Wikisource ptwikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.19 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikisource Wikisource Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão Portal Portal Discussão Autor Autor Discussão Galeria Galeria Discussão Página Página Discussão Em Tradução Discussão Em Tradução Anexo Anexo Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Página:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu/322 106 37665 562415 561025 2026-09-13T17:54:57Z Junglk 34905 562415 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|300|DOM JOÃO VI NO BRAZIL|}}</noinclude>tropole, que se mostrara parcial aos rebeldes hespanhoes de 1º de Janeiro, não logrou assentar. O conhecimento que d’elle se espalhou, porventura por delação, provocou reacção official da parte das auctoridades ainda constituidas e, não podendo ir a Princeza pessoalmente reaccender as coragens e impedir as defecções, a marcha da libertação na sua trajectoria fatal encaminhou-se para a solução democratica. Entre os meios a que recorreram para vulgarizar sua idéa os propagandistas da candidatura da Infanta Dona Carlota, contava-se um fantasiado dilogo entre um Castelhano da gemma e um Hispano-americano, no qual se passava revista ás differentes hypotheses do destino futuro do vice-reinado platino, ou melhor das possessões hespanholas no Novo Mundo. Arredava-se por antipatriotica a hypothese da sujeição á dynastia napoleonica. Criticava-se amargamente a da republica nos seguintes dizeres: {{pt|“{{lang|es|Nos faltan las bases principales en que ha de cimentar-se, como U. no ignora, quales son los conocimientos, y las riquezas reales, y verdaderas; de aqui naceria la división constante entre Europeos y Americanos, y la ambicion del mando, despues de una guerra civil la mas sanguinaria, y cruel nos pondria em estado de ser subjugados, o por quien tiene legitimos de-}}|{{lang|es|Nos faltan las bases principales en que ha de cimentar-se, como U. no ignora, quales son los conocimientos, y las riquezas reales, y verdaderas; de aqui naceria la división constante entre Europeos y Americanos, y la ambicion del mando, despues de una guerra civil la mas sanguinaria, y cruel nos pondria em estado de ser subjugados, o por quien tiene legitimos derechos á la Representacion de la Soberania, o por quien viendra con el titulo de patrocinarnos.” Desdenhava-se a continuação da auctoridade dos vice-reis: “Por lo que respeta a que el Gefe actual continue gobernando hasta la buelta de Fernando 7º es pensamiento que solo puede tener lugar en cabezas mui vacias: bastará que consideren que el Vassallo quedaria sin recursos para la prosecucion de sus Derechos, y que ademas la Soberania no puede existir en sus manos, em un caso en que se deve contemplar que las autoridades caducan, y que solo pueden sostenerse por quien representa a la nacion en fuerza de su institucion, y leyes.”}}}} <ref follow="p299">e dos resultados obtidos. Atraiçoando facilmente a parte que os empregava, por vezes mesmo servindo com zelo as duas partes contrarias, olhavam sobretudo para o seu interesse pessoal. Esse Contucci, por exemplo, meio espião, meio militar, um condottiere anachronico mas com toda a immoralidade de um contemporaneo do Renascimento, recebia instrucções de Dona Carlota e carteava-se com Presas, ao mesmo tempo que se correspondia a cada momento com o conde de Linhares, cujas vistas platinas, irmanadas embora na apparencia, divergiam no proposito das de sua Ama.''Algumas'' das cartas remettidas á Princeza iam abertas para que Linhares d’ellas tomasse conhecimento, fechando-as antes de as entregar conforme recommendação de Contucci, afim de Dona Carlota continuar na ignorancia de que a sua correspondencia transitava d’aquella forma pela Secretaria d’Estado.</ref><noinclude>{{lh|5em|align=left}}{{Smallrefs|fs=95%}}</noinclude> f5ybkb574ufx8kt8roph3t620y4wvfx 562417 562415 2026-09-13T17:56:30Z Junglk 34905 562417 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|300|DOM JOÃO VI NO BRAZIL|}}</noinclude>tropole, que se mostrara parcial aos rebeldes hespanhoes de 1º de Janeiro, não logrou assentar. O conhecimento que d’elle se espalhou, porventura por delação, provocou reacção official da parte das auctoridades ainda constituidas e, não podendo ir a Princeza pessoalmente reaccender as coragens e impedir as defecções, a marcha da libertação na sua trajectoria fatal encaminhou-se para a solução democratica. Entre os meios a que recorreram para vulgarizar sua idéa os propagandistas da candidatura da Infanta Dona Carlota, contava-se um fantasiado dilogo entre um Castelhano da gemma e um Hispano-americano, no qual se passava revista ás differentes hypotheses do destino futuro do vice-reinado platino, ou melhor das possessões hespanholas no Novo Mundo. Arredava-se por antipatriotica a hypothese da sujeição á dynastia napoleonica. Criticava-se amargamente a da republica nos seguintes dizeres: {{pt|“{{lang|es|Nos faltan las bases principales en que ha de cimentar-se, como U. no ignora, quales son los conocimientos, y las riquezas reales, y verdaderas; de aqui naceria la división constante entre Europeos y Americanos, y la ambicion del mando, despues de una guerra civil la mas sanguinaria, y cruel nos pondria em estado de ser subjugados, o por quien tiene legitimos de-}}|{{lang|es|Nos faltan las bases principales en que ha de cimentar-se, como U. no ignora, quales son los conocimientos, y las riquezas reales, y verdaderas; de aqui naceria la división constante entre Europeos y Americanos, y la ambicion del mando, despues de una guerra civil la mas sanguinaria, y cruel nos pondria em estado de ser subjugados, o por quien tiene legitimos derechos á la Representacion de la Soberania, o por quien viendra con el titulo de patrocinarnos.”}}}} <ref follow="p299">e dos resultados obtidos. Atraiçoando facilmente a parte que os empregava, por vezes mesmo servindo com zelo as duas partes contrarias, olhavam sobretudo para o seu interesse pessoal. Esse Contucci, por exemplo, meio espião, meio militar, um condottiere anachronico mas com toda a immoralidade de um contemporaneo do Renascimento, recebia instrucções de Dona Carlota e carteava-se com Presas, ao mesmo tempo que se correspondia a cada momento com o conde de Linhares, cujas vistas platinas, irmanadas embora na apparencia, divergiam no proposito das de sua Ama.''Algumas'' das cartas remettidas á Princeza iam abertas para que Linhares d’ellas tomasse conhecimento, fechando-as antes de as entregar conforme recommendação de Contucci, afim de Dona Carlota continuar na ignorancia de que a sua correspondencia transitava d’aquella forma pela Secretaria d’Estado.</ref><noinclude>{{lh|5em|align=left}}{{Smallrefs|fs=95%}}</noinclude> guo6a4eo5okr4ljqiy2cc8kqaxpacs5 562418 562417 2026-09-13T17:57:52Z Junglk 34905 Foi desfeita a revisão [[Special:Diff/562417|562417]] de [[Special:Contributions/Junglk|Junglk]] ([[User talk:Junglk|discussão]]) 562418 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|300|DOM JOÃO VI NO BRAZIL|}}</noinclude>tropole, que se mostrara parcial aos rebeldes hespanhoes de 1º de Janeiro, não logrou assentar. O conhecimento que d’elle se espalhou, porventura por delação, provocou reacção official da parte das auctoridades ainda constituidas e, não podendo ir a Princeza pessoalmente reaccender as coragens e impedir as defecções, a marcha da libertação na sua trajectoria fatal encaminhou-se para a solução democratica. Entre os meios a que recorreram para vulgarizar sua idéa os propagandistas da candidatura da Infanta Dona Carlota, contava-se um fantasiado dilogo entre um Castelhano da gemma e um Hispano-americano, no qual se passava revista ás differentes hypotheses do destino futuro do vice-reinado platino, ou melhor das possessões hespanholas no Novo Mundo. Arredava-se por antipatriotica a hypothese da sujeição á dynastia napoleonica. Criticava-se amargamente a da republica nos seguintes dizeres: {{pt|{{lang|es|“Nos faltan las bases principales en que ha de cimentar-se, como U. no ignora, quales son los conocimientos, y las riquezas reales, y verdaderas; de aqui naceria la división constante entre Europeos y Americanos, y la ambicion del mando, despues de una guerra civil la mas sanguinaria, y cruel nos pondria em estado de ser subjugados, o por quien tiene legitimos de-}}|{{lang|es|“Nos faltan las bases principales en que ha de cimentar-se, como U. no ignora, quales son los conocimientos, y las riquezas reales, y verdaderas; de aqui naceria la división constante entre Europeos y Americanos, y la ambicion del mando, despues de una guerra civil la mas sanguinaria, y cruel nos pondria em estado de ser subjugados, o por quien tiene legitimos derechos á la Representacion de la Soberania, o por quien viendra con el titulo de patrocinarnos.” Desdenhava-se a continuação da auctoridade dos vice-reis: “Por lo que respeta a que el Gefe actual continue gobernando hasta la buelta de Fernando 7º es pensamiento que solo puede tener lugar en cabezas mui vacias: bastará que consideren que el Vassallo quedaria sin recursos para la prosecucion de sus Derechos, y que ademas la Soberania no puede existir en sus manos, em un caso en que se deve contemplar que las autoridades caducan, y que solo pueden sostenerse por quien representa a la nacion en fuerza de su institucion, y leyes.”}}}} <ref follow="p299">e dos resultados obtidos. Atraiçoando facilmente a parte que os empregava, por vezes mesmo servindo com zelo as duas partes contrarias, olhavam sobretudo para o seu interesse pessoal. Esse Contucci, por exemplo, meio espião, meio militar, um condottiere anachronico mas com toda a immoralidade de um contemporaneo do Renascimento, recebia instrucções de Dona Carlota e carteava-se com Presas, ao mesmo tempo que se correspondia a cada momento com o conde de Linhares, cujas vistas platinas, irmanadas embora na apparencia, divergiam no proposito das de sua Ama.''Algumas'' das cartas remettidas á Princeza iam abertas para que Linhares d’ellas tomasse conhecimento, fechando-as antes de as entregar conforme recommendação de Contucci, afim de Dona Carlota continuar na ignorancia de que a sua correspondencia transitava d’aquella forma pela Secretaria d’Estado.</ref><noinclude>{{lh|5em|align=left}}{{Smallrefs|fs=95%}}</noinclude> o5v0ujuo55qlytuo5oz3xwk86bb2e99 Página:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu/323 106 37666 562416 561027 2026-09-13T17:55:54Z Junglk 34905 562416 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||DOM JOÃO VI NO BRAZIL|301}}</noinclude>{{pt|{{lang|es|rechos á la Representacion de la Soberania, o por quien viendra con el titulo de patrocinarnos.}}}}” Desdenhava-se a continuação da auctoridade dos vice-reis: “{{lang|es|Por lo que respeta a que el Gefe actual continue gobernando hasta la buelta de Fernando 7º es pensamiento que solo puede tener lugar en cabezas mui vacias: bastará que consideren que el Vassallo quedaria sin recursos para la prosecucion de sus Derechos, y que ademas la Soberania no puede existir en sus manos, em un caso en que se deve contemplar que las autoridades caducan, y que solo pueden sostenerse por quien representa a la nacion en fuerza de su institucion, y leyes.}}” Restava a unica hypothese possivel: “{{lang|es|Lo unico que puede hacernos felices es reconocer a la Infanta D. Carlota Joaquina de Borbon, por Regenta de estos Dominios… haciendo reviver en estos dominios la España con su constitucion y leyes, esto es, siguiendo la Monarquia espanola baxo el gobierno representativo que le constituye con arreglo a los fundamentos primordiales de Castilla.}}” E interrogando o Castelhano se não surgiria com tal solução o perigo de ficarem sendo Portuguezes os Hespanhoes das colonias, respondia promptamente o Americano: “{{lang|es|Mal podemos ser Portugueses, si la España revive en todos sentidos, y si nosotros guardamos los fueros y privilegios de nuestra nacion, y asi como los Castellanos no fueron Aragoneses, ni estos Castellanos, porque la Reyna de Castilla Isabel, casó com el Rey de Aragón Fernando, asi tampoco nosotros seremos Portuguezes porque nuestra Infanta está casada con el Principe Regente de Portugal, y Brasil: supongo que bien claramente lo expuso en su manifiesto, que apoyó el mismo P. Regente.}}” {{nop}}<noinclude></noinclude> ngxol3srr9a5zaskk21ilfqupzdc5qw 562419 562416 2026-09-13T17:58:11Z Junglk 34905 562419 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||DOM JOÃO VI NO BRAZIL|301}}</noinclude>{{pt|{{lang|es|rechos á la Representacion de la Soberania, o por quien viendra con el titulo de patrocinarnos.}}” Desdenhava-se a continuação da auctoridade dos vice-reis: “{{lang|es|Por lo que respeta a que el Gefe actual continue gobernando hasta la buelta de Fernando 7º es pensamiento que solo puede tener lugar en cabezas mui vacias: bastará que consideren que el Vassallo quedaria sin recursos para la prosecucion de sus Derechos, y que ademas la Soberania no puede existir en sus manos, em un caso en que se deve contemplar que las autoridades caducan, y que solo pueden sostenerse por quien representa a la nacion en fuerza de su institucion, y leyes.}}”}} Restava a unica hypothese possivel: “{{lang|es|Lo unico que puede hacernos felices es reconocer a la Infanta D. Carlota Joaquina de Borbon, por Regenta de estos Dominios… haciendo reviver en estos dominios la España con su constitucion y leyes, esto es, siguiendo la Monarquia espanola baxo el gobierno representativo que le constituye con arreglo a los fundamentos primordiales de Castilla.}}” E interrogando o Castelhano se não surgiria com tal solução o perigo de ficarem sendo Portuguezes os Hespanhoes das colonias, respondia promptamente o Americano: “{{lang|es|Mal podemos ser Portugueses, si la España revive en todos sentidos, y si nosotros guardamos los fueros y privilegios de nuestra nacion, y asi como los Castellanos no fueron Aragoneses, ni estos Castellanos, porque la Reyna de Castilla Isabel, casó com el Rey de Aragón Fernando, asi tampoco nosotros seremos Portuguezes porque nuestra Infanta está casada con el Principe Regente de Portugal, y Brasil: supongo que bien claramente lo expuso en su manifiesto, que apoyó el mismo P. Regente.}}” {{nop}}<noinclude></noinclude> d705vqofwx0gxaau5h1foezbb82fmuh Página:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu/325 106 37668 562420 561036 2026-09-13T18:01:17Z Junglk 34905 562420 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||DOM JOÃO VI NO BRAZIL|303}}</noinclude>maior do que Richelieu, pois que a sua acção se extenderia a continente e meio. Nem seria para tanto preciso fazer resurgirem as tenebrosas intrigas de Fernando de Aragão contra a filha ameaçada de demencia. A ordem natural dos acontecimentos determinaria fatalmente o resultado anticipado, “{{lang|es|pues que al fin la empreza}} — conforme se expressava Contucci <ref>Carta a Linhares de 2 de Junho de 1809, ''ibidem''.</ref> — {{lang|es|tiene por objecto adornar con las quinas los Leones y Castillos y dar al suelo americano el grado de felicidad de que es capaz la prudencia humana}}”. Havia apenas a differença, esta porém capital, de que com a fusão de Aragão e Castella lucravam estes dous pequenos e populosos reinos europeus, que assim sentiam extendidos os seus dominios exiguos e os seus recursos modestos, ao passo que encorporação da enorme e despovoada America Hespanhola, com seus nucleos separados e distinctos, na America Portugueza muito mais compacta e unida, se realizaria, ao envez da união iberica, antes em proveito do imperialismo luzitano, que para semelhante fim se acobertava com os suppostos direitos da Princeza do Brazil. O aventureiro que de 1808 a 1812 foi um dos confidentes politicos do conde de Linhares, sabia fazer scintilar o futuro aos olhos fascinados do seu patrono: {{pt|“{{lang|es|No hai obstaculos que vencer, ó son casi ningunos, y ello es cierta que es digna de qualesquiera sacrificios: De todos se vera resarcida nuestra Nacion <ref>Contucci dizia-se portuguez, escrevendo alternadamente n’este idioma e em hespanhol, posto que igualmente mal em ambas as linguas.</ref> con la importante adquisicion de unos ricos dominios, quien seguramente solo falta la mano directora de V. E. para llevarlos a su maior explendor.}}|“{{lang|es|No hai obstaculos que vencer, ó son casi ningunos, y ello es cierta que es digna de qualesquiera sacrificios: De todos se vera resarcida nuestra Nacion <ref>Contucci dizia-se portuguez, escrevendo alternadamente n’este idioma e em hespanhol, posto que igualmente mal em ambas as linguas.</ref> con la importante adquisicion de unos ricos dominios, quien seguramente solo falta la mano directora de V. E. para llevarlos a su maior explendor. Talves no se ha presentado a ningun monarca una ocasion como esta tan favorable para hacerse Señor de unas posiciones inmensas, y de unos Vassalos puestos ya en estado de una elevacion sublime, y de causar un gran respeto en todas las naciones del globo, con tan poca costa y cuidados y protegiendo un acto sagrado de justicia}}”. De facto, pouco lhe importava no fundo que governasse com independencia a Princeza Dona Carlota, ou que não passasse de uma vice-rainha cujo soberano fosse o monarcha portuguez. O essencial era retirar lucros dos serviços reaes ou imaginarios e para isto o melhor caminho sempre foi a lisonja. Proseguia, pois, Contucci: “{{lang|es|V. E. lo sabe y no me atrevo a seguir importunandolo. Creame V. E. un Portuguez amante de mi patria, y al mismo tiempo de los Dominios Españoles y Americanos por los lazos que me unen a ellos, y que hoy contemplo que no son con los del Brasil sino un mismo Estado; puesto que se que la alma de este negocio es V. E…}}” <ref>Carta datada de Buenos Ayres aos 16 de Junho de 1809, nos Papeis avulsos do Arch. do Min. das Rel. Ext.</ref>}}<noinclude>{{lh|5em|align=left}}{{Smallrefs|fs=95%}}</noinclude> pmcyd5vk0sxh4gfgejuwkkmhc8sxxcb Página:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu/326 106 37669 562421 561040 2026-09-13T18:01:44Z Junglk 34905 562421 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|304|DOM JOÃO VI NO BRAZIL|}}</noinclude>{{pt|{{lang|es|Talves no se ha presentado a ningun monarca una ocasion como esta tan favorable para hacerse Señor de unas posiciones inmensas, y de unos Vassalos puestos ya en estado de una elevacion sublime, y de causar un gran respeto en todas las naciones del globo, con tan poca costa y cuidados y protegiendo un acto sagrado de justicia}}”. De facto, pouco lhe importava no fundo que governasse com independencia a Princeza Dona Carlota, ou que não passasse de uma vice-rainha cujo soberano fosse o monarcha portuguez. O essencial era retirar lucros dos serviços reaes ou imaginarios e para isto o melhor caminho sempre foi a lisonja. Proseguia, pois, Contucci: “{{lang|es|V. E. lo sabe y no me atrevo a seguir importunandolo. Creame V. E. un Portuguez amante de mi patria, y al mismo tiempo de los Dominios Españoles y Americanos por los lazos que me unen a ellos, y que hoy contemplo que no son con los del Brasil sino un mismo Estado; puesto que se que la alma de este negocio es V. E…}}” <ref>Carta datada de Buenos Ayres aos 16 de Junho de 1809, nos Papeis avulsos do Arch. do Min. das Rel. Ext.</ref>}} Desde a chegada da côrte ao Brazil que Contucci prodigalizava os seus bons conselhos a quem tinha gosto e interesse em escutal-os. E’ de 1808 a carta em que elle diz a D. Rodrigo, trazendo mais achas para a fogueira: “Todos os negocios que se apresentarem a V. E. dos governos destas provincias (indistinctamente) nunca nos poderão fazer conta. Elles terão apparencia de pureza, hé porém ficção, medo, e maneiras de que usão em iguaes circumstancias, mas quando estas varião, sabem sem vergonha e sem respeito faltar aos seus mais sagrados deveres. V. E. não o duvida, eu vivo aqui ha 7 annos… V. E. conseguirá o que quizer destes paizes, se manda com Imperio.” <ref>''Ibidem''.</ref> {{nop}}<noinclude>{{lh|5em|align=left}}{{Smallrefs|fs=95%}}</noinclude> m4bnkit11t8uwba0fz1du4bnmtoy2ix Página:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu/327 106 37670 562422 561044 2026-09-13T18:03:07Z Junglk 34905 562422 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||DOM JOÃO VI NO BRAZIL|305}}</noinclude>Não se deu comtudo bem D. Rodrigo com o systema da intimidação, nem as cartas de Contucci podiam jámais traduzir sinceridade. O que tinham era o talento de andarem sempre afinadas pelo diapasão do destinatario, constituindo na sua abundancia e variedade o reflexo conjuncto de todos os modos de sentir da epocha no tocante ao problema momentoso do futuro da America Hispano-Portugueza. O ladino aventureiro não só costumava acompanhar seus enredos de mimos, remettendo exemplares novos para a collecção mineralogica do Principe Regente, perdizes para a meza de Dona Carlota, cestas de peras para a meza de D. Rodrigo, como sabia tocar em cada espirito a corda mais vibratil, protestando constantemente não querer premio algum pelos seus serviços. “Trata-se de servir a Patria, e o Soberano, e eu só exijo, o que he de absoluta necessidade, para levar ao fim com felicidade um negocio de tanta grandeza” <ref>Carta de 19 de Junho de 1810, ''ibidem''.</ref>. Nos gastos indispensaveis teria elle de certo o cuidado de incluir a sua propina, e a todos entoaria a mesma canção com as variantes precisas para a tornar perfeitamente adequada. Contucci estava em contacto e em correspondencia com todos os interessados no negocio, cujos fios era elle o unico a ter por completo nas mãos. Lel-o é ler a historia intima d’esse momento historico pelo que diz respeito á candidatura, objecto das intrigas em acção. A Belgrano, partidario então decidido da Princeza, escrevia elle <ref>Carta de 13 de Março de 1810, ''ibidem''.</ref>, para o animar, n’um tom dithyrambico, assegurando-lhe, e aos demais amigos, que {{pt|“{{lang|es|brevemente gosarán Ustedes de aquella felicidad, por cuyo logro han echo tan senalados sacrificios; y yo desde ahora doy a Ustedes la enhora buena por la fortuna que se}}|“{{lang|es|brevemente gosarán Ustedes de aquella felicidad, por cuyo logro han echo tan senalados sacrificios; y yo desde ahora doy a Ustedes la enhora buena por la fortuna que se ha tenido en un asunto tan grave como este, e que Usted ha sabido manejar con tanta descripcion y honor, asi como las gracias por haberen repartido conmigo de la immortal gloria que se han adquerido en ser los primeiros que en este nuebo emisferio han rendido el debido homenaje a la Legitima Autoridad, que la Providencia ha tenido a bien guardar para gobernar sugetos tan respetables por sus talentos y amabilidad como lo son Ustedes”.}}}}<noinclude>{{lh|5em|align=left}}{{Smallrefs|fs=95%}}</noinclude> kp2ncn1mt95l7sr1akon4qep46ezyxk Página:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu/328 106 37671 562423 561137 2026-09-13T18:03:28Z Junglk 34905 562423 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|306|DOM JOÃO VI NO BRAZIL|}}</noinclude>{{pt|{{lang|es|ha tenido en un asunto tan grave como este, e que Usted ha sabido manejar con tanta descripcion y honor, asi como las gracias por haberen repartido conmigo de la immortal gloria que se han adquerido en ser los primeiros que en este nuebo emisferio han rendido el debido homenaje a la Legitima Autoridad, que la Providencia ha tenido a bien guardar para gobernar sugetos tan respetables por sus talentos y amabilidad como lo son Ustedes}}”.}} Tão ductil devia ser o seu espirito italiano, que entretinha Contucci relações com o proprio Liniers, que elle sabia perfeitamente ser hostil a Dona Carlota, a quem buscaria attrahir á ''justa causa'' e sobre quem escrevia a Linhares: <ref>Carta de 4 de Novembro de 1809, ''ibidem''</ref> “{{lang|en|El Virey ha jurado gritando, que haria degollar em medio de la plaza al primero que ablase de esa Senorita, (S. A. R. la Princesa N. S.) Tiene sus espias, que predican en favor del malo plan de Gobierno, en que hablé a V. E. los dias pasados; mas creo que nada conceguirá, porque el partido por N. A. R. la Princeza N. S. es grande, e entran en el las personas mas ilustradas de estos Reinos}}”. Para bem avaliar a importancia de todas estas multiplas intrigas, concertadas umas e outras desconchavadas, é mister conservar sempre em mente o que concordam em observar os differentes historiadores que superiormente se occuparam de semelhante phase da gestação sociologica da nacionalidade argentina: a saber, que a idéia da independencia não surgiu immediatamente nem do episodio quasi romantico da reconquista de Buenos-Ayres, occupada pelas tropas inglezas do General Whitelocke, nem mesmo dos primeiros conflictos entre Europeus e ''Creoulos'', entre partidarios extremados de Fernando VII e amigos da Junta de<noinclude>{{lh|5em|align=left}}{{Smallrefs|fs=95%}}</noinclude> j62b85t9g4asp81n8a9hl859yjugajh Página:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu/350 106 37693 562407 364656 2026-09-13T16:21:08Z Junglk 34905 /* Revista */ 562407 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|328|DOM JOÃO VI NO BRAZIL|}}</noinclude>do Uruguay, e obrigarem estas a retrocederem para acudir ao proprio territorio emquanto Artigas, com reforços que esperava de Buenos Ayres, se apoderava da cidade de Montevidéo. Volveu pois tudo ao seu equilibrio instavel. Os acontecimentos só na superficie contradictorios do Rio da Prata, instinctivamente visando todos á solução separatista; talvez uma mais exacta apreciação, por parte do gabinete do Rio, do que por lá ia occorrendo e do modo de sentir das populações; por certo a pressão mais forte da diplomacia ingleza em opposição a qualquer juncção americana das colonias peninsulares; mais que tudo a falta de recursos financeiros e a deploravel situação militar foram simultaneamente esfriando o ardor posto pelo governo portuguez n’este negocio, até que a presença dos voluntarios reaes viesse despertar uma nova emulação, traduzindo-se por outra acção militar mais directa e mais vantajosa. Nos annos de 1812 a 1816, do ministerio de Linhares ao de Barca, o problema platino foi deixado dormitar. O Principe Regente, que em 1808 protestava frouxamente nada querer emprehender no Sul sem o consentimento da Inglaterra e da Hespanha — ainda que excluindo sempre o caso “não esperado, e que não parece proximo” de alli estalar um movimento que o obrigasse a tomar medidas energicas de precaução “para atalhar o mal e segurar o justo dominio da corôa d’Hespanha” <ref>Expressões da nota do conde de Linhares a Lord Strangford, de 28 de Novembro de 1808, no Livro de Registro ''Correspondencia da Secretaria para Agentes estrangeiros diplomaticos e consulares e Ministerios'', 1808-22. (Arch. do Min. das Rel. Ext. do Brazil).</ref> — em 1813 desinteressava-se por completo do rompimento já definitivo entre as<noinclude>{{lh|5em|align=left}}{{Smallrefs|fs=95%}}</noinclude> att29i7gl35aizq1qcbzjxunqshfrvb Página:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu/351 106 37694 562408 364657 2026-09-13T16:29:00Z Junglk 34905 /* Revista */ 562408 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||DOM JOÃO VI NO BRAZIL|329}}</noinclude>Provincias revoltadas do Prata e a sua metropole, apregoando a isenção da côrte brazileira nas notas dirigidas á legação hespanhola no Rio, confiada a partir d’esse anno e apoz a curta gerencia interina de D. José Mathias de Landurubú, acreditado por Casa Irujo, a D. Juan del Castillo y Carroz. Entraram então a ser desprezadas todas as reclamações da Princeza Carlota, cujos direitos foram de uma vez arredados, fazendo Portugal gala de seguir uma politica irmã da da Grã Bretanha. O Principe Regente declarava observar “uma prudente neutralidade” que o gabinete britannico lhe propuzera seguir; ponderando embora cavillosamente — “emquanto novas circumstancias não obrigassem a adoptar outras medidas para prevenir a defesa e segurança destes Estados” <ref>Nota do conde das Galvêas a lord Strangford, de 28 de Setembro de 1813, no Liv. de Reg. cit.</ref>. Foram estas circumstancias que mui poucos annos depois, favorecendo-as as condições brazileiras, foram invocadas para justificar o accesso imperialista que se manifestou e buscou satisfazer sua sêde territorial em proveito immediato da corôa portugueza. No fundo toda esta gestão timbrava pela falta de probidade, e com tanta deslealdade difficilmente se lograria chegar a resultados permanentes e beneficos, a edificar alguma cousa de solido sobre o terreno já de si traiçoeiro da politica, no qual se penetrava sem o vigor de resolução e a abundancia de meios bastantes para supprirem a ausencia de outras condições. A começar pela razão adduzida para a primeira intervenção portugueza, que tambem fundamentaria a segunda, não se antolha á luz da logica maior contrasenso do que querer pacificar fronteiras atiçando guerra.<noinclude>{{lh|5em|align=left}}{{Smallrefs|fs=95%}}</noinclude> lkscm7g7ja94hwx5oqscd639t71hmbx Página:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu/352 106 37695 562409 364658 2026-09-13T16:33:26Z Junglk 34905 /* Revista */ 562409 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|330|DOM JOÃO VI NO BRAZIL|}}</noinclude>Hippolyto fazia a respeito a justa reflexão que, si o fito como se propalava, era por parte de Portugal, evitar o contagio das idéas e das praticas subversivas, mais simples e razoavel parecia ser não augmentar materialmente a superficie em contacto e sobretudo não aggravar com os vexames que infallivelmente uma guerra originava, os desgostos que, a existirem, conduziriam pelo seu impulso unico ao desforço armado. E não foram pequenos aquelles vexames, mórmente na capitania contigua ao theatro da lucta. São até os correspondentes do ''Correio Braziliense'' que fallam nos lavradores obrigados ao serviço miliciano em paiz estrangeiro, com os filhos recrutados para a tropa de linha e os bois, cavallos e carros requisitados pela intendencia militar. Tempos depois, em 1817, indo Spix e Martius a São Paulo, notaram a impopularidade da guerra então accesa e que teve como resultado o dar ao Brazil, ainda que provisoriamente, o seu limite natural pela banda do sul. Observando que o serviço d’essa campanha, cujas agruras e doenças foram consideraveis, tambem pesou muito sobre os Paulistas que tiveram de contribuir com 4.000 homens, dos quaes um regimento de milicia, para os 12.000 da ultima expedição, referem os viajantes allemães que sobrevieram no emtanto, antes de seguirem as forças para o Uruguay, numerosas deserções, refugiando-se muitos dos soldados e recrutas com suas familias nos sertões da capitania e em Minas Geraes. Havendo motivos locaes de queixa, não os sanava a expedição que se dizia repressora da anarchia no paiz visinho. Si por contra, se sentia feliz na sua dependencia e limitada fortuna o povo do Rio Grande, mais se consolidaria o<noinclude></noinclude> mveh4w74qutrlqucpozvap26tw47u9y Página:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu/353 106 37696 562410 364659 2026-09-13T16:39:37Z Junglk 34905 /* Revista */ 562410 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||DOM JOÃO VI NO BRAZIL|331}}</noinclude>seu sentimento de felicidade e com elle a sua fidelidade ante o espectaculo desolador das terras assoladas pela desordem demagogica. Nem seria combatendo as idéas novas que se lhes impediria a propagação, sim indo ao encontro d’ellas com melhoramentos e reformas. As nações estrangeiras colligadas que pretenderam ir apagar na França o rastilho revolucionario, pegaram em vez d’isso fogo na explosão que reduziu varias d’ellas a escombros. Os Francezes uniram-se para defeza do seu territorio violado e integridade ameaçada, e com a invasão contraria se iniciou a propaganda demolidora de que Napoleão foi o agente inconsciente. O effeito não variou com a mudança de hemispherio. De facto, não se apressando o governo do Principe Regente em acompanhar a par e passo o vertiginoso progresso dos tempos, a guerra do Sul contribuio antes para pôr o Brazil no diapasão do espirito de rebeldia. Si a primeira intervenção houvesse comtudo realizado o motivo que apparentemente a impellia e poderia desculpal-a cabalmente, a saber, impor a auctoridades recalcitrantes o reconhecimento, pouco depois proclamado em Cadiz, dos direitos de Dona Carlota de Bourbon e Bragança, teria sido curioso o contraste da Hespanha, com suas colonias, governada constitucionalmente de accordo com a liberal lei organica votada nas Côrtes de 1812, e de Portugal, com seu imperio, fiel ao seu absolutismo tradicional. Como conciliaria um dia o Principe da Beira Dom Pedro essa opposição de regimens travada sob a sua corôa unica? Muito provavelmente pondo em pratica o que effectivamente faria com relação a Portugal, quando em 1826 o fallecimento de Dom João VI o tornou herdeiro da corôa portugueza: outorgando uma carta de liberdades constitucionaes, nivelando politicamente todas as fracções da<noinclude></noinclude> qgch9dmpcirnu0057v5xthvh1lc0xup Página:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu/354 106 37697 562411 364660 2026-09-13T16:40:56Z Junglk 34905 /* Revista */ 562411 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|332|DOM JOÃO VI NO BRAZIL|}}</noinclude>sua dilatada monarchia; a menos que a Mãi, a Rainha Dona Carlota, lhe não tivesse poupado o trabalho, antecipando nos proprios dominios a Villafrancada e estrangulando á nascença a odiada Constituição, cujas idéas ella sempre perseguiria de morte.<noinclude></noinclude> ccruf31ll8r3fdzc06qtpopg7o44y7n Página:Poesias eroticas, burlescas e satyricas.djvu/205 106 49390 562401 385450 2026-09-13T13:47:59Z André Koehne 260 "g" por "ç" em "cançado" 562401 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="André Koehne" />{{cabeçalho||{{sc|notas}}|201}}</noinclude><section begin="p123"/>{{hífen-fim|rece-nos|parece-nos}} que os leitores nos haverão em graça que lhes completemos a collecção d′essas obras, dando-lhes incorporadas não só algumas das já impressas, que por circumstancias e motivos obvios se haviam publicado com suas lacunas, restabelecendo-as aqui na sua integra, mas tambem outras, de que por ventura não terão conhecimento. Ahi vão portanto em seguida todas as que conservamos d′esta especie. <section end="p123"/> <section begin="cabecalho-205a"/><br /> {{c|SONETO}} <section end="cabecalho-205a"/> <section begin="soneto1"/><poem> Emquanto a rude plebe alvoroçada Do rouco vate escuta a voz de mouro, Que do peito inflammado sáe d′estouro Por estreito bocal desentoada: Não cessa a cantilena acigarrada Do vil insecto, do mordaz besouro; Que á larga se creou por entre o louro De que a sabia Minerva está c′roada: Emquanto o cego atheu, calvo da tinha, Com parolas confunde alguns basbaques, Psalmeando a amatoria ladainha: Eu não me posso ter; cheio de achaques, Cançado de lhe ouvir — «''Bravo! Esta é minha!''» Cago sem me sentir, desando em traques. </poem> <section end="soneto1"/> <section begin="cabecalhoi-205b"/>{{c|''([[Autor:Desconhecido|Anonymo]].)''}} {{NOP}}<section end="cabecalhoi-205b"/><noinclude><references/></noinclude> jgfs1124pzeyu9wpbz6e8d0acjgbt32 Utilizador Discussão:Renamed user 8f4538890c579c16b1e5fb3a0b385a8a 3 136491 562394 237246 2026-09-13T12:29:15Z Lentokonefani 40183 Lentokonefani moveu [[Utilizador Discussão:Nicholas Waquim Sales]] para [[Utilizador Discussão:Renamed user 8f4538890c579c16b1e5fb3a0b385a8a]] sem deixar um redirecionamento: Página movida automaticamente ao alterar o nome de utilizador "[[Special:CentralAuth/Nicholas Waquim Sales|Nicholas Waquim Sales]]" para "[[Special:CentralAuth/Renamed user 8f4538890c579c16b1e5fb3a0b385a8a|Renamed user 8f4538890c579c16b1e5fb3a0b385a8a]]" 237246 wikitext text/x-wiki {| width=100% cellspacing=8 | colspan=3 |<div class="boilerplate metadata" id="stub"><table CELLPADDING=0 CELLSPACING=0 style="background-color: transparent;">||#FFFFFF| <big> '''Bem-vindo(a) ao Wikisource, ''{{PAGENAME}}''''' </big> |- {| width=100% cellspacing=8 | colspan=3 |<center><div class="boilerplate metadata" id="stub"><table CELLPADDING=3 CELLSPACING=0 style="background-color: transparent;">||#FFFFFF| Caro(a) {{PAGENAME}}, bem-vindo(a) ao Wikisource! 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Alguém tem acesso a uma certa edição impressa, para rever se o texto está certo? |- | |<big>[[Wikisource:Café dos novatos|Esclareça suas dúvidas no Café dos novatos]].</big> |} *Boa estadia e bom trabalho. --- 06h55min de 11 de Maio de 2012 (UTC) 920j6nyxcr66gizlycjq6o32nav0nkl Página:Ursula (1859).djvu/4 106 200301 562403 431007 2026-09-13T14:26:54Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 562403 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>{{ch|Duas almas generosas.}} São vastos e bellos os nossos campos; porque innundados pelas torrentes do inverno símelham o occeano em bonançosa calma — branco lençol de espuma, que não ergue marulhadas ondas, nem brame irado, ameaçando insano quebrar os limites, que lhe marcou a omnipotente mão do rei da creação. Enrugada, ligeiramente a superficie peło manso correr da viração, frizadas as aguas, aqui e ali, pelo volver rapido e fugitivo dos peixinhos, que mudamente se afagam, e que depois desapparecem para de novo voltarem — os campos são qual vasto deserto, magestoso e grande como o espaço, sublime como o infinito. E a sua belleza é amena e doce, e o exiguo esquife, que vae cortando as suas aguas hybernaes mansas e quedas, e o homem, que sem custo o guia, e que sente vaga sensação de melancholico enlevo, desprende com<noinclude></noinclude> kdhrqben8wjqylqdo44egf7m52iyh6a Página:Ursula (1859).djvu/5 106 200302 562404 431008 2026-09-13T14:29:02Z BlitzkriegBoop 37692 /* Revista */ 562404 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" />{{C|— 8 ―}}</noinclude>mavioso accento um canto de harmoniosa saudade, despertado pela grandesa d'essas aguas, que sulca. E' ás aguas, e á esses vastissimos campos que o homem offerece seus canticos de amor? Não por certo. Esses hymnos, cujos accentos perdem-se no espaço, são como notas d'uma harpa eolia, arrancadas pelo roçar da brisa; ou como o sussurrar da folhagem em mala espessa. Esses carmes de amor e de saudade o homem os offerece a Deos. Depois, mudou-se já a estação; as chuvas desappareceram,e aquelle mar, que viste, desappareceo com ellas, voltou ás nuvens formando as chuvas do seguinte inverno, e o leito, que outr'ora fora seo, transformou-se em verde e humido tapete, matisado pelas brilhantes e lindas flores tropicaes, cuja fragancia arrouba e só tem por apreciador algum desgarrado viajor, e por afago a brisa que vem conversar com ellas no cahir da tarde á hora derradeira do seu triste viver. E altivas. erguem-se milhares de carnaubeiras, que balançadas pelo soprar do vento recurvam seus leques em brandas ondulações. Expande-se-nos o coração quando calcamos sob os pés a herva reverdecida, onde gota a gota o orvalho chora no correr da noute esse choro algente, que se pendura da folhinha tremula, como a lagrima de uma virgem seductora, e que, arrancada do coração pelo primeiro gemer da saudade se balança nos longos cilios. Depois vem a ardentia do sol,e bebe o pranto nocturno, e murcha a flor, que infeitiçava a relva, porque o astro, que rege o día, reassumio toda a sua soberania; mas ainda assim os campos são bellos e magestosos! E desce depois o crepusculo, e logo após a noite<noinclude></noinclude> 75nb6dof5kni4m2y4b33lbnio0zyug9 Predefinição:Progressos recentes 10 220893 562402 562392 2026-09-13T14:00:14Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 562402 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|0|0|1|99}} | [[Index:A Sancta Biblia (1821).pdf|A Sancta Biblia]] |- | {{Barra de progresso|3|0|10|0|3|84}} | [[Index:Dialogos das grandezas do Brasil.pdf|Dialogos das grandezas do Brasil]] |- | {{Barra de progresso|39|1|1|2|2|55}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|0|0|14|0|3|83}} | [[Index:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|História de Napoleão Bonaparte]] |- | {{Barra de progresso|0|0|10|0|5|85}} | [[Index:Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf|A Volta do Mundo em Oitenta Dias]] |- | {{Barra de progresso|16|0|0|0|17|67}} | [[Index:Paulicea desvairada (1922).pdf|Paulicea Desvairada]] |- | {{Barra de progresso|0|0|72|23|6|-1}} | [[Index:Poesias eroticas, burlescas e satyricas.djvu|Poesias eroticas, burlescas e satyricas]] |- | {{Barra de progresso|0|1|23|0|13|63}} | [[Index:Pégadas.pdf|Pégadas]] |- | {{Barra de progresso|2|0|31|0|3|64}} | [[Index:Tratado descriptivo do Brasil em 1587.pdf|Tratado descriptivo do Brasil em 1587]] |- | {{Barra de progresso|0|0|0|0|0|100}} | [[Index:Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf|Um Estadista do Imperio - Nabuco de Araujo]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> nhhu1bn1z03nkqmr58dn4xe7k69xfzk 562406 562402 2026-09-13T15:00:14Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 562406 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|0|0|1|99}} | [[Index:A Sancta Biblia (1821).pdf|A Sancta Biblia]] |- | {{Barra de progresso|3|0|10|0|3|84}} | [[Index:Dialogos das grandezas do Brasil.pdf|Dialogos das grandezas do Brasil]] |- | {{Barra de progresso|0|0|14|0|3|83}} | [[Index:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|História de Napoleão Bonaparte]] |- | {{Barra de progresso|0|0|10|0|5|85}} | [[Index:Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf|A Volta do Mundo em Oitenta Dias]] |- | {{Barra de progresso|16|0|0|0|17|67}} | [[Index:Paulicea desvairada (1922).pdf|Paulicea Desvairada]] |- | {{Barra de progresso|0|0|72|23|6|-1}} | [[Index:Poesias eroticas, burlescas e satyricas.djvu|Poesias eroticas, burlescas e satyricas]] |- | {{Barra de progresso|0|1|23|0|13|63}} | [[Index:Pégadas.pdf|Pégadas]] |- | {{Barra de progresso|2|0|31|0|3|64}} | [[Index:Tratado descriptivo do Brasil em 1587.pdf|Tratado descriptivo do Brasil em 1587]] |- | {{Barra de progresso|0|0|0|0|0|100}} | [[Index:Um estadista do Império - 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A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf|A Volta do Mundo em Oitenta Dias]] |- | {{Barra de progresso|24|0|0|0|17|59}} | [[Index:Paulicea desvairada (1922).pdf|Paulicea Desvairada]] |- | {{Barra de progresso|0|0|72|23|6|-1}} | [[Index:Poesias eroticas, burlescas e satyricas.djvu|Poesias eroticas, burlescas e satyricas]] |- | {{Barra de progresso|0|1|23|0|13|63}} | [[Index:Pégadas.pdf|Pégadas]] |- | {{Barra de progresso|2|0|31|0|3|64}} | [[Index:Tratado descriptivo do Brasil em 1587.pdf|Tratado descriptivo do Brasil em 1587]] |- | {{Barra de progresso|97|1|2|0|0|0}} | [[Index:Ursula (1859).djvu|Ursula, romance original brasileiro]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> drku2n019h7mojew7zzesj3dedbjqp7 562447 562441 2026-09-14T10:00:13Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 562447 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|0|0|1|99}} | [[Index:A Sancta Biblia (1821).pdf|A Sancta Biblia]] |- | {{Barra de progresso|40|1|1|2|2|54}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|40|0|54|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|0|0|14|0|3|83}} | [[Index:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|História de Napoleão Bonaparte]] |- | {{Barra de progresso|0|0|10|0|5|85}} | [[Index:Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf|A Volta do Mundo em Oitenta Dias]] |- | {{Barra de progresso|24|0|0|0|17|59}} | [[Index:Paulicea desvairada (1922).pdf|Paulicea Desvairada]] |- | {{Barra de progresso|0|0|72|23|6|-1}} | [[Index:Poesias eroticas, burlescas e satyricas.djvu|Poesias eroticas, burlescas e satyricas]] |- | {{Barra de progresso|0|1|23|0|13|63}} | [[Index:Pégadas.pdf|Pégadas]] |- | {{Barra de progresso|2|0|31|0|3|64}} | [[Index:Tratado descriptivo do Brasil em 1587.pdf|Tratado descriptivo do Brasil em 1587]] |- | {{Barra de progresso|97|1|2|0|0|0}} | [[Index:Ursula (1859).djvu|Ursula, romance original brasileiro]] |}<noinclude>{{documentação}}</noinclude> ios7c0hbio457b2ackkp92ve6cx8egw Página:Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf/22 106 257670 562395 2026-09-13T13:11:29Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 562395 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|18|{{sc|a volta do mundo em oitenta dias}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>questāo, muito mais achando se entre elles um dos sub-governadores do Banco. O respeitavel Gauthier Ralph nāo punha duvida nos resultados das pesquizas, calculando que a gratificaçāo offerecida devia extraordinariamente estimular o zelo e a intelligencia dos agentes. Mas o seu collega Andrew Stuart estava longe de partilhar a sua confiança. A discussāo continuon, pois, entre os ''gentlemen'', que se tinham sentado a uma mesa do whist, Stuart em frente de Flanagan, Fallentin diante de Phileas Fogg. Durante o jogo os jogadores não fallavam, mas no intervallo dos ''robs'' a conversa interrompida recomeçava com mais animaçāo. — Eu sustento, disse Andrew Stuart, que as probabilidades sāo a favor do ladrão, que é por força homem muito habil ! — Ainda assim, respondeu Ralph, já nāo ha nenhum paiz onde elle se possa refugiar. — Ora essa! — Para onde quer que elle vá ? — Nāo sei, disse André Stuart, mas a final o mundo é grande. — Era em outros tempos... disse a meia voz Phileas Fogg. Depois — Agora corta o senhor — acrescentou elle apresentando as cartas a Thomas Flanagan. A discussāo foi suspensa durante este intervallo. Mas dʼali a pouco Andrew Stuart recomeçou com maior ardor: — Como, outrʼora! Porventura a terra diminuin ? — De certo, responden Gauthier Ralph. Sou da opiniāo de mr. Fogg. A terra diminuiu, porque a percorrem agora dez vezes mais depressa do que ha cem annos. E é o que, no caso de que nos occupàmos, tornará mais rapidas as pesquizas. — E tornará mais facil a fuga ao ladrāo! — Agora pertence-lhe jogar, mr. Stuart! disse Phileas Fogg. Mas o incredulo Stuart nāo estava convencido, e assim que a partida terminou, redarguiu: — É preciso confessar, mr. Ralph, que achou um modo engraçado de dizer que a terra diminuiu! Portanto, como hoje se lhe dá a volta em tres mezes... — Em oitenta dias apenas, disse Phileas Fogg. {{nop}}<noinclude></noinclude> even5c1phacue7y5cfwtukl1im5f0h1 Página:Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf/23 106 257671 562396 2026-09-13T13:22:59Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 562396 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|19|{{sc|a volta do mundo em oitenta dias}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>— Effectivamente, senhores, acrescentou John Sullivan, bastam oitenta dias, depois que a secção entre Rothal e Allahabad foi aberta no «Great-Indian peninsular Railway», e eis o calculo feito pelo ''Morning Chronicle:'' {{dhr|3}} <div style="width:500px;margin:0 auto"> {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção= |título=De Londres a Suez pelo monte Cenis e Brindisi, por paquetes e caminhos de ferro. |página=7 dias }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção= |título=De Suez a Bombaim, por paquete |página=13{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção= |título=De Bombaim a Calcutá, por caminho de ferro |página=3{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção= |título=De Calcuttá a Hong-Kong (China), por paquete |página=13{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção= |título=De Hong Kong a Yokohama (Japāo), por paquete |página=6{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção= |título=De Yokohama a San Francisco, por paquete |página=22{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção= |título=De San Francisco a New·York, por caminho de ferro. |página=7{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção= |título=De New·York a Londres, por paquete e caminho de ferro |página=9{{gap}}» }} {{dhr}} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção= |título= |página={{rule|4em}} |nodots }} {{dhr}} {{tabela|indentation=-1| largura = 10em | largura-s = 80 |largura-p=20|align=right |seção= |título=Total |página=80{{gap}}» }} </div> {{dhr|3}} — Sim, oitenta dias! exclamou Andrew Stuart, que por distracção cortou um trunfo; mas sem metter em conta o mau tempo, os ventos desfavoraveis, os naufragios, os descarrilamentos, etc. — Mettendo tudo isso, redarguiu Phileas Fogg continuando a jogar, porque a discussāo nem já respeitava o whist. — Mesmo se os indios levantarem os rails! exclamou Andrew Stuart, se fizerem parar os comboios, se roubarem os fourgons, se esfolarem o craneo aos viajantes! — Mettendo tudo isso, volveu Phileas Fogg, que, pondo o jogo na mesa, acrescentou: — Dois trunfos. Andrew Stuart, a quem tocava a vez de dar, juntou as cartas dizendo: — Theoricamente, tem rasāo, mr. Fogg, mas na pratica... — Na pratica tambem, mr. Stuart. {{gap}}Desejava vel o experimentar. {{nop}}<noinclude></noinclude> ccgeqdo7uhkdxndutb0hum3qu2s0oss 562405 562396 2026-09-13T14:59:43Z Erick Soares3 19404 562405 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|19|{{sc|a volta do mundo em oitenta dias}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>— Effectivamente, senhores, acrescentou John Sullivan, bastam oitenta dias, depois que a secção entre Rothal e Allahabad foi aberta no «Great-Indian peninsular Railway», e eis o calculo feito pelo ''Morning Chronicle:'' {{dhr|3}} <div style="width:500px;margin:0 auto"> {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção= |título=De Londres a Suez pelo monte Cenis e Brindisi, por paquetes e caminhos de ferro |página=7 dias }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção= |título=De Suez a Bombaim, por paquete |página=13{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção= |título=De Bombaim a Calcutá, por caminho de ferro |página=3{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção= |título=De Calcuttá a Hong-Kong (China), por paquete |página=13{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção= |título=De Hong Kong a Yokohama (Japāo), por paquete |página=6{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção= |título=De Yokohama a San Francisco, por paquete |página=22{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção= |título=De San Francisco a New·York, por caminho de ferro. |página=7{{gap}}» }} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção= |título=De New·York a Londres, por paquete e caminho de ferro |página=9{{gap}}» }} {{dhr}} {{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20 |seção= |título= |página={{rule|4em}} |nodots }} {{dhr}} {{tabela|indentation=-1| largura = 10em | largura-s = 80 |largura-p=20|align=right |seção= |título=Total |página=80{{gap}}» }} </div> {{dhr|3}} — Sim, oitenta dias! exclamou Andrew Stuart, que por distracção cortou um trunfo; mas sem metter em conta o mau tempo, os ventos desfavoraveis, os naufragios, os descarrilamentos, etc. — Mettendo tudo isso, redarguiu Phileas Fogg continuando a jogar, porque a discussāo nem já respeitava o whist. — Mesmo se os indios levantarem os rails! exclamou Andrew Stuart, se fizerem parar os comboios, se roubarem os fourgons, se esfolarem o craneo aos viajantes! — Mettendo tudo isso, volveu Phileas Fogg, que, pondo o jogo na mesa, acrescentou: — Dois trunfos. Andrew Stuart, a quem tocava a vez de dar, juntou as cartas dizendo: — Theoricamente, tem rasāo, mr. Fogg, mas na pratica... — Na pratica tambem, mr. Stuart. {{gap}}Desejava vel o experimentar. {{nop}}<noinclude></noinclude> bkwla3f0hmg80nby0gx7n7zpznupw7s Página:Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf/24 106 257672 562397 2026-09-13T13:27:25Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 562397 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|20|{{sc|a volta do mundo em oitenta dias}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>— Depende isso apenas de mr. Stuart. Partamos ambos. — Deus me livre! exclamou Stuart, mas apostava de boa vontade quatro mil libras que uma tal viagem feita em similhantes condiçōes é impossivel. — Muito possivel, pelo contrario, respondeu mr. Fogg. — Entāo faça essa viagem! — A volta do mundo em oitenta dias? — Sim. — Porque nāo? — Quando? — Já. — É uma loucura! exclamou Andrew Stuart, a quem a insistencia do seu parceiro começava a incommodar. Basta! joguemos antes. — Torne entāo a dar, redarguiu Phileas Fogg, porque houve engano. Andrew Stuart pegou outra vez nas cartas com māo febril; depois, tornando a pôl-as de repente em cima da mesa, exclamou: — Bem, bem, mr. Fogg, aposto as quatro mil libras!... — Men caro Stuart, soeegue, disse Fallentin. Isto não é serio. — Quando digo «aposto», retorquiu Andrew Stuart, é sempre a serio, — Seja! disse mr. Fogg. Em seguida, voltando-se para os seus collegas, exclamou: — Tenho vinte mil libras depositadas em casa de Baring Irmāos. Arriscava-as de boa vontade... — Vinte mil libras! exclamon John Sullivan. Vinte mli libras que uma demora imprevista póde fazer perder. — O imprevisto não existe, ponderou Phileas Fogg com a maior simplicidade. — Mas, mr. Fogg, este lapso do oitenta dias é calculado apenas como o minimo do tempo! — Um minimo chega para tudo. — Mas para o nāo exceder é preciso saltar mathematicamen-<noinclude></noinclude> 2mr4swhiqdcxkj4q3kv7a0hwm76octj Página:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf/500 106 257673 562398 2026-09-13T13:35:09Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 562398 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|481|{{sc|capitulo xiii.}}|{{sc|historia de napoleão bonaparte.}}}}</noinclude>deixava-se accusar com todo o desenfado, e sem tratar de justificar-se. Seu ar de incredulidade excitava ainda mais a colera de seus inimigos ; entretanto que elle nāo se atrevia a dizer o que sabia, por isso que entendia que a menor indiscriçāo podia comprometter o successo das investigações, a que havia mandado proceder ; porêm como estivesse lembrado que os agentes de Jorge Cadoudal , que haviāo sido algum tempo vigiados , haviāo desapparecido, sem que se podesse saber o que era feito dʼelles , nāo punha duvida em imputar-lhes aquella criminosa tentativa. Como alguns membros do conselho dʼEstado observassem a Bonaparte, que talvez nāo fossem os autores dʼaquelle attentado as pessoas que elle pensava : « Nāo, nāo, tornou-lhes Bonaparte, nāo me digāo que sāo os emigrados, os nobres e os padres ; conheço perfeitamente os autores dʼeste execrando attentado, e nāo tardarei em fazer dʼelles justiça. » Approvavāo-no os lisongeiros, e em vez de serenar-lhe o animo, tratavāo cada vez mais de irritál-o. No dia seguinte tornárāo-se a renovar as mesmas scenas. O Senado, o Corpo Legislativo, o Tribunado, o Conselho dʼEstado, os Tribunaes, as autoridades que presidiāo á administraçāo, e os Estados-Maiores, forāo em corpo ao palacio, para expressarem ao primeiro consul a dôr e a indignaçāo, de que se achavāo penetrados por occasiāo dʼaquelle nefando attentado, e apezar de serem os seus discursos lançados no molde dos que en semelhantes occasiōes de ordi-<noinclude></noinclude> qsniqtd9g1ofwqar35zqlwl3jmv6dl3 Página:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf/501 106 257674 562399 2026-09-13T13:40:20Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 562399 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|482|{{sc|capitulo .}}|{{sc|historia de napoleăo bonaparte.}}}}</noinclude>nario se recitáo, pôde-se dizer que fallavăo do coraçāo. Respondendo ao conselho municipal expressou-se Bonaparte nos seguintes termos : « As demonstrações dʼamor, que o povo de Pariz me ha dado nesta circumstancia, fizerāo grande impressāo no meu coraçāo. Sou digno dʼellas, por isso que o unico alvo de meus pensamentos e acções é o de augmentar a prosperidade e a gloria da França. Em quanto este bando de malfeitores atacava só directamente a minha pessoa , assentei que devia deixar ás leis o cuidado de castigál-os ; porêm agora que elles se atrevem a pôr em perigo a vida dʼuma parte dos moradores dʼesta capital , por um crime de que nāo existe na historia exemplo , o castigo será prompto e terrivel. Assegurai em meu nome, ao povo de Pariz, que esses malvados, cujos crimes estivérāo a ponto de deshonrar a liberdade , cedo serāo reduzidos a tal estado , que a ninguem poderão empecêr. » Applaudiáo todos unanimemente a estas palavras ameaçadoras , por isso que erāo as mesmas que lhes saïāo da bocca. As pessoas cordatas observavāo com mágoa que uma vez em furor o leāo, nāo respeitaria a justa barreira posta pelas leis ; o vulgo porêm bradava por supplicios. Pariz estava nʼum estado dʼagitaçāo indizivel. Os realistas imputavāo aos revolucionarios o crime , e estes áquelles. Ambos elles erāo sinceros , pois que os autores do crime o nāo tinhāo communicado a ninguem. Todos os juizos que se faziāo ácerea dos acontecimentos erāo errados, e só uma pessoa suspeitava quaes fossem<noinclude></noinclude> i3tv8xt91jaxkstpt1c3fwmm73zdtav Página:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf/502 106 257675 562400 2026-09-13T13:45:07Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 562400 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|483|{{sc|capitulo xiii.}}|{{sc|historia de napoleão bonaparte.}}}}</noinclude>os verdadeiros autores dʼelles , e era Fouché. Em quanto elle se desvelava por descobríl-os, todos os mais tratavāo de buscar um meio que podesse atalhar a renovaçāo de semelhantes attentados, e para esse effeito haviāo sido convocadas as duas secções do conselho dʼEstado , a quem competia a discussāo dʼaquella materia , que erāo as de legislaçāo e do interior. Depois dʼum exame anterior do assumpto , feito pelas duas secções , juntou-se o conselho dʼEstado debaixo da presidencia de M. Portalis, o qual expoz o que se tinha passado pela manhā nas duas secções, e submetteo á approvaçāo do Conselho as propostas que haviāo sido redigidas. Achou-as Bonaparte , que estava presente , insufficientes , nāo se dando por contente com uma simples mudança de jurisdicçāo. Era o seu desejo prender de pancada quantos fossem conhecidos por jacobinos , arcabuzar os que se achassem convencidos de ter participado no crime , e mandar a desterro os restantes , e queria fazêl-o por uma medida extraordinaria, para estar mais certo do resultado. — « A acçāo dʼum tribunal especial , dizia elle , tem de ser vagarosa , e nāo hade alcançar os que na realidade hāo commettido o crime. Nāo estâmos aqui para nos occuparmos da metaphysica judiciaria. Os metaphysicos hāo , há dez annos a esta parte , estragado tudo em França. Julguemos da situaçāo em que nos achâmos, como homens dʼEstado , e tratemos de dar-lhe remedio resolutamente. Qual é o mal que nos atormenta ? Ha<noinclude></noinclude> r7bd3ctorjt6lt2enaqrska3mn2ja5w Dom João VI no Brasil/VII 0 257676 562412 2026-09-13T16:42:00Z Junglk 34905 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu" from=305 to=354/> {{dhr|2}} {{lh|5em|align=left}}{{Smallrefs|fs=95%}} 562412 wikitext text/x-wiki <pages index="Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu" from=305 to=354/> {{dhr|2}} {{lh|5em|align=left}}{{Smallrefs|fs=95%}} 0sv2e1j2d1ymzyaorodz1lnza46b7js 562413 562412 2026-09-13T16:42:12Z Junglk 34905 562413 wikitext text/x-wiki <pages index="Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu" from=305 to=354 header=1/> {{dhr|2}} {{lh|5em|align=left}}{{Smallrefs|fs=95%}} nixs7emlt4l5gg26ex5ahbv05darsjo Página:Paulicea desvairada (1922).pdf/15 106 257677 562424 2026-09-13T18:33:32Z Didacus21 18931 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <div style="font-family:serif; text-align:left"> Andarei a vida de braços no ar, como o «Indiferente» de Watteau. <div style="text-align:center">''<nowiki>''</nowiki>''</div> «Alguns leitores ao lerem estas frases (poesia citada) não compreenderam logo. Creio mesmo que é impossivel compreender inteiramente á primeira leitura pensamentos assim squematizados sem uma certa prática. Nem é nisso que um poeta pode queixar-se dos seus leit... 562424 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Didacus21" /></noinclude><div style="font-family:serif; text-align:left"> Andarei a vida de braços no ar, como o «Indiferente» de Watteau. <div style="text-align:center">''<nowiki>''</nowiki>''</div> «Alguns leitores ao lerem estas frases (poesia citada) não compreenderam logo. Creio mesmo que é impossivel compreender inteiramente á primeira leitura pensamentos assim squematizados sem uma certa prática. Nem é nisso que um poeta pode queixar-se dos seus leitores. No que êstes se tornam condenáveis é em não pensar que um autor que assina não escreve asnidades pelo simples prazer de experimentar tinta; e que, sob essa extravagáncia aparente havia um sentido porventura interessantíssimo, que havia qualquer coisa por compreender ». João Epstein. <div style="text-align:center">''<nowiki>''</nowiki>''</div> Ha neste mundo um senhor chamado Zdislas Milner. Entretanto escreveu isto: « O facto duma {{nop}}<noinclude></noinclude> 6dnoz1k8e6tgd057ihe7kwryn2akf7w Página:Paulicea desvairada (1922).pdf/16 106 257678 562425 2026-09-13T18:35:02Z Didacus21 18931 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <div style="font-family:serif; text-align:left"> obra se afastar de preceitos e regras aprendidas, não dá a medida do seu valor ». Perdoe-me dar algum valor a meu livro. Não ha pai que, sendo pai, abandone o filho corcunda que se afoga, para salvar o lindo herdeiro do visinho. A ama-de-leite do conto foi uma grandíssima cabotina desnaturada. <div style="text-align:center">''<nowiki>''</nowiki>''</div> Todo escritor acredita na valia... 562425 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Didacus21" /></noinclude><div style="font-family:serif; text-align:left"> obra se afastar de preceitos e regras aprendidas, não dá a medida do seu valor ». Perdoe-me dar algum valor a meu livro. Não ha pai que, sendo pai, abandone o filho corcunda que se afoga, para salvar o lindo herdeiro do visinho. A ama-de-leite do conto foi uma grandíssima cabotina desnaturada. <div style="text-align:center">''<nowiki>''</nowiki>''</div> Todo escritor acredita na valia do que escreve Si mostra é por vaidade. Si não mostra é por vaidade também. <div style="text-align:center">''<nowiki>''</nowiki>''</div> Não fujo do ridículo. Tenho companheiros ilustres. <div style="text-align:center">''<nowiki>''</nowiki>''</div> O ridículo é muitas vezes subjectivo. Independe do maior ou menor alvo de quem o sofre.<noinclude></noinclude> exl6r7da7vskte3qncsf9u6xjhaufqi Página:Paulicea desvairada (1922).pdf/18 106 257679 562426 2026-09-13T18:42:05Z Didacus21 18931 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <div style="font-family:serif; text-align:left"> de arame do caminho. Deixe que tropece, caia e se fira. Arte é mondar mais tarde o poema de repetições fastientas, de sentimentalidades românticas, de pormenores inúteis ou inexpressivos. <div style="text-align:center">''<nowiki>''</nowiki>''</div> Que Arte não seja porém limpar versos de exagêros coloridos. Exagêro: símbolo sempre novo da vida como do sonho. Por êle vida e sonho se ir... 562426 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Didacus21" /></noinclude><div style="font-family:serif; text-align:left"> de arame do caminho. Deixe que tropece, caia e se fira. Arte é mondar mais tarde o poema de repetições fastientas, de sentimentalidades românticas, de pormenores inúteis ou inexpressivos. <div style="text-align:center">''<nowiki>''</nowiki>''</div> Que Arte não seja porém limpar versos de exagêros coloridos. Exagêro: símbolo sempre novo da vida como do sonho. Por êle vida e sonho se irmanam. E, consciente, não é defeito, mas meio legítimo de expressão. <div style="text-align:center">''<nowiki>''</nowiki>''</div> « O vento senta no ombro das tuas velas ! » Shakespeare. Homero já escrevera que a terra mugia debaixo dos pés de homens e cavalos. Mas você deve saber que ha milhões de exagêros na obra dos mestres. <div style="text-align:center">''<nowiki>''</nowiki>''</div> Taine disse que o ideal dum artista consiste em « apresentar, mais que os próprios objectos, {{nop}}<noinclude></noinclude> lrfzibsmo09i4yd3wmzoubr9xey3hw2 Página:Paulicea desvairada (1922).pdf/19 106 257680 562427 2026-09-13T18:43:26Z Didacus21 18931 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <div style="font-family:serif; text-align:left"> completa e claramente qualquer característica essencial e saliente dêles, por meio de alterações sistemáticas das relações naturais entre as suas partes, de modo a tornar essa característica mais visível e dominadora ». O snr. Luis Carlos, porém, reconheço que tem o direito de citar o mesmo em defêsa das suas "Colunas." <div style="text-align:center">''<nowiki>''</nowiki>''</div> Já ra... 562427 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Didacus21" /></noinclude><div style="font-family:serif; text-align:left"> completa e claramente qualquer característica essencial e saliente dêles, por meio de alterações sistemáticas das relações naturais entre as suas partes, de modo a tornar essa característica mais visível e dominadora ». O snr. Luis Carlos, porém, reconheço que tem o direito de citar o mesmo em defêsa das suas "Colunas." <div style="text-align:center">''<nowiki>''</nowiki>''</div> Já raciocinou sobre o chamado « belo horrivel » ? E’ pena. O belo horrivel é uma escapatória criada pela dimensão da orelha de certos filósofos para justificar a atracção exercida, em todos os tempos, pelo feio sobre os artistas. Não me venham dizer que o artista, reproduzindo o feio, o horrivel, faz obra bela. Chamar de belo o que é feio, horrivel, só porquê está expressado cora grandeza, comoção, arte, é desvirtuar ou desconhecer o conceito da beleza. Mas feio = pecado... Atrái. Anita Malfatti falava-me outro dia no encanto sempre novo do feio. Ora Anita Malfatti ainda não leu Emilio Bayard : « O fim {{nop}}<noinclude></noinclude> rc73sclqfy98bf6q09su6d0lhybm896 Página:Paulicea desvairada (1922).pdf/20 106 257681 562428 2026-09-13T18:44:37Z Didacus21 18931 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <div style="font-family:serif; text-align:left"> lógico dum quadro é ser agrádavel de ver. Todavia comprazem-se os artistas em exprimir o singular encanto da feiura. 0 artista sublima tudo ». <div style="text-align:center">''<nowiki>''</nowiki>''</div> Belo da arte: arbitrário, convencional, transitório — questão de moda. Belo da natureza: imutável, objectivo, natural — tem a eternidade que a natureza tiver. Arte não consegue reprod... 562428 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Didacus21" /></noinclude><div style="font-family:serif; text-align:left"> lógico dum quadro é ser agrádavel de ver. Todavia comprazem-se os artistas em exprimir o singular encanto da feiura. 0 artista sublima tudo ». <div style="text-align:center">''<nowiki>''</nowiki>''</div> Belo da arte: arbitrário, convencional, transitório — questão de moda. Belo da natureza: imutável, objectivo, natural — tem a eternidade que a natureza tiver. Arte não consegue reproduzir natureza, nem êste é seu fim. Todos os grandes artistas, ora consciente (Rafael das Madonas, Rodin do Balzac, Beethoven da Pastoral, Machado de Assis do Braz Cubas), ora inconscientemente (a grande maioria) foram deformadores da natureza. Donde infiro que o belo artístico será tanto mais artístico, tanto mais subjectivo quanto mais se afastar do belo natural. Outros infiram o que quizerem. Pouco me importa. <div style="font-family:serif; text-align:left"> <div style="text-align:center">''<nowiki>''</nowiki>''</div> Nossos sentidos são frágeis. A percepção das {{nop}}<noinclude></noinclude> jzhyoyrjm0khfatnmwgysanmzq7njgd Página:Paulicea desvairada (1922).pdf/21 106 257682 562429 2026-09-13T18:45:35Z Didacus21 18931 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <div style="font-family:serif; text-align:left"> coisas exteriores é fraca, prejudicada por mil véus, provenientes das nossas taras físicas e morais: doenças, prèconceitos, indisposições, antipatias, ignorâncias, hereditariedade, circumstáncias de tempo, de lugar, etc... Só idealmente podemos conceber os objectos como os actos na sua inteireza bela ou feia. A arte que, mesmo tirando os seus temas do mundo objectivo, desenvolve-se em co... 562429 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Didacus21" /></noinclude><div style="font-family:serif; text-align:left"> coisas exteriores é fraca, prejudicada por mil véus, provenientes das nossas taras físicas e morais: doenças, prèconceitos, indisposições, antipatias, ignorâncias, hereditariedade, circumstáncias de tempo, de lugar, etc... Só idealmente podemos conceber os objectos como os actos na sua inteireza bela ou feia. A arte que, mesmo tirando os seus temas do mundo objectivo, desenvolve-se em comparações afastadas, exageradas, sem exactidão aparente, ou indica os objectos, como um universal, sem delimitação qualificativa nenhuma, tem o poder de nos conduzir a essa idealização livre, musical. Esta idealização livre, subjectiva, permite criar todo um ambiente de realidades ideais onde sentimentos, sêres e coisas, belezas e defeitos se apresentam na sua plenitude heroica, que ultrapassa a defeituosa percepção dos sentidos. Não sei que futurismo pode existir em quem quasi perfilha a concepção estética de Fichte. Fujamos da natureza ! Só assim a arte {{nop}}<noinclude></noinclude> tvc61f8w6hodq9fsox9jz36rbripxjd Página:Paulicea desvairada (1922).pdf/51 106 257683 562431 2026-09-13T23:19:22Z Didacus21 18931 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <div style="font-family:serif"> <div style="text-align:center"> {{xx-larger|{{Small caps|'''Os Cortejos'''}}}} </div> <div style="text-align:right> {{dhr|4}} <div style="text-align:left> <poem> Monotonias das minhas retinas... Serpentinas de entes frementes a se desenrolar... Todos os sempres das minhas visões! «Bon giorno, caro.» {{dhr|2}} Horríveis as cidades ! Vaidades e mais vaidades... Nada de asas ! Nada de poesia ! Nada de aleg... 562431 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Didacus21" /></noinclude><div style="font-family:serif"> <div style="text-align:center"> {{xx-larger|{{Small caps|'''Os Cortejos'''}}}} </div> <div style="text-align:right> {{dhr|4}} <div style="text-align:left> <poem> Monotonias das minhas retinas... Serpentinas de entes frementes a se desenrolar... Todos os sempres das minhas visões! «Bon giorno, caro.» {{dhr|2}} Horríveis as cidades ! Vaidades e mais vaidades... Nada de asas ! Nada de poesia ! Nada de alegria ! Oh ! os tumultuários das auséncias ! Paulicea — a grande bocca de mil dentes; e os jôrros dentre a lingua trissulca de pús e de mais pús de distinção... </poem> </div> </div><noinclude></noinclude> 17xvm7scdtna38qt9f96x0uswuf6xaz Página:Paulicea desvairada (1922).pdf/52 106 257684 562432 2026-09-13T23:20:44Z Didacus21 18931 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <div style="font-family:serif"> <div style="text-align:left> <poem> Giram homens fracos, baixos, magros... Serpentinas de entes frementes a se desenrolar... {{dhr|2}} Estes homens de São Paulo, todos iguais e desiguais, quando vivem dentro dos meus olhos tão ricos, parecem-me uns macacos, uns macacos. </poem> </div> </div> 562432 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Didacus21" /></noinclude><div style="font-family:serif"> <div style="text-align:left> <poem> Giram homens fracos, baixos, magros... Serpentinas de entes frementes a se desenrolar... {{dhr|2}} Estes homens de São Paulo, todos iguais e desiguais, quando vivem dentro dos meus olhos tão ricos, parecem-me uns macacos, uns macacos. </poem> </div> </div><noinclude></noinclude> lk5cgmprvi8sjv8dxkjmmxd25oqehwt Página:Paulicea desvairada (1922).pdf/53 106 257685 562433 2026-09-13T23:26:06Z Didacus21 18931 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <div style="font-family:serif"> <div style="text-align:center"> {{xx-larger|{{Small caps|'''A Escalada'''}}}} </div> {{dhr|4}} <div style="text-align:left> <poem> (Maçonariamente.) — Alcantilações !... Ladeiras sem conto !... Estas cruzes, estas crucificações da honra !... — Não ha ponto final no môrro das ambições. As bebedeiras do vinho dos aplaudires... Champanhações... Cospe os fardos ! {{dhr|2}} (São Paulo é trono.)— E as imensidõ... 562433 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Didacus21" /></noinclude><div style="font-family:serif"> <div style="text-align:center"> {{xx-larger|{{Small caps|'''A Escalada'''}}}} </div> {{dhr|4}} <div style="text-align:left> <poem> (Maçonariamente.) — Alcantilações !... Ladeiras sem conto !... Estas cruzes, estas crucificações da honra !... — Não ha ponto final no môrro das ambições. As bebedeiras do vinho dos aplaudires... Champanhações... Cospe os fardos ! {{dhr|2}} (São Paulo é trono.)— E as imensidões das escadarias!... — Queres te assentar no píncaro mais alto? Catedral?... — Estas cadeias da virtude !... — Tripinga-te ! (Os empurrões dos braços em segrêdo.) Principiarás escravo, irás a Chico-Rei ! </poem> </div> </div><noinclude></noinclude> 8spxq46ld8xo6zih1cxt3lgx7ss8rtv Página:Paulicea desvairada (1922).pdf/54 106 257686 562434 2026-09-13T23:30:08Z Didacus21 18931 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <div style="font-family:serif"> <div style="text-align:left> {{dhr|12}} <poem> (Ha fita de série no Colombo. "O Empurrão na Escurdão". Film nacional.) — Adeus lirios do Cubatão para os que andam sózinhos ! (Sono tre tustune per i ragazzini.) — Estes mil quilos da crença !... — Tripinga-te ! Alcançarás o sólio e o sol sonante ! Cospe os fardos ! Cospe os fardos ! Vê que facilidades as tais asas ?... (Toca a banda do Fieramosca: Pa, pa,... 562434 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Didacus21" /></noinclude><div style="font-family:serif"> <div style="text-align:left> {{dhr|12}} <poem> (Ha fita de série no Colombo. "O Empurrão na Escurdão". Film nacional.) — Adeus lirios do Cubatão para os que andam sózinhos ! (Sono tre tustune per i ragazzini.) — Estes mil quilos da crença !... — Tripinga-te ! Alcançarás o sólio e o sol sonante ! Cospe os fardos ! Cospe os fardos ! Vê que facilidades as tais asas ?... (Toca a banda do Fieramosca: Pa, pa, pa, pum ! Toca a banda da polícia: Ta, ra, ta, tchim !) E's rei ! Olha o rei nú ! Que é dos teus fardos, Hermes Pança ? ! </poem> </div> </div><noinclude></noinclude> jpgs9bji7g5kn513088lpdxt27ux51y Página:Paulicea desvairada (1922).pdf/55 106 257687 562435 2026-09-13T23:32:31Z Didacus21 18931 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <div style="font-family:serif"> {{dhr|12}} <div style="text-align:left> <poem> — Deixei-os lá nas margens das escadarias, onde nas violetas corria o rio dos olhos de minha mãi... — Sossega. E's rico, és grandíssimo, és monarca ! Alguem agora t'os virá trazer. {{dhr|2}} (E ei-lo na curul do vêsgo Olho-na-Treva.) {{dhr|5}} </poem> </div> </div> 562435 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Didacus21" /></noinclude><div style="font-family:serif"> {{dhr|12}} <div style="text-align:left> <poem> — Deixei-os lá nas margens das escadarias, onde nas violetas corria o rio dos olhos de minha mãi... — Sossega. E's rico, és grandíssimo, és monarca ! Alguem agora t'os virá trazer. {{dhr|2}} (E ei-lo na curul do vêsgo Olho-na-Treva.) {{dhr|5}} </poem> </div> </div><noinclude></noinclude> ou4l902j3djb1vnu80qhyk1plnnny8r Página:Paulicea desvairada (1922).pdf/57 106 257688 562436 2026-09-13T23:34:26Z Didacus21 18931 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <div style="font-family:serif"> <div style="text-align:center"> {{xx-larger|{{Small caps|'''Rua de São Bento'''}}}} </div> <div style="text-align:right> {{dhr|4}} <div style="text-align:left> <poem> Triángulo {{dhr|2}} Ha navios de vela para os meus naufrágios ! E os cantares da uiara rua de São Bento... {{dhr|2}} Entre estas duas ondas plúmbeas de casas plúmbeas as minhas delícias das asfixias da alma ! Ha leilão. Ha feira de carnes... 562436 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Didacus21" /></noinclude><div style="font-family:serif"> <div style="text-align:center"> {{xx-larger|{{Small caps|'''Rua de São Bento'''}}}} </div> <div style="text-align:right> {{dhr|4}} <div style="text-align:left> <poem> Triángulo {{dhr|2}} Ha navios de vela para os meus naufrágios ! E os cantares da uiara rua de São Bento... {{dhr|2}} Entre estas duas ondas plúmbeas de casas plúmbeas as minhas delícias das asfixias da alma ! Ha leilão. Ha feira de carnes brancas, Pobres arrozais ! Pobres brisas sem pelúcias lisas a alisar ! A cainçalha... A Bolsa... As jogatinas... </poem> </div> </div><noinclude></noinclude> pax9xu3o1fcsxw6gcycswxa6ks5qyiv Paulicea Desvairada/Os Cortejos 0 257689 562437 2026-09-13T23:43:29Z Didacus21 18931 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Paulicea desvairada (1922).pdf" from="50" to="52"/> 562437 wikitext text/x-wiki <pages index="Paulicea desvairada (1922).pdf" from="50" to="52"/> qv0fridrq93y9cwlxnf9r5cia9zjzq8 Paulicea Desvairada/A Escalada 0 257690 562438 2026-09-13T23:44:49Z Didacus21 18931 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Paulicea desvairada (1922).pdf" from="53" to="56"/> 562438 wikitext text/x-wiki <pages index="Paulicea desvairada (1922).pdf" from="53" to="56"/> tgkpzxirpxvv1vxv0q8fbdlcs50adki Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/599 106 257691 562440 2026-09-14T08:37:35Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ARC {{lema|ARCITENENTE}}. s. m. Poct. O Deos Apollo, affim disto os da fortaleza Acropolis, onde era venerado, on pór trazer fempre areo e aljava. Do Lat. Arcitenens. BARRET. Eneid. 3, 18 Mas com Gyaro o pio Areitenente A atou e com Mycon alevantada. {{lema|ARCO}}. s. m. Arma feita de huma vara flexivel de páo, ferro, ou qualquer outra materia elaftica, que eurvado violentamente por meio de huma corda preza nas fuas extre- midades de... 562440 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>ARC {{lema|ARCITENENTE}}. s. m. Poct. O Deos Apollo, affim disto os da fortaleza Acropolis, onde era venerado, on pór trazer fempre areo e aljava. Do Lat. Arcitenens. BARRET. Eneid. 3, 18 Mas com Gyaro o pio Areitenente A atou e com Mycon alevantada. {{lema|ARCO}}. s. m. Arma feita de huma vara flexivel de páo, ferro, ou qualquer outra materia elaftica, que eurvado violentamente por meio de huma corda preza nas fuas extre- midades defpede buna flecha com impeto, reftituindofe de- pois da curvatura ao feu estado natural. Do Lat. Areus. FERR. Poem. Son. 1, 25 O' cabellos, com que feu ar- co de ouro O Amor encordoa. FERNAND. Palm. 3, 69 Com ricos coldres aos hombros e delicados arcos nas mãos começarão todos a fazer ponta nelle. Sous. Hift. 1, 2, 15 Outra veż romando a figura de hum monf- truofo Centauro, armado de areo, e flechas. Met. BERN. Lim. Cart. 3 Sem nunca achar bran- dura ou paz na guerra, Que Amor me faz de dous lu- mes fermolos, Onde feu areo tem, feu fogo encerra. VEIG. Laur. Ód. 4, 2 A Morte inevitavel Segue com arco e ferta aos humanos. Sous. Vid. 3, 23 Porque def- carregando nelles por feus occultos juizos nas terras de Portugal, do arco de fua jufta ira duas crueliffimas fettas de fome e pefte &c. Epith. Armado. F. DE MENDOÇ. Serm. 2, 369 3. Bravo. CASTR. Ulyff. 10, 8. Brunido. CAS TR. Ulyff. 7, 10. Cruel. CORT. R. Naufr. 13, 149 y. Curvado. CORT. R. Naufr. 12, 131. Delicado. FERNAND. Palm. 3, 69. Duro. CORT. R. Cerc. 3, 37. Eburneo. CAM. Luf. 9, 43. Eneurvado. CAM. Luf. 1, 86. Entezado. Mon- TEIR. Art. 1, 6. Falfo. PAEZ, Serm. 2, 269, 2. Feito. CEIT. Serm. I 314, 3. Forte. SA' DE MEN. Mal. 9, 125. Frechado. FEST. NA CANON. 88. VEIG. Laur. Od. 4, 3. Groffo. CoкT. R. Naufr. 9, 90. Lançado aos bombros. Maus. Aff. Afr. 4, 57 y. Lavrado. MEND. PINT. Pere- gr. 109. Lento. BARRET. Eneid. 1, 43. Nervofo. CORT. R. Cerc. 3, 37. Nocivo. CORT. R. Naufr. 13, 149 . Perigofo.. LOBAT. Palm. 5, 17. Rico. CAM. Luf. 9, 43. MEND. PINT. Peregr. 110. Rijo. ANDRAD. Cerc. 5, 21, 1. Ruim. PAEZ, Serm. 2, 269, 1. Torto. Liss. Jard. 398, 3. Turquefco. MEMOR. DAS PROEZ. I, 27. CORT. R. Cerc. 5, 60. Verb. Afroxar o... SA' DE MEN. Mal. 2, 107. VIEIR. Serm. 9. do Rof. 10, 5, 378. Armar o... Lo- EAT. Palm. 5, 17. FEO, Tr. 2, 144, 1. Armarfe com... TELL. Chr. 1, 3, 5. n. 7. Affeftar o... CORT. R. Naufr. 1, 9. Depôr o... TELL. Chr. 1, 3, 8. n. 3. Defarmar o ... HEIT. PINT. Dial. 2, 1, 24. alg. CART. DE JAP. 2, 83, 4. Defpedir as fettas ou o tiro do... Luz, Serm. 2, 2, 98. col. 1. ORIENT. LU- fit. 14 . Difparar o... LIMP. Fug. I, 14, 24. col. 2. Dobrar o... SABELL. Eneid. 2, 7, 97. CASTR. Ulyff. 7, 28. Embeber as flechas em... ou no... BARR, Dec. 2, 3, 5. VIEIR. Serm. 4, 11, 10. n. 309. Encordoar o... FERR. Poem. Son. I, 25. Encurvar o... ANDRAD, Cerc. 5, 21, 1. MATT. Jeruf. 11, 41. Endireitar o... Luz, Serm. 2, 2, 2. - a fetta no... VEIO. Laur. Od.. 1, 1. Entezar o... MONTEIR. Art. 8, 10. MATT. Je- ruf. 20, 29. Eftender o... MATT. Jeruf. 1, 41. Fre- char o... CORT. R. Naufr. 5, 51 y. Jogar de... ou do... Luz, Serm. 2, 2, 2. AMARAL, Serm. 464, 8. L. ALv. Serm. 1, 19, 6. n. 11. Largar o... L. BRAND. Medit. 4, 7, 313. P. 59. Romper o... VIEIR. Serm. 1, 13, 2. col. 914. Sacudir o... CASTR. Ulyff. 8, 110. Sabir a fetta do... LOB. Condeft. 10, 59. CASTR. Ulyff. 28. Tratar o... ANDRAD. Cerc. 13, 65, 3. Ufar do... FR. GASP. DA CRUZ, Tr. 4, 1. Archit. Abobeda, a parte fuperior, e curva de qual- quer edificio. D. FR. BR. DE BARR. Efpelh. 2 4 Quan- do querem fabricar algum areo, ou abobeda. CAM. Luf. 3, 63 Pelos areos reaes, que cento e cento Nos ares fe alevantão nobremenre. MEND. PINT. Peregr. 88 To- das eftas ruas nobres tem arcos nas entradas com fuas portas que fe techão de noite. Obra de qualquer maneira, difpofta em forma de por- ção de circulo, ou de outra figura curva, como arco de ponte, de porta, br. Luc. Vid. 5, 16 O Crucifixo, que eftava fobre o areo da Capella mór. Los. Condeft. 13, 14 E n'aquella hora a ponte accommetteffe, Que no rio, que lava os arcos della; Afogaria a fama de Caftella. Sous. Hift. 1, 2, 3 He a obra de abobeda fobre ar- cos de pedraria boa. Geom. Huma porção de circunferencia de bum cir- culo, ou de outra qualquer figura curva. Luc. Vid. 8,. 4 Pofto que o exceffo, que o arco da terra tem fobre o das agoas em tão immenfa grandeza, feja de menos confideração &c. M. DE FIGUEIR. Chronogr. 2, 16 Naf- cer hum figno rectamente fe diz quando nafce com mór parte da equinoccial, que o feu arco. CARV. Comp. I, 1, 2 A longitud de qualquer lugar he o arco do equa- dor, que le contém entre o primeiro meridiano &c. Met. Dizfe de outras coufas, que reprefentão a dita figura. BARR. Orthogr. 204 Os dous arcos, que fa- zem eftas palavras (como ja diffe) usão os Latinos, quando commettem huma figura, a que chamão entrepo- fição, e os Gregos parenthefis. Luc. Vid. 1, 13 Até, a foz do rio Gange, donde fazendo hum grande arco, a que chamamos enfeada de Bengala, torna a decer con- tra o Sul. CUNH. Caral. 2, 3 O que he facil correndo a volta ou areo do P. mais abaixo pela afte da letra. Cinta de pão ou ferro, que apertando as aduclas das cubas, pipas, on barris, ou outros quaefquer vafos, lbas fuftenta e conferva na fua figura. CONST. DE VI- SEU, 31, 1 E acerca dos arcos e vimes fe pagará da mefma maneira, tiradas as defpezas. MARIZ, Dial. 3, 5 A hum efcudeiro... mandou cortar a cabeça, porque cortára os arcos de huma cuba de vinho a hum pobre Lavrador. HisT. TRAG. MARIT. I, 199 E nelles [maf- tos] pufemos hum farol de huns areos de ferro para ter fogo. Inftrumento, de figura femelhante ao areo de tirar fechas, fervindolbe de corda algumas sedas de cavallo mui- to tezas e apertadas, que, untandofe com certa gomma re- finofa, são aptas a ferir, e a fazer foar as cordas da rabe- ca, rabecão, &c. D. HILAR. Voz, 31, 174 A terceira cor- da tocarás com o mefmo arco. Luz, Tr. do Defej. 8, 5 Eu vos affirmo, irmaós, que fe aquelle tangedor a fegunda vez paffara o areo pela viola, que &c. Viola de arco. Vej. Viola. Arco. Meteoro em forma de meio circulo, compofto de differentes cores, e reprefentado en huma nuvens oppof ta ao Sol, pela refracção dos feus raios, feita em as got- tas de agod, que cabem da mesma nuvem que vulgar chama Arco ou Arco da velba. A. cheia tambem produz às vezes Arco, pofto que as cô- res não fejão tão vivas, nem tão diftintas. EXEQ. DE FILIPP. I. 63 Qual arco de ouro e azul, verde, e violado. FERNAND. GALV. Serm. 1, 53, 2 Diz S. Am- brofio que o arco tem as pontas pera a terra, pera que fe não temeffem os homens, que fe tirarião mais fettas do Céo. CASTR. Uly. 1, 22 Hum arco vario fórma Iris divina Doutras côres mais finas e mais bellas." Nomeafe efte meteoro com diverfos nomes, como: Arco celefte., Maus. AH. Afr. 6, 102. VIEIR. Serm. 4, 6,7. n. 221. Arco celeftial. Lis B. Jard. 340, 14. Arco da Velha Afim ditto porque na lei velba dif- fe Deos, que poria nas nuvens efte arco por final de paz entre Deos, e os homens. HEIT. PINT. Dial. 1, 4, 8. CEIT. Serm. 1, 109, 3. SOAR. DE BAIT. Apolog. 2, 26. Arco das nuvens. BRIT. Mon. 1, 1. c. 2. Arco de paz. SoUS. DE MAC. Ev. 2, 2, 274. n. 4. Arco de reconciliação. Dias, Paix. 24. Arco do Céo. BARR. Dec. 3, 5, 6. LEIT. D'AN- DRAD. Mifc. 17, 489. HEIT. PINT. Dial. 2, 1, 1. Arco do Concerto. SA DE MEN. Mal. 2, 57. Arco ethereo. GALHEG. Templ. 4, 13. Arco Iris. Vej. Iris. Arco rutilante. CAM, Luf. 2; 59. Arco variado. Maus. Vid. 4, 33 . Arco triumphal. O que fe erige em memoria de algu ma acção infigne, e com especialidade de victoria e trium- pho de algum Herde, Emperador, on Capitão illuftres co- mo os que edificavão os Ronianos nos feus Cefares, e por que eftavio cfculpidas e entalhadas nelies as infignias mili- tares e defpojos confeguidos dos inimigos, fe chamarão trium- phaes, a cuja imitação nas entradas publicas e folemnes dos Reis, e Rainhas, ou em outras folemnidades grandes fe coftumão erigir femelhantes arcos, adornados de infignias de guerra e outros trophéos. BARREIR. Chorogr. 24 arcos triumphaes ...tem torres, columnas e molduras com toda fua perfeição de architectura....c afli tem as hiftorias e factos d'aquelles, em cuja memoria fe fizerão, efculpidos nas paredes dos ditos arcos, I. os carros com os capitáes vencedores em habito de triumpho, ptivos prezos e por outras partes batalhas de pé e de ca- vallo. E além difto tem letras, que dizem o nome da peffoa, em ćuja memoria fe füz o dito arco trium- phal,<noinclude></noinclude> loieo5iumu1frfj6vdn0f7l4wqru0rt Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/600 106 257692 562442 2026-09-14T09:02:39Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 392 ARC phal, com os nomes dos que lho alevantátão... Os arcos triumphaes nunca forão viftos fóra de Roma, porque antre outras leis do triumpho era hnma, que fe não po- dia triumphar fenão dentro della. MEND. "PINT. Peregr. 89 Deltas fileiras de gigantes pera fóra eftava outra, que os fechava a rodos em roda, de arcos triumphaes, co- zidos todos em ouro. SoTTox. Ribeir. 4, 96 Tudo eftava tão aprazivel à vifta, que nenhuma inveja fazi... 562442 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>392 ARC phal, com os nomes dos que lho alevantátão... Os arcos triumphaes nunca forão viftos fóra de Roma, porque antre outras leis do triumpho era hnma, que fe não po- dia triumphar fenão dentro della. MEND. "PINT. Peregr. 89 Deltas fileiras de gigantes pera fóra eftava outra, que os fechava a rodos em roda, de arcos triumphaes, co- zidos todos em ouro. SoTTox. Ribeir. 4, 96 Tudo eftava tão aprazivel à vifta, que nenhuma inveja fazião alli os foberbos arcos triumphdes, nem os altos pyrami- des, e artificiofas columnas, que Roma em gloria e ven- cimento de feus Emperadores rantas vezes levantára. Epith. Alto. FR. NIC. DE OLIV. Grandez. 1, 3. Bi- zarro. FEST. NA CANON. 203. Corinthio. CAMP. Receb. 70. Cuftofo. FR. NIC. DE OLIV. Grandez. 1, 3. Espaçofo. ESPER. Hift. 2, II, 23. n. 4. Feito. (bem) RESEND. Chr. 122. Formofo. PURIF. Chr. 2, 7, 7. §. 13. Galan- te. Fa. GASP. DA CRUZ, Tr. 7, 3. Galhardo. ARAUJ. ESPER. Hilt. 2, 11, 23. n. 4. Lavrado. (ben ) PURIF. Chr. 1, 2, 8. §. 2. Luftrofo. CAMP. Receb. 70. Magni- fico, A. DE VASC. Anj. 2, 4, 4. part. 6, p. 122. Orna- do. FERR. Poem. Od. 2, 1. Pompofo. A. DE VASC. Anj. 2, 4, 4. part. 6. p. 122. Quadrado. Arr. GUERREIR. Feft. 26. Redondo. AFF. GUERREIR. Feft. 26. Soberbo. HEIT. PINT. Dial. 2, 5, 20. Sumptuofo. FR. GASP, DA CRUZ, Tr. 7, 3. Vão. HEIT. PINT. Dial. 2, 5, 20. Verb. Alevantar... a alg. BARREIR. Chorog. 24 . Edificar... por alg. c. VIEIR. Serm, 7, 14, 2. p. 466. Levantar... em alg. lugar. BRIT. Mon. 1, 3. c. 4. Luc. Vid. 6, 4. Arco triumphante. O mefino que Arco triumphal. PAIV. Serm. 3, 137 . BRIT: Mon. 1, 3. c. 4. FEST. NA CA- NON. 200. Vimos tan Tanto com elles. Como agora com Arco de pelouro. RESEND. Mifc. 168 to coftumar Todos arcos de pelouro, folgar Nas cidades, hortas, mar, thefouros. {{lema|ARCTADO, A}}. p. p. de Arctar. FR. MARC. Chr. 2, 2, 5. CONST. DE BRAG. 45, 3, 6. {{lema|ARCTAR}}. v. a. Apertar, eftreitar, reftringir. Do Lat. Artare. ant. Artar. Met. FR. MARC. Chr. 2, 4, 56 Nenhuma cou- fa deve artar aquelle a quem fó Deos arta. ESPER. Hift. II, 45. n. Nos que aqui notamos obras, fem nos artarmos a tempos, no mefmo eftado pomos os pre- fentes e os paffados. {{lema|ARCTICO, A}}. adj. Boreal, feptentrional, do Norte. Do Lat. Aretos ou Artus. (Artico) PEDR. Nur. Tr. da Ef- fer. 2 A parte do Zodiaco, que fe defvia da equinoc- cial pera o Notte, chamafe feptentrional, ou arctica, ou boreal. Pólo arctico. O feptentrional ou do Norte. PEER. NUN. Tr. da Esfer. 2 Artico fe chama o dito Polo, porque Artos he a uffa maior junto da qual eftá. VAL. DE SA', Regim. Introd. O Polo, que fica pera a banda do Norte chamafe Artico, c o que fica pera a banda do Sul Antearctico. AVELL. Report. 2, 27 Pólos do mun- do são dous pontos no céo hum fe chama Polo Arcti- ro, que fempre. eftá fobre nós, chamado afli por cftar junto de huma conftellação, chamada Arcturo." Circulo Arctico. CARV. Comp. Geogr. 1, 1, 20 Circulo Arctico no orbe terreftre he hum circulo paralle- lo á equinoccial, e diftante della 66 gr. e 30 min. para o pólo boreal. PEDR. NUN. Tr. da Esfer. 2 Por tanto efte circulo, que o pólo do Zodiaco faz por derredor do pólo arctico, chamale Circulo Artico. VAL. DE SA', Re- gim. Aquelle circulo polar] que fica para a parte do Norte, le chama arético, porque paffa por him ajunta- mento de eftrellas chamado Arctos. {{lema|ARCTOS}}. s. m. e f. Aftron. Urfa do Norte, couftellação. Lat. Arctos. Maus. Aff. Afr. 1, 2 Quando Arctos fó com feu plauftro inveja As eftrellas, que vão ao mar fugin- do. LoB. Condeft. 20, 24 Ide degrãos da terra alevan- tando Até pizar os Arctos, e as eftrellas. D. F. MAN. Cart. 3, 1 [Pela eftrella] do Aquilon, que fe nomea Ar- tos [fe entende] o Septentrião. {{lema|ARCTURO}}. s. m. Aftron. Eftrella da primeira grandeza em a conftellação de Bootes ou Arctophilax. Do Lat. Arctu- rus. (Arturo) Can. Luf. 10, 6 Pela parte de Arduro, e do Occidente. CORR. Comm. 1, 21 As partes do Nor- te entende [Camões por efta palavra Arturo, que he huma eftrella da primeira grandeza na conftellação Boo- te, a que os Gregos chamão Arctophylax, que quer di- zer guarda da Urfa maior, chamada Helice, na parte fe ptentrional que he o Norte. BARRET. Eneid, 1. Dic- cion. Arturo, figno celefte, ou huma eftrella no Signo de Boores, cujo nafcimento, e occafo prognoftica fem- pre tempeftades. {{lema|ARCUAL}}. adj. de huma term. pouc. uf. Arqueado, feme- lhante a arco. Ros. Hift. 2, 167, 2 E a dobradura dos cravos debaixo dos pés, fahia tanto fóra, que não dei- xava affentar as prantas no chão; e no encurvamento redondo arcual das mefmas pontas podião metter facil- mente os dedos da mão. {{lema|ARCUMFERENCIA}}. s. f. pouc. uf. Efpaço que occupa o circulo. Do Lat. Arcus e Ferens. EXEQ. DE FILIPP. I. 11 Mas chamafe ponto [a terra] a refpeito da arcumfe- rencia dos céos. {{lema|ARDEGO, A}}. adj. ant. Fogofo, vivo. Dos cavallos. CORT. R. Naufr. 4, 47 E querendo partir as mãos levanta O cavallo. de Soufa, ardego e fero. Das peffoas. BARR. Dec. 2, 4, 6 E como Affon- Succeff. 1, 18. Grande. Sous. Hift. 3, 2, 103 Largo. fo d'Albuquerque naturalmente era, homem fragueiro e ardego em os negocios &c. FERR. DE VASC. Aulegr. 4, I Não fejais ardego, bocca ardente, &c. {{lema|ARDENCIA}}. s. f. Ardor, vivacidade, fogo. Met. Das paixões. M. FERNAN. Alm. 2, 1, 12. n. 1 Seja ardencia de amor, que deleitofamente fugeite a vontade humana à vontade divina. Ardencia das entranhas. Med. CuRv. Polyanth. In- dex, Ardencia das entranhas he fymptoma infeparavel da febre maligna, e caufa da frieldade dos extremos. {{lema|ARDENTE}}. p. a. de Arder. CAM. Luf. 2, 91. HEIT. PINT. Dial. 2, 2, 18. BRIT. Mon. I, 1. tit. 13. Ufafe como adj. Em que fe atea grande fogo, que fe tornou em fogo ou em braza. CAM. Luf. 10, 126 Hu- mana carne comem, mas a fua Pintão com ferro ar- dente, ufança crua. Maus. Aff. Afr. 1, 6 Qual ferro frio, que c'o vento e agoa Abrazado fahio da ardente fragoa. BRIT. Chr. 1, 8 Tres meninos, que fahirão vi- vos do forno ardente. Abrazador, que queima. Do fogo, &c. FERR. Poem. Epigr. 6 Ardente chamma. BERN. Lim. Ecl. 4 Primeiro ferá frio o fogo ardente. VEIG. Laur. Od. 4, 2 Appa- reça ledo, e inteito, Quando ardente affovia OP pe- louro guerreito. Calmofo, quente, que caufa grande calor. Do Sol e outros Aftros. CAM. Luf. 3, 115 Sol ardente. VEIG. Laur. Ecl. 3 O Efcorpião ardente. Sous. Hift. 1, 2, 43 Notão ambos que de huma parte baixa fabiáo raios mais claros, e mais ardentes, que do Sol do meio dia. Adufto, eu que fe fente grande calor ou calma. Dos climas, citações, regiões, &c. CAM. Luf. 5, 13 Tendo o termino ardente já paffado, Onde o meio do mun- do he limitado, CORR. Comm. Paffada já a linha, a que chamamos termino ardente, por onde o Sol faz feu curfo commummente. CORT. R. Naufr. 9, 88 Ardente mez onde refide O foberbo leão.988. Procedido de grande calor, paixão forte, &c. Da fe- de, lagrimas, &c. CAM. Luf. 2, 41 Orofto banha em lagrimas, ardentes. TELL. Chr. 1, 20, 9 Com tão gran- des jubilos de interior confolação e ardentes fufpiros ao Céo. Sous. DE MAC. Ulyffip. 4, 53 Qual o febriciran- te, a quem recrea Na fede ardente a vifta da agoa clara. Met. Efficaz, vehemente. Das paixões. D. FR. Br. be BARR, Efpelh. 3, 22 Faz hum impeto e rrigança de ar- dente defejo CAM. Son. I, 19 Não te efqueças d'aquel- le amor ardente. Sous. Hift. I, 4, 15 E fubia.com ar- dentes defejos c oração continua ao mais alto dos Céos. Activo, diligente, defejofo, fervorofo. Das peffons. CAM: Son. 2, 78 Para que aquelle, que o feguir arden- te, Veja em meus puros verfos hum exemplo De-quan- to em glorias promettidas mente. Sous. DE MAC.. Úlyf- fip. 35 Não faltão valerofos Lufitanos, Que ponhão pela patria o peito ardente. VIEIR. Serm. 8, 419 Quan- do era o mais ardente zelador da fua gloria. Inflammado, chéo de eftro, e entbufiafmo. Do ef- pirito. D. FR. BR. DE BARR. Efpelh. 1, 12 Porém com efpirito de Deos e ardente fazem em tal guifa, que &c. CAM. Luf. 1,4 Tendes em mim hum novo engenho ar- dente. BERN. Lim. Cart. 12 Emenda, corta, abranda, fintão fogo Da tua ardente Mufa, em que fe apurem, E fe' são dignos d'outro, dálho logo. quem, Fogofo, colerico, facil de fe irritar. Das peffoas. Sous. COUTINH. Cеrc. 1, 11 Efta intrinfeca paixão, pof- to que nelle nas palavras era diffimulada, algumas ve- zes, como fua condição foffe ardente e mal fofftida, affi em ellas, como nas obras fe pubricava. Sous. Hift. 2, 5,<noinclude></noinclude> gsefiwi1vd5fzn6vdivgobiryvc4n3x Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/601 106 257693 562443 2026-09-14T09:04:42Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ARD 5,3 Só o Principe, como ardente que era de condição, não diffimulava o defgofto, que tinha defta entrada. Brilhante, refplendecente. FERR. Poem. Ecl. 3 Lef- bia minha mais que o Sol fermofa, Mais alva que a al- va Lua, e mais corada Que as ardentes eftrellas. MAUS, Aff. Afr. 3, 51 y Se tão liberal fois da luz ardente. Fulminante, reluzente, que fe vibra ou menta com agilidade e valor. Das armas. Maus. Aff. Afr. 4, 66 y Ajudado da l... 562443 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>ARD 5,3 Só o Principe, como ardente que era de condição, não diffimulava o defgofto, que tinha defta entrada. Brilhante, refplendecente. FERR. Poem. Ecl. 3 Lef- bia minha mais que o Sol fermofa, Mais alva que a al- va Lua, e mais corada Que as ardentes eftrellas. MAUS, Aff. Afr. 3, 51 y Se tão liberal fois da luz ardente. Fulminante, reluzente, que fe vibra ou menta com agilidade e valor. Das armas. Maus. Aff. Afr. 4, 66 y Ajudado da lança e ardente efpada. CASTR. Ulyff. 9, 113 Efpada ardente. (1) Picante, que queima no paladar. Das efpeciarias. CAM. Luf. 2, 4 Canella, cravo ardente efpeciaria. VEIG. Laur. Od. 2, 1 Vede as outras [arvores que airofas Brotão o cravo ardente. Applicafe a diverfos fubftantivos, e determina aflim a fua fignificação, como: Agoa ardente. Vej. Agoa. Bocca... Dos cavallos. Met. FERR. DR VASc. Au- legr. 4, Não fejais ardego, bocca ardente. 10/2 Cavallo Fogofo, que fe altera facilmente. CAN. Luf. 4, 31 De baixo dos pés duros dos ardentes Caval- los treme a terra os valles foão. BARRET. Eneid. 4, 131 Com real paffo os moços vão entrando, E à vifta de feus pais fobre os ardentes Cavallos o terreito atravesfando. Cavallos Os do Sol. CORT. R. Naufr. 9, 29 Quando Phebo banhando já nas ondas Os ardentes ca- vallos &c. Febre... Med. A que he muito aguda. Luc. Vid. 10, 3 Huma febre ardente e maligna faltou no furiofo foldado, e o apertou de maneira, que &c. Sous. Hift. 1, 1, 13 Apercebiafe pera ella [jornada] quando fe vio falteado de huma febre ardente. AzEv. Correcç. 2, 1, 8. P. 74 Para febres eftuantes e ardentes. Ginete... O mcfmo que Cavallo... CAM. Luf 7 53 O feroz ginete ardente. Maus. Aff. Afr. 4 Quando entra Zara n'hum ginete ardente.. Aft. 41 57 Idade... A juvenil. VIEIR. Serm. 1o. do Rof. 16, 8, 33 Pois porque não tentou o demonio a Chrifto... nos primeiros ou ultimos verdores da adolefcencia, ida- de, que nos homens he a mais ardente. Linha equinoccial. CAM. Luf. 3, 71 O Boo-Ter grande vehemencia, fer intenfo on forte. Da tes gelado, a linha ardente. VEIG. Laur. Od. 4, 9 Fa- ris, e a linha ardente. {{lema|ARDENTEMENTE}}. adv. mod. Fogofamente, com grande drdor. JER. CARDOS. Dict. BENT. PER. Thef. Met. D. FR. BR. DE BARR. Efpelh. 2, 3 A qual coufa devemos trazer continuamente à memoria, por tal que poffamos fer accendidos ardentemente pera em retor- no amar a elle mefmo. FR. MARC. Vid. 4, 8 Jà fe des- honravão tomar por efpofas a quem pouco antes tão ar- dentemente requerião. Sous. Vid. 5, 13 Diante de S. San- tidade houve novas questões inftando ardentemente o Em- baixador de Caftella, que fe não concedeffe coufa, que parafle prejuizo a Toledo. {{lema|ARDENTIA}}. s. f. Marinh. Luz, que reflecte no mar. Cas- TANH. Hift. 2, 117 Os imigos, aindaquè era de noire, enxergarão bem o batel com a ardentia da agoa. Sous. COUTINH. Cerc. 2, 8 Sem remar fe deixou ir, porque à ardentia do remo lhe não tiraffem com a muita arri- lharia, que ao longo do rio tinhão. SANT. Ethiop. 2, 3, 17 Os marcs, que rebentavão em flor, fazião tão gran- de ardentia, que parecia irmos navegando por entre on- das de fogo. {{lema|ARDENTISSIMAMENTE}}. adv. fuperl. de Ardentemen- te. FR. MARC. Exerc. 18, 83 y. LEON. DA COST. Ecl. 6. 26. not. e. VIEIR. Serni. 8, 311. {{lema|ARDENTISSIMO, A}}. fuperl. de Ardente. D. FR. BR. DE BARR. Elpelh. 1, 9. MARTYR. Cathec. 1, 2. CORT. R. Cerc. 4, 51. {{lema|ARDER}}. v. n. Qucimarfe, abrazarfe, levantando chamma. Do Lat. Ardere. Entre os Antigos tem anomalia na pri- meira peffoa do prefente do indicativo, e nas terceiras do prefente do conjunctivo; Arço, Arça, Arção. FERN. LOP. Chr. de. D. J. I. 1, 24 Aflí como Moyfes, que vio arder o efpinheiro. CA. Luf. 9, 31 Por lenha co- rações ardendo eftavão. ARR. Dial. 2, 6 Na fornalha arde. a palha, e apurale o outo. Met. FERK. Poen. Eleg. 2 Em rifo, em fefta cor- re a léda gente Traz o fermofo fogo, em que fempre arde, Cada hum quanto mais arde mais contente. Los. Primav. 2,5 Lagrimas colhi, Que a terra aonde cahem, Tambem fica ardendo, Como os olhos ardem. D. F. MAN. Cart. 5, 39 A mim me defconfola affas ouvir do lethar go, em que muitos fe deixão repoufar, ardendonos a honra eo proveito. Reg. com, de, em chammmas, fogo, labaredas, &e. Gors, Chr de D. Man. 1, 823 Defemparárão a galé, a que fe logo pôs fogo, de que ardco toda. FERR. Poem. Son. 2, 42 Delle divino fogo, cm que tu ardefte, Seja efte efpirito meu fempre inflammado. CA. Od. 4,3 Fol- -gues de te queimar em flammas varias, Sem arder em nenhuma. Cruz, Poef. Son. 12 Ardendo por arder em viva chamma D'amor. Los. Condeft. 18, 12 Em labareda grande a terra ardia. VIEIR. Serm. 10, do Rof. 17, 3, 53 Em hum facho compofto de muitas cannas, quando arde, fe vê o mefmo, porque cada huma arde com o feu fogo, è com o das outras. care, exiftir vivo, ha Arder o fogo. Confervarfe, exiftir vivo, não fe apa- gar. GL Vic. Obr. 1, 21 O fogo ardia mui bem Ea çarça não fe queimava. CA. Eleg. 6, 11 E quan- do mais molhava os tenros braços, Então mais vivamen- te o fogo ardia. Gavi, Cerc. 14, 54 Porque ainda ar dia o fogo por baixo da lenha. Met. ARR. Dial. I, 1 O fogo nafcendo n'alma e o que arde no intimo do coração &c. Maus. Aff. Afr. 8, 119 Hum fogo n'alma, que fe não reprime, De longe ardendo vem, tu mo accendefte. B. EsTaç. Rim. 58 No frio de minha alma arça o fogo. Arder. Eftar acccfo, ter lume. MEND. PINT. Peregr. 32 Promettia e jurava pelos offos de Mafamede, e por quan- tas alampadas continuamente ardião em fua capella. HEIT. PINT. Dial. I, 5, 6 Quando Deos lhe apparecco ha filveira, que ardia e não fe queimava. Sous. Hift. I, 2 43 Eardião diante duas alampadas perpetuas. Dizfe da Cidade, Igreja, rua, &c. que efta illu- minada. Luc. Vid. 15, 28 As rúas, demais de todas ef- tarem armadas do melhor da India, ardião, e recendião com lumes, e perfumes. Rir. DE MAC Rel. 3. Ardeo a Cidade algumas noites em artificios de fogo. Met. HEIT. PINT. Dial. I, 3, 6 Que [forja] de dia e de noite lhe arde no penfamento. Arder. Sentir grande calor, experimentar calma for- te. Luc. Vid. 2, 16 Ardião elles no mar ao Sol fem abrigo. calma, do calor, do verão, &c. Maus. Aff. Afr. 4, 58 Quando ande a calma. CALV. Homil. I, 472 Refplen- decía como o Sol, quando arde mais ao meio dia. LOB. Primav. 1, 5 E então finto do inverno a mór porfia Quando o verão mais arde e mais, florefce. Fazerfe ou tornarfe activo c vebemente. Cau. Od. 6,1 Póde hum defejo immenfo Arder no peito tanto &c. FR. MARC. Exerc. 8, 41 Porque tanto ardia eu vós a sêde c defejo de obrar a noffa falvação. Luc. Vid. 8, 3 Gemia no ryranno a cobiça, ardia a inveja. Inflammarfe, accenderfe em alguma grande paixão, como ira, amor, zelo, &c. BERN. Rim. Son. 36 Arço ferido e prezo, e cfpero a morte. Luc. Vid. 2, 9 Sa- beo o P. Francifco, arde o feu coração como o de Phi- néas. Los. Condeft. 6, 33 Não refpondeo Nunalveres, de improvifo Manda vir o cavallo, ardendo parte. Arder com, de, ois em ira, raiva, &c. Eftar vi- vamente poffuido deftas paixões, fentilas na fua maior força. CAM. Luf. 2, 58 Já Melinde em defejos, arde todo De vet da gente forte o gefto e o modo. FR. MARC. Exerc. 4, 20 Que coração pois não àrderá com fervente ...amor: VEIG. Laur. Od. 2, 5 Mas ah que o mesmo.Sol arde de inveja Vendo ventura tanta. Arder por alg. on por alg. c. Amala extremofamen- te. FERR. Poem. Ecl. 4 Por Lilia em vivo fogo Aonio ardia. Cam. Ecl. 8, 1 Arde por Galatéa branda e lou- Sereno pefcador. CRUZ, Poel. Son. 13 Ardendo por atder em viva chamma D'amor de voffo amor. Arder, Obrar com grande actividade, preffa, e dili- gencia a refpeito de alg. c. BARR. Dec. 3, 4, 9 A cida- de ardia alli no mar, como na terra, provendo toda a parte, por que podia fer entrada. li Exiftir em grande grao de força. Dos males, guerra, pefte, &c. Lue. Vid. 4, 11 Ardia em todos a pefte. TELL. Chr. 1. Prol. Ardião as guerras na Tofcana. D. F. MAN. Carr. 2, 98 Em Alemtejo fe diz que ardem as pre- parações de guerra. fummiffa Arder com ou em algum mal, como guerra, pef- te, &c. Sentilo na fua maior intensão e vigor, padecelo chem hun grande gro. BARK. Dec. I, I, I E depois de Arabia, Syria, e parte da Perfia arderem com guerras de confusão. Sous. Vid. 3, 14 Chegarão a Roma... as<noinclude></noinclude> 7u9vgdfnjsfiflxng2djzx2htbxl18j Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/602 106 257694 562444 2026-09-14T09:09:42Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 394 ARD novas das contendas, em que ardia o Arcebispado de Braga com feus Prelados. VIEIR. Serm. 8, 354 Ardia a Cidade em huma feviflima pefte. Arder em febre. Ter febre aguda e ardente. BRIT. Chr. 6, 24 E com eftar ardendo em febre &c. Luz, Serm. 1, 75, 3 Huns eftão ardendo em febres, fem po- der dormir. CUNH. Hift. de Brag. 2, 17, 79 Obrou nef- ta occafião o gloriofo Martyr [S. Vicente hum infigne milagre em certa donzella, a qual... 562444 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>394 ARD novas das contendas, em que ardia o Arcebispado de Braga com feus Prelados. VIEIR. Serm. 8, 354 Ardia a Cidade em huma feviflima pefte. Arder em febre. Ter febre aguda e ardente. BRIT. Chr. 6, 24 E com eftar ardendo em febre &c. Luz, Serm. 1, 75, 3 Huns eftão ardendo em febres, fem po- der dormir. CUNH. Hift. de Brag. 2, 17, 79 Obrou nef- ta occafião o gloriofo Martyr [S. Vicente hum infigne milagre em certa donzella, a qual eftando ardendo em febre... beijando a fanta reliquia, fubitamente ficou saa. Arder em feftas. Celebralas com grande pompa e ju- bilo. MoR. Palm. 2, 150 A cidade ardia em festas e al- voroços ordenados pelo povo. FR. TH. DE JES. Trab. 1, 8, 162 Onde por rezão havia de cftar tudo ardendo em feftas, e invenções cuftofas pera demonftração de publi- co prazer. MARIZ, Dial. 2, 11 Todos os annos por ef- te dia arde [Coimbra] toda en feftas e alegrias. Arder á, com, ou em fome ou sêde. Ter muita vontade de comer ou de beber. FR. TH. DE JES. Trab. 2, 49 355 Como hum homem, que chega de grande jornada ou trabalho, muito encalmado e ardendo em se- de. D. HILAR. Voz, 34, 191 Defejos de David, ar- dendo com sede polas agoas de Bethlem. F. DE MENDOÇ. Serm. 2, 63, 9 Cançado do caminho ardendo á pura sêde. Met. F'x. Th. Jes. Trab. 1, 11-3/ Met. FR. TH. DE JES. Trab. 1, 13, 317 Quan- do trinta e tres annos ardieis em viva, amorofa fome e séde de me fazerdes mercê. HEIT. PINT. Dial. 1, 1, 6 A humildade contentaffe com pouco; e a cobiça fempre defeja muito; huma não tem vontade de beber, a outra eftá ardendo com sêde. Arder, Refplendecer, brilhar muito. CAM. Son., 047 Na metade do céo fubido ardia. O claro almo paftor. VEIG, Laur. Od. 1, 3 A toga branca e leve Sobre o veftido, que arde em puro argento. Sous. Hift. 2, 2, 3 Que não fó. lhe tolhe o Sol, quando mais fóbe, e ar- de; mas quafi o céo. Sentir ardor, ou comichão molefta, como de queima- dura. FERR. DE VASC. Ulyflip. 1, 5 Os olhos me ardem de chorar. Perderfe, desbaratarfe, eftragarfe. Dos bens di- nbeiro, fazenda, &c. ART. DE FURT. 7 Deo occafião a arderem vinte mil cruzados del Rei fem nenhum fructo. Corromperfe, alterarfe, paffar do eftado natural. Do trigo, legumes, farinha, taboado, &c. BLUT. Vocab. Arder o fecco pclo verde. Fraf. proverb. Padecer o innocente pelo culpado. EUFROS. 1, 5 Alli arde o fecco pe- lo verde. FERR. DE VASC. Ulyflip. 1, Raivou, raivou, arde o feeco pelo verde; lazéra o jufto pelo peccador. Com pron. peff. ant. Abrazarfe, queimarfe, levan- tando chama. GRAN. Comp. I, 16 Nein quando Troia fe tomava, nem quando Roma fe ardia, he tudo nada em comparação do que alli ferá. Exemplos das anomalias do verbo Arder: Arço, Arça, Arção. FERR. Poem. Son. I, 21 Hum fogo, de que eu arço. ARK. Dial. 10, Arca minha alma dias c noites em voffo amor: Fu. TH. DE JES. Trab. I, I, 53 Em fogo ardeis, e quercis que pegando nas eftopas defta humanidade arção em amor, fe fe deixarem de vós Galabrazar. Adag. Arde o fogo fegundo a lenha do bofque. HERN. NUN. Refran, 13. Arde o verde pelo fecco, e pagão juftos por peccadores. DELIC. Adag. 109. Quanrás vezes te ardeo tua cafa? quantas cafei filhas. DE- LIC. Adag. 44. {{lema|ARDID}}. s. m. ant. Vej. Ardil. {{lema|ARDIDAMENTE}}. adv. mod. Valerofamente, intrepidamer- te, com ardideza. FERN. LOP. Chr. de D. J. I. 1, 173 Mandarão ápreffa recado aos de Tuy, que foffem for- res e fe defendeffem ardidamente. AzuŔ. Chr. 3, 75 E alli ardidamente fe defende até que foi foccorrido. Or- DEN. DE D. MAN, I, 55 E o que ha de fazer com ardi- mento e com esforço, he que deve defender o caftello mui ardidamente. {{lema|ARDIDEZA}}. s. f. Natural ardente, viveza, intrepidez, defembaraço e prontidão de animo para executar qualquer empreza. err. Ardileza. FERN. Lor. Chr. de D. J. I. I, 25 Dizendolhe que todavia fe não foffe do Reino, e co- meçaffe de feguir feu feito com ardideza de coração. MOR. Palm. 1, 38 Combatendofe com tamanho acordo, ardideza, e defenvoltura, como fe efperava delles mef- mos. FERR. Poem. Cart. 1, 2 Canção forças e braços ardidezas. Obferv. Achafe efcrito algumas vezes por erro em os noffos AA. Ardileza por Ardideza, como: PIN. Chr. de D. Aff. IV. 57. LEão Chr. de D. Duarte 11, e 22. Chr. de D. Aff. V. 40, e 141 . O que certamente he erro, porque neftes lugares fignifica valor, fogo, e ardi- mento; e não manha, e aftucia, que he a propria fi- gnificação de Ardileza... {{lema|ARDIDO, A}}. p. p. de Arder. Sous. COUTINH. Cerc. 2, 3. PER Elegia, A., Sus, in 16 r. 2 Ufale como adj. Animofo, valeute, intrepido, pron- to a excutar acções difficultofas e arrifcadas. Das pef- foas.. FERN.. Lor. Chr. de D. J. I. 2, 31 E o Conde, como ardido e valente cavalleiro, refpondeo &c. CORT. R. Naufr. 14, 164 Pouca imprefsão fará no moço ardido O celefte fignal em males certo. Sous. Vid. 2, 11 Eftava o baluarte chèo de fidalgos, e dos mais ardidos cavalleiros e foldados, que havia no lugar. A Do animo. MoR. Palm. 2, 59 Eftirados no chão mortos, e ainda no continente de feu parecer ráo medo. nhos, que a quem não foffe de mui ardido coração po- derião fazer medo. CORT. R. Nauft. 13, 149 E o forco- fo Braço the moftra, e ardida fortaleza. BRIT. Mon. 3. tr. 3 Oh Hercules, que frio banho he efte pera coração rão ardido?, Emprehendido e executado com valor, e intrepidez. Pix. Chr. de D. Sanch. 1. 1o O qual defaftre e ma pru- dencia começou de tirar dos corações dos Mouros algu- ma da muita trifteza e defmaio, que o ardido commetti- mento dos Chriftãos lhe tinha pofto.. BARR. Dec. 1, 1, 1 A peleja delles era ás pedradas... e ao tempo de pelejar era bem ardida e esforçada. Dizfe particularmente dos cães de caça, falcões, &c. FERR. DE VASc. Ulyffip. 4, 7 Vejo os terços por mais ardidos, que fejão &c. CAM. Luf. 9, 74 Qual cão de caçador, fagaz, e ardido, Ufado a tomar n'agoa a ave ferida. FERNAND. FERR. Art. 1, 8 Porque como elles [gaviáes] são muito ardidos, e animofos, muitas vezes Tem treinas vem a pegar em tudo. Met. EUFROS. 2, 7 Polo que diz a cantiga dos que namorados são, olhos enlevados, e ardidos no faro, que antre as nuvens defcubrão a caça. {{lema|ARDIDOSO, A}}. adj. O mefimo que Ardilofo. PINT. PER- Hift. 2, 8, 21 Tendo niffo muito diffimulados, e ar- didofos meios. {{lema|ARDIL}}. s. m. Subtileza, aftucia, manha engenhofa, arti- ficio para confeguir algum intento. ant. Ardid. plur. Ar- dis. EUFROS. 1, 4 Ifto são ardis da pobreza, que tudo alcança à força de braço e manha. CAM. Luf. 8, 52 Por manhas mais fubtis, e ardis melhores, Com peitas acqui- rindo os Regedores. PINT. RIB. Ufurp. 2 Quem não pó- de com a razão e com a juftiça confeguir feu intento, ufa de manhas e ardis. Ardil, ou Ardil de guerta. Eftratamega militar. CAM. Luf. 3, 79 Fazendo Ardis de guerra mil o Mou- ro irofo. GAVI, Cerc. 14, 55 Parecendolhe que tanto. fogo era, ou do cavalleiro, que eftaria minado, ou algum ardil, que os Chriftãos terião ordenado pera os queimar [os Mouros.] CORT. R. Cerc. 3, 33, E como elle tam- bem ufava manhas, E. ardis fubtis de guerra Sec. Epith. Achado. (beni) CORT. R. Cerc. 4, 53. Ad- miravel. L. BRAND. Medit. 2, 5, 152. p. 302. Amorofo. CALV. Homil. 2, 548. Attentado. TENREIR. Itin. 3. Avija diffimo. CORR, Comm. I, 26. Bom. ANDR. DE RESEND, Hift. 14. Coftumado. CART. DE JAP. 1, 300, 3. Cruel. FR. MARC. Exerc. 18, 83. Damnofo. CORT. R. Cerc. 4, 45. Diabolico. Cour. Dec. 6, 9, 9. Enganofo. CAM. Luf. 1, 96. Engenhofo. ANDRAD. Cerc. 19, 99. Eftra- nho. Los. Condeft. 8, 55. Eftremado. Los. Condeft. 9, 58. Grande. CORT. R. Cerc. 4, 46. Intrepido. Sous. DE MAC. Ulyflip. 3, 34. Maliciofo. BARRET. Flos Sanct. 1, 516, 2. Manhofo. ConT. K. Naufr. 12, 123. Myf teriofo. Sous. DE MAC. Ev. 1, 49, 265. n. 8. Nove. CORT. R. Naufr. .1, 10. Sous. Hift. 1, 12, 38. Occul- to. Luz, Tr. do Defej. 6, 4. Ordinario. Luz, Serm. 1, 34, 3. Proveitofo. CoRT. R. Cerc. 4, 49. LOBAT. Palm. 53, 56. Prudente. CALV. Homil. I, 205. Puro. B. ESTAÇ. Rim. 65 y. Subtil. MEMOR. DAS PROEZ. 1, 21. CORT. R. Cerc. 3, 33. Subtiliffimo. CORT. R. Cerc. 4, 49. VIEIR. Voz, 15, 3, 2. p. 8o. Terrivel. FERNAND. GALV. Serm. 1, 101., 2. Verb. Achar...para alg. c. FR. TH. DE JES. Trab.. I, I, 55. Sous. Hift. 1, 2, 38. Rufcar... Luz, Serm. 1, 2, 25. col. 4 para alg. c. CORT. R. Naufr. 1, 10. FERNAND. GALV. Serm. 2, 52, 4. Dar... a alg.<noinclude></noinclude> 0967bvzbn4c7vlebt6hl8gxxpnn6wzq Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/603 106 257695 562445 2026-09-14T09:12:12Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ARD GOES, Chr. de D. Man. 1, 86. Entender os de alg, Cour. Dec. 8, I, 22. Fazer ... de guerra. CAR. Luf. 3, 79. Imaginar... CAM, Luf. 1, 81. GAVI, Cerc. 15, 68 y. Inventar... Sous. COUTINH. Cerc. 2, 16. CASTANH. Hift. 1, 85. Maquinar MARINK. Comm. 1, 22. Ordenar.. para alg. c. Gavi, Cerc. 14 55. Ter para alg. c. HEIT. PINT. Dial. 1, 5) 6. Traçar... GUERREIR. Rel. 1, 2, 26. Ufar... ou de... CORT. R. Cerc. 3, 33. PINT. Ris. Ulurp. 2. {... 562445 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>ARD GOES, Chr. de D. Man. 1, 86. Entender os de alg, Cour. Dec. 8, I, 22. Fazer ... de guerra. CAR. Luf. 3, 79. Imaginar... CAM, Luf. 1, 81. GAVI, Cerc. 15, 68 y. Inventar... Sous. COUTINH. Cerc. 2, 16. CASTANH. Hift. 1, 85. Maquinar MARINK. Comm. 1, 22. Ordenar.. para alg. c. Gavi, Cerc. 14 55. Ter para alg. c. HEIT. PINT. Dial. 1, 5) 6. Traçar... GUERREIR. Rel. 1, 2, 26. Ufar... ou de... CORT. R. Cerc. 3, 33. PINT. Ris. Ulurp. 2. {{lema|ARDILEZA}}. s. f. Aftucia, fagacidade, manba engenhofa Para conseguir alguma coufa. ARR. Dial. 5, 16 Mas de homens aftutos, que com fuas fagacidades, e ardilezas tomão a porta aos que háo de trarar mais verdade. {{lema|ARDILOSAMENTE}}. adv. mod. Com ardil, aftucia, ou ma- nha. Sover. Hift. 2, 11 Hum emmadeiramento, chama- do dos Poetas cavallo de pão, que ardilofamente os Gre- gos deixárão nos campos Troianos. VILL. BOAS, Nobi- fiarch. 11 Com valor admiravel o obrigou ardilofamente a que fe retiraffe. CHAG. Obr. 1, 2, 9 Ainda lhe fica por vencer o demonio, que ardilofamente cavillofo das mefmas victorias do vencedor. faz armas contra elle pa- ora rendelo. {{lema|ARDILOSO, A}}. adj. Engenhofo, agudo para excogitar e emprehender ardis; aftuto. Das pefloas. FR. TH. DE JES. Trab. 1, 16, 384 Sorrateiro, ardilofo, engenhofo para me cegar que o não veja. ARR. Dial. 5, 4 Por noffos pec- cados vemos que a juftiça he de venda, e os mais ardi- lofos que melhor a fabem vender. SA DE MEN. Mal. 3, 62 Sagaz en fummo gráo era e ardilofo. Executado, feito ou penfado com ardil e aftucio- famente. Das cou fas. CALV. Homil. 2, 21 Se efta ardi- lofa queixa dos Pharifeos fora feita a quem não tivera o efpirito de Chrifto, arrifcada eftava a fer recebida por jufta. GUERREIR. Rel. 1, 2, 26 Urdirão entre fi huma teia... a mais ardilofa, que puderão. VIEIR. Serm. 4, 13, 3. n. 473 Armafe aflim com ardilofa impropriedade - a morte. Prudente, acautelado, que fe não deixa enganar. D. 15 Sagaz, aftuto em eftratagemas militares. PINT. PER. Hift. 2, 28, 77 Depois o mandou matar com peço- nha no tronco de Goa por prejudicial, e ardilofo na guerra. CART. DE JAP. 1, 469, 4 Homem tido por mais esforçado e ardilofo, que em Bungo havia. ARAUS. Suc- cefl. 4, 15 Fructo da aftucia do noflo ardilofo, General. {{lema|ARDIMENTO}}. s. m. Esforço, intrepidez, defembaraço, cole- ra, furor. ORDEN. DE D. MAN. 1, 53 O Alcaide moe ha de fazer duas coufas no Caftello, a huma defende- :lo com ardimento e com esforço, e outra com fabedo- ria e difcrição. Mox. Palm. 1, 23 Começárão a fe- rirfe com tanta força e ardimento, que &c. CORT. R. Cerc. 3, 44 Fazem outros Mil finaes de ardimento, e grande furia. Actividade, oufadia. Azux. Chr. 3, 30 Recon- tandolhe todo o ardimento, que fe trazia em Portugal á- cerca do aviamento daquella fróta. D. F. MAN. Apol. 416 Jurando que os ha de degollar a todos com os ardimentos do feu livro. VIEIR. Serm. 7, 10, 4. n. 318 Eu cuida- nova que o perigo da foberba eftava na fantafia da cabeça, e não eftà fenão no ardimento dos pés. {{lema|ARDINGO}}. s. m. antiq. Nome de certo Magiftrado na an- tiga Lufitania. PURIF. Chr. 1, 3, 1. 6. 2 A quem, as hiftorias antigas chamão Ardingo, nome de officio que naquelles tempos refpondia ao que hoje chamamos De- fembargador do Paço. {{lema|ARDITO, A}}. adj. ant. e pouc uf. O mefimo que Ardido, animofo, valente. FR. SIM. COELH. Chr. t, 20, 88 Ma- dama Maria, filha do Duque de Bergonha Charles o ardito. (fenão he erro da imprefsão.) {{lema|ARDOR}}. s. m. Incendio, calor vebemente de fogo, Sol, &c. Lat. Aidor. CAM. Od. 12, 1 Fogem do grave ardor os paffarinhos. ARR. Dial. 6, 5 Temperava com a fua fref- cura a feccura da terra, e os ardores da calma. Maus. Aff. Afr. 5, 75 He mais que o frio humor o ardor violento. Met. FERN. Lor. Chr. de D. J. I. 2, 68 Porque depois não hajais de paffar o ardor da morte perduravel. FERR. DE VASc. Ulyllip. 2, 6 Efte ardor de Cupido nas frias agoas tem feu vigor. CAMP. Receb. 129 Que vos não cobrem raios efpantofos, Mas raios fantos do di- vino ardor. Epith. Accefo do eftio. Cox. R. Nauft. 7, 77 Amorofo. CORT. R. Naufr. 11, 120 . Bellicofo. Sous. DE MAC. Ulyflip. 8, 17. MARINH. Doutr. 17. Carnal. (concupifcencia) D. CATH, INF. Regr. 2, 7. Cego. CAS. Luf. 10, 36. Cordeal. CHAG. Ramilh. 7, 75. Cruel. CORT. R. Naufr. 1, 8. Demafiado. LEON. DA COST. Ecl. 5, 21 . not. i. Efpiritual. D. FR. BR. DE BARR. Efpelh. 3, 22. Exceffivo. L. BRAND. Medit. 3, 6, 282. p. 512. Fero. CORT. R. Naufr. 11, 120. Feryentiffimo. D. Fr. BR. DE BARR. Efpelh. 2, 3. Frenctico. CORT. R. Nau- fr. 3, 34. Furiofo. GoRT. R. Naufr. 7, 72. Grande. Azuk. Chr. 3, 1. CORT. R. Nauft. 16, 193. Grave. Can. Od. 12, 1. Honrado. CORT. R. Naufr. 12, 141 . Horrendo. ROLL. Noviff. 3, 68. Igneo. M. FERNAND. Alm. 2, 1, 12. n. 25. Impio. CORT. R. Nauft. 6, 67 . Incompre- henfivel. D. FR. BR. DE BARR. Efpelh. 4; 3. Infernal. Los. Ecl. 2. Intenfivo. RoLL. Novill. 3, 68. Intenfo. ROLL. Noviff. 3, 39. Intoleravel. CHAG. Efcól. 6, 420. Inven- civel. ARR. Dial. 4, 24 Maior. Luc. Vid. 2, 8. Ma- ravilhofo. BARKET. Flos Sanct. 1, 259. 2. Medonho. ROLL. Noviff. 3, 68. Natural. CASTR. Ulyff. 9, 6. Nobre. CAM. Luf. 10, 30. Penetrante. CORT. R. Naufr. 6, 66 y. Perverfo. CoRT. R. Naufr. 6, 67 y. Peftifero. ConT. R Naufr. 3, 33. Pungente. FR. MARC. Chr. 2, 1o. cant. 27. Terrivel. CORT. R. Nauft. 3, 38 . Cun. Catal..z, 8. Torpe. MARTYR. Cathec. 1, 55. Trigofo. D. FR. BA. DE BARR. Elpelh. 3, 19. Trifte. CoRT. R. Naufr. 7, 72. Valente. MATT. Jeruf. 5, 45. Vehementiffimo. D. HILAR. Voz, 39, 216. Venenofo. CORT. R. Naufr. t, 6 . Vio- lento. Maus. Aff. Afr. 5, 75 . Vivo. FERR. POEM. Son. 1, 28. M. BERN. Luz e Cal, 2, 4, 400. Calor extraordinario do nofo corpo, caufado por prin- cipio extrinfeco, como força do Sol, fogo &c. ou por cau fa intrinfeca, como alteração, deftemperança de humores, b. GRAN. Comp. 3, 16 O azeite mitiga ardores das chagas. CORT. R. Naufr. 1, 10 Crecendo mais o ardor da mortal chaga, Ao lugar torna donde foi ferida. Sovs." Hift. 2, 6, 22 E padecia juntamente grandes ardorés, e febres. Calor das efpecierias ou de outro qualquer corpo, que F. MAN. Muf. 25 Tub. de Calliop: Son. 49 Temmeque fe faz fenfivel ao paladar. HisT. TRAG. MARIT, 1, 275 enganos já táo ardilofo, Que primeiro os conheço - imagino. A canella he tão differente da das ferras do Malabar, que efta em fua comparação he como pintada, afli no ardot, como no cheiro. M. BERN. Exerc. 2, 5, 8. 327 As verdades de nolla Santa Fé são como o grão de moftarda, que pizadas e maftigadas dão a fentir o ar- dor, que tomadas por inteiro não moftravão. Qualidade dos corpos, que excitão calor. GRAN- Comp. 2, 18 O ardor do vinho temperão com agoa. Fogo vivacidade de efpirito, animo, intrepidez. CAM. Lul. 10, 50 Aqui refurgão todos os antigos ver o nobre ardor, que aqui fe apprende. BRIT. Mon. 2, 6, c. 4 Crendo de feu animo e ardor nas armas, que romperia valerofamente com os Romanos. CASTR. Ulyff. 9, 76 Crefce o ardor com à furia da peleja. Impeto, vehemencia de alguma paixão. MARTYR. Cathec. 1, 55 Hum orvalho celeftial, que resfria todos os torpes ardores. Los. Ecl. 2 A' odio, infernal ardor: Ira, que nunca fe enfrêa. VIEIR. Serm. 11, 1, 5. n. 17 Todos os ardores da foberba fe me convertem em frios de temor. Afcet. Efficacia, fogo do amor divino, fervor e lex- ceffo de virtudes. Azur. Chr. 3, 1 Grande ardor foi o de fua fé em todas as fuas obras. D. FR. BR. DE BARR. Efpelh. 23 Effa caufa foi o ferventiflimo ardor de ca- ridade, a qual em efte feito nos quiz moftrar. Sous. Vid 5. 20 Cada palavra, que hia pronunciando, parecia efpi- rar aquelle ardor do Rei Santo. {{lema|ARDUAMENTE}}. adv. mod. Difficultofamente, com trabalho. BENT. PER. Thef. {{lema|ARDUIDADE}}. s. f. pouc. uf. Difficuldade, trabalho. Do Lat. Arduitas. CEIT. Setm. 2, 51, 4 A elperança não olha pera Deos, fenão como bem arduo (doutrina he de S. Thomas) e a arduidade ou difficuldade confifte no cingir e refplendecer, que he obrar. {{lema|ARDUO, A}}. adj. Difficultofo, trabalhofo. Dos caminhos, eftradas, &c. Do Lat. Arduus. FERR. Poem. Son. 2, 36 Solitario, que fegues tão contente O caminho mais ar duo. PINT. PER. Hift. 1, 30, 139 Hum tio, que vem de cima em voltas... fazendo patfos táo árduos ...que de todo parecião inacceffiveis. BARRET. Eneid. 3, 53 Com grande eftrondo, e com veloz carreira Baixão dos mon- tes pelas arduas vias. Veloz carreira Baixão dos mo Difficil de executar, ou confeguir. CAM. Luf. 4,78 As coufas arduas e luftrofas Se alcanção com trabalho,<noinclude></noinclude> pvs2eaznh0x9h23e7703d3mv9jsyrlj 562446 562445 2026-09-14T09:12:27Z MLReis 41056 562446 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>ARD GOES, Chr. de D. Man. 1, 86. Entender os de alg, Cour. Dec. 8, I, 22. Fazer ... de guerra. CAR. Luf. 3, 79. Imaginar... CAM, Luf. 1, 81. GAVI, Cerc. 15, 68 y. Inventar... Sous. COUTINH. Cerc. 2, 16. CASTANH. Hift. 1, 85. Maquinar MARINK. Comm. 1, 22. Ordenar.. para alg. c. Gavi, Cerc. 14 55. Ter para alg. c. HEIT. PINT. Dial. 1, 5) 6. Traçar... GUERREIR. Rel. 1, 2, 26. Ufar... ou de... CORT. R. Cerc. 3, 33. PINT. Ris. Ulurp. 2. {{lema|ARDILEZA}}. s. f. Aftucia, fagacidade, manba engenhofa Para conseguir alguma coufa. ARR. Dial. 5, 16 Mas de homens aftutos, que com fuas fagacidades, e ardilezas tomão a porta aos que háo de trarar mais verdade. {{lema|ARDILOSAMENTE}}. adv. mod. Com ardil, aftucia, ou ma- nha. Sover. Hift. 2, 11 Hum emmadeiramento, chama- do dos Poetas cavallo de pão, que ardilofamente os Gre- gos deixárão nos campos Troianos. VILL. BOAS, Nobi- fiarch. 11 Com valor admiravel o obrigou ardilofamente a que fe retiraffe. CHAG. Obr. 1, 2, 9 Ainda lhe fica por vencer o demonio, que ardilofamente cavillofo das mefmas victorias do vencedor. faz armas contra elle pa- ora rendelo. {{lema|ARDILOSO, A}}. adj. Engenhofo, agudo para excogitar e emprehender ardis; aftuto. Das pefloas. FR. TH. DE JES. Trab. 1, 16, 384 Sorrateiro, ardilofo, engenhofo para me cegar que o não veja. ARR. Dial. 5, 4 Por noffos pec- cados vemos que a juftiça he de venda, e os mais ardi- lofos que melhor a fabem vender. SA DE MEN. Mal. 3, 62 Sagaz en fummo gráo era e ardilofo. Executado, feito ou penfado com ardil e aftucio- famente. Das cou fas. CALV. Homil. 2, 21 Se efta ardi- lofa queixa dos Pharifeos fora feita a quem não tivera o efpirito de Chrifto, arrifcada eftava a fer recebida por jufta. GUERREIR. Rel. 1, 2, 26 Urdirão entre fi huma teia... a mais ardilofa, que puderão. VIEIR. Serm. 4, 13, 3. n. 473 Armafe aflim com ardilofa impropriedade - a morte. Prudente, acautelado, que fe não deixa enganar. D. 15 Sagaz, aftuto em eftratagemas militares. PINT. PER. Hift. 2, 28, 77 Depois o mandou matar com peço- nha no tronco de Goa por prejudicial, e ardilofo na guerra. CART. DE JAP. 1, 469, 4 Homem tido por mais esforçado e ardilofo, que em Bungo havia. ARAUS. Suc- cefl. 4, 15 Fructo da aftucia do noflo ardilofo, General. {{lema|ARDIMENTO}}. s. m. Esforço, intrepidez, defembaraço, cole- ra, furor. ORDEN. DE D. MAN. 1, 53 O Alcaide moe ha de fazer duas coufas no Caftello, a huma defendelo com ardimento e com esforço, e outra com fabedo- ria e difcrição. Mox. Palm. 1, 23 Começárão a fe- rirfe com tanta força e ardimento, que &c. CORT. R. Cerc. 3, 44 Fazem outros Mil finaes de ardimento, e grande furia. Actividade, oufadia. Azux. Chr. 3, 30 Recon- tandolhe todo o ardimento, que fe trazia em Portugal á- cerca do aviamento daquella fróta. D. F. MAN. Apol. 416 Jurando que os ha de degollar a todos com os ardimentos do feu livro. VIEIR. Serm. 7, 10, 4. n. 318 Eu cuida- nova que o perigo da foberba eftava na fantafia da cabeça, e não eftà fenão no ardimento dos pés. {{lema|ARDINGO}}. s. m. antiq. Nome de certo Magiftrado na an- tiga Lufitania. PURIF. Chr. 1, 3, 1. 6. 2 A quem, as hiftorias antigas chamão Ardingo, nome de officio que naquelles tempos refpondia ao que hoje chamamos De- fembargador do Paço. {{lema|ARDITO, A}}. adj. ant. e pouc uf. O mefimo que Ardido, animofo, valente. FR. SIM. COELH. Chr. t, 20, 88 Ma- dama Maria, filha do Duque de Bergonha Charles o ardito. (fenão he erro da imprefsão.) {{lema|ARDOR}}. s. m. Incendio, calor vebemente de fogo, Sol, &c. Lat. Aidor. CAM. Od. 12, 1 Fogem do grave ardor os paffarinhos. ARR. Dial. 6, 5 Temperava com a fua fref- cura a feccura da terra, e os ardores da calma. Maus. Aff. Afr. 5, 75 He mais que o frio humor o ardor violento. Met. FERN. Lor. Chr. de D. J. I. 2, 68 Porque depois não hajais de paffar o ardor da morte perduravel. FERR. DE VASc. Ulyllip. 2, 6 Efte ardor de Cupido nas frias agoas tem feu vigor. CAMP. Receb. 129 Que vos não cobrem raios efpantofos, Mas raios fantos do di- vino ardor. Epith. Accefo do eftio. Cox. R. Nauft. 7, 77 Amorofo. CORT. R. Naufr. 11, 120 . Bellicofo. Sous. DE MAC. Ulyflip. 8, 17. MARINH. Doutr. 17. Carnal. (concupifcencia) D. CATH, INF. Regr. 2, 7. Cego. CAS. Luf. 10, 36. Cordeal. CHAG. Ramilh. 7, 75. Cruel. CORT. R. Naufr. 1, 8. Demafiado. LEON. DA COST. Ecl. 5, 21 . not. i. Efpiritual. D. FR. BR. DE BARR. Efpelh. 3, 22. Exceffivo. L. BRAND. Medit. 3, 6, 282. p. 512. Fero. CORT. R. Naufr. 11, 120. Feryentiffimo. D. Fr. BR. DE BARR. Efpelh. 2, 3. Frenctico. CORT. R. Nau- fr. 3, 34. Furiofo. GoRT. R. Naufr. 7, 72. Grande. Azuk. Chr. 3, 1. CORT. R. Nauft. 16, 193. Grave. Can. Od. 12, 1. Honrado. CORT. R. Naufr. 12, 141 . Horrendo. ROLL. Noviff. 3, 68. Igneo. M. FERNAND. Alm. 2, 1, 12. n. 25. Impio. CORT. R. Nauft. 6, 67 . Incompre- henfivel. D. FR. BR. DE BARR. Efpelh. 4; 3. Infernal. Los. Ecl. 2. Intenfivo. RoLL. Novill. 3, 68. Intenfo. ROLL. Noviff. 3, 39. Intoleravel. CHAG. Efcól. 6, 420. Inven- civel. ARR. Dial. 4, 24 Maior. Luc. Vid. 2, 8. Ma- ravilhofo. BARKET. Flos Sanct. 1, 259. 2. Medonho. ROLL. Noviff. 3, 68. Natural. CASTR. Ulyff. 9, 6. Nobre. CAM. Luf. 10, 30. Penetrante. CORT. R. Naufr. 6, 66 y. Perverfo. CoRT. R. Naufr. 6, 67 y. Peftifero. ConT. R Naufr. 3, 33. Pungente. FR. MARC. Chr. 2, 1o. cant. 27. Terrivel. CORT. R. Nauft. 3, 38 . Cun. Catal..z, 8. Torpe. MARTYR. Cathec. 1, 55. Trigofo. D. FR. BA. DE BARR. Elpelh. 3, 19. Trifte. CoRT. R. Naufr. 7, 72. Valente. MATT. Jeruf. 5, 45. Vehementiffimo. D. HILAR. Voz, 39, 216. Venenofo. CORT. R. Naufr. t, 6 . Vio- lento. Maus. Aff. Afr. 5, 75 . Vivo. FERR. POEM. Son. 1, 28. M. BERN. Luz e Cal, 2, 4, 400. Calor extraordinario do nofo corpo, caufado por prin- cipio extrinfeco, como força do Sol, fogo &c. ou por cau fa intrinfeca, como alteração, deftemperança de humores, b. GRAN. Comp. 3, 16 O azeite mitiga ardores das chagas. CORT. R. Naufr. 1, 10 Crecendo mais o ardor da mortal chaga, Ao lugar torna donde foi ferida. Sovs." Hift. 2, 6, 22 E padecia juntamente grandes ardorés, e febres. Calor das efpecierias ou de outro qualquer corpo, que F. MAN. Muf. 25 Tub. de Calliop: Son. 49 Temmeque fe faz fenfivel ao paladar. HisT. TRAG. MARIT, 1, 275 enganos já táo ardilofo, Que primeiro os conheço - imagino. A canella he tão differente da das ferras do Malabar, que efta em fua comparação he como pintada, afli no ardot, como no cheiro. M. BERN. Exerc. 2, 5, 8. 327 As verdades de nolla Santa Fé são como o grão de moftarda, que pizadas e maftigadas dão a fentir o ar- dor, que tomadas por inteiro não moftravão. Qualidade dos corpos, que excitão calor. GRAN- Comp. 2, 18 O ardor do vinho temperão com agoa. Fogo vivacidade de efpirito, animo, intrepidez. CAM. Lul. 10, 50 Aqui refurgão todos os antigos ver o nobre ardor, que aqui fe apprende. BRIT. Mon. 2, 6, c. 4 Crendo de feu animo e ardor nas armas, que romperia valerofamente com os Romanos. CASTR. Ulyff. 9, 76 Crefce o ardor com à furia da peleja. Impeto, vehemencia de alguma paixão. MARTYR. Cathec. 1, 55 Hum orvalho celeftial, que resfria todos os torpes ardores. Los. Ecl. 2 A' odio, infernal ardor: Ira, que nunca fe enfrêa. VIEIR. Serm. 11, 1, 5. n. 17 Todos os ardores da foberba fe me convertem em frios de temor. Afcet. Efficacia, fogo do amor divino, fervor e lex- ceffo de virtudes. Azur. Chr. 3, 1 Grande ardor foi o de fua fé em todas as fuas obras. D. FR. BR. DE BARR. Efpelh. 23 Effa caufa foi o ferventiflimo ardor de ca- ridade, a qual em efte feito nos quiz moftrar. Sous. Vid 5. 20 Cada palavra, que hia pronunciando, parecia efpi- rar aquelle ardor do Rei Santo. {{lema|ARDUAMENTE}}. adv. mod. Difficultofamente, com trabalho. BENT. PER. Thef. {{lema|ARDUIDADE}}. s. f. pouc. uf. Difficuldade, trabalho. Do Lat. Arduitas. CEIT. Setm. 2, 51, 4 A elperança não olha pera Deos, fenão como bem arduo (doutrina he de S. Thomas) e a arduidade ou difficuldade confifte no cingir e refplendecer, que he obrar. {{lema|ARDUO, A}}. adj. Difficultofo, trabalhofo. Dos caminhos, eftradas, &c. Do Lat. Arduus. FERR. Poem. Son. 2, 36 Solitario, que fegues tão contente O caminho mais ar duo. PINT. PER. Hift. 1, 30, 139 Hum tio, que vem de cima em voltas... fazendo patfos táo árduos ...que de todo parecião inacceffiveis. BARRET. Eneid. 3, 53 Com grande eftrondo, e com veloz carreira Baixão dos mon- tes pelas arduas vias. Veloz carreira Baixão dos mo Difficil de executar, ou confeguir. CAM. Luf. 4,78 As coufas arduas e luftrofas Se alcanção com trabalho,<noinclude></noinclude> g8b455phait1k9g5ifvivk21tyhnpgn