Wikisource ptwikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.6 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikisource Wikisource Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão Portal Portal Discussão Autor Autor Discussão Galeria Galeria Discussão Página Página Discussão Em Tradução Discussão Em Tradução Anexo Anexo Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Lei Áurea 0 4597 554129 454503 2026-06-11T01:35:39Z Alvoradaking 10148 554129 wikitext text/x-wiki <div class="ws-noexport">{{navegar |obra=Lei Áurea ou Lei nº 3.353, de 13 de maio de 1888 |autor= |notas=De autoria de Rodrigo Augusto da Silva, ministro da Agricultura, a '''Lei Áurea''' foi a lei assinada pela [[w:Princesa Isabel|Princesa Isabel]] e que abolia a escravidão no Brasil. O texto a seguir foi transcrito a partir do manuscrito disponível no Arquivo Nacional.{{ouça|Lei Áurea.mp3}} |edição_override = {{edição/originais|sem caixa=1}} }}</div> <pages index="Lei Áurea (Golden Law).tif" include="1" title="Lei Áurea ou Lei nº 3.353, de 13 de maio de 1888"/> {{Leis abolicionistas}} [[Categoria:Legislação revogada do Brasil]] [[Categoria:Obras publicadas em 1888]] k17jmcp81mg020pgoe0yuzkpxnfi7qk Lei dos Sexagenários 0 10390 554128 326366 2026-06-11T01:35:33Z Alvoradaking 10148 554128 wikitext text/x-wiki {{navegar |obra=Lei dos Sexagenários (Lei nº 3270 28 de setembro de 1885) |autor= |notas=Para ver o texto com a ortografia original, consulte [[Lei do Brasil 3270 de 1885]]. }} {{d|''Regula a extinção gradual do elemento servil''}} D. Pedro II, por Graça de Deus e Unânime Aclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil: Fazemos saber a todos os Nossos súditos que a Assembléia Geral Decretou e Nós Queremos a Lei seguinte: =DA MATRÍCULA= '''Art. 1°''' Proceder-se-á em todo o Império a nova matrícula dos escravos, com declaração do nome, nacionalidade, sexo, filiação, se for conhecida, ocupação ou serviço em que for empregado idade e valor calculado conforme a tabela do §3º. :'''§1°''' A inscrição para a nova matrícula far-se-á à vista das relações que serviram de base à matrícula especial ou averbação efetuada em virtude da Lei de 28 de setembro de 1871, ou à vista das certidões da mesma matrícula, ou da averbação, ou à vista do título do domínio quando nele estiver exarada a matrícula do escravo. :'''§2°''' A idade declarada na antiga matrícula se adicionará o tempo decorrido até o dia em que for apresentada na repartição competente a relação para a matrícula ordenada por esta lei. A matrícula que for efetuada em contravenção às disposições dos §§ 1° e 2° será nula, e o Coletor ou Agente fiscal que a efetuar incorrerá em uma multa de cem mil réis a trezentos mil réis, sem prejuízo de outras penas em que possa incorrer. :'''§3°''' o valor a que se refere o art. 1° será declarado pelo senhor do escravo, não excedendo o máximo regulado pela idade do matriculando conforme a seguinte tabela: :Escravos menores de 30 anos 900$000; ::de 30 a 40 " 800$000; ::de 40 a 50 " 600$000; ::de 50 a 55 400$000; ::de 55 a 60 200$000; :'''§4°''' O valor dos indivíduos do sexo feminino se regulará do mesmo modo, fazendo-se, porém, O abatimento de 25% sobre os preços acima desta. :'''§5°''' Não serão dados à matrícula os escravos de 60 anos de idade em diante; serão, porém, inscritos em arrolamento especial para os fins dos §§ 10 a 12 do art, 3º. :'''§6°''' Será de um ano o prazo concedido para a matrícula, devendo ser este anunciado por editais afixados nos lugares mais públicos com antecedência de 90 dias, e publicados pela imprensa, onde a houver. :'''§7°''' Serão considerados libertos os escravos que no prazo marcado não tiverem sido dados à matrícula, e esta cláusula será expressa e integralmente declarada nos editais e nos anúncios pela imprensa. :Serão isentos de prestação de serviços os escravos de 60 a 65 anos que tiverem sido arrolados. :'''§8°''' As pessoas a quem incumbe a obrigação de dar à matrícula escravos alheios, na forma do art. 3° do Decreto n° 4.835 de 1° de dezembro de 1871, indenizarão aos respectivos senhores o valor do escravo que, por não ter sido matriculado no devido prazo, ficar livre. :Ao credor hipotecário ou pignoratício cabe igualmente dar à matrícula os escravos constituídos em garantia. :Os Coletores e mais Agentes fiscais serão obrigados a dar recibo dos documentos que lhes forem entregues para a inscrição da nova matrícula, e os que deixarem de efetuá-la no prazo legal incorrerão nas penas do art. 154 do Código Criminal, ficando salvo aos senhores o direito de requerer de novo a matrícula, a qual, para os efeitos legais, vigorará como se tivesse sido efetuada no tempo designado. :'''§9°''' Pela inscrição ou arrolamento de cada escravo pagar-se-á 4$ de emolumentos, cuja importância será destinada ao fundo de emancipação, depois de satisfeitas as despesas da matrícula. :'''§10º''' Logo que for anunciado o prazo para a matrícula, ficarão relevadas as multas incorridas por inobservância das disposições da Lei de 28 de setembro de 1871, relativas à matrícula e declarações prescritas por ela e pelos respectivos regulamentos. :A quem libertar ou tiver libertado, a título gratuito, algum escravo, fica remetida qualquer dívida à Fazenda Pública por impostos referentes ao mesmo escravo. :O Governo, no Regulamento que expedir para execução desta lei, marcará um só e o mesmo prazo para a apuração da matrícula em todo o Império. '''Art. 2.°''' O fundo de emancipação será formado: :I - Das taxas e rendas para ele destinadas na legislação vigente. :II - Da taxa de 5% adicionais a todos os impostos gerais, exceto os de exportação. Esta taxa será cobrada desde já livre de despesas de arrecadação, anualmente inscrita no orçamento da receita apresentado à Assembléia Geral Legislativa pelo Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Fazenda. :III - De títulos da dívida pública emitidos a 5%, com amortização anual de 1/2%, sendo os juros e a amortização pagos pela referida taxa de 5%. :'''§1°''' A taxa adicional será arrecadada ainda depois da libertação de todos os escravos e até se extinguir a dívida proveniente da emissão dos títulos autorizados por esta lei. :'''§2°''' O fundo de emancipação, de que trata o n° I deste artigo, continuará a ser aplicado de conformidade ao disposto no art. 27 do regulamento aprovado pelo Decreto n.° 5.135, de 13 de novembro de 1872. :'''§3°''' O Produto da taxa adicional será dividido em três partes iguais: A 1ª parte será aplicada à emancipação dos escravos de maior idade, conforme o que for estabelecido em regulamento do Governo. :A 2a parte será aplicada à deliberação por metade ou menos de metade de seu valor, dos escravos de lavoura e mineração cujos senhores quiserem converter em livres os estabelecimentos mantidos por escravos. :A 3a parte será destinada a subvencionar a colonização por meio do pagamento de transporte de colonos que forem efetivamente colocados em estabelecimentos agrícolas de qualquer natureza. :'''§4°''' Para desenvolver os recursos empregados na transformação dos estabelecimentos agrícolas servidos por escravos em estabelecimentos livres e para auxiliar o desenvolvimento da colonização agrícola, poderá o Governo emitir os títulos de que trata o n° III deste artigo. :Os juros e amortização desses títulos não poderão absorver mais dos dois terços do produto da taxa adicional consignada no n.° II do mesmo artigo. =DAS ALFORRIAS E DOS LIBERTOS= '''Art. 3°''' Os escravos inscritos na matrícula serão libertados mediante indenização de seu valor pelo fundo de emancipação ou por qualquer outra forma legal. :'''§1°''' Do valor primitivo com que for matriculado o escravo se deduzirão: ::No primeiro ano 2%; ::No segundo 3%; ::No terceiro 4%; ::No quarto 5%; ::No quinto 6%; ::No sexto 7%; ::No sétimo 8%; ::No oitavo 9%; ::No nono 10%; ::No décimo 10%; ::No undécimo 12%; ::No décimo segundo 12%; ::No décimo terceiro 12%. :Contar-se-á para esta dedução anual qualquer prazo decorrido, seja feita a libertação pelo fundo de emancipação ou por qualquer outra forma legal. :'''§2°''' Não será libertado pelo fundo de emancipação o escravo inválido, considerado incapaz de qualquer serviço pela Junta classificadora, com recurso voluntário para o Juiz de Direito. O escravo assim considerado permanecerá na companhia de seu senhor. :'''§ 3°''' Os escravos empregados nos estabelecimentos agrícolas serão libertados pelo fundo de emancipação indicado no art. 2°, §4°, Segunda parte, se seus senhores se propuserem a substituir nos mesmos estabelecimentos o trabalho escravo pelo trabalho livre, observadas as seguintes disposições: :a) libertação de todos os escravos existentes nos mesmos estabelecimentos e obrigação de não admitir outros, sob pena de serem estes declarados libertos; :b) indenização pelo Estado de metade do valor dos escravos assim libertados, em títulos de 5%, preferidos os senhores que reduzirem mais a indenização; :c) usufruição dos serviços dos libertos por tempo de cinco anos. :'''§4°''' Os libertos obrigados a serviço nos termos do parágrafo anterior, serão alimentados, vestidos e tratados pelos seus ex-senhores, e gozarão de uma gratificação pecuniária por dia de serviço, que será arbitrada pelo ex-senhor com aprovação do Juiz de órfãos. :'''§5°''' Esta gratificação, que constituirá pecúlio do liberto, será dividida em duas partes, sendo uma disponível desde logo, e outra recolhida a uma Caixa Econômica ou Coletoria para lhe ser entregue., terminado o prazo da prestação dos serviços a que se refere o §3°, última parte. :'''§6°''' As libertações pelo pecúlio serão concedidas em vista das certidões do valor do escravo, apurado na forma do art. 3°, §1°, e da certidão do depósito desse valor nas estações fiscais designadas pelo Governo. Essas certidões serão passadas gratuitamente. :'''§7°''' Enquanto se não encerrar a nova matrícula, continuará em vigor o processo atual de avaliação dos escravos, para os diversos meios de libertação, com o limite fixado no art. 1°, §3.° :'''§8°''' São válidas as alforrias concedidas, ainda que o seu valor exceda ao da terça do outorgante e sejam ou não necessários os herdeiros que porventura tiver. :'''§9°''' É permitida a liberalidade direta de terceiro para a alforria do escravo, uma vez que se exiba preço deste. :'''§10º''' São libertos os escravos de 60 anos de idade, completos antes e depois da data em que entrar em execução esta lei, ficando, porém, obrigados a titulo de indenização pela sua alforria, a prestar serviços a seus ex-senhores pelo espaço de três anos. :'''§11º''' Os que forem maiores de 60 e menores de 65 anos, logo que completarem esta idade, não serão sujeitos aos aludidos serviços, qualquer que seja o tempo que os tenham prestado com relação ao prazo acima declarado. :'''§12º''' É permitida a remissão dos mesmos serviços, mediante o valor não excedente à metade do valor arbitrado para os escravos da classe de 55 a 60 anos de idade. :'''§13º''' Todos os libertos maiores de 60 anos, preenchido o tempo de serviço de que trata o §10º, continuarão em companhia de seus ex-senhores, que serão obrigados a alimentá-los, vesti-los, e tratá-los em suas moléstias, usufruindo os serviços compatíveis com as forças deles, salvo se preferirem obter em outra parte os meios de subsistência, e os Juizes de Órfãos os julgarem capazes de o fazer. :'''§14º''' É domicilio obrigado por tempo de cinco anos, contados da data da libertação do liberto pelo fundo de emancipação, o município onde tiver sido alforriado, exceto o das capitais. :'''§15º''' O que se ausentar de seu domicílio será considerado vagabundo e apreendido pela polícia para ser empregado em trabalhos públicos ou colônias agrícolas. :'''§16º''' O Juiz de Órfãos poderá permitir a mudança do liberto no caso de moléstia ou por outro motivo atenuável, se o mesmo liberto tiver bom procedimento e declarar o lugar para onde pretende transferir seu domicílio. :'''§17º''' Qualquer liberto encontrado sem ocupação será obrigado a empregar-se ou a contratar seus serviços no prazo que lhe for marcado pela polícia. :'''§18º''' Terminado o prazo, sem que o liberto mostre ter cumprido a determinação da polícia, será por esta enviado ao Juiz de Órfãos, que o constrangerá a celebrar contrato de locação de serviços, sob pena de 15 dias de prisão com trabalho e de ser enviado para alguma colônia agrícola no caso de reincidência. :'''§19º''' O domicílio do escravo é intransferível para província diversa da em que estiver matriculado ao tempo da promulgação desta lei. :A mudança importará aquisição da liberdade, exceto nos seguintes casos: ::1° transferência do escravo de um para outro estabelecimento do mesmo senhor; ::2° Se o escravo tiver sido obtido por herança ou por adjudicação forçada em outra província; ::3° Mudança de domicilio do senhor; ::4.° Evasão do escravo. :'''§20º''' O escravo evadido da casa do senhor ou de onde estiver empregado não poderá, enquanto estiver ausente, ser alforriado pelo fundo de emancipação. :'''§21º''' A obrigação de prestação de serviços de escravos, de que trata o §3° deste artigo, ou como condição de liberdade, não vigorará por tempo maior do que aquele em que a escravidão for considerada extinta. =DISPOSIÇÕES GERAIS= '''Art. 4°''' Nos regulamentos que expedir para execução desta lei o Governo determinará: :1.°) os direitos e obrigações dos libertos a que se refere o §3° do art. 3° para com os seus ex-senhores e vice-versa; :2.°) os direitos e obrigações dos demais libertos sujeitos à prestação de serviços e daqueles a quem esses serviços devam ser prestados; :3.°) a intervenção dos Curadores gerais por parte do escravo, quando este for obrigado à prestação de serviços, e as atribuições dos Juizes de Direito, Juizes Municipais e de Órfãos e Juizes de Paz nos casos de que trata a presente lei. :'''§1°''' A infração das obrigações a que se referem os nos 1e 2 deste artigo será punida conforme a sua gravidade, com multa de 200$ ou prisão com trabalho até 30 dias. :'''§2°''' São competentes para a imposição dessas penas os Juízes de Paz dos respectivos distritos, sendo o processo o do Decreto n.° 4.824, de 29 de novembro de 187I, art. 45 e seus parágrafos. :'''§3°''' O açoitamento de escravos será capitulado no art. 260 do Código Criminal. :'''§4°''' O direito dos senhores de escravos à prestação de serviços dos ingênuos ou à indenização em títulos de renda, na forma do art. 1°, §1°, da Lei de 28 de setembro de 1871, cessará com a extinção da escravidão. :'''§5°''' O Governo estabelecerá em diversos pontos do Império ou nas Províncias fronteiras, colônias agrícolas, regidas com disciplina militar, para as quais serão enviados os libertos sem ocupação. :'''§6°''' A ocupação efetiva nos trabalhos da lavoura constituirá legitima isenção do serviço militar. :'''§7°''' Nenhuma província, nem mesmo as que gozarem de tarifa especial, ficará isenta do pagamento do imposto adicionai de que trata o art. 2° :'''§8°''' Os regulamentos que forem expedidos peio Governo serão logo postos em execução e sujeitos à aprovação do Poder Legislativo, consolidadas todas as disposições relativas ao elemento servil constantes da Lei de 28 de setembro de 1871e respectivos Regulamentos que não forem revogados. '''Art. 5º''' Ficam revogadas as disposições em contrário. Mandamos, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da referida lei pertencer, que a cumpram, e façam cumprir e guardar tão inteiramente, como nela se contém. O Secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas a faça imprimir, publicar e correr. Dada no Palácio do Rio de Janeiro, aos 28 de setembro de 1885, 64.° da Independência e do Império. <poem> Imperador com rubrica e guarda. Antônio da Silva Prado Carta de lei, pela qual Vossa Majestade Imperial Manda executar o Decreto da Assembléia Geral, que houve por bem sancionar, regulando a extinção gradual do elemento servil, como nele se declara. Para Vossa Majestade Imperial Ver. João Capistrano do Amaral a fez. Chancelaria-mor do Império - Joaquim Delfino Ribeiro da Luz. </poem> Transitou em 30 de setembro de 1885 - Antônio José Victorino de Barros - Registrada. Publicada na Secretaria de Estado dos Negocias da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, em 1° de outubro de 1885 - Amarilio Olinda de Vasconcellos. {{Leis abolicionistas}} [[Categoria:1885]] [[Categoria:Leis do Brasil]] alxmvmlpq7km7chdkjwpvb3yev8gsi8 Bom Crioulo/VII 0 14625 554131 508199 2026-06-11T10:49:55Z ElegantEgotist 38106 /* */ 554131 wikitext text/x-wiki {{navegar |obra=[[Bom Crioulo]] |autor=Adolfo Caminha |seção=Capítulo VII |anterior=[[Bom Crioulo/VI|Capítulo VI]] |posterior=[[Bom Crioulo/VIII|Capítulo VIII]] |notas= }} Bom-Crioulo não estava satisfeito no couraçado, naquela formidá­vel prisão de aço, que lhe consumia o tempo, e cuja disciplina — um horror de trabalho — privava-o de ir a terra hoje sim amanhã não, como nos outros navios. Ah! mil vezes a corveta, mil vezes! Ao menos tinha-se liberdade. Separado agora de Aleixo, vivendo no meio de toda uma gente desconhecida e sem amor, lembrava-se, com tristeza, da bela vida que passara em companhia do grumete: um ano quase de sossego e felicidade!... Era bem certo o ditado: não há bem que sempre dure... Enchia-se de ódio contra os superiores: — Uma cáfila! Todos a mesma coisa; faziam do pobre marinheiro um burro.... Ninguém os entendia. — Revoltava-se principalmente contra o quartel-general que o mandara passar da corveta para o couraçado. Não lhe custava nada ir ao ministro, contar uma história muito grande e pedir, inda que fosse de joelhos, outro embarque. Se duvidasse muito, baixava ao hospital, desertava, ia-se embora pelo mundo com o pequeno. Estavam enga­nadinhos! Bom-Crioulo tinha sangue nas guelras e era homem para viver só num deserto... "—... que os pariu!..." Logo no primeiro dia teve o desgosto de ficar a bordo: seu nome fora recomendado ao imediato em bilhete especial: — "Muita cautela com o Amaro (Bom-Crioulo). É uma praça irrepreensível quando não bebe, mas em chupando seu copito, guarda debaixo! faz um salseiro dos diabos". Houve logo prevenção entre os oficiais. — Era bom não o deixar ir à terra muitas vezes. Um homem daqueles até metia medo! E ficou assentado que ele só teria licença uma vez por mês. Passar o primeiro dia, o segundo, o terceiro. O quarto era um sábado. — Seu imediato, eu precisava ir a terra, implorou o negro perfilado, a mão em pala no boné. — Ainda não, resmungou o oficial, sem prestar-lhe atenção. Quando chegar a sua vez eu direi. — Mas seu imediato... — Já lhe disse, não amole! Bom-Crioulo retirou-se calado, o olhar no convés, mordicando o beiço. Ia cheio de uma cólera muda, jurando vingança talvez..... — Ah! era assim? calculava ele depois, na proa. Havia de mostrar... E no dia seguinte pela manhã ofereceu-se ao guardião parar remar no escaler que ia às compras. Embarcou, sem dar a perceber cálculo algum, e lá foi remando na voga, o boné carregado pra frente, muito sério, teso na sua bancada. O domingo amanhecia esplêndido e preguiçoso numa soberba ostentação de azul, fresco e transparente. As montanhas da baía, o Pão d’Açúcar, os Órgãos, e, lá longe, o Corcovado, sem um floco de nuvem no topo, desenhavam-se na eteral limpidez do ar calmo, davam à vista uma doce impressão de aquarela. Bela manhã para um bródio sobre a água! O vulto de um paquete alemão ia saindo barra fora, impassível e misterioso... O mastro do Castelo fazia sinais. Os navios de guerra pareciam dormitar ainda, silenciosos e imóveis. Era quase dia... — Leva! manobrou o patrão do escaler. Tinham chegado ao cais. Os marinheiros, todos a um tempo, suspenderam os remos, arriando-os logo, com um movimento igual, dentro da embarcação. Daí ao mercado era perto. Começaram a atracar escaleres doutros navios. Pouco a pouco ia clareando... A praça, entretanto, permanecia quase deserta ainda; um ou outro galego, homem de ganho, vagava em torno dos quiosques. Bom-Crioulo desembarcou, a pretexto de "fazer uma necessi­dade", prometendo voltar logo. — Era um pulo... Enfiou pelo jardim que decorava o largo, e, uma vez fora da vista dos companheiros, estugou o passo em direção à rua da Misericórdia, resmungando insultos que ninguém ouvia. A porta do sobradinho estava fechada. Bateu. D. Carolina ressonava. Tornou a bater, im­paciente, dando fortes punhadas na porta. O caixeiro da padaria, defronte, veio espiar quem é que batia com todo aquele desespero. — Quem havia de ser? Um negro!... Afinal vieram abrir: um senhor de longas barbas, obeso, em suspensórios, com cara de réu, e que se afastou para deixar passar o marinheiro. — Bom dia! — Bom dia! correspondeu o barbaças. — Quem é? perguntou lá de cima a voz abafada da portuguesa. — Sou eu, D. Carolina desculpe a maçada. — Ah! é o Bom-Crioulo? Que maçada o quê! Por aqui tão cedo? Ninguém o vê mais!... A chave está no prego... — Obrigado... E com pouco Bom-Crioulo escancarava a janelinha do quarto, recebendo em cheio, no rosto, a frescura matinal: — Agora queria ver se o arrancavam dali. Uma ova! Estava em sua casa, muito bem escondido. Não era nenhum burro de carga!... Veio-lhe à mente o grumete: — Aleixo ainda se lembraria dele? Sim, porque neste mundo a gente vive enganada... Quando mais se estima uma pessoa, mais essa pessoa trata com desprezo. E afinal, ele, Bom-Crioulo, não caíra do céu... Abriu as gavetinhas da mesa, revistou móveis, remexeu papéis, como quem procura um objeto, examinou a cama, farejando, tate­ando... O vidro de óleo não estava na cantoneira e tinha sofrido uma limpa; a garrafa d'água Florida, que ele deixara pelo gargalo, quando muito podia ter seis dedos; a latinha de graxa imobilizava-se no chão, de borco, ao pé do lavatório de ferro; o assoalho era uma imundície de pontas de cigarro e cuspo. — Eu faço ideia!... murmurou Bom-Crioulo interpretando aquela desordem habitual. Eu faço ideia!... Nesse instante o carrilhão de S. José começou a bimbalhar os "Sinos de Corneville", enchendo o espaço de uma alacridade sonora e festiva, que multiplicava-se em notas de uma limpidez offenbachiana, como se fosse um maravilhoso instrumento de cristal suspenso nos ares... Instintivamente o marinheiro cantarolou o velho trecho da opereta: <poem> ''Dlingo, dlingo, dlingo'' ''Dlingo, dlingo, dlão!'' </poem> No fundo estava alegre, sentia-se humorado, com ímpetos de criança brejeira, como um pássaro solto... Estranhava-se até! Há muito não amanhecia tão bem disposto... O retrato do imperador sorria-lhe meigo, com a sua barba de patriarca indulgente. Era o seu homem. Diziam mal dele, os tais "republicanos", porque o velho tinha sentimento e gostava do povo... Acendeu um cigarro e deitou-se. — Ah! isso era outra coisa! Não lhe fossem falar em navios de guerra: preferia sua cama, seu bem-estar, seu descanso. Pela janela entrava agora uma réstia de sol, e o carrilhão continuava o seu interminável estribilho... <poem> ''Dlingo, dlingo, dlingo,'' ''DIingo, dlingo, dlão!'' </poem> — Bom-Crioulo, ó Bom-Crioulo! — Anh!..Que é? — Acorda, rapaz, olha que não tarda meio-dia. — Meio-dia? — Sim, pois não vês o sol como vai alto? D. Carolina, vendo que o marinheiro estava custando a descer, foi acordá-lo. Amaro dormia profundamente, com a boca aberta, estendido na cama, o boné sobre os olhos, um fio de baba escorrendo pelo queixo, imóvel... Pendiam-lhe os braços numa frouxidão cadavérica. A mulher ao entrar no quarto recuou pálida. — Jesus! estaria morto? O negro, porém, ressonava alto. — Que susto. Aproximou-se timidamente para o não sobressaltar e, quando ele abriu os olhos, viu-a diante de si, muito gorda e risonha, toda em roupa nova, um avental branco. — Acorde, seu preguiçoso! fez ela dando uma palmada na coxa do negro. Vamos, levante-se, que isto não são horas de dormir. Bom-Crioulo ergueu-se vagarosamente, limpando a saliva com a manga, perguntou pelas horas, o corpo mole, os olhos vermelhos, um sabor esquisito na boca. — Então que foi isso hoje? perguntou a portuguesa. — Eu que fugi, disse o marinheiro naturalmente, abrindo os braços num bocejo. Vim no escaler das compras e aqui estou sem licença. — Que loucura, filho! São capazes de mandar-te prender... — ... que os pariu! Não sou escravo de ninguém. Fujo quantas vezes quiser; ninguém me proíbe... — Modera-te, rapaz. É preciso ir com jeito... — Qual jeito qual nada, minha senhora! Depois que estou naquele navio ainda não tive descanso. Isso também é demais! — Ora, meu filho, paciência. Deus há de ajudar... — É a tal história: fia-te na Virgem e não corras... — Vocês lá se entendem, rematou a portuguesa, fitando o retrato do imperador, como se nunca o tivesse visto. — Uma coisa, tornou Bom-Crioulo: o Aleixo tem vindo a terra? — Veio quinta-feira, se me não engano... E o outro contando os dedos: — Quinta, sexta, sábado, domingo: ontem era dia dele vir... — Agora vocês vivem sempre desencontrados. Não combinam... — Vamos a saber, disse a mulher. Queres comer alguma coisa, ou já almoçaste? — Nada, vou petiscar ali no ''frege''. — Manda-se comprar... — Não, obrigado, preciso mesmo dar uma volta, esticar as pernas, fazer exercício. — Cuidado! Olha algum oficial... E dirigindo-se para a escadinha: — Bom, vim apenas te acordar. Até logo. — Té logo, madama. Então o pequeno só veio uma vez, hein? — Uma vezinha, coitado... E o negro ficou pensando no grumete, sentado à mesa, de crista caída, esgravatando maquinalmente a unha com um fósforo. — "Aquilo" não ia bem... Precisava tomar uma resolução: abandonar o Aleixo, acabar de uma vez, meter-se a bordo, ou então amigar-se com uma rapariga de sua cor e viver tranquilo. Estava emagrecendo à toa, não comia, não tinha descanso, em termos de adoecer, de apanhar uma moléstia, por causa do "senhor Aleixo". Se ao menos pudesse vê-lo todos os dias, como na corveta; mas assim, longe um do outro? Não valia a pena, era cair no desfrute... E, tomando o boné, com uma expressão de aborrecimento: — Ora, adeus! havia de se resolver hoje ou amanhã. Bateu a porta, deu volta à chave, e saiu por ali fora, palpando os bolsos, com desespero. D. Carolina estava para dentro e lá ficou estendendo uma roupinha no corador. Faiscavam as pedras da rua sob a luz perpendicular do meio-dia. Na taverna da esquina, ali perto, havia uma aglomeração de gente e cada transeunte que passava era mais um curioso, um basbaque. Os moradores debruçavam-se às janelas, esticando o pescoço com uma interrogação no olhar. Um oficial de bombeiros passou correndo para o lugar do "acontecimento". Gente punha-se em pé nos bondes. O padeiro, em mangas de camisa, chegou à porta, com um lápis atrás da orelha, arrastando os chinelos. Bom-Crioulo supôs logo que fosse algum "rolo" e precipitou-se, abrindo caminho. Era um sujeito acometido de gota, que se espojava no chão, babando, o rosto ensanguentado, a barba suja de areia, em contorções horrorosas. Caíra de repente, ao sair da venda. — Tinha bebido muita cachaça, dizia penalizado o taverneiro. Se soubesse, não teria vendido... Dois guardas tentaram erguer o homem pelo torso, mas fraquearam. — Passa fora, o animal pesava que nem chumbo! — Espera, espera! saltou Bom-Crioulo. Vocês também não pres­tam pra nada... O povo recuou, admirado, e viu o negro suspender o homem com as duas mãos e levá-lo no ombro à Santa Casa de Misericórdia, sem grande esforço, como se pegasse uma criança. Fez-lhe pena ver aquele pobre homem caído ali assim, no meio da rua, cercado de gente, estrebuchando como um animal sem dono. Aquilo apertou-lhe o coração, fê-lo estremecer, comoveu-o... Talvez fosse algum pai de família, coitado, algum infeliz... Um horror, a tal gota! já noutra ocasião salvara uma mulher bêbeda que ia sendo pisada por um bonde. E o português da venda, o padeiro, os guardas, um doutor que passava casualmente, o dono do açougue, todos gabavam o pulso do negro. "— Sim senhor, tinha força para desancar um burro! — Essa gente do mar é uma gente perigosa! — Dois guardas não puderam com o homem, no entanto só o negro fez tudo! — A marinha sempre é a marinha..." Um soldado, que estava presente, ergueu o seu protesto: — Não, senhor, não era tanto assim. Cá e lá más fadas há... No exército também se encontravam homens de pulso, assim como na armada havia gente fraca, rapazinhos de papelão... Ninguém disse mais uma palavra, e pouco a pouco o ajuntamento reduziu-se a duas ou três pessoas que ficaram por ali conversando. Bom-Crioulo voltou imediatamente no seu passo largo, sacudindo os braços, o boné derreado como de costume, a face radiante. — Na verdade o homem pesava seu bocadinho, mas era uma vergonha dois guardas não poderem com ele. Olhem que eram dois guardas! E, dirigindo-se ao vendeiro: — Uma terça, faz favor... O português, muito amável, sem despregar os olhos do marinheiro, encheu a medida. — Sim, era uma vergonha para o Brasil, murmurou sorrindo. Em Portugal... Bom-Crioulo tossiu, escarrou, e escorropichando o copo: — Puah!... fez com repugnância. — Arre, diabo, que isto é mesmo que beber fogo! Desatou a ponta do lenço, onde costumava trazer o cobre — um triste lenço enxovalhado, com desenhos na margem. — São os últimos vinténs; resto do soldinho, do miserável soldinho... Felizmente eu não me aperto enquanto existir uma portu­guesa chamada Carolina... O bodegueiro piscou o olho: Ahn, ahn!... Como era fino, hein?... — Que quer, meu amigo, faz-se pela vida... Tinha a cabeça muito fraca, muito leve: um golo de aguar­dente, uma dose insignificante de líquido espirituoso, um martelo de vinho punha-lhe os olhos em brasa, desequilibrava-o, subindo logo ao cérebro. E, quando bebia demais, em pândega, lá uma vez ou outra — santo Deus! ninguém podia com ele: redobrava de força, não conhecia os amigos, insultava a humanidade, ameaçando, brandindo o punho fechado, carregando o boné, gingando o corpo — medonho, terrível! Nesse dia como que Bom-Crioulo resolvera se embriagar proposi­talmente. Pouco depois de engolir a cachaça, meio tonto, empinando-se para não demonstrar fraqueza, mas com a vista caliginosa e um azedume na língua, retirou-se da venda sem rumo certo, para os lados do cais Pharoux. Ia triste, zarolho, vendo casas em duplicata rodando em tomo de sua cabeça, encostando-se à parede, monologando coisas imperceptíveis, transfigurado já. Confundiam-se-lhe as ideias numa turva agitação de quem vai perder o juízo; os objetos começavam a parecer-lhe sombrios, tinha vontade de cometer loucuras, de se sentar no meio da rua e abrir a boca e dizer horrores como um alienado. — Eu daqui vou direitinho mas é para bordo, murmurava. Hei de mostrar à canalha! Vou porque quero, porque sou livre! E batia com força no peito. — ... que os pariu! Salvei o homem da gota, fiz um ato de caridade, agora podem falar! Papagaio de noite não tem olho, como dizia seu comandante... já não me lembra o nome... Eram duas horas da tarde. As lojas tinham-se fechado: os armazéns de madeira, todas as casas de negócio, com exceção de raríssimos cafés, estavam trancados àquela hora dominical. Poucos transeuntes iam passando vagarosamente, ao sol, numa marcha lenta de gado que recolhe à tardinha, calados, pensando na vida... Bom-Crioulo desceu rua abaixo, cambaleando, ziguezagueando, sem prestar atenção a ninguém. Mas, ao desembocar no largo do Paço, um cachorro vadio começou a ladrar, atirando-se a ele, perseguindo-o, cercando-o. Outros cães vieram se juntar ao primeiro e fez-se logo em torno do negro um alarido infernal, que aumentava pouco a pouco, ensurdecedor e azucrinante. Garotos açulavam a canzoada com as­sobios e gritos. Houve um alarma entre os galegos do cais. — Ora quem havia de ser? Quem havia de ser?... O negralhão, o marinheiro! No entanto, Bom-Crioulo caminhava sempre, aos tombos, equili­brando-se, investindo contra os cães, ameaçando-os à pedra, ganindo insultos: "— ... que os pariu!" Viram-no se dirigir para o cais. — Ó do escaler! gritou ele avistando uma pequena embarcação de guerra imóvel sob os remos, ao largo. Ninguém respondeu. Havia calma no mar. A água reluzia como aço polido. Abafava! Defronte, lá muito longe, em Niterói, via-se a torre branca de urna igreja, pequenina, esguia como um obelisco. Botes de ganho flutuavam silenciosamente, com o toldo aberto, amarrados uns aos outros, na lingueta de mar, entre as estações das barcas, quietos, modorrentos... — Ó do escaler! bradou o negro. A embarcação não se movia: era como se não houvesse ninguém à bordo. Os marinheiros fingiam-se distraídos. — Cambadas de burros! Atraca essa porcaria! E abriu a boca numa tremenda explosão de impropérios, fe­chando o punho ameaçadoramente, desenrolando todo o vocabulá­rio imundo e obsceno das tarimbas contra os companheiros, ber­rando em alta voz "que era livre, que havia de fazer, que havia de acontecer!..." — Infames! Não preciso de vocês pra nada! Pra nada! Mas, ao voltar, deu de ombro com um português, que estava a seu lado rindo tranquilamente, segurando um remo. — E você também, seu galego; você está se rindo, porque ainda não apanhou nessa lata! fez Bom-Crioulo, dando um empurrão no homem. O português carregou o rosto, medindo o negro d'alto a baixo, sem dizer palavra. — E não tem que olhar, não! Se duvida faço-o beber água salgada. — Vá-s'embora, homem de Deus! murmurou o outro com bene­volência. Vá-s'embora... — O quê? — Mal vai a coisa... — O quê, seu galego, o quê? E "abotoou" o português, oferecendo-lhe o peito e sacando fora o boné. — O senhor não me provoque... — Arrebento-lhe a cara, seu galego, aqui mesmo! O homem perdeu a calma. Nos seus olhos fulgurou um clarão de raiva, o sangue tomou-lhe o rosto, o remo caiu-lhe da mão, e, investindo para Bom-Crioulo, quis derrubá-lo corpo a corpo, naquele mesmo instante. Era sujeito baixote, rijo, de bigode fulvo, muito vermelho, com pintas de sarda. Abriu-se a luta imediatamente. O cais, todo o espaço entre as duas estações marítimas, coalhou-se de gente rumorosa, alvoroçada, que vinha de todos os ângulos da praça numa precipitação de avançada: — "Rolo! Rolo!" E, no desespero da briga, os dois homens iam ganhando terreno para o largo, afastando-se daquele ponto insustentável, onde não se podiam mover livremente, sem risco de cair n'água, abraçados, corpo a corpo, enroscados um no outro, qual mais forte — iguais na envergadura muscular. O escaler de guerra tinha se aproximado. Havia grande rebuliço nos botes: o alarma era geral no cais e imediações. — Desaparta! Desaparta! gritavam os catraieiros. Assobios, canzoada, berros: — Não pode! não pode! confundiam-se num alvoroço descomunal, reboando na praça. De repente, com um safanão medonho, Bom-Crioulo separa-se do português e rápido, ligeiro, esgueirando-se, puxa do cós um objeto: logo toda gente viu, com espanto, reluzir na mão do marinheiro o aço de uma navalha. — É agora! disse uma voz no meio do povo. A multidão espalhou-se, recuando, abandonando o campo de luta. O clamor aumentava: — Pega! Pega! Não pode! O português, com a roupa em frangalhos e o cabelo em desordem, abalou na carreira; mas o negro, vendo se aproximar polícias, brandindo a arma, furioso, ameaçou: — Quem for homem, venha! A figura do "galego" tinha desaparecido: sua cólera voltava-se agora contra o povo e contra a polícia. Ninguém ousava se aproximar daquele homem-fera, cujo olhar fazia medo... Quatro horas no relógio da estação. Daí a pouco saltou no cais um oficial de marinha. Bom-Crioulo esperou-o a pé firme: — Não venha, que leva! Era um primeiro-tenente; acompanhavam-no marinheiros. — Segurem aquele homem, ordenou, parando a distância. — Não venha! Não venha! exclamou o negro, gingando, com a navalha no ar. Os homens dividiram-se, três para cada lado, e marcharam impavidamente, de prancha desembainhada. Foi um momento de ansiedade e assombro. A figura colossal do negro, multiplicando-se em movimentos de requintada ''clownerie'', torcia-se, evitando as baionetas, como se o impelisse oculta mola de arame. — Não venha! Não venha!... Mas, quando, num formidável arranco, salta à direita, um pulso mais forte "gruda-o" pela esquerda e Bom-Crioulo, o invencível Bom-Crioulo, sente-se agarrado, preso como um animal feroz! O povo todo afluiu vitorioso ao lugar do conflito, sem receio de agressões, comentando o fato, e o marinheiro foi acompanhado à beira d’água por uma onda de curiosos. Que luta para o embarcar! O negro escabujava, mordia, no auge de um desespero hidrofóbico, insultando, rogando pragas. Afinal, lá o conduziram à viva força, e a embarcação deslizou, toda branca, na baía calma... [[Categoria:Bom Crioulo|Capítulo 07]] r0fjvb1k8fqvps590o3tp2yqokmu88p Suspiros poéticos e saudades (1865)/Ao Emo Sor José Joaquim da Rocha, etc 0 20092 554124 492783 2026-06-11T01:19:52Z Junglk 34905 554124 wikitext text/x-wiki <pages index="Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu" from=193 to=200 header=1 /> {{dhr}} {{Smallrefs|fs=85%}} [[Categoria:Texto rubricado pelo autor em 1835]] [[Categoria:Suspiros Poéticos e Saudades]] 9z0q1q11zb73daxnwjcp8yarn160x12 Lei do Ventre Livre 0 33583 554127 346503 2026-06-11T01:35:11Z Alvoradaking 10148 554127 wikitext text/x-wiki {{navegar |obra=Lei do Ventre Livre |autor= |anterior= |posterior= |seção= |notas=O projeto da '''Lei do Ventre Livre''' foi proposto pelo gabinete conservador presidido pelo [[w:visconde do Rio Branco|visconde do Rio Branco]] em [[w:27 de maio|27 de maio]] de [[w:1871|1871]]. Por vários meses, os [[w:deputados|deputados]] do [[w:partido Conservador|partido Conservador]] e do [[w:partido Liberal|partido Liberal]] discutiram a proposta. Em [[w:28 de setembro|28 de setembro]] de 1871 a [[w:lei|lei]] nº 2040 após ter sido aprovada pela [[w:Câmara|Câmara]], foi também aprovado pelo [[w:Senado|Senado]]. Embora tenha sido objeto de grandes controvérsias no [[w:Parlamento|Parlamento]], a lei representou, na prática, um passo tímido na direção do fim da [[w:escravatura|escravatura]]. "Declara de condição livre os filhos de mulher escrava que nascerem desde a data desta lei, libertos os escravos da Nação e outros, e providencia sobre a criação e tratamento daqueles filhos menores e sobre a libertação anual de escravos. }} A princesa imperial regente, em nome de Sua Majestade o imperador o senhor d. [[w:Pedro II|Pedro II]], faz saber a todos os súditos do Império que a [[w:Assembléia Geral|Assembleia Geral]] decretou e ela sancionou a lei seguinte ====Art. 1º==== Os filhos da mulher escrava que nascerem no Império desde a data desta lei, serão considerados de condição livre. '''§1º''' Os ditos filhos menores ficarão em poder e sob a autoridade dos senhores de suas mães, os quais terão obrigação de criá-los e tratá-los até a idade de oito anos completos. Chegando o filho da escrava a esta idade, o senhor da mãe terá a opção, ou de receber do Estado a indenização de 600$000, ou de utilizar-se dos serviços do menor até a idade de 21 anos completos. No primeiro caso o governo receberá o menor, e lhe dará destino, em conformidade da presente lei. A indenização pecuniária acima fixada será paga em títulos de renda com o juro anual de 6%, os quais se considerarão extintos no fim de trinta anos. A declaração do senhor deverá ser feita dentro de trinta dias, a contar daquele em que o menor chegar à idade de oito anos e, se a não fizer então, ficará entendido que opta pelo arbítrio de utilizar-se dos serviços do mesmo menor. '''§2º Qualquer desses menores poderá remir-se do ônus de servir, mediante prévia indenização pecuniária, que por si ou por outrem ofereça ao senhor de sua mãe, procedendo-se à avaliação dos serviços pelo tempo que lhe restar a preencher, se não houver acordo sobre o quantum da mesma indenização. '''§3º''' Cabe também aos senhores criar e tratar os filhos que as filhas de suas escravas possam ter quando aquelas estiverem prestando serviço. Tal obrigação, porém, cessará logo que findar a prestação dos serviços das mães. Se estas falecerem dentro daquele prazo, seus filhos poderão ser postos à disposição do governo. '''§4º''' Se a mulher escrava obtiver liberdade, os filhos menores de oito anos que estejam em poder do senhor dela, por virtude do §1o, lhe serão entregues, exceto se preferir deixá-los e o senhor anuir a ficar com eles. '''§5º''' No caso de alienação da mulher escrava, seus filhos livres, menores de doze anos, a acompanharão, ficando o novo senhor da mesma escrava sub-rogado nos direitos e obrigações do antecessor. '''§6º''' Cessa a prestação dos serviços dos filhos das escravas antes do prazo marcado no §1º, se, por sentença do juízo criminal, reconhecer-se que os senhores das mães os maltratam, infligindo-lhes castigos excessivos. '''§7º''' O direito conferido aos senhores no §1o transfere-se nos casos de sucessão necessária, devendo o filho da escrava prestar serviços à pessoa a quem nas partilhas pertencer a mesma escrava. ====Art. 2º==== O governo poderá entregar a associações por ele autorizadas os filhos das escravas, nascidos desde a data desta lei, que sejam cedidos ou abandonados pelos senhores delas, ou tirados do poder destes em virtude do Art. 1o, §6o. '''§1º''' Aditas associações terão direito aos serviços gratuitos dos menores até a idade de 21 anos completos e poderão alugar esses serviços, mas serão obrigadas :1º A criar e tratar os mesmos menores. :2º A constituir para cada um deles um pecúlio, consistente na quota que para este fim for reservada nos respectivos estatutos. :3º A procurar-lhes, findo o tempo de serviço, apropriada colocação. '''§2º''' As associações de que trata o parágrafo antecedente serão sujeitas à inspeção dos juízes de órfãos, quanto aos menores. '''§3º''' A disposição deste artigo é aplicável às casas de expostos e às pessoas a quem os juízes de órfãos encarregarem a educação dos ditos menores, na falta de associações ou estabelecimentos criados para tal fim. '''§4º''' Fica salvo ao governo o direito de mandar recolher os referidos menores aos estabelecimentos públicos, transferindo-se neste caso para o Estado as obrigações que o §1o impõe às associações autorizadas. ====Art. 3º==== Serão anualmente libertados em cada província do Império tantos escravos quantos corresponderem à quota anualmente disponível do fundo destinado para a emancipação. '''§1º''' O fundo da emancipação compõe-se :1º Da taxa de escravos. :2º Dos impostos gerais sobre transmissão de propriedade dos escravos. :3º Do produto de seis loterias anuais, isentas de impostos, e da décima parte das que forem concedidas d'ora em diante para correrem na capital do Império. :4º Das multas impostas em virtude desta lei. :5º Das quotas que sejam marcadas no orçamento geral e nos provinciais e municipais. :6º De subscrições, doações e legados com esse destino. '''§2º''' As quotas marcadas nos orçamentos provinciais e municipais, assim como as subscrições, doações e legados com destino local, serão aplicadas à emancipação nas províncias, comarcas, municípios e freguesias designadas. ====Art. 4º==== É permitido ao escravo a formação de um pecúlio com o que lhe provier de doações, legados e heranças, e com o que, por consentimento do senhor, obtiver do seu trabalho e economias. O governo providenciará nos regulamentos sobre a colocação e segurança do mesmo pecúlio. '''§1º''' Por morte do escravo, metade do seu pecúlio pertencerá ao cônjuge sobrevivente, se o houver, e a outra metade se transmitirá aos seus herdeiros, na forma de lei civil. Na falta de herdeiros, o pecúlio será adjudicado ao fundo de emancipação de que trata o art. 3º. '''§2º''' O escravo que, por meio de seu pecúlio, obtiver meios para indenização de seu valor, tem direito à alforria. Se a indenização não for fixada por acordo, o será por arbitramento. Nas vendas judiciais ou nos inventários o preço da alforria será o da avaliação. '''§3º''' É, outrossim, permitido ao escravo, em favor da sua liberdade, contratar com terceiro a prestação de futuros serviços por tempo que não exceda de sete anos, mediante o consentimento do senhor e aprovação do juiz de órfãos. '''§4º''' O escravo que pertencer a condôminos, e for libertado por um destes, terá direito à sua alforria, indenizando os outros senhores da quota do valor que lhes pertencer. Esta indenização poderá ser paga com serviços prestados por prazo não maior de sete anos, em conformidade do parágrafo antecedente. '''§5º''' A alforria com a cláusula de serviços durante certo tempo não ficará anulada pela falta de implemento da mesma cláusula, mas o liberto será compelido a cumpri-la por meio de trabalho nos estabelecimentos públicos ou por contratos de serviços a particulares. '''§6º''' As alforrias, quer gratuitas, quer a título oneroso, serão isentas de quaisquer direitos, emolumentos ou despesas. '''§7º''' Em qualquer caso de alienação ou transmissão de escravos é proibido, sob pena de nulidade, separar os cônjuges, e os filhos menores de doze anos, do pai ou mãe. '''§8º''' Se a divisão de bens entre herdeiros ou sócios não comportar a reunião de uma família, e nenhum deles preferir conservá-la sob o seu domínio, mediante reposição da quinta parte dos outros interessados, será a mesma família vendida e o seu produto rateado. '''§9º''' Fica derrogada a ord. liv. 4º, tít. 63, na parte que revoga as alforrias por ingratidão. ====Art. 5º==== Serão sujeitas à inspeção dos juízes de órfãos as sociedades de emancipação já organizadas e que de futuro se organizarem. '''Parágrafo único.''' As ditas sociedades terão privilégio sobre os serviços dos escravos que libertarem, para indenização do preço da compra. ====Art. 6º==== Serão declarados libertos '''§1º''' Os escravos pertencentes à Nação, dando-lhes o governo a ocupação que julgar conveniente. '''§2º''' Os escravos dados em usufruto à Coroa. '''§3º''' Os escravos das heranças vagas. '''§4º''' Os escravos abandonados por seus senhores. Se estes os abandonarem por inválidos, serão obrigados a alimentá-los, salvo caso de penúria, sendo os alimentos taxados pelo juiz de órfãos. '''§5º''' Em geral os escravos libertados em virtude desta lei ficam durante cinco anos sob a inspeção do governo. Eles são obrigados a contratar seus serviços sob pena de serem constrangidos, se viverem vadios, a trabalhar nos estabelecimentos públicos. Cessará, porém, o constrangimento do trabalho sempre que o liberto exibir contrato de serviço. ====Art. 7º==== Nas causas em favor da liberdade '''§1º''' O processo será sumário. '''§2º''' Haverá apelações ex-oficio quando as decisões forem contrárias à liberdade. ====Art. 8º==== O governo mandará proceder à matrícula especial de todos os escravos existentes no Império, com declaração de nome, sexo, estado, aptidão para o trabalho e filiação de cada um, se for conhecida. '''§1º''' O prazo em que deve começar e encerrar-se a matrícula será convencionado com a maior antecedência possível por meio de editais repetidos, nos quais será inserida a disposição do parágrafo seguinte. '''§2º''' Os escravos que, por culpa ou omissão dos interessados, não forem dados a matrícula, até um ano depois do encerramento desta, serão por este fato considerados libertos. '''§3º''' Pela matrícula de cada escravo pagará o senhor por uma vez somente o emolumento de quinhentos réis, se o fizer dentro do prazo marcado, e de mil réis, se exceder o dito prazo. O provento deste emolumento será destinado a despesas da matrícula, e o excedente ao fundo de emergência. '''§4º''' Serão também matriculados em livro distinto os filhos da mulher escrava que por esta lei ficam livres. Incorrerão os senhores omissos, por negligência, na multa de cem mil réis a duzentos mil réis, repetidas tantas vezes quantos forem os indivíduos omitidos, e por fraude, nas penas do artigo 179 do Código Criminal. '''§5º''' Os párocos serão obrigados a ter livros especiais para o registro dos nascimentos e óbitos dos filhos de escravas nascidos desde a data desta lei. Cada omissão sujeitará os párocos a multa de cem mil réis. ====Art. 9º==== O governo em seus regulamentos poderá impor multas até cem mil réis e penas de prisão simples até um mês. ====Art. 10º==== Ficam revogadas as disposições em contrário. Manda portanto a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da referida lei pertencer, que a cumpram e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contém. O secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas a façam imprimir, publicar e correr. Dada no Palácio do Rio de Janeiro, aos vinte e oito de setembro de mil oitocentos setenta e um, quinquagésimo da Independência e do Império. Princesa imperial Regente. [[w:Teodoro Machado Freire Pereira da Silva|Teodoro Machado Freire Pereira da Silva]]. Carta de lei ''pela qual Vossa Alteza Imperial manda executar o decreto da Assembléia Geral, que houve por bem sancionar, declarando de condição livre os'' filhos de mulher escrava que nascerem desde a data desta lei, libertos os escravos da Nação e outros, e providenciando sobre a criação e tratamento daqueles filhos menores e sobre a libertação anual de escravos, como nela se declara. Para Vossa Alteza Imperial ver. O Conselheiro [[w:José Agostinho Moreira Guimarães|José Agostinho Moreira Guimarães]] a fez. Chancelaria-mor do Império. [[w:Francisco de Paula de Negreiros Saião Lobato|Francisco de Paula de Negreiros Saião Lobato]]. Transitou em 28 de setembro de 1871. [[w:André Augusto de Pádua Fleury|André Augusto de Pádua Fleury]]. Publicada na Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, em 28 de setembro de 1871. José Agostinho Moreira Guimarães. {{Leis abolicionistas}} [[Categoria:1871]] [[Categoria:Legislação revogada do Brasil]] rsigsstdosppl74ohpvkv3cuya4ttxm Autor:Adolf Hitler 102 48488 554093 544056 2026-06-10T15:04:24Z ~2026-34300-91 43089 /* Discursos e mensagens de rádio */ 554093 wikitext text/x-wiki {{Autor/v2 | InicialUltimoNome = H | nome = Adolf Hitler | nome completo = | nome nativo = | imagem = Adolf Hitler.png | imagem_tamanho = | legenda = | nacionalidade = | data_nascimento = {{dni|20|4|1889|si}} | data_morte = {{morte|30|4|1945|20|4|1889}} | género = | período = | temas = | abl = | Wikipedia = Adolf Hitler | Wikiquote = Adolf Hitler | Wikicommons = | MiscBio = Foi o líder do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (em alemão Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, NSDAP), também conhecido por Nazi, uma abreviatura do nome em alemão (Nationalsozialistische), sendo ainda oposição aos sociais-democratas, os Sozi. Hitler se tornou chanceler e, posteriormente, ditador alemão. Era filho de um funcionário de alfândega de uma pequena cidade fronteiriça da Áustria com a Alemanha. }} == Obras == === Livros === * ({{ano|1925}}) - Minha Luta (''[[Mein Kampf]]'') * ({{ano|1928}}) - Segundo Livro (''Zweites Buch'') === Discursos e mensagens de rádio === ==== 1920 ==== * [[Por que somos Antissemitas (1920)]] ==== 1939 ==== * [[Discurso de Adolf Hitler no Reichstag (30 de janeiro de 1939)|Discurso no Reichstag (30 de janeiro de 1939)]] * [[Proclamação de Adolf Hitler ao Exército Alemão (1 de setembro de 1939)|Proclamação ao Exército Alemão (1 de setembro de 1939)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no Reichstag (1 de setembro de 1939)|Discurso no Reichstag (1 de setembro de 1939)]] * [[Comunicação do governo alemão ao governo britânico em resposta ao ultimato da Grã-Bretanha (3 de setembro de 1939)]] * [[Proclamação de Adolf Hitler ao Povo Alemão (3 de setembro de 1939)|Proclamação ao Povo Alemão (3 de setembro de 1939)]] ==== 1940 ==== * [[Discurso de Adolf Hitler no Berliner Sportpalast (30 de janeiro de 1940)|Discurso no Berliner Sportpalast (30 de janeiro de 1940)]] * [[Proclamação de Adolf Hitler aos Soldados da Frente Ocidental (10 de maio de 1940)|Proclamação aos Soldados da Frente Ocidental (10 de maio de 1940)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no Reichstag (19 de julho de 1940)|Discurso no Reichstag (19 de julho de 1940)]] * [[Discurso de Adolf Hitler na abertura da Campanha de Socorro de Inverno (4 de setembro de 1940)|Discurso na abertura da Campanha de Socorro de Inverno (4 de setembro de 1940)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no 17.º aniversário do Putsch da Cervejaria (8 de novembro de 1940)|Discurso no 17.º aniversário do Putsch da Cervejaria (8 de novembro de 1940)]] * [[Discurso de Adolf Hitler aos Trabalhadores de Berlim (10 de dezembro de 1940)|Discurso aos Trabalhadores de Berlim (10 de dezembro de 1940)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no Comício Anual de Jovens Cadetes no Berliner Sportpalast (18 de dezembro de 1940)|Discurso no Comício Anual de Jovens Cadetes Oficiais no Berliner Sportpalast (18 de dezembro de 1940)]] * [[Ordem do Dia de Ano Novo de Adolf Hitler para as Forças Armadas Alemãs (31 de dezembro de 1940)|Ordem do Dia de Ano Novo para as Forças Armadas Alemãs (31 de dezembro de 1940)]] ==== 1941 ==== * [[Discurso de Adolf Hitler no Berliner Sportpalast (30 de janeiro de 1941)|Discurso no Berliner Sportpalast (30 de janeiro de 1941)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no 21.º aniversário do Partido Nacional-Socialista (24 de fevereiro de 1941)|Discurso no 21.º aniversário do Partido Nacional-Socialista (24 de fevereiro de 1941)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no Dia da Memória dos Heróis (16 de março de 1941)|Discurso no Dia da Memória dos Heróis (16 de março de 1941)]] * [[Ordem do Dia de Adolf Hitler pedindo invasão da Iugoslávia e da Grécia (6 de abril de 1941)|Ordem do Dia pedindo invasão da Iugoslávia e da Grécia (6 de abril de 1941)]] * [[Apelo de Adolf Hitler para o Socorro de Inverno da Segunda Guerra (18 de abril de 1941)|Apelo para o Socorro de Inverno da Segunda Guerra (18 de abril de 1941)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no Reichstag (4 de maio de 1941)|Discurso no Reichstag (4 de maio de 1941)]] * [[O Führer ao Povo Alemão: 22 de junho de 1941]] - Proclamação de Guerra de Adolf Hitler com a União Soviética * [[Ordem do Dia de Adolf Hitler para as tropas alemãs na Frente Oriental (2 de outubro de 1941)|Ordem do Dia para as Tropas Alemãs na Frente Oriental (2 de outubro de 1941)]] * [[Adolf Hitler explica suas razões para invadir a União Soviética]] (3 de outubro de 1941) * [[Discurso de Adolf Hitler no 18.º aniversário do Putsch da Cervejaria (8 de novembro de 1941)|Speech on the 18th Anniversary of the Beer Hall Putsch (8 de novembro de 1941)]] * [[Declaração de Guerra de Adolf Hitler contra os Estados Unidos (11 de dezembro de 1941)|Declaração de Guerra contra os Estados Unidos (11 de dezembro de 1941)]] * [[Proclamação de Adolf Hitler ao Exército Alemão sobre sua Assunção do Comando Direto (19 de dezembro de 1941)|Proclamação ao Exército Alemão sobre sua Assunção de Comando Direto (19 de dezembro de 1941)]] * [[Apelo de Adolf Hitler ao Povo Alemão (20 de dezembro de 1941)|Apelo ao Povo Alemão (20 de dezembro de 1941)]] ==== 1942 ==== * [[Proclamação de Ano Novo de Adolf Hitler aos Nacional-Socialistas e Camaradas do Partido (1 de janeiro de 1942)|Proclamação de Ano Novo aos Nacional-Socialistas e Camaradas do Partido (1 de janeiro de 1942)]] * [[Discurso de Adolf Hitler à Wehrmacht (1 de janeiro de 1942)|Discurso à Wehrmacht (1 de janeiro de 1942)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no Berliner Sportpalast (30 de janeiro de 1942)|Discurso no Berliner Sportpalast (30 de janeiro de 1942)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no funeral do Ministro do Reich Dr. Fritz Todt (12 de fevereiro de 1942)|Oração no funeral do Ministro do Reich Dr. Fritz Todt (12 de fevereiro de 1942)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no 22.º aniversário do Partido Nacional-Socialista (24 de fevereiro de 1942)|Discurso no 22.º aniversário do Partido Nacional-Socialista (24 de fevereiro de 1942)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no Dia da Memória dos Heróis (15 de março de 1942)|Discurso no Dia da Memória dos Heróis (15 de março de 1942)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no Reichstag (26 de abril de 1942)|Discurso no Reichstag (26 de abril de 1942)]] * [[Apelo de Adolf Hitler por Ajuda no Inverno (30 de agosto de 1942)|Apelo de Transmissão para Ajuda no Inverno (30 de agosto de 1942)]] * [[Discurso de Adolf Hitler na abertura da Campanha de Socorro de Inverno (30 de setembro de 1942)|Discurso na abertura da Campanha de Socorro de Inverno (30 de setembro de 1942)]] * [[Discurso de Adolf Hitler em Stalingrado (8 de novembro de 1942)|Discurso de Stalingrado (8 de novembro de 1942)]] * [[Apelo de Adolf Hitler ao povo francês sobre a entrada de tropas alemãs na França desocupada (10 de novembro de 1942)|Apelo ao povo francês sobre a entrada de tropas alemãs na França não ocupada (10 de novembro de 1942)]] ==== 1943 ==== * [[Proclamação de Ano Novo de Adolf Hitler aos Nacional-Socialistas e Camaradas do Partido (1 de janeiro de 1943)|Proclamação de Ano Novo aos Nacional-Socialistas e Camaradas do Partido (1 de janeiro de 1943)]] * [[Discurso de Adolf Hitler à Wehrmacht (1 de janeiro de 1943)|Discurso à Wehrmacht (1 de janeiro de 1943)]] * [[Proclamação de Adolf Hitler no 10.º aniversário de sua chegada ao poder (30 de janeiro de 1943)|Proclamação no 10.º aniversário da chegada ao poder (30 de janeiro de 1943)]] * [[Proclamação de Adolf Hitler no 23.º aniversário do Partido Nacional-Socialista (24 de fevereiro de 1943)|Proclamação do 23.º aniversário do Partido Nacional-Socialista (24 de fevereiro de 1943)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no Dia da Memória dos Heróis (21 de março de 1943)|Discurso no Dia da Memória dos Heróis (21 de março de 1943)]] * [[Oração de Adolf Hitler no funeral de Viktor Lutze (7 de maio de 1943)|Oração no funeral de Viktor Lutze (7 de maio de 1943)]] * [[Apelo de Adolf Hitler para o Socorro de Inverno da Quarta Guerra (10 de maio de 1943)|Apelo para o Socorro de Inverno da Quarta Guerra (10 de maio de 1943)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no 20.º aniversário do Putsch da Cervejaria (8 de novembro de 1943)|Discurso no 20.º aniversário do Putsch da Cervejaria (8 de novembro de 1943)]] ==== 1945 ==== * [[Transmissão de Adolf Hitler no 12.º aniversário de sua chegada ao poder (30 de janeiro de 1945)|Transmissão no 12.º aniversário da chegada ao poder (30 de janeiro de 1945)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no 25.º aniversário do Partido Nacional-Socialista (24 de fevereiro de 1945)|Discurso no 25.º aniversário do Partido Nacional-Socialista (24 de fevereiro de 1945)]] * [[Ordem de Adolf Hitler para uma Última Resistência no Leste (16 de abril de 1945)|Ordem para uma Última Resistência no Leste (16 de abril de 1945)]] * [[Ordem de Adolf Hitler aos seus Exércitos Ocidentais sobre a Guerra de Guerrilha (22 de abril de 1945)|Ordem aos seus Exércitos Ocidentais sobre a Guerra de Guerrilha (22 de abril de 1945)]] === Outras obras === * [[Diretiva de Adolf Hitler para a Ocupação da Dinamarca e da Noruega|Diretiva para a Ocupação da Dinamarca e da Noruega]] (1 de março de 1940) * [[Armistício Franco-Alemão]] (22 de junho de 1940) * [[Diretiva do Führer 21]] (18 de dezembro de 1940) * [[Carta de Adolf Hitler ao General Franco (6 de fevereiro de 1941)|Carta ao General Franco (6 de fevereiro de 1941)]] * [[Carta de Adolf Hitler à Benito Mussolini explicando a invasão da União Soviética|Carta à Benito Mussolini explicando a invasão da União Soviética]] (21 de junho de 1941) * [[Declaração de guerra alemã aos Estados Unidos|Declaração de guerra aos Estados Unidos]] (11 de dezembro de 1941) * [[Carta de Adolf Hitler ao Marechal Pétain anunciando a ocupação alemã completa da França|Carta ao Marechal Pétain anunciando a ocupação alemã completa da França]] (11 de novembro de 1942) * [[Carta de Adolf Hitler ao Marechal Pétain anunciando a decisão de ocupar Toulon|Carta ao Marechal Pétain anunciando a decisão de ocupar Toulon]] (27 de novembro de 1942) * [[Meu Testamento Político]] (1945) * [[Meu Testamento Particular]] (1945) === Poesias === * [[No Bosque da Floresta de Artois]] (1916) * [[Sua Mãe]] (1923) === Ver também === * [[Discurso de rádio sobre o programa de ajuda de inverno|Sobre o esquema de ajuda de inverno]] (outubro de 1941) * [[Discurso de rádio sobre o atentado terrorista de 1944|Sobre o atentado à bomba de 1944]] (20 de julho de 1944) == Obras sobre Hitler == * [[Interrogatório de Frau Paula WOLFF (Frl. Paula HITLER)]] * [[O julgamento de Adolf Hitler perante o Tribunal Popular de Munique]] * "Revisão de ''Mein Kampf''" (1940) por [[Autor:George Orwell|George Orwell]] * "Wells, Hitler and the World State" (1941) por [[Autor:George Orwell|George Orwell]] == Ligações externas == * [[w:List of speeches given by Adolf Hitler|Lista de discursos proferidos por Adolf Hitler]] na Wikipédia * [https://archive.org/details/AdolfHitlerCollectionOfSpeeches19221945 Adolf Hitler Collection of Speeches 1922-1945] on Archive.org {{autores}} {{PD/US|1945}} {{controle de autoridade}} [[Categoria:Adolf Hitler| ]] [[Categoria:Autores alemães]] [[Categoria:Militares]] 6lvph7g3tuknqoq4ju0wcs5alt4ppm9 554094 554093 2026-06-10T15:12:25Z ~2026-34300-91 43089 /* Livros */ 554094 wikitext text/x-wiki {{Autor/v2 | InicialUltimoNome = H | nome = Adolf Hitler | nome completo = | nome nativo = | imagem = Adolf Hitler.png | imagem_tamanho = | legenda = | nacionalidade = | data_nascimento = {{dni|20|4|1889|si}} | data_morte = {{morte|30|4|1945|20|4|1889}} | género = | período = | temas = | abl = | Wikipedia = Adolf Hitler | Wikiquote = Adolf Hitler | Wikicommons = | MiscBio = Foi o líder do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (em alemão Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, NSDAP), também conhecido por Nazi, uma abreviatura do nome em alemão (Nationalsozialistische), sendo ainda oposição aos sociais-democratas, os Sozi. Hitler se tornou chanceler e, posteriormente, ditador alemão. Era filho de um funcionário de alfândega de uma pequena cidade fronteiriça da Áustria com a Alemanha. }} == Obras == === Livros === * Minha Luta (''[[Mein Kampf]]'') - ({{ano|1925}}) * Segundo Livro (''Zweites Buch'') - ({{ano|1928}}) === Discursos e mensagens de rádio === ==== 1920 ==== * [[Por que somos Antissemitas (1920)]] ==== 1939 ==== * [[Discurso de Adolf Hitler no Reichstag (30 de janeiro de 1939)|Discurso no Reichstag (30 de janeiro de 1939)]] * [[Proclamação de Adolf Hitler ao Exército Alemão (1 de setembro de 1939)|Proclamação ao Exército Alemão (1 de setembro de 1939)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no Reichstag (1 de setembro de 1939)|Discurso no Reichstag (1 de setembro de 1939)]] * [[Comunicação do governo alemão ao governo britânico em resposta ao ultimato da Grã-Bretanha (3 de setembro de 1939)]] * [[Proclamação de Adolf Hitler ao Povo Alemão (3 de setembro de 1939)|Proclamação ao Povo Alemão (3 de setembro de 1939)]] ==== 1940 ==== * [[Discurso de Adolf Hitler no Berliner Sportpalast (30 de janeiro de 1940)|Discurso no Berliner Sportpalast (30 de janeiro de 1940)]] * [[Proclamação de Adolf Hitler aos Soldados da Frente Ocidental (10 de maio de 1940)|Proclamação aos Soldados da Frente Ocidental (10 de maio de 1940)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no Reichstag (19 de julho de 1940)|Discurso no Reichstag (19 de julho de 1940)]] * [[Discurso de Adolf Hitler na abertura da Campanha de Socorro de Inverno (4 de setembro de 1940)|Discurso na abertura da Campanha de Socorro de Inverno (4 de setembro de 1940)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no 17.º aniversário do Putsch da Cervejaria (8 de novembro de 1940)|Discurso no 17.º aniversário do Putsch da Cervejaria (8 de novembro de 1940)]] * [[Discurso de Adolf Hitler aos Trabalhadores de Berlim (10 de dezembro de 1940)|Discurso aos Trabalhadores de Berlim (10 de dezembro de 1940)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no Comício Anual de Jovens Cadetes no Berliner Sportpalast (18 de dezembro de 1940)|Discurso no Comício Anual de Jovens Cadetes Oficiais no Berliner Sportpalast (18 de dezembro de 1940)]] * [[Ordem do Dia de Ano Novo de Adolf Hitler para as Forças Armadas Alemãs (31 de dezembro de 1940)|Ordem do Dia de Ano Novo para as Forças Armadas Alemãs (31 de dezembro de 1940)]] ==== 1941 ==== * [[Discurso de Adolf Hitler no Berliner Sportpalast (30 de janeiro de 1941)|Discurso no Berliner Sportpalast (30 de janeiro de 1941)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no 21.º aniversário do Partido Nacional-Socialista (24 de fevereiro de 1941)|Discurso no 21.º aniversário do Partido Nacional-Socialista (24 de fevereiro de 1941)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no Dia da Memória dos Heróis (16 de março de 1941)|Discurso no Dia da Memória dos Heróis (16 de março de 1941)]] * [[Ordem do Dia de Adolf Hitler pedindo invasão da Iugoslávia e da Grécia (6 de abril de 1941)|Ordem do Dia pedindo invasão da Iugoslávia e da Grécia (6 de abril de 1941)]] * [[Apelo de Adolf Hitler para o Socorro de Inverno da Segunda Guerra (18 de abril de 1941)|Apelo para o Socorro de Inverno da Segunda Guerra (18 de abril de 1941)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no Reichstag (4 de maio de 1941)|Discurso no Reichstag (4 de maio de 1941)]] * [[O Führer ao Povo Alemão: 22 de junho de 1941]] - Proclamação de Guerra de Adolf Hitler com a União Soviética * [[Ordem do Dia de Adolf Hitler para as tropas alemãs na Frente Oriental (2 de outubro de 1941)|Ordem do Dia para as Tropas Alemãs na Frente Oriental (2 de outubro de 1941)]] * [[Adolf Hitler explica suas razões para invadir a União Soviética]] (3 de outubro de 1941) * [[Discurso de Adolf Hitler no 18.º aniversário do Putsch da Cervejaria (8 de novembro de 1941)|Speech on the 18th Anniversary of the Beer Hall Putsch (8 de novembro de 1941)]] * [[Declaração de Guerra de Adolf Hitler contra os Estados Unidos (11 de dezembro de 1941)|Declaração de Guerra contra os Estados Unidos (11 de dezembro de 1941)]] * [[Proclamação de Adolf Hitler ao Exército Alemão sobre sua Assunção do Comando Direto (19 de dezembro de 1941)|Proclamação ao Exército Alemão sobre sua Assunção de Comando Direto (19 de dezembro de 1941)]] * [[Apelo de Adolf Hitler ao Povo Alemão (20 de dezembro de 1941)|Apelo ao Povo Alemão (20 de dezembro de 1941)]] ==== 1942 ==== * [[Proclamação de Ano Novo de Adolf Hitler aos Nacional-Socialistas e Camaradas do Partido (1 de janeiro de 1942)|Proclamação de Ano Novo aos Nacional-Socialistas e Camaradas do Partido (1 de janeiro de 1942)]] * [[Discurso de Adolf Hitler à Wehrmacht (1 de janeiro de 1942)|Discurso à Wehrmacht (1 de janeiro de 1942)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no Berliner Sportpalast (30 de janeiro de 1942)|Discurso no Berliner Sportpalast (30 de janeiro de 1942)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no funeral do Ministro do Reich Dr. Fritz Todt (12 de fevereiro de 1942)|Oração no funeral do Ministro do Reich Dr. Fritz Todt (12 de fevereiro de 1942)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no 22.º aniversário do Partido Nacional-Socialista (24 de fevereiro de 1942)|Discurso no 22.º aniversário do Partido Nacional-Socialista (24 de fevereiro de 1942)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no Dia da Memória dos Heróis (15 de março de 1942)|Discurso no Dia da Memória dos Heróis (15 de março de 1942)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no Reichstag (26 de abril de 1942)|Discurso no Reichstag (26 de abril de 1942)]] * [[Apelo de Adolf Hitler por Ajuda no Inverno (30 de agosto de 1942)|Apelo de Transmissão para Ajuda no Inverno (30 de agosto de 1942)]] * [[Discurso de Adolf Hitler na abertura da Campanha de Socorro de Inverno (30 de setembro de 1942)|Discurso na abertura da Campanha de Socorro de Inverno (30 de setembro de 1942)]] * [[Discurso de Adolf Hitler em Stalingrado (8 de novembro de 1942)|Discurso de Stalingrado (8 de novembro de 1942)]] * [[Apelo de Adolf Hitler ao povo francês sobre a entrada de tropas alemãs na França desocupada (10 de novembro de 1942)|Apelo ao povo francês sobre a entrada de tropas alemãs na França não ocupada (10 de novembro de 1942)]] ==== 1943 ==== * [[Proclamação de Ano Novo de Adolf Hitler aos Nacional-Socialistas e Camaradas do Partido (1 de janeiro de 1943)|Proclamação de Ano Novo aos Nacional-Socialistas e Camaradas do Partido (1 de janeiro de 1943)]] * [[Discurso de Adolf Hitler à Wehrmacht (1 de janeiro de 1943)|Discurso à Wehrmacht (1 de janeiro de 1943)]] * [[Proclamação de Adolf Hitler no 10.º aniversário de sua chegada ao poder (30 de janeiro de 1943)|Proclamação no 10.º aniversário da chegada ao poder (30 de janeiro de 1943)]] * [[Proclamação de Adolf Hitler no 23.º aniversário do Partido Nacional-Socialista (24 de fevereiro de 1943)|Proclamação do 23.º aniversário do Partido Nacional-Socialista (24 de fevereiro de 1943)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no Dia da Memória dos Heróis (21 de março de 1943)|Discurso no Dia da Memória dos Heróis (21 de março de 1943)]] * [[Oração de Adolf Hitler no funeral de Viktor Lutze (7 de maio de 1943)|Oração no funeral de Viktor Lutze (7 de maio de 1943)]] * [[Apelo de Adolf Hitler para o Socorro de Inverno da Quarta Guerra (10 de maio de 1943)|Apelo para o Socorro de Inverno da Quarta Guerra (10 de maio de 1943)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no 20.º aniversário do Putsch da Cervejaria (8 de novembro de 1943)|Discurso no 20.º aniversário do Putsch da Cervejaria (8 de novembro de 1943)]] ==== 1945 ==== * [[Transmissão de Adolf Hitler no 12.º aniversário de sua chegada ao poder (30 de janeiro de 1945)|Transmissão no 12.º aniversário da chegada ao poder (30 de janeiro de 1945)]] * [[Discurso de Adolf Hitler no 25.º aniversário do Partido Nacional-Socialista (24 de fevereiro de 1945)|Discurso no 25.º aniversário do Partido Nacional-Socialista (24 de fevereiro de 1945)]] * [[Ordem de Adolf Hitler para uma Última Resistência no Leste (16 de abril de 1945)|Ordem para uma Última Resistência no Leste (16 de abril de 1945)]] * [[Ordem de Adolf Hitler aos seus Exércitos Ocidentais sobre a Guerra de Guerrilha (22 de abril de 1945)|Ordem aos seus Exércitos Ocidentais sobre a Guerra de Guerrilha (22 de abril de 1945)]] === Outras obras === * [[Diretiva de Adolf Hitler para a Ocupação da Dinamarca e da Noruega|Diretiva para a Ocupação da Dinamarca e da Noruega]] (1 de março de 1940) * [[Armistício Franco-Alemão]] (22 de junho de 1940) * [[Diretiva do Führer 21]] (18 de dezembro de 1940) * [[Carta de Adolf Hitler ao General Franco (6 de fevereiro de 1941)|Carta ao General Franco (6 de fevereiro de 1941)]] * [[Carta de Adolf Hitler à Benito Mussolini explicando a invasão da União Soviética|Carta à Benito Mussolini explicando a invasão da União Soviética]] (21 de junho de 1941) * [[Declaração de guerra alemã aos Estados Unidos|Declaração de guerra aos Estados Unidos]] (11 de dezembro de 1941) * [[Carta de Adolf Hitler ao Marechal Pétain anunciando a ocupação alemã completa da França|Carta ao Marechal Pétain anunciando a ocupação alemã completa da França]] (11 de novembro de 1942) * [[Carta de Adolf Hitler ao Marechal Pétain anunciando a decisão de ocupar Toulon|Carta ao Marechal Pétain anunciando a decisão de ocupar Toulon]] (27 de novembro de 1942) * [[Meu Testamento Político]] (1945) * [[Meu Testamento Particular]] (1945) === Poesias === * [[No Bosque da Floresta de Artois]] (1916) * [[Sua Mãe]] (1923) === Ver também === * [[Discurso de rádio sobre o programa de ajuda de inverno|Sobre o esquema de ajuda de inverno]] (outubro de 1941) * [[Discurso de rádio sobre o atentado terrorista de 1944|Sobre o atentado à bomba de 1944]] (20 de julho de 1944) == Obras sobre Hitler == * [[Interrogatório de Frau Paula WOLFF (Frl. Paula HITLER)]] * [[O julgamento de Adolf Hitler perante o Tribunal Popular de Munique]] * "Revisão de ''Mein Kampf''" (1940) por [[Autor:George Orwell|George Orwell]] * "Wells, Hitler and the World State" (1941) por [[Autor:George Orwell|George Orwell]] == Ligações externas == * [[w:List of speeches given by Adolf Hitler|Lista de discursos proferidos por Adolf Hitler]] na Wikipédia * [https://archive.org/details/AdolfHitlerCollectionOfSpeeches19221945 Adolf Hitler Collection of Speeches 1922-1945] on Archive.org {{autores}} {{PD/US|1945}} {{controle de autoridade}} [[Categoria:Adolf Hitler| ]] [[Categoria:Autores alemães]] [[Categoria:Militares]] gqlm6kmrjs7qwkzs4jrprwflnsavlgn Página:Urupês (1919).pdf/62 106 227319 554111 487966 2026-06-10T17:20:25Z JppBr98 28173 /* Validada */ 554111 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="JppBr98" />{{c|— 57 —}}</noinclude>arroba e meia! A virgem está errada, e fóra do prumo. Milho está, que está alvejando o chão. A mão pincha duna banda. Nossa Senhora! Que mundéo! Os Porunguinhas babavam. — Então roncar, ronca? — Nossa! Ronca que nem uma “trumenta”. Mas socar? o boi soca! Nem tres litros rende por noite. Homem, gentes, aquillo é coisa que só vendo! A cara dos Porungas, annuveada desde o incidente da peroba{{corr|.|,}} refloriu d’alli por diante nos saudaveis risos escarninhos do despique. E as nuvens que alli pairavam foram escurentar os céus do Varjão. Começou a revide, um nunca se acabar de troças e pilherias. Inventavam novos traços comicos, exaggeravam as trapalhices do mundéo. Enfeitavam-n’o como se faz ao mastro de S. João. Sobre as linhas geraes debuxadas pelo velho atavam os Porunguinhas cada qual o seu buqué, de modo a tornar o pobre monjolo uma coisa prodigiosamente comica. A palavra Ronqueira entrou em giro na vizinhança, como termo comparativo de tudo quanto é risivel ou não tem pé nem cabeça. Aos ouvidos de Nunes foram bater taes rumores. O orgulho, muito medrado no periodo dos sonhos megalomanicos, murchára-lhe como fructa verde colhida antes do tempo. Impossibilitado de vingar-se, deu de criar um rancor surdo contra a Ronqueira, que, tropega, lá ia malhando, dia e noile, “chóó-pan”, muito lerda, muito parca de rendimento. E, para acalmar a bilis, dobrou as doses de cachaça. A mulher amanhava a casa n’um grande desconsolo da vida, esmulambada, sem mais esperanças d’arranjo p’r’aquelle homem. {{nop}}<noinclude></noinclude> cnm2221rhuqxqdnyj80faljxnxdo6kz Página:Urupês (1919).pdf/63 106 227338 554112 488019 2026-06-10T17:22:48Z JppBr98 28173 /* Validada */ 554112 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="JppBr98" />{{c|— 58 —}}</noinclude>Pernambi, sempre rentando o pae, sornissimo, parecia um velhinho idiota. Não tirava da bocca o pito de barro e cada vez batia mais rijo no mulherio miudo. Brinquinho desnorteára. Sentado nas patas trazeiras olhava, inclinando a cabecinha, ora para um, ora para outro, sem saber o que pensar da sua gente. E assim, mezes. Afinal veiu a desgraça. Feitiço de pau ou não, o caso foi que o innocente pagou o crime do peccador, como quer a justiça biblica. Certo dia soube Nunes que o José Cuitelo, da Pedra Branca, seu compadre, puzera nome a uma egua lazarenta de Ronqueira. Era demais! — Até o cachorro do Cuitelo! gemeu o misero passando a mão na garrafa. Gargalaçou um gole, e: — Pernambisinho, vem cá, bebe com teu pae, filho. O menino não esperou novo convite: bebeu um, dois e tres goles, estalando a lingua. O resto da garrafa soverteu-se no bucho do caboclo. Pernambi, mal tonteado pelos effluvios do alcool, banzou um bocado por alli. Depois saiu. Nunes estirou-se ao sol, a dormir. Era um dia calmo d’Agosto. Ceu toldado de fumo. Sol vermelho, sem brilho, a modorrar em declinio. Folhinhas carbonisadas de samambaia desciam do alto, lentamente, a girar. Transcorrida uma hora o bebedo acordou, e relanceando em redor os olhos mortiços: — Qu’é delle Pernambi? — disse ás filhas acocoradas ao pé. As meninas não sabiam. — Chamem Pernambi, — engrolou o bebedo recahindo em cochilo. {{nop}}<noinclude></noinclude> kjradwai0femapjvyvh0qr9zxhdqdtm Página:Urupês (1919).pdf/64 106 227339 554113 488020 2026-06-10T17:26:23Z JppBr98 28173 /* Validada */ 554113 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="JppBr98" />{{c|— 59 —}}</noinclude>Uma pequena sahiu no encalço do irmão. cabeça oscillava de um lado para outro, como se lhe houvessem desossado o pescoço. Da bocca escorria baba e, molhadas nella sahiam palavras vagas, mal atadas. Subito um grito, longe, alvorotou a casa. — Mãe, acuda! A mulher, estrouvinhada, surge de dentro, orienta-se, e corre para onde a voz. As filhas, assustadas, disparam atraz, rumo ao monjolo. Redobram os gritos, de dôr, de desespero. — Coitadinho do meu filho! — uiva lá longe a mãe. Nunes soergue-se, amparado ao portal. — Que é isso? — grunhe. Dá de cara com a mulher, que voltava como louca, descabellada, a falar sósinha. — Que é que foi, mulher? A pobre mãe, arrostando com o marido, afuzila nos olhos um raio de cólera incoercivel. — O que é? E’ a tua obra, cachaceiro do inferno! E’ a tua pinga, homem atôa, esterco immundo! Vá ver! vá ver! vá ver, desgraçado! Nunes dirige-se para lá aos cambaleios. E topa um quadro horrendo. No meio das filhas em grita, o corpinho magro de Pernambi de borco no pilão. Para fóra, pendentes, duas pernas franzinas. E o monjolo, impassivel, subia e descia, “chóó-pan”, pilando uma pasta vermelha de farinha, miolos e pellanca… Esvairam-se-lhe os vapores do alcool e Nunes, em semi-demencia, correu ao machado, ringindo os dentes, entre uivos: — Chegou o dia, desgraçado! Foi uma scena lugubre aquillo. O louco arremessava, entre rugidos de {{hífen|có|cólera}}<noinclude></noinclude> 0szhicrvhe00p5ltrphtrl0kqp1xj8t Página:Urupês (1919).pdf/65 106 227340 554114 488021 2026-06-10T17:29:10Z JppBr98 28173 /* Validada */ 554114 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="JppBr98" />{{c|— 60 —}}</noinclude>{{hífen-fim|lera|cólera}}, golpes tremendos contra o monjolo carnivoro. Uma pancada na mão — toma Barzabu’! outra na haste — rebenta demonio! ontra no pilão — estoura feiticeiro do diabo! E “pan”, “pan”, “pan”, dez, vinte, cem machadadas como nunca as desferiu derrubador nenhum com tal rijeza de pulso. Cavacos saltavam para longe, roseos cavacos de peroba assassina. E lascas. E achas. Longo tempo durou o duello tragico da demencia com a materia bruta. Por fim, quando o monjolo maldito era já um montão escavacado de peças em desmantelo, o misero caboclo tombou em terra, arquejante, abraçado ao corpo inerte do filho. E suas mãos tremulas mergulharam no cocho em procura da cabecinha que faltava… {{rule|3em}} {{nop}}<noinclude></noinclude> cf9uytev79ol9wfevmopuc71oim9xuk Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/193 106 230148 554115 492777 2026-06-11T01:00:57Z Junglk 34905 /* Revista */ 554115 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|||183}}</noinclude>{{dhr|2}} {{c|{{larger|AO ILL{{sup|mo}} E EX{{sup|mo}} SN{{sup|or}}.}}}} {{dhr|2}} {{c|{{x-larger|JOSÉ JOAQUIM DA ROCHA<ref>Já não existe; mas seu nome caro a todos os que o conheceram, vivirá na nossa historia.</ref>,}}}} {{dhr}} {{c|{{x-smaller|DIGNATARIO DA IMPERIAL ORDEM DO CRUZEIRO,{{br}} DEPUTADO DA EX-ASSEMBLEIA CONSTITUINTE DO BRASIL,{{br}} EX-MINISTRO PLENIPOTENCIARIO NAS CORTES DE PARIZ,{{br}} E DE ROMA, ETC.}}|style=line-height:0.8em}} {{dhr|3}} {{Gcapitular|O|2em}}s serviços que prestastes á Patria; o amor, e o respeito que vos consagram os Brasileiros residentes, em Pariz; o titulo de Pai com que elles vos honram; o seu legitimo pezar, e as lagrimas que vistes correr de seus olhos, no momento em que d’elles vos separastes; que bem previam elles que um<noinclude>{{reflist}}</noinclude> c94lpl0j53o25m6he3nxsa3e8c0bmbc Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/194 106 230149 554116 492772 2026-06-11T01:03:03Z Junglk 34905 /* Revista */ 554116 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|184||}}</noinclude>vacuo tinha de ficar em seus corações; são os justos motivos que me inspiraram estes mesquinhos versos, que hoje vos offereço. Possam elles ser tão gratos á vossa alma, como a todos nos será grata a vossa lembrança. {{x-smaller|Roma, Abril de 1835.}} {{dhr|1.5}} {{Linha customizada|sp|20|fy1|40|sp|20}}<noinclude></noinclude> q4ci5r6flsfzany41jv0ljddfk1ciyy Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/195 106 230150 554117 492773 2026-06-11T01:06:54Z Junglk 34905 /* Revista */ 554117 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|||185}}</noinclude>{{dhr|2}} {{c|XXVI.}} {{dhr|3}} {{Ppoem|end=stanza| {{Gcapitular|F|2em}}olga minha alma, quando se me antolha :::A candida virtude, E Varões dignos de louvor me indica. Eu me prostro a seus pés venerabunde; Que a mente minha, de louvar anciosa, Encomios jamais nega á heroicidade. Appareça quem já colhêo aromas, :::Que impura a minha dextra Nas aras da lisonja profanára. Descerra os labios, rígida virtude, Dize si ouvidos teus já se irritaram, Si coraste de pejo ao ouvir meus cantos? }}<noinclude></noinclude> hzdc3ljpyvshddyj15g721qgjdvfgvo Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/196 106 230151 554118 492774 2026-06-11T01:09:07Z Junglk 34905 /* Revista */ 554118 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|186|{{smaller|SUSPIROS POETICOS.}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=stanza|end=stanza| Não, não, tu me respondes: fiel sempre :::Aos sacros meus dictames, Hymnos teceste á Patria, á Liberdade, E a Varões benemeritos, que eu prezo. Canta, canta; que é esse o unico premio De quem sem egoismo á Patria serve. Orgam é da verdade a consciencia; :::E da virtude é orgam O coração que falla, e nunca mente. Firme Varão, immovel nas tormentas Que vezes o Brasil amedrontaram, Rocha, quem no Brasil teu nome ignora? Tu foste um dos primeiros que firmaram :::A Independencia nossa. De tua alma o vigor, e o enthusiasmo, Os povos animavam, que te ouviam; E unindo-se em prol da augusta causa, Para ser seu apoio te escolheram. }}<noinclude></noinclude> 570o3cygggh8d8acok33mmqxxq52yg7 Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/197 106 230152 554119 492775 2026-06-11T01:12:19Z Junglk 34905 /* Revista */ 554119 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||{{smaller|SUSPIROS POETICOS.}}|187}}</noinclude>{{Ppoem|start=stanza|end=stanza| Quando a injustiça e a ingratidão armadas :::Os raios da vingança Contra os Varões da Patria fulminaram, Salvo não foste, não; a Patria vio-te, Inda no seu desmaio, com teus filhos Innocentes, marchar ao injusto exilio. Quem não sabe que a morte te aguardava, :::Dura, affrontosa morte, Nessa terra, onde algemas se forjavam Para o Brasil escravizar de novo? Quem perfidia tão negra não conhece, E os intentos da cega tyrannia? Da sorte das Nações só Deos decide. :::Quando ellas o invocam, E credoras se fazem do que aspiram, Deos um Anjo velar sobre ellas manda; Esse Anjo tutelar não mais as deixa, Esse Anjo é quem contrarios planos burla. }}<noinclude></noinclude> q910rti2kejocomwdggtnzcsixxv6c9 Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/198 106 230153 554120 492781 2026-06-11T01:15:15Z Junglk 34905 /* Revista */ 554120 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|188|{{smaller|SUSPIROS POETICOS.}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=stanza|end=stanza| Por milagre desse Anjo salvo foste: :::Por milagre desse Anjo Cem, e cem vezes o Brasil foi salvo Das cruas garras de crueis abutres; Só por milagre d’elle em breve espero Ver o Brasil subir á mór altura. Oh! que doce é no meio dos perigos :::De horrenda tempestade, Já languido de fome, e de fadiga, Ver aberta n’uma onda a sepultura, E armada contra sí dura companha,<ref>Não ficção poetica, mas realidade encerram estes versos; que na viagem para o lugar do exilio, depois de horrivel tempestade, e já perto de Vigo, elevou-se a tripulação contra o commandante e os passageiros.</ref> Exclamar: — Tudo soffro pela Patria! Outro tanto dizer muitos não podem! :::Digno tu és de inveja! Ah! si invejosos tens, eu os desculpo. Sempre a inveja assim foi; sempre ella investe A quem mais por virtudes se distingue; Sempre villões Arístides tiveram. }}<noinclude>{{reflist}}</noinclude> t9z00te9w7m0yl880atod4t04g8a7xx Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/199 106 230154 554121 492778 2026-06-11T01:17:00Z Junglk 34905 /* Revista */ 554121 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||{{smaller|SUSPIROS POETICOS.}}|189}}</noinclude>{{Ppoem|start=stanzaz|end=stanza| Mas quando a imparcial posteridade, :::Que só a laurea outorga A quem por acções nobres merecêra, Teus titulos julgar, ella gostosa Tecerá teus encomios, e o meu hymno Á memoria dos homens será grato. Quem dêo fulgor ao sol, dêo alma ao homem, :::Tambem cobrio os campos Co’o brilhante matiz de lindas flores! Nem porque de mil soes mantem a ordem, Deleixa as pequeninas criaturas Ao acaso, sem lei, sem um instincto. Assim o homem digno de tal nome, :::Que memorandos feitos Em prol da Humanidade praticára, Não despreza as domesticas virtudes; Aquellas de immortal gloria o revestem, Estas o resplendor da gloria esmaltam. }}<noinclude></noinclude> 49q4ko05o46au189ndl5rg06qpeeilp 554122 554121 2026-06-11T01:17:12Z Junglk 34905 Correção 554122 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||{{smaller|SUSPIROS POETICOS.}}|189}}</noinclude>{{Ppoem|start=stanza|end=stanza| Mas quando a imparcial posteridade, :::Que só a laurea outorga A quem por acções nobres merecêra, Teus titulos julgar, ella gostosa Tecerá teus encomios, e o meu hymno Á memoria dos homens será grato. Quem dêo fulgor ao sol, dêo alma ao homem, :::Tambem cobrio os campos Co’o brilhante matiz de lindas flores! Nem porque de mil soes mantem a ordem, Deleixa as pequeninas criaturas Ao acaso, sem lei, sem um instincto. Assim o homem digno de tal nome, :::Que memorandos feitos Em prol da Humanidade praticára, Não despreza as domesticas virtudes; Aquellas de immortal gloria o revestem, Estas o resplendor da gloria esmaltam. }}<noinclude></noinclude> 70mnep1amc2pdizgjhev8nlrb7fld29 Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/200 106 230155 554123 492782 2026-06-11T01:18:53Z Junglk 34905 /* Revista */ 554123 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|190|{{smaller|SUSPIROS POETICOS.}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=stanza|end=close| Quantos o Mundo vio Coriolanos, :::Que o esclarecido nome Infamaram depois com acções negras? Tu porêm sempre firme, sempre o mesmo, És á Patria fiel, e a vida tua Sempre tem sido de virtude exemplo. }} {{x-smaller|Abril de 1835.}} {{dhr|1.5}} {{Linha customizada|sp|20|fy1|40|sp|20}}<noinclude></noinclude> glia9am17b54jn4bkd1itjh0y0dxqo8 Por que somos Antissemitas (1920) 0 254132 554091 2026-06-10T14:49:51Z ~2026-34300-91 43089 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{navegar |obra = Proclamação do Führer e Reichskanzler Adolf Hitler ao Exército Alemão |autor = Adolf Hitler |tradutor = Wikisource |ano = 1939 |notas = {{tradução colaborativa}} }} O Estado Polonês recusou a solução pacífica das relações que eu desejava e apelou às armas. Os alemães na Polônia são perseguidos com terror sangrento e expulsos de suas casas. 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Espero que cada soldado, atento às grandes tradições da eterna soldadesca alemã, permaneça sempre consciente de que é um representante da Grande Alemanha Nacional-Socialista. Viva o nosso povo e o nosso Reich! [[Categoria:Trabalhos originalmente em alemão]] [[Categoria:Obras da Alemanha Nazista]] [[Categoria:Segunda Guerra Mundial]] cadbwvji59c619ble15e7aj8th12s4n 554092 554091 2026-06-10T15:03:50Z ~2026-34300-91 43089 554092 wikitext text/x-wiki {{navegar |obra = Discurso "Porque somos anti-semitas" do Führer e Reichskanzler Adolf Hitler |autor = Adolf Hitler |tradutor = Wikisource |ano = 1920 |notas = {{tradução colaborativa}} }} Meus caros compatriotas! Estamos bastante habituados a sermos geralmente chamados de monstros. E somos considerados particularmente monstruosos porque, numa questão que deixa certos senhores na Alemanha nervosos, estamos na linha da frente – ou seja, na questão da oposição aos judeus. O nosso povo compreende muitas coisas, mas este problema ninguém quer compreender, principalmente porque, como explicou um operário: “Que ligação existe entre os operários e o problema judaico, quando na realidade a maioria das pessoas não faz ideia do que este problema significa?” A maioria das pessoas deixa-se guiar pelos sentimentos e diz: “Já vi pessoas boas e más entre eles, assim como entre nós”. Muito poucos aprenderam a encarar o problema sem emoção, na sua forma pura. Começarei imediatamente pela palavra “trabalho”. O que significa trabalho? O trabalho é uma atividade realizada não por livre e espontânea vontade, mas em prol do próximo. Se existe uma diferença entre o homem e os animais, ela reside particularmente no trabalho, que não tem origem num instinto, mas antes na compreensão de uma necessidade. Dificilmente alguma revolução teve um efeito tão profundo como a lenta revolução que transformou gradualmente o homem preguiçoso dos tempos primordiais no homem trabalhador. Falando de trabalho, podemos assumir que esta atividade seguiu três fases: Em primeiro lugar, foi um efeito de um simples instinto de autopreservação, que também observámos nos animais. Posteriormente, desenvolveu-se na segunda forma de trabalho – aquela que surge do puro egoísmo. Esta forma foi também gradualmente substituída pela terceira: o trabalho por sentido ético do dever, em que o indivíduo não trabalha por obrigação. Vemos isso a todo o momento. Milhões de pessoas trabalham sem serem constantemente forçadas a isso. Milhares de intelectuais, por vezes, dedicam-se aos estudos por noites a fio, dia após dia, embora não o façam por ganhos materiais. Centenas de milhares de trabalhadores alemães, fora de horas, cuidam dos seus jardins. E, de um modo geral, verificamos hoje que milhões de pessoas não conseguem imaginar a vida sem algum tipo de ocupação. Quando afirmei que este processo representa uma revolução lenta, mas talvez a maior de todas as revoluções da história da humanidade, é necessário pressupor que esta revolução também teve uma causa, e essa causa foi a maior Deusa desta Terra, aquela capaz de levar os homens ao extremo – a Deusa da Adversidade. Podemos observar esta adversidade no início da pré-história, sobretudo na parte norte do mundo, naqueles imensos desertos de gelo onde apenas a existência mais precária era possível. Aí, os homens eram obrigados a lutar pela sua sobrevivência, por coisas que, no sul ameno, se encontravam em abundância e sem esforço. Nessa época, o homem fez talvez a sua primeira descoberta revolucionária: naquelas regiões gélidas, o homem foi obrigado a encontrar um substituto para o único dom divino que torna a vida possível – o Sol. E o homem que produziu as primeiras faíscas artificiais mais tarde revelou-se à humanidade como um deus – Prometeu, o portador do fogo. O norte impulsionou os homens para uma atividade ainda maior – a produção de vestuário, a construção de habitações. Primeiro, grutas simples, depois cabanas e casas. Em síntese, criou um princípio, o princípio do trabalho. A vida não teria sido possível sem ele. Embora o trabalho ainda fosse simples, precisava de ser planeado com antecedência e cada indivíduo sabia que, se não cumprisse a sua parte, morreria de fome no inverno que se aproximava. Ao mesmo tempo, ocorreu outro desenvolvimento: as terríveis dificuldades tornaram-se um meio para a reprodução de uma raça. Quem fosse fraco ou doentio não sobreviveria ao terrível período de inverno e morreria prematuramente. O que ficou foi uma raça de gigantes fortes e saudáveis. Mais uma característica desta raça nasceu. Onde o homem é externamente limitado, onde o seu raio de ação é restringido, começa a desenvolver-se internamente. Externamente limitado, internamente torna-se ilimitado. Quanto mais o homem, devido a forças externas, necessita de depender de si próprio, mais profunda se torna a sua vida interior e mais se volta para dentro. Estas três conquistas: o princípio reconhecido do trabalho como um dever, uma necessidade, não apenas por egoísmo, mas para a preservação de todo o grupo de pessoas – um pequeno clã; em segundo lugar, a necessidade de saúde física e, consequentemente, de saúde mental normal; E terceiro – a vida espiritual profunda. Tudo isto deu aos povos nórdicos a capacidade de se expandirem pelo mundo e de construírem Estados. Se este poder não encontrou a sua plena expressão no extremo norte, tornou-se evidente quando as amarras do gelo se romperam e o homem se voltou para sul, em direção à natureza mais feliz e livre. Sabemos que todos estes povos nórdicos tinham um símbolo em comum: o símbolo do Sol. Criaram cultos da Luz e os símbolos das ferramentas para fazer fogo – a broca e a cruz. Encontrará esta cruz, como uma Hakenkreuz, esculpida em pilares de templos mesmo na Índia e no Japão. A suástica, que outrora simbolizava comunidades estabelecidas da cultura ariana. Estas raças, hoje chamadas de arianos, criaram todas as grandes culturas do mundo antigo. Sabemos que o Egito atingiu o seu elevado nível cultural graças aos imigrantes arianos. Da mesma forma, a Pérsia e a Grécia; os imigrantes eram arianos loiros de olhos azuis. E sabemos que, fora destes estados arianos, não foi fundado nenhum estado civilizado. Surgiram raças mestiças entre os povos negros, de olhos escuros e pele escura, originários do sul, e os imigrantes, mas não conseguiram criar grandes estados com uma cultura criativa. Por que razão apenas os arianos possuíam a capacidade de criar estados? Isto deve-se, quase exclusivamente, à sua atitude em relação ao trabalho. As raças que, tal como as primeiras, deixaram de ver o trabalho como o resultado da coação e passaram a vê-lo como uma necessidade nascida de centenas de milhares de anos de dificuldades, tiveram de se tornar superiores aos outros povos. Além disso, foi o trabalho que uniu as pessoas e lhes permitiu dividir as tarefas entre si. Sabemos que, no momento em que o trabalho individual para a subsistência se transformou em trabalho comunitário, a comunidade tendeu a atribuir um trabalho específico àqueles que eram particularmente talentosos e, com a crescente divisão do trabalho, tornou-se necessária uma maior união em grupos ainda maiores. Assim, foi o trabalho que criou, num primeiro momento, laços de parentesco, depois tribos e, mais tarde, levou à criação dos Estados. Se considerarmos, como primeiro pré-requisito para a criação dos Estados, a concepção do trabalho como dever social, o segundo ingrediente necessário é a saúde e a pureza racial. E nada ajudou mais os conquistadores do norte contra as raças preguiçosas e decadentes do sul do que a força refinada da sua raça. Os Estados permaneceriam um recipiente vazio se não fossem adornados com aquilo a que normalmente chamamos cultura. Se removêssemos tudo e mantivéssemos apenas caminhos-de-ferro, navios, etc.; se retirássemos tudo o que consideramos arte e ciência, um tal Estado tornar-se-ia, na realidade, vazio e compreenderíamos o poder criador das tribos do norte. No momento em que a sua grande imaginação inata pôde atuar em vastas áreas livres, criou obras imortais por toda a parte. Vemos este processo repetir-se continuamente, mesmo na menor escala. Da mesma forma, sabemos que as grandes mentes nascem muitas vezes nas camadas mais baixas da sociedade, incapazes de aí se desenvolverem, mas, quando lhes é dada uma oportunidade, começam a crescer e tornam-se líderes nas artes, nas ciências e também na política. Sabemos hoje que existem extensas inter-relações entre Estado, nação, cultura, arte e trabalho, e seria uma loucura pensar que qualquer um deles pudesse existir independentemente dos outros. Tomemos a arte – considerada como um domínio internacional – e veremos que é incondicionalmente dependente do Estado. A arte floresceu nas áreas onde o desenvolvimento político a possibilitou. A arte da Grécia atingiu o seu auge quando o jovem Estado triunfou sobre os exércitos persas invasores. A construção da Acrópole começou nessa altura. Roma tornou-se a cidade da arte após o fim das Guerras Púnicas, e a Alemanha construiu as suas catedrais, como em Worms, Speyer e Limburg, quando o Império Alemão sob os Sálios alcançou os seus maiores triunfos. Podemos traçar essa ligação até aos nossos dias. Sabemos que a arte, por exemplo, a beleza das cidades alemãs, sempre dependeu do desenvolvimento político dessas cidades; Foram considerações políticas que levaram Napoleão III a regulamentar os boulevards e Frederico, o Grande, a estabelecer a Unter den Linden. Da mesma forma, em Munique, onde era óbvio que a cidade não se poderia tornar num centro industrial, a arte foi escolhida para elevar o estatuto da cidade, que hoje é de visita obrigatória para todos os que desejam conhecer a Alemanha. Semelhante foi a origem da Viena atual. O mesmo ocorreu com outras artes. No momento em que os pequenos e impotentes estados começaram a unir-se num único Estado, uma arte alemã, orgulhosa de si própria, começou a florescer. As obras de Richard Wagner surgiram no período em que a vergonha e a impotência foram substituídas por um grande Reich alemão unificado. Assim, não só a arte depende do Estado, da política do Estado; o mesmo acontece com o próprio trabalho, pois só um Estado sólido está em condições de dar a oportunidade de trabalho aos seus cidadãos e permitir-lhes utilizar os seus talentos. O contrário ocorre com a raça em relação a tudo o resto. Um Estado com uma raça corrupta, doente e insana nunca produzirá grandes obras de arte ou fará grandes políticos, ou sequer usufruirá de abundância. Cada um destes fatores depende dos outros. E só quando todos se complementarem, poderemos dizer: Há harmonia no Estado, da forma como nós, germânicos, a entendemos. Pode o judeu construir um Estado? Agora, precisamos de nos perguntar: E o judeu como construtor de um Estado? O judeu possui o poder de criar um Estado? Primeiro, devemos examinar a sua atitude em relação ao trabalho, descobrir como ele percebe o princípio do trabalho e, peço desculpa se agora me refiro a um livro chamado Bíblia. Não estou a afirmar que... Que todo o seu conteúdo seja necessariamente verdadeiro, pois sabemos que os judeus foram muito liberais ao escrevê-lo. Uma coisa, porém, é certa: não foi escrito por um anti-semita. Isto é muito importante porque nenhum anti-semita teria sido capaz de escrever uma acusação mais terrível contra a raça judaica do que a Bíblia, o Antigo Testamento. Vejamos uma frase: “Com o suor do teu rosto comerás o teu pão”. E diz que isso seria um castigo pela Queda do Homem. Senhoras e senhores! Já aqui vemos que o mundo inteiro se interpõe entre nós; nunca poderíamos conceber o trabalho como um castigo – caso contrário, seríamos todos condenados. Não queremos conceber o trabalho como um castigo. Devo confessar: eu não teria sido capaz de existir sem trabalhar, e centenas de milhares e milhões teriam sido capazes de suportar talvez 3 ou 5 dias, talvez até 10, mas não 90 ou 100 dias sem qualquer atividade. Se o Paraíso existisse realmente, a Terra da Abundância, então o nosso povo teria sido infeliz nele. Nós, alemães, procuramos constantemente uma oportunidade para fazer algo e, se não encontramos nada, pelo menos de vez em quando agredimo-nos. Somos incapazes de suportar o repouso absoluto. Assim, vemos, já aqui, uma grande diferença. O facto de um judeu ter escrito isto, seja verdade ou não, é irrelevante, pois não deixa de refletir a opinião que os judeus têm sobre o trabalho. Para estes, o trabalho não é um dever ético evidente, mas, no máximo, um meio de subsistência. Aos nossos olhos, isto não é trabalho, porque, neste caso, qualquer atividade que sirva a autopreservação, sem ter em conta o próximo, poderia ser chamada de trabalho. E sabemos que esse trabalho, no passado, consistia em saquear caravanas e, hoje, em saques planeados a agricultores, industriais e operários endividados. A forma mudou, mas o princípio é o mesmo. Não lhe chamamos trabalho, mas sim de roubo. Quando já uma noção tão básica nos separa, eis que surge outra. Já expliquei que, durante o longo período no Norte, as raças se purificaram. Isto significa que todos os inferiores e fracos foram desaparecendo gradualmente, restando apenas os mais sãos. Além disso, aqui o judeu difere de nós, pois não se purificou, mas praticou a consanguinidade; multiplicou-se grandemente, no entanto apenas em círculos restritos e sem seleção. E, por isso, vemos uma geração assolada por defeitos causados ​​pela consanguinidade. Finalmente, o judeu não possui o terceiro factor: a vida espiritual interior. Não preciso de explicar aqui a aparência geral de um judeu. Todos vocês o conhecem. Conhecem a sua constante inquietação, que nunca lhe permite concentrar-se e ter uma experiência espiritual. Nos momentos mais solenes, os seus olhos piscam e percebe-se que, mesmo durante a mais bela ópera, está a calcular dividendos. O judeu nunca teve a sua própria arte. O seu templo foi construído por construtores estrangeiros: primeiro, os assírios, e para a construção do segundo, os artistas romanos. Não deixou nada que se possa chamar arte, nenhuma construção, nada. Na música, sabemos que ele só é capaz de copiar habilmente a arte alheia. Não devemos esconder que hoje tem muitos maestros famosos, cuja fama deve à bem organizada imprensa judaica. Quando uma nação não possui estas três características, não é capaz de criar Estados. E isto é verdade porque, ao longo dos séculos, o judeu sempre foi nómada. Ele nunca teve aquilo a que poderíamos chamar um estado. É um erro que hoje se espalha amplamente dizer que Jerusalém era a capital de um Estado judaico ou de uma nação judaica. Por um lado, sempre existiu um grande abismo entre as tribos de Judá e Caleb e as tribos israelitas do norte, e só David, pela primeira vez, conseguiu gradualmente transpor esse abismo através do culto unitário a Javé. Sabemos precisamente que este culto, num momento muito tardio, escolheu Jerusalém como sua única sede. Só a partir desse momento o povo judeu obteve um centro, como hoje Berlim, Nova Iorque ou Varsóvia. Esta era uma cidade na qual o judeu, graças aos seus talentos e características, alcançou gradualmente a predominância, em parte pela força das armas, em parte pelo “poder dos trombones”. Além disso, os judeus, já nessa época, viviam como parasitas no corpo de outros povos, e assim tinha de ser. Porque um povo que não quer trabalhar – o trabalho muitas vezes árduo de construir e manter um Estado – trabalhar nas minas, nas fábricas, na construção civil, etc.; tudo isto era desagradável para os hebreus. Tal povo nunca estabelecerá um Estado, mas prefere viver em algum outro Estado onde outros trabalham e ele actua como intermediário nos negócios, um comerciante na melhor das hipóteses, ou, em bom alemão, um ladrão, um nómada que realiza incursões e roubos, tal como nos tempos antigos. E assim podemos agora compreender porque é que todo o Estado sionista e a sua criação não passam de uma comédia. O Rabino Chefe disse agora em Jerusalém: “A criação deste Estado não é o mais importante; está longe de ser certo que seja possível”. No entanto, é É necessário que os judeus tenham esta cidade como sede espiritual porque os judeus “materialmente e de facto são os senhores de vários estados; nós controlamo-los financeira, económica e politicamente”. E assim, o estado sionista será um grão de areia inofensivo nos olhos. Tentam explicar que muitos judeus foram encontrados a querer ir para lá como agricultores, operários, até mesmo soldados. Se estas pessoas têm realmente esse desejo, a Alemanha precisa hoje destes homens ideais como cortadores de turfa e mineiros de carvão; poderiam participar na construção das nossas centrais hidroelétricas, dos nossos lagos etc., mas isso não lhes ocorre. Todo o estado sionista não será mais do que a escola perfeita para os seus criminosos internacionais, e a partir daí serão encaminhados. E todo o judeu terá, naturalmente, imunidade como cidadão do Estado palestiniano e, naturalmente, manterá a nossa cidadania. Mas, se for apanhado em flagrante, já não será um judeu alemão, mas um cidadão da Palestina. Pode-se quase dizer que o judeu não tem escolha, porque tudo deriva da sua raça. Não pode fazer nada a esse respeito e, além disso, não importa se é bom ou mau, pois deve agir de acordo com as leis da sua raça, tal como os membros do nosso povo. Um judeu é judeu em qualquer lugar; consciente ou inconscientemente, ele representa resolutamente os interesses da sua raça. Assim, podemos constatar as duas grandes diferenças entre as raças: o arianismo significa uma percepção ética do trabalho e aquilo que hoje ouvimos com tanta frequência – o socialismo, o espírito comunitário, o bem comum acima do bem individual. O judaísmo significa uma atitude egoísta em relação ao trabalho e, portanto, o mamonismo e o materialismo, o oposto do socialismo. E devido a estas características, que não pode "transcender", pois estão-lhe no sangue e, como o próprio admite, só nestas características reside a necessidade de o judeu se comportar incondicionalmente como um destruidor de estados. Ele não pode fazer de outra forma, quer queira quer não. E, por isso, é incapaz de criar o seu próprio estado, porque isso exige muita sensibilidade social. Só consegue viver como um parasita nos estados alheios. Vive como raça entre outras raças, num estado dentro de outros estados. E podemos constatar com muita precisão que, quando uma raça não possui determinadas características que devem ser hereditárias, não só não pode criar um estado, como também deve agir como destruidora, independentemente de um indivíduo ser bom ou mau. O caminho de destruição dos judeus Podemos acompanhar este destino dos judeus desde a pré-história mais remota. Não importa se há verdade em cada palavra da Bíblia. Em geral, ela dá-nos pelo menos um resumo da história dos judeus. Vemos como os judeus se apresentam porque o judeu escreveu estas palavras de forma bastante inocente. Não lhe parecia ultrajante que uma raça, através da astúcia e do engano, invadisse e despojasse outras raças, fosse sempre finalmente expulsa e, sem se sentir ofendida, procurasse repetir o mesmo noutros lugares. Negociavam e regateavam mesmo quando se tratava dos seus ideais, sempre prontos a oferecer até as suas próprias famílias. Sabemos que, há pouco tempo, esteve aqui hospedado um senhor, Sigmund Fraenkel, que acaba de escrever que é bastante injusto acusar os judeus de um espírito materialista. Basta observar a vida familiar feliz que levam. No entanto, esta vida familiar íntima não impediu o avô Abraão de oferecer a sua própria esposa ao faraó do Egito para poder fazer negócios. Tal como o avô, o pai também o foi, e os filhos também, nunca descuraram os seus negócios. E podem ter a certeza de que não estão a descurar os negócios até hoje. Quem de vós foi soldado, certamente se lembrará da Galiza ou da Polónia: ali, nas estações de caminho-de-ferro, estes Abraãos estavam por toda a parte. Penetraram em outros povos por milênios. E sabemos muito bem que, onde quer que permanecessem o tempo suficiente, surgiam sintomas de decadência, e os povos não tinham outra opção senão livrar-se do hóspede indesejado ou desaparecer. Grandes pragas assolaram as nações, nada menos de dez no Egito – a mesma praga que hoje vivemos em primeira mão – e, finalmente, os egípcios perderam a paciência. Quando o cronista descreve que os judeus estavam a sofrer quando finalmente partiram, sabemos que a realidade é diferente, pois, assim que saíram, começaram a sentir saudades de casa depois de regressarem. Parece que não sofreram assim tanto. Por outro lado, se é verdade que foram obrigados a ajudar na construção das pirâmides, isso equivaleria hoje a obrigá-los a ganhar o pão trabalhando nas nossas minas, pedreiras, etc. E tal como não se vê este povo a fazê-lo voluntariamente, não restou aos egípcios outra alternativa senão forçá-los. O que centenas de milhares de outros fazem naturalmente, para os judeus significa mais um capítulo de sofrimento e perseguição. Mais tarde, os judeus conseguiram infiltrar-se no então crescente Império Romano. Ainda hoje podemos ver os seus vestígios no sul de Itália. Já 250 anos antes de Cristo, estavam presentes em todo o lado, e as pessoas começaram a evitá-los. Já nessa altura e ali, causaram o impacto mais importante. Tomou uma decisão impetuosa e tornou-se comerciante. Através de numerosos textos romanos, sabemos que negociava, como hoje, com tudo, desde atacadores a mulheres. E sabemos que o perigo cresceu e que a insurreição após o assassinato de Júlio César foi fomentada sobretudo pelos judeus. O judeu já sabia, nessa altura, fazer amizade com os senhores da Terra. Só quando o seu poder começou a vacilar é que se tornou subitamente um populista e revelou a sua grande compaixão pelas necessidades das massas. Assim foi em Roma, como sabemos. Sabemos que o judeu se apropriou do cristianismo, não por amor a Cristo, mas em parte porque sabia que esta nova religião questionava todo o poder terreno e, assim, se tornou um machado na raiz do Estado romano, o Estado que se construía sobre a autoridade do funcionário público. E tornou-se o seu principal portador e propagador, sem se tornar cristão – não podia, manteve-se judeu, precisamente como hoje, quando, sem nunca se rebaixar ao nível do trabalhador, continua a ser um patrão a fingir-se socialista. Fez o mesmo há 2000 anos, e sabemos que este novo ensinamento não foi mais do que uma ressurreição da antiga verdade de que as pessoas de um Estado devem ter direitos legais e, acima de tudo, que deveres iguais devem conferir direitos iguais. Este ensinamento óbvio foi gradualmente voltado contra o próprio judeu, tal como o ensinamento semelhante do socialismo precisa de se voltar contra a raça hebraica de hoje, os seus distorcedores e corruptores. Sabemos que, durante toda a Idade Média, o judeu se infiltrou em todos os Estados europeus, comportando-se como um parasita, utilizando novos princípios e métodos que os povos desconheciam na época. E de nómada, tornou-se um ladrão ganancioso e sanguinário dos nossos tempos. E foi tão longe que povos sucessivamente se revoltaram e tentaram livrar-se dele. Sabemos que é mentira quando dizem que o judeu foi forçado a esta atividade; podia facilmente adquirir terras. E adquiriu terras, mas não para as cultivar, mas para as utilizar como mercadoria, tal como faz hoje. Os nossos antepassados ​​eram mais sábios; Eles sabiam que aquela terra era sagrada e excluíam o judeu dela, e se o judeu alguma vez tivesse tido a intenção de cultivar a terra e construir um Estado, poderia tê-lo feito facilmente na época em que novos continentes foram descobertos. Poderia tê-lo feito facilmente se tivesse utilizado apenas uma pequena parte do seu poder, astúcia, sagacidade, brutalidade e crueldade, bem como alguns dos seus recursos financeiros. Porque se esse poder foi suficiente para subjugar povos inteiros, teria sido mais do que suficiente para construir o seu próprio Estado. Se ele tivesse tido a condição básica para tal, que é a vontade de trabalhar, não no sentido do comércio usurário, mas no sentido em que milhões trabalham para manter um Estado a funcionar. Em vez disso, vemo-lo hoje também como um destruidor. Nestes dias, vemos uma grande transformação: o judeu já foi um judeu da corte, submisso ao seu senhor, sabia tornar o senhor maleável para dominar os seus súbditos. Para isso, aguçou o apetite destes grandes homens pelas coisas inatingíveis, concedeu-lhes crédito e logo os transformou em devedores. Desta forma, ele próprio obteve poder sobre os povos. E jogou este jogo com a mesma crueldade que, alguns anos mais tarde, o judeu humanista e filantropo, cuja riqueza não sofreu qualquer prejuízo quando demonstrou o seu humanismo e o seu espírito de sacrifício para com o nosso povo. Eu disse que ele se transformou de Judeu da Corte em Judeu Populista. Por quê? Porque sentiu que o chão começou a arder debaixo dos seus pés. O dever ético de trabalhar Gradualmente, teve também de travar uma luta existencial contra o crescente despertar e a ira do povo. Isto obrigou-o a intervir na estrutura interna dos Estados se quisesse manter-se senhor dos povos. Vemos a destruição resultante em três áreas, precisamente aquelas três áreas que preservavam e desenvolviam os Estados. A primeira área foi a luta contra o princípio do dever ético de trabalhar. O judeu tinha encontrado um outro tipo de trabalho para si, onde podia ganhar ouro praticamente sem mexer um dedo. Desenvolveu um princípio que, ao longo de milénios, lhe permitiu acumular fortunas sem suor e esforço, ao contrário de todos os outros mortais, e sobretudo – sem correr riscos. O que significa realmente a expressão “capital industrial”? Senhoras e senhores! Muitas vezes somos acusados, principalmente nas fábricas: “Não se luta contra o capital industrial, mas sim contra o capital financeiro e de empréstimos”. E a maioria das pessoas não compreende que não se deve lutar contra o capital industrial. O que é o capital industrial? É um fator em constante mudança, um conceito relativo. Houve um tempo em que era uma agulha e linha, uma oficina e alguns tostões em dinheiro vivo que um alfaiate em Nuremberga possuía no século XIII. Era uma quantia que tornava o trabalho possível, ou seja: ferramentas, oficinas e uma determinada quantia em dinheiro para sobreviver durante um período de tempo. Gradualmente, esta pequena oficina tornou-se uma grande fábrica. Mas as oficinas e as ferramentas, as máquinas e as fábricas não têm, por si só, um valor capaz de... Produzem valor, mas são apenas um meio para atingir um fim. O que produz valor é o trabalho, e os poucos cêntimos que possibilitavam sobreviver em tempos difíceis e comprar alguns tecidos, multiplicados ao longo do tempo, estão hoje diante de nós – chamamos a isto Capital para a continuidade das operações em tempos de crise, ou seja, Fundo de Maneio. Aqui, quero realçar um ponto: Ferramentas, oficina, máquina, fábrica – ou fundo de maneio, isto é, capital industrial – contra isto não se pode lutar de forma alguma. Pode-se, talvez, garantir que não é utilizado indevidamente, mas não se pode combater isso. Este é o primeiro grande golpe que aplicam ao nosso povo, e fazem-no para nos distrair da verdadeira luta, para desviar a atenção do capital que deveria e precisa de ser combatido – o capital dos empréstimos e o capital financeiro. Este capital surge de uma forma muito diferente. O mais pequeno mestre artesão dependia do destino que o poderia afetar diariamente, da situação geral na Idade Média, talvez da dimensão e prosperidade da sua cidade, da segurança que esta oferecia. Hoje existe também este capital, ou seja, o capital industrial, ligado ao Estado e ao povo, dependendo da vontade do povo em trabalhar, mas também da possibilidade de obter matérias-primas para poder oferecer trabalho e encontrar compradores que realmente comprem o produto. E sabemos que um colapso do Estado, em certas circunstâncias, torna os maiores valores sem valor, desvaloriza-os, diferentemente do outro capital, o capital financeiro e de empréstimos, que acumula juros de forma muito uniforme, sem levar em conta se o proprietário, por exemplo, desses 10.000 marcos, falece ou não. A dívida permanece no capital próprio. Vemos que um Estado tem dívidas, por exemplo, os títulos do Reich alemão para os caminhos-de-ferro da Alsácia-Lorena; estes títulos devem render juros, embora os caminhos-de-ferro já não estejam na nossa posse. Sabemos que esta ferrovia, felizmente, tem agora um défice de 20 mil milhões, mas os seus títulos devem render juros, e mesmo tendo sido vendidos, em parte, há mais de 60 anos e já pagos quatro vezes, a dívida, os juros, continuam a crescer, e enquanto uma grande nação nada lucra com esta empresa, ela ainda sangra; o capital emprestado continua a crescer completamente, independentemente de qualquer perturbação externa. Aqui já vemos a primeira possibilidade, ou seja, que este tipo de geração de dinheiro, independente de todos os acontecimentos e incidentes da vida quotidiana, necessariamente, por nunca ser impedido e fluir sempre sem restrições, levará gradualmente a capitais enormes, tão gigantescos que, em última análise, têm apenas uma falha: a dificuldade da sua acomodação. Para acomodar este capital, é preciso destruir estados inteiros, destruir culturas inteiras, abolir indústrias nacionais – não para socializar, mas para atirar tudo para as garras deste capital internacional – porque este capital é internacional, como a única coisa na Terra que é verdadeiramente internacional. É internacional porque o seu portador, os judeus, são internacionais devido à sua distribuição pelo mundo. E aqui já é preciso refletir: se este capital é internacional porque o seu portador está distribuído internacionalmente, deve ser uma loucura pensar que este capital possa ser combatido internacionalmente com a ajuda de membros da mesma raça que o possui. O fogo não se extingue com fogo, mas com água, e o capital internacional pertencente ao judeu internacional só pode ser quebrado por uma força nacional. Assim, este capital cresceu a proporções incrivelmente grandes e hoje praticamente domina a Terra, continuando a crescer de forma assustadora e – o pior! – corrompendo completamente todo o trabalho honesto. Pois é estarrecedor que o homem comum, que tem de suportar o fardo para devolver o capital, veja que, apesar do seu trabalho árduo, diligência, frugalidade e apesar do trabalho real, mal consegue alimentar-se e muito menos vestir-se, enquanto esse capital internacional devora biliões apenas em juros, que ele também tem de pagar, e ao mesmo tempo toda uma camada racial que não faz outro trabalho senão cobrar juros e emitir cupões, se espalha pelo país. Isto é uma degradação de qualquer trabalho honesto, pois todo o trabalhador honesto deve perguntar hoje: Será que o meu trabalho tem algum propósito? Na verdade, nunca vou realizar nada, e há pessoas que, praticamente sem trabalhar, não só conseguem viver, como na prática até nos dominam, e é esse o seu objetivo. Sim, um dos alicerces da nossa força está a ser destruído, ou seja, o conceito ético do trabalho. Foi esta a brilhante ideia de Karl Marx: falsificar o conceito ético do trabalho. Toda a massa de pessoas que gemem sob o Capital deve ser organizada para a destruição da economia nacional e para a protecção do capital financeiro e dos empréstimos internacionais. Sabemos que hoje 15 mil milhões de capital industrial enfrentam 500 mil milhões de capital de empréstimos. Estes 15 mil milhões de capital industrial são investidos em valores criativos, enquanto... O capital de empréstimo de 500 mil milhões, que recebemos sempre em tranches de 6 e 7 mil milhões e que utilizamos em períodos de 1 a 2 meses para complementar um pouco as nossas rações, esses 6 a 7 mil milhões que hoje são considerados quase pedaços de papel sem valor, numa data posterior, caso recuperemos, terão de ser pagos em dinheiro de elevada qualidade, ou seja, em dinheiro que gere trabalho prático. Esta não é apenas a destruição de um Estado, mas já a aplicação de uma corrente, de uma coleira para tempos futuros. A pureza nacional como fonte de força O segundo pilar contra o qual o judeu, enquanto parasita, se volta, e deve voltar-se, é a pureza nacional como fonte da força de uma nação. O judeu, que é nacionalista mais do que qualquer outra nação, que ao longo de milénios não se misturou com nenhuma outra raça, utiliza a miscigenação precisamente para degenerar os outros, na melhor das hipóteses; Este mesmo judeu prega diariamente, em milhares de línguas, em 19.000 jornais só na Alemanha, que todas as nações da Terra são iguais, que a solidariedade internacional deve unir todos os povos, que nenhum povo pode reivindicar um estatuto especial, etc., e, acima de tudo, que nenhuma nação tem motivos para se orgulhar de algo que seja chamado ou seja nacional. O que significa nação, ele, que nunca pondera rebaixar-se ao nível daqueles a quem prega o internacionalismo, sabe-o muito bem. Em primeiro lugar, uma raça deve ser desnacionalizada. Em primeiro lugar, deve desaprender que o seu poder reside no seu sangue, e quando atinge o nível em que já não se orgulha, o resultado é um produto, uma segunda raça, inferior à anterior, e o judeu necessita dessa raça inferior para organizar a sua dominação mundial final. Para a construir e manter, ele baixa o nível racial dos outros povos, de modo a que só ele seja racialmente puro e capaz de, eventualmente, governar todos os outros. Isto é degradação racial, cujos efeitos podemos ver hoje em vários povos do mundo. Sabemos que os hindus na Índia são um povo mestiço, descendentes de imigrantes arianos e de aborígenes de pele escura. E esta nação sofre as consequências, pois é uma nação escravizada por uma raça que, em muitos aspetos, pode parecer quase uma segunda comunidade judaica. Outro problema é o da decomposição física das raças. O judeu tenta eliminar tudo o que sabe ser de alguma forma fortalecedor, que fortaleça os músculos, e, acima de tudo, eliminar tudo o que sabe ser capaz de manter uma raça tão saudável que ela permaneça determinada a não tolerar entre si criminosos nacionais, pragas para a comunidade nacional, mas, em certas circunstâncias, puni-los com a morte. E esse é o seu grande medo e preocupação; pois nem os ferrolhos mais pesados ​​da prisão mais segura são tão resistentes, e a prisão não é tão segura que alguns milhões não a consigam abrir eventualmente. Apenas uma fechadura é permanente, e essa é a morte, e diante dela sente o maior temor. E, por isso, procura abolir este castigo bárbaro em todos os lugares onde vive como parasita. Mas onde quer que já esteja, Senhor, ele utiliza-o impiedosamente. E, para quebrar a força física, tem excelentes meios à sua disposição. Em primeiro lugar, ele tem o comércio que não deveria ser mais do que a distribuição de alimentos e outros artigos necessários para o uso diário. Utiliza-o para retirar estes artigos da vida diária, quando necessário, de modo a aumentar o preço, por um lado, mas também para criar as condições para o enfraquecimento físico que sempre funcionou melhor: a fome. Assim, vemos como se organizam brilhantemente, desde um José no Egipto até um Rathenau* hoje. Em todo o lado, o que vemos por detrás destas organizações não é o desejo de criar uma organização brilhante para o abastecimento alimentar, mas sim, através delas, criar gradualmente a fome. Sabemos que, como político, nunca teve razão ou motivo para evitar a fome; pelo contrário, onde quer que o judeu aparecesse nos partidos políticos, a fome e a miséria eram o único solo em que podia prosperar. Ele deseja isso e, por isso, nem sequer pensa em aliviar a miséria social. É neste leito que ela prospera. * A mãe de Walther Rathenau era judia. Tornou-se Ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha durante a República de Weimar e foi assassinado a 24 de junho de 1922, dois meses após a assinatura do Tratado de Rappalo. Foi um dos principais defensores de uma política de assimilação dos judeus alemães. Paralelamente a isto, trava-se uma batalha contra a saúde do povo. Sabe subverter todos os costumes saudáveis ​​e normais, as óbvias regras de higiene de uma raça; da noite ele faz o dia; cria a notória vida noturna e sabe exatamente que esta atua lenta mas seguramente, destruindo gradualmente a força saudável de uma raça, tornando-a frágil; uma é destruída fisicamente, a outra espiritualmente, e no coração da terceira ele incute ódio, pois precisa de ver os outros banquetearem-se. E, finalmente, como último recurso, destrói a capacidade produtiva e, se necessário, em ligação com ela, os recursos produtivos de uma nação. Esse é o grande mistério da Rússia. Eles destruíram fábricas, não porque soubessem que já não seriam necessárias, mas porque sabiam que o povo seria obrigado, com enormes dificuldades, a substituir o que tinha sido destruído. Assim, o judeu consegue subjugar o povo, em vez das antigas 9 e 10 horas, a 12 horas. Pois, no momento em que o judeu se torna Senhor, não conhece o dia de 8 horas, reconhece o seu sábado para o seu gado, mas não para os gentios, para os akum (não judeus). A destruição da cultura Finalmente, recorre ao último método: a destruição de toda a cultura, de tudo o que consideramos pertencer a um estado que consideramos civilizado. Aqui reside talvez a sua obra mais difícil de reconhecer, mas aqui o efeito real é o mais terrível. Estamos familiarizados com a sua atividade nas artes, como as pinturas de hoje que se tornaram uma caricatura de tudo aquilo a que chamamos a verdadeira perceção interior. Explicam sempre que não se compreende a experiência interior do artista. Não acha que Moritz Schwind e Ludwig Richter também experimentaram internamente as suas obras quando criaram? Não acredita, enfim, que, por exemplo, os acordes de Beethoven provinham também de experiências e sentimentos interiores, e que uma sinfonia de Beethoven reflectisse a sua experiência interior? Esta é a verdadeira experiência interior, diferente das outras, que são apenas golpes superficiais, impostos ao mundo com a intenção de destruir gradualmente nas pessoas qualquer ideia saudável e levá-las a um estado em que ninguém consegue discernir se os tempos são insanos ou se ele próprio está a enlouquecer. Tal como trabalha com pintura, escultura e música, também trabalha com poesia e, sobretudo, com literatura. Aqui, ele tem uma grande vantagem. É editor e, sobretudo, proprietário de mais de 95% de todos os jornais. Ele usa esse poder, e aquele que se tornou um anti-semita tão brutal como eu me apercebe, ao pegar no jornal nas suas mãos, onde começa a discussão sobre o judeu; Já sabe pela página de rosto que não se trata de um de nós, mas sim de alguém dos "por detrás das aparências". Sabemos muito bem que todas as suas contorções e jogos de palavras servem apenas para disfarçar o vazio interior da sua mente e esconder o facto de que o homem não possui uma vida espiritual verdadeira, e o que lhe falta em espírito genuíno é compensado por frases bombásticas, reviravoltas e jogos de palavras que parecem irracionais, mas ele explica cautelosamente desde o início que quem não os compreende não está mentalmente suficientemente desenvolvido. Quando falamos de literatura, precisamos também de passar directamente para outro capítulo onde podemos admirar em excesso Moritz e Salomon Wolf e Bear: O nosso teatro, os lugares que um certo Richard Wagner quis escurecer para criar o mais alto grau de consagração e seriedade, em que quis apresentar obras a que seria vergonhoso chamar espectáculos, por isso as denominou "peças de consagração"; O lugar onde não deveria haver nada além da mais alta elevação, um desprendimento do indivíduo de toda a dor e miséria, mas também de toda a podridão que nos rodeia na vida, para elevar o indivíduo a um ar mais puro. O que lhe aconteceu? Um lugar em que hoje nos envergonhamos de entrar, a não ser que alguém repare em nós no instante em que entramos. Vemos que, embora Friedrich Schiller tenha recebido apenas 346 táleres por "Maria Stuart", por "A Viúva Alegre"* as pessoas recebem hoje 5 milhões e meio, que o maior kitsch de hoje rende milhões pelos quais um autor na Grécia antiga teria provavelmente sido expulso do Estado por ostracismo. E se o teatro se tornou um antro de vícios e de descaramento, mil vezes mais o se tornou aquela nova invenção que talvez tenha surgido de uma inspiração genial, mas que o judeu soube imediatamente transformar no negócio mais sórdido que se possa imaginar: o cinema. No início, as pessoas depositaram grandes esperanças nesta brilhante invenção. Ela poderia tornar-se um meio fácil de disseminar um conhecimento profundo a todos os povos do mundo. E o que lhe aconteceu? Tornou-se o mediador da maior e mais vergonhosa imundície. O judeu continua a agir. Para ele não existe sensibilidade espiritual, e tal como o seu antepassado Abraão vendia a sua esposa, não vê nada de especial no facto de hoje vender raparigas, e ao longo dos séculos encontrámo-lo em todo o lado, na América do Norte, na Alemanha, na Áustria-Hungria e em todo o Oriente, como o mercador da mercadoria humana, e isso não pode ser negado; nem mesmo o maior defensor dos judeus pode negar que todos estes traficantes de raparigas são hebreus. Este assunto é atroz. De acordo com o sentimento germânico, só haveria um castigo para tal: a morte. Para as pessoas que agem de forma irresponsável, considerando como um negócio, como uma mercadoria, o que para milhões de outros significa a maior felicidade ou a maior desgraça. Para eles, o amor não é mais do que um negócio no qual ganham dinheiro. Estão sempre prontos a destruir a felicidade de qualquer casamento, desde que só possam ganhar 30 moedas de prata. Dizem-nos hoje que tudo o que se conhecia como vida familiar é uma noção completamente ultrapassada, e quem só viu a peça “Castelo Wetterste”? em”* podia-se ver como o que ainda restava de mais sagrado para o povo era vergonhosamente chamado de “bordel”. *Uma peça antiburguesa escrita em 1912 por Frank Wedekind, prefigurando o “novo realismo”, na qual uma jovem é corrompida. Foi encenada pelos judeus e tornou-se muito popular. Por isso, não devemos ficar surpreendidos quando ele também ataca aquilo a que muitas pessoas, ainda hoje, não são indiferentes, e o que para muitos, pelo menos, pode trazer interior – a religião. Também aqui vemos o mesmo judeu que possui costumes religiosos suficientes para que outros pudessem facilmente troçar, mas ninguém o faz, pois nós, em princípio, nunca ridicularizamos a religião porque ela é sagrada para nós. Mas ele tenta destruir tudo sem oferecer um substituto. A “autoridade da maioria” Quando o judeu tiver destruído o Estado segundo estes três aspectos principais, quando tiver Ao minar o poder formador e sustentador do Estado, a concepção ética do trabalho, a pureza racial de um povo e a sua vida espiritual, elimina a autoridade da razão no Estado e coloca no seu lugar a chamada autoridade da maioria, e sabe que essa maioria dançará de acordo com as suas ordens, pois tem os meios para a controlar: tem a imprensa, talvez não para registar a opinião pública, mas para a falsificar, e sabe como manipular a opinião pública através da imprensa para dominar o Estado. Em vez da autoridade da razão, entra a autoridade da grande maioria esponjosa liderada pelo judeu, porque o judeu está sempre a passar por três fases. Primeiro, com uma mentalidade autocrática, pronto a servir qualquer príncipe; depois, volta-se para o povo, lutando pela democracia, que sabe que estará nas suas mãos e será dirigida por ele; a possui, torna-se um ditador. E vemos isso hoje na Rússia, onde um Lenine acaba de assegurar que os conselhos já estão ultrapassados ​​e que agora... Não é absolutamente necessário que um Estado proletário seja governado por um único conselho ou parlamento; basta que duas ou três pessoas com mentalidade proletária governem o país. Estas pessoas com mentalidade proletária são alguns bilionários judeus, e sabemos muito bem que por detrás de dois ou três proletários existe, em última análise, uma outra organização exterior ao Estado: a Aliança Israelita e a sua grandiosa organização de propaganda, e a organização da Maçonaria. E em tudo isto, devemos compreender que não existem judeus bons ou maus. Aqui, todos agem exatamente de acordo com os instintos da sua raça, porque a raça, ou melhor, a nação e o seu caráter, como o próprio judeu explica, residem no sangue, e esse sangue obriga todos a agir de acordo com esses princípios, seja ele a mente líder de um partido que se auto-intitula democrático ou socialista, ou um homem da ciência, da literatura ou simplesmente um explorador comum. Ele é judeu; trabalha com um único pensamento: Como faço para que o meu povo se torne a Raça Mestra? A organização política E quando vemos, Por exemplo, nestas revistas judaicas, onde se especifica que todo o judeu, em qualquer lugar, é obrigado a lutar contra qualquer anti-semita, seja ele quem for e onde quer que esteja, então, por dedução, segue-se que todo o alemão, seja ele quem for e onde quer que esteja, se tornará anti-semita. Pois se o judeu tem uma determinação racial, nós também a temos, e também somos obrigados a agir em conformidade. Porque isto parece indissociável da ideia social e não acreditamos que possa existir um Estado com uma saúde interna duradoura se não for construído sobre a justiça social interna, e assim unimos forças com este conhecimento e, quando finalmente nos unimos, havia apenas uma grande questão: Como nos deveríamos batizar? Um partido? Um mau nome! Notório, desacreditado na boca de todos, e centenas nos disseram: “Porque é que se chamam partido? Quando ouço esta palavra, fico louco”. E outros disseram-nos: “Não é necessário que nos organizemos mais estreitamente, basta que o conhecimento científico sobre o perigo do judaísmo se aprofunde gradualmente e que o indivíduo, com base nesse conhecimento, comece a afastar-se dos judeus”. Mas temo muito que toda esta bela linha de pensamento tenha sido concebida por nada mais nada menos do que um judeu. Depois, disseram-nos ainda: “Não é necessário que se organizem politicamente, basta tirar aos judeus o seu poder económico. Só a organização económica — aí reside a salvação e o futuro”. Também aqui tenho a mesma suspeita de que um judeu semeou esta ideia pela primeira vez, porque uma coisa se tornou clara: para libertar a nossa economia deste problema, é necessário combater o agente patogénico, a luta politicamente organizada das massas contra os seus opressores. Uma vez que é evidente que o conhecimento científico é inútil enquanto não servir de base a uma organização... A mobilização das massas para a implementação daquilo que consideramos necessário, e é ainda mais evidente que, para esta organização, apenas as grandes massas do nosso povo podem ser consideradas. Porque nos distingue de todos aqueles que hoje se autodenominam “salvadores da Alemanha”, sejam Bothmer ou Ballerstedt*, o facto de acreditarmos que a força futura do nosso povo não se encontra no bar Odeon ou na Bonbonnière**, mas sim nas inúmeras oficinas onde trabalham todos os dias – é aí que encontramos os milhões de trabalhadores saudáveis ​​e esforçados, cujas vidas são a única esperança do nosso povo para o futuro. Além disso, percebemos que, se este movimento não penetrar nas massas, para as organizar, então tudo será em vão; então nunca seremos capazes de libertar o nosso povo e nunca seremos capazes de pensar em reconstruir o nosso país. A salvação nunca pode vir de cima, só pode e só virá das massas, de baixo para cima. E quando chegamos a esta conclusão e decidimos formar um partido, um partido político que deseja entrar na luta política sem tréguas pelo futuro, ouvimos uma voz: Acreditam que poucos conseguem? Acreditam mesmo que um grupo de homens consegue? Porque entendíamos que tínhamos uma batalha imensa pela frente, mas também que tudo o que é criado pelo homem pode ser destruído por outro. E outra convicção surgiu dentro de nós: não se tratava de saber se achávamos que o podíamos fazer, mas sim se acreditávamos que era certo e necessário. E se fosse certo e necessário, então já não se tratava de querer, mas sim de fazer o que sentíamos ser necessário. Não pedimos dinheiro nem apoiantes, mas decidimos avançar. E enquanto outros trabalham durante uma geração inteira, talvez para conseguir uma casinha ou uma reforma tranquila, nós arriscamos a vida e iniciamos esta luta difícil. Se vencermos, e estamos convencidos de que venceremos, mesmo que morramos na miséria, teremos ajudado a criar o maior movimento, que se estenderá agora por toda a Europa e pelo mundo inteiro. Os três primeiros princípios eram claros e indissociáveis ​​entre si. O socialismo como conceito último de dever, o dever ético do trabalho, não só para si próprio, mas também para o bem do próximo, e sobretudo o princípio: o bem comum acima do bem individual, uma luta contra todo o parasitismo e especialmente contra o rendimento fácil e imerecido. E estávamos conscientes de que, nesta luta, não podemos contar com mais ninguém para além do nosso próprio povo. Estamos convencidos de que o socialismo, no seu verdadeiro sentido, só será possível nas nações e raças arianas, e é aí, em primeiro lugar, que depositamos a nossa esperança no nosso próprio povo e estamos convencidos de que o socialismo é indissociável do nacionalismo. Ser nacionalista não significa pertencer a um partido ou a outro, mas demonstrar, com cada ação, que se beneficia o povo; significa amar todos os povos, sem exceção. Deste ponto de vista, perceberemos que é necessário preservar o bem mais precioso que um povo possui, a soma de todas as forças criativas ativas dos seus trabalhadores, para o manter saudável no corpo e na alma. E esta visão do nacionalismo obriga-nos a formar imediatamente uma frente contra o seu oposto, a concepção semita da ideia de povo, e especialmente contra o conceito semita de trabalho. Como somos socialistas, temos necessariamente de ser também anti-semitas, pois queremos lutar contra o próprio oposto: o materialismo e o mamonismo. E quando hoje o judeu ainda invade as nossas fábricas e pergunta: Como podem ser socialistas anti-semitas? Não têm vergonha? — chegará o momento em que perguntaremos: Como podem não ser anti-semitas, sendo socialistas! Chegará o momento em que se tornará óbvio que o socialismo só pode ser exercido acompanhado de nacionalismo e anti-semitismo. Os três conceitos estão indissoluvelmente ligados. São os fundamentos do nosso programa e, por isso, chamamos-nos Nacional-Socialistas. Como proceder Finalmente, sabemos quão profundas devem ser as reformas sociais para que a Alemanha recupere. Se tal não acontecer, talvez a única razão seja a modéstia dos esforços. Sabemos que será necessário fazer cortes profundos. Não podemos contornar o problema nacional, a questão da reforma agrária e o problema do cuidado com todos aqueles que, dia após dia, trabalham em prol da comunidade e, na velhice, esse cuidado não deve ser insignificante, mas sim uma oportunidade para que os seus últimos anos ainda valham a pena ser vividos. Se desejamos realizar estas reformas sociais, esta deve caminhar lado a lado com a luta contra o inimigo de toda a instituição social: o judaísmo. Aqui também sabemos que o conhecimento científico pode ser apenas a base, mas que por detrás desse conhecimento deve estar uma organização que um dia seja capaz de o pôr em prática. E nesta prática, seremos inflexíveis, o que significa: o afastamento dos judeus do meio do nosso povo, não porque lhes neguemos a existência – felicitamos o resto do mundo por isso. suas visitas – mas porque valorizamos a existência do nosso próprio povo mil vezes mais do que a de uma raça estrangeira. E como estamos convencidos de que este anti-semitismo científico, que reconhece claramente o terrível perigo desta raça para qualquer povo, só pode servir de guia, e as massas sempre o perceberão emocionalmente – pois conhecem o judeu antes de mais como o homem do dia-a-dia que sempre e em todo o lado se destaca – a nossa preocupação deve ser a de despertar no nosso povo o instinto contra o judaísmo, incitá-lo e motivá-lo, até que cheguem à decisão de aderir ao movimento que está disposto a suportar as consequências. Algumas pessoas dizem-nos: O seu sucesso depende, em última análise, de ter dinheiro suficiente e assim por diante. A isto, creio poder dizer o seguinte: Mesmo o poder do dinheiro é, de certa forma, limitado; há um limite para além do qual, no fundo, não é o dinheiro que manda, mas a verdade. E todos sabemos que, quando os milhões dos nossos trabalhadores perceberem quem são os líderes que agora lhes prometem um futuro reino de felicidade, quando reconhecerem que o ouro está em jogo por todo o lado, atirar-lhes-ão o ouro à cara e declararão: Fiquem com o vosso ouro e não pensem que nos podem comprar. E não desesperamos se ainda estivermos sozinhos, se hoje, onde quer que vamos, vemos potenciais apoiantes, mas não a coragem de se juntarem à organização. Isto não nos deve desviar do caminho; aceitamos a luta e devemos vencê-la. Assegurei-vos antes da eleição que esta eleição não decidiria o destino da Alemanha, que depois desta eleição não haveria recuperação e, já hoje, penso que a maioria de vós concorda comigo. Eu podia prever isso naquela altura porque sabia que a coragem e a vontade de agir estavam ausentes em todo o lado. Proclamamos como nossa plataforma eleitoral apenas uma coisa: Que os outros vão hoje às urnas, ao Reichstag, aos parlamentos, e fiquem sentados nas suas cadeiras de clube; queremos subir para as mesas de cerveja e arrastar as massas connosco. Mantivemos essa promessa e vamos mantê-la no futuro. Incansável e constantemente, enquanto tivermos um mínimo de força e fôlego, sairemos à rua e convocaremos todo o nosso povo; e diremos sempre a verdade até que possamos começar a ter esperança de que essa verdade prevaleça. Até que finalmente chega o dia em que as nossas palavras se calam e a ação começa. Considerações finais: Senhoras e senhores! Não somos tão temíveis como o nosso principal inimigo e não podemos destruir o judaísmo sozinhos; não imaginamos que seja tão fácil. No entanto, decidimos não apresentar quaisquer condições ou objeções. Mas, uma vez resolvida a questão, será resolvida, e resolvida completamente. Concordo com o que o senhor disse, que para ele não importa – qualquer pessoa é um ser humano –, desde que essa pessoa não atrapalhe. Mas quando uma grande raça destrói sistematicamente as condições de vida da minha raça, eu digo que não, não importa a que "pertençam". Neste caso, digo que sou dos que, ao receberem um golpe na face esquerda, ripostam com dois ou três. Então, um senhor disse que o nosso movimento significaria uma batalha na qual a classe operária seria arrastada. Sim, e prometeremos ao nosso povo o Paraíso na Terra, e depois de os tolos lutarem durante quarenta anos, em vez do Paraíso, não terão nada além de um monte de entulho e miséria. Esse erro não cometeremos. Não prometemos nenhum Paraíso, mas uma coisa: se estiverem determinados a levar avante este programa na Alemanha, talvez chegue o tempo em que poderão ter uma vida. Se realizarem a gloriosa reforma que estes senhores aqui desejam, em pouco tempo enfrentarão a necessidade de embelezar essa vida com os mesmos decretos que os vossos líderes, Trotsky e Lenine, emitem agora: aqueles que não estiverem dispostos a lutar pelas bênçãos desse Estado, morram. Por fim, disse que se opunham a qualquer tipo de capitalismo. Minha estimada plateia! Os comunistas até agora têm lutado apenas contra o capital industrial e enforcado somente capitalistas industriais. Mas digam-me um único capitalista judeu que tenham enforcado. Trezentos mil russos foram assassinados na Rússia. O próprio governo soviético admite-o agora. Entre estes 300 mil, não há um único judeu! Mas, na liderança, mais de 90% são judeus. Isto é perseguição aos judeus ou, no verdadeiro sentido da palavra, perseguição aos cristãos? Depois disseram que lutaram contra o capital de empréstimos e o capital industrial. Mas até agora não combateram nem um nem o outro. Não se pode lutar contra o capital industrial, no máximo destruí-lo, e depois ter de começar tudo de novo com um dia de trabalho de 12 horas para o reconstruir. E contra o outro nunca lutaram! Este é que vos está a pagar. De seguida, o segundo orador afirmou que a causa da revolução deveria ser procurada na pobreza. Preferimos dizer o seguinte: a pobreza tornou a Alemanha um terreno fértil para aqueles que desejavam a revolução. Pode ler o texto escrito pelo seu senhor e mestre, que então governava a Alemanha, Rathenau, onde explica precisamente que a revolução Tinha um propósito real e deliberado: a destituição do sistema feudal e a sua substituição pela plutocracia. Estes homens foram os financiadores deste glorioso movimento. Se a sua revolução representasse a mais pequena ameaça ao Capital, o Frankfurter Zeitung não teria anunciado triunfalmente a 9 de Novembro: “O povo alemão fez uma revolução”. Quando fizermos a nossa revolução, o Frankfurter Zeitung cantará uma música muito diferente. Então disseste ainda: Antes da guerra, não se ouvia falar de judeus. É lamentável que tenhamos ouvido tão pouco. Isto não significa, porém, que não existissem. Mas, acima de tudo, não é verdade, porque este movimento não começou depois da guerra, mas existe desde que há judeus. Se recuar e ler a história judaica, verá que os judeus exterminaram gradualmente as tribos originárias da Palestina pela espada, pelo que poderá imaginar que houve antissemitismo como reação lógica. E isso existiu desde sempre até aos dias de hoje, e os faraós no Egito eram provavelmente tão antissemitas como nós somos hoje. Se tivesse, antes da guerra, lido não só os seus famosos escritores Moritz, Salomon e outros – nem sequer menciono os jornais que, a priori, ostentam o selo de aprovação da Aliança Israelita – teria ouvido dizer que na Áustria existia um enorme movimento anti-semita, mas também que o povo russo tentava constantemente insurgir-se contra os sanguessugas judeus. Que na Galiza, os polacos gemiam e já não trabalhavam, e por vezes insurgiam-se em desespero contra aqueles idealistas insanos que estavam condenados a enviar o povo para a morte prematura. Infelizmente, tarde demais começamos a perceber isso aí, mas dizes: Antes da guerra, ninguém ouvia falar disso. Mas realmente deploráveis ​​são aqueles que ouvem falar disso agora e, no entanto, não conseguem ter a coragem de responder ao nosso apelo. Depois declara ainda que Lenine cometeu alguns erros. Agradecemos que, pelo menos, admita que o seu papa cometeu erros. Mas depois declara que não cometeria esses erros. Para começar, quando 300 mil pessoas são enforcadas na Alemanha e quando toda a nossa economia é destruída seguindo este padrão, a sua declaração de que não cometeria os mesmos erros não é suficiente. Parece ter uma ideia vaga do que o sistema bolchevique realmente significa. Ele não vai melhorar a situação, mas foi instituído para destruir as raças com estes erros. Quando hoje declara que isso aconteceu na Rússia até agora, isso é uma desculpa esfarrapada; quando primeiro se extermina uma raça, primeiro destrói-se totalmente uma economia nacional; e finalmente este Estado vive praticamente apenas pela misericórdia de oficiais czaristas que, movidos pela força, lhe fazem conquistas, pelo que, na minha opinião, é uma política estranha. Uma coisa sei: se não tivermos a força de vontade inabalável para travar a loucura da guerra – esta destruição mútua – pereceremos. Por fim, explica que, como o capital emprestado é internacional, não podemos combatê-lo a nível nacional, caso contrário o mundo internacional isolar-nos-á. Estas são as consequências de confiar na solidariedade internacional! Se não nos tivessem tornado tão impotentes, não nos importaríamos se o outro mundo está ou não satisfeito connosco. Mas quando vocês próprios admitem que esta Internacional, que praticamente domina a Grã-Bretanha, a França e a América do Norte, é capaz de nos isolar, acreditam então que a luta contra o Capital está a ser aí travada? Enquanto este planeta existir, as nações nunca foram libertadas pela vontade e pelos atos de outras nações, mas sim pela sua própria força ou permaneceram em cativeiro. E depois, finalmente, também vós recorreis à Bíblia, e isso, afinal, é um bom sinal para um comunista. E vocês explicam que, devido a uma peculiar conformidade entre a Bíblia e o programa do nosso Partido, eu sou comunista. O que me estão a dizer aqui, o Dr. Gerlich já o disse, e o Sr. Hohmann também me telefonou: se defende o que está no programa, é comunista. Por outro lado, o “Post” está sempre a dizer que sou um reaccionário acérrimo, um reaccionário militarista completamente doentio. Por favor, confronte o editor-chefe com isto e dê-me a oportunidade de ouvir. Além disso, o “Kampf” sublinha repetidamente que somos o bastião da contra-reacção. Por isso, recomendo que vá primeiro ao “Post” e ao “Kampf” e lhes diga que somos comunistas, porque eu próprio não me importo com o rótulo que me dão, seja reaccionário, pangermânico, junker, grande industrial ou comunista – sou e continuarei a ser um nacional-socialista alemão. Tenho o meu programa nas mãos e, como já disse anteriormente, vou segui-lo até à última gota das minhas forças e ao último suspiro dos meus pulmões. [[Categoria:Trabalhos originalmente em alemão]] [[Categoria:Obras da Alemanha Nazista]] [[Categoria:Segunda Guerra Mundial]] kfxp9mzj4ujb4noyndnclult7tnf0oz Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/114 106 254133 554095 2026-06-10T16:12:37Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 554095 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>— Que é que quer ? perguntou-lhe um criado de farda verde. — Quero que não me aborreça ! respondeu elle, fechando a carranquinha. criado abriu a bocca, pensando lá comsigo: Isto ha de ser algum magico disfarçado em pinto ! E deixou-o passar. O amigo sura, então, com toda a importancia, atravessou salões e mais salões até chegar á sala do throno, onde viu o rei, todo emproado, de corôa na cabeça e sceptro na mão. O pinto approximou-se delle, dobrou os joelhos e — ''qui-ri-qui-qui !'' — entregou-lhe a carta. O rei pegou no papelzinho, examinou-o de um lado e de outro; mas, vendo que era um papel sujo, apanhado no lixo, encheu-se de furor.” — Esse rei era bôbo, vovó ! commentou Narizinho. Si fosse eu até achava graça... — “Mas, continuou a velha, o rei damnou e disse aos guardas: — Já com este pinto malcriado fóra dʼaqui ! Ponham-no junto com as gallinhas e amanhã, panella com elle !... {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}110{{gap}}☉}}</noinclude> gfb0m1h6a969ja4jmt0tis1j1x0emfh Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/115 106 254134 554096 2026-06-10T16:19:50Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 554096 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 115a crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} O pobrezinho, agarrado pela asa, viu-se arrastado pelo palacio afóra até um gallinheiro onde gallinhas orgulhosas esperavam a vez de ser mastigadas pela real dentuça de S. Majestade. Mal o viram, começaram ellas a judiar do pobre pinto, dando-lhe bicadas inda peiores que as do frangote namorador. Mas o pinto lembrou-se que trazia no embornal a raposa e, tirando-a para fóra, disse: {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 115b crop).jpg |align=right |width=200px |padt=2em }} — Rapozinha amiga, dá um péga dʼaquelles nestas emproadas ! A raposa, incontinenti — ''zás! zás!'' — deu cabo de todas as gal-<noinclude>{{c|☉{{gap}}111{{gap}}☉}}</noinclude> eigomtwmttqmjyms2dfdshvm97musjm 554106 554096 2026-06-10T16:49:03Z Erick Soares3 19404 554106 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 115 crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} O pobrezinho, agarrado pela asa, viu-se arrastado pelo palacio afóra até um gallinheiro onde gallinhas orgulhosas esperavam a vez de ser mastigadas pela real dentuça de S. Majestade. Mal o viram, começaram ellas a judiar do pobre pinto, dando-lhe bicadas inda peiores que as do frangote namorador. Mas o pinto lembrou-se que trazia no embornal a raposa e, tirando-a para fóra, disse: {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 115b crop).jpg |align=right |width=200px |padt=2em }} — Rapozinha amiga, dá um péga dʼaquelles nestas emproadas ! A raposa, incontinenti — ''zás! zás!'' — deu cabo de todas as gal-<noinclude>{{c|☉{{gap}}111{{gap}}☉}}</noinclude> fmlhb7kt9gpoc3zbc81vgkiyix3t627 554130 554106 2026-06-11T03:09:01Z Geoffroi 42126 ([[c:GR|GR]]) [[c:COM:FR|File renamed]]: [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 115 crop).jpg]] → [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 115a crop).jpg]] [[c:COM:FR#FR1|Criterion 1]] (original uploader’s request) 554130 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 115a crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} O pobrezinho, agarrado pela asa, viu-se arrastado pelo palacio afóra até um gallinheiro onde gallinhas orgulhosas esperavam a vez de ser mastigadas pela real dentuça de S. Majestade. Mal o viram, começaram ellas a judiar do pobre pinto, dando-lhe bicadas inda peiores que as do frangote namorador. Mas o pinto lembrou-se que trazia no embornal a raposa e, tirando-a para fóra, disse: {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 115b crop).jpg |align=right |width=200px |padt=2em }} — Rapozinha amiga, dá um péga dʼaquelles nestas emproadas ! 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Era o rio quem falava. O pinto, criando alma nova, soltou-o; e o rio, desenrolan [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 116 crop).jpg|centro|350px]] {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}112{{gap}}☉}}</noinclude> 5sjjnvyved6mflv5syn43dfa7hhy81d 554099 554097 2026-06-10T16:33:07Z Erick Soares3 19404 554099 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>linhas e mais dos gallos que vieram defendel-as. Livre, assim, destes inimigos o pinto sura, mais que depressa, saltou o muro e abriu para trás, com quantas pernas tinha. O rei, logo que soube do caso, rebolou no chão de colera; depois deu ordem, aos berros, para que partisse em perseguição do pinto um regimento de cavallaria. O regimento partiu a galope — ''pá-tá-lá!'' ''pá-tá-lá!'' — erguendo nuvens de poeira. Quando o pinto ouviu aquelle tropel, tremeu de medo, com seis gottas de suor frio na testa. — Estou aqui estou assado ! murmurou. — Assado, nada ! disse de dentro do embornal uma voz. Solta-me e verás. Era o rio quem falava. O pinto, criando alma nova, soltou-o; e o rio, desenrolan{{PT||do-se por alli afóra, inundou os campos e deteve a soldadesca.}} [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 116 crop).jpg|centro|350px]] {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}112{{gap}}☉}}</noinclude> 4g4jzrghfrqsk7eebw14we7ijihsr3p Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/117 106 254136 554098 2026-06-10T16:32:28Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 554098 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{PT|do-se por alli afóra, inundou os campos e deteve a soldadesca.}} Mas os soldados logo arranjaram canôas e conseguiram atravessar o rio. Ao vel-os de novo galopando atrás delle o pinto esfriou e disse: — Estou aqui estou em môlho pardo ! — Môlho pardo, nada ! Solta-me e verás. Era o espinheiro quem falava. O pinto, mais que depressa, deu-lhe liberdade e o espinheiro, arrepiando os estrepes e agulhas, fechou o caminho, como tranqueira que nem porco do mato vára. {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 117 crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} O pinto, victorioso, subiu a um cupim e fez pito para os soldados. Depois encheu o papinho de milho e continuou a viajem, sossegadamente, ciscando gafanhotos e minhocas á beira da estrada. Quando deu accordo, tinha chegado. Mas aqui ficou triste. — Pobre de mim! pensou. Vae reco-<noinclude>{{c|☉{{gap}}113{{gap}}☉}}</noinclude> pn2r46sx09rxsx4qzuyal0dqaglw4kt Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/118 106 254137 554100 2026-06-10T16:38:46Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 554100 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Erick Soares3" /></noinclude>meçar a minha vida de judiado... Venci o rei, venci as gallinhas do rei, venci os soldados do rei; mas peior que tudo isso é o malvado frangote namorador !... Que será de mim ? Criou animo, porém, e entrou no velho cercado onde nascera. Entrou resabiado, com mil cautelas, espiando de um lado e de outro. Mas aconteceu o que elle jamais esperara. As gallinhas vieram rodeal-o, muito amaveis, com festinhas e olhares meigos. Quanto ao frango arreliento, nem sombra ! — Que é delle ? perguntou o sura. — Foi para a panella, responderam as gallinhas. O pinto sura criou alma nova. Depois, olhando, olhando e não vendo o gallo velho, indagou: — E o gallo esporudo ? — Morreu de gôgo, disse, com lagrimas nos olhos, uma linda carijó. O pinto sura deu um pinote de alegria. — E... e quem é o gallo agora ? — Eʼs tu, belleza ! exclamaram as frangas todas, em côro. {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}114{{gap}}☉}}</noinclude> cqzvfmlr3rrwn20l46tzq6558a7iyun 554101 554100 2026-06-10T16:38:58Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 554101 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>meçar a minha vida de judiado... Venci o rei, venci as gallinhas do rei, venci os soldados do rei; mas peior que tudo isso é o malvado frangote namorador !... Que será de mim ? Criou animo, porém, e entrou no velho cercado onde nascera. Entrou resabiado, com mil cautelas, espiando de um lado e de outro. Mas aconteceu o que elle jamais esperara. As gallinhas vieram rodeal-o, muito amaveis, com festinhas e olhares meigos. Quanto ao frango arreliento, nem sombra ! — Que é delle ? perguntou o sura. — Foi para a panella, responderam as gallinhas. O pinto sura criou alma nova. Depois, olhando, olhando e não vendo o gallo velho, indagou: — E o gallo esporudo ? — Morreu de gôgo, disse, com lagrimas nos olhos, uma linda carijó. O pinto sura deu um pinote de alegria. — E... e quem é o gallo agora ? — Eʼs tu, belleza ! exclamaram as frangas todas, em côro. {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}114{{gap}}☉}}</noinclude> dzhlt4jtjnlph434cttk16kyisj3ka5 Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/119 106 254138 554102 2026-06-10T16:42:42Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 554102 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>Só então o pinto sura comprehendeu que a viagem tinha levado muito tempo e que elle não era mais o pobre pinto que dalli partira e sim formoso gallo, de crista no alto do côco e esporas apontando nos pés. Em vista disso pulou para cima dum jacá, estufou o papo e desferiu um canto de victoria ,tão imponente que as frangas abriram o bico, espantadas: {{dhr}} <poem> ''Cỏ-có-ri-có-có !. . .'' ''Quem manda aqui ?'' ''Gallo sura só !'' </poem> [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 112 crop).jpg|centro|350px]] {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}115{{gap}}☉}}</noinclude> sh7eupwhnkriv47o0pd8q3ryx216as6 554103 554102 2026-06-10T16:42:56Z Erick Soares3 19404 554103 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>Só então o pinto sura comprehendeu que a viagem tinha levado muito tempo e que elle não era mais o pobre pinto que dalli partira e sim formoso gallo, de crista no alto do côco e esporas apontando nos pés. Em vista disso pulou para cima dum jacá, estufou o papo e desferiu um canto de victoria ,tão imponente que as frangas abriram o bico, espantadas: {{dhr}} <poem> ''Cỏ-có-ri-có-có !. . .'' ''Quem manda aqui ?'' ''Gallo sura só !'' </poem> [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 119 crop).jpg|centro|350px]] {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}115{{gap}}☉}}</noinclude> psar7yu3ewqyex4r0rvohekc5oobls4 554105 554103 2026-06-10T16:46:17Z Erick Soares3 19404 554105 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>Só então o pinto sura comprehendeu que a viagem tinha levado muito tempo e que elle não era mais o pobre pinto que dalli partira e sim formoso gallo, de crista no alto do côco e esporas apontando nos pés. Em vista disso pulou para cima dum jacá, estufou o papo e desferiu um canto de victoria ,tão imponente que as frangas abriram o bico, espantadas: {{dhr}} <poem> {{smaller| ''Cỏ-có-ri-có-có !. . .'' ''Quem manda aqui ?'' ''Gallo sura só !''}} </poem> [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 119 crop).jpg|centro|350px]] {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}115{{gap}}☉}}</noinclude> 57v1rxgvf4crvipwj599xg0iw4ei8qk 554107 554105 2026-06-10T17:00:23Z Erick Soares3 19404 554107 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>Só então o pinto sura comprehendeu que a viagem tinha levado muito tempo e que elle não era mais o pobre pinto que dalli partira e sim formoso gallo, de crista no alto do côco e esporas apontando nos pés. Em vista disso pulou para cima dum jacá, estufou o papo e desferiu um canto de victoria ,tão imponente que as frangas abriram o bico, espantadas: {{dhr}} <poem> {{smaller| ''Cỏ-có-ri-có-có !. . .'' ''Quem manda aqui ?'' ''Gallo sura só !''}} </poem> {{dhr|3}} [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 119 crop).jpg|centro|350px]] {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}115{{gap}}☉}}</noinclude> 29nt857dfo8ynke59z0a4wuk6i3463j Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Segunda parte/VIII 0 254139 554104 2026-06-10T16:44:40Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" from=107 to=119 fromsection="Cap. 8" header=1/> {{PD-old-70-BR}} {{Modernização}} 554104 wikitext text/x-wiki <pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" from=107 to=119 fromsection="Cap. 8" header=1/> {{PD-old-70-BR}} {{Modernização}} 0nk4f6f05q0rwu28h0w0012ee3iawzx Página:Da Terra á Lua.pdf/148 106 254140 554108 2026-06-10T17:06:37Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: [149] natureza pouco discretos, e a proposta de Miguel Ardan corria já seguramente pelos differentes estados da União. Consequentemente Barbicane não tinha motivo algum para se calar; portanto reuniu os collegas que estavam em Tampa-Town, e sem dar mostra do que lhe ía no pensamento, sem discutir o maior ou menor credito de que o telegramma era merecedor, leu-lhes friamente o laconico texto. «É impossivel! Inverosimil! Pura chalaça! Manga... 554108 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|149|borda_inferior=sim}}</noinclude>[149] natureza pouco discretos, e a proposta de Miguel Ardan corria já seguramente pelos differentes estados da União. Consequentemente Barbicane não tinha motivo algum para se calar; portanto reuniu os collegas que estavam em Tampa-Town, e sem dar mostra do que lhe ía no pensamento, sem discutir o maior ou menor credito de que o telegramma era merecedor, leu-lhes friamente o laconico texto. «É impossivel! Inverosimil! Pura chalaça! Mangaram comnosco! Ridiculo! Absurdo!» Em poucos minutos ouviu-se ali uma collecção completa de todas as expressões que servem para exprimir duvida, incredulidade ou qualificar a tolice e a loucura, e com acompanhamento de gestos usuaes em taes casos. Todos sorriam, riam, encolhiam os hombros ou desatavam ás gargalhadas, cada um segundo a respectiva disposição e genio. J.-T. Maston foi o unico que teve uma saída soberba: «E não é má idéa, não!» — É verdade, respondeu o major; mas se é permittido ter de vez em quando idéas dʼessas, é só com a condição de nem por sonhos pensar em leva-las á execução. — E porque não? replicou com vivacidade o secretario do Gun-Glub, já prompto para discutir. Mas não quizeram pica-lo mais. Entretanto já o nome de Miguel Ardan corria de bôca em bôca pela cidade de Tampa. Forasteiros e indigenas olhavam-se, interrogavam-se e mofavam, não do europeu, especie de mytho ou individualidade chimerica, mas de J.-T Maston, que tinha chegado a acreditar na existencia de tal personagem lendario. Quando Barbicane propozera arremessar um projectil á Lua todos acharam o emprehendimento natural, praticavel, pura questão de balistica! Mas offerecer-se um ente racional para tomar passagem dentro do projectil e tentar aquella viagem inverosimil, isso lá era proposta de phantasia, zombaria, caçoada, ou, queren-<noinclude></noinclude> 0d8i08jzvyeb3u1bx2jt77a7otl1l07 Página:Da Terra á Lua.pdf/149 106 254141 554109 2026-06-10T17:09:09Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: do usar de um termo que tem traducção exacta e precisa na linguagem familiar franceza, ''humbug!''<ref>Mystification. Mystificação.</ref> Até á noite sem interrupção durou a risota, podendo até affirmar-se que a União inteira desatou a um tempo nʼuma casquinada de riso inextinguivel, o que aliás não está lá muito nos habitos de um paiz em que até as emprezas mais claramente impossiveis encontram com facilidade panegyristas, adeptos e part... 554109 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|150|VIAGENS MARAVILHOSAS|borda_inferior=sim}}</noinclude>do usar de um termo que tem traducção exacta e precisa na linguagem familiar franceza, ''humbug!''<ref>Mystification. Mystificação.</ref> Até á noite sem interrupção durou a risota, podendo até affirmar-se que a União inteira desatou a um tempo nʼuma casquinada de riso inextinguivel, o que aliás não está lá muito nos habitos de um paiz em que até as emprezas mais claramente impossiveis encontram com facilidade panegyristas, adeptos e partidarios. Todavia a proposta de Miguel Ardan, como succede a toda a idéa nova, não deixou de dar que fazer a certos espiritos. A cousa sempre vinha alterar o curso das emoções habituaes. «Ninguem pensára em tal!» E o incidente por sua mesma estranheza em breve se tornou como que em pesadelo geral. Caso é que já nʼelle pensavam. Quantas cousas se negam na vespera, e que o dia seguinte vem transformar em realidades! E porque é que tal viagem se não havia de vir a fazer mais tarde ou mais cedo? Em todo o caso, o homem que assim queria arriscar a pelle era forçosamente doido, e decididamente já que o projecto que sonhára não podia ser tomado a serio, melhor era ter-se calado, do que vir inquietar um povo inteiro com tão ridiculos devaneios. Mas, e antes de tudo; acaso tal personagem existia realmente? Magna questão! Aquelle nome de «Miguel Ardan» já não era inteiramente desconhecido na America! Senão que pertencia a um europeu muito citado por seus ousados emprehendimentos. De mais a mais aquelle telegramma enviado atravez das profundezas do Atlantico, aquella indicação positiva do navio em que o francez dizia ter já tomado passagem, e a da data proxima em que havia de chegar, tudo eram circumstancias que davam á proposta certo caracter de verosimilhança. O que todos desejavam<noinclude>{{smallrefs}}</noinclude> tim4eyku861a3h19eaw3rmqfjbdxera Página:Da Terra á Lua.pdf/150 106 254142 554110 2026-06-10T17:11:17Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: era uma solução clara e positiva que lhes socegasse o espirito. Pouco a pouco reuniram-se em grupos os individuos isolados; os grupos foram-se condensando por influencia da curiosidade, como os atomos se aggregam em virtude da attracção mollecular, e a final vieram a transformar-se em multidão compacta, que tomou em direitura á morada do presidente Barbicane. Este, desde que chegára o telegramma, não dera por fórma alguma a conhecer o que... 554110 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|151|borda_inferior=sim}}</noinclude>era uma solução clara e positiva que lhes socegasse o espirito. Pouco a pouco reuniram-se em grupos os individuos isolados; os grupos foram-se condensando por influencia da curiosidade, como os atomos se aggregam em virtude da attracção mollecular, e a final vieram a transformar-se em multidão compacta, que tomou em direitura á morada do presidente Barbicane. Este, desde que chegára o telegramma, não dera por fórma alguma a conhecer o que dʼelle pensava; deixára correr a opinião de J.-T. Maston, sem manifestar approvação nem censura; estava mettido ao canto, e na idéa de esperar pelos acontecimentos, mas com que elle não contava era com a impaciencia publica; por isso viu com olhos de pouca satisfação accumular-se-lhe debaixo das janellas a população de Tampa. Em breve o forçaram a mostrar-se ao publico, mil murmurios e vociferações. É de ver que o presidente tinha todos os deveres e portanto todos os incommodos attributos da celebridade. Logo que Barbicane appareceu reinou silencio na multidão e um cidadão que tomou a palavra dirigiu-lhe, sem mais rodeios, a seguinte pergunta: «O personagem designado no telegramma pelo nome de Miguel Ardan, seguiu ou não viagem para a America? — Meus senhores, respondeu Barbicane, tanto o sei eu como vós outros. — Pois é necessario sabe-lo, exclamaram algumas vozes impacientes. — O tempo é que nos ha de desenganar, respondeu friamente o presidente. — Ao tempo não assiste direito para conservar um paiz inteiro em suspensão, replicou o orador. E os planos do projectil já se mandaram modificar, como se pede no telegramma? — Ainda não, meus senhores; mas, todos têem muita rasão, é necessario desenganarmo-nʼos; o telegrapho foi que causou<noinclude></noinclude> qtkcat3e6iq8ke022mdc3x8o3oxkxbt Predefinição:Leis abolicionistas 10 254143 554125 2026-06-11T01:33:48Z Alvoradaking 10148 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{Navbox |nome = Leis abolicionistas |título = [[w:Abolicionismo no Brasil|Leis abolicionistas do Brasil]] |imagem = |classe = hlist |estado = mw-collapsible mw-collapsed |estilo-título = solid #a7d7f9 1px; border-bottom:1px solid #a7d7f9; padding:3px; background-color: #FFF; text-align: center; margin-top:0; margin-left: 0; clear: both; |estilo-grupo = solid #a7d7f9 1px; border-bottom:1px solid #a7d7f9; padding:3px; background-color: #FFF; text-align... 554125 wikitext text/x-wiki {{Navbox |nome = Leis abolicionistas |título = [[w:Abolicionismo no Brasil|Leis abolicionistas do Brasil]] |imagem = |classe = hlist |estado = mw-collapsible mw-collapsed |estilo-título = solid #a7d7f9 1px; border-bottom:1px solid #a7d7f9; padding:3px; background-color: #FFF; text-align: center; margin-top:0; margin-left: 0; clear: both; |estilo-grupo = solid #a7d7f9 1px; border-bottom:1px solid #a7d7f9; padding:3px; background-color: #FFF; text-align: center; margin-top:0; margin-left: 0; clear: both; |estilo-acima = solid #a7d7f9 1px; border-bottom:1px solid #a7d7f9; padding:3px; background-color: #FFF; text-align: center; margin-top:0; margin-left: 0; clear: both; |estilo-abaixo = solid #a7d7f9 1px; border-bottom:1px solid #a7d7f9; padding:3px; background-color: #FFF; text-align: center; margin-top:0; margin-left: 0; clear: both; |grupo1 = |lista1 = * [[Lei Eusébio de Queirós]] (1850) * [[Lei do Ventre Livre]] (1871) * [[Lei dos Sexagenários]] (1885) * [[Lei Áurea]] (1885) }} <noinclude> </noinclude><includeonly>{{#ifeq:{{ROOTPAGENAME}}|{{PAGENAME}}|[[Categoria:Presidentes do Brasil]]|[[Categoria:!Predefinições de navegação|Leis abolicionistas]]|[[Categoria:História do Brasil]]}}</includeonly> jpeuy45dc889ry9ntkefmc3f1ymhz5p 554126 554125 2026-06-11T01:34:40Z Alvoradaking 10148 554126 wikitext text/x-wiki {{Navbox |nome = Leis abolicionistas |título = [[w:Abolicionismo no Brasil|Leis abolicionistas do Brasil]] |imagem = |classe = hlist |estado = mw-collapsible mw-collapsed |estilo-título = solid #a7d7f9 1px; border-bottom:1px solid #a7d7f9; padding:3px; background-color: #FFF; text-align: center; margin-top:0; margin-left: 0; clear: both; |estilo-grupo = solid #a7d7f9 1px; border-bottom:1px solid #a7d7f9; padding:3px; background-color: #FFF; text-align: center; margin-top:0; margin-left: 0; clear: both; |estilo-acima = solid #a7d7f9 1px; border-bottom:1px solid #a7d7f9; padding:3px; background-color: #FFF; text-align: center; margin-top:0; margin-left: 0; clear: both; |estilo-abaixo = solid #a7d7f9 1px; border-bottom:1px solid #a7d7f9; padding:3px; background-color: #FFF; text-align: center; margin-top:0; margin-left: 0; clear: both; |grupo1 = |lista1 = * [[Lei Eusébio de Queirós]] (1850) * [[Lei do Ventre Livre]] (1871) * [[Lei dos Sexagenários]] (1885) * [[Lei Áurea]] (1885) }} <noinclude> [[Categoria:!Predefinições de navegação|Leis abolicionistas]] [[Categoria:História do Brasil|!]] </noinclude> caa8mbd2gpzidqylo6e4445kxpslmbr