Wikisource ptwikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.12 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikisource Wikisource Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão Portal Portal Discussão Autor Autor Discussão Galeria Galeria Discussão Página Página Discussão Em Tradução Discussão Em Tradução Anexo Anexo Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Utilizador Discussão:Ozymandias 3 4500 556297 534447 2026-07-24T03:06:04Z Gamoneiro 43372 /* Revisão e validação do Fausto traduzido por Agostinho D'Ornellas */ nova secção 556297 wikitext text/x-wiki == [[:c:File:Carta Antonio Azeredo a Rui Barbosa 01.pdf]] == Saudações. Tenho uma transcrição do documento acima, no Commons, que queria publicar neste projeto. Mas edito pouco aqui e não sei como fazer. Pode orientar-me, por favor. Queria criar uma página e uma galeria. Obrigado! --[[Utilizador:Joalpe|Joalpe]] ([[Utilizador Discussão:Joalpe|discussão]]) 01h20min de 19 de fevereiro de 2020 (UTC) :Oi. Coloquei a transcrição aqui: [[Carta de Antonio Azeredo a Rui Barbosa]], mas não consegui colocar ao lado a imagem nem fazer com que o Wikisource respeitasse a extensão original das linhas no texto. Também não sei dividir o texto em páginas, seguindo o original --nem sei se é necessário. Enfim, se puder ajudar, agradeço muito. Esperarei uns dias (pois não sei se vai conectar), daí pedirei ajuda a outro editor experiente. Obrigado! --[[Utilizador:Joalpe|Joalpe]] ([[Utilizador Discussão:Joalpe|discussão]]) 11h03min de 19 de fevereiro de 2020 (UTC) ==Sérgio Frusoni== Meu caro, boa noite. Gostaria que pudesse me explicar como devo proceder em relação ao Wikisource:OTRS, para obter autorização de publicar as obras aqui. Eu li o que está no link mas fiquei um tanto quanto confuso. Grato desde já! == Validação == Boa tarde! Obrigada para [https://pt.wikisource.org/w/index.php?title=P%C3%A1gina:Mar%C3%A1nos,_Teixeira_de_Pascoaes,_1920.djvu/103&action=history], mas não uso uma "poem tag" nesta obra. [[Utilizador:Londonjackbooks|Londonjackbooks]] ([[Utilizador Discussão:Londonjackbooks|discussão]]) 17h20min de 30 de março de 2020 (UTC) Boa tarde novamente... Fala inglês? Se não, tentarei escrever em português :) [[Utilizador:Londonjackbooks|Londonjackbooks]] ([[Utilizador Discussão:Londonjackbooks|discussão]]) 22h17min de 30 de março de 2020 (UTC) Sim. Obrigada. It is okay for you write in Portuguese. It is good practice for me to read your language, and I enjoy doing so. But for me to write in Portuguese to explain some of the technical terms is more difficult for me to do :) I have edited at the English Wikisource for several years, and I am in the habit of using a certain type of formatting with poetry: Block-centering with breaks and gaps. I have found that it is more stable overall than using the poem tag. Over the years, I have forgotten some of the technical reasons why. ... Pascoaes's work is not as complicated as some other works I have transcribed, so using the poem tag would have been sufficient. I will remember this for future works! Thank you again for the validations, and for your patience :) [[Utilizador:Londonjackbooks|Londonjackbooks]] ([[Utilizador Discussão:Londonjackbooks|discussão]]) 18h41min de 31 de março de 2020 (UTC) == [[Galeria:O Novo Testamento por João Ferreira de Almeida (1681).djvu]] == Olá, vi que você a uns dias carregou a digitalização acima. É a do [http://purl.pt/12730], certo? Vou reprocessar o PDF deles pra inserir OCR e outros ajustes, que eu vi que está sem, e reenviar aí nesse mesmo nome, se não tiver objeções. Aliás, o https://www.hathitrust.org/ tem umas digitalizações em domínio público mais recentes (arrisca procurar por Novo Testamento lá, por exemplo), parte delas (acho que de 1875 a 1925) visível apenas a IPs dos EUA. Costumo usar o [https://sourceforge.net/projects/hathidownloadhelper/] pra baixar as digitalizações de lá e ainda tenho algumas semanas da versão de testes de uma VPN pra baixar essas digitalizações USA-only mais rápido do que pelos proxies que o próprio programa oferece. Se quiser alguma tradução da Bíblia ou digitalização de outro livro de lá me diz que faço os processamentos e envio o DjVu final pro Commons. [[Usuário:555|Lugusto]] • [[Usuário Discussão:555|&#x203B;]] 20h41min de 22 de abril de 2020 (UTC) :*Centralizei a resposta lá na minha página de discussão. [[Usuário:555|Lugusto]] • [[Usuário Discussão:555|&#x203B;]] 23h20min de 23 de abril de 2020 (UTC) == Ajuda com edição == Olá. Poderia me ajudar com uma edição? Eu tentei corrigir erros ortográficos no começo do [[Manifesto da Guerrilha do Livre Acesso]], no entanto minhas edições são impedidas automaticamente. Eu tentei trocar a frase inicial por "Colaborativamente a'''u'''torado por Aaron Swartz e m'''ú'''ltiplos autores", mas a edição não é salva. [[Utilizador:Orion3301.9|Orion3301.9]] ([[Utilizador Discussão:Orion3301.9|discussão]]) 16h44min de 6 de maio de 2020 (UTC) == Tradução de páginas == Olá. Me desculpe por incomodar-lhe novamente, mas poderia me dizer como posso traduzir páginas como [https://en.wikisource.org/wiki/Page:Origin_of_Species_1872.djvu/1 esta] para a Wikisource em português? [[Utilizador:Orion3301.9|Orion3301.9]] ([[Utilizador Discussão:Orion3301.9|discussão]]) 18h05min de 7 de maio de 2020 (UTC) == OBRIGADO PELAS BOAS-VINDAS == Obrigado pela calorosa recepção na '''Wikisource'''. Seguirei suas sugestões. Minha base inicial e neófita, ainda, é a '''Wikipedia'''. Tenho largo interesse em disponibilizar obras de domínio público para acesso universalizado, principalmente no campo da '''''filosofia''''', '''''politologia''''', "'''direitologia'''", ''''''epistemologia'''''' e "'''''estadologia'''''". (tanto brasileiras quanto estrangeiras). Estou pesquisando sobre a possibilidade de minha primeira contribuição. Vou precisar de orientação mais adiante e, se não for abusar de seu tempo, gostaria de formulá-las a você, eis que meu primeiro contato por aqui. Abração. [[Utilizador:Protasiovargas|Protasiovargas]] ([[Utilizador Discussão:Protasiovargas|discussão]]) 19h45min de 22 de maio de 2020 (UTC) == Direitos autorais == Olá. Pode responder uma pergunta sobre direitos autorais? [[Utilizador:Orion3301.9|Orion3301.9]] ([[Utilizador Discussão:Orion3301.9|discussão]]) 15h38min de 18 de junho de 2020 (UTC) == Revisor == Posso me tornar [[Ajuda:Validação de páginas|revisor]]? ¯\_(ツ)_/¯ [[Utilizador:Orion3301.9|Orion3301.9]] ([[Utilizador Discussão:Orion3301.9|discussão]]) 16h24min de 23 de junho de 2020 (UTC) == Eliminação de Galeria == Saudações! {{u|Ozymandias}}, algum tempo atrás havia criado [[Galeria:Convention on Biological Diversity.djvu|essa Galeria]], é o texto original em inglês da Convenção sobre Diversidade Biológica, na qual estava traduzindo. Porém, depois de um tempo pesquisando, achei uma versão do tratado em português, na Biblioteca do Congresso Nacional. Portanto, esta galeria não seria mais relevante ao projeto, e gostaria de indicar à eliminação. Eu tentei indicar, mas não achei documentação sobre eliminação de Galerias. Atenciosamente, [[Utilizador:Jackson Cordeiro Brilhador|Jackson Cordeiro Brilhador]] ([[Utilizador Discussão:Jackson Cordeiro Brilhador|discussão]]) 19h18min de 24 de junho de 2020 (UTC) O correto é Egito não Egi(p)to--[[Utilizador:Luisa.Fridman11588|Luisa.Fridman11588]] ([[Utilizador Discussão:Luisa.Fridman11588|discussão]]) 17h37min de 4 de julho de 2020 (UTC) == Eu (Augusto dos Anjos) == Olá, posso substituir os textos de ''[[Eu (Augusto dos Anjos)]]'' por transclusões [[Galeria:Eu (Augusto dos Anjos, 1912).djvu|deste original]]? [[Utilizador:Orion3301.9|Orion3301.9]] ([[Utilizador Discussão:Orion3301.9|discussão]]) 14h15min de 8 de julho de 2020 (UTC) :{{ping|Orion3301.9}}, sem problemas. Só me confirme uma coisa: você quer apagar sua página de usuário ? [[Utilizador:Ozymandias|Ozymandias]] ([[Utilizador Discussão:Ozymandias|discussão]]) 15h26min de 8 de julho de 2020 (UTC) ::Sim. [[Utilizador:Orion3301.9|Orion3301.9]] ([[Utilizador Discussão:Orion3301.9|discussão]]) 15h30min de 8 de julho de 2020 (UTC) == "[[Contos Populares Portuguezes/Historia da carochinha]]" == Olá Ozymandias ... Você deveria reverter somente a última edição do IP pois as outras estavam corretas (ver [https://pt.wikisource.org/w/index.php?title=Contos_Populares_Portuguezes%2FHistoria_da_carochinha&type=revision&diff=418718&oldid=395926], vocé rejeitou a minha edição que estava correta, não entendi o por que? [[Utilizador:DARIO SEVERI|DARIO SEVERI]] ([[Utilizador Discussão:DARIO SEVERI|discussão]]) 16h44min de 7 de setembro de 2020 (UTC) :O resultado pode ter sido o mesmo mas no resumo da tua edição consta que você rejeitou a minha edição como se ela estivesse errada. Tenho a certeza que se eu fizesse o mesmo você não ia gostar. Atenciosamente. [[Utilizador:DARIO SEVERI|DARIO SEVERI]] ([[Utilizador Discussão:DARIO SEVERI|discussão]]) 17h03min de 7 de setembro de 2020 (UTC) ::Olá, gostei de bater um papinho com você, afinal sempre te vejo editando aqui mas nunca tivemos a oportunidade de conversar. Não fiquei ofendido, depois de todos esses anos e de tantas discussões eu já não me preocupo mais com isso. Somente não é bom para mim o pessoal lá no Meta ver edições minhas sendo revertidas. Abraços. [[Utilizador:DARIO SEVERI|DARIO SEVERI]] ([[Utilizador Discussão:DARIO SEVERI|discussão]]) 17h22min de 7 de setembro de 2020 (UTC) ==Ajuda== Pode me ajudar a criar o Utilizador Discussão:Luisa.Fridman32?--[[Utilizador:Luisa.Fridman32|Luisa.Fridman32]] ([[Utilizador Discussão:Luisa.Fridman32|discussão]]) 05h24min de 16 de setembro de 2020 (UTC) == Quer ser dono de uma wiki? == Olá amigo me chamo Gustavo Borges e estou com um projeto em mãos que é a Wikiquedia mas não vou conseguir administrar sozinho então preciso de um companheiro nesta grande jornada, esse alguém é você, caso desejar participar vou dizendo que falta configurar a URL da wiki e algumas outras configurações, estou com problemas na parte de mudar a URL então com um companheiro excepcional em source code creio que vamos conquistar muitas coisas juntos. Best regards, [[Utilizador:Gustavo Borges Matos|Gustavo Borges Matos]] ([[Utilizador Discussão:Gustavo Borges Matos|discussão]]) 13h26min de 23 de setembro de 2020 (UTC) == Hinos == Olá, amigo. Eu estou colaborando na criação e melhora das letras dos hinos municipais brasileiros, já que eu sou apaixonado dos hinos municipais, não somente do Brasil, mas também da minha Colômbia, um país sul-americano, o qual tém mais de mil municípios ou cidades, quer dizer, tém uma relevante semelhança ao Brasil no tema dos símbolos municipais, já que a maioria deles possuim Bandeira, Brasão e Hino, fazendo a minha Colômbia se tornar um dos países mais ricos em Bandeiras, Brasões e Hinos municipais na América Latina, inclusive, o departamento de Cundinamarca, onde eu moro durante toda a minha vida, especificamente, na cidade de Chía, é o departamento modelo, quer dizer, onde todos os seus 116 municípios, mais a cidade capital de Bogotá, possuim todos os seus símbolos oficiais. Em primeiro lugar, eu começei a colaborar na criação das páginas das letras de vários hinos municipais brasileiros para Wikisource, sendo o da cidade de [[:w:Nova Olinda (Paraíba)|Nova Olinda (Paraíba)]] o primeiro em se cadastrar, seguido dos municípios de [[:w:Pedrão|Pedrão (Bahia)]], [[:w:Nova Olinda do Norte|Nova Olinda do Norte (Amazonas)]], [[:w:Senador Sá|Senador Sá (Ceará)]], [[:w:Santa Cruz (Pernambuco)|Santa Cruz (Pernambuco)]], [[:w:Campo Grande (Alagoas)|Campo Grande (Alagoas)]], [[:w:Rolante|Rolante (Rio Grande do Sul)]], [[:w:Dom Expedito Lopes|Dom Expedito Lopes (Piauí)]] e, até o momento, [[:w:Barão de Grajaú|Barão de Grajaú (Maranhão)]], mas, antes desta tarefa, aqueles hinos não estavam cadastrados, mas eles estavam publicados no internet, incluindo os seus áudios, já que eu tive a ideia de começar a colaborar em cadastrá-los aí, como um exercício meu de compreender o português, quer dizer, desde pesquisar aquelas letras no internet (fácil) até escutar e transcrever o canto dos seus áudios (difícil); portanto, há hinos municipais brasileiros, os quais sim existem e estão oficializados por Lei, mas eles não têm publicadas suas letras no internet, nem siquer nos sites oficiais (Prefeitura, Câmara de Vereadores,...), como, por exemplo, a cidade de [[:w:Santa Bárbara do Sul|Santa Bárbara do Sul (Rio Grande do Sul)]] sim tém hino oficial, já que eu pesquisei no site do CESPRO a Lei Municipal Nº 1.656, de 26 de junho de 1996, onde se instituiu o hino daquele município gaúcho, mas a sua letra não está cadastrada, embora o seu áudio sim está publicado, tornando isto um grande desafio, e, além, a cidade de Dom Expedito Lopes (Piauí) também sim tém hino oficial, incluindo o seu áudio publicado, mas a sua letra não estava publicada no internet, embora eu pesquisei um video publicado em Facebook ([https://www.facebook.com/rondonpucrio/videos/hino-da-cidade-de-dom-expedito-lopes-apresentado-pela-fanfarra-municipal-durante/2374369189541195/?__so__=watchlist&__rv__=related_videos]), onde se pode ver a letra do hino municipal com o autor do mesmo ao longo dele, e tive a grande oportunidade de eu criar a página da letra do hino daquele município piauiense em Wikisource, apesar de que não está publicada em nenhum site oficial. Em segundo lugar, eu tive a carinhosa certeza de criar uma biblioteca de áudios exclusiva dos 200 hinos municipais brasileiros, os quais foram musicalizados mediante teclados nos anos 70's, 80's e 90's, e foram extraídos de discos LP, cassetes e outras mídias musicais daquelas épocas, com o objetivo geral de torná-los em valiosa herança para as próximas e novas gerações, preservá-los com muito carinho e amor, e não esquecê-los nunca mais. Espero que você goste da minha biblioteca, a qual eu construi com esforço e suor na minha frente. ([https://archive.org/details/hinosmunicipaisbrasileirosespeciais_20201015]) E, em terceiro lugar, eu quero dizer, de todo carinho e coração ao povo brasileiro, apesar de a minha nacionalidade colombiana, que a [[Predefinição:Hino|predefinição]] das páginas dos hinos brasileiros para Wikisource é muito bonita, elegante e legal, e me gostaria utilizá-la para a criação das páginas dos hinos do meu departamento de Cundinamarca (departamental, 116 municipais e da cidade capital de Bogotá) e, próximamente, para os outros municípios e departamentos do meu país, como se fosse um plano piloto, já que isto é muito interessante, e, além, eu tenho o grande sonho de fortalecer as carinhosas relações entre a Colômbia e o Brasil, especialmente, no tema da informação municipal, já que eu tenho o grande carinho, respeito e admiração do seu país, até que eu me sei o Hino Nacional Brasileiro. Espero uma pronta resposta. Muitas saudades desde a minha '''Colômbia, terra querida'''! --[[Utilizador:BrCaLeTo|BrCaLeTo]] ([[Utilizador Discussão:BrCaLeTo|discussão]]) 22h26min de 15 de outubro de 2020 (UTC) == [[A equipe do ajuste]] == Olá, Você apagou a página [[A equipe do ajuste]] com o sumário vago de ''Problemas de copyright''. Quais, exatamente? Acabei esbarrando através da ficha-órfã [[Anexo:Ficha/A equipe do ajuste]]. [[Usuário:555|Lugusto]] • [[Usuário Discussão:555|&#x203B;]] 00h45min de 23 de outubro de 2020 (UTC) :O texto é uma tradução iniciada pela [[User:Dianakc]] em 2013, marcada como copyright desconhecido. Apesar do texto não estar em domínio público nos países lusófonos, ele está nos Estados Unidos e por isso cai no escopo de DP aceito pelo [[Ajuda:Domínio público|aceito na Wikisource]], certo? Por isso, restaurei a página. [[Utilizador:Giro720|Giro720]] ([[Utilizador Discussão:Giro720|discussão]]) 09h57min de 23 de outubro de 2020 (UTC) == Ajuda em [[Carta de Esperança Garcia]] == Oi, Ozymandias! Espero que esteja bem. Criei [[Carta de Esperança Garcia]], [[Galeria:Carta de Esperança Garcia.jpeg]] e [[Página:Carta de Esperança Garcia.jpeg]], mas não consigo transpor automaticamente o texto da página na galeria e no próprio domínio principal. Lembro que tem um código a ser escrito, que já não me lembro e não encontro. Será que pode me ajudar, por favor? Obrigado! -- [[Utilizador:Joalpe|Joalpe]] ([[Utilizador Discussão:Joalpe|discussão]]) 16h37min de 3 de janeiro de 2023 (UTC) :@[[Utilizador:Joalpe|Joalpe]], acredito que tenho resolvido!? [[Utilizador:Jackson Cordeiro Brilhador|Jackson Cordeiro Brilhador]] ([[Utilizador Discussão:Jackson Cordeiro Brilhador|discussão]]) 17h48min de 3 de janeiro de 2023 (UTC) ::Obrigado, @[[Utilizador:Jackson Cordeiro Brilhador|Jackson Cordeiro Brilhador]]! -- [[Utilizador:Joalpe|Joalpe]] ([[Utilizador Discussão:Joalpe|discussão]]) 19h17min de 3 de janeiro de 2023 (UTC) == O Cortiço, página 1 == @[[Utilizador:Ozymandias|Ozymandias]], Na 1a. página de O Cortiço, há duas edições suas em que você modifica palavras corretas para incorretas. Exemplos: 1. "economizou" (correto) para "economisou" (incorreto) 2. "ganhara" (correto) para "ganhára" (incorreto) É favor desfazer tais mudanças, bem como outras semelhantes, se você as tiver feito. Grato. [[Utilizador:Wuopisht|Wuopisht]] ([[Utilizador Discussão:Wuopisht|discussão]]) 11h38min de 19 de julho de 2024 (UTC) == Bolsas WikiCon 2025 em Salvador == Oi! Viu que vai ter WikiCon em Salvador e os pedidos de bolsa estão abertos? https://pretix.eu/wikimedia-events/WikiConBrasil2025/ [[Utilizador:Sintegrity|Sintegrity]] ([[Utilizador Discussão:Sintegrity|discussão]]) 23h41min de 18 de abril de 2025 (UTC) == Revisão e validação do Fausto traduzido por Agostinho D'Ornellas == Olá, Rodrigo, Gostaria de contribuir com a revisão do Fausto traduzido por Agostinho D'Ornellas, e comecei a revisar algumas páginas. Me empolguei e comecei a modificar a formatação de algumas delas, mas depois percebi que isso não era necessário e levaria a inconsistências em relação aos atos posteriores. Modifiquei, então, o uso do bloco centro para que este ficasse em conformidade com o uso prescrito na sua documentação, já que havia uma edição com o resumo "teste de indentação", mas mantive o resto da formatação como estava. O projeto prevê a edição "impiedosa" do conteúdo por terceiros, mas este não é meu interesse e nem acho que seria necessário, pelo que vi até agora. A partir de agora, vou me ater à revisão do conteúdo da peça, focando nas correções do OCR. Peço desculpas pela confusão. [[Utilizador:Gamoneiro|Gamoneiro]] ([[Utilizador Discussão:Gamoneiro|discussão]]) 03h06min de 24 de julho de 2026 (UTC) pitko3ibufwcu5rfpxvnxcbmsrkjjix Página:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu/294 106 37637 556273 364593 2026-07-23T15:20:01Z Junglk 34905 /* Revista */ 556273 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|272|DOM JOÃO VI NO BRAZIL|}}</noinclude>tava. Assim o general barão de Thuyll, ministro russo chegado a 13 de Setembro de 1819 no trez mastros ''Agamemnon'' e, segundo Maler, pessoa muito delicada mandada a desfazer a má impressão causada pelo proceder do embaixador Balk-Poleff, teve que se mudar de uma casa que tomara perto de uma das residencias de Dona Carlota e em que gastara 40.000 francos para mobilal-a e arranjar o jardim, por não poder mais suppportar os desacatos da criadagem e da soldadesca da Rainha, apezar de se haver queixado sem azedume, antes confidencialmente e com todo o espirito conciliador compativel com a sua dignidade offendida. Na forma do costume, a Rainha em vez de abrandar, acirrava seus dependentes. E’ força porém crer que Dona Carlota era capaz de exhibir qualidades de seducção, de certo mais intellectual que physica, visto ser tão desgraciosa. Viva, espirituosa, enredadora, faceira, quando queria, até ultrapassar a decencia, mas sabendo tambem affectar pudores e dignidade de mulher, o facto é que conseguio que varios homens de merecimento jungissem n’um momento dado os proprios interesses aos seus, e que outros se prestassem a servil-a com zelo e dedicação. Dos trez maiores ministros de Dom João VI, Linhares nunca lhe mereceu as boas graças e tinha a propriedade de enfastial-a: chamava-o tambem ''{{lang|es|el torbellino}}'' por estar sempre em movimento, attendendo a uma multidão de negocios, e só em ultima extremidade lhe pedia qualquer obsequio. Sobre Barca no entanto escrevia ella a Thomaz Antonio depois de fallecido aquelle: “E sempre lhe quero dizer que Eu não sou capaz de pedir couzas que não se me devão; e que se a minha consciencia fôra de manga larga, que no<noinclude></noinclude> nhes4bkjwb99qqkfilglzzo55iqn235 Página:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu/295 106 37638 556274 364594 2026-07-23T15:24:40Z Junglk 34905 /* Revista */ 556274 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||DOM JOÃO VI NO BRAZIL|273}}</noinclude>tempo de Araujo (apezar de ser como héra), que Eu estaria a estas horas com a minha caza n’outra figura, e com huma Mezada de 200 ou 300''$''000 cruzados como as Rainhas D. Marianna d’Austria e D. Marianna Victoria tinhão fóra a sua caza, porem eu não quiz sem ter todas as clarezas: mas elle teimou muitas vezes coMigo que dissesse o quanto hera, e que bastava a Minha pallavra, que não precizava mais nada.” <ref>Codice de Cartas na Bibl. Nac. do Rio de Janeiro.</ref> Podia ser que Barca promettesse mais do que tencionava cumprir: estaria isso na sua natureza, a darmos credito ao duque de Luxemburgo, o qual escrevia para Pariz ter encontrado o ministro muito ''{{lang|fr|coulant}}'' na questão da restituição da Guyana, apparentemente porém, pois adquirira a certeza de que em conselho elle opinava n’um sentido inteiramente opposto. E’ comtudo preciso não perder de vista que o embaixador de França andou todo o tempo irritado com o pouco exito da sua missão. Maler por seu lado, que faz os mesmos conceitos sobre a doblez diplomatica de Barca, nem tinha especial sympathia pelo homem, suspeito aos seus olhos de reaccionario de idéas nimiamente liberaes, nem se podia reconciliar com a guerra de Montevidéo, de que lançava toda a responsabilidade sobre esse estadista, o qual teria voltado ao poder, apoz seus annos de ostracismo, “devorado de ambição, querendo á fina força fazer fallar de si na Europa.” Na opinião de Maler, só aquelle politico familiarizado ou talvez corrompido pelas idéas revolucionarias haveria sido capaz de ir até ao ponto de tirar partido da santa união de duas augustas Princezas <ref>As duas filhas de Dom João VI que em 1816 desposaram Fernando VII e o Infante Dom Carlos, seu irmão.</ref> para melhor embalar e<noinclude>{{lh|5em|align=left}}{{Smallrefs|fs=95%}}</noinclude> copwksjzgr42fcmvak10i165wutoauh Página:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu/296 106 37639 556275 364595 2026-07-23T15:29:13Z Junglk 34905 /* Revista */ 556275 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|274|DOM JOÃO VI NO BRAZIL|}}</noinclude>adormecer o Rei d’Hespanha. O encarregado de negocios de França achava de resto que n’esse negocio da occupação da Banda Oriental, tinha o conde da Barca burlado toda a gente. “Si possivel fosse reverenciar o talento de enganar, não seria licito n’essa epocha recusar um tributo de admiração á arte com que o conde da Barca conseguio durante dous mezes consecutivos separar o Rei do seu digno amigo Aguiar, o soberano do seu ministro de confiança, e ao mesmo tempo ludibriar (''{{lang|fr|donner le change}}'') ambos” <ref>Off. de 10 de Junho de 1817, ''ibidem''.</ref>. Accrescenta o representante francez que o “virtuoso e integro” marquez de Aguiar levantara os maiores obstaculos aos designios imperialistas do seu collega Araujo, com quem vivera até ahi na melhor intelligencia particular e official, morrendo inconsolavel de os não ter podido frustrar. “Fui testemunha de que os seus ultimos momentos foram perturbados pelos tristes olhares que elle lançava sobre essa guerra já iniciada e de que elle não lograva perceber nem o fito nem os motivos verdadeiros.” A reflexão pode fazer honra ao caracter, mas não á sagacidade de Aguiar. Os casamentos hespanhoes — força é reconhecer — tambem não peccavam da outra parte pela extrema candidez. Os seus negociadores foram agentes do governo da Restauração — o general Vigodet e o padre Cirilo — e a idéa occulta de Madrid foi sem duvida a de captar a cooperação portugueza para a pacificação pela força da America Hespanhola. Dom João VI aproveitou-se habilmente da opportunidade para collocar duas filhas do bando, que era numeroso, engodando a benevolencia hespanhola com essa nova ligação de familia e mandando entretanto, na realização d’um pro-<noinclude>{{lh|5em|align=left}}{{Smallrefs|fs=95%}}</noinclude> mvmyoy7bin56mpzrr7ypx488z2m40yg Página:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu/297 106 37640 556276 364596 2026-07-23T15:34:33Z Junglk 34905 /* Revista */ 556276 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||DOM JOÃO VI NO BRAZIL|275}}</noinclude>jecto maduro, que tanto tinha sido de Linhares como podia agora ser de Barca, tomar posse definitiva da Banda Oriental, onde o caudilho Artigas estava campeando e exercendo grande prestigio sobre a multidão, solicitada pelos ideaes divergentes da emancipação politica e da lealdade colonial. De Palmella é sabido que se não contentou com servir intelligentemente as ordens do governo do Rio na missão que nos annos de 1809 a 1812 o reteve em Hespanha, acreditado perante a Junta Central de Sevilha e depois perante as Côrtes Constitucionaes de Cadiz. Era essa missão, pode dizer-se toda no interesse de Dona Carlota Joaquina, pois que o joven diplomata levava como instrucções obter a abrogação da lei salica, o consequente reconhecimento dos direitos eventuaes da Princeza do Brazil ao throno d’Hespanha e, finalmente, a acceitação da mesma Princeza como Regente durante a crise da occupação franceza e o captiveiro em Valençay do Rei Fernando VII e do Infante Dom Carlos. Palmella foi mais longe do que isso, sendo dos primeiros que devanearam para a sua soberana um futuro imperial, verdade é que compartilhada tão alta posição pelo marido que ella tinha em horror. Não era isto exactamente o que Dona Carlota pretendia. A grande ambição da sua vida foi governar, porém governar ella só, sem peias e sem participações. Para realizar este desejo foi que trabalhou, cabalou, intrigou, se cançou de pedir e de ameaçar, não recuando deante de meio algum, e só alcançando impopularizar-se quando iniciara seus esforços n’um ambiente favoravel. Era Dona Carlota a filha primogenita do soberano desthronado, victima lastimosa de baixezas e prepotencias, áquelle tempo vegetando tristemente em Marselha: como tal ella acordava uma commiseração re-<noinclude></noinclude> msc4tuzjmzcb1tn5gqtqledzijh1z3g Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/13 106 189465 556284 556166 2026-07-24T02:39:42Z Gamoneiro 43372 /* Validada */ 556284 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Gamoneiro" />{{d|{{sc|iii}}}}</noinclude>trechos ao menos, que me pareceram mais bellos. Quando deixei Berlim, nos fins de 1862, já tinha em portuguez alguns pedaços. Na primavera de 1863, achei-me detido em Lisboa pela demora de um negocio pendente no Ministerio dos extrangeiros; cansado de esperar uma decisão que nunca apparecia, fui passar o mez de Julho na Cortegana, com o meu amigo Visconde de Chancelleiros. O muito que conversámos sobre a Allemanha, e a necessidade que senti de occupar o meu ocio forçado, suscitaram-me a idéa de reunir numa traducção completa os fragmentos que possuia. Como me captivára a primeira representação do Fausto a que assisti, assim me enlevou o trabalho a que me dei de traduzil-o. Continuei-o no meio das distracções de Baden, e terminei-o, pelos fins de 1864, na solidão das montanhas da Madeira. Admirador sincero das idéas de Goethe e da fórma sublime de simplicidade com que as revestiu, desvelei-me por transportal-as intactas para o portuguez, cuja maravilhosa flexibilidade e riqueza tudo tornam possivel. Respeitei até as liberdades de expressão, o amor do termo proprio que characterisam o meu autor. Sinto quanto fiquei aquem do alvo em que puz o fito, mas tambem não foram pequenas as<noinclude></noinclude> sapb7gtyzxneykyblvjnukyex7fq59g Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/16 106 189468 556285 556169 2026-07-24T02:40:25Z Gamoneiro 43372 /* Validada */ 556285 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Gamoneiro" />{{e|{{sc|vi}}}}</noinclude>matal-o, mas não ganhou nos termos do contracto a alma de Fausto, que lhe escapou elevando-se sempre e que os anjos lhe veem reclamar. Neste quadro, de que apenas esbocei os mais vagos contornos, derramou Goethe com profusão as maravilhas do seu genio: os maiores arrojos da idéa, as mais peregrinas e mimosas bellezas da fórma. Foi a sua obra favorita, a tarefa de sua vida inteira, o cofre em que ia encerrando todas as joias que lhe ministravam um incomparavel espirito, uma incansavel e fecundissima intelligencia. Idéas scientificas, systemas religiosos, theorias politicas e philosophicas, poesia e arte antigas, mythologias pagans, já escondidas em allegorias admiraveis, já patentes em bellissimos versos, reunem-se, movem-se, vivem naquelle labyrintho de maravilhas, naquelle Universo poetico que se chama à segunda parte do Fausto. Parei assombrado no limiar do templo. Antes de commetter empreza tanta como a traducção de tal obra, esperarei que pronuncie a sua sentença sobre o meu ensaio, o publico a quem o entrego. {{dhr}} Lisboa 31 de Março de 1867.<noinclude></noinclude> kz3r9pgotu1337evbayrrqcgh38e3ix Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/22 106 189476 556286 556249 2026-07-24T02:43:39Z Gamoneiro 43372 556286 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Ozymandias" />{{bloco centro/c}}{{c|— 8 —}}</noinclude><poem> De maravilhas ver. Sei por que modo O publico favor ganhar se logra, Mas em tal embaraço nunca estive, Não ’stam affeitos ao melhor, é certo, Mas, por meu mal, tem lido immensamente. Que havemos de fazer, p’ra que pareça Bem novo tudo, de conceitos rico E demais, agradavel? Porque quero Que á nossa casa corra a turbamulta Em torrente compacta, e com arrancos Repetidos, profundos, se comprima Junto á porta de entrada; que de dia, Ainda antes das cinco se dispute, Á força d’encontrões; um logarsinho Ao pé do bilheteiro, e como em tempo De fome à porta dos padeiros, quebre O povo a cara p’ra alcançar bilhete. Tal milagre entre gente tão diversa Faz o poeta — Amigo, opera-o hoje. </poem> {{dhr}} {{c|'''POETA'''}} <poem> Não me falles da turba variegada, A cuja vista o espirito nos foge. Esconde-me o tropel tumultuoso, Que ao abysmo nos quer, máo grado nosso, Violento arrastar. Tu me transporta A placido asylo onde somente Pode pura alegria achar o vate, </poem><noinclude>{{bloco centro/f}}</noinclude> cj2023krdworvtjijo2we1izwuuuez4 Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/23 106 189477 556287 556252 2026-07-24T02:46:01Z Gamoneiro 43372 Uso de bloco centro no cabeçalho e rodapé 556287 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Ozymandias" />{{bloco centro/c}}</noinclude><poem> Onde o amor e a amisade inundam, Com mão divina de ventura o peito. Ai, o que surge então no fundo d’alma, O que os labios à si murmuram timidos, Mallogrado por vezes, outras bello, Leva-o, devora-o rapido o momento. Talvez que só depois de longos annos Acabado e perfeito emfim pareça. O que só brilho tem, dura um instante, O verdadeiro bello ao porvir chega. </poem> {{dhr}} {{c|'''GRACIOSO'''}} <poem> Não me tragam p’ra aqui tempos vindouros Supponhamos que eu fallar quizesse Dos vindouros tambem ; quem divertira Nossos contemporaneos? Rir-se querem E tem direito a rir-se. A mim, parece-me, Que o presente, de um homem sempre deve Ter alguma valia. Quem com graça Se souber exprimir, não no irritam Os caprichos do publico; deseja Numeroso auditorio que mais prompto Consiga commover. Eia pois, animo! Mostrai-vos um primor; á phantasia E seu brilhante sequito dai largas: Paixões, razão, engenho e sentimento, Em vossos cantos brilhem; mas cuidado, Que nelles a loucura tambem entre. </poem><noinclude>{{Bloco centro/f}}</noinclude> ee4clvhiekgp20wk1msd4evax4ml1wd 556288 556287 2026-07-24T02:46:50Z Gamoneiro 43372 Adição de número da página no cabeçalho 556288 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Ozymandias" />{{bloco centro/c}} {{c|— 9 —}}</noinclude><poem> Onde o amor e a amisade inundam, Com mão divina de ventura o peito. Ai, o que surge então no fundo d’alma, O que os labios à si murmuram timidos, Mallogrado por vezes, outras bello, Leva-o, devora-o rapido o momento. Talvez que só depois de longos annos Acabado e perfeito emfim pareça. O que só brilho tem, dura um instante, O verdadeiro bello ao porvir chega. </poem> {{dhr}} {{c|'''GRACIOSO'''}} <poem> Não me tragam p’ra aqui tempos vindouros Supponhamos que eu fallar quizesse Dos vindouros tambem ; quem divertira Nossos contemporaneos? Rir-se querem E tem direito a rir-se. A mim, parece-me, Que o presente, de um homem sempre deve Ter alguma valia. Quem com graça Se souber exprimir, não no irritam Os caprichos do publico; deseja Numeroso auditorio que mais prompto Consiga commover. Eia pois, animo! Mostrai-vos um primor; á phantasia E seu brilhante sequito dai largas: Paixões, razão, engenho e sentimento, Em vossos cantos brilhem; mas cuidado, Que nelles a loucura tambem entre. </poem><noinclude>{{Bloco centro/f}}</noinclude> 9w932lja4iubs8s18ff8pl5vbax2my2 Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/24 106 189478 556289 556230 2026-07-24T02:48:28Z Gamoneiro 43372 556289 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Ozymandias" />{{bloco centro/c}} {{c|— 10 —}}</noinclude>{{dhr}} {{c|'''DIRECTOR'''}} <poem> E sobretudo sejam numerosos Os lances; é p’ra ver que vem o publico, E na vista acha o maximo deleite. Se diante dos olhos se desdobra Abundante espectaculo, que possa Mirar a multidão boquiaberta, Larga fama alcançaes, homem bemquisto Do publico sereis. É só com massas Que massas movereis. De toda a peça Escolhe cada um, por fim, aquillo Que mais lhe agrada. Quem off’rece muito Pode a muitos um pouco dar, e todos Se retiram a casa satisfeitos. Dando uma peça, dai-a já pedaços, Só com guizado tal fareis fortuna; É facil de servir, mais facil ’inda D’imaginar. De que vos serve um todo Harmonico, perfeito? Fal-o em postas O publico illustrado. </poem> {{dhr}} {{c|'''POETA'''}} <poem> {{Gap|8em}}E vós não vedes Como é vil tal mister, quam mal cabido Em verdadeiro artista? Por modelos, De certos poetastros os escriptos Pretendeis inculcar? </poem><noinclude>{{bloco centro/f}}</noinclude> 3qslq8s78lvtpd5vw45livo0ti37be0 Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/25 106 189479 556290 556234 2026-07-24T02:49:49Z Gamoneiro 43372 556290 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Ozymandias" />{{bloco centro/c}} {{c|— 11 —}}</noinclude>{{dhr}} {{c|'''DIRECTOR'''}} <poem> {{Gap|9em}}Essa censura Molestar-me não pode. Quem deseja Devéras trabalhar, servir-se deve Do melhor instrumento. Recordae-vos, Que tendes de rachar madeira molle, E para quem escreveis não vos esqueça. Se fastio aborrido arrasta este, D’opiparo banquete saciado Aquelle chega; e, peor inda, muitos Vem frescos da leitura das gazelas; Distrahidos nos buscam como iriam A qualquer mascarada. O que os attrahe É só curiosidade. As lindas damas Tambem sem serem pagas representam, E ostentando galas em ’spectaculo Ao publico s’offrecem. Da poesia Lá nas alturas que sonhaes? Pois pode A chusma d’um theatro compr’ender-vos? Attento consid’rae os amadores; Frios são ou grosseiros. ’Stá pensando Este em jogar, depois de ouvida a peça; Aquelle espera noite delirante Nos braços d’uma moça. P’ra tal gente Não deis ás musas tratos, pobres tolos! Digo-vos eu, mettei cousas infindas Na vossa obra, e mais e mais ainda, </poem><noinclude>{{bloco centro/f}}</noinclude> 97z50qegm1d6iepy0n8qjozuwl336ez Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/26 106 189480 556291 556235 2026-07-24T02:50:58Z Gamoneiro 43372 556291 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Ozymandias" />{{bloco centro/c}} {{c|— 12 —}}</noinclude><poem> Que não podeis assim do alvo ir longe. Os homens confundir buscai somente Pois contental-os custa. Oh lá! que é isso? Enthusiasmo ou dor? </poem> {{dhr}} {{c|'''POETA'''}} <poem> {{Gap|8em}}Busca outro escravo! O seu direito summo deve o vate, Direito de homem da natura havido, Por tua causa violar ousado? Por que meios commove os peitos todos? Por que meios domina os elementos? Não é pela harmonia que lhe mana Do fundo d’alma, e o coração lhe liga Ao immenso Universo? Quando solta Descuidosa do fuso a natureza O fio eterno e longo, quando a turba Discorde sôa dos confusos seres, Quem em partes harmonicas divide Essa torrente e a compasso a move, Infundindo-lhe vida? Quem consagra Aos olhos do Universo o individuo, E em grandiosos cantos o celebra? A furia das paixões quem desenfrêa? Quem accende na mente austera e grave O fulgor do poente, quem desparge, Da primavera as dadivas mimosas Sobre as pégadas da adorada amante, </poem><noinclude>{{bloco centro/f}}</noinclude> 35sjzh2i0s1nowm5hqxwes90vbkk8vm Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/27 106 189481 556292 556237 2026-07-24T02:51:52Z Gamoneiro 43372 556292 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Ozymandias" />{{bloco centro/c}} {{c|— 13 —}}</noinclude><poem> E d’umas folhas verdes sem valia A c’roa tece ao merito subido? Quem nos torna immortaes, nos une aos Deuses? É a força do homem que sublime Se revela no Vate. </poem> {{dhr}} {{c|'''GRACIOSO'''}} <poem> {{Gap|9em}}Emprega ella Esses subidos dotes, e dirige Os assumptos poeticos qual corre Aventura d’amor. Topam-se acaso, Sentem, speram, e pouco e pouco involvem-se Nos laços da paixão; cresce a delicia, Tropeços surgem; eil-os abrazados D’amor, mas sobrevem-lhes dor, pezares, E sem por isso darem, compozeram Um perfeito romance. Similhante O vosso drama seja. Eia! talhai-o Em plena vida humana! Os homens todos A vivem, mas bem poucos a conhecem, E se bem a pilhaes sois int’ressante. Em variados quadros luz pequena, De verdade um vislumbre entre mil erros, Assim se faz o liquido que o mundo Edifica e alegra. Então se apinha Ante vossa comedia, dos mancebos A mais brilhante flor, ouvindo attenta Vossas revelações, e della sugam </poem><noinclude>{{bloco centro/f}}</noinclude> 6mrfe86nn7vmygxphks41yxvx0mprtq Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/28 106 189482 556293 556238 2026-07-24T02:53:12Z Gamoneiro 43372 556293 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Ozymandias" />{{bloco centro/c}} {{c|— 14 —}}</noinclude><poem> Melancolico pasto as almas ternas. Agora este se move, agora aquelle E todos veem o que no peito escondem. Inda podem mover-se a pranto ou riso, Os arrojos do genio inda respeitam E brilhante apparencia lhes agrada. Já não ha contentar um homem feito, Mas sempre vos é grato o adolescente. </poem> {{dhr}} {{c|'''POETA'''}} <poem> Pois esse tempo restitue-me em que era Adolescente eu mesmo, e caudalosa Fonte perenne de canções manava Sem cessar de meu peito; densa nevoa O mundo m’involvia e maravilhas Promettia o botão desabrochando, Quando as flores innumeras colhia Que nos valles frondosos vecejavam. Opulento me cria; nada tendo Mais que amor da verdade, e doce apego Ás illusões da vida. Esses impulsos Ardentes, livres, restitue-me agora; Dá-me os deleites fundos e pungentes, A força de odiar, de amar a força, Oh torna-me de novo á mocidade! </poem> {{dhr}} {{c|'''GRACIOSO'''}} <poem> A mocidade has tu mister, amigo, </poem><noinclude>{{bloco centro/f}}</noinclude> ahwsoha005xw9uuq6jvlg20jj0n34lx Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/29 106 189523 556294 556239 2026-07-24T02:54:48Z Gamoneiro 43372 556294 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Ozymandias" />{{bloco centro/c}} {{c|— 15 —}}</noinclude><poem> S’inimigos na p’leja te acossarem, Se donzellas gentis com doce força Pendurar-se vierem do teu collo; Se da carreira o premio que se ganha A custo, acena da longiqua meta; Quando depois de valsas doudejantes Em orgia ruidosa as noites passam; Mas com graça e vigor, vibrar da lyra As sonorosas cordas, e um alvo, Em que o fito pozestes, ir buscando Por intrincadas, deleitosas sendas, Eis vossa missão, velhos, que por isso Menos não respeitamos. Não nos torna Como é ditado, infantes a velhice; Inda meras creanças vem achar-nos. </poem> {{dhr}} {{c|'''DIRECTOR'''}} <poem> Já palavras de mais tendes trocado, E ver emfim acções tambem desejo. O tempo que gastaes em cumprimentos Pode em cousa mais util empregar-se. Fallar d’inspiração pouco approveita, Nunca ao homem que teme ella apparece, Se vos daes por poetas, que a poesia A vosso mando ceda. O que é preciso Já de mais o sabeis, licor bem forte Desejamos beber; pois sem demora Nol-o dae preparado. Não se cumpre </poem><noinclude>{{bloco centro/f}}</noinclude> 0ndocromt680kuookys8wmkr702rn52 Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/30 106 189524 556295 556240 2026-07-24T02:55:48Z Gamoneiro 43372 556295 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Ozymandias" />{{bloco centro/c}} {{c|— 16 —}}</noinclude><poem> Amanhã o que hoje não for feito, E nem um dia só perder se deve. Um homem resoluto, do possivel Lança mão com ardor, fugir não o deixa, E na empreza prosegue, até findal-a. Sabeis que cada um nos nossos palcos Exp’rimenta o que quer; pois neste dia Prospectos não poupeis nem machinismos. Da lua e sol servi-vos, e aos centos Espalhae as estrellas. Fogo e aguas, Rochedos, bosques, passares não faltem. Do bastidor no acanhado espaço, A creação inteira se desdobre, E caminhae, com rapidez medida, Pela terra e o ceu ao fundo inferno. </poem> {{bloco centro/f}}<noinclude></noinclude> 37tmqurhugnrekwqap76vnvfa8ai095 Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/31 106 189525 556298 416152 2026-07-24T03:31:17Z Gamoneiro 43372 /* Validada */ Uso de apóstrofo tipográfico 556298 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Gamoneiro" /></noinclude>{{dhr|5em}} {{c|{{x-larger|'''PROLOGO NO CEU'''}}}} {{dhr}} {{c|{{larger|'''O Senhor, as phalanges celestes, depois'''}}}} {{c|{{larger|'''Mephistopheles'''}}}} {{dhr|3em}}{{rule|3em}}{{dhr|3em}} {{c|''(Os tres archanjos entram)''}} {{dhr|3em}} {{Bloco centro/s}} {{c|'''RAPHAEL'''}} <poem> Sua antiga harmonia o sol unindo D’irmans espheras ás rivaes canções, A carreira prescripta vai seguindo Com sonoro estampido de trovões. Aos anjos fortalece o seu aspecto, Embora concebel-o ninguem possa; Como é grande, Senhor, inexcrutavel Qual no dia primeiro a obra vossa! </poem> {{dhr}} {{c|'''GABRIEL'''}} <poem> E rapida, e tão rapida que espanta Em toda a sua pompa gira a terra; </poem><noinclude></noinclude> r80boqkbyi2hfkxppkwihae6v7cdq5q Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/32 106 189526 556299 416153 2026-07-24T03:35:01Z Gamoneiro 43372 /* Validada */ Correção de OCR 556299 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Gamoneiro" />{{c|— 18 —}}{{Bloco centro/s}}</noinclude><poem> Do paraiso a luz alterna santa, Com densa noite que de escura atterra; Rebenta o mar em vagas espumantes Ao pé das rochas com bramir profundo, E rochedos e mar são arrastados Na carreira veloz que arrasta o mundo. </poem> {{dhr}} {{c|'''MIGUEL'''}} <poem> E tempestades voam furiosas Do mar ás terras e da terra aos mares, Uma corrente formam poderosas Que té o fundo penetra o solo e os ares; Pelo trilho do raio chammejante, A lavareda brilha assoladora, Mas teus servos, Senhor, fieis adoram De tua luz a marcha creadora. </poem> {{dhr}} {{c|'''TODOS TRES'''}} <poem> Aos anjos fortalece o vasto aspecto, Embora conceber-vos ninguem possa, Como é grande, Senhor, inexcrutavel Qual no dia primeiro a obra vossa. </poem> {{dhr}} {{c|'''MEPHISTOPHELES'''}} <poem> Pois que, Senhor, de novo te approximas E como vão no mundo me perguntas As cousas, tu que sempre com agrado Me recebeste; aqui me tens agora </poem><noinclude></noinclude> h1nj9loxk8b5fux73iw9xg078oojj64 Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/33 106 189527 556300 416154 2026-07-24T03:38:39Z Gamoneiro 43372 /* Validada */ Correção de OCR e uso de acento tipográfico 556300 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Gamoneiro" />{{c|— 19 —}}{{Bloco centro/s}}</noinclude><poem> No meio de teus famulos. Perdoa, Não sei usar de phrase altisonante, Embora de mim zombe est’assembléa. Minha emphase ao riso te movera Se do riso não foras desaffeito. Do sol fallar não sei nem das espheras Vejo só como os homens se affadigam. O Deusinho do mundo é sempre o mesmo E tão extravagante como era Em seu primeiro dia. Mais ditoso Vivera, se da luz celeste um raio Lhe não houvesses dado. Denomina-o Razão e só lhe serve de tornar-se Mais que os brutos brutal. Acho que imita, Dê-me licença vossa senhoria, As inquietas, garrulas cigarras Que saltam, pulam, esvoaçam, correm E de novo repetem lá na relva Seu antigo gritar. Se nella ao menos Socegado ficasse! Não ha lixo Em que o nariz não metta. </poem> {{dhr}} {{c|'''O SENHOR'''}} <poem> {{Gap|12em}}Que contar-me Outra lôa não tens? Sempre queixumes! Nunca ha de na terra existir cousa Que contentar-te possa ? </poem><noinclude></noinclude> 01x78ortt1lwqg9sejibncrdqi4ep02 Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/34 106 189528 556301 416155 2026-07-24T03:42:58Z Gamoneiro 43372 /* Validada */ Correção de OCR e adição de lacuna ao primeiro verso 556301 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Gamoneiro" />{{c|— 20 —}}{{Bloco centro/s}}</noinclude>{{dhr}} {{c|'''MEPHISTOPHELES'''}} <poem> {{gap|8em}}Senhor, nunca. Máo deveras é tudo como sempre; Em seus dias de dor causam-me os homens Tal pena que nem posso atormental-os. </poem> {{dhr}} {{c|'''O SENHOR'''}} <poem> Fausto conheces? </poem> {{dhr}} {{c|'''MEPHISTOPHELES'''}} <poem> {{Gap|5em}}O Doutor? </poem> {{dhr}} {{c|'''O SENHOR'''}} <poem> {{Gap|10em}}Meu servo. </poem> {{dhr}} {{c|'''MEPHISTOPHELES'''}} <poem> Maneira singular tem de servir-vos, Por minha fé. Não é terreno o pasto Desse insensato; impelle-o á immensidade Agitação secreta, e consciencia Tem de sua loucura. Aos ceus inveja As mais bellas estrellas, e da terra Os gosos summos alcançar cubiça, E quanto perto tem, quanto affastado, O inquieto peito não lhe acalma. </poem> {{dhr}} {{c|'''O SENHOR'''}} <poem> Se no erro involvido inda me serve, </poem><noinclude></noinclude> i5sjdez6coxv51cytu2rfpiowa2gt0c Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/35 106 189551 556302 416156 2026-07-24T03:46:41Z Gamoneiro 43372 /* Validada */ Correção de OCR, uso de apóstrofo tipográfico e adição de rodapé 556302 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Gamoneiro" />{{c|— 21 —}}{{Bloco centro/s}}</noinclude><poem> Hei de prestes guial-o á claridade. Quando ao nascer a arvore verdeja, Conhece o hortelão que flor e fructo Em seus annos futuros ha de dar-lhe. </poem> {{dhr}} {{c|'''MEPHISTOPHELES'''}} <poem> E quanto apostais vós qu’inda se perde, Se licença me derdes de leval-o Suavemente pelo meu caminho? </poem> {{dhr}} {{c|'''O SENHOR'''}} <poem> Em quanto elle viver vida terrena Não te é prohibido exp’rimental-o. Está sujeito a errar emquanto lucta O homem. </poem> {{dhr}} {{c|'''MEPHISTOPHELES'''}} <poem> {{Gap|5em}}Agradeço-vos, pois nunca Soube haver-me com mortos. O meu gosto São rubicundas e sadias faces, Cadaveres não quero; faço o mesmo Que o gato com o rato. </poem> {{dhr}} {{c|'''O SENHOR'''}} <poem> {{Gap|10em}}Eu t’o entrego! Esse espirito arreda da primeira Origem sua e se vencel-o podes, A tua senda tortuosa o guia; </poem><noinclude>{{d|2}}</noinclude> fk1hg7cvztdcg71px9hyo1hdypc4r96 Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/36 106 189552 556303 416157 2026-07-24T03:51:00Z Gamoneiro 43372 /* Validada */ Correção de OCR e uso de apóstrofo tipográfico 556303 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Gamoneiro" />{{c|— 22 —}}{{Bloco centro/s}}</noinclude><poem> Mas de pejo te cobre se te é força Confessar que lidando em treva escura, Sente o homem honrado o bom caminho. </poem> {{dhr}} {{c|'''MEPHISTOPHELES'''}} <poem> Ora bem! Muito tempo não preciso, Desta aposta que fiz nada receio. Se meu intento logro, tu permitte Que cante em altas vozes o triumpho. Qual a famosa serpe, minha tia, Ha de comer com gosto o pó da terra. </poem> {{dhr}} {{c|'''O SENHOR'''}} <poem> Poderás nisso andar a teu talante; Nunca a teus similhantes odio tive. De todos os espiritos que negam O velhaco me é menos pesado. Affrouxa o homem prompto a actividade E em molle indolencia se deleita, Porisso companheiro dar-lhe folgo Que o excite e punja, e tome parte Da creação na obra, como démo. Mas vós de Deus a verdadeira prole Da belleza gosae fecunda e viva! D’amor nos doces laços vos involva A substancia que eterna vive e obra, Fixae com pensamentos perduraveis O que fluctua em vagas apparencias. </poem><noinclude></noinclude> pc3uivvoxtqwhx6r9e6rrn3vgxubqhd Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/37 106 189553 556304 416161 2026-07-24T03:52:29Z Gamoneiro 43372 /* Validada */ Uso de apóstrofo tipográfico 556304 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Gamoneiro" />{{c|— 23 —}}{{Bloco centro/s}}</noinclude>{{dhr}} {{c|''(Fecha-se o ceu, os archanjos separam-se)''}} {{dhr}} {{c|'''MEPHISTOPHELES''' ''(só)''}} <poem> Lá de tempos a tempos me divirto Com visitar o velho e tomo tento Em não romper com elle. É mui bonito Da parte de senhor tão poderoso C’o diabo fallar humanamente. </poem> {{Bloco centro/f}}<noinclude></noinclude> 4j2w7whe76q58i2t75w8rjyt9aiwhss Predefinição:Progressos recentes 10 220893 556266 556244 2026-07-23T15:00:14Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 556266 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|85|0|15|0}} | [[Index:Credo de Liberdade.pdf|Credo de Liberdade]] |- | {{Barra de progresso|6|0|1|2|1|90}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|50|0|44|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|0|0|91|2|6|1}} | [[Index:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu|Fausto: Tragedia de Goethe]] |- | {{Barra de progresso|0|0|26|0|4|70}} | [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]] |- | {{Barra de progresso|13|0|0|0|2|85}} | [[Index:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf|Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio]] |- | {{Barra de progresso|0|0|0|4|0|96}} | [[Index:O Cruzeiro (1928 - N001).pdf|O Cruzeiro]] |- | {{Barra de progresso|17|0|68|5|5|5}} | [[Index:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu|Suspiros Poéticos e Saudades]] |- | {{Barra de progresso|0|0|7|0|3|90}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|2|0|2|96}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> 9ue38owoilrldp4flyvu99u1pv1pzu4 556277 556266 2026-07-23T16:00:15Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 556277 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|85|0|15|0}} | [[Index:Credo de Liberdade.pdf|Credo de Liberdade]] |- | {{Barra de progresso|6|0|1|2|1|90}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|49|0|45|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|0|0|91|2|6|1}} | [[Index:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu|Fausto: Tragedia de Goethe]] |- | {{Barra de progresso|0|0|27|0|4|69}} | [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]] |- | {{Barra de progresso|13|0|0|0|2|85}} | [[Index:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf|Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio]] |- | {{Barra de progresso|0|0|0|4|0|96}} | [[Index:O Cruzeiro (1928 - N001).pdf|O Cruzeiro]] |- | {{Barra de progresso|17|0|68|5|5|5}} | [[Index:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu|Suspiros Poéticos e Saudades]] |- | {{Barra de progresso|0|0|8|0|3|89}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. 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Tu vás a Waterloo; tu vás sentar-te Aos pés desse leão, que as mãos dos homens Sobre vasta pyramide elevaram, Para narrar ás gerações futuras Raros prodigios da potencia humana. }}<noinclude></noinclude> m1523a0uinrfsx8hpwrbf5jnva32csi Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/268 106 231299 556254 494678 2026-07-23T14:31:10Z Junglk 34905 /* Revista */ 556254 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|258|{{smaller|SUSPIROS POETICOS}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=stanza|end=close| Intrepido soldado peregrino, Que depois de salvar Itaparica, Guardaste na baínha a espada ufana, E as sciencias cultivas incançavel; A teus olhos, de ver insaciaveis, Já vai a terra parecendo estreita! Si te é grato escutar os sons da lyra; Si tu, que viste de Virgilio o tumulo, De Horacio a casa, e a casa de Mecenas, Pódes com gosto murmurar meus versos, Este cantico aceita, que te off’reço Em signal de respeito, e de amizade. }} {{dhr|1.5}} {{Linha customizada|sp|20|fy1|40|sp|20}}<noinclude></noinclude> clfhni7sn7t04j7s7phqipa7vt97ixh Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/269 106 231300 556255 494679 2026-07-23T14:36:42Z Junglk 34905 /* Revista */ 556255 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|||259}}</noinclude>{{dhr|2}} {{c|XXXIX.}} {{dhr|3}} {{c|{{x-larger|NAPOLEÃO EM WATERLOO.}}}} {{dhr|2}} {{Bloco direito|offset=4em| {{lang|fr|Tout n’a manqué que quand tout avait réussi}} {{d|{{sc|Napoleão em S. Helena.}} {{smaller|(Mémorial.)}}}} }} {{dhr|3}} {{Ppoem|end=follow| {{Gcapitular|E|2em}}is aqui o logar onde eclipsou-se O Metéoro fatal ás regias frontes! E nessa hora em que a gloria se obumbrava, Alêm o sol em trevas se envolvia! Rubro estava o horizonte, e a terra rubra! Dous astros ao occáso caminhavam; Tocado ao seu zenith haviam ambos; }}<noinclude></noinclude> ny1d9c9o855sgi5uulpdaev6mtergxe 556256 556255 2026-07-23T14:39:08Z Junglk 34905 556256 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|||259}}</noinclude>{{dhr|2}} {{c|XXXIX.}} {{dhr|3}} {{c|{{x-larger|NAPOLEÃO EM WATERLOO.}}}} {{dhr|2}} {{Bloco direito|offset=4em|style=font-size:90%| {{lang|fr|Tout n’a manqué que quand tout avait réussi}} {{d|{{sc|Napoleão em S. Helena.}} {{smaller|(Mémorial.)}}}} }} {{dhr|3}} {{Ppoem|end=follow| {{Gcapitular|E|2em}}is aqui o logar onde eclipsou-se O Metéoro fatal ás regias frontes! E nessa hora em que a gloria se obumbrava, Alêm o sol em trevas se envolvia! Rubro estava o horizonte, e a terra rubra! Dous astros ao occáso caminhavam; Tocado ao seu zenith haviam ambos; }}<noinclude></noinclude> s665z7a7eb2oq9sag07flngvs65f8dt Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/270 106 231301 556257 494680 2026-07-23T14:41:36Z Junglk 34905 /* Revista */ 556257 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|260|{{smaller|SUSPIROS POETICOS}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=follow| Ambos iguaes no brilho; ambos na quéda Tão grandes como em horas de triumpho! Waterloo!… Waterloo!… Lição sublime Este nome revela á Humanidade! Um Oceano de pó, de fogo, e fumo Aqui varrêo o exercito invencivel, Como a explosão outr’ora do Vesuvio Até seus tectos inundou Pompeia. O pastor que apascenta seu rebanho; O corvo que sanguineo pasto busca, Sobre o leão de granito esvoaçando; O echo da floresta, e o peregrino Que indagador visita estes logares: Waterloo!… Waterloo!… dizendo, passam. Aqui morreram de Marengo os bravos! Entretanto esse Heróe de mil batalhas, Que o destino dos Reis nas mãos continha; Esse Heróe, que co’a ponta de seu gladio No mappa das Nações traçava as raias, Entre seus Marechaes ordens dictava? }}<noinclude></noinclude> 1jctac0ai9rmvmw7410qwgi7fm96645 Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/271 106 231302 556258 494681 2026-07-23T14:43:35Z Junglk 34905 /* Revista */ 556258 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||{{smaller|SUSPIROS POETICOS}}|261}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=stanza| O halito inflammado de seu peito Suffocava as phalanges inimigas, E a coragem nas suas accendia. Sim, aqui stava o Genio das victorias, Medindo o campo com seus olhos de aguia! O infernal retimtim do embate de armas, Os trovões dos canhões que ribombavam, O sibilo das balas que gemiam, O horror, a confusão, gritos, suspiros, Eram como uma orchestra a seus ouvidos! Nada o turbava! — Abóbadas de balas, Pelo inimigo aos centos disparadas, A seus pés se curvavam respeitosas, Quaes submissos leões; e nem ousando Tocal-o, ao seu ginete os pés lambiam. Oh! porque não vencêo? — Facil lhe fóra! Foi destino, ou traição? — A aguia sublime Que devassava o céo com vôo altivo Desde as margens do Sena até ao Nilo, Assombrando as Nações co’ as largas azas, Porque se nivelou aqui co’ os homens? }}<noinclude></noinclude> gn3lqq3slwelficdaorkbwh6lj8htz1 Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/272 106 231303 556259 494682 2026-07-23T14:46:20Z Junglk 34905 /* Revista */ 556259 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|262|{{smaller|SUSPIROS POETICOS}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=stanza|end=follow| Oh! porque não vencêo? — O Anjo da gloria O hymno da victoria ouvio tres vezes; E tres vezes bradou: — É cedo ainda! A espada lhe genia na baínha, E inquieto relinchava o audaz ginete, Que soía escutar o horror da guerra, E o fumo respirar de mil bombardas. Na pugna os esquadrões se encarniçavam; Roncavam pelos ares os pelouros; Mil vermelhos fuzis se emmaranhavam; Encruzadas espadas, e as baionetas, E as lanças faiscavam retinindo. Elle só impassivel como a rocha, Ou de ferro fundido estatua equestre, Que invisivel poder magico anima, Via seus batalhões cahir feridos, Como muros de bronze, por cem raios; E no céo seu destino decifrava. Pela ultima vez co’ a espada em punho, Rutilante na pugna se arremessa; Seu braço é tempestade, a espada é raio!.. Mas invencivel mão lhe toca o peito! }}<noinclude></noinclude> 74f3v7pr306r3o843okatpef373knsg Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/273 106 231304 556260 494683 2026-07-23T14:49:50Z Junglk 34905 /* Revista */ 556260 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||{{smaller|SUSPIROS POETICOS}}|263}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=follow| {{Reconstruído|E’}} a mão do Senhor! barreira ingente; Basta, guerreiro! Tua gloria é minha; Tua força em mim stá. Tens completado Tua augusta missão. — És homem; — pára. Eram poucos, é certo; mas que importa? Que importa que Grouchy, surdo ás trombetas, Surdo aos trovões da guerra que bradavam: Grouchy, Grouchy, a nós, eia, ligeiro; O teu Imperador aqui te aguarda. Ah! não deixes teus bravos companheiros Contra a enchente luctar, que mal vencida Uma após outra em turbilhões se eleva, Como vagas do Oceano encapellado, Que furibundas se alçam, luctam, batem Contra o penedo, e como em pó recuam, E de novo no pleito se arremessam. Eram poucos, é certo; e contra os poucos Armadas as Nações aqui pugnavam! Mas esses poucos vencedores foram Em Iena, em Montmirail, em Austerlitz. Ante elles o Thabor, e os Alpes curvos }}<noinclude></noinclude> 7dyd65p5nkx047rx33ohfjn6t1v6g1r Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/274 106 231305 556261 494684 2026-07-23T14:51:58Z Junglk 34905 /* Revista */ 556261 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|264|{{smaller|SUSPIROS POETICOS}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=follow| Viram passar as aguias vencedoras! E o Rheno, e o Manzanar, e o Adige, e o Euphrates Embalde á sua marcha se oppozeram. Eram os poucos que jamais vencidos Os dias seus contavam por batalhas, E de cans se cobriram nos combates; O sol do Egypto ardente assoberbaram, A peste em Jaffa, a sêde nos desertos, A fome, e os gelos dos Moscovios campos; Poucos que se não rendem; — mas que morrem! Oh! que para vencer bastantes eram! A terra em vão contra elles pleiteára, Si Deos, que os via, não dicesse: Basta. Dia fatal, de opprobrio aos vencedores! Vergonha eterna á geração que insulta O Leão que magnanimo se entrega. Eil-o sentado em cima do rochedo, Ouvindo o echo funebre das ondas, Que murmuram seu cantico de morte: }}<noinclude></noinclude> dgztfiz5aviph54a8ic6zuy3drbn67e Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/275 106 231306 556262 494685 2026-07-23T14:53:49Z Junglk 34905 /* Revista */ 556262 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||{{smaller|SUSPIROS POETICOS}}|265}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=stanza| Braços cruzados sobre o largo peito, Qual naufrago escapado da tormenta, Que as vagas sobre o escolho regeitaram; Ou qual marmorea estatua sobre um tumulo. Que grande idéa o occupa, e turbilhona Naquella alma tão grande como o mundo? Elle vê esses Reis, que levantára Da linha de seus bravos, o trahirem. Ao longe mil pygmeos rivaes divisa, Que mutilam sua obra gigantesca; Como do Macedonio outr’ora o Imperio Entre sí repartiram vis escravos. Então um riso de ira, e de despeito Lhe salpica o semblante de piedade. O grito ainda innocente de seu filho Sôa em seu coração, e de seus olhos A lagrima primeira se desliza. E de tantas corôas que ajunctára Para dotar seu filho, só lhe resta Esse Nome, que o mundo inteiro sabe! }}<noinclude></noinclude> 0b7qim8qwatttf5m1ym4alebe5fruq3 Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/276 106 231307 556264 494686 2026-07-23T14:56:15Z Junglk 34905 /* Revista */ 556264 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|266|{{smaller|SUSPIROS POETICOS}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=stanza|end=close| Ah! tudo elle perdêo! a esposa, o filho, A patria, o mundo, e seus fieis soldados. Mas firme era sua alma como o mármor, Onde o raio batia, e recuava! Jamais, jamais mortal subio tão alto! Elle foi o primeiro sobre a terra. Só, elle brilha sobranceiro a tudo, Como sobre a columnna de Vendôme Sua estatua de bronze ao céo se eleva. A cima d’elle Deos, — Deos tão sómente! Da Liberdade foi o mensageiro. Sua espada, cometa dos tyrannos, Foi o sol, que guiou a Humanidade. Nós um bem lhe devemos, que gozamos; E a geração futura agradecida: NAPOLEÃO, dirá, cheia de assombro. }} {{x-smaller|Waterloo, 18 de Junho de 1836.}} {{dhr|1.5}} {{Linha customizada|sp|20|fy1|40|sp|20}}<noinclude></noinclude> 204nwma2k4c4m6defh3vbltmxf1hc1o Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/9 106 253286 556283 552037 2026-07-23T16:31:39Z Erick Soares3 19404 556283 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|'''LIVRO PRIMEIRO.'''}} {{dhr|5}} {{rule|3em}} {{dhr|5}} {{c|UM JUSTO.}} {{dhr|5}} {{rule|5em}} {{dhr|5}} {{t2|{{smaller|SENR. MYRIEL.}}|'''I'''}} {{dhr|5}} Carlos Francisco Bemvindo Myriel era em 1815 bispo de D. . . . Ancião de cerca de setenta e cinco annos, occupava a séde de D . . . . desde 1806. Apesar de que essa circumstancia não tenha relação alguma com o fundo do que temos de referir, talvez não seja inutil, ao menos para completa exactidão, indicar aqui os boatos e conversas que corrêram a seu respeito na occasião em que chegou á diocese. Verdade ou mentira, o que se diz dos homens costuma ter tanto lugar na sua vida, e especialmente no seu destino, como o que elles fazem. Carlos Myriel era filho de um conselleiro do parlamento de Aix: fidalguia de béca. Dizia-se que seu pai, reservando-o para herdeiro de seu cargo, o tinha casado cedo, aos desoito ou vinte annos, como era de uso aceito nas familias parlamentares. Sem embargo desse casamento, Carlos Myriel tinha dado muito que fallar de si, ao que diziam. Era bem apessoado, embora de pequena estatura, elegante, cheio de graça e de espirito: toda a primeira parte da sua vida foi<noinclude></noinclude> cumytcbuppg3jik71274dhfu1s2vkmg Os Miseraveis (trad. Justiniano José da Rocha)/Tomo primeiro/Livro primeiro/I 0 253343 556282 555452 2026-07-23T16:31:14Z Erick Soares3 19404 556282 wikitext text/x-wiki <pages index="Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf" from=7 to=12 header=1 /> {{Modernização}} {{DP-1}} 0d65q4ilptvkllvj6ol8ksx153sd9z5 Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/363 106 254878 556280 556190 2026-07-23T16:29:59Z Erick Soares3 19404 556280 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|'''LIVRO OITAVO.'''}} {{dhr|4}} {{rule|2em}} {{dhr|4}} {{c|REPERCUSSĀO.}} {{dhr|3}} {{rule|5em}} {{dhr|3}} {{t2|{{sc|em que espelho vê magdalena os seus cabellos.}}|'''I'''}} {{dhr|4}} Começava a romper o dia. Fantina fivera uma noite de febre e de insomnia, porém cheia de ridentes imagens ; pela manhan adormeceu. A irman Simplicia, que velava junto della, aproveitou esse somno para ir preparar outra ʼpoçāo de quina. A digna irman achava-se a alguns instantes no laboratorio da enfermaria, inclinada para as suas drogas e os seus frascos, e Armando de muito perto a vista, por causa desse orvalho que o crepusculo espalha sobre os objectos. De repente levantou a cabeça e soltou um grito fraco. Magdalena estava deante della. Acabava de entrar silenciosamente. —Eʼ vm., senr. ''maire !'' exclamou a irman. Elle respondeu, em voz baixa: —Como vae a pobre mulher? —Menos mal, neste momento. Hontem, porém, estivemos bem assustadas! Explicou-lhe o que se tinha passado, que Fantina estivera bem mal na vespera e que agora se achava melhor, porque suppunha que o senr. ''maire'' tinha ido a Montfermeil para trazer-lhe a filha. A irman nāo se ani-<noinclude></noinclude> np8evkptnlh2i2xt8p4au3equrqop73 Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/62 106 254893 556263 2026-07-23T14:54:57Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 556263 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|56|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>distracçāo nossa, mas tambem com a louvavel intençāo de introduzir o uso dʼestes jogos nas lojas de bebidas selenitas. — Caro amigo, disse Barbicane. Se a Lua é habitada, os primeiros habitantes dʼella viram a luz do mundo alguns milheiros de annos antes de que os houvesse na Terra, porque nāo é possivel duvidar-se de que a Lua seja mais velha que o nosso globo. Portanto, existindo os selenitas ha centenas de milhares de annos, e tendo elles o cerebro organisado como o cerebro dos humanos, hāo de ter já inventado tudo quanto nós inventámos, e até mesmo o que nós ainda havemos de inventar no decorrer dos seculos. Nāo hāo de ter nada que aprender de nós, até nós é que havemos de ter que aprender dʼelles tudo. — Que! respondeu Miguel, pois acreditas que tiveram lá artistas iguaes a Phidias, Miguel Angelo ou Raphael? — Acredito. — E poetas como Homero, Virgilio, Milton, Lamartine e Hugo? — Estou certo que sim. — E philosophos como Platāo, Aristoteles, Descartes e Kant? — Nāo me offerece duvida. — E sabios como Archimedes, Euclides, Pascal e Newton? — Era capaz de o jurar. — E comicos como Arnal, e photographos como... como Nadar? — Estou certo que sim. — Se assim é, amigo Barbicane, se os selenitas sāo tāo civilisados como nós, e até mais, porque é que nāo têem tentado estabelecer communicaçōes com a Terra? Porque e que nāo téem arremessado um projectil lunar ate ás regiōes terrestres? — E quem te diz a ti que o nāo fizeram? respondeu com seriedade Barbicane. — Effectivamente, acrescentou Nicholl, a elles era-lhes a cousa mais facil que a nós, e por duas rasōes: a primeira porque a attracçāo na superficie da Lua é seis vezes menor do que da superficie da Terra, o que dá azo a que qualquer projectil<noinclude></noinclude> i7pt0xehumimt388tea9fnf99bcd566 Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/63 106 254894 556265 2026-07-23T14:57:32Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 556265 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|57|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>suba ali com maior facilidade; segunda, porque era bastante arremessar esse projectil a oito mil leguas apenas, em vez de oitenta mil, para o que sómente é necessário uma força de projecçāo dez vezes menor. — Pois por isso mesmo, torno a dizer: perque é que o nāo tèem feito? — E eu, replicou Barbicane, tambem te repetirei: Quem te diz a ti que o nāo fizeram? — Mas quando? — Ha milhares de annos, antes da appariçāo do homem sobre a Terra. — E a bala? Onde está a bala? Sempre desejaria que me mostrassem a bala. — Caro amigo, respondeu Barbicane, cinco sextas partes do globo terrestre estāo cobertas pelas aguas do mar, facto este que fornece outras tantas rasōes solidas em favor da supposiçāo que affirme que o projectil lunar, se é que o arremessaram de lá, jaz hoje immerso no fundo do Atlantico ou do Pacifico. A nāo ser que se enterrasse por alguma fenda dentro, na época em que a crusta terrestre nāo estava ainda sufficientemente solidificada. — Meu velho Barbicane, respondeu Miguel, para tudo tens resposta, curvo-me vencido diante da tua profunda sciencia. Ha comtudo uma hypothese que tudo explica, e que me quadra mais do que qualquer outra; vem a ser que, sendo os selenitas mais antigos do que nós, sāo tambem mais sensatos, e por isso mesmo nunca se deram a inventar a polvora! Nʼaquelle momento Diana metteu-se na conversa com um sonoro latido. Era a sua maneira de pedir que lhe dessem de almoçar. — E esta! disse Miguel, com a discussāo esqueciamo-nos de Diana e de Satellite! E inmediatamente trataram de dar uma respeitavel papança á cadella, que a devorou com boa gana. — Vès, Barbicane, dizia Miguel, o que nós deviamos ter feito era transformar este projectil em area de Noé, e levar com-<noinclude></noinclude> 7fvpn3fkfte7jo2pzo7wozzqowlaad6 Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/64 106 254895 556267 2026-07-23T15:01:05Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 556267 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|58|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>nosco para a Lua um casal de todas as especies de animaes domesticos. — Nāo digo que nāo, responden Barbicane; espaço é que havia de faltar. — Ora essa! disse Miguel, apertando-se a gente um pouco! — O facto é, respondeu Nicholl, que boi, vacca, touro, cavallo, pachydermes ou raminantes, todos nos haviam de ser de grande utilidade no continente lunar. Infelizmente nāo se podia fazer dʼeste wagon cavallariça nem curral. — Mas ao menos podiamos ter trazido um burro, um burrico só e mais nada, corajoso e paciente animal que o velho Sileno tanto gostava de cavalgar! Gosto eu dʼelles, dos pobres burros! Sāo na verdade os animaes menos favorecidos da creaçāo! Nāo se contenta o homem com tosal-os em vida, ainda lhes bate depois de mortos. — Como se entende isso? perguntou Barbicane. — Nāo tem que ver! disse Miguel, pois se lhe fazem da pelle tambor! Ouvindo similhante reflexāo tāo estapafardia, Barbicane e Nicholl nāo poderam conter o riso. Cortou-lhʼo, porém, uma exclamaçāo do alegre companheiro, que se curvára para o coio de Satellite e que nʼaquelle momento se levantou dizendo: — Bem! Satellite já nāo está doente. — Nāo!? disse Nicholl. — Nāo, replicou Miguel, porque já morreu. E o caso, acrescentou com intonaçāo de lastima, o caso é para dar que fazer. Agora é que eu te digo, minha pobre Diana, que de certo nāo servirás de estirpe nas regiōes lunares! Effectivamente o desgraçado Satellite nāo podera sobreviver ao ferimento. Estava morto e mais que morto. Miguel Ardan ficou a olhar para os amigos, com cara de quem nāo sabia que fazer. — É necessario tomar uma resoluçāo, disse Barbicane. O que nós nāo podemos é conservar comnosco o cadaver de um cāo ainda por espaço de quarenta e oito horas. — Nāo, de certo, respondeu Nicholl; mas como os olhos de<noinclude></noinclude> qt16dv88knks0xj87fpprzwyevhble6 Os Miseraveis (trad. Justiniano José da Rocha)/Tomo segundo/Livro oitavo/I 0 254896 556268 2026-07-23T15:03:26Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf" from=363 to=365 header=1 /> {{Modernização}} {{DP-1}} [[fr:Les Misérables/Tome 1/Livre 8/01]] 556268 wikitext text/x-wiki <pages index="Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf" from=363 to=365 header=1 /> {{Modernização}} {{DP-1}} [[fr:Les Misérables/Tome 1/Livre 8/01]] 34rt4lzo0lf4vvk3tfnxqpx7cuwx4pd Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/366 106 254897 556269 2026-07-23T15:05:52Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 556269 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{sc|fantina feliz.}}|II}} {{dhr|5}} Não fez o menor movimento de sorpresa, nem o menor gesto de alegria : toda ella era alegria. Esta simples pergunta: «E Cosetta ? » foi feita com tam profunda fè, com tanta segurança, com tam completa ausencia de inquietação e de duvida, que Magdalena não achou uma palavra para responder. Ella continuou : —Eu sabia que vm. estava ali ; dormia, mas via-o. Ha muito tempo que o vejo; segui-o com os ollos toda a noite. Vm. estava todo cercado de luz e tinha em torno de si uma infinidade de figuras celestes. Elle levantou os olhos para o crucifixo. —Mas, continuou a enferma, onde está Cosetta? Porque não a puzeram aqui em cima da cama para que eu a visse logo que acordasse ? Magdalena respondeu machinalmente o que quer que fosse de que não pode recordar-se nunca. Felizmente o medico, que fora avisado, veiu á enfermaria e ajudou Magdalena a sahir do embaraço. —Minha amiga, disse. socegue. Sua filha está lá fóra. Os olhos de Fantina illuminaram-se e cobriram-lhe to-<noinclude></noinclude> ic9bb0p5m8v8tkuahot10qjhicilx4f 556270 556269 2026-07-23T15:06:17Z Erick Soares3 19404 556270 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{sc|fantina feliz.}}|II}} {{dhr|5}} Nāo fez o menor movimento de sorpresa, nem o menor gesto de alegria : toda ella era alegria. Esta simples pergunta: «E Cosetta ? » foi feita com tam profunda fè, com tanta segurança, com tam completa ausencia de inquietaçāo e de duvida, que Magdalena nāo achou uma palavra para responder. Ella continuou : —Eu sabia que vm. estava ali ; dormia, mas via-o. Ha muito tempo que o vejo; segui-o com os ollos toda a noite. Vm. estava todo cercado de luz e tinha em torno de si uma infinidade de figuras celestes. Elle levantou os olhos para o crucifixo. —Mas, continuou a enferma, onde está Cosetta? Porque nāo a puzeram aqui em cima da cama para que eu a visse logo que acordasse ? Magdalena respondeu machinalmente o que quer que fosse de que nāo pode recordar-se nunca. Felizmente o medico, que fora avisado, veiu á enfermaria e ajudou Magdalena a sahir do embaraço. —Minha amiga, disse. socegue. Sua filha está lá fóra. Os olhos de Fantina illuminaram-se e cobriram-lhe to-<noinclude></noinclude> t0mqo6nr0h9wqektcldjwd2bu1pbxza Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/367 106 254898 556271 2026-07-23T15:10:23Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 556271 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|175}}</noinclude>do o rosto de claridade. Poz ella as māos com una expressāo que continha tudo o que póde haver de mais violento e mais doce na oraçāo : —Oh ! exclamou, vāo busca-la ! Maviosa illusāo de māe ! Cosetta era sempre para ella a creancinha que nāo tardaria a ver. —Ainda nāo, tornou o medico ; já, nāo. Você tem um restinho de febre. A vista de sua filha a abalaria e far-lhe-hia mal. Deve ficar boa primeiro. Ella interrompeu-o arrebatadamente. —Porêm eu já estou boa! digo-lhe que estou boa! Que medico burro! Vamos! quero ver minha filha, quero !... —Está vendo, disse o medico, como você se arrebata? Em quanto estiver assim, nāo consentirei que lhe tragam sua filha. O que mais lhe importa nāo é vé-la, è viver para ella. Quando você estiver socegada, eu mesmo lhʼa trarei. A pobre māe curvou a cabeça. ——Senr. medico, peço-lhe perdāo, peço-lhe humildemente perdāo. Em outro tempo eu nāo teria fallado como ha pouco; tem-me acontecido tantas desgraças, que já nem sei o que digo. Eu o entendo, o senhor receia que o abalo me faça mal; esperarei quanto quizerem, mas juro-lhe que ine faria bem ver minha filha. Eu a vejo, nāo me sahe de deante dos olhos desde hontem de tarde. Sabe o senhor? se mʼa trouxessem agora, eu me poria a fallar-lhe bem baixinho. Nada mais. Nāo é tam natural que tenha vontade de ver minha fiiha que se foi buscar de proposito a Montfermeil? Nāo eston zangada. Sei perfeitamente que vou ser feliz. Toda a noite levei a ver tudo diaphano e pessoas a me sorrirem. Quando o senr. medico quizer, me trará a minha Cosetta. Já nāo tenho febre, porque estou boa ; sinto mesmo que nāo tenho mais nada; mas vou fazer-me de doente e ficar quieta para agradar ás senhoras que me tratam. Quando virem que estou bem socegada, dirāo : « Agora podemos entregar-lhe a filha. » Magdalena sentára-se em uma cadeira que estava junto da cama. A doente voltou-se para elle ; fazia evidentemente esforços para parecer calma e ''bem socegada'', como dizia, nesse abatimento que se assemelha á infancia, afim de que, vendo-a tam tranquilla, nenhuma du-<noinclude></noinclude> mpy5n8qfhk9vftgbqyzmixyoum0kj3y Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/368 106 254899 556272 2026-07-23T15:14:11Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 556272 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|176}}</noinclude>vida puzessem em trazer-lhe Cosetta. Entretanto, assim mesmo contendo-se, nāo podia abster-se de fazer mil perguntas a Magdalena. —Que tal lhe foi de viagem, senr. ''maire?'' Oh! que bondade teve vm. para min indo busca-la! Diga-me ao menos como ella está. Supportou bem a viagem? Ah ! nāo ha de conhecer-me. Depois de tanto tempo, a pequerrucha já nāo deve lembrar-se de mim! Isto de creanças nāo têem memoria nenhuma. Sāo como os passarinhos. Hoje vêem uma cousa e amanhan outra, e nāo pensam em nada. Tinha ao menos roupa branca ? Esses Thénardier traziam-nʼa limpinia? Que lhe davam para comer? Oh! se o senhor soubsse quanto eu soffria quando pensava nisto no tempo da minha miseria ! Agora já passou ! Estou contente! Oh ! que vontade tenho de vê-la! Diga-me vm., a minha filha nāo é bonitinha ? O senr. sentiu muito frio na diligencia, nāo? Nāo poderiam trazer-mʼa aqui só por un instantesinbo ? Depois levavam-a logo! Falle! o senhor é o dono da casa, se quizesse!..... Magdalena pegou-lhe na māo: —Cosetta é bonita, disse, Cosetta está boa, você vê-la-ha breve, socegue. Nāo falle tam alto, nāo descubra os braços ; isto a faz tossir. Comeffeito a tosse interrompia Fantina quasi a cada palavra. Ella nāo murmurou, receiosa de haver abalado com algumas queixas sobremodo vivas a confiança que queria inspirar, e entrou a dizer palavras indifferentes. —Nāo acha que Montfermeil é um lugar bem bonito ? No verāo muita gente vae lá divertir-se. O negocio dos Thenardier prospera ? Por aquelles sitios passam muito poucos viajantes. Tambem a estalagem delles é uma especie de baiúca. Magdalena continuava a pegar-lhe na māo, fitava-a com anciedade ; era evidente que elle viera para dizer-lhe cousas deante das quaes o seu pensamento agora hesitava. O medico, feita a visita, retirara-se. Só a irman Simplicia tinha ficado com elles. Entretanto, no meio daquelle silencio, Fantina exclamou : —Estou a ouvil-a ! meu Deus ! estou a ouvil-a ! Estendeu o braço para impôr silencio em torno de si,<noinclude></noinclude> syxp17yx9rvki69gtomyqkhpg5xwgkw Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/369 106 254900 556278 2026-07-23T16:28:03Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 556278 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|177}}</noinclude>recolheu a respiraçāo e pôz-se a escutar com arroubo. Havia uma creança a brincar no pateo ; o filho da porteira ou de uma obreira qualquer. Acasos como este dāo-se sempre e parecem fazer parte do mysterioso apparato dos acontecimentos lugubres. A creança, que era uma menina, andava daqui para alli, corria para aquecer-se, ria-se e cantava em alta voz! Ah! a que é que nāo se ajuntam os brincos das creanças! Era essa menina que Fantina ouvia cantar. —Oh! proseguiu ella, é a minta Cosetta! conheci logo a sua voz! A menina afastou-se como tinha vindo, a voz sumiu-se; Fantina applicou ainda o ouvido por algum tempo, depois ennuviou-se-lhe o rosto, e Magdalena ouviu-a dizer em voz baixa : —Que crueldade a desse medico que nāo me deixa ver minha filha ! Nāo é sem razāo que acho tam implicante a cara daquelle homem ! Entretanto voltaram-lhe as idéas ridentes. Continuou a fallar comsigo mesma, com a cabeça encostada no travesseiro: —Como vamos ser felizes! Em primeiro lugar, tere- mos um jardim! o senr. Magdalena mʼo prometteu. Minha filha brincará no jardim. Já deve conhecer as letras. Ensina-la-hei a soletrar. Ella correrá por cima da relva atrás das borboletas. Segui-la-hei com os olhos. E depois chegará o dia da sua primeira communhāo. Eʼ verdade! quando será esse dia? Pôz-se a contar pelos dedos. —.... Um, dous, tres, quatro.... ella tem cinco annos. Daqui a sete. Terá o seu véu branco, meias abertas, ha de parecer uma mulherzinha. Oʼ minha boa irman, veja como sou tola ! pois nāo estou já pensando na primeira communhāo de minha filha ! E pôz-se a rir. Magdalena tinha largado a māo de Fantina. Ouvia-lhe aquellas palavras como quem ouve o susurro do vento, fltos os olhos no chāo, immerso o espirito em insondaveis reflexōes. De repente ella cessou de fallar, isto o fez levantar a cabeça. Fantina tornára-se horrivel. Já nāo fallava, já nāo respirava ; tinha o corpo um tanto levantado, o hombro descarnado sahia-lhe da camisa ; o rosto, momentos antes radiante, estava livido, e ella<noinclude></noinclude> rop106adld4j3de4rrpgp5q0wustblc Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/370 106 254901 556279 2026-07-23T16:29:02Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 556279 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|178}}</noinclude>parecia fitar seus olhos arregalados pelo terror no que quer que fosse de formidavel que via deante de si do outro lado do quarto. —Meu Deus! exclamou Magdalena. O que tem você, Fantina? Ella nāo respondeu, nāo affastou os olhos do objecto que parecia ver; tocou-lhe no braço com uma das māos e com a outra fez-lhe signal que olhasse para trás. Elle voltou-se e avistou Javert. {{nop}}<noinclude></noinclude> cch3v4do21ix21vvjvb4lr80n1knhyp Os Miseraveis (trad. Justiniano José da Rocha)/Tomo segundo/Livro oitavo/II 0 254902 556281 2026-07-23T16:30:40Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf" from=366 to=370 header=1 /> {{Modernização}} {{DP-1}} [[fr:Les Misérables/Tome 1/Livre 8/02]] 556281 wikitext text/x-wiki <pages index="Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf" from=366 to=370 header=1 /> {{Modernização}} {{DP-1}} [[fr:Les Misérables/Tome 1/Livre 8/02]] pu4z1mz2zvqangrove3otetw3dvg6ep