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<noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||DOM JOÃO VI NO BRAZIL|293}}</noinclude>ante semelhante contingencia: manejando o argumento da ameaça, mais decisivo politicamente que o das blandicias, declarava elle que “S. A. R. se veria obrigado a obrar, de concerto com o seu poderoso alliado, com os fortes meios que a Providencia depositou em suas mãos.”
O imperialismo — pois que podemos com propriedade adaptar esta denominação modernizada á aspiração de extensão territorial que Dom João VI acalentou e realizou, com relação ao Brazil, nas suas fronteiras norte e sul — foi n’esse momento historico e no continente americano a mola da politica da Casa de Bragança e motivo de temor para a Casa de Bourbon. Esta era a razão principal pela qual o governo de Madrid nunca mostrara vontade que a côrte de Lisboa se mudasse para o Rio de Janeiro, convindo-lhe a deserção do Reino mas receiando com justificada previsão a concentração do poder militar e politico de Portugal na visinhança das suas possessões americanas. Por seu lado Thomaz Antonio Villa Nova Portugal quando em 1807, antes de declaradas por Napoleão rotas as hostilidades e de decidida a trasladação para o Brazil, advogara a ida do Principe da Beira, recommendara que acompanhasse a regia criança força sufficiente, apparentemente para prevenir ataques ultramarinos da Inglaterra, que a cordialidade das relações officiaes com a França podia então fazer antever; na realidade para, desnorteando o Imperador dos Francezes, deter na Peninsula o auxilio hespanhol promettido ao exercito invasor, offerecendo-lhe a ameaça de uma campanha no Rio da Prata.
A empreza de engrandecer o dominio portuguez na America não era facil, porque contra ella mais que tudo se levantava a tradicional e viva antipathia entre as duas me-<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|294|DOM JOÃO VI NO BRAZIL|}}</noinclude>tropoles peninsulares. A encorporação de qualquer dos vastos dominios hespanhoes assim traria em si um germen pernicioso para a nação conquistadora, depositado pela lealdade, ainda apreciavel, d’essas possessões para com a sua mãi patria, sobretudo tratando-se de uma absorpção portugueza.
Palmella farejou como arguto diplomata que semelhante lealdade, aquillo para que usam os Inglezes o termo ''{{lang|en|loyalty}}'', seria a determinante causa immediata do rompimento que se produziu com a subida ao throno hespanhol do Rei forasteiro. Foi isto quando, seduzido um momento pela sua chimera igualmente imperialista, pretendeu o representante portuguez promover com tamanho enthusiasmo os interesses de que a Princeza do Brazil lhe confiara a gestão e cuja feliz composição constituia, no dizer d’elle, a unica cousa que poderia conservar unidas as colonias hespanholas combinadas com as portuguezas, e particularmente salvar as tradições da monarchia de Carlos V, as quaes, abafadas na sua séde européa, assim achavam guarida na America <ref>Officio de D. Pedro de Souza Holstein cit. na obra de D. Maria Amalia Vaz de Carvalho.</ref>.
Com effeito, faltando-lhe por motivos varios esta base tradicional, o movimento nacionalista de Buenos Ayres tomaria a breve trecho a côr demagogica que lhe deviam necessariamente vir a emprestar, além da carencia de direcção dynastica local pela ausencia forçada de Dona Carlota Joaquina, a distancia da metropole, a confusão que n’esta reinava, a desorganização militar da colonia, as idéas liberaes, finalmente, que andavam no ar. Não que a Hespanha anarchizada cessasse de pensar nas colonias que representavam o melhor do seu patrimonio. No mesmo anno da missão Curado, pelos meados de 1809, chegava ao Rio a corveta<noinclude>{{lh|5em|align=left}}{{Smallrefs|fs=95%}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||DOM JOÃO VI NO BRAZIL|295}}</noinclude>de guerra ''Mercurio'' conduzindo o marquez de Casa Irujo na qualidade de plenipotenciario de Fernando VII, despachado pela Junta Central que dizia representar e agir em nome do monarcha hespanhol compellido á abdicação e sequestrado em França.
O objectivo de Casa Irujo tinha forçosamente que ser a preservação da integridade dos dominios do seu amo, livrando-os ao mesmo tempo da cobiça portugueza e da attracção exercida pela miragem independente. Ao Principe Regente o que sobretudo interessava — e para isso mandara ao Rio da Prata um homem da sua confiança — era em parte o inverso, mas n’outra parte o mesmo, pois que lhe cumpria defender o seu imperio americano do virus contagioso da rebeldia.
Para bem se precaver, força lhe era ajuizar primeiro do poder dos partidarios em Buenos Ayres do systema republicano que, pelo que se dizia, cogitavam até de fazer propaganda no Brazil, incitando seus habitantes a constituirem-se pelo regimen democratico. E’ facto que os republicanos platinos, comprehendendo perfeitamente que obstaculo importava para elles a proximidade da côrte portugueza e que perigo envolvia o poderio que d’ahi derivara o colosso brazileiro, se esforçaram desde logo por fomentar no Brazil um movimento analogo: ameaça que Dom João VI sempre avaliou na sua justa significação e que mais tarde lhe offereceria o mais forte d’entre os suspirados pretextos para a occupação de Montevidéo. Entretanto a Princeza, constantemente arbitraria e intromettida, ia em beneficio proprio movendo no Rio infatigavel perseguição aos agentes e correspondentes d’aquelles revolucionarios, que em contraposição de interesses recebiam protecção do ministro britannico.
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<noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|296|DOM JOÃO VI NO BRAZIL|}}</noinclude>Enganava-se por conseguinte o vice-rei Liniers quando, qualificando tão duramente o proceder ambicioso do ministro Linhares, repellido aliás pelas auctoridades municipaes de Buenos Ayres, que chega a escrever que até na politica de Tunis e de Argel seria uma tal conducta vista com execração, lançava contra a côrte brazileira a increpação de servir conscientemente de instrumento do gabinete de Saint James, “{{lang|es|poniendo a los ingleses en estado de balancear la fortuna de Europa con la dominacion americana}}” <ref>British Museum, ''Cod''. cit.</ref>. A’ Grã Bretanha convinha antes por todos os principios a autonomia sul-americana, que ia necessariamente resultar da desaggregação começada, á sombra da qual tratava Dona Carlota Joaquina esperançosamente de adiantar o seu jogo, que não faltou muito que ganhasse graças aos trumfos que lhe chegavam.
O primeiro homem de talento e de valor que no Rio da Prata abraçou a sua candidatura, D. Manoel Belgrano, o fez no intuito não só de bem assegurar, por meio de uma solução pratica, o desligamento do vice-reinado do Prata da Hespanha então napoleonica, como de crear para a colonia elevada a estado uma situação de ligação toda pessoal com o seu soberano, de todo differente da antiga dependencia da metropole e seus archaicos conselhos. Belgrano e os que o acompanhavam — Castelli, Pueyrredon, Mariano Moreno entre outros — na porfiada propaganda em prol da candidatura da Princeza do Brazil, preferindo obedecer a uma Infanta da casa hespanhola legitimamente reinante a pôrem-se ás ordens de adventicios politicos, francezes usurpadores, liberaes da mãi patria ou conservadores da colonia, cogitavam de uma monarchia constitucional, forma que lhes<noinclude>{{lh|5em|align=left}}{{Smallrefs|fs=95%}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||DOM JOÃO VI NO BRAZIL|297}}</noinclude>parecia a mais facil de conciliarem a tradição com o progresso, de tornarem possivel a emancipação, “alcançando a independencia sem sacrificios e operando uma revolução incruenta.”
N’uma reunião de patriotas fôra Belgrano auctorizado a negociar n’esse sentido com a Princeza do Brazil, o que elle levou a cabo durante um anno, de 1808 a 1809, por intermedio do franciscano Chambo, de Presas, de Contucci e do agente do plano no proprio Rio de Janeiro, D. Saturnino Rodriguez Peña, o qual igualmente e mais que tudo almejava por uma patria independente e livre. Que esta nunca o seria, porém, com Dona Carlota Joaquina, digna irmã de Fernando VII na dissimulação e na prepotencia, logo o prova o facto da Pretendente, ao mesmo tempo que proseguia na intelligencia, denunciar a Liniers o emissario dos patriotas como traidor. O vice-rei, fique notado, não se subordinava á usurpação franceza na Hespanha, nem se prestava a favorecer projectos de desunião, quer em beneficio dos filhos da colonia, quer em proveito dos metropolitanos ahi residentes: contentava-se com inclinar-se ante as auctoridades de facto que diziam governar em nome do Rei nacional durante o seu impedimento.
As idéas de liberdade não encontravam absolutamente echo no coração da filha de Maria Luiza, a qual aspirava ao governo absoluto, querendo cingir a corôa sem condições <ref>Mitre, ''Vida de Belgrano'', Tomo I.</ref>. Belgrano e Pueyrredon que, preso como conspirador e obrigado a refugiar-se no Rio, conheceu e tratou a Princeza, não podiam deixar de convencerem-se elles proprios da infelicidade da sua escolha primitiva, arrefecendo-se seu enthusiasmo e substituindo-o um curto periodo de<noinclude>{{lh|5em|align=left}}{{Smallrefs|fs=95%}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|298|DOM JOÃO VI NO BRAZIL|}}</noinclude>desalento antes de definitivamente adoptada a solução republicana.
Demais, do que se deprehende de uma phrase da auto-biographia de Belgrano, a Princeza do Brazil não fez caso bastante de Pueyrredon <ref>“{{lang|es|Acaso miras politicas influyeron á que la Infanta no lo atendiera, ni hiciera aprecio de el}}” (Auto-biogr. no Appendice do Tomo I da ob. cit. de Mitre). Pueyrredon partiu de Buenos Ayres para o Rio, “afim de se por aos pés da Princeza Carlota”, a 13 de Agosto de 1809 a bordo do bergantim ''Narciso'', de propriedade de F. Contucci, (Carta do mesmo a Linhares, no Arch. do Min. das Rel. Ext.) A 4 de Novembro do mesmo anno annunciava o fertil Contucci a partida de D. José Maria Campos “{{lang|es|para instruir a S. A. R. la P. N. S de estos acaecimientos.}}”</ref>, dispensando-se de ter com o futuro dictador as cavillações e doçuras de que certamente fez abundante gasto com Rodriguez Peña para que este a taxasse <ref>Carta para Buenos Ayres de 4 de Outubro de 1808, publicada por Mitre entre os documentos que formam o Appendice do Tomo I da ''Vida de Belgrano''. Segundo refere Contucci n’uma das suas cartas conservadas no Archivo do Ministerio das Relações Exteriores do Rio de Janeiro (Papeis avulsos), D. Saturnino Rodriguez Peña estava recebendo do Principe Regente uma pensão de 500 pesos annuaes, circumstancia que de algum modo contribuiria para as suas disposições enthusiasticas.</ref> de mulher singular e mesmo unica, disposta a todos os sacrificios em prol dos seus semelhantes, amavel, generosa, alheia a despotismos, digna, virtuosa, illustrada, um conjuncto de ''divinas qualidades'', nas suas palavras textuaes “{{lang|es|la heroina que necesitamos, y la que seguramente nos conducirá al más alto grado de felicidad.}}”
Mais tarde passaria por proceder anti-patriotico haver sido partidario da candidatura que tinha justamente tido por fim evitar que a America participasse da sorte da Hespanha, isto é, acabasse sob o dominio estrangeiro. No emtanto, si n’aquella occasião tivesse Dona Carlota conseguido ir ao Rio da Prata, houvera sido acclamada com delirio, senão pelos Hespanhoes ao menos pelos nacionaes, bastando<noinclude>{{lh|5em|align=left}}{{Smallrefs|fs=95%}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||'''AN'''|105}}</noinclude>do Imperio. Ha desta obra diversas edições, sendo: a segunda de 1857; a terceira, augmentada e correcta, de 1861; a quarta de 1866; a quinta de 1869; a sexta de 1873. 290 pags in-8°, e a setima de 1877, 287 pags.in-8º, todas do Rio de Janeiro.
— ''Collecção dos vocabulos usados'' na provincia de S. Pedro do Rio Grande do Sul. Rio de Janeiro, 1861 — Sahira antes na ''Revista do instituto historico'', tomo 15°, 1852, pags. 210 a 240; foi reimpressa, segundo me consta, em Londres em 1856, e depois no Rio Grande do Sul, vindo como appendice á Folhinha rio-grandense para o anno de 1862. Parte dos vocabulos desta collecção são da lingua guarany.
— ''A vida de José Bernardino de Sá depois de sua morte'' ou o processo Villa-Nova do Minho, contendo as peças principaes do processo propriamente dito ''Villa-Nova do Minho'', e precedido de um outro processo, o do dqutor Manuel Jacques de Araujo Basto. Rio de Janeiro, 1856.
— ''Annotações ás Memorias historicas de monsenhor Pizarro'' na parte relativa á provincia do Rio Grande do Sul, servindo em parte de additamento, e em parte de correcção — Foram publicadas na ''Revista do instituto historico''. Rio de Janeiro, 1858, pags. 303 a 315.
— ''Notas á memoria do tenente-coronel José dos Santos Viegas'' — Idem, 1860, pags. 585 a 602.
— ''Antigualhas e reminiscencias de Porto-Alegre''. Rio de Janeiro, 1881, 34 pags. in-4.º<section end="Antonio Alvares Pereira Coruja"/>
<section begin="Antonio Alvares da Silva"/>'''Antonio Alvares da Silva —''' Filho de Antonio Alvares da Silva e de dona Zeferina Roza da Silva, nasceu na cidade de S. Salvador, capital da Bahia, em 1831 ou 1832, e falleceu na mesma cidade em 1865.
Doutor em medicina pela faculdade de sua provincia, onde deu provas de uma intelligencia robusta, foi nomeado por concurso lente oppositor da secção medica da mesma faculdade em 1857, e se achava inscripto para o concurso á cadeira de physiologia em 1865, quando falleceu. Durante este concurso falleceu tambem o doutor João Pedro da Cunha Valle, outro concurrente (vide [[Diccionario Bibliographico Brazileiro/João Pedro da Cunha Valle|João Pedro da Cunha Valle]]), faltando-lhe sómente a sustentação da these.
Escreveu:
— ''Physiologia da medulla espinhal. Theoria dos movimentos reflexos :'' dissertação inaugural, precedida de proposições sobre: 1.º Influencia dos climas no desenvolvimento das molestias. 2.° A expulsão da placenta deverá ser sempre abandonada á natureza? 3.º O que é afllnidade chimica? Bahia, 1856.
— ''A vaccina como abortiva e preservativa da variola será prejudicial?'' these de concurso a um logar de oppositor da secção medica. Bahia, 1857 — Trata da natureza da variola, da acção physiologica e therapeutica da vaccina; e da influencia da vaccina sobre a população.
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<noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|106|'''AN'''|}}</noinclude>— ''Em que consiste o vitalismo hippocratico?'' these apresentada, etc. para o concurso a um logar de substituto da secção medica em 6 de julho de 1859. Bahia, 1859.
— ''Juizo critico do Calabar'', drama em verso do doutor Agrario de Souza Menezes. Bahia, 1858 — Vem annexo ao mesmo drama.
— ''Elogio historico do doutor Agrario de Souza Menezes'' — Vem precedendo as obras ineditas do doutor Agrario, mandadas publicar pela sociedade academica Recreio dramatico da Bahia em 1865. (Veja-se [[Diccionario Bibliographico Brazileiro/Agrario de Souza Menezes|Agrario de Souza Menezes]].)
O doutor Alvares da Silva escreveu além disso muitas memorias e artigos sobre assumptos relativos á medicina, á historia, á litteratura e mesmo á politica no ''Direito'', jornal politico, no ''Prisma'', no ''Diario da Bahia'', no ''Estandarte'', no ''Caixeiro nacional'', na ''Opinião'', na ''Semana'' e na ''Revista academica''. Neste ultimo vem por elle escripta uma necrologia com o titulo:
— ''O doutor Laurindo José da Silva Rabello.'' Bahia, 1864 — a qual foi reproduzida no ''Correio Mercantil'' da mesma cidade de 9 de dezembro do dito anno, e ultimamente nos ''Annaes'' da bibliotheca nacional do Rio de Janeiro, volume 3º, pags. 373 a 384.<section end="Antonio Alvares da Silva"/>
<section begin="Antonio Alves Camara"/>'''Antonio Alves Camara —''' Nasceu na provincia da Bahia a 27 de abril de 1852, fez o curso da escola de marinha, foi promovido a guarda-marinha em novembro de 1870, a segundo tenente em janeiro de 1873, e a primeiro tenente, posto em que se acha, em dezembro de 1875.
E’ official da escola de marinha, membro effectivo do Instituto historico e geographico brazileiro, e do Instituto polytechnico, onde exerce ocargo de segundo secretario, etc.
Escreveu:
— ''Algumas considerações sobre a causa da formação do gulf-stream''. Bahia, 1876 — E’ um opusculo de 30 paginas, que o autor escreveu por ler a memoria do então primeiro tenente Francisco Calheiros da Graça, se propondo a explicar a causa e formação do gulf-stream e apresentando uma corrente equatorial submarina no atlantico, correndo para oeste.(Veja-se [[Diccionario Bibliographico Brazileiro/Francisco Calheiros da Graça|Francisco Calheiros da Graça]].) O primeiro tenente Camara explica o facto por modo diverso de seu collega.
— ''Analyse dos instrumentos de sondar e perscrutar os segredos da natureza submarina'', seguida de um appendice, contendo estudos feitos sobre as causas de variação de densidade das aguas no porto de Montevidéo. Rio de Janeiro, 1878 — Refere-se tambem o autor ao sondographo do primeiro tenente Adolpho Pereira Pinheiro. ([[Diccionario Bibliographico Brazileiro/Adolpho Pereira Pinheiro|Veja-se este nome]].)
— ''Impressões de uma viagem do Pará ao Recife'', passando por S. Miguel e Tenerife, a bordo da corveta ''Trajano''. Rio de Janeiro, 1878, in-4.º
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— ''Juizo critico do Calabar'', drama em verso do doutor Agrario de Souza Menezes. Bahia, 1858 — Vem annexo ao mesmo drama.
— ''Elogio historico do doutor Agrario de Souza Menezes'' — Vem precedendo as obras ineditas do doutor Agrario, mandadas publicar pela sociedade academica Recreio dramatico da Bahia em 1865. (Veja-se [[Diccionario Bibliographico Brazileiro/Agrario de Souza Menezes|Agrario de Souza Menezes]].)
O doutor Alvares da Silva escreveu além disso muitas memorias e artigos sobre assumptos relativos á medicina, á historia, á litteratura e mesmo á politica no ''Direito'', jornal politico, no ''Prisma'', no ''Diario da Bahia'', no ''Estandarte'', no ''Caixeiro nacional'', na ''Opinião'', na ''Semana'' e na ''Revista academica''. Neste ultimo vem por elle escripta uma necrologia com o titulo:
— ''O doutor Laurindo José da Silva Rabello.'' Bahia, 1864 — a qual foi reproduzida no ''Correio Mercantil'' da mesma cidade de 9 de dezembro do dito anno, e ultimamente nos ''Annaes'' da bibliotheca nacional do Rio de Janeiro, volume 3º, pags. 373 a 384.<section end="Antonio Alvares da Silva"/>
<section begin="Antonio Alves Camara"/>'''Antonio Alves Camara —''' Nasceu na provincia da Bahia a 27 de abril de 1852, fez o curso da escola de marinha, foi promovido a guarda-marinha em novembro de 1870, a segundo tenente em janeiro de 1873, e a primeiro tenente, posto em que se acha, em dezembro de 1875.
E’ official da escola de marinha, membro effectivo do Instituto historico e geographico brazileiro, e do Instituto polytechnico, onde exerce ocargo de segundo secretario, etc.
Escreveu:
— ''Algumas considerações sobre a causa da formação do gulf-stream''. Bahia, 1876 — E’ um opusculo de 30 paginas, que o autor escreveu por ler a memoria do então primeiro tenente Francisco Calheiros da Graça, se propondo a explicar a causa e formação do gulf-stream e apresentando uma corrente equatorial submarina no atlantico, correndo para oeste.(Veja-se [[Diccionario Bibliographico Brazileiro/Francisco Calheiros da Graça|Francisco Calheiros da Graça]].) O primeiro tenente Camara explica o facto por modo diverso de seu collega.
— ''Analyse dos instrumentos de sondar e perscrutar os segredos da natureza submarina'', seguida de um appendice, contendo estudos feitos sobre as causas de variação de densidade das aguas no porto de Montevidéo. Rio de Janeiro, 1878 — Refere-se tambem o autor ao sondographo do primeiro tenente Adolpho Pereira Pinheiro. ([[Diccionario Bibliographico Brazileiro/Adolpho Pereira Pinheiro|Veja-se este nome]].)
— ''Impressões de uma viagem do Pará ao Recife'', passando por S. Miguel e Tenerife, a bordo da corveta ''Trajano''. Rio de Janeiro, 1878, in-4.º
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<noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>Mesquinho e humilde livro é este que vos apresento, leitor. Sei que passará entre o indifferentismo glacial de uns e o riso mofador de outros, e ainda assim o dou á lume.
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Então por que o publicas? perguntará o leitor.
Como uma tentativa, e mais ainda, por este amor materno, que não tem limites, que tudo desculpa — os defeitos, os achaques, as deformidades do filho — e gosta de enfeital-o e aparecer com elle em toda a parte, mostral-o a todos os conhecidos e vel-o mimado e acariciado.
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Elle simelha á donzella, que não é formosa; porque a natureza negou-lhe as graças feminis, e que por isso não pode encontrar uma affeição pura, que corresponda ao affecto da su'alma; mas que, com o pranto de uma dôr sincera e viva, que lhe vem dos seios da alma, onde arde em chamas a mais intensa e abrasadora paixão, e que em balde quer recolher para a corução, move ao interesse aquelle que a desdenhou e o obriga ao menos a olhal-a com bondade.
Deixae pois que a minha {{uc|Ursula}}, timida e acanhada, sem dotes da naturesa, nem enfeites e louçanias d'arte, caminhe entre vós.
Não a despreseis, antes amparae-a nos seus incertos e titubantes passos para assim dar alento á authora de seus dias, que talvez com essa protecção cultive mais o seu engenho, e venha a produzir couza melhor, ou, quando menos, sirva esse bom acolhimento de incentivo para outras, que com imaginação mais brilhante, com educação mais acurada, com instrucção mais vasta e liberal, tenham mais timidez do que nós.
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Entre as fontes, de que manam em largo jorro
os barbarismos, occupam um dos primeiros logares
os logistas, e empregados no commercio.
Recebem do estrangeiro as mercadorias, que
trazem, como é natural, o nome respectivo na
lingua do país, de que são exportadas; e quando
o objecto, a que se refere o nome estrangeiro, não
é d{{'}}aquelles geralmente conhecidos, lá se vae repetindo
a palavra estrangeira, que passa de bocca
em bocca.
Si é, por exemplo, uma fazenda, um tecido
differente de todos os outros conhecidos, e si o
fabricante lhe deu alguma denominação especial,
alludindo a tal ou tal qualidade, ou a alguma particular
circumstancia, é o caso de introduzir-se o
barbarismo, que alastra como herva damninha.
Succede tambem que por negligencia, ou ignorancia
çhamam os vendedores de mercadorias —
''Etiquetas'' — cousa muito differente do que em portuguez
se conhece por — etiqueta.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Albertoleoncio" />118</noinclude>''Etiqueta'' na lingua portugueza, ou ''etiquetas'' no
plural, significa ceremonial proprio das igrejas, dos
palacios, formalidades usadas entre a gente da
côrte; entretanto por este contacto quotidiano do
povo com os empregados do commercio, nos tractos
de compras, e vendas, já a palavra ''etiqueta'' é empregada como = ''rotulo, letreiro;'' accepção que não
tem, nem nunca teve na lingua portugueza.
Em francez {{lang|fr|''étiquette''}} é sem duvida alguma
''rotulo, letreiro;'' mas em portuguez ''nunca, nunca se deve dizer semelhante barbarismo.''
Não é isto a confirmação do que tenho já
dicto; isto é, que grande numero de barbarismos
têm por causa a preguiça, e a negligencia? Açharão
tambem que {{lang|fr|''étiquette''}}, palavra franceza, seja tão expressiva, que não haja em portuguez outra, que lhe
corresponda, e dê idéa perfeita do que o tal vocabulo representa?
É só o que me falta ouvir. Isto causa indignação, e nojo; prova preguiça, tolice, em uma palavra, a ''Advenomania linguistica'' no seo maior gráo.<noinclude>{{traço}}</noinclude>
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adicionou [[Categoria:Monteiro Lobato]] usando [[Wikipedia:Software/Scripts/HotCat|HotCat]]
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{sc|problemas graves}}|CAPITULO XIX}}
{{dhr|3}}
No entretanto, o projectil transpozera o recinto de Tycho.
Barbicane e os dois amigos observaram entāo com a mais escrupulosa attençāo as listas brilhantes que a celebre montanha
despede tāo curiosamente para todos os horisontes.
Que seria aquella auréola fulgurante? Que phenomeno geologico teria desenhado aquella cama ardente? Era este o problema que, com justo fundamento, preoccupava Barbicane.
Effectivamente, debaixo dos olhos dos observadores estendiam-se em todas as direcçōes sulcos luminosos de margens
levantadas e meio concavas, uns de vinte, outros de cincoenta
kilometros de largura. Em certos sitos, aquellas esteiras fulgurantes corriam até trezentas leguas de Tycho, e pareciam cobrir, principalmente para os lados de leste, de nordeste e de
norte, boa metade do hemispherio meridional. Um dos jactos
de luz prolongava-se até ao circo de Neandro, situado a quarenta graus de longitude. Outro ia sulcar, encurvando-se, o Mar de
Nectar, e quebrar-se de encontro aos Pyrenéus, depois de percorrer quatrocentas leguas. Outros ainda, para os lados do oes-<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|175|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>te cobriam com uma rede luminosa o Mar das Nuvens e o Mar
dos Humores.
Qual seria a origem dʼaquellas fulgurantes irradiaçōes que
appareciam tanto nas planicies como nos relevos, qualquer que
fosse a altura dʼelles? Partiam todos de um centro commum, a
cratéra de Tycho. Dʼella é que emanavam. Herschell attribue o
brilhante aspecto dʼellas a antigas correntes de lavas coalhadas
pelo frio, opiniāo esta que nāo foi adoptada. Outros astronomos
viram nʼaquellas inexplicaveis fitas uma especie de morenas,
renques de pedras erraticas, que tivessem sido projectadas na
época da formaçāo de Tycho.
— E porque nāo? perguntou Nicholl a Barbicane, que escutava aquellas diversas opiniōes, refutando-as todas.
— Porque a regularidade dʼaquellas linhas luminosas, e a
violencia necessaria para levar a taes distancias as materias vulcanicas, sāo incompativeis!
— Ora essa! respondeu Miguel, parece-me facil explicar a
origem dʼesses raios.
— Na verdade? acudiu Barbicane.
— Verdade, proseguiu Miguel. Basta suppor que é uma grande fractura estrellada, similhante á que produz o choque de
uma bala ou de uma pedra de encontro a um vidro de vidraça!
— Bom! replicou Barbicane sorrindo. E qual seria a māo
com força bastante para arremessar a pedra capaz de produzir
tal choque?
— Nāo é necessario māo, respondeu Miguel, que nāo cedia á
primeira; e emquanto á pedra, podemos admittir que fosse um
cometa.
— Ora os cometas! exclamou Barbicane, quanto se tem abusado dos cometas! Caro Miguel, a tua explicaçāo nāo é de todo má, o teu cometa é que é inutil. O choque que produziu essa
fractura póde ter vindo do interior do astro. Bastava uma violenta contracçāo da crusta lunar, com o encolher do resfriamento, para poder produzir esse estrellado gigantesco.
— Vá que seja a tal contracçāo, uma especie de colica lunar,
respondeu Miguel Ardan.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|176|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>— De mais a mais, acrese entou Barbicane, essa opiniāo é
tambem a do sabio inglez Nasmyth, e parece-me que dá sufficientemente explicaçāo da irradiaçāo dʼessas montanhas.
— Esse tal Nasmyth nāo é nenhum tolo! respondeu Miguel.
Os viajantes a quem tal espectaculo nāo podia cançar, admiraram por muito tempo ainda, os esplendores de Tycho. O projectil, impregnado de effluvios luminosos, dentro dʼaquella dupla irradiaçāo do Sol e da Lua, devia apparecer como um globo
incandescente. Por consequencia os viajantes tinham subitamente passado de um frio consideravel a um calor intenso. A
natureza ia-os assim preparando para se tornarem selenitas.
Tornarem-se selenitas! Esta idéa trouxe de novo á téla da
discussāo o problema da habitalidade da Lua. E poderiam os
viajantes resovel-o, depois do que tinham visto! Poderiam acaso concluir pró ou contra? Miguel Ardan convidou os dois amigos a formularem a sua opiniāo, e perguntou-lhes muito positivamente se criam que a animalidade e a humanidade estivessem representadas no mundo lunar.
— Creio que podemos responder, disse Barbicane; mas a pergunta, segundo creio, tambem nāo deve ser formulada assim.
Déem-me licença que a faça de outra maneira.
— Á vontade, respondeu Miguel.
— Ora ouçam, proseguiu Barbicane. O problema é duplo e
exige portanto dupla soluçāo. É acaso a Lua habitavel? Foi porventura habitada?
— Bem, respondeu Nicholl. Indaguemos primeiro se a Lua é
habitavel.
— Para fallar a verdade, nada sei a tal respeito, replicou Miguel.
— E eu cá respondo pela negativa, proseguiu Barbicane. No
estado em que actualmente está o astro, com aquelle envolucro
atmospherico por certo muito reduzido, com os seus mares pela maior parte seccos, com as suas aguas insufficientes, com a
sua vegetaçāo restricta, com as suas bruscas alternativas de calor e de frio, com as suas noites e os seus dias de trezentas e
cincoenta e quatro horas, nāo me parece habitavel, nem se me<noinclude></noinclude>
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Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/158
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|154}}</noinclude>café Lemblin era pelo imperador, contra o cafè Valois,
que era pelos Bourbons. Acabava de effectuar-se o casamento de uma princeza da Sicilia com o snr. duque de
Berry, que Louvel já espiava do fundo das trevas. Havia um anno que Staèl fallecêra. Os guardas do rei
pateavam a Mars. Os grandes jornaes eram pequeninos. O formato era acanhado, mas a liberdade era ampla. O ''Constitucional'' era constitucional. A ''Minerva''
chamava Châteaubriand ''Châteaubriant''. Este ''t'' fazia rir
muito aos burguezes á custa do grande escriptor. Nos
jornaes vendidos jornalistas prostituidos insultavam os
vencidos de 1815 ; David já nāo tinha talento, Arnault
já nāo tinha espirito, Carnot já nāo tinha probidade:
Soult nunca ganhára batalha alguma; verdade seja que
Napoleāo já nāo tinha genio. Ninguem ignora que é mui
raro que as cartas dirigidas pelo correio a um desterrado lhe cheguem as māos, porquanto as policias consideram como um dever religioso intercepta-las. O facto
nāo é novo; Descartes , banido , já se queixava disto.
Ora, tendo David, em um jornal belga, mostrado algum
enfado por nāo receber as cartas que lhe eram escriptas, o caso pareceu engraçado ás folhas realistas, que
por tal motivo mettiam a rediculo o proscripto. Dizer ''os''
''regicidas'' ou dizer ''os votantes''; dizer ''os inimigos'', ou dizer ''os alliados''; dizer ''Napoleāo'', ou dizer ''Buonaparte'', era quanto bastava para separar dous homens mais profundamente do que por um abysmo. Os homens sensatos
eram unanimes em confessar que a éra das revoluçōes
fôra para sempre fechada pelo rei Luiz XVIII, appellidado—O immortal autor da carta—. No terrapleno da
Ponte-Nova esculpia-se a palavra ''Redivivus'' no pedestal
que aguardava a estatua de Henrique IV. Piet esboçava
na rua Theresa n. 4 o seu conciliabulo para consolidar
a monarchia. Os chefes da direita diziam nas conjuncturas graves: « É preciso escrever a Bacot. » Canuel,
OʼMahony e de Chapelaine preparavam, até certo ponto
com approvaçāo de ''Monsieur'', o que depois devia chamar-se—a conspiraçāo da borda dʼagua—. O ''Alfinete''
''Preto'' conspirava pelo seu lado. Delaverderie conferenciava com Trogoff. Decazes, espirito de alguma sorte
liberal, dominava. Châteaubriand, de pé todas as manhans diante da sua janella na casa n. 27 da rua de San
Domingos, de calças de enfiar e em chinelas, os cabellos<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|155}}</noinclude>grisallos cobertos com um lenço de seda, fitos os olhos
em um espelho, tendo deante de si um estojo completo de cirurgião dentista, limpava os dentes, que
eram bellissimos, ao passo que ia dictando a ''monarchia conforme a carta'' a Pilorge , seu secretario. A
critica dominante preferia Lafon a Talma. Féletz assignava-se A; Hoffmann Z; Carlos Nodier escrevia ''Thereza''
''Aubert''. O divorcio estava abollido. Os lycêos chamavam-se collegios. Os collegiaes, que traziam uma flor
de liz de ouro na golla, esmurravam-se por amor do
rei de Roma. A contra-policia do palacio denunciava á
S. A. R. ''Madame'' o retrato, por toda a parte exposto,
do snr. duque dʼOrléans, o qual tinha melhor presença
com a farda de coronel-general de hussaros do que o
snr. duque de Berry com o uniforme de coronel-general de dragões; grave inconveniente. A cidade de Pariz
fazia dourar de novo a sua custa o zimborio dos invalidos. Os homens serios a si mesmos perguntavam o
que fazia, em tal ou tal occasião, Trinquelague; Clausel
de Montals divergia em diversos pontos de Clausel de
Coussergues ; Salaberry não estava contente. O actor
Picard, que era da academia de que o actor Moliere não
pudera ser membro, fazia representar Os ''dous Philibertos'' no Odion, em cujo frontispicio, graças aos vestigios deixados pelas letras que tinham sido arrancadas,
lia-se ainda distinctamente : {{sc|theatro da imperatriz.}}
Cada cidadão se pronunciava pró ou contra Cugnet de
Montarlot. Fabvier era faccioso; Bavoux revolucionario.
O livreiro Pélicier publicava uma edição de Voltaire,
sob este titulo : ''Obras de Voltaire'' , da academia franceza. « Isto chama compradores », dizia aquelle ingenuo editor. Era opinião geral que Carlos Loyson seria
o genio do seculo; a inveja ( signal de gloria ) começava
a mordê-lo, e fazia-se contra elle este verso:
{{dhr}}
<poem>
{{smaller|Même quand Loyson vole, on sent quʼil a des pattes,}}
</poem>
{{dhr}}
Recusando o cardeal Fesch demittir-se, Prins, arcebispo de Amasis, administrava a diocese de Lyon. A
questão do valle dos Dappes suscitava-se entre a França
e a Suissa, por uma memoria do capitão Dufour, que
depois foi general. Saint-Simon, ignorado, engendrava
o seu sonho sublime. Havia na academia das sciencias
um Fourier celebre, que a posteridade esqueceu, e não<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|155}}</noinclude>grisallos cobertos com um lenço de seda, fitos os olhos
em um espelho, tendo deante de si um estojo completo de cirurgião dentista, limpava os dentes, que
eram bellissimos, ao passo que ia dictando a ''monarchia conforme a carta'' a Pilorge , seu secretario. A
critica dominante preferia Lafon a Talma. Féletz assignava-se A; Hoffmann Z; Carlos Nodier escrevia ''Thereza''
''Aubert''. O divorcio estava abollido. Os lycêos chamavam-se collegios. Os collegiaes, que traziam uma flor
de liz de ouro na golla, esmurravam-se por amor do
rei de Roma. A contra-policia do palacio denunciava á
S. A. R. ''Madame'' o retrato, por toda a parte exposto,
do snr. duque dʼOrléans, o qual tinha melhor presença
com a farda de coronel-general de hussaros do que o
snr. duque de Berry com o uniforme de coronel-general de dragões; grave inconveniente. A cidade de Pariz
fazia dourar de novo a sua custa o zimborio dos invalidos. Os homens serios a si mesmos perguntavam o
que fazia, em tal ou tal occasião, Trinquelague; Clausel
de Montals divergia em diversos pontos de Clausel de
Coussergues ; Salaberry não estava contente. O actor
Picard, que era da academia de que o actor Moliere não
pudera ser membro, fazia representar Os ''dous Philibertos'' no Odion, em cujo frontispicio, graças aos vestigios deixados pelas letras que tinham sido arrancadas,
lia-se ainda distinctamente : {{sc|theatro da imperatriz.}}
Cada cidadão se pronunciava pró ou contra Cugnet de
Montarlot. Fabvier era faccioso; Bavoux revolucionario.
O livreiro Pélicier publicava uma edição de Voltaire,
sob este titulo : ''Obras de Voltaire'' , da academia franceza. « Isto chama compradores », dizia aquelle ingenuo editor. Era opinião geral que Carlos Loyson seria
o genio do seculo; a inveja ( signal de gloria ) começava
a mordê-lo, e fazia-se contra elle este verso:
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Recusando o cardeal Fesch demittir-se, Prins, arcebispo de Amasis, administrava a diocese de Lyon. A
questão do valle dos Dappes suscitava-se entre a França
e a Suissa, por uma memoria do capitão Dufour, que
depois foi general. Saint-Simon, ignorado, engendrava
o seu sonho sublime. Havia na academia das sciencias
um Fourier celebre, que a posteridade esqueceu, e não<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|156}}</noinclude>sei em que mansarda um Fourier obscuro de quem o
porvir se lembrará. Lord Byron começava a surgir ;
uma nota de um poema de Millevoye annunciava-o á
França nestes termos: ''um tal lord Baron''. David dʼAngers exercitava-se em abrandar o marmore. O abbade
Caron fallava com elogio, na presença de alguns seminaristas que costumavam reunir-se em sua casa, no becco das Freiras Bernardas, de um padre desconhecido
chamado Felicidade Roberto, que, passados tempos, chamou-se Lamennais. Uma cousa que fumegava e se agitava no Sena como a bulha de um cāo que nada, passava
e tornava a passar por baixo das janellas das Tulherias,
percorrendo o espaço comprehendido entre a ponte Real
e a ponte Luiz X V; era um mecanismo de bem pouca
ou nenhuma serventia, uma especie de brinquedo, um
sonho de inventor abstracto, uma utopia : uma barca de
vapor. Os parizienses olhavāo para aquella inutilidade
com indifferença. Vaublanc, reformador do instituto a
golpe de estado, decretos e fornadas, autor distincto de
diversos academicos, depois de os ter feito nāo podia
conseguir ser um delles. O arrabalde de SanʼGermano
e o pavilhāo Marsan desejavam para prefeito de policia
Delavau por causa da sua devoçāo. Dupuytren e Récamier altercavam no amphitheatro da escola de medicina,
e quasi chegavam ás vias de facto, por divergencias ȧcerca da divindade de Jesus-Christo. Cuvier, com um olho
no Genesis e o outro na natureza, esforçava-se por agradar á reacçāo devota, pondo os fosseis de accordo com
os sagrados textos, e fazendo os mastodontes lisongearem Moysés. Francisco de Neufchateau, louvavel cultivador da memoria de Parmentier, fazia esforços inaudi-
tos para que ''pomme de terre'' (batata) se pronunciasse
''parmentiére'' e nāo podia consegui-lo. O abbade Gregorio, ex-bispo, ex-convencional, ex-senador, passara na
polemica realista ao estado—de infame Gregorio.— Esta
locuçāo que acabamos de empregar—''passar ao estado''
''de''—era denunciada como neologismo por Royer-Collard.
Podia distinguir-se ainda pela sua brancura, por baixo
do terceiro arco da ponte dʼIena, a pedra nova com que,
havia dous annos, se tapara o buraco da mina aberta
por Blucher para fazer voar a ponte. A justiça chamava ao seu tribunal um homem que, ao ver entrar o conde dʼArtois na egreja de Nossa Senhora, dissera em voz<noinclude></noinclude>
9iszaoqgkhnp97tfh7n2ic4pdxjvkjp
Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/15
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: pnra sessenta. Tia erro, torno a diser». o hospital está na ininlia morada e eu na dos enfermos; desfaçamos o erro; entregue-me a minha casa. No dia seguinte os vinte seis enfermos desvalidos estavam no palacio do bispo, e o bispo residia no hos pital. Myriel nâo tinha bens, sua familia ficara arruinada com a revolação; sua irman percebia uma renda vilalicia de 500 francos, que mal chegava para sua despesa pes soal, eelle recebia do...
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="191.241.248.206" />{{c|11}}</noinclude>pnra sessenta. Tia erro, torno a diser». o hospital está
na ininlia morada e eu na dos enfermos; desfaçamos o
erro; entregue-me a minha casa.
No dia seguinte os vinte seis enfermos desvalidos
estavam no palacio do bispo, e o bispo residia no hos
pital.
Myriel nâo tinha bens, sua familia ficara arruinada
com a revolação; sua irman percebia uma renda vilalicia
de 500 francos, que mal chegava para sua despesa pes
soal, eelle recebia do estadoa eongriia de 15,000 fran
cos. Nomesmodiaem quefoi residir no hospital, iMyriel
regulou? uma vez para sempre todas as suas despezas
pela forma seguinte,, que transcrevemos de um rol escripto do seu proprio punho.
NOTA PARA REGÜLAR AS^DESPEZAS DA MINHA CASA
Para o pequeno seminário
libras
Congregação da missão. . > .
»
Para os lazzariías de Montdidier
».
Seminários das missões estrangeiras em
Pariz .......................... . . . ..
».
Congregação do Espirito Santo . . .
»
Estabelecimentos pios da Terra Santa.
»
Sociedade de Charidade Materna. . .
»
Mais para a de Aries. . . . . . . . .
))
Associação para melhoramento das pri
sões. . . . . . . . . . . . . . . .
»
Dita para allivio e soccorros dos presos »
Para libertar paes de farailias presos por
dividas
J)
Supplemento dos vencimentos dos pobres
mestre de escola da diocese . . . .
»
Celleiro dos Altos A lp e s ....................
»
Congregação das irmans de D . .. de Ma
nosque e de Sisteron para o ensino gra
tuito das meninas indigentes... . .
Para os pobres . . . .........................
Minha despeza pessoal . . . . . . .
1,500
100
100
200
150
100
^00
50
M){)
5b(>
1,000
2,001)
101)
1,500
0.000
1,000
Total . . . » 15,000'
Em todo 0 tempo que occupou a sede de D___ My
riel em nada alterou estas disposições: chamava a isso,
como se vê, regular a despeza de sua casa.jè
Este modo de vida foi aceito por Baplistina com sub-<noinclude></noinclude>
suj2mp734wow8s7r5relfn28grggln4
Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/161
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|157}}</noinclude>alta: ''Irra ! tenho saudades do tempo em que via Bonaparte entrar no Baile-Selvagem de braço dado com''
''Talma''. Palavras sediciosas. O homem foi condemnado a seis mezes de prisāo.
Os traidores erguiam a cabeça com entono ; homens
que tinham passado para o inimigo na vespera de uma
batalha, nada escondiam da recompensa, e arruavam
impudicamente ao pino do dia com todo o cynismo das
riquezas e das dignidades; desertores de Ligny e de
Quatre Bras, na mais completa nudez da sua venal torpeza faziam despejadamente praça da sua dedicaçāo monarchica ; todos esqueciam o que se lê na parede interior das ''water-closets'' publicas em Inglaterra : ''Please''
''adjust your dress before leaving''.
Eis, confusamente rememorados, os factos que se deram no anno de 1817, hoje esquecido. A historia quasi desdenha estas minudencias, nem outro pode ser o
seu expediente ; o infinito a invadiria. Nāo obstante,
estes pormenores, a que chamam impropriamente pequenos,—nāo ha factos pequenos na humanidade, nem
folhas pequenas na vegetaçāo,—sāo uteis. A figura dos
seculos compōe-se da physionomia dos annos.
Nesse anno de 1817 quatro jovens parizienses fizeram
—uma divertida travessura.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
6mea6qjzuc2xfou3jo09jzsu8yijvpv
Os Miseraveis (trad. Justiniano José da Rocha)/Tomo primeiro/Livro terceiro/I
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[[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf" from=155 to=161 header=1 /> {{Modernização}} {{DP-1}} [[fr:Les Misérables/Tome 1/Livre 3/01]]
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<pages index="Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf" from=155 to=161 header=1 />
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[[fr:Les Misérables/Tome 1/Livre 3/01]]
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Plan 9 from Bell Labs: uma visão geral
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[[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{navegar |obra=Plan 9 from Bell Labs: uma visão geral |autor=Bell Labs |notas= }} = Introdução = O [[w:Plan 9 from Bell Labs|Plan 9 from Bell Labs]] é um [[w:Sistema operativo|sistema]] de pesquisa desenvolvido no [[w:Bell Labs|Bell Labs]] a partir do final da década de 1980. Seus projetistas e autores originais eram [[w:Ken Thompson|Ken Thompson]], [[w:Rob Pike|Rob Pike]], Dave Presotto e Phil Winterbottom. A eles se juntaram diversos outros que, como...
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= Introdução =
O [[w:Plan 9 from Bell Labs|Plan 9 from Bell Labs]] é um [[w:Sistema operativo|sistema]] de pesquisa desenvolvido no [[w:Bell Labs|Bell Labs]] a partir do final da década de 1980. Seus projetistas e autores originais eram [[w:Ken Thompson|Ken Thompson]], [[w:Rob Pike|Rob Pike]], Dave Presotto e Phil Winterbottom. A eles se juntaram diversos outros que, como desenvolvedores, continuaram o trabalho de 1990 até os dias atuais.
O Plan 9 propõe uma maneira nova e frequentemente mais limpa de resolver a maioria dos problemas encontrados em sistemas. O sistema, no seu todo, há de soar muito semelhante e familiar aos usuários do [[w:Unix|Unix]], parecendo ao mesmo tempo, contudo, um pouco estranho.
No Plan 9 cada [[w:Processo (informática)|processo]] possui o seu próprio [[w:Espaço de nomes|espaço de nomes]] modificável. Um processo pode ser rearranjado, pode sofrer acréscimos ou remoções no seu espaço de nomes, sem com isso afetar os espaços de nomes de processos não relacionados. Incluída nas modificações do espaço de nomes está a possibilidade de se [[w:en:Mount (computing)|“montar” (''mount'')]] uma conexão a um [[w:Servidor de arquivos|servidor de arquivos]] que se comunique via [[w:9P|9P]], um simplório [[w:Protocolo (ciência da computação)|protocolo]] baseado em arquivo. A conexão pode ser uma conexão de rede, um [[w:Canalização (software)|pipe]] ou qualquer [[w:Descritor de arquivo|descritor de arquivo]] aberto para a leitura e escrita tendo na outra ponta um servidor do protocolo 9P. Espaços de nomes personalizáveis são largamente usados em todo o sistema, na apresentação de novos recursos (por exemplo, o [[w:Sistema de janelas|sistema de janelas]]), para importar recursos de uma outra máquina (por exemplo, a pilha de rede) ou para navegar pelo histórico no tempo (por exemplo, o sistema de arquivos de dump).
O Plan 9 é um [[w:Núcleo (sistema operacional)|núcleo (''kernel'') de sistema operacional]] bem como uma coleção de softwares disponibilizada em conjunto. O grosso do software é majoritariamente novo, escrito especificamente para o Plan 9, e não software transportado do Unix ou de outros sistemas. O sistema de janelas, [[w:Compilador|compiladores]], servidores de arquivo e serviços de rede foram escritos especificamente para o Plan 9. Todavia, programas clássicos do Unix como [[w:en:dc (computer program)|''dc''(1)]], [[w:en:ed (text editor)|''ed''(1)]] e mesmo o [[w:en:troff|''troff''(1)]] estão disponibilizados, frequentemente numa forma adaptada. Por exemplo, o ''troff'' aceita documentos [[w:Unicode|Unicode]] codificados com [[w:UTF-8|UTF-8]], assim como ocorre em todo o sistema.
O artigo [[Plan 9 from Bell Labs]] fornece uma introdução ao sistema mais aprofundada.
= Lançamentos =
O Plan 9 teve quatro grandes lançamentos ao longo de sua história.
A '''primeira edição''', lançada em 1992, foi disponibilizada apenas para universidades. A primeira edição tinha a maioria das partes identificáveis no Plan 9, incluindo o núcleo (''kernel''), ndb, [[w:en:Sam (text editor)|sam]], upas, [[w:Alef (linguagem de programação)|alef]] e o suporte completo ao UTF-8. O [[w:en:Acme (text editor)|acme]] foi apresentado numa forma anterior como auxiliar. Os servidores de CPU eram estações [[w:SPARC|SPARC]] da [[w:Sun Microsystems|Sun]], SGI Power e SGI Magnum, com estações [[w:NeXT|NeXT]] e [[w:Computador pessoal|PCs]] como terminais. As estações Gnot e Hobbit, construídas localmente, eram também utilizadas como terminais.
A '''segunda edição''', lançada em 1995 na forma de livro e CD, adicionava o acme e uns poucos outros utilitários. Na época do lançamento da segunda edição, a equipe do Plan 9 trabalhava numa reimplementação do sistema chamada Brazil. Em 1999, na preparação para o lançamento da terceira edição, o nome Brazil foi abandonado e o sistema voltou a se chamar Plan 9.
A '''terceira edição''' antecipada foi lançada em junho de 2000 e disponibilizada livremente na Internet. Introduzia um novo operador gráfico de cores chamado draw e um novo mecanismo de comunicação entre processos chamado plumbing. A distribuição introduzia também um simplório gerenciador de atualizações chamado wrap para instalar atualizações de sistema empacotadas.
Logo após o lançamento da terceira edição, a equipe do Bell Labs começou uma revisão do protocolo 9P dando-lhe o nome de 9P2000. Comparado ao 9P usado nos lançamentos anteriores, o 9P2000 remove algumas restrições, consideradas inadequadas nesta altura, com relação a comprimentos de nomes, acrescenta um campo “último modificador” aos metadados de diretório, permite o encaminhamento de mensagens em lotes, e introduz arquivos de autenticação como mecanismo para mover os detalhes dos protocolos de autenticação para fora do protocolo 9P propriamente.
O lançamento da '''quarta edição''', em 2002, introduzia o 9P2000 juntamente com o agente de segurança associado [[w:en:Factotum (software)|''factotum''(4)]] e o repositório de chaves ''secstore''(8). Introduzia também o servidor de armazenamento em blocos [[w:en:Venti (software)|''venti''(8)]]. O servidor de arquivos baseado no ''venti'', [[w:en:Fossil (file system)|''fossil''(4)]], veio a baila no início de 2003.
Adicionalmente a esses programas, a quarta edição introduzia um novo mecanismo para distribuir as atualizações do sistema. Um servidor de arquivos ''fossil'' público, ''sources.cs.bell-labs.com'', que contém uma árvore de arquivos atualizada que acessível por qualquer sistema Plan 9 conectado a Internet. Alterações na árvore dessa quarta edição são feitas com frequência, geralmente todos os dias. Os clientes rodam as ferramentas do ''replica''(1) para manter os seus sistemas sincronizados com os ''fontes''. Snapshots dos ''fontes'' contendo as últimas mudanças, acessados por meio do sistema de arquivos de dump, fornecem um conveniente histórico dos lançamentos.
= Licenciamento =
A primeira edição foi disponibilizada apenas para uso nas universidades.
A segunda edição foi disponibilizada para o público geral a um custo de $350 por distribuição, o que incluía uma licença para usar o software em toda a organização.
Na terceira edição, a [[w:Lucent Technologies|Lucent]] concordou em lançar o Plan 9 de graça pela Internet, sob uma nova licença, a [[Licença do Plan 9]].
A quarta edição foi disponibilizada sob a [[Licença Pública da Lucent versão 1.02]]. Adotada para corrigir lacunas que existiam na Licença do Plan 9, a Licença Pública da Lucent 1.02 é idêntica a [[Licença Pública da IBM 1.0]] exceto que não requer que o código-fonte seja distribuído com trabalhos derivados; é não-viral.
Desde 23 de março de 2021 todas as quatro edições estão disponíveis sob a [[Licença do MIT]].
= Estado atual =
O Plan 9 continua mudando diariamente. Essas alterações são distribuídas pelos muitos usuários do Plan 9 via ''sources.cs.bell-labs.com'' como descrito acima. Ainda assim, o Plan 9 tem-se mantido fiel a sua concepção original, e um usuário da primeira versão do sistema, de 1992, não precisaria de muita ajuda para se adaptar ao sistema atual.
Devagar, as ideias do Plan 9 tem sido adotadas por outros sistemas. O Plan 9 foi o primeiro sistema com suporte completo a codificação de conjunto de caracteres Unicode UTF-8. O sistema de arquivos de dump tem sido imitado nos diretórios Athena’s OldFiles ou nos diretórios .snapshot da Network Appliance. A flexível chamada de sistema [[w:en:Fork_(system_call)#Rfork|''rfork''(2)]], base de [[w:Thread (computação)|threads]] leves, foi adotada por vários derivados do [[w:Berkeley Software Distribution|BSD]], tal como é, e reencarnada no [[w:Linux|Linux]] como [[w:en:Fork_(system_call)#Clone|''clone''(2)]]. O simplório protocolo baseado em arquivo 9P tem sido implementado, desde muito, em versões do [[w:FreeBSD|FreeBSD]] e em versões recentes do Linux.
Uma porção de companhias tem tido sucesso na comercialização de produtos baseados no Plan 9. A mais notável é a Vita Nuova que continua a manter e comercializar o Inferno, um derivado do Plan 9 concebido para set-top boxes e outros dispositivos embarcados.
Uma vez que o Plan 9 possui um modelo de sistema bastante diferente dos demais sistemas operacionais modernos, é por vezes complicado transportar softwares externos para o Plan 9. Em particular, não há ainda para o Plan 9 um [[w:Navegador web|navegador web]] cheio de recursos; ''webfs''(4) e ''html''(2) foram pensados justamente como passos na direção de uma solução.
A página principal contém ligâmes para documentação adicional e informações de download.
Aproveite!
[[Categoria:Plan 9 from Bell Labs]]
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= Introdução =
O [[w:Plan 9 from Bell Labs|Plan 9 from Bell Labs]] é um [[w:Sistema operativo|sistema]] de pesquisa desenvolvido no [[w:Bell Labs|Bell Labs]] a partir do final da década de 1980. Seus projetistas e autores originais eram [[w:Ken Thompson|Ken Thompson]], [[w:Rob Pike|Rob Pike]], Dave Presotto e Phil Winterbottom. A eles se juntaram diversos outros que, como desenvolvedores, continuaram o trabalho de 1990 até os dias atuais.
O Plan 9 propõe uma maneira nova e frequentemente mais limpa de resolver a maioria dos problemas encontrados em sistemas. O sistema, no seu todo, há de soar muito semelhante e familiar aos usuários do [[w:Unix|Unix]], parecendo ao mesmo tempo, contudo, um pouco estranho.
No Plan 9 cada [[w:Processo (informática)|processo]] possui o seu próprio [[w:Espaço de nomes|espaço de nomes]] modificável. Um processo pode ser rearranjado, pode sofrer acréscimos ou remoções no seu espaço de nomes, sem com isso afetar os espaços de nomes de processos não relacionados. Incluída nas modificações do espaço de nomes está a possibilidade de se [[w:en:Mount (computing)|“montar” (''mount'')]] uma conexão a um [[w:Servidor de arquivos|servidor de arquivos]] que se comunique via [[w:9P|9P]], um simplório [[w:Protocolo (ciência da computação)|protocolo]] baseado em arquivo. A conexão pode ser uma conexão de rede, um [[w:Canalização (software)|pipe]] ou qualquer [[w:Descritor de arquivo|descritor de arquivo]] aberto para a leitura e escrita tendo na outra ponta um servidor do protocolo 9P. Espaços de nomes personalizáveis são largamente usados em todo o sistema, na apresentação de novos recursos (por exemplo, o [[w:Sistema de janelas|sistema de janelas]]), para importar recursos de uma outra máquina (por exemplo, a pilha de rede) ou para navegar pelo histórico no tempo (por exemplo, o sistema de arquivos de dump).
O Plan 9 é um [[w:Núcleo (sistema operacional)|núcleo (''kernel'') de sistema operacional]] bem como uma coleção de softwares disponibilizada em conjunto. O grosso do software é majoritariamente novo, escrito especificamente para o Plan 9, e não software transportado do Unix ou de outros sistemas. O sistema de janelas, [[w:Compilador|compiladores]], servidores de arquivo e serviços de rede foram escritos especificamente para o Plan 9. Todavia, programas clássicos do Unix como [[w:en:dc (computer program)|''dc''(1)]], [[w:en:ed (text editor)|''ed''(1)]] e mesmo o [[w:en:troff|''troff''(1)]] estão disponibilizados, frequentemente numa forma adaptada. Por exemplo, o ''troff'' aceita documentos [[w:Unicode|Unicode]] codificados com [[w:UTF-8|UTF-8]], assim como ocorre em todo o sistema.
O artigo [[Plan 9 from Bell Labs]] fornece uma introdução ao sistema mais aprofundada.
= Lançamentos =
O Plan 9 teve quatro grandes lançamentos ao longo de sua história.
A '''primeira edição''', lançada em 1992, foi disponibilizada apenas para universidades. A primeira edição tinha a maioria das partes identificáveis no Plan 9, incluindo o núcleo (''kernel''), ndb, [[w:en:Sam (text editor)|sam]], upas, [[w:Alef (linguagem de programação)|alef]] e o suporte completo ao UTF-8. O [[w:en:Acme (text editor)|acme]] foi apresentado numa forma anterior como auxiliar. Os servidores de CPU eram estações [[w:SPARC|SPARC]] da [[w:Sun Microsystems|Sun]], SGI Power e SGI Magnum, com estações [[w:NeXT|NeXT]] e [[w:Computador pessoal|PCs]] como terminais. As estações Gnot e Hobbit, construídas localmente, eram também utilizadas como terminais.
A '''segunda edição''', lançada em 1995 na forma de livro e CD, adicionava o acme e uns poucos outros utilitários. Na época do lançamento da segunda edição, a equipe do Plan 9 trabalhava numa reimplementação do sistema chamada Brazil. Em 1999, na preparação para o lançamento da terceira edição, o nome Brazil foi abandonado e o sistema voltou a se chamar Plan 9.
A '''terceira edição''' antecipada foi lançada em junho de 2000 e disponibilizada livremente na Internet. Introduzia um novo operador gráfico de cores chamado draw e um novo mecanismo de comunicação entre processos chamado plumbing. A distribuição introduzia também um simplório gerenciador de atualizações chamado wrap para instalar atualizações de sistema empacotadas.
Logo após o lançamento da terceira edição, a equipe do Bell Labs começou uma revisão do protocolo 9P dando-lhe o nome de 9P2000. Comparado ao 9P usado nos lançamentos anteriores, o 9P2000 remove algumas restrições, consideradas inadequadas nesta altura, com relação a comprimentos de nomes, acrescenta um campo “último modificador” aos metadados de diretório, permite o encaminhamento de mensagens em lotes, e introduz arquivos de autenticação como mecanismo para mover os detalhes dos protocolos de autenticação para fora do protocolo 9P propriamente.
O lançamento da '''quarta edição''', em 2002, introduzia o 9P2000 juntamente com o agente de segurança associado [[w:en:Factotum (software)|''factotum''(4)]] e o repositório de chaves ''secstore''(8). Introduzia também o servidor de armazenamento em blocos [[w:en:Venti (software)|''venti''(8)]]. O servidor de arquivos baseado no ''venti'', [[w:en:Fossil (file system)|''fossil''(4)]], veio a baila no início de 2003.
Adicionalmente a esses programas, a quarta edição introduzia um novo mecanismo para distribuir as atualizações do sistema. Um servidor de arquivos ''fossil'' público, ''sources.cs.bell-labs.com'', que contém uma árvore de arquivos atualizada que acessível por qualquer sistema Plan 9 conectado a Internet. Alterações na árvore dessa quarta edição são feitas com frequência, geralmente todos os dias. Os clientes rodam as ferramentas do ''replica''(1) para manter os seus sistemas sincronizados com os ''fontes''. Snapshots dos ''fontes'' contendo as últimas mudanças, acessados por meio do sistema de arquivos de dump, fornecem um conveniente histórico dos lançamentos.
= Licenciamento =
A primeira edição foi disponibilizada apenas para uso nas universidades.
A segunda edição foi disponibilizada para o público geral a um custo de $350 por distribuição, o que incluía uma licença para usar o software em toda a organização.
Na terceira edição, a [[w:Lucent Technologies|Lucent]] concordou em lançar o Plan 9 de graça pela Internet, sob uma nova licença, a [[Licença do Plan 9]].
A quarta edição foi disponibilizada sob a [[Licença Pública da Lucent versão 1.02]]. Adotada para corrigir lacunas que existiam na Licença do Plan 9, a Licença Pública da Lucent 1.02 é idêntica a [[Licença Pública da IBM 1.0]] exceto que não requer que o código-fonte seja distribuído com trabalhos derivados; é não-viral.
Desde 23 de março de 2021 todas as quatro edições estão disponíveis sob a [[Licença do MIT]].
= Estado atual =
O Plan 9 continua mudando diariamente. Essas alterações são distribuídas pelos muitos usuários do Plan 9 via ''sources.cs.bell-labs.com'' como descrito acima. Ainda assim, o Plan 9 tem-se mantido fiel a sua concepção original, e um usuário da primeira versão do sistema, de 1992, não precisaria de muita ajuda para se adaptar ao sistema atual.
Devagar, as ideias do Plan 9 tem sido adotadas por outros sistemas. O Plan 9 foi o primeiro sistema com suporte completo a codificação de conjunto de caracteres Unicode UTF-8. O sistema de arquivos de dump tem sido imitado nos diretórios Athena’s <tt>OldFiles</tt> ou nos diretórios .snapshot da Network Appliance. A flexível chamada de sistema [[w:en:Fork_(system_call)#Rfork|''rfork''(2)]], base de [[w:Thread (computação)|threads]] leves, foi adotada por vários derivados do [[w:Berkeley Software Distribution|BSD]], tal como é, e reencarnada no [[w:Linux|Linux]] como [[w:en:Fork_(system_call)#Clone|''clone''(2)]]. O simplório protocolo baseado em arquivo 9P tem sido implementado, desde muito, em versões do [[w:FreeBSD|FreeBSD]] e em versões recentes do Linux.
Uma porção de companhias tem tido sucesso na comercialização de produtos baseados no Plan 9. A mais notável é a Vita Nuova que continua a manter e comercializar o Inferno, um derivado do Plan 9 concebido para set-top boxes e outros dispositivos embarcados.
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Anexo:Ficha/Plan 9 from Bell Labs: uma visão geral
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Hino do município de Cássia dos Coqueiros
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}}
<poem>
''Em busca de novas terras, aventurar era virtude,''
''Deparou-se com este planalto com mil metros de altitude.''
''O homem surpreendeu-se com o ar puro e o solo misto,''
''Verdes matas com palmeiras e coqueiros jamais vistos.''
''Ouçamos de madrugada a passarada a cantar,''
''As cachoeiras dos Itambés e o Cubatão a murmurar.''
''O sol no horizonte já começa a clarear,''
''Vão os vaqueiros as invernadas e os colonos aos cafezais;''
''Entre os mais lindos rincões da natureza,''
''Este planalto ao longe se vê primeiro,''
''Adorna o vale de majestosa beleza,''
''Nossa querida Cássia dos Coqueiros.''
''Montanhas se elevam altaneiras, verdejantes,''
''Abraçando o céu azul, desta terra, no horizonte,''
''Eternas lindas fontes d`água cristalina e fria.''
''Cresce e flora e a fauna, no bom clima, em harmonia.''
''Nossas crianças vão para a escola,''
''Formando o povo heróico brasileiro.''
''Se no futuro viverem noutros prados,''
''Nunca se esqueçam Cássia dos Coqueiros e Santa Rita''
''A padroeira- hó- Cássia dos Coqueiros.''
</poem>
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Página:Estudos sobre o romanceiro peninsular - romances velhos (1909).djvu/12
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BlitzkriegBoop
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{{lh|4em}}
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No meu Escorço de Literatura Portuguesa (em ''Groeber's Grundriss'' II{{sup|b}}), escrito ha quasi vinte anos, tratei naturalmente dos romances tradicionaes d'este país. O parágrafo inteiro (§ 21), mas sobretudo certa Nota, relativa a uns sessenta trechos de romances velhos, citados em castelhano em obras literárias portuguesas do século XVI, não passou despercebida ao ilustre letrado que, depois de haver lançado luz intensa — em estudos relativos aos ''Infantes de Lara, Mio Cid, Fernan Gonzalez'', o ''Abade de Montemór'' ― sobre a poesia épica na Peninsula, passou a preparar nova colecção de Romances primitivos.
Na primavera de 1907 manifestou-me o desejo de conhecer aqueles trechos, e franqueou-me para o respectivo artigo as páginas da Cultura Española, revista em que acabára de publicar o importante ''Catálogo del romancero judio-español''.
Accedi de boa vontade, calculando que em poucas folhas caberiam as minhas observações, bem desenvolvidas. Engano grosso. Em Maio remetia ao meu excelente amigo a Parte principal, precedida de breve Introdução, em que julguei dever resumir as ideias hoje prevalecentes sobre o assunto: ao todo cento e vinte páginas. A impressão foi morosa e mesmo interrompida — estendendo-se de 1907 a 1909 pelos Nums. VII a XV. ― Por isso tive de acrescentar Notas complementares, antes de tirar conclusões finaes.
O merito de haver suscitado a palestra pertence pois a ''D. Ramón Menéndez Pidal''. A culpa de haver enfadado com excessivas minuciosidades é minha, exclusivamente.
Pedindo perdão, consolo-me, pensando com Séneca, que
''Docendo discimus''. E tambem: ''Quis leget haec?'' melancolicamente, como outro filósofo romano.
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Plan 9 from Bell Labs: Notas de Lançamento da Quarta Edição
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{{navegar
|obra=Plan 9 from Bell Labs: Notas de Lançamento da Quarta Edição
|autor=Lucent Technologies Inc.
|notas=Abril de 2002. Atualizado em junho de 2003.
}}
O quarto lançamento do sistema operacional Plan 9 from Bell Labs traz empacotada uma ampla revisão do sistema, nível por nível. Do protocolo de sistema de arquivos subjacente, 9P, ao núcleo, bibliotecas, e aplicações, quase tudo foi modificado e, em muitos casos, reprojetado ou reescrito.
A modificação mais significativa é que o 9P foi reprojetado de modo a corrigir algumas falhas, cuja mais importante era a sua incapacidade de lidar com nomes de arquivo longos. Infelizmente, comprimir nomes longos nos discos de servidores de arquivo existentes é um negócio confuso com o qual teremos de continuar lidando, uma vez que, no momento, ''fs''(4) e ''kfs''(4) não lidam ainda com nomes longos, ainda que se comuniquem com o novo protocolo. (Na verdade, eles se comunicam com ambos, com o antigo e com o novo, como necessário, para facilitar a transição.) Enquanto isto, há uma solução alternativa — ''lnfs''(4) — e muitos dos outros servidores de arquivo tais como ''ramfs''(4) e ''u9fs''(4) trabalham muito bem com nomes longos. Apenas os antigos servidores de arquivo residentes em disco que não. Os manuseadores do novo servidor de arquivos ''fossil''(4) suportam nomes longos e muitas outras características. Os servidores mais antigos são tidos, de agora em diante, como obsoletos.
O que segue é uma lista parcial das maiores modificações realizadas no sistema.
* O protocolo de sistema de arquivos, 9P, foi reestruturado. Possui agora nomes de comprimento variável, podendo, assim, lidar com nomes longos, ainda que seja mais compacto no manuseio de nomes curtos. Usa um formato diferente que é facilmente analisado, eliminando a necessidade do antigo utilitário <tt>aux/fcall</tt>, e delega as suas funcionalidades de autenticação a um componente externo, <tt>factotum</tt>.
* A segurança foi um foco de atenção. Um novo agente de segurança, ''factotum''(4), gerencia senhas e outras informações sensíveis e, em conjunto com um novo repositório seguro de arquivos ''secstore''(8), possibilita uma sessão unificada e segura.
* <tt>Cpu</tt>, <tt>import</tt> e <tt>exportfs</tt> criptografam agora as suas conexões, e, como usam o novo protocolo 9P, requerem também números de porta de rede. Um novo serviço ''aan''(1) é usado por <tt>import</tt> para tornar as suas conexões de rede mais confiáveis em virtude de falhas ou quedas. As portas antigas continuam funcionando, por meio da ação de um filtro de conversão de protocolos ''srvold9p''(4).
* Gradativamente estamos eliminando o protocolo IL tendo-se em vista que ele não manipula adequadamente conexões de longa distância (e redes de longa distância tampouco oferecem o devido suporte para a sua utilização). IL ainda é usado por ''fs''(4) mas o TCP tornou-se o protocolo padrão para todos os outros serviços.
* O software para o novo repositório seguro distribuído de blocos, ''venti''(8), foi incluído nesta distribuição. O novo servidor de arquivos ''fossil''(4) utiliza o Venti em vez de um WORM como o seu mecanismo de backup/repositório de blocos permanentes. Continua ainda em desenvolvimento, mas já está maduro o suficiente tanto que um punhado de usuários espalhados pelo mundo já o usam como o seu principal servidor de arquivos.
* A necessidade de manusear nomes de arquivos mais compridos desencadeou uma reformulação da maneira como o sistema manuseia strings em geral. O núcleo é mais explicativo agora quando fornece uma mensagem de erro e mais consistente na maneira como manuseia strings tais como comandos direcionados a dispositivos. As interfaces para muitas das chamadas de sistema, tais como ''errstr''(2) e ''wait''(2) tiveram todas que mudar como consequência, assim como a interface da biblioteca para ler diretórios, ''stat''(2) e afins.
* O pacote de E/S formatada descrito em ''print''(2) e ''fmtinstall''(2) foi refeito. Ainda que a interface básica siga inalterada, agora roda sem bloqueios e possui um mecanismo de gerenciamento de buffer interno, o que significa que <tt>print</tt> não precisa mais de um grande buffer na pilha. A interface para escrever verbos de impressão personalizados e rotinas de E/S formatadas personalizadas foi também substancialmente melhorada.
* A biblioteca de threads ''thread''(2) foi inteiramente reescrita. A principal mudança visível é que, combinada com as mudanças para impressão, <tt>threadprint</tt> não é mais necessária; basta usar <tt>print</tt> ou <tt>fprint</tt> sempre que quiser.
* O suporte para correio eletrônico foi ampliado de muitas maneiras e inclui agora novas ferramentas para filtragem de spam, manipulação de mensagens MIME muito melhor (e mais padronizada), a capacidade de renderizar e-mails recebidos em HTML, e muito mais.
Há tantas mudanças nas interfaces de programação do sistema que elas estão descritas num documento a parte, intitulado ''[[Mudanças no Ambiente de Programação do Plan 9 no Quarto Lançamento]]''. Por favor, leia-o antes de iniciar as suas atualizações de software para rodá-las no novo sistema.
O método de instalação também mudou e estamos caminhando para um novo método para manter as atualizações. O Wiki do Plan 9 (<tt>http://plan9.bell-labs.com/wiki/plan9</tt>) e o grupo Usenet (<tt>comp.os.plan9</tt>) são os lugares a visitar para aprender mais e para manter-se em dia. Em particular, as notas de instalação são de agora em diante mantidas no Wiki; os tradicionais artigos sobre instalação e inicialização se foram.
Há mais um punhado de coisas novas. Se você tiver problemas, envie um e-mail para <tt>9trouble@plan9.bell-labs.com</tt> ou, melhor, verifique no wiki <tt>http://plan9.bell-labs.com/wiki/plan9</tt> ou pergunte no grupo de discussão da Usenet <tt>comp.os.plan9</tt>.
Boa Sorte!
[[Categoria: Plan 9 from Bell Labs]]
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O quarto lançamento do sistema operacional Plan 9 from Bell Labs traz empacotada uma ampla revisão do sistema, nível por nível. Do protocolo de sistema de arquivos subjacente, 9P, ao núcleo, bibliotecas, e aplicações, quase tudo foi modificado e, em muitos casos, reprojetado ou reescrito.
A modificação mais significativa é que o 9P foi reprojetado de modo a corrigir algumas falhas, cuja mais importante era a sua incapacidade de lidar com nomes de arquivo longos. Infelizmente, comprimir nomes longos nos discos de servidores de arquivo existentes é um negócio confuso com o qual teremos de continuar lidando, uma vez que, no momento, ''fs''(4) e ''kfs''(4) não lidam ainda com nomes longos, ainda que se comuniquem com o novo protocolo. (Na verdade, eles se comunicam com ambos, com o antigo e com o novo, como necessário, para facilitar a transição.) Enquanto isto, há uma solução alternativa — ''lnfs''(4) — e muitos dos outros servidores de arquivo tais como ''ramfs''(4) e ''u9fs''(4) trabalham muito bem com nomes longos. Apenas os antigos servidores de arquivo residentes em disco que não. Os manuseadores do novo servidor de arquivos ''fossil''(4) suportam nomes longos e muitas outras características. Os servidores mais antigos são tidos, de agora em diante, como obsoletos.
O que segue é uma lista parcial das maiores modificações realizadas no sistema.
* O protocolo de sistema de arquivos, 9P, foi reestruturado. Possui agora nomes de comprimento variável, podendo, assim, lidar com nomes longos, ainda que seja mais compacto no manuseio de nomes curtos. Usa um formato diferente que é facilmente analisado, eliminando a necessidade do antigo utilitário <tt>aux/fcall</tt>, e delega as suas funcionalidades de autenticação a um componente externo, <tt>factotum</tt>.
* A segurança foi um foco de atenção. Um novo agente de segurança, ''factotum''(4), gerencia senhas e outras informações sensíveis e, em conjunto com um novo repositório seguro de arquivos, ''secstore''(8), possibilita uma sessão unificada e segura.
* <tt>Cpu</tt>, <tt>import</tt> e <tt>exportfs</tt> criptografam agora as suas conexões, e, como usam o novo protocolo 9P, requerem também números de porta de rede. Um novo serviço ''aan''(1) é usado por <tt>import</tt> para tornar as suas conexões de rede mais confiáveis em virtude de falhas ou quedas. As portas antigas continuam funcionando, por meio da ação de um filtro de conversão de protocolos ''srvold9p''(4).
* Gradativamente estamos eliminando o protocolo IL tendo-se em vista que ele não manipula adequadamente conexões de longa distância (e redes de longa distância tampouco oferecem o devido suporte para a sua utilização). IL ainda é usado por ''fs''(4) mas o TCP tornou-se o protocolo padrão para todos os outros serviços.
* O software para o novo repositório seguro distribuído de blocos, ''venti''(8), foi incluído nesta distribuição. O novo servidor de arquivos ''fossil''(4) utiliza o Venti em vez de um WORM como o seu mecanismo de backup/repositório de blocos permanentes. Continua ainda em desenvolvimento, mas já está maduro o suficiente tanto que um punhado de usuários espalhados pelo mundo já o usam como o seu principal servidor de arquivos.
* A necessidade de manusear nomes de arquivos mais compridos desencadeou uma reformulação da maneira como o sistema manuseia strings em geral. O núcleo é mais explicativo agora quando fornece uma mensagem de erro e mais consistente na maneira como manuseia strings tais como comandos direcionados a dispositivos. As interfaces para muitas das chamadas de sistema, tais como ''errstr''(2) e ''wait''(2) tiveram todas que mudar como consequência, assim como a interface da biblioteca para ler diretórios, ''stat''(2) e afins.
* O pacote de E/S formatada descrito em ''print''(2) e ''fmtinstall''(2) foi refeito. Ainda que a interface básica siga inalterada, agora roda sem bloqueios e possui um mecanismo de gerenciamento de buffer interno, o que significa que <tt>print</tt> não precisa mais de um grande buffer na pilha. A interface para escrever verbos de impressão personalizados e rotinas de E/S formatadas personalizadas foi também substancialmente melhorada.
* A biblioteca de threads ''thread''(2) foi inteiramente reescrita. A principal mudança visível é que, combinada com as mudanças para impressão, <tt>threadprint</tt> não é mais necessária; basta usar <tt>print</tt> ou <tt>fprint</tt> sempre que quiser.
* O suporte para correio eletrônico foi ampliado de muitas maneiras e inclui agora novas ferramentas para filtragem de spam, manipulação de mensagens MIME muito melhor (e mais padronizada), a capacidade de renderizar e-mails recebidos em HTML, e muito mais.
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Anexo:Ficha/Plan 9 from Bell Labs: Notas de Lançamento da Quarta Edição
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{{dtpl|70|Mas envidia he de vos, Conde, que mancilla ni pesar|dotend=128|djvupage=216|djvupageoffset=12|symbol= }}
{{dtpl|71|Que los yerros por amores dignos son de perdonar|dotend=129|djvupage=217|djvupageoffset=12|symbol= }}
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{{dtpl|91|Maldita seas, ventura que assi me hazes andar|dotend=182|djvupage=218|djvupage offset=12|symbol= }}
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{{dtpl|95|Tiempo bueno, tiempo bueno quien te me llevõ de mi?|dotend=184|djvupage=218|djvupage offset=12|symbol= }}
{{dtpl|96|La bella mal maridada de las más lindas que vi|djvupage=188|djvupage offset=12|symbol= }}
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{{dtpl|101|A menudo sospirando, hablando de tarde en tarde|djvupage=203|djvupage offset=12|symbol= }}
{{dtpl|102|Los bordones que ellos llevan, lanças vos parecerane|djvupage=204|djvupage offset=12|symbol= }}
{{dtpl|103|Y que nuevas me traedes de mi amor que allá era|djvupage=204|djvupage offset=12|symbol= }}
{{dtpl|104|A que muerte condenado puedo ser que grave fuese|djvupage=204|djvupage offset=12|symbol= }}
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{{dtpl|107|Naves de la tierra mia, venid ora y llevadme|djvupage=205|djvupage offset=12|symbol= }}
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Plan 9 from Bell Labs: Prefácio à Segunda Edição (1995)
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O [[w:Plan 9 from Bell Labs|Plan 9]] nasceu no mesmo [[w:Bell Labs|laboratório]] onde o [[w:Unix|Unix]] começou. As antigas mãos do Unix reconhecerão a herança cultural neste manual, onde os veneráveis comandos do Unix vivem, descritos no clássico estilo Unix. Por baixo, no entanto, reside um novo tipo de [[w:Sistema operativo|sistema]], organizado em torno de comunicação e atribuição de nomes, mais do que [[w:Arquivo de computador|arquivos]] e [[w:Processo (informática)|processos]].
No Plan 9, a [[w:Sistema de processamento distribuído|computação distribuída]] é uma premissa central, e não uma novidade evolutiva. O sistema se baseia num [[w:Protocolo (ciência da computação)|protocolo]] uniforme para referir-se a e comunicar-se com objetos, sejam eles dados ou processos, e residam ou não na mesma máquina ou mesmo em máquinas similares. Um paradigma único (escrever para locais aos quais se atribuíram nomes) unifica todos os tipos de controles e sinalizações interprocessos.
Espaços de nomes podem ser construídos arbitrariamente. Em particular, todos os programas disponíveis a um dado usuário são costumeiramente unidos em um único diretório lógico. Arquivos temporários e atividades não-confiáveis podem ser confinados em espaços isolados. Quando uma máquina móvel conecta-se ao nó central, um [[w:Sistema de ficheiros|sistema de arquivos]] para armazenamento, o espaço de nomes local da máquina combina-se imperceptivelmente com aquele do [[w:Armazenamento de dados de computador|sistema de armazenamento]]. A arquitetura proporciona outras habilidades não-usuais, incluindo:
: Objetos em espaços de nomes importados de outras máquinas (mesmo de sistemas exógenos como o [[w:MS-DOS|MS-DOS]]) são transparentemente acessíveis.
: As [[w:Janela (informática)|janelas]] aparecem nos espaços de nomes da mesma maneira que arquivos e processos.
: Um sistema de arquivos de históricos que permite navegar por arquivamentos do sistema de arquivos no tempo bem como no espaço; arquivos de recuperação estão sempre disponíveis.
: Um [[w:Depurador|depurador]] que consegue gerir simultaneamente processos ativos em díspares tipos de [[w:Hardware|hardware]].
O [[w:Codificação de caracteres|conjunto de caracteres]] do Plan 9 é o [[w:Unicode|Unicode]], que cobre a maioria dos principais [[w:Sistema de escrita|sistemas de escrita]] do mundo. O sistema possui as suas próprias [[w:Linguagem de programação|linguagens de programação]]: um dialeto de [[w:C (linguagem de programação)|C]] com herança simples, um [[w:Shell (computação)|shell]] simplificado, e uma [[w:Programação concorrente|linguagem concorrente]] tipo [[w:Communicating sequential processes|CSP]], [[w:Alef (linguagem de programação)|Alef]]. Um emulador [[w:ANSI|ANSI]]-[[w:POSIX|POSIX]] (APE, ANSI-POSIX Emulator) admite código Unix sem recompilação.
O Plan 9 é o trabalho de diversas pessoas. O protocolo foi lançado por Ken Thompson; o uso de nomes foi uma contribuição de Rob Pike e as funcionalidades de rede de Dave Presotto. Phil Winterbottom simplificou o gerenciamento de espaços de nomes e replanejou o sistema. A eles se juntaram Tom Killian, Jim McKie e Howard Trickey no trabalho de fazer o sistema funcionar em diversos tipos de máquinas e na confecção de drivers de dispositivos. Thompson produziu o compilador de C; Pike, o sistema de janelas; Tom Duff, o shell e a computação gráfica de raster; Winterbottom, Alef; Trickey, Duff, e Andrew Hume, APE. Bob Flandrena transportou uma miríade de programas para o Plan 9. Entre outros contribuidores podemos citar Alan Berenbaum, Lorinda Cherry, Bill Cheswick, Sean Dorward, David Gay, Paul Glick, Eric Grosse, John Hobby, Gerard Holzmann, Brian Kernighan, Bart Locanthi, Doug McIlroy, Judy Paone, Sean Quinlan, Bob Restrick, Dennis Ritchie, Bjarne Stroustrup e Cliff Young.
O Plan 9 é disponibilizado como é, sem suporte formal, mas críticas e sugestões importantes ou contribuições podem ser enviadas aos autores.
[[Categoria:Plan 9 from Bell Labs]]
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O [[w:Plan 9 from Bell Labs|Plan 9]] nasceu no mesmo [[w:Bell Labs|laboratório]] onde o [[w:Unix|Unix]] começou. As antigas mãos do Unix reconhecerão a herança cultural neste manual, onde os veneráveis comandos do Unix vivem, descritos no clássico estilo Unix. Por baixo, no entanto, reside um novo tipo de [[w:Sistema operativo|sistema]], organizado em torno de comunicação e atribuição de nomes, mais do que [[w:Arquivo de computador|arquivos]] e [[w:Processo (informática)|processos]].
No Plan 9, a [[w:Sistema de processamento distribuído|computação distribuída]] é uma premissa central, e não uma novidade evolutiva. O sistema se baseia num [[w:Protocolo (ciência da computação)|protocolo]] uniforme para referir-se a e comunicar-se com objetos, sejam eles dados ou processos, e residam ou não na mesma máquina ou mesmo em máquinas similares. Um paradigma único (escrever para locais aos quais se atribuíram nomes) unifica todos os tipos de [[w:Comunicação entre processos|controles e sinalizações interprocessos]].
Espaços de nomes podem ser construídos arbitrariamente. Em particular, todos os programas disponíveis a um dado usuário são costumeiramente unidos em um único diretório lógico. Arquivos temporários e atividades não-confiáveis podem ser confinados em espaços isolados. Quando uma máquina móvel conecta-se ao nó central, um [[w:Sistema de ficheiros|sistema de arquivos]] para armazenamento, o espaço de nomes local da máquina combina-se imperceptivelmente com aquele do [[w:Armazenamento de dados de computador|sistema de armazenamento]]. A arquitetura proporciona outras habilidades não-usuais, incluindo:
: Objetos em espaços de nomes importados de outras máquinas (mesmo de sistemas exógenos como o [[w:MS-DOS|MS-DOS]]) são transparentemente acessíveis.
: As [[w:Janela (informática)|janelas]] aparecem nos espaços de nomes da mesma maneira que arquivos e processos.
: Um sistema de arquivos de históricos que permite navegar por arquivamentos do sistema de arquivos no tempo bem como no espaço; arquivos de recuperação estão sempre disponíveis.
: Um [[w:Depurador|depurador]] que consegue gerir simultaneamente processos ativos em díspares tipos de [[w:Hardware|hardware]].
O [[w:Codificação de caracteres|conjunto de caracteres]] do Plan 9 é o [[w:Unicode|Unicode]], que cobre a maioria dos principais [[w:Sistema de escrita|sistemas de escrita]] do mundo. O sistema possui as suas próprias [[w:Linguagem de programação|linguagens de programação]]: um dialeto de [[w:C (linguagem de programação)|C]] com herança simples, um [[w:Shell (computação)|shell]] simplificado, e uma [[w:Programação concorrente|linguagem concorrente]] tipo [[w:Communicating sequential processes|CSP]], [[w:Alef (linguagem de programação)|Alef]]. Um emulador [[w:ANSI|ANSI]]-[[w:POSIX|POSIX]] ([[w:en:Plan_9_from_Bell_Labs#Unix_compatibility|APE]], ANSI-POSIX Emulator) admite código Unix sem recompilação.
O Plan 9 é o trabalho de diversas pessoas. O protocolo foi lançado por [[w:Ken Thompson|Ken Thompson]]; o uso de nomes foi uma contribuição de [[w:Rob Pike|Rob Pike]] e as funcionalidades de rede de Dave Presotto. Phil Winterbottom simplificou o gerenciamento de espaços de nomes e replanejou o sistema. A eles se juntaram Tom Killian, Jim McKie e Howard Trickey no trabalho de fazer o sistema funcionar em diversos tipos de máquinas e na confecção de drivers de dispositivos. Thompson produziu o compilador de C; Pike, o sistema de janelas; Tom Duff, o shell e a computação gráfica de raster; Winterbottom, Alef; Trickey, Duff, e Andrew Hume, APE. Bob Flandrena transportou uma miríade de programas para o Plan 9. Entre outros contribuidores podemos citar Alan Berenbaum, Lorinda Cherry, Bill Cheswick, Sean Dorward, David Gay, Paul Glick, Eric Grosse, John Hobby, Gerard Holzmann, [[w:Brian Kernighan|Brian Kernighan]], Bart Locanthi, Doug McIlroy, Judy Paone, Sean Quinlan, Bob Restrick, [[w:Dennis Ritchie|Dennis Ritchie]], [[w:Bjarne Stroustrup|Bjarne Stroustrup]] e Cliff Young.
O Plan 9 é disponibilizado como é, sem suporte formal, mas críticas e sugestões importantes ou contribuições podem ser enviadas aos autores.
[[Categoria:Plan 9 from Bell Labs]]
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O [[w:Plan 9 from Bell Labs|Plan 9]] nasceu no mesmo [[w:Bell Labs|laboratório]] onde o [[w:Unix|Unix]] começou. As antigas mãos do Unix reconhecerão a herança cultural neste manual, onde os veneráveis comandos do Unix vivem, descritos no clássico estilo Unix. Por baixo, no entanto, reside um novo tipo de [[w:Sistema operativo|sistema]], organizado em torno de comunicação e atribuição de nomes, mais do que [[w:Arquivo de computador|arquivos]] e [[w:Processo (informática)|processos]].
No Plan 9, a [[w:Sistema de processamento distribuído|computação distribuída]] é uma premissa central, e não uma novidade evolutiva. O sistema se baseia num [[w:Protocolo (ciência da computação)|protocolo]] uniforme para referir-se a e comunicar-se com objetos, sejam eles dados ou processos, e residam ou não na mesma máquina ou mesmo em máquinas similares. Um paradigma único (escrever para locais aos quais se atribuíram nomes) unifica todos os tipos de [[w:Comunicação entre processos|controles e sinalizações interprocessos]].
[[w:Espaço de nomes|Espaços de nomes]] podem ser construídos arbitrariamente. Em particular, todos os programas disponíveis a um dado usuário são costumeiramente unidos em um único diretório lógico. Arquivos temporários e atividades não-confiáveis podem ser confinados em espaços isolados. Quando uma máquina móvel conecta-se ao nó central, um [[w:Sistema de ficheiros|sistema de arquivos]] para armazenamento, o espaço de nomes local da máquina combina-se imperceptivelmente com aquele do [[w:Armazenamento de dados de computador|sistema de armazenamento]]. A arquitetura proporciona outras habilidades não-usuais, incluindo:
: Objetos em espaços de nomes importados de outras máquinas (mesmo de sistemas exógenos como o [[w:MS-DOS|MS-DOS]]) são transparentemente acessíveis.
: As [[w:Janela (informática)|janelas]] aparecem nos espaços de nomes da mesma maneira que arquivos e processos.
: Um sistema de arquivos de históricos que permite navegar por arquivamentos do sistema de arquivos no tempo bem como no espaço; arquivos de recuperação estão sempre disponíveis.
: Um [[w:Depurador|depurador]] que consegue gerir simultaneamente processos ativos em díspares tipos de [[w:Hardware|hardware]].
O [[w:Codificação de caracteres|conjunto de caracteres]] do Plan 9 é o [[w:Unicode|Unicode]], que cobre a maioria dos principais [[w:Sistema de escrita|sistemas de escrita]] do mundo. O sistema possui as suas próprias [[w:Linguagem de programação|linguagens de programação]]: um dialeto de [[w:C (linguagem de programação)|C]] com herança simples, um [[w:Shell (computação)|shell]] simplificado, e uma [[w:Programação concorrente|linguagem concorrente]] tipo [[w:Communicating sequential processes|CSP]], [[w:Alef (linguagem de programação)|Alef]]. Um emulador [[w:ANSI|ANSI]]-[[w:POSIX|POSIX]] ([[w:en:Plan_9_from_Bell_Labs#Unix_compatibility|APE]], ANSI-POSIX Emulator) admite código Unix sem recompilação.
O Plan 9 é o trabalho de diversas pessoas. O protocolo foi lançado por [[w:Ken Thompson|Ken Thompson]]; o uso de nomes foi uma contribuição de [[w:Rob Pike|Rob Pike]] e as funcionalidades de rede de Dave Presotto. Phil Winterbottom simplificou o gerenciamento de espaços de nomes e replanejou o sistema. A eles se juntaram Tom Killian, Jim McKie e Howard Trickey no trabalho de fazer o sistema funcionar em diversos tipos de máquinas e na confecção de drivers de dispositivos. Thompson produziu o compilador de C; Pike, o sistema de janelas; Tom Duff, o shell e a computação gráfica de raster; Winterbottom, Alef; Trickey, Duff, e Andrew Hume, APE. Bob Flandrena transportou uma miríade de programas para o Plan 9. Entre outros contribuidores podemos citar Alan Berenbaum, Lorinda Cherry, Bill Cheswick, Sean Dorward, David Gay, Paul Glick, Eric Grosse, John Hobby, Gerard Holzmann, [[w:Brian Kernighan|Brian Kernighan]], Bart Locanthi, Doug McIlroy, Judy Paone, Sean Quinlan, Bob Restrick, [[w:Dennis Ritchie|Dennis Ritchie]], [[w:Bjarne Stroustrup|Bjarne Stroustrup]] e Cliff Young.
O Plan 9 é disponibilizado como é, sem suporte formal, mas críticas e sugestões importantes ou contribuições podem ser enviadas aos autores.
[[Categoria:Plan 9 from Bell Labs]]
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É colhendo da tradição oral as composições narrativas emoctonários (ou senários) duplos, assonantados, que ainda hoje se cantam, mais como acompanhamento de fainas agrícolas do que no ócio dos dias santos e de festa, nas diversas terras onde se fala a suave lingua de Camões, que os Portugueses continuam a colaborar na reconstrução definitiva do admirável ''Romanceiro Hispánico''.
Falta todavia uma coisa para fazer frutificar este labor: a solidariedade indispensável com os eruditos que em Hespanha estão trabalhando na magna empresa, com suma pericia e grande felicidade, bom método scientifico e critério elevado e sagaz. Os progressos surprendentes que além das fronteiras se fizeram, no último decénio, neste ramo de estudos, passaram quasi despercebidos<ref>Claro está que T. Braga não desconhece a obra de Milá y Fontanals, nem a de Menéndez y Pelayo e dos irmãos Menéndez Pidal (D. Ramón e D. Juan), nem tão pouco os trabalhos de Gaston Paris e Alfr. Jeanroy. Mas, acostumado a caminhar só, sem dar ouvidos á crítica, não lhes liga a importancia devida nem abandona o seu ponto de vista, estrictamente portuguès. Acolhe, factos innegáveis; regeita, porém, as consequências, sempre que elas são contrárias as suas próprias ideias.</ref> entre nós ― queixa a que<noinclude>{{lh|4em}}
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É colhendo da tradição oral as composições narrativas emoctonários (ou senários) duplos, assonantados, que ainda hoje se cantam, mais como acompanhamento de fainas agrícolas do que no ócio dos dias santos e de festa, nas diversas terras onde se fala a suave lingua de Camões, que os Portugueses continuam a colaborar na reconstrução definitiva do admirável ''Romanceiro Hispánico''.
Falta todavia uma coisa para fazer frutificar este labor: a solidariedade indispensável com os eruditos que em Hespanha estão trabalhando na magna empresa, com suma pericia e grande felicidade, bom método scientifico e critério elevado e sagaz. Os progressos surprendentes que além das fronteiras se fizeram, no último decénio, neste ramo de estudos, passaram quasi despercebidos<ref>Claro está que T. Braga não desconhece a obra de Milá y Fontanals, nem a de Menéndez y Pelayo e dos irmãos Menéndez Pidal (D. Ramón e D. Juan), nem tão pouco os trabalhos de Gaston Paris e Alfr. Jeanroy. Mas, acostumado a caminhar só, sem dar ouvidos á crítica, não lhes liga a importancia devida nem abandona o seu ponto de vista, estrictamente portuguès. Acolhe, factos innegáveis; regeita, porém, as consequências, sempre que elas são contrárias as suas próprias ideias.</ref> entre nós ― queixa a que<noinclude>{{lh|4em}}
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{{lh}}</noinclude>os Portugueses podiam, infelizmente, replicar, dizendo que tambem os escritores castelhanos não estão ao facto de tudo quanto aqui se passa<ref>No sustancial Tomo I da nova ''Biblioteca de Autores Españoles: Origenes de la Novela'' (Madrid, 1905) notei com pesar, a insuficiencia das relações entre os letrados portugueses e os castelhanos. Sería bom, que a {{sc|Cultura Española}} sanasse o mal, anunciando e extractando publicações portuguesas, dignas de atenção.</ref>.
As obras principaes em que os iniciadores do movimento folklórico em Portugal e seus sucessores imediatos reuniram de 1851 a 1883 as reliquias preciosas de um passado longinquo, ora com profundo sentimento artistico, sanando arbitrariamente defeitos de memoria, ora recolhendo com rigorosa fidelidade sem pestanejar textos lastimosamente deturpados durante a transmissão secular, sem o dispêndio suficiente de esforços pertinazes para encontrar um relator mais bem dotado — os ''Romanceiros'' portanto de Almeida-Garrett, Teófilo
Braga, Estácio da Veiga, Victor Hardung, Rodriguez de Azevedo, Silvio Romero, foram aproveitados modernamente com generoso carinho pelo sapientissimo reeditor da ''Primavera y Flor de Romances''<ref>F. Wolf já dera, de resto, a devida atenção aos textos de Almeida-Garrett, tanto na ''Primavera'' como nas ''Proben portugiesischer und catalanischer Volksromanzen'' (Wien 1856).</ref>, tanto nos ''Apéndices'' com que augmentou consideravelmente a colecção fundamental de
Wolf, como no ''Tratado'' magistral que lhe serve de comentário<ref>A edição de Wolf (Berlin, 1856) constava de dois volumes (I de 357 páginas, II de 432). Não posso verificar se a data é 1856 (como creio) ou 1850. A de Menéndez y Pelayo consta de cinco volumes: tres de textos, e os últimos dois,
do Tratado de los Romances viejos (''Antologia de Poetas Liricos Castellanos'' voll. VIII-XII, Madrid 1899-1906). No volume III, composto de um suplemento de ''Romances Populares recogidos de la Tradición Oral'', e no ''Tratado'' ha referências constantes às Colecções dos autores portugueses nomeados no texto, e a mais um (F. A. Coelho) que publicou vários romances na ''Romania'' (II) e na ''Zeitschrift'' (III).</ref>.
O genial continuador da obra critica de Milá y Fontanals não recorreu comtudo aos materiaes que, de 1883 em diante, foram acumulados em cancioneiros musicaes<ref>V. ''Cancioneiro de Músicas Populares'', publicado por Gualdino de Campos e Cesar das Neves. (Porto, 1891-1896).</ref> e em {{hífen|revis|revistas}}<noinclude>{{lh|4em}}
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<noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh||{{uc|Romances Velhos}}|7}}</noinclude>{{hífen-fim|tas|revistas}} folklóricas, literárias, e filológicas<ref>Refiro-me aos volumes da ''Romania'' e da ''Zeitschrift'' posteriores a 1883; mas especialmente a publicações inteiramente portuguesas como a ''Revista Lusitana Encyclopédia Republicana, Revista de Guimarães, Revista do Minho, Tradição Portugalia'', mas também á ''Revue Hispanique''. Bastará nomear como contribuintes T. Braga, F. A. Coelho, Consiglieri-Pedroso, Leite de Vasconcellos, Reis Damaso, Tomas Pires, Pedro Fernández Thomaz, C. M. de Vasconcellos, J, J. Nunes , Athaide d’Oliveira, Abade J. A. Tavares.</ref>, ou já agrupados em colecções restrictas, mas independentes<ref>Temos p. ex . o ''Romanceiro Portuguez'' de Leite de Vasconcellos (1886. Nos
121 da ''Bibliotheca do Povo'') com 43 composições; e o ''Romanceiro e Cancioneiro do Algarve'' (Lição de Loulé) de Athaide d’O]iveira (Porto 1905) com trinta romances em versão nova (na Parte I). O importante ''Romanceiro do Alemtejo'' de Tomas Pires por ora não saiu em volume. — Em breve teremos ainda um pequeno mas valioso ''Romanceiro de Bragança'', coleccionado por José Daniel Rodriguez, que a meu ver, se compõe de decalcos bastante fieis, embora abreviados, de textos asturianos, talvez de introdução recente, a não ser que no ''Romanceiro da Galiza'' de Victor Said Armesto, também anunciado, sc encontrem lições ainda mais intimamente relacionadas com os de cá.</ref>.
Esta lacuna será, por certo, preenchida pelo seu continuador D. Ramón Menéndez Pidal, o futuro reconstructor e historiador do ''Romanceiro Geral Hispânico'', isto é: de todos os textos, verdadeiramente antigos e dos tradicionaes sobreviventes que d’eles derivam, em lição castelhana, portuguesa, catalã, ou hibrida, quer no continente ou nas ilhas océanicas e mediterrâneas, quer além-mar, nas terras descobertas, conquistadas e povoadas por Hespanhoes e Portugueses, quer entre os Judeus de Levante e de Marrocos, expulsos da Península na época da maior eflorescência dos romances.
Verdade é que temas velhos e profanos, ainda não representados na tradição oral, não são freqüentes nos aludidos materiaes suplementares<ref>Entre os de Bragança e os que o Abade José Augusto Tavares colheu em Maçores, Ligares, Vinhaes e outros lugarejos transmontanos (''Rev. Lus''. VIII), ha diversos de que ainda não se conheciam representantes portugueses, p. ex . o da ''Serrana de la Vera''. Entre os açorianos, o de ''Floresvento'', descoberto também em Tras-os Montes por Leite de Vasconcellos, com o titulo de ''Cruelvento'' (o qual considero como descendente legitimo de Chlodovine), ainda não surgiu nos territórios castelhanos — que eu saiba. ― Talvez baste esta lembrança para ser descoberto
e acrescentado á lista dos ''Romances que deben buscarse en la Tradición Oral'', elaborada com fins prácticos por D.{{sup|a}} Maria Goyri de Menéndez Pidal (Madrid, 1907,na ''Revista de Archivos''). ― Os romances sacros ainda não estão bem estudados.</ref>.
O apregoado sabor arcáïco, c aquela pureza genuina que a princípio surprendia e encantava os apreciadores estrangeiros, iludidos pelos romances que Almeida Garrett havia {{hífen|re|retocado}}<noinclude>{{lh|4em}}
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<noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{rh|8|{{uc|Carolina Michaëlis de Vasconcellos}}|}}
{{lh}}</noinclude>{{hífen-fim|tocado|retocado}} com gosto tão delicado, deixaram tambem de ser o caracteristico real e privativo dos romances de cá: tantas são as versões e variantes incompletas e rebaixadas, desconexas e deturpadas, quanto à forma e à essência; tantas e de tal ordem são os vulgarismos modernos que se infiltraram nos textos; tal é tambem a contaminação e fusão com assuntos análogos. Tão perfeitas e abundantes são, pelo outro lado, as versões castelhanas, recolhidas recentemente com arte e habilidade digna de aplauso, em regiões onde ninguem as suspeitava, em parte já publicadas integralmente<ref>Refiro-me à bela ''Colección de los Viejos Romances que se cantan por los Asturianos en la Danza-Prima, Esfoyazas y Filandones, recogidos directamente de boca del pueblo, anotados y precedidos de un Prólogo'', por Juan Menéndez Pidal (Madrid, 1885). Ela entrou já, quasi inteira, nos Suplementos da Primavera.</ref>, em parte só catalogadas<ref>Vid. 1.° Ramón Menéndez Pidal, ''Catálogo del Romancero Judio-Español'' (Madrid, 1907), publicado nesta ''Revista''. Os textos, coleccionados com esmerado bom-gosto por José Benoliel, são de importancia excepcional, tanto pelo seu grande número (143 romances diversos) como pelos assuntos, e em grande parte, pelo seu estado de conservação. — 2.° ''Romances da América do Sul'', colhidos por K. Menéndez Pidal, e impressos no No. I da {{sc|Cultura Española}}. — 3.° Narciso Alonso A. Cortés, ''Romances populares de Castilla'' (Valladolid, 1906), 93 composições, só das provincias de Burgos e Palencia.</ref>, em parte prometidas para breve<ref>Além do ''Romanceiro da Galiza'', mencionado a p. 769, nota 2, temos de contar com mais um Romancero de Castela da gentil esposa de D. Kamón, a qual ja deu provas do afinco e do excelente método com que trabalha neste campo, nas Regras a que aludi, assim como em amostras publicadas no Bulletin Hispanique (Tomo VI, 1904).-P. S. do redactor: No publicará romancero especial de Castilla, sino que ambos seremos coautores del ''Romancero general español''.</ref>.
Mas ainda assim, os textos suplementares de Portugal são contribuições de grande valor, pois constituem mais de uma vez o laço, procurado de balde, entre diversas redacções do mesmo romance, e demonstram frequentemente ''ad oculox'' como é que a gente-povo deteriora e vulgariza verdadeiras<noinclude>{{lh|4em}}
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Plan 9 from Bell Labs: Prefácio à Terceira Edição (2000)
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Muita coisa aconteceu com o [[w:Plan 9 from Bell Labs|Plan 9]] nos cinco anos desde seu último [[Plan 9 from Bell Labs: Prefácio à Segunda Edição (1995)|lançamento]]. Ainda que grande parte do [[w:Sistema operativo|sistema]] se mantenha familiar, praticamente nenhum aspecto permaneceu inalterado. O [[w:Núcleo (sistema operacional)|núcleo]] passou por uma profunda reformulação; o [[w:Ambiente de área de trabalho|ambiente gráfico]] foi totalmente reescrito; muitos [[w:Comando (informática)|comandos]] foram adicionados, removidos ou substituídos; e as [[w:Biblioteca (computação)|bibliotecas]] foram significativamente expandidas. No entanto, na essência, a mesma abordagem de computação permanece: um [[w:Sistema Operacional Distribuído|sistema distribuído]] que utiliza atribuição de nomes semelhante à de [[w:Arquivo de computador|arquivos]] para acessar e controlar recursos, quer sejam locais quer remotos.
Algumas das mudanças são abrangentes:
: O [[w:Alef (linguagem de programação)|Alef]] se foi, haja visto o custo para se manter múltiplas [[w:Linguagem de programação|linguagens]], [[w:Compilador|compiladores]] e bibliotecas num mundo diverso, mas seu modelo para [[w:Processo (informática)|processos]], [[w:en:Task (computing)|tarefas]] e [[w:Comunicação entre processos|comunicação]] permanece vivo numa nova biblioteca de [[w:Thread (computação)|threads]] para [[w:C (linguagem de programação)|C]].
: O suporte para [[w:Monitor de vídeo|monitores]] coloridos se tornou mais amplo, baseando-se num novo operador gráfico de [[w:Composição alfa|mesclagem-alfa]] chamado <tt>draw</tt>, substituto do antigo <tt>[[w:Bit blit|bitblt]]</tt>. As telas do Plan 9 são agora discretamente coloridas.
: Um novo mecanismo chamado plumbing permite a conexão entre [[w:Software aplicativo|aplicações]], de diversas maneiras, de maneira mais especial no suporte a [[w:Multimédia|multimídia]].
: As [[w:Interface de programação de aplicações|interfaces]] para a ampla variedade de [[w:Dispositivo de armazenamento de dados|dispositivos de armazenamento]] rotativos foram unificadas e estendidas, ao mesmo tempo em que oferecem melhor suporte para a coexistência do Plan 9 com outros sistemas operacionais num mesmo disco.
: O mais importante talvez é esta liberação do sistema estar sendo feita sob um acordo de [[w:Código aberto|código aberto]], concedendo acesso gratuito ao [[w:Código-fonte|código-fonte]] do software.
O Plan 9 continua sendo obra de muitas pessoas. Além daquelas mencionadas no prefácio antigo, merecem destaque especial as seguintes pessoas: Russ Cox, que realizou grande parte do trabalho de atualização do software gráfico bem como a criação do novo modelo de disco e de inicialização (''bootstrap''), além de fornecer um bom número de novos comandos; David Hogan, que portou o Plan 9 para a arquitetura [[w:DEC Alpha|DEC Alpha]]; e Sape Mullender, que escreveu a nova biblioteca de threads.
Outros novos colaboradores incluem Bruce Ellis, Charles Forsyth, Eric Van Hensbergen e Tad Hunt.
[[Categoria:Plan 9 from Bell Labs]]
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Anexo:Ficha/Plan 9 from Bell Labs: Prefácio à Terceira Edição (2000)
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