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Autor:Raul Pompeia
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{{Autor/v2
| InicialUltimoNome = P
| nome = Raul Pompeia
| nome completo = Raul d'Ávila Pompeia
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| data_nascimento = {{dni|12|04|1863|si}}
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| Wikipedia = Raul Pompeia
| Wikiquote =
| Wikicommons =
| MiscBio = Escritor, jornalista, cronista e abolicionista brasileiro, autor do romance ''O Ateneu''. Patrono da Cadeira n.º 33 da Academia Brasileira de Letras.
}}
== Obras ==
{{Lista de documentos início|gênero}}
{{Documento|data=1880|título=Uma Tragédia no Amazonas|galeria=Uma tragédia no Amazonas.djvu|progresso=|gênero=Romance|notas=}}
{{Documento|data=1880|título=A Queda do Governo|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=Publicado sob pseudônimo "Pompeo Stell".}}
{{Documento|data=1880|título=Um Réu Perante o Futuro|galeria=|progresso=|gênero=Poesia|notas=}}
{{Documento|data=1881|título=Microscópicos|galeria=|progresso=|gênero=Conto|notas=}}
{{Documento|data=1881|título=O Russinho|galeria=|progresso=|gênero=Romance|notas=In: ''[[A Comédia]]'', com {{A|Eduardo Prado}}, {{A|Valentim Magalhães}}, etc.}}
{{Documento|data=1882|título=As Joias da Coroa|galeria=|progresso=|gênero=Romance|notas=In: ''[[Gazeta de Notícias]]''}}
{{Documento|data=1888|título=O Ateneu|galeria=O Atheneu (Chronica de saudades).pdf|progresso=|gênero=Romance|notas=In: ''[[Gazeta de Notícias]]''.}}
{{Documento|data=[s.d.]|título=[[Contos (Raul Pompeia)|Contos]]|galeria=|progresso=1|gênero=Contos|notas=}}
{{Lista de documentos final}}
=== Em Periódicos ===
==== Artigos e seções ====
{{Lista de documentos início}}
{{Documento|data=1880|título=Um réu perante o povo|galeria=|progresso=|gênero=Poema|notas=}}
{{Documento|data=1881|título=Canções sem Metro|galeria=|progresso=|gênero=Poesia em prosa|notas=In: ''[[Jornal do Commercio]]''. Publicado sob o pseudônimo "Rapp".}}
{{Documento|data=1882|título=Srs escravocratas|galeria=|progresso=|gênero=Crítica|notas=In: ''[[Ça ira]]''}}
{{Documento|data=1882|título=S. Paulo, 23 de setembro de 1882|galeria=|progresso=|gênero=Crônica|notas=In: ''[[Ça ira]]''}}
{{Documento|data=1888|título=Alma Morta|galeria=|progresso=|gênero=Romance|notas=In: ''[[Gazeta da Tarde]]'' (Incompleto).}}
{{Documento|datas=1888/1889|título=A Vida na Corte|galeria=|progresso=|gênero=Crônica|notas=In: ''[[Diário de Minas]]''}}
{{Documento|data=1888|título=Pandora|galeria=|progresso=|gênero=Crônica|notas=In: ''[[Gazeta de Notícias]]''}}
{{Documento|datas=1889/1890|título=Aos Domingos|galeria=|progresso=|gênero=Crônica|notas=In: ''[[Jornal do Comércio]]''}}
{{Documento|data=1890|título=Lembranças da Semana|galeria=|progresso=|gênero=Crônica|notas=In: ''[[Jornal do Comércio]]''. Publicado sob o pseudônimo "Y".}}
{{Documento|datas=1892|título=Cavaqueando|galeria=|progresso=|gênero=Crônica|notas=In: ''[[Jornal do Comércio]]''}}
{{Lista de documentos final}}
==== Colaborações ====
{{Lista de documentos início}}
{{Documento|data={{sic|c.|circa}} 1870|título=O Archote|galeria=|progresso=|gênero=Jornal estudantil|notas=Sob o pseudônimo de Fabricius}}
{{Documento|data=[s.d.]|título=Letras|galeria=|progresso=|gênero=Jornal estudantil|notas=}}
{{Documento|data=1881|título=A Comédia|galeria=|progresso=|gênero=Jornal estudantil|notas=}}
{{Documento|data={{sic|c.|circa}} 1881|título=O Boêmio|galeria=|progresso=|gênero=Jornal estudantil|notas=Sob o pseudônimo de "Rapp"}}
{{Documento|datas=1882/1888|título=Gazeta de Notícias|galeria=|progresso=|gênero=Jornal|notas=}}
{{Documento|datas=1883/1895|título=A Semana|galeria=|progresso=|gênero=Revista|notas=}}
{{Documento|datas=1883/1895|título=Revista Brasileira|galeria=|progresso=|gênero=Revista|notas=}}
{{Documento|datas=1883/1895|título=O País|galeria=|progresso=|gênero=Jornal|notas=}}
{{Documento|datas=1883/1895|título=Ilustração Brasileira|galeria=|progresso=|gênero=Revista|notas=}}
{{Documento|datas=1886/1889|título=Gazeta da Tarde|galeria=|progresso=|gênero=Jornal|notas=Redator e colaborador}}
{{Documento|datas=1888/1889|título=Diário de Minas|galeria=|progresso=|gênero=Jornal|notas=}}
{{Documento|data=1889|título=[[A Rua (Raul Pompeia)|A Rua]]|galeria=|progresso=|gênero=Jornal|notas=Fundador e redator}}
{{Documento|datas=1889/1892|título=Jornal do Comércio|galeria=|progresso=|gênero=Jornal|notas=}}
{{Documento|data=1889|título=O Farol|galeria=|progresso=|gênero=Jornal|notas=}}
{{Documento|data=[s.d.]|título=O Estado de São Paulo|galeria=|progresso=|gênero=Jornal|notas=}}
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{{Documento|data=[s.d.]|título=[[Pacotilha (Jornal)|Pacotilha]]|galeria=|progresso=|gênero=Jornal|notas=}}
{{Documento|data=[s.d.]|título=Diário de Pernambuco|galeria=|progresso=|gênero=Jornal|notas=}}
{{Documento|data=[s.d.]|título=Jornal de Recife|galeria=|progresso=|gênero=Jornal|notas=}}
{{Lista de documentos final}}
=== Outros ===
{{Lista de documentos início}}
{{Documento|data=1938|título=[[O_precursor_do_abolicionismo_no_Brasil/2.12#Ultima|Última página da vida de um grande homem]]|galeria=O precursor do abolicionismo no Brasil.pdf|progresso=5|gênero=|notas=In: ''[[O precursor do abolicionismo no Brasil]]'' de {{A|Sud Mennucci}}}}
{{Lista de documentos final}}
== Sobre o autor ==
{{Lista de documentos início|autor}}
{{Documento|data=1888|título=[[O Ateneu (José Veríssimo)|O Ateneu]]|autor=José Veríssimo|galeria=|progresso=|gênero=Crítica|notas=In: ''[[Gazeta de Notícias]]''}}
{{Documento|data=1935|título=A Vida Inquieta de Raul Pompeia|autor=Eloy Pontes|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=}}
{{Documento|data=1950|título=Problemas de Literatura Brasileira|autor=Afrânio Coutinho|galeria=|progresso=|gênero=Estudo|notas=}}
{{Lista de documentos final}}
{{autores}}
{{controle de autoridade}}
{{Brasil DP-Autor|morte=1895}}
[[Categoria:Raul Pompeia| ]]
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Douto, prudente, nobre, humano, afável
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Velho Spider
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Corrigi a péssima versão que, infelismente, corrompeu os sites nos últimos 16 anos, e vem confundindo todo uma geração.
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text/x-wiki
{{navegar
|obra=Ao mesmo por suas altas prendas.
|autor=Gregório de Matos
|notas={{integra|poema=[[Crônica do Viver Baiano Seiscentista]] — [[Os Homens Bons]] — [[Juízes de Igaraçu]]|agrupado=1}}
}}<pre>
Douto, prudente, nobre, humano, afável,
Reto, ciente, benigno, e aplausível,
Único, singular raro, inflexível
Magnífico, preclaro, incomparável.
Do mundo grave Juis inimitável
Admirado gozais o aplauso crível
Pois a trabalho tanto e tão terrível
Dais pronto execução sempre incansável.
Vossa fama Senhor seja notória
La no clima onde nunca chega o dia
Onde de Erebo só se tem memória.
Para que garbo tal, tanta energia
pois de toda esta terra é gentil glória
Da mais remota seja uma alegria.
</pre>{{semdata}}
[[Categoria:Gregório de Matos]]
[[Categoria:Barroco brasileiro]]
[[Categoria:Crônica do Viver Baiano Seiscentista]]
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<noinclude><pagequality level="4" user="Sarilho1" />{{cabeçalho||DO POVO PORTUGUEZ|185}}
{{Linha horizontal}}</noinclude><section begin="ROSA BRANCA NA BOCCA"/>16. '''Rosa branca na bocca.''' — Um povo que recebeu as tradições semitas, phenicias, hebraicas e arabes, repete sob um novo aspecto o conto de [[w:pt:José (filho de Jacob)|Joseph]] que resiste à seducção da [[w:pt:Potifar#A mulher de Potifar|mulher de Putiphar]].
<section end="ROSA BRANCA NA BOCCA"/>
<section begin="O CAVALLINHO DAS SETE CÔRES"/>17. '''O cavallinho das sete côres.''' — Vide contos [[Contos Tradicionaes do Povo Portuguez/A cara de boi|<big>1</big>]] e [[Contos Tradicionaes do Povo Portuguez/A filha do rei mouro|<big>6</big>]], e notas respectivas. Nos ''[[:en:Portuguese Folk-Tales|Contos populares portuguezes]]'' da traducção de Ralston, [[:en:Portuguese_Folk-Tales#14|''A filha da Feiticeira'']] traz a circumstancia do esquecimento da namorada; é o n.º IV. As nossas versões não apresentam syncretismos. Vide o conto [[Contos Tradicionaes do Povo Portuguez/O principe que foi correr sua ventura|<big>32</big>]], agrupado tambem na versão citada. Nas ''Fiabe, Novelle e Racconti popolari siciliani'' de [[Autor:Giuseppe Pitrè|Pittré]], o n.º XV [[w:scn:Li figghi di lu re di Spagna (fàula)|''Lu Ré di Spagna'']] é identico ao conto portuguez a [[:en:Portuguese_Folk-Tales#14|''Filha da Bruxa'']] colligido por [[Autor:Consiglieri Pedroso|Pedroso]].
<section end="O CAVALLINHO DAS SETE CÔRES"/>
<section begin="MUDA, MUDELLA"/>18. '''Muda, mudella.''' — Ha uma versão de Coimbra, intitulada [[Contos Populares Portuguezes/O senhor das janellas-verdes|''O senhor das janellas verdes'']], nos ''[[Contos populares portuguezes]]'', n.º XLVIII. Traz o seguinte estribilho poetico:
<poem>
::— Olha a muda, mudona!
::Que traje! que dona!
::«Olha a condessa, que inveja!
::Que eu falle não deseja.
</poem>
Nos Contos populares de [[w:pt:Pomigliano d'Arco|Pomigliano]], colligidos por [[Autor:Vittorio Imbriani|Imbriani]], é o conto de ''Muzella''. (''Rev. des Deux Mondes'', Nov. 1877, p. 142.) Nos Nobiliarios portuguezes a [[Contos Tradicionaes do Povo Portuguez/A linhagem dos Marinhos|lenda do solar dos Marinhos]] versa sobre a peripecia de uma mulher que não falla. Vid. [[Contos Tradicionaes do Povo Portuguez/A linhagem dos Marinhos|n.º 129]].
<section end="MUDA, MUDELLA"/>
<section begin="O SAPATINHO DE SETIM"/>19. '''O sapatinho de setim.''' — Nos ''[[Contos populares portuguezes]]'', n.<sup>os</sup> XXXI e XXXVI, ha duas versões, [[Contos Populares Portuguezes/Pelle-de-Cavallo|''Pelle de cavallo'']], e a [[Contos Populares Portuguezes/A engeitada|''Engeitada'']]. N'esta ultima, ha o estribilho poetico:
<poem>
::Perola fina fica na cuba,
::E o saramago vae na burra.
</poem>
{{NOP}}<section end="O SAPATINHO DE SETIM"/><noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="4" user="Sarilho1" /></noinclude><section begin="O SAPATINHO DE SETIM"/>No ''Romanceiro do Archipelago da Madeira'' do Dr. [[Autor:Álvaro Rodrigues Azevedo|Alvaro Rodrigues de Azevedo]], sob o titulo ''A gata borralheira'', vem este conto em verso de redondilha, de p. 364 a 391. Acha-se no ''Pentamerone'' de [[Autor:Giambattista Basile|Basile]], ''Gatta Cenerentola''; nas [[:fr:Nouvelles récréations et joyeux devis|''Recreations'']] de [[Autor:Bonaventure des Périers|Bonaventure des Periers]]; no conto do [[Autor:Charles Perrault|Pérrault]], [[:fr:Peau d’âne|Peau d'Ane]]; em Rollenhagen, ''Fresch Maüsler'' (ap. [[Autor:Irmãos Grimm|Grimm]]); em [[Autor:Loys Brueyre|Brueyre]], ''Contes populaires de la Grande Bretagne'', p. 37, e notas eruditas a p. 46. Em [[Autor:Angelo de Gubernatis|Gubernatis]], ''Mythologie zoologique'', t. V, p. 110 ha mais paradigmas. No ''Asinarius, vel Diadema'', de Gotfried de Tirlemont, acha-se este thema popular. [[Autor:Consiglieri Pedroso|Consiglieri Pedroso]] allude a uma variante por elle colligida sob o nome [[:en:Portuguese_Folk-Tales#97|''A Menina e o Peixe'']], de que apresenta o resumo: «Um dia um homem trouxe para casa um peixe que apanhou, e deu-o á mais nova das filhas, que era quem tratava da cosinha, para ella o arranjar. A menina em vez de o matar deitou-o n'um poço, e o peixe reconhecido, quando d'ahi a algum tempo ella tem de ficar em casa, em quanto as irmãs mais velhas vão a uma festa no palacio do rei, dá-lhe tudo quanto ella precisa, para se apresentar no baile, conseguindo a menina pela riqueza do seu trage attrahir a attenção de toda a côrte, vindo por fim a casar com o peixe, que era um principe encantado.» (''O Positivismo'', t. II, p. 446.)
A ''Gata borralheira'' fórma um vasto cyclo novellesco, estudado pelo eruditissimo [[Autor:Reinhold Köhler|Reinhold Köhler]], nas notas a uma versão escosseza, na ''Revue celtique'', t. III, p. 370, e 371. Na ''Biblioteca de las Traditiones populares españolas'', t. I, p. 114, vem uma versão do [[w:pt:Chile|Chili]] com o titulo de ''Maria la Cenicienta'', curiosa pelo syncretismo com outros contos. O episodio das tripas repete-se tambem na tradição portugueza:
<poem>
::Fadas, fadinhas,
::Vistes por aqui as minhas tripinhas?
</poem>
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{{Linha horizontal}}</noinclude><section begin="O SAPATINHO DE SETIM"/>No ''Romanceiro do Archipelago da Madeira'' do Dr. [[Autor:Álvaro Rodrigues Azevedo|Alvaro Rodrigues de Azevedo]], sob o titulo ''A gata borralheira'', vem este conto em verso de redondilha, de p. 364 a 391. Acha-se no ''Pentamerone'' de [[Autor:Giambattista Basile|Basile]], ''Gatta Cenerentola''; nas [[:fr:Nouvelles récréations et joyeux devis|''Recreations'']] de [[Autor:Bonaventure des Périers|Bonaventure des Periers]]; no conto do [[Autor:Charles Perrault|Pérrault]], [[:fr:Peau d’âne|Peau d'Ane]]; em Rollenhagen, ''Fresch Maüsler'' (ap. [[Autor:Irmãos Grimm|Grimm]]); em [[Autor:Loys Brueyre|Brueyre]], ''Contes populaires de la Grande Bretagne'', p. 37, e notas eruditas a p. 46. Em [[Autor:Angelo de Gubernatis|Gubernatis]], ''Mythologie zoologique'', t. V, p. 110 ha mais paradigmas. No ''Asinarius, vel Diadema'', de Gotfried de Tirlemont, acha-se este thema popular. [[Autor:Consiglieri Pedroso|Consiglieri Pedroso]] allude a uma variante por elle colligida sob o nome [[:en:Portuguese_Folk-Tales#97|''A Menina e o Peixe'']], de que apresenta o resumo: «Um dia um homem trouxe para casa um peixe que apanhou, e deu-o á mais nova das filhas, que era quem tratava da cosinha, para ella o arranjar. A menina em vez de o matar deitou-o n'um poço, e o peixe reconhecido, quando d'ahi a algum tempo ella tem de ficar em casa, em quanto as irmãs mais velhas vão a uma festa no palacio do rei, dá-lhe tudo quanto ella precisa, para se apresentar no baile, conseguindo a menina pela riqueza do seu trage attrahir a attenção de toda a côrte, vindo por fim a casar com o peixe, que era um principe encantado.» (''O Positivismo'', t. II, p. 446.)
A ''Gata borralheira'' fórma um vasto cyclo novellesco, estudado pelo eruditissimo [[Autor:Reinhold Köhler|Reinhold Köhler]], nas notas a uma versão escosseza, na ''Revue celtique'', t. III, p. 370, e 371. Na ''Biblioteca de las Traditiones populares españolas'', t. I, p. 114, vem uma versão do [[w:pt:Chile|Chili]] com o titulo de ''Maria la Cenicienta'', curiosa pelo syncretismo com outros contos. O episodio das tripas repete-se tambem na tradição portugueza:
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh|HISTORIAS E SONHOS||35}}</noinclude>solemnidade theatral e doutoral, o [[Autor:Garcia de Orta|Garcia de Orta]] não annunciado, da sublime escola de Java, examinou o doente e receitou em grego. Quasi ao sair, a mulher perguntou-lhe :
— Doutor, qual a dieta?
— Polho cozido ou caldo delle.
A mulher voltou para junto do marido, sem ter comprehendido a dieta, pois temeu mostrar-se ignorante em face do sabio, indagando o que era polho.
Logo que a viu, o marido ralhou-a com doçura :
— Filha, eu não dizia a você que esses médicos famosos não servem para nada… Este que você trouxe, fala que ninguem o entende, como se a gente falasse para isso… Receita umas mixordias misteriosas… Sabe você de uma cousa ? Continuo com o doutor Nepuchalyth, ali da esquina.
Este ao menos tem juizo e não inventou um modo de falar para elle só entender.
O exemplo de que falei acima, é o que se encontra em {{errata|olhos|obras|Historias e sonhos (1920)/Errata}} de um famoso doutor lá de Java. Cito um unico, mas poderia citar muitos. O javanez, doutor de curas, queria dizer:
«''Sou de opinião que a febre deve ser combatida na sua causa''».
Julgou isto vulgar, indigno do seu titulo e das suas prerrogativas consuetudinarias, e {{errata|escreve|escreveu|Historias e sonhos (1920)/Errata}} provocando a maxima admiração dos seus leitores, da seguinte fórma:
«''Erro, quere perescer-me, é não se attentar donde provem tal febre com incendimento e modorra, para só tratal-a ás rebatinhas, tão de prompto como se mesmo fôra ella a doença, senão consequencia muita vez de vitaes desarranjos imigos da sã vida e onde o physico de recado achará a fonte ou as fontes do mal que deixa assi o corpo sem os bons e sãos aspeitos de sua habitual composição.''»
Depois de uma belleza destas, a sua entrada na Academia foi certa e inevitavel, pois é nessa espécie de ''pot-pourri'' de estylos de tempos desencontrados, com o emprego de um vocabulario senil, tirado á sorte; de salada de feitios de<noinclude>{{smallrefs|group="errata"}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh|36||HISTORIAS E SONHOS}}</noinclude>linguagem de epochas differentes, de modismos de seculos afastados uns dos outros, que a gente intelligente de Java encontra a mais alta expressão da sua ôca literatura. Ha excepções, devo confessar. Continuo, sem me deter nellas.
A sciencia javaneza esta muito adeantada. Nunca se fez lá a mais insignificante descoberta; nunca um sabio javanez edificou uma theoria qualquer.
Penso que tal se da por não haver precisão disso; os da estranja supprem as necessidades da mentalidade javaneza.
O sabio da Batavia é o contrario de todos os outros sabios do mundo. Não é um modesto professor que vive com seus livros, seus algarismos, suas retortas ou ''éprouvettes''. O sabio de Java, ao contrario, é sempre um ricaço que foge dos laboratorios, dos livros, das retortas, dos cadinhos, das epuras, dos microscopios, das equatoriaes, dos telescopios, das cobayas, tem cinco ou seis empregos, cada qual mais afanoso, e não falta ás festas mundanas.
A presumpção de scientista, entretanto, não ha quem lá não a tome. Basta que um sujeito tenha aprendido um pouco de algebra ou folheado um compendio de anatomia, para se julgar scientista e se encher de um profundo desdem por toda a gente, sobretudo pelos literatos ou poetas. Comtudo todos desse genero querem sel-o e, em geral, são pessimos.
Vou lhes contar um caso que se passou com o Dr. Karitschá Lanhi, quando foi nomeado director do Cambio do Banco Central de Java. Esse doutor era professor da Escola de Sapadores, da qual mais adeante falarei, e por isso se julgou no direito de pleitear o lugar do Banco. No dia seguinte de sua nomeação, o seu subalterno immediato foi perguntar-lhe qual a taxa de cambio que devia ser affixada.
— Sempre para a alta. Qual foi a taxa de hontem ?
O empregado retrucou :
— 18 5|17, doutor.
O sabio pensou um pouco e determinou:
— Affixe: 18 5|21, senhor Hatati.
O homem reprimiu o espanto e todo o banco riu-se de<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh|HISTORIAS E SONHOS||37}}</noinclude>tão seguro financeiro que lhe caia do céo, por descuido. Não houve remédio senão demittir-se elle uma semana depois de nomeado.
São assim os graves sabios de Java.
Não nos afastemos, porém, do nosso estudo.
Das grandes artes technicas, a mais avançada, como era de esperar, é a medicina. O tratamento geralmente empregado é o do vestuario medico.{{corr|| }}Consiste elle em usar o doutor certo traje para curar certa moléstia. Para sarar bexigas, o medico vae em ceroulas; para congestão de figado, sobrecasaca e cartola; para tuberculose, tanga e chapéo de palha de coco; antraz, de casaca, etc., etc.
Este curioso methodo foi descoberto recentemente em um paiz proximo que o repudiou, mas veio revolucionar a medicina da grande ilha. Os physicos locaes adoptaram-no immediatamente e augmentaram o preço das visitas e redobraram a caça aos empregos, para aetender ás despezas com a indumentaria e os aviamentos.
Estava a ponto de esquecer-me de falar no ensino da celebre ilha do archipelago de Sonda, pois tanto me alonguei no estudo dos seus medicos, que vou ter a elle com pressa.
Existe uma universidade com tres faculdades superiores; a de «Sapadores», a de «Cortadores» e a de «Physicos». Os cursos destas faculdades duram cerca de cinco annos, mas cada uma dellas tem um sub-curso menor, de dois ou tres annos. A de «Sapadores» tem o de «concertadores de picaretas»; a de «Cortadores» o de «embrulhadores»; e a de «Physicos», o de «cobradores».
Nas margens do Jakarta, rio que banha Batavia,{{corr|| }}quem não tem um titulo dado por uma dessas faculdades, não póde ser nada, porquanto, aos poucos, os legisladores da terra e a estupidez do povo foram exigindo para exercer os grandes e pequenos cargos do Estado, quer os politicos, quer os administrativos, um qualquer documento universitario de sabedoria.
Todos, por isso, tratam de obtel-o e é a mais dura vicissitude da vida, ser reprovado no curso. E’ raro, mas {{hífen|acon|acontece}}<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh|38||HISTORIAS E SONHOS}}</noinclude>{{hífen-fim|tece|acontece}}. Os jovens javanezes empregam toda especie de meios para não serem reprovados, menos estudar. Essa contingencia pueril da ''bomba'', na sociedade javaneza, leva ás almas dos moços daquellas paragens, um travo tão amargo de desconforto que toda a felicidade que lhes chegar posteriormente não o attenuará, e muito menos será capaz de dissolvel-o.
E mesmo que elle se acredite por sua propria iniciativa, mais valiosa e mais segura que os papeis officiaes; por mais aptidões que demonstre sem titulo — tem que vegetar em lugares subalternos e dar o que tem de melhor aos outros titulados, para que figurem estes como capazes. Ele escreverá as cartas de amor; mas os beijos não serão nelle.
Por um curioso phenomeno sociologico, as ideias brahmanicas de casta se enxertaram nas caducas concepções universitarias do medievo europeu e foram dar nas ilhas de Sonda, sob o pretexto de ensino, nessa extranha e original concepção do doutor javanez. Aproveito a occasião para avisar os leitores que essa concepção religioso-universitaria tambem existe na [[Os Bruzundangas|Republica de Bruzundanga]].
Creio, porem, que ella é originaria da grande ilha da Malasia donde foi ter áquella Republica, por caminho que não descobri.
Como todo moço que tem legitimas ambições naquelle recanto do nosso {{errata|palacete|planeta|Historias e sonhos (1920)/Errata}}, Harakashy, um javanez que foi muito meu amigo mais tarde, conseguiu entrar para a Escola dos Sapadores, afim de acreditar-se na sociedade em que vivia, e ter o seu lugar sob o sól, com o titulo que a Faculdade dava. Era malaio com muitas gottas de sangue hollandez nas veias, mas sem fortuna nem familia. No começo, as cousas foram indo, elle passou; mas, em breve, Harakashy desandou e foi reprovado umas dez vezes, na Universidade.
Em absoluto não houve injustiça. O meu amigo nada sabia, porque ingenuamente deduzira dos factos que a principal condição para ser approvado, nos exames de Java, é não saber. Enganava-se, porém, supondo que tal homenagem fosse prestada a todos. Recebem-na os filhos dos<noinclude>{{smallrefs|group="errata"}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh|HISTORIAS E SONHOS||39}}</noinclude>grandes dignitarios da colonia, dos ricaços, dos homens de negocios que sabem levantar capitaes; mas escolares que não tem tal ascendencia, como o meu amigo, estão talhados para engrossar a estatistica dos reprovados, a fim de comprovar o rigôr que ha nos estudos da Universidade de Batavia.
Dá-se isto, não por culpa total dos professores; mas pelas solicitações de toda a sociedade batavense que quer seus lentes universitarios, homens de salão, de theatros caros, de bailes de alto bordo ; e elles, para aumentar as suas rendas, que custeiem esse luxo, têm que viver ajoujados aos ministros que dão empregos, ou aos ''brasseurs d’affaires'' que lhes pedem emprestados os nomes para apadrinhar emprezas honestas, semi-honestas e mesmo deshonestas, em troco de bôas gorjetas.
Quem meu filho beija, minha bocca adoça — diz o nosso povo.
Em uma sociedade que se modelou assim, não era possivel que o meu Harakashy fosse lá das pernas.
Entretanto, eu o conheci e o senti muito intelligente, culto, amigo dos livros e todo elle saturado de anseios espirituaes. Gostava muito de philosophia, de lettras e, sobretudo, de historia. Leu-me ensaios e eu achei muito bem escriptos, revelando uma grande cultura e um grande poder de evocar.
Mas, Java é muito estupida e não admite intelligencia senão nos «sapadores», nos «physicos» e nos «cortadores».
Ainda não lhes disse o que são os taes «cortadores». São estes assim como os nossos advogados e o seu emblema é uma tesoura, devido a ser, senão de regra, mas de praxe, de tradição que toda a defeza ou accusação judiciaria tenha o maior numero de citações possiveis e taes peças são mais estimadas quando as referencias aos autores consultados vêm nellas coladas com os proprios retalhos dos livros alludidos. A thesoura é instrumento proprio para isto e, dessa maneira, enriquece os «cortadores,» pois os arrazoados dessa natureza são muito bem pagos, embora lhes estraguem as<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh|40||HISTORIAS E SONHOS}}</noinclude>bibliothecas que alcançam muito baixas lecitações quando vão a leilão.
Attribui o desastre da vida escolar do meu amigo ao facto de elle não ter nenhum geito para qualquer das grandes profissões liberaes que a Batavia offerece aos seus filhos.
Se Harakashy nascesse em França ou em outro paiz civilizado, naturalmente a sua propria vocação encaminhal-o-ia para uma applicação mental, de acordo com a sua feição de espirito; mas, em Java, tinha que ser uma daquellas tres coisas, se quisesse figurar como intelligente. Não achando campo para a sua actividade cerebral, muito pouco attraido para o estudo das «Picaretas automaticas», muito orgulhoso para bajular os professores e acceitar approvações por commiseração, o meu amigo ficou naquella exuberante terra sem norte, sem rumo, absolutamente sem saber o que fazer.
Ensinava para vestir-{{corr|es|se}} e comer. E todos que o conheciam desde menino, admiravam-se que, ao infante galhardo dos seus primeiros annos, se houvesse substituido nelle, um rapaz macambuzio, isolado, amargo e cruel nas suas conversas camararias, reçumando sempre uma profunda tristeza.
Aos profundos, parecerá vão; aos superficiaes parecerá tolo—tão grandes consequencias para tão fracas causas.
Não me animo a discutir, mas lembro que o amor tem qualquer cousa de parecido…
Visitei-o sempre. Amei-o na sua desordem de espirito, immensa e ambiciosa de fazer o Grande e o Novo. Em uma das minhas visitas, encontrei-o no seu modesto quarto, deitado em uma especie de enxerga, fumando e tendo um gordo livro ao lado. Eu entrava sem me annunciar. Trocamos algumas palavras e elle me disse logo após:
— Fizeram muito bem em não me deixar ir adeante.
— E essa !
— Não te admires. Continuo a estudar historia e estou convencido.
{{corr||— }}Como?
— Lê este manuscripto.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh|HISTORIAS E SONHOS||41}}</noinclude>Passou-me então um codice fortemente encadernado em couro. Era o livro que tinha ao lado. Pude ler o titulo:
{{dhr}}
«''Historia da Universidade de Batavia com a biographia dos seus mais distinctos alunos, por Degni-Hatdy.''—1878»
{{dhr}}
— Quem é este Degni-Hatdy? perguntei:
— Foi um genio, meu caro. Um genio de escola… Recebeu medalhas, diplomas, premios… Vive ainda, mas ninguém o conhece mais.
— E’ de interesse, a memoria ?
— E’, e bastante, pois traz a lista dos alumnos illustres da Universidade.
— Quaes foram?
— Newton, Huyghens, Descartes, Kant, Pasteur, Claude Bernard, Darwin, Lagrange…
— Chega.
— Ainda: Dante e Aristoteles.
— Uff !
— Gente de primeira, como vês; e, quando soube, tive orgulho de ter sido de alguma forma collega delles; mas…
Por ahi accendeu um cigarro, tirou duas longas fumaças com a languidez {{errata|javanez|javaneza|Historias e sonhos (1920)/Errata}} e continuou com a pachorra batava:
— Mas, como te dizia, bem cedo tive vergonha de ter um dia passado pela minha mente que eu era capaz de emparelhar-me com taes genios. E’ verdade que não sabia terem elles frequentado a Universidade… Vou esconder-me em qualquer buraco, para me resgatar de tamanha pretenção.
Sahi. Ainda o vi durante alguns dias; mas, bem depressa, desappareceu dos meus olhos. Pobre rapaz! Onde estará?
{{nop}}<noinclude>{{smallrefs|group="errata"}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|168||}}</noinclude>{{dhr|2}}
{{c|XXIV.}}
{{dhr|3}}
{{c|{{x-larger|SUSPIRO Á PATRIA.}}}}
{{c|{{smaller|ROMA. NO COLISEO.}}}}
{{dhr|3}}
{{Ppoem|end=follow|
{{Gcapitular|J|2em}}á que do coração rompeste os seios,
Onde terna saudade te gerára,
E quando mais minha alma nas da Patria
::::Idéas se engolfava,
Da clausura do peito te escapaste,
::::Onde mais não cabias,
Fugitivo roçando inertes labios,
}}<noinclude></noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||{{smaller|SUSPIROS POETICOS}}|169}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=follow|
Triste suspiro meu!… Já que teu echo
O silencio quebrou mysterioso
Do sepulchral horror deste recinto;
Sai, oh suspiro! sai… Não mais resôes,
::::Inutil te não percas,
Nestas longas abóbadas quebradas,
Murmurando tu só de estancia em estancia,
Como um lugubre som de ave nocturna,
A quem prazem as trevas, e os destroços.
Teu doloroso som repercutido
Na opposta parte, tal pavor inspira,
Que um gemido parece das entranhas
::::Desta immensa ruína!
Eu mesmo que exhalei-te, eu mesmo tremo,
E mortos tremeriam si te ouvissem;
::::Que farão os viventes!
Hirtos na fronte tenho inda os cabellos,
::::Frio, trêmulo o corpo,
Como um tronco de gelo ao vento exposto;
E o triste coração onde habitaste,
Recobrando de novo o movimento,
}}<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||{{smaller|SUSPIROS POETICOS}}|169}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=follow|
Triste suspiro meu!… Já que teu echo
O silencio quebrou mysterioso
Do sepulchral horror deste recinto;
Sai, oh suspiro! sai… Não mais resôes,
:::Inutil te não percas,
Nestas longas abóbadas quebradas,
Murmurando tu só de estancia em estancia,
Como um lugubre som de ave nocturna,
A quem prazem as trevas, e os destroços.
Teu doloroso som repercutido
Na opposta parte, tal pavor inspira,
Que um gemido parece das entranhas
:::Desta immensa ruína!
Eu mesmo que exhalei-te, eu mesmo tremo,
E mortos tremeriam si te ouvissem;
:::Que farão os viventes!
Hirtos na fronte tenho inda os cabellos,
:::Frio, trêmulo o corpo,
Como um tronco de gelo ao vento exposto;
E o triste coração onde habitaste,
Recobrando de novo o movimento,
}}<noinclude></noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|170|{{smaller|SUSPIROS POETICOS}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=follow|
Com desusada força ora palpita,
:::E monótono sôa,
Como sôa o martello sobre a incude.
Temem os olhos de se abrir ás trevas,
E de ver coroado o amphitheatro
De alvas sombras de mortos, e de espectros,
Que para mais terror me pinta a mente.
Vôa, suspiro meu, vôa, não tardes;
Nuncio vai ser do estado em que me deixas.
O caminho te indico; aos ares sóbe;
Deixa de Roma os solitarios campos.
Esta terra de sangue, e de cadaveres.
E ás praias chega da querida Patria,
Tão longes praias! — Quem me dera eu vel-as!
:::Mas no longo trajecto
Vai por mim os logares visitando,
Por onde eu já passei triste e saudoso.
Oh! quão gratas me são reminiscencias!
:::D’ellas compõe-se a vida,
Os prazeres são ellas da velhice.
}}<noinclude></noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||{{smaller|SUSPIROS POETICOS}}|171}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=follow|
Do afadigado albor de um curto dia
:::Eis tudo o que nos fica!
:::Toma a Flaminia estrada;
Passa o lúrido Tibre, outr’ora rubro,
Quando o campo cedêo a Constantino
:::O barbaro Maxencio;
Verás Assís no cimo da collina
As cinzas adorar do sancto filho. <ref>San Francisco de Assis, cujas cinzas estão no convento de sua patria.</ref>
:::Do Trasimeno ás margens <ref>Hoje lago de Perugia.</ref>
A poeira verás de ossos romanos,
E um susurro ouvirás, que diz: Hanníbal!
Chega aos campos que o Arno fertiliza;
Entra em Florença, e em Sancta Cruz visita <ref>Igreja de Santa Croce, chamada o Pantheon Florentino, onde estão os tumulos de alguns homens celebres da Italia.</ref>
:::De Dante a sepultura.
Sentado está com merencorio gesto;
}}<noinclude>{{reflist}}</noinclude>
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Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/182
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|172|{{smaller|SUSPIROS POETICOS}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=stanza|
Dir-se-ha qu’inda do Inferno horridas scenas
Se lhe antolham, e o misero Ugolino
Mirrado entre cadaveres corruptos
Dos innocentes filhos, miserandos,
Como esfaimado tigre ossos roendo:
Pousa na dextra o rosto, e co’a sinistra
:::Sustenta o immortal livre;
Chora de um lado a Poesia, e do outro
Italia veneranda está dizendo:
— {{lang|it|{{sc|onorate l’altissimo poeta}}}} <ref>A estatua alegorica representando a Italia aponta para este lettreiro, que está gravado aos pés da estatua de {{A|Dante Alighieri}}.</ref> —
Buonarotti, Alfieri, [[Autor:Nicolau Maquiavel|Machiavelli]],
Verás ahi tambem; tudo saúda.
Nem a Toscana deixes sem que vejas
Essa Pisa, onde as Artes renasceram.
Contempla de Bosqueto a maravilha, <ref>A cathedral de Pisa é obra do architecto Bosqueto.</ref>
O campo-sancto, a torre que pendente
Ameaça cahir como um gigante.
Vai ouvir o susurro do teu vôo
Nesse musêo de mortos de Bolonha.
}}<noinclude>{{reflist}}</noinclude>
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/* 18px Brasileiros */
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text/x-wiki
__NOTOC__
== [[File:Flag of Brazil.svg|18px]] Brasileiros ==
{{Div col|3}}
=== Século XVI ===
* {{A|Ambrósio Fernandes Brandão}} (c. 1555 - c. 1618) {{100%}}
* {{A|Bento Teixeira}} (c. 1561 - c. 1618) {{100%}}
* {{A|Frei Vicente do Salvador}} (1564 - c. 1636) {{100%}}
=== Século XVII ===
* {{A|Antônio Vieira}} (1608 - 1697) {{075%}}
* {{A|Nuno Marques Pereira}} (1625 - 1728) {{100%}}
* {{A|Gregório de Matos}} (1636 - 1696) {{075%}}
* {{A|Manuel Botelho de Oliveira}} (1636 - 1711) {{100%}}
* {{A|André João Antonil}} (1649 - 1716) {{100%}}
* {{A|Sebastião da Rocha Pita}} (1660 - 1738) {{100%}}
* {{A|Manuel de Santa Maria}} (c. 1668 - c. 1730) {{100%}}
=== Século XVIII ===
* {{A|Matias Aires}} (1705 - 1763) {{100%}}
* {{A|Teresa Margarida da Silva e Orta}} (1711 - 1793) {{100%}}
* {{A|Gaspar da Madre de Deus}} (1715 - 1800) {{100%}}
* {{A|Santa Rita Durão}} (1722 - 1784) {{100%}}
* {{A|Cláudio Manuel da Costa}} (1729 - 1789) {{100%}}
* {{A|Domingos Caldas Barbosa}} (1740 - 1800) {{100%}}
* {{A|Basílio da Gama}} (1741 - 1795) {{100%}}
* {{A|Alvarenga Peixoto}} (1744 - 1792) {{100%}}
* {{A|Tomás Antônio Gonzaga}} (1744 - 1810) {{100%}}
* {{A|Manuel Inácio da Silva Alvarenga}} (1749 - 1814) {{100%}}
* {{A|Sousa Caldas}} (1762 - 1814) {{000%}}
* {{A|Francisco Carlos Teixeira da Silva}} (1763 - 1829) {{100%}}
* {{A|José Bonifácio}} (1763 - 1838)
* {{A|Mariano José Pereira da Fonseca}} (1773 - 1848) {{100%}}
* {{A|Hipólito da Costa}} (1774 - 1823) {{075%}}
* {{A|Frei Caneca}} (1779 - 1825) {{075%}}
* {{A|Beatriz Brandão}} (1779 - 1868) {{100%}}
* {{A|Januário da Cunha Barbosa}} (1780 - 1846) {{100%}}
* {{A|Diogo Antônio Feijó}} (1784 - 1843) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco do Monte Alverne|Francisco de Mont'Alverne]] (1784 - 1858)
* {{A|Evaristo da Veiga}} (1799 - 1837) {{100%}}
=== Século XIX ===
* {{A|Araújo Porto Alegre}} (1806 - 1879) {{100%}}
* {{A|Ana Eurídice Eufrosina de Barandas}} (1806 - 1863) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teófilo Ottoni|Teófilo Ottoni]] (1807 - 1869)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Paula Brito|Paula Brito]] (1809 - 1861)
* {{A|Nísia Floresta}} (1810 - 1885) {{100%}}
* {{A|Gonçalves de Magalhães}} (1811 - 1882) {{075%}}
* {{A|Teixeira e Sousa}} (1812 - 1861) {{100%}}
* {{A|Francisco de Sales Torres Homem}} (1812 - 1876) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Justiniano José da Rocha|Justiniano José da Rocha]] (1812 - 1862)
* {{A|João Lisboa}} (1812 - 1863)
* {{A|Martins Pena}} (1815 - 1848) {{100%}}
* {{A|Francisco Adolfo de Varnhagen}} (1816 - 1878)
* {{A|João Manuel Pereira da Silva}} (1817 - 1898) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Violante Bivar e Velasco|Violante Bivar e Velasco]] (1817 - 1875)
* {{A|Joaquim Manuel de Macedo}} (1820 - 1882)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Tristão de Alencar Araripe|Tristão de Alencar Araripe]] (1821 - 1908)
* {{A|Maria Firmina dos Reis}} (1822 - 1917)
* {{A|Gonçalves Dias}} (1823 - 1864)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ana Luísa de Azevedo Castro|Ana Luísa de Azevedo Castro]] (1823 - 1869)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Agostinho Marques Perdigão Malheiro (filho)|Agostinho Marques Perdigão Malheiro (filho)]] (1824 - 1881)
* {{A|Bernardo Guimarães}} (1825 - 1884)
* {{A|Francisco Otaviano}} (1825 - 1889)
* {{A|Dom Pedro II}} (1825 - 1891)
* {{A|Laurindo Rabelo}} (1826 - 1864)
* {{A|Augusto Emílio Zaluar}} (1826 - 1882)
* {{A|Adélia Fonseca}} (1827 - 1920)
* {{A|Aureliano José Lessa}} (1828 - 1861) {{100%}}
* {{A|Joaquim Felício dos Santos}} (1828 - 1895)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio Henriques Leal|Antônio Henriques Leal]] (1828 - 1885)
* {{A|José de Alencar}} (1829 - 1877)
* {{A|Qorpo Santo}} (1829 - 1883)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Angélica Ribeiro|Maria Angélica Ribeiro]] (1829 - 1880)
* {{A|Luís da Gama}} (1830 - 1882)
* {{A|Álvares de Azevedo}} (1831 - 1852)
* {{A|Manuel Antônio de Almeida}} (1831 - 1861)
* {{A|Junqueira Freire}} (1832 - 1855)
* {{A|Sousândrade}} (1833 - 1902) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teixeira de Melo|Teixeira de Melo]] (1833 - 1907)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Soriano de Souza|José Soriano de Souza]] (1833 - 1895)
* {{A|Luís Delfino}} (1834 - 1910)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisca Senhorinha da Motta Diniz|Francisca Senhorinha da Motta Diniz]] (1834 - 1910)
* {{A|Quintino Bocaiúva}} (1836 - 1912)
* {{A|César Zama}} (1837 - 1906)
* {{A|França Júnior}} (1838 - 1890)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:André Rebouças|André Rebouças]] (1838 - 1898)
* {{A|Casimiro de Abreu}} (1839 - 1860)
* {{A|Tobias Barreto}} (1839 - 1889)
* {{A|Machado de Assis}} (1839 - 1908)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Luís Pereira de Sousa|Pedro Luís Pereira de Sousa]] (1839 - 1884)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ernesto Carneiro Ribeiro|Ernesto Carneiro Ribeiro]] (1839 - 1920)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Pereira Barreto|Luís Pereira Barreto]] (1840 - 1923)
* {{A|Fagundes Varela}} (1841 - 1875)
* {{A|Salvador de Mendonça}} (1841 - 1913)
* {{A|Franklin Távora}} (1842 - 1888)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Américo|Pedro Américo]] (1843 - 1905)
* {{A|Visconde de Taunay}} (1843 - 1899)
* {{A|José Carlos Rodrigues}} (1844 - 1923)
* {{A|Alexandre José de Melo Morais Filho}} (1844 - 1919)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Augusto Ferreira|Carlos Augusto Ferreira]] (1844 - 1913)
* {{A|Júlio Ribeiro}} (1845 - 1890)
* {{A|Guimarães Júnior}} (1845 - 1898)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ramiz Galvão|Ramiz Galvão]] (1846 - 1938)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carneiro Vilela|Carneiro Vilela]] (1846 - 1913)
* {{A|Castro Alves}} (1847 - 1871)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Vieira Fazenda|José Vieira Fazenda]] (1847 - 1917)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos de Laet|Carlos de Laet]] (1847 - 1927)
* {{A|Araripe Júnior}} (1848 - 1911)
* {{A|Joaquim Nabuco}} (1849 - 1910)
* {{A|Ruy Barbosa}} (1849 - 1923)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Felisberto Rodrigues Pereira de Carvalho|Felisberto Rodrigues Pereira de Carvalho]] (1850 - 1898)
* {{A|Adelina Lopes Vieira}} (1850 - 1922)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ferreira Leal|Ferreira Leal]] (1850 - 1914)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Artur de Oliveira|Artur de Oliveira]] (1851 - 1882)
* {{A|Domingos Olímpio}} (1851 - 1906) {{100%}}
* {{A|Manuel Querino}} (1851 - 1923)
* {{A|Sílvio Romero}} (1851 - 1914)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Josefina Álvares de Azevedo|Josefina Álvares de Azevedo]] (1851 - 1913)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Emília Bandeira de Melo|Emília Bandeira de Melo]] (1852 - 1910)
* {{A|Narcisa Amália}} (1852 - 1924)
* {{A|Emília Moncorvo Bandeira de Melo}} (1852 - 1910)
* {{A|Capistrano de Abreu}} (1853 - 1927)
* {{A|Inglês de Sousa}} (1853 - 1918)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Benedita Bormann|Maria Benedita Bormann]] (1853 - 1895)
* {{A|Rodolfo Teófilo}} (1853 - 1932)
* {{A|Inês Sabino}} (1853 - 1911)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Revocata Heloísa de Melo|Revocata Heloísa de Melo]] (1853 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Anália Franco|Anália Franco]] (1853 - 1919)
* {{A|José do Patrocínio}} (1854 - 1905)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teófilo Dias|Teófilo Dias]] (1854 - 1889)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lúcio de Mendonça|Lúcio de Mendonça]] (1854 - 1909)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Miguel Lemos|Miguel Lemos]] (1854 - 1917)
* {{A|Artur de Azevedo}} (1855 - 1908)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Emília Freitas|Emília Freitas]] (1855 - 1908)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Urbano Duarte de Oliveira|Urbano Duarte de Oliveira]] (1855 - 1902)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Julieta de Melo Monteiro|Julieta de Melo Monteiro]] (1855 - 1928)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teixeira Mendes (filósofo)|Teixeira Mendes]] (1855 - 1927)
* {{A|Teodoro Sampaio}} (1855 - 1937)
* {{A|Fontoura Xavier}} (1856 - 1922)
* {{A|Aluísio Azevedo}} (1857 - 1913)
* {{A|José Veríssimo}} (1857 - 1916)
* {{A|Alberto de Oliveira}} (1857 - 1937)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Filinto de Almeida|Filinto de Almeida]] (1857 - 1945)
* {{A|Rocha Pombo}} (1857 - 1933)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Horácio de Carvalho|Horácio de Carvalho]] (1857 - 1933)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Paula Ney|Paula Ney]] (1858 - 1897)
* {{A|Raimundo Correia}} (1859 - 1911)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Bernardino Lopes|Bernardino Lopes]] (1859 - 1916)
* {{A|Valentim Magalhães}} (1859 - 1903)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Clóvis Beviláqua|Clóvis Beviláqua]] (1859 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Leolinda Daltro|Leolinda Daltro]] (1859 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luiza Leonardo|Luiza Leonardo]] (1859 - 1926)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Augusto de Lima (político)|Augusto de Lima]] (1859 - 1934)
* {{A|João Ribeiro}} (1860 - 1934)
* {{A|Eduardo Prado}} (1860 - 1901)
* {{A|Afonso Celso}} (1860 - 1938)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio da Silva Jardim|Antônio da Silva Jardim]] (1860 - 1891)
* {{A|Cruz e Sousa}} (1861 - 1898)
* {{A|Manuel de Oliveira Paiva}} (1861 - 1892)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Xavier Marques|Xavier Marques]] (1861 - 1942)
* {{A|Luís Murat}} (1861 - 1929)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Amélia Rodrigues|Amélia Rodrigues]] (1861 - 1926)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Xavier Marques|Xavier Marques]] (1861 - 1942)
* {{A|Raimundo de Farias Brito}} (1862 - 1917)
* {{A|Júlia Lopes de Almeida}} (1862 - 1934)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Domício da Gama|Domício da Gama]] (1862 - 1925)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fausto Cardoso|Fausto Cardoso]] (1862 - 1906)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lindolfo Rocha|Lindolfo Rocha]] (1862 - 1911)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Nina Rodrigues|Nina Rodrigues]] (1862 - 1906)
* {{A|Catulo da Paixão Cearense}} (1863 - 1946)
* {{A|Raul Pompeia}} (1863 - 1895) {{075%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gonzaga Duque|Gonzaga Duque]] (1863 - 1911)
* {{A|Virgílio Várzea}} (1863 - 1941)
* {{A|Coelho Neto}} (1864 - 1934)
* {{A|Pardal Mallet}} (1864 - 1894)
* {{A|Tito Lívio de Castro}} (1864 - 1890)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fábio Luz|Fábio Luz]] (1864 - 1938)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Andradina de Oliveira|Andradina de Oliveira]] (1864 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alberto Torres|Alberto Torres]] (1865 - 1917)
* {{A|Olavo Bilac}} (1865 - 1918)
* {{A|João Simões Lopes Neto}} (1865 - 1916)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alcindo Guanabara|Alcindo Guanabara]] (1865 - 1918)
* {{A|Euclides da Cunha}} (1866 - 1909)
* {{A|Emiliano Perneta}} (1866 - 1921)
* {{A|Vicente de Carvalho}} (1866 - 1924)
* {{A|Emílio de Meneses}} (1866 - 1918)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rodrigo Otávio|Rodrigo Otávio]] (1866 - 1944)
* {{A|Rego Monteiro}} (1866 - 1952) {{100%}}
* {{A|João Marques de Carvalho}} (1866 - 1910)
* {{A|Adolfo Caminha}} (1867 - 1897) {{100%}}
* {{A|Medeiros e Albuquerque}} (1867 - 1934) {{100%}}
* {{A|Oliveira Lima}} (1867 - 1928) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Mário Pederneiras|Mário Pederneiras]] (1867 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guimarães Passos|Guimarães Passos]] (1867 - 1909)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Presciliana Duarte de Almeida|Presciliana Duarte de Almeida]] (1867 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guimarães Passos|Guimarães Passos]] (1868 - 1909)
* {{A|Graça Aranha}} (1868 - 1931) {{100%}}
* {{A|Afonso Arinos}} (1868 - 1916)
* {{A|Manuel Bonfim}} (1868 - 1932)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio Sales|Antônio Sales]] (1868 - 1940)
* {{A|Nestor Vítor}} (1868 - 1932)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Rabelo|Pedro Rabelo]] (1868 - 1905)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Júlia Cortines|Júlia Cortines]] (1868 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Max Fleiuss|Max Fleiuss]] (1868 - 1943)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Figueiredo Pimentel|Figueiredo Pimentel]] (1869 - 1914)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Chrysanthème|Chrysanthème]] (1869 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Gastão d'Escragnolle Dória|Luís Gastão d'Escragnolle Dória]] (1869 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Dario Persiano de Castro Vellozo|Dario Persiano de Castro Vellozo]] (1869 - 1937)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Liberato Bittencourt|Liberato Bittencourt]] (1869 - 1948)
* {{A|Adherbal de Carvalho}} (1869 - 1915)
* {{A|Paulo Prado}} (1869 - 1943)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Zeferino Brasil|Zeferino Brasil]] (1870 - 1942)
* {{A|Alphonsus de Guimaraens}} (1870 - 1921)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Osório Duque-Estrada|Osório Duque-Estrada]] (1870 - 1927)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Péthion de Villar|Péthion de Villar]] (1870 - 1924)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lívio Barreto|Lívio Barreto]] (1870 - 1895)
* {{A|Francisca Júlia}} (1871 - 1920)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Paes de Barros|Maria Paes de Barros]] (1871 - 1952)
* {{A|Alberto Rangel}} (1871 - 1945)
* {{A|Mário de Alencar}} (1872 - 1925)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Batista Cepelos|Batista Cepelos]] (1872 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Faria Neves Sobrinho|Faria Neves Sobrinho]] (1872 - 1927)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Silveira Neto|Silveira Neto]] (1872 - 1942)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Valdomiro Silveira|Valdomiro Silveira]] (1873 - 1941)
* {{A|Laudelino Freire}} (1873 - 1937)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rodolfo Garcia|Rodolfo Garcia]] (1873 - 1949)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Valdomiro Silveira|Valdomiro Silveira]] (1873 - 1941)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul Pederneiras|Raul Pederneiras]] (1874 - 1953)
* {{A|Henrique Castriciano de Sousa}} (1874 - 1947)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Dias Fernandes|Carlos Dias Fernandes]] (1874 - 1942)
* {{A|Amadeu Amaral}} (1875 - 1929)
* {{A|Afonso d'Escragnolle Taunay}} (1876 - 1958)
* {{A|Afrânio Peixoto}} (1876 - 1947) {{100%}}
* {{A|Auta de Souza}} (1876 - 1901)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manoel Arão|Manoel Arão]] (1876 - 1930)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alcides Maia|Alcides Maia]] (1878 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Marcelo Gama|Marcelo Gama]] (1878 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maranhão Sobrinho|Maranhão Sobrinho]] (1879 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Félix Pacheco|Félix Pacheco]] (1879 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Artur de Sales|Artur de Sales]] (1879 - 1952)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Everardo Backheuser|Everardo Backheuser]] (1879 - 1951)
* {{A|Albertina Bertha}} (1880 - 1953) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jonas da Silva|Jonas da Silva]] (1880 - 1947)
* {{A|Elysio de Carvalho}} (1880- 1925)
* {{A|Lima Barreto}} (1881 - 1922)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Maria Goulart de Andrade|José Maria Goulart de Andrade]] (1881 - 1936)
* {{A|João do Rio}} (1881 - 1921)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Azevedo Amaral|Azevedo Amaral]] (1881 - 1942)
* {{A|Monteiro Lobato}} (1882 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Oliveira Viana|Oliveira Viana]] (1883 - 1951)
* {{A|Augusto dos Anjos}} (1884 - 1914)
* {{A|Godofredo Rangel}} (1884 - 1954)
* {{A|Martins Fontes}} (1884 - 1937) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Roquette-Pinto|Roquette-Pinto]] (1884 - 1954)
* {{A|Antônio Francisco da Costa e Silva}} (1885 - 1950)
* {{A|Antônio Torres}} (1885 - 1934)
* {{A|Pedro Kilkerry}} (1885 - 1917)
* {{A|Humberto de Campos}} (1886 - 1934)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ernani Rosas|Ernani Rosas]] (1886 - 1955)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Lacerda de Moura|Maria Lacerda de Moura]] (1887 - 1945)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hermes Fontes|Hermes Fontes]] (1888 - 1930)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gastão Cruls|Gastão Cruls]] (1888 - 1955)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Roberto Simonsen|Roberto Simonsen]] (1889 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Cásper Líbero|Cásper Líbero]] (1889 - 1943)
* {{A|Oswald de Andrade}} (1890 - 1954) {{075%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Felipe Daudt de Oliveira|Felipe Daudt de Oliveira]] (1890 - 1933)
* {{A|Jackson de Figueiredo}} (1891 - 1928) {{075%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ercília Nogueira Cobra|Ercília Nogueira Cobra]]
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Eduardo Guimarães|Eduardo Guimarães]] (1892 - 1928)
* {{A|Graciliano Ramos}} (1892 - 1953) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Juó Bananére|Juó Bananére]] (1892 - 1933)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jorge de Lima|Jorge de Lima]] (1893 - 1953)
* {{A|Mário de Andrade}} (1893 - 1945)
* {{A|Ronald de Carvalho}} (1893 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Leonel Franca|Leonel Franca]] (1893 - 1948)
* {{A|Paulo Setúbal}} (1893 - 1937)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hugo de Carvalho Ramos|Hugo de Carvalho Ramos]] (1895 - 1921)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul de Leoni|Raul de Leoni]] (1895 - 1926)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alceu de Freitas Wamosy|Alceu de Freitas Wamosy]] (1895 - 1923)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ranulpho Prata|Ranulpho Prata]] (1896 - 1942)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Galeão Coutinho|Galeão Coutinho]] (1897 - 1951)
* {{A|Rodrigues de Abreu}} (1897 - 1927)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Virgílio de Melo Franco|Virgílio de Melo Franco]] (1897 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Eugênia Álvaro Moreyra|Eugênia Álvaro Moreyra]] (1898 - 1948)
=== Século XX ===
* {{A|Antonieta de Barros}} (1901 - 1952)
* {{A|Alcântara Machado}} (1901 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Alphonsus|João Alphonsus]] (1901 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carmen Cinira|Carmen Cinira]] (1902 - 1933)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Arthur Ramos|Arthur Ramos]] (1903 - 1949)
{{Div col fim}}
== [[File:Flag of Portugal.svg|18px]] Portugueses ==
{{Div col|3}}
=== Século XIV ===
* {{A|Fernão Lopes}} (c. 1385 - c. 1460)
=== Século XV ===
* {{A|Gomes Eanes de Zurara}} (c. 1410 - c. 1474)
* {{A|Rui de Pina}} (c. 1440 - c. 1522)
* {{A|Garcia de Resende}} (c. 1470 - 1536)
* {{A|Sá de Miranda}} (1481 - 1558)
* {{A|Bernardim Ribeiro}} (c. 1482 - c. 1552)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gaspar Correia|Gaspar Correia]] (c. 1492 - c. 1563)
* {{A|João de Barros}} (1496 - 1570)
=== Século XVI ===
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brás de Albuquerque|Brás de Albuquerque]] (c. 1500 - 1581)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Martim Afonso de Sousa|Martim Afonso de Sousa]] (c. 1500 - 1564)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fernão Lopes de Castanheda|Fernão Lopes de Castanheda]] (c. 1500 - 1559)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Samuel Usque|Samuel Usque]] (c. 1500 - c. 1560)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Damião de Góis|Damião de Góis]] (1502 - 1574)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gonçalo Annes Bandarra|Gonçalo Annes Bandarra]] (c. 1502 - c. 1556)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Galvão|António Galvão]] (c. 1503 - 1557)
* {{A|Jerónimo Osório}} (1506 - 1580)
* {{A|Fernão Mendes Pinto}} (c. 1510 - 1583)
* {{A|Jorge Ferreira de Vasconcelos}} (c. 1515 - c. 1585)
* {{A|Manuel da Nóbrega}} (1517 - 1570)
* {{A|Pedro de Andrade Caminha}} (c. 1520 - 1589)
* {{A|Luís Vaz de Camões}} (c. 1524 - 1580)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Ferreira|António Ferreira]] (1528 - 1569)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei Heitor Pinto|Frei Heitor Pinto]] (c. 1528 - c. 1584)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jerónimo Corte-Real|Jerónimo Corte-Real]] (c. 1530 - c. 1588)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Amador Arrais|Amador Arrais]] (c. 1530 - 1600)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Agostinho Pimenta|Agostinho Pimenta]] (1540 - 1619)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de Andrade|Francisco de Andrade]] (c. 1540 - 1614)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pero de Magalhães Gândavo|Pero de Magalhães Gândavo]] (c. 1540 - c. 1580)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Pereira Brandão|Luís Pereira Brandão]] (c. 1540 - c. 1590)
* {{A|Diogo do Couto}} (c. 1542 - 1616)
* {{A|Miguel Leitão de Andrada}} (c. 1553 - 1630)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei Luís de Sousa|Frei Luís de Sousa]] (c. 1555 - 1632)
* {{A|Ambrósio Fernandes Brandão}} (c. 1555 - c. 1618)
* {{A|Bernardo de Brito}} (1569 - 1617)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gabriel Pereira de Castro|Gabriel Pereira de Castro]] (1571 - 1632)
* {{A|Francisco Rodrigues Lobo}} (1580 - 1622)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Brandão|António Brandão]] (1584 - 1637)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel de Faria e Sousa|Manuel de Faria e Sousa]] (1590 - 1649)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jacinto Freire de Andrade|Jacinto Freire de Andrade]] (1597 - 1657)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brás Garcia de Mascarenhas|Brás Garcia de Mascarenhas]] (1596 - 1656)
=== Século XVII ===
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de Sá de Meneses|Francisco de Sá de Meneses]] (c. 1600 - 1664)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Violante do Céu|Violante do Céu]] (1601 - 1693)
* {{A|Francisco Manuel de Melo}} (1608 - 1666)
* {{A|Jerónimo Baía}} (c. 1620 - 1688)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei António das Chagas|Frei António das Chagas]] (1631 - 1682)
* {{A|Manuel Bernardes}} (1644 - 1710)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco Xavier de Meneses|Francisco Xavier de Meneses]] (1673 - 1743)
* {{A|António Caetano de Sousa}} (1674 - 1759)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Diogo Barbosa Machado|Diogo Barbosa Machado]] (1682 - 1772)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Bernardo Gomes de Brito|Bernardo Gomes de Brito]] (1688 - c. 1760)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Nunes Ribeiro Sanches|António Nunes Ribeiro Sanches]] (1699 - 1782)
=== Século XVIII ===
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António José da Silva|António José da Silva]] (1705 - 1739)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Dinis da Cruz e Silva|António Dinis da Cruz e Silva]] (1731 - 1799)
* {{A|Filinto Elísio}} (1734 - 1819)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Anastácio da Cunha|José Anastácio da Cunha]] (1744 - 1787)
* {{A|Tomás Antônio Gonzaga}} (1744 - 1810)
* {{A|Bocage}} (1765 - 1805)
* {{A|Curvo Semedo}} (1766 - 1838)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de São Luís Saraiva|Francisco de São Luís Saraiva]] (1766 - 1845)
* {{A|José Agostinho de Macedo}} (1761 - 1831)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Maria da Costa e Silva|José Maria da Costa e Silva]] (1788 - 1854)
* {{A|Almeida Garrett}} (1799 - 1854)
* {{A|António Feliciano de Castilho}} (1800 - 1875)
=== Século XIX ===
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luz Soriano|Luz Soriano]] (1802 - 1891)
* {{A|Alexandre Herculano}} (1810 - 1877)
* {{A|João de Lemos}} (1819 - 1890)
* {{A|José da Silva Mendes Leal}} (1820 - 1886)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Augusto Rebelo da Silva|Luís Augusto Rebelo da Silva]] (1822 - 1871)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João de Andrade Corvo|João de Andrade Corvo]] (1824 - 1890)
* {{A|Camilo Castelo Branco}} (1825 - 1890)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Pedro Lopes de Mendonça|António Pedro Lopes de Mendonça]] (1826 - 1865)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Soares de Passos|Soares de Passos]] (1826 - 1860)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Arnaldo Gama|Arnaldo Gama]] (1828 - 1869)
* {{A|Raimundo António de Bulhão Pato}} (1828 - 1912)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ernesto Biester|Ernesto Biester]] (1829 - 1880)
* {{A|João de Deus}} (1830 - 1896)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Júlio César Machado|Júlio César Machado]] (1835 - 1890)
* {{A|Ramalho Ortigão}} (1836 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Cardoso Vieira de Castro|José Cardoso Vieira de Castro]] (1837 - 1872)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Penha|João Penha]] (1838 - 1919)
* {{A|Júlio Dinis}} (1839 - 1871)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fernando Caldeira|Fernando Caldeira]] (1841 - 1894)
* {{A|Pinheiro Chagas}} (1842 - 1895)
* {{A|Antero de Quental}} (1842 - 1891)
* {{A|Teófilo Braga}} (1843 - 1924)
* {{A|Luciano Cordeiro}} (1844 - 1900)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guiomar Torresão|Guiomar Torresão]] (1844 - 1898)
* {{A|Joaquim Pedro de Oliveira Martins}} (1845 - 1894)
* {{A|Eça de Queirós}} (1845 - 1900)
* {{A|Joaquim Pedro de Oliveira Martins}} (1845 - 1894)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Sousa Viterbo|Sousa Viterbo]] (1845 - 1910)
* {{A|António Cândido Gonçalves Crespo}} (1846 - 1883)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rafael Bordalo Pinheiro|Rafael Bordalo Pinheiro]] (1846 - 1905)
* {{A|Adolfo Coelho}} (1847 - 1927)
* {{A|Maria Amália Vaz de Carvalho}} (1847 - 1921)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Gomes Leal|António Gomes Leal]] (1848 - 1921)
* {{A|Francisco Teixeira de Queirós}} (1848 - 1919)
* {{A|Alberto Pimentel}} (1849 - 1925)
* {{A|Guerra Junqueiro}} (1850 - 1923)
* {{A|Gervásio Lobato}} (1850 - 1895)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís de Magalhães|Luís de Magalhães]] (1850 - 1924)
* {{A|Venceslau de Morais}} (1854 - 1929)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Gonçalves Zarco da Câmara|João Gonçalves Zarco da Câmara]] (1855 - 1908)
* {{A|Cesário Verde}} (1855 - 1886)
* {{A|Abel Botelho}} (1854 - 1917)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Marcelino Mesquita|Marcelino Mesquita]] (1856 - 1919)
* {{A|Fialho de Almeida}} (1857 - 1911)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Sampaio Bruno|Sampaio Bruno]] (1857 - 1915)
* {{A|Leite de Vasconcelos}} (1858 - 1941)
* {{A|António Feijó}} (1859 - 1917)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alfredo Gallis|Alfredo Gallis]] (1859 - 1910)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel Teixeira Gomes|Manuel Teixeira Gomes]] (1860 - 1941)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Francisco Trindade Coelho|José Francisco Trindade Coelho]] (1861 - 1908)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brito Camacho|Brito Camacho]] (1862 - 1934)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Nobre|António Nobre]] (1867 - 1900)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul Brandão|Raul Brandão]] (1867 - 1930)
* {{A|Camilo Pessanha}} (1867 - 1926)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alice Moderno|Alice Moderno]] (1867 - 1946)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Eugénio de Castro|Eugénio de Castro]] (1869 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Augusto Gil|Augusto Gil]] (1870 - 1929)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Roberto de Mesquita|Roberto de Mesquita]] (1871 - 1923)
* {{A|Ana de Castro Osório}} (1872 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Malheiro Dias|Carlos Malheiro Dias]] (1875 -1941)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Duro|José Duro]] (1875 - 1899)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel Laranjeira|Manuel Laranjeira]] (1877 - 1912)
* {{A|Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos}} (1877 - 1952)
* [[w:Visconde de Vila-Moura|Visconde de Vila-Moura]] (1877 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Afonso Lopes Vieira|Afonso Lopes Vieira]] (1878 - 1946)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Patrício|António Patrício]] (1878 - 1930)
* {{A|Alfredo Pimenta}} (1882 - 1950)
* {{A|Leonardo Coimbra}} (1883 - 1936)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Albino Forjaz de Sampaio|Albino Forjaz de Sampaio]] (1884 - 1949)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hipólito Raposo|Hipólito Raposo]] (1885 - 1953)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Sardinha|António Sardinha]] (1887 - 1925)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fidelino de Figueiredo|Fidelino de Figueiredo]] (1888 - 1967)
* {{A|Fernando Pessoa}} (1888 - 1935)
* {{A|Mário de Sá-Carneiro}} (1890 - 1916)
* {{A|Florbela Espanca}} (1894 - 1930)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Soeiro Pereira Gomes|Soeiro Pereira Gomes]] (1909 - 1949)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Maria Lisboa|António Maria Lisboa]] (1928 - 1953)
{{Div col fim}}
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Trooper57
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{c|{{larger|DUAS PALAVRAS}}<br />{{sc2|SOBRE A}}<br />ORTHOGRAPHIA POR MIN SEGUIDA}}
{{traço}}
Tanto, quanto é possivel, sigo a orthographia
etymologica.
No prologo d’este opusculo, e no presente artigo dou o ''spécimen'' da que en minha opinião
deveria ser adoptada na lingua portugueza; mas
para não escandalizar os leitores com a estranheza
do modo de orthographar as palavras vernaculas,
empreguei no corpo da obra a orthographia en
geral usada; ''mas que não é rigorosamente etymologica''.
Discute-se desde remotas eras a preferencia
entre os modos de orthographar, etymologico, e
phonetico; e na lingua portugueza ''{{lang|la|adhuc sub judice lis est}}''.
O que porèn não soffre contestação é que a
multidão dos sectarios da primeira representa ũa,
maioria esmagadôra do limitadissimo numero dos
apologistas da segunda.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>— Que graça ! resingou esta. Virei toalha então ? Ande, leve esta terrina para a
mesa, e chame a vovó antes que esfrie.
Minutos depois estavam á mesa as tres
— a velha, Narizinho e Emilia.
Emilia tambem, sim ! Narizinho nada
fazia sem a Emilia — nem jantar !... E na
mesa lhe offerecia de todos os pratos, acabando por lhe grudar na bocca um celebre
grão de arroz.
— Já que não sabe comer de verdade,
coma de mentira, sua grande empalamada !... Não vê que está ficando magra e
secca como um bacalháo de porta de venda ?
A vovó ria-se daquellas malucagens...
— Deixe estar, minha filha, que ainda
te arranjo um companheirinho. O tio Antonio anda muito mal e si elle morrer vem
morar comnosco o primo Pedrinho.
— O Pedrinho Pichochó ? indagou a
menina.
— Ai, minha filha ! ralhou a velha.
Que costume, esse, de botar appellido em
toda a gente ! E muito feio, sabe ?
— Mas, vovó, o Pedrinho não é mes-<noinclude>{{c|☉{{gap}}91{{gap}}☉}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>— Que graça ! resingou esta. Virei toalha então ? Ande, leve esta terrina para a
mesa, e chame a vovó antes que esfrie.
Minutos depois estavam á mesa as tres
— a velha, Narizinho e Emilia.
Emilia tambem, sim ! Narizinho nada
fazia sem a Emilia — nem jantar !... E na
mesa lhe offerecia de todos os pratos, acabando por lhe grudar na bocca um celebre
grão de arroz.
— Já que não sabe comer de verdade,
coma de mentira, sua grande empalamada !... Não vê que está ficando magra e
secca como um bacalháo de porta de venda ?
A vovó ria-se daquellas malucagens...
— Deixe estar, minha filha, que ainda
te arranjo um companheirinho. O tio Antonio anda muito mal e si elle morrer vem
morar comnosco o primo Pedrinho.
— O Pedrinho Pichochó ? indagou a
menina.
— Ai, minha filha ! ralhou a velha.
Que costume, esse, de botar appellido em
toda a gente ! E muito feio, sabe ?
— Mas, vovó, o Pedrinho não é mes{{PT||mo um pichochó inteirado ? Aquelle bico, aquelle pescoço,
aquelle geitinho tivi-tivi...}}
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{Imagem float-p
|file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 96 crop).jpg
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|width=200px
|padt=2em
}}
mo um pichochó inteirado ? Aquelle bico, aquelle pescoço,
aquelle geitinho tivi-tivi...
— Inda que o
seja, isso não é razão
para você o chamar
assim. Eʼ feio, ouviu?
E si elle vier
prenda essa linguinha, sinão
fico zangada com você !...
— E quando morre o tio Antonio ?
— Como posso saber, menina ? Morre
quando Deus quizer !...
— Então é Deus que quer que o tio
Antonio morra ?
A velha sabia que quando Narizinho começava com estas perguntas não acabava
mais, e gritou para dentro:
— Anastacia, traga logo os mangaritos para arrolhar o bico desta baitaca !...
A preta appareceu com um prato de
mangaritos fumegantes e a tigella do mellado. E resmungou, como era seu costume:
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Foi desfeita a revisão [[Special:Diff/553806|553806]] de [[Special:Contributions/Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[User talk:Erick Soares3|discussão]])
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{{PT|mo um pichochó inteirado ? Aquelle bico, aquelle pescoço,
aquelle geitinho tivi-tivi...}}
— Inda que o
seja, isso não é razão
para você o chamar
assim. Eʼ feio, ouviu?
E si elle vier
prenda essa linguinha, sinão
fico zangada com você !...
— E quando morre o tio Antonio ?
— Como posso saber, menina ? Morre
quando Deus quizer !...
— Então é Deus que quer que o tio
Antonio morra ?
A velha sabia que quando Narizinho começava com estas perguntas não acabava
mais, e gritou para dentro:
— Anastacia, traga logo os mangaritos para arrolhar o bico desta baitaca !...
A preta appareceu com um prato de
mangaritos fumegantes e a tigella do mellado. E resmungou, como era seu costume:
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{Imagem float-p
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}}
— Coma isto, demoninho,
que é melhor do
que estar ahi atropelando sua
vovó...
Lucia não se
fez de rogada; esqueceu o tio Antonio, o Pedrinho, tudo, e se
pôz, muito séria, a pellar os mangaritos
quentes.
Nisto — ''ron, ron, ron'' — o leitão rabicó
parou á porta, de focinho para o ar, farejando.
— Ei vem ! exclamou a menina. Ei vem
vindo o guloso !... Espera ahi que já te dou
umas casquinhas gostosas.
A preta olhou bem para o leitão e disse:
— E elle que aproveite, que o Natal está
chegando.
— E que tem o Natal com o rabicó ? interrogou a menina.
— Tem que no Natal o rabicó vae para
o fôrno.
Narizinho fuzilou um olhar de colera
e bateu o pé:
{{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}93{{gap}}☉}}</noinclude>
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Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/98
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude><section begin="Cap. 5"/>— Não quero ! Não quero que matem
o meu leitão !...
— Ué ? exclamou a preta. Que quer que
se faça delle, então?
— Quero que o deixem crescer sossegado ! Não sabe que elle está se criando para
casar com a Emilia ?
O leitão — ''ron, ron, ron'' — parece que
entendeu a conversa e foi tratando de raspar-se. Mas a menina juntou num prato os
restos do mangarito e correu atrás delle.
— Toma, rabicózinho, come isto, e fica
sossegado, que si aquella diaba te quizer
matar, eu... eu... eu nem sei o que faça !
O leitão, indifferente ás futuras desgraças, e sem dizer muito obrigado, tratou
mas foi de limpar o prato, não deixando
nem uma isquinha.
Guloso e mal agradecido...
{{dhr|3}}
<section end="Cap. 5"/>
<section begin="Cap. 6"/>{{t2|O PRESUNTO DE PERNILONGO}}
{{dhr|3}}
A menina e a boneca dormiam juntas na mesma cama, abraçadinhas. E todas as noites, antes que o somno viesse, ferravam<section end="Cap. 6"/><noinclude>{{c|☉{{gap}}94{{gap}}☉}}</noinclude>
am7pn8b9gjw38smukb7it4u2igczrac
Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Segunda parte/V
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[[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" from=94 to=98 tosection="Cap. 5" header=1/> {{PD-old-70-BR}} {{Modernização}}
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<pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" from=94 to=98 tosection="Cap. 5" header=1/>
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: fundeza! E aquellʼoutro poço aberto em Coblentz pelo margrave João de Bade, que entra seiscentos pés pela terra dentro! Pois bem! em summa, aqui o que havia a fazer? Triplicar essa profundidade, mas em largura decupla, circumstancia que aliás tornava mais facil a perfuração! Por estas rasões não havia contramestre nem mesmo simples operario que tivesse duvidas ácerca do bom exito da operação. Houve uma importante decisão tomada pelo eng...
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|126|VIAGENS MARAVILHOSAS|borda_inferior=sim}}</noinclude>fundeza! E aquellʼoutro poço aberto em Coblentz pelo margrave João de Bade, que entra seiscentos pés pela terra dentro! Pois bem! em summa, aqui o que havia a fazer? Triplicar essa profundidade, mas em largura decupla, circumstancia que aliás tornava mais facil a perfuração! Por estas rasões não havia contramestre nem mesmo simples operario que tivesse duvidas ácerca do bom exito da operação.
Houve uma importante decisão tomada pelo engenheiro Murchison, de accordo com o presidente Barbicane, que permittiu ainda maior rapidez no andamento dos trabalhos. Fôra estipulado nʼum dos artigos do contrato que a Columbiada havia de ser apertada por arcos de ferro forjado e batido quente. Era luxo de precauções inuteis, porque o colossal machinismo podia evidentemente dispensar os taes anneis compressores. Desistiu-se portanto de tal clausula, e dʼahi veiu grande economia de tempo, porque se tornou então possivel empregar o novo systema de excavação, já agora adoptado na construcção de todos os póços, e por meio do qual se vae fazendo a obra de pedra e cal simultaneamente com a brocagem.
Graças a este processo extremamente simples, já não é necessario aguentar as terras com estroncas; é a parede construida que as aguenta com resistencia inabalavel, e que ao mesmo tempo vae descendo pelo proprio peso.
Esta manobra não devia começar senão quando o alvião tivesse chegado á parte solida do terreno.
A 4 de novembro, cincoenta operarios excavaram mesmo no centro do recinto da estacada, isto é, na parte mais alta de Stoneʼs-Hill, uma abertura circular de sessenta pés de diametro.
A primeira camada que encontrou o alvião era uma especie de terra vegetal preta, e tinha seis pollegadas de espessura. Seguiram-se uns dois pés de areia fina, que se guardou com cuidado, porque tinha de servir para a feitura do molde interno.
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Depois da areia appareceu argilla branca, bastante compacta, similhante aos marnes de Inglaterra, acamada na espessura de quatro pés. Faiscou por fim o ferro das picaretas de encontro á camada dura do terreno, especie de rocha composta de conchas petrificadas, muito secca, muito solida e ultima que até a final o ferro encontrou. Nʼestas alturas tinha a abertura seis pés e meio de fundo, e deu-se começo á obra de pedra e cal. Construiu-s...
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|127|borda_inferior=sim}}</noinclude>Depois da areia appareceu argilla branca, bastante compacta, similhante aos marnes de Inglaterra, acamada na espessura de quatro pés.
Faiscou por fim o ferro das picaretas de encontro á camada dura do terreno, especie de rocha composta de conchas petrificadas, muito secca, muito solida e ultima que até a final o ferro encontrou.
Nʼestas alturas tinha a abertura seis pés e meio de fundo, e deu-se começo á obra de pedra e cal.
Construiu-se no fundo da excavação uma ''roda'' de madeira de carvalho, especie de disco bem cavilhado e de solidez a toda a prova; era furada no centro, e a abertura tinha diametro igual ao diametro exterior da Columbiada. Em cima dʼesta roda é que vieram assentar as primeiras bases da obra de pedra e cal, cujas pedras estavam ligadas com inflexivel tenacidade por cimento hydraulico.
Feito o revestimento interno, da circumferencia para o centro, ficaram os operarios encerrados nʼum poço de vinte e um pés de largura.
Acabada esta parte da obra, volveram os mineiros á picareta e alvião. Começaram a atacar a rocha mesmo por baixo da roda, com o cuidado de a ir sempre aguentando em ''tins''<ref>Tin, especie de cavalete.</ref> extremamente resistentes.
Sempre que o buraco alcançava mais dois pés, tiravam-se successivamente os ''tins;'' descia a roda a pouco e pouco e em cima dʼella o massiço annular de pedra e cal, na camada superior do qual trabalhavam sem descanso os pedreiros, deixando regularmente distribuidos respiradouros por onde haviam de saír os gazes durante a operação da fundição.
Aquelle genero de trabalho exigia da parte dos operarios ex
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|127|borda_inferior=sim}}</noinclude>Depois da areia appareceu argilla branca, bastante compacta, similhante aos marnes de Inglaterra, acamada na espessura de quatro pés.
Faiscou por fim o ferro das picaretas de encontro á camada dura do terreno, especie de rocha composta de conchas petrificadas, muito secca, muito solida e ultima que até a final o ferro encontrou.
Nʼestas alturas tinha a abertura seis pés e meio de fundo, e deu-se começo á obra de pedra e cal.
Construiu-se no fundo da excavação uma ''roda'' de madeira de carvalho, especie de disco bem cavilhado e de solidez a toda a prova; era furada no centro, e a abertura tinha diametro igual ao diametro exterior da Columbiada. Em cima dʼesta roda é que vieram assentar as primeiras bases da obra de pedra e cal, cujas pedras estavam ligadas com inflexivel tenacidade por cimento hydraulico.
Feito o revestimento interno, da circumferencia para o centro, ficaram os operarios encerrados nʼum poço de vinte e um pés de largura.
Acabada esta parte da obra, volveram os mineiros á picareta e alvião. Começaram a atacar a rocha mesmo por baixo da roda, com o cuidado de a ir sempre aguentando em ''tins''<ref>Tin, especie de cavalete.</ref> extremamente resistentes.
Sempre que o buraco alcançava mais dois pés, tiravam-se successivamente os ''tins;'' descia a roda a pouco e pouco e em cima dʼella o massiço annular de pedra e cal, na camada superior do qual trabalhavam sem descanso os pedreiros, deixando regularmente distribuidos respiradouros por onde haviam de saír os gazes durante a operação da fundição.
Aquelle genero de trabalho exigia da parte dos operarios ex{{pt||trema habilidade e constante attenção; mais de um foi gravemente e até mortalmente ferido pelos estilhaços de pedra, mas {{PT||nem por isso affrouxou a actividade um só instante, quer de dia quer de noite: de dia, á luz do sol que, mezes depois, irradiava {{PT||noventa e nove graus<ref>40 graus centigrados.</ref> de calor por sobre aquellas calcinadas planuras; de noite, ao clarão de jactos de luz electrica.}}}}}}
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: [[File:Delaterrelalun00vern 0106 1.png|centro|400px]] {{c|Tampa-Town depois da operação ([[Página:Da Terra á Lua.pdf/140|pag. 141]]).}} {{PT|nem por isso affrouxou a actividade um só instante, quer de dia quer de noite: de dia, á luz do sol que, mezes depois, irradiava}} {{nop}}
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{PT|noventa e nove graus<ref>40 graus centigrados.</ref> de calor por sobre aquellas calcinadas planuras; de noite, ao clarão de jactos de luz electrica.}} O ruido da picareta batendo na rocha viva, as detonações das minas, o estridor das machinas, os turbilhões de fumo espalhados no ar, envolviam então Stoneʼs-Hill nʼum circulo tal de terror, que nem manadas de bufalos, nem destacamentos de seminolas se atreveram a transpo-lo. Entretan...
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|130|VIAGENS MARAVILHOSAS|borda_inferior=sim}}</noinclude>{{PT|noventa e nove graus<ref>40 graus centigrados.</ref> de calor por sobre aquellas calcinadas planuras; de noite, ao clarão de jactos de luz electrica.}}
O ruido da picareta batendo na rocha viva, as detonações das minas, o estridor das machinas, os turbilhões de fumo espalhados no ar, envolviam então Stoneʼs-Hill nʼum circulo tal de terror, que nem manadas de bufalos, nem destacamentos de seminolas se atreveram a transpo-lo.
Entretanto iam proseguindo os trabalhos com toda a regularidade, e os guindastes a vapor tornavam rapida a safa do aterro e entulho; obstaculos inesperados poucos, e das difficuldades previstas todos se foram saíndo com habilidade.
Decorrido o primeiro mez tinha o poço chegado á profundidade de antemão calculada em proporção do praso, isto é, a cento e doze pés.
Em dezembro era duplicada e em janeiro triplicada a altura. No decurso do mez de fevereiro tiveram os trabalhadores que lutar com um lençol de agua que surdiu através da crusta de terra. Foi necessario recorrer a poderosas bombas e a apparelhos de ar comprimido para estancar as aguas e poder assim betumar o orificio das nascentes, como quem veda a abertura por onde um navio faz agua. Por fim sempre conseguiram vencer-se as malditas correntes.
No entretanto, em virtude da pouca consistencia do terreno, a roda cedeu em parte e houve um desabamento parcial. Imagine-se qual seria a espantosa impulsão dʼaquelle disco de pedra e cal de setenta e cinco toezas de altura! O accidente custou a vida de alguns operarios.
Tiveram de se perder tres semanas a escorar e concertar o revestimento de pedra e a tornar a pôr a roda nas condições de so-<noinclude>{{smallrefs}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|Menina e Moça.}}</noinclude>ho faço ſe nã para hũ ſoo, ou para nhũ pois delle como diſſe nã ſey parte tãto ha. Mas ſe ainda estaa para me ſer em algum tempo otoꝛgado, que eſte pequeno penhoꝛ de meus lõgos ſoſpiros vaa ante hos ſeus olhos, muitas outras couſas deſejo mas eſta me ſeria aſas.
{{di|N|3em}}eſte monte mais alto de todos que eu vim buſcar pela ſoidade deferẽte dos outros que nelle achey, paſſaua eu minha vida como ſohia, oꝛa em me hir pelos fundos deſtes vales q̃ ho ſingem ao derredoꝛ, oꝛa ẽ me pooꝛ do mais alto delle a olhar a tr̃ra como hia acabar ao mar, ⁊ depois no mar como ſe eſtẽdia loguo apos ella para ſe hir acabar onde ho ninguem viſe, mas quando vinha a noute aceita a meus penſamentos q̃ via aues buſcar hos pouzos, hũas chamarẽ As outras parecẽdo q̃ q̃ria aſoſſegar a terra meſma. Entam eu triſte com hos cuydados dobꝛados dos com que amanhecera me recolhia para minha pꝛoue caſa, onde ſoo (deus me hee boa teſtemunha de como as noutes doꝛmia) aſſi paſſaua eu ho tempo quando hũa das paſſadas pouco aueria, aleuantandome eu vi a menham como ſe ergia fermoſa, eſtenderſe graçioſamente poꝛ {{hífen|en|entre}}<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh||{{sc|o caixeiro da taverna}}|237}}</noinclude>{{sc|antonio}}. — Sim, senhor.
{{sc|manoel}}. — Os direitos cada vez estão mais subidos, e, como não podemos encurtar as medidas, augmentamos o liquido… Em que stado estão aquellas pipas de vinho de Lisboa?…
{{sc|antonio}}. — Ambas pelo meio.
{{sc|manoel}}. — Pois acabe de enchel-as com agua fresca, e bote-lhes dentro dous engaços de bananas, e uma porção de páo campeche para dar côr e tom; e, quando o vender, diga aos freguezes que é vinho superior da companhia do Alto-Douro.
{{sc|antonio}}. — Sim, senhor.
{{sc|manoel}}.— E não se esqueça de pendurar á porta este lettreiro. (''Tira de sobre a carteira um rotulo com lettras grandes que digam'' — {{sc|unico deposito da companhia do alto-douro}}.) O publico deixa-se levar por estas imposturas… Póde ir… (''Antonio sae com o rotulo.'')
{{dhr}}
{{c|{{x-larger|SCENA IV}}}}
{{c|{{sc|MANOEL, depois FRANCISCO.}}}}
{{sc|manoel}}. — Estou fatigado !… muito custa dirigir uma venda bem afreguezada como esta… mas, ah! se eu della fosse dono, outro gallo cantaria… Ha seis annos que cheguei do Porto, e ainda sou caixeiro!{{corr|..|…}} Não pensei, quando vim para o Brazil, que fizesse ortuna tão devagar… E’ verdade que sou primeiro caixeiro da taverna da viuva de meu amo… mas que é isto para mim? para mim, quo sou ambicioso?… sim ! uma ambição roedora me estraga a alma… dorme e acorda commigo… não me deixa um só instante tranquillo… traz-me em delirio, confunde-me as idéas… ah! quantas vezes tenho eu vendido aguardente de França por aguardente do reino, linguiças por paios, e cebolas por alhos!… Ambição! horrível martyrio! quando te verei
eu satisfeita? (''Entra Francisco.'')
{{sc|francisco}}. — Adeus, Manoel.
{{sc|manoel}}. — Como estás, Chico?
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" /></noinclude>{{t2|Plano de uma cruzada}}
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{{c|I}}
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As seccas do extremo norte delatam, impressionadoramente, a nossa imprevidencia, embora sejam o unico facto de toda a nossa vida nacional ao qual se possa applicar o principio da previsão. Habituamo-nos áquellas catastrophes periodicas. Desde a lancinante odysséa de Pero Coelho, no alvorar do seculo XVII, até ao presente, ellas vêm formando, á margem da nossa historia, um tristissimo appendice de indescriptiveis desastres. A principio, mercê do proprio despovoamento do territorio, ninguem as percebeu. Notou-as, apprehensivo, o primeiro sertanista que se afoitou, naquellas bandas, com o desconhecido: os flagellos revelados mal rebrilham e repontam, fugacissimos, rompentes da linguagem perra e nebulosa dos roteiros… Depois, á medida<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh|142|{{sc|contrastes e confrontos}}}}</noinclude>que se povoava a terra, cresceu-lhes a influencia, e desvendaram-se-lhes os aspectos, deploraveis todos.
Em 1692, em 1793 e em 1903 — para apontarmos apenas as datas seculares entre as quaes se inserem, inflexivelmente, como termos de uma serie, outras, succedendo-se numa razão quasi invariavel — o seu limbo de fogo abrangendo toda a expansão peninsular que o cabo de S. Roque extrema, abriu, intermittentemente, largos hiatos nas actividades. Outr’ora, completavam-lhe os effeitos as depredações do tapuya — tribus errantes precipitando-se, estonteadas, para o littoral e para o sul, refluidas pelos sóes bravios; hoje, as incursões dos jagunços destemerosos — almas varonis, que a desventura maligna, derrancando-as nas aventuras brutaes dos quadrilheiros; e sobre umas e ontras, em todas as quadras, o epilogo forçado das epidemias devastadoras rematando as espantosas tragedias que mal se denunciam no apagado de imperfeitas noticias ou inexpressivas memorias.
Ha uma esthetica para as grandes desgraças collectivas. A peste negra na Europa aviventou um renascimento artistico que veiu do verso triumphal de Petrarca á fantasia tenebrosa de Albert-Dürer ao pincel funereo de Rembrant. A dansa de S. Guido, que sacudiu convulsivamente as populações {{hífen|ri|ribeirinhas}}<noinclude></noinclude>
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