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Página:Contos Tradicionaes do Povo Portuguez.pdf/104
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<noinclude><pagequality level="4" user="Sarilho1" /></noinclude><section begin="A MUDA MUDELLA"/>a menina. A mãe do rei aconselhava-o a que não casasse senão quando ella tornasse a achar a falla.
Ao fim de muito tempo, pouco antes dos sete annos, o rei já sem esperança pediu uma princeza para casamento, e foi com toda a sua côrte buscal-a. A menina mandou então fazer um vestido com uma das mangas muito larga, e no dia em que o rei voltou foi receber os noivos á escadaria. A princeza assim que a viu deu uma grande gargalhada, dizendo:
::Olha a muda de mudella,
::Que dentro da manga traz uma panella?
A menina respondeu logo:
::Olha a princeza destemperada,
::Que logo que entra mal falla.
::E eu ha sete annos que aqui estou
::É a primeira falla que dou.
O principe ficou pasmado com o que viu, desfez logo ali o casamento com a princeza, e casou com a menina, como tanto tinha desejado.
{{direita|''(Algarve — Portimão.)''}}
{{Linha horizontal|5em}}
<section end="A MUDA MUDELLA"/>
<section begin="O SAPATINHO DE SETIM"/>{{c|'''19. O SAPATINHO DE SETIM}}
Era uma vez um homem viuvo e tinha uma filha; mandava-a á escola de uma mestra que a tratava muito bem e lhe dava sopinhas de mel. Quando a pequenita vinha para casa, pedia ao pae que casasse com a mestra, porque ella era muito sua amiga. O pae respondia:
— Pois queres que case com a tua mestra? mas olha que ella hoje te dá sopinhas de mel, e algum dia t’as dará de fel.<section end="O SAPATINHO DE SETIM"/><noinclude></noinclude>
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Ao fim de muito tempo, pouco antes dos sete annos, o rei já sem esperança pediu uma princeza para casamento, e foi com toda a sua côrte buscal-a. A menina mandou então fazer um vestido com uma das mangas muito larga, e no dia em que o rei voltou foi receber os noivos á escadaria. A princeza assim que a viu deu uma grande gargalhada, dizendo:
::Olha a muda de mudella,
::Que dentro da manga traz uma panella?
A menina respondeu logo:
::Olha a princeza destemperada,
::Que logo que entra mal falla.
::E eu ha sete annos que aqui estou
::É a primeira falla que dou.
O principe ficou pasmado com o que viu, desfez logo ali o casamento com a princeza, e casou com a menina, como tanto tinha desejado.
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Era uma vez um homem viuvo e tinha uma filha; mandava-a á escola de uma mestra que a tratava muito bem e lhe dava sopinhas de mel. Quando a pequenita vinha para casa, pedia ao pae que casasse com a mestra, porque ella era muito sua amiga. O pae respondia:
— Pois queres que case com a tua mestra? mas olha que ella hoje te dá sopinhas de mel, e algum dia t’as dará de fel.
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<noinclude><pagequality level="4" user="Sarilho1" />{{cabeçalho||DO POVO PORTUGUEZ|45}}
{{Linha horizontal}}</noinclude><section begin="A MUDA MUDELLA"/>a menina. A mãe do rei aconselhava-o a que não casasse senão quando ella tornasse a achar a falla.
Ao fim de muito tempo, pouco antes dos sete annos, o rei já sem esperança pediu uma princeza para casamento, e foi com toda a sua côrte buscal-a. A menina mandou então fazer um vestido com uma das mangas muito larga, e no dia em que o rei voltou foi receber os noivos á escadaria. A princeza assim que a viu deu uma grande gargalhada, dizendo:
::Olha a muda de mudella,
::Que dentro da manga traz uma panella?
A menina respondeu logo:
::Olha a princeza destemperada,
::Que logo que entra mal falla.
::E eu ha sete annos que aqui estou
::É a primeira falla que dou.
O principe ficou pasmado com o que viu, desfez logo ali o casamento com a princeza, e casou com a menina, como tanto tinha desejado.
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<section begin="O SAPATINHO DE SETIM"/>{{c|'''19. O SAPATINHO DE SETIM}}
Era uma vez um homem viuvo e tinha uma filha; mandava-a á escola de uma mestra que a tratava muito bem e lhe dava sopinhas de mel. Quando a pequenita vinha para casa, pedia ao pae que casasse com a mestra, porque ella era muito sua amiga. O pae respondia:
— Pois queres que case com a tua mestra? mas olha que ella hoje te dá sopinhas de mel, e algum dia t’as dará de fel.
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Página:Contos Tradicionaes do Povo Portuguez.pdf/105
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<noinclude><pagequality level="4" user="Sarilho1" /></noinclude><section begin="O SAPATINHO DE SETIM"/>Tanto teimou, que o pae casou com a mestra; ao fim de um anno teve ella uma menina, e tomou desde então grande birra contra a enteada, porque era mais bonita do que a filha. Quando o pae morreu é que os tormentos da madrasta passaram as marcas. A pobre da criança tinha uma vaquinha que era toda a sua estimação; quando ia para o monte, a madrasta dava-lhe uma bilha de agua e um pão, ameaçando-a com pancadas se ella não trouxesse outra vez tudo como tinha levado. A vaquinha com os pausinhos tirava o miolo do pão para a menina comer, e quando bebia agua tornava a encher-lhe a bilha com a sua baba. D’este feitio enganavam a ruindade da madrasta.
Vae um dia adoeceu a ruim mulher, e quiz que se matasse a vaquinha para lhe fazer caldos. A menina chorou, chorou antes de matar a sua querida vaquinha, e depois foi lavar as tripas ao ribeiro; vae senão quando, escapou-lhe uma tripinha da mão, e correu atraz d’ella para a apanhar. Tanto andou que foi dar a uma casa de fadas, que estava em grande desarranjo, e tinha lá uma cadellinha a ladrar, a ladrar.
A menina arranjou a casa muito bem, pôz a panella ao lume, e deu um pedaço de pão á cadellinha. Quando as fadas vieram, ella escondeu-se de traz da porta, e a cadellinha pôz-se a gritar:
::Ão, ão, ão,
::Por detraz da porta
::Está quem me deu pão.
As fadas deram com a menina, e fadaram-na para que fosse a cara mais linda do mundo, e que quando fallasse deitasse pérolas pela bocca, e tambem lhe deram uma varinha de condão.
A madrasta assim que viu a menina com tantas prendas, perguntou-lhe a causa d’aquillo tudo, para vêr se<section end="O SAPATINHO DE SETIM"/><noinclude></noinclude>
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{{Linha horizontal}}</noinclude><section begin="O SAPATINHO DE SETIM"/>Tanto teimou, que o pae casou com a mestra; ao fim de um anno teve ella uma menina, e tomou desde então grande birra contra a enteada, porque era mais bonita do que a filha. Quando o pae morreu é que os tormentos da madrasta passaram as marcas. A pobre da criança tinha uma vaquinha que era toda a sua estimação; quando ia para o monte, a madrasta dava-lhe uma bilha de agua e um pão, ameaçando-a com pancadas se ella não trouxesse outra vez tudo como tinha levado. A vaquinha com os pausinhos tirava o miolo do pão para a menina comer, e quando bebia agua tornava a encher-lhe a bilha com a sua baba. D’este feitio enganavam a ruindade da madrasta.
Vae um dia adoeceu a ruim mulher, e quiz que se matasse a vaquinha para lhe fazer caldos. A menina chorou, chorou antes de matar a sua querida vaquinha, e depois foi lavar as tripas ao ribeiro; vae senão quando, escapou-lhe uma tripinha da mão, e correu atraz d’ella para a apanhar. Tanto andou que foi dar a uma casa de fadas, que estava em grande desarranjo, e tinha lá uma cadellinha a ladrar, a ladrar.
A menina arranjou a casa muito bem, pôz a panella ao lume, e deu um pedaço de pão á cadellinha. Quando as fadas vieram, ella escondeu-se de traz da porta, e a cadellinha pôz-se a gritar:
::Ão, ão, ão,
::Por detraz da porta
::Está quem me deu pão.
As fadas deram com a menina, e fadaram-na para que fosse a cara mais linda do mundo, e que quando fallasse deitasse pérolas pela bocca, e tambem lhe deram uma varinha de condão.
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Sarilho1" />{{cabeçalho|46|CONTOS TRADICIONAES|}}
{{Linha horizontal}}</noinclude><section begin="O SAPATINHO DE SETIM"/>Tanto teimou, que o pae casou com a mestra; ao fim de um anno teve ella uma menina, e tomou desde então grande birra contra a enteada, porque era mais bonita do que a filha. Quando o pae morreu é que os tormentos da madrasta passaram as marcas. A pobre da criança tinha uma vaquinha que era toda a sua estimação; quando ia para o monte, a madrasta dava-lhe uma bilha de agua e um pão, ameaçando-a com pancadas se ella não trouxesse outra vez tudo como tinha levado. A vaquinha com os pausinhos tirava o miolo do pão para a menina comer, e quando bebia agua tornava a encher-lhe a bilha com a sua baba. D’este feitio enganavam a ruindade da madrasta.
Vae um dia adoeceu a ruim mulher, e quiz que se matasse a vaquinha para lhe fazer caldos. A menina chorou, chorou antes de matar a sua querida vaquinha, e depois foi lavar as tripas ao ribeiro; vae senão quando, escapou-lhe uma tripinha da mão, e correu atraz d’ella para a apanhar. Tanto andou que foi dar a uma casa de fadas, que estava em grande desarranjo, e tinha lá uma cadellinha a ladrar, a ladrar.
A menina arranjou a casa muito bem, pôz a panella ao lume, e deu um pedaço de pão á cadellinha. Quando as fadas vieram, ella escondeu-se de traz da porta, e a cadellinha pôz-se a gritar:
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::Ão, ão, ão,
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::Está quem me deu pão.
</poem>
As fadas deram com a menina, e fadaram-na para que fosse a cara mais linda do mundo, e que quando fallasse deitasse pérolas pela bocca, e tambem lhe deram uma varinha de condão.
A madrasta assim que viu a menina com tantas prendas, perguntou-lhe a causa d’aquillo tudo, para vêr se<section end="O SAPATINHO DE SETIM"/><noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="4" user="Sarilho1" /></noinclude><section begin="O SAPATINHO DE SETIM"/>tambem as arranjava para a filha. A menina contou o succedido, mas trocando tudo, que tinha desarrumado a casa, quebrado a louça, e espancado a cadellinha. A madrasta mandou logo a filha, que fez tudo á risca como a mãe lhe dissera timtim por timtim. Quando as fadas voltaram, perguntaram á cadellinha o que tinha succedido; ella respondeu:
::Ão, ão, ão,
::Por detraz da porta está
::Quem me deu com um bordão.
As fadas deram com a rapariga, e logo a fadaram que fosse a cara mais feia que houvesse no mundo; que quando fallasse gaguejasse muito, e que fosse corcovada. A mãe ficou desesperada quando isto viu, e d’ali em diante tratou ainda mais mal a enteada.
Houve por aquelle tempo uma grande festa dos annos do principe; no primeiro dia foi a madrasta ao arraial com a filha, e não quiz levar comsigo a enteada que ficou a fazer o jantar. A menina pediu á varinha de condão que lhe desse um vestido da côr do céo e todo recamado com estrellas de ouro, e foi para a festa; todos estavam pasmados e o principe não tirava os olhos d’ella. Quando acabou a festa, a madrasta veiu já achal-a em casa a fazer o jantar, e não se cançava de gabar o vestido que vira. No segundo dia, foi a menina á festa, com o poder da varinha de condão, e com um vestido de campo vêrde semeado de flôres. No terceiro dia, quando a menina viu que a madrasta já tinha ido para casa, partiu a toda a pressa, e caiu-lhe do pé um sapatinho de setim. O principe assim que viu aquillo correu a apanhar o sapatinho, e ficou pasmado com a sua pequenez. Mandou deitar um pregão, que a mulher a quem pertencesse o sapatinho de setim seria sua desposada. Correram todas as casas e a ninguem servia o sapatinho. Foi por fim á casa da {{começo de palavra hifenizada|mu|mulher}}<section end="O SAPATINHO DE SETIM"/><noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="4" user="Sarilho1" />{{cabeçalho||DO POVO PORTUGUEZ|47}}
{{Linha horizontal}}</noinclude><section begin="O SAPATINHO DE SETIM"/>tambem as arranjava para a filha. A menina contou o succedido, mas trocando tudo, que tinha desarrumado a casa, quebrado a louça, e espancado a cadellinha. A madrasta mandou logo a filha, que fez tudo á risca como a mãe lhe dissera timtim por timtim. Quando as fadas voltaram, perguntaram á cadellinha o que tinha succedido; ella respondeu:
::Ão, ão, ão,
::Por detraz da porta está
::Quem me deu com um bordão.
As fadas deram com a rapariga, e logo a fadaram que fosse a cara mais feia que houvesse no mundo; que quando fallasse gaguejasse muito, e que fosse corcovada. A mãe ficou desesperada quando isto viu, e d’ali em diante tratou ainda mais mal a enteada.
Houve por aquelle tempo uma grande festa dos annos do principe; no primeiro dia foi a madrasta ao arraial com a filha, e não quiz levar comsigo a enteada que ficou a fazer o jantar. A menina pediu á varinha de condão que lhe desse um vestido da côr do céo e todo recamado com estrellas de ouro, e foi para a festa; todos estavam pasmados e o principe não tirava os olhos d’ella. Quando acabou a festa, a madrasta veiu já achal-a em casa a fazer o jantar, e não se cançava de gabar o vestido que vira. No segundo dia, foi a menina á festa, com o poder da varinha de condão, e com um vestido de campo vêrde semeado de flôres. No terceiro dia, quando a menina viu que a madrasta já tinha ido para casa, partiu a toda a pressa, e caiu-lhe do pé um sapatinho de setim. O principe assim que viu aquillo correu a apanhar o sapatinho, e ficou pasmado com a sua pequenez. Mandou deitar um pregão, que a mulher a quem pertencesse o sapatinho de setim seria sua desposada. Correram todas as casas e a ninguem servia o sapatinho. Foi por fim á casa da {{começo de palavra hifenizada|mu|mulher}}<section end="O SAPATINHO DE SETIM"/><noinclude></noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Sarilho1" />{{cabeçalho||DO POVO PORTUGUEZ|47}}
{{Linha horizontal}}</noinclude><section begin="O SAPATINHO DE SETIM"/>tambem as arranjava para a filha. A menina contou o succedido, mas trocando tudo, que tinha desarrumado a casa, quebrado a louça, e espancado a cadellinha. A madrasta mandou logo a filha, que fez tudo á risca como a mãe lhe dissera timtim por timtim. Quando as fadas voltaram, perguntaram á cadellinha o que tinha succedido; ella respondeu:
<poem>
::Ão, ão, ão,
::Por detraz da porta está
::Quem me deu com um bordão.
</poem>
As fadas deram com a rapariga, e logo a fadaram que fosse a cara mais feia que houvesse no mundo; que quando fallasse gaguejasse muito, e que fosse corcovada. A mãe ficou desesperada quando isto viu, e d’ali em diante tratou ainda mais mal a enteada.
Houve por aquelle tempo uma grande festa dos annos do principe; no primeiro dia foi a madrasta ao arraial com a filha, e não quiz levar comsigo a enteada que ficou a fazer o jantar. A menina pediu á varinha de condão que lhe desse um vestido da côr do céo e todo recamado com estrellas de ouro, e foi para a festa; todos estavam pasmados e o principe não tirava os olhos d’ella. Quando acabou a festa, a madrasta veiu já achal-a em casa a fazer o jantar, e não se cançava de gabar o vestido que vira. No segundo dia, foi a menina á festa, com o poder da varinha de condão, e com um vestido de campo vêrde semeado de flôres. No terceiro dia, quando a menina viu que a madrasta já tinha ido para casa, partiu a toda a pressa, e caiu-lhe do pé um sapatinho de setim. O principe assim que viu aquillo correu a apanhar o sapatinho, e ficou pasmado com a sua pequenez. Mandou deitar um pregão, que a mulher a quem pertencesse o sapatinho de setim seria sua desposada. Correram todas as casas e a ninguem servia o sapatinho. Foi por fim á casa da {{começo de palavra hifenizada|mu|mulher}}<section end="O SAPATINHO DE SETIM"/><noinclude></noinclude>
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Sarilho1
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Sarilho1" /></noinclude><section begin="O SAPATINHO DE SETIM"/>{{término de palavra hifenizada|lher|mulher}} ruim, que apresentou a filha ao principe, mas o pé era uma patola e não cabia no sapatinho de setim; perguntou-lhe se não tinha mais alguem em casa. Quando a madrasta ia responder que não, abriu-se a porta da cosinha, e appareceu a enteada com o vestido do primeiro dia das festas e com um pésinho descalço, que serviu no sapatinho de setim. O principe levou-a logo comsigo, e á madrasta deu-lhe tal raiva, que se botou da janella abaixo e morreu arrebentada.
{{direita|''(Algarve.)''}}
{{Linha horizontal|5em}}
<section end="O SAPATINHO DE SETIM"/>
<section begin="A MADRASTA"/>{{c|'''20. A MADRASTA}}
Uma mulher tinha uma filha muito feia e uma enteada bonita como o sol; com inveja tratava-a muito mal, e quando as duas pequenas iam com uma vaquinha para o monte, á filha dava-lhe um cestinho com ovos cosidos, biscoutos e figos, e á enteada dava-lhe côdeas de brôa bolorentas, e não passava dia algum sem lhe dar muita pancada. Estavam uma vez no monte e passou uma velha que era fada, e chegou-se a ellas e disse:
— Se as meninas me dessem um bocadinho da sua merenda? estou a cair com fome.
A pequena que era bonita e enteada da mulher ruim deu-lhe logo da sua codinha de brôa; a pequena feia, que tinha o cestinho cheio de cousas boas, começou a comer e não lhe quiz dar nada. A fada quiz-lhe dar um castigo, e fez com que ella feia ficasse com a formosura da bonita; e que a bonita ficasse em seu Logar, com a cara feia. Mas as duas pequenas não o souberam; veiu a noite e foram para casa. A mulher ruim, que tratava muito mal a enteada que era bonita, veiu-lhes sair ao caminho, porque já era muito tarde, e começou ás pancadas com uma vergasta na propria filha, que estava agora com a cara da bonita cuidando que estava a bater na enteada.<section end="A MADRASTA"/><noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="4" user="Sarilho1" />{{cabeçalho|48|CONTOS TRADICIONAES|}}
{{Linha horizontal}}</noinclude><section begin="O SAPATINHO DE SETIM"/>{{término de palavra hifenizada|lher|mulher}} ruim, que apresentou a filha ao principe, mas o pé era uma patola e não cabia no sapatinho de setim; perguntou-lhe se não tinha mais alguem em casa. Quando a madrasta ia responder que não, abriu-se a porta da cosinha, e appareceu a enteada com o vestido do primeiro dia das festas e com um pésinho descalço, que serviu no sapatinho de setim. O principe levou-a logo comsigo, e á madrasta deu-lhe tal raiva, que se botou da janella abaixo e morreu arrebentada.
{{direita|''(Algarve.)''}}
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<section end="O SAPATINHO DE SETIM"/>
<section begin="A MADRASTA"/>{{c|'''20. A MADRASTA}}
Uma mulher tinha uma filha muito feia e uma enteada bonita como o sol; com inveja tratava-a muito mal, e quando as duas pequenas iam com uma vaquinha para o monte, á filha dava-lhe um cestinho com ovos cosidos, biscoutos e figos, e á enteada dava-lhe côdeas de brôa bolorentas, e não passava dia algum sem lhe dar muita pancada. Estavam uma vez no monte e passou uma velha que era fada, e chegou-se a ellas e disse:
— Se as meninas me dessem um bocadinho da sua merenda? estou a cair com fome.
A pequena que era bonita e enteada da mulher ruim deu-lhe logo da sua codinha de brôa; a pequena feia, que tinha o cestinho cheio de cousas boas, começou a comer e não lhe quiz dar nada. A fada quiz-lhe dar um castigo, e fez com que ella feia ficasse com a formosura da bonita; e que a bonita ficasse em seu Logar, com a cara feia. Mas as duas pequenas não o souberam; veiu a noite e foram para casa. A mulher ruim, que tratava muito mal a enteada que era bonita, veiu-lhes sair ao caminho, porque já era muito tarde, e começou ás pancadas com uma vergasta na propria filha, que estava agora com a cara da bonita cuidando que estava a bater na enteada.<section end="A MADRASTA"/><noinclude></noinclude>
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Historias e sonhos (1920)/Harakashy e as Escolas de Java
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<blockquote style="text-align:right; font-size:75%; margin-left: auto; margin-right: 0px; inline-size:60%; text-indent:3em;">
«Tudo o que este mundo encerra é propriedade do brâmane, porque elle, por seu nascimento eminente, tem direito a tudo o que existe.»
({{w|Código de Manu|''Código de Manu''}})
</blockquote>
Na minha peregrinação sentimental por este mundo, fui ter, não sei como, á cidade de Batavia, na ilha de Java.
E’ fama que os franceses ignoram sobremodo a geografia; mas, estou certo de que, entre nós, pouca gente tem noticias seguras dessa ilha e da capital das indias Neerlandesas.
E’ pena, pois é da Terra um dos recantos mais originaes e cheios de surprehendentes mysterios que se vão aos poucos desvendando aos olhos attonitos da nossa pobre humanidade.
Lá, [[wikipedia:pt:Eugène Dubois|Dubois]] achou partes do esqueleto do {{w|Homem de Java|''Pithecanthropus erectus''}}; e o doido do [[wikipedia:pt:Friedrich Nietzsche|Nietzsche]] tinha admiração por certas trepadeiras dessa curiosa ilha, porque, dizia elle, amorosas do sol, se enrodilhavam pelos carvalhos e, apoiadas nelles, elevavam-se acima dos mais altos galhos dessas arvores veneráveis, banhavam-se na luz e davam a sua gloria em espetáculo.
Os restos do afastado ancestral do homem que Dubois encontrou, não os vi quando lá estive.
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<blockquote style="font-size:75%; margin-left: auto; margin-right: 0px; inline-size:60%; text-indent:2em;">
«Tudo o que este mundo encerra é propriedade do Brahmane, porque elle, por seu nascimento eminente, tem direito a tudo o que existe.»
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</blockquote>
Na minha peregrinação sentimental por este mundo, fui ter, não sei como, á cidade de Batavia, na ilha de Java.
E’ fama que os franceses ignoram sobremodo a geografia; mas, estou certo de que, entre nós, pouca gente tem noticias seguras dessa ilha e da capital das indias Neerlandesas.
E’ pena, pois é da Terra um dos recantos mais originaes e cheios de surprehendentes mysterios que se vão aos poucos desvendando aos olhos attonitos da nossa pobre humanidade.
Lá, [[wikipedia:pt:Eugène Dubois|Dubois]] achou partes do esqueleto do {{w|Homem de Java|''Pithecanthropus erectus''}}; e o doido do [[wikipedia:pt:Friedrich Nietzsche|Nietzsche]] tinha admiração por certas trepadeiras dessa curiosa ilha, porque, dizia elle, amorosas do sol, se enrodilhavam pelos carvalhos e, apoiadas nelles, elevavam-se acima dos mais altos galhos dessas arvores veneráveis, banhavam-se na luz e davam a sua gloria em espetáculo.
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh|HISTORIAS E SONHOS||31}}</noinclude>Trepadeiras e cipós vi muitos, mas carvalho não vi nenhum. Nietzsche, que lá não esteve, certamente julgou que Java tinha alguma semelhança com Saxe ou com a Suissa.
Não eram precisos os carvalhos nem as taes trepadeiras, muito vulgarmente, como todas as plantas, amorosas da luz, para tornar Java interessante, porque só o aspecto mesclado de sua população, a confusão do seu pensamento religioso, as suas antiguidades buddhicas e os seus vulcões descommunaes seduzem e prendem a attenção do peregrino desgostoso ou do sabio esquadrinhador.
Por mezes e mezes, o tedio mais principesco desfaz-se naquellas terras de sol candente e orgia vegetal que, talvez, com a India e os grandes lagos da Africa, sejam os unicos lugares da terra que não foram ainda banalizados inteiramente.
Creio que não será assim por muito tempo. Lá estão os hollandezes; e edificaram até, na cidade de Batavia, um bairro europeu, chamado na lingua delles, Weltevreden (paz do mundo), cujas damas se vestem e têm todos os tics periodicos das moças de Hong-Kong ou de Petropolis.
Nos olhos das mulheres do bairro europeu, não há senão a mui terrena ancia da fortuna; mas, nos olhares negros, luminosos, magneticos das javanezas ha coisas, do Além, o fundo do mar, o céu estrellado, o indecifravel mysterio da sempre mysteriosa Asia. Também ha volúpia e ha morte.
A massa de indús, de chinezes, de annamitas, de malaios e javanezes, porém, esmaga a banalidade pretenciosa daquellas hollandezas rechonchudas que estão pedindo a sua immediata volta ás monotonas campinas da patria, com as suas vaccas nedias, os seus classicos moinhos de vento e a ligeira nevoa que parece sempre cobril-as, para readquirirem o necessario relevo das suas pessoas.
Não falando no famoso Jardim Botânico dos arredores, Batavia, como S.Paulo ou Cuyabá, possue estabelecimentos e sociedades de sciencia e de arte dignas de attenção.
A sua Academia de Lettras é muito conhecida na rua<noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh|32||HISTORIAS E SONHOS}}</noinclude>principal da cidade, e os litteratos da ilha brigam e guerreiam-se cruamente, para occuparem um lugar nella. A pensão que recebem, é modica, cerca de cinco patacas, por mez, na nossa moeda; elles, porém, disputam o ''fauteuil'' academico por todos os processos imaginaveis. Um destes é o empenho, o nosso ''pistolão'', que procuram obter de quaesquer mãos, sejam estas de amigos, de parentes, das mulheres, dos credores ou, mesmo, das amantes dos academicos que devem escolher o novo confrade.
Ha de parecer que, por tão pouco, não valia a pena disputar acirradamente, como fazem, taes posições. E’ um engano. O sujeito que é academico, tem {{errata|felicidade|facilidade|Historias e sonhos (1920)/Errata}} em arranjar bons empregos na diplomacia, na alta administração; e a grande burguezia da terra, burguezia de accumuladores de empregos, de politicos de honestidade suspeita, de leguléos afreguezados, de medicos milagrosos ou de ricos desavergonhados, cujas riquezas foram feitas á sombra de iniquas e aladroadas leis — essa burguezia, continuando, tem em grande conta o titulo de membro da Academia, como todo outro qualquer, e o academico póde bem arranjar um casamento rico ou cousa equivalente.
Lá, a literatura não é uma actividade intellectual imposta ao individuo, determinada nelle, por uma maneira muito sua e propria do seu feitio mental; para os javanezes, é, nada mais, nada menos, que um jogo de prendas, uma sorte de sala, podendo esta ser cara ou barata.
Os medicos, que, em Java, têm outra denominação, como veremos mais tarde, são os mais constantes freguezes da academia. Estão sempre a bater-lhe na porta, apezar de não ter a medicina nada que ver com a litteratura.
Pertencendo á Academia de Letras — é o que imagino — como que elles ganham maior confiança dos clientes e mais segurança no emprego dos remedios. Assim, talvez, pensem elles e tambem o povo, tanto que a clinica lhes augmenta logo que entram para a illustre companhia javaneza.
E’ bem possivel que as suas letras e a sua fascinação pela Academia visem sómente tal resultado, porquanto, entre<noinclude>{{smallrefs|group="errata"}}
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh|HISTORIAS E SONHOS||33}}</noinclude>elles, a rivalidade na clinica é terrivel e mais ainda quando se trata de competir com colegas estrangeiros. Usam contra estes das mais desleaes armas.
Um houve, natural de um pequeno paiz da Europa e de extracção camponia, que só as poude manter á distância, usando de armas e processos grosseiramente saloios. Estava sempre de varapáo em punho e foi o meio mais efficaz que encontrou, para não lhe calumniarem e lhe prejudicarem a clinica.
A litteratura desses doutores e cirurgiões é das mais estimadas naquellas terras; e isto, por dous motivos: porque é feita por doutores e porque ninguem a lê e entende.
O criterio litterario e artistico dos medicos de Java não é o de Hegel, de Schopenhauer, de Taine, de Brunétiere ou de Guyau. Elles não perdem tempo com semelhante gente. Não admittem que a obra litteraria tenha por fim manifestar um certo caracter saliente ou essencial do assumpto que se tem em vista, mais completamente do que o fazem os factos reaes. Literatura não e fazer entrar no patrimonio do espirito humano, com auxilio dos processos e methodos artisticos, tudo o que interessa o uso da vida, a direcção da conduta e o problema do destino. Não, absolutamente não.
Os doutores javanezes de curar não entendem literatura assim. Para elles, é bôa litteratura a que é constituida por vastas {{errata|compilacações|compilações|Historias e sonhos (1920)/Errata}} de cousas de sua profissão, escritas laboriosamente em um jargão enfadonho com fingimentos de lingua archaica.
Curioso é que a primeira qualidade exigida em um livro de estudo, é a sua perfeita, completa clareza, que só póde ser obtida com a maxima simplicidade de escrever, além de um encadeamento naturalmente logico de suas partes, evitando-se tudo o que distraia a attenção do leitor daquillo que se quer ensinar.
Vou explicar-me melhor e os leitores verão como os sabios javanezes prendem a attenção, poupam o esforço mental dos seus discipulos, empregando termos obsoletos e locuções que desde muito estão em desuso.
{{nop}}<noinclude>{{xx-smaller|Fl, 3 — Historias e sonhos}}
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh|34||HISTORIAS E SONHOS}}</noinclude>Supponhamos que um medico nosso patricio se proponha a escrever um tratado qualquer de pathologia e empregue a linguagem de [[Autor:João de Barros|João de Barros]], mesclada com a do [[Autor:Antônio Vieira|Padre Vieira]], sem esquecer a de [[Autor:Alexandre Herculano|Alexandre Herculano]]. Eis ahi em que consiste a litteratura succulenta dos doutores javanezes; e todos de lá lhes admiram as obras escriptas em tal patuá inintelligivel. Darei um exemplo, servindo-me do nosso idioma.
Antes, porém, de dar essa mostra do modo de escrever dos esculapios de lá, dar-lhes-ei o de falar, com uma anecdota que me contaram lá mesmo — porque lá ha também irreverentes e observadores. Uma familia media, tendo o chefe doente e vendo que a molestia não dava volta com o modesto medico assistente, resolveu chamar uma das celebridades da medicina javaneza. A mulher do doente era quem mais queria isto, porque, embora possam ser excellentes, com todos os bons predicados, nenhuma mulher perde de todo a vaidade; e a visita de uma notabilidade hyppocratica fazia falar a vizinhança. Foi chamado o homem, o Dr. Lhovehy, uma celebridade retumbante, professor, membro de varias Academias, inclusive a de Letras e a de Historia e Geographia.
Elle foi de carro, com a visita paga adiantadamente: 150 florins. Em chegando junto ao doente, com trejeitos de {{errata|meio|máo|Historias e sonhos (1920)/Errata}} actor foi falando assim :
— Até agora quem no ha tratado ?
— O doutor Nepuchalyth.
— Mister é que tenhais sempre atilamento com esses physicos incautos. Elles são homens que não curam senão por experiencia e costume; e é tão bom de enganar os nescios não affeitos ao bom parecer dos physicos de valia que dão côr a facilmente serem enganados por elles e o peior é que alguns scientes physicos ou por contentar todos os do povo e não querer trabalhar ou especular as curas, vão-se com o parecer delles; e porque ser aprazivel ao povo faz ao physico ganhar mais moedas, usam logo em principio as suas mezinhas delles.
Depois de ter pronunciado esse exordio com toda a<noinclude>{{smallrefs|group="errata"}}</noinclude>
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Página:Insurreição de Escravos - 1835 (1).pdf/41
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Ygor G. Alves de Souza
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text/x-wiki
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D[oming]os Mont[eir]o Per[eir]a
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Junglk
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/* 18px Brasileiros */
553727
wikitext
text/x-wiki
__NOTOC__
== [[File:Flag of Brazil.svg|18px]] Brasileiros ==
{{Div col|3}}
=== Século XVI ===
* {{A|Ambrósio Fernandes Brandão}} (c. 1555 - c. 1618) {{100%}}
* {{A|Bento Teixeira}} (c. 1561 - c. 1618) {{100%}}
* {{A|Frei Vicente do Salvador}} (1564 - c. 1636) {{100%}}
=== Século XVII ===
* {{A|Antônio Vieira}} (1608 - 1697) {{075%}}
* {{A|Nuno Marques Pereira}} (1625 - 1728) {{100%}}
* {{A|Gregório de Matos}} (1636 - 1696) {{075%}}
* {{A|Manuel Botelho de Oliveira}} (1636 - 1711) {{100%}}
* {{A|André João Antonil}} (1649 - 1716) {{100%}}
* {{A|Sebastião da Rocha Pita}} (1660 - 1738) {{100%}}
* {{A|Manuel de Santa Maria}} (c. 1668 - c. 1730) {{100%}}
=== Século XVIII ===
* {{A|Matias Aires}} (1705 - 1763) {{100%}}
* {{A|Teresa Margarida da Silva e Orta}} (1711 - 1793) {{100%}}
* {{A|Gaspar da Madre de Deus}} (1715 - 1800) {{100%}}
* {{A|Santa Rita Durão}} (1722 - 1784) {{100%}}
* {{A|Cláudio Manuel da Costa}} (1729 - 1789) {{100%}}
* {{A|Domingos Caldas Barbosa}} (1740 - 1800) {{100%}}
* {{A|Basílio da Gama}} (1741 - 1795) {{100%}}
* {{A|Alvarenga Peixoto}} (1744 - 1792) {{100%}}
* {{A|Tomás Antônio Gonzaga}} (1744 - 1810) {{100%}}
* {{A|Manuel Inácio da Silva Alvarenga}} (1749 - 1814) {{100%}}
* {{A|Sousa Caldas}} (1762 - 1814) {{000%}}
* {{A|Francisco Carlos Teixeira da Silva}} (1763 - 1829) {{100%}}
* {{A|José Bonifácio}} (1763 - 1838)
* {{A|Mariano José Pereira da Fonseca}} (1773 - 1848) {{100%}}
* {{A|Hipólito da Costa}} (1774 - 1823) {{075%}}
* {{A|Frei Caneca}} (1779 - 1825) {{075%}}
* {{A|Beatriz Brandão}} (1779 - 1868) {{100%}}
* {{A|Januário da Cunha Barbosa}} (1780 - 1846) {{100%}}
* {{A|Diogo Antônio Feijó}} (1784 - 1843) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco do Monte Alverne|Francisco de Mont'Alverne]] (1784 - 1858)
* {{A|Evaristo da Veiga}} (1799 - 1837) {{100%}}
=== Século XIX ===
* {{A|Araújo Porto Alegre}} (1806 - 1879) {{100%}}
* {{A|Ana Eurídice Eufrosina de Barandas}} (1806 - 1863) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teófilo Ottoni|Teófilo Ottoni]] (1807 - 1869)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Paula Brito|Paula Brito]] (1809 - 1861)
* {{A|Nísia Floresta}} (1810 - 1885) {{100%}}
* {{A|Gonçalves de Magalhães}} (1811 - 1882) {{075%}}
* {{A|Teixeira e Sousa}} (1812 - 1861) {{100%}}
* {{A|Francisco de Sales Torres Homem}} (1812 - 1876) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Justiniano José da Rocha|Justiniano José da Rocha]] (1812 - 1862)
* {{A|João Lisboa}} (1812 - 1863)
* {{A|Martins Pena}} (1815 - 1848) {{100%}}
* {{A|Francisco Adolfo de Varnhagen}} (1816 - 1878)
* {{A|João Manuel Pereira da Silva}} (1817 - 1898) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Violante Bivar e Velasco|Violante Bivar e Velasco]] (1817 - 1875)
* {{A|Joaquim Manuel de Macedo}} (1820 - 1882)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Tristão de Alencar Araripe|Tristão de Alencar Araripe]] (1821 - 1908)
* {{A|Maria Firmina dos Reis}} (1822 - 1917)
* {{A|Gonçalves Dias}} (1823 - 1864)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ana Luísa de Azevedo Castro|Ana Luísa de Azevedo Castro]] (1823 - 1869)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Agostinho Marques Perdigão Malheiro (filho)|Agostinho Marques Perdigão Malheiro (filho)]] (1824 - 1881)
* {{A|Bernardo Guimarães}} (1825 - 1884)
* {{A|Francisco Otaviano}} (1825 - 1889)
* {{A|Dom Pedro II}} (1825 - 1891)
* {{A|Laurindo Rabelo}} (1826 - 1864)
* {{A|Augusto Emílio Zaluar}} (1826 - 1882)
* {{A|Adélia Fonseca}} (1827 - 1920)
* {{A|Aureliano José Lessa}} (1828 - 1861) {{100%}}
* {{A|Joaquim Felício dos Santos}} (1828 - 1895)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio Henriques Leal|Antônio Henriques Leal]] (1828 - 1885)
* {{A|José de Alencar}} (1829 - 1877)
* {{A|Qorpo Santo}} (1829 - 1883)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Angélica Ribeiro|Maria Angélica Ribeiro]] (1829 - 1880)
* {{A|Luís da Gama}} (1830 - 1882)
* {{A|Álvares de Azevedo}} (1831 - 1852)
* {{A|Manuel Antônio de Almeida}} (1831 - 1861)
* {{A|Junqueira Freire}} (1832 - 1855)
* {{A|Sousândrade}} (1833 - 1902) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teixeira de Melo|Teixeira de Melo]] (1833 - 1907)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Soriano de Souza|José Soriano de Souza]] (1833 - 1895)
* {{A|Luís Delfino}} (1834 - 1910)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisca Senhorinha da Motta Diniz|Francisca Senhorinha da Motta Diniz]] (1834 - 1910)
* {{A|Quintino Bocaiúva}} (1836 - 1912)
* {{A|César Zama}} (1837 - 1906)
* {{A|França Júnior}} (1838 - 1890)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:André Rebouças|André Rebouças]] (1838 - 1898)
* {{A|Casimiro de Abreu}} (1839 - 1860)
* {{A|Tobias Barreto}} (1839 - 1889)
* {{A|Machado de Assis}} (1839 - 1908)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Luís Pereira de Sousa|Pedro Luís Pereira de Sousa]] (1839 - 1884)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ernesto Carneiro Ribeiro|Ernesto Carneiro Ribeiro]] (1839 - 1920)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Pereira Barreto|Luís Pereira Barreto]] (1840 - 1923)
* {{A|Fagundes Varela}} (1841 - 1875)
* {{A|Salvador de Mendonça}} (1841 - 1913)
* {{A|Franklin Távora}} (1842 - 1888)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Américo|Pedro Américo]] (1843 - 1905)
* {{A|Visconde de Taunay}} (1843 - 1899)
* {{A|José Carlos Rodrigues}} (1844 - 1923)
* {{A|Alexandre José de Melo Morais Filho}} (1844 - 1919)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Augusto Ferreira|Carlos Augusto Ferreira]] (1844 - 1913)
* {{A|Júlio Ribeiro}} (1845 - 1890)
* {{A|Guimarães Júnior}} (1845 - 1898)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ramiz Galvão|Ramiz Galvão]] (1846 - 1938)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carneiro Vilela|Carneiro Vilela]] (1846 - 1913)
* {{A|Castro Alves}} (1847 - 1871)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Vieira Fazenda|José Vieira Fazenda]] (1847 - 1917)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos de Laet|Carlos de Laet]] (1847 - 1927)
* {{A|Araripe Júnior}} (1848 - 1911)
* {{A|Joaquim Nabuco}} (1849 - 1910)
* {{A|Ruy Barbosa}} (1849 - 1923)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Felisberto Rodrigues Pereira de Carvalho|Felisberto Rodrigues Pereira de Carvalho]] (1850 - 1898)
* {{A|Adelina Lopes Vieira}} (1850 - 1922)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ferreira Leal|Ferreira Leal]] (1850 - 1914)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Artur de Oliveira|Artur de Oliveira]] (1851 - 1882)
* {{A|Domingos Olímpio}} (1851 - 1906) {{100%}}
* {{A|Manuel Querino}} (1851 - 1923)
* {{A|Sílvio Romero}} (1851 - 1914)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Josefina Álvares de Azevedo|Josefina Álvares de Azevedo]] (1851 - 1913)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Emília Bandeira de Melo|Emília Bandeira de Melo]] (1852 - 1910)
* {{A|Narcisa Amália}} (1852 - 1924)
* {{A|Emília Moncorvo Bandeira de Melo}} (1852 - 1910)
* {{A|Capistrano de Abreu}} (1853 - 1927)
* {{A|Inglês de Sousa}} (1853 - 1918)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Benedita Bormann|Maria Benedita Bormann]] (1853 - 1895)
* {{A|Rodolfo Teófilo}} (1853 - 1932)
* {{A|Inês Sabino}} (1853 - 1911)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Revocata Heloísa de Melo|Revocata Heloísa de Melo]] (1853 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Anália Franco|Anália Franco]] (1853 - 1919)
* {{A|José do Patrocínio}} (1854 - 1905)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teófilo Dias|Teófilo Dias]] (1854 - 1889)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lúcio de Mendonça|Lúcio de Mendonça]] (1854 - 1909)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Miguel Lemos|Miguel Lemos]] (1854 - 1917)
* {{A|Artur de Azevedo}} (1855 - 1908)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Emília Freitas|Emília Freitas]] (1855 - 1908)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Urbano Duarte de Oliveira|Urbano Duarte de Oliveira]] (1855 - 1902)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Julieta de Melo Monteiro|Julieta de Melo Monteiro]] (1855 - 1928)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teixeira Mendes (filósofo)|Teixeira Mendes]] (1855 - 1927)
* {{A|Teodoro Sampaio}} (1855 - 1937)
* {{A|Fontoura Xavier}} (1856 - 1922)
* {{A|Aluísio Azevedo}} (1857 - 1913)
* {{A|José Veríssimo}} (1857 - 1916)
* {{A|Alberto de Oliveira}} (1857 - 1937)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Filinto de Almeida|Filinto de Almeida]] (1857 - 1945)
* {{A|Rocha Pombo}} (1857 - 1933)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Horácio de Carvalho|Horácio de Carvalho]] (1857 - 1933)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Paula Ney|Paula Ney]] (1858 - 1897)
* {{A|Raimundo Correia}} (1859 - 1911)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Bernardino Lopes|Bernardino Lopes]] (1859 - 1916)
* {{A|Valentim Magalhães}} (1859 - 1903)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Clóvis Beviláqua|Clóvis Beviláqua]] (1859 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Leolinda Daltro|Leolinda Daltro]] (1859 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luiza Leonardo|Luiza Leonardo]] (1859 - 1926)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Augusto de Lima (político)|Augusto de Lima]] (1859 - 1934)
* {{A|João Ribeiro}} (1860 - 1934)
* {{A|Eduardo Prado}} (1860 - 1901)
* {{A|Afonso Celso}} (1860 - 1938)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio da Silva Jardim|Antônio da Silva Jardim]] (1860 - 1891)
* {{A|Cruz e Sousa}} (1861 - 1898)
* {{A|Manuel de Oliveira Paiva}} (1861 - 1892)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Xavier Marques|Xavier Marques]] (1861 - 1942)
* {{A|Luís Murat}} (1861 - 1929)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Amélia Rodrigues|Amélia Rodrigues]] (1861 - 1926)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Xavier Marques|Xavier Marques]] (1861 - 1942)
* {{A|Raimundo de Farias Brito}} (1862 - 1917)
* {{A|Júlia Lopes de Almeida}} (1862 - 1934)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Domício da Gama|Domício da Gama]] (1862 - 1925)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fausto Cardoso|Fausto Cardoso]] (1862 - 1906)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lindolfo Rocha|Lindolfo Rocha]] (1862 - 1911)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Nina Rodrigues|Nina Rodrigues]] (1862 - 1906)
* {{A|Catulo da Paixão Cearense}} (1863 - 1946)
* {{A|Raul Pompeia}} (1863 - 1895)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gonzaga Duque|Gonzaga Duque]] (1863 - 1911)
* {{A|Virgílio Várzea}} (1863 - 1941)
* {{A|Coelho Neto}} (1864 - 1934)
* {{A|Pardal Mallet}} (1864 - 1894)
* {{A|Tito Lívio de Castro}} (1864 - 1890)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fábio Luz|Fábio Luz]] (1864 - 1938)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Andradina de Oliveira|Andradina de Oliveira]] (1864 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alberto Torres|Alberto Torres]] (1865 - 1917)
* {{A|Olavo Bilac}} (1865 - 1918)
* {{A|João Simões Lopes Neto}} (1865 - 1916)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alcindo Guanabara|Alcindo Guanabara]] (1865 - 1918)
* {{A|Euclides da Cunha}} (1866 - 1909)
* {{A|Emiliano Perneta}} (1866 - 1921)
* {{A|Vicente de Carvalho}} (1866 - 1924)
* {{A|Emílio de Meneses}} (1866 - 1918)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rodrigo Otávio|Rodrigo Otávio]] (1866 - 1944)
* {{A|Rego Monteiro}} (1866 - 1952) {{100%}}
* {{A|João Marques de Carvalho}} (1866 - 1910)
* {{A|Adolfo Caminha}} (1867 - 1897) {{100%}}
* {{A|Medeiros e Albuquerque}} (1867 - 1934) {{100%}}
* {{A|Oliveira Lima}} (1867 - 1928) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Mário Pederneiras|Mário Pederneiras]] (1867 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guimarães Passos|Guimarães Passos]] (1867 - 1909)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Presciliana Duarte de Almeida|Presciliana Duarte de Almeida]] (1867 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guimarães Passos|Guimarães Passos]] (1868 - 1909)
* {{A|Graça Aranha}} (1868 - 1931) {{100%}}
* {{A|Afonso Arinos}} (1868 - 1916)
* {{A|Manuel Bonfim}} (1868 - 1932)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio Sales|Antônio Sales]] (1868 - 1940)
* {{A|Nestor Vítor}} (1868 - 1932)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Rabelo|Pedro Rabelo]] (1868 - 1905)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Júlia Cortines|Júlia Cortines]] (1868 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Max Fleiuss|Max Fleiuss]] (1868 - 1943)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Figueiredo Pimentel|Figueiredo Pimentel]] (1869 - 1914)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Chrysanthème|Chrysanthème]] (1869 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Gastão d'Escragnolle Dória|Luís Gastão d'Escragnolle Dória]] (1869 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Dario Persiano de Castro Vellozo|Dario Persiano de Castro Vellozo]] (1869 - 1937)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Liberato Bittencourt|Liberato Bittencourt]] (1869 - 1948)
* {{A|Adherbal de Carvalho}} (1869 - 1915)
* {{A|Paulo Prado}} (1869 - 1943)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Zeferino Brasil|Zeferino Brasil]] (1870 - 1942)
* {{A|Alphonsus de Guimaraens}} (1870 - 1921)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Osório Duque-Estrada|Osório Duque-Estrada]] (1870 - 1927)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Péthion de Villar|Péthion de Villar]] (1870 - 1924)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lívio Barreto|Lívio Barreto]] (1870 - 1895)
* {{A|Francisca Júlia}} (1871 - 1920)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Paes de Barros|Maria Paes de Barros]] (1871 - 1952)
* {{A|Alberto Rangel}} (1871 - 1945)
* {{A|Mário de Alencar}} (1872 - 1925)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Batista Cepelos|Batista Cepelos]] (1872 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Faria Neves Sobrinho|Faria Neves Sobrinho]] (1872 - 1927)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Silveira Neto|Silveira Neto]] (1872 - 1942)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Valdomiro Silveira|Valdomiro Silveira]] (1873 - 1941)
* {{A|Laudelino Freire}} (1873 - 1937)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rodolfo Garcia|Rodolfo Garcia]] (1873 - 1949)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Valdomiro Silveira|Valdomiro Silveira]] (1873 - 1941)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul Pederneiras|Raul Pederneiras]] (1874 - 1953)
* {{A|Henrique Castriciano de Sousa}} (1874 - 1947)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Dias Fernandes|Carlos Dias Fernandes]] (1874 - 1942)
* {{A|Amadeu Amaral}} (1875 - 1929)
* {{A|Afonso d'Escragnolle Taunay}} (1876 - 1958)
* {{A|Afrânio Peixoto}} (1876 - 1947) {{100%}}
* {{A|Auta de Souza}} (1876 - 1901)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manoel Arão|Manoel Arão]] (1876 - 1930)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alcides Maia|Alcides Maia]] (1878 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Marcelo Gama|Marcelo Gama]] (1878 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maranhão Sobrinho|Maranhão Sobrinho]] (1879 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Félix Pacheco|Félix Pacheco]] (1879 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Artur de Sales|Artur de Sales]] (1879 - 1952)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Everardo Backheuser|Everardo Backheuser]] (1879 - 1951)
* {{A|Albertina Bertha}} (1880 - 1953) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jonas da Silva|Jonas da Silva]] (1880 - 1947)
* {{A|Elysio de Carvalho}} (1880- 1925)
* {{A|Lima Barreto}} (1881 - 1922)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Maria Goulart de Andrade|José Maria Goulart de Andrade]] (1881 - 1936)
* {{A|João do Rio}} (1881 - 1921)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Azevedo Amaral|Azevedo Amaral]] (1881 - 1942)
* {{A|Monteiro Lobato}} (1882 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Oliveira Viana|Oliveira Viana]] (1883 - 1951)
* {{A|Augusto dos Anjos}} (1884 - 1914)
* {{A|Godofredo Rangel}} (1884 - 1954)
* {{A|Martins Fontes}} (1884 - 1937) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Roquette-Pinto|Roquette-Pinto]] (1884 - 1954)
* {{A|Antônio Francisco da Costa e Silva}} (1885 - 1950)
* {{A|Antônio Torres}} (1885 - 1934)
* {{A|Pedro Kilkerry}} (1885 - 1917)
* {{A|Humberto de Campos}} (1886 - 1934)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ernani Rosas|Ernani Rosas]] (1886 - 1955)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Lacerda de Moura|Maria Lacerda de Moura]] (1887 - 1945)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hermes Fontes|Hermes Fontes]] (1888 - 1930)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gastão Cruls|Gastão Cruls]] (1888 - 1955)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Roberto Simonsen|Roberto Simonsen]] (1889 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Cásper Líbero|Cásper Líbero]] (1889 - 1943)
* {{A|Oswald de Andrade}} (1890 - 1954) {{075%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Felipe Daudt de Oliveira|Felipe Daudt de Oliveira]] (1890 - 1933)
* {{A|Jackson de Figueiredo}} (1891 - 1928) {{075%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ercília Nogueira Cobra|Ercília Nogueira Cobra]]
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Eduardo Guimarães|Eduardo Guimarães]] (1892 - 1928)
* {{A|Graciliano Ramos}} (1892 - 1953) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Juó Bananére|Juó Bananére]] (1892 - 1933)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jorge de Lima|Jorge de Lima]] (1893 - 1953)
* {{A|Mário de Andrade}} (1893 - 1945)
* {{A|Ronald de Carvalho}} (1893 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Leonel Franca|Leonel Franca]] (1893 - 1948)
* {{A|Paulo Setúbal}} (1893 - 1937)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hugo de Carvalho Ramos|Hugo de Carvalho Ramos]] (1895 - 1921)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul de Leoni|Raul de Leoni]] (1895 - 1926)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alceu de Freitas Wamosy|Alceu de Freitas Wamosy]] (1895 - 1923)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ranulpho Prata|Ranulpho Prata]] (1896 - 1942)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Galeão Coutinho|Galeão Coutinho]] (1897 - 1951)
* {{A|Rodrigues de Abreu}} (1897 - 1927)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Virgílio de Melo Franco|Virgílio de Melo Franco]] (1897 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Eugênia Álvaro Moreyra|Eugênia Álvaro Moreyra]] (1898 - 1948)
=== Século XX ===
* {{A|Antonieta de Barros}} (1901 - 1952)
* {{A|Alcântara Machado}} (1901 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Alphonsus|João Alphonsus]] (1901 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carmen Cinira|Carmen Cinira]] (1902 - 1933)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Arthur Ramos|Arthur Ramos]] (1903 - 1949)
{{Div col fim}}
== [[File:Flag of Portugal.svg|18px]] Portugueses ==
{{Div col|3}}
=== Século XIV ===
* {{A|Fernão Lopes}} (c. 1385 - c. 1460)
=== Século XV ===
* {{A|Gomes Eanes de Zurara}} (c. 1410 - c. 1474)
* {{A|Rui de Pina}} (c. 1440 - c. 1522)
* {{A|Garcia de Resende}} (c. 1470 - 1536)
* {{A|Sá de Miranda}} (1481 - 1558)
* {{A|Bernardim Ribeiro}} (c. 1482 - c. 1552)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gaspar Correia|Gaspar Correia]] (c. 1492 - c. 1563)
* {{A|João de Barros}} (1496 - 1570)
=== Século XVI ===
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brás de Albuquerque|Brás de Albuquerque]] (c. 1500 - 1581)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Martim Afonso de Sousa|Martim Afonso de Sousa]] (c. 1500 - 1564)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fernão Lopes de Castanheda|Fernão Lopes de Castanheda]] (c. 1500 - 1559)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Samuel Usque|Samuel Usque]] (c. 1500 - c. 1560)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Damião de Góis|Damião de Góis]] (1502 - 1574)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gonçalo Annes Bandarra|Gonçalo Annes Bandarra]] (c. 1502 - c. 1556)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Galvão|António Galvão]] (c. 1503 - 1557)
* {{A|Jerónimo Osório}} (1506 - 1580)
* {{A|Fernão Mendes Pinto}} (c. 1510 - 1583)
* {{A|Jorge Ferreira de Vasconcelos}} (c. 1515 - c. 1585)
* {{A|Manuel da Nóbrega}} (1517 - 1570)
* {{A|Pedro de Andrade Caminha}} (c. 1520 - 1589)
* {{A|Luís Vaz de Camões}} (c. 1524 - 1580)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Ferreira|António Ferreira]] (1528 - 1569)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei Heitor Pinto|Frei Heitor Pinto]] (c. 1528 - c. 1584)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jerónimo Corte-Real|Jerónimo Corte-Real]] (c. 1530 - c. 1588)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Amador Arrais|Amador Arrais]] (c. 1530 - 1600)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Agostinho Pimenta|Agostinho Pimenta]] (1540 - 1619)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de Andrade|Francisco de Andrade]] (c. 1540 - 1614)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pero de Magalhães Gândavo|Pero de Magalhães Gândavo]] (c. 1540 - c. 1580)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Pereira Brandão|Luís Pereira Brandão]] (c. 1540 - c. 1590)
* {{A|Diogo do Couto}} (c. 1542 - 1616)
* {{A|Miguel Leitão de Andrada}} (c. 1553 - 1630)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei Luís de Sousa|Frei Luís de Sousa]] (c. 1555 - 1632)
* {{A|Ambrósio Fernandes Brandão}} (c. 1555 - c. 1618)
* {{A|Bernardo de Brito}} (1569 - 1617)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gabriel Pereira de Castro|Gabriel Pereira de Castro]] (1571 - 1632)
* {{A|Francisco Rodrigues Lobo}} (1580 - 1622)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Brandão|António Brandão]] (1584 - 1637)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel de Faria e Sousa|Manuel de Faria e Sousa]] (1590 - 1649)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jacinto Freire de Andrade|Jacinto Freire de Andrade]] (1597 - 1657)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brás Garcia de Mascarenhas|Brás Garcia de Mascarenhas]] (1596 - 1656)
=== Século XVII ===
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de Sá de Meneses|Francisco de Sá de Meneses]] (c. 1600 - 1664)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Violante do Céu|Violante do Céu]] (1601 - 1693)
* {{A|Francisco Manuel de Melo}} (1608 - 1666)
* {{A|Jerónimo Baía}} (c. 1620 - 1688)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei António das Chagas|Frei António das Chagas]] (1631 - 1682)
* {{A|Manuel Bernardes}} (1644 - 1710)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco Xavier de Meneses|Francisco Xavier de Meneses]] (1673 - 1743)
* {{A|António Caetano de Sousa}} (1674 - 1759)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Diogo Barbosa Machado|Diogo Barbosa Machado]] (1682 - 1772)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Bernardo Gomes de Brito|Bernardo Gomes de Brito]] (1688 - c. 1760)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Nunes Ribeiro Sanches|António Nunes Ribeiro Sanches]] (1699 - 1782)
=== Século XVIII ===
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António José da Silva|António José da Silva]] (1705 - 1739)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Dinis da Cruz e Silva|António Dinis da Cruz e Silva]] (1731 - 1799)
* {{A|Filinto Elísio}} (1734 - 1819)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Anastácio da Cunha|José Anastácio da Cunha]] (1744 - 1787)
* {{A|Tomás Antônio Gonzaga}} (1744 - 1810)
* {{A|Bocage}} (1765 - 1805)
* {{A|Curvo Semedo}} (1766 - 1838)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de São Luís Saraiva|Francisco de São Luís Saraiva]] (1766 - 1845)
* {{A|José Agostinho de Macedo}} (1761 - 1831)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Maria da Costa e Silva|José Maria da Costa e Silva]] (1788 - 1854)
* {{A|Almeida Garrett}} (1799 - 1854)
* {{A|António Feliciano de Castilho}} (1800 - 1875)
=== Século XIX ===
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luz Soriano|Luz Soriano]] (1802 - 1891)
* {{A|Alexandre Herculano}} (1810 - 1877)
* {{A|João de Lemos}} (1819 - 1890)
* {{A|José da Silva Mendes Leal}} (1820 - 1886)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Augusto Rebelo da Silva|Luís Augusto Rebelo da Silva]] (1822 - 1871)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João de Andrade Corvo|João de Andrade Corvo]] (1824 - 1890)
* {{A|Camilo Castelo Branco}} (1825 - 1890)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Pedro Lopes de Mendonça|António Pedro Lopes de Mendonça]] (1826 - 1865)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Soares de Passos|Soares de Passos]] (1826 - 1860)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Arnaldo Gama|Arnaldo Gama]] (1828 - 1869)
* {{A|Raimundo António de Bulhão Pato}} (1828 - 1912)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ernesto Biester|Ernesto Biester]] (1829 - 1880)
* {{A|João de Deus}} (1830 - 1896)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Júlio César Machado|Júlio César Machado]] (1835 - 1890)
* {{A|Ramalho Ortigão}} (1836 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Cardoso Vieira de Castro|José Cardoso Vieira de Castro]] (1837 - 1872)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Penha|João Penha]] (1838 - 1919)
* {{A|Júlio Dinis}} (1839 - 1871)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fernando Caldeira|Fernando Caldeira]] (1841 - 1894)
* {{A|Pinheiro Chagas}} (1842 - 1895)
* {{A|Antero de Quental}} (1842 - 1891)
* {{A|Teófilo Braga}} (1843 - 1924)
* {{A|Luciano Cordeiro}} (1844 - 1900)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guiomar Torresão|Guiomar Torresão]] (1844 - 1898)
* {{A|Joaquim Pedro de Oliveira Martins}} (1845 - 1894)
* {{A|Eça de Queirós}} (1845 - 1900)
* {{A|Joaquim Pedro de Oliveira Martins}} (1845 - 1894)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Sousa Viterbo|Sousa Viterbo]] (1845 - 1910)
* {{A|António Cândido Gonçalves Crespo}} (1846 - 1883)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rafael Bordalo Pinheiro|Rafael Bordalo Pinheiro]] (1846 - 1905)
* {{A|Adolfo Coelho}} (1847 - 1927)
* {{A|Maria Amália Vaz de Carvalho}} (1847 - 1921)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Gomes Leal|António Gomes Leal]] (1848 - 1921)
* {{A|Francisco Teixeira de Queirós}} (1848 - 1919)
* {{A|Alberto Pimentel}} (1849 - 1925)
* {{A|Guerra Junqueiro}} (1850 - 1923)
* {{A|Gervásio Lobato}} (1850 - 1895)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís de Magalhães|Luís de Magalhães]] (1850 - 1924)
* {{A|Venceslau de Morais}} (1854 - 1929)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Gonçalves Zarco da Câmara|João Gonçalves Zarco da Câmara]] (1855 - 1908)
* {{A|Cesário Verde}} (1855 - 1886)
* {{A|Abel Botelho}} (1854 - 1917)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Marcelino Mesquita|Marcelino Mesquita]] (1856 - 1919)
* {{A|Fialho de Almeida}} (1857 - 1911)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Sampaio Bruno|Sampaio Bruno]] (1857 - 1915)
* {{A|Leite de Vasconcelos}} (1858 - 1941)
* {{A|António Feijó}} (1859 - 1917)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alfredo Gallis|Alfredo Gallis]] (1859 - 1910)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel Teixeira Gomes|Manuel Teixeira Gomes]] (1860 - 1941)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Francisco Trindade Coelho|José Francisco Trindade Coelho]] (1861 - 1908)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brito Camacho|Brito Camacho]] (1862 - 1934)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Nobre|António Nobre]] (1867 - 1900)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul Brandão|Raul Brandão]] (1867 - 1930)
* {{A|Camilo Pessanha}} (1867 - 1926)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alice Moderno|Alice Moderno]] (1867 - 1946)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Eugénio de Castro|Eugénio de Castro]] (1869 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Augusto Gil|Augusto Gil]] (1870 - 1929)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Roberto de Mesquita|Roberto de Mesquita]] (1871 - 1923)
* {{A|Ana de Castro Osório}} (1872 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Malheiro Dias|Carlos Malheiro Dias]] (1875 -1941)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Duro|José Duro]] (1875 - 1899)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel Laranjeira|Manuel Laranjeira]] (1877 - 1912)
* {{A|Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos}} (1877 - 1952)
* [[w:Visconde de Vila-Moura|Visconde de Vila-Moura]] (1877 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Afonso Lopes Vieira|Afonso Lopes Vieira]] (1878 - 1946)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Patrício|António Patrício]] (1878 - 1930)
* {{A|Alfredo Pimenta}} (1882 - 1950)
* {{A|Leonardo Coimbra}} (1883 - 1936)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Albino Forjaz de Sampaio|Albino Forjaz de Sampaio]] (1884 - 1949)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hipólito Raposo|Hipólito Raposo]] (1885 - 1953)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Sardinha|António Sardinha]] (1887 - 1925)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fidelino de Figueiredo|Fidelino de Figueiredo]] (1888 - 1967)
* {{A|Fernando Pessoa}} (1888 - 1935)
* {{A|Mário de Sá-Carneiro}} (1890 - 1916)
* {{A|Florbela Espanca}} (1894 - 1930)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Soeiro Pereira Gomes|Soeiro Pereira Gomes]] (1909 - 1949)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Maria Lisboa|António Maria Lisboa]] (1928 - 1953)
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! style="font-size: medium" | Pags.
!style="font-size: medium" | linhas
!style="font-size: medium" | Onde se lê:
! style="font-size: medium" | Leia-se:</noinclude>{{nopt}}
|-
| style="text-align:right;" | {{DJVU page link 2|27|21}} || style="text-align:right;" | 3 || vivem || vive
|-
| style="text-align:right;" | {{DJVU page link 2|27|21}} || style="text-align:right;" | 4 || vivem || vive
|-
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|-
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|-
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|-
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|-
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|-
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|-
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|-
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|-
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|-
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|-
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|-
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|-
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|-
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|-
| style="text-align:right;" | {{DJVU page link 2|68|62}} || style="text-align:right;" | 10 || boches || bôbos
|-
| style="text-align:right;" | {{DJVU page link 2|68|62}} || style="text-align:right;" | 37 || a joia era inteiramente falsa || as joias eram inteiramente falsas
|-
| style="text-align:right;" | {{DJVU page link 2|69|63}} || style="text-align:right;" | 3 || Salira || Salisa
|-
| style="text-align:right;" | {{DJVU page link 2|69|63}} || style="text-align:right;" | 14 || imbecis || infieis
|-
| style="text-align:right;" | {{DJVU page link 2|71|65}} || style="text-align:right;" | 19 || pellegas de carneira || pellegos de carneiro
|-
| style="text-align:right;" | {{DJVU page link 2|72|66}} || style="text-align:right;" | 23 || Era tido como || Era como
|-
| style="text-align:right;" | {{DJVU page link 2|73|67}} || style="text-align:right;" | 22 || vende || vendo
|-
| style="text-align:right;" | {{DJVU page link 2|73|67}} || style="text-align:right;" | 24 || Seger, á guerreira || Alger, a guerreira
|-
| style="text-align:right;" | {{DJVU page link 2|74|68}} || style="text-align:right;" | 6 || sentiu || seu tio
|-
| style="text-align:right;" | {{DJVU page link 2|77|71}} || style="text-align:right;" | 16 || a genuina || a guerreira
|-
| style="text-align:right;" | {{DJVU page link 2|78|72}} || style="text-align:right;" | 11 || do Beirão, a que || do Beirão, epocha que
|-
| style="text-align:right;" | {{DJVU page link 2|81|75}} || style="text-align:right;" | 25 || ás mesmas || a semelhantes
|-
| style="text-align:right;" | {{DJVU page link 2|84|78}} || style="text-align:right;" | 27 || desmerito || demerito
|-
| style="text-align:right;" | {{DJVU page link 2|84|78}} || style="text-align:right;" | 2 || seres || seus
|-
| style="text-align:right;" | {{DJVU page link 2|84|78}} || style="text-align:right;" | 6 || graduado que || graduado com que
|-
| style="text-align:right;" | {{DJVU page link 2|87|81}} || style="text-align:right;" | 20 || menos || nervos
|-
| style="text-align:right;" | {{DJVU page link 2|109|103}} || style="text-align:right;" | 30 || primeira || provincia
|-
| style="text-align:right;" | {{DJVU page link 2|109|103}} || style="text-align:right;" | 37 || E tentastes ? || E tentaste ?
|-
| style="text-align:right;" | {{DJVU page link 2|117|111}} || style="text-align:right;" | 8 || Havia || Havia-as
|-
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| style="text-align:right;" | {{DJVU page link 2|129|123}} || style="text-align:right;" | 30 || fresco || fosco
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Galeria:Comédias Martins Pena - Livraria Garnier.pdf
104
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2026-06-04T00:23:29Z
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[[Categoria:Martins Pena]]
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{sc2|XII}}</noinclude>Aqui não ha nasalação, mas aspiração na pronuncia; e por isso deve empregar-se o — ''til'' —; que é ''signal de aspiração'', correspondente, segundo
penso, ao ''espirito brando en grego''.
É por isto que se deve pronunciar ''ũ-a'', e
seos compostos; e não — ''u-m-a'', (por que tal — ''m'' — não existe no ablativo latino — ''una'', d’onde u’a
se deriva) ''algũa, nenhũa''.
Cumpre advertir que en latin, nos adjectivos
''bon-us'', ''un-us'', e semelhantes por contere — ''n'' —
no radical, esse — ''n'' — não faz syllaba com a vogal
seguinte do suffixo — ''us'' —, — ''a'' —; e portanto a
pronuncia devêra ser aspirando a primeira syllaba,
''bon...us, bon...a, un...a''; e tanto isto é verdade,
que en Portugal, en alguns logares, se pronuncia
''bôn-a'' sen junctar o — ''n'' — do radical ao — ''a'' — do
suffixo.
Já que falei do ''til'', o qual apenas dizen os
diccionarios ser signal orthographico, não será fóra
de proposito dar-lhe a etymologia, que não açhei
en parte algua.
Supponho que procede de ''tignulum'' (varinha),
perdida a syllaba média breve, e a final — ''um'' —
tamben breve.
O til não suppre jámais as lettras — ''m'' — е — ''n''; — é ''signal de aspiração'' (''espirito brando'' en grego);
ou talvez exerce a mesma funcção que o Anuswara
en Sanskrito, que se colloca debaixo do — ''m'' —, ou
sobre o — ''n''.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/110
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''I2''' <big>'''Chronica'''</big> '''DO''' <big>'''EMPERADOR'''</big><br/> bre o coraçaõ na parte direita trazia taõ<br/> vermelho, que parecia verter claro ſan-<br/> gue, e quanto lhe mais remedios pu-<br/> nhaõ, tanto ſe mais aſſanhava. E vendo<br/> a Rainha, que mais era miſterio, e obra<br/> de Deos, que da natureza, naõ quiz que<br/> lhe puſeſſem alguma couſa, pois taõ pou-<br/> co aproveitava. E naõ era ſem cauſa ſer<br/> iſto...
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''I2''' <big>'''Chronica'''</big> '''DO''' <big>'''EMPERADOR'''</big><br/>
bre o coraçaõ na parte direita trazia taõ<br/>
vermelho, que parecia verter claro ſan-<br/>
gue, e quanto lhe mais remedios pu-<br/>
nhaõ, tanto ſe mais aſſanhava. E vendo<br/>
a Rainha, que mais era miſterio, e obra<br/>
de Deos, que da natureza, naõ quiz que<br/>
lhe puſeſſem alguma couſa, pois taõ pou-<br/>
co aproveitava. E naõ era ſem cauſa ſer<br/>
iſto aſſi, pois o verdadeiro remedio ſe<br/>
havia por elle de alcançar com tantos<br/>
trabalhos, como a hiſtoria vos contará.<br/>
E porque eſte Principe té aquelle tem-<br/>
po a todalas creaturas em fermoſura ven-<br/>
ceo, e ſeu naſcimento foi em dia taõ<br/>
claro, e alegre pera os que com tanto te-<br/>
mor, e trabalho os ſeus naturaes antes<br/>
de ſua vinda tinhaõ paſſado; pos-lhe a<br/>
Rainha por nome Clarimundo, que con-<br/>
veio mui bem com todalas ſuas manhas,<br/>
e obras, que ſoraõ luz, e claridade do<br/>
mundo, que entaõ ſe chama claro, quan-<br/>
do os Principes, que o governaõ, deſ-<br/>
truem aquelles, que com ſeus maleſicios<br/>
o tem eſcuro.<br/>
CA-<noinclude></noinclude>
dd25chm45lgpwwpnmtp2wk6m8lavddb
Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/111
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <big>'''CLARIMUNDO.'''</big> '''I3'''<br/> <big>'''{{sic|CAPIPULO|CAPITULO}} III.'''</big><br/> ''Como o Principe Clarimundo foi dado a''<br/> ''criar á Condeſſa Urbina mulher do''<br/> ''Conde Drongel, e do que lhe neſ-''<br/> ''ta criaçaõ aconteceo.''<br/> <big>'''N'''</big>Eſte tempo, que o Principe {{sic|naceo|naſceo}},<br/> criava a Condeſſa Urbina, mulher<br/> do Conde Drongel: hum ſilho, que ſe-<br/> ria de dous mezes, e porq...
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude><big>'''CLARIMUNDO.'''</big> '''I3'''<br/>
<big>'''{{sic|CAPIPULO|CAPITULO}} III.'''</big><br/>
''Como o Principe Clarimundo foi dado a''<br/>
''criar á Condeſſa Urbina mulher do''<br/>
''Conde Drongel, e do que lhe neſ-''<br/>
''ta criaçaõ aconteceo.''<br/>
<big>'''N'''</big>Eſte tempo, que o Principe {{sic|naceo|naſceo}},<br/>
criava a Condeſſa Urbina, mulher<br/>
do Conde Drongel: hum ſilho, que ſe-<br/>
ria de dous mezes, e porque era o pri-<br/>
mogenito, naõ no quiz dar a criar a<br/>
ninguem, ſenaõ aos ſeus peitos. E El-<br/>
Rey vendo a ſua diſpoſiçaõ pera em tal<br/>
caſo a encarregar, e lembrando-lhe os<br/>
ſerviços taõ aſſinados, que de Conde na<br/>
frontaria dos Turcos tinha recebido, on-<br/>
de por ſua induſtria, e esforço tomara<br/>
muitas Villas, Lugares, e algumas Ci-<br/>
dades fizera tributarias, de que naõ pe-<br/>
quena renda cadanno, mas mui grande,<br/>
e honroſa alcançava; quizlhe pagar eſ-<br/>
tes ſerviços, e aſſi os do dia paſſado,<br/>
dando-lhe o Principe pera que ſua mu-<br/>
lher o criaſſe, e elle foſſe ſeu ayo,<br/>
pois que idade pera iſſo tiveſſe, crendo<br/>
com quanto cuidado, e amor, deſtas<br/>
duas<noinclude></noinclude>
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Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/94
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|PEDRINHO PICHOCHOʼ}}
{{dhr}}
Uma hora depois a boneca já estava enxuta, mal e mal. Narizinho enfiou-a no bolso e voltou para casa, aos pinotes, com o
estomago a dar horas.
E ao pôr o pé na sala já ouviu na cozinha o chiado da frigideira.
A menina farejou o ar com o seu narizinho arrebitado e disse:
— Hum ! Hoje é dia do senhor torresmo ! E gritou para dentro:
— Nastacia, um courinho para mim,
bem pururúca, ouviu ?
A preta resmungou de lá:
{{Imagem float-p
|file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 94 crop).jpg
|align=left
|width=200px
|padt=2em
}}
— Deixe de prosa, vá lavar essas munhecas e venha
arrumar a mesa
que é o melhor.
Tamanha menina o dia inteiro
reinando, reinando...
Narizinho correu á bica do
quintal, lavou as
mãos e veiu enxugal-as no avental da preta.
{{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}90{{gap}}☉}}</noinclude>
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Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/95
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>— Que graça ! resingou esta. Virei toalha então ? Ande, leve esta terrina para a
mesa, e chame a vovó antes que esfrie.
Minutos depois estavam á mesa as tres
— a velha, Narizinho e Emilia.
Emilia tambem, sim ! Narizinho nada
fazia sem a Emilia — nem jantar !... E na
mesa lhe offerecia de todos os pratos, acabando por lhe grudar na bocca um celebre
grão de arroz.
— Já que não sabe comer de verdade,
coma de mentira, sua grande empalamada !... Não vê que está ficando magra e
secca como um bacalháo de porta de venda ?
A vovó ria-se daquellas malucagens...
— Deixe estar, minha filha, que ainda
te arranjo um companheirinho. O tio Antonio anda muito mal e si elle morrer vem
morar comnosco o primo Pedrinho.
— O Pedrinho Pichochó ? indagou a
menina.
— Ai, minha filha ! ralhou a velha.
Que costume, esse, de botar appellido em
toda a gente ! E muito feio, sabe ?
— Mas, vovó, o Pedrinho não é mes-<noinclude>{{c|☉{{gap}}91{{gap}}☉}}</noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>— Que graça ! resingou esta. Virei toalha então ? Ande, leve esta terrina para a
mesa, e chame a vovó antes que esfrie.
Minutos depois estavam á mesa as tres
— a velha, Narizinho e Emilia.
Emilia tambem, sim ! Narizinho nada
fazia sem a Emilia — nem jantar !... E na
mesa lhe offerecia de todos os pratos, acabando por lhe grudar na bocca um celebre
grão de arroz.
— Já que não sabe comer de verdade,
coma de mentira, sua grande empalamada !... Não vê que está ficando magra e
secca como um bacalháo de porta de venda ?
A vovó ria-se daquellas malucagens...
— Deixe estar, minha filha, que ainda
te arranjo um companheirinho. O tio Antonio anda muito mal e si elle morrer vem
morar comnosco o primo Pedrinho.
— O Pedrinho Pichochó ? indagou a
menina.
— Ai, minha filha ! ralhou a velha.
Que costume, esse, de botar appellido em
toda a gente ! E muito feio, sabe ?
— Mas, vovó, o Pedrinho não é mes{{PT||mo um pichochó inteirado ? Aquelle bico, aquelle pescoço,
aquelle geitinho tivi-tivi...}}
{{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}91{{gap}}☉}}</noinclude>
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Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/96
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{Imagem float-p
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}}
{{PT|mo um pichochó inteirado ? Aquelle bico, aquelle pescoço,
aquelle geitinho tivi-tivi...}}
— Inda que o
seja, isso não é razão
para você o chamar
assim. Eʼ feio, ouviu?
E si elle vier
prenda essa linguinha, sinão
fico zangada com você !...
— E quando morre o tio Antonio ?
— Como posso saber, menina ? Morre
quando Deus quizer !...
— Então é Deus que quer que o tio
Antonio morra ?
A velha sabia que quando Narizinho começava com estas perguntas não acabava
mais, e gritou para dentro:
— Anastacia, traga logo os mangaritos para arrolhar o bico desta baitaca !...
A preta appareceu com um prato de
mangaritos fumegantes e a tigella do mellado. E resmungou, como era seu costume:
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Página:Da Terra á Lua.pdf/122
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2026-06-03T16:05:39Z
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Porém, desde que a America, terra da liberdade, não conta em seu seio senão homens livres, correm estes onde quer que os chama trabalho bem retribuido. Ora dinheiro é que não faltava ao Gun-Club, que offerecia aos seus salariados, alem de uma feria elevada, gratificações consideraveis e em proporção. O operario engajado para a Florida podia contar, concluida a obra, com um capital depositado em seu nome no banco de Baltimore. Murchison pô...
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|123|borda_inferior=sim}}</noinclude>Porém, desde que a America, terra da liberdade, não conta em seu seio senão homens livres, correm estes onde quer que os chama trabalho bem retribuido. Ora dinheiro é que não faltava ao Gun-Club, que offerecia aos seus salariados, alem de uma feria elevada, gratificações consideraveis e em proporção.
O operario engajado para a Florida podia contar, concluida a obra, com um capital depositado em seu nome no banco de Baltimore. Murchison pôde portanto, sem mais incommodos, escolher á vontade e levantar a bitola no que dizia respeito á intelligencia e habilidade dos operarios.
É de crer que alistasse nʼaquella legião do trabalho a flor dos machinistas, fogueiros, fundidores, caleiros, mineiros, tijoleiros e trabalhadores de todos os generos, pretos ou brancos, sem distincção de cores.
No dia 31 de outubro, pelas dez horas da manhã, desembarcou toda aquella multidão nos caes de Tampa-Town; imagine-se que movimento e que actividade haviam de reinar na pequena cidade, cuja população se elevou ao dobro no espaço de um só dia. Tampa-Town havia de lucrar enormemente com a iniciativa do Gun-Club, não tanto com os operarios, que immediatamente foram mandados para Stoneʼs-Hill, como com a affluencia de curiosos que a pouco e pouco foram convergindo de todos os pontos do globo para a peninsula floridense.
Nos primeiros dias trabalhou-se na descarga da ferramenta que viera na esquadrilha, assim como machinas, viveres e grande numero de casas de ferro, em peças separadas enumeradas, para se poderem armar.
Pela mesma epocha ia Barbicane cravando as primeiras bandeirolas de alinhamento de um caminho de ferro de quinze milhas, destinado a ligar Stoneʼs-Hill com Tampa-Town.
São bem conhecidas as condições em que são construidos os caminhos de ferro na America: rodeios a capricho, declives arro-<noinclude></noinclude>
8o4kyqe9ivxe01qlvknm5forro0wq0z
Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/31
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/* Revista */
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{d|{{sc2|XIII}}}}</noinclude>''Pescoço'', e ''almoço'', que todos os diccionarios
escréven d’este modo, (com — ''ç'' — cedilhado) não
os escrevo eu, attendendo á etymologia. ''Pescôsso''
ven de ''{{lang|la|pectus}}'' (peito), e do ablativo latino ''{{lang|la|osse}}''
(ôsso), perdida a sylaba — ''tu'' —, e passando o — ''s'' —
por adoçamento da pronuncia para juncto da syllaba
— ''pe'' — (''pesc''): o — ''e'' — final do ablativo latino
''{{lang|la|osse}}'' mudou-se en — ''o'' —, terminação quasi
universal do genero masculino en portuguez.<!--ô mentirada-->
Tão verdadeira é esta etymologia, que en hespanhol
se diz ''pescueso'' (''{{lang|la|pectus}}'' e ''{{lang|es|hueso}}'', ôsso).
A etymologia dada por Constancio á palavra
pescosso é de fazer rir; diz que vên de ''{{lang|la|collum, i}}'',
e ''{{lang|la|bos, ovis}}''!
''Almôsso'', opina este mesmo auctor, que se deriva
de ''{{lang|ar|Al}}'', artigo arabe (o), ''{{lang|de|morgen}}'' (manhã, en
allemão), e ''{{lang|de|essen}}'' (comer, en allemão): não obstante, escreve a palavra con — ''ç'' — cedilhado;
o que é contradicção com a propria etymologia por
elle apresentada.
Eu entendo que no vocabulo ''almôsso'' entra o
artigo arabe ''{{lang|ar|al}}'' (o); o adverbio latino ''{{lang|la|mane}}'' (de
manha), e o verbo latino ''{{lang|la|esse}}'' (comer).
Açho porén singular que vindo, como vên
o substantivo allemão ''{{lang|de|morgen}}'' do adverbio latino
''{{lang|la|mane}}'' (de manhã), e o verbo allemão ''{{lang|de|essen}}'' do
verbo latino ''{{lang|la|esse}}'', preferisse aquelle philologo a etymologia
allemã ao latin, d’onde aquellas palavras
evidentemente se derivão.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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Página:Da Terra á Lua.pdf/123
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Erick Soares3
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: jados, obras de arte e parapeitos põem-se de parte, collinas sobem-se de escalada, valles saltam-se, e está feito um caminho de ferro que corre ás cegas, sem se importar com linhas rectas; nem custa grandes quantias nem grandes trabalhos; tem só um inconveniente, completa liberdade de descarrilamentos e de saltos. O de Tampa-Town a Stoneʼs-Hill foi uma perfeita bagatella, que nem grande dinheiro nem grande trabalho exigiu para ficar prompt...
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|124|VIAGENS MARAVILHOSAS|borda_inferior=sim}}</noinclude>jados, obras de arte e parapeitos põem-se de parte, collinas sobem-se de escalada, valles saltam-se, e está feito um caminho de ferro que corre ás cegas, sem se importar com linhas rectas; nem custa grandes quantias nem grandes trabalhos; tem só um inconveniente, completa liberdade de descarrilamentos e de saltos. O de Tampa-Town a Stoneʼs-Hill foi uma perfeita bagatella, que nem grande dinheiro nem grande trabalho exigiu para ficar prompto.
Quanto ao mais, Barbicane era a alma dʼaquelle mundo que surgira á sua voz. Era elle quem tudo animava, e a todos communicava a propria vida, enthusiasmo e convicção; em toda a parte estava, como se possuíra condão de ubiquidade, e sempre acompanhado de J.-T. Maston, que desempenhava junto dʼelle o papel de mosca zumbideira. Com Barbicane, nem havia obstaculos, nem difficuldades, nem hesitações; era tão mestre nos officios de mineiro, de pedreiro ou de machinista como no de artilheiro; tinha sempre resposta prompta para qualquer pergunta, e resolução para qualquer problema. Sustentava correspondencia activa com o Gun-Club ou com a fabrica de Goldspring, aguardando-lhe as ordens, no molhe de Hillisboro, o Tampico, sempre com as fornalhas accesas e o vapor sob pressão, a toda a hora do dia e da noite.
Saiu Barbicane no 1.º de novembro de Tampa-Town com um destacamento de trabalhadores, e já no dia seguinte se erguia em volta de Stoneʼs-Hill uma cidade de casas mechanicas, que cercaram de palissadas, e em poucos dias, em relação a movimento e actividade, parecia uma das grandes cidades da União. A vida foi ali regulada disciplinarmente, e deu-se começo aos trabalhos em perfeita ordem.
A natureza do terreno fôra já reconhecida por via de sondagens cuidadosamente praticadas, e pôde-se dar começo á excavação a 4 de novembro.
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Erick Soares3
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Nʼaquelle dia convocou Barbicane para uma reunião todos os chefes de officina, e disse-lhes: «Meus amigos, é conhecido de vós todos o motivo por que vos reuni nʼesta região selvatica da Florida. Trata-se de fundir um canhão de nove pés de diametro interior, com seis pés de espessura de parede, e dezenove pés e meio no revestimento exterior de pedra; em summa, o que é necessario excavar, é, por consequencia, um poço de diametro de sessenta...
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|125|borda_inferior=sim}}</noinclude>Nʼaquelle dia convocou Barbicane para uma reunião todos os chefes de officina, e disse-lhes:
«Meus amigos, é conhecido de vós todos o motivo por que vos reuni nʼesta região selvatica da Florida. Trata-se de fundir um canhão de nove pés de diametro interior, com seis pés de espessura de parede, e dezenove pés e meio no revestimento exterior de pedra; em summa, o que é necessario excavar, é, por consequencia, um poço de diametro de sessenta pés e de novecentos pés de profundidade. Mais. Esta obra momentosa ha de estar concluida dentro de oito mezes; tendes portanto dois milhões quinhentos e quarenta e tres mil e quatrocentos pés cubicos de terreno a extrahir, em duzentos e cincoenta e cinco dias, isto é, em numeros redondos, dez mil pés cubicos de desaterro por dia. Esta obra que nem difficuldade poderia dizer-se para mil operarios que trabalhassem á sua vontade e com os movimentos perfeitamente desembaraçados, ha de ser muito mais ardua no espaço relativamente apertado em que tendes de trabalhar. Entretanto, já que tal trabalho tem de fazer-se, feito ha de ser, e conto tanto com a vossa habilidade, como com a vossa coragem.»
Ás oito horas da manhã deu-se a primeira enxadada no terreno da Florida, e desde aquelle instante nem um só momento esteve ocioso o valente ferro nas mãos dos mineiros. Os operarios revezavam-se de seis em seis horas.
A operação, aindaque collossal, não ia alem do limite das forças humanas. Bem longe dʼisso. Quantos trabalhos ha de mais real difficuldade, e nos quaes é necessario combater frente a frente os elementos, em que se tem obtido bom resultado! Restringindo-se a obras analogas, bastará citar o ''Poço do padre Joseph'', construido perto do Cairo pelo sultão Saladin, e em tempos em que ainda não havia machinas que centuplicassem a força humana, poço que alcança até ao nivel do Nilo, a trezentos pés de pro-<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''I4''' <big>'''Chronica'''</big> '''DO''' <big>'''EMPERADOR'''</big><br/> duas taõ nobres peſſoas havia de ſer cria-<br/> do: Com a qual mercê o Conde ficou<br/> mui ſatisſeito, por ella em ſi ſer de tan-<br/> to preço, que vencia o merecimento de<br/> ſeus ſerviços, e podera ſer galardaõ de<br/> quantos lhe neſte mundo tinha feito. Mas<br/> a ſua ventura ordenou o contrario do<br/> que elle eſperava, e foi bem deſviada<br/> de ſeu...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''I4''' <big>'''Chronica'''</big> '''DO''' <big>'''EMPERADOR'''</big><br/>
duas taõ nobres peſſoas havia de ſer cria-<br/>
do: Com a qual mercê o Conde ficou<br/>
mui ſatisſeito, por ella em ſi ſer de tan-<br/>
to preço, que vencia o merecimento de<br/>
ſeus ſerviços, e podera ſer galardaõ de<br/>
quantos lhe neſte mundo tinha feito. Mas<br/>
a ſua ventura ordenou o contrario do<br/>
que elle eſperava, e foi bem deſviada<br/>
de ſeu penſamento a criaçaõ deſte Prin-<br/>
cipe: porque antre algumas Turcas, que<br/>
a Condeſſa em ſua cala trazia, eraõ tres<br/>
ſilhas de Biſcarnaõ Fronteiro mór do<br/>
gram Turco, as quaes Drongel capti-<br/>
vou, e eſtavaõ em ſua caſa tidas naquel-<br/>
le eſtado, e reputaçaõ, que a ſilhas de<br/>
taõ grande Senhor convinha. E a mais<br/>
velha, que Fainama ſe chamava, vinha<br/>
prenhe de ſeu marido, com quem pouco<br/>
havia que caſara, e em caſa da Condeſ-<br/>
ſa pario hum menino, que naõ durou<br/>
mais de tres mezes, e o amor que lhe<br/>
tinha, porque em alguma maneira ſe<br/>
parecia com Filinem o filho da Condeſ-<br/>
ſa, converteo nelle donde ſe cauſou,<br/>
que o ſervío com tanto cuidado, e dili-<br/>
gencia, que quando a Rainha entregou<br/>
o Principe á Condeſſa, naõ quiz ella que<br/>
outrem criaſſe ſeu filho, ſenão Fainama,<br/>
por<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <big>'''CLARIMUNDO.'''</big> '''I5'''<br/> por eſte amor que nella via e por ter<br/> mui maravilhoſo leite, álém de ſeu avi-<br/> ſo, e fidalguia e a eſte tempo ſeria já<br/> o menino Filinem de dous mezes, e ain-<br/> da que os levava em idade ao Principe<br/> naõ no parecia, porqué aſſi como o Deos<br/> engrandeceo nas outras perſeiçoens, aſſi<br/> aõ tempo de ſeu naſcimento lhe deu hum<br/> corpo, que parecia creatura de mais dias...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude><big>'''CLARIMUNDO.'''</big> '''I5'''<br/>
por eſte amor que nella via e por ter<br/>
mui maravilhoſo leite, álém de ſeu avi-<br/>
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o menino Filinem de dous mezes, e ain-<br/>
da que os levava em idade ao Principe<br/>
naõ no parecia, porqué aſſi como o Deos<br/>
engrandeceo nas outras perſeiçoens, aſſi<br/>
aõ tempo de ſeu naſcimento lhe deu hum<br/>
corpo, que parecia creatura de mais dias.<br/>
E tornando a Fainama, que já eſtava ti-<br/>
da por ama, e taõ contente, que em al-<br/>
guma maneira eſquecia a morte de ſeu<br/>
filho, e deſterro de ſua patria, aconte-<br/>
ceo huma noite, que deſcuidando do<br/>
menino Filinem encoſtou-ſe na cama ſo-<br/>
brelle, e com o pelo do corpo, quando<br/>
acordou, vendo que o tinha affogado<br/>
com muitas lagrimas começou amaldi-<br/>
zer ſua ventura e com eſta paixaõ cui-<br/>
dava o remedio pera ſe ſalvar de tama-<br/>
nho perigo, como lhe eſtava aparelha-<br/>
do, ſe a Condeſſa viſſe morto aquelle<br/>
filho, que tanto amava. E revolvendo<br/>
muitas couſas na fanteſia, achou, que eſ-<br/>
te era o melhor remedio, que por em tan-<br/>
to podia ter, té buſcar outro mais ſe-<br/>
guro e com eſta determinação, foi-ſe<br/>
mui paſſo onde Urbina tinha o Principe,<br/>
e<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''I6''' <big>'''Chronica'''</big> '''DO''' <big>'''EMPERADOR'''</big><br/> e deſpiolhe os veſtidos com que eſtava<br/> penſado, e penſou com elles a Filinem<br/> o mais apreſſadamente que pode, e aſſi<br/> pôlo á ilharga da cama, porque cuidaſ-<br/> ſe a Condeſſa o que depois verdadeira-<br/> mente creo. E acabada eſta troca tomou<br/> o Principe nos braços, e ſoi o penſar na<br/> ſua camera, e então lançou-ſe a dormir,<br/> como aq...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''I6''' <big>'''Chronica'''</big> '''DO''' <big>'''EMPERADOR'''</big><br/>
e deſpiolhe os veſtidos com que eſtava<br/>
penſado, e penſou com elles a Filinem<br/>
o mais apreſſadamente que pode, e aſſi<br/>
pôlo á ilharga da cama, porque cuidaſ-<br/>
ſe a Condeſſa o que depois verdadeira-<br/>
mente creo. E acabada eſta troca tomou<br/>
o Principe nos braços, e ſoi o penſar na<br/>
ſua camera, e então lançou-ſe a dormir,<br/>
como aquella que naõ fizera couſa por<br/>
onde perdeſſe o ſeu ſono. Porém ella,<br/>
com tudo, tinha taõ pouco deſcanſo<br/>
quanto os culpados com ſeus erros tem.<br/>
<big>'''CAPITULO IV.'''</big><br/>
''Como ſe Drongel, e a Condeſſa Urbina,''<br/>
''partiraõ da Corte del-Rei de Un-''<br/>
''gria, e dos caſos taõ deſeſtra-''<br/>
''dos que lhe neſte caminho''<br/>
''aconteceraŏ.''<br/>
<big>'''A'''</big>Condeſſa, como aquella que todos<br/>
a ſeus cuidados eſtavaõ prontos em<br/>
miniſtrar as couſas neceſſarias aõ Princi-<br/>
pe, tanto que acordou, foi logo com as<br/>
mãos a tentar ſe dormia, e naõ o achan-<br/>
do perto da cama, com muita turvaçaõ<br/>
tomou rijamente huma véla, que detraz<br/>
das<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>'''I6''' <big>'''Chronica'''</big> '''DO''' <big>'''EMPERADOR'''</big><br/>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{sc2|XIV}}</noinclude>Escrever portanto ''almôsso'' com — ''ç'' — cedilhado
é violar a etymologia.
''Çh'' com cedilha! ''{{lang|la|Proh pudor}}''! exclamaráõ
talvez os que se sobresaltão com as novidades orthographicas.
O ''ch'' tên en portuguez ũas vezes son duro,
outras çhiante. O leitor illitterato, e o estrangeiro
não saberáõ de certo, quando devão pronuncial-o
d’este ou d’aquelle modo. — Nao vale o argumento
dos que dizen que o sentido da phrase guiará o
leitor; porque a seguinte proposição, por exemplo,
é tão ambigua, como as respostas dos antigos oraculos:
«Un grande chôro de crianças echoava por
toda a sala».
Esse — ''chôro'' — assin escripto, e desprovido
de distincção graphica, póde, sen offensa da logica,
ser ou o derramamento de lagrymas, ou a
reunião de vozes cantantes.
A cedilha porén no ''çh'' tira toda a duvida;
lê-se ''çhôro'' com son chiante.
''China'', e ''China'', escriptos sen cedilha, não indicão
qual das palavras é o nome da casca Peruviana,
e qual o do celeste imperio.
Examinemos agora o valor de — ''ch'' —.
Que o nosso — ''c'' — vên do ''{{lang|grc|χ}}'' grego, (ki) parece-me
indubitavel. O ''{{lang|grc|χ}}'' (ki) grego tên son duro
antes de qualquer vogal; o — ''c'' —, que é en portuguez
a representação graphica d’aquella {{pt|con-|consoante, }}<noinclude></noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{d|{{sc2|XV}}}}</noinclude><noinclude>soante,</noinclude> tinha tamben nos primitivos tempos son
duro, mesmo antes do — ''e'' — e — do — ''i'' —; tanto
que en livros e manuscriptos antiquissimos ''ce'', e
''ci'' se encontrão cedilhados, para exprimir o son
brando.
Cahiu depois en desuso a cedilha no ''ce'' e ''ci'',
porque en nenhũa palavra portugueza aquellas syllabas
se pronuncião duras; sendo por isso superflua
a sotoposição da cedilha ao ''ce'', e ao ''ci''.
O — ''h'' —, ''simples signal de aspiração'' (espirito
orthographico no grego) vindo logo após o — ''c'' —,
quando se seguen as vogaes — ''a'' —, — ''o'' —, — ''u'' —
não faz sentir en portuguez aspiração forte; porque
en nossa lingua pouquissimas são as vozes aspiradas,
e nessas mesmas é brandissima a aspiração,
como — ''ba-hi-a, sa-hi-a'', que por isso se distinguen
de ''báia'', e ''sáia''.
Expostas estas considerações preliminares, vejamos
como e porque o ''çh'' cedilhado produz son
çhiante.
É necessario ainda notar que a çhamada cedilha
outra cousa não é mais, do que o ''sigma''
(lettra — ''s'' — en grego, {{lang|grc|ς}}), de sorte que o — ''ç'' —
cedilhado adverte o leitor, dizendo: «Este — ''c'' —
não tên son duro, mas sibilante, por causa do — ''S'' — (''sigma''), que lhe está sotoposto.
Pronuncie-se agora ''un son sibilante, aspirando-o ao mesmo tempo'': qual será o resultado?
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/34
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{sc2|XVI}}</noinclude>Sen duvida algũa un son chiante?
O — ''ç'' — cedilhado vale portanto o mesmo
que — ''s'' —; e todos os que conhecen a lingua
allemā saben que ''sch'' reunidos fórmão ''son çhiante''.
Creio haver justificado o meo modo de orthographar
o ''ch'', quando deva ter ''son çhiante''.
Sôbre todas estas considerações está a de evitar
a ambiguidade na pronuncia.
''Meo, teo, seo, céo, Deos'' escrevo etymologicamente
com — ''o'' —, e não com — ''u'' —; posto que
a ultima reforma no modo de graphar estas palavras
julgou ter-se fundado na etymologia, aconselhando
escrever com — ''u'' —.
Escrevia-se outr’ora ''Deos, meo, teo, seo, céo, véo'', & com — ''o'' —; mais tarde allegou-se que escrevendo-se
en latin ''{{lang|la|Deus, meus, tuus, suus, cælum, velum}}'' com — ''u'' —, deverião tamben todas estas
palavras ser escriptas com — ''u'' —, e não com — ''o'' —.
O argumento era especioso, e embaíu até hoje
os que se presumen de mais etymologicos na orthographia.
Do ablativo latino, ''caso que exprime o maior numero de relações, e por isso o que deveria ser com maior frequencia repetido'', descendêrão quasi todos
os substantivos e adjectivos portuguezes: isto é incontestavel.
Depois do ablativo é o accusativo o caso, que dá mais abundante numero de substantivos, e adjectivos portuguezes.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/35
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{d|{{sc2|XVII}}}}</noinclude>Por consequencia, escrevendo eu a palavra ''Deos'' com — ''o'' —, tiro-a do ablativo; quando não queiramos ir buscal-a ao grego ''Theos'', que me parece a verdadeira origen; pois que do grego se derivou o substantivo latino — ''{{lang|la|Deus}}'' —.
Quanto a ''meo, teo, seo, céo, veo'', & tamben do ablativo as faço derivar.
A prova da minha asserção está en que não se — ''reino'' — com — ''u'' —, sendo en latin ''{{lang|la|regnum}}'', ''Pedro'' com —''u'' —, sendo en latin ''{{lang|la|Petrus}}''; ''gelo'' com — ''u'' —, sendo en latin ''{{lang|la|gelu}}''; ''tecto'' com — ''u'' —, sendo en latin ''{{lang|la|tectum}}''; e mil outros vocabulos, que todos se escreven en portuguez com — ''o'' —; posto que en latin sejão escriptos com ''u'' no nominativo, com excepção de ''tribu'', que en portuguez conserva o — ''u'' — do ablativo latino, por ser este vocabulo derivado do ablativo ''tribus'', (en tres) que erão as tres divisões, en que Romulo classificou o povo romano.
E perguntarei: Quen escreverá mais etymologicamente esta phrase: = Perdi meos livros = o que escrever ''meos'' com — ''o'' —; ou o que empregar o — ''u'' —?
Certamente, quen a escrever com — ''o'' —; por que en latin se diria — {{lang|la|Perdidi libros ''meos''}} —.
Aos que se escandalizarem por ver ''pais'' escripto com — ''s'' —, e não com — ''z'' —, direi que, seguindo eu, como sigo, tanto quanto é possivel, a {{pt|ortho-|orthographia }}<noinclude></noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/36
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <noinclude>graphia</noinclude> etymologica, deveria empregar —s-, e não —zna syllaba final d’aquella palavra. Todas as linguas derivadas do latin escreven— pais-com-s— o hespanhol diz país, o francez pays, o italiano paese: por que hade o portuguez usar do —, e hão de aconselhar tal orthographia os lexicographos, que se dizen etymologicos? Ou são, ou não são etymologicos no modo de orthographar; não comprehendo essas excepções arbitr...
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="Trooper57" />{{sc2|XVIII}}</noinclude><noinclude>graphia</noinclude> etymologica, deveria empregar —s-, e
não —zna syllaba final d’aquella palavra.
Todas as linguas derivadas do latin escreven— pais-com-s— o hespanhol diz país, o
francez pays, o italiano paese: por que hade o portuguez
usar do —, e hão de aconselhar tal
orthographia os lexicographos, que se dizen etymologicos?
Ou são, ou não são etymologicos no modo de
orthographar; não comprehendo essas excepções arbitrarias
com violação da etymologia.
A regra orthographica, que manda escrever com— za syllaba final de um vocabulo, quando
aquella é longa, deve ter excepção, si na raiz etymologica
da palavra has; por que en tal
caso conserva-se o-s-etymologico, collocando-se
accento agudo na vogal, como en naris, (do latin
naris) Luis (do latin Ludovicus).
É anti-etymologica essa regra de escrever com
toda e qualquer palavra, cuja syllaba final é
longa; e por isso até hoje se tên erradamente orthographado
pais escrevendo com —-.
Si é verdadeira tal regra, por que com —não
escreven tamben os sectarios de tal orthographia— produzis, traduzis, abris, cobris, vestis, e todas as
segundas pessoas do plural do presente do indicativo?
Naturalmente; por que sería contra a etymologia
latina sejão portanto coherentes; pois que a
Google<noinclude></noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="Trooper57" />{{sc2|XVIII}}</noinclude><noinclude>graphia</noinclude> etymologica, deveria empregar —s-, e
não —zna syllaba final d’aquella palavra.
Todas as linguas derivadas do latin escreven— pais-com-s— o hespanhol diz país, o
francez pays, o italiano paese: por que hade o portuguez
usar do —, e hão de aconselhar tal
orthographia os lexicographos, que se dizen etymologicos?
Ou são, ou não são etymologicos no modo de
orthographar; não comprehendo essas excepções arbitrarias
com violação da etymologia.
A regra orthographica, que manda escrever com— za syllaba final de um vocabulo, quando
aquella é longa, deve ter excepção, si na raiz etymologica
da palavra has; por que en tal
caso conserva-se o-s-etymologico, collocando-se
accento agudo na vogal, como en naris, (do latin
naris) Luis (do latin Ludovicus).
É anti-etymologica essa regra de escrever com
toda e qualquer palavra, cuja syllaba final é
longa; e por isso até hoje se tên erradamente orthographado
pais escrevendo com —-.
Si é verdadeira tal regra, por que com —não
escreven tamben os sectarios de tal orthographia— produzis, traduzis, abris, cobris, vestis, e todas as
segundas pessoas do plural do presente do indicativo?
Naturalmente; por que sería contra a etymologia
latina sejão portanto coherentes; pois que a<noinclude></noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/37
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: etymologia de pais é patriis, onde ha o-s- final depois dos dous i contrahidos, que fazem a syllaba longa. - Os medio ou final é quasi sempre a transformação do x, ou do - en latin; voz, (vox) luz, (lux) noz, (nux) arroz; (oryza) outras vezes ven do arabe, por exemplo, aseite (da palavra arabe seyt) azul (tamben da arabe azrag, ézrag, zurug). Pais ven do ablativo do plural patriis; effe- ctuada a quéda do tr, a contracção dos dous ii...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Trooper57" />XIX</noinclude>etymologia de pais é patriis, onde ha o-s-
final depois dos dous i contrahidos, que fazem a
syllaba longa.
-
Os medio ou final é quasi sempre a
transformação do x, ou do - en latin; voz,
(vox) luz, (lux) noz, (nux) arroz; (oryza) outras
vezes ven do arabe, por exemplo, aseite (da palavra
arabe seyt) azul (tamben da arabe azrag, ézrag,
zurug).
Pais ven do ablativo do plural patriis; effe-
ctuada a quéda do tr, a contracção dos dous ii
torna longa a syllaba; e a quantidade longa é in-
dicada pelo accento agudo, que faz parte, com os
accentos grave e circumflexo, da orthographia por-
tugueza, que do grego os herdou.
É raro açhar-se hoje quen na escripta use de
accentos orthographicos; omissão, que deve ser cas-
tigada.
Os accentos fazen parte integrante e essencial
da orthographia portugueza en grego, en hespa-
nhol, en francez, en italiano não se desprezão, não
se dispensão.
Mas a ignorancia, e muitas vezes a astucia são
causa do desprezo dos accentos; por que accen-
tuando o que escrevêssen, revelarião muitos escri-
ptores a sua errada pronuncia: deixão portanto na
duvida os leitores, como o fazen tamben alguns
lexicographos.
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: A terceira pessoa do singular do preterito perfeito do indicativo escrevi sempre com a u-’; por que en latin nos verbos da segunda conjugação ha unesse tempo, modo, numero, e pessoa; e nas outras conjugações, embora não esteja claramente escripta a lettra —-, ainda assin ahi existe transformada en —-, como vestigio do preterito fuit. A anarchia, a contradicção no modo de orthographar, en uma palavra, a incoherencia não reinão somen...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Trooper57" />XX</noinclude>A terceira pessoa do singular do preterito perfeito
do indicativo escrevi sempre com a u-’;
por que en latin nos verbos da segunda conjugação
ha unesse tempo, modo, numero, e pessoa;
e nas outras conjugações, embora não esteja
claramente escripta a lettra —-, ainda assin ahi
existe transformada en —-, como vestigio do
preterito fuit.
A anarchia, a contradicção no modo de orthographar,
en uma palavra, a incoherencia não reinão
somente entre o povo; os proprios lexicographos,
ainda os mais afamados, commétten a câda
passo erros palmares de orthographia, violando a
etymologia d’aquellas mesmas palavras, cujas origens
aponctão.
Undique turbatur...
Era forçoso entrar en todas estas minudencias,
que com o seren, nen por isso são menos importantes.
Os acanhados limites da presente obrinha apenas
me permitten esflorar as questões ortographicas,
aqui suscitadas, que en obra especial serião
cabalmente discutidas.
Ja prevejo o espanto, a grita, e até talvez a
zombaria que hão de causar todas estas novidades:
não importa; os proprios que se arripiaren, reflectindo,
passada a primeira impressão, veráō que sou
coherente; e que não assentei en alicerces arbitrarios
a construcção orthographica.
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Trooper57
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="Trooper57" />XX</noinclude>A terceira pessoa do singular do preterito perfeito
do indicativo escrevi sempre com a u-’;
por que en latin nos verbos da segunda conjugação
ha unesse tempo, modo, numero, e pessoa;
e nas outras conjugações, embora não esteja
claramente escripta a lettra —-, ainda assin ahi
existe transformada en —-, como vestigio do
preterito fuit.
A anarchia, a contradicção no modo de orthographar,
en uma palavra, a incoherencia não reinão
somente entre o povo; os proprios lexicographos,
ainda os mais afamados, commétten a câda
passo erros palmares de orthographia, violando a
etymologia d’aquellas mesmas palavras, cujas origens
aponctão.
Undique turbatur...
Era forçoso entrar en todas estas minudencias,
que com o seren, nen por isso são menos importantes.
Os acanhados limites da presente obrinha apenas
me permitten esflorar as questões ortographicas,
aqui suscitadas, que en obra especial serião
cabalmente discutidas.
Ja prevejo o espanto, a grita, e até talvez a
zombaria que hão de causar todas estas novidades:
não importa; os proprios que se arripiaren, reflectindo,
passada a primeira impressão, veráō que sou
coherente; e que não assentei en alicerces arbitrarios
a construcção orthographica.
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/39
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Quaes serão as objecções sérias contra esta orthographia etymologica, e não contradictoria? Os mais cordatos diráo talvez: São verdadei ras, são logicas, são convincentes as razões; mas o uso faz lei; agora é melhor deixar tudo no statu quo ante reformationem. O uso faz lei! D’aquella proposição horaciana, en que diz o grande Mestre ser o uso o que ten o arbitrio, o direito, e a norma do falar ...Si volet usus, Quem penes arbitrium...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Trooper57" />xxi</noinclude>Quaes serão as objecções sérias contra esta orthographia
etymologica, e não contradictoria?
Os mais cordatos diráo talvez: São verdadei
ras, são logicas, são convincentes as razões; mas o
uso faz lei; agora é melhor deixar tudo no statu
quo ante reformationem.
O uso faz lei! D’aquella proposição horaciana,
en que diz o grande Mestre ser o uso o que ten o
arbitrio, o direito, e a norma do falar
...Si volet usus,
Quem penes arbitrium est, et jus, et norma loquendi.
tên-se por modo tal abusado, que interpretando-a
en toda a latitude, poder-se-hão desculpar todos os
erros do falar, e do escrever, üa vez que o uso
popular os vá impunemente repetindo durante seculos.
Todo o tempo é tempo de emendar, de corrigir
faltas e erros de qualquer orden: aquella sentença
não póde ter a amplitude, a extensão, que se
lhe quer dar; sería absurda tal interpretação.
Porque houve homen, que até aos oitenta ou
noventa annos peccou, não se ha de corrigir e
emendar, podendo fazelo, só pela consideração de
que tendo peccado tanto, não importa peccar un
pouco mais?...
Na Republica das lettras ha tamben Auctoridades;
que são os Philologos, os Grammaticos, os
Mestres da linguagen.
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/40
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Essas Auctoridades, pelas leis que decretão, dêven ser respeitadas da plebe insurgente, e ignorante; aliás nessa Republica prevalecerá a anarchia. Si tudo póde o uso popular no modo de escrever, e de falar, não se escrevão mais Grammaticas, não se componhão mais codigos orthographicos: fale, e escreva câda un como lhe aprouver. Até agora ten-se orthographado a lingua portunueza erronea e contradictoriamente: podendo, como poden, tae...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Trooper57" />XXII</noinclude>Essas Auctoridades, pelas leis que decretão,
dêven ser respeitadas da plebe insurgente, e ignorante;
aliás nessa Republica prevalecerá a anarchia.
Si tudo póde o uso popular no modo de escrever,
e de falar, não se escrevão mais Grammaticas,
não se componhão mais codigos orthographicos:
fale, e escreva câda un como lhe aprouver.
Até agora ten-se orthographado a lingua portunueza
erronea e contradictoriamente: podendo,
como poden, taes erros ser emendados; nada deve
impedir essa emenda e correcção.
Por que en direito se admitte (iniquidade injustificavel!
) que aquelle que estiver de posse de
ña propriedade alheia durante 30 annos, é legitimo
possuidor pelo facto de a ter gosado todo esse
tempo, não se imite na orden litteraria tão absurdo
principio, que equivale á affirmação de que a falsidade
por ser de longa data se póde transformar en
verdade; que os erros orthographicos, e grammaticaes por seculares poden ser considerados acertos.
Mas quen ha de tornar effectiva, e fazer respeitada
a auctoridade litteraria dos Philologos, dos
Grammaticos, dos Mestres da linguagen?
Nos países, en que as lettras e sciencias fórmão
un ramo sério da administração publica, é o
Governo, a quen tal tarefa incumbe.
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Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/Duas palavras
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[[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf" from=19 to=42 header=1 />
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Página:Hystoria de Menina e Moça.pdf/17
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/* Revista */
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh||Menina e Moça|iiii}}</noinclude>para que parte de terra hi es que deſcãçarã meus olhos em leuarem para laa a viſta tudo me foy tirado no meu mal, nẽ remedio nẽ cõfoꝛto ouue ahi. Para morrer, azinha me pudera yſro apꝛoueytar mas para yſto nam me apꝛoueytou. Ynda cõ voſsco vzou deſauentura algũ modo de piedade en vos alõgar deſta terra pois q̃ pera nã ſentirdes magoas nam a via remedio para as nam ouuirdes volo deu. Coitada de mi que eſtou falãdo ⁊ nam vejo oꝛa eu q̃ leua ho vento as minhas palabꝛas en que me nam pode ouuir a quem falo, bẽ ſei que nã era eu para yſto, aqui me quero oꝛa pooꝛ poꝛ que eſcreuer algũa couſa pede alto repouſo, ⁊ a mĩ as minhas magoas oꝛas me leuã para hum cabo oꝛas para outro ⁊ trazẽme aſſi que me he foꝛçado tomar as palauras que me ellas dam poꝛ que nam ſam tam coſtrangida ſeruir a o engenho como a minha doꝛ, deſtas culpas me acharam muitas neſte liurinho mas da minha vẽtura foram ellas, ainda que quem me manda a mĩ oulhar poꝛ culpas nem deſculpas q̃ ho liuro a de ſer do q̃ vai eſcrito nele, das triſtezas nam ſe pode contar nada ordenadamente: poꝛ que deſordenadamente acõtecem ellas e tãbem poꝛ outra parte nã me daa nada ho lea nĩguem q̃ eu nam<noinclude>{{d|A iiii}}</noinclude>
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Página:Comédias Martins Pena - Livraria Garnier.pdf/353
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/* Não revista */
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="JppBr98" /></noinclude>{{ch|indice}}
{{dhr|200%}}
{{rule|3em}}
{{dhr|300%}}
{| style="width:100%; font-size:75%"
|-
| O theatro no Rio de Janeiro. || {{sc|v}}
|-
| Martins Penna. || {{sc|xlv}}
|-
| ||
|-
| ||
|-
| O Juiz de paz da Roça || 1
|-
| A Familia e a festa da Roça. || 25
|-
| O Judas em sabbado d’alleluia || 57
|-
| Os Irmãos das almas || 89
|-
| Os Dous ou o inglez machinista. || 119
|-
| O dilettante. || 147
|-
| O Noviço. || 177
|-
| O Caixeiro da taverna. || 235
|-
| Quem casa quer casa. || 261
|}<noinclude></noinclude>
a3as8jif92ftbi3sxqycma51hxpk44c
Página:Comédias Martins Pena - Livraria Garnier.pdf/302
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JppBr98
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/* Revista */
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh|236|{{sc|o caixeiro da taverna}}}}</noinclude>''conta.'') O major José Felix deve á viuva Pereira, etc., 120$800…Contem com este… dinheiro perdido… é isto! querem todos comer a boa manteiga, o queijo frescal, o gordo paio… é só mandar um bilhetinho… Sr. Manoel, mande-me isto… Sr. Manoel, mande-me aquillo ; mas quando chega a oceasião de pagar as contas, é que são ellas… este não paga, aquelle desculpa-se, outro descompõe, quer dar no pobre cobrador… é um inferno!… Ora, deste pobre major tenho eu pena: mal lhe chega o soldo para pagar casa, e educar quatro filhos que tem; mas, bem pensado, a venda de minha ama não é montepio militar… a nação que pague… (''Chamando.'') Oh! José!… José !…
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{{c|{{x-larger|SCENA II}}}}
{{c|{{sc|o mesmo e JOSÉ.}}}}
{{c|{{smaller|Entra na sala um menino do doze annos, de calça e em mangas de camisa, calçado de tamancos e muito sujo.}}}}
{{sc|manoel}}. — Toma estas contas… vae cobral-as… os nomes ahi estão… (''Dá-lhe um masso de papeis.'') Se algum dos devedores não quizer pagar, dize-lhe que o mandarei pôr no ''Jornal do Commercio''… Anda, vae. (''O menino sae.'') E’ o que se vê… tudo anda pingando. (''Levantando-se.'') E’ boa! quem come pague, e quem não pôde pagar não coma… Oh! Sr. Antonio! Sr. Antonio!…
{{sc|antonio}}, ''dentro''. — Senhor?
{{sc|manoel}}. — Chegue cá.
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{{c|{{x-larger|SCENA III}}}}
{{c|{{sc|MANOEL e ANTONIO.}}}}
{{sc|manoel}}, ''a Antonio, que entra do mesmo modo que José''. — Chegou a pipa de aguardente que se foi buscar ao trapiche da Ordem?
{{sc|antonio}}. — Já, sim, senhor.
{{sc|manoel}}. — Pois recolha-a, e logo á noite tempere-a com quatro barris de agua.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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