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Autor:Bento Teixeira
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| Wikipedia = Bento Teixeira
| Wikiquote =
| Wikicommons =
| MiscBio = '''Bento Teixeira''' foi um poeta português. Apesar de muitos acreditarem que seja o primeiro poeta nascido no Brasil, sabe-se que ele nasceu em Portugal e veio ao Brasil após terem-no descoberto como judeu.<ref>Essa informação é conhecida desde meados das décadas de 1930/1940, apesar de sua difícil propagação. Ver [[Anexo:Nacionalidade de Bento Teixeira]].</ref> Se sustenta como professor em território brasileiro.<ref>{{citar web
| url = http://virtualbooks.terra.com.br/literatura_brasileira/bento_teixeira.htm
| dead-url = 2020-11-29
| titulo = Literatura brasileira: Bento Teixeira
| website = Virtual Books Online
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| arquivourl = https://web.archive.org/web/20071116103539/http://virtualbooks.terra.com.br:80/literatura_brasileira/bento_teixeira.htm
| arquivodata = 2007-11-16
}}</ref>}}
{{Audível}}
== Obras ==
{{Lista de documentos início}}
{{Documento|data=1601|título=Prosopopéia|galeria=Prosopopea.pdf|notas={{Som}}|gênero=Poema épico|progresso=1}}
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== Ligações Externas ==
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[[Categoria:Bento Teixeira| ]]
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Autor:José Bonifácio
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| nome completo = José Bonifácio de Andrada e Silva
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| imagem = Jose bonifacio de andrada e silva (cropped).jpg
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| legenda = Pintura a óleo por [[w:Benedito Calixto|Benedito Calixto]], 1902.
| nacionalidade = {{BRA-PRTn|o}}
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| data_morte = {{morte|6|4|1838|13|6|1763}}
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| MiscBio = '''José Bonifácio de Andrada e Silva''' foi um naturalista, estadista e poeta brasileiro. Na poesia, adotava o pseudônimo de '''Americo Elysio'''.
}}
== Obras ==
{{Lista de documentos início|gênero}}
{{Documento|data=1794|título=Viagem geognóstica aos montes Euganeos no território de Pádua|galeria=|progresso=|gênero=Memória|notas=}}
{{Documento|data=1800|título=Viagem mineralógica pela província da Extremadura até Coimbra|galeria=|progresso=|gênero=Memória|notas=}}
{{Documento|data=1814|título=Experiências químicas sobre a quina do Rio de Janeiro, comparada com outras|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}}
{{Documento|data=1814|título=Memória minerográfica da serra que decorre de Santa Justa até Santa Comba e suas vizinhanças na província do Minho|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}}
{{Documento|data=1815|título=Sobre a necessidade e utilidade do plantio de novos bosques em Portugal, particularmente de pinhais nos areais de beira-mar; seu método de sementeira, custeamento e administração|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}}
{{Documento|data=1817|título=Memória sobre a nova mina de ouro da outra banda do Tejo, chamada Príncipe Regente|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}}
{{Documento|data=1818|título=Memória sobre as pesquisas e lavra dos veios de chumbo de Chacim, Souto, Ventozello, e Villar de Rey na província de Trás-os-Montes|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}}
{{Documento|data=1818|título=História da Academia Real das Ciências de Lisboa, para o ano de 1818|galeria=|progresso=|gênero=Discurso|notas=}}
{{Documento|data=1820|título=Memória econômica e metalúrgica|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}}
{{Documento|data=1825|título=Poesias avulsas|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}}
{{Documento|data=1825|título=Representação de José Bonifácio sobre a escravatura|galeria=Representação à Assembléia Geral Constituinte e Legislativa do Império do Brasil sobre a escravatura.pdf|exportar=Representação de José Bonifácio sobre a escravatura|progresso=4|gênero=|notas=}}
{{Documento|data=1843|título=Testamento de José Bonifácio|galeria=Testamento de José Bonifácio de Andrada e Silva.pdf|progresso=2|gênero=|notas=}}
{{Documento|data=s.d.|título=Memória minerográfica sobre o distrito metalífero entre os rios Alva e Zêzere|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}}
{{Lista de documentos final}}
=== Periódicos ===
==== Artigos ====
{{Lista de documentos início|gênero|notas=Periódico}}
{{Documento|data=1813|título=Sobre as minas de carvão-de-pedra em Portugal|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=In: ''[[O Patriota]]}}
{{Documento|data=1813|título=Há terrenos que pelo arado não dão fruto, mas sendo cavados com o picão sustentam mais do que se fossem férteis|galeria=|progresso=|gênero=Memória|notas=In: ''[[O Patriota]]}}
{{Lista de documentos final}}
=== Traduções ===
{{Lista de documentos início|autor|gênero}}
{{Documento|data=1815|título=[[A Primavera (José Bonifácio)|A primavera]]|galeria=A primavera - Idyllio.pdf|exportar=A Primavera (José Bonifácio)|autor=Meleagro de Gadara|progresso=5|gênero=Poema|notas=}}
{{Lista de documentos final}}
{{autores}}
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[[Categoria:Autores paulistas]]
[[Categoria:José Bonifácio| ]]
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Autor:Adélia Fonseca
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{{Autor/v2
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| nome = Adélia Fonseca
| nome completo = Adélia Josefina de Castro Fonseca
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| data_nascimento = {{dni|24|11|1827|si}}
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| abl =
| Wikipedia = Adélia Josefina de Castro Fonseca
| Wikiquote =
| Wikicommons =
| MiscBio = '''Adélia Josefina de Castro Fonseca''' (nome de batismo: '''Adélia Josefina de Castro Rebelo''' <ref name=nM1 group=Notas>MUZART, p. 285</ref> <ref name=MUZART group=Refs>MUZART, Zahidé Lupinacci. Adélia Fonseca. In: _____ (Org.). '''Escritoras brasileiras do século XIX'''. Florianópolis: editora Mulheres, 1999. p. 285-299.</ref> e, após enviuvar, '''Madre Maria José de Jesus''' <ref name=nSB1 group=Notas>Schumaher e Brazil, p. 22</ref><ref name=S-B group=Refs>SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital. ''[http://books.google.com/books?id=5GmWs7KHLycC&pg=PA22 '''Dicionário mulheres do Brasil''': de 1500 até a atualidade]''. Rio de Janeiro: J. Zahar, 2000.</ref>) foi uma poetisa brasileira.
}}{{autora}}
== Obras da autora ==
* {{livro digitalizado|Ecos da minh'alma|Echos da minh'alma.djvu}} (1866)
'''Colaboradora nos periódicos''' <ref name=nM2 group=Notas>MUZART, p. 289</ref>
* ''Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro''
* ''Gazeta de Notícias'' (Rio de Janeiro)
* ''Semana Ilustrada'' (Rio de Janeiro)
* ''O Domingo'' (Rio de Janeiro)
* ''A Época Literária'' (Salvador)
* ''Correio da Vitória'' (Espírito Santo)
== Sobre a autora ==
* {{link DBB|Adelia Josephina de Castro Fonseca}}
== Referências ==
;Notas
<references group=Notas/>
;Bibliografia
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{{Índices/Adélia Fonseca}}
{{autores}}
{{controle de autoridade}}
{{Brasil DP-Autor|morte=1920}}
[[Categoria:Biografias presentes em Escritoras Brasileiras do Século XIX]]
[[Categoria:Adélia Fonseca| ]]
[[Categoria:Autores baianos]]
[[Categoria:Autoras]]
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Autor:Ambrósio Fernandes Brandão
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2026-07-28T19:07:57Z
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{{autor/v2
| InicialUltimoNome = B
| nome = Ambrósio Fernandes Brandão
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| data_nascimento = {{dni|||1555|si}}
| nacionalidade = {{PRTn|o}}
| data_morte = ''circa'' {{morte|||1618|||1555}}
| género =
| período =
| temas =
| abl =
| MiscBio = '''Ambrósio Fernandes Brandão''' foi um senhor de engenho e escritor português.
}}
== Obras ==
{{Lista de documentos início}}
{{Documento|data=1618|edições=Diálogos das Grandezas do Brasil|progresso=1|gênero=|notas=Editado pela primeira vez em {{ano|1930}}}}
{{Lista de documentos final}}
== Ligações Externas ==
* {{BLPL|12634}}
{{autores}}
{{controle de autoridade}}
{{DEFAULTSORT:Brandão, Ambrósio Fernandes}}
[[Categoria:Ambrósio Fernandes Brandão| ]]
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Utilizador:Erick Soares3
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Erick Soares3
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{{página de usuário}}
{{#babel:pt-br|en-3}}
{{Userbox/Idade|dia=24|mes=12|ano=1999}}
[[W:Usuário:Erick Soares3|Página na Wikipédia]].
[https://xtools.wmflabs.org/pages/pt.wikisource.org/Erick%20Soares3/all#106 Meu trabalho feito aqui]
;Trabalhos que desejo adicionar
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! WS !! Livro !! Páginas
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|[[Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano/11|Graham]]
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|[[:en:Index:Machado of Brazil (Machado).djvu|Machado of Brazil]]
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|[https://periodicos.ufba.br/index.php/afroasia/article/view/66332 Luiz Gama]
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|[[:en:Index:The Spitting Image of a Man.pdf|The Spitting Image of a Man]]
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|[[:File:VLS-1 V01 (Diário da Câmara dos Deputados).pdf|V01]], [[:File:VLS-1 V02 (Diário da Câmara dos Deputados).pdf|V02]] e [[:File:Acidente de Alcântara (Diário do Congresso Nacional).pdf|V03]] [[:File:Acidente de Alcântara (Anais do Senado Federal).pdf|V03]]
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|-
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|[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Direitos_das_mulheres_e_injusti%C3%A7a_dos_homens.pdf direitos] ([https://piaui.folha.uol.com.br/travessura-revolucionaria/ ler também])
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|[https://www.scielo.br/j/bjr/a/9H85ZdP37xWMh6QPcCgDzSy/?lang=en scandal] ([https://bjr.sbpjor.org.br/bjr/article/view/1673 1])
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|pt
|[[Galeria:O Saneamento do Brasil (Vol. 1).pdf|Theophilo e Sodré]]
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|-
|pt
|[[Galeria:O Saneamento do Brasil (Vol. 1).pdf|Problema]]
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 1]]
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|[https://www.jstor.org/stable/community.38768877 Evolução]
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|[[Galeria:Lara, tr. T. A. Craveiro (1837).pdf|Lara]]
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 2]]
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 3]]
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis III.1]]
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis III.2-3]]
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis III.4-IV.5]]
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|-
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf|Miseraveis IV.6]]
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|-
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf|Miseraveis IV.7-8]]
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|-
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|[[Galeria:Jean de Léry - História de uma Viagem Feita à Terra do Brasil (trad. Monteiro Lobato, 1926).pdf|Terra do Brasil]]
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|[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (II).pdf|Napoleão 2]]
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|[https://www.google.com/books/edition/_/QiA_AAAAIAAJ Pommery]
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|[https://www.jstor.org/stable/community.38768246 Constituição paulista]
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 5]]
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|[https://books.google.ch/books?id=p8BLAQAAIAAJ&hl=pt-BR&source=gbs_navlinks_s Exilio]
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|[[:s:en:Index:Youth and children’s adaptations to COVID-19 in Brazil.pdf|youth]]
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|-
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|[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. IV]]
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|-
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|[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. V]]
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|-
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|[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. VI-IX]]
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|-
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||[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. X]]
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|-
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|[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. XII]]
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|-
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|[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. XIII]]
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|-
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|[https://www.editorafi.org/ebook/534bolsonarismo bolf]
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|[[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|On the Moon]]
|148
|-
|en
|[[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|Beyond the Earth]]
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|-
|en
|[[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|Goals of Stellar Navigation]]
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|-
|en
|[[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|Change on Relative Gravity]]
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|-
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|[[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|Biology of Dwarfs]]
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|-
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||[[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|Ether Island]]
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|-
|-
|pt
| [[:File:Diretas já (Pedro Simon, 1984).pdf|Diretas já]]
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|-
|pt
|[[Lincoln: narração de sua vida pessoal|Fundamentos]]
|141
|-
|pt
|[[Lincoln: narração de sua vida pessoal|Audacias]]
|73
|-
|pt
|[[Lincoln: narração de sua vida pessoal|Vitória]]
|53
|-
|pt
|[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 8-10]]
|91
|-
|pt
|[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 11-13]]
|71
|-
|pt
|[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 14]]
|40
|-
|pt
|[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 15]]
|51
|-
|pt
|[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros Trd/Ref]]
|56
|-
|pt
|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 7]]
|81
|-
|pt
|[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/768199 Mon to Rep]
|303
|-
|pt
|[https://www.jstor.org/stable/community.38767768 Pasteur]
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|-
|pt
|[[Galeria:Efêmero Revisitado.pdf]]
|193
|-
|pt
|[[Galeria:Revista da Exposição Anthropologica Brazileira (1882).pdf|Revista da exposição]]
|145
|-
|pt
|[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8913 Barão]
|142
|-
|pt
|[[Galeria:Os Noivos (v.2).pdf]]
|472
|-
|pt
|[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 2).pdf|Federalista 2]]
|282
|-
|pt
|[https://www.jstor.org/stable/community.38769569 O cerco do corintho]
|50
|-
|pt
|[[Galeria:Cronicas-de-um-Tetranacional-do-Software-Livre.pdf]]
|119
|-
|pt
|[[Galeria:Openldap Ultimate.pdf|Openldap]]
|199
|-
|pt
|[[Galeria:Idéas de Géca Tatú.pdf|Géca]]
|211
|-
|pt
|[[Galeria:Contos Escolhidos.pdf|Contos]]
|239
|-
|pt
|[[Galeria:A Cultura é Livre.pdf]]
|254
|-
|pt
|[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|2-5]]
|35
|-
|pt
|[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|6-10]]
|49
|-
|pt
|[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|11-15]]
|45
|-
|pt
|[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|Restante]]
|64
|-
|pt
|[[:File:Preito a Camões.pdf|Camões]]
|51
|-
|en
|[https://www.jstor.org/stable/community.38767573 Minor Camões]
|33
|-
|pt
|[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 3).pdf]]
|243
|-
|pt
|[[Galeria:O Senhor D. Pedro II, imperador do Brasil, biographia, por Joaquim Pinto de Campos ; e com uma advertencia por Camillo Castello Branco.pdf|Biografia do Senhor D. Pedro II]]
|96
|-
|pt
|[[:File:Statira e Zoroastes.pdf|Statira]]
|56
|-
|pt
|[https://www.jstor.org/stable/community.38769995 Portugal, Brasil e Grã-Bretanha]
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|-
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|[https://www.jstor.org/stable/community.38768623 Portugal, Brazil and United Kingdon]
|32
|-
|pt
|[[:File:Da vida e feitos de Alexandre de Gusmão e de Bartholomeu Lourenço de Gusmão.pdf|Da vida]]
|117
|-
|pt
|{{livro digitalizado|Os Sabios Illustres|Os Sabios Illustres.pdf}}
|162
|-
|pt
|{{livro digitalizado|Galeria Illustre (Mulheres Célebres)|Galeria Illustre (Mulheres Célebres).pdf|Galeria Illustre}}
|173
|-
|pt
|{{livro digitalizado|A Genealogia da Moral|A genealogia da moral.pdf}}
|176
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<div style="box-shadow: 0 0 .3em #999; border-radius: .2em; margin: 1em 0 2em 0; padding: 1px;">
<div style="background: #ffe6a7; border-radius: .2em; color: #282828; font-size:125%; padding: .4em .8em .5em;"><span style="opacity: .7;">[[File:Icons8 flat approval.svg|25px|link=|alt=]]</span> '''Projetos Finalizados''' </div>
<div title="Projets en chantier" style="padding: 1em;font-size:80%">
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File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=204|thumb|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|'''[[Revista do Brasil/Número 18/Volume 5/Pollice Verso|Pollice Verso]]'''
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File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=60|thumb|'''[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/O Corvo|O Corvo]]'''
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<!--[[Discurso do Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante Cerimônia de Posse no Congresso Nacional (1 de janeiro de 2019)|Discruso]]-->
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File:Machado de Assis aos 57 anos.jpg|link=Hynno Nacional|thumb|'''[[Hynno Nacional]]'''
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File:Monteiro Lobato.jpg|link=Rabiscando|thumb|'''[[Rabiscando]]'''
File:Meteorito de Bendegó - relatório apresentado ao ministerio da agricultura, commercio e obras publicas (...) sobre a remoção do meteorito de Bendengó do sertão da provincia da Bahia para o Museu Nacional.pdf|link=Galeria:Meteorito de Bendegó - relatório apresentado ao ministerio da agricultura, commercio e obras publicas (...) sobre a remoção do meteorito de Bendengó do sertão da provincia da Bahia para o Museu Nacional.pdf|thumb|'''[[Meteorito de Bendegó: relatorio (1888)]]'''
File:Jéca Tatuzinho (1924).pdf|link=Galeria:Jéca Tatuzinho (1924).pdf|thumb|page=1|'''[[Jéca Tatuzinho]]'''
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File:Aaron Swartz at Boston Wikipedia Meetup, 2009-08-18.jpg|link=Manifesto da Guerrilha do Livre Acesso|thumb|'''[[Manifesto da Guerrilha do Livre Acesso]]'''
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<noinclude><pagequality level="4" user="Gamoneiro" />{{c|— 42 —}}{{Bloco centro/s}}</noinclude><poem>
Quando de mão em mão passavas cheio.
De teus ornatos a riqueza artistica,
Do conviva o dever de descrevel-os
Em rima, e teu licôr beber de um golpe,
Noites de juventude á mente trazem.
A mão amiga não te passo agora
Nem meu ingenho em descrever-te ostento:
Bebida é esta que embriaga prompto,
Com ondas pardas o teu seio enche.
Este ultimo trago, preparado
E escolhido por mim, beber desejo
Como brinde festivo, saudar ledo,
Do fundo de minh’alma à manhã bella!
</poem>
{{dhr}}
{{d|''(põe à boca o calix)''}}
{{dhr}}
{{c|''(Repiques de sinos'' — {{sc|Córos}} —'')''}}
{{dhr}}
{{c|'''CÔRO DOS ANJOS'''}}
<poem>
{{Gap|2em}}Resurgiu Christo!
{{Gap|2em}}Jubilo, mortaes,
{{Gap|2em}}Que perniciosas,
{{Gap|2em}}Occultas, damnosas
{{Gap|2em}}Faltas herdaes.
</poem>
{{dhr}}
{{c|'''FAUSTO'''}}
<poem>
Que profunda surpreza, que som claro
Com força o calix de meu labio arreda?
Já vós annunciaes, oh campanarios,
</poem><noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="4" user="Gamoneiro" />{{c|— 43 —}}{{Bloco centro/s}}</noinclude><poem>
Da gran festa paschal a hora primeira?
O consolador hymno entoaes, coros,
Que de labios angelicos na noite
Do sepulchro soou, nova alliança
Confirmando do homem com o Eterno?
</poem>
{{dhr}}
{{c|'''CORO DAS MULHERES'''}}
<poem>
{{Gap|2em}}Com myrrha e aromas
{{Gap|2em}}O embalsamámos,
{{Gap|2em}}Em pannos alvissimos
{{Gap|2em}}O amortalhámos,
{{Gap|2em}}Nós suas fieis
{{Gap|2em}}Aqui o sepultámos;
{{Gap|2em}}Ai de nós que o Christo
{{Gap|2em}}Já não encontramos,
</poem>
{{dhr}}
{{c|'''CORO DOS ANJOS'''}}
<poem>
{{Gap|2em}}Resurgiu o Christo,
{{Gap|2em}}Bemdicto o amor,
{{Gap|2em}}A que a provação
{{Gap|2em}}Que turva a razão,
{{Gap|2em}}Não quebra o fervor.
</poem>
{{dhr}}
{{c|'''FAUSTO'''}}
<poem>
Porque desceis ao pó para buscar-me
Vós, oh hymnos do ceu, meigos e fortes?
Ide soar onde ha corações brandos.
A boa nova ouço e falta a crença;
</poem><noinclude></noinclude>
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Página:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu/58
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<noinclude><pagequality level="4" user="Gamoneiro" />{{c|— 44 —}}{{Bloco centro/s}}</noinclude><poem>
O milagre é da crença o filho amado.
Não me attrevo a aspirar a essas espheras
Onde retumba a nova abençoada;
E comtudo a este som, da infancia affeito,
Sinto-o agora revocar-me á vida.
Outr’ora do amor divino o osculo,
Do dia do Senhor nas horas graves,
Descia sobre mim; do campanario
O tanger tão presago me soava
E era uma oração, almo deleite;
Um ineffavel mas bem doce anceio
A vaguear nos bosques m’impellia,
E por entre mil lagrimas ardentes,
Sentia-me surgir no peito um mundo.
Da juventude os jogos prazenteiros
Annunciava est’hymno, o prazer livre
Da louçan primavera; ora saudosas
Recordações e um sentir d’infante,
Do passo ultimo e grave me desviam.
Resoae, resoae, celestes hymnos!
Lagrimas verto, recobrou-me a terra!
</poem>
{{dhr}}
{{c|'''CORO DOS DISCIPULOS'''}}
<poem>
{{Gap|2em}}Já o sepultado
{{Gap|2em}}Vivente, exaltado
{{Gap|2em}}Aos ceus remontou;
{{Gap|2em}}A vida já gosa,
{{Gap|2em}}No crear s’encerra;
</poem><noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" />{{c|2}}
{{lh|4em}}</noinclude>Nada mais proprio, em verdade, para uma villegiatura alegre, do que esse recanto de provincia, — valle ameno entre montanhas, com o rio cachoando ao fundo, deslisando mais adeante entre salgueiraes, como assustado da sua propria fúria.
Ha alli de tudo para deleite dos ociosos que no verão passeiam pelas provincias os tedios e as ''toilettes'' da moda.
Para os ''pic-nics'', a sombra de velhas arvores em quintas senhoreaes; o rio, com as madrugadas de pescarias alegres; e lá para setembro a caça a rôdos pelos matagaes da serra; e para cúmulo as estradas bem conservadas pelo interesse que a gente da villa mostra em dar boa conta de si perante a civilisação dos ''pur-sangs'' e dos cocheiros inglezes.
Mas estamos no inverno, n’uma fria tarde de fins de janeiro. Ora o que se hade fazer no inverno n’uma terra de provincia, quando a neve cobre o cimo das serras e o vento corta as carnes como vergastadas? Procura-se então um bocado de sociedade para encurtar as noites sempre
grandes para os preguiçosos e os paroleiros.
Vae-se para a botica, pois para onde se hade ir?...
Aquillo é o club, o centro onde tudo se reúne e as novidades se sabem e commentam, primeiro que em parte alguma.
Toda a gente tem entrado n’uma pharmacia e conhece mais ou menos o cheiro especial dos remedios, o feitio classico dos boiões das pomadas, os frascos bojudos com tampas de vidro e letreiros em grossas lettras sábias, os passaros<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" />{{c|3}}
{{lh|4em}}</noinclude>empalhados entre o aquario com peixesinhos vermelhos e a balança na sua maquineta de mogno polido.
Em coisa alguma sahia dos antigos moldes consagrados a propriedade do sr. Domingos José da Silva, chamada a ''botica velha'', para se distinguir da ''nova'': envernizada de fresco, com mobilia de casquinha folheada em mogno, fabricado n’uma marcenaria do Porto.
Comtudo, a velha pharmacia rotineira e modesta não perdêra os freguezes antigos, como se não cançava de o apregoar o seu feliz dôno, que não soffria sem verdes olhares d’inveja o luxo sybarita do competidor.
Por largos annos fôra o unico pharmaceutico n’umas poucas de leguas em redor e gabava-se que não havia quem lhe levasse a palma na confecção d’umas certas pastilhas contra os vermes.
Essa e a dos cães damnados eram muito suas e a ninguem as daria senão no ultimo arranco.
Mas um dia — questões de politica, infamias, invejas!... — eis que lhe surge pela prôa a nova pharmacia, com proprietario rapaz a modos litterato e suas vistas altas de quem tem um curso e faz os rótulos em latim.
Ia tendo uma apoplexia o sr. Domingos! A cada innovação que o seu rival trazia ás velhas costumeiras de botica provinciana, elle desabafava em murros no mostrador e furioso sorver de rapé.
Andou atrapalhado uns tempos. O filho aconselhava que mandasse dar uma pintadella ás portas, comprasse estantes e livros {{hífen|encaderna|encadernados}}<noinclude></noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" />{{c|4}}
{{lh|4em}}</noinclude>{{hífen-fim|dos|encadernados}}, e lá emquanto aos letreiros mandava-se ao mano, que estudava no seminario, que os escrevesse.
— Que não! — berrava o velho em vermelhas guinadas d’orgulho — que assim tinha vivido sempre e assim queria morrer; que levasse o diabo os modernismos!
N’estes sentimentos era appoiado pela mana Joaquina, resmungando sempre encatharroada contra as novidades e contra o rheumatismo que mal lhe deixava arrastar as pernas trôpegas.
Mas o caso é que a botica nova não lhe tirou freguezia, apezar dos fumos de sabichão do pharmaceutico, porque a boa gente da provincia gosta sempre de andar pelo seguro: — ''ná'', diziam elles, temo-nos governado com o ''sô Domingos'', e com as suas drogas nos iremos medicando; nada de venenos, que são os remedios novos!
E batiam familiarmente nas costas do velhote, que esfregava as mãos triumphante.
Passára-lhe já a maior furia, mas o rancor ficára latente e resmungão, como cachorro mal acostumado ao canil. Pessoa que, por acaso, ou propositadamente, entrasse na ''nova'' — como dizia com ironico despreso — era certo incorrer para sempre no desagrado geral da familia.
Mas, isto era ao accender dos candieiros de petroleo, — não chegou ainda a civilisação do gaz a todos os cantos de Portugal — por um fim de dia de frigido janeiro.
Lá fóra a escuridão fazia-se rapidamente, com um tremôr d’estrellas que annunciavam muita geada por essa noite fóra.
O sr. Domingos José da Silva, ''matriculado''<noinclude></noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" />{{c|5}}
{{lh|4em}}</noinclude>pharmaceutico no largo da Fonte, (como de si proprio dizia com grossa voz fanhosa e expedimentos de perdigotos por demais explicativos para quem lhe ficava em frente) estava nos seus momentos felizes.
Era á hora a que os parceiros do ''solo'' e da má lingua começavam a chegar, e toda a sua grossa pessoa rejubilava festiva.
Não que elle fosse positivamente um mau homem, que não era! Mas aquelle fraco por saber o que se passava na terra, fazia-o esperar pela noite como pelo melhor bocadinho da sua estupida vida, partilhada entre as tizanas, as descomposturas aos freguezes pobres, e o desvanecimento pela esperteza propria e a da familia.
Não era raro ouvir-lhe contar os adeantamentos e habilidades da sua prole, n’estes e n’outros discursos por igual demonstrativos.
— «O meu filho ''Antoino, cabalidade, cabalidade''!... Deu os riscos p’ró chafariz novo. Ainda os pintava melhor, a ''cambra'' é que não quiz gastar dinheiro. Mas deixem-me ser ''vérador'' que o caso é ''oitro''...»
Tinha ferrado no bestunto esse ideal supremo de labrego, que ao acaso de muito pontapé da sorte conseguira largar o cabo da enxada pela mão do almofariz.
Passeava, pois, o sr. Domingos José da Silva ao longo e largo da pharmacia, para melhor aquecer os pés mettidos em tamancos forrados; esfregava as mãos vermelhas e enfrieiradas vestidas de ''mitenes'' d’algodão verde salsa; tossia para o ''cache-nez'' enrolado ao pescoço, e esperava os<noinclude></noinclude>
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O livro “TUDO O QUE VOCÊ SEMPRE QUIS SABER SOBRE A URNA ELETRÔNICA BRASILEIRA”, escrito pela jornalista Fernanda Soares Andrade, com apoio do Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia do Setor Aeroespacial, baseia-se, sobretudo, no depoimento de servidores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, do Instituto de Estudos Avançados - IEAv e da Justiça Eleitoral. O livro é de grande importância, porque revela o dia a dia da execução dos trabalhos, inclusive aqueles de suporte, como os de instalação de redes e cabos especiais, indispensáveis ao funcionamento da urna eletrônica. Os trabalhos começaram e se desenvolveram no ano de 1995, que marcam a criação da urna, a licitação e a entrega das primeiras máquinas, que vai de janeiro a maio de 1996.
O Tribunal Superior Eleitoral, quando decidiu implantar o voto eletrônico, procurou apoiar-se no que havia de melhor no ambiente científico brasileiro, no campo do direito e da ciência política, na experiência dos Tribunais Regionais e seus servidores da área de informática, seja em áreas técnicas especializadas, como o INPE e o Ministério da Aeronáutica, através do IEAv, dos<noinclude>
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Erick Soares3
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Este livro tem o objetivo de relatar a história da criação da urna
eletrônica brasileira, um projeto audacioso e inovador, principalmente se levamos em consideração os recursos de informática disponíveis na época de sua criação. Infelizmente, nem todas as pessoas envolvidas no processo de informatização do voto foram citadas neste livro. Isso não significa que o trabalho das pessoas não citadas, ou não entrevistadas, tenha menor importância, significa apenas que não havia tempo hábil para conseguir localizar e convidar todos. O SindCT, patrocinador desse livro, é o sindicato que representa os servidores civis das carreiras de Ciência e Tecnologia lotados no INPE, DCTA, Cemaden e AEB. Por isso, demos ênfase às histórias vividas pelos servidores dessas instituições no desenvolvimento da urna eletrônica. Independentemente de terem ou não sido citados neste livro, todos os servidores das instituições que colaboraram com o TSE, os servidores do TSE e dos TREs, as pessoas convidadas e nomeadas para comporem as Comissões e todas as pessoas envolvidas, direta ou indiretamente, nas eleições brasileiras colaboraram para o sucesso da urna eletrônica e para o Brasil se tornar referência mundial na execução de eleições rápidas, transparentes, seguras e que garantem o verdadeiro exercício da democracia para a população brasileira.
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Os brasileiros já estão acostumados com o ritual. A cada dois anos, todo cidadão com mais de 16 anos, seja homem ou mulher, pode se dirigir à escola, onde funciona a Seção Eleitoral em que está inscrito, e exercer um direito civil: o voto.
É a escolha de quais pessoas julga-se serem as melhores para gerirem as nossas vidas, ditarem as regras que devemos seguir e, principalmente, estabelecerem quais direitos básicos toda a população terá.
Por mais que muitas pessoas repitam “não gosto de política”, é ali, naquele pequeno gesto do voto, que tudo começa a ser decidido:
Quanto custará a energia elétrica?
Haverá escolas e universidades públicas?
Qual é o valor do salário-mínimo?
Terei direito à saúde pública?
Se eu for demitido, quais são os meus direitos?
Posso me aposentar?
Todas essas e muitas outras questões nos atingem diretamente e são decididas pelas pessoas que elegemos para ocuparem os<noinclude>{{c|'''23'''}}</noinclude>
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Antes de se iniciar o assunto tema deste livro é preciso fazer uma retrospectiva sobre a história das eleições no Brasil e seu funcionamento desde então.
A primeira eleição da qual se tem registro ocorreu no período colonial, em 1532, na Capitania de São Vicente, para a escolha dos representantes das Câmaras Municipais, pessoas que seriam responsáveis pelas vilas coloniais. Essa eleição passou a acontecer a cada três anos e sua realização seguia as determinações das Ordenações do Reino, documento que fazia um compilado das leis realizadas pelos reis de Portugal.
O direito ao voto era restrito aos chamados “homens bons”, grupo de homens que possuíam alguma linhagem nobre ou que possuíam algum negócio de importância, o que também pode ser entendido como pessoa com posses e rendas. O processo utilizado era o do voto indireto: primeiro, os votantes presentes escolhiam os eleitores e, a seguir, esse grupo escolhia alguns nomes que, ao final do processo, eram apontados por sorteio. Os cargos eletivos eram para juízes, vereadores e procuradores.
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Erick Soares3
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{{c|''Título eleitoral do Império Brasileiro, passado na cidade de<br>Juiz de Fora, em 1881 / Crédito: Harpy Leilões''}}
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Erick Soares3
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>[[File:José Antonio Saraiva - Litografia (cropped-2).jpg|centro|250px]]
{{c|''José Antonio Saraiva- (Lei Saraiva)<br/>imagem reprodução internet''}}
{{dhr}}
Essa lei aumentou a exigência de renda mínima, que passou para 200 mil réis anuais, e exigiu a assinatura do documento de alistamento eleitoral. A nova condição reduziu o eleitorado brasileiro. Antes da Lei Saraiva, os eleitores correspondiam a 13% da população. Após essa lei, os eleitores brasileiros passaram a corresponder a apenas 0,8% da população.
Com a Proclamação da República no Brasil e a promulgação da Constituição de 1891, ocorreram mais mudanças no eleitorado,<noinclude>{{c|'''32'''}}</noinclude>
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Erick Soares3
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>reduzindo a idade mínima para 21 anos e excluindo os analfabetos, soldados rasos e mendigos. Mesmo com as mudanças, o exercício do voto continuava exclusivo aos homens.
Em 1° de março de 1894, ocorreu a [[:w:Eleição presidencial no Brasil em 1894|primeira eleição direta]] para a escolha do Presidente da República. Havia 203 candidatos para a presidência e 335 para a vice-presidência. 116 candidatos receberam um único voto. Prudente de Morais foi eleito com 82,9% dos votos e tomou posse no dia 15 de novembro, dois anos após a Proclamação da República.
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[[File:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira (page 34 crop).jpg|centro|400px]]
{{c|''Primeira eleição direta para presidente da República no Brasil''}}
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{right|{{x-larger|{{âncora|Como eram as votações|'''Como eram as votações'''}}}}}}
{{dhr|2}}
A votação no Brasil sempre acontece no mês de outubro, sendo o primeiro domingo do mês dedicado ao primeiro turno e o último domingo do mês dedicado ao segundo turno, caso haja necessidade.
Antes de iniciar o processo para a votação, alguns eleitores são convocados pelos Tribunais Regionais Eleitorais para trabalhar nas eleições. Esses eleitores recebem um treinamento para atender à população no dia da votação.
As votações ocorrem nas escolas municipais e estaduais e são iniciadas pontualmente às 8h e encerradas às 17h.
[[File:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira (page 42 crop).jpg|centro|400px]]
{{c|''Cédula eleitoral de papel da eleição de 1989 em São Paulo''<ref>Nota do Wikisource: a cédula em questão faz referência às eleições de 1988.</ref>}}
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>[[File:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira (page 43 crop).jpg|centro|400px]]
{{c|''Cédula eleitoral utilizada nas eleições municipais de 1996 - TRE RN''}}
{{nop}}<noinclude>{{c|'''42''}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>Ao final da votação, o presidente da seção eleitoral lacrava a urna com papel adesivo, colocava selos da Justiça Eleitoral e assinava o lacre. Por fim, as urnas eram levadas ao local de apuração.
Todo o procedimento podia e era acompanhando pelos fiscais dos partidos políticos.
{{dhr|3}}
{{right|{{x-larger|{{âncora|Como eram as apurações|'''Como eram as apurações'''}}}}}}
{{dhr|2}}
Durante a República Velha, os votos de todo o país eram enviados para o Rio de Janeiro, onde era realizada a apuração. Na época, os meios de transporte não eram eficientes e a apuração podia levar meses.
Com o passar do tempo, houve a regionalização da apuração. Assim como ocorria na votação, alguns eleitores eram convocados pelos Tribunais Regionais Eleitorais para trabalhar na apuração dos votos.
Após o término das votações, as urnas de cada localidade eram juntadas em locais amplos, como ginásios, por exemplo.
A apuração iniciava quando todas as urnas da localidade estavam reunidas. O pessoal convocado para o trabalho era dividido em grupos. As urnas eram verificadas e abertas para a<noinclude>{{c|'''43'''}}</noinclude>
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Tudo o que você sempre quis saber sobre a urna eletrônica brasileira/Capítulo 1
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<pages index="Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf" from=30 to=46 prev="[[Tudo o que você sempre quis saber sobre a urna eletrônica brasileira/Introdução|'''Introdução''']]" next="[[Tudo o que você sempre quis saber sobre a urna eletrônica brasileira/Capítulo 2|'''Casos de fraudes''']]" header=1/>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{right|{{x-larger|'''CASOS DE FRAUDES'''}}}}
{{dhr|3}}
Em alguns casos, os problemas começavam antes da apuração. Um exemplo disso era a estratégia do “voto formiguinha”. Funcionava assim: um eleitor recebia a cédula do mesário, entrava na cabine de votação e colocava um papel qualquer na urna de lona. A cédula oficial, ainda em branco, era entregue, fora da seção, a uma pessoa, que assinalava os candidatos desejados e repassava a cédula preenchida a outro eleitor. Este tinha a incumbência de depositar esta cédula na urna, pegar outra em branco e levar novamente ao líder do esquema, e assim por diante. O resultado era a manipulação do pleito.
Havia ainda a tática das “urnas emprenhadas”. Como elas tinham apenas um cadeado e lacres de papel, muitas já chegavam “grávidas” à seção, isto é, recheadas de votos.
{{w|Arlindo Chinaglia}}, deputado federal por sete mandatos e que ocupou a presidência da Câmara entre 2007 e 2009, lembrou das diversas formas de fraudes ocorridas nas eleições com cédulas de papel: “''era morto que comparecia para votar, rasuravam o voto do adversário durante a apuração... Em 1994 foi anulado o resultado das eleições para deputado estadual do Rio de Janeiro,''<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>Minas Gerais, quando foi juiz federal no estado, entre os anos 1967 e 1977. Em uma cidade de Minas Gerais, foram distribuídas 10 mil cédulas em branco para alguns candidatos. A fraude foi descoberta e todos os envolvidos foram condenados, inclusive o juiz do TRE, por omissão no caso.
“''Nós tínhamos problemas sérios no Brasil, tanto com o voto em papel, quanto com a sua contabilização. Um exemplo, que ficou conhecido pela sociedade, era o “mapismo”, em que votos brancos e nulos eram atribuídos a determinados candidatos''”, contou o Ministro do Supremo Tribunal Federal e ex-Ministro do TSE, Gilmar Mendes.
{{dhr|3}}
{{right|{{x-larger|{{âncora|Caso Proconsult|'''Caso Proconsult'''}}}}}}
{{dhr|2}}
O mais grave caso de tentativa de fraude no processo eleitoral se deu no Rio de Janeiro, em 1982, nas eleições para o governo do estado, as primeiras realizadas para o cargo, desde 1965, quando foram proibidas pelo regime militar.
O caso ficou amplamente conhecido como {{w|Caso Proconsult}}, nome da empresa contratada para realizar a apuração dos votos. A fraude foi tão evidente que virou tema de dissertações de mestrado, além de livros como “''O caso Proconsult: a história da''<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{right|{{x-larger|'''POR QUE CRIAR UMA<br/>URNA ELETRÔNICA?'''}}}}
{{dhr|3}}
No capítulo anterior, vimos alguns exemplos de fraudes em eleições que utilizaram cédulas em papel. Nos mais de 5 mil municípios do Brasil, 5.570 em 2020, alguns em regiões mais distantes, a probabilidade de terem ocorrido mais fraudes, não comprovadas oficialmente, como voto formiguinha, compra de votos, voto de cabresto, urnas emprenhadas ou fraudes na apuração dos votos é assustadoramente grande.
A necessidade da urna eletrônica surgiu diante da morosidade da apuração dos votos das eleições com cédulas de papel, que era realizada por pessoas convocadas pela Justiça Eleitoral para um trabalho que, dependendo do município, poderia durar mais de três dias. Além disso, por mais confiabilidade que as pessoas convocadas pudessem ter, estavam sujeitas tanto ao erro, pois são humanas, quanto a favorecer o candidato de sua preferência.
Além de pôr um fim às fraudes, a intenção de se criar um sistema mecanizado era, também, facilitar a votação para o eleitor e otimizar, de alguma maneira, a apuração dos votos. E a ideia é
antiga!
Criado em 1932, o [[:w:pt:Código Eleitoral de 1932|Código Eleitoral]], no seu artigo 57, citava o “''uso''<noinclude>{{c|'''57'''}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>''das máquinas de votar''”. Apesar de existir em ideia, na prática, não havia tecnologia suficiente para o desenvolvimento de algo assim. Ou não havia interesse.
Em 1958, passados mais de 25 anos da ideia inicial, [[:w:pt:Sócrates Puntel|Sócrates Ricardo Puntel]], membro do Instituto Brasileiro de Inventores, apresentou para a imprensa, políticos e autoridades uma máquina mecânica para votação, com a imediata contagem de votos.
A máquina foi construída em 18 meses, funcionava por meio de duas teclas e duas réguas que indicavam os cargos a serem preenchidos.
[[File:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira (page 59 crop).jpg|centro|400px]]
{{c|''Máquina de votação de Sócrates Ricardo Puntel''}}
{{nop}}<noinclude>{{c|'''58'''}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>[[File:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira (page 60 crop).jpg|centro|400px]]
{{c|''Sócrates Ricardo Puntel com a máquina de votar, site TSE''}}
{{dhr|3}}
Do lado esquerdo da máquina, havia uma cancela que, ao ser empurrada na saída, emitia o som de uma campainha. À medida que a votação continuava, os contadores iam registrando o total. Ao final do processo de votação, a máquina era fechada e uma chave prendia totalmente o painel, o que evitaria possíveis fraudes.
Apesar de ter sido recebido com entusiasmo pelas autoridades do Tribunal Eleitoral, esse invento não chegou a ser utilizado.
Em 1978, o TRE de Minas Gerais apresentou ao TSE um protótipo para mecanização do processo eleitoral, que também não foi levado adiante.
O problema foi que, até esse momento, ninguém havia<noinclude>{{c|'''59'''}}</noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>[[File:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira (page 63 crop).jpg|centro|400px]]
{{c|''Título de eleitor de 1933 - utilizado de 1932 a 1937<br/>Acervo do Memorial da Justiça Gaúcha''}}
{{nop}}<noinclude>{{c|62}}</noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>[[File:Título de Eleitor de Caxias do Sul, 1941 (page 64 crop).jpg|center|400px]]
{{c|''Título de eleitor de Caxias do Sul – RS, utilizado de 1945 a 1951, Acervo do Memorial da Justiça Eleitoral Gaúcha''}}
{{dhr}}
[[File:Título Eleitoral, RS, 1979 (page 64 crop).jpg|centro|400px]]
{{c|''Título de eleitor de Passo Fundo – RS, utilizado de 1951 a 1986, Acervo do Memorial da Justiça Eleitoral Gaúcha''}}
{{nop}}<noinclude>{{c|'''63'''}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>[[File:Título de Eleitor de Caxias do Sul, 1941 (page 64 crop).jpg|center|400px]]
{{c|''Título de eleitor de Caxias do Sul – RS, utilizado de 1945 a 1951, Acervo do<br>Memorial da Justiça Eleitoral Gaúcha''}}
{{dhr}}
[[File:Título Eleitoral, RS, 1979 (page 64 crop).jpg|centro|400px]]
{{c|''Título de eleitor de Passo Fundo – RS, utilizado de 1951 a 1986, Acervo do<br>Memorial da Justiça Eleitoral Gaúcha''}}
{{nop}}<noinclude>{{c|'''63'''}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>[[File:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira (page 65 crop).jpg|centro|400px]]
{{c|''Título de eleitor atual, utilizado a partir de 1986, Acervo do Memorial da Justiça Eleitoral Gaúcha''}}
{{dhr}}
Os eleitores da cidade de Brusque, em Santa Catarina, foram os escolhidos para a primeira eleição experimental informatizada. Em 1989, no 1º turno das eleições presidenciais, os eleitores votaram em um computador.
A primeira votação eletrônica válida foi realizada com o sistema desenvolvido pelos irmãos [[:w:pt:Carlos Prudêncio|Carlos]] e Roberto Prudêncio. O modelo, muito mais complexo do que a urna eletrônica atual, funcionava da seguinte maneira: os eleitores preenchiam uma cédula que passava por um leitor óptico semelhante ao das casas lotéricas e colocava a cédula já 'carimbada' pela máquina numa urna<noinclude>{{c|'''64'''}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{right|{{x-larger|'''A HISTÓRIA DA CRIAÇÃO<br/>DA URNA ELETRÔNICA'''}}}}
{{dhr}}
Como previsto, o Ministro Velloso assumiu a presidência do TSE em 6 de dezembro de 1994 e levou sua ideia adiante.
O Ministro conta que não foi tão fácil implementar a ideia da informatização do voto. Para isso, foi necessária uma “''verdadeira cruzada pelo país''”.
“''Os presidentes dos TREs aceitaram de pronto a ideia. Os magistrados, os advogados, de modo geral, é que duvidavam. Afirmavam: os analfabetos e os semialfabetizados não conseguiriam votar no computador''”, contou Velloso em entrevista para este livro.
Foi então que, com o apoio dos 27 Tribunais Regionais Eleitorais e seus respectivos presidentes, Velloso deu início à sua ideia.
O Presidente da República, na época, era {{w|Fernando Henrique Cardoso}}, que se recorda da história: “''foi sim, o Ministro Velloso, quem me trouxe a ideia. Sempre acreditei que nosso povo está disposto a aceitar novidades. À condição de elas representarem um avanço''”.
Com um sinal verde da Presidência da República, Velloso nomeou Paulo Camarão como Secretário de Informática do<noinclude>{{c|'''71'''}}</noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>''municipais de 1996.''
''Brasília, 22 de setembro de 1995.''
''Ministro Carlos Velloso''
''Presidente''”
{{dhr|3}}
{{right|{{x-larger|{{âncora|A participação de servidores do INPE|'''A participação de servidores do INPE'''}}}}}}
{{dhr}}
Em 1993, o servidor do INPE, Paulo Nakaya, recebeu um pedido do Ministério da Saúde - MS para elaborar o projeto de rede de informática daquele ministério. Nakaya convidou os servidores Antonio Esio e Mauro Hashioka para ajudar no desenvolvimento do projeto. Após a conclusão, houve mudança de Ministro e o projeto foi interrompido.
Pouco tempo depois, o então secretário de informática do Ministério da Saúde, Newton Koji Uchida, foi trabalhar no TSE, como secretário de informática desse Tribunal, a convite da gestão do Ministro Sepúlveda Pertence.
Diante dos desafios de informatização da Justiça Eleitoral, Uchida se lembrou do projeto desenvolvido pelos servidores do INPE para o MS e convidou Nakaya para participar de uma reunião no TSE.
Sem saber do que se tratava, atendendo ao convite, Nakaya<noinclude>{{c|'''81'''}}</noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>''produção final.''
''Então nomearam o Grupo de Trabalho''.”
{{dhr|3}}
{{right|{{x-larger|{{âncora|A chegada do servidor do DCTA|'''A chegada do servidor do DCTA'''}}}}}}
{{dhr}}
Para colocar em prática o processo de informatização do voto no Brasil, o TSE necessitava de especialistas e, para encontrá-los, além de capacitar a própria equipe interna de tecnologia da informação, encaminhou convite para a participação dos técnicos do MCT/INPE, que já vinham trabalhando no processo de informatização da Justiça Eleitoral; para os Ministérios da Aeronáutica, do Exército, da Marinha e das Comunicações; e também convidou um especialista em licitações junto ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Os especialistas indicados foram então convocados a participarem de reuniões técnicas que aconteceriam a partir de setembro de 1995, com representantes do próprio TSE para integrarem um grupo técnico.
Pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, foram formalizadas as participações de Paulo Seiji Nakaya, Mauro Hissao Hashioka e Antonio Esio Marcondes Salgado. Representando o Exército, o então Major Elifas Chaves Gurgel do Amaral; representando a Marinha, o então Capitão-de-Corveta Luiz Otávio Botelho Lento;<noinclude>{{c|'''87'''}}</noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>TSE, a fim de que pudessem indicar a pessoa mais adequada.
O diretor do IEAV atribuiu ao servidor Oswaldo Catsumi Imamura a missão de participar da próxima reunião, no dia 22 de setembro de 1995.
“''Eu participei da segunda reunião e acabei ficando. Falei para o meu chefe: eles precisam de um especialista que entenda de software, hardware, comunicação, segurança... então o diretor do IEAV pediu para que eu continuasse e que, caso eu necessitasse de ajuda de outras pessoas, o informasse. E assim eu fui designado oficialmente para compor a equipe de especialistas, representando a equipe da Aeronáutica''”, contou Catsumi.
{{dhr|3}}
{{right|{{x-larger|{{âncora|O Projeto|'''O Projeto'''}}}}}}
{{dhr}}
O Grupo de Trabalho foi responsável pela criação do protótipo para o Coletor Eletrônico de Votos - CEV (primeiro nome dado à urna eletrônica).
Todos os membros do grupo, dentre eles Antonio Esio Marcondes Salgado, o Toné, Paulo Seiji Nakaya, Oswaldo Catsumi Imamura e Mauro Hissao Hashioka, servidores públicos federais das Carreiras de Ciência e Tecnologia, lotados no INPE e no DCTA,<noinclude>{{c|'''89'''}}</noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>“''Ordem dada, os 'ninjas' arregaçaram as mangas dos quimonos para dar conta do recado. O equipamento precisaria atender, de imediato, as oito premissas levantadas pelo grupo de 'notáveis', reunidas a pedido do TSE. Eram elas: padronização, adesão à legislação brasileira, interação amigável, redução de custo, perenidade, segurança, facilidade logística e autonomia''.”
{{dhr}}
[[File:Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira (page 92 crop).jpg|centro|400px]]
{{c|''Giussepe Janino, site Tecnomundo''}}
{{dhr}}
Antes de começar a especificar os parâmetros, a equipe precisava definir exatamente o que desejavam que fosse criado.
O voto seria em papel e posteriormente digitalizado?
O equipamento seria um 'escaneador' de voto, um coletor de voto ou um equipamento para coletar o voto?
“''Uma das coisas que tinha no relatório da Comissão de Notáveis é que no papel ocorriam a maior parte das fraudes e,''<noinclude>{{c|'''91'''}}</noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>funcionalidades estavam todos muito bem especificados e descritos.
Aos licitantes coube a otimização em termos de produção, custo e manutenção e decidir sobre a aparência do CEV. Tinham também a liberdade de substituir algum componente solicitado por um similar ou superior. Processadores, por exemplo, deveriam apresentar um desempenho mínimo e isso deveria ser comprovado. Caso o licitante apresentasse um processador diferente do solicitado, ele deveria provar que a oferta dele era melhor e mais versátil do que a especificada na licitação. Se isso ocorresse, a Comissão Técnica avaliaria a oferta e decidiria pelo aceite.
{{dhr|3}}
{{right|{{x-larger|{{âncora|O misterioso Ministro Salgado|'''O misterioso Ministro Salgado'''}}}}}}
{{dhr}}
Em 1996, o TSE possuía 17 Ministros: o Ministro Carlos Mário da Silva Velloso, como presidente; 8 Ministros efetivos: Marco Aurélio Mendes de Farias Mello, Ilmar Nascimento Galvão, Antônio de Pádua Ribeiro, Cid Flaquer Scartezzini, Jesus Costa Lima, Paulo Roberto Saraiva da Costa Leite, José Bonifácio Diniz de Andrada e Torquato Lorena Jardim; e 8 Ministros substitutos: José Carlos Moreira Alves, José Francisco Rezek, José Néri da Silveira, Eduardo<noinclude>{{c|'''103'''}}</noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>papel… Chegada sua hora de apresentar, o Ministro Jobim apresentou o estudo:
“''Isso aqui é um documento que eu pedi e mais de um Ministro olhou esse documento. Então tem eu, tem o Ministro Salgado que olhou também, né Toni?''” - Observação: não foi erro de grafia, o Ministro Jobim se referia ao Toné por Toni.
E Toné relata mais um caso:
“''Eu já fui apresentado para um diretor do TSE, novo, assim: esse aqui é o Ministro Salgado.''
''O rapaz me chamou de lado e falou assim: perdão, o senhor é juiz eleitoral?''
''Eu falei: eu não sou nada. Eu sou engenheiro do INPE, mas tem essa coisa de me chamar de Ministro. Aí ele caiu na risada.''”
{{dhr|3}}
{{right|{{x-larger|{{âncora|O Processo Licitatório|'''O Processo Licitatório'''}}}}}}
{{dhr}}
A licitação para a fabricação das urnas ocorreu no final de 1995, com a publicação do Aviso de Licitação – Concorrência Internacional nº 2 em 13 de dezembro de 1995, no DOU e em vários jornais de grande circulação no Brasil, com a participação do Ministério Público da União e da Ordem dos Advogados do Brasil, na qualidade de fiscais do processo licitatório. A Presidência do<noinclude>{{c|'''106'''}}</noinclude>
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Tudo o que você sempre quis saber sobre a urna eletrônica brasileira/Capítulo 4
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text/x-wiki
<pages index="Tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-a-urna-eletronica-brasileira.pdf" from=72 to=132 next="[[Tudo o que você sempre quis saber sobre a urna eletrônica brasileira/Capítulo 5|'''O funcionamento da urna eletrônica''']]" header=1/>
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Erick Soares3
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>alto índice de efetividade.
Nas eleições municipais de 2020, a identificação biométrica na urna eletrônica foi ampliada, sendo realizada em 24 estados, 299 municípios e atingiu mais de 8 milhões de eleitores que já estavam aptos a serem identificados por meio da impressão digital.
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{{c|''Em 2008, a biometria começou a ser testada nas urnas eletrônicas.''<br/>''Imagem: TSE''}}
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A biometria colocou um ponto final à única possibilidade de fraude com a utilização da urna eletrônica: a “fraude do mesário”, que seria a possibilidade de algum mesário realizar a votação em nome de eleitores ausentes.
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Erick Soares3
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{right|{{x-larger|'''A SEGURANÇA DAS URNAS'''}}}}
{{dhr|3}}
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha em 2021 apontou que 73% dos brasileiros desejam que as eleições continuem sendo realizadas através da urna eletrônica. Isso demonstra que a confiança dos eleitores brasileiros na urna é significativa.
A confiança nas urnas eletrônicas se dá pela segurança oferecida, tanto no momento da votação, quanto na apuração. Mesmo com essa aprovação, a maioria da população não possui conhecimento das medidas de segurança das urnas eletrônicas brasileiras.
Todas as urnas, ao final do procedimento de votação, emitem o boletim de urna, que pode ser facilmente confrontado com o publicado pelo TSE na internet, realizando, assim, a conferência do resultado de cada seção eleitoral ou do resultado da totalização final.
Há também o questionamento sobre a possibilidade de hackers invadirem as urnas, o que é impossível de ocorrer. As urnas não possuem nenhum mecanismo que possibilite sua conexão a redes de computadores ou à internet, necessárias para<noinclude>{{c|'''171'''}}</noinclude>
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/* 18px Brasileiros */
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wikitext
text/x-wiki
__NOTOC__
== [[File:Flag of Brazil.svg|18px]] Brasileiros ==
{{Div col|3}}
=== Século XVI ===
* {{A|Ambrósio Fernandes Brandão}} (c. 1555 - c. 1618) {{100%}}
* {{A|Bento Teixeira}} (c. 1561 - c. 1618) {{100%}}
* {{A|Frei Vicente do Salvador}} (1564 - c. 1636) {{100%}}
=== Século XVII ===
* {{A|Antônio Vieira}} (1608 - 1697) {{075%}}
* {{A|Nuno Marques Pereira}} (1625 - 1728) {{100%}}
* {{A|Gregório de Matos}} (1636 - 1696) {{075%}}
* {{A|Manuel Botelho de Oliveira}} (1636 - 1711) {{100%}}
* {{A|André João Antonil}} (1649 - 1716) {{100%}}
* {{A|Sebastião da Rocha Pita}} (1660 - 1738) {{100%}}
* {{A|Manuel de Santa Maria}} (c. 1668 - c. 1730) {{100%}}
=== Século XVIII ===
* {{A|Matias Aires}} (1705 - 1763) {{100%}}
* {{A|Teresa Margarida da Silva e Orta}} (1711 - 1793) {{100%}}
* {{A|Gaspar da Madre de Deus}} (1715 - 1800) {{100%}}
* {{A|Santa Rita Durão}} (1722 - 1784) {{100%}}
* {{A|Cláudio Manuel da Costa}} (1729 - 1789) {{100%}}
* {{A|Domingos Caldas Barbosa}} (1740 - 1800) {{100%}}
* {{A|Basílio da Gama}} (1741 - 1795) {{100%}}
* {{A|Alvarenga Peixoto}} (1744 - 1792) {{100%}}
* {{A|Tomás Antônio Gonzaga}} (1744 - 1810) {{100%}}
* {{A|Manuel Inácio da Silva Alvarenga}} (1749 - 1814) {{100%}}
* {{A|José da Silva Lisboa}} (1756-1835) {{075%}}
* {{A|Sousa Caldas}} (1762 - 1814) {{050%}}
* {{A|Francisco Carlos Teixeira da Silva}} (1763 - 1829) {{100%}}
* {{A|José Bonifácio}} (1763 - 1838)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel Jacinto Nogueira da Gama|Manuel Jacinto Nogueira da Gama]] (1765 - 1847)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco Vilela Barbosa|Francisco Vilela Barbosa]] (1769 - 1846)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Saturnino da Costa Pereira|José Saturnino]] (1771 - 1852)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Andrada Machado|Andrada Machado]] (1773 - 1845)
* {{A|Mariano José Pereira da Fonseca}} (1773 - 1848) {{100%}}
* {{A|Hipólito da Costa}} (1774 - 1823) {{075%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Martim Francisco Ribeiro de Andrada|Martim Francisco]] (1775 - 1844)
* {{A|Frei Caneca}} (1779 - 1825) {{075%}}
* {{A|Beatriz Brandão}} (1779 - 1868) {{100%}}
* {{A|Januário da Cunha Barbosa}} (1780 - 1846) {{100%}}
* {{A|Diogo Antônio Feijó}} (1784 - 1843) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco do Monte Alverne|Francisco de Mont'Alverne]] (1784 - 1858)
* {{A|José Inácio de Abreu e Lima}} (1794 - 1869)
* {{A|Evaristo da Veiga}} (1799 - 1837) {{100%}}
* {{A|Odorico Mendes}} (1799 - 1864)
=== Século XIX ===
* {{A|Araújo Porto Alegre}} (1806 - 1879) {{100%}}
* {{A|Ana Eurídice Eufrosina de Barandas}} (1806 - 1863) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teófilo Ottoni|Teófilo Ottoni]] (1807 - 1869)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Paula Brito|Paula Brito]] (1809 - 1861)
* {{A|Nísia Floresta}} (1810 - 1885) {{100%}}
* {{A|Gonçalves de Magalhães}} (1811 - 1882) {{075%}}
* {{A|Teixeira e Sousa}} (1812 - 1861) {{100%}}
* {{A|Francisco de Sales Torres Homem}} (1812 - 1876) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Justiniano José da Rocha|Justiniano José da Rocha]] (1812 - 1862)
* {{A|João Lisboa}} (1812 - 1863)
* {{A|Martins Pena}} (1815 - 1848) {{100%}}
* {{A|Francisco Adolfo de Varnhagen}} (1816 - 1878) {{100%}}
* {{A|João Manuel Pereira da Silva}} (1817 - 1898) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Violante Bivar e Velasco|Violante Bivar e Velasco]] (1817 - 1875)
* {{A|Joaquim Manuel de Macedo}} (1820 - 1882)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Tristão de Alencar Araripe|Tristão de Alencar Araripe]] (1821 - 1908)
* {{A|Maria Firmina dos Reis}} (1822 - 1917)
* {{A|Gonçalves Dias}} (1823 - 1864)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ana Luísa de Azevedo Castro|Ana Luísa de Azevedo Castro]] (1823 - 1869)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Agostinho Marques Perdigão Malheiro (filho)|Agostinho Marques Perdigão Malheiro (filho)]] (1824 - 1881)
* {{A|Bernardo Guimarães}} (1825 - 1884)
* {{A|Francisco Otaviano}} (1825 - 1889)
* {{A|Dom Pedro II}} (1825 - 1891)
* {{A|Laurindo Rabelo}} (1826 - 1864)
* {{A|Augusto Emílio Zaluar}} (1826 - 1882)
* {{A|Adélia Fonseca}} (1827 - 1920)
* {{A|Aureliano José Lessa}} (1828 - 1861) {{100%}}
* {{A|Joaquim Felício dos Santos}} (1828 - 1895)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio Henriques Leal|Antônio Henriques Leal]] (1828 - 1885)
* {{A|José de Alencar}} (1829 - 1877)
* {{A|Qorpo Santo}} (1829 - 1883)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Angélica Ribeiro|Maria Angélica Ribeiro]] (1829 - 1880)
* {{A|Luís da Gama}} (1830 - 1882)
* {{A|Álvares de Azevedo}} (1831 - 1852)
* {{A|Manuel Antônio de Almeida}} (1831 - 1861)
* {{A|Junqueira Freire}} (1832 - 1855)
* {{A|Sousândrade}} (1833 - 1902) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teixeira de Melo|Teixeira de Melo]] (1833 - 1907)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Soriano de Souza|José Soriano de Souza]] (1833 - 1895)
* {{A|Luís Delfino}} (1834 - 1910)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisca Senhorinha da Motta Diniz|Francisca Senhorinha da Motta Diniz]] (1834 - 1910)
* {{A|Quintino Bocaiúva}} (1836 - 1912)
* {{A|César Zama}} (1837 - 1906)
* {{A|Couto de Magalhães}} (1837 - 1898)
* {{A|França Júnior}} (1838 - 1890)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:André Rebouças|André Rebouças]] (1838 - 1898)
* {{A|Casimiro de Abreu}} (1839 - 1860)
* {{A|Tobias Barreto}} (1839 - 1889)
* {{A|Machado de Assis}} (1839 - 1908)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Luís Pereira de Sousa|Pedro Luís Pereira de Sousa]] (1839 - 1884)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ernesto Carneiro Ribeiro|Ernesto Carneiro Ribeiro]] (1839 - 1920)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Pereira Barreto|Luís Pereira Barreto]] (1840 - 1923)
* {{A|Fagundes Varela}} (1841 - 1875)
* {{A|Salvador de Mendonça}} (1841 - 1913)
* {{A|Franklin Távora}} (1842 - 1888)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Américo|Pedro Américo]] (1843 - 1905)
* {{A|Visconde de Taunay}} (1843 - 1899)
* {{A|José Carlos Rodrigues}} (1844 - 1923)
* {{A|Alexandre José de Melo Morais Filho}} (1844 - 1919)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Augusto Ferreira|Carlos Augusto Ferreira]] (1844 - 1913)
* {{A|Júlio Ribeiro}} (1845 - 1890)
* {{A|Guimarães Júnior}} (1845 - 1898)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ramiz Galvão|Ramiz Galvão]] (1846 - 1938)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carneiro Vilela|Carneiro Vilela]] (1846 - 1913)
* {{A|Castro Alves}} (1847 - 1871)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Vieira Fazenda|José Vieira Fazenda]] (1847 - 1917)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos de Laet|Carlos de Laet]] (1847 - 1927)
* {{A|Araripe Júnior}} (1848 - 1911)
* {{A|Joaquim Nabuco}} (1849 - 1910)
* {{A|Ruy Barbosa}} (1849 - 1923)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Felisberto Rodrigues Pereira de Carvalho|Felisberto Rodrigues Pereira de Carvalho]] (1850 - 1898)
* {{A|Adelina Lopes Vieira}} (1850 - 1922)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ferreira Leal|Ferreira Leal]] (1850 - 1914)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Artur de Oliveira|Artur de Oliveira]] (1851 - 1882)
* {{A|Domingos Olímpio}} (1851 - 1906) {{100%}}
* {{A|Manuel Querino}} (1851 - 1923)
* {{A|Sílvio Romero}} (1851 - 1914)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Josefina Álvares de Azevedo|Josefina Álvares de Azevedo]] (1851 - 1913)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Emília Bandeira de Melo|Emília Bandeira de Melo]] (1852 - 1910)
* {{A|Narcisa Amália}} (1852 - 1924)
* {{A|Emília Moncorvo Bandeira de Melo}} (1852 - 1910)
* {{A|Capistrano de Abreu}} (1853 - 1927)
* {{A|Inglês de Sousa}} (1853 - 1918)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Benedita Bormann|Maria Benedita Bormann]] (1853 - 1895)
* {{A|Rodolfo Teófilo}} (1853 - 1932)
* {{A|Inês Sabino}} (1853 - 1911)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Revocata Heloísa de Melo|Revocata Heloísa de Melo]] (1853 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Anália Franco|Anália Franco]] (1853 - 1919)
* {{A|José do Patrocínio}} (1854 - 1905)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teófilo Dias|Teófilo Dias]] (1854 - 1889)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lúcio de Mendonça|Lúcio de Mendonça]] (1854 - 1909)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Miguel Lemos|Miguel Lemos]] (1854 - 1917)
* {{A|Artur de Azevedo}} (1855 - 1908)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Emília Freitas|Emília Freitas]] (1855 - 1908)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Urbano Duarte de Oliveira|Urbano Duarte de Oliveira]] (1855 - 1902)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Julieta de Melo Monteiro|Julieta de Melo Monteiro]] (1855 - 1928)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teixeira Mendes (filósofo)|Teixeira Mendes]] (1855 - 1927)
* {{A|Teodoro Sampaio}} (1855 - 1937)
* {{A|Fontoura Xavier}} (1856 - 1922)
* {{A|Aluísio Azevedo}} (1857 - 1913)
* {{A|José Veríssimo}} (1857 - 1916)
* {{A|Alberto de Oliveira}} (1857 - 1937)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Filinto de Almeida|Filinto de Almeida]] (1857 - 1945)
* {{A|Rocha Pombo}} (1857 - 1933)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Horácio de Carvalho|Horácio de Carvalho]] (1857 - 1933)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Paula Ney|Paula Ney]] (1858 - 1897)
* {{A|Adelino Fontoura}} (1859 - 1884)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Bernardino Lopes|Bernardino Lopes]] (1859 - 1916)
* {{A|Raimundo Correia}} (1859 - 1911)
* {{A|Valentim Magalhães}} (1859 - 1903)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Clóvis Beviláqua|Clóvis Beviláqua]] (1859 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Leolinda Daltro|Leolinda Daltro]] (1859 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luiza Leonardo|Luiza Leonardo]] (1859 - 1926)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Augusto de Lima (político)|Augusto de Lima]] (1859 - 1934)
* {{A|João Ribeiro}} (1860 - 1934)
* {{A|Eduardo Prado}} (1860 - 1901)
* {{A|Afonso Celso}} (1860 - 1938)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio da Silva Jardim|Antônio da Silva Jardim]] (1860 - 1891)
* {{A|Cruz e Sousa}} (1861 - 1898)
* {{A|Manuel de Oliveira Paiva}} (1861 - 1892)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Xavier Marques|Xavier Marques]] (1861 - 1942)
* {{A|Luís Murat}} (1861 - 1929)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Amélia Rodrigues|Amélia Rodrigues]] (1861 - 1926)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Xavier Marques|Xavier Marques]] (1861 - 1942)
* {{A|Raimundo de Farias Brito}} (1862 - 1917)
* {{A|Júlia Lopes de Almeida}} (1862 - 1934)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Domício da Gama|Domício da Gama]] (1862 - 1925)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fausto Cardoso|Fausto Cardoso]] (1862 - 1906)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lindolfo Rocha|Lindolfo Rocha]] (1862 - 1911)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Nina Rodrigues|Nina Rodrigues]] (1862 - 1906)
* {{A|Catulo da Paixão Cearense}} (1863 - 1946)
* {{A|Raul Pompeia}} (1863 - 1895) {{075%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gonzaga Duque|Gonzaga Duque]] (1863 - 1911)
* {{A|Virgílio Várzea}} (1863 - 1941)
* {{A|Coelho Neto}} (1864 - 1934)
* {{A|Pardal Mallet}} (1864 - 1894)
* {{A|Tito Lívio de Castro}} (1864 - 1890)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fábio Luz|Fábio Luz]] (1864 - 1938)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Andradina de Oliveira|Andradina de Oliveira]] (1864 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alberto Torres|Alberto Torres]] (1865 - 1917)
* {{A|Olavo Bilac}} (1865 - 1918)
* {{A|João Simões Lopes Neto}} (1865 - 1916)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alcindo Guanabara|Alcindo Guanabara]] (1865 - 1918)
* {{A|Euclides da Cunha}} (1866 - 1909)
* {{A|Emiliano Perneta}} (1866 - 1921)
* {{A|Vicente de Carvalho}} (1866 - 1924)
* {{A|Emílio de Meneses}} (1866 - 1918)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rodrigo Otávio|Rodrigo Otávio]] (1866 - 1944)
* {{A|Rego Monteiro}} (1866 - 1952) {{100%}}
* {{A|João Marques de Carvalho}} (1866 - 1910)
* {{A|Adolfo Caminha}} (1867 - 1897) {{100%}}
* {{A|Medeiros e Albuquerque}} (1867 - 1934) {{100%}}
* {{A|Oliveira Lima}} (1867 - 1928) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Mário Pederneiras|Mário Pederneiras]] (1867 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guimarães Passos|Guimarães Passos]] (1867 - 1909)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Presciliana Duarte de Almeida|Presciliana Duarte de Almeida]] (1867 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guimarães Passos|Guimarães Passos]] (1868 - 1909)
* {{A|Graça Aranha}} (1868 - 1931) {{100%}}
* {{A|Afonso Arinos}} (1868 - 1916)
* {{A|Manuel Bonfim}} (1868 - 1932)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio Sales|Antônio Sales]] (1868 - 1940)
* {{A|Nestor Vítor}} (1868 - 1932)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Rabelo|Pedro Rabelo]] (1868 - 1905)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Júlia Cortines|Júlia Cortines]] (1868 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Max Fleiuss|Max Fleiuss]] (1868 - 1943)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Figueiredo Pimentel|Figueiredo Pimentel]] (1869 - 1914)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Chrysanthème|Chrysanthème]] (1869 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Gastão d'Escragnolle Dória|Luís Gastão d'Escragnolle Dória]] (1869 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Dario Persiano de Castro Vellozo|Dario Persiano de Castro Vellozo]] (1869 - 1937)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Liberato Bittencourt|Liberato Bittencourt]] (1869 - 1948)
* {{A|Adherbal de Carvalho}} (1869 - 1915)
* {{A|Paulo Prado}} (1869 - 1943)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Zeferino Brasil|Zeferino Brasil]] (1870 - 1942)
* {{A|Alphonsus de Guimaraens}} (1870 - 1921)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Osório Duque-Estrada|Osório Duque-Estrada]] (1870 - 1927)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Péthion de Villar|Péthion de Villar]] (1870 - 1924)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lívio Barreto|Lívio Barreto]] (1870 - 1895)
* {{A|Francisca Júlia}} (1871 - 1920)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Paes de Barros|Maria Paes de Barros]] (1871 - 1952)
* {{A|Alberto Rangel}} (1871 - 1945)
* {{A|Mário de Alencar}} (1872 - 1925)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Batista Cepelos|Batista Cepelos]] (1872 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Faria Neves Sobrinho|Faria Neves Sobrinho]] (1872 - 1927)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Silveira Neto|Silveira Neto]] (1872 - 1942)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Valdomiro Silveira|Valdomiro Silveira]] (1873 - 1941)
* {{A|Laudelino Freire}} (1873 - 1937)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rodolfo Garcia|Rodolfo Garcia]] (1873 - 1949)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Valdomiro Silveira|Valdomiro Silveira]] (1873 - 1941)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul Pederneiras|Raul Pederneiras]] (1874 - 1953)
* {{A|Henrique Castriciano de Sousa}} (1874 - 1947)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Dias Fernandes|Carlos Dias Fernandes]] (1874 - 1942)
* {{A|Amadeu Amaral}} (1875 - 1929)
* {{A|Afonso d'Escragnolle Taunay}} (1876 - 1958)
* {{A|Afrânio Peixoto}} (1876 - 1947) {{100%}}
* {{A|Auta de Souza}} (1876 - 1901)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manoel Arão|Manoel Arão]] (1876 - 1930)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alcides Maia|Alcides Maia]] (1878 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Marcelo Gama|Marcelo Gama]] (1878 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maranhão Sobrinho|Maranhão Sobrinho]] (1879 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Félix Pacheco|Félix Pacheco]] (1879 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Artur de Sales|Artur de Sales]] (1879 - 1952)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Everardo Backheuser|Everardo Backheuser]] (1879 - 1951)
* {{A|Albertina Bertha}} (1880 - 1953) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jonas da Silva|Jonas da Silva]] (1880 - 1947)
* {{A|Elysio de Carvalho}} (1880- 1925)
* {{A|Lima Barreto}} (1881 - 1922)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Maria Goulart de Andrade|José Maria Goulart de Andrade]] (1881 - 1936)
* {{A|João do Rio}} (1881 - 1921)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Azevedo Amaral|Azevedo Amaral]] (1881 - 1942)
* {{A|Monteiro Lobato}} (1882 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Oliveira Viana|Oliveira Viana]] (1883 - 1951)
* {{A|Augusto dos Anjos}} (1884 - 1914)
* {{A|Godofredo Rangel}} (1884 - 1954)
* {{A|Martins Fontes}} (1884 - 1937) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Roquette-Pinto|Roquette-Pinto]] (1884 - 1954)
* {{A|Antônio Francisco da Costa e Silva}} (1885 - 1950)
* {{A|Antônio Torres}} (1885 - 1934)
* {{A|Pedro Kilkerry}} (1885 - 1917)
* {{A|Humberto de Campos}} (1886 - 1934)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ernani Rosas|Ernani Rosas]] (1886 - 1955)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Lacerda de Moura|Maria Lacerda de Moura]] (1887 - 1945)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hermes Fontes|Hermes Fontes]] (1888 - 1930)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gastão Cruls|Gastão Cruls]] (1888 - 1955)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Roberto Simonsen|Roberto Simonsen]] (1889 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Cásper Líbero|Cásper Líbero]] (1889 - 1943)
* {{A|Oswald de Andrade}} (1890 - 1954) {{075%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Felipe Daudt de Oliveira|Felipe Daudt de Oliveira]] (1890 - 1933)
* {{A|Jackson de Figueiredo}} (1891 - 1928) {{075%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ercília Nogueira Cobra|Ercília Nogueira Cobra]]
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Eduardo Guimarães|Eduardo Guimarães]] (1892 - 1928)
* {{A|Graciliano Ramos}} (1892 - 1953) {{100%}}
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Juó Bananére|Juó Bananére]] (1892 - 1933)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jorge de Lima|Jorge de Lima]] (1893 - 1953)
* {{A|Mário de Andrade}} (1893 - 1945)
* {{A|Ronald de Carvalho}} (1893 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Leonel Franca|Leonel Franca]] (1893 - 1948)
* {{A|Paulo Setúbal}} (1893 - 1937)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hugo de Carvalho Ramos|Hugo de Carvalho Ramos]] (1895 - 1921)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul de Leoni|Raul de Leoni]] (1895 - 1926)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alceu de Freitas Wamosy|Alceu de Freitas Wamosy]] (1895 - 1923)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ranulpho Prata|Ranulpho Prata]] (1896 - 1942)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Galeão Coutinho|Galeão Coutinho]] (1897 - 1951)
* {{A|Rodrigues de Abreu}} (1897 - 1927)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Virgílio de Melo Franco|Virgílio de Melo Franco]] (1897 - 1948)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Eugênia Álvaro Moreyra|Eugênia Álvaro Moreyra]] (1898 - 1948)
=== Século XX ===
* {{A|Antonieta de Barros}} (1901 - 1952)
* {{A|Alcântara Machado}} (1901 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Alphonsus|João Alphonsus]] (1901 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carmen Cinira|Carmen Cinira]] (1902 - 1933)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Arthur Ramos|Arthur Ramos]] (1903 - 1949)
{{Div col fim}}
== [[File:Flag of Portugal.svg|18px]] Portugueses ==
{{Div col|3}}
=== Século XIV ===
* {{A|Fernão Lopes}} (c. 1385 - c. 1460)
* {{A|Duarte de Portugal}} (1391 - 1438)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro de Portugal, 1.º Duque de Coimbra|D. Pedro de Portugal, Duque de Coimbra]] (1392 - 1449)
=== Século XV ===
* {{A|Gomes Eanes de Zurara}} (c. 1410 - c. 1474)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro de Coimbra, Condestável de Portugal|Pedro de Coimbra]] (1429 - 1466)
* {{A|Rui de Pina}} (c. 1440 - c. 1522)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Duarte Galvão|Duarte Galvão]] (1446 - 1517)
* {{A|Gil Vicente}} (c. 1465 – c. 1536)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Duarte Pacheco Pereira|Duarte Pacheco Pereira]] (1465 - 1533)
* {{A|Garcia de Resende}} (c. 1470 - 1536)
* {{A|Sá de Miranda}} (1481 - 1558)
* {{A|Bernardim Ribeiro}} (c. 1482 - c. 1552)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gaspar Correia|Gaspar Correia]] (c. 1492 - c. 1563)
* {{A|João de Barros}} (1496 - 1570)
=== Século XVI ===
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pantaleão de Aveiro|Frei Pantaleão de Aveiro]] (séc. XVI)
* {{A|André de Resende}} (c. 1500 - 1573)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brás de Albuquerque|Brás de Albuquerque]] (c. 1500 - 1581)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fernão Lopes de Castanheda|Fernão Lopes de Castanheda]] (c. 1500 - 1559)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de Moraes Cabral|Francisco de Moraes Cabral]] (c. 1500 - 1572)
* {{A|Garcia de Orta}} (c. 1500 - 1568)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Martim Afonso de Sousa|Martim Afonso de Sousa]] (c. 1500 - 1564)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Samuel Usque|Samuel Usque]] (c. 1500 - c. 1560)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Damião de Góis|Damião de Góis]] (1502 - 1574)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gonçalo Annes Bandarra|Gonçalo Annes Bandarra]] (c. 1502 - c. 1556)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Galvão|António Galvão]] (c. 1503 - 1557)
* {{A|Jerónimo Osório}} (1506 - 1580)
* {{A|Fernão de Oliveira}} (1507 - c. 1581)
* {{A|Fernão Mendes Pinto}} (c. 1510 - 1583)
* {{A|Jorge Ferreira de Vasconcelos}} (c. 1515 - c. 1585)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de Holanda|Francisco de Holanda]] (1517 - 1584)
* {{A|Manuel da Nóbrega}} (1517 - 1570)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Ribeiro Chiado|António Ribeiro Chiado]] (c. 1520 - 1591)
* {{A|Pedro de Andrade Caminha}} (c. 1520 - 1589)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gaspar Frutuoso|Gaspar Frutuoso]] (1522 - 1591)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Baltazar Dias|Baltazar Dias]] (c. 1524 - c. 1600)
* {{A|Luís Vaz de Camões}} (c. 1524 - 1580)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Ferreira|António Ferreira]] (1528 - 1569)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei Heitor Pinto|Frei Heitor Pinto]] (c. 1528 - c. 1584)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jerónimo Corte-Real|Jerónimo Corte-Real]] (c. 1530 - c. 1588)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Amador Arrais|Amador Arrais]] (c. 1530 - 1600)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Duarte Nunes de Leão|Duarte Nunes de Leão]] (c. 1530 - 1608)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Fróis|Luís Fróis]] (1532 - 1597)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José de Anchieta|José de Anchieta]] (1534 - 1597)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Agostinho Pimenta|Agostinho Pimenta]] (1540 - 1619)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de Andrade|Francisco de Andrade]] (c. 1540 - 1614)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pero de Magalhães Gândavo|Pero de Magalhães Gândavo]] (c. 1540 - c. 1580)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Pereira Brandão|Luís Pereira Brandão]] (c. 1540 - c. 1590)
* {{A|Diogo do Couto}} (c. 1542 - 1616)
* {{A|Miguel Leitão de Andrada}} (c. 1553 - 1630)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei Luís de Sousa|Frei Luís de Sousa]] (c. 1555 - 1632)
* {{A|Ambrósio Fernandes Brandão}} (c. 1555 - c. 1618)
* {{A|Bernardo de Brito}} (1569 - 1617)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gabriel Pereira de Castro|Gabriel Pereira de Castro]] (1571 - 1632)
* {{A|Francisco Rodrigues Lobo}} (1580 - 1622)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Brandão|António Brandão]] (1584 - 1637)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel de Faria e Sousa|Manuel de Faria e Sousa]] (1590 - 1649)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jacinto Freire de Andrade|Jacinto Freire de Andrade]] (1597 - 1657)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brás Garcia de Mascarenhas|Brás Garcia de Mascarenhas]] (1596 - 1656)
=== Século XVII ===
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de Sá de Meneses|Francisco de Sá de Meneses]] (c. 1600 - 1664)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Violante do Céu|Violante do Céu]] (1601 - 1693)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António de Sousa de Macedo|António de Sousa de Macedo]] (1606 - 1682)
* {{A|Francisco Manuel de Melo}} (1608 - 1666)
* {{A|Jerónimo Baía}} (c. 1620 - 1688)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei António das Chagas|Frei António das Chagas]] (1631 - 1682)
* {{A|Mariana Alcoforado}} (1640 - 1723)
* {{A|Manuel Bernardes}} (1644 - 1710)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco Xavier de Meneses|Francisco Xavier de Meneses]] (1673 - 1743)
* {{A|António Caetano de Sousa}} (1674 - 1759)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Diogo Barbosa Machado|Diogo Barbosa Machado]] (1682 - 1772)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Bernardo Gomes de Brito|Bernardo Gomes de Brito]] (1688 - c. 1760)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Nunes Ribeiro Sanches|António Nunes Ribeiro Sanches]] (1699 - 1782)
=== Século XVIII ===
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António José da Silva|António José da Silva]] (1705 - 1739)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Dinis da Cruz e Silva|António Dinis da Cruz e Silva]] (1731 - 1799)
* {{A|Filinto Elísio}} (1734 - 1819)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Anastácio da Cunha|José Anastácio da Cunha]] (1744 - 1787)
* {{A|Tomás Antônio Gonzaga}} (1744 - 1810)
* {{A|Bocage}} (1765 - 1805)
* {{A|Curvo Semedo}} (1766 - 1838)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de São Luís Saraiva|Francisco de São Luís Saraiva]] (1766 - 1845)
* {{A|José Agostinho de Macedo}} (1761 - 1831)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Maria da Costa e Silva|José Maria da Costa e Silva]] (1788 - 1854)
* {{A|Almeida Garrett}} (1799 - 1854)
* {{A|António Feliciano de Castilho}} (1800 - 1875)
=== Século XIX ===
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luz Soriano|Luz Soriano]] (1802 - 1891)
* {{A|Alexandre Herculano}} (1810 - 1877)
* {{A|João de Lemos}} (1819 - 1890)
* {{A|José da Silva Mendes Leal}} (1820 - 1886)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Augusto Rebelo da Silva|Luís Augusto Rebelo da Silva]] (1822 - 1871)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João de Andrade Corvo|João de Andrade Corvo]] (1824 - 1890)
* {{A|Camilo Castelo Branco}} (1825 - 1890)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Pedro Lopes de Mendonça|António Pedro Lopes de Mendonça]] (1826 - 1865)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Soares de Passos|Soares de Passos]] (1826 - 1860)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Arnaldo Gama|Arnaldo Gama]] (1828 - 1869)
* {{A|Raimundo António de Bulhão Pato}} (1828 - 1912)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ernesto Biester|Ernesto Biester]] (1829 - 1880)
* {{A|João de Deus}} (1830 - 1896)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Júlio César Machado|Júlio César Machado]] (1835 - 1890)
* {{A|Ramalho Ortigão}} (1836 - 1915)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Cardoso Vieira de Castro|José Cardoso Vieira de Castro]] (1837 - 1872)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Penha|João Penha]] (1838 - 1919)
* {{A|Júlio Dinis}} (1839 - 1871)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fernando Caldeira|Fernando Caldeira]] (1841 - 1894)
* {{A|Pinheiro Chagas}} (1842 - 1895)
* {{A|Antero de Quental}} (1842 - 1891)
* {{A|Teófilo Braga}} (1843 - 1924)
* {{A|Luciano Cordeiro}} (1844 - 1900)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guiomar Torresão|Guiomar Torresão]] (1844 - 1898)
* {{A|Joaquim Pedro de Oliveira Martins}} (1845 - 1894)
* {{A|Eça de Queirós}} (1845 - 1900)
* {{A|Joaquim Pedro de Oliveira Martins}} (1845 - 1894)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Sousa Viterbo|Sousa Viterbo]] (1845 - 1910)
* {{A|António Cândido Gonçalves Crespo}} (1846 - 1883)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rafael Bordalo Pinheiro|Rafael Bordalo Pinheiro]] (1846 - 1905)
* {{A|Adolfo Coelho}} (1847 - 1927)
* {{A|Maria Amália Vaz de Carvalho}} (1847 - 1921)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Gomes Leal|António Gomes Leal]] (1848 - 1921)
* {{A|Francisco Teixeira de Queirós}} (1848 - 1919)
* {{A|Alberto Pimentel}} (1849 - 1925)
* {{A|Guerra Junqueiro}} (1850 - 1923)
* {{A|Gervásio Lobato}} (1850 - 1895)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís de Magalhães|Luís de Magalhães]] (1850 - 1924)
* {{A|Venceslau de Morais}} (1854 - 1929)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Gonçalves Zarco da Câmara|João Gonçalves Zarco da Câmara]] (1855 - 1908)
* {{A|Cesário Verde}} (1855 - 1886)
* {{A|Abel Botelho}} (1854 - 1917)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Marcelino Mesquita|Marcelino Mesquita]] (1856 - 1919)
* {{A|Fialho de Almeida}} (1857 - 1911)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Sampaio Bruno|Sampaio Bruno]] (1857 - 1915)
* {{A|Leite de Vasconcelos}} (1858 - 1941)
* {{A|António Feijó}} (1859 - 1917)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alfredo Gallis|Alfredo Gallis]] (1859 - 1910)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel Teixeira Gomes|Manuel Teixeira Gomes]] (1860 - 1941)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Francisco Trindade Coelho|José Francisco Trindade Coelho]] (1861 - 1908)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brito Camacho|Brito Camacho]] (1862 - 1934)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Nobre|António Nobre]] (1867 - 1900)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul Brandão|Raul Brandão]] (1867 - 1930)
* {{A|Camilo Pessanha}} (1867 - 1926)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alice Moderno|Alice Moderno]] (1867 - 1946)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Eugénio de Castro|Eugénio de Castro]] (1869 - 1944)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Augusto Gil|Augusto Gil]] (1870 - 1929)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Roberto de Mesquita|Roberto de Mesquita]] (1871 - 1923)
* {{A|Ana de Castro Osório}} (1872 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Malheiro Dias|Carlos Malheiro Dias]] (1875 -1941)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Duro|José Duro]] (1875 - 1899)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel Laranjeira|Manuel Laranjeira]] (1877 - 1912)
* {{A|Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos}} (1877 - 1952)
* [[w:Visconde de Vila-Moura|Visconde de Vila-Moura]] (1877 - 1935)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Afonso Lopes Vieira|Afonso Lopes Vieira]] (1878 - 1946)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Patrício|António Patrício]] (1878 - 1930)
* {{A|Alfredo Pimenta}} (1882 - 1950)
* {{A|Leonardo Coimbra}} (1883 - 1936)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Albino Forjaz de Sampaio|Albino Forjaz de Sampaio]] (1884 - 1949)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hipólito Raposo|Hipólito Raposo]] (1885 - 1953)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Sardinha|António Sardinha]] (1887 - 1925)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fidelino de Figueiredo|Fidelino de Figueiredo]] (1888 - 1967)
* {{A|Fernando Pessoa}} (1888 - 1935)
* {{A|Mário de Sá-Carneiro}} (1890 - 1916)
* {{A|Florbela Espanca}} (1894 - 1930)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Soeiro Pereira Gomes|Soeiro Pereira Gomes]] (1909 - 1949)
* [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Maria Lisboa|António Maria Lisboa]] (1928 - 1953)
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Autor:José da Silva Lisboa
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Adicionando ligação externa
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{{autor/v2
| InicialUltimoNome = L
| nome = José da Silva Lisboa
| nome completo =
| nome nativo =
| imagem = Francisco Vieira de Campos - José da Silva Lisboa, Visconde de Cairú, 1908, Acervo da Associação Comercial da Bahia (cropped).png
| imagem_tamanho =
| legenda = Retrato de José da Silva Lisboa, Visconde de Cairú
| nacionalidade = {{BRA-PRTn|o}}
| data_nascimento = {{dni|16|07|1756|si}}
| data_morte = {{morte|20|08|1835|16|07|1756}}
| género =
| período =
| temas =
| abl =
| Wikipedia = José da Silva Lisboa
| Wikiquote =
| MiscBio = '''José da Silva Lisboa''', primeiro Barão e Visconde de Cairu, foi um economista, historiador, jurista, publicista e político brasileiro, ativo na época da Independência do Brasil e creditado pela promoção de importantes reformas econômicas.
}}
== Obras ==
{{Lista de documentos início|gênero}}
{{Documento|data=1801|título=Princípios de direito mercantil e leis de marinha|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}}
{{Documento|data=1804|título=Princípios de economia política|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}}
{{Documento|data=1807|título=Flores celestes|galeria=|progresso=|gênero=Poesia|notas=}}
{{Documento|data=1808|título=Observações sobre o comércio franco do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}}
{{Documento|data=1810|título=Observações sobre a franqueza da indústria e estabelecimento de fábricas no Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}}
{{Documento|data=1810|título=Observações sobre a prosperidade do Estado pelos liberais princípios da nova legislação do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}}
{{Documento|data=1810|título=Razões dos lavradores do vice-reinado de Buenos Aires para a franqueza do comércio com os ingleses contra a representação de alguns comerciantes e resolução do governo|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}}
{{Documento|data=1810|título=Reflexões sobre o comércio dos seguros|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}}
{{Documento|data=1810|título=Refutação das declamações contra o comércio inglês, extraída de escritores eminentes|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}}
{{Documento|data=1812|título=Ensaio sobre o estabelecimento de bancos para o progresso da indústria e riqueza nacional|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}}
{{Documento|data=1812|título=Extratos das obras políticas e econômicas do grande Edmund Burke|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}}
{{Documento|data=1812|título=Memória econômica sobre a franqueza do comércio dos vinhos do Porto|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}}
{{Documento|data=1815|título=Memória da vida pública do Lord Wellington|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=}}
{{Documento|data=1815|título=Apêndice à memória da vida de Lord Wellington|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=}}
{{Documento|data=1818|título=Memória dos benefícios políticos do governo de El-rei, nosso senhor, D. João VI|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=}}
{{Documento|data=1818|título=Sinopse da legislação principal do Sr. D. João VI pela ordem dos ramos de economia do Estado|galeria=|progresso=|gênero= |notas=}}
{{Documento|data=1819|título=Estudos do bem comum e economia política ou ciências das leis naturais e civis de animar e dirigir|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}}
{{Documento|data=1820|título=Notícia histórica da vida e das obras de José Haydn|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=}}
{{Documento|data=1821|título=Edital aos mestres e professores das aulas públicas, etc.|galeria=|progresso=|gênero= |notas=}}
{{Documento|data=1821|título=Edital de José da Silva Lisboa, diretor dos estudos|galeria=|progresso=|gênero= |notas=}}
{{Documento|data=1821|título=Espírito de Vieira|galeria=|progresso=|gênero=Antologia|notas=}}
{{Lista de documentos final}}
== Ligações Externas ==
* {{BLPL|8290}}
{{autores}}
{{controle de autoridade}}
[[Categoria:José da Silva Lisboa| ]]
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Atualizando lista de obras
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wikitext
text/x-wiki
{{autor/v2
| InicialUltimoNome = L
| nome = José da Silva Lisboa
| nome completo =
| nome nativo =
| imagem = Francisco Vieira de Campos - José da Silva Lisboa, Visconde de Cairú, 1908, Acervo da Associação Comercial da Bahia (cropped).png
| imagem_tamanho =
| legenda = Retrato de José da Silva Lisboa, Visconde de Cairú
| nacionalidade = {{BRA-PRTn|o}}
| data_nascimento = {{dni|16|07|1756|si}}
| data_morte = {{morte|20|08|1835|16|07|1756}}
| género =
| período =
| temas =
| abl =
| Wikipedia = José da Silva Lisboa
| Wikiquote =
| MiscBio = '''José da Silva Lisboa''', primeiro Barão e Visconde de Cairu, foi um economista, historiador, jurista, publicista e político brasileiro, ativo na época da Independência do Brasil e creditado pela promoção de importantes reformas econômicas.
}}
== Obras ==
{{Lista de documentos início|gênero}}
{{Documento|data=1798|título=Princípios de direito mercantil e leis de marinha|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}}
{{Documento|data=1804|título=Princípios de economia política|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}}
{{Documento|data=1807|título=Flores celestes|galeria=|progresso=|gênero=Poesia|notas=}}
{{Documento|data=1808|título=Observações sobre o comércio franco do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}}
{{Documento|data=1809|título=Plano do código do comércio|galeria=|progresso=|gênero= |notas=}}
{{Documento|data=1810|título=Observações sobre a franqueza da indústria e estabelecimento de fábricas no Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}}
{{Documento|data=1810|título=Observações sobre a prosperidade do Estado pelos liberais princípios da nova legislação do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}}
{{Documento|data=1810|título=Razões dos lavradores do vice-reinado de Buenos Aires para a franqueza do comércio com os ingleses contra a representação de alguns comerciantes e resolução do governo|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}}
{{Documento|data=1810|título=Reflexões sobre o comércio dos seguros|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}}
{{Documento|data=1810|título=Refutação das declamações contra o comércio inglês, extraída de escritores eminentes|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}}
{{Documento|data=1812|título=Ensaio sobre o estabelecimento de bancos para o progresso da indústria e riqueza nacional|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}}
{{Documento|data=1812|título=Extratos das obras políticas e econômicas do grande Edmund Burke|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}}
{{Documento|data=1812|título=Memória econômica sobre a franqueza do comércio dos vinhos do Porto|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}}
{{Documento|data=1815|título=Memória da vida pública do Lord Wellington|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=}}
{{Documento|data=1815|título=Apêndice à memória da vida de Lord Wellington|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=}}
{{Documento|data=1816|título=Parecer de José da Silva Lisboa|galeria=|progresso=|gênero= |notas=}}
{{Documento|data=1818|título=Memória dos benefícios políticos do governo de El-rei, nosso senhor, D. João VI|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=}}
{{Documento|data=1818|título=Sinopse da legislação principal do Sr. D. João VI pela ordem dos ramos de economia do Estado|galeria=|progresso=|gênero= |notas=}}
{{Documento|data=1819|título=Estudos do bem comum e economia política ou ciências das leis naturais e civis de animar e dirigir|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}}
{{Documento|data=1820|título=Notícia histórica da vida e das obras de José Haydn|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=}}
{{Documento|data=1821|título=Despertador brasiliense|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1821|título=Diálogo entre filósofo e pastor|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1821|título=Edital aos mestres e professores das aulas públicas, etc.|galeria=|progresso=|gênero= |notas=}}
{{Documento|data=1821|título=Edital de José da Silva Lisboa, diretor dos estudos|galeria=|progresso=|gênero= |notas=}}
{{Documento|data=1821|título=Espírito de Vieira|galeria=|progresso=|gênero=Antologia|notas=}}
{{Documento|data=1821|título=Memória da vida e virtudes da arquiduquesa D. Marianna|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=}}
{{Documento|data=1821|título=Notas ao despacho circular do congresso de Laibach|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1821|título=Prospecto do novo periódico|galeria=|progresso=|gênero= |notas=}}
{{Documento|data=1822|título=Agradecimento do povo ao salvador da pátria, o Sr. príncipe regente do reino do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1822|título=Glosa à ordem do dia e manifesto de 14 de janeiro de 1822 do ex-general das armas Jorge de Avilez|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1822|título=Heroicidade brasileira|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1822|título=Protesto do diretor dos estudos contra o acordo da junta eleitoral da paróquia de S. José|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1822|título=Defesa da Reclamação do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1822|título=Memorial apologético das Reclamações do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1822|título=Falsidades do Correio e reverbero contra o escritor das Reclamações do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1823|título=Quartel das Marrecas|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1823|título=Vigia da Gávea|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1823|título=Tramóias dos tamoios|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1824|título=Água vai, calmante às malaguetas|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1824|título=Apelo à honra brasileira contra a facção federalista de Pernambuco|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1824|título=Contradita a Mr. Chapuis|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1824|título=Constituição moral e deveres do cidadão|galeria=|progresso=|gênero= |notas=}}
{{Documento|data=1824|título=Desforço patriótico contra o libelo português anônimo de Londres inimigo da independência do Império do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1824|título=Exortação aos baianos sobre as consequências do horrendo atentado da sedição militar cometido na Bahia em 25 de outubro de 1824|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1824|título=Guerra da pena contra os demagogos de Portugal e do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1824|título=História curiosa do mau fim de Carvalho e Companhia a bordoada de pau-brasil|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1824|título=Inviolabilidade da independência e glória do império do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1824|título=Pesca de tubarões do Recife em três revoluções dos anarquistas de Pernambuco|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1824|título=Rebate brasileiro contra o Typhis Pernambucano|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1825|título=Contestação da História e censura de Mr. De Pradt sobre sucessos do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1825|título=Desafronta do Brasil a Buenos Aires desmascarado|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1825|título=História dos principais sucessos políticos do Império do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}}
{{Documento|data=1825|título=Suplemento à Constituição moral contendo a exposição das principais virtudes e paixões, apêndice das máximas de La Rochefoucauld e doutrinas|galeria=|progresso=|gênero= |notas=}}
{{Documento|data=1826|título=Recordação dos direitos do Império do Brasil à província da Cisplatina|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1826|título=Regimento dos cônsules|galeria=|progresso=|gênero= |notas=}}
{{Documento|data=1826|título=Projeto de código de comércio|galeria=|progresso=|gênero= |notas=}}
{{Documento|data=1827|título=Escola brasileira|galeria=|progresso=|gênero= |notas=}}
{{Documento|data=1827|título=Leituras de economia política|galeria=|progresso=|gênero= |notas=}}
{{Documento|data=1828|título=Causa da religião e disciplina eclesiástica do celibato clerical defendida da inconstitucional tentativa do Padre Diogo Antônio Feijó|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1828|título=Cautela patriótica|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1828|título=Defesa contra o ataque do padre Feijó ao Velho Canonista|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1828|título=Espírito da proclamação do sr. D. Pedro I à nação portuguesa|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1828|título=Sua magestade imperial o senhor D. Pedro I é soberano pelo mesmo título de imperador constitucional do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=}}
{{Documento|data=1831|título=Cartilha da Escola brasileira para a instrução elementar da religião no Brasil|galeria=|progresso=|gênero= |notas=}}
{{Documento|data=1832|título=Catecismo da doutrina cristã conforme o código eclesiástico da Igreja nacional|galeria=|progresso=|gênero= |notas=}}
{{Documento|data=1832|título=Discurso pronunciado, etc.|galeria=|progresso=|gênero=Discurso|notas=}}
{{Documento|data=1832|título=Manual de política ortodoxa|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}}
{{Documento|data=1832|título=Princípios da arte de reinar do príncipe católico e imperador constitucional|galeria=|progresso=|gênero= |notas=}}
{{Documento|data=1832|título=Regras da praça|galeria=|progresso=|gênero= |notas=}}
{{Documento|data=1832|título=Substância da fala do Visconde de Cayrú ao senado sobre a reforma da Constituição em 30 de maio de 1832.|galeria=|progresso=|gênero= |notas=}}
{{Documento|data=1832|título=Substância das falas, etc... sobre a 3ª proposição do projeto de lei da reforma da Constituição a 8 e 14 de junho|galeria=|progresso=|gênero= |notas=}}
{{Documento|data=s.d.|título=Preceitos da vida humana|galeria=|progresso=|gênero= |notas=}}
{{Lista de documentos final}}
=== Periódicos ===
{{Lista de documentos início}}
{{Documento|data=1821|título=Conciliador do Reino Unido|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}}{{Documento|data=1821|título=Sabatina familiar de amigos do bem comum|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}}
{{Documento|data=1822|título=Reclamação do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}}
{{Documento|data=1822|título=Roteiro brasílico|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}}
{{Documento|data=1822|título=Império do equador na terra da santa cruz|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}}
{{Documento|data=1822|título=Causa do Brasil no juízo dos governos e estadistas da Europa|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}}
{{Documento|data=1823|título=Atalaia|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}}
{{Documento|data=1824|título=Triunfo da legalidade contra facção de anarquistas|galeria=|progresso=|gênero=|notas=}}
{{Documento|data=1828|título=Honra do Brasil desafrontada de insultos da “Astréia” espadachina|galeria=|progresso=|gênero= |notas=}}
{{Lista de documentos final}}
==== Artigos ====
{{Lista de documentos início|gênero|notas=Periódico}}
{{Documento|data=1828|título=Sustentação jurídica do tratamento de soberano|galeria=|progresso=|gênero=Panfleto|notas=In: ''[[Diário Fluminense]]''}}
{{Documento|data=1844|título=Considerações sobre as doutrinas econômicas de J. B. Say|galeria=|progresso=|gênero= |notas=In: ''[[Minerva Brasiliense]]}}
{{Documento|data=1851|título=Da liberdade do trabalho|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=In ''[[Guanabara]]''}}
{{Documento|data=1851|título=Ensaio econômico sobre o influxo da inteligência humana na riqueza e prosperidade das nações|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=In ''[[Guanabara]]''}}
{{Lista de documentos final}}
== Ligações Externas ==
* {{BLPL|8290}}
{{autores}}
{{controle de autoridade}}
[[Categoria:José da Silva Lisboa| ]]
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Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/262
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MLReis
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Receber em algum lugar, ou exercicio. BRIT. Chr. 1, II Como à virtude de Santo Estevão, feu Prior, era táo conhecida, fem muita difficuldade o acceitárão por Pre- lado. LEON. DA COST. Georg. 1, 43 y Ou fe as cidades E o cuidado das terras antes queiras Vifitar, e re acceite o largo mundo Por autor poderofo dos pães todos. VIEIR. Serm. 64. n. 106 A quemovos quer feguir, porque o não acceitais em voffo ferviço ? -ania Acceitar peffoas. D...
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>Receber em algum lugar, ou exercicio. BRIT. Chr. 1,
II Como à virtude de Santo Estevão, feu Prior, era táo
conhecida, fem muita difficuldade o acceitárão por Pre-
lado. LEON. DA COST. Georg. 1, 43 y Ou fe as cidades
E o cuidado das terras antes queiras Vifitar, e re acceite o
largo mundo Por autor poderofo dos pães todos. VIEIR.
Serm. 64. n. 106 A quemovos quer feguir, porque
o não acceitais em voffo ferviço ?
-ania Acceitar peffoas. Diftinguir ou favorecer a buns mais
que a outros não fegundo pede a juftiga, mas por al-
gum affecto ou motivo particular. ARR. Dial. 10, 46 En-
-tão fe diz accéitar, chonrar algum povo; quando le
-lhe faz alguma grande mercê e privilegio mais que aos
outros. FR. THE DE JES, Trab., 223, 513 Sois verdadei-
-ro, e enfinais o caminho de Deos com verdade, nem
acceitais peffoa, Ros. Hift. 2, 113, 4 No governo e re-
gimento era de tanta prudencia, que fem acceitar pef-
Joas, dava a juftiça a. cada, hum, que a tinha.
2nd Acceitar huma letra. Commerc. uf. Obrigarfe por
eferito na mefma letra ao pagamento della.
{{lema|ACCEITAVEL}}. adj. de huma rerm. Digno de fe acceitar.
-FR. SIM. COELH, Chr. 1, 2, 70 anno acceitável do Se-
nhor. LETT. DANDRAD. Milc4, trco Nem eu vola vendo
por muito acceitável. VIER. Cart. 1, 59 Que. he tam-
bem hum dos fins, por onde me parecco acccitavel a
abertura defte caminho.
{{lema|ACCEITISSIMO, A}}. fuperl. de Acceito. PAIV. Serm. ?,
103. FR. TH. DE JEs. Trab. 1, 6, 140 V. FR. MARC.
Vid: 12
{{lema|ACCEITO, A}}. adj. Recebido ou admittido em algum lugar.
Do Lat. Acceptus. cant. Accepto. BARR. Dec. 2, 9,.6
Depois que foffe accepto na terra, e tiveffe entrada com
o Capitão mór. Maus. Aff. Afr. 4, 60 Além de fer rão
dcfufado feito, Que de nenhum no mundo feja ac-
ceito.
Agradavel, bem quifto. Das peffoas. Reg. abf. ou
a alg. FERR, Poem. Ecl. 8 E tem firme a vontade
De Floris, a que eu feja fempre acceita. ARR. Dial. 2,
12 No tempo, em que Adam efteve fó no paraifo ter-
real, foi acceito a Deos. BRIT. Chr. 6, 5 Foi tão mal
acceito o procurador] que fem o quererem ouvir, fen-
tenciárão o Santo. -
Goftofo, bem recebido, admittido com gofto. Das cou-
fas. Reg. abf. a, ou nos olhos de alg. ou diante dos olhos
de alg. CAM. Luf. 4, 68 Os olhos lhe occupou o fomno
acceito. ARR. Dial: 2, 3 Homero chegou a dizer, que os
facrificios dos Troianos não crão acceitos aos feus Deo-
fes. BRIT. Mon. 2, 5. c. 19 Pera que a defenganaffe fe
as obras, que tinha feito, cráo acceitas nos olhos de Deos.
yor,
Chr. 2, Mas como não ha diante dos olhos de
Deos facrificio mais acccito, que o da obediencia &c.
Acceito a alguem. fubft. O que ten o valimento, fa-
e familiaridade , principalmente de alguma grande
perfonagem. MEND. PINT. Peregr. 20; E lhe derão a car-
ta, que trazião de que o Capitão com alguns feus
acceitos efteve zombandc. Sous. Hift. 1, 2, 23 E acon-
tecendo entrar no Paço. hum Pedro Martins Petari-
no, muito feu acceito, e do feu confelho &c. FREIR.
Vid. 4, 110 Foil del Rei Dom Sebastião particular ac-
ceito.
{{lema|ACCEITOSO, A}}. adj. pouc. uf. O mefnio que Acceitavel.
D. F. MAN. Muf. 73 Canfonh. de Eurerp. Ecl. Mas dir-
thei que o que fagia Inda affim m'era acccitofo. A
{{lema|ACCELERAÇÃO}}. s. f. Acção de accelerar preffa. CEIT.
Serm. 1, 216, 2 Eftas [lagrimas corações dos Padres
do teftamento velho] merecerão a acceleração de Deos
em o mundo, a que vieffe mais prefto.
Precipitação, inconfideração, fogo demasiado em obrar.
M. BERN. Floreft. 3, 6, 293, C A ninguem ponhas as
<mãos com acceleração precipitada, nem te carregues dos
pcccados alheios.
Das peffoas, e coufas. CAN. Canç. 15, As correntes
fe vêm, que acceleradas... Se vão entrar nas agoas
Neptuninas. Maus. Aff. Afr. 7, 113 As cóftas logo vira
accelerado. CASTR. Ulyff. 2, 22 Muitas coufas na mente
revolvia, E partindo em feu carro accelerado &c.
Feito á preffa. CART. DE JAP. 1, 178, 2 Digo a
V. R, que nunca caminho me parecco mais comprido,
nem dei paflos mais accelerados., ANDRAD. Cerc. 9, 43,
30 paffo vira, Sem dizer mais, e com. accelerado
Curfo torna ao lugar donde fahira. Luz, Serm. 132
Enfinando , que a vida em fi tomada, era huma entra-
da, c accelerada fahida. obr
Que fuccede ou fe executa dentro de pouco tempo,
cu antes de fe efperar. Particularmente fe applica á nior-
tc. Gozs, Chr. de D. Man. 3, 79 Depois de o terem
juftiçado, morreo elle [Bartholomeu, Pereftrello ] de mor-
te mui accelerada. Mañiz, Dial. 3, 5 As culpas contra
o amor commettidas fempre tem o caftigo muito accele-
rado. Sous. Hift. 2, 4, 11 Não foi menos a violencia,
nem menos accelerada a morte..
So for menos a violencia
Fogofo, precipitado ou violento em obrar. Das pef-
foas. BARR. Dec. 4, 6, 4 E como Badur era accelerado
e não tinha paciencia pera efperar o tempo, e conjun-
ção das coufas &c. Mox. Palm. 1, 37 Oniftaldo, que
em extremo era accelerado &c. Sous. Hift. 2, 5, 7E
como de feu natural era accelerado. e colérico &c.
Obrado com precipitação cu demasiado fogo. PER.
Elegiad. 2, 19 Quando ja murmura Rumor de armas,
furor accelerado. ARAU. Succeff. 3, 18 Guerra accelerada
c maldita chamavão os Athenienfes a de intreprezas. Mo-
RAT. Luz, 2, 6 A cura accelerada nas doenças largas.
mais ferve de diminuir as forças, que de livrar das do-
enças.
Pulfo accelerado. Medic. O que bate mais vezes que
no eftado de faude. MORAT. Luz, 2, 4 Sc o pulfo foge
ao rasto, he pequeno, e accelerado, moftra fraqueza na
faculdade vital. CABREIR. Tr. Unic. 3 Frequentiffimo e
accelerado o pulfo.]
{{lema|ACCELERAMENTO}}. s. m. ant. e pouc..uf. O mefmo que
Acceleração. Mox. Dial. 44 As palavras embaraçadas,
como que o acceleramento, com que as dizia, caufava
totvação nellas. PALAC. Summ. 214 Afli que fe o bom
Rei com algum acceleramento quer matar ao fafio villão
&c.
{{lema|ACCELERAR}}. v. a. Apreffar, aligeirar, fazer andar on
mover depreffa on com velocidade. Do Lat. Accelerarc. PER.
Elegiad. 6, 72 Crecendo fempre a horrida procella,
Com que o mar o furor accelerava. CASTR. Ulyff. 6, 46
Fez Jupiter] que.. A Noite o negro coche acce-
leraffe. MEN. Paneg. 16 Não difpenfando a afpereza da-
quelle fitio, accelerarfe a marcha mais do que permittia
a cftreiteza do caminho.
Abbreviar, fazer que fucceda com prontidão e bre-
vidade. SABELL. Encid. 2, 4, 58 EIRei Traquinio accele-
rando a vingança defta perda &c. CEIT. Scrm. 1, 172,
I Pos os olhos o pertendente no privado, e querendo-
fe fazer feu procurador c'agente , quiz accelerar a de-
manda. BARRET. Eneid. 8, 21 E por tanto o caminho co-
meçado A celerão com profpero murmuro.
Adiantar, anticipar, fazer vir brevemente ou an-
tes do devido tempo. Dizfe particularmente da morte. LEÃO,
Defcripç. 83 E lhes dixe, que a faudade e cuidado,
que delles tinha, lhe faria accelerar fua morte e fcr
mais penofa. Feo, Tr. Quadr. I, 1, 4 Para que he acce-
lerardes huma morte, que eftá tão perto? M. FERNAND.
Alm. 1, 2, 2. n. 142 Semelhante ou avantejado favor
fez Chrifto ao Bautifta, feu Precurfor, ao qual fanti-
ficou accelerandolhe o ufo da rezão pera conhecer per
revelação a Chrifto incarnado nas puriflimas entranhas da
Virgem.
Accelerar. com pron. peff. Agastaise, apaixonarfe
de modo que obre com demafiado fogo ou precipitação.
BRIT. DE LEM. Abeced. 1, 5, 47 não fe accelerará o
foldado] nem fará fentimento, por fe lhe não pagar feu
foldo.
{{lema|ACCELERADAMENTE}}. adv. mod. Apreffadamente, com
prefteza e velocidade. BARREIR. Chorogr. 137 Matavão os
homens muito mais acceleradamente, que a pefte.. ARR.
Dial. 10, 40 Acceleradamente mandava a Lei comer. o
cordeiro Pafchoal, potque a devação diligente rem mais Accelerarfe em alguma coufa ou a fazer alguma
copiofos fruitos. MEND. PINT. Peregr. 46 Nos acommer-
Terão tão acceleradaniente, que &c.
Precipitadamente, inconfideradamente. BARR. Clarim.
3, 87 Não diga o mundo, que fizeftes voffas obras ac-
celeradamente. M. BERN, Floreft. 15, 198, B Peço ao
leitor, que não palle por eftas claufulas acceleradamente.
{{lema|ACCELERADO, A}}. p. p. de Accelerar. Ufafe commum-
mente como adj. Veloz, ligeiro, que fe move cont preffa.
coufa. Fazela com prefteza on prontidão. BARRET. Eneid.
10, 69 Eneas entreranto fe accelera A pôr em terra a
forte companhia. LISB. Jard. 71, 5 Antes parece que por
iffo fe houverão de accelerar na amoeftação e exhorta-
ção?
{{lema|ACCENDALHA}}. s. f. Todo o genero de aparas delgadas,
que tirão os carpinteiros das taboas, garavatos, palbinhas
e outras femelhantes coufas, em que facilmente péga o fo
go.<noinclude></noinclude>
el6i6ik80dct249dz3yibpwb9ed1m5c
Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/263
106
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<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>go. {{Uso|Ufafe commummente no pl}}. ARR. Dial. 12 Lucio
Thoranio me queimou com fogo fubito, feito de cava-
cos e accendalbas. HIST. TRAG. MARIT. 2, 529 O Capitão
do fogo ha de fer mui advertido em afaftar todo a mo-
do de accendalba.
Met. HEIT. PINT. Dial. 2, 2, 4 Elegancia fuave
com eftilo doce em livros de profanidades, não he ou-
tra coufa, fenão defpertador de vicios, .cevo de appeti-
tes depravados, e humas accendalhas, com que fe quei-
mão as conciencias. ARR. Dial. 1, 24 He.muito necef-
fario não lhe darmos orelhas, porque eftas são as ac-
cendalhas das más lingoas. RoBOR. Port. 48 A ptiguiça
adminiftra accendalha ou ifca/aós vicios.
{{lema|ACCENDALHO}}. s.m. O mefnio que Accendalha. BARBOS.
Dict.nl of
{{lema|ACCENDEDALHA}}. s. f. O mefimo que Accendalina. Mor
TEIR. Art. 20, Calamidades que padeço, vão exte-
nuando, como fumo, a vida, feccando, como, accende-
dalbas, meus ollos. LiMr. Fug. 2, 35, 00. col. Nas pa-
thas de trigo, que offereceo Cain] levou as accendeda-
lhas para o fogo eterno, em que fe abrazou.
{{lema|ACCENDEDOR}}. s. m. ant. O que accende. VIT. CHRIST. I,
27, 89 Outragu ame, Senhor, o Efpirito fancto, de
- fendedor contra as perfeguições, e allumiador contra os
errores, e accendedor contra a cobiça. VERCIAL, Sacram.
3, 98, 133 E fe os taes accendedores que põe fogo
ás taes coulas forem amoeftados polos Ordinarios e nom
fizerem pénitencia e fatisfaçom, nom podem fer affoltos,
falvo polo Papa.
{{lema|ACCENDER}}. v. a. Por fogo, fazer que huma coufa fe in-
flamme e arda, ou fe efteja queimando e abrazando. Hu-
mas vezes ie põe expreffo o fogo como agente, outras
fe fuppбe como inftrumento. Não fó fe diz a refpcito
das coufas inflammaveis, mas tambem das que as con-
tém, como: Accender a candeia, a alampada, &c. Do
Lat. Accendere. ant. quafi fempre com hum fó c. Acen-
der. antiq. Afcender. Goɛs, Chr. de D. Man. 1, 72. Em
chegando fobola Aldea, que feria hum pouco antes de
mêa noite, mandou accender as tochas. CAM. Luf. 1, 90
A povoação fem muro. e fem defefa Esbombardea,
accende e desbatata. Hz. PINT. Dial. 2, 4, 2, A can-
dea, que ha de aliumiaf, ha. de ter lume, c pera ac
cender as outras hacella de eftar accefa.
Atear fazer pegar. O fogo. FERN. Lor. Chr. de
D. J. I. 1, 12. Huns vinhão com feixes de lenha, ou-
tros trazião carquèja pera accender o fogo. Goes, Chr.
de D. Man. 1, 1oz Com muita diligencia acarretavio le-
nha pera accender o fogo. FERR. Poem. Eleg. I Accende
mais o fogo quem refifte. Na.mór chamma. De cá te
vejo arder Defpois quot noffo lume morto vifte.
Com pron. peff. Pegarfe, atcarfe. Do fogo, Com
pron. peff. Goss, Chr. de D. Man. 1, 62 No qual dia
fe accendeo o fogo nelles [paços.] HEIT. PINT. Dial. 2,
.3 23. Afli como o fogo fe accende com o fogo, afli, o
amor com o amor. CORT. R. Cerc. 7, 87 Accendefe hum
Cerc. 7
furiofo, grande fogo.
Accender alguma coufa em fogo. VIT. CHRIST. I,
3, 31 Mas aquelles, que tem defvairadas riquezas,
por efto os accende em maior chamma. FERR. Poem. Ecl.
10 Fogo fou desque a branda Celia vi. E tudo quan-
to toco em fogo accendo. CAM. Luf. 5, 16 Relampagos,
que o ar em fogo accendem.
Accender fogo em alguma coufa, Pegarlhe o fogo,
fazela arder. VIT. CHRIST. 1, 3, 34 y Item o berillo
fe for redondo, e o puferem em direito do Sol, faz
accender fogo em carvóés mortos. FERR. Poem. Son. I,
49 E com meu fogo em tudo fogo accendo. CAN. Luf. 3,
56 Onde Amor as enreda brandamente,
accendendo fogo atdente.
Nasagoas
Tomar della fogo. CORT. R. Naufr. 1, 7 Atten-
to os olhos vê, os olhos, digo, Em que Amor toma
força e fogo accende.
Accendet. met. Excitar defpertar, por em movi-
mento. As paixões. Can. Luf. 8, 59 A força da cobiça
Hum defejo immortal lhe accende e atiça. HEIT. PINT.
Dial. 2, 3, 23 Efte amor que nos elle tem, há de
accender em nós o que lhe devemos ter. Luc. Vid. 2,
19 Accendendo com huma paixão a outra.
Inflammar, inftigar, irritar. As peffoas, o animo,
&c. Reg. alg. ou alg. a, de ou em alg. c. BARR. Dec.
3,3,2 Depois que a furia accendeo o animo de todos.
FERR. Poem. Od. 1, 1 Accendei vollos peitos, Engenhos
bem: creados, Do fogo, qu' o mundo outra vez renova
ARR. Dial. 3 34 Accenda efte beneficio noffo coração
em feu amor. BRIT. Mon. 1, 2024 Accendendoas a ifto
a laftima da batalha que perderás.
Augmentaravivar, fazer crefcer em vigor e força.
As paixões ou habitos do animo. BARREIS. Chorogr45
E quaefquer outras graças de que aanatureza extrior-
dinariamente dotou algum engenho, facilmente feráp
apagadas quando. faltar chum autorizado favor, que as
accendn. BRIT. Chr., & Ajudavão fua petição, e acccn-
diãoAfua confiança cas peffoas que vinhão do conven.to
sñas de muitas doenças. Maus. Afb Aft. 4, 60 Epe-
.rá melhor traças inflammaveracecudessis A furia, que cof-
tuma acompanhalosed p
- A opelêjaa briga o tumulto, &c. CASTILH.
Cobum. 2, 41 ez: accender com novo esforço a peleja.
BRITO Mon.cinia24 Dando nos Lufitanos, accenderão
huma batalha crudeliffima. CASTR. Ulyff. 6, 26 Huns/o
-defendem, outros o accusão, Eo tumulto coas vozes
-accendião.
Com prospel Crefcer, augmentarfe, avivarfe.
MEND. PINT Peregr. 186 E mandou [o Rei Bramá]aper-
tar o affaito com muita furia, pelo qual a briga fear-
cendee entre huns e outtos de tal maneira, que era cou-
fa miedonha de. ver. CoRr. R. Naufr9, 90 Accendefea
-pelèja horrida ecfera.onibn for price lisa
Excitar ou exaltar, e fazer mais intenfa à febre
- fede, &c. Luz Sermi i., 36, 4 A poffe deffes bens
..não mata fede, mas accendea. MORAT. Luz 4
2. Se for pouca aragoa] náo attempera a demafiada
quentura, e accendefe a colera. AzEV. Correcç. t, izz
Eftes [humores] indofe corrompendo por falta de ven-
tillação, accendem febre.
po
Accender. com pron. peff. Inflammarfe, arrebatarfe
tranfportarfe pela força de alguma paixão, particularmente
da ira. Das peffonso FR. MARC. Chroz & 10 As quaes
coufas ouvindo o ditoi Inquifidor jocomo fe ouvira huma
. heregia, accendendofe, começou deco conftranger, que
revocaffe o que differa. CAM. Od. 4, 6 E contra ti fe
accenda o fero Amor. TELL. Chr. I, 1, 32. n. 6 Quan-
do na pregação fe accendia em algum paffo da Efcritura
&c. nation in rela
Se fe exprime a paixão, reg. com ou emi, CASTANH.
Hift. 1., 65 Edizendo ifto, accendeofe tanta em ira, que,
fem attentar por iffo, fallava tão salto, como que pelê-
java com alguem. D. FR. BR. DE BARR. Efpelh. 2, 8 E
accendefea alma] com ardente defejb.da laude de to-
dos. Sous. Hift. 1, 3, 23 Accendiafe a gente affligida em
amor do affligido Jefus, apsolatio! on paiga
Crefcer, accrefcentarfe, fazerfe maior ou mais forte.
Das paixões a refpcito das peffoas. Reg. abf. a ou em
alg: BARR. Dec. 1, 3, 1 Com que a efperança do def-
cobrimento da India por eftes feus mares fe accendia
mais nelle. Paiv. Serm. 3, 14 Porque quanto a almá
mais foffre... tanto tem mais razão de confiar, e tan-
to fe lhe accende mais a confiança. CAM. Luf. 9, 71. Ac-
cendefe o defejo, que fe ceva Nas alvas carnes fubito
moftradas. gonna mobos
Proceder, ter origem. De qualquer mal em feu prin-
cipio, como da guerra, 8cc. CASTILH. Comm. 2, 32 Da-
qui por diante fe accendco huma guerra efpantofa, chia
crefcendo cada dia mais brava. BRIT. Chr. 6, 4 É como
fe accendeffem novos efcandalos &c. D
Adag. Lenha verde nem fe queima, nem je accen-
de, SEPULCHR. Refeiç. 1, 1, 6. h. 12:1
ACCENDIDISSIMO, A. pouc. uf. fupert. de Accendido.
M. BERN. Medit. 12, 2. Exerc. 2, 6, 8. p. 491.
ACCENDIDO A. p. p. de Accender. BARR. Dec. 2, 93
. 6. Can. Luf. 2, 91. Luc. Vid. 9, 19. b
Met. Applicafe ás peffoas a refpeito das paixões.
Reg. abf. de ou em. BARR. Dec. 13 3, 2 Accendidos.em
furia, que lhe o demonio atiçava. CAM. Luf. 2, 42 As
- lagrimas lhe alimpa e accendido Na face a beja, e abra-
ça o cóllo puro. FR. MARC. Exerc, 2; 6. E juntamente
o voflo coração foi decendido de amor..
Ufafe como adj. quando fe applica a certas cores,
pata moftrar que são vivas e fubidas. CANCION. 116, 2
Quem fete caftellos doura Sobre vermelho accendido,
He o fangue conhecido Por tomar ós Mauros Moura,
Donde trouxe o appellido.
{{lema|ACCENDIMENTO}}. s. m. Acção e effeito de accender ou
de fe accender. Não tem ufo ha fignificação propria.
Met. Fervor, ardor, commoção vchemente no animo
para obrar alguma acção. Sous. COUTINH. Cerc. 2, 18
Durando o qual tempo fempre o pelejar foi renovado com
pelêjar, e as mortes com mortes, e as feridas de huns<noinclude></noinclude>
9befqzxt3ev0ew7onmrbeym9gjoeirz
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<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>go. {{Uso|Ufafe commummente no pl}}. ARR. Dial. 12 Lucio
Thoranio me queimou com fogo fubito, feito de cava-
cos e accendalbas. HIST. TRAG. MARIT. 2, 529 O Capitão
do fogo ha de fer mui advertido em afaftar todo a mo-
do de accendalba.
Met. HEIT. PINT. Dial. 2, 2, 4 Elegancia fuave
com eftilo doce em livros de profanidades, não he ou-
tra coufa, fenão defpertador de vicios, .cevo de appeti-
tes depravados, e humas accendalhas, com que fe quei-
mão as conciencias. ARR. Dial. 1, 24 He.muito necef-
fario não lhe darmos orelhas, porque eftas são as ac-
cendalhas das más lingoas. RoBOR. Port. 48 A ptiguiça
adminiftra accendalha ou ifca/aós vicios.
{{lema|ACCENDALHO}}. s.m. O mefnio que Accendalha. BARBOS.
Dict.nl of
{{lema|ACCENDEDALHA}}. s. f. O mefimo que Accendalina. Mor
TEIR. Art. 20, Calamidades que padeço, vão exte-
nuando, como fumo, a vida, feccando, como, accende-
dalbas, meus ollos. LiMr. Fug. 2, 35, 00. col. Nas pa-
thas de trigo, que offereceo Cain] levou as accendeda-
lhas para o fogo eterno, em que fe abrazou.
{{lema|ACCENDEDOR}}. s. m. ant. O que accende. VIT. CHRIST. I,
27, 89 Outragu ame, Senhor, o Efpirito fancto, de
- fendedor contra as perfeguições, e allumiador contra os
errores, e accendedor contra a cobiça. VERCIAL, Sacram.
3, 98, 133 E fe os taes accendedores que põe fogo
ás taes coulas forem amoeftados polos Ordinarios e nom
fizerem pénitencia e fatisfaçom, nom podem fer affoltos,
falvo polo Papa.
{{lema|ACCENDER}}. v. a. Por fogo, fazer que huma coufa fe in-
flamme e arda, ou fe efteja queimando e abrazando. Hu-
mas vezes ie põe expreffo o fogo como agente, outras
fe fuppбe como inftrumento. Não fó fe diz a refpcito
das coufas inflammaveis, mas tambem das que as con-
tém, como: Accender a candeia, a alampada, &c. Do
Lat. Accendere. ant. quafi fempre com hum fó c. Acen-
der. antiq. Afcender. Goɛs, Chr. de D. Man. 1, 72. Em
chegando fobola Aldea, que feria hum pouco antes de
mêa noite, mandou accender as tochas. CAM. Luf. 1, 90
A povoação fem muro. e fem defefa Esbombardea,
accende e desbatata. Hz. PINT. Dial. 2, 4, 2, A can-
dea, que ha de aliumiaf, ha. de ter lume, c pera ac
cender as outras hacella de eftar accefa.
Atear fazer pegar. O fogo. FERN. Lor. Chr. de
D. J. I. 1, 12. Huns vinhão com feixes de lenha, ou-
tros trazião carquèja pera accender o fogo. Goes, Chr.
de D. Man. 1, 1oz Com muita diligencia acarretavio le-
nha pera accender o fogo. FERR. Poem. Eleg. I Accende
mais o fogo quem refifte. Na.mór chamma. De cá te
vejo arder Defpois quot noffo lume morto vifte.
Com pron. peff. Pegarfe, atcarfe. Do fogo, Com
pron. peff. Goss, Chr. de D. Man. 1, 62 No qual dia
fe accendeo o fogo nelles [paços.] HEIT. PINT. Dial. 2,
.3 23. Afli como o fogo fe accende com o fogo, afli, o
amor com o amor. CORT. R. Cerc. 7, 87 Accendefe hum
Cerc. 7
furiofo, grande fogo.
Accender alguma coufa em fogo. VIT. CHRIST. I,
3, 31 Mas aquelles, que tem defvairadas riquezas,
por efto os accende em maior chamma. FERR. Poem. Ecl.
10 Fogo fou desque a branda Celia vi. E tudo quan-
to toco em fogo accendo. CAM. Luf. 5, 16 Relampagos,
que o ar em fogo accendem.
Accender fogo em alguma coufa, Pegarlhe o fogo,
fazela arder. VIT. CHRIST. 1, 3, 34 y Item o berillo
fe for redondo, e o puferem em direito do Sol, faz
accender fogo em carvóés mortos. FERR. Poem. Son. I,
49 E com meu fogo em tudo fogo accendo. CAN. Luf. 3,
56 Onde Amor as enreda brandamente,
accendendo fogo atdente.
Nasagoas
Tomar della fogo. CORT. R. Naufr. 1, 7 Atten-
to os olhos vê, os olhos, digo, Em que Amor toma
força e fogo accende.
Accendet. met. Excitar defpertar, por em movi-
mento. As paixões. Can. Luf. 8, 59 A força da cobiça
Hum defejo immortal lhe accende e atiça. HEIT. PINT.
Dial. 2, 3, 23 Efte amor que nos elle tem, há de
accender em nós o que lhe devemos ter. Luc. Vid. 2,
19 Accendendo com huma paixão a outra.
Inflammar, inftigar, irritar. As peffoas, o animo,
&c. Reg. alg. ou alg. a, de ou em alg. c. BARR. Dec.
3,3,2 Depois que a furia accendeo o animo de todos.
FERR. Poem. Od. 1, 1 Accendei vollos peitos, Engenhos
bem: creados, Do fogo, qu' o mundo outra vez renova
ARR. Dial. 3 34 Accenda efte beneficio noffo coração
em feu amor. BRIT. Mon. 1, 2024 Accendendoas a ifto
a laftima da batalha que perderás.
Augmentaravivar, fazer crefcer em vigor e força.
As paixões ou habitos do animo. BARREIS. Chorogr45
E quaefquer outras graças de que aanatureza extrior-
dinariamente dotou algum engenho, facilmente feráp
apagadas quando. faltar chum autorizado favor, que as
accendn. BRIT. Chr., & Ajudavão fua petição, e acccn-
diãoAfua confiança cas peffoas que vinhão do conven.to
sñas de muitas doenças. Maus. Afb Aft. 4, 60 Epe-
.rá melhor traças inflammaveracecudessis A furia, que cof-
tuma acompanhalosed p
- A opelêjaa briga o tumulto, &c. CASTILH.
Cobum. 2, 41 ez: accender com novo esforço a peleja.
BRITO Mon.cinia24 Dando nos Lufitanos, accenderão
huma batalha crudeliffima. CASTR. Ulyff. 6, 26 Huns/o
-defendem, outros o accusão, Eo tumulto coas vozes
-accendião.
Com prospel Crefcer, augmentarfe, avivarfe.
MEND. PINT Peregr. 186 E mandou [o Rei Bramá]aper-
tar o affaito com muita furia, pelo qual a briga fear-
cendee entre huns e outtos de tal maneira, que era cou-
fa miedonha de. ver. CoRr. R. Naufr9, 90 Accendefea
-pelèja horrida ecfera.onibn for price lisa
Excitar ou exaltar, e fazer mais intenfa à febre
- fede, &c. Luz Sermi i., 36, 4 A poffe deffes bens
..não mata fede, mas accendea. MORAT. Luz 4
2. Se for pouca aragoa] náo attempera a demafiada
quentura, e accendefe a colera. AzEV. Correcç. t, izz
Eftes [humores] indofe corrompendo por falta de ven-
tillação, accendem febre.
po
Accender. com pron. peff. Inflammarfe, arrebatarfe
tranfportarfe pela força de alguma paixão, particularmente
da ira. Das peffonso FR. MARC. Chroz & 10 As quaes
coufas ouvindo o ditoi Inquifidor jocomo fe ouvira huma
. heregia, accendendofe, começou deco conftranger, que
revocaffe o que differa. CAM. Od. 4, 6 E contra ti fe
accenda o fero Amor. TELL. Chr. I, 1, 32. n. 6 Quan-
do na pregação fe accendia em algum paffo da Efcritura
&c. nation in rela
Se fe exprime a paixão, reg. com ou emi, CASTANH.
Hift. 1., 65 Edizendo ifto, accendeofe tanta em ira, que,
fem attentar por iffo, fallava tão salto, como que pelê-
java com alguem. D. FR. BR. DE BARR. Efpelh. 2, 8 E
accendefea alma] com ardente defejb.da laude de to-
dos. Sous. Hift. 1, 3, 23 Accendiafe a gente affligida em
amor do affligido Jefus, apsolatio! on paiga
Crefcer, accrefcentarfe, fazerfe maior ou mais forte.
Das paixões a refpcito das peffoas. Reg. abf. a ou em
alg: BARR. Dec. 1, 3, 1 Com que a efperança do def-
cobrimento da India por eftes feus mares fe accendia
mais nelle. Paiv. Serm. 3, 14 Porque quanto a almá
mais foffre... tanto tem mais razão de confiar, e tan-
to fe lhe accende mais a confiança. CAM. Luf. 9, 71. Ac-
cendefe o defejo, que fe ceva Nas alvas carnes fubito
moftradas. gonna mobos
Proceder, ter origem. De qualquer mal em feu prin-
cipio, como da guerra, 8cc. CASTILH. Comm. 2, 32 Da-
qui por diante fe accendco huma guerra efpantofa, chia
crefcendo cada dia mais brava. BRIT. Chr. 6, 4 É como
fe accendeffem novos efcandalos &c. D
Adag. Lenha verde nem fe queima, nem je accen-
de, SEPULCHR. Refeiç. 1, 1, 6. h. 12:1
{{lema|ACCENDIDISSIMO, A}}. pouc. uf. fupert. de Accendido.
M. BERN. Medit. 12, 2. Exerc. 2, 6, 8. p. 491.
{{lema|ACCENDIDO, A}}. p. p. de Accender. BARR. Dec. 2, 93
. 6. Can. Luf. 2, 91. Luc. Vid. 9, 19. b
Met. Applicafe ás peffoas a refpeito das paixões.
Reg. abf. de ou em. BARR. Dec. 13 3, 2 Accendidos.em
furia, que lhe o demonio atiçava. CAM. Luf. 2, 42 As
- lagrimas lhe alimpa e accendido Na face a beja, e abra-
ça o cóllo puro. FR. MARC. Exerc, 2; 6. E juntamente
o voflo coração foi decendido de amor..
Ufafe como adj. quando fe applica a certas cores,
pata moftrar que são vivas e fubidas. CANCION. 116, 2
Quem fete caftellos doura Sobre vermelho accendido,
He o fangue conhecido Por tomar ós Mauros Moura,
Donde trouxe o appellido.
{{lema|ACCENDIMENTO}}. s. m. Acção e effeito de accender ou
de fe accender. Não tem ufo ha fignificação propria.
Met. Fervor, ardor, commoção vchemente no animo
para obrar alguma acção. Sous. COUTINH. Cerc. 2, 18
Durando o qual tempo fempre o pelejar foi renovado com
pelêjar, e as mortes com mortes, e as feridas de huns<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>com accendimento e furiofo defejo de outros fugirem da
faúde. BARR. Clarim. 2, 65 E conhecendo ifto nella,
vêol he hum accendimento tão grande ao defejo de a vin-
gar, e huma piedade. amorofa de fua trifteza, que lhe
faltárão as lagrimas fóra. MoR. Palm. 2, 145 Com: o ac-
cendimento deitas palavras, e da affeição, com que lhe
fahião d'alma, tornou a fua contenda.chap b
- Vebemencia, viveza, actividade de alguma paixão,
on de coufa, que fe excandefce, como o fangue, &c. AzVR.
-Chr. 3, 76 E os homens com aquelle accendimento de
cobiça que traziáo
entravão fem algum refguardo.
BARR. Dec. 3, 9, 9 Do qual trabalho D. João ficou mal
-tratado, per o mover da perna, e o accendimento do cfpi-
rito ha affanhou. MoR. Palm. 2, 147 Mas antes todolos
cremedios, que pera o apagar fe ordenário [o fogo de
camor são caufa de maior accendimento.
Acção de exeitar com força alguma paixão. D. CA-
TH. INF. Regr. 1, 6E porém os exemplos de tão gran.
des guiadores devião cfpertar ajuntamento de fogo, e
accendimento de amor fancto em os corações dos fervos
de Deos. D. HILAR. Voz, 33, 185. Vejão aqui os ef-
pirituaes como andava efte affeito à mão de Deos; e
squío lefte no accendimento do divino amor. M. BERN.
Paraif. 54 Conhece pois o indicio claro, de que era ac-
.cendimento do amor Divino, e não do demonio.
Dizfe tambem dos habitos ou qualidades do ani-
mo, efpecialmente dos mãos. VIT. CHRIST. 1, 3, 74
Porque do fomento natural fervem em nós os accendi-
mentos dos viços. FR. MARC. Vid. 5, 9 Elegantemente
compara [Santiago] a vida a vapor, em o qual ha fu-
mo e quentura. Por a quentura o accendimento da fenfua-
lidade, por o fumo a vaídade da gloria humana he fi-
no a vida
gnificado.
{{lema|ACCENSÃO}}. s. f. pouc. uf. O mefino que Accendimento.
ALV. DA CUNH. Efcól. 11, 4 Malaco, Poeta Syracufa-
no, tirava ao menos da fua cólera aquelle proveito,
que na maior accensão do fangue, fe lhe lumiava com
extraordinarios relampagos a mente.
ACCENSOS. s. m. pl. Milic. Romana. Soldados accrefcen-
tados depois que a Legião fe achava completa, tambem fe
nomearão fupernumerarios. Do Lat. Accenfi SABELL. Eneid.
2, 5, 70 E neftes eftavão tres centos homens, huns a
que chamavão Accenfos, que eftavão preftes pera ir
fazer o que lhe mandavão os Capitães ou Magiftrados,
VIEIR. Serm. 9. do Rof. 127, 478 Os Romanos ordena-
vão os feus exercitos repartidos em tres linhas na pri-
meira os foldados, que chamavão Rorarios, na fegunda
os que chamavão Accenfos, na terceira os que chamavão
Triarios. M. BERN. Floreft. 5, 3, 123, A Na Milicia
Romana havia tres differenças de foldados: os primeiros
fe chamavão Accenfos, e tinhão o lugar infimo &c.
{{lema|ACCENTO}}. s. m. Modulação, barmonia, confonancia,
que refulta da proporcionada variedade dos fons na musi
ca. Do Lat. Accentus. CAM. Luf. 10, 6 Cantava a bella
Ninfa, e c'os accentos, Que pelos altos paços vão fo-
ando Em confonancia igual os inftrumentos Suaves
vêm a hum tempo conformando. ORIENT, Lufit. 294 Dar
fim Lufmeno aos ultimos accentos do feu canto, e def-
cobrir com a vifta os paftores . . . foi huma mefma
coufa. CASTR. Ulyff. 1, 92 De accentos hora agudos, e
hora graves
Concertada harmonia fe formava.
Harmonia, que refulta da ajustada mistura de fyl-
labas breves e longas no verfo. FERR. Poem. Son. 2, 32
Por ventura em quanto á eftrangeira Lingoa entregas
teus doces accentos &c. BERN. Lim. Ecl. 8 Se com doces e
graves Accentos o conceito, Que tinhas dentro nelle
[peito] declaraftes. VEIG. Laur. Od. 4, 9 Affi culpava
Anfrifo a Deofa féra Os montes atroando, Que fi-
cão retumbando Com os fonoros accentos,
Que são
freio do mar, grilhões dos ventos.
Tom peculiar da pronunciação ou voz, com que fe p
fere alguma confa. Cam. Ecl. 6, :8 Aqui com grave dor,
com trifte accento: Deo o trifte Paftor fim ao feu can-
to. LOBAT. Palm. 5, 56 As mais remotas [partes] ficá-
rão por algum efpaço repetindo com o reciproco écho os
ultimos accentos do efpantofo fom que fazião. ESPER.
Hift. 1, 35. n. 5 Diffe duas ou três vezes efta pala-
vra, Senhora: moftrando no accento, e no modo, com
que a pronunciou, que refpondia a quem chamava por
ella,
Epith. Agudo, ORIENT. Lufit. 151 . Alternado. M.
BEAN. Parail. 81. Brando. ANDRAD. Cerc. 9, 41, 4. A-
CAD. DOS SING. 2, 5. Canç. Chorofo. VEIG. Laur. Od. 2,
4. Divino. Vsio. Laur. Od. 1, 10. Dore. FERR. Poem. Son.
2, 32. Funebre. Verc. Laur. Od. 1, 1. Graciofo. M. BERN.
Paraif. 81. Grave. BERN. Lim. Ecl. 8. Harmoniofo. M.
BERN. Luz e Cal. 2, 1, 277. Mufico. Sous. DE MAC. Ev.
1,23,113. n. 8. ACAD. DOS SING. 2, 7. Oraç. Numerofo.
ACAD. DOS SING. 1, 15, Oraç. Piedofo. ORIENT. Lutit.
45 . Polido. (mal) VEIC. Laur. Od. 1, 1. Rouco. VEIG.
Laur. Od. 1, 1. Sonoro. ORIENT. Lufit. 189. Sonerofo.
LAVANH. Viag. 36. ACAD. DOS SING. 2, 1. Oraç. Suave.
VEIG. Laur. Od. 3, 3. Subtil. ORIENT. Lufit. 151 y. Trif-
te. CAM. Ecl. 6, 38.
Verb. Largar o... (foltar a voz ou o canto. Fal-
la das aves.) VEIG. Laur. Od. 2, 4 Soltar accentos. (o mef-
mo que Largar o...) VEIG. Laur. Od. 1, 1, A
Gramm. Inflexão da voz, com que fe pronuncia
em cada dicção alguma das fuas fyllabas. BARR. Orthogr.
52 Accento 'he aquelle fom ou tom, que nas palavras fe
fente em a pronúnciação de cada fyllaba Cada pa-
lavra, feja de quantas fyllabas för, não póde ter mais
que hum accento agudo, e efte ferá na fyllaba, que no
proferir fe mais levantar, como nefta palavra tempo,
adonde a voz parece fe levanta mais em tem, que em
popola qual razão chamão alguns a cfta tal fyllaba
predominante, como fe differamos, principal entre todas
as outras; porque defcançando a voz fobre aquella fylla-
ba, faz huma certa cantillena fobre cada palavra, que na
verdade lhe dá não fei que de fonoro. E como cada hum
fabe, aquellas efcrituras fe chamão fonoras, que são com-
poftas com opportuna collocação de accentos, ifto he,
de paufas...Donde com razão differão alguns, que o
accento he medida da fyllaba, outros que era a alma, e.'
outros reitor e governador da pronunciação.. LEão, Or-
thogr. 66 Como as palavras conftão de vozes, natural-
mente as não podemos pronunciar, fenão com differença
de accentos. s. huns altos, e predominantes, e outros
graves e baxos. E accento chamamos o tom, que da-
mos a cada fyllaba, que en cada huma dicção levanta-
mos, ou abaxamos. E o predominante... não he mais
que hum em cada fyllaba... E os accentos são tres. s.
agudo, grave, circumflexo. Agudo he o que levanta
mais a voz, e tem efta figura, á. O grave he o que
abaxa, e he afli, à. Circumflexo he o que participa de
ambos, e affi tem a figura à. BENT. PER. Orthogr. 3, 5,
56 Accento val o mesmo que o tom, que damos ás fyl-
labas em cada dicção, levantando, abatendo, ou pro-
do, ou pro-
nunciando fem abater, e fem levantar.
Sinal orthographico, que fe põe fobre alguma voz pa-
ra denotar o feu differente tom a refpeito das demais da
mefma dicção. LEño, Orthogr. 17 Como côr por co-
lor, que efcreveremos com accento circumflexo, e cór
por vontade com agudo. BARRET. Orthogr. 52 Affi que
huma plica fó, que he o accento que nas imprefsões
de Camões faltava ao articulo à, mudava tanto over-
dadeiro fentido. VERA, Orthogr. 42 Advirtafe que nun-
ca efcrevamos accento grave polo agudo, ou circumflexo.
{{lema|ACCENTUAÇÃO}}. s. f. Acção e effeito de accentuar. So-
VER. Hift. Prol. A obra ficou com alguns erros ; não fó
na accentuação e orthographia, mas tambem nas palavras.
M. BENN. Floreft. 4, 11, 49 A accentuação dos vocabu-
los, que he o que propriamente chamão os Gregos Pro-
fodia...não he coula de tão pouca importancia, que
ás vezes não poffa favorecer huma herefia.
{{lema|ACCENTUADO, A}}. p. p. de Accentuar. THALES. Art. 36.
{{lema|ACCENTUAR}}. v. a. Pronunciar as fyllabas com feu accen-
to e devido tom. CONST. DO PORT. 26 E [faberá] ac-
centuar, pronunciar, e cantar per arte de canto chão de
cinco cordas. CONST. DE LISB. 11, 3 Se he bom Eccle-
fiaftico, que faiba bem, diftinta e paufadamente ler, ac-
centuar, e pronunciar. THALES. Art. 28 Tendo juntamente
cuidado do accentuar bem palavra Latina no principio,
meio e fim do verfo.
Figurar fobre as yogaes o final do feu accento.
Leão, Orthogr. 17 Somente devemos accentuar as
dicções, em que póde haver diferença.
{{lema|ACCEPÇÃO}}. s. f. Acção de receber. Do Lat. Acceptio. antiq. Acey çam. BLUT: Vocab.
Sentido ou fignificação, em que fe toma qualquer
palavra. Heir. PINT. Dial. 16, 2 E quando Thales o
Grego lhe chama [ao mundo] fermofo, tomao na. Ce-
gunda accepção pola fabrica das coufas creadas. CEIT.
Quadrag. 1, 289, 3 E moftrando a enfermidade e pecca-
dos do mundo que falta no myfterio pera não fer fa-
crificio, em toda a rigorofa accepção? VIEIR. Cart. 3, 95
Eta declaração confta da accepção commúa, e tradição
dos Doutores Theologos Catholicos.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>Accepção de peffoas. Inclinação; affecto; ou pai-
xão, que je tem a favorecer buma peffoa antes do que a
-ostra, fem attender do feu merecimento ou d razão. On-
DEN. DE D. MAN. I; I Sem odio, nem affeição, nem al-
guma injufta accepção de pefoas. Ros. Summ. 18 Ac-
cepção de peffoas he o que fe deve a huma peffoa por
feus: merecimentos, dalo a outra, não por merecimen-
atos, fenão por outros refpeitos. O qual he peccado; pois
he contra juftiça. BRIT. Mon. I, 2. c. 4 Em Julgadores
e Chroniftas nenhum vicio he tão intoleravel como ac
-cepção de peloas.
{{lema|ACCEPTAÇÃO}}. s. f. ant. O mefmo que Acceitação. PALAC.
Summ. 121 : LEÃO, Chr. de D. Henr. 21 y. FR. THON.
DA VEIG, Confid. I, 5, 7. n. z. of chesap
{{lema|ACCEPTADO, A}}. p. p. de Acceptar. O mefmo que Ac-,
ceitado. ORDEN. DE D. MAN. 1, 67. D. FR. BR. DE
BARR. Efpelh. I, 2. PALAC. Summ. 330 y.
{{lema|ACCEPTADOR}}. s. m. ant. O mefmo que Acceitador. COMP.
E SUMMAR. 13, 65. PALAC. Summ. 121. HEIT. PINT.
Dial. 2, 1, 23.
{{lema|ACCEPTANTE}}. p. a. de Acceptar. O mefmo que Accei-
tante. PROV. DA HIST. GEN. I,3,4. p. 520. ann. 1428.1.
{{lema|ACCEPTAR}}. v. a. ant. quafi fempre com hum fó c. O
mefmo que Acceitar. FR. G. DA SILV. Vid. 1, 60. Ros.
Summ, 3.4.2
{{lema|ACCEPTÁVEL}}. adj. de huma term. ant. O mefmo que Ac-
ceitavel. Viт. CHRIST. 2, 4, 13..
{{lema|ACCEPTISSIMO, A}}. fuperl. de Accepto. O mesmo que
Acceitiffimo. ANDR. DE RESEND. Hift. Ded. ESTIM. DO Ax.
Div. 1, 8, 37 . ARR. Dial. 10, 2.
{{lema|ACCEPTO, A}}. adj. ant. O mefmo que Acceito. VIT. CHRIST.,
1, 12. D. FR. BR. DE BARR. Efpelh. 1, 8.
{{lema|ACCESAMENTE}}. adv. mod. pouc. uf. Ardentemente, com
grande calor. SANT. Ethiop. 1, 5, 16 Calor do Sol,
- que nefta paragem tão., accefamente fere com feus raios,
que parece abrazar a terta.
{{lema|ACCESO, A}}. adj. Abrazado, inflammado, a que fe pôs
-o fogo, ou em que eftd. pegado o fogo. Do Lat. Accen-
fus. CAM. Luf. 3, 57 Que edificada tofte do facundo
Por cujo engano foi Dardania accefa. MEND. PINT. Pe-
regr. 98 Em cada rua deftas ha dez, doze lanternas.ac-
refas, poftas em cima dos maftos. HEIT. PINT. Dial. 1,
4, 11 Affi como huma pouca de polvora acccfa derriba
huma grande torre &c.
Accefo em fogo. CORT. R. Cerc. 10, 141 O' quan-
tas lanças Em fogo ardente accefas fe arremessão. ORI-
ENT. Lufit. 62 Arturo em fogo accefo, envolto em ira
&c.
Accefo a alguma coufa. Que tomou della o fogo.
FEO, Tr. 1, 734 Que bem parecia elle huma véla
accefa à luz de Chrifto, e hum efpirito accefo ao efpi-
rito de Chrifto.
Accefo. Met. Inflammado, arrebatado, tranfporta-
do. Das perfoas a refpeito da ira. Reg. abf. ou em. CAM.
Luf. 3, 70 Que en fetros quebra as pernas, indo accefo
A' batalha onde foi vencido e prezo. Cour. Dec. 6, 2,
4 Ficou accefo em ira e futor. LEX, Defctipç. 44 Da-
ciano accefo em furor os mandou logo degolar a todos.
A refpeito de outras paixões. Reg. com, de, em.
CAM. Luf. 1, 93 Ficava a Maura gente magoada
odio antigo mais que nunca accefa. CASTILH. Comm. 1,
5 Não deixavão os Religiofos de Goa, accefos do Ef-
pirito Santo, esforçar a gente de guerra. BRIT. Chr.
1, 1 Accefo com novo defejo da falvação das almas...
A refpeito das virtudes e outras perfeições da al-
ma. SA' DE MIR. Cart. 4, 21 De fe, que não de fophif-
mas, Quer Deos os peitos accefos. TELL. Hift. 4, 2,
309 E vos louvamos muito o zêlo de defender a Fé
Chriftaa, com que eftais accefo, fegundo &c. CUNH. Hift.
de Lisb. 2, 10, 8z y Vierão ao fepulchro do Santo
com o coração accefo em fé.
Accefo em fede. Que tem grande fede. CAM. Luf.
3, 83 Qnando Guido co a gente em fede accefa
Ao grande Saladino fe rendeo.
Accefo. Diligente, afervorado. Das peffoas refpei-
to das acções. BARR. Dec. 3, 10, 10 Mas elle tinha o
efpirito tão accefo naquella viagem, que fazia &c. GOES,
Chr. de D. Man. 2, 33 No qual negocio andavão já os
noffos tão accefos &c.
Ateado, pegado, vivo, activo. Do fogo, no pro-
prio e metaphorico. CAM. Luf. 3, 123 Crendo c'o fangue
fo da morte indigna Matar do firme amor o fogo ac-
refo. GRAN. Comp. 3, 5 O fogo accefo apagafe com agoa,
e os peccados com a efmóla. ARR. Dial, 2, 9 Efte ex:
emplo desfaça effes nevoeiros, e extingua ellas brazas
accefas no intimo do voflo coração. to
-Fogo accefo em alguma coufa. Tomado ou que fe
pegou della. FERR. Poem. Son. I, 4 Se eu pudeffe igual-
mente moftrar fóra Ao menos do meu fogo hum rafo
claro Naquelle efprito accefo, puro e taro, Que à
efcura terra aclara, os céos namora.
-Accefo. Mets Fermelho, encendido y abrazeado. Do
rofto BRIT. Mon. 2, 6 tit. 2 O rofto varonil, o carão
accefo
Subido, vivo. Das cores, particularmente da verme-
lha, amarella, alaranjada, &c. FR. GASP. DE S. BERNARD.
Irin. 15 Tema côr mais accefa [que a do veado] e quafi
que tira a roxa. GALT. D'ANDRAD. Tr. 1, 19 Como tam-
bem no [cavallo] alazão, accefo e ruão.
Furiofo, raivofo, embravecido. Das peffoas, quando
o fangue lhes fóbe ab tofto e olhos, particularmente
exaltado pela cólera; ou do mefmo tofto, olhos, gef-
to, &c. CAM. Luf. 2 21 Nos hombros de hum Tri-
tão com gefto accefo Vai a linda Dione futiofa. Rof.
Hift. 2, 108, 3 E diffelhe com o tofto accefo, e olhos
inflammados, e palavras efpantofas &c. CASTR. Ulyff.
9, 43 A rodos entra hum congelado medo, Vendod
deftes dous monftros rodeado, Bravo, accefo na vif-
ta, e não refpira Por bocca, e olhos fenão fogo e
ira. 403
-Vehemente, forte, que move com violencia. Das pai-
xões. Cax. Luf. 3, 142 Que o coração convecte, que
tem prezo, Em pedra não, mas em defejo accefo. PAIV.
Serm. I, 314 Pois andava com a nova de Refurreição
de Chrifto muito mais accefa que nunca a futia e odio
de feus inimigos. FR. MARC. Chr. 1, 1, 43 Defejava o
Serafico Padre com accefo zelo de caridade, não fó apro-
veitar aos fieis, mas aos inficis.
Dos effeitos das mefmas. paixões. Ros. Hift. 2;
15, 3 E começando ouvir fuas mui accefas palavras, fen-
tirão tanta compunção e contrição de feus peccados,
que &c. Luc. Vid. 1, 1 Pedio com accefos füfpiros c
continuas lagrimas ao Senhor trocaffe as mãos.
Applicafe particularmente ás guerras, contendas,
brigas, &c. para exprimir a força e vigor da fua acção..
CORT. R. Cerc. 6, 70 Eftando efte cruel, fero combate
Accefo em mais furor. Cour. Dec. 4, 6, 2 Com quem
tinhão algumas brigas bem accefas. SANT. Ethiop. 2
3, 6 Andando a batalha accefa, vendo el Rei o negocio
mal parado &c.
Obferv. Antiq. achafe efcrito Açeffo por Accefo.
CANCION, 105, 2:
{{lema|ACCESSÃO}}. s. f. Augmento, accrefcentamento. Do Lat. Ac-
ceffio. FR. F. BRAND. Mon. 5, 16, 27 Agora com a accef-
são de tantas conquistas &c.
Entrada, chegada. BLUT. Vocab.
Forenf. uf. Hum dos modos de acquirir direito a al-
guma coufa.
Medic. Crefcimento da febre. AzEv. Correcç. I, 3,
1. p. 236 De maneira que todas as entradas, e fahidas,
frios, e accefsões [da febre] e mudanças são fallaces e
enganadoras. GRISL. Defeng, 2, 14 Convem aos que tem
accefsões ou tropefia.
{{lema|ACCESSIONAL}}. adj. de huma term. Medic. pouc. uf. Que
tem acceffo. Da febte e de algumas outras enfermidades.
CABREIR. TI. Unic. 6 Emende as mais confrontações.,
precipitando os periodos perniciofos acceffionaes ...c
avivando os efpiritos viraes.
{{lema|ACCESSIVEL}}. adj. de huma term. A que fe pode fa-
cilmente chegar. Do Lat. Acceffibilis. FEO, Tr. 2, 157,
I Para que aquella luz foffe acceffivel, e. fe deixaffe com-
municarera neceffario defpirfe [Moifés] de todas as
outras affeições da terta. ACAD. DOS SING. I, 1 Oraç
Vivem em altas penhas, e empinados montes ; fó com
o trabalho fe póde fazer plano o agrefte delles, e ac-
ceffivel o inculto dellas.
Met. Tratavel, facil em dar audiencia, pronto em
fe communicar. Das peffoas. M. BERN. Floreft. 2, 3, 138
B Os familiares de hum valído tem o Rei mais acceffi-
vel para as fuas pertenções.
Facil ou pronto a fe lograr ou communicar. Das cou-
fas. M. BERN. Paraif. 4, 3 Diz que fallára com as Divi-
nas peffoas, achando nellas huma lhaneza tão acceffivel.,
que excedia a de hum pai, fallando com feu filho.
{{lema|ACCESSO}}. s. m. Chegada, approximação. Do Lat. Accef-
fus. ARR. Dial. 6; 1 Longo e arduo falto he o do pé
á bocca, e pouco conveniente acceffo. PIMENT. Meth. i,
3, 39. p. 174 Coftumão alguns cravar tambem humas
poniás<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: pontas de ferro agudas por fóra neftas grades; por mais difficultar o acceffo. CARVE Chorogr. 2, 1, 2. c. 6. p. 35 E aflim entrando o mar, e fubindo pelo Mondego aci- ma campos, de Montemor, Figueiró e Ega, fenão vê obftaculo ou monte; que pudefle impedir o acceffo. Entrada, caminho para chegar a alguma peon. FR. G. DA SILV. Vid. 1,14 E puferãofe todos ao redor delle, por impedir o acceffo e entrada de S. Bernardo on- de elle estava po...
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<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>pontas de ferro agudas por fóra neftas grades; por mais
difficultar o acceffo. CARVE Chorogr. 2, 1, 2. c. 6. p. 35
E aflim entrando o mar, e fubindo pelo Mondego aci-
ma campos, de Montemor, Figueiró e Ega, fenão vê
obftaculo ou monte; que pudefle impedir o acceffo.
Entrada, caminho para chegar a alguma peon.
FR. G. DA SILV. Vid. 1,14 E puferãofe todos ao redor
delle, por impedir o acceffo e entrada de S. Bernardo on-
de elle estava porque lhe inão, pudeffe chegar nem
fallar. TAVOR. Hift. 67 E porque nefte enfejo ao Empe-
rador não havia nenhum acceffo a the fallar, the mandei
cfta carta por o Commendador mór de Alcantara. M.
BERN. Floreft. 1, 9, 384, A A efte fim procurou vifi-
talo; porém o acceffo lhe foi negado.
Admissão ao trato on communicação de alguem. Ufa-
fe ás vezes em fentido efpiritual a refpeito de Deos.
ARR. Dial. 2, 15 E tiverão com elle acceffos pelo menos
de fi illicitos e aboniinaveis. VIEIR. Serm. 9. de Rof. 1,
4, 15 E onde o Filho tem o affento por natureza, quiz
que nós tiveffemos o acceffo por graça. M. FERNAND. Alm.
2, 1, 1. n. 7. Por efta Fé temos acceffo ao Padre.
Copula, ajuntamento carnal de homem e mulher.
REGR. DA ORD. DE SANTIAG. (da ediç. de 508) 69, I
E muitas vezes em outros dias houve acceffo carnalmen-
te cam minha mulher. D. Mio. DA SILV. Conft. 23 On
fe per ventura algum Religiofo tem acceffo carnal.com
alguma mulher, PALAC. Summ. 327 y Por humà parte en-
frear a mulher, que, não feja má, e moftrar que elio a
não favorece em feu mal, e por outra parte ter acceffo
a ella.
Forenf. Hum dos modos de acquirir direito a algu
ma coufa, como por jufta promeffa, eftipulação, coadjuto-
ria, compra, &c. CONST. DE MIR. 33 Confentindo in-
greffos, acceffos, coadjutorias ou regreffos em feus bene-
ficios. COMP. E SUMMAR. 18, 33 Por ter acquirido algum
diteito por justiça, promeffa... acceffo, coadjuto-
ria &c. D. E. MAN. Aul, 73, 53 Cujo acceffo [do Védor
geral da armada real] he fempre ao Confelho da Fa-
zenda. .odsek o el
{{Uso|Medic}}. Repetição periodica de certas doenças, que
deixão de tempos em tempos intervallos de melhoria ao en-
fermo, como fuccede na febre, na loucura, na. epilepsia,
b. Propriamente he o principio ou prinieira força do
attaquei das taes doenças. FR. G. DA SILV. Vid. 7, 42
Lhe aprefentou a S. Bernardo a fenhora da poufada]
huma fua filha de febres quartáas de muito tempo, pe-
ra que aq elle tocaffe e benzeffe e faraffe e como a
benzeo e diffelhe: Minha filha, terás ainda hum accef-
-fa,.e depois ferás mui perfeitamente saa, e allí foi fei-
Acceffo do Sol. Aftron. O movimento, com que o
Sol fe avizinha ao Equador ou linha equinoccial. O mo-
vimento contrario, chamafe receffo. BARR. Dec. 3, 4,
7 Na India per experiencia vemos, que os ventos não
fe regulão com acceffo ou receffo do Sol. VAL. FERNAND.
Report. Como prova Ariftoteles dizendo pelo acceffo,
receffo do Sol no circulo obliquo fe fazem as geraços
e corrupços nas partes inferiores. AvELL. Report. 2, 27,
55 O feu proprio [movimento do Sol ] fe chama de tre-
pidação, ou de acceffo e receffo.
Acceffo e receffo. Acção de fe aproximar ou de fe
apartar de algum termo fixo. Dizfe dos céos e das agoas
do mar. CORR. Comm. 10, 87 Tem efte oitavo céo]
tres movimentos, hum. . . outro, a que chamão de tre-
pidação, ou acceffo e receffo, por fe chegar humas vezes
ao pólo arctico, defviandofe do antarctico, e outras no
antarctico, defviandofe do arético &c. M. DE FIGUEIR.
Chronogr. 3,5 Tambem o mar coalhado pela parte do
Norte não padece maré, por quanto não chegão lá os
raios do Sol pera o fazerem refoluto, e aquentarem feus
raios, pera effeito das agoas terem feu acceffo e receffo.
{{lema|ACCESSO, A}}. adj. O mefino que. Acceflivel. "BLUT. Vo-
1 cab.
{{lema|ACCESSORIAMENTE}}. adv. mod. Como accrefcentamento
-on dependencia do principal, fecundariamente. COMP. E SUM-
MAR. 13, 56 Diz principalmente, porque os votos, que
accefforia mente tocão á fazenda &c. PALAC: Summ. 144
E accefforiamente excommunga aos que pera iflo derão fa-
vor. Paty. Serm. 3, 48 Veremos quanto perigo corre quem
trata da fua falvação accefforiamente.
{{lema|ACCESSORIO, A}}. adj. Que fe ajunta ao principal ou del-
le depende, que não be da effencia da coufa, mas fe
The accrefcenta accidentalmente. Do Lat. Accefforius. FERR.
DE VASC. Uly flip. 5, 1, Tenho cahido, que todo mal
lhes evem ás mulheres ] de ociofas, e de terem con-
verfaçães accefforias de outras, que são os correios das
- novas. ARR. Dial 6, 12 Aqui effá o ponto, e nifto con-
-fifte o principal,todo o demais he accefforio. CAчнC
Rom. i Pelo que per via de doutrina chanárão os
primeiros bens effenciaes, e os fegundos accefforios.
Accidental. Sous. COUTINH. Cerc. 21, 17 Contando
os que de morte accefforia morrião, erão já mortos dos
noffos cincoenta e tantos homens. pro od
{{lema|ACCESSORIO}}. s. m. O que fe ajunta ao principal, on.
delle depende. Leão, Chr. de D. Duart. 13 Roubos, dam-
nos, e injurias, que são accefforios da guerra. PINT. RIB
Luftr. 1, 34 O accefforio fegue a natureza do feu prin-
cipal, quando he infeparavel delle. RiB. DE Mac. Rel.
1,2 Que.hão de fazer a Monarchia de Hefpanha ack
cefforio da Franceza.a Monarchia, de
{{lema|ACCIACO, A}}. adj. Pertencente ao promontorio Accio no
Epiro. Do Lat. Atiacus. LEON. DA COST. Ecl 9, 38 y.
not. v O qual [Augufto] andava. occupado na guerra
Acciaca, BARRET. Eneid. 3, 66 Feftejamos a Acciaca ri-
beira. Syst
{{lema|ACCIDENTAL}}. adj. de huma term. Contingente, fortuito;
cafual, que fuccede acafo. Do Lat. barb. Accidentalis. MOR.
Palm. 2, 167 As mulheres nas paixões accidentaes tem
menos foffrimento, Sous. Hift. 1, I, I Porque parecen-
do primeiro cafo accidental, tantas vezes fuccedeo, que
veio a fer havido por myfterio. D. FERN. DE MEN. Hift.
1, 91 Entendendo que o movimento popular he acciden-
tal e incerto, e fe o não incitão com novo impulfo,
em fi mefmo defmaia &c.
Que não be effencial ou precisamente natural em hu
ma coufa, fe bem nella exifta ou a. acompanhe. BARR.
Dec. I, I, I Ainda que efta foi a caufa última e acci-
dental. FR. ISIDOR. DE BARREIR. Signif. 1, 63 He pois, a
mifericordia natural em Deos...e a juftiça como ac-
cidental. PINT. RIB. Luftr. 1, 40 Eftas materias, que
refpeitáo á cafa e familia maior do Principe e fua Ke-
pública, não são as effenciaes e fubftanciaesantes acci-
dentaes e attributos extrinfecos da foberania Real:
Agaftado, colerico. Das pefloas. CASTANH, Hift.
8, 155 E como [elRei] era accidental e appetitofo,
quiz logo hir á fortaleza.
Mufic. A. FERNAND. Art. 1, 24 Em os modos de
Bmol, a que chamão accidentaes, fe fazem as mutações.
Medic. Dáfe efte nome particularmente á febre
e tambem a qualquer outro fymproma, que fobrevêm á
primeira e principal enfermidade. BARR. Dec. 3, 9,
Ficárão fem a febre accidental, que tinhão. MORAT. Fe-
br. 2. Prol. Ha outras febres accidentaes ou compoftas,
de que tambem faremos menção em feu lugar,
Gloria accidental. Theol. A de que gozão os Bem-
aventurados, além da effencial de vêr. a Deos. PAIV. Serm.
1, 52 Dous generos. de bens ha no céo, huns a-que
chamão gloria accidental, que são immortalidade, ligei-
reza, conhecimento das coufas, eftar na companhia da-
quelles efpiritos, e outros defta calidade &c. FERNAND.
GALV. Serm. 3, 358, 4 Dizem os Theologos, que fe ac-
crefcenta aos Anjos a gloria accidental, quando fe con-
vertem e falvão os que trazem á fua conta. M. FERNAND.
Alm, 2, 2. Introd. A gloria effencial confifte na vifta
clara de Deos, e a accidental confifte na vifta dos Bem-
aventurados, e mais recreações, que ha no céo empy-
reo.
Obferv. Antiq. achafe efcrito Açedental. CANCION.
{{lema|ACCIDENTALMENTE}}. adv. mod. Por accidente ou ca-
fualidade. BARR. Dec. 2, 7, 1 Além de contendermos
accidentalmente per armas com homens de tão varias na-
ções. ARR. Dial, 1, 22 Todos os effeitos tem huma fo
caufa propria, que os produze, inda que pofsão depois
fer produzidos de outras accidentalmente. ARAUS. Succeff.
4,9 Enganado tambem accidentalmente pelo exemplo de
outros.
Em razão de algumas circunftancias, e não de fua
propria conftituição e natureza. D. CATH. INF. Regr. 2,
13 Pero como quer que effe efpirito fobrepoje todalas
coufas afóra o Anjo, per fuas obras fe póde accrecen-
tar ou mingoar, fazer mui nobre ou diminuir per def-
merecimentos; nom digo fubftancial, mas accidentalmenter
PEDR. NUN. Tr. da Efpher. 1 Dividefe a efphera acciden-
talmente em efphera direita e obliqua. Sous. Hift. 1, 6,
29 Vida, que em breve havião de cortar, ou accidental-
mente doenças, ou naturalmente poucos mais annos.<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{lema|ACCIDENTARIAMENTE}}. adv. mod. pouc. uf. Por cir- cunftancias occurrentes, e não fegundo a propria, natureza. M. LEIT. Pratic. I, 6 Tambem fe póde dizer quente e hu mido accidentariamente. {{lema|ACCIDENTARIO, A}}. adj. Que não be effencial, ei preci- famente natural em alguma coufa, mas fecundario e ac- cefforio. CEIT. Serm. 2, 57, 3 Pelo que o fer fal ei fer fanto, he o effencial no Prelado e Doutor; offer luz he fecundario e...
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<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>{{lema|ACCIDENTARIAMENTE}}. adv. mod. pouc. uf. Por cir-
cunftancias occurrentes, e não fegundo a propria, natureza.
M. LEIT. Pratic. I, 6 Tambem fe póde dizer quente e hu
mido accidentariamente.
{{lema|ACCIDENTARIO, A}}. adj. Que não be effencial, ei preci-
famente natural em alguma coufa, mas fecundario e ac-
cefforio. CEIT. Serm. 2, 57, 3 Pelo que o fer fal ei fer
fanto, he o effencial no Prelado e Doutor; offer luz he
fecundario e accidentario. Luz, Serm. 2, 95, 1 Mas como
a vida fe não póde paffar fem o mantimento neceffario,
como coufa fecundaria e accidentaria, diz Chrifto, que
&c. M. FERNAND. Alm. I, 5, 3. n. 85 Não quer cfte
Autor dizer, que os damnados nefte dia [da Affumpção
da Senhora não fintão alguma pena, mas que os de-
.monios naquelle dia não ousão a os tocar, e que os li-
- vra. daquella pena accidentaria.
{{lema|ACCIDENTE}}. s. m. Cafualidade, acontecimento fortuito,
fucceffo improvifo, e de ordinario adverfo. Do Lat. Acci-
dens. CAM. Luf. 9, 17 Vir a lograr o premio, que ga-
nhára Por táo longos trabalhos e accidentes. PAIV. Serm.
3, 128 Pois os accidentes defte mundo vos põe em tama-
nhos apertos. RIB. DE MAC. Rel. 1, 2 Os ordinarios ac-
cidentes do tempo alterarião facilmente o eftado prefente
das coufas.
Por accidente. fórm. adv. Cafualmente, fortuitamen-
te. PINT. PER. Hift. 2, 21, 59 y De maneira que mof-
trárão bem a fraqueza daquelle dia fora muito por accidente.
Philof. O que fobrevem á fubftancia, qualidade que
fe acha em alguma coufa fem que feja da fua effencia ou
natureza, e que pode eftar ou não estar nella; como a
alvura na parede, o calor no ferro &c. CAM. Son. 1, 10
Que como o accidente em feu fujeito, Ali com a alma
minha fe conforma. HEIT. PINT. Dial. I, I, 2 As coufas
fe dividem em fubftancia e accidentes. Luc. Vid. 8, 13
Que por iffo os Philofophos os chamão accidentes, por-
que de fua natureza não podem receber, nem ter fer
fóra das mefmas coufas, já fubftancialmente perfeitas e
acabadas.
Medic. Attaque, acceffo, acommettimento fubito de.
enfermidade ou paixão. BRIT. Chr.1, 8 E com grande
afflição e temor, que teve, lhe fobrevêo hum accidente
da gotta coral , que a tirou fóra de feu juizo. SANT.
Ethiop. 1, 2, 3 São mui fujeitos [os cavallos marinhos]
a doença de gotta coral, ou accidentes de melancolia.
Cour. Dec. 4, 2, 4 Depois que lhe paffou aquelle gran-
de accidente de paixão.
Indifpofição ou moleftia, que fobrevêm repentinamen-
te, e priva dos fentidos e movimento, ou de buma das di-
tas cousas. Commummente fe dá efte nome ao attaque
de apoplexia, paralyfia, epilepfia, &c. BARR. Dec. 3,
8, 9 Eftava elle lançado na cama com moftra de hum
accidente, que lhe dera. PER. Elegiad. 17, 263 Vai o
duro accidente alli cobrindo De mortal fombra a palli-
da figura. BRIT. Mon. 2, 7. c. 24 Cahio repentinamente
da cadeira, em que eftava com hum accidente, que o
com hum acci
pôs em extremo de morte.
Symptoma, tudo o que acontece de novo ao doente,
tanto para bem, como para mal. A. DA CRUZ, Recop. 3, 3
Febre em ferida de cabeça, com outro qualquer accidente,
e os labios da ferida feccos, e baixos, e com ruim côr,
fignifica morte. MORAT. LUZ, I, 4, Vejamos agora.co.
mo fe deve acudir ás doenças, e ás caufas das doen-
ças, e accidentes, que fobreyêm, a que chamamos fym-
ptomas.
Epith. Agudo. PURIF. Chr. 2, 5, 3. §. 14. Amar-
go. ACAD. DOS SING. 2, 14. Son. Arrifcado. Azɛv. Cor-
recç. 1, 3, 13. p. 36. Cruel. AzEv. Correcç. I, 3, 5.
p. 326. Crudeliffimo. BRIT. Chr. 2, 25. Defefperado. AzEv.
Correcç, 1, 2, 2. p. 122. Enfadofo. Azev. Correcç. I,
1, 2. p. 36. Efpantofo. ARR. Dial. 10, 80. Frenético. Es-
PER. Hift. I, 2, 16. n. 2. Grave. Gouv. Rel. 1, 24. In-
foffrivel. Azev. Correcç. 1, 3, 11. p. 343. Mortal. GOES,
Chr. de D. Man. 3, 7. Mortifero. AzEv. Correcç. 1, 2,
2. p. 122. Peçonbento. Azev. Correcç. 2, 1, 4. P. 28.
Peñofo. CARDOs. Agiol. 1, 23. Perniciofo. AzEv. Cor-
recç. 1, 3, 1. p. 343. Perverfo. AzEv. Correcç. 1, 3, 10.
p. 343. Peftilencial. Sous. Hift. 3, 1, 10. Pezado. M. DA
VEIG. Rel. I, 16, 40. Repentino. Azev. Correcç. 2, 1,
3. p. 10. Rijo. PINT. PER. Hift. 2, 54, 158. Ruim. CA-
BREIR. Comp. 68. Subito. F. DE MENDOÇ. Serm. 2, 231,
12. Terrivel. Sous. Hift. 3, 3, 16. Terribiliffimo. BRIT.
Chr. 5, 24. Tyranno. AzEv. Correcç. I, 3, 11. p. 343.
Trabalhofo. TELL. Chr. 2, 5, 18. n. 6. Venenofo. Azzv.
Correcç. 2, 1, 4. p. 28.
Verb. Cabir con... BRIT. Chr. 6, 2. Dar hum...
a alg. ou accidentes, em alg. BARR. Dec. 3, 8, 9. GOES,
Chr. de D, Man. 3, 7. Entrar em accidentes. BRIT. Chr.
1, 10. Efpertar do... MORAT. Luz, 2, 8. ACAD. DOS
SING. 2, 14. Son. Eftar com... CART. DE JAP. I, 239
3. Excitar, alg, do ... AzEv. Correcç. 1, 3, 1. p. 246.
Padecer... Gouv. Rel. I, 24. Paffar bum... a alg.
COUT. Dec. 4, 2, 4. Sabir do... MORAT. Pratic. 2,
2, 2. Sobrevira alg. BRIT. Chr. 1, 8. Sujeito a
... SANT. Ethiop. 1, 2, 3. Ter... Bar. Chr. 6, 1.
Tirar o a alg. MORAT. Luz, 2, 8. Tomar bum
alg. Fro, Tr. Quadr. 2, 21, 2. Vexado de . . :
ARR. Dial. 9, 2. Vira alg. Fr. L. DOS ANJ. Jard.
237.
{{Uso|Accidentes. pl.}} Theol. São na Euchariftia a côr;
cheiro e fabor do pão e do vinho, que depois da Con-
fagração ficão na Hoftia e no Caliz, havendofe conver-
tido a fubftancia do pão, e do vinho em fubftancia do
verdadeiro corpo e fangue de Chrifto. CEIT. Serm. 2,
20, 4 Porque neffes accidentes, em que coberto [Chrif
to] fe faz vifivel e fenfivel. M. Tox. Un. 7, Bran-
cos accidentes moftra, Mas o corpo real de Chrifto
Alli vos encobre Amor. TELL. Chr. 2, 5, 26. n. 9. O Sei
nhor, que tambem vinha encoberto com as cortinas dos
fagrados accidentes.
cab.
Accidentes do Orador. Voz, acção, &c. BLUT. Vo-
{{lema|ACCIOMA}}. s. m. antiq. Vej. Axioma.
{{lema|ACCIONARIO}}. s. m. ou
{{lema|ACCIONISTA}}. s. m. O que tem acção em alguma compa
nbia de commercio. BLUT. Vocab. Suppl:
{{lema|ACCLAMAÇÃO}}. s. f. Accão e effeito de acclamar. ARR.
Dial. 2, 8 Não recufou Cefar] as impias adulações,
e facrilegas acclamações de certos lifonjeiros. BRIT. Mon.
1, 3. c. 17 Dandolhe_mil gritos e acclamações alegres.
Sous. Hift. 1, 2, 34 Fervia a Igreja em alegres e de-
votas acclamações.
Dizfe particularmente do acto folemne, em que a
Soberano he reconhecido tal pela voz do povo. TELL. Chr.
1. Ded. Antes da . . . felice acclamação de Voffa Ma-
geftade. ESPER. Hift. 1, 1, 53. n. 2 Afliftio na acclama-
ção felice del Rei D. João I. S. MAR. Chr. 2, 11, 27. n.
Com efta feliz e alegre acclamação del Rei hoffo Senhor
D. João IV.
Por acclamação. Dizfe das eleições, quando sáo
feitas de commum confentimento, antes que fe chegue
a votar. Luc. Vid. 5, 11 Quiz pôr a votos de cada hum
o que té li fora approvado e feito per acclamação e voz
de todos.. VIEIR. Serm. 3., 4, 12. n. 203 A quem fe de-
ve, ou feja por votos, ou por acclamação a cadeira de
Lucifer, fenão a Agostinho
Epith. Alegre. BRIT. Mon. I, 3. c. 17. Devota.
Sous. Hift. 1, 2, 34. Extraordinaria. F. DE MENDOÇ.
Serm. 2, 238, 32. Faufta. Laão, Chr. de D. J. I. 47.
Felice ou Feliz. ESPER. Hift. 1, 1, 53. n. 2. Geral. L.
ALV. Serm. 3, 19, 9. n. 32. Magnifica. ARR. Dial. 10,
26. Pública. TELL. Hift. 5, 2, 417. Ruidofa. M. BERN.
Medit. 143. Sacrilega. ARR. Dial. 2, 8. Solemne. Arv.
DA CUNH. Efcól. 19, 11. Unanime. VELASC. Acclam. 15.
Univerfal. VIEIR. Serm. 5, 14, 5. n. 474.
Verb. Dar... a alg. TELL. Hift. 5, 2, 4172
Fazer a alg. VIRIR. Serm. I, I, 3. col. 35. a
alg. de alg. c. (inculcarlha por bon ou verdadeira) BRAND:
Mon., 11, 40 Com a cerroza defta verdade faz acıla-
mação della ao povo Chriftão o Cardeal Cefar Baronio.
Ferver algum lugar em... Sous. Hift. 1, 2, 34. Recu-
far as... ARR. Dial. 2, 8. Repetir ... EXEQ. DE FI-
LIPP. I. I.
{{lema|ACCLAMADO, A}}. p. p. de Acclamar. ARR. Dial. 4, 21:
CES. Summ. 3, 5. VIEIR. Serm. 9. do Rof. 8, 2, 292.
{{lema|ACCLAMADOR, ORA}}. adj. Que acclama. MONTEIR. Art.
14, 13 A voffo lado virá a beatiflima Virgem Maria,
já não interceffora de peccadores, mas acclamadora de
juftiça e vingança fobre os que vos não quizerão rece
ber.
{{lema|ACCLAMADOR}}. s. m. O que acclama. ACAD. DOS SING!
1., 17. Oit. 6 Seu guerreiro fatal a Patria adora, Seu
grão reftaurador o Lufo fente, Seu digno acclamador o
Téjo chora. CARV. Chorogr. 1, 2, 4. c. 1 Foi hum dos
cinco acclamadores delRei D. João o IV.
{{lema|ACCLAMANTE}}. p. a. de Acclamar. Subft. O mefmo que
Acclamador. PINT. RIB. Acção de acclam. 206 Os exem-
plos, que logo chamarei em crédito e abono dos primei-
Os acclamantes.
ACCLA-<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{lema|ACCLAMAR}}. v. a. Dar vozes, levantar clamor a multi- dão por applaufo, feftejo ou approvação. Do Lat. Accla- mare. FEO, Tr. 2, 72, 4 Quem já mais vio repartirem- fe os defpojos antes da guerra, acclamar a victoria an- tes da batalha. GUERREIR. Rel. 5, 4, 2 E afli fe con- cluio tudo com grandes louvores da noffa fanta Fé, accla- mando todos que querião fer Chriftãos. CASTA. Ulyff. 5, 80 A que todos com vozes acclamarão. Dizfe em...
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<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>{{lema|ACCLAMAR}}. v. a. Dar vozes, levantar clamor a multi-
dão por applaufo, feftejo ou approvação. Do Lat. Accla-
mare. FEO, Tr. 2, 72, 4 Quem já mais vio repartirem-
fe os defpojos antes da guerra, acclamar a victoria an-
tes da batalha. GUERREIR. Rel. 5, 4, 2 E afli fe con-
cluio tudo com grandes louvores da noffa fanta Fé, accla-
mando todos que querião fer Chriftãos. CASTA. Ulyff. 5,
80 A que todos com vozes acclamarão.
Dizfe em efpecial, quando a mefma multidão an-
nuncia ou celebra com feftivos brados algum aconteci-
mento prófpero. LEIT. D'ANDRAD. Mifc. 7, 178 Accla-
mando, victoria, victoria, victoria. FEST. NA CANON.
204 Acclamárão os marinheiros boa viagem, boa via-
gem. VIEIR, Serm. 4, 9, 5. n. 333 Começárão a accla
mar com grande alegria, fangue, fangue.
Tambem aflim melmo fe diz quando em público
o Soberano he reconhecido tal pela voz do povo. Reg.
alg. abf. ou alg. em ou por. BRIT. Mon. 1, 1. c. 21
O povo com voz uniforme o acclamou e reconheceo
por feu legitimo Rei, BRAND. Mon. 3, 8, 19 Quando
efte Prelado ambiciofa e inconfideradamente fe confentio
acclamar Pontifice. VIEIR. Voz. 15, 7, 12. p. 232 Táo
longe eftiverão de elles ferem os que o acclamaffem em
Rei, que &c.
Igualmente fe diz quando a multidão de voz uná-
nime confere a alguem algum emprego ou honra. ARR.
Dial. 2, 8 O faudavão a Cefar certos lifonjeiros e
acclamavão por Deos. S. MAR. Chr. 2, 7, 3. n. 10 D.
Odorio, Prior da Igreja Matriz de Vifeu, a quem o
Clero e Povo daquella cidade acclamon por feu Bifpo..
ESPER. Hift. I, I, 55. n. 4 A Villa toda o acclamava
por fanto.
Met. Affeverar concordemente ou a huma voz. CEIT.
Serm. 2, 251, 1 He coufa tão evidente, que não hou-
ve affomar Deos com elle [myfterio ]. .. que logo a
ingratidão humana lhe não delle vozes, ou acclamaffe
impoffiveis. SA' DE MEN. Mal. 4, 7 Mas porque em bre-
ve circulo hoje vejas A grandeza maior, que o mun-
do acclama. ARAU). Succeff. 3., 1 Perto defte Caftello
eftá a antiga torre de Centum cæli, onde acclamão os
daquelle deftricto, efteve alli defterrado o Papa S. Cor-
nelio:
Acclamar. pouc. uf. Clamar, bradar, dizer em alta
voz. Huma fó peffoa. CEIT. Serm. 1, 64, 3 E baralhan-
dofe todo o auditorio em pareceres, huma mulher com
foberana conftancia acudio por elle, e lhe acclamou os
vivas", louvandolhe a mai. Por elle, e the
ACCLIVE. adj. de huma term. pouc. uf. De fubida ou
cofta acima. Do Lat. Acclivis. CEIT. Serm. 1, 207, 3 A
fe...
compara S. João Chryfoftomo com huma efcada
ingreme e acclive., que pera a fubirdes, Ihe deitais hu-
ma corda, ou hum mainel, em que vos ides tendo e
encoftando.
As vozes, que não estão em Acco, acharfehão
em Aco.
{{lema|ACCOMMODAÇÃO}}. s. f. Acção e effeito de accommodar.
Luz, Serm. 3, 15, 1 Declarado [o verfo de David]
'no fentido, em que o declara Origenes por accommoda-
ção ao povo Judaico. A. DE VASC. Anj. 2, 4, 1. part. 1.
P. 3 Jofeph no Egypto recolheo a feu pai e irmãos,
fuftentouos tratou de feu remcdio e accommodação.
VIEIR. Serm. 5, 15, 5. n. 501 Não he imaginação fem
fundamento minha, he accommodação verdadeira, tirada
com toda a propriedade.
{{lema|ACCOMMODADAMENTE}}. adv. mod. Proporcionadamen-
te, a propofito, do modo que convem. EXEQ. DE FILIPP. I.
72 Deos dará tempo, em que poffamos fallar nella
accommodadamente. VisIR. Serm. 2, 15, 3. n. 476 E por
iflo muito accommodadamente a elles, Ihes diffe o Se-
nhor, que &c. M. FERNAND. Alm. 1, 6, 2. n. 4 Segue-
fe, que fendo a Virgem Mái de Jefu, he de algum
modo caufa da gloria dos Anjos, e que accommodada-
mente fe póde chamar Mái fua.
Commodamente, com commodidade e conveniencia.
BRIT. Chr. 6, 30 Vierão [os Religiofos] a condecen-
der no que elRei pedia, com tanto que lhe affinaffe
outro mofteiro, em que viveffem accommodadamente. S.
ANN. Chr. 2, 5, 309 Cómo noffo Senhor fabia o bom
animo, e determinação, que as Religiofas. tinhão de vi-
ver, onde quer que eftiveffem, com a obfervancia regu-
lar, que tinhão no feu mofteiro, as proveo com pater-
nal providencia de Igreja e clauftro, e alguns apo-
fentos, onde o pudeffem fazer accommodadamente.
{{lema|ACCOMMODADISSIMO, A}}. fuperl. de Accommodado.
-LEIT. D'ANDRAD. Mifc. 1, 14. BRIT. Chr. 3, 19. BRAND
Mon. 3, 9, 25.
{{lema|ACCOMMODADO, A}}. p. p. de Accommodar. TELL. Chr.
2, 4, 23. n. 7. BARRET. Eneid, 9, 74. VIEIR, Serm. 9.
do Rof. 5, 5, 1yo.
Ufafe como adj. Proprio, apto, opportuno, conve-
niente. CAM, Luf. 1, 78 Entrando afli a fallarlhe a tem-
po è a horas A' fua falfidade accommodadas. MEND.
PINT. Peregr. 197 E com ifto lhe dizia outras muitas
palavras muito accommodadas ao tempo. Luc. Vid. 2, t
Chave da cófta. . . a mais accommodada em fitio para
noffas armadas conquiftarem ou enfrearem o maritimo
de Cambaia.
Que tent os commodos convenientes e neceffarios. Das
peffoas, quanto á morada. TELL. Chr. 2, 4, 23..n.
7 Sabendo quão mal accommodados eftavão os Padres.
BRIT. DE LEM. Abeced. 1, 7, 62 y E não fe ha de met-
ter em fua cafa [o Sargento] fem que eftè alojada toda a
companhia, e accommodada. L. ALv. Serm. 3, 11. 1. n.
1 Sabia que eftavão na Cidade muito bem accommodados
em fuas cafas.
Que tem bons commodos apofentos ou officinas, ou
onde fe tent as commodidades proprias de boa vivenda.
Dos edificios e lugares. CART. DE JAP. 2, 26,
54' Aca-
bandofe a cafa da provação com fuas officinas, e ficou
mui bem accommodada. AMAD. REBELL. Cap. 28 Nefta
Cidade ... nos tinha noffo Senhor apparelhadas humas
cafas accommodadas, e em bom fitio. Fa. Leño, Bened
1, 1, 2. c. 10 Que aquelles mofteiros fe mudaffem
ra outro fitio mais accommodado.
Que pafa e vive commodamente e fem falta do ne-
ceffario. TELL. Chr. 1, 2, 40. n. z Como fe então cami-
nhaffe mais alliviado, quando o pobre hia mais bem ac-
commodado. D. F. MAN. Cart. de Guia, 146 Convem que
o fenhor da cafa procure que fua familia ande accommo
dada e luftrofa, fegundo o feu eftado. M. BERN. Floreft.
3,8, 440, B De melhor partido eftà, e mais accommo-
dado paffa o humilde, que com pouco fe contenta, do
que o foberbo, que nada o fatisfaz.
Socegado, tranquillo. Ces. Summ. 1, 50 engenho
do Confelheiro ha de fer docil e accommodado, o juizo
feguro e affentado.
Occupado, empregado, que tem modo de vida e fub-
fiftencia. CARDOS. Agiol. 1, 18 Morto o marido, accom
modados os filhos, e diftribuidos por elles o leus bens.
VIEIR. Serm. 2, 10, 1. n. 290 Os que mais fervião,
deixados os que menos fervem, accommodados.
Moderado, limitado. Applicafe ordinariamente ao
preço das coufas. MENDOÇ. Jom. 2, 1Q E foi Deos em
fim fervido refgatarfe por accommodado preço. BRIT. Chr.
5,1 E lhe deixaria feu Reino, pagandolhe delle hum
tributo accommodado. ALão, Antig. 34 E todo o mais
[peixe] a lanços de quem mais dava, fe vendeo por
mui accommodado preço.
e outros.
{{lema|ACCOMMODADURA}}. s. f. pouc. uf. O mefmo que Ac-
commodação. PAIV. D'ANDRAD. Exam. 9, 87 Impoflibili-
dades, determinações, pactos, accommodaduras de huns
{{lema|ACCOMMODAMENTO}}. s. m. Acção e effeito de accom-
modar. RIB. DE MAC. Rel. 1, 1 Só pudéra alcançar hu-
ma trégoa de tres mezes, em que fe trataffe algum ac-
commodamento. MERCUR. de Fev. de 666 A nova princi-
pal, que os zelofos e curiofos efperão na Relação pre-
fente, he darfelhes noticia do que paffa fobre o accom-
modamento entre elRei noffo Senhor, e elRei de Caf-
tella. VIEIR. Serm. 2, 15, 4. n. 488 Então não ha de
haver requerimentos de acredores nem fatisfação de
creados, nem accommodadamento de filhos, nem difpo-
fição da cafa &c.
{{lema|ACCOMMODAR}}. v. a. Ordenar, difpôr, arrumar, por
em boa ordem ou eftado, e do modo, que convém. Do
Lat. Accommodare. TELL. Chr. 1, 1, 20. n. 6 Efteve o
pobre do Reitor maftigando por muito tempo aquelle
trabalhofo boccado, fem o poder accommodar pera o lé-
var pera baixo. MORAT. Luz, 3, 6 Depois de juntos e
bem accommodados [os offos] empraftar com emprafto
adftringente. Tr. Unic. 12 Accommodandolhe [a par-
reira à creança] a cabeça ao nacedouro.
Pôr, collocar em lugar ou fitio commodo, principal-.
mente por morada ou hofpedagem. FR. GASP. DE S. BER-
NARD. Itin. 16 Daqui nos entregámos ao Chriftão Arabio,
pera que nos accommodafe, como fez em humas cafas,
em que eftivemos oito dias. TELL. Chr. 2, 5, 14. n. 5
Faria outro edificio pera tambem accommodar os Colie
giaes.<noinclude></noinclude>
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MLReis
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: giaes. S. ANN. Chr. I, 8, 55 Deo principio ao Conven- to de Alva a 25 de Janeiro, e tanto que accommodou as Religiofas, tornou a remediar as de Salamanca. Adaptar, applicar, conformar, proporcionar. Reg. 4 ou com. BERN. Lim. Cart. 16 As mercès aos ferviços fe accommodem. LOB. Cort. 5, 48 y E não he muito que pintando hum rofto formofo da terra, lhe accommodaffe côres e attributos celeftes. BRIT: Chr. 4, 26 E queren- do [S. Malachias] a...
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>giaes. S. ANN. Chr. I, 8, 55 Deo principio ao Conven-
to de Alva a 25 de Janeiro, e tanto que accommodou
as Religiofas, tornou a remediar as de Salamanca.
Adaptar, applicar, conformar, proporcionar. Reg.
4 ou com. BERN. Lim. Cart. 16 As mercès aos ferviços
fe accommodem. LOB. Cort. 5, 48 y E não he muito que
pintando hum rofto formofo da terra, lhe accommodaffe
côres e attributos celeftes. BRIT: Chr. 4, 26 E queren-
do [S. Malachias] accommodar os edificios do Convento
com a firmeza dos moradores delle, determinou fundar
es delle,,,
a Igreja de pedra e cal.226
Dizfe particularmente das palavras, ou lugares dos
autores, rexros, leis, &c. quando de alguma das di-
ras coufas fe faz applicação a ourra. BRIT. Chr. 1, 14
E pera ifto accommodava aquellas palavras do Pfalmo:
Lingua canum &c. LEON. DA COST. Ecl. 4. not. c E pofto
que efta profecia da Sibylla Cuméa, que o Poeta er-
radamente rorceo le acconimodou ao filho de Pollião, ou
de Augufto, fe ha de entender toda rá letra da vinda
do filho de Deos à terra &é. FR. LEÃO, Bened. I, I,
1. c. 6 Por onde com rezão lhe podemos accommodar
aquellas palavras, que S. Pedro Cryfologo difle &c.
Accommodar alguem a alguma coula. Difpolo, pre-
paralo, exercitato para ella. BRIT. Chr. 1, 11 Trabalhou
o pai pelo ir accommodando ds coufas do culto Divi-
no, e apartandoo &c.
Accommodar. Socegar, concertar, compor, ajuftar
alguma defavença, difputa, pleito, bc ou peffuas entre fi
difcordes e defavindas. MEND. DE VASc. Art. 134 An-
tes fe não deve metter nas differenças dos foldados, fe-
não para accommodar ambas as partes. FR. F. BRAND.
Confelh. 23 Accommodou com o Duque de Bedford as di-
visões, que havia naquelle Reino. Ris. DE MAC. Rel.
1, 2 Durando a guerra de Inglaterra não facil de accom-
modar.
Dar ou confeguir a alguem officio, emprego ou mo-
do de vida, com que poffa fubfiftir e manterfe commoda-
mente. Gouv. Jorn. 1, 6 E a todos procurou de accom-
modar, a cada hum, aonde melhor emparo pudeffe ter
de vida. SoVER. Hift. 1, 10 A todos elRei accommodou,
pondo huns nos. Priorados e Vigairias do Meftrado
outros por Beneficiados da Igreja matriz da mefma Vil-
la de Thomar, FR. F. BRAND. Confelh. 23 Accommodou a
Duqueza efte fobrinho pelo ecclefiaftico, por fe crear
de menino para 'cfte eftado. t
par
Dizfe particularmente dos creados, a que fe pro-
curou amo, e fe elles mefmos o tomárão, ufafe então
com pron. peff. e reg. com. LEIT, D'ANDRAD. Mifc. 12,
339 E da mefma maneira fe puderão por as mulheres
a officios e exercicios convenienres, e accommodandoas
por cafas a fervir, onde eftiveffem recolhidas. M. FER-
NAND. Alm. 3, 2, 3. n. 22. p. 270 E como já fabia lèr
e efcrever, fe accommodou com hum Eftudante Portu-
guez.
hy Ennup
Dar, ou miniftrar a alguem alguma coufa, de que
carece, provélo della fendolbe neceffaria. Ufafe affim mef-
mo coni pron. peff. e reg. alg. ou alg. de alg. c. GUER
REIR. Rel. 4, 3, 3 Os Padres deixavão de comer e ac-
commodar a fi proprios pelos fuftentar e accommodar a
elles. FEO, Tr. 1. Prol. Accommodandofe de calçado pa-
ra ufo do caminho. TELL. Chr. 24, 23. n. 7 Tratou
logo [elRei] de os accommodar [os Jefuitas] de apofen-
tos, & de os melhorar na Igreja.entos, officinas, e
tudo mais que lhe convém para fua boa vivenda e commo-
da habitação. Sovs. Hift. 1, 1, 13 Erdomeçou logo de
To accommodar [o Convento] pera ellas. TELL. Chr.,
4, 41. n. 8 Logo accommodou e edificou efte Collegiò da
20 maneira que hoje vemos.
Conftruir hun edificio com
Tambem fel ufa com pron. peff. e em fignif. paf-
- fiva. Luc. Vid. 10; 25 Em dous dias fe alevantou erac-
commodou a cafa. CART. DE JAP. 2, 26, 3. Os apofentos
fe accommodárão melhor. TELL. Chr. 2, 4, 38. n. De-
pois fe accommnodou melhor a habitação do noviciado.
Accommodar as orelhas a alguem. Efcutalo dar
olhe ouvidos. ARR. Dial. 3, 6 E não accommodão Gen-
tios facilmente as iorelbas aos homens, que não erão
Gida fua [Religião]ovi alle cos(I sp sinskivory
Accommodar com pron. peff. Adaptarfe, confor-
marfe, proporcionarse ao parecer, vontade, on capacidade
de outro. Reg. a alg. ou alg. c. e com alg. ou com alg..c.
BARR. Dec. 2, 5, 15 E por a fagacidade, que efte ho-
mem tinha, e huma difcrição aprazivel na converfação,
com que fe accommodava à vontade de muitos, todos fe
The affeiçoavão. PER. Elegiad. 9; 127 Que como era
fagaz, prudente e altuto Com todos fabiamente fe ac
commoda. Luc. Vid. 2, 3 Nunca perdêrão os Padres ]
crédito e autoridade com os grandes, pot fe humilharem
e accommodarem aos pequenos. BRIT. Chr. 4,14. Por ran-
to accommodefe com minha dor todo o homem Religiofo,
e os que vivem fegundo o efpirito,
dura a rrifteza do meu pranto. 1 (Potrem com bran-
Accommodarfe alguma coufa a ou em algum lu-
gar. Caber bem ou folgadamente nelle. BRIT. Chr. 6, z
Ouvirão huma voz do céo, que lhe dizia fer trabalho
vão, querer que o cobritor fe accommodaffe äquelles lu
gares, havendo de fer tão grande, que não o compre-
henderia toda Inglaterra. PIMENT. Rot. do Mediterr. zo
Podem. aqui accommodarfe feis ou fete navios.
Accommodarfe a ou com o tempo. Contemporizar,
ceder e cortar por fi, conformandofe ao que fuccede, ou
ao que permitte a occafiño ou circunftancias das confas.
BERN. Lim. Ecl: 17 Mas releva ao tempo accommodarnos.
BARRET. Eneid. 1. Prol. Mas he força accommodarme com
. o tempo. VIEIR: Serm. 2, 8, 5. n. 243 Accommodoufe Da-
{{lema|ACCOMMODATICIO}}. adj. (fentido) O que fe dá ás
palavras da Sagrada Efcritura, applicandoas ou accom-
modandoas a outro fentido differente daquelle, em que fe
dizem erentendem, fegundo a fua propria e rigorofa figni-
ficação. LiMr. Fug. 2, 33, 84. col. 2 Sendo logo Samuel
varão tão jufto, beni podenios, fallando em fentido ac-
commodaticio, dizer que a fua cafa era templo. VIEIR.
Serm. 1, 6, 3. col. 401 Seja o fentido allegorico ou ac-
[commodaticio, como mais quiżerem os doutos. M. BERN.
Floreft. 5, 2, 215, C E appareceonos outro fentido ac-
commodaticio , mais recondito daquellas palavras de Da-
vid, em que &c.
vid d fortuna do rempo. 355 243
{{lema|ACCOMMODATISSIMO, A}}. fuperl. Muito accommoda-
do. Do Lat. Accommodatiffimus. ARR. Dial. 10, 6 Digo
fque foindecentiffimo, e ao myfterio da Incarnação do
Filho de. Deos accommodatiffimo. CIT. Quadrag. 1, 262,
I O que explicou muito bem o nolfo Titelmano com
hum exemplo accommodatiffimo. GUERREIR. Rel. 2, 4, 6
Pôsfe logo o Governador com toda a preffa a fazer hu-
ma fortaleza n'hum fitio pera iffo accommodatiffimo.
{{lema|ACCOMMODO, A}}. adj. pouc. uf. Opportuno, apto, ido
neo. DoHILAR. Voz, 12,61 A femelhança natural he
mui accommoda à doutrina do Efpirito Santo.
{{lema|ACCORRER}}. v. n. ant. Soccorrer, valer, favorecer. Sendo
ás. peffoas.. Gi. Vic. Obr. 1, 68 Accorreme, Senhor,
agora. Pin: Chr. de D. Sanch. II. II Polo qual vos rogo,
- que em quanto puderdes nom me faleçais e me ajudeis,
acá Deos nos. accorrerd. Ros. Hift. 1, 14, 3 E. elle lou-
evou a Deos, que accorre aos que com devação e fé o
chamão, 2104 bon
Acudir remediando ou prevenindo. Sendo ás coufas.
BERNARD RIB. Menin. 2, 29 Tornando Lamentor. a fe-
nhora Belifa, vendoo afli accorreo logo ao muito fan-
gue, que ainda corria. Paiv. Serm. 1,261 Chrifto he
chuva de todos os tempos, e que accorre a todas as ne-
ceffidades. HEIT. PINT Dial. I, 3, 4 Aquelle apafcenta
onlas ovelhas , que arcorre ás fuas neceflidades afli da al-
ma, como do corpo. .omino.
Occorrer, ou concorrer. FR. MARC. Tr. 2, 50 Tema
avifo não accorrá ateu penfamento nenhuma baixeza.
BRIT. Chr. 4, 13 Não era o peito de Gerardo o lugar;
o onde feovião meus cuidados mais claramente, que no
is meu proprio? Onde accorrião mais inteiramente, e onde
caufaváb menos quietação loup oboren
supen Com pron. peff Acolberfe, refugiarfe. F. DE MELL.
Fall. nas Cort. Que diremos dos Romãos vantre os quaes
ainda que houvellem diverfos Miniftros da Repubrica,
Principes Magiftrados, e Dignidades o tom tudo em
ratfuas grandes neceflidades e affrontas ao império de hum
1qfón Dictador fe accorrião: CART. DE JAP 2, 230, 2 E não
toitive coutros conforto mais, que accorrerme aquella gran-
de trifteza de Chrifto noo Senhor, quando foi a pade-
cer.
{{lema|ACCORRIDO, A}}. ant. p. p. de Accorrer. VERCIAL, Sa-
crama12, 18 y. Leño, Chr. de D. J. I. 67.
{{lema|ACCORRIMENTO}}. s. m. antiq. Acção e effeito de actor-
obrer. Ver. CHRIST. 2., 21; 62 Se faz calma, tem cafas
frias e outros accorrimentos. VERCIAL, Sacram. 3, 121,
144 Em efte Sacramento [da extrema unçom] fómente
a fórma hela oraçom, porque fe dá em accorrimento e
ajuda do enfermo. FR. ISID. DE BARREIR. Hift. 25 (Doaç.
do Reinado de D., Dini ) Fago doaçom, e trafpaffamen<noinclude></noinclude>
c5tcx16tx3z3fpjnfqfu3l4z9tq1orq
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<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>ro da ametade daquelle choufo, a paul, ca eu hei na AI-
piarça, ás donas do mofteiro de Almofter, pera accorri-
mento das donas, que jouverem na enfermaria.
{{lema|ACCORRO}}. s. m. antiq. Soccorro. FERN. Lor. Chr. de D.
J. I. 2, 14 E logo em effe dia mandarom dizer a elRei
que vieffe tomar o Caftello, ante que vieffe algum
accorro.
{{lema|ACCRESCENTADAMENTE}}. adv. mod. pouc, uf. Com ac-
crefcentamento. PROV. DA HIST. GEN. 2, 4, 78. p. 498 Que
fará aos Principes, cujos ditos e feitos foem a fer ac-
crefcentadamente relatados.
{{lema|ACCRESCENTADO, A}}. p. p. de Accrefcentar. Goes,
Chr. de D. Man. 3, 77. CAM. Oit. 2, 12. PINT. PER.
Hift. 1, 29, 129.
T..da Corte. Ufafe como adj. e ás vezes fe toma
como fubft. A que fe augmentou a moradia. GAVI,
Cerc. 9, 30 Todos feus filhos como são de idade
pera irem ao Paço, logo tem parte das moradias de feus
pais, e como pafsão de vinte annos são accrefcentados
á moradía, que feus pais tem. LEIS EXTRAV. 4, 1, 6
E os moços fidalgos em quanto não forem cafados,
ou accrefcentados, não poderão trazer mais que hum pa-
ge &c. VERA, Nobrez. z Se tinhão e reconhecião por
inferiores dos accrefcentados.
Met. Luz, Serm. 1, 2, 138. col. 4 E como gente
accrefcentada na cafa de Deos, e melhorada no premio,
vivamos de penfamentos do céo, já que lá temos.nof-
fo Pai. F. DE MENDOÇ. Serm. 2, 93, 1 Foi efte Sanib
accrefcentado na cafa de Deos a grandes fóros. MONTEIR.
Art. 27, 3, 533 Por efte meio me communicais o divi-
no Efpirito, que mandaftes aos Apoftolos em dia de
Pentecofte, armais foldado de voffa milicia, e contais
no numero dos accrefcentados de vofla cafa.
{{lema|ACCRESCENTADOR, ORA}}. adj. Que accrefcenta. Ros.
Hift. 2, 77, 4 E chamárão a Octaviano, Augufto, que
quer dizer accrefcentador. FR. TH. DE JES. Trab. 1, 17,
342 A humildade he confervadora e accrefcentadora de
todos os bens de Deos. BRIT. Mon. 2, 5. c. 24 Accref-
centador da Religião e Fé Catholica.
{{lema|ACCRESCENTAMENTO}}. s. m. Acção e effeito de accref-
centar. BARR. Dec. 1, 3, 2 ElRei o galardoou com ac-
crefcentamento de honra. MoR. Palm. 2, 101 Se o accref-
centamento das riquezas vos não tranftornar a condição.
Luc. Vid. 1, 2 Efperava de os vencer na honra cac-
crefcentamento da cafa de feu pai.
Can Pl. Adiantamento, melhoramento. Das peffoas a
refpeito da honra e fazenda. MEND. PINT. Peregr. 190
E lhes prometteo muitas mercês, e muitas honras e ac-
crefcentamentos. Sous. Vid. 1, 12 Pera ter muito particu-
lar cuidado de fuas honras e accrefcentamentos, VIRIR.
Cart. 1, 170 q [favor] eu renunciára de boa von-
tade na peffoa de D. Pedro para feus accrefcentamentos,
quando elle o houvera mifter.
{{lema|ACCRESCENTAR}}. v. a. Augmentar, fazer maior por qual-
quer modo. Do Lat. Accrefcere. Ant. Accrecentar, quafi
fempre com hum fó c, e da mefma forte os, feus deri-
vados. CAM. Luf. 6, 84 Os ventos . . . Mais e mais a
tormenta accrefcentavão. Luc. Vid. 1, 11 A todos a vifta
da laftimofa não pôs em grande efpanto, fó ao Padre
Francifco accrefcentava o animo. FERNAND. Palm. 4, 10
Sempre a lembrança dos perigos paffados accrefcenta
grande parte no contentamento dos bens prefentes.
Sendo em número. VIT. CHRIST. 1, 3, 89 y Mul-
tiplicando e accrefcentando os Profetas por corregerem o
povo. TELL. Chr. 1. Prol. E pera que accrefcentemos mais
o numero dos queixofos &c. VEIG. Laur. Ecl. 3 Ficará
accrefcentada A machina eftellante C'os planetas, que
vós lhe havcis de dar.
Sendo em duração. ARR. Dial. 4, 14 Soffrem mui-
tos tormentos, por accrefcentarem á vida poucos dias in-
certos. !BRIT. Mon. 1, 1. tit. 6 Com tirar da vida hum
máo, le accrefcenta a de muitos bons. SEVER. Prompt.
I, I, 2. p. 9 As virtudes accrefcentão a vida, e os vicios
a diminuem.
Ajuntar huma coufa a outra, pondoa demais ou fo-
bre o que já havia. BARR. Dec. 1, 1, 1 Em lugar de
penitencia accrefcentou outros mui graves es pubricos pec-
cados. BRIT. Chr. 6, 38 Accrefcentava [Humberto ]no-
va pureza a fua alma. SA' DE MEN. Mal. 2, 71 Quando
penas a penas accrefcenta Sonho ou visão, que horri-
vel o atormenta.
Dizfe particularmente a refpeito das palavras ou
fentenças, que no difcurfo ou efcritura fe ajuntão ao que
eftá dito ou efcrito. CALV. Defenf. 14 Mas rebentando-
the [a Alexandre] as lagrimas, compadeceofe da ad-
verfa fortuna de Dario. E accrefcenta Plutarcho, que &c.
Luc. Vid. 1, 4 Affi entendeo o Santo a palavra...c
accrefcenta Santo Hilario, que &c. BRIT. Chr. 6, 38 A
eftas accrefcentavão outras muitas palavras de rogos e
fentimento.
Melborar, adiantar em honra, fazenda, &c. Reg.
alg. ou alg. c. ou alg. em ou com alg. c. CHR. DO CONDEST.
51 Que elle o accrefcentaria, e lhe faria muitas mercês.
CAM. Luf. 4, 67 Cujo intento Foi fempre accrefcentar.
a terra chara. CORT. R. Cerc. 9, 127 Pera que te ac-
crefcente em fama e honra. LEON. DA COST. Georg. I,
47. not. a O terceiro tempo fe chama Autuno, porque
nelle fomos accrefcentados com varia copia de fructos.
Com pron. pell. Augmentarfe, crefcer, fazerfe maior
de qualquer modo. CAM. Luf. 5, 20 Hia fe pouco a pouco
accrefcentando [a nuvem] Paiv. Serm. 3,5 A neceffi-
dade della penitencia] cada dia fe accrefcenta com o
augmento ordinario das culpas. BRIT. Chr. 1, 13 A qual
[enfermidade]fe the hia cada hora accrefcentando mais.
Accrefcer, ajuntarfe demais. .BRIT. Chr. 3, 24 Ac-
crefcentavafe a efta diligencia a muita fantidade e opi-
nião de fua vida.
Accrefcentar. neutr. Por mais do que havia. Reg.
em. PINT. PER. Hift. 2, 1, 3 Não fómente fuftentou
as terras de fua governança, mas ainda nellas accrefcen-
tou. FERNAND. Palm. 3, 22 Que fervio demais que ac-.
crefcentar no efpanto, que todos tinhão de fuas obras.
ORIENT. Lufit. 143 Ỷ E Amor, que accrefcentando em
meu tormento &c.
Accrefcentar em fi. Melhorarfe, adiantarfe em per-
feições e merecimentos. FERN. LOP. Chr. de D. J. I. 2, 200
Louvandoos [Nunalvarez] por bons homens d'armas
que era grande azo de accrefcentarem em fi por tal fa-
ma, como dellos dava.
Adag. Quem conta hum conto, fempre Ihe accref-
centa hum ponto.
{{lema|ACCRESCER}}. v. n. Accrefcentarfe, ajuntarfe de mais, vir
de novo. Do Lat. Accrefcere. Ant. Accrecer, quafi fem-
pre com hum fó c. ARR. Dial. 3, 13. Accrefce a efta fua
má natureza, o odio entranhavel, que tem a Chrifto.
BRIT. Mon. 4, 15. c. 34 Ordinario he a quem não acer-
ta o caminho da verdade, accefcerem de novo maiores
difficuldades. Feo, Tr. Quadr. 1, 141, 1 Procurando que
fó naquellas coufas fe guardafle a lei de Deos, nas
quaes a elles accrefce major proveito.
Crefcer, fazerfe mais ou maior. CONST. DO PORT
48 E todo quanto perder affi cada hum das dictas ho-
ras canonicas, como dos anniverfarios, mandamos que
accrefça e fe reparta polo dicto Apontador antre os ou-
tros, que a elles forem prefentes. FEO, Tr. 1, 171, I
Que pouco monta accrefcer dinheiro, a quem falta a ir-
mandade. MORAT. Febr. 2, 1. A fegunda [febre] he
quando vai accrefcendo pouco a pouco.
Direito de accrefcer. Forenf. ul. Direito, pelo qual fe
acquire ou entra na parte de buma coufa, que outro pof-
fuia, como na herança, quando hum dos coherdeiros fuc-
cede por fobrevivencia na porção do que falece, on acqui-
re aquella parte, que o outro não admitte ou rejeita.
Tambem nos Cabidos das Igrejas fe chama affim o
direito, que os Prebendados ou Miniftros, que affiftem ás
boras canonicas, ou Officios Divinos tem aquella parte da
renda que perdem os que nella são multados por falta
da referida affiftencia.
{{lema|ACCRESCIDO, A}}. p. p. de Accrefcer. MENDOÇ. Jorn. 1,
7. M. Tяoя. Inful. 6, z. Azev. Correcç. 2, 1, 6. p. 53.
{{lema|ACCRESCIMO}}. s. m. Acção e effeito de accrefcer. BLUT.
Vocab. Suppl.
{{lema|ACCUBITO}}. s. m. pouc. uf. Banco, ou affento, de que os
Antigos fe fervião nas mezas. Do Lat. barb. Accubitum.
acc, ua antepenult. Feo, Tr. 1, 172, 3 Convêm a fa-
ber a poftura do Cenáculo, o modo de comer nelle, e
-os affentos ou accúbitos, que nelle havia..
Acção de fe encoftar, ou reclinar, ou defcançar o
corpo. Do Lat. Accubitus. Feo, Tr. 1, 184, 1. Diz Ru-
perto Abbade, que as vezes, que S. João esteve encof-
tado fobre o peito de Chrifto, tiverão numero; mas a
providencia, que Deos delle teve foi continua, e não
menos amorofa, e familiar do que foi o accubito, que
fobre feu peito teve.
{{lema|ACCUMULAÇÃO}}. s. f. Acção e effeito de accumular. Fs.
oTH. DE JES. Trab. 1, 13, 300 Geral acannulação de to-
dos os bens foberanos. HEIT. PINT. Dial. 2, 5, 25 Efta
he a accumulação dos bens.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>{{Uso|Forenf}}. Ajuntamento judicial de muitas acções. Bivt:
Vocab.
{{lema|ACCUMULADAMENTE}}. adv. mod. Em montão. BENT.
PER. Thes.
{{lema|ACCUMULADO, A}}. p. p. de Accumular. PINHEIR. Sum-
mar. 16. PAIV. Serm. 1, 87. CARV. Chorogr. 2, 1, 5. c. 5.
Ufafe como adj. Unido, confpirado, conjarado.
BRIT. Mon. 2, 7. rir. 2 Qual foi a conjuração de feus
proprios filhos, que accumulados com alguns Principes do
Imperio, o conftrangèrão a deixar as infignias Imperiaes.
MERCUR. de Novembr. de 666 Levantandofe com ella
[fragara] o Tepente, que era Francez, . . . accumula-
do com muitos dos marinheiros, que levava
tambem
Francezes.
{{lema|ACCUMULAR}}. v. a. Amontoar, ajuntar, por fobre. Do Lat:
Accunulare. antiq. Acomolar. Paiv. Serm. I, 331 Ha mif-
rer muira vigilancia para fe não perder quem trara, não
tanto de fuftenrar, e remediar a vida, quanro de accref-
centar, e accumular fazenda. CATHEC. ROM, 302 Além
do reftemunho do Profera Abacuc, que diz: Ai da-
quelle, que accumula as coufas alhèas, ré quando carrega
conrra fi grande lodo. FERNAND. GALV. Serm. 1, 32, 1
Accumulando variedade de iguarias, que fervião de ex-
cirar o apperire pera comer mais.
em; ou
Met. Reg. alg. c. ou alg. c. a, em, ou fobre. HEIT.
PINT. Dial. I, I, I Com as muitas palavras que accu-
mulaftes, alevantaftes tanto pó, que parece fenão vè
a verdade. ARR. Dial. 3, 10 Começando a fe apartar de
Deos, e accumulando peccados a peccados. CEIT. Serm.
2, 187, 2 Mas em a Baptifta fez Deos, e accumulou
tão raras coufas, e privilegios de 'virrude; e fantidade,
que &c. VIEIR. Serm. 4, 1, 4. n. 10 E que não repa-
rem em accumular huns peccados fobre outros.
Accumular. Acogular, encher de cogulo. CAM. Luf:
10, 3 De iguarias fuaves, e divinas Se accumulão os
pratos de fulvo ouro.
Accumular. Forenf. Ajuntar por ordem do Juiz os
autos, ou acções, que tem dependencia com a que actual-
mente fe fegue, para fer fentenceada com pleno conhecimen-
to. LEIS EXTRAV. 3, 1, 9 Querendo a ral parte accu-
mular, venha logo com os arrigos accumulativos. CAMI-
NH. Fórm. da Ord. Jud. 27 Accumulando os AA. di
zem &c.
Accumular, com pron. peff. Ajuntarfe, augmentar-
fe. A. DA CRUZ, Recop. 1, 1 Porque fe ajunra e acca-
mula mais o tumor, quando fe faz o cozimento, e dan-
tes eftaya mais efpalhado.
a alguma coufa. Abraçala, feguila. CATHEC.
Rom. 300 O que fe moftra pola reprehensão do Apofto-
lo feira aos que com fua doutrina aparravão os outros
deftes vicios, a que elles mefmos fe accumulavão.
- com alguem. Unirfe, affociarfe, confpirar.
BRIT. Mon. I, 1. rir. 3. Accumulandofe com os outros
féus vizinhos fe puferão em armas.
{{lema|ACCUMULATIVO, A}}. adj. O que fe accumula, ou ajun-
ta ao que estava d'antes. EUFROS. 3, 7 Sáo eftes huns
remedios accumulativos, á maneira dos corredores do cam-
po, pouco cuftofos e importantes. Paiv. Serm. 1, 320
Pois rodos eftes rifcos, que corremos no mundo, são
provas, e razões accumulativas para o que Chrifto diz
abaixo.
Accumulativos, ou Artigos accumulativos. Forenf.
Os que fe accrefcentão aos mais antes offerecidos. CAPIT.
DE CORT. 32, 8 E fe ritarão as caurellas dos Procit-
radores, e Advogados, que nos accumulativos e depen-
dentes metem materia de contradiras, e poe outras
coufas muiro efcufadas. REGIN. DE EVOR. 4; 81 Man-
damos que não haja mais nefte Auditorio accumulativos,
nem fe de vifta ás partes, pera virem com elles. ORDEN.
DE D. MAN. 3, 15, 23 Em todos os mais artigos . . .
afli como artigos dependenres, ou accumulativos nom os
poderá mais correger a parte. EUFROS. 3,2 Porque o
Baldo nem effoutro Bartolo nunca navegárão além da
linha de hum libello, e huns artigos accumulativos.
Jurifdicção accumulariva. Forenf. A que o Princi-
pe concede a alguem em tal forma, que na dita concefsão
não fição inhibidos, nem privados da fua jurifdicção os
mais Juizes. BLUT. Vocab.l
{{lema|ACCUPAR}}. v. a. antiq. e os feus deriv. Vejafe Occupar.
FERN. LOB. Chr. de D. J. I. 1, 48. Sous. COUTINH. Cerc.
2, 12. of that so
{{lema|'ACCURADAMENTE}}. adv. mod. Con cuidado, exacta-
mente, com perfeição. Do Lar. Accurate. ORDEN. DE D.
MAN. 1, 1 Nas quaes [horas] o mais accuradaniente
que for poflivel, e com o maior cuidado defembargarád
os feitos, que nelle dia houverem de defpachar. VIEIR
Serm. 9. do Rof. 1, 9, 33 Pois fe efta famofa obra...
fe defcreve parte por parte, tab exacta e accuradamente
&c. b
{{lema|ACCURADO, A}}. adj. pouc. uf. Exacto, feito com perfei-
ção, e cuidado. Do Lar. Accuratus. SEPULCHR. Refeiç.
Prol. 1 Finalmente a imprefsão [foi] accurada.
{{lema|ACCURATISSIMAMENTE}}. adv. fuperl. pouc. ul. Exadiffi-
mamente. Do Lar. Accuratiffimé. SABELL. Eneid. 2, 3, 43
Difpenfou [Numa] affi os mezes, que fe antrepunhão,
que cada vinte e quatro annos, que Macrobio accuratiffi-
mamente recolegeo, o mefmo cuffo do Sol, donde elles
começáráo, até tornar a acabar o curfo do Sol, vieffem
por inteiro.
{{lema|ACCUSAÇÃO}}. s. f. Acção de accufar em juizo, ou fóra
delle. BRIT. Chr. 1, 26 O demonio... fe foi vencido,
e trifte, deixando o Sanro livre das fuas accufações.
GUERREIR. Rel. 3, 1, 16 Lhe derão capitulos e accufa-
ções contra os Porruguezes. Sovs. Hift. 1, 3, 37 Accufa-
ção feita por quatro homens, ratificada huma, e muitas
vezes.
Epither. Calumniofa. Leão, Chr. de D. Aff. V. 38.
Crime. CONST. DE BRAG. 44, 2, 1. Falfa. Leão, Chr.
de D. Duarr. 17. Feia. D. F. MAN. Epan. 3, 342. Frivola.
CALV. Homil. 2; 4. Groffeira. PALAC. Summ. 264 Y. In-
jufta. CALV. Homil. 2, 11. Intencionada (mal) "Lisa.
Jard. 5, 3. Invejofa. CALV. Homil. z, 49. Maliciofa. CALV.
Homil. 2, 39. Rigorofa. GIL Vic. Obr. 1, 43 . Secreta.
M. FERNAND. Alm: 3, 3, 87. p. 556. Solemne. Sous. Vid.
4; 4. Temerofa. S. ANN. Chr. 2, 13; 662. Terrivel. M.
BERN. Floreft. 3, 8, 482, C. Verdadeira. EsPER. Hift. 1,
2, 15. n. 2. Voluntaria. CALV. Homil. 2, 39."
Verb. Confirmar a... Vir. CHRIST. 4, 59 . De-
fiftir da...ORDEN. DE D. MAN. I; 44. Fazer. de
alg. LETO, Defcripç. 68. Outorgar... VIT. CHRIST. 4:59
. Padecer... VIEIR. Hift. do Fur. 11, 208. Profeguir a
... PALAC. Summ. 60 . Seguir a .ORDEN. DE D.
MAN. 1, 38.
{{lema|ACCUSADO, A}}. p. p. de Accufar. Cruz, Poef. Ecl. 4:
BRIT, Chr: 1, 25. Sous. Hift. i, 6, 6.
{{lema|ACCUSADOR, ORA}}. adj. Que accufa. FR. MARC. Tr. 2,
79 Da direita [parte apparecerão os peccados accu-
fadores. CALV. Homil. 2, 49, Se Deos tão feveramente
fe houve com o Anjo accufador, que fará ao homem
pó, e cinza M. BERN. Floreft. f, 3, 92, B E aos la
ridos de fua confciencia accufadora fe fazia infenfivel.
C Antiq: fó com a terminação em or. Leis EXTRAV.
4, 2, 11 E havendo parte accufador, haverá o terço
dos bens.
{{lema|ACCUSADOR}}. s. m. ORA. f. O que ou a que accufa:
GOES, Chr. de D. Man. 3, 79 Bartholomeu Pereftello,
- que foi o accufador principal defte innocente Rei. CA-
THEC: ROM. 314 E os aurores, e accufadores devem
fer amoeftados, que fé não movão por amor ou odio ou
cobiça a caufar perigo a peffoa alguma com accufações
maliciofas. M. FERNAND. Alm. 2
23. n. 35 Noite digna de feres rifcada da memoria dos tempos!.. pera que
não fejas eloquente accufadora do genero humano na-
quelle dia, em que &c.
Epirh. Ardilofo. CALV. Homil. 2, 37. Continuo.
Luz, Serm. 1, 2, 35. col. 4. Falfo. FR. L. Dos ANJ. Jard.
136. Forte. Lisa. Sanctor. 186, 4. Maliciofo. Lise. San-
ctor. 6, 6. Perverfo. BARRET. Flos Sanct. 2, 278, 2. So-
berbo. CAMP. Receb. 75.
{{lema|ACCUSAMENTO}}. s. m. antiq. e pouc. uf. O mesmo que
Accufação. PROV. DA HIST. GEN. 3, 4; 161. p. 343 Re-
tos he hum accufamento que fazem os filhos dalgo,
Cavalleiros, &c. old
{{lema|ACCUSANTE}}. p. a. ant. e pouc. af. Que accufa ou fe
ascufa. FR. MARC. Chr. 1, 1, 25 E fe o frade accufado
achares innocente, caftiga ao murmurador e accufante
com dura correição. NAVARR, Manual, 2, 18 Que renha
jurdicção em o foro da confciencia fobre o accufante.
{{lema|ACCUSAR}}. v. a. Criminar on denunciar como réo de algum
delicto. As peffoas. Do Lar. Accufare. Reg. abf. alg. ou
alg. a, ante, ou perante alg. ou alg. de ou por alg. c
CAM. Luf. 10, 113 Hum filho proprio mata, e logo ac
cufa De homicidio Thomé. Luc. Vid. 2, 9 Aos pro-
prios pais não reprehendiáo fomente, vendoos cahir
n'alguma fuperftição, mas accufavãoos ao Padre. Cruz,
Poef. Ecl. 4 Ah gente dura, ingrara, genre cega;
Que prende, accufa e préga n'hum madeiro Hum ráo
manfo cordeiro antre ladrões! Cunn. Hift. de Lisb. 1,<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>8, 41 O Cardeal Cefar Baronio : o não confti-
rue por Bifpo [a Poramio] ainda que o accufa por he-
rege.
Denunciar para fe punir. A culpa, crime, &c. D.
FR. BR. DE BARR. Efpelh. 2, 2 Accufando a propria ma-
licia. Luc. Vid. 2, 9 Eftranhavãofe as ufuras, accufavão-
fe as feitiçarias.
Dos proprios crimes. FERR. Poem. Caftr. 4 E quan-
do meus peccados me accufdrão, A ti fora bufcar. Patv.
D'ANDRAD. Exam. 9, 90 A lembrança dos crimes paffa-
dos nos eftá accufando continuamente. inki
Adv. e fórm. A morte. (de crime capital) VIT.
CHRIST. 4, 52 y. Cavillofamente. M. FERNAND. Alm. 3,
2, 13. p. 509. Civelmente. "CONST. DE VISEU, 25,7. Cri-
minalmente. CoNST. DE LEIR. 26, 4. Falfamente. TEIV.
Sent. 31. PALAC. Summ. 276 y. Fortemente. FR. G. DA
SILv. Vid. 1, 47. Grandemente. CART. DE JAP. 2, 265,
2. Gravemente. CALV. Homil. 2, 39. Indevidamente. CONST.
DO FUNCH. 31, 2. Injuftamente. CART..DE JAP. I, 412, 3.
Justamente. CALV. Homil. 2, 32. Maliciofamente. VER-
CIAL, Sacram. 3, 99, 136. Por juftiça. (judicialmente)
ALBUQ. Comm. 3, 18. Rigorofamente. VIEIR. Scrm. 1,
II, 4. col. 798. Solemnemente. D. F. MAN. Epan. 1, 104.
Accufar. Culpar, cenfurar, reprehender. BARR. Dec.
1, 3, 1 Accufando, e reprehendendo elRei em não ac-
ceptar fua offerta. FERR. Poem. Cart. 1, 12 Quem lou-
va o bom? Quem bom e mão não accufa? Sovs. Hift.
1, 1, 24 Porque fe a queremos accufar, como de feito
accufamos de errada &c.
Mostrar patentear, declarar de qualquer forte.
Sous. Hift. 3, 2, 21 Accufava feu rofto as mortifica-
ções, com que caftigava a carne.
Com pron. peff. Confefarfe, dizer fuas culpas ao
Confeffor no Sacramento da Penitencia. COMP..E SUMMAR.
22 38 Por lhe parecer coufa fanta accufarfe rigorofamen-
te [em a confifsão] PRIM. E HONR. 2, 2 Natural he do
cobiçofo roubar a capa ao proximo, e não achar na con-
fifsão de que fe accufar. Luc. Vid. 6, 3. Não vê a ho-
ra, em que fe confeffe, e accufe de toda a fua vida.
Denunciarfe, declararfe a fi proprio réo em juizo, ou
fóra delle. CRUZ, Poef. Ecl. 8 Alli, depois que deixo de
accufarme, E de tomar da vida conta eftreita, Pro-
ponho na futura melhorarme &c. Luc. Vid. 10, 16 Dan-
dofe e accufandofe a fi mefimo por autor da fua miferia.
tod Culparfe, cenfurarfe, reprehenderfe. LEON. DA COST.
Ecl. 2, 8. not. a Accufafe Coridon de ruftico, e igno-
rante. BARRET. Eneid. 1, Prol. Querendo antes accufar-
fe a fi de lignorante, que ao Autor. ACAD. Dos SING.
611, 17. Oit. 3.O bofque trifte, o prado defcontente . . .
De haver fido rifonho já fe accufa.
{{lema|ACCUSATIVO}}. s. m. Gramm. O quarto cafo na declina-
.cção dos nomes. Do Lat. Accufativus. BARR. Gramm. 98
Em o quarto cafo, a que chamão Acton, fe põe a cou-
fa feita, ou amada: exemplo, os homens bons amão
una virtude. Efta virtude, em que obrão os homens, fica
em accufativo. SANCH. Arr. 39 O que amamos, o que
- obramos Accufativo ferá. VIEIR. Serm. 4, 9, 4. n. 330
sChrifto diffe o nome em nominativo, e elles puferãono
em accufativo.anci
{{lema|ACCUSATORIO, A}}. adj. Pertencente à accufação, ou a
quem accufa, ou crimina. Do Lat. Accufatorius. CATHEC.
ROM. 193 Mas com animo accufatorio fe devem con-
tar [os peccados] de maneira que tambem defejemos,
- que fe caftiguem em nós.
As palavras, que fenão acharem por Ace, procu-
premfe por Accc, ou por Affe.
{{lema|ACEAR}}. v. a, e feus derivados. Vej. Affear.palk
{{lema|ACEDIA}}. s. f. antiq. Vej. Acidia.
{{lema|ACEFALO, A}}. adj. Vej. Acephalo.
{{lema|A CEGAS}}. form. adv. Vej. A's cegas. MARUDDA
{{lema|ACEIFA}}. s. f. e feus derivados. Vej. Ceifa.
{{lema|ACEIO}}. s. m. Vej. Afeio.
ide
{{lema|ACEIRADO, A}}. p. p. d'Aceirar. FERR. DE VASC. Aulegr.
555 E elles trazião o negocio tão aceirado, que &c.
{{lema|ACEIRAR}}. y. a. Apalavrar, ajuftar, alugar por certo pre-
O Co. BENT. PER; Thes. od eller A.
Aceirár. Agric. Aceitar hum pinhal, hum azinhal,
&c. Cortar todas as plantas, e bervas, deixando o cam-
-pa a modo de ceira fem folha, nem ramo, e juntamente
i tirar toda a materia combuftivel por certo efpaço, de ma-
neira que fenão, poffa queimar, quando fe poe fogo vivo
no máto vizinho., BLUT. Vocab.
{{lema|ACEIRO}}. s. m. ant. ço. Do Lat. barb. Aciarium. Gin Vic.
Obr. 1, 72 Com fortes prégos d'acciro. CASTANH.
{{Uso|Hiſt}}. E elle vinha armado em huma fala quartea
da de laminas de aceiro. FERR. Poem. Cart. 2, 10 Véfe
já Marte junto à branda Mufa Dantes todo diaman
te, malha e aceiro, Sem efperar tempo ou receber
efcufa.b
.A.0
Pl. Marinh. Barrinhas de aço, tocadas na pedra de
cevar, e que atravefsão a rofa da agulha. VAL. DE SA
Regim. 5 As Agulhas de marear, que levão os aceiros
debaixo da flor de liz não moftrão o ponto verdadeiro do
Norte, fenão em tres paragens do mundo fómente. M.
DE FIGUEIS. Hydrogr. Art. de Naveg. 13 A's agulhas,
-que tiverem os aceiros no Norte fempre lhe darcis feu
abatimento, ou refguardo.
Agric. Huma ou duas geiras de terra, lavradas em
. redondo de bum pinbal ou covão, parà que no espaço da
lavoura fe não crie mato, aonde pola pegar fogo, que
queime o pinhal, ou covão. BLUT. Vocab.
ACEIRO, A. adj. ant. De aço. MENOR. DAS PROEZ. I,
38 Tal era a fortaleza da rede aceira. ANDR. DE RE-
SEND. Hift. Fall. Muito pouco feria o que os Poetas
emas coufas arduas e difficiles coftumão defejar cem
boccas, cem lingoas, e huma voz aceira, e incançavel.
{{lema|ACELGA}}. s. f. Certa herva do numero das hortaliças. He
denominada por Linneo Beta vulgaris, e diftribuida na
Pentandria Digynia do feu Syftema dos Vegetacs. Tem
as folhas ovadas, com peciolos largos e compridos.; as
fuas flores eftão difpoftas amontoadamente, em longas
efpigas, são deftituidas de corolla, o feu caliz he de
cinco foliolos com hum denticulo na bafe,. as fuas fe-
mentes são reniformes, e cftão poftas dentro da fubftan-
cia da bafe do caliz. He indigena da Europa meridio-
nal, e geralmente cultivada nas hortas, como tambem o
he a fua variedade, a que chamamos Acelga vermelha,
ou Betaraba (Beta vulgaris rubra radice rapae.) CASTA-
NHOS. Hift. 26 E comem hervas, affi como acelgas &c.
M. DE FIGUEIR. Chronogr. 4, 28 Acelgas fe femearão
por Fevereiro. GRISL. Defeng. 3, 24 Acelga. Beta Diofc.
lib. 2. cap. 15 He quente no primeiro, e humida no fe-
no le:
gundo gráo.
Acelga brava. Certa berva do campo. Ha, fegundo
Grislei, duas efpecies de Acelgas bravas em Portugal:
a primeira he a Beta cicla de Linneo, congenere da
Acelga vulgar, e differente della, por ter as flores dif-
poftas ordinariamente tres a tres em efpiga, e os folio-
los do caliz fem denticulo algum: efta efpecie he vivace
e indigena dos fuburbios de Lisboa; fructifica entre nós
tanto inculta, como cultivada. A fegunda efpecie per-
tence a hum genero differente; he a planta, a que al-
gun's Boticarios dão o nome de Limonio, e Linneo de
Statice limonium; diftribuida por efte Botanico na Pen-
tandria Pentagynia do feu Syftema dos Vegetaes. As
fuas folhas são todas radicaes, glabras, lanceoladas, in-
tegerrimas, obfoletamente venofas, com algumas on-
dulações, e mucronadas na face inferior junto da pon-
ta : tem as flores difpoftas em panicula elevada fobre
huma hafte cylindrica; o feu caliz he de huma fó pe-
ça, inteiro, franzido, e èfcariofo, ou membranofo, a
corolla confta de cinco petalas azuladas, co feu fructo
of the huma femente fobrepofta ao caliz. He perennal, flo-
brece no Verão, e dáfe em grande abundancia nos bre-
jos maritimos entre o Seixal e Corroios. AvEIR. Itin.
78 As quaes [mandragoras] sáo humas plantas, que tem
as folhas como acelgas bravas, mas maiores, e mais
largas. AzEv. Correcç, 1, 3, 15. pag. 382 Humas torcidi-
dinhas embebidas em çumo de acelga brava.
{{lema|ACEM}}. s. m. Vej. Affem. l.
{{lema|ACENADO, A}}. p. p. de Acenar. FERNAND. GALV. Serm. 1;
69, 2. D. F. MAN. Muf. 84. Çanfonh. de Euterp. Cart. 3.
{{lema|ACENAMENTO}}. s. m. ant. e pouc. uf. O mesmo que Ace-
no. VIT. CHRIST. 4, 5, 13 E nom lhe abondou o
acenamiento, mas dicelho.
{{lema|ACENAR}}. v. n. Significar com algum gefto ou movimen
to do corpo, ou de coufa, que na mão fe toma, o que
não podemos ou queremos explicar fallando. SA' DE MIR.
Vilhalp. 3, 6 Em parecendo, logo mudão a pratica, e
todos fe acenão. CAN. Luf. 1, 48 Clos pannos e cos
braços acenavão A's gentes Lufitanas, que efperaffem.
Luc. Vid. 5, 10 E logo chegandofe: pera lhe fallar, o
Padre orteve, acénandolbe com a mão, que fe callaffe.
Met. BERN. Flor. Son. 9 Mai ai que delles [olhos]
logo Amor me acena, Que fuja e cerre os meus, e
que me guarde. FERNAND. GALV. Serm. 1, 60; z A al-
ma manda o corpo, fe a alma acena à mão que obre,
inda bem lhe não tem acenado, já the obedece. Feo, Tr.<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 2, 95, 1 Quando defencaminhado darvoshei de olho; acenarvoshei, pera que não errcis no caminho da falvação. Particularmente fe diz de quem faz final de cha- mar. FERR. Brift. 4, 1 Não me contentão nada humas fermofuras mortas, que vejo, nem outras táo vivas, que parece, que eftão acenando aos homens. CRUZ, Poef Ecl. Não fei que pefcador de cá me acena. TELL. Hift. 2, 1, 102 Como fe a mefnia fanta Cruz com feus tré- mulos raios... lhes...
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<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>2, 95, 1 Quando defencaminhado darvoshei de olho;
acenarvoshei, pera que não errcis no caminho da falvação.
Particularmente fe diz de quem faz final de cha-
mar. FERR. Brift. 4, 1 Não me contentão nada humas
fermofuras mortas, que vejo, nem outras táo vivas,
que parece, que eftão acenando aos homens. CRUZ, Poef
Ecl. Não fei que pefcador de cá me acena. TELL. Hift.
2, 1, 102 Como fe a mefnia fanta Cruz com feus tré-
mulos raios... lhes eftiveffe acenando, chamando, &c.
Met. VEIG. Laur. Od. 6, 10 Ai de mim que ou-
tro tempo não olhava Pera o fermofo céo, que me
acenava As peftanas de prata meneando. D. F. MAN.
Apol. 77 O qual [peregrino] marcandome com a viſta,
e acenandome com alvoroço. . me .arrebatou futilmen-
te. (Falla do dinheiro)
Tambem dos que nas praças chamão e defafião os
touros. CAM. Luf. 1, 88 Qual no corro fanguinco o lé-
do amante, Vendo a fermofa dama defejada, ◇ tou-
ro bufca, e pondofe diante
corre, affobia,
acena
Salta,
e 'brada. 12 Todos Fo
Met. TELL. Cht. 25, 43. n. 12 Todos os ho-
mens] de ordinario acenão ás honras, capcão aos lou-
vores, e fe convidão pera as dignidades.
Acenar a alg. abf. on com alg. c. met. Convidalo
offerecerlhe ou prometterlhe alguma coufa. Eursos. 5, 8
Dos quaes [julgadores] nos livre Deos, que fe lhe ace-
não com intereffe, quebrão as foltas. FERR. Ciof. 2, 3
Ah mulheres, que nunca vos acenão, que não tomeis, c
- que me fie eu da minha. PRIM. E HONR. 3, 6 Acenão-
nos com duas caftanhetas de qualquer favor, com as quaes.
tornamos logo com o. rabo pelo chão.
Moftrarlha efcaçamente. FERNAND. GALV. Serm. 1.
109, 3 Acenárão a Chrifto noffo Senhor com efte cn-
demoninhado, logo lançou mão delle, e o farou. FEO,
Tr. 1, 173, 2 O melhor remedio para trazer homens
he acenarlhe com as mãos chêas de bens, para nelles às
vafar.
A refpeito dos animaes. Fazer bum leve movimento
com alguma coufa, a fim de os attrahir, intimidar, afu-.
gentar, &c. AVEIR. Itin. 78 Atavão na outra ponta hum
cáo, ao qual acenando com pão, e. elle correndo pera o
tomar &c. REG. Inftrucç. 61 Não feja neceffario mais
que acenarlhe com as pernas [aos cavallos] pera que an
dem vivos, e ligeiros.
Acenar d'olho a alg. Fazerlhe final com os olhos. VIT.
CHRIST. 3, 86 Nom the acenão d'olho.
Acenar em alguma coufa. Dala a entender, fallan-
do a feu refpeito muito breve on efcuramente. TAVOR. Hift.
155 De que fe póde inferir, que acenava em cafamen-
to delRei de Caftella por falecimento de fua mulher.
Acenar. act. Moftrar, declarar, dar a entender.
Sous. Hift. 1, 4, 4 Chamão a ifto vodo, ou por razão
ede fe fazer por voto, o que o nome acena, ou &c.
CUNH. Hift. de Lisb. z, 32, 130 Humberto diz de
Fr. Alvaro, que foi homem de grande eftado no mun-
do, e parece, que por efte grande eftado, dizem os
mefmos autores, quiz acenar o de Bifpo. MATT. Jeruf.
I, 4 Póde vir tempo, em que a preffaga penna Ou-
- fe efcrever de ti o que hora accna.
Adag. Acenai ao difcreto, daio por feito. DELIC.
Adag. 156.
{{lema|ACENDRADO, A}}. p. p. de Acendrar. Ufafe como adj.
Acrifolado, puro, fino. Do ouro e prata. ORIENT. Lufit.
250 Ouro acendrado em grãos achei por dita Entre as
arêas do dourado Téjo. BARRET. Eneid. 11, 138 Em vez
de apertador, que fer devia De ouro fino e acendra-
do &c. Flos Sanct. 2, 290, 2 Efte lugar he o que
chamamos purgatorio, porque nelle (como diffemos) fe
purgão as almas, e como prata accndrada fe refinão e
aperfeiçoão, para que pofsão vêr a Deos.
Met. PAIV. Serm. 1, 42 E quanto mais vos ifto
doe, tanto o amor, que lhe tendes he mais acendrado.
S. ANN. Chr. 2, 51, 564 E procurava imitar acendra-
do de virtude, que em outros via.
{{lema|ACENDRAR}}. v. a. Purificar no crifol o ouro, a prata, e
outros metaes. BLUT. Vocab.
{{lema|ACENHA}}. s. f. Vej. Azenha.
{{lema|ACENO}}. s. m. Sinal, que fe faz com a cabeça, olbos ou
mãos, para dar a conhecer o que entendemos ou queremos.
GOES, Chr. de D. Man. 1, 35 Mas em toda a frota não
hoave peffoa, que o pudeffe, entender [ao preto] fenão
per acenos. CAM. Luf., 29 Vi logo por finaes, e por
acenos, Que com ifto fe alegra grandemente. Feo,
Tr. 1, 99, z Quem fe quizer livrat das más palavras
e livrar das ruins obras, trabalhe com que para elle baf-
tem acenos dos olhos.mp
Met. VEIG. Laur. Ded. Vede, Principe raro, eftes
acenos, Com que o voffo Planeta vos provoca. TELL.
Hift. 6, 19, 585 Quando fe, moftra obediente [o peito
humano ao aceno do feu livre e mal regido alvedrio.
Chi. 1, 1, 30. n. 6 Acudindo ao aceno da obediencia.
Fraco on ligeiro fual. Paty. D'ANDRAD. Exam. 9,
Não fe achará nem por qualquer remoque, aceno;
ou fufpeita, que trate de batalhas."
Aceno, ou acenò da vontade. Leve indicio ou fi
gnificação de vontade. FERR. Poem. Caftr. 1. Poderofo Se-
nhor... A cujo aceno trenie a redondeza. CUNH. Ca-
tal: 2, 39 Fora fempre Ft. Marcos obedientiffimo ao aces
no da vontade daquelle, por quem era governado. VIEIR.
Serm. 2, 10, 9. n. 329 Os bens da fortuna cuftáráolho
[a Deos] hum aceno da, fua Providencia, com que os
reparte.
Ao minimo, ou ao primeiro, ou à qualquer aceno.
Fórm. adv. Logo, e no primeiro final. FERNAND. GALY.
Serm, 1, 5; 4 Servindoo a feu gofto, e a qualquer ace-
no. TELL. Cht. I, 2, 5. n. 5 Não perdia occafião nenhu-
ma, em que não acudiffe ap minimo-aceno da vontade
de tão magnifico bemfeitor. ARAUJ. Succeff. 3, 20 Mas
ao primeiro aceno tornou defemparar o poito.
Declarar por acenos alguma coufa. Tocala efcura
mente, e em poucas palavras. ORIENT. Lufit. 111 Fi-
cário eftes paftores em defejo de faber por extenfo...
o que então fó por acenos declarafte.
Eftar dependente do accno de alguem. Darlhe fum-
ma attenção. D. F. MAR. Epan. 1, 30 De nenhum fe pó-
de affirmar ouvio inteiramente a voz do Juiz do Povo,
fegundo eftavão todos dependentes do fcu aceno; quando
com fubito eftrondo... clamárão &c.
Epith. Brando. B. ESTAÇ. Rim. 169 y. Breve. BERN.
Lim. Cart. 32. Expreffo. M. BERN. Luz e Cal. z, 4, 375.
Fraco. Maus. Aff. Afr. 9, 135 . Leve. Maus. Aff. Afr.
576. Minimo. TELL. Chr. 1, 1, 30. 11. 4.
Adig. Para os entendidos acenos bastão. D. F. MAN.
Cart. 173.
Sing
{{lema|ACEPHALO, A}}. adj. Que não tem cabeça. Do Grego.
Axipanès acc. na antepenult. VELASC. Acclam. 22 E do
corpo humano, que não póde eftar fom cabeça, aliàs fe-
ria monftro e acéphalo. ALVAR. DA CUNH. Efcól. 2, 3
Os homens forão os que por não viverem fem cabeça,
como os acéphalos, convierão nefte contrato.
Pl. met. Certos bereges. BARRET. Flos Sanct. 1,485,
2 Dahi a poucos dias fe defcobrirão outros novos. here-
ges, chamados Acephalos, que quer dizer gente fem ca-
beça, porque não tiverão Mcftre algun particular, de
quem tomar appellido, como outros hereges coftumavão
fazer.
{{lema|ACEPILHADO, A}}. p. p. de Acepilhar. M. FERNAND, Alm.
2, 1, 17. n. 59.
{{lema|ACEPILHADOR}}. s. m. O que acepilha. BENT. PER. Thes.
{{lema|ACEPILHADURA}}. s. f. Acção de acepilbar. BENT. PER.
Thes.
Pl. Cavacos, que faz o cepilho. BENT. PER. Thes.
{{lema|ACEPILHAR}}. v. a. Lavrar ou alizar com o cepilbo. A madei-
ra. SANCH. Art. 115 Lavrar, acepilhar madeira. VIEIR.
Serm. 7, 1, 3. n. 5 Deixo aquelle exceffo de profunda
admitação, com que a minha fe efmorece, de eftar fer-
rando com Jofé, ou acepilhando hum madeiro, com fu-
jeição de tantos annos aquelle mefmo artifice, que &c.
M. FERNAND. Alm. 1, 2, 2. n. 195 He neceffario primei-
ro, que o Imaginario com muitos golpes vá acepilhando
o tronco rude.
{{lema|ACEQUIA}}. s. f. Lugar, et
r, em que fe reprezão as agoas, qua-
fi o mesmo que agude. Do Arab. Affaquiat. Nome plural
de faquinton, o regato ou ribeirinho. Derivafe do verbo
facá, regar a terra. Goes, Chr. de D. Man. 3, 74 Por-
que antes de chegarem a ella [Matrocos] Havião de
achar muitas acequias, e matamorras, que lhes havião
de impedir o caminho.
{{lema|ACER}}. s. m. O mefmo que Bordo. Lat. Acer. MADEIR. Me-
thod. 1, 31, 1 Alecrim, lofna, faia, aciprefte, acer,
toda macella.
{{lema|ACERBAMENTE}}. adv. mod. Com afpereza, e rigor, crit
elmente. MARIZ, Dial. 4, 10 A compaixão da flor da fuż
idade tão acerbamente cortada.. BARRET. Eneid. 11, 116
Derrubão do cavallo acerbamente. M. FERNAND. Alm. 3,
3, 110. p. 571 Sufpirou e. gemeo e ehorou acerbamente
por feà peccado.<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{lema|ACERBIDADE}}. s. f. Afpereza, rigor, crueldade. Do Lat. Acerbitas. CEIT. Serm. I, 256, E quiz nifto confolar aos Santos, que levaffem em bem o que padeciáo nefta vida de afflições e tormentos; pois com illo efcapão do rigor e acerbidade da outra. FR. NIC. DE OLIV. Grandez. 3, 13 Caufou a morte defte Principe grande trifteza em todo o genero de homens, a qual accrefcentava a acer- bidade do cafo. M. BERN. Luz e Cal. 2, 2, 315 En-...
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<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>{{lema|ACERBIDADE}}. s. f. Afpereza, rigor, crueldade. Do Lat.
Acerbitas. CEIT. Serm. I, 256, E quiz nifto confolar
aos Santos, que levaffem em bem o que padeciáo nefta
vida de afflições e tormentos; pois com illo efcapão do
rigor e acerbidade da outra. FR. NIC. DE OLIV. Grandez.
3, 13 Caufou a morte defte Principe grande trifteza em
todo o genero de homens, a qual accrefcentava a acer-
bidade do cafo. M. BERN. Luz e Cal. 2, 2, 315 En-
rendeo, que efte era o caliz dos trabalhos e penas do
Senhor, e aqui fe lhe deo hum admiravel conhecimento
da acerbidade dellas.
{{lema|ACERBISSIMAMENTE}}. adv. fuperl.. de Acerbamente.
M. FERNAND. Alm. 2, 1, 29. n. 3. M. BERN. Exerc. 2,
43. p. 36.
{{lema|ACERBISSIMO, A}}. fuperi. de Acerbo. FR. MARC. Vid.
2, 5. Sous. Vid. 5, 30. VIEIR. Serm. 3, 11, 3. n. 459.
ACERBO, A. adj. Ainda não maduro, ou afpero e def-
abrido ao golto. Dos fructos, ou de qualquer outro man-
jar. CAM. Canç. 10, 9 Viffe e tocaffe o acerbo fructo.
A. DA CRUZ, Recop. 5, 160 Hera... pelo gofto
accrbo e acre, e agudo, he quente.
Met. Afpero, cruel, terrível, duro de foffrer. CAM.
Ecl. 1, 20 A noite fempiterna, Cruel, acerba, e trifte.
BRIT. Mon. 3, 9. c. 16 Palavras acerbas, e ditos morda-
zes. CARDOS. Agiol. 3, 710 A fefta de S. Tude, a quem
os Wandalos derão acerba morte.
{{lema|ACERCA}}. adv. lug. ant. Junto, perto, na vizinhança. Do
Lat. Circum. antiq. Acerqua. Seguefelhe de ordinario a
particula de. FERN. Lor. Chr. de D. J. I. 2, 6 E dizem,
que logo aquelle dia haveio afli, que acerqua daquella
porta, onde a azémala morreo, o efpirito maligno to-
mou hum homem. GOES, Chr. de D. Man. 3, 34 Efta-
va este arraial del Rei de Marrocos affentado acerca da
cófta. A. GALVv. Tr. 55 Sahio em terra acerca da Flórida
erta acerca da ta
com trezentos companheiros.
Das peffoas. BARREIR. Chorogr. 123 Enganados
mais por a femelhança dos nomes, que por acharem af-
fi efcrito acerca de algum autor approvado. ESTIM. DO
AM, Div. 1, 7, 37 E intercedendo [Chrifto] acerca do
Padre, dizia Padre, perdoalhes &c. LEÃO, Chr. de D.
Aff. III. 89 Porque coufa mui ufada he acerca de todos
os Principes e Senhores &c.
Adv. temp. Proxima ou immediatamente. AzuR. Chr.
3, 16 Com tenção de ir ao Algarve carregar de figo pe-
ra levarem a fuas terras, por quanto o tempo da carre-
gação era já acerca. CASTANH. Hift. 1, 8 E acerca da noi-
te vio huma ilha muito grande. SANT. Ethiop. 2, 16 Fr.
Raimundo Sacono Placentino foi Inquifidor na Provincia
de Milão acerca do anno do Senhor de 1258.
Adv. mod. A refpeito no tocante, em quanto.
GOES, Chr. de D. Man. 1, 56 O que eu acerca difto vi,
direi aqui. HEIT. PINT. Dial. I, 1, 3 Trazendo eu mui-
tas [razões] acerca da fuperioridade da vifta. Luc. Vid.
2, 11 Acerca da noticia das coufas divinas, e naturaes,
e moraes hum livro ha entre os feus, que &c.
Na opinião e juizo de alguem para com alguem.
BARR. Dec. 3, 9, 3 E mais que acerca dos homens hon-
rados mais fe eftimavão os meriros da honra, que os
vocabulos della. Luc. Vid. 7, 7 Porque nem acerca del
les [Japões] a divindade dos Camis fe efténdia a mais,
que &c.
Quafi. ViT. CHRIST. 1, 6, 21 E de alli a cafa de
Zacharias são tres milhas ou acerca. MoR. Palm. 2, 113
Refpondeo elle com voz tão fraca, e cançada, que acer-
ca fe não ouvia. GALV. Chr. Prol. E [fe deve] haver por
outro quafi novo defcobrimento e renovação de coufa
acerqua perdida, e que tanto devia eftar sáa e allumiada.
{{lema|ACERCAR}}. v. a. antiq. O mesmo que Cercar. VIT. CHRIST.
3,87 E cortafte o meu facco, e cobrifteme ou acer-
cafteme de alegria.
{{lema|ACERCAR}}. v. a. Só fe ufa com pron. peff. Avizinharfe,
chegarfe. GALHEG. Templ. 2, 119 Fronte a fronte fe acer-
cão já divifa
Cada qual o inimigo. ACAD. DOS SING. I,
4. Oraç. Divifou hum fumptuofo edificio, e acercandofe,
vio hum magnifico Palacio.
Aproximarfe, vir chegando. Do tempo. D. GAST. DE
LEño, Tr. 12, 44 O dito S. João hia prégando pelo
deferto, e dizendo as gentes, que fe converteffen, e
fezeffem penitencia de feus peccados porque o Reino
dos céos fe acercava. CARDOS. Agiol. 1 101, 1 A qual
morte] acercandofe, recebido o Sacrofanto Viatico &c.
{{lema|ACEREIJADO, A}}. p. p. de Acereijar. Ufafe como adj. De
cor de cercija. REG. Inftrucç. 10 Darfeha com o inftru-
mento mui vermelho, até que fique à parte bem acerei-
A CE
jada. D. F. MAN. Muf. 231. Viol. de Thal. Epigr. 60 Pois
vendome que ando ardendo Não, me vejo acereijado.
Afazoado. BENT. PER. Thes.
{{lema|ACEREIJAR}}. v. a. Polir, e brunir huma coufa, que fique
como cereija. BLUT. Vocab.
Amadurecer, afazoar. BENT. PER. Thes.
{{lema|ACERO}}. s. m. O mefmo que Acoro. BENT. PER. Thes.
{{lema|ACERQUA}}. adv. antiq. Vej. Acerca.
{{lema|ACERRIMAMENTE}}. adv. fuperl. mod. Com grande força
e actividade. Do Lat. Acerrime. CEIT. Quadrag. 1, 25, 3 O
qual defende acerriniamente o Autor das questões do Novo
é Velho Teftamento. FR. LEÃO, Bened. 1, 2, 5. c. 3 Co-
meçou a pugnar acerrimamente pela verdade da Fé. CAR-
Dos. Agiol. 3, 89 Dos quaes [Prifcillianiftas] foi acerri-
mamente perfeguido.
{{lema|ACERRIMO, A}}. adj. fuperl. Muito forte e penetrante ao
gofto, aos ouvidos, &c. Do Lat Acerrimus. MADEIR. Meth.
I, 36, 1 E fica feito hum oleo de cheiro acerrimo. "M.
THом. Fеn. 4, 98 Servindolhe de canto o fom acerrimo
[da artilharia]
Met. Vivo, forte, activo. LEIT. D'ANDRAD. Mifc.
10, 298 E por iffo fe esfriarão na accufação, que d'an-
tes fazião acerrima. CUNH. Hift. de Lisb. 5, 17 Paffou
...a tratar com aquelle Principe coufas tocantes á Fé,
de que era defenfor acerrimo. S. MAR. Chr. 1, 2, 12.
n. 6 Era acerrimo efquadrinhador das queftões mais diffi-
cultofas.
{{lema|ACERTADAMENTE}}. adv. mod. Cons acerto, e prudencia.
FR. TH. DE JES. Trab. 1, 20, 453 A ordem por onde
o humano entendimento fe determina em algum juizo,
he que fe lhe offerece primeiro alguma razão verdadei-
ra, ou apparente, má, ou boa, pola qual com enga-
no, ou acertadamene fe determina a julgar mal, ou bem
da coafa. Sous. Vid. 1, 12 Que o bom julgador, pera
proceder acertadamente, havia imitar o bom Cirurgião.
VIEIR. Serm. 1, 3, 6. col. 208 O que crêrão noffos pri-
meiros Pais no Paraifo, he o que nós crêmos no Sacra-
mento: elles erradamente ao diabo, nós acertadamente
a Deos.
{{lema|ACERTADISSIMAMENTE}}. adv. mod. fuperl. de Acertada
mente. BRIT. Chr. 4, 11. SEPULCHR. Refeiç. 1. Prol. 3, 6.
{{lema|ACERTADISSIMO, A}}. fuperl. de Acertado. FR. TR. DE
Jes. Trab. I, 17, 391. ARAUs. Succeff. 3, 22. VIEIR,
Serm. 9. do Rof. 2, 3, 51.
{{lema|ACERTADO, A}}. p. p. de Acertar. MoR. Palm. 2, 75.
ARR. Dial. 2, 18. Cavz, Poef. Ecl. 9.
{{lema|ACERTADOR}}. s. m. O que acerta. BENT. PER. Thes.
Adivinhador. BENT. PER. Thes.
{{lema|ACERTAMENTO}}. s. m. Acção e effeito de acertar. Azur.
Chr. 3, 87 Os nobres homens tinhão o primeiro acerta-
mento já contentes nom curavom d'outra coufa fenom
defpender tempo, que &c. D. G. COUTINH. Jon. 26
Privilegio grande de Justiça, quando fe adminiftra com
igualdade e fem nenhum refpeito do acertamento do
modo, e foro, que a cortezia, e humanidade dos Su-
periores, parece que impõe naturalmente no coração dos
viventes. PINT. RIB. Luftr. 2, III Para o bom acertamen-
to da justiça.
tar,
{{lema|ACERTAR}}. v. a. Achar ao certo. Reg. alg. c. ou em
alg. C. SA DE Mir. Cart. 3, 14 O vào he máo de acer-
Se mo não moftrar alguem. HEIT. PINT. Dial, 2.,
5 25 Mas ainda que de todo não acertaffem o fito &c.
Medertdreis o caminho.zo humana
M. THOM. Un. 7, 99 Que entrando por elle [ouvido ] à
Met. EvFROS. 4, 3 Saber, conta, e razão
nunca acertão o effeito, falvo tomando a Deos por pa-
drinho. FERR. Poem. Cart. 2, 12 Que a ignorancia_cega
Faz que nunca a verdade bem fe acerte. CASTR. Ulyff.
2, 28 Tudo minha vontade lhe concede, Que acertar
en teu gofto fó procura.
Acertar hum acerto. Telo bom. FERR. Brift. 1, 4
Por iffo receo muito de os empregar mal [os filhos] que
eftes cafamentos são muitos perigofos, e acertar bum bom
acerto he coufa, que poucas vezes acontece.
c
Acertar as contas ou as fuas contas. Met. Permedi-
tar as confas conforme os effeitos. SA DE MIR. Eftrang. 1,
43 Mas deixemos a cada hum. fazer fuas contas,
cuidar que as acerta. FERR. Ciof. 5; 3 Agora conheço,
que todos aquelles meus fundamentos, e boas razões
, erão cegueiras, e doudices, e todas aquellas minhas con-
tas, en que eu cuidava que mais que todos acertava
erão erradas, e beftiaes..
Acertar alg. c: Fazela com acerto diferição, e co
mo deve fer. GIL VIC. Obr. 1, 20 y Não he fefudo o
Juiz,<noinclude></noinclude>
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Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/79
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{sc|um momento de embriaguez}}|CAPITULO VII}}
{{dhr|4}}
Acabámos de ver como um phenomeno curioso, mas logico,
extraordinario, mas explicavel, se realisava em condiçōes singulares. Qualquer objecto que se lançasse para fóra do projectil havia de seguir a mesma trajectoria e parar sómento quando
o projectil tambem parasse. O caso foi assumpto de conversaçāo que nāo ficou esgotada nʼaquella noite inteira.
E demais, a agitaçāo de animo dos tres viajantes ia crescendo ao passo que se aproximavam do termo da viagem. Esperavam cousas imprevistas, phenomenos novos, e, na disposiçāo
de espirito em que se achavam, cousa alguma poderia causar-lhes admiraçāo. Caminhava-lhes a imaginaçāo sobreexcitada
mais veloz que o projectil, cuja velocidade ia, sem que o percebessem, decrescendo em notavel proporçāo. A Lua, porém,
angmentava de volume a olhos vistos, e já aos tres companheiros parecia que lhes bastaria estender o braço para lhe lançar a māo.
No dia seguinte, 5 de novembro, já todos tres estavam a pé
ás cinco da manhā. Se eram exactos os calculos devia aquelle<noinclude></noinclude>
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Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/80
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Erick Soares3
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|74|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>dia ser o ultimo de viagem. Nʼaquella mesma noite, a meia
noite, dentro em dezoito horas, no instante exacto do pleni-lunio, haviam de chegar ao disco resplandecente do astro. A
hora da meia noite proxima estava fadada para assistir ao
desenlace dʼaquella viagem, a mais extraordinaria das viagens
dos tempos antigos e modernos; e, lembrando-se dʼisto, saudaram os tres viajantes, logo pela manhā, pelas vigias que os raios
lunares prateavam, o astro das noites, com um hurrah de confiança e de alegria.
A Lua caminhava magestosa por sobre o firmamento estrellado. Alguns graus mais e chegaria exactamente ao ponto do
espaço em que devia realisar-se o encontro dʼella com o projectil. Barbicane calculou, fundado em observaçōes proprias,
que abordariam á Lua pelo hemispherio norte, no logar onde
se estendem planicies immensas e onde as montanhas sāo raras. Circumstancia aliás favoravel, se é que a atmosphera lunar existia sómente, como soppunham os viajantes, accumulada
nos logares profundos.
— Nāo é só isso, acudiu Miguel Ardan, notem tambem que
uma planicie é logar mais adequado para desembarque do
que uma montanha. Pois de um selenita, por exemplo, que alguem collocasse na Europa no cume do Monte Branco, ou na
Asia no pico do Himalaia, poderia acaso dizer-sedem rigor que
tinha chegado?!
— Acrescente-se a isso, disse Nicholl, que em terreno chāo
ha de o projectil ficar immovel logo que là toque, emquanto
em terrenos montanhosos havia, pelo contrario, de despenhar-se
como uma avalanche, e como nāo somos nenhuns esquilos, de
de sorte que de lá nāo sairiamos sāos e salvos. Portanto vae
tudo ás mil maravilhas.
E na realidade o bom exito da audaz tentativa nem já parecia offerecer duvida. No entretanto, Barbicane, ficára ainda preoccupado por uma reflexāo; mas como nāo queria causar inquietaçōes aos companheiros, ficou calado.
Effectivamente a direcçāo do projectil para o hemispherio
norte era prova de que a trajectoria dʼelle fôra levemente mo-<noinclude></noinclude>
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=== Uso ===
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=== Exemplo ===
Veja: [[Autor:José da Silva Lisboa|José da Silva Lisboa]]
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|75|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>dificada. O tiro fôra mathematicamente calculado para arremessar a bala mesmo ao centro do disco lunar, e se para lá se nāo
dirigia é porque houvera desvio. Por que circumstancia fôra
produzido? Nāo podia Barbicane imaginal-o, nem calcular a
importancia de tal desvio, porque lhe faltavam pontos de referencia. Alimentava, comtudo, a esperança de que o desvio nāo
teria outro resultado senāo aproximal-o mais da parte superior da peripheria da Lua, regiāo aliás mais propicia para tomar terra.
Contentou-se Barbicane, por consequencia, com observar a
miudo a Lua, buscando perceber se a direcçāo do projectil se
modificava, sem que communicasse aos amigos as inquietaçōes
que lhe iam no espírito. A situaçāo haveria de ser realmente
terrivel se a bala, errando o alvo e arrastada para alem do
disco lunar, se arremessasse para os espaços inter-planetarios.
A Lua, nʼaquelle momento, em vez de offerecer aos viajantes a apparencia achatada de um disco, deixava-lhes já perceber que era convexa.
Se os raios do Sol illuminassem nʼaquella ocasiāo obliquamente o globo lunar, a sombra projectada teria feito sobresair
as altas montanhas do astro em nitido relevo. Poderiam os viajantes penetrar com a vista o mais profundo do abysmo boquíaberto das crateras, e seguir as caprichosas ranhuras que listram a immensidade das planicies lunares. Porém, os relevos
appareciam ainda todos nivelados nʼaquelle intenso resplendor.
Distinguiam-se apenas as grandes manchas que dāo á Lua apparencias de rosto humano.
— Pois seja lá rosto se assim o querem! dizia Miguel Ardan, porém, e sinto dizel-o pela amavel irmā de Apollo, o tal
rosto é bem picadinho das bexigas!
Entretanto os viajantes, tāo proximos já do desejado termo,
nāo podiam despregar os olhos dʼaquelle mundo novo. Divagavam em imaginaçāo por aquellas ignotas regiōes; trepavam-lhe os alterosos pincaros, desciam-lhe ao mais profundo dos
amplos circos: julgavam ver, aqui e acolá, vastos mares mal<noinclude></noinclude>
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Categoria:Nascidos em 1756
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Categoria:Falecidos em 1835
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[[Ajuda:SEA|←]] nova página: [[Categoria:1835]] [[Categoria:Autores por data de falecimento]]
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[[Categoria:1835]]
[[Categoria:Autores por data de falecimento]]
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|191}}</noinclude>ro, de modo que fossem a primeira cousa que se avistasse ao entrar no quarto. Tirou de uma gaveta uma
das suas camisas usadas e rasgou-a. Com os pedaços de
panno que assim obteve embrulhou os dous castiçaes de
prata. Nāo mostrava, porém, nem pressa nem agitaçāo.
E, mesmo a embrulhar os castiçaes do bispo, ia comendo um pedaço de pāo de rala. Era provavelmente o pāo
que lhe tinham dado na cadea, e que, evadindo-se, trouxera comsigo.
Verificou-se isto pelas migalhas que se encontraram
no pavimento do quarto, quando a justiça alli foi depois
dar busca.
Deram duas pancadinhas na porta.
—Entre, disse elle.
Era a irman Simplicia.
Estava pallida ; tinha os olhos vermelhos, a vela tremia-lhe na māo. As violencias do destino têem isto de
particular; por mais aperfeiçoados e arrefecidos que nos
achemos, tiram-nos do fundo das entranhas a natureza
humana, obrigando-a a reapparecer no exterior. Com os
abalos daquelle dia a religiosa tornara a ser mulher. Tinha chorado, e tremia.
João Valjean tinha acabado de escrever algumas linhas
em um papel, que entregou á religiosa, dizendo:
—Minha irman, ha de entregar isto ao senr. cura.
O papel estava dobrado. A irman deitou-lhe os olhos.
—Póde ler, disse elle.
A religiosa leu: « Peço ao senr. cura que tome conta do que aqui deixo. Do producto de tudo isto rogo-lhe o favor de tirar o que fôr preciso para pagar as
custas do meu processo e o que se gastar com o enterro
da pobre mulher que morreu hoje. O resto será para
os pobres.»
A irman quiz fallar, mas apenas pôde balbuciar alguns
sons inarticulados. Todavia conseguiu dizer:
—O senr. ''maire'' nāo quererá ver pela ultima vez essa
pobre mulher?
—Nāo, respondeu elle, sou perseguido, poderiam ir
arrancar-me do seu quarto ; nāo a incommodemos.
Mal acabava quando soou grande bulha na escada. Ouviram um tropel de pessoas que subiam, e a porteira,
que dizia com a voz mais alta e penetrante que tinha:
—Meu bom senhor, juro-lhe por Deus, que está no<noinclude></noinclude>
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Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/384
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|192}}</noinclude>céu, que aqui nāo entrou ninguem todo o dia, nem agora
de noite: pois se eu nāo arredei pé da porta!
Um homem respondeu:
—Mas ha luz neste quarto.
Reconheceram a voz de Javert.
O quarto era construido de modo que a porta ao
abrir-se encobria o angulo da parede á direita. Joāo Valjean apagou a vela e metteu-se nesse angulo.
A irman Simplicia cahiu de joelhos junto á mesa.
A porta abriu-se.
Javert entrou.
Ouviu-se os cochichosʼde muitas pessoas e os protestos da porteira.
A religiosa nāo levantou os olhos. Rezava.
A vela estava em cima da chaminé e dava pouca claridade.
Javert avistou a irman e estacou attonito.
Lembrado estará o leitor que a propria natureza de
Javert, o seu clemento, o seu ambiente vital, era a veneraçāo de toda a autoridade. Era inteiriço, e nāo admittia objecçāo, nem restricçāo. Para elle, bem entendido,
a autoridade ecclesiastica era a primeira de todas, era
religioso, superficial e correcto neste ponto como em
todos os mais. Aos seus olhos um sacerdote era—um
espirito que nāo se engana—, uma religiosa—uma creatura que nāo pecca.—Eram almas fechadas para o
mundo com uma unica porta, que nunca se abria senāo
para deixar sahir a verdade.
Avistando a irman, o seu primeiro movimento foi para
retirar-se.
Entretanto havia tambem outro dever, que o detinha
e o impellia imperiosamente em sentido inverso. O seu
segundo movimento foi para ficar e arriscar ao menos
uma pergunta.
Aquella religiosa era a irman Simplicia , que nunca
mentira em sua vida. Javert o sabia, e por isso lhe tinha
particular veneraçāo.
—Minha irman, disse, vm. está só neste quarto ?
Houve um momento terrivel, durante o qual a porteira
se sentiu desfallecer.
A irman levantou os olhos e respondeu :
—Estou.
—Assim , proseguiu Javert , desculpe-me o insistir,<noinclude></noinclude>
kycgpeo7tdbolatrhw9s651x8nlilnk
Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/385
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|193}}</noinclude>cumpro o meu dever : vm. nāo viu ninguem esta noite,
um homem que fugiu da cadêa . e que nós buscamos,
um tal Joāo Valjean? Vm. nāo o viu?
A irman respondeu :
—Nāo.
Mentiu. Mentiu duas vezes, uma após outra, sem hesitar, rapida, como quem se sacrifica.
–Perdāo, disse Javert.
E retirou-se, saudando-a com todo o acatamento.
Oʼ santa mulher! tu deixaste ha muitos annos este
mundo ; foste ajuntar-te na luz ás virgens e aos anjos,
teus irmāos; seja-te contada esta mentira no paraiso!
A asseveraçāo da irman foi para Javert uma cousa
tam decisiva que elle nem deu fė da vela que acabava
de ser apagada e que ainda fumegava em cima da mesa.
Uma hora depois um homem, caminhando ao longo
das arvores e por entre a neblina , afastava-se rapidamente de M. sobre o M., na direcçāo de Pariz. Esse
homem era Joāo Valjean. Constou, pelo testemunho de
dous ou tres carreiros que o tinham encontrado , que
elle levava um embrulho e ia vestido de blusa. Onde fôra buscar essa camisola ? Ninguem o soube nunca.
Todavia , um velho operario tinha morrido alguns dias
antes na enfermaria da fabrica, deixando por unico espolio a blusa. Talvez fosse essa.
Uma ultima palavra acerca de Fantina.
Todos temos a mesma māe, a terra. Entregáram Fantina a essa māe.
O cura suppoz proceder hem, e talvez tivesse razāo,
reservando do que Joāo Valjean deixára a maior somma de dinheiro possivel para os pobres. A fallar a verdade , de que é que se tratava? De um galé e de uma
mulher perdida. Tal o motivo porque elle simplificou o
enterro de Fantina, reduzindo-o a esse estricto necessario a que chamam valla.
Fantina foi , pois , enterrada no recanto gratuito do
cemiterio , que é de todos e de ninguem , e onde dāo
sumiço aos pobres. Felizmente Deus sabe onde param
as almas. Deitaram obscuramente Fantina no meio dos
ossos alli amontoados; foi condemnada á promiscuidade
das cinzas. Lançaram-nʼa á valla. O tumulo pareceu-se
com o leito.
{{dhr}}
{{c|{{sc|'''fim do tomo segundo e da primeira parte.'''}}}}
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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Os Miseraveis (trad. Justiniano José da Rocha)/Tomo segundo/Livro oitavo/V
0
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[[fr:Les Misérables/Tome 1/Livre 8/05]]
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Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/234
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: RONDA Mad. real. Ach. ryah. -Mák., Bug. réyala.Bal. reyal, leyar. Pareayllan (Jav.), cambista.-Per- sa riyal. Ár. rial, riyals. ? Rinoceronte. Siam. ret. No rēt, ponta de rinoceronte. ROXO 137 -Mal., Sund., Mak., Bug. ronda. Jav. rondo. Parondan, prondan, Bal. ron- esquadra de polícia. da. Rosa. Conc. róz (n., flor), roz (f., planta).-Sing. rósa, rósa-mala (lit. Parece que o vocábulo é pere- flor rosas). Term. vern. servandi- grino e q...
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<noinclude><pagequality level="1" user="2001:818:C59D:9100:8C12:CBB7:FB5B:8E31" /></noinclude>RONDA
Mad. real. Ach. ryah. -Mák.,
Bug. réyala.Bal. reyal, leyar.
Pareayllan (Jav.), cambista.-Per-
sa riyal. Ár. rial, riyals.
? Rinoceronte. Siam. ret. No rēt,
ponta de rinoceronte.
ROXO
137
-Mal., Sund., Mak., Bug. ronda.
Jav. rondo. Parondan, prondan,
Bal. ron-
esquadra de polícia.
da.
Rosa. Conc. róz (n., flor), roz (f.,
planta).-Sing. rósa, rósa-mala (lit.
Parece que o vocábulo é pere- flor rosas). Term. vern. servandi-
grino e que ret está por (rinoce)--mala; sevcandi-gala (roseira). Pa-
ront(e).
rece que corresponde ao conc. xi-
vanti (Rosa semper florens). Rosa-
vatura, água de rosas. Rosa-mala-
samana, rosado, róseo. -Tam. ró-
Can., Tul. ripu.
Ripa. Mar. rip. Guj. rip, rip.
-Sing. rippaya. Rippa-tattura,
ripado.
Rizes (naut.). L.-Hindust. ris sa. Rosa-puppónra, rosado.-Mal.
(Marre).
Roda. Cone. ród (especialmente
de carro). Term. vern. tsák.-L.-
Hindust. rodá.-Sing. ródaya, ró-
da, róde. Term. vern. chakraya,
saka. Jala-ródaya, roda de água.
Term. vern. jalachakraya. Róda
eti, rodado. Róda karattaya, carro
de rödas. Mal., Sund., Mak. ró-
da. Anak róda (lit. «filho da roda»),
raio da roda. -Ach. ráda,
Mad. ródo. Tet., Gal. roda.
Jav.,
Rôdo. Mal. rodoq.
Rolão. Conc. ruláme. Sing.
Tam. rolam.
rulan.
rója, ? ros. Swettenham julga que
ros é do ingl. rose. -? Sund. ros.
Rigg. deriva-o do hol. roos.-
? Mak., Bug. rósi. Matthes pren-
de-o a roos.
Róz denota em concani o «cravo
de defuntos» Rosa própriamente.
chama-se guláb. Há também rozde-
pers, erosa da Pérsia», e roz-in-
való, fruto de Cicca disticha.
Rosário. Cone. ruzáy. -Beng.
rosari, Can. rosári, -Tet., Gal.
rozárin.
Roupa. Conc. rop. Term. vern.
-Indo-ingl. kapdása, vastrám; angeastrasi, an-
garlim, Tet. roupa. Term. vern.
rolong.
Rôlo. Conc. rôl.-L.-Iindust. náhan.
rol. ?Tet. lilum.
Ronda (patrulha»). Cone. rond.
Guj. ron'.-Beng. rond pheran.
Malayál. rónda. Tul. rondu.
1 aPor duas tangas, que são dois rea-
les, iam os nossos n'uma embarcação.
Bocarro, Déc. xtti, p. 171.
Em concani também se diz roper,
do português de Gon roupeiro,
«vendedor de fazendas, fanquei-
ros.
Roxo. Conc. ror. Term. vern.
zumbló. Beng. roxú. Diz-se da
Segundo Garcia da Orta, rez-anvold<noinclude></noinclude>
ibjh21mwigi7n6n5zi77icvhxpsl5cv
Página:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf/76
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<noinclude><pagequality level="1" user="Túllio F" />{{c|— 72 —}}</noinclude>O ieitor julgará estar lendo uma pagina da historia da Turquia.
No anno de 1741 José Rodrigues Fróes descobriu as minas do
Paracatú e o declarou ao governador. No anno seguinte, constando que ali se havião extrahido e vendido algumas partidas de
diamantes, o contratador João Fernandes de Oliveira o communicou ao intendente, que mandou ao ''descoberto'' o fiscal Belchior
Isidoro Barreto, levando como escrivão Pedro Sanches Barreto,
para tirarem uma devassa geral. Ignoramos o resultado.
No mesmo anno, constando ao governador que na villa do Principe tinhão-se elfectuado algumas vendas de diamantes pelos chamados traficantes, ordenou que o intendente passasse áquella villa
para devassar com toda a energia, e que se expedissem ordens
aos officiaes dragões para que augmentassem a vigilância das patrulhas contra os garimpeiros.
Os comboieiros, a pretexto de venderem escravos, facilmente obtinhão licença para entrarem nas terras da demarcação. Não se
reflectia, que a homens já habituados ao abominável commercio
de carne humana não repugnaria qualquer outra especulação illicita e prohibida. Forão elles os maiores contrabandistas dos annos
de 1743 e 1744. Vendião na demarcação os escravos que trazião
e o produeto levavão empregado em diamantes, que compravão;
e tão certos estavão d’este negocio, que de antemão participavão
sua vinda, para que seus freguezes se preparassem. Esta fraude
foi descoberta com a prisão de um d’elles, no anno de 1745, que
levava comsigo 206 oitavas de diamantes. Este facto produzio
grande sensação em Tijuco, tendo o comboieiro denunciado todas
as pessoas, com quem havia commerciado em diamantes. Abrio-se logo uma devassa especial; formárào-se immensos processos;
houve muitas condemnações, confiscos, perseguições; os mais felizes
forão os que só tiverão de sahir da demarcação ou da comarca
como suspeitos.
Como um caso particular de abuso logo dava origem a uma prohibição geral cominatoria, publicou-se o bando de 20 de Outubro
de 1745, ordenando-se que fossem logo despejados do districto
todos os comboieiros que n’elle se achassem; foi prohibida sua<noinclude></noinclude>
opevetrim1pe9i5yo13vnur3q0wcs3u
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<noinclude><pagequality level="1" user="Túllio F" />{{c|— 72 —}}</noinclude>O leitor julgará estar lendo uma pagina da historia da Turquia.
No anno de 1741 José Rodrigues Fróes descobriu as minas do
Paracatú e o declarou ao governador. No anno seguinte, constando que ali se havião extrahido e vendido algumas partidas de
diamantes, o contratador João Fernandes de Oliveira o communicou ao intendente, que mandou ao ''descoberto'' o fiscal Belchior
Isidoro Barreto, levando como escrivão Pedro Sanches Barreto,
para tirarem uma devassa geral. Ignoramos o resultado.
No mesmo anno, constando ao governador que na villa do Principe tinhão-se effectuado algumas vendas de diamantes pelos chamados traficantes, ordenou que o intendente passasse áquella villa
para devassar com toda a energia, e que se expedissem ordens
aos officiaes dragões para que augmentassem a vigilância das patrulhas contra os garimpeiros.
Os comboieiros, a pretexto de venderem escravos, facilmente obtinhão licença para entrarem nas terras da demarcação. Não se
reflectia, que a homens já habituados ao abominável commercio
de carne humana não repugnaria qualquer outra especulação illicita e prohibida. Forão elles os maiores contrabandistas dos annos
de 1743 e 1744. Vendião na demarcação os escravos que trazião
e o produeto levavão empregado em diamantes, que compravão;
e tão certos estavão d’este negocio, que de antemão participavão
sua vinda, para que seus freguezes se preparassem. Esta fraude
foi descoberta com a prisão de um d’elles, no anno de 1745, que
levava comsigo 206 oitavas de diamantes. Este facto produzio
grande sensação em Tijuco, tendo o comboieiro denunciado todas
as pessoas, com quem havia commerciado em diamantes. Abrio-se logo uma devassa especial; formárào-se immensos processos;
houve muitas condemnações, confiscos, perseguições; os mais felizes
forão os que só tiverão de sahir da demarcação ou da comarca
como suspeitos.
Como um caso particular de abuso logo dava origem a uma prohibição geral cominatoria, publicou-se o bando de 20 de Outubro
de 1745, ordenando-se que fossem logo despejados do districto
todos os comboieiros que n’elle se achassem; foi prohibida sua<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Juiz Que tem geito no que diz, E não acerta o que faz. FERR. Ciof. 1, 1 E eftes negros cafamentos quem os acertára. TELL. Chr. 2, 4, 25. n. 3 Obras fumptuo- fas raramente fe acertão. Acertar alg. c. com alg. ant. Concertala, ajufta- la, convencionala com outro. Azur. Chr. 3, 4 E logo aca- bo de tempo el Rei enviou feus Embaixadores áquelles tutores del Rei com fuas cartas de crença, pera acerta. rcm com elles as pazes entre ambos os Re...
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<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>Juiz Que tem geito no que diz, E não acerta o que
faz. FERR. Ciof. 1, 1 E eftes negros cafamentos quem
os acertára. TELL. Chr. 2, 4, 25. n. 3 Obras fumptuo-
fas raramente fe acertão.
Acertar alg. c. com alg. ant. Concertala, ajufta-
la, convencionala com outro. Azur. Chr. 3, 4 E logo aca-
bo de tempo el Rei enviou feus Embaixadores áquelles
tutores del Rei com fuas cartas de crença, pera acerta.
rcm com elles as pazes entre ambos os Reinos. TELL:
Chr.1, 1, 32. n. i Eftava nefte tempo acertado já o ca-
famento da Sereniffima Infante Dona Maria com feu Pri-
mo Irmão o Principe D. Filippe.
T. de Alfaiate. Recorrer o panno cortado, pondoo no
jufto, que deve ter para coferfe. BLUT. Vocab.
1. de Carpinteiro. Ajustar as taboas de forte, que
bamas digão com as outras. BLUT. Vocab.
T. de Pedreiro. Ajustar as pedras para fervirem no
feu lugar, Sous. Vid. 6, 4 Deo grande brado... a che-
gada da pedraria, e faberfe, que a toda a prefla fe hia
accrtando.
far bem com razão,
Acertar. neutr. Obrar ou penfar bem, com razão, e
prudencia. MoR. Palm. 2, 113 He táo honefto errar an-
tes pelo confelho de quem pola idade tem experiencia
de muitas coufas, que acertar polo de quem não paffou
nenhuma. FERR. Ciof. 5, 3 Que eu fó fcu o que acerte,
e todos errem, não póde fer. Luc. Vid. 4; 4 Ainda que
o fuperior erre, e nós acertemos, o erro he defobede-
cendo acertar, e o acerto fora errar obedecendo.
ou com as
Succeder, acontecer por acerto, e não deliberadamen-
te. Seguefelhe hum infinito fem particula,
particulas a, de. FERR. Ciof. 3, 4 Se alguma hora acer-
tão as mulheres] a ter razão, haveislhes confeffar,
que Tabem mais que vós. MEND. PINT. Peregr. 214 E
acertando eu nefte comenos de chamar o China &c.
Cruz, Poef. Ecl. 9 Mas quem guardar alhêo gado acer-
ta &c.
Acertar huma coufa com outra. Ajuftaremfe entre
fi. Sous. DE MAC. Ev. 1, 40, 216. n. 13 Dos Cardeaes
Richelieu, e Mazarini fe dizia, que tinhão para ifto
hum molde, com que nenhum outro acertava.
Acertar alguem de fazer alguma coufa. Succeder-
lhe, acontecerlhe que a faça. FERR. Poem. Eleg. 7 Sacer-
tardes de o haver á mão, ataimo, Não hajais de fuas
lagrimas piedade.
Acertar errando. Confeguir o fim, que fe intentava,
cus que fe devia intentar fem por os meios proprios, e
talvez por caminhos oppoftos. D. FERN. DE MEN. Hift. 2,
52, 76 Affi muitas vezes fe acerta errando, e fe logrão
as occafioes, que fenão procurão.
A acertar. form. adv. Leve, inconfiderada e impru-
dentemente. BLUT. Vocab.
Adag. Quem a todos crê, erra, e quem a ne-
nhum, não acerta. DELIC. Adag. 164.
Mais val errar por parecer, alhão, que acertar pelo pro-
prio. PINT. RIB. Luffr. 1, 9., the
Com pron. peff. Succeder, acontecer inesperadamen-
te. BERNARD. RIB. Menin. 1, 5 E a manhãa era gracio-
fa, porque afli parecia que fe acertou pera the a terra
mais contentar. PAIV. Serm. 1, 280 Os milagres faziaos
em pubrico, ou em fecreto, como fe acertava. CoxT. R.
Cerc. 10, 150 Que efta noite Acafo fe acertou virem
dezoito.
Ant. Acharfe, ou cftar prefente por acafo, ou acci-
dentalmente. FERN. LOP. Chr. de D. 11. 1, 24 E por fua
fciencia entendeo, que havia d'haver hum filho, o qual
feria fempre vencedor em todolos feitos d'armas, em
que fe acertaffe. SABELL. Eneid. 2, 8, 142 Nom fem grão
perigo dos padres, que fe então acertarão na praça. CORT.
R. Naufr. 4, 48 Aqui Triftão de Sá nefta travada
Preffa fe accrta.
{{lema|ACERTO}}. s. m. Acção e effeito de acertar. FERX. DE VASC.
Ulyflip. 1, 2 O mór acerto, que toda peffoa póde fazer,
he fugir culpas proprias. ESPER. Hift. 1, 1, 34. n. %
Cortando hum pedreiro... com. tanta facilidade e acerto
fem ter inftrumentos proprios. SoUS. DE MAC. Ev. 1, 28,
145. n. 14 Não admira tanto a defgraça do Poeta
do Poeta [Ef-
chylo quanto o acerto da aguia.
Juizo, difcrição, ou coufa feita com juizo, dif
crição, e prudencia. SA' DE MIR. Ecl. 4 Póde fer que fe-
ja erro, ou feja acerto. HEIT. PINT. Dial. 2, 3, 22 Os
noffos defvarios temos por acertos, e os feus acertos por
defvarios. VIEIR. Serm. 4, 13, 9. n. 488 O ultimo acer-
to, ou
o ultimo erro he o que dá nome ao juizo de
toda a vida.
Dita, fortuna, boa forte. FERR. Brift. 1 Masya
póde fer que me tinha Deos guardado efte ncerto, tudo
vem de fua mão. MEND. PINT. Peregr. 51 Mas que de-
pois por conjunções de acertos, que achara no mar, to-
mára mais quatto embarcações. CART. DE JAP. 1, 6, 3
Quando de hum porto deftas partes partem dous navios,
e vão os dous a falvamento, he grande acerto.
Met. FERR. Brift. 2, 4 A moça he virtuofa; cuidá
que o que lhe eu dou he por efmóla, e dizemme, que
tem grande efperança nos acertos de Deos. Fro, Tr. 3
153, 4 Defejava Chrifto efte bom acerto defta alma, per
ra que com ella pela graça fe defpofaffe.
A refpeito de compras e vendas. CART. DE JAP. 1;
163, 1 A panella, me diffe o homem, que hia comigo,
quc a compráta Sancho em hum grande acerto; por feif-
centos cruzados:
De ou por acerto. form. adv. Pot acafo, inespera
damente. BERNARD. RIB. Menin. z, y A mettia em duvida
fe feria aquello de acerto, fe por querer ordenado. SA'
DE MIR. Eitratig. 1, 65 Que diremos ás coufas defte
mundo, humas parece que fe alcanção a poder de ne-
gociação e viva diligencia, outras por fó dita, e bom
acerto. CAM. Filodem. 151 Ora querome moftrat Afli co-
mo por acerto.
Achar bom acerto. Fio, Tr. 1, 75, 3 Efte de-
ferto, em que fe achão tão bons acertos, he o em que &c.
Epit. Acertadiffimo. VIEIR. Serm. 11, 1; 3. n. 17.
Bom. SA DE MIR. Eftrang. 5, 65 y. Grande. FERK. DE
VASC: Ulyflip. 2, 1. Infallivel. VIEIR. Serm. 2, 4, 6. n.
116. Prudenie. BARRET. Flos Sanct. 2, 370, 1. Seguro.
Maus. Aff. Afr. 8, 130 y. D. F. MAN. Epan. 1, 87.
{{lema|ACERVO}}. s. m. pouc. uf. Montão. Do Lat. Acervus. VIEIR:
Serm. 9. do Rof. 15, 3, 214 Effa he a propriedade;
e energia maravilhofa, com que o noffo mefmo Texto
chamou ao Sacramento accrvo. . . Acervo propriiffima-
mente quer dizer coufa indigefta.
{{lema|ACESOADO, A}}. p. p. de Acefoar. BRAND. Mon. 4, 15,
25. TELL. Hift. 2, 18, 141, L. ALv. Serm. 2, 12, 4. n.
{{lema|ACESOAR}}. v. a. ant. O mefmo que Affafoar. De Cesãos
ant. hoje Sasáo. TELL. Hift. 2, 23, 160.
{{lema|ACESONADO, A}}. adj. O mefmo que Affafonado. Cour.
Dec. 12, 3, 6. A. DE VASc. Anij. 1, 1, 1. part. I. p. 9.
{{lema|ACETABULO}}. s. m. Medic. A cavidade do offo, aonde
encaixa outro; cu o orificio das veias hygrafticas e umbeli-
caes, e de outros vafos. CuRv. Polyanth. 2, 86, 1. p. 577.
As grandes perturbações do animo.... rompem e dilace-
rão os acetabulos da madre, por onde a criança fe fuftenta.
Certa medida antiga de feiçao de tigelinba, ou co-
vilhete pequeno. BLUT. Vocab.
{{lema|ACETER}}. s. m. antiq. Caldeirinha, com que fe tira agoa
das talhas ou potes, e tambem dos poços: COND. D. PEDR.
Nobil. 21, 113 Elle pediolhe na Aravia da agoa por
Deos, ca fenom podia de alli levantar, e ella deolha
por hum aceter.
{{lema|ACETOSA}}. s. f. O mefino que Azedas. Curv. Atal, 1284
Outros [tumores] fe curão com as folhas de acetofa em-
brulhadas em papel molhado. MORAT: Luz, 5, 5 Os con-
travenenos communs são a pedra bazar, o unicornio....
a acetofa, a lofna, &c.
{{lema|ACETOSO, A}}. adj. Avinagrado, azedo, ou agro como o
vinagre. AvELL. Report. 2, 21, 49 Tem [Mercurio]
dos fabores o acetofo.
Agoa acetofa. Agoa mineral bum tanto azeda. BiUT.
Vocab.
Xarope acetofo. Pharmac. O que fe faz de agoa;
vinagre, e açucar, partes iguaes, dandolhe buma fervura.
ORT. Colloq. 12, 45 Fazie dellas [carambólas huma
conferva de açucar muito graciofa, "que eu mando dar
em lugar de xarope acciofo. MADEIR. Meth. 1, 13, 2 E
o ufo commum manda applicar na declinação as papas
de farinha, as quaes fe fazein ... em xarope acetofo.
Curv. Polyanth. 2, 8, 57. p. 40 Mas fe o doente recu
far o vomitorio, eni tal caío. . . fe prepara com xaro-
pe de almeirão, e acetofo.
{{lema|ACEVADADO, A}}. p. p. de Acevadat. BENT. PER. Thes.
{{lema|ACEVADAR}}. v. a. Fartar de cevada, manter ou fuftentar
com cevada. BENT. PER. Thes.
{{lema|ACEVAR}}. v. a. antiq. O mefio que Cevar: D. F. MAN.
Muf. 61. Çanfonh. de Euterp. Ecl. Quando ja por mais não
fora,
Que acevar os dizidores,. Lhes quero mandar
embora, Moftrar os meus pefcadores.
{{lema|ACEYO}}. s. m. e feus derivados. Vej. Affeio.
{{lema|ACHA}}. s. f. Pedaço de pão, cortado ao comprido de hum tron-<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="2" user="MLReis" /></noinclude>tronco, lenha partida para o lume. LEão, Orig. 8, 53:
Do Lat. Afula, BARR. Dec. 3, 55. Do qual tronco
feito em achas &c. EurRos. 5, 3 Affi fazei vós, se me
lá achardes; cataime o rabo com huma acha. VIEIR.
Serm. 1, 7, 4. col. 486 A hum deftes meteolhe o ma-
chado, e a cunha, fendeoo em achas.
Adag. De bom madeiro, boa acha.
De tal acha, tal racha. M. BERN. Floreft. 3, 7, 383, B.
Sahe a acha ao madeiro. DELIC. Adag. 96.
{{lema|ACHA}}. s. f. Inftrumento ou arma, de que fe ufava anti-
gamente na guerra, do feitio do machado, com que fe
racha a lenha. MENOR, DAS PROEZ. I, 47 Junto da qual
[tenda] tinhão muitos piques, efpadas, e achas pera o
combate. FR. BERNARD. DA SILV. Defení. 1, 18 Ficando
o fim defta aventura refervado ao noffo autor pera, no
fim de tantos annos, entrar com a acha de Theféo, e
desfazer tão grande encantamento. VIEIR. Serm. 1, 74
col. 486 Levava o feu machado, ou a fua acha ás cóftas.
Acha de armas. O mefmo que Acha. Sous. Hift. 1,
6, 14 A [mão] efquerda del Rei fobre huma acha de
armas.
{{lema|ACHACADIÇO, A}}. adj. Sujeito a acbaques, facil em
adoccer. SA DE MIR. Ecl. 4 Não vos quizera affi tão ama-
rellos, Nem tão achacadiços.
{{lema|ACHACADO, A}}. p. p. de Achacar. VIT. CHRIST. 4, 12,
69. PINT. RIB. Injuft. Succeff. 54.
Ufafe como adj. O mefmo que Achacofo. TELL. Hift.
5, 30, 484 Elle [o Emperador] fe via velho e acha-
cado. ESPER. Hift. I, 2, 33. n. 3 Duvidou como pruden-
te o Prelado no principio, fe lhe daria licença, porque
era achacado. PINT. RIB. Ref. 1, 88 Ao doente e acha-
cado, cujo gofto eftá danado, tudo Jhe, fabe mal.
Reg. de. CUR v. Polyanth. 2, 10, 75. n. 14 Certo,
homem muito achacado de dores de gotta coral &c..
Met. VIXIR. Serm. 1, 3,3. col. 171 Nenhum hor-
ror faz, nem póde fazer, ainda a quem tenha a vifta
tão mimofa, e o gofto tão achacado, como Averroes.
{{lema|ACHACAR}}. v. a. Imputar, attribuir. Tomafe em má par-
te. Reg a ou em. GUERREIR. Rel. 2, 3, 3 Achacou ao
Rei de Pegú que por fua caufa o de Avá lhe fazia
guerra F. DE MENDOÇ. Serm. 2, 73, 3 Faz Tertulliano
hum difcurfo largo por effes Patriarchas antigos, em to-
dos acha que notar, e que achacar. PINT. RIB. Injuft.
Succeff. 5, 81 A efta conta achacárão o defeito de ille-
gitimidade em Dona Tareja.
Dar por motivo, allegar por pretexto ou razão fup-
pofta. Luc. Vid. 5, 1 Tomarem alguns o cafo por figni-
ficação da vontade de Deos, era mais achacar agouros
de gentios, que eftimar as coufas com prudencia. Gouv.
Rel. 3, 10 Moftreime eu algum tanto difficultofo acha-
cando indifpofições.
Neutr. Adoccer, enfermar. CHAG. Obr. 1, II, II
Quando a intemperança dos ares, ou vicio algum dos
elementos, faz com que achaque a confonancia defta
natural harmonia &c.
{{lema|ACHACOSO, A}}. adj. Valetudinario, que padece achaque
ou doença habitual. FERR. DE VASc. Ulyflip. 2,7 Porque
ando muito achacofo. Cour. Dec. 7, 7, 11 Porque an-
dava já muito achacofo, e quafi com ameaços do mal.
TELL. Chr. 1, 3, 43. n. 1. Era efte Padre... mui acha-
cofo, e fujeito a grandes dores de cabeça.
.Reg. de. BRIT. Chr. 4, 19 Religiofo de muita vir-
tude e bom exemplo, mas tão achacofo de indifpofições
...que &c.Azzv. Correcç. 1, 3, 4. p. 284 Todos os
achacofos de figado &c.
Ant. Morofo, impertinente, que bufca ou allega
achaques, ifto he, motivos ou pretextos frivolos. FR. TH.
DE JES. Trab. I, 1, 59 y Efquecido, enfaftiado, acha-
cofo, orgulhofo, e rebelde pera vos amar.
Adag. Corpo achacofo não he cheirofo. M. BERN.
Floreft. 3, 3, 120, A.
{{lema|ACHADA}}. s. f. Acção de achar ou a mefma coufa, que
fe achou. GIL Vic. Obr. 4, 193 Má montanha, má
companha, Má jornada, má poufada Má acha-
da, mà entrada, Má aranha, má façanha &c.
Forenf. Acção de achar alguem em damno, que me-
reça coima ou condenação. ORDEN. DE D. MAN. 1, 53 O
Efcrivão da Almotaçaría efcreverá todas as achadas, affi
gados e beftas, como &c. CARV. Chorogr. 1, 2, 1. C. I.
p. 480 Affiftem ao feu governo civil... hum Efcrivão
das achadas com feu Meirinho.
{{lema|ACHADEGO}}. s. m. ant. O mefmo que Achada. Azur. Chr.
3, 85 E tanto contente andava daquelle achadego, que
não tinha lembrança de outro nenhum ganho, Leão,
Report. 1 Achadego de efcravos, ares, e outras cou
fas. D. F. MAN. Cart. 2, 10 Por vida tua, N. que lan-
ces lá tuas inculcas pelos teus arredores, e me avizes
do achadego.
Premio por coufa achada. ORDEN. DE D. PEDR. 5
60, 6 Achadego não fe deve de ave, ou de alimaria
achada em laço ou cepo, que outro armaffe.
{{lema|ACHADIÇO, A}}. adj. Facil de fe achar, PURIF. Chr. z.
Addicç. E com eftas cartas acbadiças provão muitas.
coufas.
{{lema|ACHADO, A}}. p. p. de Achar. CAM. Ecl. 6, 2. SANT.
Ethiop. 1, 2, 13. D. F. MAN. Cart. de Guia, 152.
Achado em culpa &c. Comprehendido ou tomado nel-
la. Sous. Hift. 1, 1, 3, Mas amoeftados, que fendo a-
chados outra vez em culpa, ferião caftigados com todo
o rigor. ORDEN. DE D. PEDR. 1, 18, 6 Segundo a falfi-
dade ou malicia, em que for achado.
Bem achado. Felizmente on a propofito inventado,
defcoberto, excogitado. CoкT. R. Cerc. 4, 53. Porque via
desfeito o proveitofo E bem achado ardil. SEVER.
Difc. 33 O que foi tão bem achado, e proveitofo, que
ainda hoje fe conferva. VizIR. Serm. 8, 160 Nos louvo-
res ha coufas às vezes muito bem achadas.
Antepondofelhe os adv. Mais ou Muito. Obvio, fa-
cil de fe achar. Sous. Hift. 1, 3, 17 Mas foltafe a dú-
vidá com duas razões muito achadas. TELL. Chr. 1, 2,
39. n. 2 Effeito por certo não muito achado em vontades
de Principes e Senhores. VIEIR. Serm. 3, 15, 1. n. 603
Mas a razão, que aqui teve o Rei, a meu ver, foi
ainda mais facil, e mais achada.
Darfe por achado. Tomar parte ou intereffe. Reg.
abf. ou em. PAIV. Serm. 2, 44 Porque fe em todos os
peccados fe quizera [Deos] logo dar por achado, pou-
cos ou něnhuns tiverão remedio. FEST. NA CANON. 213
Em tudo, que tocava ao ferviço delles [Santos] fe
quizerão os mais nobres cidadãos] dar por achados.
PAEZ, Serm. 2, 258, 4 Se quem vos affronta vê que
vos dais por achado, c por magoado nas injurias, que
vos faz, ou que vos diz, tornalasha a commetter, o
repetir.
Não fe dar por achado. Simular defconhecimento ou
ignorancia, fingir que fe não entende o que nos toca on
diz respeito. Reg. abf. de, em. Luc. Vid. 2,7 Nem fe
alvoroçárão com a vifta do Padre, nem fe derão por a-
chados da fua vinda. FERNAND. GALV. Serm. I, 118,
Mas o fifo he não fe dar por achado nas calumnias af-
frontofas. BRAND. Mon. 3, 10, 38 Sendo amoeftado por
elRei que reftituiffe, fe não dava por achado, nem ti-
tava de obedecer.
Darfe por bem achado, ou eftar bem achado com
alg. ou com alg. c. Darfe por contente, feliz ou fatisfei-
to com elle ou com ella. D. F. MAN. Cart. 2, 89 E ella
[Diana] vem táo louçáa, e eftd tão bem achada comi-
go de portas a dentro, que,&c. CHAG. Cart. 1, 77 Por-
que os peccadores fe dão por bem achados com a canalha
dos vicios.
Forenf. Achado de vento. O de que fe não pode ab-
folutamente faber o dono, como o que o mar, ou rios lan-
ção fora &c. Leão, Report. 8 y Arrematação das coufas
achadas de vento.
{{lema|ACHADO}}. s. m. Acção de achar, ou a mefma coufa acha-
da. CAM.
nho pinanç. 2, 7 Bem como o avaro, a quem o fo-
O achado de hum thefouro. CEIT. Serm. I,
102, 2 Achárão o Menino com fua Mái. Oh achado fo-
bre todos os achados, e venturas do mundo! Sous. Hift.
1, 2, 37 Celebrárão os Religiofos efte achado com.a
devação, e contentamento, que era razão.
Alvicaras ou premio, que fe dá ao que achou cou-
fa perdida, e a reftituio a feu dono. CEIT. Quadrag. I,
94, 1 Dando de achado e de alviçaras o que nos co-
fres trazia. D. F. MAN. Cart. 2, 10 Que eu te darei a-
chado. S. ANN. Chr. 1, 13, 83 A Princeza Dona Joanna
mandou ao affiftente, que deffe a Ambrofio cêm cruza-
dos de achado..
Tam-
Defte
{{lema|ACHADOR}}. s. m. ORA. f. O que ou a que acha, ou achou.
CANCION. 201, 2 Hercules, Cefar, Corredores
dem forão caçadores, E não forão achadores
cetro tão real. D. CATH. INF. Regr. 1, 8 O diabo (acha-
dor dos males) aconfelha eftas coufas. FR. SIM. COELH.
Chr. 2, 22, 198 Forão [os Phenices] inventores das
letras, fegundo a opinião de todos, pelo qual merecem
mui grão corôa, como achadores da melhor arre do mun
do...
No fem. BLUT, Vocab.
Achas<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Achador. f. antiq. A que achou. VIT. CHRIST. 4 36, 171 Salvo fe nós formos ingratos de todo em todo a aquella, que he achador de toda a graça. {{lema|ACHADOURO}}. s. m. ant. Lugar onde fe acba alguna con- fa. JER. CARDOS. Dict. BENT. PER. Thes. {{lema|ACHAMBOADAMENTE}}. adv. mod, vulg. Groffeiramente. BARBOS. Dict. e lhe dá por correspondencia latina Crafa vel pingui Minerva. {{lema|ACHAMBOADO, A}}. adj. vulg. Groffeiro. D. F. MAN....
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Achador. f. antiq. A que achou. VIT. CHRIST. 4
36, 171 Salvo fe nós formos ingratos de todo em
todo a aquella, que he achador de toda a graça.
{{lema|ACHADOURO}}. s. m. ant. Lugar onde fe acba alguna con-
fa. JER. CARDOS. Dict. BENT. PER. Thes.
{{lema|ACHAMBOADAMENTE}}. adv. mod, vulg. Groffeiramente.
BARBOS. Dict. e lhe dá por correspondencia latina Crafa
vel pingui Minerva.
{{lema|ACHAMBOADO, A}}. adj. vulg. Groffeiro. D. F. MAN.
Cart. I, 85 Não me cuipe.. que... córte defta
mancira por meus proximos, que com bem achamboada
ferramenta fazem de nós tranchas de retalhados.
{{lema|ACHAMENTO}}. s. m. ant. Acção de achar. GALV. Chr.
Prol. A grande maravilha c myfterio do achamento, ou,
mais com verdade, conquifta das Indias. Ros. Vid. 1,
47, A fefta da invenção ou achamento do corpo fe
celebrava antigamente &c. LEIT. D'ANDRAD. Mifc. 5, 112
Achamento da devota, e fanta imagem.
{{lema|ACHANADO, A}}. p. p. de Achanar. BENT. PER. Thes.
Achanada coufa vide aprainada.
{{lema|ACHANAR}}. v. a. ant. Aplainar. De Cháo. BENT. PER.Thes.
Met. Sujcitar, pacificar, focegar. Leño, Chr. de
D. Aff. V. 51 Solemnemente jurou, e fez voto folemne
de nunca me tirar fóra deftes ditos meus Keinos, nem
fua fenhoria fahir fóra delles, até, mediante a graça de
Deos, os achanar, e pacificar. BRIT. Mon. 2, 7. c. 22
Entrou poderofamente contra elles, e achanon rudo com
muita facilidade. Chr. 4, 31 Vindo Frederico a Ita-
lia com hum copiofo exercito pera achanar algumas in-
quietações, que havia em Lombardia.
{{lema|ACHANTAR}}. v. a. antiq. Pregar, cravar.
tas em quartos com achaque de ferem fabedoras daquel-
la fugida.
Verb. Bufcar... de alg. c. FERR. DE VASC. Ulyf-
fip. 1, 8. para alg. c. CASTANH. Hift. 1, 51. Dar por
... alg. c. L. ALv. Serm. 1, 13, 2. n. 7. Ter... de
alg. c. CASTANH. Hift. 7, 41. Tomar... de alg. c. PINT.
PER. Hift. 1, 9, 43. para alg. c. Goes, Chr. de
D. Man. 3, 80. por...alg. c. FERNAND. Palm. 3,
38. Trazer . . . contra alg. ANDRAD. Chr, 2, 52.
Razão ou caufa de defgofto e diffabor. RESEND,
Chr. 37 Os achaques não fe efcusão entre os fenhores c
fervidores ; pois os ha entre os pais e filhos. FERR. DE
VASc. Ulyflip. 1, 2 Por amor de vós outras hei de tèr
fempre achaques com voffo pai. FREIR. Vid. 3, 29 (Cart.
de D. J. de Caftr.) E com efte trabalho tenho outro igual,
ou fuperior a elle, aldemenos pera mim muito mais in-
comportavel de todos, que são as grandes opprefsões,
c continuos achaques, que me dão os lafquerins por
paga.
Adag. Achaque ao odre, que fabe a pêz. DELIC.
Adag. 168.
Achaques á fefta feira, pela não jejuar. DELIC. Adag.
153.
Ao que faz mal, nunca lhe faltão achaques. DELIC. A-
dag. 316.
Ein o Verão, por calma., e o Inverno, por frio, não
The falta achaque de vinho. BLvr. Vocab. Suppl.
Não ha morte fem achaque. FERR. DE VASC. Ulyflip. 2,
7. DELIC. Adag. 142.
{{lema|ACHAQUEZINHO}}. s. m. dim. de Achaque. D. F. MAN.
Apol. 363.
Met. LEIT. D'ANDRAD. Mifc. 16, 460 (Verf. de ACHAQUILHO. s. m. dim. de Achaque. M. BERN. Floreft.
Egas Moniz Coelho) Achantaisme binte enganos
Que me feque.
{{lema|ACHANTO}}. s. m. Vej. Acantho..
{{lema|ACHAQUE}}. s. m. Moleftia babitual, md difpofição do corpo humano, procedida de enfermidade. Do Arab. Axxaka.
BRIT. Chr. 1, 26 Além de muitos outros acbaques, tinha
pela bocca hum perpetuo eftilicidio de fleima. Sous. Vid.
1, 11 Por lho defenderem os Medicos, refpeito de cer-
to achaque, que tinha em huma perna. SEVER. Difc. 3,
146 Fica fendo [a caça] muito prejudicial pera os ve-
lhos, e 'pera os magros, c fracos de compreição, ou to-
cados de qualquer achaque.
Epith. Contagiofo. REG. Inftrucç. 78. Contumaz.
. VIEIR. Cart. 1, 91. Enfadonho. CALV. Homil. 2, 115.
Habitual. CHAG. Ramilh. 8, 82. Importuno. VIEIR. Cart.
2, 42. Incuravel. ALV. DA CUNH. Efcól. 17, 6. Levc.
VIEIR. Serm. 11, 6, 5. n. 241. Molcfto. M. FERNAND.
Alm. 1, 7, 3. n. 357. p. 919. Mordaz. CARDOS. Agiol.
3., 437. Mortal. VIER. Carr. 2, 121. Notavel. M. FER-
NAND. Alm. 3, 2, 3. n. 42. p. 415. Ordinario. VIEIR.
Cart. 3, 4. Penofo. S. ANN. Chr. 3, 26, 745. Perigofo.
S. ANN. Chr. 1, 3, 23. Pezado. VIEIR. Cart. 2, 37. Tra-
balbofo. ESPER. Hift. 2, 8, 24. n. 8. Trifte. M. FERNAND.
Alm. 3, 3, 2. n. 357. p. 919. Truculcuto. M. FERNAND.
Alm. 3, 3, 2. n. 357: P. 919...
Verb. Adoecer de... VIEIR. Serm. 7, 3, 3. n. 100.
Aggravarfe o... VIEIR. Cart. I, 55. Augmentar o
REG. Summul. 7. Carregado de ... VIEIR. Cart.
2; 95. Cheio de... VIEIR. Cart. 2, 93. Diminuir o
... REG. Summul. 7. Docnte de... M. FERNAND. Alm.
3, 2, 3. n. 317. Moleftado de... ESPER. Hift, 2, 8,
24. n. 8. Opprimido de... RIB. DE MAC. Rel. 2, 1.
Padecer.VIRIR. Serm. 6, 12, 1. n. 341. Perfeguido
de. Sous. Hift. 1, 6, 27. Quebrantado de... Es
PER. Hift. 1, 1, 30. n. 1. Remediar os... FR. ISID. DE
BARREIR. Signif. 1, 122. Tocado de SEVER. Difc. 3,
146.
Met. Defeito, vicio, imperfeição. PALAC. Summ. 74
Nefte cafo ou fe ha de differir à confifsão até achar
Confeffor fem eftes achaqnes 8cc. VIEIR. Serm. 2, 7,
7. n. 206. Mas aquelle defengano, que defcrevemos, era
filho da neceflidade, e não da virtude e hum achaque
como efte não cabia na nobreza de feu coração. M. FER-
NAND. Alm. 3, 2, 3. n. 42. p. 415 E he notavel acha-
que efte da natureza, que &c.
Efcufa, pretexto, motivo on razão apparente. Mox.
Palm. 2, 137 Com efte achaque largados os amores, fe
defviavão do damno, que delles podião recrecer. FR. TH.
DE JES. Trab. I, 1, 50 y E inventa cada dia a malicia
defta natureza tanta efcapúla da obediencia de Deos com
acbaques de-ferviço deffe mefmo Deos, que &c. MEND.
PINT. Peregr. 200 E as principaes dellas [mulheres] fei-
3, 3, 85, B.
{{lema|ACHAQUINHO}}. s. m. dim. de Achaque. Azsv. Correcç.
{{lema|ACHAR}}. 5. m. T. da India. Conferva de vinagre e fal,
AC 352.
que je faz a certas raizes e fructos, pera fe comerem criis,
e defpertarem affim o appetite. ORT. Colloq. 5, 17 E fa-
zem delle anacardo] quando he verde, conferva com
fal pera comer (a que chamáo cá achar) e vendefe na
praça como azeitonas ácerca de nós. CART. DE JAP. I,
397, 2 Alguma pimenta em achar. MADEIR. Meth. 1,
23, 4 E podefe conceder pera appetite alca parra, per-
rexil, alguma fructa de achar, não fómente o que vem
da India; mas tambem o que neftas partes fe faz.
Tambem fe fazem vários manjares em achar, cat-
nes, pefcados, &c. DON. RODRIG. Art. 1, 14 Cabeça
de porco em achar. 2, 2 Mexilhões com achar.
{{lema|ACHAR}}. v. a. Encontrar ou o que fe bufca e pertende, ou
o que por acafo fe topa. As peffoas e coufas. BARR. Dec.
I,.4, 6 Porque Pilotos, e amizade tudo acharia n'a-
quelle feu porto. CAM. Luf. 5, 75 Alegria mui grande
foi por certo Acharmos já peffoas, que fabião
vegar, porque entr'ellas efperamos De achar novas al-
gumas, como achamos. BRIT. Chr. 1, 16 Depois de ver
os dous Religiofos, que achou no paço do Duque.
Na-
Met. Das coufas inanimadas. FERR. Poem. Ecl. 3 Pc-
dra dura, Em quem agoa acha brandura. ARR. Dial. 3,
15 Em a alma onde não ha temor, não acha o amor por-
ta, por onde poffa entrar. Luc. Vid. 1, 14 Não direi fa-
cilmente em qual achou mais contradicção a pureza do
Evangelho.
Defcobrir, excogitar, inventar. FERR. Ciof. 4,13
Ardel. Ora efpera, a mi me parece, que acho hum bom
feguro. Bern. Dize por tua vida. HZIT. PINT. Dial. 1,
1,7 Moftrou fua fapiencia no modo.excellentiffimo,
que achou pera nos falvar. LEON. DA Cas T. Georg. 1. not.
1. p. 45 O primeiro, que achou o. ufo de lavrar com bois,
foi Briges Athenienfe.
Conhecer, alcançar, entender, julgar. EUFROS. 5,
4 A maior pouquidade, que eu no homem acho, he que-
rer bem de fifo a nenhuma mulher. Ca. Luf. 7, 86 Nem
quem acha, que he jufto, e que he direito Guardatfe
a lei do Rei feveramente, E não acha que he jufto
e bom refpeito, Que fe pague o fuor da fervil gente.
BRIT. Chr. 1, 15 Achando, que fo naquella Religião po-
dia chegar hum homem a fer perfeiro.
Reg. por. BRIT. Cht. 3, 1 Outros finalmente acha-
vão por mais acertado, virfe ao Téjo, e &c.
Experimentar, reconhecer. CAM. Oit. 2,6 Achou, que
a má tenção dos invejofos Não fe doma fenão depois
que o véo
Se rompe corporal. Bair. Chr. 1, 13 E os
que vierão de Molifmo... o açbarão fideliflimo com-
panheiro e prelado.<noinclude></noinclude>
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556721
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2026-07-29T08:58:18Z
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Achador. f. antiq. A que achou. VIT. CHRIST. 4
36, 171 Salvo fe nós formos ingratos de todo em
todo a aquella, que he achador de toda a graça.
{{lema|ACHADOURO}}. s. m. ant. Lugar onde fe acba alguna con-
fa. JER. CARDOS. Dict. BENT. PER. Thes.
{{lema|ACHAMBOADAMENTE}}. adv. mod, vulg. Groffeiramente.
BARBOS. Dict. e lhe dá por correspondencia latina Crafa
vel pingui Minerva.
{{lema|ACHAMBOADO, A}}. adj. vulg. Groffeiro. D. F. MAN.
Cart. I, 85 Não me cuipe.. que... córte defta
mancira por meus proximos, que com bem achamboada
ferramenta fazem de nós tranchas de retalhados.
{{lema|ACHAMENTO}}. s. m. ant. Acção de achar. GALV. Chr.
Prol. A grande maravilha c myfterio do achamento, ou,
mais com verdade, conquifta das Indias. Ros. Vid. 1,
47, A fefta da invenção ou achamento do corpo fe
celebrava antigamente &c. LEIT. D'ANDRAD. Mifc. 5, 112
Achamento da devota, e fanta imagem.
{{lema|ACHANADO, A}}. p. p. de Achanar. BENT. PER. Thes.
Achanada coufa vide aprainada.
{{lema|ACHANAR}}. v. a. ant. Aplainar. De Cháo. BENT. PER.Thes.
Met. Sujcitar, pacificar, focegar. Leño, Chr. de
D. Aff. V. 51 Solemnemente jurou, e fez voto folemne
de nunca me tirar fóra deftes ditos meus Keinos, nem
fua fenhoria fahir fóra delles, até, mediante a graça de
Deos, os achanar, e pacificar. BRIT. Mon. 2, 7. c. 22
Entrou poderofamente contra elles, e achanon rudo com
muita facilidade. Chr. 4, 31 Vindo Frederico a Ita-
lia com hum copiofo exercito pera achanar algumas in-
quietações, que havia em Lombardia.
{{lema|ACHANTAR}}. v. a. antiq. Pregar, cravar.
tas em quartos com achaque de ferem fabedoras daquel-
la fugida.
Verb. Bufcar... de alg. c. FERR. DE VASC. Ulyf-
fip. 1, 8. para alg. c. CASTANH. Hift. 1, 51. Dar por
... alg. c. L. ALv. Serm. 1, 13, 2. n. 7. Ter... de
alg. c. CASTANH. Hift. 7, 41. Tomar... de alg. c. PINT.
PER. Hift. 1, 9, 43. para alg. c. Goes, Chr. de
D. Man. 3, 80. por...alg. c. FERNAND. Palm. 3,
38. Trazer . . . contra alg. ANDRAD. Chr, 2, 52.
Razão ou caufa de defgofto e diffabor. RESEND,
Chr. 37 Os achaques não fe efcusão entre os fenhores c
fervidores ; pois os ha entre os pais e filhos. FERR. DE
VASc. Ulyflip. 1, 2 Por amor de vós outras hei de tèr
fempre achaques com voffo pai. FREIR. Vid. 3, 29 (Cart.
de D. J. de Caftr.) E com efte trabalho tenho outro igual,
ou fuperior a elle, aldemenos pera mim muito mais in-
comportavel de todos, que são as grandes opprefsões,
c continuos achaques, que me dão os lafquerins por
paga.
Adag. Achaque ao odre, que fabe a pêz. DELIC.
Adag. 168.
Achaques á fefta feira, pela não jejuar. DELIC. Adag.
153.
Ao que faz mal, nunca lhe faltão achaques. DELIC. A-
dag. 316.
Ein o Verão, por calma., e o Inverno, por frio, não
The falta achaque de vinho. BLvr. Vocab. Suppl.
Não ha morte fem achaque. FERR. DE VASC. Ulyflip. 2,
7. DELIC. Adag. 142.
{{lema|ACHAQUEZINHO}}. s. m. dim. de Achaque. D. F. MAN.
Apol. 363.
Met. LEIT. D'ANDRAD. Mifc. 16, 460 (Verf. de ACHAQUILHO. s. m. dim. de Achaque. M. BERN. Floreft.
Egas Moniz Coelho) Achantaisme binte enganos
Que me feque.
{{lema|ACHANTO}}. s. m. Vej. Acantho..
{{lema|ACHAQUE}}. s. m. Moleftia babitual, md difpofição do corpo humano, procedida de enfermidade. Do Arab. Axxaka.
BRIT. Chr. 1, 26 Além de muitos outros acbaques, tinha
pela bocca hum perpetuo eftilicidio de fleima. Sous. Vid.
1, 11 Por lho defenderem os Medicos, refpeito de cer-
to achaque, que tinha em huma perna. SEVER. Difc. 3,
146 Fica fendo [a caça] muito prejudicial pera os ve-
lhos, e 'pera os magros, c fracos de compreição, ou to-
cados de qualquer achaque.
Epith. Contagiofo. REG. Inftrucç. 78. Contumaz.
. VIEIR. Cart. 1, 91. Enfadonho. CALV. Homil. 2, 115.
Habitual. CHAG. Ramilh. 8, 82. Importuno. VIEIR. Cart.
2, 42. Incuravel. ALV. DA CUNH. Efcól. 17, 6. Levc.
VIEIR. Serm. 11, 6, 5. n. 241. Molcfto. M. FERNAND.
Alm. 1, 7, 3. n. 357. p. 919. Mordaz. CARDOS. Agiol.
3., 437. Mortal. VIER. Carr. 2, 121. Notavel. M. FER-
NAND. Alm. 3, 2, 3. n. 42. p. 415. Ordinario. VIEIR.
Cart. 3, 4. Penofo. S. ANN. Chr. 3, 26, 745. Perigofo.
S. ANN. Chr. 1, 3, 23. Pezado. VIEIR. Cart. 2, 37. Tra-
balbofo. ESPER. Hift. 2, 8, 24. n. 8. Trifte. M. FERNAND.
Alm. 3, 3, 2. n. 357. p. 919. Truculcuto. M. FERNAND.
Alm. 3, 3, 2. n. 357: P. 919...
Verb. Adoecer de... VIEIR. Serm. 7, 3, 3. n. 100.
Aggravarfe o... VIEIR. Cart. I, 55. Augmentar o
REG. Summul. 7. Carregado de ... VIEIR. Cart.
2; 95. Cheio de... VIEIR. Cart. 2, 93. Diminuir o
... REG. Summul. 7. Docnte de... M. FERNAND. Alm.
3, 2, 3. n. 317. Moleftado de... ESPER. Hift, 2, 8,
24. n. 8. Opprimido de... RIB. DE MAC. Rel. 2, 1.
Padecer.VIRIR. Serm. 6, 12, 1. n. 341. Perfeguido
de. Sous. Hift. 1, 6, 27. Quebrantado de... Es
PER. Hift. 1, 1, 30. n. 1. Remediar os... FR. ISID. DE
BARREIR. Signif. 1, 122. Tocado de SEVER. Difc. 3,
146.
Met. Defeito, vicio, imperfeição. PALAC. Summ. 74
Nefte cafo ou fe ha de differir à confifsão até achar
Confeffor fem eftes achaqnes 8cc. VIEIR. Serm. 2, 7,
7. n. 206. Mas aquelle defengano, que defcrevemos, era
filho da neceflidade, e não da virtude e hum achaque
como efte não cabia na nobreza de feu coração. M. FER-
NAND. Alm. 3, 2, 3. n. 42. p. 415 E he notavel acha-
que efte da natureza, que &c.
Efcufa, pretexto, motivo on razão apparente. Mox.
Palm. 2, 137 Com efte achaque largados os amores, fe
defviavão do damno, que delles podião recrecer. FR. TH.
DE JES. Trab. I, 1, 50 y E inventa cada dia a malicia
defta natureza tanta efcapúla da obediencia de Deos com
acbaques de-ferviço deffe mefmo Deos, que &c. MEND.
PINT. Peregr. 200 E as principaes dellas [mulheres] fei-
3, 3, 85, B.
{{lema|ACHAQUINHO}}. s. m. dim. de Achaque. Azsv. Correcç.
{{lema|ACHAR}}. s. m. T. da India. Conferva de vinagre e fal,
AC 352.
que je faz a certas raizes e fructos, pera fe comerem criis,
e defpertarem affim o appetite. ORT. Colloq. 5, 17 E fa-
zem delle anacardo] quando he verde, conferva com
fal pera comer (a que chamáo cá achar) e vendefe na
praça como azeitonas ácerca de nós. CART. DE JAP. I,
397, 2 Alguma pimenta em achar. MADEIR. Meth. 1,
23, 4 E podefe conceder pera appetite alca parra, per-
rexil, alguma fructa de achar, não fómente o que vem
da India; mas tambem o que neftas partes fe faz.
Tambem fe fazem vários manjares em achar, cat-
nes, pefcados, &c. DON. RODRIG. Art. 1, 14 Cabeça
de porco em achar. 2, 2 Mexilhões com achar.
{{lema|ACHAR}}. v. a. Encontrar ou o que fe bufca e pertende, ou
o que por acafo fe topa. As peffoas e coufas. BARR. Dec.
I,.4, 6 Porque Pilotos, e amizade tudo acharia n'a-
quelle feu porto. CAM. Luf. 5, 75 Alegria mui grande
foi por certo Acharmos já peffoas, que fabião
vegar, porque entr'ellas efperamos De achar novas al-
gumas, como achamos. BRIT. Chr. 1, 16 Depois de ver
os dous Religiofos, que achou no paço do Duque.
Na-
Met. Das coufas inanimadas. FERR. Poem. Ecl. 3 Pc-
dra dura, Em quem agoa acha brandura. ARR. Dial. 3,
15 Em a alma onde não ha temor, não acha o amor por-
ta, por onde poffa entrar. Luc. Vid. 1, 14 Não direi fa-
cilmente em qual achou mais contradicção a pureza do
Evangelho.
Defcobrir, excogitar, inventar. FERR. Ciof. 4,13
Ardel. Ora efpera, a mi me parece, que acho hum bom
feguro. Bern. Dize por tua vida. HZIT. PINT. Dial. 1,
1,7 Moftrou fua fapiencia no modo.excellentiffimo,
que achou pera nos falvar. LEON. DA Cas T. Georg. 1. not.
1. p. 45 O primeiro, que achou o. ufo de lavrar com bois,
foi Briges Athenienfe.
Conhecer, alcançar, entender, julgar. EUFROS. 5,
4 A maior pouquidade, que eu no homem acho, he que-
rer bem de fifo a nenhuma mulher. Ca. Luf. 7, 86 Nem
quem acha, que he jufto, e que he direito Guardatfe
a lei do Rei feveramente, E não acha que he jufto
e bom refpeito, Que fe pague o fuor da fervil gente.
BRIT. Chr. 1, 15 Achando, que fo naquella Religião po-
dia chegar hum homem a fer perfeiro.
Reg. por. BRIT. Cht. 3, 1 Outros finalmente acha-
vão por mais acertado, virfe ao Téjo, e &c.
Experimentar, reconhecer. CAM. Oit. 2,6 Achou, que
a má tenção dos invejofos Não fe doma fenão depois
que o véo
Se rompe corporal. Bair. Chr. 1, 13 E os
que vierão de Molifmo... o açbarão fideliflimo com-
panheiro e prelado.<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Obfervar, notar, advertir. Luc. Vid. 2, 12 O que atóqui diffe Santo Agoftinho, achou o P. Francifco tan- tos annos entre os Bramenes.. BRIT. Chr. 1, 11 Foi to- mar experiencia da verdade, e achando fer a melhoria mui pequena &c. Achar alg. Experimentalo pronto e certo em algum ferviço. FERR. Ciof. i, 5. Encommendeme elle outras cou- fas de boa amizade, acharmeba. Achar alg. ou alg. c. menos. Sentir ou experimen- tar a fua falta. EUFROS...
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<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>Obfervar, notar, advertir. Luc. Vid. 2, 12 O que
atóqui diffe Santo Agoftinho, achou o P. Francifco tan-
tos annos entre os Bramenes.. BRIT. Chr. 1, 11 Foi to-
mar experiencia da verdade, e achando fer a melhoria
mui pequena &c.
Achar alg. Experimentalo pronto e certo em algum
ferviço. FERR. Ciof. i, 5. Encommendeme elle outras cou-
fas de boa amizade, acharmeba.
Achar alg. ou alg. c. menos. Sentir ou experimen-
tar a fua falta. EUFROS. 3, 5 Algun hora me hão a
mi achar menos. Luc. Vid. 1, 5 E aflim o vifitou feni-
pre o Senhor, que não achou nunca menos cftas primei-
ras illuftrações, e celeftiaes confolações. D. F. MAN.
Cart. de Guia, 152 Tanto importa o faber fervir as me-
zas nobres, que verdadeiramente he a principal iguaria
dellas, mas entre nós poucas vezes achada, e tambem
digo, que nem muitas achada menos.
alg. menos de alg. c. ou de alg. tempo. Co-
nhecerlhe falta a refpeito della, ou do que foi em outro
tempo. BRIT. Chr. 1 14 Com os Reis de França e Du-
ques de Borgonha fe havia de modo [o Conde Tecel-
lino que nunca o achárão em paz e guerra menos de
fua obrigação-3, 29 De tal modo recrecião cada ho-
ra os milagtes ... que o Senhor Deos obrava por in-
tercessão do feu Santo, que os Monges de Claraval o não
achavão menos de quando era vivo.
Com pron. peff. Concorrer cafualmente ou de propo-
fito em algum lugar, affiftir, eftar nelle. FERR. Poem.
Ecl. 1 Serrano aconteceo, que todo hum dia Se achou
alli, como elle coftumava. Luc. Vid. 2, 9 Eftimára mui-
to o Padre Francifco o acharfe alli. Sous. Hift. 1, 3, 9
Achoufe ° meffageiro a tempo em Burgos.
Eftar, conhecerfe, fentirje FERR. Poem. Ecl.t D'agoa
m'achei em hum momento Cercado. ARR. Dial. 2, 16
Quando fahe do ventre de fua mãi, chora, doefe, quei-
xafe, achafe nú. Luc. Vid. 1, 7 E ainda agora afli acor-
dado, e efperto como eftou me acho e finto... can-
çado e moido.
Reg. com. BRIT. Chr. 1, 17 Quando fe apartou
delles fe achou com huma tibieza de efpirito tão
grande, que &c.
Acharfe a alg. c. Affiftirlhe tendo ou tomando nel-
la parte de qualquer modo. Loc. Vid: 1, 4 Achavafe aos
queixumes e lagrimas de todos. BRIT. Chr. 1, 13 O vie-
rão vifitar alguns Abbades] pera fe acharent à fua me-
lhoria, ou a feu gloriofo tranfito.
em alg. c. O mefino que a alg. c. FERR. Brift.
2, 8 Agora vi hum arroído na praça, foi grande acer-
to acharme nelle, que falvei as vidas a mais de vinte e
cinco homens. CORT. R. Naufr. 4, 44 Por Venus,
que a taes vodas Quiz alli prefidir, e acharfe em tu-
do. GAVI, Cerc. Ded. Pois eu defta caufa, que no dito
cerco me achei como natural . . . da dita Villa &c.
fem alguma coufa. Sentir ou conhecer inopina-
damente a falta della. BRIT. Chr. 1, 8 Pondo a mão no
peito fe achou fem elle collar]
Acharfe, abf. e impeff. Conhecerfe, obfervarfe, ad-
vertirfe. PIN. Chr. de D. Aff. II. 9 E achafe, que em tor-
nando el Rei pera Caftella Sec. BRIT. Chr. 3, 16 Afora
muitos outros milagres que fe não puderão notar, fe
achou, que allumiára nove cegos.
Acharfe aquem d'agoa. Fraf. proverb. Verfe emba-
raçado ou perplexo. EUFROS. 5, 10 Mas depois fe achá-
o, como la dizem, áquem d'agoa.
Tão
Acharfe bem ou mal. Dizfe do eftado actual da
faude boa ou má. Reg. abf. ou de. BERNARD. RIB. Me-
nin. 1, 8 Mas não no chameis, que parece que me acho
melhor. ALBUQ. Comm. 4, 41 Começoufe Affonfo de Al-
buquerque a achar melhor da fua doença. Cour. Dec.
6,37 Achandofe mal Nuno Pereira, pedio licença ao
Capitão pera ir morrer a Goa.
Acharfe bem ou mal com ou fem alguma coufa.
Darfe por contente, eftar fatisfeito ou goftofo com ella,
ou ao contrario. Cour Dec. 5, 2, 10 E depois a lhes da-
rem leis fuaves e brandas, com o que fe forão achando
bem. LEON. DA COST. Convetf. 3 Melhor me acho cá fem
gente.
em algum lugar. Viver on paffar nelle commo
damente. EUFROS. 1, 6 Melhor me acho em Lisboa, que
he mai de todos.
Acharfe prefente. Vej. Prefente.
Adag. Com taes me acho, tal- me faço. DELIC. A-
dag. 159.
Quem guarda, acha, e quem cria, mata. DELIC. Adag.73-
{{lema|ACHARÃO}}. s. m. antiq. O mefmo que Charão. FR. GASP. DA
CRUZ, Tr. 13, 2 Envernizado [hum páo] de muito bom
verniz, que chamão acharão.
{{lema|ACHAROADO, A}}. adj. Envernizado com charão, ou fe-
melhante ao charão. BLUT. Vocab. Suppl.
{{lema|ACHATES}}. s. f. [ant. Achate] O mefmo que A'gata. Lat.
Achates. acc. na penult. ViT. CHRIST. 3, 11, 35 Se
entende per a pedra achate, a qual he de negra co-
lor com algumas včas brancas mifturadas com color ne-
gra. MONTEIR. Art. 25,26 Oitava achates, da côr do
mineral, que chamão vermelhão. M. FERNAND. Alm. 1,
2, 2. n. 210 Por iffo tambem foi fignificado na decina pe
dra fundamental da Cidade de Deos, chamada chryló-
pafo, ou achates, fymbolo da mefma caridade na côr
de ouro.
{{lema|ACHAVASCADO, A}}. adj. vulg. Groffeiro, töfco. BENT.
PER. Thes.
{{lema|ACHE}}. s. m. Vej. Axe,
{{lema|ACHEGADAMENTE}}. adv. mod. antiq. Proximamente, a-
vizinhandofe. PROV. DA HIST. GEN. 1, 3, 41. p. 536.
ann. 1436 Que nom pouha palavras latinadas, nein d'ou-
tra lingoagem, mas toda feja Portuguez efcrito mais
achegadamente ao chão e geral coftume do noffo faltar.
{{lema|ACHEGADO, A}}. p. p. ant. de Achegar. RESEND. Chr.
45. CART. DE JAP. 1, 6, 1.
Ufafe como adj. Contiguo, proximo vizinho.
Dos lugares. ORDEN. DE D. MAN: 1, 60 Vira hum Ta-
balião do mais achegado lugar, e efcreverá na dita caufa.
ORT. Colloq. 58, 225 Terra confim, e achegada a Ma-
laca.
Parente achegado. O que o he em proximo gráo.
F. ALv. Inform. 61 Se o Prefte morre fem herdeiro, cn-
táo fe tira o parente mais achegado e pettencente. CONST.
DO PORT. 53 Salvo fe for voda de irmáa ou parenta
achegada de legirimo parentefco.
Subft. Achegado ou mais frequentemente Achega-
dos. Adherente, alliado, parcial. FR. G. DA SILV. Vid. 7,
32 Elle era meu irmão no fangue, mas na vida e reli-
gião elle era muito mais meu patente, e achegado. GOES,
Chr. de D. Man. 1, 59 O que fabendo o fenhorio da
não, fe foi logo aqueixar a el Rei, e após elle outros
feus achegados e amigos. HIST. TRAG. MARIT. I, 447.
Fez o Capitão com os feus achegados, que &c.
{{lema|ACHEGADOR}}. s. m. ant. Official de juftica, que penbora
por dividas. FR. LEko, Bened. 2, 1, 2. c. 11 E o Dom
Abbade nomeia Porteiro, e Achegador, que penhora pe-
las dividas.
{{lema|ACHEGAMENTO}}. s. m. antiq. Acção e effeito de fe che-
gar. VIT. CHRIST. 1, 16, 54 Não he pouco achega-
mento a fer bemaventurado o conhecimento, que homem
ha da fua miferia, e catividade. D. CATH. INF. Regr. 1,
24 Efta coufa, fendo participada per feu achegamento, e
comprehendendoa, faz bemaventurado o contemplador
della. D. M. DE PORTUG. Tr. 475 y Alcançarás o conti-
nuo achegamento pera mim, que fou o principio e fim.
{{lema|ACHEGAR}}. v. a. ant. Recolber, ajuntar. VERCIAL, Sa-
cram. 2, 46, 1or Do rico, que achegou muitos fru-
tos, e muitas riquezas. ORIENT. Lufit. 220 Efta [cobi-
ça fó para fi por varios modos Quanto rodos poffuem,
tudo achega.
Os
Unir, apertar até ir tocar outra coufa. CAM. Luf.
2, 98 E com pontas do mefmo [ouro] delicadas
golpes do gibáo ajunta e achega."
Por junto, aproximar. ESTIM. DO AM. Div. 1, 6,
23 Achega o coração ás feridas de feu efpofo. Fr.
T. DE JES. Trab. 1, 11, 266 Tirai de mi o fabor de
tudo, o que a vos me não alevanta, e achega. ORIENT.
Lufit. 16 Já agora me falvai que a vós achego
As taboas do naufragio que efcaparão:
Neutr. Ir ter a algum fitio ou paragem, vindo de
outra parte. Pix. Chr. de D. Aff. II. 9 E achafe, que em
tornando elRei pera Caftella, achegou ao lugar de Mo-
reira. DESCOBR. DA FROLID. 116 Determinou [o Gover-
nador] de ir invernar a Autiamque, e o verão feguin-
te achegar ao mar, e fazer dous bargantins.
Avizinharfe, aproximarfe, pôrfe ou estar junto. FR.
MARC. Chr. 2, 10. cant. 34 O defeito a ti náo oufa
Nem a teus pés achegar. ORIENT. Lufit. 57 Porque de-
pois que efpalho Em vós, ó campo verde,
A minha
grave dôr, que aos céos achega &c.
Nefta última fignificação fe toma tambem, quan-
do fe lhe ajunta o pron. pefl. e reg. a ou para. Gia
Vic. Obr. 1, 68 Que a minha pelle, as carnes gaftadas,
Logo a meu offo fe achegard. BARR. Deci 1, 3, 8. Os
mais<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>mais dos moradores defta trifte tetra fe achegão a efte
rio Canaga. ORIENT. Lufit. 78 Que me achegue para
elle, já me acena.
Achegarfe a alg. Bufcar o afilo e protecção de algu-
guma peffea. ORDEN. DE D. PEDR. I, 58, 39 E porque
alguns malfeitores fe achegão a algumas petfoas podero-
fas, c fe acolhem a fuas cafas &c.
Achegarfe a alg. c. impeff. Accrefceribe, accrefcen-
tarfelbe. FERNAND. Palm. 3, 83 Acbegavafe a ifto a pra-
tica, que fobre cada coufa fe tratava. ARR. Dial. 3, to
Achegafe a ifto, que em abrindo a razão os olhos, ef-
táo como á porta pera a enganat.
{{lema|ACHEGAS}}. s. f. pl. Tudo quanto accrefce, ou de novo fe
ajunta á parte principal ou ao que já havia. Leão, Cht.
de D. Aff. Henr. 29 y Faço teftamento e carta de doa-
ção... á Sé do Porto daquelle burgo, ou daquella her-
dade, ou herança com todas as rendas e achegas.
Met. ARR. Dial. 3, 4 Paffo pelos Farifeos, que
fazendo algumas achegas á lei, fe dividião dos Judeos.
CATHEC. ROM. 217 A Religião Chriftáa, depois que pro-
fundamente prantou raizes nas almas dos homens, tem
já menos neceflidade deftas achegas de milagres. PINT.
Ris. Rel. 1, 16 De força era a culpa com fuas achegas
de bem ruim dififtão.
Materiaes, aprcftos, tudo que fe ajunta e faz ne-
ceffario, para a conftrucção de bun edificio. BARR. Dec z,
2, 4 E afli deo ajuda de todalas achegas. ALBUQ. Comm.
1, 2 E por não terem achegas pera a fazerem a for-
taleza de pedra e cal &c. Cour. Dec. 12, 3, 1 Pera
o que ajuntou grande numero de gaftadores, e officiaes,
e todas as achegas, e materiaes neceffarios pera aquella
fábrica.
Mer. EurRos. 3, 7 E todas as achegas são necef-
farias pera pör em effeito a obra. BARR. Dec. 1, 9, 1
Lembrandome que na penna, e estilo defte Paulo Jovio
as minhas achegas ficavão poftas em edicio de perpetua
memoria. Luc. Vid. 8, 6 O trabalho de bufcar humas
[aves] o mantimento pera creat os filhos outras as
achegas pera a fábrica dos ninhos.
,
Ajuda, auxilio, foccorro. MARINH. Difc. 8, 52 y
Não hei de dar achegas-ao inimigo, com que
fe melho-
I re e faça mais poderofo.
{{lema|ACHERONTE}}. s. m. Nome proprio de bum rio do Infer-
no, fegundo a fabula. Tomafe pelo mefimo Inferno. PAIV.
Serm. 3, 14 Do céo chováo dardos, do Acherunte
venhão lingoas contra meu nome.
{{lema|ACHERONTICO, A}}. adj. Pertencente ao Acheronte. Do
Lat. Acheronticus. BLUT. Vocab. Suppl.
{{lema|ACHICAR}}. v. n. Marinh. Efgotarfe. VIEIR. Serm. p. do
Rof. 9, 5, 338 Affim como tinha ceffado a tempeftade
do vento, aflim ceffou a da agoa, que já rebentava pe-
las efcotilhas. Achicarão de repente as bombas, o g-
leão no mefmo momento ficou eftanque.
{{lema|ACHILLES}}. s. m. Nome proprio do Heroe da Iliada de
Homero. Ufafe para fignificat homem forte, guerreiro,
ou intrépido. Sous. Vid. 2, 34 Elle era quem a fama
apregoava por Achilles daquella fanta guerra. M. THOM.
Fen. 1, 77 Alcides novo, Achilles Lufitano Refurgio
logo o magno Affonfo quinto.
Met. Razão, prova, ou argumento de maior força,
para convencer o adverfario. Vieir. Serm. 7, 3, 8. n.
120 Todo o fundamento de fua opinião, e todo o Achil-
les da fua teima he a defigualdade da noffa competencia.
{{lema|ACHINADO, A}}. adj. Semelhante ou parecido aos Chinas nas
feições. FR. GASP. DA CRUZ, Tr. 2, z Affirmão alguns fe-
rem muitas deftas gentes achinadas que he terem,os
olhos pequenos, e narizes efmagados, e roftos largos.
MEND. PINT. Peregr. 122 Tinha a barba curta, e os bi-
godes à Turquefqua, os olhos algum tanto achinados.
Luc. Vid. 10, 22 Em cujos naturaes fe vêm as mefmas
feições, e proporção de córpos em tudo táo achinados,
como os Jáos, Japocs, &c.
{{lema|ACHINELADO, A}}. adj. De feitio de chinéla. BLUT. Vocab.
{{lema|ACHOR}}. s. m. Medic. Certa enfermidade, efpecie de tinha.
Do Lat. Achores. MORAT. Pratic. 1, 1, 7 Ha outro acha-
que mui ordinario na cabeça dos meninos de menor ida-
de a que os Autores chamão achor, que vêm a fer
huns buraquinhos muito pequenos, como buracos de cri-
vo, pelos quaes efta marejando hum humor muito vif-
cofo. A. FERR. Luz, 14, 321 Entre os affectos do cou-
ro da cabeça, fegundo Galeno, fe conta aquelle, a que
os Gregos chamão achores, e os modernos tinha.
{{lema|ACHUMBADO, A}}. adj. Semelhante ao chumbo na côr ou
no pezo, em que fe põe chumbo. AzEv. Cottecç. 2, 157.
p. 61 A côr do rofto mudada, como côr achumbada. LEN.
D'AFONS. Comm. 4, 28 E tomando humas chinélas muito
achumbadas &c. CURV. Obferv. 49, 3 Se fez [o ouro]
roxo de côr achumbada.
Met. CANCION. 82, 2 Se virdes que vou erta-
do,
Voffa mercê o emende, Lançarmebei mais -
chumbado, Farei olhos do paffado, Porque tudo fe
entende.
Todas as palavras, que alguns efcrevem por Aci,
e não fe acharem nos feus devidos lugares, bufquemfe
em Acci.
{{lema|ACIANO, ou (Cyano)}} s. m. Certa flor e planta. He de-
nominada por Linneo Centaurea montana, e diftribuida
na Syngenefia Polygamia fruftrada do feu Syftema dos
Vegetaes. Tem o caule fimpliciflimo e unifloto, e as
folhas lanceoladas e decurfivas; o caliz da fua flör he
compofto de efcamas ferreadas-celheadas; as corollalas
do iaio são irregulares, afuniladas, e mais compridas
do que as do difco; as fuas femenres são guarnecidas
de hum pennacho peludo, e o feu receptaculo he fe-
deudo. Efta planta he indigena dos Alpes e de outras
montanhas da Europa. O nome de Cyano he dado pe-
los Boticarios ainda a outras efpecies de Centaurea, prin-
cipalmente ás que hoje aformofeão os jardins, como são
o Cyano da Perfia (Centaurea mofchata) e o Cyano me-
nor (Centaurea Cyanus) de Linneo. BLUT. Vocab.
{{lema|ACICALADO, A}}. p. p. de Acicalar. Sous. Hift. 1, 3,
16. SA DE MEN. Mal. 4, 33.
{{lema|ACICALAR}}. v. a. e os feus derivados. Vej. Açacalar. M.
THOM. Fen. 6, 13.
{{lema|ACICATE}}. s. m. Efpora comprida de montar á gineta com
hum fo bico, ou ponta de ferro, em que ha buma rofeta
para não penetrar muito o cavallo. Do Arab. Axxakat,
que fe deriva do verbo furdo Xakka, picar, moleftar,
affligit, eftimular. CANCION. 176,2 Em mulla tan-
t'acicate Foi grande contrafazet, Má morte te nun-
ca mate, Pois com pés chêos d'efmalte, Nos ma-
raftes dé prazet. EUROS. 5, 1 Là me apofentai como
quizerdes, e bateilhe os acicates, pois me tenho feito
profeffo em fuas anguftias. M. BERN. Floreft. 4, I, 270
As mefmas lanças, que o crivárão [o cavallo] teve por
acicates pata correr melhor.
{{lema|ACIDIA}}. s. f. Theol. Preguiça, aborrecimento, e faftio dos
bens efpirituaes, negligencia da alma para começar o bem,
. ou para o levar ao cabo. Ou fe confidera como fimples
paixão do animo, ou como hum dos fete peccados mor-
tacs. Do Greg. Axxia, tédio, preguiça, trifteza. MAR-
TYR. Cathec. 1, 83 O Setimo, e ultimo vicio capital fe
chama acidia, que he huma tibieza, e faftio efpiri-
ritual, que a alma tem pera o exercicio das obras vir-
tuofas efpecialmente pera as coufas do culto Divino,
e communicação com Deos. GRAN. Comp. 2, 20 Acidia
he huma frouxeza, e cahimento do efpirito pera bem
obrar e particularmente he huma ttifteza, e faftio das
coufas efpirituaes. Paiv. Serm. 3 35. Porque della [fro-
xidão e deleixamento d'alma] nafce a acidia, que he
faftidium fpiritualis boni... Efte vicio da acidia tita o
gofto das coufas divinas, e afroxa e deleixa a alma
para todas as obras boas.
{{lema|ACIDIOSO, A}}. adj. Theol. Que tem acidia. Vir. CHRIST.
1, 17, 57 Afli como são os ociofos e acidiofos. MAR-
TYR. Cathec. 1, 83 y Huma deteftação, e aborrecimento,
que o acidiofo tem as coufas efpiritunes.
{{lema|ACIDO, A}}. adj. Azedo, agro ao gofto. Do Lat. Acidus.
acc. na primeira. Cuky. Polyanth. 2, 25, 182. n. iz
Procede pois a tal fome do fucco àcido fermentativo das
glandulas do eftomago,
olvente, cujas pro-
{{lema|ACIDO}}. s. m. Chym. Sal picante e
priedades são contrarias ás do Alcali. acc. na primeira.
M. FERNAND. Alm. 2, 1, 17. n. 53. p. 405 Efte Autor
chama tambem fal dcido e alcali e diz que nas femen-
tes não fó fe incluem as ideas do novo feto, fenão que
defte fal ácido e alcali com os mais, da materia, que
conftitue a femente &c.
{{lema|ACIE}}. s. f. pouc. uf. Agudeza, perfpicacia. Do Lat. Acies.
FR. SIM. COELH. Chr. I, 9, 32 Forão tão grandes fuas
confas dos Romanos] que fua grandeza abate a acie
da intenção pera as poder contar.
{{lema|ACIMA}}. ady. lug. Sobre, em lugar fuperior. Reg. de. On-
DEN. DE D. MAN. 1, 77 E os Alcaides, e Meirinhos ef-
tarão affentados acima dos Procuradores. GOES, Chr. de
D. Man. 3, 11 Foi ancorar dentro da barta acima de
Rabandat. Leão, Chr. de D. J. I. 73 Partio para Melga-
ço cinco legoas acima de Tuy:<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>Commummente fe toma no referido. fignificado fem
regencia, e denota lugar fuperior, ou coufa fobredita. Es-
TAC, Antig. 26, 5 Não fei como os Valentinos podem crer.
o acima dito, fem outra mais clara prova. Sous. Hift. 1,
1, 10 He o fegundo ponto de fubftancia dos acima of-
ferecidos. CASTR. Ulyil. I, 60 Deftes céos o que acima
fe imagina.
Abf. Ao céo. FERR. Poem. Ecl. 9 Depois que o
bom Miranda, em cujo feo Ofanto fogo ardeo, fe
foi acima, Pendurou aqui Phebo [a lira] BERN. Lim.
Ecl. Se lá fobem acima Sufpiros metlageiros da von-
tade. FR. MARC. Chr. 1, 1, 15 Porque andando fempre
com o coração e face em o céo, Trabalhava levar to-
dos acima comfigo.
Quando fe trara de numero ou medida, denota
o exceffo da quantidade referida. ORDEN. DE D. MAN. 1,
70 E efto fe enrenderá, que os que afli trouveren, fe-
jão de idade de quatorze. annos acima. MoR. Palm. 2,
165 Huma imagem d'ouro dos peitos acima tirada ao na-
tural. FR. GASP, DE S. BERNARD. Itin. 19 Vinte homens
defpidos de meio corpo acima.
Se fe refere a lugares, e aos nomes delles fe pof-
poc, indica a parte alta dos taes lugares, e por onde
a elles fe vai fubindo, e affim fe diz: cófta acima, rua
acima, rio acima, &c. FERR. Brift. 4, 7 No fundo da
rua, em virando pera a mão efquerda, eftá huma traveffa
cftreita,
toma por ella acima, virás dar n'hum beco.
Luc. Vid. 5, 14 Os noffos balões, que erão idos a efcu-
tar pelo rio acima. Luz, Serm. I, 95, 2 Hia diante,
e cófta acima.
Pofpondofe tambem aos nomes de partes do cor-
po, declara a poftura, que recebem voltadas para o ar,
e affim fe diz: de pernas acima bocca acima &c.
Cour. Dec. 5, 4, 5 Dando nelles, os fez virar de per-
nas acima. CABREIR. Comp. 10 E fe fahir muito fangue,
deitemfe as ventofas bocca acima, e molhemlhe todo o
rofto com agoa muito fria.
Junto aos verbos de movimento moftra, que com
elle fe demanda a parte clevada ou fuperior, a que he
dirigido. FERN. Lor. Chr. de D. J. I. 1, 12 Outros aficavão,
pedindo efcadas pera fubir acima, pera verem que era do
Meftre. GAVI, Cerc. 8, 24 O que elles [Mouros] com
grandiffima furia tornavão a deitat acima. Maus. Aff. Afr.
5,73 Eisque começão ver os pefcadores
os peixes em cardume.
Acima vir
Met. Se toma pela fuperioridade e vantajem, ou
pelo maior gráo de preço e eftimação, que fe dá a al-
guma peffoa ou coufa a refpeito de outra. Reg. de. Mor.
Palm. 1, 18 O cavalleiro da fortuna havendo malenco-
ria de vêr que o outro louvava tanto fua dama que a
punha acima de todalas do mundo &c. CARD. INF. D.
HENR. Medit. 70 Por onde a ella acima de rodos com-
petião mais eftes louvores. LOBAT. Palm. 5, 27 Com tu-
do o que elle eftimou muito acima de todas as outras
coufas, foi ver a livraria da Sábia.
nafce do
Acima. Fórm. de exhortação, com que 'fe ani-
ma, a obrar ou emprehender coufa grande. M. BERN.
Serm. 1, 10, 9 Acima, corações, acima ás coufas eter-
nas. De ou das telhas acima. fórm. adv. que fignifica
no céo ou nas confas fuperiores ás do mundo. CEIT.
Serm. 1, 30, 1 Hum Rej fó acha...que teve impe-
rio das telhas acima. (Falla de Jofué) VIEIR. Sérm. 4,
3, 4. n. 81 Ainda das telbas acima, diz [S. Bernardo
que o amor, com que a alma ama à Deos.
amor, com que Deos ama a álmai
{{lema|ACIMADO, A}}. p. p. de Acimar. PROV. DA HIST. GEN.
1, 2, 16. p. 118. ann. 1327 E afli he minha [vonra-
de] de jazermos em a outra [Igreja] pois que for aci-
mada.
{{lema|ACIMAR}}. v. a. antiq. Acabar, concluir. De Cimo, ant.
uir. De
parte mais alta. BLUT. Vocab.
{{lema|ACIMENTO}}. s. m. antiq. Talvez o mefmo que Cimo,
parte mais alta. CANCION. 47,2 Vós me farcis que
remonte O' mais alto acimento, Como garça falcoada.
ACINTE. s. m. Acção, que fe faz de propofito, ou por tei-
ma, a fun de encolerizar outro. Allinte] Feo, Tr. 2,
131, Nem lhes parece poffivel ferdes tão poderofo,
e confentirdes, que fe fação rantos acintes a gente tão
amiga voffa. Sous. Vid. 2, 20 E anticipar na Cidade os
penofos affintes, que fem remedio lhe fazia. CEIT. Serm.
1, 169, 2 Hum peccador affrontado mais fe entrega
então aos affintes da vida torpe, que não em os braços
da emenda e penitencia.
{{lema|ACINTE}}. adv. mod. Advertidamente, de propofito, de ca-
fo penfado. Do Lat. Scienter. [A fcinte A finte, Af-
finte. BERN. Lim. Cart. 26 Quer foffe deinte feito, quer
acafo. HEIT. PINT. Dial. I, 3, 5 E por aqui vereis quão
grave peccado he cleger á feinte homens indignos, por
affeição ou particular inrereffe. Sous. Hift. 1, 6, 29 O
Infante hia em hum rocim bufcado áffinte, pera mover
o rifo e efcarneo.
Por capricho e tcima a fim de defgoftar on fazer
mal conhecidamente. FERN. Lor. Chr. de D. J. I. 2, 168
Porém elles fazião no dcinte, por o Meftre ver a feus olhos
queimar fua terra. BARR. Dec. 1, 4, 3. Acinte detive-
ráofe em o recolher. FERR. DE VASC. Ulyflip. 1, 5 Pa-
rece coufa feira à finte, quanto mais trabalho ganharvos
a vontade, tanro mo aza o demo peor.
Contra razão, e fobre as faculdades naturaes. FERK.
Ciof. 3,5 Bern. Pareceme que queres chocarrear djjin-
te Ardel. Mniros outros chocarreiros verás difinte, e
que por ventura ganhão mais com fuas graças contrafei-
tas, que cu com as minhas naturaes.
{{lema|ACINTEMENTE}}. adv. ant. O mefmo que Acínte. adv. LEÃO,
Orig. 8 Acintentente, que os Antigos diziáo cintemente,
id eft, fcienter, quafi fcientemente. FERN. Lox. Chr. de
D. J. I. 1, 149 Como fe affintemente lhe prougefle de os
offerecer á morte. SABELL. Eneid. 2, 5, 68 As mais cou-
fas, que fobre efta eftatua fe podião dizer, diz Jofepho
que acintemente as não quiz efcrever. PINT. PER. Hift.
1, 27, 120 Governandofe per João Carvalho, que buf-
cando mais acafo, ique acintemente, topou no mar al-
guns navios, que vinhão de Malaca,
{{lema|ACINTRO}}. s. m. O mefino que Abfinthio, por corrupção.
BARBOS. Dict. BENT. PER. Thes.
{{lema|ACIPIPE}}. s. m. Toda a forte de comida, que ferve para
abrir ou excitar o appetite. As mais da vezes fe ufa no
pl. [Acepipe, Alipipe.] TELL. Hift. 1, 16, 42 Os mais
graves Abexins fe podem haver o fel da [vacca] que
fe mata, tem neile hum grande acepipe. M. BERN. Arm.
11,4 Com foffreguidão e com melindre, capricho,
acepipes, e temperilhos.
Met. M. BERN. Luz e Cal. 1, 8, 167 Que de ne-
nhum modo fe ha de ufar de Imagens, pera que hum
poffa recolherfe a orar porque fomente são humas lifon-
jas e acipipes do fentido. (Erro dos Alumbrados)
{{lema|ACIPRESTADO}}. s. m. ant. Vej. Arcipreftado.
{{lema|ACIPRESTE}}. s. m. ant. Vej. Arcipreffe.
{{lema|ACIPRESTE}}. s. m. O niefmo que Ciprefte, como fe diz
e efcreve prefentemente.. BAxx. Dec. 3,5,5 E nellas
nafce hum fruiro coino maçãa de acipreffe. FERR. Poem.
Eleg. As Mufas de aciprefte fe coroão. Sous. Hift.
1,5, 5 Por cima de hum aciprefte alto, que lhe ficava
defronte.
{{lema|ACIQUA}}. s. f. vulg. e antiq. Talvez Bolça ou arca. FERR.
DE VASC. Uly flip. 4, 7 Tiveffe cú a aciqua provída fem-
pre de bons grãos, on cofcos pera poder roçar, e piar
de godo e clles fufpirem embora como Valdovinos.
{{lema|ACIRANDADO, A}}. p. p. de Acirandar. BENT. PER. Thes.
{{lema|ACIRANDAR}}. v. a. ant. O mefmo quc Cirandar. D. Hi-
LAR. Voz, 15, 85 Diffe o Profera: Ajoeiralosha o Se-
nhor, ou acirandalosha com ciranda de fogo.
{{lema|ACITARA}}. s f. antiq. Cobertura. Acitara da fella. JER.
CARDOS. Dict. Acirara (efcrito por erro) da fella. Pellis
ephippiaria.
{{lema|
ACITRINADO, A}}. adj. pouc. uf. De cor de cidra. Mo-
RAT. Pratic. 2, 1, 4 Hafe de repetir até que o fangue
mude de cor, e pareça agoado, e acitrinado.
A
Todas as vozes, que fe não acharem em Acl, po-
dem bufcarfe em Accl.
{{lema|A' CLARA}}. form. adv. O mefmo que A's claras. PALAC
Summ. 178 Ufureiros manifeftos, eftes são os que tratáo
efte máo trato a clara fem palliação nenhuma. PRIM. E
HONA. I, 14 Porque como elles inficis são muito ob-
fervantes de fuas feitas, ritos, c. coftumes, não fe po-
dem perfuadir que podemos tanto á clara ir contra a lei.
{{lema|ACLARAÇÃO}}. s. f. pouc. uf. Alto de aclarar. BRAND,
Mon. 9, 30 qual [exame] deve acceitar bem o be-
nevolo leitor, pois he fó para maior aclaração da ver-
dade.
{{lema|ACLARADO, A}}. p. p. de Aclarar. Luz, Serm. 1, 2,
139. col. 4. Sous. Vid. 6, 9. BRAND. Mon. 4, 14, 17..
Praça aclarada. Milic. Eftar com a praça aclarada.
Eftar fem nota, ou baixa no feu affento, ou lifta, co-
brando foldo, como foldado vivo. VIEIR. Serni. 1, 9, 5.
.col. 682 Mas fem olhos, e com a lança na mão? fem
yifta, e com a praça aclarada?
ACLA<noinclude></noinclude>
is67hfttigck6rmfqhb5gowa096jwu7