Wikisource ptwikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.15 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikisource Wikisource Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão Portal Portal Discussão Autor Autor Discussão Galeria Galeria Discussão Página Página Discussão Em Tradução Discussão Em Tradução Anexo Anexo Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Utilizador:Jcabrela~ptwikisource 2 2221 558532 314229 2026-08-12T13:50:49Z Jose19011960 33774 558532 wikitext text/x-wiki Bem-vindo à pagina do usuário Jcabrela. ==Jomaro Cabrela== '''Jomaro Cabrela''' , [[artista]] plástico, [[autodidacta]], natural de [[Cinfães]] - [[Portugal]], nasceu a 19 de Janeiro de 1960. Expõe desde 1982. Actualmente reside em [[Rio Tinto]] - Portugal onde tem residência e atelier. [[File:Jomaro Cabrela 2025.jpg|thumb|Jomaro Cabrela 2025]] ===Auto [[biografia|Biografia]] === Um autor é a sua obra - por isso não falo de mim. É o que faço que me revela, que fala por mim, que me diz. O academismo não é em si mesmo virtude ou defeito - é tão só e apenas uma característica. Não ser académico, ser académico, perde toda a importância em função da única realidade: o discurso visual, a minha gramática. Não sou um académico, poderia ser um académico: o que é que se alterava do essencial? Nada. Porque a pintura decide-se e afirma-se noutro território. Desde a primeira exposição - 1982 / Museu Carlos Machado / [[Açores]] - inevitavelmente algumas coisas aconteceram, algumas linguagens se instalaram, alguma ou muita coisa poderá ter permanecido. Mas, tal como de mim, também do meu percurso, só a minha pintura pode falar. Por isso a exponho, por isso me exponho - não há outra voz que melhor me diga, ninguém me conhece melhor do que os gestos com que me digo. [[Imagem:cvidaa.jpg|150px|thumb|Coração da Vida]] ===Linguagens e Memoria === Não existe pura criação. Toda a criação é um regresso à memória estética, é um diálogo com outras linguagens e outros criadores, para que de entre todos os lugares e rumores possa emergir a singularidade de uma voz. De influências falamos ao falar de memória. O barroco, o maneirismo, o cubismo, o surrealismo, o abstracionismo, o expressionismo e todas as outras escolas e correntes de expressão estética influenciaram-me de diferente modo nas diferentes idades da minha pintura. Onde começa uma influência, de que forma é intensa a sua presença ou estranhamente total a sua ausência, não me parece importante saber. Porque não tenho esse vício cultural de nomear para possuir, de utilizar a linguagem como ilusão pueril da posse - que importa o nome se tudo começa no caos primordial e inominável? [[Imagem:pbb.jpg|150px|thumb|Sem Título]] ===Da [[arte|Arte]] === O inominável existe na intensidade plena de todos os nomes possíveis para o ilimitado do mundo - o meu olhar sobre a arte, a minha forma de a ver para além de todos os olhares, existe tão incontornável como a necessidade de dar forma ao plural que sou; que na minha linguagem alguém se reconheça em cumplicidade estética, ou que na minha linguagem vejam só a estranheza de uma fala, não é nem poderia ser nunca para mim uma interrogação ou um dilema metafísico - porque eu não escolhi a minha voz, porque o que fala em mim é o irrecusável do ser: como poderia eu ter outra voz, como poderia eu mover-me num espelho que não reflectisse a minha imagem? Entre as linguagens, entre as vozes, há uma voz longínqua que sobe em mim para ser eu - e não há outra linguagem. Porque a arte é uma gramática da solidão. Jomaro Cabrela 35tovzvn78hud8id5dcmmrmkxjxbpog História da Mitologia/XX 0 139002 558530 498925 2026-08-12T13:45:17Z CommonsDelinker 488 Trocando [[File:07leucip.jpg]] por [[File:Raub_der_Töchter_des_Leukippos_07leucip.jpg]] ([[c:User:CommonsDelinker|CommonsDelinker]]: "[[:c:COM:FR|File renamed]]: old name is not meaningful") 558530 wikitext text/x-wiki {{Em tradução}} {{navegar |obra=[[História da Mitologia]]<BR> |autor=Thomas Bulfinch |anterior=[[História da Mitologia/XIX|XIX - Hércules - Hebe e Ganimedes]] |posterior=[[História da Mitologia/XXI|XXI - Baco e Ariadne]] |seção= XX -Teseu e Dédalo - Cástor e Pólux - Festivais e Jogos |notas= }} {{multicol}}<div class="prose"><div style="text-align:justify"> <center> == Capítulo XX == </center> [[File:Laurent de la La Hyre 002.jpg|thumb|center|300px|<center>Teseu e Etra<br>ilustração de [https://en.wikipedia.org/wiki/Laurent_de_La_Hyre Laurent de La Hyre (1606–1656)]</center>]] <center> == [[:w:Teses|Teseu]] == </center> [[:w:Teseu|Teseu]] era filho de [[:w: Egeu (mitologia)|Egeu]], rei de [[:w: Atenas |Atenas]], e de [[:w: Etra |Etra]], filha do rei de [[:w: Trezena (Grécia)|Trezena]]. Ele cresceu em Trezena, e quando chegou à idade adulta, foi enviado a Atenas para se apresentar diante de seu pai. Egeu ao se separar de Etra, antes do nascimento de seu filho, colocou sua espada e suas sandálias debaixo de uma grande pedra e ordenou a Etra que lhe enviasse o filho quando ele estivesse forte o bastante para remover a pedra e retirar o que ele havia deixado debaixo dela. Quando ela achou que era chegada a hora, sua mãe conduziu Teseu até a pedra, e ele a removeu com facilidade pegando a espada e as sandálias. Como as estradas eram infestadas de assaltantes, seu avô pediu-lhe encarecidamente para que ele pegasse o caminho mais curto e mais seguro para as terras de seu pai – o mar; mas o jovem, sentindo em si mesmo o espírito e a alma de um heroi, e ansioso para se tornar famoso como [[:w:Hércules|Hércules]], cuja fama percorria toda a Grécia, destruindo os malfeitores e os monstros que oprimiam o país, decidiu por fazer a viagem mais perigosa e mais cheia de aventuras indo por terra. Em seu primeiro dia de viagem ele chegou a [[:w:Epidauro|Epidauro]], onde vivia um homem chamado [https://en.wikipedia.org/wiki/Periphetes Perifetes], filho de [[:w:Vulcano|Vulcano]]. Este truculento selvagem andava sempre armado com uma clava de ferro, e todos os viajantes afastavam-se apavorados diante de sua violência. Quando ele viu que Teseu se aproximava, ele investiu contra o herói, porém, rapidamente caiu sob os golpes do valente jovem, que lhe tomou a clava e a portava sempre consigo como recordação de sua primeira vitória. Várias lutas similares com pequenos tiranos e saqueadores de terra foram travadas, e em todas elas Teseu saiu vitorioso. Um destes malfeitores se chamava [[:w: Procrusto|Procrusto]], também conhecido como o Esticador. Ele tinha uma cama de ferro, onde ele costumava amarrar todos os viajantes que caíam em suas mãos. Se eles fossem menores que a cama, ele esticava os membros de suas vítimas até que coubessem na cama; e se os membros fossem maiores que a cama, ele cortava um pedaço. Teseu fez com ele o que ele fazia com os outros. Tendo vencido todos os perigos da estrada, Teseu finalmente chegou a Atenas, onde novos perigos esperavam por ele. [[:w:Medeia|Medeia]], a feiticeira, que havia fugido de Corinto depois de ter-se separado de [[:w:Jasão|Jasão]], havia se tornado esposa de Egeu, pai de Teseu. Sabedora de quem ele era devido aos seus feitiços, e receando perder a influência sobre seu marido caso Teseu fosse reconhecido como seu filho, perturbou o espírito de Egeu com desconfianças a respeito do jovem estrangeiro, induzindo o marido a oferecer ao rapaz uma taça de veneno; porém, no instante quando Teseu avançava para tomar a taça, a visão da espada que ele portava consigo revelou ao pai quem ele era, e isso impediu o plano fatal. Medeia, revelada em suas magias, fugiu mais uma vez do merecido castigo, e viajou até a Ásia, onde essa região posteriormente passou a se chamar Média<ref>[https://en.wikipedia.org/wiki/Media_(region) Média]: Região ao norte do Irã, mais conhecida por ter sido a base política e cultural dos Medas.</ref> em sua homenagem, Teseu foi reconhecido por seu pai, e declarado seu successor. Os atenienses naquela época andavam muito atribulados, por causa do tributo que eram forçados a pagar ao rei de Creta, [[:w:Minos|Minos]]. O tributo consistia em oferecer sete jovens e sete donzelas, que eram enviados todos os anos para serem devorados pelo [[:w:Minotauro|Minotauro]], um monstro com corpo de touro e cabeça humana. O animal era extremamente forte e feroz, e ficava recluso em um labirinto que tinha sido construído por [[:w: Dédalo|Dédalo]], e tinha sido construído de forma tão engenhosa que aquele que se visse encerrado dentro dele, não conseguia encontrar a saída de modo algum, exceto se fosse ajudado. Nesse lugar o Minotauro ficava perambulando, e era alimentado com vítimas humanas. Teseu resolveu libertar seus compatriotas dessa tragédia, ou morrer tentando. Sendo assim, quando chegou a época de enviar o tributo, e os jovens e as donzelas eram sorteados, de acordo com o costume da época, para serem enviados, ele se ofereceu como uma das vítimas, ignorando as súplicas de seu pai. O barco, como sempre, partia com velas de cor negra, e que Teseu prometeu a seu pai trocá-las por brancas, caso voltasse vitorioso. Quando eles chegaram a [[:w:Creta|Creta]], os jovens e as donzelas foram exibidos diante de Minos; e [[:w:Ariadne|Ariadne]], a filha do rei, estando presente, apaixonou-se perdidamente por Teseu, que também retribuía o seu amor. Ela forneceu a ele uma espada, para quando encontrasse o Minotauro, e um novelo de linha para que ele achasse a saída do labirinto. Ele se saiu vitorioso, matou o Minotauro, escapou do labirinto, e tomou Ariadne como sua companheira, e junto com os companheiros que também foram salvos, rumou para Atenas. Durante o caminho, fizeram uma parada na Ilha de [[:w:Naxos|Naxos]], onde Teseu abandonou Ariadne, deixando-a enquanto dormia.<ref>Uma das mais finas peças de escultura na Itália, uma Ariadne reclinada do Vaticano, representa este episódio. A cópia está exposta no [https://en.wikipedia.org/wiki/Boston_Athen%C3%A6um Ateneu de Boston], e está depositada, no Museu de Finas Artes.</ref> Sua desculpa para tratamento tão ingrato de sua benfeitora era que [[:w:Minerva|Minerva]] havia aparecido para ele num sonho e o obrigado a agir daquela maneira. Ao se aproximar da costa da [[:w:Ática|Ática]], Teseu negligenciou o sinal determinado pelo seu pai, e se esqueceu de içar as bandeiras brancas, e o velho rei, achando que seu filho havia morrido, pôs fim à própria vida. Teseu então, se tornou rei de Atenas. Uma das mais celebradas aventuras de Teseu foi a sua expedição contra as Amazonas. Ele investiu contra elas antes que houvessem se recuperado do ataque de Hércules, raptando-lhes a rainha [[:w:Antíopa|Antíope]]. As amazonas, por sua vez, invadiram o território ateniense e tomaram a cidade; e a batalha final em que Teseu derrotou todas elas foi travada dentro da cidade propriamente dita. Esta batalha era um dos temas favoritos dos escultores antigos, e é comemorada em diversos trabalhos de arte ainda existentes. A amizade entre Teseu e [[:w:Pirítoo|Pirítoo]] era da mais íntima natureza, embora tivesse sua origem no ambiente das armas. Pirítoo havia invadido a planície de Maratona, e roubado os rebanhos do rei de Atenas. Teseu logicamente repeliu os saqueadores. No momento que Pirítoo o viu, uma grande admiração se apossou dele; e Pirítoo estendeu suas mãos em sinal de paz, e exclamou, "Avalias por ti mesmo e me dizes que ressarcimento pedes em troca?" "Tua amizade," respondeu o ateniense, e assim eles juraram fidelidade incondicional. Seus atos correspondiam às suas ocupações, e eles continuaram a ser sempre verdadeiros irmãos de armas. Os dois desejavam esposar uma filha de Júpiter. Teseu desejava [[:w:Helena|Helena]], que na época era apenas uma criança, e posteriormente seria tão celebrada por causa da [[:w:Guerra de Troia|Guerra de Troia]], e com a ajuda de seu amigo ele a raptou. Pirítoo desejava a esposa do monarca de [[:w:Érebo|Érebo]]; e Teseu, embora ciente do perigo, acompanhou o ambicioso amante em sua descida ao submundo. Mas [[:w:Plutão|Plutão]] os aprisionou e os colocou sobre uma rocha encantada junto do portão de seu palácio, onde eles permaneceram até que Hércules chegou e libertou Teseu, deixando Pirítoo entregue à própria sorte. Depois da morte de Antíope, Teseu casou com [[:w:Fedra|Fedra]] , filha de Minos, rei de Creta. Fedra viu em Hipólito, filho de Teseu, um jovem dotado de todas as graças e virtudes de seu pai, e tinha a idade que correspondia à dela própria. Ela o amava, mas ele a repelia em seus impulsos, e o amor dela se transformou em ódio. Ela então usou a sua influência sobre o apaixonado marido para fazer com que ele sentisse ciúmes de seu filho, e Teseu rogou contra o filho a vingança de [[:w:Neptuno (mitologia)|Netuno]]. Quando Hipólito estava um dia conduzindo sua carruagem pelo litoral, um monstro marinho se levantou acima das águas, e assustou os cavalos que fugiram e despedaçaram a carruagem. Hipólito morreu, mas com a ajuda de Esculápio, o assistente de [[:w:Diana|Diana]], ele voltou à vida. Diana afastou Hipólito das mãos do iludido pai e da falsa madrasta, e o mandou para a Itália sob a proteção da ninfa Egéria<ref>[https://en.wikipedia.org/wiki/Egeria_(mythology) Egéria]: ninfa a quem foi atribuído um papel legendário do início da história de Roma no papel de consorte divina e conselheira de [[:w:Numa Pompílio|Numa Pompilio]], segundo rei sabino de Roma, a quem ela atribuía leis e rituais pertencentes à antiga religião romana.</ref>. Teseu finalmente perdeu a proteção do seu povo, e se retirou para a corte de [[:w:Licomedes|Licomedes]] , rei de [[:w:Esquiro|Esquiro]] , que a princípio o recebeu com gentilezas, mas posteriormente o mataria traiçoeiramente. Mais tarde, [[:w:Címon|Címon]], o general ateniense, descobriu o lugar onde ficavam seus restos mortais, e mandou que fossem removidos para Atenas, onde foram depositados num templo chamado de Theseum, erigido em homenagem ao heroi. A rainha das Amazonas a quem Teseu esposou é chamada de [[:w:Hipólita|Hipólita]] por algumas pessoas. Esse é o nome que ela recebe na pela de Shakespeare “Sonhos de uma noite de verão” – cujo enredo são as festividades que foram realizadas nas núpcias de Teseu e de Hipólita. A [[:w:Felicia Hemans|Sra. Hemans]] (1793-1835) fez um poema sobre uma tradição da Grécia onde a "Sombra de Teseu" aparece incentivando seus compatriotas para a [[:w:Batalha de Maratona|Batalha de Maratona]]. Teseu é um personagem parcialmente histórico. Fala-se, que ele reuniu as diversas tribos que acabaram se transformando no único território da Ática, da qual Atenas era a capital. Em comemoração a este evento importante, ele instituiu o Festival de Panatenéias<ref>[https://en.wikipedia.org/wiki/Panathenaea Festival de Panatenéias:] os jogos panateneicos eram realizados a cada quatro anos em Atenas, na Antiga Grécia, desde o ano 566 a.C. e tiveram continuidade até o século III de nossa era. Os jogos incorporavam festivais religiosos, cerimoniais (incluindo a entrega de prêmios), competições atléticas, e eventos culturais realizados dentro de um estádio.</ref>, em homenagem à Minerva, deusa e protetora de Atenas. Este festival diferia dos outros jogos da Grécia, particularmente por duas razões. Isso era um fato muito comum para os atenienses, e sua característica principal era uma procissão solene na qual o Peplo, ou túnica sagrada de Minerva, era levada até o [[:w:Partenon|Partenon]], e era depositada diante da estátua da deusa. O Peplo era coberto com bordados, delicadamente trabalhado por virgens selecionadas das famílias mais nobres de Atenas. A procissão era constituída por pessoas de todas as idades e de ambos os sexos. Os velhos levavam ramos de oliveira em suas mãos, e os jovens portavam armas. As jovens levavam cestos em suas cabeças, contendo os utensílios sagrados, bolos, e todas as coisas necessárias para o sacrifício. Essa procissão se constituiu em tema dos baixos-relevos que embelezavam a parte externa do templo do Partenon. Uma parte considerável dessas esculturas localiza-se hoje no Museu Britânico junto com outros objetos conhecidos como "os mármores de [[:w: Thomas Bruce|Elgin]]." <center> == Festivais e outros jogos == </center> Não me parece inapropriado mencionar aqui outros célebres jogos nacionais dos gregos. Os primeiros e mais famosos foram os [[:w:Jogos Olímpicos|Jogos Olímpicos]], cuja fundação, diz a lenda, foi o próprio Júpiter. Eles eram celebrados em [[:w:Olímpia|Olímpia]], na [[:w:Élida|Élida]]. Grande número de espectadores participavam desses festivais oriundos de toda parte da Grécia, da Ásia, África, e Sicília. Eles se repetiam a cada quatro anos em pleno verão, e duravam cinco dias. Foram ele que deram origem ao costume de registrar o tempo e datar os eventos. A primeira Olimpíada foi realizada, segundo dados gerais, ao que corresponde o ano 776 a.C. Os [[:w:Jogos Píticos|Jogos Píticos]] foram celebrados nos arredores de [[:w:Delfos|Delfos]], no [[:w:Istmo de Corinto|Istmo de Corinto]], e os [[:w:Jogos Nemeus|Jogos Nemeus]] na [https://en.wikipedia.org/wiki/Nemea Nemeia], cidade de [[:w:Argólida|Argólida]]. Os exercícios nestes jogos obedeciam a cinco modalidades: corrida, salto, combate, lançamento de discos, e lançamento de dardos, ou pugilismo. Além destes exercícios mostrando forçando física e agilidade, havia também concursos de música, poesia, e eloquência. De modo que, estes jogos eram grandes vertentes para poetas, músicos, e autores que tinham as melhores oportunidades para apresentar suas produções para o público, e a fama dos vitoriosos chegava aos lugares mais distantes. <center> == [[:w:Dédalo|Dédalo]] == </center> [[File:Daedalus und Ikarus MK1888.png|thumb|center|300px|<center>Ícaro e Dédalo<br>alto relevo da Vila Albano, em Roma.]</center>]] O labirinto do qual Teseu escapou por meio dos artifícios de Ariadne foi construído por Dédalo, que era um artífice muito habilidoso. E esse labirinto era uma construção com inúmeras passagens tortuosas e com múltiplas saídas, e que pareciam não ter começo nem fim, assim como o [[:w:Rio Büyük Menderes|rio Meandro]], que volta para si mesmo, e que corre ora para a frente, ora para trás, em seu curso para o mar. Dédalo construiu o labirinto para o rei [[:w:Minos|Minos]], mas depois caiu em desgraça com o rei, e foi encerrado numa torre. Ele conseguiu fugir da prisão, mas não podia sair da ilha pelo mar, pois o rei mantinha severa vigilância sobre todos os barcos, e não permitia que nenhum deles zarpasse sem que fossem cuidadosamente revistados. "Minos pode controlar a terra e o mar," disse Dédalo, "mas não o céu. Tentarei esse caminho." Então ele pôs-se a fabricar asas para si mesmo e para seu filho Ícaro. Ele juntou algumas penas, começando com as menores e pouco a pouco foi adicionando as maiores, até que tudo foi crescendo. As penas maiores, ele prendeu com fios e as menores com cera, e deu ao conjunto uma suave curvatura como as asas de um pássaro. Ícaro, seu filho, assistia e observava tudo, corria algumas vezes para pegar as penas que o vento soprava para longe, moldando a cera e trabalhando-a com seus dedos, e com suas brincadeiras atrapalhava o trabalho de seu pai. Quando, finalmente, o trabalho ficou pronto, o artista, batendo suas asas, viu-se impulsionado para o alto, suspenso no ar, e equilibrando-se com o adejar de suas asas. Em seguida, vestiu o garoto tal como ele, e o ensinou a voar, assim como os pássaros ensinam seus filhotes a saltarem de ninhos elevados. Quando tudo estava preparado para o voo ele disse, "Ícaro, meu filho, suplico para que mantenhas uma altura moderada, porque se voares muito baixo a umidade vai obstruir as tuas asas, e se fores muito alto, o calor irá derretê-las. Fique perto de mim e você estará seguro." Enquanto Dédalo dava ao filho estas instruções a ajustava as asas em seus ombros, o rosto do pai ficou cheio de lágrimas, e suas mãos tremeram. Ele beijou o garoto, sem saber que que o fazia pela última vez. Então, subindo com suas asas, ele começou a voar, encorajando o filho a seguí-lo, e voando, olhava para trás para ver como o garoto dominava as próprias asas. E a medida que voavam o lavrador parou o seu trabalho para observar, e o pastor se apoiou em seu cajado para vê-los, espantado com semelhante visão, e achava que eles eram deuses e que poderiam assim fender o ar. Eles haviam passado [[:w:Samos|Samos]] e [[:w:Delos|Delos]] à esquerda e [[:w:Levitha|Lebynthos]] à direita, quando o garoto, exultante com seu sucesso, começou a se afastar da companhia do pai e a voar cada vez mais alto como se quisesse alcançar o céu. A proximidade com o sol escaldante amoleceu a cera que mantinha as penas unidas, e elas se soltaram. Ele agitava os braços, mas não restou nenhum pena para mantê-lo no ar. Embora sua boca proferisse apelos para o seu pai, foi engolido pelas águas azuis do mar, que desde então, passou a receber o seu nome. Seu pai gritava, "Ícaro, Ícaro, onde você está?" Finalmente, pode ver as penas que flutuavam sobre a água, e lamentando amargamente o artefato que criara, sepultou o corpo do garoto e chamou essa região de [[:w:Icária|Icária]] em memória de seu filho. Dédalo chegou são e salvo na [[:w:Sicília|Sicília]], onde ele construiu um templo em homenagem a [[:w:Apolo|Apolo]], e também depositou as asas, como dádiva para o deus. Dédalo tinha tanto orgulho de suas realizações que não suportava a ideia de um rival. Sua irmã havia colocado [[:w:Perdix (mitologia)|Perdix]], seu filho, sob seus cuidados para que ele aprendesse as artes mecânicas. Ele era um aluno habilidoso e dava demonstrações impressionantes de sua criatividade. Andando pela praia, ele pegou a espinha de um peixe. Fez uma réplica do achado, pegando um pedaço de ferro e criou chanfros em suas extremidades, e assim a serra foi inventada. Ele uniu dois pedaços de ferro, conectando-os em uma extremidade com um rebite, e afinando as outras extremidades, e assim nasceu o compasso. Dédalo tinha tanta inveja das realizações do sobrinho que em uma ocasião, num dia em que eles estavam juntos no alto de uma torre elevada, sentiu vontade de empurrá-lo. Mas Minerva, deusa protetora da criatividade, viu quando ele caiu, e anulou o seu destino transformando-o numa ave que conhecemos como perdiz. Esta ave não constrói seus ninhos em cima das árvores, nem alça voos muitos altos, mas constrói seus ninhos com matos entrelaçados no solo, e como tem medo de cair, evita lugares altos. A morte de Ícaro é contada por [[:w:Erasmus Darwin|Erasmus Darwin]] (1731-1802): nos versos seguintes <poem> "... com a cera derretendo e os fios se soltando Mergulha o infeliz Ícaro com suas asas infiéis; De cabeça para baixo, lançado atemorizado pelo ar, Com os membros retorcidos e o cabelo em desalinho; A plumagem se dispersa dançando sobre as ondas, E as Nereidas entristecidas enfeitam sua sepultura de água; Sobre seu corpo pálido derramam flores marinhas peroladas, Espalhando musgos carmesins sobre seu leito de mármore; Cingindo suas torres de corais com o sino que retine, E no oceano imenso ecoando seus dobres ressonantes." </poem> <center> == [[:w:Castor e Pólux|Cástor e Pólux]] == </center> [[Ficheiro:Raub der Töchter des Leukippos 07leucip.jpg|center|thumb|300px|<center>Rapto das filhas de Leucipo<br>ilustração de [[:w:Peter Paul Rubens|Peter Paul Rubens (1577–1640)]]</center>]] [[:w:Castor e Pólux|Castor e Pólux]] eram filhos de [[:w:Leda|Leda]] e o Cisne, sob cujo disfarce [[:w:Júpiter|Júpiter]] se escondeu. Leda deu vida a um ovo de onde nasceram os gêmeos. [[:w:Helena|Helena]], tão famosa mais tarde por ser a protagonista da [[:w:Guera de Troia|Guera de Troia]], era irmã deles. Quando Teseu e seu amigo [[:w:Pirítoo|Pirítoo]] haviam raptado Helena de [[:w:Esparta|Esparta]], os jovens heróis Castor e Pólux, junto com seus cavaleiros, correram imediatamente para resgatá-la. Teseu estava ausente da Ática e os irmãos foram bem sucedidos no resgate da irmã. Castor era famoso por domar e lidar com cavalos, e Pólux tinha muita habilidade como lutador. Eles eram unidos pela mais pura afeição e eram inseparáveis em todos os cometimentos. Eles haviam acompanhado a Expedição dos [[:w:Argonautas|Argonautas]]. Durante a viagem uma tempestade se formou, e Orfeu orou ao deus dos [[:w:Samotrácia|Samotrácios]], e tocou a sua harpa, e com isto a tempestade cessou e as estrelas apareceram sobre as cabeças dos irmãos. Deste incidente, Castor e Pólux vieram posteriormente a serem considerados as divindades protetoras dos navegantes e dos viajantes, e as chamas cintilantes, que em determinados estados da atmosfera surgem ao redor das velas e dos mastros dos barcos, receberam o nome dos gêmeos. Depois da expedição dos Argonautas, vamos encontrar Castor e Pólux engajados numa guerra com [[:w:Idas|Idas]] e [[:w:Linceu (argonauta)|Linceu]]. Castor foi morto, e Pólux, inconsolável com a perda do irmão, suplicou a Júpiter lhe fosse permitido dar a própria vida em troca da vida do irmão. Júpiter atendeu o pedido dele para permitir que os dois irmãos desfrutassem a benção da vida de maneira alternada, passando um dia na terra e o outro nas moradas celestiais. Segundo uma outra versão da história, Júpiter recompensou a afeição que os irmãos tinham um pelo outro, colocando-os entre as estrelas [[:w:Gemini|Gemini]], as Gêmeas. Eles receberam honras divinas sob o nome de Dióscuros (filhos de Jove). Acredita-se terem eles aparecido ocasionalmente em tempos posteriores, participando, um ao lado do outro, em campos de duros combates, e dizia-se que em tais ocasiões eles estavam montados em magníficos corcéis brancos. De modo que, no começo da história de Roma, dizem que eles ajudaram os romanos durante a [[:w:Batalha do Lago Regilo|Batalha do Lago Regilo]], e depois da vitória um templo foi erigido em homenagem a eles no lugar onde dizem terem eles aparecido. [[:w:Thomas Macaulay|Thomas Macaulay]] (1800-1859), em sua "Baladas da Roma Antiga," assim se refere à lenda: <poem> "Parecidos como eram, nenhum mortal Poderia distinguir um do outro; Suas armaduras eram brancas como a neve, Assim, brancos como a neve eram também seus corcéis. Nunca em bigorna alguma da Terra, Armadura rara jamais brilhou, E nunca corcéis tão majestosos Beberam de um rio na Terra. O líder retorna em triunfo O qual, nas horas da luta Vislumbra os valentes irmãos gêmeos Com os arreios à direita. E com segurança, o barco alcança o porto, Vencendo ondas e vendavais. Onde os bravos irmãos gêmeos Reluziam cintilantes sobre as velas." </poem> == Veja também == * [http://students.ou.edu/A/Kateri.M.Arnaud-1/dioscuri.html Castor and Pollux] * [https://en.wikipedia.org/wiki/Castor_and_Pollux Castor and Pollux] === Notas e Referências do Tradutor === <references /> [[en:The Age of Fable/Chapter XX]] [[Categoria:História da Mitologia]] 1gicvfwjbeugt62ipbnqoj7tgx5p10m Página:Caramuru 1781.djvu/16 106 176447 558535 544440 2026-08-12T20:29:48Z NoKiAthami 35310 558535 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Trooper57" />{{rh|10|CARAMURU}}</noinclude><poem>{{t3|III.}} E vós, Principe excelſo, do Ceo dado :Para baſe immortal do Luſo Throno; :Vós, que do aureo Brazil no Principado :Da Real ſuceſsão ſois alto abono: Em quanto o Imperio tendes deſcançado :Sobre o ſeio da paz com doce ſonno, :Não queirais dedignar-vos no meu metro :De pôr os olhos, e admitillo ao ſcetro. {{t3|IV.}} Nelle vereis Nações deſconhecidas, :Que em meio dos Sertões a Fé não doma; :E que pudérão ſervos convertidas :Maior Imperio, q̃ houve em Grecia, ou Roma: Gentes vereis, e Terras eſcondidas, :Onde, ſe hum raio da verdade aſſoma, :Amanſando-as, tereis na turba immenſa, :Outro Reino maior que a Europa extenſa. {{t3|V.}} Devora-ſe a infeliz, miſera Gente; :E ſempre reduzida a menos terra, :Virá toda a extinguir-ſe infelizmente; :Sendo em campo menor maior a guerra. Olhai, Senhor, com reflexão clemente :Para tantos Mortaes, que a brenha encerra; :E que, livrando deſſe abyſmo fundo, :Vireis a ſer Monarca de outro Mundo.</poem><noinclude>{{d|VI.}}</noinclude> fhrbmcyesnds50xeq4prhw2o5w6trzc Página:Caramuru 1781.djvu/32 106 176463 558534 359767 2026-08-12T20:27:07Z NoKiAthami 35310 /* Revista */ 558534 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="NoKiAthami" />{{rh|26|CARAMURU}}</noinclude><poem> {{t3|LI.}} Agora {{s}}im, que entendo a grã verdade, :Que hum {{s}}ó Deos {{s}}e fez homem {{s}}em defeito; :E {{s}}endo tres Pe{{s}}{{s}}oas na Unidade, :Do Filho ao Pai podia haver re{{s}}peito. A Pe{{s}}{{s}}oa {{s}}egunda da Trindade, :Novo homem, como nós, de terra feito, :A paz do homem com Deos fundar procura, :Redemptor pio da mortal creatura. {{t3|LII.}} E{{s}}te creio, e{{s}}te adoro, e{{s}}te confe{{s}}{{s}}o; :E e{{s}}ta {{s}}anta men{{s}}agem venerando :Por meu Deos, e Senhor firme o conheço, :A quem da Terra e Ceo pertence o mando: De{{s}}te o Bapti{{s}}mo {{s}}anto hoje te peço, :Onde na porta Cele{{s}}tial entrando, :Suba o e{{s}}pirito á gloria que de{{s}}eja, :E com e{{s}}te{{s}} meu{{s}} olho{{s}} ainda o veja. {{t3|LIII.}} Di{{s}}{{s}}e o dito{{s}}o Velho; e acompanhando :Com devoto {{s}}u{{s}}piro a voz que exprime, :Bem mo{{s}}tra que no peito o e{{s}}tá tocando :A occulta unção do E{{s}}pirito {{s}}ublime: As mãos ao Ceo levanta lagrimando; :E tanto ardor na face {{s}}e lhe imprime, :Que acompanhar parece o humilde rogo :Hum diluvio de agoa, e outro de fogo. </poem><noinclude>{{d|LIV.}}</noinclude> bnqr66tz04oe9pljg132cs1vifu9a7n Galeria:Contos infantis em verso e prosa.pdf 104 215528 558554 558479 2026-08-12T21:49:26Z BlitzkriegBoop 37692 558554 proofread-index text/x-wiki {{:MediaWiki:Proofreadpage_index_template |Type=book |Título=[[Contos infantis em verso e prosa (1886)]] |Subtítulo= |Language=pt |Autor=[[Autor:Adelina Lopes Vieira|Adelina Lopes Vieira]]; [[Autor:Júlia Lopes de Almeida|Júlia Lopes de Almeida]] |Tradutor= |Editor= |Ilustrador= |Edição= |Volume= |Editora=Typographia Mattos Moreira |Gráfica= |Local=Lisboa |Ano=1886 |ISBN= |Fonte={{commons|Contos infantis em verso e prosa.pdf}} |Imagem= |Capa=9 |Progresso=C |Páginas=<pagelist 1to4=- 5=1;roman 6=- 7=1 7to16=roman 17=1 188to194=- /> |Tomos= |Volumes= |Notas= |Sumário={{Índice auxiliar|título=Sumário|comentário=(alternado nas últimas páginas)|largura=36em| {{ch|{{Xxxx-larger|{{uc|Indice}}}}}} {{dhr}} {{tabela|indentation=-1|largura=36em |título=[[Contos infantis em verso e prosa (1886)/Prologo|Prologo]] |página=V }} {{tabela|indentation=-1|largura=36em |título=[[Contos infantis em verso e prosa (1886)/Dedicatoria|Dedicatoria]] |página=1 }} {{dhr}} {{bloco centro|align=center| {{x-larger|{{uc|{{serifa|Contos infantis}}}}}} {{serifa|{{uc|'''em verso e prosa'''}}}} ''Por Adelina A. Lopes Vieira e Julia Lopes''}} {{dhr}} {{tabela|indentation=-1|largura=36em |nodots |página={{sc|Pag.}} }} {{tabela|indentation=-1|largura=36em |seção=I ― | largura-s= 80 |título=[[Contos infantis em verso e prosa (1886)/A Leitura|A Leitura]] |página=3 }} {{tabela|indentation=-1|largura=36em |seção=II ― | largura-s= 80 |título=[[Contos infantis em verso e prosa (1886)/O Heroe|O Heroe]] |página=5 }} {{tabela|indentation=-1|largura=36em |seção=III ― | largura-s= 80 |título=[[Contos infantis em verso e prosa (1886)/O Passarinho|O Passarinho]] |página=8 }} {{tabela|indentation=-1|largura=36em |seção=IV ― | largura-s= 80 |título=[[Contos infantis em verso e prosa (1886)/Meiguice|Meiguice]] |página=11 }} {{tabela|indentation=-1|largura=36em |seção=V ― | largura-s= 80 |título=[[Contos infantis em verso e prosa (1886)/O Remendo|O Remendo]] |página=14 }} {{tabela|indentation=-1|largura=36em |seção=VI ― | largura-s= 80 |título=[[Contos infantis em verso e prosa (1886)/Vingança|Vingança (''Ratisbonne'')]] |página=17 }} {{tabela|indentation=-1|largura=36em |seção=VII ― | largura-s= 80 |título=[[Contos infantis em verso e prosa (1886)/Muito Mais|Muito Mais (''R'')]] |página=18 }} {{tabela|indentation=-1|largura=36em |seção=VIII ― | largura-s= 80 |título=[[Contos infantis em verso e prosa (1886)/Os sapatinhos azues|Os sapatinhos azues]] |página=19 }} {{tabela|indentation=-1|largura=36em |seção=IX ― | largura-s= 80 |título=[[Contos infantis em verso e prosa (1886)/D. 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''kayaru'', «corda de cairo»<ref>«Da primeira casca que o (côco) cobre, se faz o '''cairo'''... depois que o curtem, mação e fião, á maneira do linho de canamo». João de Barros, Déc. III, III, 7. «A primeira das cascas (do côco) he muito lanuginosa e desta se faz '''cairo''', que assi he chamado dos Malabares e de nós». Garcia da Orta, Col. XVI. «Das cascas de fóra destes cocos, a que chamam '''cairo''', se fazem cordas». Fr. João dos Santos, ''Ethiopia Oriental'', I, p. 299.</ref>. '''Caixa''' («moeda»). — Indo-ingl. ''cash''<ref>Conforme António Nunes, uma ''caixa'' de Maluco vale 3/10 do rial e a de Sunda, 3/5.</ref>. O étimo é o dravídico ''kásu'', derivado do sânsc. ''karsha'', «pêso de prata ou ouro». Vid. ''Hobson-Jobson''<ref>«Hũa moeda de cobre do tamanho dos nossos ceitijs... á qual moeda elles chamão '''caixas'''». João de Barros, Déc. III, V, 5. «Rapão a cabeça por huma só moeda de cobre a que chamão '''caixa'''». Gaspar Correia, IV, p. 301.</ref>. '''Caju''' (bot., ''Anacardium Occidentale''). Conc. ''kāzu; káz'' (planta; em certas localidades, fruto). ''Kājel'', aguardente de cajus. — Mar. ''kāzú'' (planta, fruto, semente); ''kāzūgoḷá'' (us. no Concão), fruto. — Guj. ''káju, kájum'' (n.; caju açucarado, m.). — Beng. ''kājú''. — Sindh. ''kházu, kházo'', castanha de caju. — Sing. ''kaju, kajju; kaju-geha'', planta. — Tam. ''káju-paḷam; káju-maram'', planta. — Malayál. ''kaxu; kaxu-máru''. — Indo-ingl. ''cashew''. — Mal. ''káju, gájus''. — Sund. ''káju''. Term. vern. ''jambu méde''. — Tet., Gal. ''kajús, kaidú''. O sufixo ''-s'' na língua malaia e nas timorenses provêm do plural português, como em ''meias, uvas, tiras, apas''. Termo brasileiro: ''acaju''. O cajueiro é, das plantas introduzidas pelos portugueses na Índia, a de maior utilidade e que se acha agora perfeitamente naturalizada<ref>«Blindoeiros, '''cajueiros''', jambuleiros, undeiras» B. F. da Costa, I, p. 173. «É a distillação de canna e de '''cajú''', que tem enorme consumo nas terras da coroa». Caldas Xavier, in ''Bol.'' S. G. L., 2.ª sér., p. 485. Vid. Conde de Ficalho nos ''Coloquios'' de Garcia da Orta, vol. I, p. 67.</ref>. '''Calabaça'''. Indo-ingl. ''calabash'', vasilha de cabaça. '''Calafate''' (e calafatagem). Hindi ''kālāpatti''. — Hindust. ''kalpatti, kalāpatiyá''. — Or. ''kalāpātí''. — Beng. ''kālāpātí''. — Sing. ''galapatti'' (''-karaṇavā'', calafetar). — Tam. ''kalapparradī'', calafetar; ''kalapparradippal'', calafate. — Tel. ''kalapatti''. — Indo-ingl. ''calputtee''. — Mal. ''kalepet''. — Ár. ''qālāfat, qalfat, qāllaf''<ref>«A dom João Lobo deu o cuidado dos '''calafates'''». Diogo do Couto, Déc. VI, VIII, 52.</ref>. O ''Diccionario Contemporaneo'' deriva a palavra portuguesa do italiano ''calafattare''. Fr. João de == Notas == <references /><noinclude></noinclude> q5m959epcjw3v5uyk2klqag1gg34zik Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/134 106 250372 558632 556935 2026-08-13T08:42:41Z MLReis 41056 /* Validada */ 558632 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="MLReis" />{{rh||CALÇÃO CALMARIA|{{sc|37}}}}</noinclude>Sousa e Devic atribuem-na ao árabe. Dozy e Jal põem em dúvida essa derivação e preferem a do lat. ''calefacere''. Yule & Burnell advogam a origem arábica, mas admitem a procedência portuguesa do vocábulo nas línguas indianas. '''[[:d:Lexeme:|Calçado]]''' (subst.). Conc. ''kālsád''. — Mal., Ach., Batt., Sund., Jav. ''kásut''. — Mak. ''kásu''. — Ár. vulgar ''kalsat'', meias (Simonet)<ref>«''Kāsut'' s'entend surtout de la chaussure malaise, qui consiste en une espèce de sandales ou de semelles qui s'attachent avec des cordons». Favre.</ref>. '''[[:d:Lexeme:L1375100|Calção]]''' (na acepção de «calças»). Conc. ''kālsámv'', ''kalsámv''. ''Moṭvém kalsámv'', calção própriamente. — Sing. ''kalisama'', ''kalasama''. — Tam. ''kāl-chaṭṭei'' (lit. «veste calção»). — Malayál. ''kāl-chchaṭṭa''. — ? Malg. ''kalisanina'' (talvez do franc. ''caleçon''). — Jap. ''karusan''. Em galóli ''kálsa'', calças<ref>«'''Calsoens''', chapeos, çapatos, pera lá se repartirem pellos soldados». Diogo do Couto, Déc. VI, VI, 6.</ref>. ''Calção'', no sentido de «calças», usa-se tambêm em indo-português. Parece que ''kaus'', «sapato», das línguas do arquipélago malaio, não deriva do port. ''calça'', que antigamente designava, segundo Viterbo, «meia, calçado das pernas»<ref>«Huma noite com huma '''calça''' d'arêa, derão tantas '''calçadas''', de que, segundo fama morreo». Doc. de 1458, reproduzido por Viterbo.</ref>, nem do hol. ''kous'', «meia». Aparece já usado no primeiro quartel do século XVII. «''Caous'' (leia-se ''kaus''), calceus; ''caous sa-paris'', par calceorum» (Haex). Swettenham e Favre atribuem-lhe origem arábica; mas no árabe não há tal vocábulo. Rigg diz que em sundanês ''kaus'' significa actualmente «meia» e admite a procedência holandesa. Idênticamente procede Hardeland com respeito ao dayak, e Matthes em referência ao mak. ''káusu'' e bug. ''káusu'' e ''koso''. Langen dá dubitativamente «kaus» como correspondente ao ach. ''kaus''. É bem possível que ''kaus'' seja abreviação de ''kásut'', «calçado», que no makassarês perde o ''t'', ou tenha havido posteriormente influência do holandês. '''[[:d:Lexeme:|Caldeirão.]]''' Sing. ''kaldérama'', ''kaldarama''. '''[[:d:Lexeme:|Caldo.]]''' Conc. ''káld''. — Beng. ''kāldó'' (us. entre os cristãos). — Sing. ''kálduva''. — Mal., Sund., Jav., Mad. ''káldu'', ''káldo''. '''[[:d:Lexeme:|Calibre.]]''' Bug. ''livarā''. Cai a primeira sílaba, como em ''dilu'' = codilho. '''[[:d:Lexeme:|Cális]]''' (de missa). Conc. ''káls''. — Beng., Tam., Tet., Gal. ''kális''. — Ann. ''calicê''. Term. vern. ''chén thánh'' (lit. «copo sagrado»). — Jap. ''karisu''<ref>«Pedras d'ara, '''calices''', e outras cousas». Diogo do Couto, Déc. VII, I, 2.</ref>. '''[[:d:Lexeme:|Calmaria.]]''' L.-Hindust. ''kalmariyá'', == Notas == <references /><noinclude></noinclude> 6w0udvsdbk35ap5qwtv81804oepuvb4 Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/135 106 250384 558633 556939 2026-08-13T08:43:34Z MLReis 41056 /* Validada */ 558633 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="MLReis" />{{rh|{{sc|38}}|CAMARA CAMARADA|}}</noinclude>''karmariyá''. ''Karmariyá paḍná'', tornar-se calmoso<ref>«E no caminho achou muitas '''calmarias'''». Diogo do Couto, Déc. VI, IX, 4.</ref>. '''[[:d:Lexeme:L447047|Cama.]]''' Conc. ''kám''. Term. vern. ''báz'', ''khāṭlém''; ''ānthrún-pānghrún'', ''sêj''. — Mal. ''camma'' (Haex). — Tet., Gal. ''kama''. Term. vern. ''phátik''. '''[[:d:Lexeme:L500620|Câmara.]]''' Conc. ''kám'r'', ''kámbr''. Pouco usado na acepção de «quarto»; como «câmara municipal», é comum em Goa. Cf. o adágio: ''kámbrāchyá kustár kalvantám nātstát'' = dançam as bailadeiras à custa da câmara. — Hindi ''kam'rá''. — Hindust. ''kāmará'', ''kamará'', ''kamera'', ''kam'rá'' (mais us.). Tambêm significa «beliche», ''Khāne ka kam'rá'', casa de jantar. — Or. ''kam'rá''. — Sing. ''kámaraya'', ''kámarê''. — Tel. ''kāmará'', ''kāmerá'', ''kam'rá'', ''kāmiri''; ''kamelá'' (gávea). — Indo-ingl. ''cumra''. — Khas. ''kam'ra''. — Mal. (''káměrá'', Wilkinson), Bat., Sund., Jav., Mad. ''kámar''. — Bug. ''kamáli''<ref>Matthes deriva êste vocábulo do port. ''cama'', e regista o composto ''kamáli-levuranna'', «''iemand's slaap-kamer'', quarto de dormir».</ref>. — Tet., Gal. ''kámara''. — Rab. ''kamarón''<ref>«Recolhendosse com elle a hũa '''camara''' lhe disse estas palavras». Diogo do Couto, Déc. VII, I, 9.</ref>. O Dr. Hugo Schuchardt recusa ao mal. ''kámar'', bem como a ''musik'' e ''pistol'', a proveniência portuguesa, admitindo de preferência a holandesa: ''kamer'', ''musiek'', ''pistool''. «O critério para se diferençarem, diz êle, umas das outras é principalmente a terminação com que subsistem em malaio: se é vocálica essa terminação, a proveniência imediata é portuguesa; se consonântica, holandesa». E o Sr. Gonçalves Viana observa que «são da maior importância as duas leis fonológicas a que se refere o Dr. Schuchardt». Parece todavia que o critério não é assaz seguro, porque há outras palavras de reconhecida origem portuguesa com terminação consonântica, isto é, com a perda da vogal final do étimo, como, por exemplo: ''karpus'' = carapuça, ''martil'' = martelo, ''gargalet'' = gorgoleta, ''bulin'' = bolina, ''prum'' = prumo. Com respeito a ''kámer'' e ''músik'', pode-se alegar, como razão especial da apócope, a necessidade da redução dos esdrúxulos, visto que as línguas malaio-polinésias não teem vocábulos proparoxítonos. Se é certo que ''mármar'' = mármore, deriva do port. ''mármore'', temos outro exemplo. E, talvez, ''almári'' ou ''lamári'' = armário, obedece à mesma regra<ref>O crioulo malaio-português de Túgu tem ''cámber''.</ref>. '''[[:d:Lexeme:|Camarada.]]''' Conc. ''kámbrád''. Termo vern. ''sāngātí'', ''samvgaḍí'', ''gaḍí''. — Tet. ''kamarada''. Term. vern. ''bêlu''. No português de Ceilão, ''cambrado''. == Notas == <references /><noinclude></noinclude> 8hl9npeoy1z1vmq6aoi94wgug5n6aqv Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/136 106 250385 558634 556941 2026-08-13T08:55:17Z MLReis 41056 /* Validada */ 558634 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="MLReis" />{{rh||CAMISA CAMPO|{{sc|39}}}}</noinclude>'''[[:d:Lexeme:L664584|Camisa.]]''' Conc. ''kamís'', ''khamís''. — Mar. ''kamíz'', ''khamís''. — Guj. ''khamis''. — Hindi ''qamíz''. — Hindust. ''qamís'', ''qamíj''. — Beng. ''kamíj''. — Sing. ''kamíse'', ''kamísaya'', ''kamíseya''. — Tam. ''kamísei''. — Malayál. ''kamís'', ''kamísu'', ''kammísu''. Tel. ''kamísu'', ''kamsu''. — Can. ''kamísu''. — Tul. ''kamísu''. — Indo-ingl. ''cameeze''. — Gar. ''kamij''. — Mal., Ach. ''kamíja'', ''kaméja''. — Sund., Day. ''kaméja''. — Jav., Mad. ''kaméjô''. — Tet., Gal. ''kamiza''. — ? Ár., Persa ''qamís''<ref>«Vasco da Gama lhe fez muyto gasalhado, e lhe mandou dar '''camisas'''». Castanheda, I, cap. 25.</ref>. ''Loma kamísaya'' (lit. «camisa de lã»), camisola. Singalês. ''Kham'sí'', camisola de crianças. Concani. S. Jerónimo é o primeiro escritor europeu que menciona ''camisia''. ''Epist. ad Fabiolam''<ref>Simonet diz que tambêm é empregado por Festo, e deriva-o do latim-espanhol ''cama''.</ref>. O Sr. Cândido de Figueiredo deriva o vocábulo português do «baixo latim ''camisia'', origem incerta». Fr. João de Sousa atribui-lhe origem arábica<ref>«Faria quer que seja palavra Punica; porem ella he sem duvida Arabica; por isso no Alcorão no cap. de José vem mais de uma vez». «Bien que le nom de ce vêtement nous soit venu par l'intermédiaire des arabes, il faut en chercher l'origine plus haut. Le mot arabe dérive du sanscrit ''kschumā'' (''kschaumâ'') lin, ''kshaumas'', fait de lin; le vêtement a reçu ce nom de la matière dont on le fabriquait». Engelmann, ''Glossaire''. «Andaom estes Mouros Dormus muy bem vestidos de hũas '''camisas''' muy alvas dalgodam delguadas e compridas». Duarte Barbosa, p. 261.</ref>. ''Q'' inicial do hindi e hindustani e, talvez, ''kh'' do marata e guzarate, indicam a procedência imediata ou a influência do árabe. ''K'' inicial torna-se às vezes aspirado em concani. Cf. ''cruz''. '''[[:d:Lexeme:|Camisola.]]''' Conc. ''kāmizól'', camisa de mulheres. — Tet. ''kamizola''. '''[[:d:Lexeme:|Campainha.]]''' Conc. ''kāmpíṇ''. — Term. vern. ''ghānṭlí''. — Tet., Gal. ''kampainha''. '''[[:d:Lexeme:L447841|Campo.]]''' Conc. ''kámp'' (na acepção do adro, por onde passam as procissões). — Mar., Hindust. ''kampú'', campo de batalha. — Indo-ingl. ''campoo'', no mesmo sentido. — ? Mal., Sund., Jav., Mad., Mak. ''kampong'', ''kampung'', bairro separado por fossos ou sebes de bambu. — Tet., Gal. ''kámpu''. Term. vern. ''klés''<ref>«E por terra se veyo lançar obra de meya legua de Malaca, naquella parte a q̃ elles chamam '''Campochina'''». João de Barros, Déc. III, X, 3.</ref>. Alguns filólogos consideram a palavra ''kampong'' como vernácula das línguas malaias, e não de procedência portuguesa. Yule propugna a derivação do ingl. ''compound'', «quintal», do mal. ''kampong'', mas admite a possibilidade de ser o vocábulo malaio «origináriamente cor- == Notas == <references /><noinclude></noinclude> gc38fzio6y65ykrxtdid0e8t07t39tn Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/43 106 253827 558623 553411 2026-08-13T05:41:20Z Trooper57 24584 /* Revista */ 558623 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{c|{{x-larger|NEOLOGISMOS INDISPENSAVEIS}}}} {{Dhr}} {{c|{{xx-larger|{{sc|Parte I}}}}}} {{Dhr}}<noinclude></noinclude> 1cgk2bwpx5s8y36zo3e4gljsgu2853r Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/205 106 253828 558596 558155 2026-08-13T04:47:04Z Trooper57 24584 558596 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{t2|VOCABULARIO DOS BARBARISMOS DISPENSAVEIS<ref>Parece superfluo este ''Vocabulario'', porque os diccionarios trazen a significação ''de quasi todos estes termos francezes;'' mas como, não obstante, insiste-se no abuso de barbarismos, insisto tamben en recordar os vocabulos correspondentes en portuguez.</ref>}}{{traço}} {{ad|{{sc|Acclimatar}} (acclimater): En portuguez deve dizer-se ''acclimar''; por que o substantivo portuguez é ''clima'', e não ''climat'', que é francez.}} {{ad|{{sc|Adresse}}: Cartão, ou bilhete com a indicação do domicilio; ''endereço''.}} {{ad|{{sc|Arrière pensée}}: Segunda tenção.}} {{ad|{{sc|Atelier}}: Officina, tanto para as artes liberaes, como mechanicas. (Vid. Dicc. de Bescherelle,) (pagina {{pl|119|42}} deste livro).}} {{ad|{{sc|Batiste}}: Cambraia, (téla finissima) que se çhama en francez — ''Batiste'' — do nome do fabricante. (Vid. Dicc. de Bescherelle).}} {{ad|{{sc|Bijouterie}}: (Vede Vocabulario dos Neologismos).}} {{ad}}{{sc|Book-maker}} (''buk-mêker''): Estas duas palavras significam litteralmente ''fazedor de livros''. En Londres fizerão com ellas um cerebrino {{pt|neolo-|neologismo }}<noinclude></div> {{rule|10em|align=left}} {{Smallrefs}} {{d|{{sc2|II}}}}</noinclude> f44ovt7h8rsrglm8lq9usrdc9y6cxis 558597 558596 2026-08-13T04:50:07Z Trooper57 24584 558597 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{t2|VOCABULARIO DOS BARBARISMOS DISPENSAVEIS<ref>Parece superfluo este ''Vocabulario'', porque os diccionarios trazen a significação ''de quasi todos estes termos francezes;'' mas como, não obstante, insiste-se no abuso de barbarismos, insisto tamben en recordar os vocabulos correspondentes en portuguez.</ref>}}{{traço}} {{ad|{{sc|Acclimatar}} (acclimater): En portuguez deve dizer-se ''acclimar''; por que o substantivo portuguez é ''clima'', e não ''climat'', que é francez.}} {{ad|{{sc|Adresse}}: Cartão, ou bilhete com a indicação do domicilio; ''endereço''.}} {{ad|{{sc|Arrière pensée}}: Segunda tenção.}} {{ad|{{sc|Atelier}}: Officina, tanto para as artes liberaes, como mechanicas. 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Vieira Souto.}} {{ad|Larousse diz que outr’ora quen en Inglaterra fazia, ũa saude no fin do jantar, mettia ũa fatia de pão torrado ({{lang|en|''toast''}}) no cópo ou taça. Depois de têl-a feito circular por toda a mesa, a taça que cada conviva tinha levado aos labios, voltava ao primeiro, que bebja o liquido, e comia a torrada ({{lang|en|''toast''}}).}} {{ad|Cahiu o uso das torradas; mas os ''britannelhos'' ainda empregão o ''toast'', de que não precisamos, não só por termos os vocabulos — ''brinde — saude'' —; mas porque é triste recordar tão repugnantes usanças.}} {{ad|{{sc|Tuyoté:}} Encanudado, é a traducção da palavra franceza. O mulherio ignorante diz ''tiotê''. Diga-se babado de canudos, fofos encanudados.}} {{ad|{{sc|Virtuose}}: É um italismo muito dispensavel; ''virtuose'' corresponde a curioso, ou pessoa curiosa, que sabe algũa arte sen a ter aprendido.}}<noinclude>{{Linha customizada|sp|40|d|6|sp|40}}</noinclude> 67ky6lm9xvats4zyvofqkayja0akpjn 558610 558598 2026-08-13T05:18:42Z Trooper57 24584 558610 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />172</noinclude>presença da corte, exigindo a polidez que cada cortésão bebesse no côvo da mão da favorita un pouco da agua do banho. Recusou fazel-o un dos grandes de Hespanha, e perguntando-lhe o principe a razão de tal injuria: «Depois de ter provado o molho, respondeu elle, receio que se me abra o appetite para o peixe». Eis o que li no ''Courrier des Etats-Unis'' de Maio de 1888, exemplar que me forneceu o {{abv|Ill|mo|Illustrissimo}} {{abv|Sñr||Senhor}} Luiz H. Vieira Souto. Larousse diz que outr’ora quen en Inglaterra fazia, ũa saude no fin do jantar, mettia ũa fatia de pão torrado ({{lang|en|''toast''}}) no cópo ou taça. Depois de têl-a feito circular por toda a mesa, a taça que cada conviva tinha levado aos labios, voltava ao primeiro, que bebja o liquido, e comia a torrada ({{lang|en|''toast''}}). Cahiu o uso das torradas; mas os ''britannelhos'' ainda empregão o ''toast'', de que não precisamos, não só por termos os vocabulos — ''brinde — saude'' —; mas porque é triste recordar tão repugnantes usanças. {{ad|{{sc|Tuyoté:}} Encanudado, é a traducção da palavra franceza. O mulherio ignorante diz ''tiotê''. Diga-se babado de canudos, fofos encanudados.}} {{ad|{{sc|Virtuose}}: É um italismo muito dispensavel; ''virtuose'' corresponde a curioso, ou pessoa curiosa, que sabe algũa arte sen a ter aprendido.}}<noinclude>{{Linha customizada|sp|40|d|6|sp|40}}</noinclude> sqahsuyhttprdnlxk8e8ubet143xhf3 558622 558610 2026-08-13T05:30:05Z Trooper57 24584 558622 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />172</noinclude>presença da corte, exigindo a polidez que cada cortésão bebesse no côvo da mão da favorita un pouco da agua do banho. Recusou fazel-o un dos grandes de Hespanha, e perguntando-lhe o principe a razão de tal injuria: «Depois de ter provado o molho, respondeu elle, receio que se me abra o appetite para o peixe». Eis o que li no ''Courrier des Etats-Unis'' de Maio de 1888, exemplar que me forneceu o {{abv|Ill|mo|Illustrissimo}} {{abv|Sñr||Senhor}} Luiz H. Vieira Souto. Larousse diz que outr’ora quen en Inglaterra fazia, ũa saude no fin do jantar, mettia ũa fatia de pão torrado ({{lang|en|''toast''}}) no cópo ou taça. Depois de têl-a feito circular por toda a mesa, a taça que cada conviva tinha levado aos labios, voltava ao primeiro, que bebja o liquido, e comia a torrada ({{lang|en|''toast''}}). Cahiu o uso das torradas; mas os ''britannelhos'' ainda empregão o ''toast'', de que não precisamos, não só por termos os vocabulos — ''brinde — saude'' —; mas porque é triste recordar tão repugnantes usanças. {{ad|{{sc|Tuyoté:}} Encanudado, é a traducção da palavra franceza. O mulherio ignorante diz ''tiotê''. Diga-se babado de canudos, fofos encanudados.}} {{ad|{{sc|Virtuose}}: É um italismo {{sic|muito|muĩto}} dispensavel; ''virtuose'' corresponde a curioso, ou pessoa curiosa, que sabe algũa arte sen a ter aprendido.}}<noinclude>{{Linha customizada|sp|40|d|6|sp|40}}</noinclude> avqbcbacb8pmlvj266pmgdjwj5uqajb Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/203 106 253834 558612 558156 2026-08-13T05:22:15Z Trooper57 24584 558612 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{t2|VOCABULARIO NEOLOGICO PORTUGUEZ}} {{traço}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/I/V|{{sc|Abat-jour}}]]: Lucivélo, ou lucivéo, s. m. (Vede pag. {{pl|11|44}}).}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/I/VII|{{sc|Aplomb}}]]: Prumo, (instrumento) s. m.; desempeno. (Vede pag. {{pl|19|44}}).}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/I/VIII|{{sc|Avalanche}}]]: Runimol, s. m. (Vede pag. {{pl|23|44}}).}} {{ad|{{sc|Bijouterie}}: Joalharia, s. m. Neologismo formado de substantivo ''joalheiro'', que já existe en portuguez.}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/I/XIX|{{sc|Carotagen}}]]: Costeagen, s. f. (Vede pag. {{pl|61|44}}).}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/I/III|{{sc|Cache-nez}}]]: Focále, s. m. (Vede pag. {{pl|5|44}}).}} {{ad|{{sc|Calembourg ou Calambour}}: Anciverbio; palavra que se presta a mais de un sentido. Este neologismo é formado de ''anceps'', ''ancipitis'', (duvidoso) e ''verbum'', ''i'' (palavra).}} {{ad|Pode tamben traduzir-se ''Calembourg'' pelo termo — ''equivoco;'' mas não por ''trocadilho''.|3=2em}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/I/XXIII|{{sc|Charivari}}]]: Peniludio, s. m.; algazarra, assuada, bulha, gritaria, matinada. (Vede pag. {{pl|75|44}}).}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/I/XII|{{sc|Carnet}}]]: Choribel, (coribél) canhenho s. m. (Vede pag. {{pl|37|44}}).}} {{ad}} {{sc|Claque}}: Venapplauso, applauso vendido pelos que nos theatros baten as palmas aos actores, por dinheiro, ou por algun outro motivo; applauso<noinclude></div></noinclude> 0boudhf3usrnf3t5t0uvsir9zkbvegl Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/206 106 255566 558586 558159 2026-08-13T02:53:41Z Trooper57 24584 558586 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />162{{ad|3=2em}}</noinclude><onlyinclude>gismo</onlyinclude> para exprimir propriamente — ''O corretor de apostas nas corridas de cavallos''. E foi adoptado en Portugal, e no Brazil! Entretanto é o sentido mais forçado, que se póde imaginar. Mas é ''ingles''...</div> {{ad|{{sc|Boudoir}}: Camarim, gabinete elegantemente ornado.}} {{ad|{{sc|Boulevard}}: Calçada.}} {{ad|{{sc|Bouquet}}: Ramalhete, ou ramilhete.}} {{ad|{{sc|Ça depend}}: Phrase, que não deve fazer esquecer a nossa locução portugueza: Tem seos conformes; ou o adverbio — conforme.}} {{ad|{{sc|Calembourg}}: (Vede o [[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/Vocabulario neologico portuguez|Vocab. dos Neologismos]]).}} {{ad|{{sc|Chaise longue}}: Espreguiçador; (o povo diz — Espreguiçadeira).}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/II/XIII|{{sc|Chalet}}]]: Castellête, ou castellejo. (Vede pag. {{pl|127|44}}).}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/II/IV|{{sc|Champignons}}]]: Cogumelos, ou tortulhos. (Vede pag. {{pl|95|44}}).}} {{ad|{{sc|Çhança}} (Chance): Probabilidade, occasião, alternativa, dita, fortuna, encontro. Intoleravel gallicismo, porque até se confunde com ''chança'' — mófa, zombaria, dicto gracioso.}} {{ad}}{{sc|Chatelaine}}: Corrente da castellã. A palavra {{lang|fr|''chatelaine''}} é adjectivo, que significa — de castellã, relativo a castellã: o substantivo com que concorda é {{lang|fr|''chaine''}} (cadea, corrente). Por abbreviatura é que os francezes çhamão {{lang|fr|''chatelaine''}} a cadêa, en que as senhoras trazen os instrumentos de costura, e modernamente o relogio.<noinclude></div></noinclude> 2x0oosz4eepg6swplm24dyyrgk14ydd 558603 558586 2026-08-13T05:08:43Z Trooper57 24584 558603 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />162{{ad|3=2em}}</noinclude><onlyinclude>gismo</onlyinclude> para exprimir propriamente — ''O corretor de apostas nas corridas de cavallos''. E foi adoptado en Portugal, e no Brazil! Entretanto é o sentido mais forçado, que se póde imaginar. Mas é ''ingles''...</div> {{ad|{{sc|Boudoir}}: Camarim, gabinete elegantemente ornado.}} {{ad|{{sc|Boulevard}}: Calçada.}} {{ad|{{sc|Bouquet}}: Ramalhete, ou ramilhete.}} {{ad|{{sc|Ça depend}}: Phrase, que não deve fazer esquecer a nossa locução portugueza: Tem seos conformes; ou o adverbio — conforme.}} {{ad|{{sc|Calembourg}}: (Vede o [[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/Vocabulario neologico portuguez|Vocab. dos Neologismos]]).}} {{ad|{{sc|Chaise longue}}: Espreguiçador; (o povo diz — Espreguiçadeira).}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/II/XIII|{{sc|Chalet}}]]: Castellête, ou castellejo. (Vede pag. {{pl|127|44}}).}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/II/IV|{{sc|Champignons}}]]: Cogumelos, ou tortulhos. (Vede pag. {{pl|95|44}}).}} {{ad|{{sc|Çhança}} (Chance): Probabilidade, occasião, alternativa, dita, fortuna, encontro. Intoleravel gallicismo, porque até se confunde com ''chança'' — mófa, zombaria, dicto gracioso.}} {{ad}} {{sc|Chatelaine}}: Corrente da castellã. A palavra {{lang|fr|''chatelaine''}} é adjectivo, que significa — de castellã, relativo a castellã: o substantivo com que concorda é {{lang|fr|''chaine''}} (cadea, corrente). Por abbreviatura é que os francezes çhamão {{lang|fr|''chatelaine''}} a cadêa, en que as senhoras trazen os instrumentos de costura, e modernamente o relogio.<noinclude></div></noinclude> gyrg43jgbn0g09sdgsxxjk0hhxtluuk 558604 558603 2026-08-13T05:09:15Z Trooper57 24584 558604 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />162{{ad|3=2em}}</noinclude><noinclude>gismo</noinclude> para exprimir propriamente — ''O corretor de apostas nas corridas de cavallos''. E foi adoptado en Portugal, e no Brazil! Entretanto é o sentido mais forçado, que se póde imaginar. Mas é ''ingles''...</div> {{ad|{{sc|Boudoir}}: Camarim, gabinete elegantemente ornado.}} {{ad|{{sc|Boulevard}}: Calçada.}} {{ad|{{sc|Bouquet}}: Ramalhete, ou ramilhete.}} {{ad|{{sc|Ça depend}}: Phrase, que não deve fazer esquecer a nossa locução portugueza: Tem seos conformes; ou o adverbio — conforme.}} {{ad|{{sc|Calembourg}}: (Vede o [[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/Vocabulario neologico portuguez|Vocab. dos Neologismos]]).}} {{ad|{{sc|Chaise longue}}: Espreguiçador; (o povo diz — Espreguiçadeira).}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/II/XIII|{{sc|Chalet}}]]: Castellête, ou castellejo. (Vede pag. {{pl|127|44}}).}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/II/IV|{{sc|Champignons}}]]: Cogumelos, ou tortulhos. (Vede pag. {{pl|95|44}}).}} {{ad|{{sc|Çhança}} (Chance): Probabilidade, occasião, alternativa, dita, fortuna, encontro. Intoleravel gallicismo, porque até se confunde com ''chança'' — mófa, zombaria, dicto gracioso.}} {{ad}} {{sc|Chatelaine}}: Corrente da castellã. A palavra {{lang|fr|''chatelaine''}} é adjectivo, que significa — de castellã, relativo a castellã: o substantivo com que concorda é {{lang|fr|''chaine''}} (cadea, corrente). Por abbreviatura é que os francezes çhamão {{lang|fr|''chatelaine''}} a cadêa, en que as senhoras trazen os instrumentos de costura, e modernamente o relogio.<noinclude></div></noinclude> ha9pcnw0q7szjtr0r7g0t60fwghiqak 558605 558604 2026-08-13T05:10:09Z Trooper57 24584 558605 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />162{{ad|3=2em}}</noinclude><noinclude>gismo</noinclude> para exprimir propriamente — ''O corretor de apostas nas corridas de cavallos''. E foi adoptado en Portugal, e no Brazil! Entretanto é o sentido mais forçado, que se póde imaginar. Mas é ''ingles''...</div> {{ad|{{sc|Boudoir}}: Camarim, gabinete elegantemente ornado.}} {{ad|{{sc|Boulevard}}: Calçada.}} {{ad|{{sc|Bouquet}}: Ramalhete, ou ramilhete.}} {{ad|{{sc|Ça depend}}: Phrase, que não deve fazer esquecer a nossa locução portugueza: Tem seos conformes; ou o adverbio — conforme.}} {{ad|{{sc|Calembourg}}: (Vede o [[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/Vocabulario neologico portuguez|Vocab. dos Neologismos]]).}} {{ad|{{sc|Chaise longue}}: Espreguiçador; (o povo diz — Espreguiçadeira).}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/II/XIII|{{sc|Chalet}}]]: Castellête, ou castellejo. (Vede pag. {{pl|127|44}}).}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/II/IV|{{sc|Champignons}}]]: Cogumelos, ou tortulhos. (Vede pag. {{pl|95|44}}).}} {{ad|{{sc|Çhança}} (Chance): Probabilidade, occasião, alternativa, dita, fortuna, encontro. Intoleravel gallicismo, porque até se confunde com ''chança'' — mófa, zombaria, dicto gracioso.}} {{ad|{{sc|Chatelaine}}: Corrente da castellã. A palavra {{lang|fr|''chatelaine''}} é adjectivo, que significa — de castellã, relativo a castellã: o substantivo com que concorda é {{lang|fr|''chaine''}} (cadea, corrente). Por abbreviatura é que os francezes çhamão {{lang|fr|''chatelaine''}} a cadêa, en que as senhoras trazen os instrumentos de costura, e modernamente o relogio.}}<noinclude></noinclude> 7xsejpshen9jbds5rxuzbivqn4fkcfo 558614 558605 2026-08-13T05:24:34Z Trooper57 24584 558614 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />162{{ad|3=2em}}</noinclude><noinclude>gismo</noinclude> para exprimir propriamente — ''O corretor de apostas nas corridas de cavallos''. E foi adoptado en Portugal, e no Brazil! Entretanto é o sentido mais forçado, que se póde imaginar. Mas é ''ingles''...</div> {{ad|{{sc|Boudoir}}: Camarim, gabinete elegantemente ornado.}} {{ad|{{sc|Boulevard}}: Calçada.}} {{ad|{{sc|Bouquet}}: Ramalhete, ou ramilhete.}} {{ad|{{sc|Ça depend}}: Phrase, que não deve fazer esquecer a nossa locução portugueza: Tem seos conformes; ou o adverbio — conforme.}} {{ad|{{sc|Calembourg}}: (Vede o [[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/Vocabulario neologico portuguez|Vocab. dos Neologismos]]).}} {{ad|{{sc|Chaise longue}}: Espreguiçador; (o povo diz — Espreguiçadeira).}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/II/XIII|{{sc|Chalet}}]]: Castellête, ou castellejo. (Vede pag. {{pl|127|44}}).}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/II/IV|{{sc|Champignons}}]]: Cogumelos, ou tortulhos. (Vede pag. {{pl|95|44}}).}} {{ad|{{sc|Çhança}} (Chance): Probabilidade, occasião, alternativa, dita, fortuna, encontro. Intoleravel gallicismo, porque até se confunde com ''çhança'' — mófa, zombaria, dicto gracioso.}} {{ad|{{sc|Chatelaine}}: Corrente da castellã. A palavra {{lang|fr|''chatelaine''}} é adjectivo, que significa — de castellã, relativo a castellã: o substantivo com que concorda é {{lang|fr|''chaine''}} (cadea, corrente). Por abbreviatura é que os francezes çhamão {{lang|fr|''chatelaine''}} a cadêa, en que as senhoras trazen os instrumentos de costura, e modernamente o relogio.}}<noinclude></noinclude> f7inhnfmhey519hc8qvpcjrlqytixss Galeria:Campos-Traduccaoebreve.pdf 104 255720 558526 558473 2026-08-12T13:37:48Z Erick Soares3 19404 558526 proofread-index text/x-wiki {{:MediaWiki:Proofreadpage_index_template |Type=book |Título=[[Traducção e breve analyse sobre M. Pasteur e M. Renan]] |Subtítulo= |Language=pt |Autor=[[Autor:Louis Pasteur|Louis Pasteur]], [[Autor:Ernest Renan|Ernest Renan]] |Tradutor=[[Autor:Joaquim Pinto de Campos|Joaquim Pinto de Campos]] |Editor= |Ilustrador= |Edição= |Volume= |Editora= |Gráfica= |Local=Lisboa |Ano=1882 |ISBN= |Fonte={{commons|Campos-Traduccaoebreve.pdf}} |Imagem= |Capa=2 |Progresso=C |Páginas=<pagelist 1=- 2=Capa 3="Folha de rosto" 4=- 5="Folha de rosto" 6=6 24=- /> |Tomos= |Volumes= |Notas= |Sumário= |Epígrafe= |Width= |Css= |Header= |Footer= |Modernização=N }} 9lbnu8se0n6vtfdfoocvtw27188dqda Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/700 106 255749 558518 2026-08-12T13:24:02Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: A TH {{lema|ATHEISTICO, A}}. adj. De Atheifta, pertencente ao Atheifta. M. FERNAND. Alm. 2. Prol. Ou a feira feja Judai- ca, ou Ethnica, ou Mahometica, Heretica, ou Athe iftica, ou finalmente de qualquer outra, fe outra fe pò- de ainda excogitar. {{lema|ATHENAS}}. s. f. fing. e pl. Certa cidade da Grecia, famofa em outro tempo pelos effudos, que alli florecerão. Dáfe efte nome a qualquer. Univerfidade ou terra, em que fe cultivão e... 558518 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>A TH {{lema|ATHEISTICO, A}}. adj. De Atheifta, pertencente ao Atheifta. M. FERNAND. Alm. 2. Prol. Ou a feira feja Judai- ca, ou Ethnica, ou Mahometica, Heretica, ou Athe iftica, ou finalmente de qualquer outra, fe outra fe pò- de ainda excogitar. {{lema|ATHENAS}}. s. f. fing. e pl. Certa cidade da Grecia, famofa em outro tempo pelos effudos, que alli florecerão. Dáfe efte nome a qualquer. Univerfidade ou terra, em que fe cultivão e florecem as letras. Do Lat. Athenac, Maus. Rim. Son. 38 Tal foi o eltado] deltas inclitas Athenas, Antes que por fenhot yos alcançaffem. TELL. Chr. 1, 2, 12. n. 6 Todos os eftudantes fidalgos... mudárão o domicilio efcolaftico, e acudiráo á nova efcóla das A- then as Conimbricenfes. VIEIR. Setm. 11,5 10, 5. n. 419 De maneita que os Alenfes, os Boaventuras, os Efco- tos, e os outros famofiflimos Doutores defta grande, - theuas da Igreja Catholica, todos forão raios daquella primeira luz. {{lema|ATHENEO}}. s. m. O mefimo que Athenas em fent. met. TELL. Chr. 2, 5, 22. n. 9 A qual [fonte] fem duvi- da no meio defte Athenéo, dedicada as fciencias divinas, e tambem as Mufas humanas, vence as fontes Hyppo- crenes, Aonias, e Caballinas &c. [Falla da Univerfida- de de Evora. {{lema|ATHEO}}. s. m. O mefmo que Acheifta. Do Lat, Athens. acc. na penult. GUERREIR. Kel. 5, 2, 6 O primeiro [attigo] que aquelle homem era Athéo, nem reconhecia Deos algum. ALV. DA CUNH. Efcól. 2, 4 Os mefmos Atheos deltruindo fua perverfa opinião, nos infortunios, nas mo- leftias, nos perigos, recorrem ao remedio da ajuda de Deos, chamando por elle. VIEIR. Serm. 8, 437 E aos que lhe não offereceffem incenfo, caftigaffem como A- théos. {{lema|ATHEROMA}}. s. m. Med. Efpecie de tumor fem dor, que najce no pescoço, e algumas vezes nas ilbargas. Lat. Athe- roma. A. DA CRUZ, Recop. 3, 1oz E da feima groffa fe fazem os abfceffos fleimaticos, como são: fteatomas, a- theromas e melicendes &c. MADEIR, Meth. 2, 35, 1 A- theroma, que he hum tumor da mefma côr do conro, c largo com alguma dureza, e contém dentro de fi.hum humor femelhante a papas. A. FERR. Luz, 3, 130 Do atberoma [a materia] he como papas de farinha. {{lema|ATHESOURADO, A}}. p. p. de Athelourar. Araus. Suc- ceff. 4, 1. {{lema|ATHESOURAR}}. v. a. O mefmo que Enthefourar, e affim fe diz commummente. Ufife ao propr. e met. MAUS. Vid. 5, 49 Por feu trabalho o dobro lhe ofereces, Muito pouco te deo, muito athefoura. CAG. Ramilh. 11, 41 Porque não caftigar Deos, podendo, e profe- guindo o homem, peccando, he ic athefourando Deos, e reprezando a fua ira para a fua ultima vingança. {{lema|ATHLETA}}. s. m. Lutador, combatente, bomem animofo e robufto, dado aos exercicios do corpo para o fim de lutar, correr, &c. Lat. Athleta. Fr. Six. COEIH. Chr. 1, 16, 67 Contra os quaes [Herejes] fe levantou [S. Cyrillo] como Athleta de Chrifto. Soven. Hift. 2, 29 Vendo [Anacharfis] nos feus rempos como os luradores, antes que fahiffem a terreiro fe untavão primeiro com azeite ... imaginou que era por elle ter natureza de accrefcen- car a cólera e fervor dos Athletas (cal nome tinhão os que entravão em femelhantes jogos.) PINT. RIE. Rel. 3, 111 Enfaiandofe hum Athleta ou lutador. Met. Valerofo defenfor da patria, da Religião, be. TELL. Hift. 4, 29, 378 Pretendendo o cruel Mouro, que não houveffe outras teftemunhas, que pudeffem dar conta da fua maldade, e da conítancia dos dous illuftres Athletas [Martyres Jefuitas.] M. THon. Joful. 5, 127 Alcança da palestra bellicofa Jufta palma o Athleta por- fiado. M. FERNAND. Alm. 2, 1, 28. n. 34 Entretanto nos bafte aprefentar aquelle fantiflimo Athleta e Martyt de Chrifto, Ignacio. {{lema|ATHLETICO, A}}. adj. De Athle:a. Do Lat. Athleticus. SA- BELL. Encid. 2, 3, 41 Fotão os Crotoniates tambem no principio muito eftudiofos das coufas da guerra: mas muito mais que tudo da luta Athletica, S. ANN. Chr. 3, 41, 865 Ella (pobreza] he a mai, e o muto das virtudes monafticas, e a unção athletica, com que os lutadores efpirituaes fe ungem para não ferem vencidos dos demonios. M. FERNAND. Alm. 2, 1, 23. n. 18 Efte voffo fuor ha de fer o óleo athletico, com que &c. {{lema|ATIBIADO, A}}. p. p. de Atibiar. Fr. Marc. Chr. 2, 2, 38. {{lema|ATIBIAR}}. v. a. ant. O mefimo que Entibiar, e he como hoje fe diz. Luz, Tr. do Defcj. 3, 7 Por effa mefma rezão vos peço nos vamos pera o deferto, péraque não haja em mim defcuidos, que vos offendão, nem tibe- zas, que vos atibiem, en me favorecerdes. T Com pron, pell em fignif. paffiva FR. MARC. Chr. 2, 3, 2 Atibiafe a devação. Luz, Vid. Contempl. 3, 4 Tema [a alma] por difcurfo do tempo poder perder de todo o amor de Deos, porque fe ira atibiando de maneira, que quando fe não precatar com leve occafião o perderá de todo. {{lema|ATIÇADO, A}}. p. p. de Atiçar. SABELL. Eneid. 2,12, 28, BRAND, Mon. 4, 14, 8. GUERREIR. Rel. 2., 12. {{lema|ATIÇADOR, ORA}}. adj. Que atiça. Luz, Serm. 2, 60, 3. Vedes que palavras tão lifonjeiras, e tão aticadoras da ira do Rei. {{lema|ATIÇADOR}}. s. m. O que atiça. BARR. Dec. 49, 3 To- márão por aticador defte fogo hum Capado, chamado Aga Abedela. HIST, TRAG. MARIT. 1, 273 Por medo dos quacs [animacs] nos cercamos de muitas fogueiras... não faltando a cada hora da noite aticadores. Sous. Hift. o, 4, 14 Porque não faltavão atiçadores do fogo da dif- cordia. {{lema|ATIÇAR}}. v. a. Excitar, defpertar, avivar o fogo, arrumar os tições, ou difpor a materia, que fe accendeo, de forma que melbor arda. Dizfe a refpeito do fogo e de qualquer coufa accefa.. GRAN. Comp. 1, 16 E porque eftém feguros defte fogo nunca fe apagar, por iffo terão os de-, monios fempre cuidado de o affoprar e atiçar. GUERREIR. Rel. 2, 1, 12 E elle mefmo lhe atiçava o fogo com muita diligencia. D. F. MAN. Apol. 4 Pagão os campos, as fementeiras, e talvez os homens as paixões, que paf- são as estrellas no feu firmamento, e os Planetas em fuas, esféras, como fe nós os aticaffemos. Mct. MEMOR. DAS PROEZ, 1, 12 Aticando com eftas magoas alheias as brazas da fua faudade. CAMP. Re- ccb. Son. 167 Com o fogo não feccais fua verdura, Que no fogo de amor tem fundamento, Tanto mais aticais, tanto mais dura. Sous. Vid. 4, 4 Vomitou nef- le toda a peçonha do inferno, atiçando o fogo da pai- xão, e a sede da vingança, que abrazava e cegava o miferavel. Excitar, avivar, fomentar. A refpeito das paixões e acções, que dellas procedem, como combate, tumul- to, &c. CASTANH. Hift. 1, 7 ElRei de Calicut, que o atiçava [o combate] com muita preffa &c. BARR. Dec. 1, 3, 2 Accendidos em furia, que lhe o demonio ati- ça. Luc. Vid. 4, 9 E ainda entre os Chriftios as dif- cordias e odios... elle [demonio] principalmente as or dena, atiça, e accende. A refpeito de outras affeições, aflim da alma, co- mp do corpo, e coufas externas. FERR. DE VASC. Carr. 186 Quem caufa do dumno atica, Patte da culpa te- ria. FR. TH. DE Jes. Trab. i, 16, 385 E a fome, que de mim tem, eu lha aticei. TELL. Chr. 1, 1, 10. n. 7 Tambem lhe atiçavão esta opinião algumas informa- ções finiftras, que de noffas coufas tinha ouvido. Incitar, inftigar, eftimular, intitar. As peffoas. Cas- TANH. Hift. 8, 40 E depois contava el Rei que Vicente d'Afonfeca, que hi eltava, atiçava muito os Mouros, que mataffem Gonçalo Pereira. Maus. Aff. Afr. 2, 30 Mas hum delejo fervido e ardente De credito im- mortal o accende e atiça. Luz, Serm. 2, 60, 3 Quem fa- be fe efte mefmo Hatbona dantes atiçaria o proprio Aman contra Mardochéo : Atiçar o fogo a alguma coufa. Chegarlhe o fogo atiçado, attivo, e forte, queimala. TELL. Chr. 1, 2, 25. n. 3 He neceffario applicarlhe o ferro [ás feridas] e ati- çarlbes o fogo. Não atiçar o fogo com a efpada. Fraf. proverb. Não dizer palavras picantes, nem exafperar de outro qual- quer modo a peffoa irada. He hum dos fymbolos de Py- thagoras. Fx. BERNARD. DA SILV. Defenf. 2, 25 Não aticeis o fogo com a efpada. {{lema|ATIÇOADO, A}}. p. p. de Atiçoar. BENT. PER. Thef. {{lema|ATIÇOAR}}. v. a. Queimar com tições. BENT. PER. Thef. {{lema|ATIDO, A}}. p. p. de Ater. CURV. Obferv. 40, 4. {{lema|ATILADAMENTE}}. adv. mod. Perfeitamente, elegantemente, polidamente, com agudeza, afeio, &c. JER. CARDOS. Dict. BARBOS. Dict. BENT. PER. Thef. {{lema|ATILADO, A}}. p. p. de Atilar. Leño, Orig. 16 põe efta voz entre os vocabulos, que os Portuguezes tem feus nativos. Ufafe como adj. Muito affeado, e curiofo no vefti- do e trajo. EurROS. 5, 5 Atilado, gentil, galante, c nobre efpofo. PAIV. Serm. 1, 131 De tres coufas louva<noinclude></noinclude> trwa7fn0mhejwdf6fxtwv5rqa7s3qe7 Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/206 106 255750 558519 2026-08-12T13:24:33Z MLReis 41056 /* Sem texto */ 558519 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="MLReis" /></noinclude><noinclude></noinclude> orp3iby4yxfv8uh8jktc07csvkmyr72 Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/754 106 255751 558520 2026-08-12T13:24:53Z MLReis 41056 /* Sem texto */ 558520 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="MLReis" /></noinclude><noinclude></noinclude> orp3iby4yxfv8uh8jktc07csvkmyr72 Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/755 106 255752 558521 2026-08-12T13:25:04Z MLReis 41056 /* Sem texto */ 558521 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="MLReis" /></noinclude><noinclude></noinclude> orp3iby4yxfv8uh8jktc07csvkmyr72 Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/134 106 255753 558522 2026-08-12T13:26:17Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 558522 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{sc|paizagens lunares}}|CAPITULO XIII}} {{dhr|3}} As duas e meia da madrugada entrou a bala na altura do trigesimo parallelo lunar, á distancia effectiva de mil kilometros, que os instrumentos opticos reduziam a dez. Continuava a parecer impossivel que o projectil viesse a alcançar qualquer ponto do disco. A velocidade de translaçāo da bala, relativamente mediocre, era facto inexplicavel para Barbicane. Áquella distancia da Lua deveria a velocidade ser consideravel para manter o projectil apesar da força de attracçāo. Passava-se por consequencia ali algum phenomeno cuja causa o presidente nāo lográra ainda perceber. E de mais a mais faltava-lhe tempo para buscar tal causa, que o relevo lunar desfilava entāo por sob os olhos dos observadores, e nāo queriam elles perder nem o mais insignificante dos pormenores dʼelle. Apparecia, pois, o disco lunar no campo das lunetas a duas leguas e meia de distancia. Que distinguiria na superficie da Terra um aeronauta transportado a tal distancia dʼella? Nāo podemos sabel-o, visto como as mais altas ascensōes nunca excederam oito mil metros. {{nop}}<noinclude></noinclude> o2lpup0f54vdqpc3vq8eci83nj6xy2p Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/443 106 255754 558523 2026-08-12T13:29:42Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: A LO De todo confamida fe cuidara Que tanto s'alongage d'hora em hora. VIEIR. Serm. 4, 2, 6. n. 61 Safpirando, e anhelando fempre por aquella hora, que tanto mais tar- dava e fe alongava, quanto era mais defejada. Alongar a vifta ou os olhos por algum lugar. Procu- rar ver alguma coufa por toda a extensão do mesmo lu- gar. ORIENT, Lufit. 151 Em quanto a vifta pelo cam- po alongo. CASTR. Ulyff. 2, 65 Pelas ondas os olbos a- Longando, N... 558523 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>A LO De todo confamida fe cuidara Que tanto s'alongage d'hora em hora. VIEIR. Serm. 4, 2, 6. n. 61 Safpirando, e anhelando fempre por aquella hora, que tanto mais tar- dava e fe alongava, quanto era mais defejada. Alongar a vifta ou os olhos por algum lugar. Procu- rar ver alguma coufa por toda a extensão do mesmo lu- gar. ORIENT, Lufit. 151 Em quanto a vifta pelo cam- po alongo. CASTR. Ulyff. 2, 65 Pelas ondas os olbos a- Longando, Nellas os companheiros mortos via. BARRET. Eneid. 2, 175 E affim alongando bra &c. Os olhos pela fom- Alongar o paffo ou a paffada. Andar mais depreffa. GIL VIC. Obr. 3, 178 Qu'hei D'alongar a paffada. FERR. DE VASC. Aulegr. 1, 4 Meu amo efpera por mim, alon- guemos o paffo, que pera a fua dor já lhe tardo. Alongat. Gramm. Fazer ou ter longa a fua quan- tidade. Da fillaba. SANCH. Art. 60 Mas refert por relevar O re fempre alongard. {{lema|ALONGE}}. fórm. adv. Vej. Longe. {{lema|A'LONGO}}. fórm. adv. Vej. Longo. {{lema|ALOPECIA}}. s. f. Med. Certa doença, que faz cahir o cabello pela raiz. Lat. Alopecia. MADEIR. Meth 2,25, 3 Como aconteceo no cafo da alopecia. MORAT. Pra- tic. 1, 1, 5 Das manchas, e mélas, que fe fazem na cabeça, e barba, quando caia o cabello, a que cha- mão alopecia. {{lema|ALOSNA}}. s. f. antiq. O mesmo que Lofna: F. ALv. Inform. 11 Alofna, murtas, e outras hervas de cheiros medici- naes. FR. G. DA SILv. Vid. 1, zz Porque alli havia avon- dança de huma herva amargofa, a que chamão alofna. BRIT, Chr. 1, 18 Por haver alli grande cópia de huma herva amargofa, que em Latim fe chama abfinthium, que he a que chamamos alofna, chamavão aquella pa- ragem o valle de amargura. {{lema|ALOUCADO, A}}. adj. Que propende para louco, ou que o parece. FR. MARC. Cht. 2, 10. cant. 25 Mas fe fallo alou- cado, Grande caufa tenho, amor. LEIT. D'ANDRAD. Mifc. 3, 77 Em moço era muito mais contumaz, e co- mo aloutado. {{lema|ALPARAVAZ}}. s. f. ant. Aba ou ganefa, que cobre ott acompanha a extremidade de alguma coufa. Ufafe com- mummente no pl. Laio, Orig. 16 põe efte vocabulo no numero dos que os Portuguezes tem feus nativos. BARR. Dec. 3, 10, 9 O qual fombreiro] he de humas can- ninhas mui miudas, cobertas de tafetá ou lenço, fegún- do a peffoa tem poder ou dignidade, com muitos lavo- res de ouro e louçainhas pelos alparavazes. PROV. DA Hist. GEN. 2, 4, 76. p. 474. ann. 1522 Hum paramento de cama. com feus alparayazes. EXEQ. DE FILIPP. I. 5 Eftava hum.docel de veludo preto de vinte palmos cm quadro com feus alparavazes do mefmo veludo. {{lema|ALPARCA}}. s. f. Certo calçado, cuja fola fe ajufta ao pé con tiras de couro, ou de algum tecido de linho ou efparto, e aberto por cima, como chinella. Tambem ha alparcas de fèda, ou de qualquer materia. Ordinariamente fe ufa no plural. Gors, Chr. de D. Man. 1, 37 E nos pés humas alparcas de veludo. CAM. Luf. 2, 95 Nas alpar- cas dos pés, em fim de tudo Cobrem ouro e aljofar ao veludo. TELL. Chr. 1. Prol. Porque no outro pé, por caufa da ferida, trazia huma alparta de efparto. {{lema|ALPARGATA}}. s. f. O mefimo que Alparca. Diogo de Urréa, citado por Covarrubias, diz fer voz corrompida do Arabigo alpargurgad. O Diccion. Caftelh. diz com o P: Alcalá, que vem da voz Arabiga pargat, que quer dizer o mefmo, accrefcentado o articulo al. A. GALV. TT. 69 Fazem dellas [arvores] mantas, alpargatas, eftei- ras, cintas, 8cc. S. ANN. Chr. I, 36, 206 Efquecendofe de levar à officina commua humas alpargatas velhas, &c. VIEIR. Serm. 4, 6, 5. n. 210 As alpargatas femea- das de todo o genero de pedraria. {{lema|ALPARGATE}}. s. m. ant. O mesmo que Alpargata. CAMP. Receb. 43 Todos [os cinco Martyres] com palmas de victoria na mão, alpargates ricos. LAVANH. Viag. 48 Veftião roupas de damafco de varias cores, guarnecidas com perolas e joias, alpargates não menos ricos. {{lema|ALPARLUZ}}. s. m. O mefmo que Alparavaz. Prov. DA HIST. GEN. 3, 4, 149. p. 129. ann. 1545 E com hum letreiro nos alparluzes do dito drocel, que &c. {{lema|ALPARQUEIRO}}. s. m. O que faz alparcas. BENT. PER. Thef. iopia {{lema|ALPAVARDO, A}}. adj. antiq GIL Vre. Ob. I, 27 Vai, vai Joanne bogiar, Não andes como alpavardo. {{lema|ALPENDER}}. s. m. antiq. Vej. Alpendre. VIT. CHRIST. 2,50 . {{lema|ALPENDERE}}. s. m. ant. Vej. Alpendre. Ros. Hift. 59, 2. Paiv. Serm. 1, 127. ANDRAD. Chr. 1, 49. {{lema|ALPENDORADA}}. s. f. ant. O mefino que Alpendrada; he como hoje fe diz. Gors, Chr. de D. Man. 3, 42 Mandou encalhar o jungo em terra, e cobrir de huma alpendorada. Gouv. Kel. 2, 10 Porque aquellas cafas 3 ou alpendoradas, além de ferem afconfas, fuftentavaofe fobre traves mui groflas. So us. Hift. 1, 2, 2 E daqui fi- cárão as alpendoradas que ainda hoje duráo em Con- ventos mui antigos defte Reino. {{lema|ALPENDRADA}}. s. f. Alprendre maior que o ordinario ou de muitas columnas. MONTEIR. Art. 17, 8, 266 Nas alpendradas do Templo entre os mais pobres me agafa- lharei. CARV. Chorogr. 1, 1, 8 E ao redor do clauftro huma alpendrada fobre columnas de pedra. M. BERN. Floreft. 5, 1, 92, A Porticos, ou alpendradas. {{lema|ALPENDRE}}. s. m. Efpecie de teto, fuftentado em columnas ou pilares diante das portas das cafas, Igrejas, be. ant. Alpender, Alpendere. BARR. Dec. 1, 4, 8 Entrá- rão em hum pateo de alpenderes, &c. GOES, Chŕ. de D. Man. 1, 34 Fizerão todos juramento ao Principe nas mãos del Rei feu pai no alpendre do Mofteiro de S. Do- mingos. MEND. PINT. Peregr. 82 Nos agafalhárão. n'hum alpendre do feu pagode. Alpendre das eiras, onde fe recolhem as novida- des, quando chove. BLUT. Vocab. Suppl. {{lema|ALPENSE}}. adj. de huma term. pouc, ul. O mesmo que Al- pino. BRIT. Chr. 2, 25 Chegou a hum Mofleiro da Or dem novamente fundado no Ducado de Saboia, ao qual chamão Alpenfe. {{lema|ALPERCATE}} s. m. Buraco entre a orciba è a pala do fapato. BLUT. Vocab. {{lema|ALPERCHE}}. s. m. Nome, que fe dd aos damafcos grandes M. DE FIGUEIR. Chronogr. 4, 29 Albiquorques, pecegos', alparches, fe plantão de femente em terra quente por Outubro, &c. DOM. RODRIG. Art. 195 Defte modo fe fa- zem alperches. {{lema|ALPERCHE}}. s. m. Alpendre pequeno. FR. LEÃO, Benedict. 2, 1, 3. c. 5 Hum Padrão ou Cruzeiro, em que estava a Imagem... coberto com feu alpefcbe, eftribado emi quatro columnas. {{lema|ALPERGATE}}. s. m. O mesmo que Alpargate. BENT. PER Thef. {{lema|ALPESTRE}}. adj. de huma term. Poet. Afpero, efcabrosos femelhante aos montes Alpes. Applicafe particularmente aos montes. BERN. Rim, Eleg. 2 Mas defte alpestre monte, duro, imigo, &c. PER. Elegiad, 6, 79 Perdidos por afperrimos, alpeftres Bofques, rochedos, bréjos, que pallavão. ROLL. Noviff. 2, 57 As efpumantes agoas pare- cháo, Quando os oppoftos ventos encontravão, Als peftres montes, que romper querião Os transparentes orbes, que tocavão. {{lema|ALPESTRICO, A}}. adj. pouc. uf. Poet. O mefino que Al- peftre. PER. Elegiad. 15, 226 Já arrojado o arraial efta- va Nos alpestricos montes Africanos. {{lema|ALPHA}}. s. m. A primeira letra do alphabeto ou abecedario Grego, que he o A. FR. Six. COELH. Chr. 2, 22; 1.99 A primeira letra, a que os Hebreos chamão aleph, cha- mão os Gregos alpba. Puxir. Chr. 1, 2, 4. 5. 6 No meio das duas letras do alphabeto Grego alpha e ómega. Met. Alpha, abf. ou mais frequentemente Alpha e Omega: Dafe efta denominação a Deos, como principio c fim de todas as coulas, por allusão a cftas duas le- tras no alphabeto Grego, onde huma dellas he a primei- ra, e a outra a ultima. Ros. Hift. 2, 25, 4 Pois que he [a Virgem] mái daquelle, que he o alpha, e o prin cipio e fim. CEIT. Quadrag. 1, 108, 3 Vos [meu Deos] foftes o alpha e o omega de todas as coufas, principio e fim dellas. VIEIR. Serm. 4, 2, 4. 11. 54 Eu fou o alpha e o omega, porque fou o principio c fim de tudo. Mufic. f. Compofto, ou corpo atravesado com duas vozes, huma no principio, e outra no fim. Ha tres alphas Alpha mocha, breve, e femibreve. A. FERNAND. Art. I, 56 E toda a alpha fubindo ou decendo, tendo a pri- meira ponta plica á máo cfquerda pata baixo são bre- ves em ambas as pontas. 1,55 E quando venha hu- ma alpha fem plica, a que chamão alpha mocha 1, 57 E fe for alpha, tendo plica pera cima á mão afquer- da, tambem he de femibreve. M. NUN. Tr. das Explan. 81 Ligadura obliqua he a que chamamos alpbas, que são figuras de corpo atravelfado. Met. PINT. RIB. Ufurp. 43 A violencia e a tyran- nia eftendeo os limites e alphas dos Reinos, e fubmetreo mais de humà Républica á obediencia de hum homem<noinclude></noinclude> cabazpmay4hlc5b9zx72bwbxowxhypo Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/135 106 255755 558524 2026-08-12T13:31:34Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 558524 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|127|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>Todavia, eis a descripçāo exacta do que viam áquella distancia, em relaçāo à Lua, Barbicane e os companheiros. Appareciam no disco extensas chapadas de varia coloraçāo. Ácerea dʼesta variedade de coloridos, muito differentes e precisamente distinctos, nāo ha accordo entre os selenographos. Affirma Julius Schmidt que, se seccassem os oceanos terrestres, o observador lunar nāo distinguiria no globo terrestre matizes tāo diversamente accentuados entre os oceanos e as planicies continentaes como as que apparecem na Lua a qualquer observador terrestre. A côr commum a todas as vastas planicies conhecidas pelo nome de mares é, segundo Schmidt, o pardo escuro misturado de verde e castanho. Tambem algumas cratéras maiores apresentam o mesmo colorido, Barbicane conhecia esta opiniāo do selenographo allemāo, aliás seguida pelos senhores Beer e Moedler, e verificou que a observaçāo lhes dava rasāo contra alguns astronomos que apenas admittem a côr parda na superficie da Lua. Em certos pontos via Barbicane a côr verde sobresaindo distinctamente, tal como, na opiniāo de Schmidt, ella sobresae nos Mares da Serenidade e dos Humores. Tambem Barbicane notou grandes cratéras sem cone interno, dʼonde dimanava uma irradiaçāo azulada analoga aos reflexos de uma lamina de aço recentemente polida. Pertenciam estes coloridos variados, na realidade, ao disco lunar, e nāo provinham, como querem alguns astronomos, ou da imperfeiçāo do objectivo das lunetas ou da interposiçāo da atmosphera terrestre? Barbicane nāo podia ter duvida alguma a tal respeito, porque observava através do vazio e sem possibilidade de commetter erros de optica. Considerou, portanto, esta variedade de colorido como mais um facto averiguado para o peculio da seiencia. Agora, o que elle ainda nāo podia decidir, era se aquelles variados matizes de verde eram ou nāo devidos a uma vegetaçāo tropical, alimentada por uma atmosphera densa e baixa. Um pouco mais longe, notou Barbicane uma cor avermelhada, bem claramente definida. Já fôra observada outra tinta analoga no fundo de um recinto isolado, conhecido pelo nome de circo de Lichtemberg, mas nāo podéra determinar-se-lhe a natureza. {{nop}}<noinclude></noinclude> ddczyx9fs9kl2sx2i8hsmegl9s3j6st Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/136 106 255756 558525 2026-08-12T13:36:52Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 558525 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|128|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>O presidente nāo foi mais feliz em relaçāo a outra particularidade do disco, cuja causa tambem nāo poude perceber com exactidāo. Essa particularidade é a seguinte: Estava Miguel Ardan observando junto do presidente, quando notou certas linhas compridas e brancas, vivamente illuminadas pelos raios do Sol, que formavam como que uma serie de sulcos luminosos inteiramente differentes da irradiaçāo que ha pouco lhes apresentara Copernico, porque se alongavam em direcçōes parallelas. Miguel, com o desembaraço do costume, gritou logo: — Olha! campos cultivados! — Quaes campos cultivados?! respondeu Nicholl. — Pelo menos lavrados, replicou Miguel Ardan. E que taes lavradores devem ser os selenitas, e que gigantescos bois elles devem metter ás charruas para abrir similliante regos! — Nāo sāo suleos nem rogos, disse Barbicane, sāo ranburas. — Pois sejam ranhuras, respondeu docilmente Miguel. Porém, em linguagem scientifica, o que é que significa essa palavra ranhuras? Barbicane explicou immediatamente ao companheiro tudo quanto sabia ácerca das ranhuras lunares. Sabia elle que eram sulcos observados em todas as partes nāo montanhosas do disco, e que estes sulcos, a maior parte das vezes isolados, têem de quatro a cincoenta leguas de comprido, que a largura dʼelles varia desde mil até mil e quinhentos metros, e que têem as margens rigorosamente parellelas; era tudo quanto sabia; a respeito da origem e natureza de taes suleos nada mais. Barbicane observou com extrema attençāo, armado da luneta, estas ranburas, notando que as margens dʼellas apresentavam declives extremamente ingremes. Pareciam compridas muralhas parallelas, Com o auxilio de alguma imaginaçāo podia admittir-se a existencia de compridas linhas de fortificaçāo levantadas pelos engenheiros selenitas. Dʼestas differentes ranhuras umas eram absolutamente rectilineas, como que traçadas a cordel; outras apresentavam uma leve curvatura, mantendo todavia o parallelismo de suas mar-<noinclude></noinclude> san1jcvazblhevvfo4sdr6qvr9srqx8 Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/446 106 255757 558527 2026-08-12T13:39:42Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ALR tic. 1, 30, I Gomma alcatira, amendoas doces, de ca- da hum meia onça. {{lema|ALQUITRAVA}}. s. f. ant. ou {{lema|ALQUITRAVE}}. {{catgram|s. m. e f}}. Archit. O membro inferior da cornija. Arr. GUERREIR. Feft. 4 Cujo alquitrave [da co- lumna hia fazendo cimalha aos pedeftaes. FEST. NA CANON. 200 Da alquitrave até o ponto tinha [o portal] dezaffeis [palmos.] LisB.. Jard. 2013 Táo fortes e grandes colum- nas, parece que havião de fu... 558527 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>ALR tic. 1, 30, I Gomma alcatira, amendoas doces, de ca- da hum meia onça. {{lema|ALQUITRAVA}}. s. f. ant. ou {{lema|ALQUITRAVE}}. {{catgram|s. m. e f}}. Archit. O membro inferior da cornija. Arr. GUERREIR. Feft. 4 Cujo alquitrave [da co- lumna hia fazendo cimalha aos pedeftaes. FEST. NA CANON. 200 Da alquitrave até o ponto tinha [o portal] dezaffeis [palmos.] LisB.. Jard. 2013 Táo fortes e grandes colum- nas, parece que havião de fuftentar algum famofo arco, ou huma proporcionada alquitrave. S. MAR. Chr. 2, 7, 23. n. 1 (D. Veriflimo Defcripção de Santa Cruz, 1541.) Sobre os quaes [capiteis] vai huma alquitrava com fua friza e cornija de pedraria lavrada. {{lema|ALQUORQUE}}. s. m. ant. Vej. Alcorque. {{lema|ALROTADO, A}}. p. p. de Alrotar. BENT. PER. Thef. {{lema|ALROTADOR}}. s. m. O que alrota. JER. CARDOS. Dict. BENT. PER. Thef. {{lema|ALROTAR}}. v. n. Efcarnecer, zombar, fazer mofa ou ir- risão. PAIV. Setm. 3, 72 Os ignorantes alrotavão dos que fabiáo. ARR. Dial. 1, 12 E hum Lucio Cominio alrotan- do dos feus Deofes, diffe &c. D. F. MAN. Muf. 16 Tub. de Caliop. Se cuidais que he gracinha fer ingrata E cre- des que o alrotar he cottefia &c. {{lema|ALROTARIA}}. s. f. Efcarneo, mofa, zombaria. Aan. Dial. 8, 18 Lembrãome as alrotarias, que os Gentios fizerão," quando os Barbaros feptentrionaes faqueárão Roma. {{lema|ALRUTE}}. s. m. O mefmo que Abelheiro. LɛON. DA COST. Georg. 4, 113. not. i. Os paffaros, aos quaes o Poeta aqui chama meropes, em algumas partes fe chamão alru- tes, e em outras, com mais proprio nome, abelheiros. {{lema|ALTA}}. s. f. Milic. A nota, por que confta a existencia de huma peffoa no ferviço militar, bavendofelbe dado baixa ou dimifsão do mefmno ferviço, por enfermidade on deferção. CARV. Chorogr. 3, 2, 8. tit. 11. p. 584. Ao qual [Con- felho de Guerra] pertence mandar dar al is e baixas. {{lema|ALTABAIXO}}. s. m. {{Uso|Efgrim}}. Golpe, que fe dá direito de alto abaixo. SA DE MEN. Mal. 9, 102 Hum altabaixo hor- rendo o Pagão tira, Que o Chriftão Cavalleiro lhe rebare. SERR. Difc. 1, 269 E defembainhando o cutello, trazia na cinta, lhe tirou hum altabaixo, com que que &cc. De altabaixo. fórm. adv. De cima até baixo, dan- do golpe. CEIT. Quadrag. 1, 163, 4 O amor o cortava d'altabaixo. {{lema|ALTAFORMA}}. s. f. Certa ave de rapina, efpecie de Tar- taranba. FERNAND. FERR. Art. 1, 2 Outras aves ha de zapina, como Bilhafres, Altaformas, Cabifalvas, e Af- forenhas, as quaes tomão algumas vezes aves vivas, que comem, mas ordinariamentem fe mantem de bichos da terra. 5, 11 Todas em geral fe chamão Tarta- ranhas, mas debaixo defte nome ha quatro efpecies bem differentes. As Altaformas são de cor azul claro, as Af. forenhas pardas, &c. {{lema|ALTAMALA}}, form. adv. Sem efcolha, fem feparação de bom e máo. Particularmente fe diz das compras e ven- das. PAIV. Serm. 1, 310 Como hum mercador, que compra por junto altamala, que leva muitas coufas, que lhe não fervem e em que eftá a perda certa, polo ganho das que the fervem. {{lema|ALTAMENTE}}, adv. lug. Em ou para lugar alto. FERR- Poem. Son. 2, 42 Aguia divina, que tão altamente, De Deos guiada além dos ceos voafte. Fa. MARC. Chr. 1, 2, 41 E depois voão [as cotovias] mui altamente. Adv. mod. Em tom alto, e que fe deixa ouvir bem. FERN. LOP. Chr. de D. J. I. 1, 25 Altamente differão, que &c. HEIT. PINT. Dial. 1, 4, 1 Soáráo [as palavras] tão altamente, que fahio o feu tom por todo o Univerfo. Met. FERR. Poem. Eleg. 4 Nova luz défte à glo- riofa chamma, Em que os claros avôs teus fempre ar- dêrão, Que já a teus filhos altamente chama. TELL. Chr. 1, 2, zz. n. 6 Murmurando altamente contra a mef- ma peffoa Real. Muito, grandemente, exceffivamente. BERNARD. RIB. Menin. 1, 24 Elle diffimulou altamente. MEMOR. DAS PROEZ. 1, 33 Per o que o festejavão altamente. Mos. Palm. 2, 33 De forte que com eftas victorias crefcia fua foberba e oufania altamente. Perfeitamente excellentemente, em grdo fublime. FERR. DE VASC, Uliflip. 2, 2 Pareceme tão altamente hem minha Senhora, que &c. FERNAND. Palm. 4, 1.To- mando a dianteira a todos, tão altamente começou a fi- nalarfe, que não houve quem diante the paraffe. VIEIR. Serm. 7, 2, 10. n. 81 Nenhuma [eleição houve nunca, nem podia hayer, cm que concorrellem tão altamente ALT todas as calidades e fuppofições neceffarias. Magnificamente, efplendidamente. Pin. Chr. de D. Duart. 2 O terreiro dos Paços d'Alcaçova, onde o If fante poufava, foi mui altamente corregido, pera nelle fer alevantado e obedecido por Rei. Mox. Palm. 2, 259 Dous pagens altamente ataviados. LOBAT. Palm 571 Lhe diffe, que foffe altamente acompanhada. Profundamente. Sous. Vid. 1, 26 Corre ao longo do rio hum grande e eftendido caes de groffa cantaria altamente fundado e terraplanado. Azev. Correcç. 2, 1, 3. p. 18 Detendofe [ó fangue] na madre, fe corrompe mais alta e profundamente. Met. Sous. Vid. 1, 15 Que fe bufcaffe meio pera tirar do mundo hum perniciofo coftume, que por muitas partes altamente cftava arrcigado. Sous. DE MAC. Ulyffip. 14, 15 Aqui a Providencia foberana Segredos vario's altamente encerra. VIRIR. Serm. 2, 1, 7. n. 29 E para que fique nella [alma] mais altamente impreffa [a ima- gem &c.] Accommodafe as producções do entendimento pa- ra exprimir a fua perfeição, fublimidade, &c. BARR. Dial. em louv. 55 Fallou [Virgilio] no quarto da fua Ae- neida tão alta e mimofamente do amor, que &c. MOR.. Palm. 1, 14 Alcançando as coufas fecretas e por vir tão altamente, que nenhuma lhe parecia trabalhofa. HEIT. PINT. Dial. I, 1, 1 Anaxagoras, aquelle excellente Phi- lofopho, que quiz tão altamente contemplar o curfo das eftrellas... que por fahir de huma dúvida, fahio de . Accommodafe tambem ás paixões e feus effeitos, para moftrar a fua força e vehemencia. BERNARD. RIE. Menin. 1, 3 As paffadas palavras voffas me dizem', que deveis ter o coração altamente aggravado. Mox. Palm. 2, 150 Que fe via venerado tão altamente dos maiores Principes do mundo &c. CAM. Luf. 1, 31 Altamente the doe perder a gloria. {{lema|ALTAMIA}}. s. f antiq. O mesmo que Almofia. F. ALv. In- form. 100 E vierão outro fi grandes altamias com carne cozida, FILIPP. Nux. Art. da Pintur. 62 y E tomarão as tintas huma por huma, e em huma altamia, ou qual- quer tigela vidrada, e com o dedo pollegár moèrie 2 côr muito bem com efta gomma. {{lema|ALTANEIRO, A}}. adj. Volat. Que von muito alto, ou ca- ça as aves, que fe remontão. Applicafe ao falcão, c ás outras aves de rapina. FERNAND. FERR. Art. Advert. Alta- neiro Falcão] o que caça toda a voaria. BARRET. Eneid. 5, 61 Ao qual do mefmo Ida a ave altaneira Armi- gera de Jupiter, baixando Arrebatou nas unhas. Nux.. DA SILV. Poef. 263 Altaneiras garças. Met. MATT. Jeruf. 3, 7 Do coração já o habito altaneiro Se defpe, e pio ardor lagrimas chove. {{lema|ALTANERIA}}. s. f. Volat. A natural difpofição é capacidade para voos altos, e mui remontados, ou a qualidade, porque as aves fe dizem altaneiras. ant. Altanaria Altenaria. BARR. Paneg. 43, 329 Aguia de mais fubida arenaria. ARR. Dial. 2, 12 Eftava efcondida aquella ave d'altenaria, que tinha converfação nos céos. Gouv Rel. 1, 18 E nos diffe que hia ver huma aldea, onde tinha muita grande multidão de aves de altenaria. Met. FERR DE VASc. Ulyflip. 5, 7 E beni ociofo eftará quem fe defveláfle por fatisfazer juizos de alte- naria. ARR. Dial. 10, 32 Ponderai o que refta na letra defte Evangelho, porque vi muitas vezes paffar por el- la os Prégadores, e fazeremfe em altenarias de pouco proveito, M. BERN. Floreft. 4, 14, 177 São [a cortezia, e liberalidade] as duas azas, com que remonta os feus vôos, e fórma os feus gyros a alteñaria do coração hu- mano Caça de alta volateria; como be a dos milhands, garças, e outras aves de rapina, cum falcões, e outras aves da mefma efpecie adeftradas nefte exercicio. RESEND. Mifc. 168 Perdefe a altaneria, Não ha peixes, que fohia. Met. Lise. Jard. 444, 16 O homem cobiçofo he aborrecido de Deos, he peccado d'altenaria, que nem o quer em fua cafa, nem na de feus vaffallos. .L. ALv. Céo de gr. 9, 5 Demoslhe o nome de açores; com que eftes ladrões de altaneria cação, e nas unhas lhe trazem a caça. VIEIR. Serm. 3, 6, 5. n. 279 A monteria deftes monftros os vicios] e tambem a altaneria delles he a que fe faz nos defertos fó por fó com Deos. Caça de altaneria. A que fe faz de aves altanei- ras, como aguias, milbanos; garças, &c. FERR. DE VASc. Ulyffip. 2, E pera efta caça de altenaria ha mifter outros roteiros, e muita experiencia. Mantz, Dial. 4.<noinclude></noinclude> jsbde0nirykn6xnd898momeoszpfsog Página:Campos-Traduccaoebreve.pdf/6 106 255758 558528 2026-08-12T13:41:03Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 558528 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{left|M. Pasteur collocou-se nʼalta esphera da certeza philosophica, ao passo que M. Renan divertiu-se, como rhetorico, á custa da verdade e do bom senso. Materialismo, e positivismo, são palavras que não roçam nunca os labios do refinado sceptico. «Não sabe bem, diz elle, se é espiritualista, ou materialista. » Nem outra cousa podia dizer o homem, que se gaba altamente de ''não ter nunca opiniões assentadas, e que sempre que discute de politica e de philosophia com alguem, que se mostra convencido, fica de accordo com a opinião do seu interlocutor''.}} Isto desenha em traços indeleveis as feições caracteristicas de M. Renan! Já em outra occasião havia dito que a ''maxima'' ''sabedoria consiste em se abster de tirar consequencias''. A posição não pode ser mais commoda, nem mais apropriada á missão de quem falla, e escreve para embair, e não para esclarecer! ''Dicere et non probare est non concludere''. Esse espirito fluctuante e vario repasta-se na contradicção: batido no absurdo, refugia-se na duvida. Não querendo affirmar nada, não podendo negar tudo, duvida, e desejaria que o mundo inteiro duvidasse com elle! Sua grande arte é dissimular essa duvida tormentosa sob exterioridades brilhantes, sob os ouropeis da fórma. O que elle porém não pôde evitar, porque isso lhe seria impossivel, é que o absintho que se occulla debaixo dʼessas flores, apparente-<noinclude></noinclude> tg5x4jwkk597zio22cgtr1uz46g2i5c Página:Campos-Traduccaoebreve.pdf/7 106 255759 558529 2026-08-12T13:43:23Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 558529 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>mente bellas e louçãs, escape aos olhos do observador attento. Por mais que se esforce, por torneios fallaciosos, para subtrair-se a uma resposta seria e precisa, é sempre apanhado nas redes dos sophismas e das contradicções. Mas, peior serpente que a de Moysés, morde, e empeçonha, ainda quando tomado ao revés! Não importa; contra o seu morder e o seu empeçonhar ha o grande antidoto de todos os venenos moraes e scientificos: a verdade. Que differença entre o scepticismo esturdio e villão de M. Renan, e a tranquilla e firme profissão de fé de M. Pasteur! «A verdade, diz M. Renan, é uma ''coquette''. Não quer ser requestada com muitos carinhos e extremos. Tratal-a com indifferença é, não raro, o meio mais seguro de alcançal-a.» «Pelo contrario, diz M. Pasteur: a verdade é o objecto de asperas e constantes investigações do espirito, bem certo de que, por meio do esforço, ha de conquistal-a. A sciencia, e o ardor de comprehender serão acaso cousa diversa do estimulo do saber, que põe a nossa alma na posse do mysterio do universo?» —Em M. Pasteur, a sciencia é o olho que vé, que perscruta, que compara, que reflecte, que espera, que se apodera da luz, que junta aos seculos passados o peso dos seculos novos, e que, sentinella paciente do tempo, arranca por fim ao universo, gotta por gotta, seus eternos segredos. {{nop}}<noinclude></noinclude> 0qrbp8thcol8eq6juqq5x8h351dsem0 Página:Campos-Traduccaoebreve.pdf/8 106 255760 558531 2026-08-12T13:45:30Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 558531 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>— Em M. Pasteur, a sciencia, filha querida da rasão allumiada pelos fulgores da revelação, não é o principio da ordem humana, é o seu glorioso instrumento; mas, se supprime a fé, em vez de sustental-a, não será senão o instrumento de uma ruina, em que o homem conhecerá, cedo ou tarde, que é necessario crer para viver um só dia, quando mesmo não fosse necessario crer para viver eternamente. — Em M. Renan, pelo contrario, a sciencia é o orgulho, é a infatuação do espirito embriagado de si mesmo, que se mira e revê no seu presumpto saber, como Narciso no seu lago, e que, considerando todo e qualquer limite uma injuria á sua capacidade, suppõe na sua baixa altivez poder arcar com Deus como de igual para igual; porque M. Renan, não se deslumbrando com outras cousas, senão com os quadros furta-côres da sua phantasia, não vê Deus, que é o infinito, através de todas as nossas invenções, e progressos! Se affirma o eterno é para ter o direito de negar sua existencia, como se deduz dʼestas suas palavras escriptas na ''Revista dos dois mundos'': «No meio da absoluta fluidez das cousas, affirmâmos o eterno. Sem isto não seriamos livres, nem estariamos á nossa vontade para discuti-lo. As primeiras victimas, no dia seguinte ao em que se não cresse em Deus, seriam os atheus. Não se philosopha nunca mais livremente do que quando se sabe que a philosophia não tira consequencias.» {{nop}}<noinclude></noinclude> j6vv3peju1s1ps4jgphstepbonnnre4 Página:Contos infantis em verso e prosa.pdf/48 106 255761 558536 2026-08-12T20:58:50Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 558536 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh|32|{{uc|Contos infantis}}|}} {{lh}}</noinclude>{{ch|XIV}} {{dhr}} {{C|{{larger|'''O anginho'''}}}} {{dhr}} {{c|{{smaller|{{uc|Ao meu priminho Manoel da Motta Cardoso}}}}}} {{dhr}} {{bloco centro/s}} <poem> Vestiram-n'a de branco como a neve, e cobriram-lhe o corpo feiticeiro com um veu de gaze transparente e leve. Sobre as rendas do fôfo travesseiro espalharam-se os seus cabellos d'ouro! Parecia dorinir, e que fagueiro, um sonho a visitava. Ouvia o côro dos anjos seus irmãos no Paraizo, a chamal-a; quem sabe? Que thesouro de amor prometteria aquelle riso, que em seus labios ficára? Que alvorada contemplaria? Alberto, com juizo, <br> </poem><noinclude>{{bloco centro/f}}</noinclude> 428pntpuw7opdl1jg479y1hf5ry0zrm Página:Contos infantis em verso e prosa.pdf/49 106 255762 558538 2026-08-12T21:06:47Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 558538 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh||{{uc|Contos infantis}}|33}} {{lh}} {{bloco centro/s}}</noinclude><poem> andava em volta a olhal-a ― Estás calada ha tanto tempo, Lena! Vaes-te embora para o ceu, minha irmã? Estás cançada de brincar só commigo? quem agora me fará companhia? Se eu pudesse ir comtigo, irmãsinha! ― Oh Deus! implora a pobre mãe, oli Deus! se elle morresse, o que me restaria n'este mundo? Não o escutes, Senhor! Filho, anoitece, vem dormir nos meus braços: tão profundo é teu amor por mim que me deixavas? ― Oh não, mamã, perdôa; bem do fundo. do coração te adoro. Tu amavas tanto Lena tambem, e a morte veio, deixando-a fria e pallida; choravas, apertando-a com força contra o seio, co Pae do Ceu não quiz ouvir teu pranto. Agora, dize, mãe, quem ha de, em meio da noite, ir socegar a Lena, emquanto eu le espero a tremer, cheio de medo? Quem a leva ao pomar, ouvir o canto do triste sabiá? quem, logo cedo, vae beijal-a? quem ha de, coitadinha, ser mãe de minha irmã?! Dize, em segredo, <br> </poem><noinclude>{{bloco centro/f}}</noinclude> svq9rwcgx0cybi5s9nkq5c6sgiespb1 Página:Contos infantis em verso e prosa.pdf/50 106 255763 558539 2026-08-12T21:19:17Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 558539 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh|34|{{uc|Contos infantis}}|}} {{lh}} {{bloco centro/s}}</noinclude><poem> o que a espera no ceu? Vae tão sosinha, e eu tenho tanto dó, tanta saudade! ― Helena, a minha angelica filhinha, (forças, meu Deus!) entrou na Eternidade, levada pelos anjos, que, voando, espargiam jasmins. A Caridade ia a seu lado, uns cantos entoando de suavissima e placida harmonia, e uma estrella sem par ia guiando o cortejo de um anjo, que subia entre lumes, cantares e fulgores... ― Mas lá não terá mãe! ― Oh! sim, Maria, a mãe de Deus, dos bons e peccadores, a que, em meio à procella, ouve o vagido da infancia desvallida e calma as dores. Lena tem melhor mãe. {{D|― Melhor?! Duvido.}} </poem> {{bloco centro/f}} {{nop}} {{dhr}} {{c|{{extrair imagem}}}}<noinclude></noinclude> h3tx672kkw4w0iow6uzbtbyt89dnpo0 Contos infantis em verso e prosa (1886)/O Anginho 0 255764 558540 2026-08-12T21:20:35Z BlitzkriegBoop 37692 Página criada 558540 wikitext text/x-wiki <pages index="Contos infantis em verso e prosa.pdf" from=48 to=50 header=1 Autor="[[Autor:Adelina Lopes Vieira|Adelina Lopes Vieira]]" /> [[Categoria:Contos infantis em verso e prosa| 14]] r1hvmq5d5jkasrfvezydxvx7m3o06q3 558547 558540 2026-08-12T21:32:14Z BlitzkriegBoop 37692 558547 wikitext text/x-wiki <pages index="Contos infantis em verso e prosa.pdf" from=48 to=50 header=1 Autor="[[Autor:Adelina Lopes Vieira|Adelina Lopes Vieira]]" /> [[Categoria:Contos infantis em verso e prosa| 16]] jvtxv9nha758pszu41yydgr2lw69g6x Página:Contos infantis em verso e prosa.pdf/51 106 255765 558541 2026-08-12T21:22:39Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 558541 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh||{{uc|Contos infantis}}|35}} {{lh}}</noinclude>{{ch|XV}} {{dhr}} {{c|{{larger|'''Os morangos'''}}}} {{dhr}} Maria era uma brutinha, filha de um jardineiro. Teria os seus oito annos e passava o dia a ouvir reprehensões, porque o pae não lhe consentia tocar nos canteiros, vedando-lhe as plantas todas; e ella, como creança, coitadinha, sentia tentações gulosas ao ver os pecegueiros vergados ao peso da fructa, já amarella, carnuda, appetitosa... ao ver os cachos de uvas, negras, vidradas, pendentes d'entre a folhagem de um verde claro e macio da pequena parreira, e os grupos doirados das ameixas, e as maçãs vermelhas e lustrosas... E tinha de olhar de longe para tudo aquillo, que lhe fazia crescer agua na bocca, porque o pomar não era grande, e o patrão, conforme afiançava o jardineiro, contava até... as amoras! {{nop}}<noinclude></noinclude> snreggqnpebke3h395uxp243j7ovw7t Página:Contos infantis em verso e prosa.pdf/52 106 255766 558542 2026-08-12T21:25:14Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 558542 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh|36|{{uc|Contos infantis}}|}} {{lh}}</noinclude>Assim ia vivendo Maria, resignando-se a comer unicamente a fructa abandonada por incapaz de apparecer na meza do dono, ou por ter dado abrigo a algum bichinho importuno, ou por ter cabido no chão, batida pelo vento ou pela chuva durante a noite, o que fazia com que Maria não temesse e até desejasse as tempestades. Mas houve um tempo de prolongada calma. As noites eram tépidas, claras; nem a mais leve aragem agitava a ramaria espessa; os dias quentes, sazonadores de quanta fructa houvesse; as manhãs esplendidas... Ai! foi n'uma manhã que a pobre Maria se ia perdendo, levada pelo peccado da gula!... Andava ella pelo pomar, vendo o pae colher morangos a mandado do patrão, que ali estava em pé, como um policia, o maldicto do homem! Ella tinha-lhe medo, um medo de fazer tremer; por isso quando elle lhe disse: ― Anda pequena, ajuda teu pae ― ella curvou-se immediatamente e com as suas mãosinhas trigueiras ia afastando a folhagem orvalhada e fresca para colher os morangos, vermelhos como os seus labios, humidos como os seus olhos. D'esta vez, pensava ella comsigo, eu como um morango, novo, bem madurinho e gostoso... e dava estalinhos com a lingua e lambia os beiços. Cuidava ella que o patrão recompensaria o seu trabalho. Pois sim! olha quem! Elle sentára-se perto, mandára vir um prato e {{hífen|entretinha-|entretinha-se}}<noinclude></noinclude> rj4w8e8d1338c2mgdqejye7h2blgths 558543 558542 2026-08-12T21:26:18Z BlitzkriegBoop 37692 558543 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh|36|{{uc|Contos infantis}}|}} {{lh}}</noinclude>Assim ia vivendo Maria, resignando-se a comer unicamente a fructa abandonada por incapaz de apparecer na meza do dono, ou por ter dado abrigo a algum bichinho importuno, ou por ter cabido no chão, batida pelo vento ou pela chuva durante a noite, o que fazia com que Maria não temesse e até desejasse as tempestades. Mas houve um tempo de prolongada calma. As noites eram tépidas, claras; nem a mais leve aragem agitava a ramaria espessa; os dias quentes, sazonadores de quanta fructa houvesse; as manhãs esplendidas... Ai! foi n'uma manhã que a pobre Maria se ia perdendo, levada pelo peccado da gula!... Andava ella pelo pomar, vendo o pae colher morangos a mandado do patrão, que ali estava em pé, como um policia, o maldicto do homem! Ella tinha-lhe medo, um medo de fazer tremer; por isso quando elle lhe disse: ― Anda pequena, ajuda teu pae ― ella curvou-se immediatamente e com as suas mãosinhas trigueiras ia afastando a folhagem orvalhada e fresca para colher os morangos, vermelhos como os seus labios, humidos como os seus olhos. D'esta vez, pensava ella comsigo, eu como um morango, novo, bem madurinho e gostoso... e dava estalinhos com a lingua e lambia os beiços. Cuidava ella que o patrão recompensaria o seu trabalho. Pois sim! olha quem! 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O patrão armára a pyramide, mas de repente disse ao jardineiro: ― Homem, veja lá se me arranja mais um para arrematar isto aqui em cima. O jardineiro esquadrinhou, mas qual! d'aquelle lado já não havia nada. Passou para o da filha. Maria estremeceu. D'ahi a pouco o vellio levantava-se triumphante ― tinha apanhado o ultimo morango, e que bello que este era! Maria viu-o passar para as mãos do patrão, pensando comsigo: ― Que desaforo! rouba-me a minha fructa. Momentos depois estava sosinha n'aquelle logar. O amo mandára o prato para dentro e sabira para a rua; o pae fora regar umas roseiras do lado opposto áquelle. Maria caminhou: subiu audaz os dois degraus do terraço, sombriado por um toldo riscado, e<noinclude></noinclude> 5m2gycs34nd2vmz1xr6xogi7shb3w2l Página:Contos infantis em verso e prosa.pdf/54 106 255768 558545 2026-08-12T21:30:05Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 558545 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh|38|{{uc|Contos infantis}}|}} {{lh}}</noinclude>penetrou n'uma bella sala de jantar cheia de aparadores, porcelanas finas e umas estatuas alegres de terra cóta; mas o que lhe importavam a ella as estatuas coroadas e risonhas, e as begonias dos grandes vasos com figuras em relevo, e as porcelanas finas? Ella entrára atraz dos morangos, que alli estavam sobre a meza, ao alcance da mão, que lhe sorriam e que a tentavam! Maria olhou á roda a casa estava silenciosa... estendeu o braço com precaução e, delicadamente, poz a mão sobre o prato; tirou o seu morango, comeu-o todo de uma vez... Que delicia! De novo estendeu a mão, mas, sentindo um leve rumor, retirou-a com precipitação; os morangos então desabaram, espalharam-se pela mesa e pelo chão, como um colar de coraes, a que uma creança caprichosa tivesse arrebentado o fio. Maria, tremula, olhou para traz e viu a filha mais velha do amo, Lucia, menina franzina, delicada como um botão de rosa, pallida como um raio da lua A infeliz Maria vio-se perdida, sentio-se córada de vergonha. Lucia ia a fallar, quando entrou sua mãe, uma senhora severa, com um lindo roupão de cauda todo enfeitado de rendas... ― Que é isso?! inquiriu ella, franzindo as sobrancelhas, e fixando Maria. ― Quem ousou tocar nos meus morangos? tu?! ― Fui eu, minha mãe; respondeu a vozinha doce de Lucia; perdoe-me, sim? E, fazendo<noinclude></noinclude> 4o7tnz646igu4li6gdl62ztx7cnnk78 Página:Contos infantis em verso e prosa.pdf/55 106 255769 558546 2026-08-12T21:31:34Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 558546 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh||{{uc|Contos infantis}}|39}}{{lh}}</noinclude>uma momice graciosa, deu-lhe dois beijos nas mãos. ― Perdôo-te; mas olha que o que tu fizeste não é bonito. {{tracejado}} Por muito tempo Lucia repartiu com Maria o seu quinhão de fructas; mas agora, que ella já não tem pomar, nem jardim , pois que seu pae fallio e ludo entregou aos credores, é Maria quem lhe leva na estação das fructas, hoje que o velho jardineiro é possuidor de uma pequena propriedade, lindas pyramides de morangos, vermelhos como os seus lábios, doces como os seus amores. {{nop}} {{dhr}} {{c|{{extrair imagem}}}}<noinclude></noinclude> c0t81jh4wbl0h3p93o0x49eze8b81qr Contos infantis em verso e prosa (1886)/Os Morangos 0 255770 558548 2026-08-12T21:33:10Z BlitzkriegBoop 37692 Página criada 558548 wikitext text/x-wiki <pages index="Contos infantis em verso e prosa.pdf" from=51 to=55 header=1 autor="[[Autor:Júlia Lopes de Almeida|Júlia Lopes de Almeida]]" /> [[Categoria:Contos infantis em verso e prosa| 17]] gkx108hiw81v58jjoaz1754mxygb6er Página:Contos infantis em verso e prosa.pdf/56 106 255771 558549 2026-08-12T21:36:46Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 558549 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh|40|{{uc|Contos infantis}}|}} {{lh}}</noinclude>{{ch|XVI}} {{dhr}} {{C|{{larger|'''As flores amam'''}}}} {{dhr}} {{C|{{smaller|{{uc|á minha priminha Beatriz Motta}}}}}} {{dhr}} {{bloco centro/s}} <poem> Sabes o que me disse o primo Augusto um dia? Que tinha vida a planta e amava como nós. Que absurdo, Rachel, não? Que graça não teria uma rosa a scismar, ouvindo a meiga voz {{C|do branco bogarim, Assim:}} ― Rosa tu que és rainha, attende por piedade ao teu cantor fiel, amante sem igual... E o roxo amor perfeito, á espera que a saudade lhe acene docemente e o chame?! Então, que tal? {{C|ai, que carapetão! Pois não?}} <br> </poem><noinclude>{{bloco centro/f}}</noinclude> l8gg1h6zone0sxdfb4k1sk5i43dsw6x Página:Contos infantis em verso e prosa.pdf/57 106 255772 558550 2026-08-12T21:40:14Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 558550 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh||{{uc|Contos infantis}}|41}} {{lh}} {{Bloco centro/s}}</noinclude><poem> ― Não conversam assim, as flores, Angelina, mas respiram e vivem, amam-se talvez; se lhes falta alimento, ou agua crystalina, definham, vão murchando, e morrem d'uma vez. {{C|― E o que lhes muda a côr? ― 0 amôr. ―}} Vou contar-te uma historia. Um dia uma violeta amou o sol ardente a mais não poder ser. Quando se erguia o amado, ella modesta, inquieta entre as folhas ficava, e elle sem a ver... {{C|Orgulhoso, veloz! ― ― Que atroz! ―}} Uma tarde calmosa, o velho jardineiro notou que a pobresinha ia perdendo o olôr, quiz logo transplantal-a e sob um jasmineiro a violeta abrigou, dizendo: ― Era calor! {{C|A flôr não vendo o ceu, morreu !...}} Já ves que sente a planta, e soffre sem queixume; respira, mata a sede e pede afecto e luz; penetrante ou suave, o celico perfume immensa desventura ou grato amor traduz. {{C|― Oh! quanto eu sou cruel! Rachel!}} <br> </poem><noinclude>{{Bloco centro/f}}</noinclude> dgmcnxdnpcagc6uw8df7wcmtdivqkx1 558551 558550 2026-08-12T21:40:27Z BlitzkriegBoop 37692 558551 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh||{{uc|Contos infantis}}|41}} {{lh}} {{Bloco centro/s}}</noinclude><poem> ― Não conversam assim, as flores, Angelina, mas respiram e vivem, amam-se talvez; se lhes falta alimento, ou agua crystalina, definham, vão murchando, e morrem d'uma vez. {{C|― E o que lhes muda a côr? ― O amôr. ―}} Vou contar-te uma historia. Um dia uma violeta amou o sol ardente a mais não poder ser. Quando se erguia o amado, ella modesta, inquieta entre as folhas ficava, e elle sem a ver... {{C|Orgulhoso, veloz! ― ― Que atroz! ―}} Uma tarde calmosa, o velho jardineiro notou que a pobresinha ia perdendo o olôr, quiz logo transplantal-a e sob um jasmineiro a violeta abrigou, dizendo: ― Era calor! {{C|A flôr não vendo o ceu, morreu !...}} Já ves que sente a planta, e soffre sem queixume; respira, mata a sede e pede afecto e luz; penetrante ou suave, o celico perfume immensa desventura ou grato amor traduz. {{C|― Oh! quanto eu sou cruel! Rachel!}} <br> </poem><noinclude>{{Bloco centro/f}}</noinclude> 4aykn3eeks1eunp614x6avoswxm4yr0 Página:Contos infantis em verso e prosa.pdf/58 106 255773 558552 2026-08-12T21:42:08Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 558552 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh|42|{{uc|Contos infantis}}|}} {{lh}} {{Bloco centro/s}}</noinclude><poem> Esqueço muita vez sem agua e sem cuidado a minha predilecta, a flôr do resedá; talvez a pobre flôr tenha por mim chorado julgando-me sem alma, indifferente, e má. {{C|Coitadinha da flôr, que dor!}} Vou o seu vaso encher de terra fresca e nova, expôl-a ao ar da noite e ao rócio da manhã; ella ha de agradecer-me e perfumar-me a alcova. ― Aprendes a ser mãe, minha pequena irmã, {{C|e abençôa-te Deus dos ceus!}} </poem> {{Bloco centro/f}} {{nop}} {{dhr}} {{c|{{extrair imagem}}}}<noinclude></noinclude> 8969ofthuxf3l8s79za3g408a6jspp7 Contos infantis em verso e prosa (1886)/As flores amam 0 255774 558553 2026-08-12T21:43:11Z BlitzkriegBoop 37692 Página criada 558553 wikitext text/x-wiki <pages index="Contos infantis em verso e prosa.pdf" from=56 to=58 header=1 Autor="[[Autor:Adelina Lopes Vieira|Adelina Lopes Vieira]]" /> [[Categoria:Contos infantis em verso e prosa| 18]] e4xb20ki3agewah6xrpseir9xv4pin1 Página:Contos infantis em verso e prosa.pdf/62 106 255775 558555 2026-08-12T21:52:26Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 558555 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh|46|{{uc|Contos infantis}}|}} {{lh}}</noinclude>{{ch|XIX}} {{dhr}} {{C|{{larger|'''O retrato da avó'''}}}} {{dhr}} {{C|{{smaller|{{uc|a Valentim de Magalhães Junior}}}}}} {{dhr}} O pequeno Heitor, lindo como os amores, alegre como um gorgeio, lembrou-se um dia deuma aventura galante. Tinha elle então tres annos. Estava só, completamente só. A mãe no interior da casa dava ordens a uma criada nova. Em fraldinha de camisa, com os mimosos pés assetinados nus, e os cabellos soltos, vio pela fresta da porta do quarto o violoncello encostado n'uma parede da sala. Que tentação! Poderia livremente tocar, tanger aquellas cordas, tirando uns sons melodiosos, que fariam chorar de commeção a mãe e receber por isso beijos, applausos e doces ! Feita esta hypothese não hesitou mais o meu querido Heitor. Vio-se no grande espelho do guarda vestidos e pensou: Que era indecente o ir tocar descalço... lá isso era! Oh! mas alli estavam as botas do pae! {{nop}}<noinclude></noinclude> t48supjl20suwg3ye8notg7d1ic0mtg Página:Contos infantis em verso e prosa.pdf/63 106 255776 558556 2026-08-12T21:55:26Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 558556 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh||{{uc|Contos infantis}}|47}}{{lh}}</noinclude>Excellente e Heitor calçou-as. Depois reflectio, e bem, que não estava completo; poz então no narizinho uns oculos escuros e na cabeça um grande chapeu alto. La se foi o nosso heroe aos trambulhões até ao instrumento, que, impassivel, mudo, parecia esperal-o. Esphynge curiosa! Heitor estendeu a mãosinha gorda e branca para o arco, olhou triumphante para o retrato da avó, unica espectadora, e deu começo á symphonia. Principiou mansamente, depois foi num ''crescendo'' orchestral, wagneriano, atordoador, impossivel! Com os olhos fechados apertadamente, movia o corpo enthusiasmado, gritando na sua meia lingua: ― Muito bem! Alvoroçada com a bulha, a mãe correu á sala, e, ao ver aquelle figurão gracioso só se lembrou de uma cousa da zanga do marido ao encontrar desafinado o violoncello. Cega pelo desespero, correu para o filho tencionando punil-o. Vendo a, a criança assustada apontou para o retrato da avó, desculpando-se assim: ― Vovó pedio! A boa senhora então commovida, contemplou o retrato da mãe e achou-o tão meigo, tão cheio de candida expressão, que parecia mesmo dizer-lhe: ― Perdóa-lhe! Eu estava a gostar de ouvil-o. {{nop}}<noinclude></noinclude> a3zkt03xx3o9drhzns8dunl6bza89nr Página:Contos infantis em verso e prosa.pdf/61 106 255777 558558 2026-08-12T22:01:03Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 558558 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh||{{uc|Contos infantis}}|45}}{{lh}}</noinclude>{{ch|XVIII}} {{dhr}} {{C|{{larger|'''Amor supremo'''}}}} {{dhr}} {{C|{{smaller|De Luiz de Ratisbonne}}}} {{dhr}} {{C|{{smaller|{{uc|á minha amiguinha Noemia C. Ferreira.}}}}}} {{dhr}} {{bloco centro| <poem> Todas tres me adoraes, mas porque me adoraes? {{C|― Eu, porque ninguem mais do que tu me acarinha, realisa os meus desejos, com bonecas e beijos.}} Muito bem. É um amôr, querida Luizinha, como ha muitos, bem sei, feito de gratidão e de interesse. Assim, provas não ser ingrata {{C|e ter bom coração.}} E tu, minha formosa e travêssa Renata, {{C|porque dizes amar-me?}} ― Porque ninguem é bom como tu n'este mundo. ― Firma-se na virtude esse affecto profundo. Admiravel! Agora é tua vez, Leonor. ― Eu amo-te, porque... eu amo-te... talvez... Sinto que te amo, sim, mas... não posso explicar-me; é mais forte do que eu, não sei porque, bem vês. Dá-me um beijo, anjo lindo. Eis o supremo amor! </poem>}} {{nop}}<noinclude></noinclude> jimhrwzvzcg747m5vmaoq9g9m5zerj9 558559 558558 2026-08-12T22:01:35Z BlitzkriegBoop 37692 558559 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh||{{uc|Contos infantis}}|45}}{{lh}}</noinclude>{{ch|XVIII}} {{dhr}} {{C|{{larger|'''Amor supremo'''}}}} {{dhr}} {{C|{{smaller|De Luiz de Ratisbonne}}}} {{dhr}} {{C|{{smaller|{{uc|á minha amiguinha Noemia C. Ferreira.}}}}}} {{dhr}} {{bloco centro| <poem> Todas tres me adoraes, mas porque me adoraes? {{C|― Eu, porque ninguem mais do que tu me acarinha, realisa os meus desejos, com bonecas e beijos.}}Muito bem. É um amôr, querida Luizinha, como ha muitos, bem sei, feito de gratidão e de interesse. Assim, provas não ser ingrata {{C|e ter bom coração.}}E tu, minha formosa e travêssa Renata, {{C|porque dizes amar-me?}}― Porque ninguem é bom como tu n'este mundo. ― Firma-se na virtude esse affecto profundo. Admiravel! Agora é tua vez, Leonor. ― Eu amo-te, porque... eu amo-te... talvez... Sinto que te amo, sim, mas... não posso explicar-me; é mais forte do que eu, não sei porque, bem vês. Dá-me um beijo, anjo lindo. 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Talvez Laurinha quizesse apanhar uma romā e meditando escolhesse {{C|caladinha}}a que mais lhe appetecesse. {{C|Ó Laurinha!}} <br> </poem><noinclude>{{Bloco centro/f}}</noinclude> h6wbi1vr4m6lwk1zxhculod27jd6i6i Página:Contos infantis em verso e prosa.pdf/65 106 255781 558563 2026-08-12T22:14:37Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 558563 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh||{{uc|Contos infantis}}|49}}{{lh}} {{Bloco centro/s}}</noinclude><poem> Não hesites, colhe aquella, a mais vermelha e mais bella, {{C|que ámanhã}}colhe-a talvez a mamã. Laurinha nem se movia, olhava com fixidez para o mais alto raminho {{C|e pensava:}}Como é lindo aquelle ninho! {{C|Gorgeiava}}bem perlo uma toutinegra, ave que os bósques alegra {{C|tanta vez!}}Mãe da ninhada, talvez. N'isto a mamã da janella: ― Laura, vem cá, minha flôr, chegou a prima Arabella, {{C|quer beijar-te.}}Laura diz, com voz singella: {{C|― Vou deixar-te,}}mas não penses que te esqueço, passarinho; se adormeço, {{C|sonho, amor,}}com teu ninho encantador. No mesmo ramo pousado espera, que eu hei de vir trazer-te o melhor boccado {{C|do almoço.}} <br> </poem><noinclude>{{Bloco centro/f}} {{D|{{smaller|4}}}}</noinclude> rjssd09kuheqo1e83dwax8lnsf5oc99 Página:Contos infantis em verso e prosa.pdf/66 106 255782 558564 2026-08-12T22:17:41Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 558564 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh|50|{{uc|Contos infantis}}|}}{{lh}} {{Bloco centro/s}}</noinclude><poem> Em teu ninho perfumado, {{C|que alvorôço!}}Que immenso contentamento! N'unca mais um só lamento {{C|se ha de ouvir}}não vás agora... fugir. Laura subio. Noite adiante um medonho furacão com seu açoile cortante {{C|pôz em terra,}}o ninho. A mãe cruciante {{C|dór aterra;}}vôa tresloucada, a esmo, té que teve o vento mesmo {{C|compaixão}}arremessando-a ao chão. E foi ao pé dos filhinhos que a toutinegra morreu. Entre-abriram os biquinhos {{C|n'um desejo}}de expirarem unidinhos {{C|n'um só beijo,}}talvez! As azas de uma ave nos mostram quanto é suave {{C|lá no ceu}}o amor dos anjos. Correu, <br> </poem><noinclude>{{Bloco centro/f}}</noinclude> 682cid4fgl7uyp24xqx9uxxm3k19bvh Página:Contos infantis em verso e prosa.pdf/67 106 255783 558565 2026-08-12T22:20:05Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 558565 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh||{{uc|Contos infantis}}|51}}{{lh}} {{Bloco centro/s}}</noinclude><poem> Laurinha, toda contente depois do almoço ao pomar; levava um bolo excellente {{C|entre flôres!}}Imaginae, vendo em frente {{C|seus amores}}inertes, inanimados, a dôr, a magua, os cuidados, {{C|o chorar}}d'essa formosa, sem par! {{linha customizada|w|40}} Guardou o ninho, lembrança da alegria fugitiva da sua affeição primeira, aquella loira creança! e á sombra da alta romeira ás aves deu sepultura. Sobre essa campa cultiva a flôr da tristeza, a escura saudade rôxa. Saudosa, esquece as maguas, que és rosa, encantada jardineira! </poem> {{Bloco centro/f}} {{nop}} {{dhr}} {{C|{{Extrair imagem}}}}<noinclude></noinclude> o1one5vd70wc5qy2rxtb9991mloy16v Contos infantis em verso e prosa (1886)/O Ninho da Toutinegra 0 255784 558566 2026-08-12T22:21:46Z BlitzkriegBoop 37692 Página criada 558566 wikitext text/x-wiki <pages index="Contos infantis em verso e prosa.pdf" from=64 to=67 header=1 Autor="[[Autor:Adelina Lopes Vieira|Adelina Lopes Vieira]]" /> [[Categoria:Contos infantis em verso e prosa| 22]] 4zsopug5fe00e1k6b8nbu8vfi4683b7 Página:Contos infantis em verso e prosa.pdf/68 106 255785 558567 2026-08-12T22:23:31Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 558567 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh|52|{{uc|Contos infantis}}|}}{{lh}}</noinclude>{{ch|XXI}} {{Dhr}} {{C|{{larger|'''A ingratidão'''}}}} {{dhr}} {{C|{{smaller|{{uc|a Martim}}}}}} {{dhr}} ― Olha, meu queridinho, meu gentil pequeno, tiveram a barbaridade de dar o teu nome... aos ursos! Sei que isso te desgosta, mas vou contar-te um facto, que se deu com um d'esses animaes, facto que faz honra ao teu homonymo. Elle é feio e bruto como a cousa mais feia e mais bruta, que imaginar-se possa; mas não faz mal, porque é bom, e bem sabes que a verdadeira belleza não é a da forma, é a dos sentimentos. Não ha nada no mundo que valha a bondade. Vês? Nada! Quando fores homem, tu, que terás um bello caracter, pois vaes guiado pela bondosa mão do nosso santo amigo, quando fores homem, repito,<noinclude></noinclude> 289v4l9k2ll3h1q1s1r81vc8uqosi3m Página:Contos infantis em verso e prosa.pdf/69 106 255786 558568 2026-08-12T22:25:06Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 558568 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh||{{uc|Contos infantis}}|53}}{{lh}}</noinclude>comprehenderás quanta razão tem a tua amiguinha em te dizer isto: Ser bom é ser feliz! A's vezes a bondade parece esmagar-nos o coração n'uma agonia longa e incomprehendida; mas depois que de consolos! que de suavidade para a nossa consciencia! Ouve-me agora o conto, em que a bondade não tem recompensa immediata, mas que te não cansará, porque é ainda mais pequeno do que tu. Entendeu um cigano indolente ganhar a vida á custa dos trabalhos de um pobre urso, grande e immundo. Arrastava-o nas ruas, fazia-o dansar, mover-se servilmente à sua voz, deleitar a turba dos garotos, que se ria muito, mas que acabava quasi sempre por apredejal-o. Uma noite deixou-se o bohemio cahir na estrada. Com a cabeça deitada nos braços entrançados, a barriga para o ar, a bocca aberta e as pernas estiradas, dormia a somno solto. O urso contemplava-o silencioso. Na propria sombra destacava-se o seu grande vulto escuro. Elle estava alli como uma sentinella conscienciosa e firme. Ouvindo o rumor surdo da vegetação, respirando o acre aroma das plantas, sentia saudades infinitas do seu tempo de outr'ora, e lembrava-se talvez o bruto, do dia em que esse, que<noinclude></noinclude> tkfvajoirdaobxs6ix3vrcbj7j8e3gh Página:Contos infantis em verso e prosa.pdf/70 106 255787 558569 2026-08-12T22:26:28Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 558569 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh|54|{{uc|Contos infantis}}|}}{{lh}}</noinclude>ahi dormia a seus pés, o arrancára do seu paiz, rasgando-lhe as carnes nos mais rudes tratos! E continuava a velar o somno do seu algoz, de quem podia livrar-se, readquirindo de um instante para o outro a felicidade perdida... Sim, elle voltaria ás grutas sombrias, sem penas nem cuidados, dormiria as séstas sob as arvores nodósas, cheias de ninhos e de flores, rolaria pelos gramados das suas bellas planicies, constituiria uma familia sua, zelando ao redor do rochedo os filhos, que lá dentro sorvessem sequiosos o leite materno... Pensava em tudo isso, e quedou-se immovel, absorto ao pé do dono, que, ao acordar, já ao romper da aurora, bateu-lhe, porque elle, o maldito, arrebentára a corda, que o prendia! A's dores da pancada, o pobre urso, fixando no bohemio um olhar vazio de expressão, disse comsigo: O mais ingrato dos animaes é com certeza o homem. {{nop}}<noinclude></noinclude> 6fxjbtbe9frptmkqtq7xvyz2xm75ur9 Contos infantis em verso e prosa (1886)/A Ingratidão 0 255788 558570 2026-08-12T22:27:38Z BlitzkriegBoop 37692 Página criada 558570 wikitext text/x-wiki <pages index="Contos infantis em verso e prosa.pdf" from=68 to=70 header=1 autor="[[Autor:Júlia Lopes de Almeida|Júlia Lopes de Almeida]]" /> [[Categoria:Contos infantis em verso e prosa| 23]] oc00ay8xzphss2o33zao7eu3g7dz3dz Página:Contos infantis em verso e prosa.pdf/71 106 255789 558572 2026-08-12T23:04:07Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 558572 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh|55|{{uc|Contos infantis}}|55}}{{lh}}</noinclude>{{Ch|XXII}} {{dhr}} {{C|{{larger|'''O ramo verde'''}}}} {{dhr}} {{c|{{smaller|{{uc|a meu priminho Heraclito Ludovice}}}}}} {{dhr}} {{bloco centro/s}} <poem> Frederico era estouvado, :não acceitava conselhos; ria e zombava, coitado! :das sabias lições dos velhos. Sophia, meiga criança, :era o contraste perfeito do irmão, uma pomba mansa :sem o mais leve defeito. Dera o papá aos pequenos :dois canteiros bem plantados, em tudo iguaes; mas em menos :de um mez estavam mudados. <br> </poem><noinclude>{{Bloco centro/f}}</noinclude> j5gdf13z84tuqcxnbq2enevrpiak509 Página:Contos infantis em verso e prosa.pdf/72 106 255790 558573 2026-08-12T23:06:25Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 558573 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh|56|{{uc|Contos infantis}}|}}{{lh}} {{Bloco centro/s}}</noinclude><poem> O de Sophia, que encantos! :tinha fartura de rosas, cravos, baunilha, agapanthos, :e violetas perfumosas. No outro havia mamona, :urzes, trifolios, ortigas e uns restos de mangerona :já roida das formigas. Foram á tarde a passeio :ao jardim os dous; Sophia colhia rosas; em meio :disse ao irmão: ― «Que alegria é dar á mamã um ramo :das minhas amadas flôres ! a sua alcova embalsamo :e alcanço beijos, e amores! ― Das-me esta rosa encarnada, :Sophia, p'ra o seu cabello?» ― Dou, mas não levas mais nada. :Corrige o teu desmasello. Trabalha, meu preguiçoso! :Diz o papá que só perde pão e honra o ocioso. :Se pões pé em ramo verde,<noinclude>{{Bloco centro/f}}</noinclude> f81fxn2w4fxx36rn40xi0va9vwgwjun 558576 558573 2026-08-12T23:13:33Z BlitzkriegBoop 37692 558576 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh|56|{{uc|Contos infantis}}|}}{{lh}} {{Bloco centro/s}}</noinclude><poem> O de Sophia, que encantos! :tinha fartura de rosas, cravos, baunilha, agapanthos, :e violetas perfumosas. No outro havia mamona, :urzes, trifolios, ortigas e uns restos de mangerona :já roida das formigas. Foram á tarde a passeio :ao jardim os dous; Sophia colhia rosas; em meio :disse ao irmão: ― «Que alegria é dar á mamã um ramo :das minhas amadas flôres ! a sua alcova embalsamo :e alcanço beijos, e amores! ― Das-me esta rosa encarnada, :Sophia, p'ra o seu cabello?» ― Dou, mas não levas mais nada. :Corrige o teu desmasello. Trabalha, meu preguiçoso! :Diz o papá que só perde pão e honra o ocioso. :Se pões pé em ramo verde, <br> </poem><noinclude>{{Bloco centro/f}}</noinclude> sntpj7ngevlekj0xb18gmeq4h1ude54 Página:Contos infantis em verso e prosa.pdf/73 106 255791 558574 2026-08-12T23:11:38Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 558574 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh||{{uc|Contos infantis}}|57}}{{lh}} {{Bloco centro/s}}</noinclude><poem> ficarás sem ter emenda! :― Tens graça, linda agoireira; vaes vêr, minha doce prenda, :se a sentença é verdadeira.» Disse, e subiu apressado :a verde acacia frondosa, e lá, de um ramo delgado, :gritou á irmã receosa: ― Não vês o ramo... sensata? :o pisal-o não me atterra... Mal acabava a bravata, :partiu-se o ramo, eil-o em terra. Na queda quebrou um braço, :Sophia teve um fanico... Mas... deixou de ser madraço :o pequeno Frederico. </poem> {{Bloco centro/f}} {{nop}} {{dhr}} {{C|{{extrair imagem}}}}<noinclude></noinclude> dyaow26ac5zupvou4jaythogzu30h8o Contos infantis em verso e prosa (1886)/O Ramo Verde 0 255792 558575 2026-08-12T23:13:07Z BlitzkriegBoop 37692 Página criada 558575 wikitext text/x-wiki <pages index="Contos infantis em verso e prosa.pdf" from=71 to=73 header=1 Autor="[[Autor:Adelina Lopes Vieira|Adelina Lopes Vieira]]" /> [[Categoria:Contos infantis em verso e prosa| 24]] lif2fvd9fcgrgfawu95x5y86glccr7h Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/207 106 255793 558578 2026-08-13T00:28:13Z Trooper57 24584 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{ad|{{sc|Claque}}}}: (Vede o [[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/Vocabulario neologico portuguez|Vocabulario dos Neologismos]]).}} {{ad|{{sc|Climaterico}}: gallicismo; climerico deve ser o adjectivo; por que o substantivo portuguez, é clima, e não climat, que é francez.}} {{ad|{{sc|Climatologia}}: Deve dizer-se Climalogia; porque o substantivo portuguez è clima, e não climat, que é francez.}} {{ad|{{sc|Chefe d’obra... 558578 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Trooper57" />{{d|163}}</noinclude>{{ad|{{sc|Claque}}}}: (Vede o [[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/Vocabulario neologico portuguez|Vocabulario dos Neologismos]]).}} {{ad|{{sc|Climaterico}}: gallicismo; climerico deve ser o adjectivo; por que o substantivo portuguez, é clima, e não climat, que é francez.}} {{ad|{{sc|Climatologia}}: Deve dizer-se Climalogia; porque o substantivo portuguez è clima, e não climat, que é francez.}} {{ad|{{sc|Chefe d’obra}}: Gallicismo (chef d’oeuvre) deve dizer-se obra prima, primor d’arte.}} {{ad|{{sc|Club}}: britannismo desnecessario; en portuguez é sociedade, gremio, reunião, associação, assembléa.}} {{ad|{{sc|Comité}}: Parece incrivel; mas Aulete, e a 7.* edição do Diccionario de Moraes trazen este termo francez, como necessario para a lingua portugueza! Entretanto dá-lhe a significação-Juncta, reunião. Então para que o termo francez? Parece que todos perderão o juizo!... Accrescenta mais esta belleza a 7. edição do Diccionario de Moraes, que Comité ven do inglez (! !); e não conheceria quen tal escreveu os vocabulos latinos Comitatus, us, Comitium, ii?}} {{ad|{{sc|Confeccionar}}: É gallicismo; deve dizer-se— fazer, fabricar, compôr, preparar, formar, organizar.}} {{ad|{{sc|Constatar}}: Repugnantissimo gallicismo, desnecessario; porque temos-verificar, certificar, documentar, authenticar (segundo o sentido do discurso).}}<noinclude></noinclude> tv2hceasbn82t6cwkcr6qggxf4jpg9c 558579 558578 2026-08-13T00:32:24Z Trooper57 24584 /* Revista */ 558579 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{d|163}}</noinclude>{{ad|{{sc|Claque}}: (Vede o [[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/Vocabulario neologico portuguez|Vocabulario dos Neologismos]]).}} {{ad|{{sc|Climaterico}}: gallicismo; climerico deve ser o adjectivo; por que o substantivo portuguez, é ''clima'', e não {{lang|fr|''climat''}}, que é francez.}} {{ad|{{sc|Climatologia}}: Deve dizer-se ''Climalogia''; porque o substantivo portuguez é ''clima'', e não {{lang|fr|''climat''}}, que é francez.}} {{ad|{{sc|{{sic|Chefe|Çhefe}} d’obra}}: Gallicismo ({{lang|fr|chef d’œuvre}}) deve dizer-se ''obra prima, primor d’arte''.}} {{ad|{{sc|Club}}: britannismo desnecessario; en portuguez é sociedade, gremio, reunião, associação, assembléa.}} {{ad|{{sc|Comité}}: Parece incrivel; mas''Aulete'', e a 7.ª edição do Diccionario de Moraes trazen este termo francez, como necessario para a lingua portugueza! Entretanto dá-lhe a significação — Juncta, reunião. Então para que o termo francez? Parece que todos perderão o juizo!... Accrescenta mais esta belleza a 7.ª edição do Diccionario de Moraes, que ''Comité'' ven do inglez (!!); e não conheceria quen tal escreveu os vocabulos latinos {{lang|la|''Comitatus, us, Comitium, ii''}}?}} {{ad|{{sc|Confeccionar}}: E' gallicismo; deve dizer-se — fazer, fabricar, compôr, preparar, formar, organizar.}} {{ad|{{sc|Constatar}}: Repugnantissimo gallicismo, desnecessario; porque temos — verificar, certificar, documentar, authenticar (segundo o sentido do discurso).}} {{nop}}<noinclude></noinclude> c3sxtd8huv20rmn8w1dmpvixcbf00hr 558580 558579 2026-08-13T00:32:42Z Trooper57 24584 558580 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{d|163}}</noinclude>{{ad|{{sc|Claque}}: (Vede o [[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/Vocabulario neologico portuguez|Vocabulario dos Neologismos]]).}} {{ad|{{sc|Climaterico}}: gallicismo; climerico deve ser o adjectivo; por que o substantivo portuguez, é ''clima'', e não {{lang|fr|''climat''}}, que é francez.}} {{ad|{{sc|Climatologia}}: Deve dizer-se ''Climalogia''; porque o substantivo portuguez é ''clima'', e não {{lang|fr|''climat''}}, que é francez.}} {{ad|{{sc|{{sic|Chefe|Çhefe}} d’obra}}: Gallicismo ({{lang|fr|chef d’œuvre}}) deve dizer-se ''obra prima, primor d’arte''.}} {{ad|{{sc|Club}}: britannismo desnecessario; en portuguez é sociedade, gremio, reunião, associação, assembléa.}} {{ad|{{sc|Comité}}: Parece incrivel; mas ''Aulete'', e a 7.ª edição do Diccionario de Moraes trazen este termo francez, como necessario para a lingua portugueza! Entretanto dá-lhe a significação — Juncta, reunião. Então para que o termo francez? Parece que todos perderão o juizo!... Accrescenta mais esta belleza a 7.ª edição do Diccionario de Moraes, que ''Comité'' ven do inglez (!!); e não conheceria quen tal escreveu os vocabulos latinos {{lang|la|''Comitatus, us, Comitium, ii''}}?}} {{ad|{{sc|Confeccionar}}: E' gallicismo; deve dizer-se — fazer, fabricar, compôr, preparar, formar, organizar.}} {{ad|{{sc|Constatar}}: Repugnantissimo gallicismo, desnecessario; porque temos — verificar, certificar, documentar, authenticar (segundo o sentido do discurso).}} {{nop}}<noinclude></noinclude> dezyolmij4b55t3knf8le9ha6jsoyf0 Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/208 106 255794 558581 2026-08-13T00:38:03Z Trooper57 24584 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: CRECHE: Estrebaria, cavallariça, presepio, ou presepe, estabulo, manjadoura (Vede pag. 109). CROCHET: Croquezinho, diminutivo do termo por. tuguez-croque-. A palavra franceza crochet é o diminutivo de croc; diga-se portanto tamben en portuguez o diminutivo do vocabulo portuguez croque. CROQUIS Esboço; é desnecessario o barbarismo. DEBUT: Escusado gallicismo; en portuguez diz-se estrea. DEBUTAR: Gallicismo desnecessario; o verbo portug... 558581 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Trooper57" />164</noinclude>CRECHE: Estrebaria, cavallariça, presepio, ou presepe, estabulo, manjadoura (Vede pag. 109). CROCHET: Croquezinho, diminutivo do termo por. tuguez-croque-. A palavra franceza crochet é o diminutivo de croc; diga-se portanto tamben en portuguez o diminutivo do vocabulo portuguez croque. CROQUIS Esboço; é desnecessario o barbarismo. DEBUT: Escusado gallicismo; en portuguez diz-se estrea. DEBUTAR: Gallicismo desnecessario; o verbo portuguez é estrear (v. a.), estrear-se (v. r.). DEMI-MONDE: Neologismo francez, que se ten traduzido por Mundo equivoco —(que é gallicismo por causa do termo-mundo). Eu traduzo--Sociedade especiosa, porque especioso quer dizer de apparencia enganadora.— DETALHE: Gallicismo muito usado na linguagem militar; mas que póde ben ser dispensado, por termos relação por menor; (no plural) pormenores; particularidade, individuação, exposição circumstanciada, minudencia. ELITE: Flor, fina flor, nata, gemma. (Vede pag. 105) EMOÇÃO É gallicismo; tal termo nunca os classicos empregarão; commoção é que se deve dizer. ENSEMBLE Conjuncto, sendo portanto dispensavel o barbarismo. Jizery Google<noinclude></noinclude> 5gfuynawta8578f5mwlthzqrim4pwgi 558582 558581 2026-08-13T00:46:57Z Trooper57 24584 /* Revista */ 558582 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />164</noinclude>{{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/II/VIII|{{sc|Crêche}}]]: Estrebaria, cavallariça, presepio, ou presepe, estabulo, manjadoura (Vede pag. {{pl|109|44}}).}} {{ad|{{sc|Crochet}}: Croquezinho, diminutivo do termo portuguez — ''croque'' —. A palavra franceza {{lang|fr|''crochet''}} é o diminutivo de {{lang|fr|''croc''}}; diga-se portanto tamben en portuguez o diminutivo do vocabulo portuguez ''croque''.}} {{ad|{{sc|Croquis}}: Esboço; é desnecessario o barbarismo.}} {{ad|{{sc|Debut}}: Escusado gallicismo; en portuguez diz-se — ''estréa''.}} {{ad|{{sc|Debutar}}: Gallicismo desnecessario; o verbo portuguez é ''estréar'' (v. a.), ''estréar-se'' (v. r.).}} {{ad|{{sc|Demi-monde}}: Neologismo francez, que se ten traduzido por — ''Mundo equivoco'' — (que é gallicismo por causa do termo — mundo). Eu traduzo — ''Sociedade especiosa'', porque ''especioso'' quer dizer de apparencia enganadora.}} {{ad|{{sc|Detalhe}}: Gallicismo muĩto usado na linguagem militar; mas que póde ben ser dispensado, por termos — relação por menor; (no plural) pormenores; particularidade, individuação, exposição circumstanciada, minudencia.}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/II/VII|{{sc|Elite}}]]: Flor, fina flor, nata, gemma. (Vede pag. {{pl|105|44}})}} {{ad|{{sc|Emoção}}: É gallicismo; tal termo nunca os classicos empregarão; commoção é que se deve dizer.}} {{ad|{{sc|Ensemble}}: Conjuncto, sendo portanto dispensavel o barbarismo.}} {{nop}}<noinclude></noinclude> 3dn5tpy8x0mza0d6vy7e4788s97r73r Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/209 106 255795 558583 2026-08-13T00:47:31Z Trooper57 24584 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 165 ENVELOPPE O mais desnecessario dos barbarismos; en portuguez temos o vocabulo o mais proprio possível sobrecarta. ETAGERES: São prateleiras; en francez só se usa este vocabulo no plural. En portuguez empregão este gallicismo, dando-lhe o numero singular, en vez de chamar-aparador. ETIQUETTE: Rotulo, lettreiro. Os francelhos chamão os rotulos e lettreiros etiqueta; termo que en portuguez significa sómente —ceremonias de pa lacio, d... 558583 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Trooper57" /></noinclude>165 ENVELOPPE O mais desnecessario dos barbarismos; en portuguez temos o vocabulo o mais proprio possível sobrecarta. ETAGERES: São prateleiras; en francez só se usa este vocabulo no plural. En portuguez empregão este gallicismo, dando-lhe o numero singular, en vez de chamar-aparador. ETIQUETTE: Rotulo, lettreiro. Os francelhos chamão os rotulos e lettreiros etiqueta; termo que en portuguez significa sómente —ceremonias de pa lacio, de igreja, formalidades de côrtes, e casas nobres. (Vede pag. 117). FAISANDE: Tocado, putrefacto, passado. Os francezes empregão a palavra applicando-a ao estado das aves, já quasi podres, como elles gostão de comer. É portanto inutil o barbarismo. FAUTEUIL Poltrona; não é necessario usar da palavra franceza. FEZ Nojoso gallicismo, quando na linguagem dialogada se emprega, substituindo os verbosdisse, replicou, observou, atalhou, accudiu, retorquiu, redarguiu, e semelhantes. FESTIVAL: Este é un gallicismo moderno dos mais detestaveis, que os jornaes repeten. Festival é adjectivo en portuguez, e nunca foi, nen será substantivo. Os substantivos, que exprimen essa idéa, são festa, funcção, festiviGoogle<noinclude></noinclude> iytmvr9yrgoabq0lk78chx5e6vsx2k4 558585 558583 2026-08-13T02:42:59Z Trooper57 24584 /* Revista */ 558585 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{d|165}}</noinclude>{{ad|{{sc|Enveloppe}}: O mais desnecessario dos barbarismos; en portuguez temos o vocabulo o mais proprio possível — ''sobrecarta'' —.}} {{ad|{{sc|Etagères}}: São prateleiras; en francez só se usa este vocabulo no plural. En portuguez empregão este gallicismo, dando-lhe o numero singular, en vez de {{sic|chamar|çhamar}} — ''aparador''.}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/II/X|{{sc|Etiquette}}]]: Rotulo, lettreiro. Os francelhos çhamão os rotulos e lettreiros ''etiqueta''; termo que en portuguez significa sómente — ceremonias de palacio, de igreja, formalidades de côrtes, e casas nobres. (Vede pag. {{pl|117|44}}).}} {{ad|{{sc|Faisandé}}: Tocado, putrefacto, passado. Os francezes empregão a palavra applicando-a ao estado das aves, já quasi podres, como elles gostão de comer. É portanto inutil o barbarismo.}} {{ad|{{sc|Fauteuil}}: Poltrona; não é necessario usar da palavra franceza.}} {{ad|{{sc|Fez}}: Nojoso gallicismo, quando na linguagem dialogada se emprega, substituindo os verbos — ''disse, replicou, observou, atalhou, accudiu, retorquiu, redarguiu'', e semelhantes.}} {{ad}}{{sc|Festival}}: Este é un gallicismo moderno dos mais detestaveis, que os jornaes repeten. ''Festival'' é adjectivo en portuguez, e nunca foi, nen será substantivo. Os substantivos, que exprimen essa idéa, são — ''festa, funcção, {{pt|''festivi-''|''festividade'', }}<noinclude></div></noinclude> rhreqrkehxp176kgeozvstyex4z6t6u Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/210 106 255796 558588 2026-08-13T03:00:43Z Trooper57 24584 /* Revista */ 558588 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />166{{ad|3=2em}}</noinclude><onlyinclude>''vidade,''</onlyinclude> ''festança, festim, solemnidade, espectaculo, diversão.''</div> {{ad|{{sc|Fichu}}: Lenço de tres ponctas.}} {{ad|{{sc|Fissure}}: Os diccionarios dão a significação do termo, que é ''fenda, racha''. Entretanto medicos ha, que dizen por gosto especial — ''fissura''.}} {{ad|{{sc|Flaneur}}: Passeiador, vadio, badajo, tunante, vagabundo, birbante, peralvilho, paralta, ocioso.}} {{ad|{{sc|Foulard}}: Lenço de seda da India. Hoje já os mercadores de pannos e lençarias dão tamben o nome de {{lang|fr|''foulard''}} a uma seda propria de vestidos. Neologismos mercantis... Até esse gallicismo {{lang|fr|''foulard''}} ven confundir-se com ''folar'', presente que se dá pela Paschoa.}} {{ad|{{sc|Frappé}}: Resfriado, quando se fala dos vinhos, e outros licôres resfriados nos gêlo. Assin como se diz — ''vinho resfriado'' ({{lang|fr|''frappé''}}), não se deve dizer d’agua, e de qualquer outra bebida — ''gelada''; salvo, quando o liquido toma a consistencia de gêlo.}} {{ad|{{sc|Gare}}: Estação, embarcadouro. É desnecessario o barbarismo gare.}} {{ad|{{sc|Golpe de vista}} (''Coup d’œil''): E' gallicismo; en portuguez diz-se ''vista d’olhos, olhada, olhar, volver d’olhos''.}} {{ad}}{{sc|Guardar o leito}}: Este gallicismo causa riso pela idéa inteiramente opposta á que taes palavras exprimen en portuguez. {{lang|fr|''Garder le lit''}} é estar<noinclude></div></noinclude> ng60ik1kg5yp7enl8ayfz5ggrfdvdyy Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/211 106 255797 558589 2026-08-13T03:39:39Z Trooper57 24584 /* Revista */ 558589 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{d|167}}{{ad|3=2em}}</noinclude>de cama; guardar o leito é pôl-o en logar seguro.</div> {{ad|{{sc|Grêve}}: Os operarios fizerão {{lang|fr|''grêve''}}; dizen os jornaes, (que julgamos estaren escriptos en portuguez): não saberáõ os que tal escreven o que é ''fazer parede''?{{quebra}}Na praça de {{lang|fr|''Grêve''}} é que costumava o povo reunir-se para alguma sedição.}} {{ad|{{sc|Groom}}: É o creado moço, que traz o ''palafren'' pelo freio, e que por isso se çhama ''palafreneiro''. Os romancistas vão a torto e a direito denominando ''groom'' a qualquer creadinho!...}} {{ad|{{sc|Hotel}}: Não ha necessidade d’este vocabulo estrangeiro: ''hospedaria'' é o termo genuinamente portuguez; mas a ''preguiça'', e o ''philadvenismo'' preferen ''hotel'' para ter duas syllabas... Não sei como ainda não creárão o verbo — ''hotelar-se'' para substituir — ''hospedar-se''!{{quebra}}Os francelhos ainda dizen por muĩto favor: ''Hospedei-me'' no hotel.}} {{ad|{{sc|Installar}}: Gallicismo; (em que peze aos redactores do nosso ''Acto Addicional''). Diz-se en portuguez: constituir en cargo, en dignidade, investir, metter de posse, estabelecer.}} {{ad}}[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/II/XV|{{sc|Leader}}]] (pronuncia-se ''lider''): É britannismo superfluo: en portuguez diz-se — o chefe, o cabeça, o guia, o caudilho, o director.<noinclude></div></noinclude> 9fhg41psmjgefrzs3thek2pme465ag3 558613 558589 2026-08-13T05:23:41Z Trooper57 24584 558613 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{d|167}}{{ad|3=2em}}</noinclude>de cama; guardar o leito é pôl-o en logar seguro.</div> {{ad|{{sc|Grêve}}: Os operarios fizerão {{lang|fr|''grêve''}}; dizen os jornaes, (que julgamos estaren escriptos en portuguez): não saberáõ os que tal escreven o que é ''fazer parede''?}} {{ad|Na praça de {{lang|fr|''Grêve''}} é que costumava o povo reunir-se para alguma sedição.|3=2em}} {{ad|{{sc|Groom}}: É o creado moço, que traz o ''palafren'' pelo freio, e que por isso se çhama ''palafreneiro''. 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Os romancistas vão a torto e a direito denominando ''groom'' a qualquer creadinho!...}} {{ad|{{sc|Hotel}}: Não ha necessidade d’este vocabulo estrangeiro: ''hospedaria'' é o termo genuinamente portuguez; mas a ''preguiça'', e o ''philadvenismo'' preferen ''hotel'' para ter duas syllabas... Não sei como ainda não creárão o verbo — ''hotelar-se'' para substituir — ''hospedar-se''!}} {{ad|Os francelhos ainda dizen por muĩto favor: ''Hospedei-me'' no hotel.|3=2em}} {{ad|{{sc|Installar}}: Gallicismo; (em que peze aos redactores do nosso ''Acto Addicional''). 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Ha em inglez a expressão particular — {{lang|en|''Leader-ring''}} — que quer dizer — ''chefe de partido''. — Por consequencia pode-se muĩto ben dizer, dispensando o britannismo {{lang|en|''Leader''}}, — o chefe dos debates. (Vede pag. {{pl|135|44}}).</div> {{ad|{{sc|Loja}}: Quen fala portuguez, sabe que ''loja'' é casa, en que se venden mercadorias; ou casa terrea por baixo de sobrado, ou finalmente sociedade maçonica. Fóra d’estas accepções é gallicismo o termo loja, que para vergonha nossa se lê en un dos nossos theatros, indicando camarote (!!!); por que camarote en francez é {{lang|fr|''loge''}}.}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/I/X|{{sc|Lunch}}, ou {{sc|Luncheon}}]]: Britannismo escusado; merenda é o termo portuguez (Vede pag. {{pl|29|44}}).}} {{ad|{{sc|Marche aux flambeaux}}: Marcha com luminarias; passeio com illuminação; passeio com luzes. E' portanto desnecessario usar das expressões francezas.}} {{ad|{{sc|Marron}}: Castanha; côr de castanha (Vede pag. {{pl|59|44}}).}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/I/XVIII|{{sc|Mise en-scène}}]]: (Vede a pag. {{pl|914|44}}).}} {{ad}}[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/II/XVI|{{sc|Peignoir}}]]: Roupão; e tamben penteador, quando é a camisa de mangas largas, que se veste na<noinclude></div></noinclude> 3uok2l9vheel3g38r77w6944na3l6i1 558616 558591 2026-08-13T05:25:58Z Trooper57 24584 558616 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />168{{ad|3=2em}}</noinclude>Não é exacto que os inglezes na linguagen parlamentar dêen significação especial ao termo {{lang|en|''Leader''}} (lider); empregão-n-o, como nós podemos dizer, e dizemos nas mesmas circumstancias, — na significação de {{sic|chefe|çhefe}}. Ha em inglez a expressão particular — {{lang|en|''Leader-ring''}} — que quer dizer — ''{{sic|chefe|çhefe}} de partido''. — Por consequencia pode-se muĩto ben dizer, dispensando o britannismo {{lang|en|''Leader''}}, — o {{sic|chefe|çhefe}} dos debates. (Vede pag. {{pl|135|44}}).</div> {{ad|{{sc|Loja}}: Quen fala portuguez, sabe que ''loja'' é casa, en que se venden mercadorias; ou casa terrea por baixo de sobrado, ou finalmente sociedade maçonica. Fóra d’estas accepções é gallicismo o termo loja, que para vergonha nossa se lê en un dos nossos theatros, indicando camarote (!!!); por que camarote en francez é {{lang|fr|''loge''}}.}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/I/X|{{sc|Lunch}}, ou {{sc|Luncheon}}]]: Britannismo escusado; merenda é o termo portuguez (Vede pag. {{pl|29|44}}).}} {{ad|{{sc|Marche aux flambeaux}}: Marcha com luminarias; passeio com illuminação; passeio com luzes. E' portanto desnecessario usar das expressões francezas.}} {{ad|{{sc|Marron}}: Castanha; côr de castanha (Vede pag. {{pl|59|44}}).}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/I/XVIII|{{sc|Mise en-scène}}]]: (Vede a pag. {{pl|914|44}}).}} {{ad}}[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/II/XVI|{{sc|Peignoir}}]]: Roupão; e tamben penteador, quando é a camisa de mangas largas, que se veste na<noinclude></div></noinclude> 8potylbe5yiqovj6gsmqy27b415qjwd 558617 558616 2026-08-13T05:26:42Z Trooper57 24584 558617 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />168{{ad|3=2em}}</noinclude>Não é exacto que os inglezes na linguagen parlamentar dêen significação especial ao termo {{lang|en|''Leader''}} (lider); empregão-n-o, como nós podemos dizer, e dizemos nas mesmas circumstancias, — na significação de {{sic|chefe|çhefe}}. Ha em inglez a expressão particular — {{lang|en|''Leader-ring''}} — que quer dizer — ''{{sic|chefe|çhefe}} de partido''. — Por consequencia pode-se muĩto ben dizer, dispensando o britannismo {{lang|en|''Leader''}}, — o {{sic|chefe|çhefe}} dos debates. (Vede pag. {{pl|135|44}}).</div> {{ad|{{sc|Loja}}: Quen fala portuguez, sabe que ''loja'' é casa, en que se venden mercadorias; ou casa terrea por baixo de sobrado, ou finalmente sociedade maçonica. Fóra d’estas accepções é gallicismo o termo loja, que para vergonha nossa se lê en un dos nossos theatros, indicando camarote (!!!); por que camarote en francez é {{lang|fr|''loge''}}.}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/I/X|{{sc|Lunch}}, ou {{sc|Luncheon}}]]: Britannismo escusado; merenda é o termo portuguez (Vede pag. {{pl|29|44}}).}} {{ad|{{sc|Marche aux flambeaux}}: {{sic|Marcha|Marçha}} com luminarias; passeio com illuminação; passeio com luzes. E' portanto desnecessario usar das expressões francezas.}} {{ad|{{sc|Marron}}: Castanha; côr de castanha (Vede pag. {{pl|59|44}}).}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/I/XVIII|{{sc|Mise en-scène}}]]: (Vede a pag. {{pl|914|44}}).}} {{ad}}[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/II/XVI|{{sc|Peignoir}}]]: Roupão; e tamben penteador, quando é a camisa de mangas largas, que se veste na<noinclude></div></noinclude> fsa0zdnwah0fd357lx9hejpmto19ze9 Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/213 106 255799 558592 2026-08-13T04:18:41Z Trooper57 24584 /* Revista */ 558592 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{d|169}}{{ad|3=2em}}</noinclude>occasião de cortar e penteiar o cabello (Vede pag. {{pl|139|44}}).</div> {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/II/XII|{{sc|Pendant}}]]: Symetria; respondencia (Vede pag. 123).}} {{ad|{{sc|Plateau}}: Çhapada, planura, çhapadão.}} {{ad|{{sc|Porte-monnaie}}: Mealheiro, (bolsinha assin chamada de ũa moeda antiquissima que tinha o nome de ''mealha'').}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/I/XXI|{{sc|Pose}}]]: Postura, attitude, posição academica (Vede o [[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/Vocabulario neologico portuguez|''Vocabulario'' Neologico]] pag. {{pl|67|44}}).}} {{ad|{{sc|Posta-restante}}: Esta locução não é gallicismo. En portuguez a palavra — ''posta'' — significa — correio; e ''restante'' é o adjectivo do verbo ''restar''.{{quebra}}''Posta-restante'' significa — o correio, ou as cartas que ficão de resto no correio.{{quebra}}Por que muĩtas palavras se assemelhão ás francezas, nen por isso serão barbarismos, visto haver grande numero de vocabulos, que do francez passárão para o nosso idioma desde os mais remotos tempos da formação da lingua.}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/II/IX|{{sc|Pool}} (pule)]]: Parada, termo de jogo; parada, que se faz nas corridas de cavallos, que são tamben un jogo (Vede pag. {{pl|113|44}}).}} {{ad|{{sc|Rendez-vous}}: Estancia, prazo dado, entrevista, parada, poncto, (poncto de reunião).}} {{ad|{{sc|Reporter}}: alviçareiro.}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/II/VI|{{sc|Robe de chambre}}]]: Rocló, que antiquissimamente se dizia ''rocloró'' (Vede pag. {{pl|101|44}}).}}<noinclude>{{d|12}}</noinclude> etq35nf6xm5ue36ri3bp03b1dij2yhc 558599 558592 2026-08-13T04:59:06Z Trooper57 24584 558599 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{d|169}}{{ad|3=2em}}</noinclude>occasião de cortar e penteiar o cabello (Vede pag. {{pl|139|44}}).</div> {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/II/XII|{{sc|Pendant}}]]: Symetria; respondencia (Vede pag. 123).}} {{ad|{{sc|Plateau}}: Çhapada, planura, çhapadão.}} {{ad|{{sc|Porte-monnaie}}: Mealheiro, (bolsinha assin chamada de ũa moeda antiquissima que tinha o nome de ''mealha'').}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/I/XXI|{{sc|Pose}}]]: Postura, attitude, posição academica (Vede o [[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/Vocabulario neologico portuguez|''Vocabulario'' Neologico]] pag. {{pl|67|44}}).}} {{ad|{{sc|Posta-restante}}: Esta locução não é gallicismo. 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Bebia en primeiro logar o rei, passando depois o cópo aos gentishomens ; o ultimo comia a torrada . Chamava-se isto fazer un toast. Ŭa vez tendo o embaixador de França recusado beber no tal cópo, desculpou-se dizendo ao monarcha inglez : Senhor, eu de... 558593 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Trooper57" /></noinclude>171 • Na côrte de Henrique VIII, rei d'Inglaterra, era uso encher um cópo d'agua do banho, enquanto a raínha o estava tomando ; e lançar no mesmo cópo ũa fatia de pão torrado (toast) . Bebia en primeiro logar o rei, passando depois o cópo aos gentishomens ; o ultimo comia a torrada . Chamava-se isto fazer un toast. Ŭa vez tendo o embaixador de França recusado beber no tal cópo, desculpou-se dizendo ao monarcha inglez : Senhor, eu deixo o liquido para os vossos gentishomens ; e si V. Magestade me auctorisar, guardo -me para a torrada. Ora, o toast que nesse dia estava no banheiro, era Anna Bolena. Tanta graça e çhiste achou Henrique VIII no dicto do embaixador, que no postridio lhe enviou a insignia da Orden da Liga (Jarretière). Onde porên o Intermediario dos excavadores, e curiosos achou esta anedocta ? Ao certo não se sabe. Este uso de beber a agua do banho da rainha é anterior ao seculo XVI . Reinava como soberana en Alcazar a bella D. Maria de Padilha, amante de Pedro o Cruel : a celebre favorita tinha adoptado para seo uso o « Banho das Sultanas » ; para o qual entrava en<noinclude></noinclude> frx39mi42fatktl5w11rzo0ewbyfb3w 558602 558593 2026-08-13T05:07:22Z Trooper57 24584 /* Revista */ 558602 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{d|171}}</noinclude>{{ad|Na côrte de Henrique VIII, rei d’Inglaterra, era uso encher um cópo d’agua do banho, enquanto a raínha o estava tomando; e lançar no mesmo cópo ũa fatia de pão torrado ({{lang|en|''toast''}}).}} {{ad|Bebia en primeiro logar o rei, passando depois o cópo aos gentishomens; o ultimo comia a torrada.}} {{ad|Çhamava-se isto fazer un {{lang|en|''toast''}}.}} {{ad|Ũa vez tendo o embaixador de França recusado beber no tal cópo, desculpou-se dizendo ao monarcha inglez:}} {{ad|— Senhor, eu deixo o liquido para os vossos gentishomens; e si V{{abv|ossa}} Magestade me auctorisar, guardo-me para a torrada.}} {{ad|Ora, o {{lang|en|''toast''}} que nesse dia estava no banheiro, era Anna Bolena. 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Os francezes chamão a un enfeite de mulher ''formado de fôfos á semelhança de colmêa — ruche —;'' chame-se portanto tamben en portuguez — ''fôfos de colmêa;'' não ha necessidade da palavra franceza.}} {{ad|{{sc|Soutache}}: É un certo ''trancelim'' usado pelos militares. Os mercadores de fazendas de armarinho derão a denominação de {{lang|fr|''soutache''}} a ũa especie de ''trancelim'', que por isso designão com esse nome especial, mas que afinal é sempre ''trancelim''.}} {{ad|{{sc|Spleen}} (pronuncia-se ''splin''): Hypocondria (Vede pag. {{pl|131|44}}).}} {{ad|{{sc|Tête-à-tête}}: Colloquio, conversa entre dous.}} {{ad|{{sc|Tableau}}: Esta palavra é muĩtas vezes empregada en fórma de interjeicção — {{lang|fr|''Tableau! Tableau''}} significa painel, quadro; que difficuldade ha de traduzir essa interjeicção por esta outra portugueza — Que quadro! Que painel! Ou simplesmente — ''Quadro!''{{quebra}}Diz-se muĩtas vezes en portuguez, falando de scenas alegres, ou tristes — ''Que quadro!''}} {{ad|{{sc|Toilette}}: Traje, vestimenta; e tamben quarto de vestir.}} {{ad}}{{sc|Toast}} (pronuncia-se ''tôst''): Brinde, saudação que se faz á mesa. Que necessidade ha do britannismo? {{nop}}<noinclude></div></noinclude> szu77jruvwz48akdu8zziw6ktc476t9 558607 558594 2026-08-13T05:15:39Z Trooper57 24584 558607 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />170</noinclude>{{ad|{{sc|Ruche}}: Colmêa, (cortiço de abelhas). Os francezes chamão a un enfeite de mulher ''formado de fôfos á semelhança de colmêa — ruche —;'' chame-se portanto tamben en portuguez — ''fôfos de colmêa;'' não ha necessidade da palavra franceza.}} {{ad|{{sc|Soutache}}: É un certo ''trancelim'' usado pelos militares. Os mercadores de fazendas de armarinho derão a denominação de {{lang|fr|''soutache''}} a ũa especie de ''trancelim'', que por isso designão com esse nome especial, mas que afinal é sempre ''trancelim''.}} {{ad|{{sc|Spleen}} (pronuncia-se ''splin''): Hypocondria (Vede pag. {{pl|131|44}}).}} {{ad|{{sc|Tête-à-tête}}: Colloquio, conversa entre dous.}} {{ad|{{sc|Tableau}}: Esta palavra é muĩtas vezes empregada en fórma de interjeicção — {{lang|fr|''Tableau! Tableau''}} significa painel, quadro; que difficuldade ha de traduzir essa interjeicção por esta outra portugueza — Que quadro! Que painel! Ou simplesmente — ''Quadro!''{{quebra}}Diz-se muĩtas vezes en portuguez, falando de scenas alegres, ou tristes — ''Que quadro!''}} {{ad|{{sc|Toilette}}: Traje, vestimenta; e tamben quarto de vestir.}} {{ad|{{sc|Toast}} (pronuncia-se ''tôst''): Brinde, saudação que se faz á mesa. Que necessidade ha do britannismo?}}<noinclude></noinclude> i29b43e0hcu5u8c6zkzyebydkbu8h8o 558609 558607 2026-08-13T05:17:08Z Trooper57 24584 558609 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />170</noinclude>{{ad|{{sc|Ruche}}: Colmêa, (cortiço de abelhas). Os francezes chamão a un enfeite de mulher ''formado de fôfos á semelhança de colmêa — ruche —;'' chame-se portanto tamben en portuguez — ''fôfos de colmêa;'' não ha necessidade da palavra franceza.}} {{ad|{{sc|Soutache}}: É un certo ''trancelim'' usado pelos militares. Os mercadores de fazendas de armarinho derão a denominação de {{lang|fr|''soutache''}} a ũa especie de ''trancelim'', que por isso designão com esse nome especial, mas que afinal é sempre ''trancelim''.}} {{ad|{{sc|Spleen}} (pronuncia-se ''splin''): Hypocondria (Vede pag. {{pl|131|44}}).}} {{ad|{{sc|Tête-à-tête}}: Colloquio, conversa entre dous.}} {{ad|{{sc|Tableau}}: Esta palavra é muĩtas vezes empregada en fórma de interjeicção — {{lang|fr|''Tableau! Tableau''}} significa painel, quadro; que difficuldade ha de traduzir essa interjeicção por esta outra portugueza — Que quadro! Que painel! Ou simplesmente — ''Quadro!''{{quebra}}Diz-se muĩtas vezes en portuguez, falando de scenas alegres, ou tristes — ''Que quadro!''}} {{ad|{{sc|Toilette}}: Traje, vestimenta; e tamben quarto de vestir.}} {{ad|{{sc|Toast}} (pronuncia-se ''tôst''): Brinde, saudação que se faz á mesa. Que necessidade ha do britannismo?}} {{nop}}<noinclude></noinclude> i9oxxw96jmcn77lve1m558ew5lmy1r7 558611 558609 2026-08-13T05:21:20Z Trooper57 24584 558611 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />170</noinclude>{{ad|{{sc|Ruche}}: Colmêa, (cortiço de abelhas). Os francezes chamão a un enfeite de mulher ''formado de fôfos á semelhança de colmêa — ruche —;'' chame-se portanto tamben en portuguez — ''fôfos de colmêa;'' não ha necessidade da palavra franceza.}} {{ad|{{sc|Soutache}}: É un certo ''trancelim'' usado pelos militares. Os mercadores de fazendas de armarinho derão a denominação de {{lang|fr|''soutache''}} a ũa especie de ''trancelim'', que por isso designão com esse nome especial, mas que afinal é sempre ''trancelim''.}} {{ad|{{sc|Spleen}} (pronuncia-se ''splin''): Hypocondria (Vede pag. {{pl|131|44}}).}} {{ad|{{sc|Tête-à-tête}}: Colloquio, conversa entre dous.}} {{ad|{{sc|Tableau}}: Esta palavra é muĩtas vezes empregada en fórma de interjeicção — {{lang|fr|''Tableau! Tableau''}} significa painel, quadro; que difficuldade ha de traduzir essa interjeicção por esta outra portugueza — Que quadro! Que painel! Ou simplesmente — ''Quadro!''}} {{ad|Diz-se muĩtas vezes en portuguez, falando de scenas alegres, ou tristes — ''Que quadro!''|3=2em}} {{ad|{{sc|Toilette}}: Traje, vestimenta; e tamben quarto de vestir.}} {{ad|{{sc|Toast}} (pronuncia-se ''tôst''): Brinde, saudação que se faz á mesa. Que necessidade ha do britannismo?}} {{nop}}<noinclude></noinclude> giizslyn69slchb7jb4l2cqqt9m9sxo 558619 558611 2026-08-13T05:28:01Z Trooper57 24584 558619 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />170</noinclude>{{ad|{{sc|Ruche}}: Colmêa, (cortiço de abelhas). Os francezes çhamão a un enfeite de mulher ''formado de fôfos á semelhança de colmêa — ruche —;'' çhame-se portanto tamben en portuguez — ''fôfos de colmêa;'' não ha necessidade da palavra franceza.}} {{ad|{{sc|Soutache}}: É un certo ''trancelim'' usado pelos militares. Os mercadores de fazendas de armarinho derão a denominação de {{lang|fr|''soutache''}} a ũa especie de ''trancelim'', que por isso designão com esse nome especial, mas que afinal é sempre ''trancelim''.}} {{ad|{{sc|Spleen}} (pronuncia-se ''splin''): Hypocondria (Vede pag. {{pl|131|44}}).}} {{ad|{{sc|Tête-à-tête}}: Colloquio, conversa entre dous.}} {{ad|{{sc|Tableau}}: Esta palavra é muĩtas vezes empregada en fórma de interjeicção — {{lang|fr|''Tableau! Tableau''}} significa painel, quadro; que difficuldade ha de traduzir essa interjeicção por esta outra portugueza — Que quadro! Que painel! Ou simplesmente — ''Quadro!''}} {{ad|Diz-se muĩtas vezes en portuguez, falando de scenas alegres, ou tristes — ''Que quadro!''|3=2em}} {{ad|{{sc|Toilette}}: Traje, vestimenta; e tamben quarto de vestir.}} {{ad|{{sc|Toast}} (pronuncia-se ''tôst''): Brinde, saudação que se faz á mesa. Que necessidade ha do britannismo?}} {{nop}}<noinclude></noinclude> qadqpdy2p2m0g1px8ix2bany4nas35d Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/Vocabulario dos barbarismos dispensaveis 0 255802 558595 2026-08-13T04:46:41Z Trooper57 24584 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf" from=205 to=216 header=1 /> {{notas}} 558595 wikitext text/x-wiki <pages index="Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf" from=205 to=216 header=1 /> {{notas}} 3c2o7tco8egmepevge12psqbn7a092v Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/130 106 255803 558624 2026-08-13T05:41:47Z Trooper57 24584 /* Sem texto */ 558624 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="Trooper57" /></noinclude><noinclude></noinclude> 78ffh1ztzf5pdvw08ppv0myz8dt2adu Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/129 106 255804 558625 2026-08-13T05:42:19Z Trooper57 24584 /* Revista */ 558625 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{c|{{x-larger|BARBARISMOS DISPENSAVEIS}}}} {{Dhr}} {{c|{{xx-larger|{{sc|Parte II}}}}}} {{Dhr}}<noinclude></noinclude> 17tdvlx8vyacfdl1893bx06i2rt2987 Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/128 106 255805 558626 2026-08-13T05:42:26Z Trooper57 24584 /* Sem texto */ 558626 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="Trooper57" /></noinclude><noinclude></noinclude> 78ffh1ztzf5pdvw08ppv0myz8dt2adu Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/188 106 255806 558627 2026-08-13T05:42:40Z Trooper57 24584 /* Sem texto */ 558627 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="Trooper57" /></noinclude><noinclude></noinclude> 78ffh1ztzf5pdvw08ppv0myz8dt2adu Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/187 106 255807 558628 2026-08-13T05:43:05Z Trooper57 24584 /* Revista */ 558628 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{t2|APPENDICE}}<noinclude></noinclude> qvlru2c31ro2frognmg7qmus0wm32uo Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/186 106 255808 558629 2026-08-13T05:43:11Z Trooper57 24584 /* Sem texto */ 558629 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="Trooper57" /></noinclude><noinclude></noinclude> 78ffh1ztzf5pdvw08ppv0myz8dt2adu Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/447 106 255809 558635 2026-08-13T08:57:29Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ALT Era muito affeiçoado a montaria e caça. principal- mente de altenaria. CEIT. Serm. 2, 153, 1 Explicarà if- to bem hum exemplo, a quem vio caça de altenaria. Aves altaneiras. CASTANH. Hift. 4, 37 E afli ha muita caça de montaria, e d'alienaria. BARREIR. Choto- gr. 202 Caças de altenaria tem, muitas. L. BRAND. Medit. 47, 378. p. 532 As minhas vitélas e caça de altenaria eftão mortas. ALTAR. s. m. Lugar alto e levantado, para offerec... 558635 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>ALT Era muito affeiçoado a montaria e caça. principal- mente de altenaria. CEIT. Serm. 2, 153, 1 Explicarà if- to bem hum exemplo, a quem vio caça de altenaria. Aves altaneiras. CASTANH. Hift. 4, 37 E afli ha muita caça de montaria, e d'alienaria. BARREIR. Choto- gr. 202 Caças de altenaria tem, muitas. L. BRAND. Medit. 47, 378. p. 532 As minhas vitélas e caça de altenaria eftão mortas. ALTAR. s. m. Lugar alto e levantado, para offerecer fa- crificios em todos os tempos. Do Lat. Altare. Pat. Serm. 3, E tanto, que dizem muitos Doutores, que aquelle fogo perpetuo, que ardia no altar... era efte fogo, que defcia às vezes do céo. BRIT. Mon. I, 1. tit. 25 Desfez todos os altares dos idolos. Luc. Vid. 1, 8 Que altares é templos de facrilega idolatria affolou! Mefa mais comprida do que larga nas Igrejas da Religião Catholica, para os Sacerdotes celebrarem o facro- fanto facrificio da Mifa. A parte fuperior, que fe cha- ma ara, deve fer de pedra, ao menos no meio, onde fe põe a Hoftia e o Caliz e ha de, eftar confagrada pelo Bifpo e efta fe cobre com duas toalhas bentas, das quaes à de cima deve chegar pelos dous lados ao chão. No meio fe póé huma Cruz fobre a meza, e de cada parte da mefma Cruz hum ou mais caftiçaes, e ao pé a taboa das orações, que chamão fecretas. Tudo mais, que a ifto fe accrefcenta, são adornos. BARR. Dec. 25, E com gloria e louvor delle mefmo Chriflo, livre daquelle barbaro cativeiro, foi pofto em altar de catholica adoração. ANDRAD. Chr. 1, Com toda efta companhia em procifsão com cruz alevantada fe foi ao altar de JESU. BRIT. Chr. 1, 24 E levandoo caminho da Igreja, vio os altares todos occupados de Sacerdotes, que com feus miniftros eftavão dizendo Miffas. Met. CASTILH. Comm. 2, 32 y Das quaes [Fortale. zas] muitos foldados de nome fogião cada dia a fcus Capitães, por acudir a 'Chaul abrazado,. e haverem as tranqueiras defta Cidade por altares da honra, onde ca- da hum defejava offerecer o facrificio da vida. CALV. Homil. 2, 441 Mal fe crê, que o altar do coração eſta- rá puro, em quanto o mato e filvas dos peccados cre- cem de fóra. ACAD. DOS SING. I, 12, Oraç. Agradecido facrifiquei os votos ao templo da fama, e pendurei nos feus altares as taboas da minha infufficiencia. Minifterio fagrado, ou eftado Ecclefiaftico. CATHEC. ROM. 219 Porque, ainda que por fentença do Apoftolot a lei divina e natural mande, que quem ferve ao altar, vi- va do altar porém chegar ao altar, por caufa do inte- reffe e proveito temporal, he grande facrilegio. FERNAND. GALV. Serm. 1, 121, 4 Deos não quer que rirem da bocca do pobre pera o altar, fenȧo do altar pera a boc- ca do pobre. Sous. Vid. 1, 23 Não efta fujeito à menor pena pelo que mal gafta ou enthe foura; que pelo que furta do altar. Subft. que fe lhe antepoe. Miniftro do altar. (o que eftá dedicado do ferviço da Igreja, ou tem algum dos grãos das Ordens Ecclefiafticas) ARR. Dial. 4, 25. M. FERNAND. Alm. 3, 3, 2. n. 42. p. 534. Myfterio do altar. (o facra- tiffimo corpo e fangue de noffo Senhor Jefus Chrifto no Sacramento da Euchariftia) VIEIR. Serm. 9. do Rof. 1, 9: 35. Pé de ou do altar. (o rendimento do ferviço peffcal dos Miniftros da Igreja) CuкH. Catal. 2, 43. CARV. Chorogr. 1, 1, 23. Sacramento do altar. (o mefmo que Myfterio do altar) BARR. Paneg. 44. 328. PAIV. Serm. 3, 119. Sacrificio do altar. (o fagrado facrificio da Mif- fa) BRIT. Chr. 1, 2. Luc. Vid. 1, 5. Epith. Alto. CORT. R. Cerc. 16, 305. Aparamenta- do. Cour. Dec. 8, 1, 12. Apparatofo. GASP. DOS REIS, Rel. 2, 6 . Artificiofo. FEST. NA CANON. 218 y. Con- certado. FEST. NA CANON. 201 . Confagrado. VERCIAL, Sacram. 2, 82, 58 y.(não) PALAC. Summ. 274. Cruel de Amor tyranno. ORIENT. Lufit. 15 y. Curiofo. S. MAR. Chr. 1, 6, 16, n. 12. Dedicado a alg. ou a alg.c. CAS- TR. Ulyff. 4, 19. Famiofo. Lise. Jard. 448, 1. Formofo. CM. BERN. Serm. 1, 3, 4. Idolatrado. VIEIR. Serm. 3, 3, 3. n. 125. Ornadiffimo. SOVER. Hift. 1, 13. Ornado (bem ou ricamente.) S. MAR. Chr. 1, 6, 16. n. 11. VIEIR. Cart. 2, 2. Paramientado (ricamente.) VIEIR. Serm. 7, I, II. n. 32. Pequeno. GUERREIR. Rel. 5, 3, 25. Piedofiffimo. SABELL. Eneid. 2, 1, 4. Portatil (o que fe muda ou le- va para qualquer lugar.) CART. DE JAR. 1, 419, 3. Pre- ciofo. Esrex. Hift. 2, 6, 18. n. 2. Privilegiado (a que são concedidas Indulgencias.) M. FERNAND. Alm. 3, 3, 2. n. 99. p. 753. Profanado. CALV. Homil. 2, 434. Profano. PAEZ, Serm. 2, 337, I. Rico. GASP. DOS REIS, Rel. 2, 6. Sacrilego. ARR. Dial. 4, 22. Satro. SABELL. E- neid. 1, 8, 108. GALHEG. Tempi. 2, 11. Sagrado. CEIT. Serm. 2, 237, 2. Santo. Ros. Hift. 2, 151,4. Sumptuo- fo. Cam. Luf. 2, 10. Venturofo. ESPER. Hift. 2, 7, 13 n. 3. Verb. Acolherfe aos.. LEão, Chr. de D. Din. 114. Adminiftrar o... ant. (miniftrar do...) VERCIAL Sacram. I, 52, 113 . Adornar o... M. BERN. Sem. 1, 15, 6. Alevantar... a alg. BARREIR. Chorogr. 193 . Luc. Vid. 2, 9. Alimpar os... PAEZ, Serm. 2, 312, 1. Aperceber o... (preparale.) CoRT. R. Cerc. 16, 3056 Apparelbar o... FR. A. DE S. Doм. Vid. 15, 2. Armar ... BARK. Dec. 1, 3, 2. AVEIR. Itin. 48. Affolar... Luc. Vid. 1, 8. Chegarfe dignamente ao... Luc. Vid. I, 5. Concertar... FR. SIM. COELH. Chr. 1, 13, 53. FR. GASP. DE S. BERNARD. Itin. 3. Confagrar... GRAN. Comp. 3, 14. S. MAR. Chr. 2, 11, 13. n. 4. Dedicar... S- SELL. Eneid. 2, 1, 2. RIB. DE MAC. Ariftip. 2. Derribar o... CEIT. Serm. 2, 331, 2. Luz, Serm. 2, 73, 4. Desfazer...BRIT. Mon. 1, 1. tit. 25. Defpir o... FERR. DE VASC, Ulyflip. 1, 4. VIEIR. Serm. 6, 5, 8. n. 159. Deftruir... Luz, Serm. 1, 2, 64. col. 1. FR. LEÃO, Bened. 1, 1, 3. c. 1. Edificar... a alg. PAIV. Serm. I, 255 . CASTR. Ulyff. 5, 36. Erguer... a alg. BERN. Lim. Ecl. 12. CASTR. Ulyff. 8, 27. Erigir... a alg. Es- PER. Ilift. I, 5, 40. n. 1. Fabricat... VIEIR. Serm. I, 7, 2. col. 471. Fazer... DIAS, Paix. Confid. 4,7. For mara alg. CASTR. Ulyff. 7, 44. Levantar... abf. BARR. Dec. 1, 3, 1. BRIT. Chr. 1, 4. a alg. BRIT. Mon. 1, 1. tit. 15. D. F. MAN. Cart. 1, 11. Miniftrar ao F. ALv. Inform. 90. Occuparfe no ferviço dos ... Sous Hift. 1, 1, 1. Ornamentar o... PINHEIR. Summar.. CONST. DE EVOR. 4, 3. Ornar o... ESPER. Hift. 1, 1, 55. n. 2. VIEIR. Serm. 5, 7, 5. n. 237. Profanar o... MONTEIR. Meth. 22. VIEIR. Serm. 11, 12, 4. n. 514. Ser- vir o... CUNH. Catal. 2, 4. no... BRfr. Mon. 2, 6. c. 15. M. FERNAND. Alm. 3,25 2. n. 42. p. 535. Veftir o... FEST. NA CANON. 75 y. M. BERN. Medít. 5, 3. de alg. c. v. g. de frontal. Cunn. Catal. 1, 10. Vifitar. ARR. Dial. 8, 2г. Altar. uf. Oratorio, que fe levanta na rua ou dentro das cafas por occafião de feftividade particular, ainda que nelle fenão celebre Mia; ou tambem o que fazem os me ninos. Altar collateral. O que fica a bum e outro lado do altar mor, dentro do cruzeiro da igreja. SYN. DioCES. 8, 29, 50. S. MAR. Chr. 2, 12, 14. n. 9. S. ANN. Chr. 2, 45, 536. Altar da Cruz. A Cruz de N. Senhor Jefus Chrifto. FR. TH. DE JES. Trab. 2, 43, 250. CATHEC. ROM. 101. HEIT. PINT. Dial. 1, 3, 10** Altar Maior ou Mór. O que fica na frente da Igre. ja, e onde ordmariamente fe colloca o Santo titular. BARR. Dec. 3, 10, 10. BRIT. Chr. 1, 23. CARDOS. Agiol. 1, 1-44, 1. {{lema|ALTARAR}}. v. a. ant. e os feus derivados. Vej. Alterar. {{lema|ALTAREIRO}}. s. m. O que tem a feu cargo a limpeza e ornato dos altares. REGIV. DE EVOR. 2, 34 De confirma- ção de dous Beneficios de Altareiros de altar mór cada hum meio marco de prata. RODRIG. DE OLIV. Sum- mar. 3 Tem mais o Cabido hum Sochantre, hum So- thefoureiro, hum Altareiro. CAMPELL. Thef. 213 Eftes [Acolitos] fe nomeão Credenceario, Altareiro, e Thu- riferario. O que he apto para o minifterio do altar. M. BERN, Luz e Cal. 1, 5, 104 Ainda que não he tão bom alta- reiro, ou Theologo, tem mais de Santo. {{lema|ALTAREZA}}. s. f. antiq. CANCION. 164, I Ficoume tal altareza, E do Paço tal amor, Que já morro com alteza Do Principe noffo Senhor. {{lema|ALTARINHO}}. s. m. dim. de Altar. Sows. Hift. 1, 1, 12: A. DE VASC. Anj. 2, 5, 10. part. 3. p. 576. S. ANN. Chr. 1, 41, 242. {{lema|ALTARISTA}}. s. m. BLUT. Vocab. Suppl. Em Roma na Bafilica Vaticana, he o titulo, que fe dá ao Conego, por cuja conta corre ° concerto do Altar mór da dita Bafilica, e confervação dos frontaes, que nas Vefperas dos Apoftolos S. Pedro e S. Paulo o Subdiacono Apof- tolico the entrega. {{lema|ALTARZINHO}}. s. m. dim. de Altar. CART. DE Jar. 2, 117, 2. GUERREIR. Rel. 3. 4, 7. ALÃO, Antig, 20. {{lema|ALTEADO, A}}. p p. de Altear. MATT. Jeruf. 12, 35. {{lema|ALTEAR}}. v. a. Elevar, fazer mais alto. PINT. PER. Hift; 2, 9, 24 Além da natural fuperioridade do fitio, elles o al-<noinclude></noinclude> bh5dveaf8lw5jda3ad50id17h1wx2i7 Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/448 106 255810 558637 2026-08-13T09:03:36Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 240 ALT o alteárão com entulhos. ESPER. Hift. 2, 10, 37. n. 7 Arraftando o mar] as areas, que alteavão a Ilha, raf- gou a terra de modo, que &c. S. MAR. Ch. 2, 10, 5. n. Diante deftes Collegios fe fez e alteon hum terrei- to muito capaz. Met. Feo, Tr. Quadr. 1, 105, 4 O que refta he apprendermos hoje nelles a mudar a pertenção, e alteala da terra ao céo. VIEIR. Serm. 9. do Rof. 2, 2; 46 E efta alteza altiffima pódefe ainda altear, e... 558637 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>240 ALT o alteárão com entulhos. ESPER. Hift. 2, 10, 37. n. 7 Arraftando o mar] as areas, que alteavão a Ilha, raf- gou a terra de modo, que &c. S. MAR. Ch. 2, 10, 5. n. Diante deftes Collegios fe fez e alteon hum terrei- to muito capaz. Met. Feo, Tr. Quadr. 1, 105, 4 O que refta he apprendermos hoje nelles a mudar a pertenção, e alteala da terra ao céo. VIEIR. Serm. 9. do Rof. 2, 2; 46 E efta alteza altiffima pódefe ainda altear, e tem mais pira onde fuba. M. FERNAND. Alm. 3, 2, 2. n. 273 O Baprifta, que vinha aplainar os corações, clamava.. que não houveffe altibaixos no coração, que fe humilhe o monte da foberba, e fe altée o valle da pufillanimidade. Com pron. peff. Elevarfe, fublimarfe. Do efpirito. FEO, Tr. 1, 205, 4 Efta tal [alma] náo pára fe não no cume do monte, no alto da contemplação, melhorafe nos cuidados, altcafe aos penfamentos. Altear. neutr. Subir, porfe mais alto. CARN. Rot. do Braz. 36 E fendo cafo, que por efte caminho vos altear o fundo, governai a banda do léfte. VIE. R. Serm. 7, 12, 2. n. 388 E todo efte valle ninguem póde me- lhorar ou altear de lugar, ainda que o ponha onde quizer. T. de Capateiro. Altear o talão do çapato. Fazelo mais alto. BLUT. Vocab. Suppl. {{lema|ALTENARIA}}. s. f. "ant. Vej. Altanaria. {{lema|ALTERAÇÃO}}. s. f. Acção c effeito de alterar ou de alte- rarfe.. LEño, Defcripç. 4 Natural he ás coufas da terra fub- jectas a mudança e alterações. BRIT. Chr. 1, 13 Promet- tendo de os guardar [os eftatutos] fem nenhuma alte- ração, nem interpretação differente do que foavão na primeira face. Sous. Hilt. 1, 3, 37 Sem fazerem mu- dança, nem alteração nos ditos. Difputa, conteftação, debate de palavras. ARR. Dial. 3, 35 E não em os liquidar por via de alteração e dif- puta. Cour. Dec. 4, 1, 1 Sobre ifto fe moverão gran- des alterações. BRIT. Mon. 1, 3. c. 29 Muitos pareceres houve, e alterações fabre a conclusão do negocio. Movimento intcrior de alguma paixão. BERNARD. RIB. Men. 1, 3 E quando vos eu da primeira vi, emo apartamento de toda a gente... me moveo a alteração, e não pus em vós os olhos tanto, como depois que vos fallei. CORT. R. Naufr. 9, 94 Quando o ruftico Pão no livre peito Sente huma alteração, com que fe afflige. BRIT. Chr. 1, 27 Sem nenhuma alteração de tal def- comedimento, The refpondeo o Santo, que &c. Motim, alvoroto, tumulto ou defordem pública. PINT. PER. Hift. 1, 20, 81 Determinára o Vice-Rei... vifi- tar a fortaleza de Mangalor... por rezão de algumas al- terações, que havia nos Reis vizinhos. SANT. Ethiop. 1, 1, 6 Ordenando muitas vezes alterações e levantamentos do povo. D. G. COUTINH. Jorn. 24 Nunca póde fer juf- tificada a alteração dos fubditos, por mais rezões, que haja da fua parte, com as armas em fuas mefmas mãos. Alteração da moeda, do preço, &c. Novidade, que Je lhe faz, por augmento ou diminuição. FREIR. Vid. 1, 42 Publicoufe folemnemente a alteração da moeda, co- meçando a correr com nova eftimação. Alteração. Med. Defordem ou perturbação das par- tes folidas e liquidas do corpo humano e feu natural équi- librio. MADEIR. Meth. 2, 15, 2 São bom exemplo as feridas de animaes venenofos, que fendo mui pequenas, fazem notavel mudança e alteração em todo o corpo. MORAT. Luz, 5, 1 A. purga e outros medicamentos, que fazem alteração. PINT. PACH. Tr. 6 Inficionando os ates e os outros elementos, caufando alterações intempe- radas, com que os corpos fe difpõe para fe corromperem. Alteração do puffo. Irregularidade ou defordem, por. que nelle fe indica alguma novidade no corpo humano. BRIT. Mon. 2, 6. c. 24 Divulgoufe pela terra a fama defta en- fermidade, e as circunftancias de fe lhe atabar a vida fem alteração do pulfo. Alteração. Phyfic. Corrupção on viciofa difpofição, por- que alguma coufa principia a corromperfe. BLUT. Vocab. Ponto de alteração. O que fe poe entre duas figuras para finalar o valor, que fe ha de accrefcentar a huma e tirar a outra. A FERNAND. Art. 1, 29, 15 O ponto de alteração he em número ternario, fignifica alteração, que he ter valia dobrada do que parece, pera cumprir com a. figura antes della o numero ternario. M. NUN. Tr. da Explan. 92 O ponto de alteração fe affigna, quando tres menores eftão no meio de duas maiores,... e pondofe na primeira menor a letra ultima. Refum. da Art. 8 Ponto de alteração fe põe quando no meio de duas per- feitas eftão tres menores, e poefe diante da primeira me- nor,se altera a terceira, que he valer dobrado. {{lema|ALTERADAMENTE}}, adv. mod. Com alteração. JER. CAR- Dos. Dict. BARBOS. Dict. BENT. PER. Thef. {{lema|ALTERADISSIMO, A}}. fuperl. de Alterado. BRIT. Chr. 2, 15. {{lema|ALTERADO, A}}. p. p. de Alterar. D. FR. BR. DE BARR. Efpelh. 3, 7. BARREIR. Chorogr. Ded. LoB. Primav. 1, 5. Ufafe como adj. Movido ou perturbado de alguma paixão, e particularmente da colera. Applicafe as peffoas e ao efpirito. PAIV. Serin. 2, 189 São ifto palavras de hum animo torvado alterado, a quem a. afflicção repre- fenta muiras e mui varias coufas. Cour. Dec. 425,7 Que como era homem alterado e foberbo &c. ESPER. Hift. 2, 10, 45. n. 5 Nunca foi vifto alterado, nem colerico, mas muito fenhor de todas fuas paixões. Amotinado, alvorotado. Applicafe ao povo, &c. CAM. Luf. 4, 4 Alteradas então do Reino as gentes Co'odio, que occupado os peitos tinha &c., ESTAÇ. An- tig. 12, 2 Ou [viria] aquietar os Portuguezes e Galle- gos, que com o feu Rei Dom Garcia andavão inquietos e alterados. SOUS. DE. MAC. EV. 1, 14, 68. nº17 O Imperio, que recebi alterado, deixo a meus filhos quieto. Mufic. A que fe accrefcenta ou diminu: o valor. M. Nur. Explan. 95 O ponto de alteração tambem he ef- cufado; porque quando quizermos huma minima alterada, fazendoa femibreve, he o mefmo. {{lema|ALTERADOR, ORA}}. adj. Que altera. Luz, Serm. 2, 78 30' palavra alteradora de todo o Univerfo. SEVER. Difc. 114 E naquelles lugares, que em a Poetica de Ariftoteles fe chamão patheticos ou alteradores do animo, move os affectos. {{lema|ALTERANTE}}. p. a. de Alterar. Med. Que altera. Ap plicafe aos remedios, que, causão alguma mudança van- tajofa no fangue e nos humores, fem evacuação appa- rente., MADEIR. Meth. 2, 32, 1 Logo primeiro fe deve evacuar. do que fe dem os alexipharmacos, pois são al- terantes. MORAT. Luz, 5, 5 Miffurando alguma coufa ad- ftringente com remedio alterante. Azev. Correcç. 2, 1, 8. p. 67 Convém logo ufar de medicamentos alterantes. Subft. MORAT. Luz, 3, 6 Sáo caufa [os banhos] de as partes fe refazerem com o mantimento, e de re- frefcarem com os alterantes refumptivos. {{lema|ALTERAR}}. v. a. Mudar, innovar, variar, accrefcendo, di- minuindo ou trocando: como a ordem, o tom, a ferie, a figura, a cor b. Do Lat. Alterare. ORDEN. DE D. MAN. 1,3 Faça nella [petição] declarar os furtos... o lugar, onde forão, affi como fe he eftrada ou Igreja, ou outro tal, que faça alterar a culpa do que tal furto fez. BARR. Dec. 1. Ded. A natureza pera gerar alguma coufa, cor- rompe e altera os elementos, de que he compofta. BRIT. Chr. 1, 5 Em todo efte tempo andavão os Monges de Cifter com o proprio habito, que trazião... fem alterar na cor ou na feição coufa alguma. Inquietar, perturbar, defaffocegar. Can. Redond. E aquella humana figura, Que cá me póde alterar &c. HEIT. PINT. Dial. 1, 2, 1 Os negocios entravão continuamen- te a tirar agoa do meu repoufo, e alterarme, perturbar- me, e diftrahirme. Sous. Hift. 2, 6, 9 Chegarão a el- Rei novas de hum levantamento, que muito o alterárão. Com pron. peff. Fazer mudança, por. effeito de alguma paixão, e no femblante, na cor do rofto, na voz c. BRIT. Chr. 1, 20 Ouvindolhe o Santo fuas repre- hensões com muito bom rofto, fem fe alterar, nem ref- ponder palavra. MAUS. Aff. Afr. 1, 2 E como fe def- perto alli eftivera, Affi fe fobrefalta, affi fe altera Sous. Vid. 1, 7 Alteroufe Fr. Bertholomeu com efta no- va inftancia. Irarfe, enfurecerfc. BRIT. Chr. 2, 16 Das quaes no- vas fe alterou o Duque, tanto que fem fazer mais difcur- fo, excluio os Bispos de fuas igrejas. ORIENT. Lufit, 71 Contra elle [goto] então me indigno, então me altero. VIEIR. Serp. 6, 2, 9. n. 76 Se quando eftás debaixo da terra todos pafsão por cima de ti, e te pizão, e te não alteras por te ver debaixo dos pés de todos, &c. Tumultuar, amotinarfe, alborotarfe. CORT. R. Naufr. 8, 82 y. Alterafe o arraial debil e fraco. Los. Condeft. 13, 64 O' quanto a popular gente fe altera Com os alegres principios defte agouro. Sous. Vid. 4, 13 Alte- roufe todo o Reino queixolo do Rei defunto. Alterar a moeda. Levantala ou abaixala no valor; pezo ou lei. Sous. Hift. 3, 3, 13 Altera a moeda fem- pre fegundo a eftreiteza ou largueza do tempo.<noinclude></noinclude> lw7vpkalwpzjy5n19ns7zne538705z8 Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/449 106 255811 558638 2026-08-13T09:12:40Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ALT Alterar o mar, &c Excitar nelle tormentas. Tam- bem fe ufa com pron. peff. Maus. Aff. Afr. 3, 50 y Abalo a terra, altero o mar profundo. M. THом. Inful. 348 E de tal forte as agoas alterava, Que fó ma- rulhos nellas defcobrião. BARRET. Eneid. 3, 46 E a onda fe alteros na efcuridade. Alterar. Med. Ufar de remedios alterantes. MADEIR. Meth. 2, 17, 2 E allina [Galeno] duas indicações, a primeira he vacuar a mareria venenofa; a fegund... 558638 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>ALT Alterar o mar, &c Excitar nelle tormentas. Tam- bem fe ufa com pron. peff. Maus. Aff. Afr. 3, 50 y Abalo a terra, altero o mar profundo. M. THом. Inful. 348 E de tal forte as agoas alterava, Que fó ma- rulhos nellas defcobrião. BARRET. Eneid. 3, 46 E a onda fe alteros na efcuridade. Alterar. Med. Ufar de remedios alterantes. MADEIR. Meth. 2, 17, 2 E allina [Galeno] duas indicações, a primeira he vacuar a mareria venenofa; a fegunda al- terar com feus contrarios. Mufic. Por ponto de alteração. M. Nun. Explan. 92 E pondofe [o ponto de alteração] na primeira menor, altera a ultima, que he valer dobrado. {{lema|ALTERATIVO, A}}. adj. Med. pouc. uf. O mesmo que Alterante. LISE. Jard. 45, 3 O medicamento menos acti- vo e alterativo; he mais nutritivo. {{lema|ALTERCAÇÃO}}. s. f. Acção e effeito de altercar. GoES, Chr. de D. Man. 1, 30 Sobelo que houve muitas alterca- ções. MENO. PINT. Peregr. 7 Embaraçados nós todos com efta novidade táo defacoftumada, houve fobre ella mui- tas altercações. Luc. Vid. 4, 6 Grande difputa e altercação fobre a feita de Mafamede. {{lema|ALTERCADISSIMO, A}}. fuperl. de Altercado. CAMPELL. Thef. 375. {{lema|ALTERCADO, A}}. p. p. de Altercar. PAIV. Serm. 3, 60. ANDRAD. Cerc. 14, 72, 4. FR. BERNARD. DA SILV. De. fenf. 1, 30. {{lema|ALTERCADOR}}. s. m. ORA. f. O que ou a que alterça. JER. CARDOS, Dict. BARROS. Dict. BENT. PER. Thef. No fem. BARBOS. Dict. {{lema|ALTERCAR}}. v. a. Controverter, difcutir, averiguar, dif- putaudo. Do Lat. Altercare. FR. MARC. Vid. 4,3 Não fe ha de examinar e altercar o mandamento dos Prelados, mas cumprir. Sous. Hift. 1, 4, 12 No qual [tempo] fe tornou a altercar a queftáo. Sovs. DE MAC. Ulyflip. 13, 35 Amorofas difputas altercando. Neutr. Difputar, argumentar. Reg. abf. cm e fobre alg. c. e com alg. BARE. Dec. 1, 1, 6 E depois que nifto altercarão e debatêrão hum bom pedaço, &c. LEÃO, Chr. de D. Fern. 196 y Porque comitão grande Senhor não podia elle altercar fobre info. VIEIR. Serm. 2, 8, 5. on. 242 Os confelhos de entendimento difcorrem, alter- cão, difputão. {{lema|ALTERNAÇÃO}}. s. f. Acção e effeito de alternar. ARR. Dial. 2, 21. Ha nelle [homem] alternação, revolução, e nu- dança de penfamentos, vontades, razões e confethos, como nos Anjos. ORIENT. Lufir. 15 De mancira que nem o frio inverno, nem o calmofo eftio lhe fazem com fuas alternações injuria alguma. Feo., Tr. Quadr. 2, 97, 3 E fe quiz fujeitar a cfta variedade e alternação de ma- les e bens, honras e affrontas, foi para que em tudo fe parecefle comnofco. {{lema|ALTERNADAMENTE}}. adv. mod. Com alternação. LEÃO, Defcript. 37 Por fua ordem [de S. Damazo] fe começá- .rão a cantar os Pfalmos de David alternadamente no Co- ro a todas as horas. ESTAÇ. Antig. 16, 2 Vio huma vi- são de Anjos, que cantando alternadamente, louvavão a Santiflima Trindade. VIRIR. Cart. 2, 35 Parte do Colle- gio alternadamente eftá fempre em Villa Franca. {{lema|ALTERNADO, A}}. p. p. de Alternar. FERR. DE VASC. Aulegr. 1, 8. Sous. Hift. 1, 6, 6. VIEIR. Serm. 2, 1, 3. n. 19.1 {{lema|ALTERNAMENTE}}. adv. mod. pouc. uf. O mefmo que Al- ternadamenre. MATT. Jeruf. 10, 15 As redeas afroxa, e logo a mão poffante Alternamente os brutos açoutava. {{lema|ALTERNANTE}}. p. a. de Alternar. He pouco ufado, e fe diz a refpeito das alternarivas Ecclefiafticas. FR. LEÃO, Benedict. 2, 1, 4. c. 1 Teve o Mofteiro da Pendorada nove Igrejas da fua aptefentação . . . com alternativa del Rei, mas com alternante tão poderofo &c. {{lema|ALTERNAR}}. v. a. Variar as acções, dizendo on fazendo já humas, já outras coufas, repetindons fucceffivamente, Do Lat. Alternare. CAM. Luf. 4, 51 Que afli vai alter- nando o tempo.irofo O bem co mal, o gofto co' a trifleza. Fro, Tr. 2, 294,1 Alterne muito embora Moy- fés na hora da fua morte louvores de Deos com repre- heusões de homens. Sous. Hift. 1, 1, 2 Affi alternando orações, difciplinas, gemidos, defpendia muitas horas. {{lema|ALTERNATIVA}}. s. f. Madança alternada. BRIT. Mon. 2,7. c. 30 Todos cftes governos de Coimbra, e outras tetras de Portugal erão dados por tempo limitado, e re- movivcis, fegundo o parecer del Rei D. Affonfo, pois o ventos as mudanças e alternativas delles. CEIT. Serm. I, 0213 A facramental [prefença] não aflim; pôla o Senhor cm bem differente valot e eftimação; pôlä em ef- tado, onde eftas alternativas lhe não chegafem, nem os olhos, nem mãos humanas. VIEIR. Catt. 2, 57 Os In- dios, que fobejarem das Missões... fejão repartidos fe- gundo a dita forma para ferviço dos moradores com al- ternativa de dous em dous mezes. Forenf. e Ecclef. Acção ou dircito, que tem alguma peffoa on Communidade para fazer alguma coufa, au go- zar della, alternandoa com outra, como na apresentação de huma Igreja, nos provimentos dos Beneficios Ecclefiafticos, na poße das Cadeiras das Universidades, &c. ESTAÇ Antig. 5570 Cardeal Infante D. Henrique pedio ao Papa a fua alternativa nos Beneficios defta Igreja. Es- PER. Hift. 1, 4, 23. h 1 EiRei D. Affonlo III, fez hn- ma compofição ordenando, que as Ermidas e Igrejas... fe partillem igualmente, e nas duas ametades houvelle alternativa. CARV. Chorogr. I, 1, 13 Tem o Cabido alternativa com a Cotoa Real na fua aprefentação. {{lema|ALTERNATIVAMENTE}}. adv. mod. Com alteruação, fuc- ceffivamente, bum depois de outro, cada hum por fua vez. Cir. Serni. 2, 295, 4 Peloque Job quando os filhos andavão por turno e alternativamente fazendo fens ban queres, &. SEVER. Notic. 8, 1, 260 Ordenou [S. Da mazo fe cantaffem nas Igrejas alternativamente os ver- fos dos Pfaimos. VIEIR. Cart. 1, 39 E me vou paffando as ferias em Villa Franca, onde alternativamente vai ten- do feus oito dias toda a nofla Univerfidade. {{lema|ALTERNATIVO, A}}. adj. Que fe diz cu faz com alter- naçio. TELL. Chr. 2. Ded. Com alternativos difpendios de feus benignos raios influiffem [ó Sol e Lua] beneficos refplendores nas cfttellas de hum e de outro hemisphe- rio. Sous. DE MAC. Ulyfp. 12, 74 Ou vencendo, ou morrendo procurafte Alternativa fama de ti digna. De alternativo. fórm. adv. ant. O mefmo que Alter- nativamente. CANCION. 9, 3 Cuidar em quanto cuidar, Podem bem e mal eftar Que feu nome ter efquivo forma tão d'alternativo. Antre prazer e pezar, {{lema|ALLTERNO, A}}. adj. Poet. O mefmo que Alternativo. GALHEG. Templ. 4, 186 Acabe o poema com. Thalia alter- no, Que fe o elle acabar vivirá eterno. Sovs. DE MAC. Ulyflip. 1, 54 Tantas [cores] confunde, e alternas te- verbera Na veftidura o Nuncio da alta esféra. BAR- RET. Eneid II, 150 Qual o mar, que impetuofo difcor- rendo Com a moção alterna vai e volta. Angulo alterno. Geom. Vei. Angulo. {{lema|ALTEROSAMENTE}}. adv. mod. Elevadamente. Sots. Vid; 1, 26 Viena fituada alterofamente fobre o Rio Rhodaño. {{lema|ALTEROSO, A}}. adj. Elevado, de grande altura. CART. DE JAP. I, 320, 1 São eftes mofteiros de muita frefcu- ra em fi, e não tem fobrados, nem dormitorios alt.rofos. MARIZ, Dial. 1, 1 O alterofo e guerreito fitio, em que eftá edificada [Coimbra.] Mavs. Aff. Afr. 4, 69 E no meio alterofa appatecia, A quatro cantos huma tenda armada. Applicafe particularmente ás náos e outras embar- cações de alto bordo. BARR. Dec. 1, 7, 11 E eta de- baixo de huma náo groffa dentro do porto, que por fer mui alterofa, padecerão mui grande trabalho. Cort. R. Naufr. 13, 153 Suas náos alterofas vão rompendo O turbulento mar com vela inchada. MEND. PINT. Peregr. 40 Eta [o junco] muito grande e alterofo. Met Altivo, orgulhofo: Luz, Serm. 2, 2, 109. col. 2. Soberbo e alterofo em cima de hum carro de qua- tro rodas. Volat. ant. O mefmo que Altaneiro. GIL Vic. Obr. 2, 95 E pois voaes alterofa e tão ligeira, A vicio ria toda he volla, Segura eftais na ribeira, Erias alruras ditofa. {{lema|ALTEVIDADE}}. s. f. antiq. O mefmo que Altivez. CANCIÓN. 26, Todos fem altevidade Honeftamente folgavão, Cada hum Segund a fa calidade. {{lema|ALTEZA}}. s. f. ant. Altura, elevação. FR. MARG. Chr. 1, 1, 16. Cuja alteza [da Cruz] chegava aos céos. O- RIENT. Lufit. 48 Celia na alteza lá do erceno monte - Tem fempre eternas flores ante os olhos. Sous. DE MAC.. Ev. 1, 6, 20. n. 5 Cabio da maior alteza no mais pro- fundo abifmo.tm obe mus pros Met. Grandeza, fublimidade, excellencia, foberania. CAM. Luf. 8, 53 Manoel, que exercita a fumma clteza. ARR. Dial. 2, 9 E vos enfine a foffter com alteza de animo las moleftias defta vida. Luc. Vid. 2, 12 Pafinou o barbaro da fantidade e alteza do que ouvia. Epith. Celefte. (Deos.) Ros. Hift. 1, 61, 3. (o.céo.) ORIENT. Lufit, 2 Excelfa. SA' DE MSK, Mal.<noinclude></noinclude> ko4jdk8i5tw2i6zf95dq63afibempz3 Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/450 106 255812 558639 2026-08-13T09:15:44Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 242 ALT 4,39 Incomprehenfivel. VIEIR. Setm. 2, 10, 3. n. 326. Interminavel. M. FERNAND. Alm. 2, 1, 18. n. 11. Pro funda. D. CATH. INF. Regr. 1, 11. Summa. (Deos.) GASP. DOS REIS, Rel. 165 y. (governo foberano.) Ca. Lpf. 8, 53. Suprema, (Deos.) Maus. Aff. Afr. 9, 139 . Alteza do fangue. Nobreza qualificada e diftinca. Azur. Chr. 3, 7 Emperó os Infintes lembrados de quem erão, e alteza do fangue, que tinhão &c. CARDOS. A- giol. 3, 445... 558639 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>242 ALT 4,39 Incomprehenfivel. VIEIR. Setm. 2, 10, 3. n. 326. Interminavel. M. FERNAND. Alm. 2, 1, 18. n. 11. Pro funda. D. CATH. INF. Regr. 1, 11. Summa. (Deos.) GASP. DOS REIS, Rel. 165 y. (governo foberano.) Ca. Lpf. 8, 53. Suprema, (Deos.) Maus. Aff. Afr. 9, 139 . Alteza do fangue. Nobreza qualificada e diftinca. Azur. Chr. 3, 7 Emperó os Infintes lembrados de quem erão, e alteza do fangue, que tinhão &c. CARDOS. A- giol. 3, 445 Virtudes, que tanto campcavão nefta Senho- ra, quanto menos devião, fuppofta a foberania e alte- za de feu fangue. Altezas. pl. ant. O Céo. D. CATH. INF. Regr. 1, 11 E porém fubjugue a pouquidade do fen entendimen- to fub ti, que es fonte de fabedoria em altezas. GIL VIC. Obr. 1, 24 Louvai Anjos do Senhor Ao Senhor das altezas, E todalas profundezas. Alteza. Tratamento, que fe dá a alguns Soberanos não coroados, e aos Principes da familia Real. Entre nós he o tratamento, que tem os filhos dos Reis, e anti- gamente o tinhão os mefmos Reis, até D. Sebastião, que foi o primeiro, que tomou o de Mageftade. ANDRAD. Cerc. 6, 27, 4 Ao menfageiro oufado então refponde, Que fará que lhe manda fua Aiteza. PINT. PER Hift. 2, 4, 13 Quando nas terras e gente de fua Alteza, Rei de Portugal, &c. CART. DE JAP. 1, 167, 3 To- dos são gente nobre, e ao principal fallafe por Alteza. {{lema|ALTHEA}}. s. f. O nefino que Malvaifco. Do Lat. Althea. MORAT. Pratic. 1, 7, 5 He neceffario fangrar, e depois untar a parte com unguento de althea. CuBv. Atal. 62 De raiz de malvas, calthea, de cada coufa huma onça. {{lema|ALTIBAIXOS}}. s. m. pl. Defigualdade de bun terreno, por caufa das fuas fubidas e defcidas. HIST. TRAG. MARIT. I, 93 Porém como nefte comenos chegaffemos á praia, por onde o caminho era chão, e fem os altibaixos e eftorvos, que no outro havin &c. Luz, Serm. 3, 25, 3 Pera que defta maneira fique desfazendo os altibaixos, que eftiverem no caminho. Dizfe de qualquer coufa em cuja fuperficie ha defigualdade. Luz, Tr. do Defej. 7, 3 Lavraftes a co- lumna, parecevos direita, pondolhes o livel, e vedef- lhe altibaixos. Met. EsPER. Hift. Prelud. 1, 6 Desfazendo [S. Francifco] as afperezas e altibaixos dos peccados. VIEIR. Setm. 7, 3, 5. n. 104 A' cabeça, e ao peito, ao ouro, e á prata não lhe faltavão feus altibaixos, em que po- der tropeçar fua defunião. M. FERNAND. Alm. 3, 2, 2. n. 273 Por iffo o Baptifta, que vinha aplainar os cora- ções, clamava... que não houveffe altibaixos no cota- ção. Variedade de fucceffos jd profperos, já adverfos. PINT. RIB. Elog. 127 Bom exemplo de confolação para os altibaixos defte tempo. VIEIR. Serm. 5, 3, 3. n. 86 E a fortuna, que fez eftes altibaixos &c. M. BERN. Floreft. 3, 8, 486, C Reprefentavão a Fortuna... fo- bre huma roda ou globo, por fimbolizar a fua inftabi- lidade, e perpetuos altibaixos. Imperfeições, defeitos. FERR. DE VASC. Ulyflip, 5, 6 E na verdade muitos altibaixos tem. Curr. Serm. 1, 108, 3 Em Chrifto não houve eftas mudanças, nem altibai- xos mundanos. {{lema|ALTIBORDO}}. s. m. Marinh. ant. O mefmo que Altobordo. Vej. Alto. EUEROS. 5, 1 Derãolhe hum navio de alti- bordo, e viagem pera a China. {{lema|ALTILOCO, A}}. adj. Poet. e pouc. uf. Que ufa de estilo alto e fublime, facundo com elevação e grandeza. Do Lat. Altiloquus. BARRET. Eneid. 4, 28 E da bocca cutra, vez pende embebida Do Capitão altiloco.c eloquente. Sublime, elevado, grande. Applicafe ao eftilo. VI- EIR. Palavr. 13, 3, 6. p. 170 Cujas refoluções na cer- teza dos proprios termos de cada huma, e estilo alti- loco e verdadeiramente. Real, tanto perfuadem o que di- zem, quanto emmudecem a quem as ouve. {{lema|ALTILOQUENCIA}}. s. f. pouc. uf. Sublimidade do estilo. VIEIR. Cart. 2, 112 Admiro o methodo, a ordem., 2 difpofição, a facilidade, a altiloquencia do eftilo, e pu- reza da lingoagem. {{lema|ALTILOQUENTE}}. adj. de huma term. pouc. uf. Que fal- la em effilo fublime. M. BERN. Floteft. 4, 9, 19 Como diz o noffo Homero Portuguez, o qual defcrevendo efte combate... canta affim com efpirito altiloquente. {{lema|ALTIPOTENCIAS}}. s. f. pl. uf. Tratamiento que fe dá aos Eftados das Provincias unidas dos Paizes Baixos. {{lema|ALTIRNA}} s. f. T. da India. Certa veftidura. MEND. PINT. Petegt. 110 Os quaes por infignia do facerdocio andão vestidos de roxo com fuas altirnas verdes fobraçadas. {{lema|ALTISONANTE}}. adj. de hum. term. Poet. e pouc. uf. O mefmo que Altifono. ACAD. D'os SING. I, I, Son. Louvevos pois altifonante o Mundo. {{lema|ALTISONO, A}}. adj. Poet. Que foa muito alto. Do Lat. Altifonus, CAM. Luf. 2, co Outros com vozes, com que océo ferião Inftrumentos altifonos tangião. ANDRAD. Cerc. 19, 103, 1 Juntamente com ifto a tal diftancia O altifono clamor foando atroa, Que &c. {{lema|ALTÍSSIMAMENTE}}. adv. mod. fuperl. de Altamente. Fr. MARC. Chr. 1, 1, 47. FR. TH. DE JES. Trab. 1, 6, 140. VIEIR. Serm. 4, 4, 6. n. 132. {{lema|ALTISSIMO, A}}. fuperl. de Alto. BARR. Dec. 3, 2, 5. Cax. Luf. 6, 56. BRIT. Mon. I, I, c. 5. Ufate como fubft. e por antonomafia fe entende e denomina affim Deos. CATHEC. Rox. 395 O Altiffimo criou da terra a Medicina. ARR. Dial. 2, 18 O Rei bar- bato e o de Tyro cuidárão fer femelhantes ao Altiffimo. COUT. Dec. 4, 1, 4 Em que era razão deffem muitas graças ao Altiffimo. {{lema|ALTIVAMENTE}}. adv. mod. pouc. uf. Soberbamente, arrogantemente. MATT. Jeruf. 18, 100 A vencedora infig- nia altivamente: A roda em giros mil apparecia. {{lema|ALTIVEZ}}. s. f. Arrogancia, foberba, orgulho. SEVER. No- tic., 4, 4, 154 Com foberba tambem e cltivez fe veftio de toupas preciofas. FREIR. Vid. 3, 4 Porque fe veja.. a fingelleza do trato tão alheio da foberania e altivez de outros tempos. BARRET. Eneid. 11, 8; E deponha a altivez da infana mente. Met. CASTR. Ulyff. 7, 25 Eftá Chelos a vifta al- tivo monte, Fettil de muita caça, que com tanta Altivez fobre as nuvens ergue a fronte, Que do Olym- po e do Pindo fe adianta." {{lema|ALTIVEZA}}. s. f. ant. O mefimo que Altivez. Paiv. Serm. 1, 104 . He tão peçonhenta coufa a prefunção e al- tiveza, e hum pouco de contentamento de fí mesmo, que &c. ARR. Dial. 1, 19 E pera o enfinat a fer hu- milde derribouo da altiveza dos feus penfamentos. Los. Cort. 6, 54 Efcolhendo para caftigo da minha altiveza a humildade da religião mais apertada. Elevação, grandeza, fublimidade. Dizfe do efpiri- to. BRIT. Mon. 4, 6. c. 6 Huma enfermidade melanco- lica, que além de lhe desbaratar as forças do corpo, the I diminuio tambem o. ardor e altiveza do anima. Luc. Vid. 7,2 Nem lhes acharem menos o brio, e altiveza do coração. TELL. Chr, 1, 1, 25. n. 3 Inftimulado da al- tiveza de feus penfementos tratou de bufcat privanças em Italia. Dizfe tambem da voz, do eftilo, &c. Res. Hift. 2, 197, Nem fe ouvio na fun voz altiveza de tom. LOB. Cort. 1,3 Porém receio que fe me enfoberbeça com a altiveza de feu eftilo. {{lema|ALTIVO, A}}. adj. Alto, levantado. FEST. NA CANON. 187 Maquinas tão altivas e grandiofas. CASTR. Uly 3, 76 Voando [a garçal excede o mais altivo monte, M. Tкоx. Inful. 2, 128 Tres vezes em o catro de Phaetonte. Cynthio cercou dos céos o altivo. muro. sbr Mer. Illuftre, egregio, de grandes e fublimes penfa- mentos. Applicafe ás peffoas. CAN. Luf. 3, 93 Mas o Rei- no de altivo, e coftumado A fenhores em tudo fobera nos, &c. BERN, Lim. Ecl. 16 Bofé que tens mui gtáo maginativa Huns nomes tem, tem hum por fobrenome -Mouta, tem outto Sá de cafta altiva. Maus. Aff. Afr. 8, 131. Se altivos, fois, não vos moftreis irofos. Applicafe ao animo e ás fuas affeições. CAM. Luf. 3, 94 Depois de ter o Reino fegurado, Em dilatala cuida, que em terreno Não cabe o altivo peito tão pequeno. BRIT. Mon. 1, 3. c. 25 Quando fe achava aba- tido: [Sertorio] c.com menos reputação do coftumado, tinha hum animo tão altivo, que em nenhum modo ac- ceitaria paz, ainda que foffe mui aventajada. PINT. RIB. Ufutp. 12 Os animos altivos, quando máis calão...en- tão difcursão mais Applicafe tambem ás coufas. Maus. Affi Afr. 10, 156 Ỷ Como em concha efcabrofa, perla altiva. M. THOм. Inful. 1, 10. E me dá por altiya fegurança, Que &c. Arrogante, orgulhofo, foberbo. Appllcafe ás peffons. MOR. Palm. 2, 138 Albayzar. era altivo, foberbo, e defprezador de tudo. BRIT. Mon. 2, 5. c. 5 Huma mulher aaltiva e defprezada, tudo governa por defarinos. VIRIR. Serm. 4, 9, 2. n. 317. Por iffo fomos altivos, e com ar- ci rogancia graves. ang o obang Applicafe ás coufas, e ás affeições do animo: CORT, R, Naufret 9 Vendo Amor aquella alma tão<noinclude></noinclude> 81q80izr130fnt0u7w8f64xghyunzgi