Wikisource ptwikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.13 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikisource Wikisource Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão Portal Portal Discussão Autor Autor Discussão Galeria Galeria Discussão Página Página Discussão Em Tradução Discussão Em Tradução Anexo Anexo Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Suspiros poéticos e saudades (1865)/As Saudades/A Suissa 0 20119 557454 495732 2026-08-01T19:38:45Z Junglk 34905 557454 wikitext text/x-wiki <pages index="Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu" from=345 to=347 header=1 /> {{dhr}} {{Smallrefs|fs=85%}} [[Categoria:Texto rubricado pelo autor em 1834]] [[Categoria:Suspiros Poéticos e Saudades]] dumjfb93q80uvacj9a1e9j050f9rupu Suspiros poéticos e saudades (1865)/As Saudades/O Genio e a Musica 0 20120 557462 495181 2026-08-01T19:58:38Z Junglk 34905 [[Ajuda:SEA|←]] texto trocado por '<pages index="Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu" from=348 to=354 header=1 /> {{dhr}} {{Smallrefs|fs=85%}} [[Categoria:Texto rubricado pelo autor em 1834]] [[Categoria:Suspiros Poéticos e Saudades]]' 557462 wikitext text/x-wiki <pages index="Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu" from=348 to=354 header=1 /> {{dhr}} {{Smallrefs|fs=85%}} [[Categoria:Texto rubricado pelo autor em 1834]] [[Categoria:Suspiros Poéticos e Saudades]] air0a31xyx5y67vqwc48l2rpzlz2ea6 Suspiros poéticos e saudades (1865)/As Saudades/No Album da Exma Senhora D. Joanna Marques Lisbôa 0 20121 557470 495183 2026-08-01T20:12:35Z Junglk 34905 [[Ajuda:SEA|←]] texto trocado por '<pages index="Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu" from=355 to=360 header=1 /> [[Categoria:Texto rubricado pelo autor em 1836]] [[Categoria:Suspiros Poéticos e Saudades]]' 557470 wikitext text/x-wiki <pages index="Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu" from=355 to=360 header=1 /> [[Categoria:Texto rubricado pelo autor em 1836]] [[Categoria:Suspiros Poéticos e Saudades]] tkesfct70lwhxdwjoeggu2szqzwsk8r Suspiros poéticos e saudades (1865)/As Saudades/Adeos á Europa 0 20122 557474 495185 2026-08-01T20:18:31Z Junglk 34905 557474 wikitext text/x-wiki <pages index="Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu" from=361 to=362 header=1 /> [[Categoria:Texto rubricado pelo autor em 1836]] [[Categoria:Suspiros Poéticos e Saudades]] 5brmouxzvqsm8wusnffe49294zvxto4 Autor:Gonçalves de Magalhães 102 20694 557477 553835 2026-08-01T20:21:36Z Junglk 34905 557477 wikitext text/x-wiki {{Autor/v2 | InicialUltimoNome = M | nome = Gonçalves de Magalhães | nome completo = Domingos José Gonçalves de Magalhães | nome nativo = | imagem = Visconde de Araguaya.jpg | imagem_tamanho = | legenda = Gonçalves de Magalhães em gravura de M. J. Garnier, década de 1890 | nacionalidade = {{BRA-PRTn|o}} | data_nascimento = {{dni|13|8|1811|si}} | data_morte = {{morte|10|7|1882|13|8|1811}} | género = | período = | temas = | abl = | Wikipedia = Gonçalves de Magalhães | Wikiquote = | MiscBio = '''Domingos José Gonçalves de Magalhães''', primeiro e único barão e '''visconde do Araguaia''', foi um médico, professor, diplomata, político, poeta e ensaísta brasileiro, tendo participado de missões diplomáticas na França, Itália, Vaticano, Argentina, Uruguai e Paraguai. Embora fosse voltado para a poesia religiosa, também cultivou a poesia indianista de caráter nacionalista. }} == Obras == {{Lista de documentos início|gênero}} {{Documento|data=1832|título=[[Poesias (Gonçalves de Magalhães)|Poesias]]|galeria=|progresso=|gênero=Poemas|notas=}} {{Documento|data=1836|título=Episódio da Infernal Comédia ou Da Minha Viagem ao Inferno|galeria=|progresso=|gênero=Poemas|notas=}} {{Documento|data=1836|título=[[Suspiros poéticos e saudades (1865)|Suspiros Poéticos e Saudades]]|galeria=Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu|exportar=Suspiros poéticos e saudades (1865)|progresso=4|gênero=Poemas|notas=}} {{Documento|data=1839|título=Antônio José ou O Poeta e a Inquisição|galeria=Tragedias (Gonçalves de Magalhães, 1865).djvu|progresso=|gênero=Teatro|notas=}} {{Documento|data=1841|título=Olgiato|galeria=Tragedias (Gonçalves de Magalhães, 1865).djvu|progresso=|gênero=Teatro|notas=}} {{Documento|data=1844|título=A Origem da Palavra|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|notas=}} {{Documento|data=1856|título=A Confederação dos Tamoyos|galeria=A Confederação dos Tamoyos.pdf|exportar=A Confederação dos Tamoyos|progresso=4|gênero=Poemas|notas=}} {{Documento|data=1858|título=Fatos do Espírito Humano|galeria=Factos do espirito humano (1865).djvu|progresso=|gênero=Ensaios|notas=}} {{Documento|data=1858|título=Os Mistérios|galeria=|progresso=|gênero=Poemas|notas=}} {{Documento|data=1859|título=Biografia do Padre-mestre Frei Francisco de Monte Alverne|galeria=|progresso=|gênero=Biografia|notas=}} {{Documento|data=1862|título=Urania|galeria=Urania (1865).djvu|progresso=|gênero=Poemas|notas=}} {{Documento|data=1864|título=Poesias Avulsas|galeria=Poesias avulsas (Gonçalves de Magalhães, 1864)|progresso=|gênero=Poemas|notas=}} {{Documento|data=1864|título=Cantos Fúnebres|galeria=Canticos funebres (1864).djvu|progresso=|gênero=Poemas|notas=}} {{Documento|data=1865|título=Opúsculos Históricos e Literários|galeria=Opusculos historicos e litterarios.pdf|progresso=|gênero=Crítica|notas=}} {{Documento|data=1876|título=A Alma e o Cérebro|galeria=A alma e o cerebro- estudos de psychologia e de physiologia.pdf|progresso=|gênero=Ensaios|notas=}} {{Documento|data=1880|título=Comentários e Pensamentos|galeria=|progresso=|gênero=Miscelânia|scan={{esl|https://catalog.hathitrust.org/Record/100511250}}|notas=}} {{Lista de documentos final}} === Em Periódicos === {{Lista de documentos início|gênero}} {{Documento|data=1836|título=Discurso sobre a História da Literatura do Brasil|galeria=|progresso=|gênero=Ensaios|scan=&nbsp;|notas=In: ''[[Nitheroy]]''}} {{Documento|data=1844|título=Amância|galeria=|progresso=|gênero=Romance|scan={{esl|https://catalog.hathitrust.org/Record/101651484}}|notas=In: ''[[Minerva Brasiliense]]''}} {{Documento|data=1837|título=Episódio de Uma Viagem ao Outro Mundo|galeria=|progresso=|gênero=Poema|scan=&nbsp;|notas=In: ''[[Jornal dos Debates]]''}} {{Documento|data=1837|título=Novo Episódio de Uma Viagem ao Outro Mundo|galeria=|progresso=|gênero=Poema|scan=&nbsp;|notas=In: ''[[Jornal dos Debates]]''}} {{Documento|data=1848|título=A Revolução da Província do Maranhão desde 1839 até 1840|galeria=|progresso=|scan=&nbsp;|gênero=Ensaio|notas=In: ''[[Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro]]''}} {{Documento|data=1859|título=Os Indígenas do Brasil Perante a História|galeria=|progresso=|gênero=Ensaio|scan=&nbsp;|notas=In: ''[[Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro]]''}} {{Lista de documentos final}} === Periódicos === {{Lista de documentos início}} {{Documento|data=1836|título=Nitheroy|galeria=Nitheroy, Revista Brasiliense N01.pdf|progresso=|gênero=|notas=Com [[Autor:Araújo Porto Alegre|Araújo Porto Alegre]] e [[Autor:Francisco de Sales Torres Homem|Francisco de Sales Torres Homem]]}} {{Documento|data=1837|título=Jornal dos Debates|galeria=|progresso=|gênero=|notas=Fundado por [[Autor:Francisco de Sales Torres Homem|Francisco de Sales Torres Homem]]}} {{Lista de documentos final}} === Coleções === {{Volumes de Obras de D. J. G. de Magalhaens (Garnier)}} {{autores}} {{controle de autoridade}} {{DEFAULTSORT:Magalhães, Gonçalves de}} [[Categoria:Autores cariocas]] [[Categoria:Gonçalves de Magalhães| ]] nfmhtqaqfcl8ycwdfafsphqhroc6iob Utilizador:Revi C. 2 138904 557527 520159 2026-08-02T00:00:13Z Pathoschild 252 global user pages ([[m:Synchbot|requested by Revi C.]]) 557527 wikitext text/x-wiki __NOINDEX__<div class="mw-content-ltr" lang="en" dir="ltr">{{#babel:ko|en-3|pt-0}} [[File:Revi wikimedia image.jpg|thumb|center|middle|If you are here to talk about CommonsDelinker removing a deleted image, please [[:c:User talk:Revi C.|go here]].]] Hello! I am [[:m:User:Revi C.|revi]]. I edit to [[m:SWMT|revert vandals]], do Wikidata stuff<!--(I am a Wikidata Admin! <small>([{{fullurl:wikidata:Special:ListUsers/Revi C.|limit=1}} Verify])</small>)-->, or do [[:c:COM:FR|Commons Filemoving stuff]] (I am Commons Admin too! <small>([{{fullurl:c:Special:ListUsers/Revi C.|limit=1}} Verify])</small>). Come to [[:m:User:Revi C.|my Meta userpage]] or [[:c:User:Revi C.|my Commons userpage]] for more information. Thank you.</div> jk67j98jtldfipoekgym97rljsxruj0 Utilizador Discussão:Revi C. 3 138905 557526 520158 2026-08-01T23:19:37Z Pathoschild 252 global user pages ([[m:Synchbot|requested by Revi C.]]) 557526 wikitext text/x-wiki __NOINDEX__<div class="mw-content-ltr" lang="en" dir="ltr">[[File:Revi logo (pink).png|thumb|center|<span style="color:red">PLEASE DO NOT LEAVE MESSAGE HERE!</span>]] ''' <span style="color:red"> BEFORE YOU BLOCK MY ACCOUNT: IF MY EDIT SUMMARY INCLUDE PREFIX </span>''(Script)''<span style="color:red">, DON'T BLOCK ME, JUST TELL ME TO SLOW DOWN AT COMMONS' TALK PAGE. 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Adicione apenas obras que tiverem sido 100% transcritas (mas não precisam estar 100% validadas). Máximo de 8 obras. 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style="float:right"> [[File:Translation icon.svg|20px|center]]{{#babel:plain=1|pt|en-2|de-1}} </div> {{e|{{serifa|Manutenção}} [[File:Under construction yellow.svg|18px]]|fs=135%}} {{lh|style=background-color:silver}} * [[Utilizador:Junglk/Lista de Autores|Lista de Autores]] {{smaller|''(Organizando página de autores)''}} * [[:Categoria:Originais a verificar|Originais a verificar]] {{smaller|''(Esvaziar essa categoria)''}} <div style="box-shadow: 0 0 .3em #999; border-radius: .2em; margin: 1em 0 2em 0; padding: 1px; float:left"> <div style="background: #ffe6a7; border-radius: .2em; color: #282828; font-size:125%; padding: .4em .8em .5em;"><span style="opacity: .7;">[[File:Icons8 flat engineering.svg|25px|link=|alt=]]</span> &nbsp; '''Projetos Em Andamento''' </div> <div title="Projets en chantier" style="padding: 1em;font-size:80%"> <gallery heights="240px" widths="180px" mode="packed" class="center"> Image:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|link=Galeria:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|page=9|'''[[Dom João VI no Brasil]]''' </gallery> </div> </div> <div style="clear:both;"></div> <div style="box-shadow: 0 0 .3em #999; border-radius: .2em; margin: 1em 0 2em 0; padding: 1px;"> <div style="background: #ffe6a7; border-radius: .2em; color: #282828; font-size:125%; padding: .4em .8em .5em;"><span style="opacity: .7;">[[File:Icons8 flat approval.svg|25px|link=|alt=]]</span> &nbsp; '''Projetos Finalizados''' </div> <div title="Projets en chantier" style="padding: 1em;font-size:80%"> <gallery heights="240px" widths="180px" mode="packed" class="center"> Image:40 anos no interior do Brasil.pdf|link=Galeria:40 anos no interior do Brasil.pdf|page=1|'''[[40 anos no interior do Brasil]]''' Image:A bandeira nacional (Eduardo Prado).pdf|link=Galeria:A bandeira nacional (Eduardo Prado).pdf|page=2|'''[[A bandeira nacional (Eduardo Prado)]]''' Image:(Capa) História do Palonço Brutamontes.png|thumb|(Capa) História do Palonço Brutamontes]]|link=Galeria:História do Palonço Brutamontes.pdf|'''[[História do Palonço Brutamontes]]''' Image:Cartas de amor ao cavaleiro de Chamilly.pdf|link=Galeria:Cartas de amor ao cavaleiro de Chamilly.pdf|page=7|'''[[Cartas de Amor ao cavaleiro de Chamilly]] & [[Carta de guia de casados]]''' Image:(Capa) Maria O'Neill - Horas de Folga.png|link=Galeria:Maria O'Neill - Horas de Folga.pdf|'''[[Horas de Folga]]''' Image:Capa editada do cordel Batalha de Oliveiros com Ferrabraz.png|link=Galeria:Batalha de Oliveiros com Ferrabraz.pdf|'''[[A Batalha de Oliveiros com Ferrabraz|Batalha de Oliveiros com Ferrabraz]]''' Image:Aureliano José Lessa - Poesias posthumas (1873).pdf|link=Galeria:Aureliano José Lessa - Poesias posthumas (1873).pdf|page=1|'''[[Poesias posthumas do Dr. Aureliano José Lessa]]''' Image:A Theoria da Relatividade e as Raias Espectraes do Hydrogenio.pdf|link=Galeria:A Theoria da Relatividade e as Raias Espectraes do Hydrogenio.pdf|page=1|'''[[Annaes da Academia Brasileira de Ciências/Volume 1/Número 1/A Theoria da Relatividade e as Raias Espectraes do Hydrogenio|A Theoria da Relatividade e as Raias Espectraes do Hydrogenio]]''' Image:Aristóteles - A Poetica de Aristoteles (1779).pdf|link=Galeria:Aristóteles - A Poetica de Aristoteles (1779).pdf|page=5|'''[[A Poetica de Aristoteles]]''' Image:O imperio brazileiro.pdf|link=Galeria:O imperio brazileiro.pdf|page=7|'''[[O Imperio Brazileiro]]''' Image:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu|link=Galeria:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu|page=9|'''[[Suspiros poéticos e saudades (1865)|Suspiros Poéticos e Saudades]]''' </gallery> </div> </div> <div style="box-shadow: 0 0 .3em #999; border-radius: .2em; margin: 1em 0 2em 0; padding: 1px; float:center"> <div style="background: #ffe6a7; border-radius: .2em; color: #282828; font-size:125%; padding: .4em .8em .5em;"><span style="opacity: .7;">[[File:Twemoji12 23f3.svg|25px|link=|alt=]]</span> &nbsp; '''Projetos Longo-Prazo''' </div> <div title="Projets en chantier" style="padding: 1em;font-size:80%"> <gallery heights="240px" widths="180px" mode="packed" class="center"> Image:Biblia Sagrada Illustrada - Volume I (1891).pdf|link=Galeria:Biblia Sagrada Illustrada - Volume I (1891).pdf|page=10|'''Biblia Sagrada Illustrada - Volume I''' Image:Da Asia de João de Barros e de Diogo de Couto v01.djvu|link=Galeria:Da Asia de João de Barros e de Diogo de Couto v01.djvu|page=9|'''Da Asia de João de Barros - Volume I''' Image:(1854) Sermões do padre Antonio Vieira, Volume 1.djvu|link=Galeria:(1854) Sermões do padre Antonio Vieira, Volume 1.djvu|page=7|'''Sermões do padre Antônio Vieira - Volume I''' Image:Diccionario Bibliographico Brazileiro v1.pdf|link=Galeria:Diccionario Bibliographico Brazileiro v1.pdf|page=3|'''[[Diccionario Bibliographico Brazileiro]]''' </gallery> </div> </div> <div style="box-shadow: 0 0 .3em #999; border-radius: .2em; margin: 1em 0 2em 0; padding: 1px; float:center"> <div style="background: #ffe6a7; border-radius: .2em; color: #282828; font-size:125%; padding: .4em .8em .5em;"><span style="opacity: .7;">[[File:The Noun Project archive icon.svg|20px|link=|alt=]]</span> &nbsp; '''Projetos Pausados''' </div> <div title="Projets en chantier" style="padding: 1em;font-size:80%"> <gallery heights="240px" widths="180px" mode="packed" class="center"> Image:Historia do futuro v.1 (1855).pdf|link=Galeria:Historia do futuro v.1 (1855).pdf|page=3|'''[[História do Futuro]]''' Image:Nitheroy, Revista Brasiliense N01.pdf|link=Galeria:Nitheroy, Revista Brasiliense N01.pdf|page=1|'''Nitheroy''' </gallery> </div> </div> === Estatísticas === {| style="float:center; margin:0 auto;" |---- |valign=top| {|class="wikitable sortable" style="margin:0 1em 0 0" ! colspan=3 style="font-size:125%;"| Livros |- ! style="background-color:white;"|Categorias !! style="background-color:white;"|Número !! style="background-color:white;"|Porcentagem |-class="quality1" |[[:Categoria:Originais a serem revistos|Livros à revisar]] 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{{PAGESINCATEGORY:!Páginas não revisadas|R}} + {{PAGESINCATEGORY:!Páginas problemáticas‎|R}} + {{PAGESINCATEGORY:!Páginas revisadas‎|R}} + {{PAGESINCATEGORY:!Páginas validadas‎|R}} }} }} | align=right | 100,0 % |} |} === Testes === [[Utilizador:Junglk/Sandbox|Sandbox]] === Links úteis === {{smaller|Links interressantes onde possuem obras digitalizadas}} * [https://bndigital.bn.gov.br/acervodigital/ Biblioteca Nacional do Brasil] * [https://bndigital.bnportugal.gov.pt/colecoes Biblioteca Nacional de Portugal] * [https://bdlb.bn.gov.br/?lang=en Biblioteca Digital Luso-Brasileira] * [https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/1/browse?type=dateissued&sort_by=3&order=DESC&rpp=100&etal=0&submit_browse=Atualizar Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin] * [https://archive.org/details/books?sort=-publicdate&and%5B%5D=language%3A%22Portuguese%22&and%5B%5D=year%3A%5B1+TO+1930%5D Internet Archive] {{sc|''Configurado para aparecer só obras em português, publicadas antes (ou durante) de 1930''}} * [https://catalog.hathitrust.org/Search/Home?filter%5B%5D=publishDateTrie%3A%5B%2A%20TO%201930%5D&fqor-language%5B%5D=Portuguese&fqor-format%5B%5D=Book&fqor-format%5B%5D=Dictionaries&fqor-format%5B%5D=Encyclopedias&page=1&pagesize=100&ft=ft HathiTrust] {{sc|''Configurado para aparecer só obras em português, publicadas antes (ou durante) de 1930''}} * [https://www.jstor.org/site/catholic-university/oliveira-lima-library/?so=item_title_str_asc&searchkey=1741715876613&efqs=eyJjdHkiOlsiWTI5dWRISnBZblYwWldSZlltOXZhM009Il19 Biblioteca Oliveira Lima] * [https://literaturabrasileira.ufsc.br/?locale=pt_BR Biblioteca Digital de Literatura de Países Lusófonos] * [https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/4/discover?filtertype_1=type&filter_relational_operator_1=equals&filter_1=Obra+rara&rpp=20&sort_by=dc.date.issued_dt&order=asc Biblioteca do Senado Federal - Obras Raras] * [https://bibdig.biblioteca.unesp.br/home Biblioteca Digital UNESP] * [https://www.obrasraras.fiocruz.br/ Obras Raras (Fiocruz)] * [https://app.docvirt.com/bibliotecaruibarbosa/pageid/11378 Biblioteca Digital Rui Barbosa] * [https://rubi.casaruibarbosa.gov.br/ Repositório Rui Barbosa] * [https://app.docvirt.com/cordelfcrb/pageid/54242 Literatura de Cordel] * [https://redememoria.bn.gov.br/redeMemoria/handle/20.500.12156.2/1 Rede Memória] * [https://app.docvirt.com/bma_lista Biblioteca Mário de Andrade] * [https://bibdigital.bot.uc.pt/index.php?menu=11&language=pt&tabela=indices_index Biblioteca Digital de Botânica] * [https://rnod.bnportugal.gov.pt/rnod/ Registro Nacional de Objetos Digitais] * [https://bdor.sibi.ufrj.br/handle/doc/4 Biblioteca Digital de Obras Raras (UFRJ)] * [https://doweb.rio.rj.gov.br/ Diário Oficial do Rio de Janeiro] * [https://app.docvirt.com/livrossp/pageid/26759 Obras Raras sobre São Paulo] * [https://am.uc.pt/items Universidade de Coimbra] * [https://midiateca.es.gov.br/site/acervo/?perpage=12&view_mode=records&paged=1&order=ASC&orderby=date&fetch_only=thumbnail&fetch_only_meta=14%2C91%2C103%2C52 Midiateca Capixaba] * [https://hemeroteca2.cultura.sc.gov.br/docreader/docmulti.aspx?bib=acervo Hemeroteca Digital Catarinense] * [https://onlinebooks.library.upenn.edu/search.html The Online Book Page] * [https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/ Hemeroteca Digital de Lisboa] * [https://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/ Hemeroteca Digital Brasileira] * [https://www.digitale-sammlungen.de/en/search?query=&sortField=NONE&filter=language_bib%3A%22pt%22 MDZ] * [https://gallica.bnf.fr/services/engine/search/sru?operation=searchRetrieve&exactSearch=false&collapsing=true&version=1.2&query=(dc.language%20all%20%22por%22)%20and%20(dc.type%20all%20%22monographie%22)%20and%20(gallicapublication_date%3E=%221000%22%20and%20gallicapublication_date%3C=%221929%22)&suggest=10&keywords= Gallica] === Páginas para incluir digitalização === [[O primo Basílio]] → [[Galeria:O primo Basílio (1900).djvu]] [[História do Futuro]] → [[Galeria:Historia do futuro v.1 (1855).pdf]] [[Comentários sobre a Guerra Gálica]] → [[Galeria:Commentarios de Caio Julio Cesar (1863).pdf]] [[Contra Ápio]] → [[Galeria:Works Translated by William Whiston.djvu]] [[Diário Íntimo (Lima Barreto)]] → [https://archive.org/details/barreto-l.-diario-intimo_202302/page/n1/mode/2up Internet Archive] [[Gética]] → [[s:en:Index:The origin and deeds of the Goths in English version.djvu]] [[Estatuto da Ordem dos Advogados]] → [https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Di%C3%A1rio_da_Rep%C3%BAblica_n._18-2005_(S%C3%A9rie_I-A).pdf Commons] [[Cartilha Maternal]] → [https://purl.pt/145 Biblioteca Nacional de Portugal] [[Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção]] → [https://www.unodc.org/lpo-brazil/pt/corrupcao/convencao.html Site das Nações Unidas] [[Memória sobre a ilha Terceira]] → [https://www.culturacores.azores.gov.pt/biblioteca_digital/MEMORIA-ILHATERCEIRA/MEMORIA-ILHATERCEIRA_item1/index.html?page=278 Site Cultura Açores] pvk6cowj7pbkdquwa6yhsncokw9fv44 Galeria:História do Palonço Brutamontes.pdf 104 231767 557498 516096 2026-08-01T21:19:21Z Junglk 34905 557498 proofread-index text/x-wiki {{:MediaWiki:Proofreadpage_index_template |Type=book |Título=[[História do Palonço Brutamontes]] |Subtítulo= |Language=pt |Autor=[[Autor:Virgínia de Castro e Almeida|Virgínia de Castro e Almeida]] |Tradutor= |Editor= |Ilustrador= |Edição= |Volume= |Editora=Clássica Editora |Gráfica=Imprensa Portuguesa |Local=Porto |Ano=1944 |ISBN= |Fonte={{commons|História do Palonço Brutamontes.pdf}}, [https://purl.pt/40115 Biblioteca Nacional de Portugal] |Imagem= |Capa=1 |Progresso=T |Páginas=<pagelist 1="Capa" 2=- 3="Falsa folha de rosto" 5="Folha de rosto" 6=- 7="5" 14=- 42=- 64=- 72=- 86=- 102to103=- 104="Contracapa" /> |Tomos= |Volumes= |Notas= |Sumário= |Epígrafe= |Width= |Css= |Header= |Footer= |Modernização=S }} j7dxwvh5exjzqmtjz6kha17myav64br Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/345 106 231839 557451 495725 2026-08-01T19:32:30Z Junglk 34905 /* Revista */ 557451 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|||335}}</noinclude>{{dhr|2}} {{c|IX.}} {{dhr|2}} {{c|{{x-larger|A SUISSA.}}}} {{dhr|3}} {{Ppoem|end=follow| {{Gcapitular|T|2em}}al como o caçador afadigado, Depois de em vão correr ingratos montes, Si alfim vê bello passaro que pousa :::Sobre um tronco do bosque, Alegre e duvidoso a arma prepara; E quando cuida já que é presa sua, Manso o vê que se escapa, e que desliza Nos leves ares co’ as talhantes plumas, Triste desesperado á casa volta; Ou como terno amante, que de longe O bem amado avista, passeando }}<noinclude></noinclude> nbq0aufee5rfsvta1gknu9xrr0r11vx Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/346 106 231840 557452 495729 2026-08-01T19:35:20Z Junglk 34905 /* Revista */ 557452 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|336|{{smaller|SAUDADES.}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=follow| No jardim de seus pais; contente investe, Já em doces idéas engolfado; :::E quando perto chega, E cuida ir desfructar gratos momentos; Ella modesta e temerosa, os olhos Brandamente volvendo, se retira, :::E o malfadado deixa Entregue á dôr, carpindo-se saudoso; Assim eu, oh bellissima Suissa, Vi teus montes, teus bosques de pinheiros, Teus campos ferteis co’ o suor dos homens; Vi teu lago tranquillo, onde se espelha, De cima desse throno de alabastro<ref>O Monte Branco.</ref>, O sol, mal que amanhece faiscante. Assim joven guerreiro de ouro armado, No polido pavez attento se olha, E contempla seu garbo, antes que sáia A discorrer os campos, coruscante. Vi a tua cidade de Genebra, Tão linda como o lirio juncto d’agua, Tão graciosa como pura virgem, Que a roca empunha, e que meneia o fuso. }}<noinclude>{{reflist}}</noinclude> j71dhad3324gd4rj5brnn6zwz71ioj4 Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/347 106 231841 557453 495730 2026-08-01T19:38:14Z Junglk 34905 /* Revista */ 557453 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||{{smaller|SAUDADES.}}|337}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=close| Vi-te, e meu coração portas abria :::Ao prazer fugitivo, Que mais ligeiro corre que o teu Rhódano. Alma alegria a mente me orvalhava, :::Tão secca de pezares; E a saudade da Patria que me punge, Como que adormecida, menos dura, :::A farpa descançava. Esquecido de mim, do meu destino, Começava a gozar-te; — e já me foges! Mas si tu de meus olhos despareces, Desenhada na mente a imagem tua, Jamais consentirei que se esvaêça. Oh Suissa, oh Genebra, oh paiz livre! Culta Scythia da Europa, sólo honrado Pelos Euler, Rousseau, Haller, e Géssner, Recebe inda este adeos de um estrangeiro; E praza ao céo que o ultimo não seja, Que a ti volte, e te veja uma, e mais vezes. }} ::{{x-smaller|Genebra, 11 de Oitubro de 1834.}} {{dhr|1.5}} {{Linha customizada|sp|20|fy1|40|sp|20}}<noinclude></noinclude> essa18pbb69ie2sfxi7zkrbhpuxo8qf Utilizador:Junglk/Lista de Autores 2 239203 557450 556728 2026-08-01T19:20:22Z Junglk 34905 /* 18px Brasileiros */ 557450 wikitext text/x-wiki __NOTOC__ == [[File:Flag of Brazil.svg|18px]] Brasileiros == {{Div col|3}} === Século XVI === * {{A|Ambrósio Fernandes Brandão}} (c. 1555 - c. 1618) {{100%}} * {{A|Bento Teixeira}} (c. 1561 - c. 1618) {{100%}} * {{A|Frei Vicente do Salvador}} (1564 - c. 1636) {{100%}} === Século XVII === * {{A|Antônio Vieira}} (1608 - 1697) {{075%}} * {{A|Nuno Marques Pereira}} (1625 - 1728) {{100%}} * {{A|Gregório de Matos}} (1636 - 1696) {{075%}} * {{A|Manuel Botelho de Oliveira}} (1636 - 1711) {{100%}} * {{A|André João Antonil}} (1649 - 1716) {{100%}} * {{A|Sebastião da Rocha Pita}} (1660 - 1738) {{100%}} * {{A|Manuel de Santa Maria}} (c. 1668 - c. 1730) {{100%}} === Século XVIII === * {{A|Matias Aires}} (1705 - 1763) {{100%}} * {{A|Teresa Margarida da Silva e Orta}} (1711 - 1793) {{100%}} * {{A|Gaspar da Madre de Deus}} (1715 - 1800) {{100%}} * {{A|Santa Rita Durão}} (1722 - 1784) {{100%}} * {{A|Cláudio Manuel da Costa}} (1729 - 1789) {{100%}} * {{A|Domingos Caldas Barbosa}} (1740 - 1800) {{100%}} * {{A|Basílio da Gama}} (1741 - 1795) {{100%}} * {{A|Alvarenga Peixoto}} (1744 - 1792) {{100%}} * {{A|Tomás Antônio Gonzaga}} (1744 - 1810) {{100%}} * {{A|Manuel Inácio da Silva Alvarenga}} (1749 - 1814) {{100%}} * {{A|José da Silva Lisboa}} (1756-1835) {{075%}} * {{A|Sousa Caldas}} (1762 - 1814) {{075%}} * {{A|Francisco Carlos Teixeira da Silva}} (1763 - 1829) {{100%}} * {{A|José Bonifácio}} (1763 - 1838) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel Jacinto Nogueira da Gama|Manuel Jacinto Nogueira da Gama]] (1765 - 1847) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco Vilela Barbosa|Francisco Vilela Barbosa]] (1769 - 1846) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Saturnino da Costa Pereira|José Saturnino]] (1771 - 1852) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Andrada Machado|Andrada Machado]] (1773 - 1845) * {{A|Mariano José Pereira da Fonseca}} (1773 - 1848) {{100%}} * {{A|Hipólito da Costa}} (1774 - 1823) {{075%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Martim Francisco Ribeiro de Andrada|Martim Francisco]] (1775 - 1844) * {{A|Frei Caneca}} (1779 - 1825) {{075%}} * {{A|Beatriz Brandão}} (1779 - 1868) {{100%}} * {{A|Januário da Cunha Barbosa}} (1780 - 1846) {{100%}} * {{A|Diogo Antônio Feijó}} (1784 - 1843) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco do Monte Alverne|Francisco de Mont'Alverne]] (1784 - 1858) * {{A|José Inácio de Abreu e Lima}} (1794 - 1869) * {{A|Evaristo da Veiga}} (1799 - 1837) {{100%}} * {{A|Odorico Mendes}} (1799 - 1864) === Século XIX === * {{A|Araújo Porto Alegre}} (1806 - 1879) {{100%}} * {{A|Ana Eurídice Eufrosina de Barandas}} (1806 - 1863) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teófilo Ottoni|Teófilo Ottoni]] (1807 - 1869) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Paula Brito|Paula Brito]] (1809 - 1861) * {{A|Nísia Floresta}} (1810 - 1885) {{100%}} * {{A|Gonçalves de Magalhães}} (1811 - 1882) {{075%}} * {{A|Teixeira e Sousa}} (1812 - 1861) {{100%}} * {{A|Francisco de Sales Torres Homem}} (1812 - 1876) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Justiniano José da Rocha|Justiniano José da Rocha]] (1812 - 1862) * {{A|João Lisboa}} (1812 - 1863) * {{A|Martins Pena}} (1815 - 1848) {{100%}} * {{A|Francisco Adolfo de Varnhagen}} (1816 - 1878) {{100%}} * {{A|João Manuel Pereira da Silva}} (1817 - 1898) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Violante Bivar e Velasco|Violante Bivar e Velasco]] (1817 - 1875) * {{A|Joaquim Manuel de Macedo}} (1820 - 1882) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Tristão de Alencar Araripe|Tristão de Alencar Araripe]] (1821 - 1908) * {{A|Maria Firmina dos Reis}} (1822 - 1917) * {{A|Gonçalves Dias}} (1823 - 1864) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ana Luísa de Azevedo Castro|Ana Luísa de Azevedo Castro]] (1823 - 1869) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Agostinho Marques Perdigão Malheiro (filho)|Agostinho Marques Perdigão Malheiro (filho)]] (1824 - 1881) * {{A|Bernardo Guimarães}} (1825 - 1884) * {{A|Francisco Otaviano}} (1825 - 1889) * {{A|Dom Pedro II}} (1825 - 1891) * {{A|Laurindo Rabelo}} (1826 - 1864) * {{A|Augusto Emílio Zaluar}} (1826 - 1882) * {{A|Adélia Fonseca}} (1827 - 1920) * {{A|Aureliano José Lessa}} (1828 - 1861) {{100%}} * {{A|Joaquim Felício dos Santos}} (1828 - 1895) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio Henriques Leal|Antônio Henriques Leal]] (1828 - 1885) * {{A|José de Alencar}} (1829 - 1877) * {{A|Qorpo Santo}} (1829 - 1883) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Angélica Ribeiro|Maria Angélica Ribeiro]] (1829 - 1880) * {{A|Luís da Gama}} (1830 - 1882) * {{A|Álvares de Azevedo}} (1831 - 1852) * {{A|Manuel Antônio de Almeida}} (1831 - 1861) * {{A|Junqueira Freire}} (1832 - 1855) * {{A|Sousândrade}} (1833 - 1902) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teixeira de Melo|Teixeira de Melo]] (1833 - 1907) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Soriano de Souza|José Soriano de Souza]] (1833 - 1895) * {{A|Luís Delfino}} (1834 - 1910) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisca Senhorinha da Motta Diniz|Francisca Senhorinha da Motta Diniz]] (1834 - 1910) * {{A|Quintino Bocaiúva}} (1836 - 1912) * {{A|César Zama}} (1837 - 1906) * {{A|Couto de Magalhães}} (1837 - 1898) * {{A|França Júnior}} (1838 - 1890) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:André Rebouças|André Rebouças]] (1838 - 1898) * {{A|Casimiro de Abreu}} (1839 - 1860) * {{A|Tobias Barreto}} (1839 - 1889) * {{A|Machado de Assis}} (1839 - 1908) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Luís Pereira de Sousa|Pedro Luís Pereira de Sousa]] (1839 - 1884) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ernesto Carneiro Ribeiro|Ernesto Carneiro Ribeiro]] (1839 - 1920) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Pereira Barreto|Luís Pereira Barreto]] (1840 - 1923) * {{A|Fagundes Varela}} (1841 - 1875) * {{A|Salvador de Mendonça}} (1841 - 1913) * {{A|Franklin Távora}} (1842 - 1888) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Américo|Pedro Américo]] (1843 - 1905) * {{A|Visconde de Taunay}} (1843 - 1899) * {{A|José Carlos Rodrigues}} (1844 - 1923) * {{A|Alexandre José de Melo Morais Filho}} (1844 - 1919) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Augusto Ferreira|Carlos Augusto Ferreira]] (1844 - 1913) * {{A|Júlio Ribeiro}} (1845 - 1890) * {{A|Guimarães Júnior}} (1845 - 1898) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ramiz Galvão|Ramiz Galvão]] (1846 - 1938) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carneiro Vilela|Carneiro Vilela]] (1846 - 1913) * {{A|Castro Alves}} (1847 - 1871) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Vieira Fazenda|José Vieira Fazenda]] (1847 - 1917) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos de Laet|Carlos de Laet]] (1847 - 1927) * {{A|Araripe Júnior}} (1848 - 1911) * {{A|Joaquim Nabuco}} (1849 - 1910) * {{A|Ruy Barbosa}} (1849 - 1923) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Felisberto Rodrigues Pereira de Carvalho|Felisberto Rodrigues Pereira de Carvalho]] (1850 - 1898) * {{A|Adelina Lopes Vieira}} (1850 - 1922) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ferreira Leal|Ferreira Leal]] (1850 - 1914) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Artur de Oliveira|Artur de Oliveira]] (1851 - 1882) * {{A|Domingos Olímpio}} (1851 - 1906) {{100%}} * {{A|Manuel Querino}} (1851 - 1923) * {{A|Sílvio Romero}} (1851 - 1914) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Josefina Álvares de Azevedo|Josefina Álvares de Azevedo]] (1851 - 1913) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Emília Bandeira de Melo|Emília Bandeira de Melo]] (1852 - 1910) * {{A|Narcisa Amália}} (1852 - 1924) * {{A|Emília Moncorvo Bandeira de Melo}} (1852 - 1910) * {{A|Capistrano de Abreu}} (1853 - 1927) * {{A|Inglês de Sousa}} (1853 - 1918) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Benedita Bormann|Maria Benedita Bormann]] (1853 - 1895) * {{A|Rodolfo Teófilo}} (1853 - 1932) * {{A|Inês Sabino}} (1853 - 1911) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Revocata Heloísa de Melo|Revocata Heloísa de Melo]] (1853 - 1944) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Anália Franco|Anália Franco]] (1853 - 1919) * {{A|José do Patrocínio}} (1854 - 1905) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teófilo Dias|Teófilo Dias]] (1854 - 1889) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lúcio de Mendonça|Lúcio de Mendonça]] (1854 - 1909) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Miguel Lemos|Miguel Lemos]] (1854 - 1917) * {{A|Artur de Azevedo}} (1855 - 1908) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Emília Freitas|Emília Freitas]] (1855 - 1908) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Urbano Duarte de Oliveira|Urbano Duarte de Oliveira]] (1855 - 1902) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Julieta de Melo Monteiro|Julieta de Melo Monteiro]] (1855 - 1928) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Teixeira Mendes (filósofo)|Teixeira Mendes]] (1855 - 1927) * {{A|Teodoro Sampaio}} (1855 - 1937) * {{A|Fontoura Xavier}} (1856 - 1922) * {{A|Aluísio Azevedo}} (1857 - 1913) * {{A|José Veríssimo}} (1857 - 1916) * {{A|Alberto de Oliveira}} (1857 - 1937) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Filinto de Almeida|Filinto de Almeida]] (1857 - 1945) * {{A|Rocha Pombo}} (1857 - 1933) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Horácio de Carvalho|Horácio de Carvalho]] (1857 - 1933) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Paula Ney|Paula Ney]] (1858 - 1897) * {{A|Adelino Fontoura}} (1859 - 1884) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Bernardino Lopes|Bernardino Lopes]] (1859 - 1916) * {{A|Raimundo Correia}} (1859 - 1911) * {{A|Valentim Magalhães}} (1859 - 1903) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Clóvis Beviláqua|Clóvis Beviláqua]] (1859 - 1944) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Leolinda Daltro|Leolinda Daltro]] (1859 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luiza Leonardo|Luiza Leonardo]] (1859 - 1926) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Augusto de Lima (político)|Augusto de Lima]] (1859 - 1934) * {{A|João Ribeiro}} (1860 - 1934) * {{A|Eduardo Prado}} (1860 - 1901) * {{A|Afonso Celso}} (1860 - 1938) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio da Silva Jardim|Antônio da Silva Jardim]] (1860 - 1891) * {{A|Cruz e Sousa}} (1861 - 1898) * {{A|Manuel de Oliveira Paiva}} (1861 - 1892) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Xavier Marques|Xavier Marques]] (1861 - 1942) * {{A|Luís Murat}} (1861 - 1929) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Amélia Rodrigues|Amélia Rodrigues]] (1861 - 1926) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Xavier Marques|Xavier Marques]] (1861 - 1942) * {{A|Raimundo de Farias Brito}} (1862 - 1917) * {{A|Júlia Lopes de Almeida}} (1862 - 1934) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Domício da Gama|Domício da Gama]] (1862 - 1925) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fausto Cardoso|Fausto Cardoso]] (1862 - 1906) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lindolfo Rocha|Lindolfo Rocha]] (1862 - 1911) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Nina Rodrigues|Nina Rodrigues]] (1862 - 1906) * {{A|Catulo da Paixão Cearense}} (1863 - 1946) * {{A|Raul Pompeia}} (1863 - 1895) {{075%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gonzaga Duque|Gonzaga Duque]] (1863 - 1911) * {{A|Virgílio Várzea}} (1863 - 1941) * {{A|Coelho Neto}} (1864 - 1934) * {{A|Pardal Mallet}} (1864 - 1894) * {{A|Tito Lívio de Castro}} (1864 - 1890) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fábio Luz|Fábio Luz]] (1864 - 1938) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Andradina de Oliveira|Andradina de Oliveira]] (1864 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alberto Torres|Alberto Torres]] (1865 - 1917) * {{A|Olavo Bilac}} (1865 - 1918) * {{A|João Simões Lopes Neto}} (1865 - 1916) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alcindo Guanabara|Alcindo Guanabara]] (1865 - 1918) * {{A|Euclides da Cunha}} (1866 - 1909) * {{A|Emiliano Perneta}} (1866 - 1921) * {{A|Vicente de Carvalho}} (1866 - 1924) * {{A|Emílio de Meneses}} (1866 - 1918) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rodrigo Otávio|Rodrigo Otávio]] (1866 - 1944) * {{A|Rego Monteiro}} (1866 - 1952) {{100%}} * {{A|João Marques de Carvalho}} (1866 - 1910) * {{A|Adolfo Caminha}} (1867 - 1897) {{100%}} * {{A|Medeiros e Albuquerque}} (1867 - 1934) {{100%}} * {{A|Oliveira Lima}} (1867 - 1928) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Mário Pederneiras|Mário Pederneiras]] (1867 - 1915) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guimarães Passos|Guimarães Passos]] (1867 - 1909) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Presciliana Duarte de Almeida|Presciliana Duarte de Almeida]] (1867 - 1944) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guimarães Passos|Guimarães Passos]] (1868 - 1909) * {{A|Graça Aranha}} (1868 - 1931) {{100%}} * {{A|Afonso Arinos}} (1868 - 1916) * {{A|Manuel Bonfim}} (1868 - 1932) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio Sales|Antônio Sales]] (1868 - 1940) * {{A|Nestor Vítor}} (1868 - 1932) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro Rabelo|Pedro Rabelo]] (1868 - 1905) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Júlia Cortines|Júlia Cortines]] (1868 - 1948) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Max Fleiuss|Max Fleiuss]] (1868 - 1943) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Figueiredo Pimentel|Figueiredo Pimentel]] (1869 - 1914) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Chrysanthème|Chrysanthème]] (1869 - 1948) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Gastão d'Escragnolle Dória|Luís Gastão d'Escragnolle Dória]] (1869 - 1948) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Dario Persiano de Castro Vellozo|Dario Persiano de Castro Vellozo]] (1869 - 1937) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Liberato Bittencourt|Liberato Bittencourt]] (1869 - 1948) * {{A|Adherbal de Carvalho}} (1869 - 1915) * {{A|Paulo Prado}} (1869 - 1943) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Zeferino Brasil|Zeferino Brasil]] (1870 - 1942) * {{A|Alphonsus de Guimaraens}} (1870 - 1921) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Osório Duque-Estrada|Osório Duque-Estrada]] (1870 - 1927) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Péthion de Villar|Péthion de Villar]] (1870 - 1924) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lívio Barreto|Lívio Barreto]] (1870 - 1895) * {{A|Francisca Júlia}} (1871 - 1920) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Paes de Barros|Maria Paes de Barros]] (1871 - 1952) * {{A|Alberto Rangel}} (1871 - 1945) * {{A|Mário de Alencar}} (1872 - 1925) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Batista Cepelos|Batista Cepelos]] (1872 - 1915) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Faria Neves Sobrinho|Faria Neves Sobrinho]] (1872 - 1927) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Silveira Neto|Silveira Neto]] (1872 - 1942) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Valdomiro Silveira|Valdomiro Silveira]] (1873 - 1941) * {{A|Laudelino Freire}} (1873 - 1937) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rodolfo Garcia|Rodolfo Garcia]] (1873 - 1949) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Valdomiro Silveira|Valdomiro Silveira]] (1873 - 1941) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul Pederneiras|Raul Pederneiras]] (1874 - 1953) * {{A|Henrique Castriciano de Sousa}} (1874 - 1947) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Dias Fernandes|Carlos Dias Fernandes]] (1874 - 1942) * {{A|Amadeu Amaral}} (1875 - 1929) * {{A|Afrânio Peixoto}} (1876 - 1947) {{100%}} * {{A|Auta de Souza}} (1876 - 1901) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manoel Arão|Manoel Arão]] (1876 - 1930) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alcides Maia|Alcides Maia]] (1878 - 1944) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Celso Vieira de Matos Melo Pereira|Celso Vieira]] (1878 - 1954) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Marcelo Gama|Marcelo Gama]] (1878 - 1915) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maranhão Sobrinho|Maranhão Sobrinho]] (1879 - 1915) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Félix Pacheco|Félix Pacheco]] (1879 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Artur de Sales|Artur de Sales]] (1879 - 1952) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Everardo Backheuser|Everardo Backheuser]] (1879 - 1951) * {{A|Albertina Bertha}} (1880 - 1953) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jonas da Silva|Jonas da Silva]] (1880 - 1947) * {{A|Elysio de Carvalho}} (1880- 1925) * {{A|Lima Barreto}} (1881 - 1922) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Maria Goulart de Andrade|José Maria Goulart de Andrade]] (1881 - 1936) * {{A|João do Rio}} (1881 - 1921) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Azevedo Amaral|Azevedo Amaral]] (1881 - 1942) * {{A|Monteiro Lobato}} (1882 - 1948) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Oliveira Viana|Oliveira Viana]] (1883 - 1951) * {{A|Augusto dos Anjos}} (1884 - 1914) * {{A|Godofredo Rangel}} (1884 - 1954) * {{A|Martins Fontes}} (1884 - 1937) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Roquette-Pinto|Roquette-Pinto]] (1884 - 1954) * {{A|Antônio Francisco da Costa e Silva}} (1885 - 1950) * {{A|Antônio Torres}} (1885 - 1934) * {{A|Pedro Kilkerry}} (1885 - 1917) * {{A|Humberto de Campos}} (1886 - 1934) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ernani Rosas|Ernani Rosas]] (1886 - 1955) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Maria Lacerda de Moura|Maria Lacerda de Moura]] (1887 - 1945) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hermes Fontes|Hermes Fontes]] (1888 - 1930) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Roberto Simonsen|Roberto Simonsen]] (1889 - 1948) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Cásper Líbero|Cásper Líbero]] (1889 - 1943) * {{A|Oswald de Andrade}} (1890 - 1954) {{075%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Felipe Daudt de Oliveira|Felipe Daudt de Oliveira]] (1890 - 1933) * {{A|Jackson de Figueiredo}} (1891 - 1928) {{075%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ercília Nogueira Cobra|Ercília Nogueira Cobra]] * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Eduardo Guimarães|Eduardo Guimarães]] (1892 - 1928) * {{A|Graciliano Ramos}} (1892 - 1953) {{100%}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Juó Bananére|Juó Bananére]] (1892 - 1933) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jorge de Lima|Jorge de Lima]] (1893 - 1953) * {{A|Mário de Andrade}} (1893 - 1945) * {{A|Ronald de Carvalho}} (1893 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Leonel Franca|Leonel Franca]] (1893 - 1948) * {{A|Paulo Setúbal}} (1893 - 1937) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hugo de Carvalho Ramos|Hugo de Carvalho Ramos]] (1895 - 1921) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul de Leoni|Raul de Leoni]] (1895 - 1926) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alceu de Freitas Wamosy|Alceu de Freitas Wamosy]] (1895 - 1923) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ranulpho Prata|Ranulpho Prata]] (1896 - 1942) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Galeão Coutinho|Galeão Coutinho]] (1897 - 1951) * {{A|Rodrigues de Abreu}} (1897 - 1927) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Virgílio de Melo Franco|Virgílio de Melo Franco]] (1897 - 1948) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Eugênia Álvaro Moreyra|Eugênia Álvaro Moreyra]] (1898 - 1948) === Século XX === * {{A|Antonieta de Barros}} (1901 - 1952) * {{A|Alcântara Machado}} (1901 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Alphonsus|João Alphonsus]] (1901 - 1944) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carmen Cinira|Carmen Cinira]] (1902 - 1933) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Arthur Ramos|Arthur Ramos]] (1903 - 1949) == Futuramente == * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Basílio de Magalhães|Basílio de Magalhães]] (1874 - 1957) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2028)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Bastos Tigre|Bastos Tigre]] (1882 - 1957) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2028)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Lins do Rego|José Lins do Rego]] (1901 - 1957) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2028)}} * {{A|Afonso d'Escragnolle Taunay}} (1876 - 1958) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2029)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Cornélio Penna|Cornélio Penna]] (1896 - 1958) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2029)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Olegário Mariano|Olegário Mariano]] (1889 - 1958) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2029)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Abílio Barreto|Abílio Barreto]] (1883 - 1959) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2030)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gastão Cruls|Gastão Cruls]] (1888 - 1959) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2030)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gustavo Barroso|Gustavo Barroso]] (1888 - 1959) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2030)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lúcia Miguel Pereira|Lúcia Miguel Pereira]] (1901 - 1959) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2030)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Otávio Tarquínio de Sousa|Otávio Tarquínio de Sousa]] (1889 - 1959) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2030)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pagu|Pagu]] (1910 - 1962) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2034)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ribeiro Couto|Ribeiro Couto]] (1898 - 1963) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2034)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Álvaro Moreyra|Álvaro Moreyra]] (1888 - 1964) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2035)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Cecília Meireles|Cecília Meireles]] (1901 - 1964) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2035)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Augusto Frederico Schmidt|Augusto F. Schmidt]] (1906 - 1965) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2036)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Antônio Carneiro Leão|Antônio Carneiro Leão]] (1906 - 1966) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2037)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guimarães Rosa|Guimarães Rosa]] (1908 - 1967) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2038)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Lúcio Cardoso|Lúcio Cardoso]] (1912 - 1968) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2039)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel Bandeira|Manuel Bandeira]] (1886 - 1968) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2039)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guilherme de Almeida|Guilherme de Almeida]] (1890 - 1969) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2040)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Álvaro Lins|Álvaro Lins]] (1912 - 1970) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2041)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Augusto Meyer|Augusto Meyer]] (1902 - 1970) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2041)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Cassiano Ricardo|Cassiano Ricardo]] (1895 - 1974) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2045)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Murilo Mendes|Murilo Mendes]] (1901 - 1975) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2046)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carolina Maria de Jesus|Carolina Maria de Jesus]] (1914 - 1977) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2048)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Clarice Lispector|Clarice Lispector]] (1920 - 1977) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2048)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Geraldo Vieira|José Geraldo Vieira]] (1897 - 1977) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2048)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Otto Maria Carpeaux|Otto Maria Carpeaux]] (1900 - 1978) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2049)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Otávio de Faria|Otávio de Faria]] (1900 - 1980) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2051)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Dinah Silveira de Queiroz|Dinah Silveira de Queiroz]] (1911 - 1982) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2053)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Sérgio Buarque de Holanda|Sérgio Buarque de Holanda]] (1902 - 1982) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2053)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alceu Amoroso Lima|Alceu Amoroso Lima]] (1893 - 1983) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2054)}} * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Drummond de Andrade|Carlos Drummond de Andrade]] (1902 - 1987) [[File:Red copyright.svg|16px]] {{smaller|(2058)}} {{Div col fim}} == [[File:Flag of Portugal.svg|18px]] Portugueses == {{Div col|3}} === Século XIV === * {{A|Fernão Lopes}} (c. 1385 - c. 1460) * {{A|Duarte de Portugal}} (1391 - 1438) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro de Portugal, 1.º Duque de Coimbra|D. Pedro de Portugal, Duque de Coimbra]] (1392 - 1449) === Século XV === * {{A|Gomes Eanes de Zurara}} (c. 1410 - c. 1474) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pedro de Coimbra, Condestável de Portugal|Pedro de Coimbra]] (1429 - 1466) * {{A|Rui de Pina}} (c. 1440 - c. 1522) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Duarte Galvão|Duarte Galvão]] (1446 - 1517) * {{A|Gil Vicente}} (c. 1465 – c. 1536) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Duarte Pacheco Pereira|Duarte Pacheco Pereira]] (1465 - 1533) * {{A|Garcia de Resende}} (c. 1470 - 1536) * {{A|Sá de Miranda}} (1481 - 1558) * {{A|Bernardim Ribeiro}} (c. 1482 - c. 1552) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gaspar Correia|Gaspar Correia]] (c. 1492 - c. 1563) * {{A|João de Barros}} (1496 - 1570) === Século XVI === * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pantaleão de Aveiro|Frei Pantaleão de Aveiro]] (séc. XVI) * {{A|André de Resende}} (c. 1500 - 1573) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brás de Albuquerque|Brás de Albuquerque]] (c. 1500 - 1581) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fernão Lopes de Castanheda|Fernão Lopes de Castanheda]] (c. 1500 - 1559) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de Moraes Cabral|Francisco de Moraes Cabral]] (c. 1500 - 1572) * {{A|Garcia de Orta}} (c. 1500 - 1568) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Martim Afonso de Sousa|Martim Afonso de Sousa]] (c. 1500 - 1564) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Samuel Usque|Samuel Usque]] (c. 1500 - c. 1560) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Damião de Góis|Damião de Góis]] (1502 - 1574) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gonçalo Annes Bandarra|Gonçalo Annes Bandarra]] (c. 1502 - c. 1556) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Galvão|António Galvão]] (c. 1503 - 1557) * {{A|Jerónimo Osório}} (1506 - 1580) * {{A|Fernão de Oliveira}} (1507 - c. 1581) * {{A|Fernão Mendes Pinto}} (c. 1510 - 1583) * {{A|Jorge Ferreira de Vasconcelos}} (c. 1515 - c. 1585) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de Holanda|Francisco de Holanda]] (1517 - 1584) * {{A|Manuel da Nóbrega}} (1517 - 1570) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Ribeiro Chiado|António Ribeiro Chiado]] (c. 1520 - 1591) * {{A|Pedro de Andrade Caminha}} (c. 1520 - 1589) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gaspar Frutuoso|Gaspar Frutuoso]] (1522 - 1591) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Baltazar Dias|Baltazar Dias]] (c. 1524 - c. 1600) * {{A|Luís Vaz de Camões}} (c. 1524 - 1580) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Ferreira|António Ferreira]] (1528 - 1569) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei Heitor Pinto|Frei Heitor Pinto]] (c. 1528 - c. 1584) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jerónimo Corte-Real|Jerónimo Corte-Real]] (c. 1530 - c. 1588) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Amador Arrais|Amador Arrais]] (c. 1530 - 1600) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Duarte Nunes de Leão|Duarte Nunes de Leão]] (c. 1530 - 1608) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Fróis|Luís Fróis]] (1532 - 1597) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José de Anchieta|José de Anchieta]] (1534 - 1597) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Agostinho Pimenta|Agostinho Pimenta]] (1540 - 1619) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de Andrade|Francisco de Andrade]] (c. 1540 - 1614) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Pero de Magalhães Gândavo|Pero de Magalhães Gândavo]] (c. 1540 - c. 1580) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Pereira Brandão|Luís Pereira Brandão]] (c. 1540 - c. 1590) * {{A|Diogo do Couto}} (c. 1542 - 1616) * {{A|Miguel Leitão de Andrada}} (c. 1553 - 1630) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei Luís de Sousa|Frei Luís de Sousa]] (c. 1555 - 1632) * {{A|Ambrósio Fernandes Brandão}} (c. 1555 - c. 1618) * {{A|Bernardo de Brito}} (1569 - 1617) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Gabriel Pereira de Castro|Gabriel Pereira de Castro]] (1571 - 1632) * {{A|Francisco Rodrigues Lobo}} (1580 - 1622) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Brandão|António Brandão]] (1584 - 1637) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel de Faria e Sousa|Manuel de Faria e Sousa]] (1590 - 1649) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Jacinto Freire de Andrade|Jacinto Freire de Andrade]] (1597 - 1657) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brás Garcia de Mascarenhas|Brás Garcia de Mascarenhas]] (1596 - 1656) === Século XVII === * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de Sá de Meneses|Francisco de Sá de Meneses]] (c. 1600 - 1664) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Violante do Céu|Violante do Céu]] (1601 - 1693) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António de Sousa de Macedo|António de Sousa de Macedo]] (1606 - 1682) * {{A|Francisco Manuel de Melo}} (1608 - 1666) * {{A|Jerónimo Baía}} (c. 1620 - 1688) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Frei António das Chagas|Frei António das Chagas]] (1631 - 1682) * {{A|Mariana Alcoforado}} (1640 - 1723) * {{A|Manuel Bernardes}} (1644 - 1710) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco Xavier de Meneses|Francisco Xavier de Meneses]] (1673 - 1743) * {{A|António Caetano de Sousa}} (1674 - 1759) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Diogo Barbosa Machado|Diogo Barbosa Machado]] (1682 - 1772) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Bernardo Gomes de Brito|Bernardo Gomes de Brito]] (1688 - c. 1760) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Nunes Ribeiro Sanches|António Nunes Ribeiro Sanches]] (1699 - 1782) === Século XVIII === * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António José da Silva|António José da Silva]] (1705 - 1739) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Dinis da Cruz e Silva|António Dinis da Cruz e Silva]] (1731 - 1799) * {{A|Filinto Elísio}} (1734 - 1819) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Anastácio da Cunha|José Anastácio da Cunha]] (1744 - 1787) * {{A|Tomás Antônio Gonzaga}} (1744 - 1810) * {{A|Bocage}} (1765 - 1805) * {{A|Curvo Semedo}} (1766 - 1838) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Francisco de São Luís Saraiva|Francisco de São Luís Saraiva]] (1766 - 1845) * {{A|José Agostinho de Macedo}} (1761 - 1831) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Maria da Costa e Silva|José Maria da Costa e Silva]] (1788 - 1854) * {{A|Almeida Garrett}} (1799 - 1854) * {{A|António Feliciano de Castilho}} (1800 - 1875) === Século XIX === * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luz Soriano|Luz Soriano]] (1802 - 1891) * {{A|Alexandre Herculano}} (1810 - 1877) * {{A|João de Lemos}} (1819 - 1890) * {{A|José da Silva Mendes Leal}} (1820 - 1886) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís Augusto Rebelo da Silva|Luís Augusto Rebelo da Silva]] (1822 - 1871) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João de Andrade Corvo|João de Andrade Corvo]] (1824 - 1890) * {{A|Camilo Castelo Branco}} (1825 - 1890) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Pedro Lopes de Mendonça|António Pedro Lopes de Mendonça]] (1826 - 1865) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Soares de Passos|Soares de Passos]] (1826 - 1860) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Arnaldo Gama|Arnaldo Gama]] (1828 - 1869) * {{A|Raimundo António de Bulhão Pato}} (1828 - 1912) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Ernesto Biester|Ernesto Biester]] (1829 - 1880) * {{A|João de Deus}} (1830 - 1896) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Júlio César Machado|Júlio César Machado]] (1835 - 1890) * {{A|Ramalho Ortigão}} (1836 - 1915) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Cardoso Vieira de Castro|José Cardoso Vieira de Castro]] (1837 - 1872) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Penha|João Penha]] (1838 - 1919) * {{A|Júlio Dinis}} (1839 - 1871) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fernando Caldeira|Fernando Caldeira]] (1841 - 1894) * {{A|Pinheiro Chagas}} (1842 - 1895) * {{A|Antero de Quental}} (1842 - 1891) * {{A|Teófilo Braga}} (1843 - 1924) * {{A|Luciano Cordeiro}} (1844 - 1900) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Guiomar Torresão|Guiomar Torresão]] (1844 - 1898) * {{A|Joaquim Pedro de Oliveira Martins}} (1845 - 1894) * {{A|Eça de Queirós}} (1845 - 1900) * {{A|Joaquim Pedro de Oliveira Martins}} (1845 - 1894) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Sousa Viterbo|Sousa Viterbo]] (1845 - 1910) * {{A|António Cândido Gonçalves Crespo}} (1846 - 1883) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Rafael Bordalo Pinheiro|Rafael Bordalo Pinheiro]] (1846 - 1905) * {{A|Adolfo Coelho}} (1847 - 1927) * {{A|Maria Amália Vaz de Carvalho}} (1847 - 1921) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Gomes Leal|António Gomes Leal]] (1848 - 1921) * {{A|Francisco Teixeira de Queirós}} (1848 - 1919) * {{A|Alberto Pimentel}} (1849 - 1925) * {{A|Guerra Junqueiro}} (1850 - 1923) * {{A|Gervásio Lobato}} (1850 - 1895) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Luís de Magalhães|Luís de Magalhães]] (1850 - 1924) * {{A|Venceslau de Morais}} (1854 - 1929) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:João Gonçalves Zarco da Câmara|João Gonçalves Zarco da Câmara]] (1855 - 1908) * {{A|Cesário Verde}} (1855 - 1886) * {{A|Abel Botelho}} (1854 - 1917) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Marcelino Mesquita|Marcelino Mesquita]] (1856 - 1919) * {{A|Fialho de Almeida}} (1857 - 1911) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Sampaio Bruno|Sampaio Bruno]] (1857 - 1915) * {{A|Leite de Vasconcelos}} (1858 - 1941) * {{A|António Feijó}} (1859 - 1917) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alfredo Gallis|Alfredo Gallis]] (1859 - 1910) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel Teixeira Gomes|Manuel Teixeira Gomes]] (1860 - 1941) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Francisco Trindade Coelho|José Francisco Trindade Coelho]] (1861 - 1908) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Brito Camacho|Brito Camacho]] (1862 - 1934) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Nobre|António Nobre]] (1867 - 1900) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Raul Brandão|Raul Brandão]] (1867 - 1930) * {{A|Camilo Pessanha}} (1867 - 1926) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Alice Moderno|Alice Moderno]] (1867 - 1946) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Eugénio de Castro|Eugénio de Castro]] (1869 - 1944) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Augusto Gil|Augusto Gil]] (1870 - 1929) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Roberto de Mesquita|Roberto de Mesquita]] (1871 - 1923) * {{A|Ana de Castro Osório}} (1872 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Carlos Malheiro Dias|Carlos Malheiro Dias]] (1875 -1941) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:José Duro|José Duro]] (1875 - 1899) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Manuel Laranjeira|Manuel Laranjeira]] (1877 - 1912) * {{A|Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos}} (1877 - 1952) * [[w:Visconde de Vila-Moura|Visconde de Vila-Moura]] (1877 - 1935) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Afonso Lopes Vieira|Afonso Lopes Vieira]] (1878 - 1946) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Patrício|António Patrício]] (1878 - 1930) * {{A|Alfredo Pimenta}} (1882 - 1950) * {{A|Leonardo Coimbra}} (1883 - 1936) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Albino Forjaz de Sampaio|Albino Forjaz de Sampaio]] (1884 - 1949) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Hipólito Raposo|Hipólito Raposo]] (1885 - 1953) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Sardinha|António Sardinha]] (1887 - 1925) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Fidelino de Figueiredo|Fidelino de Figueiredo]] (1888 - 1967) * {{A|Fernando Pessoa}} (1888 - 1935) * {{A|Mário de Sá-Carneiro}} (1890 - 1916) * {{A|Florbela Espanca}} (1894 - 1930) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:Soeiro Pereira Gomes|Soeiro Pereira Gomes]] (1909 - 1949) * [[File:Tango style Wikipedia Icon no shadow.svg|18px]] [[w:António Maria Lisboa|António Maria Lisboa]] (1928 - 1953) {{Div col fim}} it7gx4bf2rdg8srazpcvsyrf8ined7d Galeria:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf 104 249593 557502 540883 2026-08-01T21:34:41Z Junglk 34905 557502 proofread-index text/x-wiki {{:MediaWiki:Proofreadpage_index_template |Type=dictionary |Título=[[Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas]] |Subtítulo=Abrangendo cêrca de cinquenta idiomas |Language=pt |Autor=[[Autor:Sebastião Rodolfo Dalgado|Sebastião Rodolfo Dalgado]] |Tradutor= |Editor=Imprensa da Universidade de Coimbra |Ilustrador= |Edição= |Volume= |Editora=Imprensa da Universidade |Gráfica= |Local=Coimbra |Ano=1913 |ISBN= |Fonte={{commons|Sebastião Rodolfo Dalgado - 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O volume inicia com uma Dedicatória, um Parecer de Gonçalves Viana, um Mapa Linguístico, seguidos de um Prefácio e uma Introdução. Segue-se a Bibliografia, Relação Alfabética, Ordem das Línguas, Abreviaturas e, por fim, o Vocabulário, listado de A a Z. Inclui ainda um Suplemento, uma Lista Geral dos Vocábulos Portugueses Introduzidos em Línguas Asiáticas e Contidos no Vocabulário, Listas Particulares dos Vocábulos Portugueses de Cada uma das Línguas, Erratas e Aditamentos, Índice. |Sumário={{Page:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/350}} |Epígrafe={{Page:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/7}} |Width= |Css= |Header= |Footer= |Modernização=N }} 0iy0vm20cdrx8if81lv05nvafugsut2 Predefinição:Volumes de Obras de D. J. G. de Magalhaens (Garnier) 10 251925 557476 547581 2026-08-01T20:20:35Z Junglk 34905 557476 wikitext text/x-wiki {{c|style=width:100%; margin-right:auto; margin-left:auto; box-sizing: border-box; padding:.25em .5em .25em .5em; margin-bottom:5px; border:1px solid #89a0a1;color: #202122; border-radius:3px; font-size:0.9em;|1= {{c|style=font-style:italic|'''Obras de D. J. G. de Magalhaens''', ''ed. 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Postas as cousas neste pé, é facil vêr que se caminhava indubitavelmente para a ruina, e não era preciso ser bruxo para se adivinhar que a perda da nacionalidadé não se faria esperar. Esta ideia, longe de contristar aquela gente pervertida, enchia de regosijo. ¿Que lhes importava a eles a independência? Nada. O bem estar individual é que era necessario garantir. Mas, como toda a regra tem excepção, havia naquele pais um rapazinho de 15 annos, que fôra educado no campo por um velho cura da aldeia, e, longe das más companhias da sociedade, crescia na admiração dos mártires do cristianismo e até daqueles que, pagãos, ti- nham cultivado o bem e o belo. O santo velho que o educava, dizia-lhe sorrindo: ― Filho, o homem está nos actos e não nas palavras ¿Que serve falar bem e proceder mal? Não prometas a Deus ser bom porque podes não ter ânimo de cumprir a promessa e faltarás á tua palavra; mas empenha-te em exceder em bondade o teu semelhante para lhe sêres mais prestavel a êle do que êle a ti e, sem nada prometer procura cumprir mais do que se tivesses prometido. A liberdade valoriza a acção: sê livre e serás grande e bom. Não te deixes arrastar pelas ideias alheias. Lembra-te de que Deus nos tornará responsável dos próprios actos e nos deu razão e consciência para examinar os próprios erros. ¿De que serve o perdão alheio se a nossa própria<noinclude></noinclude> 1e766v6o9om4ws06nudzat2fqstzpzs Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/93 106 255176 557373 2026-08-01T12:47:05Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 557373 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|87|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>de arrumar o projectil. Gallo e gallinhas tudo foi de novo engaiolado. Porém, quando tratavam dʼestes arranjos, tiveram Barbicane e os dois companheiros clara percepçāo de um novo phenomeno. Desde o momento em que tinham largado da Terra, tanto o peso dʼelles, como o da bala e de todos os objectos que continha, tinham, ido diminuindo progressivamente. E se em relaçāo ao projectil nāo podiam os viajantes verificar a perda do peso, forçosamente havia de chegar a occasiāo em que tal effeito se lhes havia de tornar sensivel no que dizia respeito a elles proprios e aos utensilios e instrumentos de que faziam uso. Escusado é dizer que uma balança ordinaria nāo podia indicar tal diminuiçāo, porque o peso que servisse para pesar os objectos havia de perder exactamente o mesmo que o proprio objecto; porém, por meio de uma balança de mola, por exemplo, cuja tensāo é independente da attracçāo, obter-se-ia a avaliaçāo exacta dʼaquella perda. Sabido é que a attracçāo, ou por outra a gravidade, é proporcional as massas e está na rasāo inversa do quadrado das distancias. Dʼahi vem a seguinte consequencia: Se a Terra existisse só no espaço, se se anniquilassem de subito todos os outros corpos celestes, o projectil haveria de pesar, segundo a lei de Newton, tanto menos quanto mais afastado estivesse da Terra, mas sem nunca perder inteiramente o peso, porque a attracçāo terrestre sempre havia de tornar-se sensivel, qualquer que fosse a distancia. Mas, no caso presente forçosamente havia de vir um momento em que o projectil nāo havia de estar sujeito ás leis da gravidade, abstraindo dos corpos celestes, cuja acçāo se podia considerar nulla. E, na verdade, a trajectoria do projectil estava traçada entre a Terra e a Lua. Ao passo que o projectil se ia afastando da Terra, diminuia a attracçāo terrestre na rasāo inversa do quadrado das distancias, mas crescia em compensaçāo a attracçāo lunar segundo a mesma lei. Havia portanto de chegar um ponto em que, neutralisando-se as duas attracçōes, a bala nāo pesasse. {{nop}}<noinclude></noinclude> 9wl2u3blm8wd1ggrl9gsw1v4l3nj3to Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/94 106 255177 557374 2026-08-01T12:50:24Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 557374 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|88|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>Se fôssem iguaes as massas da Lua e da Terra, este ponto estaria a igual distancia dos dois astros. Porém, attendendo á differença dʼestas massas, facil era calcular que o tal ponto havia de estar situado aos 17/52 avos da viagem, ou, o que é o mesmo, a setenta e oito mil cento e quatorze leguas da Terra. Nʼeste ponto, um corpo qualquer que nāo contivesse em si proprio causa de velocidade ou deslocamento, havia de ficar lá eternamente immovel, por ser igualmente attraido pelos dois astros, e nada haver que o impellisse mais nʼum do que nʼoutro sentido. Mas o projectil, suppondo que a força da impulsāo fôra calculada com rigor, deveria chegar áquelle ponto com velocidade nulla, sem conservar indicio de gravidade, assim como todos os objectos que iam dentro dʼelle. Nʼestes termos que havia de acontecer? Verificar-se-ia uma das tres seguintes hypotheses: Ou o projectil, caso conservasse ainda uma certa velocidade e transpozesse por conseguinte o ponto de igual attracçāo, havia de cair para a Lua em virtude do excesso da attracçāo lunar sobre a attracçāo terrestre; Ou, caso lhes faltasse velocidade bastante para attingir o ponto de igual attracçāo, havia de voltar para a Terra em virtude do excesso da attracçāo terrestre sobre a attracçāo lunar. Ou, finalmente, caso fôsse animado de velocidade bastante para attingir o ponto neutro, mas insufficiente para passar alem dʼelle, havia de ficar eternamente suspenso nʼesse logar, á maneira do supposto tumulo de Mahomet, entre o zenith e o nadir. Tal era a situaçāo, cujas consequencias Barbicane explicou claramente aos companheiros de viagem. O negocio era para elles de summo interesse. Mas como reconhecer se o projectil tinha ou nāo chegado ao tal ponto neutro situado a setenta e oito mil cento e quatorze leguas da Terra? Exactamente pela circumstancia de já nāo estarem submet-<noinclude></noinclude> 7xg4jhym75unf2v9oxkuecd1ekprtq1 Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/95 106 255178 557375 2026-08-01T12:54:23Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 557375 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|89|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>tidos, nem os viajantes nem os objectos com elles encerrados no projectil, á menor acçāo da gravidade. Até áquelle momento os viajantes, apesar de terem percebido que a intensidade da gravidade ia diminuindo cada vez mais, ainda nāo tinham reconhecido a falta absoluta da acçāo dʼaquella força. Mas nʼaquelle dia, pelas onze horas da manhā, Nicholl, que deixára cair um copo da māo, observou que o copo em vez de cair ficou como que suspenso no ar. — Ah! exclamou Miguel Ardan, tambem temos o nosso bocadinho de physica recreativa! E tratou logo de tirar todo o apoio a diversos objectos, taes como armas, garrafas, etc., que apesar de abandonados a si proprios, ficaram firmes e seguros, como que por milagre. Até Diana, collocada no espaço por Miguel Ardan, reproduziu, aliás sem trapaça, a maravilhosa suspensāo aerea inventada pelos Caston e pelos Robert-Houdin. E é de ver que a cadella nem parecia dar pelo caso; fluctuava no ar sem que tal percebesse. Até os proprios tres audazes companheiros, arrastados para as regiōes do maravilhoso, sentiam, surprehendidos, estupefactos, apesar de todos os raciocinios scientificos, que nos corpos lhes faltava a gravidade. Se estendiam um braço, nada lhʼo impellia para baixo. A cabeça vacillava-lhes entre os hombros. Os pés já se lhes nāo seguravam no fundo do projectil. Estavam como ebrios a quem falta a estabilidade. Creou a phantasia homens que nāo tinham imagem reflexa; outros que nāo tinham sombra! Mas aqui a realidade, pela neutralisaçāo das forças attractivas, fizera homens, a quem nada pesava, e que elles proprios nāo tinham peso! De subito Miguel, dando um salto, largou do fundo, e ficou em suspensāo no ar como o monge da ''Cosinha dos Anjos'' de Murillo. Passado um instante já os dois amigos estavam como elle, e figuravam todos tres, no centro do projectil, uma ascensāo miraculosa. — Pois isto será crivel! será verosimil? será ao menos pos-<noinclude></noinclude> 4zquhtia34wwb7c7epngv0l3yu6s12g Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/12 106 255179 557377 2026-08-01T15:39:17Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557377 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|8|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>Por isto verão os leitores que bom coração tinha este digno rapaz. Uma tarde, estava êle deitado na terra lendo os feitos heroicos do grande general que tornara independente o seu paiz, depois de longa e aturada escravidão e, emquanto lia lançava de espaço a espaço um olhar vigilante ás ovelhas que estava encarregado de apascentar. Pareceu-lhe que uma délas, a mais branca e bonita, ao aproximar-se da beira da agua, recuára assustada como se tivesse visto qualquer cousa que a impedisse de beber. Cuidadoso e cumpridor do seu dever, Guilherme poisou o livro na relva e, cravando no chão o pau ferrado, ergueu-se e foi vêr o que tinha impedido o animal de beber. Mas ao chegar ao sítio onde estava a ovelha, recuou, não menos atemorisado do que éla. Comtudo, passando as mãos pelos olhos e fazendo um grande esforço de vontade, Guilherme aproximou-se de novo e debruçou-se sobre a corrente. A agua tornara-se transparente a ponto de se vêrem as areias doiradas no fundo do rio e aí, sentada sob uma pedra musgosa, estava uma linda figura de mulher, vestida de branco, com bastos e sedosos cabelos, soltos ao longo das espáduas. A cabeça pendia-lhe entre as mãos e os seus soluços eram fortes a ponto de a fazerem estremecer convulsivamente. Tres vezes o pequeno pastor lhe perguntou inquieto: {{nop}}<noinclude></noinclude> jtaaf59gqqj8dp4dhih6snvu43am4oi Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/133 106 255180 557378 2026-08-01T15:40:07Z BlitzkriegBoop 37692 /* Sem texto */ 557378 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude><noinclude></noinclude> ltg9mtpefm08n2h0k9e81m08dk0hzmr Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/134 106 255181 557379 2026-08-01T15:40:17Z BlitzkriegBoop 37692 /* Sem texto */ 557379 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude><noinclude></noinclude> ltg9mtpefm08n2h0k9e81m08dk0hzmr Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/135 106 255182 557380 2026-08-01T15:40:26Z BlitzkriegBoop 37692 /* Sem texto */ 557380 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>• • , • (<noinclude></noinclude> mdg3mkysv6rli7j65yosr3gmizek29n Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/13 106 255183 557382 2026-08-01T16:13:15Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557382 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|9}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude> {{page break|label=}} {{Imagem float-p |file= {{Extrair imagem}} |align= |width= |cap=Não a deixarei ir embora... (Pag. 10) |padb=2em |padt=2em }} {{page break|label=}} ― Menina! menina! ¿o que tem? Ela não respondeu, mas á terceira vez ergueu a<noinclude></noinclude> 4p7rhwt8443ssu1kgz8nv09v7nxrf9x O homem forte 0 255184 557383 2026-08-01T16:15:24Z Kauã S. de Araújo 43463 Adicionei o conteúdo 557383 wikitext text/x-wiki O modesto varão constante e justo Pensa e medita nas lições dos sábios E nos caminhos da justiça eterna Gradua firme os passos. O brilho da sua lama não mareia A luz do sol, nem do carvão se tisna; Morre pelo dever, austero e crente, Confessando a virtude. Pode a calúnia denegrir seus feitos, Negar-lhe a inveja o mérito subido; Pode em seu dano conspirar-se o mundo E renegá-lo a pátria! Tão modesto no paço de Lóculo Como encerrado no tonel do Grego, Nem o transtorna a aragem da ventura, Nem a desgraça o abate. A tiranos preceitos não se humilha, Ante o ferro do algoz não curva a fronte, Não faz calar da consciência o grito, Não nega os seus princípios. Antes, seguro e firme e confiado No tempo, vingador das injustiças, Co’s pés no cadafalso e a vista erguida Se mostra imperturbável. Sofre mártir e expira! A pátria em torno Do seu sepulcro o chora, onde a virtude, Afeita ao luto e à dor, de novo carpe Do justo a flébil morte! sg1tti47p05n8qnkigv8yyhxe7xfisg 557385 557383 2026-08-01T16:17:46Z Kauã S. de Araújo 43463 /* */ Ajuste 557385 wikitext text/x-wiki O modesto varão constante e justo Pensa e medita nas lições dos sábios E nos caminhos da justiça eterna Gradua firme os passos. O brilho da sua lama não mareia A luz do sol, nem do carvão se tisna; Morre pelo dever, austero e crente, Confessando a virtude. Pode a calúnia denegrir seus feitos, Negar-lhe a inveja o mérito subido; Pode em seu dano conspirar-se o mundo E renegá-lo a pátria! Tão modesto no paço de Lóculo Como encerrado no tonel do Grego, Nem o transtorna a aragem da ventura, Nem a desgraça o abate. A tiranos preceitos não se humilha, Ante o ferro do algoz não curva a fronte, Não faz calar da consciência o grito, Não nega os seus princípios. Antes, seguro e firme e confiado No tempo, vingador das injustiças, Co’s pés no cadafalso e a vista erguida Se mostra imperturbável. Sofre mártir e expira! A pátria em torno Do seu sepulcro o chora, onde a virtude, Afeita ao luto e à dor, de novo carpe Do justo a flébil morte! om0dyvhwusd2l6bj3i4c5szu19d66pn Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/14 106 255185 557384 2026-08-01T16:16:13Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557384 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|10|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>cabeça, fitou nêle um demorado olhar, e, agitando as aguas com a mão, turvou-as a ponto de desaparecer aos olhos espantados do mancebo. Quando as aguas volveram á serenidade, a linda mulher loira já não estava no fundo do rio. Guilherme recolheu o gado mais cêdo do que costumava e, logo que chegou a casa, contou ao seu bemfeitor o que presenceára. O cura escutou-o com um sorriso benevolo e, quando êle terminou disse-lhe: ― Isso, meu filho, não tem importância. Tens os nervos doentes, é o que é. Mas no dia imediato, tendo-se repetido a mesma scena, Guilherme calou-se e resolveu adquirir a certeza de que não era uma alucinação dos sentidos, mas uma realidade. Voltou ainda no outro dia e, em vez de perguntar «''Menina, menina ¿ o que tem?''» Lançou-se á agua e, agarrando a jovem pela cintura, trouxe-a para terra e pousou-a no chão junto duma arvore afirmando-lhe com doçura: ― Não a deixarei ir embora sem que me diga porque chora e quem é. Ela limpou os olhos e, fitando o mancebo com interesse, volveu-lhe: ― Guardarás segrêdo de quanto te confiar? Juras? ― Senhora, as minhas palavras valem juramentos. Eu não sei mentir. ― Caso raro numa terra onde ninguém fala {{hífen|ver|verdade}}<noinclude></noinclude> t9swo6d5smexks4evsbhsi0gt5d4y0l 557387 557384 2026-08-01T16:21:36Z BlitzkriegBoop 37692 557387 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|10|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>cabeça, fitou nêle um demorado olhar, e, agitando as aguas com a mão, turvou-as a ponto de desaparecer aos olhos espantados do mancebo. Quando as aguas volveram á serenidade, a linda mulher loira já não estava no fundo do rio. Guilherme recolheu o gado mais cêdo do que costumava e, logo que chegou a casa, contou ao seu bemfeitor o que presenceára. O cura escutou-o com um sorriso benevolo e, quando êle terminou disse-lhe: ― Isso, meu filho, não tem importância. Tens os nervos doentes, é o que é. 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Eu não sei mentir. ― Caso raro numa terra onde ninguém fala {{hífen|ver|verdade}}<noinclude></noinclude> grb1nu8gpo7wntpf0rbbbd9izsupgo4 Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/15 106 255186 557386 2026-08-01T16:21:16Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557386 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|11}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>{{Hífen-fim|dade|verdade}}, onde se deturpam os factos ao sabor das conveniências individuaes, e onde a lei é letra morta. ― Dizeis muito mal da nossa terra, senhora, e bem que verdade seja o que dizeis, peza-me ouvi-lo, como pesa a um filho ouvir censurar a própria mãe. ― Tens razão. Pois bem, serei franca comtigo. Sinto que não me trairás. A terra que nos é mãe foi sempre a melhor do mundo; é productiva, é rica, saudavel, boa, numa palavra é perfeita; mas os seus filhos, a que chamam vulgarmente a ''nação'', fazem-na passar por tudo que não é, e ela, triste, abatida, vilipendiada, está em vésperas de cair nas mãos cubiçosas dos estrangeiros, que a pizarão sem amor, que a tratarão como um senhor trata a escrava. ― Nunca! bradou Guilherme impelido por uma força sobrenatural. Nunca, emquanto eu viver, o inimigo chamará sua á terrá de meus pais! ― Mas quem és tu? disse ela com ironia. ― Um pobre pequeno, um simples pastor... ¿Mas quem era Joana d'Arc? ― ¿Que podes tu só contra uma nação inteira? ― Senhora, a minha pequenez é grande e bem se mostra; mas a alma é vasta como o oceano e capaz de, como êle, cumprir grandes cousas. Em Portugal, paiz pequeno, mas altivo e nobre, alguêm houve também, ― não era humilde como eu, mas era um homem só, ― que, indignado, perguntou se haveria quem<noinclude></noinclude> 42vn4ysuu0eg1rmicvnxrtjgst3jgdc 557388 557386 2026-08-01T16:26:32Z BlitzkriegBoop 37692 557388 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|11}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>{{Hífen-fim|dade|verdade}}, onde se deturpam os factos ao sabor das conveniências individuaes, e onde a lei é letra morta. ― Dizeis muito mal da nossa terra, senhora, e bem que verdade seja o que dizeis, peza-me ouvi-lo, como pesa a um filho ouvir censurar a própria mãe. ― Tens razão. Pois bem, serei franca comtigo. Sinto que não me trairás. A terra que nos é mãe foi sempre a melhor do mundo; é productiva, é rica, saudavel, boa, numa palavra é perfeita; mas os seus filhos, a que chamam vulgarmente a ''nação'', fazem-na passar por tudo que não é, e ela, triste, abatida, vilipendiada, está em vésperas de cair nas mãos cubiçosas dos estrangeiros, que a pizarão sem amor, que a tratarão como um senhor trata a escrava. ― Nunca! bradou Guilherme impelido por uma força sobrenatural. Nunca, emquanto eu viver, o inimigo chamará sua á terrá de meus pais! ― Mas quem és tu? disse ela com ironia. ― Um pobre pequeno, um simples pastor... ¿Mas quem era Joana d'Arc? ― ¿Que podes tu só contra uma nação inteira? ― Senhora, a minha pequenez é grande e bem se mostra; mas a alma é vasta como o oceano e capaz de, como êle, cumprir grandes cousas. Em Portugal, paiz pequeno, mas altivo e nobre, alguêm houve também, ― não era humilde como eu, mas era um homem só, ― que, indignado, perguntou se haveria quem {{nop}}<noinclude></noinclude> ccpyue5acdyrrx8yl4yl3jqkwxubmyw Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/16 106 255187 557389 2026-08-01T16:30:26Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557389 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|12|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>{{smaller|<poem>....... por nenhum respeito O proprio reino queira vêr sujeito?</poem>}} «Canta-o lindamente, em sublimes oitavas, o grande Camões, que diz ainda: {{smaller|<poem>E se com isto emfim vos não moverdes Do penetrante mêdo que tomastes Atai as mãos ao vosso vão receio, Que eu só resistirei ao jugo alheio.</poem>}} ― ¿E resistiu? ― Sim, mas não só. A sua palavra inflamou o povo cuja coragem estava arrefécida por uma longa paz. Este homem era Nuno Alvares Pereira que foi ''um verdadeiro açoute'' para os castelhanos. Pois bem, será êle o meu modelo, irei busca-lo á historia desse paiz cuja grandeza assombra o mundo, e tenho fé, senhora, que, apesar de ser um pequeno pastor, terei forças para arrancar ás mãos do estrangeiro a independência da Patria. Agora, menina ou senhora ― não sei qual nome melhor vos caiba, tanta é a juventude e a majestade do vosso aspecto,― dizei-me: ¿quem sois? Eu sou a alma desta terra que, sob a fórma infeliz dum corpo de mulher, procuro acordar no espírito dos bons o antigo amor que me tinham e que um mal entendido egoismo deixou findar. ¡Pois eu hei de me vêr calcada por estranhos, conquistada, escravisada! Eu que tinha orgulho em que a espada na mão<noinclude></noinclude> a2tqnl4gidb1gg1ln06cvpafinqk32h Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/17 106 255188 557390 2026-08-01T16:50:56Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557390 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|13}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>dos meus filhos era, depois do raio nas mãos de Deus, a arma mais terrivel do mundo! Mas vê a que cheguei! Ha tantos homens na terra e é junto de ti, criança, que eu venho dar espansão à minha dôr. Tomas gostosamente a missão de que eu não tinha ânimo de te encarregar. Vai e sê feliz! Dois dons apenas te posso conceder por agora. Não te deixar nunca prender sem te pôr imediatamente em liberdade e onde te convier, e fazer com que a morte te não procure emquanto andares ao meu serviço. Sempre que te vires ameaçado, exclama: ''Alma da terra em que nasci! acode aqui''. E serás promptamente socorrido por mim. ― ¿ Mas vêr-te-hei sempre sob esse aspecto? ― Sempre, quando eu precisar comunicar contigo. Adeus. Não te dou conselhos. Agora, espera. O meu filho Rio tem algumas cousas que te deseja oferecer, porque está convencido, ha muito, de que, sem elas, se não pode encaminhar bem no mundo qualquer causa. Deu a mão a beijar ao camponez e desceu ao fundo do rio. As aguas turvaram-se, agitando-se muito e a fada loira desapareceu aos olhos encantados do mancebo, momentos depois, na margem do rio surgiram dois cavalos, uma armadura completa, fato, dois sacos com dinheiro e um pagem. Como acordando dum sonho, Guilherme perguntou aflicto: ― E as ovelhas ? Que farei eu delas? {{nop}}<noinclude></noinclude> stlpcrjpbcgcmtcg56joc4r82nyh0zn 557516 557390 2026-08-01T21:58:56Z BlitzkriegBoop 37692 557516 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|13}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>dos meus filhos era, depois do raio nas mãos de Deus, a arma mais terrivel do mundo! Mas vê a que cheguei! Ha tantos homens na terra e é junto de ti, criança, que eu venho dar espansão à minha dôr. Tomas gostosamente a missão de que eu não tinha ânimo de te encarregar. Vai e sê feliz! Dois dons apenas te posso conceder por agora. Não te deixar nunca prender sem te pôr imediatamente em liberdade e onde te convier, e fazer com que a morte te não procure emquanto andares ao meu serviço. Sempre que te vires ameaçado, exclama: ''Alma da terra em que nasci! acode aqui''. E serás promptamente socorrido por mim. ― ¿Mas vêr-te-hei sempre sob esse aspecto? ― Sempre, quando eu precisar comunicar contigo. Adeus. Não te dou conselhos. Agora, espera. O meu filho Rio tem algumas cousas que te deseja oferecer, porque está convencido, ha muito, de que, sem elas, se não pode encaminhar bem no mundo qualquer causa. Deu a mão a beijar ao camponez e desceu ao fundo do rio. As aguas turvaram-se, agitando-se muito e a fada loira desapareceu aos olhos encantados do mancebo, momentos depois, na margem do rio surgiram dois cavalos, uma armadura completa, fato, dois sacos com dinheiro e um pagem. Como acordando dum sonho, Guilherme perguntou aflicto: ― E as ovêlhas ? 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Num relance a figura do cura, sentado á porta de casa a ler o breviario, passou saudosa ante o olhar {{hífen|la|lacrimoso}}<noinclude></noinclude> 32yqy5x0ny2vyml90w7qdc9mehxz6ok Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/19 106 255190 557392 2026-08-01T16:55:42Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557392 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|15}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>{{Hífen-fim|crimoso|lacrimoso}} do mancebo; mas sem hesitar vestiu os fatos que o pagem lhe estendia, cingiu a couraça, pôz o elmo e, ageitando as redeas, saltou sobre o soberbo cavalo como se fosse um provado cavaleiro e partindo a galope, bradou : ― Vamos pagem, mais vale ser um entre muitos do que não ser ninguem: ''tudo pela Patria! '' E lançou á casa do cura um humido e saudoso olhar. {{Asterismo}} O nosso herói não ia arrependido, mas com a alma em pena, preocupado com a empreza que aceitára, no ardor do entusiasmo, sem bem lhe medir o alcance. Pensava, mau grado seu, no velho cura que aquela hora decerto interrogava anciosamente com a vista cansada a velha estrada romana pela qual, ao entardecer, êle costumava reconduzir as ovelhas ao redil. O coração compungia-se-lhe, e um remorso vivo, fazia-o lamentar não ter pedido ao velho que abençoasse a sua empreza e a aprovasse. Comtudo, a ''fada loira'', como êle chamava á ''alma da Patria'', parecia não aprovar esse acto; e êle embora lhe pasasse, não queria começar a faltar áquilo que julgáva o mais sagrado dever. ¿Procedia bem? Procedia mal? É fóra de duvida que andava mal. Qualquer<noinclude></noinclude> r1in1bqtu8bg1v7bqh8fzito7w2rpex Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/20 106 255191 557393 2026-08-01T16:57:40Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557393 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|16|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>causa, que nos chama a servi-la, é egoista sempre. Conta com a fraqueza humana e quer absorver inteiramente a individualidade de cada qual, com receio de perder um factor importante, por breve e insignificante que seja o seu papel. Guilherme, desde o momento em que aceitara a dificil misssão, devia desempenha-la, mas não estava por isso desobrigado dos seus outros deveres. Devia ter reconduzido as ovelhas ao redil e pedido ao velho cura desculpa de ter, sem o ouvir, cedido á pressuasiva voz da bela mulher cuja figura o deslumbrava e a voz lhe apaixonava o espirito por tudo que de nobre e grande o exaltava a um mundo melhor. O desconhecimento de si proprio deu-lhe o receio de que o cura o esprobasse, e de ceder aos seus rogos e conselhos, se êle julgasse louca a empreza de ir só, sem outro apoio além do da propria consciência, tentar erguer da proxima ruina a Pátria querida, onde os seus olhos se abriram pela primeira vez á luz. Emquanto estes raciocinios se debatiam no espirito do nosso jovem amigo, êle galopava sempre, e a noite caia lentamente, pesada e sombria, e o pagem notando-a observou-lhe: ― E já quasi noute cerrada, senhor. Bom seria procurar abrigo no castelo do principe Dórdio, cujas ameias se avistam do alto do proximo cerro. ― ¿Quem é o principe Dórdio, pagem? ― E' um alto senhor, dono de dezoito castelos e que póde por 2:000 homens em pé de guerra. {{nop}}<noinclude></noinclude> 2tflrwji0e8n4lovmsfcy9ij3b97iw2 Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/21 106 255192 557395 2026-08-01T17:04:34Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557395 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|17}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>― ¿Como vive? ― Além da nobreza. Mas.. é um dos muitos que esqueceram o que devem á Pátria e querem um rei estrangeiro. As faces do moço afoguearam-se. ― Aconselhas-me a que peça abrigo a um ser tão vil? ― Eu não ouso aconselhar-vos nada, senhor, visto que a alma da Pátria vos anima, mas parecia-me de boa política chamar ao vosso partido um varão de tanto poder e fama. Bem. Tentarei consegui-lo. Eu afrouxo o andamento do meu cavalo, vai tu adiante e pede pousada para esta noite no castelo para Guilherme Bom e o seu pagem. O gentil interlocutor do nosso heroi soltou redeas ao cavalo e partiu de mão baixa. Guilherme, pensativo, seguiu a passo na mesma direcção, olhando enternecido as meias tintas do crepusculo que a noite começava a velar com negro veo. Roberto, como ao depois se chamara o jovem e lindo pagem de Guilherme, voltou dentro em pouco anunciando que o principe Dórdio recebia com muito prazer o jovem cavaleiro e o esperava para a ceia. ― Que tal é éle? perguntou Guilherme com certa timidez. ― Muito arrogante, mas de magnifica presença. O coração do jovem pulsou mais apressado e pensou : {{nop}}<noinclude>{{small|{{rh|{{uc|A fada loira}}||2}}}}</noinclude> 7f4bcg8g3u1vaq4hq7krw8lmv8shzn4 557396 557395 2026-08-01T17:04:54Z BlitzkriegBoop 37692 557396 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|17}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>― ¿Como vive? ― Além da nobreza. Mas.. é um dos muitos que esqueceram o que devem á Pátria e querem um rei estrangeiro. As faces do moço afoguearam-se. ― Aconselhas-me a que peça abrigo a um ser tão vil? ― Eu não ouso aconselhar-vos nada, senhor, visto que a alma da Pátria vos anima, mas parecia-me de boa política chamar ao vosso partido um varão de tanto poder e fama. Bem. Tentarei consegui-lo. Eu afrouxo o andamento do meu cavalo, vai tu adiante e pede pousada para esta noite no castelo para Guilherme Bom e o seu pagem. O gentil interlocutor do nosso heroi soltou redeas ao cavalo e partiu de mão baixa. Guilherme, pensativo, seguiu a passo na mesma direcção, olhando enternecido as meias tintas do crepusculo que a noite começava a velar com negro veo. Roberto, como ao depois se chamara o jovem e lindo pagem de Guilherme, voltou dentro em pouco anunciando que o principe Dórdio recebia com muito prazer o jovem cavaleiro e o esperava para a ceia. ― Que tal é éle? perguntou Guilherme com certa timidez. ― Muito arrogante, mas de magnifica presença. O coração do jovem pulsou mais apressado e pensou : {{nop}}<noinclude>{{smaller|{{rh|{{uc|A fada loira}}||2}}}}</noinclude> 7kg4xdhyczpsiapf8ig1f8zh5zr4xc6 Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/22 106 255193 557397 2026-08-01T17:05:34Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557397 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|18|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>{{page break|label=}} {{Imagem float-p |file= {{Extrair imagem}} |align= |width= |cap=Guilherme Bom e o seu pagem... (Pag. 17) |padb=2em |padt=2em }} {{page break|label=}}<noinclude></noinclude> 4j5e5ajef98a1cdd3ryb04zd1lfdylc Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/23 106 255194 557398 2026-08-01T17:07:34Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557398 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|8|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>― ¡Que louco fui em me encarregar de tão temerária empreza! ¿Como suportará um homem desta importância e linhagem as observações dum rústico como eu? Fiel, porêm, ao plano traçado, atravessou a ponte levadiça, apeiou-se no pateo interior do castelo, e subiu a vasta escadaria de pedra fazendo tinir as esporas de ouro que lhe soavam aos ouvidos como um ruido estranho. Entrou na ampla quadra onde o principe Dórdio, em pé entre os fidalgos da sua casa, esperava com curiosidade a chegada do anunciado visitante. Guilherme, de cabeça descoberta, adiantou-se e saudou o seu hospedeiro com elegancia e sem servilismo. ― Estou contente, cavaleiro, de sentar á minha mesa e abrigar sob o meu tecto um mancebo tão gentil. ― Agradeço-vos, senhor. Vossa alteza honra-me sobremaneira recebendo-me, e presta-me um grande favor, visto não haver pousadas nestas paragens. ― Bem, bem, para a mesa. Sentemo-nos, senhores. A sôpa foi comida quasi em silêncio e pouco depois estabeleceu-se a conversa. ― Se não é indiscrição, perguntou o principe Dórdio, ¿para onde vos dirigis? ― Indiscrição nenhuma, eu não faço mistério {{hífen|al|algum}}<noinclude></noinclude> 9ntfx3wj8x2s78986ehfo7btwisq1uz 557399 557398 2026-08-01T17:07:49Z BlitzkriegBoop 37692 557399 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|19}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>― ¡Que louco fui em me encarregar de tão temerária empreza! ¿Como suportará um homem desta importância e linhagem as observações dum rústico como eu? Fiel, porêm, ao plano traçado, atravessou a ponte levadiça, apeiou-se no pateo interior do castelo, e subiu a vasta escadaria de pedra fazendo tinir as esporas de ouro que lhe soavam aos ouvidos como um ruido estranho. Entrou na ampla quadra onde o principe Dórdio, em pé entre os fidalgos da sua casa, esperava com curiosidade a chegada do anunciado visitante. Guilherme, de cabeça descoberta, adiantou-se e saudou o seu hospedeiro com elegancia e sem servilismo. ― Estou contente, cavaleiro, de sentar á minha mesa e abrigar sob o meu tecto um mancebo tão gentil. ― Agradeço-vos, senhor. Vossa alteza honra-me sobremaneira recebendo-me, e presta-me um grande favor, visto não haver pousadas nestas paragens. ― Bem, bem, para a mesa. Sentemo-nos, senhores. 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Fez-se um silêncio breve e constrangido, porque todos os presentes conheciam quais as ideias do principe e bastas vezes lhe tinham ouvido apregoar que tanto he fazia que a terra em que nascêra fôsse independente, como que caisse nas mãos de estranhos, desde que lhe não mexessem na fortuna e lhe conservassem as regalias. O principe, depois de segundos de reflexão, perguntou-lhe não sem tenue ironia: ― ¿E estais persuadido, mancebo, de que conseguireis tanto, apenas com a vossa bôa vontade? ― Estou, senhor, respondeu Guilherme com convicção. O amor da Pátria não acabou no coração dos seus filhos. ¿São muito egoistas todos? Não ha dúvida, são. Mas alguém que chegue ás portas de qualquer das nossas cidades e brade: «¡ Terra mãe de covardes!» E eu aposto que nenhuma espada ficará na bainha, e o amor da Pátria surgirá inérgico, impetuoso no coração de seus filhos. {{nop}}<noinclude></noinclude> 5rxqkdgxbx7gy6yq4vu39ouigfqf1iz Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/25 106 255196 557401 2026-08-01T17:12:34Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557401 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|21}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>― A um insulto ninguêm resiste. ¿Mas... quem ousaria ? ― Por ora ninguêm, mas dentro em pouco... todos. Os principes ambiciosos e fortes pensarão que esta terra é fácil presa, e como ela não tem exército nem meios de defesa, como os seus filhos, longe de lhes serem amparo, são parasitas sugadores, pensarão que, mesmo sem lucta, apenas pelo suborno dos sêres que tanto desceram em dignidade própria, é-lhes fácil tornarem-se senhores duma formosa terra e escravisar justamente os homens que, possuindo tal joia, a não souberam guardar e defender. Levado pelo calor da fé, peia sinceridade da convicção, a voz de Guilherme não formulava hypotheses, afirmava certezas. Dominado, o principe Dórdio indagou. ― ¿Mas como pretende, meu gentil cavaleiro, obviar a tantas e crueis enfermidades que minam o organismo social? ― ¡E' tão fácil! Meu principe, desde que os homens se resolvam a ser honestos e desinteressados, a zelar como próprio o interesse alheio, e o bem dá comunidade, a pôr o sagrado amôr da Pátria logo abaixo do culto de Deus, o país tornar-se-á grande. Haverá exército: nenhum cidadão abdicará do direito de defender o lar da comunidade, porque, defendendo o direito colectivo, defende do melhor modo o individual, e a consciência da própria força é garantia sólida dum futuro próspero. {{nop}}<noinclude></noinclude> rwoa0dr9jfv8gyer9dj4j11eul2usz8 Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/26 106 255197 557402 2026-08-01T17:15:11Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557402 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|22|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>― ¿Por onde ides começar a vossa obra, cavaleiro? ― Pela proxima cidade, onde farei a propaganda patriótica que a decadência do espírito actual requere. ― Agouro-vos crueis dissabores e fortes dissenções. ― Não importa, principe. Eu tomei para modelo um dos muitos heróis portugueses cuja fama é imperecivel. Se o desejais direi em seu louvor. ― Escutarei com gosto o vosso canto. ― Eu não canto, senhor, tenho má voz. Mas direi com o coração o que tenho nalma gravado com respeito e veneração. E erguendo-se, Guilherme apoiou-se à espalda da própria cadeira e com voz quente, comovida, e persuasiva, arrancou d'alma com fundo entusiasmo a poesia que segue. Ao terminá-la todos estavam de pé e um «¡Bravo!» unisono, formado pelas vozes de todos os presentes, ribombou na abobada da sala fortemente, repercutindo-se ao longo dos inumeros corredores. Guilherme entrára com o pé direito no castelo. Não fôra em vão que falára nas virtudes antigas ao desenfreado principe; e a visão nítida do futuro miserável e miserando que a seus olhos fez brilhar, predispozeram sua alteza a colher os frutos dos versos que o paladino da Pátria recitou. Ei-los: {{nop}}<noinclude></noinclude> 75kwyqfh5pzrevn8h5xgadvly2diw0c Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/27 106 255198 557403 2026-08-01T17:20:38Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557403 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|23}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>{{C|{{bl|{{x-larger|O Condestavel}}}}}} {{dhr}} {{lh|4em}} {{dhr}} <poem> Jás o povo, sem vontade, Olvida ser português. Quer o gozo, a ociosidade,. Que tão mal sempre lhe fez. O rei de Castela pede O reino de Portugal, Porque a filha ao pai sucede E não ha direito igual. Assim afirma, esquecendo Que os homens rêzes não são, E, que em corpo apodrecendo Se acha pedaço ainda são: Era João que, esforçado, Tinha um ânimo de herói. Era Nuno, féro e ousado, Que a tal ideia se dói. E olhando com desprezo Até seus próprios irmãos, Sente o peito á terra preso, Mostra a espada, e mostra as mãos. </poem><noinclude></noinclude> jesia4o64zxv205lpq0f3ld0n9codnb 557405 557403 2026-08-01T17:23:06Z BlitzkriegBoop 37692 557405 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|23}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>{{C|{{bl|{{x-larger|O Condestavel}}}}}} {{dhr}} {{lh|4em}} {{dhr}} <poem> Jás o povo, sem vontade, Olvida ser português. Quer o gozo, a ociosidade,. Que tão mal sempre lhe fez. O rei de Castela pede O reino de Portugal, Porque a filha ao pai sucede E não ha direito igual. Assim afirma, esquecendo Que os homens rêzes não são, E, que em corpo apodrecendo Se acha pedaço ainda são: Era João que, esforçado, Tinha um ânimo de herói. Era Nuno, féro e ousado, Que a tal ideia se dói. 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E erguendo estridente grita Brotada do coração, Que em ondas e orgulho agita, Quiz, e fez livre a nação. </poem> ― Meu jovem cavaleiro, disse o principio Dórdio, estou-vos grato pela confiança e desasombro com que me exposestes as vossas opiniões e sentimentos, e podeis contar com o meu auxilio. Não só o meu braço estará prompto a coadjuvar-vos, mas até a minha bolsa. Levantou-se na sala um grande alarido parecendo a Guilherme que todos aprovavam com grande satisfação as palavras do principe. A ceia prolongou-se até tarde, e quando terminou, o principe deu ordens ao intendente do castelo para que conduzisse os hospedes aos melhores aposentos. Logo que o nosso herói ficou só com o pagem, que durante toda a refeição estivera em pé, atraz da sua cadeira e atento ao menor gesto, disse-lhe êste: ― Senhor, não vos fieis nas aparências nem vos entregueis ao sono. Os fidalgos de Dórdio estão furiosos convosco. {{nop}}<noinclude></noinclude> k5jg5r9azmpw5m6l474eve1henln976 Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/30 106 255201 557410 2026-08-01T17:27:44Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557410 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|26|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>― ¡Mas mostraram tanto agrado ás resoluções do principe!... {{page break|label=}} {{Imagem float-p |file= {{Extrair imagem}} |align= |width= |cap=Logo que o nosso herói.. (Pag. 25) |padb=2em |padt=2em }} {{page break|label=}} ― ¡¿Acreditais isso?! Bem se vê que não tendes o hábito de lidar com cortezãos: são mais perfidos que as ondas do mar e, crêde-me, nada ha que {{hífen|admi|admirar}}<noinclude></noinclude> dqrvgu0a3nakn2eyvyxnmfletcnqkq2 Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/31 106 255202 557411 2026-08-01T17:29:58Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557411 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|27}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>{{hífen-fim|rar|admirar}} se, esta mesma noite, eles tentarem contra a vossa vida. ― ¿Em que lhes fiz eu mal, para se desejarem vingar? ― Tendes muito boa fé, senhor, e se vos não precaverdes sereis victima dela. ― A tua ama disse-me que enquanto a servisse com fé seria invulneravel. ― Perdão, senhor, o que a minha ama vos disse é que a vossa vida seria respeitada e não que o vosso corpo estaria á prova de tudo. Pode-se sofrer muito sem morrer; uma cousa não obriga á outra. Ora os fidalgos desta casa vivem no gozo e no dispêndio sem medida de quanto lhes apetece; vós aconselhaste-lhes a ordem, o trabalho, o interesse do proximo, tudo quanto é adverso ás suas comodidades. Eles não só vos não perdoarão, mas tornar-vos-hão responsavel de quantos prejuizos lhes causardes. ― Bem, visto formares tão mau conceito dessa boa gente, não te obrigarei a repousar nem também tomarei para mim o descanso que a natureza me aconselha e, para evitar que o sono se apodere de nós, fala-me da tua ama. ¿Onde vive ela? ― Em toda a ilha, senhor. E' uma entidade enorme, impalpavel. Está em toda a parte, ouve quanto se diz, observa quanto se passa, e, de todas as criações de Deus, é uma das que mais sofre porque para ela não existem parte dos mistérios que existem para os homens. Assim, os nossos pensamentos egoistas, as<noinclude></noinclude> rm4y4jbzaibrrp1t1mf6u3iyek22hre Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/32 106 255203 557412 2026-08-01T17:32:14Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557412 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|28|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>nossas dúvidas, as nossas revoltas, as nossas tenções, tudo lhe é conhecido. E ela, sabendo a baixeza da natureza humana, escuta-lhe os aplausos, os louvores, as hyperboles, impassivel. Não lhe é permitida a ilusão a ela, que vive com tristeza do conhecimento de todas as verdades, só pretende uma cousa: entregar a Deus, no fim das vidas, os seus filhos, sempre melhores, mais perfeitos, mais dignos de se dizerem seus filhos. ― E, dize-me, ¿a alma da Patria toma muita vez a forma humana? perguntou com curiosidade o cavaleiro. ― Apenas quando lhe é forçoso comunicar com os homens no próprio interesse dêles. ― ¿Mas não seria melhor que nos falasse de qual- quer ponto sem se mostrar? ― Parece que seria o mais simples, mas não é: A natureza humana é fraca e teme o sobrenatural. Em vez de se lhe aproximarem e de a escutarem fugiriam espavoridos se não podessem concretisar em qualquer figura o espírito que lhes falasse. ― ¿E que fazia ela ali no fundo do rio? ― Ela não estava no fundo do rio, aparentava estar para vos interessar e chamar a servi-la, ou antes, a servir-vos a vós, porque bem se serve quem serve a Pátria bem. ― ¿E quando eu a chamar ela aparece-me? ― Aparece. Mas não o deveis fazer senão em grave necessidade. {{nop}}<noinclude></noinclude> rdf3u0c0zo4hip54h2yqk3wtyyimfe3 Página:Cantadores (1921).djvu/1 106 255204 557414 2026-08-01T18:01:02Z TiagoLubiana 37847 /* Sem texto */ 557414 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="TiagoLubiana" /></noinclude><noinclude></noinclude> 9axhfiec7bk38os3axekpobw94h6j1m Página:Cantadores (1921).djvu/2 106 255205 557415 2026-08-01T18:01:21Z TiagoLubiana 37847 /* Sem texto */ 557415 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="TiagoLubiana" /></noinclude><noinclude></noinclude> 9axhfiec7bk38os3axekpobw94h6j1m Página:Cantadores (1921).djvu/3 106 255206 557416 2026-08-01T18:01:41Z TiagoLubiana 37847 /* Sem texto */ 557416 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="TiagoLubiana" /></noinclude><noinclude></noinclude> 9axhfiec7bk38os3axekpobw94h6j1m Página:Cantadores (1921).djvu/4 106 255207 557417 2026-08-01T18:01:53Z TiagoLubiana 37847 /* Sem texto */ 557417 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="TiagoLubiana" /></noinclude>unesp 10111213<noinclude></noinclude> 4kz4fx8w7dkm4oaudtul92p3boaq9eh 557418 557417 2026-08-01T18:02:06Z TiagoLubiana 37847 [[Ajuda:SEA|←]] branqueio de página 557418 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="TiagoLubiana" /></noinclude><noinclude></noinclude> 9axhfiec7bk38os3axekpobw94h6j1m Página:Cantadores (1921).djvu/5 106 255208 557419 2026-08-01T18:02:35Z TiagoLubiana 37847 /* Revista */ 557419 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="TiagoLubiana" /></noinclude>CANTADORES<noinclude></noinclude> ejrgo46dbg5t69il0bqllb8w9zj98by Página:Cantadores (1921).djvu/6 106 255209 557420 2026-08-01T18:02:49Z TiagoLubiana 37847 /* Sem texto */ 557420 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="TiagoLubiana" /></noinclude><noinclude></noinclude> 9axhfiec7bk38os3axekpobw94h6j1m Página:Cantadores (1921).djvu/7 106 255210 557421 2026-08-01T18:03:14Z TiagoLubiana 37847 /* Sem texto */ 557421 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="TiagoLubiana" /></noinclude><noinclude></noinclude> 9axhfiec7bk38os3axekpobw94h6j1m Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/33 106 255211 557422 2026-08-01T18:03:17Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557422 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|29}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>― ¿E tu quem és? ― ¿Eu?... ― ¡Sim, tu! ¿És um homem como eu? ― Não senhor, contudo sou tambêm seu filho. ― ¿E podes dizer-me com verdade a tua condição? ― Posso, se o não repetirdes. Sou a alma do rio ''Corre-corre'', o melhor e mais belo de todos que regam as terras da mãe Pátria. ― ¿Tens casa? ― Casa não. Tenho um palácio todo construido de corais. As suas portas são de perolas enormes emuito raras, negras como o aço oxydado e polidas como êle. As paredes são da mais pura madre-perola, e os moveis de formoso granito estofado de algas vêrdes e viçosas e que as minhas águas vivificam constantemente. E os peixes raros e formosos são adornos mais encantadores do que as mais raras louças da terra. Plantas marinhas, de aspecto e formosura estranha, ornam os meus vastos jardins onde lindas sereias descansam brandamente balouçadas por águas limpidas mais transparentes que o vidro. Guilherme ouvia-o encantado. ― ¿Que nome é o teu? ― Eu não tenho nome. Recebo aquele que me quizerdes dar. ― ¿Mas quem convive contigo como te chama? ― A nossa linguagem tem sons que não corres- pondem a palavras. {{nop}}<noinclude></noinclude> ngl36d10t3lyhwfvl6j1gaykleydj5b 557423 557422 2026-08-01T18:03:39Z BlitzkriegBoop 37692 557423 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|29}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>― ¿E tu quem és? ― ¿Eu?... ― ¡Sim, tu! ¿És um homem como eu? ― Não senhor, contudo sou tambêm seu filho. ― ¿E podes dizer-me com verdade a tua condição? ― Posso, se o não repetirdes. Sou a alma do rio ''Corre-corre'', o melhor e mais belo de todos que regam as terras da mãe Pátria. ― ¿Tens casa? ― Casa não. Tenho um palácio todo construido de corais. As suas portas são de perolas enormes emuito raras, negras como o aço oxydado e polidas como êle. As paredes são da mais pura madre-perola, e os moveis de formoso granito estofado de algas vêrdes e viçosas e que as minhas águas vivificam constantemente. E os peixes raros e formosos são adornos mais encantadores do que as mais raras louças da terra. Plantas marinhas, de aspecto e formosura estranha, ornam os meus vastos jardins onde lindas sereias descansam brandamente balouçadas por águas limpidas mais transparentes que o vidro. Guilherme ouvia-o encantado. ― ¿Que nome é o teu? ― Eu não tenho nome. Recebo aquele que me quizerdes dar. ― ¿Mas quem convive contigo como te chama? ― A nossa linguagem tem sons que não correspondem a palavras. {{nop}}<noinclude></noinclude> j3abs9v36thpqlk3p2zhdo84e4234ut Página:Cantadores (1921).djvu/8 106 255212 557424 2026-08-01T18:05:37Z TiagoLubiana 37847 /* Problemática */ 557424 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="2" user="TiagoLubiana" /></noinclude>LENOARDO MOTA CANTADORES.<noinclude></noinclude> nznb04yj9na5mab08byuo2bquc9lyhn Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/34 106 255213 557425 2026-08-01T18:05:55Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557425 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|30|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>― Contudo eu gostava de ouvir o teu nome. ― Então estai atento: E Guilherme ouviu dois sons muito semelhantes ao vai-vem das águas embatendo nas rochas. ― ¿E que significação se poderia dar a isso se o tivesses que dizer na nossa lingua? ― Nenhuma porque a não tem. ― ¿Então como é que falas comigo, me entendes e eu não posso perceber-te? ― Porque as criações do Senhor Supremo, á medida que são mais imperfeitas, menos entendem, e vós que pertenceis aos sêres animados, sois inferior a mim que sou, por assim dizer, um pedaço de mundo. ¡Oh! ¡se nós podessemos dizer o dó e o riso que nos causa ouvir as conversas humanas! ― ¿Então zombam de nós? ― ¡Oh! Não! A zombaria é um predicado que só nas almas humanas impera. Nós já somos superiores á zombaria. O nosso riso é indulgente e bom, assemelha-se ao do pai a quem o filho pequeno pergunta, na ignorância infantil, se a vida dura sempre, ou se toda a gente é boa, etc. ― Cala-te, pagem: Não ouviste ruído? ― Sim... creio que ouvi passos. ― Finjamos dormir. ― Finjamos... mas lembrai-vos, senhor, das recomendações da minha ama. ― Da linda fada loira... ¡Que pena tenho de que ela não seja realmente mulher! {{nop}}<noinclude></noinclude> gvsj81h6h1rqqpqifw47ed7jaf1yugc Página:Cantadores (1921).djvu/9 106 255214 557426 2026-08-01T18:06:24Z TiagoLubiana 37847 /* Problemática */ 557426 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="2" user="TiagoLubiana" /></noinclude>Leonardo Motta CANTADORES (POESIA E LINGUAGEM DO SERTÃO CEARENSE) 1921 LIVRARIA CASTILHO A. J. DE CASTILHO-EDITOR Rua de S. José, 114 — Rio de Janeiro<noinclude></noinclude> 8e6m13zdzfctier0ti65jc5ysdxe98j Página:Cantadores (1921).djvu/10 106 255215 557427 2026-08-01T18:06:36Z TiagoLubiana 37847 /* Sem texto */ 557427 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="TiagoLubiana" /></noinclude><noinclude></noinclude> 9axhfiec7bk38os3axekpobw94h6j1m Página:Cantadores (1921).djvu/11 106 255216 557428 2026-08-01T18:10:07Z TiagoLubiana 37847 /* Revista */ 557428 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="TiagoLubiana" /></noinclude>Ninguém imagina como eu quero bem a isto, como acho isto bonito! Este sol que não se cansa de nos dar belleza e fartura e dengue ás nossas mulheres, palavra que, ás vezes, tenho vontade de o adorar porque é verdadeiramente um deus! Qual literatura! Si vocês querem poesia, mas poe- sia de verdade, entrem no povo, mettam-se por ahi, por esses rincões, passem uma noite num rancho, á beira do fogo, entre violeiros, ouvindo trovas de desafio. Chamem um cantador sertanejo, um desses caboclos destorcidos, de alpercatas e chapêo de couro, e peçam-lhe uma cantiga. Então, sim. Poesia é no povo. Poesia para mim é agua em que se refresca a alma e esses versinhos que por ahi andam, muito medidos, podem ser agua, mas de chafariz, para banhos mornos em bacia, com sabonete inglez e esponja. Eu, para mim, quero aguas fartas — rio que corra ou mar que estronde. Bacia é para gente mimosa e eu sou caboclo, filho da natureza, criado ao sol. ''Palavras de Sylvio Romero'' apud ''Coelho Netto no discurso de recepção de Osorio Duque Estrada na Academia Brasileira de Letras.''<noinclude></noinclude> cbitvglr9rgwt1lgjr75oz73m1pexpk Página:Cantadores (1921).djvu/12 106 255217 557429 2026-08-01T18:10:35Z TiagoLubiana 37847 /* Sem texto */ 557429 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="TiagoLubiana" /></noinclude><noinclude></noinclude> 9axhfiec7bk38os3axekpobw94h6j1m Página:Cantadores (1921).djvu/13 106 255218 557430 2026-08-01T18:14:15Z TiagoLubiana 37847 /* Revista */ 557430 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="TiagoLubiana" /></noinclude>CANTADORES são os poetas populares que perambulam pelos sertões, cantando versos proprios e alheios; mórmente os que não desdenham ou temem o ''desafio'', peleja intellectual em que, perante auditorio ordinariamente numeroso, são postos em evidencia os dotes de improvização de dois ou mais vates matutos. Os generos poeticos de que commummente se soccorrem os cantadores são as «''obras'' de seis, sete ou oito ''pés''», o ''moirão'', o ''martello'', a «''obra'' de nove por seis», a ''ligeira'', o ''quadrão'', o ''gabinete'', o ''galope'', a ''embolada'', e o «dez ''pés'' em ''quadrão''». A «''obra'' de seis ''pés''» é a sextilha de versos de sete syllabas. ''Obra'' é qualquer estrophe; ''pé'' é o verso, a «linha». O moirão pode ser de cinco ou sete pés. É calcado em versos de sete syllabas e implica o desafio, pois é em forma dialogada. No ''moirão de cinco'' o cantador ''A'' profere um ver- so; o cantador ''B'' diz outro; o cantador ''A'' canta, afinal, mais tres, perfazendo a ''obra''. Assim: ''A'' — Vamo cantá o moirão<noinclude></noinclude> bx3hzw76pc3npx7li1qtqapwi1vpt5h Página:Cantadores (1921).djvu/14 106 255219 557431 2026-08-01T18:21:05Z TiagoLubiana 37847 /* Revista */ 557431 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="TiagoLubiana" /></noinclude>''B'' — Prestando toda attenção ''A'' — Que o moirão bem estudado É obra que faz agrado E causa sastifação. No ''moirão de sete'' cada cantador diz inicialmente dois versos, em vez de um: <poem> ''A'' — Vamo cantá o moirão Para o povo apreciá. ''B'' — Me diga logo o assumpto Em que nós vamo cantá. ''A'' — Meu collega, dê começo Que eu apenas me offereço Só mêrmo pra acompanhá. </poem> Uma «''obra'' de seis ''pés''»: <poem> Agora vêi-me á lembrança Os ''passo'' do meu sertão: Pomba de bando, aza branca, Marreca, socó, carão, Também o ''passo'' pombinha, Arara e corrupião. </poem> Uma «obra de oito pés»: <poem> Gancho de pau é furquía, Catombo de pau é nó, A franga poz — é gallinha, O fumo relado é pó, Peitica cantou é chuva! Pé de boi é mocotó, </poem><noinclude></noinclude> a2itwveiv9pjcuefxjebk68l7eiqa53 Página:Cantadores (1921).djvu/15 106 255220 557432 2026-08-01T18:25:03Z TiagoLubiana 37847 /* Revista */ 557432 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="TiagoLubiana" /></noinclude><poem> Summo de canna é cachaça, Pé de guela é gógó. </poem> O martello é o descante de toada rapida, preferido para as pelejas violentas. É feito, geralmente, em décimas. Si a décima é de versos de cinco syllabas, chama-se ''embolada''; si de sete, «dez ''pés'' em ''quadrão''»; si de dez, ''gabinete''. Uma ''embolada'': <poem> Sou cobra de veado, Esturro de leão, Fiz pauta c'o cão. Mato envenenado, Sou desembraçado, Eu estrúo gente, Sou que nem serpente. Rife carregado... Cantado lesado Mato de repente. </poem> Um «dez ''pés'' em ''quadrão''»: <poem> A minha cadença é pouca Mas se comprehende a fala... Havendo briga na sala. Furo até no céo da bocca! Muita gente fica louca Vendo eu mettido em questão... Eu, desfoiando o facão, Paz a ninguém eu não peço, Eu viro gente ás avésso Neste dez pés em quadrão. </poem><noinclude></noinclude> sx4cthstnuepy5kt6hz241yyqq98gdf Página:Cantadores (1921).djvu/16 106 255221 557433 2026-08-01T18:28:46Z TiagoLubiana 37847 /* Revista */ 557433 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="TiagoLubiana" /></noinclude>Um ''gabinete'': <poem> Sinhô dono da casa, dê licença Para eu dá neste cabra em seu salão, Fazê elle beijá a minha mão. De joêio pedi a minha bença! Deixe eu me espaiá, pois elle pensa Que me atura uma hora no martello... Hoje eu metto este bicho no cutello, Do couro deste cabra eu faço manta E deixo os ósso delle num farello. </poem> Afora estes tres generos de ''martello'', há ainda o ''galope'', isto é, a sextilha de decasylla- bos: <poem> Josué, o que isso? amansa, mano, Que eu creio numa coisa é quando vejo... Uma onça pra mim é uma pulga, Um tubarão pra mim é um percevejo, E um tiro de rife é caçoada, É merenda de vim, de doce e queijo... </poem> A ''ligeira'' é a quadra bipartida, de versos de sete syllabas, com a rima obrigatoria em ''á'' e precedida do refrão «''Ai, d-a dá''»). Quando em vez de dois, se canta alternativamente só um verso, é o ''quadrão'': ''Ligeira'': <poem> ''A''—Ai, d-a dá! Collega, pinique a pôlda Si quizé me acompanhá. </poem><noinclude></noinclude> fcxejd52u5uw22k7g58e9adwl44koz2 Página:Cantadores (1921).djvu/17 106 255222 557434 2026-08-01T18:32:02Z TiagoLubiana 37847 /* Revista */ 557434 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="TiagoLubiana" /></noinclude> <poem> ''B'' —Ai! Essa minha bola véia Quanto eu mais puxo mais dá... </poem> ''Quadrão'': <poem> ''A'' — Meu povo, preste attenção! ''B'' — Agora é que eu vou cantá... ''A'' — Eu vou te dá um ensino... ''B'' — Eu é que vou te aquetá... </poem> A «obra de nove por seis» é a estrophe de nove versos, dos quaes seis têm sete syllabas; os tres restantes — o segundo, o quinto e o oitavo — têm tres. Exemplo: <poem> Querendo mudá agora, Sem demora Noutra obra eu pego e vou! O que eu quero é que tu diga Que em cantiga Eu sou formado Doutô! Vamo mudá de toada. Camarada, Quero vê si és cantadô... </poem> Todos esses differentes generos de estrophes são cantados em toadas especiaes, que evitam se tornem monotonas as justas poéticas dos rhapsodos sertanejos. No ''desafio'' é que se solidam as reputações dos bardos populares. Todo cantador deve<noinclude></noinclude> ie7ujldqgehd7dof2s34g3uh2pz6zqo Página:Cantadores (1921).djvu/18 106 255223 557435 2026-08-01T18:34:58Z TiagoLubiana 37847 /* Revista */ 557435 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="TiagoLubiana" /></noinclude>ser repentista: nem merece esse nome quem não é adestrado nas improvizações. Não é a quadra amorosa ou gracil o que mais freqüentemente cai dos lábios de inculto menestrel: é a sextilha petulante ou chistosa dos longos e sensacionaes desafios. Foi Araripe Júnior quem observou com acerto a característica de nossa poesia popular, apontando-a na «jogralidade, própria á vivacidade do caracter cearense e que, segundo Baptista Caetano, é oriunda dos tupys». Qualificando de ''simples desenfados humorísticos'' os nossos romances sertanejos, Araripe graphou uma verdade ainda hoje, ou talvez hoje mais, observável, pois quem na actualidade estudar, sem preconceitos de bairrismo, a poesia popular cearense chegará á conclusão de Carlos de Koseritz, respeito aos gaúchos: — nós não te- mos romances nem xacaras; a nossa poesia rústica é toda de versos fáceis, quadras amorosas e sextilhas brejeiras. Como, no Rio Grande do Sul, dos velhos romances portuguezes só o da ''Nau Catharineta'' se conserva, e assim mesmo mutilado, na memória do povo, no Ceará subsistem o ''Rabicho da Geralda'', o ''Boi Espado'', a ''Vacca do Burel'' e raros outros. Morosamente embora, a Civilização tem penetrado as terras interiores, matando paulatinamente as velhas tradições que tanto encantaram os commentadores de nossa vida pritiva.<noinclude></noinclude> 5rbkld1hvhlh0m7ufvcoe77co4ds6fv Página:Cantadores (1921).djvu/19 106 255224 557436 2026-08-01T18:36:26Z TiagoLubiana 37847 /* Revista */ 557436 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="TiagoLubiana" /></noinclude>O CEGO SYMPHRONIO Um dos cantadores mais espontâneos com quem tive a fortuna de travar conhecimento foi o cego cearense Symphronio Pedro Martins, nascido no ''Jaboty'', perto de Mecejana. Conheci-o na Fortaleza e o tive, varias vezes, commigo, fartando-me de notas interessantissimas sobre o folk-lore do Nordeste, pois elle conhece palmo a palmo os sertões de todos os Estados acossados pela sêcca. Symphronio cegou quando tinha apenas um anno de idade e, o que parecerá quasi incrivel, raros cantadores encontrei com tão vasto cabedal de romances, cantigas e desafios, tudo maravi- lhosamente retido na memória fidelissima. É a mulher do cégo repèntista que lhe lê, pacien- temente, manuscriptos e folhetos até que elle os consiga recitar. O cégo Symphronio é, acima de tudo, pe-rito improvisador. Ao chegar, á primeira vez, á minha çasa, elle cantou, com a naturalidade de quem falava, estas sextilhas que eu annotei tachygraphicamente:<noinclude></noinclude> rbiv6hqf7unrdi36jtgvtan05w1nqzw 557437 557436 2026-08-01T18:36:36Z TiagoLubiana 37847 557437 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="TiagoLubiana" /></noinclude>O CEGO SYMPHRONIO Um dos cantadores mais espontâneos com quem tive a fortuna de travar conhecimento foi o cego cearense Symphronio Pedro Martins, nascido no ''Jaboty'', perto de Mecejana. Conheci-o na Fortaleza e o tive, varias vezes, commigo, fartando-me de notas interessantissimas sobre o folk-lore do Nordeste, pois elle conhece palmo a palmo os sertões de todos os Estados acossados pela sêcca. Symphronio cegou quando tinha apenas um anno de idade e, o que parecerá quasi incrivel, raros cantadores encontrei com tão vasto cabedal de romances, cantigas e desafios, tudo maravi- lhosamente retido na memória fidelissima. É a mulher do cégo repèntista que lhe lê, pacien- temente, manuscriptos e folhetos até que elle os consiga recitar. O cégo Symphronio é, acima de tudo, perito improvisador. Ao chegar, á primeira vez, á minha çasa, elle cantou, com a naturalidade de quem falava, estas sextilhas que eu annotei tachygraphicamente:<noinclude></noinclude> s6o7bxwv71knunm24mrfewqsdahe02y Página:Cantadores (1921).djvu/20 106 255225 557438 2026-08-01T18:38:26Z TiagoLubiana 37847 /* Revista */ 557438 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="TiagoLubiana" /></noinclude><poem> Anda já em quarenta anno Que eu vivo somente disso... Achando quem me proteja, Eu sou bom neste serviço: Eu faço vez de machado Em tronco de pau mucisso... Esta minha rabequinha É meus pés e minhas mão, Minha foice e meu machado, É meu mio e meu fejão, É minha planta de fumo, Minha safra de algodão... Eu, atraz de cantadô, Sou como boi por maiada, Como rio por enchente, Como onça por chapada, Como ferrôi por janella. Menino por gargaiada! Eu, atraz de cantadô, Sou como abêia por pau, Como linha por agúia, Como dedo por dedal, Como chapéo por cabeça, E nêgo por berimbau. Eu, atraz de cantado, Sou como vento por praia, Como junco por lagôa, Como fogo por fornaia, Como piôi por cabeça Ou pulga por cós de saia! </poem> Feita esta original apresentação e quando já eu possuia a certeza de ter diante de mim admi-<noinclude></noinclude> muv0k56h2ealmby4adqqonggmrob4yc Página:Cantadores (1921).djvu/21 106 255226 557439 2026-08-01T18:40:22Z TiagoLubiana 37847 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ravel profissional do canto, arrastado a esse gê- nero de vida beduina, não somente por motivo da cegueira que o inhibia de mistéres outros, mas ainda por natural tendencia de aproveitamento do excelso dom com que a Natureza o compensára da perda da visão; quando percebeu que eu já estava capacitado do valimento de seu estro, Symphronio começou a falar-me dos cantadores que tivera de enfrentar em suas ininterruptas peregrinações.... 557439 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="TiagoLubiana" /></noinclude>ravel profissional do canto, arrastado a esse gê- nero de vida beduina, não somente por motivo da cegueira que o inhibia de mistéres outros, mas ainda por natural tendencia de aproveitamento do excelso dom com que a Natureza o compensára da perda da visão; quando percebeu que eu já estava capacitado do valimento de seu estro, Symphronio começou a falar-me dos cantadores que tivera de enfrentar em suas ininterruptas peregrinações. Do seu en- contro com o cégo pernambucano Elias Ferreira, elle me repetiu esta introducção: <poem> — Symphrone, vae me contando Que é que tu anda fazendo: Si anda dando ou apanhando, Si anda comprando ou vendendo, Si anda bebendo ou iogando, Si anda ganhando ou perdendo. — Elias, eu lhe declaro E a todos que tão olhando: Me acho na terra alêia Nem bebendo nem jogando, Nem ganhando, nem perdendo... Ando mas é vadiando! </poem> Falei-lhe, incidentemente, do famoso can- tador Joaquim Wenceslau Jaqueira, que, de há muito, emigrára para a Amazônia. Eu conhe- cia de Jaqueira esta quadra: <poem> A mió das invenções, Que eu achei mió producto, Foi a invenção do relojo Marcando hora e minuto. </poem><noinclude></noinclude> 9falsoufwnp5ggp4ggcoqdbeavimqes Página:Cantadores (1921).djvu/22 106 255227 557440 2026-08-01T18:42:29Z TiagoLubiana 37847 /* Revista */ 557440 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="TiagoLubiana" /></noinclude>Symphronio informou-me que» «Jaqueira, to- da vida, foi um cabra da rêde rasgada», jogador e beberrão. E referiu-me que o mesmo, assim fizera a sua extranha ''profissão de fé'': <poem> Eu andei de déo em déo E desci de gaio em gaio... Jota a-''Já'', ''queira'' ou não queira, Eu não gosto é de trabaio... Por tres coisa eu sou perdido: Muié, cavallo e baraio! </poem> Depois de novamente haver afinado o instrumento, Symphronio avisou-me que me ia falar de si mesmo. E cantou a peleja que tivera em Sobral com o cantador Manoel Passarinho: <poem> Meu povo, preste attenção, Vou contá o que se deu, Ninguém fique duvidando. Juro como aconteceu, Vou contá de um agora Cantô que cantou mais eu. Fazem dezenove anno Que eu cantei mais esse tal, Elle dizendo que era Nascido lá no Arraial, Porem a nossa peleja Se deu com nós em Sobral. Foi isso um dia de sabbo Quando na cidade entrei; Pela dez hora do dia No Jaybara passei; Convite p'ra cantoria Na mesma tarde encontrei. </poem><noinclude></noinclude> nb7p6v4y0mj4mog8q4807bowi2th7mk Página:Cantadores (1921).djvu/23 106 255228 557441 2026-08-01T18:43:57Z TiagoLubiana 37847 /* Revista */ 557441 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="TiagoLubiana" /></noinclude></poem> P'r'a casa do Zé Taveira Fui eu logo convidado, Por um dito mano delle Fui eu na rua encontrado; P'r'a casa do mesmo home Foi outro cantô chamado. — Venha cá, seu Zé Taveira Mais o seu mano Joãozim, Quero que preste attenção, Do grande ao pequeninim: Eu diverti mais um cego Para ensiná-lhe o camím... — Venha cá, seu Zé Taveira, Como chefe da famía, Do grande ao pequeninim Oiçam minha cantoria... O home que não tem vista Só pode andá tendo guia! — Ceguinho, afine a rabeca, Pode acostá-se á parede: Vem dicomê, mata a fome... Vem aluá, mata a sêde... — Cantadô, você me diga, Cumo tá no meio dos home E não é meu conhecido. Me diga cumo é seu nome. — Eu sou Manoel Passarinho Féli da Costa Soare; Engulo braza de fogo, Pego curisco nos áre. Jogo pau, quebro cacete Com cinco ou seis que chegáre.<noinclude></noinclude> p60lyezpd1yhb421g46vnc0hmcke3qa 557442 557441 2026-08-01T18:44:17Z TiagoLubiana 37847 557442 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="TiagoLubiana" /></noinclude><poem> P'r'a casa do Zé Taveira Fui eu logo convidado, Por um dito mano delle Fui eu na rua encontrado; P'r'a casa do mesmo home Foi outro cantô chamado. — Venha cá, seu Zé Taveira Mais o seu mano Joãozim, Quero que preste attenção, Do grande ao pequeninim: Eu diverti mais um cego Para ensiná-lhe o camím... — Venha cá, seu Zé Taveira, Como chefe da famía, Do grande ao pequeninim Oiçam minha cantoria... O home que não tem vista Só pode andá tendo guia! — Ceguinho, afine a rabeca, Pode acostá-se á parede: Vem dicomê, mata a fome... Vem aluá, mata a sêde... — Cantadô, você me diga, Cumo tá no meio dos home E não é meu conhecido. Me diga cumo é seu nome. — Eu sou Manoel Passarinho Féli da Costa Soare; Engulo braza de fogo, Pego curisco nos áre. Jogo pau, quebro cacete Com cinco ou seis que chegáre. </poem><noinclude></noinclude> 91bsqzpdji224r2zqg4bjfq9zgy5mv3 Página:Cantadores (1921).djvu/24 106 255229 557443 2026-08-01T18:45:41Z TiagoLubiana 37847 /* Revista */ 557443 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="TiagoLubiana" /></noinclude><poem> — Meu nome é Symphronio Pedro, Martim é meu sobrenome; Bóqué de noiva assucena, Cravo branco, amô dos home, Feijãozim farta-guloso Ê com que se mata a fome... — Symphrone, me conta logo A tua disposição! Õia que eu carrego o saibro Das tuas informação, Andas com fama de duro Aqui pelo meu sertão... — Eu não sei si será falso E si é exacto não sei: Mas cantô que me açoitasse Ainda não encontrei! Pode sê que eu inda encontre, Até honte eu não achei... — Symphrone, si eu me zangá, Passo-te a peia no lombo, Dou tres tapa — são tres queda! Tres empurrão — são tres tombo! Si eu puxá por minha faca, Não tem quem te conte os rombo... — Não é com essas asneira Que eu deixo de diverti... Quem conhecê não te compra, Eu nem quero descobri... Mas o cão é quem faz conta De dez da fêlpa de ti! — Cego, tu qué te mettê Em camisa de onze vara? </poem><noinclude></noinclude> 1l3vdiulrh9vy0cc42y2wub3qax6h1r Página:Cantadores (1921).djvu/25 106 255230 557444 2026-08-01T18:47:28Z TiagoLubiana 37847 /* Revista */ 557444 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="TiagoLubiana" /></noinclude><poem> Quem com Passarinho arenga Apanha, de mão na cara... Em balança eu sempre peso, Dez cégo não dão a tara! — Nunca vi barco sem vela E nem doente sem ança... A onça, tando acuada, Ninguém pega com lambança! Vigie que falá é fôrgo, Obrá precisa sustança... Eu de dez não faço conta. Quanto mais de uma creança... — Por causa de confiança Foi que eu vi um pequenino Açoitá um home idoso, Cumo você — sem ensino — ... Cumo não tomou emenda. Morreu nas mão dum menino. — Você tá fazendo arte De eu mettê-lhe em sujeição. Chamo aqui por dois soldado E te boto na prisão... Você preso não é nada, O diabo é levá facão... — Você ficando mais véio E ainda arrenovando. Tornando a nascê dez vez, Todas dez se baptisando, Todas dez vindo cantá Todas dez sai apanhando!... — Orêia de abaná fogo, Cabeça de batê sola, </poem><noinclude></noinclude> iuonj97nvrsq08ac0t9dw543y2nc6o4 Página:Cantadores (1921).djvu/26 106 255231 557445 2026-08-01T18:48:38Z TiagoLubiana 37847 /* Revista */ 557445 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="TiagoLubiana" /></noinclude></poem> Pestana de porco ruivo, Queixada de graviola, Cannela do massarico, Pé de macaco da Angola! —Venta de pão de cruzado, Bucho de camaleão, Cara de cachimbo crú. Pescoço de garrafão, Testa de carneiro môcho, Fucim de gato ladrão. —Passarim, si eu dé-lhe um baque, Tenho pena de você: Cai o corpo p'r'uma banda E a cabeça — pode crê! Passa das nuve pra cima. Só volta quando chovê. — Cantado nas minhas unha Passa mal que se agonêia: Dou-lhe almoço de chicote,' Janta pau, merenda pêia. De noite ceia tapona E murro no pé da orêia. — Passarim, agora mêmo Começou a carretía: Eu vou entrá no teu couro Que nem faca em melancia, Cuié em mamão maduro. Ou crimatã na agua fria. — Este cégo só cantando Por arte do capirôto! Agora é que eu reparei Que este sujeito é canhoto... </poem><noinclude></noinclude> 0nvp64eryd5y1d1uc64hgycac68l6dz 557446 557445 2026-08-01T18:48:48Z TiagoLubiana 37847 557446 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="TiagoLubiana" /></noinclude><poem> Pestana de porco ruivo, Queixada de graviola, Cannela do massarico, Pé de macaco da Angola! —Venta de pão de cruzado, Bucho de camaleão, Cara de cachimbo crú. Pescoço de garrafão, Testa de carneiro môcho, Fucim de gato ladrão. —Passarim, si eu dé-lhe um baque, Tenho pena de você: Cai o corpo p'r'uma banda E a cabeça — pode crê! Passa das nuve pra cima. Só volta quando chovê. — Cantado nas minhas unha Passa mal que se agonêia: Dou-lhe almoço de chicote,' Janta pau, merenda pêia. De noite ceia tapona E murro no pé da orêia. — Passarim, agora mêmo Começou a carretía: Eu vou entrá no teu couro Que nem faca em melancia, Cuié em mamão maduro. Ou crimatã na agua fria. — Este cégo só cantando Por arte do capirôto! Agora é que eu reparei Que este sujeito é canhoto... </poem><noinclude></noinclude> ji1tnd0kt4g0j43xpqz68iv23vlsu7p Página:Cantadores (1921).djvu/27 106 255232 557447 2026-08-01T18:50:44Z TiagoLubiana 37847 /* Revista */ 557447 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="TiagoLubiana" /></noinclude><poem> Eu vou sahindo de banda Sinão eu saio é de chôto. </poem> Nunca consegui de Symphronio quadras amorosas ou brejeiras. Elle se fingia de des- entendido e eu insistia: — «Symphronio, eu quero umas quadrinhas assim: <poem> Morena, você me mata Com esta graça que tem... Você fica criminosa E eu sem você, meu bem!» </poem> Debalde. Symphronio sempre se desculpou dizendo que «mulher era bicho que não vivia no seu sentido» e, pobre cégo! explicava que «o que olho não vê — coração não deseja»... Uma vez, fil-o bater-se com Jacob Passa- rinho. Enlevado pelo brilho da interessante jus- ta, não annotei os repentes dos dignos rivaes. Mas ainda me canta aos ouvidos este lance pa- thetico: <poem> — Symphrone, o pobre de um cego Não me agüenta na vida... Deixa está que eu vou na frente. Tu vem atraz, na batida. — Passarinho é de ôio acceso, Symphrone é de ôio apagado: Mas Symphrone sai se rindo, Passarim sai sabugado! </poem> Aqui reproduzo uma das muitas cantigas que ouvi do cégo Symphronio. É a reproduc- ção do desafio que Jeronymo do Junqueiro di-<noinclude></noinclude> 2wtenyrw6ivqgh5pisdbcqe3yosm55l Página:Cantadores (1921).djvu/28 106 255233 557448 2026-08-01T18:51:30Z TiagoLubiana 37847 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: zia ter tido com a celebre cantadora Zefinha do Chabocão: <poem> Quando estralou a notiça Que o fama tá na ribêra, Era tanto do cantô Que enchia o quadro da fêra: Accudiu Antonio de Salle Mais o Gerome Morêra; Accudiu Antonio Pendença, Santiago de Olivêra; Accudiu o Virgolino E o Romano do Teixêra; Herculano de Messia Cego Vicente Barrêra, E o Fausto Correia Lima Das Lavra da Mangabêra. V Nenhum destes me passou O pé... 557448 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="TiagoLubiana" /></noinclude>zia ter tido com a celebre cantadora Zefinha do Chabocão: <poem> Quando estralou a notiça Que o fama tá na ribêra, Era tanto do cantô Que enchia o quadro da fêra: Accudiu Antonio de Salle Mais o Gerome Morêra; Accudiu Antonio Pendença, Santiago de Olivêra; Accudiu o Virgolino E o Romano do Teixêra; Herculano de Messia Cego Vicente Barrêra, E o Fausto Correia Lima Das Lavra da Mangabêra. V Nenhum destes me passou O pé adiente da mão; Só acher duas mulhére; Tinha a pintura do cão; Naninha Gorda dos Brej», Zefinha do Chabocão. Eu tava numa funcção Na fazenda «Cacimbinha», Quando vejo um positivo Pedindo notiça minha, Dando um recado atrevido, Que me mandava a Zefinha. Nesse tempo eu era limpo, Mettido um tanto a pimpão. Vesti-me todo de preto, Calctti um par de calção. 9.<noinclude></noinclude> q04igooyflazrmkf93i7qwko3st0hd4 Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/348 106 255234 557455 2026-08-01T19:41:34Z Junglk 34905 /* Revista */ 557455 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|338||}}</noinclude>{{dhr|2}} {{c|X.}} {{dhr|2}} {{c|{{x-larger|O GENIO E A MUSICA.}}}} {{dhr|1}} {{c|{{smaller|À SENHORA GATALANI.}}}} {{dhr|3}} {{Ppoem|end=follow| {{Gcapitular|S|2em}}im, é certo; a Natura não se esgota; Mas providente de seu seio tira Um a um esses Genios, que benigna :::Co’ os seculos reparte; Assim, sem fatigar, encomios cobra, E co’ a força do magico artificio Os homens doma, os encadeia, e guia. Dos Genios a importancia se conhece Quando, enchendo a missão, desapparecem. }}<noinclude></noinclude> bne0ztsw4spccfa0wps2k6crkoaoef6 Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/349 106 255235 557456 2026-08-01T19:43:42Z Junglk 34905 /* Revista */ 557456 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||{{smaller|SAUDADES.}}|339}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=follow| Si os ríos as campinas fertilizam, :::Os lavradores folgam; Mas extinctas as fontes d’alma veia, :::Attenuam-se os campos, E a Natureza em torno empallidece; Aos pedregosos, descobertos leitos, O homem chega, e d’agua uma só gotta, Para a sêde aplacar, não acha, e chóra; Mas lagrimas a sêde não saciam! Então do bem se lembra que gozára, :::Do bem que já não goza. Quem não respeita o Genio? Quem não sente Bater-lhe o coração inopinado, Quando escuta os angelicos accentos :::Do ser mysterioso, :::Que a Natureza inspira? Na culta Grecia, na guerreira Roma Endeosada a Harmonia cultos teve: Entre barbaros povos, Gallos, Francos, Celtas, Bretões a musica divina Os cruentos costumes adoçava. }}<noinclude></noinclude> rbgfc6d7gvq4oenv1l9fajqbhkzucmd Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/350 106 255236 557457 2026-08-01T19:46:28Z Junglk 34905 /* Revista */ 557457 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|340|{{smaller|SAUDADES.}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=follow| Nos Brasilios sertões, duros Tamoyos, Intrepidos Caités ao som se curvam :::Da harmonia selvagem: Como divinos, de Tupan<ref>Tupan, o deos dos selvagens do Brasil.</ref> mimosos, :::Seus musicos respeitam. :::A illuminada Europa Não desdenha entoar sagrados psalmos No Templo do Senhor; atado ao remo O pescador ao som das vagas canta; Canta o proscripto sobre estranhas plagas, E o peregrino em solitarias selvas. O canto maternal o infante acalma, E a colera dos homens se desarma, Quando escuta suave melodia. :::Eis em campo o guerreiro; Como brioso marcha, quando trôa :::A bellica trombeta! Patrioticos hymnos entoando, Sente crescer-lhe o coração no peito. Entre selvas de lanças, e de espadas, Coberto co’ uma abóbada de fumo. }}<noinclude></noinclude> hymhoej9q6tccsneih70m9av4fb93k6 Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/351 106 255237 557458 2026-08-01T19:48:52Z Junglk 34905 /* Revista */ 557458 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||{{smaller|SAUDADES.}}|341}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=follow| A través de pelouros sibilantes, :::Assoberbando a morte, :::Vai nos braços da gloria Arvorar os pendões victoriosos! :::Na guerra hymnos guerreiros, :::Na paz canções de amores! Tanto, oh musica, pódes sobre os homens, :::Que em toda parte imperas! Sim, que os Anjos, os céos, o sol, os mares, Os valles, as montanhas, as florestas, :::Aves, brutos, e homens, E essas centenas de milhões de mundos, Que cadentes vagueiam no infinito, É um systema harmonico, perpétuo, Em gloria do Supremo Ser dos seres! Rara mulher, tu viste humildes servos Deporem a teus pés dons preciosos, Que os Reis, e os potentados te enviavam. Tu viste os proprios Reis, e seus valídos, E d’elles homenagem recebeste. Viste os povos da Europa arrebatados }}<noinclude></noinclude> rixw7y63vhpwhczc824dj6dqwolbtpq Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/352 106 255238 557459 2026-08-01T19:52:04Z Junglk 34905 /* Revista */ 557459 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|342|{{smaller|SAUDADES.}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=follow| Aqui e alli ao som de teus acordos, Que embebian nos seios d’alma o encanto. Viste, sim viste innúmeras corôas Lançadas a teus pés; e proseguias Ufana a deslizar as sibyllinas :::Dulcísonas cadencias. :::Eis do Genio o triumpho! Gloria ao Genio se dê, perenne, eterna! Sobre um leito de rosas, e de louros, Hoje repousas, não no esquecimento, :::Mas no arroubo da gloria: Como o guerreiro que na paz desfructa, Vendo os despojos dos vencidos povos, Grata consolação que a alma embriaga. Tudo o que te rodeia manifesta :::Teu immortal renome. Altares te ergueria a prisca Grecia, Si a prisca Grecia te emballasse o berço. Da propria filha tua a voz canora, Voz que tão alto sóbe, e já promette Outro novo milagre de harmonia, }}<noinclude></noinclude> dafwa91tnvmror2117812ld3pyuurzz Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/353 106 255239 557460 2026-08-01T19:54:53Z Junglk 34905 /* Revista */ 557460 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||{{smaller|SAUDADES.}}|343}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=follow| :::Tambem te louva, e exalta; Que si o nome dos pais herdam os filhos, A gloria filial os pais sublima. Ah! não desdenhes receber louvores Do peregrino incognito, que passa :::Por estrangeiras plagas Sem arruîdo, como o mudo sôpro Das matutinas, solitarias auras. Mil vezes proferir ouvî teu nome No novo, e velho mundo, e jamais pude :::Augurar-me a ventura De te ver, de te ouvir, e mais ainda, De receber de ti signaes de estima. Longe da Patria o viajor saudoso Bem raras vezes o prazer encontra. De cidade em cidade andado tenho; Reinos atravessei, cantões, e villas; Vinguei gelados Alpes, e Apeninos; Valles descî sombrios, subî torres, Sempre co’a Patria minha na lembrança; Como a andorinha que de tecto em tecto }}<noinclude></noinclude> 3eihgbt4t9mk1so36hbdds9cz0qu5cz Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/354 106 255240 557461 2026-08-01T19:57:09Z Junglk 34905 /* Revista */ 557461 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|344|{{smaller|SAUDADES.}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=close| Salta, sem que se esqueça de seu ninho. Tudo da Patria a idéa me revive, :::Mas nada me consola; Em parte alguma não achei ainda Um coração de pai, de mãe, de amigo, Que vendo-me partir, pezar sentisse, E ao menos me dicesse: — Deos te guie. Sublime ''Catalani'', tu me honraste! Talvez unica sejas, que te lembres :::Do peregrino errante, Quando elle, já na Patria rodeado Dos velhos pais, de irmãos, e dos amigos, Refrescando a memoria das viagens, :::Entre, os que vîo, prodigios, Cheio de commoção, citar teu nome, E dicer: eu a vi; fallei com ella! Pago ao Genio um tributo merecido, :::Que a gratidão me inspira; Fraco tributo, mas nascido d’alma. }} ::{{x-smaller|Florença, 30 de Novembro 1834.}} {{dhr|1.5}} {{Linha customizada|sp|20|fy1|40|sp|20}}<noinclude></noinclude> hbm4kscgqfgflg1fio8kyb60btc7baq Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/355 106 255241 557464 2026-08-01T20:01:01Z Junglk 34905 /* Revista */ 557464 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|345||}}</noinclude>{{dhr|2}} {{c|XI.}} {{dhr|2}} {{c|{{x-larger|NO ALBUM}}}} {{dhr|1}} {{c|{{smaller|DA ILLUSTRISSIMA E EXCELLENTISSIMA SENHORA}}}} {{dhr|1}} {{c|{{smaller|'''D. JOANNA MARQUES LISBOA.'''}}}} {{dhr|3}} {{Ppoem|end=follow| {{Gcapitular|U|2em}}m mundo occulto, mais real, mais bello Que o mundo exterior, nossa alma encerra. Ahi a phantasia, habil pintora, Ora mil quadros reproduz da terra, Ora de outros mil quadros criadora, }}<noinclude></noinclude> 6c5ifepqpedopbxfvit4udgf5x0j81d Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/356 106 255242 557465 2026-08-01T20:03:32Z Junglk 34905 /* Revista */ 557465 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|346|{{smaller|SAUDADES.}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=follow| :::Quadros de alma doçura, Instantes nos outorga de ventura. Oh phantasia, oh unico refugio :::Do misero proscripto! Tu, para consolar o peito afflicto, Os passados prazeres nos retratas; As pandas azas das prisões desatas, E pelos patrios ares deslizando, Que sublimes visões nos vais pintando! Oh! si é bello, assentado á sombra amiga :::Do patrio cajueiro :::De fructos esmaltado, Onde o saudoso sabiá se abriga, Onde pousa o colibre, e o gaturamo; Si é doce ouvir ternissimo reclamo :::Do lindo coro alado, :::Da aurora pregoeiro, Que á celeste mansão nossa alma eleva; :::Quanto é mais doce, ausente, Á parca sombra do álamo estrangeiro, Ouvindo o rouxinol cantar amores, }}<noinclude></noinclude> d33czfbk2btalw740qsjce2tgkte2i7 Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/357 106 255243 557466 2026-08-01T20:05:37Z Junglk 34905 /* Revista */ 557466 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||{{smaller|SAUDADES.}}|347}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=stanza| :::Da Patria então lembrar-se, :::Lembrar-se de um parente, De um amigo da infancia, de um remanso, Onde, fruindo o aroma de mil flores, Ao som estrepitoso da corrente, Tantas vezes achámos o descanço :::Ás infantis fadigas! Oh! como é grato então a alma engolfar-se :::Nas scenas do passado! Tudo vem ante nós apresentar-se :::Nesse querido instante! Nossa alma, entre mil scenas delirante, Ouve a voz da saudade que murmura; :::A saudade, a saudade, Esse triste prazer que não se explica, Agro prazer de um coração magoado, :::Prazer que se mistura Com dôr, com afflicção, saudosa augustia Que nos punge, nos róe, nos vivifica. Assim nestas estranhas, longes plagas :::Se nos antolha a Patria! }}<noinclude></noinclude> ot8idu6dqh8lgjet29rp65n1ir3bs00 Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/358 106 255244 557467 2026-08-01T20:08:10Z Junglk 34905 /* Revista */ 557467 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|348|{{smaller|SAUDADES.}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=stanza|end=follow| ::E por ella em cada hinverno ::De contínuo suspiramos, ::E mesmo na primavera ::Inda d’ella nos lembramos. ::Cada quadro nos desperta ::A cadeia interrompida ::De gratas reminiscencias ::Da nossa passada vida. :::Assim, assim um dia, :::Já sob o céo Brasilio, Como um sonho, da Europa a bella imagem Resurgindo na nossa phantasia, Despertará saudades deste exilio. Então entre mil scenas divagando, Do passado as idéas refrescando, Ante nós se erguerá tambem Bruxellas, Seus parques, seus jardins, e as torres bellas Dos seus templos, e gothicos palacios. Então, talvez então, vendo este livro, Que quadros vos recorda tão diversos, }}<noinclude></noinclude> 9c32f0ox63in6kpva9ubf561hd5virc Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/359 106 255245 557468 2026-08-01T20:10:06Z Junglk 34905 /* Revista */ 557468 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||{{smaller|SAUDADES.}}|349}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=follow| Vos lembrareis do errante, joven vate, Que estes versos traçou, saudosos versos. ::Os gratos dias, ::Que aqui gozei, ::Ante minha alma ::Sempre os terei. ::Os innocentes, ::Gratos penhores, ::Anjos da terra ::Encantadores, ::Que tantas vezes ::Eu afagava, ::E em grato enlevo, ::Os abraçava; ::Esta harmonia ::Do par ditoso; ::Em vós belleza, ::Amor no esposo; ::Candura em todos, ::Terna bondade, ::Dotes sublimes }}<noinclude></noinclude> tui9ru7ogdhjetaiw2jno1o56m3qyqn Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/360 106 255246 557469 2026-08-01T20:11:21Z Junglk 34905 /* Revista */ 557469 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|350|{{smaller|SAUDADES.}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=follow|end=close| ::Da Divindade, ::Jamais minha alma ::Olvidará, ::E de vós sempre ::Se lembrará }} ::{{x-smaller|Bruxellas, 21 de Junho 1836.}} {{dhr|1.5}} {{Linha customizada|sp|20|fy1|40|sp|20}}<noinclude></noinclude> d7nr6vqu6awvxwhfkig4u8l4gn2jx3e Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/361 106 255247 557471 2026-08-01T20:15:01Z Junglk 34905 /* Revista */ 557471 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|351||}}</noinclude>{{dhr|2}} {{c|XII.}} {{dhr|2}} {{c|{{x-larger|ADEOS Á EUROPA.}}}} {{dhr|3}} {{Ppoem|end=stanza| {{Gcapitular|A|2em}}deos, oh terras da Europa! Adeos, França, adeos, Pariz! Volto a ver terras da Patria, Vou morrer no meu paiz. Qual ave errante, sem ninho, Occulto peregrinando, Visitei vossas cidades, Sempre na Patria pensando. }}<noinclude></noinclude> 6iwhzfk5v76cx05mxg9belwuujk1dvc 557472 557471 2026-08-01T20:15:17Z Junglk 34905 557472 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|||351}}</noinclude>{{dhr|2}} {{c|XII.}} {{dhr|2}} {{c|{{x-larger|ADEOS Á EUROPA.}}}} {{dhr|3}} {{Ppoem|end=stanza| {{Gcapitular|A|2em}}deos, oh terras da Europa! Adeos, França, adeos, Pariz! Volto a ver terras da Patria, Vou morrer no meu paiz. Qual ave errante, sem ninho, Occulto peregrinando, Visitei vossas cidades, Sempre na Patria pensando. }}<noinclude></noinclude> mxnn674ordezdnn09qmra9swc79fz4w Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/362 106 255248 557473 2026-08-01T20:17:37Z Junglk 34905 /* Revista */ 557473 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|352|{{smaller|SAUDADES.}}|}}</noinclude>{{Ppoem|start=stanza|end=close| De saudades consumido, Dos velhos pais tão distante, Gottas de fel azedavam O meu mais suave instante. As cordas de minha lyra Longo tempo suspiraram; Mas alfim frouxas, cançadas De suspirar, se quebraram. Oh lyra do meu exilio, Da Europa as plagas deixemos; Eu te darei novas cordas, Novos hymnos cantaremos. Adeos, oh terras da Europa! Adeos, França, adeos, Pariz! Volto a ver terras da Patria, Vou morrer no meu paiz. }} ::{{x-smaller|Pariz, Agosto de 1836.}} {{dhr|1.5}} {{c|{{larger|F&thinsp;I&thinsp;M.}}}}<noinclude></noinclude> 951tokmc2hsyjj18qf9b8jm0mxxpxbw Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/35 106 255249 557480 2026-08-01T20:33:53Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557480 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|31}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>E, soltando um fundo suspiro, cerrou as palpebras e simulou estar bem adormecido. Os passos soaram cada vez mais perto e por fim detiveram-se á porta dos aposentos de Guilherme. Decorreram segundos e tres breves pancadas, dadas a espaços na porta, sobresaltaram Guilherme e o seu pagem. Como o nosso herói continuasse a fingir que não ouvira, o fecho da porta ergueu-se e esta, girando lentamente nos gonzos, deixou aparecer no limiar a figura esbelta dum jovem cavaleiro que durante a ceia escutára enlevado quanto Guilherme dissera. Trazia na mão uma lanterna de furta-fogo. Ergueu-a á altura do rosto para se orientar e, tendo-o feito, dirigiu-se resolutamente a Guilherme e poz-lhe a mão no ombro. ― ¿Que é? perguntou êste, como se tivesse acor- dado sobresaltado naquele próprio instante. ― Depressa, cavaleiro, se tendes a vossa vida em alguma conta, erguei-vos e segui-me. E' necessário fugir e já. ― ¿Porquê? perguntou o nosso herói. ― Os fidalgos do principe combinaram fazer-vos desaparecer. Dizem que sois um revolucionário e que foi decerto o inferno que vos encarregou de prègar a guerra. O capelão mesmo não está longe de crer que sois hereje. Se não aproveitais bem o tempo em vos pôr a salvo, perdeis a vossa causa e as nossas vidas, porque eles não me perdoarão que eu vos queira livrar de lhes caír nas mãos. {{nop}}<noinclude></noinclude> s5qu0og9b58v29qd73q4pzoqhz6hus3 Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/36 106 255250 557481 2026-08-01T20:36:08Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557481 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|32|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>Enquanto o jovem falava, Guilherme e o seu pagem, tendo trocado um olhar, viram que era igual a opinião que dêle haviam formado. Então o paladino da Pátria disse-lhe: ― Agradeço-vos a dedicação que me mostrais, mancebo, e espero que um dia poderei recompensá-la. Ide na frente, nós vos seguiremos. ― Cautela, recomendou o moço, não façais ruído com as esporas. ― Tiro-as. ― E' melhor. E, muito de vagar, escoando-se ao longo dos corredores, os tres rapazes atingiram uma porta falsa que dava comunicação imediata, por meio dum alçapão, para as cavalariças do castelo. Os cavalos, sem que ninguêm se tivesse ocupado disso, estavam selados e prontos a partir. Montaram, e quando os tres homens iam exigir da sentinela que baixasse a ponte levadiça para sairem, um imenso borborinho se ergueu atraz dêles. Era uma multidão de homens armados que se precipitava para lhes vedar a passagem, gritando: ― Não os deixem saír vivos, não os deixem saír. São maus revolucionários que querem a morte e a ruina dos cidadãos pacificos e tentam enredar o principe nas malhas das suas rêdes. ― ¿Quem o sabe? ― ¿Quem o disse? {{nop}}<noinclude></noinclude> rrcerzyzc63892ndn30pp0qnvks9vks Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/88 106 255251 557482 2026-08-01T20:36:56Z BlitzkriegBoop 37692 /* Sem texto */ 557482 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude><noinclude></noinclude> ltg9mtpefm08n2h0k9e81m08dk0hzmr Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/92 106 255252 557483 2026-08-01T20:37:13Z BlitzkriegBoop 37692 /* Sem texto */ 557483 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude><noinclude></noinclude> ltg9mtpefm08n2h0k9e81m08dk0hzmr Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/37 106 255253 557484 2026-08-01T20:39:56Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557484 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|33}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>― O astrólogo que desconfiou dêles e foi consultar os ástros. A onda vociferante crescia. No ar já se agitavam {{page break|label=}} {{Imagem float-p |file= {{Extrair imagem}} |align= |width= |cap=foram arrebatados pelo ar... (Pag. 34) |padb=2em |padt=2em }} {{page break|label=}} paus e brandiam pezadas maças. Guilherme olhou o pagem e a um acêno dêste bradou com convicção: ― «¡Alma da terra em que nasci! ¡acode aqui!» {{nop}}<noinclude>{{smaller|{{rh|{{uc|A fada loira}}||3}}}}</noinclude> nfi4kf3l4dw5e6msvvshiifpynn9wt0 Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/38 106 255254 557485 2026-08-01T20:43:25Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557485 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|34|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>No mesmo instante os cavalos dos tres rapazes fôram arrebatados pelo ar e lançados a galope a mais de quatrocentos metros do castelo do principe Dórdio. ― ¿Para onde vamos, senhor? perguntou o pagem ofegante por tão violenta carreira. ― Para onde os cavalos nos levarem, Roberto. Êles, agora, sabem melhor do que nós o que convem. E calou-se porque a violência da carreira era tal que lhe tornava dificil a conversa. Atravessaram uma longa planicie, passaram como um relâmpago por cima da vasta ponte de pedra sobre o rio Grande e embrenharam-se na espessa mata que se estendia por léguas para alêm da vasta cordilheira das ''Sete Gemeas''. Aí, os cavalos, alagados em suor, marchavam com grande dificuldade: o mato excedia-lhes a altura das pernas. Depois de muito caminhar descobriram uma pequena gruta cavada em altas fráguas e bem oculta pelos arbustos e plantas. Então apearam-se, trataram das montadas, e apesar de estarem cheios de fome, o cansaço era tanto e o sono que preferiram deitar-se e dormir. No dia seguinte, já o sol ia alto no horisonte, quando Guilherme e os seus companheiros acordaram. Viram com grande espanto e satisfação no meio da gruta uma mesa coberta dos mais soberbos manjares e rodeiada de optimas cadeiras. Grandes macacos preparavam-se para fazer o papel de criados. Enquanto um desrolhava velhas garrafas de magnifico vinho, com o cuidado que tal tarefa requere, os outros {{hífen|apro|aproximavam}}<noinclude></noinclude> 1l4t1a35zvs88765x0q85417ah0z2f5 Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/39 106 255255 557486 2026-08-01T20:45:26Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557486 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|35}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>{{hífen-fim|ximavam|aproximavam}} as cadeiras da mesa e dispunham os pratos e as iguarias de modo a torná-las mais apeticiveis. ― ¡Que agradável surpreza, exclamou Guilherme, isto não esperava eu! ― ¿Mas donde nos vem tão grande fortuna? perguntou desconfiado o novo amigo do mancebo; ¿terárazão o astrólogo no que predisse a vosso respeito? ― Não, amigo, não tem, contudo, bem que me peze, não posso dar-vos explicação alguma porque estou obrigado pela minha palavra a não desvendar nada do que me foi confiado. Eu mesmo estou espantado, confesso, desta liberalidade inesperada, e não conheço a sua proveniência embora dela desconfie. Mas, por Deus e Santa Maria, cujos nomes evoco com devoção e respeito, obra do démo afianço-vos que não é. Bensei-vos todos e agradeçamos a Deus o bem que nos concede. Tranquilisado, o jovem cavaleiro, logo que ouviu pronunciar o nome de Deus e viu a devoção com que os seus dois companheiros lhe davam graças, sentou-se e disse: ― Nada tenho com os vossos segrêdos, visto que a Deus rendeis louvor não podeis estar sob a influência do demonio. Isso basta para que nada pergunte e partilhe a vossa sorte qualquer que ella. Eu não sou curioso. ― Tereis mais duma ocasião de o provar. E agora dizei-me: ¿Como vos chamais? ― Sou Henrique Veber. Tenho fortuna pessoal,<noinclude></noinclude> 03op4lcvpk0jlq1xr6udswuxq1mo1jo Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/40 106 255256 557487 2026-08-01T20:47:24Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557487 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|36|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>apesar de filho segundo, porque herdei a dum milionário americano que não tinha família e se me afeiçoou como pai. E' por isso que sou Veber e não Gamo, como todos os meus irmãos. {{page break|label=}} {{Imagem float-p |file= {{Extrair imagem}} |align= |width= |cap=... soberbos manjares... (Pag. 34) |padb=2em |padt=2em }} {{page break|label=}} ― ¿Mas estaveis ao serviço do principe Dórdio? ― Não, vivia na sua côrte porque me agradava. Êle é bom, apesar da vida que leva, e na sua companhia vive-se alegremente. ― ¿E vós nunca pensastes que a vida que levaveis era imprópria dum bom patrióta? {{nop}}<noinclude></noinclude> lrg8gevcr03teg2njxx34cf705yx5c0 Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/41 106 255257 557488 2026-08-01T20:50:18Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557488 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|37}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>― Não, nunca tinha pensado nisso. As vossas palavras rasgaram-me novos horisontes e senti-me envergonhado da vida inutil que até hoje tenho tido. ― Estais a tempo de o remediar. ― E bem de vontade, crêde-me. E, enquanto comiam e conversavam, os macacos serviam-nos com muitas atenções, mas quando os supunham distraídos comiam algum bom bocado ou bebiam um trago de vinho, fazendo troça e gaifonas aos que os não podiam imitar. Eram tres também, e cada um atraz da cadeira do senhor que servia parecia escutar a conversa e perceber tudo que se dizia. Comeram com muito gosto e quando se levantaram da mesa perguntou Guilherme ao pagem: ― ¿Para que lado te parece que devemos dirigirnos? ― Para Nimbria, senhor: é, segundo creio, a cidade que mais perto nos fica, e alêm disso a capital do reino. ― Seja. Deus nos leve em bem. Partamos. Voltaram á gruta para buscar as armas e, com grande pasmo de Guilherme e de Henrique, a mesa, os macacos e todos os restos de iguarias tinham desaparecido. ― ¿Então os nossos excelentes criados foram-se embora sem nos dizer adeus? exclamou Guilherme com pena. ― Tinham outras obrigações, senhor. Eles pediram-me para os desculpar junto de vós. {{nop}}<noinclude></noinclude> ef40dzf1o3bdw947m5vbtkjtbglcukd Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/42 106 255258 557489 2026-08-01T20:52:03Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557489 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|38|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>Montaram de novo a cavalo, e conseguiram, não sem custo, sair do mato e retomar a estrada rial. Muito contentes por se julgarem já livres de perseguições, conversavam, riam, contavam anedotas, e iam vencendo caminho quási esquecidos da causa que os unira e os levara á ventura, Deus sabe para onde. Henrique Veber era um rapaz alto, forte, espadaúdo, verdadeira encarnação da beleza masculina. Tinha grandes olhos negros, cabelo da mesma côr, e era tão trigueiro quanto Guilherme era branco. Os olhos azues dêste, claros e límpidos, como um ceu sem nuvens, tinham a formosura do dia, o encanto e a serenidade do que se vê sempre puro. O olhar de Henrique, feito de trevas profundas, inquietava e perturbava os seus interlocutores como um enigma indecifravel. A elegancia e gentileza de ambos rivalisava, e a sua diferença de tipos fazia-os mutuamente valorisar. O pagem, êsse, parecia superior a ambos, mas tinha qualquer cousa que não era humana, uma aparência fria e que não atraía. Henrique, muito falador, gostava mais de falar do que de ouvir os outros. Guilherme, bom, paciente e reflectido, sabia escutar e pensava que o silêncio é mais valioso do que a palavra, sendo raro que, quem muito fala se não arrependa de o fazer, e que, quem cala se lastime de assim ter procedido. Henrique perguntou ao seu novo amigo se conhecia a lenda do castelo de que acabavam de saír tão milagrosamente. {{nop}}<noinclude></noinclude> 7nx10574tknvzk51y1sfw7p0vqnrzuv Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/43 106 255259 557490 2026-08-01T20:54:41Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557490 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|39}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>― Não, respondeu Guilherme, nem mesmo sabia que a seu respeito corria uma lenda. ― Pois corre e é interessante. ― Dizei-a, senhor cavaleiro, pediu o pagem. As lendas são, para mim, muito mais encantadoras do que as histórias riais. ― Escutai então. E disse: {{nop}}<noinclude></noinclude> 2o2h83zprcu3whd00s8y7o8fg5hqm1z Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/44 106 255260 557491 2026-08-01T20:57:30Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557491 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|40|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>{{C|{{bl|{{x-larger|A lenda do Castelo}}}}}} {{dhr}} {{lh|4em}} {{dhr}} <poem> Entre negras penedias, Onde vem bater o mar, Vê passar infaustos dias A linda dona Guiomar, De farta estar de arrelias Nem força tem de chorar. Até esquece as cotovias Que a costumam vir saudar. A côrte co'a dona insiste P'ra vestir luto de la, A tudo Guiomar resiste, Imovel na barbaca Lança ao longe um olhar triste Sentindo que a esp'rança é vá... Eis aqui no que consiste O pezar da castelá: Foi-lhe p'ra guerra o marido, Ha quinze anos bem contados, Com séquito mui luzido De fidalgos e criados. Tempo depois foi sabido, Por homens de lá voltados, <br> </poem> {{nop}}<noinclude></noinclude> 6jg8b8gsv44ryxdght3uoftb9be8zyv 557493 557491 2026-08-01T20:58:45Z BlitzkriegBoop 37692 557493 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|40|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>{{C|{{bl|{{x-larger|A lenda do Castelo}}}}}} {{dhr}} {{lh|4em}} {{dhr}} <poem> Entre negras penedias, Onde vem bater o mar, Vê passar infaustos dias A linda dona Guiomar, De farta estar de arrelias Nem força tem de chorar. Até esquece as cotovias Que a costumam vir saudar. A côrte co'a dona insiste P'ra vestir luto de la, A tudo Guiomar resiste, Imovel na barbaca Lança ao longe um olhar triste Sentindo que a esp'rança é vá... Eis aqui no que consiste O pezar da castelá: Foi-lhe p'ra guerra o marido, Ha quinze anos bem contados, Com séquito mui luzido De fidalgos e criados. Tempo depois foi sabido, Por homens de lá voltados, </poem> {{nop}}<noinclude></noinclude> mockgo5a7eqweva5i68gb1dax02j6te Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/45 106 255261 557492 2026-08-01T20:58:31Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557492 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|41}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude><poem> Que o conde tinha morrido Sendo os seus aprisionados. Não quer tal crer a condessa, De olhos pregados no mar Vai sempre, dês que amanheça, Da barbacă vigiar. E fica, até que anoiteça, As ondas a contemplar, Sem que nela a fé esmoreça ¡Não desespera a esperar! Inutil é que lhe falem, Nunca responde a ninguém. As censuras de que valem A quem sente que anda bem? Embora já lhe não calem: «Que os vivos direitos tem,» Embora todos a ralem, Ela trata-os com desdem. E continúa lançando Os tristes olhos ao mar, Na certeza de que esp'rando Ha de por força alcançar. No castelo, conspirando, Andavam para a matar, Consados de a vêr chorando, Teimando em não se casar. <br> </poem> {{nop}}<noinclude></noinclude> kqiftirrcknt8qe1sbd3f4gho0npttr Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/46 106 255262 557494 2026-08-01T20:59:51Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557494 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|42|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude><poem> Sem ter danças nem folguêdos, Sem se jogar nos jardins, Todos mudos, quais penedos, Deram em torpes malsins. Á sombra dos arvorêdos, Ou sobre fofos coxins, Iam tecendo os enrêdos Para chegar aos seus fins. Porém, uma tarde linda, Quando o sol beijava o mar, Foi com alegria infinda Que bradou dona Guiomar: ― ¿Quem ousa dizer-me ainda Que o não hei de vêr voltar? ¡Laura! ¡Joana! ¡Gracinda! Ide a notícia espalhar. Pelas águas, lentamente, Descia pezada nave. A condessa, impaciente, Lamentava não ser ave. Falsa certeza que mente Talvez a cova lhe cave, Porque o destino inclemente Em nada será soave. Da nave, atracando a terra, Desceu enorme caixão, </poem> {{nop}}<noinclude></noinclude> buuc9nrvgzs4h0o6sjbefku7s4tdz6i Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/47 106 255263 557496 2026-08-01T21:02:29Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557496 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|43}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude><poem> O conde volta da guerra Sem lança nem lorigão. Tal dôr á mulher se aferra Que lhe pàra o coração. Uma lousa ambos encerra, Repousam no mesmo chão. Porêm agora, alta noite, A passar na barbacã, Não ha ninguêm que se afoite Por causa da castelã, Que do peito torturado Arranca tão fundos ais, Que alguêm que a tenha escutado Não pode esquecê-la mais. </poem> ― E' muito triste a lenda do castelo. ― E'; mas o que tem graça, é que hoje, que tantos anos passaram sobre o caso que vos contei, nem mesmo o principe Dórdio, que é um valente, se atreve a passar na barbacã. ― ¿Vós crêdes em lendas? ― Não creio nem deixo de crer. Contudo, vejocousas tão extraordinárias na terra, que admito a possibilidade de tudo. ― ¿E vós, perguntou o pagem, que se conservava calado e pensativo desde que Veber terminara; passastes alguma vez na barbacã a altas horas? ― Passei... e não gostaria de vos contar o que vi. {{nop}}<noinclude></noinclude> 4v9p0w3r6fkcq4gkogb6341xvml8xeh Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/48 106 255264 557497 2026-08-01T21:03:27Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557497 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|44|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>{{page break|label=}} {{Imagem float-p |file= {{Extrair imagem}} |align= |width= |cap= {{smaller|Guiomar (Pag. 45)}} |padb=2em |padt=2em }} {{page break|label=}} ― ¿Porquê? ― Diminue a impressão poética que a lenda vos pode ter deixado. {{nop}}<noinclude></noinclude> 888n47zsbqq6ln2omk5aaeh59so3ccu Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/49 106 255265 557499 2026-08-01T21:25:09Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557499 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|45}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>― Pois bem, seja. Curioso de vêr a formosa Guiomar, cujo retrato estava farto de admirar na sala nobre do castelo, resolvi um dia, que iria só, á meia noite, ao sítio da barbacã, onde a infeliz condessa gastára longos anos á espera da dôr violenta que lhe arrancou a vida. ¿Que mal mé podia acontecer? Se rialmente dona Guiomar visitava de noite os sítios onde tanto sofrêra de dia, decerto não era para se ocupar dos outros, mas das suas tristes recordações. Convencido préviamente de que a bôa senhora, tão martirisada em vida, não podia ser má depois de morta, dirigi-me para a barbacă levando o espírito entre o desejo e a incredulidade. Não estava ninguêm quando cheguei. Confessarei que, mau grado meu, o coração batia-me apressado e uma viva inquietação, de que não podia precisar a causa, me agitava íntimamente. Soaram as badaladas da meia noite e, um vulto branco, parecendo vir da capela do castelo, atravessou lentamente o parque e saindo das muralhas atravez duma pequena poterna, dirigiu-se lenta e solenemente para o sítio da barbacă a que a tradição chama ''o poiso de D. Guiomar''. Eu tive uma vontade enorme de gritar e de fugir, mas não me atrevi: o mêdo paralisava-me. O vulto aproximou-se cada vez mais e, chegando ao ponto das ameias em que a linda castelã se assentava, inclinou-se para fora e perguntou muito baixo: ― ¿Estás aí? {{nop}}<noinclude></noinclude> qcggrlz31zmnikmpldyz8brevsepe2v Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/50 106 255266 557500 2026-08-01T21:28:14Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557500 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|46|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>― Estou. ― Então tem cautela. Tira tudo do cesto com cuidado. Não se vá partir a loiça. Era uma voz máscula, de timbre avinhado, nada semelhante a uma voz de mulher. Debaixo do muro responderam: ― Pronto. Já tirei tudo: podes puxar. Era uma mulher que falava. ― ¿Como está o pequeno? perguntou o vulto branco. ― Mal. O físico diz que não escapa. ― ¡Pobre mulher! ¡O que tu deves ter sofrido! Vai-te embora, vai. Que eu também me recolho. ― Pede ao mordomo para ires a casa amanhã. Dize-lhe que tens o pequeno doente. ― ¿Como? ¿Como o havia de saber? ― Um sonho com D. Guiomar... ― Não, não. Deus me livre de falar no seu nome. Se o principe imaginasse que era de mim que tinha mêdo, fazia-me dar uma dúzia de varadas. ― E fazia muito bem, disse-lhe eu saíndo do canto obscuro em que me ocultava. O cozinheiro do principe lançou-se-me aos pés pedindo-me que tivesse compaixão dêle. Era pobre, a familia tinha fome, e êle socorria-a com os restos da mesa sob a forma de D. Guiomar, abusando da crendice na lenda. Tive dó dêle e prometi, calar-me, mas, como não quis ser culpado do seu roubo, estabeleci á sua familia uma pensão que o habilitou a deixar em paz na cova a sombra<noinclude></noinclude> chn3rxa7iow26c4l3qk11yksf0jplys Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/51 106 255267 557501 2026-08-01T21:29:41Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557501 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|47}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>da bela castelã. ¿ Não se riem do mêdo enorme que eu tive? perguntou Henrique terminando. ― Não. O mêdo ataca toda a gente. Dominá-lo e vencê-lo é o que se torna necessário para ser homem. Depois acabar-se-ia por não saber se êle existia, se a memória, nem sempre amavel, não guardasse, fiel e tenazmente, as emoções fortes que nos impressionam o cérebro. ― Mas, ¿que é aquilo? Seguindo com os olhos a direcção em que Veber apontava, Guilherme e Roberto viram ao longe uma numerosa cavalgada que vinha no mesmo sentido. O pagem bradou: ― São êles, senhor. Vêem prender-nos. E' o que é pôr-se a gente a contar e ouvir histórias em momentos tão críticos. ― Metam esporas aos cavalos: vá, de mão baixa. E, soltando as rédeas ao fino murzelo que montava, Guilherme e os seus companheiros desapareceram ás vistas dos seus perseguidores, envoltos numa espessa nuvem de poeira. {{nop}}<noinclude></noinclude> 4s1gemymbo7dzkr9cmfj4om9ty62e6m 557513 557501 2026-08-01T21:56:51Z BlitzkriegBoop 37692 557513 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|47}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>da bela castelã. ¿Não se riem do mêdo enorme que eu tive? perguntou Henrique terminando. ― Não. O mêdo ataca toda a gente. Dominá-lo e vencê-lo é o que se torna necessário para ser homem. Depois acabar-se-ia por não saber se êle existia, se a memória, nem sempre amavel, não guardasse, fiel e tenazmente, as emoções fortes que nos impressionam o cérebro. ― Mas, ¿que é aquilo? Seguindo com os olhos a direcção em que Veber apontava, Guilherme e Roberto viram ao longe uma numerosa cavalgada que vinha no mesmo sentido. O pagem bradou: ― São êles, senhor. Vêem prender-nos. E' o que é pôr-se a gente a contar e ouvir histórias em momentos tão críticos. ― Metam esporas aos cavalos: vá, de mão baixa. E, soltando as rédeas ao fino murzelo que montava, Guilherme e os seus companheiros desapareceram ás vistas dos seus perseguidores, envoltos numa espessa nuvem de poeira. {{nop}}<noinclude></noinclude> enmt8y1hz4suv8xt9bse2828w7h9p6x Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/52 106 255268 557503 2026-08-01T21:34:46Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557503 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|8|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>{{Ch|II}} {{dhr}} O principe Dórdio, satisfeito de ter achado um fim útil á sua vida, auxiliando as nobres tenções de Guilherme, recolhera-se ao seu quarto após a ceia, e não podendo conciliar o sono, entretinha-se pensando na glória que lhe poderia advir de tão grandiosa empreza. Chama-se isto, de querer imaginar o que nos ha de acontecer no futuro, construir ''castelos na areia''. Estava pois sua alteza arquitectando o que desejava que a sorte lhe reservasse, quando duas leves pancadas soaram de manso na pequena porta que separava os aposentos do principe da escada de caracol, que levava ao observatório do astrólogo, que ha mais de 6 anos tinha vindo de França estabelecer-se ali, a rogos do principe Dórdio, apaixonado loucamente pela astrologia, em que acreditava como em Deus. Sua alteza, sem fazer um movimento, disse em tom amigável: ― Entrai, D. Praxedes, e sêde bem vindo à minha presença. ― Senhor, eu não sei se faço bem, mas a muita amizade que vos devo obriga-me a velar por vós, mesmo quando isso vos não seja talvez agradável. ― ¡Me não seja agradável, caro amigo! ¿Pois pode deixar de o ser a certeza de que, enquanto {{hífen|esta|estamos}}<noinclude></noinclude> 69utxlitk7y6rin02bfvsupyjmljwex Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/53 106 255269 557504 2026-08-01T21:36:04Z BlitzkriegBoop 37692 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{page break|label=}} {{Imagem float-p |file= {{Extrair imagem}} |align= |width= |cap= {{smaller|D. Praxedes (Pag. 48)}} |padb=2em |padt=2em }} {{page break|label=}} 557504 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|49}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>{{page break|label=}} {{Imagem float-p |file= {{Extrair imagem}} |align= |width= |cap= {{smaller|D. Praxedes (Pag. 48)}} |padb=2em |padt=2em }} {{page break|label=}}<noinclude>{{smaller|{{rh|{{uc|A fada loira}}||4}}}}</noinclude> 1pi7mxa4cnor5b29fx7sqvybqyodq93 557505 557504 2026-08-01T21:36:14Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557505 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|49}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>{{page break|label=}} {{Imagem float-p |file= {{Extrair imagem}} |align= |width= |cap= {{smaller|D. Praxedes (Pag. 48)}} |padb=2em |padt=2em }} {{page break|label=}}<noinclude>{{smaller|{{rh|{{uc|A fada loira}}||4}}}}</noinclude> n6v8nef1xzw9hqi4lxdrkx0l0zj18u1 Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/54 106 255270 557506 2026-08-01T21:38:47Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557506 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|50|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>{{hífen-fim|mos|estamos}} descuidados, alguêm tem cuidado da nossa felicidade e descanso? ― Mas, senhor, quando êsse alguém pretende contrariar não só os vossos desígnios, como também as vossas promessas, tem razão para temer o mau umor de sua alteza. ― Não, meu Praxedes, não: para vós o meu coração está sempre cheio de dôce benevolência. ― ¿Posso então falar com inteira franqueza? ― Sem dúvida. ― Meu amo, fazei prender os vossos hóspedes e lançai-os numa masmorra, a menos que não prefirais arrancar-lhes a vida. O principe Dórdio pôz-se em pé tão rápidamente como se fôsse impelido por uma mola, e còrando vivamente, exclamou: ― ¡Quebrar os deveres da hospitalidade! ¡Trair aqueles que recolhi sob os tectos do meu solar!; Nunca! Praxedes, meu amigo, vós esqueceis momentaneamente a quem falais. ― Não, meu amo. Quem respeita ou poupa o ini- migo ás mãos lhe morre. ― E' o mesmo. Eu prefiro morrer a cometer uma indignidade... Alêm disso, nada prova que Guilherme, o Bom, seja meu inimigo. ― ¡Ora essa! Então vossa alteza vive em paz, no pleno gozo da vida e dos bens que por alta mercê Deus lhe confiou, e um figurão que surge, não se sabe como nem de onde, canta-lhe duas canções, exalta-lhe<noinclude></noinclude> pa4tpvi2wjzgs85h2cxd87ddvr3b1nc Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/55 106 255271 557507 2026-08-01T21:41:00Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557507 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|51}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>a imaginação, e arrasta-o após as suas fantasias, talvez a ter que travar combate a favôr de belas ideias, não ha dúvida, mas... arriscando a vida. ¿E sabeis vós, meu principe, compreendeis ''bem'' qual é o valor da vida para quem a leva com tanto fausto e grandeza? O principe, á medida que o astrólogo falava, parecia deixar-se vencer pelos seus argumentos. Por fim perguntou: ― Talvez tenhais razão; certamente a tendes. Concordo que fui leviano, acedendo aos desejos do meu hospede, sem medir o alcance do engajamento que tomava; ¿mas agora, como recusar? ¿Como dar o dito por não dito? ― Não façais nada, senhor. Autorisai-me a que, sem desaire para vós, tente livrar-vos do mau trilho pelo qual ieis enveredar. Sua alteza ficou alguns momentos silencioso. Depois, erguendo resolutamente a cabeça, exclamou, no tom de quem acorda dum grande pezadelo: ― Pois sim, D. Praxedes. Sois a minha Providência; tudo que decidirdes será por mim aprovado. ― Nem outra cousa era de esperar do vosso atilado espírito, meu senhor. E beijando a mão que Dórdio lhe estendia, o vélhito retirou-se recuando e desapareceu pela pequenina porta por onde entrara, deixando cair após si o espesso reposteiro de veludo vermelho. Êste astrólogo merece duas palavras de descrição:<noinclude></noinclude> kbfktltmrl71ngh8h9yi6xzj4d1u0eq Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/56 106 255272 557508 2026-08-01T21:42:52Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557508 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|52|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>Era um velho muito curvo, de longas barbas brancas, completamente calvo. Tinha as faces inteiramente engelhadas, e na bôca brincava-lhe a miudo um enigmático sorriso. Os olhos eram pretos, scintilantes e vivos e, quando falava, descansava-os com tal persistência no rosto daquele a quem se dirigia, que o coagia a desviar o olhar ou a sentir-se pouco á vontade sob aquela visivel investigação do seu intimo ser. ¿D. Praxedes era bom ou mau? Ninguêm o sabia. Não conversava com ninguêm, não mostrava nunca apoiar ou reprovar as expansões dos cortezãos do principe. Partilhava as refeições de sua alteza, que o tratava com singularissima deferência, mas não falava á mesa. Nos primeiros dias que isto sucedeu, os fidalgos da casa do principe estavam pasmados, e um, a quem Dórdio consentia mais familiaridades, atreveu-se a dizer-lhe baixinho: ― Meu senhor, ¿êste homem é mudo? ― Garanto-vos que não. Obedece a preceitos que a sua rara sciência lhe aconselha. Diz êle que o abuso da palavra prejudica o que fala e os que o escutam. ― ¿Porquê? ― Ele que to explique. E voltando-se para o astrólogo, o principe disse-lhe com o seu modo mais graciosamente sedutor. ― D. Praxedes, o meu camarista Álvaro de Montezelos, admira-se de que possais guardar tanto tempo silêncio. {{nop}}<noinclude></noinclude> 0snl58hy10zmgramkhitao8gzggrq7e Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/57 106 255273 557509 2026-08-01T21:49:21Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557509 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|53}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>{{page break|label=}} {{Imagem float-p |file= {{Extrair imagem}} |align= |width= |cap={{smaller|E beijando-lhe a mão... (Pag. 51)}} |padb=2em |padt=2em }} {{page break|label=}}<noinclude></noinclude> fqq48eh9kcdacgf7vyvoliyvd20i0sc Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/58 106 255274 557510 2026-08-01T21:51:14Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557510 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|54|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>― Meu principe, é regra que ha muito sigo não falar sem necessidade. ― ¿Qual o motivo, senhor? ― Primeiro, para não perder inutilmente palavras nem tempo; segundo, para me não arrepender do que tiver dito. Não é sem razão que o povo diz ha muito que ''se a palavra é de prata, o silêncio é de ouro''. Como é fácil de supôr o procedimento e atitude de D. Praxedes não eram de molde a atrair-lhe simpatias; mas o astuto velho em pouco tempo conseguiu, senão ser querido, saber pelo menos que era temido e respeitado. Todos o consultavam, escutando com superstição a sua palavra autorisada, e se nunca, tendo-o ouvido, se retiravam inteiramente satisfeitos com as suas respostas, iam admirados de se verem tão bem adivinhados, embora no juizo feito lhes pezasse quási sempre aquilo em que havia verdade. Uma palavra de D. Praxedes a qualquer cortezão era para êste motivo de ufania. O velho astrólogo sabia-o demais e poupava quanto possível a honra de lhas dirigir. Saíndo dos aposentos do principe Dórdio, o velho astrólogo, em vez de subir aos seus, desceu á casa da mesa, onde ainda em volta dela alguns insaciaveis tinham vindo sentar-se após a retirada do principe Dórdio. O velho aproximou-se subtilmente e conseguiu chegar até ao estrado do principe sem que tivessem dado por êle; uma vez ali, apoiou-se ao alto espaldar da cadeira e disse, num fio de voz que parecium murmúrio de água corrente: {{nop}}<noinclude></noinclude> mdy3q898lea59sd45hug3ibtq51uafk Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/59 106 255275 557511 2026-08-01T21:54:14Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557511 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|55}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>― ¡Amigos! Todos se voltaram surpresos. ― ¿Sois ou não dedicados a sua alteza? ― Mais de que o corpo á alma que encerra. ― Então livrai-o dum grande perigo. ― ¿Qual? ― Da influência que êste hospede possa ter nêle. E' moço, ardente, apaixonado pelas ideias nobres e levantadas, não hesitará em dar a vida por elas e arrastará atraz da sua persuasiva palavra, não só o principe Dórdio, mas vós todos que estais habituados a passar a vida comodamente, conhecendo dela apenas o lado bom. Eram poucos os que estavam á mesa, mas pertenciam ao número dos que ousavam prolongar a noute depois do principe se ter recolhido, o que equivale a dizer que eram e se sentiam fortes e não temiam repreensões nem mesmo do seu amo. As palavras do astrólogo produziram nêles um efeito maravilhoso. Puzeram-se de pé por um impulso único, e o mais velho, erguendo a voz, falou por todos, sem que tivesse consultado ninguêm. ― D. Praxedes, disse êle, ouvindo-vos, julgo ouvir o eco do meu próprio pensamento que, formulado pela vossa bôca autorisada, faz explodir a indignação que a custo continha nalma. Antes que o novo dia se levante, eu e os meus companheiros teremos posto êsses ilustres hospedes em estado de não serem nocivos. {{nop}}<noinclude></noinclude> g1ppk1uk4lx58vsjxqgc7h3zomygsou Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/60 106 255276 557512 2026-08-01T21:56:01Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557512 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|56|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>Foi nesta altura do discurso de Pelaio Ansures que Henrique Veber, aproveitando a atenção e estado agitado da pequena assemblêa, e sabendo as más qualidades que ornavam aqueles ociosos, saíu mansamente da sala e correu a prestar aos simpáticos hospedes o seu valiosíssimo e eficaz auxílio. Tendo pegado fogo ao rastilho da cólera palaciana, o astrólogo apressou-se a declarar que o principe não acudiria em defesa dos hospedes, porque o tinha adormecido com um poderoso narcótico. E, inclinando gravemente a cabeça numa saudação amavel, retirou-se com passo solene como quem não deseja presenciar aquilo que aconselha. E' muito vulgar, meus pequenos leitores, encontrarem-se pelo mundo destas criaturas pouco dignas que não têem o valor dos seus actos nem das suas palavras, metem outros a proceder segundo os seus desejos, e retiram-se covardemente nas ocasiões, deixando áqueles, que convenceram e arrastaram, o trabalho, reservando-se reclamar a glória, se o resultado for bom. D. Praxedes tinha a atenuar-lhe a falta a sua extrema velhice, mas tenho para mim que, se êle fosse novo, teria procedido do mesmo modo. Subiu outra vez vagarosamente a escada e, tornando a entrar nos aposentos do principe, disse-lhe apenas: ― Senhor, vós estais, ''para todos os efeitos'', muitoprofundamente adormecido, devido a um narcótico que vos ministrei. ¿Tendes entendido? ― Perfeitamente, meu amigo. {{nop}}<noinclude></noinclude> mnl6sp0rvwgbcpvpcbt2lb149pj84sa Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/61 106 255277 557518 2026-08-01T22:00:53Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557518 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|57}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>{{page break|label=}} {{Imagem float-p |file= {{Extrair imagem}} |align= |width= |cap={{smaller|... o riso ao publico... (Pag. 58).}} |padb=2em |padt=2em }} {{page break|label=}} ― Deus dê a vossa alteza uma noite descansada. ― Igual vo-la desejo. ― Obrigado, meu senhor. {{nop}}<noinclude></noinclude> q1mfqkedz37q2y8eglz1gtazm23zqjy Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/62 106 255278 557519 2026-08-01T22:02:46Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557519 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|58|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>E, deixando cair o pesado reposteiro, o astrólogo subiu com passo lento ao seu observatório. Momentos depois, descerrou uma das altas janelas da torre e, em vez de erguer os olhos para o ceu, baixou-os para a terra, procurando sondar com a vista cansada, mas curiosa, as trevas espessas que as copas das árvores abrigavam. Foi em vão. Apurou o ouvido e sorriu satisfeito. Eram vozes várias, primeiro num rumor surdo, depois erguendo-se e soando atrevidas em perseguição dos hospedes que fugiam, piedosamente auxiliados e seguidos por Henrique Veber. Mas a satisfação do velho cessou como por encanto, quando entre o sussurro da multidão ouviu as palavras a que já atraz aludimos, em resposta á pergunta de «¿Quem o disse?» O astrólogo, que desconfiou dêles, foi consultar os astros. Fez uma carêta muita feia, parecida com aquelas que os palhaços fazem para arrancar o riso ao público, e retirando-se para dentro, contrariado, pensava: ― ¿Para que será que êstes estúpidos falam no meu nome? E um triste e amargurado pressentimento afligia-lhe o coração. Enquanto Pelaio Ansures, seguido pelos principais homens da casa do principe Dórdio, ia em perseguição dos fugitivos, o astrólogo, que era poeta e sentimental, sentindo a alma carregada á lembrança dos perigos que poderia correr, se a expedição fôsse<noinclude></noinclude> 9cy8wu4uk6iamjt4yxwir5kh3urlv68 Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/63 106 255279 557520 2026-08-01T22:03:24Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557520 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|59}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>mal sucedida e o apontassem como instigador dela, pôz-se a dizer de mansinho, como quem receia enganar-se: ―Sempre é bom examinar a consciência. {{nop}}<noinclude></noinclude> pvv5qakm59mdqwuac7johp0ucvpmf1z Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/64 106 255280 557521 2026-08-01T22:05:40Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557521 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>{{C|{{xx-larger|{{sc|O exame}}}}}} {{dhr}} {{lh|4em}} {{dhr}} <poem> ¡Ha tão longos anos vivo Sem nunca ter feito bem!... Tendo orgulho e sendo altivo, Trato todos com desdêm, Se me não podem servir; Mas se, ao contrário, presumo Tirar proveito dalguêm, Isso então, sempre a sorrir, Visto que o limão tem sumo, Tanto me rojo no chão, Que acabo por me sentir Mais miserável que um cão. Sou velho. A vida passou Sem nunca pensar no termo. Agora, que êle chegou, Olho p'ra traz, vejo um ermo. Não conto um só acto digno, E tenho mêdo, confesso, </poem> {{nop}}<noinclude></noinclude> 91k05tjyuqc709dczi69jkkjv7onda9 Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/65 106 255281 557522 2026-08-01T22:06:55Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557522 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|61}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude><poem> Porque, quando o próprio enfermo Acha o seu estado maligno, É raro que pelo avesso O julgue qualquer doutor, Embora seja benigno E lhe dôa alheia dôr. Em criança fiz maldades, Sabendo bem que as fazia, E aos outros mil crueldades De que não me arrependia. Em mentiras, garotices, Teimas, calúnias, fui sábio. Aproveitava o que lia Em qualquer velho alfarrábio. Mas eram sempre tolices Que eu procurava imitar, ¡Se eram o mel do meu lábio! ¡O sal do meu paladar! Crescendo, não me emendei, Tornei-me sempre pior. Aprendendo quanto sei, Tornei-me um patife mór. Todo o mal que fiz, me pesa Em mêdo, no coração, Porque conservo de cór A lista do que me lesa Em pontos de perfeição. </poem> {{nop}}<noinclude></noinclude> 2kwhqfkubg5rt9izte051ajs3pc4006 Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/66 106 255282 557523 2026-08-01T22:09:10Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557523 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|62|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude><poem> Nada agora me conforta Em tão triste situação Vendo a morte quási á porta. </poem> {{dhr}} {{C|{{larger|{{bl|Epílogo}}}}}} {{dhr}} {{lh|4em}} {{dhr}} <poem> Leitor, o mal, a meu vêr, É que não se arrependia Por pena de mal fazer, Mas da pena que temia. Quem imitar o astrólogo Procure a tempo pensar, Que a vida, sempre mais rápida, Acaba sem anunciar. </poem> Mas deixemos o repelente velho entregue ao horrivel exame da sua passada conduta e vamos encontrar-nos com Guilherme, o Bom, e os seus companheiros, fugindo a galope pela formosa estrada de Nimbria. {{nop}}<noinclude></noinclude> n2nsf2yxk78ji0b99w6wbi524b5glti Hino do município de São José Do Goiabal 0 255283 557525 2026-08-01T23:17:30Z ~2026-42623-23 43465 Adição De Conteúdo 557525 wikitext text/x-wiki Hino A São José Do Goiabal Letra: Constança Morais (D.Dudu) Música: Etelvino Drumond São José Do Goiabal Terra Jovem E Protegida Tens Nas Veias Vida E Seiva Que Te Tornam Conhecida Já N'Alma Sinto Alegria Do Calor Do Sol Ardente Que Desfaz Toda Tristeza Dando Vida Tua Gente Tuas Matas Viridentes Tuas Lagoas Sem Fim Teu Rio Doce Soberbo São Preces De Serafim No Barulho Das Folhagens Que Adoram Teu Rico Chão Se Estendem Riquezas Mil Como Não Há No Sertão Pois Em Ti Já Se Respira Qualquer Coisa Bem Estranha Cobiçosos De Outras Plagas Vem Rasgar Tuas Entranhas Tens Um Povo Nobre E Forte E Tesouros Que Seduzem Tens Micas E Tens Cristais Que Noutras Terras Não Luzem Sim Glória A Deus Nas Alturas Que Te Fez Tão Rica Assim Canta Canta Sem Cessar Como Canta O Jacamim mn6dah7f2t9bcnuvl35ljsu68u19msy Página:A Esperanca vol. 2 (1866).pdf/2 106 255284 557534 2026-08-02T11:27:36Z BlitzkriegBoop 37692 /* Sem texto */ 557534 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude><noinclude></noinclude> ltg9mtpefm08n2h0k9e81m08dk0hzmr Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/67 106 255285 557535 2026-08-02T11:30:27Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557535 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|63}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>{{ch|III}} {{dhr}} Seguido dos seus dois companheiros, Guilherme, o Bom, atingiu sem novidade as portas da cidade porque, sempre que se via quási alcançado pelos seus inimigos, bradava com fé: ― ¡Alma da terra em que nasci! «¡acode aqui!» E a distância a que êles estavam duplicava-se como por encanto. Entrando no povoado, tres cousas pediu com empenho o paladino da pátria, á Fada Loira: que os transformasse momentaneamente em tres lindas mulheres, lhes desse um belo palácio e cinco mosquitos bem fieis e obedientes. Então viram-se de repente transformados em bonitas senhoras e dentro dum palácio que nada tinha que invejar aos mais belos e melhores do mundo. Muitos criados, quási todos de côr negra, estavam formados á entrada da grande escada de mármore, para os receber, e no alto dela a Fada Loira esperava-os, tendo na mão uma gaiola de prata, muito pequenina, dentro da qual se viam os cinco mosquitos pedidos Conservando as suas belas feições, apenas amaciadas por um dôce ar feminil e ausencia de bigodes<noinclude></noinclude> c0lt9aumjuhxiau06d2bzzq3vyfibxc Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/68 106 255286 557536 2026-08-02T11:31:40Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557536 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>{{page break|label=}} {{Imagem float-p |file= {{Extrair imagem}} |align= |width= |cap={{smaller|dum palacio que nada tinha que invejar... (Pag. 63)}} |padb=2em |padt=2em }} {{page break|label=}} e barbas, os tres rapazes, mudados agora em gentis damas, elegantemente vestidas á moda do tempo, subiram as escadas, apoiados aos vistosos guarda-sóis que lhes tinham substituido as espadas. A Fada Loira<noinclude></noinclude> mpi54q9eoynss7dk0seisfvrvtsr5sy Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/69 106 255287 557537 2026-08-02T11:34:30Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557537 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|65}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>descera uns degraus ao seu encontro e, pegando na mão de Guilherme, disse-lhe: ― Vem, minha Clara: chamo-te assim porque serás tu que ''farás luz nas trevas''. A tia Perpétua, disse dirigindo-se ao pagem, chamo-te assim porque hasde perpetuar o amor por mim em toda a face da terra, e a tia Glória, assim te chamo porque te cobrirás de ''glória'' pelos teus actos de valor em prol da nossa causa. Aqui tens os mosquitos que pediste, minha amiga; são todos muito bem adestrados e obedientes, sendo dignos de toda a tua confiança. Chamam-se ''Dó, Ré, Mi, Fá, Sol''. Agora outro assunto: Deveis receber visitas de todas as notabilidades da terra, porque eu fiz anunciar a vossa chegada em todos os jornais de Nimbria. Direis que sois da nossa origem, mas nascidas e criadas nas formosas terras de Portugal. Agora, que já vos instruí de tudo que é conveniente, só tenho a acrescentar que é bom não abusar do meu nome extraordináriamente. E, depois de lhes apertar as mãos, desapareceu de repente á vista delas. As tres jovens entraram na primeira sala. Ali, antes de mais nada, Clara abriu a gaiola dos mosquitos e disse: ― ''Dó'', vai á cabeceira da cama do primeiro ministro e fá-lo sonhar na imensa glória que êle teria se deixasse para sempre na história o seu nome gravado como o do restaurador da Pátria. Tu, ''Ré'', visita a rainha e faz-lhe sonhar com a grandeza da nação. De ti,<noinclude>{{smaller|{{rh|{{uc|A fada loira}}||5}}}}</noinclude> hl08f42x87iogyjthr015ax12wmmxc2 Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/70 106 255288 557538 2026-08-02T11:36:26Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557538 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|66|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>''Mi'', espero que vás ao castelo do principe Dórdio e lhe segredes que, escutando o seu astrólogo, deu ouvidos a um traidor. ''Fá'', vai introduzir-te no quarto do ministro dos estrangeiros e escuta a conversa déle com a esposa. E tu, amigo ''Sol'', procura Pelaio Ansures, pela cidade, e vê se o tentas a vir visitar as estrangeiras recem-chegadas. Os mosquitos saíram pela janela tomando várias direcções, e as tres raparigas entraram na formosa sala de jantar, onde as paredes eram forradas por magníficos espelhos de Veneza, e sentaram-se á mesa em frente dum opíparo jantar. Clara não comia, devorava. Vêr-se livre dos seus perseguidores e perfeitamente a salvo do perigo de poder torná-los a encontrar, deu-lhe, alêm da fome, um excelente bom humor. Glória imitava-lhe a bôa vontade, e Perpétua, mais comedida, ouvia-as a ambas conversar e pouco se misturava na discussão. Tambêm comia pouco e aprovava uma ou outra das interlocutoras, ou por um sorriso ou por um gesto. Quando a refeição terminou fôram vêr o palácio e as suas magníficas dependências. O quarto de Clara era lindo, todo forrado de sêda côr de rosa e oiro, os móveis forrados de setim da mesma côr, e a cama, toda doirada, oculta por espessos cortinados cor de rosa, presos no tecto por uma argola tambêm doirada, da qual pendiam fartos festões de rosas e troncos de hera. Entrando naquele quarto soltaram todas uma exclamação de prazer e de assombro. Nunca tinham visto<noinclude></noinclude> 91hzumuk7tblnh8yhqzf5p3oh0t71z9 Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/71 106 255289 557539 2026-08-02T11:39:17Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557539 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|67}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>tanta opulência aliada a um gosto tão escolhido. O quarto de Glória era o mesmo, mas forrado de azul e prata, e todos os móveis nessas côres. O de Perpétua era vêrde-mar e todos os móveis eram de cristal, até o leito, e, embora o leitor julgue que os outros dois eram mais bonitos do que êste, engana-se. Havia nêle uma frescura, uns tons suaves e diáfanos que agradavam mais, se é possivel, do que as côres formosas e opulentas dos outros dois aposentos. Quando terminaram a visita dos jardins e do longo parque que lhes ficava anexo, estavam estafadas e resolveram recolher-se aos seus quartos para descansarem das fadigas diurnas. Mas as surprezas ainda não tinham terminado para elas. Cada uma tinha uma áia preta, vestida com as cores do quarto, como se ela própria fôsse tambêm um objecto. Sigamos Clara, primeiro, como a personagem mais importante desta história. Depois de despida e metida no leito, despediu a criada e, cerrando as palpebras, adormeceu; mas, ao soarem as dôze badaladas da meia noite, acordou repentinamente. Tinha diante de si a Fada Loira. Olhando em volta, viu o seu quarto transformado numa quadra longa e austéra, com paredes forradas por coberturas vêrdes, ao longo das quais pendiam vários e magníficos petrechos de guerra. Á cabeceira da sua cama estava uma soberba espada e uma rica armadura, e, reparando em si própria, viu-se homem forte e robusto. Não cabia em si de espanto e olhava, fascinado, para<noinclude></noinclude> 4g5sat1rdgtgj73g9ncb24ebxtwj7ti Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/72 106 255290 557540 2026-08-02T11:44:45Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557540 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|68|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>a Fada Loira, que a poucos passos do leito lhe sorria dizendo: ― Eu virei todas as noites, ao soarem as dôze badaladas, lembrar-te que és homem e deves cumprir a tua promessa. Rodeei-te de todos os atrativos do luxo e da sedução, para te tornar a propaganda mais fácil, porque, como sabes, é quási sempre de cima que as ideias vêem, e que mais fácil é espalha-las; mas é necessário que não te deixes amolecer pela comodidade e pelo conforto. Não te esqueças de mim. E dizendo estas últimas palavras, desapareceu aos olhos deslumbrados de Guilherme, que retomou imediatamente, com o seu quarto côr de rosa, as formas gentis de Clara. Foi-lhe difícil conciliar o sono, mas tendo-o conseguido, só acordou no dia seguinte quando o sol, já alto no horisonte, convidava os pobres ao frugal jantar. Glória dormia também, quando acordou sobresaltada, e viu diante de si a Fada Loira, que lhe disse com bondade: ― Eu sou a alma da Pátria e estou-te grata pelos serviços que prestaste ao meu campeão. Henrique Veber, lembra-te que és homem e que te deves e me deves fortuna. Olhando em roda, viu uma transformação idêntica á que se tinha dado com Guilherme. Fitou-se a si próprio, como êle fizera, e viu-se homem forte e valente. Então, respondeu com calor: {{nop}}<noinclude></noinclude> t323ihm12g054wyhyjm1jmxotbn0u3s Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/73 106 255291 557541 2026-08-02T11:45:43Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557541 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|69}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>{{page break|label=}} {{Imagem float-p |file= {{Extrair imagem}} |align= |width= |cap={{smaller|Eu virei todas noites... (Pag. 68)}} |padb=2em |padt=2em }} {{page break|label=}}<noinclude></noinclude> 3khxo4ya6wbtarga66a2q1dcuzx50w8 Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/74 106 255292 557542 2026-08-02T11:48:13Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557542 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|70|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>― Senhora, as vossas ordens são leis para mim' os vossos designios os meus. ― Agradeço-te, meu filho, e confio do teu esfôrço grandes e nobres empreendimentos. E partiu, deixando outra vez no seu quarto azul, não um homem, mas uma gentil mulher. No quarto de Perpétua as cousas passaram-se de outra forma. Transformou-se de repente num sítio ameno e aprazivel, e ela, deixando a forma humana, tornou-se água, correndo mansamente entre salgueiros. Figura não lhe apareceu nenhuma, nem de homem nem de mulher, mas viu, como os outros, a alma da Pátria e ouviu atentamente quanto ela lhe quiz dizer. Êste estado, em Perpétua, prolongou-se até ao romper do dia. Foi ela de todas as tres meninas a que mais cêdo se ergueu e a única que nada comunicou dos sucessos nocturnos, embora escutasse com extrema complacência tudo que as suas companheiras lhe contaram. Nós, que já sabemos como as cousas se passaram, escusamos de lhes ouvir a narrativa. Eram quási cinco horas quando as visitas começaram a chegar ao palácio da rua Larga. Entre os visitantes, Clara teve o gosto de reconhecer Pelaio Ansures, trajando as suas melhores galas e acompanhado por dois outros fidalgos que vira sentados á mesa do principe Dórdio. Clara, muito amavel com todos, foi, particularmente, cativante com êste homem que ela sabia temivel e queria chamar á sua causa, Pelaio Ansures estava {{Hífen|en|cantado}}<noinclude></noinclude> 5g1lsnijh0937xj5geomgc66q7g40ys Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/75 106 255293 557543 2026-08-02T11:50:31Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557543 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh||{{uc|A fada loira}}|71}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>{{hífen-fim|cantado|encantado}} da gentileza com que era recebido e verdadeiramente fascinado pelos belos olhos da linda Clara. Quási á saída, ela, sob o pretexto de lhe fazer admirar umas plantas raras, convidou-o a vir almoçar no dia seguinte, em família. E, vendo-o afastar, pensava: ― Ou eu me engano muito, ou êste ha de vir a ser dos meus, apesar do muito que tem feito para me inutilisar. Perpétua e Glória tambêm procuraram agradar aos visitantes e inspirar-lhes a precisa simpatia que é necessário semear para poder fazer calar no íntimo das pessôas as ideias que se lhes desejam incutir. Eram dez horas da manhã quando Pelaio Ansures, pressuroso em aceitar o convite da linda Clara, se dirigia com os seus dois amigos para o palácio da rua Larga. Chegando junto da porta, o porteiro tirou o gorro que tinha na cabeça, e perfilando-se disse: ― V. Ex.{{sup|as}} escusam de subir a escada. As senhoras esperam-nos no parque, onde o almoço deve ser servido. Por esta porta, e seguir a alamêda em frente. E indicava-lhes um esplendido batente de cristal talhado em bisel. Os tres homens responderam por uma ligeira inclinação de cabeça e tomaram o caminho que lhes era indicado. Mal tinham chegado ao fim da formosa alaméda, que anosos castanheiros da India sombreavam, pararam, enlevados num melodioso canto, ao qual se ligavam os maviosos sons duma harpa. {{nop}}<noinclude></noinclude> 26txdwiuzwoxwlvm3t12jjq8zjbt5yn Página:Maria O'Neill - A Fada Loira.pdf/76 106 255294 557544 2026-08-02T11:57:58Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 557544 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{Rh|72|{{uc|A fada loira}}|}} {{lh}} {{dhr}}</noinclude>{{page break|label=}} {{Imagem float-p |file= {{Extrair imagem}} |align= |width= |cap={{smaller|... gorro que tinha na cabeça... (Pag. 71)}} |padb=2em |padt=2em }} {{page break|label=}}<noinclude></noinclude> rgoxy90wfufeulqodrly5axi6nes4qx