Wikisource ptwikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.16 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikisource Wikisource Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão Portal Portal Discussão Autor Autor Discussão Galeria Galeria Discussão Página Página Discussão Em Tradução Discussão Em Tradução Anexo Anexo Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Wikisource:Esplanada 4 1788 559465 557811 2026-08-19T21:25:06Z Notsonotoriousbig 43614 /* Pedido de verificação de site - Palácio do Planalto */ nova secção 559465 wikitext text/x-wiki {{Discussão}}{{Página de Discussão}} {{/topo}}<!--- Please add interwiki links ONLY at [[Wikisource:Esplanada/topo]] ---> {{TOC|font-size: 90%}} {{Discussão2|Pedido de CentralNotice para a WikiCon Portugal}} {{Discussão2|Relatório e pedido de recondução para administrador (2024)}} {{Discussão2|Obra duplicada (Pobres liberais!)}} {{Discussão2|Candidato a administrador}} {{Discussão2|Como faço para conectar uma página de Galeria com uma página sem digitalização?}} {{Discussão2|Tradução Espelhada}} {{Discussão2|Há como controlar a página seguinte ou anterior?}} {{Discussão2|Inserir novos arquivos}} {{Discussão2|Autores portugueses em DP}} {{Discussão2|Recondução à administração}} == <span lang="pt-br" dir="ltr">Em breve: um novo recurso de sub-referência – experimente!</span> == <div lang="pt-br" dir="ltr"> <section begin="Sub-referencing"/> [[File:Sub-referencing reuse visual.png|{{#ifeq:{{#dir}}|ltr|right|left}}|400px]] Olá. Por muitos anos, os membros da comunidade solicitaram uma maneira fácil de reutilizar referências com detalhes diferentes. Agora, uma solução está chegando: o novo recurso de sub-referência, para wikitexto e Editor Visual, aprimorará o sistema de referência existente. Você pode continuar a usar os recursos existentes, mas provavelmente encontrará sub-referências em artigos escritos por outros usuários. Mais informações na [[m:Special:MyLanguage/WMDE Technical Wishes/Sub-referencing|página do projeto]]. '''Queremos sua opinião''' para garantir que esse recurso funcione bem para você: * [[m:Special:MyLanguage/WMDE Technical Wishes/Sub-referencing#Test|Por favor, experimente]] a ferramenta, atualmente em fase beta, e [[m:Talk:WMDE Technical Wishes/Sub-referencing|diga-nos o que você acha]]. * [[m:WMDE Technical Wishes/Sub-referencing/Sign-up|Inscreva-se aqui]] para receber atualizações e/ou convites para participar de pesquisas. A equipe de [[m:Special:MyLanguage/WMDE Technical Wishes|Desejos Técnicos]] da [[m:Special:MyLanguage/Wikimedia Deutschland|Wikimedia Deutschland]] está planejando trazer este recurso para as wikis da Wikimedia ainda este ano. Entraremos em contato com os criadores/mantenedores de ferramentas e predefinições relacionadas a referências com antecedência. Por favor, ajude-nos a espalhar essa mensagem. --[[m:User:Johannes Richter (WMDE)|Johannes Richter (WMDE)]] ([[m:User talk:Johannes Richter (WMDE)|talk]]) 10:36, 19 August 2024 (UTC) <section end="Sub-referencing"/> </div> <!-- Mensagem enviada por User:Johannes Richter (WMDE)@metawiki utilizando a lista em https://meta.wikimedia.org/w/index.php?title=User:Johannes_Richter_(WMDE)/Sub-referencing/massmessage_list&oldid=27309345 --> == Ortografias antigas e atuais == Muitas obras dos séculos XVIII e XIX estão já "atualizadas" com ortografias recentes (de 1943, de 1990, etc.), e eu julgava que tais atualizações seriam a norma no Wikisource. Entretanto, muito recentemente fiquei sabendo que o "correto" é transcrever o mails fielmente possível a grafia original da imagem digitalizada (inclusive mantendo eventuais erors do original). Que fazer com tais obras já modificadas? Deverão elas ser "corrigidas" e retornar à grafia original? Vejo que certas obras possuem duas versões: uma figurando somente com o título, e uma vizinha cujo título contém a frase "(grafia original)". Creio ser esta a maneira desejada de manter ambas as versões. [[Utilizador:Wuopisht|Wuopisht]] ([[Utilizador Discussão:Wuopisht|discussão]]) 00h39min de 20 de agosto de 2024 (UTC) :Sim, o correto é deixar o texto o mais fiel possível do original, incluindo os erros assim como você comentou. Isto está escrito no aviso que aparece assim que você irá criar/editar uma página. :<nowiki>Sobre a prática de colocar duas obras, uma com a grafia original e outra com a grafia atualizada não acho que seja a melhor coisa a se fazer, pois já temos uma predefinição para lidar justamento com esse problema {{</nowiki>[[Predefinição:Modernização automática|Modernização automática]]<nowiki>}}. E acho que não é legal a duplicação das obras, e ainda por cima, gera páginas sem fontes, que são páginas que não podem ser facilmente verificadas por outros usuários no futuro.</nowiki> :Caso você encontre obras que estão com a grafia atualizada, coloque-as nesta [[:Categoria:Originais a serem arcaizados|categoria]]. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 03h14min de 20 de agosto de 2024 (UTC) ::Junglk, obrigado pela dica! Sim, exemplos de obras a que me refiro são ''O Cortiço'' e ''O Matuto''. Ambas já estão na mencionada lista. Mais uma vez agradeço. [[Utilizador:Wuopisht|Wuopisht]] ([[Utilizador Discussão:Wuopisht|discussão]]) 03h33min de 20 de agosto de 2024 (UTC) ::[[Utilizador:Junglk|Junglk]], Graças aos seus conselhos, consegui completar a arcaização de 'O Matuto', obra que consta na lista que você mencionou acima. ::Questão adicional: Vejo que 'Modernização automática' funciona bem no âmbito de uma página individual, mas há alguma maneira simples de fazer esta declaração, uma vez só, no início de uma obra, para que a predefinição se propague automaticamente para o resto dela? [[Utilizador:Wuopisht|Wuopisht]] ([[Utilizador Discussão:Wuopisht|discussão]]) 13h31min de 6 de setembro de 2024 (UTC) :::Para que a modernização seja feita de forma automática é preciso que na página da Galeria você clique em editar a página e selecione a modernização automática, é a penúltima caixa. Assim que você fizer isso, pode ser que não funcione, pois as páginas dos capítulo podem estar utilizando a predefinição {{tl|navegar}}, o que não funciona com a modernização automática (isso é explicado em uma nota no final da página da galeria assim que você ativa modernização automática na obra). Então para que a modernização automática funcione você deve usar <code><nowiki><page index="Nome do arquivo" from="(Número da página inicial do capítulo/seção)" to="(Número da página final do capítulo/seção)" header=1></nowiki></code> na página de cada capítulo ou seção. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 14h00min de 6 de setembro de 2024 (UTC) :::Aqui está um exemplo caso minha explicação tenha ficado confusa: [[Galeria:Iracema - lenda do Ceará.djvu|Iracema]]. :::Vejo que há uma nota abaixo da pagelist, dizendo o seguinte: ''A predefinição {{Modernização automática}} será aplicada automaticamente às páginas transcluídas com cabeçalho (header=1)''. Espero ter ajudado! [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 14h05min de 6 de setembro de 2024 (UTC) ::::[[Utilizador:Junglk|Junglk]], Obrigado de novo pelo auxílio. Vi depois que mesmo sem selecionar nada na Galeria, é possível adicionar as opções de Modernização Automática ao menu ''Ferramentas'' de cada capítulo. Estou procedendo de tal maneira com [[O cabelleira]]. Obrigado! [[Utilizador:Wuopisht|Wuopisht]] ([[Utilizador Discussão:Wuopisht|discussão]]) 10h45min de 9 de setembro de 2024 (UTC) :::::Fico feliz que tenha ajudado! 😊 [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 12h32min de 9 de setembro de 2024 (UTC) == Travessão == Qual é a maneira recomendada de se grafar o travessão no Wikisource? Por exemplo: (1) '—' parece o suficiente. (2) '& m d a s h ;' parece ser igual. (3) '{ { - - } }' também parece ser idêntico. Nota: inseri espaços nos exemplos anteriores para evitar conversão automática nesta mensagem. [[Utilizador:Wuopisht|Wuopisht]] ([[Utilizador Discussão:Wuopisht|discussão]]) 08h04min de 19 de setembro de 2024 (UTC) :Os três produzem o mesmo resultado. O terceiro é a forma mais fácil de escrever, sem precisar de botões ou atalhos de teclado, e mais fácil de memorizar. É melhor de se usar, inclusive para evitar que seja substituído por acidente por hífens, dependendo do parágrafo da digitalização. [[Usuário:555|Lugusto]] • [[Usuário Discussão:555|&#x203B;]] 12h38min de 19 de setembro de 2024 (UTC) ::👍 [[Utilizador:Wuopisht|Wuopisht]] ([[Utilizador Discussão:Wuopisht|discussão]]) 12h41min de 19 de setembro de 2024 (UTC) {{Discussão2|Invasão nas Mudanças recentes}} == 'Wikidata item' link is moving. Find out where... == <div lang="en" dir="ltr" class="mw-content-ltr"><i>Apologies for cross-posting in English. Please consider translating this message.</i>{{tracked|T66315}} Hello everyone, a small change will soon be coming to the user-interface of your Wikimedia project. The [[d:Q16222597|Wikidata item]] [[w:|sitelink]] currently found under the <span style="color: #54595d;"><u>''General''</u></span> section of the '''Tools''' sidebar menu will move into the <span style="color: #54595d;"><u>''In Other Projects''</u></span> section. We would like the Wiki communities feedback so please let us know or ask questions on the [[m:Talk:Wikidata_For_Wikimedia_Projects/Projects/Move_Wikidata_item_link|Discussion page]] before we enable the change which can take place October 4 2024, circa 15:00 UTC+2. More information can be found on [[m:Wikidata_For_Wikimedia_Projects/Projects/Move_Wikidata_item_link|the project page]].<br><br>We welcome your feedback and questions.<br> [[Utilizador:MediaWiki message delivery|MediaWiki message delivery]] ([[Utilizador Discussão:MediaWiki message delivery|discussão]]) 18h56min de 27 de setembro de 2024 (UTC) </div> <!-- Mensagem enviada por User:Danny Benjafield (WMDE)@metawiki utilizando a lista em https://meta.wikimedia.org/w/index.php?title=User:Danny_Benjafield_(WMDE)/MassMessage_Test_List&oldid=27524260 --> == 'Wikidata item' link is moving, finally. == Hello everyone, I previously wrote on the 27th September to advise that the ''Wikidata item'' sitelink will change places in the sidebar menu, moving from the '''General''' section into the '''In Other Projects''' section. The scheduled rollout date of 04.10.2024 was delayed due to a necessary request for Mobile/MinervaNeue skin. I am happy to inform that the global rollout can now proceed and will occur later today, 22.10.2024 at 15:00 UTC-2. [[m:Talk:Wikidata_For_Wikimedia_Projects/Projects/Move_Wikidata_item_link|Please let us know]] if you notice any problems or bugs after this change. There should be no need for null-edits or purging cache for the changes to occur. Kind regards, -[[m:User:Danny Benjafield (WMDE)|Danny Benjafield (WMDE)]] 11h28min de 22 de outubro de 2024 (UTC) <!-- Mensagem enviada por User:Danny Benjafield (WMDE)@metawiki utilizando a lista em https://meta.wikimedia.org/w/index.php?title=User:Danny_Benjafield_(WMDE)/MassMessage_Test_List&oldid=27535421 --> == Como iniciar no Wikisource? == Saudações, tenho interesse em colaborar com o Wikisource através de traduções de livros, artigos e outras obras literárias que não estão traduzidas para a língua portuguesa. Entretanto, não sei como começar. Quais as predefinições mais importantes? Como estilizar o documento (justificar, centralizar, mudar fonte, etc.)? No aguardo pela resposta. :{{ping|Caesar853}} Olá! Primeiro, é importante assinar seus comentários com <nowiki>~~~~</nowiki> no final; Como um começo, diria para dar uma lida em [[Ajuda:Introdução]]; acho que no geral, as predefinições mais usadas são [[Predefinição:Centralizado|Centralizado]], [[Predefinição:Cabeçalho|Cabeçalho]], [[Predefinição:Larger|Larger]] e mais algumas para [[:Categoria:!Predefinições para títulos|títulos]]. A única outra "fonte" seria [[Predefinição:Cursivo|Cursivo]], mas ficaria ruim deixar a obra toda nesse formato (já "itálico" e "negrito" funcionam da mesma forma que na Wikipédia - no geral, se você já tem experiência na Wikipédia, não terá problema aqui, já que é a mesma tecnologia). Agora, para tradução, tem uma plataforma que ainda não cheguei a usar ({{ping|Saturnow}} usou bastante) chamada [[Wikisource:Tradução espelho]]. Abraços! [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 12h07min de 4 de dezembro de 2024 (UTC) :Obrigado pela resposta, vou seguir o passo-a-passo. Eu tenho uma experiência com o Wikipédia, já criei e aprimorei diversos artigos por lá. Eu olhei de relance a formatação da obras mais recente em publicação que é ''Reparação Historica da Villa de Santo André da Borda do Campo'' e eu entendi mais ou menos como funciona as predefinições de formatação. [[Utilizador:Caesar853|Caesar853]] ([[Utilizador Discussão:Caesar853|discussão]]) 13h03min de 4 de dezembro de 2024 (UTC) ::Bem, não há de quê! E boas edições! [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 14h01min de 4 de dezembro de 2024 (UTC) :::Bom dia, existe alguma forma de criar rascunhos no Wikisource, isto é, conteúdos não publicados para o caso do colaborador estar escrevendo ou traduzindo obras muito longas como livros, legislações, etc.? :::[[Especial:Contribuições/2804:214:93C1:3D57:180F:C5D6:FBE7:C005|2804:214:93C1:3D57:180F:C5D6:FBE7:C005]] 11h59min de 10 de dezembro de 2024 (UTC) ::::{{ping|2804:214:93C1:3D57:180F:C5D6:FBE7:C005}} Bom dia! Acho que em si não terá problema criar uma subpágina de usuário como rascunho, mas para tradução, sugiro que leia [[Wikisource:Tradução espelho]]. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 11h45min de 11 de dezembro de 2024 (UTC) == Predefinição:Autor == Hoje eu fiz umas alterações na {{tl|Autor}} para buscar mais dados do Wikidata. Tentei ao máximo fazer as alterações necessárias sem causar impacto no leiaute ou na funcionalidade da predefinição. Mas a predefinição chamava funções desatualizadas e foi necessário trazer algumas funções novas que não estavam incluídas nos módulos deste projeto. Fiz todas as atualizações. Agora não é mais necessário informar a data de nascimento ou morte de um autor. Esses dados são buscados do Wikidata e a página é categorizada corretamente. Mas ainda está havendo um erro na geração de categorias por ano de nascimento e falecimento, apenas quando esses parâmetros são informados na {{tl|Autor}}, por meio de {{tl|dni}} ou {{tl|morte}}. Desculpem-me por isso. Vou parar um pouco por hoje, mas vou corrigir esse erro em algumas horas e aviso aqui quando estiver ok. [[Usuário:Castelobranco|<font color="#778899" face="Verdana" size="2">CasteloBranco</font>]]<sup>[[Usuário Discussão:Castelobranco|<font color="#00008b">msg</font>]]</sup> 04h25min de 15 de dezembro de 2024 (UTC) :Muito bom! Nessa linha, acha que seria possível automatizar a categorização em [[:Categoria:Autores brasileiros por data de entrada em domínio público|Autores brasileiros por data de entrada em domínio público]] (além de criar uma versão para Portugal) ou criar um equivalente ao [[:s:en:Category:Authors by license|Category:Authors by license]], dentro do <nowiki>{{</nowiki>[[Predefinição:Morte|morte]]<nowiki>}}</nowiki>? Talvez o Ws possa usar o próprio Wikidata (através da nacionalidade) para identificar quando cada autor entrou em domínio público. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 11h24min de 15 de dezembro de 2024 (UTC) ::Boa ideia. A princípio, eu estava apenas tentando importar o máximo de informações já existentes na {{tl|Autor}}, mas a ideia era vir aqui e discutir melhorias que essa integração com o Wikidata pode trazer. Como o Wikisource não é uma enciclopédia, a página dos autores não precisa ser uma biografia, então até mesmo o texto de introdução (MiscBio) pode ser gerado automaticamente. Na Wikiquote, já está funcionando assim, mas aguardando quorum para aprovar o uso. A sua sugestão parece ser ainda mais útil. Vou tentar implantar em teste e trago aqui para discussão. [[Usuário:Castelobranco|<font color="#778899" face="Verdana" size="2">CasteloBranco</font>]]<sup>[[Usuário Discussão:Castelobranco|<font color="#00008b">msg</font>]]</sup> 13h09min de 15 de dezembro de 2024 (UTC) :::{{feito}} Resolvido o problema da categorização com {{tl|dni}} e {{tl|morte}}. Vocês podem checar em [[Autor:Monteiro Lobato]] (ou em qualquer página com {{tl|Autor}} que tenha as predefs de nascimento e morte nos respectivos campos). A {{tl|Autor}} '''ignora''' os dados de nascimento/morte fornecido e categoriza a página pelos dados do Wikidata. Então, nesse momento, informar a data de nascimento/morte é <u>desnecessário</u>. Vou atualizar a documentação. [[Usuário:Castelobranco|<font color="#778899" face="Verdana" size="2">CasteloBranco</font>]]<sup>[[Usuário Discussão:Castelobranco|<font color="#00008b">msg</font>]]</sup> 15h24min de 15 de dezembro de 2024 (UTC) ::::{{feito}} Atualizei a documentação. Nesse momento, nenhum parâmetro é obrigatório, basta escrever {{tl|Autor}} em uma página conectada no Wikidata para importar todos os dados necessários de lá. Isso inclui a informação da nacionalidade, abrindo caminho para implementar a sugestão do @[[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]]. Mas vou estudar a árvore de categorias e depois abrimos um novo tópico para esse tema. [[Usuário:Castelobranco|<font color="#778899" face="Verdana" size="2">CasteloBranco</font>]]<sup>[[Usuário Discussão:Castelobranco|<font color="#00008b">msg</font>]]</sup> 20h20min de 15 de dezembro de 2024 (UTC) :::::Concordo com a ideia de automatizar a biografia (algo que é feito nas Ws em francês e espanhol). Quanto a minha sugestão, ela também entra no contexto [[Wikisource:Esplanada/Autores portugueses em DP|dessa discussão]], que pode gerar algo mais prático para os usuários do que as listas presentes [[Wikisource:Autores em língua portuguesa com obras em domínio público|nesta página]]. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 22h22min de 15 de dezembro de 2024 (UTC) ::::::E lembrando agora, seria interessante se a categorização de [[:Categoria:Autores por nacionalidade|Autores por nacionalidade]] (ou por unidade federativa) também seja automatizada. E, além disso, usando o [[:s:fr:Auteur:Monteiro_Lobato|Lobato]] como exemplo, no Wikisource em francês, tirando "''Auteurs de science-fiction''", todas as categorias relevantes são automáticas. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 22h28min de 15 de dezembro de 2024 (UTC) :::::::Fiz um teste no Ws em francês onde atualizei o Wikidata e coloquei o "Escritor de ficção científica": a categorização foi imediata. Talvez o único "problema" de uma categorização totalmente dependente do Wikidata seria a quantidade de categorias por criar, mas isso seria feito com o tempo (ou algum bot poderia resolver). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 22h36min de 15 de dezembro de 2024 (UTC) {{Discussão2|Sonetos sem original digitalisado}} == Transferir "Galeria" == Olá. Eu queria revisar o texto de [[:Galeria:Contos_e_phantasias_(Maria_Amália_Vaz_de_Carvalho,_1905).pdf|Contos e phantasias]], mas o scan que está anexado é realmente muito desagradável. Eu fiz o upload para a Commons de um scan mil vezes melhor ([[:File:Contos e phantasias-2nd.pdf]]). Como que poderíamos passar a usar a "Galeria" ''deste'' no lugar? [[Utilizador:Polomo47|Polomo47]] ([[Utilizador Discussão:Polomo47|discussão]]) 03h54min de 28 de dezembro de 2024 (UTC) {{Discussão2|Alterações para incluir notas laterais}} {{Discussão2|Ajuda com formatação}} == Como fazer a página índice == Olá, Sou iniciante aqui no Wikisource, e gostaria de saber como introduzir conteúdo à página índice de ''S. Bernardo'' de Graciliano Ramos: [[https://pt.wikisource.org/wiki/S._Bernardo]], que no momento encontra-se ainda vazia. Por "conteúdo" quero dizer a página formatada e publicada, com links para os vários capítulos. (Um exemplo seria: [[O Matuto|https://pt.wikisource.org/wiki/O_Matuto]].) Presentemente, estou ainda processando as imagens originais de ''S. Bernardo'', [[https://pt.wikisource.org/wiki/Galeria:Graciliano_Ramos_-_S._Bernardo_(1934).pdf]], mas eu gostaria de poder ver as páginas publicadas. Será que daria para algum de vocês "power users" fazê-lo para mim, ou dar-me instruções? [[Utilizador:Wuopisht|Wuopisht]] ([[Utilizador Discussão:Wuopisht|discussão]]) 05h48min de 22 de fevereiro de 2025 (UTC) :{{ping|Wuopisht}} como exemplo, fiz a [[S. Bernardo (1934)|página inicial]] e o [[S. Bernardo (1934)/Capítulo I|Cap. 1]]: é bem intuitivo, pois você apenas precisa adicionar a primeira e última página do capítulo no código ("from= to="). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 13h14min de 22 de fevereiro de 2025 (UTC) ::@[[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]], Obrigado! Agora a inserção dos textos se tornou trivial! Uma última pergunta: é preciso ter alguma permissão especial para fazer a página inicial? [[Utilizador:Wuopisht|Wuopisht]] ([[Utilizador Discussão:Wuopisht|discussão]]) 00h16min de 23 de fevereiro de 2025 (UTC) :::Não há de que! Não é preciso de nenhuma permissão especial para fazer uma página inicial (ou qualquer página de obra), só para apagá-la. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 00h51min de 23 de fevereiro de 2025 (UTC) {{Discussão2|ajuda}} Ola,presiso de ajuda,aqui "não tem cafe dos novatos",por isso vim aquina explanada e preciso de ajuda para criar aguns "artigos". agradeço a todos que me responderem == Como aprimorar a modernização automática == Olá, Notei que introduzindo uma palavra à página dicionário [[Wikisource:Modernização/Dicionário/pt-BR]] tem imediatamente o efeito de "corrigir" qualquer página marcada para modernização (por exemplo, adicionando "*optimismo: otimismo"). No entanto, fico na dúvida se essa é a maneira correta ou recomendada para modernização. É uma tarefa extremamente árdua introduzir palavras uma a uma, especialmente em casos difíceis como em conjugação de verbos. Imagino se não há já algum método mais automático de ampliar o dicionário, ou se não há algum método melhor de modernização. [[Utilizador:Wuopisht|Wuopisht]] ([[Utilizador Discussão:Wuopisht|discussão]]) 12h43min de 24 de fevereiro de 2025 (UTC) :Quanto a um método mais automático não sei lhe dizer, acho que esse infelizmente é o único disponível no momento (da qual tenho conhecimento). É árduo sim, mas a Wikisource é um projeto colaborativo, se cada um ajudar um pouquinho não é tanto trabalho assim. :{{gap}}Agora com relação ao método de realizar a adição de novas palavras, acho que você se confundiu um pouco, por exemplo a palavra ''*ortographia: ortografia'' deveria ter sido adicionado no dicionário pt-PT e não no pt-BR, pois é uma modernização na qual é válida para ambas as variantes (''ortographia'' é ''ortografia'' tanto em pt-PT quanto em pt-BR). O que ocorre é que a verificação é realizada primeiramente no dicionário pt-PT, e o dicionário pt-BR é verificado somente após essa primeira verificação no outro dicionário. Então somente adicione no dicionário pt-BR palavras na qual há um diferença entre a variante pt-PT e pt-BR, como seu próprio exemplo, a palavra ''optimismo'' deve ser mantida dessa forma em pt-PT, mas em pt-BR deve ser alterada para ''otimismo''. Espero que tenha exclarecido a confusão. Abraços! [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 14h02min de 24 de fevereiro de 2025 (UTC) ::Obrigado pela dica, [[Utilizador:Junglk|Junglk]]!Sim, tinha me esquecido que o BR é adicional ao PT. [[Utilizador:Wuopisht|Wuopisht]] ([[Utilizador Discussão:Wuopisht|discussão]]) 11h20min de 26 de fevereiro de 2025 (UTC) ::Uma outra dúvida: A conversão "chamarão"->"chamaram" está correta se o verbo estiver no tempo pretérito, mas nenhuma conversão deverá ser feita caso esteja no tempo futuro. Parece-me que não há outro modo de resolução a não ser pelo contexto. A presença da conversão faz com que o tempo futuro esteja incorreto, a sua ausência causa problema no tempo pretérito. [[Utilizador:Wuopisht|Wuopisht]] ([[Utilizador Discussão:Wuopisht|discussão]]) 12h44min de 26 de fevereiro de 2025 (UTC) :::Me parece que nesses casos o que deve ser feito é, caso haja, um entrada com esses tipos de problema, na qual a conversão pode ou não estar certa e o que definirá isto é o contexto, é necessário então remover essa conversão adicionando <code>: (palavra): conversão da remoção// explicação</code> no dicionário em questão. E então para lidar com a conversão desses é necessário utilizar o dicionário local, mais sobre ele e como utilizá-lo pode ser visto aqui [[Predefinição:Modernização automática]], ou então caso você queira manter a palavra da forma que está é só adicionar a predefinição {{tl|Manter ortografia}}. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 13h45min de 26 de fevereiro de 2025 (UTC) ::::Ah, sim, "dicionário local", no sentido de dicionário válido somente para a página onde ele está definido. Já tive oportunidade de ver um desses. Obrigado! [[Utilizador:Wuopisht|Wuopisht]] ([[Utilizador Discussão:Wuopisht|discussão]]) 01h38min de 1 de março de 2025 (UTC) :::::Olá de novo, [[Utilizador:Junglk|Junglk]]. Estou tendo um problema com atualização de páginas. Esperei alguns dias para ver se era apenas uma questão de sincronização, mas parece-me que não. Introduzi um dicionário local para a palavra "perpétuo" (diferenciando com o verbo "eu perpetuo"). A modificação parece estar correta, pois posso vê-la na página individual: <[[Página:Graciliano Ramos - S. Bernardo (1934).pdf/26]]>. No entanto, quando vou para o texto final e seleciono "Ferramentas / Ortografia brasileira", o texto mostra-se no original "perpetuo": <[[S. Bernardo (1934)/Capítulo IV]]>. Alguma ideia do que possa estar ocorrendo? [[Utilizador:Wuopisht|Wuopisht]] ([[Utilizador Discussão:Wuopisht|discussão]]) 10h33min de 4 de março de 2025 (UTC) ::::::Nunca utilizei muito essas ferramentes para ser sincero, mas acredito que seja porque o dicionário local só está sendo utilizado no namespace Página e não no Main namespace. Para resolver isso, creio eu, que utilizando o dicionário local em [[S. Bernardo (1934)/Capítulo IV]] resolva, ao invés de usar em [[Página:Graciliano Ramos - S. Bernardo (1934).pdf/26]]. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 14h43min de 4 de março de 2025 (UTC) == Licenciamento de materiais da OCDE == Estou fazendo uma disciplina sobre Ciência Aberta esse semestre na UNICAMP, e percebi que vários dos "documentos fundadores" sobre ciência aberta não estão no Wikisource. Com certa ironia, vários deles foram publicados sob licenças fechadas - incluindo a [[doi:10.1787/9789264034020-en-fr|declaração de 2007]] da OCDE sobre o tema. No entanto, olhando os [https://www.oecd.org/en/about/terms-conditions.html termos e condições] dos conteúdos da OCDE, consta que agora sob uma nova política, todos os conteúdos publicados após julho de 2024 estarão em CC BY 4.0. Além disso, ficou disposta a seguinte resolução, alterando retroativamente o licenseamento para textos anteriores à julho de 2024: * Uso, cópia e distribuição: Livre para fins comerciais e não comerciais, desde que citada a fonte original: "OECD (ano), Título, URL". * Adaptações: Permitidas (comerciais ou não), mas sem uso de logo/identidade visual da OCDE. Adicionar: "Adaptação de obra da OCDE. As opiniões expressas não representam a visão oficial da OCDE ou seus países-membros". * Traduções não comerciais: Permitidas sem autorização, desde que semuso de elementos visuais da OCDE. Incluir aviso: "Em caso de divergências, o texto original prevalece". Tendo isso em vista, fiquei na dúvida se documentos como esse de 2007 estariam compatíveis com a licença que usamos no Wikisource, e resolvi pedir ajuda aqui. Agradeço desde já pra quem puder dar uma luz. [[Utilizador:Parzeus|Parzeus]] ([[Utilizador Discussão:Parzeus|discussão]]) 03h51min de 25 de março de 2025 (UTC) :Olha... eu abriria uma discussão no [[:c:Commons:Village pump]], já que é uma questão mais "internacional". Eu até achei [[:c:Commons:Village pump/Archive/2024/11#Charts built with OECD Data|essa discussão]], mas o assunto não é o mesmo. Se o licenciamento passar no Commons, aí é só transcrever no Wikisource do idioma correspondente. ━ [[User:Albertoleoncio|<span style="font:15px serif; color: #445; text-transform: uppercase;">Albertoleoncio</span>]] [[User talk:Albertoleoncio|<span style="font:italic x-small cursive;color: #777;">Who, me?</span>]] 15h43min de 25 de março de 2025 (UTC) ::{{ping|Parzeus}} também concordo em levar essa discussão para o Commons. Lendo os termos, o fato de precisar de autorização para traduzir (com objetivo comercial) conteúdos anteriores à 1 de julho de 2024 pode ser visto como uma limitação para o Commons (já que em tese, não seria "100% livre"). Mas o de julho de 2024 em diante, pode usar sem problemas. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 11h30min de 26 de março de 2025 (UTC) :Obrigado pela dica, @[[Utilizador:Albertoleoncio|Albertoleoncio]] e @[[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]], publiquei [https://commons.wikimedia.org/wiki/Commons:Village_pump#c-Parzeus-20250403181100-Clarification_on_OECD's_new_licensing_policy_and_compatibility_with_Commons a discussão] lá. Abraços, [[Utilizador:Parzeus|Parzeus]] ([[Utilizador Discussão:Parzeus|discussão]]) 18h12min de 3 de abril de 2025 (UTC) {{Discussão2|Lançamento da Lista de desejos tecnológicos da lusofonia 2025!}} == Wikidata and Sister Projects: An online community event == ''(Apologies for posting in English)'' Hello everyone, I am excited to share news of an upcoming online event called '''[[d:Event:Wikidata_and_Sister_Projects|Wikidata and Sister Projects]]''' celebrating the different ways Wikidata can be used to support or enhance with another Wikimedia project. The event takes place over 4 days between '''May 29 - June 1st, 2025'''. We would like to invite speakers to present at this community event, to hear success stories, challenges, showcase tools or projects you may be working on, where Wikidata has been involved in Wikipedia, Commons, WikiSource and all other WM projects. If you are interested in attending, please [[d:Special:RegisterForEvent/1291|register here]]. If you would like to speak at the event, please fill out this Session Proposal template on the [[d:Event_talk:Wikidata_and_Sister_Projects|event talk page]], where you can also ask any questions you may have. I hope to see you at the event, in the audience or as a speaker, - [[Utilizador:MediaWiki message delivery|MediaWiki message delivery]] ([[Utilizador Discussão:MediaWiki message delivery|discussão]]) 09h19min de 11 de abril de 2025 (UTC) <!-- Mensagem enviada por User:Danny Benjafield (WMDE)@metawiki utilizando a lista em https://meta.wikimedia.org/w/index.php?title=User:Danny_Benjafield_(WMDE)/MassMessage_Send_List&oldid=28525705 --> {{Discussão2|Candidatura a adminstradora}} {{Discussão2|Vote nas propostas da Lista de Desejos Tecnológicos da Lusofonia 2025!}} == Modernização manual de ortografia == Há como configurar, manualmente, uma versão com ortografia modernizada? Imagino que não na mesma página, mas talvez em páginas separadas? Algum conselho? É praticamente inviável montar um dicionário completo de "grafias arcaicas" para se modernizar automaticamente — no máximo, pode se tentar alguma integração com o Wiktionary em inglês. Eu venho adicionando zilhões de palavras lá. [[Utilizador:Polomo47|Polomo47]] ([[Utilizador Discussão:Polomo47|discussão]]) 20h01min de 12 de maio de 2025 (UTC) {{Discussão2|Plano Estratégico da Wikimedia Portugal para 2026-2028}} {{Discussão2|Tratado de Amizade e Comércio Sino-Português}} {{Discussão2|Tratado descritivo do Brasil em 1587}} == Wikidata Item and Property labels soon displayed in Wiki Watchlist/Recent Changes == ''(Apologies for posting in English, you can help by translating into your language)'' Hello everyone, the [[m:Wikidata_For_Wikimedia_Projects/Clearer_Wikidata_Edit_Summaries/Resolve_Labels|Wikidata For Wikimedia Projects]] team is excited to announce an upcoming change in how Wikidata edit changelogs are displayed in your [[Special:Watchlist|Watchlists]] and [[Special:RecentChanges|Recent Changes]] lists. If an edit is made on Wikidata that affects a page in another Wikimedia Project, the changelog will contain some information about the nature of the edit. This can include a QID (or Q-number), a PID (or P-number) and a value (which can be text, numbers, dates, or also QID or PID’s). Confused by these terms? See the [[d:Special:MyLanguage/Wikidata:Glossary|Wikidata:Glossary]] for further explanations. The upcoming change is scheduled for '''17.07.2025''', between '''1300 - 1500 UTC'''. The change will display the label (item name) alongside any QID or PIDs, as seen in the image below: [[File:Apr10 edit summary on Wikidata.png|An edit sum entry on Wikidata, labels display alongside their P- and Q-no.'s]] These changes will only be visible if you have Wikidata edits enabled in your User Preferences for Watchlists and Recent Changes, or have the active filter ‘Wikidata edits’ checkbox toggled on, directly on the Watchlist and Recent Changes pages. Your bot and gadget may be affected! There are thousands of bots, gadgets and user-scripts and whilst we have researched potential effects to many of them, we cannot guarantee there won’t be some that are broken or affected by this change. Further information and context about this change, including how your bot may be affected can be found on this [[m:Wikidata_For_Wikimedia_Projects/Clearer_Wikidata_Edit_Summaries/Resolve_Labels|project task page]]. We welcome your questions and feedback, please write to us on this dedicated [[m:Talk:Wikidata_For_Wikimedia_Projects/Clearer_Wikidata_Edit_Summaries/Resolve_Labels|Talk page]]. Thank you, - [[m:User:Danny_Benjafield_(WMDE)|Danny Benjafield (WMDE)]] on behalf of the Wikidata For Wikimedia Projects Team. [[Utilizador:MediaWiki message delivery|MediaWiki message delivery]] ([[Utilizador Discussão:MediaWiki message delivery|discussão]]) 12h46min de 14 de julho de 2025 (UTC) <!-- Mensagem enviada por User:Danny Benjafield (WMDE)@metawiki utilizando a lista em https://meta.wikimedia.org/w/index.php?title=User:Danny_Benjafield_(WMDE)/MassMessage_Test_List&oldid=28981877 --> {{Discussão2|Itens por validar na página principal?}} {{Discussão2|Crônica da Companhia de Jesus}} {{Discussão2|Proofreader mobile}} Lá na lista de desejos da comunidade foi iniciada a votação de uma [[meta:Community_Wishlist/W153|proposta]] para a criação de uma versão mobile da ferramenta de proofreading do Wikisource. Acredito que se aceita, poderá atrair mais editores além do desktop (convenhamos que hoje em dia muitos usam mais o celular que o computador)... [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 23h38min de 23 de outubro de 2025 (UTC) == Manutenção == Pra quem puder fazer a manutenção, aqui tem alguns livros que precisam de uma galeria: *[[Alma Cabocla]] ([[:commons:File:Alma Cabocla (1922).pdf|arquivo]]) *[[Constituição do Brasil de 1937]] ([https://imprensa2.in.gov.br/o/biblioteca-digital-internet-lf7_1-ce-theme/pdf/index.html?file=https://imprensa2.in.gov.br/documents/20127/0/Constitui%C3%A7%C3%A3o+dos+Estados+Unidos+do+Brasil+e+Leis+Constitucionais+ns.+1%2C2%2C3+e+4+--1940.pdf/d5900259-f500-fdc1-cf96-585eff50cc93 ed. 2], [https://imprensa2.in.gov.br/iw/pesquisa?p_p_id=com_liferay_portal_search_web_search_results_portlet_SearchResultsPortlet_INSTANCE_xHpQvTWgIGX0&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&_com_liferay_portal_search_web_search_results_portlet_SearchResultsPortlet_INSTANCE_xHpQvTWgIGX0_mvcPath=%2Fview_content.jsp&_com_liferay_portal_search_web_search_results_portlet_SearchResultsPortlet_INSTANCE_xHpQvTWgIGX0_redirect=%2Fpesquisa%3Fq%3Dtitle%3A%2522constitui%25C3%25A7%25C3%25A3o%2520%2522&_com_liferay_portal_search_web_search_results_portlet_SearchResultsPortlet_INSTANCE_xHpQvTWgIGX0_assetEntryId=1318210&_com_liferay_portal_search_web_search_results_portlet_SearchResultsPortlet_INSTANCE_xHpQvTWgIGX0_type=content ed. 1]) *[[A Retirada da Laguna]] ([https://www.jstor.org/stable/community.38771372 1]) [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 16h45min de 16 de janeiro de 2026 (UTC) :{{Ping|Junglk}} se quiser adicionar isso na sua lista de manutenção, fique à vontade! Sei que no Ws em inglês tem um bot pra esse tipo de coisa... :/ Aqui tá limitado: no celular não tenho como ajudar no proofreading por muito tempo, mas ainda volto pra trazer algo que encontrei hahaha [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 02h13min de 17 de janeiro de 2026 (UTC) ::Eventualmente seria interessante adicionar o [[:en:User:SnowyCinema/QuickTranscribe|Quick transcribe]] aqui (quem sabe, se acelerando tudo de forma segura, daria pra atrair mais usuários e leitores...). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 02h18min de 17 de janeiro de 2026 (UTC) :::Olá Erick! Primeiramente obrigado pelos pedidos ;D, adicionei a galeria do Alma Cabocla, a obra A Retirada da Laguna já tem uma galeria ([[Galeria:A Retirada da Laguna.djvu]]) mas mesmo assim adicionei a edição da biblioteca do Oliveira Lima no Commons. Com relação das duas edições da constituição de 37 as adicionei como ficheiro pois não acredito estar em domínio público nos USA, iria adicionar a galeria mas reparei fazendo o pagelist que ambas estão incompletas (a primeira edição falta as páginas 10 e 11 e a segunda omite a Lei Constitucional N. 2. :::{{br}} :::Com relação a esse Quick Transcribe não tinha ouvido falar dele antes, ele é útil assim? Acha que é complicado importar pra cá? Vou dar uma pesquisada nele depois com calma. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 15h18min de 17 de janeiro de 2026 (UTC) ::::{{Ping|Junglk}} A Constituição, enquanto texto legal, jamais teve proteção de copyright (nem na lei de 1916, na dos anos 70 ou na LDA). A edição da Imprensa Nacional ou do Departamento de Imprensa e Propaganda: como obras da União, entraram em domínio público [https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L3071.htm#art662 15 anos após a publicação] (Código Civil de 1916), bem antes da data do URAA (mesma situação de [[Dois discursos]]). Portanto, ela está sim em domínio público tanto no Brasil quanto nos EUA e não existe impedimento de colocar no Commons. Da pra colocar todas as obras do DIP ou do Imprensa Nacional (até os anos 80) no Commons, pois o status como obra governamental vem antes do falecimento do autor. ::::Quanto ao QuickTranscribe, ele ainda é experimental, mas acho que ele pode ser útil, ainda mais se adaptar para as grafias da língua portuguesa. ::::[[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 15h35min de 17 de janeiro de 2026 (UTC) :::::@[[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]]: Poxa preciso melhorar meus conhecimentos de domínio público haha, não sabia desses detalhes! Obrigado por informar, vou colocar no Commons, obrigado pelo aviso. Sobre o QuickTranscribe vi que o último commit do repo deles foi há 2 anos, você sabe se eles ainda estão ativos nessa ferramenta? Pelo GitHub não parece muito não, o que é uma pena. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 15h42min de 17 de janeiro de 2026 (UTC) ::::::{{Ping|Junglk}} não há de quê! Eu meio que me exaltei um pouco, pois me interesso muito por esse assunto (até hoje não entendi pq removeram essa regra de 15 anos da lei de direitos autorais) e existem algumas brechas que aumentam o número de obras liberadas (como a falta de herdeiros). No momento eu tô "enchendo o saco" para o Google Books liberar o material do DIP, como a tradução inglesa da constituição de 1937. Mas até meus conhecimentos tem limites: não se se as traduções inglesa, espanhola e nheengatu que o STF fez da constituição (ou o relatório da explosão do VLS-1 em 2003) cairia na isenção do Art. 8 da LDA (leis e "outros atos oficiais" não teriam proteção). ::::::Acho que faz mais de um ano que falei com o criador do projeto. De toda forma, sei que aqui costumava ter um app (GiroBot?) que tinha o mesmo objetivo, mas caiu em desuso e ficou muito desatualizado. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 15h55min de 17 de janeiro de 2026 (UTC) :::::::{{Ping|Junglk}} perguntei pro SnowyCinema no Ws em inglês e o projeto ainda é experimental -- e ele está dividindo o tempo com outros projetos, de forma que não teve muito avanço no último ano. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 17h55min de 18 de janeiro de 2026 (UTC) ::::::::Poxa, uma pena mesmo. Assim que o projeto voltar a ter mais frequentes atualizações ou se estabilizar podemos pensar em migrar para cá. Estava dando uma olhada ontem e parece ser bem útil mesmo, automatiza bastante partes do processo de transcrição. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 18h28min de 18 de janeiro de 2026 (UTC) :::::::::{{Ping|Junglk}} poisé! No mínimo ele poderia ajudar a agilizar obras mais "puxadas", que no geral envolveram listas e materiais bibliográficos, enquanto obras de prosa continuariam tendo uma transcrição mais humana. :::::::::E acordei hoje com uma ótima notícia: o IAI finalmente começou a publicar as [https://resolver.iai.spk-berlin.de/IAI00007A9D00000000 traduções] das obras do Verne (século 19). Até o momento eles liberaram o Da Terra à Lua, A Roda da Lua (continuação) e Volta ao Mundo em 80 Dias. No final eles deverão liberar por volta de 80 exemplares, pelo o que indica o acervo local (não digital). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 12h11min de 22 de janeiro de 2026 (UTC) ::::::::::Caramba que notícia incrível! Tu é demais cara, conseguir convencer eles de digitalizar tantas obras, vai ser muito legal mesmo para o nosso projeto. Você já quer que eu transfira lá para o Commons? Ou devemos esperar todos os livros? Pelo que vi, acho que adicionaram outro (Os inglezes no Polo Norte) então acho que eles já fizeram um boa parte da digitalização. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 14h20min de 22 de janeiro de 2026 (UTC) :::::::::::{{Ping|Junglk}} obrigado! Eu fiz o pedido há várias semanas e, quando confirmaram que os livros eram antigos o suficiente, falaram que iam digitalizar -- mas demoraria pra liberar. Acho que o ideal é ir já mandando pro Commons, assim evita ficar muito cheio lá na frente (assim já dá pra arrumar o wikidata e relação de idiomas) -- eu só não coloco pq o mobile do Commons é mais pra imagem, e parece que só dá pra achar o PDF no iai pelo desktop. Talvez dê pra usar esses livros para atrair novos usuários, considerando a popularidade do Verne. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 16h53min de 22 de janeiro de 2026 (UTC) ::::::::::::@[[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]]: Adicionei lá no Commons as edições disponíveis (vê se não fiz alguma besteira, estão [[commons:Category:Books by Jules Verne translated into Portuguese|nessa]] categoria). Só ainda não mexi com o Wikidata, tem como tu dar uma olhada nessa parte? Se não der, me avisa o que preciso fazer pra ajudar! [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 19h05min de 22 de janeiro de 2026 (UTC) :::::::::::::{{Ping|Junglk}} Opa! Acabei de ver aqui e parece que está tudo certo (só achei meio redundante categorizar tanto na categoria principal quanto na subcategoria, mas tudo bem). :::::::::::::Quando ao Wikidata: as coisas são facilitadas pela predefinição books. Você consegue ver que ao lado do título da caixa informativa tem alguns links. O último link é do Quickstatments, que importa a informação da caixa para o Wikidata (funciona melhor quando a obra é em inglês). No desktop (eles não adaptaram a interface pro mobile) é algo de poucos segundos e no fim só precisa de algumas correções (data, conexão com a obra original e vice-versa [assim já interliga a tradução e o original] e esse tipo de coisa). Também seria possível adicionar o "código" da fonte original, mas não achei o caminho do IAI. No fim, é só adicionar o código WD (Q***) na predefinição do Commons. Fiz isso no Volta ao Mundo, mas é algo só ágil mesmo no desktop. Caso também for adicionando a galeria, [https://ws-page-game.toolforge.org/ este app] agiliza bastante a listagem de páginas (acho mais intuitivo do que é usado localmente). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 21h22min de 25 de janeiro de 2026 (UTC) ::::::::::::::Adicionei os PDFs nas subcategorias de [[:Commons:Category:Books by Jules Verne|Category:Books by Jules Verne]]. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 21h35min de 25 de janeiro de 2026 (UTC) :::::::::::::::{{Ping|Junglk}} só passando pra avisar: eles adicionaram mais algumas coisas desde então. Se tiver um app RSS, da pra acompanhar [https://digital.iai.spk-berlin.de/viewer/api/v1/records/rss/?query=%2B%28%28%2B%28MD_AUTHOR%3A%28jules+AND+verne%29%29%29%29 neste link]. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 16h36min de 26 de janeiro de 2026 (UTC) ::::::::::::::::@[[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]]: Sim, dei uma olhada hoje de manhã e vi que eles postaram mais! Já upei no Commons, só vou adicionar os templates e mexer no Wikidata desses novas e dos antigos seguindo seus conselhos. Obrigado pelo link RSS, será bem útil. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 16h43min de 26 de janeiro de 2026 (UTC) :::::::::::::::::Entendido e não há de quê! Acho que logo dará pra montar algum tipo de anúncio pra comunidade lusófona: considerando a popularidade do Julio Verne, deve ser a melhor forma de atrair leitores e editores (Da Terra à Lua, 20 mil leguas, Volta ao Mundo e Viagem ao centro da Terra seriam os que tem mais chance de atrair interesse, com os demais ficando pro longo prazo - até deixei algumas sugestões lá no fórum do LibriVox). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 20h12min de 26 de janeiro de 2026 (UTC) ;Continuando Opa, {{ping|Junglk}}, tudo bem? Tô passando aqui pq a BBM da USP me respondeu com alguns livros que sugeri a digitalização ano passado: *Os Miseráveis: [https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8858 vol 1], [https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8857 2] e [https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8856 3]. *Mais Verne (edições alternativas): [https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8860 Volta ao mundo] (8 ed); [https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8861 a estrela do sul] (edição brasileira). Aquela fonte de antes já chegou ao fim do que eles tinham na coleção. Infelizmente faltam algumas coisas, mas já é a maior fonte de traduções do Verne que temos. Em breve teremos mais links (acho que faltam outros dois volumes dos Miseráveis). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 20h14min de 6 de março de 2026 (UTC) :Que massa, uma obra gigantesca do grande Hugo! :Peço perdão pela ausência no projeto nesses últimos meses, ando bem enrolado com outras coisas/projetos (mas sempre entro aqui pra conferir como estão as coisas). Irei upar no Commons essas obras, muito obrigado pelo aviso! Qualquer coisa estou aqui! [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 21h51min de 6 de março de 2026 (UTC) ::{{Ping|Junglk}} opa! No fim acabou levando mais do que esperei (eram só aqueles volumes dos Miseráveis mesmo -- fiquei com a impressão que eles iriam digitalizar a primeira edição portuguesa, que é a mais antiga, enquanto focaram na versão brasileira). ::Hoje a brasiliana liberou um punhado de [https://digital.bbm.usp.br/browse?type=author&value=Andrade%2C+Oswald+de%2C+1890-1954 livros] do Oswald de Andrade e nos últimos tempos até mais do [https://digital.bbm.usp.br/browse?type=author&value=Ramos%2C+Graciliano%2C+1892-1953 Graciliano Ramos]. Mais cedo consegui enviar o [[Galeria:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf|Narizinho arrebitado]] (1921) pelo url2commons no celular -- esse é um dos livros que daria para agilizar rapidamente, e há tempos que estou atrás dessas "edições fundadoras" do Sítio (que possuem um valor imenso para pesquisadores - no caso, esse expande o [[A Menina do Narizinho Arrebitado]]). Em breve a Biblioteca do Senado deve digitalizar os livros do Henry Ford que o Lobato traduziu (infelizmente uma edição posterior a 1930, mas imagino que de para argumentar o uso no Commons pelo fato da primeira edição datar da década de 1920). ::Por curiosidade, encontrei esse [https://www.migalhas.com.br/quentes/314015/ha-90-anos--brasileiro-previu-o-surgimento-da-internet artigo especulativo] (imaginando a internet há mais de 90 anos) de autor falecido em 1928. Se tiver a fim, é daquele tipo que dá para transcrever em pouco tempo. Até! [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 19h30min de 14 de abril de 2026 (UTC) :::{{ping|Junglk}} estou passando pra avisar que agora estou com um notebook novo, e aos poucos voltarei a apoiar o projeto de forma mais profunda. Até! [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 19h01min de 7 de maio de 2026 (UTC) ::::Fala @[[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]]! Peço perdão pela minha ausência no projeto, vou tentar fazer algo pelo menos no final de semana. Adicionei a edição da revista "O Cruzeiro" na qual aquele artigo que você mencionou aparece ([[Galeria:O Cruzeiro (1928 - N001).pdf|fásciculo]]), vou começar a mexer nele assim que possível! ::::Fico feliz que tenha conseguido um note novo, é uma ótima notícia. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 23h18min de 8 de maio de 2026 (UTC) :::::Opa! Tudo bem! Estou encaminhando o inicio de alguns projetos (como o gigantesco Julio Verne e [[Os Miseráveis]]), enquanto fico na espera de outros livros (a Brasiliana da USP deve liberar ainda mais com o tempo). Notado! Muito obrigado! Estou me acostumando com o novo teclado, e me alegro em voltar a ficar ativo por aqui! [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 23h40min de 8 de maio de 2026 (UTC) == Boletim Bibliografico da Biblioteca Nacional == O Boletim Bibliografico da Biblioteca Nacional pode ser tanto um projeto interessante de transcrição (principalmente se for possível automatizar a maior parte do processo) quanto fonte de obras e autores para o Wikisource: *[http://memoria.bn.gov.br/DocReader/001260/1 1918-1921] *[http://memoria.bn.gov.br/docreader/430870/1 1938-1982] Imagino que os exemplares entrem como "PD-Brazil-Gov" (ou equivalente) no Commons. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 13h47min de 17 de janeiro de 2026 (UTC) :As edições 1918-1921 é possível colocar no commons com o template PD-Brazil-Gov mesmo, entretanto as outras acredito que somente como Ficheiro aqui no pt.wikisource, pois apesar de estar em domínio público no Brasil precisa estar em domínio público lá também. Admito que esse é bem mais trabalhoso pois infelizmente a BN não disponibilizou os PDF então é necessário baixar imagem por imagem... Vou tentar aos poucos fazer os de 1918-1921. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 15h27min de 17 de janeiro de 2026 (UTC) ::Tudo dá pra adicionar como PD-Brasil-Gov, já que 1983 é a última data aceita (caindo em domínio público em 1/1/1998, antes da vigência da LDA atual). Mas para PD-1996, a última data é 1981. De 1916 até 1983 tudo produzido pela união, com excessão de leis e obras do tipo (que não tinha proteção) caia em domínio público após 15 anos da publicação. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 15h44min de 17 de janeiro de 2026 (UTC) {{Discussão2|Escreva aqui o nome do tópico}} == Electro information == Bom Aprendizado [[Especial:Contribuições/&#126;2026-21619-32|&#126;2026-21619-32]] ([[Utilizador Discussão:&#126;2026-21619-32|discussão]]) 11h01min de 8 de abril de 2026 (UTC) {{Discussão2|Tratado de Tordesilhas}} {{Discussão2|Páginas de autor}} {{Discussão2|Nova candidatura a administradora}} {{Discussão2|Validação de Como se deve escrever a história do Brasil, de Carl von Martius}} == <span lang="en" dir="ltr">Migration to Parsoid</span> == <div lang="en" dir="ltr"> <section begin="announcement-content" /> <em>[[m:Special:MyLanguage/Wikimedia Foundation/Product and Technology/Parsoid Read Views/Read View Announcement|Read this in another language]]</em> Hello everyone! I am glad to inform you that as the next step in the [[mw:Special:MyLanguage/Parsoid/Parser Unification|Parser Unification]] project, Parsoid will soon be turned on as the default article renderer on your wiki. We are gradually increasing the number of wikis using Parsoid, with the intention of making it the default wikitext parser for MediaWiki's next long-term support release. This will make our wikis more reliable and consistent for editors, readers, and tools to use, as well as making the development of future wikitext features easier. If this disrupts your workflow, don’t worry! You can still opt out through a user preference or turn Parsoid off on the current page using the Tools submenu, as described in the [[mw:Special:MyLanguage/Help:Extension:ParserMigration|Extension:ParserMigration]] documentation. There is [[mw:Special:MyLanguage/Parsoid/Parser Unification/Confidence Framework|more information about our roll-out strategy]] available, including the testing done before we turn on Parsoid for a new wiki. To report bugs and issues, please look at our [[mw:Special:MyLanguage/Parsoid/Parser Unification/Known Issues|known issues]] documentation and if you found a new bug please create a phab ticket and tag the [[phab:project/view/5846|Content Transform Team in Phabricator]]. <section end="announcement-content" /> </div> [[mw:User:MSantos (WMF)|Content Transform Team]] 16h31min de 3 de agosto de 2026 (UTC) <!-- Mensagem enviada por User:MSantos (WMF)@metawiki utilizando a lista em https://meta.wikimedia.org/w/index.php?title=Distribution_list/Global_message_delivery/Wikisource&oldid=28221043 --> {{Discussão2|Conflito de módulos}} == Pedido de verificação de site - Palácio do Planalto == Olá. Gostaria de solicitar que a página do [https://www.gov.br/planalto/pt-br Palácio do Planalto] seja inclusa na lista de [[Wikisource:Sítios com conteúdos livres|sites avaliados]], já que o mesmo é usado para disponibilizar leis de maneira muito mais simples do que pelo Diário Oficial da União. [[Utilizador:Notsonotoriousbig|Notsonotoriousbig]] ([[Utilizador Discussão:Notsonotoriousbig|discussão]]) 21h25min de 19 de agosto de 2026 (UTC) 9pu8lfmuui2cbnt25wxinu0h6pymsoh Contos para a infância 0 39042 559591 336013 2026-08-20T03:14:35Z Trooper57 24584 [[Ajuda:SEA|←]] feito redirecionamento para [[Contos para a infancia]] 559591 wikitext text/x-wiki #redirect:[[contos para a infancia]] s7mnza2etb1maftilusmt7foej4kpdz A mãe (Contos para a infancia) 0 39043 559575 244053 2026-08-20T02:07:20Z Trooper57 24584 Trooper57 moveu [[A mãe (conto)]] para [[A mãe (Contos para a infancia)]] 244053 wikitext text/x-wiki {{navegar |obra=A mãe |autor=Desconhecido |notas={{integra|conto=[[Contos para a infância]]|agrupado=1}} }} Estava uma mãe muito aflita, sentada ao pé do berço do seu filho, com medo que lhe morresse. A criancinha pálida tinha os olhos fechados. Respirava com dificuldade, e às vezes tão profundamente, que parecia gemer; mas a mãe causava ainda mais lástima do que o pequenino moribundo. Nisto bateram à porta, e entrou um pobre homem muito velho, embuçado numa manta de arrieiro. Era no Inverno. Lá fora estava tudo coberto de neve e de gelo, e o vento cortava como uma navalha. O pobre homem tremia de frio; a criança adormecera por alguns instantes, e a mãe levantou-se a pôr ao lume uma caneca com cerveja. O velho começou a embalar a criança, e a mãe, pegando numa cadeira, sentou-se ao lado dele. E contemplando o seu filhinho doente, que respirava cada vez com mais dificuldade, pegou-lhe na mãozinha descarnada e disse para o velho: Oh! Nosso Senhor não mo há-de levar! não é verdade?— E o velho, que era a Morte, meneou a cabeça duma maneira estranha, em ar de dúvida. A mãe deixou pender a fronte para o chão, e as lágrimas corriam-lhe em fio pela cara. Sentiu-se estonteada com um grande peso de cabeça; estava sem dormir havia três dias e três noites. Passou ligeiramente pelo sono, durante um minuto, e despertou sobressaltada a tremer de frio. — Que é isto! exclamou, lançando à volta de si o olhar alucinado. O berço estava vazio. O velho tinha-se ido embora, roubando-lhe a criança. A pobre mãe saiu precipitadamente, gritando pelo filho. Encontrou uma mulher sentada no meio da neve, vestida de luto. «A Morte entrou-te em casa, disse-lhe ela. Via sair a correr levando teu filho. Anda mais depressa que o vento, e o que ela furta nunca o torna a entregar.» — Por onde foi ela? gritou a mãe. Diz-mo pelo amor de Deus!» — Sei o caminho por onde ela foi, respondeu a mulher vestida de preto. Mas só to ensino, se me cantares primeiro todas as canções que cantavas ao teu filho. São lindas, e tens uma voz harmoniosa. Eu sou a Noite e muitas vezes tas ouvi cantar, debulhada em lágrimas. — Cantar-tas-ei todas, todas, mas logo, disse a mãe. Agora não me demores, porque quero encontrar o meu filho.— A Noite ficou silenciosa. A mãe então, desfeita em lágrimas, começou a cantar. Cantou muitas canções, mas as lágrimas foram mais do que as palavras. <poem> No fim disse-lhe a Noite: «Toma à direita, pela floresta escura de pinheiros. Foi por aí que a Morte fugiu com o teu filho.» A mãe correu para a floresta; mas no meio dividia-se o caminho, e não sabia que direcção havia de seguir. Diante dela havia um matagal, cheio de silvas, sem folhas nem flores, de cujos ramos pendia a neve cristalizada. </poem> — Não viste a Morte que levava o meu filho?» perguntou-lhe a mãe. — Vi, respondeu o matagal, mas não te ensino o caminho, senão com a condição de me aqueceres no teu seio, porque estou gelado.» E a mãe estreitou o matagal contra o coração; os espinhos dilaceraram-lhe o peito, donde corria sangue. Mas o matagal vestiu-se de folhas frescas e verdejantes, e cobriu-se de flores numa noite de Inverno frigidíssima, tal é o calor febricitante do seio duma mãe angustiosa. E o matagal ensinou-lhe o caminho que devia seguir. Foi andando, andando, até que chegou à margem dum grande lago, onde não havia nem barcos, nem navios. Não estava suficientemente gelado para se andar por ele, e era demasiadamente profundo para o passar a vau. Contudo, querendo encontrar o seu filho, era necessário atravessá-lo. No delírio do seu amor, atirou-se de bruços a ver se poderia beber toda a água do lago. Era impossível, mas lembrava-se que Deus, por compaixão, faria talvez um milagre. — Não! não és capaz de me esgotar, disse o lago. Sossega, e entendamo-nos amigavelmente. Gosto de ver pérolas no fundo das minhas águas, e os teus olhos são dum brilho mais suave do que as pérolas mais ricas que eu tenho possuído. Se queres, arranca-os das órbitas à força de chorar, e levar-te-ei à estufa grandiosa, que está do outro lado: essa estufa é a habitação da Morte; e as flores e as árvores que estão lá dentro, é ela quem as cultiva; cada flor e cada árvore é a vida duma criatura humana.» — Oh! o que não darei eu, para reaver o meu filho!» disse a mãe. E apesar de ter já chorado tantas lágrimas, chorou com mais amargura do que nunca, e os seus olhos destacaram-se das órbitas e caíram no fundo do lago, transformando-se em duas pérolas, como ainda as não teve no mundo uma rainha. O lago então ergueu-a, e com um movimento de ondulação depositou-a na outra margem, aonde havia um maravilhoso edifício, com mais de uma légua de comprido. De longe não se sabia se era uma construção artística ou uma montanha com grutas e florestas. Mas a pobre mãe não podia ver nada; tinha dado os seus olhos. — Como hei-de eu reconhecer a Morte que me roubou o meu filho!» bradou ela desesperada. — A Morte ainda não chegou, respondeu-lhe uma boa velha, que andava dum lado para o outro, inspeccionando a estufa e cuidando das plantas. Como vieste tu aqui parar? Quem te ensinou o caminho?» — Deus auxiliou-me, respondeu ela. Deus é misericordioso. Compadece-te de mim, e diz-me onde está o meu filho.» — Eu não o conheço, e tu és cega, disse a velha. Há aqui muitas plantas e muitas árvores, que murcharam esta noite: a Morte não tarda aí para as tirar da estufa. Deves saber, que toda a criatura humana tem neste sítio uma árvore ou uma flor, que representam a sua vida e que morrem com ela. Parecem plantas como quaisquer outras, mas tocando-lhes, sente-se bater um coração. Guia-te por isto, e talvez reconheças as pulsações do coração de teu filho. E que davas tu por eu te ensinar o que tens ainda de fazer?» — Já não tenho nada que te dar, disse a pobre mãe. Mas irei até ao fim do mundo buscar o que tu quiseres.—«Fora daqui não preciso de nada, respondeu a velha. Dá-me os teus longos cabelos negros; tu sabes que são belos, e agradam-me. Trocá-los-ei pelos meus cabelos brancos.»—Não pedes mais nada do que isso? disse a mãe. Aí os tens, dou-tos de boa vontade.» E arrancou os seus magníficos cabelos, que tinham sido outrora o seu orgulho de rapariga, recebendo em troca os cabelos curtos e inteiramente brancos da velha. Esta levou-a pela mão à grande estufa, onde crescia exuberantemente uma vegetação maravilhosa. Viam-se debaixo de campânulas de cristal jacintos mimosíssimos ao lado de peónias inchadas e ordinárias. Havia também plantas aquáticas, umas cheias de seiva, outras meio murchas, e em cujas raízes se enovelavam cobras asquerosas. Mais longe erguiam-se palmeiras soberbas, carvalhos e plátanos frondosos; depois num outro sítio isolado havia canteiros de salsa, tomilho, hortelã e outras plantas humildes que representavam o género de utilidade das pessoas que elas simbolizavam. Havia ainda grandes arbustos em vasos demasiadamente estreitos, que pareciam rebentar; mas viam-se também florzitas insignificantes, em vasos de porcelana, na melhor terra, circundadas de musgo, tratadas com esmero delicadíssimo. Tudo isso representava a vida dos homens, que a essa hora existiam no mundo, desde a China até à Groenlândia. A velha queria mostrar-lhe todas estas coisas misteriosas, mas a mãe impacientada pediu-lhe que a levasse ao sítio onde estavam as plantas pequeninas; tacteava-as, apalpava-as, para lhes sentir o bater do coração, e, depois de ter tocado em milhares delas, reconheceu as pulsações do coração do seu filho. — É ele!» exclamou, lançando a mão a um açafroeiro, que, pendido sobre a terra, parecia completamente estiolado. — Não lhe toques, disse a velha. Fica neste sítio; e quando a Morte vier, que não tarda, proíbe-lhe que arranque esta planta; ameaça-a de arrancar todas as flores que estão aqui. A Morte terá medo, porque tem de dar conta delas a Deus. Nenhuma pode ser arrancada sem o seu consentimento.» Nisto sentiu-se um vento glacial, e a mãe adivinhou que era a Morte, que se aproximava. <poem> — Como é que deste com o caminho? perguntou-lhe a Morte. Chegar ainda primeiro do que eu! Como o conseguiste?—«Sou mãe» respondeu ela. E a Morte estendeu a sua mão ganchosa para o pequenino açafroeiro. </poem> Mas a mãe protegia-o violentamente com ambas as mãos, tendo o cuidado de não ferir uma só das pequeninas pétalas. Então a Morte soprou-lhe nas mãos, fazendo-lhas cair inanimadas. O hálito da Morte era mais frio do que os ventos enregelados do Inverno. — Não podes nada comigo!» disse a Morte.—Mas Deus tem mais força do que tu, respondeu a mãe.»—«É verdade, mas eu não faço senão aquilo que ele manda. Sou o seu jardineiro. Todas estas plantas, árvores e arbustos, quando começam a murchar, transplanto-as para outros jardins, um dos quais é o grande jardim do Paraíso. São regiões desconhecidas; ninguém sabe o que se lá passa.» — Misericórdia! misericórdia! soluçou a mãe. Não me roubem o meu filho, agora que acabo de o encontrar!» Suplicava e gemia. A Morte conservava-se impassível; agarrou então instantaneamente em duas flores lindíssimas e disse à Morte: «Tu desprezas-me, mas olha, vou arrancar, despedaçar não só esta, mas todas as flores que estão aqui! — Não as arranques, não as mates, bradou a Morte. Dizes que és desgraçada, e querias ir partir o coração de outra mãe!—«Outra mãe!» disse a pobre mulher, largando as flores imediatamente. —Toma, aqui tens os teus olhos, disse a Morte. Brilhavam tão suavemente que os tirei do lago. Não sabia que eram teus. Mete-os nas órbitas, e olha para o fundo deste poço; vê o que ias destruir, se arrancasses estas flores. Verás passar nos reflexos da água, como numa miragem, a sorte destinada a cada uma dessas duas flores, e a que teria tido o teu filho, se porventura vivesse.» Debruçou-se no poço, e viu passar imagens de felicidade e alegria, quadros risonhos e deliciosos, e logo depois cenas terríveis de miséria, de angústias e de desolação. — Nisto que eu vejo, disse a mãe aflitíssima, não distingo qual era a sorte que Deus destinava ao meu filho.» — Não posso dizer-to, respondeu a Morte. Mas repito-te, em tudo isto que te apareceu viste o que no mundo havia de suceder ao teu filho.» A mãe desvairada, lançou-se de joelhos exclamando: Suplico-te, diz-me: era a sorte infeliz a que lhe estava reservada? Não é verdade! Fala! Não me respondes? Oh! na dúvida, leva-o, leva-o, não vá ele sofrer desgraças tão horríveis. O meu querido filho! Quero-lho mais que à minha vida. As angústias que sejam para mim. Leva-o para o reino dos céus. Esquece as minhas lágrimas, as minhas súplicas, esquece tudo o que fiz e tudo o que disse.» — Não te compreendo, respondeu a Morte: Queres que te entregue o teu filho ou que o leve para a região desconhecida de que não posso falar-te!» Então a mãe alucinada, convulsa, torcendo os braços, deitou-se de joelhos e dirigindo-se a Deus exclamou: «Não me ouças, Senhor, se reclamo no fundo do meu coração contra a tua vontade que é sempre justa! Não me atendas meu Deus!» E deixou cair a cabeça sobre o peito, mergulhada na sua agonia dilacerante. E a Morte arrancou o pequenino açafroeiro, e foi transplantá-lo no jardim do paraíso. [[Categoria:Contos para a infância]] nwpmdxcbcru3jj1ywjgkbuvsw3pj07k 559577 559575 2026-08-20T02:07:51Z Trooper57 24584 [[Ajuda:SEA|←]] texto trocado por '<pages index="Contos para a infancia.djvu" from="2" to="10" header=1 /> [[Categoria:1877]] [[Categoria:Guerra Junqueiro]] [[Categoria:Contos para a infância]] [[Categoria:Contos portugueses]]' 559577 wikitext text/x-wiki <pages index="Contos para a infancia.djvu" from="2" to="10" header=1 /> [[Categoria:1877]] [[Categoria:Guerra Junqueiro]] [[Categoria:Contos para a infância]] [[Categoria:Contos portugueses]] h07hl0khwqn9gyrb1rvukthe4t7oex9 O ouro 0 39044 559573 336012 2026-08-20T02:04:09Z Trooper57 24584 559573 wikitext text/x-wiki <pages index="Contos para a infancia.djvu" include="11" header=1 notas="{{Ouça|O ouro - LibriVox.ogg}}" /> [[Categoria:1877]] [[Categoria:Guerra Junqueiro]] [[Categoria:Contos para a infância]] [[Categoria:Contos portugueses]] b1r71zzqpml4dm6e3p4gtp1mkdms0c2 Doçura e bondade 0 39045 559585 336011 2026-08-20T02:53:01Z Trooper57 24584 559585 wikitext text/x-wiki <pages index="Contos para a infancia.djvu" from="12" to="12" header=1 notas="{{Ouça|Doçura e bondade - LibriVox.ogg}}" /> [[Categoria:1877]] [[Categoria:Guerra Junqueiro]] [[Categoria:Contos para a infância]] [[Categoria:Contos portugueses]] mki9urju8d6hcwei8ow4cop085gzr9e O rico e o pobre 0 39049 559586 244340 2026-08-20T02:54:29Z Trooper57 24584 [[Ajuda:SEA|←]] texto trocado por '<pages index="Contos para a infancia.djvu" from="22" to="24" header=1 notas="{{Ouça|Guerra Junqueiro - O Rico e o Pobre.ogg}}" /> [[Categoria:1877]] [[Categoria:Guerra Junqueiro]] [[Categoria:Contos para a infância]] [[Categoria:Contos portugueses]]' 559586 wikitext text/x-wiki <pages index="Contos para a infancia.djvu" from="22" to="24" header=1 notas="{{Ouça|Guerra Junqueiro - O Rico e o Pobre.ogg}}" /> [[Categoria:1877]] [[Categoria:Guerra Junqueiro]] [[Categoria:Contos para a infância]] [[Categoria:Contos portugueses]] igbo5y9nzfk6g4sm0m2kq4edbmw0xce Os gigantes da montanha e os anões da planície 0 39055 559590 244342 2026-08-20T03:01:35Z Trooper57 24584 [[Ajuda:SEA|←]] feito redirecionamento para [[Os gigantes da montanha e os anões da planicie]] 559590 wikitext text/x-wiki #redirect:[[Os gigantes da montanha e os anões da planicie]] mdx5ipdt2r8i3s2dd0fokn4vklf82zz A criança, o anjo e flor 0 39056 559581 99349 2026-08-20T02:15:50Z Trooper57 24584 [[Ajuda:SEA|←]] feito redirecionamento para [[A creança, o anjo e flor]] 559581 wikitext text/x-wiki #redirect:[[A creança, o anjo e flor]] ttmevmfxaqttg3qw5yonqul4maouu48 Anexo:Imprimir/Contos para a infancia 110 39086 559569 325530 2026-08-20T01:50:27Z Trooper57 24584 559569 wikitext text/x-wiki {{Versão para impressão}} {{:Contos para a infancia}} {{quebra de página}} {{:A mãe (conto)}} {{quebra de página}} {{:O ouro}} {{quebra de página}} {{:Doçura e bondade}} {{quebra de página}} {{:O malmequer}} {{quebra de página}} {{:Não quero}} {{quebra de página}} {{:Piloto}} {{quebra de página}} {{:O rico e o pobre}} {{quebra de página}} {{:Como um camponês aprendeu o Padre Nosso}} {{quebra de página}} {{:O talismã}} {{quebra de página}} {{:A alma}} {{quebra de página}} {{:Alberto}} {{quebra de página}} {{:A canção da cerejeira}} {{quebra de página}} {{:Os gigantes da montanha e os anões da planície}} {{quebra de página}} {{:A criança, o anjo e flor}} {{quebra de página}} {{:Presente por presente}} {{quebra de página}} {{:O pinheiro ambicioso}} {{quebra de página}} {{:Perfeição das obras de Deus}} {{quebra de página}} {{:João e os seus camaradas}} {{quebra de página}} {{:O rabequista}} {{quebra de página}} {{:Os pêssegos}} {{quebra de página}} {{:A urna das lágrimas}} {{quebra de página}} {{:Reconhecimento e ingratidão}} {{quebra de página}} {{:O fato novo do sultão}} {{quebra de página}} {{:Boa sentença}} {{quebra de página}} {{:Os animais agradecidos}} {{quebra de página}} {{:O ermitão}} {{quebra de página}} {{:Carlos Magno e o abade de S. 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Trooper57 24584 [[Ajuda:SEA|←]] feito redirecionamento para [[O rico e o pobre]] 559587 wikitext text/x-wiki #redirect:[[O rico e o pobre]] 9zi9blhwhv1o9mosww5vgb4sqo294ks Os gigantes da montanha e os anões da planicie 0 40952 559589 213293 2026-08-20T03:01:08Z Trooper57 24584 559589 wikitext text/x-wiki <pages index="Contos para a infancia.djvu" from="34" to="35" header=1 notas="{{Ouça|Fairytale002_12_osgigantesdamontanhaeosanoesdaplanicie_junqueiro_ars.ogg}}" /> [[Categoria:1877]] [[Categoria:Guerra Junqueiro]] [[Categoria:Contos para a infância]] [[Categoria:Contos portugueses]] l59gofcpdozztjup3eju9m4wm7yz0fn A creança, o anjo e flor 0 40957 559580 213291 2026-08-20T02:15:39Z Trooper57 24584 559580 wikitext text/x-wiki <pages index="Contos para a infancia.djvu" from="36" to="39" header=1 /> [[Categoria:1877]] [[Categoria:Guerra Junqueiro]] [[Categoria:Contos para a infância]] [[Categoria:Contos portugueses]] 9jvm5g9kihhxxmmpdp631jfpaaebe4f Wikisource:Modernização/Dicionário/pt-PT 4 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*abundantissimas: abundantíssimas *abysmo: abismo *acabavão: acabavam *acabousse: acabou-se *academica: académica *academicas: académicas *academico: académico *academicos: académicos *acauallo: a cavalo *acceder: aceder *accedeu: acedeu *accedi: acedi *acceitar: aceitar *acceitado: aceitado *acceitada: aceitada *acceito: aceito *acceitas: aceitas *acceita: aceita *acceitamos: aceitamos *acceitam: aceitam *acceite: aceite *acceitei: aceitei *acceitaste: aceitaste *acceitou: aceitou *acceitava: aceitava *acceitavam: aceitavam *acceitaria: aceitaria *acceitará: aceitará *acceitárão: aceitaram *accelerar: acelerar *accelerou: acelerou *acceitasse: aceitasse *acceitou: aceitou *accende: acende *accendem: acendem *accender: acender *accendeu: acendeu *accendeu-o: acendeu-o *accendi: acendi *accendia: acendia *accendo: acendo *accento: acento *accentos: acentos *accentuada: acentuada *accentuadas: acentuadas *accentuado: acentuado *accentuados: acentuados *accentuou: acentuou *accessiveis: 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*attendeu: atendeu *attendida: atendida *attendidas: atendidas *attendido: atendido *attendidos: atendidos *attendendo: atendendo *attender: atender *attendermos: atendermos *attenta: atenta *attentado: atentado *attentados: atentados *attentamente: atentamente *attentas: atentas *attentatoria: atentatória *attentatorias: atentatórias *attento: atento *attentou: atentou *attentos: atentos *attenuada: atenuada *attenuadas: atenuadas *attenuado: atenuado *attenuados: atenuados *attenuam: atenuam *atter: ater *atter-se: ater-se *attestada: atestada *attestadas: atestadas *attestado: atestado *attestados: atestados *attestar: atestar *attingia: atingia *attingida: atingida *attingidas: atingidas *attingido: atingido *attingidos: atingidos *attingio: atingiu *attingir: atingir *attingirmos: atingirmos *attingiu: atingiu *attitude: atitude *attitudes: atitudes *attonito: atónito *attonita: atónita *attonitos: atónitos *attonitas: atónitas *attractivos: atrativos *attrahe: atrai *attrahente: 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*auriferas: auríferas *aurifero: aurífero *auriferos: auríferos *ausencia: ausência *ausencias: ausências *Austria: Áustria *Australia: Austrália *austriaca: austríaca *austriacas: austríacas *austriaco: austríaco *austriacos: austríacos *Austria-Hungria: Áustria-Hungria *austro-hungaro: austro-húngaro *austro-hungaros: austro-húngaros *auentura: aventura *auenturado: aventurado *auenturarse: aventurar-se *authentica: autêntica *authenticamente: autenticamente *authenticas: autênticas *authenticidade: autenticidade *authenticidades: autenticidades *authentico: autêntico *authenticos: autênticos *author: autor *authores: autores *authoria: autoria *authorisada: autorizada *automovel: automóvel *automoveis: automóveis *autonoma: autónoma *autonomas: autónomas *autonomo: autónomo *autonomos: autónomos *autophafia: autofagia *autorisa: autoriza *autorisada: autorizada *autorisadas: autorizadas *autorisado: autorizado *autorisados: autorizados *autorisando: autorizando *autorisar: autorizar *auxilio: auxílio *auxilios: auxílios *auysamento: aviso //<ref name="typo:ent"/> *auysamentos: avisos *auysamentos: avisos //<ref name="typo:ent"/> *avaliaveis: avaliáveis *avassallada: avassalada *avassalladas: avassaladas *avassallado: avassalado *avassallador: avassalador *avassalladora: avassaladora *avassalladores: avassaladores *avassallados: avassalados *avelludado: aveludado *avelludada: aveludada *avelludados: aveludados *avelludadas: aveludadas *avermelhão: avermelham *avida: ávida *avidas: ávidas *avido: ávido *avidos: ávidos *avistavamos: avistávamos *avivavão: avivavam *avtor: autor *avultão: avultam *avysamentos: avisos *ay: aí *aza: asa *azas: asas *aziága: aziaga *aziágas: aziagas *aziágo: aziago *aziágos: aziagos *azues: azuis :acontecẽ: acontecem //<ref name="typo:em">[[oldwikisource:User:Helder.wiki/Scripts/LanguageConverter.js|O script]] faz uma pré-conversão tipográfica de 'ẽ' para 'em'.</ref> <noinclude>{{Div col fim}} </noinclude> === Letra B === <noinclude>{{Div col|col=3}}</noinclude> *Babylonia: Babilónia *Baccho: Baco *bachareis: bacharéis *bãdeira: bandeira *bahia: baía *Bahia: Bahia *ballada: balada *balausdrada: balaustrada *balsamo: bálsamo *bancaria: bancária *bancarias: bancárias *bancario: bancário *bancarios: bancários *bambú: bambu *bambús: bambus *baptisado: batizado *baptisar: batizar *baptismo: batismo *baptismos: batismos *baptista: batista *baptistas: batistas *baptizada: batizada *baptizadas: batizadas *baptizado: batizado *baptizados: batizados *baptizar: batizar *baptizou: batizou *barbara: bárbara *barbaras: bárbaras *barbaro: bárbaro *barbaros: bárbaros *barbeão: barbeam *Barboza: Barbosa *Barcellona: Barcelona *barometrica: barométrica *barometricas: barométricas *barometrico: barométrico *barometricos: barométricos *barometro: barómetro *barometros: barómetros *Barrozo: Barroso *não bastão: não bastam *bastarão: bastaram *Batavia: Batávia *baterão: bateram *baxo: baixo *bayoneta: baioneta *bayonetas: baionetas *bebedo: bêbedo *bebedos: bêbedos *beberião: beberiam *Belgica: Bélgica *belico: bélico *belicos: bélicos *bella: bela *bellamente: belamente *bellas: belas *belleza: beleza *bellezas: belezas *belliscando: beliscando *belliscão: beliscão *bello: belo *bellos: belos *belprazer: bel-prazer *bemauenturada: bem-aventurada *bemfazeja: benfazeja *bemfazejas: benfazejas *bemfazejo: benfazejo *bemfazejos: benfazejos *bemfica: benfica *bemquisto: bem-quisto *bemquistos: bem-quistos *bençam: bênção *bençams: bênçãos *benção: bênção *benefica: benéfica *beneficas: benéficas *benefico: benéfico *beneficos: benéficos *beneficencia: beneficência *beneficencias: beneficências *beneficios: benefícios *benemerita: benemérita *benemeritas: beneméritas *benemerito: benemérito *benemeritos: beneméritos *beneuola: benévola *benevola: benévola *benevolo: benévolo *benevolencia: benevolência *beringella: beringela *beringellas: beringelas *bibelots: bibelôs *biblia: bíblia *bibliographia: bibliografia *bibliographias: bibliografias *bibliographica: bibliográfica *bibliographicas: bibliográficas *bibliographico: bibliográfico *bibliographicos: bibliográficos *bibliotheca: biblioteca *bicycleta: bicicleta *binario: binário *binoculo: binóculo *binoculos: binóculos *biographia: biografia *biographias: biografias *biographos: biógrafos *biscouto: biscoito *biscoutos: biscoitos *bõa: boa *bôa: boa *bõas: boas *bôas: boas *Bocayuva: Bocaiúva *bocca: boca *boccas: bocas *Bohemia: Boémia *bóla: bola *bolieiro: boleeiro *Bombay: Bombaim *Bom-successo: Bom Sucesso *bom-successo: bom sucesso *bonãça: bonança *bonifacio: bonifácio *boo: bom *boos: bons *borbonico: borbónico *bordeu: bordéu *bordeus: bordéus *boticario: boticário *brachycephalos: braquicéfalos *bradaua: bradava *brahamane: brâmane *brahamanes: brâmanes *brasilica: brasílica *brasilicas: brasílicas *brasilico: brasílico *brasilicos: brasílicos *braua: brava *brauesa: braveza *brauo: bravo *braza: brasa *brazas: brasas *Brazil: Brasil *brazileira: brasileira *brazileiras: brasileiras *brazileiro: brasileiro *brazileiro: brasileiro *brazileiros: brasileiros *breue: breve *breuidade: brevidade *brilhaes: brilhais *brilhavão: brilhavam *brincão: brincam *britanico: britânico *britanica: britânica *britanicos: britânicos *britanicas: britânicas *britannico: britânico *britannica: britânica *britannicos: britânicos *britannicas: britânicas *brutaes: brutais *Buddha: Buda *buddhismo: budismo *buddista: budista *buddistas: budistas *Budha: Buda *Budhá: Buda *Budhas: Budas *budhismo: budismo *budhista: budista *budhistas: budistas *bufala: búfala *bufalo: búfalo *bufalos: búfalos *buffet: bufê *bufet: bufê *burgueza: burguesa *burguezas: burguesas *burguezes: burgueses *buscay: buscai <noinclude>{{Div col fim}}</noinclude> === Letra C === <noinclude>{{Div col|col=3}}</noinclude> *ca: cá *cabedaes: cabedais *cabelleira: cabeleira *cabelleireiro: cabeleireiro *cabelleireiros: cabeleireiros *cabello: cabelo *cabellos: cabelos *cabelluda: cabeluda *cabelludas: cabeludas *cabelludo: cabeludo *cabelludos: cabeludos *cacáo: cacau *cadaqual: cada qual *cadaver: cadáver *cadaveres: cadáveres *cadêa: cadeia *cadella: cadela *cadellinha: cadelinha *cadellinhas: cadelinhas *cae: cai *cáe: cai *caes: cais *cáes: cais *Caethé: Caeté *cafezaes: cafezais *cahe-lhe: cai-lhe *cahem: caem *caheté: caeté *cahetés: caetés *cahi: cai *cahia: caía *cahiam: caíam *cahida: caída *cahidas: caídas *cahido: caído *cahi-lhe: caí-lhe *cahindo: caindo *cahir: cair *cahio: caiu *cahio-lhe: caiu-lhe *cahiu: caiu *cahiu-me: caiu-me *calcaneo: calcâneo *calcaneos: calcâneos *calculos: cálculos *calice: cálice *calidade: qualidade *California: Califórnia *callada: calada *calladas: caladas *callado: calado *callados: calados *callar: calar *calligraphia: caligrafia *callipygea: calipígia *calumniar: caluniar *calumniando: caluniando *calumnia: calúnia *calumniada: caluniada *calumniadas: caluniadas *calumniado: caluniado *calumniador: caluniador *calumniadora: caluniadora *calumniadores: caluniadores *calumniados: caluniados *calumnias: calúnias *caluo: calvo *caluos: calvos *calvicie: calvície *camara: câmara *camaras: câmaras *cambio: câmbio *camelleiro: cameleiro *camelleiros: cameleiros *camello: camelo *camellos: camelos *camera: câmara *camiza: camisa *camizas: camisas *Çamorim: Samorim *campanario: campanário *campanarios: campanários *camphora: cânfora *canadense: canadiano *canaes: canais *canario: canário *canarios: canários *canaviaes: canaviais *cançada: cansada *cançadas: cansadas *cançado: cansado *cançados: cansados *cançar: cansar *canço: canso *canças: cansas *cança: cansa *cançamos: cansamos *cançam: cansam *cançava: cansava *cancella: cancela *cancellas: cancelas *candida: cândida *candidas: cândidas *candido: cândido *candidos: cândidos *candieiro: candeeiro *canella: canela *canelleira: caneleira *canelleiras: caneleiras *canhamo: cânhamo *canôa: canoa *canôas: canoas *cantão: cantam *Cantão: Cantão *cantico: cântico *canticos: cânticos *capella: capela *capellas: capelas *capella-mór: capela-mor *capitaes: capitais *capitolio: capitólio *capitullo: capítulo *capitulo: capítulo *capitulos: capítulos *captivo: cativo *caracterisão: caracterizam *caracteristico: característico *caracteristica: característica *caracteristicos: característicos *caracteristicas: características *carbonisada: carbonizada *carbonisadas: carbonizadas *carbonisado: carbonizado *carbonisados: carbonizados *carcere: cárcere *carceres: cárceres *carnaes: carnais *carnauba: carnaúba *carregão: carregam *carregavão: carregavam *cartorio: cartório *Carthago: Cartago *casaes: casais *casão: casam *casára: casara *Castella: Castela *castello: castelo *cãtarei: cantarei *catalogo: catálogo *catalogos: catálogos *catastrophe: catástrofe *catastrophes: catástrofes *catechese: catequese *Catharina: Catarina *cathedraes: catedrais *cathedral: catedral *cathegoria: categoria *cathegorias: categorias *cathegoricamente: categoricamente *catholica: católica *catholicas: católicas *catholico: católico *catholicos: católicos *catiua: cativa *catiueiro: cativeiro *caualgadores: cavaleiros *caualleiro: cavaleiro *caualleiros: cavaleiros *cauallo: cavalo *caustica: cáustica *causticas: cáusticas *caustico: cáustico *causticos: cáusticos *cauzada: causada *cauzadas: causadas *cauzado: causado *cauzados: causados *cavalharia: cavalaria *cavalleiro: cavaleiro *cavalleiros: cavaleiros *cavallo: cavalo *cavallos: cavalos *cayeiras: caieiras *cayr: cair *caza: casa *cazas: casas *cederão: cederam *cêdo: cedo *céga: cega *cégas: cegas *cégo: cego *cégos: cegos *ceiar: cear *celebrão: celebram *da celebre: da célebre *a celebre: a célebre *na celebre: na célebre *uma celebre: uma célebre *celebres: célebres *celebrisou: celebrizou *celebrisou-o: celebrizou-o *censuravel: censurável *cemiterio: cemitério *cemiterios: cemitérios *centesima: centésima *centesimo: centésimo *centesimos: 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*chiromanticas: quiromânticas *chiromantico: quiromântico *chiromanticos: quiromânticos *chrismada: crismada *chrismadas: crismadas *chrismado: crismado *chrismados: crismados *chrismar: crismar *christandade: cristandade *christã: cristã *christãs: cristãs *christão: cristão *christãos: cristãos *christianismo: cristianismo *christianissimo: cristianíssimo *Christina: Cristina *christo: cristo *chronica: crónica *chronista: cronista *chronologia: cronologia *chronologica: cronológica *chronologicas: cronológicas *chronologico: cronológico *chronologicos: cronológicos *chrystaes: cristais *chrystal: cristal *chrystallina: cristalina *chorámos: choramos *choravão: choravam *chorographia: corografia *chuua: chuva *cidadella: cidadela *cidadellas: cidadelas *Cincapura: Singapura *cincoenta: cinquenta *cingulez: cingalês *cingulezes: cingaleses *Cintra: Sintra *cintrense: sintrense *cintrenses: sintrenses *um circulo: um círculo *circulos: círculos *circumstacia: circunstância *circumstancia: circunstância *circumstancias: circunstâncias *circumscripto: circunscrito *circumscripta: circunscrita *circumscriptos: circunscritos *circumscriptas: circunscritas *circumspecção: circunspecção *circumspecções: circunspecções *ciume: ciúme *ciumes: ciúmes *civel: cível *civica: cívica *civicas: cívicas *civico: cívico *civicos: cívicos *civilisação: civilização *civilisações: civilizações *civilisada: civilizada *civilisadas: civilizadas *civilisado: civilizado *civilisados: civilizados *civilisador: civilizador *civilisadora: civilizadora *civilisadoras: civilizadoras *civilisadores: civilizadores *classico: clássico *classicos: clássicos *clausula: cláusula *clausulas: cláusulas *clientella: clientela *clientellas: clientelas *Clovis: Clóvis *club: clube *clubs: clubes *cõ: com *co: com *cò: com *co'as: com as *côco: coco *codigo: código *codigos: códigos *coefficiente: coeficiente *cognac: conhaque *cognacs: conhaques *coherente: coerente *coherentes: coerentes *coidado: cuidado *coincidio: coincidiu *coixa: coxa *coixas: coxas *colateraes: colaterais *colera: cólera *colla: cola *collateral: colateral *collaterais: colaterais *collateraes: colaterais *collaboração: colaboração *collaborador: colaborador *collaboradora: colaboradora *collaboradoras: colaboradoras *collaboradores: colaboradores *collar: colar *collava: colava *collares: colares *collecção: colecção *colleccionada: coleccionada *colleccionado: coleccionado *collecções: colecções *collectiva: colectiva *collectivamente: colectivamente *collectivas: colectivas *collectividade: colectividade *collectividades: colectividades *collectivo: colectivo *collectivos: colectivos *collega: colega *collegas: colegas *collegio: colégio *collegio: colégio *collegios: colégios *colleira: coleira *colleiras: coleiras *collide: colide *collidem: colidem *collidir: colidir *colligida: coligida *colligido: coligido *colligidos: coligidos *colligimos: coligimos *colligir: coligir *collina: colina 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*comerciaes: comerciais *comercio: comércio *comercios: comércios *comettem: cometem *cometter: cometer *cometterão: cometeram *cometteste: cometeste *cometteriam: cometeriam *cometteu: cometeu *cometti: cometi *comettido: cometido *comettidos: cometidos *comettimento: cometimento *comettimentos: cometimentos *comiamos: comíamos *comica: cômica *comicas: cômicas *comico: cômico *comicos: cômicos *comissario: comissário *comissarios: comissários *commendador: comendador *commensuraveis: comensuráveis *commensuravel: comensurável *commercial: comercial *commerciante: comerciante *commettida: cometida *commettidas: cometidas *commettido: cometido *commettidos: cometidos *commum: comum *commummente: comummente *communicação: comunicação *communicar: comunicar *comunicarão: comunicaram *communismo: comunismo *communismos: comunismos *communista: comunista *communistas: comunistas *comoda: cômoda *comodas: cômodas *comodo: cômodo *comodos: cômodos *compainha: companhia *compativel: 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*compromettedor: comprometedor *compromettendo: comprometendo *comprometter: comprometer *comprometteram: comprometeram *comprometterem: comprometerem *comprometter-me-ia: comprometer-me-ia *comprometter-se: comprometer-se *compromettes: comprometes *compromettes-me: comprometes-me *compromettida: comprometida *compromettida: comprometida *compromettidas: comprometidas *compromettidas: comprometidas *compromettido: comprometido *compromettido: comprometido *compromettidos: comprometidos *compromettidos: comprometidos *compromettido-se: comprometido-se *comsigo: consigo *comtanto: contanto *comtigo: contigo *comtudo: contudo *comunicão: comunicam *comquanto: conquanto *concebeo: concebeu *concertada: consertada *concertadas: consertadas *concertado: consertado *concertados: consertados *concertar: consertar *concertei: consertei *conchêgo: conchego *conclue: conclui *conclue-se: conclui-se *concluiamos: concluíamos *concluida: concluída *concluidas: concluídas *concluido: concluído 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*consequencia: consequência *consequencias: consequências *conseqüencia: consequência *conseqüencias: consequências *conseqüência: consequência *conseqüências: consequências *considerão: consideram *considerarião: considerariam *consideravel: considerável *consideraveis: consideráveis *consorcio: consórcio *consorcios: consórcios *conspicuo: conspícuo *conspicua: conspícua *conspicuos: conspícuos *conspicuas: conspícuas *constancia: constância *constancias: constâncias *constellação: constelação *constellações: constelações *constellado: constelado *constitue: constutui *constituião: constituiam *constituio: constituiu *constituio-se: constituiu-se *constituissemos: constituíssemos *construi: construí *construida: construída *construidas: construídas *construido: construído *construidos: construídos *construio: construiu *consul: cônsul *consultão: consultam *consultorio: consultório *consumio: consumiu *consummada: consumada *contacto: contato *contagio: contágio *contão: contam 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*cortezias: cortesias *cos: com os *cosinha: cozinha *cosinheira: cozinheira *cosinheiro: cozinheiro *cosmographia: cosmografia *costante: constante *costantes: constantes *costella: costela *costellas: costelas *costumão:costumam //Está certo? aparece na [[O Uraguay/II]] *cotovello: cotovelo *cotovellos: cotovelos *coua: cova *couberão: couberam *cousa: coisa *cousas: coisas *couserva: conserva *craneo: crânio *crapula: crápula *crapulas: crápulas *cratéra: cratera *cratéras: crateras *crêa: cria *creação: criação *creações: criações *creada: criada *crêada: criada *creadas: criadas *crêadas: criadas *creado: criado *crêado: criado *creador: criador *creadores: criadores *creadora: criadora *creadoras: criadoras *creados: criados *creança: criança *creanças: crianças *creancice: criancice *creancices: criancices *creando: criando *creando-se: criando-se *crear: criar *crêar: criar *creatura: criatura *creaturas: criaturas *crece: cresce *crecei: crescei *crecer: crescer *credenciaes: credenciais *credito: crédito *creditos: créditos *credulo: crédulo *credulos: crédulos *creou: criou *crêou: criou *creou-lhe: criou-lhe *crêou-lhe: criou-lhe *creou-os: criou-os *crêou-os: criou-os *creou-te: criou-te *crêou-te: criou-te *crepusculo: crepúsculo *crepusculos: crepúsculos *crêr: crer *crião: criam *cristallisação: cristalização *criterio: critério *criterios: critérios *criticos: críticos *criveis: críveis *crivel: crível *crocodillo: crocodilo *crocodillos: crocodilos *crueis: cruéis *crustaceo: crustáceo *crustaceos: crustáceos *crystaes: cristais *crystal: cristal *cuberta: coberta *cubertas: cobertas *cuberto: coberto *cubertos: cobertos *cubica: cúbica *cubicas: cúbicas *cubico: cúbico *cubicos: cúbicos *cubiculo: cubículo *cubris: cobris *cultiuar: cultivar *cultiuada: cultivada *cultiuado: cultivado *cultivão: cultivam *Curia: Cúria *curvavão-se: curvavam-se *custão: custam *custume: costume *custumes: costumes *cutello: cutelo *cuydado: cuidado *cyclo: ciclo *cyclone: ciclone *cyclones: ciclones *cylindrico: cilíndrico *cylindrica: cilíndrica *cyma: cima *cymbalo: címbalo *cymbalos: címbalos *cynica: cínica *cynicas: cínicas *cynico: cínico *cynicos: cínicos *cynismo: cínismo *cysne: cisne *cysterna: cisterna *cysternas: cisternas *cytara: cítara ;calculo: cálculo//Falsos positivos: [[Especial:Busca/"calculo"|"eu calculo"]] <noinclude>{{Div col fim}} </noinclude> === Letra D === <noinclude>{{Div col|col=3}}</noinclude> *dà: dá *dactylographados: datilografados *d’agua: d’água *d'agua: d'água *d'ahi: daí *d'ai: daí *d'ali: dali *d'alli: dali *damnadamente: danadamente *damnava: danava *damnem-se: danem-se *d’aquella: daquela *d'aquella: daquela *d’aquellas: daquelas *d'aquellas: daquelas *d’aquelle: daquele *d'aquelle: daquele *d’aquelles: daqueles *d'aquelles: daqueles *d’azevinho: de azevinho *d’ella: dela *d’ellas: delas *d’elle: dele *d’elles: deles *d’entre: dentre *d’essa: dessa *d’essas: dessas *d’esse: desse *d'esse: desse *d’esses: desses *d'esses: desses *d’esta: desta *d'esta: desta *d’estas: destas *d'estas: destas *d’este: deste *d’estes: destes *d'este: deste *d'estes: destes *d’imaginação: de imaginação *d’isso: disso *d’isto: disto *d’onde: donde *d’um: dum *d’uma: duma *d’agoa: d’água *d'agoa: dágua *dahi: daí *dalguã: de alguma *dally: dali *dam: dão *dambas: de ambas *damne: dane *damnificaram: danificaram *damninho: daninho *damno: dano *danção: dançam *dansar: dançar *dansou: dançou *daquella: daquela *d'aquella: daquela *d'aquellas: daquelas *daquelle: daquele *daquelles: daqueles *d'aquelle: daquele *d'aquelles: daqueles *d'aqui: daqui *daquillo: daquilo *dar-lhes-ha: dar-lhes-há *daua: dava *dauoontade: da vontade *davão: davam *d'azevinho: de azevinho *de traz: de trás *deante: diante *debandarão: debandaram *debaxo: debaixo *decadencia: decadência *decadencias: decadências *decae: decai *decahida: decaída *decahidas: decaídas *decahido: decaído *decahidos: decaídos *decencia: decência *decima: décima *decimas: décimas *decimaes: decimais *decimetro: decímetro *decimetros: decímetros *decimo: décimo *decimos: décimos *declarão: declaram *decompo-las: decompô-las //<ref name="typo:lo-la">[[oldwikisource:User:Helder.wiki/Scripts/LanguageConverter.js|O script]] faz uma pré-conversão de 'l-a' para '-la' e de 'l-o' para '-la' antes de aplicar estas regras. Então, por exemplo, "decompol-as" passa a ser "decompo-las".</ref> *decompôr: decompor *decrepita: decrépita *dedicatoria: dedicatória *dedicão: dedicam *dedicão-se: dedicam-se *deducção: dedução *deducções: deduções *deferença: diferença *deferenças: diferenças *defeza: defesa *defezas: defesas *definhavão: definhavam *defuncto: defunto *defunctos: defuntos *degradão: degradam *degráo: degrau *degráos: degraus *deital-a: deitá-la *deixa-m'o: deixa-mo *deixavamos: deixávamos *deixão: deixam *deixarão: deixaram *deixarão-se: deixaram-se *deixemol-os: deixemo-los *dêle: dele *dêles: deles *delicia: delícia *delicias: delícias *delicto: delito *delictos: delitos *della: dela *d'ella: dela *d'ellas: delas *dellas: delas *d'elle: dele *delle: dele *d'elles: deles *delles: deles *dêm: dêem *demittida: demitida *demittidas: demitidas *demittido: demitido *demittidos: demitidos *democratica: democrática *democraticas: democráticas *democratico: democrático *democraticos: democráticos *demographia: demografia *demographica: demográfica *demographicas: demográficas *demographico: demográfico *demographicos: demográficos *demographo-sanitaria: demografo-sanitária *demonio: demônio *demonios: demônios *demonstrão: demonstram *demorarão: demoraram *demoravão: demoravam *denominão: denominam *denuncias: denúncias *d'entre: dentre *deo: deu *deos: deus *deos-demonio: deus-demónio *deosa: deusa *deosas: deusas *deoses: deuses *deoses-homens: deuses-homens *dependencia: dependência *depilatoria: depilatória *depilatorias: depilatórias *depilatorio: depilatório *depilatorios: depilatórios *deploraveis: deploráveis *deploravel: deplorável *depositaria: depositária *depositarias: depositárias *depositario: depositário *depositarios: depositários *depositos: depósitos *desproposito: despropósito *derramaua: derramava *derramavão: derramavam *derramavão-se: derramavam-se *derrocarão: derrocaram *desafogavão: desafogavam *desaggravo: desagravo *desaggravos: desagravos *desagradavel: desagradável *desagradaveis: desagradáveis *desaparecerão: desapareceram *desapareceo: desapareceu *desappareceo: desapareceu *desarticulão: desarticulam *desassocego: desassossego *desassocegos: desassossegos *descabellado: descabelado *descabellada: descabelada *descabellados: descabelados *descabelladas: descabeladas *descança: descansa *descançar: descansar *descance: descanse *descancem: descansem *descancei: descansei *descanço: descanso *descayr: descair *descendencia: descendência *descião: desciam *descobrio: descobriu *desconhecellos: desconhecê-los *descontinua: descontínua *descontinuas: descontínuas *descripta: descrita *descriptas: descritas *descripção: descrição *descripto: descrito *descriptos: descritos *desdem: desdém *desdens: desdéns *deseguaes: desiguais *desegualdade: desigualdade *desegualdades: desigualdades *desejão: desejam *desejavamos: desejávamos *desejavão: desejavam *desenbaraçadamente: desembaraçadamente *desenhão: desenham *desenhão-lhe: desenham-lhe *desenrolão: desenrolam *desenvolvão: desenvolvam *desenvolveo: desenvolveu *desespéro: desespero *desfallecimento: desfalecimento *desfallecimentos: desfalecimentos *desfasendo: desfazendo *desfaser: desfazer *desfilarão: desfilaram *desfructando: desfrutando *desfructar: desfrutar *deshabita: desabita *deshabitar: desabitar *deshabitada: desabitada *deshabitadas: desabitadas *deshabitado: desabitado *deshabitados: desabitados *desherda: deserda *desherdar: deserdar *desherdado: desherdado *desherdados: desherdados *desherdou: deserdou *desoccupar: desocupar *deshonestidade: desonestidade *deshonestidades: desonestidades *deshonrada: desonrada *deshonradas: desonradas *deshonrado: desonrado *deshonrados: desonrados *deshumana: desumana *deshumanas: desumanas *deshumano: desumano *deshumanos: desumanos *designio: desígnio *designios: desígnios *desilludir: desiludir *desintelligencia: desinteligência *desistencia: desistência *desistio: desistiu *desmoralisada: desmoralizada *desmoralisado: desmoralizado *desmoralisação: desmoralização *desmoralisar: desmoralizar *desnecessaria: desnecessária *desnecessarias: desnecessárias *desnecessario: desnecessário *desnecessarios: desnecessários *despedio: despediu *despedio-se: despediu-se *despedírão: despediram *despedírão-se: despediram-se *despejavão: despejavam *desperdicio: desperdício *despertão: despertam *despeza: despesa *despezas: despesas *despois: depois *despreso: desprezo *despresiveis: desprezíveis *despresivel: desprezível *desprezão: desprezam *despreziveis: desprezíveis *desprezivel: desprezível *desorganisação: desorganização *d'essa: dessa *d'essas: dessas *d'esse: desse *désse: desse *desseer: descer *déssem: dessem *d'esses: desses *dêsses: desses *dessy: desse *d'esta: desta *destacão: destacam *d'estas: destas *d'este: deste *déste: deste *dêste: deste *d'estes: destes *dêstes: destes *destinataria: destinatária *destinatarias: destinatárias *destinatario: destinatário *destinatarios: destinatários *destituida: destituída *destituidas: destituídas *destituido: destituído *destituidos: destituídos *destroe: destrói *desoito: dezoito *desuiar: desviar *desuyo: desvio *desvêlo: desvelo *desvêlos: desvelos *desvendámos: desvendamos *determinão: determinam *determyna: determina *detestaveis: detestáveis *detestavel: detestável *detraz: de trás *deue: deve *deuedor: devedor *deuem: devem //<ref name="typo:em"/> Ambas as formas (deuẽ e deuem) são usadas? *deuia: devia *deuida: devida *deuido: devido *deu-lh'a: deu-lha *deu-lh'o: deu-lho *deveo: deveu *devéras: deveras *deveriamos: deveríamos *deverião: deveriam *devião: deviam *devidem: dividem *devidem-se: dividem-se *devisão: divisão *dêvo: devo *déz: dez *dezaseis: dezasseis *dezeseis: dezasseis *dezesete: dezassete *dialogo: diálogo *dialogos: diálogos *diaria: diária *diarias: diárias *diario: diário *diarios: diários *diccionario: dicionário *diccionarios: dicionários *dicidem: decidem *dicta: dita *dictador: ditador *dictas: ditas *dicto: dito *dictos: ditos *dictoso: ditoso *difamão: difamam *differença: diferença *differenças: diferenças *differenciaes: diferenciais *differente: diferente *differentes: diferentes *difficil: difícil *difficeis: difíceis *dificeis: difíceis *dificil: difícil *dificultão: dificultam *digão: digam *diligencia: diligência *diligencias: diligências *d'imaginação: de imaginação *diminue: diminui *diminuia-lhe: diminuía-lhe *diminuiam: diminuíam *diminuido: diminuído *diminuio: diminuiu *diminuiram: diminuíram *diminutissima: diminutíssima *diplomatica: diplomática *diplomaticas: diplomáticas *diplomatico: diplomático *diplomaticos: diplomáticos *Dirceo: Dirceu *dir-se-hia: dir-se-ia *dirigio: dirigiu *dirigio-se: dirigiu-se *discordia: discórdia *discorreo: discorreu *disculpallos: desculpá-los *disculpando: desculpando *disia: dizia *dispendio: dispêndio *dispendios: dispêndios *dispensaveis: dispensáveis *dispensavel: dispensável *disponiveis: disponíveis *disponivel: disponível *dispoz: dispôs *dispôz: dispôs *dispôz-se: dispôs-se *disprevenida: desprevenida *disprevenidas: desprevenidas *disprevenido: desprevenido *disprevenidos: desprevenidos *disputão: disputam *dispuzera: dispusera *disserão: disseram *disserão-lhe: disseram-lhe *disserão-nos: disseram-nos *dissidencia: dissidência *dissidencias: dissidências *d'isso: disso *dissuadirão: dissuadiram *distancia: distância *distancias: distâncias *distico: dístico *disticos: dísticos *distinctas: distintas// Está certo? *distincto: distinto *distinctos: distintos *d'isto: disto *distrahi-me: distraí-me *distrahir: distrair *distrahir-me: distrair-me *distrahir-se: distrair-se *distrahido: distraído *distrahida: distraída *distrahidamente: distraidamente *distrahidos: distraídos *distrahidas: distraídas *distribuidas: distribuídas *distribuidos: distribuídos *disturbio: distúrbio *disturbios: distúrbios *diuina: divina *diuinas: divinas *diuino: divino *diuinos: divinos *divergencia: divergência *divergencias: divergências *dividão: dividam :divida: dívida // É preciso diferenciar com o verbo "que eu divida". *dividas: dívidas *divisoria: divisória *divisorias: divisórias *divizava: divisava *divorcio: divórcio *divorcios: divórcios *dizeime: dizei-me *dizel-o: dizê-lo *diziamos: dizíamos *dobravamos: dobrávamos *dôce: doce *docil: dócil *doirado: dourado *doirada: dourada *doirados: dourados *doiradas: douradas *doirar: dourar *doiravam: douravam *dolycocephalos: dolicocéfalos *domestica: doméstica *domesticas: domésticas *domestico: doméstico *domesticos: domésticos *domicilio: domicílio *domicilios: domicílios *dominio: domínio *dominios: domínios *d'onde: donde *donzella: donzela *donzellas: donzelas *dór: dor *dôr: dor *dormiamos: dormíamos *dormírão: dormiram *dose: doze *dóse: dose *douravão: douravam *dous: dois *dragois: dragões *d'um: dum *d'uma: duma *dubio: dúbio *dubios: dúbios *duqueza: duquesa *duquezas: duquesas *duuido: duvido *duuyda: dúvida *duvida: dúvida *duvidas: dúvidas *duzia: dúzia *duzias: dúzias *Dvarte: Duarte *dynamo: dínamo *dynastia: dinastia *dynastica: dinástica *dynasticas: dinásticas *dynastico: dinástico *dynasticos: dinásticos *dyspeptico: dispéptico *dyspepticos: dispépticos <noinclude>{{Div col fim}} </noinclude> === Letra E === <noinclude>{{Div col|col=3}}</noinclude> *&c: etc *,&: , & *ẽ: em *E': É *E’: É *eassy: E assim *echo: eco *echôa: ecoa *echoar: ecoar *echos: ecos *eccho: eco *ecchos: ecos *ecloga: écloga *eclogas: éclogas *economica: económica *economicas: económicas *economico: económico *economicos: económicos *edade: idade *edicção: edição *edificio: edifício *edificios: edifícios *edosa: idosa *edosas: idosas *edoso: idoso *edosos: idosos *efectivamente: efetivamente *effectivo: efectivo *effectua: efectua *effectúa: efectua *effectuada: efectuada *effectuadas: efectuadas *effectuam: efectuam *effectuando: efectuando *effectuar: efectuar *effeito: efeito *eficacia: eficácia *eficiencia: eficiência *effigie: efígie *effigies: efígies *efluvio: eflúvio *efluvios: eflúvios *egoa: égua *egoas: éguas *egua: égua *eguas: éguas *égoa: égua *égoas: éguas *egoismo: egoísmo *egoismos: egoísmos *egoista: egoísta *egoistas: egoístas *egoistica: egoística *egoisticas: egoísticas *egoistico: egoístico *egoisticos: egoísticos *egreja: igreja *eguaes: iguais *egual: igual *egualdade: igualdade *egualdades: igualdades *egualha: igualha *egualitaria: igualitária *egualitarias: igualitárias *egualitario: igualitário *egualitarios: igualitários *egualmente: igualmente *egypcia: egípcia *egypcias: egípcias *egypcio: egípcio *egypcios: egípcios *Egypto: Egipto *êle: ele *elegancia: elegância *elephante: elefante *elephantes: elefantes *êles: eles *elevão: elevam *elevão-se: elevam-se *ella: ela *ellas: elas *éllas: elas *elle: ele *elles: eles *eloquencia: eloquência *eloquentissima: eloquentíssima *eloquentissimas: eloquentíssimas *eloquentissimo: eloquentíssimo *eloquentissimos: eloquentíssimos *elrrey: o rei *Elyseu: Eliseu *embrulhadissimas: embrulhadíssimas *emfim: enfim *emigratoria: emigratória *emigratorias: emigratórias *emigratorio: emigratório *emigratorios: emigratórios *emittir: emitir *empallidecido: empalidecido *empallidecida: empalidecida *empallideceu: empalideceu *emporio: empório *emporios: empórios *empregão: empregam *empregão-se: empregram-se *empregavão: empregavam *emprehendedor: empreendedor *emprehendedora: empreendedora *emprehendedoras: empreendedoras *emprehendedores: empreendedores *emprehendem: empreendem *emprehender: empreender *emprehendeu: empreendeu *emprehendi: empreendi *emprehendimento: empreendimento *emprehendimentos: empreendimentos *emprestimo: empréstimo *emprestimos: empréstimos *empreza: empresa *emprezas: empresas *emtanto: entanto *emtão: então *emquanto: enquanto *em quanto: enquanto *emulos: émulos *encallistrado: encalistrado *encantão: encantam *encarregão-se: encarregam-se *encherião: encheriam *encommodar: incomodar *encommodo: incomodo *encommoda: incomoda *encontrão: encontram *encontrão-se: encontram-se *encontrárão: encontraram *encontrarão: encontraram *encontrarão-se: encontraram-se *encontrarião: encontrariam *encomodar: incomodar *encomodo: incomodo *encomoda: incomoda *encuberta: encoberta *encuberto: encoberto *enderessar: endereçar *endireitão: endireitam *energico: enérgico *enganaua: enganava *engôdo: engodo *engulia: engolia *enguliu: engoliu *enjoão: enjoam *enlouqueceo: enlouqueceu *enscenações: encenações *entrancia: entrância *éra: era *eramos: éramos *éras: eras *eriqueceo: enriqueceu *erua: erva *eruas: ervas *Érythréa: Eritreia *ensacca: ensaca *ensaccar: ensacar *ensayarme: ensaiar-me *enssynãça: ensinança *enssynança: ensinança *entâm: então *entalhaua: entalhava *enthusiasmado: entusiasmado *enthusiasmada: entusiasmada *enthusiasmados: entusiasmados *enthusiasmadas: entusiasmadas *enthusiasmasse: entusiasmasse *enthusiasmo: entusiasmo *enthusiasmos: entusiasmos *enthusiasta: entusiasta *enthusiastas: entusiastas *enthusiastica: entusiástica *enthusiasticas: entusiásticas *enthusiastico: entusiástico *enthusiasticos: entusiásticos *entoavão: entoavam *entraña: entranha *entrañas: entranhas *entrão: entram *entrárão: entraram *entravão: entravam *entregão: entregam *entregão-se: entregam-se *entregariamos: entregaríamos *enueja: inveja *enuejada: invejada *enuejado: invejado *enuejas: inveja *enuejosa: invejosa *enuejosas: invejosas *enuejoso: invejoso *enuejosos: invejosos *enuolta: envolta *envenenão: envenenam *envoltorio: envoltório *envolvião: envolviam *eoleo: eólio *eolea: eólia *eoleos: eólios *eoleas: eólias *epico: épico *epidoto: epídoto *epigraphe: epígrafe *epigraphes: epígrafes *epigraphica: epigráfica *epigraphicas: epigráficas *epigraphico: epigráfico *epigraphicos: epigráficos *epilogo: epílogo *epilogos: epílogos *episodio: episódio *episodios: episódios *epistola: epístola *epoca: época *epocas: épocas *epocha: época *epochas: épocas *épocha: época *épochas: épocas *equatoriaes: equatoriais *equidifferença: equidiferença *equidifferenças: equidiferenças *equilibrio: equilíbrio *equilibrios: equilíbrios *equivalencia: equivalência *erão: eram *erario: erário *erarios: erários *escalpello: escalpelo *escandalisar: escandalizar *escandalo: escândalo *escandalos: escândalos *escarneo: escárnio *escassissima: escassíssima *escocezas: escocesas *escolhamba: esculhamba *escolhambação: esculhambação *escoria: escória *escorias: escórias *escravisão: escravizam *escreuendo: escrevendo *escreuer: escrever *escreve-los: escrevê-los //<ref name="typo:lo-la"/> *escrivães: escrivãos *escripta: escrita *escriptas: escritas *escripto: escrito *escriptor: escritor *escriptora: escritora *escriptorio: escritório *escriptorios: escritórios *escriptores: escritores *escriptos: escritos *escriptura: escritura *escripturada: escriturada *escripturadas: escrituradas *escripturado: escriturado *escripturados: escriturados *escrupulo: escrúpulo *escrupulos: escrúpulos *esculptor: escultor *esculptora: escultora *esculptores: escultores *esculptora: escultura *esculpturas: esculturas *esculpturas: escultoras *esdruxula: esdrúxula *esdruxulas: esdrúxulas *esdruxulo: esdrúxulo *esdruxulos: esdrúxulos *esféras: esferas *esmaltaua: esmaltava *espadua: espádua *espaduas: espáduas *especiaes: especiais *especie: espécie *especies: espécies *esperavão: esperavam *esperão: esperam *esperimentão: experimentam *esphera: esfera *espheras: esferas *espirito: espírito *espiritos: espíritos *espiritu: espírito *espiritus: espíritos *esplendido: esplêndido *esplendida: esplêndida *esplendidos: esplêndidos *esplendidas: esplêndidas *espontanea: espontânea *espontaneas: espontâneas *espontaneo: espontâneo *espontaneos: espontâneos *esprito: espírito *espritos: espíritos *esquiua: esquiva *êsse: esse *essencia: essência *essenciaes: essenciais *essencias: essências *êsses: esses *est: este *estabulo: estábulo *estadoais: estaduais *estadoal: estadual *Estados-Unidos: Estados Unidos *estabeleceo: estabeleceu *estableça: estabeleça *estagnámos: estagnamos *estatica: estática *estaticas: estáticas *estatico: estático *estaticos: estáticos *estatistica: estatística *estatua: estátua *estatuas: estátuas *estatue: estatui *estaua: estava *estavamos: estávamos *estavão: estavam *êste: este *estenderão: estenderam *estereis: estéreis *êstes: estes *esthetica: estética *estheticas: estéticas *esthetico: estético *estheticos: estéticos *esteue: esteve *esthoniano: estoniano *estillo: estilo *estimulo: estímulo *estimulos: estímulos *estiuerão: estiveram *estivessemos: estivéssemos *esto: isto *estomago: estómago *estomagos: estómagos *estrella: estrela *estrellada: estrelada *estrelladas: estreladas *estrellado: estrelado *estrellados: estrelados *estrellas: estrelas *estrellinha: estrelinha *estrellinha: estrelinha *estrellinhas: estrelinhas *estrepito: estrépito *estrepitos: estrépitos *estrophe: estrofe *estrophes: estrofes *estropião: estropiam *estructura: estrutura *estructural: estrutural *estructuras: estruturas *estudarão: estudaram *estupida: estúpida *estupidas: estúpidas *estupido: estúpido *estupidos: estúpidos *estylo: estilo *estylos: estilos *esvahirá: esvairá *et: e *eternisado: eternizado *Ether: Éter *ethereo: etéreo *ethnia: etnia *ethnica: étnica *ethnicas: étnicas *ethnico: étnico *ethnicos: étnicos *ethnologia: etnologia *ethnologica: etnológica *ethnologicas: etnológicas *ethnologico: etnológico *ethnologicos: etnológicos *Euclydes: Euclides *eugenica: eugénica *eugenicas: eugénicas *eugenico: eugénico *eugenicos: eugénicos *Euora: Évora *europêa: europeia *européa: europeia *europea: europeia *européas: europeias *europeas: europeias *europêo: europeu *europeo: europeu *europêos: europeus *europeos: europeus *Eusebiosinho: Eusebiozinho *eventuaes: eventuais *evidencia: evidência *evidencias: evidências *exactamente: exatamente *exaggerava: exagerava *exaggerar: exagerar *exaggeravam: exageravam *ex-addido: ex-adido *ex-addidos: ex-adidos *excavação: escavação *excavações: escavações *excedeo: excedeu *excedeo-se: excedeu-se *excellencia: excelência *excellente: excelente *excellentes: excelentes *excellentissima: excelentíssima *excellentissimo: excelentíssimo *ex-colonia: ex-colónia *ex-colonias: ex-colónias *exerceo: exerceu *exercicio: exercício *exercicios: exercícios *o exercito: o exército *do exercito: do exército *no exercito: no exército *de exercito: de exército *exercitos: exércitos *exforcei-me: esforcei-me *exforço: esforço *exforços: esforços *exgotamento: esgotamento *exgotamentos: esgotamentos *exhalar: exalar *exhalavão: exalavam *exhausta: exausta *exhaustas: exaustas *exhaustivamente: exaustivamente *exhausto: exausto *exhaustos: exaustos *exhibia: exibia *exhibição: exibição *exhibições: exibições *exhibir: exibir *exhortar: exortar *exigencia: exigência *exigencias: exigências *exigirão: exigiram *exigua: exígua *exiguas: exíguas *exiguo: exíguo *exiguos: exíguos *existão: existam *existencia: existência *existencias: existências *existião: existiam *exito: êxito *exotica: exótica *exoticas: exóticas *exotico: exótico *exoticos: exóticos *expellem: expelem *expellido: expelido *expellir: expelir *experiencia: experiência *experiencias: experiências *experimentarão: experimentaram *expiatorio: expiatório *explendido: esplêndido *explendida: esplêndida *explendidos: esplêndidos *explendidas: esplêndidas *explorão: exploram *expontaneo: espontâneo *expontaneos: espontâneos *expôr-me: expor-me *exportámos: exportamos *exportavamos: exportávamos *exportaveis: exportáveis *exportavel: exportável *expôz-lhe: expôs-lhe *exprimio: exprimiu *exquisita: esquisita *exquisitas: esquisitas *exquisito: esquisito *exquisitos: esquisitos *extasião: extasiam *exterminio: extermínio *extincção: extinção *extincta: extinta *extinctas: extintas *extincto: extinto *extinctos: extintos *extinguil-a: extingui-la *extra-britanicas: extra-britânicas *extrahir: extrair *extrahirem: extraírem *extrahiu: extraiu *extranhei: estranhei *extrangeiro: estrangeiro *extrangeira: estrangeira *extrangeiros: estrangeiros *extrangeiras: estrangeiras *extranho: estranho *extranhou: estranhou *extranumerario: extranumerário *extraordinario: extraordinário *extraordinaria: extraordinária *extraordinarios: extraordinários *extraordinarias: extraordinárias *estravagancia: extravagância *estravagancias: extravagâncias *extrêmo: extremo *extrêmos: extremos ;exercito: exército//Falsos positivos: "[[Especial:Busca/"exercito"|eu exercito]]" *ezarosos: esarosos <noinclude>{{Div col fim}}</noinclude> === Letra F === <noinclude>{{Div col|col=3}}</noinclude> *fabricão: fabricam *fabula: fábula *fabulas: fábulas *faceis: fáceis *facil: fácil *fàcilmente: facilmente *fadario: fadário *fadarios: fadários *falára: falara *falla: fala *fallada: falada *fallado: falado *fallando: falando *fallámos: falamos *fallamos: falamos *fallão: falam *fallar: falar *fallaram: falaram *fallarmos: falarmos *fallas: falas *fallasse: falasse *fallaste: falaste *fallava: falava *fallavão: falavam *fallavamos: falávamos *falle: fale *falleceo: faleceu *fallecer: falecer *fallecerão: faleceram *fallecêrão: faleceram *falleceu: faleceu *fallecida: falecida *fallecidas: falecidas *fallecido: falecido *fallecidos: falecidos *fallecimento: falecimento *falles: fales *fallo: falo *fallou: falou *fallou-se: falou-se *fallou-me: falou-me *fallou-nos: falou-nos *fallou-vos: falou-vos *fallou-lhe: falou-lhe *fallymento: falimento //<ref name="typo:ent"/> *faltão: faltam *faltão-lhe: faltam-lhe *faltaraõ: faltaram *faltavão: faltavam *familia: família *familias: famílias *fantastica: fantástica *fantasticas: fantásticas *fantastico: fantástico *fantasticos: fantásticos *farinacea: farinácea *farinaceas: farináceas *farinaceo: farináceo *farinaceos: farináceos *Fárnesio: Farnésio *fataes: fatais *fauor: favor *fauores: favores *fauorecida: favorecida *favoraveis: favoráveis *favoravel: favorável *fazião: faziam *faziamos: fazíamos *fea: feia *fecundal-a: fecundá-la *fe′: fé *fee: fé *felice: feliz *felices: felizes *fêl-o: fê-lo *femea: fêmea *femeas: fêmeas *femur: fémur *feo: feio *féra: fera *ferião: feriam *ferrea: férrea *ferreas: férreas *ferreo: férreo *ferreos: férreos *fermosa: formosa *fermosura: formosura *fermozo: formoso *ferteis: férteis *fertil: fértil *fertilisador: fertilizador *fertilisar: fertilizar *feryr: ferir *fes: fez *festejal-o: festejá-lo *festejão: festejam *feudaes: feudais *feuereiro: fevereiro *ficãdo: ficando *ficaõ: ficam *ficão: ficam *ficavão: ficavam *fidelissima: fidelíssima *fidelissimas: fidelíssimas *fidelissimo: fidelíssimo *fidelissimos: fidelíssimos *figado: fígado *figados: fígados *figurão: figuram *filizardo: felizardo *filosophia: filosofia *finaes: finais *fiscaes: fiscais *fiscalisada: fiscalizada *fiscalisadas: fiscalizadas *fiscalisado: fiscalizado *fiscalisados: fiscalizados *fiscalisar: fiscalizar *fixão: fixam *fizessemos: fizéssemos *fizerão: fizeram *flagellada: flagelada *flagelladas: flageladas *flagellado: flagelado *flagellados: flagelados *flamula: flâmula *flamulas: flâmulas *flexa: flecha *flexas: flechas *flexivel: flexível *flirt: flerte *flirtam: flertam *flirtar: flertar *flirts: flertes *flôr: flor *flôres: flores *florece: floresce *floreceo: floresceu *florecer: florescer *florescencia: florescência *flôres: flores *fôfo: fofo *fogareo: fogaréu *fogareos: fogaréus *folego: fôlego *folk-lore: folclore *Folk-Lore: folclore *folklore: folclore *foot ball: futebol *football: futebol *fôr: for *fóra: fora *fôra: fora *forão: foram *fôras: foras *fôrça: força *fôrças: forças *fôrem: forem *fórma: forma *fôrma: forma *formaes: formais *formalisar: formalizar *formalisar-se: formalizar-se *formalissima: formalíssima *formalissimas: formalíssimas *formalissimo: formalíssimo *formalissimos: formalíssimos *formão: formam *fórmas: formas *fôrmas: formas *fórma-se: forma-se *formavão: formavam *fórme: forme *formidavel: formidável *formulas: fórmulas *formusura: formosura *fôsse: fosse *fossemos: fôssemos *fouce: foice *foy: foi *fraccionaria: fraccionária *fraccionarias: fraccionárias *fraccionario: fraccionário *fraccionarios: fraccionários *frageis: frágeis *fragil: frágil *francez: francês *franceza: francesa *francezas: francesas *francezes: franceses *franzio: franziu *fraternaes: fraternais *frauta: flauta *freguez: freguês *freguezes: fregueses *freguezia: freguesia *friesa: frieza *friesas: friezas *frivola: frívola *frivolas: frívolas *frivolo: frívolo *frivolos: frívolos *frizasse: frisasse *frontespicio: frontispício *fructa: fruta *fructas: frutas *fructifera: frutífera *fructiferas: frutíferas *fructifero: frutífero *fructiferos: frutíferos *fructo: fruto *fructos: frutos *fruito: fruto *fruitos: frutos *fugio: fugiu *fugitiuo: fugitivo *fugitiuos: fugitivos *fumão: fumam *funcção: função *funcções: funções *funccionaes: funcionais *funccional: funcional *funccionar: funcionar *funccionario: funcionário *funccionarios: funcionários *funccionava: funcionava *funccionavam: funcionavam *funebre: fúnebre *funerea: funérea *furia: fúria *futeis: fúteis *futil: fútil *fuzão: fusão *fuzões: fusões <noinclude>{{Div col fim}} </noinclude> === Letra G === <noinclude>{{Div col|col=3}}</noinclude> *galan: galã *Galathéia: Galatéia *Galles: Gales *gallinha: galinha *gallinhas: galinhas *gallinheiro: galinheiro *gallo: galo *gallos: galos *ganhão: ganham *gastão: gastam *gaulez: gaulês *gaulezes: gauleses *gazolina: gasolina *geitinho: jeitinho *geito: jeito *geitos: jeitos *geitosa: jeitosa *geitosas: jeitosas *geitoso: jeitoso *geitosos: jeitosos *gelal-o: gelá-lo *genio: génio *Genova: Génova *genealogico: genealógico *generalisar: generalizar *genero: género *generos: géneros *genuina: genuína *genuino: genuíno *geographia: geografia *geographica: geográfica *geographicas: geográficas *geographico: geográfico *geographicos: geográficos *geologica: geológica *geologicas: geológicas *geologico: geológico *geologicos: geológicos *geologo: geólogo *geologos: geólogos *geraes: gerais *germanica: germânica *germanicas: germânicas *germanico: germânico *germanicos: germânicos *germen: gérmen *germens: gérmens *gingiva: gengiva *gingivas: gengivas *giratoria: giratória *giratorias: giratórias *gloria: glória *glorias: glórias *Gôa: Goa *Gonçauez: Gonçalves *Gonçalvez: Gonçalves *gorgeião: gorjeiam *gosa: goza *gosão: gozam *gosar: gozar *gosaram: gozaram *gosarem: gozarem *gosava: gozava *gosou: gozou *gostão: gostam *gôsto: gosto *gotta: gota *gottas: gotas *gotteira: goteira *gotteiras: goteiras *gouernam: governam *gouernador: governador *gouernais: governais *governão: governam *gouernar: governar *gouerno: governo *Gouvêa: Gouveia *gozão: gozam *grãdeza: grandeza *gramatica: gramática *gramaticas: gramáticas *gramaticaes: gramaticais *gran: grã *Gran-Bretanha: Grã-Bretanha *graniso: granizo *grandesa: grandeza *grandesas: grandezas *graudeza: grandeza *graudezas: grandezas *graue: grave *grauemente: gravemente *graues: graves *grauidade: gravidade *gráo: grau *gráos: graus *grecia: grécia *grilhõis: grilhões *grilhoẽs: grilhões *grilhoens: grilhões *grillo: grilo *grillos: grilos *gritavão: gritavam *grypho: grifo *guardallos: guardá-los *guindára: guindara *guttural: gutural *gutturaes: guturais *guysa: maneira *gymnasio: ginásio *gymnastica: ginástica *gynetas: ginetas *gyram: giram <noinclude>{{Div col fim}} </noinclude> === Letra H === <noinclude>{{Div col|col=3}}</noinclude> *ha: há *habeis: hábeis *habil: hábil *habitão: habitam *habito: hábito *habitos: hábitos *hade: há de *halito: hálito *hãode: hão de *Haya: Haia *he: é *hectico: héctico *hecticos: hécticos *hegira: hégira *helice: hélice *o helice: a hélice *do helice: da hélice *hellenista: helenista *hemispherica: hemisférica *hemispherico: hemisférico *hemyciclo: hemiciclo *hemyciclos: hemiciclos *Herculanum: Herculano *Hercules: Hércules *hereditario: hereditário *hereditarios: hereditários *Herodoto: Heródoto *heróe: herói *heroe: herói *heroes: heróis *heróes: heróis *heroica: heróica *heroicas: heróicas *heroico: heróico *heroicos: heróicos *heroina: heroína *heroinas: heroínas *herva: erva *hervas: ervas *Hespanha: Espanha *hespanhoes: espanhois *hespanhóes: espanhois *hespanhola: espanhola *hespanholas: espanholas *hespanhol: espanhol *Hesperides: Hespérides *hiperbole: hipérbole *hiperboles: hipérboles *hispanica: hispânica *hispanicas: hispânicas *hispanico: hispânico *hispanicos: hispânicos *historia: história *historias: histórias *historico: histórico *historica: histórica *historicos: históricos *historicas: históricas *Hollanda: Holanda *hollandês: holandês *hollandez: holandês *hollandeza: holandesa *hollandezas: holandesas *hollandezes: holandeses *hombro: ombro *hombros: ombros *homensinho: homenzinho *honasta: honesta *Hong-Kong: Hong Kong *honoraria: honorária *honorarias: honorárias *honorario: honorário *honorarios: honorários *honrra: honra *hontem: ontem *horisonte: horizonte *horisontes: horizontes *horizontaes: horizontais *horoscopo: horóscopo *horoscopos: horóscopos *horriveis: horríveis *horrivel: horrível *hospede: hóspede //será que tem muitos falsos positivos para e.g. "hospede este sujeito ali" *hospedes: hóspedes *hospicio: hospício *hospicios: hospícios *hospitaes: hospitais *hostilisarão: hostilizaram *hostilisarão-se: hostilizaram-se *hotelleira: hoteleira *hotelleiras: hoteleiras *hotelleiro: hoteleiro *hotelleiros: hoteleiros *hũa: uma *hũas: umas *hum: um *huma: uma *humanitaria: humanitária *humanitarias: humanitárias *humanitario: humanitário *humanitarios: humanitários *humido: úmido *humidos: úmidos *humus: húmus *hungara: húngara *hungaras: húngaras *hungaro: húngaro *hungaros: húngaros *hymno: hino *hygiene: higiene *hygienes: higienes *hygienica: higiênica *hygienicas: higiênicas *hygienico: higiênico *hygienicos: higiênicos *hymno: hino *hymnos: hinos *hypocondriaco: hipocondríaco *hypocrisia: hipocrisia *hypocrita: hipócrita *hypocritas: hipócritas *hypotecar: hipotecar *hypotheca: hipoteca *hypothecou: hypotecou *hypoteca: hipoteca *hypoteco-me: hipoteco-me *hypothese: hipótese *hypotheses: hipóteses *hypothetica: hipotética *hypotheticas: hipotéticas *hypothetico: hipotético *hypotheticos: hipotéticos *hystoria: história *hystorias: histórias <noinclude>{{Div col fim}} </noinclude> === Letra I === <noinclude>{{Div col|col=3}}</noinclude> *ià: já *ía: ia *iamos: íamos *ião: iam *ibero-americana: íbero-americana *ibero-americanas: íbero-americanas *ibero-americano: íbero-americano *ibero-americanos: íbero-americanos *idéa: ideia *ideas: ideias *idéas: ideias *idéia: ideia *idéias: ideias *identico: idêntico *identica: idêntica *identicos: idênticos *identicas: idênticas *idiosyncrasia: idiossincrasia *idiossincratica: idiossincrática *idiossincraticas: idiossincráticas *idiossincratico: idiossincrático *idiossincraticos: idiossincráticos *idocrase: idócrase *idolo: ídolo *idolos: ídolos *idonea: idônea *idoneas: idôneas *idoneo: idôneo *idoneos: idôneos *idonia: idônea *idyllio: idílio *Iesus: Jesus *Iesvs: Jesus *Ignacia: Inácia *Ignacio: Inácio *igneo: ígneo *ignea: ígnea *igneos: ígneos *igneas: ígneas *ignorancia: ignorância *ignorão: ignoram *igoal: igual *igoala: iguala *iguaes: iguais *iguoal: igual *Ilha de Rhodes: Ilha de Rodes *Illiada: Ilíada *illudão: iludam *illlude: ilude *illudir: iludir *illudir-se: iludir-se *illudia-se: iludia-se *illuminação: iluminação *illuminar: iluminar *illumina-se: ilumina-se *illuminava: iluminava *illuminavão: iluminavam *Illuminismo: Iluminismo *illusão: ilusão *illusões: ilusões *illusório: ilusório *illusórios: ilusórios *illustração: ilustração *illustrações: ilustrações *illustrada: ilustrada *illustradas: ilustradas *illustrado: ilustrado *illustrados: ilustrados *illustrar: ilustrar *illustre: ilustre *illustres: ilustres *illustrissimo: ilustríssimo *illvstrissimo: ilustríssimo *imaginaria: imaginária *imaginarias: imaginárias *imaginario: imaginário *imaginarios: imaginários *imbair: embair *imbuida: imbuída *imbuidas: imbuídas *imigratoria: imigratória *imigratorias: imigratórias *imigratorio: imigratório *imigratorios: imigratórios *imitãdo: imitando *imitarte: imitar-te *imitemol-a: imitemo-la *immediatamente: imediatamente *immenso: imenso *immigração: imigração *immortal: imortal *immortaes: imortais *imortaes: imortais *imoveis: imóveis *imovel: imóvel *impaciencia: impaciência *impaciencias: impaciências *impalpavel: impalpável *impar: ímpar *impares: ímpares *impedião: impediam *impedirão: impediram *impelle: impele *impellia: impelia *impellida: impelida *impellidas: impelidas *impellido: impelido *impellidos: impelidos *impellir: impelir *imperceptiveis: imperceptíveis *imperceptivel: imperceptível *imperdoavel: imperdoável *imperdoaveis: imperdoáveis *imperio: império *imperios: impérios *impertinencia: impertinência *impertinencias: impertinências *impeto: ímpetos *impia: ímpia *impia: ímpio *impida: impeça *implacaveis: implacáveis *implacavel: implacável *importámos: importamos *importancia: importância *importancias: importâncias *importantissima: importantíssima *importantissimas: importantíssimas *importantissimo: importantíssimo *importantissimos: importantíssimos *importão: importam *impossiueis: impossíveis *impossiuel: impossível *impossivel: impossível *impossiveis: impossíveis *impotencia: impotência *impraticaveis: impraticáveis *impraticavel: impraticável *imprevidencia: imprevidência *imprimio: imprimiu *improficua: improfícua *improficuas: improfícuas *improficuo: improfícuo *improficuos: improfícuos *impropria: imprópria *improprias: impróprias *improprio: impróprio *improprios: impróprios *improvaveis: improváveis *improvavel: improvável *imprudencia: imprudência *imprudencias: imprudências *imundicie: imundície *imundicies: imundícies *imutaveis: imutáveis *imutavel: imutável *impuzeram: impuseram *inaccessiveis: inacessíveis *inaccessivel: inacessível *inanime: inânime *inanimes: inânimes *inaprehensiveis: inapreensíveis *inaprehensivel: inapreensível *inattingivel: inatingível *incançavel: incansável *incançaveis: incansáveis *incansavel: incansável *incansaveis: incansáveis *incendio: incêndio *incendios: incêndios *inclinaua: inclinava *incoercivel: incoercível *incoerciveis: incoercíveis *incoherencia: incoerência *incommensuraveis: incomensuráveis *incommensuravel: incomensurável *incommodava: incomodava :incommodo: // Falso positivo: incómodo (substantivo) / eu incomodo (verbo) *este incomodo: este incómodo *incomodos: incómodos *incomparaveis: incomparáveis *incomparavel: incomparável *incomprehensão: incompreensão *inconciliaveis: inconciliáveis *incongruencias: incongruências *inconstancia: inconstância *inconstancias: inconstâncias *incontestavel: incontestável *incontestaveis: incontestáveis *inconveniencia: inconveniência *inconveniencias: inconveniências *incredulo: incrédulo *incredulos: incrédulos *incrivel: incrível *incriveis: incríveis *incumbencia: incumbência *incuria: incúria *incurias: incúrias *inda: ainda *indecencias: indecências *indefeza: indefesa *indefezas: indefesas *indefiniveis: indefiníveis *indelevel: indelével *indeleveis: indeléveis *independencia: independência *independencias: independências *India: Índia *Indias: Índias *indicarão: indicaram *indice: índice *indifferença: indiferença *indifferente: indiferente *indigena: indígena *indigeno: indígeno *indigenas: indígenas *indio: índio *indios: índios *indiscutiveis: indiscutíveis *indiscutivel: indiscutível *indiscriptiveis: indescritíveis *indiscriptivel: indescritível *indispensavel: indispensável *indispensaveis: indispensáveis *indistinctamente: indistintamente *individuo: indivíduo *individua: indivídua *individuos: indivíduos *individuas: indivíduas *individuaes: individuais *indole: índole *indolencia: indolência *indomaveis: indomáveis *industria: indústria *industriaes: industriais *industrias: indústrias *induzírão: induziram *inefavel: inefável *ineffavel: inefável *ineficacia: ineficácia *ineficacias: ineficácias *inequivoca: inequívoca *inequivocas:inequívocas *inequivoco: inequívoco *inequivocos: inequívocos *inercia: inércia *inexcediveis: inexcedíveis *inexediveis: inexedíveis *inexedivel: inexedível *inexedivel: inexedível *inexequivel: inexequível *inexequiveis: inexequíveis *inexoravel: inexorável *inexplicavel: inexplicável *inexplicaveis: inexplicáveis *inexpugnauel: inexpugnável *infalliveis: infalíveis *infallivel: infalível *infamia: infâmia *infamias: infâmias *infancia: infância *infanticidio: infanticídio *infanticidios: infanticídios *infieis: infiéis *infima: ínfima *infimas: ínfimas *infimo: ínfimo *infimos: ínfimos *infincava: enfincava *inflamaveis: inflamáveis *inflexiveis: inflexíveis *inflexivel: inflexível *inflingio: inflingiu *influe: influi *influencia: influência *influencias: influências *informaçaõ: informação *informaes: informais *informarão: informaram *infortunio: infortúnio *infundio: infundiu *ingenuos: ingénuos *inglez: inglês *ingleza: inglesa *inglezes: ingleses *inglezas: inglesas *ingloria: inglória *inglorias: inglórias *inglorio: inglório *inglorios: inglórios *ingreme: íngreme *ingremes: íngremes *inhabilidade: inabilidade *inhabitada: inabitada *inhabitadas: inabitadas *inhabitado: inabitado *inhabitados: inabitados *inhabitaveis: inabitáveis *inhabitavel: inabitável *inherente: inerente *inherentes: inerentes *inhiba: iniba *inhibe: inibe *inhibe-se: inibe-se *inhibição: inibição *inhibida: inibida *inhibidas: inibidas *inhibido: inibido *inhibidos: inibidos *iniciaes: iniciais *inimitavel: inimitável *inimitaveis: inimitáveis *inintelligivel: ininteligível *innocencia: inocência *inoccente: inocente *inoccentes: inocentes *inocencia: inocência *inolvidavel: inolvidável *inquebrantaveis: inquebrantáveis *inquebrantavel: inquebrantável *inquerito: inquérito *inqueritos: inquéritos *inscripção: inscrição *inscripções: inscrições *inscripta: inscrita *inscriptas: inscritas *inscripto: inscrito *inscriptos: inscritos *insensivel: insensível *insensiveis: insensíveis *insignificancia: insignificância *insignificancias: insignificâncias *insignificantissima: insignificantíssima *insipida: insípida *insipidas: insípidas *insipido: insípido *insipidos: insípidos *insistencia: insistência *insistencias: insistências *insociaveis: insociáveis *insociavel: insociável *insolencia: insolência *insolencias: insolências *insoluveis: insolúveis *insoluvel: insolúvel *insomnia: insónia *insomnias: insónias *insophismaveis: insofismáveis *insophismavel: insofismável *inspirão: inspiram *installação: instalação *installada: instalada *installadas: instaladas *installado: instalado *installados: instalados *installam: instalam *installam-se: instalam-se *installar: instalar *installava-me: instalava-me *instancias: instâncias *instantaneo: instantâneo *instantanea: instantânea *instantaneos: instantâneos *instantaneas: instantâneas *instinctiva: instintiva *instinctivamente: instintivamente *instinctivas: instintivas *instinctivo: instintivo *instinctivos: instintivos *instincto: instinto *instinctos: instintos *instrucção: instrução *instrucções: instruções *instruida: instruída *instruido: instruído *instruidos: instruídos *insuficiencia: insuficiência *insuficiencias: insuficiências *insuperaveis: insuperáveis *insuperavel: insuperável *insuportavel: insuportável *insupportavel: insuportável *intangivel: intangível *intangiveis: intangíveis *inteligencia: inteligência *intellectual: intelectual *intellectuaes: intelectuais *intelligencia: inteligência *intelligencias: inteligências *intelligente: inteligente *intelligentemente: inteligentemente *intelligentes: inteligentes *intelligivel: inteligível *interdependencia: interdependência *interessão: interessam *interêsse: interesse *internacionaes: internacionais *intermediaria: intermediária *intermediarias: intermediárias *intermediario: intermediário *intermediarios: intermediários *intermedio: intermédio *intermittente: intermitente *interpellação: interpelação *interrogatorios: interrogatórios *intervallo: intervalo *intervallos: intervalos *intimo: íntimo *intima: íntima *intimos: íntimos *intimas: íntimas *intoleraveis: intoleráveis *intoleravel: intolerável *intransitavel: intransitável *intransitaveis: intransitáveis *intrepido: intrépido *introducção: introdução *inueja: inveja *inuejas: invejas *inumeras: inúmeras *inuocar: invocar *inuoca: invoca *inutil: inútil *inuteis: inúteis *invariáveis: invariáveis *invariavel: invariável *invenciveis: invencíveis *invencivel: invencível *investião: investiam *invisiveis: invisíveis *invisivel: invisível *involuntario: involuntário *involuntaria: involuntária *involuntarios: involuntários *involuntarias: involuntárias *Irak: Iraque *irião: iriam *irlandez: irlandês *irlandezes: irlandêses *irlandeza: irlandesa *irlandezas: irlandesas *irman: irmã *irmans: irmãs *irmãsinha: irmãzinha *irracionaes: irracionais *irrealizaveis: irrealizáveis *irrealizavel: irrealizável *irrecusaveis: irrecusáveis *irrecusavel: irrecusável *irremediaveis: irremediáveis *irremediavel: irremediável *isthmo: ístmo *Itaborahy: Itaboraí *italia: itália *italica: itálica *Itanhaem: Itanhaem *iustamente: justamente *Izabel: Isabel *izento: isento *izentos: isentos <noinclude>{{Div col fim}} </noinclude> === Letra J === <noinclude>{{Div col|col=3}}</noinclude> *ja: já *jà: já *jàmais: jamais *jámais: jamais *janella: janela *janellas: janelas *Januario: Januário *japonez: japonês *japoneza: japonesa *japonezas: japonesas *japonezes: japoneses *Jehová: Jeová *Jerusalem: Jerusalém *jesuita: jesuíta *jesuitas: jesuítas *Josepha: Josefa *jornaes: jornais *joven: jovem *judeo: judeu *judeos: judeus *juiso: juízo *juiza: juíza *juizas: juízas *juizes: juízes *juizo: juízo *juizos: juízos *julgão: julgam *julgão-se: julgam-se *julgavão: julgavam *Julia: Júlia *Julio: Júlio *juncta: junta *junctas: juntas *juncto: junto *junctos: juntos *juridica: jurídica *juridicas: jurídicas *juridico: jurídico *juridicos: jurídicos *jurisdicção: jurisdição *jurisdiccional: jurisdicional *jurisdicções: jurisdições *jury: júri *justificão: justificam <noinclude>{{Div col fim}} </noinclude> === Letra K === <noinclude>{{Div col|col=3}}</noinclude> *kagado: cágado *kambodjiana: cambojana *kambodjianas: cambojanas *kambodjiano: cambojano *kambodjianos: cambojanos *kerozene: querosene *kilo: quilo *kilograma: quilograma *kilogramas: quilogramas *kilometro: quilómetro *kilometros: quilómetros *kilos: quilos *kiosque: quiosque *kiosques: quiosques <noinclude>{{Div col fim}} </noinclude> === Letra L === <noinclude>{{Div col|col=3}}</noinclude> *laberinto: labirinto *laberynto: labirinto *labio: lábio *labyrintho: labirinto *labyrinthos: labirintos *labios: lábios *labóra: labora *laboratorio: laboratório *laboratorios: laboratórios *lagrimas: lágrimas *lamentaveis: lamentáveis *lamentavel: lamentável *lampada: lâmpada *lampadas: lâmpadas *lampeão: lampião *lamuria: lamúria *lamurias: lamúrias *lanção: lançam *lanção-n'as: lançam-nas *lançavão: lançavam *lapide: lápide *lapides: lápides *larangeira: laranjeira *larangeiras: laranjeiras *lastimaveis: lastimáveis *lastimavel: lastimável *lateraes: laterais *lauar: lavar *lauou: lavou *Lazaro: Lázaro *leader: líder *leaes: leais *lecenceado: licenciado *lecenciado: licensiado *legaes: legais *legatario: legatário *legendaria: legendária *legendarias: legendárias *legendario: legendário *legendarios: legendários *legitima: legítima *legitimas: legítimas *legitimo: legítimo *legitimos: legítimos *legua: légua *leguas: léguas *leião: leiam *lembraiuos: lembrai-vos *lêr: ler *lettra: letra *lettrada: letrada *lettradas: letradas *lettrado: letrado *lettrados: letrados *lettras: letras *leuai: levai *leuando: levando *leuanta: levanta *leuantar: levantar *leuantas: levantas *leuar: levar *leuarme: levar-me *léva: leva *levantarão: levantaram *levarão: levaram *lévas: levas *ley: lei *liberaes: liberais *libertaria: libertária *libertarias: libertárias *libertario: libertário *libertarios: libertários *licita: lícita *licitas: lícitas *licito: lícito *licitos: lícitos *limitão: limitam *limitão-se: limitam-se *limitarão: limitaram *limitarão-se: limitaram-se *lingoa: língua *lingoas: línguas *lingua: língua *linguas: línguas *liquida: líquida *liquidas: líquidas *liquidarão: liquidaram *liquidavão: liquidavam *liquido: líquido *liquidos: líquidos *lisongear: lisonjear *lisongeasse: lisonjeasse *lisongeira: lisonjeira *lisongeiras: lisonjeiras *lisongeiro: lisonjeiro *lisongeiros: lisonjeiros *literaria: literária *literarias: literárias *literario: literário *literarios: literários *lithographia: litografia *litteraria: literária *litterarias: literárias *litterario: literário *litterarios: literários *litterata: literata *litteratas: literatas *litterato: literato *litteratos: literatos *litteratura: literatura *litteraturas: literaturas *littoral: litoral *littoraes: litorais *liurar: livrar *liuro: livro *liuros: livros *livida: lívida *lividas: lívidas *livido: lívido *lividos: lívidos *livorneza: livornesa *lizo: liso *lôa: loa *lobishomem: lobisomem *locaes: locais *logar: lugar *logares: lugares *logarithmos:logaritmos *logica: lógica *logicas: lógicas *logico: lógico *logicos: lógicos *longinqua: longínqua *longinquas: longíngua *longitudinaes: longitudinais *loquax: loquaz *louua: louva *louuar: louvar *louuarte: louvar-te *louuor: louvor *louuores: louvores *louvavel: louvável *lucta: luta *luctar: lutar *luctas: lutas *luctei: lutei *lucto: luto *lugubre: lúgubre *lugubres: lúgubres *Luiz: Luís *lus: luz *Lusiadas: Lusíadas *lutão: lutam *luzitania: lusitânia *Lvis: Luís *Lviz: Luís *lycêo: liceu *lycêos: liceus *lyceu: liceu *lyceus: liceus *lymphatica: linfática *lymphaticas: linfáticas *lymphatico: linfático *lymphaticos: linfáticos *lyra: lira *lyras: liras *lyrio: lírio *lyrios: lírios <noinclude>{{Div col fim}} </noinclude> === Letra M === <noinclude>{{Div col|col=3}}</noinclude> *macaista: macaísta *macaistas: macaístas *maçans: maçãs *Macao: Macau *Macáo: Macau *machina: máquina *machinas: máquinas *machinismo: maquinismo *machinismos: maquinismos *machinista: maquinista *machinistas: maquinistas *Macedonia: Macedónia *Magalhaems: Magalhães *magestade: majestade *magestades: majestades *magestosamente: majestosamente *magisterio: magistério *magnifica: magnífica *magnificas: magníficas *magnificencia: magnificência *magnifico: magnífico *magnificos: magníficos *magua: mágoa *maguá-la: magoá-la *maguá-las: magoá-las *maguá-lo: magoá-lo *maguá-los: magoá-los *maguado: magoado *maguas: mágoas *mãi: mãe *mãis: mães *Malacca: Malaca *malaya: malaia *malayas: malaias *malayo: malaio *malayos: malaios *maledicencia: maledicência *maledicencias: maledicências *mallograda: malograda *mallogradas: malogradas *mallogrado: malogrado *mallogrados: malogrados *mam: mão *mancharse: manchar-se *mandão: mandam *mandaõ: mandam *mandavamos: mandávamos *manganez: manganês *Manoel: Manuel *mantêem: mantêm *mantem: mantém *manufactura: manufatura *manufacturada: manufaturada *manufacturadas: manufaturadas *manufacturado: manufaturado *manufacturados: manufaturados *manufacturas: manufaturas *manufactureira: manufatureira *manufactureiras: manufatureiras *manufactureiro: manufatureiro *manufactureiros: manufatureiros *manuscripto: manuscrito *máo: mau *mavauilha: maravilha *mavauilhas: maravilhas *marginaes: marginais *marginão: marginam *maritima: marítima *maritimas: marítimas *maritimo: marítimo *maritimos: marítimos *marmore: mármore *marmores: mármores *marquez: marquês *Marcellina: Marcelina *Marselhez: Marselhês *marselhez: marselhês *marselhezes: marselheses *Marselhezes: Marselheses *martello: martelo *martellos: martelos *martirio: martírio *martyr: mártir *martyres: mártires *martyrio: martírio *martyrios: martírios *mascão: mascam *massiça: maciça *massiças: maciças *massiço: maciço *massiços: maciços *matadella: matadela *matadellas: matadelas *materia: matéria *materiaes: materiais *materias: matérias *mathematica: matemática *mathematicas: matemáticas *Mathéos: Mateus *matricula: matrícula *matriculas: matrículas *matrimonio: matrimónio *matrimonios: matrimónios *matte: mate *matto: mato *mattos: matos *Mauricio: Maurício *maxima: máxima *maximas: máximas *maximo: máximo *maximos: máximos *Mayo: Maio *mayor: maior *mayores: maiores *mazella: mazela *mazellas: mazelas *mea: meia *meas: meias *Mecca: Meca *mechanica: mecânica *mechanicas: mecânicas *mechanico: mecânico *mechanicos: mecânicos *medica: médica *medicas: médicas *medico: médico *medicos: médicos *mediocre: medíocre *mediocres: medíocres *Mediterraneo: Mediterrâneo *médra: medra *medrão: medram *melancholica: melancólica *melancholica: melancólico *melancolica: melancólica *melancolicas: melancólicas *melancolico: melancólico *melancolicos: melancólicos *melindrosissimo: melindrosíssimo **melindrosissimos: melindrosíssimos *Mello: Melo *memoraveis: memoráveis *memoravel: memorável *memoria: memória *memorias: memórias *mencionámos: mencionamos *Mendoça: Mendonça *mensaes: mensais *meo: meio *meos: meus *méra: mera *méras: meras *mercurio: mercúrio *mereceo: mereceu *merecião: mereciam *mergulhão: mergulham *mergulhavamos: mergulhávamos *meridionaes: meridionais *merito: mérito *meritos: méritos *meritorio: meritório *meritos: méritos *metaes: metais *metallica: metálica *metallicas: metálicas *metallico: metálico *metallicos: metálicos *metamorphose: metamorfose *metamorphosear: metamorfosear *metaphysicismo: metafisicismo *methamorphose: metamorfose *methodo: método *methodos: métodos *metropole: metrópole *metropoles: metrópoles *metta: meta *mettam: metam *metta-se: meta-se *mette: mete *metteis: meteis *mette-me: mete-me *mette-lhe: mete-lhe *mettê-lo: metê-lo *mettem: metem *mettemos: metemos *mettemos-lhe: metemos-lhe *mettendo: metendo *metter: meter *mettera: metera *mettes: metes *mettesse: metesse *metteste: meteste *metteram: meteram *metteram-se: meteram-se *metteu: meteu *metteu-lhe: meteu-lhe *metteu-se: meteu-se *metti: meti *metti-me: meti-me *mettia: metia *mettia-me: metia-me *mettia-se: metia-se *mettias: metias *mettida: metida *mettidas: metidas *mettido: metido *mettidos: metidos *metti-o: meti-o *metto: meto *Mexico: México *meza: mesa *mezas: mesas *mez: mês *mezes: meses *mi: mim *microscopio: microscópio *microscopios: microscópios *milhor: melhor *millesima: milésima *millesimas: milésimas *millesimo: milésimo *millesimos: milésimos *milligrammo: miligrama *millilitro: mililitro *millilitros: mililitros *millimetro: milímetro *millimetros: milímetros *millionario: milionário *millionarios: milionários *millionesimos: milionésimos *mil reis: mil réis *mineraes: minerais *mineralogica: mineralógica *mineralogicas: mineralógicas *mineralogico: mineralógico *mineralogicos: mineralógicoo *minerio: minério *minerios: minérios *Minerua: Minerva *mingoava: minguava *minimo: mínimo *minimos: mínimos *ministeriaes: ministeriais *ministerio: ministério *ministerios: ministérios *minudencia: minudência *minudencias: minudências *misera: mísera *miseraveis: miseráveis *miseravel: miserável *miseria: miséria *miserias: misérias *missionaria: missionária *missionarias: missionárias *missionario: missionário *missionarios: missionários *misteres: místeres *mistica: mística *mistico: místico *miuda: miúda *miudas: miúdas *miudo: miúdo *miudos: miúdos *mixto: misto *mixtos: mistos *mizericordia: misericórdia *modestissima: modestíssima *modestissimas: modestíssimas *modestissimo: modestíssimo *modestissimos: modestíssimos *mofão: mofam *moida: moída *moidas: moídas *moido: moído *moidos: moídos *molle: mole *molles: moles *Monaco: Mónaco *monarcha: monarca *monarchas: monarcas *monarchia: monarquia *monarchias: monarquias *monarchica: monárquica *monarchicas: monárquicas *monarchico: monárquico *monarchicos: monárquicos *monazitica: monazítica *monaziticas: monazíticas *monolitho: monólito *monologo: monólogo *monopolio: monopólio *monopolios: monopólios *monopolisar: monopolizar *monossyllaba: monossílaba *monossyllabando: monossilabando *monossyllabo: monossílabo *monossyllabos: monossílabos *monotona: monótona *monotonas: monótonas *monotono: monótono *monotonos: monótonos *Montevideo: Montevideu *montez: montês *montezes: monteses *monumentaes: monumentais *mór: maior *môr: maior *moraes: morais *mórmente: mormente *morrêra: morrera *mostrão: mostram *mostravão: mostravam *mostraua: mostrava *mouer: mover *mouendo: movendo *os moveis: os móveis *Moysés: Moisés *mudarão: mudaram *mũdo: mundo *mui: muito *mulctar: multar *mulctado: multado *murmurio: murmúrio *murmurios: murmúrios *muy: muito *molestia: moléstia *molestias: moléstias *molhavão: molhavam *molle: mole *mumdo: mundo *multiplicão: multiplicam *multiplices: múltiplices *municipaes: municipais *municipe: munícipe *municipes: munícipes *municipio: município *municipios: municípios *mutua: mútua *mutuas: mútuas *mutuo: mútuo *mutuos: mútuos *musculo: músculo *musculos: músculos *museo: museu *musêo: museu *musêos: museus *musica: música *musicas: músicas *musico: músico *musicos: músicos *musulmana: muçulmana *musulmanas: muçulmanas *musulmano: muçulmano *musulmanos: muçulmanos *muzeo: museu *muzêo: museu *muzeos: museus *muy: mui *muyta: muita *muytas: muitas *muyto: muito *muytos: muitos *mylhor: melhor *mym: mim *myngua: míngua *mynguados: minguados *mynha: minha *mysterio: mistério *mysterios: mistérios *mysteriosa: misteriosa *mysteriosas: misteriosas *mysterioso: misterioso *mysteriosos: misteriosos *mystificada: mistificada *mystificadas: mistificadas *mystificado: mistificado *mystificados: mistificados *myth: mit *mythica: mítica *mythicas: míticas *mythico: mítico *mythicos: míticos *mytho: mito *mythologia: mitologia *mythologias: mitologias *mythologica: mitológica *mythologicas: mitológicas *mythologico: mitológico *mythologicos: mitológicos *mythos: mitos <noinclude>{{Div col fim}} </noinclude> === Letra N === <noinclude>{{Div col|col=3}}</noinclude> *nace: nasce *nacer: nascer *nacida: nascida *nacidas: nascidas *nacido: nascido *nacidos: nascidos *nacionaes: nacionais *Nangasaki: Nagasaki *naõ: não *Napoles: Nápoles *nasceo: nasceu *nascião: nasciam *nataes: natais *naturaes: naturais *naturalisar: naturalizar *naturesa: natureza *naquella: naquela *n'aquela: naquela *n'aquella: naquela *n’aquella: naquela *naquellas: naquelas *n’aquellas: naquelas *n’aquellas: naquelas *naquelle: naquele *naquelles: naqueles *n'aquele: naquele *n'aquelle: naquele *n'aquelles: naqueles *n'aquillo: naquilo *n’aquillo: naquilo *naufrago: náufrago *naufragos: náufragos *nautica: náutica *nauticas: náuticas *navegão: navegam *navegaveis: navegáveis *navegavel: navegável *necessaria: necessária *necessaria: necessária *necessarias: necessárias *necessarias: necessárias *necessario: necessário *necessario: necessário *necessarios: necessários *necessitão: necessitam *necessydade: necessidade *neerlandez: neerlandês *este negocio: este negócio *de negocio: de negócio *o negocio: o negócio *negocios: negócios *nella: nela *nellas: nelas *nelle: nele *nelles: neles *nephelina: nefelina *Néro: Nero *n’essa: nessa *n'essa: nessa *n’essas: nessas *n'essas: nessas *n'esse: nesse *n’esse: nesse *n'esses: nesses *n’esses: nesses *n'esta: nesta *n'estas: nestas *n’este: neste *n'este: neste *n'estes: nestes *n’estes: nestes *neue: neve *neurasthenia: neurastenia *neurasthenias: neurastenias *nevoa: névoa *nevôa: névoa *nickeis: níqueis *nickel: níquel *Nictheroy: Niterói *Nitheroy: Niterói *ninguem: ninguém *nitida: nítida *nitido: nítido *n'isso: nisso *n’isso: nisso *n'isto: nisto *n’isto: nisto *nivel: nível *nivellamento: nivelamento *nobiliarchico: nobiliárquico *nobiliarchicos: nobiliárquicos *nodoa: nódoa *nociuo: nocivo *nocturno: noturno *nol-a: no-la *nol-o: no-lo *nomêou: nomeou *norueguezes: noruegueses *nos-moscada: noz-moscada *noses-moscadas: nozes-moscadas *notão: notam *notarão: notaram *notaveis: notáveis *notavel: notável *notavel: notável *noticia: notícia *nouidade: novidade *nouilhas: novilhas *noua: nova *nouas: novas *nouo: novo *nouos: novos *noute: noite *noutes: noites *Nova-York: Nova Iorque *novella: novela *novellas: novelas *novellista: novelista *novellistas: novelistas *nú: nu *nús: nus *nucleo: núcleo *nucleos: núcleos *nulla: nula *nullas: nulas *nullo: nulo *nullos: nulos *n'um: num *n'uma: numa *n'umas: numas *numerario: numerário *numerica: numérica *numerico: numérico ;numero: número //Falsos positivos: "eu numero" *ao numero: ao número *certo numero: certo número *de numero: de número *do numero: do número *em numero: em número *este numero: este número *grande numero: grande número *maior numero: maior número *menor numero: menor número *mesmo numero: mesmo número *neste numero: este número *no numero: no número *o numero: o número *numero: número *numeros: números *numerosissima: numerosíssima *numerosissimas: numerosíssimas *numerosissimo: numerosíssimo *numerosissimos: numerosíssimos *nuncio: núncio *nuncios: núncios *nunqua: nunca *n'uns: nuns *nupcia: núpcia *nupciaes: nupciais *nupcias: núpcias *nutriamos: nutríamos *nutrião: nutriam *nuuem: nuvem *nympha: ninfa *nymphas: ninfas <noinclude>{{Div col fim}} </noinclude> === Letra O === <noinclude>{{Div col|col=3}}</noinclude> *ò: ó *O’: Ó *obediencia: obediência *obito: óbito *obitos: óbitos *objecção: objeção *objecções: objeções *objecto: objeto *objectos: objetos *objurgatoria: objurgatória *objurgatorias: objurgatórias *objurgatorio: objurgatório *objurgatorios: objurgatórios *obscurecião: obscureciam *observancia: observância *obstaculo: obstáculo *obstaculos: obstáculos *obstruida: obstruída *obstruidas: obstruídas *obstruido: obstruído *obstruidos: obstruídos *obtem: obtém *obtem-se: obtém-se *obtiverão: obtiveram *obvia: óbvia *obvias: óbvias *obvio: óbvio *obvios: óbvios *occasião: ocasião *occasiões: ocasiões *occasionava: ocasionava *occeano: oceano *occidentaes: ocidentais *occidental: ocidental *occidente: ocidente *occorre: ocorre *occorrencia: ocorrência *occorrencias: ocorrências *occorrer: ocorrer *occorrem: ocorrem *occorrido: ocorrido *occulta: oculta *occultais : ocultais *occultá-los : ocultá-los *occultam: ocultam *occultamente: ocultamente *occultamos: ocultamos *occultar: ocultar *occultarias: ocultarias *occultárão: ocultaram *occultas: ocultas *occultaste: ocultaste *occultavão: ocultavam *occultei: ocultei *occulto: oculto *occultou: ocultou *occupa: ocupa *occupão: ocupam *occupão-se: ocupam-se *occupação: ocupação *occupações: ocupações *occupada: ocupada *occupadas: ocupadas *occupado: ocupado *occupados: ocupados *occupando: ocupando *occupar: ocupar *occuparem: ocuparem *occupar-se: ocupar-se *occupa-se: ocupa-se *occupava: ocupava *occupe: ocupe *occupo: ocupo *ocio: ócio *Octavio: Otávio *oculo: óculo *oculos: óculos *odio: ódio *odios: ódios *odorifera: odorífera *odoriferas: odoríferas *odorifero: odorífero *odoriferos: odoríferos *odysséa: odisseia *odysséas: odisseias *oferecião: ofereciam *offerecer: oferecer *offereceria: ofereceria *offereceu-se: ofereceu-se *offerecião: ofereciam *offerecidas: oferecidas *officiaes: oficiais *official: oficial *officialmente: oficialmente *officina: oficina *officio: ofício *officios: ofícios *officioso: oficioso *offrenda: oferenda *offrendas: oferendas *oficiaes: oficiais *oficio: ofício *oficios: ofícios *ofreceo: ofereceu *ofrenda: oferenda *ofrendas: oferendas *oiro: ouro *oje: hoje *olavia: olávia *olhae: olhai *olhavamos: olhávamos *olympiada: olimpíada *olympiadas: olimpíadas *o numero: o número *omitti: omiti *omittir: omitir *omnipotencia: omnipotência *omnisciencia: omnisciência *operario: operário *operarios: operários *opérou: operou *opio: ópio *opôr: opor *opoz: opôs//<ref name="typo:p">[[oldwikisource:User:Helder.wiki/Scripts/LanguageConverter.js|O script]] faz uma pré-conversão tipográfica de 'pp' para 'p'.</ref> *oppoz: opôs *opusculo: opúsculo *oraculo: oráculo *oraculos: oráculos *oraes: orais *oratorio: oratório *oratorios: oratórios *orbitas: órbitas *orchestra: orquestra *orchestras: orquestras *ordenão: ordenam *ordinaria: ordinária *ordinarias: ordinárias *ordinario: ordinário *ordinarios: ordinários *orfeo: orfeu *orgams: órgãos *organisação: organização *organisada: organizada *organisadas: organizadas *organisado: organizado *organisados: organizados *organisar: organizar *organisarão: organizaram *organisavam: organizavam *orgão: órgão *orgaons: órgãos *orgãos: órgãos *orgulharão-se: orgulharam-se *orientaes: orientais *originaes: originais *originaria: originária *originarias: originárias *originario: originário *originarios: originários *orizonte: horizonte *orizontes: horizontes *orjía: orgia *orjías: orgias *ornão: ornam *ornavão: ornavam *ornavão-lhe: ornavam-lhe *orphã: órfã *orphans: órfãos *orphão: órfão *orphãos: órfãos *orphãs: órfãs *ortelã: hortelã *orthographia: ortografia *orualho: orvalho *oscilla: oscila *oscillar: oscilar *ostentão: ostentamf *Oswaldo: Osvaldo *ottomana: otomana *ottomanas: otomanas *ottomano: otomano *ottomanos: otomanos *ouelha: ovelha *ouelhas: ovelhas *ouelhina: ovelhinha *ousão: ousam *ouue: ouve *ouuindo: ouvindo *ouuistes: ouvistes *ouuio: ouviu *ouuir: ouvir *outhorgada: outorgada *outo: oito *outr’ora: outrora *outr'ora: outrora *outrosim: outrossim *ouzada: ousada *ouzadas: ousadas *ouzado: ousado *ouzados: ousados *oxydo: óxido *oxydos: óxidos <noinclude>{{Div col fim}} </noinclude> === Letra P === <noinclude>{{Div col|col=3}}</noinclude> *ᵱte: parte *ᵱtes: partes *paao: pau *paciencia: paciência *paciencias: paciências *pacifica: pacífica //tem falsos positivos quando é conjugação do verbo pacificar *pacificas: pacíficas //tem falsos positivos quando é conjugação do verbo pacificar *pacifico: pacífico //tem falsos positivos quando é conjugação do verbo pacificar *pacificos: pacíficos *pae: pai *paes: pais *pag: pág *pagárão: pagaram *pagé: pajé *pagina: página *paginas: páginas *paiz: país *paizagem: paisagem *paizes: países *palacio: palácio *palacios: palácios *palaura: palavra *paleontologo: palentólogo *pallida: pálida *pallidas: pálidas *pallido: pálido *pallidos: pálidos *palpebra: pálpebra *palpebras: pálpebras *pandega: pândega *pandegas: pândegas *pandego: pândego *pandegos: pândegos *panella: panela *panellada: panelada *panelladas: paneladas *panellas: panelas *panellado: panelado *panellados: panelados *pannejamentos: panejamentos *panno: pano *pannos: panos *pantano: pântano *pantanos: pântanos *paõ: pão *papeis: papéis *papyro: papiro *papyros: papiros *para traz: para trás *Parahyba: Paraíba *parallela: paralela *parallelas: paralelas *parallelo: paralelo *parallelos: paralelos *paralysia: paralisia *paralysando: paralisando *paralysando-se: paralisando-se *paralytico: paralítico *parabens: parabéns *paraiso: paraíso *parcella: parcela *parcellas: parcelas *parciaes: parciais *pareção: pareçam *pareceme: parece-me *pareceo: pareceu *parecêrão: pareceram *parecião: pareciam *parentella: parentela *parentellas: parentelas *parietaes: parietais *Pariz: Paris *parocheaõ: paroqueam *parocheão: paroqueam *parochia: paróquia *parochias: paróquias *parocho: pároco *Parthenope: Partenope *partidaria: partidária *partidarias: partidárias *partidario: partidário *partidarios: partidários *partio: partiu *passal-os: passá-los *passárão: passaram *passaro: pássaro *passaros: pássaros *passavamos: passávamos *passeiar: passear *Pavlo: Paulo *pateo: pátio *patibulo: patíbulo *patria: pátria *patriarchia: patriarquia *patriarchal: patriarcal *patricios: patrícios *patria: pátria *patrias: pátrias *patrio: pátrio *patrios: pátrios *patriotica: patriótica *patrioticas: patrióticas *patriotico: patriótico *patrioticos: patrióticos *patrocinio: patrocínio *patrocinios: patrocínios *pay: pai *peccado: pecado *peccados: pecados *pecuaria: pecuária *pecuniaria: pecuniária *pecuniarias: pecuniárias *pecuniario: pecuniário *pecuniarios: pecuniários *pedagogico: pedagógico *peditorios: peditórios *pedio: pediu *pedirão: pediram *peior: pior *peiorar: piorar *Pekin: Pequim *pelago: pélago *pelagos: pélagos *pella: pela *pellancas: pelancas *pellas: pelas *pellavam: pelavam *pelle: pele *pelles: peles *pello: pelo *pellos: pelos *pellotiqueiro: pelotiqueiro *pellotiqueiros: pelotiqueiros *pellucia: pelúcia *peninsula: península *peninsulas: penínsulas *penitencia: penitência *penitencias: penitências *penivel: penível *pensão: pensam *pensavão: pensavam *penna: pena *pennas: penas *penteão: penteam *penteão-se: penteam-se *peor: pior *peores: piores *pequenhez: pequenez *pêra: pera *percorreriamos: percorreríamos *perdiamos: perdíamos *perdôa: perdoa *perdoàrão: perdoaram *perdôe: perdoe *perfida: pérfida *perfidas: pérfidas *perfido: pérfido *perfidos: pérfidos *perfidia: perfídia *perfidias: perfídias *pericia: perícia *perigoos: perigos *perigrinações: peregrinações *perigrina: peregrina *perigrinas: peregrinas *perigrino: peregrino *perigrinos: peregrinos *periodica: periódica *periodicas: periódicas *periodico: periódico *periodicos: periódicos *periodo: período *periodos: períodos *permanecerão: permaneceram *permanencia: permanência *permitta: permita *permitta-me: permita-me *permitta-nos: permita-nos *permitta-se-nos: permita-se-nos *permittão: permitam *permitte: permite *permittem: permitem *permittia: permitia *permittiam: permitiam *permittida: permitida *permittidas: permitidas *permittido: permitido *permittidos: permitidos *permittindo: permitindo *permittio: permitiu *permittir: permitir *permittiram: permitiram *permittiriam: permitiriam *pernoitão: pernoitam *pernostico: pernóstico *perola: pérola *perolas: pérolas *perpetuas: perpétuas :perpetuo: perpétuo // É preciso diferenciar com o verbo "eu perpetuo" *perque: porque *persevejo: percevejo *Persia: Pérsia *perspicacia: perspicácia *perspicacias: perspicácias *perssy: por si *pertinacia: pertinácia *perturbão: perturbam *pésinho: pezinho *pessima: péssima *pessimas: péssimas *pessimo: péssimo *pessimos: péssimos *pessôa: pessoa *pessôas: pessoas *pestifera: pestífera *pestiferas: pestíferas *pestifero: pestífero *pestiferos: pestíferos *pezo: peso *pezos: pesos *peza: pesa *pezar: pesar *petulancia: petulância *petulancias: petulâncias *phantasiar: fantasiar *phantasma: fantasma *phantasmas: fantasmas *phantasia: fantasia *phantastico: fantástico *phantasticos: fantásticos *pharaó: faraó *pharáo: faraó *pharáos: faraós *pharaós: faraós *pharmaceutica: farmacêutica *pharmaceuticas: farmacêuticas *pharmaceutico: farmacêutico *pharmaceuticos: farmacêuticos *pharmacia: farmácia *pharmacias: farmácias *pharóes: faróis *pharol: farol *pharoleiro: faroleiro *pharoleiros: faroleiros *phase: fase *phases: fases *phebo: febo *phenix: fênix *phenomeno: fenómeno *phenomenos: fenómenos *philanthropia: filantropia *philantropia: filantropia *philantropica: filantrópica *philantropicas: filantrópicas *philantropico: filantrópico *philantropicos: filantrópicos *philantropo: filantropo *philantropos: filantropos *philarmonica: filarmônica *Philipinas: Filipinas *Philodemo: Filodemo *philosophia: filosofia *philosophias: filosofias *philosophico: filosófico *philosophica: filosófica *philosophicos: filosóficos *philosophicas: filosóficas *philosopho: filósofo *philosophos: filósofos *Phocea:Foceia *phosphoro: fósforo *photographar: fotografar *photographia: fotografia *photographias: fotografias *phrase: frase *phrases: frases *Phylipinas: Filipinas *physica: física *physicas: físicas *physico: físico *physicos: físicos *physiologia: fisiologia *physiologica: fisiológica *physiologicas: fisiológicas *physiologico: fisiológico *physiologico: fisiológico *physionomia: fisionomia *Piauhy: Piauí *pifanos: pífanos *pilula: pílula *pilulas: pílulas *pinhaes: pinhais *pinoia: pinóia *piramide: pirâmide *piramides: pirâmides *Pirêo: Pireu *pittoresca: pitoresca *pittorescas: pitorescas *pittoresco: pitoresco *pittorescos: pitorescos *placida: plácida *planice: planície *planicie: planície *planicies: planícies *plantão: plantam *plausiveis: plausíveis *plausivel: plausível *plebêo: plebeu *plebêos: plebeus *pleiteão: pleiteiam *plenipotencia: plenipotência *plenipotenciario: plenipotenciário *plenipotenciarios: plenipotenciários *pobresinha: pobrezinha *pobresinho: pobrezinho *póde: pode *pódem: podem *podéra: pudera *poderam: puderam *poderão: puderam *poderiamos: poderíamos *poderosissimo: poderosíssimo *póde-se: pode-se *podese: pode-se *podemse: podem-se *podesse: pudesse *podessem: pudessem *podessemos: pudessemos *podiamos: podíamos *podião: podiam *poem: põem *poetica: poética *poeticas: poéticas *poetico: poético *poeticos: poéticos *poetiza: poetisa *poetizas: poetisas *poezia: poesia *pôl-a: pô-la *policia: polícia *policias: polícias *politechnico: politécnico *politica: política *politicas: políticas *politico: político *politicos: políticos *pollegada: polegada *pollegadas: polegadas *pollegar: polegar *pollegares: polegares *pólo: polo *pólos: polos *polvora: pólvora *polvoras: pólvoras *polygamia: poligamia *polynomio: polinómio *polynomios: polinómios *polypo: pólipo *pómos: pomos *Pompeo: Pompeu *pondéra: pondera *ponteagudo: pontiagudo *pontifice: pontífice *pontifices: pontífices *pontificia: pontifícia *pontificio: pontifício *pôpa: popa *popularise: popularize *porcellana: porcelana *porcellanas: porcelanas *pôrem: porem *porem: porém *porisso: por 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*quizer: quiser *quizera: quisera *quizeram: quiseram *quizerão: quiseram *quizerem: quiserem *quizeres: quiseres *quizesse: quisesse *quizessem: quisessem *quynta: quinta *quynto: quinto *quéda: queda *qvando: quando *qve: que *qvero: quero <noinclude>{{Div col fim}} </noinclude> === Letra R === <noinclude>{{Div col|col=3}}</noinclude> *Rabello: Rabelo *Rabirio: Rabírio *Rachel: Raquel *rachitica: raquítica *rachiticas: raquíticas *rachitico: raquítico *rachiticos: raquíticos *raciocinio: raciocínio *racionaes: racionais *radicaes: radicais *raizes: raízes *rancôr: rancor *Raphael: Rafael *rapida: rápida *rapidas: rápidas *rapido: rápido *rapidos: rápidos *rasão: razão *rasoaveis: razoáveis *rasoavel: razoável *ratuina: ratuína *ratuinas: ratuínas *rayo: raio *rayos: raios *razaõ: razão *razoaveis: razoáveis *razoavel: razoável *razoões: razões *reaes: reais *realisada: realizada *realisadas: realizadas *realisado: realizado *realisados: realizados *realisando: realizando *realisam: 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Lucia: Santa Lúcia *saõ: são *saphira: safira *saphiras: safiras *saphirica: safírica *saphiricas: safíricas *saphirico: safírico *saphiricos: safíricos *Sapucahy: Sapucaí *sardonica: sardónica *sardonico: sardónico *sardonicas: sardónicas *sardonicos: sardónicos *Satanaz: Satanás *sãto: santo *satisfactoria: satisfatória *satisfactorio: satisfatório *satisfazião: satisfaziam *saude: saúde *Saxonia: Saxónia *saxonica: saxónica *saxonicas: saxónicas *saxonico: saxónico *saxonicos: saxónicos *sayr: sair *scena: cena *scenas: cenas *scenario: cenário *scenarios: cenários *scentelha: centelha *scepticismo: ceticismo *scepticismos: ceticismos *sceptica: cética *scepticas: céticas *sceptico: cético *scepticos: céticos *sceptro: ceptro *sciencia: ciência *sciencias: ciências *scientifica: científica *scientificamente: cientificamente *scientificas: científicas *scientifico: científico *scientificos: científicos *scintillante: cintilante *scintillantes: cintilantes *scintillar: cintilar *scintillavam: cintilavam *screuy: escrevi *screvo: escrevo *scudeiro: escudeiro *scudeiros: escudeiros *scuro: escuro *secca: seca *seccas: secos *secco: seco *seccos: secos *Secilia: Sicília *Secilias: Sicílias *See: Sé *secretario: secretário *secretarios: secretários *sectaria: sectária *sectarias: sectárias *sectario: sectário *sectarios: sectários *seculo: século *seculos: séculos *secundaria: secundária *secundarias: secundárias *secundario: secundário *secundarios: secundários *sêda: seda *sêde: sede *seductor: sedutor *seer: ser *seguírão: seguiram *seguyr: seguir *seistilhões: sextiliões *sejão: sejam *sella: sela *sellada: selada *selladas: seladas *sellado: selado *sellados: selados *sellar: selar *sellas: selas *sello: selo *sellos: selos *semanaria: semanária *semanarias: semanárias *semanario: semanário *semanarios: semanários *semeauão: semeavam *semi-deos: semideus *semi-deoses: semideuses *seminario: seminário *seminarios: seminários *semvergonha: sem-vergonha *sensiveis: sensíveis *sensivel: sensível *sentiamos: sentíamos *sentião: sentiam *sentinella: sentinela *sentinellas: sentinelas *sentio: sentiu *sentirà: sentirá *sensuaes: sensuais *seo: seu *seos: seus *separão: separam *sera: será *serà: será *serião: seriam *serias: sérias *serie: série *series: séries *serio: sério *serios: sérios ;servio: serviu //Falsos positivos: serviu, sérvio *bem servio: bem serviu *muito servio: muito serviu *servios: sérvios *sésta: sesta *sexuaes: sexuais *Shangai: Xangai *Shangaï: Xangai ;si: se//Falsos positivos: "Ele voltou a si"; "si (nota musical)" *siameza: siamesa *Sicilia: Sicília *sigillo: sigilo *sigillos: sigilos *signaes: sinais *signal: sinal *signala: sinala *significão: significam *sigura: segura *sigurar: segurar *silencio: silêncio *silencios: silêncios *Silesia: Silésia *simbolisarão: simbolizarão *similhavam-se: semelhavam-se *sinão: senão *Sincapura: Singapura *singelesa: singeleza *sipó: cipó *sipós: cipós *sitio: sítio *slava: eslava *slava: eslava *slavas: eslavas *slavo: eslavo *slavos: eslavos *sò: só *sô: sou *sóbe: sobe *sóbe-se: sobe-se *sôbre: sobre *sobremeza: sobremesa *sobrepujavão: sobrepujavam *sobresahe: sobressai *sobresahia: sobressaía *sobresahindo: sobressaindo *sobresahir: sobressair *sobresalto: sobressalto *sobresaltos: sobressaltos *sobresalto-me: sobressalto-me *sobrescripto: sobrescrito *sobreviveo: sobreviveu *sobrio: sóbrio *sobrios: sóbrios *soccorrendo-se: socorrendo-se *soccorro: socorro *soccorros: socorros *socegada: sossegada *socegadas: sossegadas *socegado: sossegado *socegados: sossegados *socegámos: sossegamos *socego: sossego *socegos: sossegos *soceguei: sosseguei *soceguei-a: sosseguei-a *sociaes: sociais *socio: sócio *socios: sócios *sóes: sóis *soes: sóis *soffre: sofre *soffredor: sofredor *soffrendo: sofrendo *soffrimento: sofrimento *soffrimentos: sofrimentos *solemne: solene *solemnemente: solenemente *solemnes: solenes *solemnidade: solenidade *solemnidades: solenidades *solemnisação: solenização *solida: sólida *solidas: sólidas *solido: sólido *solidos: sólidos *solitaria: solitária *solitarias: solitárias *solitario: solitário *solitarios: solitários *sollicita: solicita *sollicitam: solicitam *sollicitar: solicitar *sólo: solo *sólos: solos *sómente: somente *sòmente: somente *somete: submete *somma: soma *sommando: somando *sommar: somar *sommas: somas *somno: sono *somnolencia: sonolência *somneira: soneira *sophisma: sofisma *sophismas: sofismas *sôpro: sopro *sôpros: sopros *Souzellas: Souselas *sorprehendem: surpreendem *sorprehendente: surpreendente *sorprehendentes: surpreendentes *sorpresa: surpresa *sorpreza: surpresa *sorrio: sorriu *sósinha: sozinha *sósinhas: sozinhas *sósinho: sozinho *sósinho: sozinho *sósinhos: sozinhos *sospeito: suspeito *sospiro: suspiro *sospiros: suspiros *soubéra: soubera *souberão: souberam *Souza: Sousa *spaço: espaço *sperae: esperai *sperança: esperança *spirito: espírito *splendor: esplendor *spora: espora *sporas: esporas *sport: desporto *sports: desportos *sprito: espírito *sterlina: esterlina *sterlinas: esterlinas *stillo: estilete *Strabão: Estrabão *strella: estrela *struge: estruge *stylete: estilo *stylo: estilo *stylos: estilos *Suàssuna: Suassuna *suaue: suave *suauemente: suavemente *suauidade: suavidade *subdito: súdito *subditos: súditos *sub-grupo: subgrupo *subio: subiu *subírão: subiram *subit: súbito *subita: súbita *subitas: súbitas *subito: súbito *subitos: súbitos *sub-marina: submarina *sub-marinas: submarinas *sub-marino: submarino *sub-marinos: submarinos *submetter: submeter *submetteo: submeteu *subserviencia: subserviência *subsistencia: subsistência *substancia: substância *substancias: substâncias *substitue: substitui *substitue-se: substitui-se *substituida: substituída *substituidas: substituídas *substituido: substituído *substituídos: substituídos *substituimos: substituímos *substituiveis: substituíveis *substituivel: substituível *subterfugio: subterfúgio *subterfugios: subterfúgios *subterranea: subterrânea *subterraneas: subterrânea *subterraneo: subterrâneo *subterraneos: subterrâneos *subtracção: subtração *subtracções: subtrações *subtrahe: subtrai *subtrahem: subtraem *subtrahendo: subtraendo *subtrahida: subtraída *subtrahido: subtraído *subtrahimos: subtraímos *subtrahindo: subtraindo *subtrahindo-se: subtraindo-se *subtrahir: subtrair *subtrahirmos: subtrairmos *suburbio: subúrbio *suburbios: subúrbios *succede: sucede *succedem: sucedem *succeder: suceder *succederão: sucederam *succederão-se: sucederam-se *succedeu: sucedeu *succedia: sucedia *succedido: sucedido *succedião: sucediam *successão: sucessão *successiva: sucessiva *successivamente: sucessivamente *successivas: sucessivas *successivo: sucessivo *successivos: sucessivos *successo: sucesso *successões: sucessões *successor: sucessor *successora: sucessora *successoras: sucessoras *successores: sucessores *successos: sucessos *succinta: sucinta *succintas: sucintas *succinto: sucinto *succintos: sucintos *succo: suco *Suecia: Suécia *suéco: sueco *suécos: suecos *Suetonio: Suetónio *sufficiente: suficiente *suffocado sufocado *sufragio: sufrágio *sufragios: sufrágios *sugeito : sujeito *sugeitos : sujeitos *suggestão: sugestão *suggestivo: sugestivo *suggestivos: sugestivos *suggestões: sugestões *suicidio: suicídio *suicidios: suicídios *Suissa: Suíça *suissas: suíças *suisso: suíço *suissos: suíços *sujeitão: sujeitam *sulcão: sulcam *sumarissima: sumaríssima *sumarissimas: sumaríssimas *sumarissimo: sumaríssimo *sumarissimos: sumaríssimos *superficiaes: superficiais *superficie: superfície *superflua: supérflua *supôe: supõe *suportavel: suportável *suportaveis: suportáveis *supôz: supôs *suplicio: suplício *suplicios: suplícios *supplica: súplica *supplicas: súplicas *suppondo: supondo *supponhamos: suponhamos *supporta: suporta *supposto: suposto *surprehenderam-me: surpreenderam-me *supprime: suprime *supprimida: suprimida *supprimidas: suprimidas *supprimido: suprimido *supprimidos: suprimidos *supprimindo: suprimindo *supprimir: suprimir *supuz: supus *supuzerão: supuseram *supuzermos: supusermos *surgio: surgiu *surgio-lhe: surgiu-lhe *surprehender: surpreender *surprehenderam: surpreenderam *surprehendi: surpreendi *surprehendida: surpreendida *surprehendidas: surpreendidas *surprehendido: surpreendido *surprehendidos: surpreendidos *surprehendi-o: surpreendi-o *surprêsa: surpresa *surprêsas: surpresas *surpreza: surpresa *surprezas: surpresas *susceptivel: suscetível *susceptiveis: suscetíveis *suscitarão: suscitaram *suscitarão-se: suscitaram-se *suscitavão: suscitavam *suzerania: suserania *suzerano: suserano *suzeranos: suseranos *sy: si *syllogismo: silogismo *syllogismos: silogismos *sylueira: silveira *sylueiras: silveiras *Sylvio: Sílvio *symbiose: simbiose *symbolo: símbolo *symbolos: símbolos *symetria: simetria *symetrias: simetrias *sympathia: simpatia *sympathica: simpática *sympathicas: simpáticas *sympathico: simpático *sympathicos: simpáticos *sympathias: simpatias *sympathizei: simpatizei *sympatia: simpatia *sympatias: simpatias *sympathisou: simpatizou *syndicato: sindicato *syndicatos: sindicatos *syntaxe: sintaxe *synopsis: sinópse *synthese: síntese *syntheses: sínteses *Syracusa: Siracusa *Syria: Síria *syrte: sirte *syrtes: sirtes *systema: sistema *systemas: sistemas <noinclude>{{Div col fim}} </noinclude> === Letra T === <noinclude>{{Div col|col=3}}</noinclude> *tabella: tabela *tabellas: tabelas *tabellião: tabelião *tabelliães: tabeliães *taboa: tábua *taboas: tábuas *taboada: tabuada *tábolas: tábulas *taboleiro: tabuleiro *taboleiros: tabuleiros *tacita: tácita *tacitas: tácitas *tacito: tácito *tacitos: tácitos *taes: tais *taixarem: taxarem *talisman: talismã *talismans: talismãs *tam: tão *tambem: também *taõ: tão *tatú: tatu *tatús: tatús *taxão: taxam *té: tem *team: equipa *teams: equipas *teceo: teceu *technico: técnico *technicos: técnicos *tectos: tetos *tedio: tédio *teem: têm *têem: têm *telephone: telephone *telephones: telefones *temeraria: temerária *temerarias: temerárias *temerario: temerário *temerarios: temerários *temol-o: temo-lo *temporaes: temporais *temporaria: temporária *temporarias: temporárias *temporario: temporário *temporarios: temporários *tendencia: tendência *tendencias: tendências *tenhão: tenham *tentárão: tentaram *tentarão: tentaram *tenue: tênue *tenues: tênues *tepida: tépida *teriamos: teríamos *terião: teriam *ternario: ternário *terrea: térrea *terreas: térreas *terreo: térreo *terreos: térreos *territoriaes: territoriais *territorio: território *territorios: territórios *terrivel: terrível *terriveis: terríveis *Tessalia: Tessália *teutonica: teutónica *teutonicas: teutónicas *teutonico: teutónico *teutonicos: teutónicos *texteis: têxteis *theatro: teatro *theatros: teatros *thema: tema *theologia: teologia *theologica: teológica *theologicas: teológicas *theologico: teológico *theologicos: teológicos *Theophilo: Teófilo *Thereza: Teresa *thermas: termas *Theodosio: Teodósio *Theodozio: Teodósio *theoria: teoria *theorias: teorias *these: tese *theses: teses *thesoureiro: tesoureiro *thesoureiros: tesoureiros *thesouro: tesouro *thesouros: tesouros *Thomas: Tomás *throno: trono *thronos: tronos *tijella: tigela *tijellas: tigelas *tijollo: tijolo *tijollos: tijolos *timida: tímida *timidas: tímidas *timido: tímido *timidos: tímidos *Tiberio: Tibério *tigella: tigela *tigellas: tigelas *tinhamos: tínhamos *tinhão: tinham *tiranisando: tiranizando *titans: titãs *titulo: título *titulos: títulos *tiue: tive *tivêrão: tiveram *tiverão: tiveram *tivessemos: tivéssemos *tocarão: tocaram *tocavão: tocavam *tôda: toda *tôdas: todas *todauya: todavia *tomamol-o: tomamo-lo *tomão: tomam *tomarão: tomaram *tomavão: tomavam *tonellada: tonelada *tonelladas: toneladas *tormẽta: tormenta *tormẽto: tormento *tornão: tornam *tornão-se: tornam=se *tornára: tornara *trabalhão: trabalham *traçariamos: traçaríamos *tractava: tratava *tradicção: tradição *tradicções: tradições *tradicionaes: tradicionais *traducção: tradução *traducções: traduções *o trafico: o tráfico *tragedia: tragédia *tragedias: tragédias *tragico: trágico *tragicos: trágicos *trahida: traída *trahidas: traídas *trahido: traído *trahidos: traídos *trahidor: traidor *trahidora: traidora *trahidores: traidores *trahindo: traindo *trahis: traís *trahir: trair *trahirão: trairão *trahiu-nos: traiu-nos *trajectoria: trajectória *trajectorias: trajectórias *trajo: traje *trajos: trajes *tranqüilamente: tranquilamente *tranquilla: tranquila *tranquillas: tranquilas *tranquillamente: tranquilamente *tranquillidade: tranquilidade *tranquillidades: tranquilidades *tranquillisou-a: tranquilisou-a *tranquillisou-o: tranquilisou-o *tranquillo: tranquilo *tranquillos: tranquilos *transacta: transata *transactas: transatas *transatlantica: transatlântica *transatlanticas: transatlânticas *transatlantico: transatlântico *transatlanticos: transatlânticos *transcripção: transcrição *transcripta: transcrita *transcriptas: transcritas *transcripto: transcrito *transcriptos: transcritos *transferencia: transferência *transicção: transição *Transilvania: Transilvânia *transito: trânsito *transitoria: transitória *transitorias: transitórias *transitorio: transitório *transitorios: transitórios *transmittem: transmitem *transmittida: transmitida *transmittidas: transmitidas *transmittido: transmitido *transmittidos: transmitidos *transmittir: transmitir *transversaes: transversais *tratárão: trataram *tratarão: trataram *trazendome: trazendo-me *trazião: traziam *trazião-o: traziam-no *tregeito: trejeito *tregeitos: trejeitos *tregua: trégua *tregoa: trégua *tregoas: tréguas *treguas: tréguas *tremoçaes: tremoçais *tremula: trêmula *tremulas: trêmulas *tremulo: trêmulo *tremulos: trêmulos *tres: três *tresentos: trezentos *trez: três *treua: treva *treuas: trevas *trexo: trecho *trez: três *tribu: tribo *tribunaes: tribunais *tributam: tributão *tributão: tributam *tribus: tribos *triplice: tríplice *triplices: tríplices *tripolante: tripulante *tripolantes: tripulantes *triumphante: triunfante *triumphantes: triunfantes *triumphar: triunfar *triumpharam: triunfaram *triumpho: triunfo *triumphou: triunfou *triviaes: triviais *trocárão: trocaram *trofeo: troféu *trofeos: troféus *troncada: truncada *troncadas: truncadas *troncado: truncado *troncados: truncados *tropheu: troféu *Troya: Troia *tumulo: túmulo *tumulos: túmulos *tupy: tupi *tupys: tupis *tupy-guarany: tupi-guarani *turco-arabe: turco-árabe *turco-arabes: turco-árabes *typica: típica *typicas: típicas *typico: típico *typicos: típicos *typo: tipo *typographia: tipografia *typographica: tipográfica *typographico: tipográfico *typos: tipos *tyrania: tirania *tyranias: tiranias *tyranno: tirano *Tyro: Tiro *Tyrol: Tirol <noinclude>{{Div col fim}} </noinclude> === Letra U === <noinclude>{{Div col|col=3}}</noinclude> *uara: vara *uay: vai *uezes: vezes *ultima: última *ultimas: últimas *ultimo: último *ultimos: últimos *unica: única *únicamente: unicamente *unicas: únicas *unico: único *unicos: únicos *urgencia: urgência *urgencias: urgências *Uruguay: Uruguai *uruguaya: uruguaia *uruguayas: uruguaias *uruguayo: uruguaio *uruguayos: uruguaios *usão: usam *usurario: usurário *usurarios: usurários *uteis: úteis *utensilio: utensílio *utensilios: utensílios *util: útil *utilisar: utilizar *utilisa: utiliza *utilisada: utilizada *utilisadas: utilizadas *utilisado: utilizado *utilisados: utilizados *utilisando: utilizando *utilise: utilize *utilitario: utilitário *utilitarios: utilitários *uy: vi *uyda: vida *uyer: vier *uyr: vir *uyuer: viver *uőotade: vontade *uza: usa *uzança: usança *uzanças: usanças *uzar: usar *uzo: uso *uzos: usos <noinclude>{{Div col fim}} </noinclude> === Letra V === <noinclude>{{Div col|col=3}}</noinclude> *vacca: vaca *vaccas: vacas *vacuo: vácuo *vacuos: vácuos *vae: vai *vaes: vais *Valachia: Valáquia *valachias: valáquias *valachio: valáquio *valachios: valáquios *valle: vale *valles: vales *valleta: valeta *valletas: valetas *vallor: valor *van: vã *varias: várias *vario: vário *varios: vários *varzea: várzea *Vasconcellos: Vasconcelos *vassallo: vassalo *vassallos: vassalos *vasia: vazia *vè: vê *vehemente: veemente *vehementemente: veementemente *vehicular: veicular *vehiculo: veículo *vehiculos: veículos *veiu: veio *vejamol-a: vejamo-la *vella: vela *vellar: velar *velludo: veludo *vêl-o: vê-lo *vendião: vendiam *vendião-se: vendiam-se *veneravel: venerável *veneraveis: veneráveis *vencêrão: venceram *Venus: Vénus *véo: véu *vêr: ver *verbaes: verbais *vêrem: verem *veriamos: veríamos *veridica: verídica *veridicas: verídicas *veridico: verídico *veridicos: verídicos *verosimil: verossímil *verticaes: verticais *vertice: vértice *vertices: vértices *vespera: véspera *vestibulo: vestíbulo *vestibulos: vestíbulos *vestigio: vestígio *vestigios: vestígios *vestio: vestiu *vestuario: vestuário *Vesuvio: Vesúvio *vexatorio: vexatório *vexatorios: vexatórios *vía: via *viajão: viajam *viamos: víamos *vião-se: viam-se *vía-se: via-se *vicio: vício *vicios: vícios *victima: vítima *victimas: vítimas *victoria: vitória *victorias: vitórias *victorioso: vitorioso *victoriosos: vitoriosos *viellas: vielas *viémos: viemos *vierão: vieram *vigario: vigário *vigarios: vigários *vigilancia: vigilância *vigilia: vigília *vigilias: vigílias *Villa: Vila *villa: vila *villaça: vilaça *villas: vilas *Villela: Vilela *vinculo: vínculo *vinculos: vínculos *vintem: vintém *vintens: vinténs *vio: viu *violaceo: violáceo *violaceos: violáceos *violencia: violência *violencias: violências *viraõ: virão *virão: viram *virgemmente: virgemente *visaõ: visão *visinha: vizinha *visinhança: vizinhança *visinhanças: vizinhanças *visinhas: vizinhas *visinho: vizinho *visinhos: vizinhos *visitarão: visitaram *visiveis: visíveis *visivel: visível *vissemos: víssemos *vitaes: vitais *viua: viva *viue: vive *viuei: vivei *viuendo: vivendo *viuer: viver *viuva: viúva *viuvas: viúvas *viuvo: viúvo *viuvos: viúvos *viviamos: vivíamos *vfana: ufana *vnica: única *vnico: único *vnida: unida *vnido: unido *Vniuersidade: Universidade *vniuersidade: universidade *vocabulario: vocabulário *voltão: voltam *voltarão: voltaram *volupia: volúpia *volatil: volátil *voluvel: volúvel *vomitarão: vomitaram *vomitos: vómitos *voôu: voou *vòs: vós *vox: voz *vsando: usando *vsura: usura *vulcanica: vulcânica *vulcanicas: vulcânicas *vulcanico: vulcânico *vulcanicos: vulcânicos *vulgarisada: vulgarizada *vulgarisadas: vulgarizadas *vulgarisado: vulgarizado *vulgarisados: vulgarizados *vulgarisar: vulgarizar *vulneravel: vulnerável *vulneraveis: vulneráveis <noinclude>{{Div col fim}} </noinclude> === Letra W === <noinclude>{{Div col|col=3}}</noinclude> *Wenceslau: Venceslau *Willegaignon: Villegagnon <noinclude>{{Div col fim}} === Letra Y === <noinclude>{{Div col|col=3}}</noinclude> *yankee: ianque *ydade: idade *Yedo: Edo *Yemen: Iémen *Yémen: Iémen *York: Iorque *yr: ir *ysso: isso <noinclude>{{Div col fim}} </noinclude> === Letra Z === <noinclude>{{Div col|col=3}}</noinclude> *zello: zelo *zéro: zero *Zetho: Zeto *zoologica: zoológica *zoologicas: zoológicas *zoologico: zoológico *zoologicos: zoológicos *zootechnia: zootecnia <noinclude>{{Div col fim}} == Notas == <references/> </div><!-- Geral --> == Ver também == * [[w:Wikipedia:Dicionário/pt-PT]] </noinclude> 37r68z7tvjd9ykjgx3d62u5p0xf7uxi Página:Contos para a infancia.djvu/87 106 126286 559562 362065 2026-08-20T01:29:21Z Trooper57 24584 559562 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="OTAVIO1981" /></noinclude>{{ch|'''A BONECA'''}} Deixe-me agora, leitor, contar-lhe uma historia — a historia d'uma boneca! Não ha muitos annos, mas ainda não era a cordoaria do Porto o ameno jardim, onde a infancia folga por entre macissos de flores e sob o sorriso do sol, sem que lhe ennegreça o espirito a vista dos dois monumentos, que a meu ver symbolisam as duas mais horriveis calamidades, que podem aniquillar um homem — o hospital e a cadeia! — ainda não ha muitos annos, repito, estava eu, uma noite, encostado a uma barraca da feira, divertindo-me a meu modo. Cançado das innumeras figuras, que tinha visto passar por aquella especie de lanterna magica, dispunha-me a dar por findo o espectaculo, quando novos personagens me chamaram a attenção. Eram os meus visinhos ''ricos''. Aqui é preciso uma rapida explicação. Das famílias da minha visinhança, só conheço tres. Qual d'estas tres familias será mais feliz?... Pelo que tenho notado, não tem que invejar umas ás outras. {{nop}}<noinclude> <references/></noinclude> sl5g263w0mafnegb6secag8m97w4ir8 Página:Contos para a infancia.djvu/88 106 126341 559564 362066 2026-08-20T01:30:24Z Trooper57 24584 559564 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="OTAVIO1981" />{{cabeçalho||CONTOS PARA A INFANCIA|89|borda_inferior=1}}</noinclude>São todas felizes; cada qual a seu modo. Vi, pois, chegar os meus visinhos ''ricos''. Parou o carro, o creado saltou da almofada e veio, de chapéu na mão e dorso ligeiramente curvado, abrir a portinhola; o meu visinho saltou, tomou nos braços a filhinha e depol-a no chão, e offerecendo, em seguida, a mão á esposa, para a ajudar a apeiar, dirigiu-se com ella e com a menina para a barraca onde eu estava. Não havia ali segredo a surprehender. Havia um homem, exemplar como marido, rico, doido pela filha, e que parecia agradecer áquella formosa criança a manifestação de qualquer desejo. No fim de meia hora possuia a minha pequena, visinha com que fazer a felicidade de dez crianças menos abastadas. Tinha o necessario para montar completamente a casa d'uma boneca... ''rica''. Faltava apenas a dona da casa — a boneca. Todo risos e attenções, o logista apresentou o que tinha de melhor. Depois de muita hesitação e de, já com os olhos, já com a voz, consultar a mamã, a gentil creança acabou por escolher uma magnifica boneca de dois palmos d'altura, com cabello em ''bandeaux'' e olhos azues. Uma boneca como as outras: cabeça e collo de massa, corpo de pellica recheada, braços e pernas de páu. Uma vive na loja da casa, que habito. É uma tribu de crianças, que fazem o martyrio e a alegria da pobre mãe, e tem por chefe um honrado sapateiro.{{NOP}}<noinclude></noinclude> smnlohqh0pzz2qsk0ad7cf6r3yiecvw Página:Contos para a infancia.djvu/89 106 126342 559565 362067 2026-08-20T01:43:36Z Trooper57 24584 559565 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="OTAVIO1981" />{{cabeçalho|90|CONTOS PARA A INFANCIA|borda_inferior=1}}</noinclude>Alguns d'elles, se andassem limpos, seriam encantadores; assim, parecem anjos, caidos do céo sobre um monte de lama. São os meus visinhos ''pobres''. A segunda compõe-se de marido, mulher e filha, e occupa a casa immediata. É como se costuma dizer, gente ''que vae muito bem com a sua vida''. A filha que terá dez annos, tem d'estas faces rosadas, rijas e carnudas, cuja solidez a gente gosta de experimentar com o dedo, e que resistem à pressão. São os meus visinhos ''remediados''. A terceira é a dos meus visinhos ''ricos''. Casa nobre, jardim espaçoso, cavallos, creados, nome inscripto nas listas dos accionistas de todos os bancos e no rol dos credores do estado — nada falta áquella ditosa gente! Compõe-se egualmente de marido, mulher e filha. Que formosa criança!... Terá oito annos. Franzina e pallida, com os cabellos negros, os olhos grandes e scismadores, nunca lhe contemplo as pequeninas mãos de dedos compridos e esguios, terminados por unhas d'uma côr de rosa transparente, que não sinta antecipada inveja do feliz namorado — provavelmente ainda a crescer — que hade um dia ter o direito de lh'as cobrir de beijos. Feita a compra, o pai pagou, chamou o creado, e este mudou todas aquellas preciosidades de sobre o balcão da barraca para dentro do carro. A boneca teve a honra de ser transportada pela aristocratica criança.{{NOP}}<noinclude> <references/></noinclude> sakvz9057yyaji2kpa4d00zl0eamnnf Página:Contos para a infancia.djvu/90 106 126343 559566 362069 2026-08-20T01:43:55Z Trooper57 24584 559566 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="OTAVIO1981" />{{cabeçalho||CONTOS PARA A INFANCIA|91|borda_inferior=1}}</noinclude>Sai d'ali, logo que o trem rodou, e fui fazendo até casa variadissimas considerações, suggeridas pela quasi indiferença, com que aquella menina recebera brinquedos, que representavam um par de moedas. Que contraste com os olhares de cubiça, com que outras raparigas da mesma idade namoravam uma d'estas bonecas de cabeça de panno, horrivel artefacto portuguez, em que os olhos são representados por dois pontos de linha azul, o nariz por um alinhavo de retroz côr de rosa, a bôca por outro de fio vermelho, e os cabellos por flocos de lã preta! Quando cheguei a casa, já na dos meus visinhos remediados não havia luz. Na dos meus visinhos ''pobres'', o pai batia a sola, cantando ao som de tres assobios e duas campainhas de barro, com que os anjos, por lavar, provocavam os ralhos da mãe. Quando, no dia seguinte, cheguei á janella, seriam onze horas da manhã. Na rua agenciavam nova camada de immundicie os filhos do sapateiro; na casa immediata não se via ninguem — estava a pequena na mestra; no palacio, sentada n'um tapete estendido sobre a ampla pedra da varanda, divertia-se a minha pequena milionaria fazendo rodar, com auxilio d'uma linha, uma magnifica ''caleche'' descoberta, puxada por cavallos brancos. Dentro da ''caleche'' pavoneava-se a boneca opulentamente vestida. — «Ahi está a tua caricatura, minha feiticeira!...» — disse eu de mim para mim. «Ensaias<noinclude></noinclude> jgeh56mnc8jmphnhgpu7lufwskq4ct1 Página:Contos para a infancia.djvu/91 106 126344 559567 362070 2026-08-20T01:44:27Z Trooper57 24584 559567 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="OTAVIO1981" />{{cabeçalho|92|CONTOS PARA A INFANCIA||borda_inferior=1}}</noinclude>nas bonecas o que vês no mundo a que pertences!... Estás a aprender a copiar... Sempre este mundo!...» Retirei-me da janella. Durante uma semana vi muitas vezes repetida a mesma scena. A boneca ostentava todos os dias novas galas, e havia dia em que se vestia tres e quatro vezes! Ao que eu, porém, achava mais graça, era ao respeito com que a dona a tratava! Chamava-lhe sr.a D. Luiza; dava-lhe excellencia; sustentava finalmente com a boneca um d'estes dialogos de senhoras da alta sociedade, em que se falla de tudo, sem se dizer coisa alguma. Um dia, — estava eu de costas voltadas para a janella dos meus visinhos ''ricos'' — ouvi um grito de susto. Era devido a um accidente, a que está sujeito quem anda de carro. Voltára-se este, e a boneca caíra, ferindo a fronte na pedra da janella. O primeiro movimento da pequena foi beijar e prantear a victima; vendo, porém, que a ferida havia forçosamente de deixar cicatriz, e lembrando-se de que só lhe bastava querer, para que lhe dessem outra nova, agarrou-a pelos pés e ia atiral-a com despeito á rua, quando mais perto de mim bradou voz timida e suplicante: «Não atire!... Dê-m'a.» Era a minha pequena visinha da casa pegada, de quem eu não déra fé até então. Assim invocada, a menina ''rica'' franziu {{começo de palavra hifenizada|leve|levemente}}<noinclude></noinclude> ltt90dzfbtvzt6w0pyt012f4j9gjcf5 Página:Contos para a infancia.djvu/92 106 126345 559568 362071 2026-08-20T01:45:48Z Trooper57 24584 /* Validada */ 559568 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Trooper57" />{{cabeçalho||CONTOS PARA A INFANCIA|93|borda_inferior=1}}</noinclude>as sobrancelhas e lançou um olhar de rainha para o sitio d'onde vinha a supplica. Vendo uma criança, pouco mais ou menos da sua idade, serenou e, encolhendo os hombros, respondeu: — «Já não presta!... Está esmurrada!...» — É o mesmo!... Dá-m'a?... — bradou a outra, cujos olhos brilhavam de cubiça. — «Dou...» — volveu a rica, encolhendo novamente os hombros. E, caminhando para o canto da varanda, deixou cair a boneca nas mãos da visinha, que tremia, receiosa de que aquelle thesouro fosse despedaçar-se nas lages da rua. Fugiram ambas as pequenas a um tempo: a rica para exigir nova boneca; a outra, para mostrar á mãe a que ella ainda não podia acreditar, que fosse sua! Por espaço de mezes foi a boneca a principal occupação da nova dona. A pobre perdêra na troca. Ia longe o tempo em ella se vestia quatro vezes em quatro horas!... Já lhe não davam excellencia! Chamavam-lhe {{abv|sr|a|senhora}} D. Anna; fallavam-lhe de arranjos domesticos, do desmazello da creada, da missa das almas, de coisas finalmente, completamente estranhas para ella! E a desgraçada perdia as côres; os olhos tornavam-se-lhe cada vez menos azues; mas o que mais a desfigurava era a cicatriz, que de dia para dia se tornava mais escura: parecia uma nodoa, um estygma! Nos primeiros tempos, emquanto durou o vestido,<noinclude> <references/></noinclude> lp2dn61xrx68zamn1hk30vd7x3xtm6u Página:Contos para a infancia.djvu/147 106 126372 559560 361983 2026-08-20T01:24:57Z Trooper57 24584 /* Validada */ 559560 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Trooper57" /></noinclude>{{t2|INDICE}} {{tabela|nodots |página=Pag. }} {{tabela |título=A mãe |página={{pl|3|-1}} }} {{tabela |título=O ouro |página={{pl|12|-1}} }} {{tabela |título=Doçura e bondade |página={{pl|13|-1}} }} {{tabela |título=O malmequer |página={{pl|14|-1}} }} {{tabela |título=Não quero |página={{pl|20|-1}} }} {{tabela |título=Piloto |página={{pl|21|-1}} }} {{tabela |título=O rico e o pobre |página={{pl|23|-1}} }} {{tabela |título=Como um camponez aprendeu o Padre Nosso |página={{pl|26|-1}} }} {{tabela |título=O talisman |página={{pl|28|-1}} }} {{tabela |título=A alma |página={{pl|30|-1}} }} {{tabela |título=Alberto |página={{pl|31|-1}} }} {{tabela |título=A canção da 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Vestida de verde e azul És um braço sobre o oceano Emanando beleza e amor Nascida em casa de pau a pique Em quilombos se fortaleceu Seu roçado a alimentou E da pesca sobreviveu Armação das baleias já fostes E o Rio iluminou Fazenda de bananeiras Que Brigitte se encantou Caravelas surgiram no horizonte Correntes, grilhões e algoz Contracenando com o balneário calmo De praias, recifes e corais De vila a distrito e cidade O Himalaia que nos sorriu Na Emerências sua majestade E o seu cetro de pau-Brasil Antes, pequena e simplória De beleza e valor sem igual Hoje, no auge da glória És orgulho nacional Seus súditos reverenciam A terra que nos uniu Somos todos nós buzianos Vindos de pátrias mil Caravelas surgiram no horizonte Correntes, grilhões e algoz Contracenando com o balneário calmo De praias, recifes e corais Salve Búzios, cidade rainha! Vestida de verde e azul És um braço sobre o oceano Emanando beleza e glamour Salve Búzios, cidade rainha! Vestida de verde e azul És um braço sobre o oceano Emanando beleza e amor </poem> [[Categoria:Hinos do Rio de Janeiro|Armacao dos Buzios]] tvg349fcwy7g7fgm1n6olnpqktgqf66 Utilizador:Erick Soares3 2 184902 559261 559010 2026-08-19T14:30:11Z Erick Soares3 19404 559261 wikitext text/x-wiki {{página de usuário}} {{#babel:pt-br|en-3}} {{Userbox/Idade|dia=24|mes=12|ano=1999}} [[W:Usuário:Erick Soares3|Página na Wikipédia]]. [https://xtools.wmflabs.org/pages/pt.wikisource.org/Erick%20Soares3/all#106 Meu trabalho feito aqui] ;Trabalhos que desejo adicionar {| class="wikitable sortable mw-collapsible mw-collapsed" |- ! WS !! Livro !! Páginas |- |pt |[[Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano/11|Graham]] [https://revistas.ucp.pt/index.php/lusitaniasacra/article/view/11694 Etana] |30 |- |en |[[:en:Index:Machado of Brazil (Machado).djvu|Machado of Brazil]] |246 |- |pt |[https://periodicos.ufba.br/index.php/afroasia/article/view/66332 Luiz Gama] |49 |- |en |[[:en:Index:The Spitting Image of a Man.pdf|The Spitting Image of a Man]] |36 |- |pt |[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Santos_Dumont_nas_cataratas.pdf 1] |127 |- |en |[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Santos_Dumont_at_the_falls.pdf 2] |126 |- |es |[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Santos_Dumont_en_las_cataratas.pdf 3] |126 |- |pt |[[:File:VLS-1 V01 (Diário da Câmara dos Deputados).pdf|V01]], [[:File:VLS-1 V02 (Diário da Câmara dos Deputados).pdf|V02]] e [[:File:Acidente de Alcântara (Diário do Congresso Nacional).pdf|V03]] [[:File:Acidente de Alcântara (Anais do Senado Federal).pdf|V03]] |103 |- |pt |[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Direitos_das_mulheres_e_injusti%C3%A7a_dos_homens.pdf direitos] ([https://piaui.folha.uol.com.br/travessura-revolucionaria/ ler também]) |78 |- |en |[https://www.scielo.br/j/bjr/a/9H85ZdP37xWMh6QPcCgDzSy/?lang=en scandal] ([https://bjr.sbpjor.org.br/bjr/article/view/1673 1]) | 37 |- |pt |[[Galeria:O Saneamento do Brasil (Vol. 1).pdf|Theophilo e Sodré]] |161 |- |pt |[[Galeria:O Saneamento do Brasil (Vol. 1).pdf|Problema]] |106 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 1]] |79 |- |pt |[https://www.jstor.org/stable/community.38768877 Evolução] |52 |- |pt |[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/4926 local no ws] |244 |- |pt |[[Galeria:Lara, tr. T. A. Craveiro (1837).pdf|Lara]] |59 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 2]] |71 |- |pt |[https://www.google.com/books/edition/_/hnUlAQAAMAAJ América] |254 |- |pt |[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/4926 Revo] |244 |- |pt |[https://www.google.com.br/books/edition/O_minotauro/4N3uAAAAMAAJ?hl=pt-BR&gbpv=0&bsq=%22Monteiro%20Lobato%22 Minotauro] |220 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 3]] |30 |- |pt |[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 1).pdf|VIII-XI]] |40 |- |pt |[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 1).pdf|XII-XV]] |35 |- |pt |[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 1).pdf|XVI-XIX]] |35 |- |pt |[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 1).pdf|XX-XXIII]] |38 |- |pt |[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 1).pdf|XXIVV-XXVIII]] |37 |- |pt |[[:File:Muito além de Leonel Brizola.pdf|Brizola]] |215 |- |pt |[https://www.google.com/books/edition/_/2Qu6Ve1nPdwC Memorias] |144 |- |pt |[https://web.archive.org/web/20240305091556/https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/wp-content/uploads/tainacan-items/2868/8629/mml_obr0025.pdf Viagem ao Céu] |152 |- |pt |[https://www.google.com.br/books/edition/_/AjzuAAAAMAAJ?hl=pt-BR Robin Hood] |245 |- |pt |[[Galeria:Os noivos (v.1).pdf|Os Noivos II-III]] |42 |- |pt |[[Galeria:Os noivos (v.1).pdf|Os Noivos IV-VI]] |63 |- |pt |[[Galeria:Os noivos (v.1).pdf|Os Noivos VII-IX]] |85 |- |pt |[[Galeria:Os noivos (v.1).pdf|Os Noivos X-XII]] |77 |- |pt |[[Galeria:Os noivos (v.1).pdf|Os Noivos XIII-XV]] |68 |- |pt |[[Galeria:Os noivos (v.1).pdf|Os Noivos XVI-XIX]] |89 |- |pt |[[A Maravilhosa Vida de Santos=Dumont|IX-X]] |54 |- |pt |[[A Maravilhosa Vida de Santos=Dumont|XI-fim]] |63 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis III.1]] |80 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis III.2-3]] |83 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis III.4-IV.5]] |62 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf|Miseraveis IV.6]] |42 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf|Miseraveis IV.7-8]] |278 |- |pt |[[Galeria:Jean de Léry - História de uma Viagem Feita à Terra do Brasil (trad. Monteiro Lobato, 1926).pdf|Terra do Brasil]] |285 |- |pt |[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (II).pdf|Napoleão 2]] |499 |- |pt |[https://www.google.com/books/edition/_/QiA_AAAAIAAJ Pommery] |210 |- |pt |[https://www.jstor.org/stable/community.38768246 Constituição paulista] |43 |- |pt |[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8872 estrella] |209 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 5]] |53 |- |pt |[https://books.google.ch/books?id=p8BLAQAAIAAJ&hl=pt-BR&source=gbs_navlinks_s Exilio] |200 |- |en |[[:s:en:Index:Youth and children’s adaptations to COVID-19 in Brazil.pdf|youth]] |108 |- |pt |[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. IV]] |103 |- |pt |[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. V]] |33 |- |pt |[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. VI-IX]] |55 |- |pt ||[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. X]] |53 |- |pt |[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. XII]] |121 |- |pt |[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. XIII]] |32 |- |pt |[https://www.editorafi.org/ebook/534bolsonarismo bolf] |159 |- |en |[[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|On the Moon]] |148 |- |en |[[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|Beyond the Earth]] |169 |- |en |[[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|Goals of Stellar Navigation]] |36 |- |pt | [[:File:Diretas já (Pedro Simon, 1984).pdf|Diretas já]] |66 |- |pt |[[Lincoln: narração de sua vida pessoal|Fundamentos]] |141 |- |pt |[[Lincoln: narração de sua vida pessoal|Audacias]] |73 |- |pt |[[Lincoln: narração de sua vida pessoal|Vitória]] |53 |- |pt |[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 8-10]] |91 |- |pt |[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 11-13]] |71 |- |pt |[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 14]] |40 |- |pt |[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 15]] |51 |- |pt |[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros Trd/Ref]] |56 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 7]] |81 |- |pt |[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/768199 Mon to Rep] |303 |- |pt |[[Galeria:Efêmero Revisitado.pdf]] |193 |- |pt |[[Galeria:Revista da Exposição Anthropologica Brazileira (1882).pdf|Revista da exposição]] |145 |- |pt |[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8913 Barão] |142 |- |pt |[[Galeria:Os Noivos (v.2).pdf]] |472 |- |pt |[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 2).pdf|Federalista 2]] |282 |- |pt |[https://www.jstor.org/stable/community.38769569 O cerco do corintho] |50 |- |pt |[[Galeria:Cronicas-de-um-Tetranacional-do-Software-Livre.pdf]] |119 |- |pt |[[Galeria:Openldap Ultimate.pdf|Openldap]] |199 |- |pt |[[Galeria:Idéas de Géca Tatú.pdf|Géca]] |211 |- |pt |[[Galeria:Contos Escolhidos.pdf|Contos]] |239 |- |pt |[[Galeria:A Cultura é Livre.pdf]] |254 |- |pt |[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|2-5]] |35 |- |pt |[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|6-10]] |49 |- |pt |[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|11-15]] |45 |- |pt |[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|Restante]] |64 |- |pt |[[:File:Preito a Camões.pdf|Camões]] |51 |- |en |[https://www.jstor.org/stable/community.38767573 Minor Camões] |33 |- |pt |[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 3).pdf]] |243 |- |pt |[[Galeria:O Senhor D. Pedro II, imperador do Brasil, biographia, por Joaquim Pinto de Campos ; e com uma advertencia por Camillo Castello Branco.pdf|Biografia do Senhor D. Pedro II]] |96 |- |pt |[[:File:Statira e Zoroastes.pdf|Statira]] |56 |- |pt |[https://www.jstor.org/stable/community.38769995 Portugal, Brasil e Grã-Bretanha] |53 |- |en |[https://www.jstor.org/stable/community.38768623 Portugal, Brazil and United Kingdon] |32 |- |pt |[[:File:Da vida e feitos de Alexandre de Gusmão e de Bartholomeu Lourenço de Gusmão.pdf|Da vida]] |117 |- |pt |{{livro digitalizado|Os Sabios Illustres|Os Sabios Illustres.pdf}} |162 |- |pt |{{livro digitalizado|Galeria Illustre (Mulheres Célebres)|Galeria Illustre (Mulheres Célebres).pdf|Galeria Illustre}} |173 |- |pt |{{livro digitalizado|A Genealogia da Moral|A genealogia da moral.pdf}} |176 |- |pt |[https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/obras-completas/memorias-da-emilia/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&search=Mem%C3%B3rias&pos=0&source_list=collection&ref=%2Fmuseumonteirolobato%2Facervo%2Fobras-completas%2F Memorias da Emilia] |122 |- |pt |{{livro digitalizado|Diario de um Soldado (Vol. 1)|Diario de um Soldado Vol. 1.pdf|Diário de um soldado}} |189 |- |pt |{{livro digitalizado|Vida e viagens de Fernão de Magalhães|Vida e viagens de Fernão de Magalhães, por Diego de Barros Arana; traducção do hespanhol de Fernando de Magalhães Villas-Boas. Com um appendice original.pdf}} |206 |- |pt |[https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/obras-completas/o-picapau-amarelo/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&paged=1&search=picapau%20amarelo&pos=0&source_list=collection&ref=%2Fmuseumonteirolobato%2Facervo%2Fobras-completas%2F Amarelo] |178 |- |pt |[[Galeria:Quem trabalha tem alfaia.pdf|Quem trabalha tem alfaia]] |242 |- |pt |[https://permalinkbnd.bnportugal.gov.pt/records/item/92629-resumo-do-systema-de-medicina-e-traduccao-da-materia-medica-do-doutor-erasmo-darwin Erasmo] |408 |- |pt |[https://bibliotecadigital.stf.jus.br/xmlui/handle/123456789/603 justiniano] |138 |- |pt |[https://bibliotecadigital.stf.jus.br/xmlui/handle/123456789/497 Ferdinand] |452 |- |pt |[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242552 Paraguai 1] |570 |- |pt |[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242552 Paraguai 2] |730 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/435|Miseráveis V.1-2]] |50 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/435|Miseráveis V.3]] |43 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/436|Miseráveis V.4-5]] |56 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/436|Miseráveis VI.6-7]] |42 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/436|Miseráveis VI.8]] |114 |- |en |[[:File:Brazilian Literature (IA brazilianliterat00gold).pdf|Brazilian literature part 1]] |128 |- |en |[[:File:Brazilian Literature (IA brazilianliterat00gold).pdf|Brazilian literature part 2]] |170 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/199|Miserávei VII.1-2]] |64 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/199|Miseráveis VII.3-4]] |52 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/199|Miseráveis VII-5-6]] |67 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/199|Miseravis VII/VIII-7-8]] |69 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/200|Miseravis VIII-9-13]] |104 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/200|Miseravis VIII-14-15]] |69 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/619|Miseraveis IX-1]] |119 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/619|Miseraveis IX-2-4]] |82 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/620|Miseraveis X-5-biografia]] |157 |} <div style="clear:both;"></div> <div style="box-shadow: 0 0 .3em #999; border-radius: .2em; margin: 1em 0 2em 0; padding: 1px;"> <div style="background: #ffe6a7; border-radius: .2em; color: #282828; font-size:125%; padding: .4em .8em .5em;"><span style="opacity: .7;">[[File:Icons8 flat approval.svg|25px|link=|alt=]]</span> &nbsp; '''Projetos Finalizados''' </div> <div title="Projets en chantier" style="padding: 1em;font-size:80%"> <gallery heights="240px" widths="180px" mode="packed" class="center"> <!--2026--> Ficheiro:Campos-Traduccaoebreve.pdf|page=2|thumb|'''[[Traducção e breve analyse sobre M. Pasteur e M. Renan]]''' Ficheiro:Da Terra á Lua.pdf|page=3|thumb|'''[[Da Terra á Lua]]''' Ficheiro:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf|page=1|thumb|'''[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)]]''' Ficheiro:O Legado de Aaron Swartz.pdf|page=1|thumb|'''[[Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação/Volume 21/O Legado de Aaron Swartz|O Legado de Aaron Swartz]]''' Ficheiro:Tradução do discurso de Fedro no Banquete de Platão.pdf|page=1|thumb|'''[[Revista Archai/Volume 34/Tradução do discurso de Fedro no Banquete de Platão|Tradução do discurso de Fedro no Banquete de Platão]] Ficheiro:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf|page=214|thumb|'''[[Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano/11/O Recife de Grês do Porto de Pernambuco|O Recife de Grês do Porto de Pernambuco]]''' Ficheiro:O Cruzeiro (1928 - N001).pdf|page=29|thumb|'''[[O Cruzeiro (Revista)/Ano I/Nº I/10 de novembro de 1928/A Éra das Forças Hydraulicas|A Éra das Forças Hydraulicas]]''' <!--2025--> Ficheiro:Historia das invenções.pdf|page=7|thumb|'''[[Historia das invenções (4ª edição)]]''' File:Franklin - A Sciencia do bom homem (1864).pdf|page=3|thumb|'''[[A Sciencia do Bom Homem Ricardo]]''' File:Apontamentos de Psychologia.pdf|page=1|thumb|'''[[Apontamentos de Psychologia]]''' File:Vida Ociosa Capa (Restored).jpg|thumb|link=Galeria:Vida Ociosa (2ª edição).pdf|'''[[Vida Ociosa (2ª edição)]]''' File:Byron-Giaurpoema.pdf|thumb|page=2|link=Galeria:Byron-Giaurpoema.pdf|'''[[O Giaur]]''' File:Representação à Assembléia Geral Constituinte e Legislativa do Império do Brasil sobre a escravatura.pdf|thumb|link=Galeria:Representação à Assembléia Geral Constituinte e Legislativa do Império do Brasil sobre a escravatura.pdf|'''[[Representação de José Bonifácio sobre a escravatura]]''' File:Byron, Parisina (1905).pdf|link=Galeria:Byron, Parisina (1905).pdf|thumb|page=2|'''[[Parisina (1905)|Parisina]]''' File:A Verdade (Honorio Lima, 1900).pdf|link=Galeria:A Verdade (Honorio Lima, 1900).pdf|page=2|thumb|'''[[A Verdade]]''' File:Tratado de amizade e commercio entre Portugal e o Império da China.pdf|thumb|link=Galeria:Tratado de amizade e commercio entre Portugal e o Império da China.pdf|'''[[Tratado de amizade e commercio entre Portugal e o Império da China]]''' File:Lisboa no anno três mil.pdf|thumb|page=5|link=Galeria:Lisboa no anno três mil.pdf|'''[[Lisboa no anno três mil]]''' File:A Nova Aurora.pdf|thumb|link=Galeria:A Nova Aurora.pdf|'''[[A Nova Aurora]]''' File:Em direção à paz.pdf|thumb|link=Galeria:Em direção à paz.pdf|'''[[Em direção à paz]]''' File:Credo de Liberdade.pdf|page=3|thumb|link=Galeria:Credo de Liberdade.pdf|'''[[Credo de Liberdade]]''' File:Dois Discursos (Vargas, 1940).pdf|thumb|link=Galeria:Dois Discursos (Vargas, 1940).pdf|page=2|'''[[Dois discursos]]''' File:Poesias de Dom Pedro II.pdf|thumb|link=:oldwikisource:Index:Poesias de Dom Pedro II.pdf|page=6|'''[[:oldwikisource:Poesias de Dom Pedro II|Poesias de D. Pedro II]]''' File:Dialogo entre dous mortos.pdf|page=3|thumb|link=Galeria:Dialogo entre dous mortos.pdf|'''[[Dialogo entre dous mortos]]''' File:Os Noivos (filme de 1913).pdf|thumb|link=Galeria:Os Noivos (filme de 1913).pdf|page=2|'''[[Os Noivos (filme de 1913)]]''' File:Os ultimos dias de Pompeia (filme de 1913).pdf|link=Galeria:Os ultimos dias de Pompeia (filme de 1913).pdf|thumb|page=2|'''[[Os ultimos dias de Pompeia]]''' File:Combate de Oscar e Dermid.pdf|thumb|link=Galeria:Combate de Oscar e Dermid.pdf|page=2|'''[[Combate de Oscar e Dermid]]''' File:Congratulação brasileira pela independência.pdf|thumb|link=Galeria:Congratulação brasileira pela independência.pdf|page=2|'''[[Congratulação brasileira pela ratificação do tratado da independencia do Brasil]]''' File:A Constituição Americana (Luiz Vossion).pdf|thumb|link=Galeria:A Constituição Americana (Luiz Vossion).pdf|page=2|'''[[A Constituição Americana]]''' File:Declaração das Nações Unidas e Carta do Atlântico.pdf|thumb|page=2|link=Galeria:Declaração das Nações Unidas e Carta do Atlântico.pdf|'''[[Declaração das Nações Unidas e Carta do Atlântico]]''' File:Terceiro discurso de inauguração (FDR).pdf|thumb|page=2|link=Galeria:Terceiro discurso de inauguração (FDR).pdf|'''[[Terceiro Discurso de Investidura do Senhor Franklin D. Roosevelt]]''' File:Discurso de Pearl Harbor.pdf|thumb|link=Galeria:Discurso de Pearl Harbor.pdf|page=2|'''[[Discurso de Pearl Harbor]]''' File:Pushkin-Semtitulo.pdf|thumb|link=Galeria:Pushkin-Semtitulo.pdf|page=2|'''[[Sem titulo]]''' File:Ultimo adeos de J. Washington.pdf|thumb|link=Galeria:Ultimo adeos de J. Washington.pdf|page=14|'''[[Ultimo adeos de J. Washington à nação americana]]''' File:O Beija-Flor, No. 8, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 8, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 8|O Beija-Flor, N° 8]]''' File:O Beija-Flor, No. 7, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 7, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 7|O Beija-Flor, N° 7]]''' File:O Beija-Flor, No. 6, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 6, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 6|O Beija-Flor, N° 6]]''' File:O Beija-Flor, No. 5, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 5, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 5|O Beija-Flor, N° 5]]''' File:O Beija-Flor, No. 4, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 4, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 4|O Beija-Flor, N° 4]]''' File:O Beija-Flor, No. 3, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 3, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 3|O Beija-Flor, N° 3]]''' File:Byron-MazeppaLord.pdf|thumb|link=Galeria:Byron-MazeppaLord.pdf|page=2|'''[[Mazeppa]]''' File:O descobrimento do Brasil (J. C. Rodrigues., 1905).pdf|link=Galeria:O descobrimento do Brasil (J. C. Rodrigues., 1905).pdf|thumb|page=2|'''[[O descobrimento do Brasil]]''' File:Dialogo entre dous cidadãos do reino de Zilbra.pdf|thumb|link=Galeria:Dialogo entre dous cidadãos do reino de Zilbra.pdf|page=2|'''[[Dialogo entre dous cidadãos do reino de Zilbra]]''' File:O Beija-Flor, No. 2, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 2, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 2|O Beija-Flor, N° 2]]''' File:Cabral-DialogoentreBonaparte.pdf|thumb|link=Galeria:Cabral-DialogoentreBonaparte.pdf|page=2|'''[[Dialogo entre Bonaparte, seu irmão José, Berthier e Lasnnes]]''' File:O Beija-Flor, No. 1, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 1, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 1|O Beija-Flor, N° 1]]''' File:Nosso primo americano, Machado de Assis.pdf|thumb|link=Galeria:Nosso primo americano, Machado de Assis.pdf|'''[[Machado de Assis em linha/Volume 6/Número 11/Nosso primo americano, Machado de Assis|Nosso primo americano, Machado de Assis]]''' File:José de Anchieta à luz da Historia Patria - compilação historica.pdf|thumb|link=Galeria:José de Anchieta à luz da Historia Patria - compilação historica.pdf|'''[[José de Anchieta à Luz da Historia Patria]]''' File:A Historia do Fantasma Inexperiente (Wells, 1923).pdf|thumb|link=Galeria:A Historia do Fantasma Inexperiente (Wells, 1923).pdf|'''[[A Historia do Fantasma Inexperiente]]''' File:Descripçaõ do novo invento aerostatico.pdf|thumb|link=Galeria:Descripçaõ do novo invento aerostatico.pdf|'''[[Descripçaõ do novo invento aerostatico]]''' File:Manifesto da Independencia dos Estados Unidos d'America.pdf|link=Galeria:Manifesto da Independencia dos Estados Unidos d'America.pdf|thumb|page=2|'''[[Manifesto da Independencia dos Estados Unidos d՚America]]''' File:Poesias.pdf|page=3|link=Galeria:Poesias.pdf|thumb|'''[[Poesias (Zaluar)|Poesias]]''' File:Patente brasileira n.3279.pdf|thumb|link=Galeria:Patente brasileira n.3279.pdf|'''[[Patente brasileira 3279]]''' File:Democracia (Wells).pdf|link=Galeria:Democracia (Wells).pdf|thumb|'''[[Correio da Manhã/19 de fevereiro de 1928/Democracia|Democracia]]''' File:O Teleforo.pdf|link=Galeria:O Teleforo.pdf|thumb|'''[[Jornal do Commercio/1899/O Teleforo|O Teleforo]]''' File:Pau Brasil (Andrade, 1925) (page 7 crop).jpg|link=Galeria:Pau Brasil (Andrade, 1925).pdf|thumb|'''[[Pau Brasil]]''' <!--2024--> File:O escândalo do petroleo.pdf|thumb|link=Galeria:O escândalo do petroleo.pdf|page=7|'''[[O Escandalo do Petroleo]]''' File:Cartas tupis dos Camarões.pdf|thumb|page=2|link=:oldwikisource:Index:Cartas tupis dos Camarões.pdf|'''[[: oldwikisource:Cartas tupis dos Camarões|Cartas tupis dos Camarões]] File:Restauração historica da Villa de Santo André da Borda do Campo.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Restauração historica da Villa de Santo André da Borda do Campo.pdf|'''[[Revista do Instituto Historico e Geographico de S. 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Pedro Duque de Bragança.pdf|page=9|thumb|link=Galeria:Carta posthuma de D. Pedro Duque de Bragança.pdf|'''[[Carta posthuma de D. Pedro, Duque de Bragança aos Brasileiros]]''' File:Decreto. Tendo de ausentar-Me desta Capital por mais de uma semana, para ir visitar a Provincia de S. Paulo, e cumprindo, (.).pdf|thumb|link=Galeria:Decreto. Tendo de ausentar-Me desta Capital por mais de uma semana, para ir visitar a Provincia de S. Paulo, e cumprindo, (.).pdf|'''[[Decreto de 13 de agosto de 1822]]''' File:O Ganso das Neves.pdf|link=Galeria:O Ganso das Neves.pdf|thumb|page=2|'''[[O Ganso das Neves]]''' File:A Estrella do Sul.pdf|page=9|link=Galeria:A Estrella do Sul.pdf|thumb|'''[[A Estrella do Sul]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|thumb|page=483|link=Galeria=Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|'''[[Revista do Brasil/Número 20/Volume 5/Cavalleria rusticana|Cavalleria rusticana]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=204|thumb|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|'''[[Revista do Brasil/Número 18/Volume 5/Pollice Verso|Pollice Verso]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|thumb|page=135|'''[[A Revista/Ano 1/Número 3/Sambinha|Sambinha]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|page=27|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|thumb|'''[[A Revista/Ano 1/Número 1/Duas Figuras|Duas figuras]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|page=16|thumb|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|'''[[A Revista/Ano 1/Número 1/Capitulo|Capitulo]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|page=151|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|thumb|'''[[A Revista/Ano 1/Número 3/Os Caprichos da Sorte|Os Caprichos da Sorte]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|page=95|thumb|'''[[A Revista/Ano 1/Número 2/O Carteiro|O Carteiro]]''' File:A saga de Apsû no Enūma eliš.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:A saga de Apsû no Enūma eliš.pdf|'''[[A saga de Apsû no Enūma eliš]]''' File:Descobrimento prodigioso e suas incalculaveis consequências para o futuro da humanidade.pdf|link=Galeria:Descobrimento prodigioso e suas incalculaveis consequências para o futuro da humanidade.pdf|page=7|thumb|'''[[Descobrimento Prodigioso e suas Incalculaveis Consequências para o Futuro da Humanidade]]''' File:Invenção dos aeróstatos reivindicada.pdf|page=9|thumb|link=Galeria:Invenção dos aeróstatos reivindicada.pdf|'''[[Invenção dos Aeróstatos Reivindicada]]''' File:Os Ovos de Paschoa.pdf|page=7|thumb|link=Galeria:Os Ovos de Paschoa.pdf|'''[[Os Ovos de Paschoa]]''' File:Cinco de Maio - ode heroica.pdf|link=Galeria:Cinco de Maio - ode heroica.pdf|page=5|thumb|'''[[Cinco de Maio (1885)|Cinco de Maio]]''' File:Os Negros (1921).pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Os Negros (1921).pdf|'''[[Os Negros]]''' File:Meu amor! adoro-te!.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Meu amor! adoro-te!.pdf|'''[[Meu amor! adoro-te!]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=94|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|thumb|[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/Vida ociosa|Vida ociosa]] File:Petição.pdf|link=Galeria:Petição.pdf|thumb|page=5|'''[[Petição do Pe. 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[https://xtools.wmflabs.org/pages/pt.wikisource.org/Erick%20Soares3/all#106 Meu trabalho feito aqui] ;Trabalhos que desejo adicionar {| class="wikitable sortable mw-collapsible mw-collapsed" |- ! WS !! Livro !! Páginas |- |pt |[[Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano/11|Graham]] [[:File:"Olha a terra, meu amigo, como é que ela é?".pdf|Etana]] |30 |- |en |[[:en:Index:Machado of Brazil (Machado).djvu|Machado of Brazil]] |246 |- |pt |[https://periodicos.ufba.br/index.php/afroasia/article/view/66332 Luiz Gama] |49 |- |en |[[:en:Index:The Spitting Image of a Man.pdf|The Spitting Image of a Man]] |36 |- |pt |[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Santos_Dumont_nas_cataratas.pdf 1] |127 |- |en |[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Santos_Dumont_at_the_falls.pdf 2] |126 |- |es |[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Santos_Dumont_en_las_cataratas.pdf 3] |126 |- |pt |[[:File:VLS-1 V01 (Diário da Câmara dos Deputados).pdf|V01]], [[:File:VLS-1 V02 (Diário da Câmara dos Deputados).pdf|V02]] e [[:File:Acidente de Alcântara (Diário do Congresso Nacional).pdf|V03]] [[:File:Acidente de Alcântara (Anais do Senado Federal).pdf|V03]] |103 |- |pt |[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Direitos_das_mulheres_e_injusti%C3%A7a_dos_homens.pdf direitos] ([https://piaui.folha.uol.com.br/travessura-revolucionaria/ ler também]) |78 |- |en |[https://www.scielo.br/j/bjr/a/9H85ZdP37xWMh6QPcCgDzSy/?lang=en scandal] ([https://bjr.sbpjor.org.br/bjr/article/view/1673 1]) | 37 |- |pt |[[Galeria:O Saneamento do Brasil (Vol. 1).pdf|Theophilo e Sodré]] |161 |- |pt |[[Galeria:O Saneamento do Brasil (Vol. 1).pdf|Problema]] |106 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 1]] |79 |- |pt |[https://www.jstor.org/stable/community.38768877 Evolução] |52 |- |pt |[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/4926 local no ws] |244 |- |pt |[[Galeria:Lara, tr. T. A. Craveiro (1837).pdf|Lara]] |59 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 2]] |71 |- |pt |[https://www.google.com/books/edition/_/hnUlAQAAMAAJ América] |254 |- |pt |[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/4926 Revo] |244 |- |pt |[https://www.google.com.br/books/edition/O_minotauro/4N3uAAAAMAAJ?hl=pt-BR&gbpv=0&bsq=%22Monteiro%20Lobato%22 Minotauro] |220 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 3]] |30 |- |pt |[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 1).pdf|VIII-XI]] |40 |- |pt |[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 1).pdf|XII-XV]] |35 |- |pt |[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 1).pdf|XVI-XIX]] |35 |- |pt |[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 1).pdf|XX-XXIII]] |38 |- |pt |[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 1).pdf|XXIVV-XXVIII]] |37 |- |pt |[[:File:Muito além de Leonel Brizola.pdf|Brizola]] |215 |- |pt |[https://www.google.com/books/edition/_/2Qu6Ve1nPdwC Memorias] |144 |- |pt |[https://web.archive.org/web/20240305091556/https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/wp-content/uploads/tainacan-items/2868/8629/mml_obr0025.pdf Viagem ao Céu] |152 |- |pt |[https://www.google.com.br/books/edition/_/AjzuAAAAMAAJ?hl=pt-BR Robin Hood] |245 |- |pt |[[Galeria:Os noivos (v.1).pdf|Os Noivos II-III]] |42 |- |pt |[[Galeria:Os noivos (v.1).pdf|Os Noivos IV-VI]] |63 |- |pt |[[Galeria:Os noivos (v.1).pdf|Os Noivos VII-IX]] |85 |- |pt |[[Galeria:Os noivos (v.1).pdf|Os Noivos X-XII]] |77 |- |pt |[[Galeria:Os noivos (v.1).pdf|Os Noivos XIII-XV]] |68 |- |pt |[[Galeria:Os noivos (v.1).pdf|Os Noivos XVI-XIX]] |89 |- |pt |[[A Maravilhosa Vida de Santos=Dumont|IX-X]] |54 |- |pt |[[A Maravilhosa Vida de Santos=Dumont|XI-fim]] |63 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis III.1]] |80 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis III.2-3]] |83 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis III.4-IV.5]] |62 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf|Miseraveis IV.6]] |42 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf|Miseraveis IV.7-8]] |278 |- |pt |[[Galeria:Jean de Léry - História de uma Viagem Feita à Terra do Brasil (trad. Monteiro Lobato, 1926).pdf|Terra do Brasil]] |285 |- |pt |[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (II).pdf|Napoleão 2]] |499 |- |pt |[https://www.google.com/books/edition/_/QiA_AAAAIAAJ Pommery] |210 |- |pt |[https://www.jstor.org/stable/community.38768246 Constituição paulista] |43 |- |pt |[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8872 estrella] |209 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 5]] |53 |- |pt |[https://books.google.ch/books?id=p8BLAQAAIAAJ&hl=pt-BR&source=gbs_navlinks_s Exilio] |200 |- |en |[[:s:en:Index:Youth and children’s adaptations to COVID-19 in Brazil.pdf|youth]] |108 |- |pt |[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. IV]] |103 |- |pt |[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. V]] |33 |- |pt |[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. VI-IX]] |55 |- |pt ||[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. X]] |53 |- |pt |[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. XII]] |121 |- |pt |[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. XIII]] |32 |- |pt |[https://www.editorafi.org/ebook/534bolsonarismo bolf] |159 |- |en |[[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|On the Moon]] |148 |- |en |[[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|Beyond the Earth]] |169 |- |en |[[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|Goals of Stellar Navigation]] |36 |- |pt | [[:File:Diretas já (Pedro Simon, 1984).pdf|Diretas já]] |66 |- |pt |[[Lincoln: narração de sua vida pessoal|Fundamentos]] |141 |- |pt |[[Lincoln: narração de sua vida pessoal|Audacias]] |73 |- |pt |[[Lincoln: narração de sua vida pessoal|Vitória]] |53 |- |pt |[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 8-10]] |91 |- |pt |[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 11-13]] |71 |- |pt |[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 14]] |40 |- |pt |[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 15]] |51 |- |pt |[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros Trd/Ref]] |56 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 7]] |81 |- |pt |[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/768199 Mon to Rep] |303 |- |pt |[[Galeria:Efêmero Revisitado.pdf]] |193 |- |pt |[[Galeria:Revista da Exposição Anthropologica Brazileira (1882).pdf|Revista da exposição]] |145 |- |pt |[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8913 Barão] |142 |- |pt |[[Galeria:Os Noivos (v.2).pdf]] |472 |- |pt |[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 2).pdf|Federalista 2]] |282 |- |pt |[https://www.jstor.org/stable/community.38769569 O cerco do corintho] |50 |- |pt |[[Galeria:Cronicas-de-um-Tetranacional-do-Software-Livre.pdf]] |119 |- |pt |[[Galeria:Openldap Ultimate.pdf|Openldap]] |199 |- |pt |[[Galeria:Idéas de Géca Tatú.pdf|Géca]] |211 |- |pt |[[Galeria:Contos Escolhidos.pdf|Contos]] |239 |- |pt |[[Galeria:A Cultura é Livre.pdf]] |254 |- |pt |[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|2-5]] |35 |- |pt |[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|6-10]] |49 |- |pt |[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|11-15]] |45 |- |pt |[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|Restante]] |64 |- |pt |[[:File:Preito a Camões.pdf|Camões]] |51 |- |en |[https://www.jstor.org/stable/community.38767573 Minor Camões] |33 |- |pt |[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 3).pdf]] |243 |- |pt |[[Galeria:O Senhor D. Pedro II, imperador do Brasil, biographia, por Joaquim Pinto de Campos ; e com uma advertencia por Camillo Castello Branco.pdf|Biografia do Senhor D. Pedro II]] |96 |- |pt |[[:File:Statira e Zoroastes.pdf|Statira]] |56 |- |pt |[https://www.jstor.org/stable/community.38769995 Portugal, Brasil e Grã-Bretanha] |53 |- |en |[https://www.jstor.org/stable/community.38768623 Portugal, Brazil and United Kingdon] |32 |- |pt |[[:File:Da vida e feitos de Alexandre de Gusmão e de Bartholomeu Lourenço de Gusmão.pdf|Da vida]] |117 |- |pt |{{livro digitalizado|Os Sabios Illustres|Os Sabios Illustres.pdf}} |162 |- |pt |{{livro digitalizado|Galeria Illustre (Mulheres Célebres)|Galeria Illustre (Mulheres Célebres).pdf|Galeria Illustre}} |173 |- |pt |{{livro digitalizado|A Genealogia da Moral|A genealogia da moral.pdf}} |176 |- |pt |[https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/obras-completas/memorias-da-emilia/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&search=Mem%C3%B3rias&pos=0&source_list=collection&ref=%2Fmuseumonteirolobato%2Facervo%2Fobras-completas%2F Memorias da Emilia] |122 |- |pt |{{livro digitalizado|Diario de um Soldado (Vol. 1)|Diario de um Soldado Vol. 1.pdf|Diário de um soldado}} |189 |- |pt |{{livro digitalizado|Vida e viagens de Fernão de Magalhães|Vida e viagens de Fernão de Magalhães, por Diego de Barros Arana; traducção do hespanhol de Fernando de Magalhães Villas-Boas. Com um appendice original.pdf}} |206 |- |pt |[https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/obras-completas/o-picapau-amarelo/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&paged=1&search=picapau%20amarelo&pos=0&source_list=collection&ref=%2Fmuseumonteirolobato%2Facervo%2Fobras-completas%2F Amarelo] |178 |- |pt |[[Galeria:Quem trabalha tem alfaia.pdf|Quem trabalha tem alfaia]] |242 |- |pt |[https://permalinkbnd.bnportugal.gov.pt/records/item/92629-resumo-do-systema-de-medicina-e-traduccao-da-materia-medica-do-doutor-erasmo-darwin Erasmo] |408 |- |pt |[https://bibliotecadigital.stf.jus.br/xmlui/handle/123456789/603 justiniano] |138 |- |pt |[https://bibliotecadigital.stf.jus.br/xmlui/handle/123456789/497 Ferdinand] |452 |- |pt |[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242552 Paraguai 1] |570 |- |pt |[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242552 Paraguai 2] |730 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/435|Miseráveis V.1-2]] |50 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/435|Miseráveis V.3]] |43 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/436|Miseráveis V.4-5]] |56 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/436|Miseráveis VI.6-7]] |42 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/436|Miseráveis VI.8]] |114 |- |en |[[:File:Brazilian Literature (IA brazilianliterat00gold).pdf|Brazilian literature part 1]] |128 |- |en |[[:File:Brazilian Literature (IA brazilianliterat00gold).pdf|Brazilian literature part 2]] |170 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/199|Miserávei VII.1-2]] |64 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/199|Miseráveis VII.3-4]] |52 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/199|Miseráveis VII-5-6]] |67 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/199|Miseravis VII/VIII-7-8]] |69 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/200|Miseravis VIII-9-13]] |104 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/200|Miseravis VIII-14-15]] |69 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/619|Miseraveis IX-1]] |119 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/619|Miseraveis IX-2-4]] |82 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/620|Miseraveis X-5-biografia]] |157 |} <div style="clear:both;"></div> <div style="box-shadow: 0 0 .3em #999; border-radius: .2em; margin: 1em 0 2em 0; padding: 1px;"> <div style="background: #ffe6a7; border-radius: .2em; color: #282828; font-size:125%; padding: .4em .8em .5em;"><span style="opacity: .7;">[[File:Icons8 flat approval.svg|25px|link=|alt=]]</span> &nbsp; '''Projetos Finalizados''' </div> <div title="Projets en chantier" style="padding: 1em;font-size:80%"> <gallery heights="240px" widths="180px" mode="packed" class="center"> <!--2026--> Ficheiro:Campos-Traduccaoebreve.pdf|page=2|thumb|'''[[Traducção e breve analyse sobre M. Pasteur e M. Renan]]''' Ficheiro:Da Terra á Lua.pdf|page=3|thumb|'''[[Da Terra á Lua]]''' Ficheiro:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf|page=1|thumb|'''[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)]]''' Ficheiro:O Legado de Aaron Swartz.pdf|page=1|thumb|'''[[Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação/Volume 21/O Legado de Aaron Swartz|O Legado de Aaron Swartz]]''' Ficheiro:Tradução do discurso de Fedro no Banquete de Platão.pdf|page=1|thumb|'''[[Revista Archai/Volume 34/Tradução do discurso de Fedro no Banquete de Platão|Tradução do discurso de Fedro no Banquete de Platão]] Ficheiro:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf|page=214|thumb|'''[[Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano/11/O Recife de Grês do Porto de Pernambuco|O Recife de Grês do Porto de Pernambuco]]''' Ficheiro:O Cruzeiro (1928 - N001).pdf|page=29|thumb|'''[[O Cruzeiro (Revista)/Ano I/Nº I/10 de novembro de 1928/A Éra das Forças Hydraulicas|A Éra das Forças Hydraulicas]]''' <!--2025--> Ficheiro:Historia das invenções.pdf|page=7|thumb|'''[[Historia das invenções (4ª edição)]]''' File:Franklin - A Sciencia do bom homem (1864).pdf|page=3|thumb|'''[[A Sciencia do Bom Homem Ricardo]]''' File:Apontamentos de Psychologia.pdf|page=1|thumb|'''[[Apontamentos de Psychologia]]''' File:Vida Ociosa Capa (Restored).jpg|thumb|link=Galeria:Vida Ociosa (2ª edição).pdf|'''[[Vida Ociosa (2ª edição)]]''' File:Byron-Giaurpoema.pdf|thumb|page=2|link=Galeria:Byron-Giaurpoema.pdf|'''[[O Giaur]]''' File:Representação à Assembléia Geral Constituinte e Legislativa do Império do Brasil sobre a escravatura.pdf|thumb|link=Galeria:Representação à Assembléia Geral Constituinte e Legislativa do Império do Brasil sobre a escravatura.pdf|'''[[Representação de José Bonifácio sobre a escravatura]]''' File:Byron, Parisina (1905).pdf|link=Galeria:Byron, Parisina (1905).pdf|thumb|page=2|'''[[Parisina (1905)|Parisina]]''' File:A Verdade (Honorio Lima, 1900).pdf|link=Galeria:A Verdade (Honorio Lima, 1900).pdf|page=2|thumb|'''[[A Verdade]]''' File:Tratado de amizade e commercio entre Portugal e o Império da China.pdf|thumb|link=Galeria:Tratado de amizade e commercio entre Portugal e o Império da China.pdf|'''[[Tratado de amizade e commercio entre Portugal e o Império da China]]''' File:Lisboa no anno três mil.pdf|thumb|page=5|link=Galeria:Lisboa no anno três mil.pdf|'''[[Lisboa no anno três mil]]''' File:A Nova Aurora.pdf|thumb|link=Galeria:A Nova Aurora.pdf|'''[[A Nova Aurora]]''' File:Em direção à paz.pdf|thumb|link=Galeria:Em direção à paz.pdf|'''[[Em direção à paz]]''' File:Credo de Liberdade.pdf|page=3|thumb|link=Galeria:Credo de Liberdade.pdf|'''[[Credo de Liberdade]]''' File:Dois Discursos (Vargas, 1940).pdf|thumb|link=Galeria:Dois Discursos (Vargas, 1940).pdf|page=2|'''[[Dois discursos]]''' File:Poesias de Dom Pedro II.pdf|thumb|link=:oldwikisource:Index:Poesias de Dom Pedro II.pdf|page=6|'''[[:oldwikisource:Poesias de Dom Pedro II|Poesias de D. Pedro II]]''' File:Dialogo entre dous mortos.pdf|page=3|thumb|link=Galeria:Dialogo entre dous mortos.pdf|'''[[Dialogo entre dous mortos]]''' File:Os Noivos (filme de 1913).pdf|thumb|link=Galeria:Os Noivos (filme de 1913).pdf|page=2|'''[[Os Noivos (filme de 1913)]]''' File:Os ultimos dias de Pompeia (filme de 1913).pdf|link=Galeria:Os ultimos dias de Pompeia (filme de 1913).pdf|thumb|page=2|'''[[Os ultimos dias de Pompeia]]''' File:Combate de Oscar e Dermid.pdf|thumb|link=Galeria:Combate de Oscar e Dermid.pdf|page=2|'''[[Combate de Oscar e Dermid]]''' File:Congratulação brasileira pela independência.pdf|thumb|link=Galeria:Congratulação brasileira pela independência.pdf|page=2|'''[[Congratulação brasileira pela ratificação do tratado da independencia do Brasil]]''' File:A Constituição Americana (Luiz Vossion).pdf|thumb|link=Galeria:A Constituição Americana (Luiz Vossion).pdf|page=2|'''[[A Constituição Americana]]''' File:Declaração das Nações Unidas e Carta do Atlântico.pdf|thumb|page=2|link=Galeria:Declaração das Nações Unidas e Carta do Atlântico.pdf|'''[[Declaração das Nações Unidas e Carta do Atlântico]]''' File:Terceiro discurso de inauguração (FDR).pdf|thumb|page=2|link=Galeria:Terceiro discurso de inauguração (FDR).pdf|'''[[Terceiro Discurso de Investidura do Senhor Franklin D. Roosevelt]]''' File:Discurso de Pearl Harbor.pdf|thumb|link=Galeria:Discurso de Pearl Harbor.pdf|page=2|'''[[Discurso de Pearl Harbor]]''' File:Pushkin-Semtitulo.pdf|thumb|link=Galeria:Pushkin-Semtitulo.pdf|page=2|'''[[Sem titulo]]''' File:Ultimo adeos de J. Washington.pdf|thumb|link=Galeria:Ultimo adeos de J. Washington.pdf|page=14|'''[[Ultimo adeos de J. Washington à nação americana]]''' File:O Beija-Flor, No. 8, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 8, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 8|O Beija-Flor, N° 8]]''' File:O Beija-Flor, No. 7, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 7, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 7|O Beija-Flor, N° 7]]''' File:O Beija-Flor, No. 6, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 6, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 6|O Beija-Flor, N° 6]]''' File:O Beija-Flor, No. 5, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 5, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 5|O Beija-Flor, N° 5]]''' File:O Beija-Flor, No. 4, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 4, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 4|O Beija-Flor, N° 4]]''' File:O Beija-Flor, No. 3, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 3, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 3|O Beija-Flor, N° 3]]''' File:Byron-MazeppaLord.pdf|thumb|link=Galeria:Byron-MazeppaLord.pdf|page=2|'''[[Mazeppa]]''' File:O descobrimento do Brasil (J. C. Rodrigues., 1905).pdf|link=Galeria:O descobrimento do Brasil (J. C. Rodrigues., 1905).pdf|thumb|page=2|'''[[O descobrimento do Brasil]]''' File:Dialogo entre dous cidadãos do reino de Zilbra.pdf|thumb|link=Galeria:Dialogo entre dous cidadãos do reino de Zilbra.pdf|page=2|'''[[Dialogo entre dous cidadãos do reino de Zilbra]]''' File:O Beija-Flor, No. 2, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 2, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 2|O Beija-Flor, N° 2]]''' File:Cabral-DialogoentreBonaparte.pdf|thumb|link=Galeria:Cabral-DialogoentreBonaparte.pdf|page=2|'''[[Dialogo entre Bonaparte, seu irmão José, Berthier e Lasnnes]]''' File:O Beija-Flor, No. 1, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 1, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 1|O Beija-Flor, N° 1]]''' File:Nosso primo americano, Machado de Assis.pdf|thumb|link=Galeria:Nosso primo americano, Machado de Assis.pdf|'''[[Machado de Assis em linha/Volume 6/Número 11/Nosso primo americano, Machado de Assis|Nosso primo americano, Machado de Assis]]''' File:José de Anchieta à luz da Historia Patria - compilação historica.pdf|thumb|link=Galeria:José de Anchieta à luz da Historia Patria - compilação historica.pdf|'''[[José de Anchieta à Luz da Historia Patria]]''' File:A Historia do Fantasma Inexperiente (Wells, 1923).pdf|thumb|link=Galeria:A Historia do Fantasma Inexperiente (Wells, 1923).pdf|'''[[A Historia do Fantasma Inexperiente]]''' File:Descripçaõ do novo invento aerostatico.pdf|thumb|link=Galeria:Descripçaõ do novo invento aerostatico.pdf|'''[[Descripçaõ do novo invento aerostatico]]''' File:Manifesto da Independencia dos Estados Unidos d'America.pdf|link=Galeria:Manifesto da Independencia dos Estados Unidos d'America.pdf|thumb|page=2|'''[[Manifesto da Independencia dos Estados Unidos d՚America]]''' File:Poesias.pdf|page=3|link=Galeria:Poesias.pdf|thumb|'''[[Poesias (Zaluar)|Poesias]]''' File:Patente brasileira n.3279.pdf|thumb|link=Galeria:Patente brasileira n.3279.pdf|'''[[Patente brasileira 3279]]''' File:Democracia (Wells).pdf|link=Galeria:Democracia (Wells).pdf|thumb|'''[[Correio da Manhã/19 de fevereiro de 1928/Democracia|Democracia]]''' File:O Teleforo.pdf|link=Galeria:O Teleforo.pdf|thumb|'''[[Jornal do Commercio/1899/O Teleforo|O Teleforo]]''' File:Pau Brasil (Andrade, 1925) (page 7 crop).jpg|link=Galeria:Pau Brasil (Andrade, 1925).pdf|thumb|'''[[Pau Brasil]]''' <!--2024--> File:O escândalo do petroleo.pdf|thumb|link=Galeria:O escândalo do petroleo.pdf|page=7|'''[[O Escandalo do Petroleo]]''' File:Cartas tupis dos Camarões.pdf|thumb|page=2|link=:oldwikisource:Index:Cartas tupis dos Camarões.pdf|'''[[: oldwikisource:Cartas tupis dos Camarões|Cartas tupis dos Camarões]] File:Restauração historica da Villa de Santo André da Borda do Campo.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Restauração historica da Villa de Santo André da Borda do Campo.pdf|'''[[Revista do Instituto Historico e Geographico de S. Paulo/Volume 9/Restauração historica|Restauração histórica]]''' File:Adeoses da Imperatriz Amelia ao menino-imperador adormecido.pdf|thumb|link=Galeria:Adeoses da Imperatriz Amelia ao menino-imperador adormecido.pdf|page=5|'''[[Adeoses da Imperatriz Amelia ao menino-imperador adormecido]]''' File:Sonetos do Exilio, recolhidos por Um Brasileiro.pdf|thumb|link=Galeria:Sonetos do Exilio, recolhidos por Um Brasileiro.pdf|page=11|'''[[Sonetos do Exilio]]''' File:Testamento de D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal em 1832..pdf|thumb|link=Testamento de D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal em 1832..pdf|page=3|'''[[Testamento de D. 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Pedro Duque de Bragança.pdf|page=9|thumb|link=Galeria:Carta posthuma de D. Pedro Duque de Bragança.pdf|'''[[Carta posthuma de D. Pedro, Duque de Bragança aos Brasileiros]]''' File:Decreto. Tendo de ausentar-Me desta Capital por mais de uma semana, para ir visitar a Provincia de S. Paulo, e cumprindo, (.).pdf|thumb|link=Galeria:Decreto. Tendo de ausentar-Me desta Capital por mais de uma semana, para ir visitar a Provincia de S. Paulo, e cumprindo, (.).pdf|'''[[Decreto de 13 de agosto de 1822]]''' File:O Ganso das Neves.pdf|link=Galeria:O Ganso das Neves.pdf|thumb|page=2|'''[[O Ganso das Neves]]''' File:A Estrella do Sul.pdf|page=9|link=Galeria:A Estrella do Sul.pdf|thumb|'''[[A Estrella do Sul]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|thumb|page=483|link=Galeria=Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|'''[[Revista do Brasil/Número 20/Volume 5/Cavalleria rusticana|Cavalleria rusticana]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=204|thumb|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|'''[[Revista do Brasil/Número 18/Volume 5/Pollice Verso|Pollice Verso]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|thumb|page=135|'''[[A Revista/Ano 1/Número 3/Sambinha|Sambinha]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|page=27|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|thumb|'''[[A Revista/Ano 1/Número 1/Duas Figuras|Duas figuras]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|page=16|thumb|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|'''[[A Revista/Ano 1/Número 1/Capitulo|Capitulo]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|page=151|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|thumb|'''[[A Revista/Ano 1/Número 3/Os Caprichos da Sorte|Os Caprichos da Sorte]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|page=95|thumb|'''[[A Revista/Ano 1/Número 2/O Carteiro|O Carteiro]]''' File:A saga de Apsû no Enūma eliš.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:A saga de Apsû no Enūma eliš.pdf|'''[[A saga de Apsû no Enūma eliš]]''' File:Descobrimento prodigioso e suas incalculaveis consequências para o futuro da humanidade.pdf|link=Galeria:Descobrimento prodigioso e suas incalculaveis consequências para o futuro da humanidade.pdf|page=7|thumb|'''[[Descobrimento Prodigioso e suas Incalculaveis Consequências para o Futuro da Humanidade]]''' File:Invenção dos aeróstatos reivindicada.pdf|page=9|thumb|link=Galeria:Invenção dos aeróstatos reivindicada.pdf|'''[[Invenção dos Aeróstatos Reivindicada]]''' File:Os Ovos de Paschoa.pdf|page=7|thumb|link=Galeria:Os Ovos de Paschoa.pdf|'''[[Os Ovos de Paschoa]]''' File:Cinco de Maio - ode heroica.pdf|link=Galeria:Cinco de Maio - ode heroica.pdf|page=5|thumb|'''[[Cinco de Maio (1885)|Cinco de Maio]]''' File:Os Negros (1921).pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Os Negros (1921).pdf|'''[[Os Negros]]''' File:Meu amor! adoro-te!.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Meu amor! adoro-te!.pdf|'''[[Meu amor! adoro-te!]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=94|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|thumb|[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/Vida ociosa|Vida ociosa]] File:Petição.pdf|link=Galeria:Petição.pdf|thumb|page=5|'''[[Petição do Pe. Bartholomeu de Gusmão]]''' File:A lavoura e a guerra.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:A lavoura e a guerra.pdf|'''[[A lavoura e a guerra]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|thumb|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=113|'''[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/Cartas Inéditas|Cartas Inéditas]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=60|thumb|'''[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/O Corvo|O Corvo]]''' File:As biografias históricas de Santos Dumont.pdf|link=Galeria:As biografias históricas de Santos Dumont.pdf|thumb|page=1|'''[[Scientiae Studia/Volume 11/Número 3/As biografias históricas de Santos Dumont|As biografias históricas de Santos Dumont]]''' File:A toponímia indígena artificial no Brasil.pdf|link=Galeria:A toponímia indígena artificial no Brasil.pdf|thumb|page=1|'''[[A toponímia indígena artificial no Brasil]]''' File:A Novella Semanal.pdf|link=Galeria:A Novella Semanal.pdf|page=264|thumb|'''[[A Novella Semanal/O Avô|O Avô]]''' <!--2021--> File:Os topônimos com a posposição tupi -pe no território brasileiro.pdf|link=Galeria:Os topônimos com a posposição tupi -pe no território brasileiro.pdf|thumb|page=1|'''[[Os topônimos com a posposição tupi -pe no território brasileiro]]''' File:Sîn-lēqi-unninni, Ele o abismo viu (Série de Gilgámesh 1).pdf|link=Galeria:Sîn-lēqi-unninni, Ele o abismo viu (Série de Gilgámesh 1).pdf|thumb|page=1|'''[[Sîn-lēqi-unninni, Ele o abismo viu]]''' File:Como se faz um Herói.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Como se faz um Herói.pdf|'''[[Como se faz um Herói]]''' File:Santos Dumont - o vôo que mudou a história da aviação.pdf|page=1|thumb|link=Galeria:Santos Dumont - o vôo que mudou a história da aviação.pdf|'''[[Santos Dumont: o vôo que mudou a história da aviação]]''' File:Primeiras trovas burlescas de Getulino (1904).djvu|link=Galeria:Primeiras trovas burlescas de Getulino (1904).djvu|thumb|page=1|'''[[Primeiras Trovas Burlescas de Getulino]]''' File:Certidão de óbito de Alberto Santos Dumont.pdf|link=Galeria=Certidão de óbito de Alberto Santos Dumont.pdf|thumb|'''[[Certidão de Óbito de Alberto Santos Dumont]]''' Ficheiro:Cadu_Simões.jpg|thumb|'''[[Sobre Domínio Público e Cultura Livre]]''' File:Concedendo um conto de réis à Santos Dumont.pdf|link=Galeria:Concedendo um conto de réis à Santos Dumont.pdf|thumb|'''[[Concedendo um conto de réis a Santos Dumont]]''' <!--2020--> <!--[[Discurso do Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante Cerimônia de Posse no Congresso Nacional (1 de janeiro de 2019)|Discruso]]--> File:A Novella Semanal.pdf|link=Galeria:A Novella Semanal.pdf|page=9|thumb|'''[[A Novella Semanal/O 22 da "Marajó"|O 22 da Marajó]]''' File:Machado de Assis @ A Nação (Rio de Janeiro, 13 de agosto de 1874).pdf|page=1|thumb|link=Galeria:Machado de Assis @ A Nação (Rio de Janeiro, 13 de agosto de 1874).pdf|'''[[A Nação (Rio de Janeiro)/1874/08-13/«Jerusalém» por monsenhor Pinto de Campos|«Jerusalém» por monsenhor Pinto de Campos]]''' File:Revista Luso-Brasileira (1860), n2.pdf|link=Galeria:Revista Luso-Brasileira (1860), n2.pdf|thumb|page=25|'''[[Revista Luso-Brasileira/1860/2/Lembranças de minha mãi|Lembranças de minha mãi]]''' File:Almanach Brazileiro Illustrado (1877).pdf|link=Galeria:Almanach Brazileiro Illustrado (1877).pdf|thumb|page=309|'''[[Almanach brazileiro illustrado/1877/Charitas|Charitas]]''' File:Marmota Fluminense n830.pdf|link=Galeria:Marmota Fluminense n830.pdf|thumb|page=4|'''[[Marmota Fluminense/830/Beijos|Beijos]]''' File:Almanach Brazileiro Illustrado (1878).pdf|link=Galeria:Almanach Brazileiro Illustrado (1878).pdf|thumb|page=394|'''[[Almanach brazileiro illustrado/1878/Job|Job]]''' File:O Jequitinhonha (1862).pdf|link=Galeria:O Jequitinhonha (1862).pdf|thumb|'''[[A historia do Brasil escripta pelo Dr. Jeremias no anno de 2862]]''' File:Fantina- (scenas da escravidão).pdf|link=Galeria:Fantina- (scenas da escravidão).pdf|thumb|page=7|'''[[Fantina]]''' <!--2019--> File:A propósito da exposição Malfatti.jpg|link=Galeria:A propósito da exposição Malfatti.jpg|thumb|'''[[O Estado de S. Paulo/A propósito da exposição Malfatti|A propósito da exposição Malfatti]]''' File:86311283-Original-Version-of-Alice-s-Adventures-in-Wonderland-by-Lewis-Carroll.djvu|link=Galeria:86311283-Original-Version-of-Alice-s-Adventures-in-Wonderland-by-Lewis-Carroll.djvu|thumb|'''[[Aventuras de Alice em Baixo da Terra]]''' File:畫麗珠萃秀 Gathering Gems of Beauty (梁木蘭) 2.jpg|link=A Balada de Mulan|thumb|'''[[A Balada de Mulan]]''' Ficheiro%3AA_Menina_do_Narizinho_Arrebitado_(Capa).png|link=Galeria:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf|thumb|'''[[A Menina do Narizinho Arrebitado]]''' File:Machado de Assis aos 57 anos.jpg|link=Hynno Nacional|thumb|'''[[Hynno Nacional]]''' File:Negrinha- Contos (1920).pdf|link=Galeria:Negrinha- Contos (1920).pdf|thumb|page=3|'''[[Negrinha (4º milheiro)]]''' File:Monteiro Lobato.jpg|link=Rabiscando|thumb|'''[[Rabiscando]]''' File:Meteorito de Bendegó - relatório apresentado ao ministerio da agricultura, commercio e obras publicas (...) sobre a remoção do meteorito de Bendengó do sertão da provincia da Bahia para o Museu Nacional.pdf|link=Galeria:Meteorito de Bendegó - relatório apresentado ao ministerio da agricultura, commercio e obras publicas (...) sobre a remoção do meteorito de Bendengó do sertão da provincia da Bahia para o Museu Nacional.pdf|thumb|'''[[Meteorito de Bendegó: relatorio (1888)]]''' File:Jéca Tatuzinho (1924).pdf|link=Galeria:Jéca Tatuzinho (1924).pdf|thumb|page=1|'''[[Jéca Tatuzinho]]''' <!--2018--> File:Aaron Swartz at Boston Wikipedia Meetup, 2009-08-18.jpg|link=Manifesto da Guerrilha do Livre Acesso|thumb|'''[[Manifesto da Guerrilha do Livre Acesso]]''' </gallery> </div> </div> eyimygb6xb51sb6mgq430e198desr4g Galeria:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf 104 212720 559247 455681 2026-08-19T14:07:44Z Erick Soares3 19404 559247 proofread-index text/x-wiki {{:MediaWiki:Proofreadpage_index_template |Type=journal |Título=[[Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano/11|Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano]] |Subtítulo= |Language=pt |Autor= |Tradutor= |Editor= |Ilustrador= |Edição= |Volume=11 |Editora=Empreza "Jornal do Recife" |Gráfica= |Local=Recife |Ano=1904 |ISBN= |Fonte= |Imagem= |Capa=9 |Progresso=C |Páginas=<pagelist 1to10="-" 9="folha de rosto" 11=1 19="[prancha 1]" 20="-" 21=9 37="[prancha 2]" 38="-" 39=25 119="[prancha 3]" 120="-" 121=105 129="-" 130="-" 131=113 267="-" 268="-" 269=249 361="-" 362="[prancha 4]" 363=341 375="[prancha 5]" 376="-" 377=353 389="[prancha 6]" 390="-" 391=365 399="[prancha 7]" 400="-" 401=373 409="[prancha 8]" 410="-" 411=381 419="[prancha 9]" 420="-" 421=389 427="[prancha 10]" 428="-" 429=395 431="[prancha 11]" 432="-" 433=397 441="[prancha 12]" 442="-" 443=405 471="[prancha 13]" 472="-" 473=433 485="[prancha 14]" 486="-" 487=445 511="[prancha 15]" 512="-" 513=469 539="[prancha 16]" 540="-" 541=495 543="[prancha 17]" 544="-" 545=497 643="[prancha 18]" 644="-" 645=595 653="[prancha 19]" 654="-" 655=603 665="[prancha 20]" 666="-" 667=613 699="[prancha 21]" 700="-" 701=645 817="[prancha 22]" 818="-" 819=761 871="[prancha 23]" 872="-" 873=813 911to918="-" /> |Tomos= |Volumes= |Notas=(n. 60-64) |Sumário={{Página:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf/909}} {{Página:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf/910}} |Epígrafe={{Página:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf/9}} {{quebra de página|separador=2}} {{Página:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf/10}} {{quebra de página|separador=2}} |Width= |Css= |Header={{rvh|{{{pagenum}}}|REV. 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The shorthand of this template is {{tl|lsp}} or {{tl|lp}}. There is also a shorthand named {{tl|sp}} that only takes one parameter and always uses the spacing .15em. === Parameters === * {{parameter|1}}: The letter spacing. Can be left blank for the default of 0.15em. Always use text-relative sizes like ''em'', not ''px'', because ''px'' will not adjust itself if the text size changes. (See [[:en:H:PXWIDTH]] for more details). * {{parameter|2}}: The text to be spaced. * {{parameter|3}}: Following un-spaced text. Useful for following punctuation that butts up against the last character of the spaced text. Optional. * {{parameter|4}} and {{parameter|5}}: Another spaced/unspaced pair. Can be useful for certain headings where there are two un-spaced punctuation marks (e.g. "Chap. VII."). If {{parameter|4}} is a space, use <code><nowiki>&amp;nbsp;</nowiki></code>, or it will be removed by the template argument parser. == Examples == === Spacing === {{doc example|title=Default/explicit spacing (0.15em)|content= <pre> * {{letter-spacing||your text goes here}} * {{letter-spacing|0.15em|your text goes here}} </pre> * {{letter-spacing||your text goes here}} * {{letter-spacing|0.15em|your text goes here}} }} {{doc example|title=Custom spacing 1.5em)|content= <pre> {{letter-spacing|1.5em|your text goes here}} </pre> {{letter-spacing|1.5em|your text goes here}} }} === Last characters === If you need to exclude the last character(s) of spaced text (usually due to excess padding) but still want these characters to be wrapped (usually for clearer syntax), you can use a third unnamed parameter, which simply passes its input as-is. Furthermore, you can use the fourth and fifth parameters for a subsequent spaced section (this is sometimes useful for cases like "Chap. II."). In the following examples, the coloured boxes show the extend of the "spaced" text. <pre><nowiki> C. {{letter-spacing|1.5em|192|2.}}}} </nowiki></pre> {{c|1=C. <span style="border:1px solid green;">{{letter-spacing|1.5em|192|2.}}</span> }} '''Compare to...''' <pre><nowiki> C. {{letter-spacing|1.5em|1922}}. {{letter-spacing|1.5em|C.}} {{letter-spacing|1.5em|1922.}}}} </nowiki></pre> {{c|1= C. <span style="border:1px solid red;">{{letter-spacing|1.5em|1922}}</span>. <span style="border:1px solid red;">{{letter-spacing|1.5em|C.}}</span> <span style="border:1px solid red;">{{letter-spacing|1.5em|1922.}}</span> }} '''Comparison of syntax appearance:''' These examples produce the same output, but the template syntax is clearer in the second: <pre><nowiki> {{letter-spacing|1.5em|192}}2. {{letter-spacing|1.5em|192|2.}} {{letter-spacing|1.5em|Cha}}p.{{letter-spacing|1.5em| I}}I. {{letter-spacing|1.5em|Cha|p.| I|I.}} </nowiki></pre> {{letter-spacing|1.5em|192}}2. {{letter-spacing|1.5em|192|2.}} {{letter-spacing|1.5em|Cha}}p.{{letter-spacing|1.5em| I}}I. {{letter-spacing|1.5em|Cha|p.| I|I.}} == See also == * {{tl|Word-spacing}} * {{tl|Letter-spacing-normal}} <templatedata> { "params": { "1": { "label": "1", "description": "letter spacing (Use CSS units , but not px (pixels)", "type": "string", "required": true }, "2": { "label": "2", "description": "Text on which letter spacing is to be applied." }, "3": {}, "4": {}, "5": {} } } </templatedata> <includeonly><!-- Por favor coloque categorias abaixo dessa linha, e interwikis no Wikidata--> [[Categoria:!Predefinições de formatação]] </includeonly> j3anppjnlme571us6y8ia2r0zy41c87 Predefinição:Progressos recentes 10 220893 559234 559202 2026-08-19T14:00:14Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 559234 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|75|0|3|0|7|15}} | [[Index:Alfarrabios.djvu|Alfarrabios]] |- | {{Barra de progresso|0|0|87|0|12|1}} | [[Index:Campos-Traduccaoebreve.pdf|Traducção e breve analyse sobre M. 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Texto fixado segundo a ortografia original de 1952. |} == Índice de Histórias == * [[/Prefácio|Prefácio]] * [[/O Homem da moca|O Homem da moca]] * [[/História do careca|História do careca]] * [[/A Bela Felicidade|A Bela Felicidade]] * [[/O porqueiro|O porqueiro]] * [[/O coelho branco|O coelho branco]] * [[/Branca-Flor|Branca-Flor]] * [[/História do Príncipe encantado no palácio de ferro no reino da escuridão|História do Príncipe encantado no palácio de ferro no Reino da Escuridão]] * [[/O corvo|O corvo]] * [[/O Príncipe Bezerro|O Príncipe Bezerro]] {{PD-old-70}} [[Categoria:Ana de Castro Osório]] [[Categoria:1952]] [[Categoria:Contos portugueses]] e9w6kn500wm9d8kqyyu86746ej99nex 559443 559427 2026-08-19T20:45:03Z Mt516 43586 559443 wikitext text/x-wiki {| class="toc" style="width:100%; margin-bottom: 1em; background-color: #f9f9f9; border: 1px solid #aaa; padding: 5px;" | '''Histórias maravilhosas da tradição popular portuguesa'''<br /> ''Autora:'' [[Autor:Ana de Castro Osório|Ana de Castro Osório]]<br /> ''Ilustrador:'' Álvaro Duarte de Almeida<br /> ''Edição:'' Sociedade de Expansão Cultural (Lisboa, 1952)<br /> ''Digitalização:'' Biblioteca Nacional de Portugal (PURL) [https://purl.pt/39286] <br /> ''Nota:'' Edição diplomática. Texto fixado segundo a ortografia original de 1952. |} == Índice de Histórias == * [[/Prefácio|Prefácio]] * [[/O Homem da moca|O Homem da moca]] * [[/História do careca|História do careca]] * [[/A Bela Felicidade|A Bela Felicidade]] * [[/O porqueiro|O porqueiro]] * [[/O coelho branco|O coelho branco]] * [[/Branca-Flor|Branca-Flor]] * [[/História do Príncipe encantado no palácio de ferro no reino da escuridão|História do Príncipe encantado no palácio de ferro no Reino da Escuridão]] * [[/O corvo|O corvo]] * [[/O Príncipe Bezerro|O Príncipe Bezerro]] {{PD-old-70}} [[Categoria:Ana de Castro Osório]] [[Categoria:1952]] [[Categoria:Contos portugueses]] 3qfugtl32ajkbp6u32m7jogpwl8k7ae 559445 559443 2026-08-19T20:51:47Z Mt516 43586 559445 wikitext text/x-wiki {| class="toc" style="width:100%; margin-bottom: 1em; background-color: #f9f9f9; border: 1px solid #aaa; padding: 5px;" | '''Histórias maravilhosas da tradição popular portuguesa'''<br /> ''Autora:'' [[Autor:Ana de Castro Osório|Ana de Castro Osório]]<br /> ''Ilustrador:'' Álvaro Duarte de Almeida<br /> ''Edição:'' Sociedade de Expansão Cultural (Lisboa, 1952)<br /> ''Digitalização:'' Biblioteca Nacional de Portugal (PURL) [https://purl.pt/39286] <br /> ''Nota:'' Edição diplomática. Texto fixado segundo a ortografia original de 1952. |} == Índice == === Volume I === ''Nota: Volume em fase de transcrição.'' * [[/Prefácio|Prefácio]] * [[/O Homem da moca|O Homem da moca]] * [[/História do careca|História do careca]] * [[/A Bela Felicidade|A Bela Felicidade]] * [[/O porqueiro|O porqueiro]] * [[/O coelho branco|O coelho branco]] * [[/Branca-Flor|Branca-Flor]] * [[/História do Príncipe encantado no palácio de ferro no reino da escuridão|História do Príncipe encantado no palácio de ferro no Reino da Escuridão]] * [[/O corvo|O corvo]] * [[/O Príncipe Bezerro|O Príncipe Bezerro]] === Volume II === ''Nota: Os contos do Volume II serão adicionados após a conclusão do Volume I.'' ---- {{PD-old-70}} [[Categoria:Ana de Castro Osório]] [[Categoria:1952]] [[Categoria:Contos portugueses]] qqd90mqwyb63jp7o2u10gdc97a01yti Histórias maravilhosas da tradição popular portuguesa/O coelho branco 0 256018 559205 559115 2026-08-19T12:50:38Z Mt516 43586 559205 wikitext text/x-wiki {{navegar | título = [[../]] | autor = Ana de Castro Osório | tradutor = | seção = O coelho branco | anterior = [[../O porqueiro/]] | posterior = [[../Branca-Flor/]] | notas = }} '''<big>O COELHO BRANCO</big>''' EM tempos que já lá vão, havia um Rei que tinha uma única filha. Chamava-se ela Clarinda e ele o Rei Poderoso, tão vastos e ricos eram os seus estados, tão fortes e bem equipados os seus exércitos. O Rei estimava muito a filha, fazia-lhe todas as vontades, e decerto não havia no Mundo outra princesa tão feliz como aquela. E linda, boa e amável era Clarinda como nenhuma outra. Ora um dia foi esta Princesa passear para o seu jardim, que era o mais belo de quantos jardins havia naquele tempo. Sentou-se junto duma fonte e, despregando os seus abundantes cabelos, começou a penteá-los com um riquíssimo pente de ouro cravejado de diamantes. Enquanto prendia o cabelo no alto da cabeça com ganchos de pérolas, veio um coelhinho branco muito lindo, tão lindo e tão branco que só parecia uma bola de neve a caminhar, e roubou-lhe o pente que ela tinha posto sobre as guardas da fonte. A Princesa achou muito engraçado o coelhinho e correu atrás dele, mas por mais que procurasse, não o tornou a ver naquele dia. Na manhã seguinte veio muito cedo sentar-se junto da fonte, e, como toda a noite não dormira a pensar no coelhinho branco, sentiu que o sono ia invadi-la e tirou do pescoço um colar de rubis que lhe apertava alguma coisa. Mal tinha fechado os olhos aparece o coelhinho branco e rouba-lhe o colar. A princesa Clarinda, acordada em sobressalto, correu atrás dele, procurou-o em todo o jardim, chamou criados e pagens, mas, por mais que procurassem, tal coelho não apareceu. Se não fosse faltar o colar e o pente, imaginaria a Princesa que tinha sonhado. Vem o terceiro dia e a bela Clarinda logo de manhã saltou do leito, vestiu o mais rico vestido do seu guarda-roupa, calçou burzeguins de fino coiro, pôs as suas mais artísticas jóias, e foi a correr para o jardim. Sentou-se junto da fonte à espera do coelhinho branco, porque a todo o custo o queria possuir. Já a Princesa estava cansada de esperar, quando se lembrou de meter as mãos na água muito clara, que caía num doce murmúrio na bacia de jaspe em forma de concha. Tirou dos dedos os anéis e pô-los na borda do tanque. Imediatamente vem o coelho a correr, e rouba-lhe um anel de esmeraldas, o mais lindo de quantos ela tinha, e foge numa corrida tal que a Princesa nem viu para que lado ele se meteu. Chamou toda a gente do palácio, procuraram, viram tudo, mas de tal coelhinho nem novas nem mandados! Imaginavam todos que a Princesa tinha querido brincar e fizera aquele reboliço sem ter visto nenhum coelho. Ao outro dia voltou ela ao jardim e no outro e no outro também, mas do coelhinho nunca mais soube. Teve a Princesa Clarinda um tal desgosto com isto, que perdeu a fala. O pai quando assim a viu, ia endoidecendo de desgosto. Mandou chamar todos os médicos do seu Reino e do estrangeiro, mas com a cura da Princesa ninguém acertou! E ela, deitada na cama, nem comia nem falava. O bom do Rei Poderoso oferecia tudo quanto tinha a quem lhe salvasse a vida da filha. Todos os seus vastos domínios lhe pareceriam uma miséria se lhos pedissem em troca da saúde da bela Clarinda. Mandou um arauto apregoar pelo mundo fora que daria a Princesa em casamento ao homem que lhe desse fala, fosse ele quem fosse. E, se alguma mulher conseguisse tal milagre, sob palavra de rei lhe prometia tudo quanto quisesse. É claro, foi toda a gente ao palácio, mas nada se conseguiu. Estavam as coisas neste ponto — e a Princesa cada vez pior e o Rei cada vez mais aflito — quando uma lavadeira se apresentou à porta do paço pedindo para falar à Princesa. Como havia ordem de deixar entrar toda a gente também a lavadeira entrou, desembaraçada, mãos na cinta, faladora e alegre. Chegou ao quarto onde a linda Princesa ia morrendo de saudade a cada hora, e vendo-a tão magrinha, tão diferente do que fora, nem a boa mulher pôde suster as lágrimas. Clarinda não dava por coisa alguma, mas a lavadeira não desanimou. Fez sair toda a gente do quarto, sentou-se à cabeceira do leito, e, pegando com as suas rudes mãos calosas na mãozinha branca da Princesa, começou a contar: — Olhe, minha menina, quando ontem à tarde recolhia a casa, já com a minha tarefa acabada, vi diante de mim um burro com umas cangalhas carregadas de barris, e ouvi uma voz que dizia: ''Arre, burro, para nossa casa!'' — Olhei para todos os lados e não vi ninguém; mais adiante a mesma voz a falar! Admirada com isto, resolvi seguir o burro. Fomos andando, andando, ele sempre adiante e eu atrás, seguindo a voz que repetia: ''Arre, burro, para nossa casa! Arre, burro para nossa casa!...'' — Assim fui andando até chegar a um grande bosque. No meio havia um magnífico palácio, mil vezes mais lindo e mais rico do que este. — De repente vi que os barris saíam de cima do burro, mas não sei quem lhe pegava, e ele foi meter-se na estrebaria. Eu, como estava cansada e vi luz dentro do palácio, fui entrando sem encontrar ninguém até chegar à cozinha. Aí vi um grande fogão cheio de caçarolas, frigideiras e panelas com diversos manjares, e havia por toda a parte um mexer de coisas como se muitos cozinheiros tratassem dum grande banquete. Mas, por mais que olhasse, não via ninguém. — Como estava ali só, fui-me chegando para o fogão a ver se comia um dos bolos muito loirinhos, muito apetitosos, que da frigideira iam saltando para uma travessa que estava ao lado. Mal lhe toquei, senti uma pancada na mão e a voz que dizia: «Olha a lavadeira o que é de atrevida!». A lavadeira contava a sua história, mas a Princesa nada parecia ouvir. Tinha os olhos fechados e estava tão imóvel como se estivesse dormindo. A mulherzinha não desanimou e foi sempre contando: — Olhe, Princesa, isto foi assim até à meia-noite; depois, à última badalada das doze horas, abriram-se alçapões e portas com muito estrondo e eu escondi-me a um canto. Ouviu-se um grande barulho e entrou na cozinha uma quantidade de coelhos de todas as cores; entre eles vinha um todo branco; tão lindo, tão lindo, que eu fiquei encantada. Nunca vi um coelho assim! Mal que a Princesa ouviu isto, abriu os olhos e sentou-se na cama. A lavadeira, contentíssima com tal resultado, foi continuando: — Trouxeram uma bacia de prata cheia de água e puzeram-na no meio da cozinha. Então o coelhinho branco meteu-se dentro, espanejou-se muito, e, saltando para fora da bacia, fez-se num Príncipe ricamente vestido e tão belo que não espero ver outro que o iguale. Depois foi a um armário, e, pegando num cofre de cristal, tirou de dentro um pente de oiro cravejado de brilhantes, um colar de rubis e um anel de esmeraldas, e disse: «Pente, colar, anel da minha Senhora: vejo-te a ti, não a vejo a ela. Ai de mim, que morro por ela!» — E, achorar que fazia pena, tornava: «Pente, colar, anel da minha Senhora: vejo-te a ti, não a vejo a ela. Ai de mim, que morro por ela!». E depois repetiu ainda, antes de fechar o cofre: — «Pente, colar, anel da minha Senhora: vejo-te a ti, não a vejo a ela. Ai de mim, que morro por ela!». Arrumou tudo como estava antes, tornou a meter-se na bacia, espanejou-se muito e ficou outra vez feito em coelho branco. &nbsp; Quando a lavadeira acabou a história, já a Princesa estava em pé no meio do quarto. Abraçou-a como a uma amiga e agradeceu-lhe as boas novas que lhe dava do seu querido coelhinho branco, combinando ir essa tarde com ela para o ver. Foi logo chamado o Rei e pedida a necessária licença para a Princesa sair. O pobre pai tão contente ficou ao ver a filha quase boa, que consentiu em tudo que lhe pediram, para a ter como era antes da doença. À tarde veio a lavadeira buscar a Princesa e lá foram as duas para o rio, encontrando o mesmo burro com as cangalhas e ouvindo a voz que dizia: ''Arre, burro, para nossa casa! Arre, burro, para nossa casa!'' A Princesa caminhava ao pé da lavadeira, e ninguém diria que tinha estado doente, pelo desembaraço que levava. Assim foram seguindo até chegar ao palácio; entraram, e, como na véspera, foi a lavadeira para cozinha e a menina com ela. Havia a mesma faina do dia anterior, e a mulher, para experimentar, fingia mexer nos guisados, e logo uma pancada na mão e a voz que gritava: — Olha a lavadeira o que é de atrevida! — Ia a Princesa, mexia em tudo, e não lhe faziam nenhum mal nem diziam nada. Assim estiveram até que o relógio deu as doze horas. Então, sentindo o mesmo barulho da véspera, esconderam-se as duas e logo viram chegar uma quantidade de coelhinhos e entre eles o branco, que a Princesa tanto amava. Veio a bacia, e ele, metendo-se dentro, espanejou-se muito e saiu um belo cavaleiro. Clarinda por sua vontade teria saído logo do esconderijo, mas a lavadeira não a deixou. Então foi o Príncipe ao armário, abriu o cofre, e, tirando as jóias da Princesa disse: — «Pente, colar, anel da minha Senhora: vejo-te a ti; não a vejo a ela. Ai de mim, que morro por ela!» — E repetiu isto segunda e terceira vez. Então a menina nem o deixou terminar; correu para ele de braços abertos, gritando: — Aqui estou, aqui estou, meu Príncipe! Só a ti quero para marido! Mal acabou de dizer isto, todos os coelhos se transformaram em homens e senhoras ricamente vestidas à corte. O palácio iluminou-se como para a mais esplêndida festa, e o Príncipe, levando a bela Clarinda pela mão, passou por entre os seus respeitosos cortezãos até à sala do trono. Aí esperava-os a linda Fada dos Lilazes, toda vestida de branco. A sua túnica era muito perfumada e fresca, e tão clara que parecia um foco de luz. O penteado tinha a forma do lilaz e no cimo coroava-a um diadema de pérolas semelhando a flor do seu nome. Na mão trazia uma varinha feita dum só brilhante. Estava muito alegre a boa Fada, e, quando os Príncipes chegaram junto dela, estendeu a sua varinha de condão e logo caiu sobre as suas lindas cabeças uma chuva de flores. Depois dirigiu-se à jovem Clarinda nestes termos: — Minha Princesa, aqui tens o mais nobre, o mais belo e o mais esforçado cavaleiro da Terra. Quis destinar-to, minha filha, por seres também a melhor, a mais bela e fiel das Princesas. Ele foi encantado pela minha mortal inimiga, a Fada Negra, ùnicamente por ser meu afilhado e saber quanto me mortificava fazendo mal a este Príncipe e aos seus. Assim foi transformado em coelho e juntamente todos os seus vassalos. — O seu vasto império foi também transformado numa grande floresta, até que uma jovem e linda Princesa o quisesse para marido. Ora isso seria impossível, se eu não te dotasse com todas as perfeições no dia do teu baptizado. A Princesa agradeceu muito à boa Fada e pediu licença para ir prevenir o pai, que a essa hora devia já estar cheio de cuidado. O Príncipe queria logo mandar cavaleiros e carruagens para trazer o velho Rei Poderoso, mas a Fada começou a rir e não consentiu em tal. Desde que estava desencantado o Príncipe todo o seu reino ficara o que tinha sido, e, portanto, tão longe da capital dos estados da Princesa que para lá ir era preciso fazer uma jornada dum mês montando camelos e elefantes. Como os noivos ficassem tristes com aquela contrariedade, que devia fazer morrer de pena o pobre Rei, a Fada sossegou-os, pois já tinha pensado nisso mandando logo o seu pagem — que era o anão das botas de sete léguas — chamar o Rei, que devia estar a chegar. Efectivamente, mal acabava de dizer isto, sentiram ruído fora, correram à janela, e a Princesa reconheceu o pai sentado num carro de oiro e puxado por grandes cisnes brancos, e, atrás dele, toda a sua comitiva igualmente trazida por enormes cisnes, que a um sinal da Fada dos Lilazes desapareceram logo. O velho Rei, abraçado à filha, nem queria acreditar em tamanha felicidade e desfazia-se em agradecimentos à boa Fada. Poucos dias depois fez-se o casamento no meio das mais esplêndidas festas, às quais a bela Fada dos Lilazes presidiu. Depois juntaram-se os dois reinos e ficou o maior império do mundo. Ainda por muitos anos viveu o bom Rei Poderoso, e, quando já era tão velhinho que não podia mais, morreu, deixando muitas saudades aos filhos e netos. A Imperatriz Clarinda e o seu nobre esposo, o Príncipe Branco, — que assim se ficou chamando por causa do encanto — viveram largos e felizes anos, tendo muitos filhos e amando-se sempre como no primeiro dia. Todos os anos a Fada dos Lilazes vinha passar com eles o aniversário do casamento, trazendo-lhes muitas e ricas prendas. Foi madrinha de todos os filhos que tiveram e não havia bem que lhes não fizesse. E a Fada Negra, condenada pela Rainha das Fadas a viver fora do Mundo, nunca mais lhes pôde fazer mal. Esquecia dizer que a lavadeira, autora de tanto bem, foi largamente recompensada. Deram-lhe tudo quanto ela quis, fizeram-na primeira dama da corte, e casaram-na com um nobre e rico cavaleiro; foi sempre muito feliz e a melhor amiga da bela Clarinda, que a estimava como irmã. e7hwbz7fmtgwm6iff55b4alytsnupf8 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/9 106 256036 559593 559139 2026-08-20T11:11:01Z BlitzkriegBoop 37692 ornamento tipográfico modificado 559593 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude><div style="font-family:serif"> {{c|{{uc|Henriqueta}}|fs=200%}} {{c|{{uc|Romance original}}}} {{c|{{uc|por}}|fs=80%}} {{c|{{uc|'''D. Maria Peregrina de Souza'''}}|fs=110%}} {{c|{{uc|precedido da}}|fs=80%}}</div> {{c|{{bl|Biographia da Auctora}}}} <div style="font-family:serif">{{c|{{uc|pelo}}|fs=80%}} {{c|{{uc|Visconde de Castilho}}}} {{dhr|4em}} {{C|[[file:Przechadzki po mieście, Marceli Motty, cz.2, detal 2.svg|150px|ornamento tipográfico]]|w=75%}} {{dhr|3em}} {{c|{{uc|Editor}}}} {{c|{{uc|Antonio Leite Cardozo Pereira de Mello}}|fs=90%}} {{lh|1em}} {{c|1876|fs=90%}} </div><noinclude></noinclude> edp4xtan44knea84875oy29b8nqzo3g Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/18 106 256058 559387 559196 2026-08-19T14:59:52Z BlitzkriegBoop 37692 559387 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />XII</noinclude>e vagar para reconhecer que no genero de vida d'aquella mulher tão boa, tão amavel, e quasi feliz, se ha mulheres felizes, se continha sufficiente explicação de muita parte da sua escripta; mas o que estava presente, com ser muito e optimo, ainda me não satisfazia. Quem vê passar por um sitio ameno um rio puro e crystallino, pensa por força no d'onde viriam rir-se-lhe alli aguas tão formosas. Nos intervallos das praticas litterarias e saborosas leituras dos nossos serões, fui a pouco e pouco procurando e colhendo na fonte noticias dos primeiros dias de tão bella vida, de que já então me appetecia deixar por escripto alguma memoria As investigações alli começadas, prosegui-as depois com maior diligencia, e inteirei-as agora. Colhi pouco em verdade; pois se elle o que havia era pouquissimo! e tão simples, tão simples, que todo o artificio de discurso lhe desdiria. (Afortunada ainda assim a que passa dias que tão pouco deixam para narrar.) <section begin="EB2"/> {{ch|ii}} Viviam na cidade do Porto no principio d'este seculo Antonio Ventura de Azevedo e Souza, honrado commerciante, e sua mulher D. Maria Margarida de Souza Neves. Com os laços do consorcio se lhes reforçaram os do parentesco e da {{hífen|con|convivencia}}<noinclude></noinclude> j8s0otgyrbp6c1kyqgsgn0kra7tlh5v 559390 559387 2026-08-19T15:01:29Z BlitzkriegBoop 37692 559390 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />XII</noinclude>e vagar para reconhecer que no genero de vida d'aquella mulher tão boa, tão amavel, e quasi feliz, se ha mulheres felizes, se continha sufficiente explicação de muita parte da sua escripta; mas o que estava presente, com ser muito e optimo, ainda me não satisfazia. Quem vê passar por um sitio ameno um rio puro e crystallino, pensa por força no d'onde viriam rir-se-lhe alli aguas tão formosas. Nos intervallos das praticas litterarias e saborosas leituras dos nossos serões, fui a pouco e pouco procurando e colhendo na fonte noticias dos primeiros dias de tão bella vida, de que já então me appetecia deixar por escripto alguma memoria As investigações alli começadas, prosegui-as depois com maior diligencia, e inteirei-as agora. Colhi pouco em verdade; pois se elle o que havia era pouquissimo! e tão simples, tão simples, que todo o artificio de discurso lhe desdiria. (Afortunada ainda assim a que passa dias que tão pouco deixam para narrar.) <section end="EB1" /> <section begin="EB2" /> {{ch|ii}} Viviam na cidade do Porto no principio d'este seculo Antonio Ventura de Azevedo e Souza, honrado commerciante, e sua mulher D. Maria Margarida de Souza Neves. Com os laços do consorcio se lhes reforçaram os do parentesco e da {{hífen|con|convivencia}}<noinclude></noinclude> bkim1urhpbd1q5oh3oppvjtt9bga6z1 Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/155 106 256064 559206 2026-08-19T13:50:51Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 559206 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|147|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>podiam fazer. E dʼahi lhes provinha a disposiçāo para deixar fazer, para «deixar correr», segundo a expressāo maritima. Onde estariam elles nʼaquelle momento, pelas oito horas da manhā do dia que sobre a Terra se chamava o dia 6 de dezembro? Por certo que nas proximidades da Lua, e mesmo sufficientemente perto dʼella para que o astro lhes parecesse um immenso véu opaco e negro desdobrado no firmamento. Quanto á distancia que os separava da Lua, era impossivel avalial-a. O projectil rasára, mantido por forças inexplicaveis, o pólo norte do satellite a menos de cincoenta kilometros. Teria, porém, crescido ou diminuido essa distancia, durante as duas horas decorridas depois que o projectil entrára no cone de sombra? A falta de pontos de referencia para suputar tanto a distancia como a velocidade do projectil, era completa. Talvez que a bala se fôsse afastando rapidamente do disco, por fórma que em breve viesse a sair da sombra pura. Talvez, pelo contrario, se fôsse aproximando sensivelmente do astro, a ponto de dentro em pouco ir de encontro a algum elevado pico do hemispherio invisivel; facto este que terminaria a viagem, mas de certo com prejuizo dos viajantes. Levantou-se ácerca do assumpto uma discussāo, em que Miguel Ardan, sempre abundante em explicaçōes, emittiu a opiniāo de que a bala, retida pela attracçāo lunar, havia de acabar por cair no astro, como os aerolithos caem na superficie do globo terrestre. — Em primeiro logar, camaradas, respondeu Barbicane, nem todos os aerolithos caem na Terra; antes á menor parte dʼelles que tal succede. Por consequencia, de termos passado ao estado de aerolithos, nāo seria consequencia necessaria termos de alcançar a superficie da Lua. — Comtudo, respondeu Miguel, se chegassemos sufficientemente perto... — Erro, replicou Barbicane. Nāo tens visto em certas épocas do anno as estrellas cadentes sulcar o céu aos milhares? — Tenho. — Pois bem, essas estrellas, ou, para melhor dizer, esses cor-<noinclude></noinclude> jym91tx793f5a16j387uyz5hvk53cvj Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/3 106 256065 559207 2026-08-19T13:52:03Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ENCICLOPÉDIA BRASILEIRA DE ALARICO SILVEIRA Edição patrocinada pela Fundação Edmundo Bittencourt TOMO I A Anzol - de - tenda MINISTERIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO RIO DE JANEIRO 1958 559207 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>ENCICLOPÉDIA BRASILEIRA DE ALARICO SILVEIRA Edição patrocinada pela Fundação Edmundo Bittencourt TOMO I A Anzol - de - tenda MINISTERIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO RIO DE JANEIRO 1958<noinclude></noinclude> hb30x7805szi9t4uchmzt6p4x95vtgq 559243 559207 2026-08-19T14:04:45Z Sintegrity 35105 559243 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude><center><big><big><big>ENCICLOPÉDIA BRASILEIRA</big></big></big> <center>DE <center><big><big>ALARICO SILVEIRA</big></big> <center>Edição patrocinada <center>pela <center><b>Fundação Edmundo Bittencourt</b> <center><big>TOMO I</big> <center>A Anzol - de - tenda <center>MINISTERIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA <center>INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO <center>RIO DE JANEIRO <center>1958<noinclude></noinclude> gp1b2p5pwz2yh1ztidzn6pw9jsn4zd8 559244 559243 2026-08-19T14:04:57Z Sintegrity 35105 /* Revistas e corrigidas */ 559244 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Sintegrity" /></noinclude><center><big><big><big>ENCICLOPÉDIA BRASILEIRA</big></big></big> <center>DE <center><big><big>ALARICO SILVEIRA</big></big> <center>Edição patrocinada <center>pela <center><b>Fundação Edmundo Bittencourt</b> <center><big>TOMO I</big> <center>A Anzol - de - tenda <center>MINISTERIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA <center>INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO <center>RIO DE JANEIRO <center>1958<noinclude></noinclude> aqnxhqn9ji44g4ghhehazcnsfbbpxvc 559245 559244 2026-08-19T14:05:19Z Sintegrity 35105 559245 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Sintegrity" /></noinclude><center><big><big><big>ENCICLOPÉDIA BRASILEIRA</big></big></big> <center>DE <center><big><big>ALARICO SILVEIRA</big></big> <center>Edição patrocinada <center>pela <center><b>Fundação Edmundo Bittencourt</b> <center><big>TOMO I</big> <center>A -- Anzol - de - tenda <center>MINISTERIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA <center>INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO <center>RIO DE JANEIRO <center>1958<noinclude></noinclude> fdbzhy1rznxu5vea116olkst0cqs8lk Histórias maravilhosas da tradição popular portuguesa/Branca-Flor 0 256066 559208 2026-08-19T13:52:23Z Mt516 43586 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{navegar | título = [[../]] | autor = Ana de Castro Osório | tradutor = | seção = Branca-Flor | anterior = [[../O coelho branco/]] | posterior = [[../História do Príncipe encantado no palácio de ferro no reino da escuridão/]] | notas = }} '''<big>BRANCA-FLOR</big>''' ERA uma vez um homem e uma mulher que tinham muitos filhos, tantos que não havia na terra quem quisesse baptizar-lhes uma menina que tiveram por fim.... 559208 wikitext text/x-wiki {{navegar | título = [[../]] | autor = Ana de Castro Osório | tradutor = | seção = Branca-Flor | anterior = [[../O coelho branco/]] | posterior = [[../História do Príncipe encantado no palácio de ferro no reino da escuridão/]] | notas = }} '''<big>BRANCA-FLOR</big>''' ERA uma vez um homem e uma mulher que tinham muitos filhos, tantos que não havia na terra quem quisesse baptizar-lhes uma menina que tiveram por fim. Eram muito pobres, pois o que ganhavam mal chegava para comer, e todos temiam encargos. Ia o homem muito triste pelo caminho fora, a ver se encontrava quem lhe quisesse baptizar a filha, quando de repente lhe apareceu um cavaleiro muito bem vestido, que lhe perguntou a razão da sua tristeza. — Meu senhor, temos uma menina para baptizar, e, como somos muito pobres e temos já muitos filhos, não há quem aceite mais encargos lá na terra. Venho à procura de alguém que me queira fazer essa esmola. — Não te aflijas, homem! Vou eu ser padrinho da menina e nada há-de faltar, mas com a condição de ma entregares em ela tendo doze anos. Ao homenzinho pareceu-lhe uma grande fortuna aquele oferecimento e disse logo que sim, acrescentando: — Falta madrinha, vou ainda procurá-la. — Para madrinha vai convidar a senhora Morgada, que ela aceita. — Isso sim! Já lá fui e ela disse que não! — Vai outra vez e dize-lhe que não é preciso que ela faça despesa alguma, porque o padrinho é que tudo quer pagar. Ficou o homem saltando de contente e foi logo acasa da Morgada, uma avarenta que mais depressa veria alguém morrer de fome do que ela dar cinco réis de esmola! Já era conhecida em todo o país a sua avareza, e por isso ninguém se lhe dirigia para pedir. Mas também não havia quem lhe fizesse o mais pequeno serviço senão por muito bom dinheiro. Foi baptizada a menina e chamou-se Guiomar. O cavaleiro pagava generosamente todas as despesas e nunca na terra se tinha feito uma tão grande festa. Começou a menina a crescer, linda como os amores. Tão bonita era, que a chamavam Branca-Flor, não havendo outra que a igualasse em bondade e beleza. O seu nascimento tinha trazido a felicidade à família, pois ia crescendo em bens, sempre ajudada pelo cavaleiro, que todos os anos aparecia misteriosamente, montado num cavalo que a ninguém mais obedecia. No dia em que Guiomar fazia doze anos, estavam todos em casa muito tristes com a lembrança de que ele a viria buscar, como tinha sido combinado quando se oferecera para padrinho. Ora Branca-Flor era muito devota, e nesse dia, mais que em nenhum outro, ela esteve rezando na igreja. Quando vinha para casa encontrou uma senhora muito linda, que lhe falou com bom modo, perguntando porque estava triste. Contou a menina o que lhe acontecia e a senhora disse-lhe: — que fosse a casa pôr a mesa para o jantar, e que colocasse os garfos e facas em cruz. Aconselhou-a a ter muita paciência, que muitos trabalhos lhe estavam reservados, mas que Deus era com ela; que fizesse sempre o bem que pudesse, porque entre os maus é que é merecimento ser bom. Desapareceu a senhora, e Branca-Flor foi para casa pensando no que tinha ouvido e, já resignada a tudo sofrer com paciência amparada por quem a aconselhava agora e não a abandonaria nunca. À hora marcada chegou o cavaleiro vestido e armado de ponto em branco. Receberam-no com todos os respeitos, como era costume, e levaram-no para a sala de jantar. Mal entrou e viu os garfos e facas postos em cruz deu um berro que atormentou tudo; A parede da casa abriu-se, e ele, crescendo espantosamente, agarrou Branca-Flor, que se escondia junto da mãe, e saltou para o cavalo que o esperava relinchando, saltando, às upas, num tal furor que todos tinham fugido para longe. Cavalo e cavaleiro começaram a crescer, a crescer, tão altos, tão altos, que nem se ouvia a pobre menina chorando nos braços do padrinho. É escusado dizer quem era ele — nem mais nem menos de que o Demónio! Montado no cavalo Pensamento, como ia, foi um instante enquanto chegou ao inferno, sua morada. E lá não teve Branca-Flor de que se queixar. Era muito bem tratada pelo padrinho e pela mulher (mais fina e mais cruel do que ele), pelas filhas (duas diabitas espertas qual azougue e piores que a peçonha), por todos os ''facanitos'' que são diabos menores, enfim, por todos os habitantes do palácio infernal. Um dia viu ela andar tudo em festa. Vinham cadeiras brilhantes, como se fossem de ouro e pratos, garfos, facas, tudo reluzia que era um deslumbramento. Como criança, que era, ia pegar naquelas coisas bonitas para as ver mais de perto; mas o padrinho corria logo para ela: — Não pegues nisso, olha que te queimai, não vês que tudo é de fogo?! — De fogo, meu padrinho?! Então o padrinho não se queima? — Não, eu não me queimo, porque sou também fogo. Tu é que ficavas perdida. Mal sabes tu para quem é isto tudo!... E, dizendo isto, ia brincando com as facas e os garfos e os pratos como no circo um chinês joga com navalhas reluzentes. — Ó meu padrinho, então para quem é a festa?! Eu conheço?... — Conheces, sim. É para a avarenta da tua madrinha. — Ai, meu padrinho, coitada dela! Então não há meio de se salvar?... — Há só um. A única acção boa que fez na sua vida foi ser tua madrinha; por ela se poderia salvar; se tu pedisses numa oração que eu sei. Branca-Flor, que era muito boa, já não largou o Demónio sem ele lha ensinar. Era um martírio para a pobre menina saber que alguém sofria, e que ela podia remediar o mal e não sabia como! Tanto pediu, tanto pediu, que o padrinho lha ensinou, dizendo-lhe que a não repetisse, porque a madrinha não merecia, que a deixasse sofrer pela sua vida avarenta. Branca-Flor não o entendeu assim, e logo que a alma apareceu, chorando o seu feio pecado, pedindo misericórdia, ela disse a oração: — Valha-lhe o Santo Nome de Jesus. Filho de Deus vivo! Virgem Maria seja comigo! Arredai ''facanitos'' e diabos maiorais, Que esta alma não sofre mais. &nbsp; Logo tudo se afastou, e a alma foi-se fazendo branca, branca como luar, e a subir, a subir para o céu, ia sorrindo à menina caridosa, que assim a salvara das penas eternas, pela única acção boa que na vida fizera. <div style="text-align: center; line-height: 1.1; margin: 1.5em 0;"> &#42;<br> &#42;&nbsp;&#42; </div> Havia nesse tempo um rei, que tinha um filho muito jogador. O Príncipe D. Pedro era muito bonito, muito esperto e muito bom; mas tinha aquele grande defeito, que era uma desconsolação para o pai. Em se lhe falando em jogo, perdia a cabeça e não havia tolice que não fizesse. Um dia, pediu ao pai um saco de dinheiro e foi pelo Mundo jogar. Ganhava sempre, e tanto, que ninguém queria jogar com ele. Desconsolado, foi o Príncipe andando até que um dia encontrou o Demónio e começou uma partida com ele. Mas aqui já o caso mudava de figura: tudo quanto jogasse, tudo perdia! As cartas de valor desapareciam-lhe das mãos, sem ele saber como nem mesmo dar por isso. Desesperado, jogava cada vez mais. Até que ficou de todo vazio o saco. — E agora (disse o Demónio) que jogas? — Agora já não tenho nada. — Tens a tua alma; se a quiseres jogar contra este dinheiro todo, eu aceito. O Príncipe ainda hesitava; mas a paixão do jogo é tão violenta, que já de si se pode considerar um tormento do inferno. Aceitou — e perdeu, é claro. — E agora (tornou o Demónio) hás-de vir ter comigo à cidade de Bijo-ó-bijo, ''ao palácio onde irás e não virás.'' — E quem me ensina o caminho? — Vai perguntando sempre, sempre, que eu não te posso levar. Desapareceu o Demónio, e o Príncipe foi andando o seu caminho, mais triste do que a noite. Arrependido do que fizera, ia lamentando a sorte que lhe dera um tão horrível vício. Se ele pudesse voltar com a palavra atrás, nunca mais tornaria a pegar em cartas. E, como ia andando sem encontrar ninguém a quem perguntar por seu caminho, dirigiu-se às formigas: — Formigas, vós que andais por toda a parte, podereis dizer-me onde é a cidade de Bijo-ó-bijo, ''o palácio onde irás e não virás?'' — Nós não sabemos, nem nunca ouvimos falar nela. Pergunta às abelhas. Como voam, talvez tenham visto mais. Foi o Príncipe andando até encontrar um enxame de abelhas, que zumbiam, alegremente, voando de flor em flor. — Abelhas, vós que voais por toda a parte, podeis dizer-me onde é a cidade de Bijo-ó-bijo, ''o palácio onde irás e não virás?'' — Nada, nós não sabemos. Nunca ouvimos falar nela. Olha, vai perguntar às aves, que voam mais alto e mais longe. E ele dirigiu-se às aves: — Dizei-me se sabeis onde é a cidade de Bijo-ó-bijo, ''o palácio onde irás e não virás?'' — Não, nós não sabemos; mas vem ali uma águia, que talvez saiba. Chegou a águia, batendo as asas, muito satisfeita. As mais disseram-lhe: — Donde vens tu? — Venho da cidade de Bijo-ó-bijo, ''do palácio onde irás e não virás''. Vão lá grandes festas, porque esperam um Príncipe, que deve ir já em viagem. — Pois olha, ele aí está a perguntar o caminho. Foi o Príncipe ter com a águia, que lhe disse: — Eu levo-te montado nas minhas costas, mas hás-de ir buscar o maior boi que encontrares e uma grande pipa cheia de vinho que me prenderás às asas. Quando eu te pedir vinho dás-me carne, e quando pedir carne dás-me vinho. Foi o Príncipe arranjar tudo. E a águia, depois de carregada e com o Príncipe montado, abriu as asas e voou, voou pelos espaços fora. Palácios, cidades, mares, países estranhos, de árvores e animais nunca vistos, passavam, como num sonho, debaixo dos olhos maravilhados do Príncipe. E a águia ia comendo e bebendo, até que por fim o Príncipe lhe disse que nada havia já. Então começou a águia a descer vertiginosamente, vindo pousar numa praia deserta onde deixou o Príncipe. Este, mal se viu ali, olhou para todos os lados e ficou muito triste por se ver abandonado naquela solidão. De repente vê ao pé de si uma Senhora muito doce e linda. Era Nossa Senhora, que também consolara Branca-Flor no dia em que ela tinha de ser entregue ao Demónio. Dirigiu-se a sorrir para o Príncipe dizendo-lhe: — Não estejas triste. Ainda podes salvar-te. Em breve aqui virão três meninas tomar banho. À última que entrar na água, que será também a última a sair, tira-lhe o fato e não lho dês senão quando ela te prometer ser boa para ti. A Senhora foi-se embora e o Príncipe ficou mais animado. Daí a pouco viu chegar três meninas; a que vinha atrás, e era a mais bonita de todas, foi a última que entrou na água. O Príncipe, sem que elas o vissem, escondeu-lhe o fato. As outras duas sairam, vestiram-se e foram-se embora, e ela quando quis fazer o mesmo não tinha que vestir. D. Pedro apareceu então dizendo que lhe daria o fato se pro metesse protegê-lo. — De boa vontade, respondeu Branca-Flor, pois era ela, e o seu coração estava sempre disposto a fazer bem. E começou por aconselhar: — Vai ter ao palácio e finge sempre que me não conheces. No banquete que irão dar-te verás facas reluzentes e facas muito feias, garfos brilhantes e garfos ferrugentos, cadeiras muito lindas e carunchosos bancos... Não te sirvas de nada que brilhe e seja bonito, porque é fogo em que tocas. Quando te vires aflito, chama por mim. O Príncipe agradeceu muito e ficou encantado com a menina. Meteu-se pelo caminho que ela lhe ensinou e foi ter ao palácio ''onde irás e não virás''. Lá o esperava o Demónio e toda a sua corte em festa. Apresentaram-lhe um grande jantar e ele, seguindo o conselho de Branca-Flor, só tocou no que não brilhava, coisa que bastante admirou o Demónio e seus diabos todos. No fim de jantar, aquele chamou o Príncipe e disse-lhe: — Aqui tens esta cepa; vai plantá-la no campo que além vês e hás-de trazer-me para a ceia um pichel de vinho da uva que ela der. Se não fizeres isto, morrerás. D. Pedro foi para o monte muito aflito e espantado com tal ordem. Como poderia fazer sòmente que a videira pegasse?! Sentou-se muito triste, clamando: — Valha-me aqui Branca-Flor! Veio ela imediatamente e perguntou o que desejava. — Foi o Demónio que, sob pena de morte, me mandou levar-lhe para a ceia vinho produzido por esta cepa! E mostrava uma raiz torcida e feia, com toda a aparência de seca. Sorrindo, respondeu a menina: — Não te aflijas. Deita a cabeça no meu regaço e dorme. Logo que ele adormeceu, vieram homens plantar a cepa, que logo se cobriu de folha, flor e fruto. Vindimaram, pisaram e fizeram um vinho lindo de ver e delicioso de beber. Então Branca-Flor acordou o Príncipe e entregou-lhe um pichel de vinho, que ele levou, maravilhado. E o Demónio, desconfiando: — Ou tu estiveste com Branca-Flor ou Branca-Flor contigo! Resposta, pronta, do Príncipe: — Nem eu com Branca-Flor, nem Branca-Flor comigo. O Demónio mandou-o deitar e ao outro dia logo de manhã deu-lhe três grãos de trigo, dizendo: — Vai semear estes grãos e ainda hoje me hás-de trazer o pão cozido para o meu jantar. Se isto não fizeres, morrerás. D. Pedro foi ao campo e chamou: — Valha-me aqui Branca-Flor! E logo ela apareceu, perguntando: — Então que temos agora? — Agora manda-me semear, colher, moer, amassar e levar-lhe pão para o jantar, destes grãozitos de trigo! — Descansa, dorme como ontem, que tudo se há-de arranjar. Logo que ele fechou os olhos, atirou com os grãos à terra, nasceu uma linda seara muito verde, que logo amadureceu, vindo muitos homens ceifá-la, malhar e moer o trigo. Fizeram dois pães, que a menina entregou a D. Pedro, cada vez mais agradecido e maravilhado. À hora do jantar lá estava ele com os pães. O Demónio torceu o nariz: — Ou tu estiveste com Branca-Flor ou Branca-Flor contigo. E o Príncipe: — Nem eu com Branca-Flor, nem Branca-Flor comigo. Mandou-o deitar, e ao outro dia disse-lhe: — Prepara-te, que hás-de ir ao fundo do mar buscar um anel que lá perdeu o bisavô do teu bisavô. Se não o trouxeres, morrerás. Foi D. Pedro para a praia e começou a chorar. Ele não tinha razão de se afligir, pois que a menina tudo remediava, mas esta ordem parecia-lhe de tal dificuldade que não contava já com a vida. Muito triste, chamou: — Valha-me aqui Branca-Flor! Apareceu logo Branca-Flor e depois de o ouvir sossegou-o. Arranjou um alguidar, um garrafão e uma faca e mandou ao Príncipe que a cortasse aos bocados sobre aquele alguidar, que a metesse no garrafão e que a deitasse ao mar, ficando ele na praia sentado num banco a tocar viola, até o garrafão vir ao lume da água. — Mas tem cautela! Não deixes cair nenhum sangue fora do alguidar e não deixes de tocar enquanto eu estiver debaixo da água, senão corro grande risco. O Príncipe de maneira nenhuma queria obedecer-lhe mas Branca-Flor afiançou-lhe que era para bem de ambos e começou ela mesma a cortar os pés. Em vista disto, o Príncipe fez tudo que ela mandou. Depois atirou o garrafão às ondas e esperou-o, começando a tocar mas, porque se demorasse muito em vira acima, adormeceu, de cansado. Estava a dormir profundamente quando o garrafão surgiu. Levantou-se uma onda, que lhe veiu molhar os pés, e o Príncipe não acordou. Torna o garrafão a ir ao fundo e a voltar ao cimo, e o Príncipe, a dormir, nada via. Levantou-se outra onda e veio tocar-lhe o corpo e ele não acordou. Terceira vez foi o garrafão ao fundo e veio acima, levantando-se então uma onda que lhe beijou a face. Só então acordou sobressaltado e com a aflição de ter feito a desgraça da sua amiga. Agarrou o garrafão e deitou os pedaços do corpo no alguidar, ficando logo a menina tal qual era antes, menos a ponta do dedo mínimo, porque uma gota de sangue tinha caído fora. Disse ela ao Príncipe: — Se não acordasses à terceira vez que vim à tona de água, morreríamos ambos. Pediu-lhe o Príncipe muito perdão e abraçaram-se felizes por terem escapado à morte daquela vez. Deu-lhe Branca-Flor o anel para entregar ao Demónio, e com um bocadinho de cera arranjaram o dedo de que lhe faltava a pontinha. Quando D. Pedro entregou o anel ao Demónio, ele exclamou furioso: — Ou tu estiveste com Branca-Flor ou Branca-Flor contigo! — Nem eu com Branca-Flor, nem Branca-Flor comigo. — Bem, vai deitar-te e amanhã falaremos. Ao outro dia chamou-o. — Hás-de ir amansar a mula que aí tenho. É alguma coisa brava e então quero que a ensines. D. Pedro, que nada queria fazer sem consultar Branca-Flor, chamou-a, e ela, depois de o ouvir, disse: — Olha que a mula é o próprio Demónio, a mulher dele o selim, as filhas os estribos, e eu a cabeçada e o freio. Tu levas um chicote bem grosso e bate com quanta força tiveres em tudo, menos na cabeçada e no freio. Quanto mais bateres, melhor, e não te deixes desmontar, senão estás perdido. Daí a pouco apresentou-se pronto para montar. E a mula parecia de todo o sossego. Mas, logo que D. Pedro se firmou no selim não se imagina o que foi! Subia a mula para as fragas, saltava, parava de repente, fazia quanto podia para o desmontar, mas o Príncipe era bom calção e melhor pulso ainda tinha. Com o cabo do chicote deu tanta pancada na mula, no selim e nos estribos que, à noite, quando chegou ao palácio, todos andavam a gemer, menos Branca-Flor. Ao outro dia chamou-o o Demónio e disse-lhe: — Visto que não caiste da mula e tens feito sempre quanto eu tenho mandado, quero-te para genro. E agora mesmo hás-de escolher uma das minhas filhas para casares. Mandou pôr as três raparigas detrás de uma cortina e disse ao Príncipe que escolhesse a que queria, vendo só a mão esquerda de cada uma. D. Pedro conheceu Branca-Flor pela ponta de cera do dedo mínimo e foi a que escolheu. O Demónio estava furioso, mas nada podia dizer, e o Príncipe e a menina ficaram contentíssimos, porque gostavam muito um do outro. No dia seguinte casaram, houve grande festa, grande banquete e depois foram deitar-se. Alta noite chamava o Demónio: — Branca-Flor!... — Senhor!?... — Dorme e descansa. E disse Branca-Flor, muito baixinho, para o Príncipe: — Olha que ele quer-nos matar logo que nos saiba a dormir, e então precisamos de fugir. Vai à estrebaria e encontrarás lá três cavalos: o mais gordo e bonito é o ''Tempo'', não lhe toques porque é tão vagaroso que para nada nos serviria, o segundo é o ''Vento'', e o terceiro, magro e feio, é o ''Pensamento''. Esse é que hás-de trazer. D. Pedro levantou-se de manso e foi à estrebaria, mas vendo o cavalo ''Pensamento'' tão magro e o ''Vento'' muito alegre e bonito, foi este o que trouxe, apesar da recomendação de Branca-Flor. Ela ficou aflita, mas não havia tempo a perder. Levantou-se muito devagarinho, cuspiu na travesseira e partiram. De quando em quando tornava o Demónio: — Branca-Flor!... E o cuspo respondia: — Senhor!?... — Dorme e descansa. Quando o cuspo secou deixou de responder, e então vai o Demónio, com uma grande moca de ferro, bateu sobre a cama até partir tudo. Depois foi deitar-se muito satisfeito, imaginando ter morto o Príncipe e Branca-Flor. De manhã veio a mulher ter com ele aos berros: — que tinham fugido, que não estavam mortos, nem na estrebaria estava o cavalo ''Vento''. Pior ainda que ele e queixosa da pancadaria que levara, não largou o Demónio enquanto ele não montou no cavalo ''Pensamento'' para perseguir os fugitivos. <div style="text-align: center; line-height: 1.1; margin: 1.5em 0;"> &#42;<br> &#42;&nbsp;&#42; </div> O Príncipe e Branca-Flor correram, ou antes, voaram toda a noite e toda amanhã. Já iam bem longe da cidade de Bijo-ó-bijo, ''do palácio onde irás e não virás'', quando viram o Demónio a persegui-los, montado no cavalo ''Pensamento''. Então Branca-Flor tirou do bolso um agulheiro com agulhas e deitou-as para trás. Fez-se logo um pinhal tão espesso que julgou o Demónio não poder passar. Deu de rédeas ao cavalo e foi-se embora. — Olha, mulher, não os encontrei, nem pude atravessar um pinhal que se pôs diante de mim — disse ele ao voltar a casa. A mulher que por magia tudo vira a distância gritou-lhe: — Ó grande estúpido, olha que foram eles que fizeram isso! Torna lá e hás-de trazê-los. Foi o Demónio persegui-los outra vez. Branca-Flor quando o viu deitou um copo de água para trás. Logo ali se formou um mar tão largo que não ousou o Demónio passá-lo. Voltou, e foi ter com a mulher. — Olha que não os encontrei. Só vi um grande mar, que não atravessei porque eles decerto o não poderiam também ter passado. — Estás cada vez pior, homem! Eles é que fizeram isso e agora até se hão-de rir de ti. Torna lá e hás-de trazê-los. Foi ele outra vez, e, mal Branca-Flor o viu, transformou o cavalo numa horta, a ela própria em hortaliça e o Príncipe em hortelão. Dirigiu-se-lhe o Demónio, gritando: — Olá, ó amigo, não viu por aqui passar um homem e uma mulher a cavalo? — As couves vendem-se, sim senhor! São a vintém e a trinta réis. — Não é isso. É se viu passar por aqui um homem e uma mulher, a cavalo? — Já lhe disse que se vendem. Se as quer, leve-as; se não, deixe-me em paz! — Ó homem, não é isso! E explicava. Mas a resposta era sempre a mesma. Desesperado, foi-se embora. — Mulher, não os encontrei. Perguntei a um hortelão, mas era surdo, não me disse coisa com coisa. — Pois eram eles. Torna lá e hás-de trazê-los. Tornou o Demónio, encontrando muito mais adiante um jardim, que era o cavalo, as flores a Princesa, e o Príncipe o jardineiro. Dirigiu-se a este, a perguntar: — Ó amigo, viu por aqui passar um homem e uma mulher, a cavalo? Respondeu-lhe o jardineiro: — Ando a regar, ando, sim senhor! Está uma calina que não sei como as flores hão-de resistir! — Não é isso, homem! É se viu passar um homem e uma mulher a cavalo? — É verdade, é! Esta seca é uma desgraça, mata as florinhas todas. — Não é isso que eu digo! Veja se me entende. — E repetia. Mas nada conseguiu. Desesperado, foi o Demónio ter com a mulher: — Olha que não os encontrei. Estive com um homem ainda mais bruto que uma porta, e como me não entendia vim-me embora! — Estás cada vez mais estúpido, digo-te eu! Pois não viste que eram eles?! Torna lá e hás-de trazê-lós. — Pois olha que é a última vez; se os não encontrar, não volto lá — respondeu ele, de muito mau humor. Foi e Branca-Flor mal o viu transformou o cavalo numa igreja, a ela em sinos, e o Príncipe em sacristão. Quando o Demónio chegou ao pé da igreja estava o sacristão a tocar desesperadamente. Começou o Demónio a gritar cá de baixo: — Eh lá, ó amigo! Viu por aqui passar um homem e uma mulher a cavalo? E o outro, de cima, a tocar os sinos com toda a força, respondeu: — Sim, senhor, a missa vai começar. Já o Senhor Cura se está a vestir. E o Demónio : — Não é isso que eu digo! É se viu por aqui passar um homem e uma mulher a cavalo? — Já lhe disse que vai começar a missa! Se quer entrar, entre; se não quer entrar, deixe-me em paz! Desesperado, foi-se o Demónio embora, e, logo que chegou ao palácio ''onde irás e não virás'', disse à mulher: — Não os vi, nem me deram novas deles. Perguntei a um sacristão, mas com o barulho dos sinos não percebeu nada. — Eram eles mesmos! — Pois acabou-se. Que vão em paz, que eu é que não estou para mais correrias! E, por mais que a mulher pregasse, ele é que não esteve para mais. <div style="text-align: center; line-height: 1.1; margin: 1.5em 0;"> &#42;<br> &#42;&nbsp;&#42; </div> Logo que se viu perto do seu Reino, disse o Príncipe a Branca-Flor que por ele esperasse ali; que ele ia buscar carruagens, vestidos e toda a sua corte, para ela ser recebida como merecia pois agora era sua mulher, só para ele Branca-Flor e para todos a Princesa Guiomar. — Vai — respondeu a Princesa — mas tem cautela; não te deixes abraçar por ninguém, senão esqueces-te de mim sete anos. Despediram-se com muitas lágrimas e tristezas e ele partiu. Quando chegou à corte os pais iam morrendo quase de alegria. Há muito havia o Príncipe desaparecido, sem ninguém dar novas dele. Filho único e herdeiro do trono, todo o povo chorava com os pais o futuro Rei. Por isso, quando o viram chegar são e salvo, o entusiasmo foi tão grande, houve tantas festas, que já ninguém se entendia na grande capital. Todos o queriam abraçar, mas o Príncipe pedia que não o fizessem. De maneira nenhuma queria esquecer quem tanto bem lhe tinha feito. Mas, como estivesse cansado de tantas festas, sentou-se num banco do jardim. De repente sentiu-se abraçado pelas costas, deu um grito e de nada mais se lembrou. Foi a boa da sua bisavó, que era já muito velhinha e mal se podia mexer. Desde que ele deixara o Reino a velha Rainha nunca mais saira do seu antigo palácio onde vivia entre damas e cortezãos, tão velhos como ela, rodeada de coisas antigas, recordando factos que presenceara e tão remotos que só nos livros se poderiam saber. O bisneto era a pessoa que mais amava no Mundo, por isso, logo que soube da sua chegada, não quis esperar que ele a fosse ver. Quis ir ela visitá-lo e abraçá-lo, causando assim muito mal à pobre Princesa Guiomar. Sete anos se passaram sem que jamais o Príncipe se lembrasse da sua vida antiga. Ao fim desses sete anos foi a uma grande caçada, como era costume de todos os Reis, Príncipes e Cavaleiros. Andando em montaria a perseguir um veado afastou-se dos cavaleiros que mais de perto o acompanhavam. Foi correndo, correndo, numa galopada doida, e quanto mais corria mais o veado fugia sem se mostrar cansado e olhando para trás a ver se era seguido. Assim foram correndo até chegar a um bosque muito espesso. Ai, como o cavalo não podia continuar por não ter caminho nem atalho, o Príncipe apeou-se e foi seguindo o veado, que também ia mais devagar. Numa clareira do bosque havia uma cabaninha. O Príncipe já muito fatigado, sentou-se ali, e então viu uma menina muito formosa e ricamente vestida, que ia passando com um porco espinho preso por um cordão de seda. E tocando-lhe com uma varinha dizia: <div style="text-align: center; margin: 1.5em 0;"> <poem> «Anda, anda, porco espinho nunca te esqueças de andar, — como o Príncipe D. Pedro se esqueceu de Guiomar» </poem> </div> Mal ouviu isto, lembrou-se o Príncipe de tudo. Correu para a menina, abraçaram-se e ficaram contentíssimos. O porco-espinho transformou-se no cavalo ''Vento''. Nele montaram os dois e foram ter com os outros caçadores. Mas ainda tiveram que andar um par de léguas porque, perseguindo o milagroso veado, o Príncipe andara muito, sem dar por isso. Depois foram todos para o Palácio. Os velhos Reis ficaram muito contentes quando viram Branca-Flor e souberam tudo quanto ela tinha feito para salvação do Príncipe seu filho. Fizeram-se grandes festas, que duraram uns poucos de meses. O povo ficou encantado com a linda e santa Princesa, que viera de mais longe que as terras do fim do Mundo, da cidade e palácio do mal que vencera por sua bondade. 4wy30muwgu0sl0f1ns97t2ixj2yqp9q 559428 559208 2026-08-19T20:10:46Z Mt516 43586 559428 wikitext text/x-wiki {{navegar | título = [[../]] | autor = Ana de Castro Osório | tradutor = | seção = Branca-Flor | anterior = [[../O coelho branco/]] | posterior = [[../História do Príncipe encantado no palácio de ferro no reino da escuridão/|História do Príncipe encantado no palácio de ferro no Reino da Escuridão]] | notas = }} '''<big>BRANCA-FLOR</big>''' ERA uma vez um homem e uma mulher que tinham muitos filhos, tantos que não havia na terra quem quisesse baptizar-lhes uma menina que tiveram por fim. Eram muito pobres, pois o que ganhavam mal chegava para comer, e todos temiam encargos. Ia o homem muito triste pelo caminho fora, a ver se encontrava quem lhe quisesse baptizar a filha, quando de repente lhe apareceu um cavaleiro muito bem vestido, que lhe perguntou a razão da sua tristeza. — Meu senhor, temos uma menina para baptizar, e, como somos muito pobres e temos já muitos filhos, não há quem aceite mais encargos lá na terra. Venho à procura de alguém que me queira fazer essa esmola. — Não te aflijas, homem! Vou eu ser padrinho da menina e nada há-de faltar, mas com a condição de ma entregares em ela tendo doze anos. Ao homenzinho pareceu-lhe uma grande fortuna aquele oferecimento e disse logo que sim, acrescentando: — Falta madrinha, vou ainda procurá-la. — Para madrinha vai convidar a senhora Morgada, que ela aceita. — Isso sim! Já lá fui e ela disse que não! — Vai outra vez e dize-lhe que não é preciso que ela faça despesa alguma, porque o padrinho é que tudo quer pagar. Ficou o homem saltando de contente e foi logo acasa da Morgada, uma avarenta que mais depressa veria alguém morrer de fome do que ela dar cinco réis de esmola! Já era conhecida em todo o país a sua avareza, e por isso ninguém se lhe dirigia para pedir. Mas também não havia quem lhe fizesse o mais pequeno serviço senão por muito bom dinheiro. Foi baptizada a menina e chamou-se Guiomar. O cavaleiro pagava generosamente todas as despesas e nunca na terra se tinha feito uma tão grande festa. Começou a menina a crescer, linda como os amores. Tão bonita era, que a chamavam Branca-Flor, não havendo outra que a igualasse em bondade e beleza. O seu nascimento tinha trazido a felicidade à família, pois ia crescendo em bens, sempre ajudada pelo cavaleiro, que todos os anos aparecia misteriosamente, montado num cavalo que a ninguém mais obedecia. No dia em que Guiomar fazia doze anos, estavam todos em casa muito tristes com a lembrança de que ele a viria buscar, como tinha sido combinado quando se oferecera para padrinho. Ora Branca-Flor era muito devota, e nesse dia, mais que em nenhum outro, ela esteve rezando na igreja. Quando vinha para casa encontrou uma senhora muito linda, que lhe falou com bom modo, perguntando porque estava triste. Contou a menina o que lhe acontecia e a senhora disse-lhe: — que fosse a casa pôr a mesa para o jantar, e que colocasse os garfos e facas em cruz. Aconselhou-a a ter muita paciência, que muitos trabalhos lhe estavam reservados, mas que Deus era com ela; que fizesse sempre o bem que pudesse, porque entre os maus é que é merecimento ser bom. Desapareceu a senhora, e Branca-Flor foi para casa pensando no que tinha ouvido e, já resignada a tudo sofrer com paciência amparada por quem a aconselhava agora e não a abandonaria nunca. À hora marcada chegou o cavaleiro vestido e armado de ponto em branco. Receberam-no com todos os respeitos, como era costume, e levaram-no para a sala de jantar. Mal entrou e viu os garfos e facas postos em cruz deu um berro que atormentou tudo; A parede da casa abriu-se, e ele, crescendo espantosamente, agarrou Branca-Flor, que se escondia junto da mãe, e saltou para o cavalo que o esperava relinchando, saltando, às upas, num tal furor que todos tinham fugido para longe. Cavalo e cavaleiro começaram a crescer, a crescer, tão altos, tão altos, que nem se ouvia a pobre menina chorando nos braços do padrinho. É escusado dizer quem era ele — nem mais nem menos de que o Demónio! Montado no cavalo Pensamento, como ia, foi um instante enquanto chegou ao inferno, sua morada. E lá não teve Branca-Flor de que se queixar. Era muito bem tratada pelo padrinho e pela mulher (mais fina e mais cruel do que ele), pelas filhas (duas diabitas espertas qual azougue e piores que a peçonha), por todos os ''facanitos'' que são diabos menores, enfim, por todos os habitantes do palácio infernal. Um dia viu ela andar tudo em festa. Vinham cadeiras brilhantes, como se fossem de ouro e pratos, garfos, facas, tudo reluzia que era um deslumbramento. Como criança, que era, ia pegar naquelas coisas bonitas para as ver mais de perto; mas o padrinho corria logo para ela: — Não pegues nisso, olha que te queimai, não vês que tudo é de fogo?! — De fogo, meu padrinho?! Então o padrinho não se queima? — Não, eu não me queimo, porque sou também fogo. Tu é que ficavas perdida. Mal sabes tu para quem é isto tudo!... E, dizendo isto, ia brincando com as facas e os garfos e os pratos como no circo um chinês joga com navalhas reluzentes. — Ó meu padrinho, então para quem é a festa?! Eu conheço?... — Conheces, sim. É para a avarenta da tua madrinha. — Ai, meu padrinho, coitada dela! Então não há meio de se salvar?... — Há só um. A única acção boa que fez na sua vida foi ser tua madrinha; por ela se poderia salvar; se tu pedisses numa oração que eu sei. Branca-Flor, que era muito boa, já não largou o Demónio sem ele lha ensinar. Era um martírio para a pobre menina saber que alguém sofria, e que ela podia remediar o mal e não sabia como! Tanto pediu, tanto pediu, que o padrinho lha ensinou, dizendo-lhe que a não repetisse, porque a madrinha não merecia, que a deixasse sofrer pela sua vida avarenta. Branca-Flor não o entendeu assim, e logo que a alma apareceu, chorando o seu feio pecado, pedindo misericórdia, ela disse a oração: — Valha-lhe o Santo Nome de Jesus. Filho de Deus vivo! Virgem Maria seja comigo! Arredai ''facanitos'' e diabos maiorais, Que esta alma não sofre mais. &nbsp; Logo tudo se afastou, e a alma foi-se fazendo branca, branca como luar, e a subir, a subir para o céu, ia sorrindo à menina caridosa, que assim a salvara das penas eternas, pela única acção boa que na vida fizera. <div style="text-align: center; line-height: 1.1; margin: 1.5em 0;"> &#42;<br> &#42;&nbsp;&#42; </div> Havia nesse tempo um rei, que tinha um filho muito jogador. O Príncipe D. Pedro era muito bonito, muito esperto e muito bom; mas tinha aquele grande defeito, que era uma desconsolação para o pai. Em se lhe falando em jogo, perdia a cabeça e não havia tolice que não fizesse. Um dia, pediu ao pai um saco de dinheiro e foi pelo Mundo jogar. Ganhava sempre, e tanto, que ninguém queria jogar com ele. Desconsolado, foi o Príncipe andando até que um dia encontrou o Demónio e começou uma partida com ele. Mas aqui já o caso mudava de figura: tudo quanto jogasse, tudo perdia! As cartas de valor desapareciam-lhe das mãos, sem ele saber como nem mesmo dar por isso. Desesperado, jogava cada vez mais. Até que ficou de todo vazio o saco. — E agora (disse o Demónio) que jogas? — Agora já não tenho nada. — Tens a tua alma; se a quiseres jogar contra este dinheiro todo, eu aceito. O Príncipe ainda hesitava; mas a paixão do jogo é tão violenta, que já de si se pode considerar um tormento do inferno. Aceitou — e perdeu, é claro. — E agora (tornou o Demónio) hás-de vir ter comigo à cidade de Bijo-ó-bijo, ''ao palácio onde irás e não virás.'' — E quem me ensina o caminho? — Vai perguntando sempre, sempre, que eu não te posso levar. Desapareceu o Demónio, e o Príncipe foi andando o seu caminho, mais triste do que a noite. Arrependido do que fizera, ia lamentando a sorte que lhe dera um tão horrível vício. Se ele pudesse voltar com a palavra atrás, nunca mais tornaria a pegar em cartas. E, como ia andando sem encontrar ninguém a quem perguntar por seu caminho, dirigiu-se às formigas: — Formigas, vós que andais por toda a parte, podereis dizer-me onde é a cidade de Bijo-ó-bijo, ''o palácio onde irás e não virás?'' — Nós não sabemos, nem nunca ouvimos falar nela. Pergunta às abelhas. Como voam, talvez tenham visto mais. Foi o Príncipe andando até encontrar um enxame de abelhas, que zumbiam, alegremente, voando de flor em flor. — Abelhas, vós que voais por toda a parte, podeis dizer-me onde é a cidade de Bijo-ó-bijo, ''o palácio onde irás e não virás?'' — Nada, nós não sabemos. Nunca ouvimos falar nela. Olha, vai perguntar às aves, que voam mais alto e mais longe. E ele dirigiu-se às aves: — Dizei-me se sabeis onde é a cidade de Bijo-ó-bijo, ''o palácio onde irás e não virás?'' — Não, nós não sabemos; mas vem ali uma águia, que talvez saiba. Chegou a águia, batendo as asas, muito satisfeita. As mais disseram-lhe: — Donde vens tu? — Venho da cidade de Bijo-ó-bijo, ''do palácio onde irás e não virás''. Vão lá grandes festas, porque esperam um Príncipe, que deve ir já em viagem. — Pois olha, ele aí está a perguntar o caminho. Foi o Príncipe ter com a águia, que lhe disse: — Eu levo-te montado nas minhas costas, mas hás-de ir buscar o maior boi que encontrares e uma grande pipa cheia de vinho que me prenderás às asas. Quando eu te pedir vinho dás-me carne, e quando pedir carne dás-me vinho. Foi o Príncipe arranjar tudo. E a águia, depois de carregada e com o Príncipe montado, abriu as asas e voou, voou pelos espaços fora. Palácios, cidades, mares, países estranhos, de árvores e animais nunca vistos, passavam, como num sonho, debaixo dos olhos maravilhados do Príncipe. E a águia ia comendo e bebendo, até que por fim o Príncipe lhe disse que nada havia já. Então começou a águia a descer vertiginosamente, vindo pousar numa praia deserta onde deixou o Príncipe. Este, mal se viu ali, olhou para todos os lados e ficou muito triste por se ver abandonado naquela solidão. De repente vê ao pé de si uma Senhora muito doce e linda. Era Nossa Senhora, que também consolara Branca-Flor no dia em que ela tinha de ser entregue ao Demónio. Dirigiu-se a sorrir para o Príncipe dizendo-lhe: — Não estejas triste. Ainda podes salvar-te. Em breve aqui virão três meninas tomar banho. À última que entrar na água, que será também a última a sair, tira-lhe o fato e não lho dês senão quando ela te prometer ser boa para ti. A Senhora foi-se embora e o Príncipe ficou mais animado. Daí a pouco viu chegar três meninas; a que vinha atrás, e era a mais bonita de todas, foi a última que entrou na água. O Príncipe, sem que elas o vissem, escondeu-lhe o fato. As outras duas sairam, vestiram-se e foram-se embora, e ela quando quis fazer o mesmo não tinha que vestir. D. Pedro apareceu então dizendo que lhe daria o fato se pro metesse protegê-lo. — De boa vontade, respondeu Branca-Flor, pois era ela, e o seu coração estava sempre disposto a fazer bem. E começou por aconselhar: — Vai ter ao palácio e finge sempre que me não conheces. No banquete que irão dar-te verás facas reluzentes e facas muito feias, garfos brilhantes e garfos ferrugentos, cadeiras muito lindas e carunchosos bancos... Não te sirvas de nada que brilhe e seja bonito, porque é fogo em que tocas. Quando te vires aflito, chama por mim. O Príncipe agradeceu muito e ficou encantado com a menina. Meteu-se pelo caminho que ela lhe ensinou e foi ter ao palácio ''onde irás e não virás''. Lá o esperava o Demónio e toda a sua corte em festa. Apresentaram-lhe um grande jantar e ele, seguindo o conselho de Branca-Flor, só tocou no que não brilhava, coisa que bastante admirou o Demónio e seus diabos todos. No fim de jantar, aquele chamou o Príncipe e disse-lhe: — Aqui tens esta cepa; vai plantá-la no campo que além vês e hás-de trazer-me para a ceia um pichel de vinho da uva que ela der. Se não fizeres isto, morrerás. D. Pedro foi para o monte muito aflito e espantado com tal ordem. Como poderia fazer sòmente que a videira pegasse?! Sentou-se muito triste, clamando: — Valha-me aqui Branca-Flor! Veio ela imediatamente e perguntou o que desejava. — Foi o Demónio que, sob pena de morte, me mandou levar-lhe para a ceia vinho produzido por esta cepa! E mostrava uma raiz torcida e feia, com toda a aparência de seca. Sorrindo, respondeu a menina: — Não te aflijas. Deita a cabeça no meu regaço e dorme. Logo que ele adormeceu, vieram homens plantar a cepa, que logo se cobriu de folha, flor e fruto. Vindimaram, pisaram e fizeram um vinho lindo de ver e delicioso de beber. Então Branca-Flor acordou o Príncipe e entregou-lhe um pichel de vinho, que ele levou, maravilhado. E o Demónio, desconfiando: — Ou tu estiveste com Branca-Flor ou Branca-Flor contigo! Resposta, pronta, do Príncipe: — Nem eu com Branca-Flor, nem Branca-Flor comigo. O Demónio mandou-o deitar e ao outro dia logo de manhã deu-lhe três grãos de trigo, dizendo: — Vai semear estes grãos e ainda hoje me hás-de trazer o pão cozido para o meu jantar. Se isto não fizeres, morrerás. D. Pedro foi ao campo e chamou: — Valha-me aqui Branca-Flor! E logo ela apareceu, perguntando: — Então que temos agora? — Agora manda-me semear, colher, moer, amassar e levar-lhe pão para o jantar, destes grãozitos de trigo! — Descansa, dorme como ontem, que tudo se há-de arranjar. Logo que ele fechou os olhos, atirou com os grãos à terra, nasceu uma linda seara muito verde, que logo amadureceu, vindo muitos homens ceifá-la, malhar e moer o trigo. Fizeram dois pães, que a menina entregou a D. Pedro, cada vez mais agradecido e maravilhado. À hora do jantar lá estava ele com os pães. O Demónio torceu o nariz: — Ou tu estiveste com Branca-Flor ou Branca-Flor contigo. E o Príncipe: — Nem eu com Branca-Flor, nem Branca-Flor comigo. Mandou-o deitar, e ao outro dia disse-lhe: — Prepara-te, que hás-de ir ao fundo do mar buscar um anel que lá perdeu o bisavô do teu bisavô. Se não o trouxeres, morrerás. Foi D. Pedro para a praia e começou a chorar. Ele não tinha razão de se afligir, pois que a menina tudo remediava, mas esta ordem parecia-lhe de tal dificuldade que não contava já com a vida. Muito triste, chamou: — Valha-me aqui Branca-Flor! Apareceu logo Branca-Flor e depois de o ouvir sossegou-o. Arranjou um alguidar, um garrafão e uma faca e mandou ao Príncipe que a cortasse aos bocados sobre aquele alguidar, que a metesse no garrafão e que a deitasse ao mar, ficando ele na praia sentado num banco a tocar viola, até o garrafão vir ao lume da água. — Mas tem cautela! Não deixes cair nenhum sangue fora do alguidar e não deixes de tocar enquanto eu estiver debaixo da água, senão corro grande risco. O Príncipe de maneira nenhuma queria obedecer-lhe mas Branca-Flor afiançou-lhe que era para bem de ambos e começou ela mesma a cortar os pés. Em vista disto, o Príncipe fez tudo que ela mandou. Depois atirou o garrafão às ondas e esperou-o, começando a tocar mas, porque se demorasse muito em vira acima, adormeceu, de cansado. Estava a dormir profundamente quando o garrafão surgiu. Levantou-se uma onda, que lhe veiu molhar os pés, e o Príncipe não acordou. Torna o garrafão a ir ao fundo e a voltar ao cimo, e o Príncipe, a dormir, nada via. Levantou-se outra onda e veio tocar-lhe o corpo e ele não acordou. Terceira vez foi o garrafão ao fundo e veio acima, levantando-se então uma onda que lhe beijou a face. Só então acordou sobressaltado e com a aflição de ter feito a desgraça da sua amiga. Agarrou o garrafão e deitou os pedaços do corpo no alguidar, ficando logo a menina tal qual era antes, menos a ponta do dedo mínimo, porque uma gota de sangue tinha caído fora. Disse ela ao Príncipe: — Se não acordasses à terceira vez que vim à tona de água, morreríamos ambos. Pediu-lhe o Príncipe muito perdão e abraçaram-se felizes por terem escapado à morte daquela vez. Deu-lhe Branca-Flor o anel para entregar ao Demónio, e com um bocadinho de cera arranjaram o dedo de que lhe faltava a pontinha. Quando D. Pedro entregou o anel ao Demónio, ele exclamou furioso: — Ou tu estiveste com Branca-Flor ou Branca-Flor contigo! — Nem eu com Branca-Flor, nem Branca-Flor comigo. — Bem, vai deitar-te e amanhã falaremos. Ao outro dia chamou-o. — Hás-de ir amansar a mula que aí tenho. É alguma coisa brava e então quero que a ensines. D. Pedro, que nada queria fazer sem consultar Branca-Flor, chamou-a, e ela, depois de o ouvir, disse: — Olha que a mula é o próprio Demónio, a mulher dele o selim, as filhas os estribos, e eu a cabeçada e o freio. Tu levas um chicote bem grosso e bate com quanta força tiveres em tudo, menos na cabeçada e no freio. Quanto mais bateres, melhor, e não te deixes desmontar, senão estás perdido. Daí a pouco apresentou-se pronto para montar. E a mula parecia de todo o sossego. Mas, logo que D. Pedro se firmou no selim não se imagina o que foi! Subia a mula para as fragas, saltava, parava de repente, fazia quanto podia para o desmontar, mas o Príncipe era bom calção e melhor pulso ainda tinha. Com o cabo do chicote deu tanta pancada na mula, no selim e nos estribos que, à noite, quando chegou ao palácio, todos andavam a gemer, menos Branca-Flor. Ao outro dia chamou-o o Demónio e disse-lhe: — Visto que não caiste da mula e tens feito sempre quanto eu tenho mandado, quero-te para genro. E agora mesmo hás-de escolher uma das minhas filhas para casares. Mandou pôr as três raparigas detrás de uma cortina e disse ao Príncipe que escolhesse a que queria, vendo só a mão esquerda de cada uma. D. Pedro conheceu Branca-Flor pela ponta de cera do dedo mínimo e foi a que escolheu. O Demónio estava furioso, mas nada podia dizer, e o Príncipe e a menina ficaram contentíssimos, porque gostavam muito um do outro. No dia seguinte casaram, houve grande festa, grande banquete e depois foram deitar-se. Alta noite chamava o Demónio: — Branca-Flor!... — Senhor!?... — Dorme e descansa. E disse Branca-Flor, muito baixinho, para o Príncipe: — Olha que ele quer-nos matar logo que nos saiba a dormir, e então precisamos de fugir. Vai à estrebaria e encontrarás lá três cavalos: o mais gordo e bonito é o ''Tempo'', não lhe toques porque é tão vagaroso que para nada nos serviria, o segundo é o ''Vento'', e o terceiro, magro e feio, é o ''Pensamento''. Esse é que hás-de trazer. D. Pedro levantou-se de manso e foi à estrebaria, mas vendo o cavalo ''Pensamento'' tão magro e o ''Vento'' muito alegre e bonito, foi este o que trouxe, apesar da recomendação de Branca-Flor. Ela ficou aflita, mas não havia tempo a perder. Levantou-se muito devagarinho, cuspiu na travesseira e partiram. De quando em quando tornava o Demónio: — Branca-Flor!... E o cuspo respondia: — Senhor!?... — Dorme e descansa. Quando o cuspo secou deixou de responder, e então vai o Demónio, com uma grande moca de ferro, bateu sobre a cama até partir tudo. Depois foi deitar-se muito satisfeito, imaginando ter morto o Príncipe e Branca-Flor. De manhã veio a mulher ter com ele aos berros: — que tinham fugido, que não estavam mortos, nem na estrebaria estava o cavalo ''Vento''. Pior ainda que ele e queixosa da pancadaria que levara, não largou o Demónio enquanto ele não montou no cavalo ''Pensamento'' para perseguir os fugitivos. <div style="text-align: center; line-height: 1.1; margin: 1.5em 0;"> &#42;<br> &#42;&nbsp;&#42; </div> O Príncipe e Branca-Flor correram, ou antes, voaram toda a noite e toda amanhã. Já iam bem longe da cidade de Bijo-ó-bijo, ''do palácio onde irás e não virás'', quando viram o Demónio a persegui-los, montado no cavalo ''Pensamento''. Então Branca-Flor tirou do bolso um agulheiro com agulhas e deitou-as para trás. Fez-se logo um pinhal tão espesso que julgou o Demónio não poder passar. Deu de rédeas ao cavalo e foi-se embora. — Olha, mulher, não os encontrei, nem pude atravessar um pinhal que se pôs diante de mim — disse ele ao voltar a casa. A mulher que por magia tudo vira a distância gritou-lhe: — Ó grande estúpido, olha que foram eles que fizeram isso! Torna lá e hás-de trazê-los. Foi o Demónio persegui-los outra vez. Branca-Flor quando o viu deitou um copo de água para trás. Logo ali se formou um mar tão largo que não ousou o Demónio passá-lo. Voltou, e foi ter com a mulher. — Olha que não os encontrei. Só vi um grande mar, que não atravessei porque eles decerto o não poderiam também ter passado. — Estás cada vez pior, homem! Eles é que fizeram isso e agora até se hão-de rir de ti. Torna lá e hás-de trazê-los. Foi ele outra vez, e, mal Branca-Flor o viu, transformou o cavalo numa horta, a ela própria em hortaliça e o Príncipe em hortelão. Dirigiu-se-lhe o Demónio, gritando: — Olá, ó amigo, não viu por aqui passar um homem e uma mulher a cavalo? — As couves vendem-se, sim senhor! São a vintém e a trinta réis. — Não é isso. É se viu passar por aqui um homem e uma mulher, a cavalo? — Já lhe disse que se vendem. Se as quer, leve-as; se não, deixe-me em paz! — Ó homem, não é isso! E explicava. Mas a resposta era sempre a mesma. Desesperado, foi-se embora. — Mulher, não os encontrei. Perguntei a um hortelão, mas era surdo, não me disse coisa com coisa. — Pois eram eles. Torna lá e hás-de trazê-los. Tornou o Demónio, encontrando muito mais adiante um jardim, que era o cavalo, as flores a Princesa, e o Príncipe o jardineiro. Dirigiu-se a este, a perguntar: — Ó amigo, viu por aqui passar um homem e uma mulher, a cavalo? Respondeu-lhe o jardineiro: — Ando a regar, ando, sim senhor! Está uma calina que não sei como as flores hão-de resistir! — Não é isso, homem! É se viu passar um homem e uma mulher a cavalo? — É verdade, é! Esta seca é uma desgraça, mata as florinhas todas. — Não é isso que eu digo! Veja se me entende. — E repetia. Mas nada conseguiu. Desesperado, foi o Demónio ter com a mulher: — Olha que não os encontrei. Estive com um homem ainda mais bruto que uma porta, e como me não entendia vim-me embora! — Estás cada vez mais estúpido, digo-te eu! Pois não viste que eram eles?! Torna lá e hás-de trazê-lós. — Pois olha que é a última vez; se os não encontrar, não volto lá — respondeu ele, de muito mau humor. Foi e Branca-Flor mal o viu transformou o cavalo numa igreja, a ela em sinos, e o Príncipe em sacristão. Quando o Demónio chegou ao pé da igreja estava o sacristão a tocar desesperadamente. Começou o Demónio a gritar cá de baixo: — Eh lá, ó amigo! Viu por aqui passar um homem e uma mulher a cavalo? E o outro, de cima, a tocar os sinos com toda a força, respondeu: — Sim, senhor, a missa vai começar. Já o Senhor Cura se está a vestir. E o Demónio : — Não é isso que eu digo! É se viu por aqui passar um homem e uma mulher a cavalo? — Já lhe disse que vai começar a missa! Se quer entrar, entre; se não quer entrar, deixe-me em paz! Desesperado, foi-se o Demónio embora, e, logo que chegou ao palácio ''onde irás e não virás'', disse à mulher: — Não os vi, nem me deram novas deles. Perguntei a um sacristão, mas com o barulho dos sinos não percebeu nada. — Eram eles mesmos! — Pois acabou-se. Que vão em paz, que eu é que não estou para mais correrias! E, por mais que a mulher pregasse, ele é que não esteve para mais. <div style="text-align: center; line-height: 1.1; margin: 1.5em 0;"> &#42;<br> &#42;&nbsp;&#42; </div> Logo que se viu perto do seu Reino, disse o Príncipe a Branca-Flor que por ele esperasse ali; que ele ia buscar carruagens, vestidos e toda a sua corte, para ela ser recebida como merecia pois agora era sua mulher, só para ele Branca-Flor e para todos a Princesa Guiomar. — Vai — respondeu a Princesa — mas tem cautela; não te deixes abraçar por ninguém, senão esqueces-te de mim sete anos. Despediram-se com muitas lágrimas e tristezas e ele partiu. Quando chegou à corte os pais iam morrendo quase de alegria. Há muito havia o Príncipe desaparecido, sem ninguém dar novas dele. Filho único e herdeiro do trono, todo o povo chorava com os pais o futuro Rei. Por isso, quando o viram chegar são e salvo, o entusiasmo foi tão grande, houve tantas festas, que já ninguém se entendia na grande capital. Todos o queriam abraçar, mas o Príncipe pedia que não o fizessem. De maneira nenhuma queria esquecer quem tanto bem lhe tinha feito. Mas, como estivesse cansado de tantas festas, sentou-se num banco do jardim. De repente sentiu-se abraçado pelas costas, deu um grito e de nada mais se lembrou. Foi a boa da sua bisavó, que era já muito velhinha e mal se podia mexer. Desde que ele deixara o Reino a velha Rainha nunca mais saira do seu antigo palácio onde vivia entre damas e cortezãos, tão velhos como ela, rodeada de coisas antigas, recordando factos que presenceara e tão remotos que só nos livros se poderiam saber. O bisneto era a pessoa que mais amava no Mundo, por isso, logo que soube da sua chegada, não quis esperar que ele a fosse ver. Quis ir ela visitá-lo e abraçá-lo, causando assim muito mal à pobre Princesa Guiomar. Sete anos se passaram sem que jamais o Príncipe se lembrasse da sua vida antiga. Ao fim desses sete anos foi a uma grande caçada, como era costume de todos os Reis, Príncipes e Cavaleiros. Andando em montaria a perseguir um veado afastou-se dos cavaleiros que mais de perto o acompanhavam. Foi correndo, correndo, numa galopada doida, e quanto mais corria mais o veado fugia sem se mostrar cansado e olhando para trás a ver se era seguido. Assim foram correndo até chegar a um bosque muito espesso. Ai, como o cavalo não podia continuar por não ter caminho nem atalho, o Príncipe apeou-se e foi seguindo o veado, que também ia mais devagar. Numa clareira do bosque havia uma cabaninha. O Príncipe já muito fatigado, sentou-se ali, e então viu uma menina muito formosa e ricamente vestida, que ia passando com um porco espinho preso por um cordão de seda. E tocando-lhe com uma varinha dizia: <div style="text-align: center; margin: 1.5em 0;"> <poem> «Anda, anda, porco espinho nunca te esqueças de andar, — como o Príncipe D. Pedro se esqueceu de Guiomar» </poem> </div> Mal ouviu isto, lembrou-se o Príncipe de tudo. Correu para a menina, abraçaram-se e ficaram contentíssimos. O porco-espinho transformou-se no cavalo ''Vento''. Nele montaram os dois e foram ter com os outros caçadores. Mas ainda tiveram que andar um par de léguas porque, perseguindo o milagroso veado, o Príncipe andara muito, sem dar por isso. Depois foram todos para o Palácio. Os velhos Reis ficaram muito contentes quando viram Branca-Flor e souberam tudo quanto ela tinha feito para salvação do Príncipe seu filho. Fizeram-se grandes festas, que duraram uns poucos de meses. O povo ficou encantado com a linda e santa Princesa, que viera de mais longe que as terras do fim do Mundo, da cidade e palácio do mal que vencera por sua bondade. 9br31sr2lpywlqwcz40xq1larfchgfo Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/5 106 256067 559209 2026-08-19T13:52:32Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ORGANIZADOR AMÉRICO JACOBINA LACOMBE EDITOR-DE-TEXTO CELSO FERREIRA DA CUNHA COLABORADORES ADRIANO DA GAMA KURY ASSISTÊNCIA ESPECIAL AYLA MARTINS CARLOS POTSCH HELCIO MARTINS LEONAM DE AZEREDO PENA MARIA MATTA MACHADO NELSON ROSSI NEWTON DE ALMEIDA RODRIGUES ORLANDO VALVERDE ZULMIRA FARIA ANTONIO HOUAISS 559209 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>ORGANIZADOR AMÉRICO JACOBINA LACOMBE EDITOR-DE-TEXTO CELSO FERREIRA DA CUNHA COLABORADORES ADRIANO DA GAMA KURY ASSISTÊNCIA ESPECIAL AYLA MARTINS CARLOS POTSCH HELCIO MARTINS LEONAM DE AZEREDO PENA MARIA MATTA MACHADO NELSON ROSSI NEWTON DE ALMEIDA RODRIGUES ORLANDO VALVERDE ZULMIRA FARIA ANTONIO HOUAISS<noinclude></noinclude> haw4z1rdm63v321u6lkeoxe8dr023p0 559246 559209 2026-08-19T14:06:05Z Sintegrity 35105 559246 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>ORGANIZADOR AMÉRICO JACOBINA LACOMBE EDITOR-DE-TEXTO CELSO FERREIRA DA CUNHA COLABORADORES ADRIANO DA GAMA KURY ASSISTÊNCIA ESPECIAL AYLA MARTINS CARLOS POTSCH HELCIO MARTINS LEONAM DE AZEREDO PENA MARIA MATTA MACHADO NELSON ROSSI NEWTON DE ALMEIDA RODRIGUES ORLANDO VALVERDE ZULMIRA FARIA ANTONIO HOUAISS<noinclude></noinclude> sjsj5351tfsdqchx5vj3yngkh96nig7 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/6 106 256068 559210 2026-08-19T13:52:43Z Sintegrity 35105 /* Sem texto */ 559210 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="Sintegrity" /></noinclude><noinclude></noinclude> 6f0q6rhr181jot2bysidz9nom5nkpq2 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/7 106 256069 559211 2026-08-19T13:52:59Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ Página em branco criada 559211 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude><noinclude></noinclude> dvkepvndrzdmb225kyxb4hur5okfl8k 559212 559211 2026-08-19T13:53:17Z Sintegrity 35105 559212 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>PREFÁCIO Quis a Fundação Edmundo Bittencourt patrocinar a publica- ção de uma obra significativa da nossa cultura. A Enciclopédia Bra- sileira de Alarico Silveira pareceu o mais indicada. Não foi somente a categoria do trabalho que determinou a preferência, mas o próprio objelo da obra, fruto de um incansável esforço por um melhor conhe- cimento do Brasil, esforço que estaria provavelmente perdido como um dos mais tristes episódios da nossa história cultural, não fora a corajosa e patriótica iniciativa da Fundação. A simplicidade e a modéstia com que ALARICO SILVEIRA reuniu o material para essa obra criaram em torno dela uma atmosfera de respeito, mas poucos saberão o significado real de 'seu trabalho. Como tudo que sala da pena do autor, a Enciclopédia era antes de mais nada uma obra de honestidade. O que ela significava acima de tudo era uma vida inteira de dedicação sem retórica, sem ênfase, mas sin- cera e tenaz pela terra. A vida e a obra de ALARICO SILVEIRA confundem-se assim. Sem uma não se compreenderá a outra. - - Poucos homens encararam a existência com a simplicidade e a retidão de ALARICO SILVEIRA. Percorreu as etapas da carreira que as suas qualidades lhe abriram sem ceder jamais à vaidade ou à am- bição. No desempenho de altas funções administrativas e judiciá rias, não inspirava aos que dele se aproximavam o mais longinquo constrangimento. Cercasa-o um halo de simpatia comunicativa, de cordialidade espontânea, ainda que contidas na formação auslera e um tanto timida dos velhos paulistas. Sábio conhecedor de tantoa setores das coisas do Brasil, dava sempre a impressão de que era êle que estava aprendendo, tal a simplicidade e sinceridade com que tro- cava idéias com qualquer humilde, cuja convivência alida sempre pre- feriu à dos semiletrados. Nascido na capital de São Paulo em 11 de janeiro de 1878, descendia de velho tronco bandeirante. L'm dos seus antepassados foi o famoso Carlos Pedroso da Silveira, grande figura da era dos seis-<noinclude></noinclude> laczpj1tloaufg9o45ak72sbrgv1wqo 559249 559212 2026-08-19T14:10:42Z Sintegrity 35105 559249 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude><big>PREFÁCIO</big> Quis a Fundação Edmundo Bittencourt patrocinar a publica- ção de uma obra significativa da nossa cultura. A Enciclopédia Bra- sileira de Alarico Silveira pareceu a mais indicada. Não foi somente a categoria do trabalho que determinou a preferência, mas o próprio objetlo da obra, fruto de um incansável esforço por um melhor conhe- cimento do Brasil, esforço que estaria provavelmente perdido como um dos mais tristes episódios da nossa história cultural, não fora a corajosa e patriótica iniciativa da Fundação. A simplicidade e a modéstia com que ALARICO SILVEIRA reuniu o material para essa obra criaram em torno dela uma atmosfera de respeito, mas poucos saberão o significado real de seu trabalho. Como tudo que saía da pena do autor, a Enciclopédia era antes de mais nada uma obra de honestidade. O que ela significava acima de tudo era uma vida inteira de dedicação sem retórica, sem ênfase, mas sin- cera e tenaz pela terra. A vida e a obra de ALARICO SILVEIRA confundem-se assim. Sem uma não se compreenderá a outra. Poucos homens encararam a existência com a simplicidade e a retidão de ALARICO SILVEIRA. Percorreu as etapas da carreira que as suas qualidades lhe abriram sem ceder jamais à vaidade ou à am- bição. No desempenho de altas funções administrativas e judiciá rias, não inspirava aos que dele se aproximavam o mais longinquo constrangimento. Cercava-o um halo de simpatia comunicativa, de cordialidade espontânea, ainda que contidas na formação austera e um tanto timida dos velhos paulistas. Sábio conhecedor de tantos setores das coisas do Brasil, dava sempre a impressão de que era êle que estava aprendendo, tal a simplicidade e sinceridade com que tro- cava idéias com qualquer humilde, cuja convivência alida sempre pre- feriu à dos semiletrados. Nascido na capital de São Paulo em 11 de janeiro de 1878, descendia de velho tronco bandeirante. Um dos seus antepassados foi o famoso Carlos Pedroso da Silveira, grande figura da era dos seis-<noinclude></noinclude> po8ihronn9bwrblgr61ez5a6wcx91uz 559263 559249 2026-08-19T14:33:32Z Sintegrity 35105 /* Revistas e corrigidas */ 559263 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Sintegrity" /></noinclude><big>PREFÁCIO</big> Quis a Fundação Edmundo Bittencourt patrocinar a publica- ção de uma obra significativa da nossa cultura. A Enciclopédia Bra- sileira de Alarico Silveira pareceu a mais indicada. Não foi somente a categoria do trabalho que determinou a preferência, mas o próprio objetlo da obra, fruto de um incansável esforço por um melhor conhe- cimento do Brasil, esforço que estaria provavelmente perdido como um dos mais tristes episódios da nossa história cultural, não fora a corajosa e patriótica iniciativa da Fundação. A simplicidade e a modéstia com que ALARICO SILVEIRA reuniu o material para essa obra criaram em torno dela uma atmosfera de respeito, mas poucos saberão o significado real de seu trabalho. Como tudo que saía da pena do autor, a Enciclopédia era antes de mais nada uma obra de honestidade. O que ela significava acima de tudo era uma vida inteira de dedicação sem retórica, sem ênfase, mas sin- cera e tenaz pela terra. A vida e a obra de ALARICO SILVEIRA confundem-se assim. Sem uma não se compreenderá a outra. Poucos homens encararam a existência com a simplicidade e a retidão de ALARICO SILVEIRA. Percorreu as etapas da carreira que as suas qualidades lhe abriram sem ceder jamais à vaidade ou à am- bição. No desempenho de altas funções administrativas e judiciá rias, não inspirava aos que dele se aproximavam o mais longinquo constrangimento. Cercava-o um halo de simpatia comunicativa, de cordialidade espontânea, ainda que contidas na formação austera e um tanto timida dos velhos paulistas. Sábio conhecedor de tantos setores das coisas do Brasil, dava sempre a impressão de que era êle que estava aprendendo, tal a simplicidade e sinceridade com que tro- cava idéias com qualquer humilde, cuja convivência alida sempre pre- feriu à dos semiletrados. Nascido na capital de São Paulo em 11 de janeiro de 1878, descendia de velho tronco bandeirante. Um dos seus antepassados foi o famoso Carlos Pedroso da Silveira, grande figura da era dos seis-<noinclude></noinclude> ph468pejzatepltxsod2zqgg3znjvc5 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/8 106 256070 559213 2026-08-19T13:53:32Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: XII centos na história dos descobrimentos auriferos. Era ainda menino quando a familia se mudou para Casa Branca, onde o pai, o advo- gado João, Silveira, se havia fixado. Voltou, mais tarde, à capital, onde, com os irmãos, Valdomiro, Agenor, João e Breno, trabalhou para custear os estudos. Ensinavam em colégios particulares e cola- boravam em jornais. Formado em Direito, começou a peregrinação pelos lugares distantes do Estado, como d... 559213 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XII centos na história dos descobrimentos auriferos. Era ainda menino quando a familia se mudou para Casa Branca, onde o pai, o advo- gado João, Silveira, se havia fixado. Voltou, mais tarde, à capital, onde, com os irmãos, Valdomiro, Agenor, João e Breno, trabalhou para custear os estudos. Ensinavam em colégios particulares e cola- boravam em jornais. Formado em Direito, começou a peregrinação pelos lugares distantes do Estado, como delegado ou promotor. Estére em Casa Branca, onde, em 1895, redigiu o Guanumbi; em São Carlos, Sorocaba, Taubaté, Ituverava e Caconde. Ingressou na policia de carreira e foi delegado em Iguape, Descalvado, Pindamonhagaba e São Carlos. Sendo prefeito da capital Washington Luís, foi chamado inesperadamente a ocupar um posto de grande responsabilidade, no momento em que grassava a terrível epidemia de gripe espanhola, em 1918: a Diretoria de Salubridade Pública. Passando ao governo do Estado foi ainda Washington Luís buscá-lo para secretário do Inte- rior, pasta que naquele tempo abrangia também os assuntos de Edu- cação e Saúde. Realizou então a grande reforma do ensino que tomou o nome de Reforma Washington Luis, ao mesmo tempo que sabia cercar-se de um quadro de técnicos que até hoje constituem grandes nomes de pedagogia brasileira. Era ministro do Tribunal de Contas de São Paulo, quando Washington Luis o chamou a ocupar a Secre- taria da Presidência. Representou o Brasil na Conferência Pan- Americana de Havana em 1928. Por ocasião da crise política de 1929, exonerou-se, aceitando relu- tantemente o cargo de ministro do Supremo Tribunal Militar, onde se revelou um julgador lúcido e adiantado. Foi após entrar em disponi- bilidade naquele alio cargo, até que a morte o colheu em 5 de março de 1948, que ALARICO SILVEIRA se dedicou mais intensamente ao seu trabalho fundamental. Desde moço, ao ocupar as primeiras posições na magistratura, começou êle a ser atraído para esse mundo de riqueza - a fala e a sabedoria popular. Com o correr dos tempos essa curiosidade, frans- formada em pesquisa, foi assumindo uma feição mais sistemática. Surgiram os apontamentos, os cadernos, os indices, finalmente as fichas. A assombrosa deficiência dos glossários e enciclopédias em relação às nossas coisas mais vulgares fazia com que o trabalho se avolumasse impressionantemente. Quando viemos a travar conheci mento com o autor, a obra já constituia uma construção majestosa, Temos ainda nítida na lembrança a impressão que nos causou sua narra-<noinclude></noinclude> fog4cj3tmx1bfqwon59onzb7tx3v6wl 559253 559213 2026-08-19T14:17:22Z Sintegrity 35105 559253 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" />XII</noinclude>centos na história dos descobrimentos auriferos. Era ainda menino quando a familia se mudou para Casa Branca, onde o pai, o advo- gado João Silveira, se havia fixado. Voltou, mais tarde, à capital, onde, com os irmãos, Valdomiro, Agenor, João e Breno, trabalhou para custear os estudos. Ensinavam em colégios particulares e cola- boravam em jornais. Formado em Direito, começou a peregrinação pelos lugares distantes do Estado, como delegado ou promotor. Esteve em Casa Branca, onde, em 1895, redigiu o Guanumbi; em São Carlos, Sorocaba, Taubaté, Ituverava e Caconde. Ingressou na policia de carreira e foi delegado em Iguape, Descalvado, Pindamonhagaba e São Carlos. Sendo prefeito da capital Washington Luís, foi chamado inesperadamente a ocupar um posto de grande responsabilidade, no momento em que grassava a terrível epidemia de gripe espanhola, em 1918: a Diretoria de Salubridade Pública. Passando ao governo do Estado foi ainda Washington Luís buscá-lo para secretário do Inte- rior, pasta que naquele tempo abrangia também os assuntos de Edu- cação e Saúde. Realizou então a grande reforma do ensino que tomou o nome de Reforma Washington Luís, ao mesmo tempo que sabia cercar-se de um quadro de técnicos que até hoje constituem grandes nomes de pedagogia brasileira. Era ministro do Tribunal de Contas de São Paulo, quando Washington Luis o chamou a ocupar a Secre- taria da Presidência. Representou o Brasil na Conferência Pan- Americana de Havana em 1928. Por ocasião da crise política de 1929, exonerou-se, aceitando relu- tantemente o cargo de ministro do Supremo Tribunal Militar, onde se revelou um julgador lúcido e adiantado. Foi após entrar em disponi- bilidade naquele alto cargo, até que a morte o colheu em 5 de março de 1948, que ALARICO SILVEIRA se dedicou mais intensamente ao seu trabalho fundamental. Desde moço, ao ocupar as primeiras posições na magistratura, começou êle a ser atraído para esse mundo de riqueza - a fala e a sabedoria popular. Com o correr dos tempos essa curiosidade, trans- formada em pesquisa, foi assumindo uma feição mais sistemática. Surgiram os apontamentos, os cadernos, os índices, finalmente as fichas. A assombrosa deficiência dos glossários e enciclopédias em relação às nossas coisas mais vulgares fazia com que o trabalho se avolumasse impressionantemente. Quando viemos a travar conheci- mento com o autor, a obra já constituia uma construção majestosa. Temos ainda nítida na lembrança a impressão que nos causou sua narra-<noinclude></noinclude> bs9i2b8fo1s3nvwh0ctrs3l0a7iaeo0 559254 559253 2026-08-19T14:17:32Z Sintegrity 35105 /* Revistas e corrigidas */ 559254 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Sintegrity" />XII</noinclude>centos na história dos descobrimentos auriferos. Era ainda menino quando a familia se mudou para Casa Branca, onde o pai, o advo- gado João Silveira, se havia fixado. Voltou, mais tarde, à capital, onde, com os irmãos, Valdomiro, Agenor, João e Breno, trabalhou para custear os estudos. Ensinavam em colégios particulares e cola- boravam em jornais. Formado em Direito, começou a peregrinação pelos lugares distantes do Estado, como delegado ou promotor. Esteve em Casa Branca, onde, em 1895, redigiu o Guanumbi; em São Carlos, Sorocaba, Taubaté, Ituverava e Caconde. Ingressou na policia de carreira e foi delegado em Iguape, Descalvado, Pindamonhagaba e São Carlos. Sendo prefeito da capital Washington Luís, foi chamado inesperadamente a ocupar um posto de grande responsabilidade, no momento em que grassava a terrível epidemia de gripe espanhola, em 1918: a Diretoria de Salubridade Pública. Passando ao governo do Estado foi ainda Washington Luís buscá-lo para secretário do Inte- rior, pasta que naquele tempo abrangia também os assuntos de Edu- cação e Saúde. Realizou então a grande reforma do ensino que tomou o nome de Reforma Washington Luís, ao mesmo tempo que sabia cercar-se de um quadro de técnicos que até hoje constituem grandes nomes de pedagogia brasileira. Era ministro do Tribunal de Contas de São Paulo, quando Washington Luis o chamou a ocupar a Secre- taria da Presidência. Representou o Brasil na Conferência Pan- Americana de Havana em 1928. Por ocasião da crise política de 1929, exonerou-se, aceitando relu- tantemente o cargo de ministro do Supremo Tribunal Militar, onde se revelou um julgador lúcido e adiantado. Foi após entrar em disponi- bilidade naquele alto cargo, até que a morte o colheu em 5 de março de 1948, que ALARICO SILVEIRA se dedicou mais intensamente ao seu trabalho fundamental. Desde moço, ao ocupar as primeiras posições na magistratura, começou êle a ser atraído para esse mundo de riqueza - a fala e a sabedoria popular. Com o correr dos tempos essa curiosidade, trans- formada em pesquisa, foi assumindo uma feição mais sistemática. Surgiram os apontamentos, os cadernos, os índices, finalmente as fichas. A assombrosa deficiência dos glossários e enciclopédias em relação às nossas coisas mais vulgares fazia com que o trabalho se avolumasse impressionantemente. Quando viemos a travar conheci- mento com o autor, a obra já constituia uma construção majestosa. Temos ainda nítida na lembrança a impressão que nos causou sua narra-<noinclude></noinclude> cfmzf4gsquddwphrsrbylzmk5xinyv8 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/9 106 256071 559214 2026-08-19T13:53:57Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: tiva do encontro de alguns achados verbais de cerla região mineira que não tinham semelhança com qualquer outro ponto do Brasil. Seu trabalho era ainda feito de entusiasmo, no sentido etimológico do termo, de fé e confiança no ideal, a que sacrificava as escassas horas que lhe deixavam as funções públicas. Foi essa fé que o conduziu à constru- ção obscura e áspera de um dicionário e não a composições literárias para as quais tinha incl... 559214 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>tiva do encontro de alguns achados verbais de cerla região mineira que não tinham semelhança com qualquer outro ponto do Brasil. Seu trabalho era ainda feito de entusiasmo, no sentido etimológico do termo, de fé e confiança no ideal, a que sacrificava as escassas horas que lhe deixavam as funções públicas. Foi essa fé que o conduziu à constru- ção obscura e áspera de um dicionário e não a composições literárias para as quais tinha inclinações tão grandes quanto o irmão, o grande Valdomiro. Fez parte do grupo literário Verde e Amarelo, com Menotti del Picchia, Mola Filho, Ellis Júnior e outros, e foi lider do movimento denominado da Anta, com Cassiano Ricardo, Ribeiro Coulo, Raul Bopp, Plinio Salgado, o pintor Paim, e outros. Alguns ensaios vi- brantes e seguros acham-se dispersos em jornais e revistas (como por exemplo o "Sonho da Raça", de 1927), que revela a solidez dos conhe- cimentos da pré-história brasileira. Nunca foram reunidos em volume. Foi, em certos momentos decisivos, redator-chefe do Correio Paulistano. Mas o dicionário absorveu-lhe todas as forças e nêle se concentraram todas as suas energias. Passou a convergir a atenção sobretudo para a leitura. Era um leitor atento e invencível, dêsses que rebuscam alfar- rabistas dias a fio, em busca de um opúsculo que falta. Leu tudo que The pudesse enriquecer os conhecimentos sobre o Brasil: romances, poemas, viagens, memórias, roteiros, receitas de doces, rezas, bruza- rias, relatórios, partes militares, hagiológios e, acima de tudo, ouviu amorosamente a alma do povo, através da linguagem brasileira autên- tica e numerosa. De todo esse esforço resultou um acervo de cerca de cem mil fichas, todas de seu punho. Não seria possível pensar em publicação por um particular. Foi quando o Ministro da Educação Gustavo Capanema se propós a publicar a obra pelo Instituto Nacional do Livro, como uma contribuição para a futura Enciclopédia Brasileira. Mas o trabalho, tal como se apresentava, não poderia ainda entrar no prelo. Era um ma- terial precioso, mas precisava ser eacoimado, coordenado, uniformizado e finalmente redigido em forma de verbeles para poder ser impresso. Era esse o trabalho em que se empenhava o autor quando a morte o colheu. Somente os primeiros verbetes se achavam redigidos. Todos os demais constitutam o material a ser elaborado. Não dispondo de recur- sos para prosseguir na tarefa, o Instituto Nacional do Livro não pôde dar à estampa a trabalho, que, devolvido à família, ad agora pode XIII<noinclude></noinclude> 0dxi8630pa67qudspurl5zezzfhqtbs 559258 559214 2026-08-19T14:27:31Z Sintegrity 35105 /* Revistas e corrigidas */ 559258 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Sintegrity" />XIII</noinclude>tiva do encontro de alguns achados verbais de certa região mineira que não tinham semelhança com qualquer outro ponto do Brasil. Seu trabalho era ainda feito de entusiasmo, no sentido etimológico do termo, de fé e confiança no ideal, a que sacrificava as escassas horas que lhe deixavam as funções públicas. Foi essa fé que o conduziu à constru- ção obscura e áspera de um dicionário e não a composições literárias para as quais tinha inclinações tão grandes quanto o irmão, o grande Valdomiro. Fez parte do grupo literário Verde e Amarelo, com Menotti del Picchia, Mola Filho, Ellis Júnior e outros, e foi líder do movimento denominado da Anta, com Cassiano Ricardo, Ribeiro Coulo, Raul Bopp, Plinio Salgado, o pintor Paim, e outros. Alguns ensaios vi- brantes e seguros acham-se dispersos em jornais e revistas (como por exemplo o "Sonho da Raça", de 1927), que revela a solidez dos conhe- cimentos da pré-história brasileira. Nunca foram reunidos em volume. Foi, em certos momentos decisivos, redator-chefe do Correio Paulistano. Mas o dicionário absorveu-lhe todas as forças e nêle se concentraram todas as suas energias. Passou a convergir a atenção sobretudo para a leitura. Era um leitor atento e invencível, dêsses que rebuscam alfar- rabistas dias a fio, em busca de um opúsculo que falta. Leu tudo que lhe pudesse enriquecer os conhecimentos sobre o Brasil: romances, poemas, viagens, memórias, roteiros, receitas de doces, rezas, bruxa- rias, relatórios, partes militares, hagiológios e, acima de tudo, ouviu amorosamente a alma do povo, através da linguagem brasileira autên- tica e numerosa. De todo esse esforço resultou um acervo de cerca de cem mil fichas, todas de seu punho. Não seria possível pensar em publicação por um particular. Foi quando o Ministro da Educação Gustavo Capanema se propôs a publicar a obra pelo Instituto Nacional do Livro, como uma contribuição para a futura Enciclopédia Brasileira. Mas o trabalho, tal como se apresentava, não poderia ainda entrar no prelo. Era um ma- terial precioso, mas precisava ser escoimado, coordenado, uniformizado e finalmente redigido em forma de verbeles para poder ser impresso. Era esse o trabalho em que se empenhava o autor quando a morte o colheu. Somente os primeiros verbetes se achavam redigidos. Todos os demais constitutem o material a ser elaborado. Não dispondo de recur- sos para prosseguir na tarefa, o Instituto Nacional do Livro não pôde dar à estampa a trabalho, que, devolvido à família, só agora pode<noinclude></noinclude> my051jngbf0m33rce5ntrvada5jw2dr 559262 559258 2026-08-19T14:33:10Z Sintegrity 35105 559262 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Sintegrity" />XIII</noinclude>tiva do encontro de alguns achados verbais de certa região mineira que não tinham semelhança com qualquer outro ponto do Brasil. Seu trabalho era ainda feito de entusiasmo, no sentido etimológico do termo, de fé e confiança no ideal, a que sacrificava as escassas horas que lhe deixavam as funções públicas. Foi essa fé que o conduziu à constru- ção obscura e áspera de um dicionário e não a composições literárias para as quais tinha inclinações tão grandes quanto o irmão, o grande Valdomiro. Fez parte do grupo literário Verde e Amarelo, com Menotti del Picchia, Mola Filho, Ellis Júnior e outros, e foi líder do movimento denominado da Anta, com Cassiano Ricardo, Ribeiro Coulo, Raul Bopp, Plinio Salgado, o pintor Paim, e outros. Alguns ensaios vi- brantes e seguros acham-se dispersos em jornais e revistas (como por exemplo o "Sonho da Raça", de 1927), que revela a solidez dos conhe- cimentos da pré-história brasileira. Nunca foram reunidos em volume. Foi, em certos momentos decisivos, redator-chefe do Correio Paulistano. Mas o dicionário absorveu-lhe todas as forças e nêle se concentraram todas as suas energias. Passou a convergir a atenção sobretudo para a leitura. Era um leitor atento e invencível, dêsses que rebuscam alfar- rabistas dias a fio, em busca de um opúsculo que falta. Leu tudo que lhe pudesse enriquecer os conhecimentos sobre o Brasil: romances, poemas, viagens, memórias, roteiros, receitas de doces, rezas, bruxa- rias, relatórios, partes militares, hagiológios e, acima de tudo, ouviu amorosamente a alma do povo, através da linguagem brasileira autên- tica e numerosa. De todo êsse esfôrço resultou um acêrvo de cerca de cem mil fichas, todas de seu punho. Não seria possível pensar em publicação por um particular. Foi quando o Ministro da Educação Gustavo Capanema se propôs a publicar a obra pelo Instituto Nacional do Livro, como uma contribuição para a futura Enciclopédia Brasileira. Mas o trabalho, tal como se apresentava, não poderia ainda entrar no prelo. Era um ma- terial precioso, mas precisava ser escoimado, coordenado, uniformizado e finalmente redigido em forma de verbeles para poder ser impresso. Era esse o trabalho em que se empenhava o autor quando a morte o colheu. Somente os primeiros verbetes se achavam redigidos. Todos os demais constitutem o material a ser elaborado. Não dispondo de recur- sos para prosseguir na tarefa, o Instituto Nacional do Livro não pôde dar à estampa a trabalho, que, devolvido à família, só agora pode<noinclude></noinclude> 42wm6m18pdkoa5d0cv43qpi7anl7mai Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/10 106 256072 559215 2026-08-19T13:54:07Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: XIV ser dado ao público por benemerência da Fundação Edmundo Bitten- court, como acima ficou dito, que se incumbiu da revisão, organização e complementação dos originais para sua publicação. Este o trabalho árduo que coube à comissão presidida pelo abaix assinado. As com mil fichas foram divididas em cerca de dez tomo compreendendo 10 mil em cada um. Todas as fichas foram recopia- das, uniformizadas gràficamente, conferidas com os trab... 559215 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XIV ser dado ao público por benemerência da Fundação Edmundo Bitten- court, como acima ficou dito, que se incumbiu da revisão, organização e complementação dos originais para sua publicação. Este o trabalho árduo que coube à comissão presidida pelo abaix assinado. As com mil fichas foram divididas em cerca de dez tomo compreendendo 10 mil em cada um. Todas as fichas foram recopia- das, uniformizadas gràficamente, conferidas com os trabalhos citados. Isto normalmente. Para as de história natural foi preciso ainda acrescentar não somente novas espécies que figuram em publicações mais recentes como aditar os dados resultantes da abundantíssima produção científica aparecida neste último decênio. Para as biografiax foi preciso completar, por coerência, as notas relativas a vultos brasi- leiros, dai resultando quadruplicação das fichas. Quanto aos locativos o acréscimo foi, na fichação, de centenas. Foi preciso recorrer às importantes publicações do Conselho Nacional de Geografia que compilaram a toponímia brasileira, e recorrer muilas vēzes à colaboração sempre solicita dos técnicos daquele importante ser- viço. Pensamos poder oferecer assim a relação menos incompleta dos topó- nimos brasileiros de acordo com as últimas reformas administrativas. Quantos aos brasileirismos o respeitável acervo primitivo foi con- sideravelmente completado com inúmeras publicações aparecidas ùlli- mamente em vários pontos do país. Por fim, o Instituto Nacional do Livro, dirigido pelo nobre e cul- to espírito de Augusto Meyer, assumiu o encargo da impressão da En- ciclopédia com o nome de seu planejador e criador, já agora erigido em insígnia deste empreendimento verdadeiramente nacional. Algumas explicações se tornam" ainda necessárias. Bem deseja- ríamos refundir o sector biográfico a fim de enquadrar as notas dentro de um critério não só proporcional à importancia do nome como ao da entrada, preferivelmente pelo último nome. Não seria possível, porém, fizar tais critérios sem uma revisão geral de todas as fichas, caso em que correríamos o risco de encontrar, em fichas ainda não revistas, verbeles que deveriamos transferir para tomos já publicados. Fique, pois, consignado que o critério de apresentação dos antropónimos não é o que seguiremos em eventual reedição. Não se poderia terminar este esquema histórico da realização agora em fase de execução sem mencionar a Imprensa Nacional, de cujo apa-<noinclude></noinclude> lj6cb32kv5x3boaef2ef3np263d0qvn Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/11 106 256073 559216 2026-08-19T13:54:24Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: relhamento técnico e de cujo espírito de cooperação dependeu a boa apre- sentação da obra. Aqui fica, pois, entregue ao poro brasileiro, pelo alto espírito de cooperação e de cultura que preside à Fundação Edmundo Bittencourt, com o apoio das grandes instituições que são o Instituto Nacional do Livro e a Imprensa Nacional, o sonho e o esforço de um grande espi- rito. Que as classes cultas transformem este esboço na sua grande Enciclopé... 559216 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>relhamento técnico e de cujo espírito de cooperação dependeu a boa apre- sentação da obra. Aqui fica, pois, entregue ao poro brasileiro, pelo alto espírito de cooperação e de cultura que preside à Fundação Edmundo Bittencourt, com o apoio das grandes instituições que são o Instituto Nacional do Livro e a Imprensa Nacional, o sonho e o esforço de um grande espi- rito. Que as classes cultas transformem este esboço na sua grande Enciclopédia Nacional por meio de suas sugestões e contribuições e es- lará comemorando dignamente o meio século do aparecimento de um Jornal, de um grande Jornal eco, lantas vezes, daquele grande. senti- mento que consumiu a vida de-ALARICO SILVEIRA e no qual buscamos animo e estímulo para esforço - a fé no Brasil. Casa de Rui Barbosa, cutubro de 1951. (*) XV AMÉRICO JACOBINA LACOMBE () Valen-us para as referências a ALARICO SILVEIRA dos dados que ocurram no artigo de Dius Silveira de Queirós na ravista IPASE, junho de 1950.<noinclude></noinclude> t4dhlocupppqhssgueweeewigi6j9jx Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/12 106 256074 559217 2026-08-19T13:54:49Z Sintegrity 35105 /* Sem texto */ 559217 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="Sintegrity" /></noinclude><noinclude></noinclude> 6f0q6rhr181jot2bysidz9nom5nkpq2 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/56 106 256075 559218 2026-08-19T13:55:06Z Sintegrity 35105 /* Sem texto */ 559218 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="Sintegrity" /></noinclude><noinclude></noinclude> 6f0q6rhr181jot2bysidz9nom5nkpq2 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/13 106 256076 559219 2026-08-19T13:55:46Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS A. A. MILTON, Efemérides Cachoeiranas vide Milton, Aristides A. A. ALVES FERR. DOS SANTOS, A Arq. de S. Sebastião do Rio de Janeiro vide Santos, Antonio Alves Ferreira dos A. AMERICANO DO BRASIL, Cancioneiro de trovas do Brasil Central vide Brasil, A. Americano do A. BITTENCOURT, CEA vide Bittencourt, Agnello A. C. MAGALIES vide Magalhães, Agenor Couto de A. C. DE MAGALHÃES, Fauna vide Magalhães, Agenor Couto... 559219 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS A. A. MILTON, Efemérides Cachoeiranas vide Milton, Aristides A. A. ALVES FERR. DOS SANTOS, A Arq. de S. Sebastião do Rio de Janeiro vide Santos, Antonio Alves Ferreira dos A. AMERICANO DO BRASIL, Cancioneiro de trovas do Brasil Central vide Brasil, A. Americano do A. BITTENCOURT, CEA vide Bittencourt, Agnello A. C. MAGALIES vide Magalhães, Agenor Couto de A. C. DE MAGALHÃES, Fauna vide Magalhães, Agenor Couto de A. C. DE MAGALHÃES, Monografia vide Megalhães, Agenor Couto de A. CARVALIIO, Estado de Pernambuco, Jornais, Re- A Gazela vistas ride Carvalho, Alfredo de vide Gazela, A A. I. DE MENESES, Flora da Bahia vide Meneses, A. Inácio de 4 Ofensiva vide Ofensiva, A A Pimenta vide Pimenta, d A. RAMOS, dculturação Negra no Brasil; uma escola brasileira, in RAM, LXXXV vide Ramos, Artur A. RANGEL, RIHGB vide Rangel. Alberto A. RANGEL, Rumos vide Rangel, Alberto A. TAVARES DE LIRA, Estado do R. G. do Norte (Dicion. Hist. Geogr. e Etnogr. do Brasil) vide Lira, Augusto Tavares do A. VASCONCELOS, VIP vide Vasconcelos, Alberto A Voz do Mar vide Voz, A. do Mar ABBEVILLE, CLAUDE D' vide Garcia, Rodolfo ABDIAS NEVES, Eslado do Piauí, Jornais, Revistas vide Neves, Abdias vide anais da Biblioteca Nacional ABRANCHES, JOÃO DUNSHEE DE A. J. DE SAMPAIO, d alimentação Sertaneja vide Sampaio, A. J. do ABN A. J. DE SAMPAIO, NVPDFERJ vide Sampaio, A. J. de Lancela vide Lancela, d vide Lavoura, d .d Noite A Lavoura vide Noite, d .A. O. VIVEIROS DE CASTRO, Estado do Maranhão, Jornais, Revistas vide Castro, Augusto Olympio Viveiros de Garcia de Abranches, Censor (O Ma- ranhão em 1822) São Paulo, 1922 ABRANCHES, João DUNSIZE DE Governos e congressos da Republica dos Es- tados Unidos do Brazil: apontamentos biographicas sobre todas as prezidentes e vice-prezidentes da ropublica, ministros de estado a senadores a deputados ao Congreso Nacional, 1889-1917 São Paulo, 1918<noinclude></noinclude> 72v4y08eic3pd1ds1w4l1d7evmwmcd7 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/14 106 256077 559220 2026-08-19T13:56:30Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: XVIII ABRANCHES, JOÃO DUNSHEE DE A Setumbrada ou a Revolução Liberal de 1831 cm Maranhão. Rio de Janeiro, 1933 ABREU MEDEIROS, Curiosidades vide Medeiros, F. L. d'Abreu Academia Brasileira de Letras, ed. Carlas Jesuiticas, I- Manuel da Nóbrega - Cartas do Brasil, Rio 1931; II - Cartas Avulsas, Rio, 1931; III Joseph de Anchieta, Cartas, Informações, Frag- mentos históricos e sermões, Rio, 1933 Academia Carioca de Letras Publicações 1. a... 559220 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XVIII ABRANCHES, JOÃO DUNSHEE DE A Setumbrada ou a Revolução Liberal de 1831 cm Maranhão. Rio de Janeiro, 1933 ABREU MEDEIROS, Curiosidades vide Medeiros, F. L. d'Abreu Academia Brasileira de Letras, ed. Carlas Jesuiticas, I- Manuel da Nóbrega - Cartas do Brasil, Rio 1931; II - Cartas Avulsas, Rio, 1931; III Joseph de Anchieta, Cartas, Informações, Frag- mentos históricos e sermões, Rio, 1933 Academia Carioca de Letras Publicações 1. a 14. voll. Rio de Janeiro, 1935-1946 Academia das Ciências de Lisboa Anúario Academico - (Christovam Ayres, Secretário Geral) [Diversos anos] ACCIOLY, IGNACIO cit. por Nelson de Sena, in Os Indios do Brasil, q. v. ACEVEDO DÍAZ, EDUARDO Nativa Montevidéu, A. Barrero y Ramos, 1894 vide Acevedo Días, Eduardo ACEVEDO DÍAZ, Nativa Adolpho Coelho, DELP AFONSO D'E. TAUNAY, Escritores Coloniais vide Taunay, Afonso de Escragnolle AFONSO D'E. TAUNAY, Um Grande Bandeirante - Be tolomeu Pais de Abreu vide Taunay, Affonso de Escragnolle AFONSO D'ESCRAGNOLLE TAUNAY, A Missão Arli de 1816, in RIHB vide Taunay, Affonso de Escragnolle AFONSO RUI, A Primeira Revolução Social Brasile (1798) vide Sousa, Afonso Rui de AFONSO VÁRZEA, Geografia do Açúcar no Leste do Bra vide Várzea, Afonso AFRANIO PEIXOTO, Breviário da Baia vide Peixoto, Afranio AFRANIO PEIXOTO, Bugrinha vide Peixoto, Afranio AFRANIO PEIXOTO, Missangas vide Peixoto, Afranio AGUIAR, PINTO DE in Jornal do Comercio, de 22-X-1933 AIRES, CRISTÓVÃO AIROSA, DPB vide Coelho, F. Adolpho ADOLPHO COELHO, DMELP vide Coelho, F. Adolpho Adriano Jorge, in IGEA vide Jorge, Adriano ADRIANO JORGE, Ind. ger. do Est. de Alagoas vide Jorge, Adriano AFONSO A. DE FREITAS. Voc. Nheeng. vide Freitas, Afonso A. de APONSO ARINOS, Histórias e Paisagens vide Franco, Afonso Arinos de Melo AFONSO ARINOS, Jagunços vide Franco, Alonso Arinos de Melo AFONSO ARINOS DE MELO FRANCO, Sintese da História Econômica do Brasil vide Franco, Alonso Arinos de Melo III Jubileu da Academia das Ciências à Lisboa Lisboa, 1931 vide Ayrosa, Plinio ALBERTO DEODATO, Senzalas vide Deodato, Alberto ALBERTO LAMECO, A Academia Brasilica dos Res cidos vide Lamego, Alberto ALBERTO RANGEL, Quando o Brasil amanhecia vide Rangel, Alberto ALBERTO RANGEL, O Réprobo da Secessão em Teal Pretextos vide Rangel, Alberto ALBERTO RANGEL, RIIGB vide Rangel, Alberto ALBERTO REGO LIMA, Correio da Manhã, 23-12-19 vide Lima, Alberto Rego ALBUQUERQUE, José PIRES DE CARVALIIO E, Culto Metrico Lisboa, 1760<noinclude></noinclude> aazrqbphsvuqpew0dnjh9m8y0bdrykt Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/15 106 256078 559221 2026-08-19T13:56:38Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: XIX ALBUQUERQUE, LINCOLN DE A vida dos ladrões; vocabulário e sinais con- vencionais usados pelos ladrões em geral; seus hábitos e costumes; as diversas mo- dalidades dos crimes de furtos, roubo e estelionato São Paulo, s/d 150 ALCIDES MAIA, Alma Bárbara vide Maya, Alcides ALCIDES MAIA, in DERGS vide Maya, Alcides ALCIDES MAIA, Ruinas Vivas vide Maya, Alcides ALCOFORADO, PEDRO GUEDES O Tupi na Geografia Fluminense Niterói, 1950] ALENCA... 559221 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XIX ALBUQUERQUE, LINCOLN DE A vida dos ladrões; vocabulário e sinais con- vencionais usados pelos ladrões em geral; seus hábitos e costumes; as diversas mo- dalidades dos crimes de furtos, roubo e estelionato São Paulo, s/d 150 ALCIDES MAIA, Alma Bárbara vide Maya, Alcides ALCIDES MAIA, in DERGS vide Maya, Alcides ALCIDES MAIA, Ruinas Vivas vide Maya, Alcides ALCOFORADO, PEDRO GUEDES O Tupi na Geografia Fluminense Niterói, 1950] ALENCAR, JOSÉ DE Os Filhos de Tupã Revista da Academia Brasileira de Letras, n.º I Rio de Janeiro, 1910 ALENCAR, JOSÉ DE O Guarani Rio de Janeiro, s/d ALENCAR, JOSÉ DE José Martiniano de Alencar [biografia incor- porada à Galeria de Brasileiros Ilustres (Os Contemporâneos), organizada por S. A. Sissonj Rio de Janeiro, 1859 ALENCAR, JOSÉ DE O Serlanejo, cit. por Teschaeur. NDN, .. aleancia ALENCAR, Rev. da c.. I. vide Alencar, José de ALENCASTRE, ALVARO DE O Rancho Bahia, s'd., Galdino Loureiro & Cia ALENCASTRE, ALVARO DE O Rancho 1931 contos rio-grandenses ALENCASTRE, O Rancho ride Alencastre, Alvaro de ALF. DA MATA, l'oc. Amaz. vide Matta, Alfredo Augusto da ALFREDO BRANDÃO, in Estudos Afro-Brasileiros vide Brandão, Alfredo ALFREDO BRANDÃO, Viçosa de diagoas vide Brandão, Alfredo ALFREDO DA MATA, VA vide Matta, Alfredo Augusto da ALFREDO NASCIMENTO, Centenáris da Academia Na- cional de Medicina vide Nascimento, Alfredo Alm. Garnier vide Almanaque Garnier Almanaque Garnier Rio de Janeiro, 1912 Almanaque do Globo citado por Teschauer, NDN Rio de Janeiro, 1920 Almanaque do Globo Rio de Janeiro, 1933 ALMEIDA, CANDIDO ANTÔNIO MENDES DE O Senador do Império Cândido Mendes do Almeida Rio, 1943 ALMEIDA, FRANCISCO DE ASSIS Apontamentos biográficos in Revista do Arquivo Público Mineiro ALMEIDA, JOSÉ AMÉRICO DE A Bagaceira 3. ed. Rio de Janeiro, 1928 ALMEIDA COELHO, Memória Histórica de Santa Cala rina, citado por Borges Fortes. Casais vide Coelho, Manoel Joaquim de Almeida ALMEIDA MAGALHÃES, BRUNO DE vide Magalhães. Bruno de Almeida ALMEIDA NOGUEIRA. José Luiz vide Nogueira, José Luiz Almeida ALMEIDA NOGUEIRA, Trad. e Reminisc. vide Nogueira, José Luiz de Almeida AMEIDA OLIVEIRA, Expresões vide Oliveira. Sebastião Almeida ALMEIDA OLIVEIRA. SEBASTIÃO vide Oliveira. Sebastião Almeida ALMEIDA PINTO. Dicionário vide Pinto, Joaquim de Almeida ALMEIDA PINTO, JOAQUIM vile Pinto, Joaquim Almeida ALOÍSIO DE AZEVEDO, P vide Azevedo, Aloisia<noinclude></noinclude> bl277u9uzn09ahlofkhjtbxxcosud7u Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/16 106 256079 559222 2026-08-19T13:56:45Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: XX ALVARO DE ALENCASTRE, O Rancho ride Alencastre, Álvaro de ALVES, ANTONIO DE CASTRO Espumas Flutuantes "Mocidade e Morte" P. 27 Rio, 1947 ALVES, RAUL O Canastra (romance regional dos sertões do Norte) Rio de Janeiro, 1936 AMBROSIO, MANUEL Brasil Interior. Palestras populares [com u glossário em apendice] São Paulo, 1934 AMÉLIA RODRIGUES, Vozes de Petrópolis vide Rodrigues, Amélia América Ilustrada ritada por Pereira da Costa, Voc. Pe... 559222 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XX ALVARO DE ALENCASTRE, O Rancho ride Alencastre, Álvaro de ALVES, ANTONIO DE CASTRO Espumas Flutuantes "Mocidade e Morte" P. 27 Rio, 1947 ALVES, RAUL O Canastra (romance regional dos sertões do Norte) Rio de Janeiro, 1936 AMBROSIO, MANUEL Brasil Interior. Palestras populares [com u glossário em apendice] São Paulo, 1934 AMÉLIA RODRIGUES, Vozes de Petrópolis vide Rodrigues, Amélia América Ilustrada ritada por Pereira da Costa, Voc. Pern. n.º 5 de 1878 AMERICANO DO BRASIL, Súmula da Hist. de Goiás vide Brasil, Americano do ALVES CAMARA, ANTÔNIO vide Camara, Antonio Alves AMP ALVES CAMARA, Ensaio vide Anais do Museu Paulista vude Camara, Antonio Alves dnais AM. DE QUEIRÓS, Carimbamba vide Queiroz, Amadeu de vide Berredo, Bernardo Pereira de Anais da Biblioteca Nacional AMADEU AMARAL, Pulseira de Ferro vide Amaral, Amadeu Rio de Janeiro, 1876- Anais do Museu Paulista AMADEU AMARAL, Tradições populares vide Amaral, Amadeu AMADEU DE QUEIRÓS, Provérbios e dilos populares vide Queiroz, Amadeu AMADOR SANTELMO, Cinco anos de prisão vide Santelmo, Amador AMANDO MENDES, VA vide Mendes, Amando AMARAL, AMADEU O Dialecto Caipira São Paulo, 1920 AMARAL, AMADEU Pulseiras de Ferro, cit. por Teschauer, ND.N AMIRAL, AMADEL Tradições Populares São Paulo, 1946 AMAPAL, Dialeto vide Amaral, Amadeu AMARAL, LUÍS História Geral da Agricultura Brasileira São Paulo, 1939-1940 AMAZONAS, LOURENÇO DA SILVA ARAÚJO E Dicionario topographico, historico e descri- ptivo da comarca do Alto Amazonas excri- pto em 1830 Recile, 1852 São Paulo, 1922-1950 Anais do I Congresso de História Nacional in RIHGB tomo II Rio de Janeiro, 1915 Anais do Primeiro Congresso da Lingua Nacional Ca tada São Paulo, 1938 Anais do 2.º Congresso das Academias de Letras Rio de Janeiro, 1939 Anais do Terceiro Congresso de História Nacional Rio de Janeiro, Imprensa Nacional, 1942 ANCHIETA, JOSÉ DE vide Academia Brasileira de Letras, ed. ANDRADE, EDMUNDO NAVARRO DE Contribuição para o estudo da flora florest paulista - Vocabulário de nomes vulgar São Paulo, 1941 ANDRADE, JOSÉ CORDEIRO DE Brejo (romance) Rio, 1937 ANDRADE, JOSÉ CONDEIRO DE Cossacos (romance) Rio, 1934 ANDRADE, OLÍMPIO DE SOUSA Joaquim Nabuco e o Pan-Americanismo São Paulo, 1950<noinclude></noinclude> 0bq7mx7qdv5rdmbvwvscvf17an0k0hd Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/17 106 256080 559223 2026-08-19T13:56:58Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: XXI ANDRADE, MURICI, Suave Convivio vide Muricy, Andrade Ant. Chimango vide Barcellos, Ramiro ANTHONY KNIVET, [Peregrinações) vide Knivet, Anthony ANTONIL, ANDRÉ JOÃO Cultura e opulencia do Brazil por suas drogas e minas, com varias noticias curiosas do modo de fazer o assucar, plantar e bene- ficiar o tabaco; tirar ouro das minas, e descobrir as de prata; e dos grandes emolumentos que esta conquista da Ame- rica meridional dá ao reino... 559223 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XXI ANDRADE, MURICI, Suave Convivio vide Muricy, Andrade Ant. Chimango vide Barcellos, Ramiro ANTHONY KNIVET, [Peregrinações) vide Knivet, Anthony ANTONIL, ANDRÉ JOÃO Cultura e opulencia do Brazil por suas drogas e minas, com varias noticias curiosas do modo de fazer o assucar, plantar e bene- ficiar o tabaco; tirar ouro das minas, e descobrir as de prata; e dos grandes emolumentos que esta conquista da Ame- rica meridional dá ao reino de Portugal com estes e outros generos e contractos reaes Lisboa, 1711 Rio de Janeiro, 1837 ANTONIL, Cultura e Opulência do Brasil vide Antonil, André João ANTONIO ALVES FERREIRA DOS SANTOS, Arquidio- cese de São Sebastião do Rio de Janeiro vide Santos, Antonio Ferreira dos ANTONIO DE CASTRO LOPES, Origens de anexins, pro- ióquios, locuções populares, siglas, clc. vide Lopes, Antonio de Castro ANTONIO C. DE Sousa, História Geneal. da Casa Real vide Sousa, Antonio Caetano de ANTONIO FRAGA, Desabrigo vide Fraga. 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ARTUR COUTO, in supl. do Correio da Manhã vide Couto, Artur ARTUR MOTA, História da Literatura Brasileira vide Motta, Arthur ARTUR RAMOS, Horizontes vide Araujo,... 559224 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XXII Arquivos de Zoologia do Estado de São Paulo São Paulo, Departamento de Zoologia da Se- cretaria de Agricultura, Indústria e Co- mércio, 1940 ARRUDA, drie vide Arruda. Ricardo ARRUDA, RICARDO Arte de roubar no jogo 4." ed. São Paulo, 1926 Artilheiro, O Rio de Janeiro, (?) ARTUR COUTO, in supl. do Correio da Manhã vide Couto, Artur ARTUR MOTA, História da Literatura Brasileira vide Motta, Arthur ARTUR RAMOS, Horizontes vide Araujo, Arthur Ramos de ARTUR RAMOS, Introdução à Antropologia Brasileira vide Pereira, Artur Ramos de Araujo ARTUR RAMOS, A Renda de bilros e sua aculluração no Brasil vide Ramos, Luiza e Arthur AURELIO PINHEIRO, à margem do Amazonas vide Pinheiro, Aurélio AURÉLIO PORTO, República Sul-Riograndense (in Pu- blicaçães do Arquivo Nacional) vide Porto, Aurélio AURELIO PORTO, O trabalho alemão no Rio Grande d. Sul vide Porto, Aurélio AYRES, CHRISTOVAM Para a historia da Academia das Sciencias de Lisboa Coimbra, 1927 vide também Aires, Cristóvão AYROSA, PLINIO M. 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Inst. hist. geo. bras. - tomo consagrado à Exposição Commemorativa do 1. Centenario da Imprensa Periodic no Brasil Parte II Rio, 1908) BARBOSA, FRANCISCO DE ASSIS "Romance, conto, novela" in Manual Bibliográfico de Estudos Brasileiros . v. Moraes, Rubens Borba de BARBOSA, ORESTES Ban! ban! ban Rio de Janeiro, 1925 BARBOSA, RUI Discurso de 21 de março de 1919, cit. por Teschauer, NDN, s. v. alarvejar. BARBOSA, RUT Emancipação dos Escravos Parecer Câmara dos Deputados Rio, 1884 BARBOSA, RUI Excursão Eleitoral São Paulo, 1910 BARBOSA, RUI Queda do Império, cit. por Teschauer, .VD.V, s. v. alcalear se. 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BEVILAQUA, CLOVI... 559226 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XXIV BERREDO, Anais BLAKE, Dicionário vide Berredo, Bernardo Pereira de BERREDO, BERNARDO PEREIRA DE Anaes Historicos do Estado do Maranhão. 5.* edição Florença, 1905 pide Moraes, Rubens Borba de BESSA vide Bessa, Alberto BERRIES, WILLIAM BESSA, ALDERTO 1 A Giria Portugucza Lisboa, 1900 BESSA, Giria vide Bessa, Alberto BEVILAQUA, CLOVIS A cultura juridica no Brasil (in Anais do 1.º Congresso de História da América, IX! BEVILAQUA, CLOVIS vide Blake, Augusto Victorino Alves Sacr mento BLUTEAU, RAFAEL Vocabulario Portuguez e Latino Coimbra, 1712-1728 10 voll. Blutcau, Voc. Port. Lat. vide Bluteau, Rafael BOITEUX, HENRIQUE Os Nossos Almirantes 9 voll. Rio de Janeiro, 1915-1941 BOITEUX, HENRIQUE Santa Catarina no Exército Rio de Janeiro, 1942 BOITEUX, LUCAS ALEXANDRE Vocabulario da Pesca in A Voz do Mar, Ris. 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BORGES FORTES, Joño (general) vide Forles, (General) João Borges BRAGA, TEOPHILO vide in Giizo, Martin de BRANCO, JOAQUIM Vocabulário Etimológico do Abañeenge in Revista do Arquivo Municipal São Paulo, 1935 BRANDÃO, ALFREDO Os negros na historia de Alagoas, in Estudos Afro-Brasileiros Rio de Janeiro, 1935 BRANDÃO, ALFREDO Viçosa de Alagoas. O municipio e a cidade. Notas historicas, geographicas e arqueo- logicas Recife, 1914 BRANDÃO DA SILVA, JOSÉ CALASANS Brasil vide Silva, José Calasans Brandão da Constituição da República 1891 artigo 26, cit. por Teschauer, NDN; . . alistável BRASIL, A. AMERICANO DO Cancioneiro de Trovas do Brasil Central São Paulo, Cia. Gráf. Ed. Monteiro Lobato, 1925 eta vide Magalhães, Bruno de Almeida BRUNSWICK vide Brunswick, Henrique BRUNSWICK, H. Diccionario da antiga linguagem portugueza Lisboa [1910] BRUNSWICK, HENRIQUE Dicionário de sinonimos da Lingua Portu- gueza Lisboa, 1899 C. A. MARQUES, DHGEPES vide Marques, Cezar Augusto C. A. 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DE pide in Freire, Laudelino CAMPOS, JOÃO DA SILVA vide in Magalhães, Basílio de CAMPOS, SILVA... 559228 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XXVI CALNON, A Conquista vide Calmon, Pedro CALMON, PEDRO A Conquista (historia das bandeiras bahianas) Rio, 1929 CALMON, PEDRO in Jornal do Commercio, de 31-XII-1933 CALOGERAS, JOÃO PANDIÁ As minas do Brasil e sua legislação Rio de Janeiro, 1904-1905 CALOGERAS, A Minas do Brasil vide Calogeras, João Pandiá CAMARA, ANTONIO ALVES CAMPOS, J. L. DE pide in Freire, Laudelino CAMPOS, JOÃO DA SILVA vide in Magalhães, Basílio de CAMPOS, SILVA in Revista da Academia de Letras da Bahin IV - 63 CÂNDIDO ANTÔNIO MENDES DE ALMEIDA, O Senador de Império Cándido Mendes de Almeida vide Almeida, Cândido Antônio Mendes de CANECATIM, (Vocab.) vide Cannecattim, Bernardo Maria de Ensaio sobre as construções navais indígenas CANNECATTIN, BERNARDO MARIA DE no Brasil Rio de Janeiro, 1888 (1.ª ed.) 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Rio de Janeiro, 1925 CÉSAR A. MARQUES, DHGPM vide Marques, Cezar Augusto CÉSAR A. MARQUES. Dicion. Histor. Geogr. da Prov. do Maranhão vide Marques, Cezar Augusto CEZIMBRA JACQUES, Assuntos do Rio Grande do Sul vide Jacques, Major João Cezimbra CEZIMBRA JACQUES, MAJOR JOÃO vide Jacques, Major João Cezimbra Chacaras e Quintais São Paulo, 1910 CHERMONT, Glossário vide Miranda, Vicente Chermont de CHERMONT DE MIRANDA, O Estatuto da Lavoura Ca- navieira vide Miranda, Vicente Chermont. de CHERMONT DE MIRANDA, VICENTE pide Miranda, Vicente Chermont CHERNOVIZ, Formulário ou Guia Médico vide Chernoviz, Pedro Luiz Napoleão CHERNOVIZ, PEDRO LUIZ NAPOLEÃO Formulário ou Guia Médico contendo a des- cripção dos medicamentos, suas propri- dades, suas doses, as molestias em que se empregam; as substancias incom. tiveis com clics, as plantas medicinaes indigenas, as aguas minerues do Brasil, etc. Rio de Janeiro, 1841 13.* ed. 1888 CHICHORRO DA GAMA vide Gama, Chichorro da CHICHORRO DA GAMA, Breve Dicionário de Autores Classicos vide in Revista de Lingua Portuguêsa n.º 10 CLÁUDIO DE SOUSA, Infelizes vide Sousa, Cláudio do CLOD. SILVA. Minha Gente vide Silva, Clodomir Codice 630 da Biblioteca Nacional de Lisboa vide Biblioteca Nacional de Lisboa COELHO NETO, As Dores de No Se vide Netto, Henrique Coelho COELHO NETO, Frechas vide Netto, Eenrique Coelho COELHO NETO, HENRIQUE vide Netto, Henrique Coelho CLOVIS BEVILAQUA, A Cultura Juridica no Brasil in Anais do 1. Congr. Hist. América, IX vide Bevilacqua, Clovis CLOVIS BEVILAQUA, Hist. da Fac. Dir. Recife vide Bevilacqua, Clovis COELHO, F. ADOLPHO Diccionario manual etymologico da lingua portugueza contendo a significação e prosodia. Lisboa, P. Plantier, s/d COELHO, JOÃO PHOCA BATISTA Os Caiçaras Rio. 1917 COELHO, MANOEL JOAQUIM DE ALMEIDA Memorias historicas da provincia de Santa Catarina Santa Catarina, 1856 Comentários de GALANTI vide Galanti, Raphael M. CÔNEGO J. TRINDADE DA FONSECA E SILVA, Luga- res e Pessoas vide Silva, Cônego J.Trindade da Fonseca e Constituição da Republica Brasileira, de 1891 vide Brasil CORDEIRO, BRAULIO JAIME MONIZ O amigo do lavrador Rio de Janeiro, 1880 CORDEIRO DE ANDRADE, Brejo vide Andrasie, José Cordeiro do vide Andrade, José Cordeiro de CORDEIRO DE ANDRADE, Cossacos CORDEIRO DE ANDRADE, JOSÉ vide Andrade, José Cordeiro de CORIOL. DE MEDEIROS, DCP vide Medeiros, Coriolano de CORIOLANO DE MEDEIROS, DCEP vide Madeiros, Coriolano de<noinclude></noinclude> ka0imrshdrc3xrci8b6dpm9spxdgy30 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/25 106 256088 559231 2026-08-19T13:59:24Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: XXIX CORNELIO PIRES, Avent. vide Pires, Cornélio CORNELIO PIRES, Joaquim Bentinho vide Pires, Cornélio CORNELIO PIRES, Tarrajadas vide Pires, Cornélio CORNELIO PIRES, Tarrajadas, in F. São Paulo LMPB vide Pires, Cornélio CORNELIO PIRES, Sambas e calerelés vide Pires, Cornélio CORREA, M. PIO Dicionario das plantas uteis do Brasil e das exoticas cultivadas Rio de Janeiro, 1951 CORREIA, ARMANDO MAGALHÃES O Sertão Carioca Rio de Janeiro, 1... 559231 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XXIX CORNELIO PIRES, Avent. vide Pires, Cornélio CORNELIO PIRES, Joaquim Bentinho vide Pires, Cornélio CORNELIO PIRES, Tarrajadas vide Pires, Cornélio CORNELIO PIRES, Tarrajadas, in F. São Paulo LMPB vide Pires, Cornélio CORNELIO PIRES, Sambas e calerelés vide Pires, Cornélio CORREA, M. PIO Dicionario das plantas uteis do Brasil e das exoticas cultivadas Rio de Janeiro, 1951 CORREIA, ARMANDO MAGALHÃES O Sertão Carioca Rio de Janeiro, 1936 CORREIA, ROMAGUERA Vocabulario sul-rio-grandense Porto Alegre, 1898 Rio de Janeiro, 1901- Corrcio da Manhã Correio Paulistano São Paulo, 1853- COSTA, CRAVEIRO vide Jorge, Adriano COSTA, FRANCISCO AUGUSTO PEREIRA DA Diccionário biographico dos pernambucanos celebres Recife, 1892 COSTA, FRANCISCO AUGUSTO PEREIRA DA Folklore Pernambucano in Revista do Instituto Histórico Geográfico Brasileiro Rio de Janeiro, 1908 COSTA, FRANCISCO AUGUSTO PEREIRA DA Vocabulário Pernambucano Separata do vol. XXXIV da Revista do Ins- titulo Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano Recife, 1937 COSTA, MARIA THEREZA A. Noções e arte culinária 26. edisão São Paulo, 1947 COSTA RUBIM, BRÁS DA vida Rubim, Braz da Costa COSTA RUBIM, Vocabulário vide Rubim, Braz da Costa COUTINHO, RODOLFO vide Lippmann, E. COUTO, ARTUR in supl. do Correio da Manhã, 25-XII-1941 COUTO DE MAGALHÃES, AGENOR vide Magalhães, Agenor Couto de COUTO DE MAGALHÃES, Fauna Bras. vide Magalhães, Agenor Couto de COUTO DE MAGALHÃES, JOSÉ VIEIRA vide Magalhães, José Vieira Couto da COUTO DE MAGALIIZES, Selvagem vide Magalhães, José Vieira Couto do COUTO DE MAGALITÃES, Viagem ao Araguaia vide Magalhães, José Vieira Couto de CRISTOVÃO AIRES vide Ayres, Cristovam CRISTÓVÃO AIRES. Anuário dcademico vide Academia das Ciências de Lisboa CRISTÓVÃO AIRES, Para a História da Academia dar Ciências de Lisboa vide Ayres, Christovam CRISTÓVÃO AIRES, III Jubileu da Academia das Ciências de Lisboa vide Aires, Cristóvão CRISTÓVÃO DE MAURICEIA (pseudônimo de Francisco de Sousa Pinto) vide Pinto, Francisco de Sousa CRULS, GASTÃO A Amazônia Misteriosa Rio de Janeiro, 1925 in Boletim de frid CRULS, GASTRO Cruzeiro. O Rio de Janeiro, 1929- n.* 162, 1929 Cultura Politics Rio, 1941-1945 CUBILA, EUCLYDES DA Canulos; diária de uma expediço; introdu- ção de Gilberto Freyre Rio de Janeiro, José Olympio, 1939<noinclude></noinclude> gc3fp0ska19rb5xzf17jnlcyqsrm2yi Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/26 106 256089 559232 2026-08-19T13:59:52Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: XXX CUNHA, EUCLYDES DA Os Sertões 2.ª ed. Rio, 1903 D. AZAMBUJA, No Galpão vide Azambuja, Darcy D. J. MALTA (in Martius, Nal. e Doen). vide Malta, D. J. D. OLÍMPIO, Luzia-Homem vide Olympio, Domingos DANIEL DE GOUVEIA, Folclore brasileiro oide Gouveia, Daniel de DARCY AZAMBUJA, No Galpão DIOGO DE VASCONCELOS, Hist. Ant. das Minas Gerais vide Vasconcelos, Diogo Luiz de Almeida Pe. DLN reira de pide Magne S. J., Augusto DOMINGOS OLIMPIO,... 559232 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XXX CUNHA, EUCLYDES DA Os Sertões 2.ª ed. Rio, 1903 D. AZAMBUJA, No Galpão vide Azambuja, Darcy D. J. MALTA (in Martius, Nal. e Doen). vide Malta, D. J. D. OLÍMPIO, Luzia-Homem vide Olympio, Domingos DANIEL DE GOUVEIA, Folclore brasileiro oide Gouveia, Daniel de DARCY AZAMBUJA, No Galpão DIOGO DE VASCONCELOS, Hist. Ant. das Minas Gerais vide Vasconcelos, Diogo Luiz de Almeida Pe. DLN reira de pide Magne S. J., Augusto DOMINGOS OLIMPIO, Luzia-Homem vide Olympio, Domingos DPB vide Ayrosa, Plinio M. da Silva DUARTE, PAULO introdução à edição de Tradições Populares, 4. v. DUARTE, RAPHAEL vide Azambuja, Darcy DCHEP vide Galvão, Sebastião de Vasconcelos DEODATO, ALBERTO DERGS Senzalas Campinas de outr'ora São Paulo, 1905 DUNSHEE DE ABRANCHES, Garcia de Abranches, o Cen- sor vide Abranches, João Dunshee de Rio, 1919, - Tipo da Revista dos Tribunais DUNSHEE DE ABRANCHES, GCR vide Porto, Aurélio DERVAL DE CASTRO, Páginas do Meu Sertão vide Castro, Derval de DGHEERGS DHGEB vide Faria, Octavio Augusto de vide Instituto Historico e Geográfico Brasi- leiro Diário Popular São Paulo, 1884- Diário de São Paulo São Paulo, 1928- Dic. bras.da Ling. Port. (Anais da Bibl. Nacional, V. XII) vide Soares, Antonio Joaquim de Macedo Dicionario Historico, Geografico e Elnografico do Brasil Instituto Histórico a Geográfico Brasileiro Rio, 1922 DIEGUES JUNIOR, MANUEL O Bangüe nas Alagoas Rio de Janeiro, 1949 DIOGO L. A. P. de VASCONCELOS, História Média de Minas Gerais vide Vasconcelos, Diogo Luiz de Almeida Pe- reira de vide Abranches, João Dunshee de DUNSHEE DE ABRANCHES, JOÃO vide Abranches, João Dunshee de DUNSHEE DE ABRANCHES, Selembrada ou a Revolu ção Liberal de 1831 em Maranhão vide Abranches, João Dunshee de DUQUE, GONZAGA in Kosmos, citado por Teschauer, NDN, agrestidade DUQUE ESTRADA, OSÓRIO vide Estrada, Osório Duque E. CARNEIRO, Candomblés vide Carneiro, Edison E. DE CASTRO, Ensaios vide Castro, (Comandante) Eugenio de E. LIPPMANN, História do Açucar vide Lippmann, E. E. SENA, Através do Cárcere. vide Senna, Ernesto E. SOUSA CAMPOS, Instituições Culturais e de Educa ção Superior no Brasil vide Campos, Ernesto de Souza EÇA, MATIAS AIRES RAMOS DA SILVA D' Reflexões sobre a vaidade dos homens São Paulo, Ed. Cultura. 1942<noinclude></noinclude> f14upawqppypx8blfuw6i1kuyfzp180 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/27 106 256090 559233 2026-08-19T14:00:12Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: XXXI EDI vide W. M. Jackson Inc. EDISON CARNEIRO, Candomblés vide Carneiro, Edison EDISON CARNEIRO, Negros Bantus vide Carneiro, Edison EDMUNDO, Luís Vice-Reis in GEPB Euclides ELÍDIO VELASCO, SFFA vide Vellasco, Elydio Lindolpho Estudos Afro-Brasileiros Trabalhos apresentados ao 1. Congresso Afro-Brasileiro, reunido no Recife em 1934 Rio de Janeiro, 1935 Estudos Brasileiros Rio de Janeiro, 1938- Estudos de História Colonial vide Viann... 559233 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XXXI EDI vide W. M. Jackson Inc. EDISON CARNEIRO, Candomblés vide Carneiro, Edison EDISON CARNEIRO, Negros Bantus vide Carneiro, Edison EDMUNDO, Luís Vice-Reis in GEPB Euclides ELÍDIO VELASCO, SFFA vide Vellasco, Elydio Lindolpho Estudos Afro-Brasileiros Trabalhos apresentados ao 1. Congresso Afro-Brasileiro, reunido no Recife em 1934 Rio de Janeiro, 1935 Estudos Brasileiros Rio de Janeiro, 1938- Estudos de História Colonial vide Vianna, Helio Rio de Janeiro, 1939- Ano I-Tomo 2: 1 set. 1939-1 jul. 1941 ELISIO, Giria EUCLIDES, Diário vide Carvalho, Elysio de vide Cunha, Euclydes da ELÍSIO DE CARVALHO, Giria vide Carvalho, Elysio de ELÓI DE SOUSA vide Sousa, Elói de EMBOABA, O. Sucuruju Curitiba, s/d EMILIO JOAQUIM DA SILVA MAIA, Discurso sobre as sociedades cientificas e de beneficència que têm sido estabelecidas na América, recitado na Sociedade Literária do Rio de Janeiro vide Maia, Emilio Jonquim da Silva EMILIO WILLEMS, A Aculturação dos Alemães no Brasil vide Willems, Emilio EUCLIDES, Sertões vide Cunha, Euclydes da EUCLIDES DA CUNHA, Os Sertões vide Cunha, Euclydes da EUG. DE CASTRO, Ensaios vide Castro, (Comandante) Eugênio de EUGENIO DE CASTRO, Ennios vide Castro, (Comandante) Eugênio de EURICO SANTOS, Entre o gambá e o macaco vide Santos, Eurico EURICO SANTOS, Nossas Fruteiras vide Santos, Eurico EURICO SANTOS, Pássaros do Brasil vide Santos, Eurico EMILIO WILLEMS, Assimilação e Populações Marginais EVARISTO DE MORAIS. Campanha bolicionista no Brasil vide Willems, Emílio ESCRAGNOLLE TAUNAY, AFONSO DE vide Taunay, Alfonso de Escragnolle Espanha, Madrid, Librería Española y Extranjera Dicionario Enciclopédico Manual em Cinco Idiomas (Español, Francés, Inglés, Ale- mán e Italiano). Contiene el caudal do voces del Dicionario de la Academia Es pañola... extranjerismos y americanis- mos... dicionario argot-español, gita- no-español... 18. ed., 1932 ESTRADA, OSÓRIO DUQUE A Abolição Rio de Janeiro, 1918 (1879-1988) vide Morais, Evaristo de EVERARDO BACKIEUSER, Glossário de Termos Geoló gicas e Petrográficos vide Backheuser, Everardo F. FIGUEIREDO, Hist. da Lit. Clies. vide Figueiredo, Fidelino de F. DE FIGUEIREDO, Hist. da Lit. Clise. vide Figueiredo, Fidelino de F. MARQUES DOS SANTOS, Artistas do Rio Colonial vide Santos, Francisco Marques dos F. RODRIGUES VALE, Falclara vide Vale, Flaunino Rodrigues F. RODRIGUES, Folclore Musical vidde Vale, Flausino Rodrigues<noinclude></noinclude> 9ie9p61jlj8paa1m69a94rzpyig3h99 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/28 106 256091 559235 2026-08-19T14:00:39Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: XXXII F. SÃO PAULO, LMPB Pide Paulo, Fernando São FARIA, JOSÉ CUSTÓDIO DE SÁ E Diário de viagem que fez o brigadeiro José Cus- tódio de Sá e Faria da cidade de São Pau- lo á praça de Nossa Senhora dos Prazeres do Rio Iguatemi (Rev. Inst. hist. geo- tras.) Rio de Janeiro, 1876 FARLA, OCTAVIO AUGUSTO DE Diccionario geographico, historico e estatistico do Estado do Rio Grande do Sul 2.ª ed. Porto Alegre, 1914 FIGUEIREDO vide Figueiredo, C... 559235 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XXXII F. SÃO PAULO, LMPB Pide Paulo, Fernando São FARIA, JOSÉ CUSTÓDIO DE SÁ E Diário de viagem que fez o brigadeiro José Cus- tódio de Sá e Faria da cidade de São Pau- lo á praça de Nossa Senhora dos Prazeres do Rio Iguatemi (Rev. Inst. hist. geo- tras.) Rio de Janeiro, 1876 FARLA, OCTAVIO AUGUSTO DE Diccionario geographico, historico e estatistico do Estado do Rio Grande do Sul 2.ª ed. Porto Alegre, 1914 FIGUEIREDO vide Figueiredo, Candido de FIGUEIREDO, CANDIDO DE Novo dicionário da Língua Portuguesa 5. ed. revista por Jorge Daupiás Lisboa, s/d FIGUEIREDO, FIDELINO DE Historia da Literatura Classica Lisboa, 1917 FIGUEIREDO, JOSÉ DE LIMA Oeste Paranaense São Paulo, Companhia Editora Nacional, 193; FIGUEIREDO, LIMA Limites do Brasil Rio de Janeiro, 1956 FAUSTINO, HONORATO Valor das palavras in Revista Brasileira, Rio, agosto, 1920 FLEIUSS, MAX Feira do 7 in Carioca, de 22-XI-1941 FERNANDES PINHEIRO, J. C. pide Pinheiro, J. C. Fernandes FERNANDO AZEVEDO, Canaviais e Engenhos na vida política do Brasil -vide Azevedo, Fernando FERNANDO MAGALHÃES, O Centenário da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro vide Magalhães, Fernando de FERNANDO MAGALHÃES, O Cenlen. da Fac. Med. do R. J. vide Magalhães, Fernando de FERNANDO MAGALHÃES, Centen. Fac. Med. Rio pide Magalhães, Fernando de FERNANDO DE MAGALHÃES, O Cent. da Faculdade de Medicina do Rio vide Magalhães, Fernando de FERNANDO DE MAGALHÃES, O Cent. da Fac. Med. Rio vide Magalhães, Fernando de FERNÃO CARDIM vide Cardim, Fernão FERNÃO CARDIM, Principio vide Cardim, Fernão FERNO NEVES, A Academia Brasileira de Letras vide Neves, Fernão (pseudônimo de Fernan- do Nery) FIDELINO DE FIGUEIREDO, Hist. da Lit. Clás. vide Figueiredo, Fidelino de A Caricatura no Brasil (Rev. 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O mesmo póde succeder ao nosso projectil; passar muito perto da Lua, e, apesar dʼisso, nāo cair lá. — Nʼesse caso, perguntou Miguel, tenho grande curiosidade de saber como se portará no espaço o nosso vehiculo errante. — Nāo posso imaginar senāo duas hypotheses, respondeu Barbicane passados alguns momentos de reflexāo. — Quaes? — O projectil póde seguir uma de duas curvas mathematicas, e seguirá uma ou outra, conforme a velocidade de que estiver animado, velocidade que nʼeste momento nāo posso avaliar. — Sim, disse Nicholl, ha de caminhar segundo uma parabola ou segundo uma hyperbole. — Assim é, respondeu Barbicane. Se tiver até uma certa velocidade seguirá uma parabola, se tiver velocidade maior, uma hyperbole. — Muito gosto eu dʼesses palavrōes, exclamou Miguel Ardan. Basta ouvil-os e sabe a gente logo o que querem dizer. Ora fazem favor de me dizer o que é a tal parabola? — Caro amigo, respondeu o capitāo, a parabola é uma curva de segunda ordem, que resulta da secçāo de um cone por um plano dirigido parallelamente a uma das geratrizes. — Ah! ah! obtemperou Miguel em tom de quem se dá por satisfeito. — É pouco mais ou menos a trajectoria que descreve uma bomba arremessada por um morteiro. — Muito bem. E a hyperbole? perguntou Miguel. — A hyperbole, Miguel, é uma curva de segunda ordem produzida pela intersecçāo de uma superficie conica e de um plano parallelo ao eixo; tem dois ramos separados um do outro e que se prolongam indefinidamente em sentidos oppostos. — É possível! exclamou Miguel Ardan no tom da maior seriedade, como se acabassem de lhe relatar um acontecimento<noinclude></noinclude> aljd18cwloz8c12lxm40w78mnp09cli Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/29 106 256093 559237 2026-08-19T14:00:50Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: XXXIII FONSECA, SIMÕES DA Novo Dicionario enciclopedico ilustrado da lingua Portuguesa. Inteiramente refun- dido, acrescentado e melhorado por João Ribeiro. Rio-Paris, 1926 FONSECA, TEIXEIRA DA FRANCISCO MUNIZ TAVARES, História da Revolução de Pernambuco em 1817; ed. anotada por Oliveira Lima Pide Tavares, Francisco Muniz FRANCISCO SÁ, Reminiscências Biográficas vide Sá, Carlos (e outros] Indicador de Madeiras e Plantas úteis do Bra- F... 559237 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XXXIII FONSECA, SIMÕES DA Novo Dicionario enciclopedico ilustrado da lingua Portuguesa. Inteiramente refun- dido, acrescentado e melhorado por João Ribeiro. Rio-Paris, 1926 FONSECA, TEIXEIRA DA FRANCISCO MUNIZ TAVARES, História da Revolução de Pernambuco em 1817; ed. anotada por Oliveira Lima Pide Tavares, Francisco Muniz FRANCISCO SÁ, Reminiscências Biográficas vide Sá, Carlos (e outros] Indicador de Madeiras e Plantas úteis do Bra- FRANCISCO DE Sá, Reminiscências (coletânea) sil Rio de Janeiro, 1922 FONSECA E SILVA, CÔNEGO J. TRINDADE DA vide Silva, Cônego J. 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PENALVA, O Mundo Literário vide Sousa, Sebastião de GABAGLIA, LAURITA PESSOA RAJA Epitácio Pessoa (1865-1942) Rio de Janeiro, 1951 GABRIEL SOARES, in Nolicia vide Sousa, Gabriel Soares de GABRIEL SOARES, Tral. descrit. GALANTI vide Sousa, Gabriel Soares de pide Galanti, Raphael Maria GALANTI, História vide Galanti, Raphael Maria GALANTI, RAPHAEL MARIA Compendio de Historia do Brasil São Paulo, 1896 - 1905 4 voll. GALVÃO. BENJA... 559238 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XXXIV G. PENALVA, O Mundo Literário vide Sousa, Sebastião de GABAGLIA, LAURITA PESSOA RAJA Epitácio Pessoa (1865-1942) Rio de Janeiro, 1951 GABRIEL SOARES, in Nolicia vide Sousa, Gabriel Soares de GABRIEL SOARES, Tral. descrit. GALANTI vide Sousa, Gabriel Soares de pide Galanti, Raphael Maria GALANTI, História vide Galanti, Raphael Maria GALANTI, RAPHAEL MARIA Compendio de Historia do Brasil São Paulo, 1896 - 1905 4 voll. GALVÃO. BENJAMIN FRANKLIN DE RAMIZ Vocabulário cit. por Teschauer, NDN, 5.9. alantolóxico GALVÃO, SEBASTIÃO DE VASCONCELLOS Diccionario chorographico, bistorico e estatis- tico de Pernambuco 4 voll. Rio de Janeiro, 1908-1927 GAMA, BASÍLIO DA pide in Montenegro, José Artur GAMA, CHICHORRO DA Breve Dicionário de Autores Clássicos [in Revista de Língua Portuguêsa, n.° 10] GARCIA, DB pide Garcia, Rodolfo GARCIA, DHGEB vide Garcia, Rodolfo GARCIA, Glor. vide Garcia, Rodolfo GARCIA, Nolas a Varnhagen vide Varnhagen, Francisco Adolfo de (Via conde de Porto Seguro) GARCIA, RODOLFO Diccionario de Brasileirismos (Peculiaridades pernambucanus) Revista do Instituto Historico e Geographico Brasileiro, tomo LXXVI, parle I. Rio de Janeiro, 1916 GARCIA, RODOLFO Dicionario Histórico, Geográfico e fico do Brasil do Inst. Hist. e Brasil. Rio de Janeiro, 1922 GARCIA, RODOLFO Einogi Geop Glossario das palavras e frases da lingua to contidas na Histoire de la Mission Pères Capucins en l'isle de Maragnan, b Claude d'Abbeville Rio de Janeiro, 1926 GARCIA, RODOLFO AUGUSTO DE AMORIM pide Garcia, Rodolfo GARCIA, RODOLFO vide também in Fonseca, Antonio José V torino Borges da GARCIA, Voc. pide Garcia, Rodolfo, Glossario etc. GASTÃO CRULS, A Amazônia Misteriosa vide Cruls, Gastão GASTÃO PENALVA vide Penalva, Gastão GASTÃO PENALVA, O Mundo Literário vide Penalva, Gastão Gazela, A São Paulo, 1905- GENERAL BORGES FORTES, Cristóvão Pereira vide Fortes, (General) João Borges GENERAL JOÃO BORGES FORTES, Casais vide Fortes, (General) João Borges GENERAL JOÃO BORGES FORTES, Rio Grande de S Pedro vide Fortes, (General) João Borges GENTIL DE CAMARGO, (RAMSP) GEPB vide Camargo, Gentil de vide Grande Enciclopédia Portuguesa Leira GETÚLIO VARGAS, A nova Politica do Brasil vide Vargas, Getúlio Dornelles Guizo, MARTIN DE Cancioneiro Portuguez da Vaticana Edição critica Bra Restituida sobre o texto diplomatico de li acompanhado de um glossario e de u introdução sobre os trovadores e can neiros portugueses por Theophilo Lisboa, Imprensa Nacional, 1878<noinclude></noinclude> qfmlsk2pe27279n2tsgihnfgtcix2er Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/31 106 256095 559239 2026-08-19T14:01:24Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: XXXV GILBERTO FREIRE, Casa Grande e Senzala vide Freyre, Gilberto GILBERTO FREIRE, Nordeste vide Freyre, Gilberto GOD. RANGEL, Vida Ociosa vide Rangel, Godofredo GOELDI vide Goeldi, E. A. GOELDI, E. A. Album de Aves Amazônicas Rio de Janeiro, 1900-1906 GOMES, LINDOLFO GUSTAVO BARROSO, Tição vide Barroso, Gustavo H. DE IRAJA, 1932 vide Irajá, Hernani de H. W. FOWLER, O. peixes de água doce no Brasil vide Fowler, Henry W. HELIO VIANA, Al... 559239 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XXXV GILBERTO FREIRE, Casa Grande e Senzala vide Freyre, Gilberto GILBERTO FREIRE, Nordeste vide Freyre, Gilberto GOD. RANGEL, Vida Ociosa vide Rangel, Godofredo GOELDI vide Goeldi, E. A. GOELDI, E. A. Album de Aves Amazônicas Rio de Janeiro, 1900-1906 GOMES, LINDOLFO GUSTAVO BARROSO, Tição vide Barroso, Gustavo H. DE IRAJA, 1932 vide Irajá, Hernani de H. W. FOWLER, O. peixes de água doce no Brasil vide Fowler, Henry W. HELIO VIANA, Albuquerques, senhores de Pernambuco, in Estudos de História Colonial vide Viana, Hélio HELIO VIANA, Contribuição à Historia da Imprensa Brasileira vide Viana, Hélio Nihil novi...; estudos de literatura compa- HELIO VIANA, Contribuição rada, de tradições populares e de anedo- tas Juiz de Fora, 1927 GOMES DE CARVALHO, M. E. vide Carvalho, M. E. Gomes de GONÇALVES VIANA, ANICETO DOS REIS pide Viana, Aniceto dos Reis Gonçalves GONÇALVES VIANA, Apostilas vide Viana, Aniceto dos Reis Geaçalves GONDIM DA FONSECA, Biografia vide Fonseca, Gondim da GONZAGA DUQUE vide Duque, Gonzaga Gororoba GOULART, MAURÍCIO vide Palhano, Lauro Escravidão Africana no Brasil São Paulo, 1950 GOUVEIA, DANIEL DE Folklore brasileiro Rio de Janeiro, 1926 GRANADA, DANIEL Vocabulario rioplatense razonado Montevideo, Imprenta Rural, 1890 GRANADA, Voc. Rio-Platense Razonado vide Granada, Daniel Grande Enciclopedia Portuguesa & Brasileira Lisboa, s/d GUIMARÃES, ARGEV Dicionário biobibliográfico brasileiro de di- plomacia, política esterior e direito in- ternacional Rio de Janeiro, 1938 vide Viana, Hélio HELIO VIANA, História das Fronteiras do Brasil pide Viana, Hélio HELIO VIANA, Matias de Albuquerque vide Viana, Hélio HENRIQUE BOITEUX, Os Nossos Almirantes vide Boiteux, Henrique HENRIQUE BOITEUX, Santa Catarina no Exército vide Boiteux, Henrique HÉRCULES FLORENCE, Viagem Fluvial vide Florence, Hércules HERMES, J. S. DA FONSECA, E BASTO, MURILO DE MIRANDA Limites do Brasi! Rio de Janeiro, 1940 HERNÁNDEZ, JOSÉ Martín Fierro Buenos Aires, 1919 HERSKOVITS, M. J. vide Rediield, R., Linton, R., e Herakovits, M. J. Hist. da Lit. Class. vide Figueiredo. Fidelino de HOEUNE, Boi. de dgr. S. P. vide Hoehne, F. C. HOEHNE, F. C. in Boletim de dgricultura, da Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio de Silo Paulo. HOENNE, F. C. Plantas e Substâncias Vegetais Táxicas o Me dicinais<noinclude></noinclude> gnzeg3sus3g06uhf1v35aj0dfhayz5m Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/32 106 256096 559240 2026-08-19T14:01:38Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: XXXVI São Paulo, Departamento de Botânica do Estado, 1959. HOEHNE, Plantas Tóxicas vide Hoehne, F. C. HOMERO PIRES, Junqueira Freire vide Pires. Homero HONERO PRATES, D. Chimango vide Prates, Homero HONORATO FAUSTINO, Valor das Palavras vide Faustino, Honorato HUASCAR PEREIRA vide Pereira, Huascar Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Vocabulário do Estado do Rio Grande do S Conselho Nacional de Geografia Serviço de Geografia... 559240 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XXXVI São Paulo, Departamento de Botânica do Estado, 1959. HOEHNE, Plantas Tóxicas vide Hoehne, F. C. HOMERO PIRES, Junqueira Freire vide Pires. Homero HONERO PRATES, D. Chimango vide Prates, Homero HONORATO FAUSTINO, Valor das Palavras vide Faustino, Honorato HUASCAR PEREIRA vide Pereira, Huascar Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Vocabulário do Estado do Rio Grande do S Conselho Nacional de Geografia Serviço de Geografia e Estatística Fisiog fica Rio Grande do Sul, 1940 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Vocabulário Geográfico do Estado de Santa Catarina Contribuição para o dicionário geográfico bra sileiro Rio de Janeiro, 1950 Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (Rio d Janeiro) Diccionario Historico, Geographico e Ethno graphico do Brasil, editado pelo Rio de Janeiro, 1922, 2 voll. HUASCAR pide Pereira, Huascar HURLEY, J. IRAJÁ, Hernani A Cabanagem Belém, 1956 HURLEY, J. Traços Cabanos Belém, Ofs. Gráls. Instituto Lauro Sodré, 1956 LHERING, Dicionário vide Ihering, Rodolpho von IHERING, Rodolpho von Dicionário dos Animais do Brasil São Paulo, 1940 THERING, Rodolpho von Da Vida dos Peixes (Ensaios e scenas de pescarias) São Paulo, 1929 Imparcial, O Rio de Janeiro, 1892- INÁCIO ACIOLI vide Accioly, Ignacio Influência pide Mendonça, Renato Inocêncio, DB vide Silva, Innocencio Francisco da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Feitiços e Crendices Rio de Janeiro, 1952 J. A. PINTO DO CARMO, Ministros da Fazenda vide Carmo, J. A. Pinto do J. A. TEIXEIRA, Adágios, provérbios, rijões e anexins vide Teixeira, J. A. J. A. TEIXEIRA, F. G. vide Teixeira, José A. J. A. TEIXEIRA, Folclore Goiano vide Teixeira, José A. J. C. FERNANDES PINHEIRO, A Academia Brasilica dos Renascidos vide Pinheiro, J. C. Fernandes J. C. CARNEIRO MONTEIRO, in Alm. Garnier vide Monteiro, J. C. Carneiro J. C. DA SILVA MURICI vide Muricy, José Cândido da Silva J. CALASANS, Cachaça, Moça Branca vide Silva, José Calasans Brandão da J. GERALDO KUHLMAN, in Chacaras e Quintais vide Kuhlman, J. Geraldo J. HURLEY, Cabanagem vide Hurley, J. Vocabulário Geográfico do Estado do Rio J. HURLEY, Cabanos Grande do Sul Contribuição para o dicionário geográfico bra- sileiro Rio de Janeiro, 1950 vide Hurley, J. J. LEITE, Nola vide Leite, J.<noinclude></noinclude> alj2zc5532nmna3a5k1io241c69pidt Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/33 106 256097 559241 2026-08-19T14:01:50Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: XXXVII J. LÚCIO DE AZEVEDO, Épocas de Portugal Econômico vide Azevedo, J. Lúcio de J. M. DE MACEDO, O ano biográfico brasileiro vide Macedo, Joaquim Manuel de J. Do Rio, Dias que passam DO vide Rio, João do J. S. DA FONSECA HERMES E MURILO MIRANDA BASTO Limiles do Brasi! vide Hermes, J. S. da Fonseca, e Basto, Mu- rilo Miranda JABOATAM, FR. ANTONIO DE SANTA MARIA vide Jaboatão, Fr. Antônio de Santa Maria JABOATAM, Orbe Seráfico vide Ja... 559241 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XXXVII J. LÚCIO DE AZEVEDO, Épocas de Portugal Econômico vide Azevedo, J. Lúcio de J. M. DE MACEDO, O ano biográfico brasileiro vide Macedo, Joaquim Manuel de J. Do Rio, Dias que passam DO vide Rio, João do J. S. DA FONSECA HERMES E MURILO MIRANDA BASTO Limiles do Brasi! vide Hermes, J. S. da Fonseca, e Basto, Mu- rilo Miranda JABOATAM, FR. ANTONIO DE SANTA MARIA vide Jaboatão, Fr. Antônio de Santa Maria JABOATAM, Orbe Seráfico vide Jaboatão, Fr. Antônio de Santa Maria JABOATÃO, FR. ANTONIO DE SANTA MARIA JOÃO NEVES DA FONTOURA, A jornada liberal vide Fontoura, João Neves da João Pobre, O n. 1 Rio de Janeiro, 1844 João RIBEIRO, DG vide Ribeiro, João João RIBEIRO. Dicionário Gramatical vide Ribeiro, João João RIBEIRO, Frases Feilas vide Ribeiro, João João RIBEIRO, Frases Feitas, estudo conjectural de locuções, ditados e provérbios vide Ribeiro, João João RIBEIRO, Lingua Nacional vide Ribeiro, João Catalogo genealogico das principaes familias procedentes de Albuquerque e Caval- JOÃO RIBEIRO, de Nossas Fronteiras cantes em Pernambuco e Caramurus na Bahia Rio de Janeiro, 1889 JABOATÃO, FR. ANTONIO DE SANTA MARIA Novo Orbe Seráfico Brasílico, ou Chronica dos frades menores da provincia do Brasil impressa em Lisboa em 1761 e reimpr. por ordem do Inst. Hist. e Geogr. Brasileiro Rio de Janeiro, 1858-1859 3 voll. JABOATÃO, Calál. Geneal. vide Jaboatão, Fr. Antônio de Santa Maria JABOATÃO, Catálogo Genealógico vide Jaboatão, Fr. Antônio de Santa Maria JACQUES, MAJOR JOÃO CEZIMBRA Assuntos do Rio Grande do Sul Porto Alegre [1912] JACQUES RAIMUNDO. Vocab. Indig. de Venez. vide Raimundo, Jacques JAY. DE VIANA, Guri vide Viana, Javier de João BATISTA LEHMANN, O Brasil Católico vide Lehmann, João Batista JOÃO FRANCISCO LISBOA, Obras vide Lisboa, João Francisco JOZO NEPOMUCENO TORRES, Gria brasileira vide Torres, Joo Nepomuceno vide Ribeiro, João JOÃO DO RIO, Espelhos vide Rio, João do JOAQUIM BRANCO. Voc. El. do banhenga vide Branco, Joaquim JOAQUIM NABUCO. O abolicionismo vide Nabuco, Joaquim JOAQUIM NABUCO, Estadista do Império vide Araújo, Joaquim Aurélio Barreto Na- buco de JOAQUIM RIBEIRO, in Jornal do Comércio, 26-8-1934 vide Ribeiro, Joaquim JORGE, ADRLANO Notícia sobre os povos indigenas que esta- cionavam no territorio do actual Estado das Alagoas (in Indicador geral do Esta- do de lagoas organizado por Craveiro da Costa e Torquato Cabral. Maceió, 1902) JORGE DE LIMA, Calunga vide Lima, Jorge de Jornal, O Rio de Janeiro, 1919- Jornal de Modinhas Rio de Janeiro, [?] Jornal do Recife Recife, 1867 José DE ALENCAR, O Guarani vide Alencar, José Martiniano de<noinclude></noinclude> 7zttnpm9lq8vddnolpolnxir698jvuo Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/157 106 256098 559242 2026-08-19T14:04:23Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 559242 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|149|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>grave. Pois sabes o que te digo, meu caro capitāo, e ao que te peço que dés toda a attençāo? E que o que mais me quadra na tua definiçāo de hyperbole — quasi que me ia escapando chamar-lhe «hyper-carambola» — é que ainda é menos clara que a palavra qué pretendes definir! Nicholl e Barbicane pouca importancia davam aos motejos de Miguel Ardan, porque estavam empenhados em discutir scientificamente o caso. O que os movia era a paixāo de saber qual era a natureza da curva que o projectil seguia. Um insistia na hyperbole, outro na parabola, e ambos se davam reciprocamente rasōes crivadas de ''x''. A argumentaçāo de ambos era expendida em linguagem tal, que fazia dar pulo a Miguel. A discussāo corria animada, sem que nenhum dos adversarios consentisse em sacrificar ao outro a sua curva predilecta. Como esta disputa scientifica se ia prolongando, acabou por impacientar Miguel, que disse: — Olé! senhores do coseno, acabam ou nāo acabam de atirar á cabeça um do outro com hyperboles e parabolas? Cá por mim só o que desejo saber, é a unica cousa que interessa em todo este negocio. Provado está, que havemos de seguir uma ou outra das duas curvas. Muito bem. Seja assim. Mas em todo o caso onde nos levarāo ellas? — A parte nenhuma, respondeu Nicholl. — Como, a parte nenhuma! — Evidentemente, acudiu Barbicane, sāo ambas curvas nāo fechadas que se prolongam até ao infinito! — Ai! sabios da minha alma! exclamou Miguel, que vos tenho a todos aqui no coraçāo! Entāo que nos importa que seja parabola ou hyperbole, se tanto uma como outra nos conduzem ao infinito no espaço!? Barbicane e Nicholl nāo poderam conter um sorriso. Tinham estado a gastar tempo «só pelo amor da arte!» Nunca problema mais ocioso tinha sido discutido em occasiāo menos opportuna. A sinistra verdade era que o projectil, movendo-se quer parabolica quer hyperbolicamente, nunca mais encontraria nem Terra nem Lua. {{nop}}<noinclude></noinclude> 8yieszxg04jxvrzq630997kdyrxagp8 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/5 106 256099 559248 2026-08-19T14:10:39Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559248 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>{| style="margin: auto; border:10px ridge #e3e3e3; padding:1em" |<div style="font-family:serif"> {{c|{{uc|Henriqueta}}|fs=200%}} {{c|{{uc|Romance original}}}} {{c|{{uc|por}}|fs=80%}} {{c|{{uc|'''D. Maria Peregrina de Souza'''}}|fs=110%}} {{c|{{uc|precedido da}}|fs=80%}}</div> {{c|{{bl|Biographia da Auctora}}}} <div style="font-family:serif">{{c|{{uc|pelo}}|fs=80%}} {{c|{{uc|Visconde de Castilho}}}} {{dhr|4em}} {{cr|sp|40|cll|10|fy3|40|clr|10|sp|40}} {{dhr|3em}} {{c|{{uc|Editor}}}} {{c|{{uc|Antonio Leite Cardozo Pereira de Mello}}|fs=90%}} {{lh|1em}} {{c|1876|fs=90%}} </div> |} {{nop}}<noinclude></noinclude> 5i9k7dy6wtk5irx76jmnqebkiyqwmo6 Página:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf/122 106 256100 559251 2026-08-19T14:12:55Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 559251 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|106|REV. DO INST. ARCH. E GEOG. PERN.|REV. DO INST. ARCH. E GEOG. PERN.}}{{rule}}</noinclude>dum negro de debaixo de algumas pollegadas de areia que o seu senhor fizéra lançar sobre os seus restos. Eʼ nesta praia que medida de insultos feitos aos pobres negros é cheia. Quando morre um negro os seus companheiros de captiveiro deitam-no sobre uma taboa, levam-no até a praia, onde abaixo do nivel da préamar lançam-lhe um pouco de areia sobre o corpo ; aos negros novos, porem, até esta prova de humanidade é negada o cadaver é amarrado a uma vara, conduzido á noite e atirado na praia donde é bem possivel que a ressaca o venha levar. Estas cousas nos fizeram chegar em casa tristes e abatidos, não obstantes as scenas agradaveis que haviamos presenciado. ''Domingo, 29 de Setembro''. — A festa de S. Miguel fez sair as senhoras portuguezas, das quaes não viramos até agora uma só passar nas ruas. O seu vestuario predilecto parece ser preto, com sapatos brancos e fitas brancas ou de côres e flôres nos cabellos; com um manto de renda ou gaze preto ou branco. Vimos tambem pela primeira vez alguns padres ; presumo que a ordem determinando-lhes que se conservem dentro dos muros dos seus conventos, foi consequencia de pertencerem ao numero dos fomentadores do espirito de independencia. A appropriação de parte tão consideravel dos rendimentos da igreja pela côrte de Lisbôa é naturalmente impopular entre o clero do paiz ; e não lhe é difficil couvencer o povo, o que de facto é verdade, que a retirada de tantos cabedaes para soccorrer Lisbôa, que actualmente não póde governal-o nem protegel-o, é motivo para justas queixas. Dizem que a moral do clero é a mais depravada, o que provavelmente é verdade. Homens, como os do clero romano, seggregados por votos de todas as caridades activas da vida social, têm apenas como recurso contra os seus vicios e paixões a sciencia e a litteratura. Mas aqui os proprios nomes de sciencia e litteratura são desconhecidos. O seminario e a bibliotheca de Olinda estão em ruinas. Não ha uma só livraria em Pernambuco, e a população das differentes freguezias sóbe a 70,000 almas ! Um periodico toleravelmente bem escripto, do qual não me foi possível obter o primeiro numero, começou a apparecer em Março, sob o titulo de ''Aurora Pernambucana'', com o motto de Camões : {{nop}}<noinclude></noinclude> hs0uv6h8ynzt1s924jwhbhnsjaxumox Henriqueta 0 256101 559252 2026-08-19T14:13:57Z BlitzkriegBoop 37692 Página criada 559252 wikitext text/x-wiki <pages index="Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf" header=1/> [[Categoria:Maria Peregrina de Souza]] [[Categoria:António Feliciano de Castilho]] [[Categoria:Obras publicadas em 1876]] 9qulisxubojzcwv49qkn2zgt4eyn5x7 559401 559252 2026-08-19T15:15:35Z BlitzkriegBoop 37692 categoria adicionada 559401 wikitext text/x-wiki <pages index="Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf" header=1/> [[Categoria:Maria Peregrina de Souza]] [[Categoria:António Feliciano de Castilho]] [[Categoria:Obras publicadas em 1876]] [[Categoria:Henriqueta| ]] aohnjoxi5ei7a3lwt37aeszr09d2c9e Página:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf/123 106 256102 559255 2026-08-19T14:17:55Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 559255 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|107|REV. DO INST. ARCH. E GEOG. PERN.|REV. DO INST. ARCH. E GEOG. PERN.}}{{rule}}</noinclude><poem> ''Depois de procellosa tempestade,'' ''Nocturna sombra e sibilante vento,'' ''Traz a manhã serena claridade'' ''Esperança de porto e salvamento ;'' </poem> alludindo a chegada das noticias da revolução de Portugal, a 26 daquelle mez, e ao juramento do governador, magistrados, etc., de adherirem á constituição que as Côrtes promulgassem. Sinto dizer que este unico jornal ha dous mezes que deixou de apparecer, tendo o redactor, ao que parece, sido nomeado secretario do governo, pelo que não dispoz mais de tempo para dedicar-se á imprensa <ref>Não só aate jornal continuou a ser publicado, como outros saem agora á luz no Recife.{{right|N. da A,}}</ref>. {{dhr}} ''Segunda-feira, 30 de Setembro''. — A noite passada os patriotas atacaram as linhas de defeza de Olinda durante quatro horas, mas creio que não houve perdas de qualquer dos lados. Esta manhã chegou a fragata portugueza ''Dom Pedro'' com tropas da Bahia. O reforço de 350 homens, em parte europeus, em parte bahianos, encheu de enthusiasmo todos os habitantes, inclusive o governador: de sorte que temos uma vez occasião de ver Pernambuco activo e alegre e movimentado. Homens e mulheres percorrem as ruas nos seus mais vistosos trajes, e os militares correm e galopam em todas as direcções, não pouco satisfeitos com ter quem os venha render nas suas constantes guardas e rondas. Entre outras cousas que aprendi olhando notei que, emquanto os paes de familia se entretinham nas ruas com os recem-chegados, as jovens pernambucanas se mostravam tão habeis no uso de signaes como as mulheres turcas, e que frequentemente um namoro é mantido por este processo e assentado um casamento sem que um dos noivos tenha ouvido a voz do outro. Entretanto, o costume geral é os paes combinarem as nupcias dos filhos sem consultar outra cousa que não seja a convenieneia pecuniaria. Hoje varios officiaes e aspirantes da ''Doris'' nos acompanharam a jantar com o governador, ás quatro e meia da tarde.<noinclude>{{rule|6em|align=left}} {{smallrefs}}</noinclude> pgqsqcl03ql4yld4x6x3891dqjmf5ax Página:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf/124 106 256103 559256 2026-08-19T14:23:15Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 559256 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|108|REV. DO INST. ARCH. E GEOG. PERN.|REV. DO INST. ARCH. E GEOG. PERN.}}{{rule}}</noinclude>Fomos muito cordialmente acolhidos. S. Exc. sentou-se numa das cabeceiras da meza e um ajudante de campo na outra ; eu tomei lugar entre o general e Mm. do Rego. Elle comprazia-se em fallar dos seus velhos amigos inglezes da guerra Peninsular, com muitos dos quaes mantenho relações, e ella tinha mil perguntas a fazer-me sobre a Inglaterra, que deseja muito visitar. Pedio-me que desculpasse a exiguidade da sua baixella, porquanto as melhores peças estavam encaixotadas num armazem inglez, junto com as joias de S. Exc. e outros objectos preciosos. A cozinha era meia-portugueza, meio-ingleza. Depois da sôpa foi servido um prato de carne cozida com fatias de porco salgado e chouriços, a que acompanhou outro prato com arroz cozido com azeite e temperos. Houve ''roast-beef'', em attenção aos inglezes, muito pouco assada. As saladas e o peixe de varias qualidades estavam preparados dum modo especial ; gallinhas e outras iguarias á moda franceza. O pos-pasto foi servido numa outra meza; alem das nossas sobremezas europeas de fructas, bolos e vinho, toda a sorte de pudins, enpadas e tortas faziam parte delle; a meza estava adornada de flôres e havia profusão de confeitos de toda a qualidade. Os convivas ergueram-se da meza de jantar e tomaram lugar junto á outra que, disse-me Mm. do Rego, deveria ter sido posta numa sala separada; mas, faz tão pouco tempo que se mudaram para aquella casa que ainda não lhes foi possivel preparar uma sala para aquelle fim. O governador e os seus hospedes ergueram muitos brindes alternadamente ao rei da Inglaterra, ao rei de Portugal, á Marinha ingleza, ao rei de França <ref>Mr. Lainé, o muito amavel e cavalheiroso consul francez, estava presente.{{right|N. da A.}}</ref>, a Luiz do Rego e á Capitania de Pernambuco, etc. Levantamo-nos então todos da meza ; alguns dos convivas voltaram para bordo ; a maioria porém, reuniu-se-nos no salão, um aposento muito confortavel, com mobilia estufada de damasco azul, onde se nos juntaram os officiaes de marinha francezes do navio de Sua Magestade<noinclude>{{rule|8em|align=left}} {{smallrefs}}</noinclude> dz0uydbnvingwi691fjuq6wfipfgwjb 559257 559256 2026-08-19T14:23:46Z Erick Soares3 19404 559257 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|108|REV. DO INST. ARCH. E GEOG. PERN.|REV. DO INST. ARCH. E GEOG. PERN.}}{{rule}}</noinclude>Fomos muito cordialmente acolhidos. S. Exc. sentou-se numa das cabeceiras da meza e um ajudante de campo na outra ; eu tomei lugar entre o general e Mm. do Rego. Elle comprazia-se em fallar dos seus velhos amigos inglezes da guerra Peninsular, com muitos dos quaes mantenho relações, e ella tinha mil perguntas a fazer-me sobre a Inglaterra, que deseja muito visitar. Pedio-me que desculpasse a exiguidade da sua baixella, porquanto as melhores peças estavam encaixotadas num armazem inglez, junto com as joias de S. Exc. e outros objectos preciosos. A cozinha era meia-portugueza, meio-ingleza. Depois da sôpa foi servido um prato de carne cozida com fatias de porco salgado e chouriços, a que acompanhou outro prato com arroz cozido com azeite e temperos. Houve ''roast-beef'', em attenção aos inglezes, muito pouco assada. As saladas e o peixe de varias qualidades estavam preparados dum modo especial ; gallinhas e outras iguarias á moda franceza. O pos-pasto foi servido numa outra meza; alem das nossas sobremezas europeas de fructas, bolos e vinho, toda a sorte de pudins, enpadas e tortas faziam parte delle; a meza estava adornada de flôres e havia profusão de confeitos de toda a qualidade. Os convivas ergueram-se da meza de jantar e tomaram lugar junto á outra que, disse-me Mm. do Rego, deveria ter sido posta numa sala separada; mas, faz tão pouco tempo que se mudaram para aquella casa que ainda não lhes foi possivel preparar uma sala para aquelle fim. O governador e os seus hospedes ergueram muitos brindes alternadamente ao rei da Inglaterra, ao rei de Portugal, á Marinha ingleza, ao rei de França <ref>Mr. Lainé, o muito amavel e cavalheiroso consul francez, estava presente.{{right|N. da A.}}</ref>, a Luiz do Rego e á Capitania de Pernambuco, etc. Levantamo-nos então todos da meza ; alguns dos convivas voltaram para bordo ; a maioria porém, reuniu-se-nos no salão, um aposento muito confortavel, com mobilia estufada de damasco azul, onde se nos juntaram os officiaes de marinha francezes do navio de Sua Magestade<noinclude>{{rule|8em|align=left}} {{smallrefs}}</noinclude> t9q3xq8q5q14w2t57pmnalgbcmexcsk Página:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf/125 106 256104 559259 2026-08-19T14:27:37Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 559259 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|109|REV. DO INST. ARCH. E GEOG. PERN.|REV. DO INST. ARCH. E GEOG. PERN.}}{{rule}}</noinclude>Christianissima ''Sapho'', e varias senhoras e cavalheiros da cidade. Tivemos excellente musica. Mm. do Rego tem uma voz admiravel, e havia varios bons cantores e pianistas. Foi uma noute mais agradavel e cheia de urbanidade do que eu esperava poder passar em Pernambuco, especialmente agora em estado de sitio. ''( Continúa. )'' {{right|{{cursiva|'''''Alfredo de Carvalho'''''}}}} {{dhr|10em}} {{rule|8em}} {{nop}} Digitized by Google<noinclude></noinclude> rpmft57koq0banyj88sm0ltv2k7d29z 559260 559259 2026-08-19T14:27:49Z Erick Soares3 19404 559260 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|109|REV. DO INST. ARCH. E GEOG. PERN.|REV. DO INST. ARCH. E GEOG. PERN.}}{{rule}}</noinclude>Christianissima ''Sapho'', e varias senhoras e cavalheiros da cidade. Tivemos excellente musica. Mm. do Rego tem uma voz admiravel, e havia varios bons cantores e pianistas. Foi uma noute mais agradavel e cheia de urbanidade do que eu esperava poder passar em Pernambuco, especialmente agora em estado de sitio. ''( Continúa. )'' {{right|{{cursivo|'''''Alfredo de Carvalho'''''}}}} {{dhr|10em}} {{rule|8em}} {{nop}} Digitized by Google<noinclude></noinclude> 78zfs5mo8ltyas5k5xegcrv15r2fe71 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/34 106 256105 559264 2026-08-19T14:34:46Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: XXXVIII JOSÉ DE ALENÇAR, O Sertanejo, cit. por Teschauer, KOSTER, Viagem NDN. pide Alencar, José Martiniano de JOSÉ DE ALENCAR [o filho), José Martiniano de Alencar vide Alencar, José José AMERICO, Bagaceira vide Almeida, José Américo de JOSE ARTUR MONTENEGRO, notas ao Uraguai de Ba- sílio da Gama vide Montenegro, José Artur JOSÉ CALASANS. Cachaça, moça branca vide Koster, Henrique KUHLMANN, J. GERALDO in Chácaras e Quintais, de 15-IX-... 559264 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XXXVIII JOSÉ DE ALENÇAR, O Sertanejo, cit. por Teschauer, KOSTER, Viagem NDN. pide Alencar, José Martiniano de JOSÉ DE ALENCAR [o filho), José Martiniano de Alencar vide Alencar, José José AMERICO, Bagaceira vide Almeida, José Américo de JOSE ARTUR MONTENEGRO, notas ao Uraguai de Ba- sílio da Gama vide Montenegro, José Artur JOSÉ CALASANS. Cachaça, moça branca vide Koster, Henrique KUHLMANN, J. GERALDO in Chácaras e Quintais, de 15-IX-1926 L. C. DE MORAIS, VSRG vide Moraes. Luiz Carlos de LAGO, LAURENIO Brigadeiros e generais de D. João VI de D. Pedro I no Brasil Rio de Janeiro, 1938 Nobiliarquia Brasileira, Titulares do Sexo LAGO, LAURENIO vide Silva, José Calasans Brandão da JOSÉ MARIA BELO, Hist. da República vide Belo, José Maria Feminino Rio de Janeiro, 1949 LAGO, LAURENIO Supremo Tribunal de Justiça e Supremo Tri- bunal Federal Rio de Janeiro, 1940 JOSÉ DE MIRALES, História Militar do Brasil vide Miralles, José JOSÉ PIRES DE CARVALHO E ALBUQUERQUE, Cullo Mé- trico vide Albuquerque, José Pires de Carvalho JOSÉ SALDANHA vide Saldanha, José JOSÉ VALADARES, A Galeria Abbott vide Valadares, José JOSÉ VERÍSSIMO, O Crime do Tapuio vide Veríssimo, José JOSÉ VERÍSSIMO, Pesca vide Veríssimo, José José VICENTE DE AZEVEDO SOBRINHO, Efemérides da Academia Bras.le.ra de Letras vude Azevedo Sobrinho, José Vicente de JUAN B. LASTRES e C. AI BERTO SEGUIN, Lope de Aguirre, el rebelde vide Lastres, Juan B., e Seguin, C. Alberto JUNQUEIRA SCHMIDT, MARIA vidz Schmidt, Maria Junqueira KRIVET, ANTHONY Peregrinações de ... no Brasil no século XVI, de Theodoro Sampaio in RIHGB -Anais do 1." Congresso de História Nacional, tcmo II, 1951, p. 345 KOSTED, HENRIQUE Viagens so Nordeste do Brasil Travels in Brazil-trad. e notas de Luís da Câ- mara Cascudo São Paulo, 1942 LAGO, PEREIRA DO Itinerário da Província do Maranhão in Revista do Instituto Histórico e Geográfic Brasileiro citado por Moreira Pinto LAMEGO, ALBERTO A Academia Brasílica dos Renascidos Bruxelas, 1923 LAMENZA, MÁRIO Proverbios Rio de Janeiro, 1941 Lancela, A Fortaleza, ? Ano 2, v. 2, n.º 1, jan. 1865 Lanterna Mágica Rio de Janeiro N. 180, 1877 LASTRES, JUAN B., e SEGUIN, C. ALDERTO Lope de Aguirre, el rebelde Buenos Aires, 1942 LAUDELINO vide Freire, Laudelino LAURENIO LACO, Brig. e Generais vide Logo, Laurênio LAURENIO LAGO, Brigadeiros e Generais de D. João D. Pedro I no Brasil vide Lago, Laurênio<noinclude></noinclude> nw1ooxc2g34im9kt5wgbr9v85fynqhm Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/35 106 256106 559265 2026-08-19T14:34:49Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: LAURENIO LAGO, Nobiliarquia Brasileira, Titulares do LEONARDO MOTA, Sertão Alegre Sexo Feminino vide Lago, Laurênio LAURENIO LAGO, Supr. Tribunal vide Lago, Laurênio LAURENIO LACO, Supremo Trib. de Justiça e Supremo Trib. Federal vide Lago, Laurênio LAURITA PESSOA RAJA GABAGLIA, Epilácio Pessoa vide Gabaglia, Laurita Pessoa Raja LAURO PALIIANO, Gororoba vide Palhano, Lauro LAURO PALIIANO, Marupiara vide Palhano, Lauro LAURO PALIIANO, P... 559265 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>LAURENIO LAGO, Nobiliarquia Brasileira, Titulares do LEONARDO MOTA, Sertão Alegre Sexo Feminino vide Lago, Laurênio LAURENIO LAGO, Supr. Tribunal vide Lago, Laurênio LAURENIO LACO, Supremo Trib. de Justiça e Supremo Trib. Federal vide Lago, Laurênio LAURITA PESSOA RAJA GABAGLIA, Epilácio Pessoa vide Gabaglia, Laurita Pessoa Raja LAURO PALIIANO, Gororoba vide Palhano, Lauro LAURO PALIIANO, Marupiara vide Palhano, Lauro LAURO PALIIANO, Paracoera vide Palhano, Lauro Lavoura, A Orgão da Sociedade Nacional de Agricultura Rio de Janeiro, 1897- LE COINTE vide Le Cointe, Paul LE COINTE, PAUL Amazônia Brasileira, III Arvores e Plantas 2.* ed São Paulo, 1947 LEAL, ANTONIO HENRIQUE vide in Lisbon, João Francisco LEHMANN, JOÃO BATISTA LEITE, J. O Brasil Católico Juiz de Fora, 1947 Nota à 6. edição de Reflexes, q. v. LEITE, SOLIDONIO in Revista da Lingua Portuguêsa, ano I, n.° + LEME, LUIZ GONZAGA SILVA Genealogia Paulistana São Paulo, 1903-1905 LEMOS TORRES, LÍGIA vide Torres, Lígia Lemos LEONARDO MOTA, Modismos e ddagiário vide Mota, Leonardo LEONARDO MOTA, No tempo de Lampião vide Mota, Leonardo vide Mota, Leonardo LEONARDO MOTA, Violeiros vide Mota, Leonardo LEONCIO DE OLIVEIRA, Vida Roceira vide Oliveira, Leôncio C. de LESSA, DERMEVAL vide in Sá, Carlos, [e outros] XXXIX LIGIA LEMOS TORRES, Imperatriz Dona Amélia vide Torres, Lígia Lemos LIMA, ALBERTO REGO artigo in Correio da Manhã, de 23-12-1934 LIMA, JORGE DE Calunga 2. ed. Rio de Janeiro, 1943 LIMA, MÁRIO DE Letras Mineiras in O Jarnal, n." especial sobre Minas Gerais, 1930 LIMA FIGUEIREDO, Limiles vide Figueiredo, Lima LIMA FIGUEIREDO, Oeste Paranaense vide Figueiredo, José de Lima LIMEIRA TEJO, Brejos vide Tejo, Limeira LIMEIRA TEJO, Brejos e Carrascais vide Tejo, Limeira LINCOLN DE ALBUQUERQUE, Vida vide Albuquerque, Lincoln LINDOLFO GOMES, Vihil novi...; estudos de literatura comparada e de anedolas vide Gomes, Lindolfo LINHARES, MIRIO Os Domingues da Silva Rio de Janeiro, 1941 LINTON, R. vide Redfield, R., Linton, R., e Herskovits, M. J. LIPPMANN, E. História do Açúcar 2 voll. trad. Rodolfo Coutinho Rio, 1941-1942 LIRA, A. TAVARES DE Dicionário Histórico, Geográfico o Etnográ fico do Brasil Instituto Histórico-Geográfico Brasileiro Rio, 1922<noinclude></noinclude> fkhdcg90f99mqpx435swwo6jaaes3uq Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/36 106 256107 559266 2026-08-19T14:34:52Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: XL LIRA, AUGUSTO TAVARES DE Estado do Rio Grande do Norte (Dicionário Histórico, Geográfico e Etnográfico do Brasil) Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro Rio, 1922 LISBOA, JOÃO FRANCISCO Obras de João Francisco Lisboa, precedidas de uma noticia biographica pelo doutor Ant. H. Leal São Luís do Maranhão, 1864-1865 3.* edição Lisboa, 1901 LOBATO, MONTEIRO A onda verde 1 citado por Teschauer, NDN, s. v. alfabelar LOFGREN, ALBERTO En... 559266 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XL LIRA, AUGUSTO TAVARES DE Estado do Rio Grande do Norte (Dicionário Histórico, Geográfico e Etnográfico do Brasil) Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro Rio, 1922 LISBOA, JOÃO FRANCISCO Obras de João Francisco Lisboa, precedidas de uma noticia biographica pelo doutor Ant. H. Leal São Luís do Maranhão, 1864-1865 3.* edição Lisboa, 1901 LOBATO, MONTEIRO A onda verde 1 citado por Teschauer, NDN, s. v. alfabelar LOFGREN, ALBERTO Ensaio para uma sinonímia dos nomes popu- lares das plantas indígenas do Estado de São Paulo São Paulo, 1894 LOFGREN, Ensaio vide Lölgren, Alberto LOPES, ANTONIO DE CASTRO Origens de anexins, prolóquios, locuções po- pulares, siglas, etc. Rio de Janeiro, 1886 LOPES NETTO, SIMÕES Cancioneiro guasca. Coletânea de poesia po- pular rio-grandense Pelotas, 1928 LUETZELBURG, P. VON Estudo Botânico do Nordeste Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas Publicação n.° 57 Luís AMARAL, História Geral da Agricultura Brasileira vide Amaral, Luís Luís DA CÂMARA CASCUDO, Vaqueiros e Cantadores vide Cascudo, Luiz da Camara Luís EDMUNDO, Vice-Reis vide Edmundo, Luís Luísa & ARTUR RAMOS, A Renda de Bilros vide Ramos, Luiza e Arthur LUISA DA FONSECA, O Maranhão vide Fonseca, Luísa M. D. OLÍMPIO, Luzia-llomem vide Olympio, Domingos M. E. GOMES DE CARVALHO, Os deputados brasiltu nas Cortes Gerais de 1821 vide Carvalho, M. E. Gomes de M. 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Rio, 1944 MAGALHÃES, BASÍLIO DE O folclore no Brasil, com uma coletânea 81 contos populares organizada pelo Dr João da Silva Campos 2.ª ed. Rio de Janeiro, 1939 MAGALHÃES, BRUNO DE ALMEIDA O Visconde de Abaetê São Paulo, 1939<noinclude></noinclude> npusafmgrkl7lqnrutfyjyaxogpxucx Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/37 106 256108 559267 2026-08-19T14:34:55Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: XLI MAGALHÃES, FERNANDO DE O Centenário da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (1832-1932) Rio de Janeiro, 1932 MAGALHÃES, JOSÉ PROCÓPIO DE vide in Marcgrave, Jorge MAGALIES, JOSÉ VIEIRA COUTO DE O Selvagem Rio, 1876 MAGALHÃES, JOSÉ VIEIRA COUTO DE Viagem ao Araguaia 3. ed. São Paulo, 1934 MAGALHÃES CORREIA, ARMANDO vide Correia, Armando Magalhães MAGALIIXES CORREIA, Serlão Carioca vide Correia, Armando Magalhães MAGNE, AUGUSTO Dic... 559267 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XLI MAGALHÃES, FERNANDO DE O Centenário da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (1832-1932) Rio de Janeiro, 1932 MAGALHÃES, JOSÉ PROCÓPIO DE vide in Marcgrave, Jorge MAGALIES, JOSÉ VIEIRA COUTO DE O Selvagem Rio, 1876 MAGALHÃES, JOSÉ VIEIRA COUTO DE Viagem ao Araguaia 3. ed. São Paulo, 1934 MAGALHÃES CORREIA, ARMANDO vide Correia, Armando Magalhães MAGALIIXES CORREIA, Serlão Carioca vide Correia, Armando Magalhães MAGNE, AUGUSTO Dicionário da Língua Nacional Rio de Janeiro, 1956 MAGNE, AUGUSTO Dicionário da Língua Portuguêsa. Especial- mente dos Períodos Medieval e Clássico Rio de Janeiro, 1950 MAGNE, AUGUSTO Dicionário da Língua Portuguêsa. Especial- mente dos Períodos Medieval e Clássico - suplemento Rio de Janeiro, 1950 MAGNE, DLN vide Magne, Augusto MAGNE, DLP, vide Magne, Augusto MAGNE, DLP, Supl. vide Magne, Augusto MAIA, EMILIO JOAQUIM DA SILVA Discurso sobre as sociedades scientificas e do beneficencia, que teem sido estabelecidas na America, recitado na sociedade litte- raria do Rio de Janeiro Rio de Janeiro, 1836 MALAN, A. (general) Uma rufada pelo sertão in Rev. da Soc. de Geogr. Rio de Janeiro, 1932 MALAN, Rev. Soc. Geogr. vide Malan, A. (general) MALTA, D. 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Mário MÁRIO MELO, . Maçonaria no Brasil vide Melo, Mário Carneiro do Rego MARIO MELO, in RIHGB vide Melo, Mário Carneira do Rego MARIO SETTE, Maxambombas vide SETTE, Mário MARIO SETTE, Maxambumbas e Maracatur vide Satte, Mário<noinclude></noinclude> m517uiqq3534ggqfph3wgd1h1rvhm7f Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/38 106 256109 559268 2026-08-19T14:34:59Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: XLII MARMO, PANPIILO Memorias policines São Paulo, 1927 MARQUES, CEZAR AUGUSTO Diccionario historico, geographico e estatic- tico da provincia do Espirito Santo Rio de Janeiro, 1878 MARQUES, CEZAR AUGUSTO Diccionario historico-geographico da provin- cia do Maranhão Maranhão, 1870 MARQUES, FRANCISCO XAVIER FERREIRA Praeiros Bahia, 1902 MARQUES DOS SANTOS, Artistas do Rio Colonial vide Santos, Francisco Marques dos MARQUES DOS SANTOS, FR... 559268 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XLII MARMO, PANPIILO Memorias policines São Paulo, 1927 MARQUES, CEZAR AUGUSTO Diccionario historico, geographico e estatic- tico da provincia do Espirito Santo Rio de Janeiro, 1878 MARQUES, CEZAR AUGUSTO Diccionario historico-geographico da provin- cia do Maranhão Maranhão, 1870 MARQUES, FRANCISCO XAVIER FERREIRA Praeiros Bahia, 1902 MARQUES DOS SANTOS, Artistas do Rio Colonial vide Santos, Francisco Marques dos MARQUES DOS SANTOS, FRANCISCO vide Santos, Francisco Marques dos MARROQUIN, MÁRIO A Língua do Nordeste (Alagoas e Pernam- buco) São Paulo, 1934 MARTIM DE GUINZO, CV vidz Giizo, Martin de MARTÍN FIERRO vide Hernández, José MARTINS, ARI Entidades litero-culturais de Brasil, in Re vista dar Academias de Letras, n. 18 MARTINS, ARI Resumo histórico das atividades da Acade- mia Rio-Grandense de Letras (Anais do 2. 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D'ABREU Curiosidades Brasileiras Rio de Janeiro, 1864 MELO, MARIO CARNEIRO DO REGO A Maçonaria no Brasil Ed. do Grande Oriente do Brasil Rio de Janeiro, 1922, MELO, MÁRIO CARNEIRO DO REGO Toponymia Pernambucana in Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano Recife, Oficinas Gráficas da Imprens... 559269 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XLIII MEDEIROS, CORIOLANO DE Dicionário Corográfico do Estado da Paraíba 2.* ed. Rio de Janeiro, 1950 MEDEIROS, F. L. D'ABREU Curiosidades Brasileiras Rio de Janeiro, 1864 MELO, MARIO CARNEIRO DO REGO A Maçonaria no Brasil Ed. do Grande Oriente do Brasil Rio de Janeiro, 1922, MELO, MÁRIO CARNEIRO DO REGO Toponymia Pernambucana in Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano Recife, Oficinas Gráficas da Imprensa Oficial, 1931. 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Rio de Janeiro, Gráfica Editora Souza, 1949 vide Silva, Antonio de Moraes e MORAIS, EVARISTO DE A Campanha Abolicionista Rio de Janeiro, 1924<noinclude></noinclude> npbk3ha6ldoc5e5r0o94d1ow93vai9v Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/40 106 256111 559270 2026-08-19T14:36:00Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: XLIV MORAIS, FRANCISCO DE Estudantes da Universidade de Coimbra nas- cidos no Brasil Coimbra, 1949 MORAIS, RAIMUNDO DE Anfiteatro Amazônico São Paulo, s/d MORAIS, RAIMUNDO DE Meu dicionário das coisas da Amazônia 2 voll. Rio de Janeiro, 1931 MORAIS, RAIMUNDO DE Os Igaraúnas 1938 MORAIS, RAIMUNDO DE Ressuscitados, romance do Purus São Paulo, s/d MORAIS E SILVA, ANTÔNIO DE vide Silva, Antonio de Moraes e MOREIRA PINTO vide Pinto, Alfredo... 559270 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XLIV MORAIS, FRANCISCO DE Estudantes da Universidade de Coimbra nas- cidos no Brasil Coimbra, 1949 MORAIS, RAIMUNDO DE Anfiteatro Amazônico São Paulo, s/d MORAIS, RAIMUNDO DE Meu dicionário das coisas da Amazônia 2 voll. Rio de Janeiro, 1931 MORAIS, RAIMUNDO DE Os Igaraúnas 1938 MORAIS, RAIMUNDO DE Ressuscitados, romance do Purus São Paulo, s/d MORAIS E SILVA, ANTÔNIO DE vide Silva, Antonio de Moraes e MOREIRA PINTO vide Pinto, Alfredo Moreira MOTA, LEONARDO Modismos e Adagiário in Violeiros do Norte São Paulo, 1925 MOTA, LEONARDO No tempo de Lampião Rio de Janeiro, 1930 MOTA, LEONARDO Sertão Alegre: poesia e linguagem do sertão nordestino São Paulo, 1925 MOTA, LEONARDO Violeiros do Norte: poesia e linguagem do sertão nordestino São Paulo, 1925 MOTTA, ARTHUR História da literatura brasileira São Paulo, 1930 MOURA, PEDRO Possibilidades de Petróleo no Acre Território d Departamento Nacional de Produção Mineral Serviço de Fomento da Produção Mineral Avulso n.º 16 Rio de Janeiro, 1937 MOYA, SALVADOR DE Anuário Genealógico Brasileiro Publicação do Instituto Genealógico Brasi leiro São Paulo, s/d MÜLLER, FERDINAND VON in Chácaras e Quintais Mundo Literário, O Rio de Janeiro, 1922- MUNIZ CORDEIRO, O amigo do Lavrador vide Cordeiro, Braulio Jaime Moniz MUNIZ TAVARES, FRANCISCO vide Tavares, Francisco Muniz MURICY, ANDRADE O Suave Convivio (critica) Rio, 1922 'MURICY, JOSÉ CANDIDO DA SILVA in Anais do Primeiro Congresso da Lingua Nacional Cantada N. 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As dores de Nossa Senhora 1929 NABUCO, Esladisla do Império vide Araújo, Joaquim Aurélio Barreto Na- buco de NABUCO, JOAQUIM O abolicionismo Londres, 1883 NABUCO, JOAQUIM vide também Araújo, Joaquim Aurélio Bar- reto Nabuco de NADUCO DE ARAÚJO, JOAQUIM AURÉLIO BARRETO vide Nabuco, Joaquim, e Araújo, Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de NASCENTES, ANTENOR O Idioma... 559271 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XLV NABUCO, CAROLINA NETTO, HENRIQUE COELHO A Vida de Joaquim Nabuco 2ª ed. As dores de Nossa Senhora 1929 NABUCO, Esladisla do Império vide Araújo, Joaquim Aurélio Barreto Na- buco de NABUCO, JOAQUIM O abolicionismo Londres, 1883 NABUCO, JOAQUIM vide também Araújo, Joaquim Aurélio Bar- reto Nabuco de NADUCO DE ARAÚJO, JOAQUIM AURÉLIO BARRETO vide Nabuco, Joaquim, e Araújo, Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de NASCENTES, ANTENOR O Idioma Nacional 2ª ed. Rio de Janeiro, 1941 NASCENTES, ANTENOR O Linguajar Carioca Rio de Janeiro, 1922 NASCENTES, Idioma Nacional vide Nascentes, Antenor NASCENTES, Linguajar vide Nascentes, Antenor NASCIMENTO, ALFREDO Centenário da Academia Nacional de Medi- cina Rio de Janeiro, 1929 NAVARRO ANDRADE, Contribuições vide Andrade, Edmundo Navarro de Negro, O Brasileiro 2ª ed São Paulo, 1940 NELSON DE SENA, A Terra Mineira vide Senna, Nelson de NELSON DE SENA, Or indios do Brasi! vide Senna, Nelson do NERY, FERNANDO vide Neves, Fernão (pseudônimo de) NERY, FREDERICO José DE SANT'ANNA Le Pays des Amazones Paris, 1885 NESTOR VITOR, in Revista Americana vide Victor, Nestor cit. por Teschauer, NDN; s. v. alastro NETTO, HENRIQUE COELHO Frechas cit. por Teschauer, NDN; s. alçapoado NETTO, HENRIQUE COELHO Rei Negro Parto, 1914 NEVES, ABDIAS Estado do Piauhy. 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Rio de Janeiro, 1911- Novos Estudos Afro-Brasileiras Rio de Janeiro, 1937 NUNES VIEIRA, PEDRO vide Vieira, Pedro Nunes<noinclude></noinclude> in7izygof9yopfuqbylwalr7ko35ctm Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/42 106 256113 559272 2026-08-19T14:36:05Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: XLVI 0 Artilheiro vide Artilheiro, O O. BARBOSA, Banl banl ban! vide Barbosa, Orestes 0 Cruzeiro pide Cruzeiro, O O. EMBOABA, Sucuriju vide Emboaba, O. O esporte hodierno, citado por Teschauer, NDN, s.v. altitudinário vide Sport Hodienno, O vide Imparcial, O 0 Imperial O João Pobre 0 Jornal O Mocó oide João Pobre, O vide Jornal, O vide Mocó, O O Mundo Literária vide Mundo Literário, O O negro brasileiro vide Negro, O, brasileiro O Patu... 559272 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XLVI 0 Artilheiro vide Artilheiro, O O. BARBOSA, Banl banl ban! vide Barbosa, Orestes 0 Cruzeiro pide Cruzeiro, O O. EMBOABA, Sucuriju vide Emboaba, O. O esporte hodierno, citado por Teschauer, NDN, s.v. altitudinário vide Sport Hodienno, O vide Imparcial, O 0 Imperial O João Pobre 0 Jornal O Mocó oide João Pobre, O vide Jornal, O vide Mocó, O O Mundo Literária vide Mundo Literário, O O negro brasileiro vide Negro, O, brasileiro O Paturco vide Palusco, O O Portilhão vide Pastilhão, O O Povo vide Poro, O Ofensiva, 1 Rio de Janeiro, 1934-37 OLÍPIO DE SOUSA ANDRADE, Joaquim Nabuco co Pan- Americanismo vide Andrade, Olímpio de Sousa OLIV. PAIVA, RB vide Paiva, Oliveira OLIV. PINTO, Catálogo vide Pinto, Olivério M. de Oliveira OLIVEIRA, D. MARTINS DE Marujada Rio de Janeiro, s/d OLIVEIRA, D. MARTINS DE Cm Drama no Sertão in A Noite, suplemento üustrado de 30-VIII- 1933 OLIVEIRA, HENRIQUE VELLOSO D' vide in Martius, Carl Friedr. Phil. voc OLIVEIRA, LEONIO C. 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Alcolorado, TGF vide Alcolorado, Pedro Guedes P. von Luetzelburg, Estudo Botânica do Nordeste vide Luetzelburg, P. von PAIVA, OLIVEIRA D. Guidinha do Puço in Revista Brasileira - tomo XVIII PAIVA POLÉO, Filologia e História vide Dolto, Manuel de Paiva<noinclude></noinclude> mfdrqz9ndmajbrcn1lvkg2jptjghict Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/43 106 256114 559273 2026-08-19T14:36:07Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: XLVII PAIVA BOLEC, MANUEL DE vide Bolbo, Manuel de Paiva PAIXÃO CEARENSE, CATULO DA PAL-LAS vide Cearense, Catulo da Paixão ride Espanha, Madrid, Librería Española y Extranjera PALIIANO, LAURO O Gororuba. Scenas da vida proletaria no Brasil Rio de Janeiro, 1931 PALHANO, LAURO Marupinra romunce da selva amazônica [1939) PEDRO CAVALCANTI, de Seilas Africanas do Recife vide Cavalcanti, Pedro Pederneiras, Geringonça vide Pederneiras, Raul... 559273 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XLVII PAIVA BOLEC, MANUEL DE vide Bolbo, Manuel de Paiva PAIXÃO CEARENSE, CATULO DA PAL-LAS vide Cearense, Catulo da Paixão ride Espanha, Madrid, Librería Española y Extranjera PALIIANO, LAURO O Gororuba. Scenas da vida proletaria no Brasil Rio de Janeiro, 1931 PALHANO, LAURO Marupinra romunce da selva amazônica [1939) PEDRO CAVALCANTI, de Seilas Africanas do Recife vide Cavalcanti, Pedro Pederneiras, Geringonça vide Pederneiras, Raul PEDERNEIRAS, RAUL Geringonça Carioca, verbetes para um dicio- nário da giria Rio de Janeiro, 1910 PEDRO DE MOURA, Possibilidades de Petróleo no Ter ritória da Acre vide Moura, Pedro de PEDRO NUNES VIEIRA, Manguaba vide Vieira, Pedro Nunes PEIXOTO, AFRANIO PALHANO, LAURO Paracoéra Rio de Janeiro, s/d Breviario da Bahia Rio de Janeiro, 1946 2. el. PEIXOTO, AFRANIO PANFILO MARMO, Memórias Policiais Bugrinha vide Marmo, Pamphilo São Paulo, 1922 Pássaros do Brasil PEIXOTO, APRANIO vide Santos, Eurico Missangas, poesia o folkore São Paulo, 1931 PAULINO NOGUEIRA, l'ocabulário vide Fonseca, Paulino Nogueira Borges da PENALVA, GASTO O Mundo Literário PAULO DUARTE vide Duarte, Paulo Patusco, O n 13 Rio de Janeiro, 1886 PAULO, FERNANDO SÃO PECKOLT Linguagem Médica Popular no Brasil Rio de Janeiro, 1936 vide Peckolt, Theodoro e Gustavo PECKOLT, História das Plantas Medicinais do Brasil vide Peckolt, Theodoro e Gustavo PECKOLT, THEODORO е GUSTAVO Historia das plantas medicinaes e uteis dio Brazil contendo a descripção botanica, cultura, partes usadas, composição chi- mica, seu emprego em diversas molestias, doses, usos industriaes, etc., etc. Rio de Janeiro, 1914. PEDRO CALMON vide Calmon, Pedro PEDRO CAVALCANTI, in Estudos Afro-Brasileiros vide Cavalcanti, Pero Rio de Janeiro, s/d PENALVA, GASTÃO pseudônimo de Sousa, Sebastião de, 4... PEREIRA, ANTONIO BATISTA O Rio Grande do Sul de Farrapos e Garibal- di, in Vultos e Episódios do Brasil São Paulo, 1932 PEREINA, ARTUR RAMOS DE ARAÚJO Introdução à antropologia brasileira Rio de Janeiro, 1943 PEREINA, HUASCAR Apontamentos sobre as Madeiras do Estado de São Paulo (Especificações Aplica- ções) São Paulo, 1919 PEREIRA DA COSTA, Dicion. biogr. dos pernambucanos célebres vide Costa, Francisco Augusto Pereira da PEREIRA DA COSTA, Folclore Pernambucano vide Costa, Francisco Augusto Peruira da PEREIRA DA COSTA, RIAGP vide Costa, Francisco Augusto Pereira da<noinclude></noinclude> 9oii0ezac0of6xwrwlwzwkoysu6ft5s Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/44 106 256115 559274 2026-08-19T14:36:09Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: XLVIII PEREIRA DA COSTA, Voc. Pern. vide Costa, Francisco Augusto Pereira da PEREIRA DO LAGO, Itinerário da Prov. do Maranhão. vide Lago, Pereira do PEREIRA DE VASCONCELOS, DIOGO LUIZ DE ALMEIDA vide Vasconcelos, Diogo Luiz de Almeida Pe- Pernambuco reira de n.º 256, de 1915 PINTO, OLIVERIO M. DE OLIVEIRA Catálogo das Aves do Brasil. São Paulo, 1938-1944 PINTO DE AGUIAR vide Aguiar, Pinto de PINTO DO CARMO. J. A. pide Carmo, J. A. Pint... 559274 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>XLVIII PEREIRA DA COSTA, Voc. Pern. vide Costa, Francisco Augusto Pereira da PEREIRA DO LAGO, Itinerário da Prov. do Maranhão. vide Lago, Pereira do PEREIRA DE VASCONCELOS, DIOGO LUIZ DE ALMEIDA vide Vasconcelos, Diogo Luiz de Almeida Pe- Pernambuco reira de n.º 256, de 1915 PINTO, OLIVERIO M. DE OLIVEIRA Catálogo das Aves do Brasil. São Paulo, 1938-1944 PINTO DE AGUIAR vide Aguiar, Pinto de PINTO DO CARMO. J. A. pide Carmo, J. A. Pinto do PIO CORREIA vide Corrêa, M. Pio PIRAJÁ DA SILVA diário vide Silva, Pirajá da Recife, 1912 PHILOCREON, Orro PIRES, AURÉLIO citado por B. de Sousa, DTGB, q. v. vide in Sá, Carlos [e outros] Pimenta, A. PIRES, CORNÉLIO n.º 54 de 1902 PINHEIRO. AURÉLIO À margem do Amazonas São Paulo, 1937 PINHEIRO, J. C. FERNANDES As Estranhas Aventuras de Joaquim Benti- nho, o Queima-Campo São Paulo, 1924 PIRES CORNELIO Sambas e cateretês São Paulo, s/d PIRES, CORNÉLIO A Academia Brasílica dos Renascidos in Revista de Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, tomo 32, vol. 39 PINHEIRO, RAIMUNDO in Cullura Politica, lev. 1942 Tarrafadas São Paulo, 1932 PIRES, GUDESTEU vide in Sh, Carlos [e outros] PIRES, HOMERO PINHO, WANDERLEY História de um engenho do Recôncavo Rio de Janeiro, 1946 PINTO, ALFREDO MOREIRA Junqueira Freire. Sua vida, sua época, sua obra. Rio de Janeiro, Ed. 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São Paulo, 1933 Revista da Academia Brasileira de Iretras Rio de Janeiro, 1910- Revista da Academia de Le... 559277 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>REGO MELO, MÁRIO CARNEIRO DO vide Melo, Mário Carneiro do Rêgo RIBEIRO, JOÃO LI Frazes Feitas. Estudo conjectural de locuções, dictados e proverbios Rio de Janeiro, 1908 Rev. arq. mun. vide Revista do Arquivo Municipal RIBEIRO, JOÃO Rev. da Soc. de Geogr. vide Revista da Sociedade Brasileira de Geo- A Língua Nacional grafia 2.ª ed. São Paulo, 1933 Revista da Academia Brasileira de Iretras Rio de Janeiro, 1910- Revista da Academia de Letras da Bahia Salvador, 1930- RIBEIRO, JOÃO As nossas fronteiras - breve synopse Rio de Janeiro, 1930 RIBFIRO, JOAQUIM Revista das Academias de Letras in Jornal do Commercio Rio de Janeiro, 1937- Rio de Janeiro, 26-VIII-1954 Revista Americana RIHG Rio de Janeiro, 1909 Revista de Arquivo Municipal São Paulo, 1934- Revista do Arquivo Público Mineiro Belo Horizonte, 1896- RIHGB vide Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro vite Revista do Instituto Histórico Geográfico Brasileirs RIO, JOÃO DO Dias que passam. citado por Teschauer, VDN. s. v. alegrado Revista do Brasil Rio de Janeiro, 1916- Revista Brasileira RIO, JOÃO DO Rio de Janeiro, 1941- Revista de História Lisbon, 1911- Revista de Indústria e Comércio Rio de Janeiro, 1946- Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano Recife, 1863- Revista do Institute Histórico e Geográfico Brasileiro Rio de Janeiro, 1839- Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Ceará Fortaleza, 1887- Revista de Lingua Portuguêsa Rio de Janeiro. 1919- Espelhos, citado por Teschauer, NDN. s. v. alucinamento RIO BRANCO, BARÃO DO Efemérides Brasileiras Rio de Janeiro, 1946 RIO BRANCO, Efemérides vide Rio Branco, Barão do RIZZINI, CARLOS RLP O Livro, o Jornal e a Tipografia no Brasil - 1500-1822 (com um breve estudo geral sobre a informação). 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Rio, 1875 RODRIGUES, RAYMUNDO NINA Os africanos no Brasil São Paulo, 1932 RODRIGUES CARVALIIO, Euclides vide Carvalho, Rodrigues de RODRIGUES VALE, FLAUSINO vide Vale, Flausino Rodrigues RODRIGUES VALE, Folclore pide Vale, Flausino Rodrigues RODRIGUES VALE, Folclore Musical vide Vale, Flausino Rodrigues Rodriguésia Rio de Janeiro, 1935 Romague... 559278 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>LII RODRIGUES, JOÃO BARBOSA Exploração e estudo do valle do Amazonas. Rio Tapajós. Relatório. Rio, 1875 RODRIGUES, RAYMUNDO NINA Os africanos no Brasil São Paulo, 1932 RODRIGUES CARVALIIO, Euclides vide Carvalho, Rodrigues de RODRIGUES VALE, FLAUSINO vide Vale, Flausino Rodrigues RODRIGUES VALE, Folclore pide Vale, Flausino Rodrigues RODRIGUES VALE, Folclore Musical vide Vale, Flausino Rodrigues Rodriguésia Rio de Janeiro, 1935 Romaguera vide Correia Romaguera ROMERO, SYLVIO Filosofia no Brasil, cit. por Teschauer, NDN, 3. v. alemanismo ROMERO, SYLVIO RUI BARBOSA, Discurso, Rio, 21 de março de 1919 vide Barbosa, Rui RUI BARBOSA, Emancipação dos Escravos vide Barbosa, Rui RUI BARBOSA, Queda do Império vide Barbosa, Rui S. ADOLPHE, DGB vide Saint-Adolphe, J. C. R. Milliet de S. ADOLPHE, DGHDIB vide Saint-Adolphe, J. C. R. Milliet de S. VASCONCELOS GALVÃO, Dicion. Corograj. Ilist. Est. de Pernambuco vide Galvão, Sebastião de Vasconcellos vide Sá, Carlos le outros] SÁ, Alfredo SÁ, AUTO DE vide in Sá, Carlos le outros] Sá, CARLOS e outros] Francisco Sá. 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J. DE A Alimentação Sertaneja e do interior da Amazônia; oromástica da alimentação rural. São Paulo Companhia Editora Nacional Biblioteca Pedagógica Brasileira, 1944 SAMPA... 559279 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>LIII SALGADO, PLINIO O Integralismo brasileiro perante a nação Lisboa, 1946 SALGADO, PLÍNIO A Psicologia da Revolução Rio de Janeiro, 1933 SALGADO, PLÍNIO A Quarta Humanidade Rio de Janeiro, 1934 SALGADO, PLÍNIO O Sofrimento Universal Rio de Janeiro, 1933 SAMPAIO, A. J. DE A Alimentação Sertaneja e do interior da Amazônia; oromástica da alimentação rural. São Paulo Companhia Editora Nacional Biblioteca Pedagógica Brasileira, 1944 SAMPAIO, A. J. DE Nomes vulgares das plantas do Distrito Fe- deral e do Estado do Rio de Janeiro (Boletim do Museu Nacional, V, XIII, n.* 12, Rio de Janeiro, 1938) SAMPAIO, NVPDFERJ vide Sampaio, A. 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Alberto<noinclude></noinclude> 0kzb0qrdw60e576byvnn5tiu0nledyx Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/46 106 256120 559281 2026-08-19T14:36:53Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: L RABL vide Revista da Academia Brasileira de Letras RAIMUNDO, JACQUES RANGEL, ALBERTO Pedro Ie a Marquesa de Santos in Revista do Instituto Histórico e Geográfi Brasileiro, tomo 76, parte 1. Rio de Janeiro, 1915 Vocabularios indigenas de Venezuela Rio de Janeiro, 1934 RANGEL, ALBERTO RAIMUNDO DE MORAIS, Igar. vide Morais, Raimundo de RAIMUNDO DE MORAIS, Igaraúnas vide Morais, Raimundo de RAIMUNDO DE MORAIS, MDCA vide Morais, Raimundo... 559281 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>L RABL vide Revista da Academia Brasileira de Letras RAIMUNDO, JACQUES RANGEL, ALBERTO Pedro Ie a Marquesa de Santos in Revista do Instituto Histórico e Geográfi Brasileiro, tomo 76, parte 1. Rio de Janeiro, 1915 Vocabularios indigenas de Venezuela Rio de Janeiro, 1934 RANGEL, ALBERTO RAIMUNDO DE MORAIS, Igar. vide Morais, Raimundo de RAIMUNDO DE MORAIS, Igaraúnas vide Morais, Raimundo de RAIMUNDO DE MORAIS, MDCA vide Morais, Raimundo de RAIMUNDO PINHEIRO vide Pinheiro, Raimundo Quando o Brasil amanhecia Lisboa, 1919 RANGEL, ALBERTO O Réprobo da Secessão in Textos e pretextos Tours, 1926 RANGEL, ALBERTO Rumos, citado por Teschauer, NDN, s. v. al. luvionico RANGEL, GODOFREDO Ruínas, cit. por Teschauer, NDN, s. v. alu vional RANGEL, GODOFREDO RAJA GABAGLIA, LAURITA PESSOA side Gabaglia, Laurita Pessoa Raja RAL vide Revista das Academias de Letras RALB vide Revista da Academia de Letras da Bahia RANGEL, Ruínas RAM vide Rangel, Godofredo RAPM Vida Ociosa. Romance da vida mineira. 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I... 559282 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>LIV SENNA, ERNESTO Através do carcere: Casa de Detenção Rio de Janeiro, 1908 SENNA, NELSON DE Africanos no Brasil - estudos sôbre os ne- gros africanos e influências afro-negras sabre a linguagem e costumes do povo brasileiro. Belo Horizonte. 1938 SENNA, NELSON DE Contribuições para a ethnologia brasileira in Revista de Lingua Portuguêsa, XXI SENNA, NELSON DE Os Índios do Brasil in Anais do I Congresso Brasileiro de Geo- grafia, vol. IX SENNA, NELSON DE Os Índios do Brasil in Anais do 1º Congresso Brasileiro de Geo- grafia SENNA, NELSON DE SILVA, DOMINGOS DE ARAÚJO E Diccionario Historico e Geographico da P vincia de São Pedro do Rio Grand do Sul Rio de Janeiro, 1869 SILVA, INNOCENCIO FRANCISCO DA Diccionario Bibliographico portuguez. Es dos applicaveis a Portugal e ao Bra Lisboa, Impr. Nacional, 1858-1906 SILVA, CONEGO J. 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MORAIS FILIO vide Romero, Sylvio SILVIO ROMERO, Nov [or] Est [udos] vide Romero, Sylvio SIMÃO DE VASCONCELLOS, Cr. do Br. vide Vasconcellos, Simão de SINÃO DE VASCONCELOS, (in MARTIUS, Nat. e Dren.) v... 559283 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>LV SILVEIRA, VALDOMINO Os Caboclos São Paulo, 1920 SILVEIRA, VALDOMIRO Mixuangos Rio de Janeiro, 1937 SILVEIRA, VALDOMIRO Nas serras e nas Furnas São Paulo, s/d SILVIO ROMERO, Filosofia no Brasil vide Romero, Sylvio SILVIO ROMERO, apud M. MORAIS FILIO vide Romero, Sylvio SILVIO ROMERO, Nov [or] Est [udos] vide Romero, Sylvio SIMÃO DE VASCONCELLOS, Cr. do Br. vide Vasconcellos, Simão de SINÃO DE VASCONCELOS, (in MARTIUS, Nat. e Dren.) vide Vasconcellos, Simão de SIMÕES DA FONSECA vide Fonseca, Simões da SIMÕES LOPES NETO, Cancioneiro guasca; coletânea de poesia popular riograndense vide Lopes Netto, Simões SIMONSEN, ROBERTO História Econômica do Brasil São Paulo, 1937 SISSON, S. A. 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Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, tomo 104, vol. 158, Rio de Janeiro, 1929 STRADELLI, VHh-P vide Stradelli, Ermano STUDART, DB vide Studart, Guilherme (Barão d... 559284 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>LVI Sport Hodierno, O Porto Alegre, 19...] STRADELLI, ERMANO Vocabularios da lingua geral portuguez-nhe- êngatú enheêngatú-portuguez, prece- didos de um esboço de grammatica nheênga-umbuê-sáua miri e seguidos de contos em lingua geral nheêngatú poran- duua. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, tomo 104, vol. 158, Rio de Janeiro, 1929 STRADELLI, VHh-P vide Stradelli, Ermano STUDART, DB vide Studart, Guilherme (Barão de Studart) STUDART, DBBC vide Studart, Guilherme (Barão de Studart) STUDART, DBC vide Studart, Guilherme (Barão de Studart) STUDART, Die. Bio-bibl. vide Studart, Guilherme (Barão de Studart) STUDART, GUILHERME Datas e factos para a história do Ceará 3 voll. 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Folclore goiano; cancioneiro, lendas, supers- tições São Paulo, Editora Nacional, 1941 TEIXEIRA DA FONSECA, Indicador vide Fonseca, Teixeira da TEJO, LIMEIRA Brejos e Carrascaes do N... 559285 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>LVII TAUNAY, VISCONDE DE Innocencia Rio de Janeiro, 1920 TAVARES, FRANCISCO MUNIZ Historia de revolução de Pernambuco em 1817 Recife, 1917 TEIXEIRA, J. A. Adágios, provérbios, rifões e anexins in Revista de Língua Portuguêsa: s. v. adágio TEIXEIRA, JOSÉ A. Folclore goiano; cancioneiro, lendas, supers- tições São Paulo, Editora Nacional, 1941 TEIXEIRA DA FONSECA, Indicador vide Fonseca, Teixeira da TEJO, LIMEIRA Brejos e Carrascaes do Nordeste São Paulo, 1937 TESCHAUER, NDN vide Teschauer, Carlos TESCHAUER, Poranduba vide Teschauer, Carlos TESCHAUER, CARLOS Novo Diccionario Nacional 2.* edição Porto Alegre, 1928 TESCHAUER, CARLOS Poranduba Riograndense Porto Alegre, 1929 THEOPHILO, RODOLPHO Historia da seca do Ceará (1877-1880) Fortaleza, 1883 TORRES, JOKO NEPOMUCENO A gyria brasileira coleção de anexins, adagios, rilões e locuções populares Bahia, 1899 TORRES, LIGIA LEMOS Imperatriz Dona Amélia São Paulo, 1947 V. DE CARVALHO, Páginas Soltas vide Carvalho, Vicente de VALADARES, JOSÉ A Galeria Abbott Bahin, 1951 VALD. SILVA., Caboclos vide Silveira, Vallomiro VALD. SILVA., Mix. vide Silveira, Valdomiro VALD. SILV., Serras e Furnas vide Silveira, Valdomiro VALDEMAR BENTO, Magia vide Bento, Valdemar L. 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VIEIRA, Carla Lalística<noinclude></noinclude> p94dz794sjxfj35ndf5fzkg82fn2nhr Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/55 106 256126 559287 2026-08-19T14:37:11Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: LIX VIEIRA, ANTONIO (PADRE) Cartas do Padre Antônio Vieira coordenadas e anotadas por Lúcio de Azevedo Coimbra, 1925-1928 VIEIRA, PEDRO NUNES Manguaba Macció, 1932 vide Viotti, Manuel VIOTTI, Dicionário VIOTTI, MANUEL Dicionário da Gíria Brasileira São Paulo, 1945 VIRGILIO VÁRZEA, Kosmos vide Varzea, Virgilio VIVEIROS DE CASTRO, AUGUSTO OLYMPIO vide Castro, Augusto Olympio Viveiros de VON MÜLLER, BARON FERDINAND vide Müller, Ferdinand... 559287 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>LIX VIEIRA, ANTONIO (PADRE) Cartas do Padre Antônio Vieira coordenadas e anotadas por Lúcio de Azevedo Coimbra, 1925-1928 VIEIRA, PEDRO NUNES Manguaba Macció, 1932 vide Viotti, Manuel VIOTTI, Dicionário VIOTTI, MANUEL Dicionário da Gíria Brasileira São Paulo, 1945 VIRGILIO VÁRZEA, Kosmos vide Varzea, Virgilio VIVEIROS DE CASTRO, AUGUSTO OLYMPIO vide Castro, Augusto Olympio Viveiros de VON MÜLLER, BARON FERDINAND vide Müller, Ferdinand von Voz. A, do Mar Rio de Janeiro, 1921- Petrópolis, 1907- W. M. JACKSON ED. Encyclopedia e diccionario internacional s/d-20 voll. WANDERLEY, Sol criminoso vide Wanderley, Allyrio Meira WANDERLEY, ALLYRIO MEIRA Sol Criminoso São Paulo, 1931 WANDERLEY PINHO, História de um engenho do Recûn- cavo vide Pinho, Wanderley WILLEMS, EMILIO A Aculturação dos Alemães no Brasil. Estu- do antropológico dos imigrantes alemães e seus descendentes no Brasil São Paulo, 1940 WILLEMS, EMILIO Assimilação e populações marginais no Brasil São Paulo, Editora Nacional, 1940 WOLF, PAULO vide in Martius, Carl Friedr. Phil. von [e von Spix] XAVIER MARQUES, Praicros vide Marques, Francisco Xavier Ferreira Vores de Petrópolis Vullos e episódios do Brasil São Paulo, 1932 XISTO BALA vide Bahia, Xisto<noinclude></noinclude> npheiq4llgejpazkqzjoz80lnx7iuc9 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/57 106 256127 559288 2026-08-19T14:37:13Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: A A.-1. PRONUNCIA BRASILEIRA: "Na pronúncia brasileira, oa pode ser aberto ou agudo (falarál, mudo [rosa, digal, e nasal. Não existe, pois, o a grave português de vocábulos como o artigo fem. a, mas, cada, casaco, gaivola, caixeiro, que, no Brasil, soam á, cáda, càsaco, gàivola, càixeiro." "É nasal, no Brasil, todo a, seguido de m ou a, não só, como em Portugal, quando moun pertence à mesma sílaba que o a, como em cansado casado, senão... 559288 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>A A.-1. PRONUNCIA BRASILEIRA: "Na pronúncia brasileira, oa pode ser aberto ou agudo (falarál, mudo [rosa, digal, e nasal. Não existe, pois, o a grave português de vocábulos como o artigo fem. a, mas, cada, casaco, gaivola, caixeiro, que, no Brasil, soam á, cáda, càsaco, gàivola, càixeiro." "É nasal, no Brasil, todo a, seguido de m ou a, não só, como em Portugal, quando moun pertence à mesma sílaba que o a, como em cansado casado, senão também em pronúncias como Camões, cama, animo, camisa dāma, vexäme, exame, Antonio, etc..... É artificial a distinção entre andamos [presente) e andámos (pre- térito]". "A pronúncia brasileira identifica o a re- sultante de dois aa, v. gr. em sadio, vadio, caveira, padeiro, etc., ao a singelo de cadeira, ladeira, navio, vazio, etc." "Notem-se os valores diferentes que toma o a velar, v. gr. de mal, nalal, na pronúncia, por exemplo, de São Paulo e do Rio." "São comuns, no povo, alterações fonéticas como: piadade, sociadade, libaral, alefante; cade, por: que é de; & vem, por: aí vem, som naturalmente resultante da combinação ai = ei, 2.... Dá-se o mesmo fato ao pronunciar-se trinta e dois, cinquenta e quatro, etc., que sonm trint-ei-dois, cin- qüent-ei-quatro, em contraposição, por exemplo. a vinte e um, que se pronuncia: vint-i-um." (Magne. DLP, s. v.). 2. EM VOCABULOS BRASILEIROS DE ORIGEM TUPI: "Por via de regra, mantém-se, quer seja simples, quer resulte de aa duplo tupi: a cará > acará, cará; aba-etê "homem verdadeiro" > abacle; t a tá - pora, "fogo que irrompe" > latapora, calapora; ... carioca, "casa do branco" [?]> ca- rioca; ca-tinga; "mato branco" >catinga; caá puan "mato redondo ou ilhada" > capua; caa paun, "ilha de mato no meio do campo" > capão; ca á - e té, "mata verdadeira" "mata virgem" > caelé; y gá-rapé, "caminho da canoa" "esteiro" > igarapé; ara-acaju, "caju do tempo" [?] > Aracaju." "Alterna às vezes com u: maracuyá, murucuyá> maracujá, talvez mais exatamente: mborucuya "fruto que dá ou faz vaso (cuial". "Substitui o -i- determinativo no princípio do algumas palavras: a-caju >caju; a-cuti > culia." "Vale por y, "água", na composição de muitos rios do Amazonas e do Peru: Juru-á, "rio dos jurus ou ajurus [papagaios]"; Cupe-á Cubi-á, "rio do peixe cubi". "Nasal, mantém-se ou altera-se em á aberto -aca-rata, "o que tem cabeça dura" [?] > jacaran- dá; tam bá-qui, "cúmulo de conchas" > samba- qui: ira-apu á, "mel redondo", "ninho redondo de abelhas", drapuá; parànã, "semelhante ao mar"> Paraná. "O ditongo ai persiste ou resulta de sell encontrarem o a e o i de vários elementos tupis: às vezes muda-se em oi: cai-pira. "pele queimada". caboclo, caipira; mbaitá > maitá, mailaca; a-ipi, "raiz enxuta", > aipim; caá-i-pora, "o que mora no mato", "infeliz", > caipora; goiaba, a par de guaiaba. "O ditongo au ocorre no étimo tupi. ou forma-se na passagem deste para o vernáculo: u páu e-u: ou antes u pá u-r-y. "rio da lagoa" [?], Bauru; min-gáu, primit. mingaú, "papas", > mingau; caá-o cai, "mato que se queima", > caucaia....; taba-etê, "vila considerável", > Tau. batt. "Ao-a-do derivado vernáculo por vezes corresponde outra letra [sic] cm tupi:....guirá puca > arapuca; piráti, "peixe branco", > parali: tipi-oca, "resíduo do suco da mandioca", > ta- pioca....; mom bucaba, "furo", "rasgão">Mam- bucaba" (Id., ib.). (A propósito da pronúncia brasi- leira do a, consultem-se, entre outros, Macedo Soares, DBLP, s. v.; Sousa da Silveira, Lições de Português, 4.* ed., 1940, 353 passim; Antenor Nascentes, Idioma Nacional, 2. ed., 1941, 43-4.) AANA, adj. Relativo ou pertencente aos lands. U. t. c. s. AANÁS, eln. m. pl. Índios amazonenses do Pa- dauiri. Cf. MOREIRA PINTO, s. v. [AARÃO REIS, top. Lugarejo, a S.E. de Pira- pora, com estação de E. F. Central do Brasil, muni- cipio de Pirapora, Estado de Minas Gerais.<noinclude></noinclude> glyxakq6nbxhscmqtykjokt46hnz05g Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/58 106 256128 559289 2026-08-19T14:37:16Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Abacate [ABACATE, geogr. Igarapé, afluente da margem esquerda do rio Uatumā; banha o município de Urucará, Estado do Amazonas.] [ABACATE, top. Lugarejo do distrito de Sacra Família do Tinguá. município de Vassouras, Estado do Rio de Janeiro.] Abacatiares roxo), a primeira das quais não parece mesmo dis. tinguir-se da espécie tipo. É preciso acrescentar agora numerosas variedades obtidas pela cultura e que se distinguem práticamente pel... 559289 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Abacate [ABACATE, geogr. Igarapé, afluente da margem esquerda do rio Uatumā; banha o município de Urucará, Estado do Amazonas.] [ABACATE, top. Lugarejo do distrito de Sacra Família do Tinguá. município de Vassouras, Estado do Rio de Janeiro.] Abacatiares roxo), a primeira das quais não parece mesmo dis. tinguir-se da espécie tipo. É preciso acrescentar agora numerosas variedades obtidas pela cultura e que se distinguem práticamente pela forma dos frutos, cor e espessura da casca e sua superfície lisa ou rugosa, tamanho e pêso, sendo que os há até de 2 kg, devendo uma boa árvore produzir de 600 a 800 por ano (embora [ABACATE, top. Lugarejo no município de Co- haja exemplos de 1.200), mas no Brasil nunca chegam dajás, Estado do Amazonas.] [ABACATE, top. Povoação no município e dis- trito de Igarapé-Açu, Estado do Pará. Parada e es- tação telegráfica da Estrada de Ferro Bragança.] ABACATEIRA, s.). (bol.). O mesmo que abaca- teiro (Persea gratissima Gaertn.), q. v. ABACATEIRO, J. m. (bot.) (Persea gratissima Gaertn.). Árvore da família das Lauráceas, de caule pouco reto, medindo cerca de 20 m de altura e muito menos quando cultivado. Folhas alternas, pecioladas, geralmente lanceoladas. Flores muito pequenas, pá- lidas ou branco-esverdeadas. Fruto: baga ovóide ou piriforme (Vd. abacale). "Fornece madeira compacta e de grão fino, macia, aromática ('bois d'Anis', na ilha de Bourbon), própria para marcenaria, porém fàcilmente atacada por insetos e não aproveitada entre nós.... A casca do caule é útil para curtume; segundo Peckolt, ela encerra, no estado fresco, subs- tâncias albuminóides, sacarinas, gordurosa e cerá- cea, resina e perseíta cristalizada, sendo esta última um açúcar especial (álcool septatômico) descoberto por Maquenne. As folhas e os brotos, de preferência enquanto verdes, têm grande reputação como exci- tantes da vesícula biliar, balsâmicas, carminativas, estomáquicas, vulnerárias, emenagogas, anti-sifilíticas, enérgico diurético, úteis contra as febres intermi- tentes e as cólicas histéricas, constituindo mesmo a base de preparados medicinais que combatem a uremia, as bronquites, as doenças dos rins, da bexiga e do fi gado, o reumatismo, etc., parecendo averiguado que várias tribos da Amazônia e da Guiana (Arasquis, Caraiais, Jamundás, Manaus, Omáguas, Usaranhas) empregam principalmente os brotos para combater a tuberculose; contêm tanino, metil-eugenol e o prin- cípio amargo amorfo 'abacatina'.... As flores são muito procuradas pelas abelhas e os botões florais passam por ser emenagogos e até afrodisíacos, virtude esta extensiva à polpa que, nas Antillas, & igualmente reputada útil no tratamento dos órgãos sexuais fe- mininos. As cascas dos frutos são vermífugas e efi- cientes contra as disenterias, hemorragias e boubas.... Há as variedades Schiedeana (P. Schiedeana Nees), drymifolia (P. drymijolia Cham. e Schl.), vulgaris, oblonga e americana (P. americana Mill. abacate àquele pêso; as variedades conhecidas são verde, roxo e de pescoço. Infelizmente não foi ainda possível obter uma variedade que resista a longas vingens" (Pio CORREIA, s. v.). O abacateiro "já passou por ori- ginário da Pérsia, quando é certo ser indígena das Antilhas ou mais provavelmente do México, onde se encontra ainda no estado silvestre, dando frutos de 3 cm de comprimento; e tudo faz crer que vem sendo cultivado ali, e em tôda a América Central, desde a mais remota antiguidade. Introduzido no Brasil há um século apenas, é hoje uma das árvores frutíferas mais largamente cultivadas em quase todo o país, principalmente do Rio de Janeiro para o norte, pois é bastante sensível ao frio, tanto assim que, apesar de florescer no sul de Minas Gerais, não chega a fru tificar ali, ao passo que isto ocorre satisfatòriamente em todo o norte do mesmo Estado" (Pio CORREIA, s. v.). SINONÍMIA: abacaleira, louro-abacate. | brace (S. P.) (Persea racemosa Hoehne). Árvore da mesnia família. O mesmo que aprauá, q. v. [ABACATEIRO, geogr. Igarapé, afluente da margem direita do rio Tocantins; banha o município de Cametá, Estado do Pará.) ABACATERANA, s. J. (bot.) (Persea laevigale H. B. K.). Árvore da família das Laurácens, encon trada na Amazônia. Folhas pecioladas, grandes. Flores amareladas, grupadas. Fruto: baga globosa, pequena e prela. "Fornece madeira de cerne parda- cento, compacto, porosa, própria para fabuado e obras internas" (PIO CORREIA, s. v.). SINONÍNIA: abacalirana, louro-rosa. ABACATES', eln. m. pl. Antigos índios amazonen- ses, mencionados por Simão de Vasconcelos. Cf. San tana Neri, Le Pays des Amazones, 361. [ABACATES', geogr. Ilha, na baía das Bocas, a O. da Ilha Corda, município de Breves, Estado do Pará.] ABACATI, adj. Relativo ou pertencente aus Abacalis. U. 1. c. s. ABACATIAR, adj. Relativo ou pertencente aus Abacaliares. U. I. c. s. ABACATIARES, ela. m. pl. Indios que habitavam as ilhas da foz do São Francisco e que se internaram<noinclude></noinclude> i2g0qe74t7jonkl9nggprz9acnzs4fa Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/59 106 256129 559290 2026-08-19T14:37:19Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: abacatina à chegada dos povoadores brancos. Cf. MOREIRA PINTO, 3. v. "Viviam, quase exclusivamente, da pesca que efetuavam mediante processos mui variados, em- pregando para tal fim instrumentos mui diversos. Usavam também o processo das tapagens que, con- quanto exigisse grande número de aborigines, lhes trazia sempre grande abundância de pescado.... Eram eméritos canoeiros.... e não alheios às aventuras belicosas.... O serem êles ict... 559290 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>abacatina à chegada dos povoadores brancos. Cf. MOREIRA PINTO, 3. v. "Viviam, quase exclusivamente, da pesca que efetuavam mediante processos mui variados, em- pregando para tal fim instrumentos mui diversos. Usavam também o processo das tapagens que, con- quanto exigisse grande número de aborigines, lhes trazia sempre grande abundância de pescado.... Eram eméritos canoeiros.... e não alheios às aventuras belicosas.... O serem êles ictiófagos não os tornava infensos aos banquetes antropófagos. Travavam-se, não raras vezes. combates navais, servindo-se, então, de canoas de um só tronco pejadas de dezenas de guerreiros (?) tão destros cm manejar os remos, convertidos oportuna- mente em maças, como em vibrar as armas ofensivas por excelência. Foram temíveis inimigos dos portuguêses. quando, em 1545, trataram êstes de fundar a povoação situada sobre o primeiro penedo que se ergue à margem setentrional do São Francisco hoje cidade de Pe- nedo" (Adriano Jorge, in Ind. ger. do Est. de Alagoas, 168-169). ABACATINA, . jf. (zool.). O mesmo que abaca- luaia (Selene vomer L.), q. v. ABACATIRANA, s. J. (bot.). O mesmo que aba- calerana (Persea laevigala H. B. K.), q. v. ABACATIS, eln. m. pl. Indígenas de Mato Grosso. Cl. DPB, s.v. ABACATITUBA, geogr. Ilha, entre o rio Ta- puruquara e o furo Capitariquara, município de Munná, Estado do Pará. ABAÇATU, adj. O mesmo que guapeva, q. v. IU. l. c. s. ABACATUAIA, s. f. (zool.). O mesmo que peixe- -galo (Selene vomer L.), q. v. "Nome brasileiro do peixe que Lineu nomeou Argyriosus vomer. Este nome aba- caluaia, que vem em Piso e Marcgrav, bem como em Martius, oferece variantes já dicionarizadas: aba- culaia, abacatuia, abacalúxia, abacalina. Será talvez o zabucai dos indígenas apontado por Gabriel Soares, Trat. deser., 2. parte, c. 134. É conhecido também por peixe-galo e peixe-cavalo, bem como por aljaquim. Para alguns ictiólogos, é o Zeus Jaber L." (Magne. DLN, s. v.). ABACATUARA, adj. Relativo ou pertencente BOS Abacaluaras. | U. t. c. s. ABACATUARAS, eln. m. pl. Índios do tronco tupi que habitavam as ilhas do rio São Francisco e cujos descendentes deram origem às antigas popula ções de Propriá e Maroim, em Sergipe. Cf. PDBLP, 3. v. Obacaluaras. 5- - abacaxi ABACATUIA, J. J. (zool.). O mesmo que abaca- tuaia (Selene vomer L.), q. v. 1-tapaca. O mesmo que peixe-galo (Vomer seplapinnis Mitchill), q. v. ABACATUXIA, . f. (zoo!.). O mesmo que abaca- tuaia (Selene vomer L.), q. v. ABACAXI, s. m. 1. (bot.) (Ananas sativus Schult., var. pyramidalis Bert.). Planta terrestre da família das Bromeliáceas, ou o seu fruto. Folhas coriáceas, dispostas em rosêta, mais ou menos aculeadas, re- vestidas de pêlos, sobretudo na face inferior. Flores geralmente violáceas, raras vêzes purpúreas, sésseis e grupadas em espigas. "Após a florescência. caem as divisões dos cálices, ficando os ovários ínferos e as brácteas aderentes ao eixo florífero, onde se soldam uns aos outros, formando saliências poligonais acumi- nadas que constituem o fruto sincarpado (sorose) carnoso-fibroso-sucoso, de forma e tamanho muito variáveis (15-40 cm de diâmetro longitudinal), sempre mais ou menos elipsóide, verde, amarelo, averme- lhado ou violáceo, coroado com uma rosêta de folhas idênticas às da planta. porém menores, ou de brácteas coloridas, polpa branca ou amarelada e sementes oblongas ou ovóides, pretas ou castanhas, compri- midas, ocultas na parte carnosa do fruto, cêrca da epiderme, freqüentemente abortadas" (PIO CORREIA. 3. v. ananaz). Do ponto de vista botânico são muito poucos os caracteres que permitem diferençar esta variedade da espécie-tipo, embora sejam sensivel- mente distintas do ponto de vista hortícola. "A origem do abacaxi (outrora chamado também ananás manso) é muito obscura, mas certamente resultou de cruza- mentos espontâneos, melhorados por condições locais e posterior e mais eficientemente pela cultura. As grandes variedades exóticas (Sugar-loa), Cabezona, the Queen, etc., etc.) foram obtidas do mesmo modo correspondem ao nosso abacaxi, mas este nome ficou confinado ao Brasil e talvez ao Paraguai, e somente pelo comércio da fruta é que se tornou assim um pouco conhecido em países vizinhos. Ananás é, pois, um nome mundial, compreendendo todas as variedades silvestres e cultivadas" (PIO CORREIA, S. v.). Segundo Pereira da Costa (Voc. Pern., s. v.), parece provável que, pelo menos desde fins do século XVII, seja conhe- cido no Brasil o abacaxi, pois desde esse tempo há menção de uma tribo e um rio com èsse nome na região paraense do Xingu. Foi introduzido em Pernambuco hos começos do século passado pelo sábio Arruda Ca- mara, que o trouxera do Maranhão. Iniciada a sua cultura no município de Goiana, estendeu-se ela ràpi- damente, desde logo. | "Originário da América tropical, foi pela primei.a vez conhecido na Europa depois da segunda viagem de Colombo, que para la o levou. Acha-se hoje cultivado, não só em todos os países tropicais. como também nos climas temperados. onda<noinclude></noinclude> ntwk1wexxc2cp1vk1oi7fpeolwudnqe Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/60 106 256130 559291 2026-08-19T14:38:37Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: abacaxi 6 êle, nas estufas, tem atingido o maior aperfeiçoamento. Com essa cultura tôda artificial, encontra êle uma atmosfera úmida e quente; e, plantado numa mistura de turfa, terra vegetal, estrume de cavalo muito velho e areia fina, é que êle toma todo o desenvolvimento, aroma e sabor de que é suscetível. Aqui mesmo, as estufas seriam de grande vantagem para a sua cultura, se as maus abacaxis de Pernambuco, que se vendem por uma ri... 559291 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>abacaxi 6 êle, nas estufas, tem atingido o maior aperfeiçoamento. Com essa cultura tôda artificial, encontra êle uma atmosfera úmida e quente; e, plantado numa mistura de turfa, terra vegetal, estrume de cavalo muito velho e areia fina, é que êle toma todo o desenvolvimento, aroma e sabor de que é suscetível. Aqui mesmo, as estufas seriam de grande vantagem para a sua cultura, se as maus abacaxis de Pernambuco, que se vendem por uma ridicularia, não viessem fazer concorrência - pois, geralmente, adquirem-se as frutas pelo preço e não pela qualidade. Quando o lugar é muito sêco, as mudas plantadas em março e abril são as que melhor se desenvolvem. Só florescem em junho do ano seguinte; têm tempo, assim, de tomar maior desenvolvimento, e, portanto, de dar frutos maiores, e que são, sem compa. ração, mais saborosos. Entre nós, nunca se tratou do aperfeiçoamento, nem de obter variedades. Para se obterem estas, basta semear e ter paciência de de esperar que as pequenas plantas cresçam.... Muitas pessoas ficam admiradas de ouvir falar em semear abacaxis. É verdade que poucas vêzes se encontram ananases ou abacaxis com sementes, mas, nessas poucas vêzes, as sementes são quase sempre engolidas sem se pressentir. Aqui, o modo de multiplicar é quase sempre o mesmo: para esse fim utilizam-se os brotos que ro- deiam o fruto, e também a coroa. Escolhe-se um terreno elevado, em que haja declive, e que tenha terra sôlta; ou um terreno baixo, muito permeável; fazem-se pe- quenas covas a um metro de distância numa direção e a 80 cm noutra; depositam-se nelas folhas podres e estrume velho que tenha estado pelo menos seis meses exposto ao tempo; revolve-se com a terra e aí planta-se a muda depois de havê-la despojado da batatinha (fruto que não se desenvolve) que, em geral, as acom- panha, e das 6 ou 8 folhas inferiores, que impedem as raízes de se desenvolverem. O terreno onde se plantam as mudas deve ser muito exposto e não haver a menor árvore: e, quando êste terreno não seja em declive, e que, por esse motivo, haja mais umidade, fazem-se regos ou drenagem para esgôto. Durante a estiagem - e não se tratando de plantação muito extensa pode-se regar as plantas de 2 em 2 dias. As raízes dos ananases ou abacaxis querem estar em contacto com o carbono ou o húmus das florestas, ou, na falta, em estrume muito velho. Em um ano ou ano e meio as plantas florescem. É nos meses de junho e julho que se vêem sobre os pedúnculos, e, cinco meses depois, os frutos amadurecem. Aquêles que não florescem no 1. inverno, florescem no 2." e produzem frutos mais desenvolvidos. Durante todo o ano se podem ter abacaxis maduros, arrancando-se com jeito a um certo número de plantas, em diferentes épocas do ano, as folhas centrais ou grelos dos pés mais desen- volvidos. Em tais condições, não serão tão bonitos, mas, em compensação, podem-se comer abacaxis em todas - abacaxi as estações. Acabada a colheita, arrancam-se os pés que frutificaram, para substituí-los pelns mudas que vêm em roda do fruto, e também pela coroa, que produz frutos mais ácidos e que, por esse motivo, só em último caso devem ser plantadas" (Jard. Bras.. 241-6). De suas falhas extrnem-sc filamentos tão finos que servem para tecidos delicados. semelhando à mais fina cam. braia. Hoje o abacaxi é cultivado em todo o país, ca fruto, in nalara e manufaturado em doces, vai sendo exportado para o estrangeiro, com muita aceitação. Assim, esta cultura tem duplo efeito: pelo aproveita mento de suas folhas, tão ricas em têxteis, e do seu fruto, tão suculento. Sendo exportado em conserva, ainda é de melhor vantagem para o país, como uma forma auxiliar de consumo de açúcar. Apesar das grandes plantações que existem no país, só o fruto é aproveitado, ficando a fibra em abandono. || Podem-se dividir os abacaxis, do ponto de vista hortícola, em "brancos" e "amarelos", de acordo com a côr da polpa. As inúmeras variedades são conhecidas no país por diversos nomes, alguns alusivos ao lugar de origem. Assim, podem citar-se o de Pernambuco, o Fluminense Ituano, todos de polpa branca. Em São Paulo dão preferência aos abacaxis de polpa amarela, entre os quais se encontra o de Caiena, de folhas inermes.--verde ou - pirâmide, de casca esverdeada, massa amarela, fruto em forma de pirâmide. vermelho ou - pão-de- -açúcar, a mais comum das variedades, casca vermelho- -alaranjada, polpa amarelo-avermelhada, amadurece antes dos outros abacaxis. -liso ou --pila, de föllas verde-claras, quase sem espinhos. pelado ou sem coroa, variedade pouco estimada. -maçã, de casca amarelo-clara, ornamental, cultivada em jardins. -do-Solimões, folhas inermes, fruto grande, elipsóide. - - -do-Pará, fruto piramidal, verde-esbranquiçado, de sabor extremamente agradável. --do-campo, figura na vegetação dos cerrados mato-grossenses. Outras variedades: bico-de-rosa, caradura, do Maranhão, pau- lista. -de-lingir (dechmea bromeliaefolia Bak.). A raiz fornece uma tinta amarela, e as folhas excelente fibra. É chamado também gravatá-de-tingir e graval branco. Cf. Pio CORREIA, S. v. || 2. Variedade de manga. 3. (S. P.) Variedade de laranja. || 4. (Pern.). Assim se denominava, nos últimos anos do regime escravocrata, ao escravo que fugia para o Ceará ou era para ali mandado pelos abolicionistas. Tornava-st êle, assim, para o seu senhor, um mau negócie, um "abacaxi", como ainda hoje se diz, na gíria dos cor- retores, de imóveis ou títulos difíceis de colocar. Cl. Pereira da Costa, l'oc. Pern., s. v. || 5. (gir.). Cuis incômoda, trabalhosa, fonte de aborrecimento e per calços: "Fica cum a mulher, com o prestígio, COW a solidariedade da família e sem o abacaxi do trono (1 Gazela, 2-12-1938, 2. pág., 1. col.). || 6. (yir.<noinclude></noinclude> sqq1u47rdlydwbmv2icjaiso3tzmp7y Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/61 106 256131 559292 2026-08-19T14:38:41Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Abacaxi D.F.). Coisa atrapalhada; confusão, encrenen, tumulto: "Há correrias; gritos nervos vosos escapam... A confusão é grande. Um popular telefona para o Distrito, comuni cando o abacaxi" (Perdigão, Linguajar, 83). 7. (gir.). Qualquer coisa de má qualidade: "Este filme é um abacaxi". Em São Paulo usa-se, para reforçar a idéia, a expressão-quente: "A Alice nem ao menos é bonita. Foi um abacaxi quente que empurraram no coitado do Alva... 559292 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Abacaxi D.F.). Coisa atrapalhada; confusão, encrenen, tumulto: "Há correrias; gritos nervos vosos escapam... A confusão é grande. Um popular telefona para o Distrito, comuni cando o abacaxi" (Perdigão, Linguajar, 83). 7. (gir.). Qualquer coisa de má qualidade: "Este filme é um abacaxi". Em São Paulo usa-se, para reforçar a idéia, a expressão-quente: "A Alice nem ao menos é bonita. Foi um abacaxi quente que empurraram no coitado do Alvaro". 8. (gir. D. F.) Na gíria da imprensa. é a matéria de publicação inadiável, que, na paginação do jornal, pretere qualquer outra. || 9. (gir. Indivíduo que dança mal, pesado, sem jeito. (gir. mil.) (S. P.). Granada de mão (durante a re- volução de 1932). || [11. Padrão de renda de bilros. Cf. Luísa e Artur Ramos, A Renda de Bilros, 68.] 12. Adj. Relativo ou pertencente aos Abacaxis. | U. 1. c. s. - Pern.). 10. [ABACAXI³, geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do rio Taquaruçu; banha o município de Presidente Bernardes, Estado de São Paulo.] ¡ABACAXI³, geogr. Córrego, afluente da margem direita do córrego Limoeiro; banha o município de Salto Grande, Estado de São Paulo.] [ABACAXI', top. Lugarejo, a S. O. de Santa Cruz do Escalvado, município de Ponte Nova, Es- tado de Minas Gerais.] ABACAXI, lop. Lugarejo, próximo ao córrego do Barreiro, município de Três Pontas, Estado de Minas Gerais.! [ABACAXI, lop. (Pern.). Nome de um cais no Recife antigo. Cf. Mário Sette, Maxambombas e Ma- racalus, 117.] [ABACAXI, ALTO DO, geogr. Morro, a S. E. de Marliéria, município de São Domingos do Prata, Estado de Minas Gerais.] ABACAXIS', eln. m. pl. Índigenas amazonenses estabelecidos outrora no rio a que deram o nome. Cf. MOREIRA PINTO, s. v. ABACAXIS, geogr. Rio da Amazônia, cujo curso é de 800 km aproximadamente; lança-se com o Madeira no Amazonas, formando ambos, aí, a ilha de Maracá. Pertence ao número de alguns rios de águas negras do Amazonas que Chandless julga mais primitivos. Cf. MOREIRA PINTO s. v. e SIMÕES da FONSECA, s. v. [ABACAXIS, geogr. Paraná, formador do rio de igual nome, na divisa do município de Borba; banha o município de Itaquatiara, Estado do Ama- zonas.] 7 Abadia ABACAXIS', lop. Povoação no município de Bambuí, Estado de Minas Gerais, estação telegráfica e ferroviária da R. M. V., km 555. ABACAXIS', top. Povoação do Estado do Ama. zonas, município de Borba. O nome lhe veio do fun- dador, o tuxaua Abacaxis. Cf. MOREIRA PINTO, s.v. ABACAXIS', lop. Antigo nome da atual cidade de Itaquatinra, no Estado do Amazonas. Cf. MOREIRA PINTO, 3. v. ABACAXIZAL, s. m. Plantação de abacaxis. (ABACO,. m. (bot.). O mesmo que aback ou bananeira-de-corda (fusa textilis Née). q. v. Cf. A. J. de Sampaio, NVPDFERJ, s. v.) ABACUÍ, s. m. (bot.) (Baía). O mesmo que bicuíba- -de-Jōlha-miúda (Myristica bicuhyba Schott), q. v. ABACUTAIA, .. (zool.). O mesmo que abaca- lunia (Selene vomer L.), q. v. ABADÁ, s. m. Termo de macumba, que significa vaso, alguidar. ABADA, lop. "Ilha do Estado do Amazonas, no Rio Negro, abaixo da foz do Castanheiro" (MOREIRA PINTO, s. v.). [ABA DA SERRA, geogr. Riacho, afluente da margem esquerda do São Gonçalo; banha o muni- cípio de Senador Pompeu, Estado do Ceará.] ABADE, . m. (Acre). Mortalha ou papel para cigarros: "Seus bolsos eram outras tantos alforjes onde havia de tudo, inclusive a bolsa de fumo, o livro de abade e um lenço vermelho...." (Lauro Palhano, Maru- piara, 92). JABADE, geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do rio das Almas, hanha o município de Pirenópolis, Estado de Goiás.] [ABADE, top. Povoado, à margem do furo Muriá, município de Curuçá, Estado do Pará.] ABADEJO, s. m. (zool.). O mesmo que badejo, peixe da família dos Serranídeos, q. v. ABADESSA, J. 1. Mulher corpulenta, mulherão. 2. Variedade de manga. IABADIA', geogr. Córrego, afluente da margem direita do rio Corumbá; banha o município de Lu- ziânia, Estado de Goiás.] (ABADIA, geogr. Ribeirão, afluente da margem direita do São Bento; banha o município de Très Corações, Estado de Minas Gerais.]<noinclude></noinclude> 8q5fhffhttru8n4owrkpxa6yzqivia4 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/62 106 256132 559293 2026-08-19T14:38:46Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Abadia [ABADIA³, geogr. Chapada, a N. E. de Passos, município de Passos, Estado de Minas Gerais.] ¡ABADIA', top. Vila, sede do distrito do mesmo nome, município de Jandaíra, no Estado da Baía. Fica na região setentrional do municipio, à margem do rio Remígio, afluente do Macarnaf.] ABADIA', top. Povoação no distrito e município de Campos, pôsto telegráfico da Leopoldina Railway, Estado do Rio de Janeiro. ABADIA®, top. Povoação do munic... 559293 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Abadia [ABADIA³, geogr. Chapada, a N. E. de Passos, município de Passos, Estado de Minas Gerais.] ¡ABADIA', top. Vila, sede do distrito do mesmo nome, município de Jandaíra, no Estado da Baía. Fica na região setentrional do municipio, à margem do rio Remígio, afluente do Macarnaf.] ABADIA', top. Povoação no distrito e município de Campos, pôsto telegráfico da Leopoldina Railway, Estado do Rio de Janeiro. ABADIA®, top. Povoação do município de Jundiaí, parada da E. F. Itatibense, no Estado de São Paulo. ABADIA', top. Povoado na região ocidental do município de Itamarandiba, Estado de Minas Gerais. ABADIA', top. Vd. Nossa Senhora da Abadia de Aqua Suja. (ABADIA, 1. BARÃO DE (Gregório Francisco de Miranda), anir. Nasceu em Campos, Estado do Rio, a 12 de setembro de 1794. Faleceu em 25 de fevereiro de 1850, na mesma cidade. Tenente-coronel e fidalgo da Casa Real.] JABADIA, 2. BARÃO DE (Francisco Dionísio Machado de Faria), antr. Nasceu no antigo município de Abadia, hoje Jandaíra, Baía, a 9 de outubro de 1855. Faleceu em Cepa Forte, no mesmo município, a 19 de agosto de 1908. Intendente do município de seu nascimento.] ABADIA DE PITANGUI, top. Antigo nome da atual cidade de Martinho Campos, no distrito, muni- dápio e termo deste último nome, estação ferroviária e telegráfica da Rêde Mineira de Viação, no Estado de Minas Gerais. ABADIA DO BURITI ALEGRE, top. Antigo nome da cidade de Buriti Alegre, no distrito e muni- cípio deste último nome, Estado de Goiás. (ABADIA DO POUSO ALEGRE, lop. Povoação no município de Paracatu, Estado de Minas Gerais.] [ABADIA DOS BAIÕES, top. Povoação no mu nicípio de Formiga, Estado de Minas Gerais.] ABADIA DOS DOURADOS, top. Cidade e sede do município de Abadia dos Dourados, à margem direita do río Dourados. Estado de Minas Gerais. É estação ferroviária e telegráfica. (ABADIA DOS PIMENTAS, top. Povoação no município de São Golardo, Estado de Minas Gerais.] ABAETÉ, Vd. alá. Abaeté [ABAETE, VISCONDE DE (Antônio Paulino Limpo de Abreu), antr. Nasceu em Lisboa, a 22 de setembro de 1798. Faleceu no Rio, à 14 de setem bro de 1883. Magistrado e político. Aderiu à inde. pendência brasileira, radicando-se em Minas Gerais, onde constituiu família. Juiz-de-fora em São João del Rei, em 1821. Ouvidor de Paracatu em 1825. Desembargador da Relação da Baía em 1826, com exercício na Casa de Suplicação do Rio de Janeiro ent 1828. Desembargador da Relação do Rio em 1853 c Ministro do Supremo Tribunal de Justiça em 1846. Deputado geral por Minas de 1826 a 1846. Senador em 1847. Presidente da Província de Minas em 1855; 1834 c 1835. Foi presidente do Senado durante longos anos. Implicado na revolução liberal de 1842, tornou-se. depois, conservador convicto e severo. Foi Ministro do Império, da Justiça e dos Negócios Estrangeiros em 1835 1836. Novamente Ministro dos Estran. geiros em 1845, 1848 e 1853. Presidente do Conselho de Ministros em 1858, tendo ocupado a pasta da Ma. rinha. Foi Ministro da Fazenda e Enviado Extraor dinário à Confederação Argentina em 1855 c 1856. tendo assinado o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação. Cf. Bruno de Almeida Magalhães, Ol'is conde de Abaeté, São Paulo. 1959. "A política", diz Nabuco, "tinha-se tornado para êle uma disponibi- lidade ativa, da qual apreciava somente o privilégio de dar o seu voto em Conselho de Ministros ou no Conselho de Estado, fazendo sentir a autoridade da sua experiência às novas gerações de estadistas." "A consideração, a posição, o respeito bastam-lhe inteiramente; o poder não o tenta" (Nabuco, Esla dista do Império, I, 171). Abaetê passou no parlamento 57 anos. Foi 35 anos Conselheiro de Estado, e doze vezes Ministro; cinco dos Estrangeiros, três do Império. duas da Justiça, uma da Fazenda e uma da Marinha.] ABAETÉ', 1. adj. Relativo ou pertencente aos Abaetés. U. t. c. s. || 2. s. m. (M. G.) Gente feia. repelente. Cf. PDBLP, s. v. || Vd. também abá. ABAETÉ, min. Nome dado ao diamante de 238 quilates encontrado no rio Abaeté, em 1926. "Tem forma achatada e coloração rosada" (A. D. Gonsalves. Pedras Preciosas, 289). Em 1941, figurava entre os dez maiores diamantes do Brasil e ocupava o décimo sétimo lugar na ordem de classificação mundial. ABAETÉ, geogr. Rio, afluente da margem es querda do São Francisco. Nasce na serra da Mata da Corda. Corre pela divisa de São Gotardo, adiante do Carmo do Paranaíba, antes de entrar no muni cípio de Tiros, onde desemboca no rio São Fran cisco. Curso de cerca de 240 km. dos quais a quarta parte francamente navegável. Atravess<noinclude></noinclude> nsp2yppxl6ppuz73vmaktwhs0nikdht Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/63 106 256133 559294 2026-08-19T14:38:49Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Abaeté terras bastante férteis, de subsolo diamantífero. Nêle foi achado, em fins do século XVIII, um dos maiores diamantes conhecidos. [ABAETÉ', geogr. Rio, afluente da margem di- reita do rio Maratauíra; banha o município de Abae- tètuba, no Estado do Pará.] 9. abafanetice [ABAETÉ DOS MENDES, lop. Povoado no mu- nicípio de Rio Paranaíba, Estado de Minas Gerais.] [ABAETÉ DOS VENÂNCIOS, geogr. Córrego, afluente da margem direita do rio... 559294 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Abaeté terras bastante férteis, de subsolo diamantífero. Nêle foi achado, em fins do século XVIII, um dos maiores diamantes conhecidos. [ABAETÉ', geogr. Rio, afluente da margem di- reita do rio Maratauíra; banha o município de Abae- tètuba, no Estado do Pará.] 9. abafanetice [ABAETÉ DOS MENDES, lop. Povoado no mu- nicípio de Rio Paranaíba, Estado de Minas Gerais.] [ABAETÉ DOS VENÂNCIOS, geogr. Córrego, afluente da margem direita do rio Abaeté; banha o município de São Gotardo, Estado de Minas Gerais.] ABAETEENSE, adj. Relativo a Abaeté, de [ABAETÉ, neogr. Lagoa no município de Sal- Abaeté. S. m. Natural, morador de Abaeté. O mesmo vador, Estado da Baía.] que abaelloara ou abaelèguara, q. v. ABAETÉ, geogr. "Ilha do Estado do Pará, no município de Sousel" (MOREIRA PINTO, s.v.). ABAETÉ, geogr. Pequena serra no município de Conde, Estado da Baía. Cf. MOREIRA PINTO, s. v. [ABAETÉ, top. Cidade e sede do município do mesmo nome, à margem do ribeirão Marmelada, Estado de Minas Gerais.] ABAETÉ, top. Antiga denominação da atual cidade e sede do município de Abaetetuba, Estado do Pará. Vd. Abaetèluba. Aí se travou, de 4 a 6 de no- vembro de 1835, um combate entre as tropas legais e os cabanos, provocado por ataque dos últimos. Os insurgentes foram repelidos pelo capitão Luís José de Araújo, da Guarda Nacional, e pelo tenente de caçadores João Luís de Castro, auxiliados pela escuna Bela Maria, comandada pelo primeiro-tenente Joaquim Manuel de Oliveira Figueiredo. Cf. MOREIRA PINTO, 5. v., e Rio Branco, Efemérides, 519. ABAETÉ, top. Povoado, à margem esquerda do rio São Francisco, com estação da Rêde Mineira de Vinção, município de Abaeté, Estado de Minas Gerais. ABAETÉ", top. (M. G.). Vd. São Gonçalo do albacle. [O ABAETÉ, impr. Jornal semanal que se editou em Abaeté, Estado do Pará, de 1906 a 1908, pelo menos, e que saiu pela primeira vez a 4 de novembro de 1906. Cf. M. M. Cardoso Barata, Estado do Pará, Jornais, Revistas... 145.] [ABAETÉ DE BAIXO, geogr. Córrego, afluente da margem direita do rio Abaeté; banha o município de São Gotardo, Estado de Minas Gerais.] ABAETÉ DIAMANTINO, lop. Povoado no mu Dicípio de Abaeté, Estado de Minas Gerais. Cf. Mo- REIRA PINTO, s. v. [ABAETÉ DOS LOPES, geogr. Córrego, afluente da margem direita do rio Abaeté; banha o município de São Gotardo, Estado de Minas Gerais. [O ABAETÈENSE, impr. Jornal que se editou em Abaeté, Província do Pará, de 1884 a 1892. Cf. M. M. Cardoso Barata, Estado do Pará, Jornais, Revistas 145.] q. v. ABAETÈGUARA, adj. O mesmo que abreldense, ABAETÈOARA, adj. (Pará). Relativo a Abaeté, de Abaeté. S. m. Natural ou morador de Abaeté. O mesmo que abaclèense: "Ao mesmo tempo que essa expedição saía da Uarapiranga, outra mais numerosa, orçando perto de 500 homens, composta de abaeldoaras e cametàoaras...." (J. Hurley, Cabanagem, 12). ABAETÉS, eln. m. pl. Indígenas que habitavam o vale do atual Abacté, no Alto São Francisco. Cf. N. de Sena, RLP, XXI, 154. ABAETETUBA, top. Cidade e sede do muni- cípio de Abaetètuba. Fica na região setentrional do município, à margem do rio Maratauíra, Estado do Pará. ABAETEZINHO, top. Povoação no município de Abaetetuba (antigo Abaeté), Estado do Pará. ABAFAÇÃO, J. J. O mesmo que abajamento, q. v. ABAFADO, adj. 1. Vencido, rendido: "Salve as mulheres de amarelo / Deixam as de verde no chinelo. / Salve a mulher de cor-de-rosa / que quase sempre é carinhosa. Mas as mulheres de estampado / deixam um homem abafado" (Jornal de Modinhas, fev. 1943). | 2. (Pern.). Contrariado, prevenido, zangado, enco- lerizado. Ct. Pereira da Costa, l'oc. Pern., s. v.] 3. Allito, agoniado. Extremamente ocupado. Ct. PDBLP, s. v. ABAFADO, geogr. Lagoa, a S. O. da vila de de Mortugaba, municipio de Jacaraci, Estado da Baia. ABAFADOR, s. m. (gir.). Aquele que abala, gatu- no, larápio. Cf. PDBLP, s. v. ABAFAMENTO, . m. [Ato ou efeito de abajar, v.). Furto, apropriação indébita. ABAFANETICE, . J. (Paraíba). Suar.<noinclude></noinclude> fsjf206j9ippuv3mghepsy9eydsjb8x Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/64 106 256134 559295 2026-08-19T14:38:53Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: abafanético [ABAFANÉTICO, adj. (Pern.). Cansado, exausto ofegante. Cf. PDBLP, s. v.] ABAFAR, v. f. 1. (gir. mil.). Furtar, "apropriar-se de alguma coisa, por desapêrto" (Silva Barros, PC, s. v.). "O vocábulo tem o mesmo sentido na gíria dos gatunos cariocas (Elísio de Carvalho, Giria, s. v.). Hoje o termo pertence à linguagem popular. || 2. "No jogo de futebol, abajar o couro, a pelota, etc., é travar, dominar a bola no terreno, apoder... 559295 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>abafanético [ABAFANÉTICO, adj. (Pern.). Cansado, exausto ofegante. Cf. PDBLP, s. v.] ABAFAR, v. f. 1. (gir. mil.). Furtar, "apropriar-se de alguma coisa, por desapêrto" (Silva Barros, PC, s. v.). "O vocábulo tem o mesmo sentido na gíria dos gatunos cariocas (Elísio de Carvalho, Giria, s. v.). Hoje o termo pertence à linguagem popular. || 2. "No jogo de futebol, abajar o couro, a pelota, etc., é travar, dominar a bola no terreno, apoderar-se dela" (Vaney, Voc. Jul., s. v.) a banca (D. F.). Açambarcar, apoderar-se de coisa alheia. O sentido primitivo da expressão ampliou-se. Já se diz, p. ex., que abajou a banca o parelheiro que bateu todos os demais na carreira, o profissional que superou os colegas e obteve a vitória em competição do ofício. o vento (cal.). Furtar dinheiro: "...e corta o bôlso onde está guardado o dinheiro do 'seu' Simplício, abajando o vento" (Perdi- gão, Linguajar, 121). ABAFATIVO, adj. Que está em condições de abafar, isto é, de triunfar completamente, deixando longe qualquer competidor: "Duas ou três figuras aba- fativas do broadcasting nacional, Carmen Miranda, Francisco Alves e Orlando Silva". [ABAFO, s. m. (cal.). Ato ou efeito de abajar, g. v. Furto, roubo. Cf. Lucas Barbaroxa, Agüenta Firme, 95.] ABAGALADO, adj. O mesmo que abagualado, q. v. q. v. ABAGALHADO, adj. O mesmo que abagualado, ABAGÃO, J. m. (N.). Homem importante. Cf. Rodrigues de Carvalho, in Euclydes, de 1-5-1941. ABAGIBA, Lop. Localidade paraguaia onde, em 29 de outubro de 1869, os brasileiros do coronel Fidélis Pais da Silva derrotaram os paraguaios do capitão Rios. Cf. Rio Branco, Efemérides, 507. Vd. também Santo Isidro de Curuguali. ABAGUALADO, adj. e parl. pass. de abagualar. 1. (R. G. S.). Semelhante a bagual; arisco, espantadiço, abrutalhado. Por analogia, diz-se da pessoa que se torna áspera, grosseira, embrutecida, à maneira do cavalo que se asselvaja. 2. (R. J.). Estragado, trotão, pangaré. Cf. CALLAGE, s. v.; FIGUEIREDO, s. v., e MAGNE, DLN, s. v. [ABAGUALAR-SE, v. pron. (S.) "Tornar-se ba- qual" (PDBLP, B. v.).] ABAGUALHADO, adj. (R. G. S.). O mesmo que abagualado, q. v. ABAGUNÇADO, adj. e part. pass. de abagun- çar. Desordenado, anarquizado: "....obedeceu ao 10 abaixar mesmo tipo de farra boêmia, abagunçada, da fuzare." (Correio Paulistano, 17-7-937). Vd. bagunça. ABAGUNÇAR, v. t. Transformar em bagunça, anarquizar, lançar a desordem ou a confusão em. ABAÍ, geogr. Córrego no município de Guara pari, Estado do Espírito Santo. ABAI, top. Povoação no município de Guara- pari, Estado do Espírito Santo. ABAIANADO, adj. (R.G.S.). Desmerecido. des. moralizado, abatido: "Agora, que arrinconado / vivo aqui em estranha terra, já me sinto abaianado, não sou de Cima da Serra" (Quadrinha popular gaúcha recolhida por Cezimbra Jacques, Assuntos do Rio Grande do Sul, 138-9). ABAÍBA, adj. Relativo ou pertencente ans Abalbas. U. t. c. s. ABAÍBA, top. Vila e distrito do mesmo nome, no município de Leopoldina, Estado de Minas Gerais. ABAÍBAS, eln. m. pl. Selvagens do vale do rio Pomba, Estado de Minas Gerais, que ali viveram sem se misturarem aos índios Coroados. ABAINU, grogr. Arroio, afluente da margem di- reita do Passo Raso, no município de Triunfo, Es- Lado do Rio Grande do Sul. ABAÍRA', top. Vila e sede do distrito de Abaira, no município de Piată (antigo Anchieta), Estado da Baía. Fica na região sul-oriental do município, à margem do riacho São José. ABAÍRA³, top. Arraial no município de Bom Jesus do Rio das Contas, Estado da Baía. ABAITÉ, geogr. Lagoa, tributária do rio São Francisco, município de Pão de Açúcar, Estado de Alagoas. ABAIXADOR, s. m. (Bala). Pescador que mer gulha para desembaraçar uma rêde ou para ver a quan- tidade de peixe que nela se contém. Cf. PDBLP, s. v. (ABAIXADOS, . m. pl. O mesmo que agachador, q. v.). ABAIXAR, v. f. e int.-o corpo. Deixar-se enga belar por sedução. 'água. Tomar banho ligeiro. de assento. Emprega-se principalmente em relação à mulher "ao fazer ablução, para assear os órgãos genitais externos." Cf. F. São Paulo, LMPB, s. v. As demais expressões em que figura o verbo, como abaixar a proa, abaixar a grimpa, embora muito usadas no Brasil, não são brasileirismos. Cf. Bessa, Giria, s. v.. e FIGUEIREDO, B. v.<noinclude></noinclude> ew5cx8o2dgzjc8idfqtqwjyh3n6sjb1 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/65 106 256135 559296 2026-08-19T14:38:57Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Abaixo ABAIXO, geogr. Rio, afluente da margem es- querda do Capivari, a S. O. do município de Bocaiúva do Sul, Estado do Paraná. ABAIXO, geogr. Rio, afluente da margem es- querda do ribeirão Anicurus Grande, na divisa do município de Inhumas; banha o município de Itaboraí, Estado de Goiás. É também chamado Fundo.] ABAJÁ, s. m. (bol.) (Baía). O mesmo que noz- -de-cola ou coleira (Cola acuminala Schott e Endl.), q. v. Cf. A. I. de Menese... 559296 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Abaixo ABAIXO, geogr. Rio, afluente da margem es- querda do Capivari, a S. O. do município de Bocaiúva do Sul, Estado do Paraná. ABAIXO, geogr. Rio, afluente da margem es- querda do ribeirão Anicurus Grande, na divisa do município de Inhumas; banha o município de Itaboraí, Estado de Goiás. É também chamado Fundo.] ABAJÁ, s. m. (bol.) (Baía). O mesmo que noz- -de-cola ou coleira (Cola acuminala Schott e Endl.), q. v. Cf. A. I. de Meneses, Flora da Bahia, s. v. ABAJA-MURI, s. m. (bot.). O mesmo que an gelim doce (Andira fraxinifolia Bth.), variedade rosea, 9. v. ABAJERU, s. m. (bol.) 1. (Couepia canomensis Bth.). Pequena árvore da família das Rosáceas que cresce freqüentemente ao longo das praias. Folhas membranosas quando jovens e coriáceas quando velhas. Flores geralmente solitárias, brancas e pequenas. O fruto, de côr roza e de sabor agradável, tem o mesmo tamanho e formato das ameixas européias, mas com o caroço maior. SINONIMIA: gua juru. Cf. PIO CORREIA, 5. v. abageru. || 2. O fruto do mesmo vegetal. 3. (Chry- sobalanus icaco L.) (Amazonas). Arbusto da mesma família, cujas cascas, principalmente as da raiz, bem como as folhas. são muito adstringentes, e, como tais, empregadas em medicina. "As amêndoas são oleaginosas. A casca é empregada para tingir os fios das rêdes de pescar e torná-los mais resistentes. Frutos pequenos; bem maduros são comestíveis e sa- borosos, mas adstringentes; servem para fazer doce (polpa pouco abundante)" (LE COINTE, III, s. v. guajuru). SINONIMIA: ariú (na Baía), gajeru, gajuru. guajeru, guajiru, guajuru. 11 abanação ABALDEIRADO, adj. 1. Falho, imperfeito, que não produz o efeito desejado: "As operações cirúrgicas do Hospital eram feitas de um modo abaldzirado, pois a Metrópole não cogitou de remeter os ferros necessários" (nais do I Congresso de Hist. Nac., V., 512, in Teschauer, NDN, s. v.). || 2. Defeituoso, cheio de baldas. ABALDEIRO, adj. (Baía). O mesmo que abal- deirado, q. v. Cf.: "Mais brasileira, menos abaldeira...." (Sousa Carneiro, Heu menino, 105). ABALO, s. m. 1. Reação causada "pelo agente terapêutico, indica êxito provavelmente feliz, mostra que a remédio é de fiança" (F. São Paulo, LMPB, s. v.). Faz ver o aludido autor que o vocábulo, com êsse sentido, foi empregado noutros tempos por autori- dades médicas e por Sá de Miranda. 2. (Baía). Tipo de rêde: " lançam ou armam seus arrastões ou rêdes tais como o abalo, o tresmalho...." (Eugênio de Castro. Ensaios, 223.) Alves Câmara assim a define: "É a rêde chamada tresmalho, quando empregada na pesca, fundeando na praia as extremidades, formando uma curva, dentro da qual os pescadores de dentro da canoa batem com as pás na água para espantar os peixes, que, tentando fugir, encontram a rêde e es malham" (Ensaio, 241). || 3. Pescar de (Baía). Gênero de pesca usada na Baía, e que consiste em bater com os remos à superfície das águas, conforme acima se descreve. Cf. Magne, DL.V, s. v. ABALONADO, adj. Em forma ou com aspecto de balão; cheio, enfunado. FIGUEIREDO dá como neo- logismo usado por Valentim Magalhães. Recolhido como brasileirismo pelo PDBLP, s. v. ABALOSO, adj. "Diz-se do andar dos animais que abala muito; pesado; desagradável" (Vald. Silv., ABAJU, s. m. Raça mestiça do Brasil. Cf. Ft. Caboclos, 187). Cf. também FIGUEIREDO, a. v. GUEIREDO, s. v., e LELLO, s. v. ABAJU, geogr. Arroio, afluente da margem es- querda do rio Várzea; banha o município de Pal- meira, Estado do Rio Grande do Sul. ABALÁ, s. m. Iguaria usada nos candomblés. O mesmo que abará, q. v. Cf. Magalhães Correia, Sertão Carioca, art. candomblé; João Ribeiro, DG, s. v. negro; e. especialmente, Sodré Viana, Caderno de Xangô; A. J. Sampaio, Alimentação Sertaneja, 200. [ABALAR, . ." Pescar com abalo", q. v. (PDBLP. s. v.).] ABALAU-AIÊ, mit. Uma das numerosas deno- minações de Xapana, orixá malfazejo, o deus da varíola ou o homem da bexiga. Cf. Valdemar Beato, Magia, 23. Vd. Obaluait, Omolu. ABALROADA, 1. s. f. Esbarro, arremetida. 2.ddj. Diz-se da caça quando a descobrem. A forma popular paulista é barruada. Cf. Vald. Silv., Serras e Furnas. 223. ABALUAIE, mit. Vocábulo com que se designa, nos xangos da Baía, a São Salvador. Foi recolhido por Pedro Cavalcanti. Cf. Estudos fra Brasileiros, 252. ABAMA, J. (bot.) (Anthericum ansifragum L.). O mesmo que natércia. q. v. SINONIMIA: antérico, natércio. ABANÁ, adj. Relativo ou pertencente aos ¿ba- nás. U. t. c. s. ABANAÇÃO, .. Ventilação por que se fazem passar cereais para separar os grãos e as sementes das cascas au bainhas.<noinclude></noinclude> 72ho2x4pvvvkwsprifgr3auy2kdkyn8 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/66 106 256136 559297 2026-08-19T14:39:02Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: abananado ABANANADO, adj. 1. Que tem forma de banana. 12. Um tanto tolo ou "banana"; admirado, estupefato. Cf. Bessa, Giria, s. v. - 12 ABANAR, p. 1. (Pará). Saber fazer, ou saber fazer "mal a mal". A propósito, diz Lauro Palhano: "Este verbo é usado, entre os operários paracnses, significando saber Jazer. Quando o indivíduo tem mais de um ofício, quando tem várias especialidades, diz: "Eu abano!... de cima, de baixo, de qualquer jeito... 559297 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>abananado ABANANADO, adj. 1. Que tem forma de banana. 12. Um tanto tolo ou "banana"; admirado, estupefato. Cf. Bessa, Giria, s. v. - 12 ABANAR, p. 1. (Pará). Saber fazer, ou saber fazer "mal a mal". A propósito, diz Lauro Palhano: "Este verbo é usado, entre os operários paracnses, significando saber Jazer. Quando o indivíduo tem mais de um ofício, quando tem várias especialidades, diz: "Eu abano!... de cima, de baixo, de qualquer jeito. Inda abano de bandinha!". Significa também executar o serviço sem grande proficiência. Ex.: Um indivíduo vai "pedir lugar" numa oficina. Perguntam- -lhe: "O senhor é operário?" O pretendente, se não é sarado, responde modestamente: - "Abano." (Gororoba, 369). ABANÁS, eln. m. pl. Índios amazonenses das margens do Japurá. Cl. MOREIRA PINTO, S. v. ABANAÚ, geogr. Lago no município de Faro, Estado do Pará. ABANAÚ, geogr. Igarapé que banha o município de Faro, Estado do Pará. ABANCAR, v. t. 1. (S. P.). Fugir: "O dianho do home, quano viu a coisa feia, abanco" (in Amaral, Dialeto, 70). 2. Correr no encalço de alguém. Cf. Valdemar Bento, Magia, 137. |- --se, v. pron. 1. Sen- tar-se; aboletar-se: "Entre i se abanque" (in Amaral, Dialeto, 70). "Ora venha de lá um abraço, dos bons, e abanque-se, sem cerimônia" (Alcides Maia, Alma Bár- bara, 99). "Aqui tem uma rêde, abanque-se por favor" (in Chermont, Glossário, s. v.). 2. Permanecer; deixar- -se ficar; instalar-se:"Abancou-se com toda a família na fazenda do Timóteo...." || 3. Começar (antes de in- Finito precedido da preposição a): "Abancou-se a correr". Cf. PDBLP, s. v. ABANDADO, adj. Animal que anda em bandos. Ct. PDBLP, s. v. ABANDEIRADO, adj. Diz-se do que se alistava na bandeira: e aquela gente abandeirada, que se confessava e fazia testamento antes de partir...." (B. de Sousa, DTGB, 36). [ABANDIDAR-SE, v. pron. Tornar-se bandido. Cf. PDBLP, &. v.] [ABANDONO, geogr. Córrego, afluente da mar- gem direita do rio Sucuriú; banha o município de Três Lagoas, Estado de Mato Grosso.] q. v. ABANEÉM, s. m. O mesmo que abanheenga; q. v. ABANEENGA, s. m. O mesmo que abanheença, abarani ABANEIRO, . m. (bot.) (Clusia fluminensis Vr. e Pl.). Arbusto ou pequena árvore da família das Gutiferáceas, que vegeta de preferência nas restingas do litoral dos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Raízes adventícias e folhas pecioladas opostas. Flores brancas, dispostas em cimeira. Fornece madeira branco- -amarelada, ótima para lenha. A casca contém resina arvore de sombra e ornamental, especialmente pela e taninó, e é empregada em veterinária e para curtume. beleza das suas flores, as quais parecem feitas de céra e são tão delicadas que amarelecem ao menor con- tacto" (PIO CORREIA, s. v.). SINONIMIA: abano, albano, manga-da-praia, mangue-branco. " q. v. ABANHÉEM, s. m. O mesmo que abanheenga, ABANHEENDABA, geogr. Salto localizado "quase em meio da navegação do rio Anhembi, computada esta da freguesia de Araritaguaba à sua embocadura no Paraná" (DPB, s. v. Abánheéndába). O topônimo é de origem tupi e, na língua geral, significa o lugar em que o homem fala, em que se ouve voz de gente. Cf. DPB, loc. cit. ABANHEENGA, s. m. "Nome que designa o antigo idioma tupi, a linguagem geral dos silvícolas do Brasil, em oposição ao nheengalu, tupi moderno ou amazônico" (Magne, DLN, s. v. abanheém, onde cita o seguinte exemplo de Batista Caetano, Ensaios de Ciência, II, 5: "outro virá que conheça mais per- feitamente o abanheenga e corrija os meus erros"). ! Documentam-se as variantes abanheim, abaneém, abs- neenga e avanheim. Esta última forma é ainda o designativo do guarani falado no Paraguai: "Se, no Paraguai, qualquer disser guarani-nheim para tra duzir a expressão "lingua guarani', ninguém o enten- derá, porque, para êles, o nome da língua & ara-nheim, lingua de gente" (Couto de Magalhães, Selvagen XXXVI). Lucien Adam, porém, colige abañceme como o nome dado ao guarani moderno, misturado de cas telbano, falado no Paraguai e na província argentina de Corrientes. Cf. DLN, II, 170. Do tupi abá, homem, nheenga, fala, língua. gente ABANO, r. m. (bol.). O mesmo que abaneiro (Clu sia fluminensis Tr. e Pl.), q. v. ABANOS, J. m. pl. (yir.). Orelhas, ouvidos. Cra nos Ouvidos de mercador. Cf. Raul Pederneiras Geringonça, 16. ABA-OGÓ, mil. Nome por que é também de- signado, na mitologia jeje-ioruba, o Olorum. Senhor-do-Ciu. ABAPANI, adj. Relativo ou pertencente aos.the. panis. || U. I. c. J.<noinclude></noinclude> coctelvtq76u597rev5o346hzupdbk7 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/67 106 256137 559298 2026-08-19T14:39:06Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Abapanis ABAPANIS, eln. m. pl. Índios do planalto curi tibano que, no século XVII, tiveram relações com os primeiros aventureiros e povoadores brancos daquela zona. ABARÁ, . m. "Comida de origem africana feita de massa de feijão cozido em azeite de dendê e tem- perada com pimenta da Costa e pijerecum" (BEAU- REPAIRE-ROHAN, s. v.). Registrado por FIGUEIREDO. SIMÕES DA FONSECA define: "feijão amassado e cozido em óleo de palma". A palavr... 559298 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Abapanis ABAPANIS, eln. m. pl. Índios do planalto curi tibano que, no século XVII, tiveram relações com os primeiros aventureiros e povoadores brancos daquela zona. ABARÁ, . m. "Comida de origem africana feita de massa de feijão cozido em azeite de dendê e tem- perada com pimenta da Costa e pijerecum" (BEAU- REPAIRE-ROHAN, s. v.). Registrado por FIGUEIREDO. SIMÕES DA FONSECA define: "feijão amassado e cozido em óleo de palma". A palavra é de língua ioruba e, diz NINA RODRIGUES, 181, designa o bôlo chamado acarajé quando envolvido em folhas de bananeira e cozido em água e sal, em vez de ser feito com azeite." Manuel Quirino, Arle Culinária, 11, dá a seguinte receita: "Põe-se o feijão fradinho em vaso com água até que permita desprendê-lo da casca, e, depois de ralado na pedra com cebola e sal, junta-se um pouco de azeite-de-cheiro, revolvendo-se tudo com uma colher de madeira. Finalmente, envolve-se pequenas quanti- dades em folhas de bananeira, como se faz com o acaçá, e coze-se em banho-maria". Diz-se também abala, q. v. ABARAÍBA, s. J. (bol.). Nome por que também é conhecida a aroeira (Schinus Molle L.). em certas regiões do país. ABARAÚ, geogr. Arroio, afluente da margem di- reila do Gil; banha o município de Triunfo, Estado do Rio Grande do Sul. Cf. VERGS. s. v. ABARBADO, adj. e part. pass. de abarbar. Cheio de trabalhos, de preocupações. Cf. Garcia, DB. s. v. Na acepção de "sobrecarregado", "afrontado", etc., está recolhido em FIGUEIREDO, s. v., SIMÕES DA FON- SECA, s. v., e MORAIS, s. v., como termo geral. ABARBARADO, adj. (R. G. S.). Temerário, 13 - Abarèmanduaba saud., I, p. 59: o abaré, ou padre, que lá tem cuidado dèles. 2. Dizia-se também pal-abaré em contraposição a abá-paié ou pajf, homem adivinho, feiticeiro. Con- tudo Alencar (RABL, I, 16), aplicou o termo ao chefe religioso indígena. || 3. -guaçu. Bispo. Cf. Jaboatão, Orbe seráfico, II, 1858, 1, 2, c. 15, 284.4.-lucura. Nome dado pelos indígenas aos frades de Santo An- tônio devido ao capuz que se lhes afigurava parecido a gafanhoto. | 5. ext. Ancião que fazia parte dos con- selhos entre os Índios do Brasil, abaetê. ] Tupi abá, homera: ré, outro, diverso"]. Cf. Magne, DLP, s. v. ABARÉ, geogr. Riacho, afluente da margem di- reita do rio São Francisco; banha o município de Curaçá, Estado da Baía. ABARÉ, geogr. "Cachoeira no rio Coxim, abaixo do ribeirão da Cilada e acima da cachoeira das Cula- padas" (MOREIRA PINTO, s. v.) ABARÉ, top. Arraiul no município de Curaçá. à margem direita do São Francisco e a 282 km de Juazeiro, Estado da Baía. ABARÉM, s. m. O mesmo que aberém, q. v. ABARÈMAENDUAR, geogr. O mesmo que Abarèmaenduara e barèmanduaba, q. v. ABARÈMAENDUARA, geogr. O mesmo que dbarèmaenduar e barèmanduaba. q. v. ABARÈMANDUABA, geoar. "Cachoeira no rio Tietê do Estado de S. Paulo. O brigadeiro Sá e Faria. que dela faz menção em seu Diário, diz significar êsse nome cachoeira onde os índios quiseram afogar um padre. 'Há tradição, continua Sá e Faria, de que asse padre fora o venerando José de Anchieta que. arrojado, temível, estouvado, grosseiro. Cf. CALLACE, querendo os indios que o conduziam fazer prova de s. v., e BEAUREPAIRE-ROHAN, s. v. (ABARBARAR-SE, v. pron. "Adquirir maneiras ou hábitos de bárbaro; tornar-se abarbarado" (PDBLP. s. v.).] ABARCADIÇO, geogr. Serra na região oriental do município de Juazeiro, Estado da Baía. ABARÉ, s. m. ["1. Sacerdote, padre. Simão de Vasc., Cr. do Br. 1665, III, n. 15, 1865, p. 13: se nós- -outros temos medo dos nossos paiés (são seus feiticei- ros) e não ousamos ofendê-los, quanto mais o devemos ter destes abarés (ussim chamam aos padres), que são verdadeiros paiés... Vieira, Carlas, I, 1925, p. 395: como ouviram dizer que in o abaré, quer dizer, o padre, e era cousa que não tinham visto em sua vida... Voz. sua virtude, viraram a canoa em que iam, indo o padre ao fundo; e. vendo àstes que ele não voltava, mergulharam e o encontraram rezando no breviário o tiraram enxuto.' O Dr. Lacerda, no seu Diário. escreve Avarémanduava ou dvarémanassava. Diz éle que dvare significa Padre e manassava, morreu. 'Há tradição que neste lugar naufragou um padre: daí se chamou ao lugar e cachoeira Avaremanossava e por corrupção Avaremanduava.' O tenente-coronel de engenheiros José Antônio Teixeira Cabral, que por três vezes navegou o Tietê, de 1810 a 1817,. des- crevendo uma das suas viagens (mac.), escreve: dharé- mandava" (MOREIRA PINTO, s. v. Abaré-manduaba. O DPB, s. v. Ibdrèmaenduar, dia: "em memória do Padre. Salto no rio Anhembi, abaixo da freguesia de Araritaguaba, na capitania de S. Paulo, onde se afogou um sacerdote que navegava para Cuiabá.<noinclude></noinclude> 0uacoavb1fo993a6z1a0zsef8x3ry7v Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/68 106 256138 559299 2026-08-19T14:39:11Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: abaremotemo - Falsamente dizem que a palavra maenduar & cor- rupção de Manuel Álvares. nome do Padre, quando ela só lembra a cruz que ali se arvora em lembrança, para o encomendar a Deus, como é costume, e que deu o nome ao lugar". O DPB averba também Aba- rémaenduára, que define: "a lembrança do Padre". ABAREMOTEMO, s. m. (bol.) (Pithecolobium Auaremotemo M.). Árvore da família das Leguminosas- -Mimosáceas, encontrada do Ceará até ao... 559299 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>abaremotemo - Falsamente dizem que a palavra maenduar & cor- rupção de Manuel Álvares. nome do Padre, quando ela só lembra a cruz que ali se arvora em lembrança, para o encomendar a Deus, como é costume, e que deu o nome ao lugar". O DPB averba também Aba- rémaenduára, que define: "a lembrança do Padre". ABAREMOTEMO, s. m. (bol.) (Pithecolobium Auaremotemo M.). Árvore da família das Leguminosas- -Mimosáceas, encontrada do Ceará até ao Rio de Ja- neiro. Casca suberosa e rugosa. Flores branco-ama- reladas ou esverdeadas, sésseis e dispostas em capí- tulos. Fruto: vagem coriácca e com poucas sementes. "Fornece madeira branca excelente para construção civil; reduzida a pó foi outrora usada na medicina doméstica como eficaz para secar as úlceras de mau caráter; as cinzas são muito boas para fabricar sabão. A casca, que parece ser tóxica em doses elevadas, & adstringente e serve para curtume; há mais de um século exportava-se para Portugal e ali era conhecida como "casca do Brasil", dando-lhe bastante consumo as mulheres públicas, que a empregavam para toni- ficar as partes pudendas. As vagens também são la- níferas, talvez ainda mais valiosas. Esta planta já mereceu a atenção de vários médicos" (PIO COR- REIA, S. v. avaremolemo). SINONIMIA: angico, bordão- -de-velho, brincos-de-sauim, guaibipocaiba. ABARERU, J. m. (bot.) Nome de um cogumelo pequeno e vermelho. SINONÍMIA: abiraru. Cf. Tas- tevin, PALT, s. v. abirarú. ABARRACAMENTO', s. m. (gir.-D. F.). Alo efeito de abarracar, q. v. [ABARRACAMENTO, geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do Embaiaçaia; banha o muni. ápio de Bocaiuva, Estado de Minas Gerais.] ABARRACAMENTO, geogr. "Nome de um campo, situado a 30 km ao S. do rio Ivaí; no Estado do Paraná" (MOREIRA PINTO, S. v.). (ABARRACAMENTO', top. Vila e sede do dis. trito de igual nome, pertencente ao município de Santa Teresa. Fica na região meridional do muni- cípio, entre nascentes do ribeirão da Forquilha, Estado do Rio de Janeiro.] ABARRACAR, 1. v. t. (gir.-D.F.). "Postar-se um homem com uma mulher num canto, a namorar. Cf. Nascentes, Linguajar, 93.12. v. inl. (pir. mar). Formar grupo. Cf. G. Penalva, O Mundo Literário, VII, 318. U. I. c. o. pron. (ABARROCAMENTO, geogr. Arroio, afluente da margem esquerda do rio Louro ou Pavão, banha o município de União da Vitória, Estado do Paraná.] 14 abatinguara ABARUNA, s. m. Do tupi-guarani abá, "homem" +re, "diverso, estranho", +una, "negro". Missio nário católico, padre, sacerdote. O mesmo que abaré e abuna. Cl. Magne, DLN, s. v., e FIGUEIREDO, S. v. ABASTAR, v. f. Forma popular de bastar. ABATATAR, v. 1. (R. G. S.). Abater, entristecer: desmoralizar. Cf. PDBLP, s. v. ABATE, s. m. Matança de reses para abasteci. mento do público. | Gado de -. Aquele que é destin.. do ao corte, para abastecimento do público. [ABATEDOURO, s. m. "Lugar onde as reses são abalidas para consumo público; matadouro" (PDBLP, s. v.).] ABATI, s. m. 1. Milho, na língua geral. O nome The vem dos filamentos ruivos ou esbranquiçados que envolvem a espiga por baixo da casca, pois é curruptela de ába-ti, que, na l. g., designa os cabelos brancos ou alourados. Cf. Sampaio, Tupi. 197 e 278. A respeitos diz SEGOVIA, 536: "Voz Guarani.... Maíz: voz de origem haitiano. En Méjico se llama zentli, en chibcha aba, en aimará lonco y en araneano y pampa hurá. 2. Arroz. Também anali ou anatii, q. v. -mirim. Variedade de arroz (Oriza sativa L., variedade subulata Nees), de grão pequeno e avermelhado. Cf. LE COINTE. III, s. v. SINONIMIA: abaxi e arroz silvestre. ABATI, geogr. Sanga na região O. do municí pio de Gravataí, Estado do Rio Grande do Sul. ABATIAPÉ, s. m. (bol.) (Amazônia). Denomina. ção do arroz em estado silvestre. ABATIGUANIBA, s. m. (bol.). Milho silvestre. que os guaranis torram e pisam para fazer pão. ABATICARU, geogr. Arroio afluente da margem direita do rio Tabajara; banha o município de Passa Fundo, Estado do Rio Grande do Sul. Cf. VERGS, s. v. ABATIGUARA, adj. O mesmo que abalinguara, g. v. ABATIGUARAS, eln. m. pl. O mesmo que ba linguaras, q. v. ABATIMUQUECA, s. m. "Massa de farinha de milho embrulhada em folhas de arumã para ser cozida e servir para o caxiri de milho" (Stradelli, VNh-P, 543). A etimologia é nhcengatu, segundo o mesmo autor, de auali, milho, e mukeca, envoltório. " [ABATINGA, J. m. J. (Amazonas). "Pessoa en canecida" (PDBLP, s. v.).] ABATINGUARA, adj. Relativo ou aos Abalinguaras. | U. t. c. s. pertencente<noinclude></noinclude> hsbjinzhcrt8y0fsc1hph1jh9ca6u50 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/70 106 256139 559300 2026-08-19T14:39:20Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Abc 16 Famoso colecionador de quadros do Brasil, a preciosa coleção que reuniu se acha parcialmente recolhida ao Museu do Estado. Cf. José Valadares, A Galeria Abbott, Baía, 1951. Deixou diversos trabalhos de medicina e de literatura.] ABC, lit. Gênero de poesia popular descritiva, em que as estrofes começam ordenadamente por uma letra do alfabeto, de a a z, muito cultivado em todo o país, especialmente no Nordeste. Cf. Afrânio Peixoto... 559300 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Abc 16 Famoso colecionador de quadros do Brasil, a preciosa coleção que reuniu se acha parcialmente recolhida ao Museu do Estado. Cf. José Valadares, A Galeria Abbott, Baía, 1951. Deixou diversos trabalhos de medicina e de literatura.] ABC, lit. Gênero de poesia popular descritiva, em que as estrofes começam ordenadamente por uma letra do alfabeto, de a a z, muito cultivado em todo o país, especialmente no Nordeste. Cf. Afrânio Peixoto, Missangas, 108; Cornélio Pires, Sambas e Calerelés, 237; Leonardo Mota, Serião Alegre, 218-221; Luís da Câmara Cascudo, Vaqueiros e Cantadores, 53-63. || Sirva de exemplo o ABC de Lucas, em que se narram as façanhas de Lucas da Feira, célebre cangaceiro do recôncavo baiano, aqui transcrito segundo a versão publicada por Jorge Amado, in Novos Estudos Afro- -Brasileiros, 302-305: "Adeus Saco do Limão, Lugar onde eu nasci, Eu vou preso pra Baía, Levo saudades de ti. Been dizia os meus sócios Que eu mudasse de condição, Que Cazumbá por dinheiro Faria a pintura do cão. Cuidava que esta vida Nunca havia de ter lim, Porque contava na Feira Com muita gente por mim. Desenganado eu fiquei Quando eu me vi prisioneiro, Porque com a minha prisão Ganharia muito dinheiro. Entusiasmo eu carreguei. Pompa e grandeza, Pois no meu rancho eu tinha Bote de rapé à princesa. Fui préso pra Baía, Fizeram grande função, Mais cu desci a cavalo E os guardas de pés no chão. Gostaram quando fui préso Com bárbara crueldade, Escoltado pra Bala Sem ver mais minha cidade. Homem pobre nunca roubei, Pois não tinha o que roubar, Mas os ricos de carteira A nenhum deixei escapar. Intrega-te, negro Lucas, Que hoje chegou teu dia, Segura-te às tuas armas, Qu'é de a tua valentia? Já entregue estou, minha gente, Me mostrem o bom delegado: Na mão direita, a clavina: Na mão esquerda, u terçado, Kalumbi e Sobradinho, Tapera bom São João, Onde eu tinha o meu rancho, Lá me fizeram a traição. Lá em Oliveira eu tinha Manuel Nunes meu conliado, Um dia preguei o beiço No pau bem pregado. Mulatas de bom cabelo, Cabrinhas de boa côr. Crioulinbas só por debique, Branquinhas não me escapou. Não digo quem é o sócio, Nem me convém a dizer, Se hoje me vejo perdido Não deito os outros a perder. O grande tela redonda Em toda aquela redondeza Me chamavam de capitão, Capitão sou com grandeza. Presente o Chele. Vieram me apertar a mão E licaram com muita alegria Quando cheguei do sertão. Quiseram saber com certeza Quem era o meu grande amigo, Que jantava e almoçava Todos os dias comigo. Roubava também boa gente Assim como o bom Luquinha, Que não tinha o que roubar, Roubava mesmo farinha. Saltando cu na Baía, Vi muita gente faceira: Brancos e pretos, dizendo: Venham ver Lucas da Feira. Tapera, Santo Amaro, Muritiba, Cachoeira, Correram todos pra ver O grande Lucas da Feira. U é letra vogal, Com a, e, i, n. também: Adeus Caldeirão da Feira, Adeus também mais alguém. Vigário José Tavares Com o qual me confessei, Só a pecado que eu live Foi uma moça que matei. Churo hoje arrependido Pur conselhos não tomar, Já cortaram-me os braçus E ainda querem me enforcar. Y letra do fim, Comecei, quero findar, Sendo a sentença pena última, Queiram gente me perduar. Zumbei de velhos e moços, Zombei também dos meninos, Hoje chegou o meu dis. Vou cumprir o meu destino."<noinclude></noinclude> h9ijb4e177jjw8jc2uldqt27iajan6z Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/71 106 256140 559301 2026-08-19T14:39:22Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: A. B. C. (A. B. C., impr. Jornal que se editou em São Paulo, em 1943, nas linguas árabe e portuguêsa, e que foi atingido pelo decreto que nacionalizou a imprensa. Cl. AIB, 184.] ABDALA, geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do córrego da Alegria ou São Dominguinhos; banha o município de Uchoa, Estado de São Paulo. ABDICAÇÃO, hist. Ato pelo qual o Fundador do Império e Primeiro Imperador, D. Pedro I, abdicou a coroa do Brasil em f... 559301 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>A. B. C. (A. B. C., impr. Jornal que se editou em São Paulo, em 1943, nas linguas árabe e portuguêsa, e que foi atingido pelo decreto que nacionalizou a imprensa. Cl. AIB, 184.] ABDALA, geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do córrego da Alegria ou São Dominguinhos; banha o município de Uchoa, Estado de São Paulo. ABDICAÇÃO, hist. Ato pelo qual o Fundador do Império e Primeiro Imperador, D. Pedro I, abdicou a coroa do Brasil em favor de seu filho D. Pedro de Alcântara, que passou a ser D. Pedro II (7 de abril de 1831). considerada essa data, por muitos histo- riadores, a separação definitiva do Brasil e de Por- tugal. Anteriormente (2 de maio de 1826), o mesmo imperador já havia abdicado, na qualidade de rei de Portugal (D. Pedro IV), a coroa portuguêsa em sua filha. D. Maria da Glória (D. Maria II), sua pri- mogênita, natural do Rio de Janeiro.] ABDICAÇÃO, geogr. Cachoeira no rio Teles Pires, município de Cuiabá, Estado de Mato Grosso. [ABDON BATISTA, top. Vila e sede do distrito do mesmo nome, que pertence ao município, termo e comarca de Campos Novos. Fica na região meridional do município, à margem do lajeado da Vargem, tribu- tário do rio Canoas, Estado de Santa Catarina. Cf. T'GESC, s. v.) ABE, s. m. Termo afronegro recolhido por Silva Campos como possível sinônimo de agé, definido por Mendonça, Influência, como instrumento de música formado de uma cabaça revestida de um trançado de mollas de cordão e búzios. ABECAR, v. t. Agarrar, atacar. "Eu abeco èle no soturno, apelo pro tribunal do desespèro, e mostro-lhe uma testemunha da ponta, que êle se explica no continente..." (Lauro Palhano. Gororoba, 196). I "Deitar a mão no peito de outrem, segurando-o de frente; agredir" (Garcia, DB, s. v.). Em São Paulo a ação é expressa popularmente pelo vocábulo aboloar. FIGUEIREDO Consigna como brasileirismo e dá a signi- ficação de "segurar pela gola, prender". SIMÕES DA FONSECA igualmente registra como brasileirismo e interpreta: "pegar, abotoar, agarrar". Teschauer e Magne registram também a versão pernambucana de Garcia (NDN, s. v.; DLN, s. v.). A GEPB menciona o termo como o faz SIMÕES DA FONSECA. LELLO, s. v., define, como FIGUEIREDO, "segurar pela gola, prender". ABECEDARIA, J. (bot.) (Baía). O mesmo que agria-do-Brasil ou agrião-do-Pará (Spilanthes demella Murr.), q. v.do-México. O mesmo que vela-da-pu- (Bala) ou agave (Agave americana L.). q. v. • reza 17 abelha ABEDE, s. m. Leque de Oxum usado pelos pais- -de-santo na feitiçaria jeje-nago. Cf. Artur Ramos, Horizontes, 33; Mendonça, Influência, 168. ABEIRANTE, adj. e part. pr. de abeirar (R. G.S.). Próximo, chegado, vizinho de: "Abeirante aos 50 anos". [LA ABEJA, impr. "Periódico político y de agri- cultura, artes, industria, commercio, instrucción y beneficencia", editado no Rio de Janeiro, em 1868. Cl. ABN, IX, 365.] [ABEL', geogr. Rio, afluente da margem direita do rio Canons; banha o município de Bom Retiro, Estado de Santa Catarina. Cf. VGESC, s. v.] [ABEL, geogr. Córrego, afluente da margem direita do ribeirão da Correnteza; banha o município de Joa- nópolis, Estado de São Paulo.] [ABEL', geogr. Morro a S. E. da cidade de Angra dos Reis, município do mesmo nome, Estado do Rio de Janeiro.]. ABEL', lop. Povoado, na região meridional do município de Camanducaia, Estado de Minas Gerais. [ABEL, lop. Lugarejo, à margem esquerda do córrego de igual nome, no município de Joanópolis, Estado de São Paulo.] LABEL, ceogr. Pico, ao N. do Estado de São Paulo. na divisa do Estado de Minas Gerais, muni- cípio de Joanópolis.] [ABELARDO LUZ, top. Vila e sede do distrito do mesmo nome, que pertence ao município, tèrmo e comarca de Xapecó. Está situada na região norte- -oriental do município, Estado de Santa Catarina. Cf. VGESC, s. v.] ABEL DO BARREIRO, geogr. Córrego, afluente da margem direita do ribeirão da Conquista; hanha o município de Alpinópolis, Estado do Minas Gerais. ABELHA, .. (zool.). Designação geral dos inse- tos himenópteros da familia dos Apideas, especial- mente da Apis mellifica L.. produtora de mel e cêra. "É difícil caracterizar exatamente date vasto grupo de espécies, que abrange numerosas familias, 13 das quais se acham representadas em nossa fauna. Na maior parte dos casos verifica-se, porém, que as patas traseiras das fêmeas e obreiras são providas de um aparelho des- tinado à coleta do pólen (sob forma de pubescència muito densa ou dilatação do metatarso), dispositivo êste que não se encontra nos outros himenópteros mais ou menos semelhantes, como sejam as vespas" (Thering. Dicionério, s. v.). As numerosas espécies de abelhas dividem-se em dois grandes grupos: o das<noinclude></noinclude> iwkg1mwsfav8bmm3k16eugjb8f9dhi0 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/72 106 256141 559302 2026-08-19T14:39:27Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: abelha 18 abelha mimosas células tubulares.... Muitas outras espécies... abundam sôbre as flores, onde procuram o pólen, seu único alimento. Há entre elas pigmeus, que não atin. gem meio centímetro de comprimento. Várias delas são parasitas dos ninhos de outras abellias, também so litárias. É fácil reconhecer tais espécies parasitas, pois nenhuma delas tem aparelho adequado para a coleta do pólen, nem de tais dispositivos necessitam, p... 559302 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>abelha 18 abelha mimosas células tubulares.... Muitas outras espécies... abundam sôbre as flores, onde procuram o pólen, seu único alimento. Há entre elas pigmeus, que não atin. gem meio centímetro de comprimento. Várias delas são parasitas dos ninhos de outras abellias, também so litárias. É fácil reconhecer tais espécies parasitas, pois nenhuma delas tem aparelho adequado para a coleta do pólen, nem de tais dispositivos necessitam, pois é sempre em meio do alimento já armazenado por outras espécies que o parasita põe seus ovos" (Ihering. Dicioná rio, 59-60). ABELIIAS SOCIAIS: Vivem em sociedades, nas quais se distinguem três formas de indivíduos: fêmeas, machos e operárias ou obreiras. A fêmea, sempre única em cada colmeia, é encarregada da postura; os machos, em número reduzido, destinam-se exclusivamente à reprodução e as operárins, formas neutras e as mais numerosas, executam todo o trabalho. Distribuem-se as abellas sociais por duas famílias: dos Apídeos e dos Meliponídeos. Distinguem-se essas famílias princi palmente por dois caracteres: nos Apídeos há falta de ferrão e a cêra é produzida por células que se en- contram na face ventral dos segmentos abdominais; nos Meliponídeos existe ferrão (os machos são sempre inermes) e a cêra é segregada por células localizadas na parte dorsal dos segmentos abdominais. A familia dos Apídeos pertencem as, mamangabas e a abella- -do-reino ou doméstica; na família dos Meliponídeos estão incluídas as nossas abelhas sociais indígenas, solitárias e o das sociais. ABELHAS SCLITÁRIAS: Estão representadas na fauna brasileira 11 famílias de abelhas solitárias, distribuídas em mais de 700 espécies. "Pelo tamanho, destacam-se as da família Xilocopídeos, algumas das quais alcançam 35 mm de comprimento e que o povo, em geral, confunde com as verdadeiras 'mamangabas', que aliás são abelhas sociais. Quase à semelhança destas, aquelas abelhas solitárias simulam uma certa convivência, no tempo da procriação. Os casais de Xylocopa preferem em geral troncos de ma- deira já um tanto apodrecida, para ali escavarem longos canais sinuosos, nos quais preparam as cé lulas; estas são recheadas com pólen e, quando do ôvo af depositado nasce a larva, esta assim se encontra rodeada do alimento necessário para seu desenvolvi- mento. As abelhas-mães habitam ainda durante algum tempo o mesmo ninho, a princípio em companhia dos machos; mas a estes espera a mesma sorte dos zangčes das abelhas sociais, pois em determinada época do ano as fêmeas eliminam, a ferroadas, seus compa- nheiros inermes, que, feridos de morte, são atirados para fora do ninho, agonizantes. Ao biólogo, este proceder, como que copiado das abelhas sociais, obriga a um confronto com estas e, realmente. revela um paralelismo difícil de explicar sem a idéia de pa- rentesco próximo. Outras abelhas solitárias de grande porte são as do gênero Centris, ainda estas de feitio comparável ao das mamangabas verdadeiras, porém de colorido muito mais rico e variegado; seu corpo. para muitos autores reunidas em um único gênero: em geral é revestido de espesso veludo. As espécies do gênero Euglossa são um pouco menores e predo- mina entre elas o tipo que diríamos de cavaleiro re- vestido de armadura brilhante; os próprios nomes científicos dizem quanto são belas as cores resplan- decentes destas abelhas: Euglossa purpurata, violacea, smaragdina, coerulescens, ignita, pulthra, elegans, etc. Lembraremos, ainda, que são estas as abelhas que se encarregam da polinização de várias orquídeas (como Calaselum, Stanhopea): introduzindo a cabeça na flor, esbarram nas políneas, cujo pedúnculo pegajoso adere logo ao inseto, sendo assim o pólen transportado para outra flor, na qual, depositado logo em seguida, exerce sua ação fecundante. Mencionaremos ainda o gênero Megachile, que abrange numerosíssimas espécies, médias e pequenas; pouca gente as conhece de vista, mas basta dizer qual o seu oficio para que sejam logo identificadas: são estas as abelhas que recortam as folhas das roseiras, tirando-lhes do bordo um ou vários pedaços em forma de meia-lua. Tais pedacinhos a abelha leva para um esconderijo que lhe pareça ade- quado (lá fora no campo, ela se acomoda entre frestos ou em galhos ocos; muitas vezes, porém, entra em casa e então se engraça por um buraco de fechadura, cano de espingarda ou tubo de flauta) e ali, enrolando talvez uma centena desses recortes de folhas, constrói Melipona e para outros em dois: Melipona e Trigona. Fazem parte do gênero Melipona as espécies maiores. de belas cores, produtoras de quantidade aprecia. vel de excelente mel e com as asas. no máximo, do comprimento do abdome. "As espécies de Tri- gona... ao contrário, têm as asas mais compridas que o corpo e são, no máximo, do tamanho de uma môsca, porém algumas espécies são minúsculas, como os menores mosquitos, ou quase microscópicas, como a 'lambe-olhos'; pela maior parte são mansas e tímidas. ao passo que só algumas, denominadas 'torce-cabelos'. são bravas e atacam o homem, entrando-lhe pelos cabelos, na vista, etc., e mordem. Uma espécie, a Trigona caga Jogo, segrega um líquido cáustico, que que arde como fogo. Parece que a natureza reconheces ter cometido um êrro, deixando atrofiar-se o ferrão. pelo que, mais tarde, se viu obrigada a munir a abelha de novos meios de defesa" (Ihering, Dicionário, (5) As abelhas sociais indígenas constroem, em geral. ninhos bem abrigados, localizados em árvores ôcas ou fendas de pedras; algumas fazem ninhos subterráneos e outras os tem livres, presos aos galhos de árvores ou arbustos. Tomando por tipo o ninho feito num &co de pau, podemos dar a seguinte descrição geral: "Uma chapa horizontal, de barro nas Meliponas. de cêra e resinn nas Trigonas, separa o ninho, tanto cm<noinclude></noinclude> 4fj6o1caeiqh87th7xb7e0xskx5011a Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/73 106 256142 559303 2026-08-19T14:39:31Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: abelha cima como em baixo, da cavidade restante da árvore; essas paredes divisórias são chamadas 'batume', pelos caipiras. A entrada do ninho é em geral um buraco pe- queno, no meio de uma chapa de cêra ou de argila. Em várias espécies de Trigona, a entrada prolonga-se num tubo de cêra, que de noite é fechado na extremidade. isto é, as obreiras ajuntam cêra nos bordos até estes se unirem e tal membrana é sempre crivada de pequenos orif... 559303 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>abelha cima como em baixo, da cavidade restante da árvore; essas paredes divisórias são chamadas 'batume', pelos caipiras. A entrada do ninho é em geral um buraco pe- queno, no meio de uma chapa de cêra ou de argila. Em várias espécies de Trigona, a entrada prolonga-se num tubo de cêra, que de noite é fechado na extremidade. isto é, as obreiras ajuntam cêra nos bordos até estes se unirem e tal membrana é sempre crivada de pequenos orifícios, que permitem a ventilação também de noite. Isto se verifica na jatal' e outras espécies mansas, ao passo que os tubos largos das valentes 'torce-cabelos' se conservam sempre abertos. O centro do ninho é ocupado pela cria, acondicionada nas células dos favos que se superpoem horizontalmente (e não verticalmente justapostos como em Apis) e que por fora são circun- dados por delicadas membranas de cêra, que formam o invólucro. O resto da cavidade é ocupado pelos potes de cera, de forma irregular e que contêm mel e também samora, isto é, pólen armazenado para servir de ali- mento à cria. As células de que se compõem os favos são providas de pólen, misturado com um pouco de mel e, depois que a rainha nelas depositou um avo. são fechadas por meio de tampinha de cêra. Assim, a larva, ao nascer do ôvo, encontra-se prêsa na célula. juntamente com todo o alimento de que necessita para atingir o estado adulto; só depois de completar a metamorfose, abre ela a tampa do seu cubículo e entra em contacto com a comunidade. Em cada cor- liço há só uma abelha mestra ou rainha, que é uma fêmea fecundada, ao passo que as obreiras são fêmeas abortivas, não fecundáveis. A rainha madura tem o abdômen muito intumescido, cheio de ovos, de modo que não pode mais voar e assim fica presa no cortiço, do qual é a mãe até morrer. Os machos se criam só em certa época do ano, especialmente no verão; não trabalham, não recolhem mel nem pólen, vivendo ònicamente para realizar a fecundação das rainhas novas, as quais, depois, levam consigo parte da popu- lação. indo constituir novo cortiço. Como por conse- guinte os machos representam um elemento inútil. depois da partida dos enxames, são êles enxotados do cortiço em fins do verão; apenas os mais renitentes, que não querem obedecer à ordem de expulsão, são mortos a picadas. Se. com relação à abelha do reino, a denominação 'rainha' se aplica em toda extensão da palavra, à fêmea fecundada, nos Meliponídeos cabe apenas o título de 'abelha-mestra'. De fato, os hábitos das nossas abelhas indígenas são muito democráticos. É fácil comprová·lo por alguns exemplos. Onde quer que esteja a rainha de pis, rodeiam-na várias obreiras, sempre solícitas e atenciosas, a espreitarem as opor- tunidades em que possam ser úteis à soberana. Nossa 'abelha-mestra', ao contrário, perambula solitária pelos favos da cria e em geral ninguém com ela se incomoda: um fato be significativo, entre os poucos que até 19 abelha agora foram cuidadosamente verificados com relação à vida íntima das nossas abelhas, é relatado pelo Dr. H. von Ihering, cientista que melhor estudou os hábitos destas abelhas indígenas: 'A obesa e desajeitada abelha-mestra queria transpor um corredor, porém não pôde prosseguir, pois algumas obreiras, que lá se achavam, não lhe davam passagem; a muito custo. conseguiu então o seu intento, escolhendo outro ca- minho. Nunca uma tal grosseria e tamanha falta de respeito se verificam entre dpis!' Consideremos outro fato: a começar pela própria célula, em que se desen- volve uma jovem rainha de Apis, nota-se a diferen- ciação em castas; essa célala real é ampla, espaçosa, e portanto destaca-se desde logo dos berços comuns, em que nascem plebeus. Muito ao contrário, uma futura abelha-mestra de mandaçaia ou guarupu & de origem humilde e sua célula em nada difere das que servem às pobres obreiras. Tal confronto só ó verda- deiro com relação às espécies do gênero Melipona. pois as do gênero Trigona constroem células reais, um pouco mais amplas. Quando está para nascer a prin- cesa real de Apis, a soberana da colmeia demonstra incontida agitação: é o ciúme, a rivalidade, o medo de perder o trono. Por fim, formam-se no cortiço dois partidos: os conservadores dispõem-se a acompanhar a rainha velha e com cla iniciarão algures nova fa- mília; os outros são adeptos da jovem soberana, que usurpará o poder. Em casa de nossos .Heliponideos não há esse ciúme, nem motivos para briga: a abelha- -mestra sabe que quem casa quer casa e que, sem a mínima discussão, a recém-casada irá. a seu tempo, tentar fortuna e dar comêço a novas instalações.... Como é natural, as várias espécies de Heliponideos fa- bricam cada uma seu tipo especial de mel. porém este nunca encerra sacarose, como o de Apis, que sempre contém até 10% desse açúcar, semelhante ao da cana Nas abelhas indígenas o mel compde-se essencialmente de levulose, substância mais doce que a sacarose (30 a 70, em média 45%); dextrose, menos doce que a sacarose (20 a 50, em média 25 %): pequena percentagem de outras substâncias e muita água, ao contrário do mel maduro de dpis, que contém menos de 25 % de água. Por ser assim muito fluido, o mel de pau cristaliza muito mais lentamente e mesmo para conservá-lo em garrafa é preciso fervê-lo, dando-lhe a panto conveniente. Até agora punha-se em dúvida a possibilidade de obter das abelhas indígenas mais do que um pouco de mel de pau, a título de curiosidade. Porém, depois do que vimos em Pernambuco, temas certeza de que êste ramo da apicultura terá grande desenvolvimento. Basta dizer que um simples matuto pôde organizar um colmeal de 250 caixas, das quais tirava anual mente em média 10 garrafas por caixa com dispendio quase nulo e outro tanto de trabalho rotineira. Os Heliponideas recomendam-se, pois, grandemento à<noinclude></noinclude> cox2x9efeu6hmautcybxa5xlmz0i203 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/74 106 256143 559304 2026-08-19T14:39:33Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: abelha - 20 apicultura dos não especializados" (Ihering, Dicio- nário, 62-66). || |--abreu. O mesmo que abreu (Me- lipona varia Sm.), q. v. amarela. Variedade de abelha doméstica ou abelha-do-reino (Apis mellifica L.), q. caga-fogo. O mesmo que caga-jogo ou talaira (Melipona tataira Sm.), q. v. criança. Abelha cujas asas começam a se desenvolver. - comum. O mesmo que abelha-do-reino (Apis mellifica L.), q. v. da-Carnia. Variedade de ab... 559304 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>abelha - 20 apicultura dos não especializados" (Ihering, Dicio- nário, 62-66). || |--abreu. O mesmo que abreu (Me- lipona varia Sm.), q. v. amarela. Variedade de abelha doméstica ou abelha-do-reino (Apis mellifica L.), q. caga-fogo. O mesmo que caga-jogo ou talaira (Melipona tataira Sm.), q. v. criança. Abelha cujas asas começam a se desenvolver. - comum. O mesmo que abelha-do-reino (Apis mellifica L.), q. v. da-Carnia. Variedade de abelha-do-reino (Apis mellifica L.), q. v. |--da-terra. Denominação dada às espécies que constroem os ninhos no solo. - -de-cachorro. O mesmo que mel-de-cachorro (Melipona argentala Lep.), q. v. -de-cupim. O mesmo que cupira (Melipona pallida L.), q. v. --de-Jogo. O mesmo que caga-jogo ou talaira (Melipona lalaira Sm.), q. v. -de-mel. O mesmo que abelha-do-reino (Apis mel- lifica L.), q. v. -de-purga (Minas Gerais). Nome vulgar de uma abelha silvestre. --do-chão. O mesmo que mulatinha (Melipona basalis Sm.), q. v. -do- méstica. O mesmo que abelha-do-reino (Apis mellifica L.), q.v.-do-pau. Denominação dada às espécies da família dos Meliponídeos que constroem os ninhos no ôco das árvores. -do-reino (Apis mellifica. L.) Abelha da família dos Apídeos, assim chamada por ter sido importada de Portugal. Aclimatou-se per- feitamente no Brasil, mas as colmeias só prosperam quando tratadas racionalmente. Acidentalmente po- dem-se estabelecer no mato, mas não consta que se tenham difundido e tomado hábitos de abelha silvestre. "Quando os apicultores falam em abelha escura, abelha italiana, da Carnia, elc., referem-se às varie- dades de Apis mellifica, preferidas por estas ou aquelas vantagens que oferecem. A variedade mais geralmente cultivada é a escura, no Norte: a italiana tem roupa- gem mais amarela, avermelhada e os três últimos antis são amarelos. Aquela enxameia mais; esta, 'porém é mais dócil e mansa" (Ihering, Dicionário, s. v.). SINONIMIA: abelha amarela, abelha comum, abetha-da-Carnia, abelha-de-mel. abelha doméstica abelha escura, abelha italiana, abelha loura, abelha-mel. t-escura. Variedade de abelha-do-reino (Apis mellifica L.), q. v. flor (bol.) (Orchis papillionacea L.). Nome vulgar desta orquidácea cujas flores brancas lenibram, pelo aspecto, a abelha. SINONÍMIA: abelhinha, abelheira, erva-abelha. Cf. LAUDELINO, s. v. italiana. Varie- dade de abelha-do-reino (Apis mellifica L.), q. v. laura. Variedade de abelha-do-reino (Apis mellifica L.), q. v. limão (Nordeste). O mesmo que iraxim (Me- lipona limão Sm.), q. v. macho. Também chamada zangão, a forma sexuada masculina da sociedade. -mel. O mesmo que abelha-do-reino. (Apis mellifica L.), q. v. mel-de-anta. O mesmo que mel-de-anla ou Lapicira (Melipona flavipennis), g. v. - -mel-de-ca- chorro. O mesmo que mel-de-cachorro (Melipona argen- lala Lep.). g. v.1-mel-de-pau. O mesmo que miel-de- - - abelha pau, q. v., abelha da família dos Meliponídeos.- tra. Também chamada rainha, é a única fêmea fecunda da celmeia. --mirim (Melipona minima Crib.). uma abelha pequena, medindo apenas 2,5 mm de comprimento. Assemelha-se bastante à abella-mos quito, mas distingue-se pelo modo de nidificar: " ninho abrigado em postes ou pequenas cavidades de árvores, não tem invólucro e as células de incubação não formam favos, porém cachos. O tubo de entrada. é pequeno, fino e feito de cêra antarela, de noite as pequenas abelhas. timidas, fecham-no com um delicado rendilhado de cêra, que de manhã é removido. para que as abelhas obreiras tenham passagem livre" (The ring, Dicionário, s. v.). |--mirim-preguiça. O mesmo que mirim-preguiça (Trigona schrottkyi), q. v.!- -mirim preguiçosa. O mesmo que mirim-preguiça (Tri gona schrollkyi), q. v. --mirim rendeira. O mesmo que rendeira ou tujuvinha (Melipona rufiventris), q. v. --mosquito (Trigona mosquito Sm.). Abelha pequenis- sima da família dos Meliponídeos, semelhante a um mosquitinho. "A côr é escura, com algum desenho amarelo. Nidifica em árvores ôcas ou em buracos das rochas ou muros, com entrada pequena, mas sem porta saliente. O mel é saboroso, um tanto ácido, porém a quantidade é sempre pouca. A mesma espécie é também conhecida por jalal-mosquito ou simplesmente jati. no Ceará" (Ihering, Dicionário, s. v.). SINONIMIA: jalai-mosquito, jali-mosquitinho. --mosquilinho. O mesino que abelha-mosquito (Trigona mosquilo Sm.). q. v. mulala. O mesmo que iruçu mineiro (Melipona quadripunciata Lep.), q. v. - mulatinha. O mesmo que iruçu mineiro (Melipona quadripunclala Lep.-), q. v. --pé-de-pau. Nome de várias espécies de Meliponi. deos que fazem o ninho de preferência na base de troncos carcomidos, muitas vezes estendendo-se pelas raízes, quando estas são ôcas. Cf. Ihering, Dicionário, s. v. pé de pau. - preguiçosa. O mesmo que mirim. preguiça (Trigona schrallkyi), q. v. rendeira. O mesmo que rendeira ou lujurinha (Melipona rufiven- tris), g. v. sanharó. O mesmo que sanharão va sanharó (Trigona silvestriana Vach), q. v.J. || As abelhas sociais indígenas, além dos nomes vul gares já referidos, são conhecidas por dezenas de outros. dos quais anotaremos: abelhão (mamangaba), arami (borá-boi), arancim (iraxim), arapoh (irapuã), arapuá (irapua), assanharão (sanharó), assanharó (sanharó). boca-de-barro (boca-de-sapo), boca-de-fogo (boca-de-sapo). bbca-de-sapo (boca-de-barro, bca-de-Jogo, cu-de-vaca, cupiara), borá (vord), borá-boi (aramá), bujiu, cabaiba. cabaxi, cabeça branca (rajada), caberê, cabuna, cacira, ca cumunga, caga-Jogo (abelha caya-Jogo, lalaira), camuengo, canudo (iraxim), cu-de-vaca (boca-de-sapo), cupiara (bóca-de-barro), cupira (abelha-de-cupim, ciru), curupia ra, crali (iraxim), cirema (eiremim), eiremim (eirema). ciru (cupira), eixu (inxu), Jrecheira (abelha-mirim, lambe -<noinclude></noinclude> 6d1bdc7nil45mofm55ffk3ztfaihzcb Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/75 106 256144 559305 2026-08-19T14:39:36Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Abelha - -olhos, lambe-papo), garupu (guarupu), guarupé (gua- -rupu), guarupu (garupu, guarupé, guripu), gurupé do miúdo (mandurim), guaxupé (axupé), guimirim, quiruçu (iruçu mineiro), guripu (guarupu), imbá, inxu (eixu), iraci, irajuba, iramaia (iramanha), iramanha (iramaia), irapuá (abelha-de-cachorro), irapuã (arapuá, arapod, ara- puá, torce-cabelos), irali (iraxim), iratim (iraxim), iraxim (abelha-limão, arancim, canudo, crali, lim... 559305 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Abelha - -olhos, lambe-papo), garupu (guarupu), guarupé (gua- -rupu), guarupu (garupu, guarupé, guripu), gurupé do miúdo (mandurim), guaxupé (axupé), guimirim, quiruçu (iruçu mineiro), guripu (guarupu), imbá, inxu (eixu), iraci, irajuba, iramaia (iramanha), iramanha (iramaia), irapuá (abelha-de-cachorro), irapuã (arapuá, arapod, ara- puá, torce-cabelos), irali (iraxim), iratim (iraxim), iraxim (abelha-limão, arancim, canudo, crali, limão canudo). iruçu, iruçu mineiro (abelha mulala, quiruçu), jandain (jandira), jandira (jandaia), jatai (sele-porlas, lubuna), jalal-da-lerra, jalaí-mosquito (abelha-mosquito, jali), jali. (jalal-mosquito), lambe-olhos (recheira), lambe-papo Urecheira), limão (abelha-limão, iraxim), limão-canudo (iraxim), mamangaba (abelhão, mangaga), marubeca (mombuca), mandaçaia, mandaçaia-do-chão, mandaguari, manduri (mandurim), mandurim (guarupu do miúdo, manduri, lapieira), mangagá (mamangaba), manuel-de- -abreu (abreu), moça-branca (abreu), moça-loura (abreu), mombuca (mambuca, mumbuca), mulalinha (abelha-do -chão), mumbura, mumbuca (mombuca), papa-lerra, pi- menla, quaiquiquira, rajada (cabeça branca), sanharão (sanharó), sanharó (assanharão, assanharó, sanharão), sele-porlas (jalal), lapiara, lapicira (abelha-mel-de-anta). lalaira (abelha caga-jogo), force-cabelos (irapua), lubi, lubida, tubuja, lubuna (jalai), tujuvinha (abelha-mirim). fujumirim, urumi, vorú (borá). ABELHA², geogr. Rio, afluente da margem di- reita do rio Peixe; banha o município de Jacaraci, Estado da Baía. ABELHA³, geogr. Ribeirão, afluente da margem esquerda do rio Dollmann, no município de Hamônia, Estado de Santa Catarina. Cf. VGESC, s. v. ABELHA, geogr. Ribeirão, afluente da margem esquerda do rio Iguaçu, município de Lapa, Estado do Paraná. ABELHA, geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do córrego do Piauí; banha o município de Palestina, Estado de São Paulo. ABELHA, geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do tibeirão das Palmeiras; banha o município de Cedral, Estado de São Paulo. ABELHA', geogr. Córrego, afluente da margem direita do rio Pari; banha o município de Palmital, Estado de São Paulo. ABELHA*, geogr. Córrego, afluente da margem direita do Monjolinho; banha o município de Patos de Minas, Estado de Minas Gerais. ABELHA', geogr: Córrego, afluente da margem esquerda do ribeirão das Pindaibas; banha o município de Patos de Minas, Estado de Minas Gerais. 21- Abelha Pernambucana ABELHA, geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do rio Clara; banha o município de Rio Verde, Estado de Goiás. ABELHA", geogr. Pedra, na divisa de Caman- ducaia, município de Extrema, Estado de Minas Gerais. ABELHA", geogr. Serro, entre nascentes do rio das Antas, na divisa do município de Palmas, Estado do Paraná. [ABELHA", impr. Semanário científico, indus- trial e literário, que se editou no Rio de Janeiro em 1856. Saíram 16 números. Cf. ABN, IX, 420.] [A ABELHA', impr. Jornal que se editou no Rio Grande do Sul, em 1879. Cf. ABN, IX, 412. [A ABELHA, impr. Jornal que se editou no Rio de Janeiro enr 1857. Cf. Gondim da Fonseca, Biografia, 302.] ABELHA BRAVA, geogr. Córrego. afluente da margem esquerda do ribeirão São Joanico: banha o município de Araçuaí. Estado de Minas Gerais. ABELHA DA SERRÁLIA, top. Povoado no município de Guaratinga, distrito de Lagoa Formosa, Estado de Minas Gerais. ABELHA DO ITACOLOMI, impr. Nome de um dos primeiros jornais publicados em Minas Gerais depois da independência. Editado em Ouro Prêto, com material tipográfico ai fabricado, seus proprie tários eram o padre José Joaquim Viegas de Meneses e Manuel José Barbosa. O primeiro número apareceu no dia 12 de janeiro de 1824, e a sua publicação cessou a 11 de julho de 1825. Saía três vezes por semana, às segundas, quartas e sextas-feiras. Não é, como se supos, o primeiro jornal de Minas: antecedeu-o o Compilador Mineiro. Em todos os seus números fi- gura a seguinte epígrafe, versos de Ferreira a Ber nardes: "Vence o trabalho tulo: a que cana Seu espirito o sous olhos algu'hora Mostrará parta alguma do que achou". Cf. Xavier da Veiga, Imprensa em Minas Gerais (1807-1897), in R.P., III. 188; Hélio Viana. Con- tribuição, 33. ABELHÃO, . m. (zool.). O mesmo que man gaga, vespa social do gênero Bambus, q. v. [ABELHA PERNAMBUCANA, impr. Jornal pu- blicado em Pernambuco, Recife, de 24 de abril de 1839 a 31 de agosto de 1830. Saía às terças e às sextas-feiras. tendo sido dêle editados 142 númerns. Era seu relator Antônio Borges da Fonseca, fecundo jornalista, que re- digiu 25 periódicos em sua longa e agitada existència e é um dos mais célebres panfletários demossa história.<noinclude></noinclude> 5zafvrv1nh3hebpi7gmlt5c1zgp1bec Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/76 106 256145 559306 2026-08-19T14:39:39Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: A Abelha Religiosa 22 A vida desse órgão de imprensa foi muito agitada, de- dicando-se porfiadamente a combater o Cruzeiro, jornal que seguia a orientação da sociedade secreta "Colunas do Trono", de caráter absolutista. Em seu manifesto politico (Recife, 1867), Borges da Fonseca se refere às "perseguições, tentativas de assassinatos por parte dos colunas' contra minha pessoa, e afinal processos por abuso de liberdade de comunicar os pe... 559306 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>A Abelha Religiosa 22 A vida desse órgão de imprensa foi muito agitada, de- dicando-se porfiadamente a combater o Cruzeiro, jornal que seguia a orientação da sociedade secreta "Colunas do Trono", de caráter absolutista. Em seu manifesto politico (Recife, 1867), Borges da Fonseca se refere às "perseguições, tentativas de assassinatos por parte dos colunas' contra minha pessoa, e afinal processos por abuso de liberdade de comunicar os pensamentos pela imprensa, prisão e absolvição pelo júri." A morte da Abelha Pernambucana se deveu, segundo seu próprio redator, à sua eleição para o diretório central da "Jar- dineira" sociedade secreta de caráter liberal a que pertencia o jornalista, fato êsse que determinou sua partida para o Rio de Janeiro. Cf. Alfredo de Carvalho, Estado de Pernambuco, Jornais, Revistas...., 405. c Hélio Viana, Contribuição, 538-40.] !A ABELHA RELIGIOSA, impr. Jornal que se editou no Rio de Janeiro, em 1854. Sete números constam do Catálogo da Exposição. Cf. ABN, IX, 420.! ABELHAS', geogr. Córrego, afluente da margem direita do rio das Cinzas, banha o município de Cam- bará, Estado do Paraná. ABELHAS, geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do córrego das Pedras; banha o município de Tanabi, Estado de São Paulo. ABELHAS³, geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do ribeirão Tibuna; banha o município de Cordisburgo, Estado de Minas Gerais. ABELHAS', geogr. Igarapé, afluente da margem direita do córrego São João; banha o município de Alto Madeira, Estado de Mato Grosso. [ABELHAS', geogr. Igarapé, afluente da margem esquerda do Tabocal; banha o município de Camutama, Estado do Amazonas.] [ABELHAS', geogr. Riacho, afluente da margem esquerda do riacho do Garrote; banha o município de Itapipoca, Estado do Ceará.) ABELHAS', geogr. Cachoeira, formada pelo rio Ji-Paraná, entre os igarapés da Penha e Jutuara na, município de Alto Madeira, Estado de Mato Grosso. ABELHAS', geogr. Morro, a N. E. da cidade de Tiradentes, município de Tiradentes, Estado de Minas Gerais. aberém ABELHAS', top. Povoado, à margem direita do rio Madeira, município de Pârto Vello, Território do Guaporé. [O ABELHUDO, impr. Jornal que se editou em Fortaleza, Estado do Ceará, em 1874. Cl. Studart, Estado do Ceará, Jornais, Revistas...., 257.) ABENÇA, BENÇA, J. "Voz com que, no Brasil, pessoas do povo pedem a bênção..... Derivado de abençoar, através da forma intermédia abençoa, bençoa, que igualmente ocorre. O o foi absorvido pelo a. Nos sertões do Nordeste do Brasil há bença e benção, com acento na última sílaba; são vocábulos indepen- dentes. Conservam-se ali, pois, benção, com a acen fuação que lhe competia, de acordo com a origem e que foi modificada no uso culto, e bença ou abença, deverbal, como fica dito, de abençoar. Destas duas últimas formas, a primeira procede da segunda devido a in luência de benção e ao fato de o povo ter visto o artigo feminino na sílaba inicial de abença. Dirigindo-se ao pai, diz um sertanejo: 'abença, meu pai'. A resposta é quase sempre: 'benção (oxítonol de Deus, meu filho"" (Magne, DLN, s. v.). A saudação também é habitual na Amazônia: "chamava-lhe 'tio José' e tomava-lhe a benção, consoante o hábito de todas as crianças amazônicas, com a magra mãozinha estendida, aberta, na ponta dos braços espichados, e um ar medroso e tristonho: S'a bença" (José Veríssimo, O Crime do Tapuio). "As cunhantãs e os curumins, sem olhar bem de frente, vinham chegando, e, levantando a mão, murmuravam: S'a bença, s'a bença, s'a bença! Deus os faça felizes-dizia o coronel, num gesto largo de evangelista" (Raimundo Morais, Igaraúnas, 92). ABENÇÃO, s. J. Forma popular de bênção. ABENÇOADO, s. m. (Baía). Bênção: "...e voltava a pedir o perdão e o abençoado dos velhinhos da Ran- charia...." (Raul Alves, Canastra, 138). ABERAS, s. J. (bol.). O mesmo que ananás, q. v. ABERDEEN, CONDE DE (George Hamilton Gor- don), antr. Estadista inglês. Nasceu em 1784 e fale- ceu em 1860. Autor da famosa lei de 8 de agosto de 1845 (Bill Aberdeen), que autorizava a marinha in glusa a capturar e julgar perante a justiça inglêsa as navios suspeitos de traficar com escravos. Tal lei, pelos abusos e violências a que deu lugar, levantou no Brasil um sentimento geral de indignação.] ABERÉM, . m. "Bôlo feito com massa açuca rada de fubá de milho ou de arroz, ordinàriamente fermentada, envolto em folhas de bananeira e ligei ramente assado no forno, na frigideira ou nas brasas."<noinclude></noinclude> jqvp2bk9v6wbcysgaf5buz9zs7yjmde Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/77 106 256146 559307 2026-08-19T14:39:47Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: aberema Cf. Magne, DLN, s. v., Teschauer, ND.V, s. v., e FIGUEI- REDO, 8. v. abartm. "Prepara-se o milho como se fôra para o acacá e dêle se fazem umas bolas semelhan- tes às de bilhar, que são envolvidas em folhas secas de bananeira, aproveitando-se a fibra, que se retira do tronco, para atar o aberém. É servido com caruru e também com mel de abelha. Dissolvido n'água com açúcar, é excelente refrigerante. Havia ainda o aberém preparad... 559307 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>aberema Cf. Magne, DLN, s. v., Teschauer, ND.V, s. v., e FIGUEI- REDO, 8. v. abartm. "Prepara-se o milho como se fôra para o acacá e dêle se fazem umas bolas semelhan- tes às de bilhar, que são envolvidas em folhas secas de bananeira, aproveitando-se a fibra, que se retira do tronco, para atar o aberém. É servido com caruru e também com mel de abelha. Dissolvido n'água com açúcar, é excelente refrigerante. Havia ainda o aberém preparado com açúcar, cujas bolas, do tamanho de uni limão, cram ingeridas sem outro qualquer ele- mento adocicado" (Manuel Quirino, Arle Culinária, 11). ABEREMA, . J. (bol.) (Uvaria cananga L.). Planta da família das Anonáceas. SINONIMIA: aber2. moa, aberemo. Cf. Magne, DLN, s. v. 23 Abertão de Cima ABERTA', geogr. Ribeirão, afluente da margem esquerda do rio Aiuruoca; banha o município de Ita- monte, Estado de Minas Gerais. ABERTA, geogr. Córrego, afluente da margem direita do tibeirão das Anhumas; banha o município de Itajubá, Estado de Minas Gerais. ABERTA, geogr. Igarapé, afluente da margem esquerda do rio Jandiatuba; banha o município de São Paulo de Olivença, Estado do Amazonas. ABERTA GRANDE', geogr. Córrego, afluente da margem direita do ribeirão Fundo; banha o muni- cípio de São Sebastião do Paraíso. Estado de Minas Gerais. ABERTA GRANDE, top. Lugarejo, próximo ao [ABEREMO, s. m. (bot.). O mesmo que aberema córrego de igual nome, município de São Sebastião (Uvaria cananga L.), q. v.] [ABEREMOA, . J. (bol.) O mesmo que aberema (Uvaria cananga L.), q. v. ] ABERNAL', geogr. Riacho, afluente da margem esquerda do riacho Solidão; banha o município de Serra Negra do Norte, Estado do Rio Grande do Norte. ABERNAL³, geogr. Açude no vale do riacho de igual nome, município de Serra Negra do Norte, Estado do Rio Grande do Norte. ABERTA', . J. Corresponde, mais ou menos, ao vernáculo clareira. Na Amazônia, é "o lugar onde o campo, rompendo o mato marginal, vem até à beira do rio" (Chermont, Glossário, s. v.) "As abertas são tidas na Amazônia como tiechos mais ou menos ex- tensos de campos baixos. idênticos em tudo às enve- adas, distinguindo-se porém pelo ponto que lhes dá acesso, pois que nas abertas o campo interior, rom- pendo a mata marginal, vem se abrir (daí a sua de- signação) à beira do rio" (Carv. Barb. in Bal. gr. de S. P. de 1930). Alf. da Mata, Voc. dlmaz., dá o signi- ficado de "vereda a ligar clareira ou campo ou floresta com um outro, ou com a margem de igarapé ou rio". Em Minas Gerais, pode também designar "aber- tura ou passagem, renteando uma serra" (N. Sena, Top. Geogr. Bras.). Com o mesmo sentido, ocorre na Bala, em Sergipe e São Paulo, segundo Sud Me- nucci, cit. por B. de Sousa, DTGB, s. v. Magne, no DLN, s. v., consigna "rasgão de mato, ou o mato intercalado, formando uma abertura ou passagem, renteando uma serra". No Rio Grande do Sul, também é usado com esta acepção. No S. da Baía, designa ainda "a parte cultivada da floresta, para pôsto ou lavouras" (B. de Sousa, DTGB, s. v.). Por força da etimologia, só constitui brasileirismo aos sentidos re- tritos acima. do Paraíso, Estado de Minas Gerais. ABERTÃO¹, s. m. Grande clareira na mata: "E em frente, do lado do abertão das pastagens...." (Am. de Queirós, Carimbamba, 23). ABERTÃO, geogr. Ribeirão, corre para o Estado de São Paulo, onde toma o nome de Cachoeira: banha o município de Jacutinga, Estado de Minas Gerais. ABERTÃO³, geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do rio do Cervo; banha o município de Ouro Fino, Estado de Minas Gerais. ABERTÃO, geogr. Córrego, afluente da margem direita do ribeirão Vermelho; banha o município do Pedra Branca. Estado de Minas Gerais. ABERTÃO, geogr. Serra de Minas Gerais, di- visa de São Paulo, região do Espírito Santo do Pombal. Ao N. corre paralela a esta a serra do Caracol, também em Minas, que se prolonga até o municipio paulista de São João da Boa Vista. Está no município de Ouro Fino. "Nasce em Santa Catarina, passa por Santana do Sapucaí e morre na Baleia, junto às margens do rio Mojiguaçu a 12 km de distância de Santo Antônio do Jacutinga. É também denominada Emboabas" (MOREIRA PINTO, s. v.). ABERTÃO, top. Lugarejo, à margem do córrego de igual nome, município de Ouro Fino, Estado de Minas Gerais. ABERTÃO DE BAIXO, top. Lugarejo, próximo ao córrego Carumbé, município de Santa Rita do Sapucaí. Estado de Minas Gerais. ABERTÃO DE CIMA, top. Lugarejo na região setentrional do município de Jacutinga. Estado de Minas Gerais.<noinclude></noinclude> bxlnqmmuz2qqtiysp70d8zhk5smqilp Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/78 106 256147 559308 2026-08-19T14:39:51Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Abertãozinho ABERTÃOZINHO, lop. Lugarejo na região sul- oriental do município de Andradas. Estado de Minas Gerais. ABERTO, 1. s. m. No Ceará designa o descam- pado em geral, e também a clareira na mata ou no catingal. Cf. aberta. || 2. Adj. Diz-se do indivíduo que tem sorte no jogo. Falando de cavalo, não é brasi- leirismo: "cavalo aberto é aquele que dando alguma pancada grande ou fazendo algum movimento vio- lento, deslocou uma ou am... 559308 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Abertãozinho ABERTÃOZINHO, lop. Lugarejo na região sul- oriental do município de Andradas. Estado de Minas Gerais. ABERTO, 1. s. m. No Ceará designa o descam- pado em geral, e também a clareira na mata ou no catingal. Cf. aberta. || 2. Adj. Diz-se do indivíduo que tem sorte no jogo. Falando de cavalo, não é brasi- leirismo: "cavalo aberto é aquele que dando alguma pancada grande ou fazendo algum movimento vio- lento, deslocou uma ou ambas as pás, de maneira. que descendo por alguma ladeira, se não pode ter nas mãos, ou naquela de que está aberto, pondo-as abertas e com os calcanhares mais para fora que a ponta do casco abrindo os cctovelos em cima e su- mindo o peito para dentro" (Bluteau, Voc. Port.- -Lat., s. v. dos peitos. 1. (S. P.). Diz-se do animal de montaria que andando cai para a frente (Amaral, Dialeto, 70). 2. Derreado, cansado: "tem gente com sustância de ferrar uma aleita horas e horas; eu não tenho, cansei logo, fiquei aberlo dos peito" (Vald. Silv., Mix., 219). ABERTOS, geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do rio Manhuaçu; banha o município de Resplendor, Estado de Minas Gerais. [ABERTURA DOS PORTOS, hist. Carta régia de 28 de janeiro de 1808, pela qual o príncipe regente D. João, depois D. João VI, abriu os portos do Brasil ao comércio das nações amigas. Deve-se êste ato, em grande parte, ao esforço de José da Silva Lisboa, depois Visconde de Cairu, grande economista e jurista baiano.] ABERTURA DOS RIOS, hist. O decreto impe- rial de 7 de dezembro de 1866 declara abertos à nave- gação estrangeira os rios: Amazonas, até a fronteira peruana; Tocantins, até Cametá; Tapajós, até San- tarém; Negro, até Manaus; Madeira, até Borba; São Francisco, até Penedo. Essa disposição de tão grande alcance econômico foi referendada pelo ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas do Gabinete Zacarias, Manuel Pinto de Sousa Dantas, e entrou em vigor a 7 de setembro do ano seguinte. Cf. Ric Branco, Efemérides, 417. ABERTURAMENTO,. m. (Baía). Ato de aber- furar, g. v. "Francisco Luís Antunes mandcu logo um positivo levar a notícia do aberturamento ao irmão..." (Martins de Oliv., Marujada, 81). ABERTURAR, v. 1. O mesmo que abecar ou 24 Abiai ABESSA', geogr. Ribeirão, afluente da margem direita do rio Pará; banha o município da Itaúna. Estado de Minas Gerais. [ABESSA, impr. Revista que se editava em Re cife, Estado de Pernambuco, em 1940. Cf. AIB, 168] À BESSA, loc. adv. Muito; grande quantidade; abundância. Cf. Nascentes, Linguajar, 96. À BESSINHA, loc. adv. (S. P.). A vontade; cm maior ou menor quantidade: "Quantas gramas de salitre por litro d'água? à bessinha." - [ABETUMADO, adj. O mesmo que abatumado, q. v.! ABI, . m. (bot.) (Bain). O mesmo que ahicis (Lucuma caimito Roem.) ou abiu, g. v. ABI, geogr. Arroio, afluente da margem esquerda do Forqueta; banha o município de Soledade, Estado do Rio Grande do Sul. ABIA', geogr. Rio na Paraíba, com cerca de 50 km de extensão; nasce no município de Pedras de Fogo. com o nome de Ipopaca. São seus tributários os riaclics de Cupiçura, Jacaré, Jundiaí, Garapu, Pacas, Ambua. Sumaúna, Juçuarema e Acapé. Quando a Paraíba se separou da capitania de Itamaracá ficou servindo a esta de limite meridional. ABIÁ, geogr. Serra no município de Valença. Estado da Baía. "É avistada do Oceano, muito além da ilha Tinharé" (MOREIRA PINTO, s. v.). Nas suas proximidades faleceu, em 1592, Gabriel Soares de Sousa, o famoso cronista. Cf. Alberto Rangel, Quando o Brasil amanhecia, 86, que escreve Abia. ABIA', top. Povoação à margem do rio do mesmo nome, distante 45 km de João Pessoa, Estado da Pa raíba. ABIA', top. Fazenda no município de Valença. Estado da Buía, a 42 km da sede. ABIAÍ, geogr. Rio do Estado da Paraíba; banha o município de Cruz do Espírito Santo e segue par o município de João Pessoa, onde desemboca Oceano. Dá entrada e navegação a barcaças até distância de 12 km. Seu curso é avalindo em 60 km. CI. MOREIRA PINTO, s. v. ABIAÍ, geogr. Lago do Estado da Paraíba, aboloar; agredir deitando a mão ao peito (de alguém) município de Pitimbu, perto do mur. "Tem 12 km e segurando pela abertura da camisa cu do casaco. © Ca de N. a S. e seis de largura. É atravessado pelo rio Jpopoca. Nele deságuam vários ribeiros, entre o [ABESTALHADO, adj. "Abcbado, folo, imbecil" quais são mais consideráveis o Jaguarema (PDBLP, 2. v.).) maçari" (MOREIRA PINTO, S. v.)<noinclude></noinclude> 38uzsegglndf9bl6vp2gfqqla023pgq Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/79 106 256148 559309 2026-08-19T14:39:54Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Abiai ABIAI, top. Povoação do Estado da Paraíba, no município de Pitimbu, junto do lago que lhe dá o nome. Cf. MOREIRA PINTO, s. v. (ABIAÍ, DARŽO DE (Silvino Elvídio Carneiro da Cunha), anir. Nasceu na Paraíba, em 31 de agosto de 1831. Faleceu a bordo do Olinda, no Recife, a 8 de abril de 1892. Bacharelou-se em Direito na Facul- dade de Olinda. Chefe conservador de prestígio na Pa- raiba. Foi promotor público, procurador da Fazenda, se... 559309 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Abiai ABIAI, top. Povoação do Estado da Paraíba, no município de Pitimbu, junto do lago que lhe dá o nome. Cf. MOREIRA PINTO, s. v. (ABIAÍ, DARŽO DE (Silvino Elvídio Carneiro da Cunha), anir. Nasceu na Paraíba, em 31 de agosto de 1831. Faleceu a bordo do Olinda, no Recife, a 8 de abril de 1892. Bacharelou-se em Direito na Facul- dade de Olinda. Chefe conservador de prestígio na Pa- raiba. Foi promotor público, procurador da Fazenda, secretário do Governo, chefe de Polícia e deputado provincial de 1865 a 1870. Exerceu a presidência do Rio Grande do Norte, de 26 de março a 17 de agosto de 1871; das Alagoas, de 28 de maio de 1871 a 22 de dezembro de 1872; do Maranhão, de 4 de março de 1873 até 4 de outubro de 1873; da Paraíba, de 17 de outubro de 1873 a 10 de abril de 1876. Recebeu o título a 8 de agosto de 1888. Cf. Revista Geneal.Brasil., n. 10.] ABIARU, antr. Vencedor dos bandeirantes paulistas no combate de Mbororé. Segundo versões castelhanas e jesuítas, os paulistas eram em número de 500 ou 600, auxiliados por uns 4.000 índios, ocupando as forças mamolucas 700 canoas concentradas no rio Acarágua, afluente do Uruguai. Do lado dos jesuítas, êstes haviam reunido um corpo de 4.000 homens ar- mados de arcos, flechas e fundas, com 300 arcabuzes e. canhõezinhos feitos de taquaruçu. Depois de por- fiada luta, foram vencidos e postos em fuga os pau- listas, que teriam perdido 160 homens brancos além de numerosos auxiliares índios; as forças vencedoras tiveram 45 combatentes inutilizados, dos quais 3 mortos. Cem êsse encontro, ocorrido em 1641, tive- ram fim as investidas dos bandeirantes contra as re- duções do rio Uruguai. Cf. DERGS. 3. v. ABIAXÉ, adj. Relativo ou pertencente aos Abia- als. U. t. c. s. ABIAXES, cln. m. pl. Índios mato-grossenses do Aquidauana ou Miranda, dos quais apenas dá notícia o paulista João Leme do Prado, no seu Diário de re- conhecimento do Rio Mondego, 1775. Nada mais se soube a seu respeito, depois disso. Cf. MOREIRA PINTO, 3. v. 25- abichornar anfibio farejando ás águas, meteu a proa na corre deira" (Ib.). 12. (R. G. S.) Diz-se da vaca prenhe, próxima a dar cria, quando se apresenta com os bicos dos peitos intumescidos de leite. Cf. L. C. de Morais, VSRG, 3. v. ABICADOURO, s. m. Lugar em terra onde as pe- quenas embarcações abicam ou encostam a proa. Cf. PDBLP, s. v. ABICAR, 1. v. int. Dirigir a proa da embarcação para determinado ponto onde fundear: "Divisamos à direita uma praia, à qual abiquei, com o fim de apanhar ovos de tarataruga" (Couto de Magalhães, Viagem ao Araguaia, III). [Nesta acepção não é brasileirismo). 12. V. f. Alcançar; chegar a algum ponto: "Mofundei a biscain no lombo do barreiro e, patinhando em ovos, abiquei o rancho sem respiro" (Teschauer. NDN, 8. v.). 3. V. int. ["Ficar a vaca, no período de gravidez, com as mamas intumescidas...." (PDBLP, s. v.).] ABICHADO, adj. e part. pass. de abichar (R. G. S.). Bichado, com referência a animais e a frutos. Cf. Magne, DLN, s. v. abichar. ABICHAR, v. t. Criar bicheira, com referência a animais. -se, v. pron. (R. G. S.). Tornar-se bi- chado um animal ou um fruto. Cf. Magne, DLN, s.v. ABICHORNADO, adj. e part. pass. do-abichornar. (S.). Acobardado, envergonhado, desanimado (Cf. BEAUREPAIRE-ROHAN, s. v.): "Uma vez eu andava muito abichornado, como urubu que não vê carniça, do alto de um pau séco" (Álvaro de Alencastre, O Rancho. 17). "Magondo, acabrunhado, macambúzio" (CALLAOE, 3. v.). "Desalentado, aborrecido. Envergonhado, ve- xado" (FIGUEIREDO, s. v., que o registra como bra- sileirismo do Sul). ] Sob a forma abochornar usa-se na República Argentina: "Mi garganta está sedienta./ y de esto no me abochorno, I pues el viejo, como el horno/por la boca se calienta" (Martin Fierro, 109). "Tienes una boquita / tan colorada que dejas a las guindas? / abochornadas" (Lirica popular Rioplatense. 35). Cf. SECOVIA, S. v. abochornado. ABICHORNAR, . . (S.). "Acobardar. abor recer-se, acabrunhar, envergonhar". segundo a defi- nição de ROMAGUERA. s. v., que admite possa esse têrma derivar de bicho, "pais, por uma certa analogia com o animal que tem bichos au bicheira e que por isso anda triste, inquieto e abatido, & que se formou aquèle verbo, para ser aplicado aos indivíduos que estão sob a impressão de urna desgraça, tristeza ou desastro moral qualquer". E.:retanto, tudo indica que ma voz gauchesca provém de bochorno, tèrmo platino, ABIBURA, . J. (bot.) (Agaricus Pisonianus M.). Cogumelo muito venenoso que ocorre em quase todo o Brasil. O pedículo mede cerca de 10 a 12 cm e o receptáculo (chapéu) & cônico-arredondado, com la- melas pardo-escuras. É tido como muito venenoso, provocando gastrite, retenção de urina, suores frios, tremores e até morte. CA PIO CORREA, S. v. Diz-se da barca fluvial com maior calado à proa ABICADO, adj. e part. pass. de abicar. 1. (Buía). do que à correspondente a aborrecimento, vergonha, ou melhor, de modo que elas fiquem sempre abicadar." (Lauro sufucação produzida por vergonha, pesar, ultraje, etc. Palbano, Paracoera, 172). ".ibicada, como um fabuloso Cf. CALLEJA. s. v. "Você já sai de coiração-de-negra,<noinclude></noinclude> ntsg2v6ck03i8047lwfr1nx7nmm4s3b Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/80 106 256149 559310 2026-08-19T14:39:59Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Abico e bufa de mão, só pra abichornar a gente?" (Vald. Silv., Mix., 95). "Nem tentassem abichorná-lo, falando em prisão e cadeia...." (Id., ib., 230). ABICO, lop. Povoado, à margem do paraná Tam- baqui, município de Coari, Estado do Amazonas. 26 abiquara [ABIEIRO, top. Fazenda no município de Inde- pendência, a 12 km da sede, Estado do Ceará. ABIGUARA, s. m. (zool.). O mesmo que abiqua ra, q. v. ABII, s. m. (bol.) (Amazonas). O mesmo... 559310 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Abico e bufa de mão, só pra abichornar a gente?" (Vald. Silv., Mix., 95). "Nem tentassem abichorná-lo, falando em prisão e cadeia...." (Id., ib., 230). ABICO, lop. Povoado, à margem do paraná Tam- baqui, município de Coari, Estado do Amazonas. 26 abiquara [ABIEIRO, top. Fazenda no município de Inde- pendência, a 12 km da sede, Estado do Ceará. ABIGUARA, s. m. (zool.). O mesmo que abiqua ra, q. v. ABII, s. m. (bol.) (Amazonas). O mesmo que pu -doce (Glycoxylon inophyllum Ducke), q. v. Cf. LE ABICORI, s. m. (bol.). O mesmo que abiori (Mabea COINTE III, s. v. pau-doce. paniculata Bth.), q. v. ABIEIRO, s. m. (bot.) (Lucuma caimilo Rocm.). Árvore frondosa da família das Sapotáccas. Folhas pecioladas, mais ou menos coriáceas. Flores grupadas e curto-pedunculadas. Fruto: baga amarela, de tamanho variável, com polpa amarelada e comestível, e 1 a 4 sementes pretas e arredondadas. "Fornece madeira compacta e pesada, com cerne pardacento, resistente, bonita, empregada na confeção de instrumentos de música, cabos de ferramentas e outras pequenas obras. Os ramos novos exsudam um líquido lactescente sem utilidade conhecida. O principal valor desta planta consiste no fruto 'abio' ou 'abiu' de que há diversas variedades hortícolas é que se distinguem não somente por ser êle insípido ou doce, mas sobretudo pela sua forma (obtuso, pontiagudo, oblongo, glo- boso, etc.), bastante apreciado em todas as mesas e também reputado útil nas afecções pulmonares, bem como tônico e antiperiódico; no estado fresco contém 10.2% de glucose, 5.6% de ácidos orgânicos, dextri- na e matéria fibrosa, além do alcalóide 'lucumina' (Peckolt). Tanto na casca da árvore como na do fruto encontra-se uma resina lactescente (borracha), que ou- trora julgavam fosse guta-percha; a primeira dessas cascas é antidiarréica, antidisentérica e febrifuga, usa- da já pelos aborigines. A raiz pulverizada parece eficaz no combate aos 'sapinhos' (Endomices albicans Vuile- min Oidium albicans Robin) da boca das crianças. -Passa por haver sido introduzida do Peru, mas hú justificadas presunções de que alguma das abiuranas amazonenses seja a forma selvagem da espécie culti- vada. Essa cultura, feita ao longo da costa, desde o Pará até ao Rio de Janeiro, é exatamente muito intensa na bacia do Amazonas, onde se tornou um dos frutos mais comuns" (PIO CORREIA, s. v.). Desen- volve-se muito bem na região amazônica, frutificando no 3. ano. No Sul seu crescimento é um pouco mais demorado, pelo que convém enxertá-la em plantas de pé franco, por encostia. Sua propagação é fácil, podendo ser feita por semente ou por estaca. Não vegeta além de Santa Catarina. Os fruticultores dis- tinguem quatro variedades, de acordo com o formato dos frutos. Nas plantações, observa-se, entre as ár- vores, uma distância de 9 metros. Cf. Eurico Santos, Nossas Fruteiras, 4. --da-mala. O mesmo que abiu- rana (Lucuma lasiocarpa M.), q. v. || SINONIMIA: abi, abiiba, caimileiro. ABIIBA, s. J. (bol.). O mesmo que abiciro (Lu cuma caimito Roem.), q. v. ABILDEGAR, s. m. (zool.). Peixe dos mares brasileiros (Sparus Abildgardii Bl.), também conhecido por escaro, q. v. ABÍLIO, geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do ribeirão da Fartura, banha o município de Mirassol, Estado de São Paulo. ABÍLIO DE ALMEIDA, geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do rio Cachoeirinha, na divisa do município de Olímpia, município de Monte Azul Pau- lista, Estado de São Paulo. ABÍLIO MARQUES, geogr. Córrego, afluente da margem direita do córrego das Três Barras; banha município de Pitangueiras, Estado de São Paulo. ABIMA, top. Povoação no município de Humaitá, Estado do Amazonas. ABIO,. m. (bot.) O mesmo que abiu', q. v. ABIOÍBA, s. J. (bol.). O mesmo que abiu', q.. ABIORANA . J. (bot.). O mesmo que abiurana (Lucuma lasiocarpa M.), q. v. ABIORI, s. m. (bot.) (Mabea paniculala Bih.). Planta da família das Euforbiáceas, que ocorre na região do Tapajós. Cf. LE COINTE, III, s. v. SINONIMIA: abicori ABIPÃO, adj. O mesmo que Abipone, q. v. ABIPÕES, eln. m.pl. O mesmo que Abipones, q.. ABIPONE, adj. Relativo ou pertencentes s Abipones. || U. 1. c. s. ABIPONES, el. m. pl. 1. Índios do Chaco para guaio, derrotados pelos Tabas e, em seguida, colocados sob a proteção dos espanhóis. Integrados na vida civil desde o século XVIII, dêles já não existem senão mes tiços. Falam uma língua própria, que participa do qui chun. Cf. SEGOVIA, 461. 2. Índios guaicurus dos ser tões de Mato Grosso, estudados por Deberizhoffer. Cf. N. de Sena, ACBG, IX, 90. ABIQUARA, s. J. (zool.) (Pern.). Denominação dada a vários peixes marinhos da família dos Pomada sídeos, como as cororocas, q. v.<noinclude></noinclude> aajtqsip70dju2lr27juzdl6pejm8we Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/69 106 256150 559311 2026-08-19T14:40:01Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Abatinguaras ABATINGUARAS, ein. m. pl. Índios antropó- fagos do vale do Sapucaí-Guaçu, Estado de Minas Gerais, hoje extintos. Cf. N. de Sena, in RI.P, XXI, 155; Magne, DLN, 3. v. abaliguara. ABATINI, s. m. Bebida ou vinho dos índios, feita de milho cozido e fermentado. Cf. DPB, 3. v. abatinyg. Simão de Vasconcelos e I. J. Malta (in Mar- tius, Nat. e Dren., 68) consignam abatiuim. ABATIPÓ, adj. Relutivo ou pertencente aos Aba- tipós. U.... 559311 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Abatinguaras ABATINGUARAS, ein. m. pl. Índios antropó- fagos do vale do Sapucaí-Guaçu, Estado de Minas Gerais, hoje extintos. Cf. N. de Sena, in RI.P, XXI, 155; Magne, DLN, 3. v. abaliguara. ABATINI, s. m. Bebida ou vinho dos índios, feita de milho cozido e fermentado. Cf. DPB, 3. v. abatinyg. Simão de Vasconcelos e I. J. Malta (in Mar- tius, Nat. e Dren., 68) consignam abatiuim. ABATIPÓ, adj. Relutivo ou pertencente aos Aba- tipós. U. 1. c. J. ABATIPÓS, eln. m. pl. Índios que habitavam outrora o vale do rio Matipó, em Minas Gerais. ABATIPUTÁ, s. m. (hol.). O mesmo que batiputá (Ouralea parviflora Baill.), planta oleaginosa da fa- mília das Ocnáceas, q. v. 15 Abbott ABAUCU, geogr. Lago à margem esquerda do rio Nhamundá, no Estado do Pará. Cf. MOREIRA PINTO, S. v. ABAUCU, adj. Relativo ou pertencente aos Abauçur. U. 1. c. s. ABAUCUS, . m. pl. Índios da nação carijó que habitavam, na época colonial, o interior da capitania de São Vicente, na sua parte meridional. Eram intra- táveis e agressivos, em contraste com os carijos do litoral, Imente accessíveis e de índole branda. Cf. DPB, s. v. ABAÚNA, adj. Designativo de uma hipotética raça de homens escuros, primitivos habitantes do Brasil, segundo Couto de Magalhães. Cf. comentá- rios de GALANTI, I. 96. U. t. c. s. ABAXAIM, geogr. Arroio, afluente da margem ABATIRÁ, adj. Relativo ou pertencente aos esquerda do Gil; banha o município de Triunfo, Estado Abalirás. U. ..c. s. ABATIRÁS, cln. m. pl. Índios da Baía, já desa- parecidos. Cf. Inácio Acioli, cit. por Nelson de Sena, Os Indios do Brasil, 90. "Selvagens que habitavam a antiga Capitania de Pôrto Seguro. Segundo Aires de Casal, eram os Abatirás uma horda de Aimorés mui pouco conhecida" (MOREIRA PINTO, s. v.). [ABATIS, .m. "Espécie de cabidela feita de entranhas de aves" (PDBLP. s. v.).] ABATITIMBAÍ, s. m. Nome indígena vul- garmente atribuído a diferentes Leguminosas, princi- palmente à Hymenaca courbaril L. O arilo das se- mentes & comestível. Diz-se também jalaí, jatobá, jilat, julaf. Cf. CAMINHOÁ, 1531. ABATIUIM, J. m. O mesmo que abatini, q. v. ABATIXI, s. m. (bot.). Planta aquática do Ama- zonas. Cl. FIGUEIREDO, s. v. [ABATUMADO, adj. e part. pass. de abatumar, q. v. (S. P.). 1. Diz-se do pão que não cresceu e cuja massa se tornou dura e compacta. Cf. Almeida Oli- veira, Expressões, 17, que registra também a forma embalumado. 2. adj. Encorujado, arrepiado, entris- tecido, preocupado, jururu. Ct. PDBLP. s. v.). (ABATUMAR, v. int. (S. P.). "Ação pela qual o pão se torna pesado, consistente" (Almeida Oliveira, Expressões, 17).] Rio Grande do Sul. ABAXI, s. m. (bot.). O mesmo que abali-mirim, (Oriza saliva L., variedade subulata Nees). q. v. ABBEVILLE, CLAUDE D'. antr. Padre capuchi- Nasceu em Abbeville. Faleceu em nho francês. Ruño, em 1616. Estêve no Brasil de 1612 a 1614 como missionário na então colônia francesa chamada França Equinoxial. Escreveu a Histoire de la Mission des Pères Capucins en l'isle de Maragnan el terres circonvoisines (Paris) 1614, obra rara e clássica em matéria de etno- grafin indígena. Foi traduzida por César Augusto Maiques, em 1874, reeditada em edição facsimile. com prefácio de Capistrano de Abreu, no ano de 1922. ABBOTT, FERNANDO, antr. Médico e político. Nasceu em São Gabriel, Rio Grande do Sul, em 12 do agdato de 1857. Faleceu na mesma cidade, a 13 de agosto de 1924. Deputado à Constituinte em 1890, foi presidente do Rio Grande do Sul em 1891 e Ministro Plenipotenciário na Argentina, de 1894 a 1897. Tomou parte ativa no combate à revolução federalista de 1893 a 1895. ABBOTT, João, antr. Médico e político. Nasceu em São Gabriel, Rio Grande do Sul, a 6 de fevereiro de 1850. Faleceu em 1925. Foi Secretário do Interior nos governos Júlio de Castilhos e Borges de Me- deiros e deputado federal na 6. e 7. legislaturas (1906-1912). (ABBOTT, JONATAS, antr. Nasceu em Londres, a 3 de agosto de 1796. Faleceu na Bala, a 8 de março de 1868. Veio para o Brasil em 1812, e formou-se em Colégio Médico-Cirúrgico recentemente ABAUÇANGA, antr. Nome de um chefe tamoio medicina no refugiado nas montanhas de Macaé, no séc. XVI. Cf. fundado. Foi professor do mesmo estabelecimento, que dirigiu várias vezes, a no qual se jubilou em 1861. Sampaio, Tupi, 197.<noinclude></noinclude> 9vd7n9matzllfetdf20r71adwid8gdk Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/81 106 256151 559312 2026-08-19T14:41:48Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: abíraru ABIRARU, .m. (bol.) O mesmo que abareru, q. v. ABISCATAR, . . (Ceará). Apanhar, adquirir, de biscale: "Cum dinhêro sempre a gente abiscata as coisa boa, onde hai pra se comprá..." (Carlos de Vas- concelos, Deserdados, 202). ABISCOITAR, v. 1. 1. "Furtar, surripiar, bifar" (Magne, DLN, III, s. v.). 12. "Receber, ganhar, lucrar, adquirir" (Garcia, DB, s. v.). Nesta acepção e ainda na de apanhar, conseguir, alcançar, arranjar, vem... 559312 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>abíraru ABIRARU, .m. (bol.) O mesmo que abareru, q. v. ABISCATAR, . . (Ceará). Apanhar, adquirir, de biscale: "Cum dinhêro sempre a gente abiscata as coisa boa, onde hai pra se comprá..." (Carlos de Vas- concelos, Deserdados, 202). ABISCOITAR, v. 1. 1. "Furtar, surripiar, bifar" (Magne, DLN, III, s. v.). 12. "Receber, ganhar, lucrar, adquirir" (Garcia, DB, s. v.). Nesta acepção e ainda na de apanhar, conseguir, alcançar, arranjar, vem mencionado como têrmo de linguagem familiar por- tuguêsa em FIGUEIREDO, BRUNSWICK, BESSA, A. COE- LHO, LELLO. Sin. vulg. port.: abichar. [ABISSÍNIA, geogr. Rio, afluente da margem esquerda do río do Salto, no município de Rodeio, Estado de Santa Catarina. Cf. VGESC, s. v.] [ABISSÍNIO, J. m. Político que ataca o governo caído ao qual dera seu apoio. Deriva do costume atri- buído aos abissínios, de atirarem setas ao sol poente. Cf. Laurita Pessoa Raja Gabaglia, Epilácio Pessoa, 668, 734.) 27 abiurana ABIÚDO, adj. e s. m. Forma caipira e matuta de abelhudo, falador, metediço: "Inriquecê e dá um cunhicimento nas lingua dos abiúdos e na suberba dos ricaço...." (Raul Alves, Canasira, 159). ABIUÍBA, J. J. (bot.). O mesmo que abiu, q. v. ABIURANA, J. (bot.) (Amazônia) 1. (Lucuma lasiocarpa M.). Árvore alta da família das Sapotáceas. Fôlhas pecioladas alternas. Flores sésseis. Fruto: baga globosa, côr de ouro, com polpa comestível. "For- nece ótima madeira de grande duração (10-15 anos) para esteios, moirões e obras expostas ao tempo, bem como para marcenaria, carpintaria, bengalas e lenha; pêso específico, 0.958. Graças à disposição especial das suas fibras. fende fàcilmente no sentido longi- tudinal. A exploração desta madeira constitui uma pequena indústria bastante próspera em Manaus. A casca é adstringente e lactescente. No Amazonas distinguem três variedades: .-da-mata, A.-da-várzea e d. vermelha. Vegeta de preferência nos lugares inun- dáveis" (PIO CORREIA. s. v.). SINONIMIA: abieiro-da- -mata, abiorana, abiurana-da-mala, abiurana-da-várzea, - ABISTELADO, adj. (S.). Diz-se do boi cujo pêlo abiurana vermelha. Le Cointe dá como incerta esta tem estrelas ou manchas brancas.] ABITIBO, geogr. Ilhas no rio Tapajós, perto da cachoeira Boburé, Estado do Amazonas. ABIU, s. m. (bol.) 1. Fruto do abieiro, q. v. Baga ovóide e em algumas variedades globosa, amarela, quando madura, contendo em cada fruto 1 a 4 sementes pretas e grandes. Sua parte comestível envolve estas sementes e é saborosa, adocicada e apreciável, não obstante o líquido viscoso que contém. Cf. Eurico Santos, Nossas Fruteiras, 4. "Em medicina é tônico de valor, antidiarréico, antidisentérico, antiperiódico e muito empregado contra as febres intermitentes" (Chernoviz; Formulário e Guia Médico, 207. 2. Nome também usado para designar a árvore que produz êste fruto. SINONIMIA: abioiba, abiulba. grande (Lucuma pa raensis Standl.). Planta da família das Sapotáceas cujo habitat ocorre nas matas da terra firme da região do rio Tapajós. Seu fruto é comestível e sua madeira empregada como combustível. Cf. LE COLNTE, III. 5. V. ABIU, geogr. Ilha do Estado do Amazonas, no rio Japurá, logo acima da ilha de Tabocas. Cf. MOREIRA PINTO, s. v. dbio. ABIU, geogr. Igarapé, afluente do Tefé pela margem direita; banha o município de Tefé, Estado do Amazonas. Cf. A. Bittencourt, CE, 58. ABIU, top. Fazenda no município de Angicos, a 42 km da sede, Estado do Amazonas, classificação, acrescentando que o nome vulgar abiu- rana pertence a numerosas sapotáceas, principal- mente às do gênero Lucuma. Cf. LE COINTE, III, s. v. 2. (Couepia robusta Hub.). Árvore da família das Ro- sáceas, que vegeta no Pará. Folhas elípticas, pecio- ladas ou coriáceas. Flores brancas e grandes. grupadas. Cf. PIO CORREIA, s. v. || 3. (Lucuma platyphylla A. C. Smith). Árvore grande da família das Sapotáceas, en- contrada em Mato Grosso. Produz látex branco. Cf. Le COINTE III, s. v. --da-mata. O mesmo que abiurana (Lucuma lasiocarpa M.), q. v. --da-várzea. O mesmo que abiurana (Lucuma lasiocarpa M.). q. v. |- grande (Lucuma dissepala Ducke). Árvore silvestre de grande porte, pertencente à família das Sapotáceas. Vegeta nas terras firmes, principalmente nas regiões do Ta- pajós, Óbidos, Faro e Oriximina. Frutos de cor verde- -azulada, do tamanho de uma laranja pequena, de pouco valor, e apenas comestíveis, enquanto as de outras espécies são saborosos, porém menores. For nece madeira avermelhada. parecida com a da mapa- rajuba, mas inferior. Cf. LE COINTE, III s. v. SINO- NÍMIA: cutitiriba, guajará (Belém), abiurana prela (rio Tapajós). -yula (Lucuma gulia Ducke). Assim de- nominada por causa do látex rico em guta, cuja pro- porção varia de 88 a 96% do produto de coagulação seco no vácuo. A abiurana da Purus é mais leiteira. - Cf. LE COINTE. III. s. v. |--mucura. Sapotácea do gênero Lucuma, conhecida na região do rio Jacunda. CE LE COINTE, III, a. v. |--piranga. Produz um fruto vermelho, internamente parecido com o abiu. CE. TASTEVIN. 3. preta. O mesmo que abiurana grande q. v. vermelha. O mesmo que abiurana<noinclude></noinclude> nefuyfwtwqbcxff3fugct6o400ng6g4 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/82 106 256152 559313 2026-08-19T14:41:52Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: abobado (Lucuma lasiocarpa M.), q. v. A respeito da abiurana convém ler-se também: Novas Plantas úteis do Brasil - Tamanqueira e Abiurana, in Chácaras e Quintais, de 15-VI-1922, 480; J. Geraldo Kuhlman, in Chá caras e Quintais, de 15-IX-1926, 234-5. ABOBADO, adj. Atordoado; desorientado; atolei- mado; pateta. Cf. Amaral, Dialeto, 70. LABOBARRADO, adj. (S. P.). "Apalermado, abo- bado; aparvalhado" (PDBLP, s. v.).] - - ABÓBORA, J.J. 1. (... 559313 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>abobado (Lucuma lasiocarpa M.), q. v. A respeito da abiurana convém ler-se também: Novas Plantas úteis do Brasil - Tamanqueira e Abiurana, in Chácaras e Quintais, de 15-VI-1922, 480; J. Geraldo Kuhlman, in Chá caras e Quintais, de 15-IX-1926, 234-5. ABOBADO, adj. Atordoado; desorientado; atolei- mado; pateta. Cf. Amaral, Dialeto, 70. LABOBARRADO, adj. (S. P.). "Apalermado, abo- bado; aparvalhado" (PDBLP, s. v.).] - - ABÓBORA, J.J. 1. (bof.). Nome vernáculo, corrente em todo o país -a par de jerimum, no Norte - para designar a planta e o fruto de grande número de es- pécies da família das Cucurbitáceas. || Na Amazônia, segundo LE COINTE, reserva-se êste nome para os frutos das cucurbitáceas de polpa branca. --almiscar. O mesmo que abóbora cheirosa (Cucurbila moschata Duch.) q. v. -amarela (Baía). O mesmo que abb- bora-menina ou jerimum (Cucurbila maxima Duch.), q. v. Cf. A. I. de Meneses, Flora da Bahia, s. v. branca (Baía). O mesmo que abóbora-d'água ou caba- ceiro amargoso (Lagenaria vulgaris Ser.), g. v. Cf. A. I. de Meneses, Flora da Bahia, s. v. -cabaça. O mesmo que cabaceiro amargoso (Lagenaria vulgaris Ser.), q. v. Cf. LAUDELINO, s. v. li carneira. 1. O mesmo que abóbora moganga (Cucurbila Pepo L.), q. v. 2. Variedade de cabaceiro amargoso (Lagenaria vulgaris Ser.), q. v. Cf. LAUDELINO, S. v. carneiro. O mesmo que cabaceiro amargosa (Lagenaria vulgaris Ser.), q..calinga. O mesmo que abóbora cheirosa (Cucurbita moschata Duch.), q. v. cheirosa (Cu- curbila moschata Duch). Planta rasteira da família das Cucurbitáceas, com gavinhas compostas. Folhas al- ternas, palmadas, grandes e membranosas. Flores grandes, amarelas e campanuladas. "Fruto achatado, esférico, ovóide ou cilíndrico, grande, verde-escuro, com manchas verde-pálidas ou listras brancas, con- forme a variedade (Nápoles, japonêsa. pescoço-torto- -do-Canadá, porte-manteau ou saco-de-viagem, etc.). A polpa do fruto é fina, de cór amarelo-alaranjada, aromática, não muito fibrosa, comestível depois de submetida à decocção, mas pouco apreciada; suas flores rescendem ao conhecido perfume "almíscar". Para alguns autores esta espécie é originária da Ásia tropical e aclimada desde há longos anos em todo o Brasil; para outros ela é americana, também brasileira, tendo-se encontrado sementes em perfeito estado nas sepulturas de aborigines de Ancón, no Peru (A. de Candolle). Entre nós é cultivada principalmente como forrageira" (Pio CORREIA, s. v. J. SINONIMIA: abóbora- -almíscar, abóbora-calinga, abóbora japonesa, abóbora- -melão. -chila (Cucurbita ficifolia Bouché). Trepa- deira vivaz e robusta da mesma família. Haste glandu- losa e áspera, com gavinhas compostas. Folhas alternas, 28 abóbora partidas. Flores grandes. Fruto verde e branco, quase sempre elipsóide, com polpa comestível. "Esta espécie dá abóbora mais própria para a confecção de doce, es- pecialmente cristalizado; tem-se admitido que se origi nária da China, mas agora há provas de sua existência no México antes do Descobrimento. - Graças à be. leza e ao colorido de suas flores, é uma trepadeira re- comendável para cobrir caramanchões" (PIO CORREIA, s. v.). SINONÍMIA: chilacaiola. - coberta. Doce de abóbora branca feito com as cascas cortadas em tiras e cozidas em calda de açúcar. Cf. LAUDELINO, s. v. 5. v. d'água. 1. O mesmo que cabaceiro amargoso (Lagenaria vulgaris Ser.). Cf. Jardim Brasileiro, 186. 2. Variedade hortícola de abóbora moganga, q. v.. -da-Guiné (Baía). O mesmo que abóbora moganga (Cu- curbita Pepo L.). Cf. A. I. de Meneses, Flora da Bahia, s. v. |--de-carneiro. O mesmo que cabaceiro amar- goso (Lagenaria vulgaris Ser.), q. v. --de-conserva (Baía). O mesmo que abóbora-menina (Cucurbita ma- xima Duch), g. v. Cf. A. I. de Meneses, Flora da Bahia, s.v.-de-coroa. Variedade de abóbora moganga, q. v.. -de-Guiné. O mesmo que abóbora-menina (Cu- curbita maxima Duch), q. v. --de-impingem. Varic- dade de abóbora moganga, q. v. SINONIMIA: abóbora-de- -verrugas, abóbora sardosa. --de-pau. Variedade de abóbora moganga, q. v. --de-porco. O mesmo que abó. bora moganga (Cucurbita Pepo L.), q. v. -de-qua- resma (Baía). O mesmo que abóbora moganga (Cu- curbila Pepo L.), q. v. Cf. A. I. de Meneses, Flora da Bahia, s. v. --de-tromba Variedade hortícola de ca- baceiro amargoso (Lagenaria vulgaris Ser.), q. v. Cf. LAUDELINO, s. v. SINONÍMIA: abóbora-trombela. -de-verrugas (Bala). Variedade de abóbora moganga, q. v. Cf. A. I. de Meneses, Flora da Bahia, s. v. --do- -campo (Abobra tenuifolia Naud.). Trepadeira alta da família das Cucurbitáceas, encontrada no Rio Grande do Sul. Folhas curto-pecioladas, com segmentos in- teiros ou não. Flores solitárias, esverdeadas. Fruto ovóide, vermelho, com polpa comestível e agradável enquanto verde, mas purgativa depois de madura. Cf. Pio CORREIA, S. v. | dace. Variedade de abó bora maganga (Cucurbita Pepo L.). SINONIMIA: abóbora- -de-coroa, abóbora-empadão, alcachofra-de-Jerusalém. barrele-de-clérigo, barrele-de-padre. Cf. LAUDELINO, S. v. -do-malo. Nome pelo qual são conhecidas as se guintes espécies de trepadeiras herbáceas da família das Cucurbitaceas: 1) Melothria fluminensis Gardn. Vegeta do Pará até Santa Catarina, Minas Gerais Mato Grosso. Follas longo-pecioladas, angulosas ou Jobadas. Flores amarelas, pequenas, grupadas ou so litárias. Fruto pequeno, com sementes muito brancas Tem as variedades hydrocotilifolia, macrophylla. microphylla, Iriangularis. " planta drástica, pur- gativa em doses mínimas e por isso de uso perigoso; quase somente usada para clisteres e em veterinária.<noinclude></noinclude> a1hltwxjq6j3ytm3j8ot5zcd1ac7rfg Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/83 106 256153 559314 2026-08-19T14:41:53Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: abóbora 29 bastando um fruto para purgar um cavalo" (PIO COR REIA, S. v.). SINONIMIA: abobreira-do-malo, cereja-de- -purga, guardião, melão-de-morcêgo, em Mato Grosso; laiuiá miúdo. 2) Melothria Warmingii Cogn., de São Paulo e Minas Gerais. Folhas pecioladas; membra nosas e profundamente lobadas. Flores amarelas. Fruto pequeno com muins sementes. Cf. Pro CORREIA s. v. |--empadão. Variedade de abóbora moganga, q. v. gigante. O mesmo que... 559314 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>abóbora 29 bastando um fruto para purgar um cavalo" (PIO COR REIA, S. v.). SINONIMIA: abobreira-do-malo, cereja-de- -purga, guardião, melão-de-morcêgo, em Mato Grosso; laiuiá miúdo. 2) Melothria Warmingii Cogn., de São Paulo e Minas Gerais. Folhas pecioladas; membra nosas e profundamente lobadas. Flores amarelas. Fruto pequeno com muins sementes. Cf. Pro CORREIA s. v. |--empadão. Variedade de abóbora moganga, q. v. gigante. O mesmo que abóbora-menina (Cucur bila maxima Duch.), q. v. grande. O mesmo que abóbora-menina (Cucurbita maxima Duch.), q. v. — japonêsa (Baía). O mesmo que abóbora cheirosa (Cucur bila moschala Duch.), q. v. Cf. A. I. de Meneses, Flora da Bahia, s. v. -jerumu ou jerumum. Varie- dade de abóbora moganga (Cucurbita Pepo L.), q. v. I-jurumu ou jurumum. Variedade de abóbora mo- ganga (Cucurbila Pepo L.), q. v. Cf. PIO CORREIA, s. v. abobora moganga. --laranja. Variedade de abóbora moganga, q. v.--melão. 1. Baía. O mesmo que abóbo- ra-menina (Cucurbila-maxima Duch.), q. v. Cf. A. I. de Meneses, Flora da Bahia, s. v. 2. O mesmo que abó- bora cheirosa (Cucurbita moschala Duch.), q. v. Cf. LAUDELINO, s. v. -menina (Cucurbila maxima Duch.). Planta rasteira da mesma família, com pêlos pouco rígidos. Caule subcilíndrico, com gavinhas compostas. Folhas alternas, grandes, com lóbulos pouco pronunciados. Flores amarelas, grandes e cam- panuladas. Fruto muito grande, comestível, de polpa pouco fibrosa e ôco quando maduro. Sementes chatas, mais ou menos elípticas. "Desta espécie, que parece ser. originária da Ásia meridional e cultivada pelo homem desde há 2.000 anos, pelo menos, existem hoje centenas de variedades hortícolas que seria fastidioso e superfluo enumerar aqui, e por isso limitar-nos-emos à citação das que estão mais disseminadas em nosso país e que se distinguem entre si principalmente pela forma e pela côr dos frutos. É notável que, a despeito da antiguidade de sua cultura e das variedades dela re- sultantes, mantenha firmemente os caracteres típicos, o mesmo ocorrendo, aliás, com as espécies congêneres descritas nesta obra. Sabe-se que os primeiros colonos portuguêses e espanhóis encontraram no Sul do conti- nente algumas variedades de abóbora que os abori- gines cultivavam e aproveitavam, mas não foi pos- sível até agora determinar quais eram. - Em todos os países do mundo, desde os subúrbios das grandes capitais até às aldeias do centro da África e da Ásia, faz-se a cultura desta planta não somente para a ali- mentação humana (cozida. ensopada, reduzida a papas, frita em bolos, diluída na sopa, etc., etc..), como para forragem do gado bovino, eqüino e porcino, accita também pelas aves domésticas. Apesar de saudável (excetuando-se, parece, para as pessous flegmonosas), evidentemente o seu valor alimentar é bem restrito (mais de 90% de água) e fica ainda mais reduzido após abóbora a cocção; por isso é aconselhável que, como forragem, seja utilizada crua, mas assim mesmo deve evitar-se o dá-la em excesso, pelo menos às vacas, porquanto causa-lhes freqüentemente molestias intestinais, aliás sem alterar a quantidade do leite, antes dando-lhe bela coloração, extensiva à manteiga que dêle se ob- tenha. Os suínos nada sofrem e assim são os que mais a utilizam, especialmente nos primeiros tempos da engorda, época em que constitui para êles um exce- lente alimento. Os frutos são os maiores que a nл- tureza produz, atingindo, no Brasil, proporções co- lossais, quase inverossímeis.... As variedades principais comuns em nossas culturas são as seguintes: amarela- -de-100 libras, ou a. grande de Paris, giraumon, melão ou Monstruosa (Mammouth), turbanle (ou --de-coroa), verde de Hudbarde Vermelha da China; muitas outras.... oferecem dúvidas quanto à espécie a que deverão ser filiadas. A polpa é emoliente e resolutiva, já tendo sido altamente reputada para a cura dos cancros ul- cerados. A casca sêca ou curtida dá vasilhas que, conforme a variedado do fruto e o desenvolvimento por êle atingido, serve para usos domésticos (cântaro, odre, cuia. tijela, etc., etc.), substituindo os frutos da Lagenaria vulgaris Ser., sobretudo na Ásia e na África. Os grelos e folhas novas servem para "espinafre" muito recomendado aos convalescentes; e, adicio nando-se-lhes as flores. faz-se em São Paulo e no Paraná um prato local bastante apreciado e conhecido pelo nome de "cambuquira". O suco das flores é esto- máquico e antigamente emprestavam-lhe ainda outras virtudes, hoje esquecidas. As sementes. conveni-. entemente preparadas, são vermifugas e tenífugas. aliás pouco empregadas por serem freqüentemente de efeito lento: depois de trituradas dão bebida re- frigerante, útil nos períodos de febre e nos casos de inflamação das vias urinárias" (Pro CORREIA, s. v.). SINONIMIA: abóbora gigante, abóbora grande, abó bora monstruosa. ! monstruosa (Baía). O mesmo que abóbora-menina, q. v. Cf. A. I. de Meneses, Flora da Bahia, s. v. ] - moganga. Planta rasteira ou tre- padeira da família das Cucurbitáceas, com pêlos rí gidos e gavinhas compostas. Folhas alternas, grandes, rigidas, profundamente lobuladas e com palas esparsos sobretudo nos pecíolos. Flores amarelas, muito de- senvolvidas. Fruto grande ou muito grande, comes- tível, com polpa fibrosa. Sementes brancas e acha- tadas. "Desta espécie há, bem averiguadas, sob a ponto de vista botânica, as seguintes variedades: 1) C. aurantia Willd., de fruta pequeno do tamanho a cor da laranja comum e com cheiro desagradável (.. laranja).-2) C. mammeata Mol., de casca muito dura ( de pau, d. terrea, d. lurca), com uma subvarie- dade de fruto menor, achatado, esbranquiçado e liso (t. laqueira).-3) C. melappepo L, de fruto pequeno, branco-amarelado, deprimido-cônico e com a partò -<noinclude></noinclude> isj8ctgjocbccftcl20eqhi61ea2bt5 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/84 106 256154 559315 2026-08-19T14:41:56Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: abóbora - 30 superior dividida por um sulco transversal (A. de coroa, d. doce, d.-empadão, alcachofra-de-Jerusalém, barrete-de-clérigo, b.-de-padre, bonnet d'électeur, b. de prêtre, succa pasticcina), também cultivada outrora como ornamental. 4) C. ovijera L., de fruto pequeno, ovóide ou piriforme, verde-amarelado ou com listras verdes e amarelas (A. ovos, A. pêra, cabacinha riscada). 5) C. Verrucosa L., de fruto pequeno ou grande, ver... 559315 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>abóbora - 30 superior dividida por um sulco transversal (A. de coroa, d. doce, d.-empadão, alcachofra-de-Jerusalém, barrete-de-clérigo, b.-de-padre, bonnet d'électeur, b. de prêtre, succa pasticcina), também cultivada outrora como ornamental. 4) C. ovijera L., de fruto pequeno, ovóide ou piriforme, verde-amarelado ou com listras verdes e amarelas (A. ovos, A. pêra, cabacinha riscada). 5) C. Verrucosa L., de fruto pequeno ou grande, verde vernicoso, elipsóide, verrucoso, contendo polpa aquosa, comestível crua, em salada ou depois de co- zida. mas geralmente só se lhe aproveita a casca (4.- -de-impingem, A. sardosa).... Pertencentes à nossa espécie e mais cultivadas no Brasil são as seguintes [variedades hortícolas], todas comestíveis antes de atingirem a maturação completa: abóbora-d'água, anā de Milão, açucarada de Portugal, a. do Brasil, branca, cocunsella de Nápoles, coroá, gigante de Touraine, jerimu (jerimum)-da-China (polpa pouco aquosa, doce, macia e saborosa) e madeira chala-da-Itália; outras variedades são cultivadas apenas como ornamentais e ainda outras, aliás duvidosas, porém antigamente bastante reputadas, estão hoje esquecidas. tais como as seguintes, todas chamadas jerimuns: caboclo, côr- -de-rosa, de Lisboa, de-pescoço-do-sertão, Fernando e jacaré. O povo utiliza as folhas nas queimaduras e as flores para combater a crisipela e quaisquer infla- mações, sobretudo as dos ouvidos. As sementes, muito recomendadas para as doenças do fígado e do baço, encerram, na película que as envolve, ou pericarpo, o princípio ativo 'peporesina' e fornecem óleo espêsso vermelho-pardacento, próprio para iluminação; des- providas, porém, do pericarpo, o qual representa 25.5% do peso bruto, dão óleo quase incolor, inodoro, de sabor doce e agradável, comestível, com a densidade de 0,923, de cujo resíduo se fazem tortas forrageiras de muito valor alimentício para as vacas leiteiras e porcos (37.95% de proteína bruta, 30. 17% de matérias não azotadas e 10.97% de matérias graxas). Com as ditas sementes, comestíveis inteiras para as galinhas, preparam os farmacêuticos uma pasta tenífuga de bastante consumo, porém pouco enérgica. O cozi mento da raiz é útil interna ou externamente conforme os casos, como febrífugo ou para lavagem de quais- DELINO, S. v. Abóbora ovos. Variedade de abóbora maganga, - - - porqueira. sardo'a. serpente q. v, de fruto pequeno verde-amarelado. pira Variedade de abóbora moganga, q. v. Variedade de abóbora moganga, q. v. Variedade de abóbora moganga, q. v. (Trichosanthes Anguina L.). Trepadeira da família das Cucurbitáceas, originária da Ásia, mas introduzida no Brasil há muito tempo. Folhas pecioladas, alternas, cordiformes e dentadas. Flores brancas, pedunculadas e unissexuadas. Fruto tortuoso com forma que deu nome vulgar à espécie. Sementes numerosas. "0 fruto é purgativo e vermifugo, comestível cru em sa- lada ou apenas com sal, antes da maturação comple- tar-se, mas geralmente depois de cozinhado. - Chega a ter 1m de comprimento e somente 8-10 cm de es- pessura. Alguns autores acreditam não ser uma espécie distinta e sim uma forma cultivada da T. cucumerina L." (PIO CORREIA, s. v.). || variedade de abóbora moganga, q. v. riedade de abóbora moganga, q. v. mesmo que abóbora-de-tromba, q. v. riedade de abóbora, amarelada por dentro. Cf. Lat DELINO, s. v. turca. Variedade de abóbora maganga, g. v. 2. (S. P.). Variedade de banana. 3. (S. P.1. Variedade de manga, grande, arredondada. 4. S. m. (D. F.). Indivíduo inexperiente, inábil, fraco, covarde; um tal, um sujeito; fulano. - laqueira. Sub- térrea. Va- trombcla. O turbante. Na- ABÓBORA², geogr. Ribeirão afluente da margem direita do Taquaral; banha o município de Jacu piranga, Estado de São Paulo. ABÓBORA³, geogr. Riacho, afluente da margem direita do Caborá; banha o município de Mata de São João, Estado da Baía. ABÓBORA', geogr. Riacho, afluente da margem direita do riachio Verde; banha o município de São Tomé, Estado do Rio Grande do Norte. ABÓBORA', geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do córrego Rico; banha o município de Olimpia, Estado de São Paulo. ABÓBORA', geogr. Serra, a O. da vila de Maça- quer feridas de origem sifilítica. Acreditou-se que fric- roca, município de Juazeiro, Estado da Baía. cionando o corpo dos fehrentos com a placenta ('tri- pas) deste fruto, o mal se abrandava sem demora. - É muito provável que as virtudes medicinais aqui re- gistradas sejam extensivas, parcial ou totalmente, as C. maxima Duch. e C. Moschala Duch., assim como as atribuídas a essas duas espécies são provável. mente extensivas a esta" (PIO CORREIA, S. v.). SINO- NÍMIA: abóbora carneira, abóbora-de-parco, abóbora moranga, abóbora porqueira. -moranga. O mesmo. que abóbora moganga, q. v. 1- moranguinha. Varie- dade de abóbora (Cucurbila poliro Pers.). Cf. LAU- - ABÓBORA', lop. Povoado no município de Eldo. rado (antigo Xiririca), Estado de São Paulo. ABÓBORA', top. Povoado no município de Bon- fim, Estado da Bafa. ABÓBORA', lop. Lugarejo no município de Vigusa Estado de Minas Gerais. ABÓBORA, lop. Lugarejo no município de Ma caúbas. Estado da Baía.<noinclude></noinclude> ebjro4dc08ad3lsjkvbrzubvf23j0kk Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/85 106 256155 559316 2026-08-19T14:41:58Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: aboboral - - 31 ABOBORAL', s. m. Lugar plantado de aboboreiras. Diz-se também abobral. ABOBORAL, geogr. Ribeirão, afluente da mar- gem esquerda do rio Ribeira de Iguape; banha o muni- cipio de Eldorado, Estado de São Paulo. ABOBORAL', geogr. Morro, entre o ribeirão de igual nome e do Salto, município de Eldorado, Estado de São Paulo. ABÓBORAS', geogr. Rio, afluente da margem di- reita do rio Pardo; banha o município de Macarani, Estado... 559316 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>aboboral - - 31 ABOBORAL', s. m. Lugar plantado de aboboreiras. Diz-se também abobral. ABOBORAL, geogr. Ribeirão, afluente da mar- gem esquerda do rio Ribeira de Iguape; banha o muni- cipio de Eldorado, Estado de São Paulo. ABOBORAL', geogr. Morro, entre o ribeirão de igual nome e do Salto, município de Eldorado, Estado de São Paulo. ABÓBORAS', geogr. Rio, afluente da margem di- reita do rio Pardo; banha o município de Macarani, Estado da Baía. ABÓBORAS, geogr. Rio formador do Orojó; ba- nha o município de Camamu, Estado da Baía. ABÓBORAS', geogr. Ribeirão, afluente da margem esquerda do rio Tibaji, município de Sertanópolis, Estado do Paraná. ABÓBORAS', geogr. Ribeirão, afluente da margem esquerda do Barro Vermelho; banha o município de Cunha, Estado de São Paulo. ABÓBORAS', geogr. Ribeirão, corre do município de Pereiras para o de Laranjal Paulista, onde desem- boca no ribeirão Bicame, pela margem direita, Estado de São Paulo. |ABÓBORAS*, geogr. Ribeirão que banha o muni- cípio de Betim, Estado de Minas Gerais. É também chamado Belim.] [ABÓBORAS', geogr. Ribeirão, afluente da mar- gem esquerda do ribeirão Água Fria; banha o muni- cípio de Esmeraldas, Estado de Minas Gerais.] ABÓBORAS', geogr. Riacho, afluente da margem esquerda do rio Arrojado; banha o município de Cor- rentina, Estado da Bafa. [ABÓBORAS', geogr. Córrego, afluente da mar- gem direita do córrego das Pedras; banha o município de Campanha, Estado de Minas Gerais.] [ABÓBORAS, geogr. Córrego, afluente da mar- gem esquerda do São José; banha o município de Ferros, Estado de Minas Gerais.] (ABÓBORAS", geogr. Córrego, formador do cór- rego do Mota; banha o município de Independência, Estado de Minas Gerais.) JABÓBORAS, geogr. Córrego, afluente da mar- gem direita do rio São Lamberto; banha o município de Montes Claros, Estado de Minas Gerais.] ABÓBORAS", geogr. Córrego, afluente do rio Meia Ponte, bauha o município de Inhumas, Estado de Goiás. Abóboras ABOBORAS", geogr. Córrego, afluente da mar- gem esquerda do rio Bacalhau; banha o município de Niquelândia, Estado de Goiás. ABÓBORAS", geogr. Córrego, afluente da mar- gem esquerda do rio São Tomás; banha o município de Rio Verde, Estado de Goiás. [ABÓBORAS", geogr. Lagon ao S. do morro de Bocaina, município de Picos. Estado do Piauí.] (ABÓBORAS", geogr. "Cachoeira no río Ivaí. afluente do Paraná; no Estado dêste nome" (MOREIRA PINTO, s. v.).] [ABÓBORAS, geogr. "Ilha do Estado do Pa- raná, no rio Tibaji, afluente da margem esquerda do Paranapanema" (MOREIRA PINTO, s. v.).] [ABÓBORAS", geogr. Serra, a N. O. de Brasília. município de Brasília, Estado de Minas Gerais.) [ABÓBORAS, geogr. Serra a S. E. da vila de Couto de Magalhães, município de Diamantina, Es- tado de Minas Gerais.] [ABÓBORAS", geogr. Serra, na divisa com o município de Elói Mendes, município de Campanha, Estado de Minas Gerais.] ABÓBORAS, geogr. Serra, na região sul-oci dental do município de Juiz de Fora, Estado de Minas Gerais. ABÓBORAS, geogr. Serra a L. de Peçanha, município de Peçanha. Estado de Minas Gerais.) ABÓBORAS, geogr. Serra, a N. O. da vila de Itaxama, município de Amargosa. Estado da Baía. ABÓBORAS", geogr. Serra, entre o rio Prêto e o Paraíba. Segue para o município de Paraíba do Sul. até separá-lo, na nascente, do de Três Rios, muni- cípio de Santa Teresa, Estado do Rio de Janeiro. ABÓBORAS, Lugarejo no municípic de El- dorado. Estado de São Paulo. ABÓBORAS", top. Lugarejo, à margem do ri- beirão de igual nome, na divisa do município de Pe- reiras, município de Laranjal Paulista. Estado de São Paulo. ABÓBORAS, top. Lugarejo na município de Barbacena, Estado de Minas Gerais. ABÓBORAS", lop. Lugarejo no município de Es- meraldas (antigu Santa Quitéria), Estado de Minas Gerais. ABÓBORAS, top. Lugarejo no município de Ferros, Estado de Minas Gerais.<noinclude></noinclude> soh03p4fyzloz8yv1o3sh91j3jpft3s Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/86 106 256156 559317 2026-08-19T14:42:00Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Abóboras 32 abocanhar ABÓBORAS", top. Lugarejo no município de Ita- das galinhas" (PIO CORREIA, s. v. abobrinha do mato). bira, Estado de Minas Gerais. SINONIMIA: ana-pinta, azougue-do-Brasil, azougue-dor. -pobres, cabacinha, cipó-azougue, laiuiá. |--do-Norte ABÓBORAS, top. Lugarejo no município de Pa- (Baía). O mesmo que buchinha (Luffa operculata Cogn raopebs, Estado de Minas Gerais. ABÓBORAS, top. Lugarejo no município de San- tos D... 559317 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Abóboras 32 abocanhar ABÓBORAS", top. Lugarejo no município de Ita- das galinhas" (PIO CORREIA, s. v. abobrinha do mato). bira, Estado de Minas Gerais. SINONIMIA: ana-pinta, azougue-do-Brasil, azougue-dor. -pobres, cabacinha, cipó-azougue, laiuiá. |--do-Norte ABÓBORAS, top. Lugarejo no município de Pa- (Baía). O mesmo que buchinha (Luffa operculata Cogn raopebs, Estado de Minas Gerais. ABÓBORAS, top. Lugarejo no município de San- tos Dumont (antigo Palmira), Estado de Minas Gerais. ABÓBORAS", top. Lugarejo no município de Sêrro, Estado de Minas Gerais. ABÓBORAS", top. Lugarejo no municipio de Campo Formoso, Estado da Baía. ABÓBORAS", top. Lugarejo na região meridional do município de Juàzeiro, Estado da Baía. ABÓBORAST, top. Lugarejo no município de Par- namirim (antigo Leopoldina), Estado de Pernambuco. ABÓBORAS, top. Lugarejo no município de Serra Talhada (antigo Vila Bela), Estado de Pernambuco. q. v.. ABOBOREIRA, s.). (bol.) O mesmo que abóbora', q. v., nome de várias espécies da família das Cucur bitáccas. ABOBRA, .. Forma popular de abóbora, q. v. ABOBRAL', s. m. O mesmo que aboboral', q. v. ABOBRAL, geogr. Canal, liga o 1io Negro com Paraguai, município de Corumbá, Estado de Mato Grosso. ABOBRAL, top. Povoado no município de Eldorado, Estado de São Paulo. ABOBREIRA', s. f. Forma popular de abolo. reira, q. v. - -do-malo (Caiaponia pilosa Cogn.). mesmo que abóbora-do-malo, q. v. [ABÓBORAS, lop. Povoado, a S. E. do povoado Caatingueiro e à margem direita do Alto Paraim; município de Corrente, Estado do Piauí.] ABÓBORAS, top. Lugarejo no município de Campos, Estado do Rio de Janeiro. Picos, Estado do Piauí. ABOBREIRA, geogr. Lagoa entre o córrego do Pau Fincado e a lagoa do Açuzinho, município de ABÓBORAS", top. Lugarejo, à margem direita do ribeirão de igual nome, município de Cunha, Estado de São Paulo. [ABÓBORAS, top. Lugarejo, a S. O. de Itabira, município de Itabira, Estado de Minas Gerais.] [ABOBORINHA, s. J. (bot.). O mesmo que abo- brinha, q. v. --do-malo. 1. (Trianosperma diver sifolia Cogn.). Trepadeira da família das Cucurbi táceas encontrada do Espírito Santo até São Paulo e Minas Gerais. Flores campanuladas amareladas ou esbranquiçadas, muito pequenas. Fruto ovóide, pe- queno e vermelho. "O fruto ainda verde tem sabor acre, amargo e enjoativo, sendo reputado antidia- bético e muito usado pelo povo. Contém 'laiuiina' e 'trianospermina', óleo gorduroso verde-escuro e resina mole, de aroma desagradável (Peckolt). Tem as variedades intermedia, microcarpa, quinquepartita (Bryonia pinnatifida Vell. B. pinnaliloba Roem.) e subintegrifolia" (Pro CORREIA, s. v.). 2. (Wilbrandia verticillata Cogn.) Erva da mesma família, de caule anguloso. Fólhas curto-pecioladas, profundamente lo- badas. Fruto ovoide, pequeno, amarelo-alaranjado, liso, com sementes esbranquiçadas. "O Iruto é drástico e a raiz, tuberosa e muito amarga, eficaz como anti- -sifilítica, purgativa e depurativa, empregada também nas hidropisias e erisipelas crônicas; na medicina ve- terinária parece ser usada com sucesso contra o cólera ABOBREIRA, top. Povoação no município de Neópolis, Estado de Sergipe. ABOBREIRA, lop. Lugarejo, a S. O. de Ta- quaraçu, município de Caeté, Estado de Minas Gerais. ABOBREIRA', lop. Lugarejo no município de Feira de Santana, Estado da Baía. ABOBREIRA, top. Lugarejo no município de Irará, Estado da Baía. ABOBREIRO, 1. s. m. Plantação de aboborci ras, abobral. 2. Adj. (R. G. S.). Diz-se do cavalo ruim. Cf. Sá de Brito, Trabalhos e Costumes das Gaúchos, 121. abó- ABOBRINHA', s. J. (bot.). O mesmo que abóbora -d'água, q. v. Em certas regiões, designa a bora em geral, quando tenra, verde. |--do-campo. Cucurbitacea do Sul do Brasil, de caule sulcado, spero, muito ramificado e fruto ovoidal, vermelho. Cf. DERGS, s. v.!--do-mato. O mesmo que aboborinha -do-mato (Trianosperma diversifolia Cogn.), q. v. NONÍMIA: purga-de-caboclo (Bain). ABOBRINHA, top. Povoado no Abaeté, Estado de Minas Gerais. v.[St. município de ABOCANHAR, . . (R. G. S.). "Apoderar-se de alguma coisa, usando esperteza ou velhacaria; tirar o melhor partido na distribuição de objetos, por esperteza cu fraude" (Magne, DLN, s. v.).<noinclude></noinclude> 65ouvjjyaqyv6vpsr0icadm242flalu Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/87 106 256157 559318 2026-08-19T14:42:02Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: abocar ABOCAR, v. f. 1.. Chamar. Cf. C. Neto, Rei Negro, 314. 12. (Baía). "Meter no bôlso, enganar" (Sousa Carneiro, Furundungo, 337). ABOCHA, adv. O mesmo que aboche, q. 7. ABOCHE, adv. (R. G. S.). "Em grande quanti dade" (PDBLP, s. v.). ] ABOCHORNAR, v. 1. Vd. abichornar. ABODEGAÇÃO, s. J. (N.). "Ato ou efeito de abodegar" (PDBLP, s.v.). O mesmo que abodigo. q. v. ABODEGADO, adj. e part. pass. de abodegar (Pern.). Aborrecido, zangado... 559318 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>abocar ABOCAR, v. f. 1.. Chamar. Cf. C. Neto, Rei Negro, 314. 12. (Baía). "Meter no bôlso, enganar" (Sousa Carneiro, Furundungo, 337). ABOCHA, adv. O mesmo que aboche, q. 7. ABOCHE, adv. (R. G. S.). "Em grande quanti dade" (PDBLP, s. v.). ] ABOCHORNAR, v. 1. Vd. abichornar. ABODEGAÇÃO, s. J. (N.). "Ato ou efeito de abodegar" (PDBLP, s.v.). O mesmo que abodigo. q. v. ABODEGADO, adj. e part. pass. de abodegar (Pern.). Aborrecido, zangado, arreliado, irritado, de mau humor. Cf. Garcia, DB, s. v., e Pereira da Costa, RIAGP. XCII. " ABODEGAR, . . (N. E.). 1. Importunar, abor- recer, arreliar, molestar: "O marido concordava, e D. Anjinha abodegava para o moço que não se ave- xasse (Oliv. Paiva, RB, XVIII, 1899, 160). Cf. Garcia, DB, s. v.; Pereira da Costa, Voc. Pern., s. v.; Magne, DLN, s. v.). 2. "Tomar de surpresa e com violência, abotoar" (Magne, DLN, s. v.). Deriva-se de bodega, que em português, além do significado próprio de adega, tinha o de "taverna movível, com as feiras. (MORAIS, s. v.). Talvez seja alusão à alga- tarra das feiras. Vd. esbodegar. ABODEGO, . m. (Ceará). Importunação, abor- recimento. ABOIADO', .m. O mesmo que aboio, q. v. ABOIADO, geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do riacho Picobo; banha o município de Tocantinópolis, Estado de Goiás. ABOIAR, v. int. 1. Cantar à frente dos bois para guiá-los, em viagem. Cf. Euclides, Sertões, 127; Ra- quel de Queirós, O Quinze, 21; Pereira da Costa. Voc. Pern., s. v.; Garcia, DB, s. v. "Quando os va- queiros conduzem uma boiada o tangerino vai à frente, tocando uma gaita feita com canela de ema. Quando èle pára de tocar, um outro tangedor, que fica no fim da boiada, começa então a cantar. E assim. se alternam. Às vezes já estão tão habituados à ca- dència desses sons que quando o tocador de gaita pára e o cantador não inicia logo a melodia, os animais estacam e voltam a cabeça para trás, como a reclamar a música." (G. Cruls, Bol. de driel, agosto de 1937, 335). "Solito, sem peão, para conversar melhor com os seus sonhos, cantava pelas estradas, e às vezes uboiava, com uma saudade tão grande e uma voz tão senora, que o gado, no campo aberto, se punha a encordoar, um a um, como se êle fosse aboiador di- rigindo a tropa no carreiro estreito... As reses se- 33 abojeru guiam-no até a porteira, o passo certo, vagaroso, mansas, obedientes à toada triste, parando surpresas, tresmalhando ao choque das varas no tronqueiro..." (Tito Carvalho, Bulha d'Arroio, 162). "O homem.... meteu o mindinho no ouvido, conforme hábito clás- sico, e aboiou a plenos pulmões, como se estivesse mcntado no seu cavalo, tangendo bois: "Eh boi turino! Boi turino malabá... / Se não fosse boi turino / A vaca não ia o curranná / Ehl... boil..." (Lauro Pa- Ihano, Paracaera, 89). Magne, DLN, registra o termo como regionalismo português e brasileirismo. FIGUEIREDO menciona-o como brasileirismo e pro- vincianismo minhoto trabalhar com (bois); falar aos bois; cantar-lhes. 2. Vir à tona o peixe; o mesmo que alonar, q. v. ABOIEIRO, J. m. (Baía). Aquele que conduz o gado ao som do aboio: "As sonâncias do aboieiro novel impuseram-se à adoção dos mestres da cantilena no vaquejadouro" (Raul Alves, Canastra, 109). [ABOIM, JOAQUIM DA NOBREGA CÃO E, antr. Sa- cerdote e orador. Brasileiro (Inocêncio di-lo nascido em Trás-os-Montes), foi prior da paróquia de São Julião de Lisboa e, depois. Monsenhor da Patriarcal. Veio com o Príncipe Regente e foi nomeado Mon- senhor Decano da Capela Real. Deixou vários sermões. Inocêncio informa que morreu no Brasil, mas o arci preste Antônio Alves Ferreira dos Santos diz que "retirou-se em 1821 com a família real e não tornou ao Brasil". Cf. A. Alves Ferreira dos Santos, A drg. de S. Sebastião do Rio de Janeiro.) ABOINA, mit. (Baía). A minhoca fantasma, ligada à fabula da criação de Paraguaçu (a Baía). Cf. Sousa Carneiro, Milos, 177. Vd. Baiană. ABOIO, s. m. "É um canto monótono, compas sado e plangente usado pelos boiadeiros ou tangerinos nos altos sertões, especialmente no norte do Brasil, ao som do qual fazem conduzir o gado unido e paci- ficade. Este canta, quase sempre sem letra expressa, mas célebre pela originalidade característica da sua criação campestre, é monossilábico e simplesmente representado pelas vogais a-u alternativamente. numa melodia terna e apaixonada" (EDI, s. v. aboiado) "E pelos ermos ecuam melancolicamente as notas do aboiado.... toada merencúria.... que pareco acalentá-los fans bois, embalando-as com o refrão monótono: £ cou mansão.... E cou... è cão!.... ecoando saudoso nos descampadas mudas..." (Eu- clides, Sertões, 127-8). ABOJAR, . . (Recôncavo da Baía). "Agarrar" (PDBLP, s. v.). ABOJERU, . m. (bot.) (Baía). O mesmo que abajeru (Chrysobalanus icaca L.), q. v.<noinclude></noinclude> k0j7elibrn8kf7m3oa4oduzm4tu8j4x Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/88 106 256158 559319 2026-08-19T14:42:04Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: abojuru 34 Abolicionismo ABOJURU, s. m. (bol.). O mesmo que abajeru da Silva e Lessa; em 1836, a Sociedade Defensora da (Couepia canomensis Bth.). q. v. ABOLEAR, v. t. (Mato Grosso). Arremessar as bolas para deter e subjugar cavalos bravos em disparada. Cf. Teschauer, NDN, s. v. A forma corrente nos estados do Sul é bolear. ABOLETAR-SE, v. pron. 1. Instalar-se com co- modidade: refestelar-se: "Abolele-se, moço. Tome a Liberdade e Indep... 559319 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>abojuru 34 Abolicionismo ABOJURU, s. m. (bol.). O mesmo que abajeru da Silva e Lessa; em 1836, a Sociedade Defensora da (Couepia canomensis Bth.). q. v. ABOLEAR, v. t. (Mato Grosso). Arremessar as bolas para deter e subjugar cavalos bravos em disparada. Cf. Teschauer, NDN, s. v. A forma corrente nos estados do Sul é bolear. ABOLETAR-SE, v. pron. 1. Instalar-se com co- modidade: refestelar-se: "Abolele-se, moço. Tome a Liberdade e Independência Nacional; em 1857, F. L. César Burlamaqui; em 1845, o desembargador Hen rique Veloso de Oliveira e o Dr. Caetano Alberto Soares; em 1850 e 1852, o deputado Silva Guimarães; em 1852, a Sociedade contra o Tráfico de Ecravos; cm 1854, o deputado João Maurício Wanderley, mais tarde barão de Cotegipe; em 1857, 1862 e 1865, o deputado e depois senador Silveira da Mota; em 1865, Perdigão Malheiros; em 1863 e 1864, projetos rejeitados pela tipoia" (José Américo, Bagaceira, 70). Vd. abancar. assembléia, qualificando de furto a compra de escravos 2. (R. G. S.). "Apropriar-se de cousa alheia; acomodar- -se sem cerimônia; sentar-se" (Magne. DLN, s. v.). Cf. CALLAGE, S. v. por ABOLIÇÃO, hist. Ato da princesa Isabel, então regente por se encontrar em viagem o Imperador, que declarava livres todes os escravos existentes no Brasil em 13 de maio de 1888. No dia 9 de maio a proposta do governo, apresentada pelo Ministério organizado a 10 de março sob a presidência do senador Per- nambuco e conselheiro de Estado Dr. João Alfredo Correia de Oliveira, foi aprovada na Câmara dos Deputados, por 85 volos contra 9, para entrar em última discussão. No dia seguinte, 10 de maio, foi aprovada nesta Câmara e remetida ao Senado, onde entrou em 1. discussão em 12 de maio, sendo apro- vada para última discussão no dia imediato, por 46 votos contra 6. Finalmente, em 15 de maio, apro. vada em última discussão, é sancionada. O ato foi acolhido com as mais vivas mostras de regozijo po- pular, prolongando-se por vários dias as festas em todo o Brasil. Cf. Rio Branco, Efemérides, 234, 256, 238, 239. Vd. também Abolicionismo. ABOLIÇÃO, impr. Jornal que se editava em Açu, Provincia do Rio Grande do Norte, em 1884. Cf. Luís Fernandes, Eslado do Rio Grande do Norte, Jornais, Revistas..... 358. ABOLICIONISMO, hist. Movimento ideoló- gico, doutrinário a princípio, e, com o correr dos tempos, acentuadamente político e quase revolucionário, tendente a extinguir a escravidão no país. HISTÓRICO: Maciel da Costa (João Severiano), depois marquês de Queluz, publicou em 1821 uma memória, propondo a proibição de se importarem escravos, tendo chegado até a lembrar a necessidade de suprimir a própria escravidão. Dois anos depois, José Bonifácio elaborava um projeto nesse sentido para ser presente à Assem- bléia, o qual, em conseqüência da dissolução da As- sembléia e do exílio dos Andradas, foi publicado em Paris, em 1825. Por meio de projetos e discursos no parlamento, memórias, publicações pela imprensa, etc., atuaram em favor da abolição dos escravos: em 1826, José Elói Pessoa da Silva; cm 1831, os depu tados Ferreira França (António e Ernesto), Pereira ° fora das cidades e vilas e vedando aos estrangeiros e corporações de mão morta o possuírem escravos; em 1865, o senador Montezuma, visconde de Jequi tinhonha (3 projetos) e o Dr. F. A. Brandão Júnior (Bruxelas); em 1866 o deputado A. C. Tavares Bastes, Dr. Manuel da Cunha Galvão, o Dr. Luís Francisco da Câmara Leal e o Dr. A. da Silva Neto: a partir dessa época, até a abolição, o imperador Pedro 11. secundado pelo visconde do Rio Branco, por Pimenta Bueno (marquês de S. Vicente) e Nabuco de Araújo: em 1870, o deputado Jerônimo Teixeira Júnior; cm 1871, os deputados Pedro Cavalcanti e Gonçalves Martins, Zacarias de Góis e Sales Tôrres Homem; em 1879, Jerônimo Sodré e Joaquim Nabuco; cm 1884, o deputado Rodolfo Dantas. Dêsse mesmo ano é o parecer de Rui Barbosa. Ainda em 1884, o Ceará e o Amazonas declararam extinta a escravidão no seu território e o Rio Grande do Sul libertara todos os escravos de vários municípios da província, sendo que, na cidade de Pelotas, num só dia, foram liber- tados cinco mil; no mesmo ano, cresceu o movimento de intensidade, tanto na propaganda pela imprensa como entre as classes populares; em 1885, o deputado republicano per São Paulo, Campos Sales, e o pre- sidente do conselho do ministros Saraiva (lei de 25 de setembro); em 1887, a princesa Isabel, regente do império, o deputado Afonso Celso Júnior (conde de Afonso Celso), o senador Sousa Dantas, Antônio Prado, João Alfredo e Leôncio de Carvalho; em 1888, Joaquim Nabuco (apêlo ao papa Leão XIII), e o jornalzinho intitulado Correio Imperial, redigido e impresso no palácio pelo príncipes filhos da regente: Antônio Bento, Luís Gama, João Clapp, José do Pa- trocínio, Sinimbu, Rodrigo Silva, Cruz Machado, Lucena, visconde de Ouro Prêto, Juvêncio de Aguiar, Araújo Góis, Cândido de Oliveira, etc. A 13 de maio desse ano, a lei n.º 3353, constante de dois artigos apenas, declarava extinta, desde aquela data, a es cravidão no Brasil. Aesinava-a a Princesa Imperial Regente e referendava-a o conselheiro Rodrigo da Silva, ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas e interino dos Negócios Estrangeiros. || Leiam- -sc. a respeito, principalmente: Joaquim Nabuco. O abolicionismo, Londres, 1883: Rui Barbosa, Eman-<noinclude></noinclude> catjbyqr58jrplx06pucikvf85ebopm Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/89 106 256159 559320 2026-08-19T14:42:06Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Abolicionista cipação dos Escravos, parecer -Câmara dos Deputados, Rio, 1884. Osório Duque Estrada, 4 Abolição, Rio 1918. Evaristo de Morais, A Campanha Abolicio- nistas, (1879-1888), Rio, 1924. Maurício Goulart, Escravidão Africana no Brasil, São Paulo, 1950. (ABOLICIONISTA, impr. Jornal que se editou em São Luís, Província do Maranhão. O primeiro número saiu a 28 de julho de 1885, sendo o periódico propriedade de uma editora. Cf. A.... 559320 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Abolicionista cipação dos Escravos, parecer -Câmara dos Deputados, Rio, 1884. Osório Duque Estrada, 4 Abolição, Rio 1918. Evaristo de Morais, A Campanha Abolicio- nistas, (1879-1888), Rio, 1924. Maurício Goulart, Escravidão Africana no Brasil, São Paulo, 1950. (ABOLICIONISTA, impr. Jornal que se editou em São Luís, Província do Maranhão. O primeiro número saiu a 28 de julho de 1885, sendo o periódico propriedade de uma editora. Cf. A. O. Viveiros de Castro, Estado do Maranhão, Jornais, Revistas..... 188.] [O ABOLICIONISTA', impr. Jornal editado no Rio de Janeiro, em 1880-81. Era o órgão da So- ciedade Brasileira contra a Escravidão, que Joaquim Nabuco fundou e da qual era o principal propulsor. Ct. ABN, IX, 365.] 35- Aborrecido [ABOMBADOR, J. m. (S). "O que cansa o cavalo por não saber tratá-lo" (PDBLP, s. v.).] ABOMBAMENTO, J. m. (R. G. S.). Ato ou efeito de abombar, q. v. ABOMBAR, 1. v. int. (R. G. S.). Cansar-se, exte- nuar-se. De acordo com SEGOVIA, é americanismo e "dicese.... de la caballería, cuando, habiendo hecho un largo viaje en día caluroso, queda como aturdida o atontada y en estado de no poder continuar más; pero que, después de tomar un respiro y refrescar, puede seguir viaje" (SEGOVIA, 3. v.). ... os donos temiam que (os cavalos) tomassem água em demasia: podiam abombar..." (Alcides Maia. Ruinas Vivas. 54). 12. V. 1. (R. G. S.). "Fatigar o cavalo, por impe- rícia" (Magne, DLN, s. v.). " (ABONADO, adj. "Rico, endinheirado" (PDBLP. (O ABOLICIONISTA, impr. Publicação quin- zenal da Sociedade Libertadora Sete de Setembro, s. v.).] editada na Baía, em 1872. Eram seus redatores F. de Araújo e A. Guimarães. Cf. ABN, IX, 361.] [O ABOLICIONISTA', impr. Jornal que se editou em Teresina, Província do Piauí, tendo o primeiro número saído a 7 de outubro de 1884. Cf. Abdias Neves, Estado do Piauí, Jornais, Revistas... 209.] [O ABOLICIONISTA, impr. Jornal que se editou no Pará, em 1882. Cf. M. M. Cardoso Barata, Estado do Pará, Jornais, Revistas..... 119.] [O ABOLICIONISTA, impr. Quinzenário que se editou em Recife (Pernambuco), em 1885. Era órgão da Caixa Emancipadora Maranhense Marques Rodrigues, tendo como redatores J. J. Matos Júnior, Barbosa de Godói, Higino Cunha, Georgiano Gon- çalves e Hugo Barradas. Circulou de 20 de julho a 20 de agosto. Cf. A. Carvalho, Estado de Pernambuco; Jornais, Revistas..... 572.] [O ABOLICIONISTA PARAENSE, impr. Jornal que se editou em Belém, Província do Pará, de 1883 1884, tendo o seu primeiro número surgido a 3 de junho de 1883. Cf. M. M. Cardoso Barata, Estado do Pará, Jornais, Revistas..... 120.] ABOMBACHADA, adj. (R. G. S.). Diz-se_da calça muito larga, em forma de bombacha. Cf. Tes- chauer, NDN, s. v. ABONDANÇA, s. J. (M. G.). Forma popular e antiga de abundância. ABONINI, geogr. Lago que se comunica com o Purus, pela margem esquerda. ABONINI, geogr. Igarapé que liga o lago de seu nome ao rio Purus. Cf. MOREIRA PINTO s. v. Abo niny. ABONINI, top. Lugarejo no município de Lábrea, perto de Cachoeira do Purus, Estado do Amazonas. Cf. MOREIRA PINTO, S. v. alboniny. [ABONO, . m. (R. G. S.). "Adubo ou estrume em terras de plantação" (PDBLP, s. v.).] ABORDOSO, adj. Abundante, farto (Nery Car melo, dima do Nordeste, 198). andiroba escrito às avessas para frustrar a fiscalização no co- ABORIDA, . J. (Amazonas). mércio da madeira" (Le CoINTE, III, 13). [ABORIM, MATEUS DA COSTA, antr. Padre por- tuguês. Nasceu na vila de Ponte de Lima (Portugal). Faleceu no Rio, a 8 de fevereiro de 1629. Foi nomeado prelado do Rio de Janeiro a 20 de julho de 1606, ou antes. Tomou posse a 2 de outubro de 1607. Foi exem- plar no desempenho de seus pesados encargos. Lançon os fundamentos do convento de Santo Antônio. Pugnou pela liberdade dos índios, enfrentando, por isso, in- teresses poderosos. Terminou seus dias envenenado. Cf. Pizarro, Memórias Históricas, 11, 101.] ABOMBADO, adj. e pari. pass. de abombar(R.G.S.). Cansado por efeito do calor, fatigado: "Dia quente, de mormaço, a gente fica abombada, custou-me achar aguada / onde o boi bebesse a gosto" (dn- tonio Chimango, 25). Diz-se geralmente do cavalo que cansou, que afrouxou; aplica-se também, por exten- 10, as gem direita do rio dos Bois; banha a município de -Ronan, s. v. abombar. ABORRECIDO', geogr. Córrego, afluente da mar- Bonfim, Estado de Minas Gerais.<noinclude></noinclude> skr64zxim5p75k2ekfejf0swauchw8h Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/90 106 256160 559321 2026-08-19T14:42:09Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Aborrecido ABORRECIDO', geogr. Ribeirão, Afluente da margem esquerda do rio Meia Ponte; banha o muni- cípio de Suçuapara, Estado de Goiás. ABORRECIMENTO', geogr. Córrego, alluente da margem direita do rio Comemoração; banha o muni- cípio de Alto Madeira. Estado de Mato Grosso. ABORRECIMENTO, geogr. Ilha, formada pelo paraná Valente do Couto e rio Paru, município de Oriximiná, Estado do Pará. 1 [ABORRIDO, adj. (Paraná). Aborrecido: "De... 559321 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Aborrecido ABORRECIDO', geogr. Ribeirão, Afluente da margem esquerda do rio Meia Ponte; banha o muni- cípio de Suçuapara, Estado de Goiás. ABORRECIMENTO', geogr. Córrego, alluente da margem direita do rio Comemoração; banha o muni- cípio de Alto Madeira. Estado de Mato Grosso. ABORRECIMENTO, geogr. Ilha, formada pelo paraná Valente do Couto e rio Paru, município de Oriximiná, Estado do Pará. 1 [ABORRIDO, adj. (Paraná). Aborrecido: "De coração sempre franco, Sô cabôcro generoso, / Mais so cabocro aborrido Por querendão, por teimoso". Cf. Gen. J. C. da Silva Murici, in APCLNC, 577.) ABORTADO, adj. e part. pass. de aborlar. Diz-se do que nasceu empelicado, do que tem sorte. Cf. F. São Paulo, LMPB, s. v. ABORTO, s. m. 1. Metrorragia; menorragia. [ 2. Abundância, demasia. || 3. Pessoa ou coisa disforme. Cf. F. São Paulo, LMPB, s. v. ABORUÁ, adj. Relative ou pertencente aos Abo- rubs. U. 1. c. s. 36 ABORUÁS, eln. m. pl. Índios amazonenses da antiga povoação de Alvarães. Cf. MOREIRA PINTO, S. V. ABOTECADO, adj. O mesmo que abolicado, q. v. (ABOTECAR, e. t. (N.). Agarrar. Cf. PDBLP, s. v.) [ABOTICADO, adj. e part. pass. de abolicar. Diz-se do ôlho arregalado, grande, estufado, fora das órbitas.) ABOTICAR, v. t. 1. Arregalar: "... abolicou o ôlho feroz em cima do grupo...." (Jorge de Lima. Calunga, 117). Cf. também Afrânio Peixoto, Missan- gas, 48; que dá abolecar. 2. Tornar exagerado. Cf. PDBLP, s. v. ABOTILHÃO, . m. (bot.). O mesmo que abu- tilão, g. v. ABOTOADA, .. (S. P.). Fase do ciclo vege- tativo que sucede à espinhada: "Já então haviam seguido à espinhada, a aboloada e a florada de todo o cafèzal..." (E. de Castro, Ensaios, 217). ABOTOADO, . m. ( (zool.) (Doras granulosus Val.). Peixe fluvial de Goiás e Mato Gosso, que alcança cerca de I m de comprimento. O corpo é coberto de placas bascas que chegam a revesti-lo quase completamente. SINONIMIA: bacu-pedra, boloado, cuii-cuiú, grande-bacu- -de-Mala-Cirosso. Cf. Jhering, Dicionário, s. v.; e Correia de Magalhães, Monografia, 232. Abraie ABOTOAR, 1. v. t. Segurar alguém pela cassa ou pela abertura da camisa, para lutar; o mesmo qu abecar: "Aboloou o Tiago e arrastou êle pro meio & largo da Matriz..." (Roquette Pinto, Samambaia, 56 "Pirunga tomou o verbo no sentido brasileiro e apre sentou-lhe o peito forte: aboloa! aboloal aboloa nada!.. (José Américo, Bagaceira, 154). 52. V. int. Surgir; apa recer: "Quando o grupo aboloou no patamar da escada d. Maria José, não querendo ver aquela desgrap correu para o interior da casa" (A. Arinos, Ja gunças, 107). Cf. Magne, DLN. s. v. Diz-se, com mesma acepção, brotar. || 3. (Gir. mar.). Dormitar; a chilar. Cf. Gastão Penalva, O Mundo Literário. I 318.se, v. pron. Apropriar-se indèbitamente: abo ou-se com objetos do amigo. q. v. ABOTUCAR, v. t. (D. F.). O mesmo que abalica ABOZINAR, v. 1. O mesmo que abuzinar, q. ABRA, .. (R.G.S.). Clareira na mata; alcrlu entre duas montanhas: "Depois de se caminhar u quarto de légua, tornamos a subir a coxilha da F queta Grande, pela qual seguimos uma milha p abra de mato". "Pessoas que têm seguido éste por entre o mato se conformam muito com a peção das Abras da Serra, que marcamos" (J Saldanha, cit. in DERGS, s. v.). Sôbre > 1150 termo, com estas acepções, nas repúblicas platina no Chile, cf. Lucio V. López, El Sallo de Ascochin Güiraldes, in Antologia del Cuento, 47; Jav. de Via Guri, 209 e 216; SEGOVIA, 148; Acevedo Díaz, Vali 77, 365 € 370. ABRAÃO', geogr. Córrego, afluente da marg direita do ribeirão Babilônia; banha o município Monte Alegre de Minas, Estado de Minas Ger ABRAZO, geogr. Córrego, afluente da marg direita do ribeirão Indaiá; banha o município de zinnia, Estado de Goiás. ABRAÃO, geogr. Arroio, afluente da mati direita do rio Queimados; banha o município de C córdia, Estado de Santa Catarina, Cf. I'GESC. S ABRAÃO', geogr. Ilha que fica no N. da vila igual nome (Ilha Grande), no município de Angra Reis, Estado do Rio de Janeiro. ABRAÃO, geogr. Enseada, entre a praia e a de igual nome. Município de Angra dos Reis, Est do Rio de Janeiro. ABRAÃO, geogr. Prain, na enseada de Ab (Ilha Grande), município de Angra dos Reis, Es do Rio de Janeiro.<noinclude></noinclude> 4yafelcvbdo8e68zr4og3sh3uuecayo Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/92 106 256161 559322 2026-08-19T14:42:39Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Abrantes ABRANTES, top. Vila e sede do distrito de Abrantes. pertencente ao município de Camaçari. Estado da Baía. Fica "pouco mais de 1600 metros arredada da margem esquerda do rio Joanes, a 5 km do mar e a 40 ao N.E. da capital do Estado, edificada sobre uma elevação" (MOREIRA PINTO, S. v.). [ABRANTES, BRÁS, antr. Militar. Nasceu a 3 de fevereiro de 1845. Faleceu a 28 de maio de 1925. Foi general de brigada, em 1901, governador de Go... 559322 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Abrantes ABRANTES, top. Vila e sede do distrito de Abrantes. pertencente ao município de Camaçari. Estado da Baía. Fica "pouco mais de 1600 metros arredada da margem esquerda do rio Joanes, a 5 km do mar e a 40 ao N.E. da capital do Estado, edificada sobre uma elevação" (MOREIRA PINTO, S. v.). [ABRANTES, BRÁS, antr. Militar. Nasceu a 3 de fevereiro de 1845. Faleceu a 28 de maio de 1925. Foi general de brigada, em 1901, governador de Goiás em. 1902, e senador em 1906. Tomou parte na guerra do Paraguai.] [ABRANTES, MARQUES DE (Miguel Calmon du Pin e Almeida), antr. Nasceu em Santo Amaro, Baía, a 29 de outubro de 1794, e faleceu no Rio, a 15 de se- tembro de 1865. Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra. Tomou parte na Guerra da Independência. na Baía, e foi eleito deputado à Constituinte do Im- pério. Em seguida participou ativamente em sua pro- víncia no trabalho de pacificar os espíritos e defender o projeto de constituição elaborado pelo Conselho de Estado, e submetido ao exame das câmaras municipais. Foi eleito deputado pela Baía na 1. legislatura (1826-29), na 2. (1829-32), na 3. (como suplente em 1836-37) e na 4. (1838-41). Nesta só funcionou até 1840 por ter ingressado, em 28 de julho, no Senado, como represen- tante da Província do Ceará. Já havia figurado em listas tríplices senatoriais pelas províncias da Baía e do Rio de Janeiro. Coube-lhe redigir as instruções à missão do marquês de Santo Amaro, em 1830. Na questão religiosa com a Santa Sé apoiou a Igreja e preocupou- -se em que não fossem alteradas nossas relações com a Cúria romana. Ministro da Fazenda em 1841, foi mais tarde, em 1845, nomeado conselheiro de Estado. Chefiou, em julho de 1844, a missão Abrantes que atuou na Europa até meados do ano seguinte e que teve por objetivo realizar conversações na Inglaterra e na França, sôbre os problemas do Piata, nas seguintes bases: garantia da independência do Uruguai e Paraguai e adoção de medidas que pusessem fim à guerra entre Buenos Aires e o Uruguai. Embora concordassem quanto à independência de ambos os países, a Ingla terra e a França não conseguiram o mesmo quanto às medida destinadas a pór fom à guerra, principalmente pelo mal-estar reinante entre o Rio de Janeiro e Londres, por motivo do tráfico. Em conseqüência disso manteve-se o Brasil neutre por oca.ião da intervenção anglo-francesa no Prata. Coule-lhe ser um dos redato. res da célebre Consulta de 28 de setembro de 1845, re- lativa às fronteiras com a Guiana Inglesa, e que Caló. geras considera como tendo esgotado o assunto. No gabinete "dos Velhos" (30-5-862 a 15-1-864), presi- dido pelo marqués de Olinda, veio a ocupar as pastas do Exterior e da Fazenda. No primeiro desses postos atuou decididamente para a solução da questão Christie, 38 abrazo que levara ao rompimento de nossas relações com a Inglaterra. Um dos nossos mais famosos estadistas, seis vêzes ministro de Estado, dono de uma oratória não muito profunda, mas fluente e sonora, que lhe valeu o apelido de "Canário". Casado com a filha do visconde de Meriti, era figura de primeira plana da sociedade de então, residindo no palacete que perten cera à rainha D. Carlota Joaquina, na esquina da Praia de Botafogo com o atual Rua Marquês de Abrantes Seus salões foram os mais famosos de Rio pela boa so ciedade que os freqüentava e pela bizar.in das te cepções. Escreveu, além de relatórios e memórias sobre problemas econômicos e diplomáticos, as Carlas Po líticas de Americus, em dois volumes, aparecidas em Londres, em 1825-1826. São estas Cartas ensaios po- líticos importantes para a compreensão da mentalidade da época. Cf. Pedro Calmon, Marqués de branler, Formação Histórica do Brasil.) J. P. Calógeras, Da Regência à Queda de Rosas; Idem, [ABRANTES, OVÍDIO, antr. Engenheiro militar e político. Nasceu em Goiás, a 22 de abril de 1866 Faleceu a 15 de outubro de 1906. Foi capitão em 2 de dezembro de 1898. Ajudante de ordens do Pre sidente Floriano Peixoto. Deputado federal por Goiás na 2., 3. e 4.* legislaturas (1894 a 1902).] ABRÃO, s. m. Abra grande, isto é, enseada de grandes dimensões. Vd. também Abraão. ABRASA-MUNDO', geogr. Córrego, afluente da margem direita do córrego dos Macacos; banha o mu nicípio de Salinas, Estado de Minas Gerais. ABRASA-MUNDO, Serra, entre o rincho Ingá e o rio Pedra Preta, município de São Tomé, Estado do Rio Grande do Norte. ABRASAR, v. 1. (Baía). "Cumular dádivas para exaltar o amor da mulher, excitando-lhe a vaidade" (Viotti, Glossário, s. v.). ABRASILEIRAMENTO, . m. Ato ou efeito de abrasileirar ou tornar brasileiro: "Não deu muito (rs- balho o abrasileiramento do Acre, já quase todo po- voado de gente nossa." ABRASILEIRAR, . f. Fazer ou tornar brasileiro: "Nunca foi possível abrasileirar completamente golfão do Prata". ABRASILIANAR, .. O mesmo que abrasi leirar, q. v. Cf. PDBLP, s. v.] ABRAZO, J. m. "Comida africana, constante de pequenos bolos feitos com farinha de milho ou de mandioca, azeite de dende, pimenta e outros temperes e fritos no mesmo azeite.... Com o desaparecimento do elemento africano entre nós, desapareceu também<noinclude></noinclude> rt4pwktht9i6qeho682n967dhr1iv3m Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/93 106 256162 559323 2026-08-19T14:42:41Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: abre 39 Abreu da nossa culinária o abraz8, como tantas outras coisas ABREU, geogr. Riacho, formador do rio Car- próprias dos usos e costumes daquela gente" (Pe- naúba; banha o município de Acari, Estado do Rio reira da Costa, Voc. Pern., s. v.). ABRE, .m. Bebida alcoólica que serve para Grande do Norte. ABREU, geogr. Ilha que fica a L. da ilha de abrir o apetite; cachaça. Cf. M. de Andrade, Os Pargos, município de Cabo Frio, Estado do... 559323 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>abre 39 Abreu da nossa culinária o abraz8, como tantas outras coisas ABREU, geogr. Riacho, formador do rio Car- próprias dos usos e costumes daquela gente" (Pe- naúba; banha o município de Acari, Estado do Rio reira da Costa, Voc. Pern., s. v.). ABRE, .m. Bebida alcoólica que serve para Grande do Norte. ABREU, geogr. Ilha que fica a L. da ilha de abrir o apetite; cachaça. Cf. M. de Andrade, Os Pargos, município de Cabo Frio, Estado do Rio de eufemismos da cachaça, in Hoje, LXXV, I. ABRE-BOCA, . m. (Santa Catarina). Bocejo. Cl. Magne, DLN, s. v. [ABRE CAMPO, impr. Jornal que se editava em Abre Campo (Minas Gerais), em 1940. Cf. L. Costa e B. Vidal, História e Evolução...., 185.] ABRE CAMPO, geogr. Córrego, afluente da margem direita do rio Turvo; banha o município de Alvinópolis, Estado de Minas Gerais. [ABRE CAMPO, top. Cidade, sede do município do mesmo nome, Estado de Minas Gerais.] ABRE-FECHA, J. m. (Ceará). Nome de uma ave (Coryphospingus pileatus): "....currupiões, graúnas... abre-fechas...." (Gustavo Barroso, Tição, 9). ABREJADO, adj. e part. pass. de abrejar (Pern.). 1. Transformado em brejo. || 2. Farto em colheitas. Não é brasileirismo na primeira acepção, se bem que a forma vernácula seja brejoso. ABREJAR, 1. v. 1. "Transformar em pântano". 2. V. int. (N. E.). "Abundar" (PDBLP s. v.). Termo "usado para exprimir a fartura decorrente das chuvas, coincidindo com a formação de brejos" (Garcia, DB, s. v.). ABRE-O-SOL, s. m. (bot.) (Heimia salcifolia Link.). Planta gaúcha da família das Litráceas, em- pregada para afugentar insetos. É também anti-sifi- lítica e depurativa em geral. Cf. Hoehne, Plantas lóxicas, 208. SINONIMIA: erva-da-vida, quebra-arado. ABREU, (200l.) (Melipona varia Lep.). Espécie de abelha do N.E.. amarelada, pequena, mansa, que nidifica em ocos de árvores, produz uma cera clara e um mel muito ácido com aparência de breu. SINONÍMIA: manuel-de-abreu, maça-branca (Per- nambuco). Cf. Ihering. Dicionário, s. v. ABREU³, geogr. Rio, afluente da margem esquerda do rio Alevantado; banha o município de Taguatinga, Estado de Goiás. ABREU, geogr. Ribeirão, entre Parnaíba e Jun- diaí, Estado de São Paulo. ABREU, geogr. Riacho, corre para o Estado do Rio Grande do Norte; banha o município de Ma- manguape, Estado da Paraíba. Janeiro. ABREU, geogr. Serra à margem direita do córrego dos Pires, município de Ibiúna., Estado de São Paulo. ABREU, geogr. Serra ao N. da vila do córrego da Prata, município de Carmo, Estado do Rio de Janeiro. ABREU, top. Lugarejo, próximo ao rio das Éguas, município de Jabuticatubas, Estado de Minas Gerais. [ABREU, AEROLINO ANTONIO DE, anir. Nasceu em Teresina, Estado do Piauí, em 8 de agosto de 1866. Era filho de Manuel Joaquim de Abreu e de D. Joana Lobão Veras de Abreu. Orador fluente e jornalista. fêz a campanha abolicionista e a propaganda republi- cana. Cursou Medicina na Baía, formando-se com distinção em 1887. Voltando ao Piauí. ingressou na política partidária do Estado, sendo eleito vice-gover nador em 7 de abril de 1904, tendo assumido o governo em 6 de dezembro de 1907, por morte do governador Álvaro Mendes. Em virtude de seu precário estado de saúde, passou a administração ao 3. vice-gover- nador, em 1 de janeiro de 1908. Colaborou em Pátria, de Teresina. Faleceu em 31 de maio de 1908. É patrono de uma cadeira da Academia Piauiense de Letras. Cf. VELHO SOBRINHO, I, 79.] (ABREU, ALBERTO FERREIRA DE, antr. Nasceu a 11 de junho de 1853. Faleceu em 11 de fevereiro de 1934. Foi militar e chegou a general-de-divisão. [ABREU, ANÍSIO AUTO DE, antr. Político ju- rista. Nasceu, em 1864, em Teresina, Piauí, e aí fa- leceu a 6 de dezembro de 1909. Foi magistrado em sua terra. Eleito deputado federal em 1894. perma- neceu na Câmara até 1905. Passou ao Senado em 1906, mas não completou o mandato por ter sido eleito gover nador do Estado, a 7 de abril de 1908. No exercício desse posto veio a falecer. Deixou vários trabalhos jurídicos e pareceres parlamentares, além de duas obras literárias. Tomou parte ativa na elaboração do Có- digo Civil, tendo entrado em polêmica com Rui Bar- busa, relator do Senado.] (ABREU, ANTENOR DE SANTA CRUZ PEREIRA DE. antr. Militar. Nasceu em Goiás, a 15 de dezembro Je 1874. Faleceu no Rio, a 17 de agdato de 1934. Foi general-de-divisão, chefe da Casa Militar do Pre- sidente Artur Bernardes.]<noinclude></noinclude> 58o5g2t0sgtst2065qkjpbx1xtbgy44 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/95 106 256163 559324 2026-08-19T14:42:51Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Abreu outubro de 1860, contando 21 anos de idade. Três são os problemas importantes, e controversos, sur- gidos na biografia do poeta: o apo exato do nascimento; a existência, duração e natureza da molestia que o vilimou; e a espécie de suas relações com o pai. O primeiro está práticamente resolvido, em favor do ano 1839 contra 1837, proposto por alguns. Cf. Sousa da Silveira, obra adiante citada, pp. XVII-XVIII. Sobre a doença, que di... 559324 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Abreu outubro de 1860, contando 21 anos de idade. Três são os problemas importantes, e controversos, sur- gidos na biografia do poeta: o apo exato do nascimento; a existência, duração e natureza da molestia que o vilimou; e a espécie de suas relações com o pai. O primeiro está práticamente resolvido, em favor do ano 1839 contra 1837, proposto por alguns. Cf. Sousa da Silveira, obra adiante citada, pp. XVII-XVIII. Sobre a doença, que dizem uns havê-lo atacado ainda no exilio, nada se sabe de positivo, pois em cartas dessa época, e até muito mais tarde, refere o poeta que "continuo sempre bom do físico e sempre enfermo do moral". Somente em carta de 17 de maio, que Sousa da Silveira supõe de 1859, pode ler-se: "Vivo muito triste e padeço mesmo um pouco do fisico; a minha saúde vai-se estragando e eu desconfio que o canastro não dura muito tempo" [grifo nosso]. Sobre a natureza dessa moléstid, não há também nenhuma referência acreditada, sendo no entanto crença geral que tenha sido tísica pulmonar. Sobre a célebre questão das desa- venças com o pai, tido pela crítica tradicional como tirano e opressor do filho, convém ler-se a Introdução de Afrânio Peixoto à edição fac-similar de de Pri- maveras, do Instituto Nacional do Livro, 1945. Sobre êsse e outros aspectos das relações familiares de Casi- miro, consulte-se a documentação trazida recentemente à luz por Nilo Bruzzi (Casimiro de Abreu, série de artigos publicados no Jornal do Comércio de 3, 10, 17, 24 de abril e 1 de maio de 1949). O aparecimento dêsses artigos provocou acesas e prolongadas polêmicas em nosso meio intelectual. Cabe uma última observação: o verdadeiro nome do poeta é Casimiro José Marques Abreu. Em carta de 2 de setembro de 1858 confessa: "Aumentei o meu nome com o de; fica mais aristo- crático, o que, no entanto, não priva da pessoa ficar plebéin como sempre" (citada por Afrânio Peixoto, Ibidem, IX). Assim está na folha de rosto do Camões eo Jau, cujos termos exatos adiante se transcrevem. OBRA: A obra deixada por Casimiro de Abreu é curla, se não se considera a brevidade de sua existência. Consta de uma cena dramática (Camões e o Jau) a que acompanha um prólogo; 84 poemas que compõem o volume de ds Primaveras (na edição mais completa, que é a de Sousa da Silveira: a edição de 1859 continha apenas 71 poemas, contando-se o que se inicia pelo verso "Falo a ti doce virgem dos meus sonhos"); três trechos de prosa de ficção (d Virgem Loura, Camila e Carolina); 37 cartas e um fragmento de carta, cujos autógrafos se guardam nos arquivos da Academia Brasileira de Letras. A existência de outras poesias. que o poeta reservava para um próximo volume, "visto estarem muitas poesias por acabar e retocar", comprova-se pela carta que enviou do Rio, aos 7 de julho de 1858, ao seu amigo Francisco do Couto Sousa Júnior. A poesia de Casimiro de Abreu é acen- 41 Abreu tuadamente amorosa e nostálgica, não raramente doentia e sempre muito lânguida. A inspiração pouco profunda, mas autêntica e apaixonada, reveste-se de extrema delicadeza e ternura, às vezes feminina e frágil, às vezes pura e cheia de inocência como a de um menino. A esse mundo poético simples e despro- vido de todo requintado engenho serve uma forma simples também, naturalmente musical, espontânea e pouco apurada, sem nenhuma afetação. Dessa extra- ordinária harmonia de inspiração e forma resulta a impressão graciosa que nos vem da sua leitura. Seus autores preferidos e fontes principais são Victor Hugo, Chateaubriand, Musset e Gonçalves Dias. J EDIÇÕES: 1. Camões e o Jáo | scena dramatica, original/de/ Casimiro Abreu, representada no Theatro de D. Fernando, em 18 de Janeiro de 1856./Lisboa/Ty- pographia do Panorama/Travessa da Victoria, 52./1856. - 2. ds Primaveras de Casimiro J. M. de Abreu / natural da Província do Rio de Janeiro/ 1855-1858/Rio de Janeiro Typ. de Paula Brito / 1859. (Existe uma edição fac-similar, do Instituto Nacional do Livro, com um prefácio de Afrânio Peixoto, Rio de Janeiro. 1945). No século XIX, e ainda no nosso, Casimiro de Abreu foi lido sobretudo nas sucessivas edições da Livraria Garnier. prologadas por Joaquim Nor- berto de Sousa e Silva, e nas da livraria portuguêsa Lelo & Irmão, que costumam incluir o famoso prólogo laudatório de Ramalho Ortigão, além de outros juízos críticos. todos de exclusivo caráter encomiástico, entre êles um de Pedro Luís. Por ocasião do cente- nário do nascimento do poeta, apareceu a edição de Sousa da Silveira (Obras de Casimiro de Abreu, organização, apuração do texto, escorço biográfico e notas por.... Cia. Editora Nacional. São Paulo. 1940), de que aparecerá brevemente uma segunda edição aumentada e melhorada quanto aos dados críticos. Seguem-se-lhe em importància a antologia de obras completas de Grandes Poelas Romanticos do Brasil, com prefácio e notas de Soares Amora, L. E. P.. São Paulo, 1949, e a edição das Poesias Completas Saraiva. São Paulo, 1948, que inclui um Estudo Critico de Silveira Bueno e notas de Frederico José da Silva Ramos. Casimira de Abreu. que é um dos poetas brasileiros mais lidas, tem sua obra divulgada por muitas outras edições populares, que não cabe aqui especificar. Cf. Sacramento Blake. DBB, II: Simões dus Reis. Poetas do Brasil (bibliografia), 1. vol. Br- BLIOGRAFIA: Além das fontes já indicadas e excluídos os capítulos de obras gerais sobre a literatura bra- sileira, consulte-se Henrique de Campos Ferreira Lima. Casimiro de Abreu em Portugal (in R... LVIII, Departamento de Cultura, São Paulo, 1939); R. Carlos Montoro, Casimiro de Abreu (in Revista Pu- pular. XVI. Rio, 1862, p. 351): Teixeira de Melo, Casimiro de Abreu (in Gazela Literária, I, Rio, 1884.<noinclude></noinclude> pjsq49kv40i56eum68c3xr2folnkcej Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/98 106 256164 559325 2026-08-19T14:42:59Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Abreu histórico, assinou o manifesto de 1870. Foi abolicio- nista ardente. Fêz parte da Constituinte Fluminense de 1892. Foi presidente do Estado de 1905 a 1907. Ter- minou seus dias como clínico e agricultor em Sapucaia.] 44 [ABREU, José BENÍCIO DE, antr. Médico e pro- fessor. Nasceu na Baía, em 25 de agosto de 1848. Fa- leceu no Rio, a 1. de outubro de 1906. Doutorou-se em 1873. Professor substituto, em 1879, da Faculdade de Medicina... 559325 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Abreu histórico, assinou o manifesto de 1870. Foi abolicio- nista ardente. Fêz parte da Constituinte Fluminense de 1892. Foi presidente do Estado de 1905 a 1907. Ter- minou seus dias como clínico e agricultor em Sapucaia.] 44 [ABREU, José BENÍCIO DE, antr. Médico e pro- fessor. Nasceu na Baía, em 25 de agosto de 1848. Fa- leceu no Rio, a 1. de outubro de 1906. Doutorou-se em 1873. Professor substituto, em 1879, da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e substituto de Ciências Médicas em 1887. Professor de Patologia Geral em 1891. Foi Presidente da Sociedade de Medicina e membro da Academia Nacional de Medicina. Cf. Fernando Magalhães, O Centenário da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, 297.] ABREU, José COELHO DA GAMA E, antr. Vd. Marajó, barão de. ABREU, JOSÉ DE, ante. Vd. Cerro Largo, barão de. (ABREU, José MATIAS FERREIRA DE, anir. Po- lítico paulista. Foi deputado por São Paulo na oitava (1850-1852) e na nona (1853-1856) legislaturas do Império.] ABREU, Luís FERREIRA DE, anir. Vd. Ferreira de Abreu, visconde de. [ABREU, MANUEL CARDOSO DE, antr. Nasceu em Araritaguaba, São Paulo. Faleceu em São Paulo, a 14 de julho de 1804. Cronista e sertanista, escreveu vários trabalhos que constituem plágios flagrantes das obras de Frei Gaspar da Madre de Deus e de Pedro Taques de Almeida Pais Leme. É de sua autoria, porém, uma boa descrição das viagens pelo sertão, que é o chamado: Divertimento Admirável para os Historiadores Curiosos Observarem as Máquinas do Mundo reconhecidas nos sertões da navegação das Minas de Cuiabá e Mato Grosso, extraido. pela curiosidade incansável de um serlanisla paulistense, que os calculou sucessivos uns poucos de anos. Está publicado na Re- vista do Inst. Histórico e Geográfico Brasileiro, 1. 77. Cf. Afonso d'E. Taunay, Escritores Coloniais.] ABREU, MANUEL DE, antr. Padre jesuíta. Nasceu no Recife, a 25 de fevereiro de 1682; af faleceu, a 12 de agosto de 1759. Missionou no Maranhão, onde defendeu ardorosamente os índins. Cf. Serafim Leite, HCJB, VIII, 3. ABREU, MANUEL DE, antr. Herói da guerra holandesa. Era capitão quando foi ferido na segunda batalha de Guararapes, em 1649. (ABREU, MANUEL FERNANDES DE, ante. Ban- deirante paulista. Por carta-régia do Príncipe D. Pedro (depois Dom Pedro II) de 1682, conseguiu, junta- Abreu e Lima mente com Jacinto Moreira Cabral e Martim Garcia Lombria, autorização para estabelecer fundições de ferro em Araçoiaba.] ABREU, MARCOS ANTÔNIO DE ARAÚJO E, ante. Vd. Itajubá, barão de. ABREU, PEDRO BAIÃO DE, antr. Colonizado, da Amazônia. Em 1632 tomou de assalto o forte ingles de Cumaú, na ponta do Macapá. Tinha a patente de Capitão. [ABREU, PEDRO VERGNE DE, anir. Advogado e político. Nasceu na Bala, a 3 de maio de 1865. Fa leceu no Rio. Bacharelou-se em Recife e iniciou a carreira da magistratura na Bafa. Secretário do go. verno em 1890. Deputado à Constituinte Estadual. Deputado federal de 1891 até 1905. Professor da Fa- culdade de Direito da Baía.] [ABREU, PLÁCIDO ANTÔNIO PEREIRA DE, anir. Tesoureiro da Casa Imperial durante o reinado de Dom Pedro I. Foi exonerado devido a graves acusa- ções e escreveu uma defesa: Representação à Assem bléia Legislativa, Rio, 1835. É acusado, por vários contemporâneos, de ser um dos causadores da impo pularidade do primeiro imperador, constituindo um dos mais importantes elementos do chamado gabinete secreto, juntamente com Francisco Gomes da Silva. • "Chalaça".] (ABREU, RODOLFO ERNESTO DE, anir. Comer ciante e político. Nasceu em Mariana, Minas Gerais, a 25 de janeiro de 1858. Dedicou-se ao comércio, em que conseguiu avultada fortuna. Republicano con victo e propagandista. Tomou parte no congresso do partido republicano reunido no Rio em 1888. Foi diretor do Banco do Brasil. Eleito deputado por seu Estado, apoiou o governo Floriano Peixoto. Bateu-se depois pela candidatura do marechal Hermes da Fonseca.] ABREU, SEVERINO DE, antr. Militar brasileiro. Tomou parte, como major, na Batalha de Ituzaingó ou do Passo do Rosário, a 20 de fevereiro de 1827. ABREU DE UNA, top. Povoação no municipio de Barreiros, Estado de Pernambuco. [ABREU E LIMA, JOSÉ INÁCIO RIBEIRO DE, and Conhecido historiador brasileiro, nasceu a 6 de abril de 1796, em Pernambuco, e morreu no Recife, em 1869. Era filho do famoso Padre Roma, sacrificado na Re volução de 1817. Completou no Rio os preparatórics e fez o curso de artilharia, sendo designado lente do Regimento em que servia. Prêso, em 1817, assistiu no fuzilamento do pai e fugiu, em 1818. para os Estados Unidos, auxilindo pela maçonaria. Da América de<noinclude></noinclude> tpi8vga8g9vpp6go9cgoug6gwf9ptax Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/100 106 256165 559326 2026-08-19T14:43:09Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Abreus berculose. Em relação às demais afecções do pulmão e do mediastino, o sucesso do tratamento depende em geral da precocidade do diagnóstico. Ao Prof. Ma- nuel de Abreu foram concedidas, entre outras ho- menagens, pela sua valiosa descoberta, as seguintes: o Instituto de Cadastro Torácico da Liga Argentina em Buenos Aires tem o seu nome desde 1940; foi inscrito no Livro do Mérito em 1949; recebeu a Me- dalha de Ouro do American Co... 559326 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Abreus berculose. Em relação às demais afecções do pulmão e do mediastino, o sucesso do tratamento depende em geral da precocidade do diagnóstico. Ao Prof. Ma- nuel de Abreu foram concedidas, entre outras ho- menagens, pela sua valiosa descoberta, as seguintes: o Instituto de Cadastro Torácico da Liga Argentina em Buenos Aires tem o seu nome desde 1940; foi inscrito no Livro do Mérito em 1949; recebeu a Me- dalha de Ouro do American College of Chest Phy- sicians; no Congresso de San Francisco, em 1950, e no mesmo ano, em Copenhague, foi eleito Presidente da Union Internationale contre la Tuberculose. ABREUS', geogr. Córrego, afluente da margem direita do rio Juqueri; banha o município de Mai- riporã, Estado de São Paulo. ABREUS', geogr. Córrego, afluente da margem direita do rio Paraúna; banha o município de Co- rinto, Estado de Minas Gerais. 46 ABREUS', geogr. Córrego, afluente da margem direita do ribeirão do Riacho; banha o município de Santo Antônio do Monte, Estado de Minas Gerais. ABREUS, lop. Vila e sede do distrito de Abreus, pertencente ao município de Alto Rio Doce. Fica na região oriental do município, à margem do ribeirão São Sebastião dos Abreus, Estado de Minas Gerais. ABREUS, top. Povoado à margem direita do ribeirão Taquaruçu, município de Ribeirão Claro, Estado do Paraná. ABREUS, top. Lugarejo banhado pelo córrego de igual nome, município de Mairiporã, Estado de São Paulo. ABREUS', top. Lugarejo, a S. O. de Alvinópolis, município de Alvinópolis, Estado de Minas Gerais. ABREUS, Lop. Lugarejo, a S. E. da cidade de Pequi, município de Pequi, Estado de Minas Gerais; ABREUS, top. Lugarejo, próximo ao córrego de igual nome, município de Santo Antônio do Monte, Estado de Minas Gerais. ABRICÓ, s. m. (bol.) 1. (Mammea americana L.). Árvore frondosa da família das Gutiferáceas, que alcança cerca de 15 m de altura. Folhas pecioladas, coriáceas e verde-escuras. Flores brancas, aromáticas, solitárias. Fruto carmoso, quase esférico, contendo 1 a 4 sementes escuras. Não se come ao natural, pois a casca e a polpa contém uma substância fortemente acre e amarga; mas é apreciadíssimo em saladas, pre- parado com vinho e açúcar, especial para a confecção de doces, compotas e xuropes deliciosos, que gozam do máximo apreço em muitos países, por conservarem in- definidamente o aroma co sabor do polpa. A madeira, esbranquiçada ou branco-rosada, bastante dura, de - abricoteiro grão homogêneo e fibras retas, é própria para marce. naria, carpintaria, tabundo e obras internas. Os re- novos on brotos, contusos e fermentados, dão bebida vinosa. A resina que a casca da árvore exsuda, assim como a raiz e as folhas, é inseticida, em especial contra o "bicho-do-pé" (Pulex penetrans). As flores, subme. tidas à destilação, constituem a base de refrigerantes e digestivos mui reputados nas Antilhas e no Cabo Verde. É cultivado em grande parte do país. prin. cipalmente no Norte, como árvore frutífera e orna mental de crescimento rápido. Cf. PIO CORREIA. s. v. abricó do Pará. SINONÍMIA: abricó-das-Antilhas, abricó -de-São Domingos, abricó-do-Norte, abricó-do-Pará, abri- cole, abricoteiro, abricòzeiro. || 2. O fruto do mesino vegetal. amarelo. O mesmo que abricoleiro-do-malo (Mimusops Elengi L.), q.v. das Antilhas. 1. (I cuma pauciflora DC.). Árvore pequena da família das Sapoláceas, originária das Antilhas mas intro duzida e muito cultivada em nossos pomares. E planta frutífera que fornece boa sombra. 2. O mesmo que abricó (Mammea americana L.), q. v. -de- -macaco (Couroupila surinamensis M.). Árvore muito alta da família das Lecitidácens. Originária das Guinnas, & cultivada da Amazônia até São Paulo. O fruto grande, lenhoso e globoso, contendo polpa roxa e muitas sementes comestíveis. Cf. Pio CORREA. s. v. -de-São-Domingos. O mesmo que abricó (.lam- mea americana L.), q. v. -do-Norte. O mesmo que abricó (Mammea americana L.), q. v. --do-Pará. O mesmo que abricó (Mammea americana L.), q. v. - - - ABRICOTE, s. m. (bol.). O mesmo que abricó (Mammea americana L.), q. v. Cf. A. I. de Meneses. Flora da Bahia, s. v. - ABRICOTEIRO, s. m. (bol.). O mesmo que abricó (Mammea americana L.), q. v. -do-Brasil. O mesmo que abricoleiro-do-malo (Mimusops Elengi 1..). q.v. --do-malo (Mimusops Elengi L.). Árvore da família das Sapoláceas, de larga fronde e caule re- lativamente curto, alcançando até 15 m de altura. Folhas pecioladas e alternas. Flores brancas, aro- máticas, solitárias e de corola rotácea. Fruto: baga ovóide, geralmente com uma só semente. "Fornece madeira vermelho-escura, compacta, difícil de tra balhar, oferecendo bela superfície ao verniz e com peso específico de 0,959, própria para construção civil e naval, postes, lemes de embarcações, mãos-de-pilão, eixos de carro e outras peças de resistência, marce- naria de luxo, bengalas, obras de torno e carpintaria. A casca, vermelha e lenhusa, é lactifera, tônica, adstrin- gente, febrifuga, odontálgica e tanífera; a raiz é também adstringente, febrifuga e util contra os sapinhos (Endomyces albicans Vuillemin Oidium albicans Robin) da boca das crianças; as flores, usadas na India para confeccionar corous e grinaldus, são (o- nicas, adstringentes e dão um perfume muito apre<noinclude></noinclude> p8zoxrr0gq8fo6d9wpuso05ehh2liui Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/101 106 256166 559327 2026-08-19T14:43:14Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: abricòzeiro ciado. Depois do lenho, a parte mais valiosa desta planta consiste no fruto, cuja polpa, mais ou menos seca e lactescente, é bastante nutritiva, rica em substân- cias inorgânicas, embora pouco agradável ao paladar; as sementes contêm 11.2% de matéria extrativa amarga (Peckolt) considerada febrífuga e delas se obtém 18.47% de óleo amarelo-claro, alimentar, me. dicinal e iluminante, com o pêso específico de 0,912, de uso corr... 559327 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>abricòzeiro ciado. Depois do lenho, a parte mais valiosa desta planta consiste no fruto, cuja polpa, mais ou menos seca e lactescente, é bastante nutritiva, rica em substân- cias inorgânicas, embora pouco agradável ao paladar; as sementes contêm 11.2% de matéria extrativa amarga (Peckolt) considerada febrífuga e delas se obtém 18.47% de óleo amarelo-claro, alimentar, me. dicinal e iluminante, com o pêso específico de 0,912, de uso corrente em várias regiões. Originária da Índia e da Malásia, onde a cultivam, acha-se intro- duzida e aclimada de há muito no Brasil (Estado do Rio de Janeiro). também cultivada como árvore frutífera e de sombra" (PIO CORREIA, S. v.). SINONIMIA: abricó amarelo, abricoleiro-do-Brasil. 47 abrir em Portugal, com a subida do infante ao trono. A. 9 de maio, o rei reassumiu o poder, retirou ao infante os postos militares que exercia e desterrou-o para Viena. Tais acontecimentos tiveram grande reper- cussão no Brasil e influíram nas negociações para o reconhecimento de nossa Independência.] ABRIR, v. int. 1. Fugir, correr, disparar: "Quando soube que tinha de ir para a escola, abriu". 12. Chorar: "Fui brincar com o piàzinho, mas êle estranhou e abriu, siôl" 3. Entregar-se sem luta, deixar-se der- rotar. 4. Gir. esport. Passar a bola, fazer um passe desviando-a do centro de ação do jogo no momento. Vd. espichar. | 5. Gir. turf. Desgarrar; sair da linha em direção à cerca externa, dar passagem: "O cavalo X ABRICÒZEIRO, J. m. (bol.). O mesmo que abri- perdeu, porque abriu muito no final." 16. Com a coteiro, q. v. ABRIDEIRA, J.J. (S. P., D. F.). Bebida alcoólica, especialmente a cachaça, "porque abre o apetite" (Nascentes, Linguajar. 93). "Pequena quantidade de bebida alcoólica tomada antes das refeições para estimu- lar o apetite". Cf. Teschauer, NDN, s. v. e FIGUEIREDO, que regista ao mesmo tempo como bras. e prov. mi- nhoto. A propósito, é interessante assinalar que, no Brasil, quem reuniu e divulgou maior número de termos e expressões populares ligados às bebidas al- coólicas, e aos estados de excitação nervosa produ- zidos por elas foi o Dr. Honorato Faustino, de São Paulo, professor normalista, médico e escritor, com serviços nssinalados à causa da instrução. No seu livro Ensaio sobre a linguagem médica do Brasil e de Portugal vêm registrados 226 daqueles têrmos e ex- pressões (Revista do Brasil, n.° 56, de agosto de 1920). [Em 1951 saiu o trabalho, de José Calazans, Cachaça, Moça Branca, em que se compendiam os termos de- signadores da cachaça coligidos por lexicólogos an- teriores). 2. "Máquina usada na indústria de fiação" (PDBLP, s. v.).] ABRIGAÇÃO, s. J. Corruptela de obrigação. ABRIGO, geogr. Ribeirão afluente da margem esquerda do rio Paraná: banha o município de An- dradina, Estado de São Paulo. ABRILADA, hist. Nome por que ficou conhe- cida a revolução, deflagrada em Pernambuco a 14 do abril de 1832, que tinha por objetivo a restauração de D. Pedro I no trono do Brasil. É também chamada Guerra dos Cabanos ou Cabanada. (ABRILADA, hist. Movimento político e militar, preposição em, forma locuções do sentido análogo, correntes em várias regiões do país, ligadas a sua acepção de começar:na lona, -na sola.- no mundo, -no olho do mundo, nos dois, significando todas "fugir." -num chuveiro. Romper em chôro, chorar. dos peilos. Cansar, amolecer, arriar a carga, ceder; praticar ato generoso e imprevisto. --se, v. pron. 1. Escapar, fugir: ir embora. viajar. 12. Contar; confessar, falar francamente. 3. Rir, gar- galhar. V. t. a boca. Bocejar: "São horas de dormir. - já estou abrindo a Soca." "Festa desenxabida! O povo, estêve abrindo a boca até ao fim". Descompor, gritar; chorar ruidosamente; pasmar. 1-a cabeça com enxó. Adotar idéias extravagantes, malu- quices. - a coroa. Rachar o couro cabeludo ou mesmo o crânio. 1. a estalagem. Desandar descompostura grossa. -a lala. Repetir o que man- daram afirmar, sem ter visto ou apurado. ]-assi- natura. Iniciar uma campanha, principalmente de ridículo, contra alguém: "O Diário do Norte abriu assinatura com o Ministro da Justiça." - a lesoura. Correr, fugir. -boqueirão. Deixar distanciado o competidor, em corridas de cavalo. - brecha. Livrar -se de adversários, obtendo campo livre para avançar, no futebol. cancha. Dar passagem, franquear. 1 -de-boca, s. m. Bocejo. "O ataque principia por por um abrir-de-boca" (F. São Paulo. L.PB. s. v.) -o arco. Fugir, disparar. -a baquejador (M. G.). Furar os buracos e fincar os paus de uma cèrca, cans truir um cercado, na região do São Francisco. [- bico. Cansar-se, incapacitar-se para continuar uma disputa confessar um crime, dar informes que possi- bilitem desvendá-lo, delatar: "O que se julgava la- grado abriu o bico ali mesmo" (Perdigão, Linguajar, que irrompeu em Portugal a 29 de abril de 182459). - cavalo. "Mandas que outrem retire o que visava à deposição de D. João VI. Tramado de acordo com a rainha D. Carlota Joaquina e chefiado por D. Miguel, o seu fim era o advento do poder absoluto disse; o mesmo que tirar a cavalo da chuva" (Magne, DLN, s. v.). -o chambre. Escapar, fugir, largar a correr. -a chapéu de sol. Embriagar-se: "Volta e<noinclude></noinclude> au3z9tae5v0sf18tomswz0ad8a6uthw Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/103 106 256167 559328 2026-08-19T14:43:21Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: abrótia. ABRÓTIA, s. J. (zool.). O mesmo que abrofe, q. v. ABRUE, geogr. Rio, tributário do Canal; banha o município de Cairu, Estado da Baía. ABRUNHEIRO, s. m. (bol.) (Prunus spinosa L.). Arbusto da família das Compostas, originário da Europa e cultivado no Brasil. Atinge 2m de altura Tem casca lisa e ramos armados de espinhos. Falhas serradas. Flores brancas solitárias ou grupadas. O fruto é "baga azul-escura ou vermelho-azulada, glo... 559328 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>abrótia. ABRÓTIA, s. J. (zool.). O mesmo que abrofe, q. v. ABRUE, geogr. Rio, tributário do Canal; banha o município de Cairu, Estado da Baía. ABRUNHEIRO, s. m. (bol.) (Prunus spinosa L.). Arbusto da família das Compostas, originário da Europa e cultivado no Brasil. Atinge 2m de altura Tem casca lisa e ramos armados de espinhos. Falhas serradas. Flores brancas solitárias ou grupadas. O fruto é "baga azul-escura ou vermelho-azulada, glo- basa, muito pequena,. contendo polpa esverdeada e adstringente envolvendo uma semente (caroço) ru- gosa. Fornece madeira de alburno vermelho-claro e cerne vermelho-pardacento ou pardo-escuro, com veios pardo-avermelhados, própria para marchetaria, bengalas, lenha e curtume. Peso específico 0,780 a 0,909. A última aplicação é extensiva à casca. Tam- bám tônica, amaiga e febrifuga, útil nas leucorréias: os frutos ('prunelle', dos franceses e 'abrunho', dos portuguêses) serviam outrora para fabricar o extrato de 'Acacia nostras', medicamento que teve grande voga, e também para fabricar o 'suco de Acácia, das farmácias e até para fazer um 'vinho do Porto, de grande consumo na Inglaterra; além de produzirem, depois de fermentados, diversas bebidas vinosas que constituem o recurso dos camponeses pobres, são comestíveis para as crianças e dão matéria tintorial. a qual se oblém igualmente da casca. As flores passam por febrífugas e a infusão das folhas constitui uma bebida teffera bastante agradável, pôsto que adstrin- gente; já serviram para adulterar o chá da Índia e têm sido reputadas como as que melhor o substituem. -É árvore histórica originária da Europa e cultivada no Brasil, principalmente para cêreas, pois seus ramos flexíveis e espinescentes permitem fazer-se com êles verdadeiros e impenetráveis tapumes" (PIO CORRELA, S. v.). 49 ABRUNHO, .m. (bot.). Fruto do abrunheiro, q. v. ABRUPTADO, adj. Muito inclinado, em de- clive rápido: ". entre rochas abruptadas". Ct. Magne, DLN, s. v. ABRUPTUDE, . J. Repente, impaciência, ris pidez. Cf. Magne, DLN, s. v. ABRUTALADO, adj. (R. G. S.). Brutal; gros seiro: ".... criava heróis, idealizava decorações de cenários abrutalados" (Alcides Maia, citado in DERGS, 5. v.). (ABSENTEÍSMO, s. m. "Abstenção do exercício do voto; abstencionismo; variante brasileira de absentismo" (PDBLP, s. v.). (ABSENTEISTA, adj. Diz-se do que pratica o abrenicismo, q. v. Ct. PDBLP, s. x.l abugalhar ABSÍNTIO, J. m. (bot.). O mesmo que absinto ou losna (Artemisia Absinthium L.), q. v. ABSINTO, J. m. (bot.). O mesmo que losna (Arle- misia Absinthium L.), q. v. (O ABSOLUTO, impr. Jornal político, literário e noticioso, editado no Rio de Janeiro (1864-1865), sob a responsabilidade de Jacinto José de Castro Sampaio, Cf. ABN, IX, 365.] ABSOLUTISTA, s. m. (R. G. S.). O mesmo que carimbolo, q. v. Cf. PDBLP, s. v. (ABU, adj. (Amazonas). "Silencioso" (PDBLP, s. v.).] ABU, geogr. Nome de uma cachoeira no rio Negro, Estado do Amazonas. Cf. MOREIRA PINTO, S. V. ABUA, top. Antigo nome da riba situada em Cabo Frio, Estado do Rio de Janeiro, e na qual, já neste século, se construiu um farol. ABUARA, geogr. Rio no Estado do Amazonas, afluente, pela margem esquerda, do Negro. No seu percurso encontram-se cacauais e formações de salsa- parrilha, junto às serras. Cf. MOREIRA PINTO, s. v. ABUCATAIA,. f. (zool.). O mesmo que abaca- tuaia (Selene vomer L.), q. v. ABUCATUXIA, s.). (zool.). O mesmo que abaca tuaia (Selene vomer L.), q. v. ABUDO, adj. (R. G. S.). De aba grande. Cf. DERGS, s. v. ABUDUÇUA, geogr. Lago à margem direita do Purus, perto das barreiras do Ipuciaria, no Estado do Amazonas. Cf. MOREIRA PINTO, s. v. ABUFARI, geogr. Rio, afluente da margem es querda do Purua, Estado do Amazonas. Abaixo do lago Tauariá forma um furo que vai também ao Purus e que é denominado Boca de Cima do Abujari. Cf. MOREIRA PINTO, s. v. ABUFARI, geogr. Lago nas proximidades do Solimões e do Purus, Estado do Amazonas; comuni- ca-se com o lago Guajaràtéua, que deságua no Purus, 213,5 milhas acima da sua foa. Cf. MOREIRA PINTO, s. v. Abujary. ABUFARI, top. Seringal no município de Ca- nutama, Estado do Amazonas. ABUFELAR, . t. (Ceará). Tomar. [ABUGALHAR, v. 1. O mesmo que esbugalhar; arregalar.]<noinclude></noinclude> il7565t10igip2xk4pvmipmagzx3ihz Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/105 106 256168 559329 2026-08-19T14:43:30Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: abutua apétalas, pequenas e pálidas. Fruto: drupa comestível, roxn e lisn. A raiz é tônica, diurética e febrífuga. SINO- NÍMIA: baga-de-caboclo, buluá, em São Paulo; uva-de -genfio uva seca. 4) Abula rufescens Aubl. Arbusto com ramos cilíndricos e tortuosos, distribuído desde a Guiana até o Rio de Janeiro. Folhas geralmente cordiformes, pouco coriáceas. Flores unissexuadas. grupadas. Fruto baga. "Fornece raiz grossa, acre e amarga, mui... 559329 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>abutua apétalas, pequenas e pálidas. Fruto: drupa comestível, roxn e lisn. A raiz é tônica, diurética e febrífuga. SINO- NÍMIA: baga-de-caboclo, buluá, em São Paulo; uva-de -genfio uva seca. 4) Abula rufescens Aubl. Arbusto com ramos cilíndricos e tortuosos, distribuído desde a Guiana até o Rio de Janeiro. Folhas geralmente cordiformes, pouco coriáceas. Flores unissexuadas. grupadas. Fruto baga. "Fornece raiz grossa, acre e amarga, muito reputada como tônica, estomáquica, antidispéptica, emenagoga e diurética, útil nas hepa- tites, doenças da bexiga, hidropisia, catarro, cólicas flatulentas e mordedura das cobras, sucedânca da do Chondodendron platyphyllum Miers e freqüente- mente misturada com ela. É planta tóxica; conforme a zona do país, entra na composição do notável veneno indígena 'curare', hoje muito bem reputado na far- macopéia universal" (PIO CORREIA 5. v.). SINONÍMIA: pani, parreira brava.--da-terra. O mesmo que abulua grande, q. v.--do-Amazonas (Cocculos Amazonum M.). Arbusto da mesma família, encontrado no Alto Amazonas. Folhas alternas e flores com 6 pétalas me- nores que as sépalas. Semente em forma de ferradura. "E planta tóxica; o extrato da casca do caule tem por efeito a paralisação dos vasos sangüíneos. 'dimi- nuindo a tensão do sistema arterial de modo a fazer, cessar o movimento rítmico e circular do sangue' (La- cerda). Entra na composição do 'curare' dos aborigines Tecumas, porém sua ação fisiológica é muito diversa da que normalmente possui êsse poderoso veneno sagitário" (Pro CORREIA, S. v.). ||--do-rio (Cissam- pelos fluminensis Eichl.). Arbusto da mesma família, encontrado no Amazonas e Rio de Janeiro. Folhas membranosas, peltadas. É aconselhada em afecções da bexiga. SINONIMIA: parreira-brava-do-rio. -grande (Chondodendron platyphyllum Miers). Arbusto trepa- dor da mesma família. É a verdadeira abutua, que cresce em abundância nos arredores da cidade do Rio de Janeiro, nos Estados do Rio, Espírito Santo, Paraná e Minas Gerais, de preferência nos lugares monta- nhosos e secos. O caule é lenhoso, cilindrico, ligeira- mente achatado ou anguloso, com ramos pilosos. Folhas longo-pecioladas. Flores dispostas em cachos ou espigas amareladas. "Fruto composto de 3-6 drupas elipsói- des, ou ovóides, curto-pedunculadas, contendo polpa vermelha, comestível, agradável ao paladar, envol- vendo uma semente sem albúmen e de sabor amargo. É esta uma das plantas brasileiras que têm despertado maior atenção no mundo científico e provocado im- portantíssimas investigações químicas e fisiológicas, desde que pela primeira vez chegou à Europa (1688) até há pouco, levadas ao melhor têrmo no Museu Nacional do Rio de Janeiro (Lacerda). Seu valor re- side na raiz, a parreira brava da farmacopéia univerzal, de cor amarelada ou pardacenta, eficaz contra nu- merosas afecções (anemin, clorose, dispepsias atônicas, 51 abutua cálculos renais, febres intermitentes, cólicas uteri. nas, menstruações difíceis ou supressão dos lóquios, hi- dropisia, arquites, elc., etc., com ação especial sobre as fibras musculares, que tonifica, facilitando assim a boa digestão; atua também sôbre o catarro vesical e sobre a mucosa uterina, podendo, até, produzir aborto, se a dose for excessiva. Contém o alcalóide 'pelosina', enérgico veneno paraliso-vascular, cuja ação se localiza principalmente sobre os músculos lisos dos vasos, causando o enfraquecimento progressivo do coração e logo após a morte (Lacerda): dois cen- tímetros cúbicos da solução do extrato bastam para matar em poucos minutos. É. portanto, um medica- mento tóxico de uso perigoso; os antigos jesuítas; porém, fizeram dêle extenso e inteligente emprego no combate às febres palustres. pois hoje sabemos que a 'pelosina é um sucedâneo da 'quinina'. En- tretanto, no Brasil, ainda agora, é quase apenas um remédio popular, vendido indistintamente por farma- cêuticas e ervanários, naturalmente misturado com as raízes de outras Menispermáceas menos valiosas. Na Europa, o uso medicinal decaiu há uns 80 anos [o A. escreve em 1926). E indubitável que desta espécie provêm principalmente as raízes da parreira brava das farmácias, mas o nome português deveria ter sido dado pelos primeiros colonos a outras Menisper- máceas do gênero Cissampelos, cujas folhas e porte geral lembram muito mais o da videira (Vitis vini- Jera L.) por exemplo, C. Pareira L. Há, portanto, uma grande diferença entre a tão conhecida planta deno- minada 'parreira brava' e a 'raiz de parreira brava', empregada em medicina, embora, como ficou dito, ambas pertençam à mesma família. Os frutos, seme- lhantes à uva, não somente na forma e na côr, como também na polpa e no respectivo sabor (o que, aliás, ocorre com outras espécies desta família) são bastante apreciados e já por vezes tem sido aconselhada a sua cultura; submetidos a fermentação, dão ótima bebida idêntica ao vinho de uva, e fornecem matéria corante vermelho-rósea própria para colorir líquidos e quaisquer substâncias alimentícias; a semente tam- bém contém pelosina e 5.07% de óleo gorduroso (Peckolt). A madeira é amarelo-escura com veios distintos e visíveis, belíssima, própria para marche- taria e demais embutidos; raro excede de 20 cm o seu diâmetro. Diz-se que outrora as mulheres escravas que não desejavam conceber e ainda menos amamentar os filhos dos seus senhores, socorriam-se desta planta para evitar a gestação" (PIO CORREIA, s. v.). SINO- NÍMIA: abula, abútua, abulua-da-terra, abulua legitima. abutua preta, baga-da-praia, butala brava, jabuticaba-de- cipó, bula, bútua, orelha-de-ança, uva-do-malo. - miúda (Cocculus filipendula M.). Arbusto da mesma familia de caule inicialmente reto e depois trepador, cofrendo da Bala até o Rio de Janeiro e Minas Gerais. Folhas<noinclude></noinclude> 5d1i4m57qwztu1nmsn8rk6zrpjpj9ex Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/106 106 256169 559330 2026-08-19T14:43:36Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: abútua 52 cordiformes. Flores unissexuadas, as femininas ama- relo-pálidas e as masculinas amarelo-enxôfre. Fruto: baga comestível, com uma semente pequena, parda e oval. "Fornece raiz aparentemente suberosa e fre- qüentemente seccionada, parecendo uma fieira ou rosário de batatas e por tal razão se lhe dá o nome de batatinha -de-abútua. É extremamente amarga e venenosa, exci- tante das fibras lisas do estômago e intestinos e por isso... 559330 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>abútua 52 cordiformes. Flores unissexuadas, as femininas ama- relo-pálidas e as masculinas amarelo-enxôfre. Fruto: baga comestível, com uma semente pequena, parda e oval. "Fornece raiz aparentemente suberosa e fre- qüentemente seccionada, parecendo uma fieira ou rosário de batatas e por tal razão se lhe dá o nome de batatinha -de-abútua. É extremamente amarga e venenosa, exci- tante das fibras lisas do estômago e intestinos e por isso mesmo vantajosa nos casos de atonia dêsses órgãos; atribuem-lhe ainda ação sobre o fígado e a bexiga, tendo todas as demais propriedades assinaladas para Chondodendron platyphyllum Miers, inclusive a tóxica, cuja ação se exerce principalmente sobre os músculos lisos dos vasos, sendo ainda mais enérgica como eme- nagogo, e também aproveitada contra mordedura das cobras. Os frutos são comestíveis, um pouco adoci- cados e resinosos; as sementes contêm 12.37% de celulose e 5.20% de óleo graxo, inodoro e um pouco amargo (Peckolt)" (PIO CORREIA, S. v. abútua miúda). legitima. O mesmo que bulua grande (Cissampelos Abutua Vell.). q. x. Cf. A. I. de Menezes, Flora da Bahia, s. v.; A. J. Sampaio, NVPDFERJ, s. v. abútua. prela. O mesmo que butua grande (Cissampelos Abufua Vell.), q. v. Cf. A. I. de Meneses, Flora da Bahia, s. v.; A. J. Sampaio, NVPDFERI, s. v. abútua. - 9. v. ABÚTUA, J. (bol.). O mesmo que abulua, ABUTUÍ, geogr. "Rio das abutuas ou butuas, Rio Grande do Sul" (MOREIRA PINTO, s. v. Abuluhy). ABUZINAÇÃO, s. J. Ato ou efeito de abuzinar, q. v. ABUZINAR, . . Importunar, gritando. Cf. Pereira da Costa, Voc. Pern., s. v. abozinar. ACA', . m. 1. (Baía e M. G.). Mau cheiro, cheiro fétido. Cf. FIGUEIREDO, s. v. Vd. inhaca. 12. (Baía). Cachaça de mau gosto. Cf. PDBLP, s. v.] ACA, geogr. Córrego, afluente da margem es- querda do rio Indaiá; banha o município de Abaeté, Estado de Minas Gerais. ACA', geogr. Igarapé, afluente da margem es. querda do rio Tomé-Açu; banha o município de Acará, Estado do Pará. ACA, . m. (bol.). 1. O mesmo que leileira-de-es- pinho (Pachisloma ilicifolium Muell. Arg.), q. v. || 2. O mesmo que mamorana ou cacau selvagem (Pa. chira insignis Savigny), q. v. 3. O mesmo que curiola (Lucuma lorla DC.), g. v. ACÁ, geogr. Corrego, afluente da margem direita do Guaçuri; banha o município de Ponta-Pora, Estado de Mato Grosso. Acaba Vid ACA, top. Fazenda no município de Brodi Estado de São Paulo. AÇA, adj. Albino. Cf. Amaral, Dialete. 70 Garcia, DB, 667. É também sinônimo de am mulato arruivado. Cf. F. São Paulo, L.MPB. (A IV. 1. c. s. ACABA-FESTA, s. m. (Baía). Individuo de sordeiro, brigão; o mesmo que acaba-novenas. (ACABA-FUBÁ, lop. Povoado no municipio & Entre Rios, Estado de Minas Gerais.! [ACABA MUNDO, top. Lugarejo na reg oriental do município de Belo Horizonte, Estado & Minas Gerais.] [ACABA MUNDO, top. Lugarejo na regis sul-oriental do município de Santa Luzia. Estad de Minas Gerais.] ACABANADO, adj. e parl. pass. de acaban "Descido, pendente. caído" (Pereira da Costa Voc. Pern., s. v.). É também provincianismo porte guês, na acepção de "virado para dentro ou pan. baixo (falando-se dos chifres dos bois, do lóbulo da orelha; da aba do chapéu, etc.)" (FIGUEIREDO, s. v [ACABANAR, . . Dar forma de cabana a; te os chifres ou as orelhas inclinadas para baixo to b e outros animais]. ACABA-NOVENAS, s. m. (Ceará). "Individus metido a valente, desordeiro" (PDBLP, s. ). mesmo que acaba-Jesla, q. v. IACABA SACO', 9:ogr. Serra na região dos ri Vermelho e do Peixe, Estado de Goiás, da qual são mificações, ao que parece, as do Lambari e do Ta Toda ela passa por muito rica em ouro, cobre e ferra Em suas encostas meridionais está colocada a cidade de Santa Rita do Araguaia. Cf. Couto de Magalhães Viagem ao Araguaia, 72-73. [ACABA SACO, geogr. Córrego, afluente da mar gem direita do rio Maranhão; banha o de Niquelândia, Estado de Goiás.] municipi Serro, a 9 km de Milho Verde. Estado de Mina [ACABA SACO, lop. Povuação do município de Gerais.] [ACABA SEMANA, geogr. Córrego, afluente de margem direita da córrego da Ponte Nova; bumba o município de Morro Agudo, Estado de São Paul (ACABA VIDA', geogr. Ribeirão, afluente da mar gem direita do ribeirão São Bento; banha o municij le Niquelândia, Estado de Goiás.]<noinclude></noinclude> m4jcw18v9dbym54bjpcqke0s6ss5dwb Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/107 106 256170 559331 2026-08-19T14:43:42Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Acaba Vida (ACABA VIDA, geogr. Córrego, afluente da mar- gem esquerda do córrego Cachoeira; banha o muni- cípio de Itaberaí, Estado de Goiás.] (ACABA VIDA', geogr. Córrego, afluente da mar- gem esquerda do Lajes; banha o município de Lu- ziânia, Estado de Goiás.] [ACABA VIDA', geogr. Chapada, entre tributá rios dos rios Areias e Descoberto, município de Lu- ziânia, Estado de Goiás.] ACABA VIDA', geogr. Morro na divisa de Dom Silvério e... 559331 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Acaba Vida (ACABA VIDA, geogr. Córrego, afluente da mar- gem esquerda do córrego Cachoeira; banha o muni- cípio de Itaberaí, Estado de Goiás.] (ACABA VIDA', geogr. Córrego, afluente da mar- gem esquerda do Lajes; banha o município de Lu- ziânia, Estado de Goiás.] [ACABA VIDA', geogr. Chapada, entre tributá rios dos rios Areias e Descoberto, município de Lu- ziânia, Estado de Goiás.] ACABA VIDA', geogr. Morro na divisa de Dom Silvério e Alvinópolis, município de Barra Longa, Estado de Minas Gerais. [ACABA VIDA, lop. Lugarejo, a S. E. de Jabu- ticatubas, município de Jabuticatubas, Estado de Minas Gerais.] [ACABEI DE CRER, geogr. Córrego, afluente da margem direita do córrego dos Medeiros; banha o município de Manhumirim, Estado de Minas Gerais.] ACABLO, top. Nome de uma grande ilha no rio Negro, na foz do Marié, Estado do Amazonas. CI. MOREIRA PINTO, S. v. ACABO, (Ceará). Forma pop. de ao cabo: "Acabo de poucos meses, A riqueza se acabou" (R. de Car- valho; Cancion., 9). ACABOCLADO, adj. e parl. pass. de acaboclar-se. Semelhante a caboclo, q. v. ACABOCLAR-SE, v. pron. Adquirir as ma- neiras ou a leição de caboclo, q. v. ACABRALHADO, adj. Diz-se do indivíduo que apresenta sinais de mestiço. Cl. Pereira da Costa, Voc. Pern., s. v. ACABRITADO, adj. (S. P.). Amulatado. Re- colhido Cornélio Pires, advent., 157. por ACABURAÍ, geogr. Igarapé, afluente da margem esquerda do Araricaá; banha o município de Bon Vista, Território do Rio Branco. ACAÇA, . m. 1. Angu de farinha de arroz e milho, oriundo da Costa dos escravos, na África ocidental, onde é um prato nacional. Cf. Mendonça, Influencia, 168 e Manuel Quirino, drte Culinária, 7. Nos can- domblés da Baía, besunta-se com o acapá o corpo das pessoas a quem se quer cortar a má sorte: "Mandou comprar acaçás de nago, levou o rapaz para o quarto, despiu-o e com êles besuntou-o todo" (Lauro Palliano, Paracorra, 46). Esta espécie de acapá é feita de milho fermentado. 2. (Refrigerante de fubá mimoso, de arroz ou milho fermentado com água e açúcar.]3. [Per- fume forte; coisa que atrai ou embriaga. Cf. PDBLP. i. v.] 53- acácia ACAÇAPAR, v. l. O mesmo que encaçapar, q. v. o maslaréu (gir. mar.). Enterrar o chapéu na cabeça. Cf. G. Penalvá, in O Mundo Literário, VII, 319. ACACHAÇADO, adj. Relativo à cachaça; próprio da cachaça; produzido ou influenciado pela cachaça: "uma pilhéria acachaçada". ACACHAPADO, adj. (S. P.). Doente: "Não vim visitar o sr. porque andei acachapado o mês inteiro". ACACHAPAR, v. 1. 1. Forma popular de aca- capar. Cf. PDBLP. s. v. 2. (Gir. Jul.). Travar a bola no campo, controlá-la, dominá-la. Cf. Vaney, VF, 3. v. ACÁCIA, . . 1. "Em simbolismo maçônico, figura na maioria das insígnias, e é representada como sendo a acácia dourada do Oriente e em nenhum caso como a flor branca da vulgar ou falsa acácia; usa-se, em pequenos ramos de três flores, na lapela, cm atos públicos, mas só pelos mações que tenham o grau de Mestre, ou superior" (GEPB, s. v.) 12. (bot.). Nome de diversas árvores da família das Leguminosas- Mimosáceas e das Leguminosas-Papilionáccas. 1 asiática (bot.) (allbizzia moluccana Miq.). Arvore da fa- mília das Leguminosas-Mimosáceas. Folhas compostas. flores amarelas, fruto vagem, contendo muitas se- mentes. Fornece madeira própria para marcenaria e boa lenha. É planta vigorosa e recomendável para som- brear as plantações de café. Originária das Molucas, foi introduzida no Brasil, sendo mais cultivada em São Paulo. SINONIMIA: albisia. - bastarda. O mesmo que acácia parassol (Robinia pseudo-dlcacia L.), q. v.! -da Austrália. Têm êste nome várias espécies da mesma família, originárias da Austrália e cultivadas principal- mente em São Paulo. SINONIMIA: deacia australiana e albisia. 1) deacia Baileyana Willd. Árvore pequena, elegante, flores amarelas. Fornece madeira para com- bustível e goma viscosa, solúvel n'água, contendo 83% de "goma arábica". É planta ornamental, uma das mais belas do gênero. 2) dlcacia cyanophylla Lindl. Ár vore pequena; de crescimento rápido, rames pendentes. flores amarelas. É valiosa como melifera e muito orna- mental. 3) lcacia dealbala Link. Arvore de ca.ca acin- zentada, ramos subangulosas. Flores amarelas um pouco aromáticas. Altamente ornamental e também de emprègo na indústria, sendo sua madeira utilizada para tabuado, lenha e carvão. A casca é também muito reputada para curtume. Cf. Pto CONHEIA. s.v. 4) .ica- cia decurrens Willd. "Planta procedente da Austrália, que se encontra largamente dispersada pela cultura em todas as regiões do mundo, e que também no Brasil é largamente cultivada, tanto como planta de ornamentação como fornecedora de excelente lenha, mui superioe à da bracaatinga (Himara bracaatinga Hochne) em cuja crescimento rivaliza até certo ta- manho, sem, contudo, elevar-se tanto quanto ela...<noinclude></noinclude> gdaxsw4fyih2wo7ff0u5yrubk9q80y5 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/108 106 256171 559332 2026-08-19T14:43:49Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: acácia é 54 - - Ació uma excelente fornecedora de tanino, produzindo-o bem o verniz e rachando fàcilmente. porém lend na proporção de 45%, mais ou menos...." (F. C. notável resistência vertical e sendo reconlecula Hoehne.) .... "produz abundantemente uma goma corruptível, própria para obras imersas ou hidrinh semelhante à goma arábica.... É esta árvore talvez dormentes, construção naval, postes (que duram at a melhor de todas as planta... 559332 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>acácia é 54 - - Ació uma excelente fornecedora de tanino, produzindo-o bem o verniz e rachando fàcilmente. porém lend na proporção de 45%, mais ou menos...." (F. C. notável resistência vertical e sendo reconlecula Hoehne.) .... "produz abundantemente uma goma corruptível, própria para obras imersas ou hidrinh semelhante à goma arábica.... É esta árvore talvez dormentes, construção naval, postes (que duram at a melhor de todas as plantas taníferas que vivem 30 anos), cavilhas de navios, marcenaria, solcitas i nas regiões temperadas, pela quantidade de tanino. portal, soalho, obras de torno, raios para todas pela rapidez do crescimento e pela sua adaptação a automóvel, macas, cornijas, objetos de uso domést qualquer terreno. É mais resistente que o Eucalyptus (facas de cortar papel, saleiros, garfos, colheres, th globulus. Os gados comem as folhas. Esta acácia, e lenha de elevado poder calorífico, aliás com o desenvolvendo-se bem, mesmo em terrenos fracos, conveniente de desprender muitas fagulhas; peso e pode servir para os tornar produtivos...." (Von Mül- pecífico 0,661 a 0,772. Parece que com esta madei ler. cit. em Chácaras e Quintais, número de 15 de faziam seus arcos os aborigines canadenses; a na agosto de 1934, 66.). 5) Acacia longifolia Willd. passa por ser venenosa, entretanto as folhas, conr Arbusto ou árvore pequena de 4 a 5 m de altura, nientemente picadas, constituem forragem bem ape ramos pendentes, flores amarelas. É muito orna- veitada na Alemanha; as flores têm aplicação mental e adapta-se perfeitamente como planta fixa- indústria da perfumaria (França); a casca Ires dora da areia das dunas e dos terrenos íngremes encerra 1% de robitina', alcalóide tóxica, que é v sujeitos a erosões. 6) Acacia pycnantha Bth.) Ár- pó branco, inodora e pouco amargo, o qual temp vore de 10 m de altura, flores amarelo-vivas, aro- efeito imediato, nos animais, a paralisação da par máticas. Fornece madeira clara, compacta, utilizada posterior do corpo. Há 16 variedades distint para aduelas, obras de tôrno, bobinas, cabos de fer- É árvore elegante e de rápido crescimento. - O ramentas e de instrumentos agrícolas, papel ordi- ginária do Canadá, acha-se desde há longo tem nário, lenha e carvão. 7) Acacia suaveolens Willd. introduzida nos Estados do Sul e até mesmo adota Arbusto ou árvore pequena, até 5 ou 6 m de altura, na arborização de ruas (Belo Horizonte), emb ramos pendentes, flores amarelas e pequenas. É para esse fim não seja recomendável no nosso pa planta muito ornamental e de crescimento rápido: (P10 CORREIA, S. v.). SINONIMIA: acácia baslarda cja ogado come-lhe os filódios. 8) Albizzia procera Bth. Árvore grande, até 25 ou 30 m de altura. casca escura, flores branco-amareladas, raramente solitárias, muito pequenas; fruto: vagem amarelo- -pardacenta ou avermelhada. Fornece madeira de cerne pardo-escuro, rija e resistente, própria para dormentes, postes, rodas de carros, pontes, vigas, construção civil, peças de resistência e engenhos de arroz e de cana-de-açúcar. A casca contém amido; reduzida a pó e misturada com farinha de trigo, serve de alimento às classes pobres de vários países. - -de-flores-vermelhas (Sesbanca punicea Bth.). Da fa- milia das Leguminosas-Papilionáceas. Arbusto de 2 m ou mais, flores roxo-amareladas; fruto: vagem tetragona, muito comum no Rio Grande do Sul. - -do-México, (Pithecolobium albicans Bth.). Da família v. acácia. Cf. Pio CORREIA, S. meleira ( dilchia triacanthos L.). Árvore que serve de ampa sombra e alimentação para suínos; é usada tamb para sebes. Ver artigo sôbre o assunto cm Clára e Quintais de 15 de setembro de 1920, 192. [ACÁCIA, lop. Localidade no município de A ruoca, Estado de Minas Gerais.] ACACIANISMO, s. m. Ato de indivíduo ciano, q. v.; atitude ridiculamente grave; dite e sentencioso, à maneira do Conselheiro Acáci. P sonagem de irrisória solenidade e de retórica com cional, criado por Eça de Queirós no romance () Pr Basilio. Vd. acaciano e acácio. ACACIANO, adj. Ridiculamente sentencioso grave, à semelhança do Conselheiro Acácio, persona das Leguminosas- Mimosáceas. Arvore armada de do romance O Primo Barilia, de Eça de Queirós. espinhos geminados. flores brancas. Fornece ma- deira dura e compacta, própria para marcenaria de luxo. E planta ictiocida e ornamental. - parassol (Robinia pseudo-Acacia L.) Árvore da família das Le. guminosas-Papilionáceas, de caule reto medindo até 24 m de altura, armado de espinhos, casca muito grossa, rugosa, profundamente fendida, ramos também espinescentes, flores brancas, grandes e aromáticas. "Fornece madeira de alburno branco-acinzentado ou amarelado e cerne amarelo ou amarelo-esverdendo, às vezes mesmo pardacento, com veius e poros muis scurs, dura, elástica, acetinada, luzidia, recebendo acacianismo e acácio. ACÁCIAS, geogr. Córrego, afluente da mat direita do ribeiro Macaúbas; banha o municipio Araçatuba, Estado de São Paulo. ( (ACACIO, . m. "Indivíduo semelhante selleiro Acácio, personagem sentenciosa, radi e vazia do romance O Primo Basilio, de Eca de Q rós" (PDBLP, s. v.). Vd. acaciano acacianiem ACÁCIO', geog. Ribeirão, afluente da município de direita do rio Pomba; banha o Pomba, Estado de Minas Gerais.]<noinclude></noinclude> jlzbu99w0m9rbx9pdugfeqdapjahz82 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/109 106 256172 559333 2026-08-19T14:43:56Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Acácio [ACÁCIO', geogr. Serra na extremidade sul- -ocidental do município de Rio Pomba. Estado de Minas Gerais.) [ACACIO', top. Povoado, próximo ao ribeiro Canoas ou de Santa Bárbara, município de Guara- nésia, Estado de Minas Gerais.] [ACACIROBA, J. J. (lol). (Baía). O mesmo que acariçoba (Hydrocolyle umbellata L.), q. v. Cf. A. I. de Meneses, Flora da Bahia, s. v.] [ACAÇU, . m. (zool.) (dcara ocellala). O mesmo que acará-açu, q. v. s... 559333 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Acácio [ACÁCIO', geogr. Serra na extremidade sul- -ocidental do município de Rio Pomba. Estado de Minas Gerais.) [ACACIO', top. Povoado, próximo ao ribeiro Canoas ou de Santa Bárbara, município de Guara- nésia, Estado de Minas Gerais.] [ACACIROBA, J. J. (lol). (Baía). O mesmo que acariçoba (Hydrocolyle umbellata L.), q. v. Cf. A. I. de Meneses, Flora da Bahia, s. v.] [ACAÇU, . m. (zool.) (dcara ocellala). O mesmo que acará-açu, q. v. s. v. acará³. AÇACU', s. m. (bal.) (Hura crepilans L.). Ár. vore grande da família das Euforbiáccas, às vezes com 30 m de altura, encontrada da Guiana ao Pará. Folhas alternas, flores avermelhadas, monóicas. For- nece madeira branca e macia, muito resistente à umidade e utilizada em construção civil. A casca, verde, produz um látex branco-acinzentado, caústico, irritante e venenosíssimo. A garapa de cana-de-açúcar étida como neutralizadora dos seus efeitos. O látex destrói os tecidos ulcerados com os quais é pôsto em contacto; daí a reputação, por muitos contestada, de que é útil no tratamento de lepra e da elefantíase. A casca e às folhas se atribuem as mesmas proprie- dades. O albúmen das sementes, que é a parte mais tóxica da planta, tem propriedades purgativas enér- gicas, mas seu uso é perigoso. Os frutos, graças à forma particular, foram utilizados, mesmo na Europa, para secar a tinta de escrever, antes do mata-borrão. "O açacu passa por entrar na composição do célebre veneno 'curare', mas, se assim acontece, deve ser como elemento secundário; é certo que os índios Ipu- rinás, do alto Purus, servem-se dêle para envenenar suas flechas e que outras tribos o utilizam para tin- guijar ou embarbascar o peixe. Vegeta de preferência nas margens dos rios e lagos; em alguns países o povo acredita que as raízes envenenem as águas e efeti- vamente verifica-se no Amazonas que os peixes fogem dos lugares onde existe a planta" (PIO CORRELA, s. v., Assacú). Tem duas variedades: genuina (Hura brasiliensis Willd.) e ovata (Hura crepilans Willd.). SINONIMIA: vacacu, açacuzeiro, arceiro. mirim. Denominação popular da brus precatorius, L., também conhecida por tho-de-cabra e lentos. AÇACU, geogr. "Rio do Estado do Pará. no município de Afuá" (MOREIRA PINTO, s. v.). AÇACU, geogr. "Igarapé, no Estado do Ama- zonas. no município de Itaquatiara" (MOREIRA PINTO, 5. v.). AÇACUÍ, s. m. (bol.) (Euphorbia colinoides Miq.). Pequeno arbusto da família das Euforbiáceas, culti 55 A Academia vado em toda a Amazônia. "A raiz é purgativa e o suco leitoso das folhas, adicionado de mel, é re- comendado contra as dores noturnas nos ossos, de origem sifilítica. Entra na composição do "curare" (LE COINTE, III, 56, s. v. dracu-y). SINONIMIA: ma- leileira, leileira. ACACULADO, adj. e part. pass. de acacular. q. v. (S. P., M. G. e Mato Grosso). "Excessivamente cheio" (PDBLP, s. v.).] (ACACULAR, v. 1. (S. P., M. G. e Mato Grosso). Abarrotar: encher em excesso. Cf. PDBLP. s. v. AÇACU-MIRI, geogr. Igarapé no município de Belém, Estado do Pará, [AÇACURANA, J. (bol.) (Erythrina glauca Willd.). Árvore da família das Leguminosas, encontrada nos aluviões marginais do Amazonas. Tronco aculeado, que fornece madeira branca. leve e mole. Flores ala- ranjadas ou avermelhadas. O chá das raízes tem pro- priedades anti-reumáticas e em grandes doses é usado como purgativo. Cf. LE COINTE, III, 56. SINONIMIA: bucaré, suiná. AÇACUZEIRO, J. m. (bol.). O mesmo que acacu (Hura crepilans L.). q. v. ACADEMIA', .. "No Brasil eram propriamente en certa época as faculdades de direito e medicina do país" (Afranio Peixoto, Missanges, 108). Ainda hoje se diz freqüentemente, em São Paulo, Academia de Direito por Faculdade de Direito. [ACADEMIA. impr. Órgão dos estudantes de Direito, editado em Ouro Prêto. Estado de Minas Gerais, em 1997. Cf. X. Veiga, Imprensa..... 201.] ACADEMIA, hist. Associação científica ou li- terária. Houve no Brasil várias acedemias na fase colonial e depois da independència. De algumas restam vagas notícias, pouco mais que o nome. Cha- mavam-se também academias certas tertúlias feitas para comemoração de algum acontecimento im- portante, de que resultaram, às vezes, publicações de certo interesse. Cf. Emilio Joaquim da Silva Maia. Discurso sobre as sociedades científicas e de benefi cência que têm sido estabelecidas na América, recitado na Sociedade Literária do Rio de Janeiro, Rio, 1836. Joaquim Norberto de Sousa e Silva. I leademias Literárias e Científicas no século décimo silavo. . .fca. demia dos Seletos. Rev. Pop. XV. 363. Visconde de São Leopoldo, As Associações literárias no Brasil, RIHGB. XXXI, 2., 5. |A ACADEMIA, impr. Jornal que se editou em Recife, Estado de Pernambuco, em homenagem ao 1. aniversário da abolição da escravatura, em<noinclude></noinclude> rtuk4rw5bv91a2sqri0mh9ypraf5dqm Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/110 106 256173 559334 2026-08-19T14:44:00Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Academia Acreana de Letras 13 de maio de 1SS9. Número único. Foram seus re- datores Clóvis Bevilaqua, A. Nogueira, José de Castro e Silva, João Dinis Robeiro da Cunha, José No- gueira Filho, Morais Pinheiro, Jesuíno Lustosa, J. Pacífico dos Santos, F. de Sá e P. Landim. Cf. A. Carvalho. Estado de Pernambuco, Jornais, Re- sistas 598.] (ACADEMIA ACREANA DE LETRAS, hist. Fundada a 17 de novembro de 1937. Sua sede fica em Rio Branco, Terri... 559334 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Academia Acreana de Letras 13 de maio de 1SS9. Número único. Foram seus re- datores Clóvis Bevilaqua, A. Nogueira, José de Castro e Silva, João Dinis Robeiro da Cunha, José No- gueira Filho, Morais Pinheiro, Jesuíno Lustosa, J. Pacífico dos Santos, F. de Sá e P. Landim. Cf. A. Carvalho. Estado de Pernambuco, Jornais, Re- sistas 598.] (ACADEMIA ACREANA DE LETRAS, hist. Fundada a 17 de novembro de 1937. Sua sede fica em Rio Branco, Território do Acre. Cf. Sousa Campos. Instituições Culturais, 532.) 56 (ACADEMIA AMAZONENSE DE LETRAS, hirt. Fundada em Manaus a 1.° de janeiro de 1918, com o nome de Sociedade Amazonense de Homens de Letras, tomou o nome atual a 29 de março de 1920. É constituída por trinta acadêmicos. Publica uma Revista da Academia Amazonense de Letras. Cl. A.i Martins, Entidades litero-culturais do Brasil, in Rev. Acad. Lett., n.º 18.] (ACADEMIA BAIANA DE LETRAS, hist. Instituída a 11 de dezembro de 1910 na cidade do Salvador. Formava-se de 25 cadeiras eletivas. Ins- talou-se a 12 de março de 1911. Desapareceu depois de poucos meses de atividade. Cl. Ari Martins, En- tidades litero-culturais do Brasil, in Rev. Acad. Letr., a.24] [ACADEMIA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS, hirl. Instituição fundada a 3 de maio de 1916, com sede na Capital da República; chamava-se, até 1921, Sociedade Brasileira de Ciências. Compõe-se de trés seções: 1) Ciências Matemáticas, 2) Ciências Físico- químicas e 5) Ciências Biológicas. A primeira di retoria provisória teve como presidente Henrique Morize e como vice-presidentes Costa Sena e Osvaldo Cruz Desde 1917 publica uma revista que se inti- tulava Revista da Sociedade Brasileira de Ciências. De 1920 a 1922 chamou-se Revista de Ciências. De 1926 1928 teve nova fase com o título: Revista da Academia Brasileira de Ciencias. Desde 1939, porém, aparece com o nome de Anais da Academia Brasileira de Ciências. Nesses Anais tém sido publicados alguns trabalhos de raro valor, como o do sócio correspon- dente Alberto Einstein: Observação sobre a situação alual da teoria da luz. Henrique Morize foi sucedido na presidencia, em 1926, por Juliano Moreira. A éste seguiram-se Miguel Osório de Almeida, Eusébio de Oliveira, Artur Moses, Álvaro Alberto da Mota e Silva, Adalberto Meneses de Oliveira e Inácio M. Azevedo do Amaral. A Academia realiza suas sessões e conferencias na Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil. Cf. E. de Sousa Campos. Instituições Culturais e de Pducação Superior no Brasil, Rio, 1941, 513.1 Academia Brasileira de Letras ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, hist. Fundada a 15 de dezembro de 1896, na redação da Revista Brasileira, por iniciativa de Lúcio de Men- donça, teve como primeiro presidente Machado de Assis, e primeiro secretário-geral Joaquim Nabuco. Compõe-se de quarenta membros vitalicios e vinte sócios correspondentes estrangeiros. Desde 1923. por doação do governo francês, funciona no pavilhão francês da Exposição comemorativa do centenário da Independência, que é uma reprodução do Pelil-Tria- non. MEMBROS FUNDADORES. Os primeiros membros da Academia foram escolhidos, trinta por aclamação: Afonso Celso, Alberto de Oliveira, Alcindo Guanabara, Araripe Júnior, Artur Azevedo, Carlos de Lact, Coelho Neto, Filinto de Almeida, Garcia Redondo, Graça Aranha, Guimarães Passos, Inglês de Sousa, Joaquim Nabuco, José do Patrocínio, José Veríssimo, Lúcio de Mendonça, Luís Murat, Machado de Assis, Me- deiros e Albuquerque, Olavo Bilac, Pedro Rabelo. Pereira da Silva, Rodrigo Otávio, Rui Barbosa, Silva Ramos, Silvio Romero, Teixeira de Melo, Urbano Duarte, Valentim Magalhães e Visconde de Taunay: e dez por eleição: Magalhães de Azeredo, Raimundo Correia, Aloísio Azevedo. Salvador de Mendonça. Domício da Gama, Luís Guimarães Júnior, Eduardo Bevilágua e Oliveira Lima. I PATRONOS. Cada Prado, Franklin Dória (barão de Loreto), Clóvis uma das cadeiras tem um patrono, escolhido pelo primeiro ocupante: 1 Adelino Fontoura; 2- Álvares de Azevedo; 3-Artur de Oliveira; 4-Ba silio da Gama; 5- Bernardo Guimarães; 6-Casi- miro de Abreu; 7- Castro Alves; 8-Cláudio Ma- nuel da Costa; 9- Domingos de Magalhães: 10- Evaristo da Veiga; 11-Fagundes Varela; 12- França Júnior; 13-Francisco Otaviano; 14- Fran- klin Távora: 15-Gonçalves Dias; 16-Gregório de Matos; 17-Hipólito da Costa; 18- João Fran cisco Lisboa: 19 Joaquim Caetano; 20-Joaquim Manuel de Macedo; 21- Joaquim Serra; 22-José Bonifácio, o moço; 23-José de Alencar; 24-Júlio Ribeiro; 25 Junqueira Freire; 26-Laurindo Ra- belo; 27 Maciel Monteiro; 28-Manuel de Al- meida; 29 Martins Pena; 30-Pardal Mallet: 31-Pedro Luís; 32-Araújo Porto-Alegre; 33- Raul Pompéia; 34-Sousa Caldas; 35-Tavares Bastos; 36 Teófilo Dias: 37-Tomás Antônio Gonzaga: 38-Tobias Barreto; 39-Francisco Adolio Varnhagen; 40- Visconde do Rio Branco. EMBLEMA. A Academin usa o seguinte emblema que lhe serve também de ex-libris: uma coron de louro, formada de dois ramos, presos por um laço de fita, contornando as palavras dd immortalitatem; por bandeira ---em- blema verde sobre campo branco; carimbo- -o em blema tendo em redor as palavras: dcademia Brasi leira; sélo-o emblema em relevo. DIVISA. Şerve-lhe "<noinclude></noinclude> 083t60aw6hiyz1a3f6vqa2cda7urxyr Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/111 106 256174 559335 2026-08-19T14:44:10Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Academia Brasileira de Teatro C - 57 de divisa o verso de Machado de Assis: Esla a glória que fica, eleva, honra e consola. || SEDE. Antes de fun- cionar em sua sede atual, a Academia realizou sessões na sala de redação da Revista Brasileira (1896-1900); no Pedagogium (1897); no Ginásio Nacional, hoje Co- ligio Pedro II (1898); na Biblioteca Fluminense (1898 e 1890); no escritório de Rodrigo Olávio, na Rua da Quitanda (1901-1905); no M... 559335 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Academia Brasileira de Teatro C - 57 de divisa o verso de Machado de Assis: Esla a glória que fica, eleva, honra e consola. || SEDE. Antes de fun- cionar em sua sede atual, a Academia realizou sessões na sala de redação da Revista Brasileira (1896-1900); no Pedagogium (1897); no Ginásio Nacional, hoje Co- ligio Pedro II (1898); na Biblioteca Fluminense (1898 e 1890); no escritório de Rodrigo Olávio, na Rua da Quitanda (1901-1905); no Ministério do Interior (1898); no Gabinete Português de Leitura (1900-1901 1903- 1904); no Silogen Brasileiro, que, a partir de 15 de julho de 1905 até fins de 1923, foi a sua sede, por força de dispositivo legal. PREMIOS. A Academia Brasileira de Letras concede os seguintes prêmios: Prêmio Machado de Assis, destinado a um autor bra. sileiro pelo conjunto de sua obra literária; Prêmios Francisco Alves, um relativo a obras sôbre língua portuguêsa, outro dedicado a trabalhos sobre divul- gação do ensino primário; Prêmio Olavo Bilac, para poesia; Prêmio Raul Pompéia, para romance; Prêmio Ajonso Arinos, para conto e novela; Prêmio João Ri- beiro, para crítica, história literária, filologia e etno- grafia; Prêmio Joaquim Nabuco, para história social ou política e memórias; Prêmio Coelho Nelo, para teatro; Prêmio Paulo Barrelo, para crônicas e vingens; Prémio Ramos Paz, para obra original e inédita, de autor brasileiro ou português, de qualquer ramo da literatura, dando-se preferência, em igualdade de mérito, ao autor mais jovem; Prêmio Artur Azevedo, para teatro; Prêmio José Verissimo, para obras de crítica e história literária. PUBLICAÇÕES. A Academia tem publicado na coleção "Afrânio Peixoto" impor- tantes textos literários de escritores brasileiros, obras históricas, biobibliografias. Desde 1910 edita a Re- sula da Academia Brasileira de Letras, que consigna todo o movimento espiritual da associação, e, a partir de 1941, à Revista Brasileira, que enfeixa trabalhos de escritores não-acadêmicos. Desde 1935, periòdi- camente, publica o seu Anuário, onde se contém a lista dos acadêmicos com retrato e nota sucinta sobre suas atividades literárias. Iniciou a publicação, logo interrompida, de um Dicionário Brasileiro de Lingua Portuguesa. Tem, há muito, em preparo um Dicionário de Brasileirismos, e, pronto para a publicação, um Dicionário da Lingua Portuguêsa, elaborado sob a direção do Prof. Antenor Nascentes. Cf. Fernão Neves, Academia Brasileira de Letras, notas e documentos para a sua história (1896-1940), Rio, 1940; José Vicente de Azevedo Sobrinho, Efemé rides da academia Brasileira de Letras (atualizadas até 1940), Rio de Janeiro, 1942. (ACADEMIA BRASILEIRA DE TEATRO, kist. Fundada a 15 de agosto de 1931, no Rio de Ja- Deiro. Compõe-se de 25 societários, de caráter per pétuo. Cf. Ari Martins, Entidades lilero-culturais de Brazil, in Rev. lcad. Lelr., n.° 46.] Academia Erasílica dos Renascidos [ACADEMIA BRASÍLICA DOS ESQUECIDOS hist. Fundada na Baía em 25 de abril de 1724, pelo vice-rei Vasco Fernandes César, depois conde de Sabu- gosa. Extinta em 1725, depois de realizar 18 sessões, o seu fim era o estudo da História do Brasil. O nome proveio do esquecimento em que ficavam geralmente os brasileiros nas associações congêneres em Portugal, especialmente na organização da Academia Real da História Portuguêsa (1721). A ela pertenceram Se- bastião da Rocha Pita e os irmãos Gusmão (Alexandre e Bartolomeu Lourenço). A última sessão realizou-se a 4 de fevereiro de 1725. "Os trabalhos desta academin estavam compreendidos no códice 366 da Biblioteca de Alcobaça e existem hoje por cúpia no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Legou obras de his- tória americana, ainda hoje inéditas" (F. de Figueiredo, Hist. da Lit. Cláss., II, 44). Leia-se, a respeito, Max Fleiuss. Páginas Brasileiras, 384-389; Carlos Rizzini, O Livro, o Jornal e a Tipografia no Brasil, 267. || No Calálogo da Exposição de História do Brasil (BN. IX, 2, 1093), mencionam-se sob o nº. 12595, as Con- ferências da Academia realizadas em 1724-25 e cons- tantes de três grossos volumes, originais, in-fol.. em perfeitíssimo estado de conservação.] [ACADEMIA BRASÍLICA DOS RENASCI- DOS, hist. Organizada na Baía em 1759 pelo desem- bargador José Mascarenhas Pacheco Pereira Coelho de Melo, antigo membro da Academia dos Ocultos, sócio da Academia Real da História Portuguêsa e de corporações científicas da Espanha, durou oito meses. Tinha por padroeira a Virgem da Conceição, o rei por protetor. Pombal por Mecenas. Fundaram-na trinta e sete acadêmicos, alguns sobreviventes da Academia dos Esquecidos. Sua primeira diretoria foi a seguinte: Presidente, o desembargador Mas- carenhas; secretário, Antônio Gomes Ferrão Castel- branco; pró-secretário, Bernardino Marques Almeida Arnizau: censores, João Borges de Barros, fr. Inácio de Sá Nazaré, João Pires de Carvalho Albuquerque e João Ferreira Bittencourt de Sá. O fim da Academia era a composição de uma História Eclesiástica e Secular, Geográfica e Natural. Política e Militar da América Portuguesa. O plano da história chegou a ser estabelecido, tendo sido o assunto dividido em distritos. Assentou-se, ainda, a elaboração de uma série de trabalhos complementares como uma coleção das leis e ordens régias, dos tratados, dados crono- lógicos tirados dos arquivos das Câmaras e. final- mente, a Biblioteca Brasilica, com a relação dos autores brasileiros e de quantos escreveram sobre » Brasil. Debateu também a Academia vários pontos de interesse histórica e científico. Para a realização deste plano a Academia agremiou, além dos sócios de número, oitenta e très supranumerário, tiradas de todas as capitanias do Brasil e ainda de Portugal<noinclude></noinclude> i6kkhfqinrrpplp00yic0jm1d7ia2r7 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/112 106 256175 559336 2026-08-19T14:44:15Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Academia Carioca de Letras 58- e Espanha. Foi assim o primeiro organismo federa tivo da colônia. Assim a ela pertenceram fr. Jaboatão. d. Loreto Couto. fr. Gaspar da Madre de Deus, fr. Leandro do Sacramento. Cláudio Manuel da Costa, fr. Manuel do Cenáculo. José Seabra da Silva, João Manuel de Santander y Zorilla e Miguel de Medina. A sua influência. escreve Fidelino de Figueiredo, "se devem várias obras posteriormente impressas, como a... 559336 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Academia Carioca de Letras 58- e Espanha. Foi assim o primeiro organismo federa tivo da colônia. Assim a ela pertenceram fr. Jaboatão. d. Loreto Couto. fr. Gaspar da Madre de Deus, fr. Leandro do Sacramento. Cláudio Manuel da Costa, fr. Manuel do Cenáculo. José Seabra da Silva, João Manuel de Santander y Zorilla e Miguel de Medina. A sua influência. escreve Fidelino de Figueiredo, "se devem várias obras posteriormente impressas, como a História Militar do Brasil, pelo tenente-co- ronel D. José de Mirales, só em 1900 publicada nos Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, a Cullo Métrico, de José Pires de Carvalho e Albu querque, Lisboa, 1760" (Hist. da Lit. Cláss., II, 47), "A vastidão dos trabalhos e largueza de vistas deste grêmio", é ainda Figueiredo quem o diz, "são ver- dadeiramente apreciáveis" (ibid.). A Academia entrou em declínio e se dispersou com a prisão e de saparecimento do desembargador Mascarenhas, seu fundador, por motivos até hoje não esclarecidos. em 1760. O Instituto Histórico Brasileiro possui uma cópia auténtica de seus estatutos, datada de 1759, bem como uma relação de seus sócios. Cf. J. C. Fernandes Pinheiro. A Academia Brasilica dos Renascidos, RINGB, XXXII, 2, 53: Carlos Rizzini, O Livro, o Jornal e a Tipografia no Brasil, 268; Códice 630 da Biblioteca Nacional de Lisboa; Max Fleiuss, Páginas Brasileiras, 397-428; e, especialmente, Al- berto Lamego. A Academia Brasilica dos Renascidos, Bruxelas, 1923.) [ACADEMIA CARIOCA DE LETRAS, hist. Fundada a 8 de abril de 1926, sob a designação de Academia Pedro 11, pelo esforço principal de Ático Leite. Foi fixado o número de cadeiras em 30. Em 29 de dezembro de 1929, alguns associados propuseram a mudança do nome para o atual, o que originou um período de crise. A 13 de julho de 1932 instala-se em definitivo como Academia Carioca de Letras. De Sa 13 de maio de 1936 realizou o I Congresso das Academias de Letras, com o apoio de todas as aca demias e sociedades literárias do país. Disse certame foram publicados os Anais em dois volumes. Iniciou em 1935 a edição de seu órgão oficial intitulado Pu- blicações da Academia Carioca de Letras, além de Cadernos de ensaun. Cl. Ari Martins, Entidades li- lero-culturais do Brasil, in Rev. Acad. Letr., n." 28.] [ACADEMIA CATARINENSE DE LETRAS, hist. Instituição fundada em Florianópolis pelo de- sembargador Jiné Artur Boiteux em 1919 e reorga nizada em main de 1938.] Academia das Ciências de Lisboa [ACADEMIA CEARENSE DE LETRAS, hist Fundada em Fortaleza a 15 de agosto de 1894, em reunião presidida pelo barão de Studart, com o nome de Academia Cearense. Foi presidida inicialmente por Tomás Pompeu e iniciou em 1895 a publicação de uma Revista. Em 1922, após uma fase de estagnação, ressurgiu com a designação atual. Vencendo novo período de adormecimento, reapareceu em 1930. Tendo deixado à margem alguns elementos das fases anteriores, surgiu, por iniciativa dêstes, uma nova entidade, denominada dcademia de Letras do Ceará. A Academia Cearense de Letras tem o quadro de 40 sócios. Cf. Ari Martins, Entidades Litero-culturais do Brasil, in Rev. dcad. Lelr., n. 20.) [ACADEMIA CIENTÍFICA DO RIO DE JA- NEIRO, hist. Foi fundada em 1772 pelo marquês de Lavradio, por inspiração de seu médico José Hen riques de Paiva. Prestou grandes serviços ao Brasil pela divulgação que promoveu na Europa de pro dutos brasileiros. Cf. Max Fleiuss, Páginas Brasi leiras.] (ACADEMIA DAS CIÊNCIAS DE LISBOA, hist. Instituição da maior importância científica cujos estatutos foram aprovados por aviso régio de 24 de dezembro de 1779. Viveu seus primeiros anos sob a proteção do 2.° duque de Lafões, D. João de Bra- gança de Sousa e Ligne. Teve entre seus membros fundadores as maiores figuras das ciências e das letras portuguêsas da época, como o abade Correia da Serra, ° Dr. Domingos Vandelli, o P. Antônio Pereira de Figueiredo. Compunha-se de três seções: Ciências Naturais, Ciências Exatas e Literatura, ou Ciências Morais e Belas Letras. O primeiro secretário foi o visconde de Barbacena. Funcionou a principio no Paço das Necessidades. Está hoje instalada no antigo convento de Jesus. Em 1783 pastou a chamar-se Academia Real das Ciências. Teve sempre um prin- cipe da Casa Real como presidente até o fim da mo narquia. Na república passou a denominar-se Aca- demia das Ciências de Lisbon. É hoje presidida por Júlio Dantas. Possui valiosa biblioteca e promoveu célebres publicações como: o Dicionário da Lingua Portuguesa (não terminado); as Memórias de Lite ratura Portuguesa (8 vols.); as Memórias de agricul lura (2 vols.); as Memórias Econômicas (5 vols.); a Coleção de Livros Inéditos de História Portuguesa (5 vols.); a Coleção de Noticias para a História e Cico grafia das Nações Ultramerinas que vivem nos dominia po fuguêses (7 vols.); a Coleção de Opúsculos reim pressos relativos à História das Navegações; us l'ar- tugaliae Monumenta Historica dirigidos por Alexandre<noinclude></noinclude> sqb94kp57h3um7slr7wrwpq1tlx8bdg Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/91 106 256176 559337 2026-08-19T14:44:26Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Abraão ABRAÃO, geogr. Ponta em frente à ilha de igual nome (Ilha Grande), município de Angra dos Reis, Estado do Rio de Janeiro. ABRAÃO, top. Vila e sede do distrito de igual nome, que pertence ao município de Angra dos Reis. Fica na região norte-oriental da Ilha Grande, à beira do Atlântico, Estado do Rio de Janeiro. ABRAÃO, top. Povoação no município de São José, Estado de Santa Catarina, a 4 km de Estreito. ABRAÃO PEQUENO, geogr. Pr... 559337 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Abraão ABRAÃO, geogr. Ponta em frente à ilha de igual nome (Ilha Grande), município de Angra dos Reis, Estado do Rio de Janeiro. ABRAÃO, top. Vila e sede do distrito de igual nome, que pertence ao município de Angra dos Reis. Fica na região norte-oriental da Ilha Grande, à beira do Atlântico, Estado do Rio de Janeiro. ABRAÃO, top. Povoação no município de São José, Estado de Santa Catarina, a 4 km de Estreito. ABRAÃO PEQUENO, geogr. Praia na enseada do Abraão (Ilha Grande), município de Angra dos Reis, Estado do Rio de Janeiro. ABRAÃO PEQUENO, top. Povoação da Ilha Grande, município de Angra dos Reis, Estado do Rio de Janeiro. 37 - Abranches Foi o último presidente da Companhia Estrada de Ferro São Paulo e Rio de Janeiro, tendo sido o ne- gociador de sua encampação pelo governo federal em 1890. Escreveu, além das teses apresentadas à Faculdade, vários trabalhos jurídicos e administra- tivos. Cf. Spencer Vampré, Memórias para a História da leademia de São Paulo, II, 513.] [ABRANCHES, FREDERICO MAGNO DE, anir. Nasceu em São Luís do Maranhão, em 31 de maio de 1804. Faleceu em Basse Terre (Capital de Gua- delupe), em 17 de junho de 1879. Tomou parte ativa no movimento da independência em sua província. Encabeçou, depois, o movimento conhecido como Se- lembrada, havendo obrigado o presidente da província, depois marquês de Sapucaí, a expulsar os portuguêses mais notáveis da terra. Condenado, por isso, foi mais tarde anistiado. Conquistou, por concurso, a cadeira ABRAÇA, top. Lugarejo no município de Espla- de Filosofia. Em 1835 derrotou, em eleição famosa, o nada, Estado da Bafa. ABRAÇA-MUNDO, s. m. (bot.) (Pern.). Arbusto da família das Santaláceas (Thesium fructualbum). Cf. Almeida Pinto, Dicionário, s. v. O mesmo que maçongo, q. v. (ABRAÇO, s. m. - de lamanduá. Traição mas- carada de amizade; deslealdade.] ABRACAR, . . (S. P., M. G., Mt. Grosso). "Abraçar" (PDBLP, s. v.). ABRANCHES, top. Colônia municipal do Estado do Paraná, a 6 km da cidade de Curitiba. Cf. Mo- REIRA PINTO, s. v. ABRANCHES, DUNSHEE DE, anir. Vd. Moura, João Dunshee de Abranches. ministro do Império Joaquim Vieira da Silva e Sousa, que, na forma da Constituição, pleiteava a reeleição. Foi o primeiro ocupante do consulado brasileiro em Caiena, de grande importância em virtude da questão do Amapá, então em foco. Foi transferido, depois, para o consulado em Nauta, no Peru, tendo evitado, pela sua energia e habilidade, um conflito entre o Brasil e aquela república. Posteriormente, recusou uma legação na Europa e voltou a Caiena, onde se casou com a filha de um grande industrial francês. Contraiu a tuberculose, foi em tratamento a Gua- delupe, e aí veio a falecer. Cf. Dunshee de Abranches, Selembrada, ou a Revolução Liberal de 1831 cm .Maranhão.] [ABRANCHES, JOÃO ANTONIO GARCIA DE, antr. Nasceu em Maceira, freguesia de Santiago, vila de Ceia (Portugal), a 31 de janeiro de 1769. Faleceu em São Luís do Maranhão, a 1 de agdato de 1845. Veio muito jovem para o Brasil. Adotou a naciona- lidade brasileira e bateu-se pela causa da indepen- dência do Brasil. Escreveu em 1820 o Espelho Critico Palitico da Provincia do Maranhão, em que prenuncia a separação do Brasil de Portugal, condena a cacra- vidão dos africanos e bate-se pelo progresso da [ABRANCHES, FREDERICG JOSÉ CARDOSO DE ARAÚJO, anir. Político e Jurista. Nasceu em Guara- tinguetá, a 20 de janeiro de 1843. Faleceu em São Paulo, a 17 de setembro de 1903. Bacharelou-se pela Fa- culdade de Direito de São Paulo em 1864, tendo-se doutorado em 1877. Incorporou-se, ainda estudante, ao Partido Conservador. Advogou na cidade natal, foi vereador e presidente da câmara local. Eleito agricultura e do comércio. Fundou depois o jornal O Censor, que preguu a concórdia entre brasileiros o portuguêses, opondo-se ao jacobinismo do drgas da Lei, redigido por Odorico Mendes. Seus ataques a Lorde Cochrane provocaram sua prisão no forte de Ponta da Areia, por ordem do almirante inglès, sendo deportado para Portugal. Amigo devotado do primeiro imperador, acompanhou-o voluntàriamente ao exílio deputado provincial em 1870, em 1880 e em 1882, ocupou a presidência da Provincia do Paraná, de 13 de junho de 1873 a 8 de maio de 1875, e a do Maranhão, de 23 de junho de 1875 a 3 de fevereiro de 1876. Em 1887, concorreu a uma cadeira na mes- ma Faculdade; nomeado substituto, tomou posse a 21 de setembro. Fora seu rival Pedro Lessa. Membro da Constituinte republicana de São Paulo, fêz parte da após o 7 de abril. Tomou parte ativa na luta contra comissão redatora do projeto de constituição. Apo- o miguelismo. Regressou mais tarde ao Maranhão, sealou-se em 1903 na cadeira de Direito Romano, onde faleceu. Cf. Dunshee de Abranches, Garcia de qual se empossare a 30 de dezembro de 1890. adbranches, o Censorl<noinclude></noinclude> hyt7h6mh1rceuduiejulrl4gwct3ejm Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/94 106 256177 559338 2026-08-19T14:44:28Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Abreu ABREU, ANTÔNIO DE, anir. Padre jesuíta. Nas- ceu no Recife, cerca de 1667. Faleceu na Baía, a 16 de maio de 1741. Ardoroso partidário dos olin- denses na Guerra dos Mascates. Amigo e discípulo do Padre Antônio Vieira, com quem colaborou in- tensamente na preparação de obras literárias. Cf. Serafim Leite, HCJB, VIII, 3. [ABREU, ANTÔNIO FERNANDES DE, anir. Bandei rante paulista. Em 1734, com o auxílio de Fernando Pais de Barros, de... 559338 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Abreu ABREU, ANTÔNIO DE, anir. Padre jesuíta. Nas- ceu no Recife, cerca de 1667. Faleceu na Baía, a 16 de maio de 1741. Ardoroso partidário dos olin- denses na Guerra dos Mascates. Amigo e discípulo do Padre Antônio Vieira, com quem colaborou in- tensamente na preparação de obras literárias. Cf. Serafim Leite, HCJB, VIII, 3. [ABREU, ANTÔNIO FERNANDES DE, anir. Bandei rante paulista. Em 1734, com o auxílio de Fernando Pais de Barros, descobriu ouro nos ribeirões de 40 Abreu Cuiaba, com processos onerosos e com a má vontade do governador, recebeu felizmente a boa nova do pleno êxito da bandeira de Bartolomeu Buen to Anhanguera). O novo governador, Caldeira Pimentel. acusou-o de fomentar uma rebelião em Goiás, e pren deu-o em Santos. O rei, porém, fêz-lhe justiça, havendo repreendido o governador. A morte de Silva Ortiz. e a perda de vários processos, arruinaram o grande bandeirante, que morreu em precárias condições fi nanceiras. Foi o pai do historiador e linhagista Pedro Santana e do Brumado. Cf. Basílio de Magalhães. Taques de Almeida Pais Leme. Cf. Afonso d'E. Tau- nay, Um Grande Bandeirante- Bartolomeu Pair de Exp. Geogr., 287.] Abreu. (ABREU, ANTONIO NAVARRO DE, antr. Nasceu em Cuiabá. Bacharel. formado pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1835, foi deputado por Mato Grosso na 4. legislatura (1858-1841). Era guarda-roupa honorário do Imperador e distinguiu-se na campanha pela maioridade de Dom Pedro II. Tendo perdido as faculdades mentais ainda moço, veio a falecer no Rio, a 3 de outubro de 1846, no hos- pital da Santa Casa de Misericórdia. Cf. Sigaud, Anuário Pol. Hist. Est. Bras. 1846, 447.] [ABREU, ANTÔNIO PAULINO LIMPO DE, antr. Filho do Visconde de Abaeté, Antônio Paulino Limpo de Abreu. Nasceu no Rio de Janeiro. Faleceu em Niterói, a 15 de fevereiro de 1904. Engenheiro pela antiga Escola Central. Republicano histórico e signatário do manifesto de 1870, foi ministro no governo do Ma. rechal Floriano Peixoto, no qual ocupou a pasta da In- dústria. Viação e Obras Públicas, de 17 de dezembro de 1892 a 22 de abril de 1893.] ABREU, BARTOLOMEU PAIS DE, antr. Nasceu em São Sebastião, São Paulo, em 1674. Faleceu a 1.° de dezembro de 1738. Grande bandeirante paulista explorador do Paraná, do Rio Grande do Sul, de Mato Grosso e de Goiás. Afazendou-se em Pinheiros, em terras do opulento sogro, o capitão-mor Pedio Taques de Almeida. Em 1704 abriu fazenda no ca- minho das Minas. Por essa época foi procurador do Conselho de São Paulo, tendo desenvolvido grande ati- vidade administrativa. Obteve muitas sesmarius e tornou-se um grande potentado. Em 1710 o governador Antônio de Albuquerque nomeou-o capitão de uma companhia da tropa de linha então criada, cargo de que se demitiu para de novo se entregar às conquistas. Em 1720 propôs ao Rei a conquista do Rio Grande do Sul mediante certos privilégios. Não tendo sido atendido, iniciou no ano seguinte a estrada para Mato Grosso. O novo governador, Rodrigo César, contra- iou-lhe porém todos os projetos. Atirou-se então Pais de Abreu a uma nova empresa: a conquista de Goiás. Incentivou Bartolomeu Bueno da Silva e João Leite da Silva, que partirum em 1722. Arruinado com o prejuízo que acarretou a arrecadação dos dízimos de [ABREU, CÂNDIDO FERREIRA DE, antr. Nasceu em Paranaguá, Paraná, em 1856. Engenheiro. Ocupou vários cargos técnicos de relevância. Deputado pelo Paraná em 1905. Senador em 1906.]. [ABREU, CARLOS AUGUSTO FERRAZ, antr. Polí. tico. Foi presidente da província de Santa Catarina, em 1869.] JABREU, CASIMIRO JOSÉ MARQUES, antr. Nasceu em uma fazenda próxima de Barra de São João, na então província do Rio de Janeiro. aos 4 de janeiro de 1839, filho de José Joaquim Marques Abreu, portugués de nascimento, e de D. Luísa Joaquim das Neves, brasi- leira. Cursou o Instituto Freese, de Nova Friburgo. onde, ainda menino, começou a compor os primeiros versos. Antes de terminar os estudos de humanidades, trouxe-o o pai ao Rio, e contra a vontade do jovem forçou-o ao trabalho de um escritório comercial de sua propriedade. Em 1853, manda-o o pai a Portugal, onde, à insatisfação da vida comercial, que sempre aborreceu, junta-se a dor do exílio, a saudade da pátria, da mãe e da irmã, dos amôres primeiros deixados no Brasil. Lá compôs grande número de poemas, entre os quais se encontra a justamente famosa "Canção do Exílio". Ainda em Portugal, compõe e publica o Ca mões e o Jau, cena dramática em versos decassílalios lá adquiriu grande prestígio e figurava na redação da Ilustração Luso-Brasileira, ao Indo de Alexandre Herculano, Rebelo da Silva e outros. Em julho de 1857 regressou ao Brasil, tendo-se dirigido logo à fazenda, onde permaneceu um mês no convívio dos seus; é dessa data o poema "No Lar". Volta a seguir ao Rio, e em prega-se no escritório de uma casa de consignações. Em 1858 desenvolve grande atividade literária e co meça a preparar o seu volume de poemas, que sa à luz em setembro de 1859. Logo após a publicação de As Primaveras, vai à fazenda e af assiste o pai em seu leito de morte. Regressa algum tempo depois no Rio, onde é atacado, segundo se crê, de tísica pul- monar. Vai para Nova Friburgo, a fim de restabele cer-se, o que não consegue. Volta ainda uma vez a Barra de São João, onde vem a expirar aos 18 de<noinclude></noinclude> t0u37yfo3bllz88aw17vgg3t6l3se2p Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/96 106 256178 559339 2026-08-19T14:44:30Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Abreu 42 p. 124); Capistrano de Abreu, Ensaios e Estudos, 1. série; Antônio F. Almeida, Poelas Fluminenses; Carlos Drummond de Andrade, Confissões de Minas; Goulart de Andrade, Cadeira n.° 6 da Academia Bra- sileira de Letras; Jaime de Barros, Poelas do Brasil; Pinheiro Chagas. Brasileiros Ilustres; Escragnolle Dória. Casimiro de Abreu (in Jornal do Comércio, Rio, 4 de janeiro de 1914); Clementino Fraga, Discurso de recepção na Academi... 559339 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Abreu 42 p. 124); Capistrano de Abreu, Ensaios e Estudos, 1. série; Antônio F. Almeida, Poelas Fluminenses; Carlos Drummond de Andrade, Confissões de Minas; Goulart de Andrade, Cadeira n.° 6 da Academia Bra- sileira de Letras; Jaime de Barros, Poelas do Brasil; Pinheiro Chagas. Brasileiros Ilustres; Escragnolle Dória. Casimiro de Abreu (in Jornal do Comércio, Rio, 4 de janeiro de 1914); Clementino Fraga, Discurso de recepção na Academia Brasileira de Letras (in RABL, ano 38, vol. 57); Chichorro da Gama, Românticos Brasileiros; Gil [pseudônimo de Machado de Assis), Comentários da Semana (in Diário do Rio de Janeiro, 26 de outubro de 1861); Agripino Grieco, Casimiro de Abreu; Múcio Leão, Casimiro de Abreu (in RABL ano 29, vol. 55); Joaquim Manuel de Macedo, 4 de janeiro Casimiro José Marques de Abreu (in Ano Biográfico Brasileiro, 1.° vol.); Carlos Maul, Casimiro de Abreu, poeta do amor; Id., A casa de Casimiro de Abreu (in Ilustração Brasileira, junho de 1947); Heitor Moniz, A vida angustiada de Casimiro de Abreu (in Correio da Manhã, Rio, 21 de outubro de 1930); Id., Vullos da Literatura Brasileira, 1. série; Artur Mota, Tullos e Livros; Isidro Nunes, Casimiro de Abreu (in A Lira, Resende, 22 de outubro de 1915); José Teixeira de Oliveira, Vidas Brasileiras, 1. série; Ataulfo de Paiva, Centenário de Casimiro de Abreu (in RABL, ano 29, vol. 53); Gastão Penalva, A terra de Casimiro (in Jornal do Brasil, 10 de maio de 1939); Clodomiro de Vasconcelos, Casimiro de Abreu (in 0 País, Rio, 16 de abril de 1914); Hélio Viana, Descoberta de Ca- simiro de Abreu (in Revista do Brasil, Rio, abril de 1941); J. J. da Rocha, Primaveras (Poesias do sr. Casimiro de Abreu) (in O Espelho, Rio, 2 de outubro de 1859); José Lins do Rêgo, O Túmulo de Casimiro de Abreu (in Aulores e Livros, suplemento de A Manhã, Rio, 30 de novembro de 1941). O número de 12 de outubro déste suplemento está dedicado a Casimiro de Abreu e reúne a colaboração de vários escritores antigos e modernos, entre outros Manuel Bandeira, Tei- xeira de Melo, Carlos Drummond de Andrade, Ca- milo Castelo Branco, Maria Eugênia Celso, Sousa da Silveira, Sílvio Romero, Ribeiro Couto, Ronald de Carvalho, João Alphonsus, Goulart de Andrade José Veríssimo, Justiniano José da Rocha, Pedro Luís, além de esparsos da correspondência do pecta com a irmã e com o seu amigo Francisco de Sousa Júnior, autógrafos e fotografius. ABREU, CRISTÓVÃO PEREIRA DE, antr. Bandei- rante paulista. Completou o trabalho do sargento- -mor Francisco de Sousa Faria no franqueamento do caminho entre & Colónía do Sacramento e Curitiba, de 1731 até 1737. Há uma ponta com seu nome na Lagoa dos Patos. Deve-se à estrada por éle aberta o desenvolvimento do comércio do extremo sul. A famosa feira de Sorocaba, por exemplo, é uma das Abreu conseqüências desse feito. (Cf. Basílio de Magalhães, Exp. Geogr., 343; Borges Fortes, Cristóvão Percia ABREU, FRANCISCO PEDRO DE, antr. Vd. Jacuí, barão de. ABREU, FLORENCIO DE, antr. Vd. Silva, Flo rêncio Carlos de Abreu e. ABREU, FRANCISCO BONIFÁCIO DE, antr. Vd. Vila da Barra, barão de. ABREU, FRANCISCO PEREIRA DE, antr. V. Teresópolis, barão de. [ABREU, HENRIQUE LIMPO DE, anir. Política. Filho do visconde de Abaetê. Nasceu no Rio, a 28 de abril de 1839. Faleceu na mesma cidade, a 30 de junho de 1881. Foi deputado por Minas Gerais na 12. le. gislatura do Império (1864-1866).] [ABREU, GERALDO JOSÉ DE, antr. Presidente da Junta de Governo do Pará de 18 de agosto de 1823 a 30 de abril de 1824. A 15 de outubro de 1825 deu-se uma sublevação popular e da tropa, que aclamou presidente o cônego Gonçalves Campos. Depois. soldados e homens do povo começaram a arrombar e saquear casas e lojas de portuguêses. O governo agiu com energia e, a 20 de outubro, remeteu 256 soldades e paisanos desordeiros ao comandante da força naval Grenfell. Foram presos nos porões do navio Diligente. que depois veio a se chamar Palhaço. Todos esses presos, menos um, vieram a perecer pela sêde. Por êsse fato aterrador Grenfell veio a ser submetido a conselho de guerra, mas conseguiu ser absolvide. Cf. Rio-Branco, Efemérides, 491.] (ABREU, João CAPISTRANO DE, antr. Eminente historiador, jornalista, crítico e etnógrafo. Nasceu en Maranguape (Ceará), a 25 de outubro de 1855, < morreu na Capital Federal, a 13 de agosto de 1927. Era filho de Jerônimo de Abreu e de Dona Antônia Mota de Abreu. Estudou as primeiras letras na cas paterna e na escola pública de Maranguape, mandan do-o o pai, em seguida, para Fortaleza, a fim de que se habilitasse a ingressar no curso secundário. Na Ca pital do Ceará iniciou-se no Colégio dos Educandos e, após correr vários outros, regressou à vila nat.d Aos 16 anos vai para Recife com a finalidade de tirar os preparatórios e seguir o curso de Direito, matricu lando-se no Colégio das Artes. Despreocupa-se, entre- tanto, dos preparatórios, atraído que foi por outros in ferêsses, tais como a leitura dos clássicos de nosse idioma, o francês, o inglés, a filosofia e a história. Re provado, pois, no ginásio, viu-se obrigado a regressar ao sítio paterno, onde sofreu duro castigo, qual fosse v de lavrar a terra. Após alguns meses em Maranguape. retornou à capital cearense, e, aos 20 anos, inicia suas<noinclude></noinclude> r4zg54bl2i0fn4p6f0ct5qc55bs9dxa Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/97 106 256179 559340 2026-08-19T14:44:33Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Abreu -43- primeiras publicações, dando à luz Perfis Juvenis, es- tudo sobre Casimiro de Abreu e Junqueira Freire Realizou, pela mesma época, uma conferência sobre Literatura brasileira contemporânea e, em 1875, seguiu para o Rio de Janeiro, onde trabalhou desde logo na Li- vraria Garnier, como encarregado da elaboração de notas críticas sobre os livros por ela editados. Impres- tável para a crítica louvaminheira, não se adaptou aos no... 559340 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Abreu -43- primeiras publicações, dando à luz Perfis Juvenis, es- tudo sobre Casimiro de Abreu e Junqueira Freire Realizou, pela mesma época, uma conferência sobre Literatura brasileira contemporânea e, em 1875, seguiu para o Rio de Janeiro, onde trabalhou desde logo na Li- vraria Garnier, como encarregado da elaboração de notas críticas sobre os livros por ela editados. Impres- tável para a crítica louvaminheira, não se adaptou aos novos afazeres, deixando-os, em seguida, para abraçar o jornalismo e o magistério particular. Ingressou a seguir na Biblioteca Nacional, e aí colaborou na organização da Exposição de História do Brasil e pôde aprimorar ainda mais o seu já vasto saber. Continuou a colaborar na imprensa, em que exercia a crítica literária. Ca- sou-se, em 1880, com Dona Maria de Castro Fonseca, da qual teve quatro filhos, e, em 1883, empossou-se como lente de História e Corografia do Brasil do Co- légio Pedro II, após alcançar brilhante vitória em concurso do qual participaram vultos eminentes, como João Franklin da Silveira Távora. Sua tese foi "O des- cobrimento do Brasil e o seu desenvolvimento no século XVI - trabalho que ainda hoje enriquece nossa biblio- grafia histórica. Em 1898 uma reforma desassisada o considerou em disponibilidade. Já então sua erudição era notável. Entre 1881 e 1885 comprovara a autoria de Cardim quanto às obras Do clima e da terra do Brasil, e Do principio e origem dos indior; estabe- leceu, igualmente, a autoria dos Diálogos das grandezas do Brasil, de Ambrósio Fernandes Brandão, em 1901, seguindo as indicações primitivas de Varnhagen; em 1886 identificou Antônio João Andreoni, encoberto sob o anagrama de André João Antonil, como autor da Cultura e Opulência do Brasil, além de muitos outros trabalhos de valor como, por exemplo, a edição crítica da História do Brasil de Frei Vicente do Salvador e as notas à História Geral do Brasil, de Varnhagen. Em 1907, publicou os Capitulos de História Colonial, a muitos respeitos o seu principal trabalho. Desta- cam-se, também, em sua obra, Os bacaeris, estudo do idioma e das lendas dêsses índios, e Ra-txa-hu-ni-ku-1 sobre a lingua dos caxinauás, para elaboração do qual abrigou em sua casa um selvagem daquela tribo. Traduziu também muitos trabalhos geográficos, sendo de ressaltar al geografia fisica do Brasil, de J. E. Wap- paeus, en Geografia Geral do Brasil, de A. W. Sellin, ambas por êle refundidas. Seu imenso trabalho inte- lectual, disperso em múltiplos ramos de atividade. não lhe permitiu escrever uma grande obra geral em que sintetizasse a sua profunda penetração de nosso desenvolvimento histórico e onde comprovasse, mais uma vez, a unidade de pensamento que é um de seus traços salientes. Muitas de suas pesquisas e furta messe de sugestões e opiniões estarão espalhadas na correspondência que manteve com os estudiosos de seu tempo. Do conceito em que é tido servem de Abreu exemplos, entre outras, as opiniões de A. Taunay, que o chama "mestre insigne da história brasileira", e de Sílvio Romero, que o classifica como "o maior erudilo em assuntos brasileiros". Agnóstico, era tolerante em matéria religiosa; prestigiado, não suportava elogios ou homenagens, nem cuidava, sequer, da apa- rência de trajes, revelando-se, a êsse respeito, uma figura quase bizarra. Após sua morte, fundou-se. na Capital da República, a "Sociedade Capistrano de Abreu", destinada a homenagear sua memória, a guardar e conservar sua biblioteca e arquivo, a editar e reeditar obras de sua autoria, assim como outros trabalhos e documentos de valor. BIBLIOGRAFIA RESU- MIDA: 1) Ensaios e Estudos (Crítica e História), 1. série, ed. da Sociedade Capistrano de Abreu, Livraria Bri- guiet, 1931. Compreende trabalhos publicados entre 1874 e 1901. 2) Ensaios e Estudos (Crítica e His- tória), 2. série, ed. da Sociedade Capistrano de Abreu, Livraria Briguiet, 1932. Compreende trabalhos pu- blicados entre 1902 1927.-3) Ensaios e Estudos (Crítica e História), 3. série, ed. da Sociedade Capis. trano de Abreu, Livraria Briguiet, 1938. Compreende trabalhos publicados entre 1903 e 1925.-4) O descobri- mento do Brasil, ed. da Sociedade Capistrano de Abreu, Anuário do Brasil, 1929. 5) Caminhos antigos e povoamento do Brasil, ed. da Sociedade Capistranc de Abreu, Livraria Briguiet, Rio, 1930.6) Capítulos de História Colonial (1500-1800), 3. ed., ed. da Socie- dade Capistrano de Abreu, F. Briguiet & Cia.. 1934.- 7) Ra-txa-hu-ni-ku-l. A língua dos caxina uás do rio Ibuaçu, afluente do Muru (Prefeitura de Tarauacá), 2. edição. Com emendas do autor. Edição da Sociedade Capistrano de Abreu, Livraria Briguiet, 1941. Para maiores informações bibliográficas recorra-se à Biblio grafia de Capistrano de Abreu, por J. A. Pinto do Carmo, Imprensa Nacional, Rio de Janeiro, 1943, ed. do Instituto Nacional do Livro.] - [ABREU, JOAQUIM FRANCISCO DE, antr. Oficial de Marinha e político. Nasceu no Rio Grande do Sul, a 13 de março de 1836. Faleceu nesse mesmo Estado, a 14 de julho de 1895. Assentou praça a 24 de fevereiro de 1851. Veterano da Guerra do Paraguai, chegou a vice-almirante em 1890. Deputado à Constituinte republicana, resignando o mandato por ter sido eleito vice-governador de seu Estado. Era Conselheiro de Guerra desde 1880. Foi Ministro do Supremo Tri- bunal Militar em 25 de julho de 1895.] (ABREU, JOAQUIM LOPES DE, anir. Memben da Junta Governativa do Ceará aclamada a 31 de julho de 1821. Cf. Varnhagen, Hist. Indep. 490.} (ABREU, JOAQUIM Mauricio De, ant Nasceu em Sapucaia. Estado do Rio de Janeiro, em 1852. Fa- leceu no Rio de Janeiro, em 1915. Médica. Republicano<noinclude></noinclude> h4057yz1wigqpax7y9ot9zbv1u1zyir Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/99 106 256180 559341 2026-08-19T14:44:35Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Abreu e Lima - 45 Norte partiu para a Venezuela onde se alistou nas fileiras de Bolívar, tendo participado dos combates de Vargas, Topaga. Molinos e Boyacá. Seu comporta- mento nesse último valeu-lhe condecoração de San- tander. Em 1819 foi promovido a capitão, pelo próprio Bolívar, e em 1822, no pôsto de coronel, foi aos Estados Unidos, a fim de adquirir armamento. Em 1826 foi encarregado de escrever uma memória sobre os limites do Br... 559341 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Abreu e Lima - 45 Norte partiu para a Venezuela onde se alistou nas fileiras de Bolívar, tendo participado dos combates de Vargas, Topaga. Molinos e Boyacá. Seu comporta- mento nesse último valeu-lhe condecoração de San- tander. Em 1819 foi promovido a capitão, pelo próprio Bolívar, e em 1822, no pôsto de coronel, foi aos Estados Unidos, a fim de adquirir armamento. Em 1826 foi encarregado de escrever uma memória sobre os limites do Brasil com a Colômbia; mais tarde elaborou. também, uma biografia de Bolívar. Sempre fiel a Bolívar, foi por êsse elevado posteriormente ao pôsto de general incompatibilizando-se, por sua fidelidade, com os nacionalistas equatorianos, venezuelanos e colombianos. Coube-lhe vencer o chefe rebelde Carujo, em Rioatcha; bateu-se, outrossim, contra os índios guahiros revoltados. Seu último pôsto foi o de chefe do estado-maior do rio Madalena, onde se manteve até 1831. Defendeu Bolívar em vários escritos enco- mendados. Regressando ao Brasil em 1851, foi confir- *mado no pôsto de general, passando a participar da vida política e cultural. Em 1833 ligou-se aos cara- murus e, em 1836, advogou a regência de Dona Ja- nuária, no Raio de Júpiter, jornal de sua proprie- dade. Em 1843 publicou seu Compendio da História do Brasil, primeiro ensaio de periodização da História do Brasil, que recebeu acerba crítica de Varnhagen, de onde se originou dura polêmica entre os dois. Tendo voltado a Pernambuco em 1844. lá escreveu a Synopsis ou dedução cronológica dos Jatos mais notáveis da His tória do Brasil (1845) e sustentou idéias liberais no Diário Novo e no seu jornal, d barca de São Pedro (1848). As Cartilhas do Povo (Pernambuco, 1849) têm interesse político e, em 0 Socialismo (Recife, Tip. Universal, 1855) apresenta de modo inteira- mente inadequado o tema que pretende tratar. Igual- mente política é a Reforma Eleitoral (Recife. Tip. Universal, 1862), valendo ressaltar que, na imprensa, pela mesma época (1867), defendeu o casamento civil. Esta e outras polêmicas em torno de temas religiosos fizeram. que fâsse considerado um inimigo da Igreja. Foi-le, por isso, mais tarde, recusada sepul- tura eclesiástica. Além das obras já citadas, de inte- resse brasileiro, e de sua farta colaboração na imprensa, são de sua lavra os seguintes trabalhos que versam temas estranhos ao nosso meio e que interessam apenas à época bolivariana, embora até 1873 tenha sido quase esquecido na Colômbia onde tanto atuou: Resumen histórico de la última dictadura del libertador Simón Bolivar comprobada con documentos. Prefácio e versões de J. M. Goulart de Andrade. Biografia e notas de Diego Carbonel, Rio de Janeiro, 1922; La barca de San Pedro, panfleto, Cartagena, 1830; La torre de Babel, id., Cartagena, 1830; Carta al general José Antonio Páez, in "Biographias" de Azpurna, t. I; Limiles entre Brasil y Colombia, manuscrito, Bogotá, 1826 (?). BIBLIOGRAFIA: Argeu Guimarães - abreugrafia Um brasileiro na epopéia bolivariana (Biografia do general Abreu e Li- ma), Recife, 1946; José Honório Rodrigues, Teoria da História do Brasil, São Paulo; Alfredo de Carvalho, Um companheiro de Bolivar in "L'Amérique Latine", Paris, 1925.] ABREUGRAFIA, cient. Também chamada fluoro- grafia, radiofotografia ou fotografia miniatura, con- siste na fotografia reduzida da imagem produzida pelos raios X na tela fluorescente. Este método tem o nome do seu inventor, o médico brasileiro Prof. Manuel de Abreu, que o apresentou à Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro. em julho de 1936. Em março de 1937, foi inaugurado e dirigido pelo próprio autor, o primeiro Centro de Abreugrafia, na Saúde Pública do Rio de Janeiro. Desse modo, teve início no Brasil, não somente a descoberta mas também a aplicação social do exame radiológico das populações, em busca dos doentes inaparentes. ainda no início da doença. Para realizar a abreugrafia é necessário um tronco de pirâmide suspenso e equi- librado; na pequena base está a máquina fotográfica especial, que dispõe de objetiva de grande abertura (no mínimo 1/1,5) e de bobinas para filme de lenga metragem, de 35 a 70 mm; na grande base está a tela fluorescente, de grão fino, muito luminosa. Enquanto a radiografia comum tem 30 x 40 cm, a abreugrafia mede apenas 2,4 X 2,4 cm; seu preço de custo muito baixo, aproximadamente um cruzeiro, permite a rea- lização do exame radiológico em massa das populações. A descoberta do Prof. Manuel de Abreu, a qual de- correu de uma nova concepção da profilaxia de várias doenças do tórax, em que predominam a tuberculose, o câncer, a pneumoconiose, as afecções cárdio-vas- culares, teve a mais ampla repercussão internacional. Em todos os países onde o método foi introduzido a partir de 1939. são realizados anualmente milhões de exames. Nos Estados Unidos foram feitas 15 milhões de abreugrafias em 1950. Os programas de exame em massa ainda não atingiram o seu pleno desenvolvi- mento, mas as resultados surpreendentes da sua apli- cação já se refletem nas estatísticas. Assim, no Dis- trito Federal, a mortalidade por tuberculose, em cinco anos, de 1946 a 1950, embora as condições sociais não se hajam modificado favoràvelmente. apresenta um declínio de 40%: os índices por 100.000 habitantes baixaram de 342, em 1945 para 190 em 1950. Na ver- dade, a abreugrafia tornou a radiologia coletiva ou social, deu au diagnóstico precoce e ao conseqüente tratamento precoce uma ilimitada amplitude. Os doen- tes são reconhecidos a curados no período inicial da doença, em que não há sintomas aparentes. Ora, a cura do tuberculoso contagiante, na fase inicial. rápida e pouco dispendiosa na grande maioria das casus, constitui o fator decisivo na profilaxia da tu.<noinclude></noinclude> 6wgzlreqpvypndkshe88y906ipj6k4w Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/102 106 256181 559342 2026-08-19T14:44:38Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: à brisa 48 meia, por isto ou por aquilo, abria o chapéu de sol. abróla ABROLHO, J. m. (bot.) (Centaurea calcitrapal (Vald. Silv., Serras e Furnas, 140). o livro. Des. Erva da família das Compostas. Flores vermelhas compor, injuriar com palavras, iniciar discussão violenta. pala. Sumir, desaparecer: "Pois si serve, fiquem com Deus, que eu abro o pala, lão certo como esta minhã que ei' vem vindo" (Vald. Silv., Serras e Furnas, 145). os p... 559342 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>à brisa 48 meia, por isto ou por aquilo, abria o chapéu de sol. abróla ABROLHO, J. m. (bot.) (Centaurea calcitrapal (Vald. Silv., Serras e Furnas, 140). o livro. Des. Erva da família das Compostas. Flores vermelhas compor, injuriar com palavras, iniciar discussão violenta. pala. Sumir, desaparecer: "Pois si serve, fiquem com Deus, que eu abro o pala, lão certo como esta minhã que ei' vem vindo" (Vald. Silv., Serras e Furnas, 145). os peitos. 1. Iniciar uma cantoria, cantar vigorosamente. || 2. Deslocar uma artéria torácica por ter suspendido algum pêso. |- o ponto. Iniciar o cântico de invocação dos espíritos, na macumba. -o regalele ou a regalela (Baía). Confessar-se, narrar em confiança: "A crioula ofe- receu-lhe um banquinho. Contasse a vida. Abrisse a regalela..." (Sousa Carneiro, Meu Menino, 126). - larro. Cantar. -os dedos, os garlos, os panos, os paus, campo fora. Fugir. preço. Fazer proposta de venda ou de compra, fixando uma quantia como base; "Eu já lhe disse que estou dis. posto a entrar em negócio: pode abrir preço. terra. Partir: "Não levou muito tempo, o cabo, com partes de quem ia à capital a chamado urgente, abriu terra e sumiu-se", (Afonso Arinos, Jagunças, 250). -um mel. Extraí-lo. a parada ou o jogo. Desfazer a aposta; iniciar a série de apostas. -as asas. Pro- vocar brigas. o olho. Tomar cuidado, precaver-se, acautelar-se. -o pulso. Dar mau jeito no pulso. - - mão. Pôr de lado, desinteressar-se; renunciar. | - uma acumulada. Interromper a série de apostas sucessivas que constituem esta modalidade de jogo, com prejuízo da percentagem a que dá direito no final. Vd. acumulada. - -a apilo (gir. mar.). Dar o alarma, gritar (Gastão Penalva, Mundo Literário, VII, 318. o compasso (gir. fut.). Estender as pernas separando-as, no momento da rebatida. | Cf. Magne, DLN, b. v., PDBLP, s. v. - À BRISA, Loc. adv. Em jejum, sem comer. [ABROCHADO, adj. (Alagoas). "Altarefado, abar- bado, apertado" (PDBLP, s. v.)] ABROCHAR, v. 1. 1. (Santa Catarina). Apertar, alivelar: ". a canga e os canzis prontos para abro- char os bois". (Virg. Várzea, Mares e Campos, 51). [Não parece bras., pois vem averbado por FIGUEIREDO, s. v.). 2. (Alagoas). "Apertar com trabalhos, atarefar, abarbar" (PDBLP, B. v.). ABROCO,. m. (bof.). O mesmo que abrojo, q. v. ABROJO, . m. (bot.) (R. G. S.). Abrolho, espinho; dispostas em capítulos numerosos. Fruto aquino "E planta condimentar e alimentar (folhas novas as flores são febrífugas e a raiz é aperiente e útil nas afecções da bexiga. Teve outrora muito renome. mas hoje está completamente desprezada. Fui de certo introduzida da Europa há séculos, aparecendo agora raramente espontânea nos campos do sul, onde o gado a respeita devido aos fortes espinhos florais (PIO CORREIA, S. v.). ABROLHOS', geogr. Córrego, afluente da margen esquerda do ribeirão Mateus Leme; banha o municipio de Mateus Leme, Estado de Minas Gerais. [ABROLHOS, top. Povoado no município e di distrito de Mateus Leme, Estado de Minas Gerais ABROLHOS³, lop. Lugarejo, entre o córreg de igual nome e o Corumbá, município de Mates Leme, Estado de Minas Gerais. ABROMA, . J. (bot.). O mesmo que cacaoran (Herrania Mariae Goudout), árvore da família da Esterculiáceas, q. v. ABRONIA, J. (bot.) (Abronia umbellata Lam Pequena planta da família das Nictagináceas. rna, mental, importada da Califórnia e que se populariz sob o nome científico. Folhas opostas, longo-peci ladas, franjadas com pêlos moles e um pouco s culentas. Flores muito aromáticas, róseo-aver lhadas e dispostas em umbela. O aroma das flors muito suave, desprende-se mais intensamente à lark e à noite. Cf. PiO CORREIA, s. v. ABROTA, . J. (zool.). O mesmo que abrole, q.. ABROTE, .n. (zool.). Denominação dada várias espécies de peixes do mar, que vivem a peque profundidade e pertencem "à família dos Gadide (e de fato alguns pescadores, como afirma o Capill Boiteux, denominam êsse nosso peixe 'bacalla lavados a essa comparação pela relativa semelhan de aspecto, forma e sabor). Pertence porém 0 'Morote' a uma subfamília distinta, gênero Urophycis, alcan apenas 80 cm de comprimento e no litoral catarinense aparece em pequenos cordumes nos meses de mai a julho. Caracteriza-o o feitio alongado; dorsal posta de duas porções, a primeira com 11 raise a anal. No mento há um pequeno barbilhão. As escama picão, carrapicho. Cf. Teschauer, NDN, s. v.; CAL- segunda com mais de 50 e um tanto mais longa qu LACE, s. v.; ROMACUERA, 8. V. É palavra caste- Ihana, e o tem, aqui, som gutural. ABROLHADA, J. ("Desabrochamento, no sentido próprio e no figurado: bela abrolhada de gênio e de virtudes." (Magne, DLP, s. v.).] são miúdas, ciclóides. Há várias espécies o litoral brasileiro" (hering, Dicionário. SINONIMIA: abrola, abrúlea, abrólia, brola. em fa 5. ABRÓTEA, J. J. (zool.). O mesmo que abrote, q<noinclude></noinclude> ilg3mzsnh3m7vi4qd0zqn6r9rf7k1cc Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/104 106 256182 559343 2026-08-19T14:44:40Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: abugrado - 50 ABUGRADO, adj. Que tem maneiras, feições, costumes de bugre. ABUL-HASSAN, MIRZA, antr. Diplomata persa, enviado extraordinário e ministro plenipotenciário do Xá da Pérsia, incumbido de cumprimentar o Príncipe Regente D. João, no Rio de Janeiro, em 1810. Era ministro acreditado junto à côrte de Londres. ABUNA, J. m. Nome com que os índios desig- navam os padres jesuítas, em alusão à sua batina preta. Corruptela do tupi abá... 559343 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>abugrado - 50 ABUGRADO, adj. Que tem maneiras, feições, costumes de bugre. ABUL-HASSAN, MIRZA, antr. Diplomata persa, enviado extraordinário e ministro plenipotenciário do Xá da Pérsia, incumbido de cumprimentar o Príncipe Regente D. João, no Rio de Janeiro, em 1810. Era ministro acreditado junto à côrte de Londres. ABUNA, J. m. Nome com que os índios desig- navam os padres jesuítas, em alusão à sua batina preta. Corruptela do tupi abá-una: homem prêto; o negro. Vd. abá. ABUNA, geogr. Rio de Mato Grosso, tributário do Madeira pela margem esquerda, que deságua entre a cachoeira das Araras e a das Pederneiras; é o ponto mais ocidental de Mato Grosso; tem um curso pre- sumível de 800 km, com uma largura de 60 a 70 m; é navegável, se bem que tenha cachoeiras, segundo informações dos selvagens. Cl. MOREIRA PINTO, S. v, ABUNA, J. (Amazonas). Iguaria feita com ovos de tartaruga. Cl. Taunay, Omissões, s. v.; Tes- chauer, NDN, s. v. ABUNA, geogr. Rio, afluente da margem es- querda do Madeira, na divisa com a Bolívia; banha o município de Porto Velho, Território do Guaporé. ABUNó, geogr. Rio, na divisa entre o Brasil (Teritórios do Acre e Guaporé) e a Bolívia, tribu- tário do Madeira pela margem esquerda. ABUNA, top. Lugarejo no município de Rio Branco, Território do Acre. ABUNó, top. Estação da Estrada de Ferro Ma- deira-Mamoré, no município de Santo Antônio do Madeira, Estado de Mato Grosso. ABUNDANCIA, Lop. Povoado, a N. E. do po- voado de Campestre, município de Timbiras, Estado do Maranhão. ABUNINI, geogr. Vd. Abonini. abulu ABUSAR, P. int. 1. Enfarar-se, aborrecet UI. c. 1. 2. "Saciar do ponto de vista sexual São Paulo, LMPB, s. v.). as ordens Baia Maltratar o prêso, não lhe atendendo à posição, idade ou estado de saúde. ABUSO, J. m. (N. E.). Enfaramento, njeri "Eu tenho abuso de cantar com cego" (Teschaun, NDN, s. v.). "A coisa que eu tenho mais abura nesse mundo é de gente lambanceira" (R. de Queirus. Jai Miguel, 171). Teschauer recolheu ainda as acepies chocarrice, insulto, aborrecimento; e Magne menciona como brasileirismo no sentido de canalhice, violènci insulto (DLN, s. v.). [Dante de Laytano coligiu termo na mesma acepção entre os praieiros do nordeste do Rio Grande do Sul. Cf. Almanaque do Globo, 19 239.] ABUTA, . J. bol. O mesmo que abutua, q. v. ABUTARANA, s. J. (bol.). Falsa abula, q. Tastevin (NPA, s. v.), registra como nome de "cipó que se raspa para dar de beber às senhoras de parto". ABUTILÃO, s. m. (bot.). Denominação dada diversas espécies do gênero Abutilon, arbustos da b mília das Malváceas, mais conhecidos por bênçãode -Deus, q. v. SINONIMIA: abolilhão, abutilo, bolilhão. ABUTILHÃO, J. m. (bol.). O mesmo que ale tilão, q. v. g. v. ABUTILO, s. m. (bot.). O mesmo que abutil ABUTINHA, bot. (S.P.). Nome de várias planus da família das Menispermáceas. ABUTRE,. m. (zool.). Denominação erriner designat mente empregada em algumas regiões para o nosso urubu, q. v. Cf. Ihering. Dicionário, s. v. ABUTRE, gegr. Córrego, afluente da marge [ABURA, geogr. Serra no município de Timbaúba, esquerda do rio Pirapó; banha o município de Lo Estado de Pernambuco.] ABURRINHADO, adj. (Ceará). "Espantado como burro" (Magne, DLN, s. v.). drina, Estado do Paraná. ABUTUA, J. J. (bol.). Nome de diversas plantas da família dns Menispermáceas: 1) buta Cand ABUSADO, adj. e parl. pass. de abusar. 1. (Pern.). Tr. e Pl. Arbusto trepador de caule lenhoso e irregular Enfarado, enjoado, aborrecido, cacête: "Já tá abusado de tanto comer picadinho"; ".. uma chuva miúda, Folhas longo-pecioladas, coriáceas. Flores masculinas vermellio-escuras. Vegeta no Amazonas. 2) bulaca molina, abusada" (Jorge de Lima, Calunga, 35). color Poepp. Arbusto trepador de caule lenhoso e ine | 2. (Gir. D. F.). Provocador, rixento: ". .... a gular encontrado na Amazônia, Minas Gerais e Go reprimenda enérgica de uma senhora fez um atrevido 3) Abula Selloana Eichl. Arbusto trepador de cauk retroceder: seu abusado, retire-se Freitas, Umbanda, 98). U. 1. c. s. dall" (João de lenhoso e irregulur, comum no Rio de Janeiro, S Paulo e Minas Gerais. Folhas de forma variável. Flore<noinclude></noinclude> 2f2pndnxf87j9vfaqkl6ypr8j17ql67 Henriqueta/Esboço biographico 1 0 256183 559346 2026-08-19T14:51:45Z BlitzkriegBoop 37692 Página criada 559346 wikitext text/x-wiki <pages index="Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf" from=13 to=28 tosection="EB2" header=1 contributor="António Feliciano de Castilho" seção="Esboço biographico" /> [[Categoria:Henriqueta| 01]] rzhl9yck9s7sfwf7075e77761v1ow0k 559388 559346 2026-08-19T14:59:57Z BlitzkriegBoop 37692 559388 wikitext text/x-wiki <pages index="Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf" from=13 to=18 tosection="EB2" header=1 contributor="António Feliciano de Castilho" seção="Esboço biographico" /> [[Categoria:Henriqueta| 01]] k9xp5q1egz7ow6afrmp3pe7z88833kb 559391 559388 2026-08-19T15:01:56Z BlitzkriegBoop 37692 559391 wikitext text/x-wiki <pages index="Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf" from=13 to=18 tosection="EB1" header=1 contributor="António Feliciano de Castilho" seção="Esboço biographico" /> [[Categoria:Henriqueta| 01]] g6579hseeun8c877v54rejpv9vigbjk Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/113 106 256184 559347 2026-08-19T14:53:05Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Academia de Belas-Artes Herculano; as Dissertações Cronológicas e Criticas, de João Pedro Ribeiro; o Quadro Elementar das Relações Politicas de Portugal, do visconde de Santarém (19 vols.); o Corpo Diplomático Português e muitas outras. 1Cf. Cristóvão Aires, Para a História da Academia Las Ciencias de Lisboa; III Jubileu da Academia das Ciencias de Lisboa (1931); Anuário acadêmico - vários anos.] 59 (ACADEMIA DE BELAS-ARTES, hist. Cria... 559347 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Academia de Belas-Artes Herculano; as Dissertações Cronológicas e Criticas, de João Pedro Ribeiro; o Quadro Elementar das Relações Politicas de Portugal, do visconde de Santarém (19 vols.); o Corpo Diplomático Português e muitas outras. 1Cf. Cristóvão Aires, Para a História da Academia Las Ciencias de Lisboa; III Jubileu da Academia das Ciencias de Lisboa (1931); Anuário acadêmico - vários anos.] 59 (ACADEMIA DE BELAS-ARTES, hist. Criada. por D. João VI, pelo decreto de 12 de agosto de 1816. Teve primitivamente a denominação de Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios. Passou depois a se chamar Real Academia de Desenho, Pintura, Escultura e Arquitetura Civil. Teve grande influência, na sua fundação o conde da Barca, Antônio Araújo de Aze- vedo, ministro de larga visão e grande conhecedor do meio artístico europeu. Obtida a adesão de D. João ao plano, foi encarregado o marquês de Marialva, re- presentante do reino na França, de contratar os pro- fessores franceses. A missão francesa chegou a 26 de março de 1816. Era chefiada por Joaquim Le Breton, secretário perpétuo da classe de Belas-Artes do Ins- tituto de França. Compunha-se dos seguintes pro- fessores: João Batista Debret, pintor histórico; Ni- colau Antônio Taunay, paisagista, Augusto Taunay, escultor, Augusto Henrique Vitório Grandjean de Montigny, arquiteto; Simão Pradier, gravador; Fran- cisco Ovide, professor de Mecânica, João Batista Level, ferreiro, Nicolau Magliori Enout, serralheiro, Pilité e Fabre, curtidores e curadores de peles. Luís José Rohe, carpinteiro de carros, e seu filho Hipólito; Carlos Henrique Levavasseur e Luís Sinfrônio Meunié. assistentes e discípulos de Grandjean de Montigny, Pierre Dillon, secretário da missão. Juntamente com a missão veio o músico Sigismundo Neukomm, dis- cípulo de Haydn. Seis meses após chegavam ainda os irmãos Marcos e Zeferino Ferrez, o primeiro es- cultar e o segundo gravador (vd. os nomes de cada um destes artistas). Em 12 de outubro de 1820 o barão, depois .visconde, de São Lourenço, fêz pro- mulgar um decreto criando a Real Academia de De- senho. Pintura, Escultura e Arquitetura Civil. O decreto de 23 de novembro chamou a instituição Academia das Arles. O decreto de D. Pedro I de 17 de novembro de 1824 mandava abrir as aulas da Academia Imperial de Belas-drles no edifício con- liguo ao Tesouro. Em de novembro de 1826, final- mente, o visconde de S. Leopoldo, ministro do Im- pério, determinava a abertura do estabelecimento, já então denominado Academia das Belas-Artes. As aulas começam com regularidade em 1827. O pri- meiro diretor foi llenrique José da Silva. O segundo Felis Emilio Taunay. A Academia passou a chamar-se, na República, Escola Nacional de Belas-Artes, nome que conserva até hoje, integrada, desde 1931. ma A Academia de São Paulo Universidade do Rio de Janeiro, hoje do Brasil. Cf. Afonso d'Escragnolle Taunay, & Missão Artistica de 1816, in RIHGB, 74; E. Sousa Campos, Instituições Culturais e de Educação Superior no Brasil, Rio, 1941.] [ACADEMIA DE BELAS-ARTES DA BAÍA, hist. Instituição fundada por Miguel Navarro y Ca- nisares, natural de Valencia, Espanha. Navarro chegou à Baía em 1876 e fêz logo uma exposição que des- pertou o maior interesse e ofereceu-se ao Liceu de Artes e Ofícios para lecionar um curso superior de pintura. Ali estêve até 1877, quando abandonou aquêle estabelecimento com outros professores e, sob o patrocínio do Presidente da Província, o futuro barão de Lucena, fundou a Academia de Belas-Artes. "A criação da Academia marca uma nova era no ensino do desenho e derperta entusiasmo. Fizeram-se exposições, animaram-se tendências. O próprio fun- dador pintou retratos, painéis. alegorias. Retirou-se para o Rio em 1881, deixando um nome inesquecível na Baín. O ensino do modêlo-vivo é inaugurado com o professor russo Maurício Grun, contratado em Paris para a Academia, enquanto também se ia buscar na França o professor J. G. Sentis, para ensinar Es- cultura. Em 1895 a Academia é reformada, passando a chamar-se Escola de Belas-Artes. nome que ainda conserva. Dela têm saído artistas de merecimento." Cf. Carlos Rubens, Artes Plásticas no Brasil, 304.] [ACADEMIA DE BELAS-ARTES DE MA- NAUS, hist. Vd. Conservatório Carlos Gomes.] [ACADEMIA DE LETRAS DA BAÍA, hist. Fundada em 1917 na cidade do Salvador. Teve todo o amparo do governo do Estado. Instalou-se a 7 de março de 1917, precisamente no mesmo dia em que, em 1724, se instalara a primeira academia no Brasil (a Academia Basílica dos Esquecidos). Compunha-se de 40 cadeiras. Seu primeiro presidente foi Ernesto Carneiro Ribeiro. Possui uma Revista aparecida em 1930. Cf. Ari Martins, Entidades litero-culturais do Brasil, in Rev. Acad. Letr., n. 24.] (ACADEMIA DE LETRAS DO CEARÁ, hist. Fundada a 30 de maio de 1950. Ct. Ari Martina, Entidades litero-culturais do Brasil, in Rev. lead. Letr., n. 20.1 [ACADEMIA DE LETRAS DO RIO GRANDE DO SUL. hist. Fundada a 2 de junho de 1910, em Porto Alegre. Publica uma Revista iniciada em 2 de junho de 1910. Ci. Sousa Campos, Instituides Cul- turais, 528.] [A ACADEMIA DE SÃO PAULO, impr. Jornal editado em 1876, em S. Paulo. Era o órgão dos ex- tudantes, sendo seu redator-chefe Antônio Figueira. Cf. BN. IX. 420.<noinclude></noinclude> e5zqzip95ylbfwdicktvzqkb882g0rx Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/114 106 256185 559348 2026-08-19T14:53:07Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Academia do Paraíso ACADEMIA DO PARAÍSO, hist. Associação política. fundada em 1$17, em Pernambuco, com intuitos libertadores e republicanos. Vd. Academia. ACADEMIA DOS FELIZES, his. Fundada no Rio de Janeiro, em 1736. pelo Dr. Mateus Sa- raiva, teve vida precária. extinta que foi em 1740. O único trabalho desta associação de que temos no- tícia é a Oração Acadêmica Panegirica, de Mateus Saraiva, que se conserva em manuscrito na Biblio... 559348 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Academia do Paraíso ACADEMIA DO PARAÍSO, hist. Associação política. fundada em 1$17, em Pernambuco, com intuitos libertadores e republicanos. Vd. Academia. ACADEMIA DOS FELIZES, his. Fundada no Rio de Janeiro, em 1736. pelo Dr. Mateus Sa- raiva, teve vida precária. extinta que foi em 1740. O único trabalho desta associação de que temos no- tícia é a Oração Acadêmica Panegirica, de Mateus Saraiva, que se conserva em manuscrito na Biblioteca Nacional. Cf. Max Fleiuss. Páginas Brasileiras, 389- 591, e F. de Figueiredo, Hist. da Lit. Cláss., 11, 44-45.] [ACADEMIA DOS GUARDAS-MARINHAS, kist. Criada por D. João VI no Rio de Janeiro a 5 de malo de 180S. É a atua! Escola Naval.] 60 [ACADEMIA DOS SELETOS, hist. Fundada no Rio de Janeiro, possivelmente em 1752, como supõe José Silvestre Ribeiro (História, 1, 166). Dela diz Fidelino de Figueiredo: "A principal recordação que de si deixou esta associação foi a homenagem prestada ao mestre-de-campo general Gomes Freire de An- drade, encarregado da delimitação das fronteiras do sul do Brasil, em cumprimento do tratado luso-es- panhol de 1750. Os trabalhos exibidos nesse certamen panegírico constituíram o volume Jubilos da America na gloriosa exaltação e promoção do Illm. Exm. Snr. Gomes Freire de Andrade. Collecção das Obras da Aca- demia dor Selectos, Lisboa, 1754" (Hist. da Lit. Class., II, 46). A propósito, leia-se também o que diz Max Fleiuss, em Páginas Brasileiras, 391-397.] C [ACADEMIA ESPÍRITO-SANTENSE DE LE- TRAS, hist. Fundada em Vitória a 31 de junho de 1921. Compõe-se de 20 cadeiras. A 14 de agosto foi eleita uma diretoria provisória. Instalou-se solene- mente a 28 de setembro de 1925. Publicou um volume Academia Espírito-Santense de Letras: Documentos para sua História, 1923. Foi reorganizada em 1937, ele- vando o número de suas cadeiras para 30. Cf. Ari Martins, Entidades litero-culturais do Brasil, in Rev. Acad. Letr., n. 25.] [ACADEMIA FLUMINENSE DAS CIÊNCIAS E ARTES, hist. Sociedade fundada no Rio de Janeiro a 31 de outubro de 1821, na biblioteca do Paço da Cidade, com a aprovação do principe Dom Pedro e por iniciativa do cónego Januário da Cunha Bar- bosa, do Dr. Joaquim Gonçalves Ledo, do padre Joaquim Damaso, do Dr. Amaro Batista, do Tenente coronel João da Silva Feijó, de Diogo Soares da Silva de Bivar e José Silvestre Relélo. Seu primeiro presidente foi o conde de São João da Palma. A 3 de novembro foram aprovados os estatutos. Com o precipitar-se do movimento da independencia não mais se cuidou desta instituição.) Academia Nacional de Medicina (ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS, hist. Fundada a 22 de julho de 1917. Abrange um quadro social dividido em quatro classes, sendo con- siderados efetivos apenas os membros da classe de letras. Estes são distribuídos por 48 cadeiras. As outras três classes, composta cada uma delas de 16 membros, são: Belas Artes, Ciências Políticas e Sociais e Ciências. Cf. Ari Martins, Entidades litero- -culturais do Brasil, in Rev. Acad. Leir., n.° 26.! [ACADEMIA GOIANA DE LETRAS, hist. Instituição fundada em Goiás a 29 de abril de 1939. Cf. Acad. Carioca de Letras, Publicações, 2.º sem. 1942, 25. (ACADEMIA LITERÁRIA NORTE-RIO-GRAN. DENSE, hist. Sociedade literária que viveu efè. meramente nos últimos anos do século XIX em Natal. Publicou uma revista denominada Miscela- nea. Cf. Ari Martins, Entidades litero-culturais do Brasil, in Rev. dcad. Letr., n. 21.! [ACADEMIA LIVRE DE LETRAS, hist. Fun- diada em Niterói a 14 de setembro de 1950. Seus es- tatutos foram aprovados em 14 de dezembro do mesmo ano. Compõe-se de 30 membros eletivos. Cf. Ari Martins, Entidades litera-culturais do Brasil, in Rev. Acad. Letr., n. 26.] ACADEMIA MARANHENSE DE LETRAS, hist. Fundada em São Luís do Maranhão a 10 de agosto de 1908, contava vinte sócios. Em 1916, co- meçou a editar uma Revista. Em 1934 foram apro- vados novos estatutos. Cf. Ari Martins, Entidades lilcro-culturais do Brasil, in Rev. Acad. Letr., n.º 19.] [ACADEMIA MATO-GROSSENSE DE LE- TRAS, hisi. Fundada em Cuiabá a 7 de setembro de 1921. Publica a Revista da Academia Malo-grossense de Letras, iniciada em 1933. Cf. Sousa Campos, Insli- luições Culturais, 531.] [A ACADEMIA MINEIRA, impr. Revista li- terária que se editou em Ouro Prêto, Estado de Minas Gerais, em 1853. CI. X. Veiga, A Imprensa..... 198.] Fundada a 25 de dezembro de 1909 em Juiz de Fora. (ACADEMIA MINEIRA DE LETRAS, hist. solenemente instalada a 13 de maio de 1910, e trans- ferida em 25 de dezembro de 1914 para Belo Horizon- le, sua sede atual. Publica uma Revista. Cf. Mário de Lima, Letras Mineiras, in 0 Jornal, n. especial sobire Minas Gerais, 1930.] [ACADEMIA NACIONAL DE MEDICINA, hist. Instituição científica fundada no Rio de Janeiro em 28 de maio de 1829 com o nome de Sociedade de Me- dicina do Rio de Janeiro. Foram seus fundadores os Drs. Joaquim Cándido Soares de Meireles, Luís Vi-<noinclude></noinclude> i1b11apdu6pwi3kvwfy1v0lpbxkl26e Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/115 106 256186 559349 2026-08-19T14:53:10Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Academia Norte-Riograndense de Letras cente De-Simoni, José Francisco Xavier Sigaud, João Mauricio Faivre, e José Maria da Cruz Jobim. O de creto de 15 de janeiro de 1830, subscrito pelo ministro marquês de Caravelas, aprovou-lhe os estatutos. O decreto de 8 de maio de 1935 passou a denominar a instituição Academia Imperial de Medicina. No rei- nado de D. Pedro II gozou a Academia de especial proteção do monarca., As sessões aniversári... 559349 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Academia Norte-Riograndense de Letras cente De-Simoni, José Francisco Xavier Sigaud, João Mauricio Faivre, e José Maria da Cruz Jobim. O de creto de 15 de janeiro de 1830, subscrito pelo ministro marquês de Caravelas, aprovou-lhe os estatutos. O decreto de 8 de maio de 1935 passou a denominar a instituição Academia Imperial de Medicina. No rei- nado de D. Pedro II gozou a Academia de especial proteção do monarca., As sessões aniversárias eram sempre realizadas no próprio Paço Imperial, sob a sua presidência. A 21 de novembro de 1889 passou a socie- dade a denominar-se, como até hoje, Academia Na- cional de Medicina. A ela têm pertencido quase todos os grandes vultos da medicina brasileira. Tem promo- vido importantes reuniões científicas e diversas publi cações. Sua sede atual fica no edifício do Silogeu Bra- sileiro. Cf. Alfredo Nascimento, O Centenário da Aca- demia Nacional de Medicina, Rio, 1929.j ACADEMIA NORTE-RIOGRANDENSE DE LETRAS, hist. Fundada em Natal em 8 de novembro de 1936, sob a orientação da Federação das Academias de Letras do Brasil. Constitui-se de 25 cadeiras efe- tivas. Cf. Ari Martins. Entidades litero-culturais do Brasil, in Rev. Acad. Letr., n.° 21.] [ACADEMIA PARAENSE DE LETRAS, hist. Fundada em Belém do Pará a 3 de maio de 1900. Foi reestruturada em 1928. Teve novos estatutos aprovados a 17 de fevereiro de 1947. Compõe-se de 40 membros efetivos. Publica uma Revista, desde maio de 1950. Cf. J. Eustáquio de Azevedo, Subsidios Históricos sobre a Academia de Letras, in Rev. da dead. Par. de Lelr., n.º 1.] (ACADEMIA PARANAENSE DE LETRAS, hisi. Instituição com sede em Curitiba, fundada a 26 de setembro de 1936. Cf. Academia Carioca de Letras, Publicações, II-42, 23.] [ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS, hist. Fundada a 5 de setembro de 1909, na capital de São Paulo. Publica uma Revista, iniciada em 12 de novembro de 1937. Cf. Sousa Campos, Instituições Culturais, 528.] [ACADEMIA PERNAMBUCANA DE LE- TRAS, hist. Fundada no Recife, a 26 de janeiro de 1901. Compunha-se de 20 cadeiras efetivas. Fun- cionou regularmente até 1910, publicando uma Re- visla. Publicou nesta fase as poesias completas de Maciel Monteiro. Em 1920 reorganizaram-se os seus quadros. Em 1921 foram suas cadeiras elevadas para 30. Reiniciou a publicação da Revista em 1926. Cf. Ari Martins, Entidades litero-culturais do Brasil, in Rev. dead. Letr., n.º 22.] (ACADEMIA PETROPOLITANA DE LETRAS, hirl. Fundada em Petrópolis a 3 de agosto de 1922, com a designação de Associação Petropolitana de 61 Academia Rio-Grandense de Letras Ciências e Letras. Instalou-se solenemente a 5 de setembro de 1922. Em 12 de dezembro de 1929 se transformou na entidade atual, com um efetivo de 50 cadeiras. Desde 1925 publica uma revista. Cf. Ari Martins, Entidades litero-culturais do Brasil, in Rev. Acad. Letr., n. 26.] [ACADEMIA PIAUIENSE DE LETRAS, hist. Instituída em Teresina a 50 de dezembro de 1917. Desde 1918 edita uma Revirla. Em 1937 foi reorga- nizada. Conta trinta cadeiras. Cf. Ari Martins, En- tidades litero-culturais do Brasil, in Rev. lcad., Letr., a. 19 [ACADEMIA POPULAR, impr. Semanário que se editou em Recife (Pernambuco), em 1865, sob a direção de Cícero Peregrino. Era publicado aos do- mingos e o primeiro número saiu a 9 de maio. Cf. A. Carvalho, Estado de Pernambuco, Jornais, Revis- (as...., 496.] [ACADEMIA REAL MILITAR, hist. Instituição. de ensino superior criada por D. João VI por decreto de 4 de dezembro de 1810. sendo ministro o conde de Linhares. D. Rodrigo de Sousa Coutinho. Funcionou desde 1812 no prédio que se destinava à catedral, no largo de São Francisco. Em 1823 permitiu-se o estudo conjunto de militares e civis. O decreto de 9 de março de 1832 reformou o estabelecimento. fundindo-o com a Academia de Marinha. As duas escolas foram nova- mente separadas em 1835. Em 1839, a Academia Militar passou a chamar-se Escola Militar. O decreto de 23 de janeiro 1855 criou a Escola de Aplicação do Exército. A essa nova escola se deu. pelo de- creto de 1. de março de 1858. o nome de Escola Militar, passando a antiga academia a denominar-se Escola Central. Esta passou a chamar-se Escola Politéc- nica pelo decreto 5.600, de 16 de abril de 1874. Foi incorporada à Universidade do Rio de Janeiro. Em 1937 passou a denominar-se Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil. Cf. E. de Sousa Campos, Instituições Culturais e de Educação Superior no Brasil; Primitivo Moacir, a Instrução e o Império, 3.º volume, São Paulo, 1938.] [ACADEMIA RIO-GRANDENSE DE LETRAS, hist. Fundada em Pórtu-Alegre a 1.º de dezembro de 1901. Compunha-se de 25 cadeiras efetivas. Ins- talou-se a 10 de maio de 1902. Em meados de 1903. porém, cessaram as suas atividades. Em 15 de agosto de 1934 foi reorganizada. Aumentados os sócios para 40, foi eleita nova diretoria a 8 de novembro. Desde ai tem funcionado sem interrupção. Cf. Ari Martins, Resumo histórico das atividades da dcademia Rio- -Grandense de Letras, (dnais do 2. Congresso das dcademias de Letras, Rio, 1939, 265).]<noinclude></noinclude> gjmwpw0s9zy9oyoduk869m5mq4xitvc Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/116 106 256187 559350 2026-08-19T14:53:12Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Academias 62 [ACADEMIAS, hist. Nome dado a várias lojas maçônicas em Pernambuco em fins do século XVIII e principios do século XIX. As mais famosas foram a deademia Suaçuna e a Academia do Paraíso. A pri meira. funcionando no Cabo. é dada como respon- sável por uma conspiração republicana que visava por Pernambuco sob a proteção de Bonaparte, então primeiro consul da França. Estariam envolvidos na trama os irmãos Cavalcanti de Albuquer... 559350 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Academias 62 [ACADEMIAS, hist. Nome dado a várias lojas maçônicas em Pernambuco em fins do século XVIII e principios do século XIX. As mais famosas foram a deademia Suaçuna e a Academia do Paraíso. A pri meira. funcionando no Cabo. é dada como respon- sável por uma conspiração republicana que visava por Pernambuco sob a proteção de Bonaparte, então primeiro consul da França. Estariam envolvidos na trama os irmãos Cavalcanti de Albuquerque e os irmãos Arruda Câmara. O inquérito aberto a res- peito nada apurou de positivo. A segunda, funcionou na biblioteca do Hospital São João de Deus, anexo à capela de Nossa Senhora do Paraíso, no Recife, sendo chefiada pelo padre João Ribeiro Pessoa. Cf. Mário Melo, Maçonaria no Brasil in Livro Maçônico do Centenário, ed. do Grande Oriente do Brasil, Rin; 1922); Francisco Muniz Tavares, História da Re- volução de Pernambuco em 1817, ed. anotada por Oliveira Lima, Recife, 1917; Carlos Rizzini, O Livro, o Jornal e a Tipografia no Brasil, 288.] [ACADEMIA SERGIPANA DE LETRAS, hist. Fundada em Aracaju a 1. de junho de 1917. Com- põe-se de 40 membros. Publica uma Revista desde 1931. Cf. Ari Martins, Entidades litero-culturais do Brasil, in Rev. Acad. Letr., n. 25.! IO ACADÊMICO', impt. Jornal científico e li- terário que se editou no Recife, Estado de Pernambuco, em 1865. Seu primeiro e possivelmente único número saiu a primeiro de maio. De seu corpo redatorial fêz parte Tobias Barreto de Meneses. Cf. A. Carvalho, Estado de Pernambuco, Jornais, Revistas..... 505.) [O ACADEMICO, impr. Jornal jurídico, lite rário e noticioso, editado em São Paulo, em 1868, e que tinha como diretores de redação Leôncio de Carvalho e J. F. Viana. Cf. ABV, IX, 420.] [O ACADÊMICO, impr. Jornal editado na Bahia, em 1872, sob a direção dos estudantes Ascen- dino Reis, Ribeiro do Cunha, Moura Jr. e Areia Leão. Dedicava-se à medicina e à literatura. Cf. ABN, IX, 420.] 10 ACADÊMICO', impr. Jornal que se editava em Lorena, Estado de São Paulo fem 1940. Cf. AIB, 171.) [O ACADÊMICO, impr. Revista que se editou no Recife, Estado de Pernambuco, em 1880, de feição política e literária. O primeiro número saiu a 7 de junho e o último, que era o terceiro, no primeiro dia do més seguinte. Cl. A. Carvalho, Estado de Per- nambuco, Jornais, Revistas...., 557.] [O ACADÉMICO, impr. Periódico que se editou no Rio de Janeiro, de 1856 1856, tratando de as santos cientifico, literários e sobretudo concernentes à medicina. Cl. ABN, IX; Suplemento, 1045.] acaém [O ACADÊMICO', impr. Semanário científico e literário, que se editou em Pernambuco, em 1850. Cf. A. de Carvalho, Estado de Pernambuco, Jornais, Revistas..... 458.) [O ACADÊMICO DO NORTE, impr. Sema- nário literário e científico, que se editou no Recife, Estado de Pernambuco, em 1857, com uma tiragem de quatrocentos exemplares. Subsistiu apenas durante nove números, o primeiro de 24 de julho e o último de 10 de outubro. Cf. A. Carvalho. Estado de Per- nambuco, Jornais, Revistas..., 476.] [O ACADÊMICO DO NORTE, impr. Periódico que se editou em Recife, Estado de Pernambuco, em 1870. Cf. A. Carvalho, Estado de Pernambuco. Jornais, Revistas..... 520.] JACADÊMICO PARAIBANO, impr. Quinze nário que se editou em Recife, Estado de Pernambuco, em 1866. Deu sete números, o primeiro de 4 de julho e o último de 25 de setembro. Sua tiragem era de 500 exemplares, sendo seu fundador Irineu Joffily, que contou com a colaboração de diversos outros acadêmicos paraibanos. Cf. A. Carvalho, Estado de Pernambuco, Jornais, Revistas...., 509.J [ACADEMUS, impr. Quinzenário político, cienti. Pernambuco, em 1876. Saíram apenas três números, fico e literário que se editou em Recife, Estado de sendo seus redatores José Maria de Albuquerque Melo Júnior, A. C. de Castro Madeira e Manuel do Nascimento Castro e Silva. Cf. A. Carvalho, Estado de Pernambuco, Jornais, Revistas...., 546.] ACADERAR-SE, v. pron. (S. P.). Forma popular de acadeirar-se. Sentar-se em cadeira: "Acadere-se. moço." ACAÉ, s. m. (zool.). 1. "Denominação indígena das gralhas. Em certas regiões os caboclos ainda a cm- pregam, de preferência no nome português" (Ihering, Dicionário, s. v.) 2. Espécie de japu (Ostinops de- cumans Pall.). Vd. japu. Cl. Stradelli, PAh-P, s. v. 3. "Forma meridional de uncaua" (= acau, q. v.) (Tastevin, NPA, s. v. aca).- rubixh, s. m. (zool.). Pequeno pássaro também chamado japim, xextu, jabá e japu. Magne, no seu DIP, s. v., atribui-lhe a classi- ficação de Ornitops cristatus. Este mesmo autor, no mesmo lugar, diz que aca gralha-azul (Cyanocorax caeruleus Vicill.). ACAÉ, geogr. Igarapé, afluente da margem direita do rio Paru; banha o município de Oriximiná, Estado do Pará. ACAÉM, . m. O mesmo que acat, q. v.<noinclude></noinclude> 8h54xqkbhna0wgax0sbm8kfz474hc0t Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/117 106 256188 559351 2026-08-19T14:53:17Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Acaém ACAÉM, geogr. Arroin, afluente da margem esquerda do Itatuíra, no município de Encruzilhada do Sul, Estado do Rio Grande do Sul. Cf. VERGS. & V. ACAEMBU, geogr. Córrego no município de Olím- pia, Estado de São Paulo. Cf. DGESP, s. v. [ACAERAISAUA, J. J. "Nome de uma ave do Amazonas" (PDBLP, s. v.).] ACAFAJESTADO, adj. e part. pass. de acaja- jestar-se. Que tem modos de cafajeste. ACAFAJESTAMENTO, . ni. Ação de acafa- jestar-se. A... 559351 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Acaém ACAÉM, geogr. Arroin, afluente da margem esquerda do Itatuíra, no município de Encruzilhada do Sul, Estado do Rio Grande do Sul. Cf. VERGS. & V. ACAEMBU, geogr. Córrego no município de Olím- pia, Estado de São Paulo. Cf. DGESP, s. v. [ACAERAISAUA, J. J. "Nome de uma ave do Amazonas" (PDBLP, s. v.).] ACAFAJESTADO, adj. e part. pass. de acaja- jestar-se. Que tem modos de cafajeste. ACAFAJESTAMENTO, . ni. Ação de acafa- jestar-se. ACAFAJESTAR-SE, . pron. O mesmo que acanalhar-se. Cl. Taunay, Lacunas, s. v., apud Tes- chauer, NDN, s. v. AÇAFATES-DE-OURO s. m. (bot.) (Alyssum saxatile L.). Vegetal pequeno da família das Cruciferas, originário da Europa e comum em nossos jardins. Fölhns inteiras lanceoladas. "Flores amarelo-brilhantes, pequenas, numerosas, dispostas em cachos curtos reunidos em panículas; fruto síliqua ovóide orbicular. - Éaltamente ornamental, cultivada em todo o mundo para guarnecer canteiros, muros e rochedos. Há di- versas variedades hortícolas, sendo principais a flore- -pleno, de flores dobradas; luteum, de flores sulfúreas, e compacta" (Pio CORREIA, s. v.) AÇAFATES-DE-PRATA s. m. (bot.) (Alyssum marilimum Lam.). Planta pilosa da família das Cru ciferas, originárin da Europa e muito cultivada no Brasil em canteiros, sendo subespontânca nas taperas e paredes velhas. Caules prostrados ou erectos. Folhas inteiras, agudas, inicialmente prateadas e mais tarde everdeadas. Flores brancas, pequenas, aromáticas, dispostas em cachos e de longa duração. Antigamente muito usada como antiscorbutica. Cf. PIO CORRELA, v. SINONIMIA: alice. AÇAFLOR, .j. (bol.). (Baía). O mesmo que curcuma ou açafrocira (Curcuma longa L.). q. v. 63 açafrão toklas produzindo matéria tintorial, mas esta é a principal e a verdadeira, cultivada já pelos antigos gregos e intimamente ligada à sua mitologia. - A parte valiosa consiste nos estigmas, que, depois de secos, contêm 42% de matéria corante particular ('safra- nina', 'policroíte', 'xantocarotina', 'crocina) e um óleo volátil que parece ser o princípio ativo da planta, além de várias substâncias graxas e resinosas. Aquela matéria corante, que os raios solares destroem comple- tamente, tem a propriedade de tingir com uma insigni- ficante quantidade um considerável volume de águn, e já foi muito empregada na indústria para colorir madeira, vernizes, cosméticos, licores, etc., mas o con- sumo diminui sempre em virtude do alto preço que mantém e das falsificações que éste encoraja, entre as quais se conta a que é feita (Itália) com carne de vaca depois de colorida com o próprio açafrão. São precisas 40.000 flores para obter-se o modesto pôso de 500 gramas de estigmas. Na arte culinária e na fabricação de bebidas continua sendo preferido; é um tempêro e colorante inofensivo para pastas. queijos e doces. Tem, porém, mais largo emprego na medi- cina, como estimulante, carminativo, antispasmodico e sedativo, indicado na gastralgia, histeria, coqueluche e dentição das crianças: é, sobretudo, emenagogo, excitante da menstruação e calmante das dores que a acompanham, entrando na composição de diversas fórmulas (láudano de Sydenham, emplastro de Vigo. elixir de Gárus, etc., etc.) mas o seu uso não deixa de oferecer perigo. Efetivamente, uma dose superior a 10 g pode produzir cefalalgia ou uma espécie de em- briaguez e mesmo a morte; sabe-se que tem influência específica sobre o sistema vascular cérebro-espinhal. afetando as faculdades mentais. Entretanto, om vários países, as mulheres abusam do açafrão como emena- gogo. Os balbos dão fécula comestível e alimentar e também são muito apreciadas pelas galinhas.. Ori- ginário da Itália e da Grécia, ou talvez da Ásia Menor. foi introduzido no Brasil ainda nas tempos coloniais, e vem sendo cultivado sem persistência, sendo mais fácil encontrá-lo nos jardins, como planta ornamental, confundido com o C. venus All. (C. officinalis Hanck = "Apressado, szafamado, atrapalhado. O mesmo que ACAFOBADO, adj. e part. pass. de acajobar. Sajran Printanier. das franceses), de flores brancas ajobado" (PDBLP, s. v.). V. [ACAFOBAR, v. t. Apressar, atrapalhar. ! ou lilacinas, maiores, especial para cultura sobro seixos em vasilhas baixas com água (sistema japonès)" (Pro CORRELA s. v.). 1 barlardo. O mesmo que açajraa, . pron. O mesmo que afobar-se. Cf. PDBLP. v. 1-da-India. O mesmo que acajroeira, q. v. da familia das Iridáceas, com bolbo sólido, arredondado AÇAFRÃO, . m (bot.) (Crocus sativus L.). Planta e deprimido, envolvido por fibras delicadas e aceti: 1-da-terra. O mesmo que açajroeira, q. v. 1-do- -campo. O mesmo que acafrão-do-mato, g. v. --do- -malo (Escobedia scabrifolia R. e P.). Erva da familia das Escrofulariáceas. Fathus sésaeis, opostas, dentadas ou quase inteiras, rígidas e ásperas. Flores brancas, finadas. Flores violáceas, com três carpelos unidos. grandes. solitárias. Fruto: cápsula ovóide. É muito Fruto cápsula com sementes arredondadas. "Há nume- rosas plantas a que se dá o mesmo ou idêntico nome, utilizada para ornamentasão de jardins. As ralaes for- necem matéria tintorial, própria para condimentar<noinclude></noinclude> ot9vyqgmlq455yu12orvunjzjdnpa9v Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/118 106 256189 559352 2026-08-19T14:53:20Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Açafrão e corar alimentos. Encontra-se no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Cf. Pio CORRELA, s. v. espário. O mesmo que apafroa q.v.indigena. O mesmo que acafrocira, q. v. AÇAFRÃO, geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do córrego São Domingos; banha o município de Itaberal, Estado de Goiás. 64 AÇAFROA, . f. (bot.) (Carthamus tinctorius L.). Erva da familia das Compostas, originária do Egito e al cultiv... 559352 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Açafrão e corar alimentos. Encontra-se no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Cf. Pio CORRELA, s. v. espário. O mesmo que apafroa q.v.indigena. O mesmo que acafrocira, q. v. AÇAFRÃO, geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do córrego São Domingos; banha o município de Itaberal, Estado de Goiás. 64 AÇAFROA, . f. (bot.) (Carthamus tinctorius L.). Erva da familia das Compostas, originária do Egito e al cultivada desde os tempos dos faraós, para tingir panos com que se enfaixavam as múmias, foi introdu- zida no Brasil há muito anos. Caule erecto, com folhas sésseis, alternas. Flores grandes, vermelhas ou vermelho- -alaranjadas, dispostas em capítulo. Fruto aquênio, com sementes quadrangulares, brancas. Das flores se extraem dois corantes, um amarelo, não aproveitável, e outro vermelho, empregado em culinária e em per- fumaria, para substituir o verdadeiro açafrão. As folhas são forrageiras e coagulam o leite. As sementes são muito apreciadas pelas aves domésticas, principal mente pelos psitacídeos, daí serem denominadas "se- mentes-de-papagaio". Cf. PIO CORREIA, s. v. SINONIMIA: açafrão bastardo, açafrão espúrio, açafrão indígena, usitana. AÇAFROEIRA, . J. (bol.) 1. (Curcuma longa L.; Amomum curcuma Jacq.). Erva da família das Zingibe- ráceas, de 120-150 cm de altura; "rizomas tuberculosos, o central alongado e os laterais arredondados, duros, de cór variável interiormente, predominando a alaran- jada; folhas grandes (pecíolo tão comprido como o limbo), oblongo-lanceoladas, reunidas na base, oblíquo- -nervadas, aromáticas quando contusas; flores amare- ladas, longo-pedunculadas, dispostas em espigas com- pridas e com brácteas côncavas verde-pálidas, as su- periores também com uma mancha rósea; fruto: cápsula - bivalve, trilocular. Os rizomas encerram amido, um óleo essencial ('cineol", "felandreno"), duas matérias tintoriais, sendo uma parda, geralmente desprezada, e outra amarela e resinosa, que é a 'curcumina', pelos ingleses chamada turmeric'. muito empregada na tinturaria e na alimentação humana, pois é a prin. cipal substância colorante dos caris orientais; também déles se extrai fécula que, em Java, substitui a de ararula e a de mandioca, até na confecção dos bolos mais delicados. Em medicina tem o nome de Terra merila & servem para cicatrizar feridas e também como litontrípticos e diuréticos, excitantes, cordiais e esfo. máquicos, antidiarréicos, antiscorbuticos, antispasmó. dicos e emenagogos, afirmando-se que em alta dose produzem embriaguez, sono e delírio. Em farmácia 'curcamina serve para colorir ungüentos e óleos medicamentosos e nos laboratórios empregam como reagente, sobretudo do ácido bórico, a tintura destes rizomas e o papel respective" (PIO CORREIA, s. v.). É Acaí originária da India. "Pouco ou quase nada cultivada atualmente no Brasil, é todavia muito comum, em quase todos os Estados, como planta subespontânea. SINONIMIA: açafrão-da-terra, açafrociro-da-India, Amazonas" (PIO CORREIA, S. v.). 2. "(Nyelanthes balatinha amarela, gengibre dourada, mangaralaia, no arbor-tristis L.; Scabrita scabra L.; S. triflora L.), da família das Oleáceas.-Arbusto grande ou árvore pe- quena; ramos novos quadrangulares; folhas curto. pecioladas, opostas, simples, ovadas ou cordiformes, inteiras ou dentadas, agudas ou acuminadas, - membranosas, pilosas e verrucosas; flores brancas com (ubo amarelo-alaranjado, sésseis. trifasci culadas, muito aromáticas, abundantíssimas, abrindo à tarde e caindo de madrugada, ....;'fruto: cápsula de 2 cm, quase orbicular, comprimida, contendo se- mentes reticulado-nervadas, glabras. - Os tubos das flores fornecem matéria tintorial amarela ('niclantina') sucedânca do legítimo Açafrão para colorir alimentos....; as sementes dão óleo medicinal.... As raízes, além de comestíveis, são também medicinais; as cascas for- necem igualmente tinta amarela e servem para curlume. Quanto às folhas, sendo mastigadas, tingem de amarelo a saliva, tudo fazendo supor ser uma mesma substância a que se encontra nas fòlhas. nas cascas e nas flores.... Cultivada como ornamental em todo o Brasil" (P10 CORREIA, S. v.). [ 3. (Baía). O mesmo que urucuzeiro, q.v. Cl. CAMINHOÁ, 2621. ACAGÜETAR, . f. (cat.) Denunciar. Diz-se também alcagüclar. ACAGUETE, s. m. (cal.). Ladrão que indica os comparsas à polícia, ou auxilia a polícia nas investi- gações; delator. Cl. Lucas Barbaroxa, Agüenta Firme. 95; Elisio, Giria, 5; Raul Pederneiras, Geringança, 5. Provém do esp. alcahuele ou alcahuela, por sua vez derivado do árabe alcahued. Diz-se também alcagüele e cagüele, q. v. ACA͹, geogr. Rio do Estado do Pará, alluente da margem direita do Xingu. Corre de E. para N. e tem as margens revestidas de mato espesso e escuro. Cl. MOREIRA PINTO, s. v. Acahy. ACAÍ, geogr. Serra no distrito de Cimbres do município de Pesqueira, Estado de Pernambuco, na qual se situa o povoado de Alagoinhas e em que nasce o rio Ipojuca. É conhecida, também, pelo nome de Ararubá. CI. MOREIRA PINTO, S. v. cahy. ACAͳ, geogr. Serra no município de São João do Cariri, Estado da Paraíba. Cf. MOREIRA PINTO, S. v. Acaly. ACAÍ, geogr. Saco na lagou de Araruama. Estado do Rio de Janeiro, entre a ponta do mesmo nome ca de Maçambaba. Cf. MOREIRA PINTO, s. v. Acahy.<noinclude></noinclude> m9hwf3vjy8kjph3p794aodauyupai92 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/119 106 256190 559353 2026-08-19T14:53:22Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Acaí 65 Açaí ACAÍ, geogr. Rio, corre para o município de Cruz do Espírito Santo, onde desemboca no Paraíba, pela margem esquerda; banha o município de Sapé, Estado plantas velhas; e as fibras são aproveitadas pelo fàcilmente e presta-se para barrotes, caibros e ripas bastante duráveis, mais ainda quando provém de da Paraíba. ACAÍ, geogr. Arroio, afluente da margem esquerda do rio Tourinho; banha o município de Foz do Iguaçu, Estado do... 559353 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Acaí 65 Açaí ACAÍ, geogr. Rio, corre para o município de Cruz do Espírito Santo, onde desemboca no Paraíba, pela margem esquerda; banha o município de Sapé, Estado plantas velhas; e as fibras são aproveitadas pelo fàcilmente e presta-se para barrotes, caibros e ripas bastante duráveis, mais ainda quando provém de da Paraíba. ACAÍ, geogr. Arroio, afluente da margem esquerda do rio Tourinho; banha o município de Foz do Iguaçu, Estado do Paraná. ACAÍ, geogr. Cachoeira, formada pelo rio Ura- rigüera, a jusante do igarapé Paruaína, no muni- dpio de Boa Vista, Território do Rio Branco. ACAI, top. Povoado entre as nascentes do arroio de igual nome, no município de Foz do Iguaçu, Es- fado do Paraná. ACAÍ, top. Povoação no distrito de Pedras de Fogo, município de Cruz do Espírito Santo, Estado da Paraíba, a 9 km de Alhandra. ACAÍ", top. Povoação no município de Pesqueira, Estado de Pernambuco. Cf. MOREIRA PINTO, s. v. Acahy. ACAÍ, geogr. Serra no município de Monteiro, Estado da Paraíba, na divisa do Estado de Pernambuco. ACAÍ, geogr. Saco a L. da lagoa de Pernambuco, no município de Cabo Frio, Estado do Rio de Janeiro. AÇAÍ, . m. 1. (bot.). Fruto do açaizeiro. 2. Bebida fornecida por.êste fruto e que se toma geral. mente acompanhada de farinha d'água. || 3. (Bol.). O mesmo que acalzeiro (Euterpe oleracea M.). árvore per- lencente à família das Palmáceas, encontrada da Ama- zônia até a Baín, formando toucei.as muito freqüentes nos terrenos da várzea. Espique às vezes com 30 m e frondo terminal com 10 a 12 fölhas. Flores sésseis, monóicas, dispostas em espádice. Fruto: baga, com amêndoa pequena e dura. "Os frutos fornecem o famoso e nutritivo 'vinho de Açaí', bebida tradicional dos abo- rigines da Amazônia e agora também dos respectives habitantes civilizados, uns a usando como alimento cotidiano, associado a mel de abelhas ou açúcar e fa- rinha de mandioca torrada, outros apenas como simples refresco" (PIO CORREIA, S. v. assahysciro). Em Belém, japim (Cassicus persicus) para construção de seus ninhos" (PIO CORREIA, 3. v. assahyseiro). SINONÍMIA: jiçara, ioçara, juçara, palmiteiro, piná, tucaniei. Ao fruto chamam os índios Curuaís apuim. --calinga; (Euterpe controversa Rodr.). Espique erecto ou flexível, com 7-8 m de altura. Flores vermelhas dispostas em espádices solitários. Fruto pequeno, com o qual se fa- brica vinho mais adstringente que o anterior. Fornece palmito comestível e o lenho serve para caibros e ripas. SINONÍMIA: uaçaí. chumbo (Euterpe catinga Spruce). Espique frágil e tortuoso. Fruto drupa, uti- lizado pelos índios para enfeite, e sementes pequenas, do tamanho de chumbo de caça. Fornece palmito co- mestível. SINONÍMIA: açaí-calinga, açai-mirim, uaçaí- -chumbo, uaçai-mirim. |--da-mala (Euterpe longi- bracteala Rodr.). Espique erecto ou flexível, com a ex- tremidade superior verde. Flores com sépalas brancas pétalas purpurinas, dispostas em espádice carnoso com espata dupla. É palmeira social, encontradiça em lugares sombrios e úmidos. SINONIMIA: açaizinho. --do-dllo Amazonas (Euterpe precatoria M.)* Espique delgado e pouco resistente. Flores amarelas, dispostas em espádice. Fruto baga, com o qual so fabrica bebida idêntica ao vinho de açaí. Palmeira so- litária, fornecendo palmito comestível. Utilizada nos barracos dos seringueiros para fazer assoalho. SINO- mirím NÍMIA: açai-mirim, guaçai, palmito mole. |- (Euterpe jalapuensis Rodr.). Espique cinzento, erecto. SINONIMIA: uaçai-mirim.. pardo (Euterpe badio carpa Rodr.). Espique solitário, flexível e acinzentado. Fruto baga, os maiores do gênero, vendidos nos mer- cados de Manaus para fabricação do vinho de açaí. Espécie rara. SINONIMLA: uaçalluira. AÇAÍ, geogr. "Ilha do Estado de Mato Grosso, (MOREIRA PINTO, s. v. Assahy). no Guaporé, entre o Corumbiara e a Ilha Comprida" AÇAÍ, geogr. "Ilha no rio Negro, afluente do Ama- zonas, no Estado deste nome, entre as ilhas denominadas Piraiuara e Bacate-Rainha" (MOREIRA PINTO, s. v. Assahy). segundo Raimundo de Morais, MDCd, as amassa- deiras de açaí assinalam as respectivas quitandas com Uma bandeirinha encarnada. "Da amêndoa extrai-se leo verde-escuro, e amargoso, adstringente e reso- lutivo, empregado na medicina caseira, sobretudo como antidiarréico. A raiz passa por depurativa e in folhas ou brotus não desenvolvidos constituem da barra do Marcolino, no município de Diamantino, AÇAÍ, geogr. Ilha no rio do Sangue, a montanta AÇAÍ, geogr. "Ilha do Estado do Amazonas, no rio Negro, próxima das ilhas denominadas Rei o Afaro" (MOREIRA PINTO, 3. v. dasahy). bom 'legume' (palmito). A aparição dos frutos ma- duras & motivo de regozijo para os índios, que logo tratam de fabricar a bebida, em cuja manipulação Estado de Mato Grosso. AÇAÍ, geogr. Córrego, afluente da margem es diz-se, somente as moças podem interferir; essa ocasião querda do rio Roosevelt; banha a município de Alto toporiuna para festas e casamentos. O leuho feade Madeira, Estado de Mato Grosso.<noinclude></noinclude> 438oez2t9bund1mvnag3ogdlldb6kjz Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/120 106 256191 559354 2026-08-19T14:53:24Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Açaí AÇA, reg. "Igarapé do Estado do Pará, no município de Óbidos" (MOREIRA PINTO, s. v. Assaly). AÇAÍ, geogr. "Igarapé do Estado do Pará, corre ao norte da cidade de Vigia e vai para o rio Park" (MOREIRA PINTO, s. v. Assahy). AÇAÍ, geogr. "Igarapé do Estado do Amazonas, alluente da margem esquerda do rio Japurá, tributário do Solimões" (MOREIRA PINTO, s. v. Assahy). AÇAÍ", top. "Lugarejo do Estado do Pará, no município de Afuá" (MOREI... 559354 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Açaí AÇA, reg. "Igarapé do Estado do Pará, no município de Óbidos" (MOREIRA PINTO, s. v. Assaly). AÇAÍ, geogr. "Igarapé do Estado do Pará, corre ao norte da cidade de Vigia e vai para o rio Park" (MOREIRA PINTO, s. v. Assahy). AÇAÍ, geogr. "Igarapé do Estado do Amazonas, alluente da margem esquerda do rio Japurá, tributário do Solimões" (MOREIRA PINTO, s. v. Assahy). AÇAÍ", top. "Lugarejo do Estado do Pará, no município de Afuá" (MOREIRA PINTO, s. v. Astahy). AÇA", top. Vila no município de São Jerônimo, Estado do Paraná. ACAIA', . m. (bol.). O mesmo que cajá, q. v. ACAIÁ, geogr. Ponta na ilha Grande, entre a ponta dos Micos e a de Taiaçu, Estado do Rio de Ja- Deiro. Cf. MOREIRA PINTO, s. v. ACAIA³, geogr. Lago à margem direita do Purus, entre os lagos do Macaco e Tucunaré, Estado do Amazonas. Cl. MOREIRA PINTO, S. v. ACAIA', geogr. Pequeno rio afluente do Pajeú, que banha o município de Flores, Estado de Pernambuco. 66 ACAIÁ, geogr. Morro na extremidade sul-ocidental da ilha Grande, município de Angra dos Reis, Estado do Rio de Janeiro. q. v. ACAIA-AÇU, . m. (bol.). O mesmo que caja-açu, Acaiteua ACAIAÇU, geogr. Igarapé, afluente do rio Carna- pijó; banha o município de Belém, Estado do Pará. ACAIA-MIRIM, s. m. (bol.). O mesmo que caja (Spondias lulea L.), q. v. ACAIÇARADO, adj. c part. pass. de acaiçarar-se. Que tem modos ou manciras de caiçara (i. c., de caboclo ou matuto), q. v. ACAIÇARAR-SE, v. pron. Adquirir maneiras ou costumes de caiçara, q. v. Amalutar-se; acaboclar-sc. Cf. Taunay, Lacunas, s. v. ACAIOABA, lop. Lugarejo no município e dis- trito de João Ribeiro, Estado de Minas Gerais. [ACAIPIRADO, adj. Que tem modos de caipira; acanhado, tímido, sem desembaraço na sociedade: "A Nicota, muito acaipirada..." (Taunny, Ao Entar decer, 187).] ACAIPIRAMENTO, s. m. Ato ou efeito de acai- pirar-se; acanhamento. | Sobre este curioso fenômeno de involução social, vejam-se os verbetes Mano Juca, queijeiro e, principalmente, mocorongo. ACAIPIRAR-SE, v. pron. Tornar-se caipira. 9. v.; adquirir hábitos e modos de roceiro ou matuto; ficar acanhado.] ACAÍRA', geogr. Ilha ao N. de Una do Guarapari. em fiente à praia da Ponta da Fruta, a S. E. das ilhas Toninha e Cambaixo. Estado do Espírito Santo. Cl. MOREIRA PINTO, s. v. (ACAÍRA², geogr. Saco na Lagoa de Araruams, a S. O. da ponta de igual nome, no município de Cabo Frio, Estado do Rio de Janeiro. Ci. P. G. Alco ACAIABA, J. m. O mesmo que acaiá e cajá, q. v. ACAJACA, . m. (bof.). Variedade de cedro (Ce- forado, TGF, 61.] drela fissilis Vell.), q. v. ACAIACA, lop. Vila e sede do distrito de Acaiaca, pertencente ao município de Mariana, Estado de Minas Gerais. Fica na região oriental do município, à margem do ribeiro do Carmo, com estação da E. F. Central do Brasil. ACAIACA, 4. m. (bot.) (Cedrela brasiliensis Juss.). Árvore da família das Terebintáceas, variedade de cedro. "É árvore de alto porte, muito comum em certos lugares, crescendo de preferência nas margens altas dos rios. A sua madeira é muito apreciada em marce. naria, especialmente para móveis, porque toma um bonito polimento, trabalha-se fàcilmente e tem a pro- priedade de não ser atacada pelo cupim" (Stradelli, VNGP, Lv.). ACAÍRA³, geogr. Ponta na extremidade seten trional do Saco dos Atalhos, município de Cabo Frio, Estado do Rio de Janeiro. AÇAIRANA, . J. (bot.) (Geonoma camana Trail). Árvore da família das Palmáceas, de espique erecto ou tortuoso, anclado e coroado por folhas pecioladas; flores monóicas dispostas em espádices de 45 a 60 cm; fruto: Unga carnosa, comestível, de aproximadamente 1 cm de comprimento. Estes frutas, quando submetidos à fer mentação, produzem bebida vinosa, de paladar acre, que os aborigines bebem com prazer; com o lenho, mole e branco, fazem fogo por meio de atrito com outro lenlio duro. SINONIMIA: jurili-ubim. Cf. Pio COR REJA, S. v. assahirana. ACAITEUA, geogr. Cachoeira no rio Xingu, no território do município de Gurupá, junto à povoação ACAIACARANA, J. (bol.). Árvore da família de Miri, Estado do Pará. Cf. MOREIRA PINTO, S. v. das Anacardiaceas Acahyleua.<noinclude></noinclude> 07grfdn413gxab3n91ekt8ky8gtk3b5 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/121 106 256192 559355 2026-08-19T14:53:27Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Açaiteua 67 AÇAITEUA', geogr. "Pequeno rio do Estado do acajucica AÇAIZEIRO, gg. "Igarapé no municipio de Pará, afluente da margem esquerda do Quatipuru" Gurupá, no Estado do Pará" (MOREIRA PINTO, S. v. (MOREIRA PINTO, s. v. Assahyleua). AÇAITEUA³, geogr. "Igarapé do Estado do Pará, desigua na margem esquerda do rio Capim, de fronte da ilha São Caetano" (MOREIRA PINTO, s. v. Assahy- leua). AÇAITUBA', geogr. "Rio do Estado do Pará, banh... 559355 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Açaiteua 67 AÇAITEUA', geogr. "Pequeno rio do Estado do acajucica AÇAIZEIRO, gg. "Igarapé no municipio de Pará, afluente da margem esquerda do Quatipuru" Gurupá, no Estado do Pará" (MOREIRA PINTO, S. v. (MOREIRA PINTO, s. v. Assahyleua). AÇAITEUA³, geogr. "Igarapé do Estado do Pará, desigua na margem esquerda do rio Capim, de fronte da ilha São Caetano" (MOREIRA PINTO, s. v. Assahy- leua). AÇAITUBA', geogr. "Rio do Estado do Pará, banha o município de Macapá e deságua no Amazo- nas" (MOREIRA PINTO, s. v. Assahytuba). AÇAITUBA, geogr. Igarapé, afluente da margem direita do rio Juruá; banha o município de Eirunepé, Estado do Amazonas. AÇAITUBA, geogr. "Ilha na embocadura do Ama- zonas, no Estado do Pará. Fica próxima da ilha Curuá c forma com as de Bailique, Cutia, Panema e outras, Assalyzeiro). AÇAIZINHO, geogr. Furo no rio Coari, muni- cípio de Coari, Estado do Amazonas. ACAIXI, geogr. Rio, tributário do Xingu, no Es- tado de Mato Grosso. Cf. MOREIRA PINTO S. v. ACAJÁ!, s. m. (bot.) O mesmo que cajá, q. v. [ACAJA, impr. Jornal "de instrução e recreio" que se editou no Rio de Janeiro, de 1860 a 1861. B.N, IX, 420.] Cf. ACAJA, lop. Colônia no município de Alfredo Chaves, Estado do Espírito Santo, a 2 km da sede. ACAJAÍBA, J. (bot.). 1. O mesmo que acajuíba e cajueiro, q. v. Cf. E. de Castro. Ensaior, 310. 12. o canal setentrional da barra do rio Amazonas" (Mo. O mesmo que cajazeiro, q. v. REIRA PINTO, s. v. Assahyluba). AÇAITUBA', geogr. Ilha no rio Branco, muni- cípio de Barcelos, Estado do Amazonas. AÇAITUBA", geogr. "Ilha no rio Negro, afluente do Amazonas, entre a boca do Cauaburi e Castanheiro" (MOREIRA PINTO, s. v. Assahytuba). AÇAITUBA', geogr. Lagoa, na região setentrional do município de Barcelos, Estado do Amazonas. AÇAITUBA', top. Povoação na ilha Caviana, no município de Chaves, Estado do Pará. ACAIÙAPARA, geogr. Nome dado ao rio Gurupi no seu primeiro trecho maranhense. Cf. Jorge Hurley, in RING Pará, 1932, 9. ACAIUASA, hist. Localidade do Chaco, em que os paraguaios assaltaram, no dia 18 de julho de 1868, tropas argentinas e brasileiras encarregadas de reco nhecer o reduto de Corá. A ação dos brasileiros, repre- sentados pelos 3. e 8. batalhões de linha, comandados pelos tenentes-coronéis A. P. de Oliveira e A. J. Ba- celar, foi de importância definitiva e evitou o aniqui- lamento de um batalhão argentino. Cf. Rio Branco, Efemérides, 330. AÇAIZAL,. m. Mata de açaí; abundância dessa palmeira. AÇAIZAL, top. "Uma das malocas da tribo Maués, antigos Magüés; no Estado do Pará" (B. Rodrigues, Negro, no Estado do Amazonas. ACAJATUBA, top. Lugarejo à margem do rio (PDBLP, s. v. acajipado)): "... nas véia corda do ACAJIBADO, adj. (Serg.) ["(pop.) Deformado" pinho que tá quaje acajibado mais merece os meu carinho...." (Exupero Miranda, Husa Matula, 13). ACAJIPADO, adj. (Serg.). O mesmo que acaji- bado, q. v. ACAJU, .m. (bol.). 1. Nome que se dava ao fruto e também à árvore do dnacardium occidentale L. Vd. caju. 2. (Amazônia). Nome por que é designado cedro (Cedrela guyanensis Juss.). árvore que ali atinge grandes proporções e desenvolvimento, crescendo até 25-30 m. A madeira tem emprègo em construção civil, naval a marcenaria, fornecendo tábuas para soalhos, forros, portas e ripas. Conhecem-se as varie- dades: amarelo, branco, ferro e selvagem. Cf. Teixeira da Fonseca, Indicador, 5. 3. O mesmo que cedro-cheiroso (Cedrela dorata L.), q. v. 14. (Swielenia Mahogoni Jacq.). Vd. caoba e mogno.] (Amazônia). Árvore do gênero Cedrela. -- branco. Árvore que fornece madeira de. lei. 1- amarelo calinga. O mesmo que cedro-balala, q. v. 1 Jerra. Variedade de Cedrela guyanensis-selvagem. Arvore do gênero Cedrela. ACAJU, top. Ilha no rio Oiapoque, Território do Amapá. É também chamada Robinson. ACAJUCATINGA, . m. (bol.). O mesmo que Rio Tapajós, 1875, pág. 135, cit. por MOREIRA PINTO, cedro-batala (Cedrela fissilis Vell), q. v. a. v. cedro. Lv.). q. v. AÇAÌZEIRO, s. n. ACAJUCICA, J. "Resina do caju; dela se servem (bot.). O mesmo que acal, os livreiros do Norte, de preferência à goma arábica, não só por ser mais barata mas também porque pre-<noinclude></noinclude> f9d7dzcq3iai763j9be7n6ifqdlzxp9 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/122 106 256193 559356 2026-08-19T14:53:31Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: acajuém serva, pelo seu amargo. os livros de serem atacados dos bichos" (Paulino Nogueira. Vocabulário, 243): Diz-se também acajuicica. ACAJUÉM, . m. "Doce que os índios faziam do pedúnculo do caju" (Paulino Nogueira, Vocabulário, 242). ACAJUÍBA, .. (bot.). O mesmo que acajaiba e cajueiro, q. v. Cf. E. de Castro, Ensaios, 310. ACAJUICICA, . J. O mesmo que acajucica, q.v. ACAJURA, top. "Pequena aldeia situada na mar- gem direita do Xing... 559356 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>acajuém serva, pelo seu amargo. os livros de serem atacados dos bichos" (Paulino Nogueira. Vocabulário, 243): Diz-se também acajuicica. ACAJUÉM, . m. "Doce que os índios faziam do pedúnculo do caju" (Paulino Nogueira, Vocabulário, 242). ACAJUÍBA, .. (bot.). O mesmo que acajaiba e cajueiro, q. v. Cf. E. de Castro, Ensaios, 310. ACAJUICICA, . J. O mesmo que acajucica, q.v. ACAJURA, top. "Pequena aldeia situada na mar- gem direita do Xingu" (MOREIRA PINTO, s. v.). ACAJURANA, . J. (bol.). Planta da família das Leguminosas, medicinal; emprega-se a casca em lavagem de feridas velhas. Cf. HUASCAR PEREIRA. 68 ACAJUTIBIRÓ, J. m. "O caju estragado, de sabor amargo. Em nola do Dr. Aragão, feita ao tra- balho de Beaurepaire-Rohan, vem grafado - Aceju- tibiró (Corogr. da Paraiba do Norte - Rev. Inst. Hist. Geogr. da Paraiha, III, 175). Para muitos é a cas- acamamento mapa de Chaves o tem na forma de Epiliaca (Orville Derby - Livro do Tricentenário do Ceará, 1903, p. 15)". Aires do Casal menciona: Baia da Traição, originalmente Acejulibiró. Para Gabriel Soares o nome de.iva de uma traição dos potiguaras para com os portuguêses e castelhanos incitados por fram. ceses, armando uma cilada ao conquistador Frutuoso Barbosa. Cf. Pirajá da Silva, nota a Gabriel Soares, Noticia, I, 98.] ACAJUTUA, geogr. Praia de captura de tarla rugas, na baía de Cajuluba, na costa leste do Pará, entre Curuçá e Marapanim. Cf. José Veríssimo, Pesca, 152. ACAJUTUBA, geogr. Enseada da margem meri. dional do rio Negro, próximo à dos Tarumás. Ct. MOREIRA PINTO, s. v. ACALCANHADO, adj. (S.). Gasto, usado, en velhecido. IACALENTA-MENINO, . m. 1. "Espécie de feijão saboroso, que coze depressa e é muito usado na lentão" (PDBLP, s. v.).] tanha do caju." É também chamado Acaju-tebiró. alimentação das crianças". 2. "(N. de M. G.). Va- Cf. Pirajá da Silva, nota a Gabriel Soares, Notícia. I, 98. [ACAJUTIBIRÓ, geogr. Nome primitivo da atual baía da Traição, q. v. Cf. Coriolano de Medeiros DCEP, s.v. O DPB, sob o verbete Accjulibiron, diz que é uma "haía que fica entre o rio de Camaratibe e o de Magoape. Dista dêste três léguas e daquele duas. Está a 5° e 1/5. Os portuguêses the deram o nome de Traição pelas mortes que os índios fizeram de uns castelhanos e alguns portuguêses que naufraga ram nesta costa". "....& a Baía da Traição, po voado no município de Mamanguape, 40 quilômetros a N.O. da sede e 60 ao N. da Capital. Está situada na baía do mesmo nome, no Atlântico, e uma lagoa que se estende de norte a sul, 12 quilômetros, tendo mais de 1.200 m de largura, formada pelos riachos S. Francisco, Sta. Rita, Sinimbu e pequenos ribeiros. Tem um sangradouro a leste, chamado rio Grupiúna, que a liga com o rio Mamanguape. Foi um dos portos preferidos pelos franceses, para o tráfico de pau- -brasil. A baía tem a forma de crescente e apresenta bom abrigo contra os ventos S. e S.S.O. A entrada se faz por tres bócas. Acajutebirá era o primitivo nome da baía. O nome de Bala da Traição ainda não teve cabal explicação. Foi o primeiro ponto da Pa- raiba, onde pisou o europeu. No mapa de Diogo Homem, que melhor conservou a toponímia por- tuguesa original, vem mencionada a Baia da Traição como B. de Piliacua de Treiçam. O nome, provà- velmente, se refere a algum acontecimento histórico que deve ser anterior ao ano de 1536, visto que o ACALITO, s. m. (S. P.). Forma popular de cuca- liplo, corrente na região de Tanabi, onde também se ouve ocalilo. Cf. Almeida Oliveira, Expressões, s. v. [ACALIPTO, s. m. Forma popular de eucalipto. CI. PDBLP, s. v.] ACALO, s. m. Chefe religioso que atinge esta condição depois de passar pelo grau de equeji ou sacer dole dos deuses nagôs. Caracteriza-se por prodigiosa memória e retém toda a tradição de seus antepassados: "Quem entrou em contacto com um acalb-acpalo, em iorubano, há de reconhecer nêle uma enciclopédia viva...." (Sousa Carneiro, Milos, 125). ACALOADO, adj. Que tem ares de caló ou de ca- Ko; que está inçado de têrmos de calão (gíria dos delin qüentes): "Como no próprio francês-parisiense, da lin. guagem acalonda, nobilitando-se, uns com maior uso ou preferência, vários termos lograram excepcionalmente p insinuarem-se até na linguagem familiar" (Jacques Raimundo, l'ocab. Indig. de Venez., 114). [ACAMADO, adj. 1. (N. E.). Diz-se do pasto seco e deitado sobre o solo. Pode conservar-se muito tempo como forragem, caso não chova. || 2. (Gr.- D. F.). Prestigiado.] q. v.) |ACAMAMENTO, s. m. Ato ou efeito de acamır.<noinclude></noinclude> 7lsb6jwqlfmxamet0l2hwkr82ap2rdd Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/123 106 256194 559357 2026-08-19T14:53:34Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Camar [ACAMAR, v. int. Avantajar-se (a cana) em gomos e vergar para o solo.] (ACAMARADAMENTO, acamaradar-se.] s. m. Ato ou efeito de (ACAMATANGA, s. J. (zool.). O mesmo que aca- mulanga, q. v.) (ACAMBEOÁ, s. J. (zool.). Variedade de tartaruga cuja concha é quase chata. Diz-se, também, acambeoa.) [ACAMBETADO, adj. e part. pass. de acambelar, q. v. Que é torto das pernas.] 69 Acanacunama ACAMPAMENTO', top. Povoado a S. O. do po- voado de... 559357 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Camar [ACAMAR, v. int. Avantajar-se (a cana) em gomos e vergar para o solo.] (ACAMARADAMENTO, acamaradar-se.] s. m. Ato ou efeito de (ACAMATANGA, s. J. (zool.). O mesmo que aca- mulanga, q. v.) (ACAMBEOÁ, s. J. (zool.). Variedade de tartaruga cuja concha é quase chata. Diz-se, também, acambeoa.) [ACAMBETADO, adj. e part. pass. de acambelar, q. v. Que é torto das pernas.] 69 Acanacunama ACAMPAMENTO', top. Povoado a S. O. do po- voado de Carrapato, município de Brejo, Estado do Maranhão. ACAMPAMENTO SAPUCAÍ, lop. Povoado a S. E. da vila de Cascavel, entre as nascentes do río. Sapucaí; município de Foz do Iguaçu, Estado do Pa- raná. ACAMPANADO, adj. e part. pass. de acampanar. Diz-se da pessoa que está sendo seguida por ga- tuno ou do gatuno que está sendo vigiado por agente de polícia; perseguido, seguido por alguém. U. t. c. s. Cf. Elisio, Giria, 3; E. Sena, Através do Cárcere, 48; (ACAMBETAR, v. inf. Andar com as pernas tortas; Lucas Barbararoxa, Agüenta Firme, 95. "O mesmo cambelear.) ACAMBUAÇABA, .J. O mesmo que açoiaba, q. v. ACAMBURI, geogr. "Rio do Estado de São Paulo, alluente do Tietê, no município de Araraquara" (Mo- REIRA PINTO, 3. v. Acambury.). ACAMEÁ, geogr. Igarapé, afluente da margem direita do rio Urariqüera; banha o município de Boa Vista, Território do Rio Branco. ACAMONIA, J. J. "Espécie de doce. em que se emprega o gengibre" (FIGUEIREDO, s.v.). ACAMPAMENTO, geogr. Rio, afluente da mar- gem direita do rio dos Pardos, no município de Ca- noinhas, Estado de Santa Catarina. Cf. FGESC, s. v. ACAMPAMENTO, geogr. Arroio, afluente da margem direita do arroio Quinze de Novembro. no município de Concórdia, Estado de Santa Catarina. CI. VGESC, s. v. ACAMPAMENTO³, geogr. Córrego, afluente da margem direita do ribeirão Bananal; banha o município de Planaltina, Estado de Goiás. ACAMPAMENTO, geogr. Córrego, afluente da margem direita do rio Brilhante; banha o município de Maracaju, Estado de Mato Grosso. (ACAMPAMENTO, geogr. Arroio, afluente da margem esquerda do rio São Francisco Falso (braço que campanado, que é giria dos gatunos argentinos a italianos" (Elisio, obra cit., 3). ACAMPANAR, v. t. (cal). "Acompanhar ou seguir de longe, durante alguns dias, a pessoa que tem de ser roubada em ocasião oportuna, para conhecer-lhe os hábitos" (Elísio, Giria, 3-4); vigiar; observar, acom- panhar (alguém): "Para o caso em que não haja da parte do investigador plena segurança, mas vontade de trabalhar, o melhor é acampanar o indivíduo de quem se desconfia" (Panfilo Marmo, Memórias policiais, 12, 79). "O mesmo que campanar, que é gíria dos gatunos argentinos e dos italianos" (Elisio, obra cit., 4). ACAMPAR-SE, v. pron. (R. G. S.). Começar. principiar, entregar-se a: "Acampou-se a dar bordoa. da". Cf. DERGS. 3.v. ACAMUTANGA, . J. (zool.) (Amazona rhodoco- rylha). "Ave da família dos Paitacídeos, espécie de papagaio" (PDBLP. 3. v.). SINONIMIA: acamalanga, acumalanga, ajeruclê. ajurueta, cumalanga, papagaio grego, papagaio real e papagaio verdadeiro. ACANA, s. m. (zool.). 1. O mesmo que anaca (Deroplyus a. accipitrinus L.). q. v.: "Além do lindis- simo acand, que, com a opulenta gola de penas com- pridas emolduradas de azul arroxeado...." (Couto de Magalhães, Fauna Bras., 156). 1 2. Vd. acaud. ACANA, top. Localidade do município de Pedra, borte); banha o município de Foz do Iguaçu, Estado Estado de Pernambuco, a 2 km da sede do Paraná.] (ACAMPAMENTO, geogr. Córrego, afluente da margem direita do ribeirão Mandaguari; banha o AÇANA, J. (zoal.). Ave aquática da família dos Ralideas. Com este nome são conhecidas várias espécies de frangos-d'água, tais como: Laterallus m. melano- município de Regente Feijó, Estado de São Paulo. phaius Vieillot, L. v. viridis Müller. Porzana a. albi- (ACAMPAMENTO', geogr. Córrego afluente da collis Vieillot, P. J. flaviventer Badd. a algumas espécies margem direita do córrego Saltinho; bauba o mu- nicípio de Rancharia, Estado de São Paulo.] Rio Negro, município de igual nome, Estado do Pa- ACAMPAMENTO, top. Lugarejo no distrito do rauá. Cl. MOREIRA PINTO, S. V. do gênero Creciseur. Cf. Olivério Pinto, C.1B, 115, 116; LE COINTE, II, 327; GOELDI, 8, 72, 73; Ihering. Dicionário, s. v. ACANACUNAMA, geogr. Lago do Estado do Amazonas que se comunica com o rio Jauaperi.<noinclude></noinclude> 6jo9subaik6ursqcs058wu5a5m9w5mu Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/124 106 256195 559358 2026-08-19T14:53:36Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: acanalhamento [ACANALHAMENTO, . m. Ato ou efeito de acanalhar, q. v.] ACANALHAR, . . (cal.). Fazer perder (um roubo), prejudicar; ridiculizar. Cf. Elísio, Giria, s. v.; Raul Pederneiras, Geringonpa, s. v. ACANATI, s. m. (zool.) (Neomorphus acoffroyi Temm.) (Amazônia e Goiás). Ave da família dos Cuculideos chamada em outras regiões mãe-de-porco, e do mesmo gênero da faiaçuira. Ci. PDBLP, s. v laiaçu e mãe-de-porco. Diz-se, também, acand... 559358 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>acanalhamento [ACANALHAMENTO, . m. Ato ou efeito de acanalhar, q. v.] ACANALHAR, . . (cal.). Fazer perder (um roubo), prejudicar; ridiculizar. Cf. Elísio, Giria, s. v.; Raul Pederneiras, Geringonpa, s. v. ACANATI, s. m. (zool.) (Neomorphus acoffroyi Temm.) (Amazônia e Goiás). Ave da família dos Cuculideos chamada em outras regiões mãe-de-porco, e do mesmo gênero da faiaçuira. Ci. PDBLP, s. v laiaçu e mãe-de-porco. Diz-se, também, acandique. [ACANATIQUE, s. m. (zool.). O mesmo que aca- nati, q. v.] 70- AÇANCE, top. "Uma das malocas da tribo Maués, antigos Magüés, no Estado do Pará" (Barbosa Ro- drigues, Rio Tapajós, 1875, 154, cit. por MOREIRA PINTO, 5. v.). [ACANGAÇADO, adj. Próprio do cangaço. q. v.; confundido com êle: "Lampião, durante muitos anos; semeou por toda a região nordestina o seu terrível determinismo acangaçado" (Lellis Vicira, Correio Pau. listano, 9-8-938). ACANGAÍ, geogr. Arroio, afluente da margem esquerda do rio Rolante, no município de Santo An- tônio da Patrulha, Estado do Rio Grande do Sul. ACANGAITICA, J.m. (zool.) Espécie de pica-pau, geralmente pequeno e sem poupa. O nome the vem do costume de mencar continuamente a cabeça, quando sobe ao longo das árvores, em procura dos insetos de que se nutre. Cf. Stradelli. VNh-P, s. v. ACANGAÍUA', top. Lugarejo nos arredores da capital paulista. ACANGAPEMA, . m. "Achata-cabeça. Arma de guerra. Espécie de maça larga e chata na extremi dade oposta à empunhadura e que ao mesmo tempo serve de remo" (Stradelli, VNh-P, s. v.). O mesmo que iangapema. ACANGAPEVA . m. (zool.). O mesmo que bagre mole (Trichomyclerus brasiliensis Lutz.), q. v. Cf. A. Vasconcelos, l'IP, s. v. ACANGAPIM, geogr. Arroio, afluente da margem direita do rio Toropi; banha o município de São Vi- cente, Estado do Rio Grande do Sul. CI. DERGS. 3. v. Acangüera ACANGAPIRANGAS, eln. m. pl. Selvagens ama- zonenses que estacionavam na foz do Jamari, mas levavam suas incursões até o Jaciparaná, nas cachoeiras do Madeira. Cl. MOREIRA PINTO, S. v. canga-Piranga. ACANGAQUERA', top. Povoação no município de São José dos Pinhais, Estado do Paraná. ACANGAQUERA, top. Povoação no município de Campo Largo, Estado de São Paulo, de cuja sede dista 6 km. ACANGATARA, s. m., ou J. Penncho, o mesmo que canilar, q. v. "Cocar, enfeite de cabeça, espécie de coroa de penas de côres vistosas, mais raramente de outras matérias, usado nas festas e danças, e diverso de tribo a tribo e conforme a condição de quem o porta. É riqueza ambicionada pelos Tuichauas, por que, pelo costume, sendo o dono da casa quem ofere ce os enfeites aos convidados, lhes precisa ter sempre muitas acangalaras para satisfazer a todos segundo a sua qualidade" (Stradelli, Nh-P, s. v.). q. v. [ACANGUAPE, J. m. O mesmo que acangalara, ACANGUARADO, adj. (R. G. S.). Cheio de can- guara, aguardente; embriagado, bêbedo. Cf. DERGS, 5. V. ACANGUASÚ, op. Posição paraguaia fronteira a Humaitá, e que desempenhou papel importante no decurso das operações militares de julho a agosto de 1868 entre paraguaios e aliados. q. v. ACANGUÇU', . m. (zool.). O mesmo que canguçu, ACANGUÇU³, geogr. Ilha no município de Pe- lotas, Estado do Rio Grande do Sul. ACANGUÇU, lop. Vila do Estado do Rio Grande do Sul, no município de mesmo nome. ACANGUÇU, lop. Lugarejo no município do Conde, Estado da Baía. ACANGUÇU, lop. Lugarejo no município de Doutor Scabra, Estado da Bala. ACANGUERA!, J. 3. m. (zool.) (Amazônia). Espécie de gavião freqüente nus regiões encachoeiradas do ACANGAPIRANGA', adj. Relativo ou perten- Xingu. É muito cruel e ousado, e dizem que ataca cente aos Acangapirangas. U. 1. c. S. ACANGAPIRANGA', geogr. Ribeirão, afiuente da margem direita do rio Ricardo Franco; banha o muni- cipio de Alto Madeira, Patado de Mato Grosso. É tam kém chamado Tucum Gigante. o lumem. Cf. Costa Rubim, Pocabulário, s. v. ACANGUERA*, grogr. Cachoeira no rio Tietê, entre a cachoeira de Jurumirim e o pôrio de Arari- taguola, hoje, Porto Feliz, Estado de São Paulo. Cl. MOREIRA PINTO, s. v.<noinclude></noinclude> ome7x7aazrqrhjrs9ck074zlikaw3i2 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/125 106 256196 559359 2026-08-19T14:53:40Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Acangüeruçu - 71 - ACANGUERUÇU, geogr. Corredeira no muni- ópio de Porto Feliz, Estado de São Paulo. Cf. DGESP, 5. V. ACANGULADO, adj. (Pern.). Diz-se do indivíduo que tem os dentes semelhantes aos do cangulo (Batistes elula L.). peixe comum nos mares pernambucanos e nas águas de Fernando de Noronha, e que são muito sa- lientes. O mesmo que dentuça. Cf. Pereira da Costa, loc. Pern., s. v. ACANGUPA, geogr. Arroio, cuja barra na mar- gem... 559359 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Acangüeruçu - 71 - ACANGUERUÇU, geogr. Corredeira no muni- ópio de Porto Feliz, Estado de São Paulo. Cf. DGESP, 5. V. ACANGULADO, adj. (Pern.). Diz-se do indivíduo que tem os dentes semelhantes aos do cangulo (Batistes elula L.). peixe comum nos mares pernambucanos e nas águas de Fernando de Noronha, e que são muito sa- lientes. O mesmo que dentuça. Cf. Pereira da Costa, loc. Pern., s. v. ACANGUPA, geogr. Arroio, cuja barra na mar- gem direita do Vacacaí fica no município de Caça- pava do Sul. Nasce a S. O. da cidade de Caçapava do Sule, seguindo para o N., serve de divisa aos municípios de São Sepé e Cachoeira, Estado do Rio Grande do Sul. Ação Católica o intuito de acentuar a atividade externa que devem desenvolver os leigos católicos no campo do aposto- lado, como auxiliares devidamente autorizados da hierarquia eclesiástica (Carta ao cardeal Goossens, de 10 de julho de 1895). Pio X e Bento XV serviram-se muitas vezes da expressão, no mesmo sentido. Apesar de ser hoje termo corrente, não vem registrado no Có- digo de Direito Canônico, pois não estava ainda intro- duzido oficialmente quando da promulgação dêste (1917). A definição precisa, deu-a Pio XI na encí- clica Ubi Arcano Dei (1922): "a participação dos leigos no apostolado hierárquico da Igreja". Em carta ao Cardeal Bertram (de 13 de novembro de 1928). o Papa traçou, em suas linhas mestras, o plano geral das novas associações de caráter essencialmente na- cional, às quais êle já havia dado na Itália. ao subir ao trono pontifício, em 1922. forma definitiva "orgâ- ACANHÃ, top. Localidade no município de Cur- nico-hierárquica". Entretanto, foi só em 1934 que o rais Novos, Estado do Rio Grande do Norte. [ACANJARANA, s. f. (zool.). "Nome de uma espécie de onça, de malhas alongadas e estreitas e de colorido castanho" (PDBLP, s. v.).) (ACANOAR, . t. (M. G. e Goiás). "Dar a forma de canoa a" (PDBLP, s. v.).] ACANTURO, s. m. (zool.). Gênero de peixes do mar da família dos Tentidídeos que se caracterizam "pelas escamas ciliadas e pela presença de um espinho móvel, de cada lado na base da cauda, em forma de la mina de navalha e daí o nome de 'barbeiro' ou 'doctor- fish', isto & cirurgião, em inglês. Essa navalha, que de fato é uma arma perigosa, em condições normais lica escondida nas dobras da pele; mas em se sentindo ameaçado, o peixe levanta as lâminas, de modo a ficarem quase em ângulo reto com o corpo e assim podem infligir ferimentos graves. [canthurus) bahianus (Teuthis baianus Castelnaul é a espécie mais comum; de cor pardo-amarela, com linhas azuis. d. hepalus Teuthis hepalus L.), com 12 faixas transversais e na- dadeiras azuis, mas o peixe pode variar as cores do corpo, que o torna sobremodo interessante nos aquários. Vivem nos recifes e diz-se que sua carne é venenosa" (Ihering, Dicionário, s. v. barbeiro). StNo- NIMIA: barbeiro, cirurgião. Cf. A. Vasconcelos, VIP, 5. v. e Fowler, in dZESP vol. III, art. VI, 170. Papa fez uma alusão clara à organização hierárquica das novas associações (Carta ao Cardeal Schuster, de 28 de agosto de 1934). O plano da dção Católica de- riva da experiência realizada pelo próprio Papa Pio XI na Itália, ao dar uma forma jurídica definitiva às asso cinções religiosas de caráter nacional, que, havia poucos decênios, se vinham organizando em todo o país, em proporções gigantescas. Estas mesmas associações foram organizadas paralela e hieràrquica- mente, ficando coligadas entre si por meio de Conselhos Paroquiais, Juntas Diocesanas Juntas Nacionais. Houve, a princípio, certa tendência de restringir o emprego da expressão Ação Católica às associações orgânico-hierárquicas. Novas instruções estabeleceram, porém, bastante clareza no sentido de que deve haver a mais ampla e estreita união na multiplicidade de orga- nismos. Ação Católica Brasileira teve seus esta- tutos gerais aprovados e promulgados por um man- damento coletivo dos arcebispos e bispos do Brasil. em 9 de junho de 1935. Estabelecia-se em todas as dio- ceses a Confederação das Associações Católicas, a fim de unir e coordenar para os objetivas da Ação Católica as associações e obras existentes. Sobre elas organi- zou-se a Confederação Católica Brasileira, de ambito nacional, sob a direção do Conselho Nacional da dção Católica. A direção geral da Ação cabe à Comissão Episcopal, como delegada da hierarquia brasileira. O Conselho Nacional compe-se dos assistentes ecle siásticos, presidentes, secretários e tesoureiros das orga- nizações fundamentais e mais alguns membrus no- meados pela Comissão Episcopal. Em 1946, após a Se- [AÇANUÍRA, . J. (zool.) (Dryocopus linealus). gunda Semana Social, foram alterados os estatutos Ave da Amazônia.] IAÇÃO CATÓLICA³, hist. O termo dção Católica foi introduzido no vocabulário da igreja na segunda metade do século passado, pelo papa Leão XIII, com e aprovados novos, em conseqüència das lições da expe riência. Em 1948 a Constituição Apostólica Bis sac- culari Die, de 27 de setembro, reforçou extraordinà- riamente a autoridade dos bispos no que toca à Ação Católica, determinando que o ordinário do lugar<noinclude></noinclude> 6q1iuew5kpga0kvc6irto3zseeg8gmt Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/126 106 256197 559360 2026-08-19T14:53:41Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Ação Católica 72 "tem poder em absolutamente todos os sodalícios de seu território no que diz respeito ao exercício do apostolado externo", e dispôs ninda que "as Congre- gações Marianas devem ser tidas na mesma categorin das demais associações aplicadas à finalidade apostó lica, quer com elas constituam uma federação, quer se integrem na Ação Católica ecmo um todo". Esta ampliação dos quadros da A. C. exigia nova adaptação estatutária... 559360 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Ação Católica 72 "tem poder em absolutamente todos os sodalícios de seu território no que diz respeito ao exercício do apostolado externo", e dispôs ninda que "as Congre- gações Marianas devem ser tidas na mesma categorin das demais associações aplicadas à finalidade apostó lica, quer com elas constituam uma federação, quer se integrem na Ação Católica ecmo um todo". Esta ampliação dos quadros da A. C. exigia nova adaptação estatutária. Levando em conta a experiência dos úl timos anos, pois, a Comissão Episcopal, reunida por ocasião da IV Semana Nacional da Ação Católica Brasileira, de 17 a 23 de julho de 1950, reformou os Estatutos e o Regulamento da A. C. nas seguintes bases: São organizações fundamentais da A. C. B.: a) os Homens da A. C., para maiores de 30 anos e ca- sados de qualquer idade. Conjunto de especializações: Liga Agrária Católica (L. A. C.). Liga Independente Católica (L. I. C.), Liga Operária Católica (L. O. C.) e Liga Universitária Católica (L. U. C.).—b) Senhoras da Ação Católica, para maiores de 30 anos e casadas de qualquer idade. Conjunto de especializações: Liga Agrária Católica Feminina (L. A. C. F.), Liga Inde. pendente Católica Feminina (L. 1. C. F.), Liga Operária Católica Feminina (L. O. C. F.) e Liga Universitária Católica Feminina (L. U. C. F.). c) Juventude Mas- culina Católica (J. M. C.) para moços de 15 a 30 anos. Conjunto de especializações: Juventude Agrária Cató- lica (J. A.C.). Juventude Estudantil Católica (J. E. C.). Juventude Independente Católica (J.I.C.), Juventude Operária Católica (J. O. C.) e Juventude Universitária Católica (J. U. C.). d) Juventude Feminina Ca- tólica (J. F. C.) para moças de 15 a 30 anos. Con- junto de especializações: Juventude Agrária Católica Feminina (J. A. C. F.), Juventude Estudantil Católica Feminina (J. E. C. F.), Juventude Independente Caló- lica Feminina (J. I. C. F.), Juventude Operária Católica Feminina (J.O. C. F.) e Juventude Universitária Caló- lica Feminina (J. U. C. F.). A A. C. B. nas suas orga- nizações fundamentais e seus setores é nacional, dio- cesana e paroquial, com exceção da J. E. C. e da J. U.C. que não são paroquiais, sem prejuízo, porém, da jurisdição dos párocos. As organizações funda- mentais da 1. C. B. farão parte da Confederação Católica Diocesans. A Comissão Episcopal, sob a pre- sidéncia do Arcebispo do Rio de Janeiro, & integrado por todos os Cardeais e Arcebispos Metropolitanos do Brasil. Ao Arcebispo do Rio de Janeiro cabe repre- sentar o episcopado e resolver nos casos comuns e urgentes. A Comissão Episcopal nomeia uma Junta Nacional, incumbida de executar as resoluções e coor- denar as atividades da A. C. B. Nomeia igualmente as diretorias nacionais das organizações fundamentais. Cada ordinário nomeia por sua vez uma Junta Dio czona e as Diretorias Diocesanas, e cada pároco nomeia - Junta eus Diretorias paroquiais. Alguns depurta Ação Integralista Brasileira mentos que, pelos estatutos de 1946, estavam incluídos na A..C, como o do Ensino Religioso, o da Educação e Cultura, o da Ação Social, o de Rádio e Informações e a Liga Eleitoral Católica, foram excluídos da Ação Católica. O Secretariado Nacional da Ação Católica Brasileira edita as seguintes publicações: Revista do Assistente Eclesiástico, Boletins de Dirigentes; O Ledo (jornal da J. E. C.), Juventude, Universidade (revista da J. U. C.) e vários outros boletins. Cf. Santini, Curso de Ação Católica, Petrópolis, 1938; Portocarrero Costa, Ação Católica, 1957; Raymond Dum, Manuel d'Initiation à l'Action Catholique, 1948; Amoroso Lima, Pela Cristianização da Idade Nous, 1, Teoria (Obras Completas, t. 9), Rio, 1946; Pio XI. Carla ao Episcopado Brasileiro, 27 de outubro de 1935.] [AÇÃO CATÓLICA, impr. Revista mensal de propaganda católica, fundada em 1958, editada no Rio de Janeiro (D. F.), tendo como diretor-respon sável Alceu Amoroso Lima, Cf. AIB, 147.] [AÇÃO INTEGRALISTA BRASILEIRA, his de uma seção da S. E. P. (Sociedade de Estudos Agremiação política surgida em São Paulo, em 1952, Políticos, q. v.). A existência autônoma da A. I.B. teve início com a publicação de seu documento fun- damental, o Manifesto de Outubro, redigido pelo seu "chefe nacional", o escritor Plinio Salgado, que havia participado do movimento da Anta (q. v.) e publicado dois romances sociais, O Estrangeiro (1926) e O Espe rado (1931). O objetivo declarado da 4.I.B. era o com bate ao comunismo e à liberal-democracia. A exemplo dos seus similares europeus, a .I.B. organizou milícia uniformizada, núcleos locais e uma hierarquia "pro- vincial" e nacional, em pouco tempo conseguindo notável expansão por todo o país. Em 23 de abril de 1933, realizou-se em São Paulo o primeiro desfile dos camisas-verdes, desfraldando-se então pela pri- meira vez a bandeira azul com um Sigma negro sobre um círculo branco, erigido em símbolo da agre. miação. Em 1936, criaram-se as chefias de "província" (têrmo que usavam por Estado) e um conjunto de órgãos diretores: secretarias nacionais, Conselho Su- premo, Câmara dos Quarenta, Câmara dos Quatro. centos, etc. Em fins dêsse mesmo ano, contavam os integralistas mais de meio milhão de adeptos em todo o território nacional, centenns de vereadores, vários deputados estaduais e um deputado federal. e dispunham de vários órgãos de propaganda, o mais importante dos quais era Ofensiva, jornal diário que se publicava no Rio de Janeiro. Apresentando-se às eleições presidenciais de 1958, a 4.1.B., através da palavra de seu "chefe nacional", proclamava "o primado do espiritual sobre o moral, do moral sobre o social, du social sobre o nacional, do nacional sobre o individual". Em seu programa de realizações. se<noinclude></noinclude> i2pd533na8wghtrdcqqs35dx0hv7r94 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/127 106 256198 559361 2026-08-19T14:53:43Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: acapachar -73- acapori ACAPANGAR-SE, v. pron. Cercar-se, acompa- ACAPÉ, geogr. Riacho da Paraíba, afluente do rio Abiaí, pela margem direita. Cf. MOREIRA PINTO, 3. v. AÇAPÉ, top. Povoação no município de Pedras, Estado do Pará. elevada ao governo, incluía a organização corporativa do Estado, por meio da organização sindical dos mu- nhar-se de capangas, q. v. nicípios e das "províncias"; a criação da Câmara Corporativa Econômica e do Se... 559361 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>acapachar -73- acapori ACAPANGAR-SE, v. pron. Cercar-se, acompa- ACAPÉ, geogr. Riacho da Paraíba, afluente do rio Abiaí, pela margem direita. Cf. MOREIRA PINTO, 3. v. AÇAPÉ, top. Povoação no município de Pedras, Estado do Pará. elevada ao governo, incluía a organização corporativa do Estado, por meio da organização sindical dos mu- nhar-se de capangas, q. v. nicípios e das "províncias"; a criação da Câmara Corporativa Econômica e do Senado (constituído pelas corporações não econômicas); a eleição, pelo Congresso, do chefe do governo; a criação de um Ministério da Economia Nacional, a planificação econômica do pals, a organização de um sistema bancário nacional. revisão dos contratos de empréstimos nacionais e internacionais, a organização de cooperativas de produção, crédito e consumo, a unificação do aparelho de arrecadação de impostos; aumento do poderio ar- mado, com a criação de um Ministério da Aeronáutica; intangibilidade da magistratura, através da unificação do direito substantivo e adjetivo; criação da magistra tura do trabalho, transformação dos sindicatos em órgãos de direito público, ampliação das funções sindicais, subordinação dos contratos individuais de irabalho às normas estabelecidas pelas convenções coletivas de trabalho; incentivo às artes, à educação: elevação da "dignidade da imprensa"; tudo subor- dinado ao lema de propaganda: Deus, Pátria e Família. O Estado Novo (q. v.), porém, instaurado em 10 de novembro de 1937, e para cuja instauração tanto con- correra o clima criado pela propaganda integralista, extinguiu todos os partidos políticos. A A. I. B., para evitar um aniquilamento total, tentou transformar-se em organismo cultural, que se chamaria Associação Brasileira de Cultura; o governo porém, não auto- rizou essa transformação e somente após a queda do Estado Novo, em 1945, ressurgiu a A. I. B., sob a designação de P. R. P. (Partido de Representação Popular), com o mesmo chefe, mas já sem muitos de seus antigos líderes. Ainda que o anti-semitismo não constasse de nenhum documento oficial como princípio partidário, alguns chefes integralistas faziam déle forte apologia. Vd. camisa-verde. Vd. anau?. Cl. Plinio Salgado, Psicologia da Revolução, Rio de Janeiro, 1933; Idem, Despertemos a Nação, Rio de Janeiro, 1935; Idem, O Sofrimento Universal, Rio de Janeiro, 1933; Idem, O Integralismo brasileiro perante a nação, Lisboa, 1946; Idem, d Quarla Humani- dade, Rio de Janeiro, 1934; Miguel Reale, Formação da Politica Burguesa, 1935; Idem, O Estado Moderno, 1934; d Ofensiva.] (ACAPACHAR, v. 1. Reduzir a capacho, esmagar, bumilhar: "Acapacharam as consciências aos pés do homem da convenção de maio" (Rui Barbosa).] ACAPANGADO, adj. Assistido, garantido por capongas: "Covardão, Dias sempre acapangado, acabava de eolrar..." (Cláudio de Sousa, Infelizes, 24). " [ACAPIM, s. m. (zool.) (Rhamphocoelus jacapa). Passarinho.] ACAPITA, .. (zool.) (Paroaria capitala Lapres- naye e d'Orbigny; Paroaria coronata Muller; Paroaria dominicana L.; Paroaria gularis L.; Paroaria cervicalis Sclater.). Pássaro pertencente à família dos Fringi- lídeos, conhecido vulgarmente por cardeal. "Colorido prêto ou cinzento em cima, branco em baixo. Carac- teriza-o principalmente a côr vemelha ou escarlate da cabeça, aliás com penas alongadas em penacho" (Ihering. Dicionário, s. v. cardeal). Vd. também galo- -de-campina. ACAPITIGÓ, top. Localidade paraguaia em que se feriu, a 18 de outubro de 1869. um combate entre paraguaios e brasileiros, estes chefiados por João Nunes da Silva Tavares, que foi mais tarde brigadeiro honorário e barão de Itaqui. ACAPOCIBA, s. f. (bol.). Um dos nomes tupis da dilamanda doniana Muell. Arg., da família das Apocináceas, trepadeira de flores amarelas. Cf. CA- MINHOÁ, 2682. O mesmo que axuá, q. v. SINONIMIA: ibapocaba e itapocaba. Ci. Pto CORREIA, S. v. ACAPOEIRADO, (adj.). 1. Que se assemelha à capoeira: "matinho acapoeirado". 1 2. Metido ou oculto na capoeira: "pássaro ou animal acapoeirado". 3. Que tem ou assume ares de capoeira, antigo mu- landro navalhista, q. v. U. t. c. s. ACAPOEIRAR-SE, v. pron. 1. Tornar-se ou trans- formar-se em capoeira: "Aquela linda mata acapoei- rou-se, depois da devastação de há trinta anos." || 2. O mesmo que encapoeirar-se, meter-se em capoeira. ACAPORA, . J. (bat.) (Sambucus australis Mart.). Planta medicinal caprifoliácea do mesmo gênero do sabugueiro. Em tupi, segundo Teodoro Sampaio, "o conteúdo do corno, do osso; o tytano, a melula, o sabugo" (Tupi, s. v.). ACAPORI, m. (bol.) (Pogonophora schombur gkiana Miers). Árvore de pequeno crescimento da familia das Euforbiáceas, encontrada nas matas do terras altas o secas da Baixo Amazonas, que fornece qual sujeito parecia acapangado à espera de alguém" madeira branco-amarelada muito dura. Cf. LE COINTE. (R. Duarte, Campinas, 68). III. s. v.<noinclude></noinclude> o3beola3gvz7qk14hk27seakx273i6a Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/128 106 256199 559362 2026-08-19T14:53:46Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: acapu ACAPU, . m. (bol.) 1. (Fouacapoua americana 74- acapurana ACAPU³, geogr. Igarapé, afluente da margem di. Aubl.). Árvore alta da família das Leguminosas-Ce- reita do rio Paru; banha o município de Almeirim, salpiniáceas. Casca cinzento-escura com numerosas depressies. Folhas compostas, imparipenadas. Flores numerosas, de cálice dentado. Fruto legume. "Fornece cerne madeira de alburno branco-amarelado e pardo-escuro com veios e man... 559362 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>acapu ACAPU, . m. (bol.) 1. (Fouacapoua americana 74- acapurana ACAPU³, geogr. Igarapé, afluente da margem di. Aubl.). Árvore alta da família das Leguminosas-Ce- reita do rio Paru; banha o município de Almeirim, salpiniáceas. Casca cinzento-escura com numerosas depressies. Folhas compostas, imparipenadas. Flores numerosas, de cálice dentado. Fruto legume. "Fornece cerne madeira de alburno branco-amarelado e pardo-escuro com veios e manchas brancacentas, compacta, resistente e de belo aspecto, untuosa ao tacto e com cheiro desagradável, própria para marce. naria de luxo e construção naval, vigas, esteios, soalhos, obras hidráulicas e carpintaria, tendo apenas o defeito de rachar fàcilmente.... É incontestàvelmente uma das melhores madeiras brasileiras, desde 1867 procla- mada (Exposição de Paris) como a mais capaz de subs- tituir a Teca (Teclena grandis L. f.). Peso específico: 0,900 a 1,067; resistência ao esmagamento: 950 kg/cm². As manchas acima mencionadas tomam no corte longi- tudinal da madeira a forma de espigas de trigo, o que explica os nomes 'Bois d'épi de blé' e 'Partridge wood', que na Europa dão os franceses e inglêses a esse preciosissimo achamalotado. Tanto a casca como o lenho são adstringentes e usados para lavar úlceras antigas; a sua fumaça serve também para defumar borracha. Os sertanejos distinguem as seguintes variedades: acapui, amarela, branca, comum, pintada, prela ou pixuna e rajada; a pri- meira é, mui provavelmente, espécie distinta. Habitat: Guiana e Pará" (Pio CORREIA, S. v.). "Árvore da floresta de terra firme, de altura média, dá madeira cujas fortes fibras, bem aparentes, formam estrias cerrades, em espiga de trigo.... côr parda em fundo cinza, o conjunto virando pouco a pouco para o prêto ao contacto com o ar; dura, incorruptível, inatacável pelos insetos, excelente para a construção civil e naval, mas um pouco pesada e fendendo-se com facilidade. Sem rival para cercos. Fazem-se com o acapu asso- ciado ao pau-amarelo (Euxylophora paraensis Hub.) assoalhos de belo efeito e muito duráveis" (LE COINTE II, 11-12). Própria também para dormentes. Cl. LE COINTE III, s. v.; Correio da Manhã de 10-1-35. Cf. ainda A. Rangel, RIHGB, tomo 76, 1. parle, 457; R. Morais, DCA, s. v. 2. (Manaus e Médio Rio Negro) (Vouaca poua pallidior Ducke). Árvore mediana da mesma família. A cór da madeira é castanho-clara. Cl. LE COINTE III, s. v. 3. (Rio Solimões) (Min- quartia macrofhylla Ducke). Árvore pequena da fa- mília das Olaciteas. Madeira de cor castanha, de Estado do Pará. ACAPU, geogr. Igarapé, afluente da margem di reita do igarapé Aragaço; banha o município de Cur- ralinho, Estado do Pará. ACAPU, geogr. Igarapé, afluente da margem di- reita do Açu de Cima; banha o município de Irituia, Estado do Pará. ACAPU, geogr. Igarapé, afluente da margem di- reita do rio Crispim ou Pedral; banha o município de Marapanim, Estado do Pará. ACAPU, geogr. Lago, tributário do rio de igual nome, no município de Oriximiná, Estado do Pará. ACAPUÍ, . m. (bol.) (Amazônia). Variedade da acapurana (manniara, acapurana-do-igapó), Campsi andra laurifolia Bth., q. v. ACAPUPARANÁ, geogr. Rio, afluente da margem setentrional do Japurá, no Estado do Amazonas. ACAPUPUCA, geogr. Diz MOREIRA PINTO, S. v., que é assim denominada a margem direita do rio Japurá, compreendida entre as costas do Cuiaruté e a do Gomes, no Estado do Pará. ACAPURANA, . J. (bol.) (Campsiandra lauri Jolia Bth.). Árvore pequena da família das Legu minosas-Cesalpiniáceas, com casca verde e folhas compostas imperipenadas. Flores numerosas, gru padas e de cor branca ou rósea. "Fornece madeira ama- relo-clara com veios quase pretos e poros longitudinais muito visíveis (Rebouças), durável, própria para cons. trução civil, esteios, marcenaria, etc., recebendo bem o verniz..... As folhas, casca e raiz são febrífugas, tónicas e excitantes, de grande proveito no tratamento das febres terças, bem como para lavar feridas e úlceras. 8. v.). É arvore muito comum nas várzeas úmidas do Amazonas e até recentemente estava, desdobrada em duas espécies da família das Rutáceas (Huber). Quando em flor torna-se altamente ornamental. SINONIMIA: acapu-do-igapó, caacapac dos aborigines: manaiara, no Pará" (Pio CORREIA, "Falso acapu. Árvore da terra firme que imita especialmente se enterrado" (Stradelli, Nh-P, o acapu verdadeiro sem fodavia ser tão resistente, Acapú-rána). || LE COINTE III, s. v., registra con Bih.): manaiara, comanda-açu ou cumunds, capoerand sinônimos regionais da acapurana comum (C. laurifolia acapurana vermelha. Existem ainda as denominações no lago Janauack ou Jarauacá, que tem comunicação ribunda Bth.), da família das Leguminosas-Cesalpi ACAPLP, geogr. Rio do Estado do Pará, desigua dades da C. laurifolia. --da-lerra-firme (Batesia flo acapurana-do-igapó, acapurana-da-várzea, para varie- com o río Cuminá ou Arapecuru, tributário principal niáccas. Árvore grande, de madeira parda, virando grande duração. Cl. LE COINTE, III, s. v. --do -igapó. O mesmo que acapurana, q. v. do Trombetas. Cl. MOREIRA PINTO, B. v. ao castanho-vermelho escuro; fácil de se trabalhar<noinclude></noinclude> s2h2elear4s2lfazu0px5f5f0rc506u Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/130 106 256200 559363 2026-08-19T14:53:55Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: acará 76 designa a pescada, isto é, Sciaena squamosissima, do rio Negro. Outra espécie muito comum. Acara bimaculata, & o larvófago mais voraz e insaciável dos peixes de água doce. Segundo experiêncin divul- gada no suplemento de 0 Jornal do dia 10 de dezembro de 1935, um Acara bimaculata, colocado num aquário com 1 m³ de água a que se lançaram numerosas larvas, devorou 154, enquanto uma piaba, nns mesmas con- dições, não foi além de 3... 559363 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>acará 76 designa a pescada, isto é, Sciaena squamosissima, do rio Negro. Outra espécie muito comum. Acara bimaculata, & o larvófago mais voraz e insaciável dos peixes de água doce. Segundo experiêncin divul- gada no suplemento de 0 Jornal do dia 10 de dezembro de 1935, um Acara bimaculata, colocado num aquário com 1 m³ de água a que se lançaram numerosas larvas, devorou 154, enquanto uma piaba, nns mesmas con- dições, não foi além de 38. O autor do artigo preconiza, por isso, a criação intensiva de acarás nos açudes e em quaisquer águas estagnadas em que os mosquitos transmissores de molestias passam a primeira fase de sua existência, no estado larval de ninfa. - -açu (Loboles somnolentus Cuv., Hydrogonus ocellalus Gün- ther, Acara ocellala Steind., Astronotus ocellatus Agas- siz). Na Amazônia, existe em abundância nos igarapés de água salobra mas, na época da desova, entra pelos igarapés de águas claras, de pouca corrente, entre os araçàzais e oiranos, onde é pescado, geralmente por meio de flecha. Conserva-se durante o dia entre as folhas e raízes das plantas aquáticas, de onde sai vez por outra para apanhar insetos ou larvas que lhe passem ao alcance. À noite procura os beirados, e se provê de alimentação mais farta. Cf. A. C. de Maga- Thães, Monografia, 72.0 Astronotus ocellatus distingue-se das outras espécies pela abundância de escamas nas nadadeiras. Seu colorido é vermelho-escuro orlado de vermelho-claro na região opercular, com manchas da mesma cor esparsas nos flancos. Atinge a 30 cm de comprimento e sua carne é bastante apreciada. Cf. Thering, Dicionário, s. v. apaiari. -aia ou aca- ranha (Mesoprion aya Cuv.). Tem a forma de uma truta assalmonada; pode atingir o comprimento de 3 pés; é comestível e conserva-se muito bem salgado. Dentes pequenos e agudos com dois mais compridos do que os outros no maxilar superior. Cauda aforqui- lhada figurando dois cornos, escamas pequenas e pra- teadas, com manchas vermelhas. Ventre branco, bar- batanas inteiramente vermelhas, com exceção das ven- trais, brancas com as pontas vermelhas. Cl. Airosa, DPB, s. v. e MARCGRAVE, 152. [--apuã, bola, au -redondo (Acara tetramerus). Assemelha-se ao acará- -pilamba.[--bandarra [?]. Espécie mencionada por A. Bittencourt, CEA, 105.-bandeira, -- bererê, - merere, - -fólha ou -pinaxame. Nomes vul- gares empregados indistintamente para as espécies Cichlasoma festivum Heck., Plerophylum scalare Cuv. Val. e Heros festivus Heck., todos da família dos Cicli deos, em virtude da semelhança que apresentam. O Plerophylum scalare tem a nadadeira dorsal muito alta, a anal e as ventrais com os primeiros raios prolongados em filamentos mais longos que o comprimento de todo o corpo e várias faixas verticais, trés delas de maior evidencia. Locomove-se utilizando apenas as nada- deiras peitorais, que, por serem incolores e transparentes, acatá dão a impressão de que o peixe nada sem nenhum esforço físico. É a espécie preferida pelos amadores de aquários, pois, apesar de muito sensível à tempe- ratura, cria-se bem em meio artificial. O Cichlasoma festivum distingue-se por uma lista negra muito carne- terística, que começa na ponta do focinho, em sentido obliquo, e vai subindo para o dorso, projetando-se sempre na mesma direção até a extremidade posterior da nadadeira dorsal, no lugar em que esta termina por um ângulo agudo. A nadadeira ventral é de- senvolvida nos primeiros raios, de côr amarelada. mas acentun-se para o verde-sujo no dorso. Na hase da nadadeira caudal aparece, com maior ou me nor intensidade, uma mancha negra arredondada. O corpo apresenta pequenos desenhos irregulares de traços escuros. A fris é amarelada ou alaranjada. como as nadadeiras ventrais. Cf. Ihering. Dicio nário, s. v. acará-bandeira e A. C. de Magalhães, Mo nografia, 232-233.-bararuá, - bararau,- --pa- raguá ou--Juso (Cichlasoma psittacus Heck., Herst amphiacanthoides Steind.). Muito vistoso, caprichosa mente assinalado com diferentes desenhos, é pescado nos arredores de Manaus com linha, anzol pequeno Cf. A. C. de Magalhães, Monografia, 232. bobo, e minhoca. Não ultrapassa o comprimento de 16 cm. - lolo ou-tonto (Aequidens dorsigerus Heck). Carac teriza-se por manchas especiais no dorso. -- boca- -de-jiquid (Acaropsis nassa Heck.). I-branco ou-- finga (Geophagus surinamensis, Heros coryphenoides. Centrarchus cyanopterus). O Geophagus surinamensis não tem sinal algum no corpo e apresenta as escamas prateadas, com reflexos metálicos nos opérculos e preo- pérculos. Cf. A. C. de Magalhães, Monografia, 232.) cascudo (Acara margarita Heck., Heros Jacelus Günther, Cichlasoma Jacetum Günther). Esta denomi nação é corrente no Brasil meridional, onde o signifi- cado etimológico de acará possivelmente desapareceu. É peixe robusto e tem o corpo listado por cinco faixas transversais escuras sobre fundo esverdeado. As nada- deiras são arroxeadas nas extremidades e pigmentadas. os olhos têm a fris amarelada. Cf. A. C. de Magalhães. Monografia, 232. xibante (Geophagus jurupari). É também chamado juruparipinda. - mocó au- - mucu (Balistes carolinensis Gml.). Peixe plectógnato marinho de São Paulo, de corpo verde manchado de violácco. parauá, barauá, - pauá, ou - paranaguá (Heros psittacus Heck., Cichlasoma psittacus Heck.). Cf. A. C. de Magalhães, Monografia. 232.||--palaquira (cara dorsiger Heck.). Peixe muito pequeno, que pula nas margens dos rios. Cf. Tastevin. NPA, s. v.peba, peva ou péua. Alguns autores o consideram uma variedade de acará-linga, q. v., mais achatado lateralmente de que o tipo comum. mas aparecem citadas como espécies designadas por êste nome o Heros Jasciatus, o Smaris acarapeba Lichte. -- --<noinclude></noinclude> p0dn70fl09ntr0sup04qzgxxt9omauv Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/131 106 256201 559364 2026-08-19T14:53:58Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: - 77 Ar Acará es- ACARA', geogr. "Lago (ou melhor, lagoa do Es- tado do Maranhão a O. de Monção. Tem comuni- cação com o lago Acariaçu. Em suas margens habi- tam os Timbiras" (Pereira do Lago, Itinerário da Prov. do Maranhão, in RIHGB, cit. por MOREIRA PINTO, s. v.). ACARÁ, geogr. "Lago do Estado de Goiás, ao sul da freguesia de Santa Leopoldina, pertencente ao termo de São José do Araguaia" (MOREIRA PINTO, 3. v.). ACARÁ, geogr. Rio, a... 559364 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>- 77 Ar Acará es- ACARA', geogr. "Lago (ou melhor, lagoa do Es- tado do Maranhão a O. de Monção. Tem comuni- cação com o lago Acariaçu. Em suas margens habi- tam os Timbiras" (Pereira do Lago, Itinerário da Prov. do Maranhão, in RIHGB, cit. por MOREIRA PINTO, s. v.). ACARÁ, geogr. "Lago do Estado de Goiás, ao sul da freguesia de Santa Leopoldina, pertencente ao termo de São José do Araguaia" (MOREIRA PINTO, 3. v.). ACARÁ, geogr. Rio, afluente da margem Cur-pinaxame ou-pinaxama. 1. Mesonauta querda do río Madeira, na divisa do município de Ma- o Cichlasoma severus Heck. e o Diaplerus rhombeus signis. 2. O mesmo que acará-bandeira, 9. v. I-nicoré; banha o município de Humaitá, Estado do Ama- pinima. Sobre a identificação dêste nome vulgar com zonas. as espécies cientificamente determinadas, há sérias divergências. MARCGRAVE, não obstante, dêle apresenta minuciosa descrição. Os comentadores de sua obra apontam como possíveis objetos do estudo o Aniso- Imus virginicus L., mais conhecido por salema, e o Pristipoma rodo. Cf. MARCGRAVE, 152 e comentários da página LV. --pirambocaia (Acquidens villacus Heck.). Da família dos Ciclídeos. --pilamba,--pi- lomba.pilanga ou pilangiaba (Sciaena au- rala Lichte). Peixe marinho roliço, de côr argenteo- dourada. --pixuna ou prélo (Heros niger Heck., Tetragonopterus abramas, Heros modestus). É encon. trado nos lagos e rios de águas escuras. Cf. A. C. de Magalhães, Monografia, 232.topele ou - - Jer- reiro. O macho do acará comum, Geophagus brasi- liensis, em cuja cabeça se desenvolve uma pro- tuberância que, possivelmente, brota apenas na época da reprodução, à guisa de gala nupcial. --una. O mesmo que acará-pixuna para uns; Acanthurus phlebotomus, para outros.tucunaré. "Acará branco e um pouco alongado" (Tastevin, NPA, s.v.)|--tu- pacuru. "Acará do trovão, que vive nos igarapés" (Id., ib. s. v.). --pilanga. "Peixe de rio, vermelho e escamoso" (Magne, DLN, s. v.). --punça. "Peixe da Amazônia" (Id., ib., s. v.). ACARÁ, geogr. Rio, afluente da margem es- querda do Congoji; banha o município de Boa Nova. Estado da Baía. ACARA, geogr. Rio do Estado do Pará; forma com os rios Moju e Guamá o Guajará, que banha a cidade de Belém. "O rio Miritipitanga, cujas nas- centes provêm de igapós ou brejais, tem um curso navegável de 200 a 220 léguas e recebe os igarapés seguintes: pela margem direita: o Iuá-açu, Ipitinga, Turé, Ipitinga de Baixo, Igarapé-Açu de Cima; e pela esquerda: o Caruara, Sapucaia, além de outros. No lugar onde está edificada a vila, [hoje cidade], 20 léguas mais ou menos da capital do Pará, este rio perde o nomo de Miritipitanga para tomar o de Acará; ou, antes, o Acará bifurca-se na altura de 20 léguas mais ou menos da capital, e forma o rio Miritipitanga e o rio Acará- ACARÁ', geogr. "Lago do Estado do Amazonas, defronte de Baetas, na margem esquerda do rio Ma- deira, a 509 milhas da embocadura dêste no Ama- zonas" (MOREIRA PINTO, 3. v.). ACARÁ, geogr. Lago do Estado do Amazonas, comunica-se com o rio Sclimões pela margem esquerda, acima do lago da Onça e da ilha de Codajás. Cf. Mo- REIRA PINTO, S. v. ACARA, geogr. "Igarapé do Estado do Ma- ranhão, deságua no rio Pindaré. Comunica-se com o lago do mesmo nome e êste com o Acariaçu" (Pe- reira do Lago, in RIHGB, cit. por MOREIRA PINTO, 3. v.). ACARA", geogr. Igarapé, afluente da margem esquerda do rio Arari; banha o município de Arariúna, Estado do Pará. ACARA", geogr. Igarapé, afluente da margem esquerda do rio Juruperi; banha o município de Eiru- nepé, Estado do Amazonas. ACARA", geogr. Cachoeira no rio Tapajós, a montante do igarapé Montanha, no municipio de Itai- tuba, Estado do Pará. Cf. MOREIRA PINTO, 3. v. ACARÁ, geogr. Cachoeira, formada pelo rio Sucunduri, a montante do igarapé Cabuçu, no muni. cípio de Borba, Estado do Amazonas. ACARA", geogr. Paraná entre o lago de igual Mirim ou rio Pequeno, que toma o rumo de S.O. De nome e o rio Badajús, no município de Codajás, Estado do Amazonas. Cf. MOREIRA PINTO, s. v. ACARÁ, geogr. Serra entre as nascentes do rio de igual nome, no municipio de Boa Nova, Estado da Baía. siguam no deará, que 6 uma bifurcação do rio Gua- jará, os igarapés seguintes: à direita, Mariquitá, Ara- sitéua, Castanheira; e à esquerda, o Igarapé-Açu de Baiso, Tapiocaua, Juruparitéua e Itapicuru" (Ca- pitão Francisco Xavier A. de Oliveira, cit. por Mo- BIKA PINTO, S. v.). Segundo afirma Baena, uo sítio de- nominado Cumaru, nas vertentes do Acará, existem Estado do Pará, à margem esquerda do rio de seu nome, ACARA, top. Cidade, distrito e município do minas de ouro que nunca foram exploradas. Cf. Mo- BZIRA PINTO, S. v. cerca de 120 km distante de Belém. Cf. MOREIRA PINTO. 3. v.<noinclude></noinclude> hnqosy036shl9ojpy7omvdy21tn2ja8 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/132 106 256202 559365 2026-08-19T14:53:59Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 78 Acará ACARA, top. Povoado, ao S. da lagoa Acará, no município de Monção, Estado do Maranhão. ACARA", lop. "Uma das malocas da tribo Maués, antigos Magüés, no Estado do Pará" (B. Ro- Acarai ACARAI, geogr. Rio, afluente da margem querda do Orojó; banha o Estado da Baía. município de Camas, ACARAÍ, geogr. Rio, afluente do Xingu pela drigues, Rio Tapajós, 1875, 134, cit. por MOREIRA margem esquerda. É divisa entre Pará e Mato Grosso PIN... 559365 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>78 Acará ACARA, top. Povoado, ao S. da lagoa Acará, no município de Monção, Estado do Maranhão. ACARA", lop. "Uma das malocas da tribo Maués, antigos Magüés, no Estado do Pará" (B. Ro- Acarai ACARAI, geogr. Rio, afluente da margem querda do Orojó; banha o Estado da Baía. município de Camas, ACARAÍ, geogr. Rio, afluente do Xingu pela drigues, Rio Tapajós, 1875, 134, cit. por MOREIRA margem esquerda. É divisa entre Pará e Mato Grosso PINTO, s. v.). ACARA", top. Aldeamento de indios mansos do Pará que se acham disseminados por uma área de 19 km de extensão, vivendo em palhaças e ocupando-se principalmente na extração da madeira. Cl. MOREIRA PINTO, S. v. ACARA, lop. Lugarejo do Estado de Sergipe, no município da Capital. Cf. MOREIRA PINTO, S. v. ACARA-AÇU, geogr. Lago, tributário do Antás- -Açu, no município de Borba, Estado do Amazonas. ACARÁ-AÇU, lop. "Ilha do Estado do Pará, no rio Amazonas, próxima da ilha Uruará e abaixo da vila da Prainha" (MOREIRA PINTO, s. v.). ACARAÇANGABA, s. m. (zool.). O mesmo que acará-bandeira, q. v. s. v. acará¹. ACARACI, fop. Povoado, no distrito de Ca- jazeira, município de Boa Nova, Estado da Baía. ACARAÇU, s. m. (zool.). O mesmo que acará-açu, e banha o município do Pôrto de Moz, naquele Estado. Sua foz está próxima ao paralelo 7. E conhecido também por Amigui. Cf. MOREIRA PINTO, S. v. aide rahy. ACARA, geogr. Ribeirão do Estado de São Paulo, afluente do rio Pilões. Banha o municipio de São Vicente. Cf. MOREIRA PINTO, s. v. Acarahy. ACARAÍ, geogr. Ribeirão do Estado de São Paulo, afluente do rio São Vicente pela margem & reita, escoante do lagamar de Santos. Nasce na sera de Mongaguá. Cf. MOREIRA PINTO, S. v. dearahy. ACARAÍ, geogr. Arroio, afluente da margen esquerda do rio Paraná; banha o município de Fea do Iguaçu. Estado do Paraná. ACARAÍ, geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do rio Santo Inácio; banha o município de Sertanópolis, Estado do Paraná. ACARAÍ, geogr. Serra na fronteira do Brasil. com a Guiana Inglêsa, na região setentrional do mo nicípio paraense de Oriximiná, em cujas vertentes nasee o rio Nhamundá. Em artigo do Diário Popular, de ACARACUAÍMA, . m. (zool.). "Nome de um São Paulo, de 21-1-938, 2. página, o Sr. Assis Cintra q. v. s. v. acará³. peixe amazônico" (PDBLP, s. v.). ACARACUZINHO, geogr. Lagos nas proximi dades de Mecejana, Estado do Ceará. considera sua existência problemática. ACARAÍ, geogr. Lagoa na localidade do meso nome, com 17 km de comprimento no sentido N.-S. ACARAÉ ou ACARAÉM, antr. Principal do que desemboca na enseada de Ubatuba, Estado de gentio do rio Itapicuru, "mui estimado e de grandissima fama". Em razão de sua extrema velhice, "que dizem São Paulo. será de 120 anos e não ser já pera mandar nem fazer do município de São Francisco, Estado de Santa C ACARA, geogr. Lagoa na região sul-oriental nada", substituía-o na qualidade de chefe seu sobrinho Capij. Cf. Carles Jesuiticas, III, 387. tarina. Cf. VGESC, s. v. ACARAÍ, ACARÁGUA, geogr. Curso d'água, tributário do lagoa de igual nome, no município de São Francisca Uruguai, próximo à margem do qual se feriu, em 1641, sangrento encontro entre paulistas e índios das reduções jesuíticas comandados por Inácio Abiaru, de que resultou a denota dos primeiros. Cf. DERGS, ■. v. Abiaru. ACARAÍ, geogr. Rio, afluente da margem es- querda do rio Paraná, que desemboca ao N. da cidade de Foz do Iguaçu, no município de mesmo nome, Estado do Paraná. ACARAÍ, geogr. Rio do Estado de São Paulo que nasce na serra do Mar, rega o município de Uba. tuba e desigua no Oceano. geogr. Praia, a N. O. da barra da Estado de Santa Catarina. Cf. VGESC, s. v. ACARA", geogr. Pequena ilha no rio Paraná na região de Guairá, em frente à barra do arroio de do Paraná. Estado ACARA, top. Arraial da capital paraense. de igual nome, no município de Camamu, Estado da ACARAÍ, top. Povoado, à margem direita do rie Baía. ACARAÍ, lop. Lugarejo no município de Sk Francisco, Estado de Santa Catarina, a 10 km da sede.<noinclude></noinclude> szw2er6dc179jza02h5bhcizsc1g46f Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/133 106 256203 559366 2026-08-19T14:54:01Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Acaraiá 79 Acarape ACARÁ-MIRI³, geogr. Aldeamento de índios Tembés e Turinaras, nos rios do Estado do Pará Ma- riquita Grande e Acará. Cf. MOREIRA PINTO, 3. v. ACARAIA, hist. Regimento paraguaio que, com e dos Acaverás (cabeças brilhantes), constituía guarda de honra de Solano López. Foi quase todo dizimado na batalha de Lomas Valentinas, a 21 de Acará-Miry. dezembro de 1868. ACARAIA,. m. (zool.). O mesmo que acará-aia, q. v. s. v. aca... 559366 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Acaraiá 79 Acarape ACARÁ-MIRI³, geogr. Aldeamento de índios Tembés e Turinaras, nos rios do Estado do Pará Ma- riquita Grande e Acará. Cf. MOREIRA PINTO, 3. v. ACARAIA, hist. Regimento paraguaio que, com e dos Acaverás (cabeças brilhantes), constituía guarda de honra de Solano López. Foi quase todo dizimado na batalha de Lomas Valentinas, a 21 de Acará-Miry. dezembro de 1868. ACARAIA,. m. (zool.). O mesmo que acará-aia, q. v. s. v. acará¹. ACARAÌUÇAUA, geogr. "São assim denomi- nadas as cachoeiras do rio Capim, que ficam acima da confluência do igarapé Itauiri, no Estado do Pará" (MOREIRA PINTO, s. v. Acarahy-Ussaua). ACARAJÁ, s. m. (zool.). "Peixe de água doce, pertencente à família dos Espárridas" (Magne, DLN, 5. v.). ACARAJE, s. m. Iguaria de massa de feijão co- zido frita em azeite de dende; o mesmo que acará. "A principal substância empregada é o feijão fradinho, depositado n'água fria até que facilite a retirada do envoltório exterior, sendo o fruto ralado na pedra. Isto feito, revolve-se a massa com uma colher de ma- deira e, quando a massa tomar a consistência de pasta, adicionam-se-lhe, como temperos, a cebola e o sal ralados. Depois de bem aquecida uma frigideira de barro, aí se derrama uma certa quantidade de azeite- -de-cheiro (azeite de dendê) e com a colher de madeira vão-te deilando pequenos naces da massa, e com um ponteiro ou garfo são rolades na frigideira, até cozer a massa. O azeite é renovado todas as vêzes que é absorvido pela massa, a qual toma exteriormente a cor do azeile. Ao acarajé acompanha um môlho, pre- parado com pimenta malagueta sêca, cebola e ca- marões, moído tudo isso na pedra e frigido em azeite- -de-cheiro, em outro vaso de barro" (Manuel Quirino, Arle Culinária, 8). O vocábulo provém da língua ioruba. A iguaria é de origem africana e muito usada nos candomblés, ACARAJÓ, geogr. Rio, afluente do Caeté; banha o município de Bragança. Estado do Pará, Cf. MOREIRA PINTO, S. v. ACARAJÓ, geogr. Igarapé, afluente da margem direita do rio Maratauíra; banha o município de Abae- fètuba, Estado do Pará. ACARAJÓ, geogr. Ilha no município de Melgaço, Estado do Pará. Cf. MOREIRA PINTO, S. v. banha o município de Acará e deságua na margem ACARA-MIRI, geogr. Rio do Estado do Pará; direita do rio deste nome. É mais conhecido pelo nome de rio Pequeno. Cf. MOREIRA PINTO, s. v. dcard-Miry. ACARA-MIRI, geogr. Igarapé, afluente da mar- t esquerda do Arari; banha o município de Ara. riina, Estado do Pará. ACARANHA, s. m. (zool). O mesmo que acará-aia, q. v. s. v. acard". [ACARAPE, s. m. Bebida nordestina: "Mas eu bebendo acarape / Comigo você não bula / Tome prove, beba, engula Desaroe, destampe e tape". Cf. José Calasans, Cachaça, moça branca, s. v.] ACARAPE, geogr. "Rio do Estado do Ceará: nasce na serra do seu nome, rega o município de Aca- rape e engrossa o Pacoti. As várzeas dêste rio são compostas de terreno prêto argiloso e rico de húmus; excessivamente férteis e próprias para a cultura de cana e tabaco. É atravessado pela Estrada de Ferro de Baturité" (MOREIRA PINTO, s. v.). São seus prin- cipais afluentes o Água Verde, o Baú, o Guajuba o o Tipuiú. ACARAPE', geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do rio Feio, na divisa de Gália; banha o mu- nicípio de Garça, Estado de São Paulo. É também chamado Eucarape. ACARAPE+, geogr. "Serra do Estado do Ceará, entre Baturité e Aratanha. É fértil. Produz café, cana, legumes, possuindo nos seus subpés excelentes terrenos que passam por ser dos melhores para plan- tações de cana" (MOREIRA PINTO, s. v.). [ACARAPE³, geogr. Açude do Ceará, a 80 km de Fortaleza, a S.O. de São Gerardo. município de Re- denção. Daí vem a água que abastece a capital cea- rense. Cf. Malan, Rev. Soc. Geogr. 1932. Vd. água do} ACARAPE, top. Vila no município de Redenção servida pela E. F. Baturité, entre as estações de Água Verde e Itapal, a 35 km de Baturité, a 15 km da sede (Acarape do Meio) e a 66 km de Fortaleza. Foi o 1. município do Brasil que libertou todos os seus escravos, a 1 de janeiro de 1883. Cf. MOREIRA PINTO, 9. V. ACARAPE, top. "Povoação do Estado do Ceará, na freguesia de Nossa Senhora da Assunção de Vila Viçosa, na comarca e termo deste mesmo nome, tam: bém denominada São José do Otho-d'Agua" (MOREIRA PINTO, 3. v.). ACARAPE, top. Arraial do município cearense de Tianguá, a 12 km da sede, Estado do Ceará. ACARAPE, top. Estação ferroviátia a 3 km da cidade de Redenção, Estado do Ceará.<noinclude></noinclude> l1s17m5cxjqy7ok9saje7v5u5cy8lzm Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/134 106 256204 559367 2026-08-19T14:54:03Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: acarapeba ACARAPEBA,. m. (zool.). "Composto de acará- -peba, acará miúdo, inferior; altera-se para carapeba ou carapova" (Sampaio, Tupi, 198.) Vd. acará'. ACARAPE DO MEIO, top. Antiga denominação da atual vila de São Geraldo, sede do distrito do mesmo nome, município e cidade de Redenção, comarca de Baturité, Estado do Ceará. ACARAPI, geogr. Igarapé, afluente do Paru, pela margem direita, onde deságua pouco acima de uma povoação denomi... 559367 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>acarapeba ACARAPEBA,. m. (zool.). "Composto de acará- -peba, acará miúdo, inferior; altera-se para carapeba ou carapova" (Sampaio, Tupi, 198.) Vd. acará'. ACARAPE DO MEIO, top. Antiga denominação da atual vila de São Geraldo, sede do distrito do mesmo nome, município e cidade de Redenção, comarca de Baturité, Estado do Ceará. ACARAPI, geogr. Igarapé, afluente do Paru, pela margem direita, onde deságua pouco acima de uma povoação denominada Itaquüra; banha o mu- nicípio de Almeirim. Estado do Pará. É também co- nhecido por l'acarapi. ACARAPICU, s. m. (zool.). Nome vulgar de di- versos peixes marinhos, da família dos Encinosto- mideos. Cl. PDBLP, s. v. Vd. carapicu. ACARAPINAXAME, s. m. (zool.). O mesmo que acará-bererê, q. v. s. v. acará¹. ACARA-PIRERA, geogr. Furo do município de Afuá, Estado do Pará. Comunica o rio Marinheiro com o furo Santa Maria e êste com o Anajás. Cf. Mo- REIRA PINTO, s. v. 9. v. ACARAPI, adj. O mesmo que agarani, q. v. ACARAPIS, eln. m. pl. O mesmo que Agaranis, 80 Acaraú ACARATIMBÓ, J. m. (zool.). "Garça timbó. Nycticorax pileata. Casta de pássaro ribeirinho de cabeça preta e cara azulada, não muito comum. Tenho- bando" (Stradelli, l'Nh-P, s. v.). -o sempre encontrado isolado ou em casais, nunca em ACARATINGA, s. m. (zool.). 1. O mesmo que guiralinga, q. v. 2. O mesmo que acará-tinga, q. v. s. v. acara. IACARAÚ, impr. Jornal quinzenal que se editou em Acaraú, Estado do Ceará, em 1907, tendo por redator Arnulfo Lins. Cf. Barão de Studart, Eslado do Ceará; Jornais, Revistas..... 517.] ACARAÚ, geogr. Rio do Ceará, cujo curso & de 320 km, balizado pelas serras das Matas, Redenda, Pacujá, Meruoca, das Barrigas e Tucunduba. São Jucurutu, Groaíras, Porcos, Madeira, Carioca (todos seus afluentes principais os rios: Feitosa, Macacos, pela margem direita) e Jaibara, Jatobá e Mocós (pela margem esquerda). Nasce na região oriental do muni cípio de Tamboril e, seguindo para N. O., transpoe a divisa de Nova Russas. Separa, adiante, Ipu e Santa Quitéria de Ipueiras e Reriutaba antes de atravessar Cariré, Sobral, Massape, Licânia e Acaraú, até desa- guar no Oceano Atlântico. ACARAÚ, geogr. Rio que liga o Suá-Mirim ao ribeirão Pequeno, ao longo do litoral; banha o ACARAPITANGA, . m. O mesmo que acará município de Iguape, Estado de São Paulo. -pilanga, q. s. v. acará'. ACARAÚ', geogr. "Rio do Estado do Pará; banha ACARAPIXUNA', . m. (zool). O mesmo que município de Bragança e deságua na margem es acará-pizuna, q. v. s. v. acará. ACARAPIXUNA, geogr. Lago do Estado do Amazonas, ligado ao rio Paraná Cupeia. Cf. MOREIRA PINTO, s. v. ACARAPUCU, . m. (2001.). O mesmo que aca- rapicu, q. v. querda do Manigitiua, que deságua na baía de Maisú. Cf. MOREIRA PINTO, s. v. Acarahu. ACARAÚ, geogr. Rio, afluente da margem di- reila do rio Puruba; banha o município de Ubatuba, Estado de São Paulo. É também chamado lagus. ACARAÚ, geogr. Córrego, afluente da margem ACARAQUI, geogr. Rio do Estado do Pará; esquerda do rio Prêto; banha o município de Itanhaém, banha o município de Abaetetuba e deságua no rio Maratauíra, afluente do Tocantins. Cf. MOREIRA PINTO, s. v. Acaraquy. ACARAQUICAUA, geogr. Lago, tributário do Lago do Algodoal, município de Faro, Estado do Pará. ACARAR, v. int. (S. P.). Encarecer, ficar mais caro: "O terreno acarou aqui bastante". ACARATEUA', geogr. Rio, afluente da margem direita do Xocartu; banha o município de Maracanã, Estado do Pará. ACARATEUA³, geogr. Igarapé, afluente da mar- gem direita do rio Acarb; banha o município de Acará, Estado do Pará. Estado de São Paulo. ACARAÚ, geogr. Córrego, na divisa com o mu nicípio de Feijó; banha o município de Tarauacá, Território do Acre. ACARAÚ, geogr. Morro, entre os rios Prêto e do Crasto, município de Itanhaém, Estado de São Paulo. ACARAÚ, top. Cidade e município do Ceará, banhados pelo rio do mesmo nome; é o município mais setentrional do Estado (34° 15' 36" latitude N. e 40' 10 09" longit. O.). Fica a 202 km O. N. O. de Forta lezo, com 10 m de altitude, ocupando uma área de 2.518 km². Foi elevada à categoria de cidade em 31 de agosto de 1849.<noinclude></noinclude> htcbequd8n7t4d7sk9vpp44idea7buv Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/135 106 256205 559368 2026-08-19T14:54:05Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Acaraú - 81 - ACARAÚ, top. Povoado no município de São Vicente, Estado de São Paulo, com estação ferroviária e telegráfica da E. F. S., ramal Mairinque-Santos, entre Mac Maria e Gaspar Ricardo. ACARAUAÇU, . m. I. (zool.). "Garça grande, garça real. Ardea, pássaro muito comum no Ama- zonas, onde nidifica e vive, da família dos Pernaltas. Tem o mesmo habilal e costumes do acará (q. v.) ou garça pequena. Ele também, embora as suas plumas... 559368 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Acaraú - 81 - ACARAÚ, top. Povoado no município de São Vicente, Estado de São Paulo, com estação ferroviária e telegráfica da E. F. S., ramal Mairinque-Santos, entre Mac Maria e Gaspar Ricardo. ACARAUAÇU, . m. I. (zool.). "Garça grande, garça real. Ardea, pássaro muito comum no Ama- zonas, onde nidifica e vive, da família dos Pernaltas. Tem o mesmo habilal e costumes do acará (q. v.) ou garça pequena. Ele também, embora as suas plumas tenham valor comercial inferior às da garça pequena, é sujeito à mesma perseguição bárbara e ininteligente" Stradelli, VVh-P, s. v.). 12. (Bol.) (Symmeria pani- culata Bih.). Árvore frondosa da família das Poligo- náceas. Atinge até 10 m de altura; folhas cordiformes, oblongas ou lanceoladas; flores sésseis, brancas, dis- postas em panículas; fruto cilíndrico-piriforme, sube- roso e carnoso. "Fornece madeira muito escura, fle- xível, própria para obras internas, caibros, pequenos esteios e traves, pouco durável quando aplicada em obras externas; a casca é medicinal e pelo variegado de suas côres, assim como pela disposição destas. lembra o peixe do mesmo nome. Tem as variedades anguslala (Turnheyssera tragopyrum M.), cordala e oblonga, que se distinguem bastante pela forma das filhos. Amazônia" (PIO CORREIA, s. v. acarauassú). ACARAÚBA, s. J. (bot.). Planta do Amazonas catalogada como medicinal por Araújo Amazonas. "Casta de murta, de que os peixes acará comem a fruta. Cresce nos igapós e margens baixas do rio" (Stradelli, VV-P, s. v. acará-yua). Cf. CAMINHOA, 3071. ACARAÚ DOS MENDES, top. Lugarejo, à mar- gem do rio Acaraú, município de São Vicente, Estado de São Paulo. ACARAÚ-MIRIM', geogr. Rio do Estado do Ceará. afluente pela margem esquerda do Acaraú. ACARAÚ-MIRIM, top. Antiga denominação da atual vila de Mirim, sede do distrito dêste nome, município e têrino de Massape, comarca de Sobral, Estado do Ceará. ACARAÚ-MIRIM³, top. Povoação no município de Massape, próximo de Sobral, Estado do Ceará. ACARAÚ-MIRIM, top. Arraial no município de Acaraú, Estado do Ceará, a 9 km da sede. ACARAÚNA, m. (zool.). "Nome de um peixe amazônico" (PDBLP, s. v.).] ACARAUZINHO', geogr. Lagoa na freguesia de Arronches, Estado do Ceará, em cujas adjacências, acari segundo MOREIRA PINTO, há insignificantes minas de chumbo e de outros metais. ACARAUZINHO, top. Povoação no município de Pacatuba, Estado do Ceará. Cf. MOREIRA PINTO, s. v. carahuzinho. ACARCAMANAR-SE, v. pron. (S. P.). Adquirir hábitos, costumes, maneiras de carcamano, q. v.: "Minote voltou de Itália acarcamanado de todo". ACARDITAR, v. t. (Baía). Alteração popular de acreditar: "... nhor não, mais se a gente só lo acarditá no que vê não acardila em nada" (Lauro Palhano. Paracoera, 25). Saliente-se que esta forma ocorre também em certas regiões de Portugal. ACARÉ, top. Lugarejo, ao S. da vila de Ita- quaquecetuba, município de Moji das Cruzes, Estado de São Paulo. AÇARE, top. Cidade no município e distrito do mesmo nome, no Estado do Ceará. Fica na região cen- tral do município, à margem do rio Boqueirãozinho. ACARÈQUIÇAUA, geogr. "Lago do Estado do Pará, na margem do rio Nhamundá. Durante o in- verno comunica, por meio de furos, com outros lagos que lhe ficam próximos" (MOREIRA PINTO, S. v. Acaré- -Quiçaua). ACARI, s. m. (zool.). 1. Denominação pela qual são conhecidas no norte do Brasil numerosas espécies de peixes de água doce da família dos Loricariídeos e pertencentes, entre outros, aos gêneros Loricaria, Ple- costomus, Chaetostomus Rhinelepis. O corpo è reves- tido de placas ósseas, ásperas, às vezes com espinhos, que formam uma verdadeira carapaça, dai serem tam- bém conhecidos por cascudos, q. v. Somente pequena parte do tegumento ventral se apresenta desprovida desse revestimento. A boca é localizada ventralmente. Vivem de preferência em buracos das margens dos rios ou no deo de paus imersos. Andam em cardumes e podem atingir um palmo ou mais de comprimento. "Não pegam em anzul e só são pescados com tarrafas; a carne não é de qualidade, mas ainda assim, quando o peixe é bem preparado, assado na própria casca. não é má; a sopa de cascudo é excelente. Há uma grande variedade de espécies; são cascudas' prò- priamente ditos os da subfamilia Plecostomineos, cujo pedúnculo caudal é comprimido (mais alto que largo), ao passo que são 'cascudos-espada', os da subfamilia Loricariíneos, nos quais o pedúnculo caudal é depri- mido (achatado)" (Ihering, Dicionário, s. v. cascudo). SINONIMIA: cascudo, guacari. 1. amarelo (Hypostoma elentaculatum Spix). Vive nos cursos tropicais, sendo sempre encontrado onde existem trechos encachoei- rados. Os hábitos de vida são semelhantes aos das outras<noinclude></noinclude> mm7rf839i9qnepkg5kuae9yfe32p80s Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/136 106 256206 559369 2026-08-19T14:54:07Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: acari espécies: localiza-se em abrigos sombrios, em águas batidas de fundo pedregoso. Foge da luz solar, ocul tando-se entre as pedras, com a boca aderente ao fundo. A carne desse peixe, "umedecida por uma gordura amarelada que se encontra sob a carapaça óssea, é deliciosa. A carne branca, ligeiramente librosa, com espinhas torcidas, é uma das mais apreciadadas por pessoas de fino paladar; requer, porém, um cuidado todo especial, sem o... 559369 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>acari espécies: localiza-se em abrigos sombrios, em águas batidas de fundo pedregoso. Foge da luz solar, ocul tando-se entre as pedras, com a boca aderente ao fundo. A carne desse peixe, "umedecida por uma gordura amarelada que se encontra sob a carapaça óssea, é deliciosa. A carne branca, ligeiramente librosa, com espinhas torcidas, é uma das mais apreciadadas por pessoas de fino paladar; requer, porém, um cuidado todo especial, sem o qual pode-se correr o risco de perde-la, com o fel. Seus caracteres gerais são êstes: cabeça grande, subtriangular, plana na face inferior; o tronco apresenta a forma de cone seccionado ao meio; ventre revestido por pele coriácea e coberto de minús- culos espinhos, voltados para trás; o corpo apresenta, de cada lado, quatro fiadas de placas duras com saliências e estrias, imbricadas ao longo; abertura branquial mediocre, apresentando nos bordos oper- culares pequenos espinhos; nadadeiras dispostas nor- malmente, todas guarnecidas de fortes raios ósseos com aciculos" (A. C. de Magalhães, Monografia, 121 e ss.). SINONIMIA: acari-juba, guacari, cascudo amarelo. 1-cachimbo (Loricaria apellogaster Boulenger). Das numerosas espécies desse gênero, encontradas nos rios do Brasil, é esta das mais interessantes. Possui um longo filamento, às vezes mais comprido que o ta- manho do corpo, e que parte do ápice supérior da cauda. "Tratando-se do tipo acima representado pela denomi nação científica de Loricaria apellegasler de Boulenger, vê-se que não é infundado o nome que a determina - apeltogaster pois a espécie supramencionada é des provida do escudo abdominal que, em outras espécies, recobre a parte do externo; o peixe aqui citado foi apanhado em uma pescaria de tapagem, nos arredores de Belém, no igarapé do Murubira, acusando os se- guintes caracteres: côr geralmente pardo-escura ou olivácea; cabeça plana entre os olhos, mas em curva deste ponto para o focinho, corpo proporcional à cabeça até a altura posterior da nadadeira dorsal, afinando-se muito daí para trás, tornando-se, próximo à cauda, extremamente comprido, formando quase dois gumes as placas que lhe revestem a linha superior e inferior da porção caudal. A nadadeira caudal, bilocular, tem a característica particular de possuir, como já o disse, 82 Acati Este peixe gosta de entrar durante o dia em resvãos de pedra e locas marginais. À noite sai para caçar a sua subsistência" (A. C. de Magalhães, Monografia, 79 e ss.). cachorro. Cascudo do gênero Charlos. lomus. --cacimba. Denominação dada à espécie Loricaria cataphrasta. Cf. LAUDELINO, s. v. || - - espada (Farlowella glaudius Cuv.). Cascudo muito comum nos rios do Brasil, com filamentos nas extremidades dos lobos da nadadeira caudal. Cf. A. C. de Maga- lhães, Monografia, 253. guaçu (Pseudocanthicus hixlryx Cuv. e Val.). É uma das espécies mais curiosas de cascudo, não só pelo tamanho, que pode atingir 80 cm, mas principalmente por causa das nadadeiras peitorais, que são muito longas e, possuindo "um de- susado e formidável revestimento de espinhos, dão ao peixe um aspecto verdadeiramente terrível. Todo o bordo anterior do primeiro raio dessa nadadera & densamente guarnecido de cerdas, as maiores das quais alcançam a do comprimento da nadadeira peitoral. A esta espécie da Amazônia, correspondem cm águas do Paraná e afluentes, as do gênero Plerygo- plichthys, principalmente P. aculeatus, pouco menor e quase igualmente cerdoso" (Ihering, Dicionário, s. v. - juba. guacariguassú). SINONIMIA: guacariguaçu. - O mesmo que acari amarelo, q. v. lima (Lori- caria lima Kner). Outra espécie de cascudo amplamente distribuida. Corpo comprido e chato, de côr olivácea com pequenos pontos escuros. É a espécie que mais fortemente se agarra às pedras. Cf. A. C. de Magalhães, Monografia, 233. - roncador (Loricaria rostrala Spix). É uma espécie de cascudo fino, de côr amarela citrina, semelhante ao acari-espada, do qual se distingue por ser um pouco menor. Encontra-se no rio São Francisco. Cf. A. C. de Magalhães, Monografia, 233. |--sovela. Assim se denominam as espécies de coscudo do gênero Chactostomus. 2. O mesmo que acará', q. v. 3. De- nominação dada a vários macacos du Amazônia, do gênero Cacajas, também chamados uacaris, q. v. caracterizados pela cauda curta; cabeça oval e alon gada, pelos curtos e sedosos e unhas compridas. Ge- ralmente barbudos, mas de cabeleira menos desen- volvida. Cf. Eurico Santos, Entre o gambá e o macaco, na parte superior, um longo fio que é o prolongamento 264. 4. (Bol.). Árvore silvestre do Brasil, pertencente do primeiro raio que forma essa nadadeira; há ausência da adiposa e anal; a dorsal, peitorais e ventrais são bastante fortes, com os primeiros raios ósscos e resis à família dos Leguminosas, também chamada sicupira -mirim ou sicupira-cari (Ormosia sp.), q. v. Cf. LAU- DELINO, 6. v. 5. Adj. Variedade de Banana. Vd. tenles; ventre esbranquiçado; bóca sugadora, lábios pacoviacari. 6. ddj. Relativo ou pertencente aos Acaris. U. 1. c. s. ACARI, geogr. Rio de Minas Gerais, afluente do São Francisco pela maigem esquerda. A barra fica franjados e providos de dois barbilhões sensivelmente mais desenvolvidos que os outros menores que os guarnecem; ses barbilhões são, provavelmente, uti- lizados pelo peixe como auxiliares das sucções que a sua boca faz onde se apega, ou, talvez, como órgão junto à povoação de igual nome. E de pequeno curso Láctil; reveste a extremidade superior do focinho uma e navegável no tempo das enchentes no trecho de 30 pequena parte desprovida de escamos ou placas ósseas. 36 km a partir da foz.<noinclude></noinclude> mp34ifaa5u2zztt0qbht40y928hty6k Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/137 106 256207 559370 2026-08-19T14:54:09Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Acari 83 acariquera ACARI, geogr. Rio do Distrito Federal que nasce AÇARI, geogr. Cachoeira, no Majari, município na serra dos Macacos, banha a freguesia de Irajá de Boa Vista, Território do Rio Branco. e deságua no Meriti. ACARI', geogr. Rio do Estado do Amazonas, afluente do Canuma pela margem esquerda; banha o município de Borba. ACARI, geogr. Rio, afluente da margem es- querda do rio Majari, banha o município de Boa Vista, Territór... 559370 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Acari 83 acariquera ACARI, geogr. Rio do Distrito Federal que nasce AÇARI, geogr. Cachoeira, no Majari, município na serra dos Macacos, banha a freguesia de Irajá de Boa Vista, Território do Rio Branco. e deságua no Meriti. ACARI', geogr. Rio do Estado do Amazonas, afluente do Canuma pela margem esquerda; banha o município de Borba. ACARI, geogr. Rio, afluente da margem es- querda do rio Majari, banha o município de Boa Vista, Território do Rio Branco. ACARI, geogr. Riacho, afluente da margem esquerda do rio das Contas; banha o município de Ita- caré, Estado da Baía. ACARI, geogr. Igarapé que liga o rio Tocantins ao furo do Valentim; banha o município de Cametá, Estado do Pará. g. v. ACARIA, s. m. (zool.). O mesmo que acará, ACARIA', geogr. Lago que se comunica com o rio Purus pela margem esquerda, no Estado do Ama- zonas. s. J. (bot.). O mesmo que acari- ACARICABA, çoba, q. v. Cf. A. I. de Meneses, Flora da Bahia, s. v. ACARIÇOBA, s.). (bol.) (Hydrocotyle umbel- lala L.). Erva rasteira da família das Umbelíferas, que vegeta em lugares úmidos de todo o Brasil, principal- mente nos filêtes de água corrente. Folhas longo-pecio- ladas, estipuladas, peltadas, mais ou menos pilosas. Flores brancas, pequenas e numerosas, dispostas em umbelas irregulares. "As folhas são muito venenosas; ACARI, geogr. Lago, a N. O. de Itaporé, muni- a raiz tem cheiro e sabor idênticos ao da salsa (Petro- ápio de Araçuaí, Estado de Minas Gerais. ACARI, geogr. Cachoeira, no rio Teles Pires, município de Allo Madeira, Estado de Mato Grosso. ACARI, geogr. Cachoeira, formada pelo rio Cre- pori, a montante do igarapé Acarizinho, município de Itaituba, Estado do Pará. ACARI", lop Cidade do Estado do Rio Grande do Norte, a 24 km de Currais Novos. 132 km de Lajes e 312 km de Natal. O município de que essa cidade é a sede tinha cerca de 12,000 habitantes em 1930. Banhada pelo rio Acauã, afluente do Seridó. Clima temperado e saudável. É percorrido pelas serras de Santana, Rajada, Bico de Arara, Alagoa Seca, Picos e Cipriano. Lavoura de cereais, criação de gado. Si- tuação: 6°28' latit. S. e 36°33' longit. O. a 168 km 0. S. O. de Natal. Altitude: 290 m. Foi elevada a cidade em 15 de agosto de 1898. A área do município é de 1037 km². selinum horlense Hoff), sendo recomendada como diu- rética e desobstruente ao fígado e dos rins, aperitiva, anti-reumática e anti-hidrópica, emética, em doses mínimas e vomitiva em doses elevadas, preparada em pasta serve de masticatório (Cochinchina). O suco da planta ou a água destilada da mesma passa por fazer desaparecer as sarda e outras manchas da pele. fá foi reputada útil até contra as escrófulas. erisipelas, morféia, sífilis e afecções tuberculosas" (PIO CORREIA, s. v.). SINONÍMIA: erva-capilão. ! miúda (Hydrocotyle leucocephala Cham. e Schl.). Erva de caule rasteiro, da mesma família. Folhas pecio- ladas, reniformes. Flores brancas, pequenas, dispostas em umbelas. "A raiz é diurética e desobstruente do fígado, mas em doses consideráveis torna-se vomitiva; as folhas são muito venenosas. Tada a planta contém óleo essencial. Vegeta em lugares sombrios, úmidos e mesmo pantanosos, até 2.200 m de altitude (Ita- tiaia), desde a Baía até ao Rio Grande do Sul e Minas Gerais, porém a variedade oblusiloba (H. emarginata Vell., H. multicaulis Pohl). encontra-se também no Ceará" (Pio CORREIA, s. v.). SINONIMIA: acarariçaba. ACARI", lop. Povoação no município de Curaçá, acariçaba, acariraba, cicula Jalsa, erva-capitão da miúda. Estado da Bafa. ACARI", top. Povoação à margem direita do Acari, próximo da confluência com o São Francisco, no Es- tado de Minas Gerais. ACARI", top. Povoação no distrito de Pavuna e estação ferroviária da E. F. C. B. no ramal de Rio d'Ouro, Distrito Federal.. ACARI", lop. Povoado, à margem direita do rio Guamá, município de Guamá, Estado do Pará. ACARI", top. Lugarejo no município de Borba, Estado do Amazonas. orelha-de-onça-rasteira, no Ceará. ACARICORA, top. Povoação no município de Baião, Estado do Pará. [ACARIJARANA, s. J. Arvore cuja madeira é de lei. Cf. Taunay, Lacunas, a. v.] ACARIPEREIRA, geogr. Rio, desemboca na baía do Vieira Grande, o liga-se, a leste, com o rio Chara- pucu, na divisa com o município de Anajá; banha o município de Afuá, Estado do Pará. ACARIQUARA,. J. (bot.) (Amazônia). 1. (Ce nosligma locantinum Ducke). Arvore da família das<noinclude></noinclude> 9ai8qaeowbw31ljqt357tzev1tcij9o Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/138 106 256208 559371 2026-08-19T14:54:11Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Acariquara Leguminosas-Cesalpiniáceas, de folhas compostas, longo-pecioladas; flores amarelas. dispostas em ra cimos terminais simples; fruto: vagem ainda desco- nhecida. "Fornece madeira dura e bastante resistente; e internas; dela se própria para obras hidráulicas extrai matéria tintorial de cor verde-azeitona (Pio CORREIA, s. v. acaricuara). 2. (Minquartia guyanensis Aubl). Árvore da família das Olacáceas, de 13 m de altura, de gêne... 559371 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Acariquara Leguminosas-Cesalpiniáceas, de folhas compostas, longo-pecioladas; flores amarelas. dispostas em ra cimos terminais simples; fruto: vagem ainda desco- nhecida. "Fornece madeira dura e bastante resistente; e internas; dela se própria para obras hidráulicas extrai matéria tintorial de cor verde-azeitona (Pio CORREIA, s. v. acaricuara). 2. (Minquartia guyanensis Aubl). Árvore da família das Olacáceas, de 13 m de altura, de gênero tão duvidoso que já esteve nas famílias das Bignoniáceas e Euforbiáceas. - Fornece 84 Acaru ACARIQUARA-MIRI, geogr. Rio do Estado do Pará; banha o município de Macapá e deságua no Amazonas. Cl. MOREIRA PINTO, S. v. ACARIRABA, s. J. (bol.). O mesmo que acaricoba, 9. v. Cf. A. I. de Meneses, Flora da Bahia, s. v. ACARIRANA, s. J. (bot.) (Geissospermum st- riccum Bth. e Hook). Árvore da família das Apoci náceas, de pequeno ou médio porte, de folhas pra. teadas. O tronco é cavado como o da acariúba. A ma- madeira pardo-amarelada, compacta, incorruptível, deira não tem valor, mas a casca, de sabor amargo, que demonstram sua considerada superior para esteios, dormentes, cons- trução civil e obras do chão, parecendo haver provas durabilidade através de 150 anos. O povo distingue duas variedades: a 'das terras altas', que é a melhor, porém sempre cheia de buracos de larvas ou bichos da madeira', a às vezes atravessam o fronco em seu diametro má- ximo e impedem sua utilização os quais na marcenaria de luxo; e a 'do alagadiçe' ou 'da 'várzea', com caule é usada contra as febres palustres. Habita as matas da terra firme, em todo o Estado do Pará. SINONIMIA: quinarana, pereira, pau-pereira e pau-forquilha. Ct. LE COINTE III, s. v. ACARIS, eln. m. pl. Indios aruaques "que formam pequena horda que habita junto às cachoeiras do Içanga" (Garcia, DHGEB, I, 256). ACARIÚBA, . J. (bot.) (Minquartia guyanensis cilindrico, madeira perfeita, mas de menor duração Aubl.). O mesmo que acariquara, q. v. LE COINTE e somente aplicável para marcenaria e obras internas. - III, s. v., diz que no Baixo Amazonas & acariba a A primeira é o 'bois de minquart', dos franceses: denominação usual desta planta. ||-Jalsa (Cenostigma SINONIMIA: focantinum Ducke). O mesmo que acariquara', q. v. dela se extrai matéria tintorial preta. acariába, acariúba falsa, acariubarana, acaximba" (PIO CORREIA, S. v. acaricuara). 3. (Minquartia punclala). Planta da família das Olacáceas, no rio Purus. Cf. LE COINTE III, sv. Stradelli, no seu Nh-P, s. v. acary-cuára diz que o nome, que significa "buraco de acari", "lhe é dado exatamente cantinum Ducke). Nome por que é também conhecida ACARIUBARANA, s. J. (bol.) (Cenostigma lo a acariquara, q. v. Cf. LE COINTE II, 12. gem direita do rio Crepori; banha o município de Itai- ACARIZINHO, geogr. Igarapé, afluente da mar- porque, por causa das falhas e buracos que apresenta, tuba, Estado do Pará. seu pêso senta no quando caído n'água, onde pelo fundo, é morada preferida dos acaris". ACARIQUARA, geogr. "Rio do Estado do Amazonas; deságua na margem direita do Solimões por duas bocas: a primeira, ou mais oriental, com o nome de Camadu, e a superior, com seu próprio nome, [ACAROASES, ela. m. pl. O mesmo que Aerods, q. v.). ACAROBADO, adj. (Pern.). "Mal arranjado, em desalinho, esbagaçado, esbodegade: 'A oilava de- generando. Com vales acarobado. Foi pouco a pouco acabando Por versos de pés quebrados' (Barbosa entre o ric Juruá e o lago Saua" (Araújo Amazonas, Viana)" (Pereira da Costa, Voc. Pern., s. v.). cit. por MOREIRA PINTO, s. v.). ACARIQUARA, acogr. Rio, afluente da mar- AÇAROTUBA, geogr. "Ilha do Estado do Ama- zonas, no rio Solimões, próxima das ilhas Cajari e Maiti ou Uacaraf. É também denominada Acarateua. gem direita do rio Peixe Boi; banha o municipio de Jurupari-tapera e entre a foz dos igarapés Capiaí e Igarapé-Açu, Estado do Pará. ACARIQUARA', geogr. Igarapé, afluente de margem direita do rio Maracanã; banha o município de Maracanã, Estado do Pará. ACARIQUARA, geogr. Enseada, à margem oriental do rio Tocantins, município de Cametá, Estado do Park. (MOREIRA PINTO, s. v.). JACARRAÇAR-SE, . pron. Agarrar-se: "acar raçando-se depois ao caso presidencial...." (Rui Bar bosa, Conferencia de Juiz de Fora).\ ACARU, geogr. Serra do Estado da Baía, cerca de 24 km ao N. da vila de Monte Santo. "Em tempo de calmaria e grau elevado de calor ouve-se ACARIQUARA, geogr. Ponta no rio Tocan- um ruído especial, repercutindo em (ada a rocha, de tina, a N., da ponta de Gurupé, município de Moca- que é composta a serra de Sul a Norte e em uba, Estado do Pará. seguida fortes abalos que ocasionam a precipitação de pedras<noinclude></noinclude> 848bg9or1jmjgq4pdlrim3ytowvnzbc Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/139 106 256209 559372 2026-08-19T14:54:13Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Acaru algumas das quais bem volumosas, que rolam até a base: este fenômeno é muito freqüente em tempo seco e precede às chuvas abundantes. Em outras ocasiões há verdadeiros estampidos, semelhantes no estrondo da artilharia" (MOREIRA PINTO, s. v.). 85- acaua ACATINGADO, lop. Engenho no município de Quipapá, Estado de Pernambuco. ACATITAR, v. 1. (Paraíba). Como brasileirismo, figura na expressão acalitar os olhos, que significa arregalá-... 559372 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Acaru algumas das quais bem volumosas, que rolam até a base: este fenômeno é muito freqüente em tempo seco e precede às chuvas abundantes. Em outras ocasiões há verdadeiros estampidos, semelhantes no estrondo da artilharia" (MOREIRA PINTO, s. v.). 85- acaua ACATINGADO, lop. Engenho no município de Quipapá, Estado de Pernambuco. ACATITAR, v. 1. (Paraíba). Como brasileirismo, figura na expressão acalitar os olhos, que significa arregalá-los fixando: "... Quando deu acordo de si, ACARU, lop. Povoação no município de Xor- ficou feito um condenado. Acalilou os olhos e escuma- roxó, a 30 km da sede, Estado da Baía. ACARU, lop. Povoação no município de Monte Santo, a 18 km da sede, Estado da Baía. ACASEADEIRA, . J. (Pern.). Costureira in- cumbida de fazer as casas ou botociras das peças do vestuário. Cf. Pereira da Costa, Voc. Pern. s. v. ACASO, geogr. Córrego, afluente da margem direita do rio dos Bois; banha o município de Pal- meiras de Goiás, Estado de Goiás. ACATAIA, . J. (bol.) 1. O mesmo que capicoba ou erva-de-bicho (Poligonum acre. H. B. K.), q. v. CI. A. 1. de Meneses, Flora da Bahia, s. v. 12. O mesmo que casca-de-anla, q. v. Cf. A. I. de Meneses, Flora da Bahia, s. v. ACATI, geogr. Córrego, afluente da margem direita do Macarani; banha o município de Macarani, Estado da Baía. va como um juá" (José Américo, Bagaceira, 79). AÇATONGA, s. f. (bot.) (S. P.). O mesmo que guaçalonga (Casearia inaequilalera Camb.) q. v. ACATRUZAR, v. 1. (N.E.). Forma popular de al- calruzar. Perseguir constantemente. Cf. Rodrigues de Carvalho, Euclides, 1.5-941. ACATU, geogr. Arroio. afluente da margem di- reita do rio Chimarrão, no município de Lagoa Ver- melha, Estado do Rio Grande do Sul. AÇATUNGA, . J. (bot.). (S. P.). O mesmo que açalonga ou guaçalonga (Cascaria inaequilatera Camb.), q. v. ACAÚ, m. (Pará) (bot.) (Ferdinanduria pa- raensis Dacke). Árvore de porte mediano da família das Rubiáceas. Cresce em terra firme e a madeira é boa para marcenaria. Cf. LE COINTE, III, s. v. (ACATASSOLAR, v. 1. Cambiar, mudar de uma SINONIMIA: acaúa, pau-de-bugre (em Mato Grosso). côr para outra.] ACATIA, . J. (bol.) (Ceará). O mesmo que capicoba ou crva-de-bicho (Poligonum acre H. B. K.), q. v. ACATINGA, top. Lugarejo no município de Baião, Estado do Pará. ACATINGADO', adj. Que exala mau cheiro; calinguento; calingoso. F. São Paulo, L.MPB, s. v.. define o termo como substantivo, ao dizer: "Individuo que exala cheiro desagradável (urinoso, fecalóide, de câncer ulcerado, de gangrena, de rato, de acetona, de aldefde....); cheiro proveniente de suinismo; cheiro étnico; cheiro dependente de bromidrose. Averbam-no TESCHAUER, FIGUEIREDO, Dic. bras. da Ling. Port. (Annis dla Bibl. Nacional, v. XII)". E acres- centa: "Calingoso, catinguento também se empregam como sinônimos de acalingado. São preferidos para qualificarem cousas, na generalidade dos casos. Urina calinguenta. Carne catingosa (putrefeita, alterada), Suor calingoso. Rejume calingoso (sangue menstrual létido)". i Cabe ponderar, no entanto, que acalingado é palavra de uso restrito nesta acepção. Prefere-se geralmente a forma calinguento. ACATINGADO, adj. Da natureza da catinga. Diz-se do terreno coberto de vegetação de catinga. U.1.c. s. Ct. Pereira da Costa, Voc. Pern., s. v.; PDBLP 4. V. ACAU, geogr. "Riacho do Estado de Pernam- buco, no distrito de Nossa Senhora do Ó. do município de Goiana. Esta palavra, segundo Montoya, significa cabeça negra, de acá cabeça e hau negra" (Mo- REIRA PINTO, s. v. acahu). ACAU, Lop. Vila, sede do distrito do mesmo nome, município e termo de Pilar. comarca de Itabaina. antiga Canafistula. Estado da Paraíba. ACAÚ, lop. Lugarejo na freguesia de Nossa Senhora do Ó, Estado de Pernambuco. Cf. MOHEIRA PINTO, S. v. ACAU, top. Povoado, no litoral, ao N. de Pon- tinha, no município de João Pessoa, Estado da Pa- raíba. ACAÚA, . m. (bal.). O mesmo que acaú (Ferdi- nandusia paraensis Ducke), q. v. ACAUA, geogr. Serra na município de Sousa, Estado da Paraiba. região sul-oriental do ACAU, .um. (cool.) (Herpetotheres chinnans Bangs e Penard). Ave do rapina da familia dos Falconídeos. "Ave silvestre, também chamada macauoan (sic), pouco maior do que uma galinha. E ave animosa, não sendo seu corpo dos maiores. Desafia<noinclude></noinclude> j4r9x07m2zlzjkbxzskf2hl5hxtuw82 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/140 106 256210 559373 2026-08-19T14:54:15Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: acaua as cobras e as mata com maior destreza que as cc- 86 Acau come cobra. O homem que lhe ouve o grito choca gonhas da Europa. É de côr cinzenta, e na barriga pedra. Passa dias e dias sentado em seixos, agitando os braços como asas, até que dos ovos pétreos surja magem da cabeça e pescoço. Bicos, pés e unhas são de gavião. Vendo, cobras investe a elas, salta-lhes à ca- beça, fere-as com unhas e bico, salta, voa, persegue-as até matá-... 559373 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>acaua as cobras e as mata com maior destreza que as cc- 86 Acau come cobra. O homem que lhe ouve o grito choca gonhas da Europa. É de côr cinzenta, e na barriga pedra. Passa dias e dias sentado em seixos, agitando os braços como asas, até que dos ovos pétreos surja magem da cabeça e pescoço. Bicos, pés e unhas são de gavião. Vendo, cobras investe a elas, salta-lhes à ca- beça, fere-as com unhas e bico, salta, voa, persegue-as até matá-las sem ainda lhes permitir fuga. Completa a vitória com a morte delas, entoa o seu canto, e, ou tem uma felpa mais comprida do que nas cestas, que enrica quando se assanha, e o mesmo faz com a plu- a minhada. De vez em quando ouve-se o canto vítima do gavião arremedando-lhe a toada: acauä! acaua acaual" (R. Morais, Anj., 71). | Prenuncia mu dança de tempo, entre os caipiras paulistas. I GOELDI (8., 15) dá a seguinte descrição desta ave: "Parle su perior do corpo parda; cabeça e nuca amarelo-claras; lado da cabeça e fita entre o occiput e a nuca, pretes: cauda preta, listrada de amarelado; parte inferior amarelo-esbranquiçada; comprimento: asas, 29; cauda, 25; bico, 5,5; tarso, 6,2". Lauro Palhano, em illaru piara, 235, emprega a palavra no feminino, gênero que lhe atribui a maioria dos dicionaristas: "Da copa da castanheira gritaram acauas alvoroçadas, ahan- donando os seus ninhos, pendentes como esquisitos frutos, cuidadosamente tecidos e seguros". Sobre a nevrose da acauã, cf. Barbosa Rodrigues, Exploração do Rio Jamundá, 67-69. Sobre a etimologia do v cábulo, que vários autores consideram voz cnoma. topćica, diz Teodoro Sampaio: "Acauã, cerrupção de aca-uá, contração de aca-uara, o comedor de cabeças (de cobras)" (cf. Tupi, s. v. acauã e macaguá). Para BATISTA CAETANO, 3, 19, vem de acá "decidido, re- soluto" e um sufixo que quer dizer "briguento".! É. gavião-cava das populações do rio Paraíba do Sul. SINONIMIA: acanã, cau-cau, macaguá, macaua, uacaua Cf. Olivério Pinto, Catálogo, I, 84. 2. Espécie de rais ou arraia, classificada como Myliobatis aquila. É também conhecida como raia-papagaio. --ca (bot.). Nome dado na Amazônia ao guaco (likania guaco Willd.), q. v. inteiras ou em pedaços, as carrega para seu ninho para seu sustento e dos filhos. Pendura-as nêle como despojos e índice de sua morada. As cobras têm-lhe tanto horror que fogem ao seu canto. Os naturais do país a arremedam para as enzotar (as cobras), e afir- mam que não há cobras no espaço em que elas giram. É um divertimento, quem as tem domesticadas, mandá-las apanhar para assistir e ver o combate. Não menos galante o seu canto, porque vai subindo de voz e de fúria, e assim também a encrespadura de suas penas e talhe. Sua cantilena exprime o seu nome: acaua. Os naturais da terra a têm como pássaro de agouro porque sempre que canta há novidade. Es (ando para vir algum hóspede à casa, afetam conhecer pelo canto a demora de tempo que levam para chegar. Dizem que acauã quer dizer adivinhador. É certo dizer-se em todo o Brasil que quem adivinha tem bico de acaua. Creio que acauã é o mesmo araqua do sertão do Cuiabá. Pretendem que os seus ovos sejam. contraveneno das cobras, secos e feitos em pó. Há outra ave semelhante, mas sem sua cantilena e nem outra de suas habilidades; só tem o hábito de andar continua- mente pelas árvores das ribanceias dos rios" (Airosa, DPB, s. v.). "Belo gaviño que ocorre em todo o Brasil interior e na Amazônia. O costado é bruno-escuro, inclusive asas e cauda, esta tem algumas faixas trans versais, claras. O lado inferior é branco-amarelado e de igual côr são o alto da cabeça e uma faixa ao redor do pescoço. O Sr. João L. Lima informa que o grito forte e compassado diz: 'maca-u-'. Nas noites de luar éle grita até altas horas. Na Amazônia & tido como ave agoureira, cujo canto ou grito, parecido com uma gargalhada estrepitosa, pressagia desgraça. Em outras localidades amazônicas dizem que esta ave é o terror das mulheres, porque o acaua se apossa do espírito delas e as obriga a cantar, com êle, as très silabas do seu nome. ... Também nas lendas dos Indios o acaua figura como comedor de cobras. Du. rante as múltiplas peripécias da fuga de um moço Indio, perseguido pela vella gulosa, sucede o seguinte: 'O moço estava para ser mcqueado por dois surucucus: ACAUó, geogr. "Rio que se origina na serra da Carneira, na fazenda Cotovelo, tendo êste nome; re cebe os riachos Cachoeirinha, Cumaru, Casa de Pedra Cavalo Morto, Damião, Malhada de Dentro, Pedro, Provedor e Tanque. Atravessa o município de Picul, banhando a cidade deste nome, a qual lhe fica à mar gem esquerda, entra no Estado do Rio Grande do Norte e deságua no Seridó. É considerado o Nilo da região. Apesar de não ser perene, as terras que bonba durante o período das enchentes são de extraordinária fertilidade. Oficialmente tem o nome de Picul". Es tado da Paraíba (Coriolano de Medeiros, DCEP, s. v.). MOREIRA PINTO diz que o Acauã & rio do Estado do Rio Grande do Norte, rega o municipio de Jardim daquela cidade. deságua no Seridó, na barra do Morais, 5 km absiso ouvindo cantar o macaua, pediu o auxílio dêste que reita do rio Caraú ou Santana; banha o município de ACAUA, geogr. Riacho afluente da margem di logo comeu os dois surucucus e o moço pôde fugir... Santana do Matos, Estado do Rio Grande do Norte. (Barbosa Rodrigues cit. por Ihering, Dicionário, ° a. v.). "Na região do Nhamundá, o rio da lenda dus le Acari, município de Currais Novos, Estado do Rio ACAUA, geogr. Serra, na divisa com o município Amazonas, há o mito do acaua, pequeno gavião que Grande do Norte.<noinclude></noinclude> lwu6sz7fef0c3uck550f786p53e1lok Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/141 106 256211 559374 2026-08-19T14:54:17Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Acauã ACAUA, geogr. Serra, na região norte-oriental do município de São Tomé, Estado do Rio Grande do Norte. ACAUA, geogr. Morro, na região norte-oriental do município de Caicó. Estado do Rio Grande do Norte. 87 Accioly AÇAUIANI, adj. Relativo ou pertencente aos Açauianis. U. 1. c. s. AÇAUIANIS, eln. m. pl. Índios da família ca- raíba, habitantes da região do rio Ixié, no Estado do Amazonas. Cf. PDBLP, s. v. e MOREIRA PINTO, S. v. ACAU... 559374 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Acauã ACAUA, geogr. Serra, na região norte-oriental do município de São Tomé, Estado do Rio Grande do Norte. ACAUA, geogr. Morro, na região norte-oriental do município de Caicó. Estado do Rio Grande do Norte. 87 Accioly AÇAUIANI, adj. Relativo ou pertencente aos Açauianis. U. 1. c. s. AÇAUIANIS, eln. m. pl. Índios da família ca- raíba, habitantes da região do rio Ixié, no Estado do Amazonas. Cf. PDBLP, s. v. e MOREIRA PINTO, S. v. ACAUÍBA, . m. (bot.) (Baía). O mesmo que ACAUA', lop. Povoação no município do mesmo caju, q. v. Cf. A. I. de Meneses, Flora da Bahia, s. v. nome, Estado de Mato Grosso. ACAUA', top. Povoação no município de Sousa, Estado da Paraíba, e estação ferroviária da Rede de Viação Cearense entre São Domingos e Sousa. ACAUÃ, lop. Estação ferroviária entre Ma- ACAUNHù, geogr. Rio da Paraíba, afluente do Piranha.. ACAUNHÃ, lop. Povoação do município de Sousa, Estado da Paraíba, à margem do rio Acaunhã. ACAUPI, . m. Nome tupi de uma planta boa frense e Paulista, na Estrada de Ferro Petrolina- forrageira, da família das Leguminosas. -Teresina, Estado da Paraíba. ACAUSO, s. m. Alteração popular de acaso = ca- ACAUÃ, top. Fazenda no município de Sousa, sualidade: "Isso se deu por um acauso" (Amaral, Estado da Paraíba; a 14 km da sede. ACAUA", top. Engenho no município de Sal- gueiro, Estado de Pernambuco, à 30 km da sede. ACAUÃ, top. Lugarejo no município de Gari- baldi, Estado do Rio Grande do Sul. [ACAUA, BENEDITO MARQUES DA SILVA, onlr. Politico. Nasceu na Paraíba por volta de 1815. Faleceu na mesma província, em 1873. Diplemou-se em Direito no Recife. Foi deputado pela sua província de 1842 a 1849. Escreveu um importante relatório sobre a explo- ração dos diamantes, serviço de que foi inspetor. ACAUANERA, geogr. "Igarapé do Estado do Pará, afluente da margem direita do rio Capim" (MONEIRA PINTO, s. v.). ACAU ZINHO', geogr. Igarapé, afluente da mar- gem esquerda do rio Juriti; banha o município de Ju- riti, Estado do Pará. ACAUÃZINHO, top. Povoação no município de Malo Grosso, no Estado de Mato Grosso. ⚫ ou pertencente ACAUCIO, adj. Relativo deducios. || U. l. c. s. Qos ACAUCIOS, etn. m. pl. Índios da fronteira do Brasil com a Guiana Inglêsa, de origem caraíba, se- gundo N. de Sena, Anais do 1. Congresso Brasileiro de Geografia, 1X, 90. ACAUERA, geogr. Igarapé, afluente da margem esquerda do rio Juriti; banha o município de Juriti, Estado do Pará. AÇAUÍ, s. m. (bot.). "Planta cujo suco faz parar o sangue" (Tastevin, NP. s. v. assawi). Dialeto, 70). ACAUZINHO, top. Nome de um engenho no município de Goiana, Estado de Pernambuco. ACAVALADO, adj. Enorme; desproporcional; exa- gerado. [ACAVALETADO, adj. Diz-se do nariz arqueado, adunco.] ACAVERÁ, hist. (Paraguai). Nome guarani de um regimento paraguaio que, com o denominado Acaraiá. constituía a guarda de honra de Solano López. Ambos foram pràticamente aniquilados na batalha de Lomas Valentinas, travada a 21 de dezembro de 1868. ACAXIMBA, s. J. (bot.). O mesmo que acariquara', (Minquartia guyanensis Aubl.), q. v. [A. C. B., impr. Revista que se editava no Rio de Janeiro (D. F.) em 1942. Cf. IB, 147.] LACCIOLI, JOSÉ DE SÁ BITTANCOURT, ante. Nasceu em Caeté, Minas Gerais, em 1752. Faleceu em 1828. Naturalista. Diplomado em Coimbra, estabeleceu em Minas a exploração do caulim e a fundição do ferro. Estêve envolvido na Inconfidência Mineira, sendo absolvido. Dedicou-se então à agricultura na Baía. Em 1799 teve importantes comissões do governo, retornando às suas lavouras na Baía. Mais tarde voltou a Minas. tomando ainda parte na guerra da Independência.] ACCIOLI DE CERQUEIRA E SILVA, INÁCIO. Vd. Silva, Inácio Accioli de Cerqueira e. LACCIOLY, ANTONIO PINTO NOGUEIRA, antr. Nas- ceu em Icó, Ceará, a 11 de outubro de 1840. Faleceu no Rio de Janeiro, a 14 de abril de 1921. Formado na Faculdade de Direito do Recife, iniciou a carreira como<noinclude></noinclude> rkg84zrvpvvtdhb3pn6xxtci9h9gbb6 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/142 106 256212 559375 2026-08-19T14:54:19Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: acau as cobras e as mata com maior destreza que as ce- tem uma fälpa mais comprida do que nas costas, que 86- Acaia come cobra. O homem que lhe ouve o grito choa gonlas da Europa. É de cor cinzenta, e na barriga pedra. Passa dias e dias sentado em seixos, agilande os braços como asas, até que dos ovos pétreos surja enriça quando se assanha, e o mesmo faz com a plu- aninhada. De vez em quando ouve-se o canto magem da cabeça e pescoço. B... 559375 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>acau as cobras e as mata com maior destreza que as ce- tem uma fälpa mais comprida do que nas costas, que 86- Acaia come cobra. O homem que lhe ouve o grito choa gonlas da Europa. É de cor cinzenta, e na barriga pedra. Passa dias e dias sentado em seixos, agilande os braços como asas, até que dos ovos pétreos surja enriça quando se assanha, e o mesmo faz com a plu- aninhada. De vez em quando ouve-se o canto magem da cabeça e pescoço. Bicos, pés e unhas são de vítima' do gavião arremedando-lhe a toada: acaudi acaua acaua!" (R. Morais, Anj., 71). 1 Prenuncia mu gavião. Vendo cobras investe a elas, salta-lhes à ca- beça, fere-as com unhas e bico, salta, voa, persegue-as até matá-las sem ainda lhes permitir fuga. Completa a vitória com a morte delas, entoa o seu canto, e, ou inteiras ou em pedaços, as carrega para seu ninho para seu sustento e dos filhos. Pendura-as nêle como despojos e indice de sua morada. As cobras têm-lhe tanto horror que fogem ao seu canto. Os naturais do país a arremedam para as enxotar (as cobras), e afir- mam que não há cobras no espaço em que elas giram. É um divertimento, quem as tem domesticadas, mandá-las, apanhar para assistir e ver o combate. Não menos galante o seu canto, porque vai subindo de voz e de fúria, e assim também a encrespadura de suas penas e talhe. Sua cantilena exprime o seu nome: 'acqua. Os naturais da terra a têm como pássaro de agouro porque sempre que canta há novidade. Es- lando para vir algum hóspede à casa, afetam conhecer pelo canto a demora de tempo que levam para chegar. Dizem que acaua quer dizer adivinhador. É certo dizer-se em todo o Brasil que quem adivinha tem bico de acaua. Creio que acauã é o mesmo araquã do sertão do Cuiabá. Pretendem que os seus ovos sejam. contraveneno das cobras, secos e feitos em pó. Há outra ave semelhante, mas sem sua cantilena e nem outra de suas habilidades; só tem o hábito de andar continua. mente pelas árvores das ribanceñas dos rios" (Airosa, DPB, s. v.). "Belo gavião que ocorre em todo o Brasil interior e na Amazônia. O costado é bruno-escuro, inclusive asas e cauda, esta tem algumas faixas trans- versais, claras. O lado inferior & branco-amarelado e de igual cór são o alto da cabeça e uma faixa ao redor do pescoço. O Sr. João L. Lima informa que o grito forte e compassado diz: 'maca-u-a'. Nas noites de luar éle grita até altas horas. Na Amazónia é tido dança de tempo, entre os caipiras paulistas. I GOELDI (8.. 15) dá a seguinte descrição desta ave: "Parle perior do corpo parda; cabeça e nuca amarelo-claras; lado da cabeça e fita entre o occiput e a nuca, preles: cauda preta, listrada de amarelado; parte inferio amarelo-esbranquiçada; comprimento: asas, 29; cauda, 25; bico, 3,5; tarso, 6,2". Lauro Palhano, em laru piara, 255, emprega a palavra no feminino, gênero que lhe atribui a maioria dos dicionaristas: "Da copa da castanheira gritaram acauãs alvoroçadas, aban donando os seus ninhos, pendentes como esquisitos frutos, cuidadosamente tecidos e seguros". Sobre a nevrose da acaua, ef. Barbosa Rodrigues, Exploração do Rio Jamunda, 67-69. | Sobre a etimologia do vo cábulo, que vários autores consideram voz cnoma. toplica, diz Teodoro Sampaio: "Acauã, corrupção de aca-uá, contração de aca-uara, o comedor de cabeças (de cobras)" (cf. Tupi, s. v. acauã e macaguá). Para BATISTA CAETANO, 5, 19, vem de acá "decidido, re soluto" e um sufixo que quer dizer "briguento". É. gavião-cova das populações do rio Paraíba do Sul. SINONIMIA: acanã, cau-cau, macaguá, macaua, uacau. Cf. Olivério Pinto, Catálogo, I, 84.2. Espécie de raia ou arraia, classificada como Myliobalis aquila. É também conhecida como raia-papagaio. --ca (bol.). Nome dado na Amazônia ao guaco (Mikania guaco Willd.), q. v. ACAUó, geogr. "Rio que se origina na serra da Carneira, na fazenda Cotovelo, tendo este nome; re cebe os riachos Cachoeirinha, Cumaru, Casa de Pedra Cavalo Morto, Damião, Malhada de Dentro, Pedro, Provedor e Tanque. Atravessa o município de Picul banhando a cidade deste nome, a qual lhe fica à mar Norte e deságua no Seridó. É considerado o Nilo da gem esquerda, entra no Estado do Rio Grande do região. Apesar de não ser perene, as terras que banha durante o período das enchentes são de extraordinária fertilidade. Oficialmente tem o nome de Picui". Es dilabas do seu nome. Também nas lendas dos MOREIRA PINTO diz que o Acaut ério do Estado do tado da Paraíba (Coriolano de Medeiros, DCEP, s. v.). indias o acauã figura como comedor de cobras. Du. Rio Grande do Norte, rega o município de Jardim e como ave agoureira, cujo canto ou grito, parecido com uma gargalhada estrepitosa, pressogia desgraça. Em outras localidades amazônicas dizem que esta ave & o terror das mulheres, porque o acau se apossa do espírito delas e as obriga a cantar, com êle, as três rante as múltiplas peripécias da fuga de um moço Indio, perseguido pela velha gulosa, sucede o seguinte: 'O moço estava para ser mequeado por dois surucucus: ouvindo cantar o macaua, pediu o auxílio dêste que daquela cidade. deságua no Seridó, na barra do Morais, 3 km abaixo di. ACAUA, geogr. Riacho afluente da margem logo ameu os dois surucucus e o moço pôde fugir... Santana do Matos, Estado do Rio Grande do Norte reita do rio Caraú ou Santana; banha o município de (Barbosa Rodrigues cit. por Ihering, Dicionário, ACAUA, geogr. Serra, na divisa com o município 6. v.) "Na região do Nhamundá, o rio da lenda das de Acari, município de Currais Novos, Estado do Rio Amazonas, há o mito do acaud, pequeno gavião que Grande do Norte.<noinclude></noinclude> a9ogn467b4dj5c5za8xy4q9sseiz39n Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/143 106 256213 559376 2026-08-19T14:54:20Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Acauã ACAUA, geogr. Serra, na região norte-oriental 87 Accioly AÇAUIANI, adj. Relativo ou pertencente aos do município de São Tomé, Estado do Rio Grande Açauianis. U.... do Norte. AÇAUIANIS, eln. m. pl. Índios da família ca- ACAUA, geogr. Morro, na região norte-oriental raíba, habitantes da região do rio Ixié, no Estado do do município de Caicó. Estado do Rio Grande do Amazonas. Cf. PDBLP, s. v. e MOREIRA PINTO, 5. v. Norte. ACAUÍBA, .... 559376 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Acauã ACAUA, geogr. Serra, na região norte-oriental 87 Accioly AÇAUIANI, adj. Relativo ou pertencente aos do município de São Tomé, Estado do Rio Grande Açauianis. U.... do Norte. AÇAUIANIS, eln. m. pl. Índios da família ca- ACAUA, geogr. Morro, na região norte-oriental raíba, habitantes da região do rio Ixié, no Estado do do município de Caicó. Estado do Rio Grande do Amazonas. Cf. PDBLP, s. v. e MOREIRA PINTO, 5. v. Norte. ACAUÍBA, . m. (bol.) (Baía). O mesmo que ACAUA, top. Povoação no município do mesmo caju, q. v. Cf. A. I. de Meneses, Flora da Bahia, s. v. nome, Estado de Mato Grosso. ACAUA', top. Povoação no município de Sousa, Estado da Paraíba, e estação ferroviária da Rede de Viação Cearense entre São Domingos e Sousa. ACAUNHÃ, geogr. Rio da Paraíba, afluente do Piranha.. ACAUNHÃ, top. Povoação do município de Sousa, Estado da Paraíba, à margem do rio Acaunhã. ACAUA, top. Estação ferroviária entre Ma- frense e Paulista, na Estrada de Ferro Petrolina- forrageira, da família das Leguminosas. ACAUPI, . m. Nome tupi de uma planta boa -Teresina, Estado da Paraíba. ACAUSO, s. m. Alteração popular de acaso = ca- ACAUA, lop. Fazenda no município de Sousa, sualidade: "Isso se deu por um acauso" (Amaral, Estado da Paraíba; a 14 km da sede. ACAUA", lop. Engenho no município de Sal- gueiro, Estado de Pernambuco, à 30 km da sede. ACAUA, top. Lugarejo no município de Gari- baldi, Estado do Rio Grande do Sul. [ACAUA, BENEDITO MARQUES DA SILVA, ante. Político. Nasceu na Paraíba por volta de 1815. Faleceu na mesma província, em 1873. Diplemou-se em Direito no Recife. Foi deputado pela sua província de 1842 a 1849. Escreveu um importante relatório sobre a explo- ração dos diamantes, serviço de que foi inspetor. ACAUANERA, geogr. "Igarapé do Estado do Pará, afluente da margem, direita do rio Capim" (MOREIRA PINTO, s. v.). ACAUAZINHO', geogr. Igarapé, afluente da mar- gem esquerda do rio Juriti; banha o município de Ju- rili, Estado do Pará. Dialeto, 70). ACAUZINHO, top. Nome de um engenho no município de Goiana, Estado de Pernambuco. ACAVALADO, adj. Enorme; desproporcional; exa- gerado. (ACAVALETADO, adj. Diz-se do nariz arqueado, adunco.] ACAVERÁ, hist. (Paraguai). Nome guarani de um regimento paraguaio que, com o denominado Acaraiá. constituía a guarda de honra de Solano López. Ambos foram práticamente aniquilados na batalha de Lomas Valentinas, travada a 21 de dezembro de 1868. ACAXIMBA, .j. (bot.). O mesmo que acariquara', (Minquartia guyanensis Aubl.), q. v. [A. C. B., impr. Revista que se elitava no Rio de Janeiro (D. F.) em 1942. Cf. AIB, 147.] [ACCIOLI, JOSÉ DE SA BITTANCOURT. ante. Nasceu ACAUÃZINHO, lop. Povoação no município de em Caeté. Minas Gerais, em 1752. Faleceu em 1828. Mato Grosso, no Estado de Mato Grosso. ACAUCIO, adj. Relativo ou pertencente lcducios. U. t. c. s. aos ACAUCIOS, eln. m. pl. Índios da fronteira do Brasil com a Guiana Inglêsa, de origem caraíba, se- gundo N. de Sena, Inais do 1º Congresso Brasileiro de Geografia, IX, 90. ACAUERA, geogr. Igarapé, afluente da margem esquerda do rio Juriti; banha o município de Juriti, Estado do Pará. AÇAUÍ, s. m. (bot.). "Planta cujo suco faz parar sangue" (Tastevin, NPL, s. v. assawi). Naturalista. Diplomado em Coimbra, estabeleceu em Minas a exploração do caulim e a fundição do ferro. Estêve envolvido na Inconfidência Mineira, sendo absolvido. Dedicou-se então à agricultura na Baia. Em 1799 teve importantes comissões do governo, retornando às suas lavouras na Baía. Mais tarde voltou a Minas. tomando ainda parte na guerra da Independência.] ACCIOLI DE CERQUEIRA E SILVA, INÁCIO. Vd. Silva, Inácio Accioli de Cerqueira e. [ACCIOLY, ANTONIO PINTO NOGUEIRA, antr. Nas- ceu em Icó, Ceará, a 11 de outubro de 1840. Faleceu no Rio de Janeiro, a 14 de abril de 1921. Formado na Faculdade de Direito do Recife, iniciou a carreira como<noinclude></noinclude> gva6ame6tlu3i204nxv5qnr8aaeep4v Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/144 106 256214 559377 2026-08-19T14:54:22Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Accioly 88- magistrado. De 1866 a 1869 foi deputado provincial: cm ISSO, deputado geral, apoiando o partido liberal. Em 1859 foi eleito e escolhido senador do império, mas não chegou a tomar posse do cargo, pelo advento da repú- blica. Em 1891, tomando partido ao lado do ma- rechal Floriano Peixoto, aderiu ao movimento de que resultou a deposição do governador general Clarindo de Queirós. Foi eleito em seguida para a Constituinte ceare... 559377 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Accioly 88- magistrado. De 1866 a 1869 foi deputado provincial: cm ISSO, deputado geral, apoiando o partido liberal. Em 1859 foi eleito e escolhido senador do império, mas não chegou a tomar posse do cargo, pelo advento da repú- blica. Em 1891, tomando partido ao lado do ma- rechal Floriano Peixoto, aderiu ao movimento de que resultou a deposição do governador general Clarindo de Queirós. Foi eleito em seguida para a Constituinte cearense, presidindo a essa assembléia. Em 1894 foi eleito senador federal e, em 1896, era governador do Estado. De 1900 a 1904 voltou ao Senado. Nesse último ano reassumiu o governo, que só deixou em 1912, quando foi deposto por um movimento armado. Retirou-se então para o Rio de Janeiro. Cf. Francisco Sá, Reminiscências Biográficas.] [ACCIOLY, TOMÁS POMPEU PINTO, antr. Nasceu em Fortaleza, a 30 de julho de 1868. Formou-se em Direito na Faculdade do Recife em 1889. Professor da Escola Normal do Ceará em 1890. Secretário do In- terior, deputado estadual de 1892 a 1895 e, finalmente. deputado federal de 1897 a 1899, foi releito várias vezes. Em 1909 elegeu-se senador pelo Ceará. Foi fundador e professor da Faculdade de Direito do Ceará. Cf. Studart, DBBC, III. 151.] ACCIOLY JÚNIOR, JOÃO BATISTA, anir. En- nheiro e politico. Nasceu em Maragoji, Alagoas, a 15 de maio de 1870. Diplomado na Escola Politécnica do Rio, dedicou-se à agricultura e à política. Eleito deputado federal na 8. legislatura (1912 a 1914), em seguida foi eleito presidente de seu Estado, a 12 de junho de 1915.] acelga ACEGUÁ CHICO, top. Localidade no município de Bajé. Estado do Rio Grande do Sul. 2. v. ACEIADO, adj. (R. G. S.). O mesmo que accado, ACEIRAR, . f. "Abeirar; circular; rodear; estar de fora, observando e mudando de posição para melhor ver; aproximar-se de alguém ou de alguma coisa. espreitando" (Macedo Soares, DBLP. s. v.). Rodear: "...rentes na estação, accirando o bonde bagageiro, puxado a burro...." (Cordeiro de Andrade, Cossacor, 12). Rodenr, aproximar-se de, para fins de conquista amo- rosa: "O feitorzinho de há muito que aceirava a Rai- mundinha; isso já era antigo, porém, até então, nin guém observava nada, mesmo porque a coisa não tinha passado de um simples olhar" (Viriato Padilha. Ro ceiros, 29). o jogo: "Vê-lo de fora, mas tomando interesse na sorte dos jogadores" (Macedo Soares. DBLP, s. v.). ACEIRO, . m. (Amazônia e Goiás). Clareira aberta na mata, pela derrubada ou pelo fogo, para as instalações de um seringal ou para outro fim qual quer. "No sertão setentrional de Goiás..... pequena queimada que os viajantes fazem no campo, em pontos indeterminados da sua travessia, para descanso próprio ou da cavalhada" (Otto Philocreon, citado por B. de Sousa, DTGB, s. v.). ACEIRO, geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do rio Claro; banha o município de Rio Verde. Estado de Goiás. ACEIRO, geogr. Córrego, afluente da margem ACEADAÇO, adj. (R. G. S.) Superlativo de esquerda do rio Ponta de Pedra; banha o municipio accado, g. v.. ACEADO, adj. (R. G. S.). Diz-se do animal de sela que caminha com elegância e garbo, "sem que seja necessário ser castigado para se tornar fogoso" (ROMAGUERA, s. v.). Diz-se também aceiado. Cl. Tes- chauer, Poranduba, 84. ACEGUÁ, geogr. Serra no município de Bajé, Estado do Rio Grande do Sul, ramificação da Serra Geral em que nasce o rio Jaguarão. Cl. MOREIRA PINTO, s. v. ACEGUÁ¹, top. Vila, sede do distrito de mesmo nome, município e comarca de Bajé, Estado do Rio Grande do Sul. [ACEGUÁ, BARÃO DE (Astrogildo Pereira da Costa), anir. Nasceu em Erval, Rio Grande do Sul, em 1809 e faleceu em Jaguarão, no mesmo Estado, a 19 de janeiro de 1892. Militar. Brigadeiro. Herói da guerra do Paraguai.] de Paraúna, Estado de Goiás. ACEJUTIBIRÓ, geogr. Rio, afluente do Maman- guape; banha as povoações de São Miguel e Grapiúna, no Estado da Paraíba. CI. MOREIRA PINTO, S. v. ACEJUTIBIRON, geogr. O mesmo que cajuli biró, q. v. [ACELERADA, adj. (N.). Namoradeira; diz-se de rapariga desenvolta em excesso.] ACELERO, s. m. (Ceará). Susto; espanto; ce leuma. ACELGA, J. (hot) (Beta vulgaris, var. cycla L.). Planta crecta, da família das Quenopodiáceas. Raiz cilindrica, fina e bastante dura; folhas basiliares: flores reunidas em espigas compridas; fruto deprimido. lenhoso, contendo uma semente horizontal, reniforme e munida de um bico. Desta variedade natural há di- versas hortícolas, apreciadas umas como verdura para ensopados, outras como legume, outras ainda para<noinclude></noinclude> 6ekf33dla39fx6gi3ikrgqa18ur4jyt Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/145 106 256215 559378 2026-08-19T14:54:24Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: acélica - enfeitar pratos e mesas. Cultivam-na também como planta ornamental de jardins. Cf. Pro CORREIA, s. v. SINONIMIA: acélica, acelga branca, acelga campestre, na Bain. branca. O mesmo que acelga, q. v. - campestre. Denominação imprópria porque é espécie cultivada. -vermelha. O mesmo que beterraba, q. v. Cf. A. I. de Meneses, Flora da Bahia, s. v. ACÉLICA, .. (bot.) (Baía). O mesmo que acelga. q. v. Cf. A. I. de Meneses, Flora da... 559378 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>acélica - enfeitar pratos e mesas. Cultivam-na também como planta ornamental de jardins. Cf. Pro CORREIA, s. v. SINONIMIA: acélica, acelga branca, acelga campestre, na Bain. branca. O mesmo que acelga, q. v. - campestre. Denominação imprópria porque é espécie cultivada. -vermelha. O mesmo que beterraba, q. v. Cf. A. I. de Meneses, Flora da Bahia, s. v. ACÉLICA, .. (bot.) (Baía). O mesmo que acelga. q. v. Cf. A. I. de Meneses, Flora da Bahia, s. v. ACÉM-DO-BODE, s. m. Corruptela de ácido bórico (Hermano Santa Anna, Contribuição ao Estudo da Elimologia popular em português, citado por F. São Paulo em LMPB, s. v.). 89 ACENDE-CANDELA, s. J. (bot.). Denominação comum e várias espécies da família das Compostas, também chamadas pau-candeia ou pau-de-candeia. Olenho, embora verde, arde muito bem, emitindo luz clara e chama fuliginosa. É utilizado para fachos ou archoles. 1) Lychnophora cricoides M. Arbusto ou árvore pequena de São Paulo e Minas Gerais. Os ramos são cilíndricos e flexíveis, com cicatrizes das folhas antigas. Folhas estreitas, ásperas ou rugosas na face superior. "Fornece madeira branca e dura. resinosa e oferecendo boa superfície ao envernizamento, própria para esteios e cercas em lugares úmidos, obras de torno, palitos, coronhas de espingarda, lenha e carvão; peso específico 0.886. A casca é tanífera e as folhas e flores são aromáticas e medicinais" (PIO CORREIA, S. v. candeia). SINONIMIA: candeeiro. 2) Ly- chnophora rosmarinifolia M. Arbusto de ramos cilín- dricos, comum em Minas Gerais. Tem as mesmas aplicações que a espécie anterior. SINONÍMIA: acende- candeia, candeia verdadeira, candeeiro. 3) Lychnophora salicifolia M. Arvore de Minas Gerais, com folhas sésseis e coriáceas. Flores roxas, dispostas em capítulo. "Fornece madeira resinosa, própria para obras internas e expostas (lugares úmidos), esteios, postes, tôrno, coronhas, carpintaria, bem como ótima lenha" (Pio CORREIA, S. v. candeia). SINONIMIA: candeeiro. 4) Pip- locarpha Lundiana Bak. Arbusto ou árvore, às vezes grande, freqüente da Baía até ao Rio de Janeiro. Folhas pecioladas. Flores pálidas. grupadas. 5) Piptocarpha rolundifolia Bak. Arbusto grande ou árvore regular, encontrada da Baia até São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Ramos grossas e acinzentados. Folhas mais ou menos cordiformes, onduladas nas margens e coriá- ceas. Flores roxas, aromáticas e grupadas. Fruto aquênio. "Fornece madeira própria para obras externas e internas, marcenaria, carpintaria, torno, postes e excelente lenha: peso especifico 1,214. A casca serve para curtume e as folhas e flores gozam de grande reputação como medicinais, sobretudo como enérgico anti-sifilítico, justificando o nome de infalível que lhe o em alguns lugares" (PIO CORREIA, s. v. candeia). achacador SINONIMIA: infalível, paraludo. 6) Piplocarpha Vau- thieriana Bak. Arbusto frondosíssimo, de São Paulo e Minas Gerais. Folhas alternas, curto-pecioladas. Flores grupadas. Fruto aquênio. 7) Vanillosmopsis erythropappa Schultz-Bip. Arvore pequena, encon- trada da Baía até São Paulo e Minas Gerais. Ramos com sulcos profundos. Folhas inteiras, pecioladas e alternas. Flores amarelo-pálidas, grupadas. Fruto aquênio. "Fornece madeira branca ou acinzentada com veins mais escuras, dura, própria para construção naval, canoas, postes telegráficos, esteios e lenha.... Vegeta socialmente nos cerrados, revestindo com ra- pidez os terrenos, sendo por isso aconselhável para a reflorestação, quando esta reclame efeito imediato e possa ser dispensada a seleção das essências" (Pio CORREIA, s. v. candeia). SINONÍMIA: Cambará, em São Paulo. 8) Vernonia noveboracensis. Planta herbácea, ornamental. Originária dos Estados Unidos, foi intro- duzida há muitos anos no Brasil, sendo cultivada nos jardins. Caule forte e erecto, com folhas alternas e denteadas. Flores purpúren-violáceas, grupadas. Fruto aquênio. Cf. PIO CORREIA, s. v. candeia. ACENDER, v. t. -a lamparina (gir.). Esbo- fetear. Cf. Pederneiras, Geringonça, s. v. la lanterna. Ingerir bebida alcólica. Cf. Teschauer, VDV, s. v. acender. -as ventas (Ceará). Diz-se do ato de o cão ou o cavalo pressentie e farejar qualquer perigo. -se, v. pron. (gir.) Atirar-se resoluto. Cf. Peder- neiras, Geringonça, s. v. ACERTADOR, . m. O que adestra o animal no freio. ACERTAR, . . (S. P.) "Ensinar (o animal de sela) a obedecer à rédea" (Amaral. Dialeto, 70). - a cabeça (S. P.). Adquirir juízo, voltar aos bons há- bitos. a mão. "Ganhar quantia gorda" (Arruda, drie, 297). ACESO, adj. Esperto; travesso; vivo; inquieto. Cf. Pereira da Costa. Voc. Pern., s. v. accezo. ACHA, geogr. Morro, a N. O. de Itabira; mu- nicípio de Itabira, Estado de Minas Gerais. ACHÁ, . m. (Baía). Pó preparado com o talo da folha de fumo e uma substância mineral importada da Costa d'Africa e que os negros traziam constante- mente sob a lingua. Também se chama tabaco-de-cão. de ACHACADOR, s. m. (cal.). Aquèle que achaca: autoridade que recebe dinheiro de gatuno. olário. Gatuno especialista no conto do vigário; o mesmo que vigarista. Cl. Elísio de Carvalho, Giria, 4; Lin- colu de Albuquerque, Fida, 9; Pederneiras. Gerin- yonga, 5.<noinclude></noinclude> 7h96n4ibflwmg981ftsjzqva2hforit Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/146 106 256216 559379 2026-08-19T14:54:26Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: achacamento ACHACAMENTO, s. m. (cal.). Ato ou efeito de achacar, q. v. O mesmo que achaco. ACHACAR, v. f. (cal.). Conseguir dinheiro de al- guém, iludindo de qualquer forma; extorquir; receber suborno. Cf. Lincoln de Albuquerque; Vida, 9; Elisio de Carvalho, Giria, 4; Pederneiras, Geringonça, 5. 90- achatar " com o rosto encoberto sob as largas abas de um chapéu achamboado...." (God. Rangel, Vida Ociosa, 38). "....cesson de gritar e, l... 559379 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>achacamento ACHACAMENTO, s. m. (cal.). Ato ou efeito de achacar, q. v. O mesmo que achaco. ACHACAR, v. f. (cal.). Conseguir dinheiro de al- guém, iludindo de qualquer forma; extorquir; receber suborno. Cf. Lincoln de Albuquerque; Vida, 9; Elisio de Carvalho, Giria, 4; Pederneiras, Geringonça, 5. 90- achatar " com o rosto encoberto sob as largas abas de um chapéu achamboado...." (God. Rangel, Vida Ociosa, 38). "....cesson de gritar e, lento, docemente recaiu em modorra nos pelegos do leito achamboado..." (Alcides Main, Ruinas Vivas, 14). Diz-se também achambonado e achamboirado. [ACHAMBOAR, v. t. Tornar chambão, q. v. U. t. c. ACHACO,. m. (cal.). Ato ou eleito de achacar, pron. Diz-se também achambonar.] q. v. O mesmo que achacamento. ACHADA, .f. (R. G. S.). Planície: "Bouças de ca- rajás.... acidentavam a achada...." (Alcides Maia, Ruinas Vivas, 69). É forma do português antigo (CI. MORAIS s. v. achada; GEPB. s. v.), (mas o seu uso no Rio Grande do Sul deve-se, com certeza, a empréstimo argentino]. ACHADO, 1. adj. Cheio de si; vaidoso; orgu- lhoso: "Camboim coçou-lhe o queixinho e ela riu, muito achada...." (Wanderley, Sol criminoso, 139). 2. S. m. Coisa providencial; pechincha.; ACHADO, geogr. Ribeirão, afluente da margem esquerda do Taquaraçu; banha o município de Mes. quita, Estado de Minas Gerais. ACHADO, top. Lugarejo, próximo ao ribeirão de igual nome, município de Mesquita, Estado de Minas Gerais. |ACHAMBOIRADO, adj. O mesmo que acham boado, q. v. Cf. AULETE, s. v.] [ACHAMBONADO, adj. e part. pass. de acham. bonar-se, q. v. (R. G. S.). O mesmo que achaniboado. q. v. Cf. L. C. de Morais, VSRG, s. v. É castellanismo.] [ACHAMBONAR-SE, . pron. (R. G. S.). O mes mo que achamboar-se, q. v. Cf. L. C. de Morais, VSRG, s. v. É castellanismo.] ACHAMEGADO, adj. (Nordeste). Atraído, sedu- zido: "Aquela moça já tava achamegada pru mim!" (Catulo, Meu Sertão, 51). ACHAMURRADO, adj. Diz-se do nariz chato, rombo: "Era um cabra curiboca, de nariz achamur. rado" (in Pereira da Costa, l'oc. Pern., s. v.). Cl. RABL, I, 2, 578. Vd. chanurro. ACHAMUSCADO, adj. (N. E.). Apressado; le- ACHADO', top. Povoado, no distrito de Irecê, viano. município de Irecê, Estado da Baía. ACHADOURO,. m. "Denominação adotada pelo Serviço (atual Diretoria] do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, criado no Brasil pelo Dec.-lei n. 25, de 50 de novembro de 1957, para designar os sítios onde são encontrados vestígios do passado pré-histórico" (B. de Sousa, DTGB, s. v.). [ACHAGUA, adj. Relativo ou pertencente aos Achaguas. t. c. O PDBLP registra sob a forma acaguh.] ACHAGUÁS, cln. m. pl. Índios Nu-Aruaques, extintos ou quase extintos, "que habitavam a região limitada pelos rios Orinoco, Meta e Casanave. A êles aludem muitas vezes os antigos exploradores e cronistas, especialmente Gumilla e Gilii. As últimas notícias que conhecemos são as de Challanjon, que datam de 1889" (Garcia, DIGEB, I, 255). ACHAMBOADO, adj. e part. pass. de achamboar, q. v. Inábil; tósco; rude. Por extensão: desujeitado; deselegante; desalinhado; desgracioso: ".... sertanejo bifurcado em seu matungo, desgracioso e achamboado sobre a sela...." (Leôncio de Oliveira, Vida Roceira, 5). (ACHANAR, p. f. (N. E.) "Aplanar; tornar chão, plano, chato; vencer, superar, apaziguar. Muito usado, pelo menos de Alagoas a Paraíba, no primeiro senlido: Achanei-lhe as ventas com um murro; e no de dominar humilhar, abater, que se prende no de vencer, superar" (PDBLP, s. v.).] ACHANTI, s. m. Nome de um povo negro impor tado da África. Quanto à origem do têrmo, diz Renalo Mendonça: "pensamos que se deriva de fan, planta di, comer; lendo sido a forma primitiva chandi, e depois achanti. Esta etim. encontra justificativa no folclore aclianti (Keane)" (Influência, 169). g. v. ACHAQUE, s. m. (cal.). Ato ou efeito de achacar, (ACHAR, v. 1. (gir.). Sovar; espancar; atingir com violência. || -a rua pequena. Estar embriagado; ir cambaleando. Cf. Honorato Faustino, l'alor das Pala Calasans. Cachaça, mora branca, s. v.] vras, in Revista Brasileira, agosto, 1920. Cf. José ACHATAR, v. f. (gir. mar.). Comprometer, de nunciar. Cl. Gastão Penalva, O Mundo Literário. VII. 318. lençol (Baia). Mudar a roupa de cama<noinclude></noinclude> iejzrh12pih39elsvl3mgu74cb8mukk Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/147 106 256217 559380 2026-08-19T14:54:28Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Aché _91- JACHÉ, HIPÓLITO FILIPE, anir. Militar. Nasceu em Pontigny, França, a 26 de janeiro de 1834 e faleceu no Rio de Janeiro, a 30 de dezembro de 1881. Bacharel pela Escola Militar e doutor em Matemáticas pela Escola Central. Engenheiro militar. Professor da Es- cola de Marinha. Escreveu vários trabalhos matemá- Licos.] ACHEGO, . m. 1. Variante brasileira de achega (acréscimo; subsídio; ajuda). CI. PDBLP, s. v. 12. (R.G.S.). Encôst... 559380 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Aché _91- JACHÉ, HIPÓLITO FILIPE, anir. Militar. Nasceu em Pontigny, França, a 26 de janeiro de 1834 e faleceu no Rio de Janeiro, a 30 de dezembro de 1881. Bacharel pela Escola Militar e doutor em Matemáticas pela Escola Central. Engenheiro militar. Professor da Es- cola de Marinha. Escreveu vários trabalhos matemá- Licos.] ACHEGO, . m. 1. Variante brasileira de achega (acréscimo; subsídio; ajuda). CI. PDBLP, s. v. 12. (R.G.S.). Encôsto; amparo; proteção. ||-s, s. m. pl. (R. G. S.). Lucros acidentais, pequenos ganhos. Cf. D. Azambuja, No Galpão, 171. ACHETI, geogr. "Riacho do Estado do Amazonas, desigua na margem direita do rio Içá, entre os riachos Ituée Ititi" (MOREIRA PINTO, s. v.). Acima entra para sudoeste aproveitando-se da baixa do ter- reno, dividindo-se em dois, um que segue aquele rumo e outro que se dirige para o sul. Ambos terminam logo, encontrando-se com as terras elevadas. Aí na margem direita há um cemitério indicado por uma cruz tôsca, erguida em meio de um campo roçado. Seguin- do-se pelo braço meridional depara-se com uma casca- tinha, separando o lugar de um extenso campo" (Bar- bosa Rodrigues, cit. por MOREIRA PINTO, S. v.). ACHIPICÁ, geogr. Serra do Estado do Pará. a L. do rio Trombetas e ao N. das serras Cuniri, Uaimi e Sacuri. Cf. MOREIRA PINTO, s. v. ACHIRI, s. m. (bol.) (Periploca laevigata Ait.). Arbusto lenhoso da família das Asclepindáceas, origi- nário das Canárias e da Europa, mas cultivado há muitos anos em nossos jardins como ornamental. Flo- [ACHIANE, adj. Relativo ou pertencente aos res de corola rotácea, grupadas. De toda a planta dchianes. U. 1. c. s.) ACHIANES, cln. m. pl. Indígenas de Mato Grosso pertencentes à família Tapuia-Jê. Cf. PDBLP, s. v. MOREIRA PINTO registra a forma Achiants, citando a Relação da Viagem de Antônio Pires de Campos, na RIHGB. ACHICAR, ... (R. G. S.). Tornar pequeno. --se, v. pron. Acovardar-se; diminuir-se; despresti- giar-se; perder o bom nome: "Se eu não fôr pra revo lução eu me achico e todos vão dizer que é mêdo" (Alen- castre, O Rancho, 96). Provém do espanhol achicarse. [ACHICHELAR, v.1. "Achatar, acalcanhar, como a um chichelo; achinelar" (PDBLP, s. v.).] ACHINADO, adj. Diz-se das pessoas de raça mes- tiça de branca e índia, em que prevalecem a cor e feições indias. Cf. SEGOVIA, s. v. Semelhante a china, q. v. ACHINELAR, v. t. "Matar". Cf. Sousa Carneiro, Furundungo, 13, 259. exsuda um suco lactescente venenoso. Cf. PIO CORREIA, s. v. achyry. ACHITE, s. J. (bol.). Nome designativo de diversas espécies vegetais: anil trepador, capuluna e caligus, q. v. [ACHOUARI, adj. Relativo ou pertencente aos Achouaris. U. t. c. s.) ACHOUARIS, etn. m. pl. Indigenas do Estado do Amazonas, que habitavam as margens de rio Japurá. Cf. MOREIRA PINTO, s. v. ACHUAJU, s. m. Diácono do rito dos Malês, mu- çulmanos brasileiros de procedência africana. ACHUI, top. Ilha maranhense no município de Mi- ritiba. Cf. MORETILA PINTO, s. v. Achohy. ACHUMARRADO, adj. (N.E.). O mesmo que achamurrado, q. v. Cf. Vítor Padilha, Roceiros. ACHUPÉ, geogr. Ribeirão, corre para o muni- cípio de Dom Joaquim, onde desemboca no rio do Peixe, pela margem direita; banha o município de [ACHIONAUA, adj. Relativo ou pertencente aos Conceição do Mato Dentro, Estado de Minas Gerais. Achionauas. U. 1. c. s.) ACHIONAUAS, eln. m. pl. Índios que habitam as regiões dos rios Juruá, Gregório, Tarauacá e Envira, no Estado do Amazonas. ACHIOTA, s. J. (bot.). O mesmo que urucu, q. v. Fruto do achiote ou urucuzeiro. ACHIOTE, s. m. (bot.). O mesmo que açafroa ou urucuzeiro (Bixa orellana L.), q. v. Cf. LAUDE- LINO, s. v., e A. I. de Meneses, Flora da Bahia, s. v. ACHIPICA, geogr. Lago do Estado do Pará, na margem direita do rio Trombetas. "O lago dchipica não é mais do que um braço do rio Trombetas, o qual ACHUPÉ, geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do córrego Santo Antônio; banha o município de Palmeiras de Guiás, Estado de Goiás. ACHUPE', geogr. Córrego, afluente da margem direita do rio Sacre ou Timalatiá; banha o município de Diamantino, Estado de Mato Grasso. . ACHUPÉ, geogr. Cachoeira, no alto Paranatinga, município de Cuiabá, Estado de Mato Grosso. [ACICA, J. Bolso. Ci. PDBLP, s. v.] ACIMA, geogr. Rio, afluente da margem direita do rio Juqueri-Mirim; banha o município de Mairipora, Estado de São Paulo.<noinclude></noinclude> da5rm0sig2xubs7drzxwfyz6fvl0cjq Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/148 106 256218 559381 2026-08-19T14:54:31Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Acima ACIMA, grogr. Ribeirão, afluente da margem esquerda do ribeirão do Meio; banha o município de São Miguel Arcanjo, Estado de São Paulo. ACIMA', geogr. Igarapé do Estado do Amazonas, afluente da margem direita do Purus, no qual se lança entre o Sepatinim e o Tumia, no município de Lábren, perto de Cachoeira do Purus. Recebe, também, o nome Aicină. Cl. MOREIRA PINTO, s. v. Aciman. ACIMA, geogr. "Igarapé do Estado do Pará, afluente d... 559381 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Acima ACIMA, grogr. Ribeirão, afluente da margem esquerda do ribeirão do Meio; banha o município de São Miguel Arcanjo, Estado de São Paulo. ACIMA', geogr. Igarapé do Estado do Amazonas, afluente da margem direita do Purus, no qual se lança entre o Sepatinim e o Tumia, no município de Lábren, perto de Cachoeira do Purus. Recebe, também, o nome Aicină. Cl. MOREIRA PINTO, s. v. Aciman. ACIMA, geogr. "Igarapé do Estado do Pará, afluente do rio Xingu" (MOREIRA PINTO, s. v. Aciman). ACIMAZINHO, top. Lugarejo próximo a Ca- choeira do Purus, no município de Lábrea, Estado do Amazonas. 92 ACIÓLI, top. Vila e sede do distrito de Acióli. que pertence ao município de Ibiraçu. Estado do Espí rito Santo. Fica na extremidade setentrional do muni- cípio, à margem do rio Pau Gigante, com estação da E. F. Vitória a Minas. - acocação ACLAMAÇÃO, hist. Ato solene pelo qual o cessor de um rei assumin as funções majestáticas Em seguida era o novo soberano aclamado em todas as vilas e cidades pelas respectivas autoridades. Ea Portugal a palavra tem um sentido especial. Apli cou-se à ascensão ao trono do rei Dom João IV, que inaugurou a dinastia de Bragança, em substituiç à dos reis espanhóis Habsburgos (1.° de dezembro de 1640). O novo rei foi logo aclamado na Baia e no Rio de Janeiro, por iniciativa, respectivamente, do vice-rei marquês de Montalvão e Salvador Correia de Sá e Benevides. Em São Paulo houve a tentativa de aclamação de Amador Bueno, que, recusando a po sição que lhe ofereciam, deu margem a que também nessa vila fosse aclamado, a 3 de abril de 1641. Dom João IV. O primeiro rei aclamado pessoalmente no Brasil foi D. João VI. O ato ocorreu no largo do Paço, hoje Praça 15 de Novembro, a 6 de fevereiro de 1818. Dom Pedro I, aclamaram-no Imperador do Brasil a 12 de outubro de 1822, data do seu aniversário, no então Campo de Sant'Ana, hoje praça Duque de Caxias. Posteriormente, a 1.° de dezembro, verifi ACIÓLI', top. Colônia no município de São João cou-se a sagração e a coroação solene. Dom Pedro II do Triunfo, Estado do Paraná. foi aclamado a 9 de abril de 1831, com cinco anos ACIÓLI, Lop. Colonia no município de São José de idade, no Paço da Cidade e, depois, sagrado e co dos Pinhais, Estado do Paraná. roado a 25 de julho de 1841. ACIÓLI, top. Colônia no município de Caxias do Sul, Estado do Rio Grande do Sul. ACIÓLI', top. Lugarejo no município de S. Jerô- nimo, Estado do Rio Grande do Sul. AÇO, 1. s. m. (cal.). Arma branca, navalha. Cf. Elísio de Carvalho, Giria, s. v. 2. S. m. (gir.-S.). Cachaça. 3. Adj. O mesmo que aça, q. v. AÇO, geogr. Córrego, afluente da margem direita do ribeirão Paraíso; banha o município de Poxoréu, ACIÓLI, top. Lugarejo no município de Murici, Estado de Mato Grosso. Estado de Alagoas. (O ACO, impr. Jornal que se editava em São Ben ACIÓLI, top. Lugarejo no município de Pelotas, to, Estado de Santa Catarina, em 1940. Cf. AIB. 171] Estado do Rio Grande do Sul. ACIÓLI, top. Lugarejo no município de Caxias do Sul, Estado do Rio Grande do Sul. ACIÓLI DE VASCONCELOS, top. Povoado no município de Pau Gigante, Estado do Espírito Santo ACIOLISMO, . m. Designação depreciativa da monopolização de cargos públicos por uma família preponderante na política. ! Deriva de Accioly (Antônio Pinto Nogueira-), q. v., governador do Ceará, deposto em 1912 pelo movimento político da "Salvação", que combateu as chamadas oligarquias do Norte. Cl. Barlo de Studart, Homens Noláveis (cap. Ceará do DHGEB, 11, 433). ACIQUI, m. Bentinho, escapulário. Termo afri- cano usado em feitiçaria. "Talismãs sagrados nos rituais cabindas: aciquid" (H. de Irajá, 1932, pág. 5, cit. por Mendonça, Influência, 172, s. v. assíqui). ACOAR, . intr. (R. G. S.) "Latir, ladiar" (PDBLP, s. v.). ACOARAMURU, s. m. (bot.). O mesmo que babosa branca (Cordia superba Cham.), g. v. JACOBARDADO, adj. e parl. pass. de acolar dar-se. (R. G. S.). Desanimado pelo cansaço (pessos ou animal).] desistir de alguma coisa por fadiga.] (ACOBARDAR-SE, v. pron. (R. G. S.). Desauimar JACOBU, adj. Relativo ou pertencente ans.fi bus. U. 1. c. s. [ACOBUS, eln. m. pl. Indígenas que habitavam entre o Maranhão e o Pará. Pertenciam à família Ta puia-Jê.] ACOCAÇÃO, .. (S. P.). Ato de acocar, Mimo; carinho exagerado. Cf. Teschauer, NDN, s. v.<noinclude></noinclude> kr2lgzmty2nrc42m7rzpvmmgs1ojry8 Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/149 106 256219 559382 2026-08-19T14:54:32Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: acocado ACOCADO, adj. e parl. pass. de acocar, q. v. ACOCAR, v. t. 1. (S. P.). "Mimar com excesso (a criança): 'Esse tar num dá pra nada. Tamém, o pai e a mãe só subfum acoch êle... Cf. à coca. expressão portuguêso: e também, cuca, coca e côco" (Amaral, Dia- kelo, 70). Vd. acocação. 2. Perdonr ou encobrir faltas Vd. acocorar. 3. (Santa Catarina). Acolher; homiziar. U. t. c. pron. Cf. Boiteux, Vocabulário. s. v. |--se, v. pron. (R. G. S... 559382 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>acocado ACOCADO, adj. e parl. pass. de acocar, q. v. ACOCAR, v. t. 1. (S. P.). "Mimar com excesso (a criança): 'Esse tar num dá pra nada. Tamém, o pai e a mãe só subfum acoch êle... Cf. à coca. expressão portuguêso: e também, cuca, coca e côco" (Amaral, Dia- kelo, 70). Vd. acocação. 2. Perdonr ou encobrir faltas Vd. acocorar. 3. (Santa Catarina). Acolher; homiziar. U. t. c. pron. Cf. Boiteux, Vocabulário. s. v. |--se, v. pron. (R. G. S.) Acocorar-se; pôr-se de cócoras; aga- char-se. ACOCHADO, adj. part. pass. de acochar, q. v. Fig. Cheio; repleto. Cf. Pereira da Costa, Voc. Pern.. S. v. ACOCHAR, v. 1. (Pará). "Torcer as pernas da corda de laçar no ato de fabricá-la, apertando-as uma contra a outra" (Chermont, Glossário, s. v.). || (S. P.). "Torcer como corda" (Amaral, Dialelo, 70). Do sen- tido vernáculo (acamar, apertando; conchegar, calcando e torcendo), deriva a acepção brasileira de instar: "Se eu não visse que você me acocha de tanto ciúme..." (Vald. Silv., Mix., 73). Cf. Pereira da Costa, Voc... Pern., s. v. (M. G.). Abreviar; dar urgência; apressar. Cl. Sousa Pinto VPM, s. v.; PDBLP, s. v. --se, v. pron. Acocorar-se; agachar-se. Ct. PDBLP, s. v. 1 Vd. cochar. ACOCHO,. m. 1. "Ato de acochar" (FIGUEIREDO, s.1.). 32. (Pern.). Apertura, aflição, dificuldade: "Ar rancar das garras da fome e do acôcho da miséria a um infeliz recomendam a razão e a humanidade" (O Povo, n. 73 le 1856, apud Pereira da Costa, Voc. Pern., s. 1.). ACOCORADO, adj. e part. pass. de acocorar, q. v. ACOCORADOR, s. m. (S. P.). O que protege ou encobre as faltas de outras pessoas: ".... era o tapi- 93 açoita-cavalo escreveu assoyaue e acanassoyaue. Marcgrav consignou acambuaçaba. Existe ainda a variante araçoiaba. que prevaleceu na geologia nacional para designar certos montes isolados com a forma de copa de chapéu. Cf. Garcia, Glass., 16 e 22. JDo tupi açoi "cobrir" +aba. suf. de nomes verbais: instrumento de cobrir, cuber- tura. Cf. também FIGUEIREDO, s. v.; SIMÕES DA FONSECA, s. v.; PDPLP, s. v. ACOITA-CAVALO, s. m. (bot.) (S.P.). Designação primitiva das espécies vegetais hoje mais conhecidas por açoila-cavalo, q. v. São árvores cujo tamanho atinge entre 7 e 16 m. bastante copadas, sob as quais habi- tualmente se abriga ou acoila o gado, nas horas de sol ardente. O nome açoila-cavalo resulta de um cruza- mento semântico-formal que consistiu na confusão do nome primitivo com o atual, motivada pelo fato de as vergônteas dessas árvores serem muito flexíveis e resistentes, pelo que são utilizadas para açoitar as diversas cavalgaduras. Cf. Löfgren, Ensaio, 8; LE COINTE, III, 18. AÇOITA-CAVALO', s. m. (bol.). 1. Denominação pela qual são conhecidas várias espécies de vegetais da família das Tiliáceas, cujos galhos flexíveis servem para chicotes: 1) Luhea divaricata M. Árvore grande, que mede até 16 m de altura, de casca fina, pardo- -acinzentada, com numerosos e pequenos sulcos longitu- dinais. Flores brancas ou róseas, grandes, dispostas em panícula. Vegeta indiferentemente em terrenos secos ou úmidos, desde que receba bastante sol. Prolifera no Rio de Janeiro, São Paulo. Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. SINONIMIA: ivatingi. Ci. Pio CORREIA, s. v. 2) Lukea grandiflora M. e Zucc. Árvore de porte médio, até 3 m de altura, de folhas curto-pecioladas. irregularmente dentadas. Flores brancas, grandes, dispostas em panículas terminais. Cresce em terrreno jara do sertão e o acocorador de todos...." (Vald. Silv., argiloso, nas terras altas. A madeira serve na fabri- Serras e Furnas, 143). ACOCORAR, v. f. 1. (S. P.). Proteger alguém em dado momento; esconder, encobrir a falta de alguém. 2. Animar; agradar; acariciar. Cf. Vald. Silv. Caboclos, 187. Vd. acocar. 3. (Bain). Rebaixar moralmente. Cf. Sousa Carneiro, Furundungo, 325.se, v. pron. (gir.). Pôr-se de tocaia; espreitar para assaltar. ACOGADOURO, geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do Macurireu; banha o município de Santo Antônio do Leverger, Estado de Mato Grosso. ACOI, geogr. "Serra do Estado de Pernambuco, no município de Cimbres" (MOREIRA PINTO, S. v. Acohy.) AÇOIABA, .. Espécie de turbante ou carapuça de penas usada pelos indios em suas festas. Abbeville cação de coronhas, cangalhas e tamancos; as ver gônteas são flexíveis e usadas na fabricação de vas- souras; a casca contém tanino e dela produzem-se fibras de grande resistència. É abundante desde as Guianas até o sul de São Paulo, Goiás e Mato Grosso. SINONIMIA: ivitinga (Pará e R. G. S.), mutimba prela (Pará), papeȧ-guaçu (O. de S. P.), ubatinga (ibidem) uvalinga (ibiclem), q. v.; e ainda: ibatinga, ivatinga, ibilinga, ivitinga, valinga, ibatinhi. ivatinhi, ibalini. estriveira, envireira-do-campo. Cf. Pio CORREIA, S. v.: LE COINTE, III, 18; Navarro de Andrade, Contri- buições. 3) Luhea laxillora St. Hil. Variedade taxijlora da Luhea grandiflora M. e Zucc.. q. v. Cf. Pro COR- REIA, S. v. 4) Luhea ochrophylla M. Arvore alta de folhas elípticas, irregularmente dentadas, de até 17 cm de comprimento; flores amarelas dispostas em panicula. A côr das flores é exceção neste gênero. De- senvolve-se da Baía ao Rio de Janeiro e Minas Gerais.<noinclude></noinclude> 93j911493lfyg37ssuj4fv5edc72t3k Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/150 106 256220 559383 2026-08-19T14:54:34Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Açoita-cavalo Cf. Pro CORREIA, s. v. 5) Luhca paniculaia M. Árvore de porte médio, até 7 m de altura, de ramos tomentosos; folhas curio-pecioladas, ovadas ou elípticas, irregularmente dentadas, discolores, coriáceas, e glabras na página superior: flores brancas ou róseas, abun- dantes, dispostas em panículas terminais. Desenvol- 94 Açoita-cavalo AÇOITA-CAVALO, geogr. Córrego, alluente da margem direita do rio Turvo; banha o município d... 559383 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Açoita-cavalo Cf. Pro CORREIA, s. v. 5) Luhca paniculaia M. Árvore de porte médio, até 7 m de altura, de ramos tomentosos; folhas curio-pecioladas, ovadas ou elípticas, irregularmente dentadas, discolores, coriáceas, e glabras na página superior: flores brancas ou róseas, abun- dantes, dispostas em panículas terminais. Desenvol- 94 Açoita-cavalo AÇOITA-CAVALO, geogr. Córrego, alluente da margem direita do rio Turvo; banha o município de Paulo de Faria. Estado de São Paulo. AÇOITA-CAVALO, geogr. Córrego, afluente da margem direita do rio Ponte Pensa; tanha o muni ve-se do Pará até São Paulo, Minas Gerais, Goiás cípio de Pereira Barreto, Estado de São Paulo, e Mato Grosso. SINONIMIA: envira-do-campo, envireira- -do-campo e uacima. Cf. PIO CORREIA, S. v.; LE COINTE, III, 18. 6) Luhea rufescens St. Hil. Árvore de 5 a 6 m de altura, de casca cinzento-escura, quase preta; folhas curto-pecioladas, agudas, dentadas ou rara- mente duplo-dentadas no ápice; flores brancas, de mais de 3 em, com brácteas formando calículo; como o das espécies anteriormente referidas, o fruto con- tém sementes aladas. É árvore ornamental, adotada na arborização pública de Belo Horizonte. Floresce quase todo o ano. Distribui-se por Minas Gerais e Goiás. "Algumas destas espécies são boas árvores de sombra. excelentes para abrigo do gado nos campos, e todas elas fornecem madeira branco-amarelada com manchas escuras, muito elástica, leve, resistente, dura, revêssa. difícil de rachar, porém fácil de trabalhar...., própria para obras internas, vigotas, pranchões, hélices de aero- planos, tabuado de forro, esquadrias, pianos e uma infinidade de pequenos artigos (coronhas de espingardas, cabos de ferramentas e de instrumentos agrícolas, cadeiras, cêpas para escovas e tamancos, selins, cangas, cangalhas, etc., etc.), podendo ainda servir para papel.... A casca é adstringente e serve para curtume; as folhas, também adstringentes, são antidisentéricas e anti- leucorréicas, úteis nas blenorragias, hemorragias, tu- mores artríticos e diarréias crônicas; a raiz é depurativa. São muito procuradas pelas abelhas e permitem a estas a fabricação de um mel branco-níveo reputado medi- cinal e por isso de bastante aceitação" (PIO CORREIA, s. v.). A espécie Lulea parvifolia M. está indicada por PIO CORREIA (Índice, p. 698), que, no entanto, nada nos diz dela. 2. (Baía). Planta medicinal do gênero Vilex, da família das Verbenáceas, usada contra tosse e bronquites. SINONIMIA: maria-prela. Cl. Soares da Cunha, Ervanários, 29; Lima Figueiredo, Oesle Para- noense, 53. Usam-se ainda as formas açoila-cavalos, soila-cavalo e salla-cavalo. Cl. também acoila-cavalo. AÇOITA-CAVALC, geogr. Ribeirão, afluente da AÇOITA-CAVALO, geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do ribeirão Bicas; banha o musi cípio de Mateus Leme, Estado de Minas Gerais. AÇOITA-CAVALC, geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do córrego Areia; banha o município de Monte Alegre de Minas, Estado de Minas Gerais AÇOITA-CAVALC, geogr. Córrego, afluente da margem direita do ribeirão do Muquém; banha o mu- nicípio de Rio Pardo de Minas, Estado de Minas Gerais. AÇOITA-CAVALO", geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do Salvador; banha o município de Candeias, Estado de Minas Gerais. AÇOITA-CAVALC", geogr. Córrego, afluente da margem direita do rio Grande; banha o município de Campina Verde. Estado de Minas Gerais. AÇOITA-CAVALC, geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do ribeirão Vermelho; banha o mu- nicípio de Brumadinho, Estado de Minas Gerais. AÇOITA-CAVALO", geogr. Arroio, afluente da margem direita do rio Rolante; banha o município de Santo Antônio, Estado do Rio Grande do Sul. AÇOITA-CAVALC", geogr. Lagoa, tributária do ribeirão Tombador, no município de Passa Tempo, Estado de Minas Gerais. AÇOITA-CAVALO", top. Lugarejo no município de Rosário do Sul, antigo Rosário, Estado do Rio Grande do Sul. AÇOITA-CAVALO, top. Lugarejo no município de Guaporé, Estado do Rio Grande do Sul. AÇOITA-CAVALO", top. Lugarejo no municipio margem direita do Macaúbas; separa. na parte in- de Montenegro, Estado do Rio Grande do Sul. ferior, o município de Monte Aprazível do de Ara- çatuba, Estado de São Paulo. AÇOITA-CAVALC, geogr. Córrego, afluente da margem esquerda do rio Velho; banha o município de Barretos, Patado de São Paulo. AÇOITA-CAVALC, geogr. Córrego, alluente da margem direita do ribeirão Ranchão; banha o mu- nicipio de Tanabi, Estado de São Paulo. AÇOITA-CAVALO", lop. Lugarejo no município de Cachoeira do Sul, antigo Cachoeira, Estado do Rio Grande do Sul. AÇOITA-CAVALO", lop. Lugarejo no município de Santo Antônio, Estado do Rio Grande do Sul. de Vacaria, Estado do Rio Grande do Sul. AÇOITA-CAVALO", top. Lugarejo no município<noinclude></noinclude> f8bitbtnky6uvnpm0tu9xl53g4x5drw Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/151 106 256221 559384 2026-08-19T14:54:35Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Açoita-cavalo - AÇOITA-CAVALO", top. Lugarejo ao S. de Carandal, município de Carandaí, Estado de Minas Gerais. AÇOITA-CAVALO", top. Lugarejo, a S. O. de Pedra do Indaiá, município de Itapecerica, Estado de Minas Gerais. AÇOITA-CAVALO", top. Lugarejo no muni- cípio de Mateus Leme, distrito de Igarapé, Estado de Minas Gerais. 95- - acônito s. v.). se, v. pron. Casar-se; amasiar-se. Cf. CALLAGE, 3. v.; ROMAGUERA, s. v. Provém do espanhol... 559384 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Açoita-cavalo - AÇOITA-CAVALO", top. Lugarejo ao S. de Carandal, município de Carandaí, Estado de Minas Gerais. AÇOITA-CAVALO", top. Lugarejo, a S. O. de Pedra do Indaiá, município de Itapecerica, Estado de Minas Gerais. AÇOITA-CAVALO", top. Lugarejo no muni- cípio de Mateus Leme, distrito de Igarapé, Estado de Minas Gerais. 95- - acônito s. v.). se, v. pron. Casar-se; amasiar-se. Cf. CALLAGE, 3. v.; ROMAGUERA, s. v. Provém do espanhol acollarar: "unir unos perros a otros por sus collares para que no se extravien" (DRAE. s. v.).!! Na Repú- blica Argentina e "especialmente entre los campesinos y gente del pueblo, se acollara cualquier animal, tam- bién las personas y hasta los objetos inanimados" (SEGOVIA, 3. v.): "Y cuanto más quiero juirle, / más se acoyara a mi lao" (Sáenz, Pilangas, 8). AÇOITA-CAVALO", lop. Lugarejo no muni- s. v. ápio e distrito de Monte Alegre de Minas, ex-Toribatê, Estado de Minas Gerais. AÇOITE, . m. (Baía). 1. Repente. 12. Uma cate- goria de tripulantes, que nas barcas fluviais do São Frau cisco são imediatos aos remeiros de proa; seguem-se-lhes . os contra-açoiles, q. v. de cavalo. coila-cavalo, q. v. de rio. "Expressão usada pelos garimpeiros das Lavras Diamantinas da Baía para designar a parte do rio correspondente ao fim de uma curva ou volta; é o trecho do curso d'água onde se efetua maior sedi. mentação das terras erosadas em virtude da diminuição da correnteza. A origem dêste dizer se prende, provà- velmente, à impressão que os garimpeiros têm de que o rio açoita (erosa) o lado côncavo da margem, depo- silando os materiais que desgasta, na margem convexa, fenômeno êste próprio de todos os rios. A riba côncava, em geral abrupta, é chamada de erosão; a convexa, em regra alongada, chama-se de depósito" (B. de Sousa, DTGB, 2). AÇOITEIRA, s. J. Chicote curto com que se açoitam os cavalos, açoite; o látego, a corda ou o couro do chicote: "Espalhava no ar. com a açoileira do relho, a fumaça preguiçosa..." (Vald. Silv., Serras e Furnas, 208)., J. pl. As pontas das rédeas, com que so supre o chicote. Cf. BEAUREPAIRE-ROHAN, s. v.; Tes- chauer, NDN, s. v. ("Diz-se também soileiras" (Ro. MAGUERA, S. v.).! ACOLHO, s. m. Ato de acolher. Cf. FIGUEIREDO. ACOMODAR-SE, v. pron. Recolher-se ao leito para dormir. ACOMOROTI, hist. Nome de um regimento paraguaio quase totalmente aniquilado na batalha de Lomas Valentinas, a 21 de dezembro de 1868. ACOMPANHAR-SE, v. pron. (Baía). Andar em companhia: "Não se acompanhe mais comigo. Eu sou um coisa ruim. um perdido..." (Xavier Marques. Praiciros, 68-69). [ACONA, adj. Relativo ou pertencente aos dconds. U. t. c. s.] ACCNAS, eln. m. pl. Indígenas da tribo cariri, do Baixo São Francisco, em Pernambuco. Cf. PDBLP, 9. v. ACONCHAVADOR, . m. (S.) "Individuo que arrebanha trabalhadores para os ervais" (PDBLP. S. v.). ACONCHER, v. 1. "Por (a mão) em forma de concha atrás da orelha, para escutar; dar a forma de concha a" (PDBLP. a. v.). ACONITO, J. m. (bot.) (Aconitum Napellus L.). Erva erecta e vivaz da familia das Ranunculáceas, originária da Europa, introduzida no Brasil e muito cultivada como planta ornamental de belíssimo efeito, [ACOLA, .. "Antiga iguaria de chocolate e fa- principalmente nas variedades hortícolas bicolor, alba. zinha de milho" (PDBLP, s. v.).] ACOLCHOADO, s. m. "Edredão" (PDBLP, s. v.). ACOLHERADO, adj. e part. pass. de acolherar, q. v. (R. G. S.). 1. Diz-se das pessoas que andam sempre juntas: "Lá andavam os dois acotherados, onde um ia o outro ia, e, porque não sei, mas não se largavam nem à mão de Deus Padre" (Alcides Maia, dlma Bárbara, 84). 2. Casado; amasiado. Provém do espanhol acallarada: "Ni los mirones salvaran / De esa arriada de miflor-/ Fué acoyarao el cantor / con el gringo de la mona..." (Martin Fierro, ⚫12). ACOLHERAR, v. t. (R. G. S.) "Atrelar entre si os animais, sobretudo os cavalos" (BEAUPAIRE-ROHAN, carnea e praccox. Falhas alternas, lobadas. Flores azuis, dispostas em cacho. Fruto composto de très cápsulas com sementes pretas e rugosas. "A raiz é na- piforme e, enquanto verde, extremamente acre e ve- nenosa: contém os alcaloides 'napelina', 'homonape- lina', 'aconina'. 'isoaconitina' e 'aconitina'. éste nas duas formas amorfa e cristalizado [sic], além de ácido aconitoso e de outros corpos de importància se- cundária. A energia deste poderuso veneno é tal que o simples contacto com a pele produx manifestações externas e internas sèriamente incômodas: um mili- grama, ou mesmo menos, de 'aconitina" pode causar a mortel Parece agir como o nusso 'curare'; e, em ver- dade, serviu aos gauleses e germanos para envenenarem<noinclude></noinclude> qgclpo7d9oddqhindmalg213pq37a9h Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/152 106 256222 559385 2026-08-19T14:54:37Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: acoo 96- as pontas de suas flechas.... As folhas, também en- quanto verdes, encerram, mais ou menos, os mesmos princípios, mas não tão ativos, e pela cultura acabam tornando-se inofensivas, e até, segundo testemunhos autorizados, entram alhures na alimentação humana; daí uma irregularidade tão grande no título da 'aco- nitina, que a respectiva alcoolatura vai ser agora eliminada do 'Codex' francés. O aconito fornece, pois, um dos medic... 559385 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>acoo 96- as pontas de suas flechas.... As folhas, também en- quanto verdes, encerram, mais ou menos, os mesmos princípios, mas não tão ativos, e pela cultura acabam tornando-se inofensivas, e até, segundo testemunhos autorizados, entram alhures na alimentação humana; daí uma irregularidade tão grande no título da 'aco- nitina, que a respectiva alcoolatura vai ser agora eliminada do 'Codex' francés. O aconito fornece, pois, um dos medicamentos mais importantes da atua- lidade lo autor escreve em 1926), empregado nas ne- vralgias faciais e de qualquer outra natureza, palpi- tações nervosas, Ripertrofia do coração, asma dinâ mica e numerosas outras afecções em que se torna necessária uma ação depressiva sobre o coração ou sobre o aparelho respiratório" (Pio CORREIA, S. v.). SINONIMIA: capacele-de-Júpiter, capuz-de-frade, carro- -de-l'enus, mala-lóbas. ACOO, s. m. (R.G.S.). (Ato de acuar, q. v. O mesmo que acuamento e acuação, q. v.]. Latido de cão; latido intenso, cerrado, de cães. Cl. DERGS, s. v. ACOPOCONÉ, adj. Relativo ou pertencente aos Acopoconés. 1. c. s. ACOPOCONÉS, eln. m. pl. "indios que habi- Lavam o Estado de Mato Grosso" (MOREIRA PINTO, s. v.). Vd. Poconés. (ACOQUINAR, . . (R. G. S.). "Intimidar, acovardar; desalentar; inquietar" (PDBLP, s. v.). U. f. c. pron.] ACORDA, . J. "Embriaguês" (H. Faustino cit. por J. Calasans, Cachaça, Moça Branca). ACORDA-NEGRO, . m. (2001.). O mesmo que çaraca-de-couro, q. v. ACORDEONA, . J. (R.G.S.). Harmônica; gaita de foles; cordeona. Cf. CALLAGE s. v. cordeona. AÇORIANOS, hist. Os naturais das diversas ilhas do arquipélago dos Açores constituíram importante fonte de colonizadores do Brasil, sendo utilizados com essa finalidade, tanto no Norte como no Sul do país. Ascendendo a primórdius do século XVII, a imigração açoriana para o Brasil não sofreu séria solução de con- tinuidade até o início do século XIX. Ainda em 1617, em carta a D. Luís de Sousa, governador e capitão- -geral do Brasil, dizia El-Rei de seu desejo de que "do Reino e das Ilhas dos Açores fosse gente a povoar as conquistas do Maranhão e Rio Pará", e informava das diligencias que para isso punha em prática (Cl. AMP, III, 2. parte, 42). Dá-nos Berredo notícias Açorianos outras, como as primeiras acomodadas pelo capitão. -mor Domingos da Costa (Cl. Anais, § 485). Em 1621, nova embarcação aportou com quarenta casais, tra- zidos mediante contrato com a coroa (Cf. obr. cit.. $488). Sabe-se ainda de outro desembarque em 1621 (Cf. obr. cil., § 517) e de outros mais em 1646 (Cl. Luísa da Fonseca, O Maranhão, cit. por M. Paiva Bolbu, in Filologia e História), em 1649 (loc. laud.) e em 1676, quando cinquenta casais de Faial foram acolhidos pelos moradores do Pará e "receberam chãos com bastante largueza" no sítio da Campina, por ordem do Senado da Câmara (Berredo. obr. cit., $$ 1207-08). Em 1777 consta pedido de auxílio para a vinda de 200 casais com destino ao Maranhão (Cf. Paiva Boléu, obr. cit., 37) e em 1648, 52 casais, par- tidos da ilha de Santa Maria para o mesmo destino, foram também assinalados (Idem, obr. cil., 35) c. pos teriormente, referidos como de pouca utilidade. Além da emigração de casais, conheceram também as ilhas a que tomou a forma de recrutamento, sendo a esse respeito rica de dados a obra de Paiva Boléu. A impo- tância dos açorianos na história do antigo Estado do Maranhão, podemos aquilatá-la pela afirmativa de João Francisco Lisboa, que escreveu: "... os ver dadeiros elementos de povoação e colonização, pelo menos quanto ao Maranhão, encontram-se nas expedições militares, nas remessas de tropas para a guarnição de diversas capitanias e fortalezas, e nos casais de colonos que por centenas partiam das illas e do continente da reino para se irem estabelecer naquelas conquistas" (Cl. Obras, 111, 58). Apesar das lacunas que ainda se encontram na história da colonização açoriana no Brasil, é certo que novo im- pulso tomou cla no século VIII, dirigindo-se principal. mente para o Sul, em especial para Santa Catarina e Rio Grande. Assim, a 23 de março de 1736, escreveu o rei D. João Va Gomes Freire de Andrade, especi- ficando-lhe as providências que devia tomar relativa- mente à segurança da margem setentrional do rio da Prata, e entre as medidas previstas constava a de irem para lá alguns casais das Ilhas. Os açorianos tinham o privilégio de mundar anualmente no Brasil um certo número de embarcações, fato que foi objeto de diversas regulamentações. O grande éxodo de açorianos para a Ilha de Santa Catarina só se tornou, porém, efetivo, mais tarde, após solici tação enviada pelos habitantes do Arquipélago ao rei, em 1746, na qual pediam o transporte para o Brasil dos excedentes de sua população, o que vinha a callar, perfeitamente, com a necessidade que tinha a Coroa de consolidar a conquista do Sul do movimento açoriano para o Pará e o Maranhão. por meio de povoamento estável. O Edital publicado Refere-se à entrada, em 1620, na bala da cidade de São Luís, de um navio com algumas familius aço- nas ilhas dos Açores, relativo ao transporte de colonos, rianas destinadas ao povoamento, às quais se seguiram a embarcarem para o Brasil e diz que El-Rei resolve no ano de 1747, concita os habitantes do Arquipélago<noinclude></noinclude> bgcxaijhkm7cg2ans540swtsinamaro Página:Enciclopédia Brasileira de Alarico Silveira (1958).pdf/129 106 256223 559386 2026-08-19T14:54:49Z Sintegrity 35105 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Acaputeua excelente para a marcenaria e obras de talha. O seu habilal é a Amazônia. Também chamada lenleiro. Cf. LE COINTE III, s. v. e R. Morais, DCA, s. v. - -do- norte. CAMINHOA, 3099, registra êste nome como cor- respondendo, possivelmente, à Wuschlagelia sp. ||- -do-sul (? Omphalobium Lamberli) (CAMINHOA, 3093). 1- Jedorenla (Ticorea Joelida Aubl. ou Galipea Joelida J. Caminhoá), da família das Rutáceas, febrífuga; tônica e excita... 559386 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Sintegrity" /></noinclude>Acaputeua excelente para a marcenaria e obras de talha. O seu habilal é a Amazônia. Também chamada lenleiro. Cf. LE COINTE III, s. v. e R. Morais, DCA, s. v. - -do- norte. CAMINHOA, 3099, registra êste nome como cor- respondendo, possivelmente, à Wuschlagelia sp. ||- -do-sul (? Omphalobium Lamberli) (CAMINHOA, 3093). 1- Jedorenla (Ticorea Joelida Aubl. ou Galipea Joelida J. Caminhoá), da família das Rutáceas, febrífuga; tônica e excitante. Cf. CAMINHOA, 2468 e 3129. ACAPUTEUA', geogr. Igarapé, afluente da már- gem esquerda do rio Maú; banha o município de Curuçá, Estado do Pará. ACAPUTEUA, geogr. Igarapé, afluente da mar- gem esquerda do rio do Cupijó; banha o município de Cametá, Estado do Pará. ACAPUTEUA³, geogr. Igarapé, afluente da mar- gem esquerda do rio Capim; banha o município de Ca- pim, Estado do Pará. ACAPUTEUA, Geogr. Igarapé, afluente da mar- gem esquerda do igarapé Mururé; banha o município do Guamá, Estado do Pará. ACAPUTEUA', geogr. Ilha, ao S. da ilha Ver- ruma, no município de Muaná, Estado do Pará. ACAPUTEUA, top. Lugarejo no município de Cametá, Estado do Pará. Cf. MOREIRA PINTO s. v. ACAPUTUBA',.. O mesmo que acapuzal, q. v. ACAPUTUBA, geogr. Igarapé tributário do rio Afuá, pela margem esquerda; banha o município de Muaná, Estado do Pará. Cf. MOREIRA PINTO, S.V. ACAPUZAL', .m. Bosque, mata ou abundância de acapus, q. v. O mesmo que acaputuba. ACAPUZAL, geogr. Serra na região sul-oriental do município de Almeirim, Estado do Pará. É também chamada deapuzeiro. ACAPUZINHO', geogr. Igarapé, afluente da mar- gem direita do igarapé Branco; banha o município de Curuçá, Estado do Pará. ACAPUZINHO, geogr. Lago, tributário do rio Trombetas, no município de Oriximiná. Estado do Pará. ACARA, . m. 1. O mesmo que acaraje, q. v. || 2. (Pará). Nome de uma qualidade de fumo. Cf. Lauro Palhano, Gororoba, 52. ||3. (Zool.). "Garça, drdea candi- dissima. É um dos mais graciosos pernaltas do vale do Amazonas, onde nidifica em grandes colônias de envolta com outras espécies de pássaros ribeirinhos, escolhendo para este fim as margens dos lagos mais afastados e menus freqüentados. Comuníssimo em todos os lu- gares há uns quarenta anos atrás, ao tempo da minha chegada ao Amazonas. hoje em muitos lugares já so torna raro e tende a afastar-se sempre mais dos lugares habitados. A caça, que lhe é feita para se apossarem 75- acará daquelas poucas plumas, que constituem o seu valor comercial, é bárbara e ininteligente. Espera-se o tempo da incubação, quando se encontram reunidos em gran- díssimo número nos garçais, e se é possível quando já há nidiáceos para então caçá-los. Nesta ocasião, embora o forte tiroteio, os passáros por causa dos filhos não abandonam o lugar e se deixam matar à vontade. Além do extermínio dos adultos e da perda de muitas penas inutilizadas pelos tiros. há o extermínio dos filhotes que ficam desamparados nos ninhos e vém fatalmente a morrer" (Stradelli, VXh-P. s. v.). || 4. (Zool.). Nome vulgar de vários peixes fluviais e marinhos, os de água doce também chamados cara. da família dos Ciclídeos. dos gêneros Geophagus. Acara, Astronotus, Cichlasoma. Loboles, Heros, Sciaena e outros. "A espécie mais comum no Brasil meridional, Geophagus brasiliensis [Gaim e Quayl. atinge um palmo de comprimento, e como o corpo é alto e grosso, alguns pescadores o levam para casa: mas a carne não presta, pois como diz um dos seus nomes, estes peixes vivem do alimento que encontram no lôdo. Os exemplares grandes perdem quase todo o colorido que os caracteriza enquanto pequenos. lindo desenho de faixas claras e escuras, que passam pelo corpo de alto a baixo e como o azul é metálico irisado, esta espécie de há muito atraiu a atenção dos amadores de aquários. Além disto é peixe que fàcilmente procria, mesmo em pequenos recipientes, e assim qualquer negociante europeu, que tenha os peixinhos vermelhos', originários da China, também tem êsses nossos patriciozinhos à venda" (lhering Dicionário, s. v.). Rudolph von Ihering, em Vida dos Peixes, 79-80, diz que, como o explicam seu nome genérico e o nome vulgar papa-lerra, sua carne tem gosto de lado. Sobre a procriação. esclarece que o macho se enfeita com lindas cores para atrair a pre- ferência da fêmea. Depois de acasalados, preparam uma cama no leito do rio, onde depositam os ovos e permanecem de vigia; assim que começam a nadar. os filhotes são mantidos em grupos, principalmente pelo pai, que abocanha e cospe entre os irmãos o que, porventura, se tenha afastado; em caso de perigo, o peixe abre a boca e nela abriga toda a prole. Acres centa o mesmo autor que Agassiz diz ter encontrado em espécies da familia dos Ciclideas os ovos na boca. aderentes às guelras, concluindo por admitir uma nova modalidade de incubução. Como nos rios brasileiros há 38 espécies já determinadas, juntam-se ao nome vulgar geral, principalmente na Amazônia, elementas que as distinguem, já que, pela etimologia tupi, ste nome significa apenas escamoso, cascudo. Na região costeira dos estados suliñas dão ao Geophagus brasi- liensis o nome de acará-diadema, e apreciam-lhe a carne. quando criado em rios ou ribeirões limpus. Cf. A. C. de Magalhães, Monografia, 79. No Amazonas<noinclude></noinclude> 42li3yrfasbnotivga78rzjghnmipr3 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/24 106 256224 559392 2026-08-19T15:03:50Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559392 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />XVIII</noinclude>historia. Maria Peregrina? Ainda não; por ora só Maria de Souza; o sobrenome hão de lh'o trazer os trabalhos, e não tardará muito. Mal se lhe contava um mez de edade, como nascida que fora aos 13 de fevereiro de 1809, quando o exercito francez de Soult entrava de Hespanha pela fronteira do norte em Portugal, em som de guerra, e com todas as feridades de conquistador victorioso por essa Europa em cem batalhas. Os eccos de tantas guerras, que a pouco e pouco se nos tinham vindo avisinhando, trovejavam medonhos em todas as fantasias. A, despeito do esforço e patriotismo das nossas tropas, coadjuvadas pelas forças inglezas, trepidava-se nas cidades; trepidava-se nas aldeias e campos dobradamente. A cabeça do reino fôra atirada para os confins da monarchia, a duas mil leguas. Napoleão estava perto; estava em toda a parte. A politica era um cahos; o porvir uma cerração tempestuosa. Só se não desconfiava da Providencia, por que o pavor mesmo o prohibia. No Porto, onde então residiam, como a principio dissemos, Antonio Ventura e D. Maria Margarida, lavrava fundo, e com razão, a anciedade. E' de seu natural animosa e para muito aquella gente, que tem fé viva em si e na sua estrella; mas as cidades mais heroicas tambem succumbem. Annibal fulminou Sagunto; Cesar, Marselha. Napoleão era Cesar e Annibal. O seu carro de batalha era carro de triumpho. O proprio destino parecia puxar-lh'o como rei vencido. Antes que a cidade fosse<noinclude></noinclude> 1ig2wjrg2tshgmoqw6lugxrnhzqnce5 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/25 106 256225 559393 2026-08-19T15:06:23Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559393 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{D|XIX}}</noinclude>entrada dos invasores; quando cada um dos habitantes procurava pôr a recado o seu precioso, emparedando-o soterrando-o, sumindo-o pelas povoas, ou comettendo-o com solemnes promessas á guarda da Virgem Padroeira e de todos os Santos, pareceu a Antonio Ventura, que melhor seguro para sua joven esposa e sua filhinha, nenhum podia haver que a residencia do santo abbade, especie de penate maximo da familia. Para lá as enviou portanto, ficando-se elle nas linhas de defeza da cidade. Era tenente... «não sei de quê —me diz a amavel escriptora; —de um d'esses corpos que não tinham mais nada por si que a vontade de defender a patria. Quando os francezes entraram as linhas é ainda ella quem falla debandaram e fagiram todos os defensores que não morreram. O nosso tenente chegou ao Douro, quando a ponte de barcas estava rota, e o rio atulhado de cadaveres. Passou a corrente a nado, vestido como estava, e chegou a Canellas, narrador e testemunha de tantos horrores.» A immunidade mesma, a sacrosanta immunidade das virgens do Senhor, fora quebrantada. A soldadesca infrene e ebria a nada perdoava. A taes novas, quem pintaria a consternação dos imbeles moradores da residencia, mal distante do Porto uma hora de caminho? O campanario, que a denunciava ao longe, mais pareceu então conductor para raio, que influidor de religiosas confianças. Feita em commum oração por toda a {{hífen|fa|familia}}<noinclude>{{D|*}}</noinclude> t9marnv60e3lfiny2mxw1bj4bwxg3jg 559394 559393 2026-08-19T15:06:45Z BlitzkriegBoop 37692 559394 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{D|XIX}}</noinclude>entrada dos invasores; quando cada um dos habitantes procurava pôr a recado o seu precioso, emparedando-o soterrando-o, sumindo-o pelas povoas, ou comettendo-o com solemnes promessas á guarda da Virgem Padroeira e de todos os Santos, pareceu a Antonio Ventura, que melhor seguro para sua joven esposa e sua filhinha, nenhum podia haver que a residencia do santo abbade, especie de penate maximo da familia. Para lá as enviou portanto, ficando-se elle nas linhas de defeza da cidade. Era tenente... «não sei de quê —me diz a amavel escriptora; —de um d'esses corpos que não tinham mais nada por si que a vontade de defender a patria. Quando os francezes entraram as linhas é ainda ella quem falla debandaram e fagiram todos os defensores que não morreram. O nosso tenente chegou ao Douro, quando a ponte de barcas estava rota, e o rio atulhado de cadaveres. Passou a corrente a nado, vestido como estava, e chegou a Canellas, narrador e testemunha de tantos horrores.» A immunidade mesma, a sacrosanta immunidade das virgens do Senhor, fora quebrantada. A soldadesca infrene e ebria a nada perdoava. A taes novas, quem pintaria a consternação dos imbeles moradores da residencia, mal distante do Porto uma hora de caminho? O campanario, que a denunciava ao longe, mais pareceu então conductor para raio, que influidor de religiosas confianças. 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Se não nos tornarmos a ver, adeus até o dia de juizo.» foram as suas ultimas palavras abençoando aquelles profugos tão queridos. «Ao longe ainda ouvia os gritos de sua irmã, minha avó materna, e de todas as creadas me escreve a que então era menina de um mez, e a unica não aterrada de tanta angustia. ―Minha mãe concentrava a sua mágoa no fundo do coração. Retirou-se depois toda a familia para outra aldeia, e recolheram-se por precaução n'uma casa d'eira muito velha, sem outra luz, que a que davam as grandes gretas da porta. Refugiam muito de proposito de casarias de maior alardo, e faziam bem; todas as que assim eram, ficaram juncadas de cadaveres. Pelos buracos da sua prisão viam ao longe passar partidas de soldados, e tremiam de que os meus gritos chegasasem até elles. Eu tinha fome; minha mãe, que ame creava, viu-se de repente sem leite, e quando ame chegava ao peito, tirava-lhe sangue. Mil vezes me desejou a morte n'aquelles dias, porque julgava que a nação ficaria sempre escrava, e que seria uma desgraça viver n'ella. Assim se<noinclude></noinclude> pp2w4pgqb2dk89i6i4ijxzf6y9u4tzg 559396 559395 2026-08-19T15:09:09Z BlitzkriegBoop 37692 559396 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />XX</noinclude>{{hífen-fim|milia|familia}} aos pés do altar do Santissimo, que a desamparava á mais tormentosa provação, decidiu o velho que se apartariam todos, acompanhados do cura seu coadjuctor, á procura de menos arriscado esconderijo. Elle, como esposo que era da egreja, permaneceria em quanto lhe fosse dado, e nunca por extremo algum se alongaria d'ella tanto, que deixasse de avistar a grimpa da sua torre! «Se não nos tornarmos a ver, adeus até o dia de juizo.» foram as suas ultimas palavras abençoando aquelles profugos tão queridos. «Ao longe ainda ouvia os gritos de sua irmã, minha avó materna, e de todas as creadas me escreve a que então era menina de um mez, e a unica não aterrada de tanta angustia. ―Minha mãe concentrava a sua mágoa no fundo do coração. Retirou-se depois toda a familia para outra aldeia, e recolheram-se por precaução n'uma casa d'eira muito velha, sem outra luz, que a que davam as grandes gretas da porta. Refugiam muito de proposito de casarias de maior alardo, e faziam bem; todas as que assim eram, ficaram juncadas de cadaveres. Pelos buracos da sua prisão viam ao longe passar partidas de soldados, e tremiam de que os meus gritos chegasasem até elles. Eu tinha fome; minha mãe, que ame creava, viu-se de repente sem leite, e quando ame chegava ao peito, tirava-lhe sangue. Mil vezes me desejou a morte n'aquelles dias, porque julgava que a nação ficaria sempre escrava, e que seria uma desgraça viver n'ella. Assim se<noinclude></noinclude> b68vg4gisohhpsqqjec64dbpjovz427 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/27 106 256227 559397 2026-08-19T15:11:03Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559397 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{D|XXI}}</noinclude>andaram foragidos pela serra, de mouta em mouta, e de reconcavo em reconcavo; ora encontrando-se com outros bandos de fugitivos, com quem se repartiam novidades, penas e affectos (esperanças poucas ou nenhumas); ora dispersando-se ao mais leve rumor, imaginario muitas vezes, que se parecesse com a repercução de um tiro. Era o viver silvestre, mas com mil circumstancias de desvantagem, comparado ao das tribus americanas. Por essa minha peregrinação no berço, me poz depois meu tío o sobrenome de Peregrina. Regressámos por fim a casa, e não houve que arrepender. Tinha o abbade captado com a sua prudencia e generosidade a estima do commandante do destacamento estacionado perto de Canellas, a ponto de haver este prohibido aos seus soldados a minima depredação ou insulto aos moradores do logar. Ficou portanto a familia em perfeita tranquillidade na residencia. Minha mãe passava os dias n'um laaranjal cercado de grandes muros, á borda de um arroio, ou só, ou comigo nos braços, e nunca viu um unico francez, apesar de virem alli muitos pedir differentes cousas da parte do commandante. Estava entregue a uma sombria desesperação; pelos annos adiante soffreu grandes afflicções com muito animo; mas aquella, tinha-lhe paralisado a energia de que era dotada. Chegaram a receiar que endoudecesse. Tão profunda era a sua melancolia! No dia em que se avistou no alto de um outeiro purpurejar o fardamento dos {{hífen|primei|primeiros}}<noinclude></noinclude> 01lpb98fjkhjbj44unl7e1eyo1lh7nh Henriqueta/Esboço biographico 2 0 256228 559398 2026-08-19T15:13:15Z BlitzkriegBoop 37692 página criada 559398 wikitext text/x-wiki <pages index="Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf" from=18 to=28 fromsection=EB2 tosection=EB2 header=1 contributor="António Feliciano de Castilho" seção="Esboço biographico" /> [[Categoria:Henriqueta| 02]] c0sj57wyac598op6myke4kubefds4cw Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/28 106 256229 559399 2026-08-19T15:14:35Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559399 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />XXII</noinclude>{{Hífen-fim|ros|primeiros}} soldados inglezes, e que os francezes se retiraram, teve ella uma das maiores alegrias da sua vida. Pobre mãe! pobre mãe! que bem que te não deves estar lá n'essa bemaventurança!» <section end="EB2" /> <section begin="EB3" /> {{ch|III}} Passou a tormenta. Respirava o reino desassombrado de inimigos; voltava cada cousa, cada pessoa, e cada espirito, ao seu originario ser, aos seus costumes primitivos. Tinha-se padecido muito; folgava-se e amava-se por isso mesmo tresdobrado. Sabia bem o ser portuguez. Era como depois de um temporal de estio, quando reapparece a serenidade: até as plantas gotejantes e as pedras se estão rindo: aspira-se a peito cheio saude e esperança. S. João de Canellas, e os seus arredores, e as serras, pouco ha coitadoras de tantos medos, confidentes de tantas lagrimas, e aqui e acolá testemunhas de alguns obscuros dramas de violencia e ferocidade, tudo parecia haver tomado d'aquellas tristezas uma consagração, e certo encanto inesperado. Reedificavam-se casas desmanteladas pela guerra; rebentava das cinzas a cultura; activava-se o trabalho; recrescia a fé no antigo horoscopo de Portugal: ''combatido e nunca vencido''. Para os sãos e salvos de tamanha crise, era então delicioso, delicioso deveras, o sentirem-se vivos, {{hífen|reu|reunidos}}<noinclude></noinclude> j9xe07pc2bes1avaayfqnupk22eaa0r Categoria:Henriqueta 14 256230 559400 2026-08-19T15:15:04Z BlitzkriegBoop 37692 página criada 559400 wikitext text/x-wiki [[Categoria:Maria Peregrina de Souza]] g8a3k5vrc0aw31e5olhzcb6r9gqeli5 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/29 106 256231 559402 2026-08-19T15:19:14Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559402 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />XXIII</noinclude>{{hífen-fim|nidos|reunidos}}, seguros, como que renascidos uns para os outros, mais parentes que antes, e mais amantes que nunca. Negocios domesticos prendiam no Porto a familia da nossa Peregrininha; mas o abbade, mas o S. João da aldeia, mas o passal, tinham-lhes lá de refens os corações. Para isso quantas horas, dias, e semanas, se podiam sonegar á obrigação de trabalhar para o futuro e boa sorte da filha, todas com alvoroço as davam os dois conjuges a alegrarem com sua presença a solidão do veneravel patriarcha. N'aquelle ameno torrão da ajardinada provincia do Minho, teve pois as suas primeiras raizes a indole bondosa, florida e poetica da minha amiga (restituamos esta palavra á sua santa e formosa significação; mal haja quem primeiro lh'a perverteu). D'alli lhe manam quasi todos os mais ou menos vivos recordos da meninice. Haveria interesse em os historiar: mas nem ella mesma já o podéra. Colher algumas reminiscencias dispersas das que ficam como borboletas alvas da madrugada pela tarde da vida, é o mais que se logra. Estas aladas fugitivas, mortas e empastadas n'um breve quadro, dizem ainda tanto, reenviam-nos tão suavemente o animo para as horas de luz dourada, em que se crearam, que no ha olhal-as de passagem sem alguma commoção, sem algum halito de innocencia, sem algum reflexo de bom conselho. Vou por tanto, como quer que possa, caçar e colligir das proprias cartas da nossa amiga as<noinclude></noinclude> fbjg8xwuxod3tv8mv2mlz54lyye8dp4 559403 559402 2026-08-19T15:19:39Z BlitzkriegBoop 37692 559403 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{D|XXIII}}</noinclude>{{hífen-fim|nidos|reunidos}}, seguros, como que renascidos uns para os outros, mais parentes que antes, e mais amantes que nunca. Negocios domesticos prendiam no Porto a familia da nossa Peregrininha; mas o abbade, mas o S. João da aldeia, mas o passal, tinham-lhes lá de refens os corações. Para isso quantas horas, dias, e semanas, se podiam sonegar á obrigação de trabalhar para o futuro e boa sorte da filha, todas com alvoroço as davam os dois conjuges a alegrarem com sua presença a solidão do veneravel patriarcha. N'aquelle ameno torrão da ajardinada provincia do Minho, teve pois as suas primeiras raizes a indole bondosa, florida e poetica da minha amiga (restituamos esta palavra á sua santa e formosa significação; mal haja quem primeiro lh'a perverteu). D'alli lhe manam quasi todos os mais ou menos vivos recordos da meninice. Haveria interesse em os historiar: mas nem ella mesma já o podéra. Colher algumas reminiscencias dispersas das que ficam como borboletas alvas da madrugada pela tarde da vida, é o mais que se logra. Estas aladas fugitivas, mortas e empastadas n'um breve quadro, dizem ainda tanto, reenviam-nos tão suavemente o animo para as horas de luz dourada, em que se crearam, que no ha olhal-as de passagem sem alguma commoção, sem algum halito de innocencia, sem algum reflexo de bom conselho. Vou por tanto, como quer que possa, caçar e colligir das proprias cartas da nossa amiga as<noinclude></noinclude> ise95xfo6falys0l3mxxywic28n1jme Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/30 106 256232 559404 2026-08-19T15:22:54Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559404 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />XXIV</noinclude>pequeninas memorias que lhe ficaram das adjacencias do seu berço; escreveu-as como quem conversava a sós comigo; escreveu-as para satisfazer á minha importuna curiosidade, sem pela idéa lhe passar que jamais se revelariam ao publico. Pésa-me da inconfidencia, mas não me quero arrepender. Dou estes periodosinhos taes como vieram para um só leitor. Deus me livrara de lhes alterar nem por sombras a sua ingenua simpleza. Quem não gosta de emmólhar n'um passeio descuidado florinhas miudas do monte, e só se quer com as pompas vegetaes creadas a grande custo nas estufas, passe adiante, e deixe-me cá, embora sósinho, regalar-me com estas pequenezes. «Na minha menínice mais terna ―― tinha agudeza e desembaraço, cousas que fui perdendo como fui crescendo. Da edade de um anno já corria e fallava. No correr era tão estouvada que a todos os momentos caía. Trazia sempre a cabeça e a cara esmurrada. Deixar dito sem replica não era para mim. N'esta parte mudei muito depois de crescida. Dizendo uma mulher um dia: ''Jesus! que menino tão pequeno a correr tanto!'' acudi com desembaraço ― ''Não é meanino, é menina''. Outra occasião disse a um crea-do, que me aperreava por eu não lhe ter respondido quando estava sem vestido: ― ''Meninas nuas não fallam a homens''. Sendo eu de dous annos, corria um dia pela quinta, e um creado aldeão vendo-me assim correr quiz deter-me e gritou ― ''Coca n'ella que vai descalça'' (anexim {{hífen|provincia|provinciano}}<noinclude></noinclude> k3buy07spm70infli2pl7hfgc7oekjd 559405 559404 2026-08-19T15:23:05Z BlitzkriegBoop 37692 559405 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />XXIV</noinclude>pequeninas memorias que lhe ficaram das adjacencias do seu berço; escreveu-as como quem conversava a sós comigo; escreveu-as para satisfazer á minha importuna curiosidade, sem pela idéa lhe passar que jamais se revelariam ao publico. Pésa-me da inconfidencia, mas não me quero arrepender. Dou estes periodosinhos taes como vieram para um só leitor. Deus me livrara de lhes alterar nem por sombras a sua ingenua simpleza. 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Quem não gosta de emmólhar n'um passeio descuidado florinhas miudas do monte, e só se quer com as pompas vegetaes creadas a grande custo nas estufas, passe adiante, e deixe-me cá, embora sósinho, regalar-me com estas pequenezes. «Na minha menínice mais terna ― tinha agudeza e desembaraço, cousas que fui perdendo como fui crescendo. Da edade de um anno já corria e fallava. No correr era tão estouvada que a todos os momentos caía. Trazia sempre a cabeça e a cara esmurrada. Deixar dito sem replica não era para mim. N'esta parte mudei muito depois de crescida. Dizendo uma mulher um dia: ''Jesus! que menino tão pequeno a correr tanto!'' acudi com desembaraço ― ''Não é menino, é menina''. Outra occasião disse a um crea-do, que me aperreava por eu não lhe ter respondido quando estava sem vestido: ― ''Meninas nuas não fallam a homens''. 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Lembra-me só que meu pae me metteu nas mãos um papel com as lettras do alphabeto, e depois, não sei como, passei a lêr n'um livro. Eu era douda por historias, e meu pae me dizia quando lh'as pedia: Lê-as; tu não sabes lêr? A elle pois e a minha mãe, devi o meu prematuro gosto á leitura. Minha avó materna foi o unico de meus avós que conheci. Era ella douda por mim, não consentia que me fizessem a minina admoestação, e occultava todas as minha travessuras. Morreu quando eu tinha seis annos. Não me lembro d'ella senão confusamente. Tenho porém muito viva a lembrança d'ella me vestir de manhã e rezar comigo; e do seeguinte: Estava ella muito mal. Eu o ignorava. Entrou uma noite meu pae. Estavam muitas pessoas na sala. Eu, estouvada por natureza, e com muito mimo, fazia aquillo que me parecia. Não fui cumprimentar meu pae; estava entretida a brincar. Meu pae me chamou, reprehendeu-me, e pedindo licença ás pessoas que {{hífen|esta|estavam}}<noinclude></noinclude> 0vsnc0ni3ij0yplbefiwfjigpnachka 559407 559406 2026-08-19T15:28:19Z BlitzkriegBoop 37692 559407 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{D|XXV}}</noinclude>{{hífen-fim|no|provinciano}}) mas eu escapando-lhe gritei tambem, e sempre correndo: ''Então não coca em mim que vou calçada''. Cresci debaixo dos melhores auspicios; assim as mostras que eu dava de vivesa se tivessem confirmado! Meu pae me ensinou a lêr apenas fallei desembaraçado, e fallei de um anno. Não me ensinou pelo ''Methodo Portuguez'' porque então o não havia, mas reprovava os methodos existentes, e me ensinou não sei como; unicaamente sei que foi com tal rapidez, que todos se admiraram. Lembra-me só que meu pae me metteu nas mãos um papel com as lettras do alphabeto, e depois, não sei como, passei a lêr n'um livro. Eu era douda por historias, e meu pae me dizia quando lh'as pedia: Lê-as; tu não sabes lêr? A elle pois e a minha mãe, devi o meu prematuro gosto á leitura. Minha avó materna foi o unico de meus avós que conheci. Era ella douda por mim, não consentia que me fizessem a minina admoestação, e occultava todas as minha travessuras. Morreu quando eu tinha seis annos. Não me lembro d'ella senão confusamente. Tenho porém muito viva a lembrança d'ella me vestir de manhã e rezar comigo; e do seeguinte: Estava ella muito mal. Eu o ignorava. Entrou uma noite meu pae. Estavam muitas pessoas na sala. Eu, estouvada por natureza, e com muito mimo, fazia aquillo que me parecia. Não fui cumprimentar meu pae; estava entretida a brincar. Meu pae me chamou, reprehendeu-me, e pedindo licença ás pessoas que {{hífen|esta|estavam}}<noinclude></noinclude> d7di7npo70upu1tsxysw9q9sqp2vlp9 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/32 106 256234 559409 2026-08-19T19:11:12Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559409 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />XXVI</noinclude>{{Hífen-fim|vam|estavam}}, me deu uma pequena pancada. Foi a unica vez que me bateu. Espantou-me a novidade, e fiquei agoniada com as pessoas que estavam por lhe terem dito: Está na sua casa. Alli não chorei, mas retirei-me para a sala immediata onde minha avó estava na cama, e minha mãe á cabeceira d'ella. Encostei a cabeça aos pés do leito, e puz-me a chorar. Duas cousas então me feriram a imaginação; que minha avó não me chamasse e não me fizesse festa, e que minha mãe não me ralhasse. Esta olhava para mim compassiva e calada. Provavelmente pensava — Nunca mais te fará festa! Provavelmente tambem já minha avó não ouvia. «Tinha eu um genio naturalmente alegre, herdado em commum de pae e mãe; mas assim mesmo já em creança gostava de gosar o meu poucochinho da solidão e melancolia. A essa melancolia vaga, que então não tinha realidades a que se encostar, chamarei eu hoje quasi alegria; tanta era a satisfação que me dava. Quando estavamos no presbyterio de meu tio, é que eu satisfazia á larga o meu gosto. Entre outros ''passatempos'' ia para a casa da fabrica deitar-me nos esquifes que alli havia, fechava os olhos, e pensava... não sei o quê. A porta travessa da egreja dava para o pateo da Residencia, e estava sempre aberta. Iam todas as pessoas da casa quando podiam (todos os dias) fazer oração ao {{sc|Santissimo}}. Minha mãe parece-me que ia sempre só. Eu tambem. Que satisfação não sentia ao {{hífen|vêr|vêr-me}}<noinclude></noinclude> o70s3vms3bw5y9nfc2hzsaqkta3m82o Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/33 106 256235 559410 2026-08-19T19:18:01Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559410 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{D|XXVII}}</noinclude>{{hífen-fim|me|vêr-me}} alli em completa solidão, rodeada de quasi trevas, sem ouvir o mais ligeiro ruido! A's vezes pegava n'umas caveiras (que estavam nas pias de agua benta) e as examinava com profunda sensação; então não era sensação alegre, mas enchia-me a alma isso que sentia. Depois de crescida, conservei o mesmo gosto de intervallar melancolias no meu viver alegre e descuidado. Tinha paixão pela dança, festas, e theatro. Meus paes não me afastavam d'estas distracções, mas moderavam-lhes o excesso, e repetidas vezes me diziam: — Os divertimentos devem ser uma distracção, e não um modo de vida. Aos nove annos fiz eu um descobrimento muito triste. Tinha as bonecas guardadas á semana, e só aos domingos as desencaixotava; mas todos os dias lhes ia metter mantimento novo (biscoutos ou doces) e tirava para mim o da vespera. Um dia pensei que tinha um trabalho inutil, e a idéa de que ellas não comiam nem sentiam fez-me tal afflicção que não saberei descrevel-a. Deixei-as e nunca mais as vi com prazer. Fez-me falta aquelle entretenimento. A menina que deixa as bonecas cedo, sente por muito tempo uma especie de vacuo na existencia. Quando estava na aldeia desforrava-me correndo pela quinta, e saltando como douda; porque fui creança até muito crescida. «A' leitura tinha eu tanto amor como á dança, mas achava-lhe as mesmas objecções da parte de meus paes. Como não era estudo, mas {{hífen|di|divertimento}}<noinclude></noinclude> kfik1cu8nt64zeekp2yswc1a495mkoi Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/34 106 256236 559411 2026-08-19T19:19:53Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559411 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />XXVIII</noinclude>{{Hífen-fim|vertimento|divertimento}}, não approvavam que me degenerasse em occupação exclusiva, nem mesmo predominante, pois grande parte do que eu lia eram romances em portuguez. E que romances, meu Deus!.. A censura prévia de minha mãe só m'os prohibia quando eram immoraes; não sei se toadas as senhoras lá pelas cidades fazem igual exame para as leituras de suas filhas. Se o não fazem, bons arrependimentos sem remedio lhes prepara talvez esse descuido. Meu pae muitas vezes me dizia que lesse eu livros mais serios. Algumas vezes os lia para condescender com os seus desejos; se não fosse isso, a historia por si não me attrahia; parecia-me inutil como os romances, porém mais sem sabor. De poesia sim gostava, e tambem de viagens. Succedeu-me com o ''Zadig'' de Voltaire, traduzido por Fylinto Elisio; uma cousa notavel. Gostei muito d'elle cem creança, em moça não gostei nada, e annos adepois tornei a lel-o com prazer. De certo o não leio quarta vez. Tres é de sobra, e talvez tornasse a não gostar; mas confesso que preferia as novellas, de que hoje não posso ler duas paginas a fio!... A's vezes me ponho eu a pensar se é felicidade ter o gosto apurado, e inclino-me a que não. Tenho pesar de não achar hoje soffrivel o que então se me figurava encantador. Pois contos de fadas, magicos, anões, gigantes e fantasmas!... Isso era o meu comer. O maravilhoso me enlevava. Houve romancinhos d'aquelles, que me fizeram chorar até ficar doente; viessem<noinclude></noinclude> fkut9git1tf1oytsv80rke4nyuiu17s Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/35 106 256237 559412 2026-08-19T19:21:31Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559412 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{D|XXIX}}</noinclude>para cá hoje; faziam-me rir. Tambem não sei em minha boa verdade para que se havia de escrever d'aquillo, como se nas realidades da vida não houvera já tristezas de sobejo. Parece-me que era melhor moda fazerem-se unicamente livros ou para instruir, ou para deleitar, ou para deleitar e instruir conjunctamente. «De treze ou quatorze annos mandou-me minha mãe escrever a meu pae, que estava nas fileiras constitucionaes em Traz-os-Montes. Era então alferes de milicias. Fiquei eu sem saber por onde entrar, nem sahir. Até as fórmas de algumas das lettras de mão me tinham esquecido! Havia muito que não lia senão lettra redonda. D'alli em diante para me exercitar, pois senti toda a vergonha de não saber na minha edade expressar as minha idéas com a penna na mão, tomei a empreitada de escrever charadas minhas e alheias. Era a mania do tempo, ao menos cá na provincia; é provavel que na capital com tantos divertimentos ninguem curasse muito de tal frioleira, e d'ahi eu já ouvi dizer a alguem que Lisboa era uma aldeia grande. «Por aquelle mesmo tempo uma minha amiga de quatorze annos de edade, como eu, deixou o Porto. Ajustamos entre os abraços e lagrimas sinceras da despedida, que nos haviamos de cartear. Assim o fizemos; mas como o fiz eu!... era a minha primeira correspondencia. Eu achava muito feio pôr-me a escrever como lhe fallava. Quantas cartas havia nos livros meus<noinclude></noinclude> 05z9isow8rfyt4ib6ksr5i9y89jv15r Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/36 106 256238 559413 2026-08-19T19:27:14Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559413 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />XXX</noinclude>conhecidos seguiam outro methodo; queria imital-as, e não sabia. Occorreu-me então um expediente que me salvou da vergonha do meu prosaismo. Achando n'um livro trechos que me caissem em graça copiava-os, e depois lá os encampava por fas ou por nefas nas minhas missivas. Se a minha correspondente não estivesse tão boçal como eu, muito se havia de rir!... mas eu passava no seu conceito, graças à minha fraude, por uma grande doutora; gralha ornada com pennas não sei se de pavão, se de papagaio; emfim era em ponto pequenino o que tem sido escriptores publicos. Contava eu 14 annos, falleceu meu tio-avô o abbade de S. João. Foi um grande lucto na familia. Todos os mortos tem certo o elogio funebre; mas o d'aquelle era um ecco do que já em sua vida se dizia. Repetia-se agora entre soluços; era a unica differença. Para mim não acabara só um excellente amigo nosso; acabavam-se-me com elle uns sitios em que tão gostosos se haviam passado os meus primeiros dias; até dos meus esquifes, e das minhas caveiras tinha saudade. Ellas e elles tinham conversado comigo, uma pobre creança, em cousas tão altas, tão novas, tão attractivas! o templo de meu tio, de nós todos, e tão em particular meu, ia ter outro parocho. Verdade seja que o successor, parente ainda de meu pae, fôra o escolhido pelo velho, quando eu lhe preguei innocentemente a peça de nascer menina. S. João ficava {{hífen|ain|ainda}}<noinclude></noinclude> jt0ll06vvx3aw2ds7l3msq1rcx73h97 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/37 106 256239 559414 2026-08-19T19:29:32Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559414 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{D|XXXI}}</noinclude>{{Hífen-fim|da|ainda}} na parentella, mas já não era bem a mesma cousa. «Meu pae era de uma bondade summa, e de uma razão muito clara. Minha mãe, além de boa, tinha uma alma poetica. Tendo eu sido dotada de um genio excessivamente alegre, foi-se-me este transtornando com as successivas desgraças de minha familia. «Aprendi o francez já aos vinte annos, e então mais se entrou a mudar o meu gosto, porque me deram para ler obras de Chateaubriand, e outros livros d'estes que induzem a pensar, e inclinam o animo para a parte da melancolia. Uma lingua é um bello e grande instrumento intellectual. A acquisição do francez nada me custou; mas, ainda que me tivera custado muitissimo, valia bem a pena. Não era só que eu sentia alargarem-se os horisontes para os meus estudos, se os eu quizesse ou podesse fazer; é que até me encantava o comparar a diversidade nos modos de exprimir, que tanto extrema aquelle do nosso idioma; e deixe-me confessar-lhe aqui em segredo que, desde que entrei a comprehender com facilidade e exacção aquelle expressar tão outro d'este a que vivia acostumada, entrou-me a parecer que havia talvez n'elle o que quer que fosse de mais elegante e civilisado. Talvez, a final de contas, não fosse senão o rifão de, a ''gallinha da visinha''. Só annos depois é que tomei gosto aos nossos classicos; logo que me passou a febre do francez. Quando o<noinclude></noinclude> bidm7k2f0rkztuyuhl6xlxc9cvjk1xc Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/38 106 256240 559415 2026-08-19T19:31:40Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559415 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />XXXII</noinclude>aprendi, creio que até pensava em francez. E n'este idioma escrevi alguns romances; (grandes são as afoutesas de quem sabe pouco!) «Creio que teria muita facilidade em aprender a ler e escrever diversas linguas, e muito pouca para as fallar. Não me era possivel, quando estava mais senhora do francez, falal-o com quem sabia portuguez. A' terceira ou quarta phrase já lhe eu respondia como boa minhota que não renegava o fallar da sua terra. Nunca jámais conheci que tivesse negação para aprender fosse o que fosse; nas nunca tambem vi em mim grande propensão para uma arte ou sciencia qualquer. Sou como o homem de trinta officios, que não é mestre em nenhum, e morre de fome. O que me deu a idéa de escrever contos ou romances foi uma ''Bona'' que li em francez. Vem n'esse livro um conto composto por uma menina; e aconselhava a ''Bona'' que as meninas, para se entreterem, escrevessem aquillo para que tivessem mais geito. Fiquei contente e admirada. Tinha eu os auctores por semideuses, e não podia imaginar que uma mortal podesse pegar na penna, a não ser para escrever uma carta ou algum rol. De muito nova, isto é de cerca dos 20 annos, comecei pois a engendrar os meus romances; mas por muito tempo só as minhas mais intimas tiveram d'elles noticia. «Depois que meu pae se deixou do commercio, e foi administrar um concelho rural, é que me entreguei com mais afinco aos romances,<noinclude></noinclude> q1k8n436a0phjh27imclm6rxip9f0w7 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/39 106 256241 559417 2026-08-19T19:55:53Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559417 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{d|XXXIII}}</noinclude>porque a vida no campo me dava mais logar para o trabalho e para aquella especie de devaneios.» Até aqui mais que facil correu a tarefa do biographo; embrechou excerptos das cartas com que esta boa amiga respondia aos seus arteiros interrogatorios; mas como fallará agora dos segredos do seu coração, visto não haver coração n'este mundo que não tenha seus segredos? Sem elles nem mulher alguma seria mulher, nem a historia da mais afamada nos interessára. O oraculto tão prompto a todas as outras perguntas, fechou-se a esta; reforçaram-se-lhe instancias; ponderou-se-lhe respeitosamente uma verdade muito certa e razão muito sem contra, que um interior tão cheio dos mais delicados affectos e extremos naturaes, e com tanto calor de poesia, já não podia ser que alguma hora não houvesse experimentado um longe ao menos da paixão universal; nem que a um tão raro conjuncto de meritos se não tivesse jamais ajoelhado um adorador; sorriu-se, e ao cabo de um silencio que já por si era parte de confissão, respondeu: «Se fui ou não amada, e se amei ou não amei, é cousa de que eu mesma não estou certa. Dar nome de amor a um affecto que os não absorve todos, e que até chega a desvanecer-se, sei que se usa, mas escrupulisaria eu em o fazer. Não me interrogue pois a mim sobre este particular o meu caro espreitador, que não posso deveras satisfazel-o. Lance por outras partes as suas {{Hífen|pes|pesquizas}}<noinclude>{{D|3}}</noinclude> am6k9k43l1j6syy6gjaui0ppnlkhydi Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/40 106 256242 559418 2026-08-19T19:58:01Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559418 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />XXXIV</noinclude>{{Hífen-fim|quizas|pesquizas}}; e se descobrir no meu passado algum episodio dos que deseja, dou-lhe licença de o descrever, porque, se não tenho que alardeie, tambem não tenho que recate. Já lá vai ha tanto tempo essa primavera das murtas floridas e das rosas, das invejas aos ninhos matutinos, e das confidencias á lua, que me reputo e sinto outra da que então era. Cantar eu, não posso; mas posso ouvir sem o minimo abalo. E' chronica alheia; ou será mais um romance meu, que eu não tinha escripto nem escrevo.» <section end=EB3 /> <section begin=EB4 /> {{ch|IV}} Entramos n'um periodo dos mais tristes: angustias publicas e nacionaes, angustias particulares e domesticas. Acenemol-o de fugida. Corre o anno de 1832. Atea-se a guerra civil. No dia em que ás mãos vieram pela primeira vez os dous exercitos reaes em Ponte Ferreira, antes de imposto á cidade eterna o cerco memoravel, muitos dos moradores sairam d'ella com suas familias para as esquivarem ás calamidades que já se viam imminentes. Um d'elles foi Antonio Ventura. Deixemos á nossa escriptora o historiar a sua parte: «Minha mãe padecia. — diz ella — A vista dos que se reconduziam mutilados e moribundos para<noinclude></noinclude> fifc6py9lqpf42cyypbo7nf74u9gxys 559420 559418 2026-08-19T19:59:15Z BlitzkriegBoop 37692 559420 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />XXXIV</noinclude>{{Hífen-fim|quizas|pesquizas}}<nowiki>;</nowiki> e se descobrir no meu passado algum episodio dos que deseja, dou-lhe licença de o descrever, porque, se não tenho que alardeie, tambem não tenho que recate. Já lá vai ha tanto tempo essa primavera das murtas floridas e das rosas, das invejas aos ninhos matutinos, e das confidencias á lua, que me reputo e sinto outra da que então era. Cantar eu, não posso; mas posso ouvir sem o minimo abalo. E' chronica alheia; ou será mais um romance meu, que eu não tinha escripto nem escrevo.» <section end=EB3 /> <section begin=EB4 /> {{ch|IV}} Entramos n'um periodo dos mais tristes: angustias publicas e nacionaes, angustias particulares e domesticas. Acenemol-o de fugida. Corre o anno de 1832. Atea-se a guerra civil. No dia em que ás mãos vieram pela primeira vez os dous exercitos reaes em Ponte Ferreira, antes de imposto á cidade eterna o cerco memoravel, muitos dos moradores sairam d'ella com suas familias para as esquivarem ás calamidades que já se viam imminentes. Um d'elles foi Antonio Ventura. Deixemos á nossa escriptora o historiar a sua parte: «Minha mãe padecia. — diz ella — A vista dos que se reconduziam mutilados e moribundos para<noinclude></noinclude> fs9ii7ql1bfkxvkx8lwae56naqyrej5 Henriqueta/Esboço biographico 3 0 256243 559419 2026-08-19T19:58:52Z BlitzkriegBoop 37692 Página criada 559419 wikitext text/x-wiki <pages index="Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf" from=28 to=40 fromsection=EB3 tosection=EB3 header=1 contributor="António Feliciano de Castilho" seção="Esboço biographico" /> [[Categoria:Henriqueta| 03]] kt24kdv9d7ywgq9yq6ryab3meeeqh70 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/41 106 256244 559423 2026-08-19T20:03:08Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559423 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{D|XXXV}}</noinclude>os hospitaes de sangue, fez n'ella tão afflictiva impressão, que chorando, com os olhos em mim e minha irmãsinha, que choravamos ainda mais pela ver chorar, obteve de meu pae que partissemos, logo, logo, para a nossa quinta de Moreira. Começou então para mim um periodo de desgraças, como para muita gente. Que dia de tristeza não foi o seguinte! Com a magoa de estar mal ferido um antigo amigo, o capitão José Ferreira de Lima, e a ouvirmos continuamente a fuzilaria e as peças, ninguem comeu nem dormiu n'esse dia e no seguinte. Como eu tinha visto alguns feridos na vespera, parecia-me ver os montes e valles alastrados de corpos exangues. Fomos vivendo depois uns dias tristes e afflictos, outros esperançosos, com as muitas patranhas, que então se mercadejavam barato, e por toda a parte. Era meu pae infelizmente sargento-mór das ordenanças, o que elle pedira para se livrar das milicias. Veio-lhe ordem de D. Miguel para armar o povo. Obrou uma grande imprudencia, contra o seu costume. Não armou o povo, e creio que nem respondeu ao officio do general. Cae-lhe de madrugada em casa uma guerrilha; levam-no preso. Não quiz elle seguir n'aquella conjunctura o conselho de minha mãe, que lhe dizia, se recolhesse ao Porto, ou se homiziasse; suppunha elle, com razão, que, se assim o fizesse, a familia e a casa padeceriam muito. Mas que triste acordar não foi o d'aquelle dia em que o levaram preso!... Minha mãe viu-o sair de<noinclude>{{D|<nowiki>*</nowiki>}}</noinclude> nfah28kt14dnafzlr2sxex5fxcjpzqu Histórias maravilhosas da tradição popular portuguesa/História do Príncipe encantado no palácio de ferro no reino da escuridão 0 256245 559424 2026-08-19T20:04:34Z Mt516 43586 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{navegar | título = [[../]] | autor = Ana de Castro Osório | tradutor = | seção = História do Príncipe encantado no palácio de ferro no Reino da Escuridão | anterior = [[../Branca-Flor/]] | posterior = [[../O corvo/]] | notas = }} '''<big>História do Príncipe encantado no palácio de ferro no reino da escuridão</big>''' HAVIA um velho negociante muito rico, que tinha uma filha, uma criança linda, boa e inteligen... 559424 wikitext text/x-wiki {{navegar | título = [[../]] | autor = Ana de Castro Osório | tradutor = | seção = História do Príncipe encantado no palácio de ferro no Reino da Escuridão | anterior = [[../Branca-Flor/]] | posterior = [[../O corvo/]] | notas = }} '''<big>História do Príncipe encantado no palácio de ferro no reino da escuridão</big>''' HAVIA um velho negociante muito rico, que tinha uma filha, uma criança linda, boa e inteligente como dificilmente se encontraria outra. A mulher do opulento negociante morrera quando a menina veio ao mundo, sendo então entregue a uma bondosa mulherzinha, que lhe serviu de ama e de mãe. Não havia, decerto, mãe que mais gostasse de sua filha do que ela gostava da pequenina Maria — assim se chamava a menina. O Rei era muito amigo do negociante, que já por vezes tinha emprestado grandes quantias ao Governo, por isso o tratava como amigo e até fora o padrinho de Maria. Quando esta chegou à idade de começar a estudar, o pai, que se não queria separar dela, arranjou uma mestra para casa. A menina afeiçoou-se de tal maneira à professora que a tratava por mãe, e por irmãs a duas irmãs que ela tinha. Viveram muito bem, muito felizes e alegres, até que à mestra se lhe meteu em cabeça casar com o negociante. Não era por gostar dele, mas sòmente por ser muito rico e ela ambiciosa e má. Combinou então com as irmãs iludir a pequena Maria, que as tinha na conta de suas verdadeiras amigas. Começou a mestra a fingir que andava muito triste. Quando via a pequena punha-se a chorar, e, por mais que ela lhe suplicasse que dissesse o que tinha, nada conseguia. Foi perguntar às irmãs se sabiam o motivo que a fazia andar tão desconsolada, e elas, fingindo-se muito penalizadas, disseram: — A nossa irmã anda assim triste porque gosta muito de teu pai e ele não gosta dela. Se tu quisesses, como seríamos todos felizes! Tu já nos chamas irmãs e a ela mãe, mas se arranjasses o casamento é que verdadeiramente ficávamos uma só família. Estavam nesta conversa quando entrou a mestra. Maria correu para ela de braços abertos, dizendo que sabia a causa das suas mágoas. — Então se já sabes o que eu não queria de modo nenhum confessar-te — disse a ''finória'' — podes avaliar se tenho ou não razão para andar triste! A pequena, que era muito boazinha e muito sincera, acreditou em tudo aquilo e pôs-se a chorar porque não sabia o que havia de fazer. Tantas coisas lhe disseram, tanto a atormentaram, que foi pedir ao pai que casasse com a mestra. O velho negociante percebeu que andava ali intriga e não queria aceder, mas a pobre criança afligiu-se tanto com as lamentações das três que adoeceu. O pai, muito aflito, disse então que sim, que casaria com a professora, mas que havia de comprar primeiro umas botas de montar e quando se rompessem é que se realizaria a festa. Ficou tudo muito contente; o homem comprou as botas julgando-se livre do compromisso — pois quanto tempo não é preciso para romper umas botas de montar! A mestra, que era muito esperta, logo que as botas vieram para casa e foram postas no quarto do negociante, foi com uma pá de cinza ainda quente e deitou-lha dentro. Quando o velho estava para voltar, limpou-as muito bem e pô-las no seu lugar como se nada houvesse. Mas, já se vê, estavam queimadas e, quando o negociante precisou de as calçar, logo as encontrou rotas. Percebeu que tinha sido enganado, mas não teve remédio senão cumprir o que prometera. A filha ficou contentíssima, mas ele sempre lhe disse: — Deixa estar que te hás-de arrepender, mas quando já não houver remédio! Houve grandes festas, tendo o Rei assistido ao baile, e todos andavam muito alegres menos o negociante. Ao princípio tudo ia bem e viviam na mais santa paz, mas a ''espertalhona'', logo que se viu senhora da casa, juntou-se com as irmãs para apoquentarem a Maria, não havendo desgosto que lhe não causassem. Começou ela a ver que seu pai tinha razão, mas já era tarde! Não querendo afligi-lo com a narração das suas mágoas, só lhe pediu que a deixasse ir viver com a ama. O pai deu-lhe muito dinheiro e ela arranjou uma casita de campo e para lá foram as duas. Comprou só o indispensável para viverem como pobres e o resto do dinheiro repartiu com os infelizes. O negociante, desconsolado com a sua vida, só tinha alegria quando ia visitar a filha, mas essa mesma alegria era paga por mil desgostos e sensaborias, porque a mulher logo o sabia e o atormentava por isso. Era uma vida tão horrível que ele nem já tinha coragem para trabalhar e resolveu retirar-se de todo dos negócios. Começou a tratar da liquidação da sua grande fortuna e o que podia mandava para a filha, mas a menina era tão caridosa que chegava a passar privações para dar aos pobres. Um dia, em que ela e a ama estavam completamente sem recursos, bateu um mendigo à porta pedindo agasalho e esmola. Em casa não havia nada e a ama ia despedir o pobrezinho quando a Maria a chamou de parte e lhe disse: — Não podemos fazer tal! Pois onde queres tu que o velhinho vá a estas horas? Nem força terá para andar pelos caminhos! — Ó minha rica menina — respondeu a ama, aflita — pois se não temos para nós cearmos o que havemos de dar ao pobre?! — Olha, toma lá este lenço de seda e vai vendê-lo; sempre há-de render para se comprar carvão e alguma coisa para a ceia. Tirou do pescoço um riquíssimo lenço, que lhe dera o pai, e entregou-o à ama para que o fosse vender e com o dinheiro trouxesse de comer para o pobre. Daí a pouco voltou a ama com tudo que precisavam, e principiou a fazer a ceia. O mendigo, sentado à lareira, conversava com a criada, enquanto a menina trabalhava para os pobres. Além das esmolas dava o seu trabalho, que às vezes é ainda esmola maior. No meio da conversa disse o velho: — Ora eu imaginava que a menina era muito rica!... Tinham-me dito que era a única filha do grande negociante, compadre do Rei, mas vejo que me enganaram. — Não o enganaram, não —respondeu a ama — a minha menina é muito rica e se está nesta miséria é porque dá tudo aos pobres. — Não digas tal, ama, eu dou aos pobrezinhos o que não me faz falta. — E o pai da menina vem aqui? — perguntou ainda o velho. — Vem pouco — respondeu logo a ama que era boa mulher mas faladora — porque é casado com uma mulher muito má. — Ó ama, não digas mal da minha madrasta, deixa-a lá! Meu pai não vem porque não pode. — Ouvi dizer na cidade que o pai da menina ia ao Rio de Janeiro liquidar a sua fortuna — continuou o mendigo — Eu sei muito bem onde é o Rio de Janeiro, porque já lá estive. Há lá um jardim maravilhoso na Quinta chamada da Permissão, que tem as mais lindas rosas do mundo, brancas, encarnadas e azuis. Maria ouviu isto e ficou pensativa. Depois da ceia pronta foram para a mesa e a menina disse ao ouvido da ama que comesse pouco para que o pobre não tivesse falta. Mandaram-no deitar no próprio quarto delas e ficaram ao lume. A ama depressa adormeceu, mas quando a menina ia também a pegar no sono ouviu uma voz dizer: — Maria, se te vires aflita, chama pelo ''Príncipe encantado no palácio de ferro no Reino da Escuridão!'' Ficou surpreendida de se ouvir assim chamar pelo seu nome, mas, como não visse nem ouvisse mais nada, adormeceu. De manhã, ficaram admiradas não vendo o pobre e encontrando as portas fechadas por dentro como na véspera as tinham deixado. Procuraram todos os cantos da casa, mas de tal pobre nem sinal! Andavam nestas pesquisas quando ouviram bater à porta. A menina foi abrir e ficou contentíssima quando viu o pai. Abraçaram-se e ele preveniu a filha de que vinha despedir-se porque ia ao Rio de Janeiro liquidar parte da sua fortuna. Reparando na pobreza da casa e dos fatos com que as duas estavam vestidas, ralhou com a menina e deu-lhe mais dinheiro. Depois perguntou o que desejava lhe trouxesse de presente. Maria lembrou-se do que lhe dissera o velhinho e pediu: — Eu, meu pai, só desejava três ramos de rosas: um branco, outro encarnado e outro azul, da Quinta da Permissão. O negociante tomou nota da encomenda da filha, abraçou-a, beijou-a muito e partiu. Chegou ao Rio de Janeiro onde era esperado pelos negociantes que tinham relações com a sua casa, sendo por todos muito bem tratado. Mas o que desejava era liquidar tudo ràpidamente e voltar para junto da filha; por isso, logo que chegou, pediu o levassem à Quinta da Permissão para comprar os ramos maravilhosos que Maria lhe tinha pedido. Foi preciso montar a cavalo e andar quinze dias pelo interior para chegar à magnífica Quinta. Lá encontrou um velho, que lhe perguntou o que desejava: — Três ramos de rosas para a minha filha; um branco, um encarnado e outro azul. O homem foi com ele ao jardim cortar as flores e fez-lhe três ramos que eram um encanto. Perguntou o negociante o preço e o velho disse-lho tão grande que seria para afugentar outro menos rico. Voltou para o Rio, muito contente por levar o que a filha desejava, arranjou os negócios ràpidamente e, no mesmo navio que o havia levado, regressou à Pátria. Mal pôs o pé em terra, correu a casa da filha para lhe entregar os ramos. Depois foi para casa e a mulher e as cunhadas, admiradas de o verem voltar tão depressa, perguntaram se lhes trazia algum presente. O pobre homem respondeu que nada lhes trouxera porque não tivera tempo. As três ''fúrias'' logo que isto ouviram iam dando cabo dele, e a mulher disse: — Aposto que se não esqueceu da sua filha! Resolveram para saber o que ele lhe tinha dado, ir a casa de Maria, fingindo que iam passear. Bateram à porta e foi a própria Maria quem veio abrir. Tratou-as muito bem e disse-lhes que entrassem. — Não, não nos demoramos — disse a madrasta. — Como passámos por aqui batemos à porta para te ver. Fingindo que não queriam entrar, foram sempre entrando e daí a pouco perguntaram: — Já viste o teu pai, que chegou hoje do Rio? Vem mais alegre e melhor de saúde. É bonita a prenda que ele te trouxe? A Maria, que era muito sincera, respondeu-lhes: — Já o vi, sim; trouxe-me três ramos de rosas, qual deles o mais lindo, brancas, azuis e encarnadas! E à mãe e às manas o que trouxe? — A nós?! A nós não trouxe nada! Nem sequer nos perguntou o que queríamos. Não admira, não somos suas filhas!... E foram-se embora, desesperadas, deixando a pobre menina muito aflita pelo mal que involuntàriamente tinha causado ao bom pai. As três chegaram a casa e disseram tais coisas ao pobre negociante que nem é bom imaginar! Combinaram então afligir a Maria destruindo-lhe as flores. No dia seguinte foi a mais velha delas visitá-la; conversaram largo tempo e no fim disse-lhe: — Deixas-me ver de perto o teu ramo de rosas brancas? Na maior boa fé o foi buscar e entregou-lho; depois de muito o gabar fingiu-se distraída e num instante o desfolhou, sem dar tempo à menina para evitar tal desastre. Ficou esta muito desgostosa, ouvindo então uma voz que dizia: — Ai, Maria, que deixaste desfolhar o ramo de rosas brancas onde estava a tua felicidade! Quando te vires aflita chama pelo ''Príncipe encantado no palácio de ferro no Reino da Escuridão!...'' Ouvia esta voz, mas, naturalmente por encanto, era como se nada ouvisse, esquecia-lhe imediatamente, e quando se via apoquentada não chamava o seu protector. No outro dia veio a segunda irmã da madrasta e pediu para ver o ramo de rosas encarnadas. A Maria, que já se tinha esquecido do que a outra lhe fizera, foi prontamente buscá-lo. Logo que a malvada o apanhou às mãos, desfolhou-o todo. A menina soltou um grito angustiado, mas já não havia remédio: as pobres florinhas estavam perdidas. E por cima de fazer uma acção tão feia ainda escarneceu, dizendo: — Ah, tu querias receber presentes e nós não termos nada?! Pois agora aí te ficam as tuas lindas rosas. Saiu a rir, enquanto a menina ficava a chorar, ouvindo a mesma voz: — Ai, Maria, que deixaste desfolhar as rosas encarnadas onde estava a tua riqueza; Quando te vires aflita chama pelo ''Príncipe encantado no palácio de ferro no Reino da Escuridão.'' Mas ouvia isto e logo se esquecia, assim como das más acções que lhe faziam. No dia seguinte veio a madrasta e ela tratou-a muito bem. Como já vinha com más tenções, pediu-lhe logo que mostrasse o ramo das rosas azuis. Desfolhou-o, deitou-o no chão e pisou as flores, dizendo ainda por cima mil impropérios à enteada. E logo a menina ouviu a mesma voz: — Ai, Maria, que deixaste desfolhar as rosas azuis onde estava o teu amor! Quando te vires aflita chama pelo ''Príncipe encantado no palácio de ferro no Reino da Escuridão.'' Entrou a ama e, vendo-a chorar, quis saber o que acontecera, consolando-a como pôde. A menina nessa noite sonhou que era transportada para um país muito distante e que estava defronte de um grande palácio e não conhecia ali ninguém! Muito sobressaltada acordou e foi grande o seu espanto e aflição vendo-se, exactamente como tinha sonhado, num país estranho! Achava-se no meio duma grande praça, defronte do palácio real, rodeada de povo e soldados, e uns se riam, outros a lamentavam, por ser tão nova, tão bonita e não ter ali quem a protegesse. Era tal o alarido que a Rainha chegou à janela do palácio e perguntou o que era. Responderam-lhe logo que aparecera ali adormecida uma estrangeira muito bonita e que se pusera a chorar sem dizer quem era nem o que desejava. A Rainha mandou ir a menina à sua presença e, tratando-a com todo o carinho, perguntou-lhe quem era e porque se encontrava na sua capital. Como fora muito bem educada e sabia umas poucas de línguas, compreendeu o que lhe diziam e respondeu à Rainha contando a sua vida e pedindo que a não abandonasse. Então a Rainha perguntou-lhe o que sabia fazer para a empregar no palácio. Ela respondeu modestamente: — Sei coser e bordar, Senhora. — Bem, ficarás encarregada do enxoval do Príncipe meu filho. Era este menino a única família da Soberana, pois o filho mais velho, o herdeiro do trono e das suas inúmeras riquezas, esse Príncipe que era a flor da Cavalaria ea esperança dos bons, desaparecera um dia misteriosamente. Só depois de o procurarem por todo o Mundo e consultarem todas as Fadas e Génios do seu conhecimento, conseguiram saber que estava encantado no ''Palácio de ferro no Reino da Escuridão.'' Imenso foi o desgosto da Rainha e de todo o povo, pois o Príncipe era muitíssimo estimado. Maria tomou conta da obrigação e tão bem se houve que a Rainha estava contentíssima. Cosia e bordava maravilhosamente e era tão modesta e calada que não havia dela a menor razão de queixa. Como tinha muito talento e desenhava esplêndidamente do natural, os seus bordados eram feitos sobre esses desenhos, com tanta perfeição que chegavam a iludir. Um dia quis fazer uma surpresa à Rainha e bordou, num lençol do berço, a figura do Principezito deitado, de perninhas para o ar, a rir. A perfeição do bordado era tal que o pequenino parecia vivo. Foi a roupa a lavar e ela, sem dizer nada a ninguém, meteu o lençol entre o enxoval do Príncipe. Quando as lavadeiras espalharam a roupa na praia para começar o trabalho, deram com os olhos no bordado e ficaram aflitíssimas, pois julgaram ser o Príncipe que por engano tivesse vindo no saco. Conhecido o engano riram a valer e foram ao palácio levando o lençol nos braços como se realmente fosse uma criança. A Rainha correu, alarmada, mas, vendo que era um retrato, ficou admirada e contente por ter uma obra daquelas. Começou a perguntar quem seria e quem não seria a autora do trabalho e como a Maria era a encarregada da roupa do Principezito foi chamada para dizer o que sabia. Sorriu-se e disse que tinha feito aquele bordado para oferecer à sua Rainha. Esta ficou reconhecida a tanta delicadeza e logo ali a nomeou sua primeira dama. Apesar de ser bondosa e meiga, a menina levantou contra si os ódios e más vontades das outras damas da corte, que não tendo os seus méritos invejavam furiosamente a maneira como a Rainha a tratava. Principalmente três, das mais velhas, tinham-lhe um ódio de morte e reuniram-se um dia para discutirem o mal que lhe haviam de fazer. Pensaram em mandá-la matar, mas isso levantaria suspeitas. Uma delas, mais prudente, disse: — O melhor é intrigá-la com a Soberana e obrigar esta a expulsá-la. Combinado isto, foi logo dali dizer à Rainha, com grandes admirações e comentários, que a Maria se gabara de lavar e engomar toda a roupa do palácio em três dias. A Rainha, que sabia o desembaraço da sua primeira dama, acreditou tudo que lhe contaram e chamando-a perguntou-lhe se era capaz de cumprir o que dissera. Ela afirmou que tal não tinha dito. Mas a Rainha, querendo ver até onde chegava a sua habilidade, respondeu-lhe: — Pois minha amiga, hás-de fazê-lo, sob pena de morte, se não cumprires o que disseste. Acto contínuo, mandou encaixotar toda a roupa que havia no palácio, que em carroças foi para o rio, para Maria começar o seu trabalho. Esta, mal se viu só desatou a chorar amargamente a sua desgraça e, descorçoada de todo, ia deitar-se à água quando ouviu a mesma voz que já lhe tinha falado: — Maria, Maria, que vais tu fazer, infeliz?! Não te tenho já dito que chames pelo ''Príncipe encantado no palácio de ferro no Reino da Escuridão'', todas as vezes que te vires em perigo?! Olhou para todos os lados a procurar quem lhe falava e ficou admiradíssima de ver a roupa já lavada, dobrada e engomada dentro das caixas e tudo pronto a partir. Voltou ao palácio e foi recebida pela Rainha com grandes festas, redobrando assim oódio que as três damas lhe tinham. Já é coisa sabida: quanto melhor é uma pessoa, mais inimigos tem; e quanto maior é o seu merecimento, maior o ódio dos ignorantes e dos maus. Passado pouco tempo voltaram as damas a dizer à Rainha que a menina jurara, sob pena de morte, ser capaz de limpar num dia toda a prata e ouro da casa real. A Rainha, convencida de que ela fazia tudo quanto queria, mandou-a chamar e perguntou-lhe se era verdade ter dito aquilo. Ela respondeu que não, que tal não tinha dito, porque era uma coisa impossível de fazer. — Embora — disse a Rainha — eu creio que tu o podes fazer e então, sob pena de morte, hás-de cumprir. E mandou levar a menina ao tesouro real onde estavam arrecadados tantos objectos de prata e ouro que não era possível uma só pessoa limpá-los, nem que estivesse muitos anos a trabalhar. Desanimada, desatou a chorar, e então, como das outras vezes, ouviu a voz: — Maria, Maria, porque não chamas o ''Príncipe encantado no palácio de ferro no Reino da Escuridão?!'' Olha e não te aflijas. A menina olhou e viu tudo tão limpo, tão brilhante, como se naquele momento tivesse saído das mãos dos ourives. Doida de contente, voltou aonde a Rainha estava e disse-lhe que as suas ordens estavam cumpridas. Esta ficou satisfeitíssima e, para pagar tanto trabalho e boa vontade, nomeou-a sua dama camareira, que é o mesmo que dizer: a primeira abaixo dela. Se odiada era pelas três damas, pior foi então! Andavam desesperadas por não saber que nova intriga inventariam. Tanto pensaram, que resolveram ir dizer à Rainha que a menina tinha dito ser capaz de ir desencantar o ''Príncipe ao palácio de ferro no Reino da Escuridão.'' A Rainha ficou louca de alegria e mandou logo chamar a Maria, dizendo-lhe: — Sob pena de morte, hás-de ir desencantar o meu filho. Se o fizeres, tudo quanto desejares tudo te darei! O meu Reino, todas as minhas riquezas, são nada para pagar esse serviço. — Senhora, eu não disse tal coisa, mas irei de boa vontade procurar o vosso filho. A minha vida darei para vos causar tamanha felicidade. — Vai, vai, minha filha — volveu a Rainha, lavada em lágrimas e enchendo a menina de carícias — leva um exército, leva dois, leva toda a minha gente, mas traz-me o meu filho amado! — Não levarei ninguém, prefiro ir só. Vendo o desespero da Rainha e achando-se incapaz de lhe valer, a menina perdeu toda a coragem. Saiu do palácio a correr e ia deitar-se da ponte abaixo, quando ouviu a mesma voz. — Maria, Maria, o que fazes?! Quantas vezes te hei-de dizer que chames o ''Príncipe encantado no palácio de ferro no Reino da Escuridão?!'' Olha que sou eu mesmo o filho da tua Rainha. Volta para trás e, sem que ninguém te veja, vai ao meu quarto e tira da gaveta do meio do contador um punhal e uma vassoura que lá hás-de encontrar. Pega neles, tendo todo o cuidado em não seres vista por ninguém, e segue o caminho que tiveres em frente até encontrares um palácio de ferro muito grande e muito escuro, com as portas sempre a bater umas contra as outras. Não tenhas medo! Chega lá e crava o punhal na porta principal. Entra sem receio e hás-de ver uma Moura encantada a varrer a casa com uma giesta; atira-lhe com a vassoura e segue para a frente. Hás-de encontrar depois dois leões com palha defronte e mais adiante dois cavalos com ossos na mangedoura. Tu pegarás na palha e hás-de dá-la aos cavalos e aos leões darás os ossos. Depois continua sempre a percorrer o palácio até encontrares um leitãozinho. Pega nele ao colo e foge. Sintas o que sentires, não te voltes para trás. Ainda que te chamem, não olhes! Vê o que fazes! Se olhares ficaremos separados e sabe Deus o que nos acontecerá! A menina ouviu e tomou muito sentido em tudo. Voltou ao palácio e, sem ser pressentida por ninguém, foi ao quarto do Príncipe, que estava fechado desde que ele desaparecera, e abrindo a gaveta do contador logo encontrou o que desejava. Pegou no punhal e na vassoura e partiu. Andou, fartou-se de andar por um caminho deserto, até que, no fim de muitos dias de marcha, se viu diante dum grande palácio de ferro com as portas a abrir e a fechar. Sem medo nenhum foi cravar o punhal na porta principal e logo todas ficaram quietas, abertas de par em par. Entrou e viu uma pobre Moura encantada a varrer a casa com uma giesta. Atirou-lhe com a vassoura e caminhou para a frente. No meio dum pátio, todo revestido de mármore preto, viu dois leões presos por cadeias de ferro a uma coluna. Tinham um molho de palha na frente e rugiam com fome. Adiante, deparou com dois lindos cavalos quase mortos porque estavam presos a uma mangedoura onde só tinham ossos. Foi buscar a palha e deu-a aos cavalos e pegou nos ossos e deitou-os aos leões. Feito isto, caminhou para a frente e percorreu todo o palácio de ferro até chegar a uma sala muito escura onde deparou com o leitãozinho. Pegou-lhe ao colo e voltou a correr por onde tinha ido. Ouviu uma gritaria horrível atrás de si e quando passou junto dos cavalos ouviu uma voz tremenda que dizia: — Cavalos, correi atrás dela que nos quer roubar o nosso tesouro! — Não! Porque estávamos a morrer de fome e ela deu-nos sustento. Passou junto dos leões e a voz gritou ainda mais terrível: — Leões, devorai-a, que nos rouba a felicidade! — Não! Porque tínhamos fome e deu-nos de comer. Passou pela Moura e ouviu: — Moura, não a deixes fugir que leva o nosso bem-estar! — Não lhe farei mal porque me veio dar alívio na minha tarefa. E à saída ouviu, mais tremenda que nunca, a medonha voz: — Portas, fechai-vos e esmagai-a, que nos leva o nosso futuro. — Não! Porque estávamos num eterno tormento e ela deu-nos descanso. Continuou a correr, mas, quando tinha dado alguns passos, ouviu atrás de si tamanho estrondo que não se conteve e voltou a cabeça. Não viu já o palácio de ferro nem coisa nenhuma no campo deserto, mas ao mesmo tempo desaparecia-lhe dos braços o leitão zinho. Vendo-se abandonada começou a andar, a andar, mais triste do que a morte! O caminho não tinha fim e, passados muitos dias, faminta e morta de sede, com os pés em chaga, os vestidos em farrapos, encontrou uma pequena gruta onde se refugiou para morrer. O Príncipe, desencantado, tinha aparecido logo no palácio, pois o leitão não era senão a forma do seu encanto. A Rainha, quando viu o filho, ia morrendo de alegria, e o regozijo foi imenso tanto na corte como no povo, pois era muito querido de todos. Mandou a Soberana fazer grandes festas, decretou regozijos e esplendores sem par, mas o Príncipe disse que não consentia que se fizessem as festas sem aparecer quem o salvara. Montou logo a cavalo acompanhado por todos os fidalgos do Reino e grande multidão de povo. A própria Rainha e muitas damas o seguiram nas suas carruagens de gala. Assim foram, campo fora, em procura da menina. Tanto andaram que chegaram à grutazinha onde ela estava quase a morrer. Um cão que, ao ser desencantado, o Príncipe viera encontrar tão bom e fiel como antes, entrou por ali dentro e com os seus latidos chamou o dono. Logo que ele entrou e a viu quase morta, teve um grande susto e pegando-lhe ao colo a trouxe para fora mandando chamar médicos que a tratassem e aias que a vestissem. Doente apenas de fome e cansaço depressa melhorou, ficando envergonhada e ao mesmo tempo satisfeitíssima de se ver junto de um tão lindo moço. Disse-lhe ele quem era e quanto a estimava, desde o dia em que a fora visitar disfarçado num pobre velho que tão generosamente socorrera. Que desde esse dia a seguira por toda aparte. A menina agradeceu tanta bondade e delicadeza, confessando também que já o estimava muito antes de o conhecer pelo bem que a todos ouvia dizer dele. E, mais do que tudo isso, pelas consolações que lhe dera nas suas horas de tormento. Estavam nesta conversa e tão enlevados que mais nada viam e decerto nem se lembrariam de partir, se não chegasse a carruagem dourada, onde vinha a Rainha e toda a régia comitiva. Quando viu a Maria junto do Príncipe, apeou-se logo e, abraçando-os a ambos, chamou à menina sua filha querida. Depois obrigou-a a subir para a sua própria carruagem e partiram. Ao lado ia o Príncipe no seu belo cavalo de batalha e, escusado será dizer, que não tinha olhos senão para a noiva. Atrás seguiam os cavaleiros, pagens, escudeiros, nobres damas, em suas equipagens, e grande quantidade de povo que os tinha seguido. Quando nesta ordem entraram na cidade a alegria e o entusiasmo foram enormes. Marcado o dia para o casamento, mandaram vir o negociante, pai da menina, a mulher dele, as cunhadas e a ama. O pobre pai, quando viu a filha, nem sabia se havia de rir se chorar, pois a alegria foi imensa. A ama abraçou a sua querida menina e pegou nela ao colo como se fosse uma criancinha, com tal contentamento que a todos alegrava. A madrasta e as irmãs, arrependidas, pediram mil perdões que de boa vontade lhes concedeu. Mas, envergonhadas da sua maldade, recolheram-se todas a um convento. As damas que tanta inveja tinham tido e tão mal lhe tinham querido fazer, arrependidas também, fugiram da corte apesar da Maria lhes ter dito que podiam ficar, que nenhum ódio lhes tinha, pois até lhes devia a sua felicidade e a do Príncipe, visto que das suas maldades só isso resultara. Fez-se o casamento com grande pompa, sendo padrinho da menina o Rei do seu país, que para esse fim empreendeu uma longa viagem. O Infante cresceu e foi, como o irmão, um primor de cortesia, bondade e valor. É escusado dizer que o ''Príncipe encantado no palácio de ferro no Reino da Escuridão'' e Maria foram os melhores dos Reis e também os mais felizes, como pela sua bondade mereciam. 28ngesump4wbr6ek0jrm4w25q8web2e 559426 559424 2026-08-19T20:05:47Z Mt516 43586 559426 wikitext text/x-wiki {{navegar | título = [[../]] | autor = Ana de Castro Osório | tradutor = | seção = História do Príncipe encantado no palácio de ferro no Reino da Escuridão | anterior = [[../Branca-Flor/]] | posterior = [[../O corvo/]] | notas = }} '''<big>HISTÓRIA DO PRÍNCIPE ENCANTADO NO PALÁCIO DE FERRO NO REINO DA ESCURIDÃO</big>''' HAVIA um velho negociante muito rico, que tinha uma filha, uma criança linda, boa e inteligente como dificilmente se encontraria outra. A mulher do opulento negociante morrera quando a menina veio ao mundo, sendo então entregue a uma bondosa mulherzinha, que lhe serviu de ama e de mãe. Não havia, decerto, mãe que mais gostasse de sua filha do que ela gostava da pequenina Maria — assim se chamava a menina. O Rei era muito amigo do negociante, que já por vezes tinha emprestado grandes quantias ao Governo, por isso o tratava como amigo e até fora o padrinho de Maria. Quando esta chegou à idade de começar a estudar, o pai, que se não queria separar dela, arranjou uma mestra para casa. A menina afeiçoou-se de tal maneira à professora que a tratava por mãe, e por irmãs a duas irmãs que ela tinha. Viveram muito bem, muito felizes e alegres, até que à mestra se lhe meteu em cabeça casar com o negociante. Não era por gostar dele, mas sòmente por ser muito rico e ela ambiciosa e má. Combinou então com as irmãs iludir a pequena Maria, que as tinha na conta de suas verdadeiras amigas. Começou a mestra a fingir que andava muito triste. Quando via a pequena punha-se a chorar, e, por mais que ela lhe suplicasse que dissesse o que tinha, nada conseguia. Foi perguntar às irmãs se sabiam o motivo que a fazia andar tão desconsolada, e elas, fingindo-se muito penalizadas, disseram: — A nossa irmã anda assim triste porque gosta muito de teu pai e ele não gosta dela. Se tu quisesses, como seríamos todos felizes! Tu já nos chamas irmãs e a ela mãe, mas se arranjasses o casamento é que verdadeiramente ficávamos uma só família. Estavam nesta conversa quando entrou a mestra. Maria correu para ela de braços abertos, dizendo que sabia a causa das suas mágoas. — Então se já sabes o que eu não queria de modo nenhum confessar-te — disse a ''finória'' — podes avaliar se tenho ou não razão para andar triste! A pequena, que era muito boazinha e muito sincera, acreditou em tudo aquilo e pôs-se a chorar porque não sabia o que havia de fazer. Tantas coisas lhe disseram, tanto a atormentaram, que foi pedir ao pai que casasse com a mestra. O velho negociante percebeu que andava ali intriga e não queria aceder, mas a pobre criança afligiu-se tanto com as lamentações das três que adoeceu. O pai, muito aflito, disse então que sim, que casaria com a professora, mas que havia de comprar primeiro umas botas de montar e quando se rompessem é que se realizaria a festa. Ficou tudo muito contente; o homem comprou as botas julgando-se livre do compromisso — pois quanto tempo não é preciso para romper umas botas de montar! A mestra, que era muito esperta, logo que as botas vieram para casa e foram postas no quarto do negociante, foi com uma pá de cinza ainda quente e deitou-lha dentro. Quando o velho estava para voltar, limpou-as muito bem e pô-las no seu lugar como se nada houvesse. Mas, já se vê, estavam queimadas e, quando o negociante precisou de as calçar, logo as encontrou rotas. Percebeu que tinha sido enganado, mas não teve remédio senão cumprir o que prometera. A filha ficou contentíssima, mas ele sempre lhe disse: — Deixa estar que te hás-de arrepender, mas quando já não houver remédio! Houve grandes festas, tendo o Rei assistido ao baile, e todos andavam muito alegres menos o negociante. Ao princípio tudo ia bem e viviam na mais santa paz, mas a ''espertalhona'', logo que se viu senhora da casa, juntou-se com as irmãs para apoquentarem a Maria, não havendo desgosto que lhe não causassem. Começou ela a ver que seu pai tinha razão, mas já era tarde! Não querendo afligi-lo com a narração das suas mágoas, só lhe pediu que a deixasse ir viver com a ama. O pai deu-lhe muito dinheiro e ela arranjou uma casita de campo e para lá foram as duas. Comprou só o indispensável para viverem como pobres e o resto do dinheiro repartiu com os infelizes. O negociante, desconsolado com a sua vida, só tinha alegria quando ia visitar a filha, mas essa mesma alegria era paga por mil desgostos e sensaborias, porque a mulher logo o sabia e o atormentava por isso. Era uma vida tão horrível que ele nem já tinha coragem para trabalhar e resolveu retirar-se de todo dos negócios. Começou a tratar da liquidação da sua grande fortuna e o que podia mandava para a filha, mas a menina era tão caridosa que chegava a passar privações para dar aos pobres. Um dia, em que ela e a ama estavam completamente sem recursos, bateu um mendigo à porta pedindo agasalho e esmola. Em casa não havia nada e a ama ia despedir o pobrezinho quando a Maria a chamou de parte e lhe disse: — Não podemos fazer tal! Pois onde queres tu que o velhinho vá a estas horas? Nem força terá para andar pelos caminhos! — Ó minha rica menina — respondeu a ama, aflita — pois se não temos para nós cearmos o que havemos de dar ao pobre?! — Olha, toma lá este lenço de seda e vai vendê-lo; sempre há-de render para se comprar carvão e alguma coisa para a ceia. Tirou do pescoço um riquíssimo lenço, que lhe dera o pai, e entregou-o à ama para que o fosse vender e com o dinheiro trouxesse de comer para o pobre. Daí a pouco voltou a ama com tudo que precisavam, e principiou a fazer a ceia. O mendigo, sentado à lareira, conversava com a criada, enquanto a menina trabalhava para os pobres. Além das esmolas dava o seu trabalho, que às vezes é ainda esmola maior. No meio da conversa disse o velho: — Ora eu imaginava que a menina era muito rica!... Tinham-me dito que era a única filha do grande negociante, compadre do Rei, mas vejo que me enganaram. — Não o enganaram, não —respondeu a ama — a minha menina é muito rica e se está nesta miséria é porque dá tudo aos pobres. — Não digas tal, ama, eu dou aos pobrezinhos o que não me faz falta. — E o pai da menina vem aqui? — perguntou ainda o velho. — Vem pouco — respondeu logo a ama que era boa mulher mas faladora — porque é casado com uma mulher muito má. — Ó ama, não digas mal da minha madrasta, deixa-a lá! Meu pai não vem porque não pode. — Ouvi dizer na cidade que o pai da menina ia ao Rio de Janeiro liquidar a sua fortuna — continuou o mendigo — Eu sei muito bem onde é o Rio de Janeiro, porque já lá estive. Há lá um jardim maravilhoso na Quinta chamada da Permissão, que tem as mais lindas rosas do mundo, brancas, encarnadas e azuis. Maria ouviu isto e ficou pensativa. Depois da ceia pronta foram para a mesa e a menina disse ao ouvido da ama que comesse pouco para que o pobre não tivesse falta. Mandaram-no deitar no próprio quarto delas e ficaram ao lume. A ama depressa adormeceu, mas quando a menina ia também a pegar no sono ouviu uma voz dizer: — Maria, se te vires aflita, chama pelo ''Príncipe encantado no palácio de ferro no Reino da Escuridão!'' Ficou surpreendida de se ouvir assim chamar pelo seu nome, mas, como não visse nem ouvisse mais nada, adormeceu. De manhã, ficaram admiradas não vendo o pobre e encontrando as portas fechadas por dentro como na véspera as tinham deixado. Procuraram todos os cantos da casa, mas de tal pobre nem sinal! Andavam nestas pesquisas quando ouviram bater à porta. A menina foi abrir e ficou contentíssima quando viu o pai. Abraçaram-se e ele preveniu a filha de que vinha despedir-se porque ia ao Rio de Janeiro liquidar parte da sua fortuna. Reparando na pobreza da casa e dos fatos com que as duas estavam vestidas, ralhou com a menina e deu-lhe mais dinheiro. Depois perguntou o que desejava lhe trouxesse de presente. Maria lembrou-se do que lhe dissera o velhinho e pediu: — Eu, meu pai, só desejava três ramos de rosas: um branco, outro encarnado e outro azul, da Quinta da Permissão. O negociante tomou nota da encomenda da filha, abraçou-a, beijou-a muito e partiu. Chegou ao Rio de Janeiro onde era esperado pelos negociantes que tinham relações com a sua casa, sendo por todos muito bem tratado. Mas o que desejava era liquidar tudo ràpidamente e voltar para junto da filha; por isso, logo que chegou, pediu o levassem à Quinta da Permissão para comprar os ramos maravilhosos que Maria lhe tinha pedido. Foi preciso montar a cavalo e andar quinze dias pelo interior para chegar à magnífica Quinta. Lá encontrou um velho, que lhe perguntou o que desejava: — Três ramos de rosas para a minha filha; um branco, um encarnado e outro azul. O homem foi com ele ao jardim cortar as flores e fez-lhe três ramos que eram um encanto. Perguntou o negociante o preço e o velho disse-lho tão grande que seria para afugentar outro menos rico. Voltou para o Rio, muito contente por levar o que a filha desejava, arranjou os negócios ràpidamente e, no mesmo navio que o havia levado, regressou à Pátria. Mal pôs o pé em terra, correu a casa da filha para lhe entregar os ramos. Depois foi para casa e a mulher e as cunhadas, admiradas de o verem voltar tão depressa, perguntaram se lhes trazia algum presente. O pobre homem respondeu que nada lhes trouxera porque não tivera tempo. As três ''fúrias'' logo que isto ouviram iam dando cabo dele, e a mulher disse: — Aposto que se não esqueceu da sua filha! Resolveram para saber o que ele lhe tinha dado, ir a casa de Maria, fingindo que iam passear. Bateram à porta e foi a própria Maria quem veio abrir. Tratou-as muito bem e disse-lhes que entrassem. — Não, não nos demoramos — disse a madrasta. — Como passámos por aqui batemos à porta para te ver. Fingindo que não queriam entrar, foram sempre entrando e daí a pouco perguntaram: — Já viste o teu pai, que chegou hoje do Rio? Vem mais alegre e melhor de saúde. É bonita a prenda que ele te trouxe? A Maria, que era muito sincera, respondeu-lhes: — Já o vi, sim; trouxe-me três ramos de rosas, qual deles o mais lindo, brancas, azuis e encarnadas! E à mãe e às manas o que trouxe? — A nós?! A nós não trouxe nada! Nem sequer nos perguntou o que queríamos. Não admira, não somos suas filhas!... E foram-se embora, desesperadas, deixando a pobre menina muito aflita pelo mal que involuntàriamente tinha causado ao bom pai. As três chegaram a casa e disseram tais coisas ao pobre negociante que nem é bom imaginar! Combinaram então afligir a Maria destruindo-lhe as flores. No dia seguinte foi a mais velha delas visitá-la; conversaram largo tempo e no fim disse-lhe: — Deixas-me ver de perto o teu ramo de rosas brancas? Na maior boa fé o foi buscar e entregou-lho; depois de muito o gabar fingiu-se distraída e num instante o desfolhou, sem dar tempo à menina para evitar tal desastre. Ficou esta muito desgostosa, ouvindo então uma voz que dizia: — Ai, Maria, que deixaste desfolhar o ramo de rosas brancas onde estava a tua felicidade! Quando te vires aflita chama pelo ''Príncipe encantado no palácio de ferro no Reino da Escuridão!...'' Ouvia esta voz, mas, naturalmente por encanto, era como se nada ouvisse, esquecia-lhe imediatamente, e quando se via apoquentada não chamava o seu protector. No outro dia veio a segunda irmã da madrasta e pediu para ver o ramo de rosas encarnadas. A Maria, que já se tinha esquecido do que a outra lhe fizera, foi prontamente buscá-lo. Logo que a malvada o apanhou às mãos, desfolhou-o todo. A menina soltou um grito angustiado, mas já não havia remédio: as pobres florinhas estavam perdidas. E por cima de fazer uma acção tão feia ainda escarneceu, dizendo: — Ah, tu querias receber presentes e nós não termos nada?! Pois agora aí te ficam as tuas lindas rosas. Saiu a rir, enquanto a menina ficava a chorar, ouvindo a mesma voz: — Ai, Maria, que deixaste desfolhar as rosas encarnadas onde estava a tua riqueza; Quando te vires aflita chama pelo ''Príncipe encantado no palácio de ferro no Reino da Escuridão.'' Mas ouvia isto e logo se esquecia, assim como das más acções que lhe faziam. No dia seguinte veio a madrasta e ela tratou-a muito bem. Como já vinha com más tenções, pediu-lhe logo que mostrasse o ramo das rosas azuis. Desfolhou-o, deitou-o no chão e pisou as flores, dizendo ainda por cima mil impropérios à enteada. E logo a menina ouviu a mesma voz: — Ai, Maria, que deixaste desfolhar as rosas azuis onde estava o teu amor! Quando te vires aflita chama pelo ''Príncipe encantado no palácio de ferro no Reino da Escuridão.'' Entrou a ama e, vendo-a chorar, quis saber o que acontecera, consolando-a como pôde. A menina nessa noite sonhou que era transportada para um país muito distante e que estava defronte de um grande palácio e não conhecia ali ninguém! Muito sobressaltada acordou e foi grande o seu espanto e aflição vendo-se, exactamente como tinha sonhado, num país estranho! Achava-se no meio duma grande praça, defronte do palácio real, rodeada de povo e soldados, e uns se riam, outros a lamentavam, por ser tão nova, tão bonita e não ter ali quem a protegesse. Era tal o alarido que a Rainha chegou à janela do palácio e perguntou o que era. Responderam-lhe logo que aparecera ali adormecida uma estrangeira muito bonita e que se pusera a chorar sem dizer quem era nem o que desejava. A Rainha mandou ir a menina à sua presença e, tratando-a com todo o carinho, perguntou-lhe quem era e porque se encontrava na sua capital. Como fora muito bem educada e sabia umas poucas de línguas, compreendeu o que lhe diziam e respondeu à Rainha contando a sua vida e pedindo que a não abandonasse. Então a Rainha perguntou-lhe o que sabia fazer para a empregar no palácio. Ela respondeu modestamente: — Sei coser e bordar, Senhora. — Bem, ficarás encarregada do enxoval do Príncipe meu filho. Era este menino a única família da Soberana, pois o filho mais velho, o herdeiro do trono e das suas inúmeras riquezas, esse Príncipe que era a flor da Cavalaria ea esperança dos bons, desaparecera um dia misteriosamente. Só depois de o procurarem por todo o Mundo e consultarem todas as Fadas e Génios do seu conhecimento, conseguiram saber que estava encantado no ''Palácio de ferro no Reino da Escuridão.'' Imenso foi o desgosto da Rainha e de todo o povo, pois o Príncipe era muitíssimo estimado. Maria tomou conta da obrigação e tão bem se houve que a Rainha estava contentíssima. Cosia e bordava maravilhosamente e era tão modesta e calada que não havia dela a menor razão de queixa. Como tinha muito talento e desenhava esplêndidamente do natural, os seus bordados eram feitos sobre esses desenhos, com tanta perfeição que chegavam a iludir. Um dia quis fazer uma surpresa à Rainha e bordou, num lençol do berço, a figura do Principezito deitado, de perninhas para o ar, a rir. A perfeição do bordado era tal que o pequenino parecia vivo. Foi a roupa a lavar e ela, sem dizer nada a ninguém, meteu o lençol entre o enxoval do Príncipe. Quando as lavadeiras espalharam a roupa na praia para começar o trabalho, deram com os olhos no bordado e ficaram aflitíssimas, pois julgaram ser o Príncipe que por engano tivesse vindo no saco. Conhecido o engano riram a valer e foram ao palácio levando o lençol nos braços como se realmente fosse uma criança. A Rainha correu, alarmada, mas, vendo que era um retrato, ficou admirada e contente por ter uma obra daquelas. Começou a perguntar quem seria e quem não seria a autora do trabalho e como a Maria era a encarregada da roupa do Principezito foi chamada para dizer o que sabia. Sorriu-se e disse que tinha feito aquele bordado para oferecer à sua Rainha. Esta ficou reconhecida a tanta delicadeza e logo ali a nomeou sua primeira dama. Apesar de ser bondosa e meiga, a menina levantou contra si os ódios e más vontades das outras damas da corte, que não tendo os seus méritos invejavam furiosamente a maneira como a Rainha a tratava. Principalmente três, das mais velhas, tinham-lhe um ódio de morte e reuniram-se um dia para discutirem o mal que lhe haviam de fazer. Pensaram em mandá-la matar, mas isso levantaria suspeitas. Uma delas, mais prudente, disse: — O melhor é intrigá-la com a Soberana e obrigar esta a expulsá-la. Combinado isto, foi logo dali dizer à Rainha, com grandes admirações e comentários, que a Maria se gabara de lavar e engomar toda a roupa do palácio em três dias. A Rainha, que sabia o desembaraço da sua primeira dama, acreditou tudo que lhe contaram e chamando-a perguntou-lhe se era capaz de cumprir o que dissera. Ela afirmou que tal não tinha dito. Mas a Rainha, querendo ver até onde chegava a sua habilidade, respondeu-lhe: — Pois minha amiga, hás-de fazê-lo, sob pena de morte, se não cumprires o que disseste. Acto contínuo, mandou encaixotar toda a roupa que havia no palácio, que em carroças foi para o rio, para Maria começar o seu trabalho. Esta, mal se viu só desatou a chorar amargamente a sua desgraça e, descorçoada de todo, ia deitar-se à água quando ouviu a mesma voz que já lhe tinha falado: — Maria, Maria, que vais tu fazer, infeliz?! Não te tenho já dito que chames pelo ''Príncipe encantado no palácio de ferro no Reino da Escuridão'', todas as vezes que te vires em perigo?! Olhou para todos os lados a procurar quem lhe falava e ficou admiradíssima de ver a roupa já lavada, dobrada e engomada dentro das caixas e tudo pronto a partir. Voltou ao palácio e foi recebida pela Rainha com grandes festas, redobrando assim oódio que as três damas lhe tinham. Já é coisa sabida: quanto melhor é uma pessoa, mais inimigos tem; e quanto maior é o seu merecimento, maior o ódio dos ignorantes e dos maus. Passado pouco tempo voltaram as damas a dizer à Rainha que a menina jurara, sob pena de morte, ser capaz de limpar num dia toda a prata e ouro da casa real. A Rainha, convencida de que ela fazia tudo quanto queria, mandou-a chamar e perguntou-lhe se era verdade ter dito aquilo. Ela respondeu que não, que tal não tinha dito, porque era uma coisa impossível de fazer. — Embora — disse a Rainha — eu creio que tu o podes fazer e então, sob pena de morte, hás-de cumprir. E mandou levar a menina ao tesouro real onde estavam arrecadados tantos objectos de prata e ouro que não era possível uma só pessoa limpá-los, nem que estivesse muitos anos a trabalhar. Desanimada, desatou a chorar, e então, como das outras vezes, ouviu a voz: — Maria, Maria, porque não chamas o ''Príncipe encantado no palácio de ferro no Reino da Escuridão?!'' Olha e não te aflijas. A menina olhou e viu tudo tão limpo, tão brilhante, como se naquele momento tivesse saído das mãos dos ourives. Doida de contente, voltou aonde a Rainha estava e disse-lhe que as suas ordens estavam cumpridas. Esta ficou satisfeitíssima e, para pagar tanto trabalho e boa vontade, nomeou-a sua dama camareira, que é o mesmo que dizer: a primeira abaixo dela. Se odiada era pelas três damas, pior foi então! Andavam desesperadas por não saber que nova intriga inventariam. Tanto pensaram, que resolveram ir dizer à Rainha que a menina tinha dito ser capaz de ir desencantar o ''Príncipe ao palácio de ferro no Reino da Escuridão.'' A Rainha ficou louca de alegria e mandou logo chamar a Maria, dizendo-lhe: — Sob pena de morte, hás-de ir desencantar o meu filho. Se o fizeres, tudo quanto desejares tudo te darei! O meu Reino, todas as minhas riquezas, são nada para pagar esse serviço. — Senhora, eu não disse tal coisa, mas irei de boa vontade procurar o vosso filho. A minha vida darei para vos causar tamanha felicidade. — Vai, vai, minha filha — volveu a Rainha, lavada em lágrimas e enchendo a menina de carícias — leva um exército, leva dois, leva toda a minha gente, mas traz-me o meu filho amado! — Não levarei ninguém, prefiro ir só. Vendo o desespero da Rainha e achando-se incapaz de lhe valer, a menina perdeu toda a coragem. Saiu do palácio a correr e ia deitar-se da ponte abaixo, quando ouviu a mesma voz. — Maria, Maria, o que fazes?! Quantas vezes te hei-de dizer que chames o ''Príncipe encantado no palácio de ferro no Reino da Escuridão?!'' Olha que sou eu mesmo o filho da tua Rainha. Volta para trás e, sem que ninguém te veja, vai ao meu quarto e tira da gaveta do meio do contador um punhal e uma vassoura que lá hás-de encontrar. Pega neles, tendo todo o cuidado em não seres vista por ninguém, e segue o caminho que tiveres em frente até encontrares um palácio de ferro muito grande e muito escuro, com as portas sempre a bater umas contra as outras. Não tenhas medo! Chega lá e crava o punhal na porta principal. Entra sem receio e hás-de ver uma Moura encantada a varrer a casa com uma giesta; atira-lhe com a vassoura e segue para a frente. Hás-de encontrar depois dois leões com palha defronte e mais adiante dois cavalos com ossos na mangedoura. Tu pegarás na palha e hás-de dá-la aos cavalos e aos leões darás os ossos. Depois continua sempre a percorrer o palácio até encontrares um leitãozinho. Pega nele ao colo e foge. Sintas o que sentires, não te voltes para trás. Ainda que te chamem, não olhes! Vê o que fazes! Se olhares ficaremos separados e sabe Deus o que nos acontecerá! A menina ouviu e tomou muito sentido em tudo. Voltou ao palácio e, sem ser pressentida por ninguém, foi ao quarto do Príncipe, que estava fechado desde que ele desaparecera, e abrindo a gaveta do contador logo encontrou o que desejava. Pegou no punhal e na vassoura e partiu. Andou, fartou-se de andar por um caminho deserto, até que, no fim de muitos dias de marcha, se viu diante dum grande palácio de ferro com as portas a abrir e a fechar. Sem medo nenhum foi cravar o punhal na porta principal e logo todas ficaram quietas, abertas de par em par. Entrou e viu uma pobre Moura encantada a varrer a casa com uma giesta. Atirou-lhe com a vassoura e caminhou para a frente. No meio dum pátio, todo revestido de mármore preto, viu dois leões presos por cadeias de ferro a uma coluna. Tinham um molho de palha na frente e rugiam com fome. Adiante, deparou com dois lindos cavalos quase mortos porque estavam presos a uma mangedoura onde só tinham ossos. Foi buscar a palha e deu-a aos cavalos e pegou nos ossos e deitou-os aos leões. Feito isto, caminhou para a frente e percorreu todo o palácio de ferro até chegar a uma sala muito escura onde deparou com o leitãozinho. Pegou-lhe ao colo e voltou a correr por onde tinha ido. Ouviu uma gritaria horrível atrás de si e quando passou junto dos cavalos ouviu uma voz tremenda que dizia: — Cavalos, correi atrás dela que nos quer roubar o nosso tesouro! — Não! Porque estávamos a morrer de fome e ela deu-nos sustento. Passou junto dos leões e a voz gritou ainda mais terrível: — Leões, devorai-a, que nos rouba a felicidade! — Não! Porque tínhamos fome e deu-nos de comer. Passou pela Moura e ouviu: — Moura, não a deixes fugir que leva o nosso bem-estar! — Não lhe farei mal porque me veio dar alívio na minha tarefa. E à saída ouviu, mais tremenda que nunca, a medonha voz: — Portas, fechai-vos e esmagai-a, que nos leva o nosso futuro. — Não! Porque estávamos num eterno tormento e ela deu-nos descanso. Continuou a correr, mas, quando tinha dado alguns passos, ouviu atrás de si tamanho estrondo que não se conteve e voltou a cabeça. Não viu já o palácio de ferro nem coisa nenhuma no campo deserto, mas ao mesmo tempo desaparecia-lhe dos braços o leitão zinho. Vendo-se abandonada começou a andar, a andar, mais triste do que a morte! O caminho não tinha fim e, passados muitos dias, faminta e morta de sede, com os pés em chaga, os vestidos em farrapos, encontrou uma pequena gruta onde se refugiou para morrer. O Príncipe, desencantado, tinha aparecido logo no palácio, pois o leitão não era senão a forma do seu encanto. A Rainha, quando viu o filho, ia morrendo de alegria, e o regozijo foi imenso tanto na corte como no povo, pois era muito querido de todos. Mandou a Soberana fazer grandes festas, decretou regozijos e esplendores sem par, mas o Príncipe disse que não consentia que se fizessem as festas sem aparecer quem o salvara. Montou logo a cavalo acompanhado por todos os fidalgos do Reino e grande multidão de povo. A própria Rainha e muitas damas o seguiram nas suas carruagens de gala. Assim foram, campo fora, em procura da menina. Tanto andaram que chegaram à grutazinha onde ela estava quase a morrer. Um cão que, ao ser desencantado, o Príncipe viera encontrar tão bom e fiel como antes, entrou por ali dentro e com os seus latidos chamou o dono. Logo que ele entrou e a viu quase morta, teve um grande susto e pegando-lhe ao colo a trouxe para fora mandando chamar médicos que a tratassem e aias que a vestissem. Doente apenas de fome e cansaço depressa melhorou, ficando envergonhada e ao mesmo tempo satisfeitíssima de se ver junto de um tão lindo moço. Disse-lhe ele quem era e quanto a estimava, desde o dia em que a fora visitar disfarçado num pobre velho que tão generosamente socorrera. Que desde esse dia a seguira por toda aparte. A menina agradeceu tanta bondade e delicadeza, confessando também que já o estimava muito antes de o conhecer pelo bem que a todos ouvia dizer dele. E, mais do que tudo isso, pelas consolações que lhe dera nas suas horas de tormento. Estavam nesta conversa e tão enlevados que mais nada viam e decerto nem se lembrariam de partir, se não chegasse a carruagem dourada, onde vinha a Rainha e toda a régia comitiva. Quando viu a Maria junto do Príncipe, apeou-se logo e, abraçando-os a ambos, chamou à menina sua filha querida. Depois obrigou-a a subir para a sua própria carruagem e partiram. Ao lado ia o Príncipe no seu belo cavalo de batalha e, escusado será dizer, que não tinha olhos senão para a noiva. Atrás seguiam os cavaleiros, pagens, escudeiros, nobres damas, em suas equipagens, e grande quantidade de povo que os tinha seguido. Quando nesta ordem entraram na cidade a alegria e o entusiasmo foram enormes. Marcado o dia para o casamento, mandaram vir o negociante, pai da menina, a mulher dele, as cunhadas e a ama. O pobre pai, quando viu a filha, nem sabia se havia de rir se chorar, pois a alegria foi imensa. A ama abraçou a sua querida menina e pegou nela ao colo como se fosse uma criancinha, com tal contentamento que a todos alegrava. A madrasta e as irmãs, arrependidas, pediram mil perdões que de boa vontade lhes concedeu. Mas, envergonhadas da sua maldade, recolheram-se todas a um convento. As damas que tanta inveja tinham tido e tão mal lhe tinham querido fazer, arrependidas também, fugiram da corte apesar da Maria lhes ter dito que podiam ficar, que nenhum ódio lhes tinha, pois até lhes devia a sua felicidade e a do Príncipe, visto que das suas maldades só isso resultara. Fez-se o casamento com grande pompa, sendo padrinho da menina o Rei do seu país, que para esse fim empreendeu uma longa viagem. O Infante cresceu e foi, como o irmão, um primor de cortesia, bondade e valor. É escusado dizer que o ''Príncipe encantado no palácio de ferro no Reino da Escuridão'' e Maria foram os melhores dos Reis e também os mais felizes, como pela sua bondade mereciam. 7fj66l7s7f9zugq34xy1ow6rs3js2ln Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/42 106 256246 559425 2026-08-19T20:05:15Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559425 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />XXXVI</noinclude>casa com olhos enxutos... Ai de mim!... nunca mais havia de tornar a vel-o entrar aquelles umbraes!... ella não queria desanimal-o. Apenas o perdeu de vista, vi-a chorar com uma desesperação como nunca até alli, nem depois, vi ninguem. «Ora eu, ora minha mãe, iamos fazer companhia a men pae na sua prisão de Penafiel. Só o espirito sustentava minha mãe de pé; o corpo definhava a olhos vistos. Em quanto meu pae esteve entre grades, não consentira que o fossemos ver; depois que com dinheiro conseguiu ir para os sotãos da cadeia, e depois para a sala das audiencias, permittiu que o visitassemos a miudo, bem que fosse longo e mau o caminho da nossa quinta ao seu carcere. «Fomos, minha mãe e eu, passar á cadeia o dia de Natal de 32, para animarmos a meu pae, consolando-o com duas reminiscencias vivas do seu caro domicilio. Que festa! que festa da Reedempção! Quando ao outro dia sahi, mal pensava eu que era a ultima vez aquella que via meus paes reunidos. Separamo-nos tristes. «Soou que meu pae ia ser julgado militarmente. Andavam sempre a mudar de resoluções. O nosso terror foi grande. Minha mãe disse: — Se eu podesse, filha, ia-me fallar com o conde de S. Lourenço (era esse o general mieguelista, que aquartelava pouco distante, e que tinha os papeis e requerimentos de meu pae) mas não posso... Se tu podesses... Sei que em<noinclude></noinclude> 01uuyz6i28iwhu5bwoohsyxjvqmz8yi Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/43 106 256247 559429 2026-08-19T20:13:07Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559429 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{d|XXXVII}}</noinclude>tempos ordinarios seria feio que fosses a um acampamento; mas agora!... Respondi-lhe que iria, e parti logo. Fallei com um dos ajudantes do conde; era nosso antigo conhecido, mas não me conheceu então. Disse-me, que escusava eu de esperar pelo conde, que andava fóra. Os papeis já não estavam na mão d'elle; tinha dado a sua informação ou parecer, e remettido tudo para El-Rei. Perguntei, tremendo interiormente, se a informação fora boa; elle sorriu desdenhoso, deu-me a entender que fora má. Retirei-me, e chorei todo o caminho; o criado me perguntava o que havia de novo: eu só lhe respondia com as lagrimas. «Ao chegar perto de casa sofreei o cavallo; fil-o ir devagar para compor o rosto e enxugar o pranto; isto pude eu fazer, mas tinha os olhos inchados. Minha mãe estava sentada n'uma esteira com minha irma; passava parte do tempo alli deitada; lançou-me os olhos, e nada me disse. Revestiu-se depois de animo, e me perguntou o que havia. Disse-lh'o serena, occultando-lhe, o melhor que soube, tudo o que mais a podia consternar; porém ella adivinhou o que lhe eu dissimulava; depois nos caiu no leito, cada vez mais abatida. A afflicção que sentia ao notar o progresso do seu mal, não saberia eu pintal-a. Era preciso servir-me de todas as forças que minha mãe tinha creado em mim, para occultar-lhe a minha angustia. Até alli nunca tivera um receio, uma afflicção, que lhe não {{hífen|com|communicasse}}<noinclude></noinclude> 5vjsum1hqmzs8hha0zjxlv3s4r8c9lj Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/44 106 256248 559430 2026-08-19T20:16:49Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559430 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />XXXVIII</noinclude>{{Hífen-fim|municasse|communicasse}}<nowiki>;</nowiki> e as suas consolações e as suas ponderações rasoaveis me animavam; mas a magoa que então sentia, os temores que me assoberbavam, não lh'os podia participar, e isto redobrava o meu tormento. «Poucos dias antes d'ella morrer, vi a primeira rosa da primavera. Corri a buscar-lh'a. Era douda por estas flores. Agradeceu-me com os olhos humidos, e pol-a no travesseiro. N'esse mesmo dia me disse um parente: — Andas enganando tua mãe, fazendo-lhe crêr que ha de resistir ao seu mal. E' preciso que ella saiba o seu estado. Appareci banhada em pranto á cabeceira d'ella. Olhou-me compassiva e me disse: — Porque choras? Disseram-te que eu morria? não te afflijas assim. Todos nós temos de morrer, e eu hei de ir quando Deus me chamar. Manda recado ao cura e ao tabellião; e tu, se eu partir agora, fica servindo de mãe a teus irmãos... Tirou um annelinho que trazia, e metteu-m'o no dedo. O seu fim não podia ser mais terno!... Pediu perdão ao povo que acompanhava o Viatico, e se despediu d'esses que lhe chamavam — A mãe dos pobres, como mãe e amiga... A má nova que lhe eu trouxera de casa do general, déra-lhe a ultima enchadada. Ha 28 annos que a vi e a beijei pela ultima vez, e a sua lembrança me está ainda inundando de lagrimas este papel, como se de hontem fosse a minha orphandade. Minha irmã, que n'este momento se acha ao meu lado, seroando em silencio, e seguindo com os olhos {{hífen|ra|rasos}}<noinclude></noinclude> ke045tjtk8tpfumy330fv52bzvngxdv Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/45 106 256249 559431 2026-08-19T20:19:47Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559431 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{D|XXXIX}}</noinclude>{{hífenfim|sos|rasos}} d'agua a minha escripta, diz-me, beijando-me, que tenho razão, e acaba soluçando, sumindo a testa entre as mãos, e fechando os olhos para ver ainda uma vez o anjo que nos deu a vida e nol-a está protegendo lá de cima. Perdemol-a a 11 de maio; no mez de Maria, de quem tinha o nome; no mez das flores, de que tinha a suavidade; no mez que assim é duas vezes de esperanças, veio a ter quem tão longa vida merecia, um fim bem desamparado. «Por muito tempo (mais de anno) acordava eu sobresaltada todas as noites, figurando-se-me que a ouvia chamar por mim. Fui sua unica enfermeira, e então bem inexperiente ainda n'esta arte da caridade tão preciosa e tão delicada. Quanto me não peza hoje a minha insufficiencia de então! Estava acostumada a seguir só as suas ordens, e o physico que a ''tratou'' foi o mesmo que me havia ''tratado'' a mim. «Meu pae dizia depois, quando se tocava n'aquella perda tão prematura, que, se não fora a religião, teria posto n'aquelle desastre termo aos seus dias. Eu dava-lhe toda a razão sem lh'o dizer. Lance mais amargo na existencia nunca o tive; quando em tal pensava pelos annos fóra, a mim mesma me queria mal por me ter antes affligido com cousas pequenas, e protestava de me não mortificar nunca mais com bagatellas. «Mil vezes tenho quebrado este protesto: uma ninharia me faz ainda impressão; a reflexão me faz conhecer depois que sou louca em dar valor<noinclude></noinclude> fknxsizix7xnv6tju0zhcddbx7cnw1s 559432 559431 2026-08-19T20:20:02Z BlitzkriegBoop 37692 559432 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{D|XXXIX}}</noinclude>{{hífen-fim|sos|rasos}} d'agua a minha escripta, diz-me, beijando-me, que tenho razão, e acaba soluçando, sumindo a testa entre as mãos, e fechando os olhos para ver ainda uma vez o anjo que nos deu a vida e nol-a está protegendo lá de cima. Perdemol-a a 11 de maio; no mez de Maria, de quem tinha o nome; no mez das flores, de que tinha a suavidade; no mez que assim é duas vezes de esperanças, veio a ter quem tão longa vida merecia, um fim bem desamparado. «Por muito tempo (mais de anno) acordava eu sobresaltada todas as noites, figurando-se-me que a ouvia chamar por mim. Fui sua unica enfermeira, e então bem inexperiente ainda n'esta arte da caridade tão preciosa e tão delicada. Quanto me não peza hoje a minha insufficiencia de então! Estava acostumada a seguir só as suas ordens, e o physico que a ''tratou'' foi o mesmo que me havia ''tratado'' a mim. «Meu pae dizia depois, quando se tocava n'aquella perda tão prematura, que, se não fora a religião, teria posto n'aquelle desastre termo aos seus dias. Eu dava-lhe toda a razão sem lh'o dizer. Lance mais amargo na existencia nunca o tive; quando em tal pensava pelos annos fóra, a mim mesma me queria mal por me ter antes affligido com cousas pequenas, e protestava de me não mortificar nunca mais com bagatellas. «Mil vezes tenho quebrado este protesto: uma ninharia me faz ainda impressão; a reflexão me faz conhecer depois que sou louca em dar valor<noinclude></noinclude> 2ofwg9uqs5d3u550rsh0ulidsv4iuww Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/46 106 256250 559433 2026-08-19T20:22:39Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559433 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />XL</noinclude>ao que o não tem. Quinze dias depois da morte de minha mãe, estava eu deitada, e senti-me abraçar. Era meu pae, que tinham deportado para Vizeu, e que de lá fugira. Vinha passar em casa comnosco dois dias e trasladar-se para o Porto, onde o cuidado dos seus negocios o chamava. Que alegria tão triste a d'aquella suspirada visita! Os seus olhos pareciam pedir a cada uma de nós, a cada porta, a cada recanto da sua casa, a cada arvore da quinta, a esposa que elle ainda não podia acreditar haver perdido; e caindo em si, como reliquias d'ella, nos abraçava. Agora choro recordando-me d'isso; então concentravam-se-me as lagrimas no coração. «Depois d'esta catastrophe ainda residimos todos no Porto por algum tempo, finalisada já a guerra; e de lá nos trasladámos para Moreira na Maia, concelho de que meu pae foi feito administrador; aqui vivemos annos felizes. Procurei a paz do retiro e a ventura da solidão. Diverti-me estudando o italiano e inglez sem perceptor. Já se póde ver que progresso eu faria. Entendia apenas o que via escripto n'estes idiomas. O meu pequeno piano tambem me entretinha ainda que seu sabia pouquissimo de musica. «Os livros, sobre tudo, faziam que os dias fossem para mim pequenos no verão, e as noites de inverno breves. Lia então livros melhores. Foi por esse tempo que me atrevi a mandar alguns romances para o ''Archivo Popular'', mas anonymos; e escrevi ao redactor da ''Revista {{hífen|Uni|Universal}}''<noinclude></noinclude> b0hz8xb5uyilgxo260883jso3969vis 559449 559433 2026-08-19T20:54:18Z BlitzkriegBoop 37692 559449 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />XL</noinclude>ao que o não tem. Quinze dias depois da morte de minha mãe, estava eu deitada, e senti-me abraçar. Era meu pae, que tinham deportado para Vizeu, e que de lá fugira. Vinha passar em casa comnosco dois dias e trasladar-se para o Porto, onde o cuidado dos seus negocios o chamava. Que alegria tão triste a d'aquella suspirada visita! Os seus olhos pareciam pedir a cada uma de nós, a cada porta, a cada recanto da sua casa, a cada arvore da quinta, a esposa que elle ainda não podia acreditar haver perdido; e caindo em si, como reliquias d'ella, nos abraçava. Agora choro recordando-me d'isso; então concentravam-se-me as lagrimas no coração. «Depois d'esta catastrophe ainda residimos todos no Porto por algum tempo, finalisada já a guerra; e de lá nos trasladámos para Moreira na Maia, concelho de que meu pae foi feito administrador; aqui vivemos annos felizes. Procurei a paz do retiro e a ventura da solidão. Diverti-me estudando o italiano e inglez sem perceptor. Já se póde ver que progresso eu faria. Entendia apenas o que via escripto n'estes idiomas. O meu pequeno piano tambem me entretinha ainda que seu sabia pouquissimo de musica. «Os livros, sobre tudo, faziam que os dias fossem para mim pequenos no verão, e as noites de inverno breves. Lia então livros melhores. Foi por esse tempo que me atrevi a mandar alguns romances para o ''Archivo Popular'', mas anonymos; e escrevi ao redactor da ''Revista {{hífen|Uni|Universal}}<noinclude></noinclude> 4a16bn28lgh223pmesceh8jq7vc73rh Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/47 106 256251 559434 2026-08-19T20:24:59Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559434 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{D|XLI}}</noinclude>''{{hífen-fim|versal|Universal}}'' com o pseudonimo, muito verdadeiro, de ''Obscura-Portuense''. Esse redactor (Deus lhe perdoe) fez-me sair a terreiro com o meu nome, e deu-me ousio para abusar da paciencia do publico, que não é lá das paciencias mais evangelicas. «Novas tristezas que occorreram, por causa de meu irmão, atormentaram os ultimos annos de meu pae, e lhe abreviaram a vida. Eu e minha irma soffremos muito... Ao menos eramos duas para nos consolarmos mutuamente. Nosso bom pae nos dizia muitas vezes: Eu fui bom filho; mas vós o sois ainda mais. Eu não vos merecia tanto! e merecia tudo. Pobre pae! Todo o anno de 56, até 6 de novembro, esteve meu pae entre a vida e a morte. O antecedente já o passara muito mal. Mais de anno levámos no quarto d'elle, ou eu ou minha irmã, e, muitas vezes, ambas. Que noites e que dias!... mas sobretudo as noutes, em que os ataques de pulmão eram mais fortes!... Meu pae nos dizia nas suas afflicções mil cousas ternas que nos despedaçavam a alma. Lamentava o futuro do filho que tanto o affligira; lamentava que nós ficassemos «sós, sem termos uso de dirigir os negocios da casa de portas a fóra, e muitas vezes boquejava, como que entre si, olhando para nós: — Coitadinhas!... coitadinhas!... Tinha eu por costume descrever quotidianamente algumas palavras de como passara o dia. Deixei-me d'isso quando perdi de todo a esperança de ver meu pae {{hífen|resis|resistir}}<noinclude></noinclude> 2pojxvi2m5rtxp5hirenz2pbe164iam 559448 559434 2026-08-19T20:54:01Z BlitzkriegBoop 37692 559448 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{D|XLI}}</noinclude>{{hífen-fim|versal|Universal}}'' com o pseudonimo, muito verdadeiro, de ''Obscura-Portuense''. Esse redactor (Deus lhe perdoe) fez-me sair a terreiro com o meu nome, e deu-me ousio para abusar da paciencia do publico, que não é lá das paciencias mais evangelicas. «Novas tristezas que occorreram, por causa de meu irmão, atormentaram os ultimos annos de meu pae, e lhe abreviaram a vida. Eu e minha irma soffremos muito... Ao menos eramos duas para nos consolarmos mutuamente. Nosso bom pae nos dizia muitas vezes: Eu fui bom filho; mas vós o sois ainda mais. Eu não vos merecia tanto! e merecia tudo. Pobre pae! Todo o anno de 56, até 6 de novembro, esteve meu pae entre a vida e a morte. O antecedente já o passara muito mal. Mais de anno levámos no quarto d'elle, ou eu ou minha irmã, e, muitas vezes, ambas. Que noites e que dias!... mas sobretudo as noutes, em que os ataques de pulmão eram mais fortes!... Meu pae nos dizia nas suas afflicções mil cousas ternas que nos despedaçavam a alma. Lamentava o futuro do filho que tanto o affligira; lamentava que nós ficassemos «sós, sem termos uso de dirigir os negocios da casa de portas a fóra, e muitas vezes boquejava, como que entre si, olhando para nós: — Coitadinhas!... coitadinhas!... Tinha eu por costume descrever quotidianamente algumas palavras de como passara o dia. 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Nunca foi interrompida a harmonia entre mim e minha irmã. Tenho cuidados, que me não deixam entregar inteiramente aos meus gostos litterarios, e rendimentos escaços que me prohibem comprar esta ou aquella obra; mas cá me contento com o quinhãosinho de ventura que desfructo presentemente. Aprendi desde muito nova a não desejar o que não podia obter. Se não fôra minha irmã, que de certo viverá mais que eu, <ref>Enganou-se, pobre senhora!... A morte roubou-lhe tambem a doce irmã da sua alma, e tão só e desamparada a deixou no mundo, de affectos e jubilos, que ainda ha dias me affirmava ella, que a perda da irmã estremecida de todo lhe cortára as azas á phantasia, e comsigo levára tudo de que se lhe compunha a existencia, felicidade, socego, aspirações, força para o trabalho, calor para a esperança, tudo!</ref> podia empenhar-me e ''manger mon blé en herbe''; mas tambem não tenho genio de destruir. {{nop}}<noinclude><references/></noinclude> b6qoi395l71azas3gzd7ii9u83n3xp0 559466 559435 2026-08-19T21:25:31Z BlitzkriegBoop 37692 559466 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />XLII</noinclude>{{hífen-fim|tir|resistir}} ao seu mal. E tarde se me acabou essa esperança!... Quando folheio agora esse diario, aperta-se-me o coração. «Um dia, esperava ver meu pae melhorar, no seguinte, receava; no outro, desesperava!... Depois que elle falleceu, muitos remorsos me pungiram. Parecia-me que se eu tivesse chamado mais cedo este ou aquelle medico, se lhe tivessemos dado menos remedios, ou mais remedios, se lhe teria conservado a vida!... Hoje estou persuadida de que nada valeria. Homopathia, callopathia, tudo foi inefficaz. A sua morte deixou um vacuo na nossa existencia!... Nunca foi interrompida a harmonia entre mim e minha irmã. Tenho cuidados, que me não deixam entregar inteiramente aos meus gostos litterarios, e rendimentos escaços que me prohibem comprar esta ou aquella obra; mas cá me contento com o quinhãosinho de ventura que desfructo presentemente. Aprendi desde muito nova a não desejar o que não podia obter. Se não fôra minha irmã, que de certo viverá mais que eu, <ref>Enganou-se, pobre senhora!... 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Quando folheio agora esse diario, aperta-se-me o coração. «Um dia, esperava ver meu pae melhorar, no seguinte, receava; no outro, desesperava!... Depois que elle falleceu, muitos remorsos me pungiram. Parecia-me que se eu tivesse chamado mais cedo este ou aquelle medico, se lhe tivessemos dado menos remedios, ou mais remedios, se lhe teria conservado a vida!... Hoje estou persuadida de que nada valeria. Homopathia, callopathia, tudo foi inefficaz. A sua morte deixou um vacuo na nossa existencia!... Nunca foi interrompida a harmonia entre mim e minha irmã. Tenho cuidados, que me não deixam entregar inteiramente aos meus gostos litterarios, e rendimentos escaços que me prohibem comprar esta ou aquella obra; mas cá me contento com o quinhãosinho de ventura que desfructo presentemente. Aprendi desde muito nova a não desejar o que não podia obter. Se não fôra minha irmã, que de certo viverá mais que eu, <ref>Enganou-se, pobre senhora!... A morte roubou-lhe tambem a doce irmã da sua alma, e tão só e desamparada a deixou no mundo, de affectos e jubilos, que ainda ha dias me affirmava ella, que a perda da irmã estremecida de todo lhe cortára as azas á phantasia, e comsigo levára tudo de que se lhe compunha a existencia, felicidade, socego, aspirações, força para o trabalho, calor para a esperança, tudo!</ref> podia empenhar-me e ''manger mon blé en herbe''; mas tambem não tenho genio de destruir. {{nop}}<noinclude><references/></noinclude> b6qoi395l71azas3gzd7ii9u83n3xp0 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/49 106 256253 559436 2026-08-19T20:29:44Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559436 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{D|XLIII}}</noinclude>XLIII «Porque não casei eu? Ahi vão francamente as razões, meu bom amigo. Em muito nova é provavel que eu o fizesse, se alguem, que estimava, não pagasse com ingratidão o meu singelo affecto. Depois, fui viver no campo, e os cuidados filiaes e fraternaes me desviaram de pensar mais em tal. Minha mãe, pouco antes de expirar, recommendava-me que supprisse, quanto pudesse, a sua falta para com minha irmã, muito mais nova do que eu, e para com meu irmão, a quem Deus recusára entendimento. Quando leio a descripção que Silvio Pellico faz da sua familia e dos seus primeiros annos, enterneço-me; podia dizer o mesmo dos meus, excepto de meu pobre irmão, que não tem imputação dos males que tem causado... Os maiores foram a si mesmo. O seu futuro me assusta!... «Quer que lhe falle ainda mais a meu respeito, meu caro curioso? Não vale muito a pena, mas eu gosto de conversar com quem me escuta bondosamente; dizem que é pecha de quem vive solitario. Desde que fui viver no campo tomei o habito de não estar um momento ociosa; e assim consegui passar o tempo satisfeita, quando não tinha magoas. Os males physicos não tinham licença de me entristecerem. Quando {{hífen|es|estava}}<noinclude></noinclude> 7x58bldijou03b43ic7a2fk13mqoo4t 559468 559436 2026-08-19T21:26:22Z BlitzkriegBoop 37692 559468 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{D|XLIII}}</noinclude>XLIII «Porque não casei eu? Ahi vão francamente as razões, meu bom amigo. Em muito nova é provavel que eu o fizesse, se alguem, que estimava, não pagasse com ingratidão o meu singelo affecto. Depois, fui viver no campo, e os cuidados filiaes e fraternaes me desviaram de pensar mais em tal. Minha mãe, pouco antes de expirar, recommendava-me que supprisse, quanto pudesse, a sua falta para com minha irmã, muito mais nova do que eu, e para com meu irmão, a quem Deus recusára entendimento. Quando leio a descripção que Silvio Pellico faz da sua familia e dos seus primeiros annos, enterneço-me; podia dizer o mesmo dos meus, excepto de meu pobre irmão, que não tem imputação dos males que tem causado... Os maiores foram a si mesmo. O seu futuro me assusta!... «Quer que lhe falle ainda mais a meu respeito, meu caro curioso? Não vale muito a pena, mas eu gosto de conversar com quem me escuta bondosamente; dizem que é pecha de quem vive solitario. Desde que fui viver no campo tomei o habito de não estar um momento ociosa; e assim consegui passar o tempo satisfeita, quando não tinha magoas. Os males physicos não tinham licença de me entristecerem. Quando {{hífen|es|estava}}<noinclude>deixando só em troca a prostração immensa do viajor, que ao cabo de long e difficil caminha, despedaçado de fadiga, só almeja descansar para sempre á sombra da benigna cruz! {{D|G.T.}}</noinclude> se1k3iugcscf1l7kyog9uq5xi9w3um8 559469 559468 2026-08-19T21:26:52Z BlitzkriegBoop 37692 559469 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{D|XLIII}}</noinclude>XLIII «Porque não casei eu? Ahi vão francamente as razões, meu bom amigo. 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Vivia tão aborrecido naquela solidão que resolveu casar-se. Mas qual seria a mulher, camponesa ou grande dama, mendiga ou Princesa, que havia de querer um Génio mau para marido, e demais a mais feito corvo por toda a eternidade?! E ele também não se contentava com qualquer. Altivo como um poderoso Génio que fora, resolveu casar com filha de Imperador ou Rei. Rondou os palácios de todos os Monarcas existentes no seu tempo e em nenhum encontrou formosura que lhe parecesse digna da sua soberba. Até que num longínquo Império do Oriente nasceu uma Princesa linda como as estrelas. Grandes alegrias iam no palácio, pois era a menina a única herdeira da coroa. O Imperador seu pai, sentado no trono de ouro e pedrarias refulgentes, esperava cheio de júbilo que lha viessem apresentar sobre uma almofada de brocado. O Corvo, que esperava ocasião propícia para realizar o seu intento, entrou por uma janela que tinha ficado aberta, e quando a grande dama camareira apresentava ao Imperador a Princesinha, veio ele e arrebatou-lha. Depois, aproveitando a confusão em que todos ficaram, voou para o seu castelo encantado. No paço só se ouviam gritos e ais de aflição. A Imperatriz, quando teve conhecimento do desaparecimento da filha, chorou muito e disse ao marido que partisse imediatamente em busca dela, senão que morreria de desgosto. O bom do Imperador apertava as mãos na cabeça: onde estaria a Princesinha e quem seria esse mau corvo que a tinha raptado?! Passava as noites a meditar e não sabia que fazer à sua vida, pois grande era o seu empenho em encontrar a filha e em consolar a Imperatriz, que não fazia senão chorar e gemer. No fim de muito pensar resolveu reunir o Conselho e, todos à uma, foram de voto que se convidasse a boa Fada Urgélia, protectora da família, e ela que dissesse o que se devia fazer. Logo que o Imperador formulou o seu desejo, apareceu a Fada, num carrinho tecido de fios de ouro puxado por muitas pombas brancas. O Imperador e a Imperatriz correram para ela de braços abertos, e a formosa Fada, a sorrir, inclinou-se numa grácil mesura. Explicaram os aflitos pais o desgosto em que viviam com a perda da Princesinha. Quedou-se em profundo silêncio a Fada Urgélia e todos se calaram, respeitando aquela meditação. Depois como que voltou a si e disse: — Meus amigos, fui agora mesmo ao palácio da minha Rainha para ela me dizer qual o espírito malfazejo que roubou a minha bela afilhada, vossa filha. Sei onde está. Mas para lá ir é preciso reunir todos os exércitos do Império e escolher entre os soldados aquele que Deus destinou a ir livrar a Princesa do poder do Corvo, que é um poderoso Génio hoje castigado pelo seu Rei. Indicou o sítio onde estava o castelo do Corvo, predisse o bom resultado da empresa e, despedindo-se dos Imperadores, mostrou-lhes em boas e sábias palavras quanto os estimava. Os Imperadores desfizeram-se em agradecimentos e acompanharam-na até ao terraço, onde a esperava a sua leve carruagem. Metendo-se dentro foi um instante enquanto desapareceu aos olhos de todos, levada pelo rápido voo das pombas. Mandou então o Imperador reunir na capital as tropas do seu Império, a ver se entre tantos homens encontrava aquele que Deus destinava a salvar a Princesinha. Mandou armar uma caravela para ir também, pois não queria que se dissesse que ele mandava outros livrar a filha e ficava no bom descanso. Vinham os soldados dum regimento da província em direcção à cidade, segundo as ordens imperiais, e entre eles um rapaz chamado Florêncio. Era bom e valente e todos gostavam muito dele, porque estava sempre pronto a fazer vontades. No meio do caminho encontraram um homem morto e três vivos com grandes paus a baterem-lhe. Os soldados viram aquilo e passaram adiante, mas o Florêncio ficou indignado, pediu licença ao Comandante para sair da forma e depois foi perguntar àqueles homens porque razão desacatavam assim um morto. — É que este homem — responderam eles — era muito caloteiro e então, como em vida nos pediu dinheiro que não pagou, vingamo-nos agora dando-lhe esta sova. O rapaz não quis ouvir mais; tirou-lhes o cadáver das mãos, enterrou-o com grande piedade e depois foi a correr juntar-se ao seu regimento. Chegaram à capital, onde estavam todos os corpos do exército e era tanta a quantidade de gente que não havia onde se instalassem. Ao outro dia mandou o Imperador tocar a reunir e passou revista a todas as suas tropas, a ver se escolhia um homem capaz de ir buscar a Princesa. Entre todos notou a beleza e força de Florêncio e foi o que escolheu. O rapaz ficou contentíssimo e pôs-se logo às ordens do Imperador. Nisto, viram no campo um cavalo já aparelhado e pronto para ser montado. O Imperador mandou que lho agarrassem e trouxessem, mas o lindo animal corria tanto que não era possível apanhá-lo. Depois veio até junto de Florêncio, deixando-se montar sem custo algum. CONTINUA (p. 132, 138 pdf) 0e7gl9l284xgktxl26q1wxd1a1vp1q3 559458 559437 2026-08-19T21:05:19Z Mt516 43586 559458 wikitext text/x-wiki {{navegar | título = [[../]] | autor = Ana de Castro Osório | tradutor = | seção = O corvo | anterior = [[../História do Príncipe encantado no palácio de ferro no reino da escuridão/|História do Príncipe encantado no palácio de ferro no Reino da Escuridão]] | posterior = [[../O Príncipe Bezerro/]] | notas = }} '''<big>O CORVO</big>''' ERA uma vez um Génio, que, pela sua insuportável arrogância, fora condenado pelo Rei dos Génios a tomar a forma dum corvo e a viver longe do convívio dos outros Génios e Fadas, num castelo solitário dependurado numa rocha bravia sobre as verdas águas do mar. Vivia tão aborrecido naquela solidão que resolveu casar-se. Mas qual seria a mulher, camponesa ou grande dama, mendiga ou Princesa, que havia de querer um Génio mau para marido, e demais a mais feito corvo por toda a eternidade?! E ele também não se contentava com qualquer. Altivo como um poderoso Génio que fora, resolveu casar com filha de Imperador ou Rei. Rondou os palácios de todos os Monarcas existentes no seu tempo e em nenhum encontrou formosura que lhe parecesse digna da sua soberba. Até que num longínquo Império do Oriente nasceu uma Princesa linda como as estrelas. Grandes alegrias iam no palácio, pois era a menina a única herdeira da coroa. O Imperador seu pai, sentado no trono de ouro e pedrarias refulgentes, esperava cheio de júbilo que lha viessem apresentar sobre uma almofada de brocado. O Corvo, que esperava ocasião propícia para realizar o seu intento, entrou por uma janela que tinha ficado aberta, e quando a grande dama camareira apresentava ao Imperador a Princesinha, veio ele e arrebatou-lha. Depois, aproveitando a confusão em que todos ficaram, voou para o seu castelo encantado. No paço só se ouviam gritos e ais de aflição. A Imperatriz, quando teve conhecimento do desaparecimento da filha, chorou muito e disse ao marido que partisse imediatamente em busca dela, senão que morreria de desgosto. O bom do Imperador apertava as mãos na cabeça: onde estaria a Princesinha e quem seria esse mau corvo que a tinha raptado?! Passava as noites a meditar e não sabia que fazer à sua vida, pois grande era o seu empenho em encontrar a filha e em consolar a Imperatriz, que não fazia senão chorar e gemer. No fim de muito pensar resolveu reunir o Conselho e, todos à uma, foram de voto que se convidasse a boa Fada Urgélia, protectora da família, e ela que dissesse o que se devia fazer. Logo que o Imperador formulou o seu desejo, apareceu a Fada, num carrinho tecido de fios de ouro puxado por muitas pombas brancas. O Imperador e a Imperatriz correram para ela de braços abertos, e a formosa Fada, a sorrir, inclinou-se numa grácil mesura. Explicaram os aflitos pais o desgosto em que viviam com a perda da Princesinha. Quedou-se em profundo silêncio a Fada Urgélia e todos se calaram, respeitando aquela meditação. Depois como que voltou a si e disse: — Meus amigos, fui agora mesmo ao palácio da minha Rainha para ela me dizer qual o espírito malfazejo que roubou a minha bela afilhada, vossa filha. Sei onde está. Mas para lá ir é preciso reunir todos os exércitos do Império e escolher entre os soldados aquele que Deus destinou a ir livrar a Princesa do poder do Corvo, que é um poderoso Génio hoje castigado pelo seu Rei. Indicou o sítio onde estava o castelo do Corvo, predisse o bom resultado da empresa e, despedindo-se dos Imperadores, mostrou-lhes em boas e sábias palavras quanto os estimava. Os Imperadores desfizeram-se em agradecimentos e acompanharam-na até ao terraço, onde a esperava a sua leve carruagem. Metendo-se dentro foi um instante enquanto desapareceu aos olhos de todos, levada pelo rápido voo das pombas. Mandou então o Imperador reunir na capital as tropas do seu Império, a ver se entre tantos homens encontrava aquele que Deus destinava a salvar a Princesinha. Mandou armar uma caravela para ir também, pois não queria que se dissesse que ele mandava outros livrar a filha e ficava no bom descanso. Vinham os soldados dum regimento da província em direcção à cidade, segundo as ordens imperiais, e entre eles um rapaz chamado Florêncio. Era bom e valente e todos gostavam muito dele, porque estava sempre pronto a fazer vontades. No meio do caminho encontraram um homem morto e três vivos com grandes paus a baterem-lhe. Os soldados viram aquilo e passaram adiante, mas o Florêncio ficou indignado, pediu licença ao Comandante para sair da forma e depois foi perguntar àqueles homens porque razão desacatavam assim um morto. — É que este homem — responderam eles — era muito caloteiro e então, como em vida nos pediu dinheiro que não pagou, vingamo-nos agora dando-lhe esta sova. O rapaz não quis ouvir mais; tirou-lhes o cadáver das mãos, enterrou-o com grande piedade e depois foi a correr juntar-se ao seu regimento. Chegaram à capital, onde estavam todos os corpos do exército e era tanta a quantidade de gente que não havia onde se instalassem. Ao outro dia mandou o Imperador tocar a reunir e passou revista a todas as suas tropas, a ver se escolhia um homem capaz de ir buscar a Princesa. Entre todos notou a beleza e força de Florêncio e foi o que escolheu. O rapaz ficou contentíssimo e pôs-se logo às ordens do Imperador. Nisto, viram no campo um cavalo já aparelhado e pronto para ser montado. O Imperador mandou que lho agarrassem e trouxessem, mas o lindo animal corria tanto que não era possível apanhá-lo. Depois veio até junto de Florêncio, deixando-se montar sem custo algum. Ficaram todos admirados e o Imperador disse ao rapaz que o cavalo lhe pertencia, pois que só a ele obedecera, e então que fosse ao outro dia ter à praia para embarcarem na caravela, que já estava aparelhada. Como só partia no dia seguinte, resolveu Florêncio ir despedir-se da mãe, que era já muito velhinha. Montou no seu belo cavalo e partiu a galope. Abraçou a mãe, e, não se demorando nada, tornou a montar e dirigiu-se para a cidade. No meio do caminho viu um ramo de ouro caído no chão; ia apear-se para o apanhar e disse-lhe o cavalo: — «Deixa, que ouro e prata terás tu à farta!» — O rapaz não se apeou. Mais adiante viu um ramo de penas de todas as cores; pareceu-lhe bonito para pôr no chapéu e ia apanhá-lo, mas o cavalo disse: — «Não apanhes, penas tens tu contigo!» — E não se apeou. Chegou à cidade e dirigiu-se logo à praia para embarcar, mas a caravela já tinha partido com o Imperador. O rapaz ficou muito triste, mas o cavalo começou num galope tal que chegou à fronteira do Império primeiro que o Imperador. Ali pediu desculpa de não estar à hora do embarque, e, aconselhado pelo cavalo, disse que lhe dessem um navio, cinquenta fardas, cinquenta bonés e cinquenta armas. Depois meteu-se no navio com o seu cavalo e foi ancorar mesmo em frente do castelo do Corvo. Mal este os viu arremeteu contra eles, mas o Florêncio mostrou-lhe as fardas, os bonés e as armas e disse-lhe que todos os seus homens tinham morrido e então que tivesse dó dele e do cavalo e o deixasse dormir no castelo. O Corvo consentiu nisso, com a condição de não entrarem numa torre que tinha fechada. Mal se apanhou lá dentro, tratou o Florêncio de ver onde ficaria a torre, pois nela certamente é que estaria a prisioneira. Daí a bocado viu o Corvo a dormir sobre uma árvore, foi pé-ante-pé, abriu a porta e, pegando na Princesinha, que estava deitada num berço de ouro, montou a cavalo e partiu. Quando o Corvo acordou do seu pesado sono de comilão, entrou na torre para ver a Princesa, e a Fada Urgélia, que tinha seguido invisível a aventura, foi por trás e fechou-lhe a porta com fechadura encantada, de maneira que lá ficou encerrado para sempre. Quando o Florêncio apareceu com a Princesinha, foi uma alegria doida por todo o Império. Os Imperadores, muito agradecidos, quiseram que ele ficasse no palácio e fosse considerado como pessoa de família. A Princesinha ia crescendo e tornando-se cada vez mais linda, de maneira que aos quize anos era a senhora mais formosa do Mundo. Gostava tanto do seu salvador que não podia passar sem o ter sempre a seu lado, o que era motivo de muitas invejas. Os cortezãos não o podiam ver e raro era o dia em que não inventavam histórias que iam contar ao Imperador. Este, por muito tempo, não fez caso, mas um dia enraiveceu-se porque lhe vieram contar que ele tinha dito que assim como tinha ido buscar a Princesa, também era capaz de se meter numa caldeira de azeite a ferver. — Então — respondeu o Imperador — já que disse tal coisa, agora há-de cumprir a sua palavra! Chamaram o Florêncio, e ele, coitado, jurava e tornava a jurar que tal coisa não dissera nem mesmo lhe podia vir à cabeça. Lamentava-se muito dizendo: — «O cavalo é que tinha razão! Penas tenho eu comigo». O Imperador não quis ouvir desculpas; teimou em que ele fizesse a experiência, e, se se saísse bem, casaria com a Princesa e assim acabariam todas as intrigas. Em vista disto não havia remédio senão resignar-se a morrer cozido em azeite e foi à cavalariça na intenção de despedir-se do seu bom companheiro. O cavalo falou-lhe, então, assim: — Não te aflijas; pega num pau e bate-me até que eu fique a suar e depois limpa-me com uma toalha e diz à Princesa que te embrulhe nela. O Florêncio não queria bater-lhe, mas o cavalo tanto teimou que ele obedeceu. Depois foi buscar a Princesa que estava fechada no quarto a chorar, sem querer ver ninguém, desde que soubera da desgraça do seu salvador. Fizeram tudo quanto o animal mandou e o rapaz foi meter-se em uma grande caldeira cheia de azeite, que estava a ferver a um lume muito forte, mesmo em frente do palácio imperial, onde toda a corte assistia ao espectáculo. Três vezes mergulhou no azeite, e os seus inimigos, esfregando as mãos de contentes, imaginavam que dessa vez se veriam livres dele; mas tiveram logo que se morder de raiva, porque saiu do banho tão fresco como se o tivesse tomado de água fria. A Princesa ficou doida de contente e quis que um Arcebispo, que andava na corte, os casasse imediatamente. Assim se fez, com grande alegria dos Imperadores e de todo o povo, que muito gostava do novo Príncipe. Depois foi o cavalo ter com ele e disse-lhe: — Venho despedir-me de ti. Ele ficou muito aflito, respondendo: — Ó meu bom cavalo, se tu me deixas o que há-de ser de mim?! — Agora já não corres perigo; como futuro Imperador, todos te hão-de respeitar. Trata de ser sempre bom, como até aqui, e serás feliz. O Príncipe, que se não podia resignar, perguntou: — Mas qual é a razão de me deixares? Que mal te fiz eu?! — Nenhum mal me fizeste, nem eras capaz de fazer, porque és bom como poucos. Se te deixo é porque Deus assim o quer. Fica sabendo que eu sou a alma daquele morto que encontraste no caminho e piedosamente enterraste, livrando-me das pancadas dos meus credores. Não pagava as dívidas porque era pobre, e então elas foram-me perdoadas por Deus. Em paga da tua boa acção, mandou-me à Terra sob esta forma para te servir e aconselhar enquanto precisasses. Dito isto, desapareceu e nunca mais foi visto. Os Imperadores ainda viveram largo tempo muito queridos da filha e do genro, e quando morreram governaram estes, com geral contentamento do seu povo. Foram muitos felizes, tiveram muitos filhos e morreram velhinhos e cheios de bênçãos. lm48bccshxkviqfofjzcflhvvtnq069 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/50 106 256255 559438 2026-08-19T20:37:37Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559438 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />XLIV</noinclude>{{hífen-fim|tava|estava}} só, lia e escrevia e, se estava com alguem de confiança, cozia ou bordava, de sorte que pareceria impostura a minha actividade em trabalhos feminis. (Ainda hoje me succede o mesmo). Meu bom pae me dizia muitas vezes, rindo, que eu tinha algum demonio buliçoso que me não deixava no ''dolce fare niente''; outras me dizia, serio, parecendo-lhe que o trabalho me fatigaria: — Tens trabalhado bastante na tua vida, chega o tempo de te dares ao descanso. «Os dias, e sobretudo os serões, que passo mais gostosa, são aquelles em que estou com amigos a conversar e a ler, ou mesmo só com minha irmã; eu a trabalhar, e ella a ler. Eu descrevi só as tempestades da minha existencia; o tempo bonançoso era uniforme e monotono. Ler, escrever, trabalhar, eis o que enche essas lacunas. «Para escrever necessito de socego; e por isso nunca trabalho com mais prazer do que á noite, depois que toda a familia está recolhida, e sobre tudo me é mister a paz de espirito. Sempre que desgostos de familia, ou cuidados domesticos, me perturbam, descansa-me a penna. Muito tenho eu hoje palrado n'esta carta sobre nada, ou a proposito de bem pequena cousa. A culpa é mais sua que minha; não me desse corda. De mais, peguei em uma folha de papel de formato agrande, e sou como aquelles que ao separarem-se dizem adeus em quanto a distancia o {{hífen|per|permite}}<noinclude></noinclude> 7m6f133iicze1e6mwqtni54goj224m4 559439 559438 2026-08-19T20:38:01Z BlitzkriegBoop 37692 559439 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />XLIV</noinclude>{{hífen-fim|tava|estava}} só, lia e escrevia e, se estava com alguem de confiança, cozia ou bordava, de sorte que pareceria impostura a minha actividade em trabalhos feminis. (Ainda hoje me succede o mesmo). Meu bom pae me dizia muitas vezes, rindo, que eu tinha algum demonio buliçoso que me não deixava no ''dolce fare niente''; outras me dizia, serio, parecendo-lhe que o trabalho me fatigaria: — Tens trabalhado bastante na tua vida, chega o tempo de te dares ao descanso. «Os dias, e sobretudo os serões, que passo mais gostosa, são aquelles em que estou com amigos a conversar e a ler, ou mesmo só com minha irmã; eu a trabalhar, e ella a ler. Eu descrevi só as tempestades da minha existencia; o tempo bonançoso era uniforme e monotono. Ler, escrever, trabalhar, eis o que enche essas lacunas. «Para escrever necessito de socego; e por isso nunca trabalho com mais prazer do que á noite, depois que toda a familia está recolhida, e sobre tudo me é mister a paz de espirito. Sempre que desgostos de familia, ou cuidados domesticos, me perturbam, descansa-me a penna. Muito tenho eu hoje palrado n'esta carta sobre nada, ou a proposito de bem pequena cousa. A culpa é mais sua que minha; não me desse corda. De mais, peguei em uma folha de papel de formato agrande, e sou como aquelles que ao separarem-se dizem adeus em quanto a distancia o {{hífen|per|permitte}}<noinclude></noinclude> psa9h24x3lseyt9tq7m3j156yvrisl9 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/51 106 256256 559440 2026-08-19T20:43:06Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559440 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{D|XLV}}</noinclude>{{Hífen-fim|mitte|permitte}}. Não sou como o D. Basilio do Barbeiro de Sevilha; não torno atraz para dizer ''buona sera''; mas em quanto estou á falla, aproveito o tempo, isto é, quasi nunca pego em segunda folha de papel. De sorte que, bem pensado, não sou eu que governo o tamanho das minhas cartas, segundo o que tenho para dizer, é o papel que governa. Isto succede só com as cartas que escrevo a pessoas com quem me entretenho a palrar o que me vem ao bico da penna. «Mas deveras, deveras, sempre quer o cata logo dos meus romances e contos? elle ahi vai: «No Archivo Rural sairam (ainda engeitadas) umas cousas em rima, a que chamei chacaras, e que foram: «''Bernardo del Carpio'' — ''Erico e Batilde'' —''Jacques I'' — Chamei-lhe Jacques; devêra chamar-lhe Thiago, a não lhe dar o nome inglez — ''Chacara'', sem nome ― ''Um cavalleiro portuguez'' — ''A moira de Lissibona''. — E os pequenos romances: ''Historia de Adelaide'' — ''A falta de uma mãe'' — ''Longuinhos'' — ''Zulima ou a cruz de oiro'' — e ''Ricardo e Margarida''. Isto foi nos annos de 42 e 43. Em 1848 sahiu no ''Periodico dos Pobres'', do Porto: — ''Roberta'', romance um pouco mais crescido, e que hoje me desgosta a mim mesma pela pessima linguagem; mas que me agrada n'alguns passos, a que eu acho graça. Depois dei com o meu nome, ou iniciaes, em diversos periodicos, os seguintes romances, alguns muitos pequenos: — ''O amor missionario'' ― ''Vinganças de {{hífen|vingan|vinganças}}'' -<noinclude></noinclude> hdrvb19vxtq6tszoj1z7jepbt5p4ian 559441 559440 2026-08-19T20:43:33Z BlitzkriegBoop 37692 559441 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{D|XLV}}</noinclude>{{Hífen-fim|mitte|permitte}}. Não sou como o D. Basilio do Barbeiro de Sevilha; não torno atraz para dizer ''buona sera''; mas em quanto estou á falla, aproveito o tempo, isto é, quasi nunca pego em segunda folha de papel. De sorte que, bem pensado, não sou eu que governo o tamanho das minhas cartas, segundo o que tenho para dizer, é o papel que governa. Isto succede só com as cartas que escrevo a pessoas com quem me entretenho a palrar o que me vem ao bico da penna. «Mas deveras, deveras, sempre quer o cata logo dos meus romances e contos? elle ahi vai: «No Archivo Rural sairam (ainda engeitadas) umas cousas em rima, a que chamei chacaras, e que foram: «''Bernardo del Carpio'' — ''Erico e Batilde'' —''Jacques I'' — Chamei-lhe Jacques; devêra chamar-lhe Thiago, a não lhe dar o nome inglez — ''Chacara'', sem nome ― ''Um cavalleiro portuguez'' — ''A moira de Lissibona''. — E os pequenos romances: ''Historia de Adelaide'' — ''A falta de uma mãe'' — ''Longuinhos'' — ''Zulima ou a cruz de oiro'' — e ''Ricardo e Margarida''. Isto foi nos annos de 42 e 43. Em 1848 sahiu no ''Periodico dos Pobres'', do Porto: — ''Roberta'', romance um pouco mais crescido, e que hoje me desgosta a mim mesma pela pessima linguagem; mas que me agrada n'alguns passos, a que eu acho graça. 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Isto succede só com as cartas que escrevo a pessoas com quem me entretenho a palrar o que me vem ao bico da penna. «Mas deveras, deveras, sempre quer o cata logo dos meus romances e contos? elle ahi vai: «No ''Archivo Rural'' sairam (ainda engeitadas) umas cousas em rima, a que chamei chacaras, e que foram: «''Bernardo del Carpio'' — ''Erico e Batilde'' —''Jacques I'' — Chamei-lhe Jacques; devêra chamar-lhe Thiago, a não lhe dar o nome inglez — ''Chacara'', sem nome ― ''Um cavalleiro portuguez'' — ''A moira de Lissibona''. — E os pequenos romances: ''Historia de Adelaide'' — ''A falta de uma mãe'' — ''Longuinhos'' — ''Zulima ou a cruz de oiro'' — e ''Ricardo e Margarida''. Isto foi nos annos de 42 e 43. Em 1848 sahiu no ''Periodico dos Pobres'', do Porto: — ''Roberta'', romance um pouco mais crescido, e que hoje me desgosta a mim mesma pela pessima linguagem; mas que me agrada n'alguns passos, a que eu acho graça. 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Isto succede só com as cartas que escrevo a pessoas com quem me entretenho a palrar o que me vem ao bico da penna. «Mas deveras, deveras, sempre quer o cata logo dos meus romances e contos? elle ahi vai: «No ''Archivo Rural'' sairam (ainda engeitadas) umas cousas em rima, a que chamei chacaras, e que foram: «''Bernardo del Carpio'' — ''Erico e Batilde'' —''Jacques I'' — Chamei-lhe Jacques; devêra chamar-lhe Thiago, a não lhe dar o nome inglez — ''Chacara'', sem nome ― ''Um cavalleiro portuguez'' — ''A moira de Lissibona''. — E os pequenos romances: ''Historia de Adelaide'' — ''A falta de uma mãe'' — ''Longuinhos'' — ''Zulima ou a cruz de oiro'' — e ''Ricardo e Margarida''. Isto foi nos annos de 42 e 43. Em 1848 sahiu no ''Periodico dos Pobres'', do Porto: — ''Roberta'', romance um pouco mais crescido, e que hoje me desgosta a mim mesma pela pessima linguagem; mas que me agrada n'alguns passos, a que eu acho graça. 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Dei n'elle dous romances: — ''Henriqueta'' ― que a ''mim'' (!!!) me arrancou lagrimas — ''Inconstancia involuntaria'', pequeno romance. No ''Iris'' do Rio de Janeiro sahiu: —''Pepa'' — e o principio do — ''Rhadamanto''. — Tenho queimado (sem exageração) mais de duas duzias de romances que não prestavam para nada, e que só tinha escripto para me divertir. Alguns outros tenho que mereciam a mesma sorte; mas minha irmã tem mettido embargos ao auto de fé. Cousas de mais vulto não as escrevo. Os meus vôos são rasteiros; de roamances não passo. Por uma só razão é que não sou totalmente desconhecida; é por serem raras, entre nós, senhoras que escrevam bem ou mal. {{nop}}<noinclude></noinclude> oub1cxf5sbz3oid996bgy85euiloymk 559450 559444 2026-08-19T20:54:46Z BlitzkriegBoop 37692 559450 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />XLVI</noinclude>{{Hífen-fim|ças|vinganças}}'' ― ''Uma historia contada a tempo'' — ''Egoismo com capa de amor'' — ''O Tutor de Virginia'' — ''Uma boa filha é a alegria de uma boa mãe'' — ''Uma vida amargurada'' — ''O cavalleiro do cruzado novo, e o cavalleiro do botão de rosa'' — ''O Jogador'' — ''O Magnetismo'' — ''O homem dos proverbios'' — ''Fatalidade'' — ''Carolina'' — ''Consequencia de um mau passo'' — ''Amarilis no campo'' — ''Sala de visitas e pavorosa saida'' — ''Os phantasmas'' — ''Testamentos vocaes'' ― seguimento do antecedente — ''Aristocracias diversas ou o genro desejado'' — ''Previdencias de Alvaro, e incurias de seu irmão'' ― ''Os sobrinhos da tia Brigida'' — ''Passados quatro annos:'' Seguimento do antecedente que se não acabou por morrer o periodico. «Em 1850 houve um periodico litterario no Porto intitulado: ''Pirata''. Dei n'elle dous romances: — ''Henriqueta'' ― que a ''mim'' (!!!) me arrancou lagrimas — ''Inconstancia involuntaria'', pequeno romance. No ''Iris'' do Rio de Janeiro sahiu: —''Pepa'' — e o principio do — ''Rhadamanto''. — Tenho queimado (sem exageração) mais de duas duzias de romances que não prestavam para nada, e que só tinha escripto para me divertir. Alguns outros tenho que mereciam a mesma sorte; mas minha irmã tem mettido embargos ao auto de fé. Cousas de mais vulto não as escrevo. Os meus vôos são rasteiros; de roamances não passo. Por uma só razão é que não sou totalmente desconhecida; é por serem raras, entre nós, senhoras que escrevam bem ou mal. {{nop}}<noinclude></noinclude> 6x5s33rr9338lqgl77ptm8h50itmobc Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/53 106 256258 559446 2026-08-19T20:52:37Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559446 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{D|XLVII}}</noinclude>«Se eu tivesse a possibilidade de mandar imprimir os melhores dos meus romances, fal-o-ia; mas não é possivel, ao menos por ora; e não tenho no Porto quem se queira arriscar a perder o seu dinheiro sem honra nem proveito. «Em poesia sou eu uma profana; não fui iniciada na maçonaria poetica. Só o ouvido me diz aquillo que me agrada. Eu tenho pesar de não ter o condão de fazer versos. E' um condão raro; consolo-me com isso. Admiro a paciencia de algumas pessoas. Se todas fossem como eu, não se fariam trabalhos de primor em que fosse preciso gastar a paciencia de um santo; sobre tudo em tempo de calma, como este.» <section end=EB4/> <section begin=EB5 /> {{ch|V}} Terminando aqui o esboço biographico-litterario de D. Maria Peregrina de Souza, fica-me licito dizer, sem taxa de fatuidade, que doei aos leitores uma serie de formosas paginas, que hão-de ser relidas por todos, como ainda hoje o é a chistosa e natural, noticiosa e affectiva, correspondencia da Marqueza de Sevigné. A photographia e o buril não reproduziriam as feições da nossa illustre conterranea com a verdade e vida com que se retrataram, a sua bella alma, o seu espirito superior, o seu coração<noinclude></noinclude> h83lw7kg1sb3g3j3vc7iz9cztnsjx1x Henriqueta/Esboço biographico 4 0 256259 559447 2026-08-19T20:53:14Z BlitzkriegBoop 37692 Página criada 559447 wikitext text/x-wiki <pages index="Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf" from=40 to=53 fromsection=EB4 tosection=EB4 header=1 contributor="António Feliciano de Castilho" seção="Esboço biographico" /> [[Categoria:Henriqueta| 04]] 60d02nkmfcf7q2hdg5pr0su7aqazz9m Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/54 106 256260 559452 2026-08-19T20:58:39Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559452 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />XLVIII</noinclude>excellente nas desambiciosas cartas suas, com cujos extractos compuz na quasi totalidade esta noticia. Os apostolos da educação e instrucção do sexo feminino, os partidarios da graciosa simplicidade no escrever, e os amantes da pureza da lingua patria, todos me agradecerão, espero-o, por ter anteposto aqui sem annuencia nem previo conhecimento d'ella, a sua á minha penna. Possa ella perdoar-me esta inconfidencia e reler sem enfado estas suas conversações, que a mim só me peza não ter podido ampliar ainda muito mais. Se a modestia da que eu expuz aos olhos do mundo me accusar, se não quizer para si esta corôa, se o é, deponha-a religiosamente no cypreste commum de sua mãe, pae e irmã, ultimamente fallecida. {{D|''Castilho.''}} {{dhr}} {{lh|4em}}<section end=EB5/> <section begin=AD/> {{ch|Advertencia do editor}} Julguei opportuna a inserção do presente opusculo, que tanto considera a auctora, por ser elaborado por um dos nossos vultos litterarios; e, em conclusão de sua honrosa biographia, cumpre-me dizer que succedendo o fallecimento de sua irmã<noinclude></noinclude> 5uqyey85s6ltng4t9my21qd1z4scxgn Lei nº 13460, de 26 de junho de 2017 0 256261 559453 2026-08-19T20:59:14Z Notsonotoriousbig 43614 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{navegar |obra=Lei nº 13460, de 26 de junho de 2017 |autor= |notas='''Lei nº 13460, de 26 de junho de 2017''' foi a lei assinada pelo Presidente da República Michel Temer que dispõe sobre participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos da administração pública. }} O '''PRESIDENTE DA REPÚBLICA''' Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: '''CAPÍTULO I''' '''DISPOSIÇÕES PRELIM... 559453 wikitext text/x-wiki {{navegar |obra=Lei nº 13460, de 26 de junho de 2017 |autor= |notas='''Lei nº 13460, de 26 de junho de 2017''' foi a lei assinada pelo Presidente da República Michel Temer que dispõe sobre participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos da administração pública. }} O '''PRESIDENTE DA REPÚBLICA''' Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: '''CAPÍTULO I''' '''DISPOSIÇÕES PRELIMINARES''' '''Art. 1º''' Esta Lei estabelece normas básicas para participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos prestados direta ou indiretamente pela administração pública. '''§ 1º''' O disposto nesta Lei aplica-se à administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nos termos do inciso I do § 3º do art. 37 da Constituição Federal . '''§ 2º''' A aplicação desta Lei não afasta a necessidade de cumprimento do disposto: '''I -''' em normas regulamentadoras específicas, quando se tratar de serviço ou atividade sujeitos a regulação ou supervisão; e '''II -''' na Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, quando caracterizada relação de consumo. '''§ 3º''' Aplica-se subsidiariamente o disposto nesta Lei aos serviços públicos prestados por particular. '''Art. 2º''' Para os fins desta Lei, consideram-se: '''I -''' usuário - pessoa física ou jurídica que se beneficia ou utiliza, efetiva ou potencialmente, de serviço público; '''II -''' serviço público - atividade administrativa ou de prestação direta ou indireta de bens ou serviços à população, exercida por órgão ou entidade da administração pública; '''III -''' administração pública - órgão ou entidade integrante da administração pública de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, a Advocacia Pública e a Defensoria Pública; '''IV -''' agente público - quem exerce cargo, emprego ou função pública, de natureza civil ou militar, ainda que transitoriamente ou sem remuneração; e '''V -''' manifestações - reclamações, denúncias, sugestões, elogios e demais pronunciamentos de usuários que tenham como objeto a prestação de serviços públicos e a conduta de agentes públicos na prestação e fiscalização de tais serviços. '''Parágrafo único.''' O acesso do usuário a informações será regido pelos termos da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 . '''Art. 3º''' Com periodicidade mínima anual, cada Poder e esfera de Governo publicará quadro geral dos serviços públicos prestados, que especificará os órgãos ou entidades responsáveis por sua realização e a autoridade administrativa a quem estão subordinados ou vinculados. '''Art. 4º''' Os serviços públicos e o atendimento do usuário serão realizados de forma adequada, observados os princípios da regularidade, continuidade, efetividade, segurança, atualidade, generalidade, transparência e cortesia. '''CAPÍTULO II''' '''DOS DIREITOS BÁSICOS E DEVERES DOS USUÁRIOS''' '''Art. 5º''' O usuário de serviço público tem direito à adequada prestação dos serviços, devendo os agentes públicos e prestadores de serviços públicos observar as seguintes diretrizes: '''I -''' urbanidade, respeito, acessibilidade e cortesia no atendimento aos usuários; '''II -''' presunção de boa-fé do usuário; '''III -''' atendimento por ordem de chegada, ressalvados casos de urgência e aqueles em que houver possibilidade de agendamento, asseguradas as prioridades legais às pessoas com deficiência, aos idosos, às gestantes, às lactantes e às pessoas acompanhadas por crianças de colo; '''IV -''' adequação entre meios e fins, vedada a imposição de exigências, obrigações, restrições e sanções não previstas na legislação; '''V -''' igualdade no tratamento aos usuários, vedado qualquer tipo de discriminação; '''VI -''' cumprimento de prazos e normas procedimentais; '''VII -''' definição, publicidade e observância de horários e normas compatíveis com o bom atendimento ao usuário; '''VIII -''' adoção de medidas visando a proteção à saúde e a segurança dos usuários; '''IX -''' autenticação de documentos pelo próprio agente público, à vista dos originais apresentados pelo usuário, vedada a exigência de reconhecimento de firma, salvo em caso de dúvida de autenticidade; '''X -''' manutenção de instalações salubres, seguras, sinalizadas, acessíveis e adequadas ao serviço e ao atendimento; '''XI -''' eliminação de formalidades e de exigências cujo custo econômico ou social seja superior ao risco envolvido; '''XII -''' observância dos códigos de ética ou de conduta aplicáveis às várias categorias de agentes públicos; '''XIII -''' aplicação de soluções tecnológicas que visem a simplificar processos e procedimentos de atendimento ao usuário e a propiciar melhores condições para o compartilhamento das informações; '''XIV -''' utilização de linguagem simples e compreensível, evitando o uso de siglas, jargões e estrangeirismos; e '''XV -''' vedação da exigência de nova prova sobre fato já comprovado em documentação válida apresentada. '''XVI –''' comunicação prévia ao consumidor de que o serviço será desligado em virtude de inadimplemento, bem como do dia a partir do qual será realizado o desligamento, necessariamente durante horário comercial. (Incluído pela Lei nº 14.015, de 2020) '''Parágrafo único.''' A taxa de religação de serviços não será devida se houver descumprimento da exigência de notificação prévia ao consumidor prevista no inciso XVI do caput deste artigo, o que ensejará a aplicação de multa à concessionária, conforme regulamentação. (Incluído pela Lei nº 14.015, de 2020) '''Art. 6º''' São direitos básicos do usuário: '''I -''' participação no acompanhamento da prestação e na avaliação dos serviços; '''II -''' obtenção e utilização dos serviços com liberdade de escolha entre os meios oferecidos e sem discriminação; '''III -''' acesso e obtenção de informações relativas à sua pessoa constantes de registros ou bancos de dados, observado o disposto no inciso X do caput do art. 5º da Constituição Federal e na Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 ; '''IV -''' proteção de suas informações pessoais, nos termos da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 ; '''V -''' atuação integrada e sistêmica na expedição de atestados, certidões e documentos comprobatórios de regularidade; e '''VI -''' obtenção de informações precisas e de fácil acesso nos locais de prestação do serviço, assim como sua disponibilização na internet, especialmente sobre: '''a)''' horário de funcionamento das unidades administrativas; '''b)''' serviços prestados pelo órgão ou entidade, sua localização exata e a indicação do setor responsável pelo atendimento ao público; '''c)''' acesso ao agente público ou ao órgão encarregado de receber manifestações; '''d)''' situação da tramitação dos processos administrativos em que figure como interessado; e '''e)''' valor das taxas e tarifas cobradas pela prestação dos serviços, contendo informações para a compreensão exata da extensão do serviço prestado. '''VII –''' comunicação prévia da suspensão da prestação de serviço. (Incluído pela Lei nº 14.015, de 2020) '''Parágrafo único.''' É vedada a suspensão da prestação de serviço em virtude de inadimplemento por parte do usuário que se inicie na sexta-feira, no sábado ou no domingo, bem como em feriado ou no dia anterior a feriado. (Incluído pela Lei nº 14.015, de 2020) '''Art. 7º''' Os órgãos e entidades abrangidos por esta Lei divulgarão Carta de Serviços ao Usuário. '''§ 1º''' A Carta de Serviços ao Usuário tem por objetivo informar o usuário sobre os serviços prestados pelo órgão ou entidade, as formas de acesso a esses serviços e seus compromissos e padrões de qualidade de atendimento ao público. '''§ 2º''' A Carta de Serviços ao Usuário deverá trazer informações claras e precisas em relação a cada um dos serviços prestados, apresentando, no mínimo, informações relacionadas a: '''I -''' serviços oferecidos; '''II -''' requisitos, documentos, formas e informações necessárias para acessar o serviço; '''III -''' principais etapas para processamento do serviço; '''IV -''' previsão do prazo máximo para a prestação do serviço; '''V -''' forma de prestação do serviço; e '''VI -''' locais e formas para o usuário apresentar eventual manifestação sobre a prestação do serviço. '''§ 3º''' Além das informações descritas no § 2º, a Carta de Serviços ao Usuário deverá detalhar os compromissos e padrões de qualidade do atendimento relativos, no mínimo, aos seguintes aspectos: '''I -''' prioridades de atendimento; '''II -''' previsão de tempo de espera para atendimento; '''III -''' mecanismos de comunicação com os usuários; '''IV -''' procedimentos para receber e responder as manifestações dos usuários; e '''V -''' mecanismos de consulta, por parte dos usuários, acerca do andamento do serviço solicitado e de eventual manifestação. '''§ 4º''' A Carta de Serviços ao Usuário será objeto de atualização periódica e de permanente divulgação mediante publicação em sítio eletrônico do órgão ou entidade na internet. '''§ 5º''' Regulamento específico de cada Poder e esfera de Governo disporá sobre a operacionalização da Carta de Serviços ao Usuário. '''§ 6º''' Compete a cada ente federado disponibilizar as informações dos serviços prestados, conforme disposto nas suas Cartas de Serviços ao Usuário, na Base Nacional de Serviços Públicos, mantida pelo Poder Executivo federal, em formato aberto e interoperável, nos termos do regulamento do Poder Executivo federal. (Incluído pela Lei nº 14.129, de 2021) (Vigência) '''Art. 8º''' São deveres do usuário: '''I -''' utilizar adequadamente os serviços, procedendo com urbanidade e boa-fé; '''II -''' prestar as informações pertinentes ao serviço prestado quando solicitadas; '''III -''' colaborar para a adequada prestação do serviço; e '''IV -''' preservar as condições dos bens públicos por meio dos quais lhe são prestados os serviços de que trata esta Lei. '''CAPÍTULO III''' '''DAS MANIFESTAÇÕES DOS USUÁRIOS DE SERVIÇOS PÚBLICOS''' '''Art. 9º''' Para garantir seus direitos, o usuário poderá apresentar manifestações perante a administração pública acerca da prestação de serviços públicos. '''Art. 10.''' A manifestação será dirigida à ouvidoria do órgão ou entidade responsável e conterá a identificação do requerente. '''§ 1º''' A identificação do requerente não conterá exigências que inviabilizem sua manifestação. '''§ 2º''' São vedadas quaisquer exigências relativas aos motivos determinantes da apresentação de manifestações perante a ouvidoria. '''§ 3º''' Caso não haja ouvidoria, o usuário poderá apresentar manifestações diretamente ao órgão ou entidade responsável pela execução do serviço e ao órgão ou entidade a que se subordinem ou se vinculem. '''§ 4º''' A manifestação poderá ser feita por meio eletrônico, ou correspondência convencional, ou verbalmente, hipótese em que deverá ser reduzida a termo. '''§ 5º''' No caso de manifestação por meio eletrônico, prevista no § 4º, respeitada a legislação específica de sigilo e proteção de dados, poderá a administração pública ou sua ouvidoria requerer meio de certificação da identidade do usuário. '''§ 6º''' Os órgãos e entidades públicos abrangidos por esta Lei deverão colocar à disposição do usuário formulários simplificados e de fácil compreensão para a apresentação do requerimento previsto no caput , facultada ao usuário sua utilização. '''§ 7º''' A identificação do requerente é informação pessoal protegida com restrição de acesso nos termos da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 . '''Art. 10-A.''' Para fins de acesso a informações e serviços, de exercício de direitos e obrigações ou de obtenção de benefícios perante os órgãos e as entidades federais, estaduais, distritais e municipais ou os serviços públicos delegados, a apresentação de documento de identificação com fé pública em que conste o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) será suficiente para identificação do cidadão, dispensada a apresentação de qualquer outro documento. (Incluído pela Lei nº 14.129, de 2021) (Vigência) '''§̶ ̶1̶º̶''' ̶ ̶O̶s̶ ̶c̶a̶d̶a̶s̶t̶r̶o̶s̶,̶ ̶o̶s̶ ̶f̶o̶r̶m̶u̶l̶á̶r̶i̶o̶s̶,̶ ̶o̶s̶ ̶s̶i̶s̶t̶e̶m̶a̶s̶ ̶e̶ ̶o̶u̶t̶r̶o̶s̶ ̶i̶n̶s̶t̶r̶u̶m̶e̶n̶t̶o̶s̶ ̶e̶x̶i̶g̶i̶d̶o̶s̶ ̶d̶o̶s̶ ̶u̶s̶u̶á̶r̶i̶o̶s̶ ̶p̶a̶r̶a̶ ̶a̶ ̶p̶r̶e̶s̶t̶a̶ç̶ã̶o̶ ̶d̶e̶ ̶s̶e̶r̶v̶i̶ç̶o̶ ̶p̶ú̶b̶l̶i̶c̶o̶ ̶d̶e̶v̶e̶r̶ã̶o̶ ̶d̶i̶s̶p̶o̶n̶i̶b̶i̶l̶i̶z̶a̶r̶ ̶c̶a̶m̶p̶o̶ ̶p̶a̶r̶a̶ ̶r̶e̶g̶i̶s̶t̶r̶o̶ ̶d̶o̶ ̶n̶ú̶m̶e̶r̶o̶ ̶d̶e̶ ̶i̶n̶s̶c̶r̶i̶ç̶ã̶o̶ ̶n̶o̶ ̶C̶P̶F̶,̶ ̶d̶e̶ ̶p̶r̶e̶e̶n̶c̶h̶i̶m̶e̶n̶t̶o̶ ̶o̶b̶r̶i̶g̶a̶t̶ó̶r̶i̶o̶ ̶p̶a̶r̶a̶ ̶c̶i̶d̶a̶d̶ã̶o̶s̶ ̶b̶r̶a̶s̶i̶l̶e̶i̶r̶o̶s̶ ̶e̶ ̶e̶s̶t̶r̶a̶n̶g̶e̶i̶r̶o̶s̶ ̶r̶e̶s̶i̶d̶e̶n̶t̶e̶s̶ ̶n̶o̶ ̶B̶r̶a̶s̶i̶l̶,̶ ̶q̶u̶e̶ ̶s̶e̶r̶á̶ ̶s̶u̶f̶i̶c̶i̶e̶n̶t̶e̶ ̶p̶a̶r̶a̶ ̶s̶u̶a̶ ̶i̶d̶e̶n̶t̶i̶f̶i̶c̶a̶ç̶ã̶o̶,̶ ̶v̶e̶d̶a̶d̶a̶ ̶a̶ ̶e̶x̶i̶g̶ê̶n̶c̶i̶a̶ ̶d̶e̶ ̶a̶p̶r̶e̶s̶e̶n̶t̶a̶ç̶ã̶o̶ ̶d̶e̶ ̶q̶u̶a̶l̶q̶u̶e̶r̶ ̶o̶u̶t̶r̶o̶ ̶n̶ú̶m̶e̶r̶o̶ ̶p̶a̶r̶a̶ ̶e̶s̶s̶e̶ ̶f̶i̶m̶.̶ ̶(̶I̶n̶c̶l̶u̶í̶d̶o̶ ̶p̶e̶l̶a̶ ̶L̶e̶i̶ ̶n̶º̶ ̶1̶4̶.̶1̶2̶9̶,̶ ̶d̶e̶ ̶2̶0̶2̶1̶)̶ ̶(̶V̶i̶g̶ê̶n̶c̶i̶a̶)̶ '''§ 1º''' Os cadastros, os formulários, os sistemas e outros instrumentos exigidos dos usuários para a prestação de serviço público deverão disponibilizar campo para registro do número de inscrição no CPF, de preenchimento obrigatório, que será suficiente para sua identificação, vedada a exigência de apresentação de qualquer outro número para esse fim. (Redação dada pela Lei nº 14.534, de 2023) '''§ 2º''' O número de inscrição no CPF poderá ser declarado pelo usuário do serviço público, desde que acompanhado de documento de identificação com fé pública, nos termos da lei. (Incluído pela Lei nº 14.129, de 2021) (Vigência) '''§ 3º''' Ato de cada ente federativo ou Poder poderá dispor sobre casos excepcionais ao previsto no caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 14.129, de 2021) (Vigência) '''Art. 11.''' Em nenhuma hipótese, será recusado o recebimento de manifestações formuladas nos termos desta Lei, sob pena de responsabilidade do agente público. '''Art. 12.''' Os procedimentos administrativos relativos à análise das manifestações observarão os princípios da eficiência e da celeridade, visando a sua efetiva resolução. '''Parágrafo único.''' A efetiva resolução das manifestações dos usuários compreende: '''I -''' recepção da manifestação no canal de atendimento adequado; '''II -''' emissão de comprovante de recebimento da manifestação; '''III -''' análise e obtenção de informações, quando necessário; '''IV -''' decisão administrativa final; e '''V -''' ciência ao usuário. '''CAPÍTULO IV''' '''DAS OUVIDORIAS''' '''Art. 13.''' As ouvidorias terão como atribuições precípuas, sem prejuízo de outras estabelecidas em regulamento específico: '''I -''' promover a participação do usuário na administração pública, em cooperação com outras entidades de defesa do usuário; '''II -''' acompanhar a prestação dos serviços, visando a garantir a sua efetividade; '''III -''' propor aperfeiçoamentos na prestação dos serviços; '''IV -''' auxiliar na prevenção e correção dos atos e procedimentos incompatíveis com os princípios estabelecidos nesta Lei; '''V -''' propor a adoção de medidas para a defesa dos direitos do usuário, em observância às determinações desta Lei; '''VI -''' receber, analisar e encaminhar às autoridades competentes as manifestações, acompanhando o tratamento e a efetiva conclusão das manifestações de usuário perante órgão ou entidade a que se vincula; e '''VII -''' promover a adoção de mediação e conciliação entre o usuário e o órgão ou a entidade pública, sem prejuízo de outros órgãos competentes. '''Art. 14.''' Com vistas à realização de seus objetivos, as ouvidorias deverão: '''I -''' receber, analisar e responder, por meio de mecanismos proativos e reativos, as manifestações encaminhadas por usuários de serviços públicos; e '''II -''' elaborar, anualmente, relatório de gestão, que deverá consolidar as informações mencionadas no inciso I, e, com base nelas, apontar falhas e sugerir melhorias na prestação de serviços públicos. '''Art. 15.''' O relatório de gestão de que trata o inciso II do caput do art. 14 deverá indicar, ao menos: '''I -''' o número de manifestações recebidas no ano anterior; '''II -''' os motivos das manifestações; '''III -''' a análise dos pontos recorrentes; e '''IV -''' as providências adotadas pela administração pública nas soluções apresentadas. '''Parágrafo único.''' O relatório de gestão será: '''I -''' encaminhado à autoridade máxima do órgão a que pertence a unidade de ouvidoria; e '''II -''' disponibilizado integralmente na internet. '''Art. 16.''' A ouvidoria encaminhará a decisão administrativa final ao usuário, observado o prazo de trinta dias, prorrogável de forma justificada uma única vez, por igual período. '''Parágrafo único.''' Observado o prazo previsto no caput, a ouvidoria poderá solicitar informações e esclarecimentos diretamente a agentes públicos do órgão ou entidade a que se vincula, e as solicitações devem ser respondidas no prazo de vinte dias, prorrogável de forma justificada uma única vez, por igual período. '''Art. 17.''' Atos normativos específicos de cada Poder e esfera de Governo disporão sobre a organização e o funcionamento de suas ouvidorias. '''CAPÍTULO V''' '''DOS CONSELHOS DE USUÁRIOS''' '''Art. 18.''' Sem prejuízo de outras formas previstas na legislação, a participação dos usuários no acompanhamento da prestação e na avaliação dos serviços públicos será feita por meio de conselhos de usuários. '''Parágrafo único.''' Os conselhos de usuários são órgãos consultivos dotados das seguintes atribuições: '''I -''' acompanhar a prestação dos serviços; '''II -''' participar na avaliação dos serviços; '''III -''' propor melhorias na prestação dos serviços; '''IV -''' contribuir na definição de diretrizes para o adequado atendimento ao usuário; e '''V -''' acompanhar e avaliar a atuação do ouvidor. '''Art. 19.''' A composição dos conselhos deve observar os critérios de representatividade e pluralidade das partes interessadas, com vistas ao equilíbrio em sua representação. '''Parágrafo único.''' A escolha dos representantes será feita em processo aberto ao público e diferenciado por tipo de usuário a ser representado. '''Art. 20.''' O conselho de usuários poderá ser consultado quanto à indicação do ouvidor. '''Art. 21.''' A participação do usuário no conselho será considerada serviço relevante e sem remuneração. '''Art. 22.''' Regulamento específico de cada Poder e esfera de Governo disporá sobre a organização e funcionamento dos conselhos de usuários. '''CAPÍTULO VI''' '''DA AVALIAÇÃO CONTINUADA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS''' '''Art. 23.''' Os órgãos e entidades públicos abrangidos por esta Lei deverão avaliar os serviços prestados, nos seguintes aspectos: '''I -''' satisfação do usuário com o serviço prestado; '''II -''' qualidade do atendimento prestado ao usuário; '''III -''' cumprimento dos compromissos e prazos definidos para a prestação dos serviços; '''IV -''' quantidade de manifestações de usuários; e '''V -''' medidas adotadas pela administração pública para melhoria e aperfeiçoamento da prestação do serviço. '''§ 1º''' A avaliação será realizada por pesquisa de satisfação feita, no mínimo, a cada um ano, ou por qualquer outro meio que garanta significância estatística aos resultados. '''§ 2º''' O resultado da avaliação deverá ser integralmente publicado no sítio do órgão ou entidade, incluindo o ranking das entidades com maior incidência de reclamação dos usuários na periodicidade a que se refere o § 1º, e servirá de subsídio para reorientar e ajustar os serviços prestados, em especial quanto ao cumprimento dos compromissos e dos padrões de qualidade de atendimento divulgados na Carta de Serviços ao Usuário. '''Art. 24.''' Regulamento específico de cada Poder e esfera de Governo disporá sobre a avaliação da efetividade e dos níveis de satisfação dos usuários. '''CAPÍTULO VII''' '''DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS''' '''Art. 25.''' Esta Lei entra em vigor, a contar da sua publicação, em: '''I -''' trezentos e sessenta dias para a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios com mais de quinhentos mil habitantes; '''II -''' quinhentos e quarenta dias para os Municípios entre cem mil e quinhentos mil habitantes; e '''III -''' setecentos e vinte dias para os Municípios com menos de cem mil habitantes. Brasília, 26 de junho de 2017; 196º da Independência e 129º da República. [[Autor:Michel Temer|MICHEL TEMER]] Torquato Jardim Dyogo Henrique de Oliveira Wagner de Campos Rosário [[Categoria:2017]] [[Categoria:Leis do Brasil]] a8i08y4r5nibld1qdalsblvae3t22t2 559462 559453 2026-08-19T21:19:13Z Notsonotoriousbig 43614 559462 wikitext text/x-wiki {{navegar |obra=Lei nº 13460, de 26 de junho de 2017 |autor= |notas='''Lei nº 13460, de 26 de junho de 2017''' foi a lei assinada pelo Presidente da República Michel Temer que dispõe sobre participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos da administração pública. }} O '''PRESIDENTE DA REPÚBLICA''' Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: ==CAPÍTULO I -DISPOSIÇÕES PRELIMINARES== '''Art. 1º''' Esta Lei estabelece normas básicas para participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos prestados direta ou indiretamente pela administração pública. '''§ 1º''' O disposto nesta Lei aplica-se à administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nos termos do inciso I do § 3º do art. 37 da Constituição Federal . '''§ 2º''' A aplicação desta Lei não afasta a necessidade de cumprimento do disposto: '''I -''' em normas regulamentadoras específicas, quando se tratar de serviço ou atividade sujeitos a regulação ou supervisão; e '''II -''' na Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, quando caracterizada relação de consumo. '''§ 3º''' Aplica-se subsidiariamente o disposto nesta Lei aos serviços públicos prestados por particular. '''Art. 2º''' Para os fins desta Lei, consideram-se: '''I -''' usuário - pessoa física ou jurídica que se beneficia ou utiliza, efetiva ou potencialmente, de serviço público; '''II -''' serviço público - atividade administrativa ou de prestação direta ou indireta de bens ou serviços à população, exercida por órgão ou entidade da administração pública; '''III -''' administração pública - órgão ou entidade integrante da administração pública de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, a Advocacia Pública e a Defensoria Pública; '''IV -''' agente público - quem exerce cargo, emprego ou função pública, de natureza civil ou militar, ainda que transitoriamente ou sem remuneração; e '''V -''' manifestações - reclamações, denúncias, sugestões, elogios e demais pronunciamentos de usuários que tenham como objeto a prestação de serviços públicos e a conduta de agentes públicos na prestação e fiscalização de tais serviços. '''Parágrafo único.''' O acesso do usuário a informações será regido pelos termos da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 . '''Art. 3º''' Com periodicidade mínima anual, cada Poder e esfera de Governo publicará quadro geral dos serviços públicos prestados, que especificará os órgãos ou entidades responsáveis por sua realização e a autoridade administrativa a quem estão subordinados ou vinculados. '''Art. 4º''' Os serviços públicos e o atendimento do usuário serão realizados de forma adequada, observados os princípios da regularidade, continuidade, efetividade, segurança, atualidade, generalidade, transparência e cortesia. ==CAPÍTULO II - DOS DIREITOS BÁSICOS E DEVERES DOS USUÁRIOS== '''Art. 5º''' O usuário de serviço público tem direito à adequada prestação dos serviços, devendo os agentes públicos e prestadores de serviços públicos observar as seguintes diretrizes: '''I -''' urbanidade, respeito, acessibilidade e cortesia no atendimento aos usuários; '''II -''' presunção de boa-fé do usuário; '''III -''' atendimento por ordem de chegada, ressalvados casos de urgência e aqueles em que houver possibilidade de agendamento, asseguradas as prioridades legais às pessoas com deficiência, aos idosos, às gestantes, às lactantes e às pessoas acompanhadas por crianças de colo; '''IV -''' adequação entre meios e fins, vedada a imposição de exigências, obrigações, restrições e sanções não previstas na legislação; '''V -''' igualdade no tratamento aos usuários, vedado qualquer tipo de discriminação; '''VI -''' cumprimento de prazos e normas procedimentais; '''VII -''' definição, publicidade e observância de horários e normas compatíveis com o bom atendimento ao usuário; '''VIII -''' adoção de medidas visando a proteção à saúde e a segurança dos usuários; '''IX -''' autenticação de documentos pelo próprio agente público, à vista dos originais apresentados pelo usuário, vedada a exigência de reconhecimento de firma, salvo em caso de dúvida de autenticidade; '''X -''' manutenção de instalações salubres, seguras, sinalizadas, acessíveis e adequadas ao serviço e ao atendimento; '''XI -''' eliminação de formalidades e de exigências cujo custo econômico ou social seja superior ao risco envolvido; '''XII -''' observância dos códigos de ética ou de conduta aplicáveis às várias categorias de agentes públicos; '''XIII -''' aplicação de soluções tecnológicas que visem a simplificar processos e procedimentos de atendimento ao usuário e a propiciar melhores condições para o compartilhamento das informações; '''XIV -''' utilização de linguagem simples e compreensível, evitando o uso de siglas, jargões e estrangeirismos; e '''XV -''' vedação da exigência de nova prova sobre fato já comprovado em documentação válida apresentada. '''XVI –''' comunicação prévia ao consumidor de que o serviço será desligado em virtude de inadimplemento, bem como do dia a partir do qual será realizado o desligamento, necessariamente durante horário comercial. (Incluído pela Lei nº 14.015, de 2020) '''Parágrafo único.''' A taxa de religação de serviços não será devida se houver descumprimento da exigência de notificação prévia ao consumidor prevista no inciso XVI do caput deste artigo, o que ensejará a aplicação de multa à concessionária, conforme regulamentação. (Incluído pela Lei nº 14.015, de 2020) '''Art. 6º''' São direitos básicos do usuário: '''I -''' participação no acompanhamento da prestação e na avaliação dos serviços; '''II -''' obtenção e utilização dos serviços com liberdade de escolha entre os meios oferecidos e sem discriminação; '''III -''' acesso e obtenção de informações relativas à sua pessoa constantes de registros ou bancos de dados, observado o disposto no inciso X do caput do art. 5º da Constituição Federal e na Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 ; '''IV -''' proteção de suas informações pessoais, nos termos da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 ; '''V -''' atuação integrada e sistêmica na expedição de atestados, certidões e documentos comprobatórios de regularidade; e '''VI -''' obtenção de informações precisas e de fácil acesso nos locais de prestação do serviço, assim como sua disponibilização na internet, especialmente sobre: '''a)''' horário de funcionamento das unidades administrativas; '''b)''' serviços prestados pelo órgão ou entidade, sua localização exata e a indicação do setor responsável pelo atendimento ao público; '''c)''' acesso ao agente público ou ao órgão encarregado de receber manifestações; '''d)''' situação da tramitação dos processos administrativos em que figure como interessado; e '''e)''' valor das taxas e tarifas cobradas pela prestação dos serviços, contendo informações para a compreensão exata da extensão do serviço prestado. '''VII –''' comunicação prévia da suspensão da prestação de serviço. (Incluído pela Lei nº 14.015, de 2020) '''Parágrafo único.''' É vedada a suspensão da prestação de serviço em virtude de inadimplemento por parte do usuário que se inicie na sexta-feira, no sábado ou no domingo, bem como em feriado ou no dia anterior a feriado. (Incluído pela Lei nº 14.015, de 2020) '''Art. 7º''' Os órgãos e entidades abrangidos por esta Lei divulgarão Carta de Serviços ao Usuário. '''§ 1º''' A Carta de Serviços ao Usuário tem por objetivo informar o usuário sobre os serviços prestados pelo órgão ou entidade, as formas de acesso a esses serviços e seus compromissos e padrões de qualidade de atendimento ao público. '''§ 2º''' A Carta de Serviços ao Usuário deverá trazer informações claras e precisas em relação a cada um dos serviços prestados, apresentando, no mínimo, informações relacionadas a: '''I -''' serviços oferecidos; '''II -''' requisitos, documentos, formas e informações necessárias para acessar o serviço; '''III -''' principais etapas para processamento do serviço; '''IV -''' previsão do prazo máximo para a prestação do serviço; '''V -''' forma de prestação do serviço; e '''VI -''' locais e formas para o usuário apresentar eventual manifestação sobre a prestação do serviço. '''§ 3º''' Além das informações descritas no § 2º, a Carta de Serviços ao Usuário deverá detalhar os compromissos e padrões de qualidade do atendimento relativos, no mínimo, aos seguintes aspectos: '''I -''' prioridades de atendimento; '''II -''' previsão de tempo de espera para atendimento; '''III -''' mecanismos de comunicação com os usuários; '''IV -''' procedimentos para receber e responder as manifestações dos usuários; e '''V -''' mecanismos de consulta, por parte dos usuários, acerca do andamento do serviço solicitado e de eventual manifestação. '''§ 4º''' A Carta de Serviços ao Usuário será objeto de atualização periódica e de permanente divulgação mediante publicação em sítio eletrônico do órgão ou entidade na internet. '''§ 5º''' Regulamento específico de cada Poder e esfera de Governo disporá sobre a operacionalização da Carta de Serviços ao Usuário. '''§ 6º''' Compete a cada ente federado disponibilizar as informações dos serviços prestados, conforme disposto nas suas Cartas de Serviços ao Usuário, na Base Nacional de Serviços Públicos, mantida pelo Poder Executivo federal, em formato aberto e interoperável, nos termos do regulamento do Poder Executivo federal. (Incluído pela Lei nº 14.129, de 2021) (Vigência) '''Art. 8º''' São deveres do usuário: '''I -''' utilizar adequadamente os serviços, procedendo com urbanidade e boa-fé; '''II -''' prestar as informações pertinentes ao serviço prestado quando solicitadas; '''III -''' colaborar para a adequada prestação do serviço; e '''IV -''' preservar as condições dos bens públicos por meio dos quais lhe são prestados os serviços de que trata esta Lei. ==CAPÍTULO III - DAS MANIFESTAÇÕES DOS USUÁRIOS DE SERVIÇOS PÚBLICOS== '''Art. 9º''' Para garantir seus direitos, o usuário poderá apresentar manifestações perante a administração pública acerca da prestação de serviços públicos. '''Art. 10.''' A manifestação será dirigida à ouvidoria do órgão ou entidade responsável e conterá a identificação do requerente. '''§ 1º''' A identificação do requerente não conterá exigências que inviabilizem sua manifestação. '''§ 2º''' São vedadas quaisquer exigências relativas aos motivos determinantes da apresentação de manifestações perante a ouvidoria. '''§ 3º''' Caso não haja ouvidoria, o usuário poderá apresentar manifestações diretamente ao órgão ou entidade responsável pela execução do serviço e ao órgão ou entidade a que se subordinem ou se vinculem. '''§ 4º''' A manifestação poderá ser feita por meio eletrônico, ou correspondência convencional, ou verbalmente, hipótese em que deverá ser reduzida a termo. '''§ 5º''' No caso de manifestação por meio eletrônico, prevista no § 4º, respeitada a legislação específica de sigilo e proteção de dados, poderá a administração pública ou sua ouvidoria requerer meio de certificação da identidade do usuário. '''§ 6º''' Os órgãos e entidades públicos abrangidos por esta Lei deverão colocar à disposição do usuário formulários simplificados e de fácil compreensão para a apresentação do requerimento previsto no caput , facultada ao usuário sua utilização. '''§ 7º''' A identificação do requerente é informação pessoal protegida com restrição de acesso nos termos da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 . '''Art. 10-A.''' Para fins de acesso a informações e serviços, de exercício de direitos e obrigações ou de obtenção de benefícios perante os órgãos e as entidades federais, estaduais, distritais e municipais ou os serviços públicos delegados, a apresentação de documento de identificação com fé pública em que conste o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) será suficiente para identificação do cidadão, dispensada a apresentação de qualquer outro documento. (Incluído pela Lei nº 14.129, de 2021) (Vigência) '''§̶ ̶1̶º̶''' ̶ ̶O̶s̶ ̶c̶a̶d̶a̶s̶t̶r̶o̶s̶,̶ ̶o̶s̶ ̶f̶o̶r̶m̶u̶l̶á̶r̶i̶o̶s̶,̶ ̶o̶s̶ ̶s̶i̶s̶t̶e̶m̶a̶s̶ ̶e̶ ̶o̶u̶t̶r̶o̶s̶ ̶i̶n̶s̶t̶r̶u̶m̶e̶n̶t̶o̶s̶ ̶e̶x̶i̶g̶i̶d̶o̶s̶ ̶d̶o̶s̶ ̶u̶s̶u̶á̶r̶i̶o̶s̶ ̶p̶a̶r̶a̶ ̶a̶ ̶p̶r̶e̶s̶t̶a̶ç̶ã̶o̶ ̶d̶e̶ ̶s̶e̶r̶v̶i̶ç̶o̶ ̶p̶ú̶b̶l̶i̶c̶o̶ ̶d̶e̶v̶e̶r̶ã̶o̶ ̶d̶i̶s̶p̶o̶n̶i̶b̶i̶l̶i̶z̶a̶r̶ ̶c̶a̶m̶p̶o̶ ̶p̶a̶r̶a̶ ̶r̶e̶g̶i̶s̶t̶r̶o̶ ̶d̶o̶ ̶n̶ú̶m̶e̶r̶o̶ ̶d̶e̶ ̶i̶n̶s̶c̶r̶i̶ç̶ã̶o̶ ̶n̶o̶ ̶C̶P̶F̶,̶ ̶d̶e̶ ̶p̶r̶e̶e̶n̶c̶h̶i̶m̶e̶n̶t̶o̶ ̶o̶b̶r̶i̶g̶a̶t̶ó̶r̶i̶o̶ ̶p̶a̶r̶a̶ ̶c̶i̶d̶a̶d̶ã̶o̶s̶ ̶b̶r̶a̶s̶i̶l̶e̶i̶r̶o̶s̶ ̶e̶ ̶e̶s̶t̶r̶a̶n̶g̶e̶i̶r̶o̶s̶ ̶r̶e̶s̶i̶d̶e̶n̶t̶e̶s̶ ̶n̶o̶ ̶B̶r̶a̶s̶i̶l̶,̶ ̶q̶u̶e̶ ̶s̶e̶r̶á̶ ̶s̶u̶f̶i̶c̶i̶e̶n̶t̶e̶ ̶p̶a̶r̶a̶ ̶s̶u̶a̶ ̶i̶d̶e̶n̶t̶i̶f̶i̶c̶a̶ç̶ã̶o̶,̶ ̶v̶e̶d̶a̶d̶a̶ ̶a̶ ̶e̶x̶i̶g̶ê̶n̶c̶i̶a̶ ̶d̶e̶ ̶a̶p̶r̶e̶s̶e̶n̶t̶a̶ç̶ã̶o̶ ̶d̶e̶ ̶q̶u̶a̶l̶q̶u̶e̶r̶ ̶o̶u̶t̶r̶o̶ ̶n̶ú̶m̶e̶r̶o̶ ̶p̶a̶r̶a̶ ̶e̶s̶s̶e̶ ̶f̶i̶m̶.̶ ̶(̶I̶n̶c̶l̶u̶í̶d̶o̶ ̶p̶e̶l̶a̶ ̶L̶e̶i̶ ̶n̶º̶ ̶1̶4̶.̶1̶2̶9̶,̶ ̶d̶e̶ ̶2̶0̶2̶1̶)̶ ̶(̶V̶i̶g̶ê̶n̶c̶i̶a̶)̶ '''§ 1º''' Os cadastros, os formulários, os sistemas e outros instrumentos exigidos dos usuários para a prestação de serviço público deverão disponibilizar campo para registro do número de inscrição no CPF, de preenchimento obrigatório, que será suficiente para sua identificação, vedada a exigência de apresentação de qualquer outro número para esse fim. (Redação dada pela Lei nº 14.534, de 2023) '''§ 2º''' O número de inscrição no CPF poderá ser declarado pelo usuário do serviço público, desde que acompanhado de documento de identificação com fé pública, nos termos da lei. (Incluído pela Lei nº 14.129, de 2021) (Vigência) '''§ 3º''' Ato de cada ente federativo ou Poder poderá dispor sobre casos excepcionais ao previsto no caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 14.129, de 2021) (Vigência) '''Art. 11.''' Em nenhuma hipótese, será recusado o recebimento de manifestações formuladas nos termos desta Lei, sob pena de responsabilidade do agente público. '''Art. 12.''' Os procedimentos administrativos relativos à análise das manifestações observarão os princípios da eficiência e da celeridade, visando a sua efetiva resolução. '''Parágrafo único.''' A efetiva resolução das manifestações dos usuários compreende: '''I -''' recepção da manifestação no canal de atendimento adequado; '''II -''' emissão de comprovante de recebimento da manifestação; '''III -''' análise e obtenção de informações, quando necessário; '''IV -''' decisão administrativa final; e '''V -''' ciência ao usuário. ==CAPÍTULO IV - DAS OUVIDORIAS== '''Art. 13.''' As ouvidorias terão como atribuições precípuas, sem prejuízo de outras estabelecidas em regulamento específico: '''I -''' promover a participação do usuário na administração pública, em cooperação com outras entidades de defesa do usuário; '''II -''' acompanhar a prestação dos serviços, visando a garantir a sua efetividade; '''III -''' propor aperfeiçoamentos na prestação dos serviços; '''IV -''' auxiliar na prevenção e correção dos atos e procedimentos incompatíveis com os princípios estabelecidos nesta Lei; '''V -''' propor a adoção de medidas para a defesa dos direitos do usuário, em observância às determinações desta Lei; '''VI -''' receber, analisar e encaminhar às autoridades competentes as manifestações, acompanhando o tratamento e a efetiva conclusão das manifestações de usuário perante órgão ou entidade a que se vincula; e '''VII -''' promover a adoção de mediação e conciliação entre o usuário e o órgão ou a entidade pública, sem prejuízo de outros órgãos competentes. '''Art. 14.''' Com vistas à realização de seus objetivos, as ouvidorias deverão: '''I -''' receber, analisar e responder, por meio de mecanismos proativos e reativos, as manifestações encaminhadas por usuários de serviços públicos; e '''II -''' elaborar, anualmente, relatório de gestão, que deverá consolidar as informações mencionadas no inciso I, e, com base nelas, apontar falhas e sugerir melhorias na prestação de serviços públicos. '''Art. 15.''' O relatório de gestão de que trata o inciso II do caput do art. 14 deverá indicar, ao menos: '''I -''' o número de manifestações recebidas no ano anterior; '''II -''' os motivos das manifestações; '''III -''' a análise dos pontos recorrentes; e '''IV -''' as providências adotadas pela administração pública nas soluções apresentadas. '''Parágrafo único.''' O relatório de gestão será: '''I -''' encaminhado à autoridade máxima do órgão a que pertence a unidade de ouvidoria; e '''II -''' disponibilizado integralmente na internet. '''Art. 16.''' A ouvidoria encaminhará a decisão administrativa final ao usuário, observado o prazo de trinta dias, prorrogável de forma justificada uma única vez, por igual período. '''Parágrafo único.''' Observado o prazo previsto no caput, a ouvidoria poderá solicitar informações e esclarecimentos diretamente a agentes públicos do órgão ou entidade a que se vincula, e as solicitações devem ser respondidas no prazo de vinte dias, prorrogável de forma justificada uma única vez, por igual período. '''Art. 17.''' Atos normativos específicos de cada Poder e esfera de Governo disporão sobre a organização e o funcionamento de suas ouvidorias. ==CAPÍTULO V - DOS CONSELHOS DE USUÁRIOS== '''Art. 18.''' Sem prejuízo de outras formas previstas na legislação, a participação dos usuários no acompanhamento da prestação e na avaliação dos serviços públicos será feita por meio de conselhos de usuários. '''Parágrafo único.''' Os conselhos de usuários são órgãos consultivos dotados das seguintes atribuições: '''I -''' acompanhar a prestação dos serviços; '''II -''' participar na avaliação dos serviços; '''III -''' propor melhorias na prestação dos serviços; '''IV -''' contribuir na definição de diretrizes para o adequado atendimento ao usuário; e '''V -''' acompanhar e avaliar a atuação do ouvidor. '''Art. 19.''' A composição dos conselhos deve observar os critérios de representatividade e pluralidade das partes interessadas, com vistas ao equilíbrio em sua representação. '''Parágrafo único.''' A escolha dos representantes será feita em processo aberto ao público e diferenciado por tipo de usuário a ser representado. '''Art. 20.''' O conselho de usuários poderá ser consultado quanto à indicação do ouvidor. '''Art. 21.''' A participação do usuário no conselho será considerada serviço relevante e sem remuneração. '''Art. 22.''' Regulamento específico de cada Poder e esfera de Governo disporá sobre a organização e funcionamento dos conselhos de usuários. ==CAPÍTULO VI - DA AVALIAÇÃO CONTINUADA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS== '''Art. 23.''' Os órgãos e entidades públicos abrangidos por esta Lei deverão avaliar os serviços prestados, nos seguintes aspectos: '''I -''' satisfação do usuário com o serviço prestado; '''II -''' qualidade do atendimento prestado ao usuário; '''III -''' cumprimento dos compromissos e prazos definidos para a prestação dos serviços; '''IV -''' quantidade de manifestações de usuários; e '''V -''' medidas adotadas pela administração pública para melhoria e aperfeiçoamento da prestação do serviço. '''§ 1º''' A avaliação será realizada por pesquisa de satisfação feita, no mínimo, a cada um ano, ou por qualquer outro meio que garanta significância estatística aos resultados. '''§ 2º''' O resultado da avaliação deverá ser integralmente publicado no sítio do órgão ou entidade, incluindo o ranking das entidades com maior incidência de reclamação dos usuários na periodicidade a que se refere o § 1º, e servirá de subsídio para reorientar e ajustar os serviços prestados, em especial quanto ao cumprimento dos compromissos e dos padrões de qualidade de atendimento divulgados na Carta de Serviços ao Usuário. '''Art. 24.''' Regulamento específico de cada Poder e esfera de Governo disporá sobre a avaliação da efetividade e dos níveis de satisfação dos usuários. ==CAPÍTULO VII - DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS== '''Art. 25.''' Esta Lei entra em vigor, a contar da sua publicação, em: '''I -''' trezentos e sessenta dias para a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios com mais de quinhentos mil habitantes; '''II -''' quinhentos e quarenta dias para os Municípios entre cem mil e quinhentos mil habitantes; e '''III -''' setecentos e vinte dias para os Municípios com menos de cem mil habitantes. Brasília, 26 de junho de 2017; 196º da Independência e 129º da República. [[Autor:Michel Temer|MICHEL TEMER]] Torquato Jardim Dyogo Henrique de Oliveira Wagner de Campos Rosário [[Categoria:2017]] [[Categoria:Leis do Brasil]] qxndaz7dncf57b2qtak62oqke88u06o Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/55 106 256262 559455 2026-08-19T21:03:23Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559455 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{D|XLIX}}</noinclude>a 11 de abril de 1862, passou a viver na companhia de minhas primas, suas extremosas amigas, as exc.{{sup|mas}} snr.{{sup|as}} Leites, filhas do Conselheiro Francisco Fortunato Leite, juiz que foi muitos annos da Relação d'esta cidade, sendo promovido a juiz do Supremo Tribunal de Justiça na occasião da sua morte, que aconteceu a 27 de março de 1864, a quem a mesma senhora a recommendou, quando se approximava o seu passamento. Estas senhoras hão desempenhado dignamente tão melindrosa commissão; vivendo todas sob o mesmo tecto, representam ser filhas de um pae commum; reina entre ellas a maior harmonia; se uma das tres pratica uma acção magnanima, nenhuma das duas é menos generosa; as ideias e vontade de uma, são a vontade e as ideias das outras; assim conformes, parece nutrirem egual sentir! Eu, que vivo n'esta cidade por causa de um filho, cuja educação acompanho, vou algumas vezes a casa das dictas minhas primas, com quem a auctora vive, impellido pelo sincero desejo de presenciar da amisade a mais commovente scena... Para elevar ao maior auge a sua felicidade, veio com a sua companhia saborear as delicias d'esta convivencia seu unico e carinhoso irmão o exc.{{mo}} snr. Conselheiro Francisco Germano Leite, que estando juiz na Relação dos Açores, foi, em maio de 1874, transferido para a d'esta cidade. A auctora abandonou a composição de romances, e d'outras obras profanas, e hoje, toda<noinclude>{{D|4}}</noinclude> gp3a5sxn3dtyny00x90g4m4cbr8vrje 559456 559455 2026-08-19T21:03:40Z BlitzkriegBoop 37692 559456 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{D|XLIX}}</noinclude>a 11 de abril de 1862, passou a viver na companhia de minhas primas, suas extremosas amigas, as exc.{{sup|mas}} snr.{{sup|as}} Leites, filhas do Conselheiro Francisco Fortunato Leite, juiz que foi muitos annos da Relação d'esta cidade, sendo promovido a juiz do Supremo Tribunal de Justiça na occasião da sua morte, que aconteceu a 27 de março de 1864, a quem a mesma senhora a recommendou, quando se approximava o seu passamento. Estas senhoras hão desempenhado dignamente tão melindrosa commissão; vivendo todas sob o mesmo tecto, representam ser filhas de um pae commum; reina entre ellas a maior harmonia; se uma das tres pratica uma acção magnanima, nenhuma das duas é menos generosa; as ideias e vontade de uma, são a vontade e as ideias das outras; assim conformes, parece nutrirem egual sentir! Eu, que vivo n'esta cidade por causa de um filho, cuja educação acompanho, vou algumas vezes a casa das dictas minhas primas, com quem a auctora vive, impellido pelo sincero desejo de presenciar da amisade a mais commovente scena... Para elevar ao maior auge a sua felicidade, veio com a sua companhia saborear as delicias d'esta convivencia seu unico e carinhoso irmão o exc.{{sup|mo}} snr. Conselheiro Francisco Germano Leite, que estando juiz na Relação dos Açores, foi, em maio de 1874, transferido para a d'esta cidade. A auctora abandonou a composição de romances, e d'outras obras profanas, e hoje, toda<noinclude>{{D|4}}</noinclude> 1lusz6s3drsrg2y8lbatre8o7a4idce Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/56 106 256263 559457 2026-08-19T21:05:14Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559457 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />L</noinclude>entregue a meditações religiosas, divide com mão occulta pelos desfavorecidos da fortuna uma parte de seus haveres; e, querendo testimunhar-me a sua amisade, consideração e estima, fez-me presente d'este romance para o imprimir por minha conta, só com a unica condição de eu publicar a carta, que inseri no principio, e de lhe dar um exemplar para do mesmo fazer presente ás referidas suas amigas. {{dhr}} {{D|''Antonio Leite Cardozo Pereira de Mello.''}} {{dhr|5em}} {{cr|sp|40|d|4|sp|5|d|6|sp|5|d|10|sp|5|s|10|sp|5|d|10|sp|5|d|6|sp|5|d|4|sp|40}} {{nop}}<noinclude></noinclude> opnh896pnygz403gz13qd0pq48m7xcp 559459 559457 2026-08-19T21:05:36Z BlitzkriegBoop 37692 559459 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />L</noinclude>entregue a meditações religiosas, divide com mão occulta pelos desfavorecidos da fortuna uma parte de seus haveres; e, querendo testimunhar-me a sua amisade, consideração e estima, fez-me presente d'este romance para o imprimir por minha conta, só com a unica condição de eu publicar a carta, que inseri no principio, e de lhe dar um exemplar para do mesmo fazer presente ás referidas suas amigas. {{dhr}} {{D|''Antonio Leite Cardozo Pereira de Mello.''}} {{dhr|5em}} {{cr|sp|40|d|4|sp|5|d|6|sp|5|d|10|sp|5|s|10|sp|5|d|10|sp|5|d|6|sp|5|d|4|sp|40}} <section end=AD /> {{nop}}<noinclude></noinclude> s41c53m8n8gblu99ux53v5wl46lmxwc 559594 559459 2026-08-20T11:12:31Z BlitzkriegBoop 37692 adicionado ornamento tipográfico 559594 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />L</noinclude>entregue a meditações religiosas, divide com mão occulta pelos desfavorecidos da fortuna uma parte de seus haveres; e, querendo testimunhar-me a sua amisade, consideração e estima, fez-me presente d'este romance para o imprimir por minha conta, só com a unica condição de eu publicar a carta, que inseri no principio, e de lhe dar um exemplar para do mesmo fazer presente ás referidas suas amigas. {{dhr}} {{D|''Antonio Leite Cardozo Pereira de Mello.''}} {{dhr|5em}} {{C|[[file:Przechadzki po mieście, Marceli Motty, cz.2, detal 2.svg|150px|ornamento tipográfico]]|w=75%}} <section end=AD /> {{nop}}<noinclude></noinclude> buq6or4dwlncxhmlhtue6wpmymd0xjy Henriqueta/Esboço biographico 5 0 256264 559460 2026-08-19T21:06:34Z BlitzkriegBoop 37692 Página criada 559460 wikitext text/x-wiki <pages index="Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf" from=53 to=54 fromsection=EB5 tosection=EB5 header=1 contributor="António Feliciano de Castilho" seção="Esboço biographico" /> [[Categoria:Henriqueta| 05]] ila5ueywjftqfx26pwer51jq3otbtnf Anexo:Ficha/Lei nº 13460, de 26 de junho de 2017 110 256265 559461 2026-08-19T21:15:51Z Notsonotoriousbig 43614 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{Ficha |título = {{subst:SUBPAGENAME}} |autor = |tradutor = |gênero = Lei |edição = |referência=Subchefia para Assuntos Jurídicos da Secretaria-Geral da Presidência da República |ref-tipo = {{tipo da fonte|2}} |progresso = {{progresso|100}} |licença = {{DP-5}} |notas = }} 559461 wikitext text/x-wiki {{Ficha |título = Lei nº 13460, de 26 de junho de 2017 |autor = |tradutor = |gênero = Lei |edição = |referência=Subchefia para Assuntos Jurídicos da Secretaria-Geral da Presidência da República |ref-tipo = {{tipo da fonte|2}} |progresso = {{progresso|100}} |licença = {{DP-5}} |notas = }} n7mcoent206xee8d3tnuw7lzxtwm3sq Henriqueta/Advertencia do editor 0 256266 559463 2026-08-19T21:22:29Z BlitzkriegBoop 37692 Página criada 559463 wikitext text/x-wiki <pages index="Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf" from=54 to=56 fromsection=AD tosection=AD header=1 seção="Advertencia do Editor" /> [[Categoria:Henriqueta| 06]] gfq3y5fbrqfd2dt0rk1fht9if6w1iah Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/57 106 256267 559470 2026-08-19T21:32:34Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559470 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>{{C|{{x-larger|HENRIQUETA}}}} {{dhr|4em}} {{cr|sp|5|atl|10|fy1|40|atr|10|sp|5}} {{dhr|3em}} {{ch|CAPITULO I}} Qual é a primavera que nos indica o tempo que fará no outomno? E quem póde saber no começo da vida o que o espera no resto?... Ah! se uma mãe extremosa, que guia os primeiros passos de seu filho, podesse ler no futuro, quantas vezes não desmaiaria de pasmo, ou morreria de afflicção?... Felizmente nos dotou a Providencia com duas imperfeições, que fazem toda a nossa felicidade n'este mundo: o esquecimento do passado, e a ignorancia do futuro. Não pensava Henriqueta assim, e daria metade da sua riqueza para adivinhar o porvir. {{nop}}<noinclude></noinclude> 3d3ec3ou26555my9hhcuetibva98hpx Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/58 106 256268 559473 2026-08-19T21:35:20Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559473 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|2}} {{cr|w|40}}</noinclude>Esta menina era formosa, boa, instruida e affavel. Seus paes não tinham mais filhos, e não pouparam despezas, nem canceiras para lhe darem boa e illustrada educação. Ella tinha preenchido todos os desejos de seus affeiçoados paes. Ninguem a via e ouvia, que a não admirasse; ninguem a tratava, que a não amasse. Não ha porém alguem perfeito. Henriqueta tinha na alma semente venenosa, que, se a não destruisse antes de germinar, podia vir a dar péssimo fructo. Era esta semente a vaidade, que lhe vinha de conhecer, que muito valia. Tantas vezes lhe haviam feito saber, que tinha muitos dotes e merecimentos, que se julgou no fundo d'alma digna, de que todos os joelhos se curvassem diante d'ella. Não tinha o máo gosto de fazer ver, que era o idolo de si mesma, mas agasalhava com amor dentro no peito a crença, de que merecia adorações. Era o germen que havia naturalmente de originar muitos males. Teve a formosa donzella muitos {{hífen|casa|casamentos}}<noinclude></noinclude> emjcl7te4xcle5uyho5kkjo5xsoqfex 559474 559473 2026-08-19T21:35:33Z BlitzkriegBoop 37692 559474 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|2}}{{cr|w|40}}</noinclude>Esta menina era formosa, boa, instruida e affavel. Seus paes não tinham mais filhos, e não pouparam despezas, nem canceiras para lhe darem boa e illustrada educação. Ella tinha preenchido todos os desejos de seus affeiçoados paes. Ninguem a via e ouvia, que a não admirasse; ninguem a tratava, que a não amasse. Não ha porém alguem perfeito. Henriqueta tinha na alma semente venenosa, que, se a não destruisse antes de germinar, podia vir a dar péssimo fructo. Era esta semente a vaidade, que lhe vinha de conhecer, que muito valia. Tantas vezes lhe haviam feito saber, que tinha muitos dotes e merecimentos, que se julgou no fundo d'alma digna, de que todos os joelhos se curvassem diante d'ella. Não tinha o máo gosto de fazer ver, que era o idolo de si mesma, mas agasalhava com amor dentro no peito a crença, de que merecia adorações. Era o germen que havia naturalmente de originar muitos males. Teve a formosa donzella muitos {{hífen|casa|casamentos}}<noinclude></noinclude> h1rsxrjrcgd5qby772awm1p8mx6ow9p 559475 559474 2026-08-19T21:38:45Z BlitzkriegBoop 37692 559475 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|2}}{{lh|2em}}</noinclude>Esta menina era formosa, boa, instruida e affavel. Seus paes não tinham mais filhos, e não pouparam despezas, nem canceiras para lhe darem boa e illustrada educação. Ella tinha preenchido todos os desejos de seus affeiçoados paes. Ninguem a via e ouvia, que a não admirasse; ninguem a tratava, que a não amasse. Não ha porém alguem perfeito. Henriqueta tinha na alma semente venenosa, que, se a não destruisse antes de germinar, podia vir a dar péssimo fructo. Era esta semente a vaidade, que lhe vinha de conhecer, que muito valia. Tantas vezes lhe haviam feito saber, que tinha muitos dotes e merecimentos, que se julgou no fundo d'alma digna, de que todos os joelhos se curvassem diante d'ella. Não tinha o máo gosto de fazer ver, que era o idolo de si mesma, mas agasalhava com amor dentro no peito a crença, de que merecia adorações. Era o germen que havia naturalmente de originar muitos males. Teve a formosa donzella muitos {{hífen|casa|casamentos}}<noinclude></noinclude> ns2b549c74s6wwhq0hjax3ssc9fl0ja Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/59 106 256269 559477 2026-08-19T21:40:46Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559477 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|3}}{{lh|2em}}</noinclude>{{Hífen-fim|mentos|casamentos}}, pelos ''merecimentos'' do seu dote, não dos seus dotes pessoaes. Vivia na aldeia e de poucos era vista. Henrique de Moraes, seu pae, de todos os pretendentes extremou dois, mancebos de que lhe deram excellentes informações, e os nomeou a sua filha, para que escolhesse. Ella nunca os havia visto. Devia pôr o dedo ás cégas. Era o jogo do ''par ou pernão''? Para Henrique de Moraes parecia-lhe bastante saber, que os dois pretendentes eram ricos, de boas familias, e de bom porte. Para muitos paes seria esta ultima circumstancia ''traste de luxo''. Para Henriqueta não a satisfaziam, com razão, estas informações. Quereria vel-os antes de se decidir; porém aquelle que viesse á sua presença ficava quasi escolhido. Seria grande a antipathia, que lhe ganhasse, para se resolver a rejeital-o depois. — Tenho decidido, disse ella por fim; verei Julio de Castro: dizem que foi bom filho, e que é muito amavel. De Carlos da Silva tambem as informações são boas, mas pende a balança a favor de Julio. Oito dias depois estava Henriqueta {{hífen|agi|agitada}}<noinclude></noinclude> fnx4ecabpik630qsm1z9gfhdn53e1ys Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/60 106 256270 559478 2026-08-19T21:43:15Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559478 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|4}}{{lh|2em}}</noinclude>{{hífen-fim|tada|agitada}} e anciosa. Seu bello e interessante rosto dava signaes de inquietação. Tudo na quinta de Rivaes mostrava alvoroço e contentamento. Esperava-se o noivo da menina. Ainda que os criados não tinham ''noticias officiaes'' do que se tratava, ''estavam em dia''. Nada, ou pouco se occulta áquelles, que vivem debaixo das mesmas telhas que nos cobrem, que nos servem, e nos espiam. Ouviu-se o trote d'alguns cavallos. Todos os criados correram á porta, as criadas ás janellas. Henriqueta estava com sua mãe e tremia. Entrou o pae e mais um mancebo, que apresentou dizendo: — O snr. Julio de Castro. E a este disse: — Minha mulher e minha filha... A donzella ficou satisfeita. Tinha o seu futuro esposo physionomia muito sympathica e agradavel; e ainda melhor lhe pareceu pelo ver ficar estatico diante d'ella, olhando-a com enlevo. Ella córou e abaixou os olhos. Henrique de Moraes chegou-lhe {{hífen|cadei|cadeira}}<noinclude></noinclude> itpoin1m2w8lkotvk0jvrchsddhqfcy Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/61 106 256271 559479 2026-08-19T21:44:52Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559479 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|5}}{{lh|2em}}</noinclude>{{hífen-fim|ra|cadeira}}, e Julio saindo da sua distracção disse sorrindo: — Peço perdão pela minha basbaquice. Imaginei que estava sonhando. Conversou depois com muita amabilidade. Todos ficaram namorados d'elle, paes, filha e mesmo os criados, que elle brindou na passagem com muita generosidade. Dentro em pouco fez-se o casamento. Foram os noivos viver no Porto, mas faziam frequentes e demoradas visitas á quinta de Rivaes, que não ficava longe. A lua de mel foi muito longa, durou dois annos. A paixão de Julio porém, que primeiro foi quasi um frenesi, foi dando logar a sentimentos mais brandos, ainda que sempre ternos. Se Henriqueta não tivera opinião tão elevada de seus encantos e merecimento, contentar-se-ia, e seria feliz com a affeição socegada e meiga de seu marido: mas tendo-o visto arrebatado de sua belleza, parecia-lhe mal vel-o só occupado de suas virtudes. Elle quiz trazel-a á razão, mas enganou-se no caminho. Em vez de {{hífen|condu|conduzil-a}}<noinclude></noinclude> quzf3rjct0ifsv3hvgsupg4sbsf9m4r Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/62 106 256272 559480 2026-08-19T21:46:48Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559480 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|6}}{{lh|2em}}</noinclude>{{hífen-fim|zil-a|conduzil-a}} com mimo e doçura a deixal-o vagar a seus negocios em liberdade e algumas vezes a distracções, que ella não partilhava, tentou acostumal-a com rude franqueza a ir onde lhe parecia, ou era mister. O genio de Henriqueta começou a azedar-se. E não tomava ella o trabalho de occultar seu desgosto. Julio se zangava e mais se afastava de sua mulher. Ambos começaram a lançar alicerces de um templo de infortunio. <section end=C1/> <section begin=C2/> {{ch|Capitulo II}} Aos dias de paz e ventura seguiram-se dias de guerra surda e de amargura. Henriqueta tinha para si, que seu marido desde que deixara de ser seu amante, havia tomado outros amores; e o fazia seguir por toda a parte, espiava-o, consumia-o. Máo plano para attrahir um marido!... Julio, em retribuição, fugia-lhe cada vez mais. A frieza d'elle se communicou ao coração da esposa. Esta já o não amava, mas zelava-o sempre. Se ás vezes se reprehendia a si<noinclude></noinclude> pbxu1i5z0r9ewc9i2p1g1sqcaoin67n Henriqueta/Capitulo 1 0 256273 559481 2026-08-19T21:48:06Z BlitzkriegBoop 37692 página criada 559481 wikitext text/x-wiki <pages index="Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf" from=57 to=62 tosection=C1 header=1 /> [[Categoria:Henriqueta| 07]] 06tpxukrti6d14a8efo2strthefk7tk Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/63 106 256274 559482 2026-08-19T21:49:17Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559482 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|7}}{{lh|2em}}</noinclude>mesma pela pouca affeição que sentia por Julio, logo se desculpava pensando: — Sou muito bôa por comparar a minha indifferença com a d'elle. Perco-lhe o affecto com razão, e fui abandonada sem motivo: os ''escandalos apartam amor''. Assim estes dous loucos se tornaram desgraçados reciprocamente; em vez de procurarem a ventura domestica, que ambos podiam e deviam gozar, tinham ao menos a prudencia de occultar aos olhos do publico seus desgostos particulares. Henriqueta não fazia pequeno sacrificio n'isso, principalmente quando alguem lhe gabava a amabilidade de seu marido, ou o seu bom porte. Julio era menos infeliz que sua mulher, pois não tinha no coração o inferno dos zélos, e se alguma cousa em casa o mortificava, sahia, e esquecia seu desgosto. E' a vantagem que os homens teem. Se em casa não são felizes, o mundo que é uma especie de segunda familia para elles, (se ás vezes não é a primeira) os consola dos desgostos domesticos. Henriqueta pois soffria mais, e tambem<noinclude></noinclude> plzt90xr6p09u38f49fz19qhqdp6t2g Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/64 106 256275 559483 2026-08-19T21:50:40Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559483 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|8}}{{lh|2em}}</noinclude>o merecia, porque era mais culpada. Era ella sempre que encetava questões desagradaveis. Um dia lhe disse seu marido: — A tua amiga Clementina andava fazendo compras na calçada dos Clerigos, e me disse contava hoje á noite comtigo. Tem visitas. — Irei, se tu fores ― respondeu ella. — Não posso acompanhar-te. Quero ir ao theatro. Ha peça nova. Ella calou-se, mas ficou com ar descontente. Fingiu-se Julio desentendido, e agarrando seu filho, que corria pela casa, o beijou muitas vezes e disse a sua mulher: — Muito se parece o nosso Augusto comtigo! Tem os olhos mais lindos!.. Eu conheço a belleza dos meus pelos seus effeitos. Não ha supplicio egual para ti ao de vel-os uma hora no dia. — Só se eu passasse a minha vida prezo a ti com uma grilhêta, é que te mostrarias satisfeita. — N'isso creio que mostro ter-te affeição... Os laços que nos prendem ás pessoas que amamos, nunca nos parecem cadeias insuportaveis. {{nop}}<noinclude></noinclude> 778kafcbcd0uyblelwwvxdws12iqj99 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/65 106 256276 559484 2026-08-19T21:53:59Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559484 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|9}}{{lh|2em}}</noinclude>— Eu não chamei cadeias insuportaveis aos laços que nos prendem. Não invertas as minhas palavras. — Como tomaste o recado para ti!.. Não te nomeei. — Mas eu percebo-te. — Bom é isso. — Henriqueta, não sei que gosto tomas em nos tornar infelizes!... — Bem sei que ha muito tempo te faço infeliz. — Estás cada vez mais impertinente. E' com a edade. Ha um anno a esta parte envelheço todos os dias a teus olhos muitos annos. Julio pegou no chapeo, dizendo: — Vir-me-á a ser impossivel passar alguns momentos com meus filhos!... Estás insuportavel! E saiu zangado. Henriqueta fechou a porta, para chorar á vontade. Seu filho corria pelo aposento sobre uma bengala de seu pae. Até aquelle dia nunca o pequeno fez reparo nas lagrimas<noinclude></noinclude> r0ud9dkunbmo6f8b5co1o358m35lit0 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/66 106 256277 559485 2026-08-19T21:55:02Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559485 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|10}}{{lh|2em}}</noinclude>de sua mãe; mas n'esta occasião olhava-a attentamente, e, vindo a ella, gritou: — Mamã... mamã; não chore que lhe dou o meu cavallinho. Henriqueta abraçou e beijou seu filho com a maior ternura e pensou: ― Preciso d'ora em diante guardar-me de Augusto. Não deve vir a presumir que tenho razões de queixa de seu pae. O constrangimento em que se pôz por causa de seu filho, foi-lhe saudavel. E quando veio a noite resolveu ir a casa de Clementina. Podia saber d'ella se Julio passeara só pela calçada dos Clerigos, e veria tambem se lá estava uma outra senhora, de quem mais zelava Julio, ou se ella iria ao theatro, como desconfiava. Não estava lá. Fatal coincidencia, que mais azedou a espoza de Julio. Clementina era a peior amiga que Henriqueta podia ter; porque tinha um porte regular; mas não amava a virtude tanto como devia. Nem a ella comtudo dizia a filha de Henrique de Moraes as suas tristezas; mas n'esta noite era tão infeliz, que ella as adivinhou, e lh'o disse. {{nop}}<noinclude></noinclude> ow3q5idmcu2g610d3dt1yjzew0njdpj Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/67 106 256278 559486 2026-08-19T21:57:46Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559486 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|11}}{{lh|2em}}</noinclude>― Não sei que tens! Que te mortifica? ― Nada. Doe-me a cabeça alguma cousa. Fiz mal em sair e retiro-me já para casa. ― Estás douda?! Se queres descansar, vai um pouco para o meu quarto. Não consinto, que te ausentes. Quando se não está bom, é que são as precisas distracções. Tomara eu saber o que se póde fazer sosinha em casa!... Faria rir, se tu, na tua edade te emparedavas! E tens muito geito para isso! E, olha, está aqui um amigo de meu marido que se iria deitar ao Douro, se tu fugisses já. ― E' muito natural. ― Fóra de graça, fizeste hoje uma conquista papa fina! ― Que estás a dizer?! ― A verdade. Ha um certo sujeito que morria de amores por ti antes de ver-te. Veio ao Porto a negocios, e protestou que não se iria sem conhecer-te. Mas tu... é preciso prometter uma missa ás almas para se alcançar a dita de enchergar-te! ― Estás hoje muito divertida. ― Fallo sério. Tens um adorador, evou apresentar-t'o. {{nop}}<noinclude></noinclude> edsx083rxw83j51b784v48hxb5eylzl Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/68 106 256279 559487 2026-08-19T21:59:07Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559487 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|12}}{{lh|2em}}</noinclude>― Fazes com que me retire immediatamente. ― Tens medo?! E Clementina soltou uma risada. ― Não tenho medo; mas não devo comprometter a minha fama fallando com um louco. ― Não temas, que queira comprometter a tua reputação. Não sou eu tua amiga? Bem sei o que te fica bem e o que te fica mal. Nenhum risco corres em fallar com o amigo de meu marido. Elle não quer passar por teu amante; é-o sómente no fundo do coração. Não te espantes com tão pouco, e não deves dar-te por entendida de cousa que deves ignorar. As creancices é que compromettem o credito. Todos sabem que adoras teu marido, que, a fallar verdade, devia mostrar-se mais grato ao amor de uma esposa como tu; e acompanhar-te mais a miudo. Mas parece que gosta mais de andar por sua conta e risco... Leva-te poucas vezes ao theatro, e ha um seculo que ninguem te vê nos bailes. ― Não gosto de bailes. — Se teu marido te levasse mais vezes,<noinclude></noinclude> ix3245na2fo5g2nrq3v2ggee0gdacze Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/69 106 256280 559489 2026-08-19T22:00:39Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559489 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|13}}{{lh|2em}}</noinclude>havias de gostar. Permitte-me que te diga uma coisa... bem sei que não tem remedio... mas sou muito franca. Porque não casastes antes com Carlos da Silva? Como elle te não faria feliz! oban odnos — Conheces Carlos da Silva? — Se conheço?! E' o amigo de meu marido, em que te fallei. — E elle está aqui?! Deixa-me retirar. — Estás dicididamente douda! Que se diria, se tu saías a esta hora?... Não consinto que faças disparates. Essas parvoices é que muitas vezes compromettem a melhor fama. Que pódes receiar? Creio que não tens medo de te namorares de Carlos. E teu marido não é zeloso. O mundo te conhece. — Porém, se Carlos diz... — O pobrezinho não diz nada que te desdoure. Antes de tu chegares estava n'um alvoroço... Quando te viu, ficou assombrado e murmurou a meu marido: ― Que formosura! Nunca vi uma mulher assim. Clementina detinha Henriqueta, que no fundo d'alma não tinha já desejos de se ausentar. Queria conhecer aquelle que rejeitara, e ao qual parecia tão bem. Não se<noinclude></noinclude> 3hfmu45yl6pfk1s4f96ibs14l8hc5pf Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/70 106 256281 559490 2026-08-19T22:04:38Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559490 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|14}}{{lh|2em}}</noinclude>lembrava que Julio tambem ao vel-a a primeira vez ficara enlevado. O marido de Clementina veio n'este momento apresentar o amigo á amiga de sua mulher. Henriqueta o recebeu o mais natural que pôde, mas o coração batia-lhe a rebate, como para advertil-a de que se aproximava inimigo, e era mister retirar a tempo. No entanto não tornou a esposa de Julio a fallar em ausentar-se. Carlos era tão amavel... e fazia-lhe a côrte com tanta delicadeza e modestia... O mancebo occultava no fundo do coração a paixão, que o devorava, para não ''espantar a caça'' (em phrase de caçador) e ella sem o pensar, se deixava apanhar na rede. Quando se retirou ia melancolica e perturbada. Pela primeira vez sentia desprazer de achar já em casa seu marido; e tambem pela primeira vez, desde muito, não lhe deu piques pelas pessoas que elle veria. O pobre Julio se regosijava de ver sua mulher docil e boa; e ella tinha a culpavel loucura de comparal-o em segredo a Carlos, e de achar este superior ao outro. {{nop}}<noinclude></noinclude> fu5ovjilv0nxt8nwtogfjfqgj3sf6u1 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/71 106 256282 559491 2026-08-19T22:06:24Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559491 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|15}}{{lh|2em}}</noinclude>― Fui injusta! pensava ella suspirando. E a razão não lhe dizia que, se fora injusta quando rejeitara Carlos, era agora criminosa em preferil-o. <section end=C2/> <section begin=C3/> {{ch|Capitulo III}} Depois da fatal noite, em que a filha de Henrique de Moraes, viu Carlos da Silva, encontrou-o muitas vezes, e mais e mais lhe parecia amavel e interessante, e cada vez menos temivel. Já não tinha difficuldade em sair sem seu marido, antes procurava pretextos para isso. A louca enganava-se a si mesma. Julgava-se no mesmo terreno, e adiantava-se a passos de gigante no caminho da perdição. ― Não amo Carlos, dizia comsigo, é por compaixão que o soffro. Se a sua conversação me agrada, o mesmo succede a Clementina. Se eu fosse solteira, poderia apaixonar-me por elle; mas no meu estado nada tenho a receiar. Dizia ella isto para se illudir, mas no fundo do coração lhe bradava ha muito<noinclude>{{D|5}}</noinclude> g93tc7v1sa24vs949q3h35711vkvh6z Henriqueta/Capitulo 2 0 256283 559492 2026-08-19T22:07:23Z BlitzkriegBoop 37692 Página criada 559492 wikitext text/x-wiki <pages index="Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf" from=62 to=71 fromsection=C2 tosection=C2 header=1 /> [[Categoria:Henriqueta| 08]] 3ut6ti4bn84xtt9bsmk4f4on6as1egr Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/72 106 256284 559493 2026-08-19T22:09:03Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559493 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|16}}{{lh|2em}}</noinclude>uma voz que se acautelasse. Esta voz importuna foi desprezada, e a imprudente continuou a seguir seu gosto, frequentando cada vez mais a casa de Clementina, e todas as outras, onde encontrava Car- los. E' mais perigosa para uma mulher uma amiga louca, que um amante apaixonado. Se Henriqueta não tivesse Clementina por amiga, talvez houvera arredado Carlos a tempo; mas as insinuações da amiga eram sempre em favor do amante, que ''nada mais desejava senão adorar em segredo, e chorar o bem que perdera''. Julio no entanto se applaudia de ter conduzido sua mulher aos termos, em que queria viver: saía e entrava sem que ella o mortificasse já. Ha muito precisava elle ir a Inglaterra, por causa de negocios; e como via sua esposa sem os malditos zelos, que tão tristes dias lhe deram antes, julgou a occasião propicia, e fallou n'isso a Henriqueta. Ella empallideceu; teve medo de ver-se só. Já ha muito que não fazia caricias a seu marido, porque não era impostora, mas n'esta occasião lançou-lhe os {{hífen|bra|braços}}<noinclude></noinclude> i2wfg0g0nmnz67k60zzh1a1xrik8kdo Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/73 106 256285 559494 2026-08-19T22:10:31Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559494 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|17}}{{lh|2em}}</noinclude>{{Hífen-fim|ços|braços}} ao pescoço, e desfez-se em meiguices pedindo-lhe que a não abandonasse. ― Abandonar-te! minha Henriqueta, respondeu Julio, retribuindo-lhe suas caricias, abandonar-te! Antes morrer mil vezes. Mas deixar-te por alguns mezes, não é abandonar-te. Quando nos tornarmos a ver seremos outra vez noivos. ― Julio! bradou ella angustiada, não vás!... Ouço dizer que a mulher longe do marido é fraca... Tenho medo de ficar só. Elle julgava serem estas expressões restos do genio zeloso de sua mulher, e lhe respondeu sorrindo: ― Ou só ou comigo é sempre forte a minha virtuosa esposa... Fio-me tanto em ti, Henriqueta, como em mim. Ella cobriu o rosto com as mãos. Esteve quasi tentada a confessar a seu marido, que poderoso inimigo ameaçava a sua honra; mas seria destruir a felicidade do pae de seus filhos, e a paz domestica, e suscitar rixas entre seu marido e Carlos. Elles viam-se e tractavam-se com politica, mas não se amavam; e pouco bastaria, para que se tornassem inimigos declarados. {{nop}}<noinclude></noinclude> maypttu1n8qdapnm8q11gxj2d9mau5b Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/74 106 256286 559495 2026-08-19T22:11:31Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559495 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|18}}{{lh|2em}}</noinclude>― Expulsarei a imagem de Carlos, pensou ella... Começa na verdade a interessar-me demasiado! Evitarei tornar a vel-o. Irei passar algum tempo com meus paes, e farei com que elles obriguem Julio a não me deixar. Tomando esta resolução disse a seu marido, que queria ir passar alguns dias a Rivaes. Julio adivinhou que ella queria ajudar-se da auctoridade dos paes para o não deixar partir. Dissimulou e lhe disse que sim; que o pae estava sempre a pedir sua neta, e a mãe, Augusto. Que iriam todos alegrar seus paes. E ria comsigo mesmo de que ella fosse adiante de seus desejos. Tinha disposto a sua partida para muito breve, e estimava deixar a sua familia em companhia dos paes de Henriqueta. A tenção que sua esposa tomara de evitar Carlos, foi n'essa mesma occasião quebrada. Veio Clementina buscal-a para ir jantar com ella, e á noite ir ao theatro. E ella foi!... Carlos era amigo da casa, acompanhou-as sempre. De manhã foram<noinclude></noinclude> 9c256bkhvbv8siwcla1e2q9wurnuu2m Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/75 106 256287 559496 2026-08-19T22:13:23Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559496 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|19}}{{lh|2em}}</noinclude>passear ao jardim, jantaram todos, e á noite foi tambem com ellas ao theatro. Já alguem murmurava de Clementina. A ella pareciam ser dirigidos os obsequios do mancebo. Henriqueta, ajudada por sua amiga, que gostava d'estas scenas de apparatosa sensibilidade, disse a Carlos que era preciso romper a relação d'amisade que os unia, pois, por innocente que fosse, podia parecer a alguem pouco conveniente. Carlos quiz reagir. Henriqueta persistiu, e Clementina sustentava que a sua amiga tinha razão, mas accrescentava logo com um suspiro: E é pena, meus ricos amigos!... Tinheis nascido um para o outro. Se a minha amiga tivesse conhecido o snr. Carlos em solteira!... Mas tambem eu sou muito franca; porque não veio v. s.{{sup|a}} ver aquella que pretendia para esposa?... Agora soffra as consequencias do seu desleixo. E tu tambem, Henriqueta, porque rejeitaste o senhor Carlos, que tão bom porte tem tido sempre, e credito de que é um excellente cavalheiro?... Mas tudo isto vem fóra de tempo. Não ha remedio agora senão sujeitarem-se a viver longe um do outro. {{nop}}<noinclude></noinclude> lz8l0jyz6sjgvxmcj8iwg6txnkdhag9 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/76 106 256288 559497 2026-08-19T22:17:07Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559497 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|20}}{{lh|2em}}</noinclude>Com estas e outras phrases, de sensibilidade affectada e de virtude forçada e manca aggravava o mal. Carlos ficou, ao que parecia, em profunda melancolia o resto do dia, Henriqueta tambem triste e abatida; e a sua perigosa amiga espalhava entre os dois consolações e preceitos de virtude duvidosa. A esposa de Julio recolheu-se a casa com a alma despedaçada de angustia. Pensava que tinha feito uma grande cousa!... E Carlos se retirou mais que consolado. Ia contente. Deu-lhe a certeza de ser amado com paixão a profunda magoa, com que Henriqueta lhe dissera que éra preciso não tornarem a ver-se. Em taes casos o melhor remedio é poucos ajustes e declarações. A ausencia sem preleminares de despedidas vale mais que todas as razões e phrases de boas tenções. Henriqueta foi para a quinta de seus paes com seus filhos e marido. Este voltou para a cidade promettendo regressar no dia seguinte. Não tornara a fallar na sua viagem, e Henriqueta quasi esquecera tal projecto. Ella não pensava senão em Carlos,<noinclude></noinclude> p1s5j4u39sdquwfcd8exqkjtafjjayy Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/77 106 256289 559498 2026-08-19T22:18:14Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559498 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|21}}{{lh|2em}}</noinclude>que julgava não tornaria a ver. Julio não tornou a Rivaes. Escreven a dizer que graves negocios o detinham no Porto. Henriqueta folgou com isso. A sua pesada melancolia daria que pensar a Julio; dos paes se occultava ella, mettendo-se pelos sitios mais reconditos da quinta, emquanto elles se entretinham com os pequenos. As cartas de Clementina ateavam aquelle incendio, que lhe ia dentro do peito. Cinco dias depois recebeu carta de seu marido e da sua pessima amiga. A d'esta foi lida primeiro. Vinha toda cheia do que dissera Carlos; até havia chegado a fallar em suicidio! Henriqueta chorou com desesperação. Ouvia os pés de seu pae, e se apressou a esconder a carta de Clementina, e a abrir a de Julio, ― Ah!... disse o pae ao vel-a, já sabes, que teu marido partiu para Inglaterra?... Mas não é preciso chorar assim. Elle prometteu-me que se não demoraria muito. As lagrimas de Henriqueta seccaram-se. Ficou aterrada por um pedaço, mas foi-se animando, e quasi se alegrou de saber que estava livre por algum tempo. Seu<noinclude></noinclude> nw4rl0a4frt7riry9n5a5lg5jp8i4gr Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/78 106 256290 559499 2026-08-19T22:19:45Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559499 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|22}}{{lh|2em}}</noinclude>amante estava longe; ella estava com seus paes: que podia temer? Nada tinha na verdade que receiar, se antes não tivesse feito conhecer que a paixão d'elle achara echoem seu coração. Pensou com satisfação que teria tempo para chorar e esquecer Carlos, emquanto Julio andava longe; mas não procurou esquecel-o, e só cuidou em choral-o. Um dia, em que triste e abatida se embrenhava na mata da quinta, para se entregar a seus criminosos devaneios, viu vir para ella um homem em trajes aldeãos; quiz evital-o, mas elle correu e se precipitou a seus pés. Era Carlos. A esposa de Julio mostrou encolerisar-se; mas elle a apazigoou com mil juramentos de lhe querer só dizer um adeus eterno. Protestava ao mesmo tempo uma paixão respeitosa, um amor sem esperança. Carlos ia partir para o Brasil, sem outro fim que fugir da terra em que vivia a unica mulher que o podia fazer feliz. Ella lhe perdoou tanta ousadia com a condição de não tornar a procural-a. E retirou-se, ordenando-lhe que não a {{hífen|preten|pretendesse}}<noinclude></noinclude> oumjsuis1amg5xx0jzszrl0s7no0788 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/79 106 256291 559500 2026-08-19T22:21:26Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559500 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|23}}{{lh|2em}}</noinclude>{{hífen-fim|desse|pretendesse}} tornar a ver. Ordem sem força para aquelle que sabia ser amado, e conhecia a fraqueza e imprudencia d'ella! Henriqueta fez mil planos para o futuro; e um d'elles (o mais rasoavel e bom) era de não se afastar mais de seus paes e seus filhos. Depressa a fatigou, porém, o constrangimento. Fechava-se no seu quarto para chorar, e chorava muito. A voz da consciencia dizia-lhe, que tinha commettido muitos erros, e que estava em risco de os commetter muito maiores. <section end=C3/> <section begin=C4/> {{ch|Capitulo IV}} O tempo corria muito agradavel para Henrique de Moraes e sua mulher, e para seus netos. Se alguma cousa contristava os primeiros, era verem, que sua filha andava triste, fugia d'elles, havia perdido suas bellas cores e o appetite. E quanto não se esforçava ainda Henriqueta para occultar suas penas e males!... Elles estavam persuadidos que as saudades de Julio é que<noinclude></noinclude> 7o9s7vtp1twkh1hfvmz22k50muowdn1 Henriqueta/Capitulo 3 0 256292 559501 2026-08-19T22:22:28Z BlitzkriegBoop 37692 Página criada 559501 wikitext text/x-wiki <pages index="Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf" from=71 to=79 fromsection=C3 tosection=C3 header=1 /> [[Categoria:Henriqueta| 09]] 9tjl464hlbn52vifaofctjkdkfojf6p Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/80 106 256293 559502 2026-08-19T22:24:01Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559502 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|24}}{{lh|2em}}</noinclude>causavam a doença e tristeza d'ella; quão longe estavam de pensar que tudo nascia agora de remorsos!... Henrique de Moraes escreveu a seu genro a pintar-lhe o estado de sua filha, para que elle abreviasse a sua volta. Pouco tempo depois recebeu ella carta de seu marido. Córou ao lêl-a, depois fez-se pallida. Saíu de casa, correu pela quinta, como se quizesse fugir a si mesma; foi a um bosquezinho, arremessou-se sobre um banco e soluçou sem constrangimento. Um homem vestido de trabalhador correu alli e lhe disse com um tom de auctoridade, que não dizia com seu traje humilde: ― Isto passa das marcas!... Queres que os teus criados venham aqui e te achem n'esse estado? Que accrescimo de loucura tens hoje? Henriqueta, ganha juizo. Deitas-te a perder com taes excessos. Dize, porque choras! E' por me fazeres feliz? ― Cala-te, Carlos, bradou ella endireitando-se, e deixa-me. Hoje não posso soffrer teus discursos... Fizeste-me a mulher mais desgraçada do mundo!... Não me queixo... Tive a principal culpa do meu {{hífen|aviltamen|aviltamento}}<noinclude></noinclude> ce0dwf8wfit8dx75aah83c3jd0tz28y Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/81 106 256294 559503 2026-08-19T22:25:47Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559503 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|25}}{{lh|2em}}</noinclude>{{hífen-fim|to|aviltamento}} e desgraça... Mas deixa-me... deixa-me agora chorar e morrer de vergonha! Não me importunes! Parte d'esta terra!... Não me tornes a apparecer... é o unico favor que te peço. Carlos replicou com paixão e ternura: ― Que parta!... que te não torne a vêr!. Ó minha Henriqueta! pede-me antes a morte. Perdoa-me tuas penas... Fiz-te desgraçada, porque me não amas. Se me amasses, lamentarias o nosso amor? ― Não te amo, Carlos?! Achas que te não amo? Por tua causa deshonrei e atraiçoei os melhores dos paes, os mais ternos e innocentes filhinhos, e um marido magnanimo e nobre; um marido... ― Um marido que ha oito mezes te deixou sem saudades, e que passa a vida alegre com alguma amante abjecta. ― Para desculpar nosso crime não calumniemos os ausentes. Não sei de Julio nada de mal, e ainda que o soubesse... já não tenho direito de ser zelosa, Oxalá que elle não pensasse mais em mim!... Lê esta carta, que acabo de receber... Oh! meu Deus!... Chama-me a sua virtuosa esposa!... {{nop}}<noinclude></noinclude> kgx6yz6ix8l3urygoz6jckcjr98lk9f Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/82 106 256295 559504 2026-08-19T22:26:55Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559504 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|26}}{{lh|2em}}</noinclude>Lamenta os meus padecimentos... Vai deixar todos os seus negocios para vir viver comigo!... Lamenta a ambição que de mim o separou! Trabalhava para deixar nossos filhos mais ricos, mas diz que a felicidade está primeiro que a riqueza... A felicidade!... a felicidade!... morreu para nós. E ella cobriu o rosto e chorou como desesperada. Carlos pegara na carta, e sem a ler a rasgou em pedacinhos, amarfanhou-os, e os lançou longe. Depois lhe disse: ― Julio vai chegar. E' preciso que te occultes a suas vistas, Henriqueta. ― Oh!... bem o queria!... Carlos, chegou o tempo de ame provares o teu amor... de me fazeres ver que, se eu te sacrifiquei os meus deveres... deveres de filha... esposa e mãe... os deveres mais sagrados, não tenho ao menos empregado mal meu criminoso affecto, faz-me um sacrificio... (muito ligeiro em proporção do que eu te fiz) matame... mata-me e foge! Ainda deves ter aquelle punhal com que te quizeste suicidar á minha vista. Mata-me, Carlos, e eu abençoarei a mão que me ferir. {{nop}}<noinclude></noinclude> gt051ia8wqnp00l21ajyxj1vbpy2y65 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/83 106 256296 559505 2026-08-19T22:30:52Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559505 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|27}}{{lh|2em}}</noinclude>― Henriqueta... meu amor, estás em uma allucinação terrivel!... Socega, e escuta-me. ― Ah!... não!... estou em meu juizo. Allucinada estava eu quando perdi o direito de ser respeitada... quando me aviltei a meus olhos e aos teus. ― Aos meus és sempre um anjo. Não me peças que te mate. E' pedir impossiveis. Não teria animo, ainda que o quizesse. ― E tiveste animo para me tornares desgraçada! ― Fiz-te desgraçada porque te amava muito, e tu me amavas pouco. Se tu tivesses por mim a paixão que me inflamma, quanto não seriamos felizes!... Iriamos para a Bahia... ― Cuidas que eu teria animo para affrontar assim a opinião do mundo? ― Mudarias de nome; passarias por minha esposa, e sel-o-ias diante de Deus. O matrimonio que contraistes foi iniquo... foi sacrilego. Rompe-o. Deixa livre esse homem que te não merecia. Vem... vem comigo... {{nop}}<noinclude></noinclude> 9aas9wgcg7fj714mlt8sxlkj7ylcuzf Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/84 106 256297 559506 2026-08-19T22:32:21Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559506 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|28}}{{lh|2em}}</noinclude>— Cala-te, Carlos!... Fazes-me horror! Deixar meus filhos!... meus paes!... Lançar sobre elles e sobre meu marido uma nodoa infamante! Deshonrar entes que devia honrar e fazer honrar!... Ai Jesus!... que digo? a deshonra é certa... ― Foge Henriqueta, foge de toda essa gente que te insultará porque tu tiveste um coração sensivel. A honra ou deshonra são cousas que ás cegas applica o mundo como lhe parece. Muitos, dignos do patibulo, são estimados; outros, merecedores d'uma coroa, soffrem despresos. Foge de quem te ha de despresar porque foste mulher fraca, e não criminosa. — Não... isso não! Fugir é augmentar meus erros. ― Terás animo para soffrer a colera de teu marido?... As reprehensões de teus paes?... As vistas dos teus criados?... O despreso de toda essa gente selvagem que se regosijará de vêr sem prestigio a mulher que a opinião publica tinha sempre respeitado?... Vem comigo, serás a minha esposa... o meu anjo!... Estarás cercada de respeitos que mereces, e das minhas {{hífen|adora|adoradas}}<noinclude></noinclude> mdmucalpfrwxepyqzx41qnos0w23n5x 559507 559506 2026-08-19T22:32:43Z BlitzkriegBoop 37692 559507 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|28}}{{lh|2em}}</noinclude>— Cala-te, Carlos!... Fazes-me horror! Deixar meus filhos!... meus paes!... Lançar sobre elles e sobre meu marido uma nodoa infamante! Deshonrar entes que devia honrar e fazer honrar!... Ai Jesus!... que digo? a deshonra é certa... ― Foge Henriqueta, foge de toda essa gente que te insultará porque tu tiveste um coração sensivel. A honra ou deshonra são cousas que ás cegas applica o mundo como lhe parece. Muitos, dignos do patibulo, são estimados; outros, merecedores d'uma coroa, soffrem despresos. Foge de quem te ha de despresar porque foste mulher fraca, e não criminosa. — Não... isso não! Fugir é augmentar meus erros. ― Terás animo para soffrer a colera de teu marido?... As reprehensões de teus paes?... As vistas dos teus criados?... O despreso de toda essa gente selvagem que se regosijará de vêr sem prestigio a mulher que a opinião publica tinha sempre respeitado?... Vem comigo, serás a minha esposa... o meu anjo!... Estarás cercada de respeitos que mereces, e das minhas {{hífen|adora|adorações}}<noinclude></noinclude> j82p7f3q8jy8fh65kz7f2pzh1cgufli Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/85 106 256298 559508 2026-08-19T22:34:31Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559508 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|29}}{{lh|2em}}</noinclude>{{hífen-fim|ções|adorações}} e amor. Ah! minha querida Henriqueta!... se não é por ti, e por mim, se te não importa a tua vergonha e a minha desesperação, ao menos por nosso filho, foge d'esta casa!... Vê que elles terão animo para deital-o á roda ou ao monturo!... para abafal-o!... ― Não acabes de matar-me... Deixa-me!... E' quasi noite. ― Adeus... até ámanhã. Pensa no que te disse. Além-mar nos espera... Vem ámanhã... Adeus. Ouço gente. Carlos se retirou precipitadamente. Vinha um criado procurar Henriqueta. <section end=C4/> <section begin=C/> {{ch|Capitulo V}} Tudo se preparava em casa de Henrique de Moraes para uma festa de familia. Julio tinha chegado a Lisboa, não dissera o dia em que vinha, mas não estaria longe esse dia. Todos andavam alegres, menos Henriqueta, que tinha immenso trabalho para<noinclude></noinclude> 0mwxyxg74lys42m7l9itsnyzg42vf9i 559522 559508 2026-08-19T22:55:38Z BlitzkriegBoop 37692 559522 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|29}}{{lh|2em}}</noinclude>{{hífen-fim|ções|adorações}} e amor. Ah! minha querida Henriqueta!... se não é por ti, e por mim, se te não importa a tua vergonha e a minha desesperação, ao menos por nosso filho, foge d'esta casa!... Vê que elles terão animo para deital-o á roda ou ao monturo!... para abafal-o!... ― Não acabes de matar-me... Deixa-me!... E' quasi noite. ― Adeus... até ámanhã. Pensa no que te disse. Além-mar nos espera... Vem ámanhã... Adeus. Ouço gente. Carlos se retirou precipitadamente. Vinha um criado procurar Henriqueta. <section end=C4/> <section begin=C5/> {{ch|Capitulo V}} Tudo se preparava em casa de Henrique de Moraes para uma festa de familia. Julio tinha chegado a Lisboa, não dissera o dia em que vinha, mas não estaria longe esse dia. Todos andavam alegres, menos Henriqueta, que tinha immenso trabalho para<noinclude></noinclude> 7yqs4rfixk7zq1iiulv2mo0pjp5lrwt Henriqueta/Capitulo 4 0 256299 559509 2026-08-19T22:35:15Z BlitzkriegBoop 37692 página criada 559509 wikitext text/x-wiki <pages index="Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf" from=79 to=85 fromsection=C4 tosection=C4 header=1 /> [[Categoria:Henriqueta| 10]] dwpbvhf1xi6t7z0crjchvn06u12h16s Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/86 106 256300 559510 2026-08-19T22:37:07Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559510 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|30}}{{lh|2em}}</noinclude>occultar sua desesperação. Era naturalmente franca e custava-lhe muitissimo dissimular. Precisava sorrir quando quereria soltar gritos de angustia. Recolheu-se um dia mais tarde que costume de seu passeio solitario. As sombras que se estendiam sobre a natureza valeram para esconder a vermelhidão de seus olhos, e a angustia de suas vistas.... — Já estava para te mandar procurar, lhe disse seu pae, que passeava na sala com sua netinha ao collo. — Tardei bastante... não sirvo senão para dar-lhes cuidados e tristezas, replicou ella com voz alterada. — Que tens?.. Parece-me que estás mais incommodada. — Não, meu querido pae. Creio que estou rouca; e doe-me a cabeça, mas estes incommodos de nada valem. ― Estás mais doente do que dizes. Apesar do gosto que tens, vaes sempre a peior. Teu marido póde ralhar-nos quando chegar. Deixamos-te muito senhora da tua vontade, e tu não trataste da saude como devias. Elle póde dizer que fomos máos {{hífen|de|depositarios}}<noinclude></noinclude> 6hwas4uv5sir9kl4gtrkzr38yamb6xb Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/87 106 256301 559511 2026-08-19T22:39:10Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559511 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|31}}{{lh|2em}}</noinclude>{{hífen-fim|positarios|depositarios}}, que não és a mesma, que eras, que já te não quer. Este gracejo de Henrique de Moraes era um agudo punhal para o coração da mulher culpada, que estava dizendo comsigo: ― Terrivel verdade diz meu pae, sem o saber!... E disse depois o melhor que pôde: ― Meu pae, dá licença que eu vá ámanhã ao Porto a casa de Julio? (Já se não atrevia a dizer: ''a minha casa''.) Tinha alguns arranjos a fazer alli. ― Essa é boa!.. Estás emancipada. Mas se queres escutar os meus conselhos, os arranjos a que tens de attender primeiro, é de te tratar. Cuida da tua saude. Vaes ao Porto, falla com o teu medico. ― Sim, meu bom pae. Elle continuava a passear com a menina, e proseguiu dizendo: ― Estimo que venha teu marido, porque me davas muito cuidado, e porque tambem o amo como filho, e terei muito gosto de o vêr; mas quando penso que me vão ser roubados meus netos... Hei de pedir-lhe que me deixe um d'elles. Vós podeis {{hífen|con|contentar-vos}}<noinclude>{{D|6}}</noinclude> khuv3ivmz2mcq8azovvne2309mwdvuy Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/88 106 256302 559512 2026-08-19T22:40:38Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559512 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|32}}{{lh|2em}}</noinclude>{{hífen-fim|tentar-vos|contentar-vos}} com um, emquanto não tiverdes mais. Henriqueta passou a mão pela testa, e disfarçando seu abalo, replicou: ― Quer ficar com Virginia, não é assim? ― Com Virginia ou Augusto, não escolho, bem que este amorzinho me encante. E tua mãe é doida pelo pequeno. ― Elles são muito felizes por terem tão bons protectores!.. Não sabe, meu rico pae, quanto isto me consola. ― Que dizes?.. Consolar-te de que? Duvídas ainda que teu marido esteja a chegar?.. E' preciso, minha filha, que não sejas tão exigente. Um homem não póde estar sempre agarrado á saia de sua mulher. Mas, como tenho visto o mal que te fez a ausencia de Julio, hei de pedir-lhe que te não deixe mais. Na minha ultima carta já eu lhe dizia que mais vale viver contente e feliz que possuir grossos cabedaes: e a resposta d'elle approvava o que eu lhe dissera, e assegurava-me que ía viver só para sua virtuosa esposa e seus innocentes filhos; que ía deixar-se do seu commercio de vinhos. Estás satisfeita? {{nop}}<noinclude></noinclude> od1cemcfu91u016iik1mx6ylbt4v5pv Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/89 106 256303 559513 2026-08-19T22:42:20Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559513 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|33}}{{lh|2em}}</noinclude>― Sim, meu pae... respondeu ella, forcejando por suster suas lagrimas e suspiros. Depois approximou-se d'elle, dizendo-lhe com meiga tristeza: ― Meu querido pae, deixe-me beijar Virginia, e abençôe-me... Quero ir deitar-me, por me doer a cabeça... e quero levantar-me cedo. A pobre Henriqueta beijou sua filhinha com sofreguidão e lhe inundou o rosto de lagrimas, abraçou seu pae e lhe beijou a mão. Elle lhe afagou as faces, dizendo: ― Deus te abençôe. Choras!.. ― Choro tanto de ternura e alegria, como de tristeza... O amor que o pae tem a meus filhos... ― Está bom... Chorar de tristeza ou de ternura deve augmentar-te as dores de cabeça. ― Tem razão... Adeus, meu pae. E saiu precipitada. No corredor encontrou sua mãe, de quem se despediu. Alli estava já muito escuro, e suas lagrimas não foram vistas. Vinha um criado com luze ella se apressou a deixar sua mãe. Chegando ao quarto arrancou os {{hífen|cabel|cabellos}}<noinclude></noinclude> 6df0lqep7zqaa7o2s15hlir1dbnvmui Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/90 106 256304 559514 2026-08-19T22:44:07Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559514 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|34}}{{lh|2em}}</noinclude>{{hífen-fim|los|cabellos}} com desesperação, e correndo para o leito se arremessou n'elle estorcendo-se, e ferrando nos lençoes para abafar seus gritos. Uma criada entrou com luz. ― Põe essa luz longe, balbuciou ella: doe-me a cabeça. ― O snr. Henrique e a senhora, mandam perguntar se quer tomar alguma cousa, disse a criada. ― Não quero nada, Rosa. ― A senhora disse que vinha logo cá vêl-a. ― Que não venha... que não venha. Ella custa-lhe andar depois da queda que den; e eu do que preciso é de socego. Vou dormir... mas queria antes beijar meu filho.A'manhã partirei muito cedo para o Porto. Vai-o buscar. Mas... olha uma cousa. Eu espero voltar ámanhã, mas... quem sabe? Posso ter occupações que me demorem. Toma conta em meus filhos... e trata minha mãe como agora. Tu és uma boa rapariga. ― O' snr. D. Henriqueta!.. quem póde ser máo n'esta casa?.. ― Tens razão... só uma pessoa como... {{nop}}<noinclude></noinclude> a4gtghhx0qtu9vc803vhy35jlagdw3k 559516 559514 2026-08-19T22:45:50Z BlitzkriegBoop 37692 559516 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|34}}{{lh|2em}}</noinclude>{{hífen-fim|los|cabellos}} com desesperação, e correndo para o leito se arremessou n'elle estorcendo-se, e ferrando nos lençoes para abafar seus gritos. Uma criada entrou com luz. ― Põe essa luz longe, balbuciou ella: doe-me a cabeça. ― O snr. Henrique e a senhora, mandam perguntar se quer tomar alguma cousa, disse a criada. ― Não quero nada, Rosa. ― A senhora disse que vinha logo cá vêl-a. ― Que não venha... que não venha. Ella custa-lhe andar depois da queda que den; e eu do que preciso é de socego. Vou dormir... mas queria antes beijar meu filho.A'manhã partirei muito cedo para o Porto. Vai-o buscar. Mas... olha uma cousa. Eu espero voltar ámanhã, mas... quem sabe? Posso ter occupações que me demorem. Toma conta em meus filhos... e trata minha mãe como agora. Tu és uma boa rapariga. ― O' snr. D. Henriqueta!.. quem póde ser máo n'esta casa?.. ― Tens razão... só uma pessoa como...<noinclude></noinclude> 0wk67zl7vkmd1k4cqmaczb0uayi4mzj Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/91 106 256305 559515 2026-08-19T22:45:33Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559515 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|35}}{{lh|2em}}</noinclude>como ha algumas, podia aqui ser má. Vai buscar meu filho. Rosa foi buscar o menino, e voltou logo com elle. Henriqueta tinha-se erguido do leito; estava sentada longe da luz, e disse á criada: ― Deixa aqui um pouco Augusto. Vem buscal-o logo. Rosa saíu. Henriqueta fechou a porta e pegando em seu filho nos braços tornou a sentar-se. As lagrimas lhe corriam em fio, contemplando o bello rostinho do pequeno, e o comia de beijos. ― Que tem mama?.. disse a creança lançando os bracinhos ao pescoço d'ella. Está a chorar?.. Mordeu-lhe alguma vespa? Tambem mordeu uma na menina, e ella chorou tanto!.. (coitadinha!..) mas eu hei de matal-as todas... todas! A avó diz que se podem matar, porque não fazem mel como as abelhas. ― Segue sempre os conselhos de teus avós... e dá-lhes muitos abraços e beijos, dizia Henriqueta suffocada em chôro, e apertando seu filho ao coração. Faze-lhes {{hífen|sem|sempre}}<noinclude></noinclude> tj8x1uxtuirg6l3s2s7i0ofd7ebpy63 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/92 106 256306 559517 2026-08-19T22:47:55Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559517 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|36}}{{lh|2em}}</noinclude>{{hífen-fim|pre|sempre}} a vontade... e sê muito amiguinho de tua irmã, e... e... Queria dizer-lhe mais, porém os soluços lhe embargaram a voz. ― E porque chora mamã?.. — Porque... tenciono ir ámanhã ao Porto, e... estou com dôres de cabeça; mas vou-me deitar, e ámanhã levantar-me-ei bôa. E forcejou por suffocar o pranto, e continuou: ― Obedece sempre a teus avós e... a teu pae... para que elle te perdoe... quando fizeres alguma cousa que lhe não agrade. ― Sim, mamã. Elle ha de me trazer um cavallinho de Inglaterra!.. ― Não deves esperar que elle te traga nada. Andam a metter-te tolices na cabeça. Tomáras tu que elle te trouxesse o seu amor... e t'o conservasse sempre. ― Não se agonie commigo, mama. Beije-me e chame-me o seu ''Nini'', que eu hei de ser sempre bonito, e não hei de tornar a fallar no cavallinho que o papá me ha de trazer. Henriqueta cobriu seu filho de beijos e lagrimas. — Torna a chorar, mamã?.. {{nop}}<noinclude></noinclude> q26kyz5c7bjegycre1ufvkm5zfw98jv Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/93 106 256307 559518 2026-08-19T22:49:42Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559518 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|37}}{{lh|2em}}</noinclude>E o pequeno poz-se tambem a chorar. — Já te causo penas, meu filho?.. Perdôa-me... não chores... não chores, meu ''Nini'', olha... estou já melhor... já não choro. Pede a Deus, quando te deitares, por mim... Pede-lhe que nos tornemos a vêr... no céu, accrescentou mentalmente. — Leve-me comsigo, mamã. Leve-me comsigo e não chore. — Oxalá que podesse!.. Mas não!.. Deus me livre!.. Tua avó ficaria muito triste, se a deixavas, meu filhinho. — Pois então não ha de chorar mais, não?.. — Não, meu filho, não choro mais. E se fores bom... nunca mais me has de vér triste. Mas não digas a ninguem que me vistes chorar. Se tua avó o sabia, chorava tambem, e não a devemos affligir. Deves fazer sempre por lhe dar alegria. Ama-a sempre muito e ao avô. Faze-lhes muitas meiguices e a teu pae, para... que elle seja teu amigo. — Assim, mama? E elle acariciava as faces de sua mãe.<noinclude></noinclude> l9k3ewwojs7glfio8ywgf3it9f9bnv6 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/94 106 256308 559519 2026-08-19T22:51:27Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559519 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|38}}{{lh|2em}}</noinclude>Ella fechou um momento os olhos, depois continuou, beijando-o: — Sim, meu adorado filho? E sê muito bom para tua irmã. Ella (pobrezinha!..) chegará a tempo em que talvez ninguem a ame. Seu avô não é novo, sua avó padece... mas tu has de amal-a e protegel-a. — Sim, mamã. Não irei no carro do cazeiro, antes hei de ficar sempre a brincar com ella; e hei de matar as vespas todas, para que lhe não ferrem. — Sim, meu filhinho. Sê o seu protector. Defende-a sempre... A criada forcejava por abrir a porta, julgando-a cerrada. Henriqueta foi-a abrir com seu filho nos braços, e dando-lhe um ultimo beijo, o poz no chão para ir com a criada, e ficou á porta emquanto o avistou; depois entrou e debruçou-se no leito pensando: — E' para sempre!.. para sempre!.. Nunca mais o verei... nem a Virginia... nem a meus paes!.. nem... nem a todos os que tenho amado em tempos felizes!.. Quando a criada tornou, achou-a deitada; parecia dormir. Saiu succintamente.<noinclude></noinclude> bz3ba9tgt12g5gsn6j3zj5ha2bcc5rz Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/95 106 256309 559520 2026-08-19T22:52:42Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559520 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|39}}{{lh|2em}}</noinclude>A infeliz não fechou os olhos senão para não vêr o reflexo da luz da lamparina. A cabeça lhe doía horrivelmente. No dia seguinte foi para o Porto, e de lá escreveu a seus paes, dizendo que sabia que seu marido vinha por terra, e que ía ao seu encontro, e mettendo-se n'uma sege partiu de casa, seguida por um criado que tinha ha pouco. Julio chegou n'um vapor, e dizendo-se-lhe que sua mulher fora por terra ao seu encontro, se affligiu e admirou de tal disparate. Subiu ao seu quarto para descansar, e achou a seguinte carta: «Não te escrevo para pedir-te perdão da deshonra que te lego e a nossos filhos... sei que o não mereço. As reprehensões que me faz a consciencia não são menores que as que tu estás em direito de fazeres á minha memoria. Deixo-te para ser desgraçada. Não poderia encarar-te!.. Ah!.. Julio!.. que não herdem nossos filhos o odio que terás com justiça á mãe. Elles são innocentes. E bem tenrinhos ficam abando- nados de sua criminosa mãe!.. Adeus, Julio... fiz a tua desgraça e a minha!.. Se ousasse, te pediria que me perdoasses na hora<noinclude></noinclude> eqp45gk3pjd0wfnq1g2vw4mvrzo2291 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/96 106 256310 559521 2026-08-19T22:54:27Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559521 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|40}}{{lh|2em}}</noinclude>da morte... mas sou indigna de todo o perdão!.. odeia-me... Esquece-me!.. e ama Augusto e Virginia, e meus pobres paes. Adeus até o dia tremendo, em que tão espantosas contas tenho de dar... Adeus.» Narrar o desesperado frenesi de Julio é impossivel. Por felicidade estava só, e pôde dar livre curso á sua angustia sem testemunhas. Quando teve valor para senhorear suas sensações, montou a cavallo e partiu em seguimento de sua criminosa esposa; passados dias voltou e procurou occultar ao mundo sua deshonra e a de seus filhos. Deixaremos porém os trahidos para seguir a traidora. <section end=C5/> <section begin=C5/> {{ch|Capitulo VI}} Henriqueta chegou á Bahia com Carlos, e lá passou por sua esposa. Se não fossem os remorsos e as saudades poderia ella ser feliz no primeiro anno em que foi rodeada de attenções pelo seu amante; mas<noinclude></noinclude> cx0le7e8sgs0ar62hmz1vfvkk9gh55k 559533 559521 2026-08-19T23:09:05Z BlitzkriegBoop 37692 559533 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|40}}{{lh|2em}}</noinclude>da morte... mas sou indigna de todo o perdão!.. odeia-me... Esquece-me!.. e ama Augusto e Virginia, e meus pobres paes. Adeus até o dia tremendo, em que tão espantosas contas tenho de dar... Adeus.» Narrar o desesperado frenesi de Julio é impossivel. Por felicidade estava só, e pôde dar livre curso á sua angustia sem testemunhas. Quando teve valor para senhorear suas sensações, montou a cavallo e partiu em seguimento de sua criminosa esposa; passados dias voltou e procurou occultar ao mundo sua deshonra e a de seus filhos. Deixaremos porém os trahidos para seguir a traidora. <section end=C5/> <section begin=C6/> {{ch|Capitulo VI}} Henriqueta chegou á Bahia com Carlos, e lá passou por sua esposa. Se não fossem os remorsos e as saudades poderia ella ser feliz no primeiro anno em que foi rodeada de attenções pelo seu amante; mas<noinclude></noinclude> maf4st9necgb2ylynifp3coquwubepv Henriqueta/Capitulo 5 0 256311 559523 2026-08-19T22:55:51Z BlitzkriegBoop 37692 página criada 559523 wikitext text/x-wiki <pages index="Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf" from=85 to=96 fromsection=C5 tosection=C5 header=1 /> [[Categoria:Henriqueta| 11]] o3l86aue03q7mvvgyz6s10k21mz2u1x Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/97 106 256312 559524 2026-08-19T22:57:07Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559524 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|41}}{{lh|2em}}</noinclude>apenas este saía de casa, ella ía á janella d'onde via o mar, e chorava amargamente. Como queria viver muito retirada, Carlos estava com ella n'uma quinta, e nos primeiros tempos só ía á cidade, quando a necessidade o forçava a isso; porém a sua paixão foi esfriando, e os pretextos começaram a ser frequentes para deixal-a. Henriqueta não se queixava. Tinha deixado de ser zelosa. Até ás vezes o via sair com prazer, para poder entregar-se a seus negros pesares. A criminosa infeliz não era a mesma, nem no physico, nem no moral. Seu rosto se defecava e emmurchecia, seu caracter se purificava no crisol da infelicidade. No coração e alma era mais virtuosa, para assim dizer, do que no tempo em que o seu porte era bom; pois odiava o crime mais que nunca; e, se não fôra um filho que tinha de Carlos, tel-o-ia deixado, ou antes não o teria seguido. Mas o pequeno Eduardo não era bem visto de seu pae. Era feio, doente, e lhe recordava uma culpa, que tão más consequencias tivera. A mãe era mãe. Amava o pequeno e se compadecia d'elle. E não se atrevia a deixal-o ao pae, temendo<noinclude></noinclude> hptu3jdmljkz0hn70s9txmfcg98s711 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/98 106 256313 559525 2026-08-19T22:58:29Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559525 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|42}}{{lh|2em}}</noinclude>que o abandonasse, nem a leval-o comsigo para morrer de miseria. Estava ella um dia com seu filho nos braços, e derramava lagrimas, lembrando-se dos filhos que não tornaria a ver. Ouviu cavallos. Devia ser o pae de Eduardo; enxugou os olhos e procurou aparentar socego. Carlos entrou com um amigo; unica pessoa a quem ella tinha consentido vêr, para satisfazer Carlos. — Emilia, disse Carlos, (ella havia tomado este nome) faze favor de entregar o pequeno a uma negra. Não posso ouvil-o rabujar. Tenho-te pedido muita vez que não estejas com elle ao collo; isso faz-te mal. Henriqueta entregou, suspirando, a criança a uma escrava. Rodrigo, o amigo de Carlos, disse a este: — Não ha casa, que eu goste de frequentar como a tua. Além do favor que me fazem em me tratarem com amizade, sinto uma verdadeira ventura ao vêr tanta paz e ordem, e tanta doçura para os negros. A snr.{{sup|a}} D. Emilia é um anjo. Bella, amavel, boa, virtuosa!.. Se eu soubesse que achava uma esposa assim, casava-me já. {{nop}}<noinclude></noinclude> qzr7x009nr3l3qu613gcg7xc6wjp2j4 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/99 106 256314 559526 2026-08-19T22:59:44Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559526 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|43}}{{lh|2em}}</noinclude>Henriqueta córou e descórou. Carlos fingiu rir e replicou para que mudasse a gosil conversa: — Casa depressa. Quero dançar-te na bôda. Mas já que fallei em dançar... Conta-me cá; foste hontem feliz? Que tal esteve o baile? Não me disseste ainda nada d'elle. — Oh!.. diverti-me muito!.. Eu bem queria, que fosses com a senhora. Succedeu lá um caso de summa pilheria. João Felizardo tinha trazido de Inglaterra uma linda moça, que nos impingiu por sua mulher. — Ora!.. Todos sabem isso! — Tu sim, mas a senhora não. Ella não falla com ninguem; vive só para seu marido e seu filho. Se todas as mulheres cumprissem assim os seus deveres... — Conta-nos como foi o baile. — João Felizardo apresentou-se lá com a sua ingleza. Nós estavamos prevenidos, e os pozemos no meio da rua. Se visses como elles gramaram a affronta... Fazia estalar de riso!.. Foi muito bem empregado!.. Querer-se igualar com senhoras honradas uma aventureira!.. Carlos, abatido e desanimado, não tinha<noinclude></noinclude> dxe9atr8j2g1dqsvqcnznq6p5ilelun Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/100 106 256315 559528 2026-08-19T23:00:52Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559528 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|44}}{{lh|2em}}</noinclude>tido força de tornar a interromper o amigo, bem que adivinhasse o que estava soffrendo a sua cumplice; pois, sempre que o fizera, tirára máo resultado. Henriqueta havia encerrado no fundo d'alma os trances dolorosos porque estava passando. A' ultima phrase porém de Rodrigo não pôde mais; levantou-se para sair; mas a vista lhe faltou e baqueou em terra. Os dous amigos a levantaram, e Carlos, para disfarce, lamentou que Emilia fosse sujeita a desmaios. Duas escravas levaram a senhora para o leito, e a fizeram tornar a si. N'esta occasião sentiu Carlos immensa compaixão pela mulher, que desgraçára, e, se podesse, lhe restituiria a paz e ventura, que lhe roubára, á custa de todos os seus haveres. Tarde lhe chegavam idéas generosas!.. A infeliz estava votada a uma vida de ignominia e remorsos. Toda a noite esteve Henriqueta em terriveis agitações. Só de manhã adormeceu. Carlos saiu então. Ao voltar achou-a mais socegada; mas, apenas se viu com elle, tendo uma negra saido com Eduardo, exclamou apertando as mãos convulsas ao peito: {{nop}}<noinclude></noinclude> njowcmb968p17qh1jhrv4vunlh3o9lq Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/101 106 256316 559529 2026-08-19T23:02:08Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559529 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|45}}{{lh|2em}}</noinclude>— Ah!.. meu Deus!.. se aquella desgraça nos succedia a nós! — Socega, disse elle acercando-se compassivo, socega, minha querida Emilia. Ninguem duvida que és minha és minha esposa. Todos te respeitam e amam. — Sim!.. sei enganar melhor o publico que essa pobre ingleza!.. que recebeu todos os insultos, que eu devia participar. Por mais criminosa que ella seja, não o póde ser tanto como eu... e comtudo só tu sabes quanto sou infame... Perdoa-me, Carlos... perdoa-me por ter sido tão fraca. — Emilia... Deixemos este assumpto. Quiz hoje comprar-te um bello mulato, para te acompanhar, quando saisses. — Por piedade não me dês mais d'essesinfelizes. — Se tu chamas infelizes os negros que tratas como filhos, que chamarás a alguns que eu hoje vi?.. Um deixou-me horrorisado!.. Estava em uma loja humida, nú, prezo a um cepo, e ás escuras. Disse-me o senhor, que m'o foi mostrar, que elle tinha a côr esbranquiçada por estar ha tempos alli de castigo, a jejuar a pão e agua, e a<noinclude></noinclude> ddx6zyhf5b467hqf97vcjhtktosb1tw Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/102 106 256317 559530 2026-08-19T23:03:34Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559530 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|46}}{{lh|2em}}</noinclude>levar açoites todos os dias, não porque fosse doente... Ahi estás tu a chorar!.. — Carlos, se te deve alguns cuidados o meu socego, vai... compra-me esse desgraçado. — Quiz compral-o, por me fazer muita compaixão, e vel-o estender-me as mãos em ar de supplica. O senhor dava-m'o muito barato, mas disse-me que não queria enganar ninguem, que o negro tinha um genio feroz, que estivera para matal-o com um machado. Antes te comprarei o mulato em que te fallei. — Não, não!.. Compra-me o negro, que está em castigo. Mas has de me fazer mais um favor, compra-o com o preço de umas joias que trouxe de Portugal. — Ah, Henriqueta!.. Não te pedi tanto que não trouxesses nada da casa de Ju... — Cala-te!.. não pronuncies o seu nome!.. Faz-me um mal terrivel ouvil-o da tua boca. As joias que trouxe foram aquellas que meus paes me deram antes de casar; e só vieram commigo como lembranças da minha vida innocente e pura. Quero vendel-as todas, se for preciso, e comprar esse desgraçado com<noinclude></noinclude> gtg8h8y1j7j8zhe34xu6edzfkjzcjm2 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/103 106 256318 559531 2026-08-19T23:06:44Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559531 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|47}}{{lh|2em}}</noinclude>o meu dinheiro. Essa boa acção me dará muita consolação, e talvez proveito. — Já fazes distincção do que é meu e teu?.. Guarda as tuas lembranças. Quero dar-te eu o negro. E' muito barato. Deus queira que não venha dar-te desgostos. Henriqueta insistiu, que queria compral-o com dinheiro seu. Depois de breve debate elle cedeu. Tinha conseguido seu intento, que era distrahil-a de seus remorsos. No dia seguinte foi Carlos á cidade, e voltou com o negro vestido de novo, e apontando-lhe para Henriqueta, lhe disse: — José, alli está a tua senhora, que te comprou com dinheiro do seu bolsinho. Vê como te portas!.. Ella quiz-te livrar dos castigos que estavas soffrendo; vê se és ingrato. O negro tinha-se arrojado aos pés d'ella, e lh'os beijava soffocado em choro. Foi este o dia mais feliz da vida errada de Henriqueta, ou de maior consolação; porque felicidade não a ha onde existe o remorso. {{nop}}<noinclude>{{D|7}}</noinclude> fsu0yteewnj3al6jfcufrhrc7kskfh1 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/104 106 256319 559532 2026-08-19T23:08:46Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559532 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|48}}{{lh|2em}}</noinclude> {{ch|Capitulo VII}} Passaram-se perto de dous annos sem grande novidade no viver de Henriqueta. Só ella tinha mais vagar de chorar suas culpas na solidão. Carlos mais e mais se afastava d'ella. Parecia que lhe pesava a sua companhia. A misera nem agora tinha a criminosa satisfação de crêr que havia sacrificado a honra, a patria, a familia, os seus deveres e todas as suas alegrias a um amante fiel: ella conhecia bem que só a commiseração e a vergonha obrigava Carlos a tratal-a ainda como sua mulher. — Se não fora Eduardo, pensava ella, se não fora meu pobre filho, dispensaria Carlos d'este martyrio, fugindo, fosse para onde fosse. O' meu Deus!.. que aviltamento o meu!.. Viver á custa de um homem que me perdeu... e que me despreza!.. Mas onde posso ir com meu filho?.. Como o poderei sustentar?.. Desacostumei-me de tal sorte de trabalhar... Apenas sei chorar. Os mimos de Eduardo enterneciam a<noinclude></noinclude> m8yokegcu38s9d19yqrn87myyzlj5up Henriqueta/Capitulo 6 0 256320 559534 2026-08-19T23:09:34Z BlitzkriegBoop 37692 página criada 559534 wikitext text/x-wiki <pages index="Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf" from=96 to=103 fromsection=C6 header=1 /> [[Categoria:Henriqueta| 12]] 4ruyrhamfwu8i2lx6279y5gciqfyczg Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/105 106 256321 559535 2026-08-19T23:10:54Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559535 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|49}}{{lh|2em}}</noinclude>infeliz, e lhe retalhavam a alma, por elle ser filho de um crime, e porque d'aquella edade fora por ella abandonado Augustinho. Os pequenos eram muito differentes porém. Augustinho aos quatro annos era bello, forte, atrevido e cheio de graciosa ignorancia, e de innocencia. Eduardo não era bonito, nem forte. Sua alma era bella, seu espirito perspicaz, mas sua timidez não o deixava mostrar o que valia. Seu pae o tinha por estupido e parvo e não o amava. O menino o temia. Todo o seu affecto se empregava em sua mãe e José. Este negro queria adivinhar-lhe as vontades, para agradar a sua senhora. Um dia passeava José com a creança e desviou-se um pouco para apanhar-lhe laranjas; ouviu um grito; volta-se e vê um grande mono, levando o menino. Corre após elle, mas o macaco pula sobre as séves, trepa ás arvores, transpõe collinas, levando sempre a sua presa, que bradava por José continuamente. O negro perseguia-o com actividade. O mono, seguido de perto, endireitou por uma ladeira abaixo, porque não tinha por onde se safar; mas mostrava<noinclude></noinclude> cmitlszxvjx5s3blyy63fxmt6iwgr70 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/106 106 256322 559536 2026-08-19T23:12:00Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559536 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|50}}{{lh|2em}}</noinclude>muita inquietação; é porque no fim estava um rio e elle não podia tomar á direita, nem á esquerda. Chegando á borda do rio o manhoso animal atirou á agua a creança e trepou para uma arvore, tendo por certo que o negro o deixaria para acudir ao menino e assim foi. José se atirou ao rio, ainda que estivesse alagado em suor, e salvou o filho da sua bemfeitora. Com o susto e com o banho estiveram ambos muito doentes; particularmente José, que esteve á morte. Quando Henriqueta viu o negro são, lhe disse, que já que outro bem lhe não podia dar em remuneração dos seus serviços, lhe dava a liberdade. Em vez da alegria que todo o escravo sente ao ver-se liberto, José mostrou no rosto intensa dor. — Que tens, José? lhe perguntou ella admirada. Não entendeste o que te disse? E's agora senhor das tuas acções. Recommendo-te, que enfreies sempre a tua colera. Os homens livres precisam tambem subju- gar suas paixões. José se lançou de joelhos, bradando: — O negro querer ser escravo de minha<noinclude></noinclude> jho2cbn5wkyusg1msybyhb18r4u1tq7 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/107 106 256323 559537 2026-08-19T23:13:15Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559537 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|51}}{{lh|2em}}</noinclude>senhora... Não querer nunca deixar minha senhora!... — Meu bom José, tens-me então muita affeição? — Sim... sim... minha senhora. Pois estarás commigo emquanto quizeres; mas és livre. José beijou os pés de sua senhora, agradecendo-lhe, não a liberdade, mas o deixal-o viver com ella como escravo. Quando elle saiu, bradou Henriqueta com as lagrimas a correr pelas faces: — E os brancos desprezam os negros!.. Ai de mim!.. só o coração d'este grato negro me resta!.. Ninguem mais me ama! — E eu, mãe?.. e eu, disse Eduardo, que assentado n'um cantinho do sofá tinha estado calado e attento. A mãe tomou-o nos braços e o cobriu de beijos. A discrição prematura d'esta creança era cousa pasmosa. Conversava com sua mãe com muito juizo, e raras vezes brincava. Era triste. A melancolia da mãe e o desamor do pae o tinham tornado assim. — Mãe, disse elle, o senhor Rodrigo disse-me que os negros são assim, para se<noinclude></noinclude> r0h1n173twfecszeu5wrvjmy17boq4r Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/108 106 256324 559538 2026-08-19T23:14:56Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559538 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|52}}{{lh|2em}}</noinclude>não sujarem e nos servirem: isso póde ser?.. — Não, meu filho; o snr. Rodrigo disse-te isso por graça. — Mas é tão feio mentir!.. O Senhor não quer que se minta. — E' verdade... hei de ralhar ao snr. Rodrigo. — Mãe, por que quer José ser negro?.. A mãe queria que elle fosse branco, — Não, Eduardo, eu não podia querer o que Deus não quiz. Elle nasceu negro, e assim ha de morrer; mas escravo é que não nasceu. Quando cresceres havemos de fallar sobre isto mais a fundo. — Eu queria ser muito grande... como o pae e o snr. Rodrigo, para conversar com a mãe, e entender tudo que me dissesse. — Mas então não te terei ao collo como agora. — Isso é verdade!.. e é tão bom estar assim. — Então porque foges dos meus braços a todos os momentos? — Para a não incommodar. O pae diz,que lhe faz mal pegar em mim. {{nop}}<noinclude></noinclude> nueo959t1aorji08ttq20p0rf5kg9vc Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/109 106 256325 559539 2026-08-19T23:16:38Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559539 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|53}}{{lh|2em}}</noinclude>— O' meu rico filho!.. a unica cousa que me faz bem e me consola é ter-te em meus braços. — Ah!.. Ouço a voz do pae nas escadas... Deixa-me ir para o José? — Sim, mas antes beija a mão a teu pae e cumprimenta o snr. Rodrigo, que tambem sobe. Carlos entrou com Rodrigo. Havia dias que negocios ou divertimentos o tinham detido longe de Henriqueta, mas cumprimentou-a com muita frieza, e repelliu seu filho, que tentara beijar-lhe a mão. Passado pouco foram os dois amigos passear á quinta. Henriqueta saiu tambem correndo, e foi embrenhar-se no laranjal, onde se acoitava sempre que as saudades do tempo passado, ou das pessoas que abandonara a opprimiam. Muitas e amargas lagrimas tinha alli derramado e n'este dia não foi um dos que menos chorou. Aos seus pesares do passado se reunia o amargor do presente, e o receio do futuro. E que viria a ser do seu Eduardo? O pae o odiava; e ella não ousava mesmo queixar-se d'isto. {{nop}}<noinclude></noinclude> fk1fqeablfpb1a9myy3y3wgp4phfgp0 Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/110 106 256326 559540 2026-08-19T23:18:22Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559540 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|54}}{{lh|2em}}</noinclude>Infeliz Henriqueta!.. ainda não tinhas esgotado o calix do amargoso fel, que devias beber gôta a gôta! <section end=C7/> <section begin=C8/> {{ch|Capitulo VIII}} Algum ruido e fallar a meia voz veio colher a mãe de Eduardo no meio do seu prantear, e o supplicio que então padeceu é acima de toda a expressão. Suas lagrimas se seccaram, suas faces tornaram-se pallidas, e seu corpo tremulo e coberto de suor frio curvou-se quasi sem ella dar por isso, e se occultou entre as folhas das bananeiras que estavam na borda do laranjal. Do outro lado entre Rodrigo e Carlos corria o seguinte dialogo: -E' o que te digo Carlos, estimo-te menos desde que lhe mostras pouca affeição. Confesso que Leonor é uma moça bonita e galante, mas que te importa a ti isso, homem casado com uma senhora de tantos meritos e virtudes? Dizes que D. Emilia vai perdendo a belleza todos os dias. Isso é verdade: mas suas boas qualidades, sua {{hífen|docili|docilidade}}<noinclude></noinclude> 6zomzek0kp383ledd6yyspgkc8ktxpl Henriqueta/Capitulo 7 0 256327 559541 2026-08-19T23:19:06Z BlitzkriegBoop 37692 página criada 559541 wikitext text/x-wiki <pages index="Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf" from=104 to=110 tosection=C7 header=1 /> [[Categoria:Henriqueta| 13]] 0brcuvf1p87hfvsgrpmu4tzz9lzjsrd Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/111 106 256328 559542 2026-08-19T23:21:18Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559542 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|55}}{{lh|2em}}</noinclude>{{hífen-fim|dade|docilidade}} e paciencia são sempre as mesmas. Quanto mais te tornas injusto para ella, mais a admiro. Não faz uma só queixa!... uma só recriminação! Carlos, uma esposa virtuosa e boa é sempre bella para um bom marido. E quem te diz que os desgostos que lhe dás não são os algozes de seus encantos? E D. Emilia ainda tem muita belleza, e entre a maior parte das mulheres levaria a palma. — Rodrigo, vou fazer-te uma confidencia, que nunca pensei fazer-te, para que conheças o horror da minha situação... mas não!.. basta que saibas que duas cousas me levaram a requestar Emilia, a paixão do amor por ella, e a do odio contra outro homem, que tambem a amava. Nos primeiros tempos julguei-me feliz pela possuir; porém agora que me inspira indifferença... tedio... aborrecimento... e que só me resta, para temperar estes desagradaveis sentimentos uma pouca de compaixão... — E a estima... e o respeito?.. Mostra-lhe estes sentimentos, que são os mais duradouros, solidos e apreciaveis. — Amor era o unico sentimento que {{hífen|po|podia}}<noinclude></noinclude> itgu2dbobkd5leg4bv5l5syg2qgxv4c Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/112 106 256329 559543 2026-08-19T23:22:38Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559543 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|56}}{{lh|2em}}</noinclude>{{hífen-fim|dia|podia}} mostrar-lhe; o unico que ella acreditaria verdadeiro. Estima e respeito, se os podesse fingir, tomal-os-ia por escarneo. Emilia não é minha esposa, foi minha amante, e agora é uma mulher que sou obrigado a respeitar e fazer respeitar ao publico... já que ao publico menti. Uma mulher que me corta as azas, se quero voar. Sou moço, rico, solteiro, e não posso escolher uma esposa entre as mulheres mais pobres. — Quem tal havia de dizer? Não é tua esposa aquella infeliz senhora?! — Conheces agora que tenho razão em fugir-lhe? — Não, cada vez conheço que és mais injusto com D. Emilia. Meu amigo, sê um homem de bem. Casar com uma amante moça e bella, é cousa facil e aprazivel; mas casar com a mãe de um filho quando ella começa a envelhecer, e que o coração se inclina a outra, é um acto custoso, mas de justiça e probidade. Se D. Emilia deixou a vereda da virtude, foi de certo por que te amava muito. Tem uma alma tão nobre, um viver tão honesto, um coração tão excellente, que se torna digna de ser a esposa de um<noinclude></noinclude> dwty1zdfcs0q492f1q9meultldtw16b Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/113 106 256330 559544 2026-08-19T23:23:51Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559544 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|57}}{{lh|2em}}</noinclude>homem de bem. Casa com ella, meu amigo. Será sem limites a sua gratidão, se a regenerares do seu immerecido abatimento. — E' impossivel!.. — Não ha nada impossivel no desempenho dos seus deveres. Esta maxima aprendi-a da mãe de Eduardo. — Ella disse-te isso?.. Desgraçada!.. Os remorsos a atormentam. Tenho pena do seu soffrimento; mas que lhe hei de fazer?... Não lhe posso restituir a ventura, que lhe roubei. Fizemo-nos desgraçados um ao outro... Seremos o algoz e victima mutuamente. Estamos ligados por laços de crime, que se não podem desatar. Emilia... (nem Emilia é seu nome)... Henriqueta estremeceu e se occultou mais entre as bananeiras. Cuidou ir ouvir seu verdadeiro nome. Carlos suspirou, e continuou: — Essa a quem roubei a paz e ventura, e que agora faz o meu tormento, era casada; e abandonou a familia para me seguir. — Quanto deve soffrer!.. Ah! uma mulher com as suas idéas tão culpada!.. Pobre<noinclude></noinclude> fcwesjuolmykkrukjai3rhj2y3imkra Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/114 106 256331 559545 2026-08-19T23:25:05Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559545 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|58}}{{lh|2em}}</noinclude>infortunada! Não lhe mostres ao menos a falta de attenções que costumas; adoça-lhe a taça de fel que ella traga, por commiseração por ella, e por amor de teu filho. — Não me falles n'elle!.. Ainda me aborrece mais que sua mãe. Se não fosse essa insipida creatura, nunca eu resolveria Emilia a abandonar a sua familia, e seriamos ambos felizes. E o pequeno é tão feio!.. tão estupido!.. tão fraco!.. tão desengraçado!.. — Não tem nada d'isso senão ser fraco. Tu o atemorisas. Quando está sem ti é muito ajuizado e interessante. — Aborreço-o, e elle paga-me na mesma. Apenas appareço faz-me a graça de se esquivar. Os dois amigos, que haviam conversado assentados n'um banco, se ergueram, e continuarám o passeio. Henriqueta, logo que os sentiu longe, correu a casa, e ordenou a José que não perdesse o menino de vista. Parecia lhe vêr Carlos erguer uma mão filhicida sobre a innocente creatura. E fechou-se no seu quarto dizendo, queria ficar só o resto do dia. {{nop}}<noinclude></noinclude> 9oo6u5q784fze5oizpj2bd3o66fvink Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/115 106 256332 559546 2026-08-19T23:26:31Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559546 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|59}}{{lh|2em}}</noinclude>Carlos deixou-lhe algumas desculpas e tornou a partir com Rodrigo. Quando a infeliz ouviu o trote dos cavallos, chamou José e disse-lhe: — Preciso voltar á patria com meu filhinho. Só de ti me fio. Quero ir em segredo. Vai vender-me estas joias, e arranjar-me passagem em algum navio, que parta breve para Portugal; seja para que porto for. Serão os ultimos serviços que me farás, bom José. — O negro irá com sua senhora; respondeu José. — Não, meu bom José, não. Na minha patria ha poucos homens da tua côr, e os loucos (e desgraçadamente ha muitos) zombam de vós outros. Tu és arrebatado. Se ouvisses escarnecer de ti, farias alguma desordem, e serias castigado. Que afflicção não seria a minha então!.. — O negro não fará desordens, estando com sua senhora. — Se podesses conter as tuas iras, serias desgraçado. — Serei muito contente estando com minha senhora e o menino. {{nop}}<noinclude></noinclude> 4jbg3dni4m7tjg8tiwibs63qrusbbxy Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/116 106 256333 559547 2026-08-19T23:27:52Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559547 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|60}}{{lh|2em}}</noinclude>— Meu amigo, isso não póde ter lugar. Hei de viver muito pobremente; não poderei ter-te commigo. O meu trabalho chegará mal para não deixar morrer meu filho á mingua... Talvez serei forçada a esmolar um pedaço de pão. Henriqueta cobriu os olhos com as mãos para occultar as lagrimas. O negro replicou com intimativa e força: — O negro ha de trabalhar. A'minha senhora e ao menino não ha de faltar pão. — Excellente coração!.. exclamou a infeliz, abraçando o negro; que não tenha eu a abundancia em que nasci, para ter-te sempre commigo socegado e feliz!.. José confuso e interdicto se lançou de joelhos em se livrando de seus braços; e curvando-se, beijou-lhe os pés, humedecendo-lh'os com lagrimas. — Alma generosa, proseguia ella, inclinando-se para elle e pondo-lhe a mão na cabeça, levanta-te e attende-me. Não devo acceitar o teu sacrificio, mas levarei no coração a lembrança da tua dedicação. Meu bom José, em Portugal não terias em que<noinclude></noinclude> nesk0mkvzhr6dxkhu6w04f8veyn48sj Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/117 106 256334 559548 2026-08-19T23:29:16Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559548 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|61}}{{lh|2em}}</noinclude>ganhar o teu pão, quanto mais o meu e de meu filho!.. — Lá os senhores não fazem barbas? — Fazem. — Então o negro ganhar lá sua vida. — Queres por força ir? — Sim, minha senhora, mas antes... meu senhor não escapar ao negro, que é máo para minha senhora tão boa. O negro pronunciou estas palavras com uma vista tão feroz, que a mãe de Eduardo estremeceu, e para desviar o crime exclamou com força: — Malvado!.. Querias matar o senhor que te tirou dos ferros?.. Vê o que fazes!.. Um assassino me faria horror. O negro sem perder a vista ferina abaixou um pouco a cabeça, balbuciando: — Elle ser máo para minha senhora... A pobre Henriqueta assentou abater-se na opinião do negro, para o estorvar de commetter o crime, e replicou, cobrindo os olhos: — Estás enganado, José. Não fujo ao snr. Carlos, porque elle me trate mal. Deixo-o, porque é esse o meu dever. Elle não<noinclude></noinclude> kcl9c48xz7razgqj2vzw5u0gd3wqa6a Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/118 106 256335 559549 2026-08-19T23:30:34Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559549 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|62}}{{lh|2em}}</noinclude>é meu marido... nem o póde ser. Sou a mulher mais culpada do mundo todo. Abandonei meu marido... meus filhos... meus paes... para seguir aqui o snr. Carlos. Agora o deixo para viver com o filho que me resta. Já vês que não sou digna do respeito e estima que me tinhas. Mas assim mesmo espero que me farás os serviços que te peço. José ficou cabisbaixo e calado. A pobre senhora murmurou com as lagrimas nos olhos: — Até este coração me foge!.. O negro ergueu a cabeça e as mãos, exclamando: — Negro amar sempre e respeitar minha senhora. E querer ir com ella para toda a parte. Henriqueta consentiu que elle a acompanhasse com a condição que não faria mal a Carlos; e elle retirou-se cheio de jubilo por lhe ser permittido acompanhar uma pobre senhora e uma creança inerme a terra estranha, e sustental-as com o seu braço. {{nop}}<noinclude></noinclude> e7ipj8diwkvdn3954q20b22ih077yko Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/119 106 256336 559550 2026-08-19T23:32:40Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 559550 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|63}}{{lh|2em}}</noinclude>Oito dias depois recebia Carlos na cidade a seguinte carta: «Quando receber esta carta estará livre dé mim. Não me queixo... (eu fui a mais culpada) e lhe perdôo. Maria fica com todas as chaves. Recommendo-lhe esta fiel negra, e todos os outros escravos. Póde declarar que o nosso casamento era ficticio; mas peço-lhe por caridade que não diga o meu nome, nem mesmo ao seu amigo. Adeus, snr. Carlos, até ao dia em que havemos de dar contas... e que terriveis serão!.. comtudo Deus é de infinita misericordia. O nosso arrependimento póde merecer-nos o perdão. Adeus... Esqueça-se que existiu no mundo a desgraçada ― ''Emilia''.» <section end=C8/> <section begin=C9/> {{ch|Capitulo IX}} E' onze annos depois que vamos encontrar Henriqueta em Lisboa n'uma pequena casa do bairro d'Alfama. E quem reconheceria n'ella a antiga belleza de Rivaes?... Seus cabellos estavam brancos, seus<noinclude>{{D|8}}</noinclude> buwu19olqv32hesdexg7dxd7tpumwbq Henriqueta/Capitulo 8 0 256337 559551 2026-08-19T23:33:25Z BlitzkriegBoop 37692 página criada 559551 wikitext text/x-wiki <pages index="Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf" from=110 to=119 fromsection=C8 tosection=C8 header=1 /> [[Categoria:Henriqueta| 14]] lmf0z6csanpmw7yeniynfh8zzb619wo Página:O Mulato.djvu/359 106 256338 559553 2026-08-20T00:26:51Z Trooper57 24584 /* Revista */ 559553 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{c|351}}</noinclude>assim!... da-se-lhe o pé e elles tomam a mão!... jà não conhecem o seu logar! Tratantes! Ah meu tempo! meu tempo que não era preciso estar cá com discussões e politicas — fez-se besta?! — rua! — A porta da rua é a serventia da casa! E pondo regateiramente as mãos nas cadeiras, gritava com autoridade — E é o que você deve fazer, seu pamonha! — despeça-o por uma vez para o sul, com todos os diabos do inferno! e trate de casar sua filha com um branco como ella! arre! — Amen! disse beaticamente o conego, e sugou uma pitada — ''Malo qui bene facit, pejorem facit!''... {{dhr}} Fallou-se em toda a capital do rompimento de Raymundo com a familia de Manoel Pescada. Cada qual commentou o facto, como melhor entendeu, augmentando, já se sabe; cada um o seu bocado — uns inventando, outros exagerando, todos porem condemnando o cabra, o bode, o mulato, o bocca queimada! O Freitas aproveitou logo a boa occasião para dizer dogmaticamente — Acontece, meus senhores, com um boato, que corre a provincia, o mesmo que com uma pedra levada pela enchurrada — á proporção que rola de rua em rua, de beco em beco, de fosso em fosso, vão se lhe apegando toda a sorte de trapos e pallinhas, que encontra na sua vertiginosa carreira; de sorte que, ao chegar á bocca-de-lobo, já se lhe não reconhece a primitiva forma. Do mesmo feitio quando<noinclude></noinclude> 7t5tquumvok879nt2qslyiioqjyslx0 A mãe (conto) 0 256339 559576 2026-08-20T02:07:20Z Trooper57 24584 Trooper57 moveu [[A mãe (conto)]] para [[A mãe (Contos para a infancia)]] 559576 wikitext text/x-wiki #REDIRECIONAMENTO [[A mãe (Contos para a infancia)]] 1o113usnt3taulj49d0nw1dxdmgsakm Anexo:Imprimir/Contos para a infância 110 256340 559583 2026-08-20T02:18:49Z Trooper57 24584 Trooper57 moveu [[Anexo:Imprimir/Contos para a infância]] para [[Anexo:Imprimir/Contos para a infancia]] 559583 wikitext text/x-wiki #REDIRECIONAMENTO [[Anexo:Imprimir/Contos para a infancia]] 8o49xrhlc0jox9fm8ahac76lad2tj58