Wikisource ptwikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.7 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikisource Wikisource Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão Portal Portal Discussão Autor Autor Discussão Galeria Galeria Discussão Página Página Discussão Em Tradução Discussão Em Tradução Anexo Anexo Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Página:Historias da meia noite.djvu/85 106 159962 554753 370754 2026-06-22T23:24:36Z JppBr98 28173 /* Revista */ 554753 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" /></noinclude>{{T2|AS BODAS DE LUIZ DUARTE|fs=1.35em}} {{linha horizontal|5em|lh=2em}} {{dhr|500%}} Na manhã de um sabbado, 25 de abril, andava tudo em alvoroço em casa de José Lemos. Preparava-se o apparelho de jantar dos dias de festa, lavavam-se as escadas e os corredores, enchiam-se os leitões e os perús para serem assados no forno da padaria de fronte; tudo era movimento; alguma cousa grande ia acontecer n’esse dia. O arranjo da sala ficou a cargo de José Lemos. O respeitavel dono da casa, trepado n’um banco, tratava de pregar á parede duas gravuras compradas na vespera em casa do Bernasconi; uma representava a ''Morte de Sardanapalo''; outra a ''Execução de Maria Stuart''. Houve alguma lucta entre elle e a mulher a respeito da collocação da primeira gravura. D. Beatriz achou que era<noinclude> <references/></noinclude> bnfon1rmwqfkwlhxa4b6zqel51tf9kz 554754 554753 2026-06-22T23:24:59Z JppBr98 28173 554754 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" /></noinclude>{{T2|AS BODAS DE LUIZ DUARTE|fs=1.35em}} {{linha horizontal|5em|lh=2em}} {{dhr|500%}} Na manhã de um sabbado, 25 de abril, andava tudo em alvoroço em casa de José Lemos. Preparava-se o apparelho de jantar dos dias de festa, lavavam-se as escadas e os corredores, enchiam-se os leitões e os perús para serem assados no forno da padaria de fronte; tudo era movimento; alguma cousa grande ia acontecer n’esse dia. O arranjo da sala ficou a cargo de José Lemos. O respeitavel dono da casa, trepado n’um banco, tratava de pregar á parede duas gravuras compradas na vespera em casa do Bernasconi; uma representava a ''Morte de Sardanapalo''; outra a ''Execução de Maria Stuart''. Houve alguma lucta entre elle e a mulher a respeito da collocação da primeira gravura. D. Beatriz achou que era<noinclude> <references/></noinclude> clmkzkvjakjormw9ragx3pki7wfbnip Página:Historias da meia noite.djvu/86 106 159963 554755 370755 2026-06-22T23:30:50Z JppBr98 28173 /* Revista */ 554755 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{cabeçalho|86|{{sc|historia da meia noite}}|}}</noinclude>indecente um grupo de homem abraçado com tantas mulheres. Alêm d’isso, não lhe pareciam proprios dous quadros funebres em dia de festa. José Lemos que tinha sido membro de uma sociedade litteraria, quando era rapaz, respondeu triumphantemente que os dous quadros eram historicos, e que a história está bem em todas as familias. Podia accrescentar que nem todas as familias estão bem na história; mas este trocadilho era mais lugubre que os quadros. D. Beatriz, com as chaves na mão, mas sem a ''melena desgrenhada'' do soneto de Tolentino, andava litteralmente da sala para a cozinha, dando ordens, apressando as escravas, tirando toalhas e guardanapos lavados e mandando fazer compras, em summa, occupada nas mil cousas que estão a cargo de uma dona de casa, maxime n’um dia de tanta magnitude. De quando em quando, chegava D. Beatriz á escada que ia ter ao segundo andar, e gritava: — Meninas, venham almoçar. Mas parece que as meninas não tinham pressa, porque so depois das nove horas acudiram ao oitavo chamado da mãe, ja disposta a subir ao quarto das pequenas, o que era verdadeiro sacrificio da parte de uma senhora tão gorda. Eram duas moreninhas de truz as filhas do casal Lemos. Uma representava ter vinte annos, outra dezesete; ambas eram altas e um tanto refeitas. A mais velha estava um pouco pallida; a outra, coradinha e alegre,<noinclude> <references/></noinclude> tq7x9ir129x783m3mznqgftcpe3xjfo Página:Historias da meia noite.djvu/87 106 159964 554756 370756 2026-06-22T23:35:53Z JppBr98 28173 /* Revista */ 554756 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh||{{sc|as bodas de luiz duarte}}|87}}</noinclude>desceu cantando não sei que romance do Alcazar, então em moda. Parecia que das duas a mais feliz sería a que cantava; não era; a mais feliz era a outra que n’esse dia devia ligar-se pelos laços matrimoniaes ao joven Luiz Duarte, com quem nutrira longo e porfiado namôro. Estava pallida por ter tido uma insomnia terrivel, doença de que até então não padecêra nunca. Ha doenças assim. Desceram as duas pequenas, tomaram a benção á mãe, que lhes fez um rapido discurso de reprehensão e foram á sala para fallar ao pae. José Lemos, que pela setima vez trocava a posição dos quadros, consultou as filhas sôbre se era melhor que a ''Stuart'' ficasse do lado do sofá ou do lado opposto. As meninas disseram que era melhor deixal-a onde estava, e ésta opinião poz termo ás dúvidas de José Lemos que deu por concluida a tarefa e foi almoçar. Alêm de José Lemos, sua mulher D. Beatriz, Carlota (a noiva) e Luiza, estavam á meza Rodrigo Lemos e o menino Antonico, filhos tambem do casal Lemos. Rodrigo tinha dezoito annos e Antonico seis; o Antonico era a miniatura do Rodrigo; distinguiam-se ambos por uma notavel preguiça, e n’isso eram perfeitamente irmãos. Rodrigo desde as oito horas da manhã gastou o tempo em duas cousas: ler os annuncios do ''Jornal'' e ir á cozinha saber em que altura estava o almoço. Quanto ao Antonico, tinha comido ás seis horas um bom prato de<noinclude>{{d|{{small|6}}|3em}} <references/></noinclude> 7mlf1enhlmy7ibuwvpus3r9pmqbrsqu Página:Historias da meia noite.djvu/88 106 159965 554757 370757 2026-06-22T23:38:53Z JppBr98 28173 /* Revista */ 554757 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{cabeçalho|88|{{sc|historias da meia noite}}|}}</noinclude>mingau, na fórma do costume, e so se occupou em dormir tranquillamente até que a mucama o foi chamar. O almôço correu sem novidade. José Lemos era homem que comia calado; Rodrigo contou o enrêdo da comedia que vira na noite antecedente no Gymnasio; e não se fallou em outra cousa durante o almôço. Quando este acabou, Rodrigo levantou-se para ir fumar; e José Lemos encostando os braços na mesa perguntou se o tempo ameaçava chuva. Effectivamente o ceu estava sombrio, e a Tijuca não apresentava bom aspecto. Quando o Antonico ia levantar-se, impetrada a licença, ouviu da mãe este aviso: — Olha la, Antonico, não faças logo ao jantar o que fazes sempre que ha gente de fóra. — O que é que elle faz? perguntou José Lemos. — Fica envergonhado e mette o dedo no nariz. So os meninos tolos é que fazem isto: eu não quero semelhante cousa. O Antonico ficou envergonhado com a reprimenda e foi para a sala lavado em lagrymas. D. Beatriz correu logo atraz para acalentar o seu Benjamim, e todos os mais se levantaram da mesa. José Lemos indagou da mulher se não faltava nenhum convite, e depois de certificar-se que estavam convidados todos os que deviam assistir á festa, foi vestir-se para sahir. Immediatamente foi incumbido de várias cousas: recommendar ao cabelleireiro que viesse cedo, comprar luvas para a mulher e as filhas, avisar de novo<noinclude> <references/></noinclude> 6ukqisqkefazpj74ra1h4nmesal637u Página:Historias da meia noite.djvu/89 106 159966 554758 370758 2026-06-22T23:42:39Z JppBr98 28173 /* Revista */ 554758 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh||{{sc|as bodas de luiz duarte}}|89}}</noinclude>os carros, encommendar os sorvetes e os vinhos, e outras cousas mais em que poderia ser ajudado pelo joven Rodrigo, se este homonymo do Cid não tivesse ido dormir para ''descançar o almôço''. Apenas José Lemos poz a sola dos sapatos em contacto com as pedras da rua, D. Beatriz disse a sua filha Carlota que a acompanhasse á sala, e apenas alli chegaram ambas, proferiu a boa senhora o seguinte ''speech''&nbsp;: — Minha filha, hoje termina a tua vida de solteira, e amanhã começa a tua vida de casada. Eu, que ja passei pela mesma transformação, sei praticamente que o caracter de uma senhora casada traz comsigo responsabilidades gravissimas. Bom é que cada qual aprenda á sua custa; mas eu sigo n’isto o exemplo de tua avó, que na vespera da minha união com teu pae, expoz em linguagem clara e simples a significação do casamento e a alta responsabilidade d’essa nova posição… D. Beatriz estacou; Carlota que attribuiu o silêncio da mãe ao desejo de obter uma resposta, não achou melhor palavra do que um beijo amorosamente filial. Entretanto, se a noiva de Luiz Duarte tivesse espiado tres dias antes pela fechadura do gabinete de seu pae, adivinharia que D. Beatriz recitava um discurso composto por José Lemos, e que o silêncio era simplesmente um eclipse de memoria. Melhor fôra que D. Beatriz, como as outras mães, tirasse alguns conselhos do seu coração e da sua experiencia. O amor materno é a melhor rhetorica d’este<noinclude> <references/></noinclude> eyme3ib9rl4akgj57e98vaiow9o0t9s Página:Historias da meia noite.djvu/90 106 159967 554759 370760 2026-06-22T23:45:45Z JppBr98 28173 /* Revista */ 554759 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{cabeçalho|90|{{sc|historias da meia noite}}|}}</noinclude>mundo. Mas o Sr. José Lemos, que conservára desde a juventude um sestro litterario, achou que fazia mal expondo a cara metade a alguns erros grammaticaes n’uma occasião tão solemne. Continuou D. Beatriz o seu discurso, que não foi longo, e terminou perguntando se realmente Carlota amava o noivo, e se aquelle casamento não era, como podia acontecer, um resultado de despeito. A moça respondeu que amava ao noivo tanto como a seus paes. A mãe acabou beijando a filha com ternura, não estudada na prosa de José Lemos. Pelas duas horas da tarde voltou este, suando em bica, mas satisfeito de si, porque alêm de ter dado conta de todas as incumbencias da mulher, relativas aos carros, cabelleireiro, etc., conseguiu que o tenente Porfirio fosse la jantar, cousa que até então estava duvidosa. O tenente Porfirio era o typo do orador de sobremesa; possuia o entono, a facilidade, a graça, todas as condições necessarias a esse mister. À posse de tão bellos talentos proporcionava ao tenente Porfirio alguns lucros de valor; raro domingo ou dia de festa jantava em casa. Convidava-se o tenente Porfirio com a condição tacita de fazer um discurso, como se convida um musico para tocar alguma cousa. O tenente Porfirio estava entre o creme e o cafe; e não se cuide que era acepipe gratuito; o bom homem, se bem fallava, melhor comia. De maneira que, bem pesadas as cousas, o discurso valia o jantar. {{nop}}<noinclude> <references/></noinclude> l2fqm7kxs37lwuiepxr8gxkkiynct00 Página:Historias da meia noite.djvu/91 106 159968 554761 370761 2026-06-23T01:06:48Z JppBr98 28173 /* Revista */ 554761 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh||{{sc|as bodas de luiz duarte}}|87}}</noinclude>Foi grande assumpto de debate nos tres dias anteriores ao dia das bodas, se o jantar devia preceder a cerimonia ou vice-versa. O pae da noiva inclinava-se a que o casamento fosse celebrado depois do jantar, e n’isto era apoiado pelo joven Rodrigo, que com uma sagacidade digna de estadista, percebeu que, no caso contrário, o jantar sería muito tarde. Prevaleceu entretanto a opinião de D. Beatriz que achou exquisito ir para a egreja com a barriga cheia. Nenhuma razão theologica ou disciplinar se oppunha a isso, mas a esposa de José de Lemos tinha opiniões especiaes em assumpto de egreja. Venceu a sua opinião. Pelas quatro horas começaram a chegar convidados. Os primeiros foram os Villelas, familia composta de Justiniano Villela, chefe de secção aposentado, D. Margarida, sua esposa, e D. Augusta, sobrinha de ambos. A cabeça de Justiniano Villela, — se se póde chamar cabeça a uma jaca mettida n’uma gravata de cinco voltas, — era um exemplo da prodigalidade da natureza quando quer fazer cabeças grandes. Affirmavam, porêm, algumas pessoas que o talento não correspondia ao tamanho; posto que tivesse corrido algum tempo o boato contrário. Não sei de que talento fallavam essas pessoas; e a palavra póde ter várias applicações. O certo é que um talento teve Justiniano Villela, foi a escolha da mulher, senhora que, apesar dos seus quarenta e seis annos bem puchados, ainda merecia, no entender de José Lemos, dez minutos de attenção. {{nop}}<noinclude> <references/></noinclude> 3n7z23dgsl5z2ntjkilk009g9szg79r Página:Historias da meia noite.djvu/92 106 159969 554762 370762 2026-06-23T01:09:40Z JppBr98 28173 /* Revista */ 554762 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{cabeçalho|92|{{sc|historias da meia noite}}|}}</noinclude>Trajava Justiniano Villela como é de uso em taes reuniões; e a unica cousa verdadeiramente digna de nota eram os seus sapatos inglezes de apertar no peito do pe por meio de cordões. Ora, como o marido de D. Margarida, tinha horror ás calças compridas, aconteceu que apenas se sentou deixou patente a alvura de um fino e immaculado par de meias. Alêm do ordenado com que foi aposentado, tinha Justiniano Villela uma casa e dous molecotes, e com isso ia vivendo menos mal. Não gostava de política; mas tinha opiniões assentadas a respeito dos negocios publicos. Jogava o solo e o gamão todos os dias, alternadamente; gabava as cousas do seu tempo; e tomava rapé com o dedo polegar e o dedo medio. Outros convidados foram chegando, mas em pequena quantidade, porque á cerimonia e ao jantar so devia assistir um pequeno número de pessoas íntimas. Ás quatro horas e meia chegou o padrinho, Dr. Valença, e a madrinha, sua irmã viuva D. Virginia. José Lemos correu a abraçar o Dr. Valença; mas este que era homem formalista e ceremonioso, repelliu brandamente o amigo, dizendo-lhe ao ouvido que n’aquelle dia toda a gravidade era pouca. Depois, com uma serenidade que so elle possuia, entrou o Dr. Valença e foi comprimentar a dona da casa e as outras senhoras. Era elle homem de seus cincoenta annos, nem gordo nem magro, mas dotado de um largo peito e um largo abdomen que lhe davam maior gravidade ao rosto e ás<noinclude> <references/></noinclude> 9vompnhtc6ygigkq65dtnol4nix8ie5 Página:Historias da meia noite.djvu/93 106 159970 554763 370763 2026-06-23T01:12:34Z JppBr98 28173 /* Revista */ 554763 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh||{{sc|as bodas de luiz duarte}}|93}}</noinclude>maneiras. O abdomen é a expressão mais positiva da gravidade humana; um homem magro tem necessariamente os movimentos rapidos; ao passo que para ser completamente grave precisa ter os movimentos tardos e medidos. Um homem verdadeiramente grave não póde gastar menos de dous minutos em tirar o lenço e assoar-se. O Dr. Valença gastava tres quando estava com defluxo e quatro no estado normal. Era um homem gravissimo. Insisto n’este ponto porque é a maior prova da intelligencia do Dr. Valença. Comprehendeu este advogado, logo que sahiu da academia, que a primeira condição para merecer a consideração dos outros era ser grave; e indagando o que era gravidade pareceu-lhe que não era nem o pêso da reflexão, nem a seriedade do espirito, mas unicamente certo ''mysterio do corpo'', como lhe chama Larochefoucault; o qual mysterio accrescentará o leitor, é como a bandeira dos neutros em tempo de guerra: salva do exame a carga que cobre. Podia-se dar uma boa gratificação a quem descobrisse uma ruga na casaca do Dr. Valença. O collete tinha apenas tres botões e abria-se até ao pescoço em fórma de coração. Um elegante claque completava a ''toileite'' do Dr. Valença. Não era elle bonito de feições no sentido afeminado que alguns dão à belleza masculina; mas não deixava de ter certa correcção nas linhas do rosto, o qual se cobria de um veu de serenidade que lhe ficava a matar. {{nop}}<noinclude> <references/></noinclude> mz5r18p712m2dwzkn4mknaz79bqmo2m Página:Historias da meia noite.djvu/94 106 159971 554764 370764 2026-06-23T01:15:46Z JppBr98 28173 /* Revista */ 554764 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{cabeçalho|94|{{sc|historias da meia noite}}|}}</noinclude>Depois da entrada dos padrinhos, José Lemos perguntou pelo noivo, e o Dr. Valença respondeu que não sabia d’elle. Eram ja cinco horas. Os convidados, que cuidavam ter chegado tarde para a ceremonia, ficaram desagradavelmente sorprehendidos com a demora, e Justiniano Villela confessou ao ouvido da mulher que estava arrependido de não ter comido alguma cousa antes. Era justamente o que estava fazendo o joven Rodrigo Lemos, desde que percebeu que o jantar viria la para as sete horas. A irmã do Dr. Valença de quem não faltei detidamente por ser uma das figuras insignificantes que jamais produziu a raça de Eva, apenas entrou manifestou logo o desejo de ir ver a noiva, e D. Beatriz sahiu com ella da sala, deixando plena liberdade ao marido que encectava uma conversação com a interessante esposa do Sr. Villela. — Os noivos de hoje não se apressam, disse philosophicamente Justiniano&nbsp;; quando eu me casei fui o primeiro que appareceu em casa da noiva. A ésta observação, toda filha do estomago implacavel do ex-chefe de secção, o Dr. Valença respondeu dizendo&nbsp;: — Comprehendo a demora e a commoção de apparecer diante da noiva. Todos sorriram ouvindo ésta defeza do noivo ausente e a conversa tomou certa animação. Justamente, no momento em que Villela discutia<noinclude> <references/></noinclude> ql8k2nxqkbot85fnpsp08ejohb8aa0b Página:Historias da meia noite.djvu/95 106 159972 554765 370765 2026-06-23T01:19:08Z JppBr98 28173 /* Revista */ 554765 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh||{{sc|as bodas de luiz duarte}}|95}}</noinclude>com o Dr. Valença as vantagens do tempo antigo {{sic|sôbro|sôbre}} o tempo actual, e as moças conversavam entre si do último córte dos vestidos, entrou na sala a noiva, escoltada pela mãe e pela madrinha, vindo logo na retaguarda a interessante Luiza, acompanhada do joven Antonico. Eu não seria narrador exacto nem de bom gôsto se não dissesse que houve na sala um murmúrio de admiração. Carlota estava effectivamente deslumbrante com o seu vestido branco, e a sua grinalda de flores de larangeira, e o seu finissimo veu, sem outra joia mais que os seus olhos negros, verdadeiros diamantes da melhor agua. José Lemos interrompeu a conversa em que estava com a esposa de Justiniano, e contemplou a filha. Foi a noiva apresentada aos convidados, e conduzida para o sopha, onde se sentou entre a madrinha e o padrinho. Este,{{corr|| }}pondo o claque em pe sôbre a perna, e sôbre o claque a mão apertada n’uma luva de tres mil e quinhentos, disse á afilhada palavras de louvor que a moça ouviu corando e sorrindo, alliança amavel de vaidade e modestia. Ouviram-se passos na escada, e ja o Sr. José Lemos esperava ver entrar o futuro genro, quando assomou á porta o grupo dos irmãos Valladares. D’estes dois irmãos, o mais velho, que se chamava Callisto, era um homem amarello, nariz aquilino,<noinclude> <references/></noinclude> 4r8y38mzm6zrtrqqjbr9f7vzop2akyw Página:Historias da meia noite.djvu/96 106 159973 554766 370766 2026-06-23T01:24:41Z JppBr98 28173 /* Revista */ 554766 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{cabeçalho|96|{{sc|historia da meia noite}}|}}</noinclude>cabellos castanhos e olhos redondos. Chamava-se o mais moço Eduardo, e so differençava do irmão na côr, que era vermelha. Eram ambos empregados n’uma Companhia, e estavam na flor dos quarenta para cima. Outra diferença havia: era que Eduardo cultivava a poesia quando as cifras lh’o permittiam, ao passo que o irmão era inimigo de tudo o que cheirava a litteratura. Passava o tempo, e nem o noivo, nem o tenente Porfirio davam signaes de si. O noivo era essencial para o casamento, e o tenente para o jantar. Eram cinco e meia quando appareceu finalmente Luiz Duarte. Houve um ''Gloria in excelsis Deo'' no interior de todos os convidados. Luiz Duarte appareceu á porta da sala, e d’ahi mesmo fez uma cortezia geral, cheia de graça e tão ceremoniosa que o padrinho lh’a invejou. Era um rapaz de vinte e cinco annos, tez mui alva, bigode louro e sem barba nenhuma. Trazia o cabello apartado no centro da cabeça. Os labios eram tão rubros que um dos Valladares disse ao ouvido do outro&nbsp;: Parece que os tingiu. Em summa, Luiz Duarte era uma figura capaz de agradar a uma moça de vinte annos, e eu não teria grande repugnancia em chamar-lhe um Adonis, se elle realmente o fosse. Mas não era. Dada a hora, sahiram osnoivos, os paes e os padrinhos, e foram á egreja, que ficava perto; os outros convidados ficaram em casa, fazendo as honras d’ella a menina Luiza e o joven {{hífen|Ro|Rodrigo,}}<noinclude> <references/></noinclude> suwxqos4lfb9zb0gilppkbbvssj600l Página:Historias da meia noite.djvu/97 106 159974 554767 370767 2026-06-23T01:28:22Z JppBr98 28173 /* Revista */ 554767 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh||{{sc|as bodas de luiz duarte}}|97}}</noinclude>{{hífen-fim|drigo,|Rodrigo,}} a quem o pae foi chamar, e que appareceu logo trajado no rigor da moda. — É um par de pombos, disse a Sra. D. Margarida Villela, apenas sahiu a comitiva. — É verdade! disseram em coro os dois irmãos Valladares e Justiniano Villela. A menina Luiza, que era alegre por natureza, alegrou a situação, conversando com as outras moças, uma das quaes, a convite seu, foi tocar alguma cousa ao piano. Calisto Valladares suspeitava que houvesse uma omissão nas Escripturas, e vinha a ser que entre as pragas do Egypto devia ter figurado o piano. Imagine o leitor com que cara viu elle sahir uma das moças do seu logar e dirigir-se ao fatal instrumento. Soltou um longo suspiro e começou a contemplar as duas gravuras compradas na vespera. — Que magnifico é isto! exclamou elle diante do ''Sardanapalo'', quadro que elle achava detestavel. — Foi papae quem escolheu, disse Rodrigo, e foi essa a primeira palavra que pronunciou desde que entrou na sala. — Pois, senhor, tem bom gosto, continuou Calisto; não sei se conhecem o assumpto do quadro… — O assumpto é ''Sardanapalo'', disse affoitamente Rodrigo. — Bem sei, retrucou Calisto, estimando que a conversa pegasse; mas eu pergunto se… Não pôde acabar; soaram os primeiros compassos. {{nop}}<noinclude> <references/></noinclude> 69qa2ffm8m70e6t79cyxpototbpva50 Utilizador:Erick Soares3 2 184902 554610 554596 2026-06-22T15:50:19Z Erick Soares3 19404 554610 wikitext text/x-wiki {{página de usuário}} {{#babel:pt-br|en-3}} {{Userbox/Idade|dia=24|mes=12|ano=1999}} [[W:Usuário:Erick Soares3|Página na Wikipédia]]. [https://xtools.wmflabs.org/pages/pt.wikisource.org/Erick%20Soares3/all#106 Meu trabalho feito aqui] ;Trabalhos que desejo adicionar {| class="wikitable sortable mw-collapsible mw-collapsed" |- ! WS !! Livro !! Páginas |- |Pt |{{livro digitalizado|Narizinho Arrebitado (1ª edição)|Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf|Narizinho Arrebitado}} | |- |pt |[[Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano/11|Graham]] |30 |- |en |[[:en:Index:Machado of Brazil (Machado).djvu|Machado of Brazil]] |246 |- |en |[[:en:Index:The Spitting Image of a Man.pdf|The Spitting Image of a Man]] |36 |- |en |[[:en:Index:Selected Writings by Luiz Gama, Brazilian Abolitionist.pdf|Selected Writings by Luiz Gama, Brazilian Abolitionist]] |13 |- |pt |[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Santos_Dumont_nas_cataratas.pdf 1] |127 |- |en |[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Santos_Dumont_at_the_falls.pdf 2] |126 |- |es |[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Santos_Dumont_en_las_cataratas.pdf 3] |126 |- |pt |[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Direitos_das_mulheres_e_injusti%C3%A7a_dos_homens.pdf direitos] ([https://piaui.folha.uol.com.br/travessura-revolucionaria/ ler também]) |78 |- |pt |[https://www.scielo.br/j/archai/a/mdx8X6YR5s5pZZqtbjpvNwd/?lang=pt fedro] ([https://impactum-journals.uc.pt/archai/article/view/12574?articlesBySameAuthorPage=3 1]) |12 |- |en |[https://www.scielo.br/j/bjr/a/9H85ZdP37xWMh6QPcCgDzSy/?lang=en scandal] ([https://bjr.sbpjor.org.br/bjr/article/view/1673 1]) | 37 |- |pt |[[Galeria:O Saneamento do Brasil (Vol. 1).pdf|Problema]] |150 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 1]] |79 |- |pt |[https://www.jstor.org/stable/community.38768877 Evolução] |52 |- |en |[[:commons:File:Translation of the Institutional Act.pdf|TIA]] |4 |- |pt |[[Galeria:Lara, tr. T. A. Craveiro (1837).pdf|Lara]] |59 |- |en |[[:commons:File:Institutional Act Number Five.pdf|TIA5]] |4 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 2]] |71 |- |pt |[https://www.google.com/books/edition/_/hnUlAQAAMAAJ América] |254 |- |pt |[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/4926 Revo] |244 |- |pt |[https://www.google.com.br/books/edition/O_minotauro/4N3uAAAAMAAJ?hl=pt-BR&gbpv=0&bsq=%22Monteiro%20Lobato%22 Minotauro] |220 |- |pt/en |[http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-765X2023000100321&lang=pt Swartz] |17 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 3]] |30 |- |pt |[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 1).pdf]] |186 |- |pt |[[:File:Muito além de Leonel Brizola.pdf|Brizola]] |215 |- |pt |[https://www.google.com/books/edition/_/2Qu6Ve1nPdwC Memorias] |144 |- |pt |[https://web.archive.org/web/20240305091556/https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/wp-content/uploads/tainacan-items/2868/8629/mml_obr0025.pdf Viagem ao Céu] |152 |- |pt |[[Galeria:Os noivos (v.1).pdf|Os Noivos 1]] |430 |- |pt |[[A Maravilhosa Vida de Santos=Dumont]] |119 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 4]] |18 |- |pt |[[Galeria:Jean de Léry - História de uma Viagem Feita à Terra do Brasil (trad. Monteiro Lobato, 1926).pdf|Terra do Brasil]] |285 |- |pt |[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (II).pdf|Napoleão 2]] |499 |- |pt |[https://www.google.com/books/edition/_/QiA_AAAAIAAJ Pommery] |210 |- |pt |[https://repository.library.brown.edu/studio/item/bdr:dbvhvk24/ Centro acadêmico candido de oliveira] |11 |- |en |[https://repository.library.brown.edu/studio/item/bdr:dbvhvk24/ Translation centro] |12 |- |pt |[https://www.jstor.org/stable/community.38768246 Constituição paulista] |43 |- |pt |[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8872 estrella] |209 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 5]] |53 |- |pt |[https://books.google.ch/books?id=p8BLAQAAIAAJ&hl=pt-BR&source=gbs_navlinks_s Exilio] |200 |- |en |[[:s:en:Index:Youth and children’s adaptations to COVID-19 in Brazil.pdf|youth]] |108 |- |pt |[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1]] |452 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 6]] |16 |- |pt |[https://www.editorafi.org/ebook/534bolsonarismo bolf] |159 |- |en |[[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|Stars]] |412 |- |pt | [[:File:Diretas já (Pedro Simon, 1984).pdf|Diretas já]] |66 |- |pt |[[Lincoln: narração de sua vida pessoal]] |307 |- |pt |[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros]] |308 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 7]] |81 |- |pt |[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/768199 Mon to Rep] |303 |- |pt |[https://www.jstor.org/stable/community.38767768 Pasteur] |23 |- |pt |[[Galeria:Efêmero Revisitado.pdf]] |193 |- |pt |[[Galeria:Revista da Exposição Anthropologica Brazileira (1882).pdf|Revista da exposição]] |145 |- |pt |[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8913 Barão] |142 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 8]] |18 |- |pt |[[Galeria:Os Noivos (v.2).pdf]] |472 |- |pt |[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 2).pdf|Federalista 2]] |282 |- |pt |[https://www.jstor.org/stable/community.38769569 O cerco do corintho] |50 |- |pt |[[Galeria:Cronicas-de-um-Tetranacional-do-Software-Livre.pdf]] |119 |- |pt |[[Galeria:Idéas de Géca Tatú.pdf|Géca]] |211 |- |pt |[[Galeria:Contos Escolhidos.pdf|Contos]] |239 |- |pt |[[Galeria:A Cultura é Livre.pdf]] |254 |- |pt |[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf]] |214 |- |pt |[[:File:Preito a Camões.pdf|Camões]] |51 |- |en |[https://www.jstor.org/stable/community.38767573 Minor Camões] |33 |- |pt |[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 3).pdf]] |243 |- |pt |[[Galeria:O Senhor D. Pedro II, imperador do Brasil, biographia, por Joaquim Pinto de Campos ; e com uma advertencia por Camillo Castello Branco.pdf|Biografia do Senhor D. Pedro II]] |96 |- |pt |[[:File:Statira e Zoroastes.pdf|Statira]] |56 |- |pt |[https://www.jstor.org/stable/community.38769995 Portugal, Brasil e Grã-Bretanha] |53 |- |en |[https://www.jstor.org/stable/community.38768623 Portugal, Brazil and United Kingdon] |32 |- |pt |[[:File:Da vida e feitos de Alexandre de Gusmão e de Bartholomeu Lourenço de Gusmão.pdf|Da vida]] |117 |- |pt |{{livro digitalizado|Os Sabios Illustres|Os Sabios Illustres.pdf}} |162 |- |pt |{{livro digitalizado|Galeria Illustre (Mulheres Célebres)|Galeria Illustre (Mulheres Célebres).pdf|Galeria Illustre}} |173 |- |pt |{{livro digitalizado|A Genealogia da Moral|A genealogia da moral.pdf}} |176 |- |pt |[https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/obras-completas/memorias-da-emilia/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&search=Mem%C3%B3rias&pos=0&source_list=collection&ref=%2Fmuseumonteirolobato%2Facervo%2Fobras-completas%2F Memorias da Emilia] |122 |- |pt |{{livro digitalizado|Diario de um Soldado (Vol. 1)|Diario de um Soldado Vol. 1.pdf|Diário de um soldado}} |189 |- |pt |{{livro digitalizado|Vida e viagens de Fernão de Magalhães|Vida e viagens de Fernão de Magalhães, por Diego de Barros Arana; traducção do hespanhol de Fernando de Magalhães Villas-Boas. Com um appendice original.pdf}} |206 |- |pt |[https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/obras-completas/o-picapau-amarelo/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&paged=1&search=picapau%20amarelo&pos=0&source_list=collection&ref=%2Fmuseumonteirolobato%2Facervo%2Fobras-completas%2F Amarelo] |178 |- |pt |[[Galeria:Quem trabalha tem alfaia.pdf|Quem trabalha tem alfaia]] |242 |- |en |[[:File:Brazilian Literature (IA brazilianliterat00gold).pdf|Brazilian literature]] |303 |- |pt |[https://permalinkbnd.bnportugal.gov.pt/records/item/92629-resumo-do-systema-de-medicina-e-traduccao-da-materia-medica-do-doutor-erasmo-darwin Erasmo] |408 |- |pt |[https://bibliotecadigital.stf.jus.br/xmlui/handle/123456789/603 justiniano] |138 |- |pt |[https://bibliotecadigital.stf.jus.br/xmlui/handle/123456789/497 Ferdinand] |452 |- |pt |[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242552 Paraguai 1] |570 |- |pt |[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242552 Paraguai 2] |730 |} <div style="clear:both;"></div> <div style="box-shadow: 0 0 .3em #999; border-radius: .2em; margin: 1em 0 2em 0; padding: 1px;"> <div style="background: #ffe6a7; border-radius: .2em; color: #282828; font-size:125%; padding: .4em .8em .5em;"><span style="opacity: .7;">[[File:Icons8 flat approval.svg|25px|link=|alt=]]</span> &nbsp; '''Projetos Finalizados''' </div> <div title="Projets en chantier" style="padding: 1em;font-size:80%"> <gallery heights="240px" widths="180px" mode="packed" class="center"> <!--2026--> Ficheiro:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf|page=214|thumb|'''[[Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano/11/O Recife de Grês do Porto de Pernambuco|O Recife de Grês do Porto de Pernambuco]]''' Ficheiro:O Cruzeiro (1928 - N001).pdf|page=29|thumb|'''[[O Cruzeiro (Revista)/Ano I/Nº I/10 de novembro de 1928/A Éra das Forças Hydraulicas|A Éra das Forças Hydraulicas]]''' <!--2025--> Ficheiro:Historia das invenções.pdf|page=7|thumb|'''[[Historia das invenções (4ª edição)]]''' File:Franklin - A Sciencia do bom homem (1864).pdf|page=3|thumb|'''[[A Sciencia do Bom Homem Ricardo]]''' File:Apontamentos de Psychologia.pdf|page=1|thumb|'''[[Apontamentos de Psychologia]]''' File:Vida Ociosa Capa (Restored).jpg|thumb|link=Galeria:Vida Ociosa (2ª edição).pdf|'''[[Vida Ociosa (2ª edição)]]''' File:Byron-Giaurpoema.pdf|thumb|page=2|link=Galeria:Byron-Giaurpoema.pdf|'''[[O Giaur]]''' File:Representação à Assembléia Geral Constituinte e Legislativa do Império do Brasil sobre a escravatura.pdf|thumb|link=Galeria:Representação à Assembléia Geral Constituinte e Legislativa do Império do Brasil sobre a escravatura.pdf|'''[[Representação de José Bonifácio sobre a escravatura]]''' File:Byron, Parisina (1905).pdf|link=Galeria:Byron, Parisina (1905).pdf|thumb|page=2|'''[[Parisina (1905)|Parisina]]''' File:A Verdade (Honorio Lima, 1900).pdf|link=Galeria:A Verdade (Honorio Lima, 1900).pdf|page=2|thumb|'''[[A Verdade]]''' File:Tratado de amizade e commercio entre Portugal e o Império da China.pdf|thumb|link=Galeria:Tratado de amizade e commercio entre Portugal e o Império da China.pdf|'''[[Tratado de amizade e commercio entre Portugal e o Império da China]]''' File:Lisboa no anno três mil.pdf|thumb|page=5|link=Galeria:Lisboa no anno três mil.pdf|'''[[Lisboa no anno três mil]]''' File:A Nova Aurora.pdf|thumb|link=Galeria:A Nova Aurora.pdf|'''[[A Nova Aurora]]''' File:Em direção à paz.pdf|thumb|link=Galeria:Em direção à paz.pdf|'''[[Em direção à paz]]''' File:Credo de Liberdade.pdf|page=3|thumb|link=Galeria:Credo de Liberdade.pdf|'''[[Credo de Liberdade]]''' File:Dois Discursos (Vargas, 1940).pdf|thumb|link=Galeria:Dois Discursos (Vargas, 1940).pdf|page=2|'''[[Dois discursos]]''' File:Poesias de Dom Pedro II.pdf|thumb|link=:oldwikisource:Index:Poesias de Dom Pedro II.pdf|page=6|'''[[:oldwikisource:Poesias de Dom Pedro II|Poesias de D. Pedro II]]''' File:Dialogo entre dous mortos.pdf|page=3|thumb|link=Galeria:Dialogo entre dous mortos.pdf|'''[[Dialogo entre dous mortos]]''' File:Os Noivos (filme de 1913).pdf|thumb|link=Galeria:Os Noivos (filme de 1913).pdf|page=2|'''[[Os Noivos (filme de 1913)]]''' File:Os ultimos dias de Pompeia (filme de 1913).pdf|link=Galeria:Os ultimos dias de Pompeia (filme de 1913).pdf|thumb|page=2|'''[[Os ultimos dias de Pompeia]]''' File:Combate de Oscar e Dermid.pdf|thumb|link=Galeria:Combate de Oscar e Dermid.pdf|page=2|'''[[Combate de Oscar e Dermid]]''' File:Congratulação brasileira pela independência.pdf|thumb|link=Galeria:Congratulação brasileira pela independência.pdf|page=2|'''[[Congratulação brasileira pela ratificação do tratado da independencia do Brasil]]''' File:A Constituição Americana (Luiz Vossion).pdf|thumb|link=Galeria:A Constituição Americana (Luiz Vossion).pdf|page=2|'''[[A Constituição Americana]]''' File:Declaração das Nações Unidas e Carta do Atlântico.pdf|thumb|page=2|link=Galeria:Declaração das Nações Unidas e Carta do Atlântico.pdf|'''[[Declaração das Nações Unidas e Carta do Atlântico]]''' File:Terceiro discurso de inauguração (FDR).pdf|thumb|page=2|link=Galeria:Terceiro discurso de inauguração (FDR).pdf|'''[[Terceiro Discurso de Investidura do Senhor Franklin D. Roosevelt]]''' File:Discurso de Pearl Harbor.pdf|thumb|link=Galeria:Discurso de Pearl Harbor.pdf|page=2|'''[[Discurso de Pearl Harbor]]''' File:Pushkin-Semtitulo.pdf|thumb|link=Galeria:Pushkin-Semtitulo.pdf|page=2|'''[[Sem titulo]]''' File:Ultimo adeos de J. Washington.pdf|thumb|link=Galeria:Ultimo adeos de J. Washington.pdf|page=14|'''[[Ultimo adeos de J. Washington à nação americana]]''' File:O Beija-Flor, No. 8, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 8, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 8|O Beija-Flor, N° 8]]''' File:O Beija-Flor, No. 7, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 7, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 7|O Beija-Flor, N° 7]]''' File:O Beija-Flor, No. 6, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 6, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 6|O Beija-Flor, N° 6]]''' File:O Beija-Flor, No. 5, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 5, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 5|O Beija-Flor, N° 5]]''' File:O Beija-Flor, No. 4, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 4, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 4|O Beija-Flor, N° 4]]''' File:O Beija-Flor, No. 3, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 3, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 3|O Beija-Flor, N° 3]]''' File:Byron-MazeppaLord.pdf|thumb|link=Galeria:Byron-MazeppaLord.pdf|page=2|'''[[Mazeppa]]''' File:O descobrimento do Brasil (J. C. Rodrigues., 1905).pdf|link=Galeria:O descobrimento do Brasil (J. C. Rodrigues., 1905).pdf|thumb|page=2|'''[[O descobrimento do Brasil]]''' File:Dialogo entre dous cidadãos do reino de Zilbra.pdf|thumb|link=Galeria:Dialogo entre dous cidadãos do reino de Zilbra.pdf|page=2|'''[[Dialogo entre dous cidadãos do reino de Zilbra]]''' File:O Beija-Flor, No. 2, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 2, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 2|O Beija-Flor, N° 2]]''' File:Cabral-DialogoentreBonaparte.pdf|thumb|link=Galeria:Cabral-DialogoentreBonaparte.pdf|page=2|'''[[Dialogo entre Bonaparte, seu irmão José, Berthier e Lasnnes]]''' File:O Beija-Flor, No. 1, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 1, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 1|O Beija-Flor, N° 1]]''' File:Nosso primo americano, Machado de Assis.pdf|thumb|link=Galeria:Nosso primo americano, Machado de Assis.pdf|'''[[Machado de Assis em linha/Volume 6/Número 11/Nosso primo americano, Machado de Assis|Nosso primo americano, Machado de Assis]]''' File:José de Anchieta à luz da Historia Patria - compilação historica.pdf|thumb|link=Galeria:José de Anchieta à luz da Historia Patria - compilação historica.pdf|'''[[José de Anchieta à Luz da Historia Patria]]''' File:A Historia do Fantasma Inexperiente (Wells, 1923).pdf|thumb|link=Galeria:A Historia do Fantasma Inexperiente (Wells, 1923).pdf|'''[[A Historia do Fantasma Inexperiente]]''' File:Descripçaõ do novo invento aerostatico.pdf|thumb|link=Galeria:Descripçaõ do novo invento aerostatico.pdf|'''[[Descripçaõ do novo invento aerostatico]]''' File:Manifesto da Independencia dos Estados Unidos d'America.pdf|link=Galeria:Manifesto da Independencia dos Estados Unidos d'America.pdf|thumb|page=2|'''[[Manifesto da Independencia dos Estados Unidos d՚America]]''' File:Poesias.pdf|page=3|link=Galeria:Poesias.pdf|thumb|'''[[Poesias (Zaluar)|Poesias]]''' File:Patente brasileira n.3279.pdf|thumb|link=Galeria:Patente brasileira n.3279.pdf|'''[[Patente brasileira 3279]]''' File:Democracia (Wells).pdf|link=Galeria:Democracia (Wells).pdf|thumb|'''[[Correio da Manhã/19 de fevereiro de 1928/Democracia|Democracia]]''' File:O Teleforo.pdf|link=Galeria:O Teleforo.pdf|thumb|'''[[Jornal do Commercio/1899/O Teleforo|O Teleforo]]''' File:Pau Brasil (Andrade, 1925) (page 7 crop).jpg|link=Galeria:Pau Brasil (Andrade, 1925).pdf|thumb|'''[[Pau Brasil]]''' <!--2024--> File:O escândalo do petroleo.pdf|thumb|link=Galeria:O escândalo do petroleo.pdf|page=7|'''[[O Escandalo do Petroleo]]''' File:Cartas tupis dos Camarões.pdf|thumb|page=2|link=:oldwikisource:Index:Cartas tupis dos Camarões.pdf|'''[[: oldwikisource:Cartas tupis dos Camarões|Cartas tupis dos Camarões]] File:Restauração historica da Villa de Santo André da Borda do Campo.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Restauração historica da Villa de Santo André da Borda do Campo.pdf|'''[[Revista do Instituto Historico e Geographico de S. 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Pedro I do Brasil e IV de Portugal]]''' File:Retrato do Imperador Marco Aurélio (livro 1 das Reflexões).pdf|thumb|link=Galeria:Retrato do Imperador Marco Aurélio (livro 1 das Reflexões).pdf|page=11|'''[[:oldwikisource:Retrato do Imperador Marco Aurélio|Retrato do Imperador Marco Aurélio]]''' File:Os heróes brazileiros na campanha do sul em 1865.pdf|thumb|link=Galeria:Os heróes brazileiros na campanha do sul em 1865.pdf|page=5|'''[[Os heróes brazileiros na campanha do sul em 1865]]''' File:Ballada do Enforcado.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Ballada do Enforcado.pdf|thumb|'''[[Ballada do Enforcado]]''' File:Fabulas (9ª edição).pdf|thumb|link=Galeria:Fabulas (9ª edição).pdf|'''[[Fabulas (9ª edição)]]''' File:A Sensibilidade nacional e estrangeira.pdf|thumb|link=Galeria:A Sensibilidade nacional e estrangeira.pdf|page=5|'''[[A Sensibilidade nacional e estrangeira]]''' File:Vidas seccas.pdf|link=Galeria:Vidas seccas.pdf|thumb|page=5|'''[[Vidas seccas]]''' File:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf|thumb|link=Galeria:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf|'''[[Tudo o que você sempre quis saber sobre a urna eletrônica brasileira]]''' File:As Caçadas de Pedrinho (1ª edição).pdf|thumb|link=As Caçadas de Pedrinho (1ª edição).pdf|'''[[As Caçadas de Pedrinho]]''' File:O precursor do abolicionismo no Brasil.pdf|link=Galeria:O precursor do abolicionismo no Brasil.pdf|thumb|page=7|'''[[O precursor do abolicionismo no Brasil]]''' File:Memórias de um Negro (1940).pdf|thumb|page=1|'''[[Memorias de um Negro]]''' File:Exaltação (1916).pdf|thumb|link=Galeria:Exaltação (1916).pdf|page=5|'''[[Exaltação (1916)|Exaltação]]''' File:O Saci (8ª edição).pdf|thumb|link=Galeria:O Saci (8ª edição).pdf|'''[[O Saci (8ª edição)]]''' File:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf|thumb|link=Galeria:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf|'''[[Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição)]]''' File:Yuri Gagarin (1961) - Restoration.jpg|thumb|'''[[Primeiro discurso sobre seu voo espacial]]''' File:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf|thumb|link=Galeria:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf|'''[[Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição)]]''' File:Histórias diversas (Mml obr0050).pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Histórias diversas (Mml obr0050).pdf|'''[[Histórias diversas (anos 70)]]''' <!--2023--> File:Einstein e sua famosa fórmula E = mc².pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Einstein e sua famosa fórmula E = mc².pdf|'''[[Cadernos de Astronomia/Vol. 3/Nº 2/Einstein e sua famosa fórmula E = mc²|Einstein e sua famosa fórmula E = mc²]]''' File:Aventuras de Hans Staden (6ª edição).pdf|thumb|link=Galeria:Aventuras de Hans Staden (6ª edição).pdf|page=11|'''[[Aventuras de Hans Staden (6ª edição)]]''' File:O macaco que se fez homem (page 5 crop).jpg|link=Galeria:O macaco que se fez homem.pdf|thumb|'''[[O macaco que se fez homem]]''' File:Cidades Mortas (1921) - Capa.jpg|link=Galeria:Cidades Mortas (contos e impressões) - 1921.pdf|'''[[Cidades Mortas (3ª edição)]]''' File:A Reforma da Natureza (12ª edição).pdf|thumb|link=A Reforma da Natureza (12ª edição).pdf|'''[[A Reforma da Natureza (12ª edição)]]''' File:A História do Rei Vesgo.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:A História do Rei Vesgo.pdf|'''[[Fundamentos/1948/Edições 4-5/A história do Rei Vesgo|A história do Rei Vesgo]]''' File:Mister Slang e o Brasil.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Mister Slang e o Brasil.pdf|'''[[Mister Slang e o Brasil]]''' File:O Garimpeiro do Rio das Garças.pdf|link=Galeria:O Garimpeiro do Rio das Garças.pdf|page=1|thumb|'''[[O Garimpeiro do Rio das Garças (4ª edição)]]''' File:Capa Peter Pan (Colorida).jpg|link=Galeria:Peter Pan (Lobato, 1935).pdf|thumb|'''[[Peter Pan (Lobato, 1935)]]''' File:Georgismo e Comunismo.pdf|page=1|thumb|link=Galeria:Georgismo e Comunismo|'''[[Georgismo e Comunismo]]''' File:Urupês (1919).pdf|thumb|link=Galeria:Urupês (1919).pdf|page=4|'''[[Urupês (5ª edição)]]''' File:O choque das raças.pdf|thumb|link=Galeria:O choque das raças.pdf|page=5|'''[[O Choque das Raças]]''' File:O Drama do Pax.pdf|page=1|thumb|link=Galeria:O Drama do Pax.pdf|'''[[O Drama do Pax]]''' File:As Reinações de Narizinho.pdf|link=Galeria:As Reinações de Narizinho.pdf|thumb|page=8|'''[[As Reinações de Narizinho]]''' File:Zé Brasil.pdf|link=Galeria:Zé Brasil.pdf|page=5|thumb|'''[[Zé Brasil]]''' File:Nenê (transcrito).pdf|link=Galeria:Nenê (transcrito).pdf|thumb|page=2|'''[[Nenê (rascunho)|Nenê]]''' File:Mundo da Lua.pdf|link=Galeria:Mundo da Lua.pdf|thumb|page=1|'''[[Mundo da Lua]]''' File:Emília, a cidadã-modelo soviética.pdf|link=Galeria:Emília, a cidadã-modelo soviética.pdf|thumb|page=1|'''[[DELTA/Volume 35/Número 1/Emília, a cidadã-modelo soviética|Emília, a cidadã-modelo soviética]]''' File:A Chave do Tamanho (Lajolo).pdf|link=A Chave do Tamanho (Lajolo).pdf|page=1|thumb|'''[[Projeto História/Volume 32/A Chave do Tamanho|A Chave do Tamanho]]''' File:Meu captiveiro entre os selvagens do Brasil.pdf|link=Galeria:Meu captiveiro entre os selvagens do Brasil.pdf|thumb|page=7|'''[[Meu Captiveiro entre os Selvagens do Brasil (2ª edição)]]''' File:MML Em Tigelópolis.pdf|thumb|link=Galeria:MML Em Tigelópolis.pdf|'''[[Em Tigellópolis]]''' File:Fabulas de Narizinho (Brasiliana).pdf|link=Galeria:Fabulas de Narizinho (Brasiliana).pdf|page=1|thumb|'''[[Fabulas de Narizinho]]''' File:O Dia (SC) - 1916-12-15.pdf|thumb|link=Galeria:O Dia (SC) - 1916-12-15.pdf|page=1|'''[[O Dia (Santa Catarina)/Ano XVI/Número 8453/Os sub-productos do café|Os sub-productos do café]]''' File:A Sempre Viva (Paraná) - 1925-01-15.pdf|page=7|link=Galeria:A Sempre Viva (Paraná) - 1925-01-15.pdf|'''[[A Sempre Viva (Paraná)/Ano 1/Número 9/A suprema viagem|A suprema viagem]]''' File:O Dia (Paraná) - 1924-04-25.pdf|link=Galeria:O Dia (Paraná) - 1924-04-25.pdf|page=5|thumb|'''[[O Dia (Paraná)/1924/Número 256/Página 5/Os Felizes|Os Felizes]]''' File:Biographia do senador Diogo Antonio Feijó.pdf|thumb|page=5|link=Galeria:Biographia do senador Diogo Antonio Feijó.pdf|'''[[Biographia do senador Diogo Antonio Feijó]]''' File:Cypherpunks-manifestos WEB.pdf|thumb|page=1|'''[[Manifestos Cypherpunks]]''' File:Ideologia-californiana revisado1.pdf|thumb|link=Galeria:Ideologia-californiana revisado1.pdf|page=1|'''[[A Ideologia Californiana]]''' File:Páginas Tímidas.pdf|link=Galeria=Páginas Tímidas.pdf|page=3|thumb|'''[[Paginas Timidas]]''' File:O Reino de Kiato.pdf|link=Galeria:O Reino de Kiato.pdf|thumb|'''[[O Reino de Kiato]]''' <!--2022--> File:O homem que subiu de aeroplano até a Lua.pdf|link=Galeria:O homem que subiu de aeroplano até a Lua.pdf|thumb|page=1|'''[[O Homem que Subiu em Aeroplano até a Lua]]''' File:Os Esquecidos no Processo de Independência.pdf|thumb|link:Galeria:Os Esquecidos no Processo de Independência.pdf|page=1|'''[[Almanack/Número 25/Os Esquecidos no Processo de Independência|Os Esquecidos no Processo de Independência]]''' File:Traços biographicos da heroina brasileira Jovita Alves Feitosa.pdf|page=7|link=Galeria:Traços biographicos da heroina brasileira Jovita Alves Feitosa.pdf|thumb|'''[[Traços Biographicos da Heroina Brasileira Jovita Alves Feitosa]]''' File:40 anos no interior do Brasil.pdf|page=1|thumb|link=Galeria:40 anos no interior do Brasil.pdf|'''[[40 anos no interior do Brasil]]''' File:Benjamin Constant, fundador da Republica brasileira.pdf|link=Galeria:Benjamin Constant, fundador da Republica brasileira.pdf|thumb|page=1|'''[[Benjamin Constant]]''' File:Deodoro da Fonseca (jornal).pdf|link=Galeria:Deodoro da Fonseca (jornal).pdf|thumb|page=1|'''[[Deodoro da Fonseca (número único)|Deodoro da Fonseca]]''' File:Carta posthuma de D. Pedro Duque de Bragança.pdf|page=9|thumb|link=Galeria:Carta posthuma de D. Pedro Duque de Bragança.pdf|'''[[Carta posthuma de D. Pedro, Duque de Bragança aos Brasileiros]]''' File:Decreto. Tendo de ausentar-Me desta Capital por mais de uma semana, para ir visitar a Provincia de S. Paulo, e cumprindo, (.).pdf|thumb|link=Galeria:Decreto. Tendo de ausentar-Me desta Capital por mais de uma semana, para ir visitar a Provincia de S. Paulo, e cumprindo, (.).pdf|'''[[Decreto de 13 de agosto de 1822]]''' File:O Ganso das Neves.pdf|link=Galeria:O Ganso das Neves.pdf|thumb|page=2|'''[[O Ganso das Neves]]''' File:A Estrella do Sul.pdf|page=9|link=Galeria:A Estrella do Sul.pdf|thumb|'''[[A Estrella do Sul]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|thumb|page=483|link=Galeria=Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|'''[[Revista do Brasil/Número 20/Volume 5/Cavalleria rusticana|Cavalleria rusticana]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=204|thumb|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|'''[[Revista do Brasil/Número 18/Volume 5/Pollice Verso|Pollice Verso]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|thumb|page=135|'''[[A Revista/Ano 1/Número 3/Sambinha|Sambinha]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|page=27|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|thumb|'''[[A Revista/Ano 1/Número 1/Duas Figuras|Duas figuras]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|page=16|thumb|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|'''[[A Revista/Ano 1/Número 1/Capitulo|Capitulo]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|page=151|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|thumb|'''[[A Revista/Ano 1/Número 3/Os Caprichos da Sorte|Os Caprichos da Sorte]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|page=95|thumb|'''[[A Revista/Ano 1/Número 2/O Carteiro|O Carteiro]]''' File:A saga de Apsû no Enūma eliš.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:A saga de Apsû no Enūma eliš.pdf|'''[[A saga de Apsû no Enūma eliš]]''' File:Descobrimento prodigioso e suas incalculaveis consequências para o futuro da humanidade.pdf|link=Galeria:Descobrimento prodigioso e suas incalculaveis consequências para o futuro da humanidade.pdf|page=7|thumb|'''[[Descobrimento Prodigioso e suas Incalculaveis Consequências para o Futuro da Humanidade]]''' File:Invenção dos aeróstatos reivindicada.pdf|page=9|thumb|link=Galeria:Invenção dos aeróstatos reivindicada.pdf|'''[[Invenção dos Aeróstatos Reivindicada]]''' File:Os Ovos de Paschoa.pdf|page=7|thumb|link=Galeria:Os Ovos de Paschoa.pdf|'''[[Os Ovos de Paschoa]]''' File:Cinco de Maio - ode heroica.pdf|link=Galeria:Cinco de Maio - ode heroica.pdf|page=5|thumb|'''[[Cinco de Maio (1885)|Cinco de Maio]]''' File:Os Negros (1921).pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Os Negros (1921).pdf|'''[[Os Negros]]''' File:Meu amor! adoro-te!.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Meu amor! adoro-te!.pdf|'''[[Meu amor! adoro-te!]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=94|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|thumb|[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/Vida ociosa|Vida ociosa]] File:Petição.pdf|link=Galeria:Petição.pdf|thumb|page=5|'''[[Petição do Pe. Bartholomeu de Gusmão]]''' File:A lavoura e a guerra.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:A lavoura e a guerra.pdf|'''[[A lavoura e a guerra]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|thumb|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=113|'''[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/Cartas Inéditas|Cartas Inéditas]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=60|thumb|'''[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/O Corvo|O Corvo]]''' File:As biografias históricas de Santos Dumont.pdf|link=Galeria:As biografias históricas de Santos Dumont.pdf|thumb|page=1|'''[[Scientiae Studia/Volume 11/Número 3/As biografias históricas de Santos Dumont|As biografias históricas de Santos Dumont]]''' File:A toponímia indígena artificial no Brasil.pdf|link=Galeria:A toponímia indígena artificial no Brasil.pdf|thumb|page=1|'''[[A toponímia indígena artificial no Brasil]]''' File:A Novella Semanal.pdf|link=Galeria:A Novella Semanal.pdf|page=264|thumb|'''[[A Novella Semanal/O Avô|O Avô]]''' <!--2021--> File:Os topônimos com a posposição tupi -pe no território brasileiro.pdf|link=Galeria:Os topônimos com a posposição tupi -pe no território brasileiro.pdf|thumb|page=1|'''[[Os topônimos com a posposição tupi -pe no território brasileiro]]''' File:Sîn-lēqi-unninni, Ele o abismo viu (Série de Gilgámesh 1).pdf|link=Galeria:Sîn-lēqi-unninni, Ele o abismo viu (Série de Gilgámesh 1).pdf|thumb|page=1|'''[[Sîn-lēqi-unninni, Ele o abismo viu]]''' File:Como se faz um Herói.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Como se faz um Herói.pdf|'''[[Como se faz um Herói]]''' File:Santos Dumont - o vôo que mudou a história da aviação.pdf|page=1|thumb|link=Galeria:Santos Dumont - o vôo que mudou a história da aviação.pdf|'''[[Santos Dumont: o vôo que mudou a história da aviação]]''' File:Primeiras trovas burlescas de Getulino (1904).djvu|link=Galeria:Primeiras trovas burlescas de Getulino (1904).djvu|thumb|page=1|'''[[Primeiras Trovas Burlescas de Getulino]]''' File:Certidão de óbito de Alberto Santos Dumont.pdf|link=Galeria=Certidão de óbito de Alberto Santos Dumont.pdf|thumb|'''[[Certidão de Óbito de Alberto Santos Dumont]]''' Ficheiro:Cadu_Simões.jpg|thumb|'''[[Sobre Domínio Público e Cultura Livre]]''' File:Concedendo um conto de réis à Santos Dumont.pdf|link=Galeria:Concedendo um conto de réis à Santos Dumont.pdf|thumb|'''[[Concedendo um conto de réis a Santos Dumont]]''' <!--2020--> <!--[[Discurso do Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante Cerimônia de Posse no Congresso Nacional (1 de janeiro de 2019)|Discruso]]--> File:A Novella Semanal.pdf|link=Galeria:A Novella Semanal.pdf|page=9|thumb|'''[[A Novella Semanal/O 22 da "Marajó"|O 22 da Marajó]]''' File:Machado de Assis @ A Nação (Rio de Janeiro, 13 de agosto de 1874).pdf|page=1|thumb|link=Galeria:Machado de Assis @ A Nação (Rio de Janeiro, 13 de agosto de 1874).pdf|'''[[A Nação (Rio de Janeiro)/1874/08-13/«Jerusalém» por monsenhor Pinto de Campos|«Jerusalém» por monsenhor Pinto de Campos]]''' File:Revista Luso-Brasileira (1860), n2.pdf|link=Galeria:Revista Luso-Brasileira (1860), n2.pdf|thumb|page=25|'''[[Revista Luso-Brasileira/1860/2/Lembranças de minha mãi|Lembranças de minha mãi]]''' File:Almanach Brazileiro Illustrado (1877).pdf|link=Galeria:Almanach Brazileiro Illustrado (1877).pdf|thumb|page=309|'''[[Almanach brazileiro illustrado/1877/Charitas|Charitas]]''' File:Marmota Fluminense n830.pdf|link=Galeria:Marmota Fluminense n830.pdf|thumb|page=4|'''[[Marmota Fluminense/830/Beijos|Beijos]]''' File:Almanach Brazileiro Illustrado (1878).pdf|link=Galeria:Almanach Brazileiro Illustrado (1878).pdf|thumb|page=394|'''[[Almanach brazileiro illustrado/1878/Job|Job]]''' File:O Jequitinhonha (1862).pdf|link=Galeria:O Jequitinhonha (1862).pdf|thumb|'''[[A historia do Brasil escripta pelo Dr. Jeremias no anno de 2862]]''' File:Fantina- (scenas da escravidão).pdf|link=Galeria:Fantina- (scenas da escravidão).pdf|thumb|page=7|'''[[Fantina]]''' <!--2019--> File:A propósito da exposição Malfatti.jpg|link=Galeria:A propósito da exposição Malfatti.jpg|thumb|'''[[O Estado de S. Paulo/A propósito da exposição Malfatti|A propósito da exposição Malfatti]]''' File:86311283-Original-Version-of-Alice-s-Adventures-in-Wonderland-by-Lewis-Carroll.djvu|link=Galeria:86311283-Original-Version-of-Alice-s-Adventures-in-Wonderland-by-Lewis-Carroll.djvu|thumb|'''[[Aventuras de Alice em Baixo da Terra]]''' File:畫麗珠萃秀 Gathering Gems of Beauty (梁木蘭) 2.jpg|link=A Balada de Mulan|thumb|'''[[A Balada de Mulan]]''' Ficheiro%3AA_Menina_do_Narizinho_Arrebitado_(Capa).png|link=Galeria:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf|thumb|'''[[A Menina do Narizinho Arrebitado]]''' File:Machado de Assis aos 57 anos.jpg|link=Hynno Nacional|thumb|'''[[Hynno Nacional]]''' File:Negrinha- Contos (1920).pdf|link=Galeria:Negrinha- Contos (1920).pdf|thumb|page=3|'''[[Negrinha (4º milheiro)]]''' File:Monteiro Lobato.jpg|link=Rabiscando|thumb|'''[[Rabiscando]]''' File:Meteorito de Bendegó - relatório apresentado ao ministerio da agricultura, commercio e obras publicas (...) sobre a remoção do meteorito de Bendengó do sertão da provincia da Bahia para o Museu Nacional.pdf|link=Galeria:Meteorito de Bendegó - relatório apresentado ao ministerio da agricultura, commercio e obras publicas (...) sobre a remoção do meteorito de Bendengó do sertão da provincia da Bahia para o Museu Nacional.pdf|thumb|'''[[Meteorito de Bendegó: relatorio (1888)]]''' File:Jéca Tatuzinho (1924).pdf|link=Galeria:Jéca Tatuzinho (1924).pdf|thumb|page=1|'''[[Jéca Tatuzinho]]''' <!--2018--> File:Aaron Swartz at Boston Wikipedia Meetup, 2009-08-18.jpg|link=Manifesto da Guerrilha do Livre Acesso|thumb|'''[[Manifesto da Guerrilha do Livre Acesso]]''' </gallery> </div> </div> 8vk22w7fvn9ucp90b7bs5yypsw5yoy1 Página:Historias da meia noite.djvu/239 106 199269 554760 429264 2026-06-23T00:24:39Z JppBr98 28173 554760 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Giro720" /></noinclude>{{t2|'''INDICE'''}} {{linha horizontal|2em|lh=3em}} {{tabela | alinhamento = center | título = [[A parasita azul]] | página = [[Página:Historias da meia noite.djvu/7|7]] }} {{tabela | alinhamento = center | título = [[As bodas de Luiz Duarte]] | página = [[Página:Historias da meia noite.djvu/85|85]] }} {{tabela | alinhamento = center | título = [[Ernesto de tal]] | página = [[Página:Historias da meia noite.djvu/113|{{corr|103|113}}]] }} {{tabela | alinhamento = center | título = [[Aurora sem dia]] | página = [[Página:Historias da meia noite.djvu/159|159]] }} {{tabela | alinhamento = center | título = [[O relogio de ouro]] | página = [[Página:Historias da meia noite.djvu/193|193]] }} {{tabela | alinhamento = center | título = [[Ponto de vista]] | página = [[Página:Historias da meia noite.djvu/209|209]] }} {{separador}} {{lh}}{{c|1873 {{--}} Typ. {{sc|Franco-Americana}}, rua d’Ajuda n. 18.}}<noinclude></noinclude> ok9li3otieehbinpvgtmvh8mnb4hur2 Galeria:Saudades (1905).pdf 104 212502 554752 453852 2026-06-22T20:12:04Z JppBr98 28173 554752 proofread-index text/x-wiki {{:MediaWiki:Proofreadpage_index_template |Type=book |Título=[[Saudades (1905)|Saudades]] |Subtítulo= |Language=pt |Autor=[[Autor:Bernardim Ribeiro|Bernardim Ribeiro]] |Tradutor= |Editor=[[Autor:Delfim Guimarães|Delfim Guimarães]] |Ilustrador= |Edição= |Volume= |Editora=Livraria Editora Guimarães & C. |Gráfica= |Local=Lisboa |Ano=1905 |ISBN= |Fonte= |Imagem= |Capa=1 |Progresso=C |Páginas=<pagelist 1to6="-" 1="capa" 3="falsa folha de rosto" 4="Obras de Delfim Guimarães" 5="folha de rosto" 7=1 182to184="-" /> |Tomos= |Volumes= |Notas= |Sumário= |Epígrafe={{Página:Saudades (1905).pdf/1}} {{quebra de página|separador=2}} {{Página:Saudades (1905).pdf/7}} {{quebra de página|separador=2}} |Width= |Css= |Header= |Footer= |Modernização=N }} qmjnqakmo9cmqe90ey08y40akzv93ro Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/8 106 233712 554702 504180 2026-06-22T18:15:14Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554702 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|'''PREFÁCIO'''}} {{dhr|3}} {{capitular|H}}{{sc|á sessenta}} e tantos anos um professor de matemática de Oxford, Lewis Carroll, muito amigo das crianças, fêz um passeio de bote pelo Tâmisa com três menininhas. Para diverti-las foi inventando uma história de que elas muito gostaram. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 8 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 372px | wWidth = 235px | wLeft = 188px | wTop = 308px }} Chegando em casa teve a idéia de escrever essa história — e assim nasceu para a biblioteca infantil universal mais uma obra-prima — “Alice in Wonderland.” Ficou famoso o livro entre os povos de língua inglêsa. Foi traduzido em outros idiomas. Seu autor imortalizou-se. {{nop}}<noinclude></noinclude> d7wzdagibi646x20mtmdvfaxpmn1g4g Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/9 106 233722 554703 504181 2026-06-22T18:15:27Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554703 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|8|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>Hoje aparece em português. Traduzir é sempre difícil. Traduzir uma obra como a de Lewis Carroll, mais que difícil, é dificílimo. Trata-se do sonho duma menina travêssa — sonho em inglês, de coisas inglêsas, com palavras, referências, citações, alusões, versos, humorismo, trocadilhos, tudo inglês, isto é, especial, feito exclusivamente para a mentalidade dos inglesinhos. O tradutor fêz o que pôde, mas pede aos pequenos leitores que não julguem o original pelo arremêdo. Vai de diferenças a diferença das duas línguas e a diferença das duas mentalidades, a inglêsa e a brasileira. Há dois anos o original manuscrito de “Alice in Wonderland”, do próprio punho do autor, apareceu num leilão de {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 9 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 363px | wWidth = 152px | wLeft = 216px | wTop = 326px }} livros velhos em Londres. Vários pretendentes o disputaram, entre êles o Museu Britânico, que havia destinado para a sua aquisição uma verba de 12.500 libras esterlinas. Essa verba foi insuficiente. Um americano apareceu, que lançou mais e afinal ficou com o manuscrito pela quantia de 15.400 libras, ou 75.259 dólares. Qualquer cousa como um milhão e quinhen- {{nop}}<noinclude></noinclude> gdzjvmr2ktel8kbvdpfx9ifhgjy2nay 554705 554703 2026-06-22T18:16:03Z Erick Soares3 19404 554705 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|8|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>Hoje aparece em português. Traduzir é sempre difícil. Traduzir uma obra como a de Lewis Carroll, mais que difícil, é dificílimo. Trata-se do sonho duma menina travêssa — sonho em inglês, de coisas inglêsas, com palavras, referências, citações, alusões, versos, humorismo, trocadilhos, tudo inglês, isto é, especial, feito exclusivamente para a mentalidade dos inglesinhos. O tradutor fêz o que pôde, mas pede aos pequenos leitores que não julguem o original pelo arremêdo. Vai de diferenças a diferença das duas línguas e a diferença das duas mentalidades, a inglêsa e a brasileira. Há dois anos o original manuscrito de “Alice in Wonderland”, do próprio punho do autor, apareceu num leilão de {{PT||livros velhos em Londres. Vários pretendentes o disputaram, entre êles o Museu Britânico, que havia destinado para a sua aquisição uma verba de 12.500 libras esterlinas. Essa verba foi insuficiente. Um americano apareceu, que lançou mais e afinal ficou com o manuscrito pela quantia de 15.400 libras, ou 75.259 dólares. Qualquer cousa como um milhão e quinhen{{PT||tos mil cruzeiros ao câmbio de hoje. Isto mostra o alto grau de aprêço em que em certos países é tida a obra literária.}}}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 9 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 363px | wWidth = 152px | wLeft = 216px | wTop = 326px }} {{PT|livros velhos em Londres. Vários pretendentes o disputaram, entre êles o Museu Britânico, que havia destinado para a sua aquisição uma verba de 12.500 libras esterlinas. Essa verba foi insuficiente. Um americano apareceu, que lançou mais e afinal ficou com o manuscrito pela quantia de 15.400 libras, ou 75.259 dólares. Qualquer cousa como um milhão e quinhen{{PT||tos mil cruzeiros ao câmbio de hoje. Isto mostra o alto grau de aprêço em que em certos países é tida a obra literária.}}}} {{nop}}<noinclude></noinclude> 59bxetqed72tshgpsr76hg8vy3gee3j Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/10 106 233723 554704 504184 2026-06-22T18:15:43Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554704 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS|9}}</noinclude>{{PT|tos mil cruzeiros ao câmbio de hoje. Isto mostra o alto grau de aprêço em que em certos países é tida a obra literária.}} As crianças brasileiras vão ler a história de Alice por artes de Narizinho. Tanto insistiu esta menina em vê-la em português (Narizinho ainda não sabe inglês), que não houve remédio, apesar de ser, como dissemos, uma obra intraduzível. — Serve assim mesmo, disse ela ao ler a tradução da primeira parte hoje publicada (a segunda “Through The Looking Glass”, inda é mais maluca)<ref>Vide o outro volume desta série, ''Alice no País do Espelho''.</ref>. Dá uma idéia, embora “muito pálida”, como diz a Emília”... {{nop}}<noinclude> <br> {{rule|6em|align=left}} <references /></noinclude> nysl65n7cetiabep8bcw0tpn2t7crqm Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/12 106 233726 554692 504185 2026-06-22T18:10:41Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554692 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|'''VIAGEM À TOCA DOS COELHOS'''|CAPÍTULO I}} {{capitular|A}}{{smaller|LICE}} ESTAVA sentada com sua irmã num banco do jardim. Como não tivesse o que fazer, começou a aborrecer-se. Olhava com cara de enjôo para o livro que a irmã lia. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 12 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 270px | wWidth = 274px | wLeft = 161px | wTop = 350px }} — Que coisa sem graça, livro sem figura nem diálogos!... Do livro o seu olhar foi ter a um canteiro de margaridas que havia perto, e ela pensou lá dentro da sua cabecinha se valeria a pena levantar-se do banco para fazer um buquê. Pensou só, porque o dia estava quente<noinclude></noinclude> s262rflp7ks9l9qtqref0auv26qej99 Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/13 106 233727 554693 504186 2026-06-22T18:10:58Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554693 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|12|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>e ela com uma grande preguiça. Nisto um Coelho Branco, de olhos côr de pitanga, apareceu no jardim. Alice não estranhou aquilo, como também achou muito natural que o Coelho murmurasse consigo mesmo: “Como é tarde, mamãe!” Em seguida o Coelho puxou do bôlso do colête um relógio para ver que horas eram. Isto, sim, Alice estranhou, pois nunca tinha ouvido falar de Coelho que usasse colête e relógio. Ergueu-se então e dirigiu-se para o animalzinho, o qual fugiu assustado. Alice disparou {{PT||atrás. O Coelho meteu-se por uma toca. Alice também, sem refletir que é muito fácil entrar em toca, mas muito difícil sair.}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 13 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 346px | wWidth = 218px | wLeft = 200px | wTop = 333px }} {{PT|atrás. O Coelho meteu-se por uma toca. Alice também, sem refletir que é muito fácil entrar em toca, mas muito difícil sair.}} Era um túnel estreito e comprido, que em certo ponto virava um buracão de não acabar mais. Alice es-<noinclude></noinclude> lv2m0jeqayzfzbgzvfrrxtlfhcdtdu7 Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/14 106 233728 554694 504187 2026-06-22T18:11:16Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554694 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||VIAGEM À TOCA DOS COELHOS|13}}</noinclude>corregou e caiu no buraco. Caiu, e foi caindo e não acabava mais de cair. Ou então foi caindo tão devagar que o buraco parecia mais fundo do que realmente era. Alice nunca pôde esclarecer êste ponto. Enquanto ia caindo, ia olhando para baixo, a ver se enxergava alguma coisa. Nada enxergou; o fundo era escuro como a noite. Olhou então para os lados e viu muitos armários e estantes de livros, e também mapas {{PT||pendurados. Num dêsses armários havia um pote com letreiro. Alice leu: “''Laranjada''”. Destampou o pote, já lambendo os lábios é com água na bôca. Vazio! De raiva, ia jogá-lo no fundo do buraco; mas lembrou-se que poderia cair na cabeça de alguém e botou-o de novo no lugar. E continuou a cair.}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 14 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 285px | wWidth = 472px | wLeft = 68px | wTop = 267px }} {{PT|pendurados. Num dêsses armários havia um pote com letreiro. Alice leu: “''Laranjada''”. Destampou o pote, já lambendo os lábios é com água na bôca. Vazio! De raiva, ia jogá-lo no fundo do buraco; mas lembrou-se que poderia cair na cabeça de alguém e botou-o de novo no lugar. E continuou a cair.}} Sim, senhor! “pensou com o seus botões. “Depois duma queda destas fico mestra em tombos. Poderei cair da escada lá em casa sem susto nenhum. E até do telhado! E todos vão arregalar os olhos, espantados da minha valentia.” {{nop}}<noinclude></noinclude> t9o5bvmzy6hrq9t1yuqbx05kzklmils Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/15 106 233729 554695 504188 2026-06-22T18:11:35Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554695 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|14|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>Alice caiu, caiu, caiu. Não chegava nunca ao fim do buraco. “Quantos quilômetros já terei descido? pen{{PT||sou. Com certeza estou pertinho do centro da terra, a uns 6.600 quilômetros, talvez.”}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 15 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 613px | wWidth = 331px | wLeft = 150px | wTop = 146px }} {{PT|sou. Com certeza estou pertinho do centro da terra, a uns 6.600 quilômetros, talvez.”}} {{nop}}<noinclude></noinclude> 1igp2umjf72532bl27z7qtnld2lnlba Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/13 106 233759 554706 499725 2026-06-22T18:17:55Z Erick Soares3 19404 554706 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{sc|'''A CASA DO ESPELHO'''}}|{{sc|CAPÍTULO I}}}} {{dhr|3}} {{capitular|D}}{{sc|uma coisa}} Alice estava certa: de que o gatinho branco nada tinha que ver com aquilo. A culpa era tôda do gatinho prêto. Isso porque enquanto o gatinho prêto estava reinando na sala, o gatinho branco estêve nas unhas de sua mãe Diná, a sofrer uma lavagem de cara. Diná lavava os seus filhotes assim: agarrava um dêles pela orelha e o fixava com uma das patas ao chão; {{PT||com a outra esfregava-lhe a cara, a começar pelo focinho. E êles se submetiam a essa toalete muito quietos, rosnando apenas, pois sabiam que a esfrega era para bem dêles.}} [[File:Kitten ball.jpg|centro|400px]] {{PT|com a outra esfregava-lhe a cara, a começar pelo focinho. E êles se submetiam a essa toalete muito quietos, rosnando apenas, pois sabiam que a esfrega era para bem dêles.}} {{nop}}<noinclude></noinclude> tothxhfj3h1zgyxeky49uvs36o34i2r 554745 554706 2026-06-22T18:32:01Z Erick Soares3 19404 554745 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{lsp||'''A CASA DO ESPELHO'''}}|{{lsp||CAPÍTULO I}}}} {{dhr|3}} {{capitular|D}}{{sc|uma coisa}} Alice estava certa: de que o gatinho branco nada tinha que ver com aquilo. A culpa era tôda do gatinho prêto. Isso porque enquanto o gatinho prêto estava reinando na sala, o gatinho branco estêve nas unhas de sua mãe Diná, a sofrer uma lavagem de cara. Diná lavava os seus filhotes assim: agarrava um dêles pela orelha e o fixava com uma das patas ao chão; {{PT||com a outra esfregava-lhe a cara, a começar pelo focinho. E êles se submetiam a essa toalete muito quietos, rosnando apenas, pois sabiam que a esfrega era para bem dêles.}} [[File:Kitten ball.jpg|centro|400px]] {{PT|com a outra esfregava-lhe a cara, a começar pelo focinho. E êles se submetiam a essa toalete muito quietos, rosnando apenas, pois sabiam que a esfrega era para bem dêles.}} {{nop}}<noinclude></noinclude> b6urojgnfmfvu9ipnrxmq60qyqnotm6 Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/17 106 233807 554696 504190 2026-06-22T18:11:58Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554696 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|16|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>Alice continuava a cair, cair, cair. Não podia fazer outra coisa senão cair. Para matar o tempo, começou a pensar na sua gatinha Diná. “Coitada! Creio que Diná vai estranhar muito a minha ausência esta noite. Bom será que não se esqueçam de lhe dar o seu pires de leite, à hora do chá. Minha cara Diná, eu só queria ver você aqui neste buraco para caçar uns morcegos. Sim, porque {{PT||estou caindo no ar e no ar não há rato, há morcegos, que são ratos de asas. Mas será que gato come morcêgo?”}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 17 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 363px | wWidth = 410px | wLeft = 98px | wTop = 258px }} {{PT|estou caindo no ar e no ar não há rato, há morcegos, que são ratos de asas. Mas será que gato come morcêgo?”}} Alice começou a sentir uma certa sonolência e nesse estado o pensamento fica preguiçoso. Entrou a repetir muitas vezes a mesma frase: “Gato come morcêgo?” As vêzes repetia errado: “Morcêgo come gato?” E como não obtivesse resposta continuava a repetir<noinclude></noinclude> 1zky8uniluwj716ytmvxdkwvtalvwaj Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/15 106 233814 554708 499879 2026-06-22T18:18:48Z Erick Soares3 19404 554708 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||A CASA DO ESPELHO|13}}</noinclude>e o atirasse na neve, hein? Olhe, nem mais um ''pio'', está ouvindo? E com o dedo indicador erguido: — Vou passar em revista tôdas as suas más ações de hoje. Em primeiro lugar você miou muito quando {{PT||Diná o esfregava, de manhã. Não negue. Ouvi perfeitamente. Que diz? Como? A pata de Diná esbarrou em seu olhinho direito? É? Mas de quem foi a culpa? Por que ficou de ôlho aberto? Não venha com essa escapatória, que não aceito. Vamos agora à segunda má ação. {{PT||Você puxou o gatinho branco pelo rabo quando êle estava a beber o seu pires de leite. Quê? Estava com sêde? Êle também estava — e havia chegado primeiro. Agora, a terceira má ação: desenrolar o meu novêlo de lã. Três culpas, Kitty, e ainda não foi punido por nenhuma! Estou juntando os castigos para quarta-feira.}}}} [[File:Alice_and_kitten.jpg|centro|400px]] {{PT|Diná o esfregava, de manhã. Não negue. Ouvi perfeitamente. Que diz? Como? A pata de Diná esbarrou em seu olhinho direito? É? Mas de quem foi a culpa? Por que ficou de ôlho aberto? Não venha com essa escapatória, que não aceito. Vamos agora à segunda má ação. {{PT||Você puxou o gatinho branco pelo rabo quando êle estava a beber o seu pires de leite. Quê? Estava com sêde? Êle também estava — e havia chegado primeiro. Agora, a terceira má ação: desenrolar o meu novêlo de lã. Três culpas, Kitty, e ainda não foi punido por nenhuma! Estou juntando os castigos para quarta-feira.}}}} {{nop}}<noinclude></noinclude> 3zvzyoq933i1y88f1r52e6apswk7o6w Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/16 106 233816 554707 499955 2026-06-22T18:18:20Z Erick Soares3 19404 554707 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|14|ALICE NO PAÍS DO ESPELHO|}}</noinclude>{{PT|Você puxou o gatinho branco pelo rabo quando êle estava a beber o seu pires de leite. Quê? Estava com sêde? Êle também estava — e havia chegado primeiro. Agora, a terceira má ação: desenrolar o meu novêlo de lã. Três culpas, Kitty, e ainda não foi punido por nenhuma! Estou juntando os castigos para quarta-feira.}} Depois, pensando nas suas próprias reinações, continuou: — Suponha-se que ''êles'' juntem os meus castigos. Que fariam no fim do ano? Com certeza me mandariam para a cadeia. Ou — deixe-me ver — suponha-se que cada castigo consista em me deixarem sem jantar. Então, no dia do castigo somado, eu teria de ficar sem cinqüenta jantares, pelo menos... E para o gatinho: — Está ouvindo o bater da neve na vidraça, Kitty? Gosto dêsse barulhinho. Parece que a neve está beijando os vidros do outro lado, não? Será que a neve beija assim as árvores e os campos porque os ''ama''? Depois ela os recobre duma camada branquinha, talvez dizendo: “Durmam, queridos, durmam bem até que o verão retorne.” E quando tudo renasce de novo ao calor do verão, Kitty, as árvores e os campos se vestem de verde e dançam — dançam tão lindo quando o vento sopra!... Oh, eu quero que seja assim! concluiu Alice deixando cair o novêlo para bater palmas de alegria. Quero que as árvores realmente comecem a dormir no outono quando as fôlhas entram a amarelar!... Depois: — Kitty, você sabe jogar xadrez? Não se ria. Estou falando sério. Pergunto porque quando eu estava a<noinclude></noinclude> 60phoe7p381w05qsc1ofqtr5yr4ghy1 Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/19 106 233838 554697 504192 2026-06-22T18:12:19Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554697 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|18|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>por uma portinha tão estreita? Nem sua cabeça cabia. “Oh, exclamou, que pena a gente não ser como os óculos de alcance, que espicham à vontade! Se eu pudesse espichar-me, como óculos de alcance ou bala puxa-puxa, iria, já e já, ver aquêle jardim tão lindo.” Não sendo possível aquilo, Alice ergueu-se e voltou para perto da mesa, esperando encontrar outra chave {{PT||ou algum livro mágico que lhe ensinasse a virar em óculos de alcance ou bala puxa-puxa. Só encontrou um vidrinho (que antes não estava lá) com um letreiro dizendo: ''Beba-me''.}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 19 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 287px | wWidth = 346px | wLeft = 143px | wTop = 288px }} {{PT|ou algum livro mágico que lhe ensinasse a virar em óculos de alcance ou bala puxa-puxa. Só encontrou um vidrinho (que antes não estava lá) com um letreiro dizendo: ''Beba-me''.}} “Muito fácil dizer “beba-me”, pensou Alice," mas não sou nenhuma tôla para ir bebendo o que não sei o que é. Vou ler o que está escrito em baixo do letreiro para verificar se não é veneno.” Alice havia lido várias histórias de meninas que se queimaram, ou foram devoradas pelas feras, por não<noinclude></noinclude> 1gk6c8o2ge1zwb63ct5kku18g94dodn Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/20 106 233839 554698 504193 2026-06-22T18:12:27Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554698 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||VIAGEM À TOCA DOS COELHOS|19}}</noinclude>darem atenção ao que os pais ensinam. Sabia que quando a mamãe diz, por exemplo: ''ferro em brasa queima, faca de ponta espeta, navalha corta o dedo e sai sangue'', porque tudo isso é verdade. Sabia também que bebendo qualquer droga de vidro marcado com a palavra ''Veneno'', o certo é morrer de morte horrorosa. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 20 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 437px | wWidth = 307px | wLeft = 134px | wTop = 266px }} Mas como o vidrinho não trazia a palavra ''Veneno'', Alice resolveu provar o líquido que havia nêle. Provou-o com a ponta da língua; achou-o gostoso. Provou mais<noinclude></noinclude> 4q47e5vmkrhe371yor6en1od2go21vd Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/21 106 233840 554699 504194 2026-06-22T18:13:37Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554699 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|20|Lewis Carroll|}}</noinclude>e acabou bebendo tudo (de fato era apenas um licor de cereja muito bom.) {{***}} “Que coisa esquisita!” exclamou Alice. “Parece que estou a encolher-me tôda, como um óculo de alcance!” E assim era. Estava encolhendo tanto, e tanto encolheu, que ficou de meio palmo de altura. Chegou a sentir-se nervosa, de mêdo de ficar pequenininha como tôco de vela de árvore de Natal. Isso também não. Essas velas vão diminuindo, diminuindo, e de repente o pavio cai para um lado e era uma vez a vela. Extinguem-se. Não! Não! Não queria acabar a vida assim. E esperou uns minutos, muito ansiosa, a ver se parava de encolher. Felizmente parou em meio palmo. Ora graças! Assim que se pilhou pequenininha, correu à portinhola com a idéia de ir ao jardim. Mas lembrou-se que a tinha fechado e pôsto a chave em cima da mesa. E agora? Como tirar a chave de lá? Alice tentou todos os meios. Tentou subir por uma das pernas da mesa; tentou pular. Nada conseguiu e, desesperada, sentou-se no chão e chorou. De repente disse para si mesma: “Bôba! De que vale chorar?” Alice era menina inteligente e prática, das tais que costumam dar bons conselhos a si mesmas. Às vêzes chegava a ponto de repreender-se com tanta severidade que se punha a chorar. Uma vez estêve a ponto de castigar-se a si própria com pancadas — uma vez que cometeu um erro muito grave numa partida de ''croquet'' que estava jogando consigo mesma. Sim, consigo<noinclude></noinclude> 1kldqjzcihochzb7f2bfslwl50qycj6 Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/22 106 233841 554700 504195 2026-06-22T18:13:47Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554700 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||VIAGEM À TOCA DOS COELHOS|21}}</noinclude>mesma, porque quando estava só e precisava de companheira para brincar, Alice tinha a mania de julgar-se duas pessoas. “Não vale a pena chorar,” repetiu ela; “também não vale a pena ser duas pessoas. Contento-me em ser apenas uma menina bem educada.” Mas naquele momento seus olhos fixaram-se numa caixinha de vidro, que estava debaixo da mesa: abriu-a e encontrou dentro um doce muito bonito, com um letreiro de passas que dizia: ''Coma-me''. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 22 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 255px | wWidth = 304px | wLeft = 146px | wTop = 366px }} “Está bem, vou comer êste doce”, disse ela; “com certeza me fará crescer de modo que eu possa alcançar a chavinha. Se em vez disso me fizer ficar menor ainda, poderei passar pelo buraco da fechadura e assim chegar ao lindo jardim.” Alice começou a comer o doce, dizendo: “Que irá acontecer?” E punha a mão sobre a cabeça para veri-<noinclude></noinclude> k8cc421mfawzxw7lufnehr7003vj3ht Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/23 106 233842 554701 504196 2026-06-22T18:14:01Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554701 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|22|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>ficar se estava crescendo ou diminuindo. Mas com grande surprêsa viu que permanecia na mesma, nem maior, nem menor. Ficou desapontada com o doce. Era um doce comum, um doce ordinário, dêsses que estava acostumada a comer todos os dias. Um ''doce natural'', em suma, e Alice só gostava das coisas extraordinárias. Lembrou-se de que talvez fôsse diferente se comesse o doce inteiro — e comeu-o todinho. {{dhr|6}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 23 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 300px | wWidth = 124px | wLeft = 238px | wTop = 473px }} {{nop}}<noinclude></noinclude> mxvvcg7fp3dxdujdlcl9dni449s2k0s Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/19 106 233845 554709 499952 2026-06-22T18:19:07Z Erick Soares3 19404 554709 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||A CASA DO ESPELHO|17}}</noinclude>“''Êles'' não conservam esta sala tão bem arrumada como a lá de casa”, pensou Alice ao ver diversas peças de xadrez caídas nas cinzas da chaminé. Logo depois {{PT||observou que essas peças estavam vivinhas e passeando duas a duas.}} [[File:Aliceroom.jpg|centro|400px]] {{PT|observou que essas peças estavam vivinhas e passeando duas a duas.}} — Aqui está o Rei Branco e com êle a Rainha Branca, murmurou Alice baixinho para não assustá-los. Lá estão o Rei Negro e a Rainha Negra, sentados no atiçador de fogo e perto dêles, duas Torres de braços<noinclude></noinclude> l4j5dfdv4l87dmw03mggm5lzd0jf479 Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/20 106 233846 554710 499953 2026-06-22T18:19:16Z Erick Soares3 19404 554710 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|18|ALICE NO PAÍS DO ESPELHO|}}</noinclude>dados. Será que podem ouvir-me? Que não podem ver-me, sei, pois chego bem pertinho sem que se assustem. Creio que fiquei invisível... [[File:Aliceroom2.jpg|centro|400px]] Nisto alguma coisa começou a mexer-se na mesa, atrás de Alice. Voltando o rosto viu ela um Peão Branco que rolava impaciente e batia o pé. Ficou atenta, a ver o que sucedia. — Meu filho! gritou a Rainha Branca precipitando-se para o lado do peão com tal ímpeto que derrubou<noinclude></noinclude> lsge4dowzc79x9hks83ahmgp0n7b42j Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/132 106 233855 554741 499981 2026-06-22T18:30:00Z Erick Soares3 19404 554741 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{lsp||'''A SACUDIDELA'''}}|{{lsp||CAPÍTULO X}}}} {{dhr|3}} {{capitular|A}}{{sc|lice agarrou}} a boneca de celulóide em que a Rainha Negra se havia transformado. Não encontrou resistência nenhuma. Apenas a cara da boneca foi mudando e os olhos foram ficando verdes. Depois o corpo da boneca foi-se tornando macio e peludo... {{dhr|3}} [[File:Black_Queen.jpg|centro|300px]] {{nop}}<noinclude></noinclude> jraqftsa1o0wttww5pqcrzncb5xn76j Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/133 106 233856 554742 499982 2026-06-22T18:30:29Z Erick Soares3 19404 554742 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{lsp||'''MIAU! MIAU!'''}}|{{lsp||CAPÍTULO XI}}}} {{dhr|3}} ...e realmente a Rainha-boneca virou num gatinho. {{dhr|3}} [[File:Black_kitten.jpg|centro|300px]] {{nop}}<noinclude></noinclude> pwsgkjev1ydncckv2y3fyv07t7lztww Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/21 106 233859 554711 499988 2026-06-22T18:19:26Z Erick Soares3 19404 554711 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||A CASA DO ESPELHO|19}}</noinclude>o Rei na cinza. Meu lírio! Meu imperial gatinho! gritava ela tentando transpor a grade da chaminé. — Imperial malandro! murmurou o Rei a esfregar o nariz amarrotado pela queda. Bem que tinha êle razão de estar danado com a Rainha, pois ficara coberto de cinzas da cabeça aos pés. [[File:Chessmen.jpg|centro|350px]] Ansiosa por ser útil, Alice tomou a Rainha e a colocou no tabuleiro, perto do peãozinho que esperneava com ataque. Mas o fato de ser erguida do chão até à mesa fêz a Rainha perder o fôlego, de modo que ao chegar permaneceu uns minutos arquejante, sem poder abraçar o barulhento filhinho. Logo porém que recobrou completamente o fôlego, gritou para o Rei, que ficara embaixo, na cinza: Cuidado com o vulcão! {{nop}}<noinclude></noinclude> g7197spn4cl1w7fav6aan9h3viv4dmp Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/23 106 233861 554712 499990 2026-06-22T18:19:35Z Erick Soares3 19404 554712 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||A CASA DO ESPELHO|21}}</noinclude>voltou correndo para despejá-lo na cara do Rei. Felizmente o encontrou já voltado a si e cochichando com a Rainha, tão baixo que Alice mal podia ouvir. [[File:White_king1.jpg|centro|350px]] — Tive tanto mêdo que esfriei até ao fundo dos ossos, dizia êle. — Você nunca teve ossos, meu caro... respondeu a Rainha. — O horror daquele momento!... prosseguiu o Rei. Jamais poderei esquecê-lo... — Esquece, sim. Você é um grande esquecido. Para que não esqueça deve tomar nota. O Rei aceitou o conselho e tirando do bôlso um enorme livro de notas começou a escrever com um lápis aquêle horror que sentira. Vendo as suas dificuldades, Alice resolveu ajudá-lo. Veio para trás dêle e segurou<noinclude></noinclude> 49o18sqssoijwfvvfr3boddb2m2lck8 Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/24 106 233862 554713 499992 2026-06-22T18:19:53Z Erick Soares3 19404 554713 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|22|ALICE NO PAÍS DO ESPELHO|}}</noinclude>na ponta do lápis para o guiar. O pobre Rei ficou atrapalhado e por alguns instantes lutou em silêncio com o lápis. Alice, porém, que tinha mais fôrça, venceu. — Tenho que arranjar outro lápis, disse o rei por fim. Este está muito pesado e escreve por si coisas que não tenho intenção de escrever. — Que coisas êle escreve? perguntou a Rainha com os olhos no livro de notas, onde leu: ''O Cavalo Branco está escorregando do atiçador. Êle equilibra-se mal.'' Depois disse: — Mas isto não pode ser a nota do horror que você sentiu, meu caro! [[File:White_knight1.jpg|centro|350px]] Havia na mesa, perto de Alice, um livro, e enquanto a menina permanecia sentada a observar o Rei (Alice ainda estava com o tinteiro na mão para caso o Rei desfalecesse outra vez), voltou-lhe as folhas para ler algum pedacinho. O livro, entretanto, era escrito numa língua desconhecida, como se poderá ver por esta amostra: {{nop}}<noinclude></noinclude> 2bv7zante7u1qsb87xo758t8mmmur3g Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/25 106 233863 554714 499998 2026-06-22T18:20:04Z Erick Soares3 19404 554714 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||A CASA DO ESPELHO|23}}</noinclude><poem> !sárt-sáz, sárt-sáZ! siod, mU! siod, mU sáz - ra on uinuz adapse A !sárt - uiac ortsnom od açebac A ... sárt arap odnaetoniP </poem> — Parece um lindo verso, disse consigo Alice, que a princípio nada entendera. Quem sabe se está ao contrário e com um espelho poderei ler direito? Vamos fazer a experiência. Para isso tenho que passar à outra sala. Sim sim, antes, porém, quero dar uma vista dolhos pelo jardim. Mal o pensou e já o pôs em prática. Deixou a sala a correr, descendo pelo corrimão em vez de descer pela escada. Essa história de descer por escadas é coisa de gente velha. Desceu voando e num segundo foi parar no vestíbulo que dava para o jardim. {{dhr|6}} [[File:Humpty Dumpty.jpg|centro|150px]] {{nop}}<noinclude></noinclude> kx4codpw7zpjcyxaqp111csor5j1jq9 Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/26 106 233887 554688 504199 2026-06-22T18:09:23Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554688 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{capitular||LAGO DAS LÁGRIMAS|25}}</noinclude>numa das mãos um par de luvas e na outra um leque. Vinha saracoteando e falando entre dentes: “Meu {{PT||Deus! Será que a Duquesa não vai zangar-se com a minha demora?”}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 26 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 516px | wWidth = 368px | wLeft = 110px | wTop = 169px }} {{PT|Deus! Será que a Duquesa não vai zangar-se com a minha demora?”}} No desespêro em que Alice estava, lembrou-se de pedir socorro ao Coelho e disse-lhe em voz baixa, com<noinclude></noinclude> 0t20476x51cz32xzpii4sv82aj3821n Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/28 106 233907 554689 504201 2026-06-22T18:09:34Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554689 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||LAGO DAS LÁGRIMAS|27}}</noinclude>nha!” Se fizerem isso, perguntarei: “Digam primeiro o meu nome, digam quem sou eu, porque se disserem meu nome certo, se disserem que sou Alice, então sairei daqui; mas se disserem que sou a Zuleica, ah, então ficarei enterrada nesta cova tôda a vida.” E Alice, já cansada de estar no fundo daquele buraco, olhou para cima, ansiosa de ver aparecer por lá alguma cara de gente que a avistasse e dissesse quem ela era. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 28 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 293px | wWidth = 297px | wLeft = 145px | wTop = 323px }} Nisto olhou para as mãos e notou que sem o perceber havia calçado as luvas do Coelho. “Como pôde ser isto?” exclamou muito admirada. “Como pude calçar estas luvas tão pequeninas? Querem ver que diminuí de tamanho sem o notar?” Dizendo isto, correu para perto da mesa a fim de medir-se, e verificou que encolhera de novo e estava com apenas sete centímetros de altura. E notou ainda que continuava<noinclude></noinclude> fkjlgjhxfurknncwnjbhh9bveeqog1u Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/29 106 233908 554690 504202 2026-06-22T18:09:50Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554690 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|28|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>a diminuir. Descobriu logo que a causa daquilo era o leque que tinha na mão, leque mágico — e jogou-o para longe, de mêdo de desaparecer totalmente. “De que escapei!” murmurou, ainda assustada da repentina mudança, mas satisfeita por ver que ainda restavam sete centímetros dela mesma e que agora poderia ir ter ao jardim. Correu então para a portinha; mas logo reparou que esquecera de tirar a chave de cima da mesa quando dispunha de altura para isso, de modo que estava tudo {{PT||na mesma — isto é, sem poder alcançar a chave e sem poder ir ao jardim.}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 29 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 335px | wWidth = 434px | wLeft = 90px | wTop = 353px }} {{PT|na mesma — isto é, sem poder alcançar a chave e sem poder ir ao jardim.}} “As coisas vão de mal a pior,” disse. “As coisas vão péssimas... As coisas vão...” e Alice não pôde concluir<noinclude></noinclude> thg2udyjacubinf7qjpobcrnjdjirhf Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/134 106 233909 554743 500114 2026-06-22T18:31:04Z Erick Soares3 19404 554743 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{lsp||'''SONHO?'''}}|{{lsp||CAPÍTULO XII}}}} {{dhr|3}} {{capitular|— V}}{{sc|ossa Majestade}} não deve rosnar tão alto, disse Alice esfregando os olhos sonolentos e dirigindo-se respeitosamente ao gatinho. Você despertou-me dum lindo sonho, ao qual estêve presente, olhando-me o tempo todo. Foi uma viagem extraordinária pelo País do Espelho, sabe? É hábito de os gatinhos (havia Alice observado tempos antes) responder com rosnidos a tudo quanto a gente lhes diz. “Se os gatos rosnassem para dizer Sim e miassem para dizer Não, seria possível sustentar com êles uma conversação. Mas como conversar com quem rosna o tempo todo, e portanto respondeu só dum jeito.” O gatinho havia rosnado em resposta à sua pergunta. Como saber se havia respondido sim ou não? Em vista disso a menina desistiu da conversa e olhou para o tabuleiro de xadrez, que estava sôbre a mesa. Depois tomou dêle a Rainha Negra e a pôs no tapête, bem defronte ao gatinho. — Vamos, Kitty, disse ela. Confesse que você se transformou nessa Rainha durante todo o meu sonho. Mais tarde Alice explicou à sua irmã que ao fazer isso o gatinho virara o rosto, como pretendendo não ser verdade que se houvesse transformado em alguma<noinclude></noinclude> gf1bz3e0rxq4ddlmaql5907zkis2mt7 Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/135 106 233910 554744 500115 2026-06-22T18:31:21Z Erick Soares3 19404 554744 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||SONHO|133}}</noinclude>rainha. Mas que o fêz de jeito a dar a perceber que tinha de fato virado rainha. — Sente-se um pouco mais durinho, disse-lhe ela, assim, assim. E agora tome um beijo em honra de ter sido rainha. Depois, voltando o rosto, deu com o gatinho branco, que ainda fazia a sua toalete, lambendo a pata e es{{pt||fregando-a no focinho: — Olá! Com que então andou disfarçado em Rainha Branca, hein? Mais cuidado com êle, Diná! Saiba que êsse seu filho costuma virar rainha quando quer.}} [[File:Alice_White_Kitten.jpg|centro|300px]] {{pt|fregando-a no focinho: — Olá! Com que então andou disfarçado em Rainha Branca, hein? Mais cuidado com êle, Diná! Saiba que êsse seu filho costuma virar rainha quando quer.}} Alice estava sentada no tapête, com os três bichinhos no colo. {{nop}}<noinclude></noinclude> 06pjab3q54dz7lgeepe9rffcx7ebgun Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/33 106 233927 554691 504206 2026-06-22T18:10:13Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554691 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|32|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>nem de cachorro, já que o senhor não gosta dêsses entes. Ouvindo tais palavras, o Rato voltou e veio vagarosamente colocar-se de novo perto dela. Estava pálido de emoção (assim pensou Alice) e mal pôde dizer, em voz débil: — Vamos para a margem. Lá contarei porque não posso ouvir falar de gatos e cães. Era tempo. O lago estava enchendo-se de bichos. Havia um pato, um ganso, um papagaio e até uma àguiazinha nova. E mais bichos de pena e pêlo. Por entre êles Alice abriu caminho e nadou para a margem, seguida do senhor ratinho. {{dhr|3}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 33 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 324px | wWidth = 464px | wLeft = 60px | wTop = 472px }} {{nop}}<noinclude></noinclude> 4goc49ydsieptwxcmo5chtxdblbeath Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/32 106 233932 554715 500176 2026-06-22T18:20:19Z Erick Soares3 19404 554715 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|30|ALICE NO PAÍS DO ESPELHO|}}</noinclude>Sem discutir êsse ponto, Alice continuou na sua explicação, dizendo que andara em procura do caminho que conduzia ao morro. — Morro! exclamou a Rainha com desprêzo. Conheço morros perto dos quais êste não passa dum queno buraco. [[File:Curious_country.jpg|centro|300px]] — Não pode ser! exclamou Alice animando-se a contradizê-la. Um morro jamais poderá parecer um buraco. Isso é bobagem... A Rainha sacudiu a cabeça e disse: — Você pode chamar a isto bobagem, mas eu tenho ouvido bobagens perto das quais esta pode ser considerada sabedoria igual à dos dicionários. Receosa de que a Rainha estivesse ofendida, Alice imitou-se a fazer uma saudação de cabeça. Em seguida as duas caminharam em silêncio até o alto do morro. Por alguns minutos a menina se manteve calada, com os olhos postos na paisagem que dali se descorti-<noinclude></noinclude> 4vlmd8r7sz72jfglzgmk84sjr4m0i1a Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/36 106 233949 554682 504209 2026-06-22T18:06:45Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554682 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||UMA REUNIÃO ORIGINAL|35}}</noinclude>O Rato achou o Pato tão estúpido que não lhe deu resposta e prosseguiu na seca: O arcebispo, então, foi ao encontro de Guilherme para lhe oferecer a coroa de rei da Inglaterra. No príncipio o novo rei agiu com moderação; mas a insòlência dos seus companheiros normandos... Aqui o ''secante'' interrompeu a seca para perguntar a Alice: Querida senhorita, como está se sentindo agora? Melhor? — Qual melhor o quê! Estou encharcada como antes, respondeu Alice torcendo a sainha. Parece que sua história não seca roupa, só seca a paciência dos ouvintes. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 36 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 275px | wWidth = 394px | wLeft = 86px | wTop = 403px }} — Nesse caso, interveio o Ganso em tom solene, requeiro que se levante a sessão para que sejam adotadas enérgicas providências. — Fale língua de gente! gritou a Pequenina Águia. Sou muito jovem; ainda não aprendi as pala-<noinclude></noinclude> iltnlwogf9gnigveh4bgp5ei2426jym Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/34 106 233951 554716 500236 2026-06-22T18:20:52Z Erick Soares3 19404 554716 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|32|ALICE NO PAÍS DO ESPELHO|}}</noinclude>“Será que tudo corre juntamente conosco?” pensou Alice consigo. E a Rainha, como que adivinhando êsse pensamento, retrucou: — Mais depressa! Não pense em coisa nenhuma. Alice não pensava em pensar, sentindo até que nunca mais conseguiria pensar coisa nenhuma em sua vida, tal era a falta de fôlego que a atormentava. Apesar disso a Rainha prosseguia no seu “Mais depressa!” de sempre, arrastando-a com ímpeto cada vez maior. — Estaremos chegando? perguntou por fim a menina já exausta. — Quase! respondeu a Rainha. Mais dez minutos e chegaremos. Depressa! Depressa! e em silêncio continuaram ambas a correr com tamanha rapidez que o vento parecia arrancar o cabelo de Alice. [[File:Alice_queen2.jpg|centro|300px]] — Agora! Mais depressa ainda! exclamou logo adiante a Rainha, aumentando ainda mais a velocidade.<noinclude></noinclude> obp2vy0cwzbhqf6oqjy6b8h39laaioa Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/37 106 233968 554683 504210 2026-06-22T18:07:00Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554683 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|36|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>vras dificeis. E acho até que nem o Senhor Ganso entendeu muito bem o que disse, e a Pequenina Aguiazinha meteu a cabeça debaixo da asa para esconder um sorriso, enquanto os outros riam alto. — O que eu queria dizer, prosseguiu o Ganso um tanto ofendido, era que a melhor coisa para secar é uma corrida ''sui generis''. — Que coisa é uma corrida ''sui generis?'' indagou Alice, não tanto porque o desejasse saber, mas porque o Ganso havia feito uma pausa, como se pensasse que alguém deveria dar algum aparte, que não apareceu. — O melhor meio de explicar é fazer. Vamos organizar a corrida ''sui generis''. E começou. Primeiro traçou no chio um circulo muito torto “o feitio exato não importa” foi logo dizendo, e colocou cada um dos presentes ao longo do risco, aqui, ali, lá. Não era preciso nem dizer um, dois, três, {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 37 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 136px | wWidth = 455px | wLeft = 61px | wTop = 531px }} {{PT|para começar. A corrida começava sem isso. Começavam a correr quando queriam e paravam também quando queriam, de sorte que não era fácil saber quando a corrida acabava. Assim se fêz. Correram cerca de meia hora e ao fim dêsse tempo notaram que estavam todos enxutos. Então o Ganso gritou: — Pronto! A corrida}}<noinclude></noinclude> o8cm5gtezb8ketyswat6b2jy31zka87 554685 554683 2026-06-22T18:07:33Z Erick Soares3 19404 554685 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|36|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>vras dificeis. E acho até que nem o Senhor Ganso entendeu muito bem o que disse, e a Pequenina Aguiazinha meteu a cabeça debaixo da asa para esconder um sorriso, enquanto os outros riam alto. — O que eu queria dizer, prosseguiu o Ganso um tanto ofendido, era que a melhor coisa para secar é uma corrida ''sui generis''. — Que coisa é uma corrida ''sui generis?'' indagou Alice, não tanto porque o desejasse saber, mas porque o Ganso havia feito uma pausa, como se pensasse que alguém deveria dar algum aparte, que não apareceu. — O melhor meio de explicar é fazer. Vamos organizar a corrida ''sui generis''. E começou. Primeiro traçou no chio um circulo muito torto “o feitio exato não importa” foi logo dizendo, e colocou cada um dos presentes ao longo do risco, aqui, ali, lá. Não era preciso nem dizer um, dois, três, {{PT||para começar. A corrida começava sem isso. Começavam a correr quando queriam e paravam também quando queriam, de sorte que não era fácil saber quando a corrida acabava. Assim se fêz. Correram cerca de meia hora e ao fim dêsse tempo notaram que estavam todos enxutos. Então o Ganso gritou: — Pronto! A corrida {{PT||acabou. Todos, cansados e resfolegantes, se reuniram em tôrno dêle, perguntando: — Mas quem ganhou?}}}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 37 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 136px | wWidth = 455px | wLeft = 61px | wTop = 531px }} {{PT|para começar. A corrida começava sem isso. Começavam a correr quando queriam e paravam também quando queriam, de sorte que não era fácil saber quando a corrida acabava. Assim se fêz. Correram cerca de meia hora e ao fim dêsse tempo notaram que estavam todos enxutos. Então o Ganso gritou: — Pronto! A corrida {{PT||acabou. Todos, cansados e resfolegantes, se reuniram em tôrno dêle, perguntando: — Mas quem ganhou?}}}} {{nop}}<noinclude></noinclude> rdziq1q2tsw1n0xma68whki6k0nniow Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/38 106 233969 554684 504211 2026-06-22T18:07:12Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554684 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||UMA REUNIÃO GENIAL|37}}</noinclude>{{PT|acabou. Todos, cansados e resfolegantes, se reuniram em tôrno dêle, perguntando: — Mas quem ganhou?}} O Ganso ficou atrapalhado e permaneceu uns segundos com o dedo espetado na testa, pensando. Por fim deu a decisão: — Todos ganharam e todos vão receber prêmios. — Mas quem vai distribuir prêmios? — Está claro que é ela, disse o Ganso apontando para a menina. E os bichinhos incontinênti rodearam Alice: — Prêmios! Venham os prêmios! Alice não sabia o que fazer. Olhou em redor e nada viu que servisse para prêmio. Lembrou-se então que tinha no bôlso uma caixinha de bombons. Tirou-a fora, abriu-a e deu um docinho a cada um. Foi a conta. — Mas também ela tem direito a prêmio, disse o Rato. — Pois de certo, concordou o Ganso com tôda a seriedade. E virando-se para Alice perguntou: — Que mais coisas tem vêce no bôlso? — Só êste dedal, disse Alice, tirando do seu bôlso um dedal de tostão, que deu ao Ganso. Todos rodearam a menina enquanto o Ganso, com solenidade, lhe apresentava o dedal de tostão com estas palavras: — Pedimos que aceite êste precioso dedal como prova de nossa mais profunda admiração. Todos aplaudiram e Alice meteu o dedal no bôlso outra vez. A menina achou aquilo um tanto absurdo e cômico, mas não teve coragem de rir, porque os bichos estavam agindo muito a sério. Por isso não destampou nenhuma risada, limitando-se a agradecer com uma cortesia de cabeça. {{nop}}<noinclude></noinclude> c8fugtnzn6ug9betee2gq9zp0e94yd2 Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/39 106 233970 554686 504212 2026-06-22T18:07:57Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554686 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|38|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>— E agora? Agora o que tinham a fazer era comer os prêmios — e foi isso uma pequena tragédia. As aves e bichos que não estavam acostumados a comer bombons se atrapalharam. Uma das aves engasgou-se, sendo preciso que lhe dessem socos nas costas. Terminada a comi{{PT||lança dos prêmios, puseram-se novamente em círculo e pediram ao Rato que falasse.}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 39 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 494px | wWidth = 425px | wLeft = 86px | wTop = 238px }} {{PT|lança dos prêmios, puseram-se novamente em círculo e pediram ao Rato que falasse.}} Você me prometeu contar sua história, e explicar por que motivo tem ódio às letras G, e C, disse a<noinclude></noinclude> 1607my0zrp282chiavsmqy5ncu8ryrr Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/38 106 233971 554717 500280 2026-06-22T18:21:41Z Erick Soares3 19404 554717 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{lsp||'''OS INSETOS DO ESPELHO'''}}|{{lsp|CAPÍTULO III}}}} {{dhr|3}} {{capitular|A}}{{sc|ntes de}} mais nada era-lhe preciso fazer um estudo do país em que penetrara. “Isto será como nas lições de geografia”, pensou Alice pondo-se na ponta dos pés para ver ao longe. “Rios principais — não vejo nenhum rio, principal ou não. Montanhas principais só existe esta onde estou, que creio não tem nome. Cidades principais... Esperem! Há lá embaixo criaturas fabricando mel! Abelhas, não podem ser. Não existem abelhas “avistáveis” desta distância...” Por algum tempo permaneceu Alice em silêncio, observando as criaturas que andavam de flor em flor, sugando os cálices, como fazem as abelhas. Todavia não eram abelhas. Davam idéia de elefantes e ao observar isto Alice ficou sem fôlego de tanto mêdo. “Que flores monstruosas devem ser as dêste país!” pensou ela. “Do tamanho de casas! Devem conter enormes quantidades de mel. Vou descer até lá para ver, resolveu. Mas logo ficou indecisa e murmurou, olhando para os lados: “Não ainda. Preciso primeiro arranjar um bom galho de árvore para varrê-los todos. E que engraçado quando me perguntarem lá em casa sobre este passeio, se<noinclude></noinclude> 2kyuck8ao7z2aiozylgw4f41fd37gd4 Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/39 106 233972 554718 500282 2026-06-22T18:22:00Z Erick Soares3 19404 554718 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||OS INSETOS DO ESPELHO|37}}</noinclude>gostei ou não! Gostei, sim, hei de responder, embora fizesse muito calor e os elefantes me metessem mêdo.” E depois duma pausa: “O melhor será descer pelo outro lado. Visitarei os elefantes mais tarde. Agora tenho de alcançar a terceira casa.” E com essa desculpa Alice pulou o primeiro dos seis riozinhos que separavam as casas do tabuleiro de xadrez. {{dhr|3}} {{***}} {{dhr|3}} — Os seus bilhetes, façam favor! disse o Guarda pondo a cabeça na janela. Imediatamente todos puxaram os respectivos bilhetes, que eram quase do tamanho dos passageiros. — Vamos, o seu bilhete, menina! continuou o Guarda olhando severamente para Alice. Em tôrno vozes zangadas murmuravam com azedume: — Não faça o Guarda esperar, menina! O tempo aqui vale mil libras esterlinas por minuto. — Creio que não tenho bilhete, respondeu Alice em tom medroso. Não encontrei nenhuma bilheteria pelo caminho, lá na terra donde vim. Apesar da sua desculpa, o côro de vozes zangadas continuou: — Não há lugar aqui para gente dessa tal terra. A nossa terra vale mil libras esterlinas a polegada. — Não se desculpe, prosseguiu o Guarda. Você comprou um bilhete ao foguista da máquina, eu sei. Só a fumaça da máquina vale mil libras cada baforada. {{nop}}<noinclude></noinclude> e78f79g0waebkkrcl7v9rbdpkggotmi Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/40 106 233979 554687 504213 2026-06-22T18:08:16Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554687 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||UMA REUNIÃO ORIGINAL|39}}</noinclude>menina em voz meio baixa, receosa de que o Rato se ofendesse outra vez. — A minha história é muito triste e comprida, suspirou o Rato. Alice, que naquele momento estava com olhos postos na caudinha do Rato, ficou a imaginar que a sua história deveria ser tão comprida como sua cauda, talvez mais comprida ainda e tôda cheia de voltas. E lá dentro da cabeça pôs-se a imaginar que a história do Rato devia ser qualquer coisa assim: <div class="poema"> {{c|Romão disse a um ratinho}} {{c| que ia passando por perto}} {{c| {{gap}}{{gap}}dêle:{{gap}}“Pare aí.{{gap}}Temos já}} {{c| {{gap}}de ir ao juiz.{{gap}}Quero te}} {{c| {{gap}}{{gap}}{{gap}}acusar.”{{gap}}“Vamos”,{{gap}}res-}} {{c| {{gap}}{{gap}}{{gap}}pondeu o ratinho.{{gap}}“A}} {{c| {{gap}}{{gap}}consciência de nada me}} {{c| {{gap}}acusa e saberei defen-}} {{c| der-me.” “Muito bem”,}} {{c| disse o gato. “Aqui}} {{c| {{gap}}{{smaller|estamos diante do se-}}}} {{c| {{gap}}{{gap}}{{smaller|nhor juiz.”{{gap}}“Não o}}}} {{c| {{gap}}{{gap}}{{smaller|vejo”, disse o rati-}}}} {{c| {{gap}}{{gap}}{{gap}}{{smaller|nho. {{gap}}“O juiz sou}}}} {{c| {{gap}}{{gap}}{{gap}}{{gap}}{{smaller|eu”,{{gap}}disse o gato.}}}} {{c| {{gap}}{{gap}}{{gap}}{{gap}}{{gap}}{{smaller|E{{gap}}o{{gap}}júri?”,{{gap}}per-}}}} {{c| {{gap}}{{gap}}{{gap}}{{gap}}{{gap}}{{smaller|guntou{{gap}}o{{gap}}ratinho.}}}} {{c| {{gap}}{{gap}}{{gap}}{{gap}}{{gap}}{{smaller|“O{{gap}}júri{{gap}}também}}}} {{c| {{gap}}{{gap}}{{gap}}{{gap}}{{gap}}{{smaller|sou{{gap}}eu”,{{gap}}disse{{gap}}o}}}} {{c| {{gap}}{{gap}}{{gap}}{{gap}}{{smaller|gato.{{gap}}“E{{gap}}o{{gap}}pro-}}}} {{c| {{gap}}{{gap}}{{smaller|motor?”{{gap}}pergun-}}}} {{c| {{gap}}{{smaller|tou{{gap}}o{{gap}}ratinho.}}}} {{c| {{gap}}{{x-smaller|“O promotor}}}} {{c| {{gap}}{{x-smaller|também sou}}}} {{c| {{gap}}{{gap}}{{x-smaller|eu.” “Então}}}} {{c| {{gap}}{{gap}}{{gap}}{{x-smaller|você é tu-}}}} {{c| {{gap}}{{gap}}{{gap}}{{gap}}{{x-smaller|do?” disse}}}} {{c| {{gap}}{{gap}}{{gap}}{{gap}}{{gap}}{{x-smaller|o ratinho.}}}} {{c| {{gap}}{{gap}}{{gap}}{{gap}}{{gap}}{{x-smaller|“Sim por-}}}} {{c| {{gap}}{{gap}}{{gap}}{{gap}}{{gap}}{{x-smaller|que sou o}}}} {{c| {{gap}}{{gap}}{{gap}}{{gap}}{{x-smaller|gato. Vou}}}} {{c| {{gap}}{{gap}}{{gap}}{{x-smaller|acusar vo-}}}} {{c| {{gap}}{{gap}}{{x-smaller|cê, julgar}}}} {{c| {{gap}}{{gap}}{{x-smaller|você e}}}} {{c| {{gap}}{{gap}}{{gap}}{{x-smaller|comer}}}} {{c| {{gap}}{{gap}}{{gap}}{{gap}}{{x-smaller|você.”}}}} </div> {{nop}}<noinclude></noinclude> c3rp1sty79e2r67ohkmsd4eqffl73d8 Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/45 106 234055 554677 504218 2026-06-22T18:04:51Z Erick Soares3 19404 554677 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Sintegrity" />{{cabeçalho|44|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>De fato assim foi. Mal bebeu uma parte do líquido e já espichou de tal maneira que a cabeça esbarrou no teto. Teve de parar de beber, se não ficaria de pescoço torto. Colocou a garrafa no lugar onde a encontrara e disse: "Basta! Espero que não crescerei mais, porque mesmo do tamanho que estou não sei como sair dêste quarto. Não passo mais pelas portas. Fui burra. Bebi demais." Era tarde. O mal estava feito. Apesar de não ter bebido tôda a garrafa, bebera demais e continuava a crescer lentamente. Alice foi espichando, espichando. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 45 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 299px | wWidth = 444px | wLeft = 74px | wTop = 352px }} Começava a não mais caber no quarto. Teve de ajoelhar-se. Mas nem assim. Como continuasse a crescer, teve de enfiar os braços pelas janelas e os pés pela porta. Felizmente aquêle absurdo crescimento não foi além. Chegado até um certo ponto, parou. Mas a sua situação era das mais embaraçosas. Estava enormíssima, sem poder mover-se, com braços e pernas para fora da casa. {{nop}}<noinclude></noinclude> mmsgg29xpx14eioxgg82nedowxinfnl 554678 554677 2026-06-22T18:05:14Z Erick Soares3 19404 554678 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Sintegrity" />{{cabeçalho|44|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>De fato assim foi. Mal bebeu uma parte do líquido e já espichou de tal maneira que a cabeça esbarrou no teto. Teve de parar de beber, se não ficaria de pescoço torto. Colocou a garrafa no lugar onde a encontrara e disse: "Basta! Espero que não crescerei mais, porque mesmo do tamanho que estou não sei como sair dêste quarto. Não passo mais pelas portas. Fui burra. Bebi demais." Era tarde. O mal estava feito. Apesar de não ter bebido tôda a garrafa, bebera demais e continuava a crescer lentamente. Alice foi espichando, espichando. {{PT||Começava a não mais caber no quarto. Teve de ajoelhar-se. Mas nem assim. Como continuasse a crescer, teve de enfiar os braços pelas janelas e os pés pela porta. Felizmente aquêle absurdo crescimento não foi além. Chegado até um certo ponto, parou. Mas a sua situação era das mais embaraçosas. Estava enormíssima, sem poder mover-se, com braços e pernas para fora da casa.}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 45 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 299px | wWidth = 444px | wLeft = 74px | wTop = 352px }} {{PT|Começava a não mais caber no quarto. Teve de ajoelhar-se. Mas nem assim. Como continuasse a crescer, teve de enfiar os braços pelas janelas e os pés pela porta. Felizmente aquêle absurdo crescimento não foi além. Chegado até um certo ponto, parou. Mas a sua situação era das mais embaraçosas. Estava enormíssima, sem poder mover-se, com braços e pernas para fora da casa.}} {{nop}}<noinclude></noinclude> 3uhgpndvznbnxbye9rrv1ye12nc9y8z Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/41 106 234056 554719 500527 2026-06-22T18:22:08Z Erick Soares3 19404 554719 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||OS INSETOS DO ESPELHO|39}}</noinclude>Mas o respeitável senhor vestido de papel moveu-se por fim e, inclinando-se para Alice, murmurou-lhe ao ouvido: — Não faça caso do que estão a dizer, minha cara menina; trate, sim, de arranjar um bilhete logo que o trem parar. — Não arranjo coisa nenhuma! gritou Alice com impaciência. Não pertenço a êste trem eu estava no morro inda há pouco e quero voltar para lá. [[File:Alice_guard.jpg|centro|300px]] Nisto uma vozinha muito débil começou a cochichar coisas em seu ouvido. — Quem é você? perguntou a menina. — Um velho amigo, respondeu a vozinha. Sou um inseto. {{nop}}<noinclude></noinclude> ayrasjx4exkqje7uju0cie0x7qjn0es Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/42 106 234057 554720 500528 2026-06-22T18:22:42Z Erick Soares3 19404 554720 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|40|ALICE NO PAÍS DO ESPELHO|}}</noinclude>— Que espécie de inseto? perguntou Alice amedrontada, porque podia ser algum inseto de ferrão venenoso. Mas não pôde ouvir a resposta: o trem entrara a apitar precisamente naquele instante. O cavalo, que havia metido a cabeça pela janela, recolheu-se de novo, dizendo: — Um grande rio! Temos de pular por cima Todos os passageiros mostraram-se contentes com a novidade, menos a menina, que se apavorou com a idéia dum trem a saltar como cabrito por cima de rios. “Em todo caso”, pensou, “irei cair na quarta casa e tarei livre dêstes trapalhões.” Logo em seguida percebeu que o trem se levantava no ar, já no pulo. De mêdo de cair, agarrou-se ao que estava mais perto da sua mão. Era a barba dum bode. {{dhr|3}} {{***}} {{dhr|3}} Mas a barba do bode como que se derreteu na mão de Alice, que de novo se achou sentada debaixo da árvore, enquanto o Pernilongo (era o tal inseto de vozinha débil) se balançava num ramo sôbre a sua cabeça, a abanar-se com as asas. Um pernilongo bem grande, assim do tamanho duma galinha. Não obstante, Alice não teve mêdo nenhum. — Com que então você não gosta de todos os insetos! disse êle calmamente como se nada houvesse acontecido. — Gosto só dos que falam, respondeu Alice. Mas nenhum fala, lá na terra donde venho. {{nop}}<noinclude></noinclude> fe7gkycv3vdvivy8vrgjgbx91wq6psa Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/43 106 234058 554721 500529 2026-06-22T18:22:50Z Erick Soares3 19404 554721 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||OS INSETOS DO ESPELHO|41}}</noinclude>— Que espécie de insetos você ''ama'', lá na terra donde vem? — Não ''amo'' a nenhum, absolutamente, respondeu Alice, porque tenho mêdo dêles, sobretudo dos cascudos que usam ferrão. Conheço-os apenas de nome e posso citar vários. — Êsses insetos costumam atender a êsses nomes? perguntou o Pernilongo. — Nunca observei isso, mas duvido muito. — Nesse caso para que os homens lhes dão nomes? — Porque tôdas as coisas têm nomes, ora esta! — Vamos lá. Diga o nome dos que conhece. — Existe o Louva-a-deus, começou Alice contando nos dedos. Existe o... [[File:Rocking_horse_fly.jpg|centro|300px]] — Basta, exclamou o Pernilongo. Ali adiante, naquela moita, você poderá ver o Cavalo Voador. É todo de pau e anda saltando de galho em galho. — De que vive êle? perguntou Alice cheia de curiosidade. {{nop}}<noinclude></noinclude> ee7n0dtehtxhvsedz7mjm86twsrnnv1 Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/48 106 234089 554679 504221 2026-06-22T18:05:43Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554679 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||O COELHO DÁ ORDENS|47}}</noinclude>tem debaixo da janela!” pensou Alice. “Que será que tencionam fazer de mim? Tirar-me pela janela é impossível — e sinto muito. Daria tudo para safar-me desta horrível situação.” Um tempo se passou sem que ouvisse coisa nenhuma. Por fim notou um barulho de rodas, e ouviu outras vozes, de gente que falava com espanto. A menina {{PT||pôde distinguir frases como estas: “Onde está a outra escada? Eu só trouxe uma. Periquito que traga a outra. Aqui, Periquito! Traga-a para aqui! Encoste-a nesse canto. Isso. Não alcança? Que pena! Temos que emendar uma escada noutra. Amarre bem, Periquito! Será que o beiral do telhado agüenta? Cuidado com essa têlha sôlta! Está cai-não-cai. Suba, Periquito, e desça pela chaminé. Não tenha mêdo, vá, ande!”}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 48 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 338px | wWidth = 416px | wLeft = 80px | wTop = 271px }} {{PT|pôde distinguir frases como estas: “Onde está a outra escada? Eu só trouxe uma. Periquito que traga a outra. Aqui, Periquito! Traga-a para aqui! Encoste-a nesse canto. Isso. Não alcança? Que pena! Temos que emendar uma escada noutra. Amarre bem, Periquito! Será que o beiral do telhado agüenta? Cuidado com essa têlha sôlta! Está cai-não-cai. Suba, Periquito, e desça pela chaminé. Não tenha mêdo, vá, ande!”}} {{nop}}<noinclude></noinclude> mnz2mdhhio6mwwe8re1ga11bmzkc64y Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/44 106 234090 554722 500595 2026-06-22T18:22:57Z Erick Soares3 19404 554722 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|42|ALICE NO PAÍS DO ESPELHO|}}</noinclude>— De serragem de madeira, respondeu o Pernilongo. Vamos ver outro. Cite outro que conheça. Alice olhava para o Cavalo Voador com grande interêsse, notando que havia sido envernizado de fresco, tão brilhante se mostrava. E, distraída, disse: — Há a Mariposa. — Olhe para o ramo que pende sôbre a sua cabeça, disse o Pernilongo, e nêle verá uma. Tem o corpo feito de pudim, as asas de açúcar-cande e a cabeça de passa. [[File:Snap-dragon-fly.jpg|centro|300px]] — E de que vive? — De mingau de aveia e bombocado. Costuma fazer seu ninho nas árvores de Natal, explicou o Pernilongo. — E existe também a Borboleta, prosseguiu Alice depois de bem examinar o inseto de corpo de pudim. — Rastejando no chão você poderá ver um bicho-cabeludo, do qual saem as borboletas, disse o Pernilongo. {{nop}}<noinclude></noinclude> 5n9pjyrtkfdnmrzfq1hvj66glnexemq Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/45 106 234091 554723 500596 2026-06-22T18:23:08Z Erick Soares3 19404 554723 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||OS INSETOS DO ESPELHO|43}}</noinclude>— De que se alimenta? — De cabelos e môlho à maionese, Alice refletiu que seria dificil às lagartas encontrarem maionese pelo caminho. — E que acontece quando não acham maionese? perguntou. [[File:Bread_and_butterfly.jpg|centro|300px]] — Nesse caso morrem de fome. — Coitadas! Isso lhes deve acontecer muitas vêzes! refletiu Alice pensativamente. — Sim, acontece sempre, confirmou o Pernilongo. Alice caiu em silêncio por uns instantes, a meditar, enquanto o Pernilongo se distraía com ''fiuns'' em tôrno da sua cabeça. Por fim pousou de novo e disse: — Imagino que você não deseja perder o nome que tem... — Não! Não! respondeu Alice um tanto ansiosa com aquela possibilidade. — É, mas não sei... continuou o inseto, como se aquilo estivesse prestes a suceder. Imagine o que aconteceria se você voltasse para casa sem nome. A sua go-<noinclude></noinclude> rtwvipyz8bmot69klgouztt96ei05fe Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/49 106 234111 554680 504222 2026-06-22T18:05:52Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554680 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|48|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>Alice pensou: “Já sei quem vai aparecer pelo canudo da chaminé: é o tal Periquito. Ele que venha, que quando aparecer lhe prego um pontapé.” E encolheu-se o mais que pôde, à espera, até que um animalzinho, que não pôde perceber qual fôsse, surgiu em baixo da chaminé. Alice deu-lhe um pontapé com tôda a energia. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 49 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 395px | wWidth = 452px | wLeft = 79px | wTop = 261px }} O pobre Periquito voou pelos ares como um foguete, indo cair longe dali. Houve nova barulheira e muito corre-corre. — Vá salvar o Periquito! ordenava o Coelho. — Levante-lhe a cabeça. Dê-lhe um pouco de pinga para que volte a si. Vamos, rapaz! Conte lá o que aconteceu. {{nop}}<noinclude></noinclude> 8dnsz4dhkukv61b2h2h9i8kegzi2j0l Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/52 106 234114 554681 504225 2026-06-22T18:06:09Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554681 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||O COELHO DÁ ORDENS|51}}</noinclude>de mato. “Gostaria imenso de tê-lo comigo para lhe ensinar uma porção de prendas, isso caso eu não fosse tão pequenininha. Vejo que tenho de crescer novamente e quanto antes. Mas como será? Que devo fazer? Suponho que tenho de beber ou comer qualquer coisa desta terra das maravilhas. Mas beber ou comer o quê? Eis o grande problema.” Realmente, era êsse o grande problema. Tinha de comer ou beber alguma coisa, mas o quê? Alice olhou para as ervas e flôres em redor e nada viu que lhe parecesse de beber ou comer. Nisto avistou um grande cogumelo da sua altura. Examinou-o de todos os lados e lembrou-se de examiná-lo também do lado de cima. Trepou a uma pedra perto e de lá pôde ver, sentado no tôpo do cogumelo, um Bicho-Cabeludo que fumava calmamente o seu cachimbo e parecia indiferente ao que se passava em redor. {{dhr|5}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 52 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 219px | wWidth = 410px | wLeft = 96px | wTop = 596px }} {{nop}}<noinclude></noinclude> h1lunxp2m47d3mkv1cyfn4n8mv3d6gd Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/54 106 234138 554674 504227 2026-06-22T18:04:02Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554674 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||CONSELHOS DO BICHO-CABELUDO|53}}</noinclude>de idéias, e estou certa de que achará o caso bastante esquisito. — Está muito enganada. — Bem, talvez o seu cérebro seja diferente do meu. O que sei é que estas mudanças me parecem muito estranhas, a ''mim''. — ''Mim?'' replicou o Bicho-Cabeludo. Quem é ''mim?'' {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 54 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 451px | wWidth = 337px | wLeft = 117px | wTop = 281px }} Essa pergunta fêz a conversa voltar ao comêço e Alice irritou-se com as impertinências do Bicho. Em vista disso respondeu-lhe com secura: — Acho que o senhor é que devia me dizer quem é. {{nop}}<noinclude></noinclude> nliot0cowf6usokzgkbn99cr70fzew6 Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/51 106 234140 554724 500731 2026-06-22T18:23:45Z Erick Soares3 19404 554724 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{lsp||'''TWEEDLEDUM E TWEEDLEDEE'''}}|{{lsp||CAPÍTULO IV}}}} {{capitular|E}}{{smaller|STAVAM}} os dois de pé sob uma árvore, abraçados. Alice logo os distinguiu um do outro, porque o primeiro tinha a sílaba {{larger|DUM}} visível no bico do colarinho e o segundo tinha a sílaba {{larger|DEE}}. “A palavra {{larger|TWEEDLE}} deve estar nas costas do colarinho”, pensou Alice. [[File:Alice_Tweedledum.jpg|centro|300px]] Tão imóveis permaneciam êles que nem pareciam vivos. Alice resolveu dar volta por trás para ver se a palavra {{smaller|TWEEDLE}} estava mesmo escrita nas costas do cola-<noinclude></noinclude> 4oq1zqxf7eh0fwx5lkhr11em3ftb5mk Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/57 106 234155 554675 504230 2026-06-22T18:04:13Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 554675 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|56|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>três vêzes, espreguiçou-se e, descendo de cima do cogumelo, meteu-se por entre as ervas, dizendo: — Um dos lados aumenta a estatura; o outro diminui. “Um dos lados do quê?” pensou Alice consigo. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 57 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 460px | wWidth = 350px | wLeft = 126px | wTop = 227px }} — Do cogumelo, respondeu o Bicho-Cabeludo, como se ela houvesse falado em voz alta — e, isto dizendo, desapareceu. Alice ficou muito preocupada, olhando para o cogumelo a ver se adivinhava que lado aumentava e que<noinclude></noinclude> ey0ageez7pargdyzmfrn2k8zabxmlgs Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/58 106 234156 554676 500772 2026-06-22T18:04:22Z Erick Soares3 19404 554676 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||CONSELHOS DO BICHO-CABELUDO|57}}</noinclude>lado diminuía estatura de gente. Como o cogumelo fôsse perfeitamente redondo, o problema se tornava difícil, porque pròpriamente não havia lados. Por fim resolveu experimentar. Espichou as duas mãos e arrancou ao mesmo tempo dois pedaços do chapéu do cogumelo, tomados de lados opostos. E ficou a olhar para êles refletindo: {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 58 | thumb = 600px | width = 600px | float = right | margin-left = 1em | margin-right = 0em | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 601px | wWidth = 228px | wLeft = 319px | wTop = 217px }} — E agora, qual será? Por fim, com muito cuidado, fincou os dentes no pedacinho que estava na mão direita — e imediatamente sentiu uma pancada no queixo. É que diminuíra com tanta rapidez que seu queixo viera bater no chão. Assustada com a mudança e receosa de diminuir a ponto de desaparecer para sempre, mordeu o pedacinho da mão esquerda. O efeito foi justamente o contrário. Pôs-se a crescer com a maior velocidade! Seu pescoço espichou mais que o de uma girafa e breve surgiu como um mastro acima da floresta. Alice olhou para baixo e viu lá longe os seus ombros... "Meus ombros!" exclamou. "Tão longe de mim que mal os vejo! E minhas mãos? Coitadinhas! Nem enxergá-las consigo..." {{nop}}<noinclude></noinclude> 7kaq3hyl0ex8ibry2e16y1vl8qdtpub Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/55 106 234158 554725 500775 2026-06-22T18:23:59Z Erick Soares3 19404 554725 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||TWEEDLEDUM E TWEEDLEDEE|53}}</noinclude>carpinteiro na praia. Puseram-se a conversar, atraindo como ouvintes tôdas as ostras das redondezas — milhares de ostras que abriam as suas conchas e punham a carinha de fora para ouvi-los. Contando casos que muito interessavam às ostras, distraìdamente iam êles comendo-as. Comeram-nas tôdas — e depois ficaram desesperados quando viram que haviam engolido o auditório inteirinho, só deixando cascas no chão. [[File:Walrus_and_Carpenter_2.jpg|centro|300px]] Dee porém teve de interromper o recitativo em vista dum rumor semelhante ao bufo duma locomotiva que se aproximasse — locomotiva ou alguma fera. — Haverá leões ou tigres por aqui? perguntou Alice aflita. — Não, êsse barulho não passa dos roncos do Rei Negro. Ronca muito quando dorme, explicou Dee. — Vamos vê-lo, disseram em seguida os dois irmãos, agarrando a menina pelo braço e puxando-a para o sítio onde estava o dorminhoco. {{nop}}<noinclude></noinclude> 0c1mhvac19uguvojdtqnlq9csi59q1y Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/56 106 234159 554726 500776 2026-06-22T18:24:16Z Erick Soares3 19404 554726 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|54|ALICE NO PAÍS DO ESPELHO|}}</noinclude>— Lindo quadro, hein? disse Dee ao avistarem o rei. Alice de nenhum modo pôde concordar. O tal Rei Negro, de gorro de dormir na cabeça e encolhido ao pé duma árvore, mais dava a idéia dum montinho de lixo {{PT||do que dum rei. Notando que Sua Majestade estava de cócoras no chão, a cuidadosa menina apenas observou: — Coitado! Vai resfriar-se nessa relva úmida...}} [[File:Red_king.jpg|centro|300px]] {{PT|do que dum rei. Notando que Sua Majestade estava de cócoras no chão, a cuidadosa menina apenas observou: — Coitado! Vai resfriar-se nessa relva úmida...}} — Veja! exclamou Dee. Está sonhando. É você capaz de adivinhar os sonhos dêle? — Não. Nem eu, nem ninguém no mundo, respondeu Alice. — Pois eu adivinho, afirmou Dee batendo palmas de triunfo. Está sonhando com você. E, diga-me se êle não estivesse sonhando com você, onde estaria você agora? — Que pergunta! Estaria onde estou, respondeu Alice. {{nop}}<noinclude></noinclude> myfmf9lph4sc6hlncuxdbbmqk8iohuo Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/59 106 234170 554727 500793 2026-06-22T18:24:30Z Erick Soares3 19404 554727 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||TWEEDLEDUM E TWEEDLEDEE|57}}</noinclude>va com a cabeça a qual ficou de fora, a abrir e fechar os olhos e a bôca. “Tal qual um peixe”, pensou Alice. Voltando à calma, Tweedledum berrou para o irmão: — Está desafiado para um duelo! [[File:Tweedledum2.jpg|centro|300px]] — Aceito, respondeu Tweedledee tristemente. Mas com a condição de que ela nos ajudará a fazer os preparativos. Assentes nisto, os dois irmãos, de braços dados, se dirigiram para dentro da floresta, donde voltaram com um carregamento de coisas estapafúrdias — almofadas, cobertores, tapêtes, toalhas, tampas de caçarola e baldes. — Espero, disse Dum a Alice, que você saiba pregar alfinêtes e dar pontos. Tem que ajustar todas estas coisas sobre os nossos corpos. {{nop}}<noinclude></noinclude> ekspkb0r1y7n3gj5dzc13pb88ln8y6o Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/63 106 234211 554666 500876 2026-06-22T18:01:54Z Erick Soares3 19404 554666 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|62|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>Segundo, porque estão fazendo barulho lá dentro e ninguém ouve. Reinava, de fato, grande barulho dentro da casa, e de vez em quando ouvia-se rumor de pratos quebrados. — Diga-me então, observou Alice, que devo fazer para entrar? — Podia haver razão para que você batesse, continuou o criado sem responder ao perguntado, se a porta estivesse entre nós dois. Isto é, se eu estivesse do {{PT||lado de dentro e você do lado de fora. Ou o contrário. Se você estivesse do lado de dentro e eu do lado de fora, eu poderia abrir para você sair. O criado dizia isso sem tirar os olhos do céu, o que Alice achou muito pouco delicado.}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 63 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 336px | wWidth = 425px | wLeft = 84px | wTop = 315px }} {{PT|lado de dentro e você do lado de fora. Ou o contrário. Se você estivesse do lado de dentro e eu do lado de fora, eu poderia abrir para você sair. O criado dizia isso sem tirar os olhos do céu, o que Alice achou muito pouco delicado.}} — Mas, pensou a menina consigo, talvez êle não tenha culpa disso. Seus olhos são quase no alto da ca-<noinclude></noinclude> payzxxntkbrwvz7wbllhtu4gopywrxl Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/64 106 234212 554667 500877 2026-06-22T18:02:02Z Erick Soares3 19404 554667 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||PORQUINHO E PIMENTA|63}}</noinclude>beça e com certeza não pode baixá-los. Em todo caso nada lhe custaria responder à minha pergunta. E repetiu-a: “Diga-me, senhor, por onde poderei entrar?” — Ficarei sentado aqui até amanhã, foi a estranha resposta do criado e nesse momento a porta abriu-se e um prato veio voando lá de dentro, que esbarrou no nariz do criado e foi quebrar-se na árvore próxima. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 64 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 352px | wWidth = 318px | wLeft = 131px | wTop = 293px }} — Ou talvez até depois de amanhã, continuou êle no mesmo tom, como se nada houvesse acontecido. — Como devo entrar? perguntou Alice elevando a voz e já irritada. — Você vai entrar mesmo? perguntou o criado. É esta a primeira questão que temos de resolver. {{nop}}<noinclude></noinclude> tneilpiver3ejp36bs0blhhbwk1wsda Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/66 106 234222 554668 500895 2026-06-22T18:02:12Z Erick Soares3 19404 554668 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||PORQUINHO E PIMENTA|65}}</noinclude>Alice recuou ao ouvir esta última palavra, dita em tom de cólera. Mas logo percebeu que não fôra dirigida a ela, e sim à criança que estava no colo da dama e que com certeza fizera alguma coisa merecedora da palavra. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 66 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 432px | wWidth = 246px | wLeft = 177px | wTop = 238px }} — Não sabia dessa raça de gatos careteiros, disse Alice. Nem nunca supus que gato pudesse fazer careta. — Todos podem e muitos fazem, ensinou a dama. — Nunca vi nenhum que fizesse, nem sei de nenhum que faça. {{nop}}<noinclude></noinclude> tjtnt6h0ij3nkav2y67f9c3tgegw82g Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/67 106 234223 554669 500896 2026-06-22T18:02:32Z Erick Soares3 19404 554669 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|66|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>— É que você não sabe muita coisa, disse a Duquesa. Alice não gostou da observação e pensou que seria melhor mudar de assunto. Enquanto pensava nisso, a cozinheira tirou do fogo a panela de sopa e começou a {{PT||jogar na Duquesa e na criança tudo quanto se achava ao seu alcance — primeiro as caçarolas, depois os pratos e as terrinas. A Duquesa não ligou a mínima importância àquilo, nem mesmo quando uma sopeira lhe esborrachou o nariz. Quanto à criança, não se podia dizer que estivesse chorando das caçaroladas e pratadas que ia recebendo, porque já estava chorando desde o começo.}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 67 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 383px | wWidth = 169px | wLeft = 206px | wTop = 244px }} {{PT|jogar na Duquesa e na criança tudo quanto se achava ao seu alcance — primeiro as caçarolas, depois os pratos e as terrinas. A Duquesa não ligou a mínima importância àquilo, nem mesmo quando uma sopeira lhe esborrachou o nariz. Quanto à criança, não se podia dizer que estivesse chorando das caçaroladas e pratadas que ia recebendo, porque já estava chorando desde o começo.}} {{nop}}<noinclude></noinclude> g9grwd7mlghnkrwu4jkbkper6wkruyo Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/65 106 234226 554728 500899 2026-06-22T18:24:46Z Erick Soares3 19404 554728 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||LÃ E ÁGUA|63}}</noinclude>— Não gosto de geléia, seja gostosa ou não, repito. — Nem a comeria, minha cara, porque a geléia é um dia sim, um dia não, ou melhor, geléia ontem e geléia amanhã — nunca geléia hoje. [[File:Hatter.jpg|centro|300px]] — Não entendo êsse modo de dar geléia. Parece-me um tanto confuso. — Isso vem do meu modo de viver para trás, explicou a Rainha bondosamente. Concordo que no começo atrapalha um pouco. — Viver para trás! exclamou Alice com espanto. Nunca ouvi falar de semelhante coisa! — No entanto há uma enorme vantagem nisso, menina. Vive-se dobrado. — Eu só vivo para a frente, observou Alice. Não sei lembrar-me de nada que ainda não haja acontecido. {{nop}}<noinclude></noinclude> m8pcw9hg1r9rdn7br8f8sxuuaseoesf Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/68 106 235022 554670 501783 2026-06-22T18:02:41Z Erick Soares3 19404 554670 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||PORQUINHO E PIMENTA|67}}</noinclude>— Pare, mulher! gritou Alice. Olhe o que está fazendo! — Se todos só olhassem para os seus próprios negócios, o mundo andaria muito mais depressa do que anda, grunhiu a Duquesa. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 68 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 373px | wWidth = 425px | wLeft = 81px | wTop = 249px }} — Se o mundo andasse mais depressa, retrucou Alice muito contente de mostrar ciência, não haveria vantagem nenhuma. Os dias e noites ficavam muito mais curtos do que são. Como a senhora sabe, a terra leva 24 horas para girar em tôrno do seu eixo. — Por falar em eixo, corte o queixo dela, cozinheira! gritou a Duquesa. {{nop}}<noinclude></noinclude> fo2k6chuibxdnw630zn4gnwkk4wbw13 Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/70 106 235024 554671 501785 2026-06-22T18:02:53Z Erick Soares3 19404 554671 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||PORQUINHO E PIMENTA|69}}</noinclude>tiro daqui, com certeza que a matam em dois ou três dias.” Estas palavras foram ditas em voz alta, e a criança que havia parado de espirrar, grunhiu como em resposta. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 70 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 384px | wWidth = 449px | wLeft = 73px | wTop = 248px }} — Fique quieta! gritou Alice. Não meta o bedelho em conversa dos mais velhos. A criança grunhiu novamente, e Alice examinou-lhe a cara pela primeira vez. Tinha um nariz muito revirado para cima, que mais parecia focinho — o que muito aborreceu Alice. Além do mais, aquêles grunhidos suspeitos... {{nop}}<noinclude></noinclude> ktg3f8womaiinpcqv6xmkjt9kv9160q Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/72 106 235041 554672 501820 2026-06-22T18:03:03Z Erick Soares3 19404 554672 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||PORQUINHO E PIMENTA|71}}</noinclude>— Pode dizer-me que caminho devo tomar? — Isso depende do lugar para onde quer ir, respondeu com muito propósito o gato. — Não tenho destino certo. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 72 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 409px | wWidth = 397px | wLeft = 94px | wTop = 250px }} — Nesse caso, qualquer caminho serve. — Servirá, sim, se o caminho fôr ter a ''algum lugar'', sugeriu Alice. — Qualquer caminho conduz a algum ponto, se você andar depressa e chegar, disse o gato. {{nop}}<noinclude></noinclude> as3dca05dsk9yybwx04jgbj9agvazqf Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/73 106 235042 554673 501821 2026-06-22T18:03:12Z Erick Soares3 19404 554673 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|72|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>{{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 73 | thumb = 600px | width = 600px | float = left | margin-left = 0em | margin-right = 1em | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 700px | wWidth = 286px | wLeft = 48px | wTop = 88px }} Alice viu logo que o felino era animal de muito bom senso, nada parecido com o criado idiota. E fêz outra pergunta. — Diga-me, Senhor Gato, que espécie de gente é a que vive nestas paragens? — Dêste lado vive o Chapeleiro, respondeu o Gato apontando com a mão esquerda, e dêste outro lado vive a Lebre Telhuda. Visite ao qual quiser. Ambos são malucos. — Mas eu não gosto de lidar com gente maluca, disse Alice. — Então está pegada, porque aqui tudo é maluco. Eu sou maluco. Você é maluca. — Como sabe que sou maluca? perguntou Alice. — Deve ser, respondeu o Gato; do contrário não estaria aqui. {{nop}}<noinclude></noinclude> dx9vmugunwj2avjejgw5y2un79jxn4e Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/69 106 235046 554729 501826 2026-06-22T18:24:59Z Erick Soares3 19404 554729 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||LÃ E ÁGUA|67}}</noinclude>— Vejo que você não tem muita prática da vida, menina. Quando eu tinha a sua idade sempre acreditei em coisas impossíveis pelo menos meia hora por dia. Ás vêzes chegava a acreditar em seis coisas impossíveis antes do café da manhã. E mudando de assunto: — Lá se vai o meu xale outra vez! [[File:John_Tenniel_Alice_and_the_Knitting_Sheep.jpeg|centro|300px]] Enquanto ela falava o alfinête tinha-se aberto e uma súbita rajada de vento arremessara o xale para além dum riacho. A Rainha espichou os braços e voando qual uma ave conseguiu apanhá-lo no ar. — Apanhei-o! gritou muito contente. E agora você vai ver que sei prendê-lo por mim mesma. {{nop}}<noinclude></noinclude> 3s0xxjmwv3tifgg2geq2ig4ozshy696 Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/76 106 235106 554663 502009 2026-06-22T18:00:38Z Erick Soares3 19404 554663 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|'''UM CHÁ DE DOIDOS VARRIDOS'''|CAPÍTULO VII}} {{capitular|O}} {{smaller|CHAPELEIRO}} e a Lebre Telhuda estavam tomando chá debaixo duma árvore, fronteira à casa. Entre os dois sentara-se um Rato do Campo, o qual dormia a bom dormir, e sono tão pesado que a Lebre e o Chape{{PT||leiro apoiavam nêle os cotovelos, como se fosse almofada.}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 76 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 289px | wWidth = 467px | wLeft = 65px | wTop = 344px }} {{PT|leiro apoiavam nêle os cotovelos, como se fosse almofada.}} “Muito mal deve estar passando o Rato” pensou Alice. Em todo caso, como está dormindo, talvez não sinta a dor. {{nop}}<noinclude></noinclude> lyha578qwmx2k0mmtrwqy1p0xf43khj Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/75 106 235112 554730 502015 2026-06-22T18:25:27Z Erick Soares3 19404 554730 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||LÃ E ÁGUA|73}}</noinclude>objeto que vejo na minha frente? Tem galhos!... Uma árvore!... Que esquisito, árvores crescendo aqui! E agora vejo um riozinho... Não pode haver no mundo loja mais estranha do que esta... {{dhr|3}} {{***}} {{dhr|3}} Quanto mais Alice se adiantava na direção do ôvo, mais se admirava, porque os objetos todos se iam transformando em árvores. “Até o ovo é capaz também de deitar galhos e fôlhas!” pensou ela. {{nop}}<noinclude></noinclude> 1gqdbqk8ykwlgm6asxb0878i1uy6mon Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/79 106 235321 554664 502275 2026-06-22T18:00:54Z Erick Soares3 19404 554664 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|78|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>— Dois dias de diferença! suspirou o Chapeleiro. E, dirigindo-se à Lebre, com ar aflito: — Torno a repetir que a manteiga não serve... — Era a melhor que havia, respondeu a Lebre humildemente. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 79 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 324px | wWidth = 233px | wLeft = 176px | wTop = 233px }} — Sim, mas está cheia de migalhas de casca de pão. Aposto que você a tirou da lata com a faca de pão. A Lebre veio examinar o relógio que o Chapeleiro tinha na mão e fêz também cara aflita. Pegou-o, meteu-o na xícara de chá e, depois de o mirar e remirar, repetiu o que já havia dito: — Não havia manteiga de melhor qualidade. Alice também observara o relógio, espiando por entre as orelhas da Lebre. — Que relógio esquisito! exclamou. Marca dias em vez de horas. {{nop}}<noinclude></noinclude> q8xdkkw0hz3eeqidl3zdqpkxo39szkl Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/80 106 235322 554665 502276 2026-06-22T18:01:02Z Erick Soares3 19404 554665 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||UM CHÁ DE DOIDOS VARRIDOS|79}}</noinclude>— E que mal há nisso? inquiriu o Chapeleiro. Por acaso marca o seu relógio os anos? — Seria absurdo, porque durante um ano qualquer relógio acaba a corda muitas vêzes. Por isso não há relógio que marque ano. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 80 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 195px | wWidth = 291px | wLeft = 140px | wTop = 240px }} — É justamente o que acontece com o meu, disse o Chapeleiro, deixando a menina completamente atrapalhada. Alice não pôde compreender coisa nenhuma, não achando nenhum sentido nas suas palavras. E declarou: — Não compreendi muito bem o que o senhor disse... Em vez de responder, o Chapeleiro gritou: — O Rato do Campo dormiu outra vez! e despejou-lhe chá no nariz, fazendo-os sacudir a cabeça com impaciência. — Claro, claro, disse o Rato sem abrir os olhos. Era precisamente o que eu ia dizer. — Já resolveu a charada? perguntou de repente o Chapeleiro, voltando-se para Alice. {{nop}}<noinclude></noinclude> kzl2ov9wt200ep7d9lvvz7hqwkqanah Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/88 106 235422 554648 502503 2026-06-22T17:55:29Z Erick Soares3 19404 554648 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|'''O CAMPO DE CROQUET DA RAINHA'''|CAPITULO VIII}} {{capitular|L}}{{smaller|OGO NA}} entrada do jardim havia uma enorme roseira coberta de rosas brancas, que três jardineiros estavam apressadamente pintando de vermelho. Achando {{PT||o caso muito curioso, Alice aproximou-se para ver melhor. E pôde ouvir a conversa dos jardineiros.}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 88 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 352px | wWidth = 338px | wLeft = 133px | wTop = 346px }} {{PT|o caso muito curioso, Alice aproximou-se para ver melhor. E pôde ouvir a conversa dos jardineiros.}} {{nop}}<noinclude></noinclude> o6m8rtg2l212qq65tejvtd3ufpfj7kk Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/89 106 235423 554649 502504 2026-06-22T17:55:37Z Erick Soares3 19404 554649 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|88|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>— Cuidado, Cinco! Não me espirre tinta dêsse jeito! — Não foi por culpa minha. Foi o Sete que me deu um empurrão, respondeu o Cinco de mau humor. O Sete olhou atravessado e contestou: {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 89 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 469px | wWidth = 355px | wLeft = 106px | wTop = 237px }} — Você tem a mania de fazer as coisas e pôr culpa nos outros... — Cale a bôca que é o melhor! retrucou o Cinco. Não foi à toa que a Rainha disse ontem que você merecia ser decapitado. {{nop}}<noinclude></noinclude> ptb28tlzveyyte11fjdx1neh70usbv9 Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/90 106 235424 554650 502508 2026-06-22T17:55:49Z Erick Soares3 19404 554650 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||O CAMPO DE ''CROQUET'' DA RAINHA|89}}</noinclude>— Decapitado, por que? indagou o que havia falado primeiro. — Não é da sua conta, Dois. Cuide do seu serviço, respondeu o Sete. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 90 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 121px | wWidth = 174px | wLeft = 197px | wTop = 216px }} — É, sim, da conta dêle! disse o Cinco. E vou contar porque foi. Foi porque levou para a cozinheira batatas de dália como se fossem batatas doces. O Sete ia largando o pincel para responder, quando deu com a menina desconhecida. Ficou atrapalhado e por fim cumprimentou-a. Os outros também largaram do serviço e fizeram o mesmo. — Poderão os senhores explicar-me por que motivo estão pintando essas rosas? perguntou a menina. Cinco e Sete nada responderam, limitando-se a olhar para Dois, que disse em voz baixa: — Por uma razão muito simples. Esta roseira devia ser de rosas vermelhas, mas nós, por engano, plantamos uma roseira de rosas brancas. Se a rainha souber, manda-nos cortar a cabeça. Por isso estamos a corrigir o nosso êrro antes que ela chegue. Nisso o Cinco, que estivera de olhos postos numa certa direção, gritou muito aflito: — A Rainha vem vindo! Os três lançaram-se por terra, com as caras ocultas {{PT||nas mãos, enquanto Alice olhava no rumo indicado. Tinha imensa curiosidade de conhecer a Rainha.}} {{nop}}<noinclude></noinclude> 32j45iqqa5jdtx1vn0f807rnyfxq8bf Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/92 106 235426 554651 502507 2026-06-22T17:56:21Z Erick Soares3 19404 554651 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||O CAMPO DE ''CROQUET'' DA RAINHA|91}}</noinclude>{{PT|nas mãos, enquanto Alice olhava no rumo indicado. Tinha imensa curiosidade de conhecer a Rainha.}} Lá vinha a grande dama! A frente marchavam dez soldados armados de paus. Tinham a mesma forma dos três jardineiros, quadrados e chatos como cartas de ba- {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 92 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 404px | wWidth = 356px | wLeft = 116px | wTop = 230px }} {{PT|ralho, com mãos e pés saindo dos cantos. Em seguida vinham os fidalgos da Côrte, ornamentados de naipes de ouro e marchando dois a dois, como os soldados. Depois vinham as crianças da Côrte também em número de dez e vestidinhas de naipes de copas. A seguir vinham os convidados, na maioria reis e rainhas — e entre êles Alice reconheceu o Coelho Branco. Vinha fa-}} {{nop}}<noinclude></noinclude> 3bi5xnd7n5jeqkqqarialoxulo7q15m 554653 554651 2026-06-22T17:57:16Z Erick Soares3 19404 554653 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||O CAMPO DE ''CROQUET'' DA RAINHA|91}}</noinclude>{{PT|nas mãos, enquanto Alice olhava no rumo indicado. Tinha imensa curiosidade de conhecer a Rainha.}} Lá vinha a grande dama! A frente marchavam dez soldados armados de paus. Tinham a mesma forma dos três jardineiros, quadrados e chatos como cartas de ba{{PT||ralho, com mãos e pés saindo dos cantos. Em seguida vinham os fidalgos da Côrte, ornamentados de naipes de ouro e marchando dois a dois, como os soldados. Depois vinham as crianças da Côrte também em número de dez e vestidinhas de naipes de copas. A seguir vinham os convidados, na maioria reis e rainhas — e entre êles Alice reconheceu o Coelho Branco. Vinha fa{{PT||lando muito depressa, sorrindo a tudo que lhe diziam e passou por Alice sem lhe dar atenção. Depois vinha o Valete de Copas, carregando a coroa do Rei numa almofada de veludo; e finalmente vinham o Rei e a Rainha de Copas.}}}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 92 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 404px | wWidth = 356px | wLeft = 116px | wTop = 230px }} {{PT|ralho, com mãos e pés saindo dos cantos. Em seguida vinham os fidalgos da Côrte, ornamentados de naipes de ouro e marchando dois a dois, como os soldados. Depois vinham as crianças da Côrte também em número de dez e vestidinhas de naipes de copas. A seguir vinham os convidados, na maioria reis e rainhas — e entre êles Alice reconheceu o Coelho Branco. Vinha fa{{PT||lando muito depressa, sorrindo a tudo que lhe diziam e passou por Alice sem lhe dar atenção. Depois vinha o Valete de Copas, carregando a coroa do Rei numa almofada de veludo; e finalmente vinham o Rei e a Rainha de Copas.}}}} {{nop}}<noinclude></noinclude> hbpn0jfsemlhrilshjwb049gcgbijs0 Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/93 106 235451 554652 502609 2026-06-22T17:56:54Z Erick Soares3 19404 554652 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|92|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>{{PT|lando muito depressa, sorrindo a tudo que lhe diziam e passou por Alice sem lhe dar atenção. Depois vinha o Valete de Copas, carregando a coroa do Rei numa almofada de veludo; e finalmente vinham o Rei e a Rainha de Copas.}} Alice ficou na dúvida se devia deitar-se no chão como os três jardineiros, embora jamais ouvisse falar de semelhante prática à passagem dos cortejos reais. “Além disso”, pensou ela, “de que serviria um cortejo, se todos tivessem de deitar-se de cara para a terra durante a passagem? Ninguém poderia vê-lo e os cortejos {{PT||existem para ser vistos.” Resolveu ficar de pé e aguardar os acontecimentos. Quando o cortejo lhe passou à frente, todos pararam e fixaram os olhos nela.}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 93 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 351px | wWidth = 359px | wLeft = 116px | wTop = 386px }} {{PT|existem para ser vistos.” Resolveu ficar de pé e aguardar os acontecimentos. Quando o cortejo lhe passou à frente, todos pararam e fixaram os olhos nela.}} {{nop}}<noinclude></noinclude> 2zf7a26t80m2adwqpdtpy8no8o7fotu Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/94 106 235452 554654 502610 2026-06-22T17:57:30Z Erick Soares3 19404 554654 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||O CAMPO DE ''CROQUET'' DA RAINHA|93}}</noinclude>— Quem é esta menina? perguntou com severidade a Rainha, voltando-se para o Valete de Copas, o qual, em resposta, limitou-se a sorrir, fazendo uma reverência. — Idiota! exclamou a Rainha. E dirigindo-se a Alice indagou: — Como se chama? — Saiba Vossa Majestade que meu nome é Alice, respondeu a menina delicadamente. E pensou consigo: “Nada tenho a recear, porque tôda esta gente não passa de baralho de cartas com pernas, braços e cabeças.” {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 94 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 352px | wWidth = 347px | wLeft = 107px | wTop = 241px }} — E quem são êstes figurões? perguntou a Rainha apontando para os três jardineiros. Como estivessem deitados de costas para cima, e as costas das cartas de baralho são tôdas iguais, não podia saber se os jardineiros eram reis ou valetes. {{nop}}<noinclude></noinclude> e92uones0q15i689bd30dlamgzrlrrs Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/95 106 235453 554655 502611 2026-06-22T17:57:39Z Erick Soares3 19404 554655 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|94|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>— Como posso saber se não sou daqui? respondeu Alice, admirada da sua própria coragem. Não é da minha conta. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 95 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 398px | wWidth = 376px | wLeft = 110px | wTop = 197px }} A Rainha ficou vermelha e depois de olhá-la por algum tempo exclamou, num acesso de cólera: — Cortem-lhe a cabeça! — Não seja tôla! gritou a corajosa menina, deixando a Rainha estupefata. Nisto o Rei pôs a mão no ombro da grande dama e observou calmamente: — Não faça caso, Rainha. Trata-se duma simples garôta — mas a Rainha deu-lhe um safanão e ordenou ao Valete: {{nop}}<noinclude></noinclude> bh2g75nk4sv6z7b3x3qon09ik5c7dir Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/89 106 235455 554731 502613 2026-06-22T18:26:09Z Erick Soares3 19404 554731 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||O LEÃO E O UNICÓRNIO|87}}</noinclude>— Sim, encontrei, respondeu Alice. Alguns milhares, creio. — Quatro mil duzentos e sete, é êste o número exato. declarou o Rei lendo no livrinho a nota a respeito. [[File:Heaps_of_men.jpg|centro|300px]] Não pude mandar todos os cavalos porque dois dêles são necessários ao jogo do xadrez, como você sabe. Também não mandei os dois Mensageiros, porque tinham ido à cidade. Espie a estrada e diga-me se avista algum dêles. {{nop}}<noinclude></noinclude> 4dawdg5gox1g0uw2n1dpsoxw33sdgqz Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/96 106 235511 554656 502736 2026-06-22T17:58:02Z Erick Soares3 19404 554656 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||O CAMPO DE ''CROQUET'' DA RAINHA|95}}</noinclude>— Vire-os para cima! o que o Valete fêz com a ponta do pé. — Levantem-se! bradou a Rainha. Os três jardineiros levantaram-se e começaram a fazer humildes reverências ao Rei, à Rainha, aos fidalgos e a todos mais. — Parem com isso! ordenou a Rainha. Que estavam fazendo aqui? {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 96 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 394px | wWidth = 421px | wLeft = 62px | wTop = 296px }} — Saiba Vossa Majestade, começou a responder o Dois, ajoelhando-se para falar, que estávamos... — Estou vendo! gritou a Rainha de olhos postos na roseira. E voltando-se para os soldados: — Cortem-lhes a cabeça! ordenou. {{nop}}<noinclude></noinclude> 3qby5jfvvmo0kqqkp6xu16ub4zs9j63 Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/97 106 235512 554657 502737 2026-06-22T17:58:20Z Erick Soares3 19404 554657 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|96|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>Em seguida o cortejo moveu-se para frente, ficando ali os soldados incumbidos de executar a real sentença. Os pobres jardineiros correram para Alice, pedindo-lhe socorro. A menina apiedou-se e resolveu de{{PT||fendê-los. Agarrou-os e escondeu-os num vaso de flôres que havia perto. Os soldados procuraram-nos em vão e por fim lá se foram, muito sossegados da vida.}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 97 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 392px | wWidth = 373px | wLeft = 113px | wTop = 254px }} {{PT|fendê-los. Agarrou-os e escondeu-os num vaso de flôres que havia perto. Os soldados procuraram-nos em vão e por fim lá se foram, muito sossegados da vida.}} — Cortaram as cabeças daqueles patifes? indagou a Rainha logo que os soldados se reuniram ao cortejo. — Saiba Vossa Majestade que as cabeças dêles lá se foram! responderam todos a um tempo. {{nop}}<noinclude></noinclude> 91igl815sb14zg9bbs4bsh4cyake6xb Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/98 106 235513 554658 502738 2026-06-22T17:58:33Z Erick Soares3 19404 554658 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||O CAMPO DE ''CROQUET'' DA RAINHA|97}}</noinclude>— Muito bem! exclamou a Rainha satisfeita. E, voltando-se para Alice, gritou de longe: — Sabe jogar ''croquet!'' {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 98 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 347px | wWidth = 216px | wLeft = 180px | wTop = 203px }} — Sim, respondeu Alice sem hesitar. — Então venha! ordenou a grande dama. Alice correu a acompanhar o cortejo, muito curiosa do que iria acontecer. — Que lindo dia! exclamou uma voz a seu lado. Era o Coelho Branco. — Lindo, realmente, concordou a menina. Onde está a Duquesa? O Coelho Branco ergueu-se na ponta dos pés e disse-lhe ao ouvido: {{nop}}<noinclude></noinclude> qo4th16uqv62c2e542xkn1typhlxspf Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/99 106 235595 554659 503107 2026-06-22T17:58:55Z Erick Soares3 19404 554659 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|98|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>— Foi condenada à morte! — Por quê? — Está com pena dela? — Nenhuma. Estou apenas curiosa de saber a causa da sua condenação. — Ela deu um sopapo na cara da Rainha... começou o Coelho a contar, mas teve de interromper a {{PT||narrativa, tal o acesso de riso que atacou Alice. O Coelho ficou receoso de que a Rainha percebesse o assunto da conversa e afastou-se disfarçadamente.}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 99 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 130px | wWidth = 153px | wLeft = 229px | wTop = 288px }} {{PT|narrativa, tal o acesso de riso que atacou Alice. O Coelho ficou receoso de que a Rainha percebesse o assunto da conversa e afastou-se disfarçadamente.}} Tinham chegado ao campo de ''croquet''. — Coloquem-se todos nos seus lugares! ordenou a Rainha com voz de trovão. Os jogadores obedeceram. Correram em tôdas as direções, tropeçando uns sobre os outros e por fim colocaram-se cada qual no seu lugar. Ia começar a partida. Alice jamais vira um campo de ''croquet'' como aquêle, cheio de altos e baixos. As bolas eram ouriços vivos e os arcos eram formados pelos soldados, dobrados pelo meio do corpo, com as mãos e os pés enterrados no solo. Os jogadores jogavam todos ao mesmo tempo e não paravam de discutir um só instante. De minuto em minuto a Rainha irritava-se e, batendo o pé com fúria, ordenava: — Cortem-lhe a cabeça! {{nop}}<noinclude></noinclude> pvspikk5fw4532crhzvs8seyqvfckjb Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/100 106 235596 554660 502862 2026-06-22T17:59:21Z Erick Soares3 19404 554660 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||O CAMPO DE ''CROQUET'' DA RAINHA|99}}</noinclude>Alice começou a ficar inquieta, porque embora ainda não tivesse brigado com a Rainha, via que isso podia acontecer dum instante para outro e — “Que será de mim então? A moda é cortar a cabeça por qualquer coisa, e andam tanto na moda, que já não há cabeças em cima dos pescoços.” Pôs-se a procurar o jeito de escapar dali sem dar na vista. Súbito notou alguma coisa estranha no ar {{PT||Prestando maior atenção, percebeu o que era. “O Gato Careteiro!” exclamou.”Tenho agora com quem conversar um bocado.”}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 100 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 381px | wWidth = 189px | wLeft = 201px | wTop = 307px }} {{PT|Prestando maior atenção, percebeu o que era. “O Gato Careteiro!” exclamou.”Tenho agora com quem conversar um bocado.”}} — Como vai, menina? disse-lhe o Gato, parando de fazer caretas. {{nop}}<noinclude></noinclude> fy1xvyjke6j1e3j2esv2u8nmuxzlaol Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/95 106 235599 554732 502865 2026-06-22T18:26:23Z Erick Soares3 19404 554732 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||O LEÃO E O UNICÓRNIO|93}}</noinclude>Por um minuto ou dois Alice permaneceu em silêncio; súbito deu um pinote. — Olhe! Olhe! exclamou apontando. — Lá vem a Rainha Branca a correr! Vem voando, quase! Como estas Rainhas sabem andar depressa! [[File:Ten_minutes.jpg|centro|300px]] — Algum inimigo corre atrás dela, explicou o Rei sem sequer erguer os olhos na direção apontada. A floresta está cheia de inimigos. — Mas, observou Alice muito admirada, não vai Vossa Majestade correr em defesa da Rainha? — Inútil, inútil, respondeu o Rei. Ela sabe correr à tôda. Não obstante, lançarei no meu caderninho uma nota a respeito disso, se você quer. A Rainha é uma boa criatura, disse êle como para si próprio, enquanto abria<noinclude></noinclude> o7i8nwyc2j1k0yjduyf3thxey7o9sdx Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/102 106 235618 554661 502908 2026-06-22T17:59:31Z Erick Soares3 19404 554661 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||O CAMPO DE ''CROQUET'' DA RAINHA|101}}</noinclude>— Já li num livro, lembrou Alice, que só um gato pode olhar firme para um rei. — Pode ser que sim, advertiu o Rei, mas vou já mandar botar êsse gato daqui para fora. E chamou a Rainha, que ia passando. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 102 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 360px | wWidth = 443px | wLeft = 65px | wTop = 228px }} — Minha cara, desejo que mandes dar cabo dêste gato. A Rainha resolvia tôdas as situações sempre do mesmo modo — “Corte a cabeça!” Por isso limitou-se a gritar: — Cortem-lhe a cabeça! — Eu mesmo vou buscar o carrasco, disse o Rei, afastando-se. Enquanto isso, o jôgo continuava, sempre na maior confusão. A Rainha já mandara decapitar metade dos<noinclude></noinclude> 9tjj6euza4f7708g6jxzy8f4rdbg24l Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/104 106 235620 554662 502910 2026-06-22T17:59:50Z Erick Soares3 19404 554662 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||O CAMPO DE ''CROQUET'' DA RAINHA|103}}</noinclude>sigo a Duquesa, já não restava do gato nem sombra. Rei, Rainha e mais membros da Côrte procuraram-no por tôda parte, furiosos por terem sido logrados de tão estranha maneira. Depois voltaram ao jôgo. {{dhr|5}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 104 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 327px | wWidth = 439px | wLeft = 53px | wTop = 345px }} {{nop}}<noinclude></noinclude> eqd534lzj56c8ar925p77cg3u3lrnfq Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/100 106 235624 554733 502915 2026-06-22T18:26:49Z Erick Soares3 19404 554733 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|98|ALICE NO PAÍS DO ESPELHO|}}</noinclude>ouvidos e acabaram por ensurdecê-la de todo. Apavorada, Alice saltou o regato de um pulo. {{dhr|3}} {{***}} {{dhr|3}} Lá do outro lado percebeu que o Leão e o Unicórnio se levantavam, furiosos de terem sido atrapalhados em sua festa. O barulho dos tambores crescia. Alice tapou os ouvidos com quanta força pôde, pensando consigo: — Se êste barulho não os lança fora da cidade, então nada no mundo o fará... {{dhr|3}} [[File:Alice_uproar.jpg|centro|300px]] {{nop}}<noinclude></noinclude> 6hkilahyo86p6a8nvkjd71xyumosw43 Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/105 106 235629 554641 502926 2026-06-22T17:53:16Z Erick Soares3 19404 554641 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|'''A HISTÓRIA DA TARTARUGA FALSA'''|CAPÍTULO IX}} {{capitular|— V}}{{smaller|OCÊ NÃO}} pode imaginar como estou contente por vê-la de novo, minha querida! disse a Duquesa tomando afetuosamente Alice pelo braço. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 105 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 396px | wWidth = 281px | wLeft = 145px | wTop = 344px }} Satisfeita com a disposição de espírito da grande dama, Alice imaginou que talvez fôsse a pimenta em<noinclude></noinclude> e3y1ivd88qh0tivttf07fr8cypygrdx Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/106 106 235630 554642 502927 2026-06-22T17:53:34Z Erick Soares3 19404 554642 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||A HISTÓRIA DA TARTARUGA FALSA|105}}</noinclude>pó, que pairava no ar da cozinha, o que a tornara tão selvagem e bruta naquele dia. — Quando eu fôr duquesa, não terei pimenta na cozinha, pensou consigo. Talvez seja a pimenta que botam na comida o que deixa a gente tão esquentada, e o vinagre seja o que deixa a gente azêda, e o açúcar seja o que deixa a gente amável. Ah, se todos soubessem disso... {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 106 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 400px | wWidth = 434px | wLeft = 60px | wTop = 297px }} — Está pensando nalguma coisa muito interessante! exclamou a Duquesa. — Como sabe? perguntou Alice. — Porque está calada e absorvida, respondeu a Du-<noinclude></noinclude> 30a5859a087bjnt9menzrxyslrle9hn Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/107 106 235631 554643 502928 2026-06-22T17:53:46Z Erick Soares3 19404 554643 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|106|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>quesa achegando-se ainda mais. Alice nada gostou daquilo, primeiro porque a grande dama era horrivelmente feia, e segundo, porque sua cabeça lhe dava pelos ombros e, como tivesse cabelos horrivelmente espetados, não era agradável o contacto. Como, porém, não quisesse ser grosseira, tudo suportou de cara alegre e continuou na conversa. — Estão jogando o ''croquet'' muito melhor agora, disse: — A moral do fato é que é o amor que faz o mundo girar, observou a Duquesa. Querendo mostrar sabedoria, Alice replicou: {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 107 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 331px | wWidth = 367px | wLeft = 111px | wTop = 381px }} — Assim é, porque cada qual só cuida dos seus próprios interêsses. — Realmente! concordou a dama, batendo com o queixo pontudo no ombro da menina. E acrescentou,<noinclude></noinclude> miv1xebbivkackv82bdhcsxoir97588 Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/103 106 235634 554734 502932 2026-06-22T18:27:15Z Erick Soares3 19404 554734 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||“É INVENÇÃO MINHA”|101}}</noinclude>E como se comportam bem os cavalos, imóveis em seus lugares, como se fôssem tabuleiros de xadrez!... Outra Regra de Batalha que Alice não percebeu era que êles sempre caíam de ponta cabeça, e que a luta {{PT||terminaria quando ambos assim caíssem ao mesmo tempo, um ao lado do outro. Logo que isso aconteceu, ergueram-se os dois, apertaram-se as mãos e o Cavaleiro Negro, montando de novo, partiu no galope.}} [[File:Alice_got_behind_a_tree.jpg|centro|300px]] {{PT|terminaria quando ambos assim caíssem ao mesmo tempo, um ao lado do outro. Logo que isso aconteceu, ergueram-se os dois, apertaram-se as mãos e o Cavaleiro Negro, montando de novo, partiu no galope.}} — Foi uma vitória gloriosa, não acha? murmurou o Cavaleiro Branco ainda sem fôlego, dirigindo-se para ela. {{nop}}<noinclude></noinclude> iwm9lw31emamgay9whj22pd8asdi9yk Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/108 106 235640 554644 502944 2026-06-22T17:54:02Z Erick Soares3 19404 554644 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||A HISTÓRIA DA TARTARUGA FALSA|107}}</noinclude>muito fora de propósito: — Livra-me dos ares que te livrarei dos males. — Como gosta de se mostrar sabida! pensou Alice consigo. — Pensando de novo? observou a Duquesa. — Penso porque quero. Creio que tenho o direito de pensar, respondeu a menina já meio aborrecida. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 108 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 357px | wWidth = 367px | wLeft = 99px | wTop = 301px }} — Você tem o direito de pensar como os porcos têm o direito de voar. É a mo... disse a Duquesa, interrompendo-se na palavra "moral." Alice estranhou a interrupção e notou que o braço da grande dama começava a tremer. Erguendo os olhos<noinclude></noinclude> 23zk53mfc9a3dxs5r7zy8znxv7nrnjx Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/109 106 235641 554645 502945 2026-06-22T17:54:18Z Erick Soares3 19404 554645 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|108|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>compreendeu a causa. Era a Rainha que vinha chegando de braços cruzados e carrancuda. — Que lindo dia, Majestade! exclamou a Duquesa em voz amável, mas débil, para agradar à Rainha. Esta, porém, não se deixou amolecer e disse, batendo o pé: {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 109 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 198px | wWidth = 444px | wLeft = 71px | wTop = 195px }} — Vou dar-lhe um bom conselho, Duquesa. Ou você some-se já daqui, ou a sua cabeça voa do pescoço. Escolha! Está claro que a grande dama preferiu conservar a cabeça no pescoço e safar-se. — Vamos continuar o nosso jôgo, disse então a Rainha à Alice. Tão assustada estava esta com aquêles modos despóticos, que nada replicou e seguiu-a qual sombra. Os demais convidados haviam aproveitado o afastamento da Rainha para um breve repouso debaixo das árvores; mas, apenas viram-na de volta, correram pressurosos, certes de que qualquer demora lhes custaria a cabeça fora do pescoço. O jogo retomou seu curso. Durante todo o tempo não cessava a Rainha de discutir e zangar-se, terminando sempre com o inevitável e terrível: “Cortem-lhe a<noinclude></noinclude> slxacr9hq86t5prdxu86i01gvdalo3r Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/111 106 235679 554646 503052 2026-06-22T17:54:39Z Erick Soares3 19404 554646 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|110|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>— A quem é que você chama pândega? interrogou Alice. — Ela, quem mais? Está sempre a ameaçar de morte céus e terras e no entanto aqui não se mata ninguém. Venha comigo. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 111 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 391px | wWidth = 328px | wLeft = 126px | wTop = 212px }} — Tôda a gente por aqui gosta de dizer “Venha!” Nunca fui tão mandada em tôda a minha vida... pensou Alice. Não longe dali descobriram a Tartaruga Falsa, que estava sentada numa pedra, sòzinha e muito triste. Alice reparou que a tartaruga suspirava tão profundamente que o coração parecia saltar-lhe fora do peito. Teve dó da infeliz e perguntou ao Grifo: — Que é que ela tem?<noinclude></noinclude> 6t6s85ogz8sake4ytmp268ldn2xvn2m Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/113 106 235681 554647 503054 2026-06-22T17:54:52Z Erick Soares3 19404 554647 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|112|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>— Por que é que lhe chamavam assim, se não era êsse o seu verdadeiro nome? interpelou Alice. — Davamos-lhe êsse nome por ser a nossa mestra e por ser muito grande, respondeu a contadeira com cara aborrecida. Que pergunta tôla! {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 113 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 308px | wWidth = 418px | wLeft = 82px | wTop = 238px }} — Sim, observou o Grifo. Acho que é bobagem fazer perguntas como essa, e tanto êle como a Tartaruga se calaram, de olhos postos na menina. — Continue, melindrosa! replicou Alice com ironia. Se não, ficaremos aqui o dia inteiro. A tartaruga prosseguiu: — Íamos à escola do mar, por mais que você custe a crer no que digo. — Eu não disse que não acreditava! interrompeu a menina. — Não disse mas pensou, redarguiu a Tartaruga. {{nop}}<noinclude></noinclude> q75acnyfkl9itiajuknj26tutlpk8ly Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/107 106 235682 554735 503055 2026-06-22T18:27:28Z Erick Soares3 19404 554735 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||"É INVENÇÃO MINHA"|105}}</noinclude>Alice parece que não gostou da idéia, nem quis experimentá-la. Calou-se e foi caminhando ao lado dêle em silêncio. De quando em quando parava para arrumar o Cavaleiro na sela, visto como era um péssimo cavaleiro. [[File:Alice_and_knight2.jpg|centro|300px]] Sempre que o cavalo parava (e parava cada passinho) êle afocinhava para a frente, e sempre que o cavalo se punha outra vez em marcha êle pendia para trás. Além disso costumava cair de lado, e muitas vêzes do lado da menina, que para evitar ser machucada nunca se aproximava do cavalo. — Parece-me que você não tem muita prática de andar a cavalo, disse ela numa das ocasiões em que o arrumou na sela. {{nop}}<noinclude></noinclude> 2t8ttdvgroexeduf9xkbp36zq21rd9c Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/110 106 235699 554736 503079 2026-06-22T18:27:47Z Erick Soares3 19404 554736 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|108|ALICE NO PAÍS DO ESPELHO|}}</noinclude>— Não ainda, respondeu o cavaleiro gravemente, e por isso nada posso afirmar com segurança. Receio mesmo que seja um tanto difícil. O pobre Cavaleiro pareceu tão vexado com a idéia de que sua invenção não valia grande coisa que de {{PT||dó dêle Alice mudou de assunto. — Que lindo elmo você tem! exclamou ela de súbito. — É invenção sua?}} [[File:Alice_1.jpg|centro|300px]] {{PT|dó dêle Alice mudou de assunto. — Que lindo elmo você tem! exclamou ela de súbito. — É invenção sua?}} O Cavaleiro olhou com orgulho para o elmo que pendia do arção da sela. — Sim, respondeu, mas já inventei coisa melhor, em forma de canudo. Quando eu caía êsse elmo tocava o chão antes da minha cabeça, de modo que a queda ficava menor. O perigo era ficar entalado dentro dêle, o que me aconteceu uma vez. O meu rival, vendo o elmo no chão, pensou que estivesse vazio e o pôs em sua cabeça, comigo dentro. O Cavaleiro falava com tamanha seriedade que Alice não se animou a rir. {{nop}}<noinclude></noinclude> eb9goo17v93znqlxu1cr0s2e9b3lrsg Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/112 106 235701 554737 503081 2026-06-22T18:28:10Z Erick Soares3 19404 554737 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|110|ALICE NO PAÍS DO ESPELHO|}}</noinclude>— Comprida, sim, mas lindíssima. Quem a ouve não deixa de chorar ou de rir, à vontade. Assim dizendo deteve o cavalo e largou as rédeas. Depois, marcando o compasso com uma das mãos e sor{{PT||rindo como se estivesse antegozando a sua própria música, deu comêço à cantoria.}} [[File:Knight2.jpg|centro|300px]] {{PT|rindo como se estivesse antegozando a sua própria música, deu comêço à cantoria.}} De tôdas as estranhas coisas que Alice viu naquele dia, através do Espelho, foi essa cena a que melhor se gravou em sua memória. Anos mais tarde ainda se recordava de tudo perfeitamente: dos bondosos olhos azuis do Cavaleiro, do sol no poente a iluminar o seu cabelo e a brilhar em sua armadura, do cavalo pastando em sossêgo com as rédeas pendentes do pescoço. Ao longe, as sombras da floresta espêssa. Tudo isto ficou como<noinclude></noinclude> 4id2fjvf1w0cgfke37xgig0z972idvj Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/114 106 235703 554738 503083 2026-06-22T18:28:34Z Erick Soares3 19404 554738 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|112|ALICE NO PAÍS DO ESPELHO|}}</noinclude>E pulou o riozinho. Caiu do outro lado sôbre uma relva macia. — Oh, como estou contente de haver chegado! Mas... que é isto em minha cabeça? exclamou, sentindo {{PT||que qualquer coisa havia caído do céu sôbre sua cabeça e nela se enterrara firme. Qualquer coisa dura e pesada... Alice tirou-a com esforço e viu...}} [[File:Alice_crown.jpg|centro|300px]] {{PT|que qualquer coisa havia caído do céu sôbre sua cabeça e nela se enterrara firme. Qualquer coisa dura e pesada... Alice tirou-a com esforço e viu...}} Era uma coroa de ouro! {{nop}}<noinclude></noinclude> 6m4jxbjqfmycob5g95sqxkq77ehbx77 Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/117 106 235714 554638 503099 2026-06-22T17:51:38Z Erick Soares3 19404 554638 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|116|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>— Duas filas! emendou a Tartaruga. Uma de focas, outra de tartarugas. Isso depois de limpar-se a praia das águas-vivas, ou peixes gelatinosos. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 117 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 197px | wWidth = 438px | wLeft = 71px | wTop = 204px }} — O que dá muito trabalho, porque são difíceis de ser pegados. Depois cada um dá um passo à frente, tendo uma lagosta como par, ajuntou o Grifo. — Dois passos! emendou a Tartaruga. E cada um muda de lagosta, voltando todos para trás. Depois, sabe o que acontece? Atiram com... — ... as lagostas para o mar! concluiu o Grifo. — O mais longe que podem! acrescentou a Tartaruga. — E nadam atrás delas! ajuntou o Grifo. — E as lagostas voltam outra vez! gritou a Tartaruga. Voltam para a praia. Tudo isto não passa da primeira contradança, explicou ela baixando a voz, e como ambos estivessem a dar saltos para melhor mostrar como era a dança, parece que caíram em si e envergonharam-se, porque chegado a êsse ponto {{começo de palavra hifenizada|sentaram-|sentaram-se}}<noinclude></noinclude> n4tdt0x3usauafwo5muk7s2bbhef4l8 Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/119 106 235716 554639 503101 2026-06-22T17:51:52Z Erick Soares3 19404 554639 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|118|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>— Está enganada quanto à farinha de biscoito. Os peixes não podem andar cobertos de farinha, porque a água os está lavando constantemente. Mas é verdade que têm o rabo na bôca, disse a Tartaruga. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 119 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 547px | wWidth = 419px | wLeft = 60px | wTop = 200px }} — Qual a razão disso? — Em vez de responder, a Tartaruga bocejou e disse ao Grifo: “Conte!” {{nop}}<noinclude></noinclude> pwvr15wc9acnnxgc5za8zksumu0ji2u Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/115 106 235717 554739 503102 2026-06-22T18:28:58Z Erick Soares3 19404 554739 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{lsp||'''A RAINHA ALICE'''}}|{{lsp||CAPÍTULO IX}}}} {{capitular|— Q}}{{smaller|UE BOM!}} Que bom! exclamou Alice. Não esperei ficar Rainha tão cedo! — E faço notar a Vossa Majestade! (acrescentou ralhando consigo mesma como era seu costume) que não é próprio de rainha isso de sentar-se na grama. [[File:Alice_Red_Queen_White_Queen2.jpg|centro|300px]] Levantou-se e pôs-se a caminhar, muito tesinha a princípio, de mêdo que a coroa caísse, mas logo ficou à vontade, vendo que não havia ninguém a observá-la. Sentou-se de novo, dizendo: — Saberei representar o meu papel, quando fôr necessário. {{nop}}<noinclude></noinclude> dh0vwr4nrjljzlorbxqqdq01coj5h43 Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/122 106 235755 554640 503178 2026-06-22T17:52:16Z Erick Soares3 19404 554640 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||A QUADRILHA DAS LAGOSTAS|121}}</noinclude>— Pare com isso duma vez! Está tão atrapalhada que já estou ficando com dor de cabeça. Alice respirou, porque parar com aquilo era justamente o que ela queria. O Grifo, então, perguntou-lhe {{PT||se desejava vê-los ensaiar outra figura da Dança das Lagostas.}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 122 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 333px | wWidth = 355px | wLeft = 109px | wTop = 214px }} {{PT|se desejava vê-los ensaiar outra figura da Dança das Lagostas.}} — Não, respondeu Alice. Prefiro que a Tartaruga cante outra cantiga. — Bem, disse o Grifo um tanto desnorteado. Gostos não se discutem. Cante a "Sopa de Tartaruga", minha cara amiga! A Tartaruga Falsa suspirou profundamente e começou a cantar, soluçando de vez em quando: <poem> ''Esperando os convidados na sua terrina, etc.'' ''Bela sopa, gordurenta e cheirosa...'' </poem> {{nop}}<noinclude></noinclude> 1fu7vg1dwij2r18hkdaqbyvj92dcsxu Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/125 106 235800 554632 503329 2026-06-22T17:49:14Z Erick Soares3 19404 554632 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|124|{{sc|lewis carroll}}|}}</noinclude>Alice demorou o pensamento nessa idéia, sentindo-se orgulhosa de saber que coisa eram jurados. Poucas meninas da sua idade sabem o que significa isso — e ela sabia. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 125 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 188px | wWidth = 444px | wLeft = 71px | wTop = 212px }} Os jurados mostravam-se muito atarefados, escrevendo palavras e números nas pedras que tinham diante de si, sôbre a mesa. — Que estão a escrever? perguntou ela ao Grifo em voz baixa, não podendo compreender que tivessem {{PT||o que escrever antes de começados os trabalhos do julgamento.}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 125 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 204px | wWidth = 438px | wLeft = 72px | wTop = 554px }} {{PT|o que escrever antes de começados os trabalhos do julgamento.}} {{nop}}<noinclude></noinclude> bgdycvykuh3dd267y6ntwu3agvi8hyc Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/127 106 235880 554633 503451 2026-06-22T17:49:30Z Erick Soares3 19404 554633 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|126|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>bolos, em certo dia do mês corrente. O Valete de Copas entrou escondido na cozinha e comeu-os todos, mas todos, todos, sem deixar uma isca.” {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 127 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 372px | wWidth = 269px | wLeft = 157px | wTop = 193px }} — Eis o crime, disse o Juiz. Vamos agora proceder ao julgamento. — Ainda não, ainda não! apressou-se a gritar o Coelho Branco. Ainda há muito que fazer antes que os jurados possam deliberar. — Chame então a primeira testemunha, ordenou o Juiz. — O Coelho Branco tocou novamente o clarim e gritou: — A primeira testemunha que se apresente! Era o Chapeleiro. Apresentou-se com uma xícara<noinclude></noinclude> qp742jh1ag0r1hddg0ciqzfsmf48l8x Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/128 106 235881 554634 503456 2026-06-22T17:49:53Z Erick Soares3 19404 554634 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||QUEM FURTOU OS BOLOS?|127}}</noinclude>de chá na mão esquerda e uma fatia de pão-de-ló na direita. — Peço perdão a Vossa Majestade por apresentar-me assim, mas a explicação é que quando me chamaram para vir testemunhar eu não havia terminado de tomar {{PT||o meu chá, e não vejo razão nenhuma para interromper tão importante serviço.}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 128 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 413px | wWidth = 201px | wLeft = 185px | wTop = 253px }} {{PT|o meu chá, e não vejo razão nenhuma para interromper tão importante serviço.}} — Acho que já devia ter acabado de tomar êsse chá, disse o Rei. Quando foi que começou? — Creio que no dia 1.º de abril, Majestade, respondeu êle. {{nop}}<noinclude></noinclude> qc9t9rl3acmrxcd1a5v1nixuzo9rtsq Página:Alice no País do Espelho (Trad. Lobato, 2ª edição).pdf/126 106 235885 554740 503460 2026-06-22T18:29:21Z Erick Soares3 19404 554740 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|124|ALICE NO PAÍS DO ESPELHO|}}</noinclude>convidados, pois eu não saberia a quem dirigir os convites", pensou ela. Havia três cadeiras no tôpo da mesa, duas ocupadas pelas Rainhas e a do meio vazia. Alice ocupou-a, um tanto incomodada com o silêncio reinante e ansiosa por que o rompessem. Quem o fêz foi a Rainha Negra. [[File:Leg_of_mutton.jpg|centro|200px]] — Você perdeu a sopa e o peixe, disse ela. Tragam o assado! ordenou em seguida aos garçons, que imediatamente puseram diante de Alice uma perna de carneiro. A menina ficou tonta, não sabendo como servir-se. — Está acanhada? disse a Rainha Negra. Deixe-me apresentá-la a esta perna de carneiro. Alice... Sr. Carneiro. Sr. Carneiro... Alice. A perna de carneiro ergueu-se no prato e fêz um<noinclude></noinclude> pzjqldxe4wonumlbcxdxlfi5vrvkf8w Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/130 106 235937 554635 503559 2026-06-22T17:50:05Z Erick Soares3 19404 554635 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||QUEM FURTOU OS BOLOS?|129}}</noinclude>Nisto Alice sentiu que estava a crescer novamente, e tanto que teve vontade de sair correndo para o pátio. Pensando melhor, resolveu ficar na sala enquanto coubesse nela. A seu lado estava o Rato do Campo, que principiou a ser espremido pela menina. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 130 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 360px | wWidth = 372px | wLeft = 100px | wTop = 257px }} — Não me empurre! Você assim me sufoca, disse êle. — Não é culpa minha, respondeu Alice. É culpa do meu crescimento. — Pois aqui ninguém tem o direito de ir crescendo assim. Incomoda aos demais, protestou o Rato. — Não seja tolo! retrucou Alice. Você está a fazer o mesmo. {{nop}}<noinclude></noinclude> a02yonmjqu382kor9dfcsw5vtlkip65 Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/132 106 235939 554636 503561 2026-06-22T17:50:19Z Erick Soares3 19404 554636 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||QUEM FURTOU OS BOLOS?|131}}</noinclude>— Se não foi ela, continuou êste, então foi o Rato do Campo que disse! continuou o acusado, olhando ansioso para o Rato com mêdo de que êle também negasse. Mas o rato, que dormia a bom dormir, nada negou. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 132 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 290px | wWidth = 232px | wLeft = 177px | wTop = 245px }} — Depois, prosseguiu o Chapeleiro, cortei mais pão-de-ló, e... — Mas que foi que disse o Rato do Campo? perguntou um dos jurados. — Não me lembro mais, respondeu o Chapeleiro. Faz tanto tempo... — Pois, você tem de lembrar-se, se não morrerá esfolado vivo! berrou o Rei furioso. — Sou um pobre coitado, Real Senhor! exclamou novamente o mísero. — Malandro de marca maior é o que você é, seu grande patife! concluiu o Rei. {{nop}}<noinclude></noinclude> s15ydxgfkep1k7oxvzcrs5fwv2qnz8k Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/134 106 236142 554637 503998 2026-06-22T17:50:49Z Erick Soares3 19404 554637 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||QUEM FURTOU OS BOLOS?|133}}</noinclude>quilômetro de distância, correndo mais veloz que dois veados. A segunda testemunha chamada foi a cozinheira da Duquesa. Trazia um pacote de pimenta na mão, e antes {{PT||que se colocasse no tablado, onde as testemunhas vinham depor, já os assistentes mais próximos começaram a espirrar que não se acabava mais.}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 134 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 293px | wWidth = 269px | wLeft = 163px | wTop = 228px }} {{PT|que se colocasse no tablado, onde as testemunhas vinham depor, já os assistentes mais próximos começaram a espirrar que não se acabava mais.}} — Preste o seu depoimento! disse o Rei. — Não posso ! respondeu a cozinheira. O Rei olhou de revés para o Coelho Branco, que o aconselhou em voz baixa: "Vossa Majestade deve fazer outras perguntas a esta senhora." — Muito bem, exclamou o Rei em tom melancólico. Se devo, devo. E, chegando-se bem perto da testemunha, perguntou: — Como é que se faz bôlo de frigideira? {{nop}}<noinclude></noinclude> 2i8ou2oh53hyawpigdqoien0r4iy3ld Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/137 106 236310 554625 504500 2026-06-22T17:45:37Z Erick Soares3 19404 554625 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|136|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>a sua emoção. Estava de bôca aberta, com os olhos fitos no fôrro. — Que sabe você a respeito dêste caso? perguntou o Rei afinal. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 137 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 315px | wWidth = 378px | wLeft = 89px | wTop = 235px }} — Eu? Nada! — Nada, nada mesmo? insistiu o Rei. — Nadíssima mesmíssimo! continuou a menina. — Êste depoimento é muito importante, disse o Rei aos jurados, que imediatamente escreveram nas pedras as reais palavras. Mas o rei distraiu-se com a palavra “importante” e começou a repetir de si para si, em voz alta: “importante, sem importância, importante, sem importância...” e os jurados escreveram as<noinclude></noinclude> qy62i59gn4iqqgauswc4eyuefpshe22 Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/138 106 236311 554626 504501 2026-06-22T17:46:11Z Erick Soares3 19404 554626 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||O DEPOIMENTO DE ALICE|137}}</noinclude>duas coisas, o que era um absurdo. Alice viu o êrro, mas refletiu que no fim tudo dava certo. Nesse momento o Rei, que também escrevera qualquer coisa no seu livro de notas, exclamou: "Silêncio!" Em seguida passou a ler. — Diz o artigo 42: ''Tôdas as pessoas cujo tamanho exceda de um quilômetro, são obrigadas a deixar o recinto do tribunal.'' A assistência inteira olhou para Alice. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 138 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 325px | wWidth = 247px | wLeft = 176px | wTop = 336px }} — Que é que querem de mim? gritou ela. Eu não tenho um quilômetro de altura. — Tem! afirmou o Rei. — Tem até dois! ajuntou a Rainha. {{nop}}<noinclude></noinclude> o1ssb2j1gi8tnv48ybck3n7sk7znn79 Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/141 106 236480 554627 504877 2026-06-22T17:46:26Z Erick Soares3 19404 554627 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|140|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>mos de ouvir ler.” Mas nenhum tentou explicar o que significava o papel. — Se não há a menor parcela de prova na poesia, observou o Rei, isso nos evita o trabalho de procurá-la. {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 141 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 396px | wWidth = 434px | wLeft = 71px | wTop = 197px }} Ainda assim, não sei... disse, colocando o papel sôbre os joelhos. Parece-me que há alguma evidência... Pichocarra... Você pichocarra? O Valete de Copas abanou tristemente a cabeça e respondeu: “Quem me dera pichocarrar!” {{nop}}<noinclude></noinclude> l68f2s2b86hpwqhrl7lhlox9765pzsa Página:Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf/143 106 236482 554628 504880 2026-06-22T17:46:50Z Erick Soares3 19404 554628 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|142|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>recimento. Era uma chuva de naipes, de ases, de valetes, de reis, de damas, de setes, de biscas, de coringas que não tinha mais fim. Tantos e tantos naipes, que Alice se sentiu sufocada e... abriu os olhos. Viu-se en{{PT||tão no jardim do comêço desta história, deitada no banco, com a cabeça nos joelhos de sua irmã, que lhe passava carinhosamente a mão sôbre a cabecinha loura.}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 143 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 435px | wWidth = 270px | wLeft = 152px | wTop = 216px }} {{PT|tão no jardim do comêço desta história, deitada no banco, com a cabeça nos joelhos de sua irmã, que lhe passava carinhosamente a mão sôbre a cabecinha loura.}} — Acorde duma vez, Alicinha! Você está dormindo demais hoje. {{nop}}<noinclude></noinclude> 1lgopk0bc56cphv0y5zzi9cnz3hszrv 554629 554628 2026-06-22T17:47:11Z Erick Soares3 19404 554629 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|142|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>recimento. Era uma chuva de naipes, de ases, de valetes, de reis, de damas, de setes, de biscas, de coringas que não tinha mais fim. Tantos e tantos naipes, que Alice se sentiu sufocada e... abriu os olhos. Viu-se en{{PT||tão no jardim do comêço desta história, deitada no banco, com a cabeça nos joelhos de sua irmã, que lhe passava carinhosamente a mão sôbre a cabecinha loura.}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 143 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 435px | wWidth = 270px | wLeft = 152px | wTop = 216px }} {{PT|tão no jardim do comêço desta história, deitada no banco, com a cabeça nos joelhos de sua irmã, que lhe passava carinhosamente a mão sôbre a cabecinha loura.}} — Acorde duma vez, Alicinha! Você está dormindo demais hoje. {{nop}}<noinclude></noinclude> 56sbc4f2vmczjkp1nahqccrzr51in1f 554630 554629 2026-06-22T17:47:31Z Erick Soares3 19404 554630 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|142|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>recimento. Era uma chuva de naipes, de ases, de valetes, de reis, de damas, de setes, de biscas, de coringas que não tinha mais fim. Tantos e tantos naipes, que Alice se sentiu sufocada e... abriu os olhos. Viu-se en{{PT||tão no jardim do comêço desta história, deitada no banco, com a cabeça nos joelhos de sua irmã, que lhe passava carinhosamente a mão sôbre a cabecinha loura.}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 143 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 435px | wWidth = 270px | wLeft = 152px | wTop = 216px }} {{PT|tão no jardim do comêço desta história, deitada no banco, com a cabeça nos joelhos de sua irmã, que lhe passava carinhosamente a mão sôbre a cabecinha loura.}} — Acorde duma vez, Alicinha! Você está dormindo demais hoje. {{nop}}<noinclude></noinclude> gr16fwmpxcpryij45tpnba2iu1xcwkl 554631 554630 2026-06-22T17:47:55Z Erick Soares3 19404 554631 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|142|LEWIS CARROLL|}}</noinclude>recimento. Era uma chuva de naipes, de ases, de valetes, de reis, de damas, de setes, de biscas, de coringas que não tinha mais fim. Tantos e tantos naipes, que Alice se sentiu sufocada e... abriu os olhos. Viu-se en{{PT||tão no jardim do comêço desta história, deitada no banco, com a cabeça nos joelhos de sua irmã, que lhe passava carinhosamente a mão sôbre a cabecinha loura.}} {{RetallaImatge | file = Alice no País das Maravilhas (Trad. Lobato, 8ª edição).pdf | page = 143 | thumb = 600px | width = 600px | margin-top = 1em | margin-bottom = 1em | wHeight = 435px | wWidth = 270px | wLeft = 152px | wTop = 216px }} {{PT|tão no jardim do comêço desta história, deitada no banco, com a cabeça nos joelhos de sua irmã, que lhe passava carinhosamente a mão sôbre a cabecinha loura.}} — Acorde duma vez, Alicinha! Você está dormindo demais hoje. {{nop}}<noinclude></noinclude> 56sbc4f2vmczjkp1nahqccrzr51in1f Galeria:Hystoria de Menina e Moça.pdf 104 253864 554751 553532 2026-06-22T20:10:23Z JppBr98 28173 554751 proofread-index text/x-wiki {{:MediaWiki:Proofreadpage_index_template |Type=book |Título=Hystoria de Menina e Moça, por Bernardim Rybeiro agora de novo estampada e com summa deligencia emendada |Subtítulo=''E aßi algumas Eglogas ſuas com o mais que na pagina ſeguinte ſe uera'' |Language=pt |Autor=[[Autor:Bernardim Ribeiro|Bernardim Ribeiro]] |Tradutor= |Editor= |Ilustrador= |Edição= |Volume= |Editora= |Gráfica= |Local=Ferrara |Ano=1554 |ISBN= |Fonte={{commons|Hystoria de Menina e Moça.pdf}} |Imagem= |Capa=11 |Progresso=OCR |Páginas=<pagelist 1to10=- 11="Capa" 12="Conteúdos" 13=1 13to344=folioroman 345to354=- /> |Tomos= |Volumes= |Notas= |Sumário={{c|{{larger|Índice}}}} {{tabela | | título = [[Hystoria de Menina e Moça (1554)|Menina e Moça]] | página = [[Página:Hystoria de Menina e Moça.pdf/13|i<sup>r</sup>]] }} |Epígrafe= |Width= |Css= |Header= |Footer= |Modernização=N }} [[Categoria:Bernardim Ribeiro]] c0djaz4ajyqpkczv7aamsl70knlr1d5 Página:Comédias Martins Pena - Livraria Garnier.pdf/312 106 254212 554747 554301 2026-06-22T19:00:13Z JppBr98 28173 554747 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh|246|{{sc|o caixeiro da taverna}}}}</noinclude>{{sc|angelica}}. — E um desaforo!… {{sc|manoel}}. — Se não fosse o respeito que tenho a esta casa, tinha-lhe atirado com aquella pipa á cabeça! {{sc|angelica}}. — Soldado de tarimba… {{sc|manoel}}. — Case lá a irmã com quem quizer… {{sc|angelica}}. — Mas tu te sorprendeste quando elle disse que a ia casar com o alteres?… {{sc|manoel}}. — Foi sorpresa de compaixão… Quem póde ver de sangue frio entregar uma pobre menina daquellas a um extravagante como é o alferes?… {{sc|angelica}}. — E’ extravagante? {{sc|manoel}}. — Chi!… como não faz idéa!… já foi coronel, e, por causa da sua má cabeça, tem descido de postos… breve estará soldado raso… mas deixal-o… {{sc|angelica}}. — Assim o querem, assim o tenham… Tratemos de nós… {{sc|manoel}}, ''á parte''. — Ai! {{sc|angelica}}. — Manoel, estou resolvida a dar sociedade n’esta minha venda a certa pessoa… {{sc|manoel}}, ''á parte''. — Meu Deus!… {{sc|angelica}}. — Uma mulher, por si só, pouco representa… Que dizes do meu projecto? {{sc|manoel}}. — Que só me resta sahir desta casa. {{sc|angelica}}. — Sahir de minha casa!… {{sc|manoel}}. — Emquanto é della unica senhora, sirvo com prazer, mas quando tiver um sócio, um homem estranho, não posso, não devo… {{sc|angelica}}, ''sorrindo-se''. — Não sejas tão precipitado… espera um instante… vou lá dentro escrever um papel… não te digo mais nada… verás… Espera, Manoelinho, espera, verás… (''Sae.'') {{dhr}} {{c|{{x-larger|SCENA VIII}}}} {{c|MANOEL, depois DEOLINDA.}} {{sc|manoel}}, ''só''. — Será possivel?!… ouviram bem os meus ouvidos as suas palavras?… Espera, Manoelinho, espera… e verás!… Oh! dita! oh! fortuna!… serei {{hífen|so|socio!…}}<noinclude></noinclude> ewcixca2gxtdbum59w9490a20zxkd11 Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/155 106 254376 554600 2026-06-22T14:06:15Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 554600 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>em dois minutos, com um bocado de macella e uma agulha. — Anastacia !... exclamou o medico escandalizado. Alguma curandeira ! Macella !... Uma mézinha vulgar! Oh santa ignorancia ! Admira-me ver uma princeza tão importante desprezar assim a sciencia dos Sacerdotes de Hippocrates para entregar a Condessa aos cuidados de uma preta !... — Eʼ que não quero que aconteça com ella, replicou Narizinho, o mesmo que aconteceu com os bagres, que o doutor alinhavou, á força de purgantes e suadouros... {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 155 crop).jpg |align=left |width=100px |padt=2em }} O doutor Caramujo tossiu, disfarçou e... sumiu-se. Nisto, um zangão appareceu, dizendo: — Aqui no palacio não ha muletas, mas ahi na rua costuma andar um besouro mendigo que possue duas. Vou ver si o encontro. Encontrou-o, logo adeante, pedindo esmolas, de chapéo na mão, numa esquina. Narizinho foi ter com elle, e já ia pondo no<noinclude>{{c|☉{{gap}}151{{gap}}☉}}</noinclude> ggxye0fbom12wnq8yg68oo013er7waf Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/156 106 254377 554601 2026-06-22T14:07:58Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 554601 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>seu chapéo um pedacinho de bolo quando o mendigo lhe disse: — Não me conhece mais ? A menina encarou-o bem: — Estou te reconhecendo, sim ! Não és aquelle da beira do rio, que me arrancou um feixinho de sobrancelhas ? — Isso mesmo ! confirmou o besouro. Por signal que por causa dʼaquelle espirro cahi de máo geito e fiquei assim, aleijado para o resto da vida. Narizinho condoeu-se da sua desgraça e pôl-o no bolso, dizendo: — Fica quietinho ahi, e vae comendo um bolo, que te levarei para casa e lá arrumarei a tua vida de modo a não precisares viver de esmolas. Depois, tomando-lhe as muletas, deu-as á Emilia: {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 156 crop).jpg |align=left |width=100px |padt=2em }} — Arruma-te nisso, perna secca, e vamos entrar que são horas. Um zangão deu-lhe o braço e Lucia, muito lampeira, subiu as escadarias. A-<noinclude>{{c|☉{{gap}}152{{gap}}☉}}</noinclude> rqk6rfkq19mssy046g6jw3edx808efw 554606 554601 2026-06-22T14:19:08Z Erick Soares3 19404 554606 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>seu chapéo um pedacinho de bolo quando o mendigo lhe disse: — Não me conhece mais ? A menina encarou-o bem: — Estou te reconhecendo, sim ! Não és aquelle da beira do rio, que me arrancou um feixinho de sobrancelhas ? — Isso mesmo ! confirmou o besouro. Por signal que por causa dʼaquelle espirro cahi de máo geito e fiquei assim, aleijado para o resto da vida. Narizinho condoeu-se da sua desgraça e pôl-o no bolso, dizendo: — Fica quietinho ahi, e vae comendo um bolo, que te levarei para casa e lá arrumarei a tua vida de modo a não precisares viver de esmolas. Depois, tomando-lhe as muletas, deu-as á Emilia: {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 156 crop).jpg |align=left |width=150px |padt=2em }} — Arruma-te nisso, perna secca, e vamos entrar que são horas. Um zangão deu-lhe o braço e Lucia, muito lampeira, subiu as escadarias. A-<noinclude>{{c|☉{{gap}}152{{gap}}☉}}</noinclude> luhjej1e2awd8gmk53ol9bwgp3q24i3 Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/157 106 254378 554602 2026-06-22T14:10:06Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 554602 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude><section begin="Cap. 4"/>trás vinha a boneca, balançando a perna vazia e fazendo ''tóc, tóc'' com as muletas do besouro. {{dhr|3}} <section end="Cap. 4"/> <section begin="Cap. 5"/>{{t2|SAUDADES}} {{dhr|3}} O palacio estava cheiinho de convidados, não só do reino das Abelhas, como de outros reinos vizinhos. Foi assim que a menina encontrou lá muitos conhecidos seus, do Reino [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 157 crop).jpg|centro|400px]] das Aguas Claras. Estava o kágado, a barata invejosa, o maestro colleirinha e muitos outros. Narizinho sentiu saudades do reino onde havia passado momentos tão delicio-<section end="Cap. 5"/><noinclude>{{c|☉{{gap}}153{{gap}}☉}}</noinclude> 08d9c9d22dzvm9e2gtj1itl1qjxkhya 554604 554602 2026-06-22T14:12:35Z Erick Soares3 19404 554604 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude><section begin="Cap. 4"/>trás vinha a boneca, balançando a perna vazia e fazendo ''tóc, tóc'' com as muletas do besouro. {{dhr|3}} <section end="Cap. 4"/> <section begin="Cap. 5"/>{{t2|SAUDADES}} {{dhr|3}} O palacio estava cheiinho de convidados, não só do reino das Abelhas, como de outros reinos vizinhos. Foi assim que a menina encontrou lá muitos conhecidos seus, do Reino {{PT||das Aguas Claras. Estava o kágado, a barata invejosa, o maestro colleirinha e muitos outros. Narizinho sentiu saudades do reino onde havia passado momentos tão delicio{{PT||sos. Chamou para perto de si o kágado e disse:}}}} [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 157 crop).jpg|centro|400px]] {{PT|das Aguas Claras. Estava o kágado, a barata invejosa, o maestro colleirinha e muitos outros. Narizinho sentiu saudades do reino onde havia passado momentos tão delicio{{PT||sos. Chamou para perto de si o kágado e disse:}}}} {{nop}}<section end="Cap. 5"/><noinclude>{{c|☉{{gap}}153{{gap}}☉}}</noinclude> t85e4qguqfbudhwy6vq006817r6fr2w Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/158 106 254379 554603 2026-06-22T14:12:01Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 554603 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{PT|sos. Chamou para perto de si o kágado e disse:}} — Senhor Cascudo, que novas me dá do Reino das Aguas Claras ? Como vae passando o principe ? {{Imagem float-p |file=Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 158 crop).jpg |align=left |width=200px |padt=2em }} O kágado fez cara triste. — O nosso bom principe, depois que a menina partiu, ficou inconsolavel, e hoje já não é o mesmo. Está velho, com as escamas falhadas e os olhos mortos de tanto chorar. — Pobre principe ! suspirou Narizinho, enxugando uma lagrima. Quer dizer que continua solteiro ?! — Pois decerto. Está solteiro e solteiro ha de morrer. “Já que não pude casar com a princeza Narizinho, diz elle sempre, não me caso com mais ninguem”. A menina enxugou outra lagrima; em seguida perguntou: — E o major Agarra ? — O major Agarra casou-se com a filha<noinclude>{{c|☉{{gap}}154{{gap}}☉}}</noinclude> 1w7b3rexlis18cm9x3bgke0vzk12ix4 Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Terceira parte/IV 0 254380 554605 2026-06-22T14:13:32Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" from=153 to=157 tosection="Cap. 4" header=1/> {{PD-old-70-BR}} {{Modernização}} 554605 wikitext text/x-wiki <pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" from=153 to=157 tosection="Cap. 4" header=1/> {{PD-old-70-BR}} {{Modernização}} c121bwx18vzmxxhay2jhrdabazzqr9b Página:Da Terra á Lua.pdf/189 106 254381 554607 2026-06-22T14:37:27Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 554607 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|190|VIAGENS MARAVILHOSAS|borda_inferior=sim}}</noinclude>rica, em que os contendores se buscam por entre as matas, se espreitam pelas abertas das çarças, e atiram um ao outro, no meio das devezas, como quem atira a um animal feroz. Nʼesse momento é que ambos os adversarios devem ter inveja das maravilhosas qualidades que caracterisam os indios das planicies, da rapida intelligencia e da engenhosa astucia de que estes são dotados, do faro e da peculiar percepção dos rastos que os distinguem, quando seguem pela pista o inimigo. Em taes occasiões é que o menor erro, a menor hesitação, um passo só que seja, dado em falso, podem trazer por consequencia a morte. Em taes recontros levam por vezes os yankees de companhia os seus cães, e perseguem-se assim durante horas inteiras, desempenhando a um tempo os papeis de caça e caçador. «Que diabo de gente são estes americanos! exclamou Miguel Ardan, depois que o companheiro acabou de lhe descrever com extrema energia todas aquellas scenas. — Somos assim tal qual, respondeu com modestia J.-T. Maston; mas vamos apressando o passo.» Entretanto por mais que Maston e Ardan corressem através da planicie, ainda humida do orvalho da noite, passando arrozaes e ribeiros, tomando sempre pelo caminho mais curto, não lograram chegar ao bosque de Skersnow, antes das cinco horas e meia. Barbicane já havia boa meia hora que devia ter-lhe passado a orla. Trabalhava ali um velho ''bushman'', cuja occupação era desfazer em cavacos as arvores que derrubava com o machado. Maston correu para elle a gritar: «Vistes entrar na mata um homem armado de ''rifle'', Barbicane, o presidente... o meu melhor amigo?...» O digno secretario do Gun-Club pensava ingenuamente que o seu presidente havia por força de ser conhecido do mundo inteiro. Mas o bushman não deu mostras de o comprehender. «Um caçador, disse então Ardan. {{nop}}<noinclude></noinclude> ne9q99h38t7fmj3hi31oqhqvs19op65 Página:Da Terra á Lua.pdf/190 106 254382 554608 2026-06-22T14:38:56Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 554608 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|191|borda_inferior=sim}}</noinclude>— Um caçador, sim vi, respondeu o ''bushman''. — E ha muito? — Ha de haver uma hora. — Já é tarde! clamou Maston. — E ouvistes tiros de espingarda? perguntou Miguel Ardan. — Nada. — Nem um só? — Nem um. Não me parece que o tal caçador tenha feito lá muito grande caçada! — Que se ha de fazer? disse Maston. — É entrar na mata, mesmo correndo risco de apanhar algum balasio, que não nos fosse destinado. — Ah! exclamou Maston com accentuação, de cuja franqueza não era permittido duvidar-se, antes eu queria apanhar dez balas na minha propria cabeça, de que acertasse uma só na de Barbicane. — Então ávante!» replicou Ardan, apertando a mão do companheiro. Segundos depois desappareciam os dois amigos na espessura da mata, que era formada de cyprestes-gigantes, sycomoros, tulipeiras, oliveiras, tamarindos, carvalheiras e magnolias. Entrelaçavam-se as ramadas dʼaquellas differentes arvores, em tão emmaranhada confusão, que não consentiam que a vista alcançasse muito ao longe. Miguel Ardan e Maston caminhavam um junto do outro, passando em silencio por entre as hervas altas, abrindo caminho por entre agudas silvas e vigorosas trepadeiras, inquirindo com o olhar as moitas ou as ramadas perdidas por entre a sombria espessura da folhagem, e esperando a cada instante ouvir a temivel detonação dos ''rifles''. Rasto de Barbicane, na sua passagem através do bosque, é que não logravam reconhecer. Caminhavam ás cegas por aquellas veredas apenas pisadas, em que qualquer indio teria seguido passo por passo a marcha do adversario. {{nop}}<noinclude></noinclude> aqdtavo1of5qnx6ybd70l39nrepgi35 Página:Da Terra á Lua.pdf/191 106 254383 554609 2026-06-22T14:40:57Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 554609 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|192|VIAGENS MARAVILHOSAS|borda_inferior=sim}}</noinclude>Passada uma hora em pesquizas inuteis, fizeram alto os dois companheiros. Redobrára-lhes a inquietação de espirito. «É porque está tudo acabado, disse Maston desanimado. Barbicane não era homem que jogasse astucias com o inimigo, nem que lhe armasse laços ou usasse de manobras! É franco e corajoso de mais para isso. Caminhou em frente, direito ao perigo, e por certo a tal distancia do ''bushman'' que o vento levou, sem que este a ouvisse, a detonação das armas de fogo! — Mas nós! respondeu Miguel Ardan. Desde que entrámos no bosque não haviamos de ter ouvido alguma cousa! — E se chegámos tarde! exclamou Maston com intonação de desespero. — Miguel Ardan como não tinha replica que dar-lhe proseguiu com Maston na marcha interrompida. De tempos a tempos davam grandes gritos: chamavam ora por Barbicane, ora por Nicholl; mas nenhum dos dois adversarios respondia ás vozes dʼelles. Apenas alegres bandos de aves, despertadas pelo ruido, desappareciam por entre as ramadas, ou algum gamo assustado fugia precipitado através da mata. Por mais uma hora ainda se prolongaram as pesquizas. Já fôra explorada a maior parte da mata, e nada que revelasse a presença dos combatentes. Era caso para pôr em duvida as asserções do ''bushman'', e Ardan pensava já em desistir de continuar por mais tempo uma busca inutil, quando, de subito, Maston estacou. — Chit! murmurou elle. Está acolá alguem! — Alguem? respondeu Miguel Ardan. — Sim! um homem! Parece estar immovel. Já não tem o ''rifle'' nas mãos. Que estará fazendo? — Mas reconheces-lo? perguntou Ardan, a quem, myope como era, de pouco servia a vista em tal conjunctura. — Sim! sim! Lá se volta, respondeu Maston. {{nop}}<noinclude></noinclude> 0kgl7uskvyeqamtnjl0vn7ot86p9nr7 Página:Comédias Martins Pena - Livraria Garnier.pdf/311 106 254384 554611 2026-06-22T16:08:50Z JppBr98 28173 /* Revista */ 554611 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh||{{sc|o caixeiro da taverna}}|245}}</noinclude>{{sc|angelica}}, ''a Quintino''. — Senhor!… {{sc|quintino}}. — Barbaças?… eu te ensinarei… {{sc|angelica}}. — Sr. sargento… {{sc|quintino}}. — Deixe-me sangral-o… {{sc|manoel}}, ''á parte''. — Quer fazer a irmã viuva… {{sc|angelica}}, ''a Quintino''. — Tranquillise-se… embainhe essa espada… {{sc|quintino}}, ''a Manoel.'' — Já eu te resava por alma… respeito as senhoras… é o que te salva! {{sc|manoel}}, ''á parte''. — Bello cunhado! {{sc|angelica}}. — O Sr. sargento póde ficar descançado… o Sr. Manoel, meu primeiro caixeiro, não é capaz de desinquietar sua irmã. {{sc|manoel}}. — Que duvida! {{sc|angelica}}. — Tem outras coisas em que cuidar… {{sc|manoel}}. — Sim, tenho outras muitas coisas. (''Assim dizendo, péga na mão de Angelica, e beija-a.'') {{sc|angelica}}. — Ah!… (''Pondo a mão sobre o coração.'') {{sc|quintino}}. — Muito estimo, porque tenho cá certas vistas a seu respeito… quero casal-a… {{sc|manoel}}, ''á parte''. — Casar minha mulher! {{sc|quintino}}, ''continuando''. — Com o alferes da minha companhia… {{sc|manoel}}. — Casal-a com o alferes?… {{sc|quintino}}. — Sim, e tem que dizer?… {{sc|manoel}}. — Casal-a! {{sc|angelica}}. — Que tens tu com isso?… {{sc|manoel}}, ''constrangendo-se''. — Nada, nada! (''A’ parte.'') E então!… (''Alto.'') Póde casal-a com quem quizer… (''A’ parte.'') O diabo é se ella se esquece de que está casada commigo!… {{sc|quintino}}. — Meu menino, esta espada corta muito bem orelhas… e guarde-os Deus… (''Sae.'') {{dhr}} {{c|{{x-larger|SCENA VII}}}} {{c|MANOEL {{sc|e}} ANGELICA.}} {{sc|manoel}}. — Ora ahi está como se bota um homem a perder!… vem o diabo de um Ferrabraz destes provocal-o… {{nop}}<noinclude>{{d|14.|4em}}</noinclude> 06feq7sntwlyvcxwada9w9e4dp6e8su Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/288 106 254385 554612 2026-06-22T16:14:42Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{c|<big>Índice</big>}} I PARTE: {{right|Pag.}} Dedicatória..........................................................13 À minha terra........................................................15 Ao Leitor............................................................17 Capit. I - O concelho de Paredes de Coura.........................21 » II - Orografia..............................................55 » III - Hidrografia...... 554612 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>{{c|<big>Índice</big>}} I PARTE: {{right|Pag.}} Dedicatória..........................................................13 À minha terra........................................................15 Ao Leitor............................................................17 Capit. I - O concelho de Paredes de Coura.........................21 » II - Orografia..............................................55 » III - Hidrografia............................................81 » IV - Miliários..............................................97 » V - Dólmens ou antas......................................109 » VI - Moedas romanas........................................121 » VII - Achado pré-histórico..................................127 » VIII - Castros, Cividades, Atalaias, Carritél, Fachos e Aras 131 » IX - Antigo julgado de Frayão..............................139 » X - Implantação do sistema liberal........................151 » XI - O cisma religioso.....................................167 » XII - Criação da comarca....................................175 » XIII - O novo tribunal e Paço do Concelho....................197 » XIV - Cadeia................................................205 » XV - Agricultura, sua forma e forragens....................209 » XVI - Montados, sua arborização. Caça.......................229 » XVII - Indústria.............................................237 » XVIII - Instrução popular.....................................247 » XIX - Imprensa periódica....................................255 » XX - Viação................................................261 » XXI - Feiras e Mercados.....................................277 » XXII - Hospital e Misericórdia...............................283<noinclude></noinclude> owsp8kbep9ods8yftkxsgqjtxu68o6a 554613 554612 2026-06-22T16:16:22Z Ruiaraujo1972 38032 554613 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>{{c|<big>Índice</big>}} I PARTE: {{right|Pag.}} Dedicatória..........................................................13 À minha terra........................................................15 Ao Leitor............................................................17 Capit. I - O concelho de Paredes de Coura.........................21 » II - Orografia..............................................55 » III - Hidrografia............................................81 » IV - Miliários..............................................97 » V - Dólmens ou antas......................................109 » VI - Moedas romanas........................................121 » VII - Achado pré-histórico..................................127 » VIII - Castros, Cividades, Atalaias, Carritél, Fachos e Aras 131 » IX - Antigo julgado de Frayão..............................139 » X - Implantação do sistema liberal........................151 » XI - O cisma religioso.....................................167 » XII - Criação da comarca....................................175 » XIII - O novo tribunal e Paço do Concelho....................197 » XIV - Cadeia................................................205 » XV - Agricultura, sua forma e forragens....................209 » XVI - Montados, sua arborização. Caça.......................229 » XVII - Indústria.............................................237 » XVIII - Instrução popular.....................................247 » XIX - Imprensa periódica....................................255 » XX - Viação................................................261 » XXI - Feiras e Mercados.....................................277 » XXII - Hospital e Misericórdia...............................283<noinclude></noinclude> 33qcin382wk704lify3z6a792zae8gj 554614 554613 2026-06-22T16:16:40Z Ruiaraujo1972 38032 554614 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>{{c|<big>Índice</big>}} I PARTE: {{right|Pag.}} * Dedicatória..........................................................13 * À minha terra........................................................15 Ao Leitor............................................................17 Capit. I - O concelho de Paredes de Coura.........................21 » II - Orografia..............................................55 » III - Hidrografia............................................81 » IV - Miliários..............................................97 » V - Dólmens ou antas......................................109 » VI - Moedas romanas........................................121 » VII - Achado pré-histórico..................................127 » VIII - Castros, Cividades, Atalaias, Carritél, Fachos e Aras 131 » IX - Antigo julgado de Frayão..............................139 » X - Implantação do sistema liberal........................151 » XI - O cisma religioso.....................................167 » XII - Criação da comarca....................................175 » XIII - O novo tribunal e Paço do Concelho....................197 » XIV - Cadeia................................................205 » XV - Agricultura, sua forma e forragens....................209 » XVI - Montados, sua arborização. Caça.......................229 » XVII - Indústria.............................................237 » XVIII - Instrução popular.....................................247 » XIX - Imprensa periódica....................................255 » XX - Viação................................................261 » XXI - Feiras e Mercados.....................................277 » XXII - Hospital e Misericórdia...............................283<noinclude></noinclude> ct5ef3btxynh99qc2ycg73fl43ujyys 554615 554614 2026-06-22T16:17:01Z Ruiaraujo1972 38032 554615 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>{{c|<big>Índice</big>}} I PARTE: {{right|Pag.}} * Dedicatória..........................................................13 * À minha terra........................................................15 * Ao Leitor............................................................17 * Capit. I - O concelho de Paredes de Coura.........................21 * » II - Orografia..............................................55 * » III - Hidrografia............................................81 * » IV - Miliários..............................................97 * » V - Dólmens ou antas......................................109 * » VI - Moedas romanas........................................121 * » VII - Achado pré-histórico..................................127 * » VIII - Castros, Cividades, Atalaias, Carritél, Fachos e Aras 131 * » IX - Antigo julgado de Frayão..............................139 * » X - Implantação do sistema liberal........................151 * » XI - O cisma religioso.....................................167 * » XII - Criação da comarca....................................175 * » XIII - O novo tribunal e Paço do Concelho....................197 * » XIV - Cadeia................................................205 * » XV - Agricultura, sua forma e forragens....................209 * » XVI - Montados, sua arborização. Caça.......................229 * » XVII - Indústria.............................................237 * » XVIII - Instrução popular.....................................247 * » XIX - Imprensa periódica....................................255 * » XX - Viação................................................261 * » XXI - Feiras e Mercados.....................................277 * » XXII - Hospital e Misericórdia...............................283<noinclude></noinclude> 5h1vgsygr3xldtw4swcf3kr85u15sy5 554616 554615 2026-06-22T16:17:46Z Ruiaraujo1972 38032 554616 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>{{c|<big>Índice</big>}} I PARTE: {{right|Pag.}} * Dedicatória.........................................................................13 * À minha terra........................................................15 * Ao Leitor............................................................17 * Capit. I - O concelho de Paredes de Coura.........................21 * » II - Orografia..............................................55 * » III - Hidrografia............................................81 * » IV - Miliários..............................................97 * » V - Dólmens ou antas......................................109 * » VI - Moedas romanas........................................121 * » VII - Achado pré-histórico..................................127 * » VIII - Castros, Cividades, Atalaias, Carritél, Fachos e Aras 131 * » IX - Antigo julgado de Frayão..............................139 * » X - Implantação do sistema liberal........................151 * » XI - O cisma religioso.....................................167 * » XII - Criação da comarca....................................175 * » XIII - O novo tribunal e Paço do Concelho....................197 * » XIV - Cadeia................................................205 * » XV - Agricultura, sua forma e forragens....................209 * » XVI - Montados, sua arborização. Caça.......................229 * » XVII - Indústria.............................................237 * » XVIII - Instrução popular.....................................247 * » XIX - Imprensa periódica....................................255 * » XX - Viação................................................261 * » XXI - Feiras e Mercados.....................................277 * » XXII - Hospital e Misericórdia...............................283<noinclude></noinclude> 6pi2q5t6ndquo87aci31kx92dswlb9q 554617 554616 2026-06-22T16:18:02Z Ruiaraujo1972 38032 554617 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>{{c|<big>Índice</big>}} I PARTE: {{right|Pag.}} * Dedicatória.......................................................................................................................13 * À minha terra........................................................15 * Ao Leitor............................................................17 * Capit. I - O concelho de Paredes de Coura.........................21 * » II - Orografia..............................................55 * » III - Hidrografia............................................81 * » IV - Miliários..............................................97 * » V - Dólmens ou antas......................................109 * » VI - Moedas romanas........................................121 * » VII - Achado pré-histórico..................................127 * » VIII - Castros, Cividades, Atalaias, Carritél, Fachos e Aras 131 * » IX - Antigo julgado de Frayão..............................139 * » X - Implantação do sistema liberal........................151 * » XI - O cisma religioso.....................................167 * » XII - Criação da comarca....................................175 * » XIII - O novo tribunal e Paço do Concelho....................197 * » XIV - Cadeia................................................205 * » XV - Agricultura, sua forma e forragens....................209 * » XVI - Montados, sua arborização. Caça.......................229 * » XVII - Indústria.............................................237 * » XVIII - Instrução popular.....................................247 * » XIX - Imprensa periódica....................................255 * » XX - Viação................................................261 * » XXI - Feiras e Mercados.....................................277 * » XXII - Hospital e Misericórdia...............................283<noinclude></noinclude> t8t0hy09jb6hokctd9jxkbrfvhnykab 554618 554617 2026-06-22T16:18:21Z Ruiaraujo1972 38032 554618 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>{{c|<big>Índice</big>}} I PARTE: {{right|Pag.}} * Dedicatória....................................................................................................................13 * À minha terra..........................................................................................................................15 * Ao Leitor............................................................17 * Capit. I - O concelho de Paredes de Coura.........................21 * » II - Orografia..............................................55 * » III - Hidrografia............................................81 * » IV - Miliários..............................................97 * » V - Dólmens ou antas......................................109 * » VI - Moedas romanas........................................121 * » VII - Achado pré-histórico..................................127 * » VIII - Castros, Cividades, Atalaias, Carritél, Fachos e Aras 131 * » IX - Antigo julgado de Frayão..............................139 * » X - Implantação do sistema liberal........................151 * » XI - O cisma religioso.....................................167 * » XII - Criação da comarca....................................175 * » XIII - O novo tribunal e Paço do Concelho....................197 * » XIV - Cadeia................................................205 * » XV - Agricultura, sua forma e forragens....................209 * » XVI - Montados, sua arborização. Caça.......................229 * » XVII - Indústria.............................................237 * » XVIII - Instrução popular.....................................247 * » XIX - Imprensa periódica....................................255 * » XX - Viação................................................261 * » XXI - Feiras e Mercados.....................................277 * » XXII - Hospital e Misericórdia...............................283<noinclude></noinclude> d28hesh1c5lr34ocp88vk7wm7zixr42 554619 554618 2026-06-22T16:19:06Z Ruiaraujo1972 38032 554619 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>{{c|<big>Índice</big>}} I PARTE: {{right|Pag.}} * Dedicatória....................................................................................................................13 * À minha terra.............................................................15 * Ao Leitor............................................................17 * Capit. I - O concelho de Paredes de Coura.........................21 * » II - Orografia..............................................55 * » III - Hidrografia............................................81 * » IV - Miliários..............................................97 * » V - Dólmens ou antas......................................109 * » VI - Moedas romanas........................................121 * » VII - Achado pré-histórico..................................127 * » VIII - Castros, Cividades, Atalaias, Carritél, Fachos e Aras 131 * » IX - Antigo julgado de Frayão..............................139 * » X - Implantação do sistema liberal........................151 * » XI - O cisma religioso.....................................167 * » XII - Criação da comarca....................................175 * » XIII - O novo tribunal e Paço do Concelho....................197 * » XIV - Cadeia................................................205 * » XV - Agricultura, sua forma e forragens....................209 * » XVI - Montados, sua arborização. 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I - O concelho de Paredes de Coura.........................21 * » II - Orografia..............................................55 * » III - Hidrografia............................................81 * » IV - Miliários..............................................97 * » V - Dólmens ou antas......................................109 * » VI - Moedas romanas........................................121 * » VII - Achado pré-histórico..................................127 * » VIII - Castros, Cividades, Atalaias, Carritél, Fachos e Aras 131 * » IX - Antigo julgado de Frayão..............................139 * » X - Implantação do sistema liberal........................151 * » XI - O cisma religioso.....................................167 * » XII - Criação da comarca....................................175 * » XIII - O novo tribunal e Paço do Concelho....................197 * » XIV - Cadeia................................................205 * » XV - Agricultura, sua forma e forragens....................209 * » XVI - Montados, sua arborização. 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Santo...............................291 * » XXIV - Linguagem popular, vocabulário e locuções......................305 * » XXV - Galeria de courenses ilustres...................................335 * » XXVI - Cancioneiro regional...........................................361 '''II PARTE:''' {{c|'''FREGUESIAS'''}} * Agualonga...................369 * Bico........................378 *... 554621 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>{{right|Pag.}} * Capit. XXIII - Real Confraria do E. Santo...............................291 * » XXIV - Linguagem popular, vocabulário e locuções......................305 * » XXV - Galeria de courenses ilustres...................................335 * » XXVI - Cancioneiro regional...........................................361 '''II PARTE:''' {{c|'''FREGUESIAS'''}} * Agualonga...................369 * Bico........................378 * Castanheira.................386 * Cristelo....................389 * Cossourado..................396 * Coura (S. Martinho de-).....404 * Cunha.......................407 * Ferreira....................423 * Formariz....................440 * Infesta.....................469 * Insalde.....................487 * Linhares....................497 * Mozelos.....................502 * Padornelo...................512 * Parada......................515 * Paredes.....................520 * Porreiras...................541 * Rezende.....................544 * Romarigäes..................546 * Rubiães.....................550 * Vascões.....................561 {{c|'''ADITAMENTO'''}} {{c|---}} {{c|'''CAPÍTULO II'''}} A 10 de Agosto, deste ano (1910), por iniciativa duma comissão, composta da Câmara Municipal e dos munícipes srs. drs. Júlio C. Gomes Barbosa e Manuel J. da Cunha Brandão, Júlio de Lemos e Manuel Cândido G. Pereira, foi mandada colocar no frontispício da capela de Cerdeira uma lápide, de mármore, comemorativa dos combates da Travanca. O acto revestiu uma solenidade e brilhantismo nunca visto neste concelho, fazendo-se representar o sr. ministro da Guerra pelo sr. Conselheiro J. de Sousa Tavares, chefe do seu gabinete, e o sr. Governador Civil pelo sr. Gaspar Leite, 1.º oficial do Governo Civil de Viana do Castelo. As Câmaras de Ponte do Lima e Arcos de Valdevez também se fizeram representar. Assistiu uma força de caçadores n.º 7, com a respectiva bandeira e banda. O vogal da comissão sr. Cunha Brandão escreveu uma memória, a propósito dos referidos combates, que tem sido muito encomiada e merecido rasgados elogios dos profissionais. A inscrição é esta: «AD PERPETUAM REI MEMORIAM<noinclude></noinclude> ek8yvfmp9em7mbzix3hrqz54ni46i7h Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/290 106 254387 554622 2026-06-22T16:34:32Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: «Colocou-se esta lápide, por subscrição, a 10 de Agosto de 1910. Esta capela, para cuja construção el-rei D. Afonso VI deu cem mil réis, comemora a vitória alcançada pelas nossas tropas sobre as castelhanas nos combates da Travanca a 9 e 10 de Agosto de 1662. Nestes combates entrou, como auxiliar, a gente do concelho, ao mando do sargento-mór António Pereira da Cunha, de Paredes.» O sr. dr. Bernardo Chouzal, ilustre filho desta loca... 554622 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>«Colocou-se esta lápide, por subscrição, a 10 de Agosto de 1910. Esta capela, para cuja construção el-rei D. Afonso VI deu cem mil réis, comemora a vitória alcançada pelas nossas tropas sobre as castelhanas nos combates da Travanca a 9 e 10 de Agosto de 1662. Nestes combates entrou, como auxiliar, a gente do concelho, ao mando do sargento-mór António Pereira da Cunha, de Paredes.» O sr. dr. Bernardo Chouzal, ilustre filho desta localidade e cónego da Sé de Évora, proferiu uma alocução brilhantíssima, por ocasião do descerramento da lápide. {{c|---}} {{c|'''CAPÍTULO XVIII'''}} Em 1909 o Governo forneceu algum mobiliário para três escolas deste concelho, creio que a instâncias do digno sub-inspector escolar. Mas que mobiliário! Além de pessimamente executado, é de madeira de pinho, e parte dele chegou aqui partido e inutilizado. Um dos actuais vereadores - o sr. Comendador Domingos Cunha, tendo conhecimento da penúria em que se encontram muitas escolas, ofereceu à Câmara Municipal o donativo de 200 000 réis para esta corporação o aplicar em mobiliário escolar. Registo com prazer esta benemerência. {{c|'''<big>Índice</big>''' das Principais Matérias}} Abade Bento de Barbosa Soares Clemente da Cunha A Miguel da Cunha Brandão Pereira Simão António Barbosa Abusos gentilicos Aclamação da Rainha Adães Bermudes Adubos Advogados Aedicula Afluentes do rio Coura Aginha Agricultura Águas de Coura Águas ferruginosas Agualonga Alamos Alberto Gomes Barbosa Alfaias agricolas Algebrista Almoxarife Alpendre antigo Alqueire Altitude de Coura Alvarelhos Anarquia 580 Pag. 538 474 410 e 422 490 496 151 468 e 559 219 188 499 83 59 209 28, 55, 394, 503 e 542 83 e 423 369, 380 e 560 235 417 e 535 225 437 145 155 213 27 489 164 581<noinclude></noinclude> rxtcv0o89uek0k3aq0px2l5hyk0dp4z 554623 554622 2026-06-22T16:35:21Z Ruiaraujo1972 38032 554623 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>«Colocou-se esta lápide, por subscrição, a 10 de Agosto de 1910. Esta capela, para cuja construção el-rei D. Afonso VI deu cem mil réis, comemora a vitória alcançada pelas nossas tropas sobre as castelhanas nos combates da Travanca a 9 e 10 de Agosto de 1662. Nestes combates entrou, como auxiliar, a gente do concelho, ao mando do sargento-mór António Pereira da Cunha, de Paredes.» O sr. dr. Bernardo Chouzal, ilustre filho desta localidade e cónego da Sé de Évora, proferiu uma alocução brilhantíssima, por ocasião do descerramento da lápide. {{c|---}} {{c|'''CAPÍTULO XVIII'''}} Em 1909 o Governo forneceu algum mobiliário para três escolas deste concelho, creio que a instâncias do digno sub-inspector escolar. Mas que mobiliário! Além de pessimamente executado, é de madeira de pinho, e parte dele chegou aqui partido e inutilizado. Um dos actuais vereadores - o sr. Comendador Domingos Cunha, tendo conhecimento da penúria em que se encontram muitas escolas, ofereceu à Câmara Municipal o donativo de 200 000 réis para esta corporação o aplicar em mobiliário escolar. Registo com prazer esta benemerência. {{c|'''<big>Índice</big>'''}} {{c|'''das'''}} {{c|'''Principais Matérias'''}} Abade Bento de Barbosa Soares Clemente da Cunha A Miguel da Cunha Brandão Pereira Simão António Barbosa Abusos gentilicos Aclamação da Rainha Adães Bermudes Adubos Advogados Aedicula Afluentes do rio Coura Aginha Agricultura Águas de Coura Águas ferruginosas Agualonga Alamos Alberto Gomes Barbosa Alfaias agricolas Algebrista Almoxarife Alpendre antigo Alqueire Altitude de Coura Alvarelhos Anarquia 580 Pag. 538 474 410 e 422 490 496 151 468 e 559 219 188 499 83 59 209 28, 55, 394, 503 e 542 83 e 423 369, 380 e 560 235 417 e 535 225 437 145 155 213 27 489 164 581<noinclude></noinclude> g4wsta1ednq9eil0cs0iv3t8aa7w6us 554624 554623 2026-06-22T16:35:46Z Ruiaraujo1972 38032 554624 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>«Colocou-se esta lápide, por subscrição, a 10 de Agosto de 1910. 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Comendador Domingos Cunha, tendo conhecimento da penúria em que se encontram muitas escolas, ofereceu à Câmara Municipal o donativo de 200 000 réis para esta corporação o aplicar em mobiliário escolar. 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Deolinda… que me diz a esta?… Deve-me estar agradecida… salvei seu marido… {{sc|deolinda}}. — Que marido!… envergonha-se de ter-me por mulher… {{sc|francisco}}. — Não é vergonha, é medo… {{sc|deolinda}}. — Medo?… antes me tivesse casado com outro… {{sc|francisco}}. — Não me quiz a mim por marido!… {{sc|deolinda}}. — Vou-me embora… {{sc|francisco}}, ''retendo-a''. — Espere… {{sc|deolinda}}. — Não posso mais estar aqui… {{sc|francisco}}. — Devagar, não comprometta seu marido… {{sc|deolinda}}. — Deixe-me… {{sc|francisco}} — Sinto passos… ahi vem ella… dê-me um abraço… (''Abraça-a.'') {{sc|deolinda}}, ''esforçando-se por sahir de seus braços''. — Senhor!… {{dhr}} {{c|{{x-larger|SCENA XIII}}}} {{alinhamento deslocado|Os mesmos ANGELICA, seguida de MANOEL, que traz algumas garrafas; pára á porta vendo FRANCISCO abraçar DEOLINDA.|2em|-2em}} {{sc|francisco}}. — Não se espante… Abrace-me, que ella nos vê. {{sc|deolinda}}, ''vendo Manoel''. — Ah! pois bem, abracemo-nos… (''Abraçam-se.'') Assim me vingarei delle… {{sc|francisco}}. — Bravo!… (''Abraçam-se.'') {{sc|manoel}}, ''á parte''. — Isto não póde ser… {{sc|angelica}}, ''retendo-o''. — E que te importa que o Sr. Francisco abrace sua mulher? {{sc|manoel}}. — E’ indecente. {{sc|angelica}}.— Deixa-os lá e vem commigo… (''Vae atravessando a scena e sae. Manoel vae acompanhando Angelica.'') {{sc|deolinda}}, ''correndo e retendo Manoel no momento deste sahir''. — Vem cá. {{sc|manoel}}. — Traidora!… {{nop}}<noinclude>{{d|15|4em}}</noinclude> cpnotkvwbcojve6ec1et5qzdk2axcfi Página:Comédias Martins Pena - Livraria Garnier.pdf/313 106 254389 554748 2026-06-22T19:10:09Z JppBr98 28173 /* Revista */ 554748 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh||{{sc|o caixeiro da taverna}}|247}}</noinclude>{{hífen-fim|cio!…|socio!…}} oh!… o prazer suffoca-me… d’aqui a uma hora já não serei caixeiro… vou andar de cabeça levantada, orgulhoso, ufano… Socio!… palavra magica! Ninguem, ninguem no mundo perturbará a minha felicidade… {{sc|deolinda}}, ''entrando''. — Manoel? {{sc|manoel}}. — Oh! que me havia esquecido de minha mulher… {{sc|deolinda}}. — Ouve. {{sc|manoel}}. — Vae-te embora. {{sc|deolinda}}. — Hein?… {{sc|manoel}}, ''empurrando-a''. — Vae-te embora, vae-te embora, diabo! {{sc|deolinda}}. — Assim me recebes!… queres que me vá? {{sc|manoel}}. — Sim… sim… {{sc|deolinda}}. — Sabes que mais? isto assim não póde durar… é preciso que declares o nosso casamento… {{sc|manoel}}, ''com cólera e fallando em voz baixa''. — Desgraçada! cala-te… cala-te… {{sc|deolinda}}. — Se és meu marido… {{sc|manoel}}, ''tapando-lhe a bocca com a mão''. — Cala-te, ou metto-te esta mão pela bocca dentro… {{sc|deolinda}}, chorando alto. — Hi! hi! hi! {{sc|manoel}}, ''raivoso e faltando entre os dentes''. — Olha que te mato!… {{sc|deolinda}}. — Hi! hi! hi! {{sc|manoel}}, ''na maior affiiçção''. — Se minha ama chega, {{corr|escou|estou}} arranjado!… (''Raivoso.'') Mulher!… (''Indo espiar á porta.'') Hoje me perco!… Ainda estará escrevendo?… (''Com ternura.'') Deolinda! {{sc|deolinda}}. — Hi! hi! hi! {{sc|manoel}}. — Deolinda, não chores, tem compaixão de teu marido, que tanto {{corr|de|te}} ama. {{sc|deolinda}}. — Deixe-me!… hi! hi! hi!… {{sc|manoel}}, ''á parte''. — Se a velha chega… (''Para Deolinda.'') Amanhã ou depois tudo declararei… mas hoje… oh!… {{sc|deolinda}}. — E até lá, meu irmão estará me maltratando, e me atrapalhando para que eu me case com o alferes… {{sc|manoel}}. — Mas tu não te casarás!… {{sc|deolinda}}. — Quem sabe!… {{nop}}<noinclude></noinclude> 9xz22pg52f3lh5gbvc4bsmkrhn6xri9 Menina e Moça (Bernardim Ribeiro) 0 254390 554749 2026-06-22T20:05:30Z JppBr98 28173 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{cabeçalho para portais | notas = '''Menina e Moça''', também conhecida como '''Saudades''', é a primeira novela pastoril da Península Ibérica, escrita em português por {{A|Bernardim Ribeiro}}. {{smaller|''(Wikipédia)''}} }}{{TOC}} {{lista de versões}} * {{ano|1554}}: {{livro digitalizado|Hystoria de Menina e Moça (1554)|Hystoria de Menina e Moça.pdf|Hystoria de Menina e Moça}}, editada em Ferrara. {{smaller|(1ᵃ edição)}} * {{ano|1905}}: {{... 554749 wikitext text/x-wiki {{cabeçalho para portais | notas = '''Menina e Moça''', também conhecida como '''Saudades''', é a primeira novela pastoril da Península Ibérica, escrita em português por {{A|Bernardim Ribeiro}}. {{smaller|''(Wikipédia)''}} }}{{TOC}} {{lista de versões}} * {{ano|1554}}: {{livro digitalizado|Hystoria de Menina e Moça (1554)|Hystoria de Menina e Moça.pdf|Hystoria de Menina e Moça}}, editada em Ferrara. {{smaller|(1ᵃ edição)}} * {{ano|1905}}: {{livro digitalizado|Saudades (1905)|Saudades (1905).pdf|Saudades}}, edição dirigida por {{A|Delfim Guimarães}}, ed. Guimarães & C. pqhfeak9haycd0ucsu8c53t9ez9mfhh 554750 554749 2026-06-22T20:05:45Z JppBr98 28173 adicionou [[Categoria:Bernardim Ribeiro]] usando [[Wikipedia:Software/Scripts/HotCat|HotCat]] 554750 wikitext text/x-wiki {{cabeçalho para portais | notas = '''Menina e Moça''', também conhecida como '''Saudades''', é a primeira novela pastoril da Península Ibérica, escrita em português por {{A|Bernardim Ribeiro}}. {{smaller|''(Wikipédia)''}} }}{{TOC}} {{lista de versões}} * {{ano|1554}}: {{livro digitalizado|Hystoria de Menina e Moça (1554)|Hystoria de Menina e Moça.pdf|Hystoria de Menina e Moça}}, editada em Ferrara. {{smaller|(1ᵃ edição)}} * {{ano|1905}}: {{livro digitalizado|Saudades (1905)|Saudades (1905).pdf|Saudades}}, edição dirigida por {{A|Delfim Guimarães}}, ed. Guimarães & C. [[Categoria:Bernardim Ribeiro]] m8tz1shfyo38nnh8no74ld9dngrpwdc Página:Hystoria de Menina e Moça.pdf/27 106 254391 554768 2026-06-23T09:13:09Z JppBr98 28173 /* Revista */ 554768 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh||Mentna e Moça.|ix}}</noinclude>pode ſe nã muy tarde dezer,filho.Ella(cuydando que perauentura ho nam queria dezer) Mas bẽ ſe vee niſſo,me diſſe,ſenhoꝛa que ſois doutra parte ⁊ nã ha muito q̃ eſtais neſta,pois dos deſaſtres que ſobꝛe eſte ribeiro acontecem vos eſpantais q̃ he hũa hyſtoꝛia muyto falada neſta terra toda ⁊ poꝛ aqui derradoꝛ,muyto ha que aconteceo; lẽbꝛame que era Eu menina ⁊ ouuiha jaa cõtar a meu pai poꝛ hiſtoꝛia: agoꝛa ainda folgo de cuydar nella ,pelos grandes acõtecimentos de deſauenturas que nella ouue, y inda que nenhum mal alheo poſſa cõfoꝛtar ho pꝛopio decadahũ, parte de ajuda pera ho ſufrimẽto me he ſaber eu que antigo he fazeremſe as couſas ſem razam,e contra razam.De boa vontade (que parece que ainda a nam ouuiſtes) volla contara que ſegundo entendo deuem vos aprazer as couſas triſtes como me vos a mi dezeis. Ho Sol (lhe reſpõdi) vai alto ⁊ eu folgariamuyto de a ouuir pela ouuir a vos ⁊ deſpois ꝑo ſaber como nam buſquei em balde eſta terra para minhas triſtezas pois tanto ha que ſe coſtumam nella.Outra coſa ſenhoꝛa vos quiſera eu agoꝛa dantes pꝛeguntar mas ſique para deſpois que pera tudo auera tempo, ainda que pois a hyſtoꝛia diseis que he de {{hífen|tri|triſtezas}}<noinclude></noinclude> 94r65h29osx99woh2qqbu0got99dtlz