Wikisource
ptwikisource
https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal
MediaWiki 1.47.0-wmf.13
first-letter
Multimédia
Especial
Discussão
Utilizador
Utilizador Discussão
Wikisource
Wikisource Discussão
Ficheiro
Ficheiro Discussão
MediaWiki
MediaWiki Discussão
Predefinição
Predefinição Discussão
Ajuda
Ajuda Discussão
Categoria
Categoria Discussão
Portal
Portal Discussão
Autor
Autor Discussão
Galeria
Galeria Discussão
Página
Página Discussão
Em Tradução
Discussão Em Tradução
Anexo
Anexo Discussão
TimedText
TimedText talk
Módulo
Módulo Discussão
Translations
Translations talk
Evento
Evento Discussão
Autor:Machado de Assis
102
2317
557262
551010
2026-07-31T18:27:48Z
Trooper57
24584
557262
wikitext
text/x-wiki
{{Autor/v2
| InicialUltimoNome = A
| nome = Machado de Assis
| nome completo = Joaquim Maria Machado de Assis
| nome nativo =
| imagem = Machado de Assis aos 57 anos.jpg
| imagem_tamanho =
| legenda =
| nacionalidade = {{BRAn|o}}
| data_nascimento = {{dni|21|6|1839|si}}
| data_morte = {{morte|29|9|1908|21|6|1839}}
| género =
| período =
| temas =
| abl = sim
| Wikipedia = Machado de Assis
| Wikiquote = Machado de Assis
| MiscBio = Joaquim Maria Machado de Assis foi um escritor brasileiro. Considerado o melhor escritor brasileiro, não pertencendo a nenhuma escola literária (diz-se que seu estilo é puramente machadiano), escreveu obras memoráveis, como ''[[Memórias Póstumas de Brás Cubas]]'', ''[[Dom Casmurro]]'', ''[[Quincas Borba]]'' e vários livros de contos, entre eles, ''[[Papéis avulsos]]'', no qual se encontra uma das maiores obras-primas da literatura universal, o conto (ou novela) ''[[O Alienista]]'', que discute a loucura. Também escreveu poesia e foi um ativo crítico literário, além de ser um dos criadores da crônica no país. Foi o fundador da Academia Brasileira de Letras.
}}
{{TOC}}{{Audível}}
==Biografia==
* {{Exportar|D. Pedro II. (Esboço biographico)}} {{livro digitalizado|D. Pedro II. (Esboço biographico)|D Pedro II esboço biographico.pdf}} (1859) - autoria atribuída
== Contos ==
=== Livros de contos ===
* {{Exportar|Contos fluminenses}} {{livro digitalizado|Contos fluminenses|Contos fluminenses.djvu}} (1870)
* {{livro digitalizado|Histórias da meia-noite|Historias da meia noite.djvu}} (1873) {{Som}}
* {{livro digitalizado|Papéis avulsos|Papeis avulsos.djvu}} (1882)
* {{livro digitalizado|Histórias sem data|Historias sem data.djvu}} (1884) {{Som}}
* {{livro digitalizado|Várias Histórias (Machado de Assis)|Várias histórias.djvu|Várias histórias}} (1896) {{Som}}
* {{livro digitalizado|Páginas Recolhidas|Paginas recolhidas.djvu}} (1899)
* {{livro digitalizado|Relíquias de Casa Velha|Reliquias de Casa Velha.djvu}} (1906)
=== Contos avulsos ===
{{ver artigo principal|Anexo:Contos de Machado de Assis por ordem alfabética}}
{{dhr|0.5em}}
{{Div col}}
*[[Casa Velha]] {{Som}}
*[[A melhor das noivas]]
*[[Casada e Viúva]]
*[[Ayres e Vergueiro]]
*[[Quem conta um conto]]
*[[Um homem superior]]
*[[Nem uma nem outra]]
*[[Onze anos depois]]
*[[História de uma fita azul]]
*[[To be or not to be]]
*[[Conversão de um avaro]]
*[[Dívida Extinta]]
*[[A carteira]]
*[[Uma carta]]
*[[Curta história]]
*[[Pobre Finoca!]]
*[[Valério]]
*[[Uma partida]]
*[[Uma loureira]]
*[[Uma águia sem asas]]
*[[Um sonho e outro sonho]]
*[[História comum]]
{{Div col fim}}
== Crítica literária ==
<div style="columns: 400px auto;">
*[[A Crítica Teatral - José de Alencar: Mãe]] - 1860
*[[A Nova Geração]] - 1879
*[[Alberto de Oliveira: Meridionais]] - 1884
*[[Alvares de Azevedo: Lira dos Vinte Anos]] -
*[[Carlos Jansen: Contos Seletos das Mil e Uma Noites]] - 1882
*[[Castro Alves: Resposta a carta de José de Alencar]] - 1868
*[[Cenas da vida amazônica, de José Veríssimo]] - 1899
*[[Crítica variada - Diário do RJ]] - 1862
*[[Discursos na Academia Brasileira de Letras]] - 1897
*[[Dois folhetins. Suplício de uma mulher]] - 1865
*[[Eduardo Prado]] - 1901
*[[Enéias Galvão: Miragens]] - 1885
*[[Eça de Queirós: Carta a Henrique Chaves]] - 1900
*[[Eça de Queirós: O primo Basilio]] - 1878
*[[Fagundes Varela: Cantos e Fantasias]] - 1866
*[[Fagundes Varela: Carta a J. Tomás da Porciúncula]] - 1875
*[[Francisco de Castro: Harmonias Errantes]] - 1878
*[[Garrett]] - 1899
*[[Henriqueta Renan]] - 1896)
*[[Homem de Mello e B. Pinheiro – A Constituinte perante a História e Sombras e Luz]] - 1863
*[[Idéias Sobre o Teatro]] - 1859
*[[J.M. de Macedo: O Culto do Dever]] - 1866
*[[Joaquim de Nabuco: Pensées Détachées et Souvenirs]] - 1906
*[[José de Alencar: Iracema]] - 1866
*[[José de Alencar: O Guarani]] - 1887
*[[Junqueira Freire: Inspirações do Claustro]] - 1866
*[[L.L. Fernandes Pinheiro Júnior: Tipos e Quadros]] - 1886
*[[Lúcio Mendonça: Névoas Matutinas]]
*[[Magalhães de Azeredo: Horas Sagradas e Versos]] - 1902
*[[Magalhães de Azeredo: Procelárias]] - 1898
*[[Notícia da Atual Literatura Brasileira - Instinto de Nacionalidade]] - 1873
*[[O Ideal do Crítico]] - 1865
*[[O Passado, O Presente, e o Futuro da Literatura]] - 1858
*[[Oliveira Lima: Secretário d'el-rei]] - 1904
*[[O Teatro de Gonçalves de Magalhães]]
*[[O Teatro de Joaquim Manuel de Macedo]]
*[[O Teatro de José de Alencar]]
*[[O Teatro Nacional]] - 1866
*[[Pareceres - Conservatório Dramático]] - 1862 - 1864
*[[Peregrinação pela província de S. Paulo, por A. E. Zaluar]] - 1863
*[[Porto Alegre: Colombo]] - 1866
*[[Propósito]] - 1866
*[[Raimundo Correia: Sinfonias]] - 1882
*[[Revelações, de A. E. Zaluar]] - 1863
*[[Revista dos teatros]] - 1859
*[[Revista Dramática]] - 1860
*[[Un cuento endemoniado e La mujer misteriosa|''Un cuento endemoniado e La mujer misteriosa''. por Guilherme Malta.]] - 1872
</div>
== Crônicas ==
*[[Canção de Piratas]]
*[[Crônica da Abolição]]
*[[Crônica dos Burros]] {{Som}}
*[[Bons Dias! (20-21 de maio de 1888)]]
== Poesia ==
=== Livros de poesias ===
{{Lista de documentos início}}
{{documento|título=[[Chrysalidas (1864)|Chrysalidas]]|galeria=Chrysalidas.pdf|data=1864}}
{{documento|título=Falenas|galeria=Phalenas.pdf|data=1870}}
{{documento|título=Americanas|galeria=Americanas.pdf|data=1875}}
{{documento|título=Occidentaes|galeria=Poesias Completas (Machado de Assis).pdf|data=1901}}
{{documento|título=[[Poesias Completas (Machado de Assis)|Poesias Completas]]|galeria=Poesias Completas (Machado de Assis).pdf|data=1901}}
{{Lista de documentos final}}
=== Poesias avulsas ===
<div style="columns: 400px auto;">
* [[A Augusta]]
* [[A Cólera do Império]]
* [[A Derradeira Injúria]]
* [[A Francisca]]
* [[A Francisco Pinheiro Guimarães]]
* [[A Guiomar]]
* [[A Morte no Calvário]]
* [[A mosca azul]]
* [[A Palmeira]]
* [[A um legista]]
* [[A uma senhora que me pediu versos]]
* [[Carolina]]
* [[Cognac !]]
* [[Condão]]
* [[Coração Perdido]]
* [[Círculo vicioso]]
* [[Daqui, deste âmbito estreito]]
* [[Daí à obra de Marta um pouco de Maria]]
* [[Ela (Machado de Assis)|Ela]] {{Som}}
* [[Entra cantando, entra cantando, Apolo!]]
* [[Fascinação]]
* [[Flor da mocidade]]
* [[Hino Patriótico]]
* [[Hynno Nacional]]
* [[Horas vivas]]
* [[Livros e flores]]
* [[Menina e Moça (Machado de Assis)|Menina e moça]]
* [[Minha Musa]]
* [[Minha Mãe (Machado de Assis)|Minha Mãe]]
* [[Naquele eterno azul, onde Coema]]
* [[No alto]]
* [[No Álbum do Sr. Quintela]]
* [[O Casamento do Diabo]]
* [[O dilúvio]]
* [[O Sofá]]
* [[Os dois horizontes]]
* [[Prólogo do Intermezzo|Prólogo do ''Intermezzo'']]
* [[Reflexo]]
* [[Relíquia Íntima]]
* ''[[Refus]]''
* [[Soneto Circular]]
* [[Soneto de natal]]
* [[Stella]]
* [[Suave Mari Magno]]
* [[Teu Canto]]
* [[Um Anjo]]
* [[Uma criatura]]
* [[Uma Flor? – Uma Lágrima]]
* [[Vai-Te]]
* [[Vísio]]
* [[À Memória do Ator Tasso]]
* [[Álvares d'Azevedo]]
* [[Ícaro]]
</div>
== Romance ==
{{Lista de documentos início}}
{{documento|título=[[Ressurreição (Machado de Assis)|Ressurreição]]|galeria=Resurreição (sic) - romance.djvu|data=1872}}
{{documento|título=A mão e a luva|galeria=A mão e a luva.pdf|data=1874|notas={{som}}}}
{{documento|título=Helena|galeria=Helena.djvu|data=1876|notas={{som}}}}
{{documento|título=Iaiá Garcia|galeria=Yayá Garcia.djvu|data=1878}}
{{documento|título=Memórias Póstumas de Brás Cubas|galeria=Memórias Pósthumas de Braz Cubas.djvu|data=1881}}
{{documento|título=Casa Velha|data=1885|notas={{som}}}}
{{documento|título=Quincas Borba|galeria=Quincas Borba.pdf|data=1891}}
{{documento|título=Dom Casmurro|galeria=Dom Casmurro.djvu|data=1899}}
{{documento|título=Esaú e Jacó|galeria=Esaú e Jacob.djvu|data=1904|notas={{som}}}}
{{documento|título=Memorial de Aires|galeria=Memorial de Ayres.djvu|data=1908}}
{{Lista de documentos final}}
== Teatro ==
{{Lista de documentos início}}
{{documento|título=Carta a Quintino Bocaiúva|galeria=Machado de Assis - Teatro.djvu}}
{{documento|título=Desencantos|galeria=Desencantos - phantasia dramatica.djvu|notas={{Som}}}}
{{documento|título=Lição de Botânica|galeria=Machado de Assis - Teatro.djvu}}
{{documento|título=Não consultes médico|galeria=Machado de Assis - Teatro.djvu}}
{{documento|título=O Caminho da Porta|galeria=Machado de Assis - Teatro.djvu}}
{{documento|título=O Protocolo|galeria=Machado de Assis - Teatro.djvu}}
{{documento|título=Quase Ministro|galeria=Machado de Assis - Teatro.djvu}}
{{documento|título=Tu, só tu, puro amor|galeria=Machado de Assis - Teatro.djvu}}
{{Lista de documentos final}}
== Traduções ==
{{Lista de documentos início|tn|autor|notas=Notas}}
{{documento|título=Os Trabalhadores do Mar|galeria=Os trabalhadores do mar.djvu|tn=Les Travailleurs de la mer|autor={{a|Victor Hugo}}|data=1866}}
{{documento|título=[[O Corvo (tradução de Machado de Assis)|O Corvo]]|tn=The Raven|autor={{a|Edgar Allan Poe}}|notas={{Som}}}}
{{documento|título=[[Dante (Machado de Assis)|Dante]]|galeria=Poesias Completas (Machado de Assis).pdf|tn=Comedìa|autor={{a|Dante Alighieri}}|data=1901|notas=tradução do Canto XXV do Inferno de Dante, apesar de Machado escrever "Purgatório"}}
{{documento|título=Oliveiro Twist|tn=Oliver Twist|autor={{a|Charles Dickens}}|data=1870|notas=tradução incompleta publicada no Jornal da Tarde}}
{{documento|título=Queda que as mulheres têm para os tolos|galeria=Queda que as mulheres têm para os tolos.djvu|tn=De l'amour des femmes pour les sots|autor={{a|Georges-Victor Hénaux}}|data=1861}}
{{documento|título=Bagatela|data=1859|tn=Bagatelle|autor=Alfred Delvau}}
{{documento|título=Como elas são todas|tn=Comme elles sont toutes|autor=Charles Narrey|data=1873}}
{{documento|título=Suplício de uma mulher|tn=Le Supplice d’une Femme|autor={{a|Alexandre Dumas Filho}}|data=1937}}
{{documento|título=Os descontentes|tn=Les Débrouillards|autor=?|data=1876}}
{{documento|título=As bodas de Joaninha|tn=Las bodas de Juanita|autor={{a|Luis de Olona}}|data=1861|notas=<ref name="Coutinho">Coutinho, em sua bibliografia de Machado de Assis, dá essa tradução como perdida.</ref>}}
{{documento|título=O barbeiro de Sevilha|tn=Le Barbier de Séville ou la Précaution inutile|autor={{a|Pierre Beaumarchais}}|data=1866|notas=<ref name="Coutinho"/>}}
{{documento|título=O anjo da meia noite|tn=l'Ange de Minuit|autor=Théodore Barrière; Édouard Plouvier|data=1866|notas=<ref name="Coutinho"/>}}
{{documento|título=Montjoye|tn=Montjoye|autor={{a|Octave Feuillet}}|data=1864|notas=<ref name="Coutinho"/>}}
{{documento|título=A família Benoiton|tn=La famille Benoîton|autor={{a|Victoriano Sardou}}|data=1867|notas=<ref name="Coutinho"/>}}
{{documento|título=Higiene para uso dos mestre-escolas pelo doutor Gallard|data=1873|tn=Notions d'higyène à l'usage des instituteurs primaires|autor={{a|Théophile Gallard}}}}
{{Lista de documentos final}}
== Sobre o autor ==
* [[Ultimas conferencias e discursos (1924)/Machado de Assis]] de {{a|Olavo Bilac}}
* [[Machado de Assis em linha/Volume 6/Número 11/Nosso primo americano, Machado de Assis|Nosso primo americano, Machado de Assis]], de {{a|Helen Caldwell}}
* {{Link DBB|Joaquim Maria Machado de Assis}}
==Ver também==
* [[Anexo:Inéditos/Machado de Assis em junho de 2016|Inéditos descobertos em junho de 2016]]
* [[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/Cartas Inéditas|Cartas Inéditas]] publicadas pela Revista do Brasil em 1917.
== Referências ==
* {{citar livro |ultimo=COUTINHO |primeiro=Afrânio |autorlink=w:Afrânio Coutinho |data=1962 |titulo=Machado de Assis: obra completa |local=Rio de Janeiro |editora=José Aguilar|volume=3 vols}}
==Notas==
{{reflist}}
{{Brasil DP-Autor|morte=1908}}
{{autores}}
{{controle de autoridade}}
[[Categoria:Machado de Assis| ]]
[[Categoria:Autores cariocas]]
[[Categoria:Membros da Academia Brasileira de Letras]]
ph86elwmtwj0pe6m9q2pna35ilo7e4q
Iracema/I
0
8413
557352
536549
2026-08-01T01:08:06Z
Erick Soares3
19404
557352
wikitext
text/x-wiki
<pages index="Iracema - lenda do Ceará.djvu" from=21 to=23 header=1 notas="{{Ouça|Iracema 01 dealencar 128kb.ogg}} Áudio do prólogo ao capítulo V." />
== Notas ==
<pages index="Iracema - lenda do Ceará.djvu" from=183 to=184 fromsection= "capitulo 1" tosection= "capitulo 1"/>
[[en:Iraçéma: the Honey-lips, a Legend of Brazil/Chapter 1]]
[[Categoria:Iracema|01]]
l9lo9fuu8q13m0akdnhclrgzfha7dyv
Iracema/II
0
8414
557353
536604
2026-08-01T01:08:32Z
Erick Soares3
19404
557353
wikitext
text/x-wiki
<pages index="Iracema - lenda do Ceará.djvu" from=24 to=27 header=1 notas="{{Ouça|Iracema 01 dealencar 128kb.ogg}} Áudio do prólogo ao capítulo V." />
== Notas ==
<pages index="Iracema - lenda do Ceará.djvu" from=184 to=186 fromsection= "capitulo 2" tosection= "capitulo 2"/>
[[en:Iraçéma: the Honey-lips, a Legend of Brazil/Chapter 1]]
[[Categoria:Iracema|02]]
0xsuuzeqxwc3npa4ntkv6im4bzylyxz
Mal Secreto
0
9542
557243
28850
2026-07-31T13:29:37Z
~2026-42236-55
43455
retirei o artigo "a" após "cuja" no penúltimo verso. Além da correção gramatical, a atualização corresponde a versão do poema encontrada no site da ABL e no livro "Poesias" de Raimundo Correa, 6a ed., revisado por Waldir Ribeiro do Val da Livraria São José (Rio de Janeiro). 1958. Proponho que alguém mais disposto procure saber de onde veio a versão com o artigo após o "cuja", encontrada em tantos sites de poesia por aí.
557243
wikitext
text/x-wiki
{{navegar
|obra=Mal Secreto
|autor=Raimundo Correia}}
<poem>
Se a cólera que espuma, a dor que mora
N’alma, e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo o que punge, tudo o que devora
O coração, no rosto se estampasse;
Se se pudesse o espírito que chora
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!
Quanta gente que ri, talvez, consigo
Guarda um atroz, recôndito inimigo,
Como invisível chaga cancerosa!
Quanta gente que ri, talvez existe,
Cuja ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa!
</poem>
{{sem ano}} [[Categoria:Poesia brasileira]]
[[Categoria:Raimundo Correia]]
03qiyljf5dn4wlyvd6ja4hbxhiwr0uf
Diccionario do Theatro Portuguez
0
116228
557267
557224
2026-07-31T19:21:10Z
Trooper57
24584
557267
wikitext
text/x-wiki
<pages
index="Diccionario do Theatro Portuguez.djvu"
notas="{{incompleto}}{{Pesquisar|Diccionario do Theatro Portuguez}}"/>
[[Categoria:1908]]
[[Categoria:Dicionários]]
[[Categoria:Diccionario do Theatro Portuguez]]
7e08fv3w6py8uh8d2q8g8q8cezpped7
Diccionario do Theatro Portuguez/A
0
116234
557268
184832
2026-07-31T19:21:31Z
Trooper57
24584
Trooper57 moveu [[Diccionario do Theatro Portuguez/(A)]] para [[Diccionario do Theatro Portuguez/A]]
184832
wikitext
text/x-wiki
{{navegar
|obra=Diccionario do Theatro Portuguez
|autor=Antônio de Sousa Bastos
|anterior=[[Diccionario do Theatro Portuguez/Prefácio|Prefácio]]
|posterior=[[Diccionario do Theatro Portuguez/(B)|Letra B]]
|seção=Letra A
|notas=
}}
<center><big>'''DICCIONARIO DO THEATRO PORTUGUEZ'''</center></big>
{{separador}}
----
<center><big><big>'''A'''</big></big></center>
----
<center>'''''Aba — Avisador'''''</center>
----
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Aba|Aba]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Abafadores|Abafadores]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Abafar|Abafar]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Abaixamento de voz|Abaixamento de voz]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Abarrotar|Abarrotar]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Abatimento|Abatimento]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Abertura|Abertura]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Abono|Abono]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Abreviaturas na marcação|Abreviaturas na marcação]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Abrilhantar|Abrilhantar]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Abrir o theatro|Abrir o theatro]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Abrir para fóra|Abrir para fóra]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Abusar|Abusar]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Acanhado|Acanhado]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Acção|Acção]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Acceitar uma peça|Acceitar uma peça]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Accessorios|Accessorios]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Accionado|Accionado]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Acto|Acto]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Actor|Actor]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Actor-auctor|Actor-auctor]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Actor comico|Actor comico]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Actor de panno de fundo|Actor de panno de fundo]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Actores de feira|Actores de feira]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Actores mais notaveis do theatro portuguez|Actores mais notaveis do theatro portuguez]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Actores distinctios jà fallecidos|Actores distinctos já fallecidos]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Actriz|Actriz]]
[[Categoria:Diccionario do Theatro Portuguez]]
pu0w4io25l1jf79cu2q4hcpn4duqslc
Tradução Brasileira da Bíblia/Apocalipse/XII
0
118855
557371
189903
2026-08-01T03:11:06Z
~2026-42527-12
43461
correção
557371
wikitext
text/x-wiki
{{navegar
|anterior=[[Tradução Brasileira da Bíblia/Apocalipse/XI|Capítulo XI]]
|posterior=[[Tradução Brasileira da Bíblia/Apocalipse/XIII|Capítulo XIII]]
|obra=[[Tradução Brasileira da Bíblia/Apocalipse|Apocalipse]] - Capítulo XII
|autor=Vários
}}
# Foi visto um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça,
# e estando grávida, gritava com as dores do parto e sofria tormentos para dar à luz.
# Foi visto também outro sinal no céu; eis um grande dragão vermelho com sete cabeças e dez chifres e nas suas cabeças sete diademas,
# e a sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra. O dragão parou em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de devorar ao filho dela, logo que ela o tivesse dado à luz.
# Ela deu à luz um filho varão, que há de reger todas as nações com uma vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.
# A mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe havia preparado um lugar, para ser ali alimentada durante mil e duzentos e sessenta dias.
# Houve no céu uma guerra, pelejando Miguel e seus anjos contra o dragão. O dragão e seus anjos pelejaram,
# e não prevaleceram; nem o seu lugar se achou mais no céu.
# Foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama Diabo e Satanás, aquele que engana todo o mundo; sim, foi precipitado na terra, e precipitados com ele os seus anjos.
# Ouvi uma grande voz no céu dizendo: Agora é vinda a salvação e o poder e o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, porque foi precipitado o acusador de nossos irmãos, que os acusava de dia e de noite diante do nosso Deus.
# Eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte.<br/><br/>
# Por isso exultai, ó céus, e vós que neles habitais; ai da terra e do mar, porque desceu a vós o Diabo cheio de grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta.
# Quando o dragão se viu precipitado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão.
# Foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, a fim de voar para o deserto, ao seu lugar, onde é alimentada um tempo, dois tempos e a metade de um tempo, fora da presença da serpente.
# A serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para fazer que ela fosse arrebatada pela corrente.
# Mas a terra ajudou à mulher; abriu a terra a sua boca e enguliu o rio que o dragão tinha vomitado da sua boca.
# O dragão irou-se contra a mulher e foi fazer guerra ao restante dos filhos dela, que guardam os mandamentos de Deus e mantêm o testemunho de Jesus;
m02053t68mc0fb8fwngo6o9lt858xrh
Tradução Brasileira da Bíblia/Provérbios/XIV
0
119463
557372
545772
2026-08-01T03:12:04Z
~2026-42527-12
43461
correção
557372
wikitext
text/x-wiki
{{navegar
|anterior=[[Tradução Brasileira da Bíblia/Provérbios/XIII|Capítulo XIII]]
|posterior=[[Tradução Brasileira da Bíblia/Provérbios/XV|Capítulo XV]]
|obra=[[Tradução Brasileira da Bíblia/Provérbios|Provérbios]] - Capítulo XIV
|autor=Vários
}}
# A mulher sábia edifica a sua casa, Mas a insensata a derruba com as suas mãos.<br/><br/>
# Quem anda na retidão teme a Jeová; Mas aquele que é perverso nos seus caminhos o despreza.<br/><br/>
# Em a boca do insensato está o rebento da soberba, Mas os lábios dos sábios os conservarão.<br/><br/>
# Onde não há bois, vazia está a manjedoura; Mas pela força do boi há abundância de novidades.<br/><br/>
# A testemunha fiel não mentirá, Mas a testemunha falsa profere mentiras.<br/><br/>
# O escarnecedor busca a sabedoria, e não a acha; Mas para o inteligente o conhecimento é fácil.<br/><br/>
# Afasta-te da presença do homem insensato, Não é nos seus lábios que acharás a ciência.<br/><br/>
# A sabedoria do prudente é entender o seu caminho, mas a estultícia dos loucos é engano.<br/><br/>
# A culpa zomba dos insensatos, Mas os retos têm o favor de Deus.<br/><br/>
# O coração conhece a sua própria amargura, E o estranho não participa da sua alegria.<br/><br/>
# A casa dos perversos será destruída, Mas a tenda dos retos florescerá.<br/><br/>
# Há um caminho que ao homem parece direito, Mas no fim guia para a morte.<br/><br/>
# Até no riso o coração pode ter a dor, E a alegria pode acabar em tristeza.<br/><br/>
# Quem erra de coração se encherá dos seus caminhos, mas a plenitude do homem de bem vem de si mesmo.<br/><br/>
# O simples dá crédito a tudo o que se lhe diz, Mas o prudente considera os seus passos.<br/><br/>
# O sábio teme e desvia-se do mal, Mas o tolo é arrogante e dá-se por seguro.<br/><br/>
# Quem se encoleriza facilmente, fará loucuras; E o homem de desígnios perversos é odiado.<br/><br/>
# Os simples herdarão a estultícia, Mas os prudentes serão coroados de conhecimento.<br/><br/>
# Os maus prostram-se perante os bons, E os perversos junto às portas dos justos.<br/><br/>
# O pobre é odiado até pelo seu vizinho, Mas o rico tem muitos amigos.<br/><br/>
# Quem despreza ao seu vizinho peca, mas aquele que se compadece dos pobres, esse é feliz.<br/><br/>
# Porventura não erram os que maquinam o mal? Mas haverá benignidade e verdade para os que planejam o bem.<br/><br/>
# Há proveito em todo o trabalho; Meras palavras, porém, só levam à penúria.<br/><br/>
# A riqueza dos sábios é uma coroa para eles, Mas a estultícia dos loucos não passa de estultícia.<br/><br/>
# A testemunha verdadeira livra almas; Mas quem profere mentiras causa engano.<br/><br/>
# Quem teme a Jeová tem seguro apoio, e os seus filhos terão um lugar de refúgio.<br/><br/>
# O temor de Jeová é fonte de vida, para desviar dos laços da morte.<br/><br/>
# Na multidão do povo, está a glória do rei, mas, na falta do povo, está a destruição do príncipe.<br/><br/>
# Quem é tardio em irar-se é grande em entendimento, mas o que tem espírito impaciente exalta a estultícia.<br/><br/>
# O ânimo tranquilo é a vida da carne, mas a inveja é a podridão dos ossos.<br/><br/>
# Quem oprime ao pobre ultraja ao seu Criador, mas honra-o aquele que se compadece do necessitado.<br/><br/>
# O perverso é derrubado pela sua malícia, mas o justo, ainda morrendo, tem esperança.<br/><br/>
# A sabedoria repousa no coração do inteligente, mas o que está no interior dos loucos vem a lume.<br/><br/>
# A justiça exalta as nações, mas o pecado é o opróbrio dos povos.<br/><br/>
# O favor do rei é concedido ao servo que procede sabiamente, mas a sua ira manifesta-se contra aquele que causa vergonha.
[[Categoria:Tradução Brasileira da Bíblia|Proverbios 14]]
8xjm2ecbvu0huu41fs2now56b39ogf4
Tradução Brasileira da Bíblia/Juízes/V
0
120463
557369
460144
2026-08-01T03:08:52Z
~2026-42527-12
43461
correção
557369
wikitext
text/x-wiki
{{navegar
|anterior=[[Tradução Brasileira da Bíblia/Juízes/IV|Capítulo IV]]
|posterior=[[Tradução Brasileira da Bíblia/Juízes/VI|Capítulo VI]]
|obra=[[Tradução Brasileira da Bíblia/Juízes|Juízes]] - Capítulo V
|autor=Vários
}}
# Cantaram naquele dia Débora, e Baraque, filho de Abinoão, dizendo:
# Por iniciarem o movimento os capitães em Israel, Por se oferecer voluntariamente o povo, Bendizei a Javé.
# Ouvi, reis, dai ouvidos, potentados: Eu mesma, eu da minha parte cantarei a Javé, Entoarei hinos a Javé, Deus de Israel,
# Javé, quando saías de Seir, Quando marchavas da região de Edom, Tremeu a terra, gotejaram os céus, Também as nuvens gotejaram águas.
# Os montes se derreteram na presença de Javé, Até o Sinai, na presença de Javé, Deus de Israel.<br/><br/>
# Nos dias de Sangar, filho de Anate, Nos dias de Jael cessavam as caravanas, E andavam os viajantes por atalhos desviados.
# Cessaram as aldeias em Israel, cessaram, Até que eu, Débora, me levantei, Até que eu me levantei por mãe em Israel.
# Escolheram novos deuses Então estava a guerra nas portas: Viu-se, porventura, escudo ou lança Entre quarenta mil em Israel?
# O meu coração inclina-se para os comandantes de Israel, Que se ofereceram voluntariamente entre o povo: Bendizei a Javé.
# Contai isso, vós os que cavalgais sobre jumentas brancas, Os que vos assentais sobre ricos tapetes, E os que andais pelo caminho.
# Longe do estrondo dos flecheiros, nos lugares em que se tira água, Ali falarão da justiça de Javé, Das suas justiças para com as suas aldeias de Israel. Desceu o povo de Javé às portas.<br/><br/>
# Desperta, desperta, Débora: Desperta, desperta, entoa um cântico. Levanta-te, Baraque, e leva presos os teus cativos, ó filho de Abinoão.
# Desceu o restante dos nobres e o povo, Desceu Javé por mim contra os poderosos.
# De Efraim [...]<ref name="inacessivel">O texto não está acessível neste ponto através das fontes consultadas.</ref> a sua raiz em Amaleque; Após de ti, Benjamim [...]<ref name="inacessivel"/>, entre os teus povos. De Maquir desceram os comandantes, E de Zebulom os que levam o báculo de inspetores de tropas.
# Os príncipes de Issacar estavam com Débora; E Issacar [...]<ref name="inacessivel"/> assim Baraque. Ao vale precipitaram-se em suas pegadas, Entre as facções de Rúben havia grandes discussões.
# Porque te sentaste junto às lareiras, Para ouvires os que apitam chamando os rebanhos? Entre as facções de Rúben havia grandes discussões.
# Gileade ficou da banda dalém do Jordão. Dã, porque vive ele na vizinhança dos navios? Aser habitou na costa do Grande Mar, E deixou-se estar junto aos portos.
# Zebulom é um povo que temerariamente se expôs à morte, Como também Naftali, nas alturas do campo.
# Vieram os reis e pelejaram; Os reis de Canaã pelejaram então, Em Taanaque junto às águas de Megido: Lucro de dinheiro não levaram.
# Desde os céus pelejaram, Desde as suas órbitas pelejaram as estrelas contra Sísera.
# Arrastou-os a torrente de Quisom, A antiga torrente, a torrente de Quisom. Ó minha alma, calcaste aos pés a força.
# Então feriram a terra as unhas dos cavalos No galope desenfreado dos seus ginetes.
# Amaldiçoai a Meroz, diz o anjo de Javé, Amaldiçoai amargamente aos seus habitantes, Porque não vieram ao socorro de Javé, Ao socorro de Javé, como homens de valor.<br/><br/>
# Bendita mais que todas as mulheres será Jael, Mulher de Héber, o queneu, Bendita será mais que as mulheres nômades.
# Água pediu ele, leite lhe deu ela; Numa taça de príncipes ofereceu-lhe coalhada.
# Estendeu a mão à estaca, E a mão direita ao martelo dos trabalhadores; Feriu a Sísera, rachou-lhe a cabeça, Furou, e traspassou-lhe as fontes.
# Aos pés dela se encurvou, caiu, ficou estirado; Aos pés dela se encurvou, caiu; Onde se encurvou, ali caiu morto.
# Olhava pela janela a mãe de Sísera, E exclamava através da grade: Por que tarda em vir o seu carro? Por que se demoram os passos das suas carruagens?
# As mais sábias das suas damas lhe respondem, E ela mesma responde a si própria:
# Não estão, porventura, achando, repartindo os despojos? A cada homem uma, ou mais donzelas; Para Sísera despojos de estofos tintos, Despojos de estofos tintos bordados, Um, ou mais destes bordados como despojo para os pescoços...?
# Assim perecerão, Javé, todos os teus inimigos; Porém os que o amam serão como quando o sol se levanta na sua força. Teve a terra descanso por quarenta anos.
==Notas==
<references />
[[Categoria:Tradução Brasileira da Bíblia|Juizes 05]]
e0675rm2jsck31zzoqs6tfzh3avjxmw
Tradução Brasileira da Bíblia/I Samuel/XX
0
120515
557370
197718
2026-08-01T03:09:36Z
~2026-42527-12
43461
correção
557370
wikitext
text/x-wiki
{{navegar
|anterior=[[Tradução Brasileira da Bíblia/I Samuel/XIX|Capítulo XIX]]
|posterior=[[Tradução Brasileira da Bíblia/I Samuel/XXI|Capítulo XXI]]
|obra=[[Tradução Brasileira da Bíblia/I Samuel|I Samuel]] - Capítulo XX
|autor=Vários
}}
# Fugiu Davi de Naiote que é em Ramá, e veio e disse a Jônatas: Que fiz eu? qual é a minha iniqüidade? e qual é o meu pecado diante de teu pai, que procura tirar-me a vida?
# Ele lhe respondeu: Tal não suceda; não hás de morrer. Meu pai não faz coisa alguma, nem grande nem pequena, sem primeiro me dar parte; por que me ocultaria isso meu pai? Não é verdade.
# Tornou Davi a jurar e disse: Teu pai sabe muito bem que achei graça aos teus olhos, e diz: Não saiba isso Jônatas, para que se não entristeça. Todavia pela vida de Jeová e pela tua vida, há apenas um passo entre mim e a morte.
# Jônatas respondeu a Davi: Que desejas tu que eu faça por ti?
# Disse Davi a Jônatas: Amanhã é a lua nova, e eu me deveria assentar com o rei para comer; mas me deixarás ir, e me esconderei no campo até a tarde do terceiro dia.
# Se teu pai perguntar por mim, responderás: Davi pediu-me licença, para que corresse a Belém, sua cidade, porque se faz lá o sacrifício anual para toda a parentela.
# Se ele responder: Está bem, o teu servo terá paz; porém, se ele muito se indignar, sabe que ele está determinado a praticar o mal.
# Usa de misericórdia para com o teu servo, porque lhe fizeste entrar contigo em aliança de Jeová; mas, se houver em mim culpa, tira-me tu mesmo a vida; por que me levarias a teu pai?<br/><br/>
# Respondeu Jônatas: Isso não te suceda! pois, se eu, na verdade, soubesse que meu pai estava determinado a trazer o mal sobre ti, não to declararia eu?
# Perguntou Davi a Jônatas: Quem me há de avisar, se por acaso teu pai te responder com aspereza?
# Respondeu Jônatas a Davi: Vem, e saiamos fora ao campo. Saíram ambos ao campo.
# Disse Jônatas a Davi: Jeová, Deus de Israel, seja testemunha. Vou eu sondar a meu pai a estas horas amanhã ou depois de amanhã e, havendo alguma coisa favorável a Davi, eu te enviarei a ti, e te avisarei.
# Faça assim Jeová a Jônatas e mais ainda, se, querendo meu pai fazer-te mal, eu não te avisar, e não te enviar embora, para que vás em paz. Seja Jeová contigo, como o tem sido com meu pai.
# Não somente usarás para comigo, enquanto viver, a misericórdia de Jeová, para que eu não morra;
# mas também não cortarás nunca da minha casa a tua misericórdia: nem ainda quando Jeová tiver exterminado da face da terra a cada um dos inimigos de Davi.
# Fez Jônatas aliança com a casa de Davi, dizendo: Jeová a requererá da mão dos inimigos de Davi.
# Jônatas fez que Davi tomasse um novo juramento pelo amor que lhe tinha; porque o amava como a si mesmo.
# Jônatas disse-lhe: Amanhã é a lua nova; perguntar-se-á por ti, porque o teu lugar estará desocupado.
# Depois de ausente três dias, descerás apressadamente e irás ao lugar em que te escondeste no dia do ajuste, e te assentarás junto à pedra Ezel.
# Eu atirarei junto a ela três setas, como quem atira ao alvo.
# Eis que enviarei o moço e lhe direi: Vai, busca as setas. Se eu disser ao moço: Olha que as setas estão para cá de ti; levanta-as e vem, porque, pela vida de Jeová, há paz para ti e nada há que temer.
# Porém, se disser ao moço: Olha que as setas estão para lá de ti, vai-te; porque Jeová te despede.
# Quanto ao negócio de que eu e tu falamos, Jeová é testemunha dele para sempre entre mim e ti.<br/><br/>
# Escondeu-se Davi no campo; e chegada que foi a lua nova, pôs-se o rei à mesa para comer.
# O rei sentou-se, como de costume, na sua cadeira junto à parede; Jônatas ficou em pé, e Abner sentou-se ao lado de Saul; mas o lugar de Davi estava desocupado.
# Todavia naquele dia nada disse Saul, porque dizia consigo: Alguma coisa lhe aconteceu. Ele não está limpo, certamente ele não está limpo.
# Sucedeu que, no dia depois da lua nova, sendo o segundo dia, ainda estava desocupado o lugar de Davi, e perguntou Saul a Jônatas, seu filho: Por que não veio o filho de Jessé comer, nem ontem nem hoje?
# Respondeu Jônatas a Saul: Davi pediu-me licença, para que fosse a Belém.
# Ele disse-me: Deixa-me ir, porque nossa parentela tem um sacrifício na cidade, e meu irmão me ordenou que fosse. Agora se achei graça aos teus olhos, deixa-me ir, e ver meus irmãos. Por isso ele não tem vindo à mesa do rei.
# Acendeu-se a ira de Saul contra Jônatas, e disse-lhe: Filho de mulher perversa e rebelde, não sei eu porventura que escolheste o filho de Jessé para vergonha tua, e para vergonha de tua mãe?
# Porque em todo o tempo em que o filho de Jessé viver sobre a terra, não estarás seguro nem tu nem o teu reino. Pelo que envia agora e traze-mo, pois está condenado à morte.
# Respondeu Jônatas a Saul, seu pai, e disse-lhe: Por que se há de lhe tirar a vida? que fez?
# Saul atirou-lhe com a lança para o ferir; pelo que Jônatas entendeu que seu pai tinha determinado fazer morrer a Davi.
# Levantou-se da mesa Jônatas, todo encolerizado, e no segundo dia do mês não comeu; pois ficou mui sentido por causa de Davi, porque seu pai o ultrajara.<br/><br/>
# Ao outro dia pela manhã saiu Jônatas para o campo, no tempo ajustado com Davi, e levou consigo um rapazinho.
# Disse ao seu rapaz: Corre, busca agora as setas que eu vou atirar. Ao correr o rapaz, atirou ele uma seta para lá dele.
# Tendo o rapaz chegado ao lugar onde estava a seta que Jônatas tinha atirado, gritou Jônatas ao rapaz e disse: Não está a seta mais para lá de ti?
# Vai depressa, não te demores. O rapaz de Jônatas recolheu as setas, e voltou ao seu amo.
# O rapaz, porém, não entendia coisa alguma; somente Jônatas e Davi o sabiam.
# Deu Jônatas as suas armas ao rapaz, e disse-lhe: Vai, leva-as à cidade.
# Logo que o rapaz foi, levantou-se Davi do lugar que olha para o Neguebe, caindo com o rosto em terra, prostrou-se três vezes. Beijando-se um ao outro, choraram ambos, mas Davi mais.
# Disse Jônatas a Davi: Vai-te em paz, porquanto nós juramos ambos em nome de Jeová, dizendo: Jeová será para sempre entre mim e ti, e entre a minha semente e a tua semente. Levantou-se Davi e retirou-se; e Jônatas entrou na cidade.
[[Categoria:Tradução Brasileira da Bíblia|Samuel 01-20]]
f6yjbyov0y21vnkjyvohfkn7erffwdz
Tradução Brasileira da Bíblia/I Reis/XXII
0
120583
557368
197578
2026-08-01T03:07:52Z
~2026-42527-12
43461
correção
557368
wikitext
text/x-wiki
{{navegar
|anterior=[[Tradução Brasileira da Bíblia/I Reis/XXI|Capítulo XXI]]
|posterior=[[Tradução Brasileira da Bíblia/II Reis/I|II Reis, capítulo I]]
|obra=[[Tradução Brasileira da Bíblia/I Reis|I Reis]] - Capítulo XXII
|autor=Vários
}}
# Passaram-se três anos sem haver guerra entre a Síria e Israel.
# No terceiro ano, porém, desceu Josafá, rei de Judá, a ter com o rei de Israel.
# Disse o rei de Israel aos seus servos: Não sabeis vós que Ramote-Gileade é nossa, e nós ficamos quietos e não a tiramos das mãos do rei da Síria?
# Perguntou a Josafá: Virás comigo à guerra contra Ramote-Gileade? Respondeu Josafá ao rei de Israel: Como tu és, sou eu, o meu povo como o teu povo, os meus cavalos como os teus cavalos.
# Disse Josafá ao rei de Israel: Consulta a palavra de Jeová.
# O rei de Israel ajuntou os profetas, cerca de quatrocentos homens, e perguntou-lhes: Irei à peleja contra Ramote-Gileade, ou deixarei de ir? Responderam eles: Sobe, porque Jeová a entregará nas mãos do rei.
# Mas Josafá disse: Não há aqui ainda algum profeta de Jeová para o consultarmos?
# O rei de Israel respondeu a Josafá: Ainda há um homem por quem podemos consultar a Jeová, Micaías, filho de Inlá. Eu, porém, o aborreço, porque ele não profetiza acerca de mim o bem, mas o mal. Josafá disse: Não fale assim o rei.
# Chamou o rei de Israel a um oficial, e disse: Traze-me aqui depressa a Micaías, filho de Inlá.
# Ora, o rei de Israel e Josafá, rei de Judá, estavam sentados, cada um no seu trono, vestidos de trajes reais, numa eira à entrada da porta de Samaria; e todos os profetas profetizavam diante deles.
# Zedequias, filho de Quenaaná, fez para si uns chifres de ferro, e disse: Assim diz Jeová: Com estes repelirás os siros, até serem eles consumidos.
# Todos os profetas profetizavam da mesma maneira, dizendo: Sobe a Ramote-Gileade, e sê bem sucedido; porque Jeová a entregará nas mãos do rei.
# O mensageiro que foi chamar a Micaías, disse-lhe: Eis que agora as palavras dos profetas declaram, a uma voz, boas cousas ao rei; seja, pois, a tua palavra como a dum deles, e fala tu o que é bom.
# Respondeu Micaías: Pela vida de Jeová, o que Jeová me disser, isso falarei.<br/><br/>
# Tendo ele chegado ao rei, perguntou-lhe este: Micaías, iremos à peleja contra Ramote-Gileade, ou deixaremos de ir? Ele lhe respondeu: Sobe, e sê bem sucedido, que Jeová a entregará nas mãos do rei.
# O rei disse-lhe: Quantas vezes te hei de conjurar que não me fales em nome de Jeová senão a verdade?
# Então disse ele: Vi todo o Israel disperso pelos montes, como ovelhas que não têm pastor; e Jeová disse: Estes não têm senhor; torne cada um em paz para sua casa.
# Disse o rei de Israel a Josafá: Não te disse eu que ele não profetizaria acerca de mim o bem, mas o mal?
# Micaías prosseguiu: Ouve, portanto, a palavra de Jeová: Vi a Jeová sentado no seu trono, e todo o exército do céu em pé junto a ele à sua mão direita e à sua esquerda.
# Perguntou Jeová: Quem enganará a Acabe, para que suba e caia em Ramote-Gileade? Um disse uma cousa, e outro outra.
# Saiu um espírito, apresentou-se diante de Jeová e disse: Eu o enganarei.
# Perguntou-lhe Jeová: Como? Respondeu ele: Sairei e serei um espírito mentiroso na boca de todos os seus profetas. Disse Jeová: Tu o enganarás, e virás a prevalecer; sai e faze-o assim.
# Agora eis que Jeová pôs um espírito mentiroso na boca de todos estes teus profetas; e Jeová pronunciou o mal a respeito de ti.
# Chegou-se Zedequias, filho de Quenaaná, e feriu a Micaías no queixo, e disse: Por onde saiu de mim o espírito de Jeová para falar a ti?
# Micaías disse: Tu o verás naquele dia, em que entrares numa câmara interior para te esconderes.
# Disse o rei de Israel: Tomai a Micaías, e levai-o a Amom, governador da cidade, e a Joás, filho do rei;
# e dizei: Assim diz o rei: Metei este homem na cadeia, e sustentai-o com pão e água de angústia, até que eu volte em paz.
# Micaías disse: Se, na verdade, voltares em paz, não falou Jeová por meio de mim. Acrescentou: Ouvi, povos, todos vós.<br/><br/>
# Subiram o rei de Israel e Josafá, rei de Judá, a Ramote-Gileade.
# O rei de Israel disse a Josafá: Eu me disfarçarei e entrarei na peleja; porém veste tu os teus vestidos. Disfarçou-se o rei de Israel e entrou na peleja.
# Ora, o rei da Síria tinha ordenado aos trinta e dois capitães dos seus carros, dizendo: Não pelejeis nem contra pequeno nem contra grande, mas tão somente contra o rei de Israel.
# Quando os capitães dos carros viram a Josafá, disseram: Sem dúvida este é o rei de Israel. Desviaram-se para pelejar contra ele: e Josafá gritou.
# Vendo os capitães dos carros que ele não era o rei de Israel, voltaram deixando de persegui-lo.
# Um homem armou o seu arco ao acaso, e feriu ao rei de Israel por entre as juntas da sua armadura; pelo que ele disse a quem lhe guiava o carro: Dá volta, leva-me para fora do exército, porque estou gravemente ferido.
# A peleja tornou-se renhida naquele dia. O rei foi sustido no seu carro contra os Siros, e à tarde morreu. O sangue corria da ferida para o fundo do carro.
# Ao por do sol percorreu pelas hostes a palavra: Cada um para a sua cidade e cada um para a sua terra.
# Morreu o rei, e foi levado a Samaria, onde o enterraram.
# Lavaram o carro junto ao tanque de Samaria, e os cães lamberam-lhe o sangue (ora as prostitutas ali se banhavam), segundo a palavra que Jeová proferiu.
# O restante dos atos de Acabe, e tudo o que ele fez, e a casa de marfim que construiu, e todas as cidades que edificou, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel?
# Assim adormeceu Acabe com seus pais. Em seu lugar reinou Acazias, seu filho.<br/><br/>
# Josafá, filho de Asa, começou a reinar sobre Judá no quarto ano de Acabe, rei de Israel.
# Josafá tinha trinta e cinco anos, quando começou a reinar, e reinou vinte e cinco anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Azuba, filha de Sili.
# Ele andou em todo o caminho de Asa, seu pai; dele não se desviou, fazendo o que era bom aos olhos de Jeová. Todavia não se tiraram os altos; o povo ainda oferecia sacrifícios e queimava incenso nos altos.
# Josafá fez paz com o rei de Israel.
# Ora o restante dos atos de Josafá, e o poder que manifestou, e como guerreou, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Judá?
# O restante dos sodomitas que ficaram nos dias de seu pai Asa, expeliu-o da terra.
# Não havia rei em Edom, porém um vice-rei.
# Josafá fez navios de Társis para irem a Ofir em busca de ouro; mas não foram, porque os navios se destroçaram em Eziom-Geber.
# Então disse Acazias, filho de Acabe, a Josafá: Vão os meus servos embarcados com os teus. Mas Josafá não quis.
# Adormeceu Josafá com seus pais, e foi enterrado com eles na cidade de seu pai Davi. Em seu lugar reinou seu filho Jorão.
# Acazias, filho de Acabe, começou a reinar sobre Israel em Samaria no ano dezessete de Josafá, rei de Judá, e reinou sobre Israel dois anos.
# Ele fez o mal aos olhos de Jeová, e andou no caminho de seu pai, e no caminho de sua mãe, e no caminho de Jeroboão, filho de Nebate, pelo qual fez pecar a Israel.
# Ele serviu a Baal, e o adorou, e provocou à ira a Jeová, Deus de Israel, segundo tudo o que seu pai havia feito.
[[Categoria:Tradução Brasileira da Bíblia|Reis 01-22]]
kbibc2xnbzl2xscg08qz0hd3xe7zcot
Predefinição:Progressos recentes
10
220893
557242
557230
2026-07-31T12:00:16Z
AlbeROBOT
35938
bot: Atualizando progressos
557242
wikitext
text/x-wiki
<templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' />
{|
|-
| {{Barra de progresso|15|0|1|2|1|81}}
| [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|1|0|1|98}}
| [[Index:Diccionario do Theatro Portuguez.djvu|Diccionario do Theatro Portuguez]]
|-
| {{Barra de progresso|4|0|74|21|1|0}}
| [[Index:Dom Casmurro-1899.pdf|Dom Casmurro]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|82|12|6|0}}
| [[Index:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu|Fausto: Tragedia de Goethe]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|74|17|9|0}}
| [[Index:História do Palonço Brutamontes.pdf|História do Palonço Brutamontes]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|37|0|4|59}}
| [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|0|0|0|100}}
| [[Index:Livro das donas e donzellas.pdf|Livro das donas e donzellas]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|91|2|7|0}}
| [[Index:Mulheres e creanças.djvu|Mulheres e creanças]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|68|26|6|0}}
| [[Index:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf|Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas]]
|-
| {{Barra de progresso|1|0|85|5|5|4}}
| [[Index:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu|Suspiros Poéticos e Saudades]]
|}<noinclude>{{documentação}}</noinclude>
ol4l01vcbtcu2gy5au7lr1mgx5l9ncn
557249
557242
2026-07-31T16:00:13Z
AlbeROBOT
35938
bot: Atualizando progressos
557249
wikitext
text/x-wiki
<templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' />
{|
|-
| {{Barra de progresso|15|0|1|2|1|81}}
| [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|1|0|1|98}}
| [[Index:Diccionario do Theatro Portuguez.djvu|Diccionario do Theatro Portuguez]]
|-
| {{Barra de progresso|4|0|74|21|1|0}}
| [[Index:Dom Casmurro-1899.pdf|Dom Casmurro]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|82|12|6|0}}
| [[Index:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu|Fausto: Tragedia de Goethe]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|74|17|9|0}}
| [[Index:História do Palonço Brutamontes.pdf|História do Palonço Brutamontes]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|38|0|4|58}}
| [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|0|0|0|100}}
| [[Index:Livro das donas e donzellas.pdf|Livro das donas e donzellas]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|91|2|7|0}}
| [[Index:Mulheres e creanças.djvu|Mulheres e creanças]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|68|26|6|0}}
| [[Index:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf|Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas]]
|-
| {{Barra de progresso|1|0|85|5|5|4}}
| [[Index:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu|Suspiros Poéticos e Saudades]]
|}<noinclude>{{documentação}}</noinclude>
tr7f6x3b930i63hlp1e28p78e61rjfx
557260
557249
2026-07-31T17:00:14Z
AlbeROBOT
35938
bot: Atualizando progressos
557260
wikitext
text/x-wiki
<templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' />
{|
|-
| {{Barra de progresso|15|0|1|2|1|81}}
| [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|1|0|1|98}}
| [[Index:Diccionario do Theatro Portuguez.djvu|Diccionario do Theatro Portuguez]]
|-
| {{Barra de progresso|4|0|74|21|1|0}}
| [[Index:Dom Casmurro-1899.pdf|Dom Casmurro]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|82|12|6|0}}
| [[Index:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu|Fausto: Tragedia de Goethe]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|74|17|9|0}}
| [[Index:História do Palonço Brutamontes.pdf|História do Palonço Brutamontes]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|38|0|4|58}}
| [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|0|0|0|100}}
| [[Index:Livro das donas e donzellas.pdf|Livro das donas e donzellas]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|91|2|7|0}}
| [[Index:Mulheres e creanças.djvu|Mulheres e creanças]]
|-
| {{Barra de progresso|1|0|28|0|6|65}}
| [[Index:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf|Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|68|26|6|0}}
| [[Index:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf|Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas]]
|}<noinclude>{{documentação}}</noinclude>
8ivodldyji2ddgmnfz48b7a7o78gul1
557283
557260
2026-08-01T00:00:13Z
AlbeROBOT
35938
bot: Atualizando progressos
557283
wikitext
text/x-wiki
<templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' />
{|
|-
| {{Barra de progresso|15|0|1|2|1|81}}
| [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|1|0|1|98}}
| [[Index:Diccionario do Theatro Portuguez.djvu|Diccionario do Theatro Portuguez]]
|-
| {{Barra de progresso|4|0|74|21|1|0}}
| [[Index:Dom Casmurro-1899.pdf|Dom Casmurro]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|82|12|6|0}}
| [[Index:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu|Fausto: Tragedia de Goethe]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|62|29|9|3.5527136788005E-15}}
| [[Index:História do Palonço Brutamontes.pdf|História do Palonço Brutamontes]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|38|0|4|58}}
| [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|0|0|0|100}}
| [[Index:Livro das donas e donzellas.pdf|Livro das donas e donzellas]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|91|2|7|0}}
| [[Index:Mulheres e creanças.djvu|Mulheres e creanças]]
|-
| {{Barra de progresso|1|0|28|0|6|65}}
| [[Index:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf|Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|68|26|6|0}}
| [[Index:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf|Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas]]
|}<noinclude>{{documentação}}</noinclude>
grh6c3u7fmwhga8npozii7a50fv3wfg
557350
557283
2026-08-01T01:00:13Z
AlbeROBOT
35938
bot: Atualizando progressos
557350
wikitext
text/x-wiki
<templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' />
{|
|-
| {{Barra de progresso|15|0|1|2|1|81}}
| [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|1|0|1|98}}
| [[Index:Diccionario do Theatro Portuguez.djvu|Diccionario do Theatro Portuguez]]
|-
| {{Barra de progresso|4|0|74|21|1|0}}
| [[Index:Dom Casmurro-1899.pdf|Dom Casmurro]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|82|12|6|0}}
| [[Index:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu|Fausto: Tragedia de Goethe]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|0|91|9|0}}
| [[Index:História do Palonço Brutamontes.pdf|História do Palonço Brutamontes]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|38|0|4|58}}
| [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|0|0|0|100}}
| [[Index:Livro das donas e donzellas.pdf|Livro das donas e donzellas]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|91|2|7|0}}
| [[Index:Mulheres e creanças.djvu|Mulheres e creanças]]
|-
| {{Barra de progresso|1|0|28|0|6|65}}
| [[Index:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf|Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|68|26|6|0}}
| [[Index:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf|Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas]]
|}<noinclude>{{documentação}}</noinclude>
cpm2h4jml2ykmh43tkad0ns06ublqhw
557364
557350
2026-08-01T02:00:12Z
AlbeROBOT
35938
bot: Atualizando progressos
557364
wikitext
text/x-wiki
<templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' />
{|
|-
| {{Barra de progresso|15|0|1|2|1|81}}
| [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|1|0|1|98}}
| [[Index:Diccionario do Theatro Portuguez.djvu|Diccionario do Theatro Portuguez]]
|-
| {{Barra de progresso|4|0|74|21|1|0}}
| [[Index:Dom Casmurro-1899.pdf|Dom Casmurro]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|82|12|6|0}}
| [[Index:Fausto Traduzido por Agostinho Dornellas 1867.djvu|Fausto: Tragedia de Goethe]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|0|91|9|0}}
| [[Index:História do Palonço Brutamontes.pdf|História do Palonço Brutamontes]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|38|0|4|58}}
| [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]]
|-
| {{Barra de progresso|1|0|2|0|3|94}}
| [[Index:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf|A Fada Loira]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|91|2|7|0}}
| [[Index:Mulheres e creanças.djvu|Mulheres e creanças]]
|-
| {{Barra de progresso|1|0|28|0|6|65}}
| [[Index:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf|Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|68|26|6|0}}
| [[Index:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf|Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas]]
|}<noinclude>{{documentação}}</noinclude>
fyiglnofi1p89qu32lwb6ixnpbx10kv
557367
557364
2026-08-01T03:00:13Z
AlbeROBOT
35938
bot: Atualizando progressos
557367
wikitext
text/x-wiki
<templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' />
{|
|-
| {{Barra de progresso|0|0|93|0|5|2}}
| [[Index:Diana de Liz - Memorias duma mulher da epoca.pdf|Memórias duma mulher da época]]
|-
| {{Barra de progresso|15|0|1|2|1|81}}
| [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|1|0|1|98}}
| [[Index:Diccionario do Theatro Portuguez.djvu|Diccionario do Theatro Portuguez]]
|-
| {{Barra de progresso|4|0|74|21|1|0}}
| [[Index:Dom Casmurro-1899.pdf|Dom Casmurro]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|0|91|9|0}}
| [[Index:História do Palonço Brutamontes.pdf|História do Palonço Brutamontes]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|38|0|4|58}}
| [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]]
|-
| {{Barra de progresso|1|0|2|0|3|94}}
| [[Index:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf|A Fada Loira]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|91|2|7|0}}
| [[Index:Mulheres e creanças.djvu|Mulheres e creanças]]
|-
| {{Barra de progresso|1|0|28|0|6|65}}
| [[Index:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf|Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis]]
|-
| {{Barra de progresso|0|0|68|26|6|0}}
| [[Index:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf|Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas]]
|}<noinclude>{{documentação}}</noinclude>
jwts6qqwd4vpf28k1ytuw9ztuz0ybva
Urupês (5ª edição)/A Colcha de Retalhos
0
226931
557351
487553
2026-08-01T01:03:54Z
Erick Soares3
19404
557351
wikitext
text/x-wiki
<pages index="Urupês (1919).pdf" from=37 to=47 header="1" notas="{{versões|Anexo:Versões/A Colcha de Retalhos}} {{Ouça|Urupes 03 lobato 64kb.ogg}}"/>
{{PD-old-70-BR}}
[[en:Our World/Volume 3/Number 1/The Patchwork Quilt]]
ipfxxs10zp31mfxpqrwx86hecy09m9e
Anexo:Ficha/História do Palonço Brutamontes
110
231776
557366
495642
2026-08-01T02:27:56Z
BlitzkriegBoop
37692
Progresso alterado para 100%
557366
wikitext
text/x-wiki
{{Ficha
|título = História do Palonço Brutamontes
|autor = Virgínia de Castro e Almeida
|tradutor =
|gênero = Conto infantil
|edição =
|referência= [https://bndigital.bnportugal.gov.pt/idurl/1/256848 Biblioteca Nacional de Portugal]
|ref-tipo = {{tipo da fonte|disponibilização}}
|progresso = {{progresso|100%}}
|licença = {{DP-3}}
|notas =
}}
sjq646z90vcix8ghbu6j3ab1sjjr3g3
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/20
106
231879
557271
495818
2026-07-31T23:45:32Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557271
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>disfarçadamente seguindo de longe o carregador até que o viu entrar numa casita miserável à beira do rio largo que atravessava a cidade.
A tal dama da princesa, chamava-se Furabolos; e o nome dizia com ela porque era tôda despachada e resoluta.
Sabendo onde morava o<noinclude>{{esquerda|18}}</noinclude>
nzxlliqb0thehtwjaj0t4rg65g03q52
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/21
106
231880
557272
495819
2026-07-31T23:45:57Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557272
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>rapaz, andou por ali, pelas vizinhanças, falando com uns e com outros até descobrir que êle se chamava Palonço Brutamontes, que
era estúpido e bruto, que tinha fama de ser o homem mais forte daqueles sítios e que trabalhava como carregador de navios.
Entretanto a princesa voltara para o palácio e<noinclude>{{direita|19}}</noinclude>
huq49apvfddw98sedsfycb7qm9y2htn
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/22
106
231881
557273
496890
2026-07-31T23:46:19Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557273
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>metera-se no quarto a chorar. Chorava sem consolação. As damas à roda dela faziam tudo quanto podiam para a distrair. Mas ela nem
as ouvia. Era só chorar e gemer; entre lágrimas e suspiros dizia assim:
— Tragam-me aquêle rapaz tão lindo, senão morro. Aquêle é o noivo do meu coração. Ou caso com<noinclude>{{esquerda|20}}</noinclude>
o4uiv9lzguzqizwc0v5vfoa0di7anbh
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/23
106
231882
557274
495821
2026-07-31T23:46:52Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557274
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>êle ou me deixo morrer!
Á fôrça de chorar e de se atormentar com aquêles pensamentos, veio-lhe uma grande febre. O rei parecia doido na sua aflição e no seu desgôsto. Mandou vir médicos e curandeiros e até feiticeiros e bruxas a ver se algum lhe curava a filha daquele triste mal. Mas<noinclude>{{direita|21}}</noinclude>
6ps66bxeq2cxy3c1njoq12xudp5c8r2
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/24
106
231883
557275
499245
2026-07-31T23:47:23Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557275
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>nenhum atinava com a doença da princesa nem dava alívio ao seu desgôsto.
A princesa Smercantina não comia, nem bebia, nem dormia. No delírio da sua febre era só gritar:
— Dêem-me o carregador! Tragam aqui o meu lindo noivo, senão morro!
A dama Furabolos tirou-se dos seus cuidados e foi<noinclude>{{esquerda|22}}</noinclude>
69o7ufizprtyp1quruosc8dbdo55v9g
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/25
106
231884
557276
499246
2026-07-31T23:47:50Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557276
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>ter com o rei. Contou-lhe que tinha ido atrás do carregador e que sabia onde êle morava; e o rei que já tinha mandado os seus oficiais pela cidade tôda à procura do rapaz, respondeu:
— Vou já dar ordem que mo tragam aqui a bem ou a mal. Não me importo que êle seja carregador e bruto e estúpido. Se a sua<noinclude>{{direita|23}}</noinclude>
3fxuxxrvx5h0qbe8qberuvu6jajdtaw
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/26
106
231885
557277
499247
2026-07-31T23:48:19Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557277
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>presença é precisa para a felicidade da minha querida filha, há-de vir para o palácio nem que seja metido em ferros; há-de vir, nem que seja o próprio demónio!
Mas a dama Furabolos que era muito esperta, disse-lhe assim:
— Se Vossa Majestade o manda vir à fôrça êle chega aí que nem uma fera e até<noinclude>{{esquerda|24}}</noinclude>
8pm0op6knpzfxual98atzbw40d7vtxv
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/27
106
231887
557278
495835
2026-07-31T23:48:59Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557278
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>pode ser perigoso para a princesa. Talvez não fôsse má idéia Vossa Majestade ordenar umas festas aqui no largo defronte do palácio; torneios para os fidalgos e lutas para o povo. Como o carregador é muito forte e tem presunção na sua fôrça bruta, virá com certeza para as lutas. A princesa daria os prémios e pode ser que<noinclude>{{direita|25}}</noinclude>
rd7wyib9bwzccb70f1ztmqapcor9o0y
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/28
106
232242
557279
496464
2026-07-31T23:49:22Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557279
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>assim aquêle rapaz bestial se amansasse mais.
O rei achou que a dama Furabolos tinha razão, e logo deu as suas ordens para uma grande festa de torneios e lutas no largo defronte do palácio, com prémios lindos e riquíssimos para os vencedores.
Vieram logo carpinteiros e outros artífices armar o<noinclude>{{esquerda|26}}</noinclude>
pu4puz1dyt7zteun6qms4u85fbsuz1v
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/29
106
232243
557280
496465
2026-07-31T23:49:49Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557280
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>recinto e fazer os palanques. Os reis, príncipes e fidalgos que ainda estavam na Côrte trataram de mandar limpar e polir as suas armaduras e lanças e de escolher os seus melhores cavalos. Não se falava em tôda a cidade senão na grande festa e todos se preparavam para ela o melhor que podiam. Os homens do povo {{hífen|conhe|conhecidos}}<noinclude>{{direita|27}}</noinclude>
eswtrmpbsp0lcwkz45sovcqir18kctr
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/30
106
232244
557281
496466
2026-07-31T23:50:10Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557281
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>{{hífen-fim|cidos|conhecidos}} como bons lutadores, exercitavam-se por todos os cantos. Mas o carregador continuava a fazer a sua vida do costume; e se alguém lhe falava na festa e lhe preguntava se tinha tenções de ir lutar, respondia com palavrões e arremessos muito feios, de modo que ninguém sabia quais eram as suas tenções.{{nop}}<noinclude>{{esquerda|28}}</noinclude>
2f8xbmen92u6kjnsyhsfouhpzq9h7f3
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/31
106
232257
557282
496485
2026-07-31T23:50:39Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557282
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>A princesa estava melhor desde que lhe contaram da festa; encheu-se de esperanças; não fazia senão rezar e pedir aos Santos que mandassem o carregador às lutas e lhe dessem a vitória.
Por fim chegou o grande dia. Estava a praça tôda enfeitada e embandeirada; era a coisa mais linda que se podia ver. E charamelas<noinclude>{{direita|29}}</noinclude>
77hnysx0z9tftdip8a0y7git33dvock
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/32
106
232258
557284
496486
2026-08-01T00:06:46Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557284
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>a tocarem, e os fidalgos e fidalgas muito bem aparamentados, e o povo era tanto que não se via senão um mar de cabeças.
Começaram os torneios que foram lindíssimos. Aquêles grandes senhores, reis, príncipes e fidalgos, apareceram com armaduras muito ricas que luziam ao sol e grandes plumas no<noinclude>{{esquerda|30}}</noinclude>
hey24ewg4w29vbs2gsr4yuroyhmynws
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/33
106
232259
557285
496487
2026-08-01T00:07:15Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557285
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>alto dos capacetes; e fizeram coisas do arco da velha com o sentido de agradarem à princesa Smercantina e de conquistarem a sua admiração. Mas a princesa nem para êles olhava; só procurava avistar entre a multidão do povo, o carregador bruto que lhe roubara o coração.
Por fim chegou a vez<noinclude>{{direita|31}}</noinclude>
5xu7gphpfb12qr0pa9q86q2pqsmo5y4
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/34
106
232260
557286
496488
2026-08-01T00:07:41Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557286
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>das lutas e, quando menos se esperava, apareceu o Palonço Brutamontes. Aquilo foi uma coisa nunca vista. O Brutamontes venceu todos os lutadores. Não houve um só que lhe resistisse. O povo estava doido de entusiasmo. Mas êle não se importou; nem sequer agradeceu os aplausos. Virou costas; queria abalar<noinclude>{{esquerda|32}}</noinclude>
kpxni3ppgadopweiugngsc8r3q1lrf2
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/35
106
232261
557287
496489
2026-08-01T00:08:08Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557287
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>dali para fora. Tiveram que o levar à fôrça diante da princesa para ela lhe dar o prémio que era um colar riquíssimo de ouro maciço todo cravejado de pedras preciosas. Mas quando a princesa Smercantina, com as mãos a tremer de admiração e de amor, quis enfiar-lho pela cabeça, êle deitou a mão ao colar e<noinclude>{{Cabeçalho|{{sc|xxxiii-3}}||33}}</noinclude>
2jo1aboewh9osj5pml4oos63y5xh0b5
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/36
106
232262
557288
496894
2026-08-01T00:08:41Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557288
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>arremessou-o, ao chão, dizendo:
— Quero cá prémios! Larguem-me! Quero ir para casa! Vão todos à fava!
Só pensava em abalar; mas o rei, que via o desgôsto da filha, mandou-o prender. Levaram-no à fôrça e fecharam-no num quarto do palácio.
O rei estava tristíssimo.
{{nop}}<noinclude>{{esquerda|34}}</noinclude>
qtsy745pe3tx8zgesvhk57lkoq2vj55
557289
557288
2026-08-01T00:08:56Z
BlitzkriegBoop
37692
557289
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>arremessou-o, ao chão, dizendo:
— Quero cá prémios! Larguem-me! Quero ir para casa! Vão todos à fava!
Só pensava em abalar; mas o rei, que via o desgôsto da filha, mandou-o prender. Levaram-no à fôrça e fecharam-no num quarto do palácio.
O rei estava tristíssimo.<noinclude>{{esquerda|34}}</noinclude>
m91exptakps8neiu7tm406os201deeu
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/37
106
232272
557290
496514
2026-08-01T00:09:35Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557290
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>Não sabia como havia de amansar aquêle bruto. Mandou-lhe dar os melhores manjares que havia; mandou-o vestir com os fatos mais lindos e ricos do seu guarda-roupa; mandou os melhores fidalgos da sua Côrte falar com o Palonço Brutamontes e distraí-lo.
Nos primeiros dias o bruto parecia uma fera.<noinclude>{{direita|35}}</noinclude>
d2pcu7sq22xilt93tnkt2re6e9fz5so
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/38
106
232273
557291
496515
2026-08-01T00:10:00Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557291
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>Quebrava tudo que estava no quarto, atirava os fatos ricos pela janela fora, corria os fidalgos a murros e pontapés. Mas, a pouco e pouco, vendo que aquelas brutalidades não serviam de nada, começou a amansar. Como a fome apertasse, lá foi comendo os manjares deliciosos que lhe mandavam. Foi-se costumando aos<noinclude>{{esquerda|36}}</noinclude>
n6l7q9r6pges68abe6ows4xq4rd28q2
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/39
106
232274
557292
496895
2026-08-01T00:10:24Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557292
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>fatos lindos e ricos que lhe vestiam. Por fim começou a gostar daquela vida. Dava ordens, aos berros:
— Não quero molhos nem picados! Quero carneiro com batatas! E pão com queijo!
Atirava para o chão com vinhos preciosos e gritava:
— Não bebo águas de<noinclude>{{direita|37}}</noinclude>
8f6bbay074us90olwj13g92ztifvs2r
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/40
106
232275
557293
496896
2026-08-01T00:10:45Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557293
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>cheiro! Quero vinho carrascão!
De vez em quando o rei ia vê-lo. O Brutamontes, muito bem repimpado numa cadeira, nem se levantava para o receber; e dizia-lhe assim:
— O que vem você cá cheirar com essa coroa de ouro na cabeça? Cuida que me mete mêdo? Não tenho<noinclude>{{esquerda|38}}</noinclude>
g8d9fpezs9r4ofj1b7ege65fp5w1rbm
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/43
106
232278
557294
496520
2026-08-01T00:11:30Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557294
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>mêdo de você nem de cem como você! Gire daqui para fora.
O rei tinha vontade de lhe mandar dar uma carga de pau ou de chibatadas, para o ensinar; mas como fazia tudo que a princesa queria e não era capaz de a contrariar fôsse no que fôsse, lá ia aturando aquelas brutalidades do carregador.<noinclude>{{direita|41}}</noinclude>
7kkx8kxx0bkg843fdqwlkwmuw67uw7i
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/44
106
232279
557295
496897
2026-08-01T00:12:01Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557295
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>Andava tristíssimo e um dia disse assim à dama Furabolos:
— Bem dura é a minha sorte! Ser como sou um rei tão poderoso, senhor de tão grandes e ricos Estados, e não poder correr com esta bêsta bronca que me ofende! E ver a minha filha, herdeira dêstes reinos, assim namorada de um lorpa, um<noinclude>{{esquerda|42}}</noinclude>
j3vtdd0coim03yeayliwn6gap8xx0ph
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/45
106
232280
557296
496522
2026-08-01T00:12:24Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557296
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>bruto dêstes! Ai de mim! O que será do meu reino em tais mãos!
E largou-se a chorar e a arrancar as barbas.
A dama Furabolos, que respeitava e amava muito o seu rei, ficou tôda aflita ao vê-lo tão desesperado. Fechou-se no quarto a dar volta ao pensamento, a ver se poderia fazer qualquer<noinclude>{{direita|43}}</noinclude>
5hsxufbfvxo0hbxvpkxq4pc4nglflk0
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/46
106
232283
557297
496526
2026-08-01T00:12:45Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557297
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>coisa que remediasse tamanho mal. Lembrou-se de mandar chamar uma bruxa de grande fama; tinham-lhe dito que essa bruxa possuía enormes poderes, que sabia muitos segredos e curava muitos males. A bruxa veio logo. Entrou-lhe de noite pela janela dentro a cavalo numa vassoura. Era uma velhinha pequenina e magra,<noinclude>{{esquerda|44}}</noinclude>
71vmj4edb4d7wyoumezfe7k8wa0f4ma
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/47
106
232284
557298
496898
2026-08-01T00:13:12Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557298
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>com um grande nariz curvo como o bico de um papagaio, um queixo muito agudo e os cabelos grisalhos muito esguedelhados.
A dama Furabolos não teve mêdo nenhum da bruxa e disse-lhe:
— Mandei-te chamar porque me disseram que és muito poderosa; quero que me ajudes. Se me servires<noinclude>{{direita|45}}</noinclude>
4kzvl4xns97bnhnk6rop9zvrhrvy43t
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/48
106
232285
557299
496899
2026-08-01T00:13:41Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557299
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>bem, dar-te-ei o que me pedires.
— Já sei o que tu queres — respondeu a bruxa. — E como sou muito amiga da princesa Smercantina, estou pronta a ajudar-te. Mas o caso é sério. Por hoje só te posso dizer uma coisa: o Palonço Brutamontes é um príncipe encantado. Uma feiticeira muito má,<noinclude>{{esquerda|46}}</noinclude>
0lxsnltv5z5z7nkexfos7avfur7yx0m
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/49
106
232286
557300
499248
2026-08-01T00:14:10Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557300
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>para se vingar do rei, pai do príncipe, que a tinha mandado castigar pelas suas maldades, encantou-lhe o filho fazendo dêle o Brutamontes.
— Ainda bem! Ainda bem! — gritou a dama Furabolos, radiante com a idéia do Palonço ser príncipe.
Mas a feiticeira soltou um suspiro e disse-lhe assim:
{{nop}}<noinclude>{{direita|47}}</noinclude>
s1u5myttvjkklihefd6yik79x5kw9pc
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/50
106
232287
557301
496901
2026-08-01T00:14:31Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557301
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>— Não te alegres antes de tempo, porque eu não sei como se há-de quebrar aquêle maldito encanto.
— Mas vais agora descobrir isso! — respondeu logo a dama Furabolos. — Eu sei que podes muito e que és capaz de descobrir êsse segrêdo.
A bruxa sentou-se num banquinho, e pôs-se a {{hífen|cis|cismar}}<noinclude>{{esquerda|48}}</noinclude>
g9idlwu720q1qgb2dht2f9xbqdqbj87
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/51
106
232288
557302
496902
2026-08-01T00:14:51Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557302
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>{{hífen-fim|mar|cismar}}. Por fim levantou-se, pegou na vassoura, e disse:
— Queres vir comigo?
A dama Furabolos deu um salto de alegria e gritou:
— Pois vou; e estou pronta a fazer tudo que fôr preciso para salvar o meu rei e a minha rica princesa.
Então a bruxa montou a cavalo na vassoura e disse à dama que montasse atrás<noinclude>{{Cabeçalho|{{sc|xxxiii-4}}||49}}</noinclude>
629uh1i8xji5xlnbxpp8d27c1nornp3
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/52
106
232289
557303
496534
2026-08-01T00:15:20Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557303
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>dela e, saindo ambas pela janela, ai foram a tôda a pressa pelos ares fora, cortando o vento que nem uma seta.
A princesa Smercantina ia muitas vezes visitar o Palonço Brutamontes aos seus aposentos. Ia com as damas e aias, e fazia grandes cumprimentos ao noivo do seu coração. Êle, estatelado<noinclude>{{esquerda|50}}</noinclude>
szoinfa0sh6xthr44vwky83pb2p8xxf
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/53
106
232290
557304
496903
2026-08-01T00:15:41Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557304
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>num cadeirão, não se mexia. Punha-se a grunhir:
— Que maçada! Tanto mulherio! Ponham-se daqui para fora senão corro-as a pontapés!
As damas e as aias escondiam-se pelos cantos conforme podiam a tremer de mêdo. Mas Smercantina nem se assustava nem fazia caso do que êle dizia. {{hífen|Fala|Falava-lhe}}<noinclude>{{direita|51}}</noinclude>
esqvr8p46vt8pjovfcefleign7wc1dn
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/54
106
232299
557305
496904
2026-08-01T00:16:01Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557305
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>va-lhe com muita paciência e bom modo:
— Meu noivo adorado, morro por ti. Trouxe-te coisas boas para te dar gôsto.
E dava-lhe rebuçados e doces e licores deliciosos; mas êle atirava tudo pela janela fora com feios arremessos e palavrões horríveis.
{{nop}}<noinclude>{{esquerda|52}}</noinclude>
mbhmfvplwgopr9171n7qib5umqejzfw
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/55
106
232300
557306
496548
2026-08-01T00:16:30Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557306
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>Até que um dia uma das damas lembrou à princesa que levasse ao Brutamontes figos secos e nozes, porque êle só gostava de comeres grosseiros, e uma garrafa de água-pé. A princesa assim fêz. E o Brutamontes não atirou estas coisas pela janela fora. Pôs-se a grunhir como um porco, a comer os figos e as<noinclude>{{direita|53}}</noinclude>
nsb2ssff9cr7ani2y89u53sbzewzdsk
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/56
106
232301
557307
496905
2026-08-01T00:16:53Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557307
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>nozes e a beber a água-pé com tanta brutalidade que se babava todo.
— Meu amor, — dizia a princesa tôda contente, — ainda bem que gostas.
E êle grunhia:
— Dá-me mais figos e mais nozes. Quero mais água-pé.
Por fim Smercantina disse-lhe que se êle quisesse<noinclude>{{esquerda|54}}</noinclude>
qfy40321xk1p33sq1igoknki79klh9v
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/57
106
232302
557308
496906
2026-08-01T00:17:21Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557308
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>ir dar um passeio no rio na sua companhia, lhe daria muitos figos e nozes, e bacalhau cru, e sardinhas salgadas.
— Hum… hum… hum… — resmungou êle. — Mas não me toques, espantalho! Senão vai tudo raso.
E lá foram dar o tal passeio.
O barco estava {{hífen|apara|aparamentado}}<noinclude>{{direita|55}}</noinclude>
nxpuh0c8a5pz8j6g92i81yyow7z3c8y
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/59
106
232386
557309
496689
2026-08-01T00:17:47Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557309
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>como me sinto feliz aqui ao teu lado!
— Hum!… Hum!… — respondia êle. — Cala a bôca. Quero mais figos e mais nozes.
Quando se encheu de figos e nozes e de água-pé, desatou a rir.
— Agora vou-me divertir, — declarou êle.
Levantou-se do fôfo<noinclude>{{direita|57}}</noinclude>
fef3q7cbvqaxzgt2g182xzt4qmjqib9
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/60
106
232387
557310
496691
2026-08-01T00:18:14Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557310
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>assento que lhe tinham preparado à ré e galgando os bancos foi até à pôpa onde as damas e as aias, cheias de mêdo, se tinham juntado. Pegou numa delas e atirou-a ao ar com tanta fôrça que a pobre senhora subiu a uma grande altura. — Ui! Ui! Ui! — gritava a dama tôda aflita. Quando começou a descer, como naquele tempo as<noinclude>{{esquerda|58}}</noinclude>
pomechcyo2jpwxywz493qld01z23shb
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/61
106
232388
557311
496692
2026-08-01T00:18:50Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557311
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>senhoras usavam muitas saias e com muita roda, as saias abriram-se como uma sombrinha e ela foi descendo devagar como em pára-quedas. Aflita da sua vida, agitava os braços e as pernas como se dançasse no ar e gritava que nem uma possessa. As saias espalhavam-se e viam-se as calcinhas com muitos folhos e<noinclude>{{direita|59}}</noinclude>
da4o21khxd0vnjrthrshgibenm8jdth
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/62
106
232389
557312
496693
2026-08-01T00:19:24Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557312
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>rendinhas. Ainda ela vinha no ar e já o Brutamontes tinha atirado outra dama rindo às gargalhadas e berrando:
— Fogo de vistas! Ai que eu rebento a rir!
Assim, umas atrás das outras, lá foram pelos ares tôdas as damas e as aias. Lá iam com as saias abertas como sombrinhas e as {{hífen|per|perninhas}}<noinclude>{{esquerda|60}}</noinclude>
aqykretm9nlkjx7ih456ri9mwyjjxyv
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/63
106
232390
557313
515048
2026-08-01T00:19:55Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557313
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>{{page break|label=}}
{{Imagem float-p
|file=Ilustração 3 - A História do Palonço Brutamontes.jpg
|width=400px
|align=center
|padb=2em
|padt=2em
|cap=Assim lá foram pelos ares tôdas as damas e aias da princesa…
}}
{{page break|label=}}<noinclude></noinclude>
sb2otl6eb2p9mds2f6u2n3kqc23w9y4
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/65
106
232392
557314
496696
2026-08-01T00:20:26Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557314
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>{{hífen-fim|ninhas|perninhas}} a dar e dar; e o vento levava-as para um lado e para outro até que caíam ao rio! — Plaff! — e ficavam a boiar com as saias tufadas em volta delas e a corrente do rio levava-as como barquinhos.
Acudiu logo muita gente em barcos e salvaram-nas tôdas, ensopadas e com os seus fatos ricos todos {{hífen|estra|estragados}}<noinclude>{{direita|63}}</noinclude>
l44h3gnjeqo6keulqte0mtfecw5iwzw
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/66
106
232393
557315
496697
2026-08-01T00:20:45Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557315
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>{{hífen-fim|gados|estragados}} e os penteados desfeitos que metiam dó.
Quando se viu só no barco com a princesa Smercantina, o Brutamontes, rindo às gargalhadas, caminhou para ela com tenção de a atirar também pelos ares fora. Mas quando chegou perto de Smercantina, parou. A princesa, muito serena e séria, disse-lhe:
{{nop}}<noinclude>{{esquerda|64}}</noinclude>
ien3za2jnyz350xjz3y7ffb5sbtdod2
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/67
106
232394
557316
496700
2026-08-01T00:21:08Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557316
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>— Isso não, Brutamontes. Eu sou a princesa real.
O Brutamontes ficou-se pasmado a olhar para ela como se a visse pela primeira vez. Não lhe tocou. Foi sentar-se nas suas almofadas e resmungou com mau modo:
— Dá-me mais figos e mais nozes.
Mas a princesa, ficou-se a olhar para êle, tôda severa<noinclude>{{Cabeçalho|{{smaller|XXXIII-5}}||65}}</noinclude>
nrchtknyb8jn9r5z7ye7d1v0ywupr25
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/68
106
232395
557317
496701
2026-08-01T00:21:32Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557317
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>e de testa franzida, e não se mexeu.
O Brutamontes não disse uma nem duas. Fechou os olhos e fingiu que adormecia. Encontrara pela primeira vez uma pessoa mais forte do que êle. E essa pessoa era uma mulher, quási uma criança, pequenina e fraca de corpo! O Brutamontes estava pasmado.
{{nop}}<noinclude>{{esquerda|66}}</noinclude>
6hr9h0gs9q398smzyf24gxkgsmp8upq
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/69
106
232396
557318
496703
2026-08-01T00:21:57Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557318
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>Entretanto a dama Furabolos, agarrada à bruxa e a cavalo na vassoura, ia por êsses ares fora, entre as nuvens. Chegaram por fim a casa da feiticeira, que era lá no alto de uma montanha, no meio de uma grande floresta.
— Quem vem lá? — gritou uma voz que parecia um trovão.
{{nop}}<noinclude>{{direita|67}}</noinclude>
q89jymld8qpknpfzx7y4goqh4v80unq
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/70
106
232397
557319
496704
2026-08-01T00:22:24Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557319
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>E apareceu o guarda-portão que era um bicho medonho do tamanho de um elefante, com cabeça de águia, patas de leão e duas asas côr de fogo.
— Nós queremos falar à feiticeira Podetudo que mora aqui, — disse a bruxa.
— Passem de largo, — rugiu o monstro. — Ninguém<noinclude>{{esquerda|68}}</noinclude>
sd36qa0cpa01aa3wjccsjmal358jd0o
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/71
106
232398
557320
515050
2026-08-01T00:22:41Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557320
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>{{page break|label=}}
{{Imagem float-p
|file=Ilustração 4 - A História do Palonço Brutamontes.jpg
|align=center
|width=400px
|cap=E apareceu o guarda-portão que era um bicho medonho…
|padb=2em
|padt=2em
}}
{{page break|label=}}<noinclude></noinclude>
ksm1wob7sigg38tmg9zash45riswo1l
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/73
106
232419
557321
496736
2026-08-01T00:23:15Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557321
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>pode falar à minha ama sem licença especial.
— Esta que vem na minha companhia, — respondeu a bruxa com todo o desembaraço, — é uma grande rainha, senhora de enormes riquezas. Quem lhe responder aqui a uma só pregunta que ela quere fazer, terá um prémio riquíssimo.
O bicho guarda-portão,<noinclude>{{direita|71}}</noinclude>
afyd2k5i848r5ecbqac109wt7wm14xh
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/74
106
232420
557322
496737
2026-08-01T00:23:37Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557322
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>que era muito estúpido e muito cobiçoso, arregalou os olhos.
— Qual é a pregunta? — disse êle.
— Queremos saber como se quebra o feitiço com que a tua ama mudou o grande príncipe Maravilhas no bronco Palonço Brutamontes.
O monstro começou a<noinclude>{{esquerda|72}}</noinclude>
2z7bi7734ltn3tx1sq8lb5eo7xgezty
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/75
106
232421
557323
496738
2026-08-01T00:23:56Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557323
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>roer as unhas das garras com o enorme bico de águia, e preguntou:
— E qual é o prémio que essa tua rainha dá a quem lhe responder?
A bruxa disse:
— Dá um saco de seis alqueires cheio de ouro, sem contar outras coisas.
O bicharoco pôs-se a alisar as penas das asas e a<noinclude>{{direita|73}}</noinclude>
tl34nmzubfses3bs5w7zv6m3hl2sexs
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/76
106
232422
557324
496739
2026-08-01T00:24:24Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557324
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>piscar os olhos. Por fim soltou um berro que até o chão tremeu:
— Tobalco! ó Tobalco!
E então apareceu um anão que não tinha mais de dois palmos de altura. A cabeça parecia uma bola, as pernas eram tortas e a barba vermelha e tão comprida que lhe dava duas voltas à roda do pescoço.
{{nop}}<noinclude>{{esquerda|74}}</noinclude>
sm0ujs4n9uaa6p17ldygqg9e8kmkjwf
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/77
106
232449
557325
496783
2026-08-01T00:24:57Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557325
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>O bicho guarda-portão levou-o para um canto e começou a falar-lhe em segrêdo. A conversa durou muito tempo. Afinal o anão Tobalco disse à bruxa e à dama Furabolos que o acompanhassem e o guarda-portão recomendou-lhes que fizessem tudo que êle lhes dissesse, fôsse lá o que fôsse.
{{nop}}<noinclude>{{direita|75}}</noinclude>
1rvtxjhnuf6xcnorcfbqqef4lsj3i7o
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/78
106
232458
557326
496797
2026-08-01T00:25:28Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557326
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>O anão levou-as por muitos corredores e escadas, ora abaixo, ora acima, sempre a dizer em segrêdo que não falassem nem fizessem barulho. Depois de andarem muito tempo, com tôda a cautela por aquêles corredores escuros e escadas que pareciam não ter fim, o anão parou defronte de uma porta e pôs-se à escuta.<noinclude>{{esquerda|76}}</noinclude>
bw1b9q4c6g43p0cidi7d8pp2lckxzqk
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/79
106
232459
557327
496798
2026-08-01T00:25:54Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557327
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>Depois abriu a porta muito devagarinho, espreitou lá para dentro e fêz entrar as duas. O quarto era grande e estava quási às escuras. O anão escondeu-as detrás de um reposteiro e recomendou-lhes que não se mexessem nem falassem até êle voltar. Lá as deixou e foi-se embora.
Ali ficaram as duas muito<noinclude>{{direita|77}}</noinclude>
qyx0ielxc6ec57ow7xi70cwriu8w6g8
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/80
106
232460
557328
496799
2026-08-01T00:36:05Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557328
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>quietas e caladas durante muito tempo; por fim abriu-se a porta; entrou um vulto grande e acendeu a luz. As duas por detrás do reposteiro viram então que o quarto era enorme. A pessoa que entrara era muito esquisita e medonha. Alta e esguia, com braços e pernas compridíssimos e muito magros. Tinha cara de macaco e,<noinclude>{{esquerda|78}}</noinclude>
lnnabhumfm664u3liv7oo96fkcxfzba
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/81
106
232472
557329
496817
2026-08-01T00:36:26Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557329
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>em lugar de cabelo, picos de porco-espinho espetados. Era com certeza a grande feiticeira Podetudo. Atrás dela vinha o anão Tobalco que foi logo todo lépido acender uma fogueira na lareira.
A feiticeira sentou-se num banco ao pé do lume e disse com uma voz de cana rachada.
{{nop}}<noinclude>{{direita|79}}</noinclude>
7bu9y0iaioihhii4vnp0owvxa6w2oov
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/82
106
232473
557330
496818
2026-08-01T00:36:44Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557330
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>— Então conta lá. Quem eram aquelas mulheres que vieram a cavalo numa vassoura?
— Eram uma rainha e uma bruxa que vinham para saber como haviam de quebrar o feitiço do príncipe Maravilhas que Vossa Senhoria mudou no Palonço Brutamontes.
— E que respondeste<noinclude>{{esquerda|80}}</noinclude>
s1kz7abytc2mjv12brc7gxpx1nzcves
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/83
106
232474
557331
496819
2026-08-01T00:37:11Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557331
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>tu? — preguntou a feiticeira com os olhos a luzir e tôda desconfiada.
— Ora! — disse Tobalco — respondi que não sabia nada disso e que Vossa Senhoria tinha ido viajar.
— E elas?
— Elas montaram na vassoura e abalaram.
— Hum… resmungou a feiticeira Podetudo, e {{hífen|desa|desatou}}<noinclude>{{Cabeçalho|{{smaller|XXXIII-6}}||81}}</noinclude>
pw3xcv1ezyh60tyj2hhtbo7jsfwgxef
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/84
106
232475
557332
496820
2026-08-01T00:37:33Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557332
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>{{hífen-fim|tou|desatou}} a rir às gargalhadas. Ria tanto que se dobrava ao meio; queria falar e não podia tal era a fôrça do riso. Por fim conseguiu falar e disse assim:
— Ai! que eu morro a rir! O feitiço do príncipe Maravilhas não se pode quebrar. Só o poderia quebrar uma princesa de sangue real, herdeira de um grande<noinclude>{{esquerda|82}}</noinclude>
oxmsz66b97w8usbe4oea02r2luz9xsy
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/85
106
232476
557333
515049
2026-08-01T00:37:47Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557333
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>{{page break|label=}}
{{Imagem float-p
|file=Ilustração 5 - A História do Palonço Brutamontes.jpg
|width=400px
|align=center
|cap=— Ai! que eu morro a rir!…
|padb=2em
|padt=2em
}}
{{page break|label=}}<noinclude></noinclude>
pclsbwwbk28g2gtqjv23cwdjjt61lsk
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/88
106
232502
557335
496866
2026-08-01T00:38:41Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557335
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>nunca se pode quebrar! Não há nenhuma princesa real que pudesse ter amor àquêle bruto. Só Vossa Senhoria poderia inventar um tão forte feitiço! Esta é boa! Ah! Ah! Ah!
Ali ficaram os dois a rir como possessos. E tanto riram que caíram para o chão onde se rebolaram e se torceram de riso até que a<noinclude>{{esquerda|86}}</noinclude>
2zuhdlevt44fux482yw77llg2u828c9
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/89
106
232503
557336
496867
2026-08-01T00:39:09Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557336
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>feiticeira Podetudo, estafada de rir, adormeceu. Tobalco aproximou-se dela, soprou-lhe para as ventas grandes baforadas do fumo do seu cachimbo e, quando a viu tão quieta que parecia morta foi muito devagarinho buscar lá detrás do reposteiro a bruxa e a dama Furabolos.
Mas nisto, a dama {{hífen|Fura|Furabolos}}<noinclude>{{direita|87}}</noinclude>
ixpix95288so3r1dgxwtspmskuwwwqf
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/90
106
232505
557337
496869
2026-08-01T00:39:31Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557337
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>{{hífen-fim|bolos|Furabolos}} que se constipara quando ia pelos ares a cavalo na vassoura, não podendo conter-se mais, largou um espirro que parecia uma descarga de metralhadora.
— At… chim!
— Eia! com trinta mil macacos! — disse o anão Tobalco, todo aflito.
E a correr, levou a bruxa e a dama para fora do<noinclude>{{esquerda|88}}</noinclude>
9d7paifuawugd56mc6xt5l2zx1p3ugz
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/91
106
232506
557338
496870
2026-08-01T00:40:00Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557338
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>quarto, abriu uma grande janela ao fundo de um corredor e disse-lhes:
— Agora podem fugir. Mas que é do saco de dinheiro?
A bruxa que era espertalhona, respondeu dando-lhe um sacho pequenino que tirou do bôlso:
— Vai fazer uma cova debaixo da acácia grande<noinclude>{{direita|89}}</noinclude>
kag0hxeg4nx5mny8lsujhimzwg2go7i
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/87
106
232507
557334
496871
2026-08-01T00:38:17Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557334
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>reino, e que lhe tivesse tanto amor, tanto amor… Ah! Ah! Ah!… Deixa-me rir!.. Tanto amor, que quisesse para marido o Palonço Brutamontes!…
O anão Tobalco desatou a rir também com quanta fôrça tinha.
— Ah! Ah! Ah! — berrava êle torcendo-se de riso. — Isso é um feitiço que<noinclude>{{direita|85}}</noinclude>
ki56e0b3mf0iucipq50p3f2ft3ficz9
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/92
106
232508
557339
496872
2026-08-01T00:40:21Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557339
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>que está à entrada desta casa. Lá encontrarás o saco de dinheiro. Mas só o hás-de encontrar quando eu e esta dama, estivermos a salvo.
Nisto ouviu-se um estrondo enorme e no meio de grande fumarada apareceu a feiticeira Podetudo, furiosa, aos berros, aos saltos, fazendo caretas horríveis:
{{nop}}<noinclude>{{esquerda|90}}</noinclude>
on8by04ft5muedpmt7xy0ui7fic21ij
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/93
106
232509
557340
496873
2026-08-01T00:40:43Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557340
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>— Onde estão elas? Onde estão essas bruxas que se atreveram a enganar-me?
Acordara com o espirro da dama Furabolos e logo percebera o que se passava; vinha como um furacão, disposta a vingar-se.
Mas a bruxa e a dama, tinham montado na vassoura e já ninguém as via, escondidas por detrás das nuvens.
{{nop}}<noinclude>{{direita|91}}</noinclude>
596847ydaspjq6ruf2x0wwf5lnyfba8
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/94
106
232510
557341
496874
2026-08-01T00:41:06Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557341
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>Lá no palácio real, o Palonço Brutamontes, estava no seu aposento, sentado à janela, muito quieto e calado.
Desde aquêle passeio no rio, nunca mais ninguém lhe ouvira a voz. Nunca mais fizera uma brutalidade. Passava horas a cismar, com a cabeça encostada às mãos e a testa tôda franzida,<noinclude>{{esquerda|92}}</noinclude>
386powophyg9uq8vrg480wqxy5pcjfk
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/95
106
232511
557342
496876
2026-08-01T00:41:26Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557342
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>no esfôrço que fazia para pensar.
Quando lá no barco se aproximara da princesa Smercantina para a atirar pelos ares, e que encontrara o seu olhar calmo e sereno, percebera de repente que havia uma fôrça muito maior do que a dos seus braços. A fôrça calma e invencível do amor {{hífen|verda|verdadeiro}}<noinclude>{{direita|93}}</noinclude>
5tpdqpaxtu8smpidqlty4l0bpe6knbt
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/96
106
232512
557343
496878
2026-08-01T00:41:47Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557343
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>{{hífen-fim|deiro|verdadeiro}}, a fôrça de uma vontade pura e forte que nenhuma outra fôrça pode vencer. No seu coração, que o feitiço da Podetudo adormecera, acendera-se de repente uma grande claridade.
A princesa esteve muitos dias sem ir visitá-lo; e êle entristecera tanto que nem queria comer.
Por fim Smercantina,<noinclude>{{esquerda|94}}</noinclude>
4fc3egfeo42k4cvhn7do3o1cbw5po9o
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/97
106
232513
557344
496879
2026-08-01T00:42:07Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557344
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>bateu-lhe uma bela manhã à porta do quarto. Furabolos e a bruxa tinham voltado e tinham dito à princesa o segrêdo do feitiço.
— Trago-te aqui mais nozes e mais figos — disse Smercantina com um sorriso lindo.
Nesse instante quebrou-se o feitiço. O Brutamontes caiu para a banda como se<noinclude>{{direita|95}}</noinclude>
be4csmn49uc8ha6kupvqz70xl98npqz
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/98
106
232514
557345
496880
2026-08-01T00:47:24Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557345
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>estivesse morto. E, quando à fôrça de cuidados e de amor, a princesa conseguiu fazê-lo voltar a si, o Brutamontes transformara-se no príncipe Maravilhas.
Levantou-se, ajoelhou aos pés de Smercantina e disse-lhe assim:
— Ai, princesa do meu coração! Fôste tu que me salvaste. Fôste tu que à<noinclude>{{esquerda|96}}</noinclude>
7gvxmi2gc4e5uxku70anks3wz3hfbfn
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/99
106
232515
557346
496881
2026-08-01T00:47:45Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557346
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>fôrça de amor me livraste daquela prisão de estupidez e de brutalidade onde a maldade da feiticeira me tinha prêso. Sou o príncipe Maravilhas. Meu pai é um grande rei. E peço-te, Smercantina, que me perdôes a brutalidade e a estupidez de que tanto me envergonho. Queres casar comigo?
{{nop}}<noinclude>{{Cabeçalho|{{smaller|XXXIII-7}}||97}}</noinclude>
enw1cdc4grusx6d30mhcjnkafsq078f
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/100
106
232516
557347
496882
2026-08-01T00:48:03Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557347
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>A princesa, abrasada de alegria, estendeu-lhe a mão e não pôde responder porque a sua felicidade era tão grande que nem a deixava falar.
As festas do casamento foram um esplendor. O rei, pai de Smercantina, não cabia em si de contente. O príncipe e a princesa viveram muitos e muitos<noinclude>{{esquerda|98}}</noinclude>
m8h0jslfn4zmlf1l5oictxriv7spu8v
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/101
106
232517
557348
496883
2026-08-01T00:48:16Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557348
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>anos, sempre muito amigos e felizes e tiveram muitos filhos tão lindos e bons como êles.
{{dhr|2}}
{{center|FIM}}<noinclude>{{direita|99}}</noinclude>
moeu0gf3put3lun1oqrqe0z05yqzke3
Página:História do Palonço Brutamontes.pdf/104
106
232527
557349
498602
2026-08-01T00:48:34Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Validada */
557349
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>{{center|{{serifa|CONTOS DE ENCANTAR}}|fs=170%}}
{{center|(série Joaninha)|fs=125%}}
{|style="margin-left: auto; margin-right: auto; border: none; width: 30em;"
|VOLUMES PUBLICADOS:
|+
|1 - João Feliz
|17 - A Bruxa do Bosque
|+
|2 - A Lebre e o Ouriço
|18 - A Princesa encantada
|+
|3 - Branca de neve e Rosa
Encarnada
|19 - A cabeça da Medusa
|+
|4 - João Fiel
|20 - A Rainha das Abelhas
|+
|5 - O Alfaiatinho Valente
|21 - O Rei das orelhas de burro
|+
|6 - O Coelho matreiro
|22 - O Anel Mágico
|+
|7 - A orelha do diabo
|23 - O Cãozinho Azul
|+
|8 - Vingança de Colibri
|24 - Pinto Pintalegrete
|+
|9 - O Dragão das escamas
de aço
|25 - O Sonho do Pastorinho
|+
|10 - A Raposa e o Lôbo
|26 - O Mágico do Castelo das
Nuvens
|+
|11 - A Pombinha branca
|27 - A Burrinha Toleirona
|+
|12 - A última varinha de
condão
|28 - Sempre Pronto
|+
|13 - O nariz comprido
|29 - As três bolas de sabão
|+
|14 - Os anões da floresta
|30 - O coelhinho verde
|+
|15 - Sete varinhas de ginjeira
|31 - A Menina Tartaruga
|+
|16 - As três engeitadas
|32 - História de Alarico sem fel
|}
{{dhr|2}}
{{center|{{serifa|LIVRARIA CLASSICA EDITORA}}|fs=150%}}<noinclude>{{smaller|OFICINA GRÁFICA, LIMITADA}}</noinclude>
7f4ewfx1oebxgt0rkdr6u9xg5stphn8
A Fada Loira
0
233132
557354
521862
2026-08-01T01:11:25Z
BlitzkriegBoop
37692
Adicionada referência a galeria
557354
wikitext
text/x-wiki
{{navegar
| título = A Fada Loira
| autor = Maria O'Neill
| tradutor =
| seção =
| anterior =
| posterior =
| notas = {{download}}
| ano = 1917
| commons =
| commonscat =
| wikiquote =
| wikidata = Q124129025
}}
<pages index="Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf" from="5" to="132" />
[[Categoria:Maria O'Neill]]
0a0jo9rdtfm9366asrzmzygowgwlla3
Para Divertir
0
236052
557362
521863
2026-08-01T01:28:53Z
BlitzkriegBoop
37692
557362
wikitext
text/x-wiki
{{navegar
| título = Para Divertir
| autor = Maria O'Neill
| tradutor =
| seção =
| anterior =
| posterior =
| notas = {{download}}
| edição_override = {{edição/originais}}
}}
<pages index="Maria O'Neill - Para Divertir.pdf" from=5 to= />
[[Categoria:Maria O'Neill]]
gng0m30il7y89dufo7e7g1dxr0q3wjc
Severina (1890)
0
237281
557363
522442
2026-08-01T01:54:59Z
BlitzkriegBoop
37692
adicionada predefinição de download
557363
wikitext
text/x-wiki
{{navegar
| título = Severina
| autor = Guiomar Torresão
| tradutor =
| seção =
| anterior =
| posterior =
| notas = {{download}}
| edição_override = {{edição/originais}}
}}
<pages index="Severina_(1890).pdf" from="1" to="1"/>
{{Page break|label=}}
<pages index="Severina_(1890).pdf" from="2" to="22"/>
[[Categoria:Severina| ]]
90zwxhng5tbpamudemsqrm9vgz14ygu
Página:Diana de Liz - Memorias duma mulher da epoca.pdf/244
106
241787
557365
520297
2026-08-01T02:19:08Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Revista */
557365
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>__NOTOC__
{|style="border-style: dashed; border-width: 8 px;"
|
=== LIVRARIA EDITORA ===
==='''GUIMARÃES & C.ª'''===
{{Bloco centro
|
== Colecção Guimarães ==
ROMANCES DE BONS AUTORES ESTRANGEIROS<br>
E NACIONAIS
}}
====VOLUMES PUBLICADOS:====
<ol style="list-style-type:upper-roman;">
<li>— '''Duas Almas''' (''Climats''), de André Maurois.</li>
<li>— '''Miseraveis''' (''Cañas y barro''), de Blasco Ibañez</li>
<li>— '''Romance duma rapariga russa''',<br>de Henry Gréville.</li>
<li>— '''Contos a Ninom''', de Zola.</li>
<li>— '''A mulher de uma noite''', de Alfredo<br>Machard.</li>
<li>— '''O romance do capuchinho''', de Henri<br>Murger.</li>
<li>— '''Saudades''' (''Historia de Menina e Moça'') de Ber-<br>nardim Ribeiro</li>
<li>— '''O dinheiro''' (''David Golder''), de Iréne Nemi-<br>rowsky.</li>
<li>— '''O deserto do amor,''' de François Mauriac.</li>
<li>— '''Oásis,''' de Jerôme e Jean Tharaud.</li>
<li>— '''A Dama das Camélias,''' de Alexandre<br>Dumas, filho.</li>
<li>— '''Mãe amiga, filha moderna,''' de Hu-<br>guette Garnier.</li>
<li>— '''O Sonho,''' de Zola.</li>
<li>— '''Sapho,''' de Daudet.</li>
<li>— '''Viagens na minha terra,'''de Garr tt.</li>
</ol>
====VOLUME NO PRELO:====
'''A Sonata de Kreutzer,''' de Tolstoi.
Preco de cada volume da ''Colecção Guimarães :'' em bro-<br>chura, 6$00 ; enc. em percalina, 10$00.
{{Bloco centro
|
==='''A colecção mais interessante, variada e economica'''===
}}
|}
{{Bloco centro
|
===== IMP, LUCAS & C.ª — RUA DIARIO DE NOTICIAS, 61 — LISBOA =====
}}<noinclude></noinclude>
3mciimil1nnp0vhnvnnzbcjrrlhljic
Utilizador:Trooper57
2
245626
557263
555313
2026-07-31T19:10:11Z
Trooper57
24584
/* Casas */
557263
wikitext
text/x-wiki
<pre>{{Páginas em falta|44, 45}}
{{Remover páginas|44, 45}}
{{c|class=capa|}}
{{Quebra de página|separador=2}}</pre>
==Casas==
<gallery>
Garnier Frères logo.svg|Garnier
Logo Livraria Moderna.png|Livraria Moderna Magalhães & Cia.
Marca editorial de Horácio Sabino.png|Horácio Sabino
Logo Laemmert.png|Laemmert
Lugan & Genelioux logo.png|Lugan & Genelioux
Imprensa Libanio da Silva 1908.jpg|Libanio da Silva
</gallery>
==Fim==
* [[Arte da Lingua Brasilica]]
==Em progreſſo==
* [[Galeria:Chronica da Companhia de Jesu do estado do Brasil- e do que obrarão seus filhos nesta parte do Nouo Mundo. - Tomo primeiro da entrada da (IA chronicadacompan02vasc).pdf]]
* [[Galeria:História dos animais e árvores do Maranhão]]
* [[Galeria:Dialogos das grandezas do Brasil.pdf]]
* [[O Selvagem]]
* [[Tratado descritivo do Brasil em 1587]]
* [[História da Província Santa Cruz]]
* [[Tratados da terra e gente do Brasil]]
* [[Diálogos das grandezas do Brasil]]
==Um dia eu faſſo==
* [[Compendio de Botanica]]
* [[Diccionario portuguez, e brasiliano]]
* [[Epigrammas portuguezes]]
* [[Faróis (Cruz e Sousa)]]
* [[Raios de Extincta Luz]]
* [[Últimos Cantos]]
* [[As Victimas-Algozes]]
* [[As Minas de Salomão]]
33i2ka8b13pwliqdb0tx6ovra781u3c
Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/158
106
250441
557244
556986
2026-07-31T13:56:47Z
Leonordeoliveiramartins
41055
/* Validada */
557244
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|{{sc|61}}|CONTRATO COPRA|}}</noinclude>'''[[:d:Lexeme:|Cônsul.]]''' Conc., Tet., Gal. ''kónsul''. — * Camb., * Siam. ''cŏngsul'' (do francês). — * Pid.-Engl. ''consu'' (provávelmente do inglês)<ref>«Hum que servia entre elles de ''Xabandar'', officio como entre nós os '''consules''' da nação». Barros, Déc. II, VI, 3.</ref>.
'''[[:d:Lexeme:L448608|Conta.]]''' Conc. ''kont''. Term. vern. ''hixôb'', ''lekh'', ''lekhó'', ''gaṇṭí'', ''bábat'', ''sankhyá''. — Mal. ''kunta''. Term. vern. ''kíra-kíra''. — Tet., Gal. ''konta''. Term. vern. ''rótus''.
'''[[:d:Lexeme:|Contas]]''' (de reza). Conc. ''kont''. Term. vern. ''mālá'', ''zapmālá'', ''samarṇí''. — Sing. ''kôntaya'', ''kontêya''. Term. vern. ''akxa'', ''māláva'', ''japamāláva''. Malayál. ''konta''. — Tet. ''kontas''. — Jap. ''kontasu''<ref>«Afonso d'Albuquerque... com humas '''contas''' na mão, e seu page, com hum livro de rezar, detrás, se foi á Igreja». Gaspar Correia, I, p. 982.
«Reparti muitas '''contas''', cruzes douradas, veronicas e outros prémios». A. F. Cardim, p. 162.</ref>.
'''[[:d:Lexeme:|Contente.]]''' Mal. ''contento'' (Haex). — Tet. ''konténti''. Term. vern. ''sólok'', ''mók''.
'''[[:d:Lexeme:L676261|Contra.]]''' Conc. ''kontr'' (tambêm «contrário»). Term. vern. ''áḍ''. — Tet. ''kontra''. Term. vern. ''sákar''.
'''[[:d:Lexeme:L449077|Contrato.]]''' Conc., Mar., Sing. ''kontrát''. Tambêm «negócio, monopólio». Term. neo-áricos ''kablát'', ''karár''; ''khaṇḍ'', ''khotí'', ''guttó''. — ? Bug. ''kóntarā''. Do hol. ''contract'', segundo Matthes. — Tet., Gal. ''kontrátu''.
''Kontrát karunk'', contratar; ter monopólio; negociar, traficar. ''Kontrát ghevunk'', tomar monopólio. Concani.
'''[[:d:Lexeme:|Contra vontade.]]''' Conc. ''kontrāvontád'' (p. us.) Term. vern. ''khuxê bháyr''. — Tet. ''kontrāvontádi''. Term. vern. ''hírus''.
'''[[:d:Lexeme:L447896|Convite.]]''' Conc. ''komvít''. Term. vern. ''āpauṇém''. — Tet. ''konvíti''. Term. vern. ''téne''.
'''[[:d:Lexeme:|? Copaíba.]]''' Jap. ''kapaibe''.
Entrado talvez por via do ingl.
'''[[:d:Lexeme:L501594|Cópia]]''' («traslado»). Conc. ''kóp''. Term. vern. ''nakal'', ''prat''. ''Kop kāḍhunk'', ''kopyár-karunk'', copiar. Term. vern. ''utrunk''. — Tul. ''koppi''. — Tet., Gal. ''kópi'' (tambêm «copiar»). Term. vern. ''bonáti''.
'''[[:d:Lexeme:L222272|Copo.]]''' Conc. ''kóp''. — Sing. ''kóppaya'', ''kóppe''. ''Loku kóppaya'' (lit. «copo grande»), bacia. — Malayál. ''kóppa''. — Tel. ''kōpá''. — Tul. ''kópu''. — Ann. ''côc''. — Tonk. ''côc''. — Tet., Gal. ''kópu'', ''kóbu''. — Jap. ''kóppu''. Tambêm significa «chávena», no que talvez tenha havido influência do hol. ''kop'' ou do ingl. ''cup''. Term. vern. ''ippai''. — Ar. ''koba''.
Em concani designa tão sómente «copo de vinho» e (fig.) «vinho». O copo de água chama-se ''vidr'' = vidro. ''Kóp ghevunk'', beber um copo. ''Kopíst'', copista, beberrão.
'''[[:d:Lexeme:L500594|Copas]]''' («naipe de cartas»). Conc. ''kopám''. — Bug. ''kópasā''.
'''[[:d:Lexeme:|Copra]]''' («amêndoa sêca de côco»). Indo-ingl. ''coprah''. — Indo-franc. ''copre''.
O étimo imediato do vocábulo
== Notas ==
<references /><noinclude></noinclude>
b87o5q25nrf46beyilfhyvb4vikachf
Autor:Antônio de Castro Lopes
102
253816
557261
553384
2026-07-31T17:19:13Z
Trooper57
24584
557261
wikitext
text/x-wiki
{{Autor
| InicialUltimoNome = L
| nacionalidade = {{BRAn|o}}
| data_nascimento = {{dni|5|1|1827|si}}
| data_morte = {{morte|11|5|1901|5|1|1827}}
| MiscBio = '''Antônio de Castro Lopes''' foi um médico e escritor brasileiro.}}
==Obras==
{{Lista de documentos início|notas=Notas}}
{{documento|data=1847|título=Abamoacara|gênero=peça}}
{{documento|data=1847|título=Ode saphica em latim por occasião do nascimento do principe imperial dom Affonso}}
{{documento|data=1848|título=Dissertação acerca da utilidade da dôr|gênero=tese}}
{{documento|data=1850|título=Novo systema de estudar a lingua latina}}
{{documento|data=1855|título=O mundo e o progresso}}
{{documento|data=1857|título=Amaryllis}}
{{documento|data=1860|título=Arte de ganhar dinheiro}}
{{documento|data=1860|título=O episodio de Ignez de Castro}}
{{documento|data=1860|título=Memoria sobre a utilidade do estudo da lingua latina}}
{{documento|data=1861|título=Catechismo de agricultura para uzo das escolas da instrucção primaria do Brazil}}
{{documento|data=1863|título=Saudação à aurora}}
{{documento|data=1865|título=Theatro}}
{{documento|data=1870|título=Vida e feites do doutor Semana}}
{{documento|data=1873|título=Synopse do estado da empreza predial}}
{{documento|data=1880|título=Acrostico a Luiz de Camões}}
{{documento|data=1881|título=Discurso proferido na 375ª conferencia publica da escola da freguezia da Gloria}}
{{documento|data=1881|título=Memoria sobre a possibilidade e conveniencia da suppressão dos annos bissextos}}
{{documento|data=1882|título=Conferencias sobre a homoeopathia}}
{{documento|data=1882|título=Um sonho astronomico}}
{{documento|data=1889|título=Ressurreições|gênero=poesia}}
{{documento|data=1889|título=Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis|galeria=Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf}}
{{documento|data=?|título=Diccionario classico latino e Portuguez|notas=obra inédita}}
{{Lista de documentos final}}
==Traduções==
{{Lista de documentos início|tn|autor}}
{{documento|data=1856|título=Epitome historiae sacrae|tn=[[s:la:Epitome historiæ sacræ|{{lang|la|Epitome historiae sacrae}}]]|autor=Charles François Lhomond}}
{{documento|data=1880|título=Deveres do homem por Silvio Pellico|tn={{lang|it|Dei doveri degli uomini: discorso ad un giovane di Silvio Pellico da Saluzzo}}|autor=Silvio Pellico}}
{{Lista de documentos final}}
==Edições==
{{Lista de documentos início|tn|autor|notas=Tradutor}}
{{documento|data=1868|título=O medico do povo|tn=?|autor=Benoît Jules Mure|notas=Joaquim José da Silva Pinto}}
{{Lista de documentos final}}
==Referências==
* {{Link DBB|Antônio de Castro Lopes}}
{{Brasil DP-Autor|morte=1901}}
{{autores}}
{{controle de autoridade}}
[[Categoria:Antônio de Castro Lopes]]
[[Categoria:Autores cariocas]]
m9w1y5tl5ac7n6577a671wu6kvcm6bm
Galeria:Diccionario do Theatro Portuguez.djvu
104
255146
557266
557207
2026-07-31T19:20:33Z
Trooper57
24584
557266
proofread-index
text/x-wiki
{{:MediaWiki:Proofreadpage_index_template
|Type=book
|Título=[[Diccionario do Theatro Portuguez]]
|Subtítulo=
|Language=pt
|Autor=[[Autor:António de Sousa Bastos|António de Sousa Bastos]]
|Tradutor=
|Editor=
|Ilustrador=
|Edição=
|Volume=
|Editora=Imprensa Libanio da Silva
|Gráfica=
|Local=Lisboa
|Ano=1908
|ISBN=
|Fonte={{commons|Diccionario do Theatro Portuguez.djvu}}
|Imagem=
|Capa=7
|Progresso=C
|Páginas=<pagelist
1to8="-"
5="falsa folha de rosto"
7="folha de rosto"
9="5"
10="-"
12="-"
380="-"
382="-"
385to392="-" />
|Tomos=
|Volumes=
|Notas=
|Sumário={{Índice auxiliar|
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Á memoria de José Carlos dos Santos|Á memoria de José Carlos dos Santos]]
* [[Diccionario do Theatro Portuguez/Só duas palavras|Só duas palavras]]
{{Autores/Diccionario do Theatro Portuguez}}}}
|Epígrafe={{Página:Diccionario do Theatro Portuguez.djvu/7}}
{{Quebra de página|separador=2}}
|Width=
|Css=
|Header=
|Footer=
|Modernização=S
}}
qgjbdcz50l00k8khlkvsrircpe91s0c
Página:Diccionario do Theatro Portuguez.djvu/7
106
255150
557264
557206
2026-07-31T19:13:08Z
Trooper57
24584
/* Revista */
557264
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{c|class=capa|{{X-larger|SOUSA BASTOS}}{{Rule}}
{{dhr}}
{{Xx-larger|DICCIONARIO}}
{{fine|{{sc|do}}}}
{{Xxxx-larger|Theatro Portuguez}}
{{dhr}}
{{traço}}
{{dhr}}
OBRA PROFUSAMENTE ILLUSTRADA
{{dhr|3}}{{Imagem float-p
|file=Imprensa Libanio da Silva 1908.jpg
|align=center
|width=100px}}{{dhr|3}}
{{fine|LISBOA}}{{traço}}{{fine|{{sc|Imprensa Libanio da Silva}}{{Quebra}}''29, Rua das Gaveas, 31''}}{{traço}}{{fine|1908}}
}}<noinclude></noinclude>
jbsnjyhyphhceg5wuapci87bx04wdth
Página:Diccionario do Theatro Portuguez.djvu/13
106
255155
557270
557220
2026-07-31T19:47:04Z
Trooper57
24584
557270
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="Trooper57" />{{Extrair imagem}}</noinclude>{{t2|DICCIONARIO DO THEATRO PORTUGUEZ}}
{{traço}}
{{c|{{Xxxx-larger|'''A'''}}}}
<section begin="Aba"/>'''Aba''' — Peça saliente dos bastidores ou de qualquer reprego, que ordinariamente se préga com machas-femeas, para se dobrar e melhor se prestar á arrumação.
<section end="Aba"/>
<section begin="Abafadores"/>'''Abafadores''' — Assim são denominados os espectadores que, principalmente nas primeiras representações, tratam sempre de impedir os applausos. Quando as palmas querem romper para festejar qualquer scena ou o desempenho de qualquer artista, ouvem-se immediatamente os prolongados «schius!» dos ''apagadores'' ou ''abafadores''.
<section end="Abafadores"/>
<section begin="Abafar"/>'''Abafar''' — É o que fazem os ''abafadores'' nos theatros, impedindo por diversas formas os applausos do publico sincero. V. [[Diccionario do Theatro Portuguez/Abafadores|''abafadores'']].
<section end="Abafar"/>
<section begin="Abaixamento de voz"/>Abaixamento de voz Os cantores são
bastantes vezes e quasi repentinamente accommettidos
de abaixamento de voz, causado
por cançaço ou desarranjo nas cordas vocaes,
o que lhes não permitte dar as notas
limpidas e os obriga a desafinar. Muitas vezes
são os espectaculos de opera interrompidos,
porque qualquer cantor soffreu um
abaixamento de voz e não pode continuar
cantando.—
Abarrotar Quando a sala do espectaculo
está completamente cheia, sem que n’ella
caiba mais uma unica pessoa, diz-se que
está a abarrotar.
Abatimento É máu indicio sempre que
um theatro soffre abatimento nos preços dos
seus logares, pois que manifesta falta de concorrencia.
O abatimento costuma fazer-se
aos assignantes de certo numero de recitas.
Abertura Musica executada pela orchestra
antes de subir o panno. V. Symphonia.
Abono O adiantamento que a empreza
faz a qualquer artista ou empregado. Muitos
empregam a palavra abono como synonimo—
de assignatura. A palavra n’esse sentido é
mal empregada, porque não é portugueza.
Abreviaturas na marcação Quando a
marcação de qualquer peça se faz no proprio
manuscripto ou na brochura, como não ha
espaço para mais, fazem-se as indicações em
abreviaturas da seguinte forma: p. 1, passa a
um; -s. a 3, senta se a 3; Alb. Car. Jul. Henr.
— Alberto a 1, Carlos a 2 na 2. linha, Julia
a 3 tambem na 2. linha, Henrique a 4;
sob. a 6-sóbe a 6; = lev.-levanta-se;
e desc. a 5-rodeia e desce a 5; <= e assim
successivamente.
rod.
Abrilhantar — Diz-se de um bom artista
que vae tomar parte n’um espectaculo, que
vae abrilhantar o espectaculo. O mesmo se
póde dizer de qualquer peça ou de qualquer
scena importante n’uma recita. Diz-se por
exemplo: «Abrilhantou o espectaculo o grande
actor Taborda» ou «O espectaculo foi
abrilhantado pela deliciosa peça A Ceia dos
Cardeaes.»
Abrir o theatro — Quando, no começo da
epocha, um theatro dá o seu primeiro espectaculo,
diz se que o theatro vae abrir. Se,
per qualquer circumstancia, o theatro fechar
no meio de uma epocha e d’ahi a pouco
recomeçar os seus espectaculos, diz-se que o
theatro reabriu. Quando se trata d’uma casa
d’espectaculos nova, que tem de ser inaugurada,
diz-se tambem que o novo theatro
vae abrir as suas portas.
Abrir para fóra-Todas as portas de sahida
do theatro devem abrir para o exterior
do edificio e, durante os espectaculos, de.
vem estar promptas a poderem ser pelos
porteiros rapidamente franqueadas ao publico,
em caso de incendio ou panico.
Abusar É sempre inconveniente abu-—
<section end="Abaixamento de voz"/><noinclude></noinclude>
80z1bgb9pjbkcfb7j2en8q6vncevm1j
Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/90
106
255158
557245
2026-07-31T15:37:55Z
Erick Soares3
19404
/* Revistas e corrigidas */
557245
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>CAPITULO VIII
{{t2|{{sc|a setenta e oito mil cento e quatorze leguas}}|CAPITULO VIII}}
{{dhr|3}}
Que se teria passado? Dʼonde proviria a causa dʼaquella singular embriaguez, cujas consequencias podiam ser tāo fataes?
De uma simples imprudencia de Miguel, que, por grande fortuna, Nicholl poude remediar a tempo.
O capitāo, que foi o primeiro a recuperar os sentidos, passados alguns minutos de verdadeiro desmaio, volveu ao completo
exercicio das faculdades intellectuaes.
Apesar de ter almoçado duas horas antes, sentia uma fome
errivel, que o apertava como se ha muitos dias nāo coméra.
Tudo nʼelle, o estomago como o cerebro, estava sobreexcitado no mais alto grau. Levantou-se, pois, e exigiu de Miguel
uma refeiçāo supplementar. Miguel estava tāo anniquilado que
nem lhe respondeu. Nicholl quiz entāo arranjar algumas chavenas de chá destinadas a facilitar a absorpçāo de uma duzia
de sandwiches, e tratou primeiro que tudo de arranjar lume
para o que esfregou no chāo um phosphoro.
Qual foi a surpreza de Nicholl quando viu incendiar-se o enxofre com tāo extraordinario clarāo, que a vista mal lhʼo po-<noinclude></noinclude>
63ojtovhpm0yomz7u1xjcb6qwtq47ms
557246
557245
2026-07-31T15:38:08Z
Erick Soares3
19404
557246
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{sc|a setenta e oito mil cento e quatorze leguas}}|CAPITULO VIII}}
{{dhr|3}}
Que se teria passado? Dʼonde proviria a causa dʼaquella singular embriaguez, cujas consequencias podiam ser tāo fataes?
De uma simples imprudencia de Miguel, que, por grande fortuna, Nicholl poude remediar a tempo.
O capitāo, que foi o primeiro a recuperar os sentidos, passados alguns minutos de verdadeiro desmaio, volveu ao completo
exercicio das faculdades intellectuaes.
Apesar de ter almoçado duas horas antes, sentia uma fome
errivel, que o apertava como se ha muitos dias nāo coméra.
Tudo nʼelle, o estomago como o cerebro, estava sobreexcitado no mais alto grau. Levantou-se, pois, e exigiu de Miguel
uma refeiçāo supplementar. Miguel estava tāo anniquilado que
nem lhe respondeu. Nicholl quiz entāo arranjar algumas chavenas de chá destinadas a facilitar a absorpçāo de uma duzia
de sandwiches, e tratou primeiro que tudo de arranjar lume
para o que esfregou no chāo um phosphoro.
Qual foi a surpreza de Nicholl quando viu incendiar-se o enxofre com tāo extraordinario clarāo, que a vista mal lhʼo po-<noinclude></noinclude>
s0ka7t54m1cs2m74u9rz758chpiv7ev
Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/91
106
255159
557247
2026-07-31T15:41:35Z
Erick Soares3
19404
/* Revistas e corrigidas */
557247
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|85|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>dia aturar. Do bico de gaz que accendeu rebenton tambem uma
chamma tal que só podia comparar-se com os jactos da luz
electrica.
Esses factos foram como que uma revelaçāo para o espirito
de Nicholl. A intensidade da luz, as perturbaçōes physiologicas que experimentára, a sobreexcitaçāo de todas as faculdades moraes e affectivas, tudo comprehendeu entāo.
— Era o oxygenio! exclamou.
E, curvando-se para o apparelho de ar, viu que a torneira
deixava sair a jorros o gaz incolor, insipido e inodoro, eminentemente vital, mas que no estado de pureza produz perturbaçōes graves no organismo. Miguel deixára, por estouvamento,
completamente aberta a torneira do apparelho.
Nicholl tratou immediatamente de pôr cobro ao esgoto do
oxygenio, de que a atmosphera estava já saturada, e que teria
por consequencia a morte dos viajantes, nāo por asphyxia, mas
por combustāo.
Passada uma hora já o ar menos carregado permittia aos
pulmōes que funccionassem normalmente. Os tres amigos restabeleceram-se a pouco e pouco da embriaguez, mas sempre
tiveram que ''cozer'' a do oxygenio, como os bebados ''cozem'' as de
vinhaça.
Miguel, quando soube qual era a parte da responsabilidade.
que lhe cabia dʼaquelle incidente, nem por isso se mostrou
muito penalisado. Aquella inesperada embriaguez quebrára a
monotonia da viagem. Muita tolice se dissera, é verdade, sob
o influxo dʼella, mas tambem tāo depressa se disseram como
se esqueceram.
— E demais, acrescentou o alegre francez, nāo tenho pena
de ter provado dʼesse gaz inebriante. Sabem o que lhes digo,
amigos, é que se podia fundar um estabelecimento curioso,
com gabinetes de oxygenio, onde as pessoas de organismo debilitado podessem viver vida mais activa, por espaço de algumas horas! Ora imaginem lá uma reuniāo em que o ambiente
estivesse saturado dʼesse fluido heroico, imaginem um theatro
cujos emprezarios se lembrassem de encher a sala de oxygenio<noinclude></noinclude>
50rhudm008ldkbrrsnc586vkjsvw3pm
Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/92
106
255160
557248
2026-07-31T15:45:43Z
Erick Soares3
19404
/* Revistas e corrigidas */
557248
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|86|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>em alta dóse; que paixāo na alma dos actores e dos espectadores, que fogo, que enthusiasmo! e se, em vez de saturar
uma assembléa, se saturasse um povo inteiro, que actividade
de faneçōes, que acrescimo de vida o gaz lhe ministraria! Talvez se podesse assim transformar nʼuma naçāo gasta e esgotada
nʼuma naçāo grande e forte, e mais de um estado conheço eu
da nossa velha Europa que com fundados motivos deveria usar
do regimen do oxygenio!
Miguel fallava, exaltava-se por fórma tal, que fazia suppor
que a torneira ainda estava aberta de mais. Porém, Barbicane,
com uma só phrase, cortou-lhe as azas ao enthusiasmo.
— Tudo isso é muito bonito, amigo Miguel, disse; mas farás
favor de nos dizer dʼonde vieram estas gallinhas que fizeram
côro commosco ?
— As gallinhas ?
— Sim.
E na realidade passeavam de um lado para o outro dentro
do projectil, esvoaçando e cacarejando, meia duzia de gallinhas
e um gallo magnifico.
— Ora! as estonteadas! exclamou Miguel. Foi de certo o oxygenio que as poz em revoluçāo!
— Mas que queres fazer das gallinhas? perguntou Barbicane.
— Ora essa? acclimal-as na Lua.
— Para que servia entāo escondel-as ?
— Brincadeira, estimavel presidente, nada mais que uma
brincadeira que se gorou míseravelmente ! Queria largal-as,
sem dizer palavra, no continente lunar. Hein ! Qual seria o vosso assombro ao ver estes volateis terrestres buscando alimento pelas campinas da Lua!
— Ah ! gaiato ! eterno gaiato ! respondeu Barbicane, tu é que
nāo precisas de oxygenio para te exaltar essa cabeça ! Estás
sempre como nós estavamos sob o influxo dʼesse gaz ! Essa cabeça anda sempre á rasāo de juros!
— Sim ? e quem te diz a ti que nāo era entāo que estavamos
em perfeito juizo ! replicou Miguel Ardan.
Depois dʼesta philosiphica reflexāo, os tres amigos trataram<noinclude></noinclude>
fzla6ez3h0o1ihr2igbbyo4iuj27zxd
Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/77
106
255161
557250
2026-07-31T16:13:42Z
Trooper57
24584
/* Revista */
557250
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{t2|PIC-NIC (inglez) PIQUENIQUE (francez)}}{{traço}}{{t3|ΧΙ}}
Não é possivel agradar a todos; cada um tem
seo modo especial de ver e apreciar as cousas; o
que para uns é bom, para outros não presta.
Com estes neologismos, que vou aqui forjando,
conforme posso, o mesmo acontece uns têm apologistas
e defensores, outros adversarios e oppositores.
Publico uma palavra nova, fórmo-a com todo
o cuidado, buscando os melhores elementos; procuro
tornal a euphonica; mostro que é mil vezes
mais expressiva que o intruso barbarismo; e quando
penso que ha de o vernaculo representante do pensamento
ser acceito e bem recebido, ahi vejo os
estacionarios torcerem-ihe o nariz, e dizerem: «''Não acho boa, não sympathizo com a nova palavra,'' etc.»
Que hei de fazer?... Lembro me então de que
Victor Hugo, si me não engano, disse que o
''homem é a criança grande''. Ora os neologismos são
individuos inteiramente desconhecidos, apparecem
pela primeira vez, são ''caras novas''; não admira,
portanto, que as ''crianças-homens'' os estranhem e,<noinclude></noinclude>
bozcrhzs79qkfijwaw2904u0hyagnbf
557252
557250
2026-07-31T16:17:08Z
Trooper57
24584
557252
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{t2|PIC-NIC (inglez) PIQUENIQUE (francez)}}{{traço}}{{t3|ΧΙ}}
Não é possivel agradar a todos; cada um tem
seo modo especial de ver e apreciar as cousas; o
que para uns é bom, para outros não presta.
Com estes neologismos, que vou aqui forjando,
conforme posso, o mesmo acontece uns têm apologistas
e defensores, outros adversarios e oppositores.
Publico uma palavra nova, fórmo-a com todo
o cuidado, buscando os melhores elementos; procuro
tornal a euphonica; mostro que é mil vezes
mais expressiva que o intruso barbarismo; e quando
penso que ha de o vernaculo representante do pensamento
ser acceito e bem recebido, ahi vejo os
estacionarios torcerem-ihe o nariz, e dizerem: «''Não açho boa, não sympathizo com a nova palavra,'' etc.»
Que hei de fazer?... Lembro me então de que
Victor Hugo, si me não engano, disse que o
''homem é a criança grande''. Ora os neologismos são
individuos inteiramente desconhecidos, apparecem
pela primeira vez, são ''caras novas''; não admira,
portanto, que as ''crianças-homens'' os estranhem e,<noinclude></noinclude>
ar3sgnht3b29kng3o2n5l20okcecn0w
Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/78
106
255162
557251
2026-07-31T16:16:53Z
Trooper57
24584
/* Revista */
557251
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />34</noinclude>lhes voltem o rosto. O remedio é ir fazendo apparecer
com a maior frequencia possivel, e tornar
familiares os taes novos personagens, para que assim
lhes percam a antipathia ''as crianças estranhonas''.
Quando aqui n’este bello Rio de Janeiro, em
tempos idos, havia entre as familias laços mais estreitos
de sincera amizade; quando a Tijuca, Andarahy,
Sancta Theresa, Cosme Velho e outros
suburbios não estavam ainda transformados em luxuosas
cidades, ornadas de ricos palacetes, com
grave prejuízo da saude publica pela devastação das
florestas em summa, quando, ha meio seculo,
essas familias se reuniam para uma diversão campestre
n’aquelles logares, era costume escolher cada
um a especie de vianda, com que contribuia; ou,
o que menos vezes succedia, dar a sua quota em
dinheiro. Çhamava-se esta excursão familiar, assim
organizada — ''Conta do Porto''.
A ''Conta do Porto'' de outr’ora é o {{lang|en|''Pic-nic''}} de hoje;
mas Deos me livre de restabelecer esta velharia...
Demais, estou propondo neologismos, e aquella locução
é já um archaismo.
Sem mais preambulos; — ''Convescóte'' — póde e
deve substituir o tal {{lang|en|''Pic-nic''}} inglez ou {{lang|fr|''Piquenique''}} francez.
Ah! que si tivesse sido eu o da idéa de introduzir
o termo {{lang|fr|''Piquenique''}}... O que se não diria?!...
Até talvez se lembrassem da açhalo semelhante ''ao''<noinclude></noinclude>
kahbre5x9u5g2xllqtjg5h30g2rxsqy
Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/79
106
255163
557253
2026-07-31T16:19:03Z
Trooper57
24584
/* Revista */
557253
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{d|35}}</noinclude>''diminutivo de um dos utensilios caseiros proprios para crianças''... Mas como é inglez, e mais que tudo,
porque foi adoptado pelos francezes, {{lang|en|''Pic-nic''}} ou
{{lang|fr|''Piquenique''}} é optimo.
Em portuguez, desde seculos que existe a palavra ''escóte'', a qual significa ''quinhão dado por cada um para a despesa'': temos a palavra tambem portugueza ''convivio'', festim, festa familiar (de {{lang|la|''convivium, ii''}}, latino). Com estes dous elementos se forma muĩto natural e euphonicamente ''Convescóte''; termo assás expressivo da idéa, que não traz á lembrança cousa alguma ridicula; é sómente ''cara nova'', e por isso talvez as ''crianças o estranhem''.<noinclude>{{traço}}</noinclude>
g39bth1b9yktpwkbnftqk28o13svfuw
Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/I/XI
0
255164
557254
2026-07-31T16:19:41Z
Trooper57
24584
[[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf" from=77 to=79 header=1 />
557254
wikitext
text/x-wiki
<pages index="Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf" from=77 to=79 header=1 />
8gzjcswtj7891v2e125lld1cqft8amw
Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/73
106
255165
557255
2026-07-31T16:23:25Z
Trooper57
24584
/* Revista */
557255
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{t2|LUNCH OU LUNCHEON}}{{traço}}{{t3|X}}
Vivemos nós brazileiros em grande illusão;
julgamos ter feito nossa independencia politica e
social, ser um povo autonomico; e tal não ha...
Que importa termos leis, auctoridades, parlamento,
relações com os povos cultos por intermedio
de nossos representantes, e de toda essa hierarchia
que constitue o corpo diplomatico e consular do
imperio brazileiro?...
Que importa possuirmos um exercito denodado,
uma marinha briosa e valente, columnas em que
repousa a segurança da patria contra aggressões exteriores?...
Poderemos, porventura, affirmar que o estrangeiro
não nos tem invadido, que não nos vae
despercebidamente avassallando, embora não estejamos
desapercebidos?...
Nossos usos, nossos costumes locaes, nossas
patrias recordações, nossas festas populares, onde,
onde as encontramos hoje?...
Tudo está mudado! As crianças de hoje não
sabem o que era o ''presepe'', mas só conhecem a<noinclude></noinclude>
8grabqnvnaskyjreiyui9utvc4tjy6h
Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/74
106
255166
557256
2026-07-31T16:28:27Z
Trooper57
24584
/* Revista */
557256
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />30</noinclude>{{sc2|ARVORE DO NATAL}}, que as crianças d’outr’ora, velhos
de agora, nunca viram no Brazil.
O Brazil, esta criança de 389 annos de idade,
esqueceu, desprezou, trocou todos os seos brinquedos
pelos brinquedos das crianças européas, que
dando prova de mais juizo os foram sempre conservando
até á provecta idade, em que se açham.
Não é isto uma sorrateira invasão?...
Nossos velhos acordavam antes do romper
d’alva; tomavam a costumada çhicara de café; ás
7½ e, quando muĩto, ás 8 horas almossavam frugalmente;
ao meio dia ou pouco depois jantavam; ás
8 horas da noite ceiavam. Entre o jautar e a ceia
tomavam uma leve refeição çhamada ''merenda'' (de
{{lang|la|''meri''}} meio-dia e {{lang|la|''inde''}} depois).
Hoje o almôsso é ás 10 ou 11 horas, e ás vezes
mais tarde, quasi ao meio-dia; o jantar ás 6 ou 7
horas da tarde, de sorte que o ''almôsso hodierno'' é, por
assim dizer, o ''antigo jantar'', e o ''jantar moderno''
— a ''ceia'' dos nossos velhos.
Entre o ''almôsso de hoje'' (antigo jantar) e o
''jantar d’agora'' (ceia dos antigos) faz-se o ''{{lang|en|lunch}} ou o {{lang|en|luncheon}}''; isto é, toma-se uma refeição mais ou
menos leve á 1½ ou 2 horas da tarde.
Dos costumes, habitos e usanças para a linguagem
a distancia é só de um passo.
O que é este ''{{lang|en|lunch}}'' britannico, sinão a merenda
portugueza?...
{{nop}}<noinclude></noinclude>
kullym9r25540d4l7hsufpyt2xxb246
Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/75
106
255167
557257
2026-07-31T16:30:12Z
Trooper57
24584
/* Revista */
557257
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{d|31}}</noinclude>Que necessidade ha de tal palavra exotica?
Por desgraça ha diccionarios (o do Sr. Aulette,
por exemplo!) que já trazem ''lanche'' significando
leve refeição, ''lanchar'', e até a propria palavra ingleza {{lang|en|''Lunch''}}! Que parvoice! Que bobagen! Que philadvenismo!
O que admira é que gente que nunca aprendeu
inglez, saiba esta e outras que taes palavras, e ignore
os termos mais communs da lingua nacional correspondentes
aos ''britannismos''.
Colloco impropriamente este artigo sob o titulo
''Neologismos'', porque a palavra ''merenda'' nada
tem de nova; mas tal é a perversão de nossa linguagem
actual, que para muĩtos ha de o velho
vocabulo ''merenda'' parecer novidade.<noinclude>{{traço}}</noinclude>
39j1p4rpvwyi2won9b52ul6ke4xtj0l
Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/I/X
0
255168
557258
2026-07-31T16:30:42Z
Trooper57
24584
[[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf" from=73 to=75 header=1 />
557258
wikitext
text/x-wiki
<pages index="Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf" from=73 to=75 header=1 />
f5a16lf8vi3cth37npowipykulnz52c
Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/195
106
255169
557259
2026-07-31T16:38:13Z
Trooper57
24584
/* Revista */
557259
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{t2|SESTROS LITTERARIOS}}{{traço}}{{t3|SI, COMSIGO, DE SI, PARA SI}}
{{Bloco direito|{{fine|''Ao mundo em varios tempos varios sestros{{quebra}}Costumam attacar...''{{d|{{sc|C. Lopes}} — ''Resurreições''}}}}}}
Quer-me parecer que caminhamos para outra
realisação do mytho biblico referente á torre de
Babel.
Começa a reinar a confusão da lingua, e os
obreiros da grande torre do progresso, por segundo
castigo de suas audacias, vão dentro em pouco
deixar de se entender.
Philologos da geração presente, tomae notas
acertadas d’esta nova evolução do organismo social,
para formardes mais justas classificações; anatomistas
especiaes da glotte, empregae todo o cuidado
na delicada dissecção, levantando na ponta do
escalpello as ultimas fibras dos musculos, vasos e
nervos.
Ninguem julgue que me vou occupar d’essa barbara invasão de vocabulos, e construcções de phrases, com que a pequice dos tarecos tem {{pt|de-|deturpado }}<noinclude></noinclude>
p4rrs0ivy6hnt2ny991o4mjg5btg66o
Predefinição:Autores/Diccionario do Theatro Portuguez
10
255170
557265
2026-07-31T19:20:10Z
Trooper57
24584
[[Ajuda:SEA|←]] nova página: <div style="clear:both;"></div><div class="toccolours noprint" style="margin: 1em auto"><div style="text-align:center;letter-spacing:.3em;font-size: 90%;color:#999;margin:5px 0"> [[Diccionario do Theatro Portuguez/A|A]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/B|B]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/C|C]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/D|D]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/E|E]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/F|F]] • Diccionario...
557265
wikitext
text/x-wiki
<div style="clear:both;"></div><div class="toccolours noprint" style="margin: 1em auto"><div style="text-align:center;letter-spacing:.3em;font-size: 90%;color:#999;margin:5px 0">
[[Diccionario do Theatro Portuguez/A|A]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/B|B]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/C|C]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/D|D]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/E|E]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/F|F]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/G|G]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/H|H]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/I|I]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/J|J]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/K|K]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/L|L]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/M|M]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/N|N]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/O|O]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/P|P]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/Q|Q]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/R|R]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/S|S]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/T|T]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/U|U]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/V|V]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/W|W]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/X|X]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/Y|Y]] • [[Diccionario do Theatro Portuguez/Z|Z]]</div></div><noinclude>
{{documentação}}
</noinclude>
thf50bp9ox1bzy08pejjuwp9fvbzwv0
Diccionario do Theatro Portuguez/(A)
0
255171
557269
2026-07-31T19:21:31Z
Trooper57
24584
Trooper57 moveu [[Diccionario do Theatro Portuguez/(A)]] para [[Diccionario do Theatro Portuguez/A]]
557269
wikitext
text/x-wiki
#REDIRECIONAMENTO [[Diccionario do Theatro Portuguez/A]]
457po33ioq94ahc4ff1ph9o6qzuky56
Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/8
106
255172
557355
2026-08-01T01:12:01Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Sem texto */
557355
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="0" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude><noinclude></noinclude>
ltg9mtpefm08n2h0k9e81m08dk0hzmr
Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/9
106
255173
557356
2026-08-01T01:14:01Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Revista */
557356
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>{{C|{{xx-larger|{{sc|A FADA LOIRA}}}}}}
{{Ch|I}}
Numas ilhas remotas, em paiz onde lavrava a desordem e a desunião, via o povo, com tristeza de raros, que se tinha perdido a pouco e pouco o patriotismo e todas as nobres qualidades que são apanagio dos fortes. Imperava ali um egoismo desenfreado, o que equivale a dizer, que cada um tratava de si sem se importar com os outros, parecendo-lhes assim, que, não pensando e não atendendo senão ás próprias necessidades, levariam vida mais regalada e duradoira. Os negocios do Estado iam de mal em peior, ¿mas, quem se importava com isso?
O Estado era de todos e não era de nenhum, portanto o melhor que havia a fazer era tirar dele o proveito que se podesse é não pensar senão em o utilizar,<noinclude></noinclude>
s49ilqd1eesw0lzd9pvt45k2bek1za4
Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/10
106
255174
557357
2026-08-01T01:16:41Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Revista */
557357
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Cabeçalho|6|{{uc|A fada loira}}|}}
{{ul}}</noinclude><noinclude></noinclude>
sger643g8xpjr3m1iwyp0d4sguwwn0p
557358
557357
2026-08-01T01:17:29Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Revista */
557358
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Cabeçalho|6|{{uc|A fada loira}}|}}
{{lh}}
{{dhr}}</noinclude><noinclude></noinclude>
1bap6dt9nijxfev7ofgzvu30a8kfngh
557359
557358
2026-08-01T01:19:52Z
BlitzkriegBoop
37692
557359
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|6|{{uc|A fada loira}}|}}
{{lh}}
{{dhr}}</noinclude><noinclude></noinclude>
nxy4e8fzjeqmpicxpw8k9mw4xsh10s2
557360
557359
2026-08-01T01:20:13Z
BlitzkriegBoop
37692
557360
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|6|{{uc|A fada loira}}|}}
{{lh}}
{{dhr}}</noinclude>tanto quanto fôsse possível, sem lhe ser util de graça, o que seria rematada estupidez. Postas as cousas neste pé, é facil vêr que se caminhava indubitavelmente para a ruina, e não era preciso ser bruxo para se adivinhar que a perda da nacionalidadé não se faria esperar. Esta ideia, longe de contristar aquela gente pervertida, enchia de regosijo. ¿ Que lhes importava a eles a independência? Nada. O bem estar individual é que era necessario garantir. Mas, como toda a regra tem excepção, havia naquele pais um rapazinho de 15 annos, que fôra educado no campo por um velho cura da aldeia, e, longe das más companhias da sociedade, crescia na admiração dos mártires do cristianismo e até daqueles que, pagãos, ti-
nham cultivado o bem e o belo. O santo velho que o educava, dizia-lhe sorrindo:
― Filho, o homem está nos actos e não nas palavras ¿Que serve falar bem e proceder mal ? Não prometas a Deus ser bom porque podes não ter ânimo de cumprir a promessa e faltarás á tua palavra; mas empenha-te em exceder em bondade o teu semelhante para lhe sêres mais prestavel a êle do que êle a ti e, sem nada prometer procura cumprir mais do que se tivesses prometido. A liberdade valoriza a acção: sê livre e serás grande e bom. Não te deixes arrastar pelas ideias alheias. Lembra-te de que Deus nos tornará responsável dos próprios actos e nos deu razão e consciência para examinar os próprios erros. ¿De que serve o perdão alheio se a nossa própria<noinclude></noinclude>
1jlff9lvni6rom58vtb02g7u1mj0lsi
Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/11
106
255175
557361
2026-08-01T01:23:40Z
BlitzkriegBoop
37692
/* Revista */
557361
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|E fada loira}}|7}}
{{lh}}
{{dhr}}</noinclude>consciência nos negar piedade? No coração do homem, filho, ha dois amôres que devem ser superiores a tudo: ''Deus e Patria''. Por êles são justos todos os sacrificios, e dar a vida é honra e gloria muito para estimar. Assim educado, o nosso aldeão não conhecia o egoismo da propriedade, nem percebia a vantagem e o prazer de ter uma cousa só para si, como se verá pelo breve episodio que lhes vou descrever:
No passal do cura havia uns canteiros muito cuidados, ornados de deliciosos morangos. O cura dizia a Guilherme.
― Podes comê-los logo que estejam maduros.
Com efeito, assim que os morangos estavam bons, Guilherme colhia-os e fazia montinhos de seis que repartia pelos pequenos mais pobres da freguezia.
Um daqueles que êle costumava brindar, disse-lhe um dia.
― Tu és tolo, Guilherme.
― Porquê? perguntou o rapazinho.
― Porque podias fartar-te comendo os morangos todos e para repartires comnosco só comes seis.
Ele sorriu e, sem se doer da ingratidão, volveu-lhe mansamente.
― Se eu me fartasse podia ter uma indigestão e aborrecer os morangos, o que, além duma brutalidade, podia ser um prejuizo. Repartindo os morangos por vocês, não os enjôo e tenho a satisfação de lhes ter proporcionado um prazer.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
6wq3r8ykoavh7r724w5wbdnbdmvghgq