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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{cabeçalho||{{sc|a parasita azul}}|41}}
{{T2|{{sc|paixão.}}|Ⅴ.|fs=1.25em}}</noinclude>A distância da egreja á casa era pequena, e a conversa entre Isabel e Camillo não foi longa nem seguida. E todavia, leitor, se alguma sympathia te merece a princeza moscovita, deves sinceramente lastimal-a. A aurora de um novo sentimento começava a dourar as cumiadas do coração de Camillo; ao subir as escadas, confessava o filho do commendador de si para si, que a interessante patricia tinha qualidades superiores ás da bella princesa russa. Hora e meia depois, isto é, quasi no fim do jantar, o coração de Camillo confirmava plenamente ésta descoberta do seu investigador espirito.
A conversa, entretanto, não passou de cousas totalmente indifferentes; mas Isabel fallava com tanta doçura e graça, posto não alterasse nunca a sua habitual reserva; os olhos eram tão bonitos de ver ao perto, e os cabellos tambem, e a boca igualmente, e as mãos do mesmo modo, que o nosso ardente mancebo, so mudando de natureza, poderia resistir ao influxo de tantas graças junctas.
O jantar correu sem novidade apreciavel. Reuniram-se<noinclude>
<references/></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{cabeçalho||{{sc|a parasita azul}}|53}}
{{T2|{{sc|paixão.}}|Ⅴ.|fs=1.25em}}</noinclude>A distância da egreja á casa era pequena, e a conversa entre Isabel e Camillo não foi longa nem seguida. E todavia, leitor, se alguma sympathia te merece a princeza moscovita, deves sinceramente lastimal-a. A aurora de um novo sentimento começava a dourar as cumiadas do coração de Camillo; ao subir as escadas, confessava o filho do commendador de si para si, que a interessante patricia tinha qualidades superiores ás da bella princesa russa. Hora e meia depois, isto é, quasi no fim do jantar, o coração de Camillo confirmava plenamente ésta descoberta do seu investigador espirito.
A conversa, entretanto, não passou de cousas totalmente indifferentes; mas Isabel fallava com tanta doçura e graça, posto não alterasse nunca a sua habitual reserva; os olhos eram tão bonitos de ver ao perto, e os cabellos tambem, e a boca igualmente, e as mãos do mesmo modo, que o nosso ardente mancebo, so mudando de natureza, poderia resistir ao influxo de tantas graças junctas.
O jantar correu sem novidade apreciavel. Reuniram-se<noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{cabeçalho|54|{{sc|historias da meia noite}}|}}</noinclude>á mesa do tenente coronel todas as notabilidades do lugar, o vigario, o juiz municipal, o negociante, o fazendeiro, reinando sempre de uma ponta a outra da mesa a maior cordialidade e harmonia. O imperador do Divino, ja então restituido ao seu vestuario commum, fazia as honras da meza com verdadeiro enthusiasmo. A festa era o objecto da geral conversa, entremeada, é verdade, de reflexões politicas, em que todos estavam de accordo, porque eram do mesmo partido, homens e senhoras.
O major Braz tinha por costume fazer um ou dous brindes longos e eloquentes em cada jantar de certa ordem a que assistisse. A facilidade com que elle se exprimia, não tinha rival em toda a provincia. Alêm d’isso, como era dotado de descommunal estatura, dominava de tal modo o auditorio, que o simples levantar-se era ja meio triumpho.
Não podia o major Braz deixar passar incolume o jantar do tenente-coronel; ia-se entrar na sobremesa quando o eloquente major pediu licença para dizer algumas palavras singelas e toscas. Um murmurio, equivalente aos ''não-apoiados'' das camaras, acolheu ésta declaração do orador, e o auditorio preparou o ouvido para receber as perolas que lhe iam cahir da boca.
{{--}} O illustre auditório que me escuta, disse elle, desculparà a minha ousadia; não vos falla o talento, senhores; falla-vos o coração.
« Meu brinde é curto; para celebrar as virtudes e a<noinclude>
<references/></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{cabeçalho||{{sc|a parasita azul}}|55}}</noinclude>capacidade do illustre tenente-coronel Veiga não é preciso fazer um longo discurso. Seu nome diz tudo; a minha voz nada adiantaria… »
O auditorio revelou por sinais que applaudia sem restricções o primeiro membro d’esta última phrase, e com restricções o segundo; isto é, cumprimentou o tenente-coronel e o major; e o orador que, para ser coherente com o que acabava de dizer, devia limitar-se a esvasiar o copo, proseguiu da seguinte maneira:
{{--}} O immenso acontecimento que acabamos de presenciar, senhores, creio que nunca se apagará da vossa memoria. Muitas festas do Espirito-Santo tem havido n’esta cidade e em outras; mas nunca o povo teve o júbilo de contemplar um esplendor, uma animação, um triunpho egual ao que nos proporcionou o nosso illustre correligionario e amigo, o tenente-coronel Veiga, honra da classe a que pertence, e glória do partido a que se filiou..
{{--}} E no qual pretendo morrer, completou o tenente-coronel.
{{--}} Nem outra cousa era de esperar de V. Ex., disse o orador mudando de voz para dar a éstas palavras um tom de parenthesis.
Apesar da declaração feita no principio, de que era inútil acrescentar nada aos meritos do tenente-coronel, o intrepido orador fallou cerca de vinte e cinco minutos com grande magua do padre Maciel, que namorava de longe um fofo e tremulo podim de pão, e do juiz<noinclude>
<references/></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{cabeçalho|56|{{sc|historias da meia noite}}|}}</noinclude>municipal que estava ancioso por ir fumar. A peroração d’esse memoravel discurso foi pouco mais ou menos assim :
{{--}} Eu faltaria, portanto, aos meus deveres de amigo, de correligionario, de subordinado e de admirador, se não levantasse a voz n’esta occasião, e não vos dissesse em linguagem tosca, sim, ''(signaes de desaprovação''), mas sincera, os sentimentos que me tumultuam dentro do peito, o enthusiasmo de que me sinto possuido, quando contemplo o venerando e ilustre tenente-coronel Veiga, e se vos não convidasse a beber commigo á saúde de S. Ex.
O auditorio acompanhou com enthusiasmo o brinde do major, ao qual respondeu o tenente-coronel com éstas poucas, mas sentidas palavras :
{{--}} Os elogios que me acaba de fazer o distincto major Braz, são verdadeiros favores de uma alma grande e generosa; não os mereço senhores; devolvo-os intactos ao illustre orador que me precedeu.
No meio da festa e da alegria que reinava ninguem reparou nas attenções que Camillo prestava á bella filha do Dr. Mattos. Ninguem, digo mal; Leandro Soares, que fôra convidado ao jantar, e assistíra a elle, não tirava os olhos do elegante rival e da sua formosa e esquiva dama.
Há de parecer milagre ao leitor a indifferença e até o ar alegre com que Soares via aos attaques {{errata|dos adversarios|do adversario|Página:Historias da meia noite.djvu/237}}. Não é milagre; Soares tambem interrogava<noinclude>{{smallrefs|group="errata"}}</noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{cabeçalho||{{sc|a parasita azul}}|57}}</noinclude>o olhar de Isabel e lia n’elle a indifferença, talvez o desdem, com que tratava o filho do commendador.
— Nem eu, nem elle, dizia comsigo o pretendente.
Camillo estava apaixonado; no dia seguinte amanheceu peior; cada dia que passava augmentava a chamma que o consumia. París e {{sic|a, princesa|a princesa,}} tudo havia desapparecido do coração e da memoria do rapaz. Um so ente, um lugar unico mereciam agora as suas attenções: Isabel e Goyaz.
A esquivança e os desdens da moça não contribuiram pouco para ésta {{corr|tranformação|transformação}}. Fazendo de si proprio melhor ideia que do rival, Camillo dizia comsigo :
— Se ela não me dá {{corr|attnção|atenção}}, muito menos deve importar-se com o filho de Soares. Mas porque razão se mostra commigo tão esquiva? Que motivo ha para que eu seja derrotado como qualquer pretendente vulgar?
N’essas ocasiões lembrava-se do desconhecido que lhe fallára na egreja e das palavras que lhe dissera.
{{--}} Algum mysterio havera; dizia elle; mas como descobril-o ?
Indagou das pessoas da cidade quem era o sujeito baixo, de olhos miudos e vivos. Ninguem lh’o soube dizer. Parecia incrivel que não chegasse a descobrir n’aquellas paragens um homem que naturalmente alguem devia conhecer; redobrou de esforços; ninguem sabia quem era o mysterioso sujeito.
Entretanto Camillo frequentava fazenda do Dr. Mattos e alli ia jantar algumas vezes. Era difficil fallar a Isabel<noinclude>
<references/></noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{cabeçalho|58|{{sc|historias da meia noite}}|}}</noinclude>com a liberdade que permittem mais adiantados costumes; fazia entretanto o que podia para communicar á bella moça os seus sentimentos. Isabel parecia cada vez mais extranha ás communicações do rapaz. Suas maneiras não eram positivamente desdenhosas, mas frias ; dissera-se que alli dentro morava um coração de neve.
Ao amor desprezado, veio junctar-se o orgulho offendido, o despeito e a vergonha, e tudo isto, junto a uma epidemia que então reinava na comarca, deu com o nosso Camillo na cama, onde por agora o deixaremos, entregue aos medicos seus collegas.
{{nop}}<noinclude>
<references/></noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="WKDarkSide" /></noinclude>{{c|
<big>GRAMMATICA</big>
ANALYTICA
<big>DA LINGUA PORTUGUEZA,</big>
<small>OFFERECIDA</small>
<small>Á MOCIDADE ESTUDIOSA DE PORTUGAL E DO BRASIL;</small>
<small>POR</small>
'''FRANCISCO SOLANO CONSTANCIO D. M., <small>ETC</small>.,'''
<small>AUTOR DE DIVERSAS OBRAS E ESCRIPTOS LITTERARIOS<br />E SCIENTIFICOS EM PORTUGUEZ, FRANCEZ<br />E INGLEZ.</small>
}}
{| style="float: right; line-height: 1em;"
| <small>{{nota|I acknowledge philosophical grammar to be<br />a most necessary step towards wisdom and<br />true knowledge.|Reconheço a gramática filosófica ser um passo necessário até a sabedoria e o conhecimento verdadeiro.}}<div style="float: right; clear: right;">[[:en:w:John Horne Tooke|{{sc|Horne Tooke}}]].</div></small>
{{c|{{nota|ΕΠΕΑ ΠΤΕΡΟΕΝΤΑ.|epea pteroenta; lit. "palavra de asa"}}}}
|}<div style="clear: both;"></div>
{{linha horizontal|10em}}
{{c|
<big>PARIS.</big>
EM CASA DE J. P. AILLAUD,
<small>QUAI VOLTAIRE, № 11.</small>
'''NO RIO DE JANEIRO,'''
EM CASA DE SOUZA, LAEMMERT E C<sup>a</sup>.}}
{{linha horizontal|1em}}
{{c|1831.}}<noinclude></noinclude>
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Predefinição:Alinhamento deslocado/doc
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text/x-wiki
{{Subpágina para documentação}}{{Atalho de predefinição|Ad}}{{Div-based-template}}
==Função==
Esta predefinição, faz com que o texto antes do marcador de tabulação tenha um '''recuo''' à esquerda.
==Uso==
;Simplificado
{{c|{{x-larger|'''<code><nowiki>{{Alinhamento deslocado|1}}</nowiki></code>'''}}}}
;Completo
{{c|{{x-larger|'''<code><nowiki>{{Alinhamento deslocado|1|2|3}}</nowiki></code>'''}}}}
Onde:
* '''<code><nowiki>1</nowiki></code>''': é o texto.
* '''<code><nowiki>2</nowiki></code>''': é a margem do parágrafo.
* '''<code><nowiki>3</nowiki></code>''': é a indentação da primeira linha do parágrafo.
Na versão simplificada, a margem tem valor 2em, e a indentação tem o valor -2em.
==Exemplo==
<nowiki>{{alinhamento deslocado|{{justificado|{{Lorem ipsum}}}}}}</nowiki>
produz:
{{alinhamento deslocado|{{justificado|{{Lorem ipsum}}}}}}
<nowiki>{{alinhamento deslocado|{{Lorem ipsum}}|10em|-4em}}</nowiki>
produz:
{{alinhamento deslocado|{{justificado|{{Lorem ipsum}}}}|10em|4em}}
Para blocos de texto, é possível, embora '''desencorajado''', omitir o texto dentro da predefinição. Nesse caso, é necessário terminar o bloco de texto com uma tag <nowiki></div></nowiki>:
<nowiki>{{alinhamento deslocado}}
{{Lorem ipsum}}
{{Lorem ipsum}}
</div></nowiki>
produz:
{{alinhamento deslocado}}
{{Lorem ipsum}}
{{Lorem ipsum}}
</div>
==Parâmetros da predefinição==
<templatedata>
{
"params": {
"1": {
"label": "texto",
"description": "texto do parágrafo",
"type": "content",
"suggested": true,
"autovalue": ""
},
"2": {
"label": "margem",
"description": "Tamanho da margem com unidade",
"type": "string",
"autovalue": "2em"
},
"3": {
"label": "indentação",
"description": "tamanho da indentação da primeira linha com unidade",
"autovalue": "-2em",
"type": "string"
}
},
"description": "Permite configurar margem e indentação do parágrafo.",
"paramOrder": [
"1",
"2",
"3"
],
"format": "inline"
}
</templatedata>
<includeonly>
[[Categoria:!Predefinições de alinhamento]]
</includeonly>
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Vinicius Gasparin
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Vinicius Gasparin" /></noinclude>{{c|ATO INSTITUCIONAL Nº9, DE 25 DE ABRIL DE 1 969}}
{{Justificado|
{{Gap}}'''O Presidente da República,'''
{{Gap}}Considerando a motivação contida nos preâmbulos dos Atos Institucionais números [[Ato_Institucional_Número_Cinco|5]] e [[Ato_Institucional_Número_Seis|6]], respectivamente de 13 de dezembro de 1 968 e 1º de fevereiro de 1 969;
{{Gap}}Considerando, ainda, que a Reforma Agrária, para a sua execução, reclama instrumentos hábeis que implicam alterações de ordem constitucional, resolve editar o seguinte ATO INSTITUCIONAL:
{{Gap}}Art. 1º - O § 1º do artigo 157 da [[Constituição_de_1967_da_República_Federativa_do_Brasil|Constituição Federal]] passa a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 157 -
{{linha horizontal|width=40em|height=5px}}
§ 1º - Para os fins previstos neste artigo, a União poderá promover a desapropriação da propriedade territorial rural, mediante pagamento de justa indenização, fixada segundo os critérios que a lei estabelecer, em títulos especiais da dívida pública, com cláusula de exata correção monetária, resgatáveis no prazo máximo de vinte anos, em par{{PT||celas anuais sucessivas, assegurada a sua aceitação, a qualquer tempo, como meio de pagamento de até cinqüenta por cento do impôsto territorial rural e como pagamento do preço de terras públicas."}}
}}<noinclude></noinclude>
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Vinicius Gasparin
41079
/* Revista */
553340
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Vinicius Gasparin" /></noinclude>{{PT|celas anuais sucessivas, assegurada a sua aceitação, a qualquer tempo, como meio de pagamento de até cinqüenta por cento do impôsto territorial rural e como pagamento do preço de terras públicas."}}
{{Justificado|
{{Gap}}Art 2º - É substituido o § 5º do artigo 157 da [[Constituição_de_1967_da_República_Federativa_do_Brasil|Constituição Federal]] pelo seguinte:
{{Gap}}"§ 5º - O Presidente da República poderá delegar as atribuições para a desapropriação de imóveis rurais, por interêsse social, sendo-lhe privativa a declaração de zonas prioritárias.
{{Gap}}Art. 3º - Revoga-se o § 11 do artigo 157 da [[Constituição_de_1967_da_República_Federativa_do_Brasil|Constituição Federal]].
{{Gap}}Art. 4º - Este Ato Institucional entra em vigor nesta data, revogadas as disposições em contrário.
{{Gap}}Brasília, 25 de abril de 1 969;<br/>
148º da Independência e 81º da República.
}}
{{c|[[:w:Costa_e_Silva|Costa e Silva]]}}
{{c|[[:w:Luís_da_Gama_e_Silva|Luís Antônio da Gama e Silva]]}}
{{c|[[:w:Augusto_Rademaker|Augusto Hamann Rademaker Grünewald]]}}
{{c|[[:w:Aurélio_de_Lira_Tavares|Aurélio de Lyra Tavares]]}}
{{c|[[:w:Magalhães_Pinto|José de Magalhães Pinto]]}}
{{c|[[:w:Delfim_Netto|Antônio Delfim Netto]]}}
{{c|[[:w:Mário_Andreazza|Mário David Andreazza]]}}
{{c|[[:w:Ivo_Arzua_Pereira|Ivo Arzua Pereira]]}}
{{c|[[:w:Tarso_Dutra|Tarso Dutra]]}}
{{c|[[:w:Jarbas_Passarinho|Jarbas G. Passarinho]]}}<noinclude></noinclude>
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Página:Urupês (1919).pdf/22
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" /></noinclude>[[File:Urupês (1919) (page 22 crop).jpg|centro|300px]]
{{t2|O engraçado arrependido}}
{{capitular|ficheiro=Urupês F (1919) (page 22 crop).jpg}}RANCISCO Teixeira de Souza Pontes, galho bastardo duns Souza Pontes de trinta mil arrobas, afazendados no Barreiro, aos 32 annos de idade entrou a pensar sériamente na vida.
Alé ali, como de natural engraçado, vivera á conta de veia comica, e com ella amanhára casa, mesa, vestuario e o mais. Sua moeda corrente eram micagens, pilherias, anecdotas de inglez e tudo quanto bole com os musculos faciaes do animal que ri, vulgo homem, repuxando risos ou matracolejando gargalhadas.
Sabia de cór a Encyclopedia do Riso e da Galhofa de Fuão Pechincha, a creatura mais dissaborida que Deus botou no mundo; mas era tal a arte do Pontes, que as semsaborias mais relamborias ganhavam na sua bocca um raro chiste e os ouvintes babavam de puro gozo.
Para arremedar gente ou bicho era um genio. A gamma inteira das vozes do cachorro da acuação aos caitetu’s ao uivo á lua, e o mais, rosnado ou latido, assumia em sua {{hífen|boc|bocca}}<noinclude></noinclude>
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Autor:Jackson de Figueiredo
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34905
Atualizando página
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text/x-wiki
{{Autor/v2
| InicialUltimoNome = O
| nome = Jackson de Figueiredo
| nome completo = Jackson de Figueiredo Martins
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| nacionalidade = {{BRAn|o}}
| data_nascimento = {{dni|9|10|1891|si}}
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| Wikipedia = Jackson de Figueiredo
| Wikiquote =
| MiscBio = '''Jackson de Figueiredo Martins''' foi um advogado brasileiro, que atuou intensamente como professor, jornalista, crítico, ensaísta, filósofo e político. Após sua conversão ao catolicismo organizou o movimento católico leigo no Brasil.
}}
== Obras ==
{{Lista de documentos início|gênero}}
{{Documento|data=1908|título=Bater de Asas|galeria=|progresso=|gênero=Poesia|notas=|scan=}}
{{Documento|data=1910|título=Zíngaros|galeria=|progresso=|gênero=Poesia|notas=|scan=}}
{{Documento|data=1913|título=Xavier Marques|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=|scan=}}
{{Documento|data=1915|título=Garcia Rosa|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=|scan={{esl|1=https://www.google.com/books/edition/_/qvoQAQAAMAAJ?hl=en&gl=br}}}}
{{Documento|data=1916|título=Algumas Reflexões sobre a Filosofia de Farias Brito|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=|scan={{esl|1=https://www.google.com/books/edition/_/xdQQAQAAIAAJ?hl=en&gl=br}}}}
{{Documento|data=1917|título=Incenso de Oiro|galeria=|progresso=|gênero=Poesia|notas=|scan=}}
{{Documento|data=1918|título=Crepúsculo Interior|galeria=|progresso=|gênero=Poesia|notas=|scan=}}
{{Documento|data=1919|título=Boa Imprensa|galeria=|progresso=|gênero=Crítica|notas=|scan=}}
{{Documento|data=1919|título=A Questão Social na Filosofia de Farias Brito|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=|scan=}}
{{Documento|data=1921|título=Humilhados e Luminosos|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=|scan={{esl|1=https://books.google.com.br/books?id=AKfuAAAAMAAJ}}}}
{{Documento|data=1921|título=Do Nacionalismo na Hora Presente|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=|scan={{esl|1=https://books.google.com.br/books?id=sfc4AQAAMAAJ}}}}
{{Documento|data=1921|título=Afirmações|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=|scan={{esl|1=https://books.google.com.br/books?id=NjsTAQAAMAAJ}}}}
{{Documento|data=1922|título=A Reação do Bom Senso|galeria=|progresso=|gênero=Política|notas=|scan={{esl|1=https://www.google.com/books/edition/_/0UQRAQAAIAAJ?hl=en&gl=br}}}}
{{Documento|data=1922|título=Auta de Sousa|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=|scan={{esl|1=https://www.google.com/books/edition/_/7RQBAAAAMAAJ?hl=en&gl=br}}}}
{{Documento|data=1922|título=[[Pascal e a Inquietação Moderna]]|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=|scan={{esl|1=https://books.google.com.br/books?id=6FAx4QEAYOYC}}}}
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| Wikipedia = Jackson de Figueiredo
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| MiscBio = '''Jackson de Figueiredo Martins''' foi um advogado brasileiro, que atuou intensamente como professor, jornalista, crítico, ensaísta, filósofo e político. Após sua conversão ao catolicismo organizou o movimento católico leigo no Brasil.
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<noinclude><pagequality level="4" user="JppBr98" />{{c|— 18 —}}</noinclude>{{hífen-fim|ca|bocca}} perfectibilidade capaz de illudir aos proprios cães, e á lua.
Tambem grunhia de porco, cacarejava de gallinha, coaxava de untanha, rallava de mulher velha, choramingava de fedelho, silenciava de deputado governista ou perorava de patriota em sacada. Que vozeio de bipede ou quadrupede não copiava elle ás maravilhas, em havendo na sua frente um auditorio bem fornido dos “musculos da alegria” que a Sra. Albertina Berta inventou?
Descia outras vezes á prehistoria. Como fosse d’algumas luzes, quando os ouvintes não eram pecos reconstituia para gaudio da sciencia delles os vozeirões paleontologicos dos bichos extinctos, roncos de mamutes amorosos das mastodontas no cio, ou berros de estegosaurios ao avistarem-se com “homos” pelludos, repimpados nos fétos arboreos, coisa muito de rir e divulgar a sciencia do sr. Barros Barreto.
Na rua, se pilhava um magote d’amigos parados á esquina, approximava-se de mansinho e “nhoc!” arremessava um bote de munheca á barriga da perna mais a geito. Era de ver o pinote assustado e o “passa!” nervoso do incauto, e logo em seguida as risadas sem fim dos outros, e a do Pontes, o qual gargalhava d’um modo todo seu, estrepitoso e musical — musica d’Offenbach. Pontes ria parodiando o riso normal e espontaneo da creatura humana, unica que ri além da raposa bebeda, e estacava de golpe, sem transição, cahido n’um serio de irresistivel comico.
Em todos os gestos e modos, como no andar, no ler, no comer, nas acções mais triviaes da vida, o raio do homem differençava-se dos demais no sentido de amolecal-as prodigiosamente.
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<noinclude><pagequality level="4" user="JppBr98" />{{c|— 19 —}}</noinclude>E chegou a ponto que escusava abrir a bocca ou esboçar um gesto para torcer em risos a humanidade. Bastava sua presença. Mal o avistavam, já as caras refloriam; se fazia um gesto, espirravam risos; se abria a bocca, espigaitavam-se uns, outros afrouxavam os cóses, terceiros desabotoavam os colletes. Se entreabria o bico, nossa Senhora! eram cascalhadas, eram rinchavelhos, eram guinchos, engasgos, fungações e asphyxias tremendas.
— E’ da pelle, este Pontes!
— Basta, homem, você me afóga!
E caso o pandego se innocentava, com cara palerma:
— Mas que estou fazendo? Se nem abri a bocca…
— Quá, quá, quá! — a companhia inteira, desmandibulada, chorava no espasmo supremo dos risos incoerciveis.
Com o decorrer do tempo não foi preciso mais que seu nome para deflagrar a hilaridade.
Pronunciando alguem a palavra “Pontes”, accendia-se logo o estopim das fungadellas pelas quaes o homem se alteia acima da animalidade que não ri.
Assim viveu até á edade do Christo, numa parabola risonha, a rir e fazer rir, sem pensar em nada serio — vida de filante que dá mômos em troca de jantares e paga continhas miudas com pilherias de truz. Um negociante caloteado disse-lhe um dia, entre frouxos de riso baboso:
— Você ao menos diverte, não é como o major Carapuça que caloteia de carranca.
Aquelle recibo sem sello mortificou seu tanto ao nosso pandego; mas a conta subia a quinze mil réis, valia bem a pelotada. Entretanto, lá ficou a lembrança della {{hífen|espe|espetada}}<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="4" user="JppBr98" />{{c|— 20 —}}</noinclude>{{hífen-fim|tada|espetada}} como alfinete na almofadinha do amor proprio. Atraz desse vieram outros, e outros, estes fincados de leve, aquelles até á cabeça.
Tudo cança. Farto de tal vida, o hilarião entrou a sonhar nas delicias de ser tomado a serio, falar e ser ouvido sem repuxo de musculos faciaes, gesticular sem promover a quebra da compostura humana, atravessar uma rua sem presentir na piu’gada um côro de “E vem o Pontes!” em tom de quem se espreme na contensão do riso ou se ageita para uma barrigada das boas.
Reagindo, tentou Pontes a seriedade. Desastre. Pontes serio mudava de tecla, cahia no humorismo inglez. Antes divertia como clown, agora como Tony.
O estrondoso exito do que se afigurou a toda a gente uma faceta nova da sua veia comica, lançou mais sombras na alma do engraçado arrependido. Era certo que se não poderia traçar outro caminho na vida além daquelle, era odioso? Palhaço, então, eternamente palhaço á força?
Mas a vida de um homem feito tem exigencias sisudas, impõe gravidade e até casmurrice dispensaveis nos annos verdes.
O cargo mais modesto da administração, uma simples vereança, requer na cara a immobilidade da idiotia que não ri. Não se concebe vereador risonho. Falta ao dito de [[wikipedia:pt:François Rabelais|Rabelais]] uma exclusão: o riso é proprio á especie humana, fóra o verador.
Com o dobar dos annos a reflexão amadureceu, o brio crystallizou-se, e os jantares cavados acabaram por saber-lhe a azedo. A moeda pilheria tornou-se-lhe dura ao cunho; já a não fundia com a frescura antiga; já usava della como expediente de vida, não por folgança despreoccupada como outr’ora.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="4" user="JppBr98" />{{c|— 21 —}}</noinclude>Comparava-se a si proprio, mentalmente, a um palhaço de circo, velho e achacoso, a quem a miseria obriga a transformar rheumatismo em caretas hilares, como as quer o publico pagante.
Deu de fugir dos homens, e gastou bons mezes no estudo da transição necessaria ao conseguimento de um emprego honesto para a sua actividade. Pensou no commercio, na industria, na feitoria d’uma fazenda, na montagem d’um botequim, que tudo lhe era preferivel á paspalhice comica de até então.
Um dia, bem maturados os planos, resolveu mudar de vida. Foi a um negociante amigo e sinceramente lhe expoz os propositos regeneradores, pedindo por fim um lugar na casa, de varredor que fosse. Mal acabou a exposição o gallego e a caixeirada em peso, que espiava de longe á espera do desfecho, torceram-se em estrondoso gargalhar como sob cocegas.
— Esta é boa! E’ de primeirissima! Quá! quá! quá! Com que então… quá! quá! quá! Você me arruina os figados, homem! Se é pela continha dos cigarros, vá socegado, que me dou por pago, e bem pago! Quá! quá! quá! Este Pontes tem cada uma… Ouviu, José, a boa piada? quá! quá! quá!
E a caixeirada, os freguezes, os sapos de balcão e até gente que, de passagem na rua parou na calçada para “aproveitar” o lance, desboccaram-se em “quás” de matraca até doerem os diaphragmas.
O miserando, atarantado, e seriissimo, tentou desfazer o equivoco.
— Falo serio, e o senhor não tem direito de rir-se. Pelo amor de Deus, não zombe de um infeliz que pede trabalho e não gargalhadas.
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__NOTOC__
== [[File:Flag of Brazil.svg|18px]] Brasileiros ==
{{Div col|3}}
=== Século XVI ===
* {{A|Ambrósio Fernandes Brandão}} (c. 1555 - c. 1618) {{100%}}
* {{A|Bento Teixeira}} (c. 1561 - c. 1618) {{100%}}
* {{A|Frei Vicente do Salvador}} (1564 - c. 1636) {{100%}}
=== Século XVII ===
* {{A|Antônio Vieira}} (1608 - 1697) {{075%}}
* {{A|Nuno Marques Pereira}} (1625 - 1728) {{100%}}
* {{A|Gregório de Matos}} (1636 - 1696) {{075%}}
* {{A|Manuel Botelho de Oliveira}} (1636 - 1711) {{100%}}
* {{A|André João Antonil}} (1649 - 1716) {{100%}}
* {{A|Sebastião da Rocha Pita}} (1660 - 1738) {{100%}}
* {{A|Manuel de Santa Maria}} (c. 1668 - c. 1730) {{100%}}
=== Século XVIII ===
* {{A|Matias Aires}} (1705 - 1763) {{100%}}
* {{A|Teresa Margarida da Silva e Orta}} (1711 - 1793) {{100%}}
* {{A|Gaspar da Madre de Deus}} (1715 - 1800) {{100%}}
* {{A|Santa Rita Durão}} (1722 - 1784) {{100%}}
* {{A|Cláudio Manuel da Costa}} (1729 - 1789) {{100%}}
* {{A|Domingos Caldas Barbosa}} (1740 - 1800) {{100%}}
* {{A|Basílio da Gama}} (1741 - 1795) {{100%}}
* {{A|Alvarenga Peixoto}} (1744 - 1792) {{100%}}
* {{A|Tomás Antônio Gonzaga}} (1744 - 1810) {{100%}}
* {{A|Manuel Inácio da Silva Alvarenga}} (1749 - 1814) {{100%}}
* {{A|Sousa Caldas}} (1762 - 1814) {{000%}}
* {{A|Francisco Carlos Teixeira da Silva}} (1763 - 1829) {{100%}}
* {{A|Mariano José Pereira da Fonseca}} (1773 - 1848) {{100%}}
* {{A|Frei Caneca}} (1779 - 1825) {{075%}}
* {{A|Beatriz Brandão}} (1779 - 1868) {{100%}}
* {{A|Januário da Cunha Barbosa}} (1780 - 1846) {{100%}}
* {{A|Diogo Antônio Feijó}} (1784 - 1843) {{100%}}
* {{A|Evaristo da Veiga}} (1799 - 1837) {{100%}}
=== Século XIX ===
* {{A|Araújo Porto Alegre}} (1806 - 1879) {{100%}}
* {{A|Ana Eurídice Eufrosina de Barandas}} (1806 - 1863) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teófilo Ottoni|Teófilo Ottoni]] (1807 - 1869)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Paula Brito|Paula Brito]] (1809 - 1861)
* {{A|Nísia Floresta}} (1810 - 1885) {{100%}}
* {{A|Gonçalves de Magalhães}} (1811 - 1882) {{075%}}
* {{A|Teixeira e Sousa}} (1812 - 1861) {{100%}}
* {{A|Francisco de Sales Torres Homem}} (1812 - 1876) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Justiniano José da Rocha|Justiniano José da Rocha]] (1812 - 1862)
* {{A|João Lisboa}} (1812 - 1863)
* {{A|Martins Pena}} (1815 - 1848) {{100%}}
* {{A|Francisco Adolfo de Varnhagen}} (1816 - 1878)
* {{A|João Manuel Pereira da Silva}} (1817 - 1898)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Violante Bivar e Velasco|Violante Bivar e Velasco]] (1817 - 1875)
* {{A|Joaquim Manuel de Macedo}} (1820 - 1882)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Tristão de Alencar Araripe|Tristão de Alencar Araripe]] (1821 - 1908)
* {{A|Maria Firmina dos Reis}} (1822 - 1917)
* {{A|Gonçalves Dias}} (1823 - 1864)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ana Luísa de Azevedo Castro|Ana Luísa de Azevedo Castro]] (1823 - 1869)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Agostinho Marques Perdigão Malheiro (filho)|Agostinho Marques Perdigão Malheiro (filho)]] (1824 - 1881)
* {{A|Bernardo Guimarães}} (1825 - 1884)
* {{A|Francisco Otaviano}} (1825 - 1889)
* {{A|Laurindo Rabelo}} (1826 - 1864)
* {{A|Augusto Emílio Zaluar}} (1826 - 1882)
* {{A|Adélia Fonseca}} (1827 - 1920)
* {{A|Aureliano José Lessa}} (1828 - 1861) {{100%}}
* {{A|Joaquim Felício dos Santos}} (1828 - 1895)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio Henriques Leal|Antônio Henriques Leal]] (1828 - 1885)
* {{A|José de Alencar}} (1829 - 1877)
* {{A|Qorpo Santo}} (1829 - 1883)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Angélica Ribeiro|Maria Angélica Ribeiro]] (1829 - 1880)
* {{A|Luís da Gama}} (1830 - 1882)
* {{A|Álvares de Azevedo}} (1831 - 1852)
* {{A|Manuel Antônio de Almeida}} (1831 - 1861)
* {{A|Junqueira Freire}} (1832 - 1855)
* {{A|Sousândrade}} (1833 - 1902) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teixeira de Melo|Teixeira de Melo]] (1833 - 1907)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Soriano de Souza|José Soriano de Souza]] (1833 - 1895)
* {{A|Luís Delfino}} (1834 - 1910)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisca Senhorinha da Motta Diniz|Francisca Senhorinha da Motta Diniz]] (1834 - 1910)
* {{A|Quintino Bocaiúva}} (1836 - 1912)
* {{A|César Zama}} (1837 - 1906)
* {{A|França Júnior}} (1838 - 1890)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:André Rebouças|André Rebouças]] (1838 - 1898)
* {{A|Casimiro de Abreu}} (1839 - 1860)
* {{A|Tobias Barreto}} (1839 - 1889)
* {{A|Machado de Assis}} (1839 - 1908)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Luís Pereira de Sousa|Pedro Luís Pereira de Sousa]] (1839 - 1884)
* {{A|Fagundes Varela}} (1841 - 1875)
* {{A|Salvador de Mendonça}} (1841 - 1913)
* {{A|Franklin Távora}} (1842 - 1888)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Américo|Pedro Américo]] (1843 - 1905)
* {{A|Visconde de Taunay}} (1843 - 1899)
* {{A|José Carlos Rodrigues}} (1844 - 1923)
* {{A|Alexandre José de Melo Morais Filho}} (1844 - 1919)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Augusto Ferreira|Carlos Augusto Ferreira]] (1844 - 1913)
* {{A|Júlio Ribeiro}} (1845 - 1890)
* {{A|Guimarães Júnior}} (1845 - 1898)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ramiz Galvão|Ramiz Galvão]] (1846 - 1938)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carneiro Vilela|Carneiro Vilela]] (1846 - 1913)
* {{A|Castro Alves}} (1847 - 1871)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Vieira Fazenda|José Vieira Fazenda]] (1847 - 1917)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos de Laet|Carlos de Laet]] (1847 - 1927)
* {{A|Araripe Júnior}} (1848 - 1911)
* {{A|Joaquim Nabuco}} (1849 - 1910)
* {{A|Ruy Barbosa}} (1849 - 1923)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Felisberto Rodrigues Pereira de Carvalho|Felisberto Rodrigues Pereira de Carvalho]] (1850 - 1898)
* {{A|Adelina Lopes Vieira}} (1850 - 1922)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Artur de Oliveira|Artur de Oliveira]] (1851 - 1882)
* {{A|Domingos Olímpio}} (1851 - 1906)
* {{A|Manuel Querino}} (1851 - 1923)
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* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Josefina Álvares de Azevedo|Josefina Álvares de Azevedo]] (1851 - 1913)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Emília Bandeira de Melo|Emília Bandeira de Melo]] (1852 - 1910)
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* {{A|Capistrano de Abreu}} (1853 - 1927)
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* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Benedita Bormann|Maria Benedita Bormann]] (1853 - 1895)
* {{A|Rodolfo Teófilo}} (1853 - 1932)
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* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Revocata Heloísa de Melo|Revocata Heloísa de Melo]] (1853 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Anália Franco|Anália Franco]] (1853 - 1919)
* {{A|José do Patrocínio}} (1854 - 1905)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teófilo Dias|Teófilo Dias]] (1854 - 1889)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lúcio de Mendonça|Lúcio de Mendonça]] (1854 - 1909)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Miguel Lemos|Miguel Lemos]] (1854 - 1917)
* {{A|Artur de Azevedo}} (1855 - 1908)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Emília Freitas|Emília Freitas]] (1855 - 1908)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Urbano Duarte de Oliveira|Urbano Duarte de Oliveira]] (1855 - 1902)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Julieta de Melo Monteiro|Julieta de Melo Monteiro]] (1855 - 1928)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teixeira Mendes (filósofo)|Teixeira Mendes]] (1855 - 1927)
* {{A|Fontoura Xavier}} (1856 - 1922)
* {{A|Aluísio Azevedo}} (1857 - 1913)
* {{A|José Veríssimo}} (1857 - 1916)
* {{A|Alberto de Oliveira}} (1857 - 1937)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Filinto de Almeida|Filinto de Almeida]] (1857 - 1945)
* {{A|Rocha Pombo}} (1857 - 1933)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Horácio de Carvalho|Horácio de Carvalho]] (1857 - 1933)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Paula Ney|Paula Ney]] (1858 - 1897)
* {{A|Raimundo Correia}} (1859 - 1911)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Bernardino Lopes|Bernardino Lopes]] (1859 - 1916)
* {{A|Valentim Magalhães}} (1859 - 1903)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Clóvis Beviláqua|Clóvis Beviláqua]] (1859 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Leolinda Daltro|Leolinda Daltro]] (1859 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luiza Leonardo|Luiza Leonardo]] (1859 - 1926)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Augusto de Lima (político)|Augusto de Lima]] (1859 - 1934)
* {{A|João Ribeiro}} (1860 - 1934)
* {{A|Eduardo Prado}} (1860 - 1901)
* {{A|Afonso Celso}} (1860 - 1938)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio da Silva Jardim|Antônio da Silva Jardim]] (1860 - 1891)
* {{A|Cruz e Sousa}} (1861 - 1898)
* {{A|Manuel de Oliveira Paiva}} (1861 - 1892)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Xavier Marques|Xavier Marques]] (1861 - 1942)
* {{A|Luís Murat}} (1861 - 1929)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Amélia Rodrigues|Amélia Rodrigues]] (1861 - 1926)
* {{A|Raimundo de Farias Brito}} (1862 - 1917)
* {{A|Júlia Lopes de Almeida}} (1862 - 1934)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Domício da Gama|Domício da Gama]] (1862 - 1925)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fausto Cardoso|Fausto Cardoso]] (1862 - 1906)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lindolfo Rocha|Lindolfo Rocha]] (1862 - 1911)
* {{A|Catulo da Paixão Cearense}} (1863 - 1946)
* {{A|Raul Pompeia}} (1863 - 1895)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gonzaga Duque|Gonzaga Duque]] (1863 - 1911)
* {{A|Virgílio Várzea}} (1863 - 1941)
* {{A|Coelho Neto}} (1864 - 1934)
* {{A|Pardal Mallet}} (1864 - 1894)
* {{A|Tito Lívio de Castro}} (1864 - 1890)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fábio Luz|Fábio Luz]] (1864 - 1938)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Andradina de Oliveira|Andradina de Oliveira]] (1864 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alberto Torres|Alberto Torres]] (1865 - 1917)
* {{A|Olavo Bilac}} (1865 - 1918)
* {{A|João Simões Lopes Neto}} (1865 - 1916)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alcindo Guanabara|Alcindo Guanabara]] (1865 - 1918)
* {{A|Euclides da Cunha}} (1866 - 1909)
* {{A|Emiliano Perneta}} (1866 - 1921)
* {{A|Vicente de Carvalho}} (1866 - 1924)
* {{A|Emílio de Meneses}} (1866 - 1918)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rodrigo Otávio|Rodrigo Otávio]] (1866 - 1944)
* {{A|Rego Monteiro}} (1866 - 1952)
* {{A|João Marques de Carvalho}} (1866 - 1910)
* {{A|Adolfo Caminha}} (1867 - 1897)
* {{A|Medeiros e Albuquerque}} (1867 - 1934)
* {{A|Oliveira Lima}} (1867 - 1928) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Mário Pederneiras|Mário Pederneiras]] (1867 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guimarães Passos|Guimarães Passos]] (1867 - 1909)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Presciliana Duarte de Almeida|Presciliana Duarte de Almeida]] (1867 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guimarães Passos|Guimarães Passos]] (1868 - 1909)
* {{A|Graça Aranha}} (1868 - 1931) {{100%}}
* {{A|Afonso Arinos}} (1868 - 1916)
* {{A|Manuel Bonfim}} (1868 - 1932)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio Sales|Antônio Sales]] (1868 - 1940)
* {{A|Nestor Vítor}} (1868 - 1932)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Rabelo|Pedro Rabelo]] (1868 - 1905)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Júlia Cortines|Júlia Cortines]] (1868 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Max Fleiuss|Max Fleiuss]] (1868 - 1943)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Figueiredo Pimentel|Figueiredo Pimentel]] (1869 - 1914)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Chrysanthème|Chrysanthème]] (1869 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Gastão d'Escragnolle Dória|Luís Gastão d'Escragnolle Dória]] (1869 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Dario Persiano de Castro Vellozo|Dario Persiano de Castro Vellozo]] (1869 - 1937)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Liberato Bittencourt|Liberato Bittencourt]] (1869 - 1948)
* {{A|Adherbal de Carvalho}} (1869 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Zeferino Brasil|Zeferino Brasil]] (1870 - 1942)
* {{A|Alphonsus de Guimaraens}} (1870 - 1921)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Osório Duque-Estrada|Osório Duque-Estrada]] (1870 - 1927)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Péthion de Villar|Péthion de Villar]] (1870 - 1924)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lívio Barreto|Lívio Barreto]] (1870 - 1895)
* {{A|Francisca Júlia}} (1871 - 1920)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Paes de Barros|Maria Paes de Barros]] (1871 - 1952)
* {{A|Mário de Alencar}} (1872 - 1925)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Batista Cepelos|Batista Cepelos]] (1872 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Faria Neves Sobrinho|Faria Neves Sobrinho]] (1872 - 1927)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Silveira Neto|Silveira Neto]] (1872 - 1942)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Valdomiro Silveira|Valdomiro Silveira]] (1873 - 1941)
* {{A|Laudelino Freire}} (1873 - 1937)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rodolfo Garcia|Rodolfo Garcia]] (1873 - 1949)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul Pederneiras|Raul Pederneiras]] (1874 - 1953)
* {{A|Henrique Castriciano de Sousa}} (1874 - 1947)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Dias Fernandes|Carlos Dias Fernandes]] (1874 - 1942)
* {{A|Amadeu Amaral}} (1875 - 1929)
* {{A|Afonso d'Escragnolle Taunay}} (1876 - 1958)
* {{A|Afrânio Peixoto}} (1876 - 1947) {{100%}}
* {{A|Auta de Souza}} (1876 - 1901)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manoel Arão|Manoel Arão]] (1876 - 1930)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alcides Maia|Alcides Maia]] (1878 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Marcelo Gama|Marcelo Gama]] (1878 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maranhão Sobrinho|Maranhão Sobrinho]] (1879 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Félix Pacheco|Félix Pacheco]] (1879 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Artur de Sales|Artur de Sales]] (1879 - 1952)
* {{A|Albertina Bertha}} (1880 - 1953)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jonas da Silva|Jonas da Silva]] (1880 - 1947)
* {{A|Lima Barreto}} (1881 - 1922)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Maria Goulart de Andrade|José Maria Goulart de Andrade]] (1881 - 1936)
* {{A|João do Rio}} (1881 - 1921)
* {{A|Monteiro Lobato}} (1882 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Oliveira Viana|Oliveira Viana]] (1883 - 1951)
* {{A|Augusto dos Anjos}} (1884 - 1914)
* {{A|Godofredo Rangel}} (1884 - 1954)
* {{A|Martins Fontes}} (1884 - 1937) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Roquette-Pinto|Roquette-Pinto]] (1884 - 1954)
* {{A|Antônio Francisco da Costa e Silva}} (1885 - 1950)
* {{A|Antônio Torres}} (1885 - 1934)
* {{A|Pedro Kilkerry}} (1885 - 1917)
* {{A|Humberto de Campos}} (1886 - 1934)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ernani Rosas|Ernani Rosas]] (1886 - 1955)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Lacerda de Moura|Maria Lacerda de Moura]] (1887 - 1945)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hermes Fontes|Hermes Fontes]] (1888 - 1930)
* {{A|Oswald de Andrade}} (1890 - 1954) {{075%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Felipe Daudt de Oliveira|Felipe Daudt de Oliveira]] (1890 - 1933)
* {{A|Jackson de Figueiredo}} (1891 - 1928) {{075%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ercília Nogueira Cobra|Ercília Nogueira Cobra]]
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Eduardo Guimarães|Eduardo Guimarães]] (1892 - 1928)
* {{A|Graciliano Ramos}} (1892 - 1953) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Juó Bananére|Juó Bananére]] (1892 - 1933)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jorge de Lima|Jorge de Lima]] (1893 - 1953)
* {{A|Mário de Andrade}} (1893 - 1945)
* {{A|Ronald de Carvalho}} (1893 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Leonel Franca|Leonel Franca]] (1893 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hugo de Carvalho Ramos|Hugo de Carvalho Ramos]] (1895 - 1921)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul de Leoni|Raul de Leoni]] (1895 - 1926)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alceu de Freitas Wamosy|Alceu de Freitas Wamosy]] (1895 - 1923)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Galeão Coutinho|Galeão Coutinho]] (1897 - 1951)
* {{A|Rodrigues de Abreu}} (1897 - 1927)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Virgílio de Melo Franco|Virgílio de Melo Franco]] (1897 - 1948)
=== Século XX ===
* {{A|Alcântara Machado}} (1901 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Alphonsus|João Alphonsus]] (1901 - 1944)
{{Div col fim}}
== [[File:Flag of Portugal.svg|18px]] Portugueses ==
{{Div col|3}}
=== Século XIV ===
* {{A|Fernão Lopes}} (c. 1385 - c. 1460)
=== Século XV ===
* {{A|Gomes Eanes de Zurara}} (c. 1410 - c. 1474)
* {{A|Rui de Pina}} (c. 1440 - c. 1522)
* {{A|Garcia de Resende}} (c. 1470 - 1536)
* {{A|Sá de Miranda}} (1481 - 1558)
* {{A|Bernardim Ribeiro}} (c. 1482 - c. 1552)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gaspar Correia|Gaspar Correia]] (c. 1492 - c. 1563)
* {{A|João de Barros}} (1496 - 1570)
=== Século XVI ===
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brás de Albuquerque|Brás de Albuquerque]] (c. 1500 - 1581)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Martim Afonso de Sousa|Martim Afonso de Sousa]] (c. 1500 - 1564)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fernão Lopes de Castanheda|Fernão Lopes de Castanheda]] (c. 1500 - 1559)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Samuel Usque|Samuel Usque]] (c. 1500 - c. 1560)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Damião de Góis|Damião de Góis]] (1502 - 1574)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gonçalo Annes Bandarra|Gonçalo Annes Bandarra]] (c. 1502 - c. 1556)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Galvão|António Galvão]] (c. 1503 - 1557)
* {{A|Jerónimo Osório}} (1506 - 1580)
* {{A|Fernão Mendes Pinto}} (c. 1510 - 1583)
* {{A|Jorge Ferreira de Vasconcelos}} (c. 1515 - c. 1585)
* {{A|Manuel da Nóbrega}} (1517 - 1570)
* {{A|Pedro de Andrade Caminha}} (c. 1520 - 1589)
* {{A|Luís Vaz de Camões}} (c. 1524 - 1580)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Ferreira|António Ferreira]] (1528 - 1569)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei Heitor Pinto|Frei Heitor Pinto]] (c. 1528 - c. 1584)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jerónimo Corte-Real|Jerónimo Corte-Real]] (c. 1530 - c. 1588)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Amador Arrais|Amador Arrais]] (c. 1530 - 1600)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Agostinho Pimenta|Agostinho Pimenta]] (1540 - 1619)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de Andrade|Francisco de Andrade]] (c. 1540 - 1614)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pero de Magalhães Gândavo|Pero de Magalhães Gândavo]] (c. 1540 - c. 1580)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Pereira Brandão|Luís Pereira Brandão]] (c. 1540 - c. 1590)
* {{A|Diogo do Couto}} (c. 1542 - 1616)
* {{A|Miguel Leitão de Andrada}} (c. 1553 - 1630)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei Luís de Sousa|Frei Luís de Sousa]] (c. 1555 - 1632)
* {{A|Ambrósio Fernandes Brandão}} (c. 1555 - c. 1618)
* {{A|Bernardo de Brito}} (1569 - 1617)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gabriel Pereira de Castro|Gabriel Pereira de Castro]] (1571 - 1632)
* {{A|Francisco Rodrigues Lobo}} (1580 - 1622)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Brandão|António Brandão]] (1584 - 1637)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel de Faria e Sousa|Manuel de Faria e Sousa]] (1590 - 1649)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jacinto Freire de Andrade|Jacinto Freire de Andrade]] (1597 - 1657)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brás Garcia de Mascarenhas|Brás Garcia de Mascarenhas]] (1596 - 1656)
=== Século XVII ===
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de Sá de Meneses|Francisco de Sá de Meneses]] (c. 1600 - 1664)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Violante do Céu|Violante do Céu]] (1601 - 1693)
* {{A|Francisco Manuel de Melo}} (1608 - 1666)
* {{A|Jerónimo Baía}} (c. 1620 - 1688)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei António das Chagas|Frei António das Chagas]] (1631 - 1682)
* {{A|Manuel Bernardes}} (1644 - 1710)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco Xavier de Meneses|Francisco Xavier de Meneses]] (1673 - 1743)
* {{A|António Caetano de Sousa}} (1674 - 1759)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Diogo Barbosa Machado|Diogo Barbosa Machado]] (1682 - 1772)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Bernardo Gomes de Brito|Bernardo Gomes de Brito]] (1688 - c. 1760)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Nunes Ribeiro Sanches|António Nunes Ribeiro Sanches]] (1699 - 1782)
=== Século XVIII ===
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António José da Silva|António José da Silva]] (1705 - 1739)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Dinis da Cruz e Silva|António Dinis da Cruz e Silva]] (1731 - 1799)
* {{A|Filinto Elísio}} (1734 - 1819)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Anastácio da Cunha|José Anastácio da Cunha]] (1744 - 1787)
* {{A|Tomás Antônio Gonzaga}} (1744 - 1810)
* {{A|Bocage}} (1765 - 1805)
* {{A|Curvo Semedo}} (1766 - 1838)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de São Luís Saraiva|Francisco de São Luís Saraiva]] (1766 - 1845)
* {{A|José Agostinho de Macedo}} (1761 - 1831)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Maria da Costa e Silva|José Maria da Costa e Silva]] (1788 - 1854)
* {{A|Almeida Garrett}} (1799 - 1854)
* {{A|António Feliciano de Castilho}} (1800 - 1875)
=== Século XIX ===
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luz Soriano|Luz Soriano]] (1802 - 1891)
* {{A|Alexandre Herculano}} (1810 - 1877)
* {{A|João de Lemos}} (1819 - 1890)
* {{A|José da Silva Mendes Leal}} (1820 - 1886)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Augusto Rebelo da Silva|Luís Augusto Rebelo da Silva]] (1822 - 1871)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João de Andrade Corvo|João de Andrade Corvo]] (1824 - 1890)
* {{A|Camilo Castelo Branco}} (1825 - 1890)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Pedro Lopes de Mendonça|António Pedro Lopes de Mendonça]] (1826 - 1865)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Soares de Passos|Soares de Passos]] (1826 - 1860)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Arnaldo Gama|Arnaldo Gama]] (1828 - 1869)
* {{A|Raimundo António de Bulhão Pato}} (1828 - 1912)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ernesto Biester|Ernesto Biester]] (1829 - 1880)
* {{A|João de Deus}} (1830 - 1896)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Júlio César Machado|Júlio César Machado]] (1835 - 1890)
* {{A|Ramalho Ortigão}} (1836 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Cardoso Vieira de Castro|José Cardoso Vieira de Castro]] (1837 - 1872)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Penha|João Penha]] (1838 - 1919)
* {{A|Júlio Dinis}} (1839 - 1871)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fernando Caldeira|Fernando Caldeira]] (1841 - 1894)
* {{A|Pinheiro Chagas}} (1842 - 1895)
* {{A|Antero de Quental}} (1842 - 1891)
* {{A|Teófilo Braga}} (1843 - 1924)
* {{A|Luciano Cordeiro}} (1844 - 1900)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guiomar Torresão|Guiomar Torresão]] (1844 - 1898)
* {{A|Joaquim Pedro de Oliveira Martins}} (1845 - 1894)
* {{A|Eça de Queirós}} (1845 - 1900)
* {{A|Joaquim Pedro de Oliveira Martins}} (1845 - 1894)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Sousa Viterbo|Sousa Viterbo]] (1845 - 1910)
* {{A|António Cândido Gonçalves Crespo}} (1846 - 1883)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rafael Bordalo Pinheiro|Rafael Bordalo Pinheiro]] (1846 - 1905)
* {{A|Adolfo Coelho}} (1847 - 1927)
* {{A|Maria Amália Vaz de Carvalho}} (1847 - 1921)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Gomes Leal|António Gomes Leal]] (1848 - 1921)
* {{A|Francisco Teixeira de Queirós}} (1848 - 1919)
* {{A|Alberto Pimentel}} (1849 - 1925)
* {{A|Guerra Junqueiro}} (1850 - 1923)
* {{A|Gervásio Lobato}} (1850 - 1895)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís de Magalhães|Luís de Magalhães]] (1850 - 1924)
* {{A|Venceslau de Morais}} (1854 - 1929)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Gonçalves Zarco da Câmara|João Gonçalves Zarco da Câmara]] (1855 - 1908)
* {{A|Cesário Verde}} (1855 - 1886)
* {{A|Abel Botelho}} (1854 - 1917)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Marcelino Mesquita|Marcelino Mesquita]] (1856 - 1919)
* {{A|Fialho de Almeida}} (1857 - 1911)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Sampaio Bruno|Sampaio Bruno]] (1857 - 1915)
* {{A|Leite de Vasconcelos}} (1858 - 1941)
* {{A|António Feijó}} (1859 - 1917)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alfredo Gallis|Alfredo Gallis]] (1859 - 1910)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel Teixeira Gomes|Manuel Teixeira Gomes]] (1860 - 1941)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Francisco Trindade Coelho|José Francisco Trindade Coelho]] (1861 - 1908)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brito Camacho|Brito Camacho]] (1862 - 1934)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Nobre|António Nobre]] (1867 - 1900)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul Brandão|Raul Brandão]] (1867 - 1930)
* {{A|Camilo Pessanha}} (1867 - 1926)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alice Moderno|Alice Moderno]] (1867 - 1946)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Eugénio de Castro|Eugénio de Castro]] (1869 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Augusto Gil|Augusto Gil]] (1870 - 1929)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Roberto de Mesquita|Roberto de Mesquita]] (1871 - 1923)
* {{A|Ana de Castro Osório}} (1872 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Malheiro Dias|Carlos Malheiro Dias]] (1875 -1941)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Duro|José Duro]] (1875 - 1899)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel Laranjeira|Manuel Laranjeira]] (1877 - 1912)
* {{A|Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos}} (1877 - 1952)
* [[w:Visconde de Vila-Moura|Visconde de Vila-Moura]] (1877 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Afonso Lopes Vieira|Afonso Lopes Vieira]] (1878 - 1946)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Patrício|António Patrício]] (1878 - 1930)
* {{A|Alfredo Pimenta}} (1882 - 1950)
* {{A|Leonardo Coimbra}} (1883 - 1936)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Albino Forjaz de Sampaio|Albino Forjaz de Sampaio]] (1884 - 1949)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hipólito Raposo|Hipólito Raposo]] (1885 - 1953)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Sardinha|António Sardinha]] (1887 - 1925)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fidelino de Figueiredo|Fidelino de Figueiredo]] (1888 - 1967)
* {{A|Fernando Pessoa}} (1888 - 1935)
* {{A|Mário de Sá-Carneiro}} (1890 - 1916)
* {{A|Florbela Espanca}} (1894 - 1930)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Soeiro Pereira Gomes|Soeiro Pereira Gomes]] (1909 - 1949)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Maria Lisboa|António Maria Lisboa]] (1928 - 1953)
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Página:(1854) Sermões do padre Antonio Vieira, Volume 1.djvu/26
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2026-05-30T11:57:38Z
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="JppBr98" />{{rh|10|SERMÕES.|}}</noinclude>{{--}} 20) Homem atrevido (diz S. Paulo), homem temerario, quem és tu, para que te ponhas a altercar com Deus? Por ventura o barro que está na roda e entre as mãos do official, põe-se ás razões com elle, e diz-lhe porque me fazes assim? Pois se tu és barro, homem mortal, se te formaram as mãos de Deus da materia vil da terra, como dizes ao mesmo Deus: ''Quare, quare:'' como te atreves a argumentar com a sabedoria divina, como pedes razão á sua providencia do que te faz, ou deixa de fazer? ''Quare obdormis? Quare faciem tuam avertis?'' Venera suas permissões, reverencêa e adora seus occultos juisos, encolhe os hombros com humildade a seus decretos soberanos, e farás o que te ensina a fé, e o que deves á creatura. Assim o fazemos, assim o confessamos, e assim o protestamos diante de vossa Magestade infinita, immenso Deus, imcomprehensivel bondade: ''Justus es, Domine, et rectum judicium tuum.'' (Psal . CXVIII {{--}} 137) Por mais que nós não saibamos intender vossas obras, por mais que não possamos alcançar vossos conselhos, sempre sois justo, sempre sois santo, sempre sois infinita bondade, e, ainda nos maiores rigores de vossa justiça, nunca chegaes com a severidade do castigo aonde
nossas culpas merecem.
Se as razões e argumentos da nossa causa as houveramos de fundar em merecimentos proprios, temeridade fôra grande, antes impiedade manifesta, querer-vos arguir. Mas nós, Senhor, como protestava o nosso propheta Daniel: ''Neque enim in justificationibus nostris prosternimus preces ante faciem tuam, sed in miserationibus tuis multis.'' (Dan. IX {{--}} 18) Os requerimentos e razões delles, que humildemente presentamos ante vosso divino conspecto, as appellações ou embargos, que intrepomos á execução e continuação dos castigos que padecemos, de nenhum modo os fundamos na presumpção de nossa justiça, mas todos na multidão de vossas misericordias: ''In miserationibus tuis multis.'' Argumentamos, sim, mas de vós para vós: appellamos, mas de Deus para Deus {{--}} de Deus justo, para Deus misericordioso. E como do peito, Senhor, vos hão de sair todas as settas, mal poderão offender vossa bondade. Mas porque a dor quando é grande sempre arrasta o affecto, e o acerto das palavras é descredito da mesma dor, para que<noinclude></noinclude>
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Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/591
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MLReis
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>ARA
meiro O mar. PER. Elegiad. 13, 174
Não arando
o Euxino, ou Hellefponto, Nem cm fim outra alguma
agoa falgada, Tamanha frota nunca como aquella. M.
THOM. Inful. 7, 82 Aqui verás com prefta deligencia
Que de Neptuno os campos alterados Vai com navios fe-
te livre arando.
Arar o corpo com pentens de ferro. Cortar, ferir o
corpo com aquelle inftrumiento. VIEIR. Serm. 4, 5, 6. n.
165 A outros [Martyres] eftirados, e defconjuntados
no éculeo, ou eftendidos na catafta aravão, ou carda-
vão os membros com pentens e garfos de ferro.
Adag. Deixa ao boi mijar, e fartao de arar. De-
Lic. Adag. 84.
Onde irá o boi que não are? DELIC. Adag. 173.
Quem dra e cria, outo fia. DELIC. Adag. 13.
Quem não tem boi, nem vacca, toda a noite ara. De-
Lic. Adag. 13.
Quem tudo contou, com bois não arou. DELIC. Adag. 13.
{{lema|ARARA}}. {{catgram|s. f.}} {{Def|Certa eſpecie de papagaio.}} He maior que os papagaios ordinarios, e de cores muito mais lindas: he indigena dos paizes ſituados entre os dous Tropicos: tem
a cauda muito comprida, e huma pelle nua, no meio da
qual eſtão os olhos, lhe cobre ambos os lados da cabeça,
e envolve a parte inferior da baſe do bico. O ſeu gri-
to forte e aſpero parece dizer ara, de que ſe lhe ori-
ginou o nome. Amanſaſe facilmente. Buffon reduzio a
trez as ſeis elpecies de Briſſonio' ajuntandolhe huma
quarta. Arara vermelha, azul, verde, e preta. A arara
encarnada tem de comprimento quaſi trinta pollegadas,
entrando a cauda, que tem mais de doze: o corpo he
encarnado vivo, como tambem as quatro pennas maiores
da cauda. As azas são compoſtas de pennas azues, ver-
melhas, amarellas, e verdes; e eſta eſpecie he a mais
ordinaria. A arara azul tem eſta côr por cima do cor-
po, azas e cauda; por baixo he de cor amarella agra
davel: o feitio he de corvo. A arara verde, que he a
mais rara e a mais pequena, tendo apenas 16 pollega-
das de comprido, entrando a cauda, he de huma côr
verde muito linda, ſalpicada de azul, agoa marinha, e
verde eſcuro: he a eſpecie, que mais facilmente ſe do-
meſtica. A arara preta tem huns reflexos de verde luzi
dío, e he a mais brava de todas. MAGALH. Hift. 7 Tam-
bem ſe achão outros [papagaios] do meſmo tamanho
pelo fertão dentro, a que chamão Araras, os quaes
são vermelhos, ſemeados de algumas pennas amarellas,
e tem as azas azues, e hum rabo muito comprido, e
fermoſo.
{{lema|A RASTO}}. {{catgram|fórm. adv.}} Vej. Raſto.
{{lema|A RASTOENS}}. {{catgram|fórm. adv.}} Vej. Arraſtões.
{{lema|ARATICU}}. {{catgram|s. f.}} Certa arvore do Brazil. Deſta arvore ha
tres cfpecies. Huma, que fe chama araticu pana, he mui-
to venenofa; outra que fó fe denomina araticu, tem hum
fructo pouco eftimado; e a terceira finalmente, cujo no-
me he araticuapé, tem o fructo, fegundo fe diz, excel-
lente para comer. BLUT. Vocab.
{{lema|ARAVEÇA}}. {{catgram|s. f.}} Certa fórma de arado com huma ſó aiveca. BLUT. Vocab.
{{lema|ARAVIA}}. {{catgram|s. f.}} Lingoagem Arabica. acc. na penult. CANCION. 82, 1 Eftribos de tauxia, Nominas, fela de
Fez, Dous pontinhos d'aravia. F. ALv. Inform. 2 E
por elle Capitão mór, que aravia bem fallava. CASTANH.
Hift. 1, 15 E hião muitos [Mouros] após elle, e alguns,
que fabião aravia, the fallavão &c.
Met. CANCION. 9, 1 E lá tambem de feu cabo,
Faz muitas galantarias., E falla mil aravias, Que vos
eu aqui não gabo; É affi acabo. GIL Vic. Obr. 3,
186 Então quer Frei Bolorento Fallar comigo ara-
via. GUERREIR. Rel. 2; 4, 3 Elle começou a entoar
húa aravia, de que nada lhe entendemos.
{{lema|ARAUTO}}. {{catgram|s. m.}} Official de hum Principe ou Eftado Sobe-
rano, eujas principaes funções são declarar a guerra, le
var nella recados de Reis a Reis, intimar ás praças, que
Je rendão, publicar a paz, affiftir ás cerimonias das Ac-
clamações dos Reis, dos baptifinos, cafamentos e funeracs
dos Principes, ás Cortes, renovações de allianças, jura-
mentos folennes, banquetes Reaes, ás entradas dos Reis e
Rainhas, e a outras cerimonias, e autos publicos. Do Ale-
mão Heralt, homem d'armas ( Araute, Harauto) VERA,
Nobrez. 4 Querendo el Rei D. Manoel dar Regimento
aos Reis d'armas, Arautes, e Paffavantes &c. SEVER.
Notic. 2, 18, 119 Os fegundos fe chamão Arautos, e
erão ordinariamente os interpretes dos Reis, c os que
levavão feus recados na guerra. RIE. DE MAC. Juiz. 2,
2 Em nome de ambos foi hum Aurato declarar guerra
ao Emperador.
AR B
383
Official, que acompanha os Duques nos autos folem-
Hes. SEVER, Notic. 3, 23, 135. Tem [os Duques] A-
rautos e Maceiros para os acompanharem.
{{lema|ARBIM}}. {{catgram|s. m.}} Efpceie de panno groffiro e ruftico. SOVER.
Hift. 2, 13 Afli era então gala de Principes o arbim,
que hoje nem. muita da gente montanhez quer trazer.
CUNH. Hift. de Brag. 2, 77, 334 A Rainha tomou hu-
ma vafquinha do metimo arbim cardado, e hum volante
comprido, de cor negra. D. F. MAN. Muf. 96. Çanfo-
nh. de Euterp. Cart. 7 Quem fez coufas mais prezadas
Que aquelles noffos vatões, Veftidos de arbim, de efpa
das; Sem ver pontas efcarchadas, Salvo as dos arre-
meisões:
{{lema|ARBITRA}}. {{catgram|s. f.}} A que decide as controverfias. BLUT. Vo-
cab.
{{lema|ARBITRADO, A}}. p. p. de Arbitrar. CONST. DO PORT.
80 y. CONST. EXTRAV. DO FUNCH. 19, 2. D. F. MAN.
Aul. Polit. 60.
{{lema|ARBITRADOR}}. {{catgram|s. m.}} O que arbitra. ORDEN. DE D. MAN.
3, 17 Arbitradores quer tanto dizer como avaliadores, ou
eftimadores. CAMINH. Fórm. dos Contract. 17 E nel-
les nos louvarinos por... arbitradores, e amigaveis com-
poedores. FERA, DE VASC. Aulegr. 4, I Huma hora por
outra háofe de commetter as coufas à ventura, e não
fer fempre arbitrador.
ARBITRAMENTO. s. m. Aeção. e effeito de arbitrar. Leão
Chr. de D. Din. 116 ltem que el Rei D. Fernando
jutaffe aquelle arbitramento.
{{lema|ARBITRAR}}. {{catgram|v. a.}} Julgar como juiz arbitro. Do Lat. Ar
bitrari. CONST. DO PORT. 80 y Verá todo e arbitrard
o que lhe bem parecer. CUNH. Hift. de Brag. 2, 28,
124 Lhc darci maior caftigo como o arbitrarem os pre-
lados. D. F. MAN. Aul. Polit. 51 Coftuma el Rei em ma-
terias leves arbitrar alguma pena mais moderada.
Met. TELL. Hift. 3, 27, 276 Que fó em. cam-
panha pelejando havião as armas de arbitrar o Reino a
quem melhor as foubellem manear. Sous. DE Mac. Ulyf-
fip. 3, 37 Qual Bellona formofa ou Venus brava Ar-
bitra a doce norte ou cruel vida.
Difcorrer, dizer o feu parecer, dar o feu voto li-
vremente fem attender a regra externa. CALV. Homil. I,
685 E o varão prudente arbitra que he tempo de apla
cat a Deos.
{{lema|ARBITRARIAMENTE}}. {{catgram|adv. mod.}} Conforme à propria ra-
Z10, e livre determinação ou parecer de cada bum. CA-
MINH, Form. dos Contract, 17 E determinem a dita
demanda, e differenças arbitraria e amigavelmente. CONST.
E BRAG 42, 1, 5 Será caftigado arbitrariamente.
{{lema|ARBITRARIO, A.}} a{{catgram|dj.}} Que não be determinado por lei on
regra certa, que depende unicamente da vontade. Do Lat.
Arbitrarius. ant. Arbitrairo. MONTEIR. Att. 26, 8 A vi-
da religiofa não fó admitte voros arbitrarios c acciden-
taes; mas effencialmente confta de votos fubftanciacs e
neceffarios. Sous. Hift. 2, 1, 14 Parecendolhe que nef-
tas obras arbitrarias andava emparelhada com ellas a von-
tade propria, que as governava. SEVER. Notic. 2, 17,
81 Para haver nefta milicia alguma regra certa do po-
der, com que havião de fervir na guerra, e não ficar
efte ferviço arbitrario...
Juiz arbitrario. O que be eleito pelas partes com po-
der de julgar e decidir fuas differenças. FR. G. DA. SILV.
Vid. 5, 3 E fegundo o que elle ordenou, compos, e
definio como leal juiz arbitrario, todalas differencias,
que havia entre as partes, forão concordes, e pacificas.
FR. MARC. Chr. 2, 8, 27 Compromettendo ambos, e
fazendo juiz arbitrario nelta demanda e outras que ti-
nha, a el Rei D. Dinis de Portugal.
{{lema|ARBITREIRO}}. {{catgram|s. m.}} pouc. uſ. O mefmo que Arbitrifta.
VELASC. Acclam. 385 Havia muitos arbitreiros, que da-
vão arbitrios iniquiffinios para fe tirar fazenda dos vaf-
fallos.
{{lema|ARBITRIO}}. {{catgram|s. m.}} Juizo, parecer, fentença, voto de juiz
arbitro. Do Lat. Arbitrinm. ARR. Dial. 5, 2 Então fica
no arbitrio do Juiz lupremo relaxar ou commutar a pe-
na do direito. Verc. Laur. Od. 1, 7 Quando na eterni-
dade Minos fizer arbitrios na urna. funda. Sous. Vid. 3,
15 Do lugar, em que o tomarão, deo refpofta as car-
tas, que juntamente teve do Cardeal Infanic, pondofe
de boa vontade nas fuas mãos, e arbitrio no que toca-
va á caufa do Cabbido.
Determinação ou parecer arbitrario, e independente
de lei, ou regra alguma certa. FERR.. DE. VASC. Aulegr.
Prol. Cȧ mal peccado, mais nos imos com a voz. geral,
que com o particular arbitrio. F. DE MENDOÇ. Serne. 2,
327,<noinclude></noinclude>
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553321
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MLReis
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<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>ARA
meiro O mar. PER. Elegiad. 13, 174
Não arando
o Euxino, ou Hellefponto, Nem cm fim outra alguma
agoa falgada, Tamanha frota nunca como aquella. M.
THOM. Inful. 7, 82 Aqui verás com prefta deligencia
Que de Neptuno os campos alterados Vai com navios fe-
te livre arando.
Arar o corpo com pentens de ferro. Cortar, ferir o
corpo com aquelle inftrumiento. VIEIR. Serm. 4, 5, 6. n.
165 A outros [Martyres] eftirados, e defconjuntados
no éculeo, ou eftendidos na catafta aravão, ou carda-
vão os membros com pentens e garfos de ferro.
Adag. Deixa ao boi mijar, e fartao de arar. De-
Lic. Adag. 84.
Onde irá o boi que não are? DELIC. Adag. 173.
Quem dra e cria, outo fia. DELIC. Adag. 13.
Quem não tem boi, nem vacca, toda a noite ara. De-
Lic. Adag. 13.
Quem tudo contou, com bois não arou. DELIC. Adag. 13.
{{lema|ARARA}}. {{catgram|s. f.}} {{Def|Certa eſpecie de papagaio.}} He maior que os papagaios ordinarios, e de cores muito mais lindas: he indigena dos paizes ſituados entre os dous Tropicos: tem
a cauda muito comprida, e huma pelle nua, no meio da
qual eſtão os olhos, lhe cobre ambos os lados da cabeça,
e envolve a parte inferior da baſe do bico. O ſeu gri-
to forte e aſpero parece dizer ara, de que ſe lhe ori-
ginou o nome. Amanſaſe facilmente. Buffon reduzio a
trez as ſeis elpecies de Briſſonio' ajuntandolhe huma
quarta. Arara vermelha, azul, verde, e preta. A arara
encarnada tem de comprimento quaſi trinta pollegadas,
entrando a cauda, que tem mais de doze: o corpo he
encarnado vivo, como tambem as quatro pennas maiores
da cauda. As azas são compoſtas de pennas azues, ver-
melhas, amarellas, e verdes; e eſta eſpecie he a mais
ordinaria. A arara azul tem eſta côr por cima do cor-
po, azas e cauda; por baixo he de cor amarella agra
davel: o feitio he de corvo. A arara verde, que he a
mais rara e a mais pequena, tendo apenas 16 pollega-
das de comprido, entrando a cauda, he de huma côr
verde muito linda, ſalpicada de azul, agoa marinha, e
verde eſcuro: he a eſpecie, que mais facilmente ſe do-
meſtica. A arara preta tem huns reflexos de verde luzi
dío, e he a mais brava de todas. MAGALH. Hift. 7 Tam-
bem ſe achão outros [papagaios] do meſmo tamanho
pelo fertão dentro, a que chamão Araras, os quaes
são vermelhos, ſemeados de algumas pennas amarellas,
e tem as azas azues, e hum rabo muito comprido, e
fermoſo.
{{lema|A RASTO}}. {{catgram|fórm. adv.}} Vej. Raſto.
{{lema|A RASTOENS}}. {{catgram|fórm. adv.}} Vej. Arraſtões.
{{lema|ARATICU}}. {{catgram|s. f.}} Certa arvore do Brazil. Deſta arvore ha
tres cfpecies. Huma, que fe chama araticu pana, he mui-
to venenofa; outra que fó fe denomina araticu, tem hum
fructo pouco eftimado; e a terceira finalmente, cujo no-
me he araticuapé, tem o fructo, fegundo fe diz, excel-
lente para comer. BLUT. Vocab.
{{lema|ARAVEÇA}}. {{catgram|s. f.}} Certa fórma de arado com huma ſó aiveca. BLUT. Vocab.
{{lema|ARAVIA}}. {{catgram|s. f.}} Lingoagem Arabica. acc. na penult. CANCION. 82, 1 Eftribos de tauxia, Nominas, fela de
Fez, Dous pontinhos d'aravia. F. ALv. Inform. 2 E
por elle Capitão mór, que aravia bem fallava. CASTANH.
Hift. 1, 15 E hião muitos [Mouros] após elle, e alguns,
que fabião aravia, the fallavão &c.
Met. CANCION. 9, 1 E lá tambem de feu cabo,
Faz muitas galantarias., E falla mil aravias, Que vos
eu aqui não gabo; É affi acabo. GIL Vic. Obr. 3,
186 Então quer Frei Bolorento Fallar comigo ara-
via. GUERREIR. Rel. 2; 4, 3 Elle começou a entoar
húa aravia, de que nada lhe entendemos.
{{lema|ARAUTO}}. {{catgram|s. m.}} Official de hum Principe ou Eftado Sobe-
rano, eujas principaes funções são declarar a guerra, le
var nella recados de Reis a Reis, intimar ás praças, que
Je rendão, publicar a paz, affiftir ás cerimonias das Ac-
clamações dos Reis, dos baptifinos, cafamentos e funeracs
dos Principes, ás Cortes, renovações de allianças, jura-
mentos folennes, banquetes Reaes, ás entradas dos Reis e
Rainhas, e a outras cerimonias, e autos publicos. Do Ale-
mão Heralt, homem d'armas ( Araute, Harauto) VERA,
Nobrez. 4 Querendo el Rei D. Manoel dar Regimento
aos Reis d'armas, Arautes, e Paffavantes &c. SEVER.
Notic. 2, 18, 119 Os fegundos fe chamão Arautos, e
erão ordinariamente os interpretes dos Reis, c os que
levavão feus recados na guerra. RIE. DE MAC. Juiz. 2,
2 Em nome de ambos foi hum Aurato declarar guerra
ao Emperador.
AR B
383
Official, que acompanha os Duques nos autos folem-
Hes. SEVER, Notic. 3, 23, 135. Tem [os Duques] A-
rautos e Maceiros para os acompanharem.
{{lema|ARBIM}}. {{catgram|s. m.}} Efpceie de panno groffiro e ruftico. SOVER.
Hift. 2, 13 Afli era então gala de Principes o arbim,
que hoje nem. muita da gente montanhez quer trazer.
CUNH. Hift. de Brag. 2, 77, 334 A Rainha tomou hu-
ma vafquinha do metimo arbim cardado, e hum volante
comprido, de cor negra. D. F. MAN. Muf. 96. Çanfo-
nh. de Euterp. Cart. 7 Quem fez coufas mais prezadas
Que aquelles noffos vatões, Veftidos de arbim, de efpa
das; Sem ver pontas efcarchadas, Salvo as dos arre-
meisões:
{{lema|ARBITRA}}. {{catgram|s. f.}} A que decide as controverfias. BLUT. Vocab.
{{lema|ARBITRADO, A}}. p. p. de Arbitrar. CONST. DO PORT.
80 y. CONST. EXTRAV. DO FUNCH. 19, 2. D. F. MAN.
Aul. Polit. 60.
{{lema|ARBITRADOR}}. {{catgram|s. m.}} O que arbitra. ORDEN. DE D. MAN.
3, 17 Arbitradores quer tanto dizer como avaliadores, ou
eftimadores. CAMINH. Fórm. dos Contract. 17 E nel-
les nos louvarinos por... arbitradores, e amigaveis com-
poedores. FERA, DE VASC. Aulegr. 4, I Huma hora por
outra háofe de commetter as coufas à ventura, e não
fer fempre arbitrador.
ARBITRAMENTO. s. m. Aeção. e effeito de arbitrar. Leão
Chr. de D. Din. 116 ltem que el Rei D. Fernando
jutaffe aquelle arbitramento.
{{lema|ARBITRAR}}. {{catgram|v. a.}} Julgar como juiz arbitro. Do Lat. Ar
bitrari. CONST. DO PORT. 80 y Verá todo e arbitrard
o que lhe bem parecer. CUNH. Hift. de Brag. 2, 28,
124 Lhc darci maior caftigo como o arbitrarem os pre-
lados. D. F. MAN. Aul. Polit. 51 Coftuma el Rei em ma-
terias leves arbitrar alguma pena mais moderada.
Met. TELL. Hift. 3, 27, 276 Que fó em. cam-
panha pelejando havião as armas de arbitrar o Reino a
quem melhor as foubellem manear. Sous. DE Mac. Ulyf-
fip. 3, 37 Qual Bellona formofa ou Venus brava Ar-
bitra a doce norte ou cruel vida.
Difcorrer, dizer o feu parecer, dar o feu voto li-
vremente fem attender a regra externa. CALV. Homil. I,
685 E o varão prudente arbitra que he tempo de apla
cat a Deos.
{{lema|ARBITRARIAMENTE}}. {{catgram|adv. mod.}} Conforme à propria ra-
Z10, e livre determinação ou parecer de cada bum. CA-
MINH, Form. dos Contract, 17 E determinem a dita
demanda, e differenças arbitraria e amigavelmente. CONST.
E BRAG 42, 1, 5 Será caftigado arbitrariamente.
{{lema|ARBITRARIO, A.}} a{{catgram|dj.}} Que não be determinado por lei on
regra certa, que depende unicamente da vontade. Do Lat.
Arbitrarius. ant. Arbitrairo. MONTEIR. Att. 26, 8 A vi-
da religiofa não fó admitte voros arbitrarios c acciden-
taes; mas effencialmente confta de votos fubftanciacs e
neceffarios. Sous. Hift. 2, 1, 14 Parecendolhe que nef-
tas obras arbitrarias andava emparelhada com ellas a von-
tade propria, que as governava. SEVER. Notic. 2, 17,
81 Para haver nefta milicia alguma regra certa do po-
der, com que havião de fervir na guerra, e não ficar
efte ferviço arbitrario...
Juiz arbitrario. O que be eleito pelas partes com po-
der de julgar e decidir fuas differenças. FR. G. DA. SILV.
Vid. 5, 3 E fegundo o que elle ordenou, compos, e
definio como leal juiz arbitrario, todalas differencias,
que havia entre as partes, forão concordes, e pacificas.
FR. MARC. Chr. 2, 8, 27 Compromettendo ambos, e
fazendo juiz arbitrario nelta demanda e outras que ti-
nha, a el Rei D. Dinis de Portugal.
{{lema|ARBITREIRO}}. {{catgram|s. m.}} pouc. uſ. O mefmo que Arbitrifta.
VELASC. Acclam. 385 Havia muitos arbitreiros, que da-
vão arbitrios iniquiffinios para fe tirar fazenda dos vaf-
fallos.
{{lema|ARBITRIO}}. {{catgram|s. m.}} Juizo, parecer, fentença, voto de juiz
arbitro. Do Lat. Arbitrinm. ARR. Dial. 5, 2 Então fica
no arbitrio do Juiz lupremo relaxar ou commutar a pe-
na do direito. Verc. Laur. Od. 1, 7 Quando na eterni-
dade Minos fizer arbitrios na urna. funda. Sous. Vid. 3,
15 Do lugar, em que o tomarão, deo refpofta as car-
tas, que juntamente teve do Cardeal Infanic, pondofe
de boa vontade nas fuas mãos, e arbitrio no que toca-
va á caufa do Cabbido.
Determinação ou parecer arbitrario, e independente
de lei, ou regra alguma certa. FERR.. DE. VASC. Aulegr.
Prol. Cȧ mal peccado, mais nos imos com a voz. geral,
que com o particular arbitrio. F. DE MENDOÇ. Serne. 2,
327,<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|O ENTERRO DA VESPA}}
{{dhr|3}}
Foi ao escurecer. O leitão rabicó, já de
barriga cheia, roncava no chiqueirinho, sonhando grandes aboboras e arvores que dessem espigas de milho em vez de fructas. E
Narizinho, num canto da sala de jantar, vestia na boneca uma saia nova, de pintas azues,
feita pela tia Anastacia.
— Não estou gostando... murmurava
Emilia, que era muito luxenta em materia
de vestidos. Está pensa, e além disso, muito
apertada no cós.
— Alarga-se o cós, remediou a menina.
— Depois, continuou Emilia, de nariz
torcido, já disse que não gósto desta moda
de babadinhos. Fico velha e feia, tal qual
uma perúa choca.
— Enjoada !...
Emquanto assim conversavam, em baixo da jaboticabeira se reuniam os amigos e
parentes da vespa que ferrotoara a menina.
Pobre vespa ! Muito tempo ficou no chão, moribunda, movendo ora uma perninha, ora outra. Por fim encolheu-se toda e<noinclude>{{c|☉{{gap}}75{{gap}}☉}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>immobilizou-se, morta. Vinham agora seus
amigos e parentes cuidar do enterro.
Quatro formigas pretas ergueram no
ferrão aquelle triste corpinho inteiriçado e
foram-se com elle a caminho do cemiterio. {{PT||Atrás, um louva-a-deus, de mãos postas, seguia, rezando
— ''ora pro nobis!'' — no latim
lá dos insectos.}}
[[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 80a crop).jpg|centro|350px]]
{{PT|Atrás, um louva-a-deus, de mãos postas, seguia, rezando
— ''ora pro nobis!'' — no latim
lá dos insectos.}}
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}}
E assim chegaram ao cemiterio, onde uma paquinha coveira acabava de abrir um buraco. As formigas depuzeram na cova a defunta. E começavam a cobril-a de terra, quando appareceu, esbaforido, um besouro, de sobrecasaca e<noinclude>{{c|☉{{gap}}76{{gap}}☉}}</noinclude>
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amigos e parentes cuidar do enterro.
Quatro formigas pretas ergueram no
ferrão aquelle triste corpinho inteiriçado e
foram-se com elle a caminho do cemiterio. {{PT||Atrás, um louva-a-deus, de mãos postas, seguia, rezando
— ''ora pro nobis!'' — no latim
lá dos insectos.}}
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{{PT|Atrás, um louva-a-deus, de mãos postas, seguia, rezando
— ''ora pro nobis!'' — no latim
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E assim chegaram ao cemiterio, onde uma paquinha coveira acabava de abrir um buraco. As formigas depuzeram na cova a defunta. E começavam a cobril-a de terra, quando appareceu, esbaforido, um besouro, de sobrecasaca e<noinclude>{{c|☉{{gap}}76{{gap}}☉}}</noinclude>
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amigos e parentes cuidar do enterro.
Quatro formigas pretas ergueram no
ferrão aquelle triste corpinho inteiriçado e
foram-se com elle a caminho do cemiterio. {{PT||Atrás, um louva-a-deus, de mãos postas, seguia, rezando
— ''ora pro nobis!'' — no latim
lá dos insectos.}}
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{{PT|Atrás, um louva-a-deus, de mãos postas, seguia, rezando
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E assim chegaram ao cemiterio, onde uma paquinha coveira acabava de abrir um buraco. As formigas depuzeram na cova a defunta. E começavam a cobril-a de terra, quando appareceu, esbaforido, um besouro, de sobrecasaca e<noinclude>{{c|☉{{gap}}76{{gap}}☉}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>immobilizou-se, morta. Vinham agora seus
amigos e parentes cuidar do enterro.
Quatro formigas pretas ergueram no
ferrão aquelle triste corpinho inteiriçado e
foram-se com elle a caminho do cemiterio. {{PT||Atrás, um louva-a-deus, de mãos postas, seguia, rezando
— ''ora pro nobis!'' — no latim
lá dos insectos.}}
[[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 80a crop).jpg|centro|350px]]
{{PT|Atrás, um louva-a-deus, de mãos postas, seguia, rezando
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E assim chegaram ao cemiterio, onde uma paquinha coveira acabava de abrir um buraco. As formigas depuzeram na cova a defunta. E começavam a cobril-a de terra, quando appareceu, esbaforido, um besouro, de sobrecasaca e<noinclude>{{c|☉{{gap}}76{{gap}}☉}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>chapéu-canudo, com as tiras de um discurso
na munheca.
O illustre figurão era o orador official
do Instituto Historico dos Escaravelhos, sabio de grande fama na Besourolandia — mas
um peroba de marca ! Principiou a falar
com citações de mil autores e muitas phrases latinas. Falou, falou, e como não acabasse mais de falar, o louva-a-deus, impaciente,
arrolhou-lhe a bocca com um toquinho de
páo.
As formigas aproveitaram o lance para
encher a cova e collocar em cima da terra
um pedregulho com esta inscripção:
{{c|{{smaller|''Aqui jaz<br>uma pobre vespa assassinada<br>na flôr dos annos<br>pela Menina do Narizinho Arrebitado.<br>Orae por ella !''}}}}
Feito o que, cada um tratou de raspar-se para as respectivas tócas, depressinha,
antes que a noite viesse. Porque então appareceriam os morcegos malvados, que caçam
sem dó todos os insectos desprevenidos.
Só ficou no cemiterio o orador besouro, luctando para desarrolhar-se, afim de con-<noinclude>{{c|☉{{gap}}77{{gap}}☉}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>chapéu-canudo, com as tiras de um discurso
na munheca.
O illustre figurão era o orador official
do Instituto Historico dos Escaravelhos, sabio de grande fama na Besourolandia — mas
um peroba de marca ! Principiou a falar
com citações de mil autores e muitas phrases latinas. Falou, falou, e como não acabasse mais de falar, o louva-a-deus, impaciente,
arrolhou-lhe a bocca com um toquinho de
páo.
As formigas aproveitaram o lance para
encher a cova e collocar em cima da terra
um pedregulho com esta inscripção:
{{c|''Aqui jaz<br>uma pobre vespa assassinada<br>na flôr dos annos<br>pela Menina do Narizinho Arrebitado.<br>Orae por ella !''}}
Feito o que, cada um tratou de raspar-se para as respectivas tócas, depressinha,
antes que a noite viesse. Porque então appareceriam os morcegos malvados, que caçam
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude><section begin="Cap. 2"/>cluir a leitura do discurso. Teimava em falar, o ladrão ! E tanto fez que arrancou o batoque e proseguiu na lenga-lenga:
— MontʼAlverne já disse que...
Mas aconteceu que suas palavras despertaram um sapo que cochilava alli por
perto. O sapo olhou-o bem, ouviu um pedacinho do discurso, deu uma risada velhaca, e
disse lá com as suas pintas:
— Eu já te curo, meu pedante...
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E, approximando-se devagarinho
— ''nhoc !'' – enguliu o orador, com
sobrecasaca, discurso, cartola e tudo.
Bem feito! Assim houvesse um sapo para cada orador cacete !...
{{dhr|3}}
<section end="Cap. 2"/>
<section begin="Cap. 3"/>{{t2|A PESCARIA DA EMILIA}}
{{dhr}}
Acabaram-se afinal, as jaboticabas. Sómente nos galhos bem lá do alto é que inda se via uma ou outra, furadinha de vespa. O<section end="Cap. 3"/><noinclude>{{c|☉{{gap}}78{{gap}}☉}}</noinclude>
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— MontʼAlverne já disse que...
Mas aconteceu que suas palavras despertaram um sapo que cochilava alli por
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E, approximando-se devagarinho
— ''nhoc !'' – enguliu o orador, com
sobrecasaca, discurso, cartola e tudo.
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Acabaram-se afinal, as jaboticabas. Sómente nos galhos bem lá do alto é que inda se via uma ou outra, furadinha de vespa. O<section end="Cap. 3"/><noinclude>{{c|☉{{gap}}78{{gap}}☉}}</noinclude>
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Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Segunda parte/II
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[[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" from=78 to=82 fromsection="Cap. 2" tosection="Cap. 2" notas="Ver também: [[Revista do Brasil/Nº 61/Volume 16/Lucia|Lucia, ou A Menina do Narizinho Arrebitado]]" header=1/> {{PD-old-70-BR}} {{Modernização}}
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text/x-wiki
<pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" from=78 to=82 fromsection="Cap. 2" tosection="Cap. 2" notas="Ver também: [[Revista do Brasil/Nº 61/Volume 16/Lucia|Lucia, ou A Menina do Narizinho Arrebitado]]" header=1/>
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: No Rio de Janeiro, na mesma casa; Em Montevideo, na mesma casa; Em Valparaizo, casa Thomás La Chambre e C.ª; No Mexico, casa Martin Daran e C.ª; Em Lima, casa Thomaz La Chambre e C.ª Tres dias depois da publicação do manifesto do presidente Barbicane estavam subscriptos nas differentes cidades da União, quatro milhões de dollars<ref>Tres mil seiscentos setenta e dois contos de réis.</ref>. Com esta somma, por conta de maior quantia, j...
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|107|borda_iferior=sim}}</noinclude>No Rio de Janeiro, na mesma casa;
Em Montevideo, na mesma casa;
Em Valparaizo, casa Thomás La Chambre e C.ª;
No Mexico, casa Martin Daran e C.ª;
Em Lima, casa Thomaz La Chambre e C.ª
Tres dias depois da publicação do manifesto do presidente Barbicane estavam subscriptos nas differentes cidades da União, quatro milhões de dollars<ref>Tres mil seiscentos setenta e dois contos de réis.</ref>. Com esta somma, por conta de maior quantia, já o Gun-Club podia ir fazendo alguma cousa. Dias depois, noticiavam os despachos telegraphicos á America que as subscripções no estrangeiro eram cobertas com verdadeiro enthusiasmo. Alguns paizes faziam-se notaveis pela generosidade da sua offerta. A outros lá custava mais a desapertar os cordões á bolsa. Questão de temperamento.
Em summa, mais eloquentes são os algarismos que as palavras, e eis a descripção official das sommas que foram escripturadas no activo do Gun-Club, logoque se encerrou a subscripção.
A Russia deu como contingente a enorme quantia de trezentos sessenta e oito mil setecentos e trinte e tres rublos<ref>Duzentos sessenta e cinco contos e quinhentos mil réis.</ref>, e só poderá causar espanto a grandeza da quantia a quem desconhecer o gosto dos russos pelas sciencias, e o progresso que imprimem aos estudos astronomicos, devido aos numerosos observatorios que possuem, dos quaes um, o de mais importancia, custou dois milhões de rublos.
A França começou por se rir das pretensões dos americanos. Serviu ali a Lua de pretexto a mil calembourgs já estafados, e a algumas dezenas de ''vaudevilles'' em que o mau gosto e a ignorancia disputavam primazias. Porém os francezes, que já de antiga data trazem o habito de cantar e ainda em cima pagar, dʼesta<noinclude>{{smallrefs}}</noinclude>
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: vez riram, mas tambem depois pagaram, subscrevendo com a quantia de um milhão e duzentos e cincoenta tres mil novecentos e trinta francos<ref>Duzentos e vinte e cinco contos setecentos e sete mil e quatrocentos réis.</ref>. Por este preço realmente assistia-lhes o direito de se divertirem um bocado. A Austria, apesar dos seus apertos financeiros, mostrou generosidade bastante. Elevou-se a parte dʼesta potencia, na contribuição geral, á q...
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|108|VIAGENS MARAVILHOSAS|borda_inferior=sim}}</noinclude>vez riram, mas tambem depois pagaram, subscrevendo com a quantia de um milhão e duzentos e cincoenta tres mil novecentos e trinta francos<ref>Duzentos e vinte e cinco contos setecentos e sete mil e quatrocentos réis.</ref>. Por este preço realmente assistia-lhes o direito de se divertirem um bocado.
A Austria, apesar dos seus apertos financeiros, mostrou generosidade bastante. Elevou-se a parte dʼesta potencia, na contribuição geral, á quantia de duzentos e dezeseis mil florins<ref>Noventa e tres contos e seiscentos mil réis.</ref>, que bem boa conta fizeram.
Cincoenta e dois mil rixdales<ref>Cincoenta e dois contos novecentos e setenta e oito mil cento e quarenta réis.</ref> foi o obolo da Suecia e da Noruega. A cifra já era de consideração em proporção do paiz; porém, maior ainda teria sido, se a subscripção se tivera aberto ao mesmo tempo em Christiania e em Stockholmo. Seja lá por que rasão for, o caso é que os norueguezes não gostam de mandar o seu dinheiro para a Suecia.
A Prussia deu testemunho, mandando duzentos e cincoenta mil thalers<ref>Cento e sessenta e oito contos setecentos e cincoenta mil réis.</ref>, de que prestava á tentativa a sua alta approvação. Os differentes observatorios dʼesta nação contribuiram de boa vontade com uma quantia importante, e foram dos que com mais ardor animaram o presidente Barbicane.
A Turquia portou-se com generosidade, e não admira porque estava pessoalmente interessada nʼaquelle assumpto, visto ser a Lua quem lhe fixa o curso dos mezes e a epocha dos jejuns do Ramadan. Nem lhe ficava bem dar menos de um milhão trezentas e setenta e duas mil seiscentas e quarenta piastras<ref>Sessenta e dois contos trezentos e oito mil e oitocentos réis.</ref>, que foi o que effectivamente deu, e com ardor tal que parecia até dar a<noinclude>{{smallrefs}}</noinclude>
j6njcgojfr0i5phhhjbm27kwihfqkkz
Página:Da Terra á Lua.pdf/108
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: entender que houvera certa pressão da parte do governo da Porta. A Belgica distinguiu-se entre todos os estados de segunda ordem por um donativo de quinhentos e treze mil francos<ref>Noventa e dois contos trezentos e quarenta mil réis.</ref>, proximamente treze centimos<ref>Vinte e tres réis e quatro decimos.</ref> por habitante. A Hollanda e suas colonias tomaram parte na operação com cento e dez mil florins<ref>Quarenta e dois contos t...
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|109|borda_inferior=sim}}</noinclude>entender que houvera certa pressão da parte do governo da Porta.
A Belgica distinguiu-se entre todos os estados de segunda ordem por um donativo de quinhentos e treze mil francos<ref>Noventa e dois contos trezentos e quarenta mil réis.</ref>, proximamente treze centimos<ref>Vinte e tres réis e quatro decimos.</ref> por habitante.
A Hollanda e suas colonias tomaram parte na operação com cento e dez mil florins<ref>Quarenta e dois contos trezentos e setenta e dois mil réis.</ref>, mas sempre foram pedindo cinco por cento de desconto, visto pagarem de contado.
A Dinamarca, um tanto restricta em extensão territorial sempre rendeu novecentos mil ducados de oiro fino<ref>Vinte e um contos cento e trinta e quatro mil quinhentos e vinte réis.</ref>, o que é prova do amor que os dinamarquezes consagram ás expedições scientificas.
A Confederação germanica cooperou com trinta e quatro mil duzentos e oitenta e cinco florins<ref>Doze contos novecentos e sessenta mil réis.</ref>; não se lhe podia exigir mais, nem que lhʼo exigissem o daria.
Apesar dos seus grandes apuros a Italia sempre encontrou nas algibeiras dos seus filhos duzentas mil liras<ref>Trinta e seis contos de réis.</ref>, mas foi preciso rebusca-las bem. Se a Italia já estivera de posse do Veneto melhor iria o negocio, mas o caso é que ainda não possuia o Veneto.
Os Estados da Igreja entenderam não dever mandar menos de sete mil e quarenta escudos romanos<ref>Seis contos oitocentos e quarenta e dois mil oitocentos e oitenta réis.</ref>, e Portugal levou a sua dedicação pela sciencia até trinta mil cruzados.
O Mexico, esse deu o obolo da viuva, oitenta e seis piastras<noinclude>{{smallrefs}}</noinclude>
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Discussão:Hino do município de Maracaçumé
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A prosperidade em todos os sentidos
Na educação.cultura segurança economia viva Maracaçumé e que venha um futuro ilumina. [[Especial:Contribuições/~2026-32061-42|~2026-32061-42]] ([[Utilizador Discussão:~2026-32061-42|discussão]]) 15h25min de 29 de maio de 2026 (UTC)
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Na educação.cultura segurança economia viva Maracaçumé e que venha um futuro ilumina. [[Especial:Contribuições/~2026-32061-42|~2026-32061-42]] ([[Utilizador Discussão:~2026-32061-42|discussão]]) 15h25min de 29 de maio de 2026 (UTC)
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:Na educação.cultura segurança economia viva Maracaçumé e que venha um futuro ilumina. [[Especial:Contribuições/~2026-32061-42|~2026-32061-42]] ([[Utilizador Discussão:~2026-32061-42|discussão]]) 15h26min de 29 de maio de 2026 (UTC)
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Ruiaraujo1972
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: E o ''ribeiro do Bouço'', bordado de gloxinias côr de canário- «''as flores da Páscoa''» -?! Lá continua a deslisar, em brando murmúrio, por entre a pradaria vicejante e feiticeira, refrescando os bucólicos jardins que lhe enfeitam as margens. Não me devo esquecer dele, pois foi na sua corrente que fiz a minha aprendizagem piscatória da saborosa e sarapintada truta. Formariz! Que longo rosário de recordações, enternecedoras e saudos...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>E o ''ribeiro do Bouço'', bordado de gloxinias côr de canário- «''as flores da Páscoa''» -?! Lá continua a deslisar, em brando murmúrio, por entre a pradaria vicejante e feiticeira, refrescando os bucólicos jardins que lhe enfeitam as margens.
Não me devo esquecer dele, pois foi na sua corrente que fiz a minha aprendizagem piscatória da saborosa e sarapintada truta.
Formariz!
Que longo rosário de recordações, enternecedoras e saudosas, vem acordar, no meu espírito, este nome!
A infância buliçosa, a mocidade - entusiasta e gentil,- e até o pendor para a cova, são ''etapes'' da vida, que me prendem a estes palmos de terra, onde nasci, por liames saudosíssimos.
Há lugares vazios junto do lar, que correspondem a nomes que tenho escritos nas raízes do coração, donde vêm unções de lágrimas para o culto amoroso que lhes voto.
Os velhos, que se sorriam para o nosso berço; que o cobriam de beijos; que talvez o adorassem, não devem esquecer.
E os vizinhos, que se foram, e os amigos, que se ausentaram, e as canções, que ouvimos; os caminhos, os outeiros, o chorar das fontes, a procura dos ninhos, escondidos na sebe; a armadilha ao melro, a noite de Natal, o
«''rápa''», o cântico dos Reis-Magos, são marcos a que estão presos retalhos de alma.
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Esta freguesia está, naturalmente, dividida em duas partes, pela sua disposição topográfica: Formariz ''de Cima'' e Formariz ''de Baixo''.
Aquela, é de encosta e esta, uma planície, suavemente ondulada.
Que encosta!
É um enxame de casitas brancas, pousadas no solo, em anfiteatro, assemelhando longo feixe de pirilampos, que por ali vagueassem em noites cariciosas de luar.
-- imagem --
Vista geral de Formariz de Cima
Em baixo, ao fundo, a estrada real e o rio Coura - duas fitas esbranquiçadas -a emoldurar-lhe os contornos, e uma alcatifa de verdura, desdobrando-se-lhe aos pés!
Na primavera, farto ''bouquet'' de boninas, olhando para o sol e embalsamando o ambiente.
E o rio?! Esse, então, na sua passagem murmurante, parece que está a atirar-lhe beijos, à graciosa encosta, de enamorado galanteador.<noinclude></noinclude>
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Ruiaraujo1972
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: E Formariz ''de Baixo''? É uma miragem, um ninho de encantos. Vergel amorável, encastoado numa folha de esmeralda! Foi no seu «''Valle''», neste berço bem amado, onde balbuciei os primeiros sons da palavra infantil, e arrisquei, timidamente, os primeiros passos da vida. É natural que, uns e outros, tivessem a consagrá-los as santas carícias de minha mãe, porque todas as mães, pelo menos aquelas que o sabem ler, registam com sorrisos,...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>E Formariz ''de Baixo''? É uma miragem, um ninho de encantos. Vergel amorável, encastoado numa folha de esmeralda!
Foi no seu «''Valle''», neste berço bem amado, onde balbuciei os primeiros sons da palavra infantil, e arrisquei, timidamente, os primeiros passos da vida.
É natural que, uns e outros, tivessem a consagrá-los as santas carícias de minha mãe, porque todas as mães, pelo menos aquelas que o sabem ler, registam com sorrisos, e às vezes com lágrimas, as ''etapes'' da cândida vergontea, que se lhes despegou do seio.
O ''Valle'' foi o meu berço e espero que seja o meu túmulo.
{{c|---}}
Junto da ponte de Mantelães - construção secular,- é que o Juiz do antigo julgado de Frayão vinha fazer audiência, de oito em oito dias, e ali foi edificado o primeiro Paço do Concelho, de que não resta um só vestígio.
Tudo foi consumido pela voracidade do tempo!
Nobres famílias tiveram o seu solar nesta freguesia, e varões ilustres nas letras, nas armas e nos serviços à República, lhe tem esmaltado a crónica.
Venha primeiro a casa do «''Laranjal e Paço de Boi-a-monte''» (hoje Viamonte), que traz a sua origem dos Barbosas, por Gonçalo Fernandes Barbosa, Rico-Homem, por mercê d'El-Rei D. Diniz, com 30 soldados de vassalagem, 15 ao Infanção e 9 ao Cavaleiro<ref>Pinho Leal, copiando o «Dicc. Abreviado» de J. A. de Almeida, diz que a casa de Aborim teve assento em Formariz. É erro, e J. A. de Almeida assim o reconheceu no «Apenso» ao seu Dicionário. A casa de Aborim era de Barcelos.</ref>.
Sua filha D. Brites de Barbosa<ref>Teve uma filha, do mesmo nome, casada com João Fernandes Barriga, Fidalgo de geração, filho de Jácome de Castro Barriga, descendente do grande capitão Lopo Barriga, Adaïl de Safim, do qual se fala nas Crónicas de El-Rei D. João III. «''Manuscrito''», inédito, do dr. Manuel da Cunha Andrade Sousa.</ref> casou com Estêvão Gonçalves - o Justeiro -, que a raptou, levando-a para o Castelo de Lapela (Monção), por lhe ter sido recusada a sua mão pelo cunhado dela - Fernão Gonçalves de Barbosa, com quem vivia depois do falecimento de seu pai.
Casados, foram morar no Paço de Mantelães, e, entre
-- imagem --
Uma pescaria de trutas no Poço do Alves (rlo Coura, Formartz) (Cfr. pág. 79)
outros filhos, tiveram Gonçalo de Barbosa, que foi abade de Fontoura (Valença), o qual tornou-se notável pelas suas aventuras galantes, como, tendo ido à cidade do Porto tratar de negócios, raptar do convento de Monchique sua
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eſſencial, naõ deraõ noticia alguma de<br/>
novo, que foſſe de conſideraçaõ; como<br/>
que importava mais para o bem do mun-<br/>
do ver pintados os furtos que ſe fizeraõ<br/>
em Goa, que a Geografia da meſma<br/>
Provincia. Mas como naõ haja conſelhei-<br/>
ro mais cego que o odio, eſte fez eſcu-<br/>
recer huma obra taõ inſigne, como ſaõ<br/>
os livros das ſuas navegaçoens Orien-<br/>
taes 2<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: liv <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/> taes, com eſtas, e outras ſemelhantes re-<br/> laçoens, e pinturas pois ſendo taõ ge-<br/> ral em todas as Republicas ſuccederem<br/> caſos facinoroſos, e algumas empreſas<br/> menos proſperas, a paixaõ, e inimiſade<br/> que contra nós tem, lhes cegou o en-<br/> tendimento de maneira, que eſtes acon-<br/> tecimentos particulares nos imputaõ por<br/> crimes de toda a naçaõ,...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>liv <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>
taes, com eſtas, e outras ſemelhantes re-<br/>
laçoens, e pinturas pois ſendo taõ ge-<br/>
ral em todas as Republicas ſuccederem<br/>
caſos facinoroſos, e algumas empreſas<br/>
menos proſperas, a paixaõ, e inimiſade<br/>
que contra nós tem, lhes cegou o en-<br/>
tendimento de maneira, que eſtes acon-<br/>
tecimentos particulares nos imputaõ por<br/>
crimes de toda a naçaõ, mal lembrados<br/>
daquelle excellente dito de Menon Capi-<br/>
taõ de Dario, o qual ouvindo a hum ſeu<br/>
ſoldado praguejar de Alexandre, lhe<br/>
reſpondeo: ''Cala-te que te nao dou ſoldo''<br/>
''para dizeres mal de Alexandre, ſenaõ''<br/>
''pera pelejares contra elle''.<br/>
Outra obra tinha tambem intentado<br/>
Joaõ de Barros, que intitulava, ''Sphera''<br/>
''da inftructura das couſas'', o qual li-<br/>
vro allega na parte da Mecanica, que<br/>
diz ſer toda de Architectura, como ſe<br/>
vê na fegunda Decada lib. I. cap. 3. que<br/>
tambem nao ſahio á luz.<br/>
Além da hiſtoria militar da Aſia pro-<br/>
meteo Joaõ de Barros, pelo que tocava<br/>
ao commercio, eſcrever hum livro de<br/>
todas as couſas naturaes, e artificiaes,<br/>
que da India (I) ſe traziaõ a eſtas par-<br/>
tes
____________________________________________________
(I) Dac. I. c. I. I. 6. c. 4. I, 8. c.6. Dec. 2. I.2.c.3<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> lv<br/> tes, declarando a qualidade, e natureza<br/> de cada huma dellas, com os pelos,<br/> medidas, e preços communs das couſas;<br/> pera que o commercio que, como elle<br/> diz, andava por todas as gentes ſem<br/> lei, nem regras de prudencia, e ſómen-<br/> te ſe governava pelo impeto da cobiça<br/> que cada hum tinha, o reduziſſe a Arte,<br/> com regras univerſaes; e particulares;<br/> como as te...
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tes, declarando a qualidade, e natureza<br/>
de cada huma dellas, com os pelos,<br/>
medidas, e preços communs das couſas;<br/>
pera que o commercio que, como elle<br/>
diz, andava por todas as gentes ſem<br/>
lei, nem regras de prudencia, e ſómen-<br/>
te ſe governava pelo impeto da cobiça<br/>
que cada hum tinha, o reduziſſe a Arte,<br/>
com regras univerſaes; e particulares;<br/>
como as tem todas as ſciencias, e Artes<br/>
activas pera ſe exercitarem bem, e po-<br/>
liticamente. Segundo iſto continha eſta<br/>
obra dous argumentos, hum era a hiſto-<br/>
ria natural do Oriente das plantas, e<br/>
animaes daquellas Provincias, e outro<br/>
das obras artificiaes, e couſas perten-<br/>
centes á commutaçaõ, e commercio: de<br/>
ambas eſtas materias deviaõ de ficar<br/>
fragmentos que naõ ſairaõ á luz. Mas<br/>
em lugar de Joaõ de Barros eſcreveo das<br/>
drogas do Oriente em vulgar o noſſo<br/>
Doutor Garcia d'Orta com grande lou-<br/>
vor, cujos livros ſaõ mui eſtimados, e<br/>
andaõ traduzidos em lingua Latina por<br/>
Carolo Cluſio, impreſſo em Anvers no<br/>
anno de mil e quinhentos ſetenta e tres,<br/>
e depois outro diſcipulo do meſmo Gar-<br/>
cia d'Orta chamado Chriſtovaõ da Coſ-<br/>
ta,<noinclude></noinclude>
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medidas, e preços communs das couſas;<br/>
pera que o commercio que, como elle<br/>
diz, andava por todas as gentes ſem<br/>
lei, nem regras de prudencia, e ſómen-<br/>
te ſe governava pelo impeto da cobiça<br/>
que cada hum tinha, o reduziſſe a Arte,<br/>
com regras univerſaes; e particulares;<br/>
como as tem todas as ſciencias, e Artes<br/>
activas pera ſe exercitarem bem, e po-<br/>
liticamente. Segundo iſto continha eſta<br/>
obra dous argumentos, hum era a hiſto-<br/>
ria natural do Oriente das plantas, e<br/>
animaes daquellas Provincias, e outro<br/>
das obras artificiaes, e couſas perten-<br/>
centes á commutaçaõ, e commercio: de<br/>
ambas eſtas materias deviaõ de ficar<br/>
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em lugar de Joaõ de Barros eſcreveo das<br/>
drogas do Oriente em vulgar o noſſo<br/>
Doutor Garcia d'Orta com grande lou-<br/>
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Carolo Cluſio, impreſſo em Anvers no<br/>
anno de mil e quinhentos ſetenta e tres,<br/>
e depois outro diſcipulo do meſmo Gar-<br/>
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{{x-larger|BARBARISMOS DISPENSAVEIS}}
{{sc2|COM UM}}
VOCABULARIO NEOLOGICO PORTUGUEZ
{{Bloco direito|align=left|{{smaller|{{lang|la|....Ego, cur, acquirere pauca<br>Si possum, invideor, quam lingua Catonis et Enni<br>Sermonem patrium ditaverit?}}}}}}{{d|''Horat. Ant. Poet.''}}
{{Bloco direito|align=left|{{smaller|Si Ennio, e Catão formando novas vozes,<br>Enriqueceram muito o patrio idioma,<br>Eu tomara saber com que justiça,<br>Si accrescento uma, ou outra me censuram?}}}}{{d|''Trad. de Candido Lusitano.''}}
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: lviii <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/> ta, natural de huma das noſſas Colonias<br?> de Africa, ſeguio eſta empreſa mais lar-<br?> gamente, no tratado que compôs em lin-<br?> gua Caſtelhana, das drogas, e medici-<br?> nas do Oriente, com os retratos das<br?> meſmas plantas, o qual no ſeu Tratado<br?> do Elefante diz, que tambem tinha eſ-<br?> crito outro livro de todas as Aves, e<br?> outros animaes da Aſia (I...
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ta, natural de huma das noſſas Colonias<br?>
de Africa, ſeguio eſta empreſa mais lar-<br?>
gamente, no tratado que compôs em lin-<br?>
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nas do Oriente, com os retratos das<br?>
meſmas plantas, o qual no ſeu Tratado<br?>
do Elefante diz, que tambem tinha eſ-<br?>
crito outro livro de todas as Aves, e<br?>
outros animaes da Aſia (I) pelo que<br?>
com pouca razao dizem de nós alguns<br?>
eſtrangeiros que paſſamos á India ſó com<br?>
cobiça de ſuas riquezas, e naõ com cu-<br?>
rioſidade de manifeſtar ao mundo as ma-<br?>
ravilhas que nella tem obrado a nature-<br?>
za. O outro Tratado das couſas artifi-<br?>
ciaes dá a entender Joaõ de Barros que<br?>
o deixou quaſi acabado, poſto que ſe<br?>
nao publicou e os Olandezes apro-<br?>
veitando-ſe deſte conceito, trataraõ eſta<br?>
materia em muitos lugares de ſeus li-<br?>
vros das navegaçoens Orientaes: de ma-<br?>
neira, que ainda que Joaõ de Barros naõ<br?>
acabou eſta, e outras obras; com tudo<br?>
foi cauſa de termos hoje muitas dellas,<br?>
ou dando o conceito, ou ainda inſinuan-<br?>
do a ordem, e materia. E podemos ter<br?>
por ſem duvida, que todas eſtas empre-<br?>
ſas
_________________________________________________________
(I) Lagua, ſobre Dioſcorid.<noinclude></noinclude>
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nas do Oriente, com os retratos das<br/>
meſmas plantas, o qual no ſeu Tratado<br/>
do Elefante diz, que tambem tinha eſ-<br/>
crito outro livro de todas as Aves, e<br/>
outros animaes da Aſia (I) pelo que<br/>
com pouca razao dizem de nós alguns<br/>
eſtrangeiros que paſſamos á India ſó com<br/>
cobiça de ſuas riquezas, e naõ com cu-<br/>
rioſidade de manifeſtar ao mundo as ma-<br/>
ravilhas que nella tem obrado a nature-<br/>
za. O outro Tratado das couſas artifi-<br/>
ciaes dá a entender Joaõ de Barros que<br/>
o deixou quaſi acabado, poſto que ſe<br/>
nao publicou e os Olandezes apro-<br/>
veitando-ſe deſte conceito, trataraõ eſta<br/>
materia em muitos lugares de ſeus li-<br/>
vros das navegaçoens Orientaes: de ma-<br/>
neira, que ainda que Joaõ de Barros naõ<br/>
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foi cauſa de termos hoje muitas dellas,<br/>
ou dando o conceito, ou ainda inſinuan-<br/>
do a ordem, e materia. E podemos ter<br/>
por ſem duvida, que todas eſtas empre-<br/>
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_________________________________________________________
(I) Lagua, ſobre Dioſcorid.<noinclude></noinclude>
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{{traço}}
As costumadas supplicas pedindo com fingida
modestia indulgencia para as faltas do livro, não
as achará o leitor nas paginas poemiaes do presente
opusculo.
Quen aponcta erros, corrige vicios de linguagen,
propõe a adopção de neologismos, e finalmente
discute questões philologicas e linguisticas, não
póde, falando com seriedade, apresentar-se tão pobre
de conhecimentos, que dos proprios, a quen vae
instruir, mendigue escusa.
Mentiria portanto o auctor d’este livro, si tal
dicesse.
Despertou en Juvenal o estro para a satyra a
indignação contra os costumes da sua epocha; en
min provocou o apparecimento d’este opusculo a
indignação contra o desprezo e anarchia, que na
linguagen vernacula reinão.
Facto desgraçadamente notorio é a decadencia
dos bons estudos en nossa terra; entretanto illudenos
o ficticio apparato de ña instrucção relativa a
humanidades, fazendo crer que à juventude são esses
indispensaveis conhecimentos litterarios regularmente
subministrados.
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As costumadas supplicas pedindo com fingida
modestia indulgencia para as faltas do livro, não
as achará o leitor nas paginas poemiaes do presente
opusculo.
Quen aponcta erros, corrige vicios de linguagen,
propõe a adopção de neologismos, e finalmente
discute questões philologicas e linguisticas, não
póde, falando com seriedade, apresentar-se tão pobre
de conhecimentos, que dos proprios, a quen vae
instruir, mendigue escusa.
Mentiria portanto o auctor d’este livro, si tal
dicesse.
Despertou en Juvenal o estro para a satyra a
indignação contra os costumes da sua epocha; en
min provocou o apparecimento d’este opusculo a
indignação contra o desprezo e anarchia, que na
linguagen vernacula reinão.
Facto desgraçadamente notorio é a decadencia
dos bons estudos en nossa terra; entretanto illudenos
o ficticio apparato de ũa instrucção relativa a
humanidades, fazendo crer que á juventude são esses
indispensaveis conhecimentos litterarios regularmente
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As costumadas supplicas pedindo com fingida
modestia indulgencia para as faltas do livro, não
as açhará o leitor nas paginas poemiaes do presente
opusculo.
Quen aponcta erros, corrige vicios de linguagen,
propõe a adopção de neologismos, e finalmente
discute questões philologicas e linguisticas, não
póde, falando com seriedade, apresentar-se tão pobre
de conhecimentos, que dos proprios, a quen vae
instruir, mendigue escusa.
Mentiria portanto o auctor d’este livro, si tal
dicesse.
Despertou en Juvenal o estro para a satyra a
indignação contra os costumes da sua epocha; en
min provocou o apparecimento d’este opusculo a
indignação contra o desprezo e anarchia, que na
linguagen vernacula reinão.
Facto desgraçadamente notorio é a decadencia
dos bons estudos en nossa terra; entretanto illudenos
o ficticio apparato de ũa instrucção relativa a
humanidades, fazendo crer que á juventude são esses
indispensaveis conhecimentos litterarios regularmente
subministrados.
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> lix<br/> ſas acabára ſe tivera livre o tempo, que<br/> o Cargo lhe roubava, como o diz lar-<br/> gamente o Padre Meſtre Fr. Simaõ Coe-<br/> lho Carmelita em hum diſcurfo que fez<br/> ſobre Joaõ de Barros, lamentando-ſe ain-<br/> da em vida do meſmo Autor, de lhe<br/> naõ darem os Principes o deſcanço ne-<br/> ceſſario a ſeus eſtudos, o qual conclue<br/> com eſtas palavras: ''Eſte mal, como na-''<br/>...
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ſas acabára ſe tivera livre o tempo, que<br/>
o Cargo lhe roubava, como o diz lar-<br/>
gamente o Padre Meſtre Fr. Simaõ Coe-<br/>
lho Carmelita em hum diſcurfo que fez<br/>
ſobre Joaõ de Barros, lamentando-ſe ain-<br/>
da em vida do meſmo Autor, de lhe<br/>
naõ darem os Principes o deſcanço ne-<br/>
ceſſario a ſeus eſtudos, o qual conclue<br/>
com eſtas palavras: ''Eſte mal, como na-''<br/>
''tural enfermidade, tem ſoterrado eſte''<br/>
''Varaõ digno de o porem com muita hon-''<br/>
''ra, e deſcanço em lugar que com mais''<br/>
''facilidade pudeſſe avivar com ſua penna''<br/>
''a fama de ſua Patria, como atéqui o''<br/>
''fez com muito trabalho''. (I) Naõ de-<br/>
vemos com tudo de nos eſpantar de fal-<br/>
tar a ſemelhantes engenhos eſte repouſo,<br/>
pois he taõ grande a eſcaceſa com que<br/>
o mundo galardoa, que em todas as Re-<br/>
publicas ha muitos Miniſtros com poder<br/>
de caſtigar, e hum ſó o tem, para dar<br/>
o premio.<br/>
Porém levando o Officio a Joaõ de<br/>
Barros os dias inteiros, ſó lhe ficava par-<br/>
te das noites para poder compor, e aſſi<br/>
naõ ſomente devemos ter em muito, que<br/>
hum homem dividido em taõ varios ne-<br/>
goci-
__________________________________________________
(I) Chron. do Carm. ubi ſup.<noinclude></noinclude>
pz0va1y35ic4q3ujaorl6a7r1ve5mln
Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis
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[[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf" /> [[Categoria:Antônio de Castro Lopes]]
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text/x-wiki
<pages index="Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf" />
[[Categoria:Antônio de Castro Lopes]]
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: lx <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/> gocios ſe applicaſſe tanto ás letras, mas<br/> ainda que pudeſſe acabar com perfeiçaõ<br/> tantas obras no pouco eſpaço que lhe<br/> reſtava das noites. Pelo que com razaõ<br/> ſe admiraõ diſto Ludovico Vives no lu-<br/> gar já referido, (I) e o Doutor An-<br/> tonio Luiz que fallando com o noſſo<br/> Autor diz aſſi: ''Quanvis tum Regnum'',<br/> ''tum Reipublicæ negotia tui...
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gocios ſe applicaſſe tanto ás letras, mas<br/>
ainda que pudeſſe acabar com perfeiçaõ<br/>
tantas obras no pouco eſpaço que lhe<br/>
reſtava das noites. Pelo que com razaõ<br/>
ſe admiraõ diſto Ludovico Vives no lu-<br/>
gar já referido, (I) e o Doutor An-<br/>
tonio Luiz que fallando com o noſſo<br/>
Autor diz aſſi: ''Quanvis tum Regnum'',<br/>
''tum Reipublicæ negotia tuis humeris''<br/>
''incumbant; tot tamen legiſti, & ſcrip-''<br/>
''ſiſti naturali quadam mentis adintus''<br/>
''acie, ut legentibus occaſionem inquiren-''<br/>
''di tribuas, quando homini tam occupa-''<br/>
''to, & tantis curis defiricio aſt hæc tam''<br/>
''concinna, tam dota ſcribere vacavit &c.''<br/>
Daqui podemos julgar, que ſe os anti-<br/>
gos celebraraõ tanto as Lucernas de Cle-<br/>
antes, e Ariſtofanes, que ficaraõ em a-<br/>
dagio ácerca dos Gregos, e Latinos,<br/>
com reſultarem ſó deſte eſtudo algumas<br/>
poeſias tragicas, com quanta mais razaõ<br/>
devem ſer eſtimadas as vigias do noſſo<br/>
Joaõ de Barros, pois dellas naſceraõ,<br/>
naõ ſonhadas fabulas, mas hiſtorias ver-<br/>
dadeiras, e graviſſimas, e tantas outras<br/>
obras mathematicas, e moraes, as quaes<br/>
podem álém diſſo ſervir de exemplo aos<br/>
eſtu-
_______________________________________________
(I) Na dedic. do opuſculo de Pudore.<noinclude></noinclude>
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Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/83
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> lix<br/> eſtudiofos pera nao deſanimar no meio<br/> de grandes occupaçoens, entendendo que<br/> lhe naõ faltará tempo pera ſi, e pera<br/> ſeus eſtudos, pois naõ faltou a Plinio,<br/> (I) e a Joaõ de Barros entre tantos ne-<br/> gocios publicos ſe o ſouberaõ aprovei-<br/> tar, como eſtes Varoens fizeraõ, por<br/> ſer certa aquella ſentença de Seneca, que<br/> o tempo não falta ſe o nao perdemos:<br/>...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> lix<br/>
eſtudiofos pera nao deſanimar no meio<br/>
de grandes occupaçoens, entendendo que<br/>
lhe naõ faltará tempo pera ſi, e pera<br/>
ſeus eſtudos, pois naõ faltou a Plinio,<br/>
(I) e a Joaõ de Barros entre tantos ne-<br/>
gocios publicos ſe o ſouberaõ aprovei-<br/>
tar, como eſtes Varoens fizeraõ, por<br/>
ſer certa aquella ſentença de Seneca, que<br/>
o tempo não falta ſe o nao perdemos:<br/>
''Non exiguum temporis habemus'', diz el-<br/>
le, (2) ''ſed multum perdimus, ſatis''<br/>
''longa vita, e in maximarum rerum''<br/>
''conſumationem large data eſt, ſi tota''<br/>
''bene collocaretur, ſed ubi per luxum ac''<br/>
''negligentiam deſtuit, ubi {{sic|nnlli|nulli}} rei bo-''<br/>
''næ impenditur, ultima demum neceſſita-''<br/>
''te cogente, quam ire non intelleximus,''<br/>
''tranſiſſe ſentimus'': De maneira, que<br/>
naõ ſomos pobres de tempo, ſenaõ pro-<br/>
digos delle.<br/>
Deſtes fragmentos, e obras poſthu-<br/>
mas de Joaõ de Barros mandou ElRei<br/>
D. Felippe I. de Portugal (como prote-<br/>
ctor que fempre fe moftou das boas ar-<br/>
tes) recolher no anno de 1591. as que<br/>
ſe puderaõ achar em poder de Dona Lui-<br/>
za
________________________________________________
(I) Plinio Epift. lib. 3.
(2) Senec, de Brevit. vit. cap. I.<noinclude></noinclude>
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eſtudiofos pera nao deſanimar no meio<br/>
de grandes occupaçoens, entendendo que<br/>
lhe naõ faltará tempo pera ſi, e pera<br/>
ſeus eſtudos, pois naõ faltou a Plinio,<br/>
(I) e a Joaõ de Barros entre tantos ne-<br/>
gocios publicos ſe o ſouberaõ aprovei-<br/>
tar, como eſtes Varoens fizeraõ, por<br/>
ſer certa aquella ſentença de Seneca, que<br/>
o tempo naõ falta ſe o naõ perdemos:<br/>
''Non exiguum temporis habemus'', diz el-<br/>
le, (2) ''ſed multum perdimus, ſatis''<br/>
''longa vita, e in maximarum rerum''<br/>
''conſumationem large data eſt, ſi tota''<br/>
''bene collocaretur, ſed ubi per luxum ac''<br/>
''negligentiam deſtuit, ubi {{sic|nnlli|nulli}} rei bo-''<br/>
''næ impenditur, ultima demum neceſſita-''<br/>
''te cogente, quam ire non intelleximus,''<br/>
''tranſiſſe ſentimus'': De maneira, que<br/>
naõ ſomos pobres de tempo, ſenaõ pro-<br/>
digos delle.<br/>
Deſtes fragmentos, e obras poſthu-<br/>
mas de Joaõ de Barros mandou ElRei<br/>
D. Felippe I. de Portugal (como prote-<br/>
ctor que fempre fe moftou das boas ar-<br/>
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BARBARISMOS DISPENSAVEIS}}<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: lxii <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/> za Soares, Nora de Joaõ de Barros<br/> que ficara viuva de Jeronymo de Barros<br/> ſeu filho mais velho, e ſó pelos quader-<br/> nos da quarta Decada, e Geografia<br/> lhe mandou dar quinhentos mil reis, e<br/> deſejando que ſaiſſem á luz mandou en-<br/> tregar eſtes papeis a Dom Fernando de<br/> Caſtro Pereira Fidalgo de grandes par-<br/> tes, e muito douto nas letras hu...
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za Soares, Nora de Joaõ de Barros<br/>
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ſeu filho mais velho, e ſó pelos quader-<br/>
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lhe mandou dar quinhentos mil reis, e<br/>
deſejando que ſaiſſem á luz mandou en-<br/>
tregar eſtes papeis a Dom Fernando de<br/>
Caſtro Pereira Fidalgo de grandes par-<br/>
tes, e muito douto nas letras humanas<br/>
o qual por fallecer dahi a pouco, tem-<br/>
po, os naõ pode aperfeiçoar. Por ſua<br/>
morte ordenou ElRei, que ſe recolheſ-<br/>
ſem eſtes originaes em Saõ Roque, com<br/>
tençaõ de fazer vir o Padre Chriſtovaõ<br/>
Clavio da Companhia de JESUS para dar<br/>
fim ao livro da Geografia, o que naõ<br/>
teve effeito pelas occupaçoens em que<br/>
eſtava em Roma das ſuas Compoſiçoens.<br/>
Daqui mandou entregar a quarta Deca-<br/>
da a Duarte Nunes de Leaõ, pela opi-<br/>
niaõ que delle tinha em materia de hiſ-<br/>
toria, e a outros homens doutos, que<br/>
por diverſos impedimentos naõ puderaõ<br/>
tirar eſtas obras á luz o que ſentindo<br/>
ElRei, e querendo que ao menos ſe con-<br/>
ſervaſſe a ordem, e eſtilo deſta hiſtoria<br/>
mandou a Diogo do Couto que ſe ſeguiſ-<br/>
ſe a da India do ponto em que Joaõ de<br/>
Bar-<noinclude></noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{t2|I|RECLAME}}
A todos os homens de lettras, que falam a lingua
portugueza, foi sempre manifesta a difficuldade de
dar n’aquella lingua o termo equivalente á palavra
franceza — ''Reclame''.
Tinha quasi passado em julgado havermos nós,
que falamos a lingua de Camões, necessidade de enxertar
no idioma vernaculo aquelle vocabulo exotico.
Mas si o portuguez não possue palavra que
traduza exactamente o termo francez ''reclame'', porque
não formaremos um neologismo, uma vez que
venha este de ''fonte latina'', conforme o preceito do
grande Horacio, que os permittia no latim, derivados
''græco de fonte''?...
''Reclame'' tem, em francez, além de outras, a
significação especial, particularissima, de — ''annuncio em que se elogia, se engrandece alguma cousa: une reclame é portanto um annuncio preconisador''.
Sabemos todos que — ''preconisar é apregoar exatando, engrandecendo as qualidades de alguma cousa''; como o faz o ''pregoeiro'' judicial, ou o leiloeiro.
Forme-se, pois, com estes elementos uma palavra nova: tome-se o radical — ''Precon'', de ''præconium''<noinclude>{{d|1}}</noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/46
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/* Revista */
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />2</noinclude>(em latim voz do pregoeiro); e se lhe agglutine o
suffixo — ''nicio'' — (do ablativo latino-nuncio, noticia,
annuncio) mudando o — ''u'' — em — ''i'' —, e fazendo
cahir o — ''n'' — que precede o — ''c'' — para adoçamento
da pronuncia; e ter-se ha a euphonica palavra Preconnicio —,
de formação erudita e ascendencia
legitima.
Encerrando, como encerra, o novo vocabulo
''preconnicio'' as mesmas idéas que o termo francez
''reclame'', isto é, exprimindo ''preconnicio'' pelos seos
elementos constituintes, ''um annuncio preconisador'',
um annuncio em que se exalta e engrandece alguma
cousa, tem este termo novo portuguez a
mesma significação que ''reclame'', pelo que perfeita
e completamente o traduz.
Os francêlhos e tarecos hão de talvez torcer o
nariz; os que o não forem, estranharão ao principio,
como succede com a roupa nova, por melhor taIhada
que seja reflictam porém os espiritos desprevenidos;
que á força de empregarem o termo
novo, acabarão por lhe tirar a estranheza, dandolhe
fôro de cidade, si o julgarem d’isso merecedor.
''Moraes'' (7ª edição) traz infelizmente a palavra
franceza, ou antes, o vocabulo ''reclamo'' com o sentido
de ''reclame'' francez.
Não deve ser usado; mas ''preconnicio''.<noinclude>{{rule|6em}}</noinclude>
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Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/I
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[[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf" from=45 to=46 header=1 />
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<pages index="Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf" from=45 to=46 header=1 />
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Autor:Antônio de Castro Lopes
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[[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{Autor | InicialUltimoNome = L | nacionalidade = {{BRAn|o}} | MiscBio = '''Antônio de Castro Lopes''' foi um médico e escritor brasileiro.}} ==Obras== {{Lista de documentos início}} {{documento|data=1889|título=Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis|galeria=Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf}} {{Lista de documentos final}} {{Brasil DP-Autor|morte=1901}} [[Categoria:Antônio de Castro Lopes]] Categoria:Autores cari...
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wikitext
text/x-wiki
{{Autor
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| MiscBio = '''Antônio de Castro Lopes''' foi um médico e escritor brasileiro.}}
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[[Categoria:Antônio de Castro Lopes]]
[[Categoria:Autores cariocas]]
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/12
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />11</noinclude>Tudo porèn é apenas douradura por processos
galvanicos; prata de lei já não existe; é tudo ''pechisbeque''.
Estudão-se os preparatorios sómente para, por
meios quasi sempre illegitimos, poder alcançar-se a
inscripção nos cursos superiores, e ser ''doutor'', embora
não''douto''.
No seculo do vapor, da electricidade, e do
aerostato já não basta correr, é preciso voar.
Ha pressa de çhegar; ninguen quer andar pausadamente; e por isso tamben rarissimos são os
que nesse vertiginoso perpassar pelas disciplinas
litterarias se embeben das bellezas da fórma, e da
substancia da materia.
Aquelles inexcediveis archétypos da litteratura
grega e latina não são mais que velharias aborrecidas,
desafiando en muitos desdenhoso sorriso.
Cégos, que ouvindo falar do encanto e belleza das
côres, por que os não poden apreciar, não gostão
de que se —lhes encareça o esplendor d’essas maravilhas!...
E é d’ũa geração, assin educada, que surgen
improvisados litteratos, Aristarchos de meia tigella,
ignorantes até da isagoge grammatical!...
Sen que o espirito se tivesse habituado ás
fórmas do dizer latino, fonte, d’onde manou o portuguez,
não conhecen esses escriptores aquella formosa
construcção, a qual ao passo que deleita o<noinclude></noinclude>
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text/x-wiki
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galvanicos; prata de lei já não existe; é tudo ''pechisbeque''.
Estudão-se os preparatorios sómente para, por
meios quasi sempre illegitimos, poder alcançar-se a
inscripção nos cursos superiores, e ser ''doutor'', embora
não''douto''.
No seculo do vapor, da electricidade, e do
aerostato já não basta correr, é preciso voar.
Ha pressa de çhegar; ninguen quer andar pausadamente; e por isso tamben rarissimos são os
que nesse vertiginoso perpassar pelas disciplinas
litterarias se embeben das bellezas da fórma, e da
substancia da materia.
Aquelles inexcediveis archétypos da litteratura
grega e latina não são mais que velharias aborrecidas,
desafiando en muitos desdenhoso sorriso.
Cégos, que ouvindo falar do encanto e belleza das
côres, por que os não poden apreciar, não gostão
de que se —lhes encareça o esplendor d’essas maravilhas!...
E é d’ũa geração, assin educada, que surgen
improvisados litteratos, Aristarchos de meia tigella,
ignorantes até da isagoge grammatical!...
Sen que o espirito se tivesse habituado ás
fórmas do dizer latino, fonte, d’onde manou o portuguez,
não conhecen esses escriptores aquella formosa
construcção, a qual ao passo que deleita o<noinclude></noinclude>
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text/x-wiki
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galvanicos; prata de lei já não existe; é tudo ''pechisbeque''.
Estudão-se os preparatorios sómente para, por
meios quasi sempre illegitimos, poder alcançar-se a
inscripção nos cursos superiores, e ser ''doutor'', embora
não''douto''.
No seculo do vapor, da electricidade, e do
aerostato já não basta correr, é preciso voar.
Ha pressa de çhegar; ninguen quer andar pausadamente; e por isso tamben rarissimos são os
que nesse vertiginoso perpassar pelas disciplinas
litterarias se embeben das bellezas da fórma, e da
substancia da materia.
Aquelles inexcediveis archétypos da litteratura
grega e latina não são mais que velharias aborrecidas,
desafiando en muĩtos desdenhoso sorriso.
Cégos, que ouvindo falar do encanto e belleza das
côres, por que os não poden apreciar, não gostão
de que se —lhes encareça o esplendor d’essas maravilhas!...
E é d’ũa geração, assin educada, que surgen
improvisados litteratos, Aristarchos de meia tigella,
ignorantes até da isagoge grammatical!...
Sen que o espirito se tivesse habituado ás
fórmas do dizer latino, fonte, d’onde manou o portuguez,
não conhecen esses escriptores aquella formosa
construcção, a qual ao passo que deleita o<noinclude></noinclude>
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/* Revista */
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{sc2|III}}</noinclude>ouvido, exprime ao mesmo tempo com toda a pureza
e exactidão os mais delicados ancenubios do pensamento.
Adivinha-se pela simples leitura do mais trivial
escripto, si o auctor estudou e aprendeu as linguas
classicas.
Com todos esses escrivinhadores succede o
mesmo, que com os musicos de outiva: póden
agradar aos que ignoren as regras da musica;
aquelles porèn, que conhecen a arte da harmonia,
esses lhes senten logo as falhas e erros.
Imagíne-se agora qualquer curioso notando defeitos
en un mestre de contraponcto; e ter-se-ha o
''simile'' do litterato, que ignorando as humanidades
discute e censura questões de linguistica.
Pode ben acontecer que estes neologismos sejão
tamben reprovados pelos taes musicos de outiva;
porque nestes tempos admiraveis até os illettrados
se julgão aptos para consultar com seo parecer sobre
todo e qualquer assumpto litterario.
Como quer que seja, são estas novas palavras,
(filhas legitimas da necessidade de seren creadas)
vivo protesto contra o abastardamento e decadencia
da linguagen vernacula.
É ''vicio'' o neologismo, quando não ha razão de
creal-o; ''necessidade'' porèn, quando para exprimir
ũa idéa carece de termo a lingua.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{d|{{sc2|III}}}}</noinclude>ouvido, exprime ao mesmo tempo com toda a pureza
e exactidão os mais delicados ancenubios do pensamento.
Adivinha-se pela simples leitura do mais trivial
escripto, si o auctor estudou e aprendeu as linguas
classicas.
Com todos esses escrivinhadores succede o
mesmo, que com os musicos de outiva: póden
agradar aos que ignoren as regras da musica;
aquelles porèn, que conhecen a arte da harmonia,
esses lhes senten logo as falhas e erros.
Imagíne-se agora qualquer curioso notando defeitos
en un mestre de contraponcto; e ter-se-ha o
''simile'' do litterato, que ignorando as humanidades
discute e censura questões de linguistica.
Pode ben acontecer que estes neologismos sejão
tamben reprovados pelos taes musicos de outiva;
porque nestes tempos admiraveis até os illettrados
se julgão aptos para consultar com seo parecer sobre
todo e qualquer assumpto litterario.
Como quer que seja, são estas novas palavras,
(filhas legitimas da necessidade de seren creadas)
vivo protesto contra o abastardamento e decadencia
da linguagen vernacula.
É ''vicio'' o neologismo, quando não ha razão de
creal-o; ''necessidade'' porèn, quando para exprimir
ũa idéa carece de termo a lingua.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{sc2|IV}}</noinclude>Julgo haver plenamente justificado en todos os
artigos contidos neste livro a creação dos novos
vocabulos, tendo tamben demonstrado a bôa contextura
dos mesmos, quanto ás suas derivações,
expressão do pensamento, e euphonia na pronunciação.
No {{sc|Vocabulario neologico}} annexo repito por
orden alphabetica todas as palavras novas, de que
tractei en artigos especiaes, aponctando muĩtas outras
tamben novas en substituição de termos exoticos.
Tenho com grande satisfacção visto alguns
d’esses neologismos adoptados pelo povo, e pela
imprensa diaria. Assin quizessen os dignos directores
do nosso jornalismo, ''en vez de se transformaren en despotas, que alterão a orthographia dos auctores''
(não falo dos auctores anonymos) fazer
vingar estas creações, e expungir de estranhas eivas
a linguagen portugueza, seguindo o {{sc|Vocabulario de barbarismos dispensaveis}}, tamben appenso a
este volume.
Ha quen por pouco reflectir julgue exaggerada
a censura dos barbarismos, que a ignorancia,
a preguiça, a affectação, e a moda têen introduzido
na lingua portugueza.
A leitura dos livros classicos portuguezes é
para muĩtos como a de ũa lingua estrangeira.
São primores da linguagem portugueza hodierna
phrases, como estas: — Açhaste eloquente<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: V o discurso de FP-Mas muito, responde o fran. celho, que mette esse mas, (ridicula affectação) o qual en portuguez ainda não recebeu orden para deixar de ser expressão adversativa A que se contrapõe esse-mas? Na lingua franceza, sin; pode dizer-se; não ha erro; en portuguez, não; porque mas exprime opposição. Os soldados estando fatigados do combate, o inimigo aproveitou a occasião e venceu; en logar de Estando os soldados fatigado...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Trooper57" />{{d|{{sc2|V}}}}</noinclude>V
o discurso de FP-Mas muito, responde o fran.
celho, que mette esse mas, (ridicula affectação) o
qual en portuguez ainda não recebeu orden para
deixar de ser expressão adversativa A que se contrapõe
esse-mas? Na lingua franceza, sin; pode
dizer-se; não ha erro; en portuguez, não; porque
mas exprime opposição. Os soldados estando fatigados
do combate, o inimigo aproveitou a occasião
e venceu; en logar de Estando os soldados
fatigados, ou por estarem os soldados fatigados, etc.— Ella apresentou-se vestida elegantemente, e ricamente.
—
É contra todas as regras do gosto, e da euphonia;
imitação servil do francez. A phrase portugueza
deve ser Ella apresentou se elegante e
ricamente vestida. Ja tenho lido tres adverbios
en-mente-seguidos un após outro. Que depravação
do gosto que depravação do ouvido!...
Seja —o ben vindo; en vez seja ben vindo.
O tempo ha vir, en que, etc. Construcção franceza
porque en portuguez deve dizer-se: Ha de
vir tempo, en que, etc., e mil outras erronías sine
fine.
Argumentão, para sustentar a deturpação do
idioma vernaculo, dizendo que a lei do progresso
deve tudo reger, e que por consequencia a linguagen
deve passar tamben por essa evolução, que
en todos os ramos do saber humano se manifesta.
Google<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{d|{{sc2|V}}}}</noinclude>o discurso de F? — ''Mas muito'', responde o francelho, que mette esse ''mas'', (ridicula affectação) o
qual en portuguez ainda não recebeu orden para
deixar de ser ''expressão adversativa'' A que se contrapõe
esse — ''mas''? Na lingua franceza, sin; pode
dizer-se; não ha erro; en portuguez, não; porque
mas exprime opposição. — ''Os soldados estando fatigados''
do combate, o inimigo aproveitou a occasião
e venceu; en logar de — ''Estando os soldados fatigados'', ou ''por estarem os soldados fatigados'', etc. — Ella apresentou-se vestida ''elegantemente, e ricamente''.
É contra todas as regras do gosto, e da euphonia;
imitação servil do francez. A phrase portugueza
deve ser — Ella apresentou se ''elegante e ricamente'' vestida. Ja tenho lido tres adverbios
en — ''mente'' — seguidos un após outro. Que depravação
do gosto! que depravação do ouvido!...
Seja — o ben vindo; en vez ''seja ben vindo''.
O tempo ha vir, en que, etc. Construcção franceza
porque en portuguez deve dizer-se: Ha de
vir tempo, en que, etc., e mil outras erronías ''sine fine''.
Argumentão, para sustentar a deturpação do
idioma vernaculo, dizendo que a lei do progresso
deve tudo reger, e que por consequencia a linguagen
deve passar tamben por essa evolução, que
en todos os ramos do saber humano se manifesta.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{d|{{sc2|V}}}}</noinclude>o discurso de F? — ''Mas muĩto'', responde o francelho, que mette esse ''mas'', (ridicula affectação) o
qual en portuguez ainda não recebeu orden para
deixar de ser ''expressão adversativa'' A que se contrapõe
esse — ''mas''? Na lingua franceza, sin; pode
dizer-se; não ha erro; en portuguez, não; porque
mas exprime opposição. — ''Os soldados estando fatigados''
do combate, o inimigo aproveitou a occasião
e venceu; en logar de — ''Estando os soldados fatigados'', ou ''por estarem os soldados fatigados'', etc. — Ella apresentou-se vestida ''elegantemente, e ricamente''.
É contra todas as regras do gosto, e da euphonia;
imitação servil do francez. A phrase portugueza
deve ser — Ella apresentou se ''elegante e ricamente'' vestida. Ja tenho lido tres adverbios
en — ''mente'' — seguidos un após outro. Que depravação
do gosto! que depravação do ouvido!...
Seja — o ben vindo; en vez ''seja ben vindo''.
O tempo ha vir, en que, etc. Construcção franceza
porque en portuguez deve dizer-se: Ha de
vir tempo, en que, etc., e mil outras erronías ''sine fine''.
Argumentão, para sustentar a deturpação do
idioma vernaculo, dizendo que a lei do progresso
deve tudo reger, e que por consequencia a linguagen
deve passar tamben por essa evolução, que
en todos os ramos do saber humano se manifesta.
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<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{sc2|VI}}</noinclude>Confunden progresso com desnaturação. Os archaismos,
os vocabulos obsolétos cahen, como as
folhas velhas das arvores, na bella e immorredoura
comparação de Horacio.
Não é de desenterrar palavras mortas e sepultadas,
que se tracta; mas de limpar, de expurgar
a linguagen vernacula de vozes barbaras, de construcções
contrarias à indole d’aquella, e de crear
com bons elementos termos, que no idioma portuguez
falten para traduzir os exoticos.
É isto o que se deve çhamar progresso; esta
é que é a verdadeira evolução na vida de a
lingua.
Crear neologismos, não a torto e a direito,
quando não haja necessidade real; mas formal-os,
observados os requisitos e condições que o grande
mestre recommenda; indicar os vocabulos e phrases
correspondentes aos da lingua estranha, ficando
assin provados o desnecessario uso e emprego de
barbarismos, taes são os fins principaes d’este
livrinho.
A predilecção dos barbarismos é ''vicio de raça''.
Gostavão os romanos de imitar usos, e costumes
estrangeiros, e até na linguagen vocabulos
barbaros introduzirão; nunca porén como brazileiros
e portuguezes hoje indiscretamente o fazen.
O que era ''estrangeiro'', era ''bello, lindo, admiravel, primoroso, raro, singular, excellente;'' tanto que<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{d|{{sc2|VII}}}}</noinclude>taes são as significações do adjectivo ''peregrino'' en
latin e en portuguez.
Mas, por ser ''vicio de raça'', não deixa de ser
''vicio'', e portanto digno de castigo e emenda.
Eis porque censuro, e profligo tal vicio, que
já excede todos os limites, esperando que não me
attribuão en materia litteraria o que jamais existiu
nen existe en meo coração — ''antagonismo internacional''...
''Honni soit qui mal y pense.''<noinclude>{{traço}}</noinclude>
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Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/Lêde
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<pages index="Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf" from=11 to=17 header=1 />
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<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{c|{{larger|DUAS PALAVRAS}}<br />{{sc2|SOBRE A}}<br />ORTHOGRAPHIA POR MIN SEGUIDA}}
{{traço}}
Tanto, quanto é possivel, sigo a orthographia
etymologica.
No prologo d’este opusculo, e no presente artigo dou o ''spécimen'' da que en minha opinião
deveria ser adoptada na lingua portugueza; mas
para não escandalizar os leitores com a estranheza
do modo de orthographar as palavras vernaculas,
empreguei no corpo da obra a orthographia en
geral usada; ''mas que não é rigorosamente etymologica''.
Discute-se desde remotas eras a preferencia
entre os modos de orthographar, etymologico, e
phonetico; e na lingua portugueza ''adhuc sub judice lis est''.
O que porèn não soffre contestação é que a
multidão dos sectarios da primeira representa ña,
maioria esmagadôra do limitadissimo numero dos
apologistas da segunda.
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<noinclude><pagequality level="1" user="Trooper57" /></noinclude>{{c|NEOLOGISMOS INDISPENSAVEIS}}
{{c|PARTE I}}<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{t2|VOCABULARIO DOS BARBARISMOS DISPENSAVEIS<ref>Parece superfluo este ''Vocabulario'', porque os diccionarios trazen a significação ''de quasi todos estes termos francezes;'' mas como, não obstante, insiste-se no abuso de barbarismos, insisto tamben en recordar os vocabulos correspondentes en portuguez.</ref>}}
{{sc|Acclimatar}} (acclimater): En portuguez deve dizer-se
''acclimar''; por que o substantivo portuguez
é ''clima'', e não ''climat'', que é francez.
{{sc|Adresse}}: Cartão, ou bilhete com a indicação do
domicilio; ''endereço''.
{{sc|Arrière pensée}}: Segunda tenção.
{{sc|Atelier}}: Officina, tanto para as artes liberaes,
como mechanicas. (Vid. Dicc. de Bescherelle,)
(pagina {{pl|119|42}} deste livro).
{{sc|Batiste}}: Cambraia, (téla finissima) que se çhama
en francez — ''Batiste'' — do nome do fabricante. (Vid. Dicc. de Bescherelle).
{{sc|Bijouterie}}: (Vede Vocabulario dos Neologismos).
{{sc|Book-maker}} (''buk-mêker''): Estas duas palavras significam
litteralmente ''fazedor de livros''. En
Londres fizerão com ellas um cerebrino {{pt|neolo-|neologismo }}<noinclude>{{Smallrefs}}
{{d|{{sc2|II}}}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{t2|VOCABULARIO DOS BARBARISMOS DISPENSAVEIS<ref>Parece superfluo este ''Vocabulario'', porque os diccionarios trazen a significação ''de quasi todos estes termos francezes;'' mas como, não obstante, insiste-se no abuso de barbarismos, insisto tamben en recordar os vocabulos correspondentes en portuguez.</ref>}}
{{ad|{{sc|Acclimatar}} (acclimater): En portuguez deve dizer-se ''acclimar''; por que o substantivo portuguez é ''clima'', e não ''climat'', que é francez.}}
{{ad|{{sc|Adresse}}: Cartão, ou bilhete com a indicação do domicilio; ''endereço''.}}
{{ad|{{sc|Arrière pensée}}: Segunda tenção.}}
{{ad|{{sc|Atelier}}: Officina, tanto para as artes liberaes, como mechanicas. (Vid. Dicc. de Bescherelle,) (pagina {{pl|119|42}} deste livro).}}
{{ad|{{sc|Batiste}}: Cambraia, (téla finissima) que se çhama en francez — ''Batiste'' — do nome do fabricante. (Vid. Dicc. de Bescherelle).}}
{{ad|{{sc|Bijouterie}}: (Vede Vocabulario dos Neologismos).}}
{{ad|{{sc|Book-maker}} (''buk-mêker''): Estas duas palavras significam litteralmente ''fazedor de livros''. En Londres fizerão com ellas um cerebrino {{pt|neolo-|neologismo }}}}<noinclude>{{Smallrefs}}
{{d|{{sc2|II}}}}</noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/216
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: presença da corte, exigindo a polidez que cada cortésão bebesse no côvo da mão da favorita un pouco da agua do banho. Recusou fazel-o un dos grandes de Hespanha, e perguntando-lhe o principe a razão de tal injuria: «Depois de ter provado o molho, respondeu elle, receio que se mie abra o appetite para o peixe». Eis o que li no Courrier des Etats-Unis de Maio de 1888, exemplar que me forneceu o Ill.= Sñr. Luiz H. Vieira Souto. Larousse...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Trooper57" />172</noinclude>presença da corte, exigindo a polidez que cada
cortésão bebesse no côvo da mão da favorita un
pouco da agua do banho.
Recusou fazel-o un dos grandes de Hespanha,
e perguntando-lhe o principe a razão de tal injuria:
«Depois de ter provado o molho, respondeu elle,
receio que se mie abra o appetite para o peixe».
Eis o que li no Courrier des Etats-Unis de
Maio de 1888, exemplar que me forneceu o Ill.=
Sñr. Luiz H. Vieira Souto.
Larousse diz que outr’ora quen en Inglaterra
fazia, ua saude no fin do jantar, mettia a fatia
de pão torrado (toast) no cópo ou taça. Depois de
těl a feito circular por toda a mesa, a taça que cada
conviva tinha levado aos labios, voltava ao primeiro,
que bebja o liquido, e comia a torrada (toast).
Cahiu o uso das torradas; mas os britannelhos
ainda empregão o toast, de que não precisamos,
não só por termos os vocabulos— brinde-saude-;
mas porque é triste recordar tão repugnantes usanças.
{{ad|{{sc|Tuyoté:}} Encanudado, é a traducção da palavra franceza. O mulherio ignorante diz ''tiotê''. Diga-se babado de canudos, fofos encanudados.}}
{{ad|{{sc|Virtuose}}: É um italismo muito dispensavel; ''virtuose'' corresponde a curioso, ou pessoa curiosa, que sabe algũa arte sen a ter aprendido.}}<noinclude></noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/203
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{t2|VOCABULARIO NEOLOGICO PORTUGUEZ}}
{{traço}}
{{ad|{{sc|Abat-jour}}: Lucivélo, ou lucivéo, s. m. (Vede pag. {{pl|11|44}}).}}
{{ad|{{sc|Aplomb}}: Prumo, (instrumento) s. m.; desempeno. (Vede pag. {{pl|19|44}}).}}
{{ad|{{sc|Avalanche}}: Runimol, s. m. (Vede pag. {{pl|23|44}}).}}
{{ad|{{sc|Bijouterie}}: Joalharia, s. m. Neologismo formado de substantivo ''joalheiro'', que já existe en portuguez.}}
{{ad|{{sc|Carotagen}}: Costeagen, s. f. (Vede pag. {{pl|61|44}}).}}
{{ad|{{sc|Cache-nez}} Focále, s. m. (Vede pag. {{pl|5|44}}).}}
{{ad|{{sc|Calembourg ou Calambour}}: Anciverbio; palavra que se presta a mais de un sentido. Este neologismo é formado de ''anceps'', ''ancipitis'', (duvidoso) e ''verbum'', ''i'' (palavra).<br />Pode tamben traduzir-se ''Calembourg'' pelo termo — ''equivoco;'' mas não por ''trocadilho''.}}
{{ad|{{sc|Charivari}}: Peniludio, s. m.; algazarra, assuada, bulha, gritaria, matinada. (Vede pag. {{pl|75|44}}).}}
{{ad|{{sc|Carnet}}: Choribel, (coribél) canhenho s. m. (Vede pag. {{pl|37|44}}).}}
{{ad|{{sc|Claque}}: Venapplauso, applauso vendido pelos que nos theatros baten as palmas aos actores, por dinheiro, ou por algun outro motivo; applauso}}<noinclude></noinclude>
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