Wikisource ptwikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.14 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikisource Wikisource Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão Portal Portal Discussão Autor Autor Discussão Galeria Galeria Discussão Página Página Discussão Em Tradução Discussão Em Tradução Anexo Anexo Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Página:Categorias - Aristóteles.pdf/1 106 183780 558464 513693 2026-08-11T14:25:24Z ~2026-43977-45 43540 558464 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Pablo Busatto" /></noinclude>{{centralizado|CATEGORIAS DE ARISTOTELES. TRADUZIDAS DO GREGO E ORDENADAS CONFORME A HUM NOVO PLANO POR ''SILVESTRE PINHEIRO FERREIRA''. 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Littré]] |- | {{Barra de progresso|86|3|3|5|2|1}} | [[Index:Categorias - Aristóteles.pdf|Categorias]] |- | {{Barra de progresso|0|0|21|1|4|74}} | [[Index:Contos infantis em verso e prosa.pdf|Contos infantis em verso e prosa (1886)]] |- | {{Barra de progresso|1|0|10|0|3|86}} | [[Index:Dialogos das grandezas do Brasil.pdf|Dialogos das grandezas do Brasil]] |- | {{Barra de progresso|24|0|1|2|1|72}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|0|0|55|0|4|41}} | [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]] |- | {{Barra de progresso|3|0|2|0|0|95}} | [[Index:Relatório da CNV 01.pdf|Relatório da Comissão Nacional da Verdade, Volume I]] |- | {{Barra de progresso|0|0|57|37|6|7.105427357601E-15}} | [[Index:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf|Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas]] |- | {{Barra de progresso|2|0|31|0|3|64}} | [[Index:Tratado descriptivo do Brasil em 1587.pdf|Tratado descriptivo do Brasil em 1587]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> f939wyrfnvd0uocwiwxxs8nsdp7zg29 Página:Categorias - Aristóteles.pdf/7 106 223442 558463 533856 2026-08-11T14:24:50Z ~2026-43977-45 43540 558463 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="2" user="Saturnow" />{{centralizado|1}}</noinclude>{{centralizado|{{xxx-larger|CATEGORIAS.}} {{Linha customizada|sp|10|str|10|sp|10|co|6|sp|10|str|10|sp|10|co|6|sp|10|str|10|sp|10|co|6|sp|10|str|10|sp|10|co|6|sp|10|str|10|sp|10}} {{larger|PRIMEIRA PARTE.}} APHORISMOS.}} 1. Equivocos dizem-se os que tem somente o nome commum; mas a rasão desse nome differente (1). 2. Univocos porém dizem-se os que não somente tem o nome commum, mas também a rasão desse nome identica (2). 3. E cognominados dizem-se os que tendo a terminação differente, tem comtudo as attribuições, que esse nome designa, identicas (3). 4. Das Locuções, humas exprimem-se ligadas: outras desligadas (4). 5. Das Coisas, humas dizem-se de algum objecto; (a) mas não estão em nenhum objecto (5). 6. Mas outras sim estão em algum objecto; mas não se dizem de nenhum objecto ---- (a) Digo, que ''está em algum objecto'', e que sem ser parte delle, não pode existir fora delle. (b) (6). (b) E chama-se-lhe ''accidente'' ou ''qualidade accidental'', para o distinguir das ''qualidades essenciaes'', cujo complexo he na phrase do Autor O QUE SE DIZ DE ALGUM OBJECTO. Nota do Traductor.<noinclude></noinclude> tcxxaph7s4c6j2ks8mf8gb23enio58t Página:Categorias - Aristóteles.pdf/61 106 240207 558465 517044 2026-08-11T14:38:24Z ~2026-43977-45 43540 558465 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sedenho93" />{{centralizado|43}}</noinclude>{{hífen-fim|taneos|simultaneos}}. Igualmente se poderia subdividir cada hum destes em outras especies. Donde se segue que são tambem connexas aquellas cousas, que tem hum genero commum e entrão era huma mesma rubrica. Ora os generos em tanto se dizem anteriores ás suas respectivas especies em quanto a reciprocidade que ha destas para elles, quanto á conclusão da existencia, se não verifica delles para ellas; porque de existir hum aquatil, segue-se que existe hum animal: mas de existir hum animal, não se segue que existe hum aquatil. Logo tambem são naturalmente connexas as cousas que sem ser huma causa de existencia da outra, tem entre si reciprocidade quanto á conclusão da existencia: Bem como as que pertencendo ao mesmo genero, são especies distinctas: e em geral são connexas todas as cousas que por sua natureza começão a existir ao mesmo tempo. 96. He claro que todas estas especies differem humas das outras, por quanto a geração não he corrupção: nem o augmento he diminuição, ou mudança de lugar: e o mesmo he das outras. Quanto porém á transformação póde entrar em duvida, se o que se transforma não experimenta alguma das outras especies de movimento no acto da transformação. Mas seria erro o affirmallo; porque a experiencia nos mostra que todas ou a maior parte das nossas paixões se transformão humas nas outras, sem que se verifique nenhuma das outras especies de movimento. Porque aquelle que experimenta o movimento de qualquer paixão, nem por isso cresce ou diminue: e<noinclude></noinclude> 4twy530hwltrfb1iy89z7ugmln2mzsc Página:Categorias - Aristóteles.pdf/62 106 240208 558467 517045 2026-08-11T15:14:26Z ~2026-43977-45 43540 558467 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sedenho93" />{{centralizado|44}}</noinclude>o mesmo se póde dizer das outras especies de movimentos. He logo a transformação hum movimento differente dos outros; porque se fosse identica com alguma das outras especies, seria forçoso que aquelle que se transforma, augmentasse ou diminuisse, ou experimentasse alguma das outras especies de movimentos: o que não he assim. Do mesmo modo seria forçoso que aquelle que cresce, se transformasse: entre tanto que muitas cousas crescem, sem se transformarem; como por exemplo: se a hum quadrilatero se lhe accrescenta hum gnomon, fica augmentado mas não transformado: e assim nos demais casos semelhantes. Donde se vê que as mencionadas especies de movimentos são todas differentes humas das outras. Em geral o contrario do movimento he a quietação. Mas cada huma das especies mencionadas tem seu contrario particular. Assim o contrario da geração he a corrupção: o do augmento he a diminuição: e o da mudança de lugar he a quietação no mesmo lugar; posto que pareceria dever-se dizer que tambem e com mais propriedade o he o movimento para a parte contraria: como por exemplo ao de ascenso o de descenso, e ao de descenso o de ascenso. Mas a outra especie de movimento (a transformação) não he fácil assignar-se o que lhe possa ser contrario: e até parece que nem o póde haver: a menos que alguem lhe não contrapozesse a cessação da respectiva qualidade, ou a mudança para a qualidade contraria: bem como á mudança de lugar se contrapôz a quietação no mesmo lugar, ou o movimento para a {{hífen|par|parte}}<noinclude></noinclude> b8qepm1zx726iy91fk6zjzkjoo5gbx1 Página:Categorias - Aristóteles.pdf/63 106 240209 558468 517046 2026-08-11T15:33:01Z ~2026-43977-45 43540 558468 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sedenho93" />{{centralizado|45}}</noinclude>{{hífen-fim|te|parte}} contraria: visto que a transformação he huma mudança de qualidades. De modo que viria a ser o contrario ao movimento ou mudança das qualidades, tanto a quietação ou permanencia dellas, como o movimento ou mudança para as qualidades contarias: como por exemplo, o ser preto a ser branco; porque se transforma mediante a mudança para huma qualidade contraria. 97. Porque dizemos que temos (ou possuimos) tal sciencia, ou tal virtude. 98. Exemplo: o que tem huma certa grandeza: como quando se diz ser de tres ou de quatro covados. 99. Como de hum vestido: de huma tunica. 100. Como de hum annel. 101. Como da mão, do pé. 102. Como: a medida a respeito de trigo: o vaso a respeito do vinho; porque da medida se diz que tem trigo: e do vaso, que tem vinho. 103. Porque dizemos ter huma casa, ou hum campo. Tambem se diz de hum homem que elle tem huma mulher: e de huma mulher, que ella tem hum homem: caso este que parece offerecer hum sentido muito differente da palavra ter, do que os que ficão referidos; porque aqui não significa serão cohabitar.<noinclude>{{centralizado|FIM.}}</noinclude> k6qfbtbolp3mdw8c4vadmi88p6zf5iq 558469 558468 2026-08-11T15:36:25Z ~2026-43977-45 43540 558469 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sedenho93" />{{centralizado|45}}</noinclude>{{hífen-fim|te|parte}} contraria: visto que a transformação he huma mudança de qualidades. De modo que viria a ser o contrario ao movimento ou mudança das qualidades, tanto a quietação ou permanencia dellas, como o movimento ou mudança para as qualidades contarias: como por exemplo, o ser preto a ser branco; porque se transforma mediante a mudança para huma qualidade contraria. 97. Porque dizemos que temos (ou possuimos) tal sciencia, ou tal virtude. 98. Exemplo: o que tem huma certa grandeza: como quando se diz ser de tres ou de quatro covados. 99. Como de hum vestido: de huma tunica. 100. Como de hum annel. 101. Como da mão, do pé. 102. Como: a medida a respeito de trigo: o vaso a respeito do vinho; porque da medida se diz que tem trigo: e do vaso, que tem vinho. 103. Porque dizemos ter huma casa, ou hum campo. Tambem se diz de hum homem que elle tem huma mulher: e de huma mulher, que ella tem hum homem: caso este que parece offerecer hum sentido muito differente da palavra ter, do que os que ficão referidos; porque aqui não significa serão cohabitar. {{nop}}<noinclude>{{centralizado|FIM.}}</noinclude> 8dp6bb2hjihe4hprwg8n9bv8cojv21g 558470 558469 2026-08-11T15:41:19Z ~2026-43977-45 43540 558470 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sedenho93" />{{centralizado|45}}</noinclude>{{hífen-fim|te|parte}} contraria: visto que a transformação he huma mudança de qualidades. De modo que viria a ser o contrario ao movimento ou mudança das qualidades, tanto a quietação ou permanencia dellas, como o movimento ou mudança para as qualidades contarias: como por exemplo, o ser preto a ser branco; porque se transforma mediante a mudança para huma qualidade contraria. 97. Porque dizemos que temos (ou possuimos) tal sciencia, ou tal virtude. 98. Exemplo: o que tem huma certa grandeza: como quando se diz ser de tres ou de quatro covados. 99. Como de hum vestido: de huma tunica. 100. Como de hum annel. 101. Como da mão, do pé. 102. Como: a medida a respeito de trigo: o vaso a respeito do vinho; porque da medida se diz que tem trigo: e do vaso, que tem vinho. 103. Porque dizemos ter huma casa, ou hum campo. Tambem se diz de hum homem que elle tem huma mulher: e de huma mulher, que ella tem hum homem: caso este que parece offerecer hum sentido muito differente da palavra ter, do que os que ficão referidos; porque aqui não significa {{SIC|serão|senão}} cohabitar. {{nop}}<noinclude>{{centralizado|FIM.}}</noinclude> 6oqvfaav32erltdyg5qh7mikjeiu7tt Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/130 106 250276 558502 557126 2026-08-12T08:57:53Z MLReis 41056 /* Validada */ 558502 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="MLReis" />{{rh||CABAIA CABAIA|{{sc|33}}}}</noinclude>— Tam. ''bulei''. — Tet. ''búli''. — Term. vern. ''dardón''. Não está assente a origem da palavra portuguesa. O Sr. Gonçalves Viana deriva do mal. ''búli'', «frasco». Rigg diz que ''búli-búli'', em sundanês, é «taça com tampa (''a covered cup'') ordináriamente usada para guardar óleo». Em concani, ''búl'' também designa a tabaqueira de loiça em forma de frasquinho<ref>«Foi monomania em Siam o colleccionar '''bules''', como em tantas outras partes se colleccionam estampilhas, monogrammas, etc.». H. Prostes, in ''Bol.'' S. G. L., 4.ª sér., p. 399.</ref>. '''[[:d:Lexeme:L643911|Buraco]]'''. Conc. ''burák''. Term. vern. ''bíl, biḷúk, vivar, bhonk, bhontó, dompḷó''. — Mar., Guj. ''burákh''. — Can. ''biráku, biriku, birúku''. Não se sabe o motivo da adopção do vocábulo português. O persa, o hindi e o hindustani teem ''surákh'', com a mesma significação, que não sei se tem relação etimológica com o port. ''buraco''. O ''Diccionario Contemporaneo'' deriva-o do lat. ''foraculum'', e o Sr. Cândido de Figueiredo, do alto alemão ''bora''. O Sr. Gonçalves Viana julga mais provável o primeiro étimo e abona-o com o dialectal ''furaco''. '''? Burrico'''. Malg. ''borika, boriki''. '''Burro'''. Conc. ''búrr'' (us. fig.; ''gāḍhúm'', em sentido próprio). Term. vern. ''gaddhá''. — Sing. ''búruva, búreva''. Term. vern. ''koṭaluvá, koṭalivá, garddabhayá''. ''Búre'', asinino. ¿Por que motivo teria entrado no singalês o vocábulo português? Talvez por causa do seu freqüente uso em sentido figurado, como foi o da sua introdução no concani. {{center|{{larger|C}}}} '''? Cá'''. Mal. ''ca'' (Haex). '''Cabaia'''. Conc., Tam. ''kabáy'' (espécie de túnica). — Mar. ''kabáy, kabāí''. — Sing. ''kabáya'' (casaco). — Mal., Sund., Jav., Tet., Gal. ''kabáya''. — Mak., Bug. ''kobáyā''. Usado também no indo-português de Ceilão (''cabaya, cabai, cuobai'') na acepção de «casaco»<ref>«Usaua vestida hũa '''cabaia''' de pano dalgodão branco, que he hũa roupa apertada no corpo». Castanheda, liv. I, cap. 6. «Hũa vestidura, a que elles chamão '''cabaya''', que cõmũmẽte os Mouros vsão naquellas partes, comprida de mangas, cingida e aberta por diante com hũa aba sobre outra, ao modo do trajo dos Venezeanos». João de Barros, Déc. II, IV, 2. «'''Cabaya''' he o pelote». Gaspar Correia, I, p. 14. «Trouxeram a ElRey huma rica '''cabaya''', que elle com sua mão deitou ao Governador, que foi a mór honra que lhe podia fazer segundo seus costumes». ''Id.'', III, p. 620. «A '''Kabaia''' é uma especie de penteador branco de cambraia e rendas. Diz-se ''Sarang-Kabaia'' o vestuario completo da mulher malaia». Alberto Osório de Castro, p. 145.</ref>. == Notas == <references /><noinclude></noinclude> kp4jbodalva79vligkiamyp26upx9ps Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/131 106 250277 558503 557127 2026-08-12T08:59:48Z MLReis 41056 /* Validada */ 558503 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="MLReis" />{{rh|{{sc|34}}|CABRA CAFÉ|}}</noinclude>Do persa-ár. ''qabá'' (us. em hindustani), levado pelos portugueses para a Índia, na opinião de Yule & Burnell. Matthes dá o étimo persa ''qabay''<ref>Com análogo significado era antigamente usada em concani a voz ''quimão'', do japonês ''kimono'', mas actualmente restringe-se ao «justilho de raparigas». «Vestido em hum ''quimão'' roxo a modo de opa, recamado de pérolas». Fernão Pinto, cap. CXXII.</ref>. '''[[:d:Lexeme:L448105|Cabeça]]''' (do pião). Mal. ''kembesa''. — Mol. ''cabessa'' (= ''kabesa''), cânfora superior. Vid. ''barriga''. '''Cabide'''. Conc. ''kābíd''. Term. vern. ''ôṇ, dānḍí''. — Tet., Gal. ''kabídi''. '''[[:d:Lexeme:L500956|Cabo]]''' («manúbrio»). Malayál. ''kábu''. Term. vern. ''píḍi''. ''Cabo'' usa-se em concani, teto e galóli como termo militar. '''Cabouco''' («laterite»). Sing. ''kabuka''. — Indo-ingl. ''cabook''. Em concani usa-se ''konkêr'' = cabouqueiro. '''Caboz'''. Mal. ''kabos'' (Schuchardt). '''[[:d:Lexeme:L1120479|Cabra]]'''. Nic. ''kápre'', ovelha. ''Koán-kápre'', cordeiro. ''Ok-kapre'', pele de ovelha. ''Anha-kápre'', carne de carneiro. Os nicobareses teriam conhecido a ovelha (e talvez a cabra) pelos portugueses, que também deram o nome de Cabra a uma das ilhotas, ''Komváña'' em vernáculo. No indo-português o vocábulo ''cabra'' abrange também a «ovelha». O nic. ''mé'', «cabra», é onomatópico e pode ser moderno. '''[[:d:Lexeme:L669561|Caçar]]'''. Mal. ''kajar''. Em concani usa-se ''kás'', «caça». ''Kás mārunk'', «caçar». '''Caçarola'''. Mal. ''kasrol'' (Marre). '''[[:d:Lexeme:L450520|Cacau]]'''. Conc. ''kākáv''. — Tet., Gal. ''kakau''. '''[[:d:Lexeme:L447036|Cadeira]]'''. Conc. ''kadêr'' (p. us.), ''kadêl''. Term. vern. ''kurxí, tsaváy'', como em marata, mas pouco usados. — Beng. ''kaderá, kadārá''. — Sindh. ''kadela, gadela''. — Tam. ''kadêra'' (p. us.). Term. vern. ''píḍam''. — Malayál. ''kasêla''. — Mal., Mak., Bug. ''kadéra''. — Nic. ''katére''. ''Katére-ol-lál'', sofá. — Tet., Gal. ''kadeira''. '''Cadernal''' (naut.). L.-Hindust. ''katarnál''. '''[[:d:Lexeme:L46828|? Café]]'''. Conc. ''kāphó'' (planta e fruto inteiro; ''kāphé'', pl.); ''kāphí'' (café moído ou preparado). — Mar., Guj., Or. ''kāphí''. — Beng., Ass. ''káphi''. — Sing. ''kópi''. — Tam. ''káppi, kóppi''. — Malayál. ''kāppi, káppi-kkuru''. — Tel. ''kápi''. — Can., Tul. ''káphi''. — Gar. ''kapi''. — Bir. ''kap-phe''. — Khas. ''kaphi''. — Camb. ''cafê''. — Siam. ''kafē, khǎofe''. — Ann., Tonk. ''cà-phe''. — Mal., Sund., Mak., Bug. ''kópi''. — Day. ''kúpi''. — Tet., Gal., Malg. ''kafé''. == Notas == <references /><noinclude></noinclude> ddpybvrs7144qey2pr1wnwsw3p2cgtp Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/132 106 250359 558504 556921 2026-08-12T09:01:53Z MLReis 41056 /* Validada */ 558504 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="MLReis" />{{rh||CAFÉ CAIRO|{{sc|35}}}}</noinclude>Não se sabe por que via entrou o termo na Índia. A primeira sílaba da palavra indiana (''ka-'') é idêntica com a da portuguesa, e a segunda (''-phi'' ou ''-pi'') com a da inglesa ou holandesa (''coffee, koffij''). Mas o turco tambêm tem ''kaphe''. Entre os autores antigos, citados em ''Hobson-Jobson'', não se encontra nenhum português. O uso de café já estava introduzido na Arábia no século XV. Mas em 1782 Fr. Clemente da Ressurreição, no seu ''Tratado de agricultura'' (de Goa)<ref>Publicado por Bernardo Francisco da Costa no seu ''Manual pratico do agricultor indiano'', vol. II.</ref>, diz: «Ha outra planta, que podia dar bom, seguro e crescido rendimento ao senhor de uma fazenda (assim se augmentasse a sua cultura), que é o '''café''' pela grande estimação e gosto que fazem d’elle as nações europeas e mouros. Da sua semente se faz uma nobilissima bebida, quente, estomacal e nutritiva, ainda que nociva sendo continuada com excesso, ao genero nervoso, cujo damno se mitiga com leite, como se usa na Europa e por toda a Turquia». Dá-se geralmente por étimo a palavra arábica ''qahua'', que origináriamente significava «vinho» e que depois foi apropriada à «infusão de café». ''Bunn'', em árabe, denota a planta e o fruto. Ambos os termos são adoptados por algumas línguas indianas. É todavia provável que o verdadeiro étimo seja o nome geográfico ''Kaffa'', na Abissínia, primitivo ''habitat'' da planta. '''Cafre''' («preto»). Conc. ''khāprí''. — Beng. ''kāphirí''. — Ass. ''káphri''. — Tam., Malayál., Tel. ''káppiri''. — Can. ''káphri''. — Tul. ''kápri, kapiri''. — Indo-ingl. ''caffre, caffer, caffree''. — Bir. ''kap-pa-li''. — Mal. ''kápri, káfris''. — Ach. ''kafíri''. — Day. ''kápir''. ''Khāpurḍó'' (deminutivo), pretinho. ''Khāparlém'' (n.), mulher cafre (''cafrona'' em indo-português). ''Khāparpaṇ'', grossaria, selvajaria. Concani. De origem arábica: ''káfir'', «infiel, incrédulo». Conserva-se êste sentido em algumas das línguas<ref>«Jas hũu muy grande regno de Benametapa que he de Gentios, ha que hos Mouros chamaom '''Cafres'''». Duarte Barbosa, p. 234. «E per outro nome commum tambem chamão '''Cafres''', que quer dizer gente sem lei, nome que elles dão a todo gentio idolatra, o qual nome de '''Cafres''' he já acerca de nós mui recebido pelos muitos escrauos que temos desta gente». João de Barros, Déc. I, VIII, 3. «Entre nós, os '''Cafres''', são os Gentios da Cafraria». Fr. João de Sousa.</ref>. Acêrca de ''kh'' aspirado em concani, cf. ''camisa, cruz''. '''Cairel'''. Malayál. ''karal''. '''Cairo'''. Indo-ingl. ''coir''. — Indo-franc. ''caire''. == Notas == <references /><noinclude></noinclude> nerv22wpd59ztxtjq7msb93sk6i3ozc Página:Relatório da CNV 01.pdf/35 106 250837 558446 544199 2026-08-11T12:01:05Z Inter-rede 30127 558446 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Inter-rede" /></noinclude>50. Nas últimas décadas, o direito à verdade tem ultrapassado os limites dos desaparecimentos forçados e evoluído em direção a outras graves violações de direitos humanos. Desde a Conferência Mundial de Direitos Humanos, realizada em Viena em 1993, tem-se atrelado o tema das graves violações de direitos humanos ao aspecto do combate à impunidade. Destaque-se a aprovação, em 1997, dos já referidos ''Princípios Joinet'', que remetem ao direito de saber, de natureza tanto individual como coletiva, relacionado ao dever do Estado de recordar, tendo esse direito e esse dever a finalidade de prevenir o revisionismo ou o negacionismo, na medida em que se considera que a história de opressão de um povo pertence ao seu patrimônio e assim deve ser preservada.<ref>ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Comissão de Direitos Humanos. Subcomissão de Prevenção de Discriminações e Proteção das Minorias. ''La administración de la justicia y los derechos humanos de los detenidos: la cuestión de la impunidad de los autores de violaciones de los derechos humanos (civiles y políticos).'' Informe final elaborado y revisado por M. Joinet en aplicación de la decisión 1996/119 de la Subcomissión. Arquivo CNV, 00092.000101/2015-93.</ref> Em 2005, o também mencionado ''Conjunto atualizado de princípios'' revisitou o conceito de impunidade, para estabelecer que esta se configura a partir da incapacidade dos Estados em dar cumprimento à obrigação de assegurar o direito inalienável das vítimas e da sociedade de saber a verdade sobre violações; à obrigação de adotar medidas apropriadas a respeito dos perpetradores, assegurando que sejam processados, julgados e devidamente punidos; à obrigação de prover as vítimas de remédios efetivos, de garantir que recebam reparação pelos danos sofridos; e à obrigação de adotar outras medidas necessárias para prevenir a repetição do ocorrido. O direito à verdade é reconhecido como o direito inalienável de conhecer as circunstâncias e as razões que levaram, mediante violações maciças e sistemáticas, à perpetração de crimes, sendo o exercício pleno e efetivo de tal direito uma salvaguarda fundamental contra a repetição de tais violações.<ref> ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Comissão de Direitos Humanos. ''Informe de Diane Oretlicher, experta independiente encargada de actualizar el conjunto de principios para la lucha contra la impunidad.'' Arquivo CNV, 00092.000102/2015-38.</ref> Os princípios atualizados reivindicam, de forma contundente, a conexão entre o direito à verdade e o dever do Estado de preservar os arquivos e outras provas relativas às violações de direitos humanos e de direito humanitário para facilitar o conhecimento de tais violações e para preservar do esquecimento a memória coletiva. 51. O direito à verdade recebeu atenção, ainda, do Alto Comissariado para Direitos Humanos a partir de 2006, quando foi publicado o ''Estudo sobre o direito à verdade'', que define o direito de saber a "íntegra e completa verdade" sobre as causas que levaram à vitimização, as causas e condições para as graves violações de direitos humanos e de direito humanitário, o progresso e os resultados de investigações, as circunstâncias e razões para o cometimento de crimes internacionais, as circunstâncias em que as violações ocorreram e, finalmente, a identidade dos perpetradores.<ref>ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Comissão de Direitos Humanos. ''Estudio sobre el derecho a la verdad.'' Arquivo CNV, 00092.000110/2015-84.</ref> O direito à verdade assume duas dimensões: 1) individual: o direito à verdade impõe a obrigação do Estado de apresentar informações específicas sobre as circunstâncias das graves violações, inclusive a identidade dos autores, e, no caso de morte e desaparecimento, sobre a localização dos restos mortais; e 2) coletiva: o Estado está obrigado a fornecer informações acerca das circunstâncias e razões do ocorrido. 52. O sistema interamericano de proteção de direitos humanos, por sua vez, tem contribuído para a consolidação do direito à memória e à verdade histórica por meio do trabalho da CIDH e da Corte IDH, instâncias impulsionadas pelas demandas das vítimas e familiares na busca da verdade. Desde 1988, a jurisprudência da Corte IDH tem afirmado a necessidade de que o dever de investigar as graves violações de direitos humanos seja cumprido como um dever jurídico próprio dos Estados, e não como uma simples gestão de interesses particulares que dependa da iniciativa processual da vítima ou de seus familiares, ou do aporte privado de elementos probatórios, sem que a autoridade pública busque efetivamente a verdade. Ao longo de quase três décadas, a Corte IDH tem contribuído decisivamente para a compreensão de que o direito à verdade é de titularidade seja das vítimas e familiares, seja da sociedade como um todo, ressaltando o papel das comissões da verdade no cumprimento da obrigação de garantir o direito a conhecer a verdade, na medida em que contribuem para a construção e a preservação da verdade histórica. Segundo a corte, a instituição de uma comissão não substitui, contudo, a obrigação do Estado de obter a verdade por meio de processos judiciais. {{nop}}<noinclude>{{cabeçalho|direita=''35''}}</noinclude> 2nuugke3s9hx3c5wus4vedfw8yeioqo Página:Relatório da CNV 01.pdf/37 106 250839 558447 544202 2026-08-11T12:04:06Z Inter-rede 30127 558447 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Inter-rede" /></noinclude>segundo a qual lhe coube "examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos praticadas no período fixado no artigo 8° do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, por agentes públicos, pessoas a seu serviço, com apoio ou no interesse do Estado". A CNV excluiu de suas atividades, portanto, as condutas cometidas por particulares, na medida em que estas não tenham contado com a aquiescência ou conivência do poder público. 59. O Estado brasileiro tem o compromisso de respeitar e garantir os direitos elencados tanto nos instrumentos normativos internacionais por ele adotados, como em norma imperativa do direito internacional (''jus cogens''),<ref>Entende-se por ''jus cogens'' um conjunto de normas consideradas imperativas em razão de seu caráter mais importante e do papel privilegiado que cumprem na ordem internacional. Tais normas possuem efeito ''erga omnes'', na medida em que o seu cumprimento é do interesse de todos, bem como é exigido por parte de todos os Estados da comunidade internacional. De acordo com o artigo 53 da Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, de 1969 – promulgada no Brasil pelo decreto no 7.030, de 14 de dezembro de 2009 –, ''jus cogens'' corresponde a “uma norma imperativa de direito internacional geral” que é “aceita e reconhecida pela comunidade internacional dos Estados como um todo, como norma da qual nenhuma derrogação é permitida e que só pode ser modificada por norma ulterior de direito internacional geral da mesma natureza”</ref> e também de dar eficácia às decisões dos órgãos internacionais. O cumprimento de tais obrigações toma-se dever dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e do Ministério Público, bem como vincula a ação de agentes públicos e pessoas a serviço de qualquer ente da federação, nos níveis nacional, regional ou local. Não se podem argumentar questões de natureza interna como a existência de normas, institutos, decisões administrativas ou judiciais para abster-se do cumprimento das referidas obrigações. Está também contemplada a responsabilidade pela atuação de grupos que agem com apoio ou aquiescência do Estado; e, ainda, pela atuação de particulares quando se demonstre que o poder público não promoveu a devida diligência para prevenir e sancionar o ocorrido. 60. Desde o início do processo de transição democrática, o Estado brasileiro se vinculou formalmente aos principais tratados de direitos humanos dos sistemas da ONU e da OEA, como o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, o Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e a Convenção Americana sobre Direitos Humanos.<ref>O Estado brasileiro ratificou ainda os seguintes tratados internacionais de direitos humanos no âmbito do sistema global: Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio (1952), Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (1968), Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (1984), Convenção contra a Tortura e outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanas ou Degradantes (1989), Convenção sobre os Direitos da Criança (1992), Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2008). E, no âmbito do sistema regional interamericano: Convenção Interamericana para Prevenir e Sancionar a Tortura (1989), Protocolo de São Salvador (1996), Convenção Interamericana para Prevenir, Sancionar e Erradicar a Violência contra a Mulher ou Convenção Belém do Pará (1995), Protocolo à Convenção Americana sobre Direitos Humanos relativo à Abolição da Pena de Morte (1996). O Brasil é ainda Estado-parte do Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional (1998).</ref> Esses tratados, além de estabelecerem um vasto conjunto de direitos, instituíram órgãos – aos quais o Brasil está submetido – que monitoram e interpretam o quadro normativo dos direitos humanos, como é o caso do Comitê de Direitos Humanos da ONU, instituído pelo Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, e da Corte IDH, cuja jurisdição obrigatória foi expressamente aceita pelo Brasil em dezembro de 1998. 61. Cabe ressaltar que, no Brasil, o processo de expansão e desenvolvimento dos direitos humanos foi fortalecido pela promulgação da Constituição federal de 1988, cujo texto expressamente incorpora ao rol dos direitos fundamentais os direitos e garantias estabelecidos nos tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil é parte (artigo 5º, parágrafo 2º). Nesse sentido, aliado ao ordenamento jurídico interno, o direito internacional dos direitos humanos tem sido um importante instrumento na luta pela proteção dos direitos fundamentais no Brasil e tem cumprido um papel relevante no debate sobre memória, verdade e justiça. Há violações de direitos humanos que, de acordo com a natureza e a gravidade do fato ilícito, são especialmente avaliadas. A expressão "graves violações de direitos humanos" é utilizada para designar violação a direitos considerados inderrogáveis, como o direito à vida e à integridade pessoal, não sendo passíveis de suspensão mesmo em situações excepcionais – a guerra, o estado de emergência, o estado de perigo etc.<ref>De acordo com o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, em seu artigo 4º, não podem ser adotadas medidas que suspendam as obrigações descritas nos artigos 6º (direito à vida), 7º (integridade pessoal), 8º (proibição da escravidão), 11 (proibição de prisão por dívidas), 15 (legalidade e retroatividade), 16 (reconhecimento da personalidade jurídica) e 18 (liberdade de pensamento, consciência e religião). Por sua vez, a Convenção Americana de Direitos Humanos dispõe, em seu artigo 27, que não se autoriza a suspensão em tempos de guerra, de perigo público ou outra emergência dos direitos determinados nos artigos 3º (direito ao reconhecimento da personalidade jurídica), 4º (direito à vida), 5º (direito à integridade pessoal), 6º (proibição da escravidão e da servidão), 9º (princípio da legalidade e da retroatividade), 12 (liberdade de consciência e religião), 17 (proteção da família), 18 (direito ao nome), 19 (direitos da criança), 20 (direito à nacionalidade) e 23 (direitos políticos), nem das garantias indispensáveis para a proteção de tais direitos.</ref> Desde os primeiros estudos na década de 1990, o conceito tem se ampliado para indicar a transgressão a normas imperativas do direito internacional, como aquelas referentes à proibição do genocídio, dos crimes de guerra e dos crimes contra a humanidade.<ref>Arquivo CNV, 00092.003099/2014-23. Observações sobre o mandato legal da Comissão Nacional da Verdade do Brasil. ICTJ, maio de 2012, p. 7.</ref> 62. Diante da inexistência de um rol estritamente definido de graves violações de direitos humanos em tratados ou em legislação interna, tem cabido prioritariamente aos tribunais internacionais de direitos humanos a identificação de tais violações. Como nota geral, pode-se dizer<noinclude>{{Cabeçalho|direita=''37''}}</noinclude> r653na06fzvmn5tkypnq6h27ofaqzo0 Página:Relatório da CNV 01.pdf/38 106 250840 558448 544203 2026-08-11T12:14:02Z Inter-rede 30127 558448 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Inter-rede" /></noinclude>que hoje constituem graves violações de direitos humanos: detenções ilegais e arbitrárias; tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes; execuções sumárias, arbitrárias e extrajudiciais; e desaparecimentos forçados, contemplados, aqui, os casos de ocultação de cadáveres. 63. A CNV orientou seus trabalhos para o exame e esclarecimento de casos de detenções ilegais e arbitrárias, torturas, mortes, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres, compreendidos todos como graves violações de direitos humanos. A atenção especial às violações de natureza grave não pretende relativizar outros tipos de violações cometidas pelo regime militar, como cassação de direitos políticos, censura à imprensa e às artes, exílio ou mesmo perseguição a funcionários públicos. Ainda a Lei nº 12.528/2011 tenha estabelecido prioridade para os trabalhos da CNV, buscou-se, na medida do possível, a apuração de outras violações de direitos humanos, cometidas em relação a militares, trabalhadores rurais e urbanos, religiosos, estudantes e professores, bem como a setores sociais marginalizados, como camponeses e povos indígenas, estando o resultado dessa investigação tratado nos textos temáticos constantes do volume II deste Relatório. 64. A caracterização como grave de uma violação de direitos humanos impõe, ao Estado, uma série de obrigações. Cabe destaque para o dever estatal de investigar, julgar e sancionar os responsáveis, mesmo que a conduta não se encontre refletida nos tipos penais positivados no país. Trata-se de obrigação com respaldo em norma imperativa, materializada em convenções de direitos humanos, bem como nos precedentes formulados pelos órgãos responsáveis por sua interpretação. Nesse sentido, conforme o entendimento da CIDH e a jurisprudência da Corte IDH, em casos de execuções extrajudiciais, desaparecimentos forçados e outras graves violações de direitos humanos, o Estado tem o dever de promover, por iniciativa própria (''ex officio'') e sem demora, uma investigação séria, imparcial e efetiva, a ser realizada por todos os meios legais disponíveis e que esteja orientada à determinação da verdade. 65. Como consequência dessa obrigação, são inadmissíveis as disposições de anistia, de prescrição e o estabelecimento de excludentes de responsabilidade que pretendam obstruir a investigação e punição dos responsáveis por graves violações de direitos humanos. 66. No âmbito do sistema universal, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos defendeu que a concessão de anistia, sempre que impeça a investigação dos autores de crimes de guerra, genocídio, crimes contra a humanidade e outras graves violações de direitos humanos, é inconciliável com as obrigações contraídas pelos Estados. Essa medida impossibilita as vítimas de ter acesso a recursos efetivos e conhecer a verdade sobre os fatos.<ref>ALTO COMISSARIADO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA OS DIREITOS HUMANOS. ''Rules-of-law tools for post-conflict states. Amnesties.'' Nova York, Genebra: Nações Unidas, 2009, p. V. In verbis: “As anistias que eximem de sanção penal os responsáveis por crimes atrozes, na esperança de garantir a paz, costumam fracassar na consecução de seu objetivo, e, em vez disso, incentivaram seus beneficiários a cometer novos crimes”. Arquivo CNV, 00092.000109/2015-50.</ref> Por sua vez, o Comitê de Direitos Humanos da ONU estipulou, em sua observação geral nº 31, que agentes estatais não podem ter a responsabilidade pessoal afastada ou mitigada por leis de anistia ou outras formas de imunidade.<ref>COMITE DH. ''Observação Geral 31''. “Comentarios generales adoptados por el Comité de los Derechos Humanos. La índole de la obligación jurídica general impuesta”. Arquivo CNV, 00092.000107/2015-61.</ref> O sistema interamericano de proteção dos direitos humanos tem-se destacado na responsabilização dos Estados pela edição e, especialmente, pela manutenção de leis de anistia. A Corte IDH tem sido enfática quanto à manifesta incompatibilidade das leis de anistia com a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, dispondo que, ao impedirem a investigação, identificação e sanção dos responsáveis por graves violações de direitos humanos, são desprovidas de efeitos jurídicos. 67. Foi este o entendimento da Corte IDH quando da análise da Lei de Anistia brasileira de 1979, no julgamento do caso ''Gomes Lund e outros ("Guerrilha do Araguaia") Vs. Brasil'', em novembro de 2010. Ao sistematizar precedentes dos órgãos do sistema da ONU, dos sistemas regionais e das<noinclude>{{Cabeçalho|esquerda=''38''}}</noinclude> 1ldh1r5cubrawv18zo4umskkzhbspfi Página:Relatório da CNV 01.pdf/39 106 250841 558449 544204 2026-08-11T12:15:32Z Inter-rede 30127 558449 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Inter-rede" /></noinclude>principais cortes constitucionais do continente, a Corte IDH considerou que a forma como tem sido interpretada a Lei de Anistia brasileira, ao importar falta de investigação, julgamento e sanção dos responsáveis pelas graves violações de direitos humanos, é incompatível com a Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Nesse sentido, os dispositivos da Lei nº 6.683/1979 que impedem a investigação e sanção de agentes estatais carecem de efeitos jurídicos; e, de acordo com a parte dispositiva da sentença, não podem seguir representando um obstáculo para a investigação dos fatos do caso, nem para a identificação e punição dos responsáveis, e tampouco podem ter igual ou semelhante impacto a respeito de outros casos de graves violações de direitos humanos consagrados na Convenção Americana e ocorridos no Brasil.<ref>CORTE IDH. Caso Gomes Lund e outros (“Guerrilha do Araguaia”) ''vs.'' Brasil. Sentença de 24/11/2010 (Exceções Preliminares, Mérito, Reparações e Custas), parágrafo 172 e Ponto Resolutivo 3. Arquivo CNV, 00092.000112/2015-73.</ref> Considerada definitiva e inapelável, a sentença da Corte IDH é autoaplicável no Brasil, mas tem encontrado obstáculos para o seu integral cumprimento. 68. No mesmo julgamento, a Corte IDH reiterou sua jurisprudência constante no sentido de que as disposições de prescrição que pretendam impedir a investigação e sanção dos responsáveis por graves violações de direitos humanos tampouco estão em conformidade com a Convenção Americana sobre Direitos Humanos. A assertiva encontra respaldo em normas e decisões que determinam que as graves violações de direitos humanos devem ser consideradas imprescritíveis. 69. O dever estatal de investigar, julgar e sancionar os responsáveis por graves violações de direitos humanos ultrapassa a dimensão territorial dos Estados. A Convenção da ONU contra a Tortura e outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, de 1984, por exemplo, estabelece que os Estados devem tomar medidas para estabelecer sua jurisdição sobre os crimes de tortura nos casos em que estes foram cometidos em seu território, quando a vítima ou o suposto criminoso forem seus nacionais, assim como quando o suposto criminoso se encontrar em qualquer território sob sua jurisdição, ainda que tenha cometido o crime em outro país. Neste último caso, as obrigações do Estado residem no dever de ordenar a detenção do acusado ou de tomar outras medidas que visem garantir a permanência em seu território, seu julgamento ou extradição, para que seja processado no país solicitante. É a denominada jurisdição universal, que, na sua essência, pretende prevenir que supostos perpetradores de atos de tortura fiquem impunes por suas condutas. Em recente caso apreciado pela Corte Internacional de Justiça, denominado "Questões referentes à obrigação de processar ou extraditar", ou Bélgica Vs. Senegal, o mais importante tribunal da ONU decidiu que fiel cumprimento da mencionada convenção exige que o Senegal processe Hissène Habré pela prática da tortura que imperou no Chade, durante o período em que foi presidente (1982-1990); ou proceda à sua extradição, para que seja processado na Bélgica. A Convenção Internacional para a Proteção de Todas as Pessoas contra os Desaparecimentos Forçados dispõe, no mesmo sentido, sobre a jurisdição universal em casos de desaparecimento. 70. Vale notar que o dever estatal de investigar, julgar e sancionar está intrinsecamente ligado ao exercício do direito de acesso à informação por parte das vítimas, de seus familiares e da sociedade em seu conjunto. É dever do Estado disponibilizar todas as informações que estejam em seu poder que auxiliem no esclarecimento de graves violações de direitos humanos, a fim de permitir que sejam conhecidas as circunstâncias dos fatos violatórios e a identidade de seus autores. Especialmente em processos de transição democrática, o acesso à informação converte-se em uma ferramenta essencial para a elucidação das atrocidades do passado e, consequentemente, em uma condição necessária para a obtenção da verdade, a reparação das vítimas, a recuperação da memória histórica e a reconstrução do Estado democrático. São inadmissíveis argumentos como a defesa da segurança nacional ou o {{Começo de palavra hifenizada|in|interesse}}<noinclude>{{Cabeçalho|direita=''39''}}</noinclude> t50k3k0pkt84h0yd358wk49kjzje2k6 Página:Relatório da CNV 01.pdf/40 106 250842 558450 544205 2026-08-11T12:17:20Z Inter-rede 30127 558450 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Inter-rede" /></noinclude>{{Término de palavra hifenizada|teresse|interesse}} público em detrimento da publicização de ditas informações. Em casos de violação de direitos humanos, os poderes públicos não podem esconder-se sob o manto protetor do segredo de Estado para evitar ou dificultar a investigação de ilícitos atribuídos a seus próprios agentes. 71. Finalmente, com respeito às obrigações ante a graves violações de direitos humanos, é também dever do Estado adotar "medidas de não repetição", destinadas a impedir que sejam cometidas novas violações. Essas medidas podem assumir uma diversidade de formas, dentre as quais se destacam o dever de adequar suas normas internas e adotar outras medidas legislativas para prevenir futuras violações e a promoção da educação e da capacitação em direitos humanos.<ref>COMISIÓN INTERNACIONAL DE JURISTAS (CIJ). ''El derecho a interponer recursos y a obtener reparación por violaciones graves de los derechos humanos.'' Genebra, 2006, pp. 105-13.</ref> Em consonância com a prática de outras comissões da verdade, a determinação estabelecida pela Lei nº 12.528/2011, mais especificamente em seu artigo 11, de que sejam apresentadas no Relatório da CNV conclusões e recomendações deve ser interpretada à luz da finalidade de indicação de medidas destinadas a fazer com que as violações do passado não voltem a ocorrer no presente e no futuro. 72. As obrigações de investigar, julgar e sancionar os responsáveis, o direito de acesso à informação e a adoção de medidas de não repetição decorrem do cometimento de qualquer grave violação de direitos humanos. Um ato isolado de tortura, por exemplo, é capaz de obrigar o Estado a investigar, julgar e sancionar os responsáveis, a franquear acesso a informações sobre o caso, e também a adotar medidas para que não se repita. Ao debruçar-se sobre as graves violações de direitos humanos praticadas entre 1946 e 1988, a CNV não se deparou com atos isolados, mas, no curso do regime militar, com prática disseminada em larga escala. Ainda que este Relatório confira tratamento individualizado a alguns casos tidos como emblemáticos, estes apenas ilustram a dimensão sistêmica alcançada pela ação violadora da estrutura estatal, seja por seus agentes, seja por terceiros agindo com sua aquiescência ou conivência. Uma vez que as graves violações examinadas foram praticadas em um contexto sistemático e generalizado de ataque contra a população civil, como resta demonstrado neste Relatório final, a CNV concluiu, em diversas ocasiões, ter havido a ocorrência de crimes contra a humanidade. Ainda que não tenha sido considerado um preceito fundamental para os trabalhos da CNV, o contexto sistemático e generalizado das graves violações e seu impacto sobre diversos grupos sociais impulsionaram a CNV a caracterizar tais práticas como crimes contra a humanidade. 73. Além de ter feito uso da expressão "graves violações de direitos humanos", a Lei nº 12.528/2011 acrescentou que seu esclarecimento circunstanciado deve considerar a questão da autoria. Algumas comissões da verdade nomearam os responsáveis pelas graves violações de direitos humanos, mesmo sem expressa determinação legal, por compreender que o direito à verdade contempla essa identificação nominal. No caso da Lei nº 12.528/2011, muito embora tenha sido determinado que a CNV não tivesse caráter persecutório ou jurisdicional – artigo 4°, parágrafo 4° –,fixou-se para ela o objetivo de apontar a autoria de graves violações de direitos humanos – artigo 3º, II. As experiências de outras comissões da verdade apresentaram um caminho a ser trilhado, em que a designação da autoria, sem efeitos penais, prescinde do padrão de certeza exigido para uma condenação criminal.<ref>Arquivo CNV, 00092.003099/2014-23. Observações sobre o mandato legal da Comissão Nacional da Verdade do Brasil. ICTJ, maio de 2012, p. 12.</ref> 74. Como se demonstra no capítulo 16, a CNV compreendeu a questão da autoria de forma ampla, para identificar a participação coordenada de agentes que, em diferentes estratos hierárquicos e no exercício de funções distintas, atuaram em conjunto, com unidade de desígnios, implicados vertical e hierarquicamente sob a forma de cadeia de comando, desde um plano político-administrativo, passando por um plano de gestão de estruturas de repressão, até o plano de autoria direta, este associado a<noinclude>{{Cabeçalho|esquerda=''40''}}</noinclude> c1uws8dk536etmrj1swayqp7gskpat0 Página:Relatório da CNV 01.pdf/41 106 250843 558451 544206 2026-08-11T12:18:58Z Inter-rede 30127 558451 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Inter-rede" /></noinclude>agentes que executaram e deram causa imediata às graves violações de direitos humanos. O poder de nomeação dos responsáveis exercido pela CNV foi atrelado ao preenchimento de um lastro probatório consistente e, como regra, à oportunidade conferida aos agentes públicos para que apresentassem sua versão sobre as circunstâncias investigadas, muito embora muitos tenham preferido o silêncio. 75. No tocante ao marco espacial, coube à CNV a promoção do esclarecimento das graves violações de direitos humanos ainda que ocorridas no exterior. Ao permitir que a CNV investigasse casos ocorridos em outros países, a Lei nº 12.528/2011 autorizou um raro caso de extraterritorialidade dentre as comissões da verdade. Isso porque seus trabalhos tiveram por pressuposto a constatação de que o Brasil promoveu uma forma de repressão que ultrapassou as fronteiras do país. Assim, o presente Relatório reserva um capítulo para o monitoramento pelo regime ditatorial das atividades dos brasileiros exilados, refugiados e banidos, por meio, principalmente, do Centro de Informações do Exterior (Ciex), estabelecido no âmbito do Ministério das Relações Exteriores em coordenação com o Serviço Nacional de Informações (SNI). Outro capítulo é reservado à cooperação internacional para ações de repressão, em especial a Operação Condor, aliança entre as forças de segurança e serviços de inteligência das ditaduras do Cone Sul. A CNV é a primeira entre as comissões da verdade dos países que compuseram essa aliança a dedicar-se a investigar com maior profundidade essa evidente situação de "terrorismo de Estado”<ref>CORTE INTERAMERICANA DE DERECHOS HUMANOS. ''Caso Goiburú y otros vs. Paraguay.'' Sentencia de 22 de septiembre de 2006 (Fondo, Reparaciones y Costas). § 66. Arquivo CNV, 00092.000097/2015-63</ref> como definido pela Corte IDH de Direitos Humanos ao tratar da Operação Condor. 76. No tocante ao marco temporal, o legislador elegeu o período entre 18 de setembro de 1946 e 5 de outubro de 1988, datas de promulgação de duas constituições democráticas, fazendo expressa referência ao período fixado no artigo 8° do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). A lei de criação da CNV remeteu ao período estabelecido pela Assembleia Nacional Constituinte para autorizar a concessão de anistia aos que foram atingidos em decorrência de motivação exclusivamente política, por atos de exceção, institucionais ou complementares. O capítulo 3 deste Relatório, intitulado “Contexto histórico das graves violações entre 1946 e 1988”, apresenta uma linha do tempo que permite ao leitor a compreensão sobre o contexto político que permitiu a prática das graves violações de direitos humanos. A cobertura de um período de mais de 40 anos fez da CNV uma das comissões da verdade com maior marco temporal. 77. Ainda que a CNV tenha privilegiado o esclarecimento das graves violações de direitos humanos praticadas após o golpe militar de 1964, ao longo deste Relatório há referências, em consonância com o mandato legal, ao período democrático inaugurado com a Constituição de 1946. A CNV concentrou seus esforços para o esclarecimento de graves violações de direitos humanos no período de 1964 a 1985, precisamente por haver identificado uma prática nesse sentido disseminada em larga escala pelo regime militar, mesmo que isso não tenha se dado de maneira uniforme durante todo o período. Em breves linhas, o ato institucional de 9 de abril de 1964 estabeleceu que a "revolução vitoriosa, como Poder Constituinte, se legitima por si mesma", mantendo a Constituição de 1946 e as constituições estaduais, desde que compatíveis com o ato. Os sucessivos atos institucionais desconsideraram tanto a separação de poderes, com a hiper- trofia do Executivo, como o exercício de direitos e garantias fundamentais. Promulgou-se, em janeiro de 1967, uma nova Constituição, que permitiu a centralização de poderes nas mãos do Executivo e o alargamento da competência da Justiça Militar. Com a edição do Ato Institucional n° 5, de dezembro de 1968, foram conferidos poderes legislativos quase ilimitados ao Executivo,<noinclude>{{Cabeçalho|direita=''41''}}</noinclude> tc6ybufutnayrsn87gv1r18sbk42ndy Página:Relatório da CNV 01.pdf/44 106 250846 558452 544210 2026-08-11T12:19:46Z Inter-rede 30127 558452 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Inter-rede" /></noinclude>também o poder de convocação de pessoas que pudessem guardar qualquer relação com os fatos e circunstâncias examinados. No que se refere aos servidores públicos e militares, houve o estabelecimento do dever legal de colaborar com a CNV, indicado no artigo 4º, parágrafo 3º da lei. 83. A CNV exerceu, por diversas vezes, seu poder de requisição de documentos e informações diretamente aos órgãos e entidades do poder público. Primeiramente, requisitou dados, documentos e informações, ainda que classificados em qualquer grau de sigilo. Tratando-se de material sigiloso, cumpriu a obrigação prevista no artigo 4°, parágrafo 2°, de não o divulgar ou disponibilizar a terceiros. Requisitou, também, o auxílio de entidades e órgãos públicos para execução dos objetivos previstos em lei. Nesse contexto é que, por exemplo, requereu em fevereiro de 2014 ao Ministério da Defesa a instauração de sindicâncias administrativas com vistas à obtenção de dados correspondentes às instalações listadas em relatório preliminar de pesquisa "Quadro parcial das instalações administrativamente afetadas ou que estiveram administrativamente afetadas às Forças Armadas e que foram utilizadas para a perpetração de graves violações de direitos humanos".<ref>Arquivo CNV, 00092.000302/2014-18.</ref> 84. A previsão legal de realização de perícias e diligências para coleta ou recuperação de informações, documentos e dados incentivou a criação, no âmbito da CNV, de um núcleo pericial. O trabalho do corpo técnico permitiu a desconstrução de versões oficiais da morte de militantes, bem como a precisão mediante desenhos e croquis de locais em que ocorreram graves violações de direitos humanos. Ainda que a Lei nº 12.528/2011 não tenha disposto expressamente sobre a promoção de exumação de restos mortais, a CNV procedeu a algumas exumações, sob o entendimento de que lhe cabia a determinação – e não a mera solicitação – de diligências e perícias. 85. O capítulo subsequente, reservado às atividades da CNV, relata o trabalho dos. membros do Colegiado, assessores e pesquisadores, no desempenho do mandato conferido pela Lei nº 12.528/2011. Ao longo de seu funcionamento, a CNV preocupou-se com a produção e conservação de informações, sob a perspectiva de que seu legado transcende a este Relatório. Nesse escopo, sob o pressuposto da importância da preservação de seus próprios arquivos, a CNV os transferirá ao Arquivo Nacional, com base no parágrafo único do artigo 11, para que todo o acervo documental e de multimídia resultante da conclusão de seus trabalhos possa ser disponibilizado para a sociedade. 86. Ao registrar as atividades realizadas, os fatos examinados, as conclusões e recomenda- ções, o presente Relatório atende a determinação estipulada na lei de criação da CNV. Deverá ser lido, portanto, como repositório de um conjunto robusto de informações, documentalmente comprovadas, mas que não encerram a busca da verdade relacionada à prática de graves violações de direitos humanos no período investigado. Essa luta por verdade, memória e justiça no Brasil deverá prosseguir após o encerramento dos trabalhos da CNV. {{NOP}} <section end="P1C1c" /><noinclude>{{Cabeçalho|esquerda=''44''}}</noinclude> by7mi5wz8adm0eucr80wuylkuf0inco Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/538 106 255712 558453 2026-08-11T12:54:36Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: A PA apalpando onde fe agafalharia com a moça por fer noite &c. Mon. Palm. 1, 13 Fogo tão natural, que fazia re- ceio de queimar a quem o apalpava. CASTR. Ulyff. 3, 65 Tal na caverna o horrido Gigante Co as mãos a co- va apalpa, em ira ardendo. Met. Azur. Chr. 3, 29 Não era porém algum, que pudeffe certamente, nem afli apalpando, tallar na ci- dade de Ceita. BARR. Dec. 3, 5, 6 Seja como for, pois deftas coufas não podemos alcançar mai... 558453 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>A PA apalpando onde fe agafalharia com a moça por fer noite &c. Mon. Palm. 1, 13 Fogo tão natural, que fazia re- ceio de queimar a quem o apalpava. CASTR. Ulyff. 3, 65 Tal na caverna o horrido Gigante Co as mãos a co- va apalpa, em ira ardendo. Met. Azur. Chr. 3, 29 Não era porém algum, que pudeffe certamente, nem afli apalpando, tallar na ci- dade de Ceita. BARR. Dec. 3, 5, 6 Seja como for, pois deftas coufas não podemos alcançar mais, que andar apal- pando pera achar a rezão dellas. Luc. Vid. 6, 8 Aquel- les mares, por onde atégora andão, mais apalpando, que navegando. Mer. Averiguar, indagar, procurar faber, fazer por conhecer alguma confa. CASTANH. Hift. 8, 40 Pera não perder nifto nada, quiz apalpar o que Gonçalo Pereira fa- bia daquella treição. PER. Elegiad. 17, 258 Onde por fe livrarem defta affronta, Apalpão ja fe o retirar lhe mon- ta. M. BERN. Floreft. 1, 7, 309, B E porque fe não apalpa a materia, por iffo fe não acha a difficuldade. Tentar, fazer experiencia on prova do animo cu in- tentos de alguem. Reg. alg. ou o animo, &c. de alg. HEIT. PINT. Dial. I, 4, 7 Alli os amigos fingidos, quanto he á vifta, parece que não ha hi mais; apalpatos em voffas neceflidades, achalosheis rotos per mil partes. Cour. Dec. 5, 9, Vendo aquelle Rci tão entregue a feu pare- cer, apalpono por vezes pera ver fe o podia fazer Chrif- táo. Luc. Vid. 5, 11 Se algum havia, en quem o fuc- ceffo... tiveffe apalpado o animo e bom propofito, &c. Emprebender, fazer experiencia ou tentativa. SA DE MIR. Cart. 5, 33 Não tem termo homens oufando, De feu filo em defemparo, Tudo forão apalpaudo, Té polo ar folto e rato Houve quem foffe voando. PER. Elegiad. 2, 26 Mas mais endurecido apalpa e intenta Outra nova maneira de combate. Lon. Cort. 14, 44 Apalpa e tenta todos os meios do feu remedio. Conhecer com evidencia e tanta clareza alguma con- fa, como fe fe tocdra com as mãos. Sous. Vid. 1, 18 Vio por feus olhos, apalpon as grandes neceffidades efpiri- tuaes, que pola maior parte havia. GUERREIR. Rel. z 3,9 Porque quem os não tem paffado [os trabalhos] nem tem apalpado fómes, frios, sèdes, defemparos, não poderá nunca atinar com femelhantes coufas. Alterar a faude, faze adoecer quem chega de novo. Das terras, clima, ares, &c. BARR. Dec. 1, 3,9 E outros eftavão doentes por logo os apalpar a terra. Lov. Cort. 11, 103 Bem parece, feuhor Dom Julio, que ef- tais já tão aldeão com a noffa companhia, que vos apal- pão os ares da cidade. SEVER. Notic. 6, 2, 229 E os que efcapão depois de os apalpar a terra, andão fempre com cores de homens mortos. Mufic. PER. Elegiad. 9, 119 Qual mufico, que as falfas apalpando, A confonancia faz mais deleirola. Adag. A cameiro capado não apalpes o rabo. DE- LIC. Adag. 82. {{lema|APANHADO, A}}. p. p. de Apanhar. GL Vic. Obr. 4, 228. CASTANH. Hift. 5, 64. PINT. PER. Hift. 1, 32, 143. Ufafe como adj. Abbreviado, refumido. Luz, Tr. do Defej. 6, 1 Oh não vos efpante, que muito era, que vifle diante dos olhos corporats apanhado todo o mundo, o que tinha os da alma alevantados fobre todas as crea- turas, e o que tinha a alma mór que o mundo. PINT. RIB. Luftr. 1, 2 Formou [Deos] ao homem, breve c apanhado compendio de quanto tinha obrado. PURIF. Chr. 1, 2, 6. 9. Porque na verdade he [a Regra de San- to Agostinho] brevillima e a mais apañbada de todas as outras, que ha na Igreja. Succinto, concifo, compendiofo. Das peffoas ou cou- fas a refpeito do eftilo ou do mefmo eftilo. CEIT. Qua- drag. 1. Prol. Quem rem per officio explicar difficulda- des, não póde Ter ráo apanhado no dizer, que &c. F. DR MENDOÇ. Serm. 2, 43, 4 No indice efta [a hifto- ria] mui apanhada e cifrada. CvNH. Catal. 2, 36 Cujo admiravel eftilo era douto, grave, compofto, amavel, limpo, apanhado, cngenhofo. Eftrcito, limitado, pequeno. Dos lugares. PURIF. Chr. 2, 7, 6. §. 2 Levantarão o novo edificio dentro dos eftreiros limites do anrigo, ficando tão apanhado", como hoje o vemos. FR. LEÃO., Bened. 1, 2, 2. c. I Porque ve... huma planicie mui baixa, tão apanhada e limitada, que não he maior, que quanto os edificios do Mofteiro occupão. Apanhado de coração. Que tem pequeno animo ou coração. Das peffoas. M. BERN. Parail. 4, 1 Efteja hu- ma peffoa trifte, e tão apanhada de coração; que não caiba nelle o foffrimento de qualquer leve moleftia &c. {{lema|APANHADOR, ORA}}. adj. Que apanha. SABELL. Eneid. 1, 2, 9 Aquelles de cavallo del Rei começáráo de lhe chamar rredores hofpedes, e apanhadores de muitos pra- teis da mcza hofpital. D. HILAR. Voz, 40, 223 Era certo Saulo, lobo apanhador, ou tragador, e degolla- dor, quando perfeguia a Igreja de Deos. Adag. Apanhador de cinza, derramador de farinha. DELIC. Adag. 99. {{lema|APANHADURA}}. s. f. Acção e effeito de apanhar. Jer. CARDOS. Dict. BENT. PER. Thef. {{lema|APANHAR}}. v. a. Tomar ou pegar com a mão. BARR. Dec. 3,93 O que faz quem vê vir de longe nuvem carre- gada, que a gráo preffa apanha e recolhe fua roupa, que tinha eftendida no campo. CEIT. Quadrag. I, 112, 2 E apanhando o pobre farinho da mãi e do filho, pôlos em cobro. LoB. Cort. 10, 87 y Parece que apanhava pedras para melhor tempo. Colber, recolher, juntar confas difperfas, tomandoas donde cftavão, como fructos, doc. BARR. Dec. 1, 4, 2 Vírão andar dous negros baixos a maneira de quem apa- nhava algumas hervas. CAM. Luf. 5, 27 Que tomário por força, em quanto apanha Do mel os doces favos na montanha. BRIT. Chr. 1, 17 Carretava a lenha aos .hombros, e apanbava as vides em monrcs. Recolher, ajuntar em algum lugar. VIT. CHRIST. 2, 70 Da's quaes augoas, quando fahião, havia hum cha- fariz, affí como eftanque ou pégo, em que fe apanha- vão. FERN. LOP. Chr. de D. j. I. 1, 136 Trabalhavão- fe d'haver agoa do mar, e de tinas, que tinhão póftas ribeira pera apanharem agoa docc. TELL. Chr. I, 3, 3. 11. 10 Com o qual [bico] apanha o orvalho e mel de que fe mantem a fi. na Tomar, cobrar de diverfas partes, como defpojos, ren- das, c. Vir. CHRIST. I, 17, 58 E chamavaofe os publicanos affi porque tinhão os officios públicos, e apa- nhavão a portagem e os direitos reaes. SABELL. Eneid. 2, 1, 5 Permittio el Rei a toda fua gente, que foffem apanbar defpojos. GIL Vic. Obr. 3, 159 A renda, Nas Igre que apanbais O melhor, que vós podeis não fei, jas não gaftais, Aos proves pouco dais, que lhe fazeis. Refumir, compendiar. AMARAL, Serm. 326, 1 Te- mos a letra, fobre que armaremos dous difcurfos, em que ella fe apanha toda. M. BERN. Exerc. 2, 67. P. 468 Onde o Propheta apanhando todos os termos da mul- tiplicação do algarifmo &c. Eftreitar, apertar. Ufafe com pron. peff. M. Go- DINH. Kel. 25, 158 No meio da cidade fica a fortaleza fobre hum grande torrão de terra... a qual he redonda por todas as partes, e fe vai apanhando quanto mais vai fubindo. Tirar on tomar a outro o que tem ou lhe pertence, furtar, roubar. CASTANH. Hift. 8, 24 Nem havia a quem lembraffe os gaftos, que fazia [elRei] naquella fortale- za pera lhe pouparem per elles Tua fazenda, fenão quem mais podia apanhar, mais levava. SA' DE MIR. Vilhalp. 3, 5 Efpanta, apanha, e defpachate. VIEIR. Serm. 7, 10, 6. n. 331 O avarenro com a rapacidade apanha, a- junta, e ronba quanto póde, e não póde. Colher de improvijo, tomar de fubito ou incfperada- mente. Das peffoas e animaes. Cr. Vic. Obr. 1, 29 Mas he valente minhoto, Que apanha as frangas mui bem. CASTANH. Hift. 6, 100 E com menencoria apanhou pe- los cabellos hum delles, que achou mais á mão, e com o punho da efpada lhe quebrou os dentes e os beiços. Luz, Serm. 1, 2, 15. col. z Dá outra vez o milhafre nelles [pinráos] e leva o fegundo, e defta maneira os apanha todos, tomandoos hum a hum defcuidados. Das coufas inanimadas. BAAR. Dec. 1, 8, 4 Cá são aqui as correntes tão grandes, que em breve, apa- nhão huma não, e fem vento, e fem vela a levão a parte, em que correm o perigo, de que os noffos na- vegantes são boas teftemunhas. CAN. Luf. 5, 73 Porque ventando Noro manfo e frio, Não nos apanhaffe 2 agoa da enfeada. SANT. Ethiop. I, 1, 17 Muitas ve zes fe arruinão as minas, e os apanhão debaixo [aos cafres. Tomar per entrepreza militar. CAM. Luf. 8, 33 Commendadores vence, e o gado apanha, Que leva- vão roubado oufadamente. CEIT. Serm. 2, 206, 2 E logo preparão huma fentinella ou vigia ... porque as não apanhem de fubito. TELL. Chr. 1. Prol. Se não havia<noinclude></noinclude> iha8kct5f5oeb1nips7ml6mkx1lfugw Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/582 106 255713 558454 2026-08-11T12:58:00Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: A QU MAN. Apol. 387 Parece que fahio o trunfo dos autores aquaticos. Demonios aquaticos. Os que tem fua refidencia no elemento da agoa. BLUT. Vocab. Foffo aquatico. Fortif. Fofo chcio de agoa. BLUT. Vocab. Signo aquatico. Aftron. Signo, que influe frialda- de, e bumidade. BLUT. Vocab. {{lema|AQUATIL}}. adj. de huma term. ou {{lema|AQUATILE}}. adj. de huma term. O mefimo que Aquatico. HEIT. PINT. Dial. 1, 1, 1 Aquatiles animaes. FR.... 558454 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>A QU MAN. Apol. 387 Parece que fahio o trunfo dos autores aquaticos. Demonios aquaticos. Os que tem fua refidencia no elemento da agoa. BLUT. Vocab. Foffo aquatico. Fortif. Fofo chcio de agoa. BLUT. Vocab. Signo aquatico. Aftron. Signo, que influe frialda- de, e bumidade. BLUT. Vocab. {{lema|AQUATIL}}. adj. de huma term. ou {{lema|AQUATILE}}. adj. de huma term. O mefimo que Aquatico. HEIT. PINT. Dial. 1, 1, 1 Aquatiles animaes. FR. SIM. COELH. Chr. 2, 21, 195 Pafla o rio feu curfo fenden- do aquella materia aquatile. SEVER. Prompt. 199 Parece impoffivel contar os grãos das ôvas de hum favel, quan- to mais de outros animees aquatiles, que o excedem mui- to no corpo. {{lema|A QUE DE DEOS}}, da Juftiça, del Rei:, fórm. adv. Vej. Aqui. {{lema|AQUEBRANTADO, A}}. p. p. de Aquebrantar. FR. THON. DA VEIG. Confid. I, 14, 5. n. 5. {{lema|AQUEBRANTAR}}. v. a. O mcfno que Quebrantar, e he como hoje fe diz.. ALBUQ. Comm. 1, 24 E mandouthe que não deixaffem de atirar com a artilharia is eftan- cias, porque ainda que lhe não fizefiem nojo, aqucbran- tariño os Mouros, que eftavão nellas. PER. Elegiad, z, 27 Vem com tanto furor, com tanta ira, Que os animos dos Lufos aqucbrantão. FR. THOM. DA VEIG. Scrm. 244, 4, 14 E S. Leão Papa accrefcenta, dizendo que. efta palavra expedio de fi, como hum raio e corifco, que derribou, e aquebranton todos aquelles foldados. Com pron. peff. FR. THоx. DA VEIG. Confid. 1, 5, 5. n. 6 Elle inimigo] fe atemoriza e fe aquebranta à vifta dos animos generofos. {{lema|AQUECER}}. v. n. ant. Acontecer, fucceder. FERN. Lor. Chr. de D. J. 1. 2. 31 Nom havemos por iffo porque nos efpantar, já que muitas vezes aconteceo, e cada dia ve- mos aquecer que os poucos ás vezes vencèrão os muitos. MACH. Cerc. 1, 3 Quem com tai gente he cortez, Bem he que the aqueça afli. Loz. Ecl. 7 He certo que algum defgofto Aqucceo hoje a Fernando. {{lema|AQUECER}}. v. a. Aquentar, dar calor, fazer conceber ca- lor. Azur. Chr. 3, 71 E o Sol começava ja aquecer. PHILOM. DE S. BOAVENT. E quando o Sol começa aque- cer, Então a doce voz mais alevanta. FR: THOM. DA VEIG. Confid. I, 14, 6. n. 10. Debruçoufe [Elifeo] fobre o corpo morto, e fomentouo até o aquecer. Neutr. Tomar ou conceber calor. CATHC. ROM. 319 Porque he certo não fer coufa má defejarmos co- mer ou beber ou aquecer, quando havemos frio. Luc. Vid. 2, 21 Como fe accende mais a fornalha com hum hyfope de agoa, e efta fica mais fria, depois que aque- ceo, e se tornou a esfriar. L. ALv. Serni. 2, 1, 1. n. 1. Que por mais reparo de veítidos, que fobre fi pu- nha, não aquecia {{lema|AQUECIDO, A}}. p. p. de A quecer por Acontecer. BARR. Dec. 3, 8, 1. {{lema|AQUECIDO, A}}. p. p. dé Aquecer por Aquentar. M. BERN. Paraif. 1, I. {{lema|AQUECIMENTO}}. s. m. antiq. Acontecimento fucceffo. (A- cacfcimento.) CHR. DO CONDEST. 38 Reccando muito virlhe por ello algum mão aquecimento. FaRR. DE VASC. Ulyflip. 3, 1A experiencia de aquecimentos fecretos ameaça muito. MEMOR. DAS PROEZ. 1, 22 Defcuidado de outro algum aquecimento. Epith. Bon. FERN. Lor. Chr. de D. J. I. 2, 200. Defaftrada MENOR. DAS PROEZ. 1, 24. Mdo. EUFROS. 1. Profpero. EUFROS. 1, 1. Secreto. FERR. DE VASC. Ulyflip. 3, 1. Trifte. Azur. Chr. 3, 36. {{lema|AQUEDUCTO}}. s. m. Cano para conduzir agoa de hum lugar para outro. Do Lat. Aquacduftus. BARREIR. Choro- gr. 23 Deftes aqueductos apparecem muitos arcos levan- tados junto da Cidade. BRIT. Mon. 1, 3, c. 11 Os De- curiões de Eurobricio fizerão reftaurar á cufta do Con- celho aquelle aqueduto. M. THOм. Inful. 4, 103 Ter- reno igual em flores curiofo, Que de nitidas agoas he regado, De huma fonte fonora derivadas, Por aquedu- Яos mil communicadas. Met. HEIT. PINT. Dial. 1, 1, 4 Pela qual [con- fifsão] por divino aqueducto correm as agoas dos mere- cimentos da morte e Paixão de Jefu Chrifto. M. BERN. Luz e Cal. 1, 4, 100 Oração, aqueducto de todas [as "virtudes.] Epith. Antigo. ESTAÇ. Antig. 44, 1. Eftimado. M. THOм. Inful. 10, 60. Nobre. LEão, Chr. de D. Aft. A QU Henr. 47. Notavel. CARDOS. Agiol. 3, 14. Real. M. BERN. Luz e Cai. 2, 4, 390. {{lema|AQUEIMAROUPA}}. fórm. adv. Por força, contra von- tade. MERCUR. DE JULH. de 664 Recebeo huma carga a queimaroupa fem outro damno, que o de dous foldados feridos. {{lema|AQUEIXADAMENTE}}. adv. mod. antiq. Com aqueixamen to. VERCIAL, Sacram. 1, 35, 30 A quarta [maneira de gula] quando [homem] ha preffa e mui aqueixada- mente come com grão cobiça. {{lema|AQUEIXAMENTO}}. s. m. antiq. Preffa. VERCIAL, Sa- cram. 1, 33, 29 A quinta [filha da luxuria] he preci- pitatio, que quer dizer defordenado aqueixamento, c aprefuramento, polo qual fe aqueixa homem, e aprefu- ra pera ir a peccar, poendofe a todo perigo de morte por cumprir fua luxuria. {{lema|AQUEIXAR}}. v. n. ant. O mcfmo que Queixarfe. Só fe ufa com pron. peff. GOES, Chr. de D. Man. 1, 35 Ifto pa- rece que devia fer pera fe defenderem de Fernão Vel- lofo fe aqueixaffe da ma companhia, que lhe fizeráo. BERN. Rim, Lagrim. de S. 1. 32 A quem me aqueixarei delle, Senhor Sovs. Vid. 2, 7 Se V. R. quando efta ler, não tiver gaftado pelo menos os duzentos mil reis em cobrir pobres neftes frios, que vão, heideme aqueixar. muito delle. Aqueixarfe. antiq. Apreffarfe. VERCIAL, Sacram. I, 33, 29 Polo qual [vicio] fe aqueixa homem, e aprefu- ra pera hir a peccar. {{lema|AQUEL}}. pron. demonftr. de huma term. antiq: O mesmo que Aquelle. COND. D. PEDR. Nobil. 55, 316. Ros. Summ. Ded. {{lema|AQUELLE, A}}. pron. demonftr. de peffoa ou coufa remo- ta. D. FR. BR. DE BARR. Efpelh, 2, 1 Aquelle certa- mente he bom fervo, que em todas coufas efcolhe o obedecer aos mandados de Deos. BERN. Lim. Ecl. 6 Vês aquella agoa faudofa e branda Que parece que vai grio dor fentindo, Aquella, Alpino, aqui chorar me manda. Sous. Hift. 1, 1, 7 Aquelle Senhor, que tudo difpóc fuavemente &c. As vezes fe ufa fó comp relativo. FERN. Lor. Chr. de D. J. I. 1, 12 E verião que cra do Meftre, ou que coufa era aquella. BRIT. Chr. 1, 12 Dando graças ao Senhor por tão grande mercè, como aquella. Los Con- deft. 11, 20 A huma fala o leva illuftre e bella, Que nunca Nero a teve como aquella. Repetefe ás vezes, e aumenta mais a fua fignifi- cação. CoRT. R. Cerc. 20, 220 Vès aquelle, que vai no grão cavallo Ruço, com fella xerque, e as eftribeiras Com mais fino metal refplendecente, Aquelle, aquelle digo, que tres Mouros. Com grande força empuxa c abate em terra &c. Emphaticamante. Giz Vic. Obr. 2, 214 Toda tu eftás aquella, Chorãore os filhos por pão. Adag. Aqu Ha he bem calada, que não tem fogra nem cunhada. BLUT. Vocab. Suppl. Aquella he boa e honrada, que eltá viuva fepultada. BLUT. Vocab. Suppl. Aquille ha de chorar, que teve bem, e veio a mal. BLUT. Vocab. Suppl. Aquelle he teu amigo, que te tira do arroido. BLUT. Vo- cab. Suppl. Aquelle não faz pouco, que feu mai deita a outro. BLUT. Vocab. Suppl. Aquelle perde venda, que não tem que vender. BLUT. Vocab. Suppl. Aquelle te deo; aquelle te dará, mal haja quem de feu não ha. BLUT. Vocab. Suppi. Aquelle vai mais são, que anda pelo cháo. BLUT. Vo- cab. Suppl. Aquelles são ricos, que tem amigos. BLUT. Vocab. Suppl. {{lema|AQUELLO}}. pron. demonftr. ant. O mefimo que Aquillo. FERN. Lor. Chr. de D. J. I. 2, 190. BERNARD. RIB. Menin. 1, 2. D. FR. BR. DE BARR. Efpelh. 3, 8. {{lema|AQUELLOUTRO, A}}. pron. demonftr. Aquelle outro. Luc. Vid. 5, 8 Deos vos encarrega d'aquelloutra [peça.] D. F. MAN. Apol. 147 Quando fe dizia aquillo, de chegar a boa arvore, e aquelloutro, de juntate com os bons &c. {{lema|AQUEM}}. adv. e prep. Da parte de cá. Reg. abf. alg. c. ou de alg. c. Goss, Chr. de D. Man. 1, 84 Ou que fe paf- faffem [o rio] não poderião tornar dquem. GAVI, Cerc. I, 3 Lisboa que eftá cento e dez legoas, dquem mar ao Norte da mefma fortaleza. Luc. Vid. 4, 1 Não tomeis pena, que ainda eftamos dquem do boqueirão de Amboino.<noinclude></noinclude> 15d9p78xokc4lxlbw2bj7tze9f1bb9v Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/583 106 255714 558455 2026-08-11T13:00:57Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: A QU Aquem, e além. D'buma, e d'outra parte. BARR. Paneg. 15, 312 As Indias dquem, e além do Gange. Luc. Vid. 1, 15 Nas mais terras, e ilhas affi d'dquem, como d'além do eftreito de Cingapura. ESTAÇ. Antig. 2, 21 Por feus termos antigos d'aquem, e d'além do mef- mo Douro. Met. ORDEN. DE D. MAN. 1, 45 Non fendo ef- res dous parentes dquem do quarto gráo, nem cunha- dos dentro do dito gráo. PAIV. Serm. 1, 42 Que a em- pregueis [a affeiç... 558455 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>A QU Aquem, e além. D'buma, e d'outra parte. BARR. Paneg. 15, 312 As Indias dquem, e além do Gange. Luc. Vid. 1, 15 Nas mais terras, e ilhas affi d'dquem, como d'além do eftreito de Cingapura. ESTAÇ. Antig. 2, 21 Por feus termos antigos d'aquem, e d'além do mef- mo Douro. Met. ORDEN. DE D. MAN. 1, 45 Non fendo ef- res dous parentes dquem do quarto gráo, nem cunha- dos dentro do dito gráo. PAIV. Serm. 1, 42 Que a em- pregueis [a affeição] em coufas tanto áquem de Deos. HEIT. PINT. Dial. 2, 1, 20 Sem elles [Martyres] moftrarem dor, nem fraqueza, antes maravilhofa paciencia, chum animo tão esforçado e conftante, que deixava muito d- quem o de Scevola Romano. Afóra, menos, excepto. GUERREIR. Rel. 2, 1, 8 Nos quaes [fcis mezes] Canzeve atribulou os Chriftaós", quanto quiz e pôde, aquem de os matar. Verb. Acharfe de alg. lugar. (eftar da parte de cá delle.) BARR. Dec. 1, 4, 4. met. Ros. Summ. Ded. Deixar... met. (exceder, vencer.) HET. Pist Dial. 2, 1, 20. Eftar... (fer fituado da parte de cá.) Dos lugates. Gavi, Cerc. I, 3. Luc. Vid. 4, 1. Das peloas. FERN. Lor. Chr. de D. J. I. 2, 177. Luc. Vid. 4, 1. mer. (fer inferior, não chegar, acharfe exce- dido.) Paiv. Serm. 3, 8. Ficar... SANT. Ethiop. 2, 4, 3.met. (fer excedido, on vencido, ficar inferior.) PAIV. Serm. 3, 140. SILV. DE LIZ. 75. à alg. met. Luz, Serm. 2, 118, 4..alg. c. de outra. Luc. Vid. 8, 6. Ser... de alg. lug. (morar on eftar antes delle.) Es- PER. Hift. 2, 9, 1. n. I. - mer. (fer inferior, e muito menos.) AZUR. Chr. 3, 12. Luc. Vid. 6, 1. Tor- nar... GOES, Chr. de D. Man. 1, 84. {{lema|AQUEME}}. s. m. Certo afficio de juftiça entre as Mouros. Sous. Hift. 3, 6, 14 He Aqueme em Marrocos officio de Justiça fecular fupremo, que refponde entre nós no Regedor de Lisboa, mas com muito avantejada autori- dade e jurifdicção, porque fentencea verbalmente até cortar pés e maós, e arraftrar, e matar. E tem por cof- tume defpejar a prizão de cada vifita, que faz. MENDOÇ. Jorn. 2, 1o Porém em todas eftas coufas, quando el- Rei quer, ou os feus Aquemes, fazem o que lhes bem parece. {{lema|AQUENSE}}. adj. de huma term. Natural, ou pertencente a Cidade de Aix, na França. Sous. Vid. 2, 31 E vin- do [S. Maximino] parata eftas partes foi o primeiro Bifpo de Aix, ou Aquenfe, como chamão os Latinos: {{lema|AQUENTADO, A}}. p. p. de Aquenrar. GRAN. Comp. 3, 7. LEON. DA COST. Ecl. 1, 2 v. nor. n. {{lema|AQUENTAMENTO}}. s. m. Acção de aquentar BENT. PER. Thef. {{lema|AQUENTAR}}. v. a. Dar calor. Can. Luf. 2, 72 Era no tempo alegre, em que entrava . No roubador de Eu- ropa a luz Phebêa, Quando hum e outro corno lhe aquentava. Luc. Vid. 2,8 Porque o Sol não parece que aquenta, mas que accende e abraza à area daquellas praias. FERNAND. GALV. Serm. I, 25, 3 Ou nos aquente o fogo, ou nos queime a cafa. Met. FR. MARC. Exerc. 41, 192 Aquentate o meu fervente fangue, a quem tantos milagres meus não puderão attrahir. HEIT. PINT. Dial. 1, 4, 5 Pelo Sol entendem o varão fabio, jufto, e conftante, que aquen- ta, allumia, che fempre de hum tamanho. Luz, Serm. 2, 46, 3 O' como aquentava aquelle fogo do divino Infante aquelle frio peito defte Santo velho. Vivificar, fomentar, confervar ou aumentar o calor natural. CEIT. Serm. 1, 248, 4 O vinho he mantinien- to dos velhos, com iffo fomentão, e aqueneão os mem bros já pela idade tibios, e amortecidos. Neutr. Dar on communicar calor. FERNARD. GALV. Serm. 2, 117, 2 Aquentar a agoa não he conforme a natureza da agoa. Met. D. G. COUTINH. Jorn. 122 y Dei ordem ao Adail que fe tomaffe alguma lenha, e que fe fizeffe o que fe havia de fazer em quanto as novas não aquen- tavão mais. Efcandecer. Dos medicamentos. A. DA CRUZ, Re copil. Capit. Univ. 4 Oleo de baga de louro, refol- ve, aquenta, &c. CURV. Polyanth. 2, 2, 20. n. 20 Por- que nem [eftes pós] aquentão, nem restrião, nem fec- cáo, nem humedecem Adag. A pimenta aquenta. DELIC. Adag. 121. Aquentar, com pron. peff. Tomar calor. Reg. abf. à alg. c. ou com alg. c. VIT. CHRIST. 4, 49 E difle aos miniftros e fervidores, que fe eftavão aquentando ao fogo &c. GIL Vic. Obr. 1, 21 Erutea prophetiza Diz aqui tambem o que fente, Que nacerá pobremien- te, Sem cueiro, nem camiza,. Nem coufa, com que fe aquente. BRIT. Chr. I, 8 Se veio hum terrivel lobe lançar da outra [parte da fogueira] ou com defejo de fa- zer preza nas peifoas, ou para fe aquentar, e amparat do frio. Met, FERNAND. GALV. Serm. 3, 37, 2 Chriftão, Deos yem à terra, que he o verdadeiro Sol, que aquen- ta as almas dos feus devotos, fe te não aquentas e fa- ras, tendo a faude em cafa, tua he a culpa. Efeandecerfe. Dos medicamentos, A. DA CRUZ, Re- copil. 3, 40 Fui curando com agoa, de páo, da Chi- na, a qual deixou de beber, porque fe aquentava com ella. Adag. Pela bocca fe aquenta o forno. HERN. NUN. Refran. 89 y. DEL C. Adag. 51. Quem mais perto eftá do fogo, mais fe aquenta. Eu- FROS. 4, 2. {{lema|AQUENTEJANOS}}. s. m. pl. Povos d'aquem do Tejo. BENT. PER. Thef. {{lema|AQUEO, A}}. adj. quofo, de agoa, femelhante a agoa. Do Lat. Aqueus. Luz, Serm. 1, 2, 83. col. 4 Nuvens aqueas. MADEIR. Meth. 1, 31, 2 Porque fendo verdes [as raizes do legacão] tem certa humidade croa, e aquea, com que offendem o eftomago. VIEIR. Serm. 5, 5, 4. n. 155 Depois de exhaufto o fuor natural, que he hu- mor aquco, então fe feguia o prete matural, e prodigio. fo, que he o do fangue. Aqueo [humor.] Anat. Hum dos tres humores, que ha nos olhos. PER. D'AFONS. Poder, 5, 126 De tres hu- mores fe compõe [os olhos] criftalino, em que fe fór- ma a visão, como vidro lizo e claro, e aqueo, como clara de ovo. {{lema|AQUIRIR}}. v. a. e os feus derivados. Vej. Acquirir. {{lema|AQUESSE, A}}. pron. demonftr. anriq. Effe, effa. D. M. LE PORTUG. Obr. 8, 203 Se o fim d'aqueffe eftado He após vida breve conta eftreita. {{lema|AQUESTA}}. s. f. antiq. Acontecimento, fucceffo. MACHAD Cerc. 1, 21 Pois mór aquefta me faz, Vede como aco- de ó tanger 2, 31 Grande aquefta, Som boltas, que dá o mundo. {{lema|AQUESTE, A}}. pron. relat, antiq. Efte, efta. ViT. CHRIST. 4, 49 Vos todos efcandalo padecereis em mim em aquefta noite. D. M. DE PORTUG. Obr. 15, 403 y Mas tu d'aquefta affronta, em que me viftes, Tanto por mim infiftes, que impetrando D'aquefte venerando, antigo, e rato Ajuntamento craro hum perdão breve &c. FERR. DE Vasc. Aulegt. Cart. 184 Todo eftado compadefce Aquef- te duro defconto. {{lema|AQUESTO}}. pron. relat. antiq. Iflo. Azur. Chr. 3. Prol. E por algúas razões le póde aqu.fto provar. VIT. CHRIST. 4, 77 E aquefto foi feito por &c. D. CATH. INT. Regr. 1, 5 E em aquefto he mais provado o louvor de Deos fer gloriofo. {{lema|AQUI}}. adv. lug, Nefte lugar, neta parte, nefte fitio. Gots, Chr. de D. Man. 1, 60 Aqui tomou Pedralvrez alguma pimenta. Bens. Lim. Ecl. 6 Aqui, onde já ledo eftive ouvindo A fombra delte freixo o canto brando Sá, que eftá no Céo, da terra rindo. Sovs, Hift. I, I, 1 Agni eftudou as primeiras letras. De Nella converfação, nefte eferito, nefte livro, &c. BRIT. Chr. 1, 6 Chamando todos a Capitulo lhe fez... a prática feguinte, que por fer de tal Santo... refcri- temos aqui. Vero. Laur. Ded. Aqui le reprefenta o gran- de Anfrizo, Aqui a nobre Laura a Deos atados. Para efte fitio, para efte lugar. GIL Vie. Obr. I, Faço mercador mór ao tempo que aqui vem. LOB. Condeft. 8, 64 Aqui te guia o Céo para que au- O que estão as eftrellas permittindo. Nefta occafião, nefta circunftancia, nefte cafo. Cant. R. Naut, 4, 44 Mas não quizerão fer aqui prefentes Ao thalamo infelice. Sovs. Hilt. 1, 1, 14 Inftão, aper- tão, e importunão... que moftre [S. Domingos] aqui fua fé e fua valia com Deos. VID. DE SUs. 5 Aqui te- ve hum rapto, c parecialhe que fe lhe levantava do co- ração alguma claridade. Agora, nefte tempo, Lor. Cort. I, 3 Daivos por fa- tisfeito de meus defejos, e de pôt aqui ponto nos com- primentos Nefta vida, nio eftado prefente. SA DE MIR. Son. 2 Dar favor aos engenhos, c a toda arte, Das boas faz os Reis aqui immortaes. CAM. Od. 9, It O beni que aqui fe alcança, Não dura por poffante, nem por forte.<noinclude></noinclude> c2m0pbdqu8l9vmao2ezi9k9wf2m26yr Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/584 106 255715 558456 2026-08-11T13:02:50Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: AQU Relat. BRIT. Chr. 1, 11 Achou aqui [em Pariz] hum Sacerdote de vida inculpavel. Eisaqui. Bair. Chr. 6, 38 Vedes aqui (bom Con- de) quão facil fe nos offerece o remedio de noffos ma- les. Loe. Curt. 4, 4; Porque Xeniades o libertou [a Diogenes] dizendo: aqui te entrego meus filhos, para- que os mandes. Repetido, aumenta a força do que fe diz. FERR. Poem. Son. 1, 41 Aqui de vontade arço em fogo bran- do, Aqui eftá bom amor, aqui ver... 558456 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>AQU Relat. BRIT. Chr. 1, 11 Achou aqui [em Pariz] hum Sacerdote de vida inculpavel. Eisaqui. Bair. Chr. 6, 38 Vedes aqui (bom Con- de) quão facil fe nos offerece o remedio de noffos ma- les. Loe. Curt. 4, 4; Porque Xeniades o libertou [a Diogenes] dizendo: aqui te entrego meus filhos, para- que os mandes. Repetido, aumenta a força do que fe diz. FERR. Poem. Son. 1, 41 Aqui de vontade arço em fogo bran- do, Aqui eftá bom amor, aqui verdade, Aqui ficão do imigo as armas botas. Em buma parte e em outra. CAM. Canc. 15, 4 Aqui Progue de hum ramo em outro ramo C'o peito enfanguentado anda voando, Aqui föa a calhandra na par- reira, A rola geme, palra o cftorninho :: Aqui as uvas luzidas penduradas Das pampinofas vides refpien- .deceni.. Aqui por entre as ferras fe levantão &c. Já n'hum, já noutro tempo. Maus. Aff. Afr. 10, 149 Aqui tremer, aqui perder as cores, Aqui gemer são proprios defenganos. Seguindofelhe o adv. Alli. Já nhum, já noutro Tuga. BARR. Dec. 3, 10, 9 Mas primeiro que lá che- gaffem,,huns aqui, outros alli defattentados com remor hião dar em fecco. FERR. DE VASC. Ulyflip. 2, 7 An- dar por adros, aqui o tomão, alli o tomão. MAUS. Aff. Afr. 9, 140 Aqui matando vai, alli ferindo, Aqui deftroça malha, alli fellada. Ajuntãofelhe diverfas particulas. Até aqui Vej. Até. D'aqui. Defta parte, defte lugar. SA' DE MIR. Vi- lhalp. 1, FERR. Pocm. Son. 2, 11. CORT. R. Nau- fr. 3, 35 v. Defta vida, deffe eftado prefente. CAM. Canc. 44. Defte motivo, defta occafião, defta caufa. Sous. Hift. 1, 1, 19. D. F. MAN. Apol. 152. Def- de efte tempo. Can. Eleg. 4, 5. Sous. Hift. 1, 1, 24. Daqui em diante. BRIT. Chr. 1, 6. Daqui por diante. GIL Vic. Obr. 1, 35 . Daqui, d'alli. Jd defta, ja d'aquella parte. FERR. DE VASC. Ulyffip. 1, 1 Hum pouco daqui, outro d'alli. Eisaqui. form. adv. com que fe moftra, ou dá a ver alguma coufa. Vir. CHRIST. 3, 117 Cinco marcos me entregafte, eisaqui outros cinco, que guancei. D. Hi- LAR. Voz, 48 Eisaqui hum dos mãos effectos ... eis- aqui o fegundo. Eurnos. 1, 3 Eisme aqui, cisme alli, eisme cá, eisme acola. Hora aqui, hora alli. Jd whuna, já noutra par- te. BARR. Dec. 4, 7, 15. Por aqui. Por efte lugar, por efta parte. SA' DE MIR. Vilhalp., t. FERR. DE, VASC. Ulyllip. 1, 1. BERN. Lim. Ecl. 2. Por ifto, por efta caufa, razão, &c. Paiv. Serm. 3, 11. TELL. Chr. 2, 4, 6. Por aqui, por alli. Por huma e por outra parte. FERNAND. GALV. Serm. 1, 59, 4 Vericis os filhos de Ifrael andarem huns por aqui, outros por alli definquie. tos e defconfolados, bufcando, as palhas para fazerem os adobes. Aqui de Deos. fórm. adv. com que fe invoca a Deos para foccorro, teftemunha, &c. (Aque de Deos) CALV. Homil. 1, 691 Por o que vai pelo mundo não me poffo ter que não brade: aque de Deos e da Divina Juftiça. Luz, Serm. 2, 8. 2 Aque de Deos, aque da Virgem Maria, aque das chagas de Jefu Chrifto, Rc- demptor, e Senhor noffo. CHAG. Serm. Genuin. 9, 225 Se os mesmos peccados são gritos, são brados, são ab que de Dios tamanhos, que rafgão a região das nuvens. Aqui del Rei. fórm. adv. com que fe invoca e im- plora o favor del Rci. (Aque del Rei, Ahque del Rei.) FERR. DE VASC. Ulyllip. 3, 7 Ah que del Rei que me querem roubar. FERNAND. FERR. Art. 5, 3 A ella [voz] acodem, como nós ao aque del Rei. Chaniar... GIL, Vic. Obr. 4, 222. SA' DE MIR. Vilhalp. 4, 2. Met. D. F. MAN. Apol. 271 E todo o aqui detRei vai fobre os pobres penfamentos. Pl. CET. Quadrag. 1, 248, 3 Embaraçados os Judeos, e os difcipulos com a indecencia fizerão huns aque del Reis Serm. 1., 96, i Vendo Sára brincar Jimael com Ifaac levanta grandes vozes e aque del Reis em cafa ao marido. D. F. MAN. Apol. 315 Mas, fe vai a fallar a verdade, não a tenho a obra de Gracilaffo] por marca de tantos aqui del Reis, como fobre ella levan- Interj. de quem fc admira. FERR. DE VASC. Ülyf- fip. 5, 2 Aque el Rei! Vós vedes aquellas meninas? tarão. Obferv. Adin Rei, Aquedin Rei, Aique dinRei são pronuciações plebeas, imitadas por alguns Comicos. MACHAD. Cerc. 1, 56 2, 78 . Aqui foi Troia. Exprefsão, que denota a ruina, e deftruição de alguma coufa. Loe. Ecl. 4 Aqui foi, olhos, voffa Troia antiga, Aqui foi Troia, ou foi minha ale- gria. ACAD. DOS SING. 1, 10, Romanc. Vereis da bocca o deftrago, E direis, aqui fui Troia. Adag. Aqui eftá a chave do jogo. BLUT. Vocab. Suppl. Aqui está a conta dos ôvos. BLUT. Vocab. Suppl. Aqui haveis de moftrar a voffa habilidade. Biur. Vo- cab. Suppl. Aqui fe pagão ellas. BLUT. Vocab. Suppl. Aqui le rematão as contas. BLUT. Vocab. Suppl., Aqui rendes para peras. BLUT. Vocab. Suppl. Aqui fe ve o filho do homem. BLUT. Vocab. Suppl. Aqui torce a porca o rabo. BLUT. Vocab. Suppl. Quando aqui não fores, comerás comigo. HERN. NUN. Refran. 93. {{lema|AQUIETADO, A}}. p. p. de Aquietar. ARR. Dial. 4, 33. GUERREIR. Rel. 2, 3, 16. {{lema|AQUIETAR}}. v. a. Por en quietação, fazer parar. TR. DA GINET. 6, 13 E cada vez que chegardes ao lugar donde haveis de parar, correndo, o parai, e aquietai [o cavallo.] Apaziguar, focegar. As peffoas. MEMOR. DAS PROEZ. 1, 19 Apollárãofe da ilha, e aquietarão tudo. Los. Condeft. 2, 23 E elle com pio zelo defejando De aquietar ao Rei, feguindoo vinha. Esraç. Antig. 12, 2 Ou [viria] aquietar os Portuguezes, e Gallegos, que com o feu Rei D. Garcia andavão inquictos, e al- terados. O efpirito e paixões. 'Luc. Vid. 1, 11 Compu- nha as differenças, aquietava as paixões. SYN. DIOCES. 7, 8, 4; Pera aquietar as confciencias dos cafados com ditas difpenfações. TELL. Chr. 1, 32 34. n. 3 Em quan- to fe aquietavão as faudades dos noffos. As coufas. BERN. Lim Cart. 26 Imaginei Neptu- no aquierando As bellicofas ondas inquietas. Luc. Vid. 8, 11 Por mais que Neptuno quizeffe levantar, ou aquie- tar as ondas. LEON. DA COST. Ecl. 10, 40. not. 'n O çumo defta herva lançado nos ouvidos faz aquietar os zonidos. Neutr. Lob. Defeng. 19 Com o defejo e penfa- mento occupado no que ao amigo podia acontecer, não aquietou. CARDOS. Agiol. 3, 579 Se via algúa diffensão, não aquietava até de todo a ver compofta. MONTEIR. Art. 27, 3, 537 y Dai paz, não do mundo, que não aquieta no comprimento dos appetites, mas &c. Aquietar, com pron. peil. Em todas as fignificaçócs do act. Maus. Aff. Afr. 8, 119 y Neftas indifferenças alma emprega, E fe aquicta hum pouco, e fobrefalta, Cuidando que he vifta fua pena e falta. TR. DA GI- NET. 6, 13 Pera depois correndo [o cavallo] fe aquie- te por coftume. BRAND. Mon. 4, 12, 28 Mas ifto são conjecturas, com, que nunca me aquieto. D. F. MAN. Apol. 258 Oh Senhores, Voffas mercès fe aquietem por meu amor. {{lema|AQUILA}}. s. f. O mesmo que Aguila. Luc. Vid. 3, 1 Nel- la [Ilha Macacar] fe cria fandalo, dá aquila, fazfe rou- pa mui fina. GUERREIR. Rel. 4. 1, 11 Perfumafe com aquila. VIEIR. Hift. do Fur. 12, 278 As aquilas os Calambucos, e todo outro genero de efpecies, odorife- ras, aromaticas. {{lema|AQUILÃO}}. s. m. Vento Norte, ou fegundo alguns, Ven- to Nornordefte. Do Lat. Aquilo. BARR. Carrinh. E diz- fe [o Evangelho] contra o aquilão, pera evitar os mãos efpiritos, e imitar os bons, ca per o aquilão fe entende o diabo, contra o qual he o Evangelho. CATHEC. RON. 251 Mas vive o Senhor, que tirou os filhos de Ifrael do defterro do Aquilão. {{lema|AQUILATADO, A}}. p. p. de Aquilatar. S. ANN. Chr. 1, 42, 250 CARDOS. Agiol. 3, 716. {{lema|AQUILATAR}}. v. a. Apurar os metaes, darlhe maior quilate. Met. CARDOS. Agiol. 2, 104 Efta [urbanidade e cortezia] nunca encontrou a fantidade, antes a realça e aquilata mais 2, 141 Que não aquilata pouco fua virtude. Com pron. peff. CARDOS. Agiol. 3, 225 Aquila- tandofe ella cada vez mais na perfeição. {{lema|AQUILHADO, A}}. adj. Que ten quilba. FERN. LOP. Chr. de D. J. I. 2, 127 E de navios pequenos de vinte e cinco toneis, que não foffem aquilbados.<noinclude></noinclude> 6380qsgvozxihy92cp35dpzlign0o1r 558457 558456 2026-08-11T13:03:15Z MLReis 41056 558457 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>AQU Relat. BRIT. Chr. 1, 11 Achou aqui [em Pariz] hum Sacerdote de vida inculpavel. Eisaqui. Bair. Chr. 6, 38 Vedes aqui (bom Con- de) quão facil fe nos offerece o remedio de noffos ma- les. Loe. Curt. 4, 4; Porque Xeniades o libertou [a Diogenes] dizendo: aqui te entrego meus filhos, para- que os mandes. Repetido, aumenta a força do que fe diz. FERR. Poem. Son. 1, 41 Aqui de vontade arço em fogo bran- do, Aqui eftá bom amor, aqui verdade, Aqui ficão do imigo as armas botas. Em buma parte e em outra. CAM. Canc. 15, 4 Aqui Progue de hum ramo em outro ramo C'o peito enfanguentado anda voando, Aqui föa a calhandra na par- reira, A rola geme, palra o cftorninho Aqui as uvas luzidas penduradas Das pampinofas vides refpien.deceni.. Aqui por entre as ferras fe levantão &c. Já n'hum, já noutro tempo. Maus. Aff. Afr. 10, 149 Aqui tremer, aqui perder as cores, Aqui gemer são proprios defenganos. Seguindofelhe o adv. Alli. Já nhum, já noutro Tuga. BARR. Dec. 3, 10, 9 Mas primeiro que lá che- gaffem,,huns aqui, outros alli defattentados com remor hião dar em fecco. FERR. DE VASC. Ulyflip. 2, 7 An- dar por adros, aqui o tomão, alli o tomão. MAUS. Aff. Afr. 9, 140 Aqui matando vai, alli ferindo, Aqui deftroça malha, alli fellada. Ajuntãofelhe diverfas particulas. Até aqui Vej. Até. D'aqui. Defta parte, defte lugar. SA' DE MIR. Vi- lhalp. 1, FERR. Pocm. Son. 2, 11. CORT. R. Nau- fr. 3, 35 v. Defta vida, deffe eftado prefente. CAM. Canc. 44. Defte motivo, defta occafião, defta caufa. Sous. Hift. 1, 1, 19. D. F. MAN. Apol. 152. Def- de efte tempo. Can. Eleg. 4, 5. Sous. Hift. 1, 1, 24. Daqui em diante. BRIT. Chr. 1, 6. Daqui por diante. GIL Vic. Obr. 1, 35 . Daqui, d'alli. Jd defta, ja d'aquella parte. FERR. DE VASC. Ulyffip. 1, 1 Hum pouco daqui, outro d'alli. Eisaqui. form. adv. com que fe moftra, ou dá a ver alguma coufa. Vir. CHRIST. 3, 117 Cinco marcos me entregafte, eisaqui outros cinco, que guancei. D. Hi- LAR. Voz, 48 Eisaqui hum dos mãos effectos ... eis- aqui o fegundo. Eurnos. 1, 3 Eisme aqui, cisme alli, eisme cá, eisme acola. Hora aqui, hora alli. Jd whuna, já noutra par- te. BARR. Dec. 4, 7, 15. Por aqui. Por efte lugar, por efta parte. SA' DE MIR. Vilhalp., t. FERR. DE, VASC. Ulyllip. 1, 1. BERN. Lim. Ecl. 2. Por ifto, por efta caufa, razão, &c. Paiv. Serm. 3, 11. TELL. Chr. 2, 4, 6. Por aqui, por alli. Por huma e por outra parte. FERNAND. GALV. Serm. 1, 59, 4 Vericis os filhos de Ifrael andarem huns por aqui, outros por alli definquie. tos e defconfolados, bufcando, as palhas para fazerem os adobes. Aqui de Deos. fórm. adv. com que fe invoca a Deos para foccorro, teftemunha, &c. (Aque de Deos) CALV. Homil. 1, 691 Por o que vai pelo mundo não me poffo ter que não brade: aque de Deos e da Divina Juftiça. Luz, Serm. 2, 8. 2 Aque de Deos, aque da Virgem Maria, aque das chagas de Jefu Chrifto, Rc- demptor, e Senhor noffo. CHAG. Serm. Genuin. 9, 225 Se os mesmos peccados são gritos, são brados, são ab que de Dios tamanhos, que rafgão a região das nuvens. Aqui del Rei. fórm. adv. com que fe invoca e im- plora o favor del Rci. (Aque del Rei, Ahque del Rei.) FERR. DE VASC. Ulyllip. 3, 7 Ah que del Rei que me querem roubar. FERNAND. FERR. Art. 5, 3 A ella [voz] acodem, como nós ao aque del Rei. Chaniar... GIL, Vic. Obr. 4, 222. SA' DE MIR. Vilhalp. 4, 2. Met. D. F. MAN. Apol. 271 E todo o aqui detRei vai fobre os pobres penfamentos. Pl. CET. Quadrag. 1, 248, 3 Embaraçados os Judeos, e os difcipulos com a indecencia fizerão huns aque del Reis Serm. 1., 96, i Vendo Sára brincar Jimael com Ifaac levanta grandes vozes e aque del Reis em cafa ao marido. D. F. MAN. Apol. 315 Mas, fe vai a fallar a verdade, não a tenho a obra de Gracilaffo] por marca de tantos aqui del Reis, como fobre ella levan- Interj. de quem fc admira. FERR. DE VASC. Ülyf- fip. 5, 2 Aque el Rei! Vós vedes aquellas meninas? tarão. Obferv. Adin Rei, Aquedin Rei, Aique dinRei são pronuciações plebeas, imitadas por alguns Comicos. MACHAD. Cerc. 1, 56 2, 78 . Aqui foi Troia. Exprefsão, que denota a ruina, e deftruição de alguma coufa. Loe. Ecl. 4 Aqui foi, olhos, voffa Troia antiga, Aqui foi Troia, ou foi minha ale- gria. ACAD. DOS SING. 1, 10, Romanc. Vereis da bocca o deftrago, E direis, aqui fui Troia. Adag. Aqui eftá a chave do jogo. BLUT. Vocab. Suppl. Aqui está a conta dos ôvos. BLUT. Vocab. Suppl. Aqui haveis de moftrar a voffa habilidade. Biur. Vo- cab. Suppl. Aqui fe pagão ellas. BLUT. Vocab. Suppl. Aqui le rematão as contas. BLUT. Vocab. Suppl., Aqui rendes para peras. BLUT. Vocab. Suppl. Aqui fe ve o filho do homem. BLUT. Vocab. Suppl. Aqui torce a porca o rabo. BLUT. Vocab. Suppl. Quando aqui não fores, comerás comigo. HERN. NUN. Refran. 93. {{lema|AQUIETADO, A}}. p. p. de Aquietar. ARR. Dial. 4, 33. GUERREIR. Rel. 2, 3, 16. {{lema|AQUIETAR}}. v. a. Por en quietação, fazer parar. TR. DA GINET. 6, 13 E cada vez que chegardes ao lugar donde haveis de parar, correndo, o parai, e aquietai [o cavallo.] Apaziguar, focegar. As peffoas. MEMOR. DAS PROEZ. 1, 19 Apollárãofe da ilha, e aquietarão tudo. Los. Condeft. 2, 23 E elle com pio zelo defejando De aquietar ao Rei, feguindoo vinha. Esraç. Antig. 12, 2 Ou [viria] aquietar os Portuguezes, e Gallegos, que com o feu Rei D. Garcia andavão inquictos, e al- terados. O efpirito e paixões. 'Luc. Vid. 1, 11 Compu- nha as differenças, aquietava as paixões. SYN. DIOCES. 7, 8, 4; Pera aquietar as confciencias dos cafados com ditas difpenfações. TELL. Chr. 1, 32 34. n. 3 Em quan- to fe aquietavão as faudades dos noffos. As coufas. BERN. Lim Cart. 26 Imaginei Neptu- no aquierando As bellicofas ondas inquietas. Luc. Vid. 8, 11 Por mais que Neptuno quizeffe levantar, ou aquie- tar as ondas. LEON. DA COST. Ecl. 10, 40. not. 'n O çumo defta herva lançado nos ouvidos faz aquietar os zonidos. Neutr. Lob. Defeng. 19 Com o defejo e penfa- mento occupado no que ao amigo podia acontecer, não aquietou. CARDOS. Agiol. 3, 579 Se via algúa diffensão, não aquietava até de todo a ver compofta. MONTEIR. Art. 27, 3, 537 y Dai paz, não do mundo, que não aquieta no comprimento dos appetites, mas &c. Aquietar, com pron. peil. Em todas as fignificaçócs do act. Maus. Aff. Afr. 8, 119 y Neftas indifferenças alma emprega, E fe aquicta hum pouco, e fobrefalta, Cuidando que he vifta fua pena e falta. TR. DA GI- NET. 6, 13 Pera depois correndo [o cavallo] fe aquie- te por coftume. BRAND. Mon. 4, 12, 28 Mas ifto são conjecturas, com, que nunca me aquieto. D. F. MAN. Apol. 258 Oh Senhores, Voffas mercès fe aquietem por meu amor. {{lema|AQUILA}}. s. f. O mesmo que Aguila. Luc. Vid. 3, 1 Nel- la [Ilha Macacar] fe cria fandalo, dá aquila, fazfe rou- pa mui fina. GUERREIR. Rel. 4. 1, 11 Perfumafe com aquila. VIEIR. Hift. do Fur. 12, 278 As aquilas os Calambucos, e todo outro genero de efpecies, odorife- ras, aromaticas. {{lema|AQUILÃO}}. s. m. Vento Norte, ou fegundo alguns, Ven- to Nornordefte. Do Lat. Aquilo. BARR. Carrinh. E diz- fe [o Evangelho] contra o aquilão, pera evitar os mãos efpiritos, e imitar os bons, ca per o aquilão fe entende o diabo, contra o qual he o Evangelho. CATHEC. RON. 251 Mas vive o Senhor, que tirou os filhos de Ifrael do defterro do Aquilão. {{lema|AQUILATADO, A}}. p. p. de Aquilatar. S. ANN. Chr. 1, 42, 250 CARDOS. Agiol. 3, 716. {{lema|AQUILATAR}}. v. a. Apurar os metaes, darlhe maior quilate. Met. CARDOS. Agiol. 2, 104 Efta [urbanidade e cortezia] nunca encontrou a fantidade, antes a realça e aquilata mais 2, 141 Que não aquilata pouco fua virtude. Com pron. peff. CARDOS. Agiol. 3, 225 Aquila- tandofe ella cada vez mais na perfeição. {{lema|AQUILHADO, A}}. adj. Que ten quilba. FERN. LOP. Chr. de D. J. I. 2, 127 E de navios pequenos de vinte e cinco toneis, que não foffem aquilbados.<noinclude></noinclude> deo1vjxlb37ogjyrzrr7lb6c65tfbl1 Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/585 106 255716 558458 2026-08-11T13:07:14Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: A QU {{lema|AQUILEGIA}}. s. f. O mesmo que Acolejos. (Aquileja) CURV. Atal. 221 Tomai de pó de flores de aquileja, falva, ortelaa crefpa, e noz nofcada, de cada coufa, meia onça. {{lema|AQUILINO, A}}. adj. De aguia, pertencente a aguia. Do Lat. Aquilinus. Fr. F. BRAND. Oraç: 18 Cevárãofe no fangue innocente de Abel huma aguia leonina, e hum deão aquilino. M. FERNAND. Aim. 2, 1, 9. n. 65 Ou- tros cafos illuftres, porque cites baltão p... 558458 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>A QU {{lema|AQUILEGIA}}. s. f. O mesmo que Acolejos. (Aquileja) CURV. Atal. 221 Tomai de pó de flores de aquileja, falva, ortelaa crefpa, e noz nofcada, de cada coufa, meia onça. {{lema|AQUILINO, A}}. adj. De aguia, pertencente a aguia. Do Lat. Aquilinus. Fr. F. BRAND. Oraç: 18 Cevárãofe no fangue innocente de Abel huma aguia leonina, e hum deão aquilino. M. FERNAND. Aim. 2, 1, 9. n. 65 Ou- tros cafos illuftres, porque cites baltão para moftrar o muito, que Deos obta por eftes aquilinos inftrumentos. Met. Prefpicaz, agudo, penetrante. Da vifta e dos olhos. A. DE VASc. Anj. 2, 5, 3. part. 3. p. 426 O que pri .meiro to conheceo, e deo noticia aos outros, foi o puro, e cafto João, que com fua vifta aquilina, e com os 0- lhos caftos da pureza teve vifta, e conhecimento de feu Meftre. M. BERN. Floreft. 5, 1, 320, C Muito mais aqailina importa fer a vifta prudentiffima de hum Mo- narcha. BLUT. Vocab. Olhos aquilinos. A Do engenho. F. DE MENDOÇ. Serm. 2, 320, 10 Hum engenho agudo, hum entendimento claro e aqui- lino! AMARAL, Serm. 233, 2 Esforçando o vôo de feus aquilinos entendimentos. Nariz aquilino. O que be agudo e curvado. BRIT. Mon. ., 3. c. 1 O nariz aquilino e grande. SEVER. Difc. 54 Olhos espertos, e nariz aquilino. Fa. Leão, Bened. 2, 1, 4. c. 18 Tinha os olhos gazeos, e o nariz aqui {{lema|AQUILLO}}. term. neutr. do pron. Aquelle. Aquella confa. GL, Vic. Obr. 1, 73 Porque o Rei que he bom juiz, Como a lei feita he, Faz aquillo, que ella diz. CAM. Ecl. 3. 12 Que facilmente aos olhos fe figura Aquillo, que fe pinta no defejo. Socs. Vid. 1, 23 Que me fa- ça refpeitar dos pobres ... tirando aos inefimos pobres aquillo, com que os poffo remediar e manter? {{lema|AQUILO}}. s. m.. O mefmo que Aquilão. Lat. Aquilo. CAM. Luf. 6, 31. Boreas injuriado, e o companheiro Aquilo. 1 CORR. Comm. 1, 35 Boreas he o vento, que chama- mos commummente Nornordefte. Chamãolhe afli os Gre- gos, por fer imperuofo e rijo no feu fopto, pola qual razão lhe chamão os Latinos Aquilo. M. DE FIGUEIR. Chronogr. 3 z Os Latinos. The chamão Aquilo à feme- lhança do vôo da aguia. {{lema|AQUILON}}. s. m. O mefmo que Aquilo. MATT. Jeruf. 9, 39. NUN. DA SILV. Poef. 73. {{lema|AQUILONAR}}. adj. de huma term. Pertencente ao Aquilão, do vento Aquilão. Do Lat. Aquilonaris. GOES, Cht. do Princ. 9 Os quaes Efcritores ambos nas Chronicas, que fizerão das partes aquilonares &c. FR. GASP. DA CRUZ, Tr. 29, 5 A Efcriptura diz que da parte aquilonar vi- rá todo mal. MATT. Jemf. 3, 64. Lá com a porta aqui- lonar no lbano, Que com ella fe ajunta, o campo guia. {{lema|AQUILONIO, A}}. adj. O mefmo que Aquilonar, SOUS. DE .Mac. Ulyflip. 2, 64 Antes os mares aquilonios mande. {{lema|AQUINHOADO, A}}. p. p. de Aquinhoar. CEIT. Quadrag. 1. Ded. D. F. MAN. Cart. 4, 23. PINT. RIB. Rel. 1, 37. {{lema|AQUINHOAR}}. v. a. Repartir, dar on fazer quinhões. PINT. RIB. Luftr. 1, 49. Os mais, dotes, com que Deos o dotou, e aquinboon. CARV. Chorogr. 2, 2, 2. c. 4 E como da Provincia d'Entre Douro c Minho he facil ti- rar gente, aquinhoárão nelte lugar o Thefoureiro de Braga, que facilmente podia conduzir da fua Diecefe po- voadores, e accommodalos. Com pron. peff. Temar. quinbão on parte em algu- ma coufa. CEIT. Serm. 1, 182, 1 Nas feftas e honras de algum fempre os parentes fe querem aquinhoar. CAR- Dos. Agiol. 2, 53 A' porfia chegarão, muitos a beijat feu habito, pés, emaos, aquinhoandofe d'aquelles defpo- jos fagrados. {{lema|AQUIRIR}}. v. a. e feus derivados. Vej. Acquirir. {{lema|AQUISITO, A}}. adj. ant. O mefmo que Acquifito. FR. MARC. Chr. 2, 1, 47. FEO, Tr. 1, 272, 4. {{lema|AQUISTADO, A}}. p. p. de Aquiftar. M. THOM. Inful. 1, 9. {{lema|AQUISTAR}}. v. a. Alcançar, acquirir, confeguir, FR. MARC. Chr. 2, 10, cant. 42. Nenhuma virtude póde homem aquiftar, Senão tem propofito pera bem obrar. CAMP. Re- ceb. 121 Como efte effeito fe aquifta chèo de tantos perigos? VIEIR. Catt. 1, 118 Com que a Secretaria de V. Excellencia não aquiffon pouco credito com os primei- ros Miniftros. {{lema|AQUISTO}}. term. neutr. do pron. Aquefte. ant. BERNARD. Ris. Ecl. 2 Não póde já longe vir, Jano, aquifto, que te digo. {{lema|AQUITANICO, A}}. adj. De Aquitania, ou Gasconha, Provincia da França. Do Lat. Aquitanicus. Luc. Vid. 10, 17 Nem do mar Aquitanico ao Ponto Euxino... chega a quinhentas legoas. CARV. Comp. 2, 9, 78 Oceano Aquitanico pela cófta de Gafconha, provincia da França, chamada antigamente Aquitania. no e lo abre {{lema|AQUITANO, A}}. adj. O mesmo que Aquitanico. MATT. Je- ruf zo, 88 Os Aquitanos voltão juntamente, Seguin- do o Capitão de furia armado. {{lema|AQUOGOMBRADO, A}}. adj. antiq. CANCION. 106 He hum Pouco aquogombrado, Defalmado. {{lema|AQUOSIDADE}}. s. f. Med. Qualidade aquofa dos humores dos corpos. ant. Acofidade. A. DA CRUZ, Recop. 2, 8 da cólera com mittura de alguma aquofidade, a que cha- mão fleugnia, fe faz herpes miliares. {{lema|AQUOSO, A}}. adj. O mefiño que Aqueo. ant. Acofo. CAN. Od. 11, 4 Quando no tempo aquofo, Noto irado revolve a clara limpha. LEIT. D'ANDRAD. Mifc. 2, 43 Materia a- quofa e liquida, que fe for coalhando, e fazendo pe- dra. A. DA CRUZ, Recop. 2, I Porque o apoftema ventofo e aquofo não fe podem determinar por induração. {{center|'''A R.'''}} {{lema|AR}}. s. m. Certo corpo fluido, movel, fem côr, nem cheiro; tranfparente, ao ponto de fer invifivel, que continuadamente infpiramos e refpiramos, e que não toca algum dos fentidos a não ser o tało, e cerca toda redondeza da terra. Julgafe que a fua altura fobre a terra he de 18 aré 20 legoas; he capaz de dilatação, e compressão, e he hum dos agentes mais confideraveis, e mais univerfacs, que ha na natureza, aflim para a confervação da vida animal, como para a vegetação, e producção dos mais importantes phenomenos do mundo. Efes maravilhofos effeitos devemfe á fluidez, pezo, c elafticidade do at, propriedades, que todas as experiencias phyficas, decifivarnente demonftrão. Querem que o ar deva ao fogo a fua fluidez, e que fem elle feria huma maffa folida, e im- penetravel. O pezo do ar he para o dagoa como 1:850. Efte pezo fuftenta o mercurio nos barometros, levanra a agoa nas bombas, occafiona a circulação dos líquidos nos fiphoens, e faz correr o leite na bocca dos meninos, que mammab. Affentaffe que huma columna de ar da altura da atmosphera, até nós, e de igual diametro ao do mercurio peza tanto como 28 pollegadas de mercurio, ou 32 pés de agoa. Huma columna, que tiver por bafe hum pé qua- drado peza 1728 libtas: e qualquer homem, avaliada a fua fuperficie em quinze pés quadrados, opprimido pot todas as partes de ar, fuftenta huma maffa de 25900 li- bras, e a força defta maffa; porém a elafticidade do mef- mo ar embaralla que o homem feja efmagado por hum tão enorme pezo. O mefmo pezo do ar faz, com que elle fe precipite velozmente em todos os lugares, que não eftão occupados por corpos mais pezados. O ar, que infpiramos e refpiramos, avaliafe quatorze mil vezes mais denfo que o da extremidade da atmofphera, e fetenta mil vezes menos raro, que o da região ethetea, que he hum ar tão fuperiormente rarefeito, que fe não pode in- teiramente evacuar da maquina peneumatica. He certo que o ar diminuc cm denfidade c crefce em frialdade á proporção da fua elevação fobre a terra, e obra de tal forte fobre os noffos fentidos, que nas mais altas montanhas perdem os líquidos cfpirituofos muita parte do feu fabor, e o fom perde tambem muito da fua for- ça. A fria!dade do ar faz abaixar o licor no thermome tro: a feccura, ou humidade do mefmo ar occafiona os movimentos do hygrometro. Depois do fogo he o ar o elemento mais ligeiro. He o principio da vida, c da mor te. Sem ar não podião fubfiftir o fogo, e a luz. He o principio do fom, c propagao até mil e cem pés em ca- da fegundo, mas efta propagação he menos rapida que a da luz. Sem o ar o gofto, o cheiro, e o ouvido fe- riáo crgãos inuteis, e as fementes ficarião fepultadas no. centro da terra fem fe defenvolverem. N'huma palavra fem ar não ha exiftencia fenfitiva, e por hum eflcito contrario concorre o ar para a deftruição dos corpos inor- ganicos he tambem a caufa da refracção, e dos cref- pufculos. Como o ar he capaz de compressão e dilata- ção, fe rarefaz e condenfa á medida do pezo, que o carrega. O calor o dilara e rarefaz: a agoa fervendo lhe aumenta hum terço da fua força: o calor elevado a hum gráo exceffivo lhe faz occupar hum efpaço de 13 até 16 vezes maior que o feu volume ordinario. A força do ar comprimido, e da ago reduzida a vapor occafiona os vin- lentos tremores de terra, que experimentamos. O ar fe enche de hum numeto prodigiofo de corpos heterogeneos que alterão a fua natureza, e o fazem muitas vezes fu-<noinclude></noinclude> g9u3ujd917taah4o88ln1u53j2y20dm Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/130 106 255717 558459 2026-08-11T13:21:55Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 558459 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|122|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>jos mortaes de mil gerações extinctas. Gostas mais dʼesta comparação de metter medo? — Tanto vale uma como outra, replicou Barbicane. — Diacho! és bem mau de contentar! respondeu Miguel Ardan. — Meu caro amigo, tornou o positivo Barbicane, como não sabemos o que aquillo é, pouco nos deve importar saber com que se parece. — Boa resposta, exclamou Miguel. É para me ensinar a discutir com sabios! Entretanto, o projectil ia correndo com velocidade quasi uniforme a par do disco lunar. Os viajantes, como facilmente se concebe, nem sequer pensavam em dar-se por um instante ao repouso. A paizagem que lhe fugia por debaixo dos olhos variava deslocando-se a cada minuto. Por volta da hora e meia da manhã começaram a enxergar as cumiadas de outra montanha. Barbicane consultou o mappa e reconheceu o Eratosthenes. Era uma montanha annular de quatro mil e quinhentos metros de altura, um dʼesses circos que tanto abundam na superficie do satellite. A proposito dʼeste caso relatou Barbicane aos amigos a singular opinião de Kepler ácerca da formação de taes circos. Segundo cria aquelle celebre mathematico, deviam ter sido excavadas pela mão do homem aquellas cavidades cratériformes. — Com que fim? perguntou Nicholl. — Com um fim muito natural! respondeu Barbicane. Os selenitas, segundo Képler, emprehenderam aquelles immensos trabalhos, excavaram aquellas enormes covas, para se refugiarem e livrarem dos raios solares que sobre elles incidem durante quinze dias consecutivos. — Ora chamem-lhes tolos, aos taes selenitas! disse Miguel — Singular idéal responden Nicholl. É porém, provavel, que Képler não conhecesse as verdadeiras dimensões dʼesses circos, porque taes como hoje os conhecemos, excaval-os, era trabalho para gigantes, que não para selenitas! {{nop}}<noinclude></noinclude> e175cg2w2301fp7jnkra460sycawsb2 558461 558459 2026-08-11T13:30:10Z Erick Soares3 19404 558461 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|122|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>jos mortaes de mil geraçōes extinctas. Gostas mais dʼesta comparaçāo de metter medo? — Tanto vale uma como outra, replicou Barbicane. — Diacho! és bem mau de contentar! respondeu Miguel Ardan. — Meu caro amigo, tornou o positivo Barbicane, como nāo sabemos o que aquillo é, pouco nos deve importar saber com que se parece. — Boa resposta, exclamou Miguel. É para me ensinar a discutir com sabios! Entretanto, o projectil ia correndo com velocidade quasi uniforme a par do disco lunar. Os viajantes, como facilmente se concebe, nem sequer pensavam em dar-se por um instante ao repouso. A paizagem que lhe fugia por debaixo dos olhos variava deslocando-se a cada minuto. Por volta da hora e meia da manhā começaram a enxergar as cumiadas de outra montanha. Barbicane consultou o mappa e reconheceu o Eratosthenes. Era uma montanha annular de quatro mil e quinhentos metros de altura, um dʼesses circos que tanto abundam na superficie do satellite. A proposito dʼeste caso relatou Barbicane aos amigos a singular opiniāo de Kepler ácerca da formaçāo de taes circos. Segundo cria aquelle celebre mathematico, deviam ter sido excavadas pela māo do homem aquellas cavidades cratériformes. — Com que fim? perguntou Nicholl. — Com um fim muito natural! respondeu Barbicane. Os selenitas, segundo Képler, emprehenderam aquelles immensos trabalhos, excavaram aquellas enormes covas, para se refugiarem e livrarem dos raios solares que sobre elles incidem durante quinze dias consecutivos. — Ora chamem-lhes tolos, aos taes selenitas! disse Miguel — Singular idéal responden Nicholl. É porém, provavel, que Képler nāo conhecesse as verdadeiras dimensōes dʼesses circos, porque taes como hoje os conhecemos, excaval-os, era trabalho para gigantes, que nāo para selenitas! {{nop}}<noinclude></noinclude> laxa6t5llvw4udh07gc4pqd7pki5jsn Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/132 106 255718 558460 2026-08-11T13:29:34Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 558460 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|124|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>a dos Apenninos, cujo desenvolvimento total abrange cento e eincoenta legnas, distancia aliás inferior á comprehendida pelos grandes movimentos orographicos da Terra. Costeiam estes Apenninos a plaga oriental do Mar das Chuvas, pegando ao norte com os Karpathos, calo perfil se estende proximamente por un cento de leguas. Os viajantes mal poderam enxergar o vertice dʼestes Apenninos que se desenham desde o decimo grau de latitude oeste até ao decimo sexto grau de longitude leste; a corda dos Karpathos, porém, estendeu-se-lhes debaixo dos olhos, de 18° a 30º de longitude oriental, por fórma que poderam tirar planta da distribuiçāo dʼella. Na presença dʼaquella corda dos Karpathos, que apresentava en tantos pontos fórmas circulares e elevados picos, pareceu-thes perfeitamente justificada a hypothese que dʼeste facto conclue que esta cadeia foi outrʼora formada de importantes circos, anneis montanhosos que por partes devem quebrar o enorme effluvio que foi origem do Mar das Chuvas. Os Karpathos offereciam entāo aos viajantes o aspecto que haveriam de ter os circos de Purbach, de Arzachel e de Ptolomen, se um cataclysmo lhes derrubasse a muralha esquerda, transformando-os assim em corda continua. Têem os Karpathos de altura média tres mil e duzentos metros, elevaçāo que pode comparar-se á de alguns pontos dos Pyrenéus, taes como o porto de Pinéde. As vertentes meridionaes dʼestas montanhas pendem abruptas para o immenso Mar das Chuvas. Por volta das duas da madrugada observou Barbicane que se encontrava nas alturas do vigesimo parallelo lunar e nāo longe da pequena montanha de mil quinhentos e nove metros de elevaçāo que tem o nome de Pythias. Era entāo a distancia do projectil á Lua apenas de mil e duzentos kilometros, que as lunetas reduziam para os effeitos visuaes a tres leguas. Estendia-se sob os olhos dos observadores o ''Mare Imbrium'', qual immensa depressāo, cujos pormenores ainda mal se percebiam. Perto dʼelles, á esquerda, erguia-se o monte Lambert, cuja<noinclude></noinclude> hl7vv83kmsjoohrp778bh37jmrswgez Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/131 106 255719 558471 2026-08-11T15:48:52Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: — E porque nāo, se a gravidade na superficie da Lua é seis vezes menor do que na terra? disse Miguel. — E se os selenitas forem tambem seis vezes mais pequenos que os homens? replicou Nicholl. — E se nāo houver selenitas! acrescentou Barbicane; com o que terminou a discussāo. Em breve se sumiu Eratosthenes abaixo do horisonte, sem que o projectil se aproximasse bastantemente dʼelle para tornar possivel rigorosa observaçāo. Esta mont... 558471 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Erick Soares3" />{{rvh|123|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>— E porque nāo, se a gravidade na superficie da Lua é seis vezes menor do que na terra? disse Miguel. — E se os selenitas forem tambem seis vezes mais pequenos que os homens? replicou Nicholl. — E se nāo houver selenitas! acrescentou Barbicane; com o que terminou a discussāo. Em breve se sumiu Eratosthenes abaixo do horisonte, sem que o projectil se aproximasse bastantemente dʼelle para tornar possivel rigorosa observaçāo. Esta montanha separava os Apenninos dos Karpathos. Na orographia lunar ha tambem algumas cordas de montanhas, que estāo principalmente distribuidas no hemispherio septentrional. Algumas dʼestas, todavia, estāo situadas em regiōes do hemispherio sul. Eis o quadro dʼessas diversas cordas, indicadas a partir do sul para o norte e com as respectivas latitudes e alturas referidas ao mais alto vertice. {{dhr}} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção=Montes Dœrfel |título=84º {{gap}} — |página=lat. 8. 7:603 metros }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção=»{{gap}}Leibnitz |título=65º {{gap}} — |página=»{{gap}} 7:600{{gap}}» }} {{dhr}} A mais importante dʼestas differentes cordas de montanhas é<noinclude></noinclude> kf6y7xrwhmw56c03q0t6yzdrc79wnav 558497 558471 2026-08-11T21:58:30Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 558497 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|123|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>— E porque nāo, se a gravidade na superficie da Lua é seis vezes menor do que na terra? disse Miguel. — E se os selenitas forem tambem seis vezes mais pequenos que os homens? replicou Nicholl. — E se nāo houver selenitas! acrescentou Barbicane; com o que terminou a discussāo. Em breve se sumiu Eratosthenes abaixo do horisonte, sem que o projectil se aproximasse bastantemente dʼelle para tornar possivel rigorosa observaçāo. Esta montanha separava os Apenninos dos Karpathos. Na orographia lunar ha tambem algumas cordas de montanhas, que estāo principalmente distribuidas no hemispherio septentrional. Algumas dʼestas, todavia, estāo situadas em regiōes do hemispherio sul. Eis o quadro dʼessas diversas cordas, indicadas a partir do sul para o norte e com as respectivas latitudes e alturas referidas ao mais alto vertice. {{dhr}} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção=Montes Dœrfel |título=84º {{gap}} — |página=lat. 8. 7:603 metros }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção=»{{gap}}Leibnitz |título=65º {{gap}} — |página=»{{gap}} 7:600{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção=»{{gap}}Rook |título=20º a 30º |página=»{{gap}} 1:600{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção=»{{gap}}Altai |título=17º a 28º |página=»{{gap}} 4:047{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção=»{{gap}}Cordilheiras |título=10º a 20º |página=»{{gap}} 2:898{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção=»{{gap}}Pyrenéus |título=8º a 18º |página=»{{gap}} 1:600{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção=»{{gap}}Oural |título=5º a 13º |página=»{{gap}} 838{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção=»{{gap}}Alembert |título=4º a 10º |página=»{{gap}} 5:847{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção=»{{gap}}Oural |título=5º a 13º |página=»{{gap}} 838{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção=»{{gap}}Hœmus |título=8º a 21º |página=lat. N. 2:021{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção=»{{gap}}Karpathos |título=15º a 19º |página=»{{gap}} 1:939{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção=»{{gap}}Apenninos |título=14º a 27º |página=»{{gap}} 5:501{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção=»{{gap}}Taurus |título=21º a 28º |página=»{{gap}} 2:746{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção=»{{gap}}Ryphéos |título=25º a 33º |página=»{{gap}} 4:171{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção=»{{gap}}Hereynios |título=17º a 29º |página=»{{gap}} 1:170{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção=»{{gap}}Caucaso |título=32º a 41º |página=»{{gap}} 5:567{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção=»{{gap}}Alpes |título=42º a 49º |página=»{{gap}} 3:617{{gap}}» }} {{dhr}} A mais importante dʼestas differentes cordas de montanhas é<noinclude></noinclude> j9uxxu8e01gae9ptodo2nkf9t8rjzaf Galeria:Campos-Traduccaoebreve.pdf 104 255720 558472 2026-08-11T16:15:46Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 558472 proofread-index text/x-wiki {{:MediaWiki:Proofreadpage_index_template |Type=book |Título=[[Traducção e breve analyse de algumas passagens dos discursos proferidos por M. Pasteur et M. Renan por occasiao da entrada do primeiro no Instituto de França como sucessor de M. E. Littré]] |Subtítulo= |Language=pt |Autor=[[Autor:Louis Pasteur|Louis Pasteur]], [[Autor:Ernest Renan|Ernest Renan]] |Tradutor=[[Autor:Joaquim Pinto de Campos|Joaquim Pinto de Campos]] |Editor= |Ilustrador= |Edição= |Volume= |Editora= |Gráfica= |Local=Lisboa |Ano=1882 |ISBN= |Fonte={{commons|Campos-Traduccaoebreve.pdf}} |Imagem= |Capa=2 |Progresso=X |Páginas=<pagelist /> |Tomos= |Volumes= |Notas= |Sumário= |Epígrafe= |Width= |Css= |Header= |Footer= |Modernização=N }} 4qu8r2jo8vy5zhm1s1wp9hrjykxnckr 558473 558472 2026-08-11T16:21:09Z Erick Soares3 19404 558473 proofread-index text/x-wiki {{:MediaWiki:Proofreadpage_index_template |Type=book |Título=[[Traducção e breve analyse de algumas passagens dos discursos proferidos por M. Pasteur et M. Renan por occasiao da entrada do primeiro no Instituto de França como sucessor de M. E. 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Maldita escola! Oh Deus! mais me valêra a morte! Vendo um bicho de seda, inda exclamou; Pateta! Como podes fiar tua propria prisão? O verme respondeu: «Trabalho com amor, {{C|que d'esta escuridão,}}depois de immensa lucta, hei-de ser vencedor {{C|e sahir borboleta !}} </poem>}} {{nop}}<noinclude></noinclude> mk3k3kpz7s9vdrjuntmxx2bt1d2qe49 558481 558480 2026-08-11T18:14:42Z BlitzkriegBoop 37692 558481 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh|28|{{uc|Contos infantis}}|}} {{lh}}</noinclude>{{ch|XI}} {{dhr}} {{c|{{larger|'''O estudante e o bicho de seda'''}}}} {{dhr}} {{c|{{smaller|De Luiz Ratisbonne}}}} {{dhr}} {{C|{{smaller|{{uc|Ao meu amiguinho Luiz Bandeira de Gouvêa Pinto}}}}}} {{dhr}} {{bloco centro| <poem> Borboleta, és feliz! podes voar, voar!» (dizia um estudante) e eu que triste sorte! sempre a escrever, a ler, sem poder descançar. Maldita escola! Oh Deus! mais me valêra a morte! Vendo um bicho de seda, inda exclamou; Pateta! 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Que festanças farei! ― Pois eu, responde com meiguice o segundo: ficando bem quietinho dá-me um beijo a mamã. {{D|Diz um terceiro:}}― Eu orphão sou, não tenho um seio amigo, nem pae, nem mãe, nem tecto hospitaleiro. Quero estudar sem outra recompensa, que o prazer de ser bom. Ah! se o consigo?... Fazer bem pelo bem, virtude immensa! </poem>}} {{nop}}<noinclude></noinclude> avj5vnq0f77usd8y96dh48gkkib57xf Página:Contos infantis em verso e prosa.pdf/46 106 255726 558483 2026-08-11T18:45:53Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 558483 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh|30|{{uc|Contos infantis}}|}} {{lh}}</noinclude>{{ch|XIII}} {{dhr}} {{c|{{larger|'''O gago'''}}}} {{dhr}} la-se pondo o sol. Pelas largas janellas sem cortinas entravam a brilhante claridade vermelha do radioso astro e o perfume penetrante dos festões de rosas chá. Recostado nos joelhos da mãe o pequeno e loiro Ernesto ouvia embevecido umas historias de princezas encantadas, quando na porta do terraço se destacou o grande vulto sombrio de um visinho pobre, que ia offerecer á venda umas aves. O infeliz era gago, e foi com immensa difficuldade que disse: ― Minha senhora... sou muito pobre... vim pedir-lhe que me soccorra, comprando-me estas perdizes... De tal modo gaguejou elle estas palavras, que<noinclude></noinclude> n2qxrgu00etogwgunw2i1y5th9q0g49 Página:Contos infantis em verso e prosa.pdf/47 106 255727 558484 2026-08-11T18:48:12Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 558484 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh||{{uc|Contos infantis}}|31}} {{lh}}</noinclude>Ernesto admirado desatou uma gargalhada argentina e fresca. ― Oh! que cousa feia! um homem fallando tão mal, que vergonha! ― Cala-te, meu filho! não sejas máu... deves ter pena e não rir. Isso é um defeito da natureza, uma infelicidade, a que qualquer de nós está sujeito. Ouve-o com caridade... respeita a desgraça, meu anjo. Voltando-se para o velho mandou-o a senhora continuar, mas o pobre homem envergonhado sentia cada vez mais tardia a falla e não póde articular um som. Por fim fez um esforço e a muito custo balbuciou : ― não posso! Saltaram-lhe as lagrimas e Ernesto então commovido correu para elle e, estendendo-lhe os bracinhos, murmurou com meignice: ― Perdõe-me! Bemdito seja aquelle, que repara o mal, que fez, pois ficae certos meninos, que em vez de humilhar-se, eleva-se, quem pede perdão para lavar a consciencia de uma culpa ! {{nop}} {{dhr}} {{C|{{extrair imagem}}}}<noinclude></noinclude> 6n15pg2fbgoz5oo0vggi9dfjdanu7od Contos infantis em verso e prosa (1886)/O Estudante e o bicho de seda 0 255728 558485 2026-08-11T18:50:22Z BlitzkriegBoop 37692 Página criada 558485 wikitext text/x-wiki <pages index="Contos infantis em verso e prosa.pdf" include=44 header=1 tradutor="[[Autor:Adelina Lopes Vieira|Adelina Lopes Vieira]]" Autor="[[Autor:Louis Ratisbonne|Louis Ratisbonne]]"/> [[Categoria:Contos infantis em verso e prosa| 13]] 0x60zj311g0x1pdko7dm5xx6el7k4ib Contos infantis em verso e prosa (1886)/O Bem 0 255729 558486 2026-08-11T18:51:30Z BlitzkriegBoop 37692 Página criada 558486 wikitext text/x-wiki <pages index="Contos infantis em verso e prosa.pdf" include=45 header=1 tradutor="[[Autor:Adelina Lopes Vieira|Adelina Lopes Vieira]]" Autor="[[Autor:Louis Ratisbonne|Louis Ratisbonne]]"/> [[Categoria:Contos infantis em verso e prosa| 14]] cke7tmgua7cz5pfbemwb70wwbhwbeuv Contos infantis em verso e prosa (1886)/O Gago 0 255730 558487 2026-08-11T18:53:00Z BlitzkriegBoop 37692 Página criada 558487 wikitext text/x-wiki <pages index="Contos infantis em verso e prosa.pdf" from=46 to=47 header=1 autor="[[Autor:Júlia Lopes de Almeida|Júlia Lopes de Almeida]]" /> [[Categoria:Contos infantis em verso e prosa| 15]] st61rwaqkg1l33t7o67o2moz49c6vr9 Categoria:Contos infantis em verso e prosa 14 255731 558488 2026-08-11T18:55:01Z BlitzkriegBoop 37692 Página criada 558488 wikitext text/x-wiki [[Categoria:Adelina Lopes Vieira]] [[Categoria:Júlia Lopes]] [[Categoria:Obras publicadas em 1886]] 347tqgog4iq4wipajwowtj5vb96l8zi Página:Campos-Traduccaoebreve.pdf/2 106 255732 558490 2026-08-11T21:36:58Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 558490 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{| style="margin: auto; border:1px solid black; padding:0.5em" | {{dhr|3}} {{c|{{x-larger|'''TRADUCÇÃO E BREVE ANALYSE'''}}}} {{dhr}} {{c|{{sc|de}}}} {{dhr}} {{c|{{smaller|ALGUMAS PASSAGENS DOS DISCURSOS PROFERIDOS}}}} {{dhr}} {{c|{{smaller|POR}}}} {{dhr}} {{c|{{x-larger|'''M. 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Este monte, que apenas se eleva a mil oitocentos e quinze metros acima da superficie lunar, serviu de assumpto para um interessante trabalho do astronomo Schroeter. No intuito de determinar a origem das montanhas da Lua, tinha este homem de sciencia começado por inquirir se a relaçāo de igualdade entre o volume das cratéras e o das muralhas que as formam era constante. Existe geralmente esta relaçāo de igualdade, facto dʼonde Schroeter concluiu que as muralhas das differentes cratéras tinham todas sido formadas por uma erupçāo unica de materias vulcanicas, visto como successivas erupçōes teriam modificado a relaçāo de volumes apontada. O monte Euler era o unico que vinha desmentir esta lei geral, e a formaçāo dʼelle forçosamente fora devida a muitas erupçōes successivas, visto como o volume da sua cavidade era duplo do do seu recinto. Todas estas hypotheses eram admissiveis para observadores terrestres, mal e incompletamente servidos pelos instrumentos que tinham. Barbicane, porém, é que já nāo queria contentar-se com ellas, e vendo que o seu projectil se ia regularmente aproximando do disco lunar, nāo perdia a esperança, já que lá nāo podia chegar, de surprehender-lhe ao menos os segredos da formaçāo. {{nop}}<noinclude></noinclude> 48iluhes9fe33vt8qktzykrl9ydaae0 Á Roda da Lua (5ª edição)/XII 0 255736 558494 2026-08-11T21:48:56Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf" from=117 to=123 header=1/> {{rule|8em|align=left}} {{smallrefs}} {{Modernização}} {{DP-3}} [[pl:Podróż Naokoło Księżyca/XII]] [[ru:Вокруг_Луны_(Верн;_1869)/ДО#ГЛАВА_XII._Орографическія_подробности.]] [[cs:Cesta kolem měsíce/Kapitola dvanáctá]] [[en:Around the Moon/Chapter XII]] [[fr:Autour de la Lune/12]] 558494 wikitext text/x-wiki <pages index="Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf" from=117 to=123 header=1/> {{rule|8em|align=left}} {{smallrefs}} {{Modernização}} {{DP-3}} [[pl:Podróż Naokoło Księżyca/XII]] [[ru:Вокруг_Луны_(Верн;_1869)/ДО#ГЛАВА_XII._Орографическія_подробности.]] [[cs:Cesta kolem měsíce/Kapitola dvanáctá]] [[en:Around the Moon/Chapter XII]] [[fr:Autour de la Lune/12]] 34k1o8ae3vr95wj1qu3s0f5t2eayite 558495 558494 2026-08-11T21:49:27Z Erick Soares3 19404 558495 wikitext text/x-wiki <pages index="Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf" from=124 to=132 header=1/> {{rule|8em|align=left}} {{smallrefs}} {{Modernização}} {{DP-3}} [[pl:Podróż Naokoło Księżyca/XII]] [[ru:Вокруг_Луны_(Верн;_1869)/ДО#ГЛАВА_XII._Орографическія_подробности.]] [[cs:Cesta kolem měsíce/Kapitola dvanáctá]] [[en:Around the Moon/Chapter XII]] [[fr:Autour de la Lune/12]] fyxjvibhtarqm9opcr9amtn65fv6rwd 558496 558495 2026-08-11T21:50:16Z Erick Soares3 19404 558496 wikitext text/x-wiki <pages index="Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf" from=124 to=133 header=1/> {{Modernização}} {{DP-3}} [[pl:Podróż Naokoło Księżyca/XII]] [[ru:Вокруг_Луны_(Верн;_1869)/ДО#ГЛАВА_XII._Орографическія_подробности.]] [[cs:Cesta kolem měsíce/Kapitola dvanáctá]] [[en:Around the Moon/Chapter XII]] [[fr:Autour de la Lune/12]] oml8t9kbvnh2tcv820qjrvd73kjcf8l Requerimento nº 018 de 2025 da Câmara Municipal de São Fidélis 0 255737 558500 2026-08-12T00:47:17Z Aura Code Angelus 43241 Adição de Moção de Aplausos nº 018/2025 da Câmara Municipal de São Fidélis, reconhecendo a trajetória e contribuição cultural do artista. Fonte: Documento legislativo oficial disponível no Wikisource e Commons. 558500 wikitext text/x-wiki {{cabeçalho | título = Requerimento nº 018 de 2025 | autor = Câmara Municipal de São Fidélis | ano = 2025 | nota = Moção de Aplausos ao Sr. Alexandre Mury }} {{Original|File:Requerimento 018-2025 Camara Municipal Sao Fidelis Alexandre Mury.pdf}} == Texto do documento == PROTOCOLO CMSF Nº 0248/2025 DATA: 01/04/25 Andressa Silva CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO FIDÉLIS Estado do Rio de Janeiro SALA DAS SESSÕES REQUERIMENTO N° 018 / 2025 O VEREADOR que o presente subscreve, no uso de suas atribuições legais e consubstanciado pelas normas pertinentes, vem REQUERER, que seja deliberado pelo Plenário desta sublime Casa e inserido na ata da Reunião, MOÇÃO DE APLAUSOS ao Sr. ALEXANDRE MURY. Alexandre Mury é um multiartista natural de São Fidélis, RJ, cuja trajetória se entrelaça intimamente com a cidade que o formou. Sua produção abrange a fotografia, o desenho, a pintura, a escultura, a performance, a instalação e a intervenção urbana, sempre explorando as complexas relações entre imagem, corpo e espaço. Com um olhar crítico e conceitual, Mury aborda questões de memória, identidade e narrativas visuais, desafiando os limites da representação e da percepção. Desde sua primeira exposição aos 16 anos, em São Fidélis, até seu trabalho como locutor na 93 FM aos 19, sua carreira reflete uma dedicação incessante à arte e à comunicação. Formado em Comunicação Social, Mury lecionou em cursos de Publicidade, Jornalismo e Design Gráfico, e hoje se destaca como pesquisador independente, curador e artista que leva o nome de São Fidélis para o Brasil e para o mundo. Seu trabalho já integrou exposições em diversas instituições culturais e espaços independentes, reafirmando sua pesquisa contínua sobre arte, linguagem e contemporaneidade. Suas obras integram acervos renomados, como os do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio), do Museu de Arte do Rio (MAR) e do Museu da Fotografia Fortaleza (MFF). Para Mury, a arte é uma experiência que reflete a identidade e a transformação do seu lugar de origem, tornando-o um verdadeiro embaixador cultural de São Fidélis, merecendo assim o reconhecimento deste Parlamento. Sala das Sessões, 01 de abril de 2025. Betinho Fratani Vereador APROVADO POR UNANIMIDADE Em 01/04/2025 Érick Lopes Guimarães 1º Secretário --- {{rodapé}} ii2w68gww0otdp0c7sq4w9d7psg75ri Hino do município de Nova Esperança do Sul 0 255738 558501 2026-08-12T02:44:39Z ~2026-44277-05 43548 Adição De Conteúdo 558501 wikitext text/x-wiki Hino a Nova Esperança do Sul RS No esplendor de teus vales brotou Da bonança a cidade bendita Com bravura o imigrante fundou E ao plantar fez a terra mais rica Com as mãos no labor e com malho Alicerçaram a justiça e a paz O amor e o suor do trabalho Vem a fronte de um povo capaz Brilham juntos passado e presente No teu sol radioso céu azul A conquista e a glória da gente Salve Nova Esperança do Sul O teu solo que espraia riquezas O fartura que ostenta a tua messe Vem do seio da mãe natureza Dadivosa que o homem enaltece Estudante e operário verão Teu futuro com o ideal excelso Desfraldando do porvir do pendão Braços fortes construindo o progresso k4dd4649p7b2kfhcvi12lwmmya92iov Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/586 106 255739 558505 2026-08-12T09:07:57Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: AR nefto á vida animal. Todos os corpos incluem ar; mas, da mefma forte que o fogo, o tem em dous eftados: quando eftá nos póros dos corpos, conferva toda a fua elaf- ticidade, he puro, e feparado, e qualquer leve calor o tira do lugar, que occupa; mas quando entra como prin- cipio conftitutivo dos corpus, he combinado, fixo, confo- Iidado, e não goza da fua propriedade clattica: o volu- me do ar nefte eftado, diz Mt. Deleuze, eltá de... 558505 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>AR nefto á vida animal. Todos os corpos incluem ar; mas, da mefma forte que o fogo, o tem em dous eftados: quando eftá nos póros dos corpos, conferva toda a fua elaf- ticidade, he puro, e feparado, e qualquer leve calor o tira do lugar, que occupa; mas quando entra como prin- cipio conftitutivo dos corpus, he combinado, fixo, confo- Iidado, e não goza da fua propriedade clattica: o volu- me do ar nefte eftado, diz Mt. Deleuze, eltá de tal maneira comprimido, que, quando pela defcompofição, recobra a fua elafticidade, occupa algumas vezes hum ef- paço duzentas ou trezentas vezes maior, que o volume do corpo, em que fe inclue. Do Lat. Aer D. M. DE Poruc. Obr. 8, 205 Pois quem vive Do ar colhe ali- mento. CAM, Luí. 6, 11 Logo após elle [togo] fe fu- blima O invifivel ar. HEIT. PINT. Dial. 1, 1, 1. No. qual [ouvido] como toca o tom, que vem pelo ar, lo- go ouvimos. Subft. que mais frequentemente fe lhe ajuntão. Af- percza do... Luz, Serm. 1, 47, 4. Benignidade de ... ou dos... MEND. DE VASC. Sit. 2, 124. VIEIR. Cart. 2, 1:6. Bonança do... Maus. Aff. Afr. 4, 56. Bonda- de do... GOES, Chr. do Princ. 15. Brandura de... ou dos ... Cour. Dec. 5, 1, 5. CUNN. Catal. I, 1. Braveza dos... BRIT. Mon. I, 1. c. 24. Carrancas dos... MAUS. Aff. Afr. 3, 44 . Cerração do... ARR. Dial. 3, 18. FERNAND. Palm. 3, 55. Claridade do... FR. G. DA SILV. Vid. 1, 14. Clemencia dos... BRIT. Mon. 1, 1. c. 7. Maus. Aff. Afr. 5, 73. Delicadeza dos... LEIT. D'AN- DRAD. Mifc. 1, 18. Denfidão dos... FERNAND. FERR. Art. 2, 18. Deftemperança de... ou dos... ARR. Dial. 1. 6. VIEIR. Cart. 3, 16. Elemento do... BRIT. Mon. 1, 1, c. 1. Efcuridade do... HEIT. PINT. Dial. 1, 5, 11. Esfera do... Loc. Vid. 2, 10. Efpaço do... Maus. Aff. Afr. 5, 72 y. Frefcura do... Laão, Defcripç. 34. Luc. Vid. 1o, 20. Frialdade do ... PEDR. NUN. Geogr. 8. Graffeza do... HEIT. PINT. Dial. 1, 1, 10. Inclemencia do... ou de ares. CALV. Homil. 1, 473. SEVER. Notic. 8, .255. Indi/pofição do... FR. G. DA SILV. Vid. 1, 55. Influencia do... ESTAT. DOS CONEG. AZUES, II, 9. In- temperança do... SABELL. Eneid. 1, 7, 97. Mimo de... CUNH. Catal. 1, 1. Mudança de... VIEIR. Cart. 1, 20. Pureza de... ou dos... Leño, Defcripç. 34. ROLL. Novil. 1, 26. Qualidade do... CARY. Comp. 3, 7, 141. Região do ou fup ana região do .. D. FR. BR. DE BARR. Efpelh. 3, 34. ARR. Dial. 4, 26. Reper- carsão do... A. DE VASC. Anj. 2, 6, 6. part. 7. p. 913. Respiro do... BARR. Dec. 1. Prol. Reverberação do... BERNARD. RIB. Meniu. 2, 12. Salubridade do... Leão, Defcrip. 34. MEND. DE VASC. Sit. 2, 125. Serenidade do FR. G. DA SILV. Vid. 1, 14. D. HILAR. Voz, 42, 231 . Sopro do... CHAG. Efcól. 5, 377. Suavidade de... ARR. Dial. 4, 8. Tempera do... ARR. Dial. 10, 6. Temperamento (bom) dos... D. HILAR. Voz, 22, 131. Leão, Defcrip. 28. Temperança do... ou dos... PEDR. Nux. Geogr. 12. D. HILAR. Voz, 42, 231 y. Tempe- ric do... M. FERNAND. Alm. 1, 6, 4. n. 22. CARV. Comp. 3, 7, 141. Tempeftade do... D. CATH. INF. Re- gr. 1, 2. Tenuidade do... ARR. Dial. 6, 14. Epith. Aberto. HEIT. PINT. Dial, 2, 3, 1. Adver. fo. Maus. Aff. Afr. 3, 42 . Agudo. CAN. Luf. 6, 39. Alegre. D. HILAR. Voz, 15, 85 . CORT. R. Naufr. 12, 136 y. Albeio. CASTR. Ulyff. 2, 85. Alto. CAM. Od. 5, 11. HEIT. PINT. Dial. 2, 4, 2. Ambiente. CURV. Obferv. 31, 1. Aprazivel. ARR. Dial. 4, 8. Afpero. FERN. Lor. Chr. de D. J. I. 2, 108. Benigno. VIEIR. Serm. 4, 15, 4. n. 543. Bom. GOES, Chr. de D. Man. 2, 22, Bo- niffimo. MEND. DE VASC. Sit. 1, 22. Brando. MEMOR. DAS PROEZ. I, 11. FERR. Poem. Od. 1, 7. Bruto. PER. Ele- giad. 10, 137 y. Caliginofo. Luz, Tr. do Defei. 6, 7. Carregado. Maus. Aft. Afr. 3, 49. CHAG. Efcól. 6, 418. Cego. (efcuro) BARR. Dec. 3, 9, 5. SA' DE MEN. Ma!. 6, 9. Claro. CAM. Luf. 2, 42. Coado. M. BERN. Serm. 1, 17, 5. Coberto de fombras. CASTR. Ulyff. 6, 48. Condenfado ROLL. Noviff. 3, 8. Confufo. Maus. Aff. Afr. 7, 116. Confervador da vida humana. MARIZ, Dial. 1, 1. Contagiofo. LISB. Jard. 518, 5. Contente. ANDRAD. Cerc. 2, 107, 3. Coroado de nuvens. CASTR. Ulyff. 1, 9. Cor- rupto. PER. Elegiad. 3, 38. Sous. Vid. 3, 20. Cruel. Loc. Condeft. 10, 31. Delgado. CORT. R. Naufr. 4, 45. Luc. Vid. 2, 18. Denfo. M. FERNAND. Alm. 3, 3, 2. 11. 367, p. 924. Defcoberto. Maus. Aff. Afr. 4, 60 y. Diaphano. CASTR. Ulyff. 2, 57. VIEIR. Serm. 10. do Rol. 29, 3, 518. Doce. CASTR. Ulyff. 4, 47. Doentio. TELL. Chr. 2, 4, 34. n. 4. Envolto. Maus. Aff. Afr. 5, 76 .com trovues. Maus. Aff. Afr. 5, 79.. em fombras. CORT. R. Naufr. 9, 87 y. Engrofado. CEIT. Quadrag. 2, 42, 2. Ennovelado. ARR. Dial. I, 1. Er- rante. MATT. Jeruf. 13, 7. Efcuro. CAM. Eleg. 2, 10. Efpeffo. CAN. Luf. 4, 31. Eftranbo. Maus, Aff. Afr. 5, 73. Feio. CAM. Luf. 9, 3. Fervido. CAM. Canc. 9, 3. Fetido. PER. Elegiad. 10, 137 y. Fluido. MATT. Jeruf. 14, 7. Formofo. LEIT. D'ANDRAD. Mifc. 5, 135. Fresco. Sous. Vid. 2, 18. M. THOм. Inful. 4, 127. Frio, FERR. Poem. Od. 2, 5. SEVER. Difc. 19. Groffo. CAM. Cang. 9; 3. Sous. Hift. 3, 6, 10. Horrendo. CASTA. Ulyff. 4, 8. Impuro. CASTR. Uly. 4, 32: Inclemente. M. FERNAND. Alm. 2, 1, 23. n. 7. Inficionado. Los. Condeft. 10, 31. Sous. Hift. 3, 6, 10. Inquicto. Cuac. Efcól. 6, 418. Inftavel. CAM. Canç. 12, 3. Invifivel. CAN. Luf. 6, 11. VIEIR. Serm. 10. do Rof. 29, 3, 518. Largo. Maus. Aff. Afr. 5, 86 y. Leve. PER. Elegiad. 3, 41 y. LEIT. D'ANDRAD. Mifc. 5, 135. Ligeiro. SA DE MEN. Mal. 2, 95. Limpo. LEIT. D'ANDRAD. Mifc. 1, 1 y. Lindo. GRAN. Serm. 12, 46. Liquido. ARR. Dial. 4, 1. Livre. ESTAT. DOS CONEG. AZUES, II, 9. CASTR. Ulyff. 7, 14. Ma- ligno. POEM. DA CREAÇ. 2, 36. Máo. FERN. LOP. Chr. de D. J. 1. 2, 9. Mimofo. Leño, Defcripç. 25. Molle. PER. Elegiad. 10, 132. Mudo. SA' DE MIR. Ecl. 4. Negro. CORT. R. Naufr. 9, 100 y. Nevado. CuRv. Obferv. 31, 1. Nocivo. M. GODINH. Rel. 27, 175. Nocturno. CORT. R. Naufr. 9, 94. Novo. D. FR. BR. DE BARR. Efpelh. 3 37. CAM. Luf. 4, 76. Odorifero. PER. Elegiad. 12, 181 . Offufcado com a noite. CORT. R. Naufr. 9, 98 . Opáco. PER. Elegiad. 12, 157 . Pardo. Sous. DE MAC. Ulyilip. 10, 36. Patente. Maus. Aff. Afr. 3, 52. Pene- trante. SANT. Ethiop. 1, 3, 5. Perturbado. MAUS. Aff. Afr. 2, 18 y. Pefado. CASTR. Ulyff, 2, 31. Peffimo. FR. GASP. DE S. BERNARD. Itin. 8. Peftifero. MEND. DE VASC Sit. 2, 123. Sous. Hift. 3, 4, 13. Peftilencial. FERNAND GALV. Serm. 2, 277, 2. Peftilento. CASTR. Ulyff. 8, 112 MONTEIR. Art. 27; 2. Podre. PER. Elegiad. 10, 137 Ponteiro. TELL. Chr. 2, 5, 49. n. 6. Proveitofo. BRIT. Mon. I, I, c. 7. Puro. BARR. Dec. 1, 10, 1. CAN Canç. 12, 1. Quieto. M. FERNAND. Alm. 2, 1, 17. n. 80. Raro. CASTR. Ulyff. 7, 45. Revolto. CoRT. R. Naufr. 12, 134. Ruim. MEND. DE VASc. Sir. 2, 123. Sadio. ARK. Dial. 1, 15. Salutifero. Sous. Hift. 3, 6, 14. Sa- nino. MEND. DE VASC. Sit. 2, 239. São. SA' DE MIR. Cart. 2, 48. LEão, Chr. de D. Aff. V. 41. Luc. Vid. 2, 7. Saudavel. CARDOS. Agiol. 1, 16. Sec- co. ARR. Dial. 1, 7. Sereno. BARR. Dec. 1, 10, 1. CAM. Luf. 2, 42. Soccegado. CASTR. Ulyfl. 2, 41. Sombrio! CORT. R. Naufr. 1, 11 y. Suave. FR. TH. DE JES. Trab. 1, 8, 197 y. CASTR. Ulyff. 4, 7. Sublime. MAUS. Aff. Afr. 2, 18 . Subtil. CORT. R. Naufr. 4, 45. Surdo. VEIG. Laur. Ecl. 1. Temperado. ROLL. Noviff. 1, 42. D. FERN. DE MEN. Hift. 1, 3, 4. Temperador da vida humana. MARIZ, Dial. 1, 1. Tempeftuofo. FERR. Poem. Od. 2, 5. Tenebrofo. PER. Elegiad. 12, 157 y. Tépido. Leño, Defcrip. 25. Terreftrc. MAGALH. Hift. 6. Tonante: MATT. Jeruf. 13, 74. Tranquillo. M. FERNAND. Alm. 2, 1, 17. n. 8o. Tranfparente. CORT. R. Naufr. 1, 4. Tur- bulento. CORT. R. Naufr. 10, 113. M. FERNAND. Alm. 2, 1, 17. n. 80. Turvado. FR. GASP. DE S. BERNARD. Itin. 3. SA DE MEN. Mal. 3, 70. Turvo. CORT. R. Nau- fr. 16, 196 y. Vaporofo. PER. Elegiad. 10, 136. CARV. Comp. 3, 1, 101. Vario. CORT. R. Naufr. 9, 99 *. Vafio. CAM. Luf. 4, 104. Venenofo. PER. Elegiad. 1., 137 y. Sous. Hift. 3, 5, 14. (mal) Verb. Abrandar os... (focegalos.) Maus. Aff. Afr. 8, 130 y. Abrir os... (rafgalos.) MAUS. Aff. Afr. 7, 117 y. CASTR. Ulyff. 5, 88. Açoutar o... com palavras. FERNAND. GALV. Serm. 3, 43, 4. Adelgaçar- fe o... FREIR. Vid. 2, 129. Alçar alg. c. no... (fun- dala.) BERN. Lim. Cart. 3. Alevantar alg. ou alg. c. no... DIAS, Rof. 2, 11. Andar pelos... SA' DE MIR. Vi lhalp. Prol. VID. DE SUS. no... met. (obrar fem reflexão.) PAIV. Serm. I, 123. Mas como andais no ar, e nunca vos acabaftes de perfuadir, que &c. Annar alg. c. 1o. SOTTON. Ribeir. 6, 165. Arrebatado no... L. ALv. Serm. 2, 22, 9. n. 23. Arrebatar alg. ou alg. c. pelos... TELL. Chr. 2, 5, 8. n. 9. M. FER- NAND. Alm. 3, 2, 5. n. 59. p. 229. Atroar os... Vi EIR. Serm. 6, 3, 6. n. 99. Bater o.com as azas. Das aves. CORT. R. Naufr. 15, 181. Beber os... (correr.) PAEZ, Serm. 2, 87, ; O animal agrefte, quando o de- fejo o inftiga e efperta, afli o leva em feguimento do que defeja, que lhe faz beber os ares. (fer vão, o def-<noinclude></noinclude> atpwramih595r0uh1kv0wp0v9iqdx44 Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/587 106 255740 558506 2026-08-12T09:08:44Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: A R defvańccido. ) Luz, Serm. 1, 2, 89. col. 2. Seja, táo vão, que ande bebendo os ares.. A. DE Vasc. Anj. 2, 6, 11. part. 2, p. 1022 He vão, e loberbo, anda fempre bebendo os ares. da privança. CASTR. Ulyff. 4, 47 Vos que os doces ares da privança Bebets, andando nel- la tranfportados. por alg. (amalo extremofamenie.) FERR. DE VASC. Uly flip. 5,7. LEIT. D'ANDRAD. Mifc. 19, 577 ESPER. Hift. 2, 6, 5. n. 3. por alg. c. (de- fejala em ex... 558506 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>A R defvańccido. ) Luz, Serm. 1, 2, 89. col. 2. Seja, táo vão, que ande bebendo os ares.. A. DE Vasc. Anj. 2, 6, 11. part. 2, p. 1022 He vão, e loberbo, anda fempre bebendo os ares. da privança. CASTR. Ulyff. 4, 47 Vos que os doces ares da privança Bebets, andando nel- la tranfportados. por alg. (amalo extremofamenie.) FERR. DE VASC. Uly flip. 5,7. LEIT. D'ANDRAD. Mifc. 19, 577 ESPER. Hift. 2, 6, 5. n. 3. por alg. c. (de- fejala em extremo.) A. DE VASc. Anj. 2, 4, 4. part. 7. P. 125. S. ANN. Chr. 3, 43, 872. Galar os... Sx" DE MEN. Mal. 9, 135. Claro tornar o ... CAN. Luf. 2, 42. Comer os... AMARAL, Serm. io, 3. Condenfar o... M. FERNAND. Alm. 1, 1, 4. n. 77. Confundir o (efem ecclo, toldalo, perturbalo.) Maus. Aff. Afr. 2, 24 Corromper os... Do fedor. Luz, Serm. 1, 76, 3. Corromperfe o... Maus. Aff. Afr. 5, 73. Cortar o... ou os... ANDRAD. Cerc. 5, 20, 4. Los. Condeft. 9, 35. pelo... FERR. DE VASC. Ulyflip, 2, 7. Cruzar os. CHAG. Ramilh. 9, 8. Cuberto fer o... de alg. c. MOR. Palm. 2, 170. Dar por efes...SA DE MIR. Carr. 7. Desfazer os... (alimpalos. ) Maus. Aff. Afr. 2. 34. Desfazerfe em... alg. e. (reduzirfe a nada, não ter effeito. BARTH. GUERREIR. Cor. 1, 22, 167. - Desfeito em... BERN. Lim. Cart. 10. Dividir os... MAUS. Aff. Afr. 1 3. Dizer alg. . no... SANT. Ethiop. 2, 2, 12. Eneberfe o... de alg. c. CAM. Luf. 1, 49. Enco- brirse.o... MAUS. Aff. Afr. 4, 54. Ennevoarfe o... ARR. Dial. 3, 11. Efealar os... GALHEG. Templ. 2 154. Efeurecerfe o... BERNARD. Ris. Menin. 2, 10. Ef- grimir no... Sous. Hift. 1, 1, 24. Erguerfe ao... CASTR. Ulyff. 8, 1. Faller no... (fallar fem funda- mento.) Fzo, Tr. 2, 8, 10. ALV. DA CUNH. Efcol. In- trod. 2, 9. Fazer alg. c. no ... (fazela fem fundamen- to.) SADE MIR. Son. 8. Feito no... GAVI, Cetc. 14, 48. met. BERN. Lim. Cart. 10. Fender o... du 05. CORT. R. Naufr. 7, 68 y. CASTA. Ulyff. 2, 35. com gritos., Sous. COUTINH. Cerc. 2, 18. Ferir o... ou os. Da voz, fom, &c. CORT, R. Nauft. 5, 52. CASTR. Ulyff. 7, 22. Ficar no... (ficar indecifo, fem fe tomar refolução, fem fe concluir.) CART. DE JAP. 1, 287, 1 E a caufa foi, que como fe foi Leão, todas as coufas ficarão no ar. VIEIR. Serm. 4, 1, 5. n. 19 E os propofitos ficarão no ar, e as almas, defcerão 20 Infer- no. Fundar no ... BRIT. Chr. 1., 19. Sous. Vid. 1, 2. alg. c. no... (fazela fem bastante funda- mento.). PAIV. Serm. 2, 214. ESPER. Hift. 1, 2, 29. n. 2. Gemerent os... con trovdes. TELL Chr. 2, 26, 1. Inflammaremfe os... com raios. Maus. Aff. Afr. 5, 82. Ir pelos ... ou por effes.voar.) MACHAD. Cerc. 2, 46 Quant eu não heide ir pelos ares. D. F. MAN. Apol. 225 O chapèo lhe vai por effes ares. met. Sous. Vid. 1, 23 Comparemos agora efta doutrina com effou- cotras razões... velashemos ir por effes ares, e defapare- cerem como fantafticas. Levantar ao... FERR. DE VASC. Ulyflip. 3, 6. Ros. Hift. 2 60, 3. Luc. Vid. 10, 20. alg, por effes... mer. (exaltalo, en- grandecilo.) CIT. Serm. 2, 6, 1. Levantarse nos... CAM. Luf. 3, 63. CORT. R. Nauft. 3, 39. Levar alg. nos. Cour. Dec. 7, 8, 4. alg. 1. pelos (arrebatala.) Luz, Serm. 2, 84, 4. CASTR. Ulyff. 2, 40. Mover os... Maus. Aff. Aft. 2, 24 . Pafar os... Lon. Condeft. 1o, 21. Pefcar alg. c. no.. met. (per- cebela prontamente. ) F. DE MENDOÇ. Serm. 1, 237, 1. Por alg, c. no... DESCOER. DA FROLID. 112. Povoar o... Das aves. ROLL. Novill. I, 3. Purificar o... VIEIR. Serm. 2, 6, 6. n. 195. L. ALv. Serm. 2, 14, 4. n. 13. Purificarfe o... FR. A. DE S. Dox. Vid. 16, 2. Raf gar os.com vozes, gritos, &c. LOBAT. Palin. 5, 46. Romper o... Das aves. VIEIR. Serm. 11, 14; 2. n. 571. no os. Da voz, grito, &c. ROLL. Novill. :, 35. Com vozes, gritos, &c. Bann. Dec. 1, 3, 9. CORT. R. Naufr. 1, 4 y. FERNAND. Palm. 3, 63.pelos... Maus. Aff. Afr. 2, 32. SA' DE MEN. Mal. 7, 93. Ron- car o...com algum fom, be. BARR. Dec. 3, 9, 8. Se- renar o... CAB. Luf. 3, 131. Maus. Aff. Afr. 3, 39. Sereno fazer o ... CAM. Luf. 9, 24. tornar o... CAM. Luf. 2, 42. Soar no... alg. c. B. ESTAÇ. Rím. 7.pelo CAM. Luf. 9, 32. Saltar alg. c. aos... CORT. R. Naufr. 8, 85. Subir por effes... Cir. Qua- drag. 1, 177, 4. Subirfe no... Das aves. GIL, Vic. Obr. 4, 213. Talbar o... MAUS. Aff. Afr. 8, 121. Toldar o de fombra efenra. Das nuvens. CASTR. Ulyff. 2, 33. Toldarfe o... (ennovodi fe.) A. DE VASC. Anj. 26, 1. patt. 7. P. 754. — de. HEIT. PINT. Dial. 2, 3, 2. PR. Elegiad. io, 132. Tomar 3. FR: THOM. DA VEIG. Serm. 112, 3, 8. alg. c. no... FERNAND. GALV. Serm. 3., 125, 1. Turvar a... Maus. Aff. Afr. 4, 56. Veftirfe o... de ferenidade.. CASTR. Ulyff. 4, 73. Vir pelo... Do fom. HEIT. PINT. Dial: 1, 1, 10. Voar no. FERR. Poem. Son. 1, 44. pelo. HET. PINT. Dial. I, 1, 1. F. DE MENDOÇ. Serm. 2, 152, 19. Ar. Atmosphera, que rodea a terra. Goes, Chr. de D. Ma. I, 56 A terra he muito viçofa, muito tem perada, e de muito bons ares. DIAS, Vid. 27 Ou qui zeffe acceirár fazerem elles ourro [convento já fua pro- pria cufta, em outro lugar de melhotes ares, onde efti- veffe. Sous. Hift. 1, 1, 23 Que tudo fe pudera levar, fe huma vez no anno puderão vifitar a mai velha, e o pai enfermo, ver a cafa, em que nafcêrão, em fim, ref- pirar hun dia em outro ar, e eftar huma hora fem ou- vir finos, fein viver por regra. Met. ABR. Dial. 2, 20 Titafteme do profundo, e efcuras aguas, a gozar ares de vida. Luc. Vid. 6, 13 A todos parecia proprio effeito da graça, e ares da glo. ria. Luz, Vid. Contempl. 2, 3, 74 He ráo delicada a virtude, que qualquer ar do mundo lhe prejudica... Ares da patria on patrios. Os da terra, de que qual- quer he natural. TELL. Chr. 2, 10, 1 Entenderão os Me- dicos niandalo aos ares da patria. VIEIR. Setm. 12, 11, 4. n. 291 Apenas tinha pofto os pés Santo Antonio nas praias Africanas, quando foi outra vez obrigado a fe em- barcar para os ares patrios. Ar. Vapor, que fe levanta de algum lugar. FERN Lor. Chr. de D. J. I. 2, 9. Bem podião afugentar qual quer mão ar, que foffe corrupto. LOBAT. Palm. 5, 56 Baftava o delicado ar, que do rio fe levantava, para o fázer eftar em hum continuo balanço. CASTк. Ulyff. 4,1 8 De efcondidas cavernas vai brotando Hum furibundo tio de agoa. efcura, Por voragens e grutas exhalando Ares hortendos de Memphite impura. Ar do logo, da luz, &c. O vapor do fogo, da luz bc. no propt. e inet. FERN. Lor. Chr. de D. J. I. 1., 2 Trigáráofe os cutros mais do que deverão, como virão o ar da candea. GAVI, Cetc. 14, 51 Foi tal o impero defte fogo, que o ar delle arrebatou Affonfo de Tor- res, que eftáva na eftancia de feu irmão. TELL. Chri 1, 3, 39. n. 6 Homens... feitos de manteiga, que logo ao primeiro ar de fogo de qualquer tribulação fe derretem. Ar da Corte, da privança, da fortuna, Valia e cabimento com os Principes, ou ventura e felicidade. Pav. Serm. 3, 88 Depois que ihe deo o ar da Corte, e do Rei, mudoufe de maneira que &c. ARR. Dial. 5, 18 Não fe tenhão os vaffalos por feguros, quando o ar da privança thes for favoravel, porque dura pouco fua bo- nança. M. THOM. Inful. 4, 127 Que são preços, que a fama dá triumphante, Corn igual gofto o bem, e o mal fevero, Firme na advertidade com cordura, Como nos frefcos ares da ventura. Ar. Vento. CAM. Luf. 6, 39 Todos mal cobertas Contra os agudos ares, que alloprávão.. BRIT. Mon. 1, 1, c. 24 Mettendo o mundo em grandes nuvens de pó, que erguia com a braveza dos ares. VIEIR. Serm. 6, 2, b. n. 75 Mas porque o pó, que fomos, he folto, in- quieto, e vão, e com qualquer fopro de ar fe levanta. Ceo das nuvens. Lox. Condeft. 1, 20 Com efpan. tofa futia vem defcendo Hema nuvem dos dres defpé- dida. Clima. CAM. Luf. 5, 4 As novas Ilhas venda e os novos ares, Que o generofo Henrique defcobrira. Sous, Hift. 1, 3, 2 E Lisboa faz o rfmo, tendoo aufente, fó porque o ded ao mundo [à S. Antonio] e o criou .em feus ares. Met. Apparencia externa, gefto, configuração do cor- po. BARR. Dec. 1, 4, 8 O Camori, poito que no ar do rofto, recebeo Vafco da Gama com graça &c. DIAS; Vid. 6 Sou are graça era tanta, que confolava a to- dos. Maus. Aff. Afr. 12, 191 y Co'hum ar no rosto ale- gre, e voz ferena. Pequena mofira ou apparencia de qualquer confa. Azur. Chr. 3, 44 Parecendo na fua bocca hum ar de rifo. Dar ar. Reprefentar, moftrar na figura, e prefença. MOR. Palm. 2, 121 Ainda que com tudo logo dává o ar de quen era. Dar ar ou ares de alg. Parccerfe com alg. FERNAND. GALV. Serm. 2, 317, 3 Parecemfe muito e dão grande<noinclude></noinclude> fr7m89qlzqsftod24jdbw9hkhhvexuh Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/588 106 255741 558507 2026-08-12T09:10:33Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ARA ar huns dos outros, os caftos, e os Anjos. ESPER. Hift. 2, 8, 25. n. 7 Por quanto lhe dava ar da fobredita de- funta. de fi. GIL, VIC. Obr. 3, 173 Catalina, mu- date d'hi E pafsèa por. hi alem, Verei que ar dds de ti. Furrar a alg. o... Arremedar, contrafazer. BAR- REIR. Cenfur. de Berof. Os truhács, que querem contrafa- zer alguns homes, não lhe furtão elles o tom da falla, co modo da pronunciação com os meneos, e ar do corpo? Ar... 558507 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>ARA ar huns dos outros, os caftos, e os Anjos. ESPER. Hift. 2, 8, 25. n. 7 Por quanto lhe dava ar da fobredita de- funta. de fi. GIL, VIC. Obr. 3, 173 Catalina, mu- date d'hi E pafsèa por. hi alem, Verei que ar dds de ti. Furrar a alg. o... Arremedar, contrafazer. BAR- REIR. Cenfur. de Berof. Os truhács, que querem contrafa- zer alguns homes, não lhe furtão elles o tom da falla, co modo da pronunciação com os meneos, e ar do corpo? Ar. Graça, meneo do corpo. FERR. DE VASC. Aule- gr. 5, 2 Hum ar, hum requebro, e hum rifo, que vos ride de mais galantaria. -FERR. Poem. 'Son. 1, 5 D- hum angelico ar, d'hum amorofo Menĉo, d'hum efpri- to peregrino. PER. D'AFONS. Poder. 6, 167 Pôs com hum dulciflimo ar fcus claros olhos em a nobreza d- aquelle grande povo. Graça nas acções. MEMOR. DAS PROEZ. 1, 35 Efte romance cantou a donzella Tirefia com muito are gen- til foada. LOB. Condeft. 2, 48 Já dança nos faráos, já fe aprefenta Com ar, graça, deftreza, e compoftura. Sous. Vid. 6, 10 E começárão hum jogo de cannas mui quente e aprefurado, e com tanto ar, e concerto, e deftreza jogando, que &c. Epith. Angelical. GIL, Vic. Obr. 5, 255 . An- gelico. FERR. Poem. Son. I, 5. Rom. CAM. Scleuc. 228. Brando. CORT. R. Naufr. 4, 42 . Dulciffimo. PER. D' AFONS. Poder. 6, 167. Eftremado. MEMOR. DAS PROEZ. 1, 47. Gentil. MEMOR. DAS PROEZ. 1, 47. Graciofo. Mox. Palm. 1, 1. CORT. R. Naufr. 4, 42 . Honefto. CORT. R. Naufr. 4, 42 y. Singular. SOVER. Hift. 1, 7. Ar. Dos cavallos. TR. DA GINET. 2, 5 Adverti fe rem [o cavallo] bom ar, e graça no paffear, que paffeie bem aberto, e levante bem os braços. Ar. Accidente, moleftia, que fobrevem repentinamen- te. PREST. Aut. 43 Perguntoume da janella: Voffo amo, deo ar por elle? CART. DE JAP. 1, 247; 1 Deter- minou romar por mulher huma velha chriftáa, ainda que era tomada de ar, e rinha o roftro muito disforme, e a bocca quafi na orelha. CARDOS. Agiol. 2., 320 Viven do cinco mezes depois de lhe dar a enfermidade de ar, idade de ar, em que moftrou admiravel foffrimento. Met. GIL, Vic. Obr. 1, 36 Foi ar, que deo po- las gentes, Foi ar, que deo pelo mundo, De que as almas são doentes. Ar, Ar de pefte, mão, contaminado., Contagio, pef- tc. Azur. Chr. 3, 42 Confirando por quanto erão affi moços, que lhe poderia mais afinha aquelle ar empecer. BERN. Lin. Ecl. 12 Deftrue os ares mãos defta ma pefte. Sous. Hift. 1, 1, 26 Nunca ja mais naquelles clauftros fe experimentou, nem fentio o ar contaminado. Ar, ou Ar de paralyfia. CALV. Homil. 1, 412 Mas depois de velhos, deolhes o ar, e entreváráo. Sous. Hift. 3, 2, 5 Curoufe na cella em quanto lhe durou o mal, de que faleceo, que foi ar de pariezia. MADEIR. Meth. 2, 43, 2 Parlezias, a que o vulgo chama ar. Met. FERNAND. GALV. Serm. 3, 116; 1 E por iffo diz S. Agostinho, que he [a ambição] a cadeira de pefte, de que falla David, porque efte mão ar a mui- tos toca. PINT. RIE. Rel. 1, 43 Senão quereis ficar ro- lhido, e como tomado do ar do poder. VIEIR. Serm. 12, 6,5 Teftou de muitos mil cruzados, e feus filhos pe- dem efmóla. Pois que foi ifto? que ar máo deo por ef- ta fazenda ? Pelo ar on pelos ares. fórm. adv. Velozmente, prom- ptamente, para logo. LEIT. D'ANDRAD. Mifc. 1, 22 Pelos ares teve logo noticia de tudo. GUERREIR. Rel. 3, 2, 6 Todos tomão pelos ares qualquer coufa, que lhe-en- fináo. VIEIT Serm. 1, 4, 6. col. z8z O maior encare- cimento de acudir com a maior prefteza, he acudir pe- lo ar. {{lema|ARA}}. s. f. Altar para fazer facrificio entre os Pagãos. Lar. Ara. Os Anrigos diftinguião Ara de Altar, porque efte era fó confagrado na fuperficie, c aquella roda. CAM. Luf. 2, 62 As aras de Bufiris infamado, Onde os hof- pedes triftes immolava. Leão, Defcripç. 38 Sendo pois levado, e pofto fobre hum degrão de pedra, que efta- va ante a ara, donde fe fazia o facrificio &c. Sous. Hift. 1, 1, 24 Como fe vê... pelo cippo de Julia Flaminia, e ara das Veftaes, com o buraco da urna do igne perpetuo. Altar entre os Chriftãos. CAM. Luf. 2, 15 Dizem- lhe os que mandou, que em terra virão Sacras aras, e Sacerdote fanto. Loz. Condeft. 1, 7 Quando ante vol- fas aras pendurava Os famofos tropheos, que acquiria. Sous. Vid, 2, 21 Oh fete montes fagrados, ar fahe odeffas aras, e edificios bemditos, que &c. ... Met. PER. Elegiad. 14, 198 Cada dia chegan- do cavalleiros De brava deftra, nunca já vencida, Que nas aras da honra aventureiros Vem a facrificar a cara vida. PER. D'AFONS. Poder. 6, 168 Afli o levarão com mageftade fanta á parte, em que á vifta de todos faz nas aras da fé facrificio de fi mefmo a Deos. M. BERN. Floreft. 4, 1, 455 Notavel e novo myfterio o da ef- móla, pela qual [fallando myfticamente na ara da mão do pobre o fe converte cm graça de Chrif- Epith. Antiga. CORT. R. Naufr. 10, 111 Ce lefte. Maus. A. Afr. 3, 48. Gentilica. CARDOS. Agiol. 2, 522. Grande. CASTR. Uly, 8, 29. Sacra. SA DE MEN. Mal. 5, 14. Sagrada. Luc. Vid. 3, 5. Santa. M. THOM. Inful. 1, 15. Torpe. PER. Elegiad. 9, 121. Verb. Affolar as... ARR. Dial. 7, 11. Derribar as... CHAG. Obr. 1, 1, 31, Erguer... CAM. Od. 10, 14. CASTR. Ulyil. 8, 29. Fazer a alg. FERR. DE VASC. Ulyflip. 3, 6. Levantar... FR. BERNARD, DA SILv. Defenf. 2, 30. PINT. RIE. Rel. ao Pontif. 240. Pizar as Luc. Vid. 3, 5. Por por terra as... Luc. Vid. 3, 5 Ara da Cruz. A Cruz de Jefu Chrifto; porque nel- la fe offerecco em facrificio ao Eterno Pai. FR. MARC. Chr. 2, 5, 41 Aquelle facrificio, com que fe offereceo em a ara da Cruz por redempção da geração humana. Ros. Vid. 2, 6, 3 Offereceo feu preciofo corpo ao Padre na ara da Cruz, pera nos reconciliar com elle. BAR- RET. Flos Sanct. 2, 293, 1 Lhe offereceo feu filho bemditiflimo em a ara da Cruz. Ara, on Pedra d'Ara. A pedra fagrada, fobre a qual fe eftenden os corporaes para celebrar o fanto facrificio da Mija. Azus. Chr. 3, 94 E cobrirom o aitar com len- ços mui delgados e alvos, fobre os quaes puferom a ara fagrada com feus corporaes. CASTANH. Hift. 8, 118 Le- varão a pedra d'ara, e o caliz, e alguns ornamentos de huma Igreja. Sovs. Hift. 3, 4, 3 Foi pera dar ordens, fagrar calices, pedras d'ara, e oleos. Aftron. Huma das dezafeis conftelações celeftes, a que chamão auftraes, e eftão na extremidade da cauda do Dra- gão. CAM. Luf. 8, 71 Efte por fua induftria, e enge- nho raro, N'hum madeiro ajuntando outro madeiro, Defcobrir pode a parte, que fez clara De Argos, da Idra a luz, da Lebre, e da Ara. {{lema|ARABALDE}}. s. m. ant. O mesmo que Arrabalde. FR. Sr. COFLn. Chr. 1, 19, 80. {{lema|ARABE}}. adj. de humà term. Da Arabia, pertencente a Arabia. Do Lat. Arabf. acc. na primeira. PER. Elegiad. 12, 170 Numidia os Latinos a differão ncira, e Sarra nome Arabe, Que fignifica Libya. BRIT. Mon. 27. c. 16 E pereceria o imperio Arabe na Hef- panha. GAVI, Cerc. 1, 2 Havia nos lugares maritimos de Berberia algumas armadas de coffarios Arabes. Subft. m. O natural da Arabia. Goss, Chr. de D. Man. 3, 47 Os outros, que fempre andão no cam- po, fe chamão Arabes. Aveis. Itin. 16 Pera que nos mandaffe algumas guardas, que nos defendeffem dos A- rabes. GALHEG. Templ. 2, 133 Na falda de huma fer- ra temerario Efte Arabe a feu braço fe offerece. {{lema|ARABESCOS}}. s. m. pl. {{Uso|Pintur}}. ou {{Uso|Efcult}}. Huns como ra mos, dos quaes faben bumas folhagens, e flores, não do fei- tio das que cria a natureza, mas inventadas e produzidas da fantafia do Pintor, ou Efcultor. BLUT. Vocab. Sup- pl. {{lema|ARABIA}}. s. f. A lingoa Arabica. (Aravia) Pts. Chr. de D. Aff. II. 9 Efpecialmente hum dia Fr. Berardo, que delles era o mais principal, e melhor fabia arabia &c. F. ALv. Inform. 103 Dizendo que a eftas terras não podião ir fenão foubeffem aravia. TAVOR. Hift. 28 E dizendolha a inftrucção] claufula e claufula, lha hia tor- nando em arabia Jacob Rute. Met. FERR. DE VASC. Aulegr. 2. 10 Ninguem me falle aravia. Luz Serm. 2, 2, 51. col. 3 Huns vereis que não fallão fenão a aravia do Inferno, como "são os que pedem a Deos favor pera coufas de offenfa fua. {{lema|ARABICO, A}}. adj. Da Arabia, que pertence a Arabia. Do Lat. Arabicus. BARR. Dec. 1, 8, 1 Onde noffas ar- mas tinhão derramado muito fangue arabico. CAM. Luf. 5,77 Pela arabica lingoa que mal fallão. AvEiR. Itin. 60 Na fua arabica lingoa. Gomma arabica. Vej. Gomma. Seio arabico. O mar roxo. CAM. Luf. 7, 33 Po-<noinclude></noinclude> fd0pf58m8et02nbtzm7mx4e608jet1i Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/589 106 255742 558508 2026-08-12T09:18:28Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: A RA rém como a efta terra então vieffem De là do feio Ara. bico outras gentes. CORR. Comm. 7, 33 Scio Arabico he mar roxo, como lhe chamamos commummente os Hef- panhóes. Chamafe feio Arabico por correr efte mar ao lon- go da terra Arabia. CASTR. Ulyff. 7, 81 Os feios Pet- fio, e Arabico paffando. Sino Arabico. O mefmo que Seio Arabico. SABELL. Eneid. 1, 5, 53 Veio do Sino Arabico pola cófta exte- rior da Africa ao Oceano até Calez. B... 558508 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>A RA rém como a efta terra então vieffem De là do feio Ara. bico outras gentes. CORR. Comm. 7, 33 Scio Arabico he mar roxo, como lhe chamamos commummente os Hef- panhóes. Chamafe feio Arabico por correr efte mar ao lon- go da terra Arabia. CASTR. Ulyff. 7, 81 Os feios Pet- fio, e Arabico paffando. Sino Arabico. O mefmo que Seio Arabico. SABELL. Eneid. 1, 5, 53 Veio do Sino Arabico pola cófta exte- rior da Africa ao Oceano até Calez. BARREIR. Chorogr. 43 Perfeguindoos [os Turcos] té o ultimo procello do fino Arabico. FR. GASP. DE S. BERNARD. Irin. 8 Ou- tros [chamão ao mar roxo] Sino Arabico ou eftreiro de Mecca. Arabico. fubft. A lingoa Arabica, BARREIR. Cho- rogr. 60 Vierão a fazer efta palavra, que em Ara- bico (fegundo elles dizem) fignifica pedras. Pl. Certos Hereges, que negdvão a immortalidade da alma, ditos afim, porque nafco efta feita na Arabia. VIEIR. Serm. 9 do Rof. 11, 7, 434 Negárão a immor- talidade das almas os Saducceos, os Pfychicos, os Ara- bicos, os Hermanianos &c. {{lema|ARABIGO, A}}. adj. O mefimo que Arabico. Goss, Chr. de D. Man. 3, 13 Do que tambem dá teftemunho João, efcriptor Arabigo. Sous. Hift. 2, 2, 22 Em que ha dez- oito regras ao comprimento da pedra de letras Arabigas. GALNEG. Templ. 2, 156 Affi por entre Arabigas co- hortes. Gomma Arabiga. Vej. Gomma. Subft. A lingoa Arabica. BARR. Dec. 1, 3, 3 Por não faberem o Arabigo, não fe attreverão irem em companhia deftes Religiofos. GOES, Chr. de D. Man. 3, 14 Compôs muitos livros em Arabigo. AVEIR. Itin, 15 Por fer [o Turcimão] muito entendido afli no Ara- bigo, como no Turquefco. {{lema|ARABIO, A}}. adj. O'mefmo que Arabico. F. ALV. Inform. 100 Mandou perguntar fe haveria em Portugal quem lef- fe letra Arabia. GoEs, Chr. de D. Man. 3, 58 Pelo que mandou a iffo per algumas vezes, e em diverfos tempos homens, que fabião a lingoa Arabia. CAM. Luf. 5, 76 Palavra alguma Arabia fe lhe entende. Subft. O mejmo que Arabe. PRIM. E HONR. 1, 5 Efta he a caufa... porque os barbaros Turcos, peffi- mos Arabios &c. Sous. Hift. 3, 4, 3 Converteo e ba- ptizou alguns Arabios. MATT. Jeruf. 9, 6 A' Solimão deo copia d'ouro ingente, Com que à guerra os Arabios aliftaffe... Lingoa Arabica. F. ALv. Inform. 103 Affi fe fa- ziáo as cartas pera el Rei Noffo Senhor em tres lingoas, Abexii, Arabio, e Portuguez. Goss, Chr. de D. Man. 1., 39 Deftes alguns crão Mouros, que lhe começáráo a fallar Arabio. MENDOç Jorn. 2, 15 Alguns havia que apprendião Arabio, e Hebraico. {{lema|ARADA}}. s. f. O mefmo que Arado. GIL, Vic. Obr. 1, 35 Outro bem terás com ella, Quando vieres da arada, Comerás fardinha affada, Porque ella janta a panella. M. FERNAND. Alm. 2, 1, 22. n. 257 Lavrando lavra- rão fobre meu corpo, eftendèráo, e prolongárão fuas a- radas. {{lema|ARADEGA}}. s. f. Pensão, ou tributo de feis fangas de tri- go, ou cevada, que fe paga ao Mofteiro de Alcobaça. BLUT. Vocab. Suppl. {{lema|ARADO}}. s. m. Certo inftrumento ruftico, com que fe abre, corta, e lavra a terra antes de fe femear. Do Lat. Ara- trum. Tem o Arado Aivecas, Chavilhão, Chumaceiras, Mexilho, Orelhas de lobo, Ouça, Rabelho, Rabiça, Relhas; Soles, Temão, Tempera, Teiró. He feito de dous paos, hum pegado no fim do outro, e no primei- ro vai a fega no meio, que corta a rerra por cima, no mefmo vão duas aivecas, e no fim o ferro do arado, que tem bico, e rompe a rerra por baixo. He puxado por dous bois, no que differe da charrua, que lavra com feis, ou oito. BARR. Dec. 1, 3, 8 Colhem algum trigo, mais corrado á enxada, que lavrado com arado. BERN. Lim. Cart. 12 Oh bemavenrurado o que feguro No campo vive, com feus bois lavrando A dura terra co arado daro. Los. Peregr. 2, 7 Vai rompendo os ror- rões da patria rerra, Com o curvo arado, doce e bran- damente O lavrador cantando Ao vagarofo paffo dos feus bois. Met. GIL, Vic. Obr. 4, 234 Bofá, vejo eu Portuguezes, Da corte muito alterados, Mais propin- quos dos arados, Que parentes dos Menezes. Fx. MARC. Chr. 1, 8, 5 Quebrava os torróes dos mem- bros com o arado da cruz. Ros. Vid. 2, 111, 1 Re- novou com o arado da doutrina celeftial os corações hu- manos, que erão efteriles e feccos. O exercicio da laycura. HEIT. PINT. Dial. 1, 5, 4 O nobre Cincinnato do arado foi tirado pera fer Di- čtador Romano. VIEIR. Serm. 6, 4, 6. n. 123 Em fim por humilde ou rafteira que feja a inclinação, ou for- tuna de cada hum, façafe no feu estado infigne, lem- brandofe que os antigos Romanos do arado erão esco- lhidos para o baftão, e do triumpho tornavão outra vez ao arado. Subft. que fe lhe ajuntão. Dentall do... ANDR. DE RESEND. Hift. 7. Ferro do... F. DE MENDOÇ. Serm. 2, 351, 9. Temão do... FERN. Lor. Chr. de D. J. I. 2, 59. Epith. Agudo. Maus Aff. Afr. 5, 75. ESFER. Hift. 2, 11, 26. n. 9. Curvo. CORT. R. Nautr. 13, 146 y. Duro. CAM. Luf. 4, 8. Fecundo. CASTR. Ulyff. 10, 45. Laureado. VisIR. Scrm. 9. do Rof. 6, 7, 238. Pezado. BARRET. Flos Sanct. 2, 131, 1. Torcido. PER. Elegiad. 7, 102 . Verb. Deitar mão ao... met. (cmprehender alg. c.) L. BRAND. Medir. 3, 6, 239. p. 214. Lançar mão ao... met. (o mesmo que Deitar mão ao...) Vir. CHRIST. 1, 1, 39. FR. MARC. Chr. 2, 2, 8. Tirar pelo... ARR. Dial. 4, 6. Adag. Arado barbudo, lavrador barbado. DELIC. Adig. 89. Cunhados e ferros de arado debaixo do chão são logra- dos. HERN. NUN. Refran. 27. Mão de catro, peor de arado. DELIC. Adag. 9. Não ha terra ráo brava, que refifta ao arado, nem ho mem tão manfo, que queira fer mandado. BLUT. Vocab. Suppl. O boi trava pelo arado; mas a mal de feu grado. DE- LIC. Adag. 78. O bom foldado tirão do arado. DELIC. Adag. 89. {{lema|ARADO, A}}. p. p. de Arar. CAM. Luf. 7, 30. BERN. Flor. Od. VIEIR. Serm. 1, 1, 5. col. 809. {{lema|ARADURA}}. s. f. Acção de arar a terra. BENT. PER. Thef. A terra, que dous bois podem lavrar no efpaço de hum anno. BLUT. Vocab. {{lema|ARAGOEZ, A}}. adj. O mesmo que Aragonez. COND. D. PEDR. Nobil. 55, 316 Hum villão Aragocz, que mora- va em Lisboa. Subft. BARR. Gramm. 80 Os Francezes tomárão Monfeor, os Italianos Miffer, os Aragoczes Moffem. GOES, Chr. de D. Man. 1, 30 Mas os Aragoezes lho não confentirão. {{lema|ARAGONEZ, A}}. adj. Natural de Aragão, que pertence ao Reino de Aragão. Sous. Hift. 1, 2, 19 E he havi- do por Santo entre os Padres Aragonezes. Subit. O natural de Aragão. BRIT. Mon. 2, 6. c. 16 Sendo de parecer Vafco de Nebrixa, e Florião de Campo, que de Tarragonez fe derivou o nome de Ara- gonez, tirandolhe a primeira lerra. D. F. MAN, Apoli 437 Sem mais razão que ferem Aragonezes huns, e não ferem Aragonezes outros. VIEIR. Serm. 2, 1, 1. n. 5 Porque os Aragonezes entre todas as. nações de Hefpa- nha forão os primeiros, que &cc. No fem. VIEIR. Serm. 2, 1, 1. n. 5 Finalmen- re Aragoneza [S. Ifabel] e tal Aragoneza, que &c. {{lema|ARALDO}}. s. m. {{Uso|Poet}}. O mcfino que Aurato. MATT. Je- ruf. 5, 53 E defpedi por huma, e outra parte. Alguns Araldos noffos a bufcarte. {{lema|ARAIS}}. s. m. antiq. Efpecie de tecido ou panno. PROV. DA HIST. GEN. I, 2, 19. p. 132. ann. 1322 E lhe dêm cada anno feis covados de arais. {{lema|ARALHA}}. s. f. Novilha de dous annos. BENT. PER. Thef. Aralha, BLUT. Vocab.,, Deve fer palavra da Bei- ta aqui me dizem que aralhas são palhas dos alhos, com que fe fazem as retteas, donde vem dizerfe do ven- to, ou gente, que leva tudo, levou palhas, e aralhas. {{lema|ARAMA}} interj. ant. Em má hora. FERN. Lor. Chr. de D. J. I. 2, 44 Deixaios, dramdá, cá os Portuguczos são bons, e leaes. GIL, Vic. Obr. 1, 25 Ora tu não vês que he grilo? Vaite d'hi, aramd, Vafq eu não hei mel- cter ouvilo. FERR. DE VASC. Ulyffip. 3, 6 Affi digo enr aramá que rodos effoutros ademáes são mentiras. {{lema|ARAMAÇAS}}. interj. O mesmo que Aramá. BEST. PEX. Thef. Aramacas. vide Ai aramaças. {{lema|ARAME}}. s.m. Efpecie de cobre de cor vermelha, de que fe faz o latão, miffurado com calamina. Gots, Chr. de D. Man. 1, 38 Vinha affentado em huma cadeira d'efpal- das d'arame muito bem lavrada, e fermofa. CAM. Luf. 10, 122 Aqui foante arame no inftrumento Da gera-<noinclude></noinclude> e0rebixfr4uwmdcra0htycrmmqtxue9 Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/590 106 255743 558509 2026-08-12T09:21:54Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ARA ção coftumão. FRNAND. Palm. 3, 60 Delgadas laminas de arame. Fio mais, o menos delgado, de ouro, prata, latão, &c. TELL. Chr. 2, 4, 30. n. 7 Ufando de huma cinta de arames, com pontas agudas. {{lema|ARANDELLA}}. s. f. Guardamao, ou defenfa da mão direi- ta à femelhança d'bum funil, que fe crava no groffo da lança ou maça dos bomens d'armas. BARR. Dec. 1, 9, 3 E não tem mais guarda que huma maça dos nollos homens darmas, que he hu... 558509 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>ARA ção coftumão. FRNAND. Palm. 3, 60 Delgadas laminas de arame. Fio mais, o menos delgado, de ouro, prata, latão, &c. TELL. Chr. 2, 4, 30. n. 7 Ufando de huma cinta de arames, com pontas agudas. {{lema|ARANDELLA}}. s. f. Guardamao, ou defenfa da mão direi- ta à femelhança d'bum funil, que fe crava no groffo da lança ou maça dos bomens d'armas. BARR. Dec. 1, 9, 3 E não tem mais guarda que huma maça dos nollos homens darmas, que he huma arandella, que the co- bre o punho. Sous. DE MAC. Uly flip. 10, 49 Mas re- cebido hum golpe na arandella, Torceo a mão, e foi bater a tella. Peça redonda de metal, em forma de bum pratinho, que fe põe em roda da bocca do caftical para recolber os pingos da vela. EXEQ. DE FILITP. I. 3. Puferãofe fobre arandellas de folha de Milão. Prov. DA HIST. GEN. 2, 4, 76. p. 467. ann. 1522 Dous caftiça es de ouro... c abertos de lima com pés, e arandellas. Ant. Efpecic de collar e punhos com prégas. FER- NAND. GALV. Serm. 2, 259, 2 Que fe me di ter gof- to do veftido de sêda, ou de panno pardo, nem toucar- fe com gallas, e arandellas, ou ollandas. FEST. NA CA- NON. 182 Arandellas de côres, gargantilhas de preço. {{lema|ARANEA}}. s. f. Anat. O mesmo que Arachnoidea. A. DA CRUZ. Recop. I, 16 E a [tunica] de diante, que está fobre o criftalino, fe chama aranea. {{lema|ARAGUZEO, A}}. adj. Natural de Raguza, pertencente a Raguza. AVEIR. Itin. 3 E pofto que os não entendia- mos de todo, por fer a fia lingoagem Dalmaciana mui propinqua ao Grego, e Araguzea. Subit. O natural de Raguza. AVEIR. Itin. 3 As lingoas de todas ellas [terras] são em fi diverfas, falvo que os Araguzcos e Dalmacianos fe entendem huns com outros pela continua communicação. {{lema|ARANHA}}. s. f. Certo infecto, mais ou menos venenofo, fe- gundo a fua qualidade. He o 8. gen. dos Apteros de Geof- froi, bem caracterizado pelos feus oito pés, e oito olhos. O corpo da aranha parece fer compoflo fó de duas par- tes, que fe unem entre fi por hum peciolo muito deli- cado. A primeira parte ferve de cabeça, e peito: tem braços, bocca, e olhos os olhos são lizos, e diverfa- mente collocados nas differentes efpecies: a bocca he ar- mada de duas groffas tenazes terminadas por garras agu- das, moveis, e ôcas, fegundo Leuvvenhoeck; as quaes tenazes the fervem para defenfa, e para fegurar a pre- za, Ao lado da bocca, ou diante dos olhos eftão os bra- ços; porque a aranha não tem antennas propriamente raes. Os braços são mais compridos e cylindricos nas femeas, mais groffos e terminados por hum botão nos machos, cujo fexo he menos numerofo. O botão he o orgão fe- xual, e he por confequencia dobrado. A aranha fe ferve alternadamente de hum, e de outro nos feus extraordi- narios ajuntamentos, que Lyonner obfervou exactamen- te. O refto da parte anterior do corpo he coberto de hu- ma crufta dura, e algumas vezes villofa. Cada pé da ara- nha tem hum tarfo, terminado por unhas recurvadas, entre as quaes ha huma prominencia, que a ajuda a trepar pelos corpos. O ventre he mais brando que o peito, e mais pe- queno nos machos. Na extremidade do ventre fe notão humas tetas pequenas; aonde eftão os vafos, de que as aranhas tirão os feus fios; orgão maravilhofo, e digno de fer eftudado, ao menos nos efcritos dos que o ob- ferváráo. Toda a aranha fórma fios; mas ha efpecies, que fó o fazem para fabricarem hum cafulo, em que in- cluem os feus ovos. Os ovos são redondos, pequenos, luzidios, brancos ou amarellos. He digno de notarfe que a aranha, ao contrario de quafi todos os outros infectos, perde a vida mais ou menos acceleradamente por occa- fiáo de qualquer fractura de huma perna, ou de outra qualquer ferida. São tambem muitos dignos de confide- ração os feus longos jejuns, as fuas aftucias, e a fecun- didade quafi inexgottavel dos vafos donde tirão os feus fios. Ha hum grande numero de efpecies de aranhas, diverfas em figura, grandeza, côr, e nos.lugares, aon- de habitão. Do Lat. Aranea. Pix. Chr. de D. Din. 20 Porque como parvo, c defmemoriado andava tirando e comendo as aranhas das paredes. Gir Vic. Obr. 1, 83 Fartas montes, c montanhas, E defertos, e lugares, Até bichos, e aranhas. S. ANN. Chr. 3, 45, 887 Se he aranha peçonhenta, de tudo tira veneno: fe induftrio- fa abelha, tudo converte em mel. Met. D. F. MAN. Apol. 44 Por cfta caufa quando nos mais diftrahidos Ihes morde no peito aquella fauda- vel aranha da confciencia, fempre lhes ouvimos offere cer a Deos a hora da fua morte. Teia de aranha. SA DE MIR. Son. I Entre teias de aranha fepultado. ARR. Dial. 2, 21 Bem compara David a vida do homem á teia de aranha. MADEIR. Apolog. 4, 12 y A hum manccbo fe pegou pefte, de que mor- reo, de tocar com a mão húa tei de aranha. Adag. Donde vindes aranha? de cafa de minha cunhada. DELIC. Adag. 136. Filha, sè bon, mái, que aranba vai por aquella parede. DELIC. Adag. 79. Guardoufe da mofca e comeoo a aranha. HERN. NUN. Refran. 51. DELIC. Adag. 177. Quanto chupa a abelha, mel torna, e quanto a aranha; peçonha. DeLic. Adag. 12. Aranha. Certo peixe do mar. He denominado por Linneo Trachinus Draco. O feu comprimento he de iz até 16 pollegadas tem a bocca larga, collocada, obliqua- mente: o dorfo he de cor amarella efcura, o ventre branco, os lados atraveffados de rifcas amarellas efcu- ras: os olhos amarellos, mofqueados de negro, e muito vizinhos hum do outro vive de vermes, e de peixes pequenos procura efconderfe na areia: a fua carne he eftimada. Rondelecio, e a maior parte dos antigos jul- gavão que a picadura pelos aguilhões, que efte peixe tem nas barbatanas, e cabeça, era venenofa. Apanhado efte peixe, e lançado na areia fe enterra apreffadamente nella; e fe acha às vezes meio efcondido na mefma areia, com os olhos á mira, e pica com muita preffa os pef- cadores, ou outros quaefquer, que lhes põe os pés def- calços a tiro. MADEIR. Meth. 2, 26, 2 Outros animaes falubres tem veneno nas extremidades como o peixe aranha no toutiço. Aranha de travão. Cavall. O boccado de ferro, que efta atraveffado no fim da cadeia, que fe mette na argo- la, que tem mão no travão. GALV. D'ANDRAD. Art. I, 2 A argola, que houver de prender a aranha do travão, terá huma eipiga de comprimento de quatro dedos. {{lema|ARANHEIRO}}. s. m. O lugar, em que a aranha fe reco lhe na faa teia. BLUT. Vocab. {{lema|ARANHENTO, A}}. adj. Que pertence a aranha, que tem aranbas. BENT. PER. Thef. {{lema|ARANHIÇO}}. s. m. dim. de Aranha, BENT. PER. Thef. {{lema|ARANHOL}}. s. m. Lugar, em que a aranha fe recolbe na fua teia. BLUT. Vocab. T. da Caça. Armadilba femelhante à teia de aranha para apanhar paffaros. FERNAND. FERR. Art. 5, z Os ar- tiftas às coufas achadas accrefcentão outras de novo com facilidade, como dás redes das aranhas o aranbol, que vai adiante. {{lema|ARANZEL}}. s. m. Forma, ordem, regimento de alguma con- Ja. Do Arab. Arrafél, minura, rol, lifta. Derivafe do verbo rafala, efcrever. LoB. Cort. 12, 116 Para as cou- fas da meza tenho feito outro aranzel de cortezas. FR. NIC. DE OLIV. Grandez. 5, 5 E conforme a eftes aran- zeis matão as gallinhas, e dão o pezo dos carneiros. PINT. RiB. Rel. 1, 32 Tem elle [Principe] feu aranzel e regimento natural, divino, e humano, com que não fi- ca Senhor abfoluto do officio e guais do Rei, que o não guarda. Catalogo, lifta, ferie, encadeamento. F. DE MEN- Doç. Serm. 2,333, 3 Naquella traça, e molde, e aran- zel dos vestidos Sacerdotaes, que Deos antigamente deo a Moyfes, primeiro mandou fazer o Superhumeral, e depois o Racional. Sous. Hift. I, 1, 16 E fica efta ef- criptura hum volume de chronicas, ou mais propriamen- te hum aranzel de relações de Conventos. VIEIR. Serm. 3, 4, 4. n. 163 A efte fim fez [Job] hum grande aran- zel de todas fuas virtudes. {{lema|ARÃO}}. s. m. O mefmo que Jarro. CURV. Atal. 72, De, feculas de raizes de arão a que chamio jarro, tres oi- tavas. {{lema|ARAR}}. v. a. Lavrar a terra, rompendoa com o arado. Do Lat. Arare. Los. Condeft, 19, 18 O reluzente ferro os campos ara. FR. BERNARD. DA SILV. Defenf. 1, 15 En- finou os Armenios a cultivar e arar a terra. CASTR. Ulyff. 9, 14 Quando o foldado, que feus campos ara, Vir que fuas infignias defempata. Mer. Lisa. Jard. 285, 22 Homens tão cegos, que femeão, e arão peccados, colhem huma novidade, feara grande delles. Arar o mar, os campos de Neptuno, a agoa fal- gada. Poet. Navegar. CAM. Luf. 8, 71 Conceito digno foi do ratne claro, Do venturofo Rei, que arou primei-<noinclude></noinclude> tcxiy78dn82n9lon4k1g962r0cj741w Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/592 106 255744 558510 2026-08-12T09:25:00Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: AR B 327, 3 As emprezas grandes fempre fe deixão ao ar- burio c vontade dos animofos e oufados. Sous. Hift. 1, 1, 23 Mas com a vontade e entendimento fugeito ao arbitrio de outrem, não tinhão momento, que pudeffem chamar feu. Autoridade, peder, dominio abfoluto. BARR. Dial. em louv. 57 Eftes e outros táo graves e doutes ba- rões, em cuja mão e arbitrio eftava o citado e regimen- to do mundo, afli houverão efte exercicio por gloriofo,... 558510 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>AR B 327, 3 As emprezas grandes fempre fe deixão ao ar- burio c vontade dos animofos e oufados. Sous. Hift. 1, 1, 23 Mas com a vontade e entendimento fugeito ao arbitrio de outrem, não tinhão momento, que pudeffem chamar feu. Autoridade, peder, dominio abfoluto. BARR. Dial. em louv. 57 Eftes e outros táo graves e doutes ba- rões, em cuja mão e arbitrio eftava o citado e regimen- to do mundo, afli houverão efte exercicio por gloriofo, que, &c. Cout. Dec. 5, 1, 2 Pera que o fubmetrefle ao arbitrio, e poder dos Chriftãos. VIEIR. Serm. 7, 7, 6. n. 218 Apparece Pedro, e ao arbitrio de feu imperio he ou não he o que elle quer que feja ou não feja. Liberdade, com que a nosa alma fe, determina a obrar fegundo o que bem lhe agrada, fent dependencia de outros alguns motivos. EUFROS. 5, 10 A divina Providen- cia nos deo arbitrio proprio pera ufarmos fegundo noflo querer e deftino, c termos natural cfcolha do bem e do mal. D. M. DE PORTUG. TI. 475 Quando oramos fiat voluntas tua, não he que fe faça a vontade de Deos, que fempre fe faz; mas que a liberdade de noffo arbi- trio fe una per graça à fua fanta vontade. Sous. Hift. 3,6, 3 E fe fazerem fenhores d'aquella liberdade de arbitrio, com que toda creatura humana foi creada. Ordinariamente fe lhe ajunta o adjective livre. CORT. R. Naufr. 11, 123 Aquelle vio tambem, que falfamen- btc Affirmava baftar o livre arbitrio Pera que o homem bem obre, e fó fe falve, Sem nefta obra intervir gra- ça divina. CATHEC. ROM. 19 E no que pertence á alma, a formou [Deos] á fua imagem e femelhança, c_the deo livre arbitrio. RoBon. Declar. 1, 12 y No qual [ho- mem] pôs [Deos] o entendimento, e livre arbitrio dos Anjos Extravagancia, appetite cego e defordenado. Leño, Chr. de D. Aff. IV 164 Lembrandolhe... o defempa- to das mulheres e filhos, que alli trazião que deixa- rião a arbitrio e vontade de tão infeftos vencedores. PINT. Ris. Rel. 1, 58 Por atalhar aos arbitrios e vontades def- vairadas e procedimentos de tantos e tão varios affectos, quantos occupão hum homem, forão inventadas as Icis efertas Luftr. 1, 13 Náo ufavão aquelles Reis an- tigos governar a arbitrio da fua vontade. Met. Cour. Dec. 5, 1, 2 Pera que não paffaffem fcus foldados a arbitrio da fortuna. VIEIR. Serm. 8, 213 Deixandofe levar por mares não conhecidos, a arbitrio das ondas, e dos ventos. Projecto ou meio de novo excogitado para fe confe- guir alguma coufa. VELASC. Acclam. 385 Havião muitos arbitreiros, que davão arbitrios iniquillimos para fe tirar fazenda dos vaffallos. M. BERN. Floreft. 4, 13, 144 Hum dos aftutiffimos arbitrios, em que affentárão &c. {{lema|ARBITRISTA}}. s. m. O que excogita, e propõe mncios extraordinarios para fe confeguir algum fim. Ordinariamente fe toma em má parte, e fe diz por defprezo. ALv. DA CUNH. Eicól. 8, 4 Homem capaciffimo de negocios, e agudiflimo arbitrifta de dinheiro. M. BERN. Floreft. 4, 9, 30 Muito mais fe engana o Principe ou o confelhci- ro, ou o arbitrifta, quando lhe fahio bem a fua mali- cia, do que quando a não logrou. {{lema|ARBITRO, A}}. adj. Que julga ou decide alguma questão por eleição, e confenfo das partes difcordes. Ajuntafe qua fi fempre ao fubft. Juiz. BAR. Dec. 4, 2, 5 Affenta- rão que aquella caufa fe julgaffe por juizes arbitros. Sovs. Vid: 3, 14 Nem o quizerão acceitar por juiz arbitro. Cu- SH. Catal. 2, 8 E fe por efcufarem dúvidas fe compro- mettêrão em juizes arbitros. Met. D. F. MAN. Cart. 4, 84 Hum affecto drbi- tro entre o efquecer, e o lembrar. {{lema|ARBITRO}}. s. m. Juiz, que as partes elegem, e a quem dão poder. de julgar as fuas differenças. Do Lat. Arbiter. LEÃO, Chr. de D. Aff. IV. 157 Houve por mais são confelho fazer as pazes per fi, fem dilação, antes que pelo Papa, nem por outros arbitros eftranhos. Cu- NH. Hift. de Brag. 2, 11, 46 Louváráofe em arbitros, que julgaflem a caufa, e forão pera iffo efcolhidos os Bifpos. VELASC. Acclam. 297 Conforme a direito os arbi- tros são voluntarios, querendo as partes comprometterfe nelles. O que on por eleição ou por fi mefmo decide alguma controverfia ou dúvida. Sous. Hift. 1, 1, 21 Foi cha- mado por arbitro, como natural, e fabio, e virtuofo, e nobre. D. F. Max. Cart. 2, 34 Bem me defobrigava cfta obfervação do oficio de arbitro em contendas. Vi- *IR. Serm. 7, 2, 9. n. 80 He fem duvida que o dieta- me era muito verdadeiro, acertado, e prudente em não quererem elles, pofto que letrados, fer os arbitros, juizes do feu efcrupulo. Senhor, o que tem pleno e abfoluto dominio em al- guma coufa. CUNH. Hift. de Brag. 1, 3, 14 Erão_ar- bitros [os Confules] da paz, e da guerra. PINT. RIE Luftr. 1, 46 Elles erão os arbitros de fuas acções. FREIR. Vid. 2, 182 Que o Eftado fe fizera no Oriente arbitro da paz, e da guerra. Met. L. ALv. Semmi. 2, 8, 6. n. 16 Elles [pilo- tos] obfervavão os ventos, arbitros do mar, O que excogita on propoc meios extraordinarios para fe confeguir alguma confa. L. ALv. Serm. 3, 2, 2. n. 7 Ajuntafe a informação talvez errada, ou apaixonada dos arbitros fobre a poflibilidade dos povos. {{lema|ARBOLARIO}}. s. m. ant. O mesmo que Herbolario. Luca Vid. 10, 18. {{lema|ARBOR}}. s. f. antiq. O mefmo que Arvore. CANCION. 103, 2.1 {{lema|ARBORE}}. s. f. ant. Omefmo que Arvore. ORT. Colloq. 5, 16. {{lema|ARBOREO, A}}. adj. De arvore, pertencente ou femelbante á arvore. Do Lat. Arborcus. PER. Elegiad. 4, 50 Ve outra mata arborea empedernida 4, 51 Polos arboreos troncos vão trepando Os corcovados buzios, vagarofos. BARRET. Eneid. 1, 44 De feus arboreos cornos adornados. {{lema|ARBUSTO}}. s. m. Planta de tronco lignofo, e vivace, menor que a arvore, e que além do principal tronco e ramos, produz muitas vezes da mefma raiz muitos pès, e troncos confideraveis. As arvores e os arbuttos lanção no Outomno botões, ifto he, olhos e borbulhas nas axilhas das folhas, que fe delenvolvem na Primavera, e fe abrem em folhas, e flores. Efta differença effencial, juntamen- te com a grandeza, diftingue o arbufto do fubarbufto. Do Lat. Abuftum. TELL. Hift. 1, 13, 35 Produz mais a terra muito algodão, que fe dá em arbustos como o da India. MARINH. Comm. 2, 8 Em outro tempo as bufca- vão [as pedras] entre os informes, e incultos penhaf- cos, e a buftos filveftres d'aquellas, ferras. M. GODINE Rel. 22, 134 Onde fizemos fogo ferido nos fechos de huma piftola, para aflar huma lebre, que o Xauter a- cordára com a ponta da lança, cftando dormindo junto a hum arbusto. {{lema|ARCA}}. s. f. Caixa grande com tampa plana, fegura com machas femeas e fechadura, em que fe coftuma guardar veftidos, roupa, te. Lat. Arca. ant. Archa, Arqua. EUFROS. 4,2 Cujaoma (a coftura] a mi effas moças, que ma an dão fempre lançando por cima das arcas. CORT. R. Nau- fr. 8, 81 E como melhor póde, favorece, E cura os que tem mais neceffidade, D'alguns fardos d'arroz, d'- arcas rodea Quanto efpaço de terra os agafalhe. D. F. MAN. Cart. de Guia, 79 y A mulher, que mais fabe, não palla de faber arrumar huma arca de roupa branca. Caixa, em que fe recolhe outra qualquer confa. Prov. DA HIST. GEN. 2, 4, 11. p. 53. ann. 1452 Mando que a arca das cfcripturas minhas feja entregue... a Alvaro Gonçalves &c. NICOL, Tr. 117 Ora vé quantas braças tem a arca pequena. [falla de huma de trigo.] Cerr. Serm. 1, 285, 4 Deo [o rico avarento] os parabens à fua nos celeiros, que tinha cheos de trigo, c arcas bem providas. Cofre, em que fe depofita on guarda dinheiro cu peças preciofas. VIT. CHRIST. I, 161 y Coula difficil e ardua he ter, e pofluir em archa guardadas as rique- zas. GIL Vic. Obr. 1, 45 Là me ficão de rondão Viu- te e feis milhões n'huma arca, Pois onzena tanto a- barca, Não lhe dais embarcação? BRAND. Mon. 4, 12, 13 Dei além difto da minha arca dez mil maravediz ao Abbade de Alcobaça. Met. FR. MARC. Exerc. 1, 4 Oh piedofiffimo Jefu, mui queria metter e ajuntar na arca do meu cora- ção todos os beneficios, e toda a benignidade, que me tendes feito. HEIT. PINT. Dial. 1, 3, 7 O que fe dá aos pobres, não le dá, poefe em depofito na arca de Deos. FERNAND. GALV. Serm. I, 10, i Fazeis cofre de voffo thefouro as lingoas dos homens, que he arca, que não tem porta, nem chave. Ao canto da arca. fórm. adv. Guardado, fechado, recolbido na arca. SA' DE MIR. Vilhalp. 1, 1 Como fe eu tivera os dias de contado ao canto da arca. MONTEIR Meth. 64 Mas adverti que não fe chama ceffar ganho, fe vós ainda que trateis com dinheiro, empreftais do que. tendes ao canto da arca, e não houvereis de empre gar em nada.<noinclude></noinclude> i11ffh8gbfnky586g4uecle3xgkvqbw 558511 558510 2026-08-12T09:25:29Z MLReis 41056 558511 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>AR B 327, 3 As emprezas grandes fempre fe deixão ao ar- burio c vontade dos animofos e oufados. Sous. Hift. 1, 1, 23 Mas com a vontade e entendimento fugeito ao arbitrio de outrem, não tinhão momento, que pudeffem chamar feu. Autoridade, peder, dominio abfoluto. BARR. Dial. em louv. 57 Eftes e outros táo graves e doutes ba- rões, em cuja mão e arbitrio eftava o citado e regimen- to do mundo, afli houverão efte exercicio por gloriofo, que, &c. Cout. Dec. 5, 1, 2 Pera que o fubmetrefle ao arbitrio, e poder dos Chriftãos. VIEIR. Serm. 7, 7, 6. n. 218 Apparece Pedro, e ao arbitrio de feu imperio he ou não he o que elle quer que feja ou não feja. Liberdade, com que a nosa alma fe, determina a obrar fegundo o que bem lhe agrada, fent dependencia de outros alguns motivos. EUFROS. 5, 10 A divina Providen- cia nos deo arbitrio proprio pera ufarmos fegundo noflo querer e deftino, c termos natural cfcolha do bem e do mal. D. M. DE PORTUG. TI. 475 Quando oramos fiat voluntas tua, não he que fe faça a vontade de Deos, que fempre fe faz; mas que a liberdade de noffo arbi- trio fe una per graça à fua fanta vontade. Sous. Hift. 3,6, 3 E fe fazerem fenhores d'aquella liberdade de arbitrio, com que toda creatura humana foi creada. Ordinariamente fe lhe ajunta o adjective livre. CORT. R. Naufr. 11, 123 Aquelle vio tambem, que falfamen- btc Affirmava baftar o livre arbitrio Pera que o homem bem obre, e fó fe falve, Sem nefta obra intervir gra- ça divina. CATHEC. ROM. 19 E no que pertence á alma, a formou [Deos] á fua imagem e femelhança, c_the deo livre arbitrio. RoBon. Declar. 1, 12 y No qual [ho- mem] pôs [Deos] o entendimento, e livre arbitrio dos Anjos Extravagancia, appetite cego e defordenado. Leño, Chr. de D. Aff. IV 164 Lembrandolhe... o defempa- to das mulheres e filhos, que alli trazião que deixa- rião a arbitrio e vontade de tão infeftos vencedores. PINT. Ris. Rel. 1, 58 Por atalhar aos arbitrios e vontades def- vairadas e procedimentos de tantos e tão varios affectos, quantos occupão hum homem, forão inventadas as Icis efertas Luftr. 1, 13 Náo ufavão aquelles Reis an- tigos governar a arbitrio da fua vontade. Met. Cour. Dec. 5, 1, 2 Pera que não paffaffem fcus foldados a arbitrio da fortuna. VIEIR. Serm. 8, 213 Deixandofe levar por mares não conhecidos, a arbitrio das ondas, e dos ventos. Projecto ou meio de novo excogitado para fe confe- guir alguma coufa. VELASC. Acclam. 385 Havião muitos arbitreiros, que davão arbitrios iniquillimos para fe tirar fazenda dos vaffallos. M. BERN. Floreft. 4, 13, 144 Hum dos aftutiffimos arbitrios, em que affentárão &c. {{lema|ARBITRISTA}}. s. m. O que excogita, e propõe mncios extraordinarios para fe confeguir algum fim. Ordinariamente fe toma em má parte, e fe diz por defprezo. ALv. DA CUNH. Eicól. 8, 4 Homem capaciffimo de negocios, e agudiflimo arbitrifta de dinheiro. M. BERN. Floreft. 4, 9, 30 Muito mais fe engana o Principe ou o confelhci- ro, ou o arbitrifta, quando lhe fahio bem a fua mali- cia, do que quando a não logrou. {{lema|ARBITRO, A}}. adj. Que julga ou decide alguma questão por eleição, e confenfo das partes difcordes. Ajuntafe qua fi fempre ao fubft. Juiz. BAR. Dec. 4, 2, 5 Affenta- rão que aquella caufa fe julgaffe por juizes arbitros. Sovs. Vid: 3, 14 Nem o quizerão acceitar por juiz arbitro. Cu- SH. Catal. 2, 8 E fe por efcufarem dúvidas fe compro- mettêrão em juizes arbitros. Met. D. F. MAN. Cart. 4, 84 Hum affecto drbi- tro entre o efquecer, e o lembrar. {{lema|ARBITRO}}. s. m. Juiz, que as partes elegem, e a quem dão poder. de julgar as fuas differenças. Do Lat. Arbiter. LEÃO, Chr. de D. Aff. IV. 157 Houve por mais são confelho fazer as pazes per fi, fem dilação, antes que pelo Papa, nem por outros arbitros eftranhos. Cu- NH. Hift. de Brag. 2, 11, 46 Louváráofe em arbitros, que julgaflem a caufa, e forão pera iffo efcolhidos os Bifpos. VELASC. Acclam. 297 Conforme a direito os arbi- tros são voluntarios, querendo as partes comprometterfe nelles. O que on por eleição ou por fi mefmo decide alguma controverfia ou dúvida. Sous. Hift. 1, 1, 21 Foi cha- mado por arbitro, como natural, e fabio, e virtuofo, e nobre. D. F. Max. Cart. 2, 34 Bem me defobrigava cfta obfervação do oficio de arbitro em contendas. Vi- IR. Serm. 7, 2, 9. n. 80 He fem duvida que o dieta- me era muito verdadeiro, acertado, e prudente em não quererem elles, pofto que letrados, fer os arbitros, juizes do feu efcrupulo. Senhor, o que tem pleno e abfoluto dominio em al- guma coufa. CUNH. Hift. de Brag. 1, 3, 14 Erão_ar- bitros [os Confules] da paz, e da guerra. PINT. RIE Luftr. 1, 46 Elles erão os arbitros de fuas acções. FREIR. Vid. 2, 182 Que o Eftado fe fizera no Oriente arbitro da paz, e da guerra. Met. L. ALv. Semmi. 2, 8, 6. n. 16 Elles [pilo- tos] obfervavão os ventos, arbitros do mar, O que excogita on propoc meios extraordinarios para fe confeguir alguma confa. L. ALv. Serm. 3, 2, 2. n. 7 Ajuntafe a informação talvez errada, ou apaixonada dos arbitros fobre a poflibilidade dos povos. {{lema|ARBOLARIO}}. s. m. ant. O mesmo que Herbolario. Luca Vid. 10, 18. {{lema|ARBOR}}. s. f. antiq. O mefmo que Arvore. CANCION. 103, 2.1 {{lema|ARBORE}}. s. f. ant. Omefmo que Arvore. ORT. Colloq. 5, 16. {{lema|ARBOREO, A}}. adj. De arvore, pertencente ou femelbante á arvore. Do Lat. Arborcus. PER. Elegiad. 4, 50 Ve outra mata arborea empedernida 4, 51 Polos arboreos troncos vão trepando Os corcovados buzios, vagarofos. BARRET. Eneid. 1, 44 De feus arboreos cornos adornados. {{lema|ARBUSTO}}. s. m. Planta de tronco lignofo, e vivace, menor que a arvore, e que além do principal tronco e ramos, produz muitas vezes da mefma raiz muitos pès, e troncos confideraveis. As arvores e os arbuttos lanção no Outomno botões, ifto he, olhos e borbulhas nas axilhas das folhas, que fe delenvolvem na Primavera, e fe abrem em folhas, e flores. Efta differença effencial, juntamen- te com a grandeza, diftingue o arbufto do fubarbufto. Do Lat. Abuftum. TELL. Hift. 1, 13, 35 Produz mais a terra muito algodão, que fe dá em arbustos como o da India. MARINH. Comm. 2, 8 Em outro tempo as bufca- vão [as pedras] entre os informes, e incultos penhaf- cos, e a buftos filveftres d'aquellas, ferras. M. GODINE Rel. 22, 134 Onde fizemos fogo ferido nos fechos de huma piftola, para aflar huma lebre, que o Xauter a- cordára com a ponta da lança, cftando dormindo junto a hum arbusto. {{lema|ARCA}}. s. f. Caixa grande com tampa plana, fegura com machas femeas e fechadura, em que fe coftuma guardar veftidos, roupa, te. Lat. Arca. ant. Archa, Arqua. EUFROS. 4,2 Cujaoma (a coftura] a mi effas moças, que ma an dão fempre lançando por cima das arcas. CORT. R. Nau- fr. 8, 81 E como melhor póde, favorece, E cura os que tem mais neceffidade, D'alguns fardos d'arroz, d'- arcas rodea Quanto efpaço de terra os agafalhe. D. F. MAN. Cart. de Guia, 79 y A mulher, que mais fabe, não palla de faber arrumar huma arca de roupa branca. Caixa, em que fe recolhe outra qualquer confa. Prov. DA HIST. GEN. 2, 4, 11. p. 53. ann. 1452 Mando que a arca das cfcripturas minhas feja entregue... a Alvaro Gonçalves &c. NICOL, Tr. 117 Ora vé quantas braças tem a arca pequena. [falla de huma de trigo.] Cerr. Serm. 1, 285, 4 Deo [o rico avarento] os parabens à fua nos celeiros, que tinha cheos de trigo, c arcas bem providas. Cofre, em que fe depofita on guarda dinheiro cu peças preciofas. VIT. CHRIST. I, 161 y Coula difficil e ardua he ter, e pofluir em archa guardadas as rique- zas. GIL Vic. Obr. 1, 45 Là me ficão de rondão Viu- te e feis milhões n'huma arca, Pois onzena tanto a- barca, Não lhe dais embarcação? BRAND. Mon. 4, 12, 13 Dei além difto da minha arca dez mil maravediz ao Abbade de Alcobaça. Met. FR. MARC. Exerc. 1, 4 Oh piedofiffimo Jefu, mui queria metter e ajuntar na arca do meu cora- ção todos os beneficios, e toda a benignidade, que me tendes feito. HEIT. PINT. Dial. 1, 3, 7 O que fe dá aos pobres, não le dá, poefe em depofito na arca de Deos. FERNAND. GALV. Serm. I, 10, i Fazeis cofre de voffo thefouro as lingoas dos homens, que he arca, que não tem porta, nem chave. Ao canto da arca. fórm. adv. Guardado, fechado, recolbido na arca. SA' DE MIR. Vilhalp. 1, 1 Como fe eu tivera os dias de contado ao canto da arca. MONTEIR Meth. 64 Mas adverti que não fe chama ceffar ganho, fe vós ainda que trateis com dinheiro, empreftais do que. tendes ao canto da arca, e não houvereis de empre gar em nada.<noinclude></noinclude> 3csqpwtjewapz6vebgb4onpxjo1dhfk Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/696 106 255745 558512 2026-08-12T09:45:30Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ATA 6, 88 Os pés e as mãos parece que lhe atárão Os cabelios, que os raios escurecem. Aur de pés e mãos. Além de ferido proprio fe diz meraphoricamente a refpeito das peloas ou coufas, a que fe embaraça a acção. HEIT. PINT. Dial. 1, 2, 5 Que coufa póde fer mais gloriofa que atar feu proprio querer. de pes e mãos. GUERREIN. Rel. 3, 1, 7 Ficou o Governador Cacuzoymon tao atada de pés e mãos, que &c. Atar. met. Unir on ligar as partes do... 558512 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>ATA 6, 88 Os pés e as mãos parece que lhe atárão Os cabelios, que os raios escurecem. Aur de pés e mãos. Além de ferido proprio fe diz meraphoricamente a refpeito das peloas ou coufas, a que fe embaraça a acção. HEIT. PINT. Dial. 1, 2, 5 Que coufa póde fer mais gloriofa que atar feu proprio querer. de pes e mãos. GUERREIN. Rel. 3, 1, 7 Ficou o Governador Cacuzoymon tao atada de pés e mãos, que &c. Atar. met. Unir on ligar as partes do difcurfo. Diz- fe das peffozs, que fallão concludentemente, com boa or- dem, deducção, &c. ou do mefmo difcurfo aflim forma- do. EUFROS. 5, 8 De quanto o Dontor diffe, por fim nada atou. CART. DE JAP. 1, 39, 1 Não ha Japão, que melhor lingoa tenha, que elle, nem que vá mais ata- do no que falla. Sous. Hift. 1, 4, 1 E por iffo he for- çado levar atada e direita a conra dos annos.. Não atar, nem defatar. Fraf. proverb. Confundir o que fe faz on diz com muitas inconfequencias. FERR. DE VASC. Ulyffip. 5, 7 E mais quando no propofito e ten- ção, em que não ata, nem difata, fahe tanto a feu do- no, que &c. VizIR. Serm. 4, 4, 1, n. 109 Tal quiz o fupremo legisladot, que foffe o governo do feu Reino; governo, que araffe e defataffe; e não governos, que não atão, nem defatão. Ao atar das feridas. Locução proverb. Ao finali- zarfe alguma coufa, ou ao ponto de fe concluir. FERN. Lor. Chr. de D. J. 1. 2, 30 Se fua vinda foffe a cem- po, que pudeffe aproveitar, mas entendo que já nom pó le vir lenom ao atar das feridas. BARR. Dec. 3, 4, 8 De maneita que quando elle Diogo Lopes chegaffe, iria (como dizem ) ao atar das feridas, e ficaria D. Aleixo com a honra daquelle feito. CEIT. Quadrag. I, 10, 1 Ao que o Propheta Ifaias chamou com muita pro- Atar com pron. pess. Ligarfe, prenderse, am amarrarfe. Luc. Vid. 1,3 Por cima dos joelhos aroufe, e aper- toufe tão rijamente, que &c. TELL. Chr. 1, 1, 14. n. 5 A faber que fe fez o Santo atar por huma corda. Vi- EIR. Serm. 2, 7, 5. n. 223 Tanto he atarfe hum homem para defatar os outros, e captivarfe pata os libertar! Falla dos Religiofos das Mercês) Met. LEON. DA COST. Converf. 5 Pois te prendef- te, e te atafte Com peccaminofo nó. TELL. Hift. 4, 29, 379. Tratou tambem ... de fe atar com os apet- tos de Religiofo.. de je atar.com os aper Ararfe a alguma coufa. met. Sugeitarfelbe, fubmet- terfelbe. FR. MARG. Vid. 1, 5 Muiros não fó trabalhá- rão por fugirem do vicio da vangloria, mas affi procu- rárão a humildade, que quafi a todos os ferviços baixos fe atárão. ARR. Dial. 4, 21 Porque aquelle fe diz Reli- giofo, que fe ata e obriga aos preceitos de Deos. CFIT. Serm. 1, 174, 1 Eu me quero atar e obrigar fó á pro- va das tres condições acima ditas. Refiringirfe, cingirfe on reduzirfe determinadamente a alguna coufa. FR. TS. DE JES. Trab. Avif. 11 Os ptincipiantes como novos, e não experimentados, ne- ceffariamente hão de fer ajudados, até que faibão por fi proceder e caminhar, e não tenhão neceffidade de fe atar ds palavras e efcrituras. FREIR. Vid. 3, 26 Porém o Governador fem fe atar aos inconvenientes, começou dat principio à nova fabrica. L. Atv. Serm. 2, 8, 2. n. 4 Mas não Je atou as limitações do Evangelho o fervor do feu efpirito. Atarle com outra coufa. Dizerlbe refpeito, ou ter connexão com ella. Do difcurfo ou das fuas partes e pa- lavras. VIEIR. Serm. 8, 281 Eftas palavras pois são táo difficulrofas, e fe atão tão mal com as antecedentes, que &c. Araremfe as mãos a alguem. met. Ficar fem acção on liberdade de cbrar. VIEIR. Serm. 4, 1, 3. n. 8 Oh fe ... os peccados fe pagaffem logo e de contado, co- mo havião os homens de ir atenro em peccar, e como fe lhe havião de atar as mãos, ainda quando à peccado fofle duvidofo. Atalas. fórm. adv. Irfe, fugir. BENT. PEN. Thef. Adag. Ata curto, penfa largo, ferra baixo, terás cavallo. DRL:c. Adag. 38. O fifudo não ata o faber á eftaca. DeLic. Adag. 161. Quem bem ata, bem defata. uf. Quem quizer olho são, ate a mão. DELIC. Adag. 126 {{lema|ATARANTADO, A}}. p. p. de Atarantar. BLUT. Vocab. {{lema|ATARANTAR}}. v. a. ul. c vulg. Confundir, perturbar. Tambem fe ufa com pron. pcfl. {{lema|ATARRACADO, A}}. p. p. de Atatracar. BARA. Dec. ; ; bellos, que os raios efcurecem. {{lema|ATARRACADOR}}. s. m. O que atarraca.. BENT. PER. Thes. {{lema|ATARRACAR}}. v. a. Bater a ferradura com o martello, apertandoa, e dandolhe forma para bem a ajuftar. ao cafco. Do Arab. Tarraca. VIT. CHRIST. 3, 32, 80 Porque ferro com ferro, ou clavo com clavo fe atarraca ou amar- Met. Atarracar alguem. Affombralo, confundilo por admiração ou convicção. VIT. CHRIST. 3, 32, 80 Onde diz Chryfoftomo, que ao que pergunta, compre de o en- finar, mas o que retenta, compre de o tentar ou atarra- car. Mon. Dial. 3, 29 y Nenhum afli como vós me atarracou. FERR. DE VASC. Aulegr. 2, 4 Pois prometre- vos que volas atarraquei de rezões, eftive afinado. CAM. Seleuc, Dizei hora outra melhor [cantiga] Com que nos atarraqueis. {{lema|ATARRACHAR}}. v. a. uf. Apertar com tarracha. {{lema|ATARRAFA}}. s. f. antiq. O efmo que Tartafa, e he cormo hoje fe diz. Goss, Chr. de D. Man. 4, 10. {{lema|ATARRAFADO, A}}. adj. antiq. CANCION, 181, 3. Mas ifto he efcufado; E porém Se tu quizeres vir, vem, Mas feja atarrafado, Que tas não veja ninguem. {{lema|ATAS}}. adv. antiq. O mefino que Até. Gi. Vic. Obr. 1, 22 E s'ella nom parecer Atas per noite fechada &c. {{lema|ATASCADEIRO}}. s. m. pouc. uf. Atoleiro, pantano, la- meiro. Ufafe em fentido metaphorico. CHAG. Obr. 2, 1 Atoleime defalumbradamente nos atafcadeiros dos vi- cios. {{lema|ATASCAR}}. v. a. que fó fe ufa com pron. peff. Metterfe cm parte donde fe não pode fabir fem grande difficuldade, como em pantano, atoleiro, lamaçal, &c. M. BERN. Arni. 21, 5 Com que dobra o feu defventurado fadario, e fe atafca mais no atoleiro. Floreft. 1, 10, 425, A E o Propheta Habacuc, an ajuntar fazenda anciofamente, não the chamou fenão atafcarfe no lodaçal efpeflo. {{lema|ATASSALHADO, A}}. p. p. de Ataffalhar. BARR. Dec. 2,2, 1. Mon. Palm. 2, 94. PER. Elegiad. 2, 27. {{lema|ATASSALHADOR}}. s. m. O que alafalba. BENT. PER. {{lema|ATASSALHAR}}. v. a. Retalhar, fazer, em pedaços ou poftas. BARR. Dec. 35, 2 A pé quedo fe deixavão ataf falhar. FR. MARC. Vid. 5, 5 Finalmente como o ataffem a huma roda cercada de prégos e gumes de cutelos pe- ra o atafalhar, fubitamente aquella maquina desfazen- dofe, ferio e maton a muitos infieis. Cour. Dec. 4, 8, 1 Mas como os inimigos erão muitos, carregário fo- bre elle, e o atafalbárão, fazendo nelle anatomias ef- pantofas. Reg. em. BARR. Dec. 4, 8, 13 Quando virão que os Mouros não deixavão o campo por mais que atafa- lhavão nelles. Cour. Dec. 5, 2, 5 Porque começarão a atafalbar nos Mouros braviflimamente. Met. HEIT. PINT. Dial. I, 5, 8 Os praguentos encesão as bonras dos bous, não defcanção atéque de todo as não atafalhem e defpedacem. CEIT. Serm. I, 1., 3. E arrancando os inimigos das lingoas (que cortão mais que as efpadas) quizerão atafalhar a honra de Chrifto, dizendo &c. Lisn. Santor. 208, 4 Os murmu- radores, inais crucis mordedores, fe empregão em lhe rocrem catafalharem a fama. {{lema|ATAVANADO, A}}. adj. Cavall. Applicafe ao cavallo. LEIS EXTRAV. Addiç. 31 O[cavallo] caftanho efcuro fendo rabicão com cabellos ou mofcas brancas pelo corpo das mãos atraz, he bom final porque fe forem no ilbal contra as ancas, ou no pefcoço contra as efpadoas, não he bom final, c fe chamão atavanados, e são com mumgente fracos e de pouca força. {{lema|ATAVÃO}}. s. m. anriq. O mefmo que Tavão, e he como hoje fe diz. ARR. Dia!. 7, 18 Ungindoas com mel, pe- ra que mofcas, velpas, e atabões com feridas e morde- duras os vexaffem. MEND. PINT. Peregr. 23 E paffamos com affás detrimento e trabalho por caufa dos atabões e mofquitos. GALV. DE ANDRAD. Arr. 1, 19 Tem os ca- vallos muitas mofcas procedidas dos atavões, as quaes lhe fazem facilmente quando são ferodios, por lhe acharem a pelle branda. {{lema|ATAUDE}}. s. m. Caixa, feita ordinariamente de pão ou chumbo, em que fe mette o cadaver para ir a fepultura. Do Arab. Attabut, arca, tumba, efquife. FERN. LOP. Chr. de D. J. I. 1, 55 Dalli levárão a Rainha á Sé, onde já eftava hum grande eftrado feito, e ataude em cima. Leão, Defetipe. 60 E o metrerão no ataude com<noinclude></noinclude> 46ujxi86vdmuzc5g2po5hllpig2qc1j Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/697 106 255746 558513 2026-08-12T09:51:59Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ATA as mais infignias. BRIT. Chr. 3, 32 Eftava metrido [o corpo de S. Bernardo ] em hum ataude de couro feito á feição do proprio corpo, com o rolto fóménie de fóra. Fem. pouc. uf. FR. A. DE S., Dou. Vid. 23, 2 Frei Rodulfo procuradot niandou fazer huma ataude) de pao, e fez que pufeffem em ella o corpo de noffo Pa- dre, pregandoa mui bem. Met. BARR. Dec. 2, 4, 5 Porque como clla [ca-. fa] era o berço em que fe creara, ella havia de f... 558513 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>ATA as mais infignias. BRIT. Chr. 3, 32 Eftava metrido [o corpo de S. Bernardo ] em hum ataude de couro feito á feição do proprio corpo, com o rolto fóménie de fóra. Fem. pouc. uf. FR. A. DE S., Dou. Vid. 23, 2 Frei Rodulfo procuradot niandou fazer huma ataude) de pao, e fez que pufeffem em ella o corpo de noffo Pa- dre, pregandoa mui bem. Met. BARR. Dec. 2, 4, 5 Porque como clla [ca-. fa] era o berço em que fe creara, ella havia de fer o ataude de fua fepultura. Sous. COUTINH, Cerc. 2,18 João Rodrigues levando ás coftas huma jarra tapa- 3, 8 da, e hum ló pavio em ella, em a qual haveria humara fua marroba de polvora dixel, amigos, deixaime paffar que em meus hombros levo ataude pera mim, e pera -noffos contrairos. Luz, Senn. 3, 1303 Porque es man- cebo, eftas mais propinquona fe poder dizer è fufpeitar de ti, que jazes no ataude do peccado. {{lema|ATAVERNADO, A}}. adj. Pofo à venda em taverna. OR- DDEN. DE D. MAN. 1, 15 E os que venderem vinhos ata- -vernados, terão canadas, e meias canadas. {{lema|ATAVIADAMENTE}}. adv. mod. Coni atavio. JER. CAR- Dos. Dict. BENT. PER. Thef. {{lema|ATAVIADO, A}}. p. p. de Ataviar. BERNARD. RIB. Mc- onin. z; 20. CASTANH. Hift. 1, 10. FERR. DE VASC. Uly!- fip. 1, 1. ob Adag. A moço ataviado mulher ao lado. DELIC. Adag. 40. {{lema|ATAVIAMENTO}}. s. m. pouc. ul. O mefino que Atavio. FR. BERNARD. DA SILV. Defenf. 1, 35 A qual [pelle dourada por mais que valeffe, nunca podia dar tanto saproveito, que não gaftaffe cada hum delles [Argonau- tas muitas vezes mais nos ataviamentos da matalotagem. {{lema|ATAVIAR}}. v. a. Preparar, adereçar, ornar. Do Arab. Talaba, de que procede a voz corrupta atriaba, ador- nos, enfeites, compoftura, preparos. Leão, Orig. 11 o deriva do Francez Atifer, antigo, que fignifica enfeitar, toucar. BERNARD. RIB. Menin. 2, 17 Eainda pera mais a obrigar, me mandou dantes que ifto foffe, veftit e sataviar ricamente. FERR. DE Vasc. Ulyflip. 3, 3.Se eu não foffe, quc ando fempre fetvindo e trabalhando fo- bre as veftit e ataviar, defpidas as trazia, fem ter con- ta com iffo. FR. GASP. DA CRUZ, TI. 22, 1 Polo que cada hum trabalhava por ataviar feus filhos e filhas o melhor, que podião. obalu Mer. As coulas e acçoes, que pedem huma certa ordem, e propria difpofição. FERR. DE VASC. Ulyflip. 5 Nada bafta ataviar e governar citas duas coufas, FERNAND. Palm. 3, 83 Onde acharão lumes prefies, e a cêa concertada, e tal era o avifo do velho, que ata- viera tudo aquillo, como fe fora o mais nobre ban- o mais perfe Com pron. peff. Concertarfe, ornarfe, adereçarfe. ALBUQ. Comm. 4, 21 Onde fe veftirão e ataviárão pera ir ver Melocopi. BRI. Mon. 1, 4. tit. 4 Acceitou ella o confelho, é fe atavion de modo, que indofe ca- far não fora com tanta pompa. Maus. Aff. Afr. 4, 64 Pata a luz, que ha de vir do novo dia, Das joias mais preciofas te atavia. Met. FERNAND. Palm. 4, 15 Se à alegria, que em ver a fua fenhora, pudera ter, fe ajuntára a muita, de que então o campo fe ataviára &c. HEIT. PINT. Dial. 1,15 Se te não conheces a ti, ó Alma fermofiffi- ma, fellada com a minha imagem, ornada e ataviada com minha femelhança &c. ARR. Dial. 1, 8 Nobilifli- ma he a imaginativa dos Theologos e Philofophos, or- nada e ataviada de ricas imagens. {{lema|ATAVIO}}. s. m. Adorno, ornato, enfeite, tudo que fenpõe fobre o veftido, ou além do vestido fe traz por galane lougainha, on por apparato e riqueza. Ufafe de ordinario o pl. GIL Vic. Obr. 3, 159 O que não hon- rio veftidos, Nem mui ricos atavios, Mas os feitos nobrecidos. Mos. Palm., 26 Todas as outras Damas fe veftirão ricamente de atavios louçãos. LEIT D'AN- DRAD. Mifc. 3, 81 Quizerào as Freiras entraffe com mui- tos atavios e peças de ouro. Dos animaes ou cavalgaduras. CASTR. Uly 7,9 Já de atavies ricos adornadas As egoas remendadas fe apercebem. Trajo, preparo de todo o corpo. Das peffoas. Nefte fentido ufafe no fing. MEMOR. DAS PRocz, 1, 47 Eftra- nho e montanhez atavio, Gras. Comp. 2, 70 veftido e atavio do corpo diffoluto e deshoneito. LOBAT. Palm. 5, 10 Julgárão conforme ao atavio de fuas peffoas, qua ferião de eftima. Das cafas, ruas, &c. CORT. R. Naufr. 4, 44 A grande fala eftá toda roldada De fumptuofo, efplendi- do atavio. MACHAD. Cerc. 2, 31 O atavio Das ruas, bafta, he princeza, Não ha no mundo outra Dio. Met. BARR. Paneg. 27, 319 O verdadeiro orha- mento e atavio d'alma, que he a fabedoria. ARR. Dial. 19, 2 Mas todo o feu eftudo emprega em o atavio c honra do animo. CARbos, Agiol. 2, 448 E as refpoftas erão não com ornato e atavio fuperfluo de palavras. Preparo para alguma coufa. Fr. G. DA SILV. Vid. 3,8 E ifto determinado e pregoado, cada hum fe foi pela sua terra e cafa com grande prazer a fazer os atavios e apparatos da partida preftes. HIST. TRAG. MARIT. 1, .68 Começárão a fazer cartuxos e outros atavios de guerra para qualquer fucceflo della. Epith. Cuftofo. ANDRAD. Cerc. 1, 3, 1. Deshonef to. GRAN. Comp. 7. Diffoluto. GRAN. Comp. 2, 7. Efplendido. CORT. R. Nauft. 4, 44. Eftranho. MEMOR. DAS PROFZ. 1, 47 Honrado. ADRAD. Cerc. 1, 3, 1. Loução. Mos. Palm. 1, 26. Magnifico. MoR. Palm. 2, 159. Montanhez. MEMOR. DAS PROEZ. 1, 47. Nobre. AN- DRAD. Cerc, 1, 3, 1. Pobre. FIST. TRAG. MARIT. I, 68. Preciofiffimo. M. BERN. Paraif. 35. Profano. GRAN. Comp. 116. Rico. CASTR. Ulyff. 7, 9. Sumptuofo. CORT. R. Naufr. 4, 44. Fo. Maus. Aff. Afr. 4, 57. {{lema|ATAVONADA}}. adj. (Mofca) Efpecie de mofca grande, femelhante ao tavio. GALV. DE ANDRAD. Art. 1, 19 E das picadas, que lhe dáo, nafce acudir humidade, a qual faz aquella materia, que bafta para lhe fazer pê- los brancos, a que chamão mofcas atavonadas. {{lema|ATAUXIA}}. s. m. antiq. O mefimo que Tauxia. BLUT. Vo- {{lema|ATAUXIADO, A}}. adj. Feito, ornado on guarnecido de tauxia. MEND. PINT. Peregr. 68 Seffenta alabardeiros com panoutas e alabardas atauxiadas de outo. {{lema|ATÉ}}. prep. que determina a continuação, e o fim ou ter- mo do lugar, tempo on acção. Do Arab. Hatta. antiq. Ata, Atee, Athé. Do lugat ou das peffoas a refpeito delle. ORDEN, DE D. MAN. 3, 1 O Chanceler mór poderá mandar citar... até cinco legoas donde nós ef- tivermos. BRIT. Mon. 2, 6. c. 3 Como vai a corrente de Guadiana até o mar. CEIT. Quadrag. 1, 1, 2 E vem tudo a dizer que o decer Deos até nós, era fubirmos -dos até Deos.. Do tempo ou das peffoas a refpeito delle. Luc. Vid. 1, 15 Por ferem até então fómente navegadas. Sous. Hift. 2, 4, 1 (Alvará de 1409) Que delpois vierão, viverom é vivem atá hora. TELL. Chr. I, 1, 3. n. 4 Nefte fanto exercicio gaftárão até o principio da Qua- refma. Do lugar e tempo indeterminado, feguindofe o adv. Quando, &c. CAMP. Receb. 69 Até quando, ó per- didos caminhantes Manquejareis de hum pé, e de ou- tro errando: BRIT. Ch. 4, 3 Até quando diffimularei efta dör, que me arormenta: SEVER. Prompt. 22, 155 Perguntado um Monge do Egypto, até quando fe ha- via de guardar o filencio, refpondeo: até fer pergun- rado. Determina a acção e a quantidade. BARR. Dec. 2, 9,7 Os quaes fogro e genro fizerão huma armada de até feffenta velas de remo. BRIT. Chr. 4, 3 Affitti ao enterramento, até fe dar fim à laftimola tolemnidade das exequias. Seguemfeihe differentes adv. como: Alli, aqui, agora, então, &c. De alguns delles fe forma com apol- tropho huma fo dicção, e affim fe diz: Atégora, atél- li, atéqui, &c. CAM. Luf. 8, 80 O que delle n'élli não entendera, BERN. Lim. Cart. 33 Soffici, como fizettes agora. BRIT. Chr. 1, 2 Sem nenhum dos Monges fuf- peitar até então nada do que pallava. Sous. Vid. 5, 2 Até qui são palavras da carra. Seguefelhe hum vetbo precedido da particula que ou no infinito. FR. MARC, Chr, 1, 1, 26 Perlevere pe- dindo ifto até que finta fer ouvido. CORT. R. Naufr. 9, 87 Aqui comtigo Do meu coração fica grande parte, Até vir outra dor, que &c. Luc. Vid. 1, 5 Temou... ordens factas até receber do Bifpo Arbenfe as de Mila, BAIT. Chr. 1, 5 E eu, como mais carregado de cul- pas, o cftava tambem de dúvidas, até que com meus pro- prios olhos vim ver tão rara maravilha. Correfponde ás particulas De, dés, defde, as quaes poftas no membro precedente determinão o outro termo do lugar, tempo, acção, &c. D. FR. BR. DE BARF. Efpelh. 1, 12 Dis o tempo, que depois da cea fez oração.<noinclude></noinclude> 1p19kmbiloe5ejmkaug9xxc9zvg3wel Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/698 106 255747 558515 2026-08-12T10:22:29Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: A TE ção em o horto até o ultimo fim de fua vida. Luc. Vid. 5, 25 Os noffos Padres e Irmãos, que d'então até ago- ra, per eftes e per outros livros ... tão facilmente ap- prendem o Malabar, como o. Latim. TELL. Chr. 1, 1, 13. n. 1o Dobrou rodos, eltes cabos, que vão defde Por- tugal até à China. Até. adv. Ainda, tambem. Serve para exaggerar. FERR. Poem. Epigr. 2 Até no claro fangue e gentileza, -a Fortuna e céos roubafte e natureza... 558515 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>A TE ção em o horto até o ultimo fim de fua vida. Luc. Vid. 5, 25 Os noffos Padres e Irmãos, que d'então até ago- ra, per eftes e per outros livros ... tão facilmente ap- prendem o Malabar, como o. Latim. TELL. Chr. 1, 1, 13. n. 1o Dobrou rodos, eltes cabos, que vão defde Por- tugal até à China. Até. adv. Ainda, tambem. Serve para exaggerar. FERR. Poem. Epigr. 2 Até no claro fangue e gentileza, -a Fortuna e céos roubafte e natureza. Luc. Vid. 1, Fazendo particulares tratados até dos ditos breves. BRIT. Mon. 1, 3. c. 20 As obras do victoriofo e favorecido da ventura, até para cantar são gollofas e cheas de boa fombra. Até alli, ou Até aqui. Fórmulas de admiração. FERR. Brift, 2, 4 Huma Turca, que atelli fe podia di- zer fermofa. CBAG. Ramith. 11, 18 Todo o jardim fe matiza de boninas, que aos olhos atéqui rofas. CARV. Chorogr. 2, 1, 1. c. 21. p. 72 A qual ermida he tão linda e devota, que quem entra nella diz: Acequi, er- mida. Adag. Agoa molle em pedra dura, tanto dá até que fura. DELIC. Adag. 154. Andar ventura até à lepultura. DELIC. Adag. 174. Até a formiga quer companhia. DELIC. Adag. 156. Até à morte, pé. forte. HERN. Non. Reft. 15. Até ao lavar dos ceftos ha vindima. DELIC. Adag. 5. Até ó S. Pedro ha o vinho medo. DELIC. Adag. 184. Até prometter fer efcaço. DELIC.Adag. 110. A torto e a direito, noffa cafa até ao tecto. DELIC. Adig. 166.201 Bon cão de caça até à morte dá ao rabo. DELIĆ. A- dag. 31. Bon faber he calar até fer tempo de fallar. DELIC. A- dage 157. Cada hun eftenda a perna até onde tem a coberta. DE- LIC: Adag. 62. Comer até adoecer, curar até farar. DELIC. Adag. 119. Dor de mulher morta dura até a porta. DELIC. Adag. 42. Leite fem pão ate à porta vai. DELIC. Adag 122. Não digas mal do anno até que feja paffado. DaLIC. Adag. 10. Não fio nada até a manhãa. DELIC. Adag. 129. Não louves até que proves. DELIC Adag. 160.. Não me chames bem fadada até me veres enterrada. DE- Lic. Adag. 137. O filho do bom vá até que bem lhe vá. DELIC. A- dag. 80. Quem tem amor atraz da portella, tanto olha até que quebra. DeLic. Adag. 3. Obferv. O vulgo corrompe efta voz, pronunciando Inté, e outras vezes lhe ajunta hum s final, e diz Atés; e aflim fe acha no eftilo comico. MACHAD. Cerc. 1, 15 Pe. g. Trageis vós já encevado O alcambuz. Jo. b. E ateitado De moftarda inte no mais. Alf. 1, 68 Porque o lobo he tão matreiro, que atés den- tro dos exidos, Chanta o dente no cordeiro. {{lema|ATEADO, A}}. p. p. de Atear. CA, Luf: 3, 49. CASTI- Lu. Elog. 291. Sous. Hift. 3, 5, 1. {{lema|ATEAR}}. v. a. Por o fogo, accender, abrazar, queimar. Leão, Orig. 16 poc cfte verbo no numero das palavras, a que não fabemos a origem. M. THOM. Inful. 9, 158 Logo o rio de Chaile à força entrando Galés e náos do Çamorim varadas Com ígniferas chammas ateando. Excitar, avivar, dar maior intensão ou força. A refpeito do fogo. Maus. Aff. Afr. 7, 117 E o fogo em vivas chammas ateando [Eudollo.] CASTR. Ulyff. 2, 63 Ferio Alcipo a pedra congelada, Invenção de Pirode, c o fogo atea. Met. FEAR. DE VASC. Ulyffip. 2., 8 E. affi fui ateando a converfação por termos não fobejos. CEIT. Serm. 1, 203, 2 Hum dos mais principaes effeitos def- te divinillimo Sacramento he não aplacar, ncin remittir, antes mais accender e atear faudades de. Deos. L. ALv. Serm. 2, 2, 2. n. 6 Surdos com a inveja, que o de- monio lhes ateon nas almas. Neurt. Abrazarfe, accenderfe, incendiarfe, MAUS. Aff. Afr. 8, 118. Que com tanto furor toi ateando A falitrada area de repente. Excitarfe, avivarfe, crear maior força. Do fogo. Cour. Dec. 5, 3, 3 E como o fogo ateois, lançáráofe ao mar. Maus. Aff. Afr. 3, 39 y Tambem á nova cm- preza, que fe inflamma, Como fogo, que atea, dás materianCo teu Pinheiro. Met, FR. T. DE JES. Trab. 2, 30, 66 Quando, ateará em mim efte fogo, Deos meu? Sous. Hift. 1, 3, 14 E tanto que o fogo delle [mal de pefte] chegou a. efta cidade, ateou com ranta força, que &c. MAUS. Aff. Afr. 3, 45 y. Das altas gaveas falva o marinheiro Com devação, que em todos logo. Com pron. pefl. Pegar prender, excitarfe en alguma coufa, que lhe firva de materia. Do fogo. Reg.abf. a ou em alg. c. MEND. PINT. Peiegr. 10 E começando atear já o fogo no toldo &c. Luc. Vid. 2,112. Quando menos o cnidão, atéafe por todas as partes o fogo. Heo, Tr. 1. Prol. Miniftrando a lenha, a que efste fogo fe atea, e de que fe mantém. Met. Par. Elegiada 6, 75 Aqui fe atea hum pranto laftimofo Da dör, que em cada hum forçado mora. TELL. Chr. 1, 2, 2. n. 2 Efte espirito de mor- tificação fe tornou atear nefte anno. CHAG. Obt. 1, 13, 13 Que muito he, que chegando a morte, que fe atea no mefmo vicio, vos convertais, todas em po? Atearfe. Lavrar, avivarfe, crearanais força. Do fo- go. FERR. Poem. Son. 1, 19 De que esfera, ou eftrel- Las [toma Amor] A luz e o fogo, que affi em mim fe atea. CAM. Luf. 3, 49 Defpertando Ao cftridor do fogo, que fe atea. ORIENT. Lufit. 5 A flamma, que je atea, Vemos que para la fempre fe inclina, Onde lhe deo lugar a fumnia alteza. Mei, FERN. LOP. Chr. de D. J. I. 1, 141 Vendo- fe affi aficados da peftilença, que fe cada vez mais atea- va. Goes, Chr. do Princ. 58 Peloque a guerra fe atea- alva cada vez mais. Euros. 2, 6 Na fombra della. [ef- perança fenteou o amor. Encolerizarfe; enfurecerfe. Das. peffoas. FERR. DE -VASc. Uly flip. 4, 4 Senhor, atcoufe aqui como vio, que lhe entrava tavola, que a não podia haver calada. Adag. A guerra é a cêa, começando fe ated. HERN. NUN. Refran. 4. DeLic. Adag. 87. {{lema|ATEIGADO, A}}. adj. Farto. BENT. PER. Thef. {{lema|ATEIMADO, A}}. p. p. de Arcimar. MACHAD. Alf. 2, 86. Ufafe como adj. Teimofo. M. BERN. Floreft. 5, 3, 251, A Quem, fe não estiver cego da paixão ou atei- mado no que hutna vez tomou a peitos, póde negar que efte officio de fi he conductivo a peccado? {{lema|ATEIMAR}}. v. n. Perfeverar na opinião ou acção, que hu- ma vez fe tomon ou fez, fem ter para ifo maior razão, oje às vezes contra a mefma razão. Soved. Hift. 1, 15 E contra vós ateimava, rodas as vezes que a eu procura- va [a pedra.] Sous. Hift. 3, 5, 2 Ateiniário, julgando mal do homem, em lhe não dar companheiro. M. BERN. Floreft. 1, 7, 304, C Eilo-aqui o apoftata quebrando os vinculos, e ateimando en que não quer fugcição. Mer. M. BERN. Serm. 1, 15, Vejamos fe def- dizem [as letras] do que ateimão a fignificat. {{lema|ATEMORIZADAMENTE}}. adv. mod. Com temor, com fuf- to e medo. BENT. PER. Thef. {{lema|ATEMORIZADISSIMO, A}}. fuperl. de Atemorizado, Bair. Chr. 6, 20. {{lema|ATEMORIZADO, A}}. p. p. de Atemorizat. Luc. Vid. 2, 8. BRIT. Chr. 3, 24. Sous. Hift. 1, 4, 35. {{lema|ATEMORIZAMENTO}}. s. m. Acção e effeito de atemorizar. JER. CARDOs. Dict. {{lema|ATEMORIZAR}}. v. a. Infundir temor, caufar medo. Reg. alg. ou alg. com alg. c. Luc. Vid. 4, 9 Dizendo que cumpria alli pera espantarem e atemorizarem as almas. Sous. Hift. 1, 2, 15 Mas efta [confiança] the procu Arava roubar o inimigo, atemorizandoo com figuras medo- nhas e fantafmas infernaes. BARRET. Eneid. 4, 29 Em fonho fe me está reprefentando Ver de Anchifes, meu pai a effigie expreffa, Que me reprende, atemoriza e apreffa. Com pron. peff. Afftarfe, encberfe de temor. GAVI, Cerc. 14, 48 Mas a verdade era, que fe atemorizá- rão que por aquella parte fahiffem os Chriftãos a dar al- gum affalic. {{lema|ATEMPAÇÃO}}. s. f. Acção de atempar. BLUT. Vocab. {{lema|ATEMPADO, A}}. p. p. de Artempar. ORDEN. DE D. MAN. -3, 53. REGIM. D'EVOR. 4, 166. Cour. Dec. 4, 2, 10. {{lema|ATEMPAR}}. v. a. Forenf. Afinar tempo para fe metter o aggravo ou appellação no juizo fuperior. ORDEN. DE D. MAN. 1, 61 Os Juizes, que a appcliação ou aggravo houverem d' atempar, mandarão aos ditos aggravantes ou appellantes &c. Leño, Report. 7 Appellante, que efteve fcis mezes fem atempar a appellação. Atempar tempo. Affignalo, determinalo. ORDEN, DE DE D. MAN. 1, 42 E atemparão tempo ao dito Correge- dor ou Ouvidor, e ás parrés, a que pareção na Corte.<noinclude></noinclude> ei479f8ilyfries7zc1m8aewk86wxnu Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/699 106 255748 558516 2026-08-12T10:26:33Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: A TE {{lema|A TEMPO}}. form. adv. Vej. Tempo {{lema|A TEMPOS}}. form. adv. Vej. Tempo. {{lema|ATEMPTAR}}. v. a. antiq. O mefmo que Tentar. VIT. CHRIST. 11, 47, 144 y. {{lema|ATENAZADO, A}}. p. p. de Arenazar. Cascior. 14, 1. Sous. Hift. 1, 6, 8. CARDOS. Agiol. 3, 149 {{lema|ATENAZAR}}. v. a. Apertar a carne a alguem com tenazes em braza. Efpecie de caftigo, que fe da aos delinquen- tes de certos crimes, ant. Atanazar. Fr. A. DE S.... 558516 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>A TE {{lema|A TEMPO}}. form. adv. Vej. Tempo {{lema|A TEMPOS}}. form. adv. Vej. Tempo. {{lema|ATEMPTAR}}. v. a. antiq. O mefmo que Tentar. VIT. CHRIST. 11, 47, 144 y. {{lema|ATENAZADO, A}}. p. p. de Arenazar. Cascior. 14, 1. Sous. Hift. 1, 6, 8. CARDOS. Agiol. 3, 149 {{lema|ATENAZAR}}. v. a. Apertar a carne a alguem com tenazes em braza. Efpecie de caftigo, que fe da aos delinquen- tes de certos crimes, ant. Atanazar. Fr. A. DE S. Doм. Vid. 85,2 Em á melma cidade de Sena havia dous fa- mofos peccadores, os quaes por juftiça mandárão atana- Zar &c. MENDOç. Jorn. 3, 5 Pois o havia da atanazar e cortar os pés e mãos. Sous. Vid. 2, 24 Mandouthe.. atenazar os peitos. Met. Maltratar de qualquer modo, que fira ou mor- tifique a carne. MED., PIT. Peregr. 23 E a pailamos [a vaza] com affás detrimento e trabalho por caufa dos ata- boes e mofquitos do mato, que nos atenazavão de tal maneira, que &cc. FEO, Tr. Quadr. 1, 62, 1 De novo virião outras [mofcas] a fe por nas chagas, que cono venhão famintas o atanazarião. Sous. Hift. 2, 4, 20 Alli foi fobre a pobre entrevada hum exercito de cor- vos e corujas, que toda a atenabarão com picadas e dentadas. Mortificar, affligir. Fr. TH. DE JES. Trab. 1, 3, 81 Quando rodo feu exterior e interior de dia e de noi- te o andava atanazando, perguntandolhe por feu Deos. Feo, Tr. 1, 3, 3 O amor de todas eftas temporalida- des devia continuamente atanazar a Nicodemos, que fe não pufeffe em rifco de as perder. BARTH. GUERREIR. Cor. 4, 87, 722 Bem he que lhe deffem hum algoz fami- liar e interior, que o andiffe perpetuamente alfombran- do e atanazando com a memoria da injuftica, que com feu irmão tinha ufado. {{lema|ATENÇA}}. s. f. Confiança ou fegurança, que fe tem em al- guma coufa para alguni fim. Ulafe no pl. FERR. DE VASC. Aulegt. 1, 6 Não vos fundeis neffas atenças, que faltão no melhor. was off w A's atenças alheias, dos vizinhos, de alg. ou de alg. c. fórm. adv. Com a efperança fundada en outrem, ent alg. ou em alg. c. FERR. DE VASc. Ulyffip. 3, 7 Sa- hi hora ds atenças dos vizinhos, que dormem a mais le- var, e dálhes bem pouco dos que quebrão as cabeças. PAIV. Serm. 3, 27 Chamale tentar a Deos, quem ás atenças de Deos, faz o que elle não manda, nem quer. FERNAND. GALV. Serm. 3, 319, 3 E grande defpropofi- to he quererdes entrar no céo as atenças albêas fomen- te. Luz, Serm. 2, 57, 2 O que ferve a Deos, e pre- rende não o offender, ufa da efperança pera viver com fé de feus peccados terem remedio: do reccio, pera não confiar tanto, que ás atenças da efperança offenda a feu Deos. {{lema|ATENTAR}}. v. a. antiq. O mefimo que Teatar, e he como hoje fe diz. CASTANH. Hift. 5, 15. {{lema|ATENTEGO, A}}. adj. antiq. ou ruftic. O mefmo que Atten- to. GIL Vic. Obr. 1, 28 Se atentegas eltais, Mui- to afinha vos direi O que vi, e que achei, Com tan- to que me creais. {{lema|ATENTO}}. fórm: adv. Com tento, com cuidado, com appli- cação. FERN. Lor. Chr. de D. J. I. 2, 124 Todos aten- to em manfo filencio pera ouvir. Ros. Hift. 2, 55, 1 A mai estava atento ao que dizião. FR. Isip. DE BAR- REIR. Vid. 13 Os juftos vão nilo tão atento e de vagar, que &c. {{lema|ATE'QUIPERA}}. s. f. Certa efpccie de peras. Canv. Chorogr. 1, 2, 1. c. 1. p. 425 São... mui celebradas as atéquiperas. {{lema|ATER}}. v. n. que fó fe ufa com pron. peff. Encoftarfe, inclinarfe, conformarfe. Reg. à alg. ou com alg. ou a alg. c. ou ao parecer, voto, opinião &c. de alg. LEIT. D'ANDRAD. Miic. I, 4 Porém m'atenbo antes com quem ifto affi o crê. BRIT. Mon. 1, 2. tit. 1 Mas eu atenbome ao que ja contei. PER. D'AFONS. Poder. 4, 87 Atenhome anies 40 prodigo, porque faz bem, e aproveita a muitos. {{lema|ATERICIADO, A}}. adj. De ictericia, que denota ictericia. Sous. Hift. 2, 5, 10 A côr, que era pallida, e de mui- to atericiada tirava a hum verde efcuro, tornoufe de crif- tal. SEVER. Difc. 156 Olhos vivos, cör atericiada. {{lema|ATERIDO, A}}. adj. antiq. O mefmo que Enteriçado. Vir. CHRIST. 4, 10, 52 Muito atormentado e aterido de frio. {{lema|ATERMADO, A}}. p. p. de Arermar. MENOR. DAS PROEZ. I, 27: Ufafe como adj. Extremado, que toca o ultimo ter- mo e chega ao maior auge no feu genero on qualidade. MEMOR. DAS PROEZ. 1, 46 O mundo, que conquistou Sua cobiça atermada. FERR. DE VASE. Aulegr. 4, 2 Emprezas atermadas não podem fer goftofis. FR. MARC. Chr. 2, 10. cant. 46 Vero amor leal Terfe odio pro- Vendofe mefura aterada. {{lema|ATERMAR}}. v. a. ant. Determinar, fixar. A refpeito do tempo. Leño, Orig. 18 poc cfta palavra entre aquel- las, que os homens polidos devem evitar. PIN. Chr. de D. Din. 17 E Chegoufe o tempo do dito Concilio, que o dito Papa Clemente V. atermou aos Rex e Principes Chriftios perá determinação da Ordem do de fuas coufas.ão da Ordem Templo, e Com pron. peff. Aprazarfe, por termo de tempo a fi on a respeito de fi. PINT. PER. Hilt. 2, 36, 102 y Pa- rém Manoel Pereira vendo que não tinha poder pera re- fiftir, apertou mais com os Capitães, que o proveffem, e defencarregaffem, atermandofe até hum fabbado. {{lema|ATERRADO, A}}. p. p. de Aterrar, atemorizar. M. BERN. Parail. 66. {{lema|ATERRAMENTO}}. s. m. pouc. uf. Terror, medo forte e repentino. M. BERN. Medit 2, 2 O grande horror e aterramento, que pidecêrão fos demonios. {{lema|ATERRAR}}. v. a. antiq. Derribar, affolar, por por terra. CANCION. 9, 2 Pois que tem comigo guerra Vonra- de, razão, e fifo, Afinha ferei fó terra, Porq' o rei- no em fi divifo Mui preftamente s'aterra. {{lema|ATERRAR}}. v. a. Atemorizar, cenfteinar com medo, caufar terror. FERR. DE VASC. Ulyflip. 1, 5 Não fei dos outros, mas quanto eu não tenho ventura de paffar duas horas fem achaques, e confas, que me aterrão. {{lema|ATERREPLANADO, A}}. adj. antiq. O mefmo que Terre- planado, e he como hoje fe diz. PINT. PER. Hift. 2, 2.9, 24. {{lema|ATE'S}}. antiq. O mefmo que Até. VIT. CHRIST. 2, 30, 83 . {{lema|ATESTADO, A}}. p. p. de Ateftar. Giz Vic. Obr. 4, 225. ConT. R. Naufr. 13, 149 . MACHAD. Cerc. 1, 21. {{lema|ATESTAR}}. v. a. Encher até cima. Dizfe de qualquer va- filha, e mais commummente das em que fe recolhe vi- nho, azeite, &c. Sous. Hift. 2, 4, 34 E porque acer- tou de faltar cal.. ateftáriono [o caixão] de terra. Luz, Serm: 2,2, 128. col. 4 Efte mefmo fim tira, de en- cher bem os celeiros, ateftar bem os cofres, fém zelo de almas &c. Neutr. O mesmo que Enteftar, e affim fe diz com. mummente. F. DE MENDOÇ. Serm. 1, 218, 5 Aquelles caftellos de vento, de foberba, tão altos, que chegio e ateftão com as nuvens, quercis arrafar com tão pouca polvora? ohrebe {{lema|ATEZADO, A}}. p. p. d'Atezar. D. F. MAN. Muf. 77. Canfonh. d'Euterp. Cart. 1 Já o odio o arco atczado, Sem- dicado, pre envolto em furia brava. {{lema|ATEZAR}}. v. a. antiq. O mesmo que Entezar, e he como hoje fe diz. Git Vic. Obr. 1, 43 Vai alli naito orámá E ateza aquelle palanco, E defpeja aquelle banco Pera a gente, que virá. Neutr. Fazerfe teżo on forte. Ufase em fentido metaphorico. TELL. Hift. 6, 17, 258 Atczando os ven- tos, e empolandofe os mares com as tormentas, que &c. {{lema|ATHANASIA}}. s. f. O mefmo que Thanafia. Lat. Athanafis. MADEIR. Meth. 1, 35, 3 Medicamentos, que potentemente tem virtude refolutiva, como sio triaga velha, athanafia, ambrofia, compofição de calaminta, e outros aromaticos. GRISL. Defeng. 2, 37 Tanacetum Atha- nafia de Laguna, he quente no fegundo, e fecca no ter- ceiro grao. Athanafia (letra) T. de Impreffor. uf. Certa letra das impressões entre a de texto e leitura. {{lema|ATHEISMO}}. s. m. Seita ou opinião impia dos que negão a exiftencia de Deos. CEIT. Serm. 1, 22, 2 No Pfalmo 13 eftá o principio do atheifmo, que são os que differão que não havia Deos. M. FERNAND. Alm. 3, 3, 2. n. 315. p. 88y Sem nenhuma [fé eftá] o atheismo. M. BEEN. Luz e Cal: 2, 2, 324 Gente de coftumes perdidos, e quafi toda do atheifmo. {{lema|ATHEISTA}}. s. m. O que nega a existencia de Deos ou não conhece a Deos, e a religião, que fe lhe deve. Loc. Vid. 8, 23 Até os mefmos Atheiftas, que são os que de todo defconhecem a Deos &c. D. FERN. DE MEN. Vid. Ded. Paffavão de Eftadiftas a Atheiftas. Vista, Serm. 9. do Rof. 11, 6, 418 E com cita proteftação fuppon- do já degollados os Atheistas. Met. CHAG. Obr. 1, 1, 14 O' Atheistas da razão, ó Dogmaticos da cegueira!<noinclude></noinclude> f282qecudgrr61xpsc6m472y6daiiur