Wikisource ptwikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.18 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikisource Wikisource Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão Portal Portal Discussão Autor Autor Discussão Galeria Galeria Discussão Página Página Discussão Em Tradução Discussão Em Tradução Anexo Anexo Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Categoria:Legislação do Brasil por esfera de governo 14 10126 561570 30903 2026-09-05T17:14:06Z Épico 12904 nova chave para [[Categoria:Legislação do Brasil]]: " " usando [[Wikipedia:Software/Scripts/HotCat|HotCat]] 561570 wikitext text/x-wiki [[Categoria:Legislação do Brasil| ]] 69wmu0kka036a671fmug2rntuow7s44 Categoria:Legislação do Brasil por tipo 14 10127 561572 30904 2026-09-05T17:15:01Z Épico 12904 nova chave para [[Categoria:Legislação do Brasil]]: " " usando [[Wikipedia:Software/Scripts/HotCat|HotCat]] 561572 wikitext text/x-wiki [[Categoria:Legislação do Brasil| ]] 69wmu0kka036a671fmug2rntuow7s44 Categoria:Legislação do Brasil por matéria 14 10137 561573 30915 2026-09-05T17:15:05Z Épico 12904 nova chave para [[Categoria:Legislação do Brasil]]: " " usando [[Wikipedia:Software/Scripts/HotCat|HotCat]] 561573 wikitext text/x-wiki [[Categoria:Legislação do Brasil| ]] 69wmu0kka036a671fmug2rntuow7s44 Página:Peregrinaçam.pdf/5 106 36378 561613 543170 2026-09-06T02:07:40Z Sérgio R R Santos 37359 /* Proofread */ 561613 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Sérgio R R Santos" /><div class="prose"> <div style = "text-align: center"></noinclude><p style = "text-indent: 0">PEREGRINAÇAM</p> <p style = "text-indent: 0">DE FERNAM MENDEZ</p> <p style = "text-indent: 0">PINTO.</p> <section begin="int"/><p style = "text-indent: 0"> Em qve da conta de mvytas e mvyto eſtranhas couſas que vio & ouuio no reyno da China, no da Tartaria, no do Sornau, que vulgarmente ſe chama Sião, no do Calaminhan, no de Pegù, no de Martauão, & em outros muytos reynos & ſenhorios das partes Orientais, de que neſtas noſſas do Occidente ha muyto pouca ou nenhũa noticia.</p> <p style = "font-style: italic; text-indent: 0"> E tambem da conta de mvytos casos particulares que acontecerão aſsi a elle como a outras muytas peſſoas. E no fim della trata breuemente de algũas couſas, & da morte do ſanto Padre meſtre Franciſco Xauier, u vnica luz & reſplandor daquellas partes do Oriente, & Reytor nellas vniuerſal da Companhia de Ieſus.</p> <p style = "text-indent: 0"> Eſcrita pelo meſmo Fernão Mendez Pinto.</p> <p style = "font-style: italic; text-indent: 0"> Dirigido à Catholica Real Mageſtade del Rey dom Felippe o III. deſte nome noſſo Senhor.</p> <section end="int"/> <p style = "text-indent: 0"> [[Imagem:Flag Portugal (1640).svg|250px]]</p> <p style = "font-style: italic; text-indent: 0"> Com licença do ſanto Officio, Ordinario, & Paço.</p> ---- <p style = "text-indent: 0"> EM LISBOA. Por Pedro Crasbeeck. Anno 1614.</p> <p style = "text-indent: 0"> À cuſta de Belchior de Faria Caualeyro da caſa del Rey noſſo Senhor, & ſeu Liureyro. ''Com priuilegio Real''.</p> <p style = "font-style: italic; text-indent: 0"> Eſtà taixado eſte liuro a 600 reis em papel.</p><noinclude> </div></noinclude> p56feh6lj8z42d2nezeg2299p6f8dtc 561614 561613 2026-09-06T02:10:36Z Sérgio R R Santos 37359 typo 561614 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Sérgio R R Santos" /><div class="prose"> <div style = "text-align: center"></noinclude><p style = "text-indent: 0">PEREGRINAÇAM</p> <p style = "text-indent: 0">DE FERNAM MENDEZ</p> <p style = "text-indent: 0">PINTO.</p> <section begin="int"/><p style = "text-indent: 0"> Em qve da conta de mvytas e mvyto eſtranhas couſas que vio & ouuio no reyno da China, no da Tartaria, no do Sornau, que vulgarmente ſe chama Sião, no do Calaminhan, no de Pegù, no de Martauão, & em outros muytos reynos & ſenhorios das partes Orientais, de que neſtas noſſas do Occidente ha muyto pouca ou nenhũa noticia.</p> <p style = "font-style: italic; text-indent: 0"> E tambem da conta de mvytos casos particulares que acontecerão aſsi a elle como a outras muytas peſſoas. E no fim della trata breuemente de algũas couſas, & da morte do ſanto Padre meſtre Franciſco Xauier, vnica luz & reſplandor daquellas partes do Oriente, & Reytor nellas vniuerſal da Companhia de Ieſus.</p> <p style = "text-indent: 0"> Eſcrita pelo meſmo Fernão Mendez Pinto.</p> <p style = "font-style: italic; text-indent: 0"> Dirigido à Catholica Real Mageſtade del Rey dom Felippe o III. deſte nome noſſo Senhor.</p> <section end="int"/> <p style = "text-indent: 0"> [[Imagem:Flag Portugal (1640).svg|250px]]</p> <p style = "font-style: italic; text-indent: 0"> Com licença do ſanto Officio, Ordinario, & Paço.</p> ---- <p style = "text-indent: 0"> EM LISBOA. Por Pedro Crasbeeck. Anno 1614.</p> <p style = "text-indent: 0"> À cuſta de Belchior de Faria Caualeyro da caſa del Rey noſſo Senhor, & ſeu Liureyro. ''Com priuilegio Real''.</p> <p style = "font-style: italic; text-indent: 0"> Eſtà taixado eſte liuro a 600 reis em papel.</p><noinclude> </div></noinclude> jgczcjoqr7933u1l1kko3pfc1wehdp7 Primeiro Tratado de Santo Ildefonso 0 38544 561544 446572 2026-09-05T14:34:15Z Cantons-de-l'Est 9815 Eliminação de um parâmetro supérfluo (que dá origem a um aviso do motor do Wikisource); no entanto, o resultado é o mesmo. Ver [[Ajuda:Transclusão]]. 561544 wikitext text/x-wiki <pages index="Primeiro Tratado de Santo Ildefonso.djvu" from=7 to="37" page="página" header=1 next="" current="" título="[[w:Tratado de Santo Ildefonso (1777)|Tratado de Santo Ildefonso (1777)]]" /> {{Modernização automática|pt-PT= *ſ=s |pt-BR= *ſ=s }} [[Categoria:Obras publicadas em 1777]] [[Categoria:Tratados]] [[Categoria:Portugal]] [[Categoria:Espanha]] [[Categoria:Obras em português antigo]] <!-- notas="{{br}}Transcrito conforme [[Galeria:Primeiro Tratado de Santo Ildefonso.djvu|facsímilie da edição original]]; veja também a [[Primeiro Tratado de Santo Ildefonso (ortografia atualizada)|versão com ortografia atualizada]]{{download}}" --> s0owefg2fwekkselwgldvoa2sx6tqhl Categoria:Legislação estadual do Brasil 14 176225 561571 346548 2026-09-05T17:14:38Z Épico 12904 nova chave para [[Categoria:Legislação do Brasil por esfera de governo]]: "Estadual" usando [[Wikipedia:Software/Scripts/HotCat|HotCat]] 561571 wikitext text/x-wiki [[Categoria:Legislação do Brasil por esfera de governo|Estadual]] itqyryw2xjv6zinfpqukt3nt0i6knzv Utilizador:Erick Soares3 2 184902 561539 561361 2026-09-05T12:33:25Z Erick Soares3 19404 561539 wikitext text/x-wiki {{página de usuário}} {{#babel:pt-br|en-3}} {{Userbox/Idade|dia=24|mes=12|ano=1999}} [[W:Usuário:Erick Soares3|Página na Wikipédia]]. 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Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/620|Miseraveis X-5-biografia]] |157 |} <div style="clear:both;"></div> <div style="box-shadow: 0 0 .3em #999; border-radius: .2em; margin: 1em 0 2em 0; padding: 1px;"> <div style="background: #ffe6a7; border-radius: .2em; color: #282828; font-size:125%; padding: .4em .8em .5em;"><span style="opacity: .7;">[[File:Icons8 flat approval.svg|25px|link=|alt=]]</span> &nbsp; '''Projetos Finalizados''' </div> <div title="Projets en chantier" style="padding: 1em;font-size:80%"> <gallery heights="240px" widths="180px" mode="packed" class="center"> <!--2026--> Ficheiro:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf|page=103|thumb|'''[[Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano/11/O Assedio do Recife em 1821|O Assedio do Recife em 1821]]''' Ficheiro:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf|page=663|thumb|'''[[Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano/11/O Cometa de 1652|O Cometa de 1652]]''' Ficheiro:"Olha a terra, meu amigo, como é que ela é?".pdf|page=1|thumb|'''[[Lusitania sacra/Número 49/Olha a terra, meu amigo, como é que ela é?|"Olha a terra, meu amigo, como é que ela é?"]]''' Ficheiro:Campos-Traduccaoebreve.pdf|page=2|thumb|'''[[Traducção e breve analyse sobre M. 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Renan]]''' Ficheiro:Da Terra á Lua.pdf|page=3|thumb|'''[[Da Terra á Lua]]''' Ficheiro:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf|page=1|thumb|'''[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)]]''' Ficheiro:O Legado de Aaron Swartz.pdf|page=1|thumb|'''[[Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação/Volume 21/O Legado de Aaron Swartz|O Legado de Aaron Swartz]]''' Ficheiro:Tradução do discurso de Fedro no Banquete de Platão.pdf|page=1|thumb|'''[[Revista Archai/Volume 34/Tradução do discurso de Fedro no Banquete de Platão|Tradução do discurso de Fedro no Banquete de Platão]] Ficheiro:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf|page=214|thumb|'''[[Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano/11/O Recife de Grês do Porto de Pernambuco|O Recife de Grês do Porto de Pernambuco]]''' Ficheiro:O Cruzeiro (1928 - N001).pdf|page=29|thumb|'''[[O Cruzeiro (Revista)/Ano I/Nº I/10 de novembro de 1928/A Éra das Forças Hydraulicas|A Éra das Forças Hydraulicas]]''' <!--2025--> Ficheiro:Historia das invenções.pdf|page=7|thumb|'''[[Historia das invenções (4ª edição)]]''' File:Franklin - A Sciencia do bom homem (1864).pdf|page=3|thumb|'''[[A Sciencia do Bom Homem Ricardo]]''' File:Apontamentos de Psychologia.pdf|page=1|thumb|'''[[Apontamentos de Psychologia]]''' File:Vida Ociosa Capa (Restored).jpg|thumb|link=Galeria:Vida Ociosa (2ª edição).pdf|'''[[Vida Ociosa (2ª edição)]]''' File:Byron-Giaurpoema.pdf|thumb|page=2|link=Galeria:Byron-Giaurpoema.pdf|'''[[O Giaur]]''' File:Representação à Assembléia Geral Constituinte e Legislativa do Império do Brasil sobre a escravatura.pdf|thumb|link=Galeria:Representação à Assembléia Geral Constituinte e Legislativa do Império do Brasil sobre a escravatura.pdf|'''[[Representação de José Bonifácio sobre a escravatura]]''' File:Byron, Parisina (1905).pdf|link=Galeria:Byron, Parisina (1905).pdf|thumb|page=2|'''[[Parisina (1905)|Parisina]]''' File:A Verdade (Honorio Lima, 1900).pdf|link=Galeria:A Verdade (Honorio Lima, 1900).pdf|page=2|thumb|'''[[A Verdade]]''' File:Tratado de amizade e commercio entre Portugal e o Império da China.pdf|thumb|link=Galeria:Tratado de amizade e commercio entre Portugal e o Império da China.pdf|'''[[Tratado de amizade e commercio entre Portugal e o Império da China]]''' File:Lisboa no anno três mil.pdf|thumb|page=5|link=Galeria:Lisboa no anno três mil.pdf|'''[[Lisboa no anno três mil]]''' File:A Nova Aurora.pdf|thumb|link=Galeria:A Nova Aurora.pdf|'''[[A Nova Aurora]]''' File:Em direção à paz.pdf|thumb|link=Galeria:Em direção à paz.pdf|'''[[Em direção à paz]]''' File:Credo de Liberdade.pdf|page=3|thumb|link=Galeria:Credo de Liberdade.pdf|'''[[Credo de Liberdade]]''' File:Dois Discursos (Vargas, 1940).pdf|thumb|link=Galeria:Dois Discursos (Vargas, 1940).pdf|page=2|'''[[Dois discursos]]''' File:Poesias de Dom Pedro II.pdf|thumb|link=:oldwikisource:Index:Poesias de Dom Pedro II.pdf|page=6|'''[[:oldwikisource:Poesias de Dom Pedro II|Poesias de D. Pedro II]]''' File:Dialogo entre dous mortos.pdf|page=3|thumb|link=Galeria:Dialogo entre dous mortos.pdf|'''[[Dialogo entre dous mortos]]''' File:Os Noivos (filme de 1913).pdf|thumb|link=Galeria:Os Noivos (filme de 1913).pdf|page=2|'''[[Os Noivos (filme de 1913)]]''' File:Os ultimos dias de Pompeia (filme de 1913).pdf|link=Galeria:Os ultimos dias de Pompeia (filme de 1913).pdf|thumb|page=2|'''[[Os ultimos dias de Pompeia]]''' File:Combate de Oscar e Dermid.pdf|thumb|link=Galeria:Combate de Oscar e Dermid.pdf|page=2|'''[[Combate de Oscar e Dermid]]''' File:Congratulação brasileira pela independência.pdf|thumb|link=Galeria:Congratulação brasileira pela independência.pdf|page=2|'''[[Congratulação brasileira pela ratificação do tratado da independencia do Brasil]]''' File:A Constituição Americana (Luiz Vossion).pdf|thumb|link=Galeria:A Constituição Americana (Luiz Vossion).pdf|page=2|'''[[A Constituição Americana]]''' File:Declaração das Nações Unidas e Carta do Atlântico.pdf|thumb|page=2|link=Galeria:Declaração das Nações Unidas e Carta do Atlântico.pdf|'''[[Declaração das Nações Unidas e Carta do Atlântico]]''' File:Terceiro discurso de inauguração (FDR).pdf|thumb|page=2|link=Galeria:Terceiro discurso de inauguração (FDR).pdf|'''[[Terceiro Discurso de Investidura do Senhor Franklin D. Roosevelt]]''' File:Discurso de Pearl Harbor.pdf|thumb|link=Galeria:Discurso de Pearl Harbor.pdf|page=2|'''[[Discurso de Pearl Harbor]]''' File:Pushkin-Semtitulo.pdf|thumb|link=Galeria:Pushkin-Semtitulo.pdf|page=2|'''[[Sem titulo]]''' File:Ultimo adeos de J. Washington.pdf|thumb|link=Galeria:Ultimo adeos de J. Washington.pdf|page=14|'''[[Ultimo adeos de J. Washington à nação americana]]''' File:O Beija-Flor, No. 8, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 8, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 8|O Beija-Flor, N° 8]]''' File:O Beija-Flor, No. 7, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 7, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 7|O Beija-Flor, N° 7]]''' File:O Beija-Flor, No. 6, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 6, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 6|O Beija-Flor, N° 6]]''' File:O Beija-Flor, No. 5, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 5, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 5|O Beija-Flor, N° 5]]''' File:O Beija-Flor, No. 4, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 4, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 4|O Beija-Flor, N° 4]]''' File:O Beija-Flor, No. 3, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 3, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 3|O Beija-Flor, N° 3]]''' File:Byron-MazeppaLord.pdf|thumb|link=Galeria:Byron-MazeppaLord.pdf|page=2|'''[[Mazeppa]]''' File:O descobrimento do Brasil (J. C. Rodrigues., 1905).pdf|link=Galeria:O descobrimento do Brasil (J. C. Rodrigues., 1905).pdf|thumb|page=2|'''[[O descobrimento do Brasil]]''' File:Dialogo entre dous cidadãos do reino de Zilbra.pdf|thumb|link=Galeria:Dialogo entre dous cidadãos do reino de Zilbra.pdf|page=2|'''[[Dialogo entre dous cidadãos do reino de Zilbra]]''' File:O Beija-Flor, No. 2, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 2, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 2|O Beija-Flor, N° 2]]''' File:Cabral-DialogoentreBonaparte.pdf|thumb|link=Galeria:Cabral-DialogoentreBonaparte.pdf|page=2|'''[[Dialogo entre Bonaparte, seu irmão José, Berthier e Lasnnes]]''' File:O Beija-Flor, No. 1, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 1, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 1|O Beija-Flor, N° 1]]''' File:Nosso primo americano, Machado de Assis.pdf|thumb|link=Galeria:Nosso primo americano, Machado de Assis.pdf|'''[[Machado de Assis em linha/Volume 6/Número 11/Nosso primo americano, Machado de Assis|Nosso primo americano, Machado de Assis]]''' File:José de Anchieta à luz da Historia Patria - compilação historica.pdf|thumb|link=Galeria:José de Anchieta à luz da Historia Patria - compilação historica.pdf|'''[[José de Anchieta à Luz da Historia Patria]]''' File:A Historia do Fantasma Inexperiente (Wells, 1923).pdf|thumb|link=Galeria:A Historia do Fantasma Inexperiente (Wells, 1923).pdf|'''[[A Historia do Fantasma Inexperiente]]''' File:Descripçaõ do novo invento aerostatico.pdf|thumb|link=Galeria:Descripçaõ do novo invento aerostatico.pdf|'''[[Descripçaõ do novo invento aerostatico]]''' File:Manifesto da Independencia dos Estados Unidos d'America.pdf|link=Galeria:Manifesto da Independencia dos Estados Unidos d'America.pdf|thumb|page=2|'''[[Manifesto da Independencia dos Estados Unidos d՚America]]''' File:Poesias.pdf|page=3|link=Galeria:Poesias.pdf|thumb|'''[[Poesias (Zaluar)|Poesias]]''' File:Patente brasileira n.3279.pdf|thumb|link=Galeria:Patente brasileira n.3279.pdf|'''[[Patente brasileira 3279]]''' File:Democracia (Wells).pdf|link=Galeria:Democracia (Wells).pdf|thumb|'''[[Correio da Manhã/19 de fevereiro de 1928/Democracia|Democracia]]''' File:O Teleforo.pdf|link=Galeria:O Teleforo.pdf|thumb|'''[[Jornal do Commercio/1899/O Teleforo|O Teleforo]]''' File:Pau Brasil (Andrade, 1925) (page 7 crop).jpg|link=Galeria:Pau Brasil (Andrade, 1925).pdf|thumb|'''[[Pau Brasil]]''' <!--2024--> File:O escândalo do petroleo.pdf|thumb|link=Galeria:O escândalo do petroleo.pdf|page=7|'''[[O Escandalo do Petroleo]]''' File:Cartas tupis dos Camarões.pdf|thumb|page=2|link=:oldwikisource:Index:Cartas tupis dos Camarões.pdf|'''[[: oldwikisource:Cartas tupis dos Camarões|Cartas tupis dos Camarões]] File:Restauração historica da Villa de Santo André da Borda do Campo.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Restauração historica da Villa de Santo André da Borda do Campo.pdf|'''[[Revista do Instituto Historico e Geographico de S. 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Pedro Duque de Bragança.pdf|page=9|thumb|link=Galeria:Carta posthuma de D. Pedro Duque de Bragança.pdf|'''[[Carta posthuma de D. Pedro, Duque de Bragança aos Brasileiros]]''' File:Decreto. Tendo de ausentar-Me desta Capital por mais de uma semana, para ir visitar a Provincia de S. Paulo, e cumprindo, (.).pdf|thumb|link=Galeria:Decreto. Tendo de ausentar-Me desta Capital por mais de uma semana, para ir visitar a Provincia de S. Paulo, e cumprindo, (.).pdf|'''[[Decreto de 13 de agosto de 1822]]''' File:O Ganso das Neves.pdf|link=Galeria:O Ganso das Neves.pdf|thumb|page=2|'''[[O Ganso das Neves]]''' File:A Estrella do Sul.pdf|page=9|link=Galeria:A Estrella do Sul.pdf|thumb|'''[[A Estrella do Sul]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|thumb|page=483|link=Galeria=Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|'''[[Revista do Brasil/Número 20/Volume 5/Cavalleria rusticana|Cavalleria rusticana]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=204|thumb|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|'''[[Revista do Brasil/Número 18/Volume 5/Pollice Verso|Pollice Verso]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|thumb|page=135|'''[[A Revista/Ano 1/Número 3/Sambinha|Sambinha]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|page=27|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|thumb|'''[[A Revista/Ano 1/Número 1/Duas Figuras|Duas figuras]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|page=16|thumb|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|'''[[A Revista/Ano 1/Número 1/Capitulo|Capitulo]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|page=151|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|thumb|'''[[A Revista/Ano 1/Número 3/Os Caprichos da Sorte|Os Caprichos da Sorte]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|page=95|thumb|'''[[A Revista/Ano 1/Número 2/O Carteiro|O Carteiro]]''' File:A saga de Apsû no Enūma eliš.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:A saga de Apsû no Enūma eliš.pdf|'''[[A saga de Apsû no Enūma eliš]]''' File:Descobrimento prodigioso e suas incalculaveis consequências para o futuro da humanidade.pdf|link=Galeria:Descobrimento prodigioso e suas incalculaveis consequências para o futuro da humanidade.pdf|page=7|thumb|'''[[Descobrimento Prodigioso e suas Incalculaveis Consequências para o Futuro da Humanidade]]''' File:Invenção dos aeróstatos reivindicada.pdf|page=9|thumb|link=Galeria:Invenção dos aeróstatos reivindicada.pdf|'''[[Invenção dos Aeróstatos Reivindicada]]''' File:Os Ovos de Paschoa.pdf|page=7|thumb|link=Galeria:Os Ovos de Paschoa.pdf|'''[[Os Ovos de Paschoa]]''' File:Cinco de Maio - ode heroica.pdf|link=Galeria:Cinco de Maio - ode heroica.pdf|page=5|thumb|'''[[Cinco de Maio (1885)|Cinco de Maio]]''' File:Os Negros (1921).pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Os Negros (1921).pdf|'''[[Os Negros]]''' File:Meu amor! adoro-te!.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Meu amor! adoro-te!.pdf|'''[[Meu amor! adoro-te!]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=94|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|thumb|[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/Vida ociosa|Vida ociosa]] File:Petição.pdf|link=Galeria:Petição.pdf|thumb|page=5|'''[[Petição do Pe. Bartholomeu de Gusmão]]''' File:A lavoura e a guerra.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:A lavoura e a guerra.pdf|'''[[A lavoura e a guerra]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|thumb|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=113|'''[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/Cartas Inéditas|Cartas Inéditas]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=60|thumb|'''[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/O Corvo|O Corvo]]''' File:As biografias históricas de Santos Dumont.pdf|link=Galeria:As biografias históricas de Santos Dumont.pdf|thumb|page=1|'''[[Scientiae Studia/Volume 11/Número 3/As biografias históricas de Santos Dumont|As biografias históricas de Santos Dumont]]''' File:A toponímia indígena artificial no Brasil.pdf|link=Galeria:A toponímia indígena artificial no Brasil.pdf|thumb|page=1|'''[[A toponímia indígena artificial no Brasil]]''' File:A Novella Semanal.pdf|link=Galeria:A Novella Semanal.pdf|page=264|thumb|'''[[A Novella Semanal/O Avô|O Avô]]''' <!--2021--> File:Os topônimos com a posposição tupi -pe no território brasileiro.pdf|link=Galeria:Os topônimos com a posposição tupi -pe no território brasileiro.pdf|thumb|page=1|'''[[Os topônimos com a posposição tupi -pe no território brasileiro]]''' File:Sîn-lēqi-unninni, Ele o abismo viu (Série de Gilgámesh 1).pdf|link=Galeria:Sîn-lēqi-unninni, Ele o abismo viu (Série de Gilgámesh 1).pdf|thumb|page=1|'''[[Sîn-lēqi-unninni, Ele o abismo viu]]''' File:Como se faz um Herói.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Como se faz um Herói.pdf|'''[[Como se faz um Herói]]''' File:Santos Dumont - o vôo que mudou a história da aviação.pdf|page=1|thumb|link=Galeria:Santos Dumont - o vôo que mudou a história da aviação.pdf|'''[[Santos Dumont: o vôo que mudou a história da aviação]]''' File:Primeiras trovas burlescas de Getulino (1904).djvu|link=Galeria:Primeiras trovas burlescas de Getulino (1904).djvu|thumb|page=1|'''[[Primeiras Trovas Burlescas de Getulino]]''' File:Certidão de óbito de Alberto Santos Dumont.pdf|link=Galeria=Certidão de óbito de Alberto Santos Dumont.pdf|thumb|'''[[Certidão de Óbito de Alberto Santos Dumont]]''' Ficheiro:Cadu_Simões.jpg|thumb|'''[[Sobre Domínio Público e Cultura Livre]]''' File:Concedendo um conto de réis à Santos Dumont.pdf|link=Galeria:Concedendo um conto de réis à Santos Dumont.pdf|thumb|'''[[Concedendo um conto de réis a Santos Dumont]]''' <!--2020--> <!--[[Discurso do Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante Cerimônia de Posse no Congresso Nacional (1 de janeiro de 2019)|Discruso]]--> File:A Novella Semanal.pdf|link=Galeria:A Novella Semanal.pdf|page=9|thumb|'''[[A Novella Semanal/O 22 da "Marajó"|O 22 da Marajó]]''' File:Machado de Assis @ A Nação (Rio de Janeiro, 13 de agosto de 1874).pdf|page=1|thumb|link=Galeria:Machado de Assis @ A Nação (Rio de Janeiro, 13 de agosto de 1874).pdf|'''[[A Nação (Rio de Janeiro)/1874/08-13/«Jerusalém» por monsenhor Pinto de Campos|«Jerusalém» por monsenhor Pinto de Campos]]''' File:Revista Luso-Brasileira (1860), n2.pdf|link=Galeria:Revista Luso-Brasileira (1860), n2.pdf|thumb|page=25|'''[[Revista Luso-Brasileira/1860/2/Lembranças de minha mãi|Lembranças de minha mãi]]''' File:Almanach Brazileiro Illustrado (1877).pdf|link=Galeria:Almanach Brazileiro Illustrado (1877).pdf|thumb|page=309|'''[[Almanach brazileiro illustrado/1877/Charitas|Charitas]]''' File:Marmota Fluminense n830.pdf|link=Galeria:Marmota Fluminense n830.pdf|thumb|page=4|'''[[Marmota Fluminense/830/Beijos|Beijos]]''' File:Almanach Brazileiro Illustrado (1878).pdf|link=Galeria:Almanach Brazileiro Illustrado (1878).pdf|thumb|page=394|'''[[Almanach brazileiro illustrado/1878/Job|Job]]''' File:O Jequitinhonha (1862).pdf|link=Galeria:O Jequitinhonha (1862).pdf|thumb|'''[[A historia do Brasil escripta pelo Dr. Jeremias no anno de 2862]]''' File:Fantina- (scenas da escravidão).pdf|link=Galeria:Fantina- (scenas da escravidão).pdf|thumb|page=7|'''[[Fantina]]''' <!--2019--> File:A propósito da exposição Malfatti.jpg|link=Galeria:A propósito da exposição Malfatti.jpg|thumb|'''[[O Estado de S. Paulo/A propósito da exposição Malfatti|A propósito da exposição Malfatti]]''' File:86311283-Original-Version-of-Alice-s-Adventures-in-Wonderland-by-Lewis-Carroll.djvu|link=Galeria:86311283-Original-Version-of-Alice-s-Adventures-in-Wonderland-by-Lewis-Carroll.djvu|thumb|'''[[Aventuras de Alice em Baixo da Terra]]''' File:畫麗珠萃秀 Gathering Gems of Beauty (梁木蘭) 2.jpg|link=A Balada de Mulan|thumb|'''[[A Balada de Mulan]]''' Ficheiro%3AA_Menina_do_Narizinho_Arrebitado_(Capa).png|link=Galeria:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf|thumb|'''[[A Menina do Narizinho Arrebitado]]''' File:Machado de Assis aos 57 anos.jpg|link=Hynno Nacional|thumb|'''[[Hynno Nacional]]''' File:Negrinha- Contos (1920).pdf|link=Galeria:Negrinha- Contos (1920).pdf|thumb|page=3|'''[[Negrinha (4º milheiro)]]''' File:Monteiro Lobato.jpg|link=Rabiscando|thumb|'''[[Rabiscando]]''' File:Meteorito de Bendegó - relatório apresentado ao ministerio da agricultura, commercio e obras publicas (...) sobre a remoção do meteorito de Bendengó do sertão da provincia da Bahia para o Museu Nacional.pdf|link=Galeria:Meteorito de Bendegó - relatório apresentado ao ministerio da agricultura, commercio e obras publicas (...) sobre a remoção do meteorito de Bendengó do sertão da provincia da Bahia para o Museu Nacional.pdf|thumb|'''[[Meteorito de Bendegó: relatorio (1888)]]''' File:Jéca Tatuzinho (1924).pdf|link=Galeria:Jéca Tatuzinho (1924).pdf|thumb|page=1|'''[[Jéca Tatuzinho]]''' <!--2018--> File:Aaron Swartz at Boston Wikipedia Meetup, 2009-08-18.jpg|link=Manifesto da Guerrilha do Livre Acesso|thumb|'''[[Manifesto da Guerrilha do Livre Acesso]]''' </gallery> </div> </div> bvz8rsi9uf7mzd7czr5toagv9fgdfwd Página:Lei Áurea (Golden Law).tif/1 106 204845 561576 547398 2026-09-05T17:39:43Z Épico 12904 correção do alt da capitular + brinquei com o CSS, mas acho que talvez seja melhor criar uma predefinição própria (com cores padronizadas?) para cores de tintas diferentes. 561576 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Giro720" /></noinclude>[[Imagem:Brasão de Armas Imperial (Lei Áurea).png|100px|center]] {{C|Lei nº 3.353, de 13 de Maio de 1888.}} {{dhr}} {{c|{{Gótico|{{cor|goldenrod|D}}eclara extincta a escravidão no B{{cor|goldenrod|rasil}}}}|fs=2em|style=transform:scale(1,2)}} {{dhr}} {{capitular|A|tamanho=80px|ficheiro=A_capitular_(Lei_Áurea).png}}{{Sronly|A}} {{sc|{{style|color:goldenrod;font-size:2em|P}}rinceza {{style|color:goldenrod;font-size:2em|I}}mperial}} Regente, em nome de Sua Magestade o Imperador, o Senhor {{cor|goldenrod|D. PEDRO II}}, faz saber a todos os subditos do {{sc2|{{cor|goldenrod|Imperio}}}} que a Assembleia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte: <u>Artigo 1º</u> É declarada extincta desde a data desta lei a escravidão no Brasil. <u>Artigo 2º</u> Revogam-se as disposições em contrario. Manda, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumpram, e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contem. O secretario de Estado dos Negocios d'Agricultura, Comercio e Obras Publicas e interino dos Negocios Estrangeiros, Bacharel Rodrigo Augusto da Silva, do Conselho de {{cor|goldenrod|Sua Magestade o Imperador}}, o faça imprimir, publicar e correr. {{gap|4em}}Dada no Palacio do Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1888, 67º da Independencia e do Imperio. {{bloco centro|align=right| [[Imagem:Princeza Imperial Regente (Lei Áurea).png|450px|Princesa Imperial Regente (assinatura)]]{{br}} [[Imagem:Rodrigo Augusto da Silva (Lei Áurea).png|400px|Rodrigo Augusto da Silva (assinatura)]]{{gap}} }} {{dhr}} Carta de lei, pela qual Vossa Alteza Imperial manda executar o Decreto da Assemblea Geral, que houve por bem sanccionar, declarando extincta a escravidão no Brasil, como nella se declara. {{c|Para Vossa Alteza Imperial ver.}} {{d| Chancellaria-mór do Imperio.<br>Antonio Ferreira Vianna. Transitou em 13 de Maio de 1888.<br>José Júlio de Albuquerque }}<noinclude></noinclude> e57y6tlbi7qlwo4s3qbsue6uoioytnh 561577 561576 2026-09-05T17:49:23Z Épico 12904 desmodernização do texto 561577 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Giro720" /></noinclude>[[Imagem:Brasão de Armas Imperial (Lei Áurea).png|100px|center]] {{C|Lei nº 3353 de 13 de Maio de 1888.}} {{dhr}} {{c|{{Gótico|{{cor|goldenrod|D}}eclara extincta a escravidão no B{{cor|goldenrod|rasil}}}}|fs=2em|style=transform:scale(1,2)}} {{dhr}} {{capitular|A|tamanho=80px|ficheiro=A_capitular_(Lei_Áurea).png}}{{Sronly|A}} {{sc|{{style|color:goldenrod;font-size:2em|P}}rinceza {{style|color:goldenrod;font-size:2em|I}}mperial}} Regente, em nome de Sua Magestade o Imperador o Senhor {{cor|goldenrod|D. PEDRO II,}} Faz saber a todos os subditos do {{sc2|{{cor|goldenrod|Imperio}}}} que a Assembléa Geral decretou e Ella sancionou a Lei seguinte: <u>Artigo 1º</u> É declarada extincta desde a data d'esta Lei a escravidão no Brasil. <u>Artigo 2º</u> Revogam-se as disposições em contrario. Manda portanto a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer; que a cumpram e façam cumprir e guardar tão inteiramente como n'ella se contem. O Secretario de Estado dos Negocios d'Agricultura, Commercio e Obras Publicas e Interino dos Negocios Estrangeiros Bacharel Rodrigo Augusto da Silva do Conselho de {{cor|goldenrod|Sua Magestade o Imperador,}} o faça imprimir, publicar, e correr. {{gap|4em}}Dada no Palacio do Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1888, 67º da Independencia e do Imperio. {{bloco centro|align=right| [[Imagem:Princeza Imperial Regente (Lei Áurea).png|450px|Princesa Imperial Regente (assinatura)]]{{br}} [[Imagem:Rodrigo Augusto da Silva (Lei Áurea).png|400px|Rodrigo Augusto da Silva (assinatura)]]{{gap}} }} {{dhr}} Carta de Lei, pela qual Vossa Alteza Imperial Manda executar o Decreto da Assemblea Geral, que Houve por bem sanccionar, declarando extincta a escravidão no Brasil, como n'ella se declara. {{c|Para Vossa Alteza Imperial ver.}} {{d| Chancellaria-mór do Imperio.<br>Antonio Ferreira Vianna. Transitou em 13 de Maio de 1888.<br>José Júlio de Albuquerque Barros }}<noinclude></noinclude> 0j3t3sp0twlpfy6nt4vepmri2cmn9jc 561579 561577 2026-09-05T18:10:02Z Épico 12904 transcrição estrita das cores das tintas 561579 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Giro720" /></noinclude>[[Imagem:Brasão de Armas Imperial (Lei Áurea).png|100px|center]] {{C|Lei nº 3353 de 13 de Maio de 1888.}} {{dhr}} {{c|{{Gótico|{{cor|goldenrod|D}}eclara extincta a escravidão no {{cor|seagreen|B}}{{cor|goldenrod|rasil}}}}|fs=2em|style=transform:scale(1,2)}} {{dhr}} {{capitular|A|tamanho=80px|ficheiro=A_capitular_(Lei_Áurea).png}}{{Sronly|A}} {{sc|{{style|color:goldenrod;font-size:2em|P}}{{cor|seagreen|rinceza}} {{style|color:goldenrod;font-size:2em|I}}{{cor|seagreen|mperial}}}} Regente, em nome de {{cor|palevioletred|S}}ua {{cor|palevioletred|M}}agestade o {{cor|palevioletred|I}}mperador o Senhor {{cor|goldenrod|D. 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O Secretario de Estado dos Negocios d'Agricultura, Commercio e Obras Publicas e Interino dos Negocios Estrangeiros Bacharel {{cor|palevioletred|Rodrigo Augusto da Silva}} do Conselho de {{cor|goldenrod|Sua Magestade o Imperador,}} o faça imprimir, publicar, e correr. {{gap|4em}}Dada no Palacio do Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1888, 67º da Independencia e do Imperio. {{bloco centro|align=right| [[Imagem:Princeza Imperial Regente (Lei Áurea).png|450px|Princesa Imperial Regente (assinatura)]]{{br}} [[Imagem:Rodrigo Augusto da Silva (Lei Áurea).png|400px|Rodrigo Augusto da Silva (assinatura)]]{{gap}} }} {{dhr}} Carta de Lei, pela qual Vossa Alteza Imperial Manda executar o Decreto da Assemblea Geral, que Houve por bem sanccionar, declarando extincta a escravidão no Brasil, como n'ella se declara. {{c|{{cor|palevioletred|Para Vossa Alteza Imperial ver.}}}} {{d| Chancellaria-mór do Imperio.<br>Antonio Ferreira Vianna. 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Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> c61d9gemgp1apx5m0m7wnz64pl782p7 561578 561564 2026-09-05T18:00:11Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 561578 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|86|2|12|0}} | [[Index:Cidades Mortas (contos e impressões) - 1921.pdf|Cidades Mortas]] |- | {{Barra de progresso|31|1|1|2|2|63}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|41|0|53|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|0|12|0|0|0|88}} | [[Index:Gazeta de Notícias 1918-11-12.djvu|Gazeta de Noticias]] |- | {{Barra de progresso|0|0|88|0|4|8}} | [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]] |- | {{Barra de progresso|0|0|0|100|0|0}} | [[Index:Lei Áurea (Golden Law).tif|Lei Áurea]] ou Lei nº 3.353, de 13 de maio de 1888]] |- | {{Barra de progresso|0|0|1|0|1|98}} | [[Index:Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis - 2 ed.djvu|Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|75|7|18|-8.8817841970013E-16}} | [[Index:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf|Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|42|52|6|0}} | [[Index:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf|Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas]] |- | {{Barra de progresso|0|0|16|0|3|81}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> 146cmy23lfqc8hymcnrsdut7beb38mf 561587 561578 2026-09-05T19:00:11Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 561587 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|86|2|12|0}} | [[Index:Cidades Mortas (contos e impressões) - 1921.pdf|Cidades Mortas]] |- | {{Barra de progresso|31|1|1|2|2|63}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|41|0|53|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|0|12|0|0|0|88}} | [[Index:Gazeta de Notícias 1918-11-12.djvu|Gazeta de Noticias]] |- | {{Barra de progresso|0|0|88|0|4|8}} | [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]] |- | {{Barra de progresso|0|0|0|100|0|0}} | [[Index:Lei Áurea (Golden Law).tif|Lei Áurea]] ou Lei nº 3.353, de 13 de maio de 1888]] |- | {{Barra de progresso|0|0|1|0|1|98}} | [[Index:Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis - 2 ed.djvu|Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|72|10|18|0}} | [[Index:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf|Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|42|52|6|0}} | [[Index:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf|Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas]] |- | {{Barra de progresso|0|0|16|0|3|81}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> bvy8m8wgq3rex5227vkf060njd8pomy 561603 561587 2026-09-05T20:00:10Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 561603 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|86|2|12|0}} | [[Index:Cidades Mortas (contos e impressões) - 1921.pdf|Cidades Mortas]] |- | {{Barra de progresso|31|1|1|2|2|63}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|41|0|53|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|0|12|0|0|0|88}} | [[Index:Gazeta de Notícias 1918-11-12.djvu|Gazeta de Noticias]] |- | {{Barra de progresso|0|0|88|0|4|8}} | [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]] |- | {{Barra de progresso|0|0|0|100|0|0}} | [[Index:Lei Áurea (Golden Law).tif|Lei Áurea]] ou Lei nº 3.353, de 13 de maio de 1888]] |- | {{Barra de progresso|0|0|1|0|1|98}} | [[Index:Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis - 2 ed.djvu|Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|65|16|18|1}} | [[Index:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf|Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|42|52|6|0}} | [[Index:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf|Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas]] |- | {{Barra de progresso|0|0|16|0|3|81}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> s0egownk16o0coz5mmm0y9gxrmfegm5 561612 561603 2026-09-05T21:00:12Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 561612 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|86|2|12|0}} | [[Index:Cidades Mortas (contos e impressões) - 1921.pdf|Cidades Mortas]] |- | {{Barra de progresso|31|1|1|2|2|63}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|41|0|53|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|0|12|0|0|0|88}} | [[Index:Gazeta de Notícias 1918-11-12.djvu|Gazeta de Noticias]] |- | {{Barra de progresso|0|0|88|0|4|8}} | [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]] |- | {{Barra de progresso|0|0|0|100|0|0}} | [[Index:Lei Áurea (Golden Law).tif|Lei Áurea]] ou Lei nº 3.353, de 13 de maio de 1888]] |- | {{Barra de progresso|0|0|1|0|1|98}} | [[Index:Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis - 2 ed.djvu|Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|63|19|18|0}} | [[Index:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf|Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|42|52|6|0}} | [[Index:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf|Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas]] |- | {{Barra de progresso|0|0|16|0|3|81}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> oeyixivsgm0ggbud9x8xi4frk6o9iyn 561616 561612 2026-09-06T03:00:15Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 561616 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|86|2|12|0}} | [[Index:Cidades Mortas (contos e impressões) - 1921.pdf|Cidades Mortas]] |- | {{Barra de progresso|31|1|1|2|2|63}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|41|0|53|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|0|12|0|0|0|88}} | [[Index:Gazeta de Notícias 1918-11-12.djvu|Gazeta de Noticias]] |- | {{Barra de progresso|0|0|88|0|4|8}} | [[Index:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf|Á Roda da Lua]] |- | {{Barra de progresso|0|0|0|100|0|0}} | [[Index:Lei Áurea (Golden Law).tif|Lei Áurea]] ou Lei nº 3.353, de 13 de maio de 1888]] |- | {{Barra de progresso|0|0|1|0|1|98}} | [[Index:Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis - 2 ed.djvu|Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis]] |- | {{Barra de progresso|0|0|63|19|18|0}} | [[Index:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf|Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis]] |- | {{Barra de progresso|2|0|8|0|1|89}} | [[Index:Peregrinaçam.pdf|Peregrinaçam]] |- | {{Barra de progresso|0|0|16|0|3|81}} | [[Index:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Os Miseraveis]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> oplnb1f4wvjbcmjhgttmgw9hynxne2p Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/11 106 253801 561547 553388 2026-09-05T15:19:15Z Épico 12904 /* Validada */ 561547 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" /></noinclude>{{t2|LÊDE.}} {{traço}} As costumadas supplicas pedindo com fingida modestia indulgencia para as faltas do livro, não as açhará o leitor nas paginas poemiaes do presente opusculo. Quen aponcta erros, corrige vicios de linguagen, propõe a adopção de neologismos, e finalmente discute questões philologicas e linguisticas, não póde, falando com seriedade, apresentar-se tão pobre de conhecimentos, que dos proprios, a quen vae instruir, mendigue escusa. Mentiria portanto o auctor d’este livro, si tal dicesse. Despertou en Juvenal o estro para a satyra a indignação contra os costumes da sua epocha; en min provocou o apparecimento d’este opusculo a indignação contra o desprezo e anarchia, que na linguagen vernacula reinão. Facto desgraçadamente notorio é a decadencia dos bons estudos en nossa terra; entretanto illudenos o ficticio apparato de ũa instrucção relativa a humanidades, fazendo crer que á juventude são esses indispensaveis conhecimentos litterarios regularmente subministrados. {{nop}}<noinclude></noinclude> 3ymkz5vn8gz8txt2l3yh17a6u8z8thy Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/45 106 253813 561604 553372 2026-09-05T20:04:19Z Épico 12904 /* Validada */ 561604 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" /></noinclude>{{t2|I|RECLAME}} A todos os homens de lettras, que falam a lingua portugueza, foi sempre manifesta a difficuldade de dar n’aquella lingua o termo equivalente á palavra franceza — ''{{lang|fr|Reclame}}''. Tinha quasi passado em julgado havermos nós, que falamos a lingua de Camões, necessidade de enxertar no idioma vernaculo aquelle vocabulo exotico. Mas si o portuguez não possue palavra que traduza exactamente o termo francez ''{{lang|fr|reclame}}'', porque não formaremos um neologismo, uma vez que venha este ''de fonte latina'', conforme o preceito do grande Horacio, que os permittia no latim, derivados ''{{lang|la|græco}} de fonte''?... ''{{lang|fr|Reclame}}'' tem, em francez, além de outras, a significação especial, particularissima, de — ''annuncio em que se elogia, se engrandece alguma cousa: {{lang|fr|une reclame}}'' é portanto ''um annuncio preconisador''. Sabemos todos que — ''preconisar é apregoar exaltando, engrandecendo as qualidades de alguma cousa''; como o faz o ''pregoeiro'' judicial, ou o leiloeiro. Forme-se, pois, com estes elementos uma palavra nova: tome-se o radical — ''Precon'', de ''{{lang|la|præconium}}''<noinclude>{{d|1}}</noinclude> 7wkn7h91ut6xftybxbnxwapi3phqhmb 561615 561604 2026-09-06T03:00:00Z Trooper57 24584 561615 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" /></noinclude>{{t2|RECLAME}}{{traço}}{{ch|I}} A todos os homens de lettras, que falam a lingua portugueza, foi sempre manifesta a difficuldade de dar n’aquella lingua o termo equivalente á palavra franceza — ''{{lang|fr|Reclame}}''. Tinha quasi passado em julgado havermos nós, que falamos a lingua de Camões, necessidade de enxertar no idioma vernaculo aquelle vocabulo exotico. Mas si o portuguez não possue palavra que traduza exactamente o termo francez ''{{lang|fr|reclame}}'', porque não formaremos um neologismo, uma vez que venha este ''de fonte latina'', conforme o preceito do grande Horacio, que os permittia no latim, derivados ''{{lang|la|græco}} de fonte''?... ''{{lang|fr|Reclame}}'' tem, em francez, além de outras, a significação especial, particularissima, de — ''annuncio em que se elogia, se engrandece alguma cousa: {{lang|fr|une reclame}}'' é portanto ''um annuncio preconisador''. Sabemos todos que — ''preconisar é apregoar exaltando, engrandecendo as qualidades de alguma cousa''; como o faz o ''pregoeiro'' judicial, ou o leiloeiro. Forme-se, pois, com estes elementos uma palavra nova: tome-se o radical — ''Precon'', de ''{{lang|la|præconium}}''<noinclude>{{d|1}}</noinclude> 6mzp5mgntzxs2o32e74vrg1lre8y4lc Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/46 106 253814 561605 558161 2026-09-05T20:08:29Z Épico 12904 /* Validada */ 561605 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />2</noinclude>(em latim voz do pregoeiro); e se lhe agglutine o suffixo — ''nicio'' — (do ablativo latino — ''{{lang|la|nuncio}}'', noticia, annuncio) mudando o — ''u'' — em — ''i'' —, e fazendo cahir o — ''n'' — que precede o — ''c'' — para adoçamento da pronuncia; e ter-se ha a euphonica palavra Preconnicio —, de formação erudita e ascendencia legitima. Encerrando, como encerra, o novo vocabulo ''preconnicio'' as mesmas idéas que o termo francez ''reclame'', isto é, exprimindo ''preconnicio'' pelos seos elementos constituintes, ''um annuncio preconisador'', um annuncio em que se exalta e engrandece alguma cousa, tem este termo novo portuguez a mesma significação que ''reclame'', pelo que perfeita e completamente o traduz. Os francêlhos e tarecos hão de talvez torcer o nariz; os que o não forem, estranharão ao principio, como succede com a roupa nova, por melhor talhada que seja; reflictam porém os espiritos desprevenidos; que á força de empregarem o termo novo, acabarão por lhe tirar a estranheza, dando-lhe fôro de cidade, si o julgarem d’isso merecedor. ''Moraes'' (7ª edição) traz infelizmente a palavra franceza, ou antes, o vocabulo ''reclamo'' com o sentido de ''{{lang|fr|reclame}}'' francez. Não deve ser usado; mas ''preconnicio''. {{rule|6em}}<noinclude></noinclude> pvofp2ap83f9qm5odspxshd9pfhqf71 Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/12 106 253817 561548 553393 2026-09-05T15:33:25Z Épico 12904 /* Validada */ 561548 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc|ii}}</noinclude>Tudo porèn é apenas douradura por processos galvanicos; prata de lei já não existe; é tudo ''pechisbeque''. Estudão-se os preparatorios sómente para, por meios quasi sempre illegitimos, poder alcançar-se a inscripção nos cursos superiores, e ser ''doutor'', embora não ''douto''. No seculo do vapor, da electricidade, e do aerostato já não basta correr, é preciso voar. Ha pressa de çhegar; ninguen quer andar pausadamente; e por isso tamben rarissimos são os que nesse vertiginoso perpassar pelas disciplinas litterarias se embeben das bellezas da fórma, e da substancia da materia. Aquelles inexcediveis archétypos da litteratura grega e latina não são mais que velharias aborrecidas, desafiando en muĩtos desdenhoso sorriso. Cégos, que ouvindo falar do encanto e belleza das côres, por que os não poden apreciar, não gostão de que se —lhes encareça o esplendor d’essas maravilhas!... E é d’ũa geração, assin educada, que surgen improvisados litteratos, Aristarchos de meia tigella, ignorantes até da isagoge grammatical!... Sen que o espirito se tivesse habituado ás fórmas do dizer latino, fonte, d’onde manou o portuguez, não conhecen esses escriptores aquella formosa construcção, a qual ao passo que deleita o<noinclude></noinclude> 7p393ah2434nyu6kuwx0nc83njzgbkv Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/13 106 253818 561549 553392 2026-09-05T15:42:25Z Épico 12904 561549 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{d|{{sc2|III}}}}</noinclude>ouvido, exprime ao mesmo tempo com toda a pureza e exactidão os mais delicados ancenubios do pensamento. Adivinha-se pela simples leitura do mais trivial escripto, si o auctor estudou e aprendeu as linguas classicas. Com todos esses escrivinhadores succede o mesmo, que com os musicos de outiva: póden agradar aos que ignoren as regras da musica; aquelles porèn, que conhecen a arte da harmonia, esses lhes senten logo as falhas e erros. Imagíne-se agora qualquer curioso notando defeitos en un mestre de contraponcto; e ter-se-ha o ''simile'' do litterato, que ignorando as humanidades discute e censura questões de linguistica. Pode ben acontecer que estes neologismos sejão tamben reprovados pelos taes musicos de outiva; porque nestes tempos admiraveis até os illettrados se julgão aptos para consultar com seo parecer sobre todo e qualquer assumpto litterario. Como quer que seja, são estas novas palavras, (filhas legitimas da necessidade de sêren creadas) vivo protesto contra o abastardamento e decadencia da linguagen vernacula. É ''vicio'' o neologismo, quando não ha razão de creal-o; ''necessidade'' porèn, quando para exprimir ũa idéa carece de termo a lingua. {{nop}}<noinclude></noinclude> 27sdnlka3usvr81v7aa7yxh8gg1jbp5 561550 561549 2026-09-05T15:42:33Z Épico 12904 /* Validada */ 561550 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|III}}}}</noinclude>ouvido, exprime ao mesmo tempo com toda a pureza e exactidão os mais delicados ancenubios do pensamento. Adivinha-se pela simples leitura do mais trivial escripto, si o auctor estudou e aprendeu as linguas classicas. Com todos esses escrivinhadores succede o mesmo, que com os musicos de outiva: póden agradar aos que ignoren as regras da musica; aquelles porèn, que conhecen a arte da harmonia, esses lhes senten logo as falhas e erros. Imagíne-se agora qualquer curioso notando defeitos en un mestre de contraponcto; e ter-se-ha o ''simile'' do litterato, que ignorando as humanidades discute e censura questões de linguistica. Pode ben acontecer que estes neologismos sejão tamben reprovados pelos taes musicos de outiva; porque nestes tempos admiraveis até os illettrados se julgão aptos para consultar com seo parecer sobre todo e qualquer assumpto litterario. Como quer que seja, são estas novas palavras, (filhas legitimas da necessidade de sêren creadas) vivo protesto contra o abastardamento e decadencia da linguagen vernacula. É ''vicio'' o neologismo, quando não ha razão de creal-o; ''necessidade'' porèn, quando para exprimir ũa idéa carece de termo a lingua. {{nop}}<noinclude></noinclude> bd3ie6wuqn5cl5o7nnoyo2qluz68dn4 Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/14 106 253819 561551 553395 2026-09-05T15:58:13Z Épico 12904 /* Validada */ 561551 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|IV}}</noinclude>Julgo haver plenamente justificado en todos os artigos contidos neste livro a creação dos novos vocabulos, tendo tamben demonstrado a bôa contextura dos mesmos, quanto ás suas derivações, expressão do pensamento, e euphonia na pronunciação. No {{sc|Vocabulario neologico}} annexo repito por orden alphabetica todas as palavras novas, de que tractei en artigos especiaes, aponctando muĩtas outras tamben novas en substituição de termos exoticos. Tenho com grande satisfacção visto alguns d’esses neologismos adoptados pelo povo, e pela imprensa diaria. Assin quizessen os dignos directores do nosso jornalismo, ''en vez de se transformaren en despotas, que alterão a orthographia dos auctores'' (não falo dos auctores anonymos) fazer vingar estas creações, e expungir de estranhas eivas a linguagen portugueza, seguindo o {{sc|Vocabulario de barbarismos dispensaveis}}, tamben appenso a este volume. Ha quen por pouco reflectir julgue exaggerada a censura dos barbarismos, que a ignorancia, a preguiça, a affectação, e a moda têen introduzido na lingua portugueza. A leitura dos livros classicos portuguezes é para muĩtos como a de ũa lingua estrangeira. São primores da linguagem portugueza hodierna phrases, como estas: — Açhaste eloquente<noinclude></noinclude> qa30x1tk8mw3y44avf6b8gkzixkkyeg 561552 561551 2026-09-05T15:59:02Z Épico 12904 561552 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|IV}}</noinclude>Julgo haver plenamente justificado en todos os artigos contidos neste livro a creação dos novos vocabulos, tendo tamben demonstrado a bôa contextura dos mesmos, quanto ás suas derivações, expressão do pensamento, e euphonia na pronunciação. No {{sc|Vocabulario neologico}} annexo repito por orden alphabetica todas as palavras novas, de que tractei en artigos especiaes, aponctando muĩtas outras tamben novas en substituição de termos exoticos. Tenho com grande satisfacção visto alguns d’esses neologismos adoptados pelo povo, e pela imprensa diaria. Assin quizessen os dignos directores do nosso jornalismo, ''en vez de se transformaren en despotas, que alterão a orthographia dos auctores'' (não falo dos auctores anonymos) fazer vingar estas creações, e expungir de estranhas eivas a linguagen portugueza, seguindo o {{sc|Vocabulario de barbarismos dispensaveis}}, tamben appenso a este volume. Ha quen por pouco reflectir julgue exaggerada a censura dos barbarismos, que a ignorancia, a preguiça, a affectação, e a moda têen introduzido na lingua portugueza. A leitura dos livros classicos portuguezes é para muĩtos como a de ũa lingua estrangeira. São primores da linguagem portugueza hodierna phrases, como estas: — Açhaste eloquente<noinclude></noinclude> e0ln6989dsqefg9hva8u9ffufivoyeh Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/15 106 253820 561554 553404 2026-09-05T16:14:13Z Épico 12904 /* Validada */ 561554 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|V}}}}</noinclude>o discurso de F? — ''Mas muĩto'', responde o francelho, que mette esse ''mas'', (ridicula affectação) o qual en portuguez ainda não recebeu orden para deixar de ser ''expressão adversativa'' A que se contrapõe esse — ''mas''? Na lingua franceza, sin; pode dizer-se; não ha erro; en portuguez, não; porque mas exprime opposição. — ''Os soldados estando fatigados'' do combate, o inimigo aproveitou a occasião e venceu; en logar de — ''Estando os soldados fatigados'', ou ''por estarem os soldados fatigados'', etc. — Ella apresentou-se vestida ''elegantemente, e ricamente''. É contra todas as regras do gosto, e da euphonia; imitação servil do francez. A phrase portugueza deve ser — Ella apresentou se ''elegante e ricamente'' vestida. Ja tenho lido tres adverbios en — ''mente'' — seguidos un após outro. Que depravação do gosto! que depravação do ouvido!... Seja — o ben vindo; en vez ''seja ben vindo''. O tempo ha vir, en que, etc. Construcção franceza porque en portuguez deve dizer-se: Ha de vir tempo, en que, etc., e mil outras erronías ''{{lang|la|sine fine}}''. Argumentão, para sustentar a deturpação do idioma vernaculo, dizendo que a lei do progresso deve tudo reger, e que por consequencia a linguagen deve passar tamben por essa evolução, que en todos os ramos do saber humano se manifesta. {{nop}}<noinclude></noinclude> 2vfixyko5sgc0vnwts8fiiu710tm5yl 561556 561554 2026-09-05T16:16:29Z Épico 12904 561556 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|V}}}}</noinclude>o discurso de F? — ''Mas muĩto'', responde o francelho, que mette esse ''mas'', (ridicula affectação) o qual en portuguez ainda não recebeu orden para deixar de ser ''expressão adversativa'' A que se contrapõe esse — ''mas''? Na lingua franceza, sin; pode dizer-se; não ha erro; en portuguez, não; porque mas exprime opposição. — ''Os soldados estando fatigados'' do combate, o inimigo aproveitou a occasião e venceu; en logar de — ''Estando os soldados fatigados'', ou ''por estarem os soldados fatigados'', etc. — Ella apresentou-se vestida ''elegantemente, e ricamente''. É contra todas as regras do gosto, e da euphonia; imitação servil do francez. A phrase portugueza deve ser — Ella apresentou se ''elegante e ricamente'' vestida. Ja tenho lido tres adverbios en — ''mente'' — seguidos un após outro. Que depravação do gosto! que depravação do ouvido!... Seja — o ben vindo; en vez ''seja ben vindo''. O tempo ha vir, en que, etc. Construcção franceza; porque en portuguez deve dizer-se: Ha de vir tempo, en que, etc., e mil outras erronías ''{{lang|la|sine fine}}''. Argumentão, para sustentar a deturpação do idioma vernaculo, dizendo que a lei do progresso deve tudo reger, e que por consequencia a linguagen deve passar tamben por essa evolução, que en todos os ramos do saber humano se manifesta. {{nop}}<noinclude></noinclude> jxv7npfu9vnuf3vch8nriaxypv2jepe Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/16 106 253821 561557 553405 2026-09-05T16:18:51Z Épico 12904 /* Validada */ ũa 561557 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|VI}}</noinclude>Confunden progresso com desnaturação. Os archaismos, os vocabulos obsolétos cahen, como as folhas velhas das arvores, na bella e immorredoura comparação de Horacio. Não é de desenterrar palavras mortas e sepultadas, que se tracta; mas de limpar, de expurgar a linguagen vernacula de vozes barbaras, de construcções contrarias à indole d’aquella, e de crear com bons elementos termos, que no idioma portuguez falten para traduzir os exoticos. É isto o que se deve çhamar progresso; esta é que é a verdadeira evolução na vida de ũa lingua. Crear neologismos, não a torto e a direito, quando não haja necessidade real; mas formal-os, observados os requisitos e condições que o grande mestre recommenda; indicar os vocabulos e phrases correspondentes aos da lingua estranha, ficando assin provados o desnecessario uso e emprego de barbarismos, taes são os fins principaes d’este livrinho. A predilecção dos barbarismos é ''vicio de raça''. Gostavão os romanos de imitar usos, e costumes estrangeiros, e até na linguagen vocabulos barbaros introduzirão; nunca porén como brazileiros e portuguezes hoje indiscretamente o fazen. O que era ''estrangeiro'', era ''bello, lindo, admiravel, primoroso, raro, singular, excellente;'' tanto que<noinclude></noinclude> 34q8n4y7oe0de6ygvd89xqnz84habct 561560 561557 2026-09-05T16:22:03Z Épico 12904 561560 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|VI}}</noinclude>Confunden progresso com desnaturação. Os archaismos, os vocabulos obsolétos cahen, como as folhas velhas das arvores, na bella e immorredoura comparação de Horacio. Não é de desenterrar palavras mortas e sepultadas, que se tracta; mas de limpar, de expurgar a linguagen vernacula de vozes barbaras, de construcções contrarias à indole d’aquella, e de crear com bons elementos termos, que no idioma portuguez falten para traduzir os exoticos. É isto o que se deve çhamar progresso; esta é que é a verdadeira evolução na vida de ũa lingua. Crear neologismos, não a torto e a direito, quando não haja necessidade real; mas formal-os, observados os requisitos e condições que o grande mestre recommenda; indicar os vocabulos e phrases correspondentes aos da lingua estranha, ficando assin provados o desnecessario uso e emprego de barbarismos; taes são os fins principaes d’este livrinho. A predilecção dos barbarismos é ''vicio de raça''. Gostavão os romanos de imitar usos, e costumes estrangeiros, e até na linguagen vocabulos barbaros introduzirão; nunca porén como brazileiros e portuguezes hoje indiscretamente o fazen. O que era ''estrangeiro'', era ''bello, lindo, admiravel, primoroso, raro, singular, excellente;'' tanto que<noinclude></noinclude> o4b8kk05mmq3x3iwz1oenakd560035j Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/17 106 253822 561558 553406 2026-09-05T16:19:52Z Épico 12904 561558 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" />{{d|{{sc2|VII}}}}</noinclude>taes são as significações do adjectivo ''peregrino'' en latin e en portuguez. Mas, por ser ''vicio de raça'', não deixa de ser ''vicio'', e portanto digno de castigo e emenda. Eis porque censuro, e profligo tal vicio, que já excede todos os limites, esperando que não me attribuão en materia litteraria o que jamais existiu nen existe en meo coração — ''antagonismo internacional''... ''{{lang|fr|Honni soit qui mal y pense}}.''<noinclude>{{traço}}</noinclude> 6mztwefbk8jfh5nv7kailx5gfucxmwp 561559 561558 2026-09-05T16:20:58Z Épico 12904 /* Validada */ 561559 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|VII}}}}</noinclude>taes são as significações do adjectivo ''peregrino'' en latin e en portuguez. Mas, por ser ''vicio de raça'', não deixa de ser ''vicio'', e portanto digno de castigo e emenda. Eis porque censuro, e profligo tal vicio, que já excede todos os limites, esperando que não me attribuão en materia litteraria o que jamais existiu nen existe en meo coração — ''antagonismo internacional''... ''{{lang|fr|Honni soit qui mal y pense}}.''<noinclude>{{traço}}</noinclude> 2ecaa9d3flpy8ff719jvhob8fal2dxp 561568 561559 2026-09-05T17:09:57Z Épico 12904 {{traço}} fora do rodapé 561568 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|VII}}}}</noinclude>taes são as significações do adjectivo ''peregrino'' en latin e en portuguez. Mas, por ser ''vicio de raça'', não deixa de ser ''vicio'', e portanto digno de castigo e emenda. Eis porque censuro, e profligo tal vicio, que já excede todos os limites, esperando que não me attribuão en materia litteraria o que jamais existiu nen existe en meo coração — ''antagonismo internacional''... 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O que porèn não soffre contestação é que a multidão dos sectarios da primeira representa ũa, maioria esmagadôra do limitadissimo numero dos apologistas da segunda. {{nop}}<noinclude></noinclude> tb34kjoleby4hvg406r5s9thw234nhe 561563 561561 2026-09-05T16:35:23Z Épico 12904 561563 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" /></noinclude>{{c| {{larger|{{letter-spacing|0.08em|DUAS PALAVRAS}}}}<br /> {{sc2|SOBRE A}}<br /> {{letter-spacing|0.14em|ORTHOGRAPHIA POR MIN SEGUIDA}} |lh=2.3em }} {{linha horizontal|5em}} Tanto, quanto é possivel, sigo a orthographia etymologica. No prologo d’este opusculo, e no presente artigo dou o ''spécimen'' da que en minha opinião deveria ser adoptada na lingua portugueza; mas para não escandalizar os leitores com a estranheza do modo de orthographar as palavras vernaculas, empreguei no corpo da obra a orthographia en geral usada; ''mas que não é rigorosamente etymologica''. Discute-se desde remotas eras a preferencia entre os modos de orthographar, etymologico, e phonetico; e na lingua portugueza ''{{lang|la|adhuc sub judice lis est}}''. O que porèn não soffre contestação é que a multidão dos sectarios da primeira representa ũa, maioria esmagadôra do limitadissimo numero dos apologistas da segunda. {{nop}}<noinclude></noinclude> hulfe0gje6th548d413dw20o0qrx2iv Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/43 106 253827 561602 558623 2026-09-05T19:59:47Z Épico 12904 /* Validada */ 561602 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" /></noinclude>{{c|{{x-larger|NEOLOGISMOS INDISPENSAVEIS}}}} {{Dhr}} {{c|{{xx-larger|{{sc|Parte I}}}}}} {{Dhr}}<noinclude></noinclude> jwbcoj1ls7z8nprkoes2qpfxxaao1zd Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/20 106 253852 561562 553847 2026-09-05T16:32:30Z Épico 12904 /* Validada */ 561562 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|II}}</noinclude>Posto que sigo, conforme declarei, a orthographia etymologica, não cançarei a quen me ler, desenvolvendo argumentos tendentes a mostrar a excellencia d’aquella; por que para conseguir o mesmo fin bastaráõ as ponderosas razões, que apresentarei contra a orthographia phonetica. Çhamão tamben (para disfarçar a contradicção) orthographia mixta aquella, en que o escriptor, sendo etymologico en ũas, deixa de ser en outras palavras; por exemplo, para não citar mil outras, ''xarope'', que todos os diccionaristas escreven com — ''x'' —, devendo escrever com — ''çh'' —; pois que ven do arabe ''{{lang|ar|chorbet}}'', cuja raiz é o verbo ''{{lang|ar|charab}}'', beber. Eu não uso de euphemismos en materias didacticas; tal orthographia, çhamada mixta, é contradictoria e incoherente; é a de todos os diccionarios portuguezes. O poncto vulneravel dos sectarios da orthographia sonica é ''a impossibilidade de se açhar a verdadeira e melhor pronuncia para por ella se regular o modo de escrever''. Com effeito, qual o padráõ, a que se deva reportar quen quizer escrever as palavras, conforme a pronuncia? Não varía esta, segundo os tempos, os logares de ũa mesma nação, as pessoas, os sexos, e até as phases da vida de câda homen?... A este irrespondivel argumento não podendo mais resistir, eis que cântaõ ja a palinódia os {{pt|or-|orthographistas }}<noinclude></noinclude> dpul6honn7jkjnmmjtxta0lrrjupny9 Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/21 106 253853 561566 553864 2026-09-05T17:04:13Z Épico 12904 /* Validada */ 561566 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|III}}}}</noinclude><noinclude>thographistas</noinclude> phoneticos, dizendo que «''{{sic|Uã|Ũa}} orthographia phonetica é practicamente impossivel'', como o declara Mr. Arsene Darmesteter ''({{lang|fr|Question de la réforme orthographique}}, Paris, 1888);'' accrescentando que «''orthographia phonetica só deve ser a orthographia que se contente com'' {{sc2|UN POUCO MAIS OU MENOS PHONETICO}} (orthographia de ''pouco mais ou menos'', digo eu): en summa, «''que a orthographia sonica não deve ser mais do que a simplificação da orthographia usual'' (!!!) Isto não merece refutação séria. E é tal litterato que pretende acabar com a orthographia etymologica na França, na Belgica, na Allemanha, na Inglaterra, e nos Estados-Unidos!!... Bástaõ alguns exemplos de phrases com palavras parônymas, para que fique evidente a ambiguidade, que da orthographia phonetica pode muĩtas vezes resultar. «Esta velha arvore não tên era». Será este vocabulo — «''era''» — synônymo de duração, epocha; ou o nome de ũa planta (hera)? Com a orthographia etymologica tal duvida desapparece. «Elle estava coberto de luto». Será o vestido que indica dó, ou a palavra ''lôdo, lama''? A observancia da orthographia etymologica, collocando-se — ''c'' — antes do — ''t'' —, tira toda a ambiguidade. {{nop}}<noinclude>{{d|{{sc2|I A}}}}</noinclude> f0epuimeu7kgy4rhf4lzcaeyzdwj2ya 561567 561566 2026-09-05T17:05:17Z Épico 12904 não entendi esse esse sic aqui 561567 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|III}}}}</noinclude><noinclude>thographistas</noinclude> phoneticos, dizendo que «''Ũa orthographia phonetica é practicamente impossivel'', como o declara Mr. Arsene Darmesteter ''({{lang|fr|Question de la réforme orthographique}}, Paris, 1888);'' accrescentando que «''orthographia phonetica só deve ser a orthographia que se contente com'' {{sc2|UN POUCO MAIS OU MENOS PHONETICO}} (orthographia de ''pouco mais ou menos'', digo eu): en summa, «''que a orthographia sonica não deve ser mais do que a simplificação da orthographia usual'' (!!!) Isto não merece refutação séria. E é tal litterato que pretende acabar com a orthographia etymologica na França, na Belgica, na Allemanha, na Inglaterra, e nos Estados-Unidos!!... Bástaõ alguns exemplos de phrases com palavras parônymas, para que fique evidente a ambiguidade, que da orthographia phonetica pode muĩtas vezes resultar. «Esta velha arvore não tên era». Será este vocabulo — «''era''» — synônymo de duração, epocha; ou o nome de ũa planta (hera)? Com a orthographia etymologica tal duvida desapparece. «Elle estava coberto de luto». Será o vestido que indica dó, ou a palavra ''lôdo, lama''? A observancia da orthographia etymologica, collocando-se — ''c'' — antes do — ''t'' —, tira toda a ambiguidade. {{nop}}<noinclude>{{d|{{sc2|I A}}}}</noinclude> s6y3srxghscxoi95rt73tcbsx6g82dk 561581 561567 2026-09-05T18:30:14Z Épico 12904 Foi desfeita a revisão [[Special:Diff/561567|561567]] de [[Special:Contributions/Épico|Épico]] ([[User talk:Épico|discussão]]). [Entendi ainda a tempo] 561581 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|III}}}}</noinclude><noinclude>thographistas</noinclude> phoneticos, dizendo que «''{{sic|Uã|Ũa}} orthographia phonetica é practicamente impossivel'', como o declara Mr. Arsene Darmesteter ''({{lang|fr|Question de la réforme orthographique}}, Paris, 1888);'' accrescentando que «''orthographia phonetica só deve ser a orthographia que se contente com'' {{sc2|UN POUCO MAIS OU MENOS PHONETICO}} (orthographia de ''pouco mais ou menos'', digo eu): en summa, «''que a orthographia sonica não deve ser mais do que a simplificação da orthographia usual'' (!!!) Isto não merece refutação séria. E é tal litterato que pretende acabar com a orthographia etymologica na França, na Belgica, na Allemanha, na Inglaterra, e nos Estados-Unidos!!... Bástaõ alguns exemplos de phrases com palavras parônymas, para que fique evidente a ambiguidade, que da orthographia phonetica pode muĩtas vezes resultar. «Esta velha arvore não tên era». Será este vocabulo — «''era''» — synônymo de duração, epocha; ou o nome de ũa planta (hera)? Com a orthographia etymologica tal duvida desapparece. «Elle estava coberto de luto». Será o vestido que indica dó, ou a palavra ''lôdo, lama''? A observancia da orthographia etymologica, collocando-se — ''c'' — antes do — ''t'' —, tira toda a ambiguidade. {{nop}}<noinclude>{{d|{{sc2|I A}}}}</noinclude> f0epuimeu7kgy4rhf4lzcaeyzdwj2ya Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/22 106 253854 561574 553866 2026-09-05T17:27:15Z Épico 12904 /* Validada */ 561574 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|IV}}</noinclude>E como estas, muĩtas outras proposições equivocas, onde entrassen as palavras parônymas ''cerrar'' (com — ''c'' —), e ''serrar'' (com — ''s''—), ''servo'' (com — ''s''—), e ''cervo'' (com — ''c'' —), etc. Mas ha no mundo ũa nação néo-latina, que segue a orthographia sonica; e nisto fundando os Ibérophilos o seo argumento — Hercules, suppõe esmagar a hydra etymologica. Vejamos. Não é tão absolutamente exacto, como proclamão os defensores da orthographia sonica, que os escriptores hespanhoes empreguen exclusivamente a orthographia phonetica. Un livro importante, e da maior auctoridade neste assumpto vae confirmar o que acabo de dizer. Lê-se na ''{{lang|es|Orthographia}}'' (com ''th'' e ''ph'') ''{{lang|es|española compuesta y ordenada por la Real Academia Española}}'' (1741) o seguinte. «Nos primeiros livros do nosso idioma (hespanhol), como a lingua era filha da latina, na maior parte de seos termos, e os que a falavão e escrevião, estavão mais proximos dos latinos, observava-se a orthographia quasi inteiramente latina, como se vê dos livros dos Fóros, das Leis, e de outros documentos antigos; e assin se açhavão nelles vozes escriptas com a mesma duplicação de consoantes, de que usavão os latinos; e durou tanto esta opinião, que escrevendo {{pt|An-|Antonio}}<noinclude></noinclude> 0omdipem101qbj846fqnk6l4eap8vk0 Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/49 106 253858 561618 553486 2026-09-06T03:02:01Z Trooper57 24584 561618 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{t2|CACHE-NEZ}}{{traço}}{{ch|III}} Atravessamos rigoroso estio; calamitosa secca ameaça produzir funestissimos resultados; não cahem chuvas abundantes; o frigido sudoeste não açouta montes, nem valles; capas, mantas e capotes estão por consequencia actualmente sem prestimo; jaz no fundo da gaveta o ''cache-nez''. O ''cache-nez''?... Mas por que hei de eu usar de uma palavra franceza, si estou falando portuguez?... Responder-me-hão que é por não haver outra, que lhe corresponda na lingua de Camões. Nada; quando ''uma filha'' não tem, por exemplo, ''çhale'' para se resguardar do frio, pede-o ''á sua mãe'', e não a estranhos. Não tem a lingua portugueza palavra equivalente em tudo a ''cache-nez''? Pois peça ''á sua mãe'', que é opulentissima, e na lingua latina açhará logo promptinho o ''focále'', manta de lã usada pelos antigos romanos, com a qual cingiam o pescosso, e se resguardavam do frio, como se lê em Horacio e Marcial. {{nop}}<noinclude></noinclude> qpozjih6z09kfbsxr2tcbrh2hq1djd5 Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/23 106 253866 561580 553867 2026-09-05T18:17:08Z Épico 12904 /* Validada */ 561580 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|V}}}}</noinclude><noinclude>tonio</noinclude> de Nebrixa o seo tractado de orthographia hespanhola regulou-o quasi inteiramente á latina». Continúa depois o auctor declarando que com o correr do tempo se fôrão os escriptores afastando da etymologia grega e latina; mas não tanto, que de todo a orthographia etymologica desprezassen. E mais o confirma, quando na pagina 93 da obra citadada dá como regras principaes da orthographia hespanhola a observancia dos tres seguintes ponctos: ''pronunciação'', (que confessa não ser base solida), ''origens'', (note-se ben — ''origens'', isto é, ''etymologia'') e ''uso''. Alén d’isto nesse volumoso tractado de ''Orthographia composto e ordenado pela Real Academia Hespanhola'' vê-se que o auctor faz reflexões tendentes a mostrar que não só nos nomes proprios de homens, de logares, de sciencias, e de artes; mas até en muĩtas palavras, foi seguida a orthographia etymologica. Com effeito, os Hespanhóes escrêverão ''{{lang|es|theatro}}'' (com — ''th'' —) ''{{lang|es|rhitmo}}'', (com ''rh'') ''{{lang|es|hablassen}}'' com dous ''ss'', e do mesmo modo os preteritos imperfeitos do conjunctivo en todos os verbos. Tudo porèn alterárão depois, escrevendo phoneticamente, para não seren incoherentes; peçha, de que ainda hoje não se poden dizer abstergidos. {{nop}}<noinclude></noinclude> 0832r3zo2polyf8ik9m39ozvjg13ec0 Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/24 106 253867 561582 553865 2026-09-05T18:34:27Z Épico 12904 /* Validada */ 561582 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|VI}}</noinclude>Para justificar as minhas ultimas palavras, lembrarei que todas as terceiras pessoas verbaes no plural escréven elles com — ''n'' —, assim como a preposição ''en'' (''{{lang|la|in}}'' latino, ou ''{{lang|grc|en}}'' grego), sen falar de muĩtos outros vocabulos, cuja orthographia é mais etymologica do que a seguida, e aconselhada pelos nossos lexicographos, que se dizen etymologistas. Foi portanto un capriçho esse afastamento do primitivo modo de orthographar; capriçho originado pelo antagonismo internacional; buscando os hespanhóes en tudo se segregar, e distinguir dos portuguezes, que tamben por seo turno deixárão de orthographar muĩtas palavras pelo modo, por que primitivamente o fazião, só para se não pareceren com os seos visinhos. O adjectivo ''bello'', de origen latina, que se escreve com dous ''ll'', é do mesmo modo escripto en hespanhol, com preferencia á orthographia phonetica, como se vê nos diccionarios da mesma língua. Com estes e outros argumentos poderia eu provar, que a orthographia hespanhola (ainda hoje incoherente) é, ''{{lang|la|cæteris paribus}}'', mais etymologica do que a portugueza; mas tal não é o escôpo, a que me dirijo; porquanto o que só desejo é explicar os motivos, en que me fundei, visto que sigo a orthographia etymologica, para escrever de modo diverso algũas palavras. {{nop}}<noinclude></noinclude> 6nrbqcy0ysvjxir42isowx36fx4qpm5 Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/25 106 253868 561583 553855 2026-09-05T18:39:49Z Épico 12904 /* Validada */ 561583 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|VII}}}}</noinclude>Escrevo — ''muĩto'' — com til; por que sen aquelle ''signal de aspiração'' as lettras ''ui'' sôarião como nas vozes ''cuido, descuido, fluido, fortuito, gratuito, intuito''. Camões escreveu ''muito'' sen til, e rimou-o com ''fruito'', por que naquelle tempo dizia-se á latina ''fruito'' (do verbo ''{{lang|la|fruor, eris, fruitus}}'', &), e pronunciava-se o vocabulo — ''muĩto'' — sen aspiração. As palavras — ''un'' — (e seos compostos) ''son, ton, bon, origen,'' e todas aquellas, cuja syllaba final é aspirada, ou nasalada escrevo-as, como se deve, com ''til'', ou com — ''n'' —; porque en latin são escriptas com — ''n'' —; e ainda mais, porque quando as pronunciamos en portuguez, produzimos ''son nasal''. De todas estas palavras se fórma o plural accrescentando — ''s'' —, sen haver necessidade ''de inventar-se a transformação do supposto e absurdo — m — no singular en'' — {{sc|n}} — ''no plural.'' A preposição ''en'' não póde, não deve ser escripta com — ''m'' —. Nas outras linguas néo-latinas essa preposição é escripta com — ''n'' —; o francez escreve — ''{{lang|fr|en}}'' —; o hespanhol — ''{{lang|es|en}}'' —; o italiano — ''{{lang|it|in}}'' —: alén d’isto en grego, d’onde passou para o latin, mudando apenas o — ''e'' — en — ''i'' — (''{{lang|la|in}}'') essa preposição é ''{{lang|grc|en}}'' —. Até en inglez, e allemão, que não são linguas néolatinas, esta preposição se escreve com — ''n'' — (''in''), e quando en allemão se encontra<noinclude></noinclude> qg7l5sykp76hxulx7qw2l2ejxo7c67z Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/47 106 253869 561606 553520 2026-09-05T20:11:33Z Épico 12904 /* Validada */ [Sinto que colocar a lang estou tomando partido do autor... 561606 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" /></noinclude>{{t2|II|PINCE-NEZ}} Velhos e velhas, moços e moças, e até crianças, usam de uns oculos, que se fixam sómente no nariz; e não obstante dizer-se que em Portugal e no Brazil se fala a lingua portugueza, no Brazil e em Portugal toda a gente çhama essa especie de oculos — ''{{lang|fr|Pince-nez}}''; isto é, emprega um termo francez, que ''nem em francez, nem em portuguez'' da idéa alguma do fim, a que é destinado tal objecto. Com effeito — ''Pince-nez'', — é vocabulo composto de duas palavras francezas, que unica e exclusivamente significam — ''aperta-nariz, belisca-nariz''. Formada com taes elementos, ninguem póde comprehender que tal palavra designa um instrumento proprio para melhorar os defeitos da vista. Que os francezes conservem lá o seo pessimo neologismo (podendo ter creado o termo — ''Nez-lunettes''), não nos deve importar; mas, que adoptemos nós outros essa palavra, a qual, além de exotica, não exprime absolutamente a serventia do objecto, isso é que não. {{nop}}<noinclude></noinclude> 8on2hxh888y17ign7b0gkdx22e6otx0 561607 561606 2026-09-05T20:12:52Z Épico 12904 561607 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" /></noinclude>{{t2|II|PINCE-NEZ}} Velhos e velhas, moços e moças, e até crianças, usam de uns oculos, que se fixam sómente no nariz; e não obstante dizer-se que em Portugal e no Brazil se fala a lingua portugueza, no Brazil e em Portugal toda a gente çhama essa especie de oculos — ''{{lang|fr|Pince-nez}}''; isto é, emprega um termo francez, que ''nem em francez, nem em portuguez'' da idéa alguma do fim, a que é destinado tal objecto. Com effeito — ''{{lang|fr|Pince-nez}}'', — é vocabulo composto de duas palavras francezas, que unica e exclusivamente significam — ''aperta-nariz, belisca-nariz''. Formada com taes elementos, ninguem póde comprehender que tal palavra designa um instrumento proprio para melhorar os defeitos da vista. Que os francezes conservem lá o seo pessimo neologismo (podendo ter creado o termo — ''{{lang|fr|Nez-lunettes}}''), não nos deve importar; mas, que adoptemos nós outros essa palavra, a qual, além de exotica, não exprime absolutamente a serventia do objecto, isso é que não. {{nop}}<noinclude></noinclude> gobffcwec2jpxbdk9n4ss3sfzfqfeq8 561617 561607 2026-09-06T03:00:39Z Trooper57 24584 561617 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" /></noinclude>{{t2|PINCE-NEZ}}{{traço}}{{ch|II}} Velhos e velhas, moços e moças, e até crianças, usam de uns oculos, que se fixam sómente no nariz; e não obstante dizer-se que em Portugal e no Brazil se fala a lingua portugueza, no Brazil e em Portugal toda a gente çhama essa especie de oculos — ''{{lang|fr|Pince-nez}}''; isto é, emprega um termo francez, que ''nem em francez, nem em portuguez'' da idéa alguma do fim, a que é destinado tal objecto. Com effeito — ''{{lang|fr|Pince-nez}}'', — é vocabulo composto de duas palavras francezas, que unica e exclusivamente significam — ''aperta-nariz, belisca-nariz''. Formada com taes elementos, ninguem póde comprehender que tal palavra designa um instrumento proprio para melhorar os defeitos da vista. Que os francezes conservem lá o seo pessimo neologismo (podendo ter creado o termo — ''{{lang|fr|Nez-lunettes}}''), não nos deve importar; mas, que adoptemos nós outros essa palavra, a qual, além de exotica, não exprime absolutamente a serventia do objecto, isso é que não. {{nop}}<noinclude></noinclude> 8uamnp9pkhnka5qpi1m1hnjumu6udta Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/48 106 253870 561608 553522 2026-09-05T20:15:56Z Épico 12904 /* Validada */ 561608 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />4</noinclude>Crèe-se, pois, um neologismo, porque assim é indispensavel; e em vez de ''{{lang|fr|Pince nez}}, que nem em francez, nem em portuguez'' dá idéa alguma de oculos, mas apenas e sómente significa ''cousa que aperta o nariz, belisca o nariz'', diga-se ''Nasoculos'' (do ablativo latino ''naso'', nariz, precedendo ao vocabulo portuguez ''oculos''). Ninguem, ao ouvir a nova palavra, deixará de perceber que se fala de ''oculos'' fixados no ''nariz''; mas vingará o termo expressivo ''Nasoculos?''... A palavra é euphonica, curta, de ascendencia legitima e nobre; em summa, indica exacta e perfeitamente o fim e emprego do objecto. Nada portanto de hesitações; quebre cada qual o seo ''pince-nez'', por ser de ''pechisbeque''; que eu de graça offereço ''Nasoculos'' de ouro de lei, productos da industria nacional philologica. ''Nasoculos'' só se emprega no plural; não se deve dizer: ''nasoculo''.<noinclude>{{traço}}</noinclude> el1qi4sry3kaytkh6axuctj4fvppw1w Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/42 106 253872 561565 553525 2026-09-05T17:00:43Z Épico 12904 /* Validada */ 561565 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|XXIV}}</noinclude>apresentar-me ''folliculario'' politico, isto é, ''pôr escriptos para vender-me''. Nada peço, nada quero, nada acceitarei; por que a minha opulencia está solidamente firmada na completa ausencia de ambições mundanas; finalmente por que possuindo como unica nobreza a dos meos sentimentos, tenho por motte do meo heraldico brasão — {{sc|{{lang|la|Solus Deus}}}}.<noinclude>{{traço}}</noinclude> 4lqbgjmwfwbhmccspzhi5uanawk26jf 561569 561565 2026-09-05T17:10:46Z Épico 12904 {{traço}} fora do rodapé 561569 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|XXIV}}</noinclude>apresentar-me ''folliculario'' politico, isto é, ''pôr escriptos para vender-me''. Nada peço, nada quero, nada acceitarei; por que a minha opulencia está solidamente firmada na completa ausencia de ambições mundanas; finalmente por que possuindo como unica nobreza a dos meos sentimentos, tenho por motte do meo heraldico brasão — {{sc|{{lang|la|Solus Deus}}}}. {{traço}}<noinclude></noinclude> jgtwec3g2s2ykobxo415ykrub5bo0i8 561601 561569 2026-09-05T19:59:28Z Épico 12904 561601 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|XXIV}}</noinclude>apresentar-me ''folliculario'' politico, isto é, ''pôr escriptos para vender-me''. Nada peço, nada quero, nada acceitarei; por que a minha opulencia está solidamente firmada na completa ausencia de ambições mundanas; finalmente por que possuindo como unica nobreza a dos meos sentimentos, tenho por motte do meo heraldico brasão — {{sc|{{lang|la|Solus Deus}}}}. {{traço}}<noinclude></noinclude> nj8scduiu9ryeexn9tgnscythl9zl4i Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/41 106 253873 561600 553527 2026-09-05T19:58:49Z Épico 12904 /* Validada */ 561600 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|XXIII}}}}</noinclude>No Brazil porèn que Ministro, ainda o que se presuma homen de lettras, ũa vez envolvido na intriga politica, que lhe occupa todo o tempo, cogita de taes bagatelas? ''{{lang|la|De minimis non curat Minister}}''... Tenho razão de escrever sen observar ''conveniencias sociaes''. Propuz-me compôr un ''Codigo orthographico da lingua portugueza para o Imperio do Brazil''; un amigo, distincto homen de lettras, sen que eu pedisse, apresentou ao Governo essa proposta, en cuja execução não despendia o Estado dinheiro excedente dos orçamentos. Mais de un anno se passou, sen que cousa algũa se resolvesse, pedindo eu apenas por tres ou quatro vezes a restituição de tal proposta, que até hoje não me voltou ás mãos. Si isto succede, sendo Ministros muĩtos d’aquelles, de quen tive a honra de ser Mestre, e que se dizen amigos, o que mais se deve esperar? Declaro que este desabafo não é filho de despeito, mas de tedio, e mais ũa prova do estado, en que se açha este país, onde tudo é apparencia, e tramoias theatraes. Nada quero de governos, nen presentes, nen futuros; quer monarchicos, quer republicanos; si o quizesse, ben saberia o caminho para chegar a esse fin; que entre outros, quasi sempre ignobeis, seria<noinclude></noinclude> a8st1bk2awtcnr6ixqrzwp5qhpnkc1c Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/26 106 253874 561584 553529 2026-09-05T18:43:06Z Épico 12904 /* Validada */ musicaes 561584 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|VIII}}</noinclude>— ''im'' — com — m —, é por ser a contracção de — ''in'' — e do artigo — ''dem''. — Por que ha de então en portuguez escrever-se com — ''m'' —? Não é ella pronunciada com son nasal? Onde teve jamais a lettra — ''m'' — son nasal? Quando se pronuncia — ''m'' —, apertão-se os labios. (Vede Moraes, lettra M.) Pouco ou quasi nada se attende hoje a euphonia na linguagen: aquelles rigorosos preceitos de phonação, de que a lingua grega nos dá provas, accentuando as vogaes, e empregando os ''espiritos rudes, e brandos'', parece que de todo estão en portuguez desprezados; quando, por exemplo, se escreven com — ''m'' — final palavras, que nasalmente se pronuncião. O sanskrito, que sobre todas as linguas leva essa severidade harmonica ao mais subido grão, não emprega nas palavras lettras, que não sejão da mesma classe. E d’esta lingua sen duvida algũa a parte mais difficil para os que hoje não conhecen essas leis musicaes da linguagen. O — ''m'' — final nesta lingua soffre córte, e suppressão antes de certos suffixos; outras vezes se muda en — ''n'' —. E por que incidentemente falei do — ''m'' —, julgo conveniente explicar un poncto, com certeza até hoje ignorado. {{nop}}<noinclude></noinclude> ixz8k3vztff3mlzpnzb7j9a4a007zuz Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/27 106 253887 561585 553849 2026-09-05T18:46:08Z Épico 12904 /* Validada */ 561585 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|IX}}}}</noinclude>Mandão todos os ortographistas que antes de — ''b'' — ''p'' — e — ''m'' — sempre se escreva— ''m'' —; a razão porèn, que ainda ninguen a deu, é a seguinte, a qual para melhor explicar repetirei o que diz a grammatica sanskrita. O conhecimento da euphonia sanskrita derrama muĩta luz sobre grande numero de mutações, que nas linguas occidentaes são consideradas ''{{sic|irregulariddes|irregularidades}}''; entretanto que fundamentalmente são consequencias naturaes de antigas leis, simples e geraes, en parte cahidas en desuso; mas a que o instincto popular ainda obedece. Quando, por exemplo, da preposição ''en'' (portugueza) e do verbo ''beber'' se forma a palavra — ''Imbeber'' —, esta troca do — ''n'' — en — ''m'' — não é simples capriçho; não é uma excepção; não, {{sic|absoeutamente|absolutamente}} não. É que seguimos a regra sanskrita, ''substituindo á nasal da orden das dentaes (n) a nasal que pertence á orden das labiaes (m)''; é uma lei physiologica. A respeito da preposição – ''sen'' — escripta com — ''n'' — milítão as mesmas razõess que dei, quando justifiquei o emprego do — ''n'' — substituindo o — ''m'' — da preposição ''em''. En todas as linguas derivadas do latin esta preposição é escripta com — ''n'' — medio, ou final; no latin — ''{{lang|la|sine}}'' —; no hespanhol — ''{{lang|es|sin}}'' —; no francez — ''{{lang|fr|sans}}'' —; no italiano — ''{{lang|it|senza}}''. {{nop}}<noinclude></noinclude> 4eynbm5ctjijlwmd37ytpnerhfnnrzb Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/28 106 253924 561586 553868 2026-09-05T18:55:15Z Épico 12904 /* Validada */ 561586 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|X}}</noinclude>Todos os substantivos, que erradamente se escreven en portuguez com — ''m'' —, (taes como ''ordem, origem, homem'', e seos compostos pronominaes ''alguem, ninguem, quem'', não vêen do accusativo ''{{lang|la|ordinem, originem, hominem, aliquem, neminem, quem}}''. A apparencia illudiu os grammaticos: nascen todos esses vocabulos do ablativo do singular — ''{{lang|la|ordine, origine, homine, aliquo homine}}'' (alguem) ''{{lang|la|nec homine}}'' (ninguem) ''quem'' (que homem). Cahe en todos elles a syllaba media e breve — ''i'' —; e por adoçamento da pronuncia diz-se ''ord-en'' en vez de ''ord-ne'', ''orig-en'' en logar de ''orig-ne, hom-en'' en vez de ''hom-ne'', effectuando-se a mesma alteração, com as devidas transformações, nas palavras ''alguen, ninguen, quen''. Por motivos oppostos, mas fundados nos mesmos principios escrevo ''com'' empregando a consoante final — ''m'' —; obedeço á etymologia, (''{{lang|la|cum}}'' latino, que se escreve com — ''m'' —) e á phonação; porque proferindo o vocabulo — ''com'' —, não produzo son nasal. Os hespanhóes violárão aqui a etymologia, escrevendo ''{{lang|es|con}}'' (preposição) com — ''n''. Ũa das razões, que mais reforça a opinião de que a preposição portugueza ''en'' deve ser escripta com — ''n'' —, e não com — ''m'' —, é que, quando se lhe seguen os artigos ''o, a,'' e os adjectivos ''este, esta, isto, esse, essa, isso, aquelle, aquella, aquillo'', o — ''n'' —, que a todas estas palavras precede, é a consoante final da preposição — ''en'' —, que apenas por ''apherese'' perde a<noinclude></noinclude> tqd10ov3lvcchelhf5sxhxb6zg47h90 Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/29 106 253925 561588 553656 2026-09-05T19:00:43Z Épico 12904 /* Validada */ 561588 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|XI}}}}</noinclude>primeira lettra; ao passo que admittindo-se a absurda orthographia do — ''m'' —, dizen os grammaticos que nas palavras ''no, na, neste, nesta, nisto, nesse, nessa, nisso, naquelle, naquella, naquillo'', a preposição — ''em'' — (orthographia errada) perde o — ''e'' —, e muda o — ''m'' — en — ''n!!'' Permitta-se ũa comparação: as palavras compõe-se de ũa parte fixa, invariavel, (''radical'') e de outra variavel, sujeita a mudanças (''suffixo''). Tèen, pode-se dizer, ''alma'' e ''corpo''. Nesta hypothese, perdidas na preposição ''em'' (orthographia errada) ''alma'' e ''corpo'' da palavra, isto é, o ''radical'' e o ''suffixo'', esse — ''n'' — é ũa entidade nova!!... ''{{lang|la|Abyssus abyssum vocat}}''. ''Min'' com — ''n'' —, e não — ''mim'' — com— ''m'' —; é como se deve escrever: prova-o a orthographia, e a pronuncia da variação feminina do adjectivo pronominal feminino — ''min — h — a'' —; onde está intercalado o ''signal de aspiração — h —''. En alguas provincias do norte do Brazil (Pernambuco, principalmente) a pronuncia da palavra — ''compan — h — ia'' —, e semelhantes se faz com aspiração do — ''h'' —, e não por nasalação. Tendo dicto que escrevo com bon fundamento ''un'' e todos os seos compostos com — ''n'' — final, parecerá que a variação feminina deveria conservar o — ''n'' —; e então ter-se-hia de pronunciar — ''u — n — a, — algu — n — a —, nenhu — n — a'', etc. {{nop}}<noinclude></noinclude> pdrl8e6ma5k276zulfttfupo8yoykfl Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/30 106 253926 561589 553728 2026-09-05T19:04:25Z Épico 12904 /* Validada */ 561589 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|XII}}</noinclude>Aqui ''não ha nasalação, mas aspiração'' na pronuncia; e por isso deve empregar-se o — ''til'' —; que é ''signal de aspiração'', correspondente, segundo penso, ao ''espirito brando en grego''. É por isto que se deve pronunciar ''ũ-a'', e seos compostos; e não — ''u-m-a'', (por que tal — ''m'' — não existe no ablativo latino — ''una'', d’onde u’a se deriva) ''algũa, nenhũa''. Cumpre advertir que en latin, nos adjectivos ''{{lang|la|bon-us}}'', ''{{lang|la|un-us}}'', e semelhantes por conteren — ''n'' — no radical, esse — ''n'' — não faz syllaba com a vogal seguinte do suffixo — ''us'' —, — ''a'' —; e portanto a pronuncia devêra ser aspirando a primeira syllaba, ''bon...us, bon...a, un...a''; e tanto isto é verdade, que en Portugal, en alguns logares, se pronuncia ''bôn-a'' sen junctar o — ''n'' — do radical ao — ''a'' — do suffixo. Já que falei do ''til'', o qual apenas dizen os diccionarios ser signal orthographico, não será fóra de proposito dar-lhe a etymologia, que não açhei en parte {{sic|algua|algũa}}. Supponho que procede de ''{{lang|la|tignulum}}'' (varinha), perdida a syllaba média breve, e a final — ''um'' — tamben breve. O til não suppre jámais as lettras — ''m'' — е — ''n''; — é ''signal de aspiração'' (''espirito brando'' en grego); ou talvez exerce a mesma funcção que o Anuswara en Sanskrito, que se colloca debaixo do — ''m'' —, ou sobre o — ''n''. {{nop}}<noinclude></noinclude> eferleyv4vkxfni24n6m2jhjn27cyxk Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/31 106 253957 561590 553735 2026-09-05T19:11:38Z Épico 12904 /* Validada */ kkkkkkkk "almoço" = "al" árabe + "morgen" alemão + "essen" alemão; o chute de Castro Lopes não é muito melhor. 561590 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|XIII}}}}</noinclude>''Pescoço'', e ''almoço'', que todos os diccionarios escréven d’este modo, (com — ''ç'' — cedilhado) não os escrevo eu, attendendo á etymologia. ''Pescôsso'' ven de ''{{lang|la|pectus}}'' (peito), e do ablativo latino ''{{lang|la|osse}}'' (ôsso), perdida a sylaba — ''tu'' —, e passando o — ''s'' — por adoçamento da pronuncia para juncto da syllaba — ''pe'' — (''pesc''): o — ''e'' — final do ablativo latino ''{{lang|la|osse}}'' mudou-se en — ''o'' —, terminação quasi universal do genero masculino en portuguez.<!--ô mentirada--> Tão verdadeira é esta etymologia, que en hespanhol se diz ''pescueso'' (''{{lang|la|pectus}}'' e ''{{lang|es|hueso}}'', ôsso). A etymologia dada por Constancio á palavra pescosso é de fazer rir; diz que vên de ''{{lang|la|collum, i}}'', e ''{{lang|la|bos, ovis}}''! ''Almôsso'', opina este mesmo auctor, que se deriva de ''{{lang|ar|Al}}'', artigo arabe (o), ''{{lang|de|morgen}}'' (manhã, en allemão), e ''{{lang|de|essen}}'' (comer, en allemão): não obstante, escreve a palavra con — ''ç'' — cedilhado; o que é contradicção com a propria etymologia por elle apresentada. Eu entendo que no vocabulo ''almôsso'' entra o artigo arabe ''{{lang|ar|al}}'' (o); o adverbio latino ''{{lang|la|mane}}'' (de manha), e o verbo latino ''{{lang|la|esse}}'' (comer). Açho porén singular que vindo, como vên o substantivo allemão ''{{lang|de|morgen}}'' do adverbio latino ''{{lang|la|mane}}'' (de manhã), e o verbo allemão ''{{lang|de|essen}}'' do verbo latino ''{{lang|la|esse}}'', preferisse aquelle philologo a etymologia allemã ao latin, d’onde aquellas palavras evidentemente se derivão. {{nop}}<noinclude></noinclude> f3xbul6x8kjkvbpyrie8rdxgdtze70p Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/32 106 253963 561591 553744 2026-09-05T19:14:12Z Épico 12904 /* Validada */ 561591 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|XIV}}</noinclude>Escrever portanto ''almôsso'' com — ''ç'' — cedilhado é violar a etymologia. ''Çh'' com cedilha! ''{{lang|la|Proh pudor}}''! exclamaráõ talvez os que se sobresaltão com as novidades orthographicas. O ''ch'' tên en portuguez ũas vezes son duro, outras çhiante. O leitor illitterato, e o estrangeiro não saberáõ de certo, quando devão pronuncial-o d’este ou d’aquelle modo. — Nao vale o argumento dos que dizen que o sentido da phrase guiará o leitor; porque a seguinte proposição, por exemplo, é tão ambigua, como as respostas dos antigos oraculos: «Un grande chôro de crianças echoava por toda a sala». Esse — ''chôro'' — assin escripto, e desprovido de distincção graphica, póde, sen offensa da logica, ser ou o derramamento de lagrymas, ou a reunião de vozes cantantes. A cedilha porén no ''çh'' tira toda a duvida; lê-se ''çhôro'' com son chiante. ''China'', e ''China'', escriptos sen cedilha, não indicão qual das palavras é o nome da casca Peruviana, e qual o do celeste imperio. Examinemos agora o valor de — ''ch'' —. Que o nosso — ''c'' — vên do ''{{lang|grc|χ}}'' grego, (ki) parece-me indubitavel. O ''{{lang|grc|χ}}'' (ki) grego tên son duro antes de qualquer vogal; o — ''c'' —, que é en portuguez a representação graphica d’aquella {{pt|con-|consoante, }}<noinclude></noinclude> jy6oacy6fiqi74u8eesmrzplhzkwmx2 Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/33 106 253964 561592 553745 2026-09-05T19:18:49Z Épico 12904 /* Validada */ 561592 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|XV}}}}</noinclude><noinclude>soante,</noinclude> tinha tamben nos primitivos tempos son duro, mesmo antes do — ''e'' — e — do — ''i'' —; tanto que en livros e manuscriptos antiquissimos ''ce'', e ''ci'' se encontrão cedilhados, para exprimir o son brando. Cahiu depois en desuso a cedilha no ''ce'' e ''ci'', porque en nenhũa palavra portugueza aquellas syllabas se pronuncião duras; sendo por isso superflua a sotoposição da cedilha ao ''ce'', e ao ''ci''. O — ''h'' —, ''simples signal de aspiração'' (espirito orthographico no grego) vindo logo após o — ''c'' —, quando se seguen as vogaes — ''a'' —, — ''o'' —, — ''u'' — não faz sentir en portuguez aspiração forte; porque en nossa lingua pouquissimas são as vozes aspiradas, e nessas mesmas é brandissima a aspiração, como — ''ba-hi-a, sa-hi-a'', que por isso se distinguen de ''báia'', e ''sáia''. Expostas estas considerações preliminares, vejamos como e porque o ''çh'' cedilhado produz son çhiante. É necessario ainda notar que a çhamada cedilha outra cousa não é mais, do que o ''sigma'' (lettra — ''s'' — en grego, {{lang|grc|ς}}), de sorte que o — ''ç'' — cedilhado adverte o leitor, dizendo: «Este — ''c'' — não tên son duro, mas sibilante, por causa do — ''S'' — (''sigma''), que lhe está sotoposto. Pronuncie-se agora ''un son sibilante, aspirando-o ao mesmo tempo'': qual será o resultado? {{nop}}<noinclude></noinclude> bysc5pj2xhrtlfv8y0ot9c51dkauunh Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/34 106 253965 561593 553854 2026-09-05T19:23:49Z Épico 12904 /* Validada */ 561593 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|XVI}}</noinclude>Sen duvida algũa ''un son çhiante''? O — ''ç'' — cedilhado vale portanto o mesmo que — ''s'' —; e todos os que conhecen a lingua allemã saben que ''{{lang|de|sch}}'' reunidos fórmão ''son çhiante''. Creio haver justificado o meo modo de orthographar o ''ch'', quando deva ter ''son çhiante''. Sôbre todas estas considerações está a de evitar a ambiguidade na pronuncia. ''Meo, teo, seo, céo, Deos'' escrevo etymologicamente com — ''o'' —, e não com — ''u'' —; posto que a ultima reforma no modo de graphar estas palavras julgou ter-se fundado na etymologia, aconselhando escrever com — ''u'' —. Escrevia-se outr’ora ''Deos, meo, teo, seo, céo, véo'', & com — ''o'' —; mais tarde allegou-se que escrevendo-se en latin ''{{lang|la|Deus, meus, tuus, suus, cælum, velum}}'' com — ''u'' —, deverião tamben todas estas palavras ser escriptas com — ''u'' —, e não com — ''o'' —. O argumento era especioso, e embaíu até hoje os que se presumen de mais etymologicos na orthographia. Do ablativo latino, ''caso que exprime o maior numero de relações, e por isso o que deveria ser com maior frequencia repetido'', descendêrão quasi todos os substantivos e adjectivos portuguezes: isto é incontestavel. Depois do ablativo é o accusativo o caso, que dá mais abundante numero de substantivos, e adjectivos portuguezes. {{nop}}<noinclude></noinclude> rvvqb007p76begpzxt17ica128ak4n5 Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/35 106 253966 561594 553747 2026-09-05T19:27:21Z Épico 12904 /* Validada */ palavra omitida 561594 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|XVII}}}}</noinclude>Por consequencia, escrevendo eu a palavra ''Deos'' com — ''o'' —, tiro-a do ablativo; quando não queiramos ir buscal-a ao grego ''Theos'', que me parece a verdadeira origen; pois que do grego se derivou o substantivo latino — ''{{lang|la|Deus}}'' —. Quanto a ''meo, teo, seo, céo, veo'', & tamben do ablativo as faço derivar. A prova da minha asserção está en que não se escreve — ''reino'' — com — ''u'' —, sendo en latin ''{{lang|la|regnum}}'', ''Pedro'' com —''u'' —, sendo en latin ''{{lang|la|Petrus}}''; ''gelo'' com — ''u'' —, sendo en latin ''{{lang|la|gelu}}''; ''tecto'' com — ''u'' —, sendo en latin ''{{lang|la|tectum}}''; e mil outros vocabulos, que todos se escreven en portuguez com — ''o'' —; posto que en latin sejão escriptos com ''u'' no nominativo, com excepção de ''tribu'', que en portuguez conserva o — ''u'' — do ablativo latino, por ser este vocabulo derivado do ablativo ''tribus'', (en tres) que erão as tres divisões, en que Romulo classificou o povo romano. E perguntarei: Quen escreverá mais etymologicamente esta phrase: = Perdi meos livros = o que escrever ''meos'' com — ''o'' —; ou o que empregar o — ''u'' —? Certamente, quen a escrever com — ''o'' —; por que en latin se diria — {{lang|la|Perdidi libros ''meos''}} —. Aos que se escandalizarem por ver ''pais'' escripto com — ''s'' —, e não com — ''z'' —, direi que, seguindo eu, como sigo, tanto quanto é possivel, a {{pt|ortho-|orthographia }}<noinclude></noinclude> mledfofluq94i9uv8j9e8faaxyzm58x Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/36 106 253967 561595 553840 2026-09-05T19:29:40Z Épico 12904 /* Validada */ 561595 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|XVIII}}</noinclude><noinclude>graphia</noinclude> etymologica, deveria empregar — ''s'' —, e não — ''z'' — na syllaba final d’aquella palavra. Todas as linguas derivadas do latin escreven — ''pais'' — com — ''s'' — o hespanhol diz ''{{lang|es|país}}'', o francez ''{{lang|fr|pays}}'', o italiano ''{{lang|it|paese}}'': por que hade o portuguez usar do — ''z'' —, e hão de aconselhar tal orthographia os lexicographos, que se dizen etymologicos? Ou são, ou não são etymologicos no modo de orthographar; não comprehendo essas excepções arbitrarias com violação da etymologia. A regra orthographica, que manda escrever com — ''z'' — a syllaba final de um vocabulo, quando aquella é longa, deve ter excepção, si na raiz etymologica da palavra ha — ''s'' —; por que en tal caso conserva-se o — ''s'' — etymologico, collocando-se accento agudo na vogal, como en ''naris'', (do latin ''{{lang|la|naris}}''), ''Luis'' (do latin ''{{lang|la|Ludovicus}}''). É anti-etymologica essa regra de escrever com — ''z'' — toda e qualquer palavra, cuja syllaba final é longa; e por isso até hoje se tên erradamente orthographado ''pais'' escrevendo com — ''z'' —. Si é verdadeira tal regra, por que com — ''z'' — não escreven tamben os sectarios de tal orthographia — ''produzis, traduzis, abris, cobris, vestis'', e todas as segundas pessoas do plural do presente do indicativo? Naturalmente; por que sería contra a etymologia latina: sejão portanto coherentes; pois que a<noinclude></noinclude> 0agkms2a80fr8o53gjef4tcov8pm349 Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/37 106 253968 561596 553863 2026-09-05T19:50:01Z Épico 12904 /* Validada */ 561596 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|XIX}}}}</noinclude>etymologia de ''pais'' é ''{{lang|la|patriis}}'', onde ha o — ''s'' — final depois dos dous ''ii'' contrahidos, que fazem a syllaba longa. O — ''z'' — medio ou final é quasi sempre a transformação do ''x'', ou do — ''c'' — en latin; ''voz'', ({{lang|la|vox}}) ''luz'', ({{lang|la|lux}}) ''noz'', ({{lang|la|nux}}) ''arrôz''; ({{lang|la|oryza}}) outras vezes ven do arabe, por exemplo, ''azeite'' (da palavra arabe ''{{lang|ar|seyt}}'') ''azul'' (tamben da arabe ''{{lang|ar|azrag, ézrag, zuruq}}''). ''Pais'' vên do ablativo do plural ''{{lang|la|patriis}}''; effectuada a quéda do ''tr'', a contracção dos dous ''i i'' torna longa a syllaba; e a quantidade longa é indicada pelo accento agudo, que faz parte, com os accentos grave e circumflexo, da orthographia portugueza, que do grego os herdou. É raro açhar-se hoje quen na escripta use de accentos orthographicos; omissão, que deve ser castigada. Os accentos fazen parte integrante e essencial da orthographia portugueza: en grego, en hespanhol, en francez, en italiano não se desprezão, não se dispensão. Mas a ignorancia, e {{sic|muitas|muĩtas}} vezes a ''astucia'' são causa do desprezo dos accentos; por que accentuando o que escrevêssen, revelarião muĩtos escriptores a sua errada pronuncia: deixão portanto na duvida os leitores, como o fazen tamben alguns lexicographos. {{nop}}<noinclude>{{d|{{smaller|1 a}}}}</noinclude> sna7y7idtmtugl1wyztxwovn8t6kl5w Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/38 106 253969 561597 553859 2026-09-05T19:52:47Z Épico 12904 /* Validada */ 561597 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|XX}}</noinclude>A terceira pessoa do singular do preterito perfeito do indicativo escrevi sempre com — ''u'' —; por que en latin nos verbos da segunda conjugação ha — ''u'' — nesse tempo, modo, numero, e pessoa; e nas outras conjugações, embora não esteja claramente escripta a lettra — ''u'' —, ainda assin ahi existe transformada en — ''v'' — , como vestigio do preterito ''{{lang|la|fuit}}''. A anarchia, a contradicção no modo de orthographar, en uma palavra, a incoherencia não reinão sómente entre o povo; os proprios lexicographos, ainda os mais afamados, commétten a câda passo erros palmares de orthographia, violando a etymologia d’aquellas mesmas palavras, cujas origens aponctão. ''{{lang|la|Undique turbatur}}''... Era forçoso entrar en todas estas minudencias, que com o sêren, nen por isso são menos importantes. Os acanhados limites da presente obrinha apenas me permitten esflorar as questões ortographicas, aqui suscitadas, que en obra especial serião cabalmente discutidas. Ja prevejo o espanto, a grita, e até talvez a zombaria que hão de causar todas estas novidades: não importa; os proprios que se arripiaren, reflectindo, passada a primeira impressão, veráõ que sou coherente; e que não assentei en alicerces arbitrarios a construcção orthographica. {{nop}}<noinclude></noinclude> asdn2lqace0js2vv9pmyvp0mgaa5keu Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/39 106 253970 561598 553860 2026-09-05T19:54:55Z Épico 12904 /* Validada */ 561598 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|{{sc2|XXI}}}}</noinclude>Quaes serão as objecções sérias contra esta orthographia etymologica, e não contradictoria? Os mais cordatos diráõ talvez: São verdadeiras, são logicas, são convincentes as razões; ''mas o uso faz lei''; agora é melhor deixar tudo no ''{{lang|la|statu quo ante reformationem}}''. — ''O uso faz lei!'' D’aquella proposição horaciana, en que diz o grande Mestre ser o ''uso'' o que tên o arbitrio, o direito, e a norma do falar. {{Parágrafo}}...''{{lang|la|Si volet usus, Quem penes arbitrium est, et jus, et norma loquendi}}''. tên-se por modo tal abusado, que interpretando-a en toda a latitude, poder-se-hão desculpar todos os erros do falar, e do escrever, ũa vez que o uso ''popular'' os vá impunemente repetindo durante seculos. Todo o tempo é tempo de emendar, de corrigir faltas e erros de qualquer orden: aquella sentença não póde ter a amplitude, a extensão, que se lhe quer dar; sería absurda tal interpretação. Porque houve homen, que até aos oitenta ou noventa annos peccou, não se ha de corrigir e emendar, ''podendo fazel-o'', só pela consideração de que tendo peccado tanto, não importa peccar un pouco mais?... Na Republica das lettras ha tamben ''Auctoridades''; que são os Philologos, os Grammaticos, os Mestres da linguagen. {{nop}}<noinclude></noinclude> c6cbn0ve3e4mb3encfyr81im8lzqj2v Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/40 106 253971 561599 553861 2026-09-05T19:57:15Z Épico 12904 /* Validada */ 561599 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{sc2|XXII}}</noinclude>Essas Auctoridades, pelas leis que decretão, dêven ser respeitadas da plebe insurgente, e ignorante; aliás nessa Republica prevalecerá a anarchia. Si tudo póde o ''uso popular'' no modo de escrever, e de falar, não se escrevão mais Grammaticas, não se componhão mais codigos orthographicos: fale, e escreva câda un como lhe aprouver. Até agora ten-se orthographado a lingua {{sic|portunueza|portugueza}} erronea e contradictoriamente: podendo, como poden, taes erros ser emendados; nada deve impedir essa emenda e correcção. Por que en direito se admitte (''iniquidade injustificavel''!) que aquelle que estiver de posse de ũa propriedade ''alheia'' durante 30 annos, é ''legitimo possuidor'' pelo facto de a ter gosado todo esse tempo, não se imite na orden litteraria tão absurdo principio, que equivale á affirmação de que a ''falsidade por ser de longa data se póde transformar en verdade;'' que os erros orthographicos, e grammaticaes por seculares poden ser considerados acêrtos. Mas quen ha de tornar effectiva, e fazer respeitada a auctoridade litteraria dos Philologos, dos Grammaticos, dos Mestres da linguagen? Nos países, en que as lettras e sciencias fórmão un ramo sério da administração publica, é o Governo, a quen tal tarefa incumbe. {{nop}}<noinclude></noinclude> 7j2e80ou31v5rv6lsqht5rk5mb9tv8g Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/51 106 254065 561619 553962 2026-09-06T03:04:56Z Trooper57 24584 561619 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{t2|NUANCE-NUANCES}}{{traço}}{{ch|IV}} Era de verão: o thermometro marcava 35°; o calor abafava; o céo estava quasi negro; nuvens espessas e carregadas de electricidade despediam scentelhas deslumbrantes, seguidas de estrondosos trovões; a çhuva em torrentes alagava praças e ruas!... Durou, porèm, só tres quartos de hora a tormenta, que foi pouco a pouco amainando, quando de repente mostrou-se esplendido aquelle meteóro, que o legislador hebreo indicou ao seo povo como signal de alliança entre o céo e a terra, e promessa inquebrantavel de não haver segundo diluvio. Sem periphrase, os raios do sol poente esbatiam nas nuvens ralas, e desenhava-se um immenso e lindo arco-iris. Mas ao que vem esta descripção de uma tempestade, terminando com a apparição do arco-iris?... Para fazer comprehender o que os francezes çhamam — ''{{lang|fr|Nuance}}'' — no singular, e — ''{{lang|fr|Nuances}}'' — no plural, pareceu-me melhor exemplificar, do que definir o termo, que encerra idéas complexas. {{nop}}<noinclude></noinclude> m46ipnfwhdm6oi2qilq0gjnuri3ecoc Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/89 106 255556 561541 558125 2026-09-05T13:18:47Z Épico 12904 /* Validada */ 561541 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />{{d|45}}</noinclude>A simples soletração das syllabas dá o verdadeiro sentido e traducção, isto é, ''rico do nada''; que é o que quer dizer {{lang|fr|''parvenu''}}. Não vejo que se possa com uma só palavra melhor exprimir o complexo de idéas encerradas n’aquella expressão franceza. Merecerei a honra de ser approvado como perito algebrista de vocabulos? Dil-o-hão os sabedores.<noinclude>{{traço}}</noinclude> 7pce0nmalf2o1q9tkii9mqziw88d4pc Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/9 106 255838 561555 558696 2026-09-05T16:15:29Z Épico 12904 /* Validada */ 561555 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" /></noinclude>{{c|{{x-larger|A{{dhr}}ACADEMIA REAL DAS SCIENCIAS DE{{quebra}}LISBOA{{dhr|2}}O. D. C.}}}} {{dhr|3}} {{Bloco direito|align=center|O{{quebra}}AUCTOR}}<noinclude></noinclude> h7puw5x28u7bugxl925kmre1prkcl9k Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/131 106 256022 561609 559121 2026-09-05T20:19:29Z Épico 12904 /* Validada */ 561609 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" /></noinclude>{{T2|{{lang|fr|ENVELOPPE}}}}{{traço}}{{ch|I}} São as palavras o traje do pensamento; é por meio daquellas vestes que se apresentam as idéas; e quanto mais artistica e perfeitamente são talhadas essas roupas, tanto melhor sobresahe o pensamento. Quem tem roupa sua, de boa fazenda e bem talhada, de certo não precisa de andar com a alheia, que só póde bem servir ao seo domno, e nunca ao estranho, sendo principalmente differentes as dimensões do corpo de cada um. Applicando estas considerações ao indesculpavel abuso de enxertar em nossa linguagem vocabulos exoticos, quando os temos vernaculos e correspondentes áquelles, bem quizera eu que me demonstrassem a necessidade de empregar-se, por exemplo, a palavra franceza — {{lang|fr|''enveloppe''}} — para significar a capa que envolve uma carta. Qual teria sido o poderoso monarcha, que da lingua portugueza baniu o expressivo vocabulo — ''sobrecarta?''... {{nop}}<noinclude></noinclude> npfsso1feqfv2es3goeobzshr2wek1i Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos.pdf/132 106 256024 561610 559126 2026-09-05T20:23:11Z Épico 12904 /* Validada */ 561610 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />88</noinclude>Si temos, como não padece duvida, em portuguez o termo — ''sobrecarta'' —, por que se ha de pedantescamente empregar o barbarismo {{lang|fr|''enveloppe''}}? O termo francez {{lang|fr|''enveloppe''}} significa tudo o que envolve, tudo o que embrulha; corresponde ás palavras portuguezas — ''envoltorio, involucro;'' — é, portanto, um termo generico. ''Sobrecarta'', porém, encerra sentido restricto, exprime unica e exclusivamente a ''capa de uma carta''. Qual será, pois, a razão da preferencia dada á palavra franceza? Sem duvida, a desgraçada mania de desprezar o que é nosso e bom, só para tomarmos do estranho até o que não presta. Poucos reflectem em que este desprezo do que nos pertence, revela desamor ás cousas patrias: desprezam-se as palavras, desprezam-se os costumes, e o resultado é o entibiamento do patriotismo. {{lang|fr|''Enveloppe''}} é palavra desnecessaria, absolutamente inutil em {{corr|portugnez|portuguez}}; nós possuimos vocabulo genuino e muito mais expressivo; digamos, portanto, d{{'}}ora em diante, e sempre, não {{lang|fr|''enveloppe''}}, mas ''sobrecarta''. {{traço}} {{nop}}<noinclude></noinclude> qhbe7zmkvuvbdy9jqmt02x8hlkszje0 561611 561610 2026-09-05T20:24:01Z Épico 12904 561611 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Épico" />88</noinclude>Si temos, como não padece duvida, em portuguez o termo — ''sobrecarta'' —, por que se ha de pedantescamente empregar o barbarismo {{lang|fr|''enveloppe''}}? O termo francez {{lang|fr|''enveloppe''}} significa tudo o que envolve, tudo o que embrulha; corresponde ás palavras portuguezas — ''envoltorio, involucro;'' — é, portanto, um termo generico. ''Sobrecarta'', porèm, encerra sentido restricto, exprime unica e exclusivamente a ''capa de uma carta''. Qual será, pois, a razão da preferencia dada á palavra franceza? Sem duvida, a desgraçada mania de desprezar o que é nosso e bom, só para tomarmos do estranho até o que não presta. Poucos reflectem em que este desprezo do que nos pertence, revela desamor ás cousas patrias: desprezam-se as palavras, desprezam-se os costumes, e o resultado é o entibiamento do patriotismo. {{lang|fr|''Enveloppe''}} é palavra desnecessaria, absolutamente inutil em {{corr|portugnez|portuguez}}; nós possuimos vocabulo genuino e muito mais expressivo; digamos, portanto, d{{'}}ora em diante, e sempre, não {{lang|fr|''enveloppe''}}, mas ''sobrecarta''. {{traço}} {{nop}}<noinclude></noinclude> oy71ljfshyx1u38jf9gfiirmk9bwy6v Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/209 106 257292 561528 2026-09-05T12:04:10Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 561528 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{sc|j.-t. maston salvo}}|CAPITULO XXI}} {{dhr|5}} Foi grande a commoçāo a bordo da ''Susquehanna''. Officiaes e marinheiros esqueciam aquelle terrivel perigo que acabavam de correr, aquella possibilidade de serem esmagados e mettidos a pique. Só pensavam na catastrophe que servia de fecho áquella viagem, o mais audaz commetimento dos tempos antigos e modernos, que assim ia custar a vida aos arrojados aventureiros que nʼelle se tinham empenhado. — Sāo elles que voltam, dissera o moço aspirante, e todos o tinham comprehendido. Ninguem punha em duvida que aquelle bolido fosse o projectil do Gun-Club. Quanto á sorte dos viajantes que nʼelle estavam encerrados, dividiam-se as opiniōes. — Morreram! dizia um. U02014 Vivem, respondia outro, que a agua é profunda e amorteceu-lhes a quéda. — Mas faltou-lhes o ar, proseguia este, e devem ter morrido asphyxiados! — Queimados! replicava aquelle, que o projectil ao atravessar a atmosphera estava transformado n'uma massa incandescente. {{nop}}<noinclude></noinclude> 2kr98uxddbnzsgvy0j44y2yghphmye9 561529 561528 2026-09-05T12:04:26Z Erick Soares3 19404 561529 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{sc|j.-t. maston salvo}}|CAPITULO XXI}} {{dhr|5}} Foi grande a commoçāo a bordo da ''Susquehanna''. Officiaes e marinheiros esqueciam aquelle terrivel perigo que acabavam de correr, aquella possibilidade de serem esmagados e mettidos a pique. Só pensavam na catastrophe que servia de fecho áquella viagem, o mais audaz commetimento dos tempos antigos e modernos, que assim ia custar a vida aos arrojados aventureiros que nʼelle se tinham empenhado. — Sāo elles que voltam, dissera o moço aspirante, e todos o tinham comprehendido. Ninguem punha em duvida que aquelle bolido fosse o projectil do Gun-Club. Quanto á sorte dos viajantes que nʼelle estavam encerrados, dividiam-se as opiniōes. — Morreram! dizia um. — Vivem, respondia outro, que a agua é profunda e amorteceu-lhes a quéda. — Mas faltou-lhes o ar, proseguia este, e devem ter morrido asphyxiados! — Queimados! replicava aquelle, que o projectil ao atravessar a atmosphera estava transformado n'uma massa incandescente. {{nop}}<noinclude></noinclude> 52sopsoh5ujnlfyvw4wkssr35o7pfj9 Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/210 106 257293 561530 2026-09-05T12:08:25Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 561530 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|202|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>— Pouco importa, respondiam todos unanimes. Mortos ou vivos, sempre é mister de lá tiral-os! No entretanto o capitāo Blomsberry rennira a officialidade da corveta e, com permissāo de todos os officiaes, convocara conselho. Tratava-se de tomar immediatamente uma decisāo. O que era pressa era pescar o projectil, operaçāo difficil, mas nāo impossivel, apesar de tudo. Faltavam, porém, á corveta os machinismos necessarios, que deviam ser ao mesmo tempo possantes e exactos. Resolveu-se, portanto, levar o navio ao porto mais proximo, e dʼahi dar aviso ao Gun-Club da queda da bala. Esta decisāo foi tomada por unanimidade, a escolha do porto é que teve que soffrer discussāo. Na costa visinha nāo se offerecia ancoradouro algum a vinte e sete graus de latitude. Um pouco mais ao norte, acima da peninsula de Monterey, estava a importante cidade que lhe deu o nome. Mas fundada como fôra nos confins de um verdadeiro deserto, nāo estava ligada ao interior por uma rede telegraphica, e só a electricidade é que podia espalhar com rapidez bastante aquella importante nova. Alguns graus mais ao sul abria-se a bahia de S. Francisco. Pela capital do paiz do ouro eram faceis as communicaçōes com o centro da Uniāo. Dando toda a força ao vapor, a ''Susquehanna'' podia dar entrada no porto de S. Francisco em menos de dois dias. A corveta teve, pois, que partir sem mais detença. As fornalhas estavam accesas. Podia-se levantar ferro immediatamente. Estavam ainda no fundo duas mil braças de sonda, mas o capitāo Blomsberry, que nāo quiz perder um tempo precioso a colhel-a, resolveu cortar a linha. — Prende-se-lhe a ponta a uma boia, e esta indicará depois com exactidāo o ponto onde o projectil caiu. — De mais a mais conhecemos a nossa posiçāo rigorosa: 27º 7ʼ de latitude norte por 44° 37ʼ de longitude oeste. — Bem, senhor Bronsfield, respondeu o capitāo, e, com sua licença, faço cortar o fio. Lançou-se ao mar uma forte boia, ainda reforçada por um par de chapas, e pregou-se-lhe com segurança a ponta do fio. A<noinclude></noinclude> hd5dphirto4u4ey8ps0rvd6n1tz34y0 Página:Júlio Verne - À Roda da Lua (1886).pdf/211 106 257294 561531 2026-09-05T12:12:22Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 561531 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|203|{{sc|á roda da lua}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>boia, unicamente submettida á oscillação da vaga, não podia mudar sensivelmente de posição. Nʼaquelle momento fez o engenheiro prevenir o capitão de que podiam partir. O capitão mandou-lhe os agradecimentos por esta excellente participação. Depois indicou a derrota a nordeste. E a corveta, virando de bordo, dirigiu-se a todo o vapor para a bahia de S. Francisco. Eram tres da manhã. Duzentas leguas a transpor não era grande cousa para um navio de boa marcha como a ''Susquehanna'', que em trinta e seis horas havia de devorar aquelle intervallo; e que a 14 de dezembro, á uma hora e vinte e sete minutos da tarde, entrava a bahia de S. Francisco. À vista dʼaquelle navio da marinha nacional, que chegava a toda a velocidade, com o gurupez raso e o mastro de traquete escorado, commoveu-se singularmente a curiosidade publica· Dentro em pouco juntou-se no caes uma multidão compactaʼ para assistir ao desembarque. O capitão Bloomsberry e o tenente Bronsfield, depois de largarem ferro, desceram a um escaler de oito remos, que os transportou immediatamente a terra. Saltaram ao caes; e sem responder palavra ás mil perguntas que lhes eram dirigidas, perguntaram: — Onde é o telegrapho? O proprio capitão do porto é que os conduziu á estação telegraphica, no meio de immensa concorrencia de curiosos. Bloomsberry e Bronsfield entraram em estação, emquanto a multidão se apinhava ás portas. Alguns minutos depois expedia-se um despacho telegraphico por quatro vias: 1.º, ao secretario dʼestado da marinha, Washington; 2.º, ao vice-presidente do Gun-Club, Baltimore; 3.º, ao ''honorable'' J.-T. Maston, montanhas Penhascosas; 3.º, ao sub-director do observatorio de Cambridge, Massachussets. O telegramma era concebido nos seguintes termos: «A 20 graus e 7 minutos de latitude norte por 41 graus e 37 minutos de longitude oeste, no dia 12 de dezembro, á uma hora e dezesete minutos da manhã, caiu o projectil columbiada no<noinclude></noinclude> o7hhmm6thepr24vukcxtw7oams1ju8k Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/189 106 257295 561532 2026-09-05T12:17:17Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 561532 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{sc|Alegre fim da alegria.}}|IX}} {{dhr|5}} As moças, achando-se sós, foram para as janellas, ficando duas em cada uma, e entraram a tagarellar, a inclinar-se para fóra e a conversar de uma janella para a outra. Viram os moços sahir da casa de pasto de braços dados; elles voltaram-se, acenaram-lhes rindo-se, e desappareceram no meio dessa empoeirada turbamulta domingueira que invade hebdomadariamente os Campos-Elyseus. — Não vos demoreis muito! gritou Fantina. — O que nos trarão elles? disse Zephina. — Alguma cousa bem linda, de certo, disse Dahlia. — Cá por mim, accrescentou Favorita, prefiro que seja qualquer cousa de ouro. Ellas foram dentro em pouco distrahidas pelo movimento que reinava ao longo do rio, e que avistavam por entre os galhos das altas arvores o que muito as divertia. Era a hora da partida das ''malas-postas'' e das diligencias. Estes carros, dirigindo-se para o sul e para o oeste passavam então quasi todos pelos Campos-Ely-<noinclude> {{right|24}}</noinclude> cqre2g2dnomlewon5h8isytnfdkwsx1 561533 561532 2026-09-05T12:17:50Z Erick Soares3 19404 561533 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|{{sc|Alegre fim da alegria.}}|IX}} {{dhr|5}} As moças, achando-se sós, foram para as janellas, ficando duas em cada uma, e entraram a tagarellar, a inclinar-se para fóra e a conversar de uma janella para a outra. Viram os moços sahir da casa de pasto de braços dados; elles voltaram-se, acenaram-lhes rindo-se, e desappareceram no meio dessa empoeirada turbamulta domingueira que invade hebdomadariamente os Campos-Elyseus. — Nāo vos demoreis muito! gritou Fantina. — O que nos trarāo elles? disse Zephina. — Alguma cousa bem linda, de certo, disse Dahlia. — Cá por mim, accrescentou Favorita, prefiro que seja qualquer cousa de ouro. Ellas foram dentro em pouco distrahidas pelo movimento que reinava ao longo do rio, e que avistavam por entre os galhos das altas arvores o que muito as divertia. Era a hora da partida das ''malas-postas'' e das diligencias. 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Ellas foram dentro em pouco distrahidas pelo movimento que reinava ao longo do rio, e que avistavam por entre os galhos das altas arvores o que muito as divertia. Era a hora da partida das ''malas-postas'' e das diligencias. Estes carros, dirigindo-se para o sul e para o oeste passavam entāo quasi todos pelos Campos-Ely-<noinclude> {{left|24}}</noinclude> cukcj8my2wmwrtw0y8og8zsfrmiwxyo Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/190 106 257296 561534 2026-09-05T12:21:54Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 561534 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|186}}</noinclude>seus. A maior parte delles seguiam pelo cāes e sahiam pela barreira de Passy. De minuto em minuto, uma grande carruagem pintada de amarello e de preto, excessivamente carregada, tirada por cavallos cobertos de guisos, disforme á força de malas, de fardos e de saccos de viagem, cheia de cabeças que para logo desappareciam, pulverisando as calçadas, transformando todas as pedras em pederneiras, lançava-se por entre a multidāo com todas as faiscas de uma forja, servindo-lhe a poeira como que de fumaça, e com um ar de furia. Esta bulha divertia as moças. Favorita exclamava: —Que estrepito! dir-se-hia que estāo arrastando montōes de correntes. Nʼuma dessas occasiōes uma das taes carruagens, que se distinguia difficilmente por entre a folliagem dos olmos, parou um momento, e depois tornou a partir a todo o galope. Fantina admirou-se. —É singular! disse ella. Eu pensava que as diligencias nunca paravam. Favorita encollheu os hombros. —Esta Fantina é admiravel. Merece que todos a contemplem por curiosidade. As cousas as mais simples ençhem-nʼa de assombro. Façamos una supposiçāo : eu sou um viajante e digo á diligencia : « Eu vou adiante ; quando você passar pelo cáes me receberá. » A diligencia passa, avista-me, para, e recebe-me. Isto se faz todos os dias. Tu ainda estás muito ignorante da vida, minha amiga. Passou-se assim um certo espaço de tempo. De repente Favorita fez o movimento de uma pessoa que desperta. —Entāo, disse ella, que é da sorpreza? —Sim, é verdade, accrescentou Dahlia, que è da famosa sorpreza ? —Já estāo tardando de mais! disse Fantina. Quando suspirava Fantina , entrou o caixeiro que os servira á mesa. Trazia na māo o que quer que fosse que se parecia com uma carta. —O que é isso? perguntou Favorita. O caixeiro respondeu : —É um papel que os moços me deram para entregar ás senhoras. —Mas porque nāo o trouxe logo ? {{nop}}<noinclude></noinclude> g30is4vof91dktt5d01xzr18pyo9ysl Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/191 106 257297 561535 2026-09-05T12:28:08Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 561535 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|187}}</noinclude>—Porque os moços recommendaram-me, respondeu o caixeiro, que só o entregasse ás senhoras dahi a uma hora. Favorita arrancou o papel da māo do caixeiro. Era de feito uma carta. —E esta! disse ella. Nāo tem sobrescripto. Mas aqui está o que vejo em vez de endereço : {{dhr}} {{c|{{sc|isto é a sorpreza.}}}} {{dhr}} Abriu vivamente a carta, desdobrou-a, e leu (ella sabia ler) : « Ó queridas amantes nossas ! « Sabei que nós temos paes. Vós ignoraes sem duvida o que sejam paes. É assim que se chamam no codigo civil, pueril e honesto, o homem e a mulher a quem devemos a vida. Ora, os nossos paes gemem, esses velhos nos reclamam, esses bons homens e essas boas mulheres chamam-nos filhos prodigos, aguardam a nossa volta, e promettem-nos matar bois para festejar-nos. Virtuosos como somos, obedecemos-lhes. No momento em que isto lêdes cinco cavallos fogosos levam-nos a nossos papaes e a nossas mamāes. Tomamos as de villa Diogo, ''fichons le camp'', como diz Bossuet. Partimos ; já estamos longe. Fugimos nos braços de Laffitte e sobre as azas de Caillard. A diligencia de Toulouse arrancanos ao abysmo, e o abysmo soes vós, ó lindinhas! Volvemos ao gremio da sociedade, do dever e da ordem, a galope, a razāo de tres leguas por hora. Importa á patria que nós sejamos, como todos, prefeitos, paes de familia, guardas campestres e conselheiros de estado. Venerae-nos. Nós nos sacrificamos. Chorae-nos rapidamente, e pocurae logo quem nos substitua. Se esta carta vos affligir, consolae-vos depressa. Adeus. « Por espaço de quasi dous annos démos-vos todas as venturas desejaveis. Nāo nos queiraes mal por isso. « Assignados: {{sc|Blachevelle.—Fameuh.—Listolier.—Felix Tholomyès.}} « {{sc|Post-scriptum.}}—O jantar está pago. » As quatro moças olharam-se mutualmente. Favorita foi a primeira que rompeu o silencio. —Pois bem ! exclamou ella, nāo se pode negar que a peça foi bem pregada. {{nop}}<noinclude></noinclude> kujyb3xzui7xf51z8ouahpcx10fsf35 Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/192 106 257298 561536 2026-09-05T12:30:37Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 561536 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|188}}</noinclude>—E é muito engraçada, disse Zephina. —A lembrança nāo foi de outro senāo de Blachevelle, continuou Favorita. Só por isto amo-o agora devéras. Apenas ausente, logo amado. É o que sempre se vê. —Nāo, disse Dahlia, a lembrança foi de Tholomyès. Logo se vê. —Nesse caso, tornou Favorita, morra Blachevelle e viva Tholomyès ! —Viva Tholomyès ! gritaram Dahlia e Zephina. E desataram a rir ás gargalhadas. Fantina riu-se como as outras. Dahi a uma hora, quando se recolheu á sua camara chorou. Como já dissemos, era aquelle o seu primeiro amor; ella entregara-se a esse Tholomyès como a um marido, e a pobre moça tinha um filho. {{dhr|8}} {{c|{{sc|fim do tomo primeiro.}}}} {{nop}}<noinclude></noinclude> t0wfw25g7agq11rqxnpeez6uesjevwd Os Miseraveis (trad. Justiniano José da Rocha)/Tomo primeiro/Livro terceiro/IX 0 257299 561537 2026-09-05T12:31:35Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf" from=189 to=192 header=1 /> {{Modernização}} {{DP-1}} [[fr:Les Misérables/Tome 1/Livre 3/09]] 561537 wikitext text/x-wiki <pages index="Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf" from=189 to=192 header=1 /> {{Modernização}} {{DP-1}} [[fr:Les Misérables/Tome 1/Livre 3/09]] cdeznegdmdac5svxoehmpj1c4ay3i8e Utilizador:Épico/Testes 2 257301 561545 2026-09-05T14:56:14Z Épico 12904 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: == [[:w:Usuário:Épico/Testes/Constituinte|Projeto Constituinte]] == {| class="wikitable plainrowheaders" |+ Documentos da Assembleia Nacional Constituinte de 1987–1988 |- ! scope="col" | Documento ! scope="col" style"center" | Commons ! scope="col" | Wikisource |- | Regimento Interno da Assembleia Nacional Constituinte (1987) | | |- | Anteprojeto de Constituição da Comissão de Sistematização | style="text-align:center;" | Arquivo:Anteprojeto de... 561545 wikitext text/x-wiki == [[:w:Usuário:Épico/Testes/Constituinte|Projeto Constituinte]] == {| class="wikitable plainrowheaders" |+ Documentos da Assembleia Nacional Constituinte de 1987–1988 |- ! scope="col" | Documento ! scope="col" style"center" | Commons ! scope="col" | Wikisource |- | Regimento Interno da Assembleia Nacional Constituinte (1987) | | |- | Anteprojeto de Constituição da Comissão de Sistematização | style="text-align:center;" | [[Arquivo:Anteprojeto de Constituição da Comissão de Sistematização.pdf|semmoldura|175px]] | |- | Projeto de Constituição da Comissão de Sistematização | style="text-align:center;" | [[Arquivo:Projeto de Constituição da Comissão de Sistematização.pdf|semmoldura|175px]] | |- | Primeiro Substitutivo do Relator ao Projeto de Constituição | style="text-align:center;" | [[Arquivo:Projeto de Constituição - Primeiro Substitutivo do Relator.pdf|semmoldura|175px]] | |- | Segundo Substitutivo do Relator ao Projeto de Constituição | style="text-align:center;" | [[Arquivo:Projeto de Constituição - Segundo Substitutivo do Relator.pdf|semmoldura|175px]] | |- | Projeto de Constituição (A) | style="text-align:center;" | [[Arquivo:Projeto de Constituição (A) da Comissão de Sistematização.pdf|semmoldura|175px]] | |- | Projeto de Constituição (B) | style="text-align:center;" | [[Arquivo:Projeto de Constituição (B).pdf|semmoldura|175px]] | |- | Projeto de Constituição (C) | style="text-align:center;" | [[Arquivo:Projeto de Constituição (C).pdf|semmoldura|175px]] | |- | Projeto de Constituição (D) </br> [Não carregar?] | style="text-align:center;" | [[Arquivo:Projeto de Constituição (D).pdf|semmoldura|175px]] | |- | Autógrafo da Constituição da República Federativa do Brasil </br> [versão promulgada] | | [[Constituição de 1988 da República Federativa do Brasil]] |} 5edm5q1f2rrjuitm76oddc9sfqerr0g Galeria:Lei Áurea (Golden Law).tif/styles.css 104 257302 561575 2026-09-05T17:28:53Z Épico 12904 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: .lei-aurea-ouro { color: #9b6b12; } .lei-aurea-verde { color: #0f6f66; } .lei-aurea-rosa { color: #a84262; } @media screen { html.skin-theme-clientpref-night .lei-aurea-ouro { color: #d7a53d; } html.skin-theme-clientpref-night .lei-aurea-verde { color: #66bdb1; } html.skin-theme-clientpref-night .lei-aurea-rosa { color: #e28aa6; } } @media screen and (prefers-color-scheme: dark) { html.skin-theme-clientpref-os .lei-aurea-ouro { color:... 561575 sanitized-css text/css .lei-aurea-ouro { color: #9b6b12; } .lei-aurea-verde { color: #0f6f66; } .lei-aurea-rosa { color: #a84262; } @media screen { html.skin-theme-clientpref-night .lei-aurea-ouro { color: #d7a53d; } html.skin-theme-clientpref-night .lei-aurea-verde { color: #66bdb1; } html.skin-theme-clientpref-night .lei-aurea-rosa { color: #e28aa6; } } @media screen and (prefers-color-scheme: dark) { html.skin-theme-clientpref-os .lei-aurea-ouro { color: #d7a53d; } html.skin-theme-clientpref-os .lei-aurea-verde { color: #66bdb1; } html.skin-theme-clientpref-os .lei-aurea-rosa { color: #e28aa6; } } p0zh77ps3mnyc57juhsieuuqevofip3 Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis - 2 ed.djvu/11 106 257303 561620 2026-09-06T03:07:11Z Trooper57 24584 /* Sem texto */ 561620 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="Trooper57" /></noinclude>| | ==<noinclude></noinclude> jgbi5ekho3aae7cwe8r090sy6aayrh6 561621 561620 2026-09-06T03:07:20Z Trooper57 24584 [[Ajuda:SEA|←]] branqueio de página 561621 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="Trooper57" /></noinclude><noinclude></noinclude> 78ffh1ztzf5pdvw08ppv0myz8dt2adu Página:Neologismos indispensaveis e barbarismos dispensaveis - 2 ed.djvu/15 106 257304 561622 2026-09-06T03:08:45Z Trooper57 24584 /* Revista */ 561622 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{c|{{x-larger|Á{{dhr}}ACADEMIA REAL DAS SCIENCIAS DE{{quebra}}LISBOA{{dhr|2}}O. 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