Wikisource ptwikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.12 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikisource Wikisource Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão Portal Portal Discussão Autor Autor Discussão Galeria Galeria Discussão Página Página Discussão Em Tradução Discussão Em Tradução Anexo Anexo Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Suspiros poéticos e saudades (1865)/Ao General Lafayette 0 20106 556370 494770 2026-07-25T15:18:56Z Junglk 34905 556370 wikitext text/x-wiki <pages index="Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu" from=277 to=280 header=1 /> {{dhr}} {{Smallrefs|fs=85%}} [[Categoria:Texto rubricado pelo autor em 1834]] [[Categoria:Suspiros Poéticos e Saudades]] pbm15zxuhz7wwz071fjvynv1qx1px7b A tacha maldita/III 0 118078 556350 187926 2026-07-25T12:27:18Z André Koehne 260 acento 556350 wikitext text/x-wiki {{navegar |obra=A tacha maldita |autor=Manuel de Oliveira Paiva |anterior=[[A tacha maldita/II|Secundo]] |posterior=[[A tacha maldita/IV|Quarto]] |seção=Tertio |notas= }} <poem> ;I Do tempo ainda a rápida ampulheta Não marcara seis horas, Ainda envolto em grossa manta preta Dormia o velho sol, pai das auroras. E já toda a família da madrinha Da menina gentil, da Zabelinha, Mergulhava nas águas buliçosas, Banhava as belas carnes cor de rosas: Como nos céus a Lua se metia Das nuvens vaporosas, Ligeiras, luminosas, De instante a instante na sutil bacia. ;II Por entre os coqueirais do Pajeú Já penetrava o sol; As cunhãs com as cuias de beiju, As velhas rezadeiras de lençol, Os matutos co'as cargas de farinha, Vendedoras da Feira, os da ''geninha'' — Corrupção da gostosa gengibirra - Na hora em que se acorda e que se espirra Saindo ao ar da frígida manhã, Transitavam na rua: Como transita a Lua Entre as nuvens do céu linda e louçã. Onde foi que o jardim da Aclamação, No Rio de Janeiro, Pôde mais comover o coração — Apesar de cheirar muito a dinheiro — Que o nosso majestoso Pajeú? Onde contrasta a gia, o cururu, Com o vem-vem, o canário, a patativa! Onde esbelta e sem ordem surge altiva A prima do poeta, a Natureza: Como na humanidade Surgiu a Liberdade Dos lodaçais da Revolução Francesa! E como, agora mesmo, Sutil, divina, a esmo, Brotou a Abolição na Fortaleza! Os bandos das graúnas se levantam, Entre os carnaubais, Entoam para os céus cantos que encantam, Que nos fazem bradar: Basta, não mais! — Erguem-se assim da rede as cearenses, Nossas priminhas belas. — Fluminenses! Vós também sois bonitas, eu bem sei; Haveis porém de obedecer a lei: — O clarão desse sol que chamam Corte Encadeia as moreninhas, Que tombam como as rolinhas De alva parede ao chão de negra morte. Oh não te zangues Fluminense bela! Oh não me causes pânico! Venhas tu do Mozart, ou da Cancela, De Botafogo ou do Jardim Botânico, Do Príncipe Imperial, ou do Sant'Ana, Da rua do Ouvidor.., confessa, humana, Que a estação que passas em Petrópolis, Na Tijuca, em Friburgo, em Teresópolis, Faz-te esquecer as belas companheiras Que nos salões vaidosas Preferem ir pomposas!... Façamos nossas pazes, brasileiras! ;III Rodava lentamente um velho carro De um'alta família. Lançando aos transeuntes vil escarro, De olhos encovados p'la vigília, Olhar cínico, faces pardacentas, Vinha dentro um rapaz. — Cousas cruentas Sua figura só por si dizia: Como apontam o odor de maresia, A roupa tinta pelo cajueiro, A pele requeimada, A fala compassada, Entre os homens da praia o jangadeiro. la se refazer em Mecejana O pobre libertino. Era um filho de Dona Marciana, Que fora para a Europa, inda menino, Aprender a riscar na pedra o giz, Nas grandes faculdades de Paris. Aprendera, porém, uma outra cousa Que costuma levar o moço à lousa. Não deixa de saber ''engenharias'' Quem conhece o ''champagne'', Muito embora o que ganhe Ponha a juro no jogo e nas orgias. Ao encontrar o seu mimoso filho, Disse-lhe: Já vais? — Sim, senhora. E estaca o seu tordilho, E para o carro sob os coqueirais... De Izabel, Marciana era a madrinha. Vinha um bonde ao tinir da campainha. E moças, carro e bonde confrontaram-se: Do bonde olhares mil relancearam-se Muito naturalmente sobre elas... — Depois minha batuta Dirá quem desta luta Foi ferido e feriu, feios ou belas. </poem> [[Categoria:A tacha maldita|A 03]] opwn8bpz4udqvitef1mk1s033qwzger Hino do município de São Pedro do Paraná 0 123922 556400 201860 2026-07-25T20:06:56Z ~2026-41570-15 43406 Correção De Erro 556400 wikitext text/x-wiki {{hino |obra=Hino do município de [[w:São Pedro do Paraná|São Pedro do Paraná]] |autor=Sebastião Lima |notas= }} <poem> São Pedro do Paraná Sentinela avançada a velar Teu filho amado não te esquecerá E o seu nome para sempre irá guardar. Das matas verdejantes Da força criadora Surgiste triunfante Numa aurora redentora Nasceste com o destino Dos que nascem para a glória Tens o nome paladino Tua estrada é da vitória. E o teu solo acolhedor Pronto está a receber Dás a todos o calor E a alegria de viver. E aos heróicos fundadores Nosso preito de saudades Este hino de louvores E de amor pra eternidade. ESTRIBILHO Do labor dos filhos teus é o sucesso Na caminhada rumo ao progresso. São Pedro do Paraná Sentinela avançada a velar Teu filho amado não te esquecerá E o teu nome para sempre irá guardar. </poem> [[Categoria:Hinos do Paraná|Sao Pedro do Parana]] epmneqnioluplhsimar06i9sa8stthc Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/44 106 189560 556402 416168 2026-07-25T21:12:24Z Gamoneiro 43372 /* Validada */ Correção de OCR 556402 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Gamoneiro" />{{c|— 30 —}}{{Bloco centro/s}}</noinclude><poem> De minha fronte em torno. Da alta abobada Desce um pavor que me penetra todo! De mim proximo voas, sinto-o, sinto-o, Oh desejado espirito. — Revela-te! Ah como o seio se me rasga! Como Por novas sensações os meus sentidos Todos anceam. A ti todo entregue Sinto meu coração. Alfim mostrar-te É força, embora a vida isso me custe! </poem> {{dhr}} {{c|''(Toma o livro e pronuncia mysteriosamente o signo do''}} {{c|''espirito. Reluz uma chamma avermelhada. O''}} {{c|''espirito apparece na chamma)''}} {{dhr}} {{c|'''ESPIRITO'''}} <poem> Quem me ousa evocar? </poem> {{dhr}} {{c|'''FAUSTO''' ''(desviando o rosto)''}} <poem> {{Gap|10em}}Semblante horrendo! </poem> {{dhr}} {{c|'''ESPIRITO'''}} <poem> Com força me attrahiste, á minha esphera Longo tempo aspiraste, e agora — </poem> {{dhr}} {{c|'''FAUSTO'''}} <poem> {{Gap|15.5em}}Sinto Que teu aspecto supportar não posso! </poem> {{dhr}} {{c|'''ESPIRITO'''}} <poem> Por olhar-me de perto, ancioso choras, </poem><noinclude></noinclude> 25pg2aoimijnzgwdnadlfkv6jwkmv31 Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/45 106 189561 556403 416169 2026-07-25T21:18:04Z Gamoneiro 43372 Uso de apóstrofo tipográfico 556403 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Gamoneiro" />{{c|— 31 —}}{{Bloco centro/s}}</noinclude><poem> Por escutar-me a voz, por vêr-me a face; De tu’alma ao clamor possante acudo E eis-me aqui! Que miseravel mêdo De ti, mais que homem, se apodera? Onde Está da alma o grito, aonde o peito Que em si pôde crear, suster um mundo, Que intumeceu, tremendo de alegria, Té elevar-se á altura dos espiritos? Onde estás, Fausto, a quem ouvi os brados E aspiraste a mim co’as forças todas? És tu que de meu halito cercado, Qual encolhido verme, temeroso, De teu ser até o intimo estremeces? </poem> {{dhr}} {{c|'''FAUSTO'''}} <poem> Hei-de ceder-te a ti, vulto de chammas? Sou eu, sou Fausto, teu egual me julgo. </poem> {{dhr}} {{c|'''ESPIRITO'''}} <poem> No mar da vida, no volver dos factos, Abaixo, acima boio, Aqui e alli vagueio! A morte, o nascer, Um pelago eterno, Tecido cambiante, Brilhante viver, Assim do tempo no tear ruidoso, Vivente manto á divindade teço. </poem><noinclude></noinclude> qfikvvo1dcqd0h59b3hzvsz7s9741nc Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/46 106 189562 556404 416170 2026-07-25T21:25:07Z Gamoneiro 43372 /* Validada */ Ajuste de lacunas 556404 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Gamoneiro" />{{c|— 32 —}}{{Bloco centro/s}}</noinclude>{{dhr}} {{c|'''FAUSTO'''}} <poem> Tu que o mundo vastissimo circumdas, Quam perto sou de ti, potente espirito. </poem> {{dhr}} {{c|'''ESPIRITO'''}} <poem> És egual ao espirito que entendes, A mim não! </poem> {{d|''(desapparece)''}} {{dhr}} {{c|'''FAUSTO''' ''(cahindo por terra)''}} <poem> {{Gap|6em}}A ti não? à quem pois posso Egualar eu, da divindade imagem, Se nem a ti? </poem> {{dhr}} {{d|''(Batem)''}} {{dhr}} {{c|'''FAUSTO'''}} <poem> {{Gap|6em}}Oh morte! eis o meu famulo! Em nada se tornou meu summo encanto! Ha de vir perturbar este importuno, Este seccante, apparições tão plenas! </poem> {{dhr}} {{c|'''WAGNER'''}} {{c|''(De chambre e barrete de dormir, com um candieiro''}} {{c|''na mão; Fausto volta-se contrariado)''}} {{dhr}} {{c|'''WAGNER'''}} <poem> Perdoae, mas ouvi que declamaveis; Lieis talvez uma tragedia grega? </poem><noinclude></noinclude> jgzptmhnxfvohi6qa61hkpcvlj4n2r0 Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/47 106 189563 556413 416171 2026-07-26T02:24:32Z Gamoneiro 43372 /* Validada */ Correção de OCR e uso de apóstrofo tipográfico 556413 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Gamoneiro" />{{c|— 33 —}}{{Bloco centro/s}}</noinclude><poem> Dess’arte um pouco eu aprender quizera, Pois possue hoje em dia grande peso. Ouvi dizer que bem podia um comico A qualquer prégador servir de mestre. </poem> {{dhr}} {{c|'''FAUSTO'''}} <poem> Sim, póde ser, se o prégador for comico. </poem> {{dhr}} {{c|'''WAGNER'''}} <poem> Ai! quem vive encerrado em sua cella, E só lá n’um Domingo avista o mundo, E mesmo assim de longe, por um oculo, Mal póde a arte ter de convencel-o! </poem> {{dhr}} {{c|'''FAUSTO'''}} <poem> Se a fundo não sentís, jámais a tendes, Se do intimo d’alma vos não brota E com espontanea, poderosa força, Os corações não vence dos ouvintes. Estudae sem cessar, grudae palavras, Dos restos d’outrem cosinhae um prato, Do acervo de cinzas que juntardes Chammas mesquinhas assoprae a custo! Pasmo sereis de bobos e creanças, Se ao vosso paladar isso se ageita; Mas corações não ganhareis vós nunca, Se o proprio coração vos ficar mudo. </poem><noinclude></noinclude> otct6pydqytabs2mb2bparsn40qwcx0 Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/48 106 189564 556414 416172 2026-07-26T02:27:56Z Gamoneiro 43372 /* Validada */ 556414 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Gamoneiro" />{{c|— 34 —}}{{Bloco centro/s}}</noinclude>{{dhr}} {{c|'''WAGNER'''}} <poem> Porém a exposição faz a fortuna Do orador; comquanto bem o sinta Longe estou d’alcançal-o. </poem> {{dhr}} {{c|'''FAUSTO'''}} <poem> {{Gap|11em}}Lucro honesto Buscae sómente, e não façaes de bobo Cascaveis agitando. O senso recto, O claro entendimento, por si mesmos Sem muit’arte s’expoem. Pois se tiverdes Que dizer cousas serias, é preciso Excogitar palavras? Sim, os vossos Discursos reluzentes, ostentando Ante os ouvintes enfeitados nadas, Aridos são como o vento d’outomno Que nas folhas mirradas rumoreja. </poem> {{dhr}} {{c|'''WAGNER'''}} <poem> Valha-nos o Senhor, a arte é longa E nossa vida curta. Angustiados Peito e cabeça em meus trabalhos criticos, Bastas vezes eu sinto. Quanto custa Os meios conseguir que ás fontes guiam! Inda um pobre diabo não alcança Da senda o meio, quando o leva morte. </poem><noinclude>Correção de OCR e uso de acento tipográfico</noinclude> nwptslkqgnoesrf9qbjhxpnjd03qwsp Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/49 106 189565 556416 416173 2026-07-26T02:38:32Z Gamoneiro 43372 /* Validada */ Uso de apóstrofo tipográfico 556416 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Gamoneiro" />{{c|— 35 —}}{{Bloco centro/s}}</noinclude>{{dhr}} {{c|'''FAUSTO'''}} <poem> É pergaminho o manancial sagrado Donde brota p’ra a sede eterno liquido? Se te elle não manar da propria alma Conforto não terás. </poem> {{dhr}} {{c|'''WAGNER'''}} <poem> {{Gap|10em}}Perdoae; delicia Infinda é ao espirito dos tempos Poder-se transportar, vêr como antes De nós pensaram sabios e quam longe O progresso recente altivo chega. </poem> {{dhr}} {{c|'''FAUSTO'''}} <poem> Bem longe, sim, té ás proprias estrellas! Os tempos que passaram, meu amigo, Um livro são p’ra nós de septe sêllos; O que chamaes espirito dos tempos D’alguns senhores vem a ser o espirito, Em que os tempos s’espelham. Muitas vezes Lastima é, de que á primeira vista Enojado se foge. Ou vil monturo, Ou pejado armazem de velhos trastes, Ou solemne e gravissima comedia, Com excellentes maximas pragmaticas, De titeres na boca bem cabidas! </poem><noinclude></noinclude> 2qggmus7ywm36wp40wiayji694qspvs Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/50 106 189566 556419 416174 2026-07-26T02:46:15Z Gamoneiro 43372 /* Validada */ Uso de apóstrofo tipográfico 556419 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Gamoneiro" />{{c|— 36 —}}{{Bloco centro/s}}</noinclude>{{dhr}} {{c|'''WAGNER'''}} <poem> Porém o mundo, a mente e o peito humano Quem não desejará vir a entendel-os? </poem> {{dhr}} {{c|'''FAUSTO'''}} <poem> Pois sim; aquillo que entender se chama! Quem sabe o proprio nome dar ás cousas? Aquelles que jámais o comprehenderam E que insensatos, descobrindo: o peito, Pensar e sentimento á turba abriram; Na fogueira e na cruz o tem expiado. Amigo, desculpae, vai alta a noite, É mister desta vez interromper-nos. </poem> {{dhr}} {{c|'''WAGNER'''}} <poem> Velara de bom grado ind’algum tempo Só por tão doutamente conversar-vos, Mas ámanhã, santa manhã de Paschoa, Uma ou outra pergunta permitti-me. Com zelo ao estudar me hei dedicado, Sei muito, mas quizera saber tudo. </poem> {{dhr}} {{d|''(sahe)''}} {{dhr}} {{c|'''FAUSTO''' ''(só)''}} <poem> Como não foge toda a espr’ança á mente Que á apparencia insipida se apega, Que com avida mão busca thesouros E satisfeita fica, achando vermes! </poem><noinclude></noinclude> 5w1gqg4affykfkansy6rbc76uyxuflg Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/51 106 189567 556422 416175 2026-07-26T02:55:43Z Gamoneiro 43372 /* Validada */ Correção de OCR e uso de apóstrofo tipográfico 556422 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Gamoneiro" />{{c|— 37 —}}{{Bloco centro/s}}</noinclude><poem> De tal homem a voz resoar ousa Onde espiritos mil me circumdaram? Mas ai! que desta vez graças te rendo, Tu dos filhos da terra o mais mesquinho. Vieste arrebatar-me ao desespero, Que a razão destruir-me ameaçava. Ai, que a apparição foi tão gigante, Que misero pigmeu me achei ante ella! {{dhr}} Eu imagem de Deus, que me achei proximo Da verdade eternal ao claro espelho, Que do meu ser gosei na luz etherea, Despojado do involucro terrestre; Eu mais que cherubim, que a activa força, Cheio d’aspirações, já me arrojava A diffundir nas veias da natura; Vida divina no crear gosando: Bem caro o expiei, tão alto sonho, Uma voz de trovão lançou-me ao longe. {{dhr}} Comtigo de egualar-me ousar não posso. Se a força de attrahir-te me foi dada, Para reter-te falleceu-me a força. No ineffavel sentir daquelle instante, Tão pequeno e tão grande me sentia; Tu, cruel, repellindo-me, arrojaste-me Do commum dos mortaes á sorte incerta! Quem me ha de ensinar? Que fugir devo? </poem><noinclude>{{d|3}}</noinclude> j0tk3idxuw6no6kokxe6wevm8adymad Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/52 106 189568 556425 416176 2026-07-26T03:19:28Z Gamoneiro 43372 /* Validada */ Correção de OCR e uso de apóstrofo tipográfico 556425 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Gamoneiro" />{{c|— 38 —}}{{Bloco centro/s}}</noinclude><poem> Áquelle impulso obedecer me cumpre? Ai, que nossas acções, quaes nossos males, De nossa vida á marcha põem tropeços. {{dhr}} Ao mais bello do que concebe o espirito, Sempre estranha materia vem mesclar-se. Quando o Bom desta vida nos é dado, Chamamos o Melhor, fallaz engano. Os altos sentimentos que nos deram Vida, se gelam no lidar terreno, Essa imaginação que outr’ora ousara Com attrevido vôo aos ceus subir-se, De pouco espaço se contenta agora, Pois que do tempo na voragem funda, Uma apoz outra esp’rança naufragaram. O cuidado no fundo peito aninha-se, Inquieto se agita, e o socego E o doce prazer, de vario aspeito Revestido perturba; ora da esposa A apparencia tomando, ora do filho, E do paterno lar; ou qual incendio Ferro ou peçonha, ou furiosas aguas; — Ante o que te não fere, tremes medroso, E o que não perdes, é mister que o chores. {{dhr}} Os Deuses não egualo! sinto-o a fundo; Qual o verme sou eu que o pó revolve, </poem><noinclude></noinclude> enjciadoi7n4f9b633my8epf26jurzv Predefinição:Progressos recentes 10 220893 556361 556349 2026-07-25T14:00:12Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 556361 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|7|0|1|2|1|89}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|48|0|46|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|0|0|87|7|6|-8.8817841970013E-16}} | [[Index:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu|Fausto: Tragedia de Goethe]] |- | {{Barra de progresso|0|0|30|0|4|66}} | [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]] |- | {{Barra de progresso|13|0|0|0|2|85}} | [[Index:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf|Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio]] |- | {{Barra de progresso|0|0|0|4|0|96}} | [[Index:O Cruzeiro (1928 - N001).pdf|O Cruzeiro]] |- | {{Barra de progresso|17|0|68|5|5|5}} | [[Index:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu|Suspiros Poéticos e Saudades]] |- | {{Barra de progresso|0|0|9|0|3|88}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|2|0|2|96}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |- | {{Barra de progresso|0|3|3|78|12|4}} | [[Index:Zé Brasil.pdf|Zé Brasil]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> 5y7zg6rzngjlh2vjm81edfp2qc8nblb 556365 556361 2026-07-25T15:00:14Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 556365 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|7|0|1|2|1|89}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|48|0|46|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|0|0|87|7|6|-8.8817841970013E-16}} | [[Index:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu|Fausto: Tragedia de Goethe]] |- | {{Barra de progresso|0|0|30|0|4|66}} | [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]] |- | {{Barra de progresso|13|0|0|0|2|85}} | [[Index:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf|Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio]] |- | {{Barra de progresso|0|0|0|4|0|96}} | [[Index:O Cruzeiro (1928 - N001).pdf|O Cruzeiro]] |- | {{Barra de progresso|17|0|68|5|5|5}} | [[Index:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu|Suspiros Poéticos e Saudades]] |- | {{Barra de progresso|0|0|9|0|3|88}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|2|0|2|96}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|6|78|12|4}} | [[Index:Zé Brasil.pdf|Zé Brasil]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> 5eirds6dcy92255q7i3l4tnm64cgdly 556388 556365 2026-07-25T16:00:13Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 556388 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|7|0|1|2|1|89}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|48|0|46|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|0|0|87|7|6|-8.8817841970013E-16}} | [[Index:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu|Fausto: Tragedia de Goethe]] |- | {{Barra de progresso|0|0|30|0|4|66}} | [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]] |- | {{Barra de progresso|13|0|0|0|2|85}} | [[Index:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf|Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio]] |- | {{Barra de progresso|0|0|0|4|0|96}} | [[Index:O Cruzeiro (1928 - N001).pdf|O Cruzeiro]] |- | {{Barra de progresso|12|0|73|5|5|5}} | [[Index:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu|Suspiros Poéticos e Saudades]] |- | {{Barra de progresso|0|0|9|0|3|88}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|2|0|2|96}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|6|78|12|4}} | [[Index:Zé Brasil.pdf|Zé Brasil]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> 67ttus4iois6ci3lr1a3sea48fpvarh 556399 556388 2026-07-25T17:00:12Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 556399 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|7|0|1|2|1|89}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|48|0|46|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|0|0|87|7|6|-8.8817841970013E-16}} | [[Index:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu|Fausto: Tragedia de Goethe]] |- | {{Barra de progresso|0|0|30|0|4|66}} | [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]] |- | {{Barra de progresso|13|0|0|0|2|85}} | [[Index:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf|Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio]] |- | {{Barra de progresso|12|0|73|5|5|5}} | [[Index:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu|Suspiros Poéticos e Saudades]] |- | {{Barra de progresso|0|0|88|6|6|0}} | [[Index:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf|Tudo o que você sempre quis saber sobre a urna eletrônica brasileira]] |- | {{Barra de progresso|0|0|9|0|3|88}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|2|0|2|96}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|6|78|12|4}} | [[Index:Zé Brasil.pdf|Zé Brasil]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> 2ho2edm18kksyiw1skqup0txk7v0v3r 556405 556399 2026-07-25T22:00:15Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 556405 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|7|0|1|2|1|89}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|48|0|46|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|0|0|86|8|6|0}} | [[Index:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu|Fausto: Tragedia de Goethe]] |- | {{Barra de progresso|0|0|30|0|4|66}} | [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]] |- | {{Barra de progresso|13|0|0|0|2|85}} | [[Index:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf|Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio]] |- | {{Barra de progresso|12|0|73|5|5|5}} | [[Index:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu|Suspiros Poéticos e Saudades]] |- | {{Barra de progresso|0|0|88|6|6|0}} | [[Index:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf|Tudo o que você sempre quis saber sobre a urna eletrônica brasileira]] |- | {{Barra de progresso|0|0|9|0|3|88}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|2|0|2|96}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|6|78|12|4}} | [[Index:Zé Brasil.pdf|Zé Brasil]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> r5yhrsigx8tteuaog7vul37xx8vic79 556412 556405 2026-07-26T02:00:13Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 556412 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|7|0|1|2|1|89}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|48|0|46|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|0|0|86|8|6|0}} | [[Index:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu|Fausto: Tragedia de Goethe]] |- | {{Barra de progresso|0|0|30|0|4|66}} | [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]] |- | {{Barra de progresso|13|0|0|0|2|85}} | [[Index:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf|Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio]] |- | {{Barra de progresso|12|0|73|5|5|5}} | [[Index:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu|Suspiros Poéticos e Saudades]] |- | {{Barra de progresso|0|0|88|6|6|0}} | [[Index:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf|Tudo o que você sempre quis saber sobre a urna eletrônica brasileira]] |- | {{Barra de progresso|0|0|9|0|3|88}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|2|0|2|96}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|0|84|12|4}} | [[Index:Zé Brasil.pdf|Zé Brasil]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> 9p2vzf4auw9m2kwlxtm2h16aavf06n0 556423 556412 2026-07-26T03:00:15Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 556423 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|7|0|1|2|1|89}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|48|0|46|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|0|0|84|9|6|1}} | [[Index:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu|Fausto: Tragedia de Goethe]] |- | {{Barra de progresso|0|0|30|0|4|66}} | [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]] |- | {{Barra de progresso|14|0|0|0|2|84}} | [[Index:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf|Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio]] |- | {{Barra de progresso|12|0|73|5|5|5}} | [[Index:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu|Suspiros Poéticos e Saudades]] |- | {{Barra de progresso|0|0|88|6|6|0}} | [[Index:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf|Tudo o que você sempre quis saber sobre a urna eletrônica brasileira]] |- | {{Barra de progresso|0|0|9|0|3|88}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|2|0|2|96}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|0|84|12|4}} | [[Index:Zé Brasil.pdf|Zé Brasil]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> 9a6gwhjz4u50st2k30fdhailu2b74fv 556426 556423 2026-07-26T04:00:13Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 556426 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|7|0|1|2|1|89}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|48|0|46|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|0|0|84|10|6|0}} | [[Index:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu|Fausto: Tragedia de Goethe]] |- | {{Barra de progresso|0|0|30|0|4|66}} | [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]] |- | {{Barra de progresso|14|0|0|0|2|84}} | [[Index:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf|Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio]] |- | {{Barra de progresso|12|0|73|5|5|5}} | [[Index:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu|Suspiros Poéticos e Saudades]] |- | {{Barra de progresso|0|0|88|6|6|0}} | [[Index:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf|Tudo o que você sempre quis saber sobre a urna eletrônica brasileira]] |- | {{Barra de progresso|0|0|9|0|3|88}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|2|0|2|96}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|0|84|12|4}} | [[Index:Zé Brasil.pdf|Zé Brasil]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> oa02dx3mbkyfye83tki3q2ik3kvnxhk Ficheiro:Zé Brasil.pdf 6 226068 556359 537241 2026-07-25T13:51:36Z Erick Soares3 19404 Erick Soares3 carregou uma nova versão de [[Ficheiro:Zé Brasil.pdf]] 537241 wikitext text/x-wiki == Descrição do ficheiro == ;Texto {{Informação |descrição = 1ª edição; ilustrações de Percy Deanne; 26 páginas. |obra = Zé Brasil |ano = 1947 |autor = Monteiro Lobato |falecimento = 1948 |fonte = [https://museumonteirolobato.art.br/acervo/obras-completas/ze-brasil/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&search=z%C3%A9%20brasil&pos=0&source_list=collection&ref=%2Facervo%2Fobras-completas%2F Museu Monteiro Lobato] }} ;Ilustração {{Informação |descrição = 1ª edição; ilustrações de Percy Deanne; 26 páginas.<br>{{Q|Q10348512}} faleceu em 1994, o que coloca seu domínio público em 1/1/2065, exceto caso não tenha tido herdeiros. O artista [https://mosaicosdobrasil.tripod.com/id70.html foi casado]. |obra = Zé Brasil |ano = 1947 |autor = Percy Deanne |falecimento = 1994 |fonte = [https://museumonteirolobato.art.br/acervo/obras-completas/ze-brasil/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&search=z%C3%A9%20brasil&pos=0&source_list=collection&ref=%2Facervo%2Fobras-completas%2F Museu Monteiro Lobato] }} [[Categoria:Monteiro Lobato]] 1vjx3kbydgx0kirivthmikkr1vsuunv 556406 556359 2026-07-25T23:13:42Z Erick Soares3 19404 Erick Soares3 carregou uma nova versão de [[Ficheiro:Zé Brasil.pdf]] 537241 wikitext text/x-wiki == Descrição do ficheiro == ;Texto {{Informação |descrição = 1ª edição; ilustrações de Percy Deanne; 26 páginas. |obra = Zé Brasil |ano = 1947 |autor = Monteiro Lobato |falecimento = 1948 |fonte = [https://museumonteirolobato.art.br/acervo/obras-completas/ze-brasil/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&search=z%C3%A9%20brasil&pos=0&source_list=collection&ref=%2Facervo%2Fobras-completas%2F Museu Monteiro Lobato] }} ;Ilustração {{Informação |descrição = 1ª edição; ilustrações de Percy Deanne; 26 páginas.<br>{{Q|Q10348512}} faleceu em 1994, o que coloca seu domínio público em 1/1/2065, exceto caso não tenha tido herdeiros. O artista [https://mosaicosdobrasil.tripod.com/id70.html foi casado]. |obra = Zé Brasil |ano = 1947 |autor = Percy Deanne |falecimento = 1994 |fonte = [https://museumonteirolobato.art.br/acervo/obras-completas/ze-brasil/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&search=z%C3%A9%20brasil&pos=0&source_list=collection&ref=%2Facervo%2Fobras-completas%2F Museu Monteiro Lobato] }} [[Categoria:Monteiro Lobato]] 1vjx3kbydgx0kirivthmikkr1vsuunv Galeria:Zé Brasil.pdf 104 226069 556363 486076 2026-07-25T14:01:21Z Erick Soares3 19404 556363 proofread-index text/x-wiki {{:MediaWiki:Proofreadpage_index_template |Type=book |Título=[[Zé Brasil]] |Subtítulo= |Language=pt |Autor=[[Autor:Monteiro Lobato|Monteiro Lobato]] |Tradutor= |Editor= |Ilustrador=Percy Deanne |Edição=1 |Volume= |Editora=Editorial Vitória |Gráfica= |Local= |Ano=1947 |ISBN= |Fonte=[[:Ficheiro:Zé Brasil.pdf]] |Imagem= |Capa=5 |Progresso=V |Páginas=<pagelist 1="Capa;empty" 2to3=- 4=- 5=Folha de rosto 6=- 7=5 29to31=- 32=Contra-capa /> |Tomos= |Volumes= |Notas=Não adicionar as ilustrações. |Sumário= |Epígrafe= |Width= |Css= |Header= |Footer= |Modernização=S }} jw56f14z06jbpxcolwp57f64wbppnjq 556410 556363 2026-07-26T01:20:50Z Junglk 34905 556410 proofread-index text/x-wiki {{:MediaWiki:Proofreadpage_index_template |Type=book |Título=[[Zé Brasil]] |Subtítulo= |Language=pt |Autor=[[Autor:Monteiro Lobato|Monteiro Lobato]] |Tradutor= |Editor= |Ilustrador=Percy Deanne |Edição=1 |Volume= |Editora=Editorial Vitória |Gráfica= |Local= |Ano=1947 |ISBN= |Fonte=[[:Ficheiro:Zé Brasil.pdf]] |Imagem= |Capa=5 |Progresso=T |Páginas=<pagelist 1="Capa;empty" 2to3=- 4=- 5=Folha de rosto 6=- 7=5 29to31=- 32=Contra-capa /> |Tomos= |Volumes= |Notas=Não adicionar as ilustrações. |Sumário= |Epígrafe= |Width= |Css= |Header= |Footer= |Modernização=S }} cf0udl56f5agmg1zj476246acfocs4n Página:Zé Brasil.pdf/24 106 226293 556360 485891 2026-07-25T13:58:41Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 556360 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>— Pois no Taquaral é assim. Cem famílias trabalham naquelas terras, como negros de eito, para que o coronel viva no macio, sempre lá pelas capitais, arrotando presunto. Do que essas famílias produzem, a parte que a elas cabe mal dá para não morrerem de fome e não andarem totalmente nuas. Se o Prestes quer mudar isso, esse homem merece a nossa aprovação. {{dhr|10}} {{asterismo}} {{nop}}<noinclude> {{left|— 22}}</noinclude> hea4v6vf0y3ufrln3m5zq5lqyy2go6w 556407 556360 2026-07-26T01:12:21Z Junglk 34905 /* Validada */ 556407 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Junglk" /></noinclude>— Pois no Taquaral é assim. Cem famílias trabalham naquelas terras, como negros de eito, para que o coronel viva no macio, sempre lá pelas capitais, arrotando presunto. Do que essas famílias produzem, a parte que a elas cabe mal dá para não morrerem de fome e não andarem totalmente nuas. Se o Prestes quer mudar isso, êsse homem merece a nossa aprovação. {{dhr|10}} {{asterismo}} {{nop}}<noinclude> {{left|— 22}}</noinclude> 9lctsx8md13cu9h8djv5na3lpb1o6q2 Página:Zé Brasil.pdf/25 106 226294 556362 485893 2026-07-25T14:00:54Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 556362 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{c|'''9'''}} {{dhr|3}} — Se ele tiver o apôio de vocês todos, quem poderá com êle? Vocês são os milhões; os Tatuíras não passam de centenas. Se sendo tão poucos os Tatuíras dominam e exploram a vocês que são milhões, isso vem duma coisa só: falta de conhecimento por parte de vocês. Eʼ que vocês '''não sabem!''' E o remédio é um só: procurar saber. No dia em que todos souberem como as coisas são, ah, nesse dia tudo começa a mudar, e em vez da felicidade ficar só com as centenas, passará a ser também dos milhões. — Mas como a gente há de saber, se cada um diz uma coisa? Jornal eu não leio, mas o Chico Vira lê e outro dia me disse que os jornais andam falando horrores do comunismo. — Os jornais deles, está claro que dizem horrores. Mas os jornais comunistas, ou do Prestes, êsses dizem as coisas de {{PT||modo diferente. Em que vocês devem acreditar? No que dizem os Tatuiras e os jornais dos Tatuiras, ou no que dizem os homens que querem o bem de vocês, a felicidade de vocês, a segurança de vocês? Os homens que padecem por vocês, como esse Prestes que já passou nove anos no cárcere, incomunicável, só porque em vez de se decidir pela felicidade dos Tatuiras, se decidiu pela felicidade de Zé Brasil?}} {{nop}}<noinclude>{{right|23 —}}</noinclude> l280kkwyzsk9i4zbw0cwi5qye0ju35a 556408 556362 2026-07-26T01:15:58Z Junglk 34905 /* Validada */ 556408 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Junglk" /></noinclude>{{c|'''9'''}} {{dhr|3}} '''— {{Capitular|S}}'''e êle tiver o apôio de vocês todos, quem poderá com êle? Vocês são a maioria. Vocês são os milhões; os Tatuiras não passam de centenas. Se sendo tão poucos os Tatuiras dominam e exploram a vocês que são milhões, isso vem duma coisa só: falta de conhecimento por parte de vocês. Eʼ que vocês '''não sabem!''' E o remédio é um só: procurar saber. No dia em que todos souberem como as coisas são, ah, nesse dia tudo começa a mudar, e em vez da felicidade ficar só com as centenas, passará a ser também dos milhões. — Mas como a gente há de saber, se cada um diz uma coisa? Jornal eu não leio, mas o Chico Vira lê e outro dia me disse que os jornais andam falando horrores do comunismo. — Os jornais deles, está claro que dizem horrores. Mas os jornais comunistas, ou do Prestes, êsses dizem as coisas de {{PT||modo diferente. Em que vocês devem acreditar? No que dizem os Tatuiras e os jornais dos Tatuiras, ou no que dizem os homens que querem o bem de vocês, a felicidade de vocês, a segurança de vocês? Os homens que padecem por vocês, como esse Prestes que já passou nove anos no cárcere, incomunicável, só porque em vez de se decidir pela felicidade dos Tatuiras, se decidiu pela felicidade de Zé Brasil?}} {{nop}}<noinclude>{{right|23 —}}</noinclude> fc0lueden5qt1brykjfudf8wmu6f23n 556409 556408 2026-07-26T01:20:31Z Junglk 34905 556409 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Junglk" /></noinclude>{{c|'''9'''}} {{dhr|3}} '''{{Capitular|{{xx-smaller|—}}{{smaller|S}}}}'''e êle tiver o apôio de vocês todos, quem poderá com êle? Vocês são a maioria. Vocês são os milhões; os Tatuiras não passam de centenas. Se sendo tão poucos os Tatuiras dominam e exploram a vocês que são milhões, isso vem duma coisa só: falta de conhecimento por parte de vocês. Eʼ que vocês '''não sabem!''' E o remédio é um só: procurar saber. No dia em que todos souberem como as coisas são, ah, nesse dia tudo começa a mudar, e em vez da felicidade ficar só com as centenas, passará a ser também dos milhões. — Mas como a gente há de saber, se cada um diz uma coisa? Jornal eu não leio, mas o Chico Vira lê e outro dia me disse que os jornais andam falando horrores do comunismo. — Os jornais deles, está claro que dizem horrores. Mas os jornais comunistas, ou do Prestes, êsses dizem as coisas de {{PT||modo diferente. Em que vocês devem acreditar? No que dizem os Tatuiras e os jornais dos Tatuiras, ou no que dizem os homens que querem o bem de vocês, a felicidade de vocês, a segurança de vocês? Os homens que padecem por vocês, como esse Prestes que já passou nove anos no cárcere, incomunicável, só porque em vez de se decidir pela felicidade dos Tatuiras, se decidiu pela felicidade de Zé Brasil?}} {{nop}}<noinclude>{{right|23 —}}</noinclude> 1jzee7oqnmrk13j3qf1oh0sljjcwmtl Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/370 106 229712 556393 495740 2026-07-25T16:09:07Z Junglk 34905 556393 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Junglk" />{{cabeçalho|360|INDICE.|}} {{nop}} {{tabela |título= |página=Pag. |nodots }}{{nop}}</noinclude>{{tabela |seção=XIII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/Um Passeio ás Tullerias|Um Passeio ás Tullerias]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/106|96]] }} {{tabela |seção=XIV. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/A Tristeza|A Tristeza]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/115|105]] }} {{tabela |seção=XV. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/A Afflicção|A Afflicção]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/117|107]] }} {{tabela |seção=XVI. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/A Consolação|A Consolação]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/124|114]] }} {{tabela |seção=XVII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/A vida da Innocencia|A vida da Innocencia]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/131|121]] }} {{tabela |seção=XVIII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/A Sepultura de Filinto Elysio|A Sepultura de Filinto Elysio]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/133|123]] }} {{tabela |seção=XIX. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/Uma Manhã no Monte Jura|Uma Manhã no Monte Jura]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/142|132]] }} {{tabela |seção=XX. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/A Vista de Roma|A Vista de Roma]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/150|140]] }} {{tabela |seção=XXI. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/O Dia de Anno bom de 1835|O Dia de Anno bom de 1835]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/156|146]] }} {{tabela |seção=XXII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/As Ruinas de Roma|As Ruinas de Roma]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/161|151]] }} {{tabela |seção=XXIII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/O Riso da Fortuna|O Riso da Fortuna]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/174|164]] }} {{tabela |seção=XXIV. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/O Suspiro á Patria|O Suspiro á Patria]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/178|168]] }} {{tabela |seção=XXV. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/Ao R. P. M. Fr. F. de Monte Alverne|Ao R. P. M. Fr. F. de Monte Alverne]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/189|{{sic|179|178}}]] }} {{tabela |seção=XXVI. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/Ao Emo Sor José Joaquim da Rocha, etc|Ao E{{sup|mo}} S{{sup|or}} José Joaquim da Rocha, etc.]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/193|183]] }} {{tabela |seção=XXVII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/Uma Noite no Coliseu|Uma Noite no Coliseu]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/201|191]] }} {{tabela |seção=XXVIII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/Para que vim eu ao Mundo?|Para que vim eu ao Mundo?]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/209|199]] }} {{tabela |seção=XXIX. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/O Carcere de Tasso|O Carcere de Tasso]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/214|204]] }} {{tabela |seção=XXX. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/No album de uma Veneziana|No album de uma Veneziana]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/221|211]] }} {{tabela |seção=XXXI. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/A meu Amigo D. J. G. de Magalhaens|A meu Amigo D. J. G. de Magalhaens]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/223|213]] }} {{tabela |seção=XXXII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/Em reposta a meu Amigo M. de A. Porto-Alegre|Em reposta a meu Amigo M. de A. Porto-Alegre]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/236|226]] }} {{tabela |seção=XXXIII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/Porque estou triste?|Porque estou triste?]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/244|234]] }} {{tabela |seção=XXXIV. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/A Flor suspiro|A Flor suspiro]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/249|239]] }} {{tabela |seção=XXXV. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/A Experiencia|A Experiencia]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/251|241]] }} {{tabela |seção=XXXVI. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/Os Suspiros da Patria|Os Suspiros da Patria]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/253|243]] }} {{tabela |seção=XXXVII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/O Homem probo Evaristo Ferreira da Veiga|O Homem probo Evaristo Ferreira da Veiga]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/260|250]] }} {{tabela |seção=XXXVIII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/A Biblia, em um dia de tristeza|A Biblia, em um dia de tristeza]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/264|254]] }} {{tabela |seção=XXXIX. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/Napoleão em Walerloo|Napoleão em Walerloo]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/269|259]] }} {{tabela |seção=XL. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/Ao General Lafayette|Ao General Lafayette]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/277|267]] }} {{tabela |seção=XLI. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/As Senhoras Brasileiras|As Senhoras Brasileiras]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/281|271]] }} {{tabela |seção=XLII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/A minha Lyra|A minha Lyra]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/284|274]] }} {{tabela |seção=XLIII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/O Canto do Cysne|O Canto do Cysne]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/289|279]] }} {{c|{{serifa|[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/As Saudades|AS SAUDADES.]]}}|fs=175%}} {{tabela |seção=I. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/As Saudades/Invocação á Saudade|Invocação á Saudade]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/299|289]] }} {{tabela |seção=II. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/As Saudades/Adeos á Patria|Adeos á Patria]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/306|296]] }}{{nop}}<noinclude></noinclude> cqho72v9w2pj1g6oz9gnjptb7bwmmel 556394 556393 2026-07-25T16:16:27Z Junglk 34905 556394 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Junglk" />{{cabeçalho|360|INDICE.|}} {{nop}} {{tabela |título= |página=Pag. |nodots }}{{nop}}</noinclude>{{tabela |seção=XIII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/Um Passeio ás Tullerias|Um Passeio ás Tullerias]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/106|96]] }} {{tabela |seção=XIV. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/A Tristeza|A Tristeza]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/115|105]] }} {{tabela |seção=XV. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/A Afflicção|A Afflicção]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/117|107]] }} {{tabela |seção=XVI. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/A Consolação|A Consolação]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/124|114]] }} {{tabela |seção=XVII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/A vida da Innocencia|A vida da Innocencia]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/131|121]] }} {{tabela |seção=XVIII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/A Sepultura de Filinto Elysio|A Sepultura de Filinto Elysio]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/133|123]] }} {{tabela |seção=XIX. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/Uma Manhã no Monte Jura|Uma Manhã no Monte Jura]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/142|132]] }} {{tabela |seção=XX. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/A Vista de Roma|A Vista de Roma]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/150|140]] }} {{tabela |seção=XXI. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/O Dia de Anno bom de 1835|O Dia de Anno bom de 1835]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/156|146]] }} {{tabela |seção=XXII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/As Ruinas de Roma|As Ruinas de Roma]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/161|151]] }} {{tabela |seção=XXIII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/O Riso da Fortuna|O Riso da Fortuna]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/174|164]] }} {{tabela |seção=XXIV. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/O Suspiro á Patria|O Suspiro á Patria]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/178|168]] }} {{tabela |seção=XXV. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/Ao R. P. M. Fr. F. de Monte Alverne|Ao R. P. M. Fr. F. de Monte Alverne]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/189|{{sic|179|178}}]] }} {{tabela |seção=XXVI. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/Ao Emo Sor José Joaquim da Rocha, etc|Ao E{{sup|mo}} S{{sup|or}} José Joaquim da Rocha, etc.]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/193|183]] }} {{tabela |seção=XXVII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/Uma Noite no Coliseu|Uma Noite no Coliseu]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/201|191]] }} {{tabela |seção=XXVIII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/Para que vim eu ao Mundo?|Para que vim eu ao Mundo?]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/209|199]] }} {{tabela |seção=XXIX. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/O Carcere de Tasso|O Carcere de Tasso]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/214|204]] }} {{tabela |seção=XXX. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/No album de uma Veneziana|No album de uma Veneziana]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/221|211]] }} {{tabela |seção=XXXI. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/A meu Amigo D. J. G. de Magalhaens|A meu Amigo D. J. G. de Magalhaens]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/223|213]] }} {{tabela |seção=XXXII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/Em reposta a meu Amigo M. de A. Porto-Alegre|Em reposta a meu Amigo M. de A. Porto-Alegre]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/236|226]] }} {{tabela |seção=XXXIII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/Porque estou triste?|Porque estou triste?]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/244|234]] }} {{tabela |seção=XXXIV. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/A Flor suspiro|A Flor suspiro]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/249|239]] }} {{tabela |seção=XXXV. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/A Experiencia|A Experiencia]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/251|241]] }} {{tabela |seção=XXXVI. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/Os Suspiros da Patria|Os Suspiros da Patria]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/253|243]] }} {{tabela |seção=XXXVII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/O Homem probo Evaristo Ferreira da Veiga|O Homem probo Evaristo Ferreira da Veiga]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/260|250]] }} {{tabela |seção=XXXVIII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/A Biblia, em um dia de tristeza|A Biblia, em um dia de tristeza]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/264|254]] }} {{tabela |seção=XXXIX. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/Napoleão em Walerloo|Napoleão em Walerloo]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/269|259]] }} {{tabela |seção=XL. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/Ao General Lafayette|Ao General Lafayette]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/277|267]] }} {{tabela |seção=XLI. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/As Senhoras Brasileiras|As Senhoras Brasileiras]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/281|271]] }} {{tabela |seção=XLII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/A minha Lyra|A minha Lyra]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/284|274]] }} {{tabela |seção=XLIII. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/O Canto do Cysne|O Canto do Cysne]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/289|279]] }} {{c|{{Uc|[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/As Saudades|As Saudades]].}}|fs=175%}} {{tabela |seção=I. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/As Saudades/Invocação á Saudade|Invocação á Saudade]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/299|289]] }} {{tabela |seção=II. |título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)/As Saudades/Adeos á Patria|Adeos á Patria]] |página=[[Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/306|296]] }}{{nop}}<noinclude></noinclude> brzw0ec9s7ksvobdeay9diekpsr258q Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/277 106 231356 556366 494769 2026-07-25T15:08:30Z Junglk 34905 /* Revista */ 556366 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|||267}}</noinclude>{{dhr|2}} {{c|XL.}} {{dhr|3}} {{c|{{x-larger|AO GENERAL LAFAYETTE<ref>Por occasião de baptisado do filho do Conde de Zenowiez, sendo padrinho o dito general.</ref>.}}}} {{dhr|3}} {{Ppoem|end=follow| {{Gcapitular|N|2em}}ascido em virgem plaga americana, Onde da independencia o livre sopro :::Os homens vivifica; Onde de azul setim n’um céo sem nódoa Lucido gyra o disco coruscante, :::Que ao vate o genio inflamma; Sem que do medo a dextra me agrilhoe, }}<noinclude>{{reflist}}</noinclude> ce2g7k30bvki8lrfntg9vtrucub15wa Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/278 106 231357 556367 494765 2026-07-25T15:11:27Z Junglk 34905 /* Revista */ 556367 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|268|{{smaller|SUSPIROS POETICOS.}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=follow| Porêm venerabundo, a mente exalço :::Ao heroe de dous Mundos: Tu, da gloria no céo, não dado a muitos, Rutilas fulgurante apar de Washington, :::Co’ a luz que a liberdade De seu divino rosto escapar deixa, Qual cometa fatal á tyrannia. :::Oh grande Lafayette! Oh portentoso nome! honra da França! Nome, que no orbe cresce, como em bosques, :::Altos, frondosos cedros Nos alcantis do Líbano se elevam, E as tormentas, e os raios assoberbam :::Contra elles fulminados. De nós aprenderão os filhos nossos A repetir teu nome, ainda no berço, :::Com innocentes labios; Nossos filhos aos seus, estes aos netos Irão passando intacta esta lembrança; :::Como a través dos evos As colossaes pyramides, que emblemas São da grandeza, e da existencia eterna, :::Ovantes teem passado. }}<noinclude></noinclude> i22da7m8uaz7ye6xvkz6aepavlfh1wh Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/279 106 231358 556368 494766 2026-07-25T15:13:39Z Junglk 34905 /* Revista */ 556368 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||{{smaller|SUSPIROS POETICOS.}}|269}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=follow| Mas é grande ardimento! Ave sem canto, Longe de seu vergel peregrinando, :::Em remontado vôo Querer modular sons, cantar teu nome! Sympathica affeição, magico impulso :::A ti porêm me arrasta, E de prazer o coração no peito Expande-se a teu nome, qual se expande, :::Em perfumado effuvio, O doce arôma do ananaz gostoso. E tu, qual prazer sentes, quando tomas :::Esse infante em teus braços? Esse infante gentil, de heroes progenie, Filho de Zenowiez, hoje sem Patria, :::Que um Despota roubou-lh’a? Qual te anima alegria esperançosa, Quando de Kosciuzko vês o sangue :::Gyrar em suas veias, E as entranhas nutrir-lhe ainda tenras? Oh! como é grato levantar nos braços :::O filho de um guerreiro, Que malfadado sim, mas virtuoso, Sobranceiro se mostra á sorte adversa! }}<noinclude></noinclude> os9oiph4p5lwp0ftsege9al3onrgp41 Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/280 106 231359 556369 494767 2026-07-25T15:17:50Z Junglk 34905 /* Revista */ 556369 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|270|{{smaller|SUSPIROS POETICOS.}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=close| :::Ah, praza a Deos clemente Que por ti embalado esse menino, Por ti n’agua lavado do baptismo, :::Raro exemplo seguindo De seus nobres maiores, seja um dia O que foi Kosciuszko, e o que tens sido. :::Oh! si o porvir contemplo, Quem sabe si ainda um dia!..... Mas não pódem Humanas mãos romper o véo de trevas, :::Com que a Providencia Esconde a mortaes olhos o futuro. Em sibyllino arrojo não pretendo :::Interpretar mysterios. Cresça ó joven Emilio sempre ao lado Do immortal Lafayette, e aprenda, e saiba :::Amar a liberdade. }} ::{{x-smaller|Pariz, Janeiro de 1834.}} {{dhr|1.5}} {{Linha customizada|sp|20|fy1|40|sp|20}}<noinclude></noinclude> mipbpnreg056i3ia9s21ds2rzk8vu5d Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/281 106 231361 556371 494775 2026-07-25T15:21:47Z Junglk 34905 /* Revista */ 556371 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|||271}}</noinclude>{{dhr|2}} {{c|XLI.}} {{dhr|3}} {{c|{{x-larger|AS SENHORAS BRASILEIRAS.}}}} {{dhr|3}} {{Ppoem|end=stanza| {{Gcapitular|N|2em}}as veias o sangue já não me galopa, Nem sacros furores nos labios me fervem; A lyra canora do cysne Beocio :::Deixei sobre a trípode. Os risos fagueiros do Genio da Patria Agora me inspiram idéas suaves. Os vossos encantos, oh bellas patricias, :::Eu canto dulcísono. }}<noinclude></noinclude> tljifumy0svgmd0medc1vvko82yyxyu Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/282 106 231362 556372 494776 2026-07-25T15:24:26Z Junglk 34905 /* Revista */ 556372 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|272|{{smaller|SUSPIROS POETICOS.}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=stanza|end=stanza| Imperio das graças, oh sexo mimoso, Vós sois o principio da nossa existencia; Dos nossos prazeres orige’ ineffavel; :::Sem vós que seriamos? A lua que brilha n’um céo azulado, E os raios argenteos no río reflecte, É quadro bem lindo! porêm vossas faces :::Teem graças mais nítidas Os dias que alegres comvosco passamos, São horas bem curtas, são breves instantes; E os breves instantes da ausensia saudosa :::São noites bem tetricas. O canto das aves, que sôa nos bosques, É grato aos ouvidos do homem selvagem; Porêm vossas vozes teem mais melodia :::Que as vozes dos pássaros. A rosa tem cheiro que o ar embalsama, A rosa tem cores que esmaltam os prados; Porêm para imagem da vossa belleza :::A rosa é invalida. }}<noinclude></noinclude> 33dzw0f68onpv1wdzjrii9kwtrxbhte Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/283 106 231363 556373 494777 2026-07-25T15:26:46Z Junglk 34905 /* Revista */ 556373 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||{{smaller|SUSPIROS POETICOS.}}|273}}</noinclude>{{Ppoem|start=|end=| As aguas teem perlas, o céo tem estrellas, Os campos teem flores, a terra tem ouro; Mas vós venceis tudo; vós sois da Natura :::A obra protótypa. Por vós afinaram mil vates as lyras; Por vós mil guerreiros á gloria voaram; E até nações cultas por vós sacudiram :::Seu jugo tyrannico. Oh Anjos da terra, da Patria ornamento, Donzellas, esposas, e mães carinhosas, Na lucta que temos co’o vil despotismo, :::Mostrai-vos magnanimas. Os vossos encantos de premio só sirvam A quem ama a Patria, ao sabio, e ao justo. Deixai que ociosos, e os nossos imigos :::No lodo revolvam-se. }} ::{{x-smaller|1831.}} {{dhr|1.5}} {{Linha customizada|sp|20|fy1|40|sp|20}}<noinclude></noinclude> 0i74i3th3rgo9tk9hey4icx2g1vks81 556374 556373 2026-07-25T15:27:08Z Junglk 34905 556374 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||{{smaller|SUSPIROS POETICOS.}}|273}}</noinclude>{{Ppoem|start=stanza|end=close| As aguas teem perlas, o céo tem estrellas, Os campos teem flores, a terra tem ouro; Mas vós venceis tudo; vós sois da Natura :::A obra protótypa. Por vós afinaram mil vates as lyras; Por vós mil guerreiros á gloria voaram; E até nações cultas por vós sacudiram :::Seu jugo tyrannico. Oh Anjos da terra, da Patria ornamento, Donzellas, esposas, e mães carinhosas, Na lucta que temos co’o vil despotismo, :::Mostrai-vos magnanimas. Os vossos encantos de premio só sirvam A quem ama a Patria, ao sabio, e ao justo. Deixai que ociosos, e os nossos imigos :::No lodo revolvam-se. }} ::{{x-smaller|1831.}} {{dhr|1.5}} {{Linha customizada|sp|20|fy1|40|sp|20}}<noinclude></noinclude> bhcr8wgjtmbytlyz4i27mvpnbofycil Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/284 106 231365 556375 494784 2026-07-25T15:29:38Z Junglk 34905 /* Revista */ 556375 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|274||}}</noinclude>{{dhr|2}} {{c|XLII.}} {{dhr|3}} {{c|{{x-larger|A MINHA LYRA.}}}} {{dhr|3}} {{Ppoem|end=stanza| {{Gcapitular|Q|2em}}uando o sol era o meu astro, E a minha mente inspirava, No enlevo do estro inflammado Alegre a lyra eu vibrava. Co’ a Grecia, e Roma sonhando, Colhendo flores da historia, Á minha Patria querida Hymnos tecia de gloria. }}<noinclude></noinclude> 6ls1fd8swzv4afhak5zna2dy3f0jj0d Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/285 106 231366 556376 494785 2026-07-25T15:32:32Z Junglk 34905 /* Revista */ 556376 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||{{smaller|SUSPIROS POETICOS.}}|275}}</noinclude>{{Ppoem|start=stanza|end=stanza| No fogo da mocidade, Nessa estação da alegria, Cantava gratas mentiras, Amores qu’eu não sentia. Ás vezes tambem chorava; E tu, oh lyra presaga, Já teu destino previas, E o pranto que ora te alaga. Qual na rosa que emmurchece Sécca o orvalho que a aljofrava, Assim seccou-se em meus labios O riso que os enfeitava. Minha voz enrouquecêo-se, Meu coração enluctou-se, E o astro que me aclarava Em densa treva nublou-se. Antes que o sopro do tempo Murchasse a flor de meu rosto, A pallidez já o tinge, Causada pelo desgosto. }}<noinclude></noinclude> os345oncikeiqa0x2o1mfgmhju82vmo Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/286 106 231367 556377 494786 2026-07-25T15:36:32Z Junglk 34905 /* Revista */ 556377 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|276|{{smaller|SUSPIROS POETICOS.}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=stanza|end=stanza| A folha na primavera, Si pelo insecto é roída, Assim perde o verde esmalte, Assim murcha, e cái sem vida. Deixei a prezada Patria, Deixei a mãe carinhosa; Perdêo então minha lyra Sua voz harmoniosa. Ao som das vagas do Oceano Foi minha lyra aprendendo A suspirar quando chóro, A ir commigo gemendo, Companheira de meu fado, Pelo mundo vagueando, Junctos os Alpes subimos, Estranhas terras pizando. Nos Alpes, como n’um throno Que me alçava alêm do mundo, A gloria do Omnipotente Entoei venerabundo. }}<noinclude></noinclude> 77lxgtak93ggxozy09xymugei17zp5g Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/287 106 231368 556378 494787 2026-07-25T15:38:15Z Junglk 34905 /* Revista */ 556378 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||{{smaller|SUSPIROS POETICOS.}}|277}}</noinclude>{{Ppoem|start=stanza|end=stanza| Entre gothicas pilastras, Arroubado no infinito, Cantei a vida futura, Consolo de um peito afflicto. Sentado sobre ruínas, Achei um echo na lyra; E sobre o nada da vida, Dêo-me sons qu’eu nunca ouvíra. Entre campas, e cyprestes, Sozinho n’um cemiterio, Chorando a sorte de um vate, Na lyra achei refrigerio. Solitario entre os viventes, Do mundo desconhecido, Como a planta errante d’agua Apenas tenho vivido. A gloria, esperança vária, Sonho fallaz do acordado, Febre que os Genios inspira, Só me não tem inspirado. }}<noinclude></noinclude> czsmhw5b63mjyra0spevk2tkxsprwh9 Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/288 106 231369 556379 494788 2026-07-25T15:40:06Z Junglk 34905 /* Revista */ 556379 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|278|{{smaller|SUSPIROS POETICOS.}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=stanza|end=close| Amiga melancolia, Consumidora saudade, Vós envolveis os meus dias Desta triste suavidade. Em cada estação ostenta Diverso aspecto a Natura; Ora de crystaes se adorna, Ora de fresca verdura. As aves tambem renovam Seu canto co’a Natureza; Tudo muda, só minha alma Conserva sua tristeza. Unico bem qu’eu possuo, Oh minha estimada lyra, Companheira de infortunios, Commigo chora, e suspira. }} ::{{x-smaller|1836.}} {{dhr|1.5}} {{Linha customizada|sp|20|fy1|40|sp|20}}<noinclude></noinclude> lwjud5rt91o4kwdzymo1h6qi1u9m1dx Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/289 106 231371 556380 494796 2026-07-25T15:43:07Z Junglk 34905 /* Revista */ 556380 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|||279}}</noinclude>{{dhr|2}} {{c|XLIII.}} {{dhr|3}} {{c|{{x-larger|O CANTO DO CYSNE.}}}} {{dhr|3}} {{Ppoem|end=follow| {{Gcapitular|M|2em}}eus versos são suspiros de minha alma, Sem outra lei que o interno sentimento; E como o fumo que do fogo se ergue, Sobem ao céo, e perdem-se nos ares. Como o acceso thuríbulo balança Ante o altar, de incenso alimentado, Suavissimos perfumes exhalando, :::Assim minha alma oscilla Das illusões do mundo afadigada; }}<noinclude></noinclude> rrg2noxmwzf12naajt4k84sbskio3i9 Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/290 106 231372 556384 494797 2026-07-25T15:49:01Z Junglk 34905 /* Revista */ 556384 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|280|{{smaller|SUSPIROS POETICOS.}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=stanza| E suspirando então pelo infinito, Humilde a Deos seu pensamento exalça. :::Cada pensamento meu, :::Como uma baga de incenso, :::Do thurib’lo de minha alma :::Sóbe ao alcáçar do Immenso. Eis porque ainda no da vida exilio, Entre o véo de tristeza que me enlucta Alguns assomos de prazer reçumbram, :::Como do pyrilampo Na escuridão da selva a luz lampeja; :::Eis porque minha lyra Inopinados sons desliza ás vezes: Eis porque ainda para mim um riso :::A Natureza enfeita; Eis porque a noite presta-me seu bálsamo, E na aurora que surge encantos acho. :::Echo para meus suspiros :::Eu acho na Natureza; :::E para a voz de minha alma :::Um accento de tristeza. }}<noinclude></noinclude> qhuc5yv6way586luvobxywwjg2rjzoo Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/291 106 231374 556386 494799 2026-07-25T15:54:29Z Junglk 34905 /* Revista */ 556386 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||{{smaller|SUSPIROS POETICOS.}}|281}}</noinclude>{{Ppoem|start=stanza|end=follow| Ah! porventura a lyra abandonada, Que rota e muda jaz de pó coberta, :::Porventura ainda vive? A lyra morre, quando mais não sôa, Morre, quando estalando a ultima corda, Evapora o seu ultimo soluço. :::Assim sou eu sobre a terra; :::É minha alma como a lyra, :::Que morre quando não geme; :::Que vive quando suspira. Como vive o proscripto em riba estranha? :::No pensamento apenas, Nos quadros de sua alma, tristes quadros, Como a noite sem lua, e sem estrellas; Quadros nublosos, pela mão traçados :::Da pallida Saudade. Oh mundo, oh mundo, exilio de minha alma! Vida, cruel tyranno que me prendes! :::O que é a vida? Um continuo :::Passar das trevas á aurora; }}<noinclude></noinclude> d2lwdcs1epdayocibtl7kskr8szn6fd Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/292 106 231375 556387 494800 2026-07-25T15:58:27Z Junglk 34905 /* Revista */ 556387 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|282|{{smaller|SUSPIROS POETICOS.}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=follow| :::Cadeia que nos arrasta, :::Turbilhão que nos devora. Eis a vida!… E depois?… Mysterio horrivel! Infinito, onde o espirito se perde, :::Como um átomo no espaço; Deserto, onde vagueia a phantasia, Repouso e asylo incerta procurando, Como nos areáes da ardente Arabia O peregrino afadigado busca, Para a sêde aplacar, mesquinha fonte, E um ramo que lhe abrigue os lassos membros. :::Talvez que amanhã se ultíme :::A sentença do proscripto, :::E que livre das cadeias, :::Vagueie nêsse infinito. E quem sabe si a voz da Eternidade :::Agora me revela, Que este manto, que ennoita a Natureza, Como do esquife o mortuario panno, Para sempre a meus olhos cobre a terra? }}<noinclude></noinclude> 87ghehzutfgfkbj7591x0v4xn5cobyc Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/293 106 231376 556389 494801 2026-07-25T16:01:55Z Junglk 34905 /* Revista */ 556389 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||{{smaller|SUSPIROS POETICOS.}}|283}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=stanza| Quem sabe si ao raiar da aurora crástina, :::Ao seu hymno de vida Um echo faltará de minha lyra, :::De minha alma um gemido? ::Cada minuto da vida ::Póde ser o derradeiro; ::Da vida ao nada ha um ponto, ::E o homem passa-o ligeiro. O Cysne que desliza á flor do lago, Perlas formando co’ o bater das azas, :::Mudo a garganta alonga, E só da morte a voz n’ella resôa; Como uma frauta que do tronco pende :::Por amoroso voto, :::Pelo vento agitada, Embalança, e suaves harmonias :::Exhala de seu tubo: Assim a voz do cysne se desata, :::Pela morte inspirado; :::Assim se melodia, Para doce entoar o hymno extremo. }}<noinclude></noinclude> 5e7bkn3jzgyuv99fx5kwhcbsqa7v74t Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/294 106 231377 556390 494802 2026-07-25T16:04:20Z Junglk 34905 /* Revista */ 556390 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|284|{{smaller|SUSPIROS POETICOS.}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=stanza|end=follow| :::Mas acaso sabe o Cysne, :::Terno canto desferindo, :::Que em cada accento que sólta, :::A vida lhe vai fugindo? Companheiro do Cysne, o tenro arbusto :::Que uma só vez floresce, E quando assim se adorna, murcha, e morre, Como no dia nupcial a esposa, Sabe elle porventura que essas flores :::São as galas da morte? A lampada que expira, e um clarão sólta, Acaso sabe si lhe míngoa o oleo? O río que no prado se resvala, :::Acaso dizer póde: Amanhã terá fim minha corrente? E o zephyro que brinca saltitando Sobre as frescas corollas, sabe acaso, Si ainda existirá no sol seguinte? :::Nós acaso conhecemos :::Melhor que elles nossa sorte? :::Podemos dizer: este hymno :::É nosso hymno de morte? }}<noinclude></noinclude> qj3fp3wuy2krtg61ln3971qpbp3s8y3 Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/295 106 231378 556382 494803 2026-07-25T15:46:04Z Junglk 34905 /* Revista */ 556382 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||{{smaller|SUSPIROS POETICOS.}}|285}}</noinclude>{{Ppoem|start=stanza|end=close| Eu canto como o Cysne, sem que saiba :::Si é meu ultimo canto; Como o arbusto que brota mortaes flores, Minha alma se dilata, e aromas verte; Como a luz que fallece, e se afogueia, Em sacro amor meu coração se inflamma; Como o rio que manso se desliza, Como o ligeiro Zephyro que adeja, :::Se devolvem meus dias, Como vagas do mar, um após outro, E não sei qual será o derradeiro. ::Inda um suspiro, minha alma, ::Como o Cysne hoje exhalemos. ::Si amanhã vírmos a aurora, ::Novos hymnos entoemos. ::::Cantemos, cantemos ::::Co’ a noite, e co’ o dia, ::::Seja nossa vida ::::Contínua harmonia. }} {{dhr|1.5}} {{Linha customizada|sp|20|fy1|40|sp|20}}<noinclude></noinclude> h7zmb5nz376j7d7aufgulc7h0kyz7ns Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/297 106 231379 556391 494804 2026-07-25T16:06:29Z Junglk 34905 /* Validada */ 556391 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Junglk" /></noinclude>{{dhr|4}} {{c|{{xxx-larger|SAUDADES.}}}} {{dhr|4}}<noinclude></noinclude> rfa259jkzz7kohplrroutwq1yyf5dct Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/6 106 238745 556401 511600 2026-07-25T20:41:47Z Erick Soares3 19404 556401 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{right|{{larger|'''AGRADECIMENTOS'''}}}} Aos entrevistados, listados ao final do livro, que contaram toda a história descrita neste livro. {{dhr|3}} Ao Toné, que além das entrevistas, foi responsável pela revisão técnica e indicou as pessoas que poderiam conceder entrevista. {{dhr|3}} Ao professor Armando Milioni, pelas sugestões valiosas. {{dhr|3}} À minha família, aos amigos e aos funcionários do SindCT, pelo apoio e pela ajuda prestados durante a produção deste livro. {{dhr|3}} À diretoria do SindCT, por permitir e fornecer toda a estrutura necessária para a execução deste trabalho, em especial ao Sérgio Rosim, idealizador deste livro, Lais Mallaco, que fez as primeiras revisões, e Acioli Antônio de Olivo, que articulou importantes entrevistas. {{nop}}<noinclude></noinclude> 8v2z42k1q2ug8b14p2n81dg8vd1v9x2 Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/193 106 239021 556395 512219 2026-07-25T16:30:16Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 556395 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" /></noinclude>todas as teclas da urna. Foi um sistema considerado um sucesso, mas que foi possível apenas ao posicionar o rádio a menos de 30 cm da urna. Mesmo não sendo algo que seria utilizado durante as eleições para 'espionar' o voto do eleitor, a informação levou os técnicos do TSE a realizarem uma melhoria bem significativa na urna, uma blindagem no teclado, a fim de não emitir mais nenhuma onda e criptografar toda a informação digitada já no teclado. Mesmo que as urnas não possuam qualquer ligação com a internet, nem equipamentos de hardware que o permitam, nem qualquer meio de comunicação, nos dias que antecedem as eleições, o TSE se prepara para qualquer tipo de ataque de hackers em seus sistemas. O TSE também promoveu o primeiro teste controlado de invasão entre 10 e 13 de novembro de 2009. Nove equipes de possíveis hackers, com um total de 38 especialistas, foram inscritas para participarem do teste. Dos especialistas inscritos, 20 compareceram e tentaram, sem sucesso, quebrar os mecanismos de segurança das urnas eletrônicas. Esse teste foi supervisionado por sete instituições: Organização dos Estados Brasileiros, Câmara Federal, Exército Brasileiro, Serviço Federal de Processamento de<noinclude>{{center|'''192'''}}</noinclude> rsyyvk4p8jx3gz1cu0f0gr6mj4l3hwx Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/194 106 239022 556396 512220 2026-07-25T16:31:26Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 556396 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" /></noinclude>Dados, Tribunal de Contas da União, Federação Nacional de Empresas de Informática e Polícia Civil do Distrito Federal. Foram registrados testes de invasão em urnas eletrônicas de outros países, como Estados Unidos, Paraguai, Holanda e Índia. Entretanto, nenhuma dessas urnas se assemelha à urna eletrônica brasileira. Lembrando que, em um dos sistemas de segurança da urna, qualquer tentativa de instalação de software promove o ‘‘travamento’’ da urna, que para de funcionar imediatamente, independente de tamanho ou formato do software que se deseja instalar. Isso impede que qualquer ação seja realizada, até mesmo uma simples cópia de informação contida na urna. Além disso, como visto anteriormente, para que alguém tenha acesso à urna, deveria conter equipamentos que permitissem conexão à rede ou à internet, o que não há. “''Teve uma ocasião em que nós levamos três urnas para a Unicamp e pedimos para que eles quebrassem o sigilo. Juntaram em torno de 8 PhDs (Philosophy Doctors -pessoas com doutorado).'' ''Antes deles começarem, eu dei duas palestras para explicar todo o funcionamento e estrutura da urna.'' ''Depois de um mês, nos retornaram dizendo: 'a urna é segura e''<noinclude>{{center|'''193'''}}</noinclude> 7okb1i72qbv6irgt44j4i1axg2hqhkj Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/195 106 239023 556397 512506 2026-07-25T16:31:48Z Erick Soares3 19404 556397 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" /></noinclude>''robusta´. Eles conseguiram alterar só um byte. E, quando isso'' ''acontece, a urna para de funcionar''”, contou Paulo Nakaya. {{right|{{x-larger|{{âncora|Auditorias paralelas|'''Auditorias paralelas'''}}}}}} Em toda eleição, no dia da votação, urnas sorteadas pela Justiça Eleitoral são submetidas a uma auditoria paralela para demonstrar, em tempo real, a fidelidade da urna em relação aos votos recebidos. Antes conhecido como votação paralela, em 2018, o procedimento passou a ser chamado de “Auditoria de Funcionamento das Urnas Eletrônicas sob Condições Normais de Uso”. Os TREs sorteiam as urnas em suas respectivas sedes. Algumas urnas são usadas para a votação simulada: simulação da votação com urnas oficiais alimentadas com as listas oficiais de candidatos e de eleitores, e outras urnas são destinadas a auditorias dos sistemas nelas instalados. Em local público e sob a fiscalização de partidos, entidades e qualquer cidadão interessado, os TREs realizam o sorteio das urnas e a “votação simulada”, com as mesmas condições de uma seção eleitoral oficial, no mesmo dia e horário da votação oficial, em ambos os turnos. Também é contratada pelo TSE uma<noinclude>{{center|'''194'''}}</noinclude> lgcdky772fmyv1jz6vc7h1e0hl5p1gs Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/196 106 239024 556398 512225 2026-07-25T16:32:41Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas validadas */ 556398 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Erick Soares3" /></noinclude>empresa de auditoria, que acompanha o procedimento em todo o país. Para essa auditagem, são utilizadas cédulas de papel preenchidas por representantes de partidos e entidades. Cada voto é registrado na urna eletrônica e, paralelamente, em um computador à parte, com sistema próprio desenvolvido para esse fim. Cada detalhe do processo é filmado por diversas câmeras de vídeo estrategicamente posicionadas no ambiente. Ao final da votação, no mesmo horário oficial, é feita a comparação dos dois resultados: o da apuração por meio do boletim da urna eletrônica e o da soma dos votos das cédulas de papel. O objetivo final é que seja comprovada a coincidência entre os resultados obtidos nos boletins de urna, nos relatórios emitidos pelo sistema de apoio à votação paralela, nas cédulas da auditoria de funcionamento das urnas eletrônicas e no registro digital dos votos apurados. O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, foi Ministro do TSE em 2016, durante as eleições municipais, e acompanhou o processo da auditoria das urnas em votação simulada: “''Um fato que acompanhei, enquanto presidente do TSE, nas''<noinclude>{{center|'''195'''}}</noinclude> co5ga82lz1g5716m9pyhyv44mzft3nu Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/70 106 254917 556351 2026-07-25T13:15:21Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 556351 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{sc|perguntas e respostas}}|CAPITULO VI}} {{dhr|4}} A 4 de dezembro marcavam os chronometros cinco horas da manhā terrestres qnando os viajantes despertaram; eram passadas cincoenta e quatro horas de viagem. Em relaçāo ao tempo apenas tinham excedido em cinco horas e quarenta minutos, ametade da duraçāo que se calculara que haviam de premanecer dentro do projectil; mas em relaçāo ao espaço percorrido tinham já feito perto de sete decimas partes da travessia total. Particularidade esta que era consequencia de diminuiçāo regular de velocidade. E como observassem entāo a Terra pela vidraça do pavimento, já esta lhes appareceu qual escura mancha immersa na irradiaçāo solar. Já nem viram crescente nem luz cendrada. No dia seguinte, á meia noite, devia a Terra entrar na phase de Terra Nova, exactamente no momento em que a Lua entrasse no pleni-lunio. Pela parte superior ia-se o astro das noites aproximando cada vez mais da linha seguida pelo projectil, por fórma que havia de vir a encontrar-se com este exactamente á hora indi-<noinclude></noinclude> 4y5bm0bl2wlk5x8wojcer63rzwqfbyu Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/71 106 254918 556352 2026-07-25T13:18:33Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 556352 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|65|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>cada. Em torno dos viajantes estava a negra abobada constellada de pontos brilhantes que pareciam mover-se lentamente, mas cujo volume relativo nāo parecia ter-se modificado, pela distancia consideravel a que estavam. O Sol e as estrellas appareciam exactamente taes como se viam da Terra. A Lua é que augmentara consideravelmente de volume; porém, os oculos de alcance dos viajantes, que em summa nāo podiam ser de grande força, podiam servir ainda para fazer observaçōes uteis na superficie do astro, ou entāo para reconhecer-lhe disposiçōes topographicas ou geologicas. Passava-se por consequencia o tempo em conversas sem fim, que principalmente versavam ácerea da Lua. Fornecia cada qual o seu contingente de conhecimentos particulares. Barbicane e Nicholl sempre a serio, Miguel Ardan sempre phantasiado. Serviu de assumpto inexgotavel para todas as conjecturas a situaçāo e a direcçāo do projectil, os incidentes que podiam occorrer e as precauçōes que havia de exigir a futura quéda na Lua. Exactamente na occasiāo do almoço, provocou da parte de Barbicane resposta curiosa e digna de mensāo, uma pergunta de Miguel Ardan em relaçāo ao projectil. Miguel, imaginando por supposiçāo que um obstaculo de natureza qualquer detivesse a bala ainda animada da formidavel velocidade inicial, quiz saber quaes haviam de ser as circumstancias dʼesta hypothese. — Mas o que eu nāo vejo, respondeu Barbicane, é a fórma por que o projectil poderia ser detido. — Mas supponhamos, respondeu Miguel. — É supposiçāo irrealisavel, replicou o pratico Barbicane. A nāo ser qué lhe faltasse de subito a força de impulsāo. Mas, ainda nʼesse caso, a velocidade do projectil haveria de diminuir gradualmente, e a paragem nāo seria repentina. — Ora admitte que foi de encontro a outro corpo no espaço. — Mas qual? — Esse bolido enorme que encontramos, por exemplo. {{nop}}<noinclude>{{right|5}}</noinclude> cob6nxkz053pitz3wfvil3kx4ajyetw Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/72 106 254919 556353 2026-07-25T13:22:04Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 556353 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|66|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>— Nʼesse caso, disse Nicholl, ter-se-ia feito o projectil em mil pedaços, e nós de companhia. — Melhor de que isso, respondeu Barbicane, teriamos sido queimados em vida. — Qeimados! exclamou Miguel. Por minha fé! sinto que se nāo désse o caso, só para experimentar. — E havias de experimental-o, respondeu Barbicane. Na actualidade é facto averiguado que o calor nāo é mais do que uma modificaçāo do movimento. Aquecer agua, por exemplo, isto é, acrescentar-lhe calor, vale o mesmo que dar-lhe movimento ás molleculas. — Essa! disse Miguel, é uma theoria engenhosa, é! — E exacta, meu caro amigo, porque dá explicaçāo de todos os phenomenos do calorico. O calor é apenas um movimento mollecular, uma simples oscillaçāo das particulas de qualquer corpo. Quando, por exemplo, apertâmos o freio de um comboio, o comboio pára. E em que se torna o movimento de que o comboio ia animado? Transforma-se em calor, e aquece o freio. Porque rasāo se encebam os eixos de rodas? Para evitar que aqueçam, considerando que esse calor seria movimento perdido por transformaçāo. Entendes? — Se entendo, respondeu Miguel, admiravelmente! Assim, por exemplo, quando eu, depois de ter corrido por muito tempo, ficando alagado em suor, que me corre pelo corpo em bagas, me vejo obrigado a parar, qual é a rasāo do facto? É muito simples! É porque se me transformou o movimento em calor! Barbicane nāo poude encobrir um sorriso ao ouvir esta saida de Miguel. Mas, atando o fio do discurso, disse: — Em consequencia do que deixo dito, se occorresse um choque, teria succedido ao nosso projectil o que succede a qualquer bala, que cae em braza depois de bater nʼuma chapa de metal. Foi o movimento que se transformou em calor. Affirmo conseguintemente que se o nosso projectil tivesse ido de encontro ao bolido, a velocidade dʼelle, repentinamente anniquilada, havia de transformar-se em calor capaz de o volatisar instantaneamente. {{nop}}<noinclude></noinclude> b0fpl3c1lktla95gb837sdgjkijuiaw Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/374 106 254920 556354 2026-07-25T13:26:18Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 556354 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|182}}</noinclude>Joāo Valjean, desvanecia-se ante o orgulho de ter tam bem adivinhado logo no principio e de haver tido por tanto tempo tam perfeito instincto. O contentamento de Javert manifestou-se na sua attitude soberana. A desformidade do triumpho expandiu-se naquella fronte acanhada. Mostrou todo o horror que pode ver-se em um rosto satisfeito. Javert naquelle momento estava no céu. Sem que o pensasse claramente, mas nāo obstante com uma intuiçāo confusa de quanto valia e do seu triumpho, personificava, elle Javert, a justiça, a luz e a verdade em sua funcçāo celeste de esmagar o mal. Atrás e em torno de si, e em profundezas infinitas, tinha a autoridade, a razāo, a cousa julgada, a consciencia legal, a vindicta publica, todas as estrellas, protegia a ordem, fazia rebentar da lei o raio, vingava a sociedade, era a força ás ordens do absoluto; entonava-se cingido de luz ; havia na sua victoria um resto de repto e de combate ; em pé, altivo, resplandecente, ostentava a bestialidade sobrehumana de um archanjo feroz : a sombra temerosa da acçāo que praticava tornava-lhe visivel no punho convulsivamente cerrado o vago lampejo do gladio social ; feliz e indignado, tinha debaixo das plantas o crime, o vicio, a rebelliāo, a perdiçāo, o inferno, resplandecia, exterminava, sorria-se e havia uma incontestavel grandeza nesse SanʼMiguel monstruoso. Javert, assim horrivel, nada tinha de ignobil. A probidade, a sinceridade, a candura, a convicçāo, a idéa do dever, sāo cousas que, errando, podem tornar-se hediondas, mas que, assim mesmo hediondas, nada perdem da propria grandeza ; a sua magestade, peculiar da consciencia humana, persiste no horror : sāo virtudes que têem um vicio—o erro. A inexoravel alegria espontanea de um fanatico que commetteu uma atrocidade conserva nāo sei que esplendor lugubremente veneravel. Javert, sem que o desconfiasse, era, como todo o ignorante que triumpha, digno de lastima no meio de seu formidavel jubilo. Nada era tam pungente e terrivel como esse semblante em que se mostrava o que poderia chamar-se—toda a perversidade do bem. {{nop}}<noinclude></noinclude> nkb35yqzc8l63330zqimmcnzrioxs6h Os Miseraveis (trad. Justiniano José da Rocha)/Tomo segundo/Livro oitavo/III 0 254921 556355 2026-07-25T13:28:30Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf" from=371 to=374 header=1 /> {{Modernização}} {{DP-1}} [[fr:Les Misérables/Tome 1/Livre 8/03]] 556355 wikitext text/x-wiki <pages index="Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf" from=371 to=374 header=1 /> {{Modernização}} {{DP-1}} [[fr:Les Misérables/Tome 1/Livre 8/03]] babu7evm4kbt6q7dh8expqbcvyiqw1z Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/375 106 254922 556356 2026-07-25T13:30:51Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 556356 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{sc|a autoridade reassume os deus direitos.}}|IV}} {{dhr|4}} Fantina nāo tinha visto Javert desde o dia em que o ''maire'' a tirara das māos daquelle homem. O seu cerebro enfermo nāo comprehendeu nada; pareceu-lhe que elle viera para prendê-la. Nāo pôde supportar aquella figura borrivel, tapou o rosto com as māos e gritou angustiada: —Salve-me, senr. Magdalena! Joāo Valjean,—Ssó assim o chamaremos daqui em deante,—Stinha-se erguido. Disse para Fantina com a sua voz mais branda e calma: —Nāo tenha medo. Nāo é por você que elle aqui vem. Depois, dirigindo-se a Javert, disse: —Já sei o que quer. Javert respondeu : —Anda dahi ! Houve no modo porque Javert pronunciou estas duas palavras o que quer que fosse selvatico e phrenetico. Javert nāo disse: « Anda dahi! » disse « ''Andahi!'' » Ne-<noinclude></noinclude> bb78mjdx7q7f3u93i0a2eg4xpiyi1r4 556357 556356 2026-07-25T13:31:02Z Erick Soares3 19404 556357 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{sc|a autoridade reassume os seus direitos.}}|IV}} {{dhr|4}} Fantina nāo tinha visto Javert desde o dia em que o ''maire'' a tirara das māos daquelle homem. O seu cerebro enfermo nāo comprehendeu nada; pareceu-lhe que elle viera para prendê-la. Nāo pôde supportar aquella figura borrivel, tapou o rosto com as māos e gritou angustiada: —Salve-me, senr. Magdalena! Joāo Valjean,—Ssó assim o chamaremos daqui em deante,—Stinha-se erguido. Disse para Fantina com a sua voz mais branda e calma: —Nāo tenha medo. Nāo é por você que elle aqui vem. Depois, dirigindo-se a Javert, disse: —Já sei o que quer. Javert respondeu : —Anda dahi ! Houve no modo porque Javert pronunciou estas duas palavras o que quer que fosse selvatico e phrenetico. Javert nāo disse: « Anda dahi! » disse « ''Andahi!'' » Ne-<noinclude></noinclude> 13b2wgta5fxydbj23r3nywnuhkoxmt2 Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/376 106 254923 556358 2026-07-25T13:34:58Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 556358 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|184}}</noinclude>nhuma orthographia poderia exprimir o tom com que isto foi pronunciado ; já nāo era palavra lumana ; era um rugido. Nāo procedeu como de costume ; nāo expôz o caso; nāo exhibiu mandado de captura. Para elle, Joāo Valjean era uma especie de combatente mysterioso e invencivel, um lutador tenebroso , que apertava nos braços havia cinco annos sem poder derriba-lo. Aquella prisāo nāo era um principio, mas um fim. Limitou-se a dizer : —Anda dahi ! Assim fallando, nāo deu um passo; cravou em Joāo Valjean esse olhar que elle empregava como harpāo, e com o qual attrahia violentamente a si os miseraveis. Fôra esse mesmo olhar que Fantina sentira entranhar-se-lhe até á medulla dos ossos havia dous mezes. Ao grito de Javert, Fantina tornára a abrir os olhos. O senr. ''maire'' alli estava; o que podia ella temer ? Javert avançou até ao meio do quarto e bradou : —Entāo, nāo vens ? A misera olhou em torno de si. As unicas pessoas que alli se achavam eram a religiosa e o ''maire''. A quem se dirigia pois aquelle autoamento abjecto? A ella sómente. Estremeceu. Entāo viu uma cousa inaudita, de tal modo inaudita que de certo nunca lhe apparecêra igual nos mais negros delirios da febre. Viu o beleguim Javert deitar a māo á gola do senr. ''maire;'' viu o senr. ''maire'' curvar a cabeça. Pareceu-lhe que o mundo se aniquilava. Javert comeffeito agarrára a Joāo Valjean pela gola. —Senr. ''maire!'' gritou Fantina. Javert soltou uma gargalhada, essa medonha gargalhada que lhe descobria todos os dentes. —Aqui já nāo ha ''maire!'' Joāo Valjean nem tentou afastar a māo que o segurava pela gola da sobre-casaca. Disse: —Javert.. . Javert interrompeu-o. —Chama-me senr. inspector. —Senhor, proseguiu Joāo Valjean, desejava dizer-lhe uma palavra em particular. {{nop}}<noinclude></noinclude> j1f2wtabiuclq91k6b3p4kzgzh2pv6i Página:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf/62 106 254924 556364 2026-07-25T14:52:15Z Túllio F 37740 /* Não revisadas */ transcrição 556364 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Túllio F" />{{c|— 58 —}}</noinclude>sua cega ambição e malevolo animo, entrou a requerer ao sr. desembargador intendente dos diamantes, [[w:pt:Rafael Pardinho|Raphael Pires Pardinho]], que mandasse dar exactas buscas em todas as vendas e lojas d’este continente : como forão nos arraiaes da Govêa, Milho Verde, S. Gonçalo e Rio Manso, e em algumas do Tijuco, e não sendo achado cousa alguma em que houvesse o mais leve prejuizo da fazenda real, mandarão notificar seus donos para serem exterminados, fazendo-se todo este procedimento sem culpa e sem mais motivo ou causa, que um simples requerimento do dito administrador ; além de outros muitos insultos, que está de continuo obrando, como a sua vontade e máo animo o pede, sem attender ao gravíssimo prejuizo, que tem causado á real fazenda de Sua Magestade, que sem duvida ha de experimentar na falta da capitação de tantas lojas e vendas e na renda dos dizimos o entradas , pela falta de gente e commercio ; e tambsm as rendas d’este senado experimentão o mesmo vexame (e tão necessárias para as obras publicas), principalmente as rendas das aferições e cabeças de gado, pela razão das causas já referidas, pelas quaes se estão vendo os moradores d’esta villa e comarca postos na maior consternação, e perigo de succederem gravíssimas minas. « O referido exponho a v.m. para que por serviço de Sua Magestade, que Deos guarde, queira mandar passar precatória ao dito dr. desembargador intendente, para que se abstenha de um tão injusto procedimento contra os vassallos do mesmo Senhor, sem se lhes achar a mais leve culpa, e nem haver formado processo contra elles, para serem tão asperamente castigados, e só têm aquella culpa que o malévolo animo do administrador e cega ambição lhes quer formar. A elle é que só assentava bem o dar-se uma rigorosa busca por diamantes, porque os manêa, como lhe parece e quer; e não aos pobres vassallos, que estão nas suas lojas e vendas, nas quaes apenas ganhão seu sustento e com que pagar a capitação real ». Para intelligencia da accusação que n’este requerimento se faz ao contratador, é preciso saber que pelas clausulas da arrematação e estatuto particular da companhia, todos os diamantes que<noinclude></noinclude> huoagfzpl5cf5btdgp5opsazmzfo13g Hino do município de Horizonte (Ceará) 0 254925 556381 2026-07-25T15:44:14Z Erick Emanuel 1 42882 /* */ Hino do município de Horizonte 556381 wikitext text/x-wiki '''I''' dww4g1n9qve3ruptkvw5tq0ge5tm6we 556383 556381 2026-07-25T15:46:55Z Erick Emanuel 1 42882 /* */ 556383 wikitext text/x-wiki phoiac9h4m842xq45sp7s6u21eteeq1 556385 556383 2026-07-25T15:49:31Z Erick Emanuel 1 42882 Adição do hino do município que estava em falta 556385 wikitext text/x-wiki Letra por Miriam Carlos Moreira de Souza Melodia por Miriam Carlos Moreira de Souza I Entre toda gente cearense Um povo se destaca e tem ação Não cruza os braços, vai à luta No trabalho encontra a redenção Que é o caminho da paz, da liberdade Do progresso e da emancipação II Cristalinas são as tuas fontes Que correm banhando a imensidão E o belo vale do Pacoti Faz crescer e florir a plantação E a natureza amiga e conivente Da minha terra meu querido torrão Refrão Horizonte! O esplendor do luar Reflete tua força e beleza E o Ceará resplandece de luz Orgulhoso de tua grandeza III Dinamismo, coragem e competência Talento, saúde e educação Representam o bem maior Riqueza sem igual do cidadão Que conquistou respeito e integridade Rompendo para sempre a servidão! not39a9xuadi5k4i3satklntzg1ieem Suspiros poéticos e saudades (1865)/As Saudades 0 254926 556392 2026-07-25T16:08:59Z Junglk 34905 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu" include=297 header=1 /> [[Categoria:Suspiros Poéticos e Saudades]] 556392 wikitext text/x-wiki <pages index="Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu" include=297 header=1 /> [[Categoria:Suspiros Poéticos e Saudades]] 5fkrxshsvju2gzi47hxe530321tq6gg Página:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf/63 106 254927 556411 2026-07-26T01:29:23Z Túllio F 37740 /* Não revisadas */ transcrição 556411 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Túllio F" />{{c|— 59 —}}</noinclude>se extrahissem devião ser recolhidos ao cofre da intendencia, e só erão entregues ao contratador, depois de conferidos na ocasião em que se fazia a sua remessa para a caixa da companhia estabelecida em Lisboa. Era uma segurança a bem dos interessados no contrato e da fazenda real, sem estar a qual paga em Lisboa da capitação, que lhe era devida, não podia haver dividendo. É à violação d'esta condição que alludem, com ou sem fundamento, os peticionarios no requerimento que transcrevemos. Raphael Pires Pardinho, não dando importancia à precatoria do ouvidor da villa do Principe, lh'a devolveu em uma carta particular, que temos á vista e da qual transcreveremos alguns trechos por fazerem conhecer o caracter do intendente. « Não se lhes faz (aos habitantes do districto) injustiça ou injúria em se lhes dar rigorosas buscas, todas as vezes que o commandante do destacamento, os contratadores e eu o quizermos, e repetir com elles as diligencias, que me requererem e me parecerem convenientes, pois a tudo se sujeitàrão de boa vontade: de que facilmente se podem livrar sahindo da demarcação. « Dê-me v. m. licença, ou eu como velho a tomo para lhe dizer: — Não tem ainda cabal conhecimento dos mercadores vendilhões e mais gente das Minas. Deve ter por certo que todos têm a mesma condição dos negros; porque como n'estes é natural furtarem tudo quanto podem, assim n'aquelles o é permutarem tudo quanto têm pelos furtos, que lhes levão á casa. Pelo que nunca são excessivas, antes muito precisas as prevenções, cautellas e diligencias, que com elles se tiverem para os deshabituar das suspiradas traficancias de diamantes. « Diga-me v. m. ingenuamente por quem é: o que discorrerà, quem ler aquella representação, do zelo do bem commum da comarca, que os camaristas não têm?...... Diga v. m. o que quizer, que eu sempre presumirei, sem lhe fazer offensa, ser a especiosa capa com que intentão encobrir seus interesses particulares e dos que os soprão de fóra..... O tempo, descobridor de todas as cousas duvidosas, poderá verificar-nos ainda mais esta. « Devo tambem dizer a v. m. que n'estas diligencias não {{começo de palavra hifenizada|in|interessa}}<noinclude></noinclude> hl19l4akwi3qdqv7jvsy3v8ge5sgr12 Página:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf/64 106 254928 556415 2026-07-26T02:30:21Z Túllio F 37740 /* Não revisadas */ transcrição 556415 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Túllio F" />{{c|— 60 —}}</noinclude>{{término de palavra hifenizada|teressa|interessa}} só a companhia, porém muito mais o serviço do Soberano; o que não póde alcançar a fraca comprehensão dos camaristas. Mas bem poderão reflectir, que, sem uma grande e particular razão, não manteria Sua Magestade quatro annos, com tanta despeza de sua fazenda, a prohibição dos diamantes, e antes elle quererá ver o districto diamantino despovoado de seus moradores, do que tornarem estes ás suas passadas traficancias de diamantes...... » A resposta, que deu o ouvidor à carta do intendente, que tanto maltratára uma corporação respeitavel como era a camara da villa do Principe, demonstra sua fraqueza de animo e acanhada intelligencia. Transcreveremos o seguinte trecho: « Vejo a carta de v. m. Eu, senhor, não tenho adiante dos olhos outra cousa mais que o serviço de Deos e de El-Rei....., nem foi meu animo contender com v. m.; antes quero seguir em tudo os dictames, que sua autoridade, annos e experiencia fazem mais respeitaveis, e assim approvo por bem determinadas as disposições de v. m. E como espero ver a v. m. n'esse arraial, n'elle darei a mão à palmatoria, no caso que v. m. entenda que delinquí contra seu espirito. « N'esta villa se levantou uma borrasca porque alguns não querem justiça direita; porém em se desterrando d'aqui um lettrado malevolo e perturbador da paz, logo isto ha de ficar em socego. Aos pés de v. m. fica muito rendida minha vontade e obediencia >>. Não sabemos qual seja o lettrado de quem falla o ouvidor. Talvez fosse o dr. Antonio de Macedo, que exercia a advocacia no juizo da intendencia e da ouvidoria da comarca, e de cujos escriptos, que encontramos em alguns processos, já transpira liberdade quiçá demasiada para o tempo. Então as autoridades consideravão os advogados como perturbadores da ordem da justiça. Querião uma justiça rapida, expedita, sem formalidades. Os advogados, naturalmente formalistas, obstavão o livre curso da arbitrariedade: d'ahi provinha o desaffecto, que lhes votavão os julgadores. Em breve veremos ordenar-se que sejão exterminados do districto, e, sob penas rigorosas, prohibido n'elle o exercicio da advocacia.<noinclude></noinclude> s3rsw7i9vty5ibiixacyi1b0aoyneim Utilizador:Gamoneiro/vector-2022.css 2 254929 556417 2026-07-26T02:41:05Z Gamoneiro 43372 Uso de fonte serifada 556417 css text/css .pagetext { font-family: serif; } 9hl4y0dhrpuyhadvcu36qc4gsvjqypi 556424 556417 2026-07-26T03:11:33Z Gamoneiro 43372 Texto serifado na leitura de obras 556424 css text/css .pagetext, .prp-pages-output { font-family: serif; } 4og1ubd4b42emma6zukv93kfkwvdcs4 Página:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf/65 106 254930 556418 2026-07-26T02:42:12Z Túllio F 37740 /* Não revisadas */ transcrição 556418 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Túllio F" />{{c|— 61 —}}</noinclude>Em uma queixa que varios mineiros concessionarios de lavras auriferas, dirigirão ao governador sobre o procedimento do con- tratador, que quiz impedir-lhes a mineração, a pretexto que ella offendia os serviços do contrato, lemos o seguinte: « Os supplicantes não esperão mais que a continuação das violencias e vexames, que experimentão e todos os povos circumvisinhos; esperão por instantes se mande prender a seus escravos, pois é público no dito arraial (do Tijuco), que se tem passado ordens, e para estas se passarem basta requerel-o o contratador ou seja de palavra ou por escripto, sem outro fundamento algum mais que a sua vontade; porque esta só se inclina à destruição dos mineiros, despejo e exterminio dos moradores e mercadores da demarcação, e geral destruição e assolação da mesma. Elle vai conseguindo o seu intento, affectando poderes que lhe não são concedidos, sem que os ministros régios da demarcação lh'o encontrem, pondo-se os moradores d'ella na maior consternação; de fórma que resulta contra elle un geral clamor. E a não serem tão leaes vassallos, tementes a Deos e ás justiças, e attentos ao prudentissimo, piissimo e paternal regimen com que v. exc. governa seus subditos, terião resultado consequencias muito prejudiciaes e fataes ruinas...... » Entretanto se entravão em conflicto os interesses do contrato e os da fazenda real, Raphael Pires Pardinho propendia para os d'esta. Para darem principio aos trabalhos de mineração no Jequitinhonha, os contratadores havião ajustado com certo fazendeiro, Francisco Martins, o córte e conducção de toda a madeira necessaria. Sabendo Pardinho d'esse contrato mandou intimal-os para o rescindirem; porque o córte e conducção das madeiras devião ser feitas com os 600 escravos capitados. Os contratadores replicárão, allegando que esse preparativo não era propriamente acto de mineração. Não entraremos na longa discussão juridica que suscitou-se sobre esta questão entre o intendente e os contratadores, e que fórma um volumoso processo que temos presente: ella não offerece interesse ao leitor. Os contratadores não podendo obter de {{começo de palavra hifenizada|Pardi|Pardinho}}<noinclude></noinclude> mb2ovsijpef4yu5ovxfka0e61s21qx6 Página:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf/66 106 254931 556420 2026-07-26T02:48:33Z Túllio F 37740 /* Não revisadas */ transcrição 556420 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Túllio F" />{{c|— 62 —}}</noinclude>{{término de palavra hifenizada|dinho|Pardinho}} uma só decisão favoravel, recorrerão ao governador [[w:pt:Gomes Freire de Andrade, 1.º Conde de Bobadela|Gomes Freire de Andrade]] e este declarou que podião madeirar com es- cravos além dos 600 capitados, ou ajustar com madeireiros o córte e conducção das madeiras precisas, com tanto que as descarregassem um tiro de espingarda distante dos barrancos do rio ». Pardinho protestou energicamente contra esta decisão em lin- guagem talvez descomedida, como consta de sua correspondencia com o governador. Em uma de suas cartas lemos o seguinte: « ...... O que eu afirmo para que a todo tempo conste a bem da fazenda real (e se for necessario o juro aos Santos Evangelhos), é que se convim no contrato dos diamantes por 230$000 por cada um dos seiscentos escravos, foi na certeza de que estes havião de fazer o serviço necessario, que negros costumão fazer para se extrahir diamantes, sem se poder metter mais negros que os seiscentos capitados.... » Em outra carta diz: « Achou v. exe. que elles (os contratadores) tinhão razão: faça-se o que v. exc. determina; porém não posso deixar de lhe dizer que esta materia é de grandes consequencias não só para este contrato, mas tambem para os futuros, e me parece preciso tomar v. exe. melhores informações...... Entre os achaques que os annos causão aos velhos, é o de viverem timoratos e desconfiados de si mesmos, do qual me não posso escusar. A piedade de Sua Magestade mandou-me para este emprego, e se eu podesse dizer (como v. exc. justamente disse), que tinha a minha reputação bem estabelecida, não desconfiára de que até meus amigos duvidarião de meu comportamento ». Pardinho continúa em amargas queixas contra a decisão do governador, que responde-lhe em termos attenciosos, reconhecendo serem ellas motivadas pelo grande zelo do intendente em favor dos interesses da corôa. Poderiamos multiplicar a citação de exemplos que demonstrão a prepotencia dos contratadores. Basta o que fica dito: outros factos irão apparecendo no correr d'esta narração. Pardinho já cançado do emprego de intendente, um dos mais<noinclude></noinclude> efdcw7yeasyz900hadlw44prhx1kh5b Página:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf/67 106 254932 556421 2026-07-26T02:50:20Z Túllio F 37740 /* Não revisadas */ transcrição 556421 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Túllio F" />{{c|— 63 —}}</noinclude>laboriosos da capitania, allegando sua avançada idade e incommodos, que soffria, pedio e obteve sua demissão. El-rei mandou que o governador o louvasse pelos bons serviços, que prestára durante o tempo de sua intendencia.<noinclude></noinclude> mq6ptn5223qbaru12p5el1z702kchjq