vaf-
fallos.
{{lema|ARBITRIO}}. {{catgram|s. m.}} Juizo, parecer, fentença, voto de juiz
arbitro. Do Lat. Arbitrinm. ARR. Dial. 5, 2 Então fica
no arbitrio do Juiz lupremo relaxar ou commutar a pe-
na do direito. Verc. Laur. Od. 1, 7 Quando na eterni-
dade Minos fizer arbitrios na urna. funda. Sous. Vid. 3,
15 Do lugar, em que o tomarão, deo refpofta as car-
tas, que juntamente teve do Cardeal Infanic, pondofe
de boa vontade nas fuas mãos, e arbitrio no que toca-
va á caufa do Cabbido.
Determinação ou parecer arbitrario, e independente
de lei, ou regra alguma certa. FERR.. DE. VASC. Aulegr.
Prol. Cȧ mal peccado, mais nos imos com a voz. geral,
que com o particular arbitrio. F. DE MENDOÇ. Serne. 2,
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> liii<br/> chamaõ, ''Redondilhas'', e o dedicou a<br/> Joaõ Rodrigues de Sá de Menezes, com<br/> quem tinha particular amizade : o ti-<br/> tulo delle he ''Exclamaçaõ contra os vi-''<br/> ''cios'': ſaõ mais de 460. coplas, e a pri-<br/> meira começa:<br/> {{center|''Em aquella eternamente''}}<br/> {{center|''Alta luz inacceffivel, &c.''}}<br/> Repartio-o em tres partes, a que<br/> reduzio todos os a...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> liii<br/>
chamaõ, ''Redondilhas'', e o dedicou a<br/>
Joaõ Rodrigues de Sá de Menezes, com<br/>
quem tinha particular amizade : o ti-<br/>
tulo delle he ''Exclamaçaõ contra os vi-''<br/>
''cios'': ſaõ mais de 460. coplas, e a pri-<br/>
meira começa:<br/>
{{center|''Em aquella eternamente''}}<br/>
{{center|''Alta luz inacceffivel, &c.''}}<br/>
Repartio-o em tres partes, a que<br/>
reduzio todos os actos da Filofofia, e<br/>
parece o eſcreveo no anno de 1561. ſe-<br/>
gundo de tudo me advertio o Licenciado<br/>
Franciſco Galvaõ de Mendanha, que o<br/>
leo, e me communicou eſta, e outras<br/>
muitas particularidades de ſuas obras.<br/>
Das obras Mathematicas deixou im-<br/>
perfeita a ſua Geografia Univerſal, (I)<br/>
a qual hia compondo em lingua Latina<br/>
de todo o deſcuberto, aſſi em graduaçaõ<br/>
de taboas, como em commentarios ſo-<br/>
bre ellas, applicando o moderno ao an-<br/>
tigo, como o declara no primeiro capi-<br/>
tulo de ſua primeira Decada, e no lib. 4-<br/>
da meſma cap. 2. diz, que nos primei-<br/>
ros livros da ſua Geografia eſcreve do<br/>
Aſtrolabio, e adiante no capitulo fexto<br/>
allega o capitulo dos inſtrumentos da na-<br/>
vega-<br/>
___________________________________________________
(I) Decada I. lib. I. cap. I.<noinclude></noinclude>
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chamaõ, ''Redondilhas'', e o dedicou a<br/>
Joaõ Rodrigues de Sá de Menezes, com<br/>
quem tinha particular amizade : o ti-<br/>
tulo delle he ''Exclamaçaõ contra os vi-''<br/>
''cios'': ſaõ mais de 460. coplas, e a pri-<br/>
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''Em aquella eternamente''<br/>
''Alta luz inacceffivel, &c.''<br/>
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Franciſco Galvaõ de Mendanha, que o<br/>
leo, e me communicou eſta, e outras<br/>
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da Religiaõ, e coſtumes das gentes, e<br/>
outras couſas raras, como ſe vê de mui-<br/>
tos lugares das ſuas Decadas, em que<br/>
deixa ſemelhantes noticias para a ſua<br/>
Geografia. Eſta obra parece {{sic|dividia|dividida}} em<br/>
quatro partes, ſegundo ſe collige da ſe-<br/>
gunda Decada lib. 8. cap. 2. em que diz,<br/>
que faz huma quarta parte da ſua Geo-<br/>
grafia, em que trata particularmente<br/>
de todas as Ilhas do mundo: o qual<br/>
conceito ſeguio depois Joaõ Botero, co-<br/>
mo ſe vê nas ſuas Relaçoens Univerfaes.<br/>
Naõ ficou eſta Geografia de todo aca-<br/>
bada, ainda que fez grande parte della,<br/>
e quando ultimamente deixou o intento<br/>
de compôr a Europa, e Africa, foi pa-<br/>
ra ſe dedicar todo a eſta empreſa, ſe-<br/>
gundo parece do Prologo da quarta De-<br/>
cada. Porém como depois de ſeu falle-<br/>
cimento correraõ ſeus papeis por tantas<br/>
maõs, he pouco o que chegou a poder<br/>
de Joaõ Bautiſta Lavanha Chroniſta mór<br/>
deſte Reino, a quem ElRei D. Filippe II.<br/>
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quatro partes, ſegundo ſe collige da ſe-<br/>
gunda Decada lib. 8. cap. 2. em que diz,<br/>
que faz huma quarta parte da ſua Geo-<br/>
grafia, em que trata particularmente<br/>
de todas as Ilhas do mundo: o qual<br/>
conceito ſeguio depois Joaõ Botero, co-<br/>
mo ſe vê nas ſuas Relaçoens Univerfaes.<br/>
Naõ ficou eſta Geografia de todo aca-<br/>
bada, ainda que fez grande parte della,<br/>
e quando ultimamente deixou o intento<br/>
de compôr a Europa, e Africa, foi pa-<br/>
ra ſe dedicar todo a eſta empreſa, ſe-<br/>
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cada. Porém como depois de ſeu falle-<br/>
cimento correraõ ſeus papeis por tantas<br/>
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deſte Reino, a quem ElRei D. Filippe II.<br/>
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