Wikisource ptwikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.18 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikisource Wikisource Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão Portal Portal Discussão Autor Autor Discussão Galeria Galeria Discussão Página Página Discussão Em Tradução Discussão Em Tradução Anexo Anexo Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Página:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu/347 106 37690 561509 364652 2026-09-04T20:17:54Z Junglk 34905 /* Revista */ 561509 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||DOM JOÃO VI NO BRAZIL|325}}</noinclude>pelo seu embaixador D. Domingos de Souza Coutinho, irmão de D. Rodrigo, previamente á reencorporação da colonia em esphacelo na monarchia hespanhola, uma mediação conjuncta dos governos britannico e portuguez, solicitada pelos patriotas de Buenos Ayres ao mesmo tempo que o armisticio. No memorandum de D. Domingos procurava-se attrahir a Inglaterra com a idéa dos lucros a auferir da liberdade commercial em Buenos Ayres, ao passo que se engodava a Princeza com a idéa, parece que adrede renovada para irritar Strangford, de presidir ella ao conselho de Regencia, um conselho hypothetico, reconhecendo outrosim o governo britannico os seus direitos eventuaes de Infanta d’Hespanha á corôa real. Os chefes de Montevidéo e a Junta de Buenos Ayres, cujo representante no Rio era D. Manoel Sarratea, assentaram no accordo, de tão palpavel má fé que Dona Carlota, tão interessada na sua celebração, d’elle só teve conhecimento pela communicação feita por Elio de achar-se Montevidéo livre dos inimigos; e que Buenos Ayres de novo declarou guerra á praça leal, logo que regressaram para o Rio Grande as tropas portuguezas, vindas para destroçar as forças invasoras e os bandos rebeldes que tinham conseguido dominar parte do territorio oriental. A breve trecho recomeçavam as hostilidades não só em terra como tambem no estuario e no oceano, quando foram destruidas as pequenas forças maritimas de Montevidéo. O accordo buscara comtudo satisfazer todos os negociadores e todos os interessados. Assim, estatuia a liberdade commercial do Prata, objectivo immediato da Grã Bretanha; inseria o armisticio, favoravel a Buenos Ayres, cujos arrancos eram superiores aos recursos e cujos destinos tinham sido<noinclude>{{lh|5em|align=left}}{{Smallrefs|fs=95%}}</noinclude> 7k9vh2nhen6hdko3v5q7glgxef8zh4d 561510 561509 2026-09-04T20:18:07Z Junglk 34905 561510 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||DOM JOÃO VI NO BRAZIL|325}}</noinclude>pelo seu embaixador D. Domingos de Souza Coutinho, irmão de D. Rodrigo, previamente á reencorporação da colonia em esphacelo na monarchia hespanhola, uma mediação conjuncta dos governos britannico e portuguez, solicitada pelos patriotas de Buenos Ayres ao mesmo tempo que o armisticio. No memorandum de D. Domingos procurava-se attrahir a Inglaterra com a idéa dos lucros a auferir da liberdade commercial em Buenos Ayres, ao passo que se engodava a Princeza com a idéa, parece que adrede renovada para irritar Strangford, de presidir ella ao conselho de Regencia, um conselho hypothetico, reconhecendo outrosim o governo britannico os seus direitos eventuaes de Infanta d’Hespanha á corôa real. Os chefes de Montevidéo e a Junta de Buenos Ayres, cujo representante no Rio era D. Manoel Sarratea, assentaram no accordo, de tão palpavel má fé que Dona Carlota, tão interessada na sua celebração, d’elle só teve conhecimento pela communicação feita por Elio de achar-se Montevidéo livre dos inimigos; e que Buenos Ayres de novo declarou guerra á praça leal, logo que regressaram para o Rio Grande as tropas portuguezas, vindas para destroçar as forças invasoras e os bandos rebeldes que tinham conseguido dominar parte do territorio oriental. A breve trecho recomeçavam as hostilidades não só em terra como tambem no estuario e no oceano, quando foram destruidas as pequenas forças maritimas de Montevidéo. O accordo buscara comtudo satisfazer todos os negociadores e todos os interessados. 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A Dona Carlota, motivo essencial das intrigas em acção, ficava a esperança platonica da presidencia da regencia hespanhola, sua primeira e ultima ambição n’este longo e agitado episodio. Montevidéo salvou-se momentaneamente da conquista; Buenos Ayres arredou para sempre o espectro da recolonização; a Inglaterra frustou, definitivamente pensava ella, as ambições platinas do seu alliado; Portugal firmou o primeiro passo no caminho da realização do seu plano colonial mais querido. Dona Carlota é que não tinha razão para ficar satisfeita, pois acertadamente julgava que o momento teria sido opportuno, quando D. Diogo de Souza acampava além da fronteira, Buenos Ayres se esgotava em convulsões politicas e Goyeneche triumphava no Alto Perú sobre os patriotas, para restabelecerem os Portuguezes, em proveito da sua Princeza, o dominio integro da Hespanha no Rio da Prata. Na propria praça de Montevidéo a secundava n’estas vistas, que em summa eram as que mais se approximavam dos interesses da metropole, que em tudo isso andavam bastante alheios, o partido irreconciliavel, denominado ''{{lang|es|empecinado}}'', dirigido pelo redactor da ''Gaceta'' frei Cirilo<noinclude></noinclude> 30yctb52gkjwo93zw3jx368lte1w2gw Página:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu/349 106 37692 561512 364654 2026-09-04T20:26:24Z Junglk 34905 /* Revista */ 561512 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||DOM JOÃO VI NO BRAZIL|327}}</noinclude>Alameda <ref>Francisco Bauzá, ''{{lang|es|Historia de la Dominacion Española en el Uruguay}}'', ''Montevidéo'', 1822, Tomo III.</ref> e que, tornando impossivel qualquer conciliação com Artigas e as suas forças em campo, permittiriam uma opportunidade melhor á nova e mais feliz intervenção portugueza poucos annos depois. Elio logo depois partiu para a Hespanha, não tendo materialmente sobre que exercer sua final auctoridade de vice-rei. Onde não havia invasor ou rebelde, havia Portuguez, pois que as tropas do Rio Grande, não tendo de facto vindo a apagar o incendio senão a occupar o immovel, proseguiram algum tempo estacionadas em Maldonado, onde as surprehenderam e detiveram os sobrevindos eventos pacificos, e na Colonia do Sacramento. O grosso da expedição alcançara Maldonado pelo Jaguarão e o Cebollati, e uma divisão operara pelo lado do Arapey Mirim, avançando destacamentos sobre Japeyú no Rio Negro e até Paysandú. Os encontros que se deram foram de fortuna diversa, cahindo prisioneiro o chefe das forças portuguezas do Rio Negro, desbaratadas por Ojeda; retirando-se outras forças portuguezas do Arapey para aquém do Guaraim diante da opposição encontrada, e tomando por contra os invasores a povoação de Paysandú, bizarramente defendida pelo capitão nacionalista Sancho Bicudo <ref>Bauzá, ''ob. cit.'', Tomo III. Este trabalho é escripto muito do ponto de vista uruguayo, mas ministra informações e documentos interessantes.</ref>. Contucci, para não perder o habito de allegar serviços, gabou-se por esse tempo n’uma das suas cartas a Linhares <ref>Papeis avulsos no Arch. do Min. das Rel. Ext. do Brazil.</ref> de ter feito abortar um plano pelo qual Artigas mandara estacionar tropas de emboscada no Rio Negro, afim de penetrarem pela fronteira brasileira quando as forças de D. Diogo de Souza se approximassem<noinclude>{{lh|5em|align=left}}{{Smallrefs|fs=95%}}</noinclude> g9umi7gtkj4thhlg3tc8f95uqfca0wx Predefinição:Progressos recentes 10 220893 561496 561483 2026-09-04T13:00:12Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 561496 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|1|2|7|0|6|84}} | [[Index:Arthur Azevedo - O Badejo (1898).pdf|O Badejo]] |- | {{Barra de progresso|0|0|1|0|0|99}} | [[Index:Cidades Mortas (1º milheiro).pdf|Cidades Mortas]] |- | {{Barra de progresso|0|0|86|2|12|0}} | [[Index:Cidades Mortas (contos e impressões) - 1921.pdf|Cidades Mortas]] |- | {{Barra de progresso|31|1|1|2|2|63}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|41|0|53|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|39|0|50|8|3|0}} | [[Index:Graciliano Ramos - S. Bernardo (1934).pdf|S. 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Usada em sentido pejorativo, para expressar decepção ou pouco caso, e applicada ao proprio grammatico mal descobriram que elle era apenas isso e não influencia politica como o suppunham, descreve-se aqui o facto que lhe deu origem. E pede-se perdão aos grammaticões de má morte pelo crime de introduzir a anecdota na tão sisuda quão circumspecta sciencia de torturar crianças e ensandecer adultos. {{c|'''***'''}} O reverendo tomou do estojo os velhos oculos de ouro, encavalgou-os no batatão nasal, e leu pausadamente a carta do compadre, que dava noticias, pedia-as, e communicava a proxima «ida para ahi do doutor Emmerencio do Val, nosso ex-ministro em Vienna d'Austria, homem de muito saber e distincção de maneiras, um desses diplomatas á antiga, como já os não ha nesta republica que etc. etc.» em viagem de recreio pelo interior a matar saudades do paiz. O reverendo coçou o toitiço com dedos sornas, e releu a carta demorando o pensamento nas palavras que pintavam o alto figurão itinerante em via de honrar-lhe casa com sua nobre presença. Verdade é que dispensava tal honraria, boa sécca á pacatez do seu viver abbacial, repartido entre missinhas de cinco mil réis (mais um frango), cachimbadas de muito bom fumo de corda e os pitéos (sinão ainda a ternura, como propalavam más linguas) da sua optima caseira e afilhada, a Maria<noinclude></noinclude> al6uo6ozem5slpop4wor0cxlq9j8kfe Página:Cidades Mortas (contos e impressões) - 1921.pdf/39 106 232120 561498 496268 2026-09-04T16:11:06Z Erick Soares3 19404 561498 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|'''Pedro Pichorra'''}} {{dhr}} {{rule|7em}} {{dhr}} Quem dobra o morro da Samambaia, com a vista enjoada da verdura monotona, espairece na Grota Fria ao dar de chapa com uma sitioca pittoresca. E passa levando nos olhos a impressão daquella sepia afogada em campo verde. Casebre de palha, terreirinho de chão limpo, mastro de Santo Antonio com desenhos já escorridos da chuva e bandeira rota, trapejante ao vento... Dois mamoeiros no quintal, apinhados de fructos; canteiros de esporinhas com periquito á roda e mangericões entreverados... Um pé de gyrasol, magro e desenxabido, a sopesar no alto uma rodella côr de canario; laranjeiras semi-mortas sob o toucado da herva passarinha... Nos fundos da casa vê-se o lavadoiro, descoivarado apenas, num poço onde o córgo rebrilha tres palmos d'agua. Sobre um taboão emborcado a meio lá está batendo roupa a Marianinha Pichorra, mulher do Pedro Pichorra, mãe de nove Pichorrinhas. E' alli o sitio dos Pichorras e até a Grota Funda já é conhecida por Fundão da Pichorrada. {{c|'''***'''}} Porque os antigos Pereiras de Souza, do Barro Branco, vieram a chamar-se Pichorras? E' toda uma historia. Pedrinho ia nos onze annos. Já se destabocára e já preferia, em materia de fumo, o forte, bem melado. Na vespera realizára o sonho de toda a criança da roça — a faca de ponta. Dera-lh'a o pae, como um diploma de virilidade. «Menino, d'ora avante és homem. Aggredido, não gritarás por gente grande; é mão na faca, pé atrás e corisco nos olhos». Não lhe falou assim o pae, mas leu Pedrinho essa fala na lamina rebrilhante. Por isso irradiava d'orgulho, imaginando pégas, aloites, tempoquentes e tocaias onde a sardinha alumiasse. O pae, áquell'hora de pé na soleira da porta, assumptava o céo. Viu que chover não chovia, e, — Pedrinho! gritou para os fundos. — Pae? — Vá pegar a egua. O menino passou mão do cabresto e mergulhou no pasto. Minutos depois rebentou trotando em pello a Serena, egua velha, de muita barriga mas aguentadeira. {{nop}} :<noinclude></noinclude> btfnwqgr7d6y6jhp8jp4rs5dtsj9rn9 Página:Cidades Mortas (contos e impressões) - 1921.pdf/43 106 232163 561499 496335 2026-09-04T16:11:18Z Erick Soares3 19404 561499 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t3|'''As seis decepções'''}} {{dhr}} {{rule|6em}} {{dhr}} Puzeram-se de rumo á cidade os tres irmãozinhos. Moravam longe, na chacara; mas uma meia hora de estrada barrenta, com poças d'agua côr de café com leite, que ladeavam pela beirinha na ponta dos pés, e um tejuco meio molle, meio duro, empelotado pela pata dos bois, eram fracos empecilhos á delicia semanal de «ir á cidade». A cidade vivia-lhes no espirito como alvo de todos os desejos e fim supremo de suas vidinhas trefegas. Lá moravam os parentes, a tia Salomé, as Franças, os amigalhotes; era lá a egreja, a quitanda, o circo de cavallinhos, a «gente». Após a reclusão de uma semana no ermo da chacara, ir gosar um domingo na cidade, fincar os cotovelos nas janellas da titia e perder toda uma tarde bem comprida a vêr e commentar a rua com repenicadas «boas-tardes» aos conhecidos, a «reparar» no vestido das moças, a achar «impagavel» a barriga monstruosa do Canella, vendeiro da esquina, e outras innocentes maldades mais — era um prazer de sapatear; mas para Maria José e para das Dores sómente, que o terceiro, Antonico, depois que deitara calças compridas, só pensava em bilhares e «troça de rapazes». Naquelle dia iam com licença de se reunirem ás Franças, pousando lá. Caminhavam silenciosos, signal evidente de desaccordo, que grulhavam como pintasilgos quando ardiam na ancia de realizar um mesmo projecto. Cada um suspeitava no outro um objectivo que não o seu — qual não sabia, mas differente e antagonico; e isso era o diabo, pois que em birra nunca houve irmãos de forças tão eguaes. Nenhum cederia — e nestes casos o desfecho era privarem-se todos da festa para não «dar o gosto» ao parceiro. A verdade era esta: Maisé tramára no ultimo domingo uma ida á dançata semanal do Recreativo; Antonico uma noitada de cavallinhos e das Dores uma visita aos presepes; e como cada qual contasse reduzir os outros á sua idéa, cuidadosamente a calaram durante a semana inteira. Mas estava imminente a lucta e cada cabecinha ia ruminando a melhor tactica para vencer. Aquelle silencio em que se escondiam era a pedra onde afiavam<noinclude></noinclude> h41umwz4vusrj8ec726narxwa0glqqp Página:Cidades Mortas (contos e impressões) - 1921.pdf/46 106 232177 561500 496353 2026-09-04T16:11:30Z Erick Soares3 19404 561500 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|'''Cabellos compridos'''}} {{dhr}} {{rule|7em}} {{dhr}} — Coitada da Das Dores, tão boazinha... Das Dores é isso, só isso bôazinha. Não possue outra qualidade. E' feia, é desengraçada, é inelegante, é magerrima, não tem seios, nem cadeiras, nem nenhuma rotundidade posterior; é pobre de dinheiro e de espirito; e é filha daquelle Joaquim da Venda, ilhéo de burrice eburnea — isto é, dura como o marfim. Moça que não tem por onde se lhe pegue fica sendo bôazinha. — Coitada da Das Dores, tão boazinha... Só tem uma coisa a mais que as outras — cabello. A fita da sua trança toca-lhe a barra da saia. Em compensação suas idéas medem-se por fracções de millimetro, tão curtinhas são. Cabellos compridos, idéas curtas, lá o disse Schopenhauer... A natureza poz-lhe na cabeça um tabloide homopathico de intelligencia, um granulo de memoria, uma pitada de raciocinio — e plantou a cabelleira por cima. Essa mesquinhez por dentro. Por fóra, ornou-lhe a asa do nariz com um grão de ervilha, que ella modestamente denominava verruga, arrebitou-lhe as ventas, rasgou-lhe uma bocca de dimensões compromettedoras e deu-lhe uns pés... Nossa Senhora, que pés! E outras taes pirraças lhe fez a madrasta que, ao vel-a, todos dizem commiserados: — Coitada da Das Dores, tão bôazinha... Das Dores só faz o que as outras fazem e porque as outras o fazem. Vae á egreja aos domingos, de livrinho na mão, ouve a missa, ouve a prédica, réza. Nunca falhou um dia. Si lhe perguntarem o porque daquelles actos responderá muito admirada da pergunta: — Mas si todas vão! O grande argumento de Das Dores é esse: as outras. Ouve o sermão do padre e chora nos lances tragicos, não porque comprehenda algo daquella rhetorica, nem porque sinta vontade de chorar — mas porque as outras choram. Toma tudo quanto ouve ao pé da letra, incapaz que é de galgar do concreto ao abstracto. Si ouve falar em «fazer pé de alferes», fica-se a pensar em pés e mãos de alferes e tenentes. — Tão bôazinha, a Das Dores... {{nop}}<noinclude></noinclude> o7hm64dscv4dk6teaihtcp4zdthnoxq Página:Cidades Mortas (contos e impressões) - 1921.pdf/58 106 232270 561501 496504 2026-09-04T16:12:18Z Erick Soares3 19404 561501 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|'''O caso do tombo'''}} {{dhr}} {{rule|7em}} {{dhr}} Não é meu este caso, mas d'um tio, juiz numa Itaóca beira mar. Homem sessentão, cheio de rabugens, pigarros e mais macacôas da velhice, nem por isso deixa de ser amigo da pulha, como diria mestre Machado. Gosta de contar pilherias e casos pandegos que descambam a meio em caretas rheumaticas muito de apiedar corações sobrinhos. Os seus dominios juridicos são o reino da propria Pacatez. Os annos al'i fluem para o Esquecimento no deslizar preguiçoso dos ribeirões espraiados, sem cascatas nem corredeiras encrespadoras do espelho das aguas — disturbio, facada ou escandalo passional. O povo, escasso como pennas de frango impubere, vive de apanhar tainhas e ameijoas. Feito o que, come-as. Feito o que, digere-as. Em seguida, «da capo» ás tainhas. E assim, annos e annos a fio até á derradeira conta do rosario da vida. E' extrema a penuria de emoções. Vidas ha que ardem té ao berro final sem o tremelique duma commoção forte. Só a Morte pinga, a espaços, no cofre vazio dos acontecimentos, o vintem azinavrado d'um velho mariscador morto de pigarro senil ou o tostão d'uma pessoa grada, collector de rendas, fiscal, agente do correio. Em tempos deu «nota», um barão da Jamanta, ultimo varão conspicuo de que ficou memoria no logar. Fóra disso nada mais bole com a sensibilidade em perpetua coma do excellente povo — nem dramas de amor, nem rixas eleitoraes, nem coisa nenhuma destoante dos mandamentos do Pasmado Viver. A taramelagem das más linguas vê-se forçada, nos serões familiares, na venda do José Inchado (club da ralé), ou na Botica do Cação de Ouro (aqui o escól), a esgravatar as castanhas chochas do assumpto sovado ou frivolo. Sempre conversinhas que não vão nem vêm. A grande preoccupação local é matar o tempo, que em vez de dinheiro é em Itaóca uma grande maçada. Matam-no, os homens, pitando cigarrões de palha, e as mulheres, gestando a prole enfermiça. E assim escorregam para o Nirvana os dias, os mezes, os annos, feitos lesmas de Chronos, deixando nas memorias um rastilho dubio, breve extincto. {{nop}}<noinclude></noinclude> 12dgo6284ab4k8ju693fh5yqg3nwpo0 Página:Cidades Mortas (contos e impressões) - 1921.pdf/63 106 232335 561502 496600 2026-09-04T16:12:29Z Erick Soares3 19404 561502 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|'''« Gens ennuyeux »'''}} {{dhr}} {{rule|7em}} {{dhr}} — Queres ir? disse-me Lino espichando ante meus olhos um convite. Li: ''A Sociedade Minervina'', ahn, ahn... ''convida'', ahn.... ''a conferencia versará sobre a Historia da Terra''. — E'; a these é catita; vaes? — Está-me appetecendo conhecel-os, aos nossos sabios.... — Sabios, rosnei, ''gens ennuyeux''... — Nem sempre, contraveiu Lino. O assumpto é magnifico, e depois, que diabo! uma penitenciazinha de vez em quando, por amor á sciencia... — Pois vamos, resolvi com intrepidez. — A's oito, rua tal. — Lá estarei, adeus! {{pontilhado|13}} Ao assomarmos á porta já as cadeiras do grande salão pintalgavam-se de austeras sobrecasacas scientificas, encimadas por carecas luzidias em cujo espelho punha gangrenas de luz (perdão, Apollo!) a luz violacea do arco voltaico. Entramos, com religiosa compostura, pisando com passos humilimos o assoalho augusto do Pagode da Sciencia. Vi no rosto do meu amigo uma leve expressão de terror sagrado. Os quichuas quando davam de chofre com o Eldorado haviam de ficar assim.... Commovia-se devéras o rapaz, e foi balbuciante que cochichou: — Sabios, hein? Sentamo-nos de vagarinho e puzemo-nos a olhar. Novas sobrecasacas chegavam, aos magotes de tres e quatro, compenetradas e pensabundas. Eram novos sabios. Havia-os de variegado estylo. O estylo-fiambre: gente vermelha com o sangue á flor da pelle, em permanente congestão. O typo-mellado: genero de importação norte-americana ou allemã. O estylo-''ball'': queijos de Palmyra com o vermelho substituido por um pallor circular de cabellugens ralas. O estylo-chlorose: rapazelhos de peito cavo e barba a espontar ingenuamente, macilentos de tez, olhos de bezerro desynterico em cujas meninas — meninas dos olhos — pareciam passear hypothenusas de braços dados a binomios de Newton. A' nossa dextra suava uma rubra apoplexia allemã, enchouriçada em sobrecasaca de debrum contemporanea do iguanodonte, com costuras que cediam á pressão das en-<noinclude></noinclude> sgh2pvg04wtwdl133onxudv81nhv4yj Página:Cidades Mortas (contos e impressões) - 1921.pdf/68 106 232431 561503 496751 2026-09-04T16:12:42Z Erick Soares3 19404 561503 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|'''O figado indiscreto'''}} {{dhr}} {{rule|7em}} {{dhr}} Que ha um Deus para o namoro e outro para os bebados está provado — '''''a contrario sensu'''''. Sem elles como explicar tanto passo falso sem tombo, tanto tombo sem nariz partido, tanta beijoca lambiscada a medo sem maiores consequencias fóra uns sobresaltos desagradaveis, quando passos intempestivos põem fim a duos de sofá em sala momentaneamente deserta? Acontece, todavia, que esses deuses, ao geito de Homero, tambem cochilam: e parte o borracho o nariz de encontro ao lampião, ou a futura sogra lá pilha Romeu e Julieta em flagrante, contacto de epidermes, petrificando-os com o clássico: «Que pouca vergonha!...» Outras vezes acontece aos protegidos decahirem da graça divina. Foi o que succedeu a Ignacio, o calouro e por via disso perdeu elle de casar com a Sinhárinha Lemos, bôa menina a quem cincoenta contos de dóte faziam optima. Ignacio era o rei dos acanhadões. Pelas coisas minimas avermelhava, sahia fóra de si e permanecia largo tempo idiotizado. O progresso do seu namoro foi, como é natural, menos obra sua que da menina, e da familia de ambos, concertadas tacitamente em conspirar contra o celibato do futuro bacharel. Uma das traças conspirativas foi o convite que elle recebeu para jantar nos Lemos em certo dia de anniversario familiar commemorado a perú. Ignacio barbeou-se, laçou a mais formosa gravata, floriu de orchideas a botoeira, friccionou os cabellos com loção de violeta e lá foi, de roupa nova, lindo como se saíra da forma áquell'hora. Levou comsigo, entretanto, para mal seu, o acanhamento. E d'ahi proveiu a catastrophe... Havia mais moças na sala, fóra a eleita, e caras estranhas, vagamente suas conhecidas, que o olhavam com a benevola curiosidade merecida por um possivel futuro parente. Ignacio, de natural mal firme nas estribeiras, sentiu-se já de começo um tanto desmontado com o papel de galã á força que lhe attribuiam. Uma das moças, criaturinha requintada de malicia, muito «sahida» e «semostradeira», interpellou-o sobre coisas de coração, idéas relativas casamento e tambem sobre a<noinclude></noinclude> 2rik51mh31laqrkx0jmn2hw6wm78aiz Página:Cidades Mortas (contos e impressões) - 1921.pdf/72 106 232504 561504 496868 2026-09-04T16:14:41Z Erick Soares3 19404 561504 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|'''O plagio'''}} {{dhr}} {{rule|7em}} {{dhr}} — Você sae, Nenesto, com um tempo destes? — Não ha outro. — Dia de S. Bartholomeu, inda mais?... — Importa-me la o santo. — Está bem. Depois não se arrependa... Isto dizia d. Eucharis ao «queixo duro» do seu marido, Ernesto d'Olivaes, ao vel-o tomar o chapeu do cabide e sair. Fóra, remoinhava o vento, annunciando tempestade imminente. Por castigo, nem bem caminhára o teimoso duzentos passos, desaba aguaceiro. Tão repentino que mal teve tempo de barafustar por um «sebo» a dentro no instante preciso em que o belchior cerrava a ultima folha de porta. Mesmo assim resfriou-se e foi com tres espirros que retribuiu á saudação do homem. — Atchim!... — Viva! — Atchim!... — Viva! — Atchim... Brrr ! P'ra burro ! Espirro p'ra burro ! ''C'est le diable''. (Seculo trinta! Se por acaso um exemplar desta novella chegar ao conhecimento dos teus fariscadores de antigualhas, não se assombre elle com a expressão curralina do meu Ernesto. Nem quebre a cabeça a interpretal-a com ajuda da philologia comparada, da veterinaria e mais sciencias connexas. Cá fica a chave do enigma: semelhante expressão viveu correntia, pelas immediações da Grande Guerra, com significado de abundante, excessivo ou estupendo. Nascida nalguma cocheira, alargou-se ás ruas, e passou desta aos salões. Penetrou até na rhetorica amorosa. Romeus houve que, pintando a formosura das respectivas Julietas, substituiam o archaico — lindo como os amores — por este soberbo jacto de impressionismo cavallar: E' linda p'ra burro! Não obstante, as Julietas casavam com elles, e eram felizes. Lá se entendiam....) O belchior era francez, e Ernesto taramelava na lingua adoptiva do sr. d'Avray o necessario para embrulhar lingua com um belchior francez. Sabia differençar ''femme sage'' de ''sage femme'', distinguia ''chair'' de ''viande'' e alambicava a primor os ''u u'' gaulezes. Além disso tinha<noinclude></noinclude> 0k7mbw1uynopaots68oawi25ez0rd8j Página:Cidades Mortas (contos e impressões) - 1921.pdf/95 106 232773 561505 561457 2026-09-04T16:14:51Z Erick Soares3 19404 561505 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Trooper57" /></noinclude>{{t2|'''De como quebrei a cabeça á<br/>mulher do Mello'''}} {{dhr}} {{rule|7em}} {{dhr}} — Olha, esperam-te hoje em casa, para jantar. — Impossivel. Não janto fóra. — Abre uma excepção e vae. — Impossivel, já disse. Não insistas. — Põe de lado a exquisitice e vae. — Não é exquisitice, meu caro, é sybaritismo e prudencia. Tenho para mim que comer é uma das boas coisas da vida. Mas comer o que se quer, como se quer, quando se quer. Gósto, por exemplo, de lombo de porco, mas a meu modo, assado cá d'um geito que sei. Si o cômo fóra de casa nunca o tenho ao sabor do meu paladar. Gósto ainda de comer quando tenho fome. Detesto o horario forçado, almoço ás onze, jantar ás seis, haja ou não appetite. Ora, a não ser em minha casa, onde não tenho horario, raramente o appetite coincidirá com o momento do brodio. Essa circumstancia alliada ao facto de ser forçado a comer o que está na mesa e não o que me pede a veneta, leva-me a recusar systematicamente convites para jantar. — Mas, homem de Deus, para tudo ha remedio. Farás tu mesmo o cardapio, darás as receitas e só se porá a mesa á voz do teu appetite. — Não. Em tua casa são todos de taí modo amaveis que receio, jantando lá, não chegar á sobremesa sem commetter um homicidio. — !!! — Nunca te contei o meu rompimento com a familia do Mello? Eramos amicissimos de longos annos, e sel-o-iamos até hoje si não fôra a minha imprudencia acceitando um convite para lá jantar, em dia de annos de d. Vidóca. Mas commetti-a, e fui. Havia á mesa umas dez pessoas, todas intimas, e as filhas, os genros — um povaréo. D. Vidóca, como sabes, é uma creatura excessivamente amavel e nesse dia excedeu-se. Serviu-me sôpa, ella propria, mas carregando a mão como si eu fôra um frade bôrra. Arrepiou-me aquele pantagruelismo brutal mas calei a exasperação, e ingeri com paciencia aquella maranha de fios amarellos boiantes num caldo unctuoso. Mal absorvera<noinclude></noinclude> o0hde269e4arcjvrna9oyq580gkmnyo Página:Cidades Mortas (contos e impressões) - 1921.pdf/100 106 232798 561506 497452 2026-09-04T16:15:01Z Erick Soares3 19404 561506 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|'''O espião allemão'''}} {{dhr}} {{rule|7em}} {{dhr}} Abre a historia. Escuta. Só ouvirás rumores de guerra. Aquelle tropel desapoderado? E' a avalanche tartara. Tamerlão, o tigre coxo, derrama sobre a Persia legiões de féras — e leva a chacina a proporções inauditas. Seu capricho exige, em Ispahan, setenta mil cabeças humanas. Cada secção do exercito lhe ha de fornecer uma quota. Fartos, cançados de cortal-as, os soldados entram a adquiril-as, pagando a moeda de ouro cada uma. Era bom negocio: a offerta cresceu e o preço baixou meia moeda. Reunidas as setenta mil, Timur construiu torres de craneos em redor da cidade... Ruge a sangueira além. E' em Dehli. Timur, tigre precavido, antes de bater-se com Mahomet IV delibera alliviar o exercito de cem mil prisioneiros incommodos. Solução magistral: degola-os... A vaga prosegue, chega a Ancyra, esmaga Bajazeto, o grande sultão, e passa... E acolá? Assyria. De Ninive, antro de leões famintos, descem para a carniçaria os reis flexeiros. Assurnizrhapal canta os proprios feitos em inscripções chegadas até nós: «Construí um muro diante das portas da cidade e forrei-o com a pelle dos chefes. A outros emparedei vivos, a outros empalei ao longo das muralhas. Fiz arrancar o couro, em minha presença, a innumeros e revesti paredes com esse couro semi-vivo. Reuni cabeças em fórma de corôas e os corpos entrelacei como guirlandas.» A vida da Assyria é toda ella essa primorosa carnificina. Tuklatabazar, Assurbanipal, Nabuco, Sargão — todos os magarefes reaes viram a sua pericia em arrancar o couro a creaturas vivas cantada pelos poetas, commemorada pela architectura, admirada pelos posteros. Timur passou. Passou a Assyria. Homens e coisas passam, mas a guerra fica. E' a guerra uma permanente. O homem tem a vocação do morticinio. A arte apotheósa a carniça. Os poetas só ascendem ao epico si o bafio do sangue lhes fumega a inspiração. A belleza suprema é Achilles fendendo craneos, do frontal á nuca e a historia da humani-<noinclude></noinclude> hjs4mhc42rqo3acy54dpnnc44742rkt Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/203 106 253834 561507 558612 2026-09-04T19:37:15Z Trooper57 24584 561507 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{t2|VOCABULARIO NEOLOGICO PORTUGUEZ}} {{traço}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/I/V|{{sc|Abat-jour}}]]: Lucivélo, ou lucivéo, s. m. (Vede pag. {{pl|11|44}}).}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/I/VII|{{sc|Aplomb}}]]: Prumo, (instrumento) s. m.; desempeno. (Vede pag. {{pl|19|44}}).}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/I/VIII|{{sc|Avalanche}}]]: Runimol, s. m. (Vede pag. {{pl|23|44}}).}} {{ad|{{sc|Bijouterie}}: Joalharia, s. m. Neologismo formado de substantivo ''joalheiro'', que já existe en portuguez.}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/I/XIX|{{sc|Cabotagen}}]]: Costeagen, s. f. (Vede pag. {{pl|61|44}}).}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/I/III|{{sc|Cache-nez}}]]: Focále, s. m. (Vede pag. {{pl|5|44}}).}} {{ad|{{sc|Calembourg ou Calambour}}: Anciverbio; palavra que se presta a mais de un sentido. Este neologismo é formado de ''anceps'', ''ancipitis'', (duvidoso) e ''verbum'', ''i'' (palavra).}} {{ad|Pode tamben traduzir-se ''Calembourg'' pelo termo — ''equivoco;'' mas não por ''trocadilho''.|3=2em}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/I/XXIII|{{sc|Charivari}}]]: Peniludio, s. m.; algazarra, assuada, bulha, gritaria, matinada. (Vede pag. {{pl|75|44}}).}} {{ad|[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis/I/XII|{{sc|Carnet}}]]: Choribel, (coribél) canhenho s. m. (Vede pag. {{pl|37|44}}).}} {{ad}} {{sc|Claque}}: Venapplauso, applauso vendido pelos que nos theatros baten as palmas aos actores, por dinheiro, ou por algun outro motivo; applauso<noinclude></div></noinclude> ndd9jn2ughi1dukuvpc69vekunpbbx1 Galeria:Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis - 2 ed.djvu 104 257052 561526 560988 2026-09-05T04:31:10Z Trooper57 24584 561526 proofread-index text/x-wiki {{:MediaWiki:Proofreadpage_index_template |Type=book |Título=[[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis (2ª edição)|Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis]] |Subtítulo=com um vocabulario neologico portuguez |Language=pt |Autor=[[Autor:Antônio de Castro Lopes|Antônio de Castro Lopes]] |Tradutor= |Editor=[[Autor:Domingos de Castro Lopes|Domingos de Castro Lopes]] |Ilustrador= |Edição=2 |Volume= |Editora=Francisco Alves & C.ª |Gráfica= |Local=Rio de Janeiro |Ano=1909 |ISBN= |Fonte={{commons|Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis - 2 ed.djvu}} |Imagem= |Capa=13 |Progresso=C |Páginas=<pagelist 1to10="-" 7="folha de rosto" 11="1" 11to50="highroman" 12="[prancha]" 13="folha de rosto" 51="1" 270to278="-" /> |Tomos= |Volumes=[[Galeria:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf|1ª edição]] |Notas= |Sumário= |Epígrafe= |Width= |Css= |Header= |Footer= |Modernização=S }} 055q3pex83fmkdxzkxhh2rya069htju Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/205 106 257274 561484 2026-09-04T12:24:49Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 561484 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|197|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>fazem o que faz todo o viajante chegado a um paiz desconhecido: passeiam! — Fico certo dʼisso, visto que o dizeis vós, meu joven amigo, respondeu sorrindo o tenente Bronsfield. — E comtudo, continuou outro official, a chegada dos viajantes não póde pôr-se em duvida. O projectil devia ter alcançado a Lua no momento em que era cheia, no dia 5 á meia noite. Estamos já a 11 de dezembro, já lá vão seis dias. E em seis vezes vinte e quatro horas, havendo luz, ha tempo para se installar com toda a commodidade. Parece-me que estou a vél-os, esses estimaveis compatriotas, acampados no fundo de algum valle, á borda de algum regato selenita, junto ao projectil semi-arrombado pela quéda no meio dos despojos vulcanicos; o capitão Nicholl a começar as suas operações de nivelamento, Barbicane copiando a limpo os apontamentos de viagem e Miguel Ardan embalsamando as solidões lunares com o fumo do seu ''londrés''. — Sim, assim deve ser, assim é! exclamou o moço aspirante, enthusiasmado com a descripção ideal do seu superior. — Desejo acredital-o, respondeu o tenente Bronsfield, que não era de enthusiasmos. Desgraçadamente nunca teremos noticias directas do mundo lunar. — Perdão, meu tenente, disse o aspirante, pois o presidente Barbicane não póde escrever? Esta resposta foi acolhida com uma gargalhada geral. — Não digo cartas, acudiu com vivacidade o moço. A administração do correio nada tem que ver com o caso. — Será então a administração das linhas telegraphicas? perguntou com ironia um dos officiaes. — Ainda menos, respondeu o aspirante, que não cedia á primeira. É facil, porém, estabelecer communicações graphicas com a Terra. — Mas como? — Por meio do telescopio de Longʼs-Peak. Bem sabeis que representa a Lua como se estivera apenas a duas leguas das montanhas Penhascosas, e que permitte que se veja na superfi-<noinclude></noinclude> 32k4ek61cetnyhq2wdtgybib6zus041 561485 561484 2026-09-04T12:25:32Z Erick Soares3 19404 561485 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|197|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>fazem o que faz todo o viajante chegado a um paiz desconhecido: passeiam! — Fico certo dʼisso, visto que o dizeis vós, meu joven amigo, respondeu sorrindo o tenente Bronsfield. — E comtudo, continuou outro official, a chegada dos viajantes nāo póde pôr-se em duvida. O projectil devia ter alcançado a Lua no momento em que era cheia, no dia 5 á meia noite. Estamos já a 11 de dezembro, já lá vāo seis dias. E em seis vezes vinte e quatro horas, havendo luz, ha tempo para se installar com toda a commodidade. Parece-me que estou a vél-os, esses estimaveis compatriotas, acampados no fundo de algum valle, á borda de algum regato selenita, junto ao projectil semi-arrombado pela quéda no meio dos despojos vulcanicos; o capitāo Nicholl a começar as suas operaçōes de nivelamento, Barbicane copiando a limpo os apontamentos de viagem e Miguel Ardan embalsamando as solidōes lunares com o fumo do seu ''londrés''. — Sim, assim deve ser, assim é! exclamou o moço aspirante, enthusiasmado com a descripçāo ideal do seu superior. — Desejo acredital-o, respondeu o tenente Bronsfield, que nāo era de enthusiasmos. Desgraçadamente nunca teremos noticias directas do mundo lunar. — Perdāo, meu tenente, disse o aspirante, pois o presidente Barbicane nāo póde escrever? Esta resposta foi acolhida com uma gargalhada geral. — Nāo digo cartas, acudiu com vivacidade o moço. A administraçāo do correio nada tem que ver com o caso. — Será entāo a administraçāo das linhas telegraphicas? perguntou com ironia um dos officiaes. — Ainda menos, respondeu o aspirante, que nāo cedia á primeira. É facil, porém, estabelecer communicaçōes graphicas com a Terra. — Mas como? — Por meio do telescopio de Longʼs-Peak. Bem sabeis que representa a Lua como se estivera apenas a duas leguas das montanhas Penhascosas, e que permitte que se veja na superfi-<noinclude></noinclude> p36nakw77pnv4wx1pdgcr04x7quonhp Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/206 106 257275 561486 2026-09-04T12:29:20Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 561486 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|198|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>cie dʼella qualquer objecto que tenha nove pés de diametro. Pois bem! basta que os nossos engenhosos amigos construam um alphabeto gigantesco! que escrevam palavras de cem toezas de comprido e phrases de uma legua, para poderem dar-nos noticias suas! O joven aspirante foi ruidosamente applaudido por ter provado que tinha uma certa imaginaçāo. Até o proprio tenente Bronsfield concordou em que a idéa era realisavel; e acrescentou que tambem projectando feixes de raios luminosos por meio de espelhos parabolicos, se podiam estabelecer communicaçōes directas; effectivamente, tāo visiveis seriam esses raios em Venus ou em Marte, como o é da Terra o planeta Neptuno. Terminou dizendo que os pontos brilhantes já observados nos planetas mais proximos podiam muito bem ser signaes feitos á Terra. Mas fez tambem notar que, se por aquelle meio se podiam obter noticias do mundo lunar, nāo se podiam para lá mandar novas do mundo terrestre, a nāo ser que os selenitas tivessem á sua disposiçāo instrumentos proprios para fazer observaçōes a grande distancia. — É evidente, respondeu um dos officiaes; mas o que sobretudo nos deve interessar é o que é feito dos viajantes e o que elles terāo visto. E demais, se a experiencia der bom resultado, do que eu nāo duvido, recomeçar-se-ha, que a columbiada lá está ainda embebida no sólo da Florida. E, portanto, a questāo é só de polvora e de bala, e todos as vezes que a Lua passar pelo zenith, póde-se-lhe mandar uma carregaçāo de visitantes. — O que é evidente, respondeu o tenente Bronsfield, é que J-T. Maston vae qualquer dʼestes dias reunir-se aos seus amigos. — Se elle me acceitar, exclamou o aspirante, estou prompto a acompanhal-o. — Oh! amadores nāo hāo de faltar, replicou Bronsfield; dentro em pouco metade dos habitantes da Terra, se os deixassem, tinham emigrado para a Lua! Durou esta conversa entre os officiaes da ''Susquehanna'' até<noinclude></noinclude> ciuaocs2m7g3rhh70p4j19iz09b314u Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/207 106 257276 561487 2026-09-04T12:33:30Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 561487 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|199|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>por volta da uma hora da manhā. Os systemas estapafurdios e as theorias de deitar a baixo que ali foram emittidas por aquelles espiritos audaciosos, nāo é possivel relatal-os. Depois da tentativa de Barbicane, nada parecia impossivel aos americanos. Já projectavam mandar ás plagas selenitas, nāo uma simples commissāo de homens de sciencia, mas uma colonia inteira, e un exercito completo com infanteria, artilheria e cavallaria, para conquistar o mundo lunar. A uma hora da manhā ainda nāo estava completamente içada a sonda, faltavam uns dez mil pés, trabalho que demandava ainda muitas horas. Segundo as ordens do commandante, estavam accesas as fornalhas. A ''Susquehanna'' podia partir no mesmo instante se fosse necessario. Nʼaquelle momento, — era uma hora e dezesete minutos da manhā, — dispunha-se o tenente Bronsfield a largar o quarto e voltar para o seu camarote, quando lhe solicitou a attençāo um silvo bongiquo e inteiramente inesperado. O tenente e mais officiaes julgaram a principio que tal silvo fosse resultado de alguma fuga de vapor; mas, levantando os olhos, conseguiram verificar que aquelle ruido se produzia nas camadas mais elevadas da atmosphera. Nem tempo tinham ainda tido para se interrogarem. Já o silvo assumira proporçōes de assustadora intensidade, e de subito appareceu-lhes, perante os olhos deslumbrados, um enorme bolido, inflammado pela rapidez da quéda e pelo attrito nas camadas atmosphericas. A massa ignea pareceu-lhes augmentar de volume, caiu com o estrepito de um torvāo sobre o gurupez da corveta e partiu-o rente pelo talha mar, abysmando-se finalmente nas ondas com ruido de ensurdecer. Alguns pés mais perto, e sossobrava o ''Susquehanna'' com vidas e fazendas. Nʼaquelle momento appareceu o capitāo Blomsberry meio vestido, e saltando ao castello de popa, para onde se tinham precipitado os officiaes, perguntou: {{nop}}<noinclude></noinclude> r3e9qq631hq9nobo8w60fxgm4vdwbe1 Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/208 106 257277 561488 2026-09-04T12:34:14Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 561488 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|200|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>— Com licença, meus senhores, que succedeu ? E o aspirante fazendo-se, por assim dizer, echo de todos, exclamou: — Meu commandante são elles que voltam! {{nop}}<noinclude></noinclude> jz7r5xth3deranbadwdv8kx05l3p4i9 Á Roda da Lua (5ª edição)/XX 0 257278 561489 2026-09-04T12:35:46Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf" from=202 to=208 header=1/> {{Modernização}} {{DP-3}} [[pl:Podróż Naokoło Księżyca/XX]] [[ru:Вокруг_Луны_(Верн;_1869)/ДО#ГЛАВА_XX._Промѣры_Соскеганны.]] [[cs:Cesta kolem měsíce/Kapitola dvacátá]] [[en:Around the Moon/Chapter XX]] [[fr:Autour de la Lune/20]] 561489 wikitext text/x-wiki <pages index="Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf" from=202 to=208 header=1/> {{Modernização}} {{DP-3}} [[pl:Podróż Naokoło Księżyca/XX]] [[ru:Вокруг_Луны_(Верн;_1869)/ДО#ГЛАВА_XX._Промѣры_Соскеганны.]] [[cs:Cesta kolem měsíce/Kapitola dvacátá]] [[en:Around the Moon/Chapter XX]] [[fr:Autour de la Lune/20]] 0ey5qthiafxyllscw7p595zh8qx25j5 Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/186 106 257279 561490 2026-09-04T12:38:54Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 561490 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{sc|Morte de um cavallo.}}|VIII}} {{dhr|5}} —Janta-se melhor em casa do Edon do que no Bomarda, exclamou Zephina. —Prefiro Bombarda a Edon, declarou Blachevelle. Ha mais luxo. Tudo é mais asiatico. Vêde a sala de baixo. As paredes estam forradas de damascos. — A respeito de damascos, antes os quero no meu prato, disse Favorita. Blachevelle insistiu: — Vêde as facas. Aqui no Bombarda têm cabos de prata, e no Edon sāo de osso. Ora, a prata é mais preciosa do que o osso. —Excepto para os que trazem um queixo de prata, ponderou Tholomyès. Olhava elle neste momento para o zimborio dos Invalidos, visivel das janellas do Bombarda. Houve uma pausa. —Tholomyès! exclamou Fameuil, Listolier e en discutiamos ha pouco. —Uma disenssāo é cousa boa, respondeu Tholomyès, mas uma briga é melhor. {{nop}}<noinclude></noinclude> 80xs6j4s4mdd9s7mpwoy0j64ebhxpzf Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/187 106 257280 561491 2026-09-04T12:44:49Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 561491 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|183}}</noinclude>—Disputavamos sobre assumptos philosophicos. —Bem. —Qual preferes tu, Descartes ou Spinosa ? —Desangiers, disse Tholomyès. Proferido este aresto, virou o copo e proseguiu : —Estou decidido a viver. Ainda se não acabou tudo no mundo, visto ainda se poder desarrazoar. Graças aos deuses immortaes ! Todos mentem, mas tambem não ha quem não ria. Todos affirmam, mas tambem todos duvidam. O inopinado rebenta do syllogismo. É bello! Ainda ha neste valle de lagrimas alguns humanos que sabem abrir e fechar alegremente a [[:wiktionary:pt:boceta|boceta]] de sorprezas do paradoxo. Senhores, isso que bebeis com ar tranquillo, ficae-o sabendo, é viulio da Madeira, da lavra de Curral das Freiras, fica a trezentas e desasete toezas acima do nivel do mar ! Attenção ao bebê-lo ! trezentas e desasete toezas ! e o snr. Bombarda, o magnifico pasteleiro, vos da essas trezentas e desasete toezas por quatro francos e cincoenta centimos. Fameuil tornou a interroper: — Tholomyès, as tuas opiniões tem força de lei. Qual é o teu autor favorito? —Ber... —Quin? —Não. Choux. E Tholomyès proseguiu : —Honra a Bombarda! elle igualaria a Monophis dʼElephanta se pudesse trazer-me uma alméa, e Thygelion de Cheronea se pudesse apresentar-me uma betaira ! Porquanto, ó senhoras, havia Bombardas na Grecia e no Egypto. É Apuleio quem nò-lo diz. Ah! sempre as mesmas cousas e nada de novo. Nada ha já inedicto na creação do Creador!—''Nil sub sole novum''—, diz Salomão.— ''Amor onmibus idem''—, diz Virgilio ; e Carabina entra com Carabino na galeota de Saint-Cloud do mesmo modo que Aspasia embarcava com Pericles na armada de Samos. Ainda uma palavra. Sabeis, senhoras, quem era Aspasia ? Apezar de viver nʼum tempo em que as mulheres ainda não tinham alma, era ella uma alma ; uma alma de côr rosi-purpurea, mais ardente do que o fogo, mais fresca do que a aurora. Aspasia era uma creatura em quem se tocavam os dous extremos da mulher ; era a prostituta deusa. Era Socra-<noinclude></noinclude> gc5lxjhu10h5cz5e9wjdttobtux4zlc 561492 561491 2026-09-04T12:45:28Z Erick Soares3 19404 561492 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|183}}</noinclude>—Disputavamos sobre assumptos philosophicos. —Bem. —Qual preferes tu, Descartes ou Spinosa ? —Desangiers, disse Tholomyès. Proferido este aresto, virou o copo e proseguiu : —Estou decidido a viver. Ainda se nāo acabou tudo no mundo, visto ainda se poder desarrazoar. Graças aos deuses immortaes ! Todos mentem, mas tambem nāo ha quem nāo ria. Todos affirmam, mas tambem todos duvidam. O inopinado rebenta do syllogismo. É bello! Ainda ha neste valle de lagrimas alguns humanos que sabem abrir e fechar alegremente a [[:wiktionary:pt:boceta|boceta]] de sorprezas do paradoxo. Senhores, isso que bebeis com ar tranquillo, ficae-o sabendo, é viulio da Madeira, da lavra de Curral das Freiras, fica a trezentas e desasete toezas acima do nivel do mar ! Attençāo ao bebê-lo ! trezentas e desasete toezas ! e o snr. Bombarda, o magnifico pasteleiro, vos da essas trezentas e desasete toezas por quatro francos e cincoenta centimos. Fameuil tornou a interroper: — Tholomyès, as tuas opiniōes tem força de lei. Qual é o teu autor favorito? —Ber... —Quin? —Nāo. Choux. E Tholomyès proseguiu : —Honra a Bombarda! elle igualaria a Monophis dʼElephanta se pudesse trazer-me uma alméa, e Thygelion de Cheronea se pudesse apresentar-me uma betaira ! Porquanto, ó senhoras, havia Bombardas na Grecia e no Egypto. É Apuleio quem nò-lo diz. Ah! sempre as mesmas cousas e nada de novo. Nada ha já inedicto na creaçāo do Creador!—''Nil sub sole novum''—, diz Salomāo.— ''Amor onmibus idem''—, diz Virgilio ; e Carabina entra com Carabino na galeota de Saint-Cloud do mesmo modo que Aspasia embarcava com Pericles na armada de Samos. Ainda uma palavra. Sabeis, senhoras, quem era Aspasia ? Apezar de viver nʼum tempo em que as mulheres ainda nāo tinham alma, era ella uma alma ; uma alma de côr rosi-purpurea, mais ardente do que o fogo, mais fresca do que a aurora. Aspasia era uma creatura em quem se tocavam os dous extremos da mulher ; era a prostituta deusa. Era Socra-<noinclude></noinclude> s38k5md5s2yr4jorieo2jhkuix588lv Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/188 106 257281 561493 2026-09-04T12:50:46Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 561493 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|184}}</noinclude>tes e Manon Lescaut. Aspasia foi creada para o caso de Prometheu carecer de uma rameira. Tholomyès, uma vez soltos os diques, difficilmente se houvera calado, se um cavallo nāo tivesse cahido no caes naquelle mesmo instante. Com esta quéda estacaram a corroça e o orador. Era uma egua de Beauce, velha e magra e digna do matadouro, que puxava uma carroça sobremodo carregada. Ao chegar defronte do Bombarda, o animal, exhausto e estafado, nāo pudera dar nem mais um passo. Este incidente attrahiiu a multidāo. Apenas o carroceiro, praguejando e furioso, pronunciára com a conveniente energia a palavra sacrainental :— ''mátin !''—acompanhada de uma implacavel chicotada, o sendeiro cabira para nāo mais levantar-se. Á bulha que faziam os transeuntes, o ledo auditorio de Tholomyès voltou a cabeça, e Tholomyès aproveitou-se daquella circumstancia para arrematar a sua allocuçāo com esta strophe melancolica: {{dhr}} <poem> <small> {{gap}}{{gap}}'''''Elle étaite de ce monde ou couccus et carrosses''''' {{gap}}{{gap}}{{gap}}'''''Ont le même destin.''''' {{gap}}{{gap}}'''''Et, rosse, elle a vécu ce que vivent les rosses,''''' {{gap}}{{gap}}{{gap}}'''''Lʼespace dʼun matin !''''' </small> <poem> {{dhr}} —Pobre cavallo ! disse Fantina suspirando. E Dahlia exclamou : —Querem ver que Fantina vae pôr-se a lastimar a sorte dos cavallos ? Como se pode ser tam tola assim ! Neste momento, Favorita, cruzando os braços e inclinando a cabeça para trás, encarou resolutamente Tholomyès e disse : —Ora vamos ! e a sorpreza ? —É verdade. Eis chegado o momento, respondeu Tholomyès. Senhores, acaba de soar a hora de sorprender estas damas. Senhoras, esperae-nos um instante. —A sorpresa deve começar por um beijo, disse Blachevelle. —Na testa, accrescentou Tholomyès. Cada um depoz gravemente um beijo na fronte de sua amante ; depois dirigiram-se para a porta um após outro, levando o dedo á boca. Favorita deu palmas á sua sahida. —Já começo a achar a cousa bem divertida, disse ella. —Nāo vos demoreis muito, murmurou Fantina. Ficamos á vossa espera. {{nop}}<noinclude></noinclude> 11i86mra3sxmagtthycp0r94pxwkj4r 561494 561493 2026-09-04T12:51:00Z Erick Soares3 19404 561494 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|184}}</noinclude>tes e Manon Lescaut. Aspasia foi creada para o caso de Prometheu carecer de uma rameira. Tholomyès, uma vez soltos os diques, difficilmente se houvera calado, se um cavallo nāo tivesse cahido no caes naquelle mesmo instante. Com esta quéda estacaram a corroça e o orador. Era uma egua de Beauce, velha e magra e digna do matadouro, que puxava uma carroça sobremodo carregada. Ao chegar defronte do Bombarda, o animal, exhausto e estafado, nāo pudera dar nem mais um passo. Este incidente attrahiiu a multidāo. Apenas o carroceiro, praguejando e furioso, pronunciára com a conveniente energia a palavra sacrainental :— ''mátin !''—acompanhada de uma implacavel chicotada, o sendeiro cabira para nāo mais levantar-se. Á bulha que faziam os transeuntes, o ledo auditorio de Tholomyès voltou a cabeça, e Tholomyès aproveitou-se daquella circumstancia para arrematar a sua allocuçāo com esta strophe melancolica: {{dhr}} <poem> <small> {{gap}}{{gap}}'''''Elle étaite de ce monde ou couccus et carrosses''''' {{gap}}{{gap}}{{gap}}'''''Ont le même destin.''''' {{gap}}{{gap}}'''''Et, rosse, elle a vécu ce que vivent les rosses,''''' {{gap}}{{gap}}{{gap}}'''''Lʼespace dʼun matin !''''' </small> </poem> {{dhr}} —Pobre cavallo ! disse Fantina suspirando. E Dahlia exclamou : —Querem ver que Fantina vae pôr-se a lastimar a sorte dos cavallos ? Como se pode ser tam tola assim ! Neste momento, Favorita, cruzando os braços e inclinando a cabeça para trás, encarou resolutamente Tholomyès e disse : —Ora vamos ! e a sorpreza ? —É verdade. Eis chegado o momento, respondeu Tholomyès. Senhores, acaba de soar a hora de sorprender estas damas. Senhoras, esperae-nos um instante. —A sorpresa deve começar por um beijo, disse Blachevelle. —Na testa, accrescentou Tholomyès. Cada um depoz gravemente um beijo na fronte de sua amante ; depois dirigiram-se para a porta um após outro, levando o dedo á boca. Favorita deu palmas á sua sahida. —Já começo a achar a cousa bem divertida, disse ella. —Nāo vos demoreis muito, murmurou Fantina. Ficamos á vossa espera. {{nop}}<noinclude></noinclude> q0vu86v8rr05uipbpamv9dp92na16ql Os Miseraveis (trad. Justiniano José da Rocha)/Tomo primeiro/Livro terceiro/VIII 0 257282 561495 2026-09-04T12:51:53Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf" from=186 to=188 header=1 /> {{Modernização}} {{DP-1}} [[fr:Les Misérables/Tome 1/Livre 3/08]] 561495 wikitext text/x-wiki <pages index="Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf" from=186 to=188 header=1 /> {{Modernização}} {{DP-1}} [[fr:Les Misérables/Tome 1/Livre 3/08]] gf6yeybipd5zbd8y32x7mgo8eh0k3t4 Galeria:Gazeta de Notícias 1918-11-12.djvu 104 257283 561514 2026-09-04T23:44:47Z Trooper57 24584 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 561514 proofread-index text/x-wiki {{:MediaWiki:Proofreadpage_index_template |Type=journal |Título=[[Portal:Gazeta de Notícias|Gazeta de Noticias]] |Subtítulo= |Language=pt |Autor= |Tradutor= |Editor= |Ilustrador= |Edição= |Volume=XLIII, n. 314 |Editora= |Gráfica= |Local=Rio de Janeiro |Ano=1918 |ISBN= |Fonte={{commons|Gazeta de Notícias 1918-11-12.djvu}} |Imagem= |Capa=1 |Progresso=C |Páginas=<pagelist /> |Tomos= |Volumes= |Notas= |Sumário= |Epígrafe= |Width= |Css= |Header={{rh||GAZETA DE NOTICIAS — Terça-feira 12 de Novembro de 1918|borda_inferior=1}} |Footer= |Modernização=S }} fao7fmeog9g25a18z6qzav8mvwi4zfp Página:Gazeta de Notícias 1918-11-12.djvu/1 106 257284 561515 2026-09-04T23:45:06Z Trooper57 24584 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Anno XLIII ASATERAS PARE NUMERO AVULSO 100 RS. Avada Rio Branc CAPITAL io de Janeiro-Terça-feira 12 de Novembro de 1918 GAZETA DE NOTICIAS Stereotypada e impressa nas machines rotativas de Marinoni, na typographia da Sooledade Anonyms GAZETA DE NOTICIAS N. 314 ASSIGNATURAS PARA O ESTRANGEI tea de avidar 104 NUMERO AVULSO 100 RS. www ACABOU A GUERRA! GLORIOSA VICTORIA DOS ALLIADOS O povo brasileiro festejou com delirio a as- signatura d... 561515 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Trooper57" /></noinclude>Anno XLIII ASATERAS PARE NUMERO AVULSO 100 RS. Avada Rio Branc CAPITAL io de Janeiro-Terça-feira 12 de Novembro de 1918 GAZETA DE NOTICIAS Stereotypada e impressa nas machines rotativas de Marinoni, na typographia da Sooledade Anonyms GAZETA DE NOTICIAS N. 314 ASSIGNATURAS PARA O ESTRANGEI tea de avidar 104 NUMERO AVULSO 100 RS. www ACABOU A GUERRA! GLORIOSA VICTORIA DOS ALLIADOS O povo brasileiro festejou com delirio a as- signatura do armisticio O mundo respira, liberto para sempre do negro espantalho das ambições allemãs ALTO! A Allemanha assi- gnou a derrota! As caadiptes de armisticio Beatro de 14 dias a Belglez, a Alsacia Le- reas e o Burado de Luxemburgo estarão- livres do inimigo! LONDRES, 11.-(A. A.)- Urgente- Ofacial-Foi assignado o armisticio. LONDRES, 11.-(Havas)-Os delegados allonasos assignaram o armisticio. A terminarão das hestilidades PARIS, 11-(Havas) Oficial- O armisti cio foi assignado as seis horas da manhã. As hostilidudes terminarão as 11 ho- ras. Tritte na das para es allemies frais- perem o Rheno LONDRES, 11. (Agencia Ameri- cana) A assignatura do armisticio teve logar as 9 horas, cessando as hostilida- des as 11 horas. O armisticio concode aos allemãos o prazo de 31 dias para se retirarem para alem do Rheno. 0 Lord Malor annuncia so povo de Lon- dres a assignatura do armisticio LONDRES, 11.-(Hayas)- O Lord Maior annunciou da sacada da "Mansion Hou- se a assignatura do armisticio com a Allemanha. Multidão immensa acolheu com enthusiasmo frenetico a declaração do Lord Maior. Bandeiras allindas flu etuam por toda a parte. As duras condições impestas co in migo LONDRES, 11-Agencia Americana)-- Entre as condições do armisticio assigna- do entre os alliados e a Allemanha, en- contram-se as seguintes clausulas: Os allemães evacuarão o teritorio da Belgica, da Alsacia Lorena o (o Ducado de Luxemburgo, nɔ praso de 14 dias, sen- do consideradas prisioneiras de guerra as tropas allemis que permaneçam nesses tor- ritorios ao o referido prazo;a Allemanha entregará aos alliados 2500 canhões de grosso calibre, 2500 canhões de calibre inferior e 30000 metralhadoras; os alle. macs deverão retirar-se para a margem opposta do Rheno; as tropas alliadas ad- ministrarão o territorio evacuado pelos allemães, e por elles serão immediata- mente occupados. A communicação of ficial do armisticio O ministro do Exterior no Cattele O expediente nas repar içdes blicas será encerrado hora da tarde codiles impostas pelos alladi ste a destino que deveria ser dado so imperador Gute f dynastia imperial allem todas Se presidente da peles de pofse a comunicacio ufficial do palacio do Cattete, com de festa sarional, pel qu te Apocacional fosse excala cade, nas ruas e ca mario do Cameo Sr. Dr. Nodal Tease 5. Ex, efficiaborate, a nij alegações e Londres, Paris "Haya. dedamas allielas A bankira brasileira set hai rado à hora da tande As d Esercito e Anadarka sa ase o Sr. I. Nils Peçanha s rat, so chefe de facto steeds Rig Beseestando elett agus recibidos a respeito das on varied treebas da cidade terra A opinião do chanceller brasileiro FAX ON homens Os grandes criminosos allemães fugen-para-a Hollanda Lá estão o kaiser, Hindenbu gecem officiaes do seu estado-maior 4 A Hollanda deve entregar essés bandidos aos all ados PARIS. H (Especial) - Um telegram- ma de Haya annuncia que se refugi ram ali, além do ex-imperador Guilherme II. da Allemanha, com a ex-imperatriz, o marechal Hindenburg com cem officipss do seu Estado Malor. Nos circulos diplomaticos de Haya acredita-sé que a invasão desses refus dos colloca em estado grave a siluach internacional da Hollanda, quando se s ba que un tribunal inftruacional terá que julgar os autores e os executores das pro- Tundas e irreparaveis barbaridades pra- ticadas pelos exercitcs allemães na actual guerra. A faga de Guilher- A ultima proeza.... me li Asesias preoccupações da Hollanda Um telegrama official Ao Sr. presidente da Repu blica e ministro da Relaçéra Exteriores deu conhecimento) da seguinte talega rec bido da Legação Brasileira naj Pagindo para salvar a vida. boje, as seta horas di maah chegaram a Eliden, a frontei ra belge hollanda, onde ain. da estão, o ex imperador da Allemasks, o ex principe i rial, Hindenburgo e cerca de 100 efficises viedos em des automoveis e no trem imperial Tedos chegaram fardados e ar mades e conselho de mis tros está reunido para decidir sobre massira de recebel.) internal os, Informamme que ex imperador e o ex-principe imperial, com wils alguns offi dasz terio com residencia castello Amerongen, na Gael dra. (a) A. GUERRA DU VAL- A Republica da Po- lonia A constituição do seu A nota official dos de leva te governo brasileiro 0 Sr. ministro do Exterior Dr. Nilo Peca Communicação ao Senado nha, ao sabir hentem do Palacio do Cat- tele, foi solicitado por nós a dar sua opi- nião sobre os ultimos acontecimentos, e com a clarividencia de espirito que tanto o enaltece e nos honra, o chanceller res- pondeu: O governo da Allemanha fez a gue: ra e o pavo fez a paz.. Els ahi concretizada uma sensacional evolução de quatro annos, de cujo sinal o Brasil participa, graças a convicção, à Té e ao patriotismo do estadista eminente que dirige a nossa politica internacional. எம் e a Camara dos Deputados a com a estrega de toles wo scas vaples; occupacio de sol வக scoala de car 05. da das Relaces des territori da Fongs e da Ad Seeds Federal da Casa de Srs. Doss a fat a V. Ex. presidente da Ke Fedral, mais vivas de endoa da Seração (N.) V. A manicação do atmirum tado ingle excativo Sr. perdite da je Nesa conferencia S. Es labe chefe da necko her rece raga de gatita e tute; wido governo Varsovia convul- cionada Ainda ha "boches" de vergonha! 0 suicidio de tres generaes Mas Hindenburgo fugin com. o kronprinz ! AMSTERDAM, 11 (Havas)-Tres gene- raes allemães suicidaram-se. AMSTERDAM, 11 (Hivas)-Consta que o marechal von Hindenburgo está em ter- ritorio hollandez em companhia do ex-kaiser e do ex kronprinz imperial da Allemanha.<noinclude></noinclude> 6k105dxwus45itojp5zpanb6bg2xj8m 561517 561515 2026-09-05T00:29:11Z Trooper57 24584 /* Problemática */ 561517 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="2" user="Trooper57" /></noinclude>{{rh|Anno XLIII|Rio de Janeiro — Terça-feira 12 de Novembro de 1918|N. 314|borda_inferior=1}} {{rh |{{c|ASSIGNATURAS PARA OS ESTADOS}}{{traço}}Anno... |{{c|fs=4em|GAZETA DE NOTICIAS}} |{{c|ASSIGNATURAS PARA O ESTRANGEIRO}}{{traço}}Anno...}} {{rh|borda_superior=1|borda_inferior=1 |{{c|NUMERO AVULSO 100 RS.{{traço}}As assignaturas começam e terminam em qualquer mez}} |Stereotypada e impressa nas machinas rotativas de Marinoni, na typographia da Sociedade Anonyma «GAZETA DE NOTICIAS» |{{c|NUMERO AVULSO 100 RS.{{traço}}As assignaturas começam e terminam em qualquer mez}}}} {{c|fs=4em|ACABOU A GUERRA!}} {{c|fs=3em|GLORIOSA VICTORIA DOS ALLIADOS}} {{colunas |{{c|fs=2em|O mundo respira, liberto para sempre do negro espantalho das ambições allemãs}} |{{c|fs=2em|O povo brasileiro festejou com delirio a assignatura do armisticio}}}} {{c|fs=2em|ALTO!}} {{t2|{{Underline|A Allemanha assignou a derrota!}}}} {{c|'''As condições de armisticio'''}} Beatro de 14 dias a Belglez, a Alsacia Le- reas e o Burado de Luxemburgo estarão- livres do inimigo! LONDRES, 11.-(A. A.)- Urgente- Ofacial-Foi assignado o armisticio. LONDRES, 11.-(Havas)-Os delegados allonasos assignaram o armisticio. A terminarão das hestilidades PARIS, 11-(Havas) Oficial- O armisti cio foi assignado as seis horas da manhã. As hostilidudes terminarão as 11 ho- ras. Tritte na das para es allemies frais- perem o Rheno LONDRES, 11. (Agencia Ameri- cana) A assignatura do armisticio teve logar as 9 horas, cessando as hostilida- des as 11 horas. O armisticio concode aos allemãos o prazo de 31 dias para se retirarem para alem do Rheno. 0 Lord Malor annuncia so povo de Lon- dres a assignatura do armisticio LONDRES, 11.-(Hayas)- O Lord Maior annunciou da sacada da "Mansion Hou- se a assignatura do armisticio com a Allemanha. Multidão immensa acolheu com enthusiasmo frenetico a declaração do Lord Maior. Bandeiras allindas flu etuam por toda a parte. As duras condições impestas co in migo LONDRES, 11-Agencia Americana)-- Entre as condições do armisticio assigna- do entre os alliados e a Allemanha, en- contram-se as seguintes clausulas: Os allemães evacuarão o teritorio da Belgica, da Alsacia Lorena o (o Ducado de Luxemburgo, nɔ praso de 14 dias, sen- do consideradas prisioneiras de guerra as tropas allemis que permaneçam nesses tor- ritorios ao o referido prazo;a Allemanha entregará aos alliados 2500 canhões de grosso calibre, 2500 canhões de calibre inferior e 30000 metralhadoras; os alle. macs deverão retirar-se para a margem opposta do Rheno; as tropas alliadas ad- ministrarão o territorio evacuado pelos allemães, e por elles serão immediata- mente occupados. {{Extrair imagem}} A communicação of ficial do armisticio O ministro do Exterior no Cattele O expediente nas repar içdes blicas será encerrado hora da tarde codiles impostas pelos alladi ste a destino que deveria ser dado so imperador Gute f dynastia imperial allem todas Se presidente da peles de pofse a comunicacio ufficial do palacio do Cattete, com de festa sarional, pel qu te Apocacional fosse excala cade, nas ruas e ca mario do Cameo Sr. Dr. Nodal Tease 5. Ex, efficiaborate, a nij alegações e Londres, Paris "Haya. dedamas allielas A bankira brasileira set hai rado à hora da tande As d Esercito e Anadarka sa ase o Sr. I. Nils Peçanha s rat, so chefe de facto steeds Rig Beseestando elett agus recibidos a respeito das on varied treebas da cidade terra A opinião do chanceller brasileiro FAX ON homens Os grandes criminosos allemães fugen-para-a Hollanda Lá estão o kaiser, Hindenbu gecem officiaes do seu estado-maior 4 A Hollanda deve entregar essés bandidos aos all ados PARIS. H (Especial) - Um telegram- ma de Haya annuncia que se refugi ram ali, além do ex-imperador Guilherme II. da Allemanha, com a ex-imperatriz, o marechal Hindenburg com cem officipss do seu Estado Malor. Nos circulos diplomaticos de Haya acredita-sé que a invasão desses refus dos colloca em estado grave a siluach internacional da Hollanda, quando se s ba que un tribunal inftruacional terá que julgar os autores e os executores das pro- Tundas e irreparaveis barbaridades pra- ticadas pelos exercitcs allemães na actual guerra. A faga de Guilher- A ultima proeza.... me li Asesias preoccupações da Hollanda Um telegrama official Ao Sr. presidente da Repu blica e ministro da Relaçéra Exteriores deu conhecimento) da seguinte talega rec bido da Legação Brasileira naj Pagindo para salvar a vida. boje, as seta horas di maah chegaram a Eliden, a frontei ra belge hollanda, onde ain. da estão, o ex imperador da Allemasks, o ex principe i rial, Hindenburgo e cerca de 100 efficises viedos em des automoveis e no trem imperial Tedos chegaram fardados e ar mades e conselho de mis tros está reunido para decidir sobre massira de recebel.) internal os, Informamme que ex imperador e o ex-principe imperial, com wils alguns offi dasz terio com residencia castello Amerongen, na Gael dra. (a) A. GUERRA DU VAL- A Republica da Po- lonia A constituição do seu A nota official dos de leva te governo brasileiro 0 Sr. ministro do Exterior Dr. Nilo Peca Communicação ao Senado nha, ao sabir hentem do Palacio do Cat- tele, foi solicitado por nós a dar sua opi- nião sobre os ultimos acontecimentos, e com a clarividencia de espirito que tanto o enaltece e nos honra, o chanceller res- pondeu: O governo da Allemanha fez a gue: ra e o pavo fez a paz.. Els ahi concretizada uma sensacional evolução de quatro annos, de cujo sinal o Brasil participa, graças a convicção, à Té e ao patriotismo do estadista eminente que dirige a nossa politica internacional. எம் e a Camara dos Deputados a com a estrega de toles wo scas vaples; occupacio de sol வக scoala de car 05. da das Relaces des territori da Fongs e da Ad Seeds Federal da Casa de Srs. Doss a fat a V. Ex. presidente da Ke Fedral, mais vivas de endoa da Seração (N.) V. A manicação do atmirum tado ingle excativo Sr. perdite da je Nesa conferencia S. Es labe chefe da necko her rece raga de gatita e tute; wido governo Varsovia convul- cionada Ainda ha "boches" de vergonha! 0 suicidio de tres generaes Mas Hindenburgo fugin com. o kronprinz ! AMSTERDAM, 11 (Havas)-Tres gene- raes allemães suicidaram-se. AMSTERDAM, 11 (Hivas)-Consta que o marechal von Hindenburgo está em ter- ritorio hollandez em companhia do ex-kaiser e do ex kronprinz imperial da Allemanha.<noinclude></noinclude> qkkvhdz91mq6nxel01dqp0pzgkkqxty Portal:Gazeta de Notícias 100 257285 561519 2026-09-05T03:37:03Z Trooper57 24584 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{cabeçalho para portais |superior = Periódicos |notas = A '''Gazeta de Notícias''' foi um periódico do Rio de Janeiro que circulou entre {{ano|1875}} e {{ano|1956}}. }} ==Edições== ===1875=== *{{livro digitalizado|Gazeta de Notícias/1875/1|Gazeta de Notícias 1875-08-02.pdf|nº 1}} ===1918=== *{{livro digitalizado|Gazeta de Notícias/1918/314|Gazeta de Notícias 1918-11-12.djvu|nº 314}} [[Categoria:Periódicos digitalizados]] 561519 wikitext text/x-wiki {{cabeçalho para portais |superior = Periódicos |notas = A '''Gazeta de Notícias''' foi um periódico do Rio de Janeiro que circulou entre {{ano|1875}} e {{ano|1956}}. }} ==Edições== ===1875=== *{{livro digitalizado|Gazeta de Notícias/1875/1|Gazeta de Notícias 1875-08-02.pdf|nº 1}} ===1918=== *{{livro digitalizado|Gazeta de Notícias/1918/314|Gazeta de Notícias 1918-11-12.djvu|nº 314}} [[Categoria:Periódicos digitalizados]] 7dhgtv3wfv5394lnai6vat9nddpn59f Galeria:Gazeta de Notícias 1875-08-02.pdf 104 257286 561520 2026-09-05T03:40:10Z Trooper57 24584 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 561520 proofread-index text/x-wiki {{:MediaWiki:Proofreadpage_index_template |Type=journal |Título=[[Gazeta de Notícias/1875/1|Gazeta de Noticias]] |Subtítulo= |Language=pt |Autor= |Tradutor= |Editor= |Ilustrador= |Edição= |Volume=I, n. 1 |Editora= |Gráfica= |Local=Rio de Janeiro |Ano=1875 |ISBN= |Fonte={{commons|Gazeta de Notícias 1875-08-02.pdf}} |Imagem= |Capa=1 |Progresso=C |Páginas=<pagelist /> |Tomos= |Volumes= |Notas= |Sumário= |Epígrafe= |Width= |Css= |Header= |Footer= |Modernização=S }} gu66es28hzxal6dpbzmbiw16q47yc86 Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis - 2 ed.djvu/14 106 257287 561521 2026-09-05T04:22:57Z Trooper57 24584 /* Sem texto */ 561521 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="Trooper57" /></noinclude><noinclude></noinclude> 78ffh1ztzf5pdvw08ppv0myz8dt2adu Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis - 2 ed.djvu/16 106 257288 561522 2026-09-05T04:23:09Z Trooper57 24584 /* Sem texto */ 561522 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="Trooper57" /></noinclude><noinclude></noinclude> 78ffh1ztzf5pdvw08ppv0myz8dt2adu Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis - 2 ed.djvu/17 106 257289 561523 2026-09-05T04:27:27Z Trooper57 24584 /* Revista */ 561523 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{t2|PROLOGO DA 2.ª EDIÇÃO}}{{traço}} De ha muito esgotada a 1.ª edição dos [[Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis|''Neologismos indispensaveis e Barbarismos dispensaveis'']], resolvi dar uma 2.ª edição do mesmo trabalho, augmentada de outros neologismos, posteriormente publicados na imprensa (do n.º XXVI ao n.º XXXVIII), os quaes no ''Vocabulario neologico portuguez'', constante do fim do livro, vão assignalados por um asterisco, e são os seguintes: ''Tellizar'' (engommar), ''tellizador'' (ferro de engommar), ''tellizadeira'' (engommadeira); ''Comitissa'' (condessa), ''vicomitissa'' (viscondessa), ''marchionissa'' (marqueza); ''Mamilla'' (bico do seio); ''Legicidio social'' (golpe de Estado); ''Adunguificar'' (dar a ultima de mão); ''Retroagir'' (exercer acção sobre o passado); ''Postar'' (entregar a correspondencia no Correio); ''Sphragistica'' — já existente em latim (conhecimento, estudo de sellos e de tudo quanto lhes diz respeito) ou o neologismo ''Sigillogia'' (com a mesma accepção), ''sigillogistas'' (amadores, colleccionadores de sellos); ''Festimana'' (matinée); ''Uxorio'' (esposo terno, marido perdido<noinclude></noinclude> pts2t5r2ec752ooqugxcx7k4v8gi0qw Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis - 2 ed.djvu/18 106 257290 561524 2026-09-05T04:29:16Z Trooper57 24584 /* Revista */ 561524 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{rh|{{sc2|VIII}}|{{sc2|PROLOGO DA 2.ª EDIÇÃO}}}}</noinclude>de amores por sua mulher); ''Operinsurreição'' (parede de operarios), ''aurigagem'' (parede de cocheiros), ''demostasta'' (parede do povo). Excuso encarecer a acceitação dos neologismos propostos por meu Pai, por isso que muitos delles, adoptados pelos jornaes, pelos escriptores e pelo povo, já ganharam fóros de cidade na lingua de que foi elle extreme cultor e de cujo lexicon fazem parte. Dando esta nova edição augmentada e ornada com o retrato do autor, presto ao mesmo tempo um serviço aos estudiosos e amantes do idioma de Camões e uma homenagem a meu saudoso Genitor. {{fine|Rio de Janeiro, 1909.}} {{d|{{sc|Domingos de Castro Lopes.}}}}<noinclude>{{traço}}</noinclude> 3grujd53toilkuhiyt8mx81zy6k3ajx Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis (2ª edição)/Prologo 0 257291 561525 2026-09-05T04:30:48Z Trooper57 24584 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis - 2 ed.djvu" header=1 from=17 to=18 /> 561525 wikitext text/x-wiki <pages index="Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis - 2 ed.djvu" header=1 from=17 to=18 /> 21xze68fs9oec3rwp32pf0110swg8sn