Wikisource ptwikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.4 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikisource Wikisource Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão Portal Portal Discussão Autor Autor Discussão Galeria Galeria Discussão Página Página Discussão Em Tradução Discussão Em Tradução Anexo Anexo Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Dom Quixote/I/LI 0 5496 553613 257305 2026-06-01T15:15:21Z ~2026-32386-21 43040 553613 wikitext text/x-wiki {{navegar |obra=[[Dom Quixote]] |autor=Miguel de Cervantes |anterior=[[Dom Quixote/I/L|Capítulo L]] |posterior=[[Dom Quixote/I/LII|Capítulo LII]] |seção=Capítulo LI &mdash; Que trata do que contou o cabreiro a todos os que levavam D. Quixote.}} &mdash; A três léguas deste vale fica uma aldeia que, apesar de pequena, é uma das mais ricas que há por todos estes contornos, e onde havia um lavrador muito estimado, e tanto que, apesar de andar a estimação quase sempre anexa à riqueza, mais o era ele pela virtude que tinha, que pela opulência que alcançara. Mas o que o fazia mais ditoso, segundo dizia, era ter uma filha de tão extremada formosura, rara discrição, donaire e virtude, que aquele que a conhecia e contemplava se admirava de ver os dons optimos com que o céu e a natureza a tinham enriquecido. Sendo menina, já era formosa, e sempre foi crescendo em beleza, até que, na idade de dezesseis anos, chegou a ser formosíssima. A fama do seu gentil aspecto principiou-se a estender por todas as aldeias circunvizinhas: que digo? mais ainda, chegou às remotas cidades e entrou até pelas salas dos reis e pelos ouvidos de toda a casta de gente, que de todas as partes a vinham ver como coisa rara ou como imagem maravilhosa. Guardava-a seu pai, e guardava-se ela a si, que não há cadeados, guardas, nem fechaduras, que defendam melhor uma donzela, que as do próprio recato. A riqueza do pai e a formosura da filha moveram muitos, tanto da povoação como forasteiros, a que a pedissem em casamento; mas o pai, como pessoa a quem tocava dispor de tão rica jóia, andava confuso, sem saber resolver-se a qual a entregaria dos infinitos que o importunavam; e, entre os muitos que tão bom desejo tinham, um fui eu, a quem deram muitas e grandes esperanças de bom êxito, o ver que o pai sabia quem eu era, o ser natural da mesma aldeia, de sangue limpo e de idade florescente, de cabedais avultados e dotado de certo engenho. Com estas mesmas partes a pediu também outro do mesmo lugar, que foi causa de se suspender e hesitar a vontade do pai, a quem parecia que em qualquer de nós estava sua filha bem empregada; e, para sair desta confusão, resolveu dizê-lo a Leandra (assim se chama a opulenta, que em tanta miséria me tem posto), advertindo que, visto sermos ambos iguais, era bom deixar à vontade de sua querida filha o escolher a seu gosto; coisa digna de ser imitada por todos os pais que querem casar suas filhas. Não digo que lhes deixem escolher pessoas más e ruins, mas que lhas proponham boas, e entre essas que escolham a seu gosto. Não sei qual foi o de Leandra; só sei que o pai nos foi entretendo a ambos, falando-nos na pouca idade de sua filha e com generalidades, que nem o obrigavam, nem nos desobrigavam a nós. Chama-se o meu competidor Anselmo, e eu chamo-me Eugênio, e digo-vos isto, para que tenhais conhecimento dos nomes dos personagens que entram nesta tragédia, cujo fim ainda está pendente, mas que bem se deixa ver que há-de ser desastroso. Por este tempo veio ao nosso povoado um tal Vicente de la Rosa, filho de um pobre lavrador do mesmo lugar, e que estivera servindo como soldado por essas Itálias e outras várias partes. Levou-o da nossa terra, sendo criança de menos de doze anos, um capitão que, com a sua companhia, por ali passou, e voltou o moço dali a outros doze anos, vestido à militar, matizado de mil cores, cheio de mil dixes de cristal e sutis cadeias de aço. Hoje punha uma gala e amanhã outra; mas todas falsas e leves, de pouco peso e menor valor. A gente lavradora, que é de si maliciosa, e, dando-lhe o ócio lugar, é a própria malícia, reparou nisso, contou minuciosamente as suas galas e donaires, e notou que os fatos eram só três, de cores diferentes, com as suas ligas e meias, mas ele por tal forma os combinava, que, se os não contassem, havia de haver quem jurasse que eram mais de dez trajos diversos, e mais de vinte plumas, e não pareça impertinência e prolixidade isto que dos vestuários narrei, porque representam grande papel nesta história: Sentava-se num banco de pedra, que fica debaixo de um grande álamo, na nossa praça, e ali nos tinha todos de boca aberta, suspensos das façanhas que ia contando. Não havia terra em todo o orbe que não tivesse visto, nem batalha em que se não houvesse achado; matara mais mouros do que há em Marrocos e em Túnis, e entrara em mais duelos do que Luna e Gand, Diogo Garcia de Paredes e outros mil que nomeava, e de todos saíra vencedor, sem que lhe houvessem tirado nem uma gota de sangue. Por outro lado mostrava cicatrizes que, apesar de se não descobrirem, dizia ele que eram de arcabuzadas recebidas em vários recontros e ações. Finalmente, com arrogância nunca vista, tratava por ''vós'' os seus iguais e os próprios que o conheciam, e dizia que o seu pai era o seu braço, a sua linhagem as suas obras, e que, sendo soldado, não ficava a dever nada ao próprio rei. Além destas fumaças, era um pouco músico, tocava guitarra com desembaraço, de modo que diziam alguns que a fazia falar; mas não paravam aqui as suas prendas, que também era poeta, e de qualquer puerilidade fazia um romance de légua e meia. Este soldado, pois, que eu aqui pintei, este Vicente de la Rosa, este bravo, este galã, este músico, este poeta, foi visto e contemplado muitas vezes por Leandra, de uma janela que deitava para a praça. Enlevou-se no donzel, nos seus vistosos trajos; encantaram-na os seus romances, que, de cada um que compunha, dava ele mil cópias; chegaram aos seus ouvidos as façanhas que de si próprio referira; e, finalmente, que assim o diabo o determinara, veio a namorar-se dele, e ainda antes dele pensar em solicitá-la. E como nos casos de amor não há nenhum que com mais facilidade se cumpra do que aquele que tem pela sua parte o desejo da dama, com facilidade se combinaram Leandra e Vicente; e, antes que nenhum dos seus muitos pretendentes desse notícia do seu desejo, já ela o cumprira, tendo deixado a casa de seu extremoso pai, porque era órfã de mãe, e ausentando-se da aldeia com o soldado, que mais triunfara nesta empresa do que em todas as outras muitas de que se vangloriava. Admirou-se toda a aldeia de tão estranho caso, e não só a aldeia, mas todos os que dele tiveram conhecimento; eu fiquei suspenso, Anselmo atônito, o pai triste, os parentes afrontados, a justiça solícita, os quadrilheiros alerta; tomaram-se os caminhos, esquadrinharam-se os bosques e tudo quanto havia, e ao cabo de três dias foram encontrar Leandra numa caverna de um monte, em camisa, sem os muitos dinheiros e as preciosíssimas jóias que de sua casa levara. Trouxeram-na à presença do aflito pai, perguntaram-lhe pela sua desgraça, confessou, sem pressão, que Vicente de la Rosa a enganara, e debaixo da palavra de ser seu esposo, lhe persuadiu que deixasse a casa de seu pai, que ele a levaria à mais rica e esplêndida cidade que havia no mundo, que era Nápoles; que ela, mal avisada e ainda pior enganada, o acreditara, e, roubando seu pai, fugiu com o fanfarrão; e que ele a levou a um áspero monte, e a encerrou na caverna em que a tinham achado. Também disse que Vicente, sem lhe tirar a sua honra, lhe roubou tudo quanto tinha e a deixou naquela caverna e se foi embora: sucesso que de novo causou espanto a todos. Difícil foi de acreditar a continência do moço; mas ela tão deveras o afirmou que, afinal, o aflito pai se foi consolando, não fazendo caso das riquezas que lhe levaram, desde o momento que tinham deixado a sua filha a jóia que, em se perdendo, não há esperança de que nunca mais se recupere. No mesmo dia em que apareceu Leandra, sumiu-a seu pai, e foi encerrá-la num mosteiro de uma vila aqui perto, esperando que o tempo em parte desfaça a má fama com que sua filha ficou. Os poucos anos de Leandra serviram de desculpa ao seu erro, pelo menos para aqueles que nenhum interesse tinham em que ela fosse má ou boa, mas os que conheciam a sua discrição e muito entendimento não atribuíram à ignorância o seu pecado, mas à sua desenvoltura e natural inclinação das mulheres, que costuma ser em geral desatinada e descomposta. Enclausurada Leandra, ficaram cegos os olhos de Anselmo, ou pelo menos sem terem objeto que mirar que lhes desse contentamento; os meus em trevas, sem luz que para coisa de gosto os encaminhasse. Com a ausência de Leandra crescia a nossa tristeza, apoucava-se a nossa paciência, maldizíamos das galas do soldado, e abominávamos o pouco recato do pai da donzela. Finalmente, Anselmo e eu combinamos deixar a aldeia e vir para este vale, onde ele, apascentando uma grande quantidade de ovelhas que lhe pertencem, e eu um numeroso rebanho de cabras também minhas, passamos a vida entre as árvores, desabafando as nossas mágoas ou cantando juntos, ora os louvores, ora os vitupérios da formosa Leandra, ou suspirando a sós, comunicando ao céu sentidas queixas. A nosso exemplo, vieram para estes ásperos montes muitos outros dos pretendentes de Leandra, fazendo o mesmo que nós fazemos, e são tantos, que parece que este sítio se converteu na pastoril Arcádia, por tal forma está cheio de pastores e de apriscos, e não há aqui um recanto em que se não ouça o nome da formosa Leandra. Este a maldiz, chamando-lhe caprichosa, vária e desonesta; aquele a condena como leviana e fácil; há tal que a absolve e lhe perdoa, ou que a justifica e vitupera; um celebra a sua formosura, outro renega da sua condição e, enfim, todos a infamam e todos a adoram, e essa loucura a tanto se estende, que há quem se queixe dos seus desdéns, sem nunca lhe ter falado, e até quem se lamente e sinta a furiosa enfermidade dos zelos, que ela nunca a ninguém causou, porque, segundo eu já disse, soube-se do seu pecado antes de se saber do seu desejo. Não há concavidades de rochedos, margens de arroio, ou sombras de árvores que não estejam ocupadas por pastores que refiram aos ventos as suas desventuras; o eco, em todos os pontos em que pode formar-se, repete o nome de Leandra; Leandra, ressoam os montes; Leandra, murmuram os regatos, e Leandra a todos nos tem suspensos e encantados, esperando sem esperança e temendo sem saber o que tememos. Entre todos estes insensatos, o que se mostra a um tempo mais avisado e mais louco é o meu rival Anselmo, que, tendo tantas outras coisas de que se queixar, só se queixa da ausência e, ao som dum arrabil, que toca admiravelmente, com versos que mostram o seu engenho, a cantar se vai lamentando. Eu sigo outro caminho mais fácil e no meu parecer mais acertado, que é dizer mal da leviandade das mulheres, da sua inconstância, da sua doblez, das suas promessas descumpridas, de sua fé quebrantada e, finalmente, do pouco discorrer com que empregam os seus pensamentos e inclinações; e foi este o motivo, senhores, das palavras e razões que disse a esta cabra, quando aqui cheguei, que, por ser fêmea, pouco a prezo, apesar de ser a melhor do meu rebanho. É esta a história que prometi contar-vos. Se fui prolíxo em narrá-la, não o serei menos em servir-vos; perto daqui tenho a minha choça e nela fresco leite e saborosíssimo queijo, variadas e maduras frutas, que não são menos agradáveis à vista que ao paladar. [[Categoria:Dom Quixote]] 40ist7tl6bv8ef9vo3ivd5bh1wq9zrh Dom Quixote/I/LII 0 5497 553637 257306 2026-06-01T19:01:45Z GualdimG 14107 553637 wikitext text/x-wiki {{navegar |obra=[[Dom Quixote]] |autor=Miguel de Cervantes |anterior=[[Dom Quixote/I/LI|Capítulo LI]] |posterior= |seção=Capítulo LII &mdash; Da pendência que teve D. Quixote com o cabreiro, com a rara aventura dos penitentes, a que felizmente deu fim à custa do seu suor.}} Causou prazer geral o conto do cabreiro a todos os que o tinham escutado. Com prazer mais especial o acolheu o cônego, que notou com estranheza e curiosidade o modo como ele o contara, menos de cabreiro rústico, do que de discreto cortesão; e observou que acertara o cura, dizendo que os montes criavam letrados. Todos ofereceram os seus serviços a Eugênio, mas quem se mostrou mais liberal foi D. Quixote, que lhe disse: &mdash; Decerto, cabreiro mano, que, se eu me não achasse impossibilitado de poder encetar qualquer aventura, logo me poria a caminho para vos fazer feliz, indo arrancar Leandra do mosteiro (onde, sem dúvida, deve estar contra sua vontade), apesar da abadessa e de quantos quisessem estorvá-lo, e pô-la-ia nas vossas mãos, para que dela fizésseis o que vos aprouvesse, guardando, porém, as leis da cavalaria, que ordenam que a nenhuma donzela se faça desaguisado algum, ainda que espero em Deus Nosso Senhor que não há-de poder tanto a força de um malicioso nigromante, que a não vença a de outro muito melhor intencionado, e, para então, vos prometo favor e ajuda, que a isso me obriga a minha profissão, que não é outra senão socorrer os desvalidos e necessitados. Olhou para ele o cabreiro, e vendo a triste figura de D. Quixote, admirou-se, e perguntou ao barbeiro, que estava ao pé dele: &mdash; Senhor, quem é este homem, que tem semelhante catadura e de tal modo fala? &mdash; Quem há-de ser &mdash; respondeu o barbeiro &mdash; senão o famoso D. Quixote de la Mancha, que desfaz agravos e é o amparo das donzelas, o assombro dos gigantes e o vencedor das batalhas? &mdash; Isso assemelha-se &mdash; respondeu o cabreiro &mdash; ao que se lê nos livros dos cavaleiros andantes, que faziam tudo o que deste homem Vossa Mercê me diz, ainda que tenho para mim, ou que Vossa Mercê zomba, ou que este fidalgo tem aduela de menos. &mdash; Sois um grandíssimo velhaco &mdash; bradou D. Quixote &mdash; e vós é que tendes míngua de miolos, que eu tenho mais do que nunca teve nem há-de ter a vossa patifa geração. E, fazendo seguir às palavras as obras, ferrou com um pão na cara do cabreiro, com tamanha fúria, que lhe esmurrou o nariz; mas o homem, que não era para graças, vendo que assim o maltratavam, sem respeitar nem os que jantavam nem a improvisada mesa, saltou em cima de D. Quixote, e, agarrando-se-lhe ao pescoço com ambas as mãos, sem dúvida alguma o afogava, se Sancho Pança, acudindo, o não segurasse pelos ombros e o não fizesse cair de costas em cima da mesa, quebrando pratos e copos, e espalhando e entornando vinhos e manjares. D. Quixote, apenas se viu livre, saltou no cabreiro, que, com o rosto cheio de sangue, moído com socos e pontapés de Sancho, procurava, de gatinhas, alguma faca para tirar sanguinolenta vingança; mas estorvaram-lhe o cônego e o cura, e o barbeiro arranjou as coisas de modo que pôde Eugênio meter D. Quixote debaixo de si, fazendo chover sobre ele tantos murros que do rosto do pobre cavaleiro pingava tanto sangue como do seu. Rebentavam de riso o cônego e o cura, davam pulos de contentamento os quadrilheiros, e uns e outros açulavam os combatentes, como se faz aos cães; só Sancho Pança se desesperava, porque se não podia descartar de um criado do cônego, que o impedia de ajudar seu amo. Enfim, estando todos em regozijo e festa, menos os dois que se desancavam e se carpiam, ouviram o som de uma trombeta tão triste, que lhes fez voltar as vistas para o sítio donde lhes pareceu que soava; mas, quem se alvoroçou ao ouvi-lo, foi D. Quixote, que, apesar de estar debaixo do cabreiro muito constrangido e derreado, lhe disse: &mdash; Demônio mano, que outra coisa não podes ser, pois que tiveste valor e forças para subjugar as minhas, rogo-te que façamos tréguas só por uma hora, porque o plangente som daquela trombeta, que aos nossos ouvidos chega, parece-me que me chama a alguma nova aventura. O cabreiro, que já estava cansado de moer e de ser moído, largou-o logo, e D. Quixote pôs-se de pé, voltando o rosto para o sítio donde vinha o som, e viu que por uma encosta desciam muitos homens, vestidos de branco e negro, à moda dos penitentes. E era o caso que, naquele ano, tinham as nuvens negado à terra o seu benfazejo orvalho, e por todos os lugares daquela comarca se faziam procissões, preces e penitências, pedindo a Deus que abrisse as mãos da sua misericórdia e lhes desse chuva; e, para isso, a gente de próxima aldeia vinha em procissão a uma devota ermida, que havia na encosta do vale. D. Quixote, que viu os estranhos trajos dos penitentes, sem lhe passarem pela memória as muitas vezes que os havia de ter visto, imaginou que era coisa de aventura, e que a ele só tocava, como a cavaleiro andante, o tentá-la: e mais o confirmou nesta fantasia, pensar que uma imagem que traziam, coberta de luto, seria alguma dama principal, que levavam à viva força aqueles refeces e desleais malandrins. E, apenas isto lhe entrou no pensamento, arremeteu com grande ligeireza a Rocinante, que andava pastando, enfreou-o num momento, montou a cavalo, embraçou o escudo, pediu a Sancho a espada, e disse em alta voz a todos os que estavam presentes: &mdash; Agora, valorosa companhia, vereis quanto importa que haja no mundo quem professe a ordem da cavalaria andante; agora digo que vereis na liberdade daquela boa senhora que ali vai cativa, se se hão-de ou não estimar os andantes cavaleiros. E, dizendo isto, aperta os ilhais a Rocinante, que esporas não as tinha, e vai a todo o trote (porque lá galopada, não se lê em toda esta verdadeira história que Rocinante a desse uma vez só) encontrar-se com os penitentes; e ainda que o cura, o barbeiro e o cônego correram a detê-lo, já lhes não foi possível, e menos ainda o detiveram os brados que Sancho dava, dizendo: &mdash; Aonde vai, senhor D. Quixote? Que demônios leva no peito, que o incitam a ir contra a nossa fé católica? Repare, mal haja eu, que essa procissão é de penitentes e que aquela senhora que levam na peanha é a imagem bendita de Virgem Imaculada; veja o que faz, senhor, que desta vez se pode dizer que não é o que sabe. Debalde se fatigou Sancho, porque D. Quixote ia tão ansioso de chegar aos embiocados, e de livrar a senhora enlutada, que não ouviu uma palavra só, e ainda que a ouvisse, de nada serviria, porque não tornava atrás nem que lho mandasse El-Rei. Chegou, pois, à procissão, e sofreou Rocinante, que já ia com vontade de descansar o seu pedaço, e com voz turbada e rouca disse: &mdash; Vós outros, que talvez por não serdes bons, encobris os rostos, atendei e escutai o que dizer-vos quero. Os primeiros que se detiveram foram os que levavam a imagem, e um dos quatro clérigos que cantavam as ladainhas, vendo a estranha catadura de D. Quixote, a magreza de Rocinante e outras circunstâncias que descobriu no cavaleiro, e que moviam a riso, respondeu dizendo: &mdash; Irmão e senhor, se nos quer dizer alguma coisa diga-a depressa, porque vão estes nossos irmãos penitentes flagelando as carnes, e não podemos, nem é de razão, que nos detenhamos a ouvir coisa alguma, a não ser tão breve que em duas palavras se diga. &mdash; Di-la-ei numa só &mdash; replicou D. Quixote &mdash; e é a seguinte: que deixeis livre imediatamente essa formosa senhora, cujas lágrimas e triste semblante dão claras mostras de que a levais contra sua vontade, e que algum notório desaguisado lhe tereis feito: e eu, que vim ao mundo para desfazer semelhantes agravos, não consentirei que avanceis nem mais um passo, sem lhe dardes a desejada liberdade que merece. Por estas razões, entenderam todos os que as ouviram que D. Quixote havia de ser louco, e desataram a rir com vontade. Esse riso foi o mesmo que deitar pólvora na cólera de D. Quixote, porque, sem dizer mais palavra, arrancando da espada, arremeteu ao andor. Um dos que o levavam, deixando a carga aos seus companheiros, saiu ao encontro de D. Quixote, arvorando uma forquilha ou bordão, em que assentava o andor nos descansos, e, aparando com ele uma grande cutilada que lhe atirou D. Quixote, e que lho fez em dois pedaços, com o troço que lhe ficou desfechou tamanha bordoada no ombro de D. Quixote, do lado oposto ao do escudo, que, não podendo apará-la, o pobre cavaleiro caiu no chão em muito maus lençóis. Sancho Pança, que todo esbofado viera correndo atrás de seu amo, bradou ao desancador que lhe não desse mais bordoada, porque era um pobre cavaleiro encantado, que nunca em sua vida fizera mal a ninguém. Mas o que deteve o vilão não foram os brados de Sancho, foi ver que D. Quixote não bulia nem mão nem pé; e, assim, julgando que o matara, a toda a pressa arregaçou a túnica até à cintura, e largou a correr pela campina, que nem um gamo. Nisto chegaram todos os da companhia de D. Quixote; mas os da procissão, que os viram vir correndo e, com eles, os quadrilheiros armados, recearam algum desatino, agruparam-se em torno da imagem, e, levantando os capuzes, empunhando os penitentes as disciplinas, e os clérigos os tocheiros, esperaram o assalto, resolvidos a defender-se, e até, se pudessem, a ofender os seus agressores; mas a fortuna tudo fez pelo melhor, porque Sancho não pensou em outra coisa senão em atirar-se para cima do corpo de seu amo, supondo que estava morto, e fazendo sobre ele o mais doloroso e divertido pranto deste mundo. O cura foi conhecido pelo seu colega, que ia na procissão, e este conhecimento bastou para dissipar todos os sustos. O primeiro cura deu conta ao segundo, em breves palavras, de quem era D. Quixote; e tanto ele, como toda a turba de penitentes, foram ver se o pobre cavaleiro estava morto, e ouviram que Sancho Pança dizia com as lágrimas nos olhos: &mdash; Ó flor da cavalaria! que só com uma paulada acabaste a carreira dos teus anos, tão bem empregados! Ó honra da tua linhagem, glória e maravilha da Mancha, e até de todo o mundo que, faltando-lhe tu, ficará cheio de malfeitores, sem receio de serem castigados pelas suas malfeitorias! Ó tu, mais liberal que todos os Alexandres, pois só por oito meses de serviço me tinhas dado a melhor ilha que o mar cinge e rodeia! Ó humilde com os soberbos, e arrogante com os humildes, afrontador de perigos, sofredor de injúrias, namorado sem causa, incitador dos bons, açoite dos maus, inimigo dos ruins, enfim, cavaleiro andante, que é o mais que se pode dizer! Com os brados e gemidos de Sancho reanimou-se D. Quixote, e as primeiras palavras que disse foram: &mdash; Quem de vós está ausente, dulcíssima Dulcinéia, a maiores misérias do que estas anda sujeito. Ajuda-me, Sancho amigo, a meter-me no carro do encantamento, que não estou para oprimir a sela de Rocinante, porque tenho este ombro todo alanhado. &mdash; Isso farei com muito boa vontade, meu senhor &mdash; respondeu Sancho &mdash; e voltemos à minha aldeia, em companhia destes senhores, que só desejam o seu bem, e ali daremos ordem a nova saída, que nos dê mais proveito e fama. &mdash; Falas com acerto, Sancho &mdash; respondeu D. Quixote &mdash; e será grande prudência deixar passar o mau influxo das estrelas, que vai correndo agora. O cônego, o cura e o barbeiro afirmaram-lhe que procederia muito bem fazendo o que dizia; e assim, tendo-se divertido muito com as simplicidades de Sancho Pança, meteram D. Quixote no carro, como antes vinha: a procissão voltou a ordenar-se e a prosseguir no seu caminho; o cabreiro despediu-se de todos; os quadrilheiros não quiseram ir mais adiante; o cônego pediu ao cura que lhe desse parte do que sucedia a D. Quixote, se sarava da sua doidice, ou se prosseguia com ela, e com isso pediu licença de seguir a sua viagem. Enfim, todos se dividiram e apartaram, ficando só o cura e o barbeiro, e D. Quixote e Sancho Pança e o bom do Rocinante, que, em tudo isto, não mostrara menos paciência do que o seu dono. O carreiro jungiu os bois e acomodou D. Quixote em cima de um molho de feno, e, com a sua costumada fleuma, seguiu o caminho que o cura quis, e ao cabo de seis jornadas chegaram à sua aldeia, onde entraram no pino do dia, que aconteceu ser domingo, e estava toda a gente na praça, por meio da qual atravessou o carro de D. Quixote. Acudiram todos a ver o que ali vinha, e, quando conheceram o seu compatriota, ficaram maravilhados, e um rapaz foi logo correndo dar à ama e à sobrinha a notícia de que o seu tio e patrão vinha magro e amarelo, em cima de um molho de feno, dentro de um carro de bois. Foi grande lástima ouvir os gritos que as duas pobres senhoras soltaram, as bofetadas que deram nas faces e as maldições com que de novo fulminaram os endiabrados livros de cavalaria, o que tudo se renovou quando viram entrar D. Quixote pela porta dentro. Às novas da vinda do fidalgo, acudiu a mulher de Sancho Pança, que já sabia que seu marido fora com ele servindo-lhe de escudeiro e, assim que viu Sancho, a primeira coisa que lhe perguntou foi se o burro vinha bom. Sancho respondeu que vinha melhor que o dono. &mdash; Louvado seja Deus &mdash; redarguiu ela &mdash; que tanto bem me tem feito; mas conta-me agora, que lucraste com as tuas escudeirices? que saiote me trazes? que sapatos para teus filhos? &mdash; Não trago nada disso, mulher &mdash; disse Sancho &mdash; mas trago coisas de mais consideração e valor. &mdash; Muito me apraz o que dizes &mdash; tornou a mulher; &mdash; mostra-me essas coisas de mais consideração e valor, para que se me alegre este coração que tão triste e desconsolado esteve sempre, durante os séculos da tua ausência. &mdash; Em casa tas mostro, mulher &mdash; disse Pança &mdash; e por agora sossega, que, sendo Deus servido que outra vez saiamos de viagem, à cata de aventuras, ver-me-ás bem depressa conde, ou governador de uma ilha, e não das que por aí há, mas das melhores que se possam encontrar. &mdash; Deus o queira, marido, que bem o precisamos. Mas, dize-me o que vem a ser isso de ilhas, que eu não entendo. &mdash; Não é o mel para a boca do asno &mdash; respondeu Sancho; &mdash; a seu tempo o verás, mulher, e então pasmarás de ouvir todos os teus vassalos a darem-te senhoria. &mdash; Que é o que dizes, Sancho, de senhorias, ilhas e vassalos? &mdash; respondeu Joana Pança, que assim se chamava a mulher de Sancho, apesar de não serem parentes, mas porque é costume na Mancha tomarem as mulheres o apelido dos maridos. &mdash; Não queiras saber tudo tão depressa, Joana; basta conheceres que eu digo a verdade, e dá um ponto na boca: só te direi, assim de passagem, que não há coisa mais saborosa neste mundo do que ser um homem honrado escudeiro de um cavaleiro andante, que sai à cata de aventuras. É bem verdade que a maior parte das que se acham não vêm tanto ao nosso gosto, como uma pessoa quereria, porque, de cem que se encontram, noventa e nove costumam ser avessas e torcidas. Sei-o eu por experiência, porque de algumas saí manteado e de outras moído; mas, com tudo isso, é linda coisa esperar os acontecimentos, atravessando montes, esquadrinhando selvas, calcando penhas, visitando castelos, pousando em estalagens, à discrição, sem pagar um maravedi só que seja. Todas estas práticas se passaram entre Sancho Pança e Joana Pança, sua mulher, enquanto a ama e a sobrinha de D. Quixote o receberam e o despiram, e o meteram na sua antiga cama. Olhava-as ele de revés, e não podia perceber onde é que estava. O cura disse à sobrinha que tivesse todo o desvelo com seu tio, e o arrumasse bem, e que estivessem alerta, para que outra vez se lhes não escapasse, contando o que fora mister para o trazer para casa. Aqui levantaram ambas de novo brados ao céu, ali se renovaram as maldições aos livros de cavalaria, ali pediram a Deus que confundisse, no centro do abismo, os autores de tantas mentiras e disparates. Finalmente, ficaram confusas e receosas de se verem outra vez sem seu amo e tio, assim que ele se sentisse melhor, e assim aconteceu como elas imaginavam. Mas o autor desta história, apesar de ter procurado com diligência e curiosidade os feitos que praticou D. Quixote na sua terceira saída, não pôde achar notícia deles, pelo menos por escritores autênticos; só a fama guardou, nas memórias da Mancha, que D. Quixote, a terceira vez que saiu de sua casa, foi a Saragoça, onde se achou numas famosas justas que naquela cidade se fizeram, e ali lhe aconteceram coisas dignas do seu valor e bom engenho. Nem do seu fim e acabamento alcançaria ou saberia coisa alguma, se a sua boa sorte lhe não houvesse deparado um médico antigo que tinha em seu poder uma caixa de chumbo, que, segundo ele disse, se achara no derrocado cimento duma velha ermida que se renovara: nessa caixa se tinham encontrado uns pergaminhos, escritos em letras góticas, mas com versos castelhanos, que continham muitas das suas façanhas, e davam notícia da formosa Dulcinéia del Toboso, da figura de Rocinante, da fidelidade de Sancho Pança e da sepultura do próprio D. Quixote com diferentes epitáfios e elogios da sua vida e costumes, e os que se puderam ler e tirar a limpo foram os que aqui põe o fidedigno autor desta nova e nunca vista história. O qual autor não pede aos que a lerem, em prêmio do imenso trabalho que lhe custou investigar e revolver todos os arquivos manchegos, para a dar à luz, senão que lhe dêem o mesmo crédito que costumam dar aos livros de cavalaria, que tão benquistos são por esse mundo; que com isso se dará por bem pago e satisfeito, e se animará a procurar e a dar à luz outras, senão tão verdadeiras, pelo menos de igual invenção e recreio. As primeiras palavras que estavam escritas no pergaminho, que se encontrou dentro da caixa de chumbo, eram estas: <div align="center">OS ACADÊMICOS DE ARGAMASILLA, LUGAR DA MANCHA, SOBRE A VIDA E MORTE DO VALOROSO D. QUIXOTE DE LA MANCHA, HOC SCRIPSERUNT</div> <div align="center">''O Monicongo, acadêmico de Argamasilla, à sepultura de D. Quixote''</div> EPITÁFIO :O tresloucado que adornou a Mancha :de mais despojos que Jasão de Creta; :o juízo, que teve a grimpa inquieta :bicuda, quando fora melhor ancha; :o braço que a sua força tanto ensancha, :que chegou do Catai até Gaeta :a Musa mais horrenda e mais discreta :que versos foi gravar em brônzea prancha; :quem bem longe deixou os Amadises, :e em pouco os Galaores avaliou, :estribado no amor, na bizarria: :quem soube impor silêncio aos Belianizes, :quem, montado em Rocinante, vagueou, :jaz morto, enfim, sob esta lousa fria. <div align="center">''Do Apaniguado, acadêmico de Argamasilla, in laudem Dulcinéia del Toboso.''</div> :Esta que vês de rosto amondongado, :alta de peitos, e ademã brioso, :é Dulcinéia, rainha del Toboso, :de quem esteve o grão Quixote enamorado. :Pisou por ela um e o outro lado :da grande Serra Negra, e o bem famoso :campo de Montiel, e o chão relvoso :de Aranjuez, a pé e fatigado. :Culpa de Rocinante! ó dura estrela! :Que esta manchega dama, e este invicto :andante cavaleiro, em tenros anos :ela deixou, morrendo, de ser bela, :ele, ainda que em mármores inscrito, :não evitou o amor, iras e enganos. <div align="center">''Do Caprichoso, discretíssimo acadêmico de Argamasilla, em louvor de Rocinante, cavalo de D. Quixote de la Mancha.''</div> SONETO :No alto e soberbo trono diamantino, :que com sangrentas plantas pisa Marte, :o manchego frenético o estandarte :tremula, com esforço peregrino. :Pendura as armas e o aço fino, :com que assola, destroça, racha e parte! :Novas proezas! mas inventa a arte :um novo estilo ao novo paladino. :Se do seu Amadis se orgulha a Gaula, :por cuja prole a Grécia gloriosa :mil vezes triunfou e a fama ensancha; :cinge a Quixote um diadema a aula :a que preside a deusa belicosa, :e orgulha-se dele a altiva Mancha. :Nunca as suas glórias o olvido mancha, :pois que até Rocinante em ser galhardo :excede a Brillador, vence a Baiardo. <div align="center">''Do Burlador, acadêmico argamasilesco, a Sancho Pança.''</div> <div align="center">SONETO</div> :Pobre de corpo, de bravura rico, :Sancho Pança aqui jaz: é coisa estranha! :Escudeiro mais simples, mais sem manha, :não teve o mundo, juro e certifico! :P’ra ser conde faltou-lhe só um nico, :se não conspira contra ele a sanha :desta idade mesquinha, vil, tacanha, :que nem sequer perdoa a um burrico. :No burro andou (e com perdão se diga!) :este manso escudeiro, atrás do manso :Rocinante e do seu dono bisonho. :ó vãs esp’ranças! e mais vã fadiga! :nunca deixais de prometer descanso, :e tudo acaba em sombra, em fumo, em sonho. <div align="center">''Do Cachidiabo, acadêmico de Argamasilla, na sepultura de D. Quixote.''</div> EPITÁFIO :Aqui jaz o cavaleiro :bem moído e mal andante, :que, montado em Rocinante, :percorreu senda e carreiro. :&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Sancho Pança, o malhadeiro, :&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;jaz também neste local, :&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;escudeiro o mais leal, :&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;que houve em trato de escudeiro. <div align="center">''Do Tiquitoe, acadêmico de Argamasilla, na sepultura de Dulcinéia del Toboso.''</div> EPITÂFIO :Repousa aqui Dulcinéia, :que, sendo gorda e corada, :em cinza e pó foi mudada :pela morte horrenda e feia. :&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Foi de castiça raleia, :&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;e teve assomos de dama, :&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;deu-lhe o grão Quixote a fama, :&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;e deu glória à sua aldeia. Foram estes os versos que se puderam ler; os outros, por estar mais carcomida a letra, entregaram-se a um acadêmico, para que por conjecturas os decifrasse. Consta que o fez, à custa de muitas vigílias e de muito trabalho, e que tenciona dá-los à luz, com esperança na terceira saída de D. Quixote. <div align="center">''Forse altri canterà con miglior plettro.''</div> [[Categoria:Dom Quixote]] aukvzvmjcxyh7943va4i36msujd4e3l Página:Historias da meia noite.djvu/59 106 159937 553641 406931 2026-06-01T22:46:08Z JppBr98 28173 /* Revista */ 553641 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{cabeçalho||{{sc|a parasita azul}}|59}} {{T2|{{sc|revelação}}|ⅤⅠ.|fs=1.25em}}</noinclude>Não ha mysterios para um autor que sabe investigar todos os recantos do coração. Em quanto o povo de Santa Luzia faz mil conjecturas a respeito da causa verdadeira da isenção que até agora tem mostrado a formosa Isabel, estou habilitado para dizer ao leitor impaciente que ella ama. {{--}} E a quem ama? pergunta vivamente o leitor. Ama… uma parasita. Uma parasita? É verdade, uma parasita. Deve ser então uma flor muito linda, {{--}} um milagre de frescura e de aroma. Não, senhor, é uma parasita muito feia, um cadaver de flor, sêcco, mirrado, uma flor que devia ter sido lindissima ha muito tempo, no pe, mas que hoje na cestinha em que ella a traz, nenhum sentimento inspira, a não ser de curiosidade. Sim, porque é realmente curioso que uma moça de vinte annos, em toda a fôrça das paixões, pareça indifferente aos homens que a cercam, e concentre todos os seus affectos nos restos descorados e seccos de uma flor. Ah! mas aquella flor foi colhida em circumstâncias<noinclude> <references/></noinclude> j95ob2b5u53egjo0ygreiihqgwv2f64 Página:Historias da meia noite.djvu/60 106 159938 553642 406932 2026-06-01T22:51:47Z JppBr98 28173 /* Revista */ 553642 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{cabeçalho|60|{{sc|historias da meia noite}}|}}</noinclude>especiaes. Dera-se o caso alguns annos antes. Um moço da localidade gostava então muito de Isabel, porque era uma creança engraçada, e costumava chamal-a sua mulher, gracejo inocente que o tempo não sanccionou. Isabel tambem gostava do rapaz, a ponto de fazer nascer no espirito do pae da moça a seguinte ideia&nbsp;: {{--}} Se d’aqui a alguns annos as coisas não mudarem por parte d’ella, e se elle vier a gostar seriamente da pequena, creio que os posso casar. Isabel ígnorava completamente esta ideia do pae; mas continuava a gostar do moço, o qual continuava a achal-a uma creança interessantissima. Um dia viu Isabel uma linda parasita azul, entre os galhos de uma arvore. {{--}} Que bonita flor! disse ella. {{--}} Aposto que você a quer? {{--}} Queria, sim… disse a menina que, sem aprender, conhecia ja esse fallar obliquo e disfarçado. O moço despiu o paleto com a sem-cerimonia de quem trata com uma creança e trepou pela arvore acima. Isabel ficou embaixo offegante e anciosa pelo resultado. Não tardou que o complacente moço deitasse a mão á flor e delicadamente a colhesse. {{--}} Apanhe&nbsp;! disse elle de cima. Isabel aproximou-se da arvore e recolheu a flor no regaço. Contente por ter satisfeito o desejo da menina, tratou o rapaz de descer, mas tão desastradamente o fez, que no fim de dous minutos jazia no chão aos pes de<noinclude> <references/></noinclude> ci6oln66mfjm5iztqrf5bock1ux2ro2 Página:Historias da meia noite.djvu/61 106 159939 553643 370729 2026-06-01T22:56:54Z JppBr98 28173 /* Revista */ 553643 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{cabeçalho||{{sc|a parasita azul}}|61}}</noinclude>Isabel. A menina deu um grito de angústia e pediu soccorro; o rapaz procurou tranquilisal-a dizendo que nada era, e tentando levantar-se alegremente. Levantou-se com effeito, com a camisa salpicada de sangue; tinha ferido a cabeça. A ferida foi declarada leve; dentro de poucos dias estava o valente moço completamente restabelecido. A impressão que Isabel recebeu n’aquella ocasião foi profunda. Gostava até então do rapaz; d’ahi em diante passou a adoral-o. A flor que elle lhe colhêra veio naturalmente a seccar; Isabel guardou-a como se fôra uma reliquia; beijava-a todos os dias; e de certo tempo em diante até chorava sobre ella. Uma especie de culto supersticioso prendia o coração da moça áquella mirrada parasita. Não era ella porêm tão mau coração que não ficasse vivamente impressionada quando soube da doença de Camillo. Fez indagar com assiduidade do estado do moço,{{corr|| }}e cinco dias depois foi com o pae visital-o á fazenda do commendador. A simples visita da moça, se não curou o doente, deu em resultado consolal-o e animal-o; viçaram-lhe algumas esperanças, que ja estavam mais seccas e mirradas que a parasita cuja historia acima narrei. — Quem sabe se me não amará agora&nbsp;? pensou elle. Apenas ficou restabelecido foi o seu primeiro cuidado ir á fazenda do Dr. Mattos; o commendador quiz acompanhal-o. Não o acharam em casa; estavam apenas a<noinclude> <references/></noinclude> me5c6k3k0mgwmalbteeabkuriioyhpm Página:Historias da meia noite.djvu/62 106 159940 553645 406933 2026-06-01T23:01:37Z JppBr98 28173 /* Revista */ 553645 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{cabeçalho|62|{{sc|historias da meia noite}}|}}</noinclude>irmã e a filha. A irmã era uma pobre velha, que alêm d’esse achaque, tinha mais dous: era surda e gostava de política. A occasião era boa; em quanto a tia de Isabel confiscava a pessoa e a attenção do commendador, Camillo teve tempo de dar um golpe decisivo e rapido, dirigindo á moça éstas palavras: {{--}} Agradeço-lhe a bondade que mostrou a meu respeito durante a minha molestia. Essa mesma bondade anima-me a pedir-lhe uma cousa mais… Isabel franziu a testa. {{--}} Reviveu-me uma esperança ha dias, continuou Camillo, esperança que ja estava morta. Sera illusão minha? Uma palavra sua, um gesto seu resolverá ésta dúvida. Isabel ergueu os hombros. {{--}} Não comprehendo, disse ella. {{--}} Comprehende, disse Camillo em tom amargo. Mas eu serei mais franco, se o exige. Amo-a; disse-lh’o mil vezes; não fui attendido. Agora porêm… Camillo concluiria de boa vontade este pequeno discurso, se tivesse diante de si a pessoa que elle desejava o ouvisse. Isabel, porêm, não lhe deu tempo de chegar ao fim. Sem dizer palavra, sem fazer um gesto, atravessou a extensa varanda e foi sentar-se na outra extremidade onde a velha tia punha á prova os excellentes pulmões do commendador. O desapontamento de Camillo estava alêm de toda a descripção. Pretextando um calor que não existia sahiu<noinclude> <references/></noinclude> 2j237qgcnkhku6zy7rcp7bh78gh1ciy Página:Historias da meia noite.djvu/63 106 159941 553646 406934 2026-06-01T23:06:42Z JppBr98 28173 /* Revista */ 553646 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{cabeçalho||{{sc|a parasita azul}}|63}}</noinclude>para tomar ar, e ora vagaroso, ora apressado, conforme triumphava n’elle a irritação ou o desânimo, o misero pretendente deixou-se ir sem destino. Construiu mil planos de vingança, ideou mil maneiras de ir lançar-se aos pes da moça, rememorou todos os factos que se haviam dado com ella, e ao cabo de uma longa hora chegou á triste conclusão de que tudo estava perdido. N’esse momento deu accordo de si: estava ao pé de um riacho que atravessava a fazenda do Dr. Mattos. O lugar era agreste e singularmente feito para a situação em que elle se achava. A uns duzentos passos viu uma cabana, onde pareceu que alguem entoava uma cantiga do sertão. Importuna cousa é a felicidade alheia quando somos víctima de algum infortunio. Camillo sentiu-se ainda mais irritado, e ingenuamente perguntou a si mesmo se alguem podia ser feliz estando elle com o coração a sangrar de desespêro. D’ahi a nada apparecia á porta da cabana um homem e sahia na direção do riacho. Camillo estremeceu; pareceu-lhe reconhecer o mysterioso que lhe fallára no dia do Espirito-Santo. Era a mesma estatura e o mesmo ar; aproximou-se rapidamente e parou a cinco passos de distancia. O homem voltou o rosto: era elle&nbsp;! Camillo correu ao desconhecido. {{--}} Enfim! disse elle. O desconhecido sorriu-se complacentemente e apertou a mão que Camillo lhe offerecia. {{nop}}<noinclude> <references/></noinclude> jk5cotr6c4yvpuqb2tq5e9qupcrnmzm Página:Historias da meia noite.djvu/64 106 159942 553647 406935 2026-06-01T23:09:33Z JppBr98 28173 /* Revista */ 553647 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" /></noinclude>{{--}} Quer descançar? perguntou-lhe. {{--}} Não, {{corr|respodeu|respondeu}} o médico. Aqui mesmo, ou mais longe se lhe apraz, mas desde ja, por favor, desejo que me explique as palavras que me disse outro dia na egreja. Novo sorriso do desconhecido. {{--}} Então? disse Camillo vendo que o homem não respondia. {{--}} Antes de mais nada, diga-me: gosta devéras da moça? {{--}} Oh! muito! {{--}} Jura que a faria feliz? {{--}} Juro! {{--}} Então ouça. O que vou contar a V. S. é verdade, porque o soube por minha mulher que foi mucama de D. Isabel. É aquela que alli está. Camillo olhou para a porta da cabana e viu uma mulatinha alta e elegante, que olhava para elle com curiosidade. {{--}} Agora, continuou o desconhecido, affastemo-nos um pouco; para que ella nos não ouça, porque eu não desejo venha a saber-se de quem V. S. ouviu ésta história. Affastaram-se com effeito costeando o riacho. O desconhecido narrou então a Camillo toda a história da parasita, e o culto que até então a moça votava á flor já sêcca. Um leitor menos sagaz imagina que o namorado ouviu essa narração triste e abatido. Mas o leitor<noinclude> <references/></noinclude> qsqdxavqsdmeumvxqcdpm88jc9spqtr Página:Historias da meia noite.djvu/65 106 159943 553649 406936 2026-06-01T23:13:53Z JppBr98 28173 /* Revista */ 553649 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{cabeçalho||{{sc|a parasita azul}}|65}}</noinclude>que souber ler adivinha logo que a confidência do desconhecido despertou na alma de Camillo os mais incriveis sobressaltos de alegria. {{--}} Aqui está o que ha, disse o desconhecido ao concluir creio que V. S. com isto pode saber em que terreno pisa. {{--}} Oh! sim! sim! disse Camillo. Sou amado! sou amado! Sabedor d’aquella novidade ardia o médico por voltar a casa, donde sahíra havia tanto tempo. Metteu a mão na algibeira, abriu a carteira e tirou uma nota de vinte mil reis. {{--}} O serviço que me acaba de prestar é immenso, disse elle; não tem preço. Isto porêm é apenas uma lembrança… Dizendo éstas palavras, estendeu-lhe a nota. O desconhecido riu-se desdenhosamente sem responder palavra. Depois, estendeu a mão á nota que Camillo lhe offerecia, e, com grande pasmo d’este, atirou-a ao riacho. O fio d’agua, que ia murmurando e saltando por cima das pedras, levou comsigo o bilhete, de envolta com uma folha que o vento lhe levára tambem. {{--}} D’este modo, disse o desconhecido, nem o senhor fica devendo um obsequio, nem eu recebo a paga d’elle. Não pense que tíve tenção de servir a V. S.; não. Meu desejo é fazer feliz a filha do meu bemfeitor. Sabia que ella gostava de um moço, e que esse moço era capaz de a fazer feliz; abri caminho para que elle chegue atè onde ella está. Isto não se paga; agradece-se apenas. {{nop}}<noinclude> <references/></noinclude> p6ftefwb9tmf22ubjzdr8gt8kwp33pk Página:Historias da meia noite.djvu/66 106 159945 553650 406937 2026-06-01T23:18:12Z JppBr98 28173 /* Revista */ 553650 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{cabeçalho|66|{{sc|historias da meia noite}}|}}</noinclude>Acabando de dizer éstas palavras, o desconhecido voltou as costas ao médico, e dirigiu-se para a cabana. Camillo acompanhou com os olhos aquelle homem rustico. Pouco tempo depois estava em casa de Isabel, onde já era esperado com alguma anciedade. Isabel viu-o entrar, alegre e radiante. {{--}} Sei tudo, disse-lhe Camillo pouco antes de sahir. A moça olhou espantada para elle. {{--}} Tudo&nbsp;? repetiu ella. {{--}} Sei que me ama, sei que esse amor nasceu ha longos annos, quando era creança, e que ainda hoje… Foi interrompido pelo commendador que se aproximava. Isabel estava pallida e confusa; estimou a interrupção, porque não saberia que responder. No dia seguinte escreveu-lhe Camillo uma extensa carta apaixonada, invocando o amor que ella conservára no coração, e pedindo-lhe que o fizesse feliz. Dous dias esperou Camillo a resposta da moça. Veio no terceiro dia. Era breve e sêcca. Confessava que o amára durante aquelle longo tempo, e jurava não amar nunca a outro. « Apenas isso, concluia Isabel. Quanto a ser sua esposa, nunca. Eu quizera entregar a minha vida a quem tivesse um amor egual ao meu. O seu amor é de hontem; o meu é de nove annos: a differença de edade é grande de mais; não póde ser bom consorcio. Esqueça-me e adeus. » Dizer que ésta carta não fez mais do que augmentar o amor de Camillo, é escrever no papel aquillo que o<noinclude> <references/></noinclude> irf5xe6yxlmer9rtj969u4vgswi80ir Página:Historias da meia noite.djvu/67 106 159946 553651 370735 2026-06-01T23:19:19Z JppBr98 28173 /* Revista */ 553651 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{cabeçalho||{{sc|a parasita azul}}|67}}</noinclude>leitor ja adivinhou. O coração de Camillo so esperava uma confissão escripta da moça para transpor o limite que o separava da loucura. A carta transtornou-o completamente. {{nop}}<noinclude> <references/></noinclude> 4f40ac12rr51it20yfqcs353779h2l8 Autor:Rego Monteiro 102 220180 553639 472500 2026-06-01T20:44:30Z Junglk 34905 Atualizando página de autor 553639 wikitext text/x-wiki {{Autor/v2 | InicialUltimoNome = M | nome = Tobias do Rego Monteiro | nome completo = Tobias do Rego Monteiro | nome_nativo = | imagem = | imagem_tamanho = | legenda = | nacionalidade = {{BRAn|o}} | data_nascimento = {{dni|29|7|1866|si}} | local_nascimento = Natal, Rio Grande do Norte | data_morte = {{morte|4|8|1952|29|7|1866}} | local_morte = Petrópolis, Distrito Federal | país = Brasil | período = | temas = História do Brasil, Império do Brasil, Primeiro Reinado, Independência do Brasil, República Velha | Wikipedia = Tobias do Rego Monteiro | Wikiquote = | Wikicommons = | MiscBio = Jornalista, historiador, banqueiro e político brasileiro, considerado um dos maiores historiadores do Brasil. Foi secretário de Rui Barbosa no Ministério da Fazenda e do presidente Campos Sales, senador pelo Rio Grande do Norte (1921-1923) e vencedor do Prêmio Machado de Assis (1946) da Academia Brasileira de Letras. }} == Obras == {{Lista de documentos início|gênero}} {{Documento|data=1900|título=O Sr. Campos Salles na Europa: notas de um jornalista|galeria=|progresso=|gênero=Crônica|notas=}} {{Documento|data=1902|título=Cartas sem título|galeria=|progresso=|gênero=Crônica|notas=Publicado sob o pseudônimo "João Estevão".}} {{Documento|data=1903|título=Do Rio ao Paraná|galeria=|progresso=|gênero=Relato de viagem|notas=}} {{Documento|data=1913|título=Pesquisas e Depoimentos para a História|galeria=Pesquisas-e-depoimentos-1913.pdf|progresso=|gênero=História|notas=}} {{Documento|data=1916|título=Funcionários e Doutores|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=<ref>Fontes divergem quanto ao ano da primeira edição (1916 segundo o Inventário Analítico do Arquivo Tobias Monteiro da Fundação Biblioteca Nacional; 1917 segundo o Senado Federal, o CPDOC/FGV e a ADCON/RN).</ref>}} {{Documento|data=1918|título=As Origens da Guerra e o Dever do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1927|título=História do Império: A Elaboração da Independência|galeria=|progresso=|gênero=História|notas=}} {{Documento|data=1939|título=História do Império: O Primeiro Reinado|galeria=|progresso=|gênero=História|notas=Em 2 volumes.}} {{Lista de documentos final}} === Em Periódicos === ==== Colaborações ==== {{Lista de documentos início}} {{Documento|data=1879|título=[[A Idéia (Periódico)|A Idéia]]|galeria=|progresso=|gênero=|notas=Fundação e redação}} {{Documento|data=1879|título=A Luz|galeria=|progresso=|gênero=|notas=Fundação e redação}} {{Documento|data=1894|título=Jornal do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}} {{Documento|datas=1894/1902|título=Jornal do Comércio|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}} {{Lista de documentos final}} ==== Artigos e Colunas ==== {{Lista de documentos início}} {{Documento|data=1898|título=Entrevista com Émile Zola sobre o Caso Dreyfus|galeria=|progresso=|gênero=|notas=In: ''[[Jornal do Commercio]]''}} {{Documento|datas=1910/1911|título=Reminiscências|galeria=|progresso=|gênero=|notas=In: ''[[Jornal do Commercio]]''.}} {{Lista de documentos final}} == Obras sobre o autor == {{Lista de documentos início|autor|gênero}} {{Documento|data=1942|título=Tobias Monteiro, jornalista e historiador|autor=Eloy de Souza|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=}} {{Lista de documentos final}} = Notas = {{Reflist}} {{autores}} {{controle de autoridade}} {{Brasil DP-Autor|morte=1952}} [[Categoria:Tobias do Rego Monteiro| ]] [[Categoria:Nascidos em 1866]] [[Categoria:Mortos em 1952]] [[Categoria:Autores do início da era moderna]] [[Categoria:Autores brasileiros que caíram em domínio público em 2023]] ldmze2h4us22m4ekwqjrw370lx4w6pc Predefinição:Progressos recentes 10 220893 553596 553580 2026-06-01T13:00:09Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 553596 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|12|2|3|83}} | [[Index:(1854) Sermões do padre Antonio Vieira, Volume 1.djvu|Sermões do padre Antonio Vieira]] |- | {{Barra de progresso|0|0|100|0|0|0}} | [[Index:AI-10.pdf|Ato Institucional Número Dez]] |- | {{Barra de progresso|20|0|0|0|3|77}} | [[Index:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf|Chronica do Emperador Clarimundo]] |- | {{Barra de progresso|0|0|40|7|0|53}} | [[Index:Da Terra á Lua.pdf|Da Terra á Lua]] |- | {{Barra de progresso|57|0|17|8|8|10}} | [[Index:Historias da meia noite.djvu|Historias da meia noite]] |- | {{Barra de progresso|72|0|20|0|8|0}} | [[Index:Historias e sonhos - contos (1920).djvu|Historias e sonhos]] |- | {{Barra de progresso|0|0|1|0|0|99}} | [[Index:Hystoria de Menina e Moça.pdf|Hystoria de Menina e Moça, por Bernardim Rybeiro agora de novo estampada e com summa deligencia emendada]] |- | {{Barra de progresso|0|0|45|0|4|51}} | [[Index:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf|Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|1|0|14|0|6|79}} | [[Index:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf|Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis]] |- | {{Barra de progresso|0|2|76|19|3|0}} | [[Index:Urupês (1919).pdf|Urupês]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> dh815ipyhrmrv3pnlotdx1inlu041vv 553607 553596 2026-06-01T15:00:11Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 553607 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|12|2|3|83}} | [[Index:(1854) Sermões do padre Antonio Vieira, Volume 1.djvu|Sermões do padre Antonio Vieira]] |- | {{Barra de progresso|0|0|100|0|0|0}} | [[Index:AI-10.pdf|Ato Institucional Número Dez]] |- | {{Barra de progresso|20|0|0|0|3|77}} | [[Index:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf|Chronica do Emperador Clarimundo]] |- | {{Barra de progresso|0|0|40|7|0|53}} | [[Index:Da Terra á Lua.pdf|Da Terra á Lua]] |- | {{Barra de progresso|72|0|20|0|8|0}} | [[Index:Historias e sonhos - contos (1920).djvu|Historias e sonhos]] |- | {{Barra de progresso|0|0|1|0|0|99}} | [[Index:Hystoria de Menina e Moça.pdf|Hystoria de Menina e Moça, por Bernardim Rybeiro agora de novo estampada e com summa deligencia emendada]] |- | {{Barra de progresso|0|0|45|0|4|51}} | [[Index:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf|Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|1|0|14|0|6|79}} | [[Index:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf|Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis]] |- | {{Barra de progresso|74|0|0|0|0|26}} | [[Index:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf|No Alto Minho. 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1863) * {{A|Martins Pena}} (1815 - 1848) {{100%}} * {{A|Francisco Adolfo de Varnhagen}} (1816 - 1878) * {{A|João Manuel Pereira da Silva}} (1817 - 1898) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Violante Bivar e Velasco|Violante Bivar e Velasco]] (1817 - 1875) * {{A|Joaquim Manuel de Macedo}} (1820 - 1882) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Tristão de Alencar Araripe|Tristão de Alencar Araripe]] (1821 - 1908) * {{A|Maria Firmina dos Reis}} (1822 - 1917) * {{A|Gonçalves Dias}} (1823 - 1864) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ana Luísa de Azevedo Castro|Ana Luísa de Azevedo Castro]] (1823 - 1869) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Agostinho Marques Perdigão Malheiro (filho)|Agostinho Marques Perdigão Malheiro (filho)]] (1824 - 1881) * {{A|Bernardo Guimarães}} (1825 - 1884) * {{A|Francisco Otaviano}} (1825 - 1889) * {{A|Dom Pedro II}} (1825 - 1891) * {{A|Laurindo Rabelo}} (1826 - 1864) * {{A|Augusto Emílio Zaluar}} (1826 - 1882) * {{A|Adélia Fonseca}} (1827 - 1920) * {{A|Aureliano José Lessa}} (1828 - 1861) {{100%}} * {{A|Joaquim Felício dos Santos}} (1828 - 1895) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio Henriques Leal|Antônio Henriques Leal]] (1828 - 1885) * {{A|José de Alencar}} (1829 - 1877) * {{A|Qorpo Santo}} (1829 - 1883) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Angélica Ribeiro|Maria Angélica Ribeiro]] (1829 - 1880) * {{A|Luís da Gama}} (1830 - 1882) * {{A|Álvares de Azevedo}} (1831 - 1852) * {{A|Manuel Antônio de Almeida}} (1831 - 1861) * {{A|Junqueira Freire}} (1832 - 1855) * {{A|Sousândrade}} (1833 - 1902) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teixeira de Melo|Teixeira de Melo]] (1833 - 1907) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Soriano de Souza|José Soriano de Souza]] (1833 - 1895) * {{A|Luís Delfino}} (1834 - 1910) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisca Senhorinha da Motta Diniz|Francisca Senhorinha da Motta Diniz]] (1834 - 1910) * {{A|Quintino Bocaiúva}} (1836 - 1912) * {{A|César Zama}} (1837 - 1906) * {{A|França Júnior}} (1838 - 1890) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:André Rebouças|André Rebouças]] (1838 - 1898) * {{A|Casimiro de Abreu}} (1839 - 1860) * {{A|Tobias Barreto}} (1839 - 1889) * {{A|Machado de Assis}} (1839 - 1908) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Luís Pereira de Sousa|Pedro Luís Pereira de Sousa]] (1839 - 1884) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ernesto Carneiro Ribeiro|Ernesto Carneiro Ribeiro]] (1839 - 1920) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Pereira Barreto|Luís Pereira Barreto]] (1840 - 1923) * {{A|Fagundes Varela}} (1841 - 1875) * {{A|Salvador de Mendonça}} (1841 - 1913) * {{A|Franklin Távora}} (1842 - 1888) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Américo|Pedro Américo]] (1843 - 1905) * {{A|Visconde de Taunay}} (1843 - 1899) * {{A|José Carlos Rodrigues}} (1844 - 1923) * {{A|Alexandre José de Melo Morais Filho}} (1844 - 1919) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Augusto Ferreira|Carlos Augusto Ferreira]] (1844 - 1913) * {{A|Júlio Ribeiro}} (1845 - 1890) * {{A|Guimarães Júnior}} (1845 - 1898) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ramiz Galvão|Ramiz Galvão]] (1846 - 1938) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carneiro Vilela|Carneiro Vilela]] (1846 - 1913) * {{A|Castro Alves}} (1847 - 1871) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Vieira Fazenda|José Vieira Fazenda]] (1847 - 1917) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos de Laet|Carlos de Laet]] (1847 - 1927) * {{A|Araripe Júnior}} (1848 - 1911) * {{A|Joaquim Nabuco}} (1849 - 1910) * {{A|Ruy Barbosa}} (1849 - 1923) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Felisberto Rodrigues Pereira de Carvalho|Felisberto Rodrigues Pereira de Carvalho]] (1850 - 1898) * {{A|Adelina Lopes Vieira}} (1850 - 1922) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ferreira Leal|Ferreira Leal]] (1850 - 1914) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Artur de Oliveira|Artur de Oliveira]] (1851 - 1882) * {{A|Domingos Olímpio}} (1851 - 1906) {{100%}} * {{A|Manuel Querino}} (1851 - 1923) * {{A|Sílvio Romero}} (1851 - 1914) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Josefina Álvares de Azevedo|Josefina Álvares de Azevedo]] (1851 - 1913) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Emília Bandeira de Melo|Emília Bandeira de Melo]] (1852 - 1910) * {{A|Narcisa Amália}} (1852 - 1924) * {{A|Emília Moncorvo Bandeira de Melo}} (1852 - 1910) * {{A|Capistrano de Abreu}} (1853 - 1927) * {{A|Inglês de Sousa}} (1853 - 1918) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Benedita Bormann|Maria Benedita Bormann]] (1853 - 1895) * {{A|Rodolfo Teófilo}} (1853 - 1932) * {{A|Inês Sabino}} (1853 - 1911) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Revocata Heloísa de Melo|Revocata Heloísa de Melo]] (1853 - 1944) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Anália Franco|Anália Franco]] (1853 - 1919) * {{A|José do Patrocínio}} (1854 - 1905) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teófilo Dias|Teófilo Dias]] (1854 - 1889) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lúcio de Mendonça|Lúcio de Mendonça]] (1854 - 1909) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Miguel Lemos|Miguel Lemos]] (1854 - 1917) * {{A|Artur de Azevedo}} (1855 - 1908) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Emília Freitas|Emília Freitas]] (1855 - 1908) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Urbano Duarte de Oliveira|Urbano Duarte de Oliveira]] (1855 - 1902) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Julieta de Melo Monteiro|Julieta de Melo Monteiro]] (1855 - 1928) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teixeira Mendes (filósofo)|Teixeira Mendes]] (1855 - 1927) * {{A|Teodoro Sampaio}} (1855 - 1937) * {{A|Fontoura Xavier}} (1856 - 1922) * {{A|Aluísio Azevedo}} (1857 - 1913) * {{A|José Veríssimo}} (1857 - 1916) * {{A|Alberto de Oliveira}} (1857 - 1937) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Filinto de Almeida|Filinto de Almeida]] (1857 - 1945) * {{A|Rocha Pombo}} (1857 - 1933) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Horácio de Carvalho|Horácio de Carvalho]] (1857 - 1933) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Paula Ney|Paula Ney]] (1858 - 1897) * {{A|Raimundo Correia}} (1859 - 1911) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Bernardino Lopes|Bernardino Lopes]] (1859 - 1916) * {{A|Valentim Magalhães}} (1859 - 1903) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Clóvis Beviláqua|Clóvis Beviláqua]] (1859 - 1944) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Leolinda Daltro|Leolinda Daltro]] (1859 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luiza Leonardo|Luiza Leonardo]] (1859 - 1926) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Augusto de Lima (político)|Augusto de Lima]] (1859 - 1934) * {{A|João Ribeiro}} (1860 - 1934) * {{A|Eduardo Prado}} (1860 - 1901) * {{A|Afonso Celso}} (1860 - 1938) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio da Silva Jardim|Antônio da Silva Jardim]] (1860 - 1891) * {{A|Cruz e Sousa}} (1861 - 1898) * {{A|Manuel de Oliveira Paiva}} (1861 - 1892) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Xavier Marques|Xavier Marques]] (1861 - 1942) * {{A|Luís Murat}} (1861 - 1929) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Amélia Rodrigues|Amélia Rodrigues]] (1861 - 1926) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Xavier Marques|Xavier Marques]] (1861 - 1942) * {{A|Raimundo de Farias Brito}} (1862 - 1917) * {{A|Júlia Lopes de Almeida}} (1862 - 1934) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Domício da Gama|Domício da Gama]] (1862 - 1925) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fausto Cardoso|Fausto Cardoso]] (1862 - 1906) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lindolfo Rocha|Lindolfo Rocha]] (1862 - 1911) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Nina Rodrigues|Nina Rodrigues]] (1862 - 1906) * {{A|Catulo da Paixão Cearense}} (1863 - 1946) * {{A|Raul Pompeia}} (1863 - 1895) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gonzaga Duque|Gonzaga Duque]] (1863 - 1911) * {{A|Virgílio Várzea}} (1863 - 1941) * {{A|Coelho Neto}} (1864 - 1934) * {{A|Pardal Mallet}} (1864 - 1894) * {{A|Tito Lívio de Castro}} (1864 - 1890) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fábio Luz|Fábio Luz]] (1864 - 1938) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Andradina de Oliveira|Andradina de Oliveira]] (1864 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alberto Torres|Alberto Torres]] (1865 - 1917) * {{A|Olavo Bilac}} (1865 - 1918) * {{A|João Simões Lopes Neto}} (1865 - 1916) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alcindo Guanabara|Alcindo Guanabara]] (1865 - 1918) * {{A|Euclides da Cunha}} (1866 - 1909) * {{A|Emiliano Perneta}} (1866 - 1921) * {{A|Vicente de Carvalho}} (1866 - 1924) * {{A|Emílio de Meneses}} (1866 - 1918) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rodrigo Otávio|Rodrigo Otávio]] (1866 - 1944) * {{A|Rego Monteiro}} (1866 - 1952) {{100%}} * {{A|João Marques de Carvalho}} (1866 - 1910) * {{A|Adolfo Caminha}} (1867 - 1897) {{100%}} * {{A|Medeiros e Albuquerque}} (1867 - 1934) {{100%}} * {{A|Oliveira Lima}} (1867 - 1928) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Mário Pederneiras|Mário Pederneiras]] (1867 - 1915) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guimarães Passos|Guimarães Passos]] (1867 - 1909) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Presciliana Duarte de Almeida|Presciliana Duarte de Almeida]] (1867 - 1944) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guimarães Passos|Guimarães Passos]] (1868 - 1909) * {{A|Graça Aranha}} (1868 - 1931) {{100%}} * {{A|Afonso Arinos}} (1868 - 1916) * {{A|Manuel Bonfim}} (1868 - 1932) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio Sales|Antônio Sales]] (1868 - 1940) * {{A|Nestor Vítor}} (1868 - 1932) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Rabelo|Pedro Rabelo]] (1868 - 1905) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Júlia Cortines|Júlia Cortines]] (1868 - 1948) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Max Fleiuss|Max Fleiuss]] (1868 - 1943) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Figueiredo Pimentel|Figueiredo Pimentel]] (1869 - 1914) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Chrysanthème|Chrysanthème]] (1869 - 1948) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Gastão d'Escragnolle Dória|Luís Gastão d'Escragnolle Dória]] (1869 - 1948) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Dario Persiano de Castro Vellozo|Dario Persiano de Castro Vellozo]] (1869 - 1937) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Liberato Bittencourt|Liberato Bittencourt]] (1869 - 1948) * {{A|Adherbal de Carvalho}} (1869 - 1915) * {{A|Paulo Prado}} (1869 - 1943) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Zeferino Brasil|Zeferino Brasil]] (1870 - 1942) * {{A|Alphonsus de Guimaraens}} (1870 - 1921) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Osório Duque-Estrada|Osório Duque-Estrada]] (1870 - 1927) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Péthion de Villar|Péthion de Villar]] (1870 - 1924) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lívio Barreto|Lívio Barreto]] (1870 - 1895) * {{A|Francisca Júlia}} (1871 - 1920) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Paes de Barros|Maria Paes de Barros]] (1871 - 1952) * {{A|Alberto Rangel}} (1871 - 1945) * {{A|Mário de Alencar}} (1872 - 1925) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Batista Cepelos|Batista Cepelos]] (1872 - 1915) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Faria Neves Sobrinho|Faria Neves Sobrinho]] (1872 - 1927) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Silveira Neto|Silveira Neto]] (1872 - 1942) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Valdomiro Silveira|Valdomiro Silveira]] (1873 - 1941) * {{A|Laudelino Freire}} (1873 - 1937) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rodolfo Garcia|Rodolfo Garcia]] (1873 - 1949) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Valdomiro Silveira|Valdomiro Silveira]] (1873 - 1941) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul Pederneiras|Raul Pederneiras]] (1874 - 1953) * {{A|Henrique Castriciano de Sousa}} (1874 - 1947) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Dias Fernandes|Carlos Dias Fernandes]] (1874 - 1942) * {{A|Amadeu Amaral}} (1875 - 1929) * {{A|Afonso d'Escragnolle Taunay}} (1876 - 1958) * {{A|Afrânio Peixoto}} (1876 - 1947) {{100%}} * {{A|Auta de Souza}} (1876 - 1901) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manoel Arão|Manoel Arão]] (1876 - 1930) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alcides Maia|Alcides Maia]] (1878 - 1944) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Marcelo Gama|Marcelo Gama]] (1878 - 1915) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maranhão Sobrinho|Maranhão Sobrinho]] (1879 - 1915) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Félix Pacheco|Félix Pacheco]] (1879 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Artur de Sales|Artur de Sales]] (1879 - 1952) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Everardo Backheuser|Everardo Backheuser]] (1879 - 1951) * {{A|Albertina Bertha}} (1880 - 1953) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jonas da Silva|Jonas da Silva]] (1880 - 1947) * {{A|Elysio de Carvalho}} (1880- 1925) * {{A|Lima Barreto}} (1881 - 1922) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Maria Goulart de Andrade|José Maria Goulart de Andrade]] (1881 - 1936) * {{A|João do Rio}} (1881 - 1921) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Azevedo Amaral|Azevedo Amaral]] (1881 - 1942) * {{A|Monteiro Lobato}} (1882 - 1948) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Oliveira Viana|Oliveira Viana]] (1883 - 1951) * {{A|Augusto dos Anjos}} (1884 - 1914) * {{A|Godofredo Rangel}} (1884 - 1954) * {{A|Martins Fontes}} (1884 - 1937) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Roquette-Pinto|Roquette-Pinto]] (1884 - 1954) * {{A|Antônio Francisco da Costa e Silva}} (1885 - 1950) * {{A|Antônio Torres}} (1885 - 1934) * {{A|Pedro Kilkerry}} (1885 - 1917) * {{A|Humberto de Campos}} (1886 - 1934) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ernani Rosas|Ernani Rosas]] (1886 - 1955) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Lacerda de Moura|Maria Lacerda de Moura]] (1887 - 1945) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hermes Fontes|Hermes Fontes]] (1888 - 1930) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gastão Cruls|Gastão Cruls]] (1888 - 1955) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Roberto Simonsen|Roberto Simonsen]] (1889 - 1948) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Cásper Líbero|Cásper Líbero]] (1889 - 1943) * {{A|Oswald de Andrade}} (1890 - 1954) {{075%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Felipe Daudt de Oliveira|Felipe Daudt de Oliveira]] (1890 - 1933) * {{A|Jackson de Figueiredo}} (1891 - 1928) {{075%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ercília Nogueira Cobra|Ercília Nogueira Cobra]] * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Eduardo Guimarães|Eduardo Guimarães]] (1892 - 1928) * {{A|Graciliano Ramos}} (1892 - 1953) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Juó Bananére|Juó Bananére]] (1892 - 1933) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jorge de Lima|Jorge de Lima]] (1893 - 1953) * {{A|Mário de Andrade}} (1893 - 1945) * {{A|Ronald de Carvalho}} (1893 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Leonel Franca|Leonel Franca]] (1893 - 1948) * {{A|Paulo Setúbal}} (1893 - 1937) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hugo de Carvalho Ramos|Hugo de Carvalho Ramos]] (1895 - 1921) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul de Leoni|Raul de Leoni]] (1895 - 1926) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alceu de Freitas Wamosy|Alceu de Freitas Wamosy]] (1895 - 1923) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Galeão Coutinho|Galeão Coutinho]] (1897 - 1951) * {{A|Rodrigues de Abreu}} (1897 - 1927) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Virgílio de Melo Franco|Virgílio de Melo Franco]] (1897 - 1948) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Eugênia Álvaro Moreyra|Eugênia Álvaro Moreyra]] (1898 - 1948) === Século XX === * {{A|Antonieta de Barros}} (1901 - 1952) * {{A|Alcântara Machado}} (1901 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Alphonsus|João Alphonsus]] (1901 - 1944) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carmen Cinira|Carmen Cinira]] (1902 - 1933) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Arthur Ramos|Arthur Ramos]] (1903 - 1949) {{Div col fim}} == [[File:Flag of Portugal.svg|18px]] Portugueses == {{Div col|3}} === Século XIV === * {{A|Fernão Lopes}} (c. 1385 - c. 1460) === Século XV === * {{A|Gomes Eanes de Zurara}} (c. 1410 - c. 1474) * {{A|Rui de Pina}} (c. 1440 - c. 1522) * {{A|Garcia de Resende}} (c. 1470 - 1536) * {{A|Sá de Miranda}} (1481 - 1558) * {{A|Bernardim Ribeiro}} (c. 1482 - c. 1552) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gaspar Correia|Gaspar Correia]] (c. 1492 - c. 1563) * {{A|João de Barros}} (1496 - 1570) === Século XVI === * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brás de Albuquerque|Brás de Albuquerque]] (c. 1500 - 1581) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Martim Afonso de Sousa|Martim Afonso de Sousa]] (c. 1500 - 1564) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fernão Lopes de Castanheda|Fernão Lopes de Castanheda]] (c. 1500 - 1559) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Samuel Usque|Samuel Usque]] (c. 1500 - c. 1560) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Damião de Góis|Damião de Góis]] (1502 - 1574) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gonçalo Annes Bandarra|Gonçalo Annes Bandarra]] (c. 1502 - c. 1556) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Galvão|António Galvão]] (c. 1503 - 1557) * {{A|Jerónimo Osório}} (1506 - 1580) * {{A|Fernão Mendes Pinto}} (c. 1510 - 1583) * {{A|Jorge Ferreira de Vasconcelos}} (c. 1515 - c. 1585) * {{A|Manuel da Nóbrega}} (1517 - 1570) * {{A|Pedro de Andrade Caminha}} (c. 1520 - 1589) * {{A|Luís Vaz de Camões}} (c. 1524 - 1580) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Ferreira|António Ferreira]] (1528 - 1569) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei Heitor Pinto|Frei Heitor Pinto]] (c. 1528 - c. 1584) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jerónimo Corte-Real|Jerónimo Corte-Real]] (c. 1530 - c. 1588) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Amador Arrais|Amador Arrais]] (c. 1530 - 1600) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Agostinho Pimenta|Agostinho Pimenta]] (1540 - 1619) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de Andrade|Francisco de Andrade]] (c. 1540 - 1614) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pero de Magalhães Gândavo|Pero de Magalhães Gândavo]] (c. 1540 - c. 1580) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Pereira Brandão|Luís Pereira Brandão]] (c. 1540 - c. 1590) * {{A|Diogo do Couto}} (c. 1542 - 1616) * {{A|Miguel Leitão de Andrada}} (c. 1553 - 1630) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei Luís de Sousa|Frei Luís de Sousa]] (c. 1555 - 1632) * {{A|Ambrósio Fernandes Brandão}} (c. 1555 - c. 1618) * {{A|Bernardo de Brito}} (1569 - 1617) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gabriel Pereira de Castro|Gabriel Pereira de Castro]] (1571 - 1632) * {{A|Francisco Rodrigues Lobo}} (1580 - 1622) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Brandão|António Brandão]] (1584 - 1637) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel de Faria e Sousa|Manuel de Faria e Sousa]] (1590 - 1649) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jacinto Freire de Andrade|Jacinto Freire de Andrade]] (1597 - 1657) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brás Garcia de Mascarenhas|Brás Garcia de Mascarenhas]] (1596 - 1656) === Século XVII === * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de Sá de Meneses|Francisco de Sá de Meneses]] (c. 1600 - 1664) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Violante do Céu|Violante do Céu]] (1601 - 1693) * {{A|Francisco Manuel de Melo}} (1608 - 1666) * {{A|Jerónimo Baía}} (c. 1620 - 1688) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei António das Chagas|Frei António das Chagas]] (1631 - 1682) * {{A|Manuel Bernardes}} (1644 - 1710) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco Xavier de Meneses|Francisco Xavier de Meneses]] (1673 - 1743) * {{A|António Caetano de Sousa}} (1674 - 1759) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Diogo Barbosa Machado|Diogo Barbosa Machado]] (1682 - 1772) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Bernardo Gomes de Brito|Bernardo Gomes de Brito]] (1688 - c. 1760) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Nunes Ribeiro Sanches|António Nunes Ribeiro Sanches]] (1699 - 1782) === Século XVIII === * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António José da Silva|António José da Silva]] (1705 - 1739) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Dinis da Cruz e Silva|António Dinis da Cruz e Silva]] (1731 - 1799) * {{A|Filinto Elísio}} (1734 - 1819) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Anastácio da Cunha|José Anastácio da Cunha]] (1744 - 1787) * {{A|Tomás Antônio Gonzaga}} (1744 - 1810) * {{A|Bocage}} (1765 - 1805) * {{A|Curvo Semedo}} (1766 - 1838) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de São Luís Saraiva|Francisco de São Luís Saraiva]] (1766 - 1845) * {{A|José Agostinho de Macedo}} (1761 - 1831) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Maria da Costa e Silva|José Maria da Costa e Silva]] (1788 - 1854) * {{A|Almeida Garrett}} (1799 - 1854) * {{A|António Feliciano de Castilho}} (1800 - 1875) === Século XIX === * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luz Soriano|Luz Soriano]] (1802 - 1891) * {{A|Alexandre Herculano}} (1810 - 1877) * {{A|João de Lemos}} (1819 - 1890) * {{A|José da Silva Mendes Leal}} (1820 - 1886) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Augusto Rebelo da Silva|Luís Augusto Rebelo da Silva]] (1822 - 1871) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João de Andrade Corvo|João de Andrade Corvo]] (1824 - 1890) * {{A|Camilo Castelo Branco}} (1825 - 1890) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Pedro Lopes de Mendonça|António Pedro Lopes de Mendonça]] (1826 - 1865) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Soares de Passos|Soares de Passos]] (1826 - 1860) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Arnaldo Gama|Arnaldo Gama]] (1828 - 1869) * {{A|Raimundo António de Bulhão Pato}} (1828 - 1912) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ernesto Biester|Ernesto Biester]] (1829 - 1880) * {{A|João de Deus}} (1830 - 1896) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Júlio César Machado|Júlio César Machado]] (1835 - 1890) * {{A|Ramalho Ortigão}} (1836 - 1915) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Cardoso Vieira de Castro|José Cardoso Vieira de Castro]] (1837 - 1872) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Penha|João Penha]] (1838 - 1919) * {{A|Júlio Dinis}} (1839 - 1871) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fernando Caldeira|Fernando Caldeira]] (1841 - 1894) * {{A|Pinheiro Chagas}} (1842 - 1895) * {{A|Antero de Quental}} (1842 - 1891) * {{A|Teófilo Braga}} (1843 - 1924) * {{A|Luciano Cordeiro}} (1844 - 1900) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guiomar Torresão|Guiomar Torresão]] (1844 - 1898) * {{A|Joaquim Pedro de Oliveira Martins}} (1845 - 1894) * {{A|Eça de Queirós}} (1845 - 1900) * {{A|Joaquim Pedro de Oliveira Martins}} (1845 - 1894) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Sousa Viterbo|Sousa Viterbo]] (1845 - 1910) * {{A|António Cândido Gonçalves Crespo}} (1846 - 1883) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rafael Bordalo Pinheiro|Rafael Bordalo Pinheiro]] (1846 - 1905) * {{A|Adolfo Coelho}} (1847 - 1927) * {{A|Maria Amália Vaz de Carvalho}} (1847 - 1921) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Gomes Leal|António Gomes Leal]] (1848 - 1921) * {{A|Francisco Teixeira de Queirós}} (1848 - 1919) * {{A|Alberto Pimentel}} (1849 - 1925) * {{A|Guerra Junqueiro}} (1850 - 1923) * {{A|Gervásio Lobato}} (1850 - 1895) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís de Magalhães|Luís de Magalhães]] (1850 - 1924) * {{A|Venceslau de Morais}} (1854 - 1929) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Gonçalves Zarco da Câmara|João Gonçalves Zarco da Câmara]] (1855 - 1908) * {{A|Cesário Verde}} (1855 - 1886) * {{A|Abel Botelho}} (1854 - 1917) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Marcelino Mesquita|Marcelino Mesquita]] (1856 - 1919) * {{A|Fialho de Almeida}} (1857 - 1911) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Sampaio Bruno|Sampaio Bruno]] (1857 - 1915) * {{A|Leite de Vasconcelos}} (1858 - 1941) * {{A|António Feijó}} (1859 - 1917) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alfredo Gallis|Alfredo Gallis]] (1859 - 1910) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel Teixeira Gomes|Manuel Teixeira Gomes]] (1860 - 1941) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Francisco Trindade Coelho|José Francisco Trindade Coelho]] (1861 - 1908) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brito Camacho|Brito Camacho]] (1862 - 1934) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Nobre|António Nobre]] (1867 - 1900) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul Brandão|Raul Brandão]] (1867 - 1930) * {{A|Camilo Pessanha}} (1867 - 1926) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alice Moderno|Alice Moderno]] (1867 - 1946) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Eugénio de Castro|Eugénio de Castro]] (1869 - 1944) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Augusto Gil|Augusto Gil]] (1870 - 1929) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Roberto de Mesquita|Roberto de Mesquita]] (1871 - 1923) * {{A|Ana de Castro Osório}} (1872 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Malheiro Dias|Carlos Malheiro Dias]] (1875 -1941) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Duro|José Duro]] (1875 - 1899) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel Laranjeira|Manuel Laranjeira]] (1877 - 1912) * {{A|Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos}} (1877 - 1952) * [[w:Visconde de Vila-Moura|Visconde de Vila-Moura]] (1877 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Afonso Lopes Vieira|Afonso Lopes Vieira]] (1878 - 1946) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Patrício|António Patrício]] (1878 - 1930) * {{A|Alfredo Pimenta}} (1882 - 1950) * {{A|Leonardo Coimbra}} (1883 - 1936) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Albino Forjaz de Sampaio|Albino Forjaz de Sampaio]] (1884 - 1949) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hipólito Raposo|Hipólito Raposo]] (1885 - 1953) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Sardinha|António Sardinha]] (1887 - 1925) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fidelino de Figueiredo|Fidelino de Figueiredo]] (1888 - 1967) * {{A|Fernando Pessoa}} (1888 - 1935) * {{A|Mário de Sá-Carneiro}} (1890 - 1916) * {{A|Florbela Espanca}} (1894 - 1930) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Soeiro Pereira Gomes|Soeiro Pereira Gomes]] (1909 - 1949) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Maria Lisboa|António Maria Lisboa]] (1928 - 1953) {{Div col fim}} mt20qyz9fotwkciuadhazghs3ou4fij Página:Relatório de todos os actos do Governo da Província de Sergipe, na presidência do Dr. Manoel Ribeiro da Silva Lisboa (1835).pdf/3 106 252385 553636 549582 2026-06-01T19:00:24Z Mateusrandrade 42156 /* Validada */ 553636 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Mateusrandrade" />{{rh | |( 4 ) | }}</noinclude>tância, que ha entre a felicidade politica da sociedode, e a vertura eventual de individuo, não deixareis jamais que aquella seja mero pretexto para se attingir á acquisição desta. — Está fechada a Sessão. Cidade de S. Christovão, 4 de Março de 1855. — Doutor {{sc|Manoel Ribeiro da Silva Lisbôa}}. {{Linha customizada|sp|100|lz|40|sp|100}} O Presidente da Provincia de Sergipe, tendo em consideração a impossibilidade de se concluir na presente sessão da Assembléa Legislativa Provincial, tanto a lei do orçamento, como a da instrucção publica, e outras de summa importancia, ha por bem, na conformidade do § 2º. do artigo 25 da lei de 12 de agosto de 1834, prorogar até o dia 4 de março proximo futuro a referida Sessão. — Palacio do Governo de Sergipe. 27 de fevereiro de 1835. — Doutor {{sc|Manoel Ribeiro da Silva Lisbôa}}. {{Linha customizada|sp|20|lzt|20|sp|20}} {{c|EDITAL}} Annuncia-se, d'ordem de S. Ex., que em conformidade do disposto na lei de 5 do corrente, que regula a instrucção publica da provincia, se achão á concurso, com o prazo de seis mezes todas as cadeiras de primeiras letras da mesma Provincia, inclusive a da Capital, que por este modo fica espaçado, com as novamente creadas por aquella lei nos districtos Brejo Grande em Villa-Nova, Cedro em Propiá, Buraco em S. Pedro, Pé do Banco e Enforcados em Capella, Aracajú no Soccorro, e Alagôa Vermelha no Lagarto, para serem providas ou nos proprio Professores, que actualmente as regem, se satisfizerem as doctrinas exigidas no Art. 6°. da lei de 15 de outubro de 1827, podendo se á estes conferis maior prazo, se o requererem, para se instruirem á custa de seos ordenados no methodo Lencastrino, ou em outros que se mostrarem mais dignos. Os Candidatos, que se quizerem oppôr, compareção competentemente habilitados no sallão do Palacio do<noinclude></noinclude> 92yp49yyyszkxs0q2kwhmigu5oazl3b Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/99 106 253219 553597 552378 2026-06-01T13:38:46Z Strudel45 38659 553597 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::Pag. I ********************************** {{block center|'''CHRONICA'''<br/>}} {{block center|DO EMPERADOR<br/>}} {{block center|'''<big>CLARIMUNDO</big>''',<br/>}} {{block center|DONDE OS REIS DE PORTUGAL .<br/>}} {{block center|deſcendem.<br/>}} ---------------------------------------------------------------------------- {{block center|'''<big>LIVRO I</big>'''<br/>}} ---------------------------------------------------------------------------- {{block center|'''<big>CAPITULO I</big>'''<br/>}} <big>N</big>O tempo, que o grande Adriano<br/> em Ungria reynava, era taõ te-<br/> mido, e amado o ſeu bom Regi-<br/> mento, e esforço; que nas caſas dos<br/> Reys, e Príncipes, que delle tinhaõ co-<br/> nhecimento, nunca ſe praticava em al,<br/> ſenaõ com quanto amor aos amigos, e<br/> rigor aos inimigos tratava; nam perdo-<br/> ando ao mal, e favorecendo ſempre o<br/> bem. E por eſta virtude, que com ou-<br/> tras muitas tinha, imprimio tanto amor<br/> nos coraçoens de ſeus naturaes, e aſſi<br/> eſtrangeiros, que mais a vida delle, que<br/> as ſuas proprias eſtimavaõ. E como a<br/> A Clau-<noinclude></noinclude> o47j9ajspiiiqdxkbcwtoskix86kgp0 Página:Da Terra á Lua.pdf/114 106 253882 553622 553539 2026-06-01T15:28:38Z Erick Soares3 19404 553622 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|115|borda_inferior=sim}}</noinclude>— Ora qual! interrompeu J.-T. Maston, conseguindo içar-se por escalada ao dorso do animal que lhe fôra destinado. — Emfim, volveu o floridense, sempre é mais seguro. — Meus senhores, respondeu Barbicane, agradeço-vos as vossas attenções, e agora a caminho! E o pequeno rancho abalou logo, desapparecendo no meio de nuvens de poeira. Eram cinco da manhã, o sol já estava resplandecente e o thermometro marcava 84°<ref>84° do thermometro Fahrenheit, que equivalem a 28 do thermometro centigrado.</ref>; entretanto as frescas virações do mar moderavam a ardencia excessiva da temperatura. Barbicane logoque saíu de Tampa-Town inclinou para o sul, seguindo a costa com o fim de alcançar o creek<ref>Riacho.</ref> de Alifia, que é um arroio que vae desaguar na bahia de Hillisboro, doze milhas abaixo de Tampa-Town. Continuaram Barbicane e companheiros seguindo a margem direita, subindo para leste. Dentro em pouco foram-se escondendo por detrás de um accidente do terreno as aguas da bahia, e não viram os viajantes senão campinas da Florida. A Florida póde dividir-se em duas partes: uma ao norte, mais abundante em população, menos abandonada, tem por capital Tallashassêa e possue Pensacola, um dos mais importantes arsenaes maritimos dos Estados Unidos; a outra, encerrada entre a America e o golpho do Mexico, que a estreitam entre suas aguas, é apenas uma delgada peninsula corroida pela corrente do Gulf-Stream, lingua de terra como que perdida por entre as ilhas de um pequeno archipelago, e que incessantemente dobram os numerosos navios que buscam o canal de Bahama. É como que um posto avançado do golpho das grandes tempestades. A superficie da Florida é de trinta e oito milhões e trinta e tres {{PT||mil duzentos e sessenta e sete acres<ref>15 365:440 hectares.</ref>, dentro dos quaes se devia {{PT||escolher um situado para áquem do vigesimo oitavo parallelo, e em condições convenientes para a tentativa; por isso Barbicane, {{PT||ao passo que cavalgava, ía examinando com attenção a configuração e a particular distribuição do solo.}}}}}} {{nop}}<noinclude>{{smallrefs}}</noinclude> pt9po9j40fekypxnz0pt3pjxhlol0eg Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/89 106 253893 553584 553581 2026-06-01T12:02:23Z Strudel45 38659 553584 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> lxvii<br/> até 25 annos, pois ElRei o julgava já<br/> por peſſoa de quem ſe podia fiar tal em-<br/> preſa, e accreſcentando mais os cinco-<br/> enta, que vaõ até o de 1570. fazem mais<br/> de 70. e por eſtas conjecturas ſe póde<br/> ter por certo o anno do naſcimento, que<br/> lhe dei ao principio deſta Relaçaõ.<br/> Era Joaõ de Barros (ſegundo mo<br/> referio o Padre Joaõ Alvarez, Aſſiften-<br/> te, e Provincial que foi da Companhia<br/> de JESUS deſte Reino, que o vio, e tra-<br/> tou em Lisboa no anno de 1563. e ſe vê<br/> do ſeu retrato) homem de veneravel pre-<br/> ſença, alvo de cor, olhos eſpertos, e<br/> nariz aquilino, barba comprida, e toda<br/> branca, magro, e naõ grande do corpo,<br/> na pratica ainda que grave, era apraſi-<br/> vel, e de grande converſaçaõ. Foi Va-<br/> raõ de vida exemplar, e mui pio, como<br/> ſe vê bem de ſuas obras, que pódem fer<br/> niſto exemplo a outros Eſcritores moder-<br/> nos; os quaes compõem ſeus livros com<br/> tal eſquecimento das couſas divinas, que<br/> lidos elles, naõ ſe pode determinar, ſe<br/> he o Author Chriſtaõ, ſe Gentio, como<br/> já ſe diſſe de Joviano Pontano, e de ou-<br/> tros. Eſta piedade lhe fez procurar por<br/> tantas vias o melhoramento dos coſtu-<br/> e ii mes<noinclude></noinclude> tbfwxpwb3de7ozi0it98aytq89juyoc Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/90 106 253894 553582 2026-06-01T11:59:13Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: lxviii <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/> mes de ſeus {{sic|natutaes|naturaes}}, compondo tantas obras, como foraõ as de Eſpiritual mer- cancia, Vicioſa vergonha, Exclamaçoens contra os vicios, Jogo das virtudes, e ainda os Tratados da Grammatica; de maneira que tomou o Officio de Préga- dor com naõ pequeno fruto para todos os tempos, e idades; o que ſendo nelle tanto de louvar deo occaſiaõ á aquelles que naõ... 553582 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>lxviii <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/> mes de ſeus {{sic|natutaes|naturaes}}, compondo tantas obras, como foraõ as de Eſpiritual mer- cancia, Vicioſa vergonha, Exclamaçoens contra os vicios, Jogo das virtudes, e ainda os Tratados da Grammatica; de maneira que tomou o Officio de Préga- dor com naõ pequeno fruto para todos os tempos, e idades; o que ſendo nelle tanto de louvar deo occaſiaõ á aquelles que naõ querem ver ſeus vicios repre- hendidos, para o notarem de atrevido, de maneira que lhe foi neceſſario reſpon- der no Dialogo da Vicioſa vergonha a ſeu filho Antonio de Barros entre ou- tras eſtas palavras: ''Naõ fez Deos diffe-'' ''rença de genero de idade, ou de algum'' ''eſtado, que deſobrigue de aprender,'' ''enſinar os preceitos da lei, a todos em'' ''comum eſtà encomendado. Naõ te pare-'' ''ça, que eſte cuidado ſe encarregou ſó a'' ''Doutores graduados em Pariz, a graça'' ''do Bautiſmo habilitou a todos: muitos'' ''offereceraõ no Templo grandes offertas,'' ''e ſómente louvou Chriſto a megalha da po-'' ''bre Viuva, porque deo de coraçaõ to-'' ''da ſua {{sic|poſſibilade|poſſibilidade}}. Todos corremos em'' ''aprazer ao Senhor, e quem zelar ſua'' ''lei merecerá ſer aſpirado para o miniſ-'' ''terio''<noinclude></noinclude> bxdrrbachw550ceh80msz98il8iiee7 553583 553582 2026-06-01T12:01:20Z Strudel45 38659 553583 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>lxviii <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/> mes de ſeus {{sic|natutaes|naturaes}}, compondo tantas<br/> obras, como foraõ as de Eſpiritual mer-<br/> cancia, Vicioſa vergonha, Exclamaçoens<br/> contra os vicios, Jogo das virtudes, e<br/> ainda os Tratados da Grammatica; de<br/> maneira que tomou o Officio de Préga-<br/> dor com naõ pequeno fruto para todos<br/> os tempos, e idades; o que ſendo nelle<br/> tanto de louvar deo occaſiaõ á aquelles<br/> que naõ querem ver ſeus vicios repre-<br/> hendidos, para o notarem de atrevido,<br/> de maneira que lhe foi neceſſario reſpon-<br/> der no Dialogo da Vicioſa vergonha a<br/> ſeu filho Antonio de Barros entre ou-<br/> tras eſtas palavras: ''Naõ fez Deos diffe-''<br/> ''rença de genero de idade, ou de algum''<br/> ''eſtado, que deſobrigue de aprender,''<br/> ''enſinar os preceitos da lei, a todos em''<br/> ''comum eſtà encomendado. Naõ te pare-''<br/> ''ça, que eſte cuidado ſe encarregou ſó a''<br/> ''Doutores graduados em Pariz, a graça''<br/> ''do Bautiſmo habilitou a todos: muitos''<br/> ''offereceraõ no Templo grandes offertas,''<br/> ''e ſómente louvou Chriſto a megalha da po-''<br/> ''bre Viuva, porque deo de coraçaõ to-''<br/> ''da ſua {{sic|poſſibilade|poſſibilidade}}. Todos corremos em''<br/> ''aprazer ao Senhor, e quem zelar ſua''<br/> ''lei merecerá ſer aſpirado para o miniſ-''<br/> ''terio''<noinclude></noinclude> fr19jtvoluvu0wonvosm9ejz18ta47u Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/91 106 253895 553585 2026-06-01T12:06:51Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> lxvii<br/> ''terio della e dado que eu naõ ſeja dos''<br/> ''eſcolbidos para o miniſterio do enſinar;''<br/> ''ſou dos chamados para obſequio da lei,''<br/> ''e ſe me por iſſo reprehendem, bemaven-''<br/> ''turados aquelles que padecem perſegui-''<br/> ''çaõ pela juſtiça, mas naõ mereço tan-''<br/> ''to ante Deos, que veja eſta bemaventu-''<br/> ''rança.''<br/> A inteireza, e verdade com que pro-<br/>... 553585 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> lxvii<br/> ''terio della e dado que eu naõ ſeja dos''<br/> ''eſcolbidos para o miniſterio do enſinar;''<br/> ''ſou dos chamados para obſequio da lei,''<br/> ''e ſe me por iſſo reprehendem, bemaven-''<br/> ''turados aquelles que padecem perſegui-''<br/> ''çaõ pela juſtiça, mas naõ mereço tan-''<br/> ''to ante Deos, que veja eſta bemaventu-''<br/> ''rança.''<br/> A inteireza, e verdade com que pro-<br/> cedeo, ſem ſer vencido do intereſſe,<br/> podemos ter por milagroſa, pois a Sa-<br/> grada Eſcritura lhe dá eſte titulo, quan-<br/> do diz, que o homem que deſpreza o<br/> ouro, faz milagres em ſua vida. O co-<br/> mo neſta materia ſe houve Joaõ de Bar-<br/> ros, conſta da abonaçaõ dos meſmos<br/> Reis, a quem ſervio, os quaes em todas<br/> as proviſoens das mercês, que lhe fize-<br/> rao, dizem ſempre, que lhas fazem pe-<br/> la ſatisfaçaõ com que ſervio o Officio<br/> de Feitor da Cafa da India, e Mina<br/> como o já referimos. He tambem aſſaz<br/> bom teſtimunho diſto, o pouco que dei-<br/> xou a ſeus herdeiros, havendo outros<br/> que com o meſmo Officio os encheraõ<br/> de heranças; e aſſi deſculpando-ſe elle<br/> com ſeu filho Antonio de Barros no {{sic|Dia-<br/> loga|Dialogo}} da Vicioſa vergonha, diz, que o<br/> que-<noinclude></noinclude> l1xpre0a2m5cc0btg37jk983lzodkb9 553586 553585 2026-06-01T12:07:14Z Strudel45 38659 553586 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> lxvii<br/> ''terio della e dado que eu naõ ſeja dos''<br/> ''eſcolbidos para o miniſterio do enſinar;''<br/> ''ſou dos chamados para obſequio da lei,''<br/> ''e ſe me por iſſo reprehendem, bemaven-''<br/> ''turados aquelles que padecem perſegui-''<br/> ''çaõ pela juſtiça, mas naõ mereço tan-''<br/> ''to ante Deos, que veja eſta bemaventu-''<br/> ''rança.''<br/> A inteireza, e verdade com que pro-<br/> cedeo, ſem ſer vencido do intereſſe,<br/> podemos ter por milagroſa, pois a Sa-<br/> grada Eſcritura lhe dá eſte titulo, quan-<br/> do diz, que o homem que deſpreza o<br/> ouro, faz milagres em ſua vida. O co-<br/> mo neſta materia ſe houve Joaõ de Bar-<br/> ros, conſta da abonaçaõ dos meſmos<br/> Reis, a quem ſervio, os quaes em todas<br/> as proviſoens das mercês, que lhe fize-<br/> rao, dizem ſempre, que lhas fazem pe-<br/> la ſatisfaçaõ com que ſervio o Officio<br/> de Feitor da Cafa da India, e Mina<br/> como o já referimos. He tambem aſſaz<br/> bom teſtimunho diſto, o pouco que dei-<br/> xou a ſeus herdeiros, havendo outros<br/> que com o meſmo Officio os encheraõ<br/> de heranças; e aſſi deſculpando-ſe elle<br/> com ſeu filho Antonio de Barros no {{sic|Dia-<br/> loga|Dialogo}} da Vicioſa vergonha, diz, que o<br/> que-<noinclude></noinclude> 2rp2ictcu44u7g0kue72dzsap1w6oo7 553587 553586 2026-06-01T12:07:37Z Strudel45 38659 553587 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> lxix<br/> ''terio della e dado que eu naõ ſeja dos''<br/> ''eſcolbidos para o miniſterio do enſinar;''<br/> ''ſou dos chamados para obſequio da lei,''<br/> ''e ſe me por iſſo reprehendem, bemaven-''<br/> ''turados aquelles que padecem perſegui-''<br/> ''çaõ pela juſtiça, mas naõ mereço tan-''<br/> ''to ante Deos, que veja eſta bemaventu-''<br/> ''rança.''<br/> A inteireza, e verdade com que pro-<br/> cedeo, ſem ſer vencido do intereſſe,<br/> podemos ter por milagroſa, pois a Sa-<br/> grada Eſcritura lhe dá eſte titulo, quan-<br/> do diz, que o homem que deſpreza o<br/> ouro, faz milagres em ſua vida. O co-<br/> mo neſta materia ſe houve Joaõ de Bar-<br/> ros, conſta da abonaçaõ dos meſmos<br/> Reis, a quem ſervio, os quaes em todas<br/> as proviſoens das mercês, que lhe fize-<br/> rao, dizem ſempre, que lhas fazem pe-<br/> la ſatisfaçaõ com que ſervio o Officio<br/> de Feitor da Cafa da India, e Mina<br/> como o já referimos. He tambem aſſaz<br/> bom teſtimunho diſto, o pouco que dei-<br/> xou a ſeus herdeiros, havendo outros<br/> que com o meſmo Officio os encheraõ<br/> de heranças; e aſſi deſculpando-ſe elle<br/> com ſeu filho Antonio de Barros no {{sic|Dia-<br/> loga|Dialogo}} da Vicioſa vergonha, diz, que o<br/> que-<noinclude></noinclude> 8nbe7at6oqm7ar6b1xgpqa2a0wmnhzw Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/92 106 253896 553588 2026-06-01T12:12:52Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: lxx <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/> queria deixar bem herdado em virtuoſos<br/> coſtumes, e em outras praticas de ſcien-<br/> cias, por ſer herança compoſta de ſuas<br/> proprias achegas; e logo ſegue dizen-<br/> do: ''Trabalharei por te naõ envergonhar''<br/> ''com edificios, que tem a mageſtade, e''<br/> ''opiniaõ da Torre de Babylonia, os quaes''<br/> ''depois de compoſtos, vem a confuſa eter-''<br/> ''na... 553588 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>lxx <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/> queria deixar bem herdado em virtuoſos<br/> coſtumes, e em outras praticas de ſcien-<br/> cias, por ſer herança compoſta de ſuas<br/> proprias achegas; e logo ſegue dizen-<br/> do: ''Trabalharei por te naõ envergonhar''<br/> ''com edificios, que tem a mageſtade, e''<br/> ''opiniaõ da Torre de Babylonia, os quaes''<br/> ''depois de compoſtos, vem a confuſa eter-''<br/> ''na, que os divide em tantas linguas,''<br/> ''quantas foraõ as achegas de que ſe fun-''<br/> ''daraõ e daqui vem quantas heranças''<br/> ''vemos ſem proprios herdeiros; porque''<br/> ''como ſe ajuntaraõ de estranhas fazen-''<br/> ''das, eſtranhos as herdaõ. Cre-me, que''<br/> ''nunca alguem perdeo o proprio; e por''<br/> ''iſſo me ficaõ deſte meu trabalho duas''<br/> ''eſperanças, huma que nunca por elle ſe-''<br/> ''rás citado, pois ſaõ noites minhas ve-''<br/> ''ladas; e a outra, que tempo virá em que''<br/> ''ſerei julgado por homem zeloſo do bem''<br/> ''da patria''. Neſte lugar vai diſcurſando<br/> ſobre os exceſſos, que os pais comet-<br/> tem por deixarem os filhos ricos ſeja<br/> donde for, ganhando com iſſo muitas<br/> vezes para ſi proprios condenaçaõ eter-<br/> na, e deixando os filhos naõ herdados<br/> de bons coſtumes, mas ázados para lan-<br/> çarem maõ de todos os vicios, e para<br/> per-<noinclude></noinclude> a5glcu12quou36ryzss8uvyfe73yw9n Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/93 106 253897 553589 2026-06-01T12:18:14Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> lxxi<br/> perderem tanto da honra de ſeus avós,<br/> quanto ganharaõ outros, que naõ herda-<br/> raõ eſta iſca de erros. Tambem no Pro-<br/> logo da Quarta Decada ſe torna a deſ<br/> culpar com os ſeus deſta contínua quei-<br/> xa, que delle tinhaõ, dizendo: ''Se no''<br/> ''meſmo Oſſicio naõ temos tanto ſer, co-''<br/> ''mo elles dizem, que tiveraõ aquelles, a''<br/> ''quem nós ſuccedemos, naõ ſerá,... 553589 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> lxxi<br/> perderem tanto da honra de ſeus avós,<br/> quanto ganharaõ outros, que naõ herda-<br/> raõ eſta iſca de erros. Tambem no Pro-<br/> logo da Quarta Decada ſe torna a deſ<br/> culpar com os ſeus deſta contínua quei-<br/> xa, que delle tinhaõ, dizendo: ''Se no''<br/> ''meſmo Oſſicio naõ temos tanto ſer, co-''<br/> ''mo elles dizem, que tiveraõ aquelles, a''<br/> ''quem nós ſuccedemos, naõ ſerá, porque''<br/> ''elle tiveſſe nelles mais do que tem em''<br/> ''nós, mas porque elles tiveraõ delle mais''<br/> ''do que nós tivemos. E a cauſa ſique para''<br/> ''outro lugar, porque aqui naõ ſoffre o''<br/> ''tempo ſer manifeſta &c''. Eſta rara intei-<br/> reza moveo aos Reis a lhe fazerem por<br/> vezes algumas mercês, entre as quaes El-<br/> Rei Dom Joaõ III. no anno de 1550. lhe<br/> deo licença para em quanto viveſſe po-<br/> der mandar vir por ſua conta da India<br/> tantas mercadorias, que tiraſſe dellas fôr-<br/> tos cada anno no Reino quinhentos cru-<br/> ados. E ElRei Dom Sebaſtiaõ lhe per<br/> doou as dividas em que lhe eſtava de<br/> certa artilheria, armas, e muniçoens,<br/> do tempo da viagem do Maranhaõ, que<br/> importariaõ mais de ſeiſcentos mil reis.<br/> E no anno de 1563. lhe ſez mercê de<br/> algumas mercadorias, que eſtavaõ na Ca-<br/> ſa<noinclude></noinclude> dvlefk33uxf2jtghipwp74kw2fruavl Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/94 106 253898 553590 2026-06-01T12:21:46Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: lxxii <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/> ſa da India, e outras couſas de valor de<br/> ſeiſcentos e cincoenta mil reis. Depois de<br/> ſeu fallecimento pelo meſimo reſpeito fez<br/> mercê a ſua mulher da quantia de qui-<br/> nhentos mil reis. E ElRei D. Felippe I.<br/> deo cem mil reis de tença a Jeronymo de<br/> Barros ſeu ſilho, com licença de teſtar<br/> de trinta mil reis delles, em quem lhe<br/> pareceſſe.... 553590 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>lxxii <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/> ſa da India, e outras couſas de valor de<br/> ſeiſcentos e cincoenta mil reis. Depois de<br/> ſeu fallecimento pelo meſimo reſpeito fez<br/> mercê a ſua mulher da quantia de qui-<br/> nhentos mil reis. E ElRei D. Felippe I.<br/> deo cem mil reis de tença a Jeronymo de<br/> Barros ſeu ſilho, com licença de teſtar<br/> de trinta mil reis delles, em quem lhe<br/> pareceſſe. Mas ſe por cumprir Joaõ de<br/> Barros com ſua obrigaçaõ, não deixou<br/> grandes heranças a ſeus deſcendentes,<br/> nem por iſſo ſe devem elles ter por me-<br/> nos affortunados; porque ſe os pais ajun-<br/> taõ eſtas riquezas para que fiquem ſeus<br/> filhos mais honrados na Republica, naõ<br/> podiaó os de Joaõ de Barros poſſuir mor-<br/> gados, por mais rendoſos que foſſem,<br/> que tanto os honraſſem, como terem tal<br/> pai, o qual por ſuas illuſtres obras he<br/> taõ inſigne no mundo, que lhe pódem<br/> ter inveja muitos poderoſos, e Príncipes<br/> delle; pois he certo, que hum engenho<br/> raro, e eminente, honra naõ ſómente hu-<br/> ma familia, Cidade, e Provincia intei-<br/> ra; mas ainda a idade, e ſeculo em que<br/> naſceo fica illuſtrado com produzir humm<br/> Varaó taõ excellente.<br/> Teve felice memoria, á qual ajudou<br/> mai-<noinclude></noinclude> ephvgi6ad00nm0t6sarwi84t0ll8w7l Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/95 106 253899 553591 2026-06-01T12:29:32Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> lxxiii<br/> muito com a artiſicial. foi de grande<br/> conſelho, prudencia, verdade, e credi-<br/> to com todos; e por eſtas, e outras boas<br/> partes era buſcado, e amado de muitos:<br/> poſto que lhe naõ faltaraõ alguns emu-<br/> los (de quem ſe elle queixa na ſua A-<br/> pologia da Quarta Decada) que he final<br/> maniſeſto de virtude; porque os máos<br/> naturalmente aborrecem os bons, por ſe-<br... 553591 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> lxxiii<br/> muito com a artiſicial. foi de grande<br/> conſelho, prudencia, verdade, e credi-<br/> to com todos; e por eſtas, e outras boas<br/> partes era buſcado, e amado de muitos:<br/> poſto que lhe naõ faltaraõ alguns emu-<br/> los (de quem ſe elle queixa na ſua A-<br/> pologia da Quarta Decada) que he final<br/> maniſeſto de virtude; porque os máos<br/> naturalmente aborrecem os bons, por ſe-<br/> rem contrarios a ſeus coſtumes. Foi ca-<br/> ſado com Maria de Almeida, irmaã,<br/> de Lopo de Almeida, morador em Lei-<br/> ria, e ſilha de Diogo de Almeida de<br/> Pombal, da qual teve dez filhos, que<br/> foraõ, Jeronymo de Barros, Antonio<br/> de Barros, e Joaõ de Barros, que lhe<br/> ElRei Dom Joaõ filhou por moços fi-<br/> dalgos: Lopo de Barros, a quem tam-<br/> bem filhou ElRei Dom Sebaſtiaõ no meſ-<br/> mo foro. Das filhas, huma foi Dona Ma-<br/> ria de Almeida, de que faz mençaõ no<br/> Dialogo do Jogo das virtudes moraes, e<br/> a outra Dona Iſabel de Almeida, que<br/> caſou com Lopo de Barros, e Dona Ca-<br/> tharina de Barros, mulher de Chriſtovaõ<br/> de Mello, filho de Diogo de Mello da<br/> Silva, Veador da Rainha Dona Catha-<br/> rina; de ambas eſtas filhas ha hoje deſ-<br/> cen-<noinclude></noinclude> omthte6y6c0k8scwinoznnq7b0gr7ot 553593 553591 2026-06-01T12:35:09Z Strudel45 38659 553593 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> lxxiii<br/> muito com a artificial. foi de grande<br/> conſelho, prudencia, verdade, e credi-<br/> to com todos; e por eſtas, e outras boas<br/> partes era buſcado, e amado de muitos:<br/> poſto que lhe naõ faltaraõ alguns emu-<br/> los (de quem ſe elle queixa na ſua A-<br/> pologia da Quarta Decada) que he final<br/> maniſeſto de virtude; porque os máos<br/> naturalmente aborrecem os bons, por ſe-<br/> rem contrarios a ſeus coſtumes. Foi ca-<br/> ſado com Maria de Almeida, irmaã,<br/> de Lopo de Almeida, morador em Lei-<br/> ria, e ſilha de Diogo de Almeida de<br/> Pombal, da qual teve dez filhos, que<br/> foraõ, Jeronymo de Barros, Antonio<br/> de Barros, e Joaõ de Barros, que lhe<br/> ElRei Dom Joaõ filhou por moços fi-<br/> dalgos: Lopo de Barros, a quem tam-<br/> bem filhou ElRei Dom Sebaſtiaõ no meſ-<br/> mo foro. Das filhas, huma foi Dona Ma-<br/> ria de Almeida, de que faz mençaõ no<br/> Dialogo do Jogo das virtudes moraes, e<br/> a outra Dona Iſabel de Almeida, que<br/> caſou com Lopo de Barros, e Dona Ca-<br/> tharina de Barros, mulher de Chriſtovaõ<br/> de Mello, filho de Diogo de Mello da<br/> Silva, Veador da Rainha Dona Catha-<br/> rina; de ambas eſtas filhas ha hoje deſ-<br/> cen-<noinclude></noinclude> 294y67da1hcyggcfz8v6qf80s32jg46 Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/96 106 253900 553592 2026-06-01T12:33:45Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: lxxiv <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/> cendencia. Das outras duas, naõ chega-<br/> raõ os nomes á minha noticia. Dos fi-<br/> lhos, o mais velho, Jeronimo de Bar-<br/> ros caſou com Dona Luiza Soares, e<br/> morreo ſem ter geraçaõ; dos outros<br/> Joaõ de Barros morreo na batalha de<br/> Alcacere. A' India foraó Diogo de Bar-<br/> ros, a quem mataraõ os Mouros, e Lo-<br/> po de Barros, que foi Capitaõ de Ba-<... 553592 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>lxxiv <big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/> cendencia. Das outras duas, naõ chega-<br/> raõ os nomes á minha noticia. Dos fi-<br/> lhos, o mais velho, Jeronimo de Bar-<br/> ros caſou com Dona Luiza Soares, e<br/> morreo ſem ter geraçaõ; dos outros<br/> Joaõ de Barros morreo na batalha de<br/> Alcacere. A' India foraó Diogo de Bar-<br/> ros, a quem mataraõ os Mouros, e Lo-<br/> po de Barros, que foi Capitaõ de Ba-<br/> caim, e caſou lá com Dona Mecia de<br/> Siqueira, de quem teve a Dona Cathari-<br/> na de Barros, mulher de Pero Peixoto da<br/> Silva.<br/> Eſteve o corpo de Joaõ de Barros<br/> naquella Hermida de Santo Antonio atè<br/> o anno de 1601. Em que o Biſpo Ca-<br/> pellaõ mór D. Jorge de Ataide, Com-<br/> mendatario perpetuo do Moſteiro de Al-<br/> cobaça, lhe fez trasladar os oſſos para<br/> a Capella mór da Igreja Parochial da<br/> meſma Villa de Alcobaça, que elle man-<br/> dou acabar, onde lhe queria fazer huma<br/> ſumptuoſa ſepultura. Procedeo eſte pie-<br/> doſo cuidado ao Biſpo, de ſaber que fo-<br/> ra Joaõ de Barros ſeu padrinho de pia,<br/> porque o Conde da Caſtanheira o tomou<br/> por compadre no tempo de ſua mór va-<br/> lia, antepondo às virtudes, e partes que<br/> ha-<noinclude></noinclude> ppnczwu3g5s5eg9xslv5mo5h6r58tl6 Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/97 106 253901 553594 2026-06-01T12:37:08Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> lxxv<br/> havia nelle, aos titulos, e honras, que<br/> outros em ſemelhantes actos pertendem.<br/> Naõ pode todavia o Biſpo Capellaõ mór<br/> acabar eſta obra com aquella grandeza,<br/> e perfeição, com que fez outras muitas<br/> neſte Reino, porque lho atalhou a mor-<br/> te. Porém ſe neſta ſepultura faltaõ a Joaõ<br/> de Barros os tumulos de marmore, py-<br/> ramides, e outros ornamentos ſuneraes,<b... 553594 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''DE''' <big>'''BARROS.'''</big> lxxv<br/> havia nelle, aos titulos, e honras, que<br/> outros em ſemelhantes actos pertendem.<br/> Naõ pode todavia o Biſpo Capellaõ mór<br/> acabar eſta obra com aquella grandeza,<br/> e perfeição, com que fez outras muitas<br/> neſte Reino, porque lho atalhou a mor-<br/> te. Porém ſe neſta ſepultura faltaõ a Joaõ<br/> de Barros os tumulos de marmore, py-<br/> ramides, e outros ornamentos ſuneraes,<br/> com que os poderoſos do mundo procu-<br/> raõ dilatar ſua lembrança, tem logo com<br/> ſeus eſcritos, e virtudes levantado na<br/> memoria dos homens maiores, e mais<br/> duraveis Mauſoléos, que os que em Aſia<br/> fizeraó, huma das maravilhas do mundo.<br/> CHRO-<noinclude></noinclude> 0sfb2n3c0wzqhqkslm3c1d6xdr0oihn Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/98 106 253902 553595 2026-06-01T12:37:34Z Strudel45 38659 /* Sem texto */ 553595 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="Strudel45" /></noinclude><noinclude></noinclude> 1dkefdvo3vfn22e3qa5q0ieaxhcngli Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/101 106 253903 553598 2026-06-01T13:52:14Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: CLARIMUNDO.. 3 las, e veria quanto alcançava em o fa-<br/> zer. Ouvindo Adriano eſta embaixada,<br/> como já antes diſſo eſtava apercebido,<br/> ſabendo ao que os Embaixadores vinhaõ,<br/> reſpondeo com huma gravidade digna de<br/> tal peſſoa, que nunca couſa tanto deſe-<br/> jara, como ſer ajuntado per tam ſancto<br/> ajuntamento com os ſrancezes, e que<br/> naõ podera iſto tam favoravelmente de-<br/> ſejar, como lhe elle ſuccedia; p... 553598 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>CLARIMUNDO.. 3 las, e veria quanto alcançava em o fa-<br/> zer. Ouvindo Adriano eſta embaixada,<br/> como já antes diſſo eſtava apercebido,<br/> ſabendo ao que os Embaixadores vinhaõ,<br/> reſpondeo com huma gravidade digna de<br/> tal peſſoa, que nunca couſa tanto deſe-<br/> jara, como ſer ajuntado per tam ſancto<br/> ajuntamento com os ſrancezes, e que<br/> naõ podera iſto tam favoravelmente de-<br/> ſejar, como lhe elle ſuccedia; pois alcan-<br/> çava por verdadeiro pay a hũa tal peſſoa,<br/> como era ElRey. E além deſte contenta-<br/> mento, ſe {{sic|acrecentava|acrſcentava}} outro, que era<br/> haver por mulher a Pinceza Briayna, tan-<br/> to em virtude, quanto em fermoſura per-<br/> feita (ſegundo a fama claramente mani-<br/> feſtava. E por a menos deſtas couſas o<br/> ordenara fazer, ainda que cada hũa em<br/> ſi era muito, quanto mais tantas, e que<br/> o tanto contentavaõ. Dada eſta reſpoſta<br/> ao Marquez Faſſiaõ, e ao Conde Calin-<br/> do, que eraõ os Embaixadores, torna-<br/> raõ mui contentes, aſſi por ſer a ſua von-<br/> tade, como por receberem delRey mui-{{sic|.|}}<br/> tas mercês. E navegando com proſpero<br/> tempo, aportaraõ em hũa Cidade de Fran-<br/> ça chamada Colonia; onde os ElRey en-<br/> taõ eſperava ao qual derão a repoita de<br/> ſua<noinclude></noinclude> amhc9hiv6pqvmlme5lvqqbflc5y1osc 553599 553598 2026-06-01T13:52:43Z Strudel45 38659 553599 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''CLARIMUNDO'''.. '''3''' las, e veria quanto alcançava em o fa-<br/> zer. Ouvindo Adriano eſta embaixada,<br/> como já antes diſſo eſtava apercebido,<br/> ſabendo ao que os Embaixadores vinhaõ,<br/> reſpondeo com huma gravidade digna de<br/> tal peſſoa, que nunca couſa tanto deſe-<br/> jara, como ſer ajuntado per tam ſancto<br/> ajuntamento com os ſrancezes, e que<br/> naõ podera iſto tam favoravelmente de-<br/> ſejar, como lhe elle ſuccedia; pois alcan-<br/> çava por verdadeiro pay a hũa tal peſſoa,<br/> como era ElRey. E além deſte contenta-<br/> mento, ſe {{sic|acrecentava|acrſcentava}} outro, que era<br/> haver por mulher a Pinceza Briayna, tan-<br/> to em virtude, quanto em fermoſura per-<br/> feita (ſegundo a fama claramente mani-<br/> feſtava. E por a menos deſtas couſas o<br/> ordenara fazer, ainda que cada hũa em<br/> ſi era muito, quanto mais tantas, e que<br/> o tanto contentavaõ. Dada eſta reſpoſta<br/> ao Marquez Faſſiaõ, e ao Conde Calin-<br/> do, que eraõ os Embaixadores, torna-<br/> raõ mui contentes, aſſi por ſer a ſua von-<br/> tade, como por receberem delRey mui-{{sic|.|}}<br/> tas mercês. E navegando com proſpero<br/> tempo, aportaraõ em hũa Cidade de Fran-<br/> ça chamada Colonia; onde os ElRey en-<br/> taõ eſperava ao qual derão a repoita de<br/> ſua<noinclude></noinclude> 970qcmeflppkwd9m3zq9rlulqmpozqq 553600 553599 2026-06-01T13:53:27Z Strudel45 38659 553600 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{Center|'''CLARIMUNDO'''..}} '''3''' las, e veria quanto alcançava em o fa-<br/> zer. Ouvindo Adriano eſta embaixada,<br/> como já antes diſſo eſtava apercebido,<br/> ſabendo ao que os Embaixadores vinhaõ,<br/> reſpondeo com huma gravidade digna de<br/> tal peſſoa, que nunca couſa tanto deſe-<br/> jara, como ſer ajuntado per tam ſancto<br/> ajuntamento com os francezes, e que<br/> naõ podera iſto tam favoravelmente de-<br/> ſejar, como lhe elle ſuccedia; pois alcan-<br/> çava por verdadeiro pay a hũa tal peſſoa,<br/> como era ElRey. E além deſte contenta-<br/> mento, ſe {{sic|acrecentava|acrſcentava}} outro, que era<br/> haver por mulher a Pinceza Briayna, tan-<br/> to em virtude, quanto em fermoſura per-<br/> feita (ſegundo a fama claramente mani-<br/> feſtava. E por a menos deſtas couſas o<br/> ordenara fazer, ainda que cada hũa em<br/> ſi era muito, quanto mais tantas, e que<br/> o tanto contentavaõ. Dada eſta reſpoſta<br/> ao Marquez Faſſiaõ, e ao Conde Calin-<br/> do, que eraõ os Embaixadores, torna-<br/> raõ mui contentes, aſſi por ſer a ſua von-<br/> tade, como por receberem delRey mui-{{sic|.|}}<br/> tas mercês. E navegando com proſpero<br/> tempo, aportaraõ em hũa Cidade de Fran-<br/> ça chamada Colonia; onde os ElRey en-<br/> taõ eſperava ao qual derão a repoita de<br/> ſua<noinclude></noinclude> lddsjc6jvdkpxpp6blyahdqt5idqauv 553601 553600 2026-06-01T13:54:00Z Strudel45 38659 553601 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{Center|'''CLARIMUNDO..''' 3'''}} las, e veria quanto alcançava em o fa-<br/> zer. Ouvindo Adriano eſta embaixada,<br/> como já antes diſſo eſtava apercebido,<br/> ſabendo ao que os Embaixadores vinhaõ,<br/> reſpondeo com huma gravidade digna de<br/> tal peſſoa, que nunca couſa tanto deſe-<br/> jara, como ſer ajuntado per tam ſancto<br/> ajuntamento com os francezes, e que<br/> naõ podera iſto tam favoravelmente de-<br/> ſejar, como lhe elle ſuccedia; pois alcan-<br/> çava por verdadeiro pay a hũa tal peſſoa,<br/> como era ElRey. E além deſte contenta-<br/> mento, ſe {{sic|acrecentava|acrſcentava}} outro, que era<br/> haver por mulher a Pinceza Briayna, tan-<br/> to em virtude, quanto em fermoſura per-<br/> feita (ſegundo a fama claramente mani-<br/> feſtava. E por a menos deſtas couſas o<br/> ordenara fazer, ainda que cada hũa em<br/> ſi era muito, quanto mais tantas, e que<br/> o tanto contentavaõ. Dada eſta reſpoſta<br/> ao Marquez Faſſiaõ, e ao Conde Calin-<br/> do, que eraõ os Embaixadores, torna-<br/> raõ mui contentes, aſſi por ſer a ſua von-<br/> tade, como por receberem delRey mui-{{sic|.|}}<br/> tas mercês. E navegando com proſpero<br/> tempo, aportaraõ em hũa Cidade de Fran-<br/> ça chamada Colonia; onde os ElRey en-<br/> taõ eſperava ao qual derão a repoita de<br/> ſua<noinclude></noinclude> n2877rbobwak44xqjpo89pfc89hmj5t 553602 553601 2026-06-01T13:54:30Z Strudel45 38659 553602 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{Center|'''CLARIMUNDO.. 3'''}} las, e veria quanto alcançava em o fa-<br/> zer. Ouvindo Adriano eſta embaixada,<br/> como já antes diſſo eſtava apercebido,<br/> ſabendo ao que os Embaixadores vinhaõ,<br/> reſpondeo com huma gravidade digna de<br/> tal peſſoa, que nunca couſa tanto deſe-<br/> jara, como ſer ajuntado per tam ſancto<br/> ajuntamento com os francezes, e que<br/> naõ podera iſto tam favoravelmente de-<br/> ſejar, como lhe elle ſuccedia; pois alcan-<br/> çava por verdadeiro pay a hũa tal peſſoa,<br/> como era ElRey. E além deſte contenta-<br/> mento, ſe {{sic|acrecentava|acrſcentava}} outro, que era<br/> haver por mulher a Pinceza Briayna, tan-<br/> to em virtude, quanto em fermoſura per-<br/> feita (ſegundo a fama claramente mani-<br/> feſtava. E por a menos deſtas couſas o<br/> ordenara fazer, ainda que cada hũa em<br/> ſi era muito, quanto mais tantas, e que<br/> o tanto contentavaõ. Dada eſta reſpoſta<br/> ao Marquez Faſſiaõ, e ao Conde Calin-<br/> do, que eraõ os Embaixadores, torna-<br/> raõ mui contentes, aſſi por ſer a ſua von-<br/> tade, como por receberem delRey mui-{{sic|.|}}<br/> tas mercês. E navegando com proſpero<br/> tempo, aportaraõ em hũa Cidade de Fran-<br/> ça chamada Colonia; onde os ElRey en-<br/> taõ eſperava ao qual derão a repoita de<br/> ſua<noinclude></noinclude> hfd3vx5lx0o83vnqit9i7z6cmv8yyum Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/222 106 253904 553603 2026-06-01T14:26:05Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: prima D. Violante Leite de Vasconcelos, que estava para professar. Teve nela seis filhos, um dos quais foi Clemente de Barbosa, abade de Rubiães, pai de D. Ana Barbosa, a qual casou em Castanheira com João Rodrigues, de Lizouros, donde procede António Pereira da Cunha, Governador da praça de Caminha, e D. Brites de Barbosa casada com Bartolomeu de Antas de Novais, filho de Bartolomeu de Antas e de sua mulher D. Leonor da Silva de Antas... 553603 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>prima D. Violante Leite de Vasconcelos, que estava para professar. Teve nela seis filhos, um dos quais foi Clemente de Barbosa, abade de Rubiães, pai de D. Ana Barbosa, a qual casou em Castanheira com João Rodrigues, de Lizouros, donde procede António Pereira da Cunha, Governador da praça de Caminha, e D. Brites de Barbosa casada com Bartolomeu de Antas de Novais, filho de Bartolomeu de Antas e de sua mulher D. Leonor da Silva de Antas, sua prima. D. Filipa Mendes, irmã do 1.º Bispo de Elvas D. António Mendes de Carvalho, veio casar a ''Boi-a-Monte'' com Francisco Barbosa Barriga. A capela desta casa ainda existe. Serve de ''palheiro'' ao seu actual proprietário. A porta é em arco. No pavimento tem uma sepultura coberta com uma campa, onde está insculpido um brasão de armas e esta inscrição: {{c|AºB EI.TOR.}} {{c|BAR.BO.3 A.}} {{c|D. LI.MA. E.}} {{c|SEVS.ER.EI.}} {{c|ROS.1628.}} {{c|---}} D. Ângela Barbosa de Antas, filha daquele Bartolomeu de Antas, 3.º morgado de Antas, em Rubiães, veio casar à casa da ''Maceira'' com Pedro Borges Pacheco. {{c|---}} Outra casa distinta é a do Souto d'Além. Aqui casou o dr. Baltazar Barbosa, advogado, com D. Brites Barbosa de Araújo, filha do abade desta freguesia Paio Barbosa de Araújo, senhor desta casa. Foi este abade quem mandou construir a capela do Souto, em 1666, com a invocação de N. Senhora da Penha de França, e o cruzeiro em frente, em 1668<ref>Martim Barbosa, filho deste abade, assassinou Fernão Velho de Araújo, da casa do Nostevo e depois fugiu para o Brasil, onde casou. «Manuscrito» inédito do dr. Manuel da Cunha Andrade e Sousa.</ref>. Na casa das ''Encouradas'' casou Henrique Manuel da Rocha, filho de António Vaz de Sousa, da nobre casa do Fôjo, em Cerdal (Valença) e aqui nasceu o Dr. P.<sup>e</sup> Frutuoso José da Cunha. {{c|---}} Distintíssima é a casa de ''Mantelães'', que, segundo querem alguns, foi propriedade do Conde de Monte Belo<ref>José A. de Almeida, Dicc. Abreviado, pág. 438.</ref>. Vem dos Caldas, de Vascões, por Henrique de Caldas e Sousa, que casou aqui com D. Francisca Barbosa - a Justeira,- filha de João Fernandes Barriga, e tiveram: D. Maria Barbosa de Sousa. João de Caldas e Sousa de Faria Barbosa. Diogo de Caldas e Sousa de Faria. E mais doze filhos, cujos nomes omito. D. Maria Barbosa de Sousa, primogénita, casou com António Vaz Taboada, e moraram no Paço da Chã doSouto, em Vascões, e seu filho Álvaro Vaz de Caldas, Comendador da Ordem de Cristo e Fidalgo da Casa Real, casou com D. Ana Soares de Castro e moraram na já mencionada quinta e casa do Fôjo. Deste último casamento nasceu António Vaz de Sousa (bisneto de Henrique de Caldas e Sousa), que foi Pro- {{rule}}<noinclude></noinclude> 362neucgzska24wffkygz7hqo0a8gza Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/223 106 253905 553604 2026-06-01T14:36:16Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: curador às Cortes, em 1619, celebradas no reinado de Filipe III<ref>«Manuscrito» citado.</ref>. Da mesma casa de Mantelães é lícito acreditar que procedeu um dos avoengos do B. Redempto da Cruz (Thomaz Rodrigues da Cunha), por ter ido casar à casa de Lizouros. (''Cfr. fr. de Cunha''). A casa de Mantelães<ref>A antiga casa deste nome ficava mais próxima do ribeiro, no sítio, pouco mais ou menos, onde se encontram agora umas laranjeira... 553604 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>curador às Cortes, em 1619, celebradas no reinado de Filipe III<ref>«Manuscrito» citado.</ref>. Da mesma casa de Mantelães é lícito acreditar que procedeu um dos avoengos do B. Redempto da Cruz (Thomaz Rodrigues da Cunha), por ter ido casar à casa de Lizouros. (''Cfr. fr. de Cunha''). A casa de Mantelães<ref>A antiga casa deste nome ficava mais próxima do ribeiro, no sítio, pouco mais ou menos, onde se encontram agora umas laranjeiras. Os materiais desta empregaram-se na actual.</ref> pertence agora ao Sr. dr. Manuel de Azevedo Araújo e Gama, distinto lente da Faculdade de Teologia, na Universidade de Coimbra, que a houve por herança de seu pai João de Azevedo Araújo e Gama. Um dos ascendentes desta família, para se não ir mais longe, foi Fernão Velho de Araújo, que deu origem aos Araújos do Conde da Barca e aos da Torre das Donas. Estes, vem de Fernão Velho de Araújo, um dos filhos daquele, que casou com D. Isabel de Araújo da Gama, e tiveram Fernão Velho de Araújo e Gama, casado com D. Inês de Amorim de Antas. De este último matrimónio veio Gaspar de Azevedo Araújo e Gama, 1.º senhor da Torre da Passagem em Vitorino das Donas. Casou três vezes, e de sua 2.ª mulher, D. Francisca Barbosa, teve Amaro de Azevedo e Vasconcelos, Fidalgo da Casa Real, que casou com D. Paula da Gama e tiveram, além de outros, seu filho Amaro de Azevedo e Vasconcelos. Este casou com D. Venância de Sousa e tiveram Joaquim José de Azevedo Araújo e Gama, que casou com D. Francisca Angélica de Barros, vindo deste matrimónio Amaro de Azevedo de Vasconcelos Araújo e Gama, que casou em Cepões (Ponte do Lima) com D. Rita Josefa de Araújo, senhora da casa de Castanheira (Coura). Do casamento destes últimos nasceu Joaquim de Azevedo Araújo e Gama, que casou em Coura com D. Maria Luiza Pereira da Cunha Barbosa, da casa de Mantelães, e, entre outros filhos, tiveram o dito João de Azevedo Araújo e Gama, pai do sr. dr. Gama. Era Fidalgo da Casa Real, Senhor da Torre da Passagem ou das Donas, da casa da Lameira, em Cerdal, e outras. Da casa da ''Cóvinha'' procede Leonel de Andrade e Sousa, considerado genealogista, que casou com D. Benta Maria Barbosa da Cunha, em 1711, e era filho de Bento de Sousa de Andrade e de sua mulher D. Maria de Brito Barbosa. Exerceu diferentes cargos públicos neste concelho, como o de escrivão da Câmara e da almotaçaria, por arrendamento, pois o proprietário era José de Castro Ceia Madriz, de Ponte do Lima; e também foi ''distribuidor, inquiridor'' e ''contador de Coura'' e ''Couto de S. Fins''. Em 1726 foi vereador da Câmara. Nasceu em Maio, de 1679. Também procede desta casa o esforçado e valente capitão de mar e guerra, na Índia, José Pereira de Brito. Era filho de Baltazar de Brito Pereira, e este era irmão de Maria de Brito Barbosa, que era mãe de Leonel de Sousa de Andrade e outros. Por isso, este Leonel, era primo de José Pereira de Brito. Tanto aquele Baltazar, como sua irmã Maria de Brito Barbosa, eram filhos de D. Madalena Fernandes Velho e de António Barbosa de Brito, da casa da Cóvinha. De um magnífico trabalho do Sr. tenente-coronel Cunha {{rule}}<noinclude></noinclude> ru2xu7pf6o23t7krzlhq1se92z9enhz Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/224 106 253906 553605 2026-06-01T14:46:24Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Brandão, inserto na «Voz de Coura», vou respigar umas notas muito interessantes, relativas a este valente courense<ref>«Voz de Coura», 3.º ano, n.<sup>os</sup> 135 a 142.</ref>. O «Gabinete Histórico», por fr. Cláudio da Conceição, cap. XV, e a «História de Portugal» nos séculos XVIII e XIX, por Pinheiro Chagas, referem-se, elogiosamente a José Pereira de Brito<ref>Encontra-se na Biblioteca Pública, de Lisboa, incluída num livro que t... 553605 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Brandão, inserto na «Voz de Coura», vou respigar umas notas muito interessantes, relativas a este valente courense<ref>«Voz de Coura», 3.º ano, n.<sup>os</sup> 135 a 142.</ref>. O «Gabinete Histórico», por fr. Cláudio da Conceição, cap. XV, e a «História de Portugal» nos séculos XVIII e XIX, por Pinheiro Chagas, referem-se, elogiosamente a José Pereira de Brito<ref>Encontra-se na Biblioteca Pública, de Lisboa, incluída num livro que tem por título: «História, Obras Várias», sob nº.16.240, da secção de História, uma «Relação dos sucessos e gloriosas acções militares obradas no Estado da India pelo Vice-Rei Vasco Fernandes de Menezes, em o ano de 1715», na qual se lê uma espécie de biografia com os seus feitos, relativa a José Pereira de Brito.</ref>. D. João V, em 20 de Janeiro de 1713, por Carta desta data, galardoou aquele meu conterrâneo com a Capitania de Chaúl; e, nota muito criteriosamente o Sr. Cunha Brandão, esta recompensa dizia respeito a serviços anteriores à expedição do Canará, porque aquela foi-lhe conferida, no Reino, ''cinco dias depois da esquadra começar a derrota de Goa para o sul'', isto é, a tempo em que na metrópole ''não era possível'' saber-se da sua partida. «O que não lhe concederia D. João V, além da confirmação das mercês outorgadas pelo vice-rei, após a gloriosa campanha?! exclama aquele douto investigador. A Carta Régia de D. João V, muito extensa, é «quasi uma biografia». «Esclarece-nos sobre a carreira do nosso ilustre conterrâneo e valiosos serviços que, durante ela, prestou à Pátria, tanto na África Oriental, como na Índia». Esteve e demorou-se na Índia desde 1693 até 1713, onde casou com D. Luzia Lobo de Afonseca, senhora muito rica e das primeiras famílias de Goa<ref>«Voz de Coura», ano 3.º n.º 142.</ref>. José Pereira de Brito foi um verdadeiro bravo, pois que nunca fugia ao perigo, mesmo com risco da própria vida, quando a luta ou o assalto reclamavam a sua presença; «fazendo o exemplo aos mais, sendo dos primeiros no perigo, usando da caridade assim com os doentes como os sãos com grande despesa da sua fazenda, sendo recto na administração da justiça, obrando em tudo o mais como grande cabo», conforme se expressa a citada Carta Régia de D. João V. José Pereira de Brito «não cursou estudos superiores: era um oficial prático, oficial de carreira, desde os primeiros postos»<ref>«Voz de Coura» número citado.</ref>. As suas travessuras de rapaz levaram-no a Lisboa, adestrando-se na arte de navegação em viagens que fez ao Brasil. Foi para a Índia como marítimo, mas aí entrou para o exército de terra, sendo-lhe muito proveitosos os seus conhecimentos náuticos para o bom êxito das suas empresas. Na Índia serviu com os Vice-Reis - Câmara Coutinho, Caetano de Melo e Castro, D. Rodrigo da Costa e Vasco César de Menezes. Em um documento impresso em Lisboa no ano de 1715, que se intitula: «Relação dos sucessos e gloriosas acções militares obradas no Estado da Índia pelo Vice-Rei Vasco Fernandes de Menezes, em o ano de 1713», diz-se que José Pereira de Brito «''recolheu-se a Goa..., deixando assolada a ferro e fogo toda a costa da Canará''», e acrescenta, que estes (os canarins) computaram «o seu estrago (deles) em cinco milhões de pagodes (cada pagode valia 1.403 e 3 {{rule}}<noinclude></noinclude> gvsieazdpdz8l9atpuhyaspomg208mk Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/225 106 253907 553606 2026-06-01T14:56:02Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: avos), mais de 600 homens mortos, e 82 navios queimados pelos nossos. Na casa da ''Marnóta'', que vem de João Bento Pereira<ref>Era filho de António Pereira Freire, que foi professor de latim em Valença sendo depois transferido para Coura.</ref>, professor de gramática latina, casou sua filha D. Efigénia Pereira com Constantino da Cunha Sotto-Maior, da casa de Sende, em Monção, de que existem dois filhos: os Srs. João da Cunha Sotto-M... 553606 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>avos), mais de 600 homens mortos, e 82 navios queimados pelos nossos. Na casa da ''Marnóta'', que vem de João Bento Pereira<ref>Era filho de António Pereira Freire, que foi professor de latim em Valença sendo depois transferido para Coura.</ref>, professor de gramática latina, casou sua filha D. Efigénia Pereira com Constantino da Cunha Sotto-Maior, da casa de Sende, em Monção, de que existem dois filhos: os Srs. João da Cunha Sotto-Maior e Manuel da Cunha Sotto-Maior. Constantino da Cunha Sotto-Maior era filho de João da Cunha Sotto-Maior, que foi do Conselho de S. Majestade, Comendador da Ordem de Cristo, Par do Reino, Desembargador da Casa da Suplicação e Fidalgo da Casa Real, e de sua mulher D. Francisca Pereira Caldas. Até aqui quasi só temos visto esta freguesia na poeirada do seu passado - no seu sangue azul: vejamo-la agora, de fugida, vivificada pela seiva do progresso, caminhando para as conquistas do futuro, já remoçada, em parte, pela vida moderna. '''{{c|MANTELÃES}}''' É aqui, à ponte, na margem esquerda do rio Coura, que está montada a fábrica de lacticínios, hoje propriedade do sr. conselheiro Bernardino Machado. Em frente, remirando-a, vê-se o palacete que foi do benemérito, do saudosíssimo, do infatigável obreiro courense<ref>O conselheiro Miguel Dantas G. Pereira.</ref> que transformou esta região, levantando-a, ao nuto do seu pulso hérculeo, do abatimento em que jazera, até à aurifulgente situação que se lhe reconhece. Conforme o ponto de vista em que me tenho colocado, devia aqui esboçar o perfil do incomparável courense: mas não cabe na estreiteza destas páginas a ''folha'' da sua obra, gloriosa e meritória. Dedico-lhe, porque de direito lhe pertence, um lugar à parte, só para ele, porque só dele vieram as regalias, a emancipação, o desenvolvimento local, que faz inveja a estranhos. --imagem-- Palacete e parque do falecido conselheiro Miguel Dantas G. Pereira Ao passar pois, pelas portas - da fábrica e do palacete - descubro-me e digo apenas: «''Salvé, glorioso conterrâneo!''» ''Salvé, Miguel Dantas!'' A fábrica, pelo movimento e vida próprias, imprime ao local e povoação uma feição especial de actividade, de graça e interesse. O burgo do juiz de Frayão, de D. Diniz e de Afonso V, {{rule}}<noinclude></noinclude> 9ius2izcfzho2u4u39qbqka5w1kt960 Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/226 106 253908 553608 2026-06-01T15:01:05Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: reviveu, nas suas feições novas, sadias, animadas pelos glóbulos de sangue juvenil, na fábrica e no palacete: mas reviveu melhorado, modernizado, movimentado. O palacete está cercado pelo parque, jardim e pomar. Construção moderna e confortável, enquadra, senhorilmente, naquele conjunto de trabalho e vida. Quando se construiu a estrada, que lhe passa na frente, foram expropriados judicialmente os terrenos, que ela cortava no jardim,... 553608 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>reviveu, nas suas feições novas, sadias, animadas pelos glóbulos de sangue juvenil, na fábrica e no palacete: mas reviveu melhorado, modernizado, movimentado. O palacete está cercado pelo parque, jardim e pomar. Construção moderna e confortável, enquadra, senhorilmente, naquele conjunto de trabalho e vida. Quando se construiu a estrada, que lhe passa na frente, foram expropriados judicialmente os terrenos, que ela cortava no jardim, montando a sua avaliação a cerca de 900$000 réis. O conselheiro Miguel Dantas cedeu esta importante verba a favor do Estado. {{c|***}} A igreja paroquial foi reedificada, no ano de 1871-1872, por meio de subscrição paroquial. Importou este trabalho, incluindo a decoração interna, 6.000$000 réis. É espaçosa, cheia de luz, com uma só nave, estando bem cuidada. A tribuna, cenoföes, sanefas, tudo aberto em graciosa talha, estão dourados, assim como os altares e retábulos, que datam da sua reconstrução. A tribuna, alguns altares e o cenofão do arco cruzeiro são obra do entalhador António José da Silva e de seu filho sr. António José da Silva Júnior, inteligente e distinto artista, da freguesia de Rezende, deste concelho. Antigamente só tinha um púlpito, que era de madeira com alguma talha; e agora tem dois, sendo feito o do lado da epístola, que é perfeitamente igual ao outro, pelo carpinteiro Francisco António dos Santos, desta freguesia. -- imagem -- Conselheiro Miguel Dantas G. Pereira Par do Reino<noinclude></noinclude> atb5263o8lwr9423eur0y7vgwc7v8sb Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/89 106 253909 553609 2026-06-01T15:05:12Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 553609 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>— Espiar é o de menos, mas elle é capaz de me comer... — Nesse caso penduro você na arvore. — Pelo amor de Deus, Narizinho ! E se as vespas me ferram ? — Boba ! Não sabe que vespa não morde panno ? — E si eu cair, com o vento ? — Si cair, caiu. Grande coisa !... Boneca quando cae não se machuca. Eu é que não posso ficar. neste sol, toda a vida, esperando que a excellentissima senhora dona Emilia séque ! Quem mandou molhar-se ? — Mal agradecida... Si não fosse a minha molhadela não comias a taririnha. — Está pensando que era uma grande coisa a tal tarira ?... Só espinho... — Mas a senhora bem que a papou, que eu vi... — Papei porque quiz. Não tenho que lhe dar satisfações, ''han !'' disse Narizinho, zangada, pondo-lhe a lingua. Amuaram. Mas Narizinho ficou. Lá no intimo estava com receio de deixar a boneca sozinha naquelle sertão. Podia vir o Rabicó, e quem sabe até si alguma onça !... {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}85{{gap}}☉}}</noinclude> 2fjwznrub9e033kemxzjd92chogikqv Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/90 106 253910 553610 2026-06-01T15:07:36Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 553610 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>Estava um sol quente, e muito silencio no quintal. Nas arvores, só um ou outro tico-tico; e no chão, só formiguinhas ruivas. A menina, para matar o tempo, principiou a observar o corre-corre das formiguinhas e logo esqueceu a zanga com a boneca. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 90 crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} — Já reparou, Emilia, como as formigas conversam ? Que pena não entender a gente o que ellas dizem !... — “A gente” é modo de dizer, replicou Emilia, porque eu bem que entendo o que ellas dizem. — Verdade ? — Verdade, sim. Entendo muito bem, e si ficares aqui commigo conto-te toda a historinha que ellas conversam. Repare. Vem uma de lá e outra de cá. Logo que se encontrem, pegam de prosa. Dito e feito. As formigas encontraram-se e principiaram a tagarelar; depois, cada uma seguiu o seu caminho. {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}86{{gap}}☉}}</noinclude> fiapiss4n7xoo75hj7grvkaz0basv6t Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/227 106 253911 553611 2026-06-01T15:10:08Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Nas fundações, que se abriram para acrescentar o templo, foram encontrados alguns sarcófagos e sepulturas formadas por pequenas, lágeas. Em um daqueles, espécie de caixa feita duma só pedra, apareceram umas falanges e falangetas dos ossos das mãos, muito carcomidos, as tibias e bem assim ''cinco anéis'', - um de prata e quatro de vidro esverdeado. No fundo tinha um orificio, com o diâmetro de 0<sup>m</sup>,06 centímetros; e, ao retir... 553611 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Nas fundações, que se abriram para acrescentar o templo, foram encontrados alguns sarcófagos e sepulturas formadas por pequenas, lágeas. Em um daqueles, espécie de caixa feita duma só pedra, apareceram umas falanges e falangetas dos ossos das mãos, muito carcomidos, as tibias e bem assim ''cinco anéis'', - um de prata e quatro de vidro esverdeado. No fundo tinha um orificio, com o diâmetro de 0<sup>m</sup>,06 centímetros; e, ao retirar-se a terra que o obstruia, viu-se que era pastosa e que exalava um cheiro nauseabundo. Quasi todas as sepulturas, a que me refiro, estavam encostadas à parede sul do templo, pela parte de fora. Vê-se, pois, que a antiga disciplina da igreja bracarense, quanto a enterramentos, esteve em pleno vigor nesta freguesia<ref>O cânon 18.º do 1.º Concilio celebrado na cidade de Braga no ano de 561, preceituava que os cadáveres fossem sepultos pela parte de fóra dos templos, junto das suas paredes. Diz o cit. can. 18.º «Item placuit ut corpora defunctorum nullo modo in Basilica Sanctorum sepeliantur, sed si necesse est, de foris circa murum Basilicae usque adeo non aborret».</ref>. O templo foi soalhado há cerca de onze anos, pelos carpinteiros desta freguesia Francisco António Pereira Sião (mestre), Casimiro José Monteiro, Francisco da Silva, Manuel da Cunha e Francisco Bento de Amorim. E o pavimento da capela-mor foi ladrilhado, a mosaico, em 1906, à custa da confraria do Sacramento. {{c|---}} Pouco antes de se chegar à igreja, caminho do sul, encontra-se uma encruzilhada deles a que se dá o nome de «''Cruzeiro de S. Pedro''», não obstante não existir lá cruzeiro algum. É que, depois de construído o cemitério paroquial, foi trasladado para este e levantado ao centro o cruzeiro que, efectivamente, havia na referida encruzilhada. -- imagem -- Cemitério paroquial de Formariz No perímetro paroquial há quatro capelas públicas e cinco particulares. As primeiras são: de ''S. João e Santa Ana'', no lugar de Reirigo; de ''S. Sebastião'', de ''N. Senhora da Irijó'', e de ''N. Senhora do Livramento'', nos sítios destes nomes. As segundas são: de ''N. Senhora da Peneda'', na quinta de Viamonte<ref>Em algumas «Visitações» desta freguesia assinalava-se-lhe por padroeira - Nossa Senhora das Neves.</ref>, de N. Senhora da Penha de França, na quinta do Souto, pertencente ao Sr. António J. de Sousa e esposa, a de ''S. João'', na quinta de Mantelães, do Sr. dr. Manuel {{rule}}<noinclude></noinclude> 6px6rcm1nvp272dpiasroh7n5yfr16v Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/91 106 253912 553612 2026-06-01T15:11:33Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 553612 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>— Fiquei na mesma ! disse a menina. — Pois eu não, retrucou a boneca. A de lá disse: “Encontrou o corpo do besourinho verde?” A de cá respondeu: “Não”. A de lá: “Pois volte e procure perto do pé de pitanga, lá naquella pedra onde mora uma paquinha. Esse besouro morreu hontem que eu vi”. A de cá: “Pois está direito, vou ver isso“. E foi. Esta formiga que dá ordens deve ser a dona-de-casa do formigueiro. Tem uns ares de mandona e não sae daqui de perto, a entrar e a sair do buraquinho, como quem toma conta do serviço. A outra é carregadeira. Devia ser isso mesmo porque logo depois chegou de fóra uma terceira formiguinha, muito apressada, que cochichou com ella e voltou para trás. — Que é que disse esta ? perguntou Narizinho. — Disse que tinham apanhado uma bella minhoca, ao pé da porteira, mas que precisavam de mais gente para carregal-a. — Emilia, você está-me bobeando!... {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}87{{gap}}☉}}</noinclude> 8oc9gxvcw5mz1pldiny21is8kzsuyad Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/228 106 253913 553614 2026-06-01T15:16:25Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: de Azevedo Araújo e Gama, de ''N. Senhora dos Remédios'', na quinta do Paço, propriedade das Sr.<sup>as</sup> D. Rosa Alves Ferreira e sua irmã D. Joaquina<ref>Nesta capela foi suspensa a celebração de missa e ofícios divinos, quando era seu administrador Luiz Alvares da Maia, escrivão no antigo julgado de Coura, pelo estado de abandono a que chegou. ''Liv. das. Visitações''.</ref>, e de ''S. Miguel'', pertencente à Sr. D. Maria da A.... 553614 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>de Azevedo Araújo e Gama, de ''N. Senhora dos Remédios'', na quinta do Paço, propriedade das Sr.<sup>as</sup> D. Rosa Alves Ferreira e sua irmã D. Joaquina<ref>Nesta capela foi suspensa a celebração de missa e ofícios divinos, quando era seu administrador Luiz Alvares da Maia, escrivão no antigo julgado de Coura, pelo estado de abandono a que chegou. ''Liv. das. Visitações''.</ref>, e de ''S. Miguel'', pertencente à Sr. D. Maria da A. Gonçalves Pereira, viuva do falecido Par do Reino Miguel Dantas G. Pereira. Na capela da ''Irijó'' celebra-se festividade, com arraial, no 2.º domingo de Julho<ref>O abade Alexandre Alves informou, em 1758, ser tradicional que na Irijó houve um convento de religiosas. («Voz de Coura» 2.º ano, n. 47).</ref>. O local, espaçoso terreno povoado de carvalheiras, é Ditoresco e aprazível. Antigamente despertava muito interesse esta romaria, e tinha um ''quid'' de herói-cómico a entrada das ''cavalhadas'', que regressavam, por aqui, da festa de S. Bento da Porta Aberta, que se realiza no mesmo dia, na freguesia de Cossourado. De tarde costumava haver uma distracção para os «''cavaleiros''», que consistia em prender uma chave grande a uma corda, a qual era levantada sobre a carreira que passa na frente do adro. Os ''cavaleiros'' armavam-se de paus aguçados, à laia de lanças, e despediam, a galope, sobre os seus rossinantes, mirando de longe a asa da chave, para enfiarem por ela as suas armas (os paus aguçados), o que não era muito fácil. Durante estas «''justas''», não era raro o cavaleiro desiquilibrar-se e... apalpar o chão com as costas. Grande e calorosa hilaridade da movimentada assistência popular, -- imagem -- Capela de Nossa Senhora de Livramento (Formariz) {{rule}}<noinclude></noinclude> dfh7pbzwzelwu5v79bq4egs9ogfbzdi Página:Da Terra á Lua.pdf/115 106 253914 553615 2026-06-01T15:23:43Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: [[File:Delaterrelalun00vern 0091 1.png|centro|400px]] {{c|Tiveram de passar a vau muitos rios ([[Página:Da Terra á Lua.pdf/119|pag. 120]]).}} {{PT|mil duzentos e sessenta e sete acres<ref>15 365:440 hectares.</ref>, dentro dos quaes se devia}} {{nop}} 553615 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|115|VIAGENS MARAVILHOSAS|borda_inferior=sim}}</noinclude>[[File:Delaterrelalun00vern 0091 1.png|centro|400px]] {{c|Tiveram de passar a vau muitos rios ([[Página:Da Terra á Lua.pdf/119|pag. 120]]).}} {{PT|mil duzentos e sessenta e sete acres<ref>15 365:440 hectares.</ref>, dentro dos quaes se devia}} {{nop}}<noinclude>{{smallrefs}}</noinclude> 28n8hqj4ejyxtbtyas29beqcftg9di1 553621 553615 2026-06-01T15:28:14Z Erick Soares3 19404 553621 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|115|VIAGENS MARAVILHOSAS|borda_inferior=sim}}</noinclude>[[File:Delaterrelalun00vern 0091 1.png|centro|400px]] {{c|Tiveram de passar a vau muitos rios ([[Página:Da Terra á Lua.pdf/119|pag. 120]]).}} {{PT|mil duzentos e sessenta e sete acres<ref>15 365:440 hectares.</ref>, dentro dos quaes se devia {{PT||escolher um situado para áquem do vigesimo oitavo parallelo, e em condições convenientes para a tentativa; por isso Barbicane, {{PT||ao passo que cavalgava, ía examinando com attenção a configuração e a particular distribuição do solo.}}}}}} {{nop}}<noinclude>{{smallrefs}}</noinclude> ox44ab70l875pzl8mx9xqft7xamd61r Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/102 106 253915 553616 2026-06-01T15:25:16Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 4 <big>'''Chronica'''</big> '''Do''' <big>'''EMPERADOR'''</big><br/> ſua embaixada com aquella ordem, e con-<br/> certo, que diante das Reaes peſſoas ſe<br/> ſe deve ter do que ElRey ficou mui<br/> contente, aſſi pelo proveito, e honra,<br/> que do tal caſamento alcançava, como<br/> por ſaber com quanto amor e acata-<br/> mento delRey Adriano ſua embaixada fo-<br/> ra recebida. E paſſados alguns dias em<br/> que ſe as couſas pera a t... 553616 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>4 <big>'''Chronica'''</big> '''Do''' <big>'''EMPERADOR'''</big><br/> ſua embaixada com aquella ordem, e con-<br/> certo, que diante das Reaes peſſoas ſe<br/> ſe deve ter do que ElRey ficou mui<br/> contente, aſſi pelo proveito, e honra,<br/> que do tal caſamento alcançava, como<br/> por ſaber com quanto amor e acata-<br/> mento delRey Adriano ſua embaixada fo-<br/> ra recebida. E paſſados alguns dias em<br/> que ſe as couſas pera a tal partida orde-<br/> navão, embarcou a Princeza Briayna em<br/> vinte Náos mui groſſas, e bem apercebi-<br/> cas d'armas, e tiros, por cauſa das gran-<br/> des armadas, que o Turco no Archipe-<br/> lago trazia. E além do contentamento,<br/> que levava, lembrando-lhe ſer mulher de<br/> hum Principe, que taõ nomeado pelo<br/> mundo era; ſoi mui acompanhada de Du-<br/> ques, Condes, Dónas, Donzellas, e ou-<br/> tros aparatos, que a tal peſſoa convi-<br/> nhaõ. Pois a gente d'armas, que eſtes<br/> Senhores como Capitaens haviaõ de man-<br/> dar, ſe neceſſario foſſe; certo a vitoria,<br/> que della ſe podia eſperar era bem duvi-<br/> doſa, ainda que o Turco com todo ſeu<br/> poder foſſe preſente. E navegando ſem<br/> algum impedimento, chegaraõ á Cidade<br/> de Segura, onde ElRei Adriano com a<br/> mais principal gente de ſeu Reino, que<br/> pera<noinclude></noinclude> nmzd6exl3sa4ctofk2i02wpm7s44uh0 553617 553616 2026-06-01T15:25:37Z Strudel45 38659 553617 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>4 <big>'''Chronica'''</big> '''DO''' <big>'''EMPERADOR'''</big><br/> ſua embaixada com aquella ordem, e con-<br/> certo, que diante das Reaes peſſoas ſe<br/> ſe deve ter do que ElRey ficou mui<br/> contente, aſſi pelo proveito, e honra,<br/> que do tal caſamento alcançava, como<br/> por ſaber com quanto amor e acata-<br/> mento delRey Adriano ſua embaixada fo-<br/> ra recebida. E paſſados alguns dias em<br/> que ſe as couſas pera a tal partida orde-<br/> navão, embarcou a Princeza Briayna em<br/> vinte Náos mui groſſas, e bem apercebi-<br/> cas d'armas, e tiros, por cauſa das gran-<br/> des armadas, que o Turco no Archipe-<br/> lago trazia. E além do contentamento,<br/> que levava, lembrando-lhe ſer mulher de<br/> hum Principe, que taõ nomeado pelo<br/> mundo era; ſoi mui acompanhada de Du-<br/> ques, Condes, Dónas, Donzellas, e ou-<br/> tros aparatos, que a tal peſſoa convi-<br/> nhaõ. Pois a gente d'armas, que eſtes<br/> Senhores como Capitaens haviaõ de man-<br/> dar, ſe neceſſario foſſe; certo a vitoria,<br/> que della ſe podia eſperar era bem duvi-<br/> doſa, ainda que o Turco com todo ſeu<br/> poder foſſe preſente. E navegando ſem<br/> algum impedimento, chegaraõ á Cidade<br/> de Segura, onde ElRei Adriano com a<br/> mais principal gente de ſeu Reino, que<br/> pera<noinclude></noinclude> lhk8jogs1w15lf1vw50298rmpcpcoei 553632 553617 2026-06-01T17:49:05Z Strudel45 38659 553632 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''4''' <big>'''Chronica'''</big> '''DO''' <big>'''EMPERADOR'''</big><br/> ſua embaixada com aquella ordem, e con-<br/> certo, que diante das Reaes peſſoas ſe<br/> ſe deve ter do que ElRey ficou mui<br/> contente, aſſi pelo proveito, e honra,<br/> que do tal caſamento alcançava, como<br/> por ſaber com quanto amor e acata-<br/> mento delRey Adriano ſua embaixada fo-<br/> ra recebida. E paſſados alguns dias em<br/> que ſe as couſas pera a tal partida orde-<br/> navão, embarcou a Princeza Briayna em<br/> vinte Náos mui groſſas, e bem apercebi-<br/> cas d'armas, e tiros, por cauſa das gran-<br/> des armadas, que o Turco no Archipe-<br/> lago trazia. E além do contentamento,<br/> que levava, lembrando-lhe ſer mulher de<br/> hum Principe, que taõ nomeado pelo<br/> mundo era; ſoi mui acompanhada de Du-<br/> ques, Condes, Dónas, Donzellas, e ou-<br/> tros aparatos, que a tal peſſoa convi-<br/> nhaõ. Pois a gente d'armas, que eſtes<br/> Senhores como Capitaens haviaõ de man-<br/> dar, ſe neceſſario foſſe; certo a vitoria,<br/> que della ſe podia eſperar era bem duvi-<br/> doſa, ainda que o Turco com todo ſeu<br/> poder foſſe preſente. E navegando ſem<br/> algum impedimento, chegaraõ á Cidade<br/> de Segura, onde ElRei Adriano com a<br/> mais principal gente de ſeu Reino, que<br/> pera<noinclude></noinclude> kkuf995cwrjru4t2q17y5ezzlvvzhou Página:Da Terra á Lua.pdf/116 106 253916 553618 2026-06-01T15:25:56Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: [[File:Delaterrelalun00vern 0098 1.png|centro|400px]] {{c|Os trabalhos avançavam regularmente ([[Página:Da Terra á Lua.pdf/127|pag. 129]]).}} {{PT|escolher um situado para áquem do vigesimo oitavo parallelo, e em condições convenientes para a tentativa; por isso Barbicane,}} {{nop}} 553618 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|117|borda_inferior=sim}}</noinclude>[[File:Delaterrelalun00vern 0098 1.png|centro|400px]] {{c|Os trabalhos avançavam regularmente ([[Página:Da Terra á Lua.pdf/127|pag. 129]]).}} {{PT|escolher um situado para áquem do vigesimo oitavo parallelo, e em condições convenientes para a tentativa; por isso Barbicane,}} {{nop}}<noinclude></noinclude> naths4646thij4mnma9ups2r4n8x0za 553620 553618 2026-06-01T15:27:57Z Erick Soares3 19404 553620 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|117|borda_inferior=sim}}</noinclude>[[File:Delaterrelalun00vern 0098 1.png|centro|400px]] {{c|Os trabalhos avançavam regularmente ([[Página:Da Terra á Lua.pdf/127|pag. 129]]).}} {{PT|escolher um situado para áquem do vigesimo oitavo parallelo, e em condições convenientes para a tentativa; por isso Barbicane, {{PT||ao passo que cavalgava, ía examinando com attenção a configuração e a particular distribuição do solo.}}}} {{nop}}<noinclude></noinclude> eagf7gzhsbjw3g7gpk4eua7811svs18 Página:Da Terra á Lua.pdf/117 106 253917 553619 2026-06-01T15:27:42Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{PT|ao passo que cavalgava, ía examinando com attenção a configuração e a particular distribuição do solo.}} A Florida, descoberta por Juan Ponce de Leon em 1512, no domingo de Ramos, deveu a esta circumstancia seu primeiro nome de Paschoa-Florida, encantadora denominação bem mal cabida nʼaquellas costas aridas e abrazadas. Mas a algumas milhas da praia, ía pouco e pouco mudando a natureza do terreno, e o paiz mostrando-se digno do nome... 553619 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|118|VIAGENS MARAVILHOSAS|borda_inferior=sim}}</noinclude>{{PT|ao passo que cavalgava, ía examinando com attenção a configuração e a particular distribuição do solo.}} A Florida, descoberta por Juan Ponce de Leon em 1512, no domingo de Ramos, deveu a esta circumstancia seu primeiro nome de Paschoa-Florida, encantadora denominação bem mal cabida nʼaquellas costas aridas e abrazadas. Mas a algumas milhas da praia, ía pouco e pouco mudando a natureza do terreno, e o paiz mostrando-se digno do nome primitivo; o solo era cortado por uma rede de creeks, de rios, de ribeiros, de lagoas e de pequenos lagos; mas logo a campina começou a elevar-se sensivelmente, e dentro em pouco deixou ver plainos onde se davam admiravelmente todas as producções vegetaes do norte e do meio dia, campos immensos, onde todas as despezas e trabalhos da cultura são feitos pelo sol dos tropicos e pelas aguas retidas no subsolo de argilla, e finalmente prados de ananazes, de inhames, de tabaco, de arroz, de algodão, de canna de assucar, que se estendiam a perder de vista, ostentando com descuidosa prodigalidade immensas riquezas. Barbicane mostrou-se muito satisfeito quando verificou que o terreno se ía elevando progressivamente, e como J.-T. Maston o interrogasse a tal respeito: — Meu digno amigo, respondeu, temos interesse de primeira ordem em fundir a Columbiada em terreno alto. — Para estar mais perto da Lua? exclamou o secretario do Gun-Club. — Não, respondeu Barbicane sorrindo-se; que valem algumas poucas toezas de mais ou de menos? Não é por isso, mas porque no centro de terrenos elevados hão de proseguir com maior facilidade os nossos trabalhos: não teremos de lutar com as aguas, circumstancia que nos ha de poupar tubagens compridas e caras, o que é objecto de vulto quando se trata de abrir um fosso de novecentos pés de profundidade. {{nop}}<noinclude></noinclude> 1cr8htgxzroqnvhmi43809066b9jnv6 Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/103 106 253918 553623 2026-06-01T15:32:16Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <big>'''CLARIMUNDO.'''</big> 5<br/> pera a tal feſta eraõ chamados, com mui-<br/> to prazer recebeo a eſta Princeza. E ain-<br/> da que do mar vinha bem agaſtada, ſa-<br/> hio taõ fermoſa, que ElRei, e todos os<br/> ſeus, tiveras por nada a fama pera o<br/> que alli com ſua preſença julgavaõ. E<br/> neſta primeira viſta, que ElRei Adriano<br/> ſe vio com ella, foi tanto o entendimen-<br/> to d'amor antrambos, quanto no diſcur-<br/> ſo... 553623 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude><big>'''CLARIMUNDO.'''</big> 5<br/> pera a tal feſta eraõ chamados, com mui-<br/> to prazer recebeo a eſta Princeza. E ain-<br/> da que do mar vinha bem agaſtada, ſa-<br/> hio taõ fermoſa, que ElRei, e todos os<br/> ſeus, tiveras por nada a fama pera o<br/> que alli com ſua preſença julgavaõ. E<br/> neſta primeira viſta, que ElRei Adriano<br/> ſe vio com ella, foi tanto o entendimen-<br/> to d'amor antrambos, quanto no diſcur-<br/> ſo de ſua vida continuadamente moſtra-<br/> raõ: porque foraõ ſempre taŏ contentes<br/> hum do outro, que ſe naõ podia amor<br/> mais verdadeiro em ſeu tempo achar. E<br/> entrando eſte poderoſo Rei com grande<br/> prazer, e alegria pela Cidade, levando<br/> pela maõ a fermoſa Briayna; começou<br/> todo o povo de Mar muitas graças a<br/> Deos, por ajuntar duas taõ nobres peſ-<br/> ſoas, aſſi em condiçaõ, como em gra-<br/> ça, e parecer. E com eſte contentamen-<br/> to, que todos tinhaõ, cada hum traba-<br/> lhava naquellas feſtas pelo moſtrar com<br/> muitas juſtas, torneios, e outas couſas<br/> de prazer, que nos taes tempos ſe uſaõ,<br/> as quaes foraõ magniſicas, e com tanto<br/> prazer celebradas, que ſenaõ podiaõ mais<br/> avantejar, e nellas manifeſtou ElRei li-<br/> beralmente ſua grandeza, dando, e ſa-<br/> B zendo<noinclude></noinclude> k5xywykc3xujifx3g10sk16geh2h0yy 553659 553623 2026-06-02T10:26:50Z Strudel45 38659 553659 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude><big>'''CLARIMUNDO.'''</big> '''5'''<br/> pera a tal feſta eraõ chamados, com mui-<br/> to prazer recebeo a eſta Princeza. E ain-<br/> da que do mar vinha bem agaſtada, ſa-<br/> hio taõ fermoſa, que ElRei, e todos os<br/> ſeus, tiveras por nada a fama pera o<br/> que alli com ſua preſença julgavaõ. E<br/> neſta primeira viſta, que ElRei Adriano<br/> ſe vio com ella, foi tanto o entendimen-<br/> to d'amor antrambos, quanto no diſcur-<br/> ſo de ſua vida continuadamente moſtra-<br/> raõ: porque foraõ ſempre taŏ contentes<br/> hum do outro, que ſe naõ podia amor<br/> mais verdadeiro em ſeu tempo achar. E<br/> entrando eſte poderoſo Rei com grande<br/> prazer, e alegria pela Cidade, levando<br/> pela maõ a fermoſa Briayna; começou<br/> todo o povo de Mar muitas graças a<br/> Deos, por ajuntar duas taõ nobres peſ-<br/> ſoas, aſſi em condiçaõ, como em gra-<br/> ça, e parecer. E com eſte contentamen-<br/> to, que todos tinhaõ, cada hum traba-<br/> lhava naquellas feſtas pelo moſtrar com<br/> muitas juſtas, torneios, e outas couſas<br/> de prazer, que nos taes tempos ſe uſaõ,<br/> as quaes foraõ magniſicas, e com tanto<br/> prazer celebradas, que ſenaõ podiaõ mais<br/> avantejar, e nellas manifeſtou ElRei li-<br/> beralmente ſua grandeza, dando, e ſa-<br/> B zendo<noinclude></noinclude> teine2bxyjbkxchuxkic7kfq9u9vf6g Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/229 106 253919 553624 2026-06-01T15:38:03Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: aplausos, em barda, ao vencedor, e por fim... regressar aos lares. {{c|---}} Na de ''N. Senhora do Livramento'' festeja-se a padroeira no último domingo de Julho. A situação da capela é uma das mais atraentes e sugestivas desta freguesia. Sobranceira à estrada real, é deliciosa esta estância em noites de verão. O adro, orlado de renques de choupos e outro arvoredo, alveja por entre eles, ficando em destaque a frontaria. O povo da... 553624 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>aplausos, em barda, ao vencedor, e por fim... regressar aos lares. {{c|---}} Na de ''N. Senhora do Livramento'' festeja-se a padroeira no último domingo de Julho. A situação da capela é uma das mais atraentes e sugestivas desta freguesia. Sobranceira à estrada real, é deliciosa esta estância em noites de verão. O adro, orlado de renques de choupos e outro arvoredo, alveja por entre eles, ficando em destaque a frontaria. O povo da localidade, e doutros concelhos, tem grande devoção com a ''Senhora do Livramento'', como atestamos numerosos grupos de ''romeiros'' que ali vão, domingos e dias santificados, levar a oblata da sua gratidão, em estrofes de pé quebrado. ma amostra: {{right|«Senhora do Livramento,}} {{right|Que estais no altar;}} {{right|Livrasteis Antóne}} {{right|De ser militar».}} {{left|«Senhora do Livramento,}} {{left|Que estais na vidraça;}} {{left|Livrasteis o moço}} {{left|D'ir assentar praça.»}} {{right|«Senhora do Livramento,}} {{right|Promessa vos dei:}} {{right|Livrasteis meu filho}} {{right|D'ir servir o Rei.»<ref>Recolhi estas quadras de uns ''romeiros'', do concelho dos Arcos que aqui vieram agradecer o ''milagre'' de ser isento do serviço militar um mancebo.</ref>}} A reconstrução da capela e outras obras de aformoseamento, anda ligada uma lenda, que vou arquivar: Perdera-se no mato, em terras brasileiras, um filho deste concelho; e, fatigado de caminhar, sem poder enveredar por carreiro que o levasse para fora do cerrado e perigoso matagal, recostou-se a um carcomido tronco, que jazia, derrubado, no chão. De repente, sem ser esperado, levanta-se-lhe de baixo dos pés enorme e repelente lagarto, que estava escondido sob o ''capim'' e folhas caídas do arvoredo. O reptil, ao dar a primeira abalada, ia levando a cavaleiras o solitário viajante, porque este parára, precisamente, no sítio que condizia com o dorso do bicharoco, ali amoitado. Horrorisado com a súbita e hedionda aparição, e julgando contados os seus dias, uma só coisa ocorreu ao nosso compatriota: foi invocar o patrocínio da ''Senhora do Livramento'', para lhe valer naqueles extremos, prometendo-lhe, então, reformar-lhe a capela. Cuspido no solo, continua a lenda, cobrou ânimo e pode lançar mão da arma, que levava, e disparar sobre o feio habitante do bosque, matando-o. Depois, tirou a pele ao reptil e, ou como recordação da embaraçosa aventura, ou como preito de gratidão e fé, remeteu-a para a capela do Livramento, onde se encontrava ainda, pelo menos parte dela, no meado do século passado, como me informaram testemunhas oculares, fidedignas<ref>Pelo andar do tempo os devotos foram levando pequenas relíquias da referida pele, até que deram cabo dela. Na Igreja da Penha de França (Lisboa) existiu o famoso lagarto,</ref>. {{rule}}<noinclude></noinclude> l0vp1alrpi0fdjdgqsp0osazqotu775 553625 553624 2026-06-01T15:38:32Z Ruiaraujo1972 38032 553625 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>aplausos, em barda, ao vencedor, e por fim... regressar aos lares. {{c|---}} Na de ''N. Senhora do Livramento'' festeja-se a padroeira no último domingo de Julho. A situação da capela é uma das mais atraentes e sugestivas desta freguesia. Sobranceira à estrada real, é deliciosa esta estância em noites de verão. O adro, orlado de renques de choupos e outro arvoredo, alveja por entre eles, ficando em destaque a frontaria. O povo da localidade, e doutros concelhos, tem grande devoção com a ''Senhora do Livramento'', como atestamos numerosos grupos de ''romeiros'' que ali vão, domingos e dias santificados, levar a oblata da sua gratidão, em estrofes de pé quebrado. ma amostra: {{right|«Senhora do Livramento,}} {{right|Que estais no altar;}} {{right|Livrasteis Antóne}} {{right|De ser militar».}} {{left|«Senhora do Livramento,}} {{left|Que estais na vidraça;}} {{left|Livrasteis o moço}} {{left|D'ir assentar praça.»}} {{right|«Senhora do Livramento,}} {{right|Promessa vos dei:}} {{right|Livrasteis meu filho}} {{right|D'ir servir o Rei.»<ref>Recolhi estas quadras de uns ''romeiros'', do concelho dos Arcos que aqui vieram agradecer o ''milagre'' de ser isento do serviço militar um mancebo.</ref>}} A reconstrução da capela e outras obras de aformoseamento, anda ligada uma lenda, que vou arquivar: Perdera-se no mato, em terras brasileiras, um filho deste concelho; e, fatigado de caminhar, sem poder enveredar por carreiro que o levasse para fora do cerrado e perigoso matagal, recostou-se a um carcomido tronco, que jazia, derrubado, no chão. De repente, sem ser esperado, levanta-se-lhe de baixo dos pés enorme e repelente lagarto, que estava escondido sob o ''capim'' e folhas caídas do arvoredo. O reptil, ao dar a primeira abalada, ia levando a cavaleiras o solitário viajante, porque este parára, precisamente, no sítio que condizia com o dorso do bicharoco, ali amoitado. Horrorisado com a súbita e hedionda aparição, e julgando contados os seus dias, uma só coisa ocorreu ao nosso compatriota: foi invocar o patrocínio da ''Senhora do Livramento'', para lhe valer naqueles extremos, prometendo-lhe, então, reformar-lhe a capela. Cuspido no solo, continua a lenda, cobrou ânimo e pode lançar mão da arma, que levava, e disparar sobre o feio habitante do bosque, matando-o. Depois, tirou a pele ao reptil e, ou como recordação da embaraçosa aventura, ou como preito de gratidão e fé, remeteu-a para a capela do Livramento, onde se encontrava ainda, pelo menos parte dela, no meado do século passado, como me informaram testemunhas oculares, fidedignas<ref>Pelo andar do tempo os devotos foram levando pequenas relíquias da referida pele, até que deram cabo dela. Na Igreja da Penha de França (Lisboa) existiu o famoso lagarto,</ref>. {{rule}}<noinclude></noinclude> hban7e246qgeoq6nzlmbmp9h09e2ea2 553626 553625 2026-06-01T15:39:06Z Ruiaraujo1972 38032 553626 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>aplausos, em barda, ao vencedor, e por fim... regressar aos lares. {{c|---}} Na de ''N. Senhora do Livramento'' festeja-se a padroeira no último domingo de Julho. A situação da capela é uma das mais atraentes e sugestivas desta freguesia. Sobranceira à estrada real, é deliciosa esta estância em noites de verão. O adro, orlado de renques de choupos e outro arvoredo, alveja por entre eles, ficando em destaque a frontaria. O povo da localidade, e doutros concelhos, tem grande devoção com a ''Senhora do Livramento'', como atestamos numerosos grupos de ''romeiros'' que ali vão, domingos e dias santificados, levar a oblata da sua gratidão, em estrofes de pé quebrado. Uma amostra: {{right|«Senhora do Livramento,}} {{right|Que estais no altar;}} {{right|Livrasteis Antóne}} {{right|De ser militar».}} {{left|«Senhora do Livramento,}} {{left|Que estais na vidraça;}} {{left|Livrasteis o moço}} {{left|D'ir assentar praça.»}} {{right|«Senhora do Livramento,}} {{right|Promessa vos dei:}} {{right|Livrasteis meu filho}} {{right|D'ir servir o Rei.»<ref>Recolhi estas quadras de uns ''romeiros'', do concelho dos Arcos que aqui vieram agradecer o ''milagre'' de ser isento do serviço militar um mancebo.</ref>}} A reconstrução da capela e outras obras de aformoseamento, anda ligada uma lenda, que vou arquivar: Perdera-se no mato, em terras brasileiras, um filho deste concelho; e, fatigado de caminhar, sem poder enveredar por carreiro que o levasse para fora do cerrado e perigoso matagal, recostou-se a um carcomido tronco, que jazia, derrubado, no chão. De repente, sem ser esperado, levanta-se-lhe de baixo dos pés enorme e repelente lagarto, que estava escondido sob o ''capim'' e folhas caídas do arvoredo. O reptil, ao dar a primeira abalada, ia levando a cavaleiras o solitário viajante, porque este parára, precisamente, no sítio que condizia com o dorso do bicharoco, ali amoitado. Horrorisado com a súbita e hedionda aparição, e julgando contados os seus dias, uma só coisa ocorreu ao nosso compatriota: foi invocar o patrocínio da ''Senhora do Livramento'', para lhe valer naqueles extremos, prometendo-lhe, então, reformar-lhe a capela. Cuspido no solo, continua a lenda, cobrou ânimo e pode lançar mão da arma, que levava, e disparar sobre o feio habitante do bosque, matando-o. Depois, tirou a pele ao reptil e, ou como recordação da embaraçosa aventura, ou como preito de gratidão e fé, remeteu-a para a capela do Livramento, onde se encontrava ainda, pelo menos parte dela, no meado do século passado, como me informaram testemunhas oculares, fidedignas<ref>Pelo andar do tempo os devotos foram levando pequenas relíquias da referida pele, até que deram cabo dela. Na Igreja da Penha de França (Lisboa) existiu o famoso lagarto,</ref>. {{rule}}<noinclude></noinclude> sjamcwxt7sksiurk128ziw0o8tzlzcd 553628 553626 2026-06-01T15:48:56Z Ruiaraujo1972 38032 553628 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>aplausos, em barda, ao vencedor, e por fim... regressar aos lares. {{c|---}} Na de ''N. Senhora do Livramento'' festeja-se a padroeira no último domingo de Julho. A situação da capela é uma das mais atraentes e sugestivas desta freguesia. Sobranceira à estrada real, é deliciosa esta estância em noites de verão. O adro, orlado de renques de choupos e outro arvoredo, alveja por entre eles, ficando em destaque a frontaria. O povo da localidade, e doutros concelhos, tem grande devoção com a ''Senhora do Livramento'', como atestamos numerosos grupos de ''romeiros'' que ali vão, domingos e dias santificados, levar a oblata da sua gratidão, em estrofes de pé quebrado. 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Depois, tirou a pele ao reptil e, ou como recordação da embaraçosa aventura, ou como preito de gratidão e fé, remeteu-a para a capela do Livramento, onde se encontrava ainda, pelo menos parte dela, no meado do século passado, como me informaram testemunhas oculares, fidedignas<ref>Pelo andar do tempo os devotos foram levando pequenas relíquias da referida pele, até que deram cabo dela. Na Igreja da Penha de França (Lisboa) existiu o famoso lagarto, cuja lenda é semelhante à do Livramento. («Port. Ant. e Moder.» vol. 4.º, pág. 254, col. 2.ª).</ref>. {{rule}}<noinclude></noinclude> oy7zrf20pukczcrshxgscr7m1sz2tdo Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/230 106 253920 553627 2026-06-01T15:48:38Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Pertence a esta capela um véu de cálix, muito curioso pela inscrição, impressa, que contém. É de nobreza de seda, com franja de prata, filigranada. A inscrição está encerrada em três quadrilongos, com tarjas ornamentadas pela impressão; dois ao fundo do véu e um no alto. Contém as teses defendidas pelo dr. Frutuoso José Pereira da Cunha, da casa das Encouradas, no seu 5.º ano de direito canónico, em 1737. Em um manuscrito do genealo... 553627 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Pertence a esta capela um véu de cálix, muito curioso pela inscrição, impressa, que contém. É de nobreza de seda, com franja de prata, filigranada. A inscrição está encerrada em três quadrilongos, com tarjas ornamentadas pela impressão; dois ao fundo do véu e um no alto. Contém as teses defendidas pelo dr. Frutuoso José Pereira da Cunha, da casa das Encouradas, no seu 5.º ano de direito canónico, em 1737. Em um manuscrito do genealogista Leonel de Andrade e Sousa, do ano de 1733, lê-se que os fundadores desta capela foram os padres Domingos Fernandes - o velho - e seu irmão Gonçalo Fernandes - o novo - da casa da Covinha<ref> Este manuscrito encontra-se em meu poder.</ref>. {{c|---}} Nesta capela está erecta uma confraria com a invocação da Padroeira - N. Senhora do Livramento - cujos Estatutos foram organizados em 30 de Junho, de 1798, sendo abade desta freguesia o Rev. António Peito de Carvalho e aprovados pelo Provedor de Viana do Castelo por alvará de 2 de Julho, do mesmo ano, expedido da Ponte da Barca. Os que estão em vigor são de 1800. Antes da erecção desta confraria, a capela era de padroeiros particulares, como consta dos Estatutos de 1798, em que se lhes reconhece os seus direitos, posse e regalias, que tinham, de «tempos immemoriaes». Foi, por isso, que se estatuiu que na eleição da Mesa 462 1 entrassem quatro vogais dos referidos padroeiros e cinco dos outros irmãos. Nos Estatutos de 1800 não se fala daqueles padroeiros, nem das suas regalias: declara-se, apenas, que a capela é filial da freguesia. No capítulo 2.0 dos últimos Estatutos (fl. 9) deter- minou-se que se celebrasse um ofício anual, na véspera da festa, pelo benfeitor e Mestre de Campo Francisco Barbosa Marinho de Castro, que residiu na Baía, em atenção aos muitos e incomparáveis benefícios e esmolas que para as obras desta irmandade tem feito ¹. Desde o ano de 1810 (invasão francesa) até 1814, concorreu esta irmandade com a quantia de 92$878 réis para as despesas da guerra. A reconstrução da capela, os muros do adro e desaterros datam do princípio do século XIX, prolongando-se estas obras e outras, de carpintaria e talha, até 1827. A cruz de prata, foi comprada no ano de 1847 por 131$800 réis e a coroa da Virgem em 1852, pela quantia de 11$800 réis. Nos anos de 1861 e 1862 concorreu a mesma confraria com a verba de 9$500 réis para a reparação da casa da escola de Ferreira. Os altares laterais, cruzes, imagens e sacras datam de 1834. O risco das obras foi apresentado em 1811 e custou 4$800 réis. 1 Tenho razões para crer que é este o devoto a quem se refere a lenda miraculosa, já referida. 2 Antes desta havia outra, também de prata, que foi entregue ao Governo por ordem deste na 1. invasão francesa (1808). 463<noinclude></noinclude> l8lo43rmjj229m2hoi403a1ixnvo2w9 553629 553627 2026-06-01T15:55:08Z Ruiaraujo1972 38032 553629 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Pertence a esta capela um véu de cálix, muito curioso pela inscrição, impressa, que contém. É de nobreza de seda, com franja de prata, filigranada. A inscrição está encerrada em três quadrilongos, com tarjas ornamentadas pela impressão; dois ao fundo do véu e um no alto. Contém as ''teses'' defendidas pelo dr. Frutuoso José Pereira da Cunha, da casa das Encouradas, no seu 5.º ano de direito canónico, em 1737. Em um manuscrito do genealogista Leonel de Andrade e Sousa, do ano de 1733, lê-se que os fundadores desta capela foram os padres Domingos Fernandes - ''o velho'' - e seu irmão Gonçalo Fernandes - ''o novo'' - da casa da Covinha<ref> Este manuscrito encontra-se em meu poder.</ref>. {{c|---}} Nesta capela está erecta uma confraria com a invocação da Padroeira - ''N. Senhora do Livramento'' - cujos Estatutos foram organizados em 30 de Junho, de 1798, sendo abade desta freguesia o Rev. António Peito de Carvalho e aprovados pelo Provedor de Viana do Castelo por alvará de 2 de Julho, do mesmo ano, expedido da Ponte da Barca. Os que estão em vigor são de 1800. Antes da erecção desta confraria, a capela era de ''padroeiros particulares'', como consta dos Estatutos de 1798, em que se lhes reconhece os seus direitos, posse e regalias, que tinham, de «''tempos immemoriaes''». Foi, por isso, que se estatuiu que na eleição da Mesa entrassem ''quatro'' vogais dos referidos padroeiros e ''cinco'' dos outros irmãos. Nos Estatutos de 1800 não se fala daqueles padroeiros, nem das suas regalias: declara-se, apenas, que a capela é ''filial'' da freguesia. No capítulo 2.º dos últimos Estatutos (fl. 9) determinou-se que se celebrasse um ofício anual, na véspera da festa, pelo benfeitor e Mestre de Campo Francisco Barbosa Marinho de Castro, que residiu na Baía, em atenção «aos muitos e incomparáveis benefícios e esmolas que para as obras desta irmandade tem feito»<ref>Tenho razões para crer que é este o devoto a quem se refere a lenda miraculosa, já referida.</ref>. Desde o ano de 1810 (invasão francesa) até 1814, concorreu esta irmandade com a quantia de 92$878 réis para ''as despesas da guerra''. A reconstrução da capela, os muros do adro e desaterros datam do princípio do século XIX, prolongando-se estas obras e outras, de carpintaria e talha, até 1827. A cruz de prata, foi comprada no ano de 1847 por 131$800 réis<ref>Antes desta havia outra, também de prata, que foi entregue ao Governo por ordem deste na 1. invasão francesa (1808).</ref> e a coroa da Virgem em 1852, pela quantia de 11$800 réis. Nos anos de 1861 e 1862 concorreu a mesma confraria com a verba de 9$500 réis para a reparação da casa da escola de Ferreira. Os altares laterais, cruzes, imagens e sacras datam de 1834. O risco das obras foi apresentado em 1811 e custou 4$800 réis. {{rule}}<noinclude></noinclude> qgtmyicax0b15ysj8c437poykaizmm4 Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/231 106 253921 553631 2026-06-01T16:06:41Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: O coro, obra do carpinteiro Manuel Vilares, é construção de 1824; e a vara de prata, do juiz da confraria, foi obtida no ano de 1845-1846 e custou 14$400 réis<ref>Estas notas forama extraídas das contas lançadas no livro dos Estatutos.</ref>. No corpo da capela, sob n.º 15, está uma sepultura com esta inscrição: {{c|ALE}} {{c|XAN}} {{c|DRE}} {{c|JOZ}} {{c|PER<sup>A</sup>}} {{c|DCN<sup>A</sup>.}} {{c|---}} A actual capela-mor,... 553631 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>O coro, obra do carpinteiro Manuel Vilares, é construção de 1824; e a vara de prata, do juiz da confraria, foi obtida no ano de 1845-1846 e custou 14$400 réis<ref>Estas notas forama extraídas das contas lançadas no livro dos Estatutos.</ref>. No corpo da capela, sob n.º 15, está uma sepultura com esta inscrição: {{c|ALE}} {{c|XAN}} {{c|DRE}} {{c|JOZ}} {{c|PER<sup>A</sup>}} {{c|DCN<sup>A</sup>.}} {{c|---}} A actual capela-mor, com outros acréscimos no templo<ref>Os acréscimos foram: cornija no corpo do templo, fresta na frontaria e encaixilhamento do pavimento.</ref>, foram feitos pelo mestre-pedreiro António José Pereira, do lugar da Portela, freguesia de Ferreira, cujo contrato consta de uma escritura, lavrada a 14 de Fevereiro, de 1813, pelo tabelião do antigo julgado de Coura, Domingos José da Cunha Cassam, também de Ferreira<ref>A escritura encontra-se no cartório do Sr. dr. Júlio C. Gomes Barbosa.</ref>. Esta obra foi tratada pela quantia de 426$000 réis, com a gratificação de 24$000 réis. Quando eu arranhava o «''qui, quae, quod''», noites formosíssimas, de prateado luar, passei nesta inolvidável estância, intercalando os sons da minha ''viola'' com os da descuidosa cigarra, que, dependurada na umbrosa ramagem, tomava parte, muita vez, no estúrdio passatempo. Foi-me companheiro saudosíssimo amigo, cuja memória querida guardo no melhor da minha alma, ungindo-a com lágrimas de dolorida saudade! Morreu, de nostalgia, longe do ninho que adorava, em terras brasileiras. Chamou-se: ''Francisco Bernardo Pedreira Bacelar''. Distinto ''maestro'' e excelente amigo era ele! Nos traços fisionómicos do filho, o meu estimado parente José A. Pedreira Bacelar, acostumei-me a observar as feições do pai, e encontro nisto refrigério, embora triste, para o vácuo que aquele me deixou no coração. {{c|---}} Além do cemitério paroquial, há outro, no lugar de ''Reirigo''<ref>É um lugar, pertencente a esta freguesia, situado à raíz do monte de ''S. Silvestre'' e dista da paroquial 8 quilómetros. Tem 11 fogos.</ref>, destinado aos enterramentos dos moradores desta povoação serrana, que fica muito distante da paroquial. É o mais antigo do concelho e foi construído por iniciativa e a expensas de Luís António Gonçalves Lima, em 1850, daqui natural. {{c|---}} Na área desta freguesia compreendem-se bons e largos montados, que chegam ao monte da «''Chã das Pipas''», ramificação da serra da Boulhosa. {{c|---}} A cultura da vinha tem tido muito incremento nos últimos anos (''Cfr. cap. XV''). A da lavoura é importante e intensa. {{rule}}<noinclude></noinclude> 0bmcqax7jsu1kh5did2rd7g3nilcvoh Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/104 106 253922 553633 2026-06-01T17:54:34Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''6''' <big>'''Chronica'''</big> '''DO''' <big>'''EMPERADOR'''</big><br/> zendo a todos mui aſſinadas mercês. E<br/> com eſta liberalidade, que acerca dos<br/> humanos he couſa que mais atrahe a<br/> bem amar, ganhou tanto a vontade<br/> dos Francezes, e aſſi daquelles, que ſe<br/> nas feſtas acharaõ, que ſempre tiveraõ<br/> de ſua grandeza que dizer. E acabada a<br/> maior força deſtas feſtas, partiraõ-ſe os<br/> Embaixadores, e Eſ... 553633 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''6''' <big>'''Chronica'''</big> '''DO''' <big>'''EMPERADOR'''</big><br/> zendo a todos mui aſſinadas mercês. E<br/> com eſta liberalidade, que acerca dos<br/> humanos he couſa que mais atrahe a<br/> bem amar, ganhou tanto a vontade<br/> dos Francezes, e aſſi daquelles, que ſe<br/> nas feſtas acharaõ, que ſempre tiveraõ<br/> de ſua grandeza que dizer. E acabada a<br/> maior força deſtas feſtas, partiraõ-ſe os<br/> Embaixadores, e Eſtrangeiros, que a el-<br/> las vieraõ e ainda que ElRei a todos fa-<br/> zia grandes partidos pera em ſeu Reino<br/> ſicarem antes na ſua patria quizeraõ o<br/> pouco, contentes, que na eſtranha o mui-<br/> to com ſaudade.<br/> CAPITULO II.<br/> ''Como, paſſados alguns annos, houve El-''<br/> ''Rei Adriano bum filho e dos gran-''<br/> ''des, e miraculoſos ſinaes, que ſe''<br/> ''ſizeraõ em ſeu nascimento.''<br/> '''<big>P<big/>'''Aſſados alguns annos, em que El-<br/> Rei, a Rainha viveraõ com gran-<br/> de deſejo de alcançar hum ſilho, que<br/> foſſe amparo, deſpois de ſeus dias, a ſeus<br/> naturaes, e vaſſallos, que já começavaõ<br/> a viver deſcontentes por lhe Deos negar<br/> o<noinclude></noinclude> 7x7nqg3k36zvj6ccmnfd6lkmnxmwaho 553634 553633 2026-06-01T17:55:29Z Strudel45 38659 553634 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''6''' <big>'''Chronica'''</big> '''DO''' <big>'''EMPERADOR'''</big><br/> zendo a todos mui aſſinadas mercês. E<br/> com eſta liberalidade, que acerca dos<br/> humanos he couſa que mais atrahe a<br/> bem amar, ganhou tanto a vontade<br/> dos Francezes, e aſſi daquelles, que ſe<br/> nas feſtas acharaõ, que ſempre tiveraõ<br/> de ſua grandeza que dizer. E acabada a<br/> maior força deſtas feſtas, partiraõ-ſe os<br/> Embaixadores, e Eſtrangeiros, que a el-<br/> las vieraõ e ainda que ElRei a todos fa-<br/> zia grandes partidos pera em ſeu Reino<br/> ſicarem antes na ſua patria quizeraõ o<br/> pouco, contentes, que na eſtranha o mui-<br/> to com ſaudade.<br/> <big>'''CAPITULO II.'''</big><br/> ''Como, paſſados alguns annos, houve El-''<br/> ''Rei Adriano bum filho e dos gran-''<br/> ''des, e miraculoſos ſinaes, que ſe''<br/> ''ſizeraõ em ſeu nascimento.''<br/> '''<big>P</big>'''Aſſados alguns annos, em que El-<br/> Rei, a Rainha viveraõ com gran-<br/> de deſejo de alcançar hum ſilho, que<br/> foſſe amparo, deſpois de ſeus dias, a ſeus<br/> naturaes, e vaſſallos, que já começavaõ<br/> a viver deſcontentes por lhe Deos negar<br/> o<noinclude></noinclude> 68964g07pxehssh2nhoch1uh40ieqiy Página:Livro de acórdãos 15.pdf/315 106 253923 553648 2026-06-01T23:10:55Z Naalis 42823 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 03 Aos dez dias do mez de Fever.º de 04 mil e sete centos e Setenta e trez anno nesta Cidade do Salvador 05 Bahia de todos os Santos e Consistorio da Caza da Santa Miz.ª de 06 la estando em Meza Redonda capitularmente e congregados o Irm. 07 Provedor actual Jeronimo Sudre Pereira e Mosso Filgado da Caza 08 de Sua Mag.de Fidelm.ª que Deos guarde, com.º Escrivaõ actual abaixo 09 nomeado, e maiz Irm.s conselheiros da d.ª Meza f... 553648 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Naalis" /> {{rh|01 Termo de Rezoluçaó da|{{c|}}|156}} {{rh|02 Meza sobre os doentez do Hospital|{{c|}}|Ferraz}}</noinclude> 03 Aos dez dias do mez de Fever.º de 04 mil e sete centos e Setenta e trez anno nesta Cidade do Salvador 05 Bahia de todos os Santos e Consistorio da Caza da Santa Miz.ª de 06 la estando em Meza Redonda capitularmente e congregados o Irm. 07 Provedor actual Jeronimo Sudre Pereira e Mosso Filgado da Caza 08 de Sua Mag.de Fidelm.ª que Deos guarde, com.º Escrivaõ actual abaixo 09 nomeado, e maiz Irm.s conselheiros da d.ª Meza foy proposto 10 pelo dito Irmaõ Provedor, que para acomodaçaõ do copiozo numero 11 do enfermo Servidores de S.Mag.de Fidelissima, Recomendados 12 a caridade desta Santa Caza foi precizamente necessario 13 acrescer as infermarias por maneira, que até no Claustro 14 Superior se fez hua, que com as mais se numeraõ quatro para a<noinclude></noinclude> so3mb0v6rq67dsexe5y1icfgj4i3558 553652 553648 2026-06-01T23:45:18Z Naalis 42823 /* Revista */ 553652 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Naalis" /> {{rh|01 Termo de Rezoluçaó da|{{c|}}|156}} {{rh|02 Meza sobre os doentez do Hospital|{{c|}}|Ferraz}}</noinclude> 03 Aos dez dias do mez de Fever{{abv|º|Fever}} de 04 mil e sete centos e Setenta e trez anno nesta Cidade do Salvador 05 Bahia de todos os Santos e Consistorio da Caza da Santa Miz{{abv|ª|Mizericordia}} de 06 la estando em Meza Redonda capitularmente e congregados o Irm. 07 Provedor actual Jeronimo Sudre Pereira e Mosso Filgado da Caza 08 de Sua Mag{{abv|de|Mag}} Fidelm{{abv|ª|Fidelm}} que Deos guarde, com{{abv|º|com}} Escrivaõ actual abaixo 09 nomeado, e maiz Irm{{abv|s|Irmãos}} conselheiros da d{{abv|ª|d}} Meza foy proposto 10 pelo dito Irmaõ Provedor, que para acomodaçaõ do copiozo numero 11 do enfermo Servidores de S.Mag{{abv|de|Magestade}} Fidelissima, Recomendados 12 a caridade desta Santa Caza foi precizamente necessario 13 acrescer as infermarias por maneira, que até no Claustro 14 Superior se fez hua, que com as mais se numeraõ quatro para a<noinclude></noinclude> 1rhy56qc7kuipiozggqrg7xen5e8v67 Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/28 106 253924 553654 2026-06-02T02:17:34Z Trooper57 24584 /* Revista */ 553654 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{sc2|X}}</noinclude>Todos os substantivos, que erradamente se escreven en portuguez com — ''m'' —, (taes como ''ordem, origem, homem'', e seos compostos pronominaes ''alguem, ninguem, quem'', não vêen do accusativo ''ordinem, originem, hominem, aliquem, neminem, quem''. A apparencia illudiu os grammaticos: nascen todos esses vocabulos do ablativo do singular — ''ordine, origine, homine, aliquo homine'' (alguem) ''nec homine'' (ninguem) ''quem'' (que homem). Cahe en todos elles a syllaba media e breve — ''i'' —; e por adoçamento da pronuncia diz-se ''ord-en'' en vez de ''ord-ne'', ''orig-en'' en logar de ''orig-ne, hom-en'' en vez de ''hom-ne'', effectuando-se a mesma alteração, com as devidas transformações, nas palavras ''alguen, ninguen, quen''. Por motivos oppostos, mas fundados nos mesmos principios escrevo ''com'' empregando a consoante final — ''m'' —; obedeço á etymologia, (''cum'' latino, que se escreve com — ''m'' —) e á phonação; porque proferindo o vocabulo — ''com'' —, não produzo son nasal. Os hespanhóes violárão aqui a etymologia, escrevendo ''con'' (preposição) com — ''n'. Ũa das razões, que mais reforça a opinião de que a preposição portugueza ''en'' deve ser escripta com — ''n'' —, e não com — ''m'' —, é que, quando se lhe seguen os artigos ''o, a,'' e os adjectivos ''este, esta, isto, esse, essa, isso, aquelle, aquella, aquillo'', o — ''n'' —, que a todas estas palavras precede, é a consoante final da preposição — ''en'' —, que apenas por ''apherese'' perde a<noinclude></noinclude> 2fev6ii3frdflltc463qy729gk8cybt Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/29 106 253925 553655 2026-06-02T02:26:18Z Trooper57 24584 /* Revista */ 553655 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{d|{{sc2|XI}}}}</noinclude>primeira lettra; ao passo que admittindo-se a absurda orthographia do — ''m'' —, dizen os grammaticos que nas palavras ''no, na, neste, nesta, nisto, nesse, nessa, nisso, naquelle, naquella, naquillo'', a preposição — ''em'' — (orthographia errada) perde o — ''e'' —, e muda o — ''m'' — en — ''n!!'' Permitta-se ũa comparação: as palavras compõe-se de ũa parte fixa, invariavel, (''radical'') e de outra variavel, sujeita a mudanças (''suffixo''). Tèen, pode-se dizer, ''alma'' e ''corpo''. Nesta hypothese, perdidas na preposição ''em'' (orthographia errada) ''alma'' e ''corpo'' da palavra, isto é, o ''radical'' e o ''suffixo'', esse — ''n'' — é ũa entidade nova!!... ''{{lang|la|Abyssus abyssum vocat}}''. ''Min'' com — ''n'' —, e não — ''mim'' — com— ''m'' —; é como se deve escrever: prova-o a orthographia, e a pronuncia da variação feminina do adjectivo pronominal feminino — ''min — h — a'' —; onde está intercalado o ''signal de aspiração — h —''. En alguas provincias do norte do Brazil (Pernambuco, principalmente) a pronuncia da palavra — ''compan — h — ia'' —, e semelhantes se faz com aspiração do — ''h'' —, e não por nasalação. Tendo dicto que escrevo com bon fundamento ''un'' e todos os seos compostos com — ''n'' — final, parecerá que a variação feminina deveria conservar o — ''n'' —; e então ter-se-hia de pronunciar — ''u — n — a, alguna, nenhu — n — a'', etc. {{nop}}<noinclude></noinclude> 0a3mvwa9g154ccv53znzvnre0jxenr1 553656 553655 2026-06-02T02:26:57Z Trooper57 24584 553656 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{d|{{sc2|XI}}}}</noinclude>primeira lettra; ao passo que admittindo-se a absurda orthographia do — ''m'' —, dizen os grammaticos que nas palavras ''no, na, neste, nesta, nisto, nesse, nessa, nisso, naquelle, naquella, naquillo'', a preposição — ''em'' — (orthographia errada) perde o — ''e'' —, e muda o — ''m'' — en — ''n!!'' Permitta-se ũa comparação: as palavras compõe-se de ũa parte fixa, invariavel, (''radical'') e de outra variavel, sujeita a mudanças (''suffixo''). Tèen, pode-se dizer, ''alma'' e ''corpo''. Nesta hypothese, perdidas na preposição ''em'' (orthographia errada) ''alma'' e ''corpo'' da palavra, isto é, o ''radical'' e o ''suffixo'', esse — ''n'' — é ũa entidade nova!!... ''{{lang|la|Abyssus abyssum vocat}}''. ''Min'' com — ''n'' —, e não — ''mim'' — com— ''m'' —; é como se deve escrever: prova-o a orthographia, e a pronuncia da variação feminina do adjectivo pronominal feminino — ''min — h — a'' —; onde está intercalado o ''signal de aspiração — h —''. En alguas provincias do norte do Brazil (Pernambuco, principalmente) a pronuncia da palavra — ''compan — h — ia'' —, e semelhantes se faz com aspiração do — ''h'' —, e não por nasalação. Tendo dicto que escrevo com bon fundamento ''un'' e todos os seos compostos com — ''n'' — final, parecerá que a variação feminina deveria conservar o — ''n'' —; e então ter-se-hia de pronunciar — ''u — n — a, — algu — n — a —, nenhu — n — a'', etc. {{nop}}<noinclude></noinclude> dhwlxcot5t0y26vrq4n384wuhzcj27e Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/30 106 253926 553657 2026-06-02T02:57:13Z Trooper57 24584 /* Revista */ 553657 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{sc2|XII}}</noinclude>Aqui não ha nasalação, mas aspiração na pronuncia; e por isso deve empregar-se o — ''til'' —; que é ''signal de aspiração'', correspondente, segundo penso, ao ''espirito brando en grego''. É por isto que se deve pronunciar ''ũ-a'', e seos compostos; e não — ''u-m-a'', (por que tal — ''m'' — não existe no ablativo latino — ''una'', d’onde u’a se deriva) ''algũa, nenhũa''. Cumpre advertir que en latin, nos adjectivos ''bon-us'', ''un-us'', e semelhantes por contere — ''n'' — no radical, esse — ''n'' — não faz syllaba com a vogal seguinte do suffixo — ''us'' —, — ''a'' —; e portanto a pronuncia devêra ser aspirando a primeira syllaba, ''bon...us, bon...a, un...a''; e tanto isto é verdade, que en Portugal, en alguns logares, se pronuncia ''bôn-a'' sen junctar o — ''n'' — do radical ao — ''a'' — do suffixo. Já que falei do ''til'', o qual apenas dizen os diccionarios ser signal orthographico, não será fóra de proposito dar-lhe a etymologia, que não açhei en parte algua. Supponho que procede de ''tignulum'' (varinha), perdida a syllaba média breve, e a final — ''um'' — tamben breve. O til não suppre jámais as lettras — ''m'' — е — ''п''; — é ''signal de aspiração'' (''espirito brando'' en grego); ou talvez exerce a mesma funcção que o Anuswara en Sanskrito, que se colloca debaixo do — ''m'' —, ou sobre o — ''n''. {{nop}}<noinclude></noinclude> 5bf9jcqixxbbq9g1p2ph827zuz8aruq Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/105 106 253927 553660 2026-06-02T10:33:24Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <big>'''CLARIMUNDO.'''</big> '''7'''<br/> o que com tanta efficacia pediaõ; quiz<br/> lhe Deos conceder eſta mercê, dando-lhe<br/> hum Principe em tanto eſtremo dotado<br/> de perfeiçaõ, e fermoſura, que naõ po-<br/> de a natureza com todas ſuas forças mais<br/> nelle obrar. E certo, que naõ foi o ſeu<br/> naſcimento ſem maravilhoſos ſinaes de<br/> ſua vinda, prognoſticando a grandeza de<br/> ſuas obras porque o dia antes que naſ-<br/... 553660 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude><big>'''CLARIMUNDO.'''</big> '''7'''<br/> o que com tanta efficacia pediaõ; quiz<br/> lhe Deos conceder eſta mercê, dando-lhe<br/> hum Principe em tanto eſtremo dotado<br/> de perfeiçaõ, e fermoſura, que naõ po-<br/> de a natureza com todas ſuas forças mais<br/> nelle obrar. E certo, que naõ foi o ſeu<br/> naſcimento ſem maravilhoſos ſinaes de<br/> ſua vinda, prognoſticando a grandeza de<br/> ſuas obras porque o dia antes que naſ-<br/> ceſſe, foi ElRei Adriano á caça com mui-<br/> tos falcoens de plumages diverſas an-<br/> tre os quaes levou hum Nebri, que El-<br/> Rei Bronay lhe mandara, com outros<br/> cinco, que cada anno com doze caval-<br/> los era obrigado de tributo pagar. E a<br/> eſte eſtimava ElRei em tanto preço,<br/> que por cauſa da ſua bondade tirou as<br/> pareas dos cavallos a Bronay. E andan-<br/> do com todolos caçadores por hũa,<br/> outra parte, vieraõ ter a hũa grande A-<br/> lagóa, donde antre muitas aves ſe levan-<br/> tou hũa Garça Real grande, e de fermo-<br/> ſura maravilhoſa. E com o alvoroço del-<br/> la mandou logo lançar todolos outros<br/> falcoens, e depois que a tiveraõ remon-<br/> tada, ſoltou da maõ a Bronay, porque<br/> {{sic|aſii|aſſi}} chamava ao Nebri por cauſa de quem<br/> lho mandara: E tanto que pôs os olhos<br/> Bii na<noinclude></noinclude> ha7s0cho10qpc6rvxzspwn7ilzrt17s