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Categoria:Legislação do Brasil por matéria
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Sérgio R R Santos
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<div style = "text-align: center"></noinclude><p style = "text-indent: 0">PEREGRINAÇAM</p>
<p style = "text-indent: 0">DE FERNAM MENDEZ</p>
<p style = "text-indent: 0">PINTO.</p>
<section begin="int"/><p style = "text-indent: 0">
Em qve da conta de mvytas e mvyto
eſtranhas couſas que vio & ouuio no reyno da China, no da Tartaria,
no do Sornau, que vulgarmente ſe chama Sião, no do Calaminhan,
no de Pegù, no de Martauão, & em outros muytos reynos
& ſenhorios das partes Orientais, de que neſtas noſſas
do Occidente ha muyto pouca ou
nenhũa noticia.</p>
<p style = "font-style: italic; text-indent: 0">
E tambem da conta de mvytos casos particulares
que acontecerão aſsi a elle como a outras muytas peſſoas. E no fim della trata breuemente
de algũas couſas, & da morte do ſanto Padre meſtre Franciſco Xauier,
u
vnica luz & reſplandor daquellas partes do Oriente, & Reytor
nellas vniuerſal da Companhia de Ieſus.</p>
<p style = "text-indent: 0">
Eſcrita pelo meſmo Fernão Mendez Pinto.</p>
<p style = "font-style: italic; text-indent: 0">
Dirigido à Catholica Real Mageſtade del Rey dom Felippe o III.
deſte nome noſſo Senhor.</p>
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<p style = "text-indent: 0">
[[Imagem:Flag Portugal (1640).svg|250px]]</p>
<p style = "font-style: italic; text-indent: 0">
Com licença do ſanto Officio, Ordinario, & Paço.</p>
----
<p style = "text-indent: 0">
EM LISBOA. Por Pedro Crasbeeck. Anno 1614.</p>
<p style = "text-indent: 0">
À cuſta de Belchior de Faria Caualeyro da caſa del Rey noſſo
Senhor, & ſeu Liureyro. ''Com priuilegio Real''.</p>
<p style = "font-style: italic; text-indent: 0">
Eſtà taixado eſte liuro a 600 reis em papel.</p><noinclude>
</div></noinclude>
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Sérgio R R Santos
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<p style = "text-indent: 0">PINTO.</p>
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Em qve da conta de mvytas e mvyto
eſtranhas couſas que vio & ouuio no reyno da China, no da Tartaria,
no do Sornau, que vulgarmente ſe chama Sião, no do Calaminhan,
no de Pegù, no de Martauão, & em outros muytos reynos
& ſenhorios das partes Orientais, de que neſtas noſſas
do Occidente ha muyto pouca ou
nenhũa noticia.</p>
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E tambem da conta de mvytos casos particulares
que acontecerão aſsi a elle como a outras muytas peſſoas. E no fim della trata breuemente
de algũas couſas, & da morte do ſanto Padre meſtre Franciſco Xauier,
vnica luz & reſplandor daquellas partes do Oriente, & Reytor
nellas vniuerſal da Companhia de Ieſus.</p>
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Eſcrita pelo meſmo Fernão Mendez Pinto.</p>
<p style = "font-style: italic; text-indent: 0">
Dirigido à Catholica Real Mageſtade del Rey dom Felippe o III.
deſte nome noſſo Senhor.</p>
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[[Imagem:Flag Portugal (1640).svg|250px]]</p>
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Com licença do ſanto Officio, Ordinario, & Paço.</p>
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EM LISBOA. Por Pedro Crasbeeck. Anno 1614.</p>
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À cuſta de Belchior de Faria Caualeyro da caſa del Rey noſſo
Senhor, & ſeu Liureyro. ''Com priuilegio Real''.</p>
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Primeiro Tratado de Santo Ildefonso
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Cantons-de-l'Est
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Categoria:Legislação estadual do Brasil
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Épico
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[[Categoria:Legislação do Brasil por esfera de governo|Estadual]]
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Utilizador:Erick Soares3
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Erick Soares3
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{{Userbox/Idade|dia=24|mes=12|ano=1999}}
[[W:Usuário:Erick Soares3|Página na Wikipédia]].
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;Trabalhos que desejo adicionar
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|[[:en:Index:Machado of Brazil (Machado).djvu|Machado of Brazil]]
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|[https://periodicos.ufba.br/index.php/afroasia/article/view/66332 Luiz Gama]
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|[[Galeria:Tratado sobre emancipação politica da mulher e direito de votar - A.R.T.S - 1868.pdf|tratado]]
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|en
|[[:en:Index:The Spitting Image of a Man.pdf|The Spitting Image of a Man]]
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|[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Santos_Dumont_nas_cataratas.pdf 1]
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|[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Santos_Dumont_en_las_cataratas.pdf 3]
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|[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Direitos_das_mulheres_e_injusti%C3%A7a_dos_homens.pdf direitos] ([https://piaui.folha.uol.com.br/travessura-revolucionaria/ ler também])
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|[https://www.scielo.br/j/bjr/a/9H85ZdP37xWMh6QPcCgDzSy/?lang=en scandal] ([https://bjr.sbpjor.org.br/bjr/article/view/1673 1])
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|-
|pt
|[[Galeria:O Saneamento do Brasil (Vol. 1).pdf|Theophilo e Sodré]]
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|-
|pt
|[[Galeria:O Saneamento do Brasil (Vol. 1).pdf|Problema]]
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|-
|pt
|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 1]]
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|-
|pt
|[https://www.jstor.org/stable/community.38768877 Evolução]
|52
|-
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|[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/4926 local no ws]
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|-
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|[[Galeria:Lara, tr. T. A. Craveiro (1837).pdf|Lara]]
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|-
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 2]]
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|-
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|[https://www.google.com/books/edition/_/hnUlAQAAMAAJ América]
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|-
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|[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/4926 Revo]
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|-
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|[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 1).pdf|VIII-XI]]
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|[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 1).pdf|XII-XV]]
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|[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 1).pdf|XVI-XIX]]
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|[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 1).pdf|XX-XXIII]]
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|[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 1).pdf|XXIVV-XXVIII]]
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|[[:File:Muito além de Leonel Brizola.pdf|Brizola]]
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|-
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|[[A Maravilhosa Vida de Santos=Dumont|XI-fim]]
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|-
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis III.1]]
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|-
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis III.2-3]]
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|-
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis III.4-IV.5]]
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|-
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf|Miseraveis IV.6]]
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|-
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf|Miseraveis IV.7-8]]
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|-
|pt
|[[Galeria:Jean de Léry - História de uma Viagem Feita à Terra do Brasil (trad. Monteiro Lobato, 1926).pdf|Terra do Brasil]]
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|-
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|[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (II).pdf|Napoleão 2]]
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|-
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|[https://www.google.com/books/edition/_/QiA_AAAAIAAJ Pommery]
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|-
|pt
|[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8872 estrella]
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|-
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 5]]
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|-
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|[https://books.google.ch/books?id=p8BLAQAAIAAJ&hl=pt-BR&source=gbs_navlinks_s Exilio]
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|-
|en
|[[:s:en:Index:Youth and children’s adaptations to COVID-19 in Brazil.pdf|youth]]
|108
|-
|pt
|[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. IV]]
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|-
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|[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. V]]
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|-
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|[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. VI-IX]]
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|-
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||[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. X]]
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|-
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|[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. XII]]
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|-
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|[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. XIII]]
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|-
|pt
|[https://www.editorafi.org/ebook/534bolsonarismo bolf]
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|-
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|[[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|On the Moon]]
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|-
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|[[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|Beyond the Earth]]
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|-
|en
|[[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|Goals of Stellar Navigation]]
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|-
|pt
| [[:File:Diretas já (Pedro Simon, 1984).pdf|Diretas já]]
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|-
|pt
|[[Lincoln: narração de sua vida pessoal|Fundamentos]]
|141
|-
|pt
|[[Lincoln: narração de sua vida pessoal|Audacias]]
|73
|-
|pt
|[[Lincoln: narração de sua vida pessoal|Vitória]]
|53
|-
|pt
|[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 8-10]]
|91
|-
|pt
|[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 11-13]]
|71
|-
|pt
|[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 14]]
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|-
|pt
|[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 15]]
|51
|-
|pt
|[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros Trd/Ref]]
|56
|-
|pt
|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 7]]
|81
|-
|pt
|[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/768199 Mon to Rep]
|303
|-
|pt
|[[Galeria:Efêmero Revisitado.pdf]]
|193
|-
|pt
|[[Galeria:Revista da Exposição Anthropologica Brazileira (1882).pdf|Revista da exposição]]
|145
|-
|pt
|[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8913 Barão]
|142
|-
|pt
|[[Galeria:Os Noivos (v.2).pdf]]
|472
|-
|pt
|[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 2).pdf|Federalista 2]]
|282
|-
|pt
|[https://www.jstor.org/stable/community.38769569 O cerco do corintho]
|50
|-
|pt
|[[Galeria:Cronicas-de-um-Tetranacional-do-Software-Livre.pdf]]
|119
|-
|pt
|[[Galeria:Openldap Ultimate.pdf|Openldap]]
|199
|-
|pt
|[[Galeria:Idéas de Géca Tatú.pdf|Géca]]
|211
|-
|pt
|[[Galeria:Contos Escolhidos.pdf|Contos]]
|239
|-
|pt
|[[Galeria:A Cultura é Livre.pdf]]
|254
|-
|pt
|[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|2-5]]
|35
|-
|pt
|[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|6-10]]
|49
|-
|pt
|[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|11-15]]
|45
|-
|pt
|[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|Restante]]
|64
|-
|pt
|[[:File:Preito a Camões.pdf|Camões]]
|51
|-
|en
|[https://www.jstor.org/stable/community.38767573 Minor Camões]
|33
|-
|pt
|[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 3).pdf]]
|243
|-
|pt
|[[Galeria:O Senhor D. Pedro II, imperador do Brasil, biographia, por Joaquim Pinto de Campos ; e com uma advertencia por Camillo Castello Branco.pdf|Biografia do Senhor D. Pedro II]]
|96
|-
|pt
|[[:File:Statira e Zoroastes.pdf|Statira]]
|56
|-
|pt
|[https://www.jstor.org/stable/community.38769995 Portugal, Brasil e Grã-Bretanha]
|53
|-
|en
|[https://www.jstor.org/stable/community.38768623 Portugal, Brazil and United Kingdon]
|32
|-
|pt
|[[:File:Da vida e feitos de Alexandre de Gusmão e de Bartholomeu Lourenço de Gusmão.pdf|Da vida]]
|117
|-
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|{{livro digitalizado|Os Sabios Illustres|Os Sabios Illustres.pdf}}
|162
|-
|pt
|{{livro digitalizado|Galeria Illustre (Mulheres Célebres)|Galeria Illustre (Mulheres Célebres).pdf|Galeria Illustre}}
|173
|-
|pt
|{{livro digitalizado|A Genealogia da Moral|A genealogia da moral.pdf}}
|176
|-
|pt
|[https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/obras-completas/memorias-da-emilia/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&search=Mem%C3%B3rias&pos=0&source_list=collection&ref=%2Fmuseumonteirolobato%2Facervo%2Fobras-completas%2F Memorias da Emilia]
|122
|-
|pt
|{{livro digitalizado|Diario de um Soldado (Vol. 1)|Diario de um Soldado Vol. 1.pdf|Diário de um soldado}}
|189
|-
|pt
|{{livro digitalizado|Vida e viagens de Fernão de Magalhães|Vida e viagens de Fernão de Magalhães, por Diego de Barros Arana; traducção do hespanhol de Fernando de Magalhães Villas-Boas. Com um appendice original.pdf}}
|206
|-
|pt
|[https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/obras-completas/o-picapau-amarelo/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&paged=1&search=picapau%20amarelo&pos=0&source_list=collection&ref=%2Fmuseumonteirolobato%2Facervo%2Fobras-completas%2F Amarelo]
|178
|-
|pt
|[[Galeria:Quem trabalha tem alfaia.pdf|Quem trabalha tem alfaia]]
|242
|-
|pt
|[https://permalinkbnd.bnportugal.gov.pt/records/item/92629-resumo-do-systema-de-medicina-e-traduccao-da-materia-medica-do-doutor-erasmo-darwin Erasmo]
|408
|-
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|[https://bibliotecadigital.stf.jus.br/xmlui/handle/123456789/603 justiniano]
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|[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242552 Paraguai 1]
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|-
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|[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242552 Paraguai 2]
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|-
|pt
|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/435|Miseráveis V.1-2]]
|50
|-
|pt
|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/435|Miseráveis V.3]]
|43
|-
|pt
|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/436|Miseráveis V.4-5]]
|56
|-
|pt
|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/436|Miseráveis VI.6-7]]
|42
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File:Os Negros (1921).pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Os Negros (1921).pdf|'''[[Os Negros]]'''
File:Meu amor! adoro-te!.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Meu amor! adoro-te!.pdf|'''[[Meu amor! adoro-te!]]'''
File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=94|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|thumb|[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/Vida ociosa|Vida ociosa]]
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File:A lavoura e a guerra.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:A lavoura e a guerra.pdf|'''[[A lavoura e a guerra]]'''
File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|thumb|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=113|'''[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/Cartas Inéditas|Cartas Inéditas]]'''
File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=60|thumb|'''[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/O Corvo|O Corvo]]'''
File:As biografias históricas de Santos Dumont.pdf|link=Galeria:As biografias históricas de Santos Dumont.pdf|thumb|page=1|'''[[Scientiae Studia/Volume 11/Número 3/As biografias históricas de Santos Dumont|As biografias históricas de Santos Dumont]]'''
File:A toponímia indígena artificial no Brasil.pdf|link=Galeria:A toponímia indígena artificial no Brasil.pdf|thumb|page=1|'''[[A toponímia indígena artificial no Brasil]]'''
File:A Novella Semanal.pdf|link=Galeria:A Novella Semanal.pdf|page=264|thumb|'''[[A Novella Semanal/O Avô|O Avô]]'''
<!--2021-->
File:Os topônimos com a posposição tupi -pe no território brasileiro.pdf|link=Galeria:Os topônimos com a posposição tupi -pe no território brasileiro.pdf|thumb|page=1|'''[[Os topônimos com a posposição tupi -pe no território brasileiro]]'''
File:Sîn-lēqi-unninni, Ele o abismo viu (Série de Gilgámesh 1).pdf|link=Galeria:Sîn-lēqi-unninni, Ele o abismo viu (Série de Gilgámesh 1).pdf|thumb|page=1|'''[[Sîn-lēqi-unninni, Ele o abismo viu]]'''
File:Como se faz um Herói.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Como se faz um Herói.pdf|'''[[Como se faz um Herói]]'''
File:Santos Dumont - o vôo que mudou a história da aviação.pdf|page=1|thumb|link=Galeria:Santos Dumont - o vôo que mudou a história da aviação.pdf|'''[[Santos Dumont: o vôo que mudou a história da aviação]]'''
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File:Certidão de óbito de Alberto Santos Dumont.pdf|link=Galeria=Certidão de óbito de Alberto Santos Dumont.pdf|thumb|'''[[Certidão de Óbito de Alberto Santos Dumont]]'''
Ficheiro:Cadu_Simões.jpg|thumb|'''[[Sobre Domínio Público e Cultura Livre]]'''
File:Concedendo um conto de réis à Santos Dumont.pdf|link=Galeria:Concedendo um conto de réis à Santos Dumont.pdf|thumb|'''[[Concedendo um conto de réis a Santos Dumont]]'''
<!--2020-->
<!--[[Discurso do Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante Cerimônia de Posse no Congresso Nacional (1 de janeiro de 2019)|Discruso]]-->
File:A Novella Semanal.pdf|link=Galeria:A Novella Semanal.pdf|page=9|thumb|'''[[A Novella Semanal/O 22 da "Marajó"|O 22 da Marajó]]'''
File:Machado de Assis @ A Nação (Rio de Janeiro, 13 de agosto de 1874).pdf|page=1|thumb|link=Galeria:Machado de Assis @ A Nação (Rio de Janeiro, 13 de agosto de 1874).pdf|'''[[A Nação (Rio de Janeiro)/1874/08-13/«Jerusalém» por monsenhor Pinto de Campos|«Jerusalém» por monsenhor Pinto de Campos]]'''
File:Revista Luso-Brasileira (1860), n2.pdf|link=Galeria:Revista Luso-Brasileira (1860), n2.pdf|thumb|page=25|'''[[Revista Luso-Brasileira/1860/2/Lembranças de minha mãi|Lembranças de minha mãi]]'''
File:Almanach Brazileiro Illustrado (1877).pdf|link=Galeria:Almanach Brazileiro Illustrado (1877).pdf|thumb|page=309|'''[[Almanach brazileiro illustrado/1877/Charitas|Charitas]]'''
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Ficheiro%3AA_Menina_do_Narizinho_Arrebitado_(Capa).png|link=Galeria:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf|thumb|'''[[A Menina do Narizinho Arrebitado]]'''
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File:Monteiro Lobato.jpg|link=Rabiscando|thumb|'''[[Rabiscando]]'''
File:Meteorito de Bendegó - relatório apresentado ao ministerio da agricultura, commercio e obras publicas (...) sobre a remoção do meteorito de Bendengó do sertão da provincia da Bahia para o Museu Nacional.pdf|link=Galeria:Meteorito de Bendegó - relatório apresentado ao ministerio da agricultura, commercio e obras publicas (...) sobre a remoção do meteorito de Bendengó do sertão da provincia da Bahia para o Museu Nacional.pdf|thumb|'''[[Meteorito de Bendegó: relatorio (1888)]]'''
File:Jéca Tatuzinho (1924).pdf|link=Galeria:Jéca Tatuzinho (1924).pdf|thumb|page=1|'''[[Jéca Tatuzinho]]'''
<!--2018-->
File:Aaron Swartz at Boston Wikipedia Meetup, 2009-08-18.jpg|link=Manifesto da Guerrilha do Livre Acesso|thumb|'''[[Manifesto da Guerrilha do Livre Acesso]]'''
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correção do alt da capitular + brinquei com o CSS, mas acho que talvez seja melhor criar uma predefinição própria (com cores padronizadas?) para cores de tintas diferentes.
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<noinclude><pagequality level="4" user="Giro720" /></noinclude>[[Imagem:Brasão de Armas Imperial (Lei Áurea).png|100px|center]]
{{C|Lei nº 3.353, de 13 de Maio de 1888.}}
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{{c|{{Gótico|{{cor|goldenrod|D}}eclara extincta a escravidão no B{{cor|goldenrod|rasil}}}}|fs=2em|style=transform:scale(1,2)}}
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{{capitular|A|tamanho=80px|ficheiro=A_capitular_(Lei_Áurea).png}}{{Sronly|A}} {{sc|{{style|color:goldenrod;font-size:2em|P}}rinceza {{style|color:goldenrod;font-size:2em|I}}mperial}} Regente, em nome de Sua Magestade o Imperador, o Senhor {{cor|goldenrod|D. PEDRO II}}, faz saber a todos os subditos do {{sc2|{{cor|goldenrod|Imperio}}}} que a Assembleia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte:
<u>Artigo 1º</u> É declarada extincta desde a data desta lei a escravidão no Brasil.
<u>Artigo 2º</u> Revogam-se as disposições em contrario.
Manda, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumpram, e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contem.
O secretario de Estado dos Negocios d'Agricultura, Comercio e Obras Publicas e interino dos Negocios Estrangeiros, Bacharel Rodrigo Augusto da Silva, do Conselho de {{cor|goldenrod|Sua Magestade o Imperador}}, o faça imprimir, publicar e correr.
{{gap|4em}}Dada no Palacio do Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1888, 67º da Independencia e do Imperio.
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[[Imagem:Princeza Imperial Regente (Lei Áurea).png|450px|Princesa Imperial Regente (assinatura)]]{{br}}
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}}
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Carta de lei, pela qual Vossa Alteza Imperial manda executar o Decreto da Assemblea Geral, que houve por bem sanccionar, declarando extincta a escravidão no Brasil, como nella se declara.
{{c|Para Vossa Alteza Imperial ver.}}
{{d|
Chancellaria-mór do Imperio.<br>Antonio Ferreira Vianna.
Transitou em 13 de Maio de 1888.<br>José Júlio de Albuquerque
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Épico
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desmodernização do texto
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<u>Artigo 1º</u> É declarada extincta desde a data d'esta Lei a escravidão no Brasil.
<u>Artigo 2º</u> Revogam-se as disposições em contrario.
Manda portanto a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer; que a cumpram e façam cumprir e guardar tão inteiramente como n'ella se contem.
O Secretario de Estado dos Negocios d'Agricultura, Commercio e Obras Publicas e Interino dos Negocios Estrangeiros Bacharel Rodrigo Augusto da Silva do Conselho de {{cor|goldenrod|Sua Magestade o Imperador,}} o faça imprimir, publicar, e correr.
{{gap|4em}}Dada no Palacio do Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1888, 67º da Independencia e do Imperio.
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Carta de Lei, pela qual Vossa Alteza Imperial Manda executar o Decreto da Assemblea Geral, que Houve por bem sanccionar, declarando extincta a escravidão no Brasil, como n'ella se declara.
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Chancellaria-mór do Imperio.<br>Antonio Ferreira Vianna.
Transitou em 13 de Maio de 1888.<br>José Júlio de Albuquerque Barros
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Épico
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transcrição estrita das cores das tintas
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{{capitular|A|tamanho=80px|ficheiro=A_capitular_(Lei_Áurea).png}}{{Sronly|A}} {{sc|{{style|color:goldenrod;font-size:2em|P}}{{cor|seagreen|rinceza}} {{style|color:goldenrod;font-size:2em|I}}{{cor|seagreen|mperial}}}} Regente, em nome de {{cor|palevioletred|S}}ua {{cor|palevioletred|M}}agestade o {{cor|palevioletred|I}}mperador o Senhor {{cor|goldenrod|D. PEDRO II,}} Faz saber a todos os subditos do {{sc2|{{cor|goldenrod|Imperio}}}} que a Assembléa Geral decretou e Ella sancionou a Lei seguinte:
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Manda portanto a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer; que a cumpram e façam cumprir e guardar tão inteiramente como n'ella se contem.
O Secretario de Estado dos Negocios d'Agricultura, Commercio e Obras Publicas e Interino dos Negocios Estrangeiros Bacharel {{cor|palevioletred|Rodrigo Augusto da Silva}} do Conselho de {{cor|goldenrod|Sua Magestade o Imperador,}} o faça imprimir, publicar, e correr.
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/11
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Épico
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/* Validada */
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proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" /></noinclude>{{t2|LÊDE.}}
{{traço}}
As costumadas supplicas pedindo com fingida
modestia indulgencia para as faltas do livro, não
as açhará o leitor nas paginas poemiaes do presente
opusculo.
Quen aponcta erros, corrige vicios de linguagen,
propõe a adopção de neologismos, e finalmente
discute questões philologicas e linguisticas, não
póde, falando com seriedade, apresentar-se tão pobre
de conhecimentos, que dos proprios, a quen vae
instruir, mendigue escusa.
Mentiria portanto o auctor d’este livro, si tal
dicesse.
Despertou en Juvenal o estro para a satyra a
indignação contra os costumes da sua epocha; en
min provocou o apparecimento d’este opusculo a
indignação contra o desprezo e anarchia, que na
linguagen vernacula reinão.
Facto desgraçadamente notorio é a decadencia
dos bons estudos en nossa terra; entretanto illudenos
o ficticio apparato de ũa instrucção relativa a
humanidades, fazendo crer que á juventude são esses
indispensaveis conhecimentos litterarios regularmente
subministrados.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/45
106
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2026-09-05T20:04:19Z
Épico
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/* Validada */
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proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" /></noinclude>{{t2|I|RECLAME}}
A todos os homens de lettras, que falam a lingua
portugueza, foi sempre manifesta a difficuldade de
dar n’aquella lingua o termo equivalente á palavra
franceza — ''{{lang|fr|Reclame}}''.
Tinha quasi passado em julgado havermos nós,
que falamos a lingua de Camões, necessidade de enxertar
no idioma vernaculo aquelle vocabulo exotico.
Mas si o portuguez não possue palavra que
traduza exactamente o termo francez ''{{lang|fr|reclame}}'', porque
não formaremos um neologismo, uma vez que
venha este ''de fonte latina'', conforme o preceito do
grande Horacio, que os permittia no latim, derivados
''{{lang|la|græco}} de fonte''?...
''{{lang|fr|Reclame}}'' tem, em francez, além de outras, a
significação especial, particularissima, de — ''annuncio em que se elogia, se engrandece alguma cousa: {{lang|fr|une reclame}}'' é portanto ''um annuncio preconisador''.
Sabemos todos que — ''preconisar é apregoar exaltando, engrandecendo as qualidades de alguma cousa''; como o faz o ''pregoeiro'' judicial, ou o leiloeiro.
Forme-se, pois, com estes elementos uma palavra nova: tome-se o radical — ''Precon'', de ''{{lang|la|præconium}}''<noinclude>{{d|1}}</noinclude>
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2026-09-06T03:00:00Z
Trooper57
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proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" /></noinclude>{{t2|RECLAME}}{{traço}}{{ch|I}}
A todos os homens de lettras, que falam a lingua
portugueza, foi sempre manifesta a difficuldade de
dar n’aquella lingua o termo equivalente á palavra
franceza — ''{{lang|fr|Reclame}}''.
Tinha quasi passado em julgado havermos nós,
que falamos a lingua de Camões, necessidade de enxertar
no idioma vernaculo aquelle vocabulo exotico.
Mas si o portuguez não possue palavra que
traduza exactamente o termo francez ''{{lang|fr|reclame}}'', porque
não formaremos um neologismo, uma vez que
venha este ''de fonte latina'', conforme o preceito do
grande Horacio, que os permittia no latim, derivados
''{{lang|la|græco}} de fonte''?...
''{{lang|fr|Reclame}}'' tem, em francez, além de outras, a
significação especial, particularissima, de — ''annuncio em que se elogia, se engrandece alguma cousa: {{lang|fr|une reclame}}'' é portanto ''um annuncio preconisador''.
Sabemos todos que — ''preconisar é apregoar exaltando, engrandecendo as qualidades de alguma cousa''; como o faz o ''pregoeiro'' judicial, ou o leiloeiro.
Forme-se, pois, com estes elementos uma palavra nova: tome-se o radical — ''Precon'', de ''{{lang|la|præconium}}''<noinclude>{{d|1}}</noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/46
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2026-09-05T20:08:29Z
Épico
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/* Validada */
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proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />2</noinclude>(em latim voz do pregoeiro); e se lhe agglutine o
suffixo — ''nicio'' — (do ablativo latino — ''{{lang|la|nuncio}}'', noticia,
annuncio) mudando o — ''u'' — em — ''i'' —, e fazendo
cahir o — ''n'' — que precede o — ''c'' — para adoçamento
da pronuncia; e ter-se ha a euphonica palavra Preconnicio —,
de formação erudita e ascendencia
legitima.
Encerrando, como encerra, o novo vocabulo
''preconnicio'' as mesmas idéas que o termo francez
''reclame'', isto é, exprimindo ''preconnicio'' pelos seos
elementos constituintes, ''um annuncio preconisador'',
um annuncio em que se exalta e engrandece alguma
cousa, tem este termo novo portuguez a
mesma significação que ''reclame'', pelo que perfeita
e completamente o traduz.
Os francêlhos e tarecos hão de talvez torcer o
nariz; os que o não forem, estranharão ao principio,
como succede com a roupa nova, por melhor talhada
que seja; reflictam porém os espiritos desprevenidos;
que á força de empregarem o termo
novo, acabarão por lhe tirar a estranheza, dando-lhe
fôro de cidade, si o julgarem d’isso merecedor.
''Moraes'' (7ª edição) traz infelizmente a palavra
franceza, ou antes, o vocabulo ''reclamo'' com o sentido
de ''{{lang|fr|reclame}}'' francez.
Não deve ser usado; mas ''preconnicio''.
{{rule|6em}}<noinclude></noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/12
106
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2026-09-05T15:33:25Z
Épico
12904
/* Validada */
561548
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc|ii}}</noinclude>Tudo porèn é apenas douradura por processos
galvanicos; prata de lei já não existe; é tudo ''pechisbeque''.
Estudão-se os preparatorios sómente para, por
meios quasi sempre illegitimos, poder alcançar-se a
inscripção nos cursos superiores, e ser ''doutor'', embora
não ''douto''.
No seculo do vapor, da electricidade, e do
aerostato já não basta correr, é preciso voar.
Ha pressa de çhegar; ninguen quer andar pausadamente;
e por isso tamben rarissimos são os
que nesse vertiginoso perpassar pelas disciplinas
litterarias se embeben das bellezas da fórma, e da
substancia da materia.
Aquelles inexcediveis archétypos da litteratura
grega e latina não são mais que velharias aborrecidas,
desafiando en muĩtos desdenhoso sorriso.
Cégos, que ouvindo falar do encanto e belleza das
côres, por que os não poden apreciar, não gostão
de que se —lhes encareça o esplendor d’essas maravilhas!...
E é d’ũa geração, assin educada, que surgen
improvisados litteratos, Aristarchos de meia tigella,
ignorantes até da isagoge grammatical!...
Sen que o espirito se tivesse habituado ás
fórmas do dizer latino, fonte, d’onde manou o portuguez,
não conhecen esses escriptores aquella formosa
construcção, a qual ao passo que deleita o<noinclude></noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/13
106
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2026-09-05T15:42:25Z
Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{d|{{sc2|III}}}}</noinclude>ouvido, exprime ao mesmo tempo com toda a pureza
e exactidão os mais delicados ancenubios do pensamento.
Adivinha-se pela simples leitura do mais trivial
escripto, si o auctor estudou e aprendeu as linguas
classicas.
Com todos esses escrivinhadores succede o
mesmo, que com os musicos de outiva: póden
agradar aos que ignoren as regras da musica;
aquelles porèn, que conhecen a arte da harmonia,
esses lhes senten logo as falhas e erros.
Imagíne-se agora qualquer curioso notando defeitos
en un mestre de contraponcto; e ter-se-ha o
''simile'' do litterato, que ignorando as humanidades
discute e censura questões de linguistica.
Pode ben acontecer que estes neologismos sejão
tamben reprovados pelos taes musicos de outiva;
porque nestes tempos admiraveis até os illettrados
se julgão aptos para consultar com seo parecer sobre
todo e qualquer assumpto litterario.
Como quer que seja, são estas novas palavras,
(filhas legitimas da necessidade de sêren creadas)
vivo protesto contra o abastardamento e decadencia
da linguagen vernacula.
É ''vicio'' o neologismo, quando não ha razão de
creal-o; ''necessidade'' porèn, quando para exprimir
ũa idéa carece de termo a lingua.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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2026-09-05T15:42:33Z
Épico
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/* Validada */
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proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|III}}}}</noinclude>ouvido, exprime ao mesmo tempo com toda a pureza
e exactidão os mais delicados ancenubios do pensamento.
Adivinha-se pela simples leitura do mais trivial
escripto, si o auctor estudou e aprendeu as linguas
classicas.
Com todos esses escrivinhadores succede o
mesmo, que com os musicos de outiva: póden
agradar aos que ignoren as regras da musica;
aquelles porèn, que conhecen a arte da harmonia,
esses lhes senten logo as falhas e erros.
Imagíne-se agora qualquer curioso notando defeitos
en un mestre de contraponcto; e ter-se-ha o
''simile'' do litterato, que ignorando as humanidades
discute e censura questões de linguistica.
Pode ben acontecer que estes neologismos sejão
tamben reprovados pelos taes musicos de outiva;
porque nestes tempos admiraveis até os illettrados
se julgão aptos para consultar com seo parecer sobre
todo e qualquer assumpto litterario.
Como quer que seja, são estas novas palavras,
(filhas legitimas da necessidade de sêren creadas)
vivo protesto contra o abastardamento e decadencia
da linguagen vernacula.
É ''vicio'' o neologismo, quando não ha razão de
creal-o; ''necessidade'' porèn, quando para exprimir
ũa idéa carece de termo a lingua.
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/14
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Épico
12904
/* Validada */
561551
proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|IV}}</noinclude>Julgo haver plenamente justificado en todos os
artigos contidos neste livro a creação dos novos
vocabulos, tendo tamben demonstrado a bôa contextura
dos mesmos, quanto ás suas derivações,
expressão do pensamento, e euphonia na pronunciação.
No {{sc|Vocabulario neologico}} annexo repito por
orden alphabetica todas as palavras novas, de que
tractei en artigos especiaes, aponctando muĩtas outras
tamben novas en substituição de termos exoticos.
Tenho com grande satisfacção visto alguns
d’esses neologismos adoptados pelo povo, e pela
imprensa diaria. Assin quizessen os dignos directores
do nosso jornalismo, ''en vez de se transformaren en despotas,
que alterão a orthographia dos
auctores'' (não falo dos auctores anonymos) fazer
vingar estas creações, e expungir de estranhas eivas
a linguagen portugueza, seguindo o {{sc|Vocabulario de barbarismos dispensaveis}}, tamben appenso a
este volume.
Ha quen por pouco reflectir julgue exaggerada
a censura dos barbarismos, que a ignorancia,
a preguiça, a affectação, e a moda têen introduzido
na lingua portugueza.
A leitura dos livros classicos portuguezes é
para muĩtos como a de ũa lingua estrangeira.
São primores da linguagem portugueza hodierna
phrases, como estas: — Açhaste eloquente<noinclude></noinclude>
qa30x1tk8mw3y44avf6b8gkzixkkyeg
561552
561551
2026-09-05T15:59:02Z
Épico
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proofread-page
text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|IV}}</noinclude>Julgo haver plenamente justificado en todos os
artigos contidos neste livro a creação dos novos
vocabulos, tendo tamben demonstrado a bôa contextura
dos mesmos, quanto ás suas derivações,
expressão do pensamento, e euphonia na pronunciação.
No {{sc|Vocabulario neologico}} annexo repito por
orden alphabetica todas as palavras novas, de que
tractei en artigos especiaes, aponctando muĩtas outras
tamben novas en substituição de termos exoticos.
Tenho com grande satisfacção visto alguns
d’esses neologismos adoptados pelo povo, e pela
imprensa diaria. Assin quizessen os dignos directores
do nosso jornalismo, ''en vez de se transformaren
en despotas, que alterão a orthographia dos
auctores'' (não falo dos auctores anonymos) fazer
vingar estas creações, e expungir de estranhas eivas
a linguagen portugueza, seguindo o {{sc|Vocabulario de barbarismos dispensaveis}}, tamben appenso a
este volume.
Ha quen por pouco reflectir julgue exaggerada
a censura dos barbarismos, que a ignorancia,
a preguiça, a affectação, e a moda têen introduzido
na lingua portugueza.
A leitura dos livros classicos portuguezes é
para muĩtos como a de ũa lingua estrangeira.
São primores da linguagem portugueza hodierna
phrases, como estas: — Açhaste eloquente<noinclude></noinclude>
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Épico
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/* Validada */
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<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|V}}}}</noinclude>o discurso de F? — ''Mas muĩto'', responde o francelho,
que mette esse ''mas'', (ridicula affectação) o
qual en portuguez ainda não recebeu orden para
deixar de ser ''expressão adversativa'' A que se contrapõe
esse — ''mas''? Na lingua franceza, sin; pode
dizer-se; não ha erro; en portuguez, não; porque
mas exprime opposição. — ''Os soldados estando fatigados''
do combate, o inimigo aproveitou a occasião
e venceu; en logar de — ''Estando os soldados fatigados'', ou ''por estarem os soldados fatigados'', etc. — Ella apresentou-se vestida ''elegantemente, e ricamente''.
É contra todas as regras do gosto, e da euphonia;
imitação servil do francez. A phrase portugueza
deve ser — Ella apresentou se ''elegante e ricamente'' vestida. Ja tenho lido tres adverbios
en — ''mente'' — seguidos un após outro. Que depravação
do gosto! que depravação do ouvido!...
Seja — o ben vindo; en vez ''seja ben vindo''.
O tempo ha vir, en que, etc. Construcção franceza
porque en portuguez deve dizer-se: Ha de
vir tempo, en que, etc., e mil outras erronías ''{{lang|la|sine fine}}''.
Argumentão, para sustentar a deturpação do
idioma vernaculo, dizendo que a lei do progresso
deve tudo reger, e que por consequencia a linguagen
deve passar tamben por essa evolução, que
en todos os ramos do saber humano se manifesta.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|V}}}}</noinclude>o discurso de F? — ''Mas muĩto'', responde o francelho,
que mette esse ''mas'', (ridicula affectação) o
qual en portuguez ainda não recebeu orden para
deixar de ser ''expressão adversativa'' A que se contrapõe
esse — ''mas''? Na lingua franceza, sin; pode
dizer-se; não ha erro; en portuguez, não; porque
mas exprime opposição. — ''Os soldados estando fatigados''
do combate, o inimigo aproveitou a occasião
e venceu; en logar de — ''Estando os soldados fatigados'', ou ''por estarem os soldados fatigados'', etc. — Ella apresentou-se vestida ''elegantemente, e ricamente''.
É contra todas as regras do gosto, e da euphonia;
imitação servil do francez. A phrase portugueza
deve ser — Ella apresentou se ''elegante e ricamente'' vestida. Ja tenho lido tres adverbios
en — ''mente'' — seguidos un após outro. Que depravação
do gosto! que depravação do ouvido!...
Seja — o ben vindo; en vez ''seja ben vindo''.
O tempo ha vir, en que, etc. Construcção franceza;
porque en portuguez deve dizer-se: Ha de
vir tempo, en que, etc., e mil outras erronías ''{{lang|la|sine fine}}''.
Argumentão, para sustentar a deturpação do
idioma vernaculo, dizendo que a lei do progresso
deve tudo reger, e que por consequencia a linguagen
deve passar tamben por essa evolução, que
en todos os ramos do saber humano se manifesta.
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/16
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Épico
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/* Validada */ ũa
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|VI}}</noinclude>Confunden progresso com desnaturação. Os archaismos,
os vocabulos obsolétos cahen, como as
folhas velhas das arvores, na bella e immorredoura
comparação de Horacio.
Não é de desenterrar palavras mortas e sepultadas,
que se tracta; mas de limpar, de expurgar
a linguagen vernacula de vozes barbaras, de construcções
contrarias à indole d’aquella, e de crear
com bons elementos termos, que no idioma portuguez
falten para traduzir os exoticos.
É isto o que se deve çhamar progresso; esta
é que é a verdadeira evolução na vida de ũa
lingua.
Crear neologismos, não a torto e a direito,
quando não haja necessidade real; mas formal-os,
observados os requisitos e condições que o grande
mestre recommenda; indicar os vocabulos e phrases
correspondentes aos da lingua estranha, ficando
assin provados o desnecessario uso e emprego de
barbarismos, taes são os fins principaes d’este
livrinho.
A predilecção dos barbarismos é ''vicio de raça''.
Gostavão os romanos de imitar usos, e costumes
estrangeiros, e até na linguagen vocabulos
barbaros introduzirão; nunca porén como brazileiros
e portuguezes hoje indiscretamente o fazen.
O que era ''estrangeiro'', era ''bello, lindo, admiravel, primoroso, raro, singular, excellente;'' tanto que<noinclude></noinclude>
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Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|VI}}</noinclude>Confunden progresso com desnaturação. Os archaismos,
os vocabulos obsolétos cahen, como as
folhas velhas das arvores, na bella e immorredoura
comparação de Horacio.
Não é de desenterrar palavras mortas e sepultadas,
que se tracta; mas de limpar, de expurgar
a linguagen vernacula de vozes barbaras, de construcções
contrarias à indole d’aquella, e de crear
com bons elementos termos, que no idioma portuguez
falten para traduzir os exoticos.
É isto o que se deve çhamar progresso; esta
é que é a verdadeira evolução na vida de ũa
lingua.
Crear neologismos, não a torto e a direito,
quando não haja necessidade real; mas formal-os,
observados os requisitos e condições que o grande
mestre recommenda; indicar os vocabulos e phrases
correspondentes aos da lingua estranha, ficando
assin provados o desnecessario uso e emprego de
barbarismos; taes são os fins principaes d’este
livrinho.
A predilecção dos barbarismos é ''vicio de raça''.
Gostavão os romanos de imitar usos, e costumes
estrangeiros, e até na linguagen vocabulos
barbaros introduzirão; nunca porén como brazileiros
e portuguezes hoje indiscretamente o fazen.
O que era ''estrangeiro'', era ''bello, lindo, admiravel, primoroso, raro, singular, excellente;'' tanto que<noinclude></noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/17
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Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{d|{{sc2|VII}}}}</noinclude>taes são as significações do adjectivo ''peregrino'' en
latin e en portuguez.
Mas, por ser ''vicio de raça'', não deixa de ser
''vicio'', e portanto digno de castigo e emenda.
Eis porque censuro, e profligo tal vicio, que
já excede todos os limites, esperando que não me
attribuão en materia litteraria o que jamais existiu
nen existe en meo coração — ''antagonismo internacional''...
''{{lang|fr|Honni soit qui mal y pense}}.''<noinclude>{{traço}}</noinclude>
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Épico
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/* Validada */
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|VII}}}}</noinclude>taes são as significações do adjectivo ''peregrino'' en
latin e en portuguez.
Mas, por ser ''vicio de raça'', não deixa de ser
''vicio'', e portanto digno de castigo e emenda.
Eis porque censuro, e profligo tal vicio, que
já excede todos os limites, esperando que não me
attribuão en materia litteraria o que jamais existiu
nen existe en meo coração — ''antagonismo internacional''...
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Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|VII}}}}</noinclude>taes são as significações do adjectivo ''peregrino'' en
latin e en portuguez.
Mas, por ser ''vicio de raça'', não deixa de ser
''vicio'', e portanto digno de castigo e emenda.
Eis porque censuro, e profligo tal vicio, que
já excede todos os limites, esperando que não me
attribuão en materia litteraria o que jamais existiu
nen existe en meo coração — ''antagonismo internacional''...
''{{lang|fr|Honni soit qui mal y pense}}.''
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/19
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Épico
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/* Validada */
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" /></noinclude>{{c|{{larger|DUAS PALAVRAS}}<br />{{sc2|SOBRE A}}<br />ORTHOGRAPHIA POR MIN SEGUIDA}}
{{traço}}
Tanto, quanto é possivel, sigo a orthographia
etymologica.
No prologo d’este opusculo, e no presente artigo
dou o ''spécimen'' da que en minha opinião
deveria ser adoptada na lingua portugueza; mas
para não escandalizar os leitores com a estranheza
do modo de orthographar as palavras vernaculas,
empreguei no corpo da obra a orthographia en
geral usada; ''mas que não é rigorosamente etymologica''.
Discute-se desde remotas eras a preferencia
entre os modos de orthographar, etymologico, e
phonetico; e na lingua portugueza ''{{lang|la|adhuc sub judice lis est}}''.
O que porèn não soffre contestação é que a
multidão dos sectarios da primeira representa ũa,
maioria esmagadôra do limitadissimo numero dos
apologistas da segunda.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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2026-09-05T16:35:23Z
Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" /></noinclude>{{c|
{{larger|{{letter-spacing|0.08em|DUAS PALAVRAS}}}}<br />
{{sc2|SOBRE A}}<br />
{{letter-spacing|0.14em|ORTHOGRAPHIA POR MIN SEGUIDA}}
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}}
{{linha horizontal|5em}}
Tanto, quanto é possivel, sigo a orthographia
etymologica.
No prologo d’este opusculo, e no presente artigo
dou o ''spécimen'' da que en minha opinião
deveria ser adoptada na lingua portugueza; mas
para não escandalizar os leitores com a estranheza
do modo de orthographar as palavras vernaculas,
empreguei no corpo da obra a orthographia en
geral usada; ''mas que não é rigorosamente etymologica''.
Discute-se desde remotas eras a preferencia
entre os modos de orthographar, etymologico, e
phonetico; e na lingua portugueza ''{{lang|la|adhuc sub judice lis est}}''.
O que porèn não soffre contestação é que a
multidão dos sectarios da primeira representa ũa,
maioria esmagadôra do limitadissimo numero dos
apologistas da segunda.
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/43
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Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" /></noinclude>{{c|{{x-larger|NEOLOGISMOS INDISPENSAVEIS}}}}
{{Dhr}}
{{c|{{xx-larger|{{sc|Parte I}}}}}}
{{Dhr}}<noinclude></noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/20
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2026-09-05T16:32:30Z
Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|II}}</noinclude>Posto que sigo, conforme declarei, a orthographia etymologica, não cançarei a quen me ler, desenvolvendo argumentos tendentes a mostrar a excellencia d’aquella; por que para conseguir o mesmo fin bastaráõ as ponderosas razões, que apresentarei contra a orthographia phonetica.
Çhamão tamben (para disfarçar a contradicção) orthographia mixta aquella, en que o escriptor, sendo etymologico en ũas, deixa de ser en outras palavras; por exemplo, para não citar mil outras, ''xarope'', que todos os diccionaristas escreven com — ''x'' —, devendo escrever com — ''çh'' —; pois que ven do arabe ''{{lang|ar|chorbet}}'', cuja raiz é o verbo ''{{lang|ar|charab}}'', beber.
Eu não uso de euphemismos en materias didacticas; tal orthographia, çhamada mixta, é contradictoria e incoherente; é a de todos os diccionarios portuguezes.
O poncto vulneravel dos sectarios da orthographia sonica é ''a impossibilidade de se açhar a verdadeira e melhor pronuncia para por ella se regular o modo de escrever''.
Com effeito, qual o padráõ, a que se deva reportar quen quizer escrever as palavras, conforme a pronuncia?
Não varía esta, segundo os tempos, os logares de ũa mesma nação, as pessoas, os sexos, e até as phases da vida de câda homen?...
A este irrespondivel argumento não podendo mais resistir, eis que cântaõ ja a palinódia os {{pt|or-|orthographistas }}<noinclude></noinclude>
dpul6honn7jkjnmmjtxta0lrrjupny9
Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/21
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2026-09-05T17:04:13Z
Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|III}}}}</noinclude><noinclude>thographistas</noinclude> phoneticos, dizendo que «''{{sic|Uã|Ũa}} orthographia phonetica é practicamente impossivel'', como
o declara Mr. Arsene Darmesteter ''({{lang|fr|Question de la réforme orthographique}}, Paris, 1888);'' accrescentando que «''orthographia phonetica só deve ser a orthographia que se contente com'' {{sc2|UN POUCO MAIS OU MENOS PHONETICO}} (orthographia de ''pouco mais ou menos'', digo eu): en summa, «''que a orthographia sonica não deve ser mais do que a simplificação da orthographia usual'' (!!!)
Isto não merece refutação séria. E é tal litterato que pretende acabar com a orthographia etymologica na França, na Belgica, na Allemanha, na Inglaterra, e nos Estados-Unidos!!...
Bástaõ alguns exemplos de phrases com palavras parônymas, para que fique evidente a ambiguidade, que da orthographia phonetica pode muĩtas vezes resultar.
«Esta velha arvore não tên era».
Será este vocabulo — «''era''» — synônymo de duração, epocha; ou o nome de ũa planta (hera)?
Com a orthographia etymologica tal duvida desapparece.
«Elle estava coberto de luto». Será o vestido que indica dó, ou a palavra ''lôdo, lama''?
A observancia da orthographia etymologica, collocando-se — ''c'' — antes do — ''t'' —, tira toda a ambiguidade.
{{nop}}<noinclude>{{d|{{sc2|I A}}}}</noinclude>
f0epuimeu7kgy4rhf4lzcaeyzdwj2ya
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Épico
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não entendi esse esse sic aqui
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|III}}}}</noinclude><noinclude>thographistas</noinclude> phoneticos, dizendo que «''Ũa orthographia phonetica é practicamente impossivel'', como
o declara Mr. Arsene Darmesteter ''({{lang|fr|Question de la réforme orthographique}}, Paris, 1888);'' accrescentando que «''orthographia phonetica só deve ser a orthographia que se contente com'' {{sc2|UN POUCO MAIS OU MENOS PHONETICO}} (orthographia de ''pouco mais ou menos'', digo eu): en summa, «''que a orthographia sonica não deve ser mais do que a simplificação da orthographia usual'' (!!!)
Isto não merece refutação séria. E é tal litterato que pretende acabar com a orthographia etymologica na França, na Belgica, na Allemanha, na Inglaterra, e nos Estados-Unidos!!...
Bástaõ alguns exemplos de phrases com palavras parônymas, para que fique evidente a ambiguidade, que da orthographia phonetica pode muĩtas vezes resultar.
«Esta velha arvore não tên era».
Será este vocabulo — «''era''» — synônymo de duração, epocha; ou o nome de ũa planta (hera)?
Com a orthographia etymologica tal duvida desapparece.
«Elle estava coberto de luto». Será o vestido que indica dó, ou a palavra ''lôdo, lama''?
A observancia da orthographia etymologica, collocando-se — ''c'' — antes do — ''t'' —, tira toda a ambiguidade.
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2026-09-05T18:30:14Z
Épico
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Foi desfeita a revisão [[Special:Diff/561567|561567]] de [[Special:Contributions/Épico|Épico]] ([[User talk:Épico|discussão]]). [Entendi ainda a tempo]
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|III}}}}</noinclude><noinclude>thographistas</noinclude> phoneticos, dizendo que «''{{sic|Uã|Ũa}} orthographia phonetica é practicamente impossivel'', como
o declara Mr. Arsene Darmesteter ''({{lang|fr|Question de la réforme orthographique}}, Paris, 1888);'' accrescentando que «''orthographia phonetica só deve ser a orthographia que se contente com'' {{sc2|UN POUCO MAIS OU MENOS PHONETICO}} (orthographia de ''pouco mais ou menos'', digo eu): en summa, «''que a orthographia sonica não deve ser mais do que a simplificação da orthographia usual'' (!!!)
Isto não merece refutação séria. E é tal litterato que pretende acabar com a orthographia etymologica na França, na Belgica, na Allemanha, na Inglaterra, e nos Estados-Unidos!!...
Bástaõ alguns exemplos de phrases com palavras parônymas, para que fique evidente a ambiguidade, que da orthographia phonetica pode muĩtas vezes resultar.
«Esta velha arvore não tên era».
Será este vocabulo — «''era''» — synônymo de duração, epocha; ou o nome de ũa planta (hera)?
Com a orthographia etymologica tal duvida desapparece.
«Elle estava coberto de luto». Será o vestido que indica dó, ou a palavra ''lôdo, lama''?
A observancia da orthographia etymologica, collocando-se — ''c'' — antes do — ''t'' —, tira toda a ambiguidade.
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/22
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2026-09-05T17:27:15Z
Épico
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/* Validada */
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|IV}}</noinclude>E como estas, muĩtas outras proposições equivocas, onde entrassen as palavras parônymas ''cerrar'' (com — ''c'' —), e ''serrar'' (com — ''s''—), ''servo'' (com — ''s''—), e ''cervo'' (com — ''c'' —), etc.
Mas ha no mundo ũa nação néo-latina, que segue a orthographia sonica; e nisto fundando os Ibérophilos o seo argumento — Hercules, suppõe esmagar a hydra etymologica.
Vejamos.
Não é tão absolutamente exacto, como proclamão os defensores da orthographia sonica, que os escriptores hespanhoes empreguen exclusivamente a orthographia phonetica.
Un livro importante, e da maior auctoridade neste assumpto vae confirmar o que acabo de dizer.
Lê-se na ''{{lang|es|Orthographia}}'' (com ''th'' e ''ph'') ''{{lang|es|española compuesta y ordenada por la Real Academia Española}}'' (1741) o seguinte.
«Nos primeiros livros do nosso idioma (hespanhol), como a lingua era filha da latina, na maior parte de seos termos, e os que a falavão e escrevião, estavão mais proximos dos latinos, observava-se a orthographia quasi inteiramente latina, como se vê dos livros dos Fóros, das Leis, e de outros documentos antigos; e assin se açhavão nelles vozes escriptas com a mesma duplicação de consoantes, de que usavão os latinos; e durou tanto esta opinião, que escrevendo {{pt|An-|Antonio}}<noinclude></noinclude>
0omdipem101qbj846fqnk6l4eap8vk0
Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/49
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2026-09-06T03:02:01Z
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{t2|CACHE-NEZ}}{{traço}}{{ch|III}}
Atravessamos rigoroso estio; calamitosa secca
ameaça produzir funestissimos resultados; não cahem chuvas abundantes; o frigido sudoeste não
açouta montes, nem valles; capas, mantas e capotes estão por consequencia actualmente sem prestimo; jaz no fundo da gaveta o ''cache-nez''.
O ''cache-nez''?... Mas por que hei de eu usar
de uma palavra franceza, si estou falando portuguez?... Responder-me-hão que é por não haver
outra, que lhe corresponda na lingua de Camões.
Nada; quando ''uma filha'' não tem, por exemplo,
''çhale'' para se resguardar do frio, pede-o ''á sua mãe'',
e não a estranhos.
Não tem a lingua portugueza palavra equivalente em tudo a ''cache-nez''? Pois peça ''á sua mãe'',
que é opulentissima, e na lingua latina açhará logo
promptinho o ''focále'', manta de lã usada pelos antigos romanos, com a qual cingiam o pescosso, e
se resguardavam do frio, como se lê em Horacio e
Marcial.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
qpozjih6z09kfbsxr2tcbrh2hq1djd5
Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/23
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2026-09-05T18:17:08Z
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/* Validada */
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|V}}}}</noinclude><noinclude>tonio</noinclude> de Nebrixa o seo tractado de orthographia hespanhola regulou-o quasi inteiramente á latina».
Continúa depois o auctor declarando que com o correr do tempo se fôrão os escriptores afastando da etymologia grega e latina; mas não tanto, que de todo a orthographia etymologica desprezassen.
E mais o confirma, quando na pagina 93 da obra citadada dá como regras principaes da orthographia hespanhola a observancia dos tres seguintes ponctos: ''pronunciação'', (que confessa não ser base solida), ''origens'', (note-se ben — ''origens'', isto é, ''etymologia'') e ''uso''.
Alén d’isto nesse volumoso tractado de ''Orthographia composto e ordenado pela Real Academia Hespanhola'' vê-se que o auctor faz reflexões tendentes a mostrar que não só nos nomes proprios de homens, de logares, de sciencias, e de artes; mas até en muĩtas palavras, foi seguida a orthographia etymologica.
Com effeito, os Hespanhóes escrêverão ''{{lang|es|theatro}}'' (com — ''th'' —) ''{{lang|es|rhitmo}}'', (com ''rh'') ''{{lang|es|hablassen}}'' com dous ''ss'', e do mesmo modo os preteritos imperfeitos do conjunctivo en todos os verbos.
Tudo porèn alterárão depois, escrevendo phoneticamente, para não seren incoherentes; peçha, de que ainda hoje não se poden dizer abstergidos.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
0832r3zo2polyf8ik9m39ozvjg13ec0
Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/24
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|VI}}</noinclude>Para justificar as minhas ultimas palavras, lembrarei que todas as terceiras pessoas verbaes no
plural escréven elles com — ''n'' —, assim como a
preposição ''en'' (''{{lang|la|in}}'' latino, ou ''{{lang|grc|en}}'' grego), sen falar de
muĩtos outros vocabulos, cuja orthographia é mais
etymologica do que a seguida, e aconselhada pelos
nossos lexicographos, que se dizen etymologistas.
Foi portanto un capriçho esse afastamento do
primitivo modo de orthographar; capriçho originado pelo antagonismo internacional; buscando os
hespanhóes en tudo se segregar, e distinguir dos
portuguezes, que tamben por seo turno deixárão
de orthographar muĩtas palavras pelo modo, por
que primitivamente o fazião, só para se não pareceren com os seos visinhos.
O adjectivo ''bello'', de origen latina, que se
escreve com dous ''ll'', é do mesmo modo escripto
en hespanhol, com preferencia á orthographia phonetica, como se vê nos diccionarios da mesma
língua.
Com estes e outros argumentos poderia eu
provar, que a orthographia hespanhola (ainda hoje
incoherente) é, ''{{lang|la|cæteris paribus}}'', mais etymologica
do que a portugueza; mas tal não é o escôpo, a
que me dirijo; porquanto o que só desejo é explicar os motivos, en que me fundei, visto que sigo
a orthographia etymologica, para escrever de modo
diverso algũas palavras.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/25
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Épico
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/* Validada */
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|VII}}}}</noinclude>Escrevo — ''muĩto'' — com til; por que sen aquelle ''signal de aspiração'' as lettras ''ui'' sôarião como nas vozes ''cuido, descuido, fluido, fortuito, gratuito, intuito''.
Camões escreveu ''muito'' sen til, e rimou-o com ''fruito'', por que naquelle tempo dizia-se á latina ''fruito'' (do verbo ''{{lang|la|fruor, eris, fruitus}}'', &), e pronunciava-se o vocabulo — ''muĩto'' — sen aspiração.
As palavras — ''un'' — (e seos compostos) ''son, ton, bon, origen,'' e todas aquellas, cuja syllaba final é aspirada, ou nasalada escrevo-as, como se deve, com ''til'', ou com — ''n'' —; porque en latin são escriptas com — ''n'' —; e ainda mais, porque quando as pronunciamos en portuguez, produzimos ''son nasal''.
De todas estas palavras se fórma o plural accrescentando — ''s'' —, sen haver necessidade ''de inventar-se a transformação do supposto e absurdo — m — no singular en'' — {{sc|n}} — ''no plural.''
A preposição ''en'' não póde, não deve ser escripta com — ''m'' —. Nas outras linguas néo-latinas essa preposição é escripta com — ''n'' —; o francez escreve — ''{{lang|fr|en}}'' —; o hespanhol — ''{{lang|es|en}}'' —; o italiano — ''{{lang|it|in}}'' —: alén d’isto en grego, d’onde passou para o latin, mudando apenas o — ''e'' — en — ''i'' — (''{{lang|la|in}}'') essa preposição é ''{{lang|grc|en}}'' —. Até en inglez, e allemão, que não são linguas néolatinas, esta preposição se escreve com — ''n'' — (''in''), e quando en allemão se encontra<noinclude></noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/47
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Épico
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/* Validada */ [Sinto que colocar a lang estou tomando partido do autor...
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" /></noinclude>{{t2|II|PINCE-NEZ}}
Velhos e velhas, moços e moças, e até crianças,
usam de uns oculos, que se fixam sómente no nariz;
e não obstante dizer-se que em Portugal e no Brazil
se fala a lingua portugueza, no Brazil e em Portugal
toda a gente çhama essa especie de oculos — ''{{lang|fr|Pince-nez}}''; isto é, emprega um termo francez,
que ''nem em francez, nem em portuguez'' da idéa
alguma do fim, a que é destinado tal objecto.
Com effeito — ''Pince-nez'', — é vocabulo composto
de duas palavras francezas, que unica e exclusivamente
significam — ''aperta-nariz, belisca-nariz''. Formada
com taes elementos, ninguem póde comprehender que tal palavra designa um instrumento
proprio para melhorar os defeitos da vista.
Que os francezes conservem lá o seo pessimo
neologismo (podendo ter creado o termo — ''Nez-lunettes''),
não nos deve importar; mas, que adoptemos
nós outros essa palavra, a qual, além de
exotica, não exprime absolutamente a serventia do
objecto, isso é que não.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" /></noinclude>{{t2|II|PINCE-NEZ}}
Velhos e velhas, moços e moças, e até crianças,
usam de uns oculos, que se fixam sómente no nariz;
e não obstante dizer-se que em Portugal e no Brazil
se fala a lingua portugueza, no Brazil e em Portugal
toda a gente çhama essa especie de oculos — ''{{lang|fr|Pince-nez}}''; isto é, emprega um termo francez,
que ''nem em francez, nem em portuguez'' da idéa
alguma do fim, a que é destinado tal objecto.
Com effeito — ''{{lang|fr|Pince-nez}}'', — é vocabulo composto
de duas palavras francezas, que unica e exclusivamente
significam — ''aperta-nariz, belisca-nariz''. Formada
com taes elementos, ninguem póde comprehender que tal palavra designa um instrumento
proprio para melhorar os defeitos da vista.
Que os francezes conservem lá o seo pessimo
neologismo (podendo ter creado o termo — ''{{lang|fr|Nez-lunettes}}''),
não nos deve importar; mas, que adoptemos
nós outros essa palavra, a qual, além de
exotica, não exprime absolutamente a serventia do
objecto, isso é que não.
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" /></noinclude>{{t2|PINCE-NEZ}}{{traço}}{{ch|II}}
Velhos e velhas, moços e moças, e até crianças,
usam de uns oculos, que se fixam sómente no nariz;
e não obstante dizer-se que em Portugal e no Brazil
se fala a lingua portugueza, no Brazil e em Portugal
toda a gente çhama essa especie de oculos — ''{{lang|fr|Pince-nez}}''; isto é, emprega um termo francez,
que ''nem em francez, nem em portuguez'' da idéa
alguma do fim, a que é destinado tal objecto.
Com effeito — ''{{lang|fr|Pince-nez}}'', — é vocabulo composto
de duas palavras francezas, que unica e exclusivamente
significam — ''aperta-nariz, belisca-nariz''. Formada
com taes elementos, ninguem póde comprehender que tal palavra designa um instrumento
proprio para melhorar os defeitos da vista.
Que os francezes conservem lá o seo pessimo
neologismo (podendo ter creado o termo — ''{{lang|fr|Nez-lunettes}}''),
não nos deve importar; mas, que adoptemos
nós outros essa palavra, a qual, além de
exotica, não exprime absolutamente a serventia do
objecto, isso é que não.
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Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />4</noinclude>Crèe-se, pois, um neologismo, porque assim é
indispensavel; e em vez de ''{{lang|fr|Pince nez}}, que nem em francez, nem em portuguez'' dá idéa alguma de oculos,
mas apenas e sómente significa ''cousa que aperta o nariz, belisca o nariz'', diga-se ''Nasoculos'' (do ablativo latino ''naso'', nariz, precedendo ao vocabulo
portuguez ''oculos'').
Ninguem, ao ouvir a nova palavra, deixará de
perceber que se fala de ''oculos'' fixados no ''nariz'';
mas vingará o termo expressivo ''Nasoculos?''... A palavra é euphonica, curta, de ascendencia legitima
e nobre; em summa, indica exacta e perfeitamente
o fim e emprego do objecto.
Nada portanto de hesitações; quebre cada qual
o seo ''pince-nez'', por ser de ''pechisbeque''; que eu de
graça offereço ''Nasoculos'' de ouro de lei, productos
da industria nacional philologica.
''Nasoculos'' só se emprega no plural; não se deve dizer: ''nasoculo''.<noinclude>{{traço}}</noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/42
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Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|XXIV}}</noinclude>apresentar-me ''folliculario'' politico, isto é, ''pôr escriptos para vender-me''.
Nada peço, nada quero, nada acceitarei; por que a minha opulencia está solidamente firmada na completa ausencia de ambições mundanas; finalmente por que possuindo como unica nobreza a dos meos sentimentos, tenho por motte do meo heraldico brasão — {{sc|{{lang|la|Solus Deus}}}}.<noinclude>{{traço}}</noinclude>
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Épico
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{{traço}} fora do rodapé
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|XXIV}}</noinclude>apresentar-me ''folliculario'' politico, isto é, ''pôr escriptos para vender-me''.
Nada peço, nada quero, nada acceitarei; por que a minha opulencia está solidamente firmada na completa ausencia de ambições mundanas; finalmente por que possuindo como unica nobreza a dos meos sentimentos, tenho por motte do meo heraldico brasão — {{sc|{{lang|la|Solus Deus}}}}.
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Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|XXIV}}</noinclude>apresentar-me ''folliculario'' politico, isto é, ''pôr escriptos para vender-me''.
Nada peço, nada quero, nada acceitarei; por que a minha opulencia está solidamente firmada na completa ausencia de ambições mundanas; finalmente por que possuindo como unica nobreza a dos meos sentimentos, tenho por motte do meo heraldico brasão — {{sc|{{lang|la|Solus Deus}}}}.
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Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|XXIII}}}}</noinclude>No Brazil porèn que Ministro, ainda o que se
presuma homen de lettras, ũa vez envolvido na
intriga politica, que lhe occupa todo o tempo, cogita de taes bagatelas? ''{{lang|la|De minimis non curat Minister}}''...
Tenho razão de escrever sen observar ''conveniencias sociaes''. Propuz-me compôr un ''Codigo orthographico da lingua portugueza para o Imperio do Brazil''; un amigo, distincto homen de lettras, sen que eu pedisse, apresentou ao Governo essa proposta, en cuja execução não despendia o Estado
dinheiro excedente dos orçamentos.
Mais de un anno se passou, sen que cousa
algũa se resolvesse, pedindo eu apenas por tres
ou quatro vezes a restituição de tal proposta, que
até hoje não me voltou ás mãos.
Si isto succede, sendo Ministros muĩtos d’aquelles, de quen tive a honra de ser Mestre, e que se
dizen amigos, o que mais se deve esperar?
Declaro que este desabafo não é filho de despeito, mas de tedio, e mais ũa prova do estado,
en que se açha este país, onde tudo é apparencia,
e tramoias theatraes.
Nada quero de governos, nen presentes, nen
futuros; quer monarchicos, quer republicanos; si o
quizesse, ben saberia o caminho para chegar a esse
fin; que entre outros, quasi sempre ignobeis, seria<noinclude></noinclude>
a8st1bk2awtcnr6ixqrzwp5qhpnkc1c
Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/26
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Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|VIII}}</noinclude>— ''im'' — com — m —, é por ser a contracção de — ''in'' — e do artigo — ''dem''. —
Por que ha de então en portuguez escrever-se
com — ''m'' —?
Não é ella pronunciada com son nasal? Onde
teve jamais a lettra — ''m'' — son nasal? Quando se
pronuncia — ''m'' —, apertão-se os labios. (Vede Moraes,
lettra M.)
Pouco ou quasi nada se attende hoje a euphonia
na linguagen: aquelles rigorosos preceitos
de phonação, de que a lingua grega nos dá provas,
accentuando as vogaes, e empregando os ''espiritos rudes, e brandos'', parece que de todo estão en
portuguez desprezados; quando, por exemplo, se
escreven com — ''m'' — final palavras, que nasalmente
se pronuncião.
O sanskrito, que sobre todas as linguas leva
essa severidade harmonica ao mais subido grão, não
emprega nas palavras lettras, que não sejão da mesma
classe.
E d’esta lingua sen duvida algũa a parte
mais difficil para os que hoje não conhecen essas
leis musicaes da linguagen.
O — ''m'' — final nesta lingua soffre córte, e
suppressão antes de certos suffixos; outras vezes se
muda en — ''n'' —.
E por que incidentemente falei do — ''m'' —,
julgo conveniente explicar un poncto, com certeza
até hoje ignorado.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
ixz8k3vztff3mlzpnzb7j9a4a007zuz
Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/27
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Épico
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/* Validada */
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|IX}}}}</noinclude>Mandão todos os ortographistas que antes de — ''b'' — ''p'' — e — ''m'' — sempre se escreva— ''m'' —; a razão porèn, que ainda ninguen a deu, é a seguinte, a qual para melhor explicar repetirei o que diz a grammatica sanskrita.
O conhecimento da euphonia sanskrita derrama muĩta luz sobre grande numero de mutações, que nas linguas occidentaes são consideradas ''{{sic|irregulariddes|irregularidades}}''; entretanto que fundamentalmente são consequencias naturaes de antigas leis, simples e geraes, en parte cahidas en desuso; mas a que o instincto popular ainda obedece.
Quando, por exemplo, da preposição ''en'' (portugueza) e do verbo ''beber'' se forma a palavra — ''Imbeber'' —, esta troca do — ''n'' — en — ''m'' — não é simples capriçho; não é uma excepção; não, {{sic|absoeutamente|absolutamente}} não. É que seguimos a regra sanskrita, ''substituindo á nasal da orden das dentaes (n) a nasal que pertence á orden das labiaes (m)''; é uma lei physiologica.
A respeito da preposição – ''sen'' — escripta com — ''n'' — milítão as mesmas razõess que dei, quando justifiquei o emprego do — ''n'' — substituindo o — ''m'' — da preposição ''em''.
En todas as linguas derivadas do latin esta preposição é escripta com — ''n'' — medio, ou final; no latin — ''{{lang|la|sine}}'' —; no hespanhol — ''{{lang|es|sin}}'' —; no francez — ''{{lang|fr|sans}}'' —; no italiano — ''{{lang|it|senza}}''.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/28
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Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|X}}</noinclude>Todos os substantivos, que erradamente se escreven en portuguez com — ''m'' —, (taes como ''ordem, origem, homem'', e seos compostos pronominaes ''alguem, ninguem, quem'', não vêen do accusativo ''{{lang|la|ordinem, originem, hominem, aliquem, neminem, quem}}''. A apparencia illudiu os grammaticos: nascen todos esses vocabulos do ablativo do singular — ''{{lang|la|ordine, origine, homine, aliquo homine}}'' (alguem) ''{{lang|la|nec homine}}'' (ninguem) ''quem'' (que homem). Cahe en todos elles a syllaba media e breve — ''i'' —; e por adoçamento da pronuncia diz-se ''ord-en'' en vez de ''ord-ne'', ''orig-en'' en logar de ''orig-ne, hom-en'' en vez de ''hom-ne'', effectuando-se a mesma alteração, com as devidas transformações, nas palavras ''alguen, ninguen, quen''.
Por motivos oppostos, mas fundados nos mesmos principios escrevo ''com'' empregando a consoante final — ''m'' —; obedeço á etymologia, (''{{lang|la|cum}}'' latino, que se escreve com — ''m'' —) e á phonação; porque proferindo o vocabulo — ''com'' —, não produzo son nasal.
Os hespanhóes violárão aqui a etymologia, escrevendo ''{{lang|es|con}}'' (preposição) com — ''n''.
Ũa das razões, que mais reforça a opinião de que a preposição portugueza ''en'' deve ser escripta com — ''n'' —, e não com — ''m'' —, é que, quando se lhe seguen os artigos ''o, a,'' e os adjectivos ''este, esta, isto, esse, essa, isso, aquelle, aquella, aquillo'', o — ''n'' —, que a todas estas palavras precede, é a consoante final da preposição — ''en'' —, que apenas por ''apherese'' perde a<noinclude></noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/29
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Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|XI}}}}</noinclude>primeira lettra; ao passo que admittindo-se a absurda
orthographia do — ''m'' —, dizen os grammaticos
que nas palavras ''no, na, neste, nesta, nisto, nesse, nessa, nisso, naquelle, naquella, naquillo'', a
preposição
— ''em'' — (orthographia errada) perde o — ''e'' —, e muda o — ''m'' — en — ''n!!''
Permitta-se ũa comparação: as palavras compõe-se
de ũa parte fixa, invariavel, (''radical'') e de
outra variavel, sujeita a mudanças (''suffixo'').
Tèen, pode-se dizer, ''alma'' e ''corpo''. Nesta hypothese,
perdidas na preposição ''em'' (orthographia
errada) ''alma'' e ''corpo'' da palavra, isto é, o ''radical''
e o ''suffixo'', esse — ''n'' — é ũa entidade nova!!...
''{{lang|la|Abyssus abyssum vocat}}''.
''Min'' com — ''n'' —, e não — ''mim'' — com— ''m'' —;
é como se deve escrever: prova-o a orthographia,
e a pronuncia da variação feminina do adjectivo
pronominal feminino — ''min — h — a'' —; onde está
intercalado o ''signal de aspiração — h —''.
En alguas provincias do norte do Brazil (Pernambuco,
principalmente) a pronuncia da palavra
— ''compan — h — ia'' —, e semelhantes se faz com
aspiração do — ''h'' —, e não por nasalação.
Tendo dicto que escrevo com bon fundamento ''un'' e todos os seos compostos com — ''n'' — final, parecerá que a variação feminina deveria conservar o — ''n'' —; e então ter-se-hia de pronunciar — ''u — n — a, — algu — n — a —, nenhu — n — a'', etc.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/30
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2026-09-05T19:04:25Z
Épico
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/* Validada */
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|XII}}</noinclude>Aqui ''não ha nasalação, mas aspiração'' na pronuncia; e por isso deve empregar-se o — ''til'' —; que é ''signal de aspiração'', correspondente, segundo penso, ao ''espirito brando en grego''.
É por isto que se deve pronunciar ''ũ-a'', e
seos compostos; e não — ''u-m-a'', (por que tal — ''m'' — não existe no ablativo latino — ''una'', d’onde u’a
se deriva) ''algũa, nenhũa''.
Cumpre advertir que en latin, nos adjectivos
''{{lang|la|bon-us}}'', ''{{lang|la|un-us}}'', e semelhantes por conteren — ''n'' —
no radical, esse — ''n'' — não faz syllaba com a vogal
seguinte do suffixo — ''us'' —, — ''a'' —; e portanto a
pronuncia devêra ser aspirando a primeira syllaba,
''bon...us, bon...a, un...a''; e tanto isto é verdade,
que en Portugal, en alguns logares, se pronuncia
''bôn-a'' sen junctar o — ''n'' — do radical ao — ''a'' — do
suffixo.
Já que falei do ''til'', o qual apenas dizen os
diccionarios ser signal orthographico, não será fóra
de proposito dar-lhe a etymologia, que não açhei
en parte {{sic|algua|algũa}}.
Supponho que procede de ''{{lang|la|tignulum}}'' (varinha),
perdida a syllaba média breve, e a final — ''um'' —
tamben breve.
O til não suppre jámais as lettras — ''m'' — е — ''n''; — é ''signal de aspiração'' (''espirito brando'' en grego);
ou talvez exerce a mesma funcção que o Anuswara
en Sanskrito, que se colloca debaixo do — ''m'' —, ou
sobre o — ''n''.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
eferleyv4vkxfni24n6m2jhjn27cyxk
Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/31
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/* Validada */ kkkkkkkk "almoço" = "al" árabe + "morgen" alemão + "essen" alemão; o chute de Castro Lopes não é muito melhor.
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|XIII}}}}</noinclude>''Pescoço'', e ''almoço'', que todos os diccionarios
escréven d’este modo, (com — ''ç'' — cedilhado) não
os escrevo eu, attendendo á etymologia. ''Pescôsso''
ven de ''{{lang|la|pectus}}'' (peito), e do ablativo latino ''{{lang|la|osse}}''
(ôsso), perdida a sylaba — ''tu'' —, e passando o — ''s'' —
por adoçamento da pronuncia para juncto da syllaba
— ''pe'' — (''pesc''): o — ''e'' — final do ablativo latino
''{{lang|la|osse}}'' mudou-se en — ''o'' —, terminação quasi
universal do genero masculino en portuguez.<!--ô mentirada-->
Tão verdadeira é esta etymologia, que en hespanhol
se diz ''pescueso'' (''{{lang|la|pectus}}'' e ''{{lang|es|hueso}}'', ôsso).
A etymologia dada por Constancio á palavra
pescosso é de fazer rir; diz que vên de ''{{lang|la|collum, i}}'',
e ''{{lang|la|bos, ovis}}''!
''Almôsso'', opina este mesmo auctor, que se deriva
de ''{{lang|ar|Al}}'', artigo arabe (o), ''{{lang|de|morgen}}'' (manhã, en
allemão), e ''{{lang|de|essen}}'' (comer, en allemão): não obstante, escreve a palavra con — ''ç'' — cedilhado;
o que é contradicção com a propria etymologia por
elle apresentada.
Eu entendo que no vocabulo ''almôsso'' entra o
artigo arabe ''{{lang|ar|al}}'' (o); o adverbio latino ''{{lang|la|mane}}'' (de
manha), e o verbo latino ''{{lang|la|esse}}'' (comer).
Açho porén singular que vindo, como vên
o substantivo allemão ''{{lang|de|morgen}}'' do adverbio latino
''{{lang|la|mane}}'' (de manhã), e o verbo allemão ''{{lang|de|essen}}'' do
verbo latino ''{{lang|la|esse}}'', preferisse aquelle philologo a etymologia
allemã ao latin, d’onde aquellas palavras
evidentemente se derivão.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
f3xbul6x8kjkvbpyrie8rdxgdtze70p
Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/32
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Épico
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/* Validada */
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|XIV}}</noinclude>Escrever portanto ''almôsso'' com — ''ç'' — cedilhado
é violar a etymologia.
''Çh'' com cedilha! ''{{lang|la|Proh pudor}}''! exclamaráõ
talvez os que se sobresaltão com as novidades orthographicas.
O ''ch'' tên en portuguez ũas vezes son duro,
outras çhiante. O leitor illitterato, e o estrangeiro
não saberáõ de certo, quando devão pronuncial-o
d’este ou d’aquelle modo. — Nao vale o argumento
dos que dizen que o sentido da phrase guiará o
leitor; porque a seguinte proposição, por exemplo,
é tão ambigua, como as respostas dos antigos oraculos:
«Un grande chôro de crianças echoava por
toda a sala».
Esse — ''chôro'' — assin escripto, e desprovido
de distincção graphica, póde, sen offensa da logica,
ser ou o derramamento de lagrymas, ou a
reunião de vozes cantantes.
A cedilha porén no ''çh'' tira toda a duvida;
lê-se ''çhôro'' com son chiante.
''China'', e ''China'', escriptos sen cedilha, não indicão
qual das palavras é o nome da casca Peruviana,
e qual o do celeste imperio.
Examinemos agora o valor de — ''ch'' —.
Que o nosso — ''c'' — vên do ''{{lang|grc|χ}}'' grego, (ki) parece-me
indubitavel. O ''{{lang|grc|χ}}'' (ki) grego tên son duro
antes de qualquer vogal; o — ''c'' —, que é en portuguez
a representação graphica d’aquella {{pt|con-|consoante, }}<noinclude></noinclude>
jy6oacy6fiqi74u8eesmrzplhzkwmx2
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|XV}}}}</noinclude><noinclude>soante,</noinclude> tinha tamben nos primitivos tempos son
duro, mesmo antes do — ''e'' — e — do — ''i'' —; tanto
que en livros e manuscriptos antiquissimos ''ce'', e
''ci'' se encontrão cedilhados, para exprimir o son
brando.
Cahiu depois en desuso a cedilha no ''ce'' e ''ci'',
porque en nenhũa palavra portugueza aquellas syllabas
se pronuncião duras; sendo por isso superflua
a sotoposição da cedilha ao ''ce'', e ao ''ci''.
O — ''h'' —, ''simples signal de aspiração'' (espirito
orthographico no grego) vindo logo após o — ''c'' —,
quando se seguen as vogaes — ''a'' —, — ''o'' —, — ''u'' —
não faz sentir en portuguez aspiração forte; porque
en nossa lingua pouquissimas são as vozes aspiradas,
e nessas mesmas é brandissima a aspiração,
como — ''ba-hi-a, sa-hi-a'', que por isso se distinguen
de ''báia'', e ''sáia''.
Expostas estas considerações preliminares, vejamos
como e porque o ''çh'' cedilhado produz son
çhiante.
É necessario ainda notar que a çhamada cedilha
outra cousa não é mais, do que o ''sigma''
(lettra — ''s'' — en grego, {{lang|grc|ς}}), de sorte que o — ''ç'' —
cedilhado adverte o leitor, dizendo: «Este — ''c'' —
não tên son duro, mas sibilante, por causa do — ''S'' — (''sigma''), que lhe está sotoposto.
Pronuncie-se agora ''un son sibilante, aspirando-o ao mesmo tempo'': qual será o resultado?
{{nop}}<noinclude></noinclude>
bysc5pj2xhrtlfv8y0ot9c51dkauunh
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Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|XVI}}</noinclude>Sen duvida algũa ''un son çhiante''?
O — ''ç'' — cedilhado vale portanto o mesmo que — ''s'' —; e todos os que conhecen a lingua allemã saben que ''{{lang|de|sch}}'' reunidos fórmão ''son çhiante''.
Creio haver justificado o meo modo de orthographar o ''ch'', quando deva ter ''son çhiante''.
Sôbre todas estas considerações está a de evitar a ambiguidade na pronuncia.
''Meo, teo, seo, céo, Deos'' escrevo etymologicamente com — ''o'' —, e não com — ''u'' —; posto que a ultima reforma no modo de graphar estas palavras julgou ter-se fundado na etymologia, aconselhando escrever com — ''u'' —.
Escrevia-se outr’ora ''Deos, meo, teo, seo, céo, véo'', & com — ''o'' —; mais tarde allegou-se que escrevendo-se
en latin ''{{lang|la|Deus, meus, tuus, suus, cælum, velum}}'' com — ''u'' —, deverião tamben todas estas
palavras ser escriptas com — ''u'' —, e não com — ''o'' —.
O argumento era especioso, e embaíu até hoje
os que se presumen de mais etymologicos na orthographia.
Do ablativo latino, ''caso que exprime o maior numero de relações, e por isso o que deveria ser com maior frequencia repetido'', descendêrão quasi todos
os substantivos e adjectivos portuguezes: isto é incontestavel.
Depois do ablativo é o accusativo o caso, que dá mais abundante numero de substantivos, e adjectivos portuguezes.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/35
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Épico
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<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|XVII}}}}</noinclude>Por consequencia, escrevendo eu a palavra ''Deos'' com — ''o'' —, tiro-a do ablativo; quando não queiramos ir buscal-a ao grego ''Theos'', que me parece a verdadeira origen; pois que do grego se derivou o substantivo latino — ''{{lang|la|Deus}}'' —.
Quanto a ''meo, teo, seo, céo, veo'', & tamben do ablativo as faço derivar.
A prova da minha asserção está en que não se escreve — ''reino'' — com — ''u'' —, sendo en latin ''{{lang|la|regnum}}'', ''Pedro'' com —''u'' —, sendo en latin ''{{lang|la|Petrus}}''; ''gelo'' com — ''u'' —, sendo en latin ''{{lang|la|gelu}}''; ''tecto'' com — ''u'' —, sendo en latin ''{{lang|la|tectum}}''; e mil outros vocabulos, que todos se escreven en portuguez com — ''o'' —; posto que en latin sejão escriptos com ''u'' no nominativo, com excepção de ''tribu'', que en portuguez conserva o — ''u'' — do ablativo latino, por ser este vocabulo derivado do ablativo ''tribus'', (en tres) que erão as tres divisões, en que Romulo classificou o povo romano.
E perguntarei: Quen escreverá mais etymologicamente esta phrase: = Perdi meos livros = o que escrever ''meos'' com — ''o'' —; ou o que empregar o — ''u'' —?
Certamente, quen a escrever com — ''o'' —; por que en latin se diria — {{lang|la|Perdidi libros ''meos''}} —.
Aos que se escandalizarem por ver ''pais'' escripto com — ''s'' —, e não com — ''z'' —, direi que, seguindo eu, como sigo, tanto quanto é possivel, a {{pt|ortho-|orthographia }}<noinclude></noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/36
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Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|XVIII}}</noinclude><noinclude>graphia</noinclude> etymologica, deveria empregar — ''s'' —, e não — ''z'' — na syllaba final d’aquella palavra.
Todas as linguas derivadas do latin escreven — ''pais'' — com — ''s'' — o hespanhol diz ''{{lang|es|país}}'', o francez ''{{lang|fr|pays}}'', o italiano ''{{lang|it|paese}}'': por que hade o portuguez usar do — ''z'' —, e hão de aconselhar tal orthographia os lexicographos, que se dizen etymologicos?
Ou são, ou não são etymologicos no modo de orthographar; não comprehendo essas excepções arbitrarias com violação da etymologia.
A regra orthographica, que manda escrever com — ''z'' — a syllaba final de um vocabulo, quando aquella é longa, deve ter excepção, si na raiz etymologica da palavra ha — ''s'' —; por que en tal caso conserva-se o — ''s'' — etymologico, collocando-se accento agudo na vogal, como en ''naris'', (do latin ''{{lang|la|naris}}''), ''Luis'' (do latin ''{{lang|la|Ludovicus}}'').
É anti-etymologica essa regra de escrever com — ''z'' — toda e qualquer palavra, cuja syllaba final é longa; e por isso até hoje se tên erradamente orthographado ''pais'' escrevendo com — ''z'' —.
Si é verdadeira tal regra, por que com — ''z'' — não escreven tamben os sectarios de tal orthographia — ''produzis, traduzis, abris, cobris, vestis'', e todas as segundas pessoas do plural do presente do indicativo?
Naturalmente; por que sería contra a etymologia latina: sejão portanto coherentes; pois que a<noinclude></noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/37
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Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|XIX}}}}</noinclude>etymologia de ''pais'' é ''{{lang|la|patriis}}'', onde ha o — ''s'' — final depois dos dous ''ii'' contrahidos, que fazem a
syllaba longa.
O — ''z'' — medio ou final é quasi sempre a transformação do ''x'', ou do — ''c'' — en latin; ''voz'', ({{lang|la|vox}}) ''luz'', ({{lang|la|lux}}) ''noz'', ({{lang|la|nux}}) ''arrôz''; ({{lang|la|oryza}}) outras vezes ven do arabe, por exemplo, ''azeite'' (da palavra arabe ''{{lang|ar|seyt}}'') ''azul'' (tamben da arabe ''{{lang|ar|azrag, ézrag, zuruq}}'').
''Pais'' vên do ablativo do plural ''{{lang|la|patriis}}''; effectuada a quéda do ''tr'', a contracção dos dous ''i i'' torna longa a syllaba; e a quantidade longa é indicada pelo accento agudo, que faz parte, com os accentos grave e circumflexo, da orthographia portugueza, que do grego os herdou.
É raro açhar-se hoje quen na escripta use de accentos orthographicos; omissão, que deve ser castigada.
Os accentos fazen parte integrante e essencial da orthographia portugueza: en grego, en hespanhol, en francez, en italiano não se desprezão, não se dispensão.
Mas a ignorancia, e {{sic|muitas|muĩtas}} vezes a ''astucia'' são causa do desprezo dos accentos; por que accentuando o que escrevêssen, revelarião muĩtos escriptores a sua errada pronuncia: deixão portanto na duvida os leitores, como o fazen tamben alguns lexicographos.
{{nop}}<noinclude>{{d|{{smaller|1 a}}}}</noinclude>
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Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|XX}}</noinclude>A terceira pessoa do singular do preterito perfeito do indicativo escrevi sempre com — ''u'' —; por que en latin nos verbos da segunda conjugação ha — ''u'' — nesse tempo, modo, numero, e pessoa; e nas outras conjugações, embora não esteja claramente escripta a lettra — ''u'' —, ainda assin ahi existe transformada en — ''v'' — , como vestigio do preterito ''{{lang|la|fuit}}''.
A anarchia, a contradicção no modo de orthographar, en uma palavra, a incoherencia não reinão sómente entre o povo; os proprios lexicographos, ainda os mais afamados, commétten a câda passo erros palmares de orthographia, violando a etymologia d’aquellas mesmas palavras, cujas origens aponctão.
''{{lang|la|Undique turbatur}}''...
Era forçoso entrar en todas estas minudencias, que com o sêren, nen por isso são menos importantes.
Os acanhados limites da presente obrinha apenas me permitten esflorar as questões ortographicas, aqui suscitadas, que en obra especial serião cabalmente discutidas.
Ja prevejo o espanto, a grita, e até talvez a zombaria que hão de causar todas estas novidades: não importa; os proprios que se arripiaren, reflectindo, passada a primeira impressão, veráõ que sou coherente; e que não assentei en alicerces arbitrarios a construcção orthographica.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/39
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Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|XXI}}}}</noinclude>Quaes serão as objecções sérias contra esta orthographia etymologica, e não contradictoria?
Os mais cordatos diráõ talvez: São verdadeiras, são logicas, são convincentes as razões; ''mas o uso faz lei''; agora é melhor deixar tudo no ''{{lang|la|statu quo ante reformationem}}''. —
''O uso faz lei!'' D’aquella proposição horaciana, en que diz o grande Mestre ser o ''uso'' o que tên o arbitrio, o direito, e a norma do falar.
{{Parágrafo}}...''{{lang|la|Si volet usus, Quem penes arbitrium est, et jus, et norma loquendi}}''. tên-se por modo tal abusado, que interpretando-a en toda a latitude, poder-se-hão desculpar todos os erros do falar, e do escrever, ũa vez que o uso ''popular'' os vá impunemente repetindo durante seculos.
Todo o tempo é tempo de emendar, de corrigir faltas e erros de qualquer orden: aquella sentença não póde ter a amplitude, a extensão, que se lhe quer dar; sería absurda tal interpretação.
Porque houve homen, que até aos oitenta ou noventa annos peccou, não se ha de corrigir e emendar, ''podendo fazel-o'', só pela consideração de que tendo peccado tanto, não importa peccar un pouco mais?...
Na Republica das lettras ha tamben ''Auctoridades''; que são os Philologos, os Grammaticos, os Mestres da linguagen.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/40
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Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|XXII}}</noinclude>Essas Auctoridades, pelas leis que decretão, dêven ser respeitadas da plebe insurgente, e ignorante; aliás nessa Republica prevalecerá a anarchia.
Si tudo póde o ''uso popular'' no modo de escrever, e de falar, não se escrevão mais Grammaticas, não se componhão mais codigos orthographicos: fale, e escreva câda un como lhe aprouver.
Até agora ten-se orthographado a lingua {{sic|portunueza|portugueza}} erronea e contradictoriamente: podendo, como poden, taes erros ser emendados; nada deve impedir essa emenda e correcção.
Por que en direito se admitte (''iniquidade injustificavel''!) que aquelle que estiver de posse de ũa propriedade ''alheia'' durante 30 annos, é ''legitimo possuidor'' pelo facto de a ter gosado todo esse tempo, não se imite na orden litteraria tão absurdo principio, que equivale á affirmação de que a ''falsidade por ser de longa data se póde transformar en verdade;'' que os erros orthographicos, e grammaticaes por seculares poden ser considerados acêrtos.
Mas quen ha de tornar effectiva, e fazer respeitada a auctoridade litteraria dos Philologos, dos Grammaticos, dos Mestres da linguagen?
Nos países, en que as lettras e sciencias fórmão un ramo sério da administração publica, é o Governo, a quen tal tarefa incumbe.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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Trooper57
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{t2|NUANCE-NUANCES}}{{traço}}{{ch|IV}}
Era de verão: o thermometro marcava 35°; o calor abafava; o céo estava quasi negro; nuvens espessas e carregadas de electricidade despediam scentelhas deslumbrantes, seguidas de estrondosos trovões; a çhuva em torrentes alagava praças e ruas!...
Durou, porèm, só tres quartos de hora a tormenta, que foi pouco a pouco amainando, quando de repente mostrou-se esplendido aquelle meteóro, que o legislador hebreo indicou ao seo povo como signal de alliança entre o céo e a terra, e promessa inquebrantavel de não haver segundo diluvio.
Sem periphrase, os raios do sol poente esbatiam nas nuvens ralas, e desenhava-se um immenso e lindo arco-iris.
Mas ao que vem esta descripção de uma tempestade, terminando com a apparição do arco-iris?...
Para fazer comprehender o que os francezes çhamam — ''{{lang|fr|Nuance}}'' — no singular, e — ''{{lang|fr|Nuances}}'' — no plural, pareceu-me melhor exemplificar, do que definir o termo, que encerra idéas complexas.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/89
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Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|45}}</noinclude>A simples soletração das syllabas dá o verdadeiro sentido e traducção, isto é, ''rico do nada''; que é o que quer dizer {{lang|fr|''parvenu''}}.
Não vejo que se possa com uma só palavra melhor exprimir o complexo de idéas encerradas n’aquella expressão franceza. Merecerei a honra de ser approvado como perito algebrista de vocabulos? Dil-o-hão os sabedores.<noinclude>{{traço}}</noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/9
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Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" /></noinclude>{{c|{{x-larger|A{{dhr}}ACADEMIA REAL DAS SCIENCIAS DE{{quebra}}LISBOA{{dhr|2}}O. D. C.}}}}
{{dhr|3}}
{{Bloco direito|align=center|O{{quebra}}AUCTOR}}<noinclude></noinclude>
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/131
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Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" /></noinclude>{{T2|{{lang|fr|ENVELOPPE}}}}{{traço}}{{ch|I}}
São as palavras o traje do pensamento; é por
meio daquellas vestes que se apresentam as idéas;
e quanto mais artistica e perfeitamente são talhadas
essas roupas, tanto melhor sobresahe o pensamento.
Quem tem roupa sua, de boa fazenda e bem
talhada, de certo não precisa de andar com a
alheia, que só póde bem servir ao seo domno, e
nunca ao estranho, sendo principalmente differentes
as dimensões do corpo de cada um.
Applicando estas considerações ao indesculpavel
abuso de enxertar em nossa linguagem vocabulos
exoticos, quando os temos vernaculos e
correspondentes áquelles, bem quizera eu que me
demonstrassem a necessidade de empregar-se, por
exemplo, a palavra franceza — {{lang|fr|''enveloppe''}} — para significar
a capa que envolve uma carta.
Qual teria sido o poderoso monarcha, que da lingua portugueza baniu o expressivo vocabulo — ''sobrecarta?''...
{{nop}}<noinclude></noinclude>
npfsso1feqfv2es3goeobzshr2wek1i
Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/132
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Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />88</noinclude>Si temos, como não padece duvida, em portuguez o termo — ''sobrecarta'' —, por que se ha de pedantescamente empregar o barbarismo {{lang|fr|''enveloppe''}}?
O termo francez {{lang|fr|''enveloppe''}} significa tudo o que envolve, tudo o que embrulha; corresponde ás palavras portuguezas — ''envoltorio, involucro;'' — é, portanto, um termo generico.
''Sobrecarta'', porém, encerra sentido restricto, exprime unica e exclusivamente a ''capa de uma carta''.
Qual será, pois, a razão da preferencia dada á palavra franceza?
Sem duvida, a desgraçada mania de desprezar o que é nosso e bom, só para tomarmos do estranho até o que não presta.
Poucos reflectem em que este desprezo do que nos pertence, revela desamor ás cousas patrias: desprezam-se as palavras, desprezam-se os costumes, e o resultado é o entibiamento do patriotismo.
{{lang|fr|''Enveloppe''}} é palavra desnecessaria, absolutamente inutil em {{corr|portugnez|portuguez}}; nós possuimos vocabulo genuino e muito mais expressivo; digamos, portanto, d{{'}}ora em diante, e sempre, não {{lang|fr|''enveloppe''}}, mas ''sobrecarta''.
{{traço}}
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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Épico
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />88</noinclude>Si temos, como não padece duvida, em portuguez o termo — ''sobrecarta'' —, por que se ha de pedantescamente empregar o barbarismo {{lang|fr|''enveloppe''}}?
O termo francez {{lang|fr|''enveloppe''}} significa tudo o que envolve, tudo o que embrulha; corresponde ás palavras portuguezas — ''envoltorio, involucro;'' — é, portanto, um termo generico.
''Sobrecarta'', porèm, encerra sentido restricto, exprime unica e exclusivamente a ''capa de uma carta''.
Qual será, pois, a razão da preferencia dada á palavra franceza?
Sem duvida, a desgraçada mania de desprezar o que é nosso e bom, só para tomarmos do estranho até o que não presta.
Poucos reflectem em que este desprezo do que nos pertence, revela desamor ás cousas patrias: desprezam-se as palavras, desprezam-se os costumes, e o resultado é o entibiamento do patriotismo.
{{lang|fr|''Enveloppe''}} é palavra desnecessaria, absolutamente inutil em {{corr|portugnez|portuguez}}; nós possuimos vocabulo genuino e muito mais expressivo; digamos, portanto, d{{'}}ora em diante, e sempre, não {{lang|fr|''enveloppe''}}, mas ''sobrecarta''.
{{traço}}
{{nop}}<noinclude></noinclude>
oy71ljfshyx1u38jf9gfiirmk9bwy6v
Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/209
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Erick Soares3
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{sc|j.-t. maston salvo}}|CAPITULO XXI}}
{{dhr|5}}
Foi grande a commoçāo a bordo da ''Susquehanna''. Officiaes e
marinheiros esqueciam aquelle terrivel perigo que acabavam
de correr, aquella possibilidade de serem esmagados e mettidos
a pique. Só pensavam na catastrophe que servia de fecho áquella viagem, o mais audaz commetimento dos tempos antigos e
modernos, que assim ia custar a vida aos arrojados aventureiros que nʼelle se tinham empenhado.
— Sāo elles que voltam, dissera o moço aspirante, e todos
o tinham comprehendido. Ninguem punha em duvida que aquelle bolido fosse o projectil do Gun-Club. Quanto á sorte dos viajantes que nʼelle estavam encerrados, dividiam-se as opiniōes.
— Morreram! dizia um.
U02014
Vivem, respondia outro, que a agua é profunda e amorteceu-lhes a quéda.
— Mas faltou-lhes o ar, proseguia este, e devem ter morrido
asphyxiados!
— Queimados! replicava aquelle, que o projectil ao atravessar a atmosphera estava transformado n'uma massa incandescente.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
2kr98uxddbnzsgvy0j44y2yghphmye9
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2026-09-05T12:04:26Z
Erick Soares3
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{sc|j.-t. maston salvo}}|CAPITULO XXI}}
{{dhr|5}}
Foi grande a commoçāo a bordo da ''Susquehanna''. Officiaes e
marinheiros esqueciam aquelle terrivel perigo que acabavam
de correr, aquella possibilidade de serem esmagados e mettidos
a pique. Só pensavam na catastrophe que servia de fecho áquella viagem, o mais audaz commetimento dos tempos antigos e
modernos, que assim ia custar a vida aos arrojados aventureiros que nʼelle se tinham empenhado.
— Sāo elles que voltam, dissera o moço aspirante, e todos
o tinham comprehendido. Ninguem punha em duvida que aquelle bolido fosse o projectil do Gun-Club. Quanto á sorte dos viajantes que nʼelle estavam encerrados, dividiam-se as opiniōes.
— Morreram! dizia um.
— Vivem, respondia outro, que a agua é profunda e amorteceu-lhes a quéda.
— Mas faltou-lhes o ar, proseguia este, e devem ter morrido
asphyxiados!
— Queimados! replicava aquelle, que o projectil ao atravessar a atmosphera estava transformado n'uma massa incandescente.
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Erick Soares3
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|202|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>— Pouco importa, respondiam todos unanimes. Mortos ou vivos, sempre é mister de lá tiral-os!
No entretanto o capitāo Blomsberry rennira a officialidade da
corveta e, com permissāo de todos os officiaes, convocara conselho. Tratava-se de tomar immediatamente uma decisāo.
O que era pressa era pescar o projectil, operaçāo difficil, mas
nāo impossivel, apesar de tudo. Faltavam, porém, á corveta os
machinismos necessarios, que deviam ser ao mesmo tempo
possantes e exactos. Resolveu-se, portanto, levar o navio ao porto mais proximo, e dʼahi dar aviso ao Gun-Club da queda da
bala.
Esta decisāo foi tomada por unanimidade, a escolha do porto
é que teve que soffrer discussāo. Na costa visinha nāo se offerecia ancoradouro algum a vinte e sete graus de latitude. Um
pouco mais ao norte, acima da peninsula de Monterey, estava a
importante cidade que lhe deu o nome. Mas fundada como fôra
nos confins de um verdadeiro deserto, nāo estava ligada ao interior por uma rede telegraphica, e só a electricidade é que podia espalhar com rapidez bastante aquella importante nova.
Alguns graus mais ao sul abria-se a bahia de S. Francisco.
Pela capital do paiz do ouro eram faceis as communicaçōes com
o centro da Uniāo. Dando toda a força ao vapor, a ''Susquehanna''
podia dar entrada no porto de S. Francisco em menos de dois
dias. A corveta teve, pois, que partir sem mais detença.
As fornalhas estavam accesas. Podia-se levantar ferro immediatamente. Estavam ainda no fundo duas mil braças de sonda,
mas o capitāo Blomsberry, que nāo quiz perder um tempo precioso a colhel-a, resolveu cortar a linha.
— Prende-se-lhe a ponta a uma boia, e esta indicará depois
com exactidāo o ponto onde o projectil caiu.
— De mais a mais conhecemos a nossa posiçāo rigorosa: 27º
7ʼ de latitude norte por 44° 37ʼ de longitude oeste.
— Bem, senhor Bronsfield, respondeu o capitāo, e, com sua
licença, faço cortar o fio.
Lançou-se ao mar uma forte boia, ainda reforçada por um par
de chapas, e pregou-se-lhe com segurança a ponta do fio. A<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|203|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>boia, unicamente submettida á oscillação da vaga, não podia mudar sensivelmente de posição.
Nʼaquelle momento fez o engenheiro prevenir o capitão de
que podiam partir. O capitão mandou-lhe os agradecimentos por
esta excellente participação. Depois indicou a derrota a nordeste. E a corveta, virando de bordo, dirigiu-se a todo o vapor para
a bahia de S. Francisco. Eram tres da manhã.
Duzentas leguas a transpor não era grande cousa para um
navio de boa marcha como a ''Susquehanna'', que em trinta e seis
horas havia de devorar aquelle intervallo; e que a 14 de dezembro, á uma hora e vinte e sete minutos da tarde, entrava a
bahia de S. Francisco.
À vista dʼaquelle navio da marinha nacional, que chegava a
toda a velocidade, com o gurupez raso e o mastro de traquete
escorado, commoveu-se singularmente a curiosidade publica·
Dentro em pouco juntou-se no caes uma multidão compactaʼ
para assistir ao desembarque.
O capitão Bloomsberry e o tenente Bronsfield, depois de largarem ferro, desceram a um escaler de oito remos, que os transportou immediatamente a terra. Saltaram ao caes; e sem responder palavra ás mil perguntas que lhes eram dirigidas, perguntaram:
— Onde é o telegrapho?
O proprio capitão do porto é que os conduziu á estação telegraphica, no meio de immensa concorrencia de curiosos. Bloomsberry e Bronsfield entraram em estação, emquanto a multidão
se apinhava ás portas.
Alguns minutos depois expedia-se um despacho telegraphico
por quatro vias: 1.º, ao secretario dʼestado da marinha, Washington; 2.º, ao vice-presidente do Gun-Club, Baltimore; 3.º, ao
''honorable'' J.-T. Maston, montanhas Penhascosas; 3.º, ao sub-director do observatorio de Cambridge, Massachussets.
O telegramma era concebido nos seguintes termos:
«A 20 graus e 7 minutos de latitude norte por 41 graus e 37
minutos de longitude oeste, no dia 12 de dezembro, á uma hora
e dezesete minutos da manhã, caiu o projectil columbiada no<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{sc|Alegre fim da alegria.}}|IX}}
{{dhr|5}}
As moças, achando-se sós, foram para as janellas,
ficando duas em cada uma, e entraram a tagarellar, a
inclinar-se para fóra e a conversar de uma janella para
a outra.
Viram os moços sahir da casa de pasto de braços
dados; elles voltaram-se, acenaram-lhes rindo-se, e desappareceram no meio dessa empoeirada turbamulta domingueira que invade hebdomadariamente os Campos-Elyseus.
— Não vos demoreis muito! gritou Fantina.
— O que nos trarão elles? disse Zephina.
— Alguma cousa bem linda, de certo, disse Dahlia.
— Cá por mim, accrescentou Favorita, prefiro que seja qualquer cousa de ouro.
Ellas foram dentro em pouco distrahidas pelo movimento que reinava ao longo do rio, e que avistavam por
entre os galhos das altas arvores o que muito as divertia. Era a hora da partida das ''malas-postas'' e das diligencias. Estes carros, dirigindo-se para o sul e para
o oeste passavam então quasi todos pelos Campos-Ely-<noinclude>
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As moças, achando-se sós, foram para as janellas,
ficando duas em cada uma, e entraram a tagarellar, a
inclinar-se para fóra e a conversar de uma janella para
a outra.
Viram os moços sahir da casa de pasto de braços
dados; elles voltaram-se, acenaram-lhes rindo-se, e desappareceram no meio dessa empoeirada turbamulta domingueira que invade hebdomadariamente os Campos-Elyseus.
— Nāo vos demoreis muito! gritou Fantina.
— O que nos trarāo elles? disse Zephina.
— Alguma cousa bem linda, de certo, disse Dahlia.
— Cá por mim, accrescentou Favorita, prefiro que seja qualquer cousa de ouro.
Ellas foram dentro em pouco distrahidas pelo movimento que reinava ao longo do rio, e que avistavam por
entre os galhos das altas arvores o que muito as divertia. Era a hora da partida das ''malas-postas'' e das diligencias. Estes carros, dirigindo-se para o sul e para
o oeste passavam entāo quasi todos pelos Campos-Ely-<noinclude>
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As moças, achando-se sós, foram para as janellas,
ficando duas em cada uma, e entraram a tagarellar, a
inclinar-se para fóra e a conversar de uma janella para
a outra.
Viram os moços sahir da casa de pasto de braços
dados; elles voltaram-se, acenaram-lhes rindo-se, e desappareceram no meio dessa empoeirada turbamulta domingueira que invade hebdomadariamente os Campos-Elyseus.
—Nāo vos demoreis muito! gritou Fantina.
—O que nos trarāo elles? disse Zephina.
—Alguma cousa bem linda, de certo, disse Dahlia.
—Cá por mim, accrescentou Favorita, prefiro que seja qualquer cousa de ouro.
Ellas foram dentro em pouco distrahidas pelo movimento que reinava ao longo do rio, e que avistavam por
entre os galhos das altas arvores o que muito as divertia. Era a hora da partida das ''malas-postas'' e das diligencias. Estes carros, dirigindo-se para o sul e para
o oeste passavam entāo quasi todos pelos Campos-Ely-<noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|186}}</noinclude>seus. A maior parte delles seguiam pelo cāes e sahiam
pela barreira de Passy. De minuto em minuto, uma
grande carruagem pintada de amarello e de preto, excessivamente carregada, tirada por cavallos cobertos de
guisos, disforme á força de malas, de fardos e de saccos de viagem, cheia de cabeças que para logo desappareciam, pulverisando as calçadas, transformando todas
as pedras em pederneiras, lançava-se por entre a multidāo com todas as faiscas de uma forja, servindo-lhe a
poeira como que de fumaça, e com um ar de furia. Esta
bulha divertia as moças. Favorita exclamava:
—Que estrepito! dir-se-hia que estāo arrastando
montōes de correntes.
Nʼuma dessas occasiōes uma das taes carruagens, que
se distinguia difficilmente por entre a folliagem dos olmos, parou um momento, e depois tornou a partir a
todo o galope. Fantina admirou-se.
—É singular! disse ella. Eu pensava que as diligencias nunca paravam.
Favorita encollheu os hombros.
—Esta Fantina é admiravel. Merece que todos a contemplem por curiosidade. As cousas as mais simples
ençhem-nʼa de assombro. Façamos una supposiçāo : eu
sou um viajante e digo á diligencia : « Eu vou adiante ;
quando você passar pelo cáes me receberá. » A diligencia passa, avista-me, para, e recebe-me. Isto se faz todos os dias. Tu ainda estás muito ignorante da vida,
minha amiga.
Passou-se assim um certo espaço de tempo. De repente Favorita fez o movimento de uma pessoa que desperta.
—Entāo, disse ella, que é da sorpreza?
—Sim, é verdade, accrescentou Dahlia, que è da famosa sorpreza ?
—Já estāo tardando de mais! disse Fantina.
Quando suspirava Fantina , entrou o caixeiro que
os servira á mesa. Trazia na māo o que quer que fosse
que se parecia com uma carta.
—O que é isso? perguntou Favorita.
O caixeiro respondeu :
—É um papel que os moços me deram para entregar
ás senhoras.
—Mas porque nāo o trouxe logo ?
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|187}}</noinclude>—Porque os moços recommendaram-me, respondeu
o caixeiro, que só o entregasse ás senhoras dahi a uma
hora.
Favorita arrancou o papel da māo do caixeiro. Era
de feito uma carta.
—E esta! disse ella. Nāo tem sobrescripto. Mas aqui
está o que vejo em vez de endereço :
{{dhr}}
{{c|{{sc|isto é a sorpreza.}}}}
{{dhr}}
Abriu vivamente a carta, desdobrou-a, e leu (ella sabia ler) :
« Ó queridas amantes nossas !
« Sabei que nós temos paes. Vós ignoraes sem duvida
o que sejam paes. É assim que se chamam no codigo
civil, pueril e honesto, o homem e a mulher a quem devemos a vida. Ora, os nossos paes gemem, esses velhos nos reclamam, esses bons homens e essas boas mulheres chamam-nos filhos prodigos, aguardam a nossa
volta, e promettem-nos matar bois para festejar-nos. Virtuosos como somos, obedecemos-lhes. No momento em
que isto lêdes cinco cavallos fogosos levam-nos a nossos
papaes e a nossas mamāes. Tomamos as de villa Diogo, ''fichons le camp'', como diz Bossuet. Partimos ; já
estamos longe. Fugimos nos braços de Laffitte e sobre
as azas de Caillard. A diligencia de Toulouse arrancanos ao abysmo, e o abysmo soes vós, ó lindinhas! Volvemos ao gremio da sociedade, do dever e da ordem,
a galope, a razāo de tres leguas por hora. Importa á
patria que nós sejamos, como todos, prefeitos, paes de
familia, guardas campestres e conselheiros de estado.
Venerae-nos. Nós nos sacrificamos. Chorae-nos rapidamente, e pocurae logo quem nos substitua. Se esta
carta vos affligir, consolae-vos depressa. Adeus.
« Por espaço de quasi dous annos démos-vos todas
as venturas desejaveis. Nāo nos queiraes mal por isso.
« Assignados: {{sc|Blachevelle.—Fameuh.—Listolier.—Felix Tholomyès.}}
« {{sc|Post-scriptum.}}—O jantar está pago. »
As quatro moças olharam-se mutualmente.
Favorita foi a primeira que rompeu o silencio.
—Pois bem ! exclamou ella, nāo se pode negar que
a peça foi bem pregada.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|188}}</noinclude>—E é muito engraçada, disse Zephina.
—A lembrança nāo foi de outro senāo de Blachevelle,
continuou Favorita. Só por isto amo-o agora devéras.
Apenas ausente, logo amado. É o que sempre se vê.
—Nāo, disse Dahlia, a lembrança foi de Tholomyès.
Logo se vê.
—Nesse caso, tornou Favorita, morra Blachevelle e
viva Tholomyès !
—Viva Tholomyès ! gritaram Dahlia e Zephina.
E desataram a rir ás gargalhadas.
Fantina riu-se como as outras.
Dahi a uma hora, quando se recolheu á sua camara
chorou. Como já dissemos, era aquelle o seu primeiro amor; ella entregara-se a esse Tholomyès como a
um marido, e a pobre moça tinha um filho.
{{dhr|8}}
{{c|{{sc|fim do tomo primeiro.}}}}
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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Os Miseraveis (trad. Justiniano José da Rocha)/Tomo primeiro/Livro terceiro/IX
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[[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf" from=189 to=192 header=1 /> {{Modernização}} {{DP-1}} [[fr:Les Misérables/Tome 1/Livre 3/09]]
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text/x-wiki
<pages index="Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf" from=189 to=192 header=1 />
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[[fr:Les Misérables/Tome 1/Livre 3/09]]
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[[Ajuda:SEA|←]] nova página: == [[:w:Usuário:Épico/Testes/Constituinte|Projeto Constituinte]] == {| class="wikitable plainrowheaders" |+ Documentos da Assembleia Nacional Constituinte de 1987–1988 |- ! scope="col" | Documento ! scope="col" style"center" | Commons ! scope="col" | Wikisource |- | Regimento Interno da Assembleia Nacional Constituinte (1987) | | |- | Anteprojeto de Constituição da Comissão de Sistematização | style="text-align:center;" | Arquivo:Anteprojeto de...
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wikitext
text/x-wiki
== [[:w:Usuário:Épico/Testes/Constituinte|Projeto Constituinte]] ==
{| class="wikitable plainrowheaders"
|+ Documentos da Assembleia Nacional Constituinte de 1987–1988
|-
! scope="col" | Documento
! scope="col" style"center" | Commons
! scope="col" | Wikisource
|-
| Regimento Interno da Assembleia Nacional Constituinte (1987)
|
|
|-
| Anteprojeto de Constituição da Comissão de Sistematização
| style="text-align:center;" | [[Arquivo:Anteprojeto de Constituição da Comissão de Sistematização.pdf|semmoldura|175px]]
|
|-
| Projeto de Constituição da Comissão de Sistematização
| style="text-align:center;" | [[Arquivo:Projeto de Constituição da Comissão de Sistematização.pdf|semmoldura|175px]]
|
|-
| Primeiro Substitutivo do Relator ao Projeto de Constituição
| style="text-align:center;" | [[Arquivo:Projeto de Constituição - Primeiro Substitutivo do Relator.pdf|semmoldura|175px]]
|
|-
| Segundo Substitutivo do Relator ao Projeto de Constituição
| style="text-align:center;" | [[Arquivo:Projeto de Constituição - Segundo Substitutivo do Relator.pdf|semmoldura|175px]]
|
|-
| Projeto de Constituição (A)
| style="text-align:center;" | [[Arquivo:Projeto de Constituição (A) da Comissão de Sistematização.pdf|semmoldura|175px]]
|
|-
| Projeto de Constituição (B)
| style="text-align:center;" | [[Arquivo:Projeto de Constituição (B).pdf|semmoldura|175px]]
|
|-
| Projeto de Constituição (C)
| style="text-align:center;" | [[Arquivo:Projeto de Constituição (C).pdf|semmoldura|175px]]
|
|-
| Projeto de Constituição (D) </br> [Não carregar?]
| style="text-align:center;" | [[Arquivo:Projeto de Constituição (D).pdf|semmoldura|175px]]
|
|-
| Autógrafo da Constituição da República Federativa do Brasil </br> [versão promulgada]
|
| [[Constituição de 1988 da República Federativa do Brasil]]
|}
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Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis - 2 ed.djvu/15
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