Wikisource ptwikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.12 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikisource Wikisource Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão Portal Portal Discussão Autor Autor Discussão Galeria Galeria Discussão Página Página Discussão Em Tradução Discussão Em Tradução Anexo Anexo Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Autor:Bento Teixeira 102 14513 556700 529171 2026-07-28T19:09:33Z Junglk 34905 Adição de ligação externa 556700 wikitext text/x-wiki {{autor/v2 | InicialUltimoNome = T | nome = Bento Teixeira | nome completo = | nome nativo = | imagem = | imagem_tamanho = | legenda = | data_nascimento = {{dni|||1561|si}} | nacionalidade = {{PRTn|o}} | data_morte = {{morte|||1618|||1561}} | género = | período = | temas = | abl = | Wikipedia = Bento Teixeira | Wikiquote = | Wikicommons = | MiscBio = '''Bento Teixeira''' foi um poeta português. Apesar de muitos acreditarem que seja o primeiro poeta nascido no Brasil, sabe-se que ele nasceu em Portugal e veio ao Brasil após terem-no descoberto como judeu.<ref>Essa informação é conhecida desde meados das décadas de 1930/1940, apesar de sua difícil propagação. Ver [[Anexo:Nacionalidade de Bento Teixeira]].</ref> Se sustenta como professor em território brasileiro.<ref>{{citar web | url = http://virtualbooks.terra.com.br/literatura_brasileira/bento_teixeira.htm | dead-url = 2020-11-29 | titulo = Literatura brasileira: Bento Teixeira | website = Virtual Books Online | data = 2002 | acessodata = 2007-01-02 | arquivourl = https://web.archive.org/web/20071116103539/http://virtualbooks.terra.com.br:80/literatura_brasileira/bento_teixeira.htm | arquivodata = 2007-11-16 }}</ref>}} {{Audível}} == Obras == {{Lista de documentos início}} {{Documento|data=1601|título=Prosopopéia|galeria=Prosopopea.pdf|notas={{Som}}|gênero=Poema épico|progresso=1}} {{Lista de documentos final}} == Notas == {{Reflist}} == Ligações Externas == * {{BLPL|11822}} {{autores}} {{controle de autoridade}} [[Categoria:Bento Teixeira| ]] 38hhlxei5dzqdk0ksms5nief23twk44 Autor:José Bonifácio 102 115739 556717 537618 2026-07-29T03:51:04Z Junglk 34905 Atualizando página do autor 556717 wikitext text/x-wiki {{Autor/v2 | InicialUltimoNome = S | nome = José Bonifácio | nome completo = José Bonifácio de Andrada e Silva | nome nativo = | imagem = Jose bonifacio de andrada e silva (cropped).jpg | imagem_tamanho = | legenda = Pintura a óleo por [[w:Benedito Calixto|Benedito Calixto]], 1902. | nacionalidade = {{BRA-PRTn|o}} | data_nascimento = {{dni|13|6|1763|si}} | data_morte = {{morte|6|4|1838|13|6|1763}} | género = | período = | temas = | abl = | MiscBio = '''José Bonifácio de Andrada e Silva''' foi um naturalista, estadista e poeta brasileiro. Na poesia, adotava o pseudônimo de '''Americo Elysio'''. }} == Obras == {{Lista de documentos início|gênero}} {{Documento|data=1794|título=Viagem geognóstica aos montes Euganeos no território de Pádua|galeria=|progresso=|gênero=Memória|notas=}} {{Documento|data=1800|título=Viagem mineralógica pela província da Extremadura até Coimbra|galeria=|progresso=|gênero=Memória|notas=}} {{Documento|data=1814|título=Experiências químicas sobre a quina do Rio de Janeiro, comparada com outras|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}} {{Documento|data=1814|título=Memória minerográfica da serra que decorre de Santa Justa até Santa Comba e suas vizinhanças na província do Minho|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}} {{Documento|data=1815|título=Sobre a necessidade e utilidade do plantio de novos bosques em Portugal, particularmente de pinhais nos areais de beira-mar; seu método de sementeira, custeamento e administração|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}} {{Documento|data=1817|título=Memória sobre a nova mina de ouro da outra banda do Tejo, chamada Príncipe Regente|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}} {{Documento|data=1818|título=Memória sobre as pesquisas e lavra dos veios de chumbo de Chacim, Souto, Ventozello, e Villar de Rey na província de Trás-os-Montes|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}} {{Documento|data=1818|título=História da Academia Real das Ciências de Lisboa, para o ano de 1818|galeria=|progresso=|gênero=Discurso|notas=}} {{Documento|data=1820|título=Memória econômica e metalúrgica|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}} {{Documento|data=1825|título=Poesias avulsas|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}} {{Documento|data=1825|título=Representação de José Bonifácio sobre a escravatura|galeria=Representação à Assembléia Geral Constituinte e Legislativa do Império do Brasil sobre a escravatura.pdf|exportar=Representação de José Bonifácio sobre a escravatura|progresso=4|gênero=|notas=}} {{Documento|data=1843|título=Testamento de José Bonifácio|galeria=Testamento de José Bonifácio de Andrada e Silva.pdf|progresso=2|gênero=|notas=}} {{Documento|data=s.d.|título=Memória minerográfica sobre o distrito metalífero entre os rios Alva e Zêzere|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}} {{Lista de documentos final}} === Periódicos === ==== Artigos ==== {{Lista de documentos início|gênero|notas=Periódico}} {{Documento|data=1813|título=Sobre as minas de carvão-de-pedra em Portugal|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=In: ''[[O Patriota]]}} {{Documento|data=1813|título=Há terrenos que pelo arado não dão fruto, mas sendo cavados com o picão sustentam mais do que se fossem férteis|galeria=|progresso=|gênero=Memória|notas=In: ''[[O Patriota]]}} {{Lista de documentos final}} === Traduções === {{Lista de documentos início|autor|gênero}} {{Documento|data=1815|título=[[A Primavera (José Bonifácio)|A primavera]]|galeria=A primavera - Idyllio.pdf|exportar=A Primavera (José Bonifácio)|autor=Meleagro de Gadara|progresso=5|gênero=Poema|notas=}} {{Lista de documentos final}} {{autores}} {{controle de autoridade}} [[Categoria:Autores paulistas]] [[Categoria:José Bonifácio| ]] 51lj0ikdbo50d1dzm2v3gtgtpjdng4d Autor:Adélia Fonseca 102 121440 556696 533486 2026-07-28T15:49:56Z Magi129 37993 556696 wikitext text/x-wiki {{Autor/v2 | InicialUltimoNome = F | nome = Adélia Fonseca | nome completo = Adélia Josefina de Castro Fonseca | nome nativo = | imagem = Adélia Fonseca.jpg | imagem_tamanho = | legenda = | data_nascimento = {{dni|24|11|1827|si}} | nacionalidade = {{BRAn|a}} | data_morte = {{morte|9|12|1920|24|11|1827}} | género = | período = | temas = | abl = | Wikipedia = Adélia Josefina de Castro Fonseca | Wikiquote = | Wikicommons = | MiscBio = '''Adélia Josefina de Castro Fonseca''' (nome de batismo: '''Adélia Josefina de Castro Rebelo''' <ref name=nM1 group=Notas>MUZART, p. 285</ref> <ref name=MUZART group=Refs>MUZART, Zahidé Lupinacci. Adélia Fonseca. In: _____ (Org.). '''Escritoras brasileiras do século XIX'''. Florianópolis: editora Mulheres, 1999. p. 285-299.</ref> e, após enviuvar, '''Madre Maria José de Jesus''' <ref name=nSB1 group=Notas>Schumaher e Brazil, p. 22</ref><ref name=S-B group=Refs>SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital. ''[http://books.google.com/books?id=5GmWs7KHLycC&pg=PA22 '''Dicionário mulheres do Brasil''': de 1500 até a atualidade]''. Rio de Janeiro: J. Zahar, 2000.</ref>) foi uma poetisa brasileira. }}{{autora}} == Obras da autora == * {{livro digitalizado|Ecos da minh'alma|Echos da minh'alma.djvu}} (1866) '''Colaboradora nos periódicos''' <ref name=nM2 group=Notas>MUZART, p. 289</ref> * ''Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro'' * ''Gazeta de Notícias'' (Rio de Janeiro) * ''Semana Ilustrada'' (Rio de Janeiro) * ''O Domingo'' (Rio de Janeiro) * ''A Época Literária'' (Salvador) * ''Correio da Vitória'' (Espírito Santo) == Sobre a autora == * {{link DBB|Adelia Josephina de Castro Fonseca}} == Referências == ;Notas <references group=Notas/> ;Bibliografia <references group=Refs/> {{Índices/Adélia Fonseca}} {{autores}} {{controle de autoridade}} {{Brasil DP-Autor|morte=1920}} [[Categoria:Biografias presentes em Escritoras Brasileiras do Século XIX]] [[Categoria:Adélia Fonseca| ]] [[Categoria:Autores baianos]] [[Categoria:Autoras]] sjvaq74tlhfgdecnw07sl44n5yfudcp Autor:Ambrósio Fernandes Brandão 102 179746 556699 548726 2026-07-28T19:07:57Z Junglk 34905 Adição de ligação externa 556699 wikitext text/x-wiki {{autor/v2 | InicialUltimoNome = B | nome = Ambrósio Fernandes Brandão | nome completo = | nome nativo = | imagem = | imagem_tamanho = | legenda = | data_nascimento = {{dni|||1555|si}} | nacionalidade = {{PRTn|o}} | data_morte = ''circa'' {{morte|||1618|||1555}} | género = | período = | temas = | abl = | MiscBio = '''Ambrósio Fernandes Brandão''' foi um senhor de engenho e escritor português. }} == Obras == {{Lista de documentos início}} {{Documento|data=1618|edições=Diálogos das Grandezas do Brasil|progresso=1|gênero=|notas=Editado pela primeira vez em {{ano|1930}}}} {{Lista de documentos final}} == Ligações Externas == * {{BLPL|12634}} {{autores}} {{controle de autoridade}} {{DEFAULTSORT:Brandão, Ambrósio Fernandes}} [[Categoria:Ambrósio Fernandes Brandão| ]] 8av9f6ww409j6qxfysyo898iz80fueo Utilizador:Erick Soares3 2 184902 556664 556118 2026-07-28T14:27:35Z Erick Soares3 19404 556664 wikitext text/x-wiki {{página de usuário}} {{#babel:pt-br|en-3}} {{Userbox/Idade|dia=24|mes=12|ano=1999}} [[W:Usuário:Erick Soares3|Página na Wikipédia]]. [https://xtools.wmflabs.org/pages/pt.wikisource.org/Erick%20Soares3/all#106 Meu trabalho feito aqui] ;Trabalhos que desejo adicionar {| class="wikitable sortable mw-collapsible mw-collapsed" |- ! WS !! Livro !! Páginas |- |pt |[[Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano/11|Graham]] |30 |- |en |[[:en:Index:Machado of Brazil (Machado).djvu|Machado of Brazil]] |246 |- |pt |[https://periodicos.ufba.br/index.php/afroasia/article/view/66332 Luiz Gama] |49 |- |en |[[:en:Index:The Spitting Image of a Man.pdf|The Spitting Image of a Man]] |36 |- |pt |[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Santos_Dumont_nas_cataratas.pdf 1] |127 |- |en |[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Santos_Dumont_at_the_falls.pdf 2] |126 |- |es |[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Santos_Dumont_en_las_cataratas.pdf 3] |126 |- |pt |[[:File:VLS-1 V01 (Diário da Câmara dos Deputados).pdf|V01]], [[:File:VLS-1 V02 (Diário da Câmara dos Deputados).pdf|V02]] e [[:File:Acidente de Alcântara (Diário do Congresso Nacional).pdf|V03]] [[:File:Acidente de Alcântara (Anais do Senado Federal).pdf|V03]] |103 |- |pt |[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Direitos_das_mulheres_e_injusti%C3%A7a_dos_homens.pdf direitos] ([https://piaui.folha.uol.com.br/travessura-revolucionaria/ ler também]) |78 |- |en |[https://www.scielo.br/j/bjr/a/9H85ZdP37xWMh6QPcCgDzSy/?lang=en scandal] ([https://bjr.sbpjor.org.br/bjr/article/view/1673 1]) | 37 |- |pt |[[Galeria:O Saneamento do Brasil (Vol. 1).pdf|Theophilo e Sodré]] |161 |- |pt |[[Galeria:O Saneamento do Brasil (Vol. 1).pdf|Problema]] |106 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 1]] |79 |- |pt |[https://www.jstor.org/stable/community.38768877 Evolução] |52 |- |pt |[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/4926 local no ws] |244 |- |pt |[[Galeria:Lara, tr. T. A. Craveiro (1837).pdf|Lara]] |59 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 2]] |71 |- |pt |[https://www.google.com/books/edition/_/hnUlAQAAMAAJ América] |254 |- |pt |[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/4926 Revo] |244 |- |pt |[https://www.google.com.br/books/edition/O_minotauro/4N3uAAAAMAAJ?hl=pt-BR&gbpv=0&bsq=%22Monteiro%20Lobato%22 Minotauro] |220 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. 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Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|Ether Island]] |20 |- |- |pt | [[:File:Diretas já (Pedro Simon, 1984).pdf|Diretas já]] |66 |- |pt |[[Lincoln: narração de sua vida pessoal|Fundamentos]] |141 |- |pt |[[Lincoln: narração de sua vida pessoal|Audacias]] |73 |- |pt |[[Lincoln: narração de sua vida pessoal|Vitória]] |53 |- |pt |[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 8-10]] |91 |- |pt |[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 11-13]] |71 |- |pt |[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 14]] |40 |- |pt |[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 15]] |51 |- |pt |[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros Trd/Ref]] |56 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 7]] |81 |- |pt |[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/768199 Mon to Rep] |303 |- |pt |[https://www.jstor.org/stable/community.38767768 Pasteur] |23 |- |pt |[[Galeria:Efêmero Revisitado.pdf]] |193 |- |pt |[[Galeria:Revista da Exposição Anthropologica Brazileira (1882).pdf|Revista da exposição]] |145 |- |pt |[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8913 Barão] |142 |- |pt |[[Galeria:Os Noivos (v.2).pdf]] |472 |- |pt |[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 2).pdf|Federalista 2]] |282 |- |pt |[https://www.jstor.org/stable/community.38769569 O cerco do corintho] |50 |- |pt |[[Galeria:Cronicas-de-um-Tetranacional-do-Software-Livre.pdf]] |119 |- |pt |[[Galeria:Openldap Ultimate.pdf|Openldap]] |199 |- |pt |[[Galeria:Idéas de Géca Tatú.pdf|Géca]] |211 |- |pt |[[Galeria:Contos Escolhidos.pdf|Contos]] |239 |- |pt |[[Galeria:A Cultura é Livre.pdf]] |254 |- |pt |[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|2-5]] |35 |- |pt |[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|6-10]] |49 |- |pt |[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|11-15]] |45 |- |pt |[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|Restante]] |64 |- |pt |[[:File:Preito a Camões.pdf|Camões]] |51 |- |en |[https://www.jstor.org/stable/community.38767573 Minor Camões] |33 |- |pt |[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 3).pdf]] |243 |- |pt |[[Galeria:O Senhor D. Pedro II, imperador do Brasil, biographia, por Joaquim Pinto de Campos ; e com uma advertencia por Camillo Castello Branco.pdf|Biografia do Senhor D. Pedro II]] |96 |- |pt |[[:File:Statira e Zoroastes.pdf|Statira]] |56 |- |pt |[https://www.jstor.org/stable/community.38769995 Portugal, Brasil e Grã-Bretanha] |53 |- |en |[https://www.jstor.org/stable/community.38768623 Portugal, Brazil and United Kingdon] |32 |- |pt |[[:File:Da vida e feitos de Alexandre de Gusmão e de Bartholomeu Lourenço de Gusmão.pdf|Da vida]] |117 |- |pt |{{livro digitalizado|Os Sabios Illustres|Os Sabios Illustres.pdf}} |162 |- |pt |{{livro digitalizado|Galeria Illustre (Mulheres Célebres)|Galeria Illustre (Mulheres Célebres).pdf|Galeria Illustre}} |173 |- |pt |{{livro digitalizado|A Genealogia da Moral|A genealogia da moral.pdf}} |176 |- |pt |[https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/obras-completas/memorias-da-emilia/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&search=Mem%C3%B3rias&pos=0&source_list=collection&ref=%2Fmuseumonteirolobato%2Facervo%2Fobras-completas%2F Memorias da Emilia] |122 |- |pt |{{livro digitalizado|Diario de um Soldado (Vol. 1)|Diario de um Soldado Vol. 1.pdf|Diário de um soldado}} |189 |- |pt |{{livro digitalizado|Vida e viagens de Fernão de Magalhães|Vida e viagens de Fernão de Magalhães, por Diego de Barros Arana; traducção do hespanhol de Fernando de Magalhães Villas-Boas. 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Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/435|Miseráveis V.1-2]] |50 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/435|Miseráveis V.3]] |43 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/436|Miseráveis V.4-5]] |56 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/436|Miseráveis VI.6-7]] |42 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/436|Miseráveis VI.8]] |114 |- |en |[[:File:Brazilian Literature (IA brazilianliterat00gold).pdf|Brazilian literature part 1]] |128 |- |en |[[:File:Brazilian Literature (IA brazilianliterat00gold).pdf|Brazilian literature part 2]] |170 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/199|Miserávei VII.1-2]] |64 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/199|Miseráveis VII.3-4]] |52 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/199|Miseráveis VII-5-6]] |67 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/199|Miseravis VII/VIII-7-8]] |69 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/200|Miseravis VIII-9-13]] |104 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/200|Miseravis VIII-14-15]] |69 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/619|Miseraveis IX-1]] |119 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/619|Miseraveis IX-2-4]] |82 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/620|Miseraveis X-5-biografia]] |157 |} <div style="clear:both;"></div> <div style="box-shadow: 0 0 .3em #999; border-radius: .2em; margin: 1em 0 2em 0; padding: 1px;"> <div style="background: #ffe6a7; border-radius: .2em; color: #282828; font-size:125%; padding: .4em .8em .5em;"><span style="opacity: .7;">[[File:Icons8 flat approval.svg|25px|link=|alt=]]</span> &nbsp; '''Projetos Finalizados''' </div> <div title="Projets en chantier" style="padding: 1em;font-size:80%"> <gallery heights="240px" widths="180px" mode="packed" class="center"> <!--2026--> Ficheiro:Da Terra á Lua.pdf|page=3|thumb|'''[[Da Terra á Lua]]''' Ficheiro:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf|page=1|thumb|'''[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)]]''' Ficheiro:O Legado de Aaron Swartz.pdf|page=1|thumb|'''[[Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação/Volume 21/O Legado de Aaron Swartz|O Legado de Aaron Swartz]]''' Ficheiro:Tradução do discurso de Fedro no Banquete de Platão.pdf|page=1|thumb|'''[[Revista Archai/Volume 34/Tradução do discurso de Fedro no Banquete de Platão|Tradução do discurso de Fedro no Banquete de Platão]] Ficheiro:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf|page=214|thumb|'''[[Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano/11/O Recife de Grês do Porto de Pernambuco|O Recife de Grês do Porto de Pernambuco]]''' Ficheiro:O Cruzeiro (1928 - N001).pdf|page=29|thumb|'''[[O Cruzeiro (Revista)/Ano I/Nº I/10 de novembro de 1928/A Éra das Forças Hydraulicas|A Éra das Forças Hydraulicas]]''' <!--2025--> Ficheiro:Historia das invenções.pdf|page=7|thumb|'''[[Historia das invenções (4ª edição)]]''' File:Franklin - A Sciencia do bom homem (1864).pdf|page=3|thumb|'''[[A Sciencia do Bom Homem Ricardo]]''' File:Apontamentos de Psychologia.pdf|page=1|thumb|'''[[Apontamentos de Psychologia]]''' File:Vida Ociosa Capa (Restored).jpg|thumb|link=Galeria:Vida Ociosa (2ª edição).pdf|'''[[Vida Ociosa (2ª edição)]]''' File:Byron-Giaurpoema.pdf|thumb|page=2|link=Galeria:Byron-Giaurpoema.pdf|'''[[O Giaur]]''' File:Representação à Assembléia Geral Constituinte e Legislativa do Império do Brasil sobre a escravatura.pdf|thumb|link=Galeria:Representação à Assembléia Geral Constituinte e Legislativa do Império do Brasil sobre a escravatura.pdf|'''[[Representação de José Bonifácio sobre a escravatura]]''' File:Byron, Parisina (1905).pdf|link=Galeria:Byron, Parisina (1905).pdf|thumb|page=2|'''[[Parisina (1905)|Parisina]]''' File:A Verdade (Honorio Lima, 1900).pdf|link=Galeria:A Verdade (Honorio Lima, 1900).pdf|page=2|thumb|'''[[A Verdade]]''' File:Tratado de amizade e commercio entre Portugal e o Império da China.pdf|thumb|link=Galeria:Tratado de amizade e commercio entre Portugal e o Império da China.pdf|'''[[Tratado de amizade e commercio entre Portugal e o Império da China]]''' File:Lisboa no anno três mil.pdf|thumb|page=5|link=Galeria:Lisboa no anno três mil.pdf|'''[[Lisboa no anno três mil]]''' File:A Nova Aurora.pdf|thumb|link=Galeria:A Nova Aurora.pdf|'''[[A Nova Aurora]]''' File:Em direção à paz.pdf|thumb|link=Galeria:Em direção à paz.pdf|'''[[Em direção à paz]]''' File:Credo de Liberdade.pdf|page=3|thumb|link=Galeria:Credo de Liberdade.pdf|'''[[Credo de Liberdade]]''' File:Dois Discursos (Vargas, 1940).pdf|thumb|link=Galeria:Dois Discursos (Vargas, 1940).pdf|page=2|'''[[Dois discursos]]''' File:Poesias de Dom Pedro II.pdf|thumb|link=:oldwikisource:Index:Poesias de Dom Pedro II.pdf|page=6|'''[[:oldwikisource:Poesias de Dom Pedro II|Poesias de D. Pedro II]]''' File:Dialogo entre dous mortos.pdf|page=3|thumb|link=Galeria:Dialogo entre dous mortos.pdf|'''[[Dialogo entre dous mortos]]''' File:Os Noivos (filme de 1913).pdf|thumb|link=Galeria:Os Noivos (filme de 1913).pdf|page=2|'''[[Os Noivos (filme de 1913)]]''' File:Os ultimos dias de Pompeia (filme de 1913).pdf|link=Galeria:Os ultimos dias de Pompeia (filme de 1913).pdf|thumb|page=2|'''[[Os ultimos dias de Pompeia]]''' File:Combate de Oscar e Dermid.pdf|thumb|link=Galeria:Combate de Oscar e Dermid.pdf|page=2|'''[[Combate de Oscar e Dermid]]''' File:Congratulação brasileira pela independência.pdf|thumb|link=Galeria:Congratulação brasileira pela independência.pdf|page=2|'''[[Congratulação brasileira pela ratificação do tratado da independencia do Brasil]]''' File:A Constituição Americana (Luiz Vossion).pdf|thumb|link=Galeria:A Constituição Americana (Luiz Vossion).pdf|page=2|'''[[A Constituição Americana]]''' File:Declaração das Nações Unidas e Carta do Atlântico.pdf|thumb|page=2|link=Galeria:Declaração das Nações Unidas e Carta do Atlântico.pdf|'''[[Declaração das Nações Unidas e Carta do Atlântico]]''' File:Terceiro discurso de inauguração (FDR).pdf|thumb|page=2|link=Galeria:Terceiro discurso de inauguração (FDR).pdf|'''[[Terceiro Discurso de Investidura do Senhor Franklin D. Roosevelt]]''' File:Discurso de Pearl Harbor.pdf|thumb|link=Galeria:Discurso de Pearl Harbor.pdf|page=2|'''[[Discurso de Pearl Harbor]]''' File:Pushkin-Semtitulo.pdf|thumb|link=Galeria:Pushkin-Semtitulo.pdf|page=2|'''[[Sem titulo]]''' File:Ultimo adeos de J. Washington.pdf|thumb|link=Galeria:Ultimo adeos de J. Washington.pdf|page=14|'''[[Ultimo adeos de J. Washington à nação americana]]''' File:O Beija-Flor, No. 8, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 8, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 8|O Beija-Flor, N° 8]]''' File:O Beija-Flor, No. 7, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 7, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 7|O Beija-Flor, N° 7]]''' File:O Beija-Flor, No. 6, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 6, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 6|O Beija-Flor, N° 6]]''' File:O Beija-Flor, No. 5, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 5, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 5|O Beija-Flor, N° 5]]''' File:O Beija-Flor, No. 4, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 4, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 4|O Beija-Flor, N° 4]]''' File:O Beija-Flor, No. 3, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 3, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 3|O Beija-Flor, N° 3]]''' File:Byron-MazeppaLord.pdf|thumb|link=Galeria:Byron-MazeppaLord.pdf|page=2|'''[[Mazeppa]]''' File:O descobrimento do Brasil (J. C. Rodrigues., 1905).pdf|link=Galeria:O descobrimento do Brasil (J. C. Rodrigues., 1905).pdf|thumb|page=2|'''[[O descobrimento do Brasil]]''' File:Dialogo entre dous cidadãos do reino de Zilbra.pdf|thumb|link=Galeria:Dialogo entre dous cidadãos do reino de Zilbra.pdf|page=2|'''[[Dialogo entre dous cidadãos do reino de Zilbra]]''' File:O Beija-Flor, No. 2, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 2, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 2|O Beija-Flor, N° 2]]''' File:Cabral-DialogoentreBonaparte.pdf|thumb|link=Galeria:Cabral-DialogoentreBonaparte.pdf|page=2|'''[[Dialogo entre Bonaparte, seu irmão José, Berthier e Lasnnes]]''' File:O Beija-Flor, No. 1, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 1, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 1|O Beija-Flor, N° 1]]''' File:Nosso primo americano, Machado de Assis.pdf|thumb|link=Galeria:Nosso primo americano, Machado de Assis.pdf|'''[[Machado de Assis em linha/Volume 6/Número 11/Nosso primo americano, Machado de Assis|Nosso primo americano, Machado de Assis]]''' File:José de Anchieta à luz da Historia Patria - compilação historica.pdf|thumb|link=Galeria:José de Anchieta à luz da Historia Patria - compilação historica.pdf|'''[[José de Anchieta à Luz da Historia Patria]]''' File:A Historia do Fantasma Inexperiente (Wells, 1923).pdf|thumb|link=Galeria:A Historia do Fantasma Inexperiente (Wells, 1923).pdf|'''[[A Historia do Fantasma Inexperiente]]''' File:Descripçaõ do novo invento aerostatico.pdf|thumb|link=Galeria:Descripçaõ do novo invento aerostatico.pdf|'''[[Descripçaõ do novo invento aerostatico]]''' File:Manifesto da Independencia dos Estados Unidos d'America.pdf|link=Galeria:Manifesto da Independencia dos Estados Unidos d'America.pdf|thumb|page=2|'''[[Manifesto da Independencia dos Estados Unidos d՚America]]''' File:Poesias.pdf|page=3|link=Galeria:Poesias.pdf|thumb|'''[[Poesias (Zaluar)|Poesias]]''' File:Patente brasileira n.3279.pdf|thumb|link=Galeria:Patente brasileira n.3279.pdf|'''[[Patente brasileira 3279]]''' File:Democracia (Wells).pdf|link=Galeria:Democracia (Wells).pdf|thumb|'''[[Correio da Manhã/19 de fevereiro de 1928/Democracia|Democracia]]''' File:O Teleforo.pdf|link=Galeria:O Teleforo.pdf|thumb|'''[[Jornal do Commercio/1899/O Teleforo|O Teleforo]]''' File:Pau Brasil (Andrade, 1925) (page 7 crop).jpg|link=Galeria:Pau Brasil (Andrade, 1925).pdf|thumb|'''[[Pau Brasil]]''' <!--2024--> File:O escândalo do petroleo.pdf|thumb|link=Galeria:O escândalo do petroleo.pdf|page=7|'''[[O Escandalo do Petroleo]]''' File:Cartas tupis dos Camarões.pdf|thumb|page=2|link=:oldwikisource:Index:Cartas tupis dos Camarões.pdf|'''[[: oldwikisource:Cartas tupis dos Camarões|Cartas tupis dos Camarões]] File:Restauração historica da Villa de Santo André da Borda do Campo.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Restauração historica da Villa de Santo André da Borda do Campo.pdf|'''[[Revista do Instituto Historico e Geographico de S. Paulo/Volume 9/Restauração historica|Restauração histórica]]''' File:Adeoses da Imperatriz Amelia ao menino-imperador adormecido.pdf|thumb|link=Galeria:Adeoses da Imperatriz Amelia ao menino-imperador adormecido.pdf|page=5|'''[[Adeoses da Imperatriz Amelia ao menino-imperador adormecido]]''' File:Sonetos do Exilio, recolhidos por Um Brasileiro.pdf|thumb|link=Galeria:Sonetos do Exilio, recolhidos por Um Brasileiro.pdf|page=11|'''[[Sonetos do Exilio]]''' File:Testamento de D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal em 1832..pdf|thumb|link=Testamento de D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal em 1832..pdf|page=3|'''[[Testamento de D. 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Pedro Duque de Bragança.pdf|page=9|thumb|link=Galeria:Carta posthuma de D. Pedro Duque de Bragança.pdf|'''[[Carta posthuma de D. Pedro, Duque de Bragança aos Brasileiros]]''' File:Decreto. Tendo de ausentar-Me desta Capital por mais de uma semana, para ir visitar a Provincia de S. Paulo, e cumprindo, (.).pdf|thumb|link=Galeria:Decreto. Tendo de ausentar-Me desta Capital por mais de uma semana, para ir visitar a Provincia de S. Paulo, e cumprindo, (.).pdf|'''[[Decreto de 13 de agosto de 1822]]''' File:O Ganso das Neves.pdf|link=Galeria:O Ganso das Neves.pdf|thumb|page=2|'''[[O Ganso das Neves]]''' File:A Estrella do Sul.pdf|page=9|link=Galeria:A Estrella do Sul.pdf|thumb|'''[[A Estrella do Sul]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|thumb|page=483|link=Galeria=Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|'''[[Revista do Brasil/Número 20/Volume 5/Cavalleria rusticana|Cavalleria rusticana]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=204|thumb|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|'''[[Revista do Brasil/Número 18/Volume 5/Pollice Verso|Pollice Verso]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|thumb|page=135|'''[[A Revista/Ano 1/Número 3/Sambinha|Sambinha]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|page=27|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|thumb|'''[[A Revista/Ano 1/Número 1/Duas Figuras|Duas figuras]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|page=16|thumb|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|'''[[A Revista/Ano 1/Número 1/Capitulo|Capitulo]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|page=151|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|thumb|'''[[A Revista/Ano 1/Número 3/Os Caprichos da Sorte|Os Caprichos da Sorte]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|page=95|thumb|'''[[A Revista/Ano 1/Número 2/O Carteiro|O Carteiro]]''' File:A saga de Apsû no Enūma eliš.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:A saga de Apsû no Enūma eliš.pdf|'''[[A saga de Apsû no Enūma eliš]]''' File:Descobrimento prodigioso e suas incalculaveis consequências para o futuro da humanidade.pdf|link=Galeria:Descobrimento prodigioso e suas incalculaveis consequências para o futuro da humanidade.pdf|page=7|thumb|'''[[Descobrimento Prodigioso e suas Incalculaveis Consequências para o Futuro da Humanidade]]''' File:Invenção dos aeróstatos reivindicada.pdf|page=9|thumb|link=Galeria:Invenção dos aeróstatos reivindicada.pdf|'''[[Invenção dos Aeróstatos Reivindicada]]''' File:Os Ovos de Paschoa.pdf|page=7|thumb|link=Galeria:Os Ovos de Paschoa.pdf|'''[[Os Ovos de Paschoa]]''' File:Cinco de Maio - ode heroica.pdf|link=Galeria:Cinco de Maio - ode heroica.pdf|page=5|thumb|'''[[Cinco de Maio (1885)|Cinco de Maio]]''' File:Os Negros (1921).pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Os Negros (1921).pdf|'''[[Os Negros]]''' File:Meu amor! adoro-te!.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Meu amor! adoro-te!.pdf|'''[[Meu amor! adoro-te!]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=94|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|thumb|[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/Vida ociosa|Vida ociosa]] File:Petição.pdf|link=Galeria:Petição.pdf|thumb|page=5|'''[[Petição do Pe. Bartholomeu de Gusmão]]''' File:A lavoura e a guerra.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:A lavoura e a guerra.pdf|'''[[A lavoura e a guerra]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|thumb|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=113|'''[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/Cartas Inéditas|Cartas Inéditas]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=60|thumb|'''[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/O Corvo|O Corvo]]''' File:As biografias históricas de Santos Dumont.pdf|link=Galeria:As biografias históricas de Santos Dumont.pdf|thumb|page=1|'''[[Scientiae Studia/Volume 11/Número 3/As biografias históricas de Santos Dumont|As biografias históricas de Santos Dumont]]''' File:A toponímia indígena artificial no Brasil.pdf|link=Galeria:A toponímia indígena artificial no Brasil.pdf|thumb|page=1|'''[[A toponímia indígena artificial no Brasil]]''' File:A Novella Semanal.pdf|link=Galeria:A Novella Semanal.pdf|page=264|thumb|'''[[A Novella Semanal/O Avô|O Avô]]''' <!--2021--> File:Os topônimos com a posposição tupi -pe no território brasileiro.pdf|link=Galeria:Os topônimos com a posposição tupi -pe no território brasileiro.pdf|thumb|page=1|'''[[Os topônimos com a posposição tupi -pe no território brasileiro]]''' File:Sîn-lēqi-unninni, Ele o abismo viu (Série de Gilgámesh 1).pdf|link=Galeria:Sîn-lēqi-unninni, Ele o abismo viu (Série de Gilgámesh 1).pdf|thumb|page=1|'''[[Sîn-lēqi-unninni, Ele o abismo viu]]''' File:Como se faz um Herói.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Como se faz um Herói.pdf|'''[[Como se faz um Herói]]''' File:Santos Dumont - o vôo que mudou a história da aviação.pdf|page=1|thumb|link=Galeria:Santos Dumont - o vôo que mudou a história da aviação.pdf|'''[[Santos Dumont: o vôo que mudou a história da aviação]]''' File:Primeiras trovas burlescas de Getulino (1904).djvu|link=Galeria:Primeiras trovas burlescas de Getulino (1904).djvu|thumb|page=1|'''[[Primeiras Trovas Burlescas de Getulino]]''' File:Certidão de óbito de Alberto Santos Dumont.pdf|link=Galeria=Certidão de óbito de Alberto Santos Dumont.pdf|thumb|'''[[Certidão de Óbito de Alberto Santos Dumont]]''' Ficheiro:Cadu_Simões.jpg|thumb|'''[[Sobre Domínio Público e Cultura Livre]]''' File:Concedendo um conto de réis à Santos Dumont.pdf|link=Galeria:Concedendo um conto de réis à Santos Dumont.pdf|thumb|'''[[Concedendo um conto de réis a Santos Dumont]]''' <!--2020--> <!--[[Discurso do Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante Cerimônia de Posse no Congresso Nacional (1 de janeiro de 2019)|Discruso]]--> File:A Novella Semanal.pdf|link=Galeria:A Novella Semanal.pdf|page=9|thumb|'''[[A Novella Semanal/O 22 da "Marajó"|O 22 da Marajó]]''' File:Machado de Assis @ A Nação (Rio de Janeiro, 13 de agosto de 1874).pdf|page=1|thumb|link=Galeria:Machado de Assis @ A Nação (Rio de Janeiro, 13 de agosto de 1874).pdf|'''[[A Nação (Rio de Janeiro)/1874/08-13/«Jerusalém» por monsenhor Pinto de Campos|«Jerusalém» por monsenhor Pinto de Campos]]''' File:Revista Luso-Brasileira (1860), n2.pdf|link=Galeria:Revista Luso-Brasileira (1860), n2.pdf|thumb|page=25|'''[[Revista Luso-Brasileira/1860/2/Lembranças de minha mãi|Lembranças de minha mãi]]''' File:Almanach Brazileiro Illustrado (1877).pdf|link=Galeria:Almanach Brazileiro Illustrado (1877).pdf|thumb|page=309|'''[[Almanach brazileiro illustrado/1877/Charitas|Charitas]]''' File:Marmota Fluminense n830.pdf|link=Galeria:Marmota Fluminense n830.pdf|thumb|page=4|'''[[Marmota Fluminense/830/Beijos|Beijos]]''' File:Almanach Brazileiro Illustrado (1878).pdf|link=Galeria:Almanach Brazileiro Illustrado (1878).pdf|thumb|page=394|'''[[Almanach brazileiro illustrado/1878/Job|Job]]''' File:O Jequitinhonha (1862).pdf|link=Galeria:O Jequitinhonha (1862).pdf|thumb|'''[[A historia do Brasil escripta pelo Dr. Jeremias no anno de 2862]]''' File:Fantina- (scenas da escravidão).pdf|link=Galeria:Fantina- (scenas da escravidão).pdf|thumb|page=7|'''[[Fantina]]''' <!--2019--> File:A propósito da exposição Malfatti.jpg|link=Galeria:A propósito da exposição Malfatti.jpg|thumb|'''[[O Estado de S. Paulo/A propósito da exposição Malfatti|A propósito da exposição Malfatti]]''' File:86311283-Original-Version-of-Alice-s-Adventures-in-Wonderland-by-Lewis-Carroll.djvu|link=Galeria:86311283-Original-Version-of-Alice-s-Adventures-in-Wonderland-by-Lewis-Carroll.djvu|thumb|'''[[Aventuras de Alice em Baixo da Terra]]''' File:畫麗珠萃秀 Gathering Gems of Beauty (梁木蘭) 2.jpg|link=A Balada de Mulan|thumb|'''[[A Balada de Mulan]]''' Ficheiro%3AA_Menina_do_Narizinho_Arrebitado_(Capa).png|link=Galeria:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf|thumb|'''[[A Menina do Narizinho Arrebitado]]''' File:Machado de Assis aos 57 anos.jpg|link=Hynno Nacional|thumb|'''[[Hynno Nacional]]''' File:Negrinha- Contos (1920).pdf|link=Galeria:Negrinha- Contos (1920).pdf|thumb|page=3|'''[[Negrinha (4º milheiro)]]''' File:Monteiro Lobato.jpg|link=Rabiscando|thumb|'''[[Rabiscando]]''' File:Meteorito de Bendegó - relatório apresentado ao ministerio da agricultura, commercio e obras publicas (...) sobre a remoção do meteorito de Bendengó do sertão da provincia da Bahia para o Museu Nacional.pdf|link=Galeria:Meteorito de Bendegó - relatório apresentado ao ministerio da agricultura, commercio e obras publicas (...) sobre a remoção do meteorito de Bendengó do sertão da provincia da Bahia para o Museu Nacional.pdf|thumb|'''[[Meteorito de Bendegó: relatorio (1888)]]''' File:Jéca Tatuzinho (1924).pdf|link=Galeria:Jéca Tatuzinho (1924).pdf|thumb|page=1|'''[[Jéca Tatuzinho]]''' <!--2018--> File:Aaron Swartz at Boston Wikipedia Meetup, 2009-08-18.jpg|link=Manifesto da Guerrilha do Livre Acesso|thumb|'''[[Manifesto da Guerrilha do Livre Acesso]]''' </gallery> </div> </div> r9lmje6o6x4a7mkxruxzborquniwc7s Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/56 106 189572 556707 416180 2026-07-28T21:41:19Z Gamoneiro 43372 /* Validada */ Correção de OCR, uso de apóstrofo tipográfico e de versalete 556707 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Gamoneiro" />{{c|— 42 —}}{{Bloco centro/s}}</noinclude><poem> Quando de mão em mão passavas cheio. De teus ornatos a riqueza artistica, Do conviva o dever de descrevel-os Em rima, e teu licôr beber de um golpe, Noites de juventude á mente trazem. A mão amiga não te passo agora Nem meu ingenho em descrever-te ostento: Bebida é esta que embriaga prompto, Com ondas pardas o teu seio enche. Este ultimo trago, preparado E escolhido por mim, beber desejo Como brinde festivo, saudar ledo, Do fundo de minh’alma à manhã bella! </poem> {{dhr}} {{d|''(põe à boca o calix)''}} {{dhr}} {{c|''(Repiques de sinos'' — {{sc|Córos}} —'')''}} {{dhr}} {{c|'''CÔRO DOS ANJOS'''}} <poem> {{Gap|2em}}Resurgiu Christo! {{Gap|2em}}Jubilo, mortaes, {{Gap|2em}}Que perniciosas, {{Gap|2em}}Occultas, damnosas {{Gap|2em}}Faltas herdaes. </poem> {{dhr}} {{c|'''FAUSTO'''}} <poem> Que profunda surpreza, que som claro Com força o calix de meu labio arreda? Já vós annunciaes, oh campanarios, </poem><noinclude></noinclude> h07vjdkwf6xv4172vdp6o5o5o9znn89 Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/57 106 189573 556708 416181 2026-07-28T22:05:37Z Gamoneiro 43372 /* Validada */ Correção de OCR 556708 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Gamoneiro" />{{c|— 43 —}}{{Bloco centro/s}}</noinclude><poem> Da gran festa paschal a hora primeira? O consolador hymno entoaes, coros, Que de labios angelicos na noite Do sepulchro soou, nova alliança Confirmando do homem com o Eterno? </poem> {{dhr}} {{c|'''CORO DAS MULHERES'''}} <poem> {{Gap|2em}}Com myrrha e aromas {{Gap|2em}}O embalsamámos, {{Gap|2em}}Em pannos alvissimos {{Gap|2em}}O amortalhámos, {{Gap|2em}}Nós suas fieis {{Gap|2em}}Aqui o sepultámos; {{Gap|2em}}Ai de nós que o Christo {{Gap|2em}}Já não encontramos, </poem> {{dhr}} {{c|'''CORO DOS ANJOS'''}} <poem> {{Gap|2em}}Resurgiu o Christo, {{Gap|2em}}Bemdicto o amor, {{Gap|2em}}A que a provação {{Gap|2em}}Que turva a razão, {{Gap|2em}}Não quebra o fervor. </poem> {{dhr}} {{c|'''FAUSTO'''}} <poem> Porque desceis ao pó para buscar-me Vós, oh hymnos do ceu, meigos e fortes? Ide soar onde ha corações brandos. A boa nova ouço e falta a crença; </poem><noinclude></noinclude> nt6ygo2sqh8tjzciete6o53vwzcvxjl Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/58 106 189574 556709 416182 2026-07-28T22:09:43Z Gamoneiro 43372 /* Validada */ Correção de OCR e uso de apóstrofo tipográfico 556709 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Gamoneiro" />{{c|— 44 —}}{{Bloco centro/s}}</noinclude><poem> O milagre é da crença o filho amado. Não me attrevo a aspirar a essas espheras Onde retumba a nova abençoada; E comtudo a este som, da infancia affeito, Sinto-o agora revocar-me á vida. Outr’ora do amor divino o osculo, Do dia do Senhor nas horas graves, Descia sobre mim; do campanario O tanger tão presago me soava E era uma oração, almo deleite; Um ineffavel mas bem doce anceio A vaguear nos bosques m’impellia, E por entre mil lagrimas ardentes, Sentia-me surgir no peito um mundo. Da juventude os jogos prazenteiros Annunciava est’hymno, o prazer livre Da louçan primavera; ora saudosas Recordações e um sentir d’infante, Do passo ultimo e grave me desviam. Resoae, resoae, celestes hymnos! Lagrimas verto, recobrou-me a terra! </poem> {{dhr}} {{c|'''CORO DOS DISCIPULOS'''}} <poem> {{Gap|2em}}Já o sepultado {{Gap|2em}}Vivente, exaltado {{Gap|2em}}Aos ceus remontou; {{Gap|2em}}A vida já gosa, {{Gap|2em}}No crear s’encerra; </poem><noinclude></noinclude> 23fqflrm4xybw7seqcf0yleq8h3mowz Página:Ambições (Ana de Castro Osório, 1903).pdf/12 106 197340 556711 425675 2026-07-29T00:59:40Z BlitzkriegBoop 37692 /* Validada */ 556711 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" />{{c|2}} {{lh|4em}}</noinclude>Nada mais proprio, em verdade, para uma villegiatura alegre, do que esse recanto de provincia, — valle ameno entre montanhas, com o rio cachoando ao fundo, deslisando mais adeante entre salgueiraes, como assustado da sua propria fúria. Ha alli de tudo para deleite dos ociosos que no verão passeiam pelas provincias os tedios e as ''toilettes'' da moda. Para os ''pic-nics'', a sombra de velhas arvores em quintas senhoreaes; o rio, com as madrugadas de pescarias alegres; e lá para setembro a caça a rôdos pelos matagaes da serra; e para cúmulo as estradas bem conservadas pelo interesse que a gente da villa mostra em dar boa conta de si perante a civilisação dos ''pur-sangs'' e dos cocheiros inglezes. Mas estamos no inverno, n’uma fria tarde de fins de janeiro. Ora o que se hade fazer no inverno n’uma terra de provincia, quando a neve cobre o cimo das serras e o vento corta as carnes como vergastadas? Procura-se então um bocado de sociedade para encurtar as noites sempre grandes para os preguiçosos e os paroleiros. Vae-se para a botica, pois para onde se hade ir?... Aquillo é o club, o centro onde tudo se reúne e as novidades se sabem e commentam, primeiro que em parte alguma. Toda a gente tem entrado n’uma pharmacia e conhece mais ou menos o cheiro especial dos remedios, o feitio classico dos boiões das pomadas, os frascos bojudos com tampas de vidro e letreiros em grossas lettras sábias, os passaros<noinclude></noinclude> 0vbp2pb4f06kp5c65eo3989lss961fn Página:Ambições (Ana de Castro Osório, 1903).pdf/13 106 197346 556713 425682 2026-07-29T01:01:51Z BlitzkriegBoop 37692 /* Validada */ 556713 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" />{{c|3}} {{lh|4em}}</noinclude>empalhados entre o aquario com peixesinhos vermelhos e a balança na sua maquineta de mogno polido. Em coisa alguma sahia dos antigos moldes consagrados a propriedade do sr. Domingos José da Silva, chamada a ''botica velha'', para se distinguir da ''nova'': envernizada de fresco, com mobilia de casquinha folheada em mogno, fabricado n’uma marcenaria do Porto. Comtudo, a velha pharmacia rotineira e modesta não perdêra os freguezes antigos, como se não cançava de o apregoar o seu feliz dôno, que não soffria sem verdes olhares d’inveja o luxo sybarita do competidor. Por largos annos fôra o unico pharmaceutico n’umas poucas de leguas em redor e gabava-se que não havia quem lhe levasse a palma na confecção d’umas certas pastilhas contra os vermes. Essa e a dos cães damnados eram muito suas e a ninguem as daria senão no ultimo arranco. Mas um dia — questões de politica, infamias, invejas!... — eis que lhe surge pela prôa a nova pharmacia, com proprietario rapaz a modos litterato e suas vistas altas de quem tem um curso e faz os rótulos em latim. Ia tendo uma apoplexia o sr. Domingos! A cada innovação que o seu rival trazia ás velhas costumeiras de botica provinciana, elle desabafava em murros no mostrador e furioso sorver de rapé. Andou atrapalhado uns tempos. O filho aconselhava que mandasse dar uma pintadella ás portas, comprasse estantes e livros {{hífen|encaderna|encadernados}}<noinclude></noinclude> plht4oz9q2h3m5unsqxgtkr9xax3v7o Página:Ambições (Ana de Castro Osório, 1903).pdf/14 106 197348 556714 425684 2026-07-29T01:03:54Z BlitzkriegBoop 37692 /* Validada */ 556714 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" />{{c|4}} {{lh|4em}}</noinclude>{{hífen-fim|dos|encadernados}}, e lá emquanto aos letreiros mandava-se ao mano, que estudava no seminario, que os escrevesse. — Que não! — berrava o velho em vermelhas guinadas d’orgulho — que assim tinha vivido sempre e assim queria morrer; que levasse o diabo os modernismos! N’estes sentimentos era appoiado pela mana Joaquina, resmungando sempre encatharroada contra as novidades e contra o rheumatismo que mal lhe deixava arrastar as pernas trôpegas. Mas o caso é que a botica nova não lhe tirou freguezia, apezar dos fumos de sabichão do pharmaceutico, porque a boa gente da provincia gosta sempre de andar pelo seguro: — ''ná'', diziam elles, temo-nos governado com o ''sô Domingos'', e com as suas drogas nos iremos medicando; nada de venenos, que são os remedios novos! E batiam familiarmente nas costas do velhote, que esfregava as mãos triumphante. Passára-lhe já a maior furia, mas o rancor ficára latente e resmungão, como cachorro mal acostumado ao canil. Pessoa que, por acaso, ou propositadamente, entrasse na ''nova'' — como dizia com ironico despreso — era certo incorrer para sempre no desagrado geral da familia. Mas, isto era ao accender dos candieiros de petroleo, — não chegou ainda a civilisação do gaz a todos os cantos de Portugal — por um fim de dia de frigido janeiro. Lá fóra a escuridão fazia-se rapidamente, com um tremôr d’estrellas que annunciavam muita geada por essa noite fóra. O sr. Domingos José da Silva, ''matriculado''<noinclude></noinclude> r4do0oixl8tdbr63vlcsx867wkqipbd Página:Ambições (Ana de Castro Osório, 1903).pdf/15 106 197349 556715 425685 2026-07-29T01:06:09Z BlitzkriegBoop 37692 /* Validada */ 556715 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" />{{c|5}} {{lh|4em}}</noinclude>pharmaceutico no largo da Fonte, (como de si proprio dizia com grossa voz fanhosa e expedimentos de perdigotos por demais explicativos para quem lhe ficava em frente) estava nos seus momentos felizes. Era á hora a que os parceiros do ''solo'' e da má lingua começavam a chegar, e toda a sua grossa pessoa rejubilava festiva. Não que elle fosse positivamente um mau homem, que não era! Mas aquelle fraco por saber o que se passava na terra, fazia-o esperar pela noite como pelo melhor bocadinho da sua estupida vida, partilhada entre as tizanas, as descomposturas aos freguezes pobres, e o desvanecimento pela esperteza propria e a da familia. Não era raro ouvir-lhe contar os adeantamentos e habilidades da sua prole, n’estes e n’outros discursos por igual demonstrativos. — «O meu filho ''Antoino, cabalidade, cabalidade''!... Deu os riscos p’ró chafariz novo. Ainda os pintava melhor, a ''cambra'' é que não quiz gastar dinheiro. Mas deixem-me ser ''vérador'' que o caso é ''oitro''...» Tinha ferrado no bestunto esse ideal supremo de labrego, que ao acaso de muito pontapé da sorte conseguira largar o cabo da enxada pela mão do almofariz. Passeava, pois, o sr. Domingos José da Silva ao longo e largo da pharmacia, para melhor aquecer os pés mettidos em tamancos forrados; esfregava as mãos vermelhas e enfrieiradas vestidas de ''mitenes'' d’algodão verde salsa; tossia para o ''cache-nez'' enrolado ao pescoço, e esperava os<noinclude></noinclude> ficqitma08garotef9xz3nm96y681za Predefinição:Progressos recentes 10 220893 556651 556632 2026-07-28T14:00:16Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 556651 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|13|0|1|2|1|83}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|48|0|46|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|0|0|83|11|6|0}} | [[Index:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu|Fausto: Tragedia de Goethe]] |- | {{Barra de progresso|0|0|32|0|4|64}} | [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]] |- | {{Barra de progresso|16|0|0|0|2|82}} | [[Index:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf|Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio]] |- | {{Barra de progresso|10|0|75|5|5|5}} | [[Index:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu|Suspiros Poéticos e Saudades]] |- | {{Barra de progresso|0|0|64|30|6|0}} | [[Index:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf|Tudo o que você sempre quis saber sobre a urna eletrônica brasileira]] |- | {{Barra de progresso|0|0|10|0|3|87}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. 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Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|0|84|12|4}} | [[Index:Zé Brasil.pdf|Zé Brasil]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> bur2nwkeku4x1hpkv3qd4rlf2hs6phh 556695 556651 2026-07-28T15:00:18Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 556695 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|13|0|1|2|1|83}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|48|0|46|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|0|0|83|11|6|0}} | [[Index:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu|Fausto: Tragedia de Goethe]] |- | {{Barra de progresso|0|0|34|0|4|62}} | [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]] |- | {{Barra de progresso|16|0|0|0|2|82}} | [[Index:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf|Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio]] |- | {{Barra de progresso|10|0|75|5|5|5}} | [[Index:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu|Suspiros Poéticos e Saudades]] |- | {{Barra de progresso|0|0|64|30|6|0}} | [[Index:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf|Tudo o que você sempre quis saber sobre a urna eletrônica brasileira]] |- | {{Barra de progresso|0|0|10|0|3|87}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. 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Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|0|84|12|4}} | [[Index:Zé Brasil.pdf|Zé Brasil]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> 0cld7vkw460cm137x5m9hrikcgkvrha 556704 556695 2026-07-28T20:00:14Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 556704 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|13|0|1|2|1|83}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|48|0|46|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|0|0|83|11|6|0}} | [[Index:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu|Fausto: Tragedia de Goethe]] |- | {{Barra de progresso|0|0|34|0|4|62}} | [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]] |- | {{Barra de progresso|16|0|0|0|2|82}} | [[Index:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf|Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio]] |- | {{Barra de progresso|40|0|1|25|6|28}} | [[Index:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf|Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas]] |- | {{Barra de progresso|10|0|75|5|5|5}} | [[Index:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu|Suspiros Poéticos e Saudades]] |- | {{Barra de progresso|0|0|64|30|6|0}} | [[Index:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf|Tudo o que você sempre quis saber sobre a urna eletrônica brasileira]] |- | {{Barra de progresso|0|0|10|0|3|87}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. 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Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|0|84|12|4}} | [[Index:Zé Brasil.pdf|Zé Brasil]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> 4n0ysdyzpb642hfrgo6k0ig33zhh7og Autor:Sousa Caldas 102 229729 556701 549487 2026-07-28T19:15:25Z Junglk 34905 /* Obras */ 556701 wikitext text/x-wiki {{autor/v2 | InicialUltimoNome = C | nome = Sousa Caldas | nome completo = António Pereira Sousa Caldas | nome nativo = | imagem = | imagem_tamanho = | legenda = | nacionalidade = {{BRA-PRTn|o}} | data_nascimento = {{dni|24|11|1762|si}} | data_morte = {{morte|2|3|1814|24|11|1762}} | género = | período = | temas = | abl = sim | Wikipedia = Sousa Caldas | Wikiquote = | MiscBio = '''António Pereira Sousa Caldas''' foi um sacerdote católico, poeta e orador sacro brasileiro, além de autor de diversas obras líricas de carácter filosófico. É o patrono da cadeira 34 da Academia Brasileira de Letras. }}{{povoar}} == Obras == {{Lista de documentos início}} {{Documento|data=1820|título=Obras Poéticas|galeria=|scan={{esl|https://catalog.hathitrust.org/Record/001056929}}|progresso=|gênero=|notas=}} {{Documento|data=1836|título=Obras Poéticas|galeria=|scan={{esl|https://catalog.hathitrust.org/Record/001722202}}|progresso=|gênero=|notas={{Smaller|Contém notas de Francisco de Borja Garção Stockler}}}} {{Documento|data=1850|título=Poesias Sacras|galeria=|scan={{esl|https://catalog.hathitrust.org/Record/100364997}}|progresso=|gênero=|notas={{Smaller|Contém notas de Francisco de Borja Garção Stockler}}}} {{Lista de documentos final}} {{autores}} {{controle de autoridade}} [[Categoria:Sousa Caldas| ]] 36w9nmb6jrkr6ahzum6maqvnvveqw6d 556702 556701 2026-07-28T19:19:18Z Junglk 34905 /* Obras */ 556702 wikitext text/x-wiki {{autor/v2 | InicialUltimoNome = C | nome = Sousa Caldas | nome completo = António Pereira Sousa Caldas | nome nativo = | imagem = | imagem_tamanho = | legenda = | nacionalidade = {{BRA-PRTn|o}} | data_nascimento = {{dni|24|11|1762|si}} | data_morte = {{morte|2|3|1814|24|11|1762}} | género = | período = | temas = | abl = sim | Wikipedia = Sousa Caldas | Wikiquote = | MiscBio = '''António Pereira Sousa Caldas''' foi um sacerdote católico, poeta e orador sacro brasileiro, além de autor de diversas obras líricas de carácter filosófico. 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O livro é de grande importância, porque revela o dia a dia da execução dos trabalhos, inclusive aqueles de suporte, como os de instalação de redes e cabos especiais, indispensáveis ao funcionamento da urna eletrônica. Os trabalhos começaram e se desenvolveram no ano de 1995, que marcam a criação da urna, a licitação e a entrega das primeiras máquinas, que vai de janeiro a maio de 1996. O Tribunal Superior Eleitoral, quando decidiu implantar o voto eletrônico, procurou apoiar-se no que havia de melhor no ambiente científico brasileiro, no campo do direito e da ciência política, na experiência dos Tribunais Regionais e seus servidores da área de informática, seja em áreas técnicas especializadas, como o INPE e o Ministério da Aeronáutica, através do IEAv, dos<noinclude> {{c|'''11'''}}</noinclude> 3izzlg9st3bwocriw15hsqwmuauibcb Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/22 106 238763 556666 511641 2026-07-28T14:28:37Z Erick Soares3 19404 556666 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{right|{{x-larger|'''NOTA DA AUTORA:'''}}}} {{dhr|3}} Este livro tem o objetivo de relatar a história da criação da urna eletrônica brasileira, um projeto audacioso e inovador, principalmente se levamos em consideração os recursos de informática disponíveis na época de sua criação. Infelizmente, nem todas as pessoas envolvidas no processo de informatização do voto foram citadas neste livro. Isso não significa que o trabalho das pessoas não citadas, ou não entrevistadas, tenha menor importância, significa apenas que não havia tempo hábil para conseguir localizar e convidar todos. O SindCT, patrocinador desse livro, é o sindicato que representa os servidores civis das carreiras de Ciência e Tecnologia lotados no INPE, DCTA, Cemaden e AEB. Por isso, demos ênfase às histórias vividas pelos servidores dessas instituições no desenvolvimento da urna eletrônica. Independentemente de terem ou não sido citados neste livro, todos os servidores das instituições que colaboraram com o TSE, os servidores do TSE e dos TREs, as pessoas convidadas e nomeadas para comporem as Comissões e todas as pessoas envolvidas, direta ou indiretamente, nas eleições brasileiras colaboraram para o sucesso da urna eletrônica e para o Brasil se tornar referência mundial na execução de eleições rápidas, transparentes, seguras e que garantem o verdadeiro exercício da democracia para a população brasileira. {{nop}}<noinclude></noinclude> 3gzp3ifgb6b8q2r7okbolut68pqv0rp Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/24 106 238765 556667 511643 2026-07-28T14:29:26Z Erick Soares3 19404 556667 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{right|{{x-larger|'''INTRODUÇÃO'''}}}} {{dhr|3}} Os brasileiros já estão acostumados com o ritual. A cada dois anos, todo cidadão com mais de 16 anos, seja homem ou mulher, pode se dirigir à escola, onde funciona a Seção Eleitoral em que está inscrito, e exercer um direito civil: o voto. É a escolha de quais pessoas julga-se serem as melhores para gerirem as nossas vidas, ditarem as regras que devemos seguir e, principalmente, estabelecerem quais direitos básicos toda a população terá. Por mais que muitas pessoas repitam “não gosto de política”, é ali, naquele pequeno gesto do voto, que tudo começa a ser decidido: Quanto custará a energia elétrica? Haverá escolas e universidades públicas? Qual é o valor do salário-mínimo? Terei direito à saúde pública? Se eu for demitido, quais são os meus direitos? Posso me aposentar? Todas essas e muitas outras questões nos atingem diretamente e são decididas pelas pessoas que elegemos para ocuparem os<noinclude>{{c|'''23'''}}</noinclude> eciolagtgneqg05v4w4y1ta656sbqna Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/30 106 238780 556668 511668 2026-07-28T14:29:34Z Erick Soares3 19404 556668 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{right|{{x-larger|'''ELEIÇÕES NO BRASIL'''}}}} {{dhr|3}} Antes de se iniciar o assunto tema deste livro é preciso fazer uma retrospectiva sobre a história das eleições no Brasil e seu funcionamento desde então. A primeira eleição da qual se tem registro ocorreu no período colonial, em 1532, na Capitania de São Vicente, para a escolha dos representantes das Câmaras Municipais, pessoas que seriam responsáveis pelas vilas coloniais. Essa eleição passou a acontecer a cada três anos e sua realização seguia as determinações das Ordenações do Reino, documento que fazia um compilado das leis realizadas pelos reis de Portugal. O direito ao voto era restrito aos chamados “homens bons”, grupo de homens que possuíam alguma linhagem nobre ou que possuíam algum negócio de importância, o que também pode ser entendido como pessoa com posses e rendas. O processo utilizado era o do voto indireto: primeiro, os votantes presentes escolhiam os eleitores e, a seguir, esse grupo escolhia alguns nomes que, ao final do processo, eram apontados por sorteio. Os cargos eletivos eram para juízes, vereadores e procuradores. {{nop}}<noinclude>{{c|'''29'''}}</noinclude> a6ziu56p9p9qo9rn7ybmbud3r6a9nww Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/31 106 238781 556669 511671 2026-07-28T14:30:06Z Erick Soares3 19404 556669 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>[[File:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira (page 31 crop).jpg|centro|400px]] {{c|''Título eleitoral do Império Brasileiro, passado na cidade de<br>Juiz de Fora, em 1881 / Crédito: Harpy Leilões''}} {{nop}}<noinclude> {{c|'''30'''}}</noinclude> lj90ppletx2v7cd8onq5akqjetszv4r Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/33 106 238783 556671 511674 2026-07-28T14:31:06Z Erick Soares3 19404 556671 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>[[File:José Antonio Saraiva - Litografia (cropped-2).jpg|centro|250px]] {{c|''José Antonio Saraiva- (Lei Saraiva)<br/>imagem reprodução internet''}} {{dhr}} Essa lei aumentou a exigência de renda mínima, que passou para 200 mil réis anuais, e exigiu a assinatura do documento de alistamento eleitoral. A nova condição reduziu o eleitorado brasileiro. Antes da Lei Saraiva, os eleitores correspondiam a 13% da população. Após essa lei, os eleitores brasileiros passaram a corresponder a apenas 0,8% da população. Com a Proclamação da República no Brasil e a promulgação da Constituição de 1891, ocorreram mais mudanças no eleitorado,<noinclude>{{c|'''32'''}}</noinclude> 5rlx99zqylgzb1pgrqbgwjb1b94z086 Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/34 106 238784 556672 511676 2026-07-28T14:31:26Z Erick Soares3 19404 556672 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>reduzindo a idade mínima para 21 anos e excluindo os analfabetos, soldados rasos e mendigos. Mesmo com as mudanças, o exercício do voto continuava exclusivo aos homens. Em 1° de março de 1894, ocorreu a [[:w:Eleição presidencial no Brasil em 1894|primeira eleição direta]] para a escolha do Presidente da República. Havia 203 candidatos para a presidência e 335 para a vice-presidência. 116 candidatos receberam um único voto. Prudente de Morais foi eleito com 82,9% dos votos e tomou posse no dia 15 de novembro, dois anos após a Proclamação da República. {{dhr}} [[File:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira (page 34 crop).jpg|centro|400px]] {{c|''Primeira eleição direta para presidente da República no Brasil''}} {{nop}}<noinclude>{{c|'''33'''}}</noinclude> gcfab21ez89wbwa1tlf8h9ce2gl9lqb Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/42 106 238792 556673 511688 2026-07-28T14:32:00Z Erick Soares3 19404 556673 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{right|{{x-larger|{{âncora|Como eram as votações|'''Como eram as votações'''}}}}}} {{dhr|2}} A votação no Brasil sempre acontece no mês de outubro, sendo o primeiro domingo do mês dedicado ao primeiro turno e o último domingo do mês dedicado ao segundo turno, caso haja necessidade. Antes de iniciar o processo para a votação, alguns eleitores são convocados pelos Tribunais Regionais Eleitorais para trabalhar nas eleições. Esses eleitores recebem um treinamento para atender à população no dia da votação. As votações ocorrem nas escolas municipais e estaduais e são iniciadas pontualmente às 8h e encerradas às 17h. [[File:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira (page 42 crop).jpg|centro|400px]] {{c|''Cédula eleitoral de papel da eleição de 1989 em São Paulo''<ref>Nota do Wikisource: a cédula em questão faz referência às eleições de 1988.</ref>}} {{nop}}<noinclude></noinclude> olietkpesisjfffvm3533hcysvhu4am Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/43 106 238793 556674 511689 2026-07-28T14:32:58Z Erick Soares3 19404 556674 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>[[File:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira (page 43 crop).jpg|centro|400px]] {{c|''Cédula eleitoral utilizada nas eleições municipais de 1996 - TRE RN''}} {{nop}}<noinclude>{{c|'''42''}}</noinclude> gtfpdqywv5wnvk9gcaqbo89l9wu3jos Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/45 106 238796 556675 511696 2026-07-28T14:33:12Z Erick Soares3 19404 556675 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>Ao final da votação, o presidente da seção eleitoral lacrava a urna com papel adesivo, colocava selos da Justiça Eleitoral e assinava o lacre. Por fim, as urnas eram levadas ao local de apuração. Todo o procedimento podia e era acompanhando pelos fiscais dos partidos políticos. {{dhr|3}} {{right|{{x-larger|{{âncora|Como eram as apurações|'''Como eram as apurações'''}}}}}} {{dhr|2}} Durante a República Velha, os votos de todo o país eram enviados para o Rio de Janeiro, onde era realizada a apuração. Na época, os meios de transporte não eram eficientes e a apuração podia levar meses. Com o passar do tempo, houve a regionalização da apuração. Assim como ocorria na votação, alguns eleitores eram convocados pelos Tribunais Regionais Eleitorais para trabalhar na apuração dos votos. Após o término das votações, as urnas de cada localidade eram juntadas em locais amplos, como ginásios, por exemplo. A apuração iniciava quando todas as urnas da localidade estavam reunidas. O pessoal convocado para o trabalho era dividido em grupos. As urnas eram verificadas e abertas para a<noinclude>{{c|'''43'''}}</noinclude> e6qurirktt0wwy3uv4g043vrjmbc5di Tudo o que você sempre quis saber sobre a urna eletrônica brasileira/Capítulo 1 0 238798 556670 556597 2026-07-28T14:30:40Z Erick Soares3 19404 556670 wikitext text/x-wiki <pages index="Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf" from=30 to=46 prev="[[Tudo o que você sempre quis saber sobre a urna eletrônica brasileira/Introdução|'''Introdução''']]" next="[[Tudo o que você sempre quis saber sobre a urna eletrônica brasileira/Capítulo 2|'''Casos de fraudes''']]" header=1/> {{rule|5em|align=left}} {{smallrefs}} {{CC-BY-SA-4.0}} 07sv2ouh8ve939t6587m0r1tsb66t5x Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/48 106 238805 556676 511714 2026-07-28T14:33:34Z Erick Soares3 19404 556676 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{right|{{x-larger|'''CASOS DE FRAUDES'''}}}} {{dhr|3}} Em alguns casos, os problemas começavam antes da apuração. Um exemplo disso era a estratégia do “voto formiguinha”. Funcionava assim: um eleitor recebia a cédula do mesário, entrava na cabine de votação e colocava um papel qualquer na urna de lona. A cédula oficial, ainda em branco, era entregue, fora da seção, a uma pessoa, que assinalava os candidatos desejados e repassava a cédula preenchida a outro eleitor. Este tinha a incumbência de depositar esta cédula na urna, pegar outra em branco e levar novamente ao líder do esquema, e assim por diante. O resultado era a manipulação do pleito. Havia ainda a tática das “urnas emprenhadas”. Como elas tinham apenas um cadeado e lacres de papel, muitas já chegavam “grávidas” à seção, isto é, recheadas de votos. {{w|Arlindo Chinaglia}}, deputado federal por sete mandatos e que ocupou a presidência da Câmara entre 2007 e 2009, lembrou das diversas formas de fraudes ocorridas nas eleições com cédulas de papel: “''era morto que comparecia para votar, rasuravam o voto do adversário durante a apuração... Em 1994 foi anulado o resultado das eleições para deputado estadual do Rio de Janeiro,''<noinclude></noinclude> 2h8e907443ofvsbrxfs88vg2ejit8ec Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/50 106 238807 556677 511716 2026-07-28T14:33:46Z Erick Soares3 19404 556677 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>Minas Gerais, quando foi juiz federal no estado, entre os anos 1967 e 1977. Em uma cidade de Minas Gerais, foram distribuídas 10 mil cédulas em branco para alguns candidatos. A fraude foi descoberta e todos os envolvidos foram condenados, inclusive o juiz do TRE, por omissão no caso. “''Nós tínhamos problemas sérios no Brasil, tanto com o voto em papel, quanto com a sua contabilização. Um exemplo, que ficou conhecido pela sociedade, era o “mapismo”, em que votos brancos e nulos eram atribuídos a determinados candidatos''”, contou o Ministro do Supremo Tribunal Federal e ex-Ministro do TSE, Gilmar Mendes. {{dhr|3}} {{right|{{x-larger|{{âncora|Caso Proconsult|'''Caso Proconsult'''}}}}}} {{dhr|2}} O mais grave caso de tentativa de fraude no processo eleitoral se deu no Rio de Janeiro, em 1982, nas eleições para o governo do estado, as primeiras realizadas para o cargo, desde 1965, quando foram proibidas pelo regime militar. O caso ficou amplamente conhecido como {{w|Caso Proconsult}}, nome da empresa contratada para realizar a apuração dos votos. A fraude foi tão evidente que virou tema de dissertações de mestrado, além de livros como “''O caso Proconsult: a história da''<noinclude></noinclude> bd2s6yn73q49omv6z6zjr5bgtir1ini Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/58 106 238824 556678 511779 2026-07-28T14:34:18Z Erick Soares3 19404 556678 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{right|{{x-larger|'''POR QUE CRIAR UMA<br/>URNA ELETRÔNICA?'''}}}} {{dhr|3}} No capítulo anterior, vimos alguns exemplos de fraudes em eleições que utilizaram cédulas em papel. Nos mais de 5 mil municípios do Brasil, 5.570 em 2020, alguns em regiões mais distantes, a probabilidade de terem ocorrido mais fraudes, não comprovadas oficialmente, como voto formiguinha, compra de votos, voto de cabresto, urnas emprenhadas ou fraudes na apuração dos votos é assustadoramente grande. A necessidade da urna eletrônica surgiu diante da morosidade da apuração dos votos das eleições com cédulas de papel, que era realizada por pessoas convocadas pela Justiça Eleitoral para um trabalho que, dependendo do município, poderia durar mais de três dias. Além disso, por mais confiabilidade que as pessoas convocadas pudessem ter, estavam sujeitas tanto ao erro, pois são humanas, quanto a favorecer o candidato de sua preferência. Além de pôr um fim às fraudes, a intenção de se criar um sistema mecanizado era, também, facilitar a votação para o eleitor e otimizar, de alguma maneira, a apuração dos votos. E a ideia é antiga! Criado em 1932, o [[:w:pt:Código Eleitoral de 1932|Código Eleitoral]], no seu artigo 57, citava o “''uso''<noinclude>{{c|'''57'''}}</noinclude> 9m1nhov0mxx0a9vkd3v9art1cbe0gbs Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/59 106 238828 556679 511754 2026-07-28T14:34:32Z Erick Soares3 19404 556679 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>''das máquinas de votar''”. Apesar de existir em ideia, na prática, não havia tecnologia suficiente para o desenvolvimento de algo assim. Ou não havia interesse. Em 1958, passados mais de 25 anos da ideia inicial, [[:w:pt:Sócrates Puntel|Sócrates Ricardo Puntel]], membro do Instituto Brasileiro de Inventores, apresentou para a imprensa, políticos e autoridades uma máquina mecânica para votação, com a imediata contagem de votos. A máquina foi construída em 18 meses, funcionava por meio de duas teclas e duas réguas que indicavam os cargos a serem preenchidos. [[File:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira (page 59 crop).jpg|centro|400px]] {{c|''Máquina de votação de Sócrates Ricardo Puntel''}} {{nop}}<noinclude>{{c|'''58'''}}</noinclude> 5cfwf01gnzgnvosgl0m2ntvtn6nxlgi Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/60 106 238829 556680 511753 2026-07-28T14:34:47Z Erick Soares3 19404 556680 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>[[File:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira (page 60 crop).jpg|centro|400px]] {{c|''Sócrates Ricardo Puntel com a máquina de votar, site TSE''}} {{dhr|3}} Do lado esquerdo da máquina, havia uma cancela que, ao ser empurrada na saída, emitia o som de uma campainha. À medida que a votação continuava, os contadores iam registrando o total. Ao final do processo de votação, a máquina era fechada e uma chave prendia totalmente o painel, o que evitaria possíveis fraudes. Apesar de ter sido recebido com entusiasmo pelas autoridades do Tribunal Eleitoral, esse invento não chegou a ser utilizado. Em 1978, o TRE de Minas Gerais apresentou ao TSE um protótipo para mecanização do processo eleitoral, que também não foi levado adiante. O problema foi que, até esse momento, ninguém havia<noinclude>{{c|'''59'''}}</noinclude> 3yqlmjdhh501gqyuwebepyobwbp1nzv Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/63 106 238833 556681 511762 2026-07-28T14:35:00Z Erick Soares3 19404 556681 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>[[File:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira (page 63 crop).jpg|centro|400px]] {{c|''Título de eleitor de 1933 - utilizado de 1932 a 1937<br/>Acervo do Memorial da Justiça Gaúcha''}} {{nop}}<noinclude>{{c|62}}</noinclude> c0gmgc1hfza4fmpt76zwghxek9xqa0z Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/64 106 238834 556682 511765 2026-07-28T14:35:50Z Erick Soares3 19404 556682 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>[[File:Título de Eleitor de Caxias do Sul, 1941 (page 64 crop).jpg|center|400px]] {{c|''Título de eleitor de Caxias do Sul – RS, utilizado de 1945 a 1951, Acervo do Memorial da Justiça Eleitoral Gaúcha''}} {{dhr}} [[File:Título Eleitoral, RS, 1979 (page 64 crop).jpg|centro|400px]] {{c|''Título de eleitor de Passo Fundo – RS, utilizado de 1951 a 1986, Acervo do Memorial da Justiça Eleitoral Gaúcha''}} {{nop}}<noinclude>{{c|'''63'''}}</noinclude> c2c8wlk5ui4oazuntnh79v7kx3m1bh9 556683 556682 2026-07-28T14:36:07Z Erick Soares3 19404 556683 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>[[File:Título de Eleitor de Caxias do Sul, 1941 (page 64 crop).jpg|center|400px]] {{c|''Título de eleitor de Caxias do Sul – RS, utilizado de 1945 a 1951, Acervo do<br>Memorial da Justiça Eleitoral Gaúcha''}} {{dhr}} [[File:Título Eleitoral, RS, 1979 (page 64 crop).jpg|centro|400px]] {{c|''Título de eleitor de Passo Fundo – RS, utilizado de 1951 a 1986, Acervo do<br>Memorial da Justiça Eleitoral Gaúcha''}} {{nop}}<noinclude>{{c|'''63'''}}</noinclude> hwmv2rmk36ynamwcrmrjaumgrmv9srk Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/65 106 238835 556684 511766 2026-07-28T14:36:24Z Erick Soares3 19404 556684 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>[[File:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira (page 65 crop).jpg|centro|400px]] {{c|''Título de eleitor atual, utilizado a partir de 1986, Acervo do Memorial da Justiça Eleitoral Gaúcha''}} {{dhr}} Os eleitores da cidade de Brusque, em Santa Catarina, foram os escolhidos para a primeira eleição experimental informatizada. Em 1989, no 1º turno das eleições presidenciais, os eleitores votaram em um computador. A primeira votação eletrônica válida foi realizada com o sistema desenvolvido pelos irmãos [[:w:pt:Carlos Prudêncio|Carlos]] e Roberto Prudêncio. O modelo, muito mais complexo do que a urna eletrônica atual, funcionava da seguinte maneira: os eleitores preenchiam uma cédula que passava por um leitor óptico semelhante ao das casas lotéricas e colocava a cédula já 'carimbada' pela máquina numa urna<noinclude>{{c|'''64'''}}</noinclude> dha3eyccx6ldi77fz31bsdxl956pczw Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/72 106 238843 556686 511782 2026-07-28T14:37:57Z Erick Soares3 19404 556686 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{right|{{x-larger|'''A HISTÓRIA DA CRIAÇÃO<br/>DA URNA ELETRÔNICA'''}}}} {{dhr}} Como previsto, o Ministro Velloso assumiu a presidência do TSE em 6 de dezembro de 1994 e levou sua ideia adiante. O Ministro conta que não foi tão fácil implementar a ideia da informatização do voto. Para isso, foi necessária uma “''verdadeira cruzada pelo país''”. “''Os presidentes dos TREs aceitaram de pronto a ideia. Os magistrados, os advogados, de modo geral, é que duvidavam. Afirmavam: os analfabetos e os semialfabetizados não conseguiriam votar no computador''”, contou Velloso em entrevista para este livro. Foi então que, com o apoio dos 27 Tribunais Regionais Eleitorais e seus respectivos presidentes, Velloso deu início à sua ideia. O Presidente da República, na época, era {{w|Fernando Henrique Cardoso}}, que se recorda da história: “''foi sim, o Ministro Velloso, quem me trouxe a ideia. Sempre acreditei que nosso povo está disposto a aceitar novidades. À condição de elas representarem um avanço''”. Com um sinal verde da Presidência da República, Velloso nomeou Paulo Camarão como Secretário de Informática do<noinclude>{{c|'''71'''}}</noinclude> 9bwbztyypbccqg4ihn69ekdik2j3o1h Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/82 106 238859 556687 511970 2026-07-28T14:38:12Z Erick Soares3 19404 556687 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>''municipais de 1996.'' ''Brasília, 22 de setembro de 1995.'' ''Ministro Carlos Velloso'' ''Presidente''” {{dhr|3}} {{right|{{x-larger|{{âncora|A participação de servidores do INPE|'''A participação de servidores do INPE'''}}}}}} {{dhr}} Em 1993, o servidor do INPE, Paulo Nakaya, recebeu um pedido do Ministério da Saúde - MS para elaborar o projeto de rede de informática daquele ministério. Nakaya convidou os servidores Antonio Esio e Mauro Hashioka para ajudar no desenvolvimento do projeto. Após a conclusão, houve mudança de Ministro e o projeto foi interrompido. Pouco tempo depois, o então secretário de informática do Ministério da Saúde, Newton Koji Uchida, foi trabalhar no TSE, como secretário de informática desse Tribunal, a convite da gestão do Ministro Sepúlveda Pertence. Diante dos desafios de informatização da Justiça Eleitoral, Uchida se lembrou do projeto desenvolvido pelos servidores do INPE para o MS e convidou Nakaya para participar de uma reunião no TSE. Sem saber do que se tratava, atendendo ao convite, Nakaya<noinclude>{{c|'''81'''}}</noinclude> 14to5xeecuhj4k5fvq719vsuaa2lq2g Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/88 106 238870 556688 511837 2026-07-28T14:38:26Z Erick Soares3 19404 556688 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>''produção final.'' ''Então nomearam o Grupo de Trabalho''.” {{dhr|3}} {{right|{{x-larger|{{âncora|A chegada do servidor do DCTA|'''A chegada do servidor do DCTA'''}}}}}} {{dhr}} Para colocar em prática o processo de informatização do voto no Brasil, o TSE necessitava de especialistas e, para encontrá-los, além de capacitar a própria equipe interna de tecnologia da informação, encaminhou convite para a participação dos técnicos do MCT/INPE, que já vinham trabalhando no processo de informatização da Justiça Eleitoral; para os Ministérios da Aeronáutica, do Exército, da Marinha e das Comunicações; e também convidou um especialista em licitações junto ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Os especialistas indicados foram então convocados a participarem de reuniões técnicas que aconteceriam a partir de setembro de 1995, com representantes do próprio TSE para integrarem um grupo técnico. Pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, foram formalizadas as participações de Paulo Seiji Nakaya, Mauro Hissao Hashioka e Antonio Esio Marcondes Salgado. Representando o Exército, o então Major Elifas Chaves Gurgel do Amaral; representando a Marinha, o então Capitão-de-Corveta Luiz Otávio Botelho Lento;<noinclude>{{c|'''87'''}}</noinclude> g3kle382z58gtxoerlrscrmkmql5zbf Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/90 106 238872 556689 511844 2026-07-28T14:38:38Z Erick Soares3 19404 556689 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>TSE, a fim de que pudessem indicar a pessoa mais adequada. O diretor do IEAV atribuiu ao servidor Oswaldo Catsumi Imamura a missão de participar da próxima reunião, no dia 22 de setembro de 1995. “''Eu participei da segunda reunião e acabei ficando. Falei para o meu chefe: eles precisam de um especialista que entenda de software, hardware, comunicação, segurança... então o diretor do IEAV pediu para que eu continuasse e que, caso eu necessitasse de ajuda de outras pessoas, o informasse. E assim eu fui designado oficialmente para compor a equipe de especialistas, representando a equipe da Aeronáutica''”, contou Catsumi. {{dhr|3}} {{right|{{x-larger|{{âncora|O Projeto|'''O Projeto'''}}}}}} {{dhr}} O Grupo de Trabalho foi responsável pela criação do protótipo para o Coletor Eletrônico de Votos - CEV (primeiro nome dado à urna eletrônica). Todos os membros do grupo, dentre eles Antonio Esio Marcondes Salgado, o Toné, Paulo Seiji Nakaya, Oswaldo Catsumi Imamura e Mauro Hissao Hashioka, servidores públicos federais das Carreiras de Ciência e Tecnologia, lotados no INPE e no DCTA,<noinclude>{{c|'''89'''}}</noinclude> o2nq9guein8pz2hkqohxttc9wh5wsq2 Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/92 106 238874 556690 511849 2026-07-28T14:38:57Z Erick Soares3 19404 556690 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>“''Ordem dada, os 'ninjas' arregaçaram as mangas dos quimonos para dar conta do recado. O equipamento precisaria atender, de imediato, as oito premissas levantadas pelo grupo de 'notáveis', reunidas a pedido do TSE. Eram elas: padronização, adesão à legislação brasileira, interação amigável, redução de custo, perenidade, segurança, facilidade logística e autonomia''.” {{dhr}} [[File:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira (page 92 crop).jpg|centro|400px]] {{c|''Giussepe Janino, site Tecnomundo''}} {{dhr}} Antes de começar a especificar os parâmetros, a equipe precisava definir exatamente o que desejavam que fosse criado. O voto seria em papel e posteriormente digitalizado? O equipamento seria um 'escaneador' de voto, um coletor de voto ou um equipamento para coletar o voto? “''Uma das coisas que tinha no relatório da Comissão de Notáveis é que no papel ocorriam a maior parte das fraudes e,''<noinclude>{{c|'''91'''}}</noinclude> 0koaclyixd3epys3324y8ol0w95g2p4 Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/104 106 238886 556691 511866 2026-07-28T14:39:09Z Erick Soares3 19404 556691 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>funcionalidades estavam todos muito bem especificados e descritos. Aos licitantes coube a otimização em termos de produção, custo e manutenção e decidir sobre a aparência do CEV. Tinham também a liberdade de substituir algum componente solicitado por um similar ou superior. Processadores, por exemplo, deveriam apresentar um desempenho mínimo e isso deveria ser comprovado. Caso o licitante apresentasse um processador diferente do solicitado, ele deveria provar que a oferta dele era melhor e mais versátil do que a especificada na licitação. Se isso ocorresse, a Comissão Técnica avaliaria a oferta e decidiria pelo aceite. {{dhr|3}} {{right|{{x-larger|{{âncora|O misterioso Ministro Salgado|'''O misterioso Ministro Salgado'''}}}}}} {{dhr}} Em 1996, o TSE possuía 17 Ministros: o Ministro Carlos Mário da Silva Velloso, como presidente; 8 Ministros efetivos: Marco Aurélio Mendes de Farias Mello, Ilmar Nascimento Galvão, Antônio de Pádua Ribeiro, Cid Flaquer Scartezzini, Jesus Costa Lima, Paulo Roberto Saraiva da Costa Leite, José Bonifácio Diniz de Andrada e Torquato Lorena Jardim; e 8 Ministros substitutos: José Carlos Moreira Alves, José Francisco Rezek, José Néri da Silveira, Eduardo<noinclude>{{c|'''103'''}}</noinclude> 7423hd0pmb90uipxqhpfxk0vs0kazo7 Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/107 106 238903 556692 511898 2026-07-28T14:39:22Z Erick Soares3 19404 556692 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>papel… Chegada sua hora de apresentar, o Ministro Jobim apresentou o estudo: “''Isso aqui é um documento que eu pedi e mais de um Ministro olhou esse documento. Então tem eu, tem o Ministro Salgado que olhou também, né Toni?''” - Observação: não foi erro de grafia, o Ministro Jobim se referia ao Toné por Toni. E Toné relata mais um caso: “''Eu já fui apresentado para um diretor do TSE, novo, assim: esse aqui é o Ministro Salgado.'' ''O rapaz me chamou de lado e falou assim: perdão, o senhor é juiz eleitoral?'' ''Eu falei: eu não sou nada. Eu sou engenheiro do INPE, mas tem essa coisa de me chamar de Ministro. Aí ele caiu na risada.''” {{dhr|3}} {{right|{{x-larger|{{âncora|O Processo Licitatório|'''O Processo Licitatório'''}}}}}} {{dhr}} A licitação para a fabricação das urnas ocorreu no final de 1995, com a publicação do Aviso de Licitação – Concorrência Internacional nº 2 em 13 de dezembro de 1995, no DOU e em vários jornais de grande circulação no Brasil, com a participação do Ministério Público da União e da Ordem dos Advogados do Brasil, na qualidade de fiscais do processo licitatório. A Presidência do<noinclude>{{c|'''106'''}}</noinclude> 6lv2a33wse5sc6t5dylzki2z1n1n7nb Tudo o que você sempre quis saber sobre a urna eletrônica brasileira/Capítulo 4 0 238931 556685 556595 2026-07-28T14:36:45Z Erick Soares3 19404 556685 wikitext text/x-wiki <pages index="Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf" from=72 to=132 next="[[Tudo o que você sempre quis saber sobre a urna eletrônica brasileira/Capítulo 5|'''O funcionamento da urna eletrônica''']]" header=1/> {{rule|5em|align=left}} {{smallrefs}} {{CC-BY-SA-4.0}} 7g5q5jkjdniyp983b6k7njcl5nrmsua Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/146 106 238948 556693 512002 2026-07-28T14:40:38Z Erick Soares3 19404 556693 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>alto índice de efetividade. Nas eleições municipais de 2020, a identificação biométrica na urna eletrônica foi ampliada, sendo realizada em 24 estados, 299 municípios e atingiu mais de 8 milhões de eleitores que já estavam aptos a serem identificados por meio da impressão digital. {{dhr}} [[File:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira (page 146 crop).jpg|centro|400px]] {{c|''Em 2008, a biometria começou a ser testada nas urnas eletrônicas.''<br/>''Imagem: TSE''}} {{dhr}} A biometria colocou um ponto final à única possibilidade de fraude com a utilização da urna eletrônica: a “fraude do mesário”, que seria a possibilidade de algum mesário realizar a votação em nome de eleitores ausentes. {{nop}}<noinclude>{{c|''145'''}}</noinclude> gg2pc68o0mjla5h5m1t9mpnavsoplkv Página:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf/172 106 238997 556694 512129 2026-07-28T14:41:29Z Erick Soares3 19404 556694 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{right|{{x-larger|'''A SEGURANÇA DAS URNAS'''}}}} {{dhr|3}} Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha em 2021 apontou que 73% dos brasileiros desejam que as eleições continuem sendo realizadas através da urna eletrônica. Isso demonstra que a confiança dos eleitores brasileiros na urna é significativa. A confiança nas urnas eletrônicas se dá pela segurança oferecida, tanto no momento da votação, quanto na apuração. Mesmo com essa aprovação, a maioria da população não possui conhecimento das medidas de segurança das urnas eletrônicas brasileiras. Todas as urnas, ao final do procedimento de votação, emitem o boletim de urna, que pode ser facilmente confrontado com o publicado pelo TSE na internet, realizando, assim, a conferência do resultado de cada seção eleitoral ou do resultado da totalização final. Há também o questionamento sobre a possibilidade de hackers invadirem as urnas, o que é impossível de ocorrer. As urnas não possuem nenhum mecanismo que possibilite sua conexão a redes de computadores ou à internet, necessárias para<noinclude>{{c|'''171'''}}</noinclude> jfmx8vprtzzhhotzs633n39y4fhmx6x Utilizador:Junglk/Lista de Autores 2 239203 556698 555931 2026-07-28T19:06:00Z Junglk 34905 /* 18px Brasileiros */ 556698 wikitext text/x-wiki __NOTOC__ == [[File:Flag of Brazil.svg|18px]] Brasileiros == {{Div col|3}} === Século XVI === * {{A|Ambrósio Fernandes Brandão}} (c. 1555 - c. 1618) {{100%}} * {{A|Bento Teixeira}} (c. 1561 - c. 1618) {{100%}} * {{A|Frei Vicente do Salvador}} (1564 - c. 1636) {{100%}} === Século XVII === * {{A|Antônio Vieira}} (1608 - 1697) {{075%}} * {{A|Nuno Marques Pereira}} (1625 - 1728) {{100%}} * {{A|Gregório de Matos}} (1636 - 1696) {{075%}} * {{A|Manuel Botelho de Oliveira}} (1636 - 1711) {{100%}} * {{A|André João Antonil}} (1649 - 1716) {{100%}} * {{A|Sebastião da Rocha Pita}} (1660 - 1738) {{100%}} * {{A|Manuel de Santa Maria}} (c. 1668 - c. 1730) {{100%}} === Século XVIII === * {{A|Matias Aires}} (1705 - 1763) {{100%}} * {{A|Teresa Margarida da Silva e Orta}} (1711 - 1793) {{100%}} * {{A|Gaspar da Madre de Deus}} (1715 - 1800) {{100%}} * {{A|Santa Rita Durão}} (1722 - 1784) {{100%}} * {{A|Cláudio Manuel da Costa}} (1729 - 1789) {{100%}} * {{A|Domingos Caldas Barbosa}} (1740 - 1800) {{100%}} * {{A|Basílio da Gama}} (1741 - 1795) {{100%}} * {{A|Alvarenga Peixoto}} (1744 - 1792) {{100%}} * {{A|Tomás Antônio Gonzaga}} (1744 - 1810) {{100%}} * {{A|Manuel Inácio da Silva Alvarenga}} (1749 - 1814) {{100%}} * {{A|José da Silva Lisboa}} (1756-1835) {{075%}} * {{A|Sousa Caldas}} (1762 - 1814) {{050%}} * {{A|Francisco Carlos Teixeira da Silva}} (1763 - 1829) {{100%}} * {{A|José Bonifácio}} (1763 - 1838) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel Jacinto Nogueira da Gama|Manuel Jacinto Nogueira da Gama]] (1765 - 1847) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco Vilela Barbosa|Francisco Vilela Barbosa]] (1769 - 1846) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Saturnino da Costa Pereira|José Saturnino]] (1771 - 1852) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Andrada Machado|Andrada Machado]] (1773 - 1845) * {{A|Mariano José Pereira da Fonseca}} (1773 - 1848) {{100%}} * {{A|Hipólito da Costa}} (1774 - 1823) {{075%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Martim Francisco Ribeiro de Andrada|Martim Francisco]] (1775 - 1844) * {{A|Frei Caneca}} (1779 - 1825) {{075%}} * {{A|Beatriz Brandão}} (1779 - 1868) {{100%}} * {{A|Januário da Cunha Barbosa}} (1780 - 1846) {{100%}} * {{A|Diogo Antônio Feijó}} (1784 - 1843) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco do Monte Alverne|Francisco de Mont'Alverne]] (1784 - 1858) * {{A|José Inácio de Abreu e Lima}} (1794 - 1869) * {{A|Evaristo da Veiga}} (1799 - 1837) {{100%}} * {{A|Odorico Mendes}} (1799 - 1864) === Século XIX === * {{A|Araújo Porto Alegre}} (1806 - 1879) {{100%}} * {{A|Ana Eurídice Eufrosina de Barandas}} (1806 - 1863) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teófilo Ottoni|Teófilo Ottoni]] (1807 - 1869) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Paula Brito|Paula Brito]] (1809 - 1861) * {{A|Nísia Floresta}} (1810 - 1885) {{100%}} * {{A|Gonçalves de Magalhães}} (1811 - 1882) {{075%}} * {{A|Teixeira e Sousa}} (1812 - 1861) {{100%}} * {{A|Francisco de Sales Torres Homem}} (1812 - 1876) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Justiniano José da Rocha|Justiniano José da Rocha]] (1812 - 1862) * {{A|João Lisboa}} (1812 - 1863) * {{A|Martins Pena}} (1815 - 1848) {{100%}} * {{A|Francisco Adolfo de Varnhagen}} (1816 - 1878) {{100%}} * {{A|João Manuel Pereira da Silva}} (1817 - 1898) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Violante Bivar e Velasco|Violante Bivar e Velasco]] (1817 - 1875) * {{A|Joaquim Manuel de Macedo}} (1820 - 1882) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Tristão de Alencar Araripe|Tristão de Alencar Araripe]] (1821 - 1908) * {{A|Maria Firmina dos Reis}} (1822 - 1917) * {{A|Gonçalves Dias}} (1823 - 1864) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ana Luísa de Azevedo Castro|Ana Luísa de Azevedo Castro]] (1823 - 1869) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Agostinho Marques Perdigão Malheiro (filho)|Agostinho Marques Perdigão Malheiro (filho)]] (1824 - 1881) * {{A|Bernardo Guimarães}} (1825 - 1884) * {{A|Francisco Otaviano}} (1825 - 1889) * {{A|Dom Pedro II}} (1825 - 1891) * {{A|Laurindo Rabelo}} (1826 - 1864) * {{A|Augusto Emílio Zaluar}} (1826 - 1882) * {{A|Adélia Fonseca}} (1827 - 1920) * {{A|Aureliano José Lessa}} (1828 - 1861) {{100%}} * {{A|Joaquim Felício dos Santos}} (1828 - 1895) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio Henriques Leal|Antônio Henriques Leal]] (1828 - 1885) * {{A|José de Alencar}} (1829 - 1877) * {{A|Qorpo Santo}} (1829 - 1883) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Angélica Ribeiro|Maria Angélica Ribeiro]] (1829 - 1880) * {{A|Luís da Gama}} (1830 - 1882) * {{A|Álvares de Azevedo}} (1831 - 1852) * {{A|Manuel Antônio de Almeida}} (1831 - 1861) * {{A|Junqueira Freire}} (1832 - 1855) * {{A|Sousândrade}} (1833 - 1902) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teixeira de Melo|Teixeira de Melo]] (1833 - 1907) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Soriano de Souza|José Soriano de Souza]] (1833 - 1895) * {{A|Luís Delfino}} (1834 - 1910) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisca Senhorinha da Motta Diniz|Francisca Senhorinha da Motta Diniz]] (1834 - 1910) * {{A|Quintino Bocaiúva}} (1836 - 1912) * {{A|César Zama}} (1837 - 1906) * {{A|Couto de Magalhães}} (1837 - 1898) * {{A|França Júnior}} (1838 - 1890) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:André Rebouças|André Rebouças]] (1838 - 1898) * {{A|Casimiro de Abreu}} (1839 - 1860) * {{A|Tobias Barreto}} (1839 - 1889) * {{A|Machado de Assis}} (1839 - 1908) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Luís Pereira de Sousa|Pedro Luís Pereira de Sousa]] (1839 - 1884) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ernesto Carneiro Ribeiro|Ernesto Carneiro Ribeiro]] (1839 - 1920) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Pereira Barreto|Luís Pereira Barreto]] (1840 - 1923) * {{A|Fagundes Varela}} (1841 - 1875) * {{A|Salvador de Mendonça}} (1841 - 1913) * {{A|Franklin Távora}} (1842 - 1888) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Américo|Pedro Américo]] (1843 - 1905) * {{A|Visconde de Taunay}} (1843 - 1899) * {{A|José Carlos Rodrigues}} (1844 - 1923) * {{A|Alexandre José de Melo Morais Filho}} (1844 - 1919) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Augusto Ferreira|Carlos Augusto Ferreira]] (1844 - 1913) * {{A|Júlio Ribeiro}} (1845 - 1890) * {{A|Guimarães Júnior}} (1845 - 1898) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ramiz Galvão|Ramiz Galvão]] (1846 - 1938) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carneiro Vilela|Carneiro Vilela]] (1846 - 1913) * {{A|Castro Alves}} (1847 - 1871) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Vieira Fazenda|José Vieira Fazenda]] (1847 - 1917) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos de Laet|Carlos de Laet]] (1847 - 1927) * {{A|Araripe Júnior}} (1848 - 1911) * {{A|Joaquim Nabuco}} (1849 - 1910) * {{A|Ruy Barbosa}} (1849 - 1923) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Felisberto Rodrigues Pereira de Carvalho|Felisberto Rodrigues Pereira de Carvalho]] (1850 - 1898) * {{A|Adelina Lopes Vieira}} (1850 - 1922) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ferreira Leal|Ferreira Leal]] (1850 - 1914) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Artur de Oliveira|Artur de Oliveira]] (1851 - 1882) * {{A|Domingos Olímpio}} (1851 - 1906) {{100%}} * {{A|Manuel Querino}} (1851 - 1923) * {{A|Sílvio Romero}} (1851 - 1914) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Josefina Álvares de Azevedo|Josefina Álvares de Azevedo]] (1851 - 1913) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Emília Bandeira de Melo|Emília Bandeira de Melo]] (1852 - 1910) * {{A|Narcisa Amália}} (1852 - 1924) * {{A|Emília Moncorvo Bandeira de Melo}} (1852 - 1910) * {{A|Capistrano de Abreu}} (1853 - 1927) * {{A|Inglês de Sousa}} (1853 - 1918) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Benedita Bormann|Maria Benedita Bormann]] (1853 - 1895) * {{A|Rodolfo Teófilo}} (1853 - 1932) * {{A|Inês Sabino}} (1853 - 1911) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Revocata Heloísa de Melo|Revocata Heloísa de Melo]] (1853 - 1944) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Anália Franco|Anália Franco]] (1853 - 1919) * {{A|José do Patrocínio}} (1854 - 1905) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teófilo Dias|Teófilo Dias]] (1854 - 1889) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lúcio de Mendonça|Lúcio de Mendonça]] (1854 - 1909) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Miguel Lemos|Miguel Lemos]] (1854 - 1917) * {{A|Artur de Azevedo}} (1855 - 1908) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Emília Freitas|Emília Freitas]] (1855 - 1908) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Urbano Duarte de Oliveira|Urbano Duarte de Oliveira]] (1855 - 1902) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Julieta de Melo Monteiro|Julieta de Melo Monteiro]] (1855 - 1928) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teixeira Mendes (filósofo)|Teixeira Mendes]] (1855 - 1927) * {{A|Teodoro Sampaio}} (1855 - 1937) * {{A|Fontoura Xavier}} (1856 - 1922) * {{A|Aluísio Azevedo}} (1857 - 1913) * {{A|José Veríssimo}} (1857 - 1916) * {{A|Alberto de Oliveira}} (1857 - 1937) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Filinto de Almeida|Filinto de Almeida]] (1857 - 1945) * {{A|Rocha Pombo}} (1857 - 1933) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Horácio de Carvalho|Horácio de Carvalho]] (1857 - 1933) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Paula Ney|Paula Ney]] (1858 - 1897) * {{A|Adelino Fontoura}} (1859 - 1884) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Bernardino Lopes|Bernardino Lopes]] (1859 - 1916) * {{A|Raimundo Correia}} (1859 - 1911) * {{A|Valentim Magalhães}} (1859 - 1903) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Clóvis Beviláqua|Clóvis Beviláqua]] (1859 - 1944) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Leolinda Daltro|Leolinda Daltro]] (1859 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luiza Leonardo|Luiza Leonardo]] (1859 - 1926) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Augusto de Lima (político)|Augusto de Lima]] (1859 - 1934) * {{A|João Ribeiro}} (1860 - 1934) * {{A|Eduardo Prado}} (1860 - 1901) * {{A|Afonso Celso}} (1860 - 1938) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio da Silva Jardim|Antônio da Silva Jardim]] (1860 - 1891) * {{A|Cruz e Sousa}} (1861 - 1898) * {{A|Manuel de Oliveira Paiva}} (1861 - 1892) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Xavier Marques|Xavier Marques]] (1861 - 1942) * {{A|Luís Murat}} (1861 - 1929) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Amélia Rodrigues|Amélia Rodrigues]] (1861 - 1926) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Xavier Marques|Xavier Marques]] (1861 - 1942) * {{A|Raimundo de Farias Brito}} (1862 - 1917) * {{A|Júlia Lopes de Almeida}} (1862 - 1934) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Domício da Gama|Domício da Gama]] (1862 - 1925) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fausto Cardoso|Fausto Cardoso]] (1862 - 1906) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lindolfo Rocha|Lindolfo Rocha]] (1862 - 1911) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Nina Rodrigues|Nina Rodrigues]] (1862 - 1906) * {{A|Catulo da Paixão Cearense}} (1863 - 1946) * {{A|Raul Pompeia}} (1863 - 1895) {{075%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gonzaga Duque|Gonzaga Duque]] (1863 - 1911) * {{A|Virgílio Várzea}} (1863 - 1941) * {{A|Coelho Neto}} (1864 - 1934) * {{A|Pardal Mallet}} (1864 - 1894) * {{A|Tito Lívio de Castro}} (1864 - 1890) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fábio Luz|Fábio Luz]] (1864 - 1938) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Andradina de Oliveira|Andradina de Oliveira]] (1864 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alberto Torres|Alberto Torres]] (1865 - 1917) * {{A|Olavo Bilac}} (1865 - 1918) * {{A|João Simões Lopes Neto}} (1865 - 1916) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alcindo Guanabara|Alcindo Guanabara]] (1865 - 1918) * {{A|Euclides da Cunha}} (1866 - 1909) * {{A|Emiliano Perneta}} (1866 - 1921) * {{A|Vicente de Carvalho}} (1866 - 1924) * {{A|Emílio de Meneses}} (1866 - 1918) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rodrigo Otávio|Rodrigo Otávio]] (1866 - 1944) * {{A|Rego Monteiro}} (1866 - 1952) {{100%}} * {{A|João Marques de Carvalho}} (1866 - 1910) * {{A|Adolfo Caminha}} (1867 - 1897) {{100%}} * {{A|Medeiros e Albuquerque}} (1867 - 1934) {{100%}} * {{A|Oliveira Lima}} (1867 - 1928) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Mário Pederneiras|Mário Pederneiras]] (1867 - 1915) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guimarães Passos|Guimarães Passos]] (1867 - 1909) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Presciliana Duarte de Almeida|Presciliana Duarte de Almeida]] (1867 - 1944) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guimarães Passos|Guimarães Passos]] (1868 - 1909) * {{A|Graça Aranha}} (1868 - 1931) {{100%}} * {{A|Afonso Arinos}} (1868 - 1916) * {{A|Manuel Bonfim}} (1868 - 1932) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio Sales|Antônio Sales]] (1868 - 1940) * {{A|Nestor Vítor}} (1868 - 1932) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Rabelo|Pedro Rabelo]] (1868 - 1905) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Júlia Cortines|Júlia Cortines]] (1868 - 1948) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Max Fleiuss|Max Fleiuss]] (1868 - 1943) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Figueiredo Pimentel|Figueiredo Pimentel]] (1869 - 1914) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Chrysanthème|Chrysanthème]] (1869 - 1948) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Gastão d'Escragnolle Dória|Luís Gastão d'Escragnolle Dória]] (1869 - 1948) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Dario Persiano de Castro Vellozo|Dario Persiano de Castro Vellozo]] (1869 - 1937) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Liberato Bittencourt|Liberato Bittencourt]] (1869 - 1948) * {{A|Adherbal de Carvalho}} (1869 - 1915) * {{A|Paulo Prado}} (1869 - 1943) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Zeferino Brasil|Zeferino Brasil]] (1870 - 1942) * {{A|Alphonsus de Guimaraens}} (1870 - 1921) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Osório Duque-Estrada|Osório Duque-Estrada]] (1870 - 1927) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Péthion de Villar|Péthion de Villar]] (1870 - 1924) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lívio Barreto|Lívio Barreto]] (1870 - 1895) * {{A|Francisca Júlia}} (1871 - 1920) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Paes de Barros|Maria Paes de Barros]] (1871 - 1952) * {{A|Alberto Rangel}} (1871 - 1945) * {{A|Mário de Alencar}} (1872 - 1925) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Batista Cepelos|Batista Cepelos]] (1872 - 1915) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Faria Neves Sobrinho|Faria Neves Sobrinho]] (1872 - 1927) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Silveira Neto|Silveira Neto]] (1872 - 1942) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Valdomiro Silveira|Valdomiro Silveira]] (1873 - 1941) * {{A|Laudelino Freire}} (1873 - 1937) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rodolfo Garcia|Rodolfo Garcia]] (1873 - 1949) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Valdomiro Silveira|Valdomiro Silveira]] (1873 - 1941) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul Pederneiras|Raul Pederneiras]] (1874 - 1953) * {{A|Henrique Castriciano de Sousa}} (1874 - 1947) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Dias Fernandes|Carlos Dias Fernandes]] (1874 - 1942) * {{A|Amadeu Amaral}} (1875 - 1929) * {{A|Afonso d'Escragnolle Taunay}} (1876 - 1958) * {{A|Afrânio Peixoto}} (1876 - 1947) {{100%}} * {{A|Auta de Souza}} (1876 - 1901) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manoel Arão|Manoel Arão]] (1876 - 1930) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alcides Maia|Alcides Maia]] (1878 - 1944) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Marcelo Gama|Marcelo Gama]] (1878 - 1915) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maranhão Sobrinho|Maranhão Sobrinho]] (1879 - 1915) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Félix Pacheco|Félix Pacheco]] (1879 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Artur de Sales|Artur de Sales]] (1879 - 1952) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Everardo Backheuser|Everardo Backheuser]] (1879 - 1951) * {{A|Albertina Bertha}} (1880 - 1953) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jonas da Silva|Jonas da Silva]] (1880 - 1947) * {{A|Elysio de Carvalho}} (1880- 1925) * {{A|Lima Barreto}} (1881 - 1922) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Maria Goulart de Andrade|José Maria Goulart de Andrade]] (1881 - 1936) * {{A|João do Rio}} (1881 - 1921) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Azevedo Amaral|Azevedo Amaral]] (1881 - 1942) * {{A|Monteiro Lobato}} (1882 - 1948) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Oliveira Viana|Oliveira Viana]] (1883 - 1951) * {{A|Augusto dos Anjos}} (1884 - 1914) * {{A|Godofredo Rangel}} (1884 - 1954) * {{A|Martins Fontes}} (1884 - 1937) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Roquette-Pinto|Roquette-Pinto]] (1884 - 1954) * {{A|Antônio Francisco da Costa e Silva}} (1885 - 1950) * {{A|Antônio Torres}} (1885 - 1934) * {{A|Pedro Kilkerry}} (1885 - 1917) * {{A|Humberto de Campos}} (1886 - 1934) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ernani Rosas|Ernani Rosas]] (1886 - 1955) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Lacerda de Moura|Maria Lacerda de Moura]] (1887 - 1945) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hermes Fontes|Hermes Fontes]] (1888 - 1930) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gastão Cruls|Gastão Cruls]] (1888 - 1955) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Roberto Simonsen|Roberto Simonsen]] (1889 - 1948) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Cásper Líbero|Cásper Líbero]] (1889 - 1943) * {{A|Oswald de Andrade}} (1890 - 1954) {{075%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Felipe Daudt de Oliveira|Felipe Daudt de Oliveira]] (1890 - 1933) * {{A|Jackson de Figueiredo}} (1891 - 1928) {{075%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ercília Nogueira Cobra|Ercília Nogueira Cobra]] * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Eduardo Guimarães|Eduardo Guimarães]] (1892 - 1928) * {{A|Graciliano Ramos}} (1892 - 1953) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Juó Bananére|Juó Bananére]] (1892 - 1933) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jorge de Lima|Jorge de Lima]] (1893 - 1953) * {{A|Mário de Andrade}} (1893 - 1945) * {{A|Ronald de Carvalho}} (1893 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Leonel Franca|Leonel Franca]] (1893 - 1948) * {{A|Paulo Setúbal}} (1893 - 1937) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hugo de Carvalho Ramos|Hugo de Carvalho Ramos]] (1895 - 1921) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul de Leoni|Raul de Leoni]] (1895 - 1926) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alceu de Freitas Wamosy|Alceu de Freitas Wamosy]] (1895 - 1923) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ranulpho Prata|Ranulpho Prata]] (1896 - 1942) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Galeão Coutinho|Galeão Coutinho]] (1897 - 1951) * {{A|Rodrigues de Abreu}} (1897 - 1927) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Virgílio de Melo Franco|Virgílio de Melo Franco]] (1897 - 1948) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Eugênia Álvaro Moreyra|Eugênia Álvaro Moreyra]] (1898 - 1948) === Século XX === * {{A|Antonieta de Barros}} (1901 - 1952) * {{A|Alcântara Machado}} (1901 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Alphonsus|João Alphonsus]] (1901 - 1944) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carmen Cinira|Carmen Cinira]] (1902 - 1933) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Arthur Ramos|Arthur Ramos]] (1903 - 1949) {{Div col fim}} == [[File:Flag of Portugal.svg|18px]] Portugueses == {{Div col|3}} === Século XIV === * {{A|Fernão Lopes}} (c. 1385 - c. 1460) * {{A|Duarte de Portugal}} (1391 - 1438) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro de Portugal, 1.º Duque de Coimbra|D. Pedro de Portugal, Duque de Coimbra]] (1392 - 1449) === Século XV === * {{A|Gomes Eanes de Zurara}} (c. 1410 - c. 1474) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro de Coimbra, Condestável de Portugal|Pedro de Coimbra]] (1429 - 1466) * {{A|Rui de Pina}} (c. 1440 - c. 1522) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Duarte Galvão|Duarte Galvão]] (1446 - 1517) * {{A|Gil Vicente}} (c. 1465 – c. 1536) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Duarte Pacheco Pereira|Duarte Pacheco Pereira]] (1465 - 1533) * {{A|Garcia de Resende}} (c. 1470 - 1536) * {{A|Sá de Miranda}} (1481 - 1558) * {{A|Bernardim Ribeiro}} (c. 1482 - c. 1552) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gaspar Correia|Gaspar Correia]] (c. 1492 - c. 1563) * {{A|João de Barros}} (1496 - 1570) === Século XVI === * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pantaleão de Aveiro|Frei Pantaleão de Aveiro]] (séc. XVI) * {{A|André de Resende}} (c. 1500 - 1573) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brás de Albuquerque|Brás de Albuquerque]] (c. 1500 - 1581) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fernão Lopes de Castanheda|Fernão Lopes de Castanheda]] (c. 1500 - 1559) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de Moraes Cabral|Francisco de Moraes Cabral]] (c. 1500 - 1572) * {{A|Garcia de Orta}} (c. 1500 - 1568) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Martim Afonso de Sousa|Martim Afonso de Sousa]] (c. 1500 - 1564) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Samuel Usque|Samuel Usque]] (c. 1500 - c. 1560) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Damião de Góis|Damião de Góis]] (1502 - 1574) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gonçalo Annes Bandarra|Gonçalo Annes Bandarra]] (c. 1502 - c. 1556) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Galvão|António Galvão]] (c. 1503 - 1557) * {{A|Jerónimo Osório}} (1506 - 1580) * {{A|Fernão de Oliveira}} (1507 - c. 1581) * {{A|Fernão Mendes Pinto}} (c. 1510 - 1583) * {{A|Jorge Ferreira de Vasconcelos}} (c. 1515 - c. 1585) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de Holanda|Francisco de Holanda]] (1517 - 1584) * {{A|Manuel da Nóbrega}} (1517 - 1570) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Ribeiro Chiado|António Ribeiro Chiado]] (c. 1520 - 1591) * {{A|Pedro de Andrade Caminha}} (c. 1520 - 1589) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gaspar Frutuoso|Gaspar Frutuoso]] (1522 - 1591) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Baltazar Dias|Baltazar Dias]] (c. 1524 - c. 1600) * {{A|Luís Vaz de Camões}} (c. 1524 - 1580) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Ferreira|António Ferreira]] (1528 - 1569) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei Heitor Pinto|Frei Heitor Pinto]] (c. 1528 - c. 1584) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jerónimo Corte-Real|Jerónimo Corte-Real]] (c. 1530 - c. 1588) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Amador Arrais|Amador Arrais]] (c. 1530 - 1600) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Duarte Nunes de Leão|Duarte Nunes de Leão]] (c. 1530 - 1608) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Fróis|Luís Fróis]] (1532 - 1597) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José de Anchieta|José de Anchieta]] (1534 - 1597) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Agostinho Pimenta|Agostinho Pimenta]] (1540 - 1619) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de Andrade|Francisco de Andrade]] (c. 1540 - 1614) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pero de Magalhães Gândavo|Pero de Magalhães Gândavo]] (c. 1540 - c. 1580) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Pereira Brandão|Luís Pereira Brandão]] (c. 1540 - c. 1590) * {{A|Diogo do Couto}} (c. 1542 - 1616) * {{A|Miguel Leitão de Andrada}} (c. 1553 - 1630) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei Luís de Sousa|Frei Luís de Sousa]] (c. 1555 - 1632) * {{A|Ambrósio Fernandes Brandão}} (c. 1555 - c. 1618) * {{A|Bernardo de Brito}} (1569 - 1617) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gabriel Pereira de Castro|Gabriel Pereira de Castro]] (1571 - 1632) * {{A|Francisco Rodrigues Lobo}} (1580 - 1622) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Brandão|António Brandão]] (1584 - 1637) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel de Faria e Sousa|Manuel de Faria e Sousa]] (1590 - 1649) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jacinto Freire de Andrade|Jacinto Freire de Andrade]] (1597 - 1657) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brás Garcia de Mascarenhas|Brás Garcia de Mascarenhas]] (1596 - 1656) === Século XVII === * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de Sá de Meneses|Francisco de Sá de Meneses]] (c. 1600 - 1664) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Violante do Céu|Violante do Céu]] (1601 - 1693) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António de Sousa de Macedo|António de Sousa de Macedo]] (1606 - 1682) * {{A|Francisco Manuel de Melo}} (1608 - 1666) * {{A|Jerónimo Baía}} (c. 1620 - 1688) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei António das Chagas|Frei António das Chagas]] (1631 - 1682) * {{A|Mariana Alcoforado}} (1640 - 1723) * {{A|Manuel Bernardes}} (1644 - 1710) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco Xavier de Meneses|Francisco Xavier de Meneses]] (1673 - 1743) * {{A|António Caetano de Sousa}} (1674 - 1759) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Diogo Barbosa Machado|Diogo Barbosa Machado]] (1682 - 1772) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Bernardo Gomes de Brito|Bernardo Gomes de Brito]] (1688 - c. 1760) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Nunes Ribeiro Sanches|António Nunes Ribeiro Sanches]] (1699 - 1782) === Século XVIII === * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António José da Silva|António José da Silva]] (1705 - 1739) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Dinis da Cruz e Silva|António Dinis da Cruz e Silva]] (1731 - 1799) * {{A|Filinto Elísio}} (1734 - 1819) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Anastácio da Cunha|José Anastácio da Cunha]] (1744 - 1787) * {{A|Tomás Antônio Gonzaga}} (1744 - 1810) * {{A|Bocage}} (1765 - 1805) * {{A|Curvo Semedo}} (1766 - 1838) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de São Luís Saraiva|Francisco de São Luís Saraiva]] (1766 - 1845) * {{A|José Agostinho de Macedo}} (1761 - 1831) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Maria da Costa e Silva|José Maria da Costa e Silva]] (1788 - 1854) * {{A|Almeida Garrett}} (1799 - 1854) * {{A|António Feliciano de Castilho}} (1800 - 1875) === Século XIX === * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luz Soriano|Luz Soriano]] (1802 - 1891) * {{A|Alexandre Herculano}} (1810 - 1877) * {{A|João de Lemos}} (1819 - 1890) * {{A|José da Silva Mendes Leal}} (1820 - 1886) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Augusto Rebelo da Silva|Luís Augusto Rebelo da Silva]] (1822 - 1871) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João de Andrade Corvo|João de Andrade Corvo]] (1824 - 1890) * {{A|Camilo Castelo Branco}} (1825 - 1890) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Pedro Lopes de Mendonça|António Pedro Lopes de Mendonça]] (1826 - 1865) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Soares de Passos|Soares de Passos]] (1826 - 1860) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Arnaldo Gama|Arnaldo Gama]] (1828 - 1869) * {{A|Raimundo António de Bulhão Pato}} (1828 - 1912) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ernesto Biester|Ernesto Biester]] (1829 - 1880) * {{A|João de Deus}} (1830 - 1896) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Júlio César Machado|Júlio César Machado]] (1835 - 1890) * {{A|Ramalho Ortigão}} (1836 - 1915) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Cardoso Vieira de Castro|José Cardoso Vieira de Castro]] (1837 - 1872) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Penha|João Penha]] (1838 - 1919) * {{A|Júlio Dinis}} (1839 - 1871) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fernando Caldeira|Fernando Caldeira]] (1841 - 1894) * {{A|Pinheiro Chagas}} (1842 - 1895) * {{A|Antero de Quental}} (1842 - 1891) * {{A|Teófilo Braga}} (1843 - 1924) * {{A|Luciano Cordeiro}} (1844 - 1900) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guiomar Torresão|Guiomar Torresão]] (1844 - 1898) * {{A|Joaquim Pedro de Oliveira Martins}} (1845 - 1894) * {{A|Eça de Queirós}} (1845 - 1900) * {{A|Joaquim Pedro de Oliveira Martins}} (1845 - 1894) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Sousa Viterbo|Sousa Viterbo]] (1845 - 1910) * {{A|António Cândido Gonçalves Crespo}} (1846 - 1883) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rafael Bordalo Pinheiro|Rafael Bordalo Pinheiro]] (1846 - 1905) * {{A|Adolfo Coelho}} (1847 - 1927) * {{A|Maria Amália Vaz de Carvalho}} (1847 - 1921) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Gomes Leal|António Gomes Leal]] (1848 - 1921) * {{A|Francisco Teixeira de Queirós}} (1848 - 1919) * {{A|Alberto Pimentel}} (1849 - 1925) * {{A|Guerra Junqueiro}} (1850 - 1923) * {{A|Gervásio Lobato}} (1850 - 1895) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís de Magalhães|Luís de Magalhães]] (1850 - 1924) * {{A|Venceslau de Morais}} (1854 - 1929) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Gonçalves Zarco da Câmara|João Gonçalves Zarco da Câmara]] (1855 - 1908) * {{A|Cesário Verde}} (1855 - 1886) * {{A|Abel Botelho}} (1854 - 1917) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Marcelino Mesquita|Marcelino Mesquita]] (1856 - 1919) * {{A|Fialho de Almeida}} (1857 - 1911) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Sampaio Bruno|Sampaio Bruno]] (1857 - 1915) * {{A|Leite de Vasconcelos}} (1858 - 1941) * {{A|António Feijó}} (1859 - 1917) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alfredo Gallis|Alfredo Gallis]] (1859 - 1910) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel Teixeira Gomes|Manuel Teixeira Gomes]] (1860 - 1941) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Francisco Trindade Coelho|José Francisco Trindade Coelho]] (1861 - 1908) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brito Camacho|Brito Camacho]] (1862 - 1934) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Nobre|António Nobre]] (1867 - 1900) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul Brandão|Raul Brandão]] (1867 - 1930) * {{A|Camilo Pessanha}} (1867 - 1926) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alice Moderno|Alice Moderno]] (1867 - 1946) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Eugénio de Castro|Eugénio de Castro]] (1869 - 1944) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Augusto Gil|Augusto Gil]] (1870 - 1929) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Roberto de Mesquita|Roberto de Mesquita]] (1871 - 1923) * {{A|Ana de Castro Osório}} (1872 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Malheiro Dias|Carlos Malheiro Dias]] (1875 -1941) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Duro|José Duro]] (1875 - 1899) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel Laranjeira|Manuel Laranjeira]] (1877 - 1912) * {{A|Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos}} (1877 - 1952) * [[w:Visconde de Vila-Moura|Visconde de Vila-Moura]] (1877 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Afonso Lopes Vieira|Afonso Lopes Vieira]] (1878 - 1946) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Patrício|António Patrício]] (1878 - 1930) * {{A|Alfredo Pimenta}} (1882 - 1950) * {{A|Leonardo Coimbra}} (1883 - 1936) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Albino Forjaz de Sampaio|Albino Forjaz de Sampaio]] (1884 - 1949) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hipólito Raposo|Hipólito Raposo]] (1885 - 1953) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Sardinha|António Sardinha]] (1887 - 1925) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fidelino de Figueiredo|Fidelino de Figueiredo]] (1888 - 1967) * {{A|Fernando Pessoa}} (1888 - 1935) * {{A|Mário de Sá-Carneiro}} (1890 - 1916) * {{A|Florbela Espanca}} (1894 - 1930) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Soeiro Pereira Gomes|Soeiro Pereira Gomes]] (1909 - 1949) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Maria Lisboa|António Maria Lisboa]] (1928 - 1953) {{Div col fim}} 3w7pe2mf0aeodwwobdbqhaxgbfxj8zt Autor:José da Silva Lisboa 102 254779 556654 555928 2026-07-28T14:03:59Z Junglk 34905 Adicionando ligação externa 556654 wikitext text/x-wiki {{autor/v2 | InicialUltimoNome = L | nome = José da Silva Lisboa | nome completo = | nome nativo = | imagem = Francisco Vieira de Campos - José da Silva Lisboa, Visconde de Cairú, 1908, Acervo da Associação Comercial da Bahia (cropped).png | imagem_tamanho = | legenda = Retrato de José da Silva Lisboa, Visconde de Cairú | nacionalidade = {{BRA-PRTn|o}} | data_nascimento = {{dni|16|07|1756|si}} | data_morte = {{morte|20|08|1835|16|07|1756}} | género = | período = | temas = | abl = | Wikipedia = José da Silva Lisboa | Wikiquote = | MiscBio = '''José da Silva Lisboa''', primeiro Barão e Visconde de Cairu, foi um economista, historiador, jurista, publicista e político brasileiro, ativo na época da Independência do Brasil e creditado pela promoção de importantes reformas econômicas. }} == Obras == {{Lista de documentos início|gênero}} {{Documento|data=1801|título=Princípios de direito mercantil e leis de marinha|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1804|título=Princípios de economia política|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1807|título=Flores celestes|galeria=|progresso=|gênero=Poesia|notas=}} {{Documento|data=1808|título=Observações sobre o comércio franco do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1810|título=Observações sobre a franqueza da indústria e estabelecimento de fábricas no Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1810|título=Observações sobre a prosperidade do Estado pelos liberais princípios da nova legislação do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}} {{Documento|data=1810|título=Razões dos lavradores do vice-reinado de Buenos Aires para a franqueza do comércio com os ingleses contra a representação de alguns comerciantes e resolução do governo|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1810|título=Reflexões sobre o comércio dos seguros|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1810|título=Refutação das declamações contra o comércio inglês, extraída de escritores eminentes|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1812|título=Ensaio sobre o estabelecimento de bancos para o progresso da indústria e riqueza nacional|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1812|título=Extratos das obras políticas e econômicas do grande Edmund Burke|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1812|título=Memória econômica sobre a franqueza do comércio dos vinhos do Porto|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1815|título=Memória da vida pública do Lord Wellington|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=}} {{Documento|data=1815|título=Apêndice à memória da vida de Lord Wellington|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=}} {{Documento|data=1818|título=Memória dos benefícios políticos do governo de El-rei, nosso senhor, D. 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João VI pela ordem dos ramos de economia do Estado|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Documento|data=1819|título=Estudos do bem comum e economia política ou ciências das leis naturais e civis de animar e dirigir|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1820|título=Notícia histórica da vida e das obras de José Haydn|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=}} {{Documento|data=1821|título=Despertador brasiliense|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1821|título=Diálogo entre filósofo e pastor|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1821|título=Edital aos mestres e professores das aulas públicas, etc.|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Documento|data=1821|título=Edital de José da Silva Lisboa, diretor dos estudos|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Documento|data=1821|título=Espírito de Vieira|galeria=|progresso=|gênero=Antologia|notas=}} {{Documento|data=1821|título=Memória da vida e virtudes da arquiduquesa D. Marianna|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=}} {{Documento|data=1821|título=Notas ao despacho circular do congresso de Laibach|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1821|título=Prospecto do novo periódico|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Documento|data=1822|título=Agradecimento do povo ao salvador da pátria, o Sr. príncipe regente do reino do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1822|título=Glosa à ordem do dia e manifesto de 14 de janeiro de 1822 do ex-general das armas Jorge de Avilez|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1822|título=Heroicidade brasileira|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1822|título=Protesto do diretor dos estudos contra o acordo da junta eleitoral da paróquia de S. José|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1822|título=Defesa da Reclamação do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1822|título=Memorial apologético das Reclamações do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1822|título=Falsidades do Correio e reverbero contra o escritor das Reclamações do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1823|título=Quartel das Marrecas|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1823|título=Vigia da Gávea|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1823|título=Tramóias dos tamoios|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1824|título=Água vai, calmante às malaguetas|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1824|título=Apelo à honra brasileira contra a facção federalista de Pernambuco|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1824|título=Contradita a Mr. Chapuis|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1824|título=Constituição moral e deveres do cidadão|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Documento|data=1824|título=Desforço patriótico contra o libelo português anônimo de Londres inimigo da independência do Império do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1824|título=Exortação aos baianos sobre as consequências do horrendo atentado da sedição militar cometido na Bahia em 25 de outubro de 1824|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1824|título=Guerra da pena contra os demagogos de Portugal e do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1824|título=História curiosa do mau fim de Carvalho e Companhia a bordoada de pau-brasil|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1824|título=Inviolabilidade da independência e glória do império do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1824|título=Pesca de tubarões do Recife em três revoluções dos anarquistas de Pernambuco|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1824|título=Rebate brasileiro contra o Typhis Pernambucano|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1825|título=Contestação da História e censura de Mr. De Pradt sobre sucessos do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1825|título=Desafronta do Brasil a Buenos Aires desmascarado|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1825|título=História dos principais sucessos políticos do Império do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1825|título=Suplemento à Constituição moral contendo a exposição das principais virtudes e paixões, apêndice das máximas de La Rochefoucauld e doutrinas|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Documento|data=1826|título=Recordação dos direitos do Império do Brasil à província da Cisplatina|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1826|título=Regimento dos cônsules|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Documento|data=1826|título=Projeto de código de comércio|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Documento|data=1827|título=Escola brasileira|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Documento|data=1827|título=Leituras de economia política|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Documento|data=1828|título=Causa da religião e disciplina eclesiástica do celibato clerical defendida da inconstitucional tentativa do Padre Diogo Antônio Feijó|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1828|título=Cautela patriótica|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1828|título=Defesa contra o ataque do padre Feijó ao Velho Canonista|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1828|título=Espírito da proclamação do sr. D. Pedro I à nação portuguesa|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1828|título=Sua magestade imperial o senhor D. Pedro I é soberano pelo mesmo título de imperador constitucional do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}} {{Documento|data=1831|título=Cartilha da Escola brasileira para a instrução elementar da religião no Brasil|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Documento|data=1832|título=Catecismo da doutrina cristã conforme o código eclesiástico da Igreja nacional|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Documento|data=1832|título=Discurso pronunciado, etc.|galeria=|progresso=|gênero=Discurso|notas=}} {{Documento|data=1832|título=Manual de política ortodoxa|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1832|título=Princípios da arte de reinar do príncipe católico e imperador constitucional|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Documento|data=1832|título=Regras da praça|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Documento|data=1832|título=Substância da fala do Visconde de Cayrú ao senado sobre a reforma da Constituição em 30 de maio de 1832.|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Documento|data=1832|título=Substância das falas, etc... sobre a 3ª proposição do projeto de lei da reforma da Constituição a 8 e 14 de junho|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Documento|data=s.d.|título=Preceitos da vida humana|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Lista de documentos final}} === Periódicos === {{Lista de documentos início}} {{Documento|data=1821|título=Conciliador do Reino Unido|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}}{{Documento|data=1821|título=Sabatina familiar de amigos do bem comum|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}} {{Documento|data=1822|título=Reclamação do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}} {{Documento|data=1822|título=Roteiro brasílico|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}} {{Documento|data=1822|título=Império do equador na terra da santa cruz|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}} {{Documento|data=1822|título=Causa do Brasil no juízo dos governos e estadistas da Europa|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}} {{Documento|data=1823|título=Atalaia|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}} {{Documento|data=1824|título=Triunfo da legalidade contra facção de anarquistas|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}} {{Documento|data=1828|título=Honra do Brasil desafrontada de insultos da “Astréia” espadachina|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=}} {{Lista de documentos final}} ==== Artigos ==== {{Lista de documentos início|gênero|notas=Periódico}} {{Documento|data=1828|título=Sustentação jurídica do tratamento de soberano|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=In: ''[[Diário Fluminense]]''}} {{Documento|data=1844|título=Considerações sobre as doutrinas econômicas de J. B. Say|galeria=|progresso=|gênero=&nbsp;|notas=In: ''[[Minerva Brasiliense]]}} {{Documento|data=1851|título=Da liberdade do trabalho|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=In ''[[Guanabara]]''}} {{Documento|data=1851|título=Ensaio econômico sobre o influxo da inteligência humana na riqueza e prosperidade das nações|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=In ''[[Guanabara]]''}} {{Lista de documentos final}} == Ligações Externas == * {{BLPL|8290}} {{autores}} {{controle de autoridade}} [[Categoria:José da Silva Lisboa| ]] 8dkcemsg7w7nv3i0ohlu76l9loxde1d Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/262 106 254991 556637 2026-07-28T13:04:49Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Receber em algum lugar, ou exercicio. BRIT. Chr. 1, II Como à virtude de Santo Estevão, feu Prior, era táo conhecida, fem muita difficuldade o acceitárão por Pre- lado. LEON. DA COST. Georg. 1, 43 y Ou fe as cidades E o cuidado das terras antes queiras Vifitar, e re acceite o largo mundo Por autor poderofo dos pães todos. VIEIR. Serm. 64. n. 106 A quemovos quer feguir, porque o não acceitais em voffo ferviço ? -ania Acceitar peffoas. D... 556637 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>Receber em algum lugar, ou exercicio. BRIT. Chr. 1, II Como à virtude de Santo Estevão, feu Prior, era táo conhecida, fem muita difficuldade o acceitárão por Pre- lado. LEON. DA COST. Georg. 1, 43 y Ou fe as cidades E o cuidado das terras antes queiras Vifitar, e re acceite o largo mundo Por autor poderofo dos pães todos. VIEIR. Serm. 64. n. 106 A quemovos quer feguir, porque o não acceitais em voffo ferviço ? -ania Acceitar peffoas. Diftinguir ou favorecer a buns mais que a outros não fegundo pede a juftiga, mas por al- gum affecto ou motivo particular. ARR. Dial. 10, 46 En- -tão fe diz accéitar, chonrar algum povo; quando le -lhe faz alguma grande mercê e privilegio mais que aos outros. FR. THE DE JES, Trab., 223, 513 Sois verdadei- -ro, e enfinais o caminho de Deos com verdade, nem acceitais peffoa, Ros. Hift. 2, 113, 4 No governo e re- gimento era de tanta prudencia, que fem acceitar pef- Joas, dava a juftiça a. cada, hum, que a tinha. 2nd Acceitar huma letra. Commerc. uf. Obrigarfe por eferito na mefma letra ao pagamento della. {{lema|ACCEITAVEL}}. adj. de huma rerm. Digno de fe acceitar. -FR. SIM. COELH, Chr. 1, 2, 70 anno acceitável do Se- nhor. LETT. DANDRAD. Milc4, trco Nem eu vola vendo por muito acceitável. VIER. Cart. 1, 59 Que. he tam- bem hum dos fins, por onde me parecco acccitavel a abertura defte caminho. {{lema|ACCEITISSIMO, A}}. fuperl. de Acceito. PAIV. Serm. ?, 103. FR. TH. DE JEs. Trab. 1, 6, 140 V. FR. MARC. Vid: 12 {{lema|ACCEITO, A}}. adj. Recebido ou admittido em algum lugar. Do Lat. Acceptus. cant. Accepto. BARR. Dec. 2, 9,.6 Depois que foffe accepto na terra, e tiveffe entrada com o Capitão mór. Maus. Aff. Afr. 4, 60 Além de fer rão dcfufado feito, Que de nenhum no mundo feja ac- ceito. Agradavel, bem quifto. Das peffoas. Reg. abf. ou a alg. FERR, Poem. Ecl. 8 E tem firme a vontade De Floris, a que eu feja fempre acceita. ARR. Dial. 2, 12 No tempo, em que Adam efteve fó no paraifo ter- real, foi acceito a Deos. BRIT. Chr. 6, 5 Foi tão mal acceito o procurador] que fem o quererem ouvir, fen- tenciárão o Santo. - Goftofo, bem recebido, admittido com gofto. Das cou- fas. Reg. abf. a, ou nos olhos de alg. ou diante dos olhos de alg. CAM. Luf. 4, 68 Os olhos lhe occupou o fomno acceito. ARR. Dial: 2, 3 Homero chegou a dizer, que os facrificios dos Troianos não crão acceitos aos feus Deo- fes. BRIT. Mon. 2, 5. c. 19 Pera que a defenganaffe fe as obras, que tinha feito, cráo acceitas nos olhos de Deos. yor, Chr. 2, Mas como não ha diante dos olhos de Deos facrificio mais acccito, que o da obediencia &c. Acceito a alguem. fubft. O que ten o valimento, fa- e familiaridade , principalmente de alguma grande perfonagem. MEND. PINT. Peregr. 20; E lhe derão a car- ta, que trazião de que o Capitão com alguns feus acceitos efteve zombandc. Sous. Hift. 1, 2, 23 E acon- tecendo entrar no Paço. hum Pedro Martins Petari- no, muito feu acceito, e do feu confelho &c. FREIR. Vid. 4, 110 Foil del Rei Dom Sebastião particular ac- ceito. {{lema|ACCEITOSO, A}}. adj. pouc. uf. O mefnio que Acceitavel. D. F. MAN. Muf. 73 Canfonh. de Eurerp. Ecl. Mas dir- thei que o que fagia Inda affim m'era acccitofo. A {{lema|ACCELERAÇÃO}}. s. f. Acção de accelerar preffa. CEIT. Serm. 1, 216, 2 Eftas [lagrimas corações dos Padres do teftamento velho] merecerão a acceleração de Deos em o mundo, a que vieffe mais prefto. Precipitação, inconfideração, fogo demasiado em obrar. M. BERN. Floreft. 3, 6, 293, C A ninguem ponhas as <mãos com acceleração precipitada, nem te carregues dos pcccados alheios. Das peffoas, e coufas. CAN. Canç. 15, As correntes fe vêm, que acceleradas... Se vão entrar nas agoas Neptuninas. Maus. Aff. Afr. 7, 113 As cóftas logo vira accelerado. CASTR. Ulyff. 2, 22 Muitas coufas na mente revolvia, E partindo em feu carro accelerado &c. Feito á preffa. CART. DE JAP. 1, 178, 2 Digo a V. R, que nunca caminho me parecco mais comprido, nem dei paflos mais accelerados., ANDRAD. Cerc. 9, 43, 30 paffo vira, Sem dizer mais, e com. accelerado Curfo torna ao lugar donde fahira. Luz, Serm. 132 Enfinando , que a vida em fi tomada, era huma entra- da, c accelerada fahida. obr Que fuccede ou fe executa dentro de pouco tempo, cu antes de fe efperar. Particularmente fe applica á nior- tc. Gozs, Chr. de D. Man. 3, 79 Depois de o terem juftiçado, morreo elle [Bartholomeu, Pereftrello ] de mor- te mui accelerada. Mañiz, Dial. 3, 5 As culpas contra o amor commettidas fempre tem o caftigo muito accele- rado. Sous. Hift. 2, 4, 11 Não foi menos a violencia, nem menos accelerada a morte.. So for menos a violencia Fogofo, precipitado ou violento em obrar. Das pef- foas. BARR. Dec. 4, 6, 4 E como Badur era accelerado e não tinha paciencia pera efperar o tempo, e conjun- ção das coufas &c. Mox. Palm. 1, 37 Oniftaldo, que em extremo era accelerado &c. Sous. Hift. 2, 5, 7E como de feu natural era accelerado. e colérico &c. Obrado com precipitação cu demasiado fogo. PER. Elegiad. 2, 19 Quando ja murmura Rumor de armas, furor accelerado. ARAU. Succeff. 3, 18 Guerra accelerada c maldita chamavão os Athenienfes a de intreprezas. Mo- RAT. Luz, 2, 6 A cura accelerada nas doenças largas. mais ferve de diminuir as forças, que de livrar das do- enças. Pulfo accelerado. Medic. O que bate mais vezes que no eftado de faude. MORAT. Luz, 2, 4 Sc o pulfo foge ao rasto, he pequeno, e accelerado, moftra fraqueza na faculdade vital. CABREIR. Tr. Unic. 3 Frequentiffimo e accelerado o pulfo.] {{lema|ACCELERAMENTO}}. s. m. ant. e pouc..uf. O mefmo que Acceleração. Mox. Dial. 44 As palavras embaraçadas, como que o acceleramento, com que as dizia, caufava totvação nellas. PALAC. Summ. 214 Afli que fe o bom Rei com algum acceleramento quer matar ao fafio villão &c. {{lema|ACCELERAR}}. v. a. Apreffar, aligeirar, fazer andar on mover depreffa on com velocidade. Do Lat. Accelerarc. PER. Elegiad. 6, 72 Crecendo fempre a horrida procella, Com que o mar o furor accelerava. CASTR. Ulyff. 6, 46 Fez Jupiter] que.. A Noite o negro coche acce- leraffe. MEN. Paneg. 16 Não difpenfando a afpereza da- quelle fitio, accelerarfe a marcha mais do que permittia a cftreiteza do caminho. Abbreviar, fazer que fucceda com prontidão e bre- vidade. SABELL. Encid. 2, 4, 58 EIRei Traquinio accele- rando a vingança defta perda &c. CEIT. Scrm. 1, 172, I Pos os olhos o pertendente no privado, e querendo- fe fazer feu procurador c'agente , quiz accelerar a de- manda. BARRET. Eneid. 8, 21 E por tanto o caminho co- meçado A celerão com profpero murmuro. Adiantar, anticipar, fazer vir brevemente ou an- tes do devido tempo. Dizfe particularmente da morte. LEÃO, Defcripç. 83 E lhes dixe, que a faudade e cuidado, que delles tinha, lhe faria accelerar fua morte e fcr mais penofa. Feo, Tr. Quadr. I, 1, 4 Para que he acce- lerardes huma morte, que eftá tão perto? M. FERNAND. Alm. 1, 2, 2. n. 142 Semelhante ou avantejado favor fez Chrifto ao Bautifta, feu Precurfor, ao qual fanti- ficou accelerandolhe o ufo da rezão pera conhecer per revelação a Chrifto incarnado nas puriflimas entranhas da Virgem. Accelerar. com pron. peff. Agastaise, apaixonarfe de modo que obre com demafiado fogo ou precipitação. BRIT. DE LEM. Abeced. 1, 5, 47 não fe accelerará o foldado] nem fará fentimento, por fe lhe não pagar feu foldo. {{lema|ACCELERADAMENTE}}. adv. mod. Apreffadamente, com prefteza e velocidade. BARREIR. Chorogr. 137 Matavão os homens muito mais acceleradamente, que a pefte.. ARR. Dial. 10, 40 Acceleradamente mandava a Lei comer. o cordeiro Pafchoal, potque a devação diligente rem mais Accelerarfe em alguma coufa ou a fazer alguma copiofos fruitos. MEND. PINT. Peregr. 46 Nos acommer- Terão tão acceleradaniente, que &c. Precipitadamente, inconfideradamente. BARR. Clarim. 3, 87 Não diga o mundo, que fizeftes voffas obras ac- celeradamente. M. BERN, Floreft. 15, 198, B Peço ao leitor, que não palle por eftas claufulas acceleradamente. {{lema|ACCELERADO, A}}. p. p. de Accelerar. Ufafe commum- mente como adj. Veloz, ligeiro, que fe move cont preffa. coufa. Fazela com prefteza on prontidão. BARRET. Eneid. 10, 69 Eneas entreranto fe accelera A pôr em terra a forte companhia. LISB. Jard. 71, 5 Antes parece que por iffo fe houverão de accelerar na amoeftação e exhorta- ção? {{lema|ACCENDALHA}}. s. f. Todo o genero de aparas delgadas, que tirão os carpinteiros das taboas, garavatos, palbinhas e outras femelhantes coufas, em que facilmente péga o fo go.<noinclude></noinclude> el6i6ik80dct249dz3yibpwb9ed1m5c Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/263 106 254992 556638 2026-07-28T13:06:12Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: go. {{Uso|Ufafe commummente no pl}}. ARR. Dial. 12 Lucio Thoranio me queimou com fogo fubito, feito de cava- cos e accendalbas. HIST. TRAG. MARIT. 2, 529 O Capitão do fogo ha de fer mui advertido em afaftar todo a mo- do de accendalba. Met. HEIT. PINT. Dial. 2, 2, 4 Elegancia fuave com eftilo doce em livros de profanidades, não he ou- tra coufa, fenão defpertador de vicios, .cevo de appeti- tes depravados, e humas accendalhas, com que... 556638 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>go. {{Uso|Ufafe commummente no pl}}. ARR. Dial. 12 Lucio Thoranio me queimou com fogo fubito, feito de cava- cos e accendalbas. HIST. TRAG. MARIT. 2, 529 O Capitão do fogo ha de fer mui advertido em afaftar todo a mo- do de accendalba. Met. HEIT. PINT. Dial. 2, 2, 4 Elegancia fuave com eftilo doce em livros de profanidades, não he ou- tra coufa, fenão defpertador de vicios, .cevo de appeti- tes depravados, e humas accendalhas, com que fe quei- mão as conciencias. ARR. Dial. 1, 24 He.muito necef- fario não lhe darmos orelhas, porque eftas são as ac- cendalhas das más lingoas. RoBOR. Port. 48 A ptiguiça adminiftra accendalha ou ifca/aós vicios. {{lema|ACCENDALHO}}. s.m. O mefnio que Accendalha. BARBOS. Dict.nl of {{lema|ACCENDEDALHA}}. s. f. O mefimo que Accendalina. Mor TEIR. Art. 20, Calamidades que padeço, vão exte- nuando, como fumo, a vida, feccando, como, accende- dalbas, meus ollos. LiMr. Fug. 2, 35, 00. col. Nas pa- thas de trigo, que offereceo Cain] levou as accendeda- lhas para o fogo eterno, em que fe abrazou. {{lema|ACCENDEDOR}}. s. m. ant. O que accende. VIT. CHRIST. I, 27, 89 Outragu ame, Senhor, o Efpirito fancto, de - fendedor contra as perfeguições, e allumiador contra os errores, e accendedor contra a cobiça. VERCIAL, Sacram. 3, 98, 133 E fe os taes accendedores que põe fogo ás taes coulas forem amoeftados polos Ordinarios e nom fizerem pénitencia e fatisfaçom, nom podem fer affoltos, falvo polo Papa. {{lema|ACCENDER}}. v. a. Por fogo, fazer que huma coufa fe in- flamme e arda, ou fe efteja queimando e abrazando. Hu- mas vezes ie põe expreffo o fogo como agente, outras fe fuppбe como inftrumento. Não fó fe diz a refpcito das coufas inflammaveis, mas tambem das que as con- tém, como: Accender a candeia, a alampada, &c. Do Lat. Accendere. ant. quafi fempre com hum fó c. Acen- der. antiq. Afcender. Goɛs, Chr. de D. Man. 1, 72. Em chegando fobola Aldea, que feria hum pouco antes de mêa noite, mandou accender as tochas. CAM. Luf. 1, 90 A povoação fem muro. e fem defefa Esbombardea, accende e desbatata. Hz. PINT. Dial. 2, 4, 2, A can- dea, que ha de aliumiaf, ha. de ter lume, c pera ac cender as outras hacella de eftar accefa. Atear fazer pegar. O fogo. FERN. Lor. Chr. de D. J. I. 1, 12. Huns vinhão com feixes de lenha, ou- tros trazião carquèja pera accender o fogo. Goes, Chr. de D. Man. 1, 1oz Com muita diligencia acarretavio le- nha pera accender o fogo. FERR. Poem. Eleg. I Accende mais o fogo quem refifte. Na.mór chamma. De cá te vejo arder Defpois quot noffo lume morto vifte. Com pron. peff. Pegarfe, atcarfe. Do fogo, Com pron. peff. Goss, Chr. de D. Man. 1, 62 No qual dia fe accendeo o fogo nelles [paços.] HEIT. PINT. Dial. 2, .3 23. Afli como o fogo fe accende com o fogo, afli, o amor com o amor. CORT. R. Cerc. 7, 87 Accendefe hum Cerc. 7 furiofo, grande fogo. Accender alguma coufa em fogo. VIT. CHRIST. I, 3, 31 Mas aquelles, que tem defvairadas riquezas, por efto os accende em maior chamma. FERR. Poem. Ecl. 10 Fogo fou desque a branda Celia vi. E tudo quan- to toco em fogo accendo. CAM. Luf. 5, 16 Relampagos, que o ar em fogo accendem. Accender fogo em alguma coufa, Pegarlhe o fogo, fazela arder. VIT. CHRIST. 1, 3, 34 y Item o berillo fe for redondo, e o puferem em direito do Sol, faz accender fogo em carvóés mortos. FERR. Poem. Son. I, 49 E com meu fogo em tudo fogo accendo. CAN. Luf. 3, 56 Onde Amor as enreda brandamente, accendendo fogo atdente. Nasagoas Tomar della fogo. CORT. R. Naufr. 1, 7 Atten- to os olhos vê, os olhos, digo, Em que Amor toma força e fogo accende. Accendet. met. Excitar defpertar, por em movi- mento. As paixões. Can. Luf. 8, 59 A força da cobiça Hum defejo immortal lhe accende e atiça. HEIT. PINT. Dial. 2, 3, 23 Efte amor que nos elle tem, há de accender em nós o que lhe devemos ter. Luc. Vid. 2, 19 Accendendo com huma paixão a outra. Inflammar, inftigar, irritar. As peffoas, o animo, &c. Reg. alg. ou alg. a, de ou em alg. c. BARR. Dec. 3,3,2 Depois que a furia accendeo o animo de todos. FERR. Poem. Od. 1, 1 Accendei vollos peitos, Engenhos bem: creados, Do fogo, qu' o mundo outra vez renova ARR. Dial. 3 34 Accenda efte beneficio noffo coração em feu amor. BRIT. Mon. 1, 2024 Accendendoas a ifto a laftima da batalha que perderás. Augmentaravivar, fazer crefcer em vigor e força. As paixões ou habitos do animo. BARREIS. Chorogr45 E quaefquer outras graças de que aanatureza extrior- dinariamente dotou algum engenho, facilmente feráp apagadas quando. faltar chum autorizado favor, que as accendn. BRIT. Chr., & Ajudavão fua petição, e acccn- diãoAfua confiança cas peffoas que vinhão do conven.to sñas de muitas doenças. Maus. Afb Aft. 4, 60 Epe- .rá melhor traças inflammaveracecudessis A furia, que cof- tuma acompanhalosed p - A opelêjaa briga o tumulto, &c. CASTILH. Cobum. 2, 41 ez: accender com novo esforço a peleja. BRITO Mon.cinia24 Dando nos Lufitanos, accenderão huma batalha crudeliffima. CASTR. Ulyff. 6, 26 Huns/o -defendem, outros o accusão, Eo tumulto coas vozes -accendião. Com prospel Crefcer, augmentarfe, avivarfe. MEND. PINT Peregr. 186 E mandou [o Rei Bramá]aper- tar o affaito com muita furia, pelo qual a briga fear- cendee entre huns e outtos de tal maneira, que era cou- fa miedonha de. ver. CoRr. R. Naufr9, 90 Accendefea -pelèja horrida ecfera.onibn for price lisa Excitar ou exaltar, e fazer mais intenfa à febre - fede, &c. Luz Sermi i., 36, 4 A poffe deffes bens ..não mata fede, mas accendea. MORAT. Luz 4 2. Se for pouca aragoa] náo attempera a demafiada quentura, e accendefe a colera. AzEV. Correcç. t, izz Eftes [humores] indofe corrompendo por falta de ven- tillação, accendem febre. po Accender. com pron. peff. Inflammarfe, arrebatarfe tranfportarfe pela força de alguma paixão, particularmente da ira. Das peffonso FR. MARC. Chroz & 10 As quaes coufas ouvindo o ditoi Inquifidor jocomo fe ouvira huma . heregia, accendendofe, começou deco conftranger, que revocaffe o que differa. CAM. Od. 4, 6 E contra ti fe accenda o fero Amor. TELL. Chr. I, 1, 32. n. 6 Quan- do na pregação fe accendia em algum paffo da Efcritura &c. nation in rela Se fe exprime a paixão, reg. com ou emi, CASTANH. Hift. 1., 65 Edizendo ifto, accendeofe tanta em ira, que, fem attentar por iffo, fallava tão salto, como que pelê- java com alguem. D. FR. BR. DE BARR. Efpelh. 2, 8 E accendefea alma] com ardente defejb.da laude de to- dos. Sous. Hift. 1, 3, 23 Accendiafe a gente affligida em amor do affligido Jefus, apsolatio! on paiga Crefcer, accrefcentarfe, fazerfe maior ou mais forte. Das paixões a refpcito das peffoas. Reg. abf. a ou em alg: BARR. Dec. 1, 3, 1 Com que a efperança do def- cobrimento da India por eftes feus mares fe accendia mais nelle. Paiv. Serm. 3, 14 Porque quanto a almá mais foffre... tanto tem mais razão de confiar, e tan- to fe lhe accende mais a confiança. CAM. Luf. 9, 71. Ac- cendefe o defejo, que fe ceva Nas alvas carnes fubito moftradas. gonna mobos Proceder, ter origem. De qualquer mal em feu prin- cipio, como da guerra, 8cc. CASTILH. Comm. 2, 32 Da- qui por diante fe accendco huma guerra efpantofa, chia crefcendo cada dia mais brava. BRIT. Chr. 6, 4 É como fe accendeffem novos efcandalos &c. D Adag. Lenha verde nem fe queima, nem je accen- de, SEPULCHR. Refeiç. 1, 1, 6. h. 12:1 ACCENDIDISSIMO, A. pouc. uf. fupert. de Accendido. M. BERN. Medit. 12, 2. Exerc. 2, 6, 8. p. 491. ACCENDIDO A. p. p. de Accender. BARR. Dec. 2, 93 . 6. Can. Luf. 2, 91. Luc. Vid. 9, 19. b Met. Applicafe ás peffoas a refpeito das paixões. Reg. abf. de ou em. BARR. Dec. 13 3, 2 Accendidos.em furia, que lhe o demonio atiçava. CAM. Luf. 2, 42 As - lagrimas lhe alimpa e accendido Na face a beja, e abra- ça o cóllo puro. FR. MARC. Exerc, 2; 6. E juntamente o voflo coração foi decendido de amor.. Ufafe como adj. quando fe applica a certas cores, pata moftrar que são vivas e fubidas. CANCION. 116, 2 Quem fete caftellos doura Sobre vermelho accendido, He o fangue conhecido Por tomar ós Mauros Moura, Donde trouxe o appellido. {{lema|ACCENDIMENTO}}. s. m. Acção e effeito de accender ou de fe accender. Não tem ufo ha fignificação propria. Met. Fervor, ardor, commoção vchemente no animo para obrar alguma acção. Sous. COUTINH. Cerc. 2, 18 Durando o qual tempo fempre o pelejar foi renovado com pelêjar, e as mortes com mortes, e as feridas de huns<noinclude></noinclude> 9befqzxt3ev0ew7onmrbeym9gjoeirz 556639 556638 2026-07-28T13:07:19Z MLReis 41056 556639 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>go. {{Uso|Ufafe commummente no pl}}. ARR. Dial. 12 Lucio Thoranio me queimou com fogo fubito, feito de cava- cos e accendalbas. HIST. TRAG. MARIT. 2, 529 O Capitão do fogo ha de fer mui advertido em afaftar todo a mo- do de accendalba. Met. HEIT. PINT. Dial. 2, 2, 4 Elegancia fuave com eftilo doce em livros de profanidades, não he ou- tra coufa, fenão defpertador de vicios, .cevo de appeti- tes depravados, e humas accendalhas, com que fe quei- mão as conciencias. ARR. Dial. 1, 24 He.muito necef- fario não lhe darmos orelhas, porque eftas são as ac- cendalhas das más lingoas. RoBOR. Port. 48 A ptiguiça adminiftra accendalha ou ifca/aós vicios. {{lema|ACCENDALHO}}. s.m. O mefnio que Accendalha. BARBOS. Dict.nl of {{lema|ACCENDEDALHA}}. s. f. O mefimo que Accendalina. Mor TEIR. Art. 20, Calamidades que padeço, vão exte- nuando, como fumo, a vida, feccando, como, accende- dalbas, meus ollos. LiMr. Fug. 2, 35, 00. col. Nas pa- thas de trigo, que offereceo Cain] levou as accendeda- lhas para o fogo eterno, em que fe abrazou. {{lema|ACCENDEDOR}}. s. m. ant. O que accende. VIT. CHRIST. I, 27, 89 Outragu ame, Senhor, o Efpirito fancto, de - fendedor contra as perfeguições, e allumiador contra os errores, e accendedor contra a cobiça. VERCIAL, Sacram. 3, 98, 133 E fe os taes accendedores que põe fogo ás taes coulas forem amoeftados polos Ordinarios e nom fizerem pénitencia e fatisfaçom, nom podem fer affoltos, falvo polo Papa. {{lema|ACCENDER}}. v. a. Por fogo, fazer que huma coufa fe in- flamme e arda, ou fe efteja queimando e abrazando. Hu- mas vezes ie põe expreffo o fogo como agente, outras fe fuppбe como inftrumento. Não fó fe diz a refpcito das coufas inflammaveis, mas tambem das que as con- tém, como: Accender a candeia, a alampada, &c. Do Lat. Accendere. ant. quafi fempre com hum fó c. Acen- der. antiq. Afcender. Goɛs, Chr. de D. Man. 1, 72. Em chegando fobola Aldea, que feria hum pouco antes de mêa noite, mandou accender as tochas. CAM. Luf. 1, 90 A povoação fem muro. e fem defefa Esbombardea, accende e desbatata. Hz. PINT. Dial. 2, 4, 2, A can- dea, que ha de aliumiaf, ha. de ter lume, c pera ac cender as outras hacella de eftar accefa. Atear fazer pegar. O fogo. FERN. Lor. Chr. de D. J. I. 1, 12. Huns vinhão com feixes de lenha, ou- tros trazião carquèja pera accender o fogo. Goes, Chr. de D. Man. 1, 1oz Com muita diligencia acarretavio le- nha pera accender o fogo. FERR. Poem. Eleg. I Accende mais o fogo quem refifte. Na.mór chamma. De cá te vejo arder Defpois quot noffo lume morto vifte. Com pron. peff. Pegarfe, atcarfe. Do fogo, Com pron. peff. Goss, Chr. de D. Man. 1, 62 No qual dia fe accendeo o fogo nelles [paços.] HEIT. PINT. Dial. 2, .3 23. Afli como o fogo fe accende com o fogo, afli, o amor com o amor. CORT. R. Cerc. 7, 87 Accendefe hum Cerc. 7 furiofo, grande fogo. Accender alguma coufa em fogo. VIT. CHRIST. I, 3, 31 Mas aquelles, que tem defvairadas riquezas, por efto os accende em maior chamma. FERR. Poem. Ecl. 10 Fogo fou desque a branda Celia vi. E tudo quan- to toco em fogo accendo. CAM. Luf. 5, 16 Relampagos, que o ar em fogo accendem. Accender fogo em alguma coufa, Pegarlhe o fogo, fazela arder. VIT. CHRIST. 1, 3, 34 y Item o berillo fe for redondo, e o puferem em direito do Sol, faz accender fogo em carvóés mortos. FERR. Poem. Son. I, 49 E com meu fogo em tudo fogo accendo. CAN. Luf. 3, 56 Onde Amor as enreda brandamente, accendendo fogo atdente. Nasagoas Tomar della fogo. CORT. R. Naufr. 1, 7 Atten- to os olhos vê, os olhos, digo, Em que Amor toma força e fogo accende. Accendet. met. Excitar defpertar, por em movi- mento. As paixões. Can. Luf. 8, 59 A força da cobiça Hum defejo immortal lhe accende e atiça. HEIT. PINT. Dial. 2, 3, 23 Efte amor que nos elle tem, há de accender em nós o que lhe devemos ter. Luc. Vid. 2, 19 Accendendo com huma paixão a outra. Inflammar, inftigar, irritar. As peffoas, o animo, &c. Reg. alg. ou alg. a, de ou em alg. c. BARR. Dec. 3,3,2 Depois que a furia accendeo o animo de todos. FERR. Poem. Od. 1, 1 Accendei vollos peitos, Engenhos bem: creados, Do fogo, qu' o mundo outra vez renova ARR. Dial. 3 34 Accenda efte beneficio noffo coração em feu amor. BRIT. Mon. 1, 2024 Accendendoas a ifto a laftima da batalha que perderás. Augmentaravivar, fazer crefcer em vigor e força. As paixões ou habitos do animo. BARREIS. Chorogr45 E quaefquer outras graças de que aanatureza extrior- dinariamente dotou algum engenho, facilmente feráp apagadas quando. faltar chum autorizado favor, que as accendn. BRIT. Chr., & Ajudavão fua petição, e acccn- diãoAfua confiança cas peffoas que vinhão do conven.to sñas de muitas doenças. Maus. Afb Aft. 4, 60 Epe- .rá melhor traças inflammaveracecudessis A furia, que cof- tuma acompanhalosed p - A opelêjaa briga o tumulto, &c. CASTILH. Cobum. 2, 41 ez: accender com novo esforço a peleja. BRITO Mon.cinia24 Dando nos Lufitanos, accenderão huma batalha crudeliffima. CASTR. Ulyff. 6, 26 Huns/o -defendem, outros o accusão, Eo tumulto coas vozes -accendião. Com prospel Crefcer, augmentarfe, avivarfe. MEND. PINT Peregr. 186 E mandou [o Rei Bramá]aper- tar o affaito com muita furia, pelo qual a briga fear- cendee entre huns e outtos de tal maneira, que era cou- fa miedonha de. ver. CoRr. R. Naufr9, 90 Accendefea -pelèja horrida ecfera.onibn for price lisa Excitar ou exaltar, e fazer mais intenfa à febre - fede, &c. Luz Sermi i., 36, 4 A poffe deffes bens ..não mata fede, mas accendea. MORAT. Luz 4 2. Se for pouca aragoa] náo attempera a demafiada quentura, e accendefe a colera. AzEV. Correcç. t, izz Eftes [humores] indofe corrompendo por falta de ven- tillação, accendem febre. po Accender. com pron. peff. Inflammarfe, arrebatarfe tranfportarfe pela força de alguma paixão, particularmente da ira. Das peffonso FR. MARC. Chroz & 10 As quaes coufas ouvindo o ditoi Inquifidor jocomo fe ouvira huma . heregia, accendendofe, começou deco conftranger, que revocaffe o que differa. CAM. Od. 4, 6 E contra ti fe accenda o fero Amor. TELL. Chr. I, 1, 32. n. 6 Quan- do na pregação fe accendia em algum paffo da Efcritura &c. nation in rela Se fe exprime a paixão, reg. com ou emi, CASTANH. Hift. 1., 65 Edizendo ifto, accendeofe tanta em ira, que, fem attentar por iffo, fallava tão salto, como que pelê- java com alguem. D. FR. BR. DE BARR. Efpelh. 2, 8 E accendefea alma] com ardente defejb.da laude de to- dos. Sous. Hift. 1, 3, 23 Accendiafe a gente affligida em amor do affligido Jefus, apsolatio! on paiga Crefcer, accrefcentarfe, fazerfe maior ou mais forte. Das paixões a refpcito das peffoas. Reg. abf. a ou em alg: BARR. Dec. 1, 3, 1 Com que a efperança do def- cobrimento da India por eftes feus mares fe accendia mais nelle. Paiv. Serm. 3, 14 Porque quanto a almá mais foffre... tanto tem mais razão de confiar, e tan- to fe lhe accende mais a confiança. CAM. Luf. 9, 71. Ac- cendefe o defejo, que fe ceva Nas alvas carnes fubito moftradas. gonna mobos Proceder, ter origem. De qualquer mal em feu prin- cipio, como da guerra, 8cc. CASTILH. Comm. 2, 32 Da- qui por diante fe accendco huma guerra efpantofa, chia crefcendo cada dia mais brava. BRIT. Chr. 6, 4 É como fe accendeffem novos efcandalos &c. D Adag. Lenha verde nem fe queima, nem je accen- de, SEPULCHR. Refeiç. 1, 1, 6. h. 12:1 {{lema|ACCENDIDISSIMO, A}}. pouc. uf. fupert. de Accendido. M. BERN. Medit. 12, 2. Exerc. 2, 6, 8. p. 491. {{lema|ACCENDIDO, A}}. p. p. de Accender. BARR. Dec. 2, 93 . 6. Can. Luf. 2, 91. Luc. Vid. 9, 19. b Met. Applicafe ás peffoas a refpeito das paixões. Reg. abf. de ou em. BARR. Dec. 13 3, 2 Accendidos.em furia, que lhe o demonio atiçava. CAM. Luf. 2, 42 As - lagrimas lhe alimpa e accendido Na face a beja, e abra- ça o cóllo puro. FR. MARC. Exerc, 2; 6. E juntamente o voflo coração foi decendido de amor.. Ufafe como adj. quando fe applica a certas cores, pata moftrar que são vivas e fubidas. CANCION. 116, 2 Quem fete caftellos doura Sobre vermelho accendido, He o fangue conhecido Por tomar ós Mauros Moura, Donde trouxe o appellido. {{lema|ACCENDIMENTO}}. s. m. Acção e effeito de accender ou de fe accender. Não tem ufo ha fignificação propria. Met. Fervor, ardor, commoção vchemente no animo para obrar alguma acção. Sous. COUTINH. Cerc. 2, 18 Durando o qual tempo fempre o pelejar foi renovado com pelêjar, e as mortes com mortes, e as feridas de huns<noinclude></noinclude> caq4b7mahq8a9uy57kfrfiel0a55gdo Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/264 106 254993 556640 2026-07-28T13:08:33Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: com accendimento e furiofo defejo de outros fugirem da faúde. BARR. Clarim. 2, 65 E conhecendo ifto nella, vêol he hum accendimento tão grande ao defejo de a vin- gar, e huma piedade. amorofa de fua trifteza, que lhe faltárão as lagrimas fóra. MoR. Palm. 2, 145 Com: o ac- cendimento deitas palavras, e da affeição, com que lhe fahião d'alma, tornou a fua contenda.chap b - Vebemencia, viveza, actividade de alguma paixão, on de coufa, que... 556640 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>com accendimento e furiofo defejo de outros fugirem da faúde. BARR. Clarim. 2, 65 E conhecendo ifto nella, vêol he hum accendimento tão grande ao defejo de a vin- gar, e huma piedade. amorofa de fua trifteza, que lhe faltárão as lagrimas fóra. MoR. Palm. 2, 145 Com: o ac- cendimento deitas palavras, e da affeição, com que lhe fahião d'alma, tornou a fua contenda.chap b - Vebemencia, viveza, actividade de alguma paixão, on de coufa, que fe excandefce, como o fangue, &c. AzVR. -Chr. 3, 76 E os homens com aquelle accendimento de cobiça que traziáo entravão fem algum refguardo. BARR. Dec. 3, 9, 9 Do qual trabalho D. João ficou mal -tratado, per o mover da perna, e o accendimento do cfpi- rito ha affanhou. MoR. Palm. 2, 147 Mas antes todolos cremedios, que pera o apagar fe ordenário [o fogo de camor são caufa de maior accendimento. Acção de exeitar com força alguma paixão. D. CA- TH. INF. Regr. 1, 6E porém os exemplos de tão gran. des guiadores devião cfpertar ajuntamento de fogo, e accendimento de amor fancto em os corações dos fervos de Deos. D. HILAR. Voz, 33, 185. Vejão aqui os ef- pirituaes como andava efte affeito à mão de Deos; e squío lefte no accendimento do divino amor. M. BERN. Paraif. 54 Conhece pois o indicio claro, de que era ac- .cendimento do amor Divino, e não do demonio. Dizfe tambem dos habitos ou qualidades do ani- mo, efpecialmente dos mãos. VIT. CHRIST. 1, 3, 74 Porque do fomento natural fervem em nós os accendi- mentos dos viços. FR. MARC. Vid. 5, 9 Elegantemente compara [Santiago] a vida a vapor, em o qual ha fu- mo e quentura. Por a quentura o accendimento da fenfua- lidade, por o fumo a vaídade da gloria humana he fi- no a vida gnificado. {{lema|ACCENSÃO}}. s. f. pouc. uf. O mefino que Accendimento. ALV. DA CUNH. Efcól. 11, 4 Malaco, Poeta Syracufa- no, tirava ao menos da fua cólera aquelle proveito, que na maior accensão do fangue, fe lhe lumiava com extraordinarios relampagos a mente. ACCENSOS. s. m. pl. Milic. Romana. Soldados accrefcen- tados depois que a Legião fe achava completa, tambem fe nomearão fupernumerarios. Do Lat. Accenfi SABELL. Eneid. 2, 5, 70 E neftes eftavão tres centos homens, huns a que chamavão Accenfos, que eftavão preftes pera ir fazer o que lhe mandavão os Capitães ou Magiftrados, VIEIR. Serm. 9. do Rof. 127, 478 Os Romanos ordena- vão os feus exercitos repartidos em tres linhas na pri- meira os foldados, que chamavão Rorarios, na fegunda os que chamavão Accenfos, na terceira os que chamavão Triarios. M. BERN. Floreft. 5, 3, 123, A Na Milicia Romana havia tres differenças de foldados: os primeiros fe chamavão Accenfos, e tinhão o lugar infimo &c. {{lema|ACCENTO}}. s. m. Modulação, barmonia, confonancia, que refulta da proporcionada variedade dos fons na musi ca. Do Lat. Accentus. CAM. Luf. 10, 6 Cantava a bella Ninfa, e c'os accentos, Que pelos altos paços vão fo- ando Em confonancia igual os inftrumentos Suaves vêm a hum tempo conformando. ORIENT, Lufit. 294 Dar fim Lufmeno aos ultimos accentos do feu canto, e def- cobrir com a vifta os paftores . . . foi huma mefma coufa. CASTR. Ulyff. 1, 92 De accentos hora agudos, e hora graves Concertada harmonia fe formava. Harmonia, que refulta da ajustada mistura de fyl- labas breves e longas no verfo. FERR. Poem. Son. 2, 32 Por ventura em quanto á eftrangeira Lingoa entregas teus doces accentos &c. BERN. Lim. Ecl. 8 Se com doces e graves Accentos o conceito, Que tinhas dentro nelle [peito] declaraftes. VEIG. Laur. Od. 4, 9 Affi culpava Anfrifo a Deofa féra Os montes atroando, Que fi- cão retumbando Com os fonoros accentos, Que são freio do mar, grilhões dos ventos. Tom peculiar da pronunciação ou voz, com que fe p fere alguma confa. Cam. Ecl. 6, :8 Aqui com grave dor, com trifte accento: Deo o trifte Paftor fim ao feu can- to. LOBAT. Palm. 5, 56 As mais remotas [partes] ficá- rão por algum efpaço repetindo com o reciproco écho os ultimos accentos do efpantofo fom que fazião. ESPER. Hift. 1, 35. n. 5 Diffe duas ou três vezes efta pala- vra, Senhora: moftrando no accento, e no modo, com que a pronunciou, que refpondia a quem chamava por ella, Epith. Agudo, ORIENT. Lufit. 151 . Alternado. M. BEAN. Parail. 81. Brando. ANDRAD. Cerc. 9, 41, 4. A- CAD. DOS SING. 2, 5. Canç. Chorofo. VEIG. Laur. Od. 2, 4. Divino. Vsio. Laur. Od. 1, 10. Dore. FERR. Poem. Son. 2, 32. Funebre. Verc. Laur. Od. 1, 1. Graciofo. M. BERN. Paraif. 81. Grave. BERN. Lim. Ecl. 8. Harmoniofo. M. BERN. Luz e Cal. 2, 1, 277. Mufico. Sous. DE MAC. Ev. 1,23,113. n. 8. ACAD. DOS SING. 2, 7. Oraç. Numerofo. ACAD. DOS SING. 1, 15, Oraç. Piedofo. ORIENT. Lutit. 45 . Polido. (mal) VEIC. Laur. Od. 1, 1. Rouco. VEIG. Laur. Od. 1, 1. Sonoro. ORIENT. Lufit. 189. Sonerofo. LAVANH. Viag. 36. ACAD. DOS SING. 2, 1. Oraç. Suave. VEIG. Laur. Od. 3, 3. Subtil. ORIENT. Lufit. 151 y. Trif- te. CAM. Ecl. 6, 38. Verb. Largar o... (foltar a voz ou o canto. Fal- la das aves.) VEIG. Laur. Od. 2, 4 Soltar accentos. (o mef- mo que Largar o...) VEIG. Laur. Od. 1, 1, A Gramm. Inflexão da voz, com que fe pronuncia em cada dicção alguma das fuas fyllabas. BARR. Orthogr. 52 Accento 'he aquelle fom ou tom, que nas palavras fe fente em a pronúnciação de cada fyllaba Cada pa- lavra, feja de quantas fyllabas för, não póde ter mais que hum accento agudo, e efte ferá na fyllaba, que no proferir fe mais levantar, como nefta palavra tempo, adonde a voz parece fe levanta mais em tem, que em popola qual razão chamão alguns a cfta tal fyllaba predominante, como fe differamos, principal entre todas as outras; porque defcançando a voz fobre aquella fylla- ba, faz huma certa cantillena fobre cada palavra, que na verdade lhe dá não fei que de fonoro. E como cada hum fabe, aquellas efcrituras fe chamão fonoras, que são com- poftas com opportuna collocação de accentos, ifto he, de paufas...Donde com razão differão alguns, que o accento he medida da fyllaba, outros que era a alma, e.' outros reitor e governador da pronunciação.. LEão, Or- thogr. 66 Como as palavras conftão de vozes, natural- mente as não podemos pronunciar, fenão com differença de accentos. s. huns altos, e predominantes, e outros graves e baxos. E accento chamamos o tom, que da- mos a cada fyllaba, que en cada huma dicção levanta- mos, ou abaxamos. E o predominante... não he mais que hum em cada fyllaba... E os accentos são tres. s. agudo, grave, circumflexo. Agudo he o que levanta mais a voz, e tem efta figura, á. O grave he o que abaxa, e he afli, à. Circumflexo he o que participa de ambos, e affi tem a figura à. BENT. PER. Orthogr. 3, 5, 56 Accento val o mesmo que o tom, que damos ás fyl- labas em cada dicção, levantando, abatendo, ou pro- do, ou pro- nunciando fem abater, e fem levantar. Sinal orthographico, que fe põe fobre alguma voz pa- ra denotar o feu differente tom a refpeito das demais da mefma dicção. LEño, Orthogr. 17 Como côr por co- lor, que efcreveremos com accento circumflexo, e cór por vontade com agudo. BARRET. Orthogr. 52 Affi que huma plica fó, que he o accento que nas imprefsões de Camões faltava ao articulo à, mudava tanto over- dadeiro fentido. VERA, Orthogr. 42 Advirtafe que nun- ca efcrevamos accento grave polo agudo, ou circumflexo. {{lema|ACCENTUAÇÃO}}. s. f. Acção e effeito de accentuar. So- VER. Hift. Prol. A obra ficou com alguns erros ; não fó na accentuação e orthographia, mas tambem nas palavras. M. BENN. Floreft. 4, 11, 49 A accentuação dos vocabu- los, que he o que propriamente chamão os Gregos Pro- fodia...não he coula de tão pouca importancia, que ás vezes não poffa favorecer huma herefia. {{lema|ACCENTUADO, A}}. p. p. de Accentuar. THALES. Art. 36. {{lema|ACCENTUAR}}. v. a. Pronunciar as fyllabas com feu accen- to e devido tom. CONST. DO PORT. 26 E [faberá] ac- centuar, pronunciar, e cantar per arte de canto chão de cinco cordas. CONST. DE LISB. 11, 3 Se he bom Eccle- fiaftico, que faiba bem, diftinta e paufadamente ler, ac- centuar, e pronunciar. THALES. Art. 28 Tendo juntamente cuidado do accentuar bem palavra Latina no principio, meio e fim do verfo. Figurar fobre as yogaes o final do feu accento. Leão, Orthogr. 17 Somente devemos accentuar as dicções, em que póde haver diferença. {{lema|ACCEPÇÃO}}. s. f. Acção de receber. Do Lat. Acceptio. antiq. Acey çam. BLUT: Vocab. Sentido ou fignificação, em que fe toma qualquer palavra. Heir. PINT. Dial. 16, 2 E quando Thales o Grego lhe chama [ao mundo] fermofo, tomao na. Ce- gunda accepção pola fabrica das coufas creadas. CEIT. Quadrag. 1, 289, 3 E moftrando a enfermidade e pecca- dos do mundo que falta no myfterio pera não fer fa- crificio, em toda a rigorofa accepção? VIEIR. Cart. 3, 95 Eta declaração confta da accepção commúa, e tradição dos Doutores Theologos Catholicos.<noinclude></noinclude> llmg802bnhc7n3tko16g8n2vrrsbv0w Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/265 106 254994 556641 2026-07-28T13:11:04Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Accepção de peffoas. Inclinação; affecto; ou pai- xão, que je tem a favorecer buma peffoa antes do que a -ostra, fem attender do feu merecimento ou d razão. On- DEN. DE D. MAN. I; I Sem odio, nem affeição, nem al- guma injufta accepção de pefoas. Ros. Summ. 18 Ac- cepção de peffoas he o que fe deve a huma peffoa por feus: merecimentos, dalo a outra, não por merecimen- atos, fenão por outros refpeitos. O qual he peccado; pois he contra... 556641 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>Accepção de peffoas. Inclinação; affecto; ou pai- xão, que je tem a favorecer buma peffoa antes do que a -ostra, fem attender do feu merecimento ou d razão. On- DEN. DE D. MAN. I; I Sem odio, nem affeição, nem al- guma injufta accepção de pefoas. Ros. Summ. 18 Ac- cepção de peffoas he o que fe deve a huma peffoa por feus: merecimentos, dalo a outra, não por merecimen- atos, fenão por outros refpeitos. O qual he peccado; pois he contra juftiça. BRIT. Mon. I, 2. c. 4 Em Julgadores e Chroniftas nenhum vicio he tão intoleravel como ac -cepção de peloas. {{lema|ACCEPTAÇÃO}}. s. f. ant. O mefmo que Acceitação. PALAC. Summ. 121 : LEÃO, Chr. de D. Henr. 21 y. FR. THON. DA VEIG, Confid. I, 5, 7. n. z. of chesap {{lema|ACCEPTADO, A}}. p. p. de Acceptar. O mefmo que Ac-, ceitado. ORDEN. DE D. MAN. 1, 67. D. FR. BR. DE BARR. Efpelh. I, 2. PALAC. Summ. 330 y. {{lema|ACCEPTADOR}}. s. m. ant. O mefmo que Acceitador. COMP. E SUMMAR. 13, 65. PALAC. Summ. 121. HEIT. PINT. Dial. 2, 1, 23. {{lema|ACCEPTANTE}}. p. a. de Acceptar. O mefmo que Accei- tante. PROV. DA HIST. GEN. I,3,4. p. 520. ann. 1428.1. {{lema|ACCEPTAR}}. v. a. ant. quafi fempre com hum fó c. O mefmo que Acceitar. FR. G. DA SILV. Vid. 1, 60. Ros. Summ, 3.4.2 {{lema|ACCEPTÁVEL}}. adj. de huma term. ant. O mefmo que Ac- ceitavel. Viт. CHRIST. 2, 4, 13.. {{lema|ACCEPTISSIMO, A}}. fuperl. de Accepto. O mesmo que Acceitiffimo. ANDR. DE RESEND. Hift. Ded. ESTIM. DO Ax. Div. 1, 8, 37 . ARR. Dial. 10, 2. {{lema|ACCEPTO, A}}. adj. ant. O mefmo que Acceito. VIT. CHRIST., 1, 12. D. FR. BR. DE BARR. Efpelh. 1, 8. {{lema|ACCESAMENTE}}. adv. mod. pouc. uf. Ardentemente, com grande calor. SANT. Ethiop. 1, 5, 16 Calor do Sol, - que nefta paragem tão., accefamente fere com feus raios, que parece abrazar a terta. {{lema|ACCESO, A}}. adj. Abrazado, inflammado, a que fe pôs -o fogo, ou em que eftd. pegado o fogo. Do Lat. Accen- fus. CAM. Luf. 3, 57 Que edificada tofte do facundo Por cujo engano foi Dardania accefa. MEND. PINT. Pe- regr. 98 Em cada rua deftas ha dez, doze lanternas.ac- refas, poftas em cima dos maftos. HEIT. PINT. Dial. 1, 4, 11 Affi como huma pouca de polvora acccfa derriba huma grande torre &c. Accefo em fogo. CORT. R. Cerc. 10, 141 O' quan- tas lanças Em fogo ardente accefas fe arremessão. ORI- ENT. Lufit. 62 Arturo em fogo accefo, envolto em ira &c. Accefo a alguma coufa. Que tomou della o fogo. FEO, Tr. 1, 734 Que bem parecia elle huma véla accefa à luz de Chrifto, e hum efpirito accefo ao efpi- rito de Chrifto. Accefo. Met. Inflammado, arrebatado, tranfporta- do. Das perfoas a refpeito da ira. Reg. abf. ou em. CAM. Luf. 3, 70 Que en fetros quebra as pernas, indo accefo A' batalha onde foi vencido e prezo. Cour. Dec. 6, 2, 4 Ficou accefo em ira e futor. LEX, Defctipç. 44 Da- ciano accefo em furor os mandou logo degolar a todos. A refpeito de outras paixões. Reg. com, de, em. CAM. Luf. 1, 93 Ficava a Maura gente magoada odio antigo mais que nunca accefa. CASTILH. Comm. 1, 5 Não deixavão os Religiofos de Goa, accefos do Ef- pirito Santo, esforçar a gente de guerra. BRIT. Chr. 1, 1 Accefo com novo defejo da falvação das almas... A refpeito das virtudes e outras perfeições da al- ma. SA' DE MIR. Cart. 4, 21 De fe, que não de fophif- mas, Quer Deos os peitos accefos. TELL. Hift. 4, 2, 309 E vos louvamos muito o zêlo de defender a Fé Chriftaa, com que eftais accefo, fegundo &c. CUNH. Hift. de Lisb. 2, 10, 8z y Vierão ao fepulchro do Santo com o coração accefo em fé. Accefo em fede. Que tem grande fede. CAM. Luf. 3, 83 Qnando Guido co a gente em fede accefa Ao grande Saladino fe rendeo. Accefo. Diligente, afervorado. Das peffoas refpei- to das acções. BARR. Dec. 3, 10, 10 Mas elle tinha o efpirito tão accefo naquella viagem, que fazia &c. GOES, Chr. de D. Man. 2, 33 No qual negocio andavão já os noffos tão accefos &c. Ateado, pegado, vivo, activo. Do fogo, no pro- prio e metaphorico. CAM. Luf. 3, 123 Crendo c'o fangue fo da morte indigna Matar do firme amor o fogo ac- refo. GRAN. Comp. 3, 5 O fogo accefo apagafe com agoa, e os peccados com a efmóla. ARR. Dial, 2, 9 Efte ex: emplo desfaça effes nevoeiros, e extingua ellas brazas accefas no intimo do voflo coração. to -Fogo accefo em alguma coufa. Tomado ou que fe pegou della. FERR. Poem. Son. I, 4 Se eu pudeffe igual- mente moftrar fóra Ao menos do meu fogo hum rafo claro Naquelle efprito accefo, puro e taro, Que à efcura terra aclara, os céos namora. -Accefo. Mets Fermelho, encendido y abrazeado. Do rofto BRIT. Mon. 2, 6 tit. 2 O rofto varonil, o carão accefo Subido, vivo. Das cores, particularmente da verme- lha, amarella, alaranjada, &c. FR. GASP. DE S. BERNARD. Irin. 15 Tema côr mais accefa [que a do veado] e quafi que tira a roxa. GALT. D'ANDRAD. Tr. 1, 19 Como tam- bem no [cavallo] alazão, accefo e ruão. Furiofo, raivofo, embravecido. Das peffoas, quando o fangue lhes fóbe ab tofto e olhos, particularmente exaltado pela cólera; ou do mefmo tofto, olhos, gef- to, &c. CAM. Luf. 2 21 Nos hombros de hum Tri- tão com gefto accefo Vai a linda Dione futiofa. Rof. Hift. 2, 108, 3 E diffelhe com o tofto accefo, e olhos inflammados, e palavras efpantofas &c. CASTR. Ulyff. 9, 43 A rodos entra hum congelado medo, Vendod deftes dous monftros rodeado, Bravo, accefo na vif- ta, e não refpira Por bocca, e olhos fenão fogo e ira. 403 -Vehemente, forte, que move com violencia. Das pai- xões. Cax. Luf. 3, 142 Que o coração convecte, que tem prezo, Em pedra não, mas em defejo accefo. PAIV. Serm. I, 314 Pois andava com a nova de Refurreição de Chrifto muito mais accefa que nunca a futia e odio de feus inimigos. FR. MARC. Chr. 1, 1, 43 Defejava o Serafico Padre com accefo zelo de caridade, não fó apro- veitar aos fieis, mas aos inficis. Dos effeitos das mefmas. paixões. Ros. Hift. 2; 15, 3 E começando ouvir fuas mui accefas palavras, fen- tirão tanta compunção e contrição de feus peccados, que &c. Luc. Vid. 1, 1 Pedio com accefos füfpiros c continuas lagrimas ao Senhor trocaffe as mãos. Applicafe particularmente ás guerras, contendas, brigas, &c. para exprimir a força e vigor da fua acção.. CORT. R. Cerc. 6, 70 Eftando efte cruel, fero combate Accefo em mais furor. Cour. Dec. 4, 6, 2 Com quem tinhão algumas brigas bem accefas. SANT. Ethiop. 2 3, 6 Andando a batalha accefa, vendo el Rei o negocio mal parado &c. Obferv. Antiq. achafe efcrito Açeffo por Accefo. CANCION, 105, 2: {{lema|ACCESSÃO}}. s. f. Augmento, accrefcentamento. Do Lat. Ac- ceffio. FR. F. BRAND. Mon. 5, 16, 27 Agora com a accef- são de tantas conquistas &c. Entrada, chegada. BLUT. Vocab. Forenf. uf. Hum dos modos de acquirir direito a al- guma coufa. Medic. Crefcimento da febre. AzEv. Correcç. I, 3, 1. p. 236 De maneira que todas as entradas, e fahidas, frios, e accefsões [da febre] e mudanças são fallaces e enganadoras. GRISL. Defeng, 2, 14 Convem aos que tem accefsões ou tropefia. {{lema|ACCESSIONAL}}. adj. de huma term. Medic. pouc. uf. Que tem acceffo. Da febte e de algumas outras enfermidades. CABREIR. TI. Unic. 6 Emende as mais confrontações., precipitando os periodos perniciofos acceffionaes ...c avivando os efpiritos viraes. {{lema|ACCESSIVEL}}. adj. de huma term. A que fe pode fa- cilmente chegar. Do Lat. Acceffibilis. FEO, Tr. 2, 157, I Para que aquella luz foffe acceffivel, e. fe deixaffe com- municarera neceffario defpirfe [Moifés] de todas as outras affeições da terta. ACAD. DOS SING. I, 1 Oraç Vivem em altas penhas, e empinados montes ; fó com o trabalho fe póde fazer plano o agrefte delles, e ac- ceffivel o inculto dellas. Met. Tratavel, facil em dar audiencia, pronto em fe communicar. Das peffoas. M. BERN. Floreft. 2, 3, 138 B Os familiares de hum valído tem o Rei mais acceffi- vel para as fuas pertenções. Facil ou pronto a fe lograr ou communicar. Das cou- fas. M. BERN. Paraif. 4, 3 Diz que fallára com as Divi- nas peffoas, achando nellas huma lhaneza tão acceffivel., que excedia a de hum pai, fallando com feu filho. {{lema|ACCESSO}}. s. m. Chegada, approximação. Do Lat. Accef- fus. ARR. Dial. 6; 1 Longo e arduo falto he o do pé á bocca, e pouco conveniente acceffo. PIMENT. Meth. i, 3, 39. p. 174 Coftumão alguns cravar tambem humas poniás<noinclude></noinclude> 4b0d05owg409foehw67zgj56t8eugl9 Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/266 106 254995 556642 2026-07-28T13:12:39Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: pontas de ferro agudas por fóra neftas grades; por mais difficultar o acceffo. CARVE Chorogr. 2, 1, 2. c. 6. p. 35 E aflim entrando o mar, e fubindo pelo Mondego aci- ma campos, de Montemor, Figueiró e Ega, fenão vê obftaculo ou monte; que pudefle impedir o acceffo. Entrada, caminho para chegar a alguma peon. FR. G. DA SILV. Vid. 1,14 E puferãofe todos ao redor delle, por impedir o acceffo e entrada de S. Bernardo on- de elle estava po... 556642 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>pontas de ferro agudas por fóra neftas grades; por mais difficultar o acceffo. CARVE Chorogr. 2, 1, 2. c. 6. p. 35 E aflim entrando o mar, e fubindo pelo Mondego aci- ma campos, de Montemor, Figueiró e Ega, fenão vê obftaculo ou monte; que pudefle impedir o acceffo. Entrada, caminho para chegar a alguma peon. FR. G. DA SILV. Vid. 1,14 E puferãofe todos ao redor delle, por impedir o acceffo e entrada de S. Bernardo on- de elle estava porque lhe inão, pudeffe chegar nem fallar. TAVOR. Hift. 67 E porque nefte enfejo ao Empe- rador não havia nenhum acceffo a the fallar, the mandei cfta carta por o Commendador mór de Alcantara. M. BERN. Floreft. 1, 9, 384, A A efte fim procurou vifi- talo; porém o acceffo lhe foi negado. Admissão ao trato on communicação de alguem. Ufa- fe ás vezes em fentido efpiritual a refpeito de Deos. ARR. Dial. 2, 15 E tiverão com elle acceffos pelo menos de fi illicitos e aboniinaveis. VIEIR. Serm. 9. de Rof. 1, 4, 15 E onde o Filho tem o affento por natureza, quiz que nós tiveffemos o acceffo por graça. M. FERNAND. Alm. 2, 1, 1. n. 7. Por efta Fé temos acceffo ao Padre. Copula, ajuntamento carnal de homem e mulher. REGR. DA ORD. DE SANTIAG. (da ediç. de 508) 69, I E muitas vezes em outros dias houve acceffo carnalmen- te cam minha mulher. D. Mio. DA SILV. Conft. 23 On fe per ventura algum Religiofo tem acceffo carnal.com alguma mulher, PALAC. Summ. 327 y Por humà parte en- frear a mulher, que, não feja má, e moftrar que elio a não favorece em feu mal, e por outra parte ter acceffo a ella. Forenf. Hum dos modos de acquirir direito a algu ma coufa, como por jufta promeffa, eftipulação, coadjuto- ria, compra, &c. CONST. DE MIR. 33 Confentindo in- greffos, acceffos, coadjutorias ou regreffos em feus bene- ficios. COMP. E SUMMAR. 18, 33 Por ter acquirido algum diteito por justiça, promeffa... acceffo, coadjuto- ria &c. D. E. MAN. Aul, 73, 53 Cujo acceffo [do Védor geral da armada real] he fempre ao Confelho da Fa- zenda. .odsek o el {{Uso|Medic}}. Repetição periodica de certas doenças, que deixão de tempos em tempos intervallos de melhoria ao en- fermo, como fuccede na febre, na loucura, na. epilepsia, b. Propriamente he o principio ou prinieira força do attaquei das taes doenças. FR. G. DA SILV. Vid. 7, 42 Lhe aprefentou a S. Bernardo a fenhora da poufada] huma fua filha de febres quartáas de muito tempo, pe- ra que aq elle tocaffe e benzeffe e faraffe e como a benzeo e diffelhe: Minha filha, terás ainda hum accef- -fa,.e depois ferás mui perfeitamente saa, e allí foi fei- Acceffo do Sol. Aftron. O movimento, com que o Sol fe avizinha ao Equador ou linha equinoccial. O mo- vimento contrario, chamafe receffo. BARR. Dec. 3, 4, 7 Na India per experiencia vemos, que os ventos não fe regulão com acceffo ou receffo do Sol. VAL. FERNAND. Report. Como prova Ariftoteles dizendo pelo acceffo, receffo do Sol no circulo obliquo fe fazem as geraços e corrupços nas partes inferiores. AvELL. Report. 2, 27, 55 O feu proprio [movimento do Sol ] fe chama de tre- pidação, ou de acceffo e receffo. Acceffo e receffo. Acção de fe aproximar ou de fe apartar de algum termo fixo. Dizfe dos céos e das agoas do mar. CORR. Comm. 10, 87 Tem efte oitavo céo] tres movimentos, hum. . . outro, a que chamão de tre- pidação, ou acceffo e receffo, por fe chegar humas vezes ao pólo arctico, defviandofe do antarctico, e outras no antarctico, defviandofe do arético &c. M. DE FIGUEIR. Chronogr. 3,5 Tambem o mar coalhado pela parte do Norte não padece maré, por quanto não chegão lá os raios do Sol pera o fazerem refoluto, e aquentarem feus raios, pera effeito das agoas terem feu acceffo e receffo. {{lema|ACCESSO, A}}. adj. O mefino que. Acceflivel. "BLUT. Vo- 1 cab. {{lema|ACCESSORIAMENTE}}. adv. mod. Como accrefcentamento -on dependencia do principal, fecundariamente. COMP. E SUM- MAR. 13, 56 Diz principalmente, porque os votos, que accefforia mente tocão á fazenda &c. PALAC: Summ. 144 E accefforiamente excommunga aos que pera iflo derão fa- vor. Paty. Serm. 3, 48 Veremos quanto perigo corre quem trata da fua falvação accefforiamente. {{lema|ACCESSORIO, A}}. adj. Que fe ajunta ao principal ou del- le depende, que não be da effencia da coufa, mas fe The accrefcenta accidentalmente. Do Lat. Accefforius. FERR. DE VASC. Uly flip. 5, 1, Tenho cahido, que todo mal lhes evem ás mulheres ] de ociofas, e de terem con- verfaçães accefforias de outras, que são os correios das - novas. ARR. Dial 6, 12 Aqui effá o ponto, e nifto con- -fifte o principal,todo o demais he accefforio. CAчнC Rom. i Pelo que per via de doutrina chanárão os primeiros bens effenciaes, e os fegundos accefforios. Accidental. Sous. COUTINH. Cerc. 21, 17 Contando os que de morte accefforia morrião, erão já mortos dos noffos cincoenta e tantos homens. pro od {{lema|ACCESSORIO}}. s. m. O que fe ajunta ao principal, on. delle depende. Leão, Chr. de D. Duart. 13 Roubos, dam- nos, e injurias, que são accefforios da guerra. PINT. RIB Luftr. 1, 34 O accefforio fegue a natureza do feu prin- cipal, quando he infeparavel delle. RiB. DE Mac. Rel. 1,2 Que.hão de fazer a Monarchia de Hefpanha ack cefforio da Franceza.a Monarchia, de {{lema|ACCIACO, A}}. adj. Pertencente ao promontorio Accio no Epiro. Do Lat. Atiacus. LEON. DA COST. Ecl 9, 38 y. not. v O qual [Augufto] andava. occupado na guerra Acciaca, BARRET. Eneid. 3, 66 Feftejamos a Acciaca ri- beira. Syst {{lema|ACCIDENTAL}}. adj. de huma term. Contingente, fortuito; cafual, que fuccede acafo. Do Lat. barb. Accidentalis. MOR. Palm. 2, 167 As mulheres nas paixões accidentaes tem menos foffrimento, Sous. Hift. 1, I, I Porque parecen- do primeiro cafo accidental, tantas vezes fuccedeo, que veio a fer havido por myfterio. D. FERN. DE MEN. Hift. 1, 91 Entendendo que o movimento popular he acciden- tal e incerto, e fe o não incitão com novo impulfo, em fi mefmo defmaia &c. Que não be effencial ou precisamente natural em hu ma coufa, fe bem nella exifta ou a. acompanhe. BARR. Dec. I, I, I Ainda que efta foi a caufa última e acci- dental. FR. ISIDOR. DE BARREIR. Signif. 1, 63 He pois, a mifericordia natural em Deos...e a juftiça como ac- cidental. PINT. RIB. Luftr. 1, 40 Eftas materias, que refpeitáo á cafa e familia maior do Principe e fua Ke- pública, não são as effenciaes e fubftanciaesantes acci- dentaes e attributos extrinfecos da foberania Real: Agaftado, colerico. Das pefloas. CASTANH, Hift. 8, 155 E como [elRei] era accidental e appetitofo, quiz logo hir á fortaleza. Mufic. A. FERNAND. Art. 1, 24 Em os modos de Bmol, a que chamão accidentaes, fe fazem as mutações. Medic. Dáfe efte nome particularmente á febre e tambem a qualquer outro fymproma, que fobrevêm á primeira e principal enfermidade. BARR. Dec. 3, 9, Ficárão fem a febre accidental, que tinhão. MORAT. Fe- br. 2. Prol. Ha outras febres accidentaes ou compoftas, de que tambem faremos menção em feu lugar, Gloria accidental. Theol. A de que gozão os Bem- aventurados, além da effencial de vêr. a Deos. PAIV. Serm. 1, 52 Dous generos. de bens ha no céo, huns a-que chamão gloria accidental, que são immortalidade, ligei- reza, conhecimento das coufas, eftar na companhia da- quelles efpiritos, e outros defta calidade &c. FERNAND. GALV. Serm. 3, 358, 4 Dizem os Theologos, que fe ac- crefcenta aos Anjos a gloria accidental, quando fe con- vertem e falvão os que trazem á fua conta. M. FERNAND. Alm, 2, 2. Introd. A gloria effencial confifte na vifta clara de Deos, e a accidental confifte na vifta dos Bem- aventurados, e mais recreações, que ha no céo empy- reo. Obferv. Antiq. achafe efcrito Açedental. CANCION. {{lema|ACCIDENTALMENTE}}. adv. mod. Por accidente ou ca- fualidade. BARR. Dec. 2, 7, 1 Além de contendermos accidentalmente per armas com homens de tão varias na- ções. ARR. Dial, 1, 22 Todos os effeitos tem huma fo caufa propria, que os produze, inda que pofsão depois fer produzidos de outras accidentalmente. ARAUS. Succeff. 4,9 Enganado tambem accidentalmente pelo exemplo de outros. Em razão de algumas circunftancias, e não de fua propria conftituição e natureza. D. CATH. INF. Regr. 2, 13 Pero como quer que effe efpirito fobrepoje todalas coufas afóra o Anjo, per fuas obras fe póde accrecen- tar ou mingoar, fazer mui nobre ou diminuir per def- merecimentos; nom digo fubftancial, mas accidentalmenter PEDR. NUN. Tr. da Efpher. 1 Dividefe a efphera acciden- talmente em efphera direita e obliqua. Sous. Hift. 1, 6, 29 Vida, que em breve havião de cortar, ou accidental- mente doenças, ou naturalmente poucos mais annos.<noinclude></noinclude> 4lgyxyxctem66divyf9hdt1et9c8ayj Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/267 106 254996 556643 2026-07-28T13:14:36Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{lema|ACCIDENTARIAMENTE}}. adv. mod. pouc. uf. Por cir- cunftancias occurrentes, e não fegundo a propria, natureza. M. LEIT. Pratic. I, 6 Tambem fe póde dizer quente e hu mido accidentariamente. {{lema|ACCIDENTARIO, A}}. adj. Que não be effencial, ei preci- famente natural em alguma coufa, mas fecundario e ac- cefforio. CEIT. Serm. 2, 57, 3 Pelo que o fer fal ei fer fanto, he o effencial no Prelado e Doutor; offer luz he fecundario e... 556643 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>{{lema|ACCIDENTARIAMENTE}}. adv. mod. pouc. uf. Por cir- cunftancias occurrentes, e não fegundo a propria, natureza. M. LEIT. Pratic. I, 6 Tambem fe póde dizer quente e hu mido accidentariamente. {{lema|ACCIDENTARIO, A}}. adj. Que não be effencial, ei preci- famente natural em alguma coufa, mas fecundario e ac- cefforio. CEIT. Serm. 2, 57, 3 Pelo que o fer fal ei fer fanto, he o effencial no Prelado e Doutor; offer luz he fecundario e accidentario. Luz, Serm. 2, 95, 1 Mas como a vida fe não póde paffar fem o mantimento neceffario, como coufa fecundaria e accidentaria, diz Chrifto, que &c. M. FERNAND. Alm. I, 5, 3. n. 85 Não quer cfte Autor dizer, que os damnados nefte dia [da Affumpção da Senhora não fintão alguma pena, mas que os de- .monios naquelle dia não ousão a os tocar, e que os li- - vra. daquella pena accidentaria. {{lema|ACCIDENTE}}. s. m. Cafualidade, acontecimento fortuito, fucceffo improvifo, e de ordinario adverfo. Do Lat. Acci- dens. CAM. Luf. 9, 17 Vir a lograr o premio, que ga- nhára Por táo longos trabalhos e accidentes. PAIV. Serm. 3, 128 Pois os accidentes defte mundo vos põe em tama- nhos apertos. RIB. DE MAC. Rel. 1, 2 Os ordinarios ac- cidentes do tempo alterarião facilmente o eftado prefente das coufas. Por accidente. fórm. adv. Cafualmente, fortuitamen- te. PINT. PER. Hift. 2, 21, 59 y De maneira que mof- trárão bem a fraqueza daquelle dia fora muito por accidente. Philof. O que fobrevem á fubftancia, qualidade que fe acha em alguma coufa fem que feja da fua effencia ou natureza, e que pode eftar ou não estar nella; como a alvura na parede, o calor no ferro &c. CAM. Son. 1, 10 Que como o accidente em feu fujeito, Ali com a alma minha fe conforma. HEIT. PINT. Dial. I, I, 2 As coufas fe dividem em fubftancia e accidentes. Luc. Vid. 8, 13 Que por iffo os Philofophos os chamão accidentes, por- que de fua natureza não podem receber, nem ter fer fóra das mefmas coufas, já fubftancialmente perfeitas e acabadas. Medic. Attaque, acceffo, acommettimento fubito de. enfermidade ou paixão. BRIT. Chr.1, 8 E com grande afflição e temor, que teve, lhe fobrevêo hum accidente da gotta coral , que a tirou fóra de feu juizo. SANT. Ethiop. 1, 2, 3 São mui fujeitos [os cavallos marinhos] a doença de gotta coral, ou accidentes de melancolia. Cour. Dec. 4, 2, 4 Depois que lhe paffou aquelle gran- de accidente de paixão. Indifpofição ou moleftia, que fobrevêm repentinamen- te, e priva dos fentidos e movimento, ou de buma das di- tas cousas. Commummente fe dá efte nome ao attaque de apoplexia, paralyfia, epilepfia, &c. BARR. Dec. 3, 8, 9 Eftava elle lançado na cama com moftra de hum accidente, que lhe dera. PER. Elegiad. 17, 263 Vai o duro accidente alli cobrindo De mortal fombra a palli- da figura. BRIT. Mon. 2, 7. c. 24 Cahio repentinamente da cadeira, em que eftava com hum accidente, que o com hum acci pôs em extremo de morte. Symptoma, tudo o que acontece de novo ao doente, tanto para bem, como para mal. A. DA CRUZ, Recop. 3, 3 Febre em ferida de cabeça, com outro qualquer accidente, e os labios da ferida feccos, e baixos, e com ruim côr, fignifica morte. MORAT. LUZ, I, 4, Vejamos agora.co. mo fe deve acudir ás doenças, e ás caufas das doen- ças, e accidentes, que fobreyêm, a que chamamos fym- ptomas. Epith. Agudo. PURIF. Chr. 2, 5, 3. §. 14. Amar- go. ACAD. DOS SING. 2, 14. Son. Arrifcado. Azɛv. Cor- recç. 1, 3, 13. p. 36. Cruel. AzEv. Correcç. I, 3, 5. p. 326. Crudeliffimo. BRIT. Chr. 2, 25. Defefperado. AzEv. Correcç, 1, 2, 2. p. 122. Enfadofo. Azev. Correcç. I, 1, 2. p. 36. Efpantofo. ARR. Dial. 10, 80. Frenético. Es- PER. Hift. I, 2, 16. n. 2. Grave. Gouv. Rel. 1, 24. In- foffrivel. Azev. Correcç. 1, 3, 11. p. 343. Mortal. GOES, Chr. de D. Man. 3, 7. Mortifero. AzEv. Correcç. 1, 2, 2. p. 122. Peçonbento. Azev. Correcç. 2, 1, 4. P. 28. Peñofo. CARDOs. Agiol. 1, 23. Perniciofo. AzEv. Cor- recç. 1, 3, 1. p. 343. Perverfo. AzEv. Correcç. 1, 3, 10. p. 343. Peftilencial. Sous. Hift. 3, 1, 10. Pezado. M. DA VEIG. Rel. I, 16, 40. Repentino. Azev. Correcç. 2, 1, 3. p. 10. Rijo. PINT. PER. Hift. 2, 54, 158. Ruim. CA- BREIR. Comp. 68. Subito. F. DE MENDOÇ. Serm. 2, 231, 12. Terrivel. Sous. Hift. 3, 3, 16. Terribiliffimo. BRIT. Chr. 5, 24. Tyranno. AzEv. Correcç. I, 3, 11. p. 343. Trabalhofo. TELL. Chr. 2, 5, 18. n. 6. Venenofo. Azzv. Correcç. 2, 1, 4. p. 28. Verb. Cabir con... BRIT. Chr. 6, 2. Dar hum... a alg. ou accidentes, em alg. BARR. Dec. 3, 8, 9. GOES, Chr. de D, Man. 3, 7. Entrar em accidentes. BRIT. Chr. 1, 10. Efpertar do... MORAT. Luz, 2, 8. ACAD. DOS SING. 2, 14. Son. Eftar com... CART. DE JAP. I, 239 3. Excitar, alg, do ... AzEv. Correcç. 1, 3, 1. p. 246. Padecer... Gouv. Rel. I, 24. Paffar bum... a alg. COUT. Dec. 4, 2, 4. Sabir do... MORAT. Pratic. 2, 2, 2. Sobrevira alg. BRIT. Chr. 1, 8. Sujeito a ... SANT. Ethiop. 1, 2, 3. Ter... Bar. Chr. 6, 1. Tirar o a alg. MORAT. Luz, 2, 8. Tomar bum alg. Fro, Tr. Quadr. 2, 21, 2. Vexado de . . : ARR. Dial. 9, 2. Vira alg. Fr. L. DOS ANJ. Jard. 237. {{Uso|Accidentes. pl.}} Theol. São na Euchariftia a côr; cheiro e fabor do pão e do vinho, que depois da Con- fagração ficão na Hoftia e no Caliz, havendofe conver- tido a fubftancia do pão, e do vinho em fubftancia do verdadeiro corpo e fangue de Chrifto. CEIT. Serm. 2, 20, 4 Porque neffes accidentes, em que coberto [Chrif to] fe faz vifivel e fenfivel. M. Tox. Un. 7, Bran- cos accidentes moftra, Mas o corpo real de Chrifto Alli vos encobre Amor. TELL. Chr. 2, 5, 26. n. 9. O Sei nhor, que tambem vinha encoberto com as cortinas dos fagrados accidentes. cab. Accidentes do Orador. Voz, acção, &c. BLUT. Vo- {{lema|ACCIOMA}}. s. m. antiq. Vej. Axioma. {{lema|ACCIONARIO}}. s. m. ou {{lema|ACCIONISTA}}. s. m. O que tem acção em alguma compa nbia de commercio. BLUT. Vocab. Suppl: {{lema|ACCLAMAÇÃO}}. s. f. Accão e effeito de acclamar. ARR. Dial. 2, 8 Não recufou Cefar] as impias adulações, e facrilegas acclamações de certos lifonjeiros. BRIT. Mon. 1, 3. c. 17 Dandolhe_mil gritos e acclamações alegres. Sous. Hift. 1, 2, 34 Fervia a Igreja em alegres e de- votas acclamações. Dizfe particularmente do acto folemne, em que a Soberano he reconhecido tal pela voz do povo. TELL. Chr. 1. Ded. Antes da . . . felice acclamação de Voffa Ma- geftade. ESPER. Hift. 1, 1, 53. n. 2 Afliftio na acclama- ção felice del Rei D. João I. S. MAR. Chr. 2, 11, 27. n. Com efta feliz e alegre acclamação del Rei hoffo Senhor D. João IV. Por acclamação. Dizfe das eleições, quando sáo feitas de commum confentimento, antes que fe chegue a votar. Luc. Vid. 5, 11 Quiz pôr a votos de cada hum o que té li fora approvado e feito per acclamação e voz de todos.. VIEIR. Serm. 3., 4, 12. n. 203 A quem fe de- ve, ou feja por votos, ou por acclamação a cadeira de Lucifer, fenão a Agostinho Epith. Alegre. BRIT. Mon. I, 3. c. 17. Devota. Sous. Hift. 1, 2, 34. Extraordinaria. F. DE MENDOÇ. Serm. 2, 238, 32. Faufta. Laão, Chr. de D. J. I. 47. Felice ou Feliz. ESPER. Hift. 1, 1, 53. n. 2. Geral. L. ALV. Serm. 3, 19, 9. n. 32. Magnifica. ARR. Dial. 10, 26. Pública. TELL. Hift. 5, 2, 417. Ruidofa. M. BERN. Medit. 143. Sacrilega. ARR. Dial. 2, 8. Solemne. Arv. DA CUNH. Efcól. 19, 11. Unanime. VELASC. Acclam. 15. Univerfal. VIEIR. Serm. 5, 14, 5. n. 474. Verb. Dar... a alg. TELL. Hift. 5, 2, 4172 Fazer a alg. VIRIR. Serm. I, I, 3. col. 35. a alg. de alg. c. (inculcarlha por bon ou verdadeira) BRAND: Mon., 11, 40 Com a cerroza defta verdade faz acıla- mação della ao povo Chriftão o Cardeal Cefar Baronio. Ferver algum lugar em... Sous. Hift. 1, 2, 34. Recu- far as... ARR. Dial. 2, 8. Repetir ... EXEQ. DE FI- LIPP. I. I. {{lema|ACCLAMADO, A}}. p. p. de Acclamar. ARR. Dial. 4, 21: CES. Summ. 3, 5. VIEIR. Serm. 9. do Rof. 8, 2, 292. {{lema|ACCLAMADOR, ORA}}. adj. Que acclama. MONTEIR. Art. 14, 13 A voffo lado virá a beatiflima Virgem Maria, já não interceffora de peccadores, mas acclamadora de juftiça e vingança fobre os que vos não quizerão rece ber. {{lema|ACCLAMADOR}}. s. m. O que acclama. ACAD. DOS SING! 1., 17. Oit. 6 Seu guerreiro fatal a Patria adora, Seu grão reftaurador o Lufo fente, Seu digno acclamador o Téjo chora. CARV. Chorogr. 1, 2, 4. c. 1 Foi hum dos cinco acclamadores delRei D. João o IV. {{lema|ACCLAMANTE}}. p. a. de Acclamar. Subft. O mefmo que Acclamador. PINT. RIB. Acção de acclam. 206 Os exem- plos, que logo chamarei em crédito e abono dos primei- Os acclamantes. ACCLA-<noinclude></noinclude> 0qt12ji6qkkspi98b9dxmgznxi3fh7z Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/268 106 254997 556644 2026-07-28T13:16:15Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{lema|ACCLAMAR}}. v. a. Dar vozes, levantar clamor a multi- dão por applaufo, feftejo ou approvação. Do Lat. Accla- mare. FEO, Tr. 2, 72, 4 Quem já mais vio repartirem- fe os defpojos antes da guerra, acclamar a victoria an- tes da batalha. GUERREIR. Rel. 5, 4, 2 E afli fe con- cluio tudo com grandes louvores da noffa fanta Fé, accla- mando todos que querião fer Chriftãos. CASTA. Ulyff. 5, 80 A que todos com vozes acclamarão. Dizfe em... 556644 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>{{lema|ACCLAMAR}}. v. a. Dar vozes, levantar clamor a multi- dão por applaufo, feftejo ou approvação. Do Lat. Accla- mare. FEO, Tr. 2, 72, 4 Quem já mais vio repartirem- fe os defpojos antes da guerra, acclamar a victoria an- tes da batalha. GUERREIR. Rel. 5, 4, 2 E afli fe con- cluio tudo com grandes louvores da noffa fanta Fé, accla- mando todos que querião fer Chriftãos. CASTA. Ulyff. 5, 80 A que todos com vozes acclamarão. Dizfe em efpecial, quando a mefma multidão an- nuncia ou celebra com feftivos brados algum aconteci- mento prófpero. LEIT. D'ANDRAD. Mifc. 7, 178 Accla- mando, victoria, victoria, victoria. FEST. NA CANON. 204 Acclamárão os marinheiros boa viagem, boa via- gem. VIEIR, Serm. 4, 9, 5. n. 333 Começárão a accla mar com grande alegria, fangue, fangue. Tambem aflim melmo fe diz quando em público o Soberano he reconhecido tal pela voz do povo. Reg. alg. abf. ou alg. em ou por. BRIT. Mon. 1, 1. c. 21 O povo com voz uniforme o acclamou e reconheceo por feu legitimo Rei, BRAND. Mon. 3, 8, 19 Quando efte Prelado ambiciofa e inconfideradamente fe confentio acclamar Pontifice. VIEIR. Voz. 15, 7, 12. p. 232 Táo longe eftiverão de elles ferem os que o acclamaffem em Rei, que &c. Igualmente fe diz quando a multidão de voz uná- nime confere a alguem algum emprego ou honra. ARR. Dial. 2, 8 O faudavão a Cefar certos lifonjeiros e acclamavão por Deos. S. MAR. Chr. 2, 7, 3. n. 10 D. Odorio, Prior da Igreja Matriz de Vifeu, a quem o Clero e Povo daquella cidade acclamon por feu Bifpo.. ESPER. Hift. I, I, 55. n. 4 A Villa toda o acclamava por fanto. Met. Affeverar concordemente ou a huma voz. CEIT. Serm. 2, 251, 1 He coufa tão evidente, que não hou- ve affomar Deos com elle [myfterio ]. .. que logo a ingratidão humana lhe não delle vozes, ou acclamaffe impoffiveis. SA' DE MEN. Mal. 4, 7 Mas porque em bre- ve circulo hoje vejas A grandeza maior, que o mun- do acclama. ARAU). Succeff. 3., 1 Perto defte Caftello eftá a antiga torre de Centum cæli, onde acclamão os daquelle deftricto, efteve alli defterrado o Papa S. Cor- nelio: Acclamar. pouc. uf. Clamar, bradar, dizer em alta voz. Huma fó peffoa. CEIT. Serm. 1, 64, 3 E baralhan- dofe todo o auditorio em pareceres, huma mulher com foberana conftancia acudio por elle, e lhe acclamou os vivas", louvandolhe a mai. Por elle, e the ACCLIVE. adj. de huma term. pouc. uf. De fubida ou cofta acima. Do Lat. Acclivis. CEIT. Serm. 1, 207, 3 A fe... compara S. João Chryfoftomo com huma efcada ingreme e acclive., que pera a fubirdes, Ihe deitais hu- ma corda, ou hum mainel, em que vos ides tendo e encoftando. As vozes, que não estão em Acco, acharfehão em Aco. {{lema|ACCOMMODAÇÃO}}. s. f. Acção e effeito de accommodar. Luz, Serm. 3, 15, 1 Declarado [o verfo de David] 'no fentido, em que o declara Origenes por accommoda- ção ao povo Judaico. A. DE VASC. Anj. 2, 4, 1. part. 1. P. 3 Jofeph no Egypto recolheo a feu pai e irmãos, fuftentouos tratou de feu remcdio e accommodação. VIEIR. Serm. 5, 15, 5. n. 501 Não he imaginação fem fundamento minha, he accommodação verdadeira, tirada com toda a propriedade. {{lema|ACCOMMODADAMENTE}}. adv. mod. Proporcionadamen- te, a propofito, do modo que convem. EXEQ. DE FILIPP. I. 72 Deos dará tempo, em que poffamos fallar nella accommodadamente. VisIR. Serm. 2, 15, 3. n. 476 E por iflo muito accommodadamente a elles, Ihes diffe o Se- nhor, que &c. M. FERNAND. Alm. 1, 6, 2. n. 4 Segue- fe, que fendo a Virgem Mái de Jefu, he de algum modo caufa da gloria dos Anjos, e que accommodada- mente fe póde chamar Mái fua. Commodamente, com commodidade e conveniencia. BRIT. Chr. 6, 30 Vierão [os Religiofos] a condecen- der no que elRei pedia, com tanto que lhe affinaffe outro mofteiro, em que viveffem accommodadamente. S. ANN. Chr. 2, 5, 309 Cómo noffo Senhor fabia o bom animo, e determinação, que as Religiofas. tinhão de vi- ver, onde quer que eftiveffem, com a obfervancia regu- lar, que tinhão no feu mofteiro, as proveo com pater- nal providencia de Igreja e clauftro, e alguns apo- fentos, onde o pudeffem fazer accommodadamente. {{lema|ACCOMMODADISSIMO, A}}. fuperl. de Accommodado. -LEIT. D'ANDRAD. Mifc. 1, 14. BRIT. Chr. 3, 19. BRAND Mon. 3, 9, 25. {{lema|ACCOMMODADO, A}}. p. p. de Accommodar. TELL. Chr. 2, 4, 23. n. 7. BARRET. Eneid, 9, 74. VIEIR, Serm. 9. do Rof. 5, 5, 1yo. Ufafe como adj. Proprio, apto, opportuno, conve- niente. CAM, Luf. 1, 78 Entrando afli a fallarlhe a tem- po è a horas A' fua falfidade accommodadas. MEND. PINT. Peregr. 197 E com ifto lhe dizia outras muitas palavras muito accommodadas ao tempo. Luc. Vid. 2, t Chave da cófta. . . a mais accommodada em fitio para noffas armadas conquiftarem ou enfrearem o maritimo de Cambaia. Que tent os commodos convenientes e neceffarios. Das peffoas, quanto á morada. TELL. Chr. 2, 4, 23..n. 7 Sabendo quão mal accommodados eftavão os Padres. BRIT. DE LEM. Abeced. 1, 7, 62 y E não fe ha de met- ter em fua cafa [o Sargento] fem que eftè alojada toda a companhia, e accommodada. L. ALv. Serm. 3, 11. 1. n. 1 Sabia que eftavão na Cidade muito bem accommodados em fuas cafas. Que tem bons commodos apofentos ou officinas, ou onde fe tent as commodidades proprias de boa vivenda. Dos edificios e lugares. CART. DE JAP. 2, 26, 54' Aca- bandofe a cafa da provação com fuas officinas, e ficou mui bem accommodada. AMAD. REBELL. Cap. 28 Nefta Cidade ... nos tinha noffo Senhor apparelhadas humas cafas accommodadas, e em bom fitio. Fa. Leño, Bened 1, 1, 2. c. 10 Que aquelles mofteiros fe mudaffem ra outro fitio mais accommodado. Que pafa e vive commodamente e fem falta do ne- ceffario. TELL. Chr. 1, 2, 40. n. z Como fe então cami- nhaffe mais alliviado, quando o pobre hia mais bem ac- commodado. D. F. MAN. Cart. de Guia, 146 Convem que o fenhor da cafa procure que fua familia ande accommo dada e luftrofa, fegundo o feu eftado. M. BERN. Floreft. 3,8, 440, B De melhor partido eftà, e mais accommo- dado paffa o humilde, que com pouco fe contenta, do que o foberbo, que nada o fatisfaz. Socegado, tranquillo. Ces. Summ. 1, 50 engenho do Confelheiro ha de fer docil e accommodado, o juizo feguro e affentado. Occupado, empregado, que tem modo de vida e fub- fiftencia. CARDOS. Agiol. 1, 18 Morto o marido, accom modados os filhos, e diftribuidos por elles o leus bens. VIEIR. Serm. 2, 10, 1. n. 290 Os que mais fervião, deixados os que menos fervem, accommodados. Moderado, limitado. Applicafe ordinariamente ao preço das coufas. MENDOÇ. Jom. 2, 1Q E foi Deos em fim fervido refgatarfe por accommodado preço. BRIT. Chr. 5,1 E lhe deixaria feu Reino, pagandolhe delle hum tributo accommodado. ALão, Antig. 34 E todo o mais [peixe] a lanços de quem mais dava, fe vendeo por mui accommodado preço. e outros. {{lema|ACCOMMODADURA}}. s. f. pouc. uf. O mefmo que Ac- commodação. PAIV. D'ANDRAD. Exam. 9, 87 Impoflibili- dades, determinações, pactos, accommodaduras de huns {{lema|ACCOMMODAMENTO}}. s. m. Acção e effeito de accom- modar. RIB. DE MAC. Rel. 1, 1 Só pudéra alcançar hu- ma trégoa de tres mezes, em que fe trataffe algum ac- commodamento. MERCUR. de Fev. de 666 A nova princi- pal, que os zelofos e curiofos efperão na Relação pre- fente, he darfelhes noticia do que paffa fobre o accom- modamento entre elRei noffo Senhor, e elRei de Caf- tella. VIEIR. Serm. 2, 15, 4. n. 488 Então não ha de haver requerimentos de acredores nem fatisfação de creados, nem accommodadamento de filhos, nem difpo- fição da cafa &c. {{lema|ACCOMMODAR}}. v. a. Ordenar, difpôr, arrumar, por em boa ordem ou eftado, e do modo, que convém. Do Lat. Accommodare. TELL. Chr. 1, 1, 20. n. 6 Efteve o pobre do Reitor maftigando por muito tempo aquelle trabalhofo boccado, fem o poder accommodar pera o lé- var pera baixo. MORAT. Luz, 3, 6 Depois de juntos e bem accommodados [os offos] empraftar com emprafto adftringente. Tr. Unic. 12 Accommodandolhe [a par- reira à creança] a cabeça ao nacedouro. Pôr, collocar em lugar ou fitio commodo, principal-. mente por morada ou hofpedagem. FR. GASP. DE S. BER- NARD. Itin. 16 Daqui nos entregámos ao Chriftão Arabio, pera que nos accommodafe, como fez em humas cafas, em que eftivemos oito dias. TELL. Chr. 2, 5, 14. n. 5 Faria outro edificio pera tambem accommodar os Colie giaes.<noinclude></noinclude> 50xh5ghkl2vl8u0941k3xntg1cc0ya5 Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/269 106 254998 556645 2026-07-28T13:19:16Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: giaes. S. ANN. Chr. I, 8, 55 Deo principio ao Conven- to de Alva a 25 de Janeiro, e tanto que accommodou as Religiofas, tornou a remediar as de Salamanca. Adaptar, applicar, conformar, proporcionar. Reg. 4 ou com. BERN. Lim. Cart. 16 As mercès aos ferviços fe accommodem. LOB. Cort. 5, 48 y E não he muito que pintando hum rofto formofo da terra, lhe accommodaffe côres e attributos celeftes. BRIT: Chr. 4, 26 E queren- do [S. Malachias] a... 556645 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>giaes. S. ANN. Chr. I, 8, 55 Deo principio ao Conven- to de Alva a 25 de Janeiro, e tanto que accommodou as Religiofas, tornou a remediar as de Salamanca. Adaptar, applicar, conformar, proporcionar. Reg. 4 ou com. BERN. Lim. Cart. 16 As mercès aos ferviços fe accommodem. LOB. Cort. 5, 48 y E não he muito que pintando hum rofto formofo da terra, lhe accommodaffe côres e attributos celeftes. BRIT: Chr. 4, 26 E queren- do [S. Malachias] accommodar os edificios do Convento com a firmeza dos moradores delle, determinou fundar es delle,,, a Igreja de pedra e cal.226 Dizfe particularmente das palavras, ou lugares dos autores, rexros, leis, &c. quando de alguma das di- ras coufas fe faz applicação a ourra. BRIT. Chr. 1, 14 E pera ifto accommodava aquellas palavras do Pfalmo: Lingua canum &c. LEON. DA COST. Ecl. 4. not. c E pofto que efta profecia da Sibylla Cuméa, que o Poeta er- radamente rorceo le acconimodou ao filho de Pollião, ou de Augufto, fe ha de entender toda rá letra da vinda do filho de Deos à terra &é. FR. LEÃO, Bened. I, I, 1. c. 6 Por onde com rezão lhe podemos accommodar aquellas palavras, que S. Pedro Cryfologo difle &c. Accommodar alguem a alguma coula. Difpolo, pre- paralo, exercitato para ella. BRIT. Chr. 1, 11 Trabalhou o pai pelo ir accommodando ds coufas do culto Divi- no, e apartandoo &c. Accommodar. Socegar, concertar, compor, ajuftar alguma defavença, difputa, pleito, bc ou peffuas entre fi difcordes e defavindas. MEND. DE VASc. Art. 134 An- tes fe não deve metter nas differenças dos foldados, fe- não para accommodar ambas as partes. FR. F. BRAND. Confelh. 23 Accommodou com o Duque de Bedford as di- visões, que havia naquelle Reino. Ris. DE MAC. Rel. 1, 2 Durando a guerra de Inglaterra não facil de accom- modar. Dar ou confeguir a alguem officio, emprego ou mo- do de vida, com que poffa fubfiftir e manterfe commoda- mente. Gouv. Jorn. 1, 6 E a todos procurou de accom- modar, a cada hum, aonde melhor emparo pudeffe ter de vida. SoVER. Hift. 1, 10 A todos elRei accommodou, pondo huns nos. Priorados e Vigairias do Meftrado outros por Beneficiados da Igreja matriz da mefma Vil- la de Thomar, FR. F. BRAND. Confelh. 23 Accommodou a Duqueza efte fobrinho pelo ecclefiaftico, por fe crear de menino para 'cfte eftado. t par Dizfe particularmente dos creados, a que fe pro- curou amo, e fe elles mefmos o tomárão, ufafe então com pron. peff. e reg. com. LEIT, D'ANDRAD. Mifc. 12, 339 E da mefma maneira fe puderão por as mulheres a officios e exercicios convenienres, e accommodandoas por cafas a fervir, onde eftiveffem recolhidas. M. FER- NAND. Alm. 3, 2, 3. n. 22. p. 270 E como já fabia lèr e efcrever, fe accommodou com hum Eftudante Portu- guez. hy Ennup Dar, ou miniftrar a alguem alguma coufa, de que carece, provélo della fendolbe neceffaria. Ufafe affim mef- mo coni pron. peff. e reg. alg. ou alg. de alg. c. GUER REIR. Rel. 4, 3, 3 Os Padres deixavão de comer e ac- commodar a fi proprios pelos fuftentar e accommodar a elles. FEO, Tr. 1. Prol. Accommodandofe de calçado pa- ra ufo do caminho. TELL. Chr. 24, 23. n. 7 Tratou logo [elRei] de os accommodar [os Jefuitas] de apofen- tos, & de os melhorar na Igreja.entos, officinas, e tudo mais que lhe convém para fua boa vivenda e commo- da habitação. Sovs. Hift. 1, 1, 13 Erdomeçou logo de To accommodar [o Convento] pera ellas. TELL. Chr., 4, 41. n. 8 Logo accommodou e edificou efte Collegiò da 20 maneira que hoje vemos. Conftruir hun edificio com Tambem fel ufa com pron. peff. e em fignif. paf- - fiva. Luc. Vid. 10; 25 Em dous dias fe alevantou erac- commodou a cafa. CART. DE JAP. 2, 26, 3. Os apofentos fe accommodárão melhor. TELL. Chr. 2, 4, 38. n. De- pois fe accommnodou melhor a habitação do noviciado. Accommodar as orelhas a alguem. Efcutalo dar olhe ouvidos. ARR. Dial. 3, 6 E não accommodão Gen- tios facilmente as iorelbas aos homens, que não erão Gida fua [Religião]ovi alle cos(I sp sinskivory Accommodar com pron. peff. Adaptarfe, confor- marfe, proporcionarse ao parecer, vontade, on capacidade de outro. Reg. a alg. ou alg. c. e com alg. ou com alg..c. BARR. Dec. 2, 5, 15 E por a fagacidade, que efte ho- mem tinha, e huma difcrição aprazivel na converfação, com que fe accommodava à vontade de muitos, todos fe The affeiçoavão. PER. Elegiad. 9; 127 Que como era fagaz, prudente e altuto Com todos fabiamente fe ac commoda. Luc. Vid. 2, 3 Nunca perdêrão os Padres ] crédito e autoridade com os grandes, pot fe humilharem e accommodarem aos pequenos. BRIT. Chr. 4,14. Por ran- to accommodefe com minha dor todo o homem Religiofo, e os que vivem fegundo o efpirito, dura a rrifteza do meu pranto. 1 (Potrem com bran- Accommodarfe alguma coufa a ou em algum lu- gar. Caber bem ou folgadamente nelle. BRIT. Chr. 6, z Ouvirão huma voz do céo, que lhe dizia fer trabalho vão, querer que o cobritor fe accommodaffe äquelles lu gares, havendo de fer tão grande, que não o compre- henderia toda Inglaterra. PIMENT. Rot. do Mediterr. zo Podem. aqui accommodarfe feis ou fete navios. Accommodarfe a ou com o tempo. Contemporizar, ceder e cortar por fi, conformandofe ao que fuccede, ou ao que permitte a occafiño ou circunftancias das confas. BERN. Lim. Ecl: 17 Mas releva ao tempo accommodarnos. BARRET. Eneid. 1. Prol. Mas he força accommodarme com . o tempo. VIEIR: Serm. 2, 8, 5. n. 243 Accommodoufe Da- {{lema|ACCOMMODATICIO}}. adj. (fentido) O que fe dá ás palavras da Sagrada Efcritura, applicandoas ou accom- modandoas a outro fentido differente daquelle, em que fe dizem erentendem, fegundo a fua propria e rigorofa figni- ficação. LiMr. Fug. 2, 33, 84. col. 2 Sendo logo Samuel varão tão jufto, beni podenios, fallando em fentido ac- commodaticio, dizer que a fua cafa era templo. VIEIR. Serm. 1, 6, 3. col. 401 Seja o fentido allegorico ou ac- [commodaticio, como mais quiżerem os doutos. M. BERN. Floreft. 5, 2, 215, C E appareceonos outro fentido ac- commodaticio , mais recondito daquellas palavras de Da- vid, em que &c. vid d fortuna do rempo. 355 243 {{lema|ACCOMMODATISSIMO, A}}. fuperl. Muito accommoda- do. Do Lat. Accommodatiffimus. ARR. Dial. 10, 6 Digo fque foindecentiffimo, e ao myfterio da Incarnação do Filho de. Deos accommodatiffimo. CIT. Quadrag. 1, 262, I O que explicou muito bem o nolfo Titelmano com hum exemplo accommodatiffimo. GUERREIR. Rel. 2, 4, 6 Pôsfe logo o Governador com toda a preffa a fazer hu- ma fortaleza n'hum fitio pera iffo accommodatiffimo. {{lema|ACCOMMODO, A}}. adj. pouc. uf. Opportuno, apto, ido neo. DoHILAR. Voz, 12,61 A femelhança natural he mui accommoda à doutrina do Efpirito Santo. {{lema|ACCORRER}}. v. n. ant. Soccorrer, valer, favorecer. Sendo ás. peffoas.. Gi. Vic. Obr. 1, 68 Accorreme, Senhor, agora. Pin: Chr. de D. Sanch. II. II Polo qual vos rogo, - que em quanto puderdes nom me faleçais e me ajudeis, acá Deos nos. accorrerd. Ros. Hift. 1, 14, 3 E. elle lou- evou a Deos, que accorre aos que com devação e fé o chamão, 2104 bon Acudir remediando ou prevenindo. Sendo ás coufas. BERNARD RIB. Menin. 2, 29 Tornando Lamentor. a fe- nhora Belifa, vendoo afli accorreo logo ao muito fan- gue, que ainda corria. Paiv. Serm. 1,261 Chrifto he chuva de todos os tempos, e que accorre a todas as ne- ceffidades. HEIT. PINT Dial. I, 3, 4 Aquelle apafcenta onlas ovelhas , que arcorre ás fuas neceflidades afli da al- ma, como do corpo. .omino. Occorrer, ou concorrer. FR. MARC. Tr. 2, 50 Tema avifo não accorrá ateu penfamento nenhuma baixeza. BRIT. Chr. 4, 13 Não era o peito de Gerardo o lugar; o onde feovião meus cuidados mais claramente, que no is meu proprio? Onde accorrião mais inteiramente, e onde caufaváb menos quietação loup oboren supen Com pron. peff Acolberfe, refugiarfe. F. DE MELL. Fall. nas Cort. Que diremos dos Romãos vantre os quaes ainda que houvellem diverfos Miniftros da Repubrica, Principes Magiftrados, e Dignidades o tom tudo em ratfuas grandes neceflidades e affrontas ao império de hum 1qfón Dictador fe accorrião: CART. DE JAP 2, 230, 2 E não toitive coutros conforto mais, que accorrerme aquella gran- de trifteza de Chrifto noo Senhor, quando foi a pade- cer. {{lema|ACCORRIDO, A}}. ant. p. p. de Accorrer. VERCIAL, Sa- crama12, 18 y. Leño, Chr. de D. J. I. 67. {{lema|ACCORRIMENTO}}. s. m. antiq. Acção e effeito de actor- obrer. Ver. CHRIST. 2., 21; 62 Se faz calma, tem cafas frias e outros accorrimentos. VERCIAL, Sacram. 3, 121, 144 Em efte Sacramento [da extrema unçom] fómente a fórma hela oraçom, porque fe dá em accorrimento e ajuda do enfermo. FR. ISID. DE BARREIR. Hift. 25 (Doaç. do Reinado de D., Dini ) Fago doaçom, e trafpaffamen<noinclude></noinclude> c5tcx16tx3z3fpjnfqfu3l4z9tq1orq Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/270 106 254999 556646 2026-07-28T13:20:55Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ro da ametade daquelle choufo, a paul, ca eu hei na AI- piarça, ás donas do mofteiro de Almofter, pera accorri- mento das donas, que jouverem na enfermaria. {{lema|ACCORRO}}. s. m. antiq. Soccorro. FERN. Lor. Chr. de D. J. I. 2, 14 E logo em effe dia mandarom dizer a elRei que vieffe tomar o Caftello, ante que vieffe algum accorro. {{lema|ACCRESCENTADAMENTE}}. adv. mod. pouc, uf. Com ac- crefcentamento. PROV. DA HIST. GEN. 2, 4, 78.... 556646 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>ro da ametade daquelle choufo, a paul, ca eu hei na AI- piarça, ás donas do mofteiro de Almofter, pera accorri- mento das donas, que jouverem na enfermaria. {{lema|ACCORRO}}. s. m. antiq. Soccorro. FERN. Lor. Chr. de D. J. I. 2, 14 E logo em effe dia mandarom dizer a elRei que vieffe tomar o Caftello, ante que vieffe algum accorro. {{lema|ACCRESCENTADAMENTE}}. adv. mod. pouc, uf. Com ac- crefcentamento. PROV. DA HIST. GEN. 2, 4, 78. p. 498 Que fará aos Principes, cujos ditos e feitos foem a fer ac- crefcentadamente relatados. {{lema|ACCRESCENTADO, A}}. p. p. de Accrefcentar. Goes, Chr. de D. Man. 3, 77. CAM. Oit. 2, 12. PINT. PER. Hift. 1, 29, 129. T..da Corte. Ufafe como adj. e ás vezes fe toma como fubft. A que fe augmentou a moradia. GAVI, Cerc. 9, 30 Todos feus filhos como são de idade pera irem ao Paço, logo tem parte das moradias de feus pais, e como pafsão de vinte annos são accrefcentados á moradía, que feus pais tem. LEIS EXTRAV. 4, 1, 6 E os moços fidalgos em quanto não forem cafados, ou accrefcentados, não poderão trazer mais que hum pa- ge &c. VERA, Nobrez. z Se tinhão e reconhecião por inferiores dos accrefcentados. Met. Luz, Serm. 1, 2, 138. col. 4 E como gente accrefcentada na cafa de Deos, e melhorada no premio, vivamos de penfamentos do céo, já que lá temos.nof- fo Pai. F. DE MENDOÇ. Serm. 2, 93, 1 Foi efte Sanib accrefcentado na cafa de Deos a grandes fóros. MONTEIR. Art. 27, 3, 533 Por efte meio me communicais o divi- no Efpirito, que mandaftes aos Apoftolos em dia de Pentecofte, armais foldado de voffa milicia, e contais no numero dos accrefcentados de vofla cafa. {{lema|ACCRESCENTADOR, ORA}}. adj. Que accrefcenta. Ros. Hift. 2, 77, 4 E chamárão a Octaviano, Augufto, que quer dizer accrefcentador. FR. TH. DE JES. Trab. 1, 17, 342 A humildade he confervadora e accrefcentadora de todos os bens de Deos. BRIT. Mon. 2, 5. c. 24 Accref- centador da Religião e Fé Catholica. {{lema|ACCRESCENTAMENTO}}. s. m. Acção e effeito de accref- centar. BARR. Dec. 1, 3, 2 ElRei o galardoou com ac- crefcentamento de honra. MoR. Palm. 2, 101 Se o accref- centamento das riquezas vos não tranftornar a condição. Luc. Vid. 1, 2 Efperava de os vencer na honra cac- crefcentamento da cafa de feu pai. Can Pl. Adiantamento, melhoramento. Das peffoas a refpeito da honra e fazenda. MEND. PINT. Peregr. 190 E lhes prometteo muitas mercês, e muitas honras e ac- crefcentamentos. Sous. Vid. 1, 12 Pera ter muito particu- lar cuidado de fuas honras e accrefcentamentos, VIRIR. Cart. 1, 170 q [favor] eu renunciára de boa von- tade na peffoa de D. Pedro para feus accrefcentamentos, quando elle o houvera mifter. {{lema|ACCRESCENTAR}}. v. a. Augmentar, fazer maior por qual- quer modo. Do Lat. Accrefcere. Ant. Accrecentar, quafi fempre com hum fó c, e da mefma forte os, feus deri- vados. CAM. Luf. 6, 84 Os ventos . . . Mais e mais a tormenta accrefcentavão. Luc. Vid. 1, 11 A todos a vifta da laftimofa não pôs em grande efpanto, fó ao Padre Francifco accrefcentava o animo. FERNAND. Palm. 4, 10 Sempre a lembrança dos perigos paffados accrefcenta grande parte no contentamento dos bens prefentes. Sendo em número. VIT. CHRIST. 1, 3, 89 y Mul- tiplicando e accrefcentando os Profetas por corregerem o povo. TELL. Chr. 1. Prol. E pera que accrefcentemos mais o numero dos queixofos &c. VEIG. Laur. Ecl. 3 Ficará accrefcentada A machina eftellante C'os planetas, que vós lhe havcis de dar. Sendo em duração. ARR. Dial. 4, 14 Soffrem mui- tos tormentos, por accrefcentarem á vida poucos dias in- certos. !BRIT. Mon. 1, 1. tit. 6 Com tirar da vida hum máo, le accrefcenta a de muitos bons. SEVER. Prompt. I, I, 2. p. 9 As virtudes accrefcentão a vida, e os vicios a diminuem. Ajuntar huma coufa a outra, pondoa demais ou fo- bre o que já havia. BARR. Dec. 1, 1, 1 Em lugar de penitencia accrefcentou outros mui graves es pubricos pec- cados. BRIT. Chr. 6, 38 Accrefcentava [Humberto ]no- va pureza a fua alma. SA' DE MEN. Mal. 2, 71 Quando penas a penas accrefcenta Sonho ou visão, que horri- vel o atormenta. Dizfe particularmente a refpeito das palavras ou fentenças, que no difcurfo ou efcritura fe ajuntão ao que eftá dito ou efcrito. CALV. Defenf. 14 Mas rebentando- the [a Alexandre] as lagrimas, compadeceofe da ad- verfa fortuna de Dario. E accrefcenta Plutarcho, que &c. Luc. Vid. 1, 4 Affi entendeo o Santo a palavra...c accrefcenta Santo Hilario, que &c. BRIT. Chr. 6, 38 A eftas accrefcentavão outras muitas palavras de rogos e fentimento. Melborar, adiantar em honra, fazenda, &c. Reg. alg. ou alg. c. ou alg. em ou com alg. c. CHR. DO CONDEST. 51 Que elle o accrefcentaria, e lhe faria muitas mercês. CAM. Luf. 4, 67 Cujo intento Foi fempre accrefcentar. a terra chara. CORT. R. Cerc. 9, 127 Pera que te ac- crefcente em fama e honra. LEON. DA COST. Georg. I, 47. not. a O terceiro tempo fe chama Autuno, porque nelle fomos accrefcentados com varia copia de fructos. Com pron. pell. Augmentarfe, crefcer, fazerfe maior de qualquer modo. CAM. Luf. 5, 20 Hia fe pouco a pouco accrefcentando [a nuvem] Paiv. Serm. 3,5 A neceffi- dade della penitencia] cada dia fe accrefcenta com o augmento ordinario das culpas. BRIT. Chr. 1, 13 A qual [enfermidade]fe the hia cada hora accrefcentando mais. Accrefcer, ajuntarfe demais. .BRIT. Chr. 3, 24 Ac- crefcentavafe a efta diligencia a muita fantidade e opi- nião de fua vida. Accrefcentar. neutr. Por mais do que havia. Reg. em. PINT. PER. Hift. 2, 1, 3 Não fómente fuftentou as terras de fua governança, mas ainda nellas accrefcen- tou. FERNAND. Palm. 3, 22 Que fervio demais que ac-. crefcentar no efpanto, que todos tinhão de fuas obras. ORIENT. Lufit. 143 Ỷ E Amor, que accrefcentando em meu tormento &c. Accrefcentar em fi. Melhorarfe, adiantarfe em per- feições e merecimentos. FERN. LOP. Chr. de D. J. I. 2, 200 Louvandoos [Nunalvarez] por bons homens d'armas que era grande azo de accrefcentarem em fi por tal fa- ma, como dellos dava. Adag. Quem conta hum conto, fempre Ihe accref- centa hum ponto. {{lema|ACCRESCER}}. v. n. Accrefcentarfe, ajuntarfe de mais, vir de novo. Do Lat. Accrefcere. Ant. Accrecer, quafi fem- pre com hum fó c. ARR. Dial. 3, 13. Accrefce a efta fua má natureza, o odio entranhavel, que tem a Chrifto. BRIT. Mon. 4, 15. c. 34 Ordinario he a quem não acer- ta o caminho da verdade, accefcerem de novo maiores difficuldades. Feo, Tr. Quadr. 1, 141, 1 Procurando que fó naquellas coufas fe guardafle a lei de Deos, nas quaes a elles accrefce major proveito. Crefcer, fazerfe mais ou maior. CONST. DO PORT 48 E todo quanto perder affi cada hum das dictas ho- ras canonicas, como dos anniverfarios, mandamos que accrefça e fe reparta polo dicto Apontador antre os ou- tros, que a elles forem prefentes. FEO, Tr. 1, 171, I Que pouco monta accrefcer dinheiro, a quem falta a ir- mandade. MORAT. Febr. 2, 1. A fegunda [febre] he quando vai accrefcendo pouco a pouco. Direito de accrefcer. Forenf. ul. Direito, pelo qual fe acquire ou entra na parte de buma coufa, que outro pof- fuia, como na herança, quando hum dos coherdeiros fuc- cede por fobrevivencia na porção do que falece, on acqui- re aquella parte, que o outro não admitte ou rejeita. Tambem nos Cabidos das Igrejas fe chama affim o direito, que os Prebendados ou Miniftros, que affiftem ás boras canonicas, ou Officios Divinos tem aquella parte da renda que perdem os que nella são multados por falta da referida affiftencia. {{lema|ACCRESCIDO, A}}. p. p. de Accrefcer. MENDOÇ. Jorn. 1, 7. M. Tяoя. Inful. 6, z. Azev. Correcç. 2, 1, 6. p. 53. {{lema|ACCRESCIMO}}. s. m. Acção e effeito de accrefcer. BLUT. Vocab. Suppl. {{lema|ACCUBITO}}. s. m. pouc. uf. Banco, ou affento, de que os Antigos fe fervião nas mezas. Do Lat. barb. Accubitum. acc, ua antepenult. Feo, Tr. 1, 172, 3 Convêm a fa- ber a poftura do Cenáculo, o modo de comer nelle, e -os affentos ou accúbitos, que nelle havia.. Acção de fe encoftar, ou reclinar, ou defcançar o corpo. Do Lat. Accubitus. Feo, Tr. 1, 184, 1. Diz Ru- perto Abbade, que as vezes, que S. João esteve encof- tado fobre o peito de Chrifto, tiverão numero; mas a providencia, que Deos delle teve foi continua, e não menos amorofa, e familiar do que foi o accubito, que fobre feu peito teve. {{lema|ACCUMULAÇÃO}}. s. f. Acção e effeito de accumular. Fs. oTH. DE JES. Trab. 1, 13, 300 Geral acannulação de to- dos os bens foberanos. HEIT. PINT. Dial. 2, 5, 25 Efta he a accumulação dos bens.<noinclude></noinclude> 2e3fs2kq0voeq2ui3m1xexqcdtjvgbn Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/271 106 255000 556647 2026-07-28T13:25:07Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{Uso|Forenf}}. Ajuntamento judicial de muitas acções. Bivt: Vocab. {{lema|ACCUMULADAMENTE}}. adv. mod. Em montão. BENT. PER. Thes. {{lema|ACCUMULADO, A}}. p. p. de Accumular. PINHEIR. Sum- mar. 16. PAIV. Serm. 1, 87. CARV. Chorogr. 2, 1, 5. c. 5. Ufafe como adj. Unido, confpirado, conjarado. BRIT. Mon. 2, 7. rir. 2 Qual foi a conjuração de feus proprios filhos, que accumulados com alguns Principes do Imperio, o conftrangèrão a deixa... 556647 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>{{Uso|Forenf}}. Ajuntamento judicial de muitas acções. Bivt: Vocab. {{lema|ACCUMULADAMENTE}}. adv. mod. Em montão. BENT. PER. Thes. {{lema|ACCUMULADO, A}}. p. p. de Accumular. PINHEIR. Sum- mar. 16. PAIV. Serm. 1, 87. CARV. Chorogr. 2, 1, 5. c. 5. Ufafe como adj. Unido, confpirado, conjarado. BRIT. Mon. 2, 7. rir. 2 Qual foi a conjuração de feus proprios filhos, que accumulados com alguns Principes do Imperio, o conftrangèrão a deixar as infignias Imperiaes. MERCUR. de Novembr. de 666 Levantandofe com ella [fragara] o Tepente, que era Francez, . . . accumula- do com muitos dos marinheiros, que levava tambem Francezes. {{lema|ACCUMULAR}}. v. a. Amontoar, ajuntar, por fobre. Do Lat: Accunulare. antiq. Acomolar. Paiv. Serm. I, 331 Ha mif- rer muira vigilancia para fe não perder quem trara, não tanto de fuftenrar, e remediar a vida, quanro de accref- centar, e accumular fazenda. CATHEC. ROM, 302 Além do reftemunho do Profera Abacuc, que diz: Ai da- quelle, que accumula as coufas alhèas, ré quando carrega conrra fi grande lodo. FERNAND. GALV. Serm. 1, 32, 1 Accumulando variedade de iguarias, que fervião de ex- cirar o apperire pera comer mais. em; ou Met. Reg. alg. c. ou alg. c. a, em, ou fobre. HEIT. PINT. Dial. I, I, I Com as muitas palavras que accu- mulaftes, alevantaftes tanto pó, que parece fenão vè a verdade. ARR. Dial. 3, 10 Começando a fe apartar de Deos, e accumulando peccados a peccados. CEIT. Serm. 2, 187, 2 Mas em a Baptifta fez Deos, e accumulou tão raras coufas, e privilegios de 'virrude; e fantidade, que &c. VIEIR. Serm. 4, 1, 4. n. 10 E que não repa- rem em accumular huns peccados fobre outros. Accumular. Acogular, encher de cogulo. CAM. Luf: 10, 3 De iguarias fuaves, e divinas Se accumulão os pratos de fulvo ouro. Accumular. Forenf. Ajuntar por ordem do Juiz os autos, ou acções, que tem dependencia com a que actual- mente fe fegue, para fer fentenceada com pleno conhecimen- to. LEIS EXTRAV. 3, 1, 9 Querendo a ral parte accu- mular, venha logo com os arrigos accumulativos. CAMI- NH. Fórm. da Ord. Jud. 27 Accumulando os AA. di zem &c. Accumular, com pron. peff. Ajuntarfe, augmentar- fe. A. DA CRUZ, Recop. 1, 1 Porque fe ajunra e acca- mula mais o tumor, quando fe faz o cozimento, e dan- tes eftaya mais efpalhado. a alguma coufa. Abraçala, feguila. CATHEC. Rom. 300 O que fe moftra pola reprehensão do Apofto- lo feira aos que com fua doutrina aparravão os outros deftes vicios, a que elles mefmos fe accumulavão. - com alguem. Unirfe, affociarfe, confpirar. BRIT. Mon. I, 1. rir. 3. Accumulandofe com os outros féus vizinhos fe puferão em armas. {{lema|ACCUMULATIVO, A}}. adj. O que fe accumula, ou ajun- ta ao que estava d'antes. EUFROS. 3, 7 Sáo eftes huns remedios accumulativos, á maneira dos corredores do cam- po, pouco cuftofos e importantes. Paiv. Serm. 1, 320 Pois rodos eftes rifcos, que corremos no mundo, são provas, e razões accumulativas para o que Chrifto diz abaixo. Accumulativos, ou Artigos accumulativos. Forenf. Os que fe accrefcentão aos mais antes offerecidos. CAPIT. DE CORT. 32, 8 E fe ritarão as caurellas dos Procit- radores, e Advogados, que nos accumulativos e depen- dentes metem materia de contradiras, e poe outras coufas muiro efcufadas. REGIN. DE EVOR. 4; 81 Man- damos que não haja mais nefte Auditorio accumulativos, nem fe de vifta ás partes, pera virem com elles. ORDEN. DE D. MAN. 3, 15, 23 Em todos os mais artigos . . . afli como artigos dependenres, ou accumulativos nom os poderá mais correger a parte. EUFROS. 3,2 Porque o Baldo nem effoutro Bartolo nunca navegárão além da linha de hum libello, e huns artigos accumulativos. Jurifdicção accumulariva. Forenf. A que o Princi- pe concede a alguem em tal forma, que na dita concefsão não fição inhibidos, nem privados da fua jurifdicção os mais Juizes. BLUT. Vocab.l {{lema|ACCUPAR}}. v. a. antiq. e os feus deriv. Vejafe Occupar. FERN. LOB. Chr. de D. J. I. 1, 48. Sous. COUTINH. Cerc. 2, 12. of that so {{lema|'ACCURADAMENTE}}. adv. mod. Con cuidado, exacta- mente, com perfeição. Do Lar. Accurate. ORDEN. DE D. MAN. 1, 1 Nas quaes [horas] o mais accuradaniente que for poflivel, e com o maior cuidado defembargarád os feitos, que nelle dia houverem de defpachar. VIEIR Serm. 9. do Rof. 1, 9, 33 Pois fe efta famofa obra... fe defcreve parte por parte, tab exacta e accuradamente &c. b {{lema|ACCURADO, A}}. adj. pouc. uf. Exacto, feito com perfei- ção, e cuidado. Do Lar. Accuratus. SEPULCHR. Refeiç. Prol. 1 Finalmente a imprefsão [foi] accurada. {{lema|ACCURATISSIMAMENTE}}. adv. fuperl. pouc. ul. Exadiffi- mamente. Do Lar. Accuratiffimé. SABELL. Eneid. 2, 3, 43 Difpenfou [Numa] affi os mezes, que fe antrepunhão, que cada vinte e quatro annos, que Macrobio accuratiffi- mamente recolegeo, o mefmo cuffo do Sol, donde elles começáráo, até tornar a acabar o curfo do Sol, vieffem por inteiro. {{lema|ACCUSAÇÃO}}. s. f. Acção de accufar em juizo, ou fóra delle. BRIT. Chr. 1, 26 O demonio... fe foi vencido, e trifte, deixando o Sanro livre das fuas accufações. GUERREIR. Rel. 3, 1, 16 Lhe derão capitulos e accufa- ções contra os Porruguezes. Sovs. Hift. 1, 3, 37 Accufa- ção feita por quatro homens, ratificada huma, e muitas vezes. Epither. Calumniofa. Leão, Chr. de D. Aff. V. 38. Crime. CONST. DE BRAG. 44, 2, 1. Falfa. Leão, Chr. de D. Duarr. 17. Feia. D. F. MAN. Epan. 3, 342. Frivola. CALV. Homil. 2; 4. Groffeira. PALAC. Summ. 264 Y. In- jufta. CALV. Homil. 2, 11. Intencionada (mal) "Lisa. Jard. 5, 3. Invejofa. CALV. Homil. z, 49. Maliciofa. CALV. Homil. 2, 39. Rigorofa. GIL Vic. Obr. 1, 43 . Secreta. M. FERNAND. Alm: 3, 3, 87. p. 556. Solemne. Sous. Vid. 4; 4. Temerofa. S. ANN. Chr. 2, 13; 662. Terrivel. M. BERN. Floreft. 3, 8, 482, C. Verdadeira. EsPER. Hift. 1, 2, 15. n. 2. Voluntaria. CALV. Homil. 2, 39." Verb. Confirmar a... Vir. CHRIST. 4, 59 . De- fiftir da...ORDEN. DE D. MAN. I; 44. Fazer. de alg. LETO, Defcripç. 68. Outorgar... VIT. CHRIST. 4:59 . Padecer... VIEIR. Hift. do Fur. 11, 208. Profeguir a ... PALAC. Summ. 60 . Seguir a .ORDEN. DE D. MAN. 1, 38. {{lema|ACCUSADO, A}}. p. p. de Accufar. Cruz, Poef. Ecl. 4: BRIT, Chr: 1, 25. Sous. Hift. i, 6, 6. {{lema|ACCUSADOR, ORA}}. adj. Que accufa. FR. MARC. Tr. 2, 79 Da direita [parte apparecerão os peccados accu- fadores. CALV. Homil. 2, 49, Se Deos tão feveramente fe houve com o Anjo accufador, que fará ao homem pó, e cinza M. BERN. Floreft. f, 3, 92, B E aos la ridos de fua confciencia accufadora fe fazia infenfivel. C Antiq: fó com a terminação em or. Leis EXTRAV. 4, 2, 11 E havendo parte accufador, haverá o terço dos bens. {{lema|ACCUSADOR}}. s. m. ORA. f. O que ou a que accufa: GOES, Chr. de D. Man. 3, 79 Bartholomeu Pereftello, - que foi o accufador principal defte innocente Rei. CA- THEC: ROM. 314 E os aurores, e accufadores devem fer amoeftados, que fé não movão por amor ou odio ou cobiça a caufar perigo a peffoa alguma com accufações maliciofas. M. FERNAND. Alm. 2 23. n. 35 Noite digna de feres rifcada da memoria dos tempos!.. pera que não fejas eloquente accufadora do genero humano na- quelle dia, em que &c. Epirh. Ardilofo. CALV. Homil. 2, 37. Continuo. Luz, Serm. 1, 2, 35. col. 4. Falfo. FR. L. Dos ANJ. Jard. 136. Forte. Lisa. Sanctor. 186, 4. Maliciofo. Lise. San- ctor. 6, 6. Perverfo. BARRET. Flos Sanct. 2, 278, 2. So- berbo. CAMP. Receb. 75. {{lema|ACCUSAMENTO}}. s. m. antiq. e pouc. uf. O mesmo que Accufação. PROV. DA HIST. GEN. 3, 4; 161. p. 343 Re- tos he hum accufamento que fazem os filhos dalgo, Cavalleiros, &c. old {{lema|ACCUSANTE}}. p. a. ant. e pouc. af. Que accufa ou fe ascufa. FR. MARC. Chr. 1, 1, 25 E fe o frade accufado achares innocente, caftiga ao murmurador e accufante com dura correição. NAVARR, Manual, 2, 18 Que renha jurdicção em o foro da confciencia fobre o accufante. {{lema|ACCUSAR}}. v. a. Criminar on denunciar como réo de algum delicto. As peffoas. Do Lar. Accufare. Reg. abf. alg. ou alg. a, ante, ou perante alg. ou alg. de ou por alg. c CAM. Luf. 10, 113 Hum filho proprio mata, e logo ac cufa De homicidio Thomé. Luc. Vid. 2, 9 Aos pro- prios pais não reprehendiáo fomente, vendoos cahir n'alguma fuperftição, mas accufavãoos ao Padre. Cruz, Poef. Ecl. 4 Ah gente dura, ingrara, genre cega; Que prende, accufa e préga n'hum madeiro Hum ráo manfo cordeiro antre ladrões! Cunn. Hift. de Lisb. 1,<noinclude></noinclude> b6clvphjkqowrvw8jm086lha13iiapm Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/272 106 255001 556648 2026-07-28T13:28:27Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 8, 41 O Cardeal Cefar Baronio : o não confti- rue por Bifpo [a Poramio] ainda que o accufa por he- rege. Denunciar para fe punir. A culpa, crime, &c. D. FR. BR. DE BARR. Efpelh. 2, 2 Accufando a propria ma- licia. Luc. Vid. 2, 9 Eftranhavãofe as ufuras, accufavão- fe as feitiçarias. Dos proprios crimes. FERR. Poem. Caftr. 4 E quan- do meus peccados me accufdrão, A ti fora bufcar. Patv. D'ANDRAD. Exam. 9, 90 A lembrança dos crimes paffa... 556648 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>8, 41 O Cardeal Cefar Baronio : o não confti- rue por Bifpo [a Poramio] ainda que o accufa por he- rege. Denunciar para fe punir. A culpa, crime, &c. D. FR. BR. DE BARR. Efpelh. 2, 2 Accufando a propria ma- licia. Luc. Vid. 2, 9 Eftranhavãofe as ufuras, accufavão- fe as feitiçarias. Dos proprios crimes. FERR. Poem. Caftr. 4 E quan- do meus peccados me accufdrão, A ti fora bufcar. Patv. D'ANDRAD. Exam. 9, 90 A lembrança dos crimes paffa- dos nos eftá accufando continuamente. inki Adv. e fórm. A morte. (de crime capital) VIT. CHRIST. 4, 52 y. Cavillofamente. M. FERNAND. Alm. 3, 2, 13. p. 509. Civelmente. "CONST. DE VISEU, 25,7. Cri- minalmente. CoNST. DE LEIR. 26, 4. Falfamente. TEIV. Sent. 31. PALAC. Summ. 276 y. Fortemente. FR. G. DA SILv. Vid. 1, 47. Grandemente. CART. DE JAP. 2, 265, 2. Gravemente. CALV. Homil. 2, 39. Indevidamente. CONST. DO FUNCH. 31, 2. Injuftamente. CART..DE JAP. I, 412, 3. Justamente. CALV. Homil. 2, 32. Maliciofamente. VER- CIAL, Sacram. 3, 99, 136. Por juftiça. (judicialmente) ALBUQ. Comm. 3, 18. Rigorofamente. VIEIR. Scrm. 1, II, 4. col. 798. Solemnemente. D. F. MAN. Epan. 1, 104. Accufar. Culpar, cenfurar, reprehender. BARR. Dec. 1, 3, 1 Accufando, e reprehendendo elRei em não ac- ceptar fua offerta. FERR. Poem. Cart. 1, 12 Quem lou- va o bom? Quem bom e mão não accufa? Sovs. Hift. 1, 1, 24 Porque fe a queremos accufar, como de feito accufamos de errada &c. Mostrar patentear, declarar de qualquer forte. Sous. Hift. 3, 2, 21 Accufava feu rofto as mortifica- ções, com que caftigava a carne. Com pron. peff. Confefarfe, dizer fuas culpas ao Confeffor no Sacramento da Penitencia. COMP..E SUMMAR. 22 38 Por lhe parecer coufa fanta accufarfe rigorofamen- te [em a confifsão] PRIM. E HONR. 2, 2 Natural he do cobiçofo roubar a capa ao proximo, e não achar na con- fifsão de que fe accufar. Luc. Vid. 6, 3. Não vê a ho- ra, em que fe confeffe, e accufe de toda a fua vida. Denunciarfe, declararfe a fi proprio réo em juizo, ou fóra delle. CRUZ, Poef. Ecl. 8 Alli, depois que deixo de accufarme, E de tomar da vida conta eftreita, Pro- ponho na futura melhorarme &c. Luc. Vid. 10, 16 Dan- dofe e accufandofe a fi mefimo por autor da fua miferia. tod Culparfe, cenfurarfe, reprehenderfe. LEON. DA COST. Ecl. 2, 8. not. a Accufafe Coridon de ruftico, e igno- rante. BARRET. Eneid. 1, Prol. Querendo antes accufar- fe a fi de lignorante, que ao Autor. ACAD. Dos SING. 611, 17. Oit. 3.O bofque trifte, o prado defcontente . . . De haver fido rifonho já fe accufa. {{lema|ACCUSATIVO}}. s. m. Gramm. O quarto cafo na declina- .cção dos nomes. Do Lat. Accufativus. BARR. Gramm. 98 Em o quarto cafo, a que chamão Acton, fe põe a cou- fa feita, ou amada: exemplo, os homens bons amão una virtude. Efta virtude, em que obrão os homens, fica em accufativo. SANCH. Arr. 39 O que amamos, o que - obramos Accufativo ferá. VIEIR. Serm. 4, 9, 4. n. 330 sChrifto diffe o nome em nominativo, e elles puferãono em accufativo.anci {{lema|ACCUSATORIO, A}}. adj. Pertencente à accufação, ou a quem accufa, ou crimina. Do Lat. Accufatorius. CATHEC. ROM. 193 Mas com animo accufatorio fe devem con- tar [os peccados] de maneira que tambem defejemos, - que fe caftiguem em nós. As palavras, que fenão acharem por Ace, procu- premfe por Accc, ou por Affe. {{lema|ACEAR}}. v. a, e feus derivados. Vej. Affear.palk {{lema|ACEDIA}}. s. f. antiq. Vej. Acidia. {{lema|ACEFALO, A}}. adj. Vej. Acephalo. {{lema|A CEGAS}}. form. adv. Vej. A's cegas. MARUDDA {{lema|ACEIFA}}. s. f. e feus derivados. Vej. Ceifa. {{lema|ACEIO}}. s. m. Vej. Afeio. ide {{lema|ACEIRADO, A}}. p. p. d'Aceirar. FERR. DE VASC. Aulegr. 555 E elles trazião o negocio tão aceirado, que &c. {{lema|ACEIRAR}}. y. a. Apalavrar, ajuftar, alugar por certo pre- O Co. BENT. PER; Thes. od eller A. Aceirár. Agric. Aceitar hum pinhal, hum azinhal, &c. Cortar todas as plantas, e bervas, deixando o cam- -pa a modo de ceira fem folha, nem ramo, e juntamente i tirar toda a materia combuftivel por certo efpaço, de ma- neira que fenão, poffa queimar, quando fe poe fogo vivo no máto vizinho., BLUT. Vocab. {{lema|ACEIRO}}. s. m. ant. ço. Do Lat. barb. Aciarium. Gin Vic. Obr. 1, 72 Com fortes prégos d'acciro. CASTANH. {{Uso|Hiſt}}. E elle vinha armado em huma fala quartea da de laminas de aceiro. FERR. Poem. Cart. 2, 10 Véfe já Marte junto à branda Mufa Dantes todo diaman te, malha e aceiro, Sem efperar tempo ou receber efcufa.b .A.0 Pl. Marinh. Barrinhas de aço, tocadas na pedra de cevar, e que atravefsão a rofa da agulha. VAL. DE SA Regim. 5 As Agulhas de marear, que levão os aceiros debaixo da flor de liz não moftrão o ponto verdadeiro do Norte, fenão em tres paragens do mundo fómente. M. DE FIGUEIS. Hydrogr. Art. de Naveg. 13 A's agulhas, -que tiverem os aceiros no Norte fempre lhe darcis feu abatimento, ou refguardo. Agric. Huma ou duas geiras de terra, lavradas em . redondo de bum pinbal ou covão, parà que no espaço da lavoura fe não crie mato, aonde pola pegar fogo, que queime o pinhal, ou covão. BLUT. Vocab. ACEIRO, A. adj. ant. De aço. MENOR. DAS PROEZ. I, 38 Tal era a fortaleza da rede aceira. ANDR. DE RE- SEND. Hift. Fall. Muito pouco feria o que os Poetas emas coufas arduas e difficiles coftumão defejar cem boccas, cem lingoas, e huma voz aceira, e incançavel. {{lema|ACELGA}}. s. f. Certa herva do numero das hortaliças. He denominada por Linneo Beta vulgaris, e diftribuida na Pentandria Digynia do feu Syftema dos Vegetacs. Tem as folhas ovadas, com peciolos largos e compridos.; as fuas flores eftão difpoftas amontoadamente, em longas efpigas, são deftituidas de corolla, o feu caliz he de cinco foliolos com hum denticulo na bafe,. as fuas fe- mentes são reniformes, e cftão poftas dentro da fubftan- cia da bafe do caliz. He indigena da Europa meridio- nal, e geralmente cultivada nas hortas, como tambem o he a fua variedade, a que chamamos Acelga vermelha, ou Betaraba (Beta vulgaris rubra radice rapae.) CASTA- NHOS. Hift. 26 E comem hervas, affi como acelgas &c. M. DE FIGUEIR. Chronogr. 4, 28 Acelgas fe femearão por Fevereiro. GRISL. Defeng. 3, 24 Acelga. Beta Diofc. lib. 2. cap. 15 He quente no primeiro, e humida no fe- no le: gundo gráo. Acelga brava. Certa berva do campo. Ha, fegundo Grislei, duas efpecies de Acelgas bravas em Portugal: a primeira he a Beta cicla de Linneo, congenere da Acelga vulgar, e differente della, por ter as flores dif- poftas ordinariamente tres a tres em efpiga, e os folio- los do caliz fem denticulo algum: efta efpecie he vivace e indigena dos fuburbios de Lisboa; fructifica entre nós tanto inculta, como cultivada. A fegunda efpecie per- tence a hum genero differente; he a planta, a que al- gun's Boticarios dão o nome de Limonio, e Linneo de Statice limonium; diftribuida por efte Botanico na Pen- tandria Pentagynia do feu Syftema dos Vegetaes. As fuas folhas são todas radicaes, glabras, lanceoladas, in- tegerrimas, obfoletamente venofas, com algumas on- dulações, e mucronadas na face inferior junto da pon- ta : tem as flores difpoftas em panicula elevada fobre huma hafte cylindrica; o feu caliz he de huma fó pe- ça, inteiro, franzido, e èfcariofo, ou membranofo, a corolla confta de cinco petalas azuladas, co feu fructo of the huma femente fobrepofta ao caliz. He perennal, flo- brece no Verão, e dáfe em grande abundancia nos bre- jos maritimos entre o Seixal e Corroios. AvEIR. Itin. 78 As quaes [mandragoras] sáo humas plantas, que tem as folhas como acelgas bravas, mas maiores, e mais largas. AzEv. Correcç, 1, 3, 15. pag. 382 Humas torcidi- dinhas embebidas em çumo de acelga brava. {{lema|ACEM}}. s. m. Vej. Affem. l. {{lema|ACENADO, A}}. p. p. de Acenar. FERNAND. GALV. Serm. 1; 69, 2. D. F. MAN. Muf. 84. Çanfonh. de Euterp. Cart. 3. {{lema|ACENAMENTO}}. s. m. ant. e pouc. uf. O mesmo que Ace- no. VIT. CHRIST. 4, 5, 13 E nom lhe abondou o acenamiento, mas dicelho. {{lema|ACENAR}}. v. n. Significar com algum gefto ou movimen to do corpo, ou de coufa, que na mão fe toma, o que não podemos ou queremos explicar fallando. SA' DE MIR. Vilhalp. 3, 6 Em parecendo, logo mudão a pratica, e todos fe acenão. CAN. Luf. 1, 48 Clos pannos e cos braços acenavão A's gentes Lufitanas, que efperaffem. Luc. Vid. 5, 10 E logo chegandofe: pera lhe fallar, o Padre orteve, acénandolbe com a mão, que fe callaffe. Met. BERN. Flor. Son. 9 Mai ai que delles [olhos] logo Amor me acena, Que fuja e cerre os meus, e que me guarde. FERNAND. GALV. Serm. 1, 60; z A al- ma manda o corpo, fe a alma acena à mão que obre, inda bem lhe não tem acenado, já the obedece. Feo, Tr.<noinclude></noinclude> fqr83ydblmfgr7fd4z9cgj4gfefbnpx Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/273 106 255002 556649 2026-07-28T13:30:49Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 2, 95, 1 Quando defencaminhado darvoshei de olho; acenarvoshei, pera que não errcis no caminho da falvação. Particularmente fe diz de quem faz final de cha- mar. FERR. Brift. 4, 1 Não me contentão nada humas fermofuras mortas, que vejo, nem outras táo vivas, que parece, que eftão acenando aos homens. CRUZ, Poef Ecl. Não fei que pefcador de cá me acena. TELL. Hift. 2, 1, 102 Como fe a mefnia fanta Cruz com feus tré- mulos raios... lhes... 556649 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>2, 95, 1 Quando defencaminhado darvoshei de olho; acenarvoshei, pera que não errcis no caminho da falvação. Particularmente fe diz de quem faz final de cha- mar. FERR. Brift. 4, 1 Não me contentão nada humas fermofuras mortas, que vejo, nem outras táo vivas, que parece, que eftão acenando aos homens. CRUZ, Poef Ecl. Não fei que pefcador de cá me acena. TELL. Hift. 2, 1, 102 Como fe a mefnia fanta Cruz com feus tré- mulos raios... lhes eftiveffe acenando, chamando, &c. Met. VEIG. Laur. Od. 6, 10 Ai de mim que ou- tro tempo não olhava Pera o fermofo céo, que me acenava As peftanas de prata meneando. D. F. MAN. Apol. 77 O qual [peregrino] marcandome com a viſta, e acenandome com alvoroço. . me .arrebatou futilmen- te. (Falla do dinheiro) Tambem dos que nas praças chamão e defafião os touros. CAM. Luf. 1, 88 Qual no corro fanguinco o lé- do amante, Vendo a fermofa dama defejada, ◇ tou- ro bufca, e pondofe diante corre, affobia, acena Salta, e 'brada. 12 Todos Fo Met. TELL. Cht. 25, 43. n. 12 Todos os ho- mens] de ordinario acenão ás honras, capcão aos lou- vores, e fe convidão pera as dignidades. Acenar a alg. abf. on com alg. c. met. Convidalo offerecerlhe ou prometterlhe alguma coufa. Eursos. 5, 8 Dos quaes [julgadores] nos livre Deos, que fe lhe ace- não com intereffe, quebrão as foltas. FERR. Ciof. 2, 3 Ah mulheres, que nunca vos acenão, que não tomeis, c - que me fie eu da minha. PRIM. E HONR. 3, 6 Acenão- nos com duas caftanhetas de qualquer favor, com as quaes. tornamos logo com o. rabo pelo chão. Moftrarlha efcaçamente. FERNAND. GALV. Serm. 1. 109, 3 Acenárão a Chrifto noffo Senhor com efte cn- demoninhado, logo lançou mão delle, e o farou. FEO, Tr. 1, 173, 2 O melhor remedio para trazer homens he acenarlhe com as mãos chêas de bens, para nelles às vafar. A refpeito dos animaes. Fazer bum leve movimento com alguma coufa, a fim de os attrahir, intimidar, afu-. gentar, &c. AVEIR. Itin. 78 Atavão na outra ponta hum cáo, ao qual acenando com pão, e. elle correndo pera o tomar &c. REG. Inftrucç. 61 Não feja neceffario mais que acenarlhe com as pernas [aos cavallos] pera que an dem vivos, e ligeiros. Acenar d'olho a alg. Fazerlhe final com os olhos. VIT. CHRIST. 3, 86 Nom the acenão d'olho. Acenar em alguma coufa. Dala a entender, fallan- do a feu refpeito muito breve on efcuramente. TAVOR. Hift. 155 De que fe póde inferir, que acenava em cafamen- to delRei de Caftella por falecimento de fua mulher. Acenar. act. Moftrar, declarar, dar a entender. Sous. Hift. 1, 4, 4 Chamão a ifto vodo, ou por razão ede fe fazer por voto, o que o nome acena, ou &c. CUNH. Hift. de Lisb. z, 32, 130 Humberto diz de Fr. Alvaro, que foi homem de grande eftado no mun- do, e parece, que por efte grande eftado, dizem os mefmos autores, quiz acenar o de Bifpo. MATT. Jeruf. I, 4 Póde vir tempo, em que a preffaga penna Ou- - fe efcrever de ti o que hora accna. Adag. Acenai ao difcreto, daio por feito. DELIC. Adag. 156. {{lema|ACENDRADO, A}}. p. p. de Acendrar. Ufafe como adj. Acrifolado, puro, fino. Do ouro e prata. ORIENT. Lufit. 250 Ouro acendrado em grãos achei por dita Entre as arêas do dourado Téjo. BARRET. Eneid. 11, 138 Em vez de apertador, que fer devia De ouro fino e acendra- do &c. Flos Sanct. 2, 290, 2 Efte lugar he o que chamamos purgatorio, porque nelle (como diffemos) fe purgão as almas, e como prata accndrada fe refinão e aperfeiçoão, para que pofsão vêr a Deos. Met. PAIV. Serm. 1, 42 E quanto mais vos ifto doe, tanto o amor, que lhe tendes he mais acendrado. S. ANN. Chr. 2, 51, 564 E procurava imitar acendra- do de virtude, que em outros via. {{lema|ACENDRAR}}. v. a. Purificar no crifol o ouro, a prata, e outros metaes. BLUT. Vocab. {{lema|ACENHA}}. s. f. Vej. Azenha. {{lema|ACENO}}. s. m. Sinal, que fe faz com a cabeça, olbos ou mãos, para dar a conhecer o que entendemos ou queremos. GOES, Chr. de D. Man. 1, 35 Mas em toda a frota não hoave peffoa, que o pudeffe, entender [ao preto] fenão per acenos. CAM. Luf., 29 Vi logo por finaes, e por acenos, Que com ifto fe alegra grandemente. Feo, Tr. 1, 99, z Quem fe quizer livrat das más palavras e livrar das ruins obras, trabalhe com que para elle baf- tem acenos dos olhos.mp Met. VEIG. Laur. Ded. Vede, Principe raro, eftes acenos, Com que o voffo Planeta vos provoca. TELL. Hift. 6, 19, 585 Quando fe, moftra obediente [o peito humano ao aceno do feu livre e mal regido alvedrio. Chi. 1, 1, 30. n. 6 Acudindo ao aceno da obediencia. Fraco on ligeiro fual. Paty. D'ANDRAD. Exam. 9, Não fe achará nem por qualquer remoque, aceno; ou fufpeita, que trate de batalhas." Aceno, ou acenò da vontade. Leve indicio ou fi gnificação de vontade. FERR. Poem. Caftr. 1. Poderofo Se- nhor... A cujo aceno trenie a redondeza. CUNH. Ca- tal: 2, 39 Fora fempre Ft. Marcos obedientiffimo ao aces no da vontade daquelle, por quem era governado. VIEIR. Serm. 2, 10, 9. n. 329 Os bens da fortuna cuftáráolho [a Deos] hum aceno da, fua Providencia, com que os reparte. Ao minimo, ou ao primeiro, ou à qualquer aceno. Fórm. adv. Logo, e no primeiro final. FERNAND. GALY. Serm, 1, 5; 4 Servindoo a feu gofto, e a qualquer ace- no. TELL. Cht. I, 2, 5. n. 5 Não perdia occafião nenhu- ma, em que não acudiffe ap minimo-aceno da vontade de tão magnifico bemfeitor. ARAUJ. Succeff. 3, 20 Mas ao primeiro aceno tornou defemparar o poito. Declarar por acenos alguma coufa. Tocala efcura mente, e em poucas palavras. ORIENT. Lufit. 111 Fi- cário eftes paftores em defejo de faber por extenfo... o que então fó por acenos declarafte. Eftar dependente do accno de alguem. Darlhe fum- ma attenção. D. F. MAR. Epan. 1, 30 De nenhum fe pó- de affirmar ouvio inteiramente a voz do Juiz do Povo, fegundo eftavão todos dependentes do fcu aceno; quando com fubito eftrondo... clamárão &c. Epith. Brando. B. ESTAÇ. Rim. 169 y. Breve. BERN. Lim. Cart. 32. Expreffo. M. BERN. Luz e Cal. z, 4, 375. Fraco. Maus. Aff. Afr. 9, 135 . Leve. Maus. Aff. Afr. 576. Minimo. TELL. Chr. 1, 1, 30. 11. 4. Adig. Para os entendidos acenos bastão. D. F. MAN. Cart. 173. Sing {{lema|ACEPHALO, A}}. adj. Que não tem cabeça. Do Grego. Axipanès acc. na antepenult. VELASC. Acclam. 22 E do corpo humano, que não póde eftar fom cabeça, aliàs fe- ria monftro e acéphalo. ALVAR. DA CUNH. Efcól. 2, 3 Os homens forão os que por não viverem fem cabeça, como os acéphalos, convierão nefte contrato. Pl. met. Certos bereges. BARRET. Flos Sanct. 1,485, 2 Dahi a poucos dias fe defcobrirão outros novos. here- ges, chamados Acephalos, que quer dizer gente fem ca- beça, porque não tiverão Mcftre algun particular, de quem tomar appellido, como outros hereges coftumavão fazer. {{lema|ACEPILHADO, A}}. p. p. de Acepilhar. M. FERNAND, Alm. 2, 1, 17. n. 59. {{lema|ACEPILHADOR}}. s. m. O que acepilha. BENT. PER. Thes. {{lema|ACEPILHADURA}}. s. f. Acção de acepilbar. BENT. PER. Thes. Pl. Cavacos, que faz o cepilho. BENT. PER. Thes. {{lema|ACEPILHAR}}. v. a. Lavrar ou alizar com o cepilbo. A madei- ra. SANCH. Art. 115 Lavrar, acepilhar madeira. VIEIR. Serm. 7, 1, 3. n. 5 Deixo aquelle exceffo de profunda admitação, com que a minha fe efmorece, de eftar fer- rando com Jofé, ou acepilhando hum madeiro, com fu- jeição de tantos annos aquelle mefmo artifice, que &c. M. FERNAND. Alm. 1, 2, 2. n. 195 He neceffario primei- ro, que o Imaginario com muitos golpes vá acepilhando o tronco rude. {{lema|ACEQUIA}}. s. f. Lugar, et r, em que fe reprezão as agoas, qua- fi o mesmo que agude. Do Arab. Affaquiat. Nome plural de faquinton, o regato ou ribeirinho. Derivafe do verbo facá, regar a terra. Goes, Chr. de D. Man. 3, 74 Por- que antes de chegarem a ella [Matrocos] Havião de achar muitas acequias, e matamorras, que lhes havião de impedir o caminho. {{lema|ACER}}. s. m. O mefmo que Bordo. Lat. Acer. MADEIR. Me- thod. 1, 31, 1 Alecrim, lofna, faia, aciprefte, acer, toda macella. {{lema|ACERBAMENTE}}. adv. mod. Com afpereza, e rigor, crit elmente. MARIZ, Dial. 4, 10 A compaixão da flor da fuż idade tão acerbamente cortada.. BARRET. Eneid. 11, 116 Derrubão do cavallo acerbamente. M. FERNAND. Alm. 3, 3, 110. p. 571 Sufpirou e. gemeo e ehorou acerbamente por feà peccado.<noinclude></noinclude> 1t96j9chqs62yjisqrdntg7w7u45dtl Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/274 106 255003 556650 2026-07-28T13:33:34Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{lema|ACERBIDADE}}. s. f. Afpereza, rigor, crueldade. Do Lat. Acerbitas. CEIT. Serm. I, 256, E quiz nifto confolar aos Santos, que levaffem em bem o que padeciáo nefta vida de afflições e tormentos; pois com illo efcapão do rigor e acerbidade da outra. FR. NIC. DE OLIV. Grandez. 3, 13 Caufou a morte defte Principe grande trifteza em todo o genero de homens, a qual accrefcentava a acer- bidade do cafo. M. BERN. Luz e Cal. 2, 2, 315 En-... 556650 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>{{lema|ACERBIDADE}}. s. f. Afpereza, rigor, crueldade. Do Lat. Acerbitas. CEIT. Serm. I, 256, E quiz nifto confolar aos Santos, que levaffem em bem o que padeciáo nefta vida de afflições e tormentos; pois com illo efcapão do rigor e acerbidade da outra. FR. NIC. DE OLIV. Grandez. 3, 13 Caufou a morte defte Principe grande trifteza em todo o genero de homens, a qual accrefcentava a acer- bidade do cafo. M. BERN. Luz e Cal. 2, 2, 315 En- rendeo, que efte era o caliz dos trabalhos e penas do Senhor, e aqui fe lhe deo hum admiravel conhecimento da acerbidade dellas. {{lema|ACERBISSIMAMENTE}}. adv. fuperl.. de Acerbamente. M. FERNAND. Alm. 2, 1, 29. n. 3. M. BERN. Exerc. 2, 43. p. 36. {{lema|ACERBISSIMO, A}}. fuperi. de Acerbo. FR. MARC. Vid. 2, 5. Sous. Vid. 5, 30. VIEIR. Serm. 3, 11, 3. n. 459. ACERBO, A. adj. Ainda não maduro, ou afpero e def- abrido ao golto. Dos fructos, ou de qualquer outro man- jar. CAM. Canç. 10, 9 Viffe e tocaffe o acerbo fructo. A. DA CRUZ, Recop. 5, 160 Hera... pelo gofto accrbo e acre, e agudo, he quente. Met. Afpero, cruel, terrível, duro de foffrer. CAM. Ecl. 1, 20 A noite fempiterna, Cruel, acerba, e trifte. BRIT. Mon. 3, 9. c. 16 Palavras acerbas, e ditos morda- zes. CARDOS. Agiol. 3, 710 A fefta de S. Tude, a quem os Wandalos derão acerba morte. {{lema|ACERCA}}. adv. lug. ant. Junto, perto, na vizinhança. Do Lat. Circum. antiq. Acerqua. Seguefelhe de ordinario a particula de. FERN. Lor. Chr. de D. J. I. 2, 6 E dizem, que logo aquelle dia haveio afli, que acerqua daquella porta, onde a azémala morreo, o efpirito maligno to- mou hum homem. GOES, Chr. de D. Man. 3, 34 Efta- va este arraial del Rei de Marrocos affentado acerca da cófta. A. GALVv. Tr. 55 Sahio em terra acerca da Flórida erta acerca da ta com trezentos companheiros. Das peffoas. BARREIR. Chorogr. 123 Enganados mais por a femelhança dos nomes, que por acharem af- fi efcrito acerca de algum autor approvado. ESTIM. DO AM, Div. 1, 7, 37 E intercedendo [Chrifto] acerca do Padre, dizia Padre, perdoalhes &c. LEÃO, Chr. de D. Aff. III. 89 Porque coufa mui ufada he acerca de todos os Principes e Senhores &c. Adv. temp. Proxima ou immediatamente. AzuR. Chr. 3, 16 Com tenção de ir ao Algarve carregar de figo pe- ra levarem a fuas terras, por quanto o tempo da carre- gação era já acerca. CASTANH. Hift. 1, 8 E acerca da noi- te vio huma ilha muito grande. SANT. Ethiop. 2, 16 Fr. Raimundo Sacono Placentino foi Inquifidor na Provincia de Milão acerca do anno do Senhor de 1258. Adv. mod. A refpeito no tocante, em quanto. GOES, Chr. de D. Man. 1, 56 O que eu acerca difto vi, direi aqui. HEIT. PINT. Dial. I, 1, 3 Trazendo eu mui- tas [razões] acerca da fuperioridade da vifta. Luc. Vid. 2, 11 Acerca da noticia das coufas divinas, e naturaes, e moraes hum livro ha entre os feus, que &c. Na opinião e juizo de alguem para com alguem. BARR. Dec. 3, 9, 3 E mais que acerca dos homens hon- rados mais fe eftimavão os meriros da honra, que os vocabulos della. Luc. Vid. 7, 7 Porque nem acerca del les [Japões] a divindade dos Camis fe efténdia a mais, que &c. Quafi. ViT. CHRIST. 1, 6, 21 E de alli a cafa de Zacharias são tres milhas ou acerca. MoR. Palm. 2, 113 Refpondeo elle com voz tão fraca, e cançada, que acer- ca fe não ouvia. GALV. Chr. Prol. E [fe deve] haver por outro quafi novo defcobrimento e renovação de coufa acerqua perdida, e que tanto devia eftar sáa e allumiada. {{lema|ACERCAR}}. v. a. antiq. O mesmo que Cercar. VIT. CHRIST. 3,87 E cortafte o meu facco, e cobrifteme ou acer- cafteme de alegria. {{lema|ACERCAR}}. v. a. Só fe ufa com pron. peff. Avizinharfe, chegarfe. GALHEG. Templ. 2, 119 Fronte a fronte fe acer- cão já divifa Cada qual o inimigo. ACAD. DOS SING. I, 4. Oraç. Divifou hum fumptuofo edificio, e acercandofe, vio hum magnifico Palacio. Aproximarfe, vir chegando. Do tempo. D. GAST. DE LEño, Tr. 12, 44 O dito S. João hia prégando pelo deferto, e dizendo as gentes, que fe converteffen, e fezeffem penitencia de feus peccados porque o Reino dos céos fe acercava. CARDOS. Agiol. 1 101, 1 A qual morte] acercandofe, recebido o Sacrofanto Viatico &c. {{lema|ACEREIJADO, A}}. p. p. de Acereijar. Ufafe como adj. De cor de cercija. REG. Inftrucç. 10 Darfeha com o inftru- mento mui vermelho, até que fique à parte bem acerei- A CE jada. D. F. MAN. Muf. 231. Viol. de Thal. Epigr. 60 Pois vendome que ando ardendo Não, me vejo acereijado. Afazoado. BENT. PER. Thes. {{lema|ACEREIJAR}}. v. a. Polir, e brunir huma coufa, que fique como cereija. BLUT. Vocab. Amadurecer, afazoar. BENT. PER. Thes. {{lema|ACERO}}. s. m. O mefmo que Acoro. BENT. PER. Thes. {{lema|ACERQUA}}. adv. antiq. Vej. Acerca. {{lema|ACERRIMAMENTE}}. adv. fuperl. mod. Com grande força e actividade. Do Lat. Acerrime. CEIT. Quadrag. 1, 25, 3 O qual defende acerriniamente o Autor das questões do Novo é Velho Teftamento. FR. LEÃO, Bened. 1, 2, 5. c. 3 Co- meçou a pugnar acerrimamente pela verdade da Fé. CAR- Dos. Agiol. 3, 89 Dos quaes [Prifcillianiftas] foi acerri- mamente perfeguido. {{lema|ACERRIMO, A}}. adj. fuperl. Muito forte e penetrante ao gofto, aos ouvidos, &c. Do Lat Acerrimus. MADEIR. Meth. I, 36, 1 E fica feito hum oleo de cheiro acerrimo. "M. THом. Fеn. 4, 98 Servindolhe de canto o fom acerrimo [da artilharia] Met. Vivo, forte, activo. LEIT. D'ANDRAD. Mifc. 10, 298 E por iffo fe esfriarão na accufação, que d'an- tes fazião acerrima. CUNH. Hift. de Lisb. 5, 17 Paffou ...a tratar com aquelle Principe coufas tocantes á Fé, de que era defenfor acerrimo. S. MAR. Chr. 1, 2, 12. n. 6 Era acerrimo efquadrinhador das queftões mais diffi- cultofas. {{lema|ACERTADAMENTE}}. adv. mod. Cons acerto, e prudencia. FR. TH. DE JES. Trab. 1, 20, 453 A ordem por onde o humano entendimento fe determina em algum juizo, he que fe lhe offerece primeiro alguma razão verdadei- ra, ou apparente, má, ou boa, pola qual com enga- no, ou acertadamene fe determina a julgar mal, ou bem da coafa. Sous. Vid. 1, 12 Que o bom julgador, pera proceder acertadamente, havia imitar o bom Cirurgião. VIEIR. Serm. 1, 3, 6. col. 208 O que crêrão noffos pri- meiros Pais no Paraifo, he o que nós crêmos no Sacra- mento: elles erradamente ao diabo, nós acertadamente a Deos. {{lema|ACERTADISSIMAMENTE}}. adv. mod. fuperl. de Acertada mente. BRIT. Chr. 4, 11. SEPULCHR. Refeiç. 1. Prol. 3, 6. {{lema|ACERTADISSIMO, A}}. fuperl. de Acertado. FR. TR. DE Jes. Trab. I, 17, 391. ARAUs. Succeff. 3, 22. VIEIR, Serm. 9. do Rof. 2, 3, 51. {{lema|ACERTADO, A}}. p. p. de Acertar. MoR. Palm. 2, 75. ARR. Dial. 2, 18. Cavz, Poef. Ecl. 9. {{lema|ACERTADOR}}. s. m. O que acerta. BENT. PER. Thes. Adivinhador. BENT. PER. Thes. {{lema|ACERTAMENTO}}. s. m. Acção e effeito de acertar. Azur. Chr. 3, 87 Os nobres homens tinhão o primeiro acerta- mento já contentes nom curavom d'outra coufa fenom defpender tempo, que &c. D. G. COUTINH. Jon. 26 Privilegio grande de Justiça, quando fe adminiftra com igualdade e fem nenhum refpeito do acertamento do modo, e foro, que a cortezia, e humanidade dos Su- periores, parece que impõe naturalmente no coração dos viventes. PINT. RIB. Luftr. 2, III Para o bom acertamen- to da justiça. tar, {{lema|ACERTAR}}. v. a. Achar ao certo. Reg. alg. c. ou em alg. C. SA DE Mir. Cart. 3, 14 O vào he máo de acer- Se mo não moftrar alguem. HEIT. PINT. Dial, 2., 5 25 Mas ainda que de todo não acertaffem o fito &c. Medertdreis o caminho.zo humana M. THOM. Un. 7, 99 Que entrando por elle [ouvido ] à Met. EvFROS. 4, 3 Saber, conta, e razão nunca acertão o effeito, falvo tomando a Deos por pa- drinho. FERR. Poem. Cart. 2, 12 Que a ignorancia_cega Faz que nunca a verdade bem fe acerte. CASTR. Ulyff. 2, 28 Tudo minha vontade lhe concede, Que acertar en teu gofto fó procura. Acertar hum acerto. Telo bom. FERR. Brift. 1, 4 Por iffo receo muito de os empregar mal [os filhos] que eftes cafamentos são muitos perigofos, e acertar bum bom acerto he coufa, que poucas vezes acontece. c Acertar as contas ou as fuas contas. Met. Permedi- tar as confas conforme os effeitos. SA DE MIR. Eftrang. 1, 43 Mas deixemos a cada hum. fazer fuas contas, cuidar que as acerta. FERR. Ciof. 5; 3 Agora conheço, que todos aquelles meus fundamentos, e boas razões , erão cegueiras, e doudices, e todas aquellas minhas con- tas, en que eu cuidava que mais que todos acertava erão erradas, e beftiaes.. Acertar alg. c: Fazela com acerto diferição, e co mo deve fer. GIL VIC. Obr. 1, 20 y Não he fefudo o Juiz,<noinclude></noinclude> 1odtbwszc91onb3kpk8ygybkcwcx9qg Predefinição:BLPL 10 255004 556652 2026-07-28T14:02:58Z Junglk 34905 Predefinição para ajudar em referência de link externo 556652 wikitext text/x-wiki “[https://literaturabrasileira.ufsc.br/autores?id={{{1}}} {{PAGENAME}}]” in ''[https://literaturabrasileira.ufsc.br Biblioteca Digital de Literatura de Países Lusófonos]'' <noinclude> {{documentação}} </noinclude> e9d023ws1g5x7jnlb02f62tfh4pq33t Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/79 106 255005 556653 2026-07-28T14:03:08Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 556653 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{sc|um momento de embriaguez}}|CAPITULO VII}} {{dhr|4}} Acabámos de ver como um phenomeno curioso, mas logico, extraordinario, mas explicavel, se realisava em condiçōes singulares. Qualquer objecto que se lançasse para fóra do projectil havia de seguir a mesma trajectoria e parar sómento quando o projectil tambem parasse. O caso foi assumpto de conversaçāo que nāo ficou esgotada nʼaquella noite inteira. E demais, a agitaçāo de animo dos tres viajantes ia crescendo ao passo que se aproximavam do termo da viagem. Esperavam cousas imprevistas, phenomenos novos, e, na disposiçāo de espirito em que se achavam, cousa alguma poderia causar-lhes admiraçāo. Caminhava-lhes a imaginaçāo sobreexcitada mais veloz que o projectil, cuja velocidade ia, sem que o percebessem, decrescendo em notavel proporçāo. A Lua, porém, angmentava de volume a olhos vistos, e já aos tres companheiros parecia que lhes bastaria estender o braço para lhe lançar a māo. No dia seguinte, 5 de novembro, já todos tres estavam a pé ás cinco da manhā. Se eram exactos os calculos devia aquelle<noinclude></noinclude> 7hsqjrj9jop9dci9yft193ssi13gqot Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/80 106 255006 556655 2026-07-28T14:07:07Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 556655 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|74|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>dia ser o ultimo de viagem. Nʼaquella mesma noite, a meia noite, dentro em dezoito horas, no instante exacto do pleni-lunio, haviam de chegar ao disco resplandecente do astro. A hora da meia noite proxima estava fadada para assistir ao desenlace dʼaquella viagem, a mais extraordinaria das viagens dos tempos antigos e modernos; e, lembrando-se dʼisto, saudaram os tres viajantes, logo pela manhā, pelas vigias que os raios lunares prateavam, o astro das noites, com um hurrah de confiança e de alegria. A Lua caminhava magestosa por sobre o firmamento estrellado. Alguns graus mais e chegaria exactamente ao ponto do espaço em que devia realisar-se o encontro dʼella com o projectil. Barbicane calculou, fundado em observaçōes proprias, que abordariam á Lua pelo hemispherio norte, no logar onde se estendem planicies immensas e onde as montanhas sāo raras. Circumstancia aliás favoravel, se é que a atmosphera lunar existia sómente, como soppunham os viajantes, accumulada nos logares profundos. — Nāo é só isso, acudiu Miguel Ardan, notem tambem que uma planicie é logar mais adequado para desembarque do que uma montanha. Pois de um selenita, por exemplo, que alguem collocasse na Europa no cume do Monte Branco, ou na Asia no pico do Himalaia, poderia acaso dizer-sedem rigor que tinha chegado?! — Acrescente-se a isso, disse Nicholl, que em terreno chāo ha de o projectil ficar immovel logo que là toque, emquanto em terrenos montanhosos havia, pelo contrario, de despenhar-se como uma avalanche, e como nāo somos nenhuns esquilos, de de sorte que de lá nāo sairiamos sāos e salvos. Portanto vae tudo ás mil maravilhas. E na realidade o bom exito da audaz tentativa nem já parecia offerecer duvida. No entretanto, Barbicane, ficára ainda preoccupado por uma reflexāo; mas como nāo queria causar inquietaçōes aos companheiros, ficou calado. Effectivamente a direcçāo do projectil para o hemispherio norte era prova de que a trajectoria dʼelle fôra levemente mo-<noinclude></noinclude> eba6tfe464rs42sv0t9l5uxg465r04v Predefinição:BLPL/doc 10 255007 556656 2026-07-28T14:09:38Z Junglk 34905 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{Subpágina para documentação}} <!-- Por favor coloque categorias onde indicado na parte inferior desta página e interwikis no Wikidata --> === Uso === <code>{{BLPL|id do autor na BLPL<nowiki>}}</nowiki></code> O id do autor assim como aparece na URL da página dele deve ser adicionado como primeiro parâmetro. === Exemplo === Veja: [[Autor:José da Silva Lisboa|José da Silva Lisboa]] <includeonly> <!-- Por favor coloque categorias abaixo dessa linh... 556656 wikitext text/x-wiki {{Subpágina para documentação}} <!-- Por favor coloque categorias onde indicado na parte inferior desta página e interwikis no Wikidata --> === Uso === <code>{{BLPL|id do autor na BLPL<nowiki>}}</nowiki></code> O id do autor assim como aparece na URL da página dele deve ser adicionado como primeiro parâmetro. === Exemplo === Veja: [[Autor:José da Silva Lisboa|José da Silva Lisboa]] <includeonly> <!-- Por favor coloque categorias abaixo dessa linha, e interwikis no Wikidata--> </includeonly> 8dcv3ez09hfmc8apgpccjd2c15q5o5f Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/81 106 255008 556657 2026-07-28T14:11:13Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 556657 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|75|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>dificada. O tiro fôra mathematicamente calculado para arremessar a bala mesmo ao centro do disco lunar, e se para lá se nāo dirigia é porque houvera desvio. Por que circumstancia fôra produzido? Nāo podia Barbicane imaginal-o, nem calcular a importancia de tal desvio, porque lhe faltavam pontos de referencia. Alimentava, comtudo, a esperança de que o desvio nāo teria outro resultado senāo aproximal-o mais da parte superior da peripheria da Lua, regiāo aliás mais propicia para tomar terra. Contentou-se Barbicane, por consequencia, com observar a miudo a Lua, buscando perceber se a direcçāo do projectil se modificava, sem que communicasse aos amigos as inquietaçōes que lhe iam no espírito. A situaçāo haveria de ser realmente terrivel se a bala, errando o alvo e arrastada para alem do disco lunar, se arremessasse para os espaços inter-planetarios. A Lua, nʼaquelle momento, em vez de offerecer aos viajantes a apparencia achatada de um disco, deixava-lhes já perceber que era convexa. Se os raios do Sol illuminassem nʼaquella ocasiāo obliquamente o globo lunar, a sombra projectada teria feito sobresair as altas montanhas do astro em nitido relevo. Poderiam os viajantes penetrar com a vista o mais profundo do abysmo boquíaberto das crateras, e seguir as caprichosas ranhuras que listram a immensidade das planicies lunares. Porém, os relevos appareciam ainda todos nivelados nʼaquelle intenso resplendor. Distinguiam-se apenas as grandes manchas que dāo á Lua apparencias de rosto humano. — Pois seja lá rosto se assim o querem! dizia Miguel Ardan, porém, e sinto dizel-o pela amavel irmā de Apollo, o tal rosto é bem picadinho das bexigas! Entretanto os viajantes, tāo proximos já do desejado termo, nāo podiam despregar os olhos dʼaquelle mundo novo. Divagavam em imaginaçāo por aquellas ignotas regiōes; trepavam-lhe os alterosos pincaros, desciam-lhe ao mais profundo dos amplos circos: julgavam ver, aqui e acolá, vastos mares mal<noinclude></noinclude> 1067pm6q1f3dunabt3nxb8es6de0rtw Categoria:Nascidos em 1756 14 255009 556658 2026-07-28T14:12:17Z Junglk 34905 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: [[Categoria:Autores por data de nascimento]] [[Categoria:1756]] 556658 wikitext text/x-wiki [[Categoria:Autores por data de nascimento]] [[Categoria:1756]] 5zwdtlkska4j3datlj0j4ftxytchdx8 Categoria:Falecidos em 1835 14 255010 556659 2026-07-28T14:15:31Z Junglk 34905 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: [[Categoria:1835]] [[Categoria:Autores por data de falecimento]] 556659 wikitext text/x-wiki [[Categoria:1835]] [[Categoria:Autores por data de falecimento]] q2rbtdugqldcd63cvd2racioufboflv Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/383 106 255011 556660 2026-07-28T14:15:43Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 556660 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|191}}</noinclude>ro, de modo que fossem a primeira cousa que se avistasse ao entrar no quarto. Tirou de uma gaveta uma das suas camisas usadas e rasgou-a. Com os pedaços de panno que assim obteve embrulhou os dous castiçaes de prata. Nāo mostrava, porém, nem pressa nem agitaçāo. E, mesmo a embrulhar os castiçaes do bispo, ia comendo um pedaço de pāo de rala. Era provavelmente o pāo que lhe tinham dado na cadea, e que, evadindo-se, trouxera comsigo. Verificou-se isto pelas migalhas que se encontraram no pavimento do quarto, quando a justiça alli foi depois dar busca. Deram duas pancadinhas na porta. —Entre, disse elle. Era a irman Simplicia. Estava pallida ; tinha os olhos vermelhos, a vela tremia-lhe na māo. As violencias do destino têem isto de particular; por mais aperfeiçoados e arrefecidos que nos achemos, tiram-nos do fundo das entranhas a natureza humana, obrigando-a a reapparecer no exterior. Com os abalos daquelle dia a religiosa tornara a ser mulher. Tinha chorado, e tremia. João Valjean tinha acabado de escrever algumas linhas em um papel, que entregou á religiosa, dizendo: —Minha irman, ha de entregar isto ao senr. cura. O papel estava dobrado. A irman deitou-lhe os olhos. —Póde ler, disse elle. A religiosa leu: « Peço ao senr. cura que tome conta do que aqui deixo. Do producto de tudo isto rogo-lhe o favor de tirar o que fôr preciso para pagar as custas do meu processo e o que se gastar com o enterro da pobre mulher que morreu hoje. O resto será para os pobres.» A irman quiz fallar, mas apenas pôde balbuciar alguns sons inarticulados. Todavia conseguiu dizer: —O senr. ''maire'' nāo quererá ver pela ultima vez essa pobre mulher? —Nāo, respondeu elle, sou perseguido, poderiam ir arrancar-me do seu quarto ; nāo a incommodemos. Mal acabava quando soou grande bulha na escada. Ouviram um tropel de pessoas que subiam, e a porteira, que dizia com a voz mais alta e penetrante que tinha: —Meu bom senhor, juro-lhe por Deus, que está no<noinclude></noinclude> oyzwfqf6w01nti8w0i3dl15uzsiw62i Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/384 106 255012 556661 2026-07-28T14:19:20Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 556661 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|192}}</noinclude>céu, que aqui nāo entrou ninguem todo o dia, nem agora de noite: pois se eu nāo arredei pé da porta! Um homem respondeu: —Mas ha luz neste quarto. Reconheceram a voz de Javert. O quarto era construido de modo que a porta ao abrir-se encobria o angulo da parede á direita. Joāo Valjean apagou a vela e metteu-se nesse angulo. A irman Simplicia cahiu de joelhos junto á mesa. A porta abriu-se. Javert entrou. Ouviu-se os cochichosʼde muitas pessoas e os protestos da porteira. A religiosa nāo levantou os olhos. Rezava. A vela estava em cima da chaminé e dava pouca claridade. Javert avistou a irman e estacou attonito. Lembrado estará o leitor que a propria natureza de Javert, o seu clemento, o seu ambiente vital, era a veneraçāo de toda a autoridade. Era inteiriço, e nāo admittia objecçāo, nem restricçāo. Para elle, bem entendido, a autoridade ecclesiastica era a primeira de todas, era religioso, superficial e correcto neste ponto como em todos os mais. Aos seus olhos um sacerdote era—um espirito que nāo se engana—, uma religiosa—uma creatura que nāo pecca.—Eram almas fechadas para o mundo com uma unica porta, que nunca se abria senāo para deixar sahir a verdade. Avistando a irman, o seu primeiro movimento foi para retirar-se. Entretanto havia tambem outro dever, que o detinha e o impellia imperiosamente em sentido inverso. O seu segundo movimento foi para ficar e arriscar ao menos uma pergunta. Aquella religiosa era a irman Simplicia , que nunca mentira em sua vida. Javert o sabia, e por isso lhe tinha particular veneraçāo. —Minha irman, disse, vm. está só neste quarto ? Houve um momento terrivel, durante o qual a porteira se sentiu desfallecer. A irman levantou os olhos e respondeu : —Estou. —Assim , proseguiu Javert , desculpe-me o insistir,<noinclude></noinclude> kycgpeo7tdbolatrhw9s651x8nlilnk Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/385 106 255013 556662 2026-07-28T14:25:33Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 556662 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|193}}</noinclude>cumpro o meu dever : vm. nāo viu ninguem esta noite, um homem que fugiu da cadêa . e que nós buscamos, um tal Joāo Valjean? Vm. nāo o viu? A irman respondeu : —Nāo. Mentiu. Mentiu duas vezes, uma após outra, sem hesitar, rapida, como quem se sacrifica. –Perdāo, disse Javert. E retirou-se, saudando-a com todo o acatamento. Oʼ santa mulher! tu deixaste ha muitos annos este mundo ; foste ajuntar-te na luz ás virgens e aos anjos, teus irmāos; seja-te contada esta mentira no paraiso! A asseveraçāo da irman foi para Javert uma cousa tam decisiva que elle nem deu fė da vela que acabava de ser apagada e que ainda fumegava em cima da mesa. Uma hora depois um homem, caminhando ao longo das arvores e por entre a neblina , afastava-se rapidamente de M. sobre o M., na direcçāo de Pariz. Esse homem era Joāo Valjean. Constou, pelo testemunho de dous ou tres carreiros que o tinham encontrado , que elle levava um embrulho e ia vestido de blusa. Onde fôra buscar essa camisola ? Ninguem o soube nunca. Todavia , um velho operario tinha morrido alguns dias antes na enfermaria da fabrica, deixando por unico espolio a blusa. Talvez fosse essa. Uma ultima palavra acerca de Fantina. Todos temos a mesma māe, a terra. Entregáram Fantina a essa māe. O cura suppoz proceder hem, e talvez tivesse razāo, reservando do que Joāo Valjean deixára a maior somma de dinheiro possivel para os pobres. A fallar a verdade , de que é que se tratava? De um galé e de uma mulher perdida. Tal o motivo porque elle simplificou o enterro de Fantina, reduzindo-o a esse estricto necessario a que chamam valla. Fantina foi , pois , enterrada no recanto gratuito do cemiterio , que é de todos e de ninguem , e onde dāo sumiço aos pobres. Felizmente Deus sabe onde param as almas. Deitaram obscuramente Fantina no meio dos ossos alli amontoados; foi condemnada á promiscuidade das cinzas. Lançaram-nʼa á valla. O tumulo pareceu-se com o leito. {{dhr}} {{c|{{sc|'''fim do tomo segundo e da primeira parte.'''}}}} {{nop}}<noinclude></noinclude> 77yrpslzq3jyqu5oodkauesm3kahc9u Os Miseraveis (trad. Justiniano José da Rocha)/Tomo segundo/Livro oitavo/V 0 255014 556663 2026-07-28T14:26:59Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf" from=380 to=385 header=1 /> {{Modernização}} {{DP-1}} [[fr:Les Misérables/Tome 1/Livre 8/05]] 556663 wikitext text/x-wiki <pages index="Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf" from=380 to=385 header=1 /> {{Modernização}} {{DP-1}} [[fr:Les Misérables/Tome 1/Livre 8/05]] oemc33i0hrq1ss383ohwloqjxmao5ro Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/234 106 255015 556703 2026-07-28T19:20:11Z ~2026-41805-78 43431 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: RONDA Mad. real. Ach. ryah. -Mák., Bug. réyala.Bal. reyal, leyar. Pareayllan (Jav.), cambista.-Per- sa riyal. Ár. rial, riyals. ? Rinoceronte. Siam. ret. No rēt, ponta de rinoceronte. ROXO 137 -Mal., Sund., Mak., Bug. ronda. Jav. rondo. Parondan, prondan, Bal. ron- esquadra de polícia. da. Rosa. Conc. róz (n., flor), roz (f., planta).-Sing. rósa, rósa-mala (lit. Parece que o vocábulo é pere- flor rosas). Term. vern. servandi- grino e q... 556703 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="2001:818:C59D:9100:8C12:CBB7:FB5B:8E31" /></noinclude>RONDA Mad. real. Ach. ryah. -Mák., Bug. réyala.Bal. reyal, leyar. Pareayllan (Jav.), cambista.-Per- sa riyal. Ár. rial, riyals. ? Rinoceronte. Siam. ret. No rēt, ponta de rinoceronte. ROXO 137 -Mal., Sund., Mak., Bug. ronda. Jav. rondo. Parondan, prondan, Bal. ron- esquadra de polícia. da. Rosa. Conc. róz (n., flor), roz (f., planta).-Sing. rósa, rósa-mala (lit. Parece que o vocábulo é pere- flor rosas). Term. vern. servandi- grino e que ret está por (rinoce)--mala; sevcandi-gala (roseira). Pa- ront(e). rece que corresponde ao conc. xi- vanti (Rosa semper florens). Rosa- vatura, água de rosas. Rosa-mala- samana, rosado, róseo. -Tam. ró- Can., Tul. ripu. Ripa. Mar. rip. Guj. rip, rip. -Sing. rippaya. Rippa-tattura, ripado. Rizes (naut.). L.-Hindust. ris sa. Rosa-puppónra, rosado.-Mal. (Marre). Roda. Cone. ród (especialmente de carro). Term. vern. tsák.-L.- Hindust. rodá.-Sing. ródaya, ró- da, róde. Term. vern. chakraya, saka. Jala-ródaya, roda de água. Term. vern. jalachakraya. Róda eti, rodado. Róda karattaya, carro de rödas. Mal., Sund., Mak. ró- da. Anak róda (lit. «filho da roda»), raio da roda. -Ach. ráda, Mad. ródo. Tet., Gal. roda. Jav., Rôdo. Mal. rodoq. Rolão. Conc. ruláme. Sing. Tam. rolam. rulan. rója, ? ros. Swettenham julga que ros é do ingl. rose. -? Sund. ros. Rigg. deriva-o do hol. roos.- ? Mak., Bug. rósi. Matthes pren- de-o a roos. Róz denota em concani o «cravo de defuntos» Rosa própriamente. chama-se guláb. Há também rozde- pers, erosa da Pérsia», e roz-in- való, fruto de Cicca disticha. Rosário. Cone. ruzáy. -Beng. rosari, Can. rosári, -Tet., Gal. rozárin. Roupa. Conc. rop. Term. vern. -Indo-ingl. kapdása, vastrám; angeastrasi, an- garlim, Tet. roupa. Term. vern. rolong. Rôlo. Conc. rôl.-L.-Iindust. náhan. rol. ?Tet. lilum. Ronda (patrulha»). Cone. rond. Guj. ron'.-Beng. rond pheran. Malayál. rónda. Tul. rondu. 1 aPor duas tangas, que são dois rea- les, iam os nossos n'uma embarcação. Bocarro, Déc. xtti, p. 171. Em concani também se diz roper, do português de Gon roupeiro, «vendedor de fazendas, fanquei- ros. Roxo. Conc. ror. Term. vern. zumbló. Beng. roxú. Diz-se da Segundo Garcia da Orta, rez-anvold<noinclude></noinclude> ibjh21mwigi7n6n5zi77icvhxpsl5cv Página:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf/76 106 255016 556705 2026-07-28T20:26:53Z Túllio F 37740 /* Não revisadas */ transcrição 556705 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Túllio F" />{{c|— 72 —}}</noinclude>O ieitor julgará estar lendo uma pagina da historia da Turquia. No anno de 1741 José Rodrigues Fróes descobriu as minas do Paracatú e o declarou ao governador. No anno seguinte, constando que ali se havião extrahido e vendido algumas partidas de diamantes, o contratador João Fernandes de Oliveira o communicou ao intendente, que mandou ao ''descoberto'' o fiscal Belchior Isidoro Barreto, levando como escrivão Pedro Sanches Barreto, para tirarem uma devassa geral. Ignoramos o resultado. No mesmo anno, constando ao governador que na villa do Principe tinhão-se elfectuado algumas vendas de diamantes pelos chamados traficantes, ordenou que o intendente passasse áquella villa para devassar com toda a energia, e que se expedissem ordens aos officiaes dragões para que augmentassem a vigilância das patrulhas contra os garimpeiros. Os comboieiros, a pretexto de venderem escravos, facilmente obtinhão licença para entrarem nas terras da demarcação. Não se reflectia, que a homens já habituados ao abominável commercio de carne humana não repugnaria qualquer outra especulação illicita e prohibida. Forão elles os maiores contrabandistas dos annos de 1743 e 1744. Vendião na demarcação os escravos que trazião e o produeto levavão empregado em diamantes, que compravão; e tão certos estavão d’este negocio, que de antemão participavão sua vinda, para que seus freguezes se preparassem. Esta fraude foi descoberta com a prisão de um d’elles, no anno de 1745, que levava comsigo 206 oitavas de diamantes. Este facto produzio grande sensação em Tijuco, tendo o comboieiro denunciado todas as pessoas, com quem havia commerciado em diamantes. Abrio-se logo uma devassa especial; formárào-se immensos processos; houve muitas condemnações, confiscos, perseguições; os mais felizes forão os que só tiverão de sahir da demarcação ou da comarca como suspeitos. Como um caso particular de abuso logo dava origem a uma prohibição geral cominatoria, publicou-se o bando de 20 de Outubro de 1745, ordenando-se que fossem logo despejados do districto todos os comboieiros que n’elle se achassem; foi prohibida sua<noinclude></noinclude> opevetrim1pe9i5yo13vnur3q0wcs3u 556706 556705 2026-07-28T20:28:27Z Túllio F 37740 556706 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Túllio F" />{{c|— 72 —}}</noinclude>O leitor julgará estar lendo uma pagina da historia da Turquia. No anno de 1741 José Rodrigues Fróes descobriu as minas do Paracatú e o declarou ao governador. No anno seguinte, constando que ali se havião extrahido e vendido algumas partidas de diamantes, o contratador João Fernandes de Oliveira o communicou ao intendente, que mandou ao ''descoberto'' o fiscal Belchior Isidoro Barreto, levando como escrivão Pedro Sanches Barreto, para tirarem uma devassa geral. Ignoramos o resultado. No mesmo anno, constando ao governador que na villa do Principe tinhão-se effectuado algumas vendas de diamantes pelos chamados traficantes, ordenou que o intendente passasse áquella villa para devassar com toda a energia, e que se expedissem ordens aos officiaes dragões para que augmentassem a vigilância das patrulhas contra os garimpeiros. Os comboieiros, a pretexto de venderem escravos, facilmente obtinhão licença para entrarem nas terras da demarcação. Não se reflectia, que a homens já habituados ao abominável commercio de carne humana não repugnaria qualquer outra especulação illicita e prohibida. Forão elles os maiores contrabandistas dos annos de 1743 e 1744. Vendião na demarcação os escravos que trazião e o produeto levavão empregado em diamantes, que compravão; e tão certos estavão d’este negocio, que de antemão participavão sua vinda, para que seus freguezes se preparassem. Esta fraude foi descoberta com a prisão de um d’elles, no anno de 1745, que levava comsigo 206 oitavas de diamantes. Este facto produzio grande sensação em Tijuco, tendo o comboieiro denunciado todas as pessoas, com quem havia commerciado em diamantes. Abrio-se logo uma devassa especial; formárào-se immensos processos; houve muitas condemnações, confiscos, perseguições; os mais felizes forão os que só tiverão de sahir da demarcação ou da comarca como suspeitos. Como um caso particular de abuso logo dava origem a uma prohibição geral cominatoria, publicou-se o bando de 20 de Outubro de 1745, ordenando-se que fossem logo despejados do districto todos os comboieiros que n’elle se achassem; foi prohibida sua<noinclude></noinclude> 3kj67pprmh2b1we856kbc7srp3q5jwg Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/275 106 255017 556718 2026-07-29T08:37:37Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Juiz Que tem geito no que diz, E não acerta o que faz. FERR. Ciof. 1, 1 E eftes negros cafamentos quem os acertára. TELL. Chr. 2, 4, 25. n. 3 Obras fumptuo- fas raramente fe acertão. Acertar alg. c. com alg. ant. Concertala, ajufta- la, convencionala com outro. Azur. Chr. 3, 4 E logo aca- bo de tempo el Rei enviou feus Embaixadores áquelles tutores del Rei com fuas cartas de crença, pera acerta. rcm com elles as pazes entre ambos os Re... 556718 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>Juiz Que tem geito no que diz, E não acerta o que faz. FERR. Ciof. 1, 1 E eftes negros cafamentos quem os acertára. TELL. Chr. 2, 4, 25. n. 3 Obras fumptuo- fas raramente fe acertão. Acertar alg. c. com alg. ant. Concertala, ajufta- la, convencionala com outro. Azur. Chr. 3, 4 E logo aca- bo de tempo el Rei enviou feus Embaixadores áquelles tutores del Rei com fuas cartas de crença, pera acerta. rcm com elles as pazes entre ambos os Reinos. TELL: Chr.1, 1, 32. n. i Eftava nefte tempo acertado já o ca- famento da Sereniffima Infante Dona Maria com feu Pri- mo Irmão o Principe D. Filippe. T. de Alfaiate. Recorrer o panno cortado, pondoo no jufto, que deve ter para coferfe. BLUT. Vocab. 1. de Carpinteiro. Ajustar as taboas de forte, que bamas digão com as outras. BLUT. Vocab. T. de Pedreiro. Ajustar as pedras para fervirem no feu lugar, Sous. Vid. 6, 4 Deo grande brado... a che- gada da pedraria, e faberfe, que a toda a prefla fe hia accrtando. far bem com razão, Acertar. neutr. Obrar ou penfar bem, com razão, e prudencia. MoR. Palm. 2, 113 He táo honefto errar an- tes pelo confelho de quem pola idade tem experiencia de muitas coufas, que acertar polo de quem não paffou nenhuma. FERR. Ciof. 5, 3 Que eu fó fcu o que acerte, e todos errem, não póde fer. Luc. Vid. 4; 4 Ainda que o fuperior erre, e nós acertemos, o erro he defobede- cendo acertar, e o acerto fora errar obedecendo. ou com as Succeder, acontecer por acerto, e não deliberadamen- te. Seguefelhe hum infinito fem particula, particulas a, de. FERR. Ciof. 3, 4 Se alguma hora acer- tão as mulheres] a ter razão, haveislhes confeffar, que Tabem mais que vós. MEND. PINT. Peregr. 214 E acertando eu nefte comenos de chamar o China &c. Cruz, Poef. Ecl. 9 Mas quem guardar alhêo gado acer- ta &c. Acertar huma coufa com outra. Ajuftaremfe entre fi. Sous. DE MAC. Ev. 1, 40, 216. n. 13 Dos Cardeaes Richelieu, e Mazarini fe dizia, que tinhão para ifto hum molde, com que nenhum outro acertava. Acertar alguem de fazer alguma coufa. Succeder- lhe, acontecerlhe que a faça. FERR. Poem. Eleg. 7 Sacer- tardes de o haver á mão, ataimo, Não hajais de fuas lagrimas piedade. Acertar errando. Confeguir o fim, que fe intentava, cus que fe devia intentar fem por os meios proprios, e talvez por caminhos oppoftos. D. FERN. DE MEN. Hift. 2, 52, 76 Affi muitas vezes fe acerta errando, e fe logrão as occafioes, que fenão procurão. A acertar. form. adv. Leve, inconfiderada e impru- dentemente. BLUT. Vocab. Adag. Quem a todos crê, erra, e quem a ne- nhum, não acerta. DELIC. Adag. 164. Mais val errar por parecer, alhão, que acertar pelo pro- prio. PINT. RIB. Luffr. 1, 9., the Com pron. peff. Succeder, acontecer inesperadamen- te. BERNARD. RIB. Menin. 1, 5 E a manhãa era gracio- fa, porque afli parecia que fe acertou pera the a terra mais contentar. PAIV. Serm. 1, 280 Os milagres faziaos em pubrico, ou em fecreto, como fe acertava. CoxT. R. Cerc. 10, 150 Que efta noite Acafo fe acertou virem dezoito. Ant. Acharfe, ou cftar prefente por acafo, ou acci- dentalmente. FERN. LOP. Chr. de D. 11. 1, 24 E por fua fciencia entendeo, que havia d'haver hum filho, o qual feria fempre vencedor em todolos feitos d'armas, em que fe acertaffe. SABELL. Eneid. 2, 8, 142 Nom fem grão perigo dos padres, que fe então acertarão na praça. CORT. R. Naufr. 4, 48 Aqui Triftão de Sá nefta travada Preffa fe accrta. {{lema|ACERTO}}. s. m. Acção e effeito de acertar. FERX. DE VASC. Ulyflip. 1, 2 O mór acerto, que toda peffoa póde fazer, he fugir culpas proprias. ESPER. Hift. 1, 1, 34. n. % Cortando hum pedreiro... com. tanta facilidade e acerto fem ter inftrumentos proprios. SoUS. DE MAC. Ev. 1, 28, 145. n. 14 Não admira tanto a defgraça do Poeta do Poeta [Ef- chylo quanto o acerto da aguia. Juizo, difcrição, ou coufa feita com juizo, dif crição, e prudencia. SA' DE MIR. Ecl. 4 Póde fer que fe- ja erro, ou feja acerto. HEIT. PINT. Dial. 2, 3, 22 Os noffos defvarios temos por acertos, e os feus acertos por defvarios. VIEIR. Serm. 4, 13, 9. n. 488 O ultimo acer- to, ou o ultimo erro he o que dá nome ao juizo de toda a vida. Dita, fortuna, boa forte. FERR. Brift. 1 Masya póde fer que me tinha Deos guardado efte ncerto, tudo vem de fua mão. MEND. PINT. Peregr. 51 Mas que de- pois por conjunções de acertos, que achara no mar, to- mára mais quatto embarcações. CART. DE JAP. 1, 6, 3 Quando de hum porto deftas partes partem dous navios, e vão os dous a falvamento, he grande acerto. Met. FERR. Brift. 2, 4 A moça he virtuofa; cuidá que o que lhe eu dou he por efmóla, e dizemme, que tem grande efperança nos acertos de Deos. Fro, Tr. 3 153, 4 Defejava Chrifto efte bom acerto defta alma, per ra que com ella pela graça fe defpofaffe. A refpeito de compras e vendas. CART. DE JAP. 1; 163, 1 A panella, me diffe o homem, que hia comigo, quc a compráta Sancho em hum grande acerto; por feif- centos cruzados: De ou por acerto. form. adv. Pot acafo, inespera damente. BERNARD. RIB. Menin. z, y A mettia em duvida fe feria aquello de acerto, fe por querer ordenado. SA' DE MIR. Eitratig. 1, 65 Que diremos ás coufas defte mundo, humas parece que fe alcanção a poder de ne- gociação e viva diligencia, outras por fó dita, e bom acerto. CAM. Filodem. 151 Ora querome moftrat Afli co- mo por acerto. Achar bom acerto. Fio, Tr. 1, 75, 3 Efte de- ferto, em que fe achão tão bons acertos, he o em que &c. Epit. Acertadiffimo. VIEIR. Serm. 11, 1; 3. n. 17. Bom. SA DE MIR. Eftrang. 5, 65 y. Grande. FERK. DE VASC: Ulyflip. 2, 1. Infallivel. VIEIR. Serm. 2, 4, 6. n. 116. Prudenie. BARRET. Flos Sanct. 2, 370, 1. Seguro. Maus. Aff. Afr. 8, 130 y. D. F. MAN. Epan. 1, 87. {{lema|ACERVO}}. s. m. pouc. uf. Montão. Do Lat. Acervus. VIEIR: Serm. 9. do Rof. 15, 3, 214 Effa he a propriedade; e energia maravilhofa, com que o noffo mefmo Texto chamou ao Sacramento accrvo. . . Acervo propriiffima- mente quer dizer coufa indigefta. {{lema|ACESOADO, A}}. p. p. de Acefoar. BRAND. Mon. 4, 15, 25. TELL. Hift. 2, 18, 141, L. ALv. Serm. 2, 12, 4. n. {{lema|ACESOAR}}. v. a. ant. O mefmo que Affafoar. De Cesãos ant. hoje Sasáo. TELL. Hift. 2, 23, 160. {{lema|ACESONADO, A}}. adj. O mefmo que Affafonado. Cour. Dec. 12, 3, 6. A. DE VASc. Anij. 1, 1, 1. part. I. p. 9. {{lema|ACETABULO}}. s. m. Medic. A cavidade do offo, aonde encaixa outro; cu o orificio das veias hygrafticas e umbeli- caes, e de outros vafos. CuRv. Polyanth. 2, 86, 1. p. 577. As grandes perturbações do animo.... rompem e dilace- rão os acetabulos da madre, por onde a criança fe fuftenta. Certa medida antiga de feiçao de tigelinba, ou co- vilhete pequeno. BLUT. Vocab. {{lema|ACETER}}. s. m. antiq. Caldeirinha, com que fe tira agoa das talhas ou potes, e tambem dos poços: COND. D. PEDR. Nobil. 21, 113 Elle pediolhe na Aravia da agoa por Deos, ca fenom podia de alli levantar, e ella deolha por hum aceter. {{lema|ACETOSA}}. s. f. O mefino que Azedas. Curv. Atal, 1284 Outros [tumores] fe curão com as folhas de acetofa em- brulhadas em papel molhado. MORAT: Luz, 5, 5 Os con- travenenos communs são a pedra bazar, o unicornio.... a acetofa, a lofna, &c. {{lema|ACETOSO, A}}. adj. Avinagrado, azedo, ou agro como o vinagre. AvELL. Report. 2, 21, 49 Tem [Mercurio] dos fabores o acetofo. Agoa acetofa. Agoa mineral bum tanto azeda. BiUT. Vocab. Xarope acetofo. Pharmac. O que fe faz de agoa; vinagre, e açucar, partes iguaes, dandolhe buma fervura. ORT. Colloq. 12, 45 Fazie dellas [carambólas huma conferva de açucar muito graciofa, "que eu mando dar em lugar de xarope acciofo. MADEIR. Meth. 1, 13, 2 E o ufo commum manda applicar na declinação as papas de farinha, as quaes fe fazein ... em xarope acetofo. Curv. Polyanth. 2, 8, 57. p. 40 Mas fe o doente recu far o vomitorio, eni tal caío. . . fe prepara com xaro- pe de almeirão, e acetofo. {{lema|ACEVADADO, A}}. p. p. de Acevadat. BENT. PER. Thes. {{lema|ACEVADAR}}. v. a. Fartar de cevada, manter ou fuftentar com cevada. BENT. PER. Thes. {{lema|ACEVAR}}. v. a. antiq. O mefio que Cevar: D. F. MAN. Muf. 61. Çanfonh. de Euterp. Ecl. Quando ja por mais não fora, Que acevar os dizidores,. Lhes quero mandar embora, Moftrar os meus pefcadores. {{lema|ACEYO}}. s. m. e feus derivados. Vej. Affeio. {{lema|ACHA}}. s. f. Pedaço de pão, cortado ao comprido de hum tron-<noinclude></noinclude> lwsfx1zu5dscadnaqv05z2awzjbcoqg Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/276 106 255018 556719 2026-07-29T08:45:20Z MLReis 41056 /* Problemática */ 556719 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="2" user="MLReis" /></noinclude>tronco, lenha partida para o lume. LEão, Orig. 8, 53: Do Lat. Afula, BARR. Dec. 3, 55. Do qual tronco feito em achas &c. EurRos. 5, 3 Affi fazei vós, se me lá achardes; cataime o rabo com huma acha. VIEIR. Serm. 1, 7, 4. col. 486 A hum deftes meteolhe o ma- chado, e a cunha, fendeoo em achas. Adag. De bom madeiro, boa acha. De tal acha, tal racha. M. BERN. Floreft. 3, 7, 383, B. Sahe a acha ao madeiro. DELIC. Adag. 96. {{lema|ACHA}}. s. f. Inftrumento ou arma, de que fe ufava anti- gamente na guerra, do feitio do machado, com que fe racha a lenha. MENOR, DAS PROEZ. I, 47 Junto da qual [tenda] tinhão muitos piques, efpadas, e achas pera o combate. FR. BERNARD. DA SILV. Defení. 1, 18 Ficando o fim defta aventura refervado ao noffo autor pera, no fim de tantos annos, entrar com a acha de Theféo, e desfazer tão grande encantamento. VIEIR. Serm. 1, 74 col. 486 Levava o feu machado, ou a fua acha ás cóftas. Acha de armas. O mefmo que Acha. Sous. Hift. 1, 6, 14 A [mão] efquerda del Rei fobre huma acha de armas. {{lema|ACHACADIÇO, A}}. adj. Sujeito a acbaques, facil em adoccer. SA DE MIR. Ecl. 4 Não vos quizera affi tão ama- rellos, Nem tão achacadiços. {{lema|ACHACADO, A}}. p. p. de Achacar. VIT. CHRIST. 4, 12, 69. PINT. RIB. Injuft. Succeff. 54. Ufafe como adj. O mefmo que Achacofo. TELL. Hift. 5, 30, 484 Elle [o Emperador] fe via velho e acha- cado. ESPER. Hift. I, 2, 33. n. 3 Duvidou como pruden- te o Prelado no principio, fe lhe daria licença, porque era achacado. PINT. RIB. Ref. 1, 88 Ao doente e acha- cado, cujo gofto eftá danado, tudo Jhe, fabe mal. Reg. de. CUR v. Polyanth. 2, 10, 75. n. 14 Certo, homem muito achacado de dores de gotta coral &c.. Met. VIXIR. Serm. 1, 3,3. col. 171 Nenhum hor- ror faz, nem póde fazer, ainda a quem tenha a vifta tão mimofa, e o gofto tão achacado, como Averroes. {{lema|ACHACAR}}. v. a. Imputar, attribuir. Tomafe em má par- te. Reg a ou em. GUERREIR. Rel. 2, 3, 3 Achacou ao Rei de Pegú que por fua caufa o de Avá lhe fazia guerra F. DE MENDOÇ. Serm. 2, 73, 3 Faz Tertulliano hum difcurfo largo por effes Patriarchas antigos, em to- dos acha que notar, e que achacar. PINT. RIB. Injuft. Succeff. 5, 81 A efta conta achacárão o defeito de ille- gitimidade em Dona Tareja. Dar por motivo, allegar por pretexto ou razão fup- pofta. Luc. Vid. 5, 1 Tomarem alguns o cafo por figni- ficação da vontade de Deos, era mais achacar agouros de gentios, que eftimar as coufas com prudencia. Gouv. Rel. 3, 10 Moftreime eu algum tanto difficultofo acha- cando indifpofições. Neutr. Adoccer, enfermar. CHAG. Obr. 1, II, II Quando a intemperança dos ares, ou vicio algum dos elementos, faz com que achaque a confonancia defta natural harmonia &c. {{lema|ACHACOSO, A}}. adj. Valetudinario, que padece achaque ou doença habitual. FERR. DE VASc. Ulyflip. 2,7 Porque ando muito achacofo. Cour. Dec. 7, 7, 11 Porque an- dava já muito achacofo, e quafi com ameaços do mal. TELL. Chr. 1, 3, 43. n. 1. Era efte Padre... mui acha- cofo, e fujeito a grandes dores de cabeça. .Reg. de. BRIT. Chr. 4, 19 Religiofo de muita vir- tude e bom exemplo, mas tão achacofo de indifpofições ...que &c.Azzv. Correcç. 1, 3, 4. p. 284 Todos os achacofos de figado &c. Ant. Morofo, impertinente, que bufca ou allega achaques, ifto he, motivos ou pretextos frivolos. FR. TH. DE JES. Trab. I, 1, 59 y Efquecido, enfaftiado, acha- cofo, orgulhofo, e rebelde pera vos amar. Adag. Corpo achacofo não he cheirofo. M. BERN. Floreft. 3, 3, 120, A. {{lema|ACHADA}}. s. f. Acção de achar ou a mefma coufa, que fe achou. GIL Vic. Obr. 4, 193 Má montanha, má companha, Má jornada, má poufada Má acha- da, mà entrada, Má aranha, má façanha &c. Forenf. Acção de achar alguem em damno, que me- reça coima ou condenação. ORDEN. DE D. MAN. 1, 53 O Efcrivão da Almotaçaría efcreverá todas as achadas, affi gados e beftas, como &c. CARV. Chorogr. 1, 2, 1. C. I. p. 480 Affiftem ao feu governo civil... hum Efcrivão das achadas com feu Meirinho. {{lema|ACHADEGO}}. s. m. ant. O mefmo que Achada. Azur. Chr. 3, 85 E tanto contente andava daquelle achadego, que não tinha lembrança de outro nenhum ganho, Leão, Report. 1 Achadego de efcravos, ares, e outras cou fas. D. F. MAN. Cart. 2, 10 Por vida tua, N. que lan- ces lá tuas inculcas pelos teus arredores, e me avizes do achadego. Premio por coufa achada. ORDEN. DE D. PEDR. 5 60, 6 Achadego não fe deve de ave, ou de alimaria achada em laço ou cepo, que outro armaffe. {{lema|ACHADIÇO, A}}. adj. Facil de fe achar, PURIF. Chr. z. Addicç. E com eftas cartas acbadiças provão muitas. coufas. {{lema|ACHADO, A}}. p. p. de Achar. CAM. Ecl. 6, 2. SANT. Ethiop. 1, 2, 13. D. F. MAN. Cart. de Guia, 152. Achado em culpa &c. Comprehendido ou tomado nel- la. Sous. Hift. 1, 1, 3, Mas amoeftados, que fendo a- chados outra vez em culpa, ferião caftigados com todo o rigor. ORDEN. DE D. PEDR. 1, 18, 6 Segundo a falfi- dade ou malicia, em que for achado. Bem achado. Felizmente on a propofito inventado, defcoberto, excogitado. CoкT. R. Cerc. 4, 53. Porque via desfeito o proveitofo E bem achado ardil. SEVER. Difc. 33 O que foi tão bem achado, e proveitofo, que ainda hoje fe conferva. VizIR. Serm. 8, 160 Nos louvo- res ha coufas às vezes muito bem achadas. Antepondofelhe os adv. Mais ou Muito. Obvio, fa- cil de fe achar. Sous. Hift. 1, 3, 17 Mas foltafe a dú- vidá com duas razões muito achadas. TELL. Chr. 1, 2, 39. n. 2 Effeito por certo não muito achado em vontades de Principes e Senhores. VIEIR. Serm. 3, 15, 1. n. 603 Mas a razão, que aqui teve o Rei, a meu ver, foi ainda mais facil, e mais achada. Darfe por achado. Tomar parte ou intereffe. Reg. abf. ou em. PAIV. Serm. 2, 44 Porque fe em todos os peccados fe quizera [Deos] logo dar por achado, pou- cos ou něnhuns tiverão remedio. FEST. NA CANON. 213 Em tudo, que tocava ao ferviço delles [Santos] fe quizerão os mais nobres cidadãos] dar por achados. PAEZ, Serm. 2, 258, 4 Se quem vos affronta vê que vos dais por achado, c por magoado nas injurias, que vos faz, ou que vos diz, tornalasha a commetter, o repetir. Não fe dar por achado. Simular defconhecimento ou ignorancia, fingir que fe não entende o que nos toca on diz respeito. Reg. abf. de, em. Luc. Vid. 2,7 Nem fe alvoroçárão com a vifta do Padre, nem fe derão por a- chados da fua vinda. FERNAND. GALV. Serm. I, 118, Mas o fifo he não fe dar por achado nas calumnias af- frontofas. BRAND. Mon. 3, 10, 38 Sendo amoeftado por elRei que reftituiffe, fe não dava por achado, nem ti- tava de obedecer. Darfe por bem achado, ou eftar bem achado com alg. ou com alg. c. Darfe por contente, feliz ou fatisfei- to com elle ou com ella. D. F. MAN. Cart. 2, 89 E ella [Diana] vem táo louçáa, e eftd tão bem achada comi- go de portas a dentro, que,&c. CHAG. Cart. 1, 77 Por- que os peccadores fe dão por bem achados com a canalha dos vicios. Forenf. Achado de vento. O de que fe não pode ab- folutamente faber o dono, como o que o mar, ou rios lan- ção fora &c. Leão, Report. 8 y Arrematação das coufas achadas de vento. {{lema|ACHADO}}. s. m. Acção de achar, ou a mefma coufa acha- da. CAM. nho pinanç. 2, 7 Bem como o avaro, a quem o fo- O achado de hum thefouro. CEIT. Serm. I, 102, 2 Achárão o Menino com fua Mái. Oh achado fo- bre todos os achados, e venturas do mundo! Sous. Hift. 1, 2, 37 Celebrárão os Religiofos efte achado com.a devação, e contentamento, que era razão. Alvicaras ou premio, que fe dá ao que achou cou- fa perdida, e a reftituio a feu dono. CEIT. Quadrag. I, 94, 1 Dando de achado e de alviçaras o que nos co- fres trazia. D. F. MAN. Cart. 2, 10 Que eu te darei a- chado. S. ANN. Chr. 1, 13, 83 A Princeza Dona Joanna mandou ao affiftente, que deffe a Ambrofio cêm cruza- dos de achado.. Tam- Defte {{lema|ACHADOR}}. s. m. ORA. f. O que ou a que acha, ou achou. CANCION. 201, 2 Hercules, Cefar, Corredores dem forão caçadores, E não forão achadores cetro tão real. D. CATH. INF. Regr. 1, 8 O diabo (acha- dor dos males) aconfelha eftas coufas. FR. SIM. COELH. Chr. 2, 22, 198 Forão [os Phenices] inventores das letras, fegundo a opinião de todos, pelo qual merecem mui grão corôa, como achadores da melhor arre do mun do... No fem. BLUT, Vocab. Achas<noinclude></noinclude> qev7zc2vakpy6kmzylvkodsamfkrrjy Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/277 106 255019 556720 2026-07-29T08:57:00Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Achador. f. antiq. A que achou. VIT. CHRIST. 4 36, 171 Salvo fe nós formos ingratos de todo em todo a aquella, que he achador de toda a graça. {{lema|ACHADOURO}}. s. m. ant. Lugar onde fe acba alguna con- fa. JER. CARDOS. Dict. BENT. PER. Thes. {{lema|ACHAMBOADAMENTE}}. adv. mod, vulg. Groffeiramente. BARBOS. Dict. e lhe dá por correspondencia latina Crafa vel pingui Minerva. {{lema|ACHAMBOADO, A}}. adj. vulg. Groffeiro. D. F. MAN.... 556720 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude> Achador. f. antiq. A que achou. VIT. CHRIST. 4 36, 171 Salvo fe nós formos ingratos de todo em todo a aquella, que he achador de toda a graça. {{lema|ACHADOURO}}. s. m. ant. Lugar onde fe acba alguna con- fa. JER. CARDOS. Dict. BENT. PER. Thes. {{lema|ACHAMBOADAMENTE}}. adv. mod, vulg. Groffeiramente. BARBOS. Dict. e lhe dá por correspondencia latina Crafa vel pingui Minerva. {{lema|ACHAMBOADO, A}}. adj. vulg. Groffeiro. D. F. MAN. Cart. I, 85 Não me cuipe.. que... córte defta mancira por meus proximos, que com bem achamboada ferramenta fazem de nós tranchas de retalhados. {{lema|ACHAMENTO}}. s. m. ant. Acção de achar. GALV. Chr. Prol. A grande maravilha c myfterio do achamento, ou, mais com verdade, conquifta das Indias. Ros. Vid. 1, 47, A fefta da invenção ou achamento do corpo fe celebrava antigamente &c. LEIT. D'ANDRAD. Mifc. 5, 112 Achamento da devota, e fanta imagem. {{lema|ACHANADO, A}}. p. p. de Achanar. BENT. PER. Thes. Achanada coufa vide aprainada. {{lema|ACHANAR}}. v. a. ant. Aplainar. De Cháo. BENT. PER.Thes. Met. Sujcitar, pacificar, focegar. Leño, Chr. de D. Aff. V. 51 Solemnemente jurou, e fez voto folemne de nunca me tirar fóra deftes ditos meus Keinos, nem fua fenhoria fahir fóra delles, até, mediante a graça de Deos, os achanar, e pacificar. BRIT. Mon. 2, 7. c. 22 Entrou poderofamente contra elles, e achanon rudo com muita facilidade. Chr. 4, 31 Vindo Frederico a Ita- lia com hum copiofo exercito pera achanar algumas in- quietações, que havia em Lombardia. {{lema|ACHANTAR}}. v. a. antiq. Pregar, cravar. tas em quartos com achaque de ferem fabedoras daquel- la fugida. Verb. Bufcar... de alg. c. FERR. DE VASC. Ulyf- fip. 1, 8. para alg. c. CASTANH. Hift. 1, 51. Dar por ... alg. c. L. ALv. Serm. 1, 13, 2. n. 7. Ter... de alg. c. CASTANH. Hift. 7, 41. Tomar... de alg. c. PINT. PER. Hift. 1, 9, 43. para alg. c. Goes, Chr. de D. Man. 3, 80. por...alg. c. FERNAND. Palm. 3, 38. Trazer . . . contra alg. ANDRAD. Chr, 2, 52. Razão ou caufa de defgofto e diffabor. RESEND, Chr. 37 Os achaques não fe efcusão entre os fenhores c fervidores ; pois os ha entre os pais e filhos. FERR. DE VASc. Ulyflip. 1, 2 Por amor de vós outras hei de tèr fempre achaques com voffo pai. FREIR. Vid. 3, 29 (Cart. de D. J. de Caftr.) E com efte trabalho tenho outro igual, ou fuperior a elle, aldemenos pera mim muito mais in- comportavel de todos, que são as grandes opprefsões, c continuos achaques, que me dão os lafquerins por paga. Adag. Achaque ao odre, que fabe a pêz. DELIC. Adag. 168. Achaques á fefta feira, pela não jejuar. DELIC. Adag. 153. Ao que faz mal, nunca lhe faltão achaques. DELIC. A- dag. 316. Ein o Verão, por calma., e o Inverno, por frio, não The falta achaque de vinho. BLvr. Vocab. Suppl. Não ha morte fem achaque. FERR. DE VASC. Ulyflip. 2, 7. DELIC. Adag. 142. {{lema|ACHAQUEZINHO}}. s. m. dim. de Achaque. D. F. MAN. Apol. 363. Met. LEIT. D'ANDRAD. Mifc. 16, 460 (Verf. de ACHAQUILHO. s. m. dim. de Achaque. M. BERN. Floreft. Egas Moniz Coelho) Achantaisme binte enganos Que me feque. {{lema|ACHANTO}}. s. m. Vej. Acantho.. {{lema|ACHAQUE}}. s. m. Moleftia babitual, md difpofição do corpo humano, procedida de enfermidade. Do Arab. Axxaka. BRIT. Chr. 1, 26 Além de muitos outros acbaques, tinha pela bocca hum perpetuo eftilicidio de fleima. Sous. Vid. 1, 11 Por lho defenderem os Medicos, refpeito de cer- to achaque, que tinha em huma perna. SEVER. Difc. 3, 146 Fica fendo [a caça] muito prejudicial pera os ve- lhos, e 'pera os magros, c fracos de compreição, ou to- cados de qualquer achaque. Epith. Contagiofo. REG. Inftrucç. 78. Contumaz. . VIEIR. Cart. 1, 91. Enfadonho. CALV. Homil. 2, 115. Habitual. CHAG. Ramilh. 8, 82. Importuno. VIEIR. Cart. 2, 42. Incuravel. ALV. DA CUNH. Efcól. 17, 6. Levc. VIEIR. Serm. 11, 6, 5. n. 241. Molcfto. M. FERNAND. Alm. 1, 7, 3. n. 357. p. 919. Mordaz. CARDOS. Agiol. 3., 437. Mortal. VIER. Carr. 2, 121. Notavel. M. FER- NAND. Alm. 3, 2, 3. n. 42. p. 415. Ordinario. VIEIR. Cart. 3, 4. Penofo. S. ANN. Chr. 3, 26, 745. Perigofo. S. ANN. Chr. 1, 3, 23. Pezado. VIEIR. Cart. 2, 37. Tra- balbofo. ESPER. Hift. 2, 8, 24. n. 8. Trifte. M. FERNAND. Alm. 3, 3, 2. n. 357. p. 919. Truculcuto. M. FERNAND. Alm. 3, 3, 2. n. 357: P. 919... Verb. Adoecer de... VIEIR. Serm. 7, 3, 3. n. 100. Aggravarfe o... VIEIR. Cart. I, 55. Augmentar o REG. Summul. 7. Carregado de ... VIEIR. Cart. 2; 95. Cheio de... VIEIR. Cart. 2, 93. Diminuir o ... REG. Summul. 7. Docnte de... M. FERNAND. Alm. 3, 2, 3. n. 317. Moleftado de... ESPER. Hift, 2, 8, 24. n. 8. Opprimido de... RIB. DE MAC. Rel. 2, 1. Padecer.VIRIR. Serm. 6, 12, 1. n. 341. Perfeguido de. Sous. Hift. 1, 6, 27. Quebrantado de... Es PER. Hift. 1, 1, 30. n. 1. Remediar os... FR. ISID. DE BARREIR. Signif. 1, 122. Tocado de SEVER. Difc. 3, 146. Met. Defeito, vicio, imperfeição. PALAC. Summ. 74 Nefte cafo ou fe ha de differir à confifsão até achar Confeffor fem eftes achaqnes 8cc. VIEIR. Serm. 2, 7, 7. n. 206. Mas aquelle defengano, que defcrevemos, era filho da neceflidade, e não da virtude e hum achaque como efte não cabia na nobreza de feu coração. M. FER- NAND. Alm. 3, 2, 3. n. 42. p. 415 E he notavel acha- que efte da natureza, que &c. Efcufa, pretexto, motivo on razão apparente. Mox. Palm. 2, 137 Com efte achaque largados os amores, fe defviavão do damno, que delles podião recrecer. FR. TH. DE JES. Trab. I, 1, 50 y E inventa cada dia a malicia defta natureza tanta efcapúla da obediencia de Deos com acbaques de-ferviço deffe mefmo Deos, que &c. MEND. PINT. Peregr. 200 E as principaes dellas [mulheres] fei- 3, 3, 85, B. {{lema|ACHAQUINHO}}. s. m. dim. de Achaque. Azsv. Correcç. {{lema|ACHAR}}. 5. m. T. da India. Conferva de vinagre e fal, AC 352. que je faz a certas raizes e fructos, pera fe comerem criis, e defpertarem affim o appetite. ORT. Colloq. 5, 17 E fa- zem delle anacardo] quando he verde, conferva com fal pera comer (a que chamáo cá achar) e vendefe na praça como azeitonas ácerca de nós. CART. DE JAP. I, 397, 2 Alguma pimenta em achar. MADEIR. Meth. 1, 23, 4 E podefe conceder pera appetite alca parra, per- rexil, alguma fructa de achar, não fómente o que vem da India; mas tambem o que neftas partes fe faz. Tambem fe fazem vários manjares em achar, cat- nes, pefcados, &c. DON. RODRIG. Art. 1, 14 Cabeça de porco em achar. 2, 2 Mexilhões com achar. {{lema|ACHAR}}. v. a. Encontrar ou o que fe bufca e pertende, ou o que por acafo fe topa. As peffoas e coufas. BARR. Dec. I,.4, 6 Porque Pilotos, e amizade tudo acharia n'a- quelle feu porto. CAM. Luf. 5, 75 Alegria mui grande foi por certo Acharmos já peffoas, que fabião vegar, porque entr'ellas efperamos De achar novas al- gumas, como achamos. BRIT. Chr. 1, 16 Depois de ver os dous Religiofos, que achou no paço do Duque. Na- Met. Das coufas inanimadas. FERR. Poem. Ecl. 3 Pc- dra dura, Em quem agoa acha brandura. ARR. Dial. 3, 15 Em a alma onde não ha temor, não acha o amor por- ta, por onde poffa entrar. Luc. Vid. 1, 14 Não direi fa- cilmente em qual achou mais contradicção a pureza do Evangelho. Defcobrir, excogitar, inventar. FERR. Ciof. 4,13 Ardel. Ora efpera, a mi me parece, que acho hum bom feguro. Bern. Dize por tua vida. HZIT. PINT. Dial. 1, 1,7 Moftrou fua fapiencia no modo.excellentiffimo, que achou pera nos falvar. LEON. DA Cas T. Georg. 1. not. 1. p. 45 O primeiro, que achou o. ufo de lavrar com bois, foi Briges Athenienfe. Conhecer, alcançar, entender, julgar. EUFROS. 5, 4 A maior pouquidade, que eu no homem acho, he que- rer bem de fifo a nenhuma mulher. Ca. Luf. 7, 86 Nem quem acha, que he jufto, e que he direito Guardatfe a lei do Rei feveramente, E não acha que he jufto e bom refpeito, Que fe pague o fuor da fervil gente. BRIT. Chr. 1, 15 Achando, que fo naquella Religião po- dia chegar hum homem a fer perfeiro. Reg. por. BRIT. Cht. 3, 1 Outros finalmente acha- vão por mais acertado, virfe ao Téjo, e &c. Experimentar, reconhecer. CAM. Oit. 2,6 Achou, que a má tenção dos invejofos Não fe doma fenão depois que o véo Se rompe corporal. Bair. Chr. 1, 13 E os que vierão de Molifmo... o açbarão fideliflimo com- panheiro e prelado.<noinclude></noinclude> b5eid5e9c1arjrc8nhj7eh7iyhqfncm 556721 556720 2026-07-29T08:58:18Z MLReis 41056 556721 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude> Achador. f. antiq. A que achou. VIT. CHRIST. 4 36, 171 Salvo fe nós formos ingratos de todo em todo a aquella, que he achador de toda a graça. {{lema|ACHADOURO}}. s. m. ant. Lugar onde fe acba alguna con- fa. JER. CARDOS. Dict. BENT. PER. Thes. {{lema|ACHAMBOADAMENTE}}. adv. mod, vulg. Groffeiramente. BARBOS. Dict. e lhe dá por correspondencia latina Crafa vel pingui Minerva. {{lema|ACHAMBOADO, A}}. adj. vulg. Groffeiro. D. F. MAN. Cart. I, 85 Não me cuipe.. que... córte defta mancira por meus proximos, que com bem achamboada ferramenta fazem de nós tranchas de retalhados. {{lema|ACHAMENTO}}. s. m. ant. Acção de achar. GALV. Chr. Prol. A grande maravilha c myfterio do achamento, ou, mais com verdade, conquifta das Indias. Ros. Vid. 1, 47, A fefta da invenção ou achamento do corpo fe celebrava antigamente &c. LEIT. D'ANDRAD. Mifc. 5, 112 Achamento da devota, e fanta imagem. {{lema|ACHANADO, A}}. p. p. de Achanar. BENT. PER. Thes. Achanada coufa vide aprainada. {{lema|ACHANAR}}. v. a. ant. Aplainar. De Cháo. BENT. PER.Thes. Met. Sujcitar, pacificar, focegar. Leño, Chr. de D. Aff. V. 51 Solemnemente jurou, e fez voto folemne de nunca me tirar fóra deftes ditos meus Keinos, nem fua fenhoria fahir fóra delles, até, mediante a graça de Deos, os achanar, e pacificar. BRIT. Mon. 2, 7. c. 22 Entrou poderofamente contra elles, e achanon rudo com muita facilidade. Chr. 4, 31 Vindo Frederico a Ita- lia com hum copiofo exercito pera achanar algumas in- quietações, que havia em Lombardia. {{lema|ACHANTAR}}. v. a. antiq. Pregar, cravar. tas em quartos com achaque de ferem fabedoras daquel- la fugida. Verb. Bufcar... de alg. c. FERR. DE VASC. Ulyf- fip. 1, 8. para alg. c. CASTANH. Hift. 1, 51. Dar por ... alg. c. L. ALv. Serm. 1, 13, 2. n. 7. Ter... de alg. c. CASTANH. Hift. 7, 41. Tomar... de alg. c. PINT. PER. Hift. 1, 9, 43. para alg. c. Goes, Chr. de D. Man. 3, 80. por...alg. c. FERNAND. Palm. 3, 38. Trazer . . . contra alg. ANDRAD. Chr, 2, 52. Razão ou caufa de defgofto e diffabor. RESEND, Chr. 37 Os achaques não fe efcusão entre os fenhores c fervidores ; pois os ha entre os pais e filhos. FERR. DE VASc. Ulyflip. 1, 2 Por amor de vós outras hei de tèr fempre achaques com voffo pai. FREIR. Vid. 3, 29 (Cart. de D. J. de Caftr.) E com efte trabalho tenho outro igual, ou fuperior a elle, aldemenos pera mim muito mais in- comportavel de todos, que são as grandes opprefsões, c continuos achaques, que me dão os lafquerins por paga. Adag. Achaque ao odre, que fabe a pêz. DELIC. Adag. 168. Achaques á fefta feira, pela não jejuar. DELIC. Adag. 153. Ao que faz mal, nunca lhe faltão achaques. DELIC. A- dag. 316. Ein o Verão, por calma., e o Inverno, por frio, não The falta achaque de vinho. BLvr. Vocab. Suppl. Não ha morte fem achaque. FERR. DE VASC. Ulyflip. 2, 7. DELIC. Adag. 142. {{lema|ACHAQUEZINHO}}. s. m. dim. de Achaque. D. F. MAN. Apol. 363. Met. LEIT. D'ANDRAD. Mifc. 16, 460 (Verf. de ACHAQUILHO. s. m. dim. de Achaque. M. BERN. Floreft. Egas Moniz Coelho) Achantaisme binte enganos Que me feque. {{lema|ACHANTO}}. s. m. Vej. Acantho.. {{lema|ACHAQUE}}. s. m. Moleftia babitual, md difpofição do corpo humano, procedida de enfermidade. Do Arab. Axxaka. BRIT. Chr. 1, 26 Além de muitos outros acbaques, tinha pela bocca hum perpetuo eftilicidio de fleima. Sous. Vid. 1, 11 Por lho defenderem os Medicos, refpeito de cer- to achaque, que tinha em huma perna. SEVER. Difc. 3, 146 Fica fendo [a caça] muito prejudicial pera os ve- lhos, e 'pera os magros, c fracos de compreição, ou to- cados de qualquer achaque. Epith. Contagiofo. REG. Inftrucç. 78. Contumaz. . VIEIR. Cart. 1, 91. Enfadonho. CALV. Homil. 2, 115. Habitual. CHAG. Ramilh. 8, 82. Importuno. VIEIR. Cart. 2, 42. Incuravel. ALV. DA CUNH. Efcól. 17, 6. Levc. VIEIR. Serm. 11, 6, 5. n. 241. Molcfto. M. FERNAND. Alm. 1, 7, 3. n. 357. p. 919. Mordaz. CARDOS. Agiol. 3., 437. Mortal. VIER. Carr. 2, 121. Notavel. M. FER- NAND. Alm. 3, 2, 3. n. 42. p. 415. Ordinario. VIEIR. Cart. 3, 4. Penofo. S. ANN. Chr. 3, 26, 745. Perigofo. S. ANN. Chr. 1, 3, 23. Pezado. VIEIR. Cart. 2, 37. Tra- balbofo. ESPER. Hift. 2, 8, 24. n. 8. Trifte. M. FERNAND. Alm. 3, 3, 2. n. 357. p. 919. Truculcuto. M. FERNAND. Alm. 3, 3, 2. n. 357: P. 919... Verb. Adoecer de... VIEIR. Serm. 7, 3, 3. n. 100. Aggravarfe o... VIEIR. Cart. I, 55. Augmentar o REG. Summul. 7. Carregado de ... VIEIR. Cart. 2; 95. Cheio de... VIEIR. Cart. 2, 93. Diminuir o ... REG. Summul. 7. Docnte de... M. FERNAND. Alm. 3, 2, 3. n. 317. Moleftado de... ESPER. Hift, 2, 8, 24. n. 8. Opprimido de... RIB. DE MAC. Rel. 2, 1. Padecer.VIRIR. Serm. 6, 12, 1. n. 341. Perfeguido de. Sous. Hift. 1, 6, 27. Quebrantado de... Es PER. Hift. 1, 1, 30. n. 1. Remediar os... FR. ISID. DE BARREIR. Signif. 1, 122. Tocado de SEVER. Difc. 3, 146. Met. Defeito, vicio, imperfeição. PALAC. Summ. 74 Nefte cafo ou fe ha de differir à confifsão até achar Confeffor fem eftes achaqnes 8cc. VIEIR. Serm. 2, 7, 7. n. 206. Mas aquelle defengano, que defcrevemos, era filho da neceflidade, e não da virtude e hum achaque como efte não cabia na nobreza de feu coração. M. FER- NAND. Alm. 3, 2, 3. n. 42. p. 415 E he notavel acha- que efte da natureza, que &c. Efcufa, pretexto, motivo on razão apparente. Mox. Palm. 2, 137 Com efte achaque largados os amores, fe defviavão do damno, que delles podião recrecer. FR. TH. DE JES. Trab. I, 1, 50 y E inventa cada dia a malicia defta natureza tanta efcapúla da obediencia de Deos com acbaques de-ferviço deffe mefmo Deos, que &c. MEND. PINT. Peregr. 200 E as principaes dellas [mulheres] fei- 3, 3, 85, B. {{lema|ACHAQUINHO}}. s. m. dim. de Achaque. Azsv. Correcç. {{lema|ACHAR}}. s. m. T. da India. Conferva de vinagre e fal, AC 352. que je faz a certas raizes e fructos, pera fe comerem criis, e defpertarem affim o appetite. ORT. Colloq. 5, 17 E fa- zem delle anacardo] quando he verde, conferva com fal pera comer (a que chamáo cá achar) e vendefe na praça como azeitonas ácerca de nós. CART. DE JAP. I, 397, 2 Alguma pimenta em achar. MADEIR. Meth. 1, 23, 4 E podefe conceder pera appetite alca parra, per- rexil, alguma fructa de achar, não fómente o que vem da India; mas tambem o que neftas partes fe faz. Tambem fe fazem vários manjares em achar, cat- nes, pefcados, &c. DON. RODRIG. Art. 1, 14 Cabeça de porco em achar. 2, 2 Mexilhões com achar. {{lema|ACHAR}}. v. a. Encontrar ou o que fe bufca e pertende, ou o que por acafo fe topa. As peffoas e coufas. BARR. Dec. I,.4, 6 Porque Pilotos, e amizade tudo acharia n'a- quelle feu porto. CAM. Luf. 5, 75 Alegria mui grande foi por certo Acharmos já peffoas, que fabião vegar, porque entr'ellas efperamos De achar novas al- gumas, como achamos. BRIT. Chr. 1, 16 Depois de ver os dous Religiofos, que achou no paço do Duque. Na- Met. Das coufas inanimadas. FERR. Poem. Ecl. 3 Pc- dra dura, Em quem agoa acha brandura. ARR. Dial. 3, 15 Em a alma onde não ha temor, não acha o amor por- ta, por onde poffa entrar. Luc. Vid. 1, 14 Não direi fa- cilmente em qual achou mais contradicção a pureza do Evangelho. Defcobrir, excogitar, inventar. FERR. Ciof. 4,13 Ardel. Ora efpera, a mi me parece, que acho hum bom feguro. Bern. Dize por tua vida. HZIT. PINT. Dial. 1, 1,7 Moftrou fua fapiencia no modo.excellentiffimo, que achou pera nos falvar. LEON. DA Cas T. Georg. 1. not. 1. p. 45 O primeiro, que achou o. ufo de lavrar com bois, foi Briges Athenienfe. Conhecer, alcançar, entender, julgar. EUFROS. 5, 4 A maior pouquidade, que eu no homem acho, he que- rer bem de fifo a nenhuma mulher. Ca. Luf. 7, 86 Nem quem acha, que he jufto, e que he direito Guardatfe a lei do Rei feveramente, E não acha que he jufto e bom refpeito, Que fe pague o fuor da fervil gente. BRIT. Chr. 1, 15 Achando, que fo naquella Religião po- dia chegar hum homem a fer perfeiro. Reg. por. BRIT. Cht. 3, 1 Outros finalmente acha- vão por mais acertado, virfe ao Téjo, e &c. Experimentar, reconhecer. CAM. Oit. 2,6 Achou, que a má tenção dos invejofos Não fe doma fenão depois que o véo Se rompe corporal. Bair. Chr. 1, 13 E os que vierão de Molifmo... o açbarão fideliflimo com- panheiro e prelado.<noinclude></noinclude> pflp1zwelez3c75rtx2mua9rtdluipi Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/278 106 255020 556722 2026-07-29T09:07:37Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Obfervar, notar, advertir. Luc. Vid. 2, 12 O que atóqui diffe Santo Agoftinho, achou o P. Francifco tan- tos annos entre os Bramenes.. BRIT. Chr. 1, 11 Foi to- mar experiencia da verdade, e achando fer a melhoria mui pequena &c. Achar alg. Experimentalo pronto e certo em algum ferviço. FERR. Ciof. i, 5. Encommendeme elle outras cou- fas de boa amizade, acharmeba. Achar alg. ou alg. c. menos. Sentir ou experimen- tar a fua falta. EUFROS... 556722 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>Obfervar, notar, advertir. Luc. Vid. 2, 12 O que atóqui diffe Santo Agoftinho, achou o P. Francifco tan- tos annos entre os Bramenes.. BRIT. Chr. 1, 11 Foi to- mar experiencia da verdade, e achando fer a melhoria mui pequena &c. Achar alg. Experimentalo pronto e certo em algum ferviço. FERR. Ciof. i, 5. Encommendeme elle outras cou- fas de boa amizade, acharmeba. Achar alg. ou alg. c. menos. Sentir ou experimen- tar a fua falta. EUFROS. 3, 5 Algun hora me hão a mi achar menos. Luc. Vid. 1, 5 E aflim o vifitou feni- pre o Senhor, que não achou nunca menos cftas primei- ras illuftrações, e celeftiaes confolações. D. F. MAN. Cart. de Guia, 152 Tanto importa o faber fervir as me- zas nobres, que verdadeiramente he a principal iguaria dellas, mas entre nós poucas vezes achada, e tambem digo, que nem muitas achada menos. alg. menos de alg. c. ou de alg. tempo. Co- nhecerlhe falta a refpeito della, ou do que foi em outro tempo. BRIT. Chr. 1 14 Com os Reis de França e Du- ques de Borgonha fe havia de modo [o Conde Tecel- lino que nunca o achárão em paz e guerra menos de fua obrigação-3, 29 De tal modo recrecião cada ho- ra os milagtes ... que o Senhor Deos obrava por in- tercessão do feu Santo, que os Monges de Claraval o não achavão menos de quando era vivo. Com pron. peff. Concorrer cafualmente ou de propo- fito em algum lugar, affiftir, eftar nelle. FERR. Poem. Ecl. 1 Serrano aconteceo, que todo hum dia Se achou alli, como elle coftumava. Luc. Vid. 2, 9 Eftimára mui- to o Padre Francifco o acharfe alli. Sous. Hift. 1, 3, 9 Achoufe ° meffageiro a tempo em Burgos. Eftar, conhecerfe, fentirje FERR. Poem. Ecl.t D'agoa m'achei em hum momento Cercado. ARR. Dial. 2, 16 Quando fahe do ventre de fua mãi, chora, doefe, quei- xafe, achafe nú. Luc. Vid. 1, 7 E ainda agora afli acor- dado, e efperto como eftou me acho e finto... can- çado e moido. Reg. com. BRIT. Chr. 1, 17 Quando fe apartou delles fe achou com huma tibieza de efpirito tão grande, que &c. Acharfe a alg. c. Affiftirlhe tendo ou tomando nel- la parte de qualquer modo. Loc. Vid: 1, 4 Achavafe aos queixumes e lagrimas de todos. BRIT. Chr. 1, 13 O vie- rão vifitar alguns Abbades] pera fe acharent à fua me- lhoria, ou a feu gloriofo tranfito. em alg. c. O mefino que a alg. c. FERR. Brift. 2, 8 Agora vi hum arroído na praça, foi grande acer- to acharme nelle, que falvei as vidas a mais de vinte e cinco homens. CORT. R. Naufr. 4, 44 Por Venus, que a taes vodas Quiz alli prefidir, e acharfe em tu- do. GAVI, Cerc. Ded. Pois eu defta caufa, que no dito cerco me achei como natural . . . da dita Villa &c. fem alguma coufa. Sentir ou conhecer inopina- damente a falta della. BRIT. Chr. 1, 8 Pondo a mão no peito fe achou fem elle collar] Acharfe, abf. e impeff. Conhecerfe, obfervarfe, ad- vertirfe. PIN. Chr. de D. Aff. II. 9 E achafe, que em tor- nando el Rei pera Caftella Sec. BRIT. Chr. 3, 16 Afora muitos outros milagres que fe não puderão notar, fe achou, que allumiára nove cegos. Acharfe aquem d'agoa. Fraf. proverb. Verfe emba- raçado ou perplexo. EUFROS. 5, 10 Mas depois fe achá- o, como la dizem, áquem d'agoa. Tão Acharfe bem ou mal. Dizfe do eftado actual da faude boa ou má. Reg. abf. ou de. BERNARD. RIB. Me- nin. 1, 8 Mas não no chameis, que parece que me acho melhor. ALBUQ. Comm. 4, 41 Começoufe Affonfo de Al- buquerque a achar melhor da fua doença. Cour. Dec. 6,37 Achandofe mal Nuno Pereira, pedio licença ao Capitão pera ir morrer a Goa. Acharfe bem ou mal com ou fem alguma coufa. Darfe por contente, eftar fatisfeito ou goftofo com ella, ou ao contrario. Cour Dec. 5, 2, 10 E depois a lhes da- rem leis fuaves e brandas, com o que fe forão achando bem. LEON. DA COST. Convetf. 3 Melhor me acho cá fem gente. em algum lugar. Viver on paffar nelle commo damente. EUFROS. 1, 6 Melhor me acho em Lisboa, que he mai de todos. Acharfe prefente. Vej. Prefente. Adag. Com taes me acho, tal- me faço. DELIC. A- dag. 159. Quem guarda, acha, e quem cria, mata. DELIC. Adag.73- {{lema|ACHARÃO}}. s. m. antiq. O mefmo que Charão. FR. GASP. DA CRUZ, Tr. 13, 2 Envernizado [hum páo] de muito bom verniz, que chamão acharão. {{lema|ACHAROADO, A}}. adj. Envernizado com charão, ou fe- melhante ao charão. BLUT. Vocab. Suppl. {{lema|ACHATES}}. s. f. [ant. Achate] O mefmo que A'gata. Lat. Achates. acc. na penult. ViT. CHRIST. 3, 11, 35 Se entende per a pedra achate, a qual he de negra co- lor com algumas včas brancas mifturadas com color ne- gra. MONTEIR. Art. 25,26 Oitava achates, da côr do mineral, que chamão vermelhão. M. FERNAND. Alm. 1, 2, 2. n. 210 Por iffo tambem foi fignificado na decina pe dra fundamental da Cidade de Deos, chamada chryló- pafo, ou achates, fymbolo da mefma caridade na côr de ouro. {{lema|ACHAVASCADO, A}}. adj. vulg. Groffeiro, töfco. BENT. PER. Thes. {{lema|ACHE}}. s. m. Vej. Axe, {{lema|ACHEGADAMENTE}}. adv. mod. antiq. Proximamente, a- vizinhandofe. PROV. DA HIST. GEN. 1, 3, 41. p. 536. ann. 1436 Que nom pouha palavras latinadas, nein d'ou- tra lingoagem, mas toda feja Portuguez efcrito mais achegadamente ao chão e geral coftume do noffo faltar. {{lema|ACHEGADO, A}}. p. p. ant. de Achegar. RESEND. Chr. 45. CART. DE JAP. 1, 6, 1. Ufafe como adj. Contiguo, proximo vizinho. Dos lugares. ORDEN. DE D. MAN: 1, 60 Vira hum Ta- balião do mais achegado lugar, e efcreverá na dita caufa. ORT. Colloq. 58, 225 Terra confim, e achegada a Ma- laca. Parente achegado. O que o he em proximo gráo. F. ALv. Inform. 61 Se o Prefte morre fem herdeiro, cn- táo fe tira o parente mais achegado e pettencente. CONST. DO PORT. 53 Salvo fe for voda de irmáa ou parenta achegada de legirimo parentefco. Subft. Achegado ou mais frequentemente Achega- dos. Adherente, alliado, parcial. FR. G. DA SILV. Vid. 7, 32 Elle era meu irmão no fangue, mas na vida e reli- gião elle era muito mais meu patente, e achegado. GOES, Chr. de D. Man. 1, 59 O que fabendo o fenhorio da não, fe foi logo aqueixar a el Rei, e após elle outros feus achegados e amigos. HIST. TRAG. MARIT. I, 447. Fez o Capitão com os feus achegados, que &c. {{lema|ACHEGADOR}}. s. m. ant. Official de juftica, que penbora por dividas. FR. LEko, Bened. 2, 1, 2. c. 11 E o Dom Abbade nomeia Porteiro, e Achegador, que penhora pe- las dividas. {{lema|ACHEGAMENTO}}. s. m. antiq. Acção e effeito de fe che- gar. VIT. CHRIST. 1, 16, 54 Não he pouco achega- mento a fer bemaventurado o conhecimento, que homem ha da fua miferia, e catividade. D. CATH. INF. Regr. 1, 24 Efta coufa, fendo participada per feu achegamento, e comprehendendoa, faz bemaventurado o contemplador della. D. M. DE PORTUG. Tr. 475 y Alcançarás o conti- nuo achegamento pera mim, que fou o principio e fim. {{lema|ACHEGAR}}. v. a. ant. Recolber, ajuntar. VERCIAL, Sa- cram. 2, 46, 1or Do rico, que achegou muitos fru- tos, e muitas riquezas. ORIENT. Lufit. 220 Efta [cobi- ça fó para fi por varios modos Quanto rodos poffuem, tudo achega. Os Unir, apertar até ir tocar outra coufa. CAM. Luf. 2, 98 E com pontas do mefmo [ouro] delicadas golpes do gibáo ajunta e achega." Por junto, aproximar. ESTIM. DO AM. Div. 1, 6, 23 Achega o coração ás feridas de feu efpofo. Fr. T. DE JES. Trab. 1, 11, 266 Tirai de mi o fabor de tudo, o que a vos me não alevanta, e achega. ORIENT. Lufit. 16 Já agora me falvai que a vós achego As taboas do naufragio que efcaparão: Neutr. Ir ter a algum fitio ou paragem, vindo de outra parte. Pix. Chr. de D. Aff. II. 9 E achafe, que em tornando elRei pera Caftella, achegou ao lugar de Mo- reira. DESCOBR. DA FROLID. 116 Determinou [o Gover- nador] de ir invernar a Autiamque, e o verão feguin- te achegar ao mar, e fazer dous bargantins. Avizinharfe, aproximarfe, pôrfe ou estar junto. FR. MARC. Chr. 2, 10. cant. 34 O defeito a ti náo oufa Nem a teus pés achegar. ORIENT. Lufit. 57 Porque de- pois que efpalho Em vós, ó campo verde, A minha grave dôr, que aos céos achega &c. Nefta última fignificação fe toma tambem, quan- do fe lhe ajunta o pron. pefl. e reg. a ou para. Gia Vic. Obr. 1, 68 Que a minha pelle, as carnes gaftadas, Logo a meu offo fe achegard. BARR. Deci 1, 3, 8. Os mais<noinclude></noinclude> 2lk3n3aa9c6cly8fu6sler4jve33wpj Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/279 106 255021 556723 2026-07-29T09:16:55Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: mais dos moradores defta trifte tetra fe achegão a efte rio Canaga. ORIENT. Lufit. 78 Que me achegue para elle, já me acena. Achegarfe a alg. Bufcar o afilo e protecção de algu- guma peffea. ORDEN. DE D. PEDR. I, 58, 39 E porque alguns malfeitores fe achegão a algumas petfoas podero- fas, c fe acolhem a fuas cafas &c. Achegarfe a alg. c. impeff. Accrefceribe, accrefcen- tarfelbe. FERNAND. Palm. 3, 83 Acbegavafe a ifto a pra- tica, que... 556723 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>mais dos moradores defta trifte tetra fe achegão a efte rio Canaga. ORIENT. Lufit. 78 Que me achegue para elle, já me acena. Achegarfe a alg. Bufcar o afilo e protecção de algu- guma peffea. ORDEN. DE D. PEDR. I, 58, 39 E porque alguns malfeitores fe achegão a algumas petfoas podero- fas, c fe acolhem a fuas cafas &c. Achegarfe a alg. c. impeff. Accrefceribe, accrefcen- tarfelbe. FERNAND. Palm. 3, 83 Acbegavafe a ifto a pra- tica, que fobre cada coufa fe tratava. ARR. Dial. 3, to Achegafe a ifto, que em abrindo a razão os olhos, ef- táo como á porta pera a enganat. {{lema|ACHEGAS}}. s. f. pl. Tudo quanto accrefce, ou de novo fe ajunta á parte principal ou ao que já havia. Leão, Cht. de D. Aff. Henr. 29 y Faço teftamento e carta de doa- ção... á Sé do Porto daquelle burgo, ou daquella her- dade, ou herança com todas as rendas e achegas. Met. ARR. Dial. 3, 4 Paffo pelos Farifeos, que fazendo algumas achegas á lei, fe dividião dos Judeos. CATHEC. ROM. 217 A Religião Chriftáa, depois que pro- fundamente prantou raizes nas almas dos homens, tem já menos neceflidade deftas achegas de milagres. PINT. Ris. Rel. 1, 16 De força era a culpa com fuas achegas de bem ruim dififtão. Materiaes, aprcftos, tudo que fe ajunta e faz ne- ceffario, para a conftrucção de bun edificio. BARR. Dec z, 2, 4 E afli deo ajuda de todalas achegas. ALBUQ. Comm. 1, 2 E por não terem achegas pera a fazerem a for- taleza de pedra e cal &c. Cour. Dec. 12, 3, 1 Pera o que ajuntou grande numero de gaftadores, e officiaes, e todas as achegas, e materiaes neceffarios pera aquella fábrica. Mer. EurRos. 3, 7 E todas as achegas são necef- farias pera pör em effeito a obra. BARR. Dec. 1, 9, 1 Lembrandome que na penna, e estilo defte Paulo Jovio as minhas achegas ficavão poftas em edicio de perpetua memoria. Luc. Vid. 8, 6 O trabalho de bufcar humas [aves] o mantimento pera creat os filhos outras as achegas pera a fábrica dos ninhos. , Ajuda, auxilio, foccorro. MARINH. Difc. 8, 52 y Não hei de dar achegas-ao inimigo, com que fe melho- I re e faça mais poderofo. {{lema|ACHERONTE}}. s. m. Nome proprio de bum rio do Infer- no, fegundo a fabula. Tomafe pelo mefimo Inferno. PAIV. Serm. 3, 14 Do céo chováo dardos, do Acherunte venhão lingoas contra meu nome. {{lema|ACHERONTICO, A}}. adj. Pertencente ao Acheronte. Do Lat. Acheronticus. BLUT. Vocab. Suppl. {{lema|ACHICAR}}. v. n. Marinh. Efgotarfe. VIEIR. Serm. p. do Rof. 9, 5, 338 Affim como tinha ceffado a tempeftade do vento, aflim ceffou a da agoa, que já rebentava pe- las efcotilhas. Achicarão de repente as bombas, o g- leão no mefmo momento ficou eftanque. {{lema|ACHILLES}}. s. m. Nome proprio do Heroe da Iliada de Homero. Ufafe para fignificat homem forte, guerreiro, ou intrépido. Sous. Vid. 2, 34 Elle era quem a fama apregoava por Achilles daquella fanta guerra. M. THOM. Fen. 1, 77 Alcides novo, Achilles Lufitano Refurgio logo o magno Affonfo quinto. Met. Razão, prova, ou argumento de maior força, para convencer o adverfario. Vieir. Serm. 7, 3, 8. n. 120 Todo o fundamento de fua opinião, e todo o Achil- les da fua teima he a defigualdade da noffa competencia. {{lema|ACHINADO, A}}. adj. Semelhante ou parecido aos Chinas nas feições. FR. GASP. DA CRUZ, Tr. 2, z Affirmão alguns fe- rem muitas deftas gentes achinadas que he terem,os olhos pequenos, e narizes efmagados, e roftos largos. MEND. PINT. Peregr. 122 Tinha a barba curta, e os bi- godes à Turquefqua, os olhos algum tanto achinados. Luc. Vid. 10, 22 Em cujos naturaes fe vêm as mefmas feições, e proporção de córpos em tudo táo achinados, como os Jáos, Japocs, &c. {{lema|ACHINELADO, A}}. adj. De feitio de chinéla. BLUT. Vocab. {{lema|ACHOR}}. s. m. Medic. Certa enfermidade, efpecie de tinha. Do Lat. Achores. MORAT. Pratic. 1, 1, 7 Ha outro acha- que mui ordinario na cabeça dos meninos de menor ida- de a que os Autores chamão achor, que vêm a fer huns buraquinhos muito pequenos, como buracos de cri- vo, pelos quaes efta marejando hum humor muito vif- cofo. A. FERR. Luz, 14, 321 Entre os affectos do cou- ro da cabeça, fegundo Galeno, fe conta aquelle, a que os Gregos chamão achores, e os modernos tinha. {{lema|ACHUMBADO, A}}. adj. Semelhante ao chumbo na côr ou no pezo, em que fe põe chumbo. AzEv. Cottecç. 2, 157. p. 61 A côr do rofto mudada, como côr achumbada. LEN. D'AFONS. Comm. 4, 28 E tomando humas chinélas muito achumbadas &c. CURV. Obferv. 49, 3 Se fez [o ouro] roxo de côr achumbada. Met. CANCION. 82, 2 Se virdes que vou erta- do, Voffa mercê o emende, Lançarmebei mais - chumbado, Farei olhos do paffado, Porque tudo fe entende. Todas as palavras, que alguns efcrevem por Aci, e não fe acharem nos feus devidos lugares, bufquemfe em Acci. {{lema|ACIANO, ou (Cyano)}} s. m. Certa flor e planta. He de- nominada por Linneo Centaurea montana, e diftribuida na Syngenefia Polygamia fruftrada do feu Syftema dos Vegetaes. Tem o caule fimpliciflimo e unifloto, e as folhas lanceoladas e decurfivas; o caliz da fua flör he compofto de efcamas ferreadas-celheadas; as corollalas do iaio são irregulares, afuniladas, e mais compridas do que as do difco; as fuas femenres são guarnecidas de hum pennacho peludo, e o feu receptaculo he fe- deudo. Efta planta he indigena dos Alpes e de outras montanhas da Europa. O nome de Cyano he dado pe- los Boticarios ainda a outras efpecies de Centaurea, prin- cipalmente ás que hoje aformofeão os jardins, como são o Cyano da Perfia (Centaurea mofchata) e o Cyano me- nor (Centaurea Cyanus) de Linneo. BLUT. Vocab. {{lema|ACICALADO, A}}. p. p. de Acicalar. Sous. Hift. 1, 3, 16. SA DE MEN. Mal. 4, 33. {{lema|ACICALAR}}. v. a. e os feus derivados. Vej. Açacalar. M. THOM. Fen. 6, 13. {{lema|ACICATE}}. s. m. Efpora comprida de montar á gineta com hum fo bico, ou ponta de ferro, em que ha buma rofeta para não penetrar muito o cavallo. Do Arab. Axxakat, que fe deriva do verbo furdo Xakka, picar, moleftar, affligit, eftimular. CANCION. 176,2 Em mulla tan- t'acicate Foi grande contrafazet, Má morte te nun- ca mate, Pois com pés chêos d'efmalte, Nos ma- raftes dé prazet. EUROS. 5, 1 Là me apofentai como quizerdes, e bateilhe os acicates, pois me tenho feito profeffo em fuas anguftias. M. BERN. Floreft. 4, I, 270 As mefmas lanças, que o crivárão [o cavallo] teve por acicates pata correr melhor. {{lema|ACIDIA}}. s. f. Theol. Preguiça, aborrecimento, e faftio dos bens efpirituaes, negligencia da alma para começar o bem, . ou para o levar ao cabo. Ou fe confidera como fimples paixão do animo, ou como hum dos fete peccados mor- tacs. Do Greg. Axxia, tédio, preguiça, trifteza. MAR- TYR. Cathec. 1, 83 O Setimo, e ultimo vicio capital fe chama acidia, que he huma tibieza, e faftio efpiri- ritual, que a alma tem pera o exercicio das obras vir- tuofas efpecialmente pera as coufas do culto Divino, e communicação com Deos. GRAN. Comp. 2, 20 Acidia he huma frouxeza, e cahimento do efpirito pera bem obrar e particularmente he huma ttifteza, e faftio das coufas efpirituaes. Paiv. Serm. 3 35. Porque della [fro- xidão e deleixamento d'alma] nafce a acidia, que he faftidium fpiritualis boni... Efte vicio da acidia tita o gofto das coufas divinas, e afroxa e deleixa a alma para todas as obras boas. {{lema|ACIDIOSO, A}}. adj. Theol. Que tem acidia. Vir. CHRIST. 1, 17, 57 Afli como são os ociofos e acidiofos. MAR- TYR. Cathec. 1, 83 y Huma deteftação, e aborrecimento, que o acidiofo tem as coufas efpiritunes. {{lema|ACIDO, A}}. adj. Azedo, agro ao gofto. Do Lat. Acidus. acc. na primeira. Cuky. Polyanth. 2, 25, 182. n. iz Procede pois a tal fome do fucco àcido fermentativo das glandulas do eftomago, olvente, cujas pro- {{lema|ACIDO}}. s. m. Chym. Sal picante e priedades são contrarias ás do Alcali. acc. na primeira. M. FERNAND. Alm. 2, 1, 17. n. 53. p. 405 Efte Autor chama tambem fal dcido e alcali e diz que nas femen- tes não fó fe incluem as ideas do novo feto, fenão que defte fal ácido e alcali com os mais, da materia, que conftitue a femente &c. {{lema|ACIE}}. s. f. pouc. uf. Agudeza, perfpicacia. Do Lat. Acies. FR. SIM. COELH. Chr. I, 9, 32 Forão tão grandes fuas confas dos Romanos] que fua grandeza abate a acie da intenção pera as poder contar. {{lema|ACIMA}}. ady. lug. Sobre, em lugar fuperior. Reg. de. On- DEN. DE D. MAN. 1, 77 E os Alcaides, e Meirinhos ef- tarão affentados acima dos Procuradores. GOES, Chr. de D. Man. 3, 11 Foi ancorar dentro da barta acima de Rabandat. Leão, Chr. de D. J. I. 73 Partio para Melga- ço cinco legoas acima de Tuy:<noinclude></noinclude> t9ia6k5wqf007e7f5eylmc0ztg3h987 Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/280 106 255022 556724 2026-07-29T09:19:42Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Commummente fe toma no referido. fignificado fem regencia, e denota lugar fuperior, ou coufa fobredita. Es- TAC, Antig. 26, 5 Não fei como os Valentinos podem crer. o acima dito, fem outra mais clara prova. Sous. Hift. 1, 1, 10 He o fegundo ponto de fubftancia dos acima of- ferecidos. CASTR. Ulyil. I, 60 Deftes céos o que acima fe imagina. Abf. Ao céo. FERR. Poem. Ecl. 9 Depois que o bom Miranda, em cujo feo Ofanto fogo ardeo, fe foi a... 556724 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>Commummente fe toma no referido. fignificado fem regencia, e denota lugar fuperior, ou coufa fobredita. Es- TAC, Antig. 26, 5 Não fei como os Valentinos podem crer. o acima dito, fem outra mais clara prova. Sous. Hift. 1, 1, 10 He o fegundo ponto de fubftancia dos acima of- ferecidos. CASTR. Ulyil. I, 60 Deftes céos o que acima fe imagina. Abf. Ao céo. FERR. Poem. Ecl. 9 Depois que o bom Miranda, em cujo feo Ofanto fogo ardeo, fe foi acima, Pendurou aqui Phebo [a lira] BERN. Lim. Ecl. Se lá fobem acima Sufpiros metlageiros da von- tade. FR. MARC. Chr. 1, 1, 15 Porque andando fempre com o coração e face em o céo, Trabalhava levar to- dos acima comfigo. Quando fe trara de numero ou medida, denota o exceffo da quantidade referida. ORDEN. DE D. MAN. 1, 70 E efto fe enrenderá, que os que afli trouveren, fe- jão de idade de quatorze. annos acima. MoR. Palm. 2, 165 Huma imagem d'ouro dos peitos acima tirada ao na- tural. FR. GASP, DE S. BERNARD. Itin. 19 Vinte homens defpidos de meio corpo acima. Se fe refere a lugares, e aos nomes delles fe pof- poc, indica a parte alta dos taes lugares, e por onde a elles fe vai fubindo, e affim fe diz: cófta acima, rua acima, rio acima, &c. FERR. Brift. 4, 7 No fundo da rua, em virando pera a mão efquerda, eftá huma traveffa cftreita, toma por ella acima, virás dar n'hum beco. Luc. Vid. 5, 14 Os noffos balões, que erão idos a efcu- tar pelo rio acima. Luz, Serm. I, 95, 2 Hia diante, e cófta acima. Pofpondofe tambem aos nomes de partes do cor- po, declara a poftura, que recebem voltadas para o ar, e affim fe diz: de pernas acima bocca acima &c. Cour. Dec. 5, 4, 5 Dando nelles, os fez virar de per- nas acima. CABREIR. Comp. 10 E fe fahir muito fangue, deitemfe as ventofas bocca acima, e molhemlhe todo o rofto com agoa muito fria. Junto aos verbos de movimento moftra, que com elle fe demanda a parte clevada ou fuperior, a que he dirigido. FERN. Lor. Chr. de D. J. I. 1, 12 Outros aficavão, pedindo efcadas pera fubir acima, pera verem que era do Meftre. GAVI, Cerc. 8, 24 O que elles [Mouros] com grandiffima furia tornavão a deitat acima. Maus. Aff. Afr. 5,73 Eisque começão ver os pefcadores os peixes em cardume. Acima vir Met. Se toma pela fuperioridade e vantajem, ou pelo maior gráo de preço e eftimação, que fe dá a al- guma peffoa ou coufa a refpeito de outra. Reg. de. Mor. Palm. 1, 18 O cavalleiro da fortuna havendo malenco- ria de vêr que o outro louvava tanto fua dama que a punha acima de todalas do mundo &c. CARD. INF. D. HENR. Medit. 70 Por onde a ella acima de rodos com- petião mais eftes louvores. LOBAT. Palm. 5, 27 Com tu- do o que elle eftimou muito acima de todas as outras coufas, foi ver a livraria da Sábia. nafce do Acima. Fórm. de exhortação, com que 'fe ani- ma, a obrar ou emprehender coufa grande. M. BERN. Serm. 1, 10, 9 Acima, corações, acima ás coufas eter- nas. De ou das telhas acima. fórm. adv. que fignifica no céo ou nas confas fuperiores ás do mundo. CEIT. Serm. 1, 30, 1 Hum Rej fó acha...que teve impe- rio das telhas acima. (Falla de Jofué) VIEIR. Sérm. 4, 3, 4. n. 81 Ainda das telbas acima, diz [S. Bernardo que o amor, com que a alma ama à Deos. amor, com que Deos ama a álmai {{lema|ACIMADO, A}}. p. p. de Acimar. PROV. DA HIST. GEN. 1, 2, 16. p. 118. ann. 1327 E afli he minha [vonra- de] de jazermos em a outra [Igreja] pois que for aci- mada. {{lema|ACIMAR}}. v. a. antiq. Acabar, concluir. De Cimo, ant. uir. De parte mais alta. BLUT. Vocab. {{lema|ACIMENTO}}. s. m. antiq. Talvez o mefmo que Cimo, parte mais alta. CANCION. 47,2 Vós me farcis que remonte O' mais alto acimento, Como garça falcoada. ACINTE. s. m. Acção, que fe faz de propofito, ou por tei- ma, a fun de encolerizar outro. Allinte] Feo, Tr. 2, 131, Nem lhes parece poffivel ferdes tão poderofo, e confentirdes, que fe fação rantos acintes a gente tão amiga voffa. Sous. Vid. 2, 20 E anticipar na Cidade os penofos affintes, que fem remedio lhe fazia. CEIT. Serm. 1, 169, 2 Hum peccador affrontado mais fe entrega então aos affintes da vida torpe, que não em os braços da emenda e penitencia. {{lema|ACINTE}}. adv. mod. Advertidamente, de propofito, de ca- fo penfado. Do Lat. Scienter. [A fcinte A finte, Af- finte. BERN. Lim. Cart. 26 Quer foffe deinte feito, quer acafo. HEIT. PINT. Dial. I, 3, 5 E por aqui vereis quão grave peccado he cleger á feinte homens indignos, por affeição ou particular inrereffe. Sous. Hift. 1, 6, 29 O Infante hia em hum rocim bufcado áffinte, pera mover o rifo e efcarneo. Por capricho e tcima a fim de defgoftar on fazer mal conhecidamente. FERN. Lor. Chr. de D. J. I. 2, 168 Porém elles fazião no dcinte, por o Meftre ver a feus olhos queimar fua terra. BARR. Dec. 1, 4, 3. Acinte detive- ráofe em o recolher. FERR. DE VASC. Ulyflip. 1, 5 Pa- rece coufa feira à finte, quanto mais trabalho ganharvos a vontade, tanro mo aza o demo peor. Contra razão, e fobre as faculdades naturaes. FERK. Ciof. 3,5 Bern. Pareceme que queres chocarrear djjin- te Ardel. Mniros outros chocarreiros verás difinte, e que por ventura ganhão mais com fuas graças contrafei- tas, que cu com as minhas naturaes. {{lema|ACINTEMENTE}}. adv. ant. O mefmo que Acínte. adv. LEÃO, Orig. 8 Acintentente, que os Antigos diziáo cintemente, id eft, fcienter, quafi fcientemente. FERN. Lox. Chr. de D. J. I. 1, 149 Como fe affintemente lhe prougefle de os offerecer á morte. SABELL. Eneid. 2, 5, 68 As mais cou- fas, que fobre efta eftatua fe podião dizer, diz Jofepho que acintemente as não quiz efcrever. PINT. PER. Hift. 1, 27, 120 Governandofe per João Carvalho, que buf- cando mais acafo, ique acintemente, topou no mar al- guns navios, que vinhão de Malaca, {{lema|ACINTRO}}. s. m. O mefino que Abfinthio, por corrupção. BARBOS. Dict. BENT. PER. Thes. {{lema|ACIPIPE}}. s. m. Toda a forte de comida, que ferve para abrir ou excitar o appetite. As mais da vezes fe ufa no pl. [Acepipe, Alipipe.] TELL. Hift. 1, 16, 42 Os mais graves Abexins fe podem haver o fel da [vacca] que fe mata, tem neile hum grande acepipe. M. BERN. Arm. 11,4 Com foffreguidão e com melindre, capricho, acepipes, e temperilhos. Met. M. BERN. Luz e Cal. 1, 8, 167 Que de ne- nhum modo fe ha de ufar de Imagens, pera que hum poffa recolherfe a orar porque fomente são humas lifon- jas e acipipes do fentido. (Erro dos Alumbrados) {{lema|ACIPRESTADO}}. s. m. ant. Vej. Arcipreftado. {{lema|ACIPRESTE}}. s. m. ant. Vej. Arcipreffe. {{lema|ACIPRESTE}}. s. m. O niefmo que Ciprefte, como fe diz e efcreve prefentemente.. BAxx. Dec. 3,5,5 E nellas nafce hum fruiro coino maçãa de acipreffe. FERR. Poem. Eleg. As Mufas de aciprefte fe coroão. Sous. Hift. 1,5, 5 Por cima de hum aciprefte alto, que lhe ficava defronte. {{lema|ACIQUA}}. s. f. vulg. e antiq. Talvez Bolça ou arca. FERR. DE VASC. Uly flip. 4, 7 Tiveffe cú a aciqua provída fem- pre de bons grãos, on cofcos pera poder roçar, e piar de godo e clles fufpirem embora como Valdovinos. {{lema|ACIRANDADO, A}}. p. p. de Acirandar. BENT. PER. Thes. {{lema|ACIRANDAR}}. v. a. ant. O mefmo quc Cirandar. D. Hi- LAR. Voz, 15, 85 Diffe o Profera: Ajoeiralosha o Se- nhor, ou acirandalosha com ciranda de fogo. {{lema|ACITARA}}. s f. antiq. Cobertura. Acitara da fella. JER. CARDOS. Dict. Acirara (efcrito por erro) da fella. Pellis ephippiaria. {{lema| ACITRINADO, A}}. adj. pouc. uf. De cor de cidra. Mo- RAT. Pratic. 2, 1, 4 Hafe de repetir até que o fangue mude de cor, e pareça agoado, e acitrinado. A Todas as vozes, que fe não acharem em Acl, po- dem bufcarfe em Accl. {{lema|A' CLARA}}. form. adv. O mefmo que A's claras. PALAC Summ. 178 Ufureiros manifeftos, eftes são os que tratáo efte máo trato a clara fem palliação nenhuma. PRIM. E HONA. I, 14 Porque como elles inficis são muito ob- fervantes de fuas feitas, ritos, c. coftumes, não fe po- dem perfuadir que podemos tanto á clara ir contra a lei. {{lema|ACLARAÇÃO}}. s. f. pouc. uf. Alto de aclarar. BRAND, Mon. 9, 30 qual [exame] deve acceitar bem o be- nevolo leitor, pois he fó para maior aclaração da ver- dade. {{lema|ACLARADO, A}}. p. p. de Aclarar. Luz, Serm. 1, 2, 139. col. 4. Sous. Vid. 6, 9. BRAND. Mon. 4, 14, 17.. Praça aclarada. Milic. Eftar com a praça aclarada. Eftar fem nota, ou baixa no feu affento, ou lifta, co- brando foldo, como foldado vivo. VIEIR. Serni. 1, 9, 5. .col. 682 Mas fem olhos, e com a lança na mão? fem yifta, e com a praça aclarada? ACLA<noinclude></noinclude> is67hfttigck6rmfqhb5gowa096jwu7