Wikisource ptwikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.19 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikisource Wikisource Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão Portal Portal Discussão Autor Autor Discussão Galeria Galeria Discussão Página Página Discussão Em Tradução Discussão Em Tradução Anexo Anexo Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Predefinição:Versalete/doc 10 121495 562515 561711 2026-09-14T20:45:51Z Épico 12904 562515 wikitext text/x-wiki {{Subpágina para documentação}} {{atalho|{{lp|Vers}}}} Esta predefinição simplifica a formatação de textos em [[:w:Versalete|versalete]], onde as letras minúsculas são substituídas por letras maiúsculas de tamanho menor. Se você quiser texto em {{sc2|Maiúscula Pequeno}}, sem respeito ao ''case'' do ''input'', pode utilizar <code><nowiki>{{</nowiki>[[Predefinição:sc2|sc2]]<nowiki>}}</nowiki></code>. == Exemplos == <code><nowiki>{{Small caps|Texto de Exemplo}}</nowiki></code> resulta em {{Small caps|Texto de Exemplo}} E <code><nowiki>{{sc|Outro texto de Exemplo}}</nowiki></code> resulta em {{sc|Outro texto de Exemplo}} Ou usando {{tl|sc2}}: <code><nowiki>{{sc2|Outro texto de Exemplo}}</nowiki></code> que resulta {{sc2|Outro texto de Exemplo}} <includeonly> [[Categoria:!Predefinições para textos|Small caps]] </includeonly> cqses6gkhzhblfh1jyl0czj459mm8ts Predefinição:Menor/doc 10 124391 562566 562250 2026-09-14T23:04:47Z Épico 12904 562566 wikitext text/x-wiki {{Subpágina para documentação}}<!--{{span-based-template}}--> Esta predefinição faz parte de um conjunto de predefinições que alteram o '''tamanho relativo do texto'''. Cada predefinição corresponde a uma proporção fixa em relação ao tamanho de texto padrão. Esta predefinição faz com que os {{{{BASEPAGENAME}}|caracteres fiquem neste tamanho}}. == Uso == Para alterar o tamanho de um trecho de texto, use: <code><nowiki>{{</nowiki>{{BASEPAGENAME}}<nowiki>|Texto formatado com esta predefinição}}</nowiki></code> Resultando em: {{{{BASEPAGENAME}}|Texto formatado com esta predefinição}} == Em linha e em bloco == As predefinições de tamanho têm duas variantes: * as '''predefinições inline''' são próprias para trechos dentro de um parágrafo. Não admitem quebras de parágrafo e não alteram a entrelinha; * as '''predefinições em bloco''' são próprias para um parágrafo inteiro ou mais de um. Admitem quebras de parágrafo e ajustam a entrelinha ao tamanho do texto, mas não devem ser usadas dentro do parágrafo, pois criam um novo bloco. Quando apenas algumas palavras ou caracteres precisam ter tamanho diferente, prefira a variante em linha. Para parágrafos inteiros ou trechos com mais de um parágrafo, use a variante em bloco correspondente. == Escala de tamanhos == Todos os tamanhos são relativos ao tamanho de texto padrão. Os valores em pontos e pixels são apenas aproximações, calculadas a partir de um tamanho padrão de 12&nbsp;pt ou 16&nbsp;px. O tamanho efetivamente exibido depende das configurações do navegador, da interface e do elemento em que a predefinição é usada. {| class="wikitable" style="text-align: center; background-color:transparent" ! scope="col" | Predefinição em linha ! scope="col" | Predefinição em bloco ! scope="col" | Tamanho ! scope="col" | Aproximação </br>em pontos / pixel ! scope="col" | Amostra |- | {{lp|xxxx-menor}} | {{lp|xxxx-menor em bloco}} | 41% | 5 pt / 6,7 px | {{xxxx-menor|Lorem ipsum dolor sit amet}} |- | {{lp|xxx-menor}} | {{lp|xxx-menor em bloco}} | 50% | 6 pt / 8 px | {{xxx-menor|Lorem ipsum dolor sit amet}} |- | {{lp|xx-menor}} | {{lp|xx-menor em bloco}} | 58% | 7 pt / 9 px | {{xx-menor|Lorem ipsum dolor sit amet}} |- | {{lp|x-menor}} | {{lp|x-menor em bloco}} | 69% | 8 pt / 11 px | {{x-menor|Lorem ipsum dolor sit amet}} |- | {{lp|Menor}} | {{lp|Menor em bloco}} | 83% | 10 pt / 13 px | {{Menor|Lorem ipsum dolor sit amet}} |- | {{lp|Menor}} | {{lp|Menor em bloco}} | 92% | 11 pt / 15 px | {{Menor|Lorem ipsum dolor sit amet}} |- | — | — | 100% | 12 pt / 16 px | Lorem ipsum dolor sit amet |- | {{m-maior}} | {{m-maior em bloco}}? | 110% | 13 pt / 18 px | {{M-larger|Lorem ipsum dolor sit amet}} |- | {{lp|Maior}} | {{lp|Maior em bloco}} | 120% | 14 pt / 19 px | {{Maior|Lorem ipsum dolor sit amet}} |- | {{lp|x-maior}} | {{lp|x-maior em bloco}} | 144% | 17 pt / 23 px | {{x-maior|Lorem ipsum dolor sit amet}} |- | {{lp|xx-maior}} | {{lp|xx-maior em bloco}} | 182% | 22 pt / 29 px | {{xx-maior|Lorem ipsum dolor sit amet}} |- | {{lp|xxx-maior}} | {{lp|xxx-maior em bloco}} | 207% | 25 pt / 33 px | {{xxx-maior|Lorem ipsum dolor sit amet}} |- | {{lp|xxxx-maior}} | {{lp|xxxx-maior em bloco}} | 249% | 30 pt / 40 px | {{xxxx-maior|Lorem ipsum dolor sit amet}} |} <includeonly> [[Categoria:!Predefinições de tamanho]] </includeonly> 3qp5z3ma6ez99oo4coivcbjdpmcpwwr Predefinição:Serifa/doc 10 177493 562618 332414 2026-09-15T01:54:47Z Épico 12904 562618 wikitext text/x-wiki {{Subpágina para documentação}} {{Baseada em elemento em linha}} Esta predefinição destina-se à formatar texto ao estilo {{serifa|serifado.}} ==Uso== {{c|{{x-larger|'''<code><nowiki>{{Serifa|x}}</nowiki></code>'''}}}} Onde: * '''<code><nowiki>{{Serifa</nowiki></code>''': é a predefinição padrão; * '''<code><nowiki>|x}}</nowiki></code>''': é o texto a ser formatado. ==Exemplo== <code><nowiki>{{Serifa|{{Lorem ipsum}}}}</nowiki></code> Que resulta: {{Serifa|{{Lorem ipsum}}}} <includeonly> [[Categoria:!Predefinições de formatação]] </includeonly> if5ba303at7ekb4wwhj4xjyuh9779rq Predefinição:Sem serifa/doc 10 215259 562609 461011 2026-09-15T01:30:48Z Épico 12904 Épico moveu [[Predefinição:Sans-serif/doc]] para [[Predefinição:Sem serifa/doc]] 461011 wikitext text/x-wiki {{Subpágina para documentação}} <!-- Por favor coloque categorias onde indicado na parte inferior desta página e interwikis no Wikidata --> {{span-based-template}} == Documentation == This template simplifies formatting text that is {{sans-serif|sans-serif}}. Exactly how this renders is down to the browser and the user's settings. == Example == {|class=wikitable !Wikitext!!Output |- |{{ts|vtp}}|<pre><nowiki>{{sans-serif|Lorem ipsum dolor sit amet.}}</nowiki></pre> |{{ts|vtp}}|{{sans-serif|Lorem ipsum dolor sit amet.}} |} <includeonly><!-- Por favor coloque categorias abaixo dessa linha, e interwikis no Wikidata--> [[Categoria:!Predefinições de formatação]] </includeonly> hit4ox41y7bw12fiz6fhro9ib8pnpg0 562611 562609 2026-09-15T01:33:44Z Épico 12904 562611 wikitext text/x-wiki {{Subpágina para documentação}} <!-- Por favor coloque categorias onde indicado na parte inferior desta página e interwikis no Wikidata --> {{Baseada em elemento em linha}} Esta predefinição formata um trecho de texto com uma {{sem serifa|[[:w:Serifa|fonte sem serifa]].}} Use-a quando for necessário reproduzir a distinção tipográfica entre texto com e sem serifa presente na obra original. A fonte específica exibida depende do navegador, do sistema e das preferências do leitor. == Exemplo == Sintaxe: <syntaxhighlight lang="wikitext"> {{Sans-serif|texto}} </syntaxhighlight> {| class="wikitable" ! Código ! Resultado |- | <syntaxhighlight lang="wikitext">{{Sans-serif|Lorem ipsum dolor sit amet.}}</syntaxhighlight> | {{Sem serifa|Lorem ipsum dolor sit amet.}} |} == Ver também == * {{lp|Serifa}} — formata o texto com uma fonte serifada. <includeonly><!-- Por favor coloque categorias abaixo dessa linha, e interwikis no Wikidata--> [[Categoria:!Predefinições de formatação]] </includeonly> pka7gvfar45un8fp6v127fprn2218ho 562617 562611 2026-09-15T01:53:57Z Épico 12904 /* Exemplo */ 562617 wikitext text/x-wiki {{Subpágina para documentação}} <!-- Por favor coloque categorias onde indicado na parte inferior desta página e interwikis no Wikidata --> {{Baseada em elemento em linha}} Esta predefinição formata um trecho de texto com uma {{sem serifa|[[:w:Serifa|fonte sem serifa]].}} Use-a quando for necessário reproduzir a distinção tipográfica entre texto com e sem serifa presente na obra original. A fonte específica exibida depende do navegador, do sistema e das preferências do leitor. == Exemplo == Sintaxe: <syntaxhighlight lang="wikitext"> {{Sem serifa|texto}} </syntaxhighlight> {| class="wikitable" ! Código ! Resultado |- | <syntaxhighlight lang="wikitext">{{Sem serifa|Lorem ipsum dolor sit amet.}}</syntaxhighlight> | {{Sem serifa|Lorem ipsum dolor sit amet.}} |} == Ver também == * {{lp|Serifa}} — formata o texto com uma fonte serifada. <includeonly><!-- Por favor coloque categorias abaixo dessa linha, e interwikis no Wikidata--> [[Categoria:!Predefinições de formatação]] </includeonly> ne6rywxo07p2pusk1z2ip6mpm1vxisw Predefinição:Sem serifa 10 215260 562607 461012 2026-09-15T01:30:31Z Épico 12904 Épico moveu [[Predefinição:Sans-serif]] para [[Predefinição:Sem serifa]] 461012 wikitext text/x-wiki <includeonly><span style="font-family: sans-serif;">{{{1}}}</span></includeonly><noinclude> {{documentação}} </noinclude> syi0fe7l5otf4dag7hqdhyaze350wdo Predefinição:Progressos recentes 10 220893 562457 562447 2026-09-14T13:00:12Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 562457 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|0|0|1|99}} | [[Index:A Sancta Biblia (1821).pdf|A Sancta Biblia]] |- | {{Barra de progresso|40|1|1|2|2|54}} | [[Index:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf|Diccionario da Lingoa Portugueza]] |- | {{Barra de progresso|40|0|54|2|5|-1}} | [[Index:Dom João VI no Brazil, vol 1.djvu|Dom João VI no Brasil]] |- | {{Barra de progresso|0|0|14|0|3|83}} | [[Index:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|História de Napoleão Bonaparte]] |- | {{Barra de progresso|0|0|12|0|5|83}} | [[Index:Júlio Verne - 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Garnier, Livreiro-Editor |Gráfica=Typ. 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[[Categoria:Monteiro Lobato]] [[en:Brazilian Short Stories/Modern Torture]] 0u951lkzq73j9ky2d3uqpf5gr72pnkh Página:Declaração das Nações Unidas e Carta do Atlântico.pdf/4 106 245988 562569 531014 2026-09-14T23:15:47Z Épico 12904 562569 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /><div style="font-family:serif"></noinclude>{{t2|DECLARAÇĀO DAS NAÇŌES UNIDAS:}} {{c|{{smaller|[Tradução]}}}} {{dhr}} DECLARAÇÃO CONJUNTA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, REINO UNIDO DA GRÃ-BRETANHA E IRLANDA DO NORTE, UNIÃO DAS REPÚBLICAS SOCIALISTAS SOVIÉTICAS, CHINA, AUSTRÁLIA, BÉLGICA, CANADÁ, COSTA RICA, CUBA, CHECOESLOVAQUIA, REPÚBLICA DOMINICANA, SALVADOR, GRÉCIA, GUATEMALA, HAITI, HONDURAS, INDIA, LUXEMBURGO, HOLANDA, NOVA ZELÂNDIA, NICARÁGUA, NORUEGA, PANAMÁ, POLONIA, UNIÃO SULAFRICANA, IUGOESLÁVIA {{dhr}} Os Governos signatários, Tendo aderido a um programa comum de propósitos e princípios, incorporados na Declaraçāo Conjunta do Presidente dos Estados Unidos da América e do Primeiro Ministro do Reino Unido da Grā-Bretanha e Irlanda do Norte, datada de 14 de agosto de 1941 e conhecida por Carta do Atlântico, e Convictos de que, para defender a vida, a liberdade, a independência, e a liberdade de culto, assim como para preservar a justiça e os direitos humanos nos seus respectivos países bem como em outros, é essencial alcançar vitória absoluta sôbre seus inimigos; e convictos de que se acham atualmente empenhados numa luta comum contra fôrças selvagens e brutais que procuram subjugar o mundo, {{left|DECLARAM:}} (1) Que cada Govêrno se compromete a empregar todos os seus recursos, tanto militares como econômicos, contra os membros do Tríplice Pacto e seus aderentes com os quais esteja em guerra. (2) Que cada Governo se compromete a cooperar com os Governos signatários da presente, e a nāo firmar, em separado, armistício ou tratado de paz com o inimigo. Poderão aderir à presente declaraçāo outras nações que já estão prestando, ou que possam vir a prestar, colaboraçāo ou assistência material na luta por derrotar o hitlerismo. {{dhr}} {{left|{{sc|Firmada em Washington}}}} {{left|''1° de janeiro de 1942''}} {{dhr}} {{tabela|largura=36em|largura-s=170|largura-p=40 | nodots | alinhamento-s = left |seção=Estados Unidos da América }} {{tabela|largura=36em|largura-p=40 | nodots |seção= |indentação= 3 |título=''por'' {{sc|Franklin D. Roosevelt}} }} {{dhr}} {{tabela|largura=36em|largura-s=170|largura-p=40 | nodots | alinhamento-s = left |seção=Reino Unido da Grã-Bretanha<br>e Irlanda do Norte }} {{tabela|largura=36em|largura-p=40 | nodots |seção= |indentação= 3 |título=''por'' {{sc|Winston S. Churchill}} }} {{dhr}} {{nop}}<noinclude>{{c|(1)}} </div></noinclude> 92g9jmyx6k9fn1d1r2ancjmz54ku9wu Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/211 106 250672 562460 557158 2026-09-14T13:07:46Z MLReis 41056 /* Validada */ 562460 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="MLReis" />{{rh||OFENDER OLA|{{sc|114}}}}</noinclude>'''Novena.''' Conc. ''novén''. — Beng. ''novená''. — Tam. ''novenei''. — Tel. ''novéna''. — Can. ''novénu''. '''[[:d:Lexeme:L477163|Número.]]''' Conc. ''num'r'', ''numbr''. Term. vern. ''ānk'', ''sankhyá'', ''gaṇ'', ''gaṇṭí''. — ? Sing. ''nómare'', ''nommaraya'' (talvez do ingl. ''number''). — ? Bug. ''nômoro''; provávelmente do hol. ''nommer''. — Tet., Gal. ''númeru''. Term. vern. ''súra''. {{center|O}} '''[[:d:Lexeme:L499911|Obrigação.]]''' Conc. ''obrigāsámv'' (p. us.). Term. vern. ''kāydó'', ''karm'', ''kartúb''. — Mal. ''obrigacion'' (Haex), que tem forma castelhana. — Tet. ''obrigasã''. '''Obrigado.''' Conc. ''obrigád''. — Tet. ''obrigádu''. '''Obrigar.''' Conc. ''obrigár-karunk''. Term. vern. ''baḷ karunk'', ''oḍhunk''. — Tet. ''obriga''. Term. vern. ''hódi'', ''biiti''. '''[[:d:Lexeme:L502271|Ocasião.]]''' Conc. ''kājámv''. Term. vern. ''sar̃-yoga''. — Tet. ''okaziã''. Term. vern. ''phátin'', ''léeti''. '''Oco.''' Sing. ''boku''. Provávelmente por intermédio de *''woku''. — Gal. ''ôku''. '''Óculos.''' Conc. ''okl''. Term. vern. ''tsālis-patr'' (p. us. em Goa). — Tet. ''ókulu'', ''ôku''. '''[[:d:Lexeme:L501580|? Ocupação.]]''' Pid.-Engl. ''pidgin''. Extensamente empregado por «negócio, ofício, mister». «Provávelmente a pronúncia chinesa da palavra ''business'' (''Pi-tsin''), conforme outros, do português ''ocupação''». Leland. '''[[:d:Lexeme:L670228|Ofender.]]''' Conc. ''ophendêr-karunk'' (p. us.). Term. vern. ''akmānkarunk'', ''aprādhunk''. — Tet. ''ofender''. Term. vern. ''tólok''. '''Oferecer.''' Conc. ''ophereser-karunk'' (p. us.). Term. vern. ''divunk'', ''bhet karunk''. — Tet. ''ofereser''. Term. vern. ''fó''. '''Oficial''' (subst.). Conc., Tet., Gal. ''ophisyál''. '''Ola''' («ramo de palmeira, a que chamamos ''olla''», Orta). Indo-ingl. ''ollah''. A palavra é dravídica, malayál. ''óla'', tam. ''ólei'', e significa não sómente «folha de palmeira», mas tambêm a «tira da folha preparada para escrever», bem como a «tira escrita»<ref>«Toda a maes pouoação (de Calecut) era de madeira cuberta de hum genero de folha de palma a que elles chamão '''ola'''». João de Barros, Déc. I, IV, 7. «Costumão fazer suas '''olas''', que são folhas de palmeira, que he seu papel em que escreuem, riscado com hum ponção de ferro». Gaspar Correia, I, p. 212. «Mandou sua '''ola''' de agradecimentos aos moradores de São Thomé». ''Id.'', IV, p. 132. «Escreveo huma '''ola''' ao Modeliar, em que lhe avisava, estava em campo, como lhe tinha dito o faria». João Ribeiro, ''Fatalidade hist.'', liv. II, cap. X.</ref>. == Notas == <references /><noinclude></noinclude> 3mmxubaoa5c0p10tpq48og7we8motlh Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/212 106 250703 562461 557159 2026-09-14T13:08:02Z MLReis 41056 /* Validada */ 562461 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="MLReis" />{{rh|{{sc|115}}|PADEIRO PADRE|}}</noinclude>'''Óleo.''' Conc. ''ól'' (especialmente óleo santo ou medicinal). Term. vern. ''tel''; ''pavitr tel''; ''okti tel''. — Beng. ''ôl'', óleo santo. '''[[:d:Lexeme:L1490632|Onça.]]''' Conc. ''oms''. — Jap. ''onsu''. Talvez do ingl. ''ounce''. '''Opa.''' Conc. ''óp''. — Beng. ''opá''. — Tam., Tet., Gal. ''ópa''<ref>«Mandou fazer grandes '''opas''' de brocados ricos». Diogo do Couto, Déc. VII, I, 11.</ref>. '''[[:d:Lexeme:L447813|Oração.]]''' Conc. ''orāsámv''. Term. vern. ''māgnem'', ''prārthan''. — Tet., Gal. ''orasã''. — Jap. ''orashyo'', do lat. ''oratio'', segundo o Dr. Murakámi. '''[[:d:Lexeme:L448462|Ordem.]]''' Conc. ''ord''. Term. vern. ''nirôp'', ''hukum'', ''pharmān''; ''kram'', ''māndāval''. — Mal. ''órdi'', ''úrdi'', ''rúdi''. — Jav. ''úrdi''. — Bug. ''ródi''. — Tet. ''órdi''. '''[[:d:Lexeme:L448217|Órgão]]''' («instrumento músico»). Conc. ''orgám''; ''org'' (mais us.). — Mar. ''org'', ''ork''. — Hindust. ''argan'', ''arghanūn''. — Beng., Tam. ''orgán''. — Sing. ''orgālaya'', ''orgāle''. — Mal. ''organ'', ''orgam'', ''organon''. — Tet., Gal. ''órgão''. — Jap. ''orogan''. — Ár. ''arganūn'', ''argan'', ''organ'', ''orgon''<ref>«Leuaua huns '''orgãos''' que lhe yão tangendo em hum esquife». Castanheda, I, p. 91. «De todo o necessario vinhão muyto prouidos do Reyno, com '''orgãos''' e fermoso retauolo da Piedade». Gaspar Correia, I, p. 687.</ref>. Shakespear deriva do grego os vocábulos hindustanis, por via do árabe. '''[[:d:Lexeme:L307001|Ourives.]]''' Mal. ''orivis'' (Haex). Term. vern. ''pande-mas'', lit. «artífice de ouro». {{center|P}} '''[[:d:Lexeme:L642141|Paciência.]]''' Conc. ''pasyems'' (p. us.). Term. vern. ''sosṇāy'', ''sosnikāy'', ''usarpat''. — Tet. ''pasiénsi''. '''Padeiro.''' Conc. ''padér''. Term. vern. ''uṇḍekár'' (p. us.). ''Pader khān'', padaria. — Guj. ''pader'', em ''pader-khānum''. ''Khān'' e ''khānum'' são do hindust. ''khānā'' «estabelecimento, oficina». Vid. ''pão''. Em concani diz-se por vezes simplesmente ''phurn'' ou ''kharn'', do port. ''forno'', por «padaria». '''[[:d:Lexeme:L222287|Padre]]''' (e «clérigo, missionário, pároco, pastor»). Conc., Mar., Guj., Hindi, Hindust., Beng., Khas. ''pādri''. — ''Pādripan'' (Conc.), estado, == Notas == <references /><noinclude></noinclude> ex2og6ah3t5calx15blxwnks1ha95rv Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/213 106 250826 562462 557067 2026-09-14T13:08:17Z MLReis 41056 /* Validada */ 562462 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="MLReis" />{{rh||PADRE PAGA|{{sc|116}}}}</noinclude>condição de padre<ref>Para ''b'' por ''p'', cf. ''bāb'' = sânsc. ''pāpa'', «pecado»; para ''t'' por ''dr'', cf. ''intha'' = sânsc. ''indra'', «deus Indra».</ref>. — Sing. ''pádiri'', ''pádeli'' (seguido do tratamento ''unnānse'', «reverendo»). — Tam., Malayál. ''pādiri''; ''pādriyár'' (honorífico). — Tel. ''pādiri''. — Can. ''pādri'', ''pādari''. — Tul. ''pādri'', ''pádre''. — Indo-ingl. ''padre'', ''padri'' (especialmente «padre católico»). — Siam. ''bát''. — Mal., Sund., Tet., Gal. ''pádri''. — Pid.-Engl., Chinês ''pa-ti-li'', ''pa-te-le''. — Jap. ''báteren''<ref>''P'' inicial é pouco usado em japonês. A dissolução da consoante composta é normal. Cf. ''vidro''.</ref>. Clero: ''pādri-lok'', Conc., Mar., Guj.; ''pādri-log'', Hindi; ''pādri-lok'', ''pādri-log'', Hindust.; ''pādilivare'', Sing.; ''pādri-gaḷu'', Can.; ''pādrelu'', Tul. ''Lok'' ou ''log'' é do sânsc. ''loka'', «gente, povo». ''Pradhānpādri'', prelado. ''Rum'ká pradhān pādri'', pontífice romano, papa. Hindi. ''Bará-pādri'' (lit. «grande padre»), padre superior. ''Sardár-pādri'', prelado. ''Lāṭ-pādri'' (tambêm us. em hindi e khassi), bispo, arcebispo. ''Lāṭ'' é corrupção do ingl. ''lord''. ''Rum'ká sardár pādri'', papa. ''Pādri ká muhalla'', paróquia. ''Sardár pādri ká taalluga'', diocese. ''Sardár pādri ká magam'', sé catedral. Hindustani. Há ''Padrigudi'' em Madrasta e ''Padrishibpur'' em Bengala, missões pertencentes ao padroado português<ref>«''Padrī'' is used by all classes for a Christian minister». Candy. «And it is sometimes applied also to Brahmans or other religious persons». Whitworth. «Dass dies Wort (''padre'') auch auf protestantische Geistliche und sogar auch heidenische Priester angewandet wird, habe ich schon ''Zeitschren f. rom. Phil.'' 6 XIII, 510 erwähnt». Schuchardt, ''Kreol. Stud.'', IX. «En malais le mot ''padri'' signifie prêtre catholique. Cependant en 1820 dans l'île de Sumatra, pendant une insurrection, qui a porté à une guerre acharnée de plus de vingt ans avec la Hollande, les chefs, prêtres et pèlerins mahométans et partisans d'une secte religieuse très fanatique, ont pris le nom de ''padri'' et dès ce moment ce nom a été appliqué à tous les insurgés». Heyligers. Dizia-me uma vez um dessai hindu de Perném (Novas Conquistas), conversando em concani e apresentando-me um seu filho, que um ''padre mestre'' lhe dava lições de marata. Quando manifestei a minha surpresa, fiquei sabendo que era um mestre leigo, honrado com o tratamento que se dava ao professor padre da escola primária local.</ref>. '''Padrinho.''' Conc. ''padan'', ''padin''. — Beng. ''pādú''. '''Padroado.''' Conc. ''pādrovād''. — Beng. ''pādrovādu''. — Tam. ''padrovādu''. '''Paga''' («salário, pagamento»), '''pagar''' (us. como subst.). Conc. ''pág''. — Mar. ''pág'', ''pagár''. ''Pagāri'', estipendiário. ''Baithāpagár'', aposentação, pensão. — Guj. ''pagár''. ''Pagár'' == Notas == <references /><noinclude></noinclude> 2cc2uret5tug4slmf306zr6q19x9vai Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/214 106 250829 562465 557160 2026-09-14T16:59:43Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562465 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|{{sc|117}}|PAGODE PAGODE|}}</noinclude>''āpvó'', ''pagár karvó'', pagar. ''Pagár āpvó jogó'', pagável. ''Pagár lenár'', estipendiário. — Hindust. ''pagár'' (us. sómente na presidência de Bombaim; noutras partes, ''talab''). — Sindh. ''pagháru''. — ? Can. ''pagadi'', imposto, direitos da alfândega. — Tul. ''pagaru'' (tambêm «aluguel, renda»). — Indo-ingl. (em Bombaim) ''pagar''<ref>«This word is commonly adopted in the vernaculars for monthly salary». Whitworth.</ref>. Term. neo-áric. ''muxāró'', ''mazuri'', ''vetan'', ''phārīkpaṇ'', ''talab''. Em marata tambêm há outro vocábulo ''pág'' (fem.), que significa «direito pago pela embarcação, quando larga o pôrto». Creio que se prende à dicção portuguesa, pôsto que Molesworth o não dê como tal. '''[[:d:Lexeme:L448427|Página.]]''' Conc. ''pázn'', ''pasém'' (por intermédio de *''pāz''). — Guj. ''pásum''. — Sindh. ''pāsô''. — Term. neo-áric. ''pān'', ''puṭṭó'', ''varakh'', ''patr'', ''patró''. '''[[:d:Lexeme:L1547559|Pagode]]''' («templo, ídolo, moeda»). Indo-ingl. ''pagoda''. — Indo-franc. ''pagode'', ''pagodin''. — Tet. ''pagódi''<ref>A) «Nas suas casas de orações a que chamaom '''Pagodes''', fazem muytas feitiçarias». Duarte Barbosa, ''Livro'', p. 333. «Em hum '''pagode''' que he casa de oração dos seus idolos que tem deputado para isso». Castanheda, ''Historia'', liv. I, cap. 14. «As casas de seos '''pagodes''', que são suas igrejas». Gaspar Correia, ''Lendas'', I, p. 181. «Todo aquelle '''pagode''', em que notamos cousas admiráveis». Diogo do Couto, Déc. IV, IV, 7. «Para o outro lado (do Pico de Adão) está o '''Pagode''', que he a sua Igreja». João Ribeiro, ''Fatalidade hist.'', liv. I, cap. 23. B) «Metese o diabo neles muytas vezes, e dizem que he hum dos seus deuses, ou '''paogdes''', que assi lhe chamão». Castanheda, liv. I, cap. 14. «Dizendo todos ter ofendido aos seus '''pagodes''' em não lhe fazer os sacrificios e ofertas que lhe tinha prometido». João de Barros, Déc. I, IV, 18. «Jurando mais por seos '''pagodes''', que são uns idolos que adorão por Deoses». Gaspar Correia, I, p. 119. «Particularmente com os Bonzos, os quaes tinhão cheia a casa de imagens de '''pagodes'''». P. Sabatino de Ursis (1611), ''Matheus Ricci''. C) «A qual moeda de '''Pagodes''' se chamava antigamente pardão d'ouro, e tinhão de valia trezentos e sessenta reis». Francisco Pais, ''Tombo Geral'', fol. 84. «Com hũa soma de '''pagodes''' douro, moeda do Balagate, que cada hũa valera quinhentos réis». Diogo do Couto, Déc. VII, I, 11. «Havia muitos chatins, que são mercadores que fallavão por candiz de '''pagodes''' de ouro, que he huma moeda como tremoços, que tem a figura do pagode desta gentilidade, e vale cada hum mais de quatrocentos reis». ''Id.'', ''Dial. do Sold. Pratico'', p. 156.</ref>. Aponta-se meia dúzia de étimos, entre os quais o persa ''but-kadah'', «templo do ídolo», e o sânsc. ''bhagavatī'', «deusa», especialmente Durgā ou Kālī. O último tem mais == Notas == <references /><noinclude></noinclude> k4nxd440ftv41vpbqfrym75u7a3mflb Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/215 106 250830 562466 557161 2026-09-14T17:10:31Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562466 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh||PAGODE PALANGANA|{{sc|118}}}}</noinclude>razões em seu favor. O vocábulo ''bhagavatī'', na sua transição para as línguas dravídicas, devia vulgarmente transformar-se em ''pagódi'', em obediência às leis fonéticas, como com efeito se diz em Coorg ''pogǒdi'' ou ''pavódi'', com referência a Kālī, deusa popular na Índia austral. Gundert regista o malayál. ''pagódi'' como nome do templo de Durgā, donde deriva o port. ''pagode''; mas Burnell sustenta o contrário, considerando o vocábulo português como étimo do malayálam. O nome da divindade ampliar-se hia fácilmente ao templo, se não na bôca dos indígenas, na dos estrangeiros, árabes ou portugueses. Temos para exemplo a palavra portuguesa ''milagre'', que os maratas do Concão e os muçulmanos do sul tomam ora por uma imagem da Virgem Maria, ora por uma igreja católica, porque na região há muitos templos dedicados a Nossa Senhora dos Milagres. A terceira acepção deve a sua origem, com muita probabilidade na bôca dos portugueses, à imagem de ''bhagavatī'' ou outra divindade, esculpida na moeda. Vid. ''Hobson-Jobson'', e Gonçalves Viana, ''Apostilas''. No continente, ''pagode'' é mais usado no sentido figurado de «pândega, bambochata»; mas tal significado é desconhecido na Índia. Explica-se porêm naturalmente, pois as festas dos pagodes são muito espalhafatosas, e às vezes extravagantes, particularmente aos olhos dum espectador estranho<ref>«Os rapazes riam ao contar o '''pagode''', feito na vespera á noite em casa de uma mestiça solteira». Conde de Ficalho, ''Garcia da Orta e o seu tempo'', p. 177.</ref>. '''[[:d:Lexeme:L477167|Pai.]]''' Conc. ''páy''. Tratamento entre os cristãos de Goa (''bābá'' no Canara; ''dādá'' entre os hindus). Term. vern. ''báp'', ''bāpúy''. — Camb. ''pay''. Na acepção de «papá», entre os cristãos. — Mal. ''pay'' (Haex). Term. vern. ''bápa''. Em concani: ''páy-tiv'' (= ''pai-tio'' dos crioulos), tio por pai, tio paterno; ''vhaḍló-páy'' (lit. «grande pai»), tio paterno mais velho que o pai; ''dhākṭó-páy'' (lit. «pequeno pai»), tio mais novo. Vid. ''mãe''. '''Palanca.''' L.-Hindust. ''palang''. '''Palangana.''' Conc. ''palgaṇ''. — Sing. ''palangana'', ''palangánama'', prato. — Tam. ''pingān'', porcelana, prato. — Malayál. ''piññánam''. ''Chinappiññánam'', porcelana. — Tel. ''pingāni'', ''pīngáni''. — Can. ''pingáni''. — Tul. ''pingana'', ''pingani'', ''pingáni'', porcelana. — Mal. ''pinggan'', ''pinggan'', prato. — Ach., Batt., Sund., Jav., Day., Batav., Tagalo, Bisaio (as duas últimas línguas são das Filipinas, da família polinésia), ''pingan''. — Bal. ''palúngan''; ''pingan'', prato côvo, terrina. — Bug. ''pínjan''. — Mak. ''pinjen''<ref>«Outra '''pallangnana''' llaurada de dyferente modo». A. Tomás Pires, ''Materiaes'', etc., in ''Bol. S. G. L.'', 10.ª sér., p. 716.</ref>. == Notas == <references /><noinclude></noinclude> qb5505k9ql76ki0l4u5tyleqaed5l9g Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/216 106 250831 562467 557162 2026-09-14T17:15:44Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562467 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|{{sc|119}}|PALANQUIM PÂMPANO|}}</noinclude>''Pingan'' ou ''pinjan'' não se deriva talvez de ''palangana''. Shakespear tira do persa o hindust. ''finján'', «prato de porcelana». '''Palanquim''' («liteira»). Indo-ingl. ''palanquin'', ''palankeen''. — Indo-franc. ''palanquin''. — ? Mal., Jav. ''pelánki'', ''plánki''. — Term. vern. ''kremun'', ''tandu'', ''joli'', ''usongon''. — Malg. ''palankina''<ref>«Leva vinte cinco ou trinta molheres das suas mais pryvadas, as quoaes vão em cada hũu seu '''pallamque''', que são como andas». ''Chronica de Bisnaga'' (1535), p. 61. «Cento, e duzentas molheres de sua pessoa, as quaes vem em '''palanquyns''' e andores». Gaspar Correia, II, p. 400. «Nenhũa pessoa de qualquer calidade e condição que seja ande em '''palanquim''' sem minha expressa licença salvo aquelles que passarem de sesenta annos». Alvará do vicerey Matias de Albuquerque, de 22 de Junho de 1591. «O Governador ya em hum '''palanquim'''». Diogo do Couto, Déc. VI, V, 10. «Defendeo, que nenhũa molher publica andasse em '''Palanquim''', senão descuberta». ''Id.'', Déc. VII, I, 12.</ref>. O étimo neo-árico é ''pālki'', do sánsc. ''paryaṅka''. Yule & Burnell dizem que a nasal da segunda sílaba de ''palanquim'' se pode explicar pela influência de ''palanca''. Mas o malayálam tem ''pallanki'', que Gundert regista como corrução (''tadbhāva'') do sânscrito. ¿Teriam os portugueses levado a palavra para Malaca ou tê-la hiam recebido imediatamente dali? '''Palhota.''' Indo-franc. ''paillote''. '''Pálio.''' Conc. ''pál''. — Tam. ''pálli''. — Gal. ''páliu''. '''Palmatória.''' Conc. ''pālmatôr''. — Guj. ''pālmantri''. — Tet., Gal. ''palmatória''. '''[[:d:Lexeme:L448119|Palmeira]]''' (''Borassus flabellifer''). Indo-ingl. ''palmyra''. Em indo-português, ''palmeira'', sem especificação, é o nome do «coqueiro». «Com azeite de coquo, que he o fruto de '''palmeira'''». Garcia da Orta, Col. LIII. '''Pâmpano''' (peixe: ''Stromateus sinensis'', ''S. cenereus'', ''S. niger''). Conc. ''pámpl'', ? ''pāmpliṭ''. Term. vern. ''sarangó'', ''sarangúḷ''. — ? Mar. ''pāplixṭ''. Term. vern. ''sargá''. — Indo-ingl. ''pamplee'' (ant.), ''pamplet'' (ant.), ''pomfret''. — Indo-franc. ''pample''. Crioulo português malaio e hol. ''pampel''<ref>«E os peixes daquelle Mediterraneo são sáveis muy gostosos, dourados, rubios e boas taynhas e serras e '''pampanos'''». Godinho de Erédia, ''Declaraçam de Malaca'' (1613), fol. 33. «Os mares adjacentes (abundam) de Tubarões, Serras, Pampanos, Esmargaes, Dourados, etc.». F. N. Xavier, ''O Gab. Litt.'', I, p. 32.</ref>. O Sr. Cândido de Figueiredo regista ''pâmpano'' (peixe) como termo inédito e dá-o como sinónimo de ''pampo''. Vieira diz que é «peixe pequeno da feição de choupa». Não sei se o vocábulo está em voga no Continente. O peixe da Índia assemelha-se à fôlha de videira, donde provêm o seu nome. == Notas == <references /><noinclude></noinclude> apys5khpx24z9k3tmi6ziernxwsghsq Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/217 106 250832 562468 557163 2026-09-14T17:31:10Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562468 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh||PANTALONA PÃO|{{sc|120}}}}</noinclude>Os vocábulos ''pāmpliṭ'' e ''pāplixṭ'' parece terem por étimo imediato o ingl. ''pamplet''. '''Pangaio''' («embarcação»). Conc. ''pangāy''. — Malayál. ''pangāyar''. — Can., Tul. ''pangayu''. O vocábulo é de origem africana. Quási todos os antigos escritores sugerem a mesma procedência<ref>«Francisco Barreto se partio para a costa com a mais da força de gente em sua fusta e '''pangaios''' e veo ter á cidade de Quiloa». P. Monclaio (1569), in ''Bol. S. G. L.'', 4.ª sér., p. 497. «Esperassem em Calimane os '''pangayos''' de Moçambique, por Sena estar muito doentia». M. Godinho Cardoso (1585), in ''Hist. tragico-marit.'', IV, p. 73. «Veiu um grande mar, e levantou a embarcação (a que nesta costa chamam '''pangaio''')». Fr. João dos Santos (1609), ''Ethiop. Or.'', II, p. 191.</ref>. O P. Vítor Cortois regista ''pangaya'' no seu ''Dic. Port.-cafre-tetense''. '''? Pantalona.''' Mal., Sund. ''telana'', ''tjalana'', ''tjilona''. — Jav., Mad. ''tjelônò''. — Bal. ''chelana''. — Bug. ''chalána''. O Dr. Heyligers explica que a primeira sílaba caiu por ter sido considerada prefixo indiferente, como acontece com as dicções vernáculas. O Sr. Gonçalves Viana duvida que a palavra ''pantalona'' existisse no português do século XVII. O Dr. Schuchardt diz que ''telana'' nada tem que ver com ''pantalona''. Se ''tjalana'' está por ''chalana'', como parece, o vocábulo deve ser de origem indiana, o hindust. ''cholná'', «calções, bragas», adoptado em marata, concani, canarês, túlu. '''[[:d:Lexeme:L447188|Pão.]]''' Conc. ''pámv''. A palavra vernácula ''undó'' é mais usada em certas partes. — Guj. ''páum'', ''páṁu'' (= ''pāu''). ''Pam-vāló'', padeiro. — Hindi ''pav-roṭi''. — Hindust. ''pámv-roṭi'', ''pao-roṭi''. ''Roṭi'' significa «bôlo, apa». — Sing. ''páṅ'' (= ''pā''), ''pán'', ''páṅ-geḍiya''. «''Geḍiya'', qualquer cousa globular, fruto, abcesso». Alwis. Term. vern. ''roti'', ''púpa''. ''Páṅ-petta'', fatia de pão. ''Pāṅ-piṭosa'', crosta. ''Pān-kuḍu'', miolo de pão. ''Karakarapu-pán'', ''karakala-pānpetta'', torrada. ''Páṅ-kārayā'', ''páṅ-pulussamá'', padeiro. Term. vern. ''apupika''. ''Páṅ-pulussana ge'' (lit. «casa de cozer pão»), padaria. — ? Tib. ''pá-le''; ''sh e-pa'' (honorífico). — Camb. ''nǒm păng'' (lit. «bôlo pão»). — Siam. ''hkǎnǒ̇m pǎng''. ''Khānŏm pǎng hě̇ng'', biscoito. Michell deriva ''pǎng'' do franc. ''pain''. — Ann. ''bánh'', ''bánh mù''. — Tonk. ''bánh''. ''Bánh sữa'' (lit. «pão de leite»), queijo. ''Bánh lễ'' (lit. «pão de missa»), hóstia. ''Bánh ngọt'', bôlo. O annamita e o tonkinês não teem ''p'' inicial. — Mal. ''paon''. — Tet., Gal. ''pã''. — Jap. ''pan''. ''Pan-ya'', padaria; padeiro<ref>«Por um fardo de arroz, que era o commum alimento de que todos naquelle tempo se mantinhão (em Goa), porque ao presente já a mayor parte dos nossos vsão de '''pam''' amassado, como neste Reyno, do trigo que lhe vai de fóra». João de Barros, Déc. II, VI, 9. «Nom auia (em Cochim) '''pão''' porque nom auia trigo senão nas terras dos Mouros». Gaspar Correia, I, p. 624. «Cria (o Japão) arroz... e trigo,... do qual porem não fazem '''pão'''». Lucena, ''Hist. da Vida'', liv. VII, cap. 1.</ref>. == Notas == <references /><noinclude></noinclude> 77i1ig057sqfvuu7pf1jkmqjdt9nsml Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/218 106 250894 562622 557164 2026-09-15T08:01:48Z MLReis 41056 /* Validada */ 562622 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="MLReis" />{{rh|{{sc|121}}|PAPAIA PAR|}}</noinclude>{{sup|1}}'''Papa''' («pontífice»). Conc. ''páp-sāheb''. ''Sāheb'' é «senhor». — Mar. ''pāp''. ''Pāpāiḷā adhikār'', papado. — Beng. ''papá''. — Sing. ''pap-unnānse''. ''Unnānse'' é tratamento de respeito: «reverendo, venerável». — Tam. ''pāppa'', ''pāppu''; ''pāppanavar'' (mais respeitoso). — Malayál. ''pāpā''. — Tel. ''pāpa''. — Can. ''pāpu''. — Camb. ''santa pap''. — Mal. ''sánto pápa''. — Tet., Gal. ''pápa''. — Malg. ''papa''. — Ár. ''bābā''. ''Bābāvi'', papal. Outras línguas da Índia empregam o ingl. ''pope''. {{sup|2}}'''Papa''' (de farinha ou medicamento). Conc. ''páp''. — Sing. ''pāppa''. — Jap. ''pappu''. '''Papá.''' Conc. ''pāpá'' (p. us. e só em Goa entre cristãos). — Mar. ''pāpá''. — Mal. ''papa'' (Schuchardt). — Bug. ''pápang''. — Mol. ''papá'' (Castro). — ? Malg. ''papa''. Molesworth entende que o mar. ''pāpá'' é variante infantil do vernáculo ''bāp''. '''Papaia''' (bot.). Conc. ''papáy'' (planta e fruto). — Mar. ''popáy'', ''popayá'', ''phopai''. — Hindi, Hindust., Beng. ''papayá''. — Tam. ''pappai''. — Malayál. ''pappāyam''. — Tul. ''pappāya'', ''pappayá''. — Indo-ingl. ''papaya'', ''papaw''. — Indo-franc. ''papaye''. — Mal. ''pāpaya'', ''peppāya'', ''pápua''. — Nic. ''popai''. — Malg. ''papai''. Termo americano, usado em Cuba, provávelmente introduzido pelos portugueses junto com a planta, como parece indicar o nome canarês ''parangi-hannu'', «fruta portuguesa». Linschoten (1597) julga que foi das Filipinas por Malaca. Em siamês diz-se ''lūk ma-la-ko'', «fruta de Malaca». Vid. ''Hobson-Jobson'', e ''Apostilas'' de Gonçalves Viana<ref>«Outra [fruta] '''papayas''' [em S. Domingos], a que no Brasil chamamos mamões, e se pudéram muito bem chamar melões na feição» (1596). Gaspar Afonso, in ''Hist. tragico-marit.'', VI, p. 49. «Vê-se outra com o nome de '''papaeira''', a qual produz fructos a que na America chamam mamões, e aqui '''papaias'''». Fr. Clemente da Ressurreição, II, p. 391.</ref>. No Brasil a planta tem outro nome — «mamoeiro», tirado de ''mama'', pela semelhança do fruto. '''Papuses''' («chinelas»). Sing. ''pápus''. Usado tambêm no crioulo, ''papús'', calçado, sapato. — Tel. ''pāpāsum''. — Can. ''papōsu''. — Tul. ''pāpasu'', ''pāpāsu''. É do persa ''pā-push'', «cobertura do pé». Vid. Gonçalves Viana, ''Apostilas''. '''[[:d:Lexeme:L584022|Par.]]''' Conc. ''pār''. Term. vern. ''zôḍ'', ''zoḍó'', ''zoḍi'', ''zimvḷi''. — Mal. ''paris'' (do pl. ''pares''). ''Caus-sa paris'', par de sapatos (Haex). Term. vern. ''jodo'', ''klamin''. == Notas == <references /><noinclude></noinclude> janq72gotyy22uf6tdi8k1xjti2sq69 Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/219 106 250895 562623 557165 2026-09-15T08:02:01Z MLReis 41056 /* Validada */ 562623 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="MLReis" />{{rh||PASSADOR PASSO|{{sc|122}}}}</noinclude>'''Para''' (prep.). Mal. ''para'' (Haex). — Tet. ''para''. Term. vern. ''ató''. '''Parabém.''' Conc. ''parbém''. — Tet., Gal. ''parabém''. '''Paraíso.''' Jap. ''paraízo'' (ant.). '''Parceiro.''' Conc. ''pārsêr'', ''padsêr''. Term. vern. ''goḍó'', ''samvgoḍó''. — Mal. ''parséru'', ''parséro''. — Jav. ''bersérò'', ''besérò''. Nessas duas línguas emprega-se igualmente como verbo, por «associar-se». — Mak., Bug. ''paraséro''<ref>«Ey por bem que o dito rendeiro e seus '''parceiros''' arrendem e arrecadem toda a renda das ditas terras que forão dadas para o serviço dos Pagodes» (1545). ''Archivo Port. Or.'', fasc. 5.º, p. 182.</ref>. '''Parente.''' Conc. ''pārent'' (p. us.). — Mal. ''parente'' (Haex). — Tet. ''parénti''. '''[[:d:Lexeme:L501550|Parte.]]''' Conc. ''párt''. Term. vern. ''kuṭkó'', ''vāntó''; ''kúḷ''; ''vāḍí'', ''vāḍyó''. — Tet. ''párti''. Term. vern. ''báluku'', ''bálem''. '''Páscoa.''' Conc. ''pāsk''. — Beng. ''pāskuvā''. — Sing. ''pāskuva''. ''Pāsku'', pascal. ''Pāsku kālaya'', tempo pascal. — Tam. ''paskā''. — Tel., Can. ''pāska''. — Camb. ''bôn pâs'' (lit. «festa páscoa»). — Tet. ''páskua''. '''Pasquim.''' Mal. ''paskil'', ''paskvil'' (Heyligers). Como verbo, significa «ralhar»<ref>«Fazião de Pero Fernandez o '''pasquim''' de Roma, escrevendo alguns a Elrey em nome de Pero Fernandez tudo o que querião». Diogo do Couto, Déc. VI, IV, 5.</ref>. '''Passador''' (naut.). L.-Hindust. ''pāsādor''. '''Passaporte.''' Conc. ''pāsāport''. — ? Sing. ''pāspórtuva'' (talvez do ingl. ''passport''). — Ár. ''bāsāburth''. '''[[:d:Lexeme:L524346|Passar.]]''' Conc. ''pāsár-zāvunk'' (verb. int.), ''pāsár-karunk'' (verb. trans.). — Mar. ''pasár'' (adj.), passado, decorrido; ex.: ''āṭh pasár'', oito (horas) passantes. — Guj. ''pasár thavum'' (verb. int.), ''pasár karvum'' (verb. trans.), passar pelo exame; adiantar; empuxar para diante; afugentar. ''Pasárvum'', passar; entrar, ser admitido; escapar, fugir. — Mak. ''pásu'' (da 1.ª pessoa do presente, «passo»), passar no jôgo de cartas. Em gujarate há outro verbo ''pasárvum'', do sânsc. ''prasar''. Em ''pás thavum'', «passar», ''pás'' é do ingl. ''pass''. '''Passe.''' Conc. ''pás''. — ? Sund. ''pás'' (provávelmente do holandês). Tet., Gal. ''pássi''. '''Passear.''' Mar. ''pasár'' (subst.), «o dar umas poucas voltas para exercício; o andar para diante e para trás, como a sentinela no seu pôsto». Molesworth. — Mal. ''pasiyar'', passear; passeio. ''Pasiyar-an'', lugar de passeio. — Batt. ''pasar'', rua larga. — Jav. ''pesiyar'', ''besiyar''. ''Radiman pasiyaran'', álea de passeio. Em concani diz-se ''pāsey karunk'' ou ''mārunk'', ''pāseyek vatsunk''. '''[[:d:Lexeme:L447956|Passo.]]''' Conc. ''páz'' (por intermédio de ''pás''), calçada, cais. — Mar. ''páz'', passagem estreita em um monte ou entre montes. — Guj. ''pāj'', cais, ponte. == Notas == <references /><noinclude></noinclude> rcpwqgeg3k3gaocn3rhlpj0m1o90xo1 Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/220 106 251108 562624 557166 2026-09-15T08:02:16Z MLReis 41056 /* Validada */ 562624 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="MLReis" />{{rh|{{sc|123}}|PATAMAR PATECA|}}</noinclude>Em concani, ''pás'', masc., é «passo da paixão de Jesus Christo». '''[[:d:Lexeme:L448203|Pastel.]]''' Conc. ''pastel''. — Mal. ''pastel'', ''pastil''. — Sund. ''pastel''. '''Pataca''' («moeda»). Conc. ''pāták''. — Malayál. ''pattākā''. — Indo-ingl. ''pataca''. — Tet., Gal. ''pataka''<ref>«Por toda a India correm '''patacas''', e meias patacas, que vão de Portugal». João dos Santos, ''Ethiop. Or.'', II, p. 276. «O Capitão geral ou o Capitão-mór (de Ceilão) nestas occasiões lhes promettia huma '''pataca''' por cada huma para os animarem». João Ribeiro, ''Fatalidade hist.'', liv. I, cap. XVI.</ref>. A palavra é de origem arábica, ''bāṭāqa'', ou, segundo Gonçalves Viana, espanhola. '''Patacão''' («moeda»). Indo-ingl. ''patacoon''<ref>«Algumas cousas fez na India muito boas, bateo '''patacões''' de prata, que foi a milhor moeda que na India ouve, porque por sua pureza, corria em todos os Reinos estrangeiros». Diogo do Couto, Déc. VII, I, 6. «Com cem mil Madrafaris, que cada hum tem dois larins de prata que vinhão a montar cincoenta mil '''patacões'''. ''Id.'', Déc. VII, II, 3.</ref>. '''Patacho.''' Malayál. ''pattāchu'' (Gundert). '''Patamar''' («que he caminheiro», Orta; correio; embarcação ligeira). Indo-ingl. ''pattamar'', ''patimar''<ref>«Do qual estrago logo por '''patamares''', que são grandes caminheiros de terra, tinha já sabido». João de Barros, Déc. I, VIII, 9. «Logo despedio '''Patamares''' (que são correos) por terra a são Thomé». Diogo do Couto, Déc. V, V, 6. «Escrevia que num barco pequeno, dos que chamam '''patamares''', se meteria, e atrevessaria a enseada». Lucena, liv. III, cap. 7.</ref>. — Indo-franc. ''patemar'', ''patimar''. Segundo Yule & Burnell, o vocábulo é, em ambos os sentidos, do conc. ''path-mār'', presentemente desusado na primeira acepção, e na segunda, que é mais moderna, empregado de ordinário na forma de ''pātmāri''. Garcia da Orta atribui-lhe origem malabárica, que C. Brown admite para a significação de «barco». Molesworth deriva o mar. ''pātemāri'', «embarcação», do hindust. ''pātimāri'', «correio»; mas os dicionários dessa língua não registam tal vocábulo. '''Patarata''' («jactância»). Conc. ''pātrāt''. Term. vern. ''baḍāy'', ''tāvḍārki''. — Mal. ''patrás'', ''patráz''. ''Patrāsi'', ''patrāji'', patarata, patarateiro. — Tet. ''patarata''. Term. vern. ''lôkô'', ''bósok''<ref>«Deixamos nós no malaio ou d'elle trouxemos, a palavra '''Patarata'''?». Dr. Alberto de Castro.</ref>. Em concani, tambêm ''pātrātêr'' = patarateiro. '''Pateca''' (port. ant., «melancia»)<ref>Fr. João de Sousa regista ''bateca''.</ref>. Sing. ''patāyaya'', ''pattakka geḍiya''. — Tam. ''pattaká'', ''vattakei''. — Malayál. ''vattakka''. — Tel. ''batéka''. — ? Siam. ''teng''. — Mol. ''pateka'', ''batéka''. == Notas == <references /><noinclude></noinclude> s88pke75f37nd3q2kpcddzalz77x21r Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/221 106 251123 562625 557078 2026-09-15T08:02:38Z MLReis 41056 /* Validada */ 562625 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="MLReis" />{{rh||PATO PAULISTA|{{sc|124}}}}</noinclude>— Tet., Gal. ''pateka''. Term. vern. ''babuar''<ref>«E de frutas não é tão abastada (a cidade do Cairo), sómente de '''patecas''', que são como melões, e não de tanto gosto como elles». António Tenreiro, ''Itinerario'', cap. xlii. «Melam da India, a que qua chamamos '''pateca'''». Garcia da Orta. «''Melões da India'' ou ''patecas'', os quaes devem ser o que hoje chamâmos melancias». Conde de Ficalho, ''Col.'' xxxvi. «Melões, aboboras de Portugal e de Guiné, '''patecas''', combalengas, biringelas». Gabriel Rebêlo, ''Informação'', p. 172. «Não comiam mais que farellos de milho e cascas de '''patecas''', que são como as nossas melancias». João dos Santos, ''Ethiop. Or.'', ii, p. 182.</ref>. De origem arábica, ''battīkh''. '''[[:d:Lexeme:L1120486|Pato.]]''' Conc. ''pát'', ganso. Term. vern. ''hāms'', ''rājhāms''. — Or., Beng. ''pāti-hams''. — Ass. ''pāti-hānh''. — Sing. ''pattayā''. ''Pātti'', pata. — Tam. ''vāttu''. — Malayál. ''pāttu'', ganso. — Tel. ''bātu''. ''Pedda bātu'' (lit. «pato grande»), ganso. — Can. ''bātu''. — Tul. ''battu''. — Siam. ''pet''. ''Pet pā'', pato bravo. — Tet., Gal. ''pátu''. O étimo da palavra portuguesa parece que é o ár. ''bat'', «pato, ganso» (''battêk'', diminutivo), usado tambêm em persa e hindustani<ref>O Sr. Gonçalves Viana contesta a derivação arábica.</ref>. Pode ser que ''bātu'' tenha provindo imediatamente de ''bat''. Os antigos escritores dizem ''adem'' por «pato»<ref>«No trato das '''adens''' huns tratão de botar os ovos de choco, e criarem adinhos para venderem». F. Pinto, cap. xcvii. «Pauoens, ganços, '''adens''', e todas as aves domesticas». Lucena, liv. x, cap. 18.</ref>. '''[[:d:Lexeme:L474630|Patrono]]''' («santo protector»). Conc. ''pātron''. — Tet., Gal. ''patrónu''. '''? Patrulha.''' Mal., Jav., Mad. ''patrol'' (Heyligers). — Batt. ''pataróli''. ''Patrol'' parece ser holandês. O termo português introduzido nestas línguas é ''ronda'', ''q. v.'' '''? Patuleia.''' Mal. ''patuley'', raça, tribu. ¿Teria o vocábulo ido de Portugal ou vindo de Malaca? Os dicionários portugueses não indicam a origem de ''patuleia''. O Sr. Gonçalves Viana porêm presume que seja o caló ''patulé'', «rústico». Em tal hipótese, seria trazido da Ásia pelos ciganos espanhóis e transmitido ao castelhano, que o emprega no sentido de «tropa irregular». '''[[:d:Lexeme:L618554|Pau.]]''' Mal. ''páu'', varal. '''[[:d:Lexeme:L662265|Paulista]]''' («jesuita»). Conc. ''pāvlist'' (p. us. actualmente). — Indo-ingl. ''paulist'' (obsol.)<ref>«As novas que tenho he D. Antonio vai para Xagardy com sua casa, e os RR. PP. '''Paulistas''' o buscarão com todo o empenho entendendo que era certo hirmos nós com elle» (1682). ''O Chron. de Tissuary'', i, p. 318.</ref>. Correm em Goa muitas lendas de carácter mítico com respeito aos antigos paulistas<ref>«Era possuída pelos jesuitas (vulgarmente chamados '''Paulistas''', em allusão ao Collegio de S. Paulo)». ''O Gabinete Litterario das Fontainhas''.</ref>. ==Notas== <references /><noinclude></noinclude> k67nb7dt01gk338729sh6m5653l9e4j Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/222 106 251181 562626 557079 2026-09-15T08:02:59Z MLReis 41056 /* Validada */ 562626 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="MLReis" />{{rh|{{sc|125}}|PELOURO PENACHO|}}</noinclude>'''[[:d:Lexeme:L447181|Pavão.]]''' Mal. ''pavam''. '''Peão.''' Conc. ''pyámv'' (us. em Salcete). — Sing. ''piyon''. — Indo-ingl. ''peon''<ref>«O Çamorim mandou ao '''pião''' que a (carta) leuasse, e muyto lhe defendeo que nam dissesse nada que elle a vira». Gaspar Correia, i, p. 421. «Pos guarda de '''piains''' da terra, porque os imigos lhos não entrassem outra vez pollas aldeas». Diogo do Couto, Déc. V, vii, 3.</ref>. '''[[:d:Lexeme:L447389|Peça.]]''' Conc. ''pés''. Term. vern. ''nag'', ''ḍāgiṇó'', ''tākó''. — Tet. ''pesa''. Em concani, ''peça'' é tambêm o nome de uma jóia de ouro. '''[[:d:Lexeme:L448185|Pedreiro.]]''' Conc. ''pidrêr'', ''pidrêl''. Term. vern. ''gamvḍó'', ''chirekánti''. — Mar. ''pidrêl''. Term. vern. ''gaunḍi'', ''gavanḍyá'', ''ráj''. — Sing. ''pedaréruvā'', ''pedarére̤vā''. Term. vern. ''galvaḍuvá'' (lit. «trabalhador em pedras»). — Malayál. ''peridéri''<ref>Acêrca da mudança de ''r'' em ''l'', cf. ''kadêl'' = cadeira, ''kontrêl'' = cantareira, em concani.</ref>. '''[[:d:Lexeme:L1119601|? Pegar.]]''' Mal. ''pĕgaṅ'' (tambêm «pegado»). — Jav. ''pegen''. Segundo o Dr. Schuchardt, é termo vernáculo. '''[[:d:Lexeme:L493205|Peito.]]''' Conc. ''pêt''. Term. vern. ''harḍém''. — Mal. ''peito'' (Haex). Term. vern. ''dada''. '''Pelouro.''' ? Beng. ''pilurí''. — ? Siam. ''pliuĕk''. — Mal. ''pelúru'', ''pélor'', ''pilóru'', ''pílor''. — Ach. ''pilor''. — Batt. ''pélur'', ''pinúru''. — Sund., Mad. ''pélor''. — Mak., Bug. ''pilúru''<ref>«De teus almazens me soccorras com '''pelouros''' e polvora, de que ao presente me acho muito falto». Carta do rei de Bata, ''apud'' Fernão Pinto, cap. xiii.</ref>. Bulloram Paul dá o beng. ''piluri'' como equivalente ao ingl. ''pillory'', que significa «pelourinho». '''[[:d:Lexeme:L447042|Pena]]''' («pesar, castigo»). Conc. ''pén''. Term. vern. ''duḥkh'', ''khant''; ''danḍ''. — Mal. ''pena'', multa (Haex). Term. vern. ''denda''. '''[[:d:Lexeme:L447042|Pena]]''' («pluma»). Conc. ''pên''. — Mar. ''pên''. — Guj. ''pên''. ''Sīsāpên'' (lit. «pena de chumbo»), lápis. — Beng. ''pená''. Term. neo-áric. ''kalam'', ''lekhṇi''. — Sing. ''pe̤na'', ''pe̤ne'', ''taṭupe̤na'' (lit. «pena de asa»). ''Pe̤napihiya'', canivete. Cf. o ingl. ''penknife''. — Tam. ''péna'', ''pennei''. ''Pene-katti'', canivete. — Malayál. ''péna''. ''Penakkatti'', canivete. — Tel. ''pēná''. — Can. ''pénu''. ''Sīsapénu'', lápis. — Tul. ''penu̥'', ''pénu̥''. — Mal., Tet., Gal. ''péna''. ''Kalam'', do grego ''kálamos'' (já introduzido no sânscrito, ''kalama'', e tambêm adoptado em árabe, ''qalam''), é geralmente usado nas línguas indianas e malaias<ref>O Sr. Gonçalves Viana observa-me que o termo é primordialmente semítico.</ref>. Ainda hoje se emprega para escrever o estilo ou ponteiro em várias partes. ''Pen'', em japonês, parece ser do ingl. ''pen'', como o é ''pin'', «alfinete», por terminar em consoante. '''Penacho.''' Mak., Bug. ''pináchu''. ==Notas== <references /><noinclude></noinclude> o7az27p4qbihh0lz9ttlu41mtlxpwik Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/223 106 251205 562627 557099 2026-09-15T08:04:03Z MLReis 41056 /* Validada */ 562627 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="MLReis" /></noinclude>126 PERA PERES '''[[:d:Lexeme:L448120|Peneira.]]''' Sing. ''penéraya'', ''penē-'' ''réya'' (pl. ''penéra''). Term. vern. ''chá-'' ''lanaya'', ''xataponaya''. '''Penhor.''' Conc. ''pinhor''. ''Pinhor'' ''davrunk'', empenhar. Term. vern. ''gāháṇ'', ''tāraṇ'', ''aḍav''. — Mal. ''panjar'', arras. — Sund., Jav. ''panjer''. '''Penitência.''' Conc. ''penitems'', ''pin-'' ''ṭems''. Term. vern. ''prājít'', ''pirājít''. — Tet. ''peniténsi''. '''Pepino.''' Sing. ''pipiñña'' (= ''pipi-'' ''nha''). Term. vern. ''ke̤kiri'', ''tiyambar''. '''[[:d:Lexeme:L448591|Pera]]''' (por «goiaba»). Conc. ''pér'' (n.); ''pêr'' (goiabeira, f.). — Mar. ''pe-'' ''rú''. Term. vern. ''jámb'' (própriamente «jambo»). — Guj. ''per'', ''perum''. Ter- mos vern. ''jam''', ''jam'phal''. — Beng. ''perú'', ''piyará''. — Sing. ''péra''. — Tam. ''pērá'' (tambêm (''gōyá-palam''' (lit. «fru- ta goiaba ou fruta de Goa»?). — Malayál. ''pêrá'' (árvore), ''pērakká'', ''pérakka''. — Can. ''pérla-mara'' (ár- vore), ''pérla-haṇṇu'' (fruto). Tul. ''péranggáyi''<ref> «Laranjas, romãs, mirabolanos, '''pe- ras da India''', que se não assemelham ás nossas». Pyrard, ''Viagem'', i, p. 338. «Das frutas da India tem muita '''pera''', figos, jangomas, ananazes, tudo em abun- dância, especialmente em Luabo». Fr. António da Conceição, in ''O Chron. de'' ''Tissuary'', ii, p. 42. «Vê-se outra na Ilha com o nome de '''pereira''', a qual produz um fructo como a goiaba da America». Fr. Clemente da Ressurreição, ii, p. 338.</ref>. ''Amrút'' ou ''amrúd'' é o nome de «goiaba» em hindustani, e ''amrúd'' é o de «pera» em persa. Diz-se tambêm em hindustani e bengali ''saphari ám''' (lit. «manga de jorna- da» ou, antes, «manga estrangei- ra», vid. ''Hobson-Jobson'', ''s. v. ana-'' ''nas'') e, por corrução, ''supārí ám''', «manga-areca». Em birmanês, a goiaba designa-se por ''ma-la-kah-thí'', «fruta de Mala- ca» , e a goiabeira por ''ma-la-kah-bin''. O siamês tem ''luk fárăng'', «fruta europeia», e ''tŏn fárăng'', «árvore estrangeira». A planta é indígena da América, introduzida na Índia pelos portu- gueses, que, por analogia, chama- ram ao fruto ''pera'', assim como deram o nome de ''figo'' à banana. Tambêm se emprega em África a palavra ''pera'' para denotar a goia- ba. Em concani, ''perád'' (no português de Goa ''perada'') é doce de goiabas. Vid. ''goiaba''. '''Percha''' (naut.). L.-Hindust. ''per-'' ''chá''. '''Perdão.''' Conc. ''perdámv'' (p. us.). Term. vern. ''bogsaṇém'', ''māphí''. — Tet. ''perdã''. '''Perdição.''' Conc. ''pirdisámv''. Ter- mos vern. ''náx'', ''satyanáx''. — Tet. ''perdisã''. Term. vern. ''lákon''. '''[[:d:Lexeme:L1119018|Perdido.]]''' Conc. ''perdíd'', transvia- do. Term. vern. ''hogaḍlaló'', ''avdisá'' ''lāglaló''. — Tet. ''perdídu''. Term. vern. ''lákon''. '''Peres''' («variedade de manga»). Indo-ingl. ''peirie''. — Conc. ''pāyrí'' (por influência do antecedente). Vid. ''Afonsa''. ==Notas== <references /><noinclude></noinclude> g3wf836yt1bo7spz1x8ejtj83brnuiu Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/224 106 251206 562628 557081 2026-09-15T08:04:42Z MLReis 41056 /* Validada */ 562628 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="MLReis" />{{rh|{{sc|127}}|PERU PICOTA|}}</noinclude>'''Permissão.''' Mal. ''permísi''. '''Pertenças.''' Indo-ingl. ''pertenças'', em Bombaím. «It occurs in old grants of the local government especially in the phrase ''foras'' and '''pertenças''', the latter also Port., dependences, appurtenances». Wilson. '''[[:d:Lexeme:L448170|Peru]]''' (''perum'', forma popular). Conc. ''perúm''. — Hindi, Hindust., Or., Beng., Ass., Panj. ''perú''. — Khas. ''perú'', ''pirú''. O Sr. Gonçalves Viana contesta que o nome da ave seja derivado do geográfico ''Peru'', assim porque ella não é originária do Peru, mas provávelmente do México, como porque os espanhóis, que nos deveriam transmitir o vocábulo, chamam à ave ''pavo'', «pavão», ou ''pavo común'', e não ''peru'', e acrescenta que «por emquanto é um enigma a origem da ave e do seu nome português». Diogo do Couto porêm chama às aves ''galinhas do Peru'': «E por todo aquelle caminho (da Abissínia) foram comendo muitas galinhas '''do Perú''', perdizes, vacas brauas, merus, pombas, rolas». Déc. VII, iv, 6. «Ha muitos pelicanos, os quaes são tamanhos como um grande '''gallo do Perú'''». Fr. João dos Santos, ''Ethiop. Or.'', i, p. 135. O franc. ''coq d’Inde'', o alemão ''calecutische Hahn'', o hol. ''Kalkoen'' (de ''Calecut'') e o ár. ''dajāj hindī'' indicariam origem indiana; mas a ave não é indígena da India, e o seu nome ''peru'' é exótico. O marata e o gujarate não tem o vocábulo; e o hindustani tem, a par de ''perú'', ''xutra-murgh'' (lit. «galo-camelo, avestruz») e ''fil-murgh'' (lit. «galo elefante») do persa. As línguas dravídicas descrevem a ave por diversos compostos, alguns dos quaes lhe atribuem proveniência estrangeira. '''[[:d:Lexeme:L447156|Pés.]]''' Mol. ''pees'' (= ''pés''), cânfora de inferior qualidade. Vid. ''barriga e cabeça''. '''Peste.''' Conc. ''pest''. Term. vern. ''mārī'', ''marī'', ''marīk'', ''piḍā''. — Tet., Gal. ''pésti''. '''? Petardo.''' Mal. ''pétas'', ''petāsan''. — Siam. ''pa-thăt''. '''Pia.''' Conc. ''pī''. — Beng., Tam. ''piyá''. — Tet., Gal. ''pia''. '''Picadeira.''' Conc., Mar. ''pikāndar''. '''Picão.''' Conc. ''pikāmv''. — Mar. ''pikāmv'', ? ''pikās''. — ? Guj. ''tīkam''. — Sing. ''pikama''; ''pikāsiya'' (do ingl. ''pickaxe''?). — Malayál. ''pikkam''. — Tul. ''pikkasu'', ''pikkāsu'' (talvez do inglês)<ref>«E assi leuauão bancos pinchados, marões, '''picões''', poluora, e outros artificios». João de Barros, Déc. II, vii, 9. «O capitão lhe mandou cem homens com enxadas e outros cento com '''picões''', e outros cento com cestos e gamelas». Gaspar Correia, iii, p. 617.</ref>. '''Picota.''' Indo-ingl. ''picotta'', ''picottah'' (us. na India meridional), engenho para tirar água<ref>«Tomaom hũa careta grande com bois, e arimaom nela hũa '''picota''' alta, ha maneira de hũas com que em Castela tiraom agoa dos poços». Duarte Barbosa, ''Livro'', p. 304. «O lugar em que ElRey manda fazer justiça dos malfeytores he a '''picota'''». Gaspar Correia, iv, p. 151.</ref>. ==Notas== <references /><noinclude></noinclude> qyce1v700e1tunss9z7dqvljsct9kdv Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/225 106 251232 562660 557082 2026-09-15T10:20:12Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562660 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh||PINTADA PIPA|{{sc|128}}}}</noinclude>O termo deve ser muito conhecido, pois Percival, no seu dicionário tamul-inglês, verte o tam. ''tulá'' por «picotta» e ''tulám'' por «braço de ''picotta''». '''Pilar''' (subst.). Mad. ''pélar''. — Jav. ''pilar''. ''Milar'', «fender em todo o comprimento» (Heyligers). A troca de ''p'' por ''m'' é normal na formação dos verbos javaneses. '''[[:d:Lexeme:L1483412|Piloto.]]''' Conc. ''pilôt''. Term. vern. ''sukāṇemkár''. — Tet. ''pilôtu''. '''? Pimentas.''' Camb. ''metis''. Quanto à queda da primeira sílaba, cf. ''sês'' = francês. '''Pinchar.''' Mal. ''pícha'', deitar, lançar. Usado tambêm nos crioulos no mesmo sentido. '''Pinho.''' Conc. ''pính''. — Malayál. ''piñña'' (= ''pinha''). ''Piññapeṭṭi'', caixa de pinho. '''Pintada''' (''Melagris numida'', Linn.; «galinha da India ou de Angola»). Conc. ''pintālgém''. — Indo-ingl. ''pintado''. — Indo-franc. ''pintade''<ref>«Em toda esta ilha (de S. Helena) ha muitas cabras silvestres, muitas galinhas bravas '''pintadas''', mui fermosas e grandes». João dos Santos, ''Ethiop. Or.'', ii, p. 379. «O interior da ilha [do Fogo, em Cabo Verde] abunda em caça: '''pintadas''' (a que chamam gallinha-Guiné), codornizes e cabras montezes». ''Bol.'' S. G. L., 5.ª sér., p. 385.</ref>. '''[[:d:Lexeme:L474629|Pintado]]''' (pano—). Indo-ingl. ''pintado'' (obsol.), chita<ref>«E asy ha (em Guzarate) outros panos '''pintados''' muytos e de muytas sortes». Duarte Barbosa, p. 282. «Aquy (em Paleacate) se fazem muytos panos '''pintados''' d’algodam». ''Id.'', p. 300. «Pagauão com panos '''pintados''' de Cambaya». Gaspar Correia, ii, p. 41. «Quatro fardos de tafeciras e panos '''pintados'''». ''Id.'', iii, p. 51.</ref>. '''Pintar.''' Conc. ''pintár-karunk'', ''pintārunk'' (formação excepcional, derivada do subst. ''pintár''). — Sing. ''pintáre̤-karaṇavā''. — Malayál. ''pintariká''. — Gal. ''pintar''. '''[[:d:Lexeme:L477650|Pintura.]]''' Conc. ''pintúr''; ''pintár'' (do verb. port.). Term. vern. ''chitr'', ''nakxó'', ''pratirúp''. — Sing. ''pintáruva'', ''pintáre̤ma'', ''pintŭraya''. Term. vern. ''sitiyama''. — Malayál. ''pintárani''. '''Pipa''' (tambêm «barril»). Conc. ''píp'' (tambêm ''pimp'', no Canará). — Mar. ''píp'', ''pimp''. — Guj. ''píp''. — Hindi, Hindust., Nep., Panj. ''pīpá''. — Beng. ''pipá'', ''pipe'', ''pimpa''. — Sindh. ''pípa''. — Sing. ''pippaya'', ''píppe''. ''Píppa-vaḍuvá'', tanoeiro. — Tam. ''píppā''. — Malayál. ''píppa''. — Tel. ''pípaya''. — Can. ''pípe'', ''pipái'', ''pīpáyi''. — Tul. ''pípa'', ''pīpáya'', ''pipáyi''. — Gar., Khas., Mal., Ach., Mak., Nic., Malg. ''pípa''. — Siam. ''pib''. Term. vern. ''thăng''<ref>«Por hum português lhe não querer pagar o carreto de huma '''pipa''' de vinho». Damião de Góis, ''Chron. de D. Manuel'', iv, cap. 18. «A Francisco de Mello Pereira entregou a tanoaria, pera mandar fazer barris, celhas, '''pipas'''». Diogo do Couto, Déc. VI, viii, 5.</ref>. ==Notas== <references /><noinclude></noinclude> 6w0df1unx4by3f3daxzg8oy0y6kv1n8 Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/226 106 251234 562661 557084 2026-09-15T10:22:41Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562661 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|{{sc|129}}|PIRES PISTOLA|}}</noinclude>Há outra palavra ''pipa'' em malaio, madurês e galóli (''pipô'' em javanês), que provêm do ingl. ''pipe'' e significa «cachimbo». '''Pires.''' Conc. ''pír''. — Hindust. ''pirich''. Term. vern. ''tashtarí'', ''thālī'' (como em hindi). — Beng. ''pirij''. — Ass. ''piris''. — Sing. ''pírissya''. — Tam. ''píris''. — Khas. ''phiris''. — ? Mal., Ach., Sund., Jav., Bal., Day., Mak., Bug. ''piring''. — Tet., Gal. ''píris''. O crioulo malaio tem ''pirin'', e o holandês do Cabo ''pierentje''<ref>«Huma dúzia de '''pyres''' da Imdea dos ordinarios avalliados a oytenta reys cada hum» (1613). A. Tomas Pires, ''Materiaes'', in ''Bol.'' S. G. L., 16.ª sér., p. 745. «Hum '''pires''' de prata sobredoirado». ''Ibid.'', p. 754. «Mandou tres bandejas grandes charoadas e douradas, redondas, dois palmos de alto, cheias de muitos pratos, cada uma acabava com muitos '''pires''', fazendo um monte, onde estavam todas as cousas do comer». A. F. Cardim (1649), ''Batalhas'', p. 80.</ref>. ''Kacha-piring'', ''picha-piring'' (lit. «prato partido», em sundanês, é o nome de ''Gardenia florida''. Rigg diz: «''Piring'', prato, prato grande como é usado pelos europeus. Os pratos pequenos chineses que são usados pelos nativos chamam-se ''pinggan''». Mas Swetenham diz o contrário no seu dicionário inglês-malaio: ''saucer'', «piring»; ''plate'', «pinggan». Favre dá a ambos os vocábulos os significados de «soucoupe, assiette». Bikkers regista ''piring'', «plat», «plate»; e ''piring teh'' (lit. «prato de chá») «saucière», «saucer». A palavra ''pires'' parece ser origináriamente malaia, adoptada pelos portugueses e levada para a India junta com o ''chá''. Mas a terminação ''-es'' ou ''-is'' oferece certa dificuldade, pois ''piring'' devia dar normalmente ''pirim''. Talvez ''pires'' seja o plural de *''pirim'' e esteja por *''pirins''. É improvável a procedência do hindust. ''pirich'', que tem visos de exótico e não é registado por Shakespear em 1817. '''Pistola.''' Conc., Guj. ''pistol''. — Mar. ''pistol'', ''pistúl''. — Hindust. ''pistol'', ''pistaul''. — Beng. ''pistol''. — Sindh. ''pistola''. — Panj. ''pistaul''. — Sing. ''pistólaya'', ''pistóle''. — Tel. ''pistólu''. — Can., Tul. ''pistúlu''. — Gar., Mal. ''pistol''. — Ach. ''mestol''. Cf. ''meskut'' = biscoito. — Batt. ''pestúl''. — Sund. ''péstol''. — Nic., Tet., Gal. ''pistola''. — Jap. ''pistoru'', ''pisutoru''<ref>«As armas que neste posto se podião manejar, forão bacamartes e '''pistolas'''». João Ribeiro, ''Fatalidade hist.'', liv. ii, cap. xxiv.</ref>. Alguns lexicógrafos dão por étimo o ingl. ''pistol'' ou o hol. ''pistool''. O Dr. Schuchardt prende o vocábulo malaio ao holandês. ==Notas== <references /><noinclude></noinclude> bw50f44bz53eh0cbblvgmbq6fvjbzuz Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/227 106 251247 562662 557085 2026-09-15T10:25:32Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562662 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh||POMPA PORCELANA|{{sc|130}}}}</noinclude>'''Poa''' (naut.). L.-Hindust. ''páo''. '''[[:d:Lexeme:L1483362|Pobre.]]''' Conc. ''pobr'' (p. us.). ''Pobrānchém ghar'', asilo dos pobres. — Beng. ''pobrí'' (subst.). Designa própriamente «o servente da igreja» (como sineiro, coveiro, etc.), que outrora teria sido escolhido de entre os pobres. '''[[:d:Lexeme:L523128|Pobreza.]]''' Mal. ''pavresa'' (Haex). '''Poial.''' Conc. ''puyál''. — Tel. ''payal'', ''payálu''. — Indo-ingl. ''pial'' (pronuncia-se ''paial''). — Indo-franc. ''poyal''<ref>«Estauão grandes assentos como '''poyaes''' de terra muito bem feitos». Gaspar Correia, i, p. 87.</ref>. '''[[:d:Lexeme:L500647|? Polícia.]]''' Conc., Guj., Hindust. ''polīs''. — Tel. ''polīsu''. — Can. ''pólīs''. Do inglês? '''Poltrona.''' Conc. ''pultran''. — ? Mal. ''pātarána''. O Sr. Gonçalves Viana põe em dúvida a procedência portuguesa do vocábulo malaio. '''Polvorinho.''' Conc. ''polvorính''. — Term. vern. ''toxdán''. — Tet. ''polvorínhu''. '''Pomba.''' Mal. ''pomba'', ''pombaq'', ''pamba'', ''pambaq''. Term. vern. ''parapāti''. — Tet., Gal. ''pomba''. '''? Pompa.''' Mal., Sund. ''pompa''. — Jav. ''pómpô''. O Dr. Heyligers, que regista a palavra como portuguesa, dá-lhe o significado francês ''pompe'', que pode ser tanto «pompa» como «bomba». No primeiro sentido pode ter provindo do português; mas no segundo, é indubitávelmente do hol. ''pomp'' ou do ingl. ''pump''. O malaio tem ''bomba'' e ''pomba'' nesta acepção. Vid. ''bomba''. '''[[:d:Lexeme:L639940|Ponta.]]''' Conc. ''pont''. — ? Mar. ''pot''. Term. vern. ''taḍ'', ''tembi'', ''agr'', ''damas'', ''xing'', ''sunk'', ''ponkh'', ''pālamv'', ''padar'' (conforme os sentidos). — L.-Hindust. ''pont'', ''pontá'', ''puntá'', promontório; ''pontá'', ponta de corda. ''Ponte ká phutin'' ou ''putín'', nó grosso das cordas do velame. ''Puntá chhoṛ dená'', dobrar o cabo. — Ach. ''ponton''. Molesworth deriva ''pot'' do pers. ''póta'' ou ''mót̤a''. '''[[:d:Lexeme:L449063|Ponto.]]''' Conc. ''pónt''. — Bug. ''póntu'' (no jôgo de cartas). — Tet., Gal. ''póntu''. '''[[:d:Lexeme:L501796|Por]]''' («para»). Mal. ''por'', ''for''. '''[[:d:Lexeme:L46836|Porcelana.]]''' Conc. ''phuslān'', tigela. Term. vern. ''kāmsó''. — Sing. ''pusalana'', ''kuslāna'', copo, taça. ''Persulana'' tem a mesma significação de «tigela» no português de Goa. Diz-se ''tigela'' de «tacho grande». O Sr. Gonçalves Viana diz (''Palestras Filológicas'') que «o termo ''porcelana'' para os nossos antigos escritores era sinónimo de ''chávena''»<ref>Fernão Pinto emprega invariávelmente ''perçolana'' por ''porcelana''. «A mim me davam no Balegate huma '''percelana''' por 200 pardaos». Garcia da Orta, Col. xliv. «'''Porcelana''' é tomada aqui em sentido de taça, como se tomava habitualmente por aquelle tempo». Conde de Ficalho. «Quinze athé vinte corjas de '''porcelanas''' e outras tantas de bacias de comer» (1585). ''Archivo Port. Or.'', fasc. 5.º, p. 1021.</ref>. ==Notas== <references /><noinclude></noinclude> 3wu8m6swcpc138jjoy7nxoq2pkn8uhu Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/228 106 251304 562663 557086 2026-09-15T10:29:58Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562663 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|{{sc|131}}|PRANCHA PREGO|}}</noinclude>'''[[:d:Lexeme:L1121720|Porco.]]''' Malayál. ''pórkku'' (p. us.). Term. vern. ''panni'', ''súkaram''. Não se sabe o motivo da introdução dêste vocábulo no malayálam; talvez seja o mesmo que actuou na adopção de ''burro'' pelo singalês. '''Por força.''' Mal. ''par forsa'', ''per forsa'' (Haex). '''[[:d:Lexeme:L448029|Português.]]''' Conc. ''portugêz''. Termo vern. ''phirangi'' (do persa). — Tet. ''portugêz''. '''[[:d:Lexeme:L447947|Porteiro.]]''' Conc. ''portêr''. — Mal. ''portero'', especialmente porteiro dos tribunais. '''Posta''' («correio»). Conc. ''póst''. Term. vern. ''ḍānk'' (p. us.). ''Postākár'', distribuidor de cartas. — ? Ár. ''būsat̤a'' (do italiano, segundo Belot). '''Posta''' («talhada»). Conc. ''póst''. Term. vern. ''kapó'', ''ravó''. — Gal. ''posta''. '''Pôsto.''' Conc. ''pôst''. Term. vern. ''darzó'', ''adḥikár''. — Tet. ''pôstu''. '''Praga.''' Malayál. ''prakuka'', ''pirākuka'', praguejar. — Tet. ''praga''. '''Prancha''' («andaime»). Conc., Guj. ''paránch''. — Mar. ''parānchi''. Term. vern. ''māḷá'', ''pahāḍ''. — L.-Hindust. ''parānchá'', jangada; plataforma. — Sing. ''palanchiya''. Term. vern. ''me̤ssa''. — Tel. ''paranja'', ''paranju''. — Tul. ''parenji'', ''pareji''. '''[[:d:Lexeme:L500701|Prata.]]''' Mal. ''práda'', ''paráda'', lâmina de metal; prateação, douração; prateado, dourado. ''Ber-práda'', prateado, dourado. ''Mam-rada'', dourar, pratear. — Sund., Day. ''práda'', ''paráda'', fôlha de metal, ouropel. — Bal. ''práda'', douração; ouropel; obra de pintura. — Mak., Bug. ''paráda'', dourar, douração; pintar, pintor. — Nic. ''paráta'', estanho, zinco. ''Paráda-Makáo'' (Bug.), prata de Macau; ouropel. ''Bátu-paráda'', mármore. ''Búnga-paráda'', ''Bixa orellana'', Linn. '''Prato.''' Conc. ''parát'', iguaria, manjar. — Mar. ''parát''. — Hindi, Hindust. ''parát'', ''parātí'', grande prato, bandeja. — Can., Tul. ''paráta''. '''[[:d:Lexeme:L307405|Prazer]]''' (verbo). Mal. ''paresser'', «placere» (Haex). '''[[:d:Lexeme:L664581|Preço.]]''' Conc. ''prês''. Term. vern. ''mol'', ''kimat'', ''dar'', ''dhāraṇ''. — Tet. ''présu''. Term. vern. ''fólin''. — Gal. ''prêsu''. Term. vern. ''hélin''. '''Pregão.''' Conc. ''pergámv''. Term. vern. ''ḍāngoró'', ''ḍānḍoró''. — Guj. ''pegám’'', mensagem. — Sing. ''peragama'', banhos de casamento<ref>«Mandou o Ouuidor correr todas (as naus) com '''pregões'''». Gaspar Correia, i, p. 556. «O Gouernador mandou lançar '''pregões''' por Gogolá». Diogo do Couto, Déc. IV, iv, 5.</ref>. '''[[:d:Lexeme:L669438|Prego.]]''' Conc. ''preg'', jóia de ouro ==Notas== <references /><noinclude></noinclude> 7383hx3rtncrzk3k3q6t2q340ziqhob Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/229 106 251318 562664 557087 2026-09-15T10:33:34Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562664 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh||PRIMO PROVAR|{{sc|132}}}}</noinclude>em forma de prego. — Hindust. ''preg'', ''pareg''. — L.-Hindust. ''prek''. — Beng. ''perek''. — Khas. ''prek'', prego, garfo. — Mal. ''prego'' (Haex). — Tet., Gal. ''pregos''. Term. vern. ''kúsan''. '''Pregoação''' («prègação»). Mal. ''pregoaçaon'' (Haex). '''Pregoar.''' Mal. ''pregoar'', apregoar; prègar (Haex)<ref>«E logo se '''pregoarão''' por toda a cidade de Goa com grandes festas». Diogo do Couto, Déc. VI, v, 4.</ref>. Tambêm no crioulo de Ceilão ''pregoá'' quere dizer «prègar». '''[[:d:Lexeme:L1119444|Preparar.]]''' Conc. ''prepārár-karunk''. Term. vern. ''tayár karunk'', ''sanzaunk''. — Tet. ''prepára''. Term. vern. ''hálu'', ''haloti''. '''[[:d:Lexeme:L477270|Presente]]''' (subst.). Conc. ''prezent''. Term. vern. ''sāguvát''. — Mal. ''persén''. — Tet. ''prezénti''. Em concani usa-se igualmente como adjectivo. '''[[:d:Lexeme:L448042|Presidente.]]''' Conc. ''pirzent'', juiz da festa. Usado nesta acepção tambêm em tamul e malayálam. — Tet. ''prezidénti''. '''[[:d:Lexeme:L647770|Preso.]]''' Conc. ''prêz''. — Guj. ''parej''. ''Prêz karunk'' (Conc.), ''parej karvum'' (Guj.), prender. '''Prima.''' Conc. ''prim’''. Term. vern. ''bāpal-bahíṇ'', ''tsultí-bahíṇ''; ''āyte-bahíṇ''; ''māvxí-bahíṇ''. — Mal. ''prima'' (Haex). — Gal. ''prima''. Term. vern. ''liar''. '''[[:d:Lexeme:L447161|Primo.]]''' Conc. ''prim’''. Term. vern. ''bandhu'' ou ''bandh''; ''bāpal-bháv'', ''tsultó-bháv''; ''āyte-bháv''; ''māme-bháv''; ''māvxí-bháv''. — Mal. ''primo'' (Haex). '''[[:d:Lexeme:L450521|Processo]]''' (judicial). Conc. ''prosés''. Term. vern. ''khaṭló'', ''vyavahár''. — Tet., Gal. ''proséssu''. '''Procissão.''' Conc. ''pursámv''. Termos vern. ''dinḍí'', ''jātrá'' (us. pelos hindus). — Tet., Gal. ''prosisã''. '''Procuração.''' Conc. ''prokurāsámv''. Term. vern. ''adhikár'', ''sattyá''. — Tet., Gal. ''prokurasã''. '''Procurador.''' Conc., Tet., Gal. ''prokurādor''. '''Profeta.''' Conc. ''prophet''. — Sing. ''prophétaya''. '''Promessa.''' Conc. ''promés'' (p. us.). Term. vern. ''bhāsāvṇí'', ''boli''; ''ānyvaṇ''. — Tet. ''promesa''. '''Pronto.''' Conc. ''prom’t''. Term. vern. ''tayár'', ''ruzú''. — Tet. ''próntu''. Term. vern. ''tók''. '''[[:d:Lexeme:L448302|Proposta.]]''' Conc. ''propost'' (p. us.). Term. vern. ''bolṇém'', ''vachán''. — Tet. ''proposta''. Term. vern. ''lia''. '''[[:d:Lexeme:L562414|Próprio.]]''' Conc. ''propr''. Term. vern. ''āpṇātsó'', ''khāsgí''; ''āpaṇats''. — Tet. ''própi''. Term. vern. ''lólun'', ''rásik''. '''Protesto.''' Conc. ''portést''. Term. vern. ''nākár''. — Tet. ''protéstu''. '''[[:d:Lexeme:L562414|Prova.]]''' Conc. ''prov'' (us. entre os ilustrados), ''puráv''. — Mar. ''puráv'', ''purāvá''. — Guj. ''purāvó''. Term. neo-áric. ''dākhló'', ''pramāṇ''. — Tel. ''puroya''. Molesworth dá por étimo o sânsc. ''pur'', confundindo os significados de várias proveniências. '''Provar.''' Conc. ''provár-karunk''. — Guj. ''purvár'' (adj.), provado. ==Notas== <references /><noinclude></noinclude> foazhrzekx5h5esqrhr9qjkwky9x6r2 Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/230 106 251348 562665 557088 2026-09-15T10:35:41Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562665 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|{{sc|133}}|QUERUBIM QUINTAL|}}</noinclude>''Purvár karvum'', provar. ''Purvārí'' (subst.), prova. '''Proveito.''' Mal. ''proveito'' (Haex). '''Provisor.''' Conc. ''provizor''. — Beng. ''provijor''. '''Prumo.''' Conc. ''purím’''. Term. vern. ''aḷambó'', ''lamb''; ''buḍíd'', ''ṭháv''. — L.-Hindust. ''prum’''. — Mal. ''prum’'', ''parum’''. Gundert deriva o malayál. ''olumbụ'' do port. ''plumbo''; mas parece que o vocábulo se prende ao sânsc. ''avalamba''. '''Púcaro.''' Conc. ''púkr''. Term. vern. ''mogh'', ''guḷam’''. — Sing. ''púkuruva'', ''púkiraya''. — Gal. ''púkaru''<ref>«Ha casas que ás portas vendem agoa em muytos '''pucaros''' o talhinhas, como na ribeira de Lisboa». Gaspar Correia, i, p. 815. «Hum '''pucaro''' de barro». Lucena, ''Hist. da Vida'', liv. vii, cap. 4.</ref>. '''Púlpito.''' Conc. ''pulpút''. Term. vern. ''mants'' (p. us.), ''sadar'' (us. em Salcete). — Tam., Can. ''pulpitu''. — Mal. ''pulpito'' (Haex). — Tet., Gal. ''púlpitu''<ref>«Não sómente nos '''pulpitos''', mas pelas casas dos particulares». Lucena, liv. iii, cap. 12.</ref>. '''Purga.''' Conc. ''púrg''. Term. vern. ''bhāgrí''. — Tet., Gal. ''purga''. '''Purgatório.''' Conc. ''purgator''. — Beng. ''purgātorí''. — Sing. ''purgatóriya''. — Tet., Gal. ''purgatóri''. {{center|{{larger|Q}}}} '''Quanto.''' Mal. ''quanto'' (Haex). '''Quanto mais.''' Mal. ''quanto mas'' (Haex). '''[[:d:Lexeme:L448471|Quaresma.]]''' (''coresma'', pop.). Conc. ''korejm''. — Beng. ''korjmu''. — Tam. ''karesmai''. — Tet., Gal. ''koresma''. '''Quartel''' (militar). Conc. ''kartel''. Tambêm significa «contribuição, imposto pago trimestralmente». — Tet. ''kartel''. Tambêm significa «preso, prender». '''[[:d:Lexeme:L477287|Quarto.]]''' (subst.). Conc. ''kvárt'', quarto de casa, de fôlha de papel e da hora. — Tet. ''kuártu'', câmara. '''[[:d:Lexeme:L447187|Queijo.]]''' Conc. ''kêj''. — Sing. ''kéju''. — Mal. ''kéju'', ''kíju''. — Sund. ''kíju''. — Jav., Mad., Mak., Bug. ''kéju''. — Tet., Gal. ''keiju''. '''[[:d:Lexeme:L493220|Querubim.]]''' Conc. ''kerubím''. — Hindust., Beng. ''kārūbím''. — Malayál. ''kheruba''. — Tul. ''kerubi''. — Bug. ''karūbiyúna''. — Jap. ''kerubin'', ''kerubu''. — Pers. ''karūbi''. — Ár. ''kirub''. É de origem hebraica. Em algumas das línguas deve ter entrado sem intermédio do português. '''Quintal.''' Beng. ''kintál''. — Batav. ''kintal'', «o interior de uma ==Notas== <references /><noinclude></noinclude> cvev5lithq2cj9meo1v6wl0y8m3g7jv Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/231 106 251349 562666 557089 2026-09-15T10:37:44Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562666 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh||RAÇÃO RASO|{{sc|134}}}}</noinclude>casa» (Favre). — Tet. ''kintal'', jardim<ref>«Deram logo consigo no '''quintal''' das suas casas». Diogo do Couto, Déc. VII, vii, 3.</ref>. '''Quita-sol''' (desusado, = «guarda-sol»). Indo-ingl. ''kittysol'', ''kitsol'' (obsol.). ''Kittysol-boy'', porta-guarda-sol. Vid. ''bói''. Os espanhóis ainda hoje chamam ''quita-sol'' à sombrinha. {{center|{{larger|R}}}} '''Rábão''' («rábano»). Sing. ''rábu''. Term. vern. ''mulaka''. '''[[:d:Lexeme:L1375332|Rabeca.]]''' Conc. ''rebek''. — Mar. ''rabak'' (tambêm ''rabáb''). — Malayál. ''rabekka''. — Can. ''rabaku''. — Tet., Gal. ''rabeka''. O Sr. Gonçalves Viana duvida que o ár. ''rabáb'' seja o étimo imediato do port. ''rabeca''. ''Rabáb'' está adoptado em persa, hindustani, gujarati e tambêm em marata. Os nomes dos instrumentos europeus e seus pertences são, em concani, quási todos portugueses. '''Ração.''' Conc. ''rāsámv''. Diz-se especialmente da ração de vinho que se dá aos operários. — L.-Hindust. ''resan''. — Mal. ''ranson''. — Jav. ''rasan'', ''ransan''. ''Ngransommi'', dar ração. Na forma verbal, ''r'' inicial é antecedido de ''ng''. — Tet., Gal. ''resā''. Term. vern. ''sáhi''<ref>«E tornando em si achou o pastor apar de si com a '''reção''' de leite». Diogo do Couto, Déc. VI, v, 5.</ref>. Convêm notar que o holandês tem ''rantsoen''. '''[[:d:Lexeme:L639958|Ramo.]]''' ''rámuva'', moldura, quadro. — Mal. ''ramo'' (Haex). No crioulo de Ceilão, ''ramo'' tambêm significa «quadro emmoldurado». Pode ser que neste sentido ''ramo'' seja corrução de ''lâmina'', usado em concani, ''lám’n''. Nessa língua ''rám’'' designa o «ramo bento». O Sr. Cândido de Figueiredo diz que ''lâmina'', com o significado de «caixilho, quadro», é usado em Miranda, Trás-os-Montes<ref>«Uma '''lamina''' do nascimento de Nosso Senhor». Cardim, p. 44.</ref>. O holandês tem ''raam'', «caixilho». '''Rancho.''' Conc. ''ránts''. — Sing. ''rănchuva'', classe de gente (ingl. ''rank''). Term. vern. ''peḷa'', ''peḷiya''. '''[[:d:Lexeme:L474617|? Raso.]]''' Mal. ''rata''. — Jav. ''rôtô''. O Dr. Heyligers atribúi a mudança de ''s'' em ''t'' à lei de repulsão, isto é, ao vocábulo preexistente ''rasa'' ou ''rôsô'' < sânsc. ''rasa'', «gôsto, sentimento». ==Notas== <references /><noinclude></noinclude> aiofsjyohj5p31ulzcm7sdoxhcrc3jg Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/232 106 251350 562667 557090 2026-09-15T10:38:57Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562667 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|{{sc|135}}|REGALO RELOJIO|}}</noinclude>De ''rôtô'' se forma em alto javanês ''radin'', donde ''radiman'', «raso; estrada». Vid. ''passear''. '''[[:d:Lexeme:L1375329|Raxa]]''' («espécie de pano grosso», ant.). Jap. ''rasha''<ref>«Hua capa de '''raixa''' he hum pellote avalliado em dous mil réys» (1548). A. Thomás Pires, ''Materiaes'', etc., in ''Bol.'' S. G. L., 16.ª sér., p. 706.</ref>. '''[[:d:Lexeme:L448491|Razão.]]''' Conc. ''razámv''. Mas ''serezámv'' = semrazão. Term. vern. ''kāráṇ'', ''prastáv'', ''pramáṇ''. — Tet., Gal. ''rezã''. '''Recado.''' Conc. ''rekád''. — Mal. ''recado'' (Haex). — Tet., Gal. ''rekádu''. '''Recheio.''' Conc. ''rechey''. — Mal. ''richá'', ''ritsya'', malagueta. Term. vern. ''chábi'', ''chábey'', ''lada chína''. '''Recibo.''' Conc. ''resíb''. Term. vern. ''pāvtí''. — Guj., Hindi, Hindust., Or., Sindh., Panj. ''rasíd''. — Ass. ''rachita''. — Malayál. ''raxidu'', ''rasdi''. — Tel. ''raxidu''. — Can. ''rasídi'', ''raxídi'', ''raxídu''. — Tul. ''rasídi''. — Indo-ingl. ''reseed''. — Mal. ''resít''. — Tet., Gal. ''resíbu''. — Persa ''rasíd''. Yule & Burnell consideram ''rasíd'' como corrução do ingl. ''receipt'', por influência do persa ''rasída'', «chegado». '''[[:d:Lexeme:L448473|Rêde.]]''' Conc. ''rêd'' (mais us. o vern. ''jāḷí''). — Mal. ''rede'' (Haex). Term. vern. ''jála'' (sânsc.). — Tet. ''rédi''. Term. vern. ''kháhoti'', ''láhoti''. '''Reformado''' (subst.). Conc. ''rephormád''. — Tet. ''reformádu''. '''Regalo.''' Mal. ''regalas'', «lautum epulum» (Haex). '''[[:d:Lexeme:L639938|Registo.]]''' Conc. ''rejíst'' (tambêm «estampa de santos»). Term. vern. ''paṭṭí'', ''xivḍí''. — Tet. ''rejístu''. '''[[:d:Lexeme:L558192|Regra.]]''' Conc. ''regr''. Term. vern. ''oḷ'', ''regh''; ''nem’''. — Tet., Gal. ''regra''. '''[[:d:Lexeme:L477164|Rei.]]''' Conc. ''rey'', rei de cartas. Mak., Bug. ''réi'', idem. — Nic. ''deṁ''. ''Deṁ-enkána'' (lit. «mulher do rei»), rainha. Man deriva ''deṁ'' (= dê) do port. ''rei'', e creio que tem razão, não obstante a divergência fonética. ''R'' inicial e medial pode mudar-se em ''d''; cf. ''dai'' = ''rai'', «folha», ''kaḍú'' = ''karú'', «largo», ''lará'' < mal. ''láda'', «pimenta». O nicobarês não tem o ditongo ''ei'', e a nasalização explica-se pela tendência da língua. '''[[:d:Lexeme:L448547|Reitor.]]''' Conc., Beng. ''reytor''. '''[[:d:Lexeme:L500659|Relação.]]''' Conc. ''relāsámv''. Mais us. como nome do tribunal de segunda instância. — Tet. ''relasã''. '''[[:d:Lexeme:L558174|Religião.]]''' Conc. ''relijyámv'' (p. us.). Term. vern. ''samurt'', ''xāstrsamurt'', ''dharm’''. — Tet., Gal. ''relijiã''. '''[[:d:Lexeme:L447205|Relójio.]]''' Conc. ''relóz''. Term. vern. ''ghaḍyál''. — Sing. ''orlosiya'', ''oralósuvā''. — ''At-oralósuva'', relójio de algibeira. — Tam. ''orelóju''. — Malayál. ''orlojjika''. — Mal. ''arlóji'' (Castro), ''urúlis''. Term. vern. ''jam’'' (persa). — Tet. ''relóju'', ''relóji'', ''relósi''. — Gal. ''relóji''<ref>«Considerando como os '''Relogios''' por onde se regem são feitos em differentes Regiões». D. João de Castro, ''Roteiro de Lisboa a Goa'', p. 183. «Os mouimentos dos ceos, que os '''relogios''' escassamente, ou mostram ou arremedam». Lucena, liv. vii, cap. 7.</ref>. ==Notas== <references /><noinclude></noinclude> 7krv1uxnqm1z5ilre1m46ibm59e290t Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/233 106 251351 562668 557091 2026-09-15T10:41:41Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562668 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh||RENDA RIAL|{{sc|136}}}}</noinclude>O crioulo de Ceilão tem ''orlozo''. ''Horlúji'' (Mal.), ''horlóji'' (Sund.), ''hōrolósi'' (Mak.) parece serem do hol. ''horologie''. '''[[:d:Lexeme:L447223|Remédio.]]''' Mal. ''remedio'' (Haex). '''[[:d:Lexeme:L632767|Renda]]''' («aluguel»). Conc. ''rend''. ''Rendák divunk'' ou ''lāvunk'', dar em arrendamento. ''Rendák ghevunk'' ou ''karunk'', tomar em arrendamento. ''Rendātsó'', arrendado. ''Rendkár'', o que toma em arrendamento, rendeiro. ''Rendêr'' = rendeiro, perdeu já a significação originária; designa agora em Goa, uma subcasta, os ''xudras'' que vivem em prédio alheio e arrendam palmeiras para extrair sura. Term. vern. de ''renda'': ''sāró'', ''dhāró''; ''ghêṇ'' (us. no Canará). — Mar. ''rend'', monopólio. ''Rendkarí'', monopolista. ''Rendsará'', distilatória. Usado em Rajapur e Savantvadi. — Guj. ''rent''. — Sing. ''réndaya'', aluguel; peagem, portagem. ''Rénda-karaṇavā'', arrematar rendas do estado. ''Rēndapala'', lugar onde se pagam direitos. ''Rēndakárayā'', arrendador, rendeiro; peageiro. ''Atu-rēndakárayā'', sub-arrendador; parceiro na arrematação das rendas do estado. '''[[:d:Lexeme:L632742|Renda]]''' («tecido»). Conc. ''rend''. Term. vern. ''zāḷí''; ''dál'' (p. us.). — Sing. ''rénda'', ''rénda-paṭiya''. — Tam. ''renda''. — Ann. ''ren''. — Mal., Sund., Day., Mak., Bug. ''rénda''. — Jav. ''rêndô'' (tambêm «galão»). ''Ngrendô'', agaloar. ''Rinendô'', agaloado. '''Repique.''' Conc. ''repik''. — Tet. ''repiki''. '''Reposta.''' Conc. ''repost''. Term. vern. ''uttar'', ''záb'', ''pratizáb''. — Tet. ''reposta''. Term. vern. ''símu''. — Gal. ''resposta''. Term. vern. ''limteha''. '''[[:d:Lexeme:L670174|Reprovar.]]''' Conc. ''reprovár-karunk''. Diz-se com relação aos exames escolares. — Tet. ''repróva''. '''Requerer.''' Conc. ''rekerer-karunk''. — Mal. ''requerer'', «repetere, reposcere» (Haex). '''Requerimento.''' Conc. ''rekriment''. Term. vern. ''arjí''. — Tet. ''rekeriméntu''. '''Resma.''' Conc. ''rejm''. — Mar. ''rejim’''. — Can. ''rejmu''. '''[[:d:Lexeme:L500949|Respeito.]]''' Conc. ''respêt''. Term. vern. ''mán''. — Tet. ''respéitu''. '''[[:d:Lexeme:L662262|Responsável.]]''' Conc., Tet. ''respomsável''. '''[[:d:Lexeme:L579632|Retrato.]]''' Conc. ''retrát''. Term. vern. ''rupṇém'', ''rūpkár''. — Tet. ''retrátu''. Term. vern. ''módun'', ''hilas''. '''[[:d:Lexeme:L558196|Reunião.]]''' Conc. ''revunyámv'' (p. us.). Term. vern. ''mêḷ'', ''samáz''. — Tet. ''reuniã''. '''Rial, réis.''' Conc. ''rês'' (pl. ''rés''). — Mar. ''rems''. — Guj. ''res''. — Sindh. ''riyálu''. — Malayál. ''iṟayál'', ''ress''. — Tul. ''reisu''. — Indo-ingl. ''reas'', ''rees'', ''res''. — Camb. ''riél'', piastra. — Siam. ''rién'', piastra<ref>The final ''r'' and ''l'' are both pronounced, almost universally, as ''n''. Michell.</ref>. — Mal., Sund., Jav., ==Notas== <references /><noinclude></noinclude> m8njylbb692t3drqmij4zij376ncrak Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/234 106 255015 562669 557167 2026-09-15T10:44:38Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562669 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|{{sc|137}}|RONDA ROXO|}}</noinclude>Mad. ''rêal''. — Ach. ''ryáh''. — Mak., Bug. ''réyala''. — Bal. ''reyal'', ''leyar''. ''Pareayllan'' (Jav.), cambista. — Persa ''riyál''. — Ár. ''rial'', ''riyál''<ref>«Por duas tangas, que são dois '''reales''', iam os nossos n’uma embarcação». Bocarro, Déc. xiii, p. 171.</ref>. '''[[:d:Lexeme:L448665|? Rinoceronte.]]''' Siam. ''rēt''. ''No rēt'', ponta de rinoceronte. Parece que o vocábulo é peregrino e que ''rēt'' está por (''rinoce'')-''ront(e)''. '''Ripa.''' Mar. ''rip''. — Guj. ''rip'', ''rip''. — Sing. ''rippaya''. ''Rippa-taṭṭuva'', ripado. — Can., Tul. ''ripu''. '''Rizes''' (naut.). L.-Hindust. ''ris'' (Marre). '''[[:d:Lexeme:L464457|Roda.]]''' Conc. ''ród'' (especialmente de carro). Term. vern. ''tsák''. — L.-Hindust. ''rodá''. — Sing. ''ródaya'', ''róda'', ''róde''. Term. vern. ''chakraya'', ''saka''. ''Jala-ródaya'', roda de água. Term. vern. ''jalachakraya''. ''Róda eti'', rodado. ''Róda karattaya'', carro de rodas. — Mal., Sund., Mak. ''róda''. ''Anak róda'' (lit. «filho da roda»), raio da roda. — Ach. ''rúda''. — Jav., Mad. ''ródô''. — Tet., Gal. ''roda''. '''Rôdo.''' Mal. ''ródoq''. '''Rolão.''' Conc. ''rulámv''. — Sing. ''rulan''. — Tam. ''rolam''. — Indo-ingl. ''rolong''. '''Rôlo.''' Conc. ''rôl''. — L.-Hindust. ''rol''. — ? Tet. ''lúlum''. '''Ronda''' («patrulha»). Conc. ''rond''. — Guj. ''ron’''. — Beng. ''rond pheran''. — Malayál. ''rónda''. — Tul. ''rondu''. — Mal., Sund., Mak., Bug. ''ronda''. — Jav. ''róndô''. ''Parondan'', ''prondan'', esquadra de polícia. — Bal. ''ronda''. '''[[:d:Lexeme:L448405|Rosa.]]''' Conc. ''róz'' (n., flor), ''rôz'' (f., planta). — Sing. ''rósa'', ''rósa-mala'' (lit. «flor rosa»). Term. vern. ''sevvandi-mala''; ''sevvandi-gala'' (roseira). Parece que corresponde ao conc. ''xivanti'' (''Rosa semper florens''). ''Rosa-vatura'', água de rosas. ''Rosa-mala samana'', rosado, róseo. — Tam. ''rósa''. ''Rōsā-puppónṛa'', rosado. — Mal. ''rója'', ? ''rôs''. Swettenham julga que ''rôs'' é do ingl. ''rose''. — ? Sund. ''ros''. Rigg deriva-o do hol. ''roos''. — ? Mak., Bug. ''rósi''. Matthes prende-o a ''roos''. ''Róz'' denota em concani o «cravo de defuntos». Rosa própriamente chama-se ''guláb''. Há tambêm ''rozdepers'', «rosa da Pérsia», e ''roz-unváló''<ref>Segundo Garcia da Orta, ''rez-anvoló'' cor rôxa dos paramentos eclesiásticos.</ref>, fruto de ''Cicca disticha''. '''Rosário.''' Conc. ''ruzáy''. — Beng. ''rosári''. — Can. ''rosári''. — Tet., Gal. ''rozáriu''. '''[[:d:Lexeme:L447043|Roupa.]]''' Conc. ''rôp''. Term. vern. ''kāpḍām'', ''vastrām''; ''āngvastrām'', ''āngāvlīm''. — Tet. ''roupa''. Term. vern. ''náhan''. Em concani tambêm se diz ''ropêr'', do português de Goa ''roupeiro'', «vendedor de fazendas, fanqueiro». '''[[:d:Lexeme:L1119799|Roxo.]]''' Conc. ''rôx''. Term. vern. ''zāmbló''. — Beng. ''roxú''. Diz-se da ==Notas== <references /><noinclude></noinclude> nu3szn50myhnp55s2559a5hp0hgqpgu Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/235 106 255027 562670 557168 2026-09-15T10:57:43Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562670 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|138|SABÃO|SABÃO}}</noinclude>côr rôxa dos paramentos eclesiásticos. '''[[:d:Lexeme:L500625|Rua.]]''' Mal. ''rúa''. '''[[:d:Lexeme:L1554738|? Rupia.]]''' Siam. ''rupia''. — Mal., Ach., Batt., Sund., Jav., Mak., Bug. ''rupiya'', tambêm «florim holandês»; fig. dinheiro em geral. — Mad. ''ropiya''. — Day. ''rupia'', ''ropia''. — Tet. ''rupia''. — Malg. ''rupia''. Vocábulo indiano < sânsc. ''rüpya''. O Dr. Heyligers crê que os portugueses o levaram para a Insulíndia. Mas os antigos escritores não o mencionam, porque a rupia não corria então na Índia meridional<ref>«O empenho devia de ser grande, porque estes Religiosos chegarão a juntar-se, a dar humas seiscentas '''rupias''' a D. Antonio» (em Bengala, 1682). ''O Chron. de Tissuary'', I, p. 317. «Les Indiens ont pour monnoye d'argent la '''Roupie'''». Tavernier, III, p. 21.</ref>. {{c|{{x-larger|S}}}} '''[[:d:Lexeme:L450524|Sábado.]]''' Mal., Ach., Jav. ''sábtu'', ''sáptu''. — Sund. ''sáptu''. — Mad. ''sáptô''. — Day. ''sábtu''. — Mak., Bug. ''sáttu''. — Tet., Gal. ''sábadu''. O Dr. Schuchardt e o Dr. Matthes atribuem a ''sábtu'' ou ''sáptu'' origem arábica; mas o Dr. Heyligers inclina-se para o étimo português e corrobora com a palavra ''mingo'' do port. ''domingo''. '''Sabão.''' Conc. ''sābámu''; ''sābú'' (mais us.). — Mar. ''sábú'', ''sābún''. — Guj. ''sabu'', ''sābú''. — Hindi, Nep. ''sābún''. — Hindust. ''sābún'', ''sábun'', ''saban''. — Or. ''sábun'', ''xābiṇi''. — Beng. ''sābún''. ''Sābānbat'', saponáceo. — Ass. ''sában'', ''chaban''. — Sindh. ''sābūni''. — Panj. ''sābún'', ''sabún''. ''Sābūni'', ''sabūni'' (adj.), de sabão. ''Sābūni'', ''sabūni'', ''sābūnīá'', ''sabuná'', caldeira de sabão; saboeiro. — Khas. ''sában'', ''sábun''. — Sing. ''sabañ'', ''saban''. — Tel. ''sabbu''. — Malayál. ''saban'', ''sabún''. — Can. ''sabbu'', ''sābúnu''. — Tul. ''sábu'', ''sabbunu'', ''sabúnu''. — Gar., Khas. ''saban''. — Bir. ''ksap-pyah''. — Camb. ''sabu'', ''sabeǎng''<ref>''A'' exótico representa-se às vezes no cambojano por ''ea'', como: ''réacsa'' (guardar) do sânsc. ''raksha''; ''roteá'' (carro) do sânsc. ''ratha''.</ref>. ''Dǒ sabu'', ensaboar. — Siam. ''sa-bǔ'', ''sǎbǔ''. — Ann. ''xa-bong''. — Mal. ''sabon'' (Haex), ''sábun'', ''sabún''. — Ach., Batt., Sund., Jav., Bal. ''sábun''. — Mad., Day. ''sabon''. — Mak., Bug. ''sábung''. — Nic. ''xaváng''. — Tet., Gal. ''sabã''. — Jap. ''sabon'', ''shabon''. — Persa, ''ṣābún''. — Ár. ''ṣabón'', ''ṣabún''<ref>«Açafrão de Portugal, '''sabão''', porcelanas, e alguns pannos de seda». Bocarro, ''Déc.'' XIII, p. 588.</ref>. O Dr. Heyligers observa que os == Notas == <references /><noinclude></noinclude> 90i3lixnorkfslhss6oytkmuj0qkl2j Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/236 106 255028 562672 557169 2026-09-15T11:02:39Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562672 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|SACRAMENTO|SAGU|139}}</noinclude>árabes raras vezes fazem uso de sabão, e por isso não é provável que introduzissem o termo na Malásia<ref>«Le nom arabe dérive du latin ''sapo'', qui lui-même dériverait, d'après Pline, d'un mot gaulois». Dr. Pierre Guiges, ''Journal Asiatique'', Juillet-Août, 1905.</ref>. '''[[:d:Lexeme:L1461771|Saber.]]''' Pid.-Engl. ''sabby'', ''savvy'' (mais us.), ''sha-pi'' (p. us.), saber, entender, conhecer; conhecimento, sciência. «Used in the widest sense». Leland. '''[[:d:Lexeme:L481678|Sabre.]]''' Conc. ''sábr''. — ? Jap. ''saberu''. Deve ter sido modernamente introduzido o termo no japonês, de qualquer outra língua. «A palavra é moderna em português», diz o Sr. Gonçalves Viana, ''Apostilas''. '''Saca-rolhas.''' Conc. ''sākārôl''. — Tet., Gal. ''sakarolha''. '''[[:d:Lexeme:L1119047|Saco.]]''' Conc. ''sák''. Term. vern. ''goṇ'', ''potém'', ''boksém''. — Sing. ''sakka-malla''; ''sakuva'', algibeira. Term. vern. ''oḍokkuva'', ''pasumbiya''. — Tam. ''sakku''. Term. vern. ''pai''. — Malayál. ''chakku'' (tambêm «algibeira», como no crioulo). — Mal. ''sáku'', ''sáko'', bôlso. — Sund. ''sáku''. Rigg deriva-o do hol. ''zak'', bôlsa. — ? Nic. ''xayo''. No crioulo de Ceilão ''saco'' quere dizer «bôlso, algibeira». '''Sacramento.''' Conc. ''sākrāment''. Term. vern. ''sāoskár'' (p. us.). — Beng. ''sākrāmentú''. — Sing. ''sakramêntura''. — Tam., Can., Tet., Gal. ''sakraméntu''. — ? Malg. ''sakramenta''. Talvez do ingl. ''sacrament''. '''Sacrário.''' Conc. ''sākrár''. — Tam. ''sakkrári''. — Tet., Gal. ''sakráriu''. '''[[:d:Lexeme:L524639|Sacrifício.]]''' Conc. ''sākriphis''. — Tet., Gal. ''sakrifísiu''. '''Sacrilégio.''' Conc. ''sākrilej''. — Tet., Gal. ''sakriléjiu''. '''Sacristão.''' Conc. ''sākristám'', ''sākistám''. — Beng., Tam., Can. ''sankristán''. — Tel. ''sakrístu''. — Tet., Gal. ''sakristã''. '''Sacristia.''' Conc. ''sākristí'', ''sānkristi''. — Beng., Tam., Can. ''sakristi''. — Tel. ''sakrístu''. — Tet. ''sakristia''. '''? Sagu''' («substância amilácea»). Conc. ''sāgú'', ''sābú''. — Mar., Guj., Hindi, Hindust., Or., Beng., Panj. ''sãgú''. — Sing.* ''sāgú'', ''savgal''. — Tam. ''savvu''. — Malayál. ''sagu'', ''sāgó''. — Tel. ''saggu''. — Can. ''sāgo'', ''seigo''. — Tul. ''seigo'' (por influência do inglês). — Indo-ingl. ''sago''. — Indo-franc. ''sagou''. — Gar. ''sagu''. — Khas. ''sako''. — Camb. ''saku'' (o cambojano não tem ''g''). — Siam. ''sákhu''. — Mal., Batt., Sund., Jav., Mak., Bug. ''ságū''. — Ach. ''ságu'', ''ságe''. — Bal. ''ságu'', ''ságo''. — Day. ''sago''. — Tet., Gal. ''sáku''. — Jap. ''sagobei''. — Persa ''sābú''<ref>«Toda a gente destas ilhas de Maluco comem de hũ mantimento, a que chamão ''Sagun'': que he o miolo de hũa arvore à semelhança de palmeira». João de Barros, ''Déc.'' III, v, 5. «Chegou hy hum junco carregado de</ref>. == Notas == <references /><noinclude></noinclude> a6oxe59r99qexn00hbb1rgzzhl2wxun Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/237 106 255029 562636 557170 2026-09-15T08:46:20Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562636 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh||SAGUATE SALA|{{sc|140}}}}</noinclude>O Sr. Cândido de Figueiredo tira o vocábulo português da língua da Nova Guiné. Clough filia o sing. ''sāgú'' no português; mas tal vocábulo não se encontra nos dicionários singaleses modernos. Rigg deriva o sund. ''ságū'' do sing. ''saguna'' (sânsc. ''saguṇa''), no sentido de «substância valiosa», mas parece uma derivação arbitrária. Segundo Yule & Burnell, o étimo é o mal. ''ságū'', a planta é indígena do arquipélago indiano, e a sua provável vivenda originária, a região de Maluco e da Nova Guiné. Não se sabe se o sagu era conhecido na Índia antes do século XVI; é de presumir porêm que os portugueses tivessem concorrido para a sua propagação. '''Saguate''' («presente, donativo»). Conc. ''sāguvát''. — Tet. ''saukáti'', ''sauáti''. — Gal. ''saguáti'', ''sauáti''. O vocábulo é corrente nos crioulos indo-portugueses e na costa oriental de África, e foi muito empregado pelos nossos antigos escritores. O étimo é o hindustani-persa ''saughát'', «raridade, curiosidade, presente», e não o sânsc. ''svāgata'', como antes me pareceu<ref>«Em retorno do qual (presente) o foi o padre Provincial visitar com outro '''saguate''' bem differente». P. Manuel Barradas, in ''Hist. tragico-marit.'', ii, p. 113. «A Rainha mandou visitar o Capitão mór com hũ grande '''çauguate''' de muytas galinhas, frangos, e ovos». Fernão Pinto, cap. xi. «Com seus '''saguates''' de arroz e carne cozida para os romeiros». A. F. Cardim, p. 164.</ref>. '''Sagu̇eiro''' (bot.). Indo-ingl. ''sagwire''<ref>«Podiam seguramente ir buscar mantimentos hũa legoa da fortaleza, em que não achauão nenhũs, por serem cortados os '''çagueiros''', e assi palmeiras». Castanheda, viii, cap. 131. «O '''Çagueiro''' tem o pao e as folhas verdes mui escuras, desta tomou nome çagu». Gabriel Rebêlo, ''Informação das Cousas de Maluco'', p. 169.</ref>. '''[[:d:Lexeme:L1491518|Saia.]]''' Conc. ''sáy''. Term. vern. ''ghāgró''. — Hindi, Hindust. ''sāyá''. — Beng. ''chhāyá''. No sentido de «sombra», é sânscrito. — Ass. ''sāyá''. Term. vern. ''mekhlela''. — Sing. ''sáya''. Term. vern. ''voṭiya''. — Gar. ''saia''. — Ár. ''ṣaya''. '''Sal.''' Nic. ''xal''. Quanto a ''x'' por ''s'', vid. ''sabão'' e ''sapato''. E curioso que os nicobareses não conhecessem o sal ou não tivessem vocábulo para o designar. Mas teem o adjectivo ''haiyé'', «salgado». Há porêm outras ilhas que tambêm não teem sal. «Os lombos de peixes bonitos, que os seccão ao sol, porque nas Ilhas (Maldivas) não ha sal». Gaspar Correia, i, p. 341. '''[[:d:Lexeme:L501566|Sala.]]''' Conc. ''sál''. Term. vern. ''vasrô''. — ? Sing. ''sála'', ''sále'', ''sálaya'' ==Notas== <references /><noinclude></noinclude> 0m9axiddoalaqgztm160eh5e6ebrp0t Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/238 106 255030 562637 557171 2026-09-15T08:53:36Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562637 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|SAMATRA|SAN-TOMÉ|141}}</noinclude>(tambêm «varanda»), ''sāláva''. ''Kaḍu-sála'', tribunal de justiça. — Tet., Gal. ''sala''<ref>«E o rrecebeo na '''salla''' com muytas honras». Gaspar Correia, IV, p. 443. «Recebeu em '''sala''' com grande aparato». Diogo do Couto, ''Déc.'' VI, v, 4.</ref>. Parece que no vocábulo sing. há influência, se não procedência, do sânsc. ''çālā'', com que se relaciona o alemão ''saal'', étimo do port. ''sala''. '''Salada.''' Conc. ''sālád''. Term. vern. ''karam'' (p. us. nesta acepção). — Hindust. ''saláta'', ''salútih'', ''salítih''. — Beng. ''saláta''. — Sing. ''saláda'' (tambêm «alface, endívia»). — Tam. ''salládu''. — Tel. ''salladam''. — Can. ''saládu'', alface. — Mal. ''saláda'', ''seláda''. — Ach. ''selada''. — Sund. ''saláda''. ''Saláda-chui'', agrião. — Jav. ''selôdô''. — Mak., Bug., Tet., Gal. ''saláda''. — Ár. ''salátha''. — Turc. ''salata''. '''Salva.''' Conc. ''sálv''. — Tet., Gal. ''salva''. '''Salvação.''' Conc. ''sālvāsámv''. Termos vern. ''mukti'', ''tāraṇ''. — Tet., Gal. ''salvasā''. '''Samatra.''' Indo-ingl. ''Sumatra'', rajada no mar entre a península malaia e a ilha de Samatra. Os portugueses generalizaram depois o vocábulo a qualquer borrasca, e neste sentido é ainda hoje empregado em Goa<ref>«Nos deu uma trovoada de Noroeste que são os temporaes que comummente cursão nesta Ilha '''Çamatra'''». Fernão Pinto, cap. XXIII. «Não pôde deixar de se perder a galeota de Miguel de Macedo na grande ilha de Malaca, onde se chegou a surgir e lhe deu uma '''samatra''', que a fez ir dar na ilha». Bocarro, ''Déc.'' XIII, p. 626.</ref>. '''Santa Maria.''' Nic. ''sánta-mariá'', nome de moeda de cobre: meio ''anná'' ou quarto de ''anná'' ou tanga da moeda actual de Goa. Term. vern. ''paisa'' (do hindust.), ''riuid'', cobre em geral. Não tendo havido, que eu saiba, moeda de cobre com o nome de Santa Maria, suponho que a locução designa alguma terra donde os nicobareses teriam primeiro recebido a referida moeda ou outra equivalente. Talvez seja mesmo o nome duma das ilhas do grupo, dado pelos portugueses, que presentemente não subsista. Na costa do Canará há uns ilhéus que se chamavam ''Santa Maria''; mas daqui não se teria originado o nome da moeda<ref>«Os ilheos se chamão ora '''sancta Maria''': os quaes estão entre Baçanor e Baticala». João de Barros, ''Déc.'' I, IV, 11.</ref>. '''[[:d:Lexeme:L447236|Santo.]]''' Conc. ''sȧnt''. ''Sant'' (subst.), «dia santo», é talvez do sânsc. ''santa'' (adj.). — Sing. ''santuvariya'' (subst.). — Can. ''santa'' (us. entre os cristãos). ''Santerụ'', santos. — Camb. ''santa'' (anteposto a ''Papa''). — Mal. ''santo'' (Papa). — Tet. ''sántu''. — ? Jap. ''seito''. Provávelmente do ingl. ''saint''. '''San-Tomé.''' Conc. ''satmém'', moeda de ouro. Distingue-se em ''navém satmém'' e ''parụém satmém'', San-Tomé == Notas == <references /><noinclude></noinclude> k4sfncilob9yktkueodlzxorqzhzo9m Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/239 106 255031 562638 557172 2026-09-15T08:57:47Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562638 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|142|SAN-TOMÉ|SARAÇA}}</noinclude>novo e San-Tomé velho<ref>«Moeda d'ouro que se laura em '''sant-tomés''' ás partes que ho mandão laurar». Simão Botelho, p. 55. «A qual moeda erão os próprios pardaos batidos como cruzados de valia de mil réis, com as quinas do hum cabo; e da outra banda a figura de São Thomé com letras derrador, que dizião — ''India tibi cessit''». Gaspar Correia, IV, p. 434. «Ficarão-se chamando '''são Thomés''', moeda que ainda dura na India e corre por toda ella». Diogo do Couto, ''Déc.'' VI, VII, 1.</ref>. — Jap. ''santome'', ''santomejina'', espécie de riscado, procedente de San-Tomé de Meliapor em Madrasta. Hepburn dá-lhe por significado ''taffecillas'', que não sei a que língua pertence, mas que ocorre freqùentemente nos escritores antigos<ref>«Taficiras de seda, e beatilhas, e outras sortes de roupas». Gaspar Correia, II, p. 344. «Derão huma espada, e seis teadas, e duas taficiras». ''Id.'', 714. «Dous fardos pequenos de tafeciras de Cambaya e outros pannos finos». ''Id.'', III, 23. «Dous fardos pequenos de tafeciras e pannos pintados de Cambaya». ''Id.'', 51. «Do nosso patrão e os mais (de Meliapor) soubemos, que em algum tempo forão todos muito ricos a respeito de grandes avanços, que lhe davão as roupas que se fabricão naquella cidade, por serem as melhores de todo o Oriente». João Ribeiro, ''Fatalidade hist.'', III, cap. 4.</ref>. Há outros termos japoneses semelhantes, como ''Bangarajima'', ''Chaujima'', que indicam a procedência (Bengala, Chaúl) dos tecidos introduzidos no país pelos portugueses. '''Sapateiro.''' Conc. ''saptêr''. Term. vern. ''chāmkár''; ''mochi'' (p. us.). — Sing. ''sapatéruva'', ''sapatére''. Term. vern. ''sammariya''. — Tet. ''sapatéru''. '''[[:d:Lexeme:L307792|Sapato.]]''' Conc. ''sapát'' (p. us.). Term. vern. ''motsó''. — Guj. ''sapát''. — Hindust. (de Bombaim) ''sepát''. — Sing. ''sapattu'', ''sapattuva''. ''Sapattu-mahanna'', sapateiro. ''Slipper-sapattu'', sapatos de trazer por casa, chinelas. ''Búṭ-sapattu'', botas. Term. vern. ''us vahan'' (lit. «alparca alta»). ''Slipper'' e ''búṭ'' (= ''boot'') são do inglês. — Tam. ''sappattū''. — Tel. ''sapáth''. — Mal. ''sapátu''. ''Sapátu-panjan'', botas. ''Sapátu-káyu'', tamancos. ''Buga-sapátu'', flor de sapato (rosa da China). ''Sapátu-kuda'' (lit. «sapato de cavalo»), ferradura. — Ach. ''sepátu''. — Sund. ''sapátu'', ''sepátu''. ''Sepátu-panjan'', bota. Diz-se também ''estivel'', do hol. ''stivel''. — Jav. ''sapátu'', ''sepátu''. — Mak., Bug. ''sapátu'', ''chapátu''. — Nic. ''xapáta''. — Tet., Gal. ''sapátu''. — Persa ''sabát''. — Ár. ''sabbat'', ''sebbath'', ''sabat''<ref>«Çapatos brancos, barretes na mão de cetym roxo». Gaspar Correia, I, p. 533. «Algumas vezes se despedem alguns doentes já sãos que por falta de camisas, siroulas, e '''sapatos''' se não vão do dito hospital (1597)». ''Archivo Port. Or.'', fasc. 5.º, p. 1056.</ref>. '''[[:d:Lexeme:L1375155|Saraça]]''' («tecido estampado»). Conc. ''sarás''. — Jap. ''sarasa''<ref>«Com hũa corja (q. v.) de '''çaraças''', e pannos Malayos para sua mulher e filhas</ref>. == Notas == <references /><noinclude></noinclude> i95g27kbiqh74ng9osw2r46nvfx9t40 Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/240 106 255032 562640 557173 2026-09-15T09:03:56Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562640 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|SAÚDE|SÊLO|143}}</noinclude>De origem malaia, ''sarásah''. Vid. Gonçalves Viana, ''Apostilas'', I, p. 347<ref>que he o comum trajo daquella terra». Fernão Pinto, cap. XXI. «E lhe deu duas '''sarasas''', panos, que as mulheres na India vestem, e são de estima». Francisco Vaz de Almada, in ''Hist. tragico-marit.'', IX, p. 71. «Sarassas e camisas, e o mais fato que traziam, tudo entregaram». Bocarro, ''Déc.'' XIII, p. 170. «Nos Açores é até hoje usado um manteo de mulher chamado çaraça, diz o Sr. Brito da Fonseca ... Quer-me parecer só oriental esta palavra '''saraça'''». Dr. Alberto de Castro, ''Flores de coral'', p. 172.</ref>. '''Sargento.''' Conc. ''sārjent''. — Tet. ''sarjéntu''. — Gal. ''sarjéntu'', ''saréntu''. '''[[:d:Lexeme:L1375158|Sarja.]]''' Conc. ''sárj''. — Mal. ''serja''. O ''Dic. Contemp.'' deriva ''sarja'' do lat. ''sericus'', e o de Cândido de Figueiredo dá por étimo o ár. ''sardje''. '''Satán, satanás.''' Conc. ''satānáz''. — Sindh., Day. ''setan''. — Sing. ''sátan''. — Gar. ''satan''. — Gal. ''satanaz''. Jap. ''satan''. ''Saitán'', usado em algumas línguas indianas, é do persa-ár. ''sait̤an'', e o próprio ''satan'' pode ter provindo imediatamente do inglês. O ''setan'' do dayak deve ser de origem holandesa, como diz Hardeland. '''[[:d:Lexeme:L298558|Saúde.]]''' Conc. ''sāvúd'', saúde e brinde. Term. vern. na primeira acepção: ''bhaláy'', ''bhalāyki'', ''ārám'', ''praṇám''. ''Sāvúd karunk'', saùdar, beber à saúde. — Beng. ''sāvudi''. — Sing. ''sāvódiya'', brinde. — Tet., Gal. ''saúdi''. '''Sé.''' Conc., Tet., Gal. ''sé''. '''[[:d:Lexeme:L1418699|? Secar.]]''' Mal. ''seka''. — Jav. ''sékô'', ''njékô'' (tambêm «enxugar, varrer, escovar»). ''Sékat'' (Mal.), ''sikat'' (Sund.), escôva, vassoura. '''[[:d:Lexeme:L677452|Secretaria.]]''' Conc. ''sekretāri''. — Tet., Gal. ''sekretaria''. '''[[:d:Lexeme:L661410|Secretário.]]''' Conc. ''sekretár''. — Tet., Gal. ''sekretáriu''. '''Sêda.''' Conc. ''séd''. Term. vern. ''rexim'', ''reximlugat''. ''Sedi'' (adj.), de sêda, sedoso. — Sing. ''séda''. Term. vern. ''pāṭa-redi'', ''paṭapitiya''. ''Séda-paṭiya'', fita de sêda. — ? Mal., Sund. ''sutra''. — Jav. ''sutrô''. — Mad. ''sotra''. — Tet., Gal. ''seda''<ref>«Aquy (na China) se cria muy boa '''seda'''». Duarte Barbosa, p. 382.</ref>. O Dr. Heyligers justifica a identificação de ''sutra'' com ''sêda'', pela troca de ''e'' por ''u'', de ''d'' por ''t'', e pela intercalação de ''r'', por negligência ou eufonia. Em sânscrito, ''sūtra'' quere dizer «linha». '''[[:d:Lexeme:L497160|Seguro.]]''' Conc. ''sugúr''. ''Sugúr-karunk'', assegurar. ''Sugúr-zāvunk'', estar seguro. — Mal. ''seguro'' (subst.), segurança (Haex). '''[[:d:Lexeme:L501568|Sela.]]''' Conc. ''sél'' (mais usado ''selim''). Term. vern. ''jin'', ''khogir''. — Mal., Tet., Gal. ''séla''. — Sund. ''sella''. — Jav. ''sélô''. '''Sêlo''' (de imposto). Conc. ''sêl''. — Tet., Gal. ''sêlu''. == Notas == <references /><noinclude></noinclude> qjxbtllxz3ylfp1xda2rltqgl0uis3y Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/241 106 255033 562643 557174 2026-09-15T09:11:35Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562643 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|144|SENHOR|SERÃO}}</noinclude>'''Sem.''' Mal. ''sin'' (Haex). '''[[:d:Lexeme:L500630|Semana.]]''' Conc. ''sumān''. Term. vern. ''sātvaḍó'', ''sátoḷém'', ''āṭhvaḍó''; ''hāptó'' (us. no Canará). ''Sumānkár'', o servente da igreja que serve revezadamente por semanas; servente da semana<ref>São muito comuns os derivados desta espécie. Cf. ''chepekár'', de chapéu; ''mortikár'', de morte, ''phontyó'', de fonte, «fontículo».</ref>. — Sing. ''sumánaya''. ''Sumána-pata'', semanalmente. ''Sumánayak aḍangu'', semanal. Term. vern. ''satiya''. — Mal. ''semana'' (Haex). Tambêm: ''sátu mingo'', lit. «um domingo»; ''sátuja mat'', lit. «uma sexta feira». — Tet., Gal. ''semana''. A troca de ''e'' por ''u'' na primeira sílaba de ''sumán'' é devida ao ''s'' inicial e ao ''m'' seguinte. Cf. ''seguro''. Tambêm aparece ''somana'' em escritores antigos<ref>«Por guardarem todolos oito dias daquella '''somana''', por razão da festa». João de Barros, ''Déc.'' III, III, 10.</ref>. '''Semana santa.''' Conc. ''sumán sant''. — Tet. ''semana santa''. '''[[:d:Lexeme:L1483370|Seminário.]]''' Conc. ''siminár''. Term. vern. ''maṭh'' (não é usado entre os cristãos). — Tam. ''seminári''. — Tet., Gal. ''semináriu''. '''[[:d:Lexeme:L447994|Senhor.]]''' Conc. ''sijñôr'' (= ''sinhor'', p. us.). — Beng. ''siyor''. — Mal. ''sinñôr'', ''sinyo'', ''siju''; ''sínhô'' (Castro). — Sund., Mad. ''sinyo''. — Jap. ''sinnyoro'', dono de navio mercante. Bikker regista ''senyor'' com o significado de «holandês»; ''nyung'', com o de «português», e ''mistar'', com o de «inglês». '''Senhora.''' Conc. ''sijñór'' (p. us.). — Mal. ''nyóra'', ? ''nyonya'', ''nónya'', ''nóna''. — Mol. ''nyora''. — ? Sund., Jav., Mad. ''nyoña'' (= ''nionha''), ''noña''. O Dr. Schuchardt tem por certíssimo que ''sinyo'', ''sinyor'', e ''nona'', ''nonya'', ''nyora'', proveem de ''senhor'' e ''senhora''. Vid. ''dona''. '''Sentença''' (judicial). Conc. ''sentems''. Term. vern. ''pharmaṇ'', ''nivāḍó''. — Tet., Gal. ''sentensa''. '''Sentido.''' Conc. ''sintid''. Term. vern. ''chitt'', ''arth''. — Tet., Gal. ''sentidu''. '''Sentinela.''' Conc. ''sintinel''. Term. vern. ''pahārekár'' ou ''pahārkár''. — Tet., Gal. ''sentinela''. '''Sentir.''' Conc. ''sintir-zāvunk'', ter pesar. Term. vern. ''duḥkh lāgunk'', ''vāyt disunk''. — Tet., Gal. ''sinti''. Term. vern. ''hadômi''. '''Separado.''' Conc. ''sepārád'' (p. us.). Term. vern. ''kuxin''. — Mal., Jav., Mad., Day. ''separo'' (adv.), separadamente, à parte; às meias. — Sund. ''saparo'', ''paro''. Baixo jav. ''loro'', ''ro'' (por intermédio de ''paro'', com perda de ''se''), dois. ''Maro'', ''malih'', separar, dividir em duas partes. ''Paron'', ''palikan'', em duas partes, meias. Vid. Heyligers. '''? Serão.''' Mal., Sund., Baixo jav. ''sore''. Denota própriamente a tarde das quatro horas ao sol pôsto. O Sr. Gonçalves Viana julga casual a semelhança dos dois termos. == Notas == <references /><noinclude></noinclude> k85i6wwuvc9zv5adnir66c4yjnfsn4o Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/242 106 255034 562644 557175 2026-09-15T09:25:52Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562644 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|SÍNAL|SOLDADO|145}}</noinclude>'''Seringa.''' Conc. ''siring''. Termos vern. ''nal'', ''pichkāri''. — Mal. ''siring'', filtrado. ''Siring-an'', filtro. — Sund. ''saring''. '''Sério.''' Conc. ''ser''. Term. vern. ''bhāri'', ''nirāḷó''. — Tet. ''séri''. Term. vern. ''matének''. — Gal. ''séri''. '''Sermão.''' Conc. ''sermám''. — Tet., Gal. ''sermã''. '''[[:d:Lexeme:L477196|Serviço.]]''' Conc. ''sirvis''. Termos vern. ''tsākri'', ''será''. — Mal. ''servicio'' (Haex). — Tet. ''servisu''. '''Servir.''' Conc. ''sirvir-zāvunk''. Termos vern. ''tsākrik arunk''; ''upkārunk'', ''kāmák yevunk''. — Mal. ''servir'' (Haex). — Tet., Gal. ''sirvi''. '''Serzideira''' (naut.). L.-Hindust. ''sisidor'', ''sizādor''. '''Setim.''' Conc. ''setim''. Term. vern. ''ātlá''. — Sing. ''sitim''. Term. vern. ''kōseyyaya''. — Tul. ''séti''. — Mal. ''siten'' (Swettenham tira-o do português). — Jav. ''kestin''. — ? Mak., Bug. ''sátting''; talvez do hol. ''satijn''<ref>«Aquy (na China) se cria muy boa seda, de que fazem muyta cantidade de panos de damasquo de cores, '''setins''', e outros panos rasos». Duarte Barbosa, p. 382. «Com jaquetas de veludo preto e mangas de '''cetym''' roxo». Gaspar Correia, ''Lendas'', I, p. 533.</ref>. '''? Sigilo''' («sêlo»). Hindust. ''sijjill''. — Persa ''sijil''. — Ár. ''sijjil'', registo, decreto. Talvez importado directamente do latim ou do italiano. '''[[:d:Lexeme:L502268|Sinal.]]''' Conc. ''sinál'' (especialmente dos contratos). — Tet., Gal. ''sinal''. '''[[:d:Lexeme:L449042|Sino.]]''' Sing. ''sinuva'', ''síniya''. Term. vern. ''ghanṭáva'', ''ghanṭáraya''. ''Sinuva-gahanná'' (lit. «batedor do sino»), sineiro. — Mal. ''siño''. — Tet., Gal. ''sínu''. '''Soberbo.''' Conc. ''suberb'', ''suberāó''. Term. vern. ''garvi'', ''ahankãri''. — Mal. ''suberbo'' (Haex). — Tet. ''subérbu''. Em teto e galóli tambêm se usa ''suberba''. '''Sobremesa.''' Conc. ''sobremez''. Termo vern. ''phaḷár''. — Tet. ''sobremeza''. '''Sobrinha.''' Conc. ''subrinh''. Term. vern. ''putaṇi'', ''dhuvḍi'', ''bāchi''. — Mal. ''sobrinja'' (Haex). '''[[:d:Lexeme:L642588|Sobrinho.]]''' Conc. ''subrinh''. Term. vern. ''putaṇayó''; ''bhāfsó''. — Mal. ''subrinjo'' (Haex). — Tet. ''subrínhu''. Term. vern. ''mane-fónun''. '''[[:d:Lexeme:L500604|Sociedade.]]''' Conc. ''sosyedád''. Termos vern. ''pangat'', ''sangat''. — Tet. ''sosiedádi'', ''súsi''. — Gal. ''sosiedádi''. '''? Soco.''' («pedestal»). Jav. ''suku'' (Heyligers). '''Sofá.''' Conc. ''suphá''. — Guj. ''soppá''. — Hindust. ''sufa''. — Sing. ''sōpáva''. '''[[:d:Lexeme:L561256|Sofrer.]]''' Mal. ''suffrir'' (Haex). — Tet. ''sofri''. Term. vern. ''ténis''. — Gal. ''sufrê''. '''Solda''' (bot.). Mak., Bug. ''saloda''. '''[[:d:Lexeme:L500842|Soldado.]]''' Conc. ''soldád''. Term. vern. ''xipáy'', ''laxkari'', ''páyk'', ''sainik''. — Sing. ''soldádura''. Term. vern. ''sévayā'', ''hévayā''. — Mal. ''soldādu'', == Notas == <references /><noinclude></noinclude> bw3vdanqh2q1lfwzlcidt56v9z6puj1 Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/243 106 255035 562649 557176 2026-09-15T09:32:36Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562649 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|146|SOPA|SUÍSSA}}</noinclude>''seredādu'', ''seridādu''. — Ach. ''serdádu''; ''seledád'', marinheiro, marujo. — Sund. ''soldádo'', ''soldádu''. — Jav. ''sôrôdádu''. — Mad. ''sordádu''. — Bal. ''suredádu'', ''sredádu''. — Mak., Bug. ''sorodádu''. — Tet., Gal. ''soldádu''. Termos vern. ''ema fónun''. — Malg. ''soridany''<ref>«Favorecia este Governador os '''soldados''' que tinhão boas armas». Diogo do Couto, ''Déc.'' VI, v, 3. «Com cem '''soldados''' e com alguns ''Lascaris''». ''Id.'', ''Déc.'' VIII, I, 3.</ref>. Os nossos cronistas chamam ''piães'' e ''lascarins'' aos soldados indígenas. '''Sombreiro''' («guarda-sol»). Indo-ingl. ''sombrero'', ''summer-head''. — Tet. ''sombréiru''. Term. vern. ''siáti''. — Gal. ''sombrélu''. Em indo-português é corrente ''sombreiro'' por «guarda-sol» ou «guarda-chuva»<ref>«Junto dele lhe leuaom hũu '''sombreiro''' de pee em hũa cana muyto alta que lhe tolhe o Sol». Duarte Barbosa, p. 320. «Não poderá ninguém trazer tocha, andor, '''sombreiro''', sem nossa licença ou do nosso Governador». ''Foral'' de D. João III, in ''Archivo Port. Or.'', fasc. 5.º, p. 132. «Com '''sombreiros''' de setim verde e carmesim». Fernão Pinto, cap. LXVIII. «O Arcebispo (de Goa) quando sáe fóra faz levar comsigo um grande '''sombreiro'''; e é para notar que assim o delle, como o do Vice-Rei, e dos outros grandes senhores são mui magníficos e cobertos de velludo, ou outro panno de seda». Pyrard, ''Viagem'', II, p. 80.</ref>. '''[[:d:Lexeme:L1000677|Sopa.]]''' Conc. ''sôp''. — Sing. ''sóp'', ''sóppaya''. ''Sôp-pingana'', prato de sopa. — ? Tam. ''súppu'' (talvez do inglês ''soup''). — Tel., Mal. ''sópa''. — Tet. ''sôpa''. ''Sūpa'', sânsc., significa «caldo». '''Sorte''' («bilhete de lotaria»). Conc. ''sort'', ''soḍt''. Term. vern. ''chiṭṭ''. — Mar. ''soḍti''. — Guj. ''sorti'', ''surti''. — Hindust. ''sharti''. — Or. ''surti''. — Beng. ''surtti''. — Sing. ''sórtiya''. — Malayál., Can., Tul. ''sóḍti''. — Tet., Gal. ''sóriti'', fortuna. ''Tó-sóriti'', afortunar. ''R'' português antes de ''t'' ou ''d'' torna-se fácilmente na Índia ''ṛ'' ou ''ḍ'' cacuminal. Cf. conc. ''moṛt'' = morte, ''kāḍtil'' = cartilha. '''Sossegado.''' Conc. ''susegád''. Term. vern. ''thanḍ'', ''svasth'', ''xánt''. — Tet. ''susegádu''. Term. vern. ''hakmátek''. '''Sota''' (no jôgo de cartas). Conc. ''sot''. — Mak., Bug. ''sóta''. '''Sotaina.''' Tam. ''sutan''. — Gal. ''sotana''. '''Suíssa''' («guarda de espingardeiros, criada por Afonso de Albuquerque», C. de Figueiredo). Conc. ''suyis''. ''Suyisāchēm kapel'', capela da suíssa. — Mal. ''suissa'', «armatorum militum delectus» (Haex). Na vila de Mapuçá, em Goa, há uma capela, dedicada à Santa Cruz, que vulgarmente se denomina «capela da suíssa ou dos suíssos». Terminada a festividade, faz-se um simulacro de batalha em um descampado entre os portugueses e os bounsulós maratas. A guarda suíssa passava por invencível<ref>«Os capitãees da soyça chegaram por</ref>. == Notas == <references /><noinclude></noinclude> b80hu39k31314r3xtm3aahoxuvto79k Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/244 106 255036 562650 557177 2026-09-15T09:36:24Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562650 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|TABACO|TABACO|147}}</noinclude>'''Sul.''' Conc. ''súl''. Term. vern. ''dakhíṇ''. ''Sulkár'', habitante do sul de Goa, isto é, do Canará e do Malabar. — L.-Hindust. ''sūli''<ref>«O mayor rendimento que minhas alfandegas dessas partes tem he das fazendas que vem da China e do '''Sul'''». Carta régia (1591), in ''Archivo Port. Or.'', fasc. 3.º, p. 312. «E como a Ilha e Cidade de Goa, cabeça e Metropoli de todo o Estado, que os Portuguezes possuem, nella jaz na mesma Costa; a respeito da mesma Cidade, e Ilha contamos o sitio de todas as mais terras, e fortalezas do Estado... E as que correm para a esquerda, chamamos do '''sul'''; porque tem assento della». Fr. Luis de Sousa, ''Hist. de S. Domingos'', III, p. 360.</ref>. '''Sumaca''' («espécie de barco»). Mal. ''sumáka'' (Marre). '''[[:d:Lexeme:L500825|Superior.]]''' Conc. ''superyor'' (p. us.). Term. vern. ''vartó'', ''vhaḍil''. — Tet. ''superior''. Term. vern. ''bóti''. '''[[:d:Lexeme:L669940|Suspender.]]''' Conc. ''suspender-karunk''. Term. vern. ''maná karunk''. — Tet. ''suspéndi''. Term. vern. ''tára'', ''tétu''. {{c|{{x-larger|T}}}} '''[[:d:Lexeme:L1217927|Tabaco.]]''' Mar. ''tambākhú'', ''tamākhú''. — Guj. ''tambáku'', ''tambákum'', ''tamāku''. — Hindi, Hindust. ''tambākú'', ''tamākú'', ''tamakú''. ''Tambākú-vālá'', vendedor de tabaco. — Nep. ''tamākú''. — Or. ''tamákhu''. ''Tamrakuta'', planta de tabaco. — Beng. ''tamák'', ''tāmák'', ''tamáku'', ''tāmakú'', ''tamrakú''. — Sindh. ''tamáku''. ''Tamākí'', vendedor de tabaco. — Panj. ''tamākú'', ''tamákhú''. — Kash. ''tabáku'', ''tamák'', ''tamok''. — Malayál. ''tambákku''. — Can. ''tambaku''. Term. vern. ''hogesoppu'' (lit. «erva de fumo»)<ref>Outras línguas dravídicas teem termos diferentes, que significam «fôlha de fumo».</ref>. — Gar. ''tamaku''. — ? Camb. ''thuãm''. — ? Ann. ''thúôc''. — ? Tonk. ''thuôc''. — Mal. ''tambáko'', ''tembáko'', ''tembáku''. — Ach. ''bakum'', ''bakon''. — Batt. ''timbako'', ''bako''. — Sund. ''tambako'', ''bako''. — Jav. ''tambako'', ''embako'', ''bako''. — Mad. ''pôkô''. — Bal. ''temako''. — Day. ''tambáko'', ''tamba''. — Mak., Bug. ''tambáko''. — Tet., Gal. ''tabáku''. — Malg. ''tambáko''. — Jap. ''tabako''. ''Maki-taba-'' == Notas == <references /><noinclude></noinclude> 5mtvb0zcg9i8zhbkl7d57vedicuedm1 Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/245 106 255037 562651 556763 2026-09-15T09:40:35Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562651 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|148|TABACO|TALAPOI}}</noinclude>''ko'', charuto. ''Kagi tabako'', rapé. — Persa ''tambākú'', ''tambak''. — Ár. ''tambak''. A planta é exótica e o nome é mexicano, segundo Girolamo Benzoni (1550). O seu uso generalizou-se na Índia no reinado do imperador Akbar (séc. XVI-XVII). Introduziram-na com muita probabilidade os portugueses. Lê-se porêm no periódico ''Tit-Bits'', de Londres (22 de Julho de 1911) o seguinte: «É errónea a ideia de que o tabaco sómente foi conhecido na Europa depois do descobrimento da América. Um filólogo sugeriu que os gregos e os romanos fumavam tabaco, pelo menos nas suas colónias. Diz-se que no arquipélago malaio o uso de charutos e cigarros é de data muito anterior ao descobrimento da América»<ref>«Parece certo que fomos nós que lhe levamos a planta e o uso della». Wenceslau de Morais, ''Dai-Nippon''. O Sr. Gonçalves Viana porém atribui origem espanhola ao jap. ''tabako'', «que de certo lá não deixámos, e cuja introdução há de ser muito mais moderna do que o período durante o qual mantivemos relações directas com o Japão». «Em lugar do vinho, que, como disse, não ha, lhe serve o '''tabaco''', a que nos chamamos ''herva santa''; ao qual se tem por todas as Indias achadas tantas virtudes, não sei se reaes, se imaginarias, e particularmente ao que nasce nesta Ilha (de S. Domingos)». Gaspar Afonso (1595), in ''Hist. tragico-marit.'', VI, p. 54. «Entre as quaes he a que chamamos do fumo, e eu chamaria erva sancta, a que dizem que elles (no Brasil) chamão Betum... Esta erva trouxe primeiramente a Portugal, Luiz de goes». Damião de Gois, ''Chron. de D. Manuel'', I, cap. 57.</ref>. É curioso que o concani, a exemplo das línguas dravídicas, não tenha adoptado o termo, limitando-se a designar o tabaco, genéricamente, por ''pán'', «folha», ou ''oḍhehém pán'', «fôlha de fumar», para se distinguir do bétele, que tambêm se denomina ''pán'' ou, especificadamente, ''khāvunchém pán'', «fôlha de comer»<ref>«A renda de '''tabaco''' (em Chaul) em nove mil setecentos trez patacões por anno». António Bocarro (1634), ''Livro das plantas das fortalezas'', in ''O Chron. de Tissuary'', IV, p. 33. «Bebendo vinho de palmeiras, tomando '''tabaco''' de fumo». João Ribeiro, ''Fatalidade hist.'', liv. I, cap. XIX. «E ''cadegi indi'' em arabio quer dizer folla da India». Garcia da Orta, Col. XXIII.</ref>. De ''pán'' se deriva ''pānkár'', «vendedor de tabaco». '''Taberna.''' Sing. ''te̤be̤ruma'', ''te̤be̤re̤mu''. Term. vern. ''surāse̤la'', ''surāxāláva''. '''Tabernáculo.''' Conc. ''tābernákl''. — Tam. ''tabernákulu''. '''Tacho.''' Sing. ''táchuva''. — Mal. ''táchu''. — Tet., Gal. ''táchu'', ''tásu''. ''Tajélo'', do malaio de Amboina, é, segundo o Dr. Schuchardt, composto de ''tacho'' e ''tijela''. '''Talapoi, talapõi''' («religioso budista»). Indo-ingl., Indo-franc. ''talapoin''. == Notas == <references /><noinclude></noinclude> ek1663oqlj549by01iu5che89b0e7pp 562652 562651 2026-09-15T09:41:04Z Leonordeoliveiramartins 41055 562652 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|148|TABACO|TALAPOI}}</noinclude>''ko'', charuto. ''Kagi tabako'', rapé. — Persa ''tambākú'', ''tambak''. — Ár. ''tambak''. A planta é exótica e o nome é mexicano, segundo Girolamo Benzoni (1550). O seu uso generalizou-se na Índia no reinado do imperador Akbar (séc. XVI-XVII). Introduziram-na com muita probabilidade os portugueses. Lê-se porêm no periódico ''Tit-Bits'', de Londres (22 de Julho de 1911) o seguinte: «É errónea a ideia de que o tabaco sómente foi conhecido na Europa depois do descobrimento da América. Um filólogo sugeriu que os gregos e os romanos fumavam tabaco, pelo menos nas suas colónias. Diz-se que no arquipélago malaio o uso de charutos e cigarros é de data muito anterior ao descobrimento da América»<ref>«Parece certo que fomos nós que lhe levamos a planta e o uso della». Wenceslau de Morais, ''Dai-Nippon''. O Sr. Gonçalves Viana porém atribui origem espanhola ao jap. ''tabako'', «que de certo lá não deixámos, e cuja introdução há de ser muito mais moderna do que o período durante o qual mantivemos relações directas com o Japão». «Em lugar do vinho, que, como disse, não ha, lhe serve o '''tabaco''', a que nos chamamos ''herva santa''; ao qual se tem por todas as Indias achadas tantas virtudes, não sei se reaes, se imaginarias, e particularmente ao que nasce nesta Ilha (de S. Domingos)». Gaspar Afonso (1595), in ''Hist. tragico-marit.'', VI, p. 54. «Entre as quaes he a que chamamos do fumo, e eu chamaria erva sancta, a que dizem que elles (no Brasil) chamão Betum... Esta erva trouxe primeiramente a Portugal, Luiz de goes». Damião de Gois, ''Chron. de D. Manuel'', I, cap. 57.</ref>. É curioso que o concani, a exemplo das línguas dravídicas, não tenha adoptado o termo, limitando-se a designar o tabaco, genéricamente, por ''pán'', «folha», ou ''oḍhehém pán'', «fôlha de fumar», para se distinguir do bétele, que tambêm se denomina ''pán'' ou, especificadamente, ''khāvunchém pán'', «fôlha de comer»<ref>«A renda de '''tabaco''' (em Chaul) em nove mil setecentos trez patacões por anno». António Bocarro (1634), ''Livro das plantas das fortalezas'', in ''O Chron. de Tissuary'', IV, p. 33. «Bebendo vinho de palmeiras, tomando '''tabaco''' de fumo». João Ribeiro, ''Fatalidade hist.'', liv. I, cap. XIX. «E ''cadegi indi'' em arabio quer dizer folla da India». Garcia da Orta, Col. XXIII.</ref>. De ''pán'' se deriva ''pānkár'', «vendedor de tabaco». '''Taberna.''' Sing. ''te̤be̤ruma'', ''te̤be̤re̤mu''. Term. vern. ''surāse̤la'', ''surāxāláva''. '''Tabernáculo.''' Conc. ''tābernákl''. — Tam. ''tabernákulu''. '''Tacho.''' Sing. ''táchuva''. — Mal. ''táchu''. — Tet., Gal. ''táchu'', ''tásu''. ''Tajélo'', do malaio de Amboina, é, segundo o Dr. Schuchardt, composto de ''tacho'' e ''tijela''. '''Talapoi, talapõi''' («religioso bu == Notas == <references /><noinclude></noinclude> az76hnz4rac9xaol6qjwxcfhs1zn7en 562654 562652 2026-09-15T09:45:41Z Leonordeoliveiramartins 41055 562654 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|148|TABACO|TALAPOI}}</noinclude>''ko'', charuto. ''Kagi tabako'', rapé. — Persa ''tambākú'', ''tambak''. — Ár. ''tambak''. A planta é exótica e o nome é mexicano, segundo Girolamo Benzoni (1550). O seu uso generalizou-se na Índia no reinado do imperador Akbar (séc. XVI-XVII). Introduziram-na com muita probabilidade os portugueses. Lê-se porêm no periódico ''Tit-Bits'', de Londres (22 de Julho de 1911) o seguinte: «É errónea a ideia de que o tabaco sómente foi conhecido na Europa depois do descobrimento da América. Um filólogo sugeriu que os gregos e os romanos fumavam tabaco, pelo menos nas suas colónias. Diz-se que no arquipélago malaio o uso de charutos e cigarros é de data muito anterior ao descobrimento da América»<ref>«Parece certo que fomos nós que lhe levamos a planta e o uso della». Wenceslau de Morais, ''Dai-Nippon''. O Sr. Gonçalves Viana porém atribui origem espanhola ao jap. ''tabako'', «que de certo lá não deixámos, e cuja introdução há de ser muito mais moderna do que o período durante o qual mantivemos relações directas com o Japão». «Em lugar do vinho, que, como disse, não ha, lhe serve o '''tabaco''', a que nos chamamos ''herva santa''; ao qual se tem por todas as Indias achadas tantas virtudes, não sei se reaes, se imaginarias, e particularmente ao que nasce nesta Ilha (de S. Domingos)». Gaspar Afonso (1595), in ''Hist. tragico-marit.'', VI, p. 54. «Entre as quaes he a que chamamos do fumo, e eu chamaria erva sancta, a que dizem que elles (no Brasil) chamão Betum... Esta erva trouxe primeiramente a Portugal, Luiz de goes». Damião de Gois, ''Chron. de D. Manuel'', I, cap. 57.</ref>. É curioso que o concani, a exemplo das línguas dravídicas, não tenha adoptado o termo, limitando-se a designar o tabaco, genéricamente, por ''pán'', «folha», ou ''oḍhehém pán'', «fôlha de fumar», para se distinguir do bétele, que tambêm se denomina ''pán'' ou, especificadamente, ''khāvunchém pán'', «fôlha de comer»<ref>«A renda de '''tabaco''' (em Chaul) em nove mil setecentos trez patacões por anno». António Bocarro (1634), ''Livro das plantas das fortalezas'', in ''O Chron. de Tissuary'', IV, p. 33. «Bebendo vinho de palmeiras, tomando '''tabaco''' de fumo». João Ribeiro, ''Fatalidade hist.'', liv. I, cap. XIX. «E ''cadegi indi'' em arabio quer dizer folla da India». Garcia da Orta, Col. XXIII.</ref>. De ''pán'' se deriva ''pānkár'', «vendedor de tabaco». '''Taberna.''' Sing. ''te̤be̤ruma'', ''te̤be̤re̤mu''. Term. vern. ''surāse̤la'', ''surāxāláva''. '''Tabernáculo.''' Conc. ''tābernákl''. — Tam. ''tabernákulu''. '''Tacho.''' Sing. ''táchuva''. — Mal. ''táchu''. — Tet., Gal. ''táchu'', ''tásu''. ''Tajélo'', do malaio de Amboina, é, segundo o Dr. Schuchardt, composto de ''tacho'' e ''tijela''. '''Talapoi, talapõi''' («religioso bu- == Notas == <references /><noinclude></noinclude> fzwodad08oatqg8nu380agqe7xbly1k Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/246 106 255038 562653 557178 2026-09-15T09:45:27Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562653 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|TAMBACA|TANQUE|149}}</noinclude>dista»). Indo-ingl., Indo-franc. ''talapoin''<ref>«Mandou huma carta por hum seu Grepo '''Talapoy''' religioso de idade já de oytenta annos». Fernão Pinto, cap. CXLIX. «Ha por todos estes reinos muitos religiosos de differentes regras: vns a que em Pegú chamão '''Talapois''', e em Sião, Bicos: e em Camboja, Chicús... Seus vestidos são capas e tunicas de hũa côr amarela escura, tinta que fazem com casca de jaqueira; trazem na cabeça sombreiros de papel azeitados». Diogo do Couto, ''Déc.'' V, VI, 1. «Praticando hum dia com os Embaixadores do Bramá, e os '''Talapoens''' que vierão em sua companhia que erão seus Bispos, e Religiozos». ''Id.'', ''Déc.'' VIII, I, 12. «Elle não queria para si mais que uma esmola, como '''talapôi''', que responde aos nossos religiosos». António Bocarro, ''Déc.'' XIII, p. 125.</ref>. O étimo é o pálico ''talapaṇṇam'' (singalês ''talapata''), ventarola com que andam os religiosos budistas, em conformidade com a sua liturgia<ref>«Trazem mais por religião andarem rapados e descalços, e na mão hũ abano de papel grande, da figura de hũa adarga, com que cobrem a cabeça do sol, e emparão o rosto da gente, quando prepassão por elles». João de Barros, ''Déc.'' III, II, 5.</ref>. '''Talento.''' Conc. ''tālent''. Term. vern. ''bārkamáy'', ''mardi''. — Tet. ''taléntu''. '''Talhamar.''' L.-Hindust. ''tāliyāmár'', ''tāliyāvár''. '''Tambaca, tambaque''' («liga de cobre e zinco», preparada na Indo-China). Conc. ''tāmbak''. — Tam., Malayál. ''tambákku''. — Tul. ''tambaku''. — Indo-ingl. ''tomback''. Do mal. ''tambaya'' (que se prende ao sânsc. ''tamṛka''), introduzido na Índia pelos portugueses. '''Tambor.''' Conc. ''tambor''. — ? Mar., Hindust., Panj. ''tambúr''. — ? Ass. ''taṃbaru'', ''tamburu''. — Sing. ''tambóruva'', ''tambóre̤va''. — Tam., Malayál. ''tambor''. — ? Can. ''tambúre''. — ? Mal., Sund., Jav. ''tambur''. — ? Ach. ''tãmbu''. — Bug. ''támboro'', ''tambúru''<ref>«Mandava tocar um '''atambor''' de tam excessiva grandeza, que quatro homẽs o não podião abalar». João de Barros, ''Déc.'' IV, VII, 20. «Com muitas charamelas, trombetas, atabales, '''tambores''', pifanos». Diogo do Couto, ''Déc.'' VI, IV, 6.</ref>. Dá-se por étimo de ''tambor'' o árabe-persa ''t̤anbúr'', que pode ter imediatamente transitado para as línguas em que termina o vocábulo em -''úr''. '''Tanchão.''' L.-Hindust. ''tenchan''. '''Tangedor.''' Mal. ''tanjedor'', ''tanjidur''. — Jav. ''tanjidur'', ''panjidur''. — Bug. ''tanjidóro''. Músico que toca instrumento europeu. '''Tanger.''' Mal. ''tanji'' (subst.), música. ''Bikin tanji'', musicar. '''[[:d:Lexeme:L1572433|? Tanque]]''' («cisterna»). Mar. ''ṭānki'', ''tānkém''. — Guj. 'ṭãnki'', ''ṭánkum''. — Tul. ''tánki''. — Indo-ingl. ''tank''. Parece que há aqui coincidência de dois vocábulos etimológicamente distintos, com significação quási análoga: port. ''tanque'', do lat. ''sta-'' == Notas == <references /><noinclude></noinclude> rya2nc1akn9cngwqhw2mm9nmhsep49r Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/247 106 255039 562656 557179 2026-09-15T09:53:51Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562656 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|150|TARTARUGA|TENTAR}}</noinclude>''gnum'', e guj. ''ṭánkum'' (étimo dos outros), provávelmente do sânsc. ''taṭāka'' ou ''taḍāga''. Os escritores portugueses chamam «tanque» às cisternas indianas ou lagoas, que em concani teem o nome de ''taḷém''<ref>«Jaz sobre campos e terras de sementeiras, tem muitos '''tanques''' d'agoa dentro em sy e muitos arvoredos». A. de Albuquerque, ''Cartas'', I, p. 136. «Estaua hũ grande '''tanque''' daltura de quatro braças». ''Roteiro da viagem de Vasco da Gama'', p. 95. «Muytos '''tanques''' dagoa, em que se lauãom cada dia duas vezes, asy homeins como mulheres». Duarte Barbosa, p. 268. «Para recolhimento das agoas do Inverno fazem estes '''tanques''' (a que propriamente podião chamar lagoas) todas empedradas». João de Barros, ''Déc.'' IV, VI, 5.</ref>. '''[[:d:Lexeme:L502644|Tanto]]''' (adv.). ? Mal., Mak., Bug. ''tántu'', certo, determinado, firme. — Jap. ''tanto'' (termo coloquial), muito, em grande quantidade. Hepburn observa: «Esta palavra deriva provávelmente do espanhol». '''Tapete.''' Conc. ''tāpêt''. Term. vern. ''tivāsi'', ''satrangi''. — Tet. ''tapêti''. '''Tara.''' Tel. ''táramu''. '''[[:d:Lexeme:L477308|Tarde.]]''' Conc. ''tárd'' (p. us.). Term. vern. ''sánz'', ''uxir''. — Mal. ''tarda'' (Haex). — Tet., Gal. ''tárdi''. '''? Tarifa.''' Malayál. ''tariff''. É possível que tenha sido importado directamente do árabe ou por via do inglês. '''[[:d:Lexeme:L447055|Tartaruga.]]''' Mal. ''tateruga'', ''tetrugo'' (Haex). — Mol. ''tarturugo'', tartaruga de mar. '''Têmpera''' (por «tempêro»). Conc. ''tempr''. Term. vern. ''sambhár'', ''masāló'', ''jiremmirém''. — Tet. ''tempra''. Term. vern. ''bûdu''. — Gal. ''témpera''. Com a forma de ''tempra'' ou ''tempr'', usa-se o vocábulo nos crioulos indo-portugueses. '''[[:d:Lexeme:L662636|Temperado]]''' (subst.). Conc., Tam. ''temprád'', guisado de hortaliça. — Sing. ''tempráduva'', temperamento. ''Temprádu karaṇavā'', temperar. '''[[:d:Lexeme:L448173|Tempo.]]''' Conc. ''têmp''. Term. vern. ''kál'', ''vêḷ'', ''vagat'', ''samay''. — Mal. ''tempo'', duração e estado atmosférico. ''Minta tempo'', pedir prazo. — Jav. ''tempo''. ''Tempon'', termo do prazo nos contratos. — Sund. ''tempo''. ''Karempo'', «forma modificada de ''tempo'': estão todos logrados; é feito deles, soou-lhes a hora. Diz-se tambêm de única pessoa, como se todos os seus pequenos negócios estivessem arruinados. ''Gêns rarempo jasah'', é o mais miserável, o mais destituído». Rigg. — Day. ''tempo'', termo, prazo. — Tet., Gal. ''témpu''. '''Tenaz''' (subst.). Malayál. ''tanáss''. '''Tenda.''' Conc. ''tend'', tôldo. — Sing. ''te̤nde'', catre, leito. — Mal. ''tenda'', tôldo. — Jav. ''têndô'', ''tindô''. — Tet. ''tenda''. '''Tentação.''' Conc. ''tentāsámv''. Termos vern. ''tāḷṇi'', ''ṇád'', ''bhúl''. — Tet. ''tentasā''. '''[[:d:Lexeme:L561197|Tentar.]]''' Conc. ''tentár-karunk'', provocar ao mal; apoquentar. — == Notas == <references /><noinclude></noinclude> k4ml7z2mdj0ytbqiwgfsro0ps29v4xw Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/248 106 255040 562658 557180 2026-09-15T10:01:58Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562658 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|TINTA|TOALHA|151}}</noinclude>Mal. ''tentar'' (Haex). — Tet., Gal. ''ténta''. '''Têrço''' (do rosário). Conc. ''têrs''. — Beng. ''tersú''. — Tam., Tet., Gal. ''térsu''<ref>«Rezam todos em voz alta o '''terço''' do rosário». Cardim, p. 93.</ref>. '''Terebintina.''' Jap. ''terementina''. O Sr. Gonçalves Viana deriva ''terementina'' do espanhol ''trementina''. Mas Diogo do Couto diz: «Era semelhante á ''trementina''» (''Déc.'' IV, VII, 9); e no ''Archivo Port. Or.'' aparece a seguinte verba (1585): «''Trementina'' a dez reis a onça» (fasc. 5.º, p. 1048). '''Terrina.''' Conc. ''terrín''. — Tet., Gal. ''terrina''. '''Tesouraria.''' Guj. ''tijorí''; tambêm «cofre». — Malayál. ''tishóri''. Talvez do ingl. ''treasury''. '''Tesoureiro.''' Conc. ''tijrêr''. — Guj. ''tijorar''. — Tam. ''tijoreri''. '''[[:d:Lexeme:L448221|Testamento.]]''' Conc. ''testāment''. Term. vern. ''maraṇpatr''. — Mal. ''téstamen'' (Castro). — Tet., Gal. ''testaméntu''. '''Tia.''' Conc. ''ti'', ''titi'' (p. usados). — Beng. ''titi''. — Tet. ''tia''. '''[[:d:Lexeme:L730512|Tinta.]]''' Conc. ''tint''. Term. vern. ''xái'', ''maxi'', ''patrānjan''. — Sing. ''tinta'' (tambêm «côr, tintas»). Term. vern. ''masi'', ''de̤li''. ''Tinta gánavā'', tingir, colorir. ''Tinta-kuppiya'', ''tinta-ke̤duva'', tinteiro. — Tam. ''tintei''. — Mal., Jav. ''tinta'', tinta europeia; côr. ''Mansi'' é tinta chinesa. — Tet., Gal. ''tinta''. '''Tinto''' (vinho). Conc. ''tint'', ''tintātsó saró''. — Jap. ''chinta''. '''[[:d:Lexeme:L448196|Tio.]]''' Conc. ''tiv'', tio paterno (us. entre os cristãos). Term. vern. ''bāpló''. — Beng. ''tiv'' (us. entre os cristãos de Hashnabad, distrito de Dacá). — Mal. ''tio'' (Schuchardt). — Tet. ''tio''. '''Tira.''' Conc. ''tir''. Term. vern. ''phāḷi'', ''chindhi'', ''xir'', ''paṭṭi'', ''háṇ''. — Sing. ''tiraya'', ''tire̤va''. — Mal. ''tiras'', fios. — Tet., Gal. ''tiras'', também «fita, faixa». Preferida a forma plural, como em ''apas'', ''uvas''<ref>Na significação de «cortina», como é em tamul e malayálam, ''tira'' é do sânscrito.</ref>. '''Tiro.''' Conc. ''tir'', pontaria, alvo. Term. vern. ''phár''; ''tip'', ''moki''. — Sindh. ''tiru'', bala. — Tet., Gal. ''tiru''. '''[[:d:Lexeme:L46844|Toalha.]]''' Conc. ''tuvāló''. Termos vern. ''hātpusnem'', ''mezāchem tsadar''. — Guj. ''tuvál''. — Hindi, Hindust. ''tauliyá'' (também «guardanapo»). Term. vern. ''rumál'', ''angoehchá''. — Beng. ''toyále''. — Sing. ''tuváya'', ''tuájaya'', ''tuváje''. Term. vern. ''pisnakaḍa''. — Tam. ''tualei''. — Malayál. ''tuvála''. — Tet. ''tuvālā'', ''tuvālāguṭṭa''. — Tul. ''tuválu''. — Indo-ingl. ''towleea''. — Khas. ''taulia''. — ? Siam. ''tōk''. — Mal. ''tuála'', ''tuvála''. — Tet., Gal. ''tualha''. Destruuu-se o hiato ''oa'' pela intercalação de ''v'' (= ''w''), e despalatizou-se ''lh'', por não haver tal fonema nas línguas orientais. == Notas == <references /><noinclude></noinclude> rg8dqg210o5zyh9v1jujb2q50pzc0wb Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/249 106 255041 562659 557181 2026-09-15T10:19:23Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562659 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|152|TOPAZ|TOPAZ}}</noinclude>'''Tocha.''' Conc. ''toch''. — Tam. ''tócha''. '''[[:d:Lexeme:L486661|Tomar.]]''' Mal. ''tóma''. Em ''tóma ánin'', ''tóma harus'', tomar o vento, tomar a corrente. '''Tomate.''' Conc. ''tomát''; ''tamáṭ'' (do ingl. ''tomato''). Term. vern. ''belvāngevi''. — Tet. ''tómáti''. Term. vern. ''fái-mátak''. '''Tômbo''' («arquivo»). Sing. ''tômbuva''. '''Topa.''' Mal. ''tópa''. Usado no jôgo de peão. '''Topaz.''' Indo-ingl. ''topaz'', ''topass'' (obsol.). — Indo-franc. ''topas''. Empregou-se a palavra nos séculos XVII e XVIII como sinónimo de ''mestiço'', para designar os que pretendiam ser descendentes de portugueses, falavam português, trajavam à portuguesa, professavam a religião católica e serviam de ordinário como soldados. A origem do vocábulo é muito discutida. Atribuem-se-lhe pelo menos três étimos, mais ou menos plausíveis: 1.º, turco-persa-hindust. ''top-chi'', «granadeiro», por motivo da profissão<ref>«Septecentos portugueses, afora alguns '''topazes''' também espingardeiros». António Bocarro, ''Déc.'' XIII, p. 244. «Achava-se Gaspar Figueira com oito companhias, e nelas duzentos e quarenta soldados Portugueses, e huma de '''topazes''', que tinha trinta e sete». João Ribeiro, ''Fatalidade hist.'', liv. II, cap. XX. «In the early history of the Company these people were extensively enlisted as soldiers». H. H. Wilson.</ref>; 2.º, hindust. ''ṭopí'' (tam. ''toppi''), «chapéu» (''ṭopivālá'', «homem de chapéu»), pelo distintivo, ora honorífico, ora depreciativo<ref>«Métis ou '''Topas''' dits gens à chapeaux». A. Marre.</ref>; 3.º, tam. ''tuppási'' (não registado pelos dicionários modernos), por ''dubáshi'' = neo-árico ''dubhāshi'' ou ''dobāshi'' = sânsc. ''dvibhāshya'', «bilingue, intérprete»; porque falavam duas línguas<ref>«Propunha mais que era necessário á igreja de Calicut um '''Topaz''', ou língua dos christãos da terra, que alem de entendido fosse homem de respeito, que pudesse tratar com o Samorim, e com os seus ministros os negocios da igreja, e dos christãos (1698)». ''O Chron. de Tissuary'', II, p. 83. «Tuppâsi, d. i. Dolmetscher, welcher Name gemeiniglich auch den Indianischen Portugiesen gegeben wird». ''Ber.'' IV, 19 Anm. 6, apud Schuchardt.</ref>. A despeito da censura de Yule («com a sua usual fertilidade em êrro»), acho com o Dr. Schuchardt que Fra Paolino da S. Bartolomeo tinha razão em considerar ''topaz'' como corrução de ''do-bhãshya''. No tamul vulgar, ''dubhāshi'' ou ''dobāshi'' deve normalmente converter-se em ''tuppási''; porque, como tem sómente fonemas brandos intervocálicos, muda as iniciais dos vocábulos peregrinos nos seus respectivos duros, e gemina muitas vezes em duros os brandos mediais, por assimilação ou por ênfase. Cf. == Notas == <references /><noinclude></noinclude> m1pbgbtnvibih2o6osgh5r59qexn8sb Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/250 106 255042 562673 557182 2026-09-15T11:26:51Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562673 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|TOPAZ|TOPE|153}}</noinclude>''tāthu'' = sânsc. ''dhātu'', ''tivu'' = sânsc. ''dvīpa''; ''tukkam'' = sânsc. ''duḥkham'', ''tuṭṭu'' = neo-árico ''duḍú''. O malayálam, que passa por dialecto do tamul, tem de facto ''tuppási'' ou ''tupáyi'' na acepção de «intérprete»<ref>Gundert menciona documentos do século XVIII, em que ''tupáyi'' é empregado com o significado de «''East-Indian'', ou mestiço».</ref>. E o singalês, que oscila entre as línguas áricas e dravídicas, tem ''tuppahiyá'' no mesmo sentido, o qual certamente é corrução (''tadbhãva'') do árico ''dubhãsya'' ou adopção do dravídico ''tuppási'', com ''h'' por -''s''- intervocálico, fenómeno comum, e com o sufixo separável -''yá''. O nome de ''topaz'' ao «mestiço» esteve mais em voga na Índia meridional<ref>«A native Christian sprung from a Portuguese father and Indian mother in the south of India». H. H. Wilson.</ref>, e é de presumir que se tenha originado dalguma língua dravídica. Ora se ao ''dubhāshi'' corresponde ''tuppási'' e significa primáriamente «intérprete», é claro que se devia aplicar assim aos cristãos indígenas que soubessem português<ref>«Não tinha naquelle tempo mais que só cinco Portuguezes, sete filhos da India, que são os filhos de Portuguezes, que nella nascem, e seis '''Topazes''', nome porque se conhecem os Christãos daquellas partes, que não tem sangue portuguez». ''Conquista do Reyno de Pegu'', cap. VII.</ref>, como aos descendentes dos portugueses que, além da língua paterna, falavam uma ou mais vernáculas, e como tais teriam sido frequentemente empregados como intérpretes entre europeus e indígenas<ref>«Hum alvará de Sua Alteza de 25 de Janeiro de 1571, em que se manda que os officios de ''Linguas''... se dêm aos novamente convertidos». ''Archivo Port. Or.'', Supl. 2.º, p. 79.</ref>. E neste sentido o termo é usado por escritores nacionais e estrangeiros. «Os que as (necessidades) padecem as mostram, e representam bem sem '''topaz''', nem interprete». Lucena. «Estimando muyto a ocasiam de se achar sem '''topaz''». ''Id.'', liv. II, cap. 16. Depois, quando o vocábulo se apropriou a uma raça, e houve intérpretes doutras classes, algumas línguas dravídicas, para evitar confusão, importaram ''dubáshi'', como ''tatsama'', para denotar o intérprete em geral, bem como o feitor ou agente<ref>No lascari-hindustani, ''topás'' é o nome do criado de limpeza. «It is doubtful to what language this word properly belongs. It does not mean a sweeper in Hindustani, but the Laskar “topas” generally acts as such as his special duty in the ship». Small.</ref>. (Vid. ''Hobson-Jobson'' e Schuchardt, ''Beiträge'', etc.). '''[[:d:Lexeme:L497185|Tope]]''' (do mastro). L.-Hindust. ''tôpi''. O vocábulo ''ṭopi'', ''topí'' ou ''toppi'', que se encontra nas línguas gáuricas e dravídicas, com o significado == Notas == <references /><noinclude></noinclude> l6lrtrz9xw7oz1ypu57vusyudydawdn Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/251 106 255043 562674 557183 2026-09-15T11:32:06Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562674 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|154|TRAIDOR|TRESDOBRADO}}</noinclude>de «barrete, chapéu», é filiado por alguns etimologistas no port. ''tope'' ou ''tôpo''. Mas o ''Roteiro'' dá ''tupy'' como correspondente ao port. «barrete» na lista das palavras do Malabar. Os lexicógrafos indianos relacionam ''ṭopi'' com ''ṭopa'' ou ''ṭop'', «grande chapéu, capacete, e (em concani) mitra». '''Toro''' («tronco do corpo»). Mal., Jav. ''toro'', espécie de jaqueta. Segundo o Dr. Heyligers, é abreviação de ''báju-toro'' (Mal.) e ''rasukan-toro''. '''Toronja''' (''Citrus decumana''). Conc. ''torónz'' (n., fruto), ''torônz'' (f., planta). — Mar. ''turanj'', ''toranjan''. — Guj., Hindust. ''turanj''. — Sindh. ''turunju''. — Tel. ''turanj'', ''turánju''. A planta é originária da Java, provávelmente introduzida na Índia pelos portugueses. O nome é ár. ''turunj'', persa ''turanj'', que parece ser o étimo imediato do vocábulo em algumas das línguas. '''Tôrre.''' Conc. ''tôrr''. Term. vern. ''gopur'', ''burínz''. — Tet., Gal. ''tôrri''. '''Torto''' (vesgo»). Mal. ''torto'' (Haex). '''[[:d:Lexeme:L499980|Touca.]]''' Mal. ''tocca'', cinto («cingulum», Haex). Parece que o significado dado por Haex não é correcto, porque ''tokka'' no crioulo português malaio significa «véu, mantilha, chale». '''Traição.''' Conc. ''trāyisám''. Term. vern. ''ghát ābghát''. — Tet. ''traisã''. '''[[:d:Lexeme:L448237|Traidor.]]''' Conc. ''trāyidor'' (p. us.). Term. vern. ''ghātki'', ''gaḷekāpó''. — Mal. ''taledor''. '''Tranca.''' Sing. ''trankaya''. Term. vern. ''agula''. '''Tranqueira.''' Mal. ''trankeyra'', ''trankéra'', ''terankéra'', ''telankéra''<ref>«E destas povoações a principal he chamada Upi, que por outro nome se chama a '''Tranqueira'''». Godinho de Erédia, ''Declaraçam de Malaca'', fol. 5.</ref>. '''Trapa.''' L.-Hindust. ''trāpá'', jangada. '''Traquete.''' L.-Hindust. ''trikat'', ''tirkat'', ''trinkat''. — Mal. ''trinket'', ''triaket''. '''[[:d:Lexeme:L448219|Tratamento.]]''' Conc. ''trātāment''. Term. vern. ''tsāḷauṇi''; ''keḷauṇi'', ''upatsár''. — Tet., Gal. ''trataméntu''. '''[[:d:Lexeme:L669732|Tratar.]]''' Conc. ''trātár-karunk''. Term. vern. ''tsāḷaunk'', ''keḷaunk''. — Tet., Gal. ''tráta''. '''Tratos''' («torturas»). Mal. ''tarato'' (Haex). '''[[:d:Lexeme:L500691|Trave.]]''' Tam. ''trávi''. '''[[:d:Lexeme:L46868|Três.]]''' Malayál. ''tress'', fracção de réis (Gundert). '''? Tresdobrado.''' Conc. ''tibrád''. Diz-se especialmente da aguardente muito forte. — Tul. ''tibralu'', espírito de palmeira três vezes destilado. Creio que ''tibrád'' não provêm directamente da palavra portuguesa correspondente, mas é formado analógicamente por influência de ''dobrád'' (q. v.). Como a primeira sílaba dêsse vocábulo soa quási ''du'', forma compositiva de ''don'', «dois» (cf. ''dupat'', «dôbro», ''dutondi'', «bicípite»), substituiu-se-lhe ''ti'' < ''tin'', «três» (cf. == Notas == <references /><noinclude></noinclude> np2o1v8crp9x3hotcq2qclyeudxs6gh Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/252 106 255044 562675 557184 2026-09-15T11:37:53Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562675 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|155|TRONCO|TROPA}}</noinclude>''tipêṭ'', «triplo», ''tipāyi'', «trípode»), para indicar a triplicidade. O túlu recebeu o vocábulo imediatamente do concani, como tantos outros. '''Trigo.''' Sing. ''tiringu''. Term. vern. ''góduma''. — Mal. ''trígu'', ''terígu''. Termo vern. ''gundum''. — Sund. ''tarigo''. Term. vern. ''gundrum''. Jav. ''trígu''. — Tet., Gal. ''trígu''. Na Índia meridional e na Malásia não se produz trigo. Os portuguezes propagaram o seu conhecimento e uso. Vid. ''pão''. ''Góduma'' e ''gundum'' prendem-se ao sânsc. ''godhüma''. '''Triste.''' Conc. ''trist''. Term. vern. ''chinteshṭ'', ''khantibharit'', ''udás''. — Gal. ''trísti''. '''Trocar.''' Conc. ''trokár-karunk'' (p. us.). Term. vern. ''badlunk''; ''vāṭāvunk''. — Mal., Sund., Jav. ''túkar''. — Ach. ''túkar'', ''túka''. — Tet. ''túkar'', ''truka'' (tambêm subst.). Term. vern. ''siluku''. '''Trombeta.''' Conc. ''turmét''. Term. vern. ''kál'', ''turturi''. — Mak., Bug. ''tūrumbéta'', ''tūrumpéta''. — Tet. ''trombeta''<ref>«Muita soma de '''trombetas''', charamelas, e atabales». Diogo do Couto, ''Déc.'' VII, i, 11.</ref>. '''[[:d:Lexeme:L1491522|Tronco]]''' («cárcere»). Mar. ''turung'', ''turang''. — Guj. ''turang''. ''Turang-adhikāri'', carcereiro. — Sindh. ''turungu''. — ? Tam. ''turukkam'', fortaleza em um monte (talvez do sânsc. ''durgam''). — Malayál. ''turungu''. Termo vern. ''taḍavu''. — Tul. ''turungu'', ''torangu'', ''turanga''. Term. vern. ''bandikhāne''. — Indo-ingl. ''trunk'' (obsol.). — Siam. ''tárahng''. — Ann. ''tù rac''. — Mal. ''tronko'', ''tarunku''. «Chamou-se tronco á prisão municipal onde se expiavam os pequenos delictos, havendo para outros cadeia. Em Lisboa o tronco durou até D. Sebastião, em cujo reinado as duas prisões se fundiram». ''Almanach do Occidente para 1903''. Mas no Oriente o termo era empregado na acepção genérica. «Caza do alcayde mór, onde os cativos de Bintão estauão presos, que por peitas que derão lhes foy aquelle dia deixado ho '''tronco''' aberto». Castanheda<ref>«Tanto que chegamos a Cantão nos leuarão diante do pochacy e nos mandou leuar a hũas casas de '''troncos'''». Cristóvão Vieira, ''apud'' Donald Ferguson, ''Letters from Portuguese Captives in Canton'', p. 59. «Simão Caeiro, e Lançarote de Seixas que com elle viuhão, foram leuados ao '''tronco''' de Goa, e carregados de ferros». Diogo do Couto, ''Déc.'' IV, ii, 6.</ref>. '''[[:d:Lexeme:L500644|Tropa.]]''' Conc. ''trop''. Vai caindo em desuso; mas conserva-se na locução ''tropātsó ghoḍó'', «cavalo da tropa», para designar o homem nutrido e mandrião<ref>Há também uma capela em Goa, que se chama ''tropāchém kapel'', «capela da tropa».</ref>. — ? Malayál. ''truppu'', do ingl. ''trooper'', segundo Gundert. — Tet., Gal. ''tropa''.<noinclude></noinclude> 7y7qelod74plskzfob57yrqwx5w1sfe Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/253 106 255045 562676 557185 2026-09-15T11:43:54Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562676 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|156|TUFÃO|TUFÃO}}</noinclude>'''Trunfo''' (de jôgo). Conc. ''trúmph''. — Mak. ''tarúmpu''. '''Tubo.''' Conc. ''túb''. Term. vern. ''naḷí''. — ? Can. ''túbu'', comporta, furo, buraco. Reeve tem por vernáculo o vocábulo canarês. '''? Tudo.''' Jav. ''tutung'', chegado ao fim, levado a cabo. ''Nutung'', levar a cabo, atingir o fim. O Dr. Heyligers prende ''tutung'' ao port. ''todo'', e observa que o ''g'' final se pronuncia muito fracamente. '''[[:d:Lexeme:L1208900|? Tufão.]]''' Conc. ''tuphán'', vendaval, borrasca; destrôço, estrago; distúrbio, desordem; fúria; aleive. ''Tuphāni'', ''tuphānkár'', rixoso; caluniador. — Mar. ''tuphán'' (tem os mesmos significados). ''Tuphānkhor'', caluniador. — Guj. ''tophán'', tempestade; tumulto; maldade. ''Tophāni'', tempestuoso; maldoso. — Hindust. ''tūfán'', inundação; dilúvio; furacão; pessoa desordeira. ''Tūfāni'', tempestuoso; rixoso. — L.-Hindust. ''tūfán'', borrasca. — Or., Beng. ''tuphán'', tempestade; rixa. ''Tuphāni'', tempestuoso; bulhento. — Sindh. ''t̤uphanu'', furacão; extravagância; calúnia. ''Tupháni'', tempestuoso; rixoso; caluniador. — Panj. ''tufán'', borrasca; rixa, calúnia. ''Tufāni'', desordeiro. — Kash. ''tuphán'', tempestade. — Tel. ''tuphánụ''. — Can., Tul. ''tuphanu'', furacão; aleive; calamidade. — Indo-ingl. ''typhoon''. — Khas. ''tupan''. — Mal. ''t̤ufán''. — Jap. ''taifu''. — Pers. ''t̤ūfán'', ''tūfán'', vendaval; inundação. — Ar. ''t̤ufán'', inundação; dilúvio; cataclismo. Os lexicógrafos portuguezes, à excepção de Fr. João de Sousa, apontam por étimo de ''tufão'' o grego ''typhōn'', que normalmente deveria dar ''typhão'' ou ''tifão''. ¿Mas teria vogado a palavra em Portugal? Fernão Pinto diz: «Nos deu hum tempo do sul a que os chins chamão '''tufão'''». E em outra parte: «O qual tormento os chins chamão '''tufão'''». A mesma procedência é indicada por Diogo do Couto<ref>«Deu-lhe vm tempo muito grosso, a que os naturaes (do porto de Chiucheu) chamão '''Tufão''', que he tão soberbo e feroz, e faz tantas brauezas e tormentos...» V, viii, 12. «Correrão os ventos da agulha, como fazem os '''tufões''' da ''China''. ''Id.'', VIII, i, 11.</ref>, e corroborada por John Barrow e Giles, que derivam o vocábulo das sílabas chinesas ''ta-fung'', «grande vento», e pelo Dr. Hirth, que o tira do termo dialectal da Formosa ''t’ai'' e de ''fung''. Webster (''s., v. typhoon'') acha provável que o «furacão que levanta nuvens de pó» foi chamado ''typhoon'', «porque era tido como a obra de ''Typhon'' ou ''Typhos'', gigante ferido com um raio por Júpiter e enterrado debaixo do monte Etna». Mas o significado inglês que lhe atribui é: «a violent tornado or hurricane occurring in Chinese seas».<noinclude></noinclude> gkc9xnm13wd7yt8njpmvj6gq31pwluz Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/254 106 255046 562677 557186 2026-09-15T11:47:54Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562677 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|157|TUFÃO|TUTANAGA}}</noinclude>Yule & Burnell admitem que a palavra foi primeiro empregada no mar da China e não no Oceano Índico, e notam «que o port. ''tufão'' representa distintamente ''tūfán'' e não ''táifung'', e presumem que Vasco da Gama e os seus companheiros receberam a palavra ''tufão'', bem como a ''monção'', dos pilotos árabes. Os lexicógrafos indianos tomam o árabe por fonte do vocábulo. Shakespear deriva ''t̤ūfán'' do verbo ''t̤ūf'', «girar», «ou, antes, caldaico e siríaco ''táfu'' do cald. ''tāf'' e ''tof'', cair, correr, transbordar»; e diz ser análogo ao grego ''typhōn''. Os autores do ''Hobson-Jobson'' identificam ''t̤ūfán'', que ocorre muitas vezes no Alcorão, com ''typhôn'' ou ''typhón'', e supõem que êsse poderia ter passado para os árabes ou nas relações marítimas ou pelas traduções de Aristóteles. Robertson Smith distingue dois vocábulos: ''typhôn'', «turbilhão, tromba de água», relacionado com ''typhos'', o qual diz ser puro grego; e ''t̤ūfán'', «dilúvio», que afirma ter-se importado do aramaico. «''Tūfán'', pela inundação de Noé, é judaico, aramaico e siríaco, e esta forma não é importada do grego, mas provêm duma raiz verdadeiramente semítica, ''t̤ūf'', transbordar». Observa que o sentido de «turbilhão» não é reconhecido no árabe clássico, o qual conjectura derivado posteriormente da raiz arábica ''t̤ūf'' «girar» ou, antes, importado dalguma forma de ''typhôn'', ''typhoon'' ou ''tifone''. Vid. ''Hobson-Jobson''. À vista desta controvérsia, é incerto se os portuguezes tiraram o vocábulo do árabe ou do chinês, e se o introduziram na Índia. No português indiano emprega-se, de preferência, a palavra ''Sumatra'' (q. v.) para denotar «borrasca, procela». '''[[:d:Lexeme:L1491483|Tumba.]]''' Conc. ''túmb''. — Beng. ''tumbá''. — Tet., Gal. ''túmba''. — ? Jap. ''fumbo'', sepultura. Term. vern. ''haka''. Não se explica a mudança de ''t'' em ''f'' no vocábulo japonês. Cf. ''tinta'', ''mártir''. '''[[:d:Lexeme:L448294|Tumor]]''' («tolontro»). Conc., Mar. ''tumbar''. '''Tutanaga''' («cobre da China, zinco»). Indo-ingl. ''tootnague''. Parece que o étimo imediato do vocábulo português é o tam. ''tutta-nagam'', «zinco», do persa ''tūtia'', «óxido de zinco».<noinclude></noinclude> hbi671nfhn0kpfmuywnz95griftlo3g Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/255 106 255047 562678 557187 2026-09-15T11:52:50Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562678 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|158|VARA|VARANDA}}</noinclude>{{c|{{larger|U}}}} '''? Umbreira.''' Conc. ''umbôr'', ''umbró'', ''umbri'' (dim.), soleira, limiar; batente. Term. vern. ''dārvanṭó'', ''devḍí''. — Mar. ''umbrá'', ''um’rá'', ''umbarṭá'', ''umarṭá'', soleira, limiar; fogo, família. Term. vern. ''dārvaṭá'', ''devḍí'', ''dehalí''. ''Umbarpaṭṭi'', ''umbarsārá'', contribuição de casa. — Guj. ''umbró'', ''ubharó'', soleira. Não se sabe o étimo indígena dos vocábulos indianos. O seu significado difere um tanto do da palavra portuguesa. A aproximação talvez seja fortuita, como em ''chapa'', ''tanque'', ''varanda''. '''Uniforme.''' Conc. ''uniphorm''. — Tet. ''unifórmi''. '''Urinol.''' Conc. ''urnôl'', ''urnél''. Term. vern. ''don''. — Tet. ''urinol''. Term. vern. ''kúzi''. {{c|{{larger|V}}}} '''Vacina.''' Conc. ''vāsin''. — Tet., Gal. ''vasína'', também «vacinar». '''? Vagem.''' Sing. ''bónchi''. '''Valado.''' Indo-ingl. ''walade'' (p. us.), ''vellard'' (us. em Bombaim)<ref>«Iam também os mesmos mouros fazendo um '''vallado''' no rio». António Bocarro, ''Déc.'' XIII, p. 81.</ref>. '''Valer.''' Mal. ''valer'' (Haex). '''Vapor''' («embarcação»). Conc. ''vāpor''. Term. vern. ''āg-bôṭ'', lit. «barco de fogo» (''bôṭ'' é do ingl. ''boat''). — Tet. ''vapor''. — ? Persa ''vāpúr''. — ? Ar. ''vābúr''. Belot tira ''vābúr'' do italiano. '''[[:d:Lexeme:L1119050|Vara]]''' («medida»). Conc., Guj. ''vár''. ''Adhavár'' (Guj.), meia vara. — Malayál. ''vára''. — Can. ''váru''. — Tul. ''várụ'', ''vara''. — Mal. ''vara'', bengala (Haex)<ref>«Saem todas estas sortes de panos em peças, que cada hũa teráa vinte e tres, vinte e quatro '''varas''' portuguezas». Duarte Barbosa, p. 362.</ref>. Tambêm usado em concani e em tamul na significação de «vara do pálio, e da insígnia das irmandades». '''Varanda.''' Conc. ''varánd'', parte principal da casa onde primeiro se entra. — ? Mar. ''varanḍ'', ''varaḍá'', ''varānḍá'', ''varanḍí'', parapeito, muro ao longo da varanda, da estrada, etc. — Guj. ''varanḍó'', galeria. —<noinclude></noinclude> k0t0kwzfyc6gpa4wu3l9k18ew9rqc2g Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/256 106 255048 562679 556775 2026-09-15T11:58:54Z Leonordeoliveiramartins 41055 /* Validada */ 562679 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|159|VARANDA|VARANDA}}</noinclude>Hindi ''barāndá'', ''varānḍá'', ''varanḍá'', ''baranḍaka'', ''barāmada''. — ? Hindust. ''barāmada''. — Beng. ''bārāndá''. — Ass. ''barandá'', espécie de colmo. — Sing. ''baránde'', ''barándaya'', ''varanḍaya''. — Tam., Malayál. ''varanda''. — Can., Tul. ''varanda''. — Indo-ingl. ''veranda'', ''verandah''. — Indo-franc. ''véranda'', ''vérandah''. — Gar., Khas. ''baranda''. — Mal. ''varánda'', ''baránda'', ''beránda'', ''meranda''. — Ach. ''beránda''. — Sundh. ''baránda''. — Tet., Gal. ''varanda''. — Pers. ''barāmada''. É muito debatida a origem do vocábulo ''varanda'' ou ''veranda'', «galeria em volta da casa ou sómente na frente». Aventam-se três hipóteses. John Beames, Littré e muitos outros derivam-no do sânsc. ''varaṇḍa'', da raiz ''vṛ'' ou ''var'', «cobrir, cercar, fechar». E esta palavra é marcada por Böhtlingk, Cappeller e Monier Williams como puramente lexicográfica, por se não encontrar em nenhum dos livros sânscritos até hoje conhecidos; e tem nos dicionários diversos significados, como: multidão, grupo, erupção do rosto, montão de palha, pacote, bôlsa, etc. Dão-lhe o sentido de «varanda, galeria ou pórtico», Benfey, Böhtlingk & Roth (''Dicionário de S. Petersburgo'', 1855-1875), Monier Williams (1.ª edição, 1874), Whitney, Apte. E o comentador do ''Amarakoça'' (dicionário do século v) abona com a autoridade de Hemachandra (lexicógrafo do século XII) a acepção de ''antaravedi'' («a veranda resting on columns», Williams), que igualmente é termo da pena dos dicionaristas<ref>A frase ''antarā vedirmattavāranayoriva'', de ''Raghuvamça'' (xii, 93, ed. de Bombaim) quere dizer: «como um muro entre dois elefantes furiosos».</ref>. Böhtlingk (''Sanskrit Wörterbuch in kürzerer Fassung'', 1884), Cappeller (1891), M. Williams (última edição, 1899) omitem totalmente de ''varaṇḍa'' o significado de «galeria», por injustificado<ref>O sentido do composto ''varandalambuka'', que aparece no drama ''Mrchaka-tikā'' de Kalidasa, é muito obscuro. Cappeller interpreta-o por «linha de anzol», que é também o único significado que dá de ''varanda'', e nota que a locução ocorre tão sómente em tradução do prácrito. Monier Williams atribui-lhe interrogativamente o mesmo significado. Mas Apte presume que designa «um muro pendente ou projectante».</ref>. E Burnell observa que o referido significado «não pertence ao sânscrito antigo, mas só se encontra em obras relativamente modernas», mas não cita nenhum texto. Molesworth (mar.) distingue duas ''varandas'', uma de origem sânscrita, na acepção de «carga de palha», e outra com vários significados supramencionados, sem etimologia. Candy (mar.) verte o ingl. ''veranda'' em ''osri'', ''paḍvi paḍsál'', ''paḍ-osri'', ''paḍārāli'', ''paḍāvi'', ''oṭi''. Quási todos<noinclude></noinclude> hwkr5x96ingpgti3bq4qpyi6rkg18o8 Página:Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf/130 106 257598 562556 562288 2026-09-14T22:33:19Z Épico 12904 562556 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho|118|UM ESTADISTA DO IMPÉRIO|}}</noinclude>seu reformador de confiança, para quando a emancipação dos escravos se tornasse possível.<ref>Em um opusculo (1886), ''O Erro do Imperador'', o presente escriptor accusou o Imperador de ter retrogradado na questão dos escravos chamando os Conservadores ao poder. Á margem do folheto o Imperador lançou a seguinte resposta: — « Foi pelo desejo de terminar a guerra com a maior honra e proveito (em relação ás nossas relações externas) para o Brazil que não cedi na escolha do senador. O ministerio liberal não podia continuar com a permanencia de Caxias á testa do exercito, e eu não pensei em meu genro senão em ultimo caso. Essas preciosas notas do Imperador, algumas das quaes são citadas mais longe, foram copiadas pelo sr. Joaquim de Sequeira que m'as communicou. Taes notas e as notas ao livro de Tito Franco e ao livro de Pressensé, ''{{lang|fr|Les origines}}'', são as únicas do Imperador de que tenho conhecimento, sem falar de algumas palavras escriptas á margem de outro folheto meu, este de 1891. Segundo, porém, o que o proprio Imperador me fez a honra de escrever, mandando-me as notas lançadas n'esse meu escripto, — ''Agradecimento aos Pernambucanos'': « Lêa-me e restitua-me o folheto, pois, sempre tenho addicionado assim as parcellas de minha vida », devem ser numerosos os opusculos politicos annotados por elle. É desnecessario encarecer a importancia que teria a reunião d'esses apontamentos esparsos e na sua maior parte inéditos, assim como da correspondencia do Imperador, que deve ser, e o leitor d'esta obra o avaliará pelos trechos que tive a fortuna de poder inserir n'ella, uma verdadeira mina de revelações auto-biographicas sobre os motivos que determinaram os seus actos e os principios que o guiaram na construcção do seu reinado.</ref> <section begin="cap4-sec4" /> {{C|'''IV. — Attitude de Nabuco. — O discurso do sorites (17 de Julho de 1868).'''}} Nabuco durante o Ministerio Zacharias tinha-se conservado quasi silencioso; no dia, porém, em que se apresenta no Senado o ministerio conservador, é elle quem rompe o debate. Foi esse o grande acto impulsivo de Nabuco; o momento, por assim dizer inconsciente, em que o deus desconhecido se apossa do oraculo e lança pela bocca d'elle palavras irretractaveis, que geram o panico ou inflammam o enthu<noinclude>{{linha horizontal}}</noinclude> q6p147b0p45gstma5buz1b0abbjti95 562558 562556 2026-09-14T22:35:32Z Épico 12904 562558 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho|118|UM ESTADISTA DO IMPÉRIO|}}</noinclude>seu reformador de confiança, para quando a emancipação dos escravos se tornasse possível.<ref>Em um opusculo (1886), ''O Erro do Imperador'', o presente escriptor accusou o Imperador de ter retrogradado na questão dos escravos chamando os Conservadores ao poder. Á margem do folheto o Imperador lançou a seguinte resposta: — « Foi pelo desejo de terminar a guerra com a maior honra e proveito (em relação ás nossas relações externas) para o Brazil que não cedi na escolha do senador. O ministerio liberal não podia continuar com a permanencia de Caxias á testa do exercito, e eu não pensei em meu genro senão em ultimo caso. Essas preciosas notas do Imperador, algumas das quaes são citadas mais longe, foram copiadas pelo sr. Joaquim de Sequeira que m'as communicou. Taes notas e as notas ao livro de Tito Franco e ao livro de Pressensé, ''{{lang|fr|Les origines}}'', são as únicas do Imperador de que tenho conhecimento, sem falar de algumas palavras escriptas á margem de outro folheto meu, este de 1891. Segundo, porém, o que o proprio Imperador me fez a honra de escrever, mandando-me as notas lançadas n'esse meu escripto, — ''Agradecimento aos Pernambucanos'': « Lêa-me e restitua-me o folheto, pois, sempre tenho addicionado assim as parcellas de minha vida », devem ser numerosos os opusculos politicos annotados por elle. É desnecessario encarecer a importancia que teria a reunião d'esses apontamentos esparsos e na sua maior parte inéditos, assim como da correspondencia do Imperador, que deve ser, e o leitor d'esta obra o avaliará pelos trechos que tive a fortuna de poder inserir n'ella, uma verdadeira mina de revelações auto-biographicas sobre os motivos que determinaram os seus actos e os principios que o guiaram na construcção do seu reinado.</ref> <section begin="cap4-sec4" /> {{C|'''IV. — Attitude de Nabuco. — O discurso do sorites (17 de Julho de 1868).'''}} Nabuco durante o Ministerio Zacharias tinha-se conservado quasi silencioso; no dia, porém, em que se apresenta no Senado o ministerio conservador, é elle quem rompe o debate. Foi esse o grande acto impulsivo de Nabuco; o momento, por assim dizer inconsciente, em que o deus desconhecido se apossa do oraculo e lança pela bocca d'elle palavras irretractaveis, que geram o panico ou inflammam o enthu-<noinclude>{{linha horizontal}}</noinclude> awsy0lrdbx0qx7pitz8h6weh8qy0t6j Página:Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf/131 106 257599 562559 562287 2026-09-14T22:36:33Z Épico 12904 562559 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||O 16 DE JULHO (1868)|119}}</noinclude>siasmo nas multidões impacientes, á espera da enunciação prophetica. O debate foi solemne como todos os que precediam as dissoluções, tão solemnes como estereis, a causa já estando julgada. A Camara mesma tinha-se reunido no recinto e nas tribunas do Senado para ouvir, n'essa sessão de 17 de Julho de 1868, a primeira palavra sobre a sua sorte. O discurso que Nabuco pronunciou foi curto, mas foi talvez o facto de mais sérias consequencias em sua carreira politica. Com effeito, esse discurso, que será conhecido como o discurso do ''sorites'', é o estalo da geleira que se vai precipitar das alturas do Senado e do Conselho de Estado; por outra, é o signal de uma d'essas desaggregações de systemas, que começa ás vezes por uma palavra de premunição, por uma reivindicação justa, por uma reforma simples, pela limitação de um abuso inveterado, mas que na marcha assume outro caracter; não é mais o retoque, o traço fino, quando seja profundo ou abstracto, de juristas, publiscistas, ou philosophos; adquire, como principio corrosivo, o odio, o despeito, a maldade, o mal-estar dos descontentes; como força mechanica, a torrente das aspirações irrealizaveis, das idéas novas indefinidas, da antiga ordem de coisas desapontada, até que o campo das instituições fica todo coberto das ''{{lang|fr|roches moutonnées}}'' da Revolução. Bastou o fervor, a fé viva d'essa palavra inesperada, para unir as duas fracções hostis do partido liberal em um só corpo, para infundir na opinião liberal, no momento em que era rejeitada do poder, a renovação de uma vida amplissima, como nunca tivera, porque a vida não é senão a posse do futuro pela confiança e, em politica, pela certeza do triumpho interrompido. No momento da queda, da morte politica, a intensidade d'essa intimação de uma resurreição infallivel, feita por Nabuco do alto da tribuna do Senado, insufflará no partido liberal esperança que o não deixará dissolver-se nem effeminar-se durante os dez annos que se vão seguir. Sua vehemencia, n'essa occasião, honra a generosidade do seu temperamento: não era elle que cahia e sim um ministerio, cuja politica elle não defendera; iden-<noinclude></noinclude> icp3su8hlje3xc0rkz4dbkzz1nsx351 Página:Paulicea desvairada (1922).pdf/75 106 257645 562492 562364 2026-09-14T19:17:23Z Épico 12904 /* Revista */ 562492 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" /></noinclude><div style="font-family:serif"> <div style="text-align:center"> {{xx-larger|'''Tristura'''}} </div> <div style="text-align:right> {{dhr}} {{smaller|«{{lang|fr|Une rose dans les ténèbres}}»}}<br> {{small caps|Mallarmé}} {{dhr|3}} <div style="text-align:left> <poem> Profundo. Imundo meu coração. . . Olha o edifício: Matadouros da Continental. Os vícios viciaram-me na bajulação sem sacrifícios.. Minha alma corcunda como a avenida São João... {{dhr|2}} E dizem que os polichinelos são alegres ! Eu nunca em guisos nos meus interiores arlequinais !... {{dhr|2}} Paulicea, minha noiva... Ha matrimónios assim ... Ninguém os assistirá nos jamais ! </poem> </div> </div><noinclude></noinclude> ar4xqsmu4h1tfx1rwsl4y9ulkppzejr Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/192 106 257696 562448 2026-09-14T12:02:56Z JppBr98 28173 /* Sem texto */ 562448 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="JppBr98" /></noinclude><noinclude></noinclude> rldsui2aafkmkayqcjgir6gixvbaoys Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/193 106 257697 562449 2026-09-14T12:11:08Z JppBr98 28173 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Um supplicio moderno {{capitular|ficheiro=Urupês (3ª Edição) Página 193 Imagem 0002.png}}ODOS aquelles supplicios de que foi useira a Santa Inquisição para reduzir hereticos, as torturas requintadas da «questão» medieval, o empala mento ottomano, o supplicio chinez dos mil pedaços, o chumbo em fusão mettido a funil gorgomilos a dentro, todos subsistem ainda hoje encapotados sob habeis disfarces. A humanidade é sempre a mesma cruel cha... 562449 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="JppBr98" /></noinclude>Um supplicio moderno {{capitular|ficheiro=Urupês (3ª Edição) Página 193 Imagem 0002.png}}ODOS aquelles supplicios de que foi useira a Santa Inquisição para reduzir hereticos, as torturas requintadas da «questão» medieval, o empala mento ottomano, o supplicio chinez dos mil pedaços, o chumbo em fusão mettido a funil gorgomilos a dentro, todos subsistem ainda hoje encapotados sob habeis disfarces. A humanidade é sempre a mesma cruel chacinadora de si propria, numerem-se os seculos anterior ou posteriormente ao Christo. Mudam de forma as cousas; a essencia não varia. Como prova denuncia-se aqui o avatar moderno das velhas torturas: o estafetamento. Este supplicio vale o torniquete, a fogueira, o garrote, a polé, o touro de bronze, a empalação, o bacalhau, o tronco, a roda hydraulica de surrar; a differença está em que estes matavam com<noinclude></noinclude> 2iiftapcap47anpqgt0yvri31gry2dz Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/194 106 257698 562450 2026-09-14T12:18:45Z JppBr98 28173 /* Revista */ 562450 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 188 {{--}}}}</noinclude>relativa rapidez, ao passo que o estafetamento prolonga por annos a agonia do padecente. {{dhr}} Estafeta-se um homem da seguinte maneira: o governo, por malevola indicação d’um chefe regional, hodierno succedaneo do «familar» do Santo Officio, nomeia a um cidadão estafeta dos correios entre duas cidades convisinhas, não servidas de via ferrea. O ingenuo vê no caso honraria e negocio; é honra penetrar na phalange gorda dos carrapatos orçamentivoros que pacientemente comem o paiz; é negocio perceber ao cabo de cada mez um ordenado fixo e ter a rutilar no futuro a cama fôfa da aposentadoria. Aqui noto a differença entre os ominosos tempos medievos e os sobreexcellentes da democracia de hoje. O absolutismo agarrava ás brutas a victima, e sem tir-te nem ''habeas-corpus,'' trucidava-a; a democracia opera com manhas de Tartufo, arma arapucas, mette dentro rodelas de laranja e espera aleivosamente que ''sponte sua'' caia no laço o passarinho faminto. Quer victimas ao acaso, não escolhe. Chama-se a isto arte pela arte. Nomeado que é o homem, a principio não percebe o parvoeirão a sua desgraça. E’ de ordinario ao cabo de um mez, ou dois, que entra a desconfiar; desconfiança que por gráos se vae fazendo certeza, certeza horrivel de que o empalaram no lombilho duro do peior matungo das redondezas, com, pela frente, cinco, seis, sete leguas de<noinclude></noinclude> kx1ghpdt1p96iju8moog9irdcsrixyj Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/195 106 257699 562451 2026-09-14T12:27:21Z JppBr98 28173 /* Revista */ 562451 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 189 {{--}}}}</noinclude>tortura a engulir por dia, de mala á garupa. Eis as puas do apparelho de tormento, estas leguas! Para o commum dos mortaes uma legua é uma legua; é a medida duma distancia que principia aqui e acaba lá. Quem viaja, feito o percurso, chega, e é feliz. As leguas do estafeta mal acabam voltam ''da capo,'' como nas musicas. Vencidas as seis (supponhamos um caso em que sejam sómente seis) renascem ellas na sua frente, de volta. E’ fazel-as e desfazel-as. Teia de Penelope, rochedo de Sysipho, ha de permeio entre o ir e vir a má digestão do jantar requentado e a noite mal dormida. E assim um mez, um anno, dois, tres, cinco, emquanto lhe restarem a elle nadegas, e ao sendeiro lombo. Quando cruza um viandante a jornadear, morde-o a inveja: aquelle, breve ''chegará,'' ao passo que para o estafeta tal verbo é uma irrisão ironica. Mal apeia, derreado, com o coranchim em fogo, ao fim dos trinta e seis mil metros da caminheira, comido o máo feijão, dormida a má somneca, a aurora do dia seguinte estira-lhe á frente, á guiza de «bons dias» os mesmos maldictos trinta e seis mil metros da vespera, agora espichados ao contrario… Breve o animal pisado dá de si, fraqueia. Já os topes galga o cavalleiro a pé. Não possue meios de adquirir outro porque ainda está a dever aquelle. O ordenado vae-se-lhe em milho e «rapador» p’r’a alimaria, agua de sal para os semicupios e mais remedios ás pizaduras de ambos, cavalgante e cavalgado. Não sobeja sequer para roupa. Dá-lhe o Estado — o mesmo que custeia {{hífen|enxun|enxundiosas}}<noinclude></noinclude> n06597dn0eenpbleiivubxc54l9z0pc Página:Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf/25 106 257700 562452 2026-09-14T12:38:49Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 562452 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|21|{{sc|a volta do mundo em oitenta dias}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>te dos rails-ways nos paquetes, e dos paquetes nos caminhos de ferro! — Saltarei mathematicamente. — É gracejo! — Um verdadeiro inglez nāo graceja nunca, quando se trata de uma cousa tāo seria como de uma aposta, redarguiu Phileas Fogg. Eu aposto vinte mil libras contra quem quizer, que farei a viagem á roda do mundo em oitenta dias pelo menos, ou, por outras palavras, em mil novecentas e vinte horas, ou cento e quinze mil e duzentos minuitos. Acceitam? — Acceitamos, reponderam mrs. Stuart, Fallentin, Sullivan, Flanagan e Ralph, depois de se haverem entendido. — Bem, disse mr. Fogg. O trem do Douvres parte ás oito horas e quarenta e cinco minutos. Tomal-o-hei. — Esta noite mesmo? perguntou Stuart. — Esta noite mesmo, respondeu Phileas Fogg. Portanto, acrescentou elle consultando um calendario de algibeira, visto ser hoje quarta feira 2 de outubro, deverei estar de volta a Londres, a este mesmo salão do Reform-Club, sabbado 21 de dezembro, ás oito horas e quarenta e cinco minutos da noite, aliás as vinte mil libras depositadas actualmente em casa de Baring Irmāos lhes pertencerāo de facto e de direito. Eis aqui um cheque dʼessa importancia. No mesmo instante fez-se um processo verbal da aposta, o qual foi assignado pelos seis interessados. Phileas Fogg tinha permanecido impassivel. Nāo apostára de certo para ganhar, e nāo arriscava as vinte mil libras — metade da sua fortuna — se nāo porque previa que poderia ter que dispender a outra metade na realisação dʼeste dificil, para nāo dizer impossivel, projecto. Quanto aos seus adversarios, pareciam commovidos, nāo por causa da quantia, mas porque tinham escrupulo de fazer uma aposta em taes condições. Davam nʼaquelle momento sete horas. Offereceram-se a mr. Fogg para suspender o whist, a fim dʼelle poder fazer os seus preparativos de viagem. {{nop}}<noinclude></noinclude> n4nuv4p03gw0k6a28sn7pyi6wh9uup1 Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/196 106 257701 562453 2026-09-14T12:39:28Z JppBr98 28173 /* Revista */ 562453 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 190 {{--}}}}</noinclude>{{hífen-fim|diosas|enxundiosas}} tatoranas burocraticas a conto, e baitacas parlamentares a cem mil réis por dia – dá-lhe o generoso e nababesco Estado… cem mil réis mensaes. Quer dizer ''um real'' por cada nove braças de tormento. Com um vintem paga-lhe 330 metros de supplicio. Vem a sair um kilometro de martyrio por 60 réis. Não é caro. [[File:Urupês (3ª Edição) Página 196 Imagem 0002.png|centro|300px]] O estafetado entra a definhar de canceira e fome. As carnes vão-se-lhe, as bochechas encovam, as pernas viram parenthesis dentro dos quaes móra o ventre do rocim desventurado. Alem das calamidades physiologicas, economicas e sociaes, chovem-lhe em cima as meteorologicas. {{nop}}<noinclude></noinclude> ku7ktplpsh1iekgrkdap9gjo5of39yw Página:Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf/26 106 257702 562454 2026-09-14T12:50:23Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 562454 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|22|{{sc|a volta do mundo em oitenta dias}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude><section begin="Cap. III"/>— Estou sempre preparado, respondeu o impassivel ''gentleman'' dando as cartas. — O trunfo é de copas, disse elle. Pertence-lhe jogar, mr. Stuart. {{dhr|2}} <section end="Cap. III"/> <section begin="Cap. IV"/>{{t2|{{sc|em que phileas fogg faz pasmar o seu creado passepartout}}|CAPITULO IV}} {{dhr}} Ás sete horas e vinte e cinco minutos, Phileas Fogg, depois de ter ganho uns vinte guinéus ao whist, despediu-se dos seus respeitaveis collegas, e saiu do Reform-Club. Ás sete e cincoenta abria a porta da casa onde morava, e entrava. Passepartout, que tinha conscienciosamente estudado o seu programma, ficou bastante surprehendido ao ver mr. Fogg, incorrendo em culpa de inexactidāo, apparecer a esta hora insolita. Segundo o cartaz, nāo devia o locatario de Saville-row recolher-se senāo á meia noite em ponto. Phileas Fogg subiu logo ao seu quarto e chamou: — Passepartout. Passepartout nāo respondeu. O chamamento nāo podia ser com elle. Nāo era ainda a hora. — Passepartout, repetia mr. Fogg sem elevar mais a voz. Passepartout, appareceu. — É a segunda vez que chamo. — Ainda não é meia noite, redarguiu Passepartout de relogio na māo. — Bem sei, replicou Phileas Fogg, e nāo o reprehendo. Partimos dentro de dez minutos para Douvres e Calais. Uma especie de careta encrespou as faces nedias e redondas do francez. Era evidente que tinha ouvido mal. — O meu amo ausenta-se? perguntou elle. — Sim, respondeu Phileas Fogg. Vamos fazer uma viagem á roda do mundo. {{nop}}<section end="Cap. IV"/><noinclude></noinclude> 9jvsqqyn27crhe5w2wi3o9z07d4bogi Página:Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf/27 106 257703 562455 2026-09-14T12:54:38Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 562455 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|23|{{sc|a volta do mundo em oitenta dias}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>Passepartout, com os olhos extraordinariamente arregalados, as palpebras e as sobrancelhas levantadas, os braços caídos, o corpo meio curvado, apresentava nʼaquelle momento todos os symptomas do espanto levado aos limites da estupefacçāo. — Á roda do mundo! murmurou elle. — Em oitenta dias, acrescentou mr. Fogg. De modo que nāo temos um momento a perder — Mas as malas? ponderou Passepartout, que inconscientemente movia a cabeça da direita para a esquerda. — Nada de malas. Um saco de viagem só. Mettem-se-lhe duas camizas de là e trez pares de meias. O mesmo para si. Ha de trazer para baixo o meu makintosh e a minha manta de viagem. Arranje calçado bom. Que ainda assim nos pouco andaremos ou nada. Avie-se. Passepartout desejaria ponderar alguma cousa. Não poude. Saiu do quarto de Fogg, subiu ao seu, deixou-se cair nʼuma cadeira, e empregando uma phrase vulgar na sua terra natal, exclamou: — Isto é que é uma grande peça! E eu que procurava o repouso!... E machinalmente poz-se a fazer os seus preparativos de viagem. A volta do mundo em oitenta dias! estaria lidando com um doido! Nāo... Seria um gracejo! Íam a Douvres, muito bem: a Calais, embora. A final, isto nāo poderia contrariar grandemente o bom do moço, que havia cinco annos nāo pisava o solo da patria. Talvez mesmo que fôssem até Paris, e é de crer que elle tivesse grande satisfaçāo em tornar a ver a grande capital. Mas, em todo o caso, nāo era provavel que um ''gentleman'' tāo calculista nas passadas que dava ficasse por ali. E a final a verdade é que este ''gentleman'' partia, deslocava-se, apesar de ter sido até áquelle tempo tão amigo da casa e do repouso! Ás oito horas Passepartout já tinha arranjado o modesto saco de viagem que continha a sua guarda-roupa e a do seu amo; em seguida, com o espirito ainda um pouco perturbado, saiu do seu quarto, cuja porta fechou cuidadosamente, e reuniu-se a mr. Fogg. {{nop}}<noinclude></noinclude> d82q29zdjnpcu4bvynpps2dlu1ka37f A Volta do Mundo em Oitenta Dias (3ª edição)/III 0 257704 562456 2026-09-14T12:56:28Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf" from=18 to=26 fromsection="Cap. III" tosection="Cap. III" header=1/> {{Modernização}} {{DP-3}} [[en:Around the World in Eighty Days (Towle)/Chapter 3]] [[es:La vuelta al mundo en ochenta días/Capítulo III]] [[id:Mengelilingi Doenia Dalam 80 Hari/Bab III]] [[sv:Jorden rundt på åttio dagar/3]] [[fr:Le Tour du monde en quatre-vingts jours/Chapitre 3]] he:סביב הארץ בשמו... 562456 wikitext text/x-wiki <pages index="Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf" from=18 to=26 fromsection="Cap. III" tosection="Cap. III" header=1/> {{Modernização}} {{DP-3}} [[en:Around the World in Eighty Days (Towle)/Chapter 3]] [[es:La vuelta al mundo en ochenta días/Capítulo III]] [[id:Mengelilingi Doenia Dalam 80 Hari/Bab III]] [[sv:Jorden rundt på åttio dagar/3]] [[fr:Le Tour du monde en quatre-vingts jours/Chapitre 3]] [[he:סביב הארץ בשמונים יום/פרק ג]] [[it:Il giro del mondo in ottanta giorni/Capitolo III]] [[pl:Podróż naokoło świata w 80-ciu dniach/Rozdział III]] [[uk:Подорож довкола землї в 80 днях/III]] lh62671vjwpf1kbn8khxp0jootpiioj Página:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf/503 106 257705 562458 2026-09-14T13:04:48Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 562458 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|484|{{sc|capitulo .}}|{{sc|historia de napoleão bonaparte.}}}}</noinclude>em França dez mil malvados espalhados por toda ella que hāo perseguido os bons cidadāos , e ensopado as māos em sangue. Todos por certo nāo sāo igualmente criminosos. Muitos sāo susceptiveis de arrependimento , e nāo sāo incorrigiveis; mas em quanto elles virem o seu quartel general estabelecido em Pariz, e seus chefes tramarem conspirações impunemente, hāo-de conservar esperanças, e ter-se-hāo prestes para a primeira occasiāo. Castigai os generaes, e os soldados se dispersarāo , e voltarāo para o trabalho de que forāo arrancados por uma revoluçāo violenta ; perderāo a memoria dʼesta quadra tempestuosa de suas vidas , e se converterāo em cidadāos pacificos. A gente de bem , que vive sempre em sustos, ficará desassombrada, e amará o governo que a amparou e protegeo. Nesta questāo nāo póde haver termo medio; é mister ou perdoar como Augusto, ou dar um castigo prompto , terrivel e proporcionado ao crime ; justiçar tantos dʼestes malvados, quantas forāo as victimas que elles hāo sacrificado ; arcabuzar quinze a vinte, e condemnar a desterro obra de duzentos. Dʼeste modo descativarêmos a republica da presença dos perturbadores que a deshonrāo, e a purificarêmos deitando fóra estas fezes sanguentas. » — Aʼ medida que ia proseguindo em seu discurso , ia-se Bonaparte animando e irritando , por isso que via no semblante dʼalguns dos circumstantes a tacita desapprovaçāo do que dizia. « Eu estou convencido, ajuntou elle, da necessidade e da justiça de uma decisāo capaz de puri-<noinclude></noinclude> tj6wdjkxf4j2pp1kg4to77bwlztorzz Página:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf/504 106 257706 562459 2026-09-14T13:07:34Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 562459 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|485|{{sc|capitulo xiii.}}|{{sc|historia de napoleão bonaparte.}}}}</noinclude>ficar a França, e ao mesmo tempo de tranquilizál-a, e estou prompto a constituir-me sem mais ninguem em tribunal , a mandar vir á minha presença os réos, a interrogál-os, julgál-os e mandar executar a sentença. A França toda inteira me applaudirá, porque sabe que nāo o faço por vingança pessoal. A fortuna, que me ha preservado tantas vezes da morte no meio das batalhas, continuará a proteger-me. Nāo é de mim que me occupo, mas sim da ordem social, que me cumpre restabelecer; da honra nacional, que devo lavar da macula abominavel , que lhe hāo posto. » Este discurso havia produzido nos membros do conselho dʼEstado um abalo indizivel e um certo movimento de terror, que nāo deixava de ser acompanhado de uma especie de approvaçāo pelos intimos adherentes do primeiro consul. Fizerāo-se algumas objecções com timidez e acanhamento, por isso que a atrocidade do attentado desanimava aquelles mesmos que mais oppostos erāo aos meios arbitrarios. Houve comtudo uma pessoa que nāo teve medo de resistir a Bonaparte, e que o fez com toda a franqueza e liberdade; foi o almirante Truguet, o qual como visse que de nada menos se tratava do que de castigar todos os revolucionarios em geral, manifestou claramente que duvidava fossem elles os autores dʼaquelle crime. « Que é o que se pretende ? disse elle ; descativar a republica dos malvados que a perturbāo? Estou em que assim seja, mas ha muitas qualidades de malvados. Os emigrados que en-<noinclude></noinclude> 4bnsevpd8ti0gt7wxrqrg9kfq0dzwbl Página:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf/505 106 257707 562463 2026-09-14T13:21:01Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 562463 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|486|{{sc|capitulo .}}|{{sc|historia de napoleão bonaparte.}}}}</noinclude>trárāo em França ameaçāo os que estāo de posse dos bens, que forāo vendidos pela naçāo; os chouans roubāo os viajantes nas estradas ; os padres no meiodia exaltāo as paixões do povo ; o espirito publico é corrompido por libellos que se deixāo livremente circular...» — Fazia o almirante allusāo á famosa brochura de M. de Fontanes, de que atraz longamente fallámos. Apenas havia o almirante pronunciado a ultima phrase de seu discurso, que Bonaparte, grandemente irritado, ergueo-se, e endireitando-se para elle, lhe disse : — «De que libellos fallais-vós ? Dʼesses que circulāo publicamente pela capital, tornou-lhe o almirante.— Dizei o de que nelles se trata, replicou Bonaparte.— Vós o sabeis tāo bem como eu,» retrucou o homem intrepido que ousava affrontar uma tal colera. Nunca se havia visto no conselho dʼEstado uma scena dʼaquella natureza. As circumstancias haviāo posto a descoberto o caracter impetuoso do homem de cujas māos pendiāo entāo os destinos da França. Transportado de colera prorompeo nestas palavras : « Tomāo-me por ventura por uma criança ? Cuidāo com vas declamações contra os emigrados, chouans e padres convencer-me ? Por isso que se commettêrāo alguns crimes particulares na ''V endée'', pretendem vir-me pedir, como o fizerāo em outro tempo , que declare que a patria está em perigo?... Quando é que a França esteve em uma situaçāo mais brilhante ? Quando estiverāo as suas finanças em melhor estado, os seus exercitos mais victoriosos ,<noinclude></noinclude> cy3pgcfbfn4e9ja2vj7x0vtmjtln7hq Página:Hystoria de Menina e Moça.pdf/29 106 257708 562470 2026-09-14T18:15:49Z JppBr98 28173 /* Revista */ 562470 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh||Menina e Moça.|x}}</noinclude>{{hífen-fim|do|coitado}} deſte meu corpo tam acoſtumado a ſofrela q̃ jaa goꝛa viue nella, eſte he hũ dos queixumes grãdes que eu tenho do coꝛpo: que no ha couſa para que elle por longo coſtume nam ſeja. E aſſi ha jaa muitos años q̃ eu nam vivo para mi, ⁊ que vim pera eſtes hermos, fugindo da gente, para quẽ ſoo anouteceo e amanheceo. Muyto me apꝛouue acharuos tãbẽ amiga da triſteza, poꝛ q̃ nos conſolaremos ambas deſconſoladas, que iſto vay aſſi como quem he doente de hũa peçonha ⁊ curaſe com outra. Quando vos eu da primeira vi, o apartamento de toda a gẽte que em eſta terra ha muyto, e ho muyto tambem que ha que eu nam vi nelle couſa com que falaſſe me moueo a alteraçam. E nam pus os olhos em vos tanto como deſpois que vos falei, agoꝛa, que quãto mais vos olho mais acho para vos olhar. Has paſſadas voſſas palauras me diſem q̃ deueis teer o coꝛaçam altamẽte agrauado, nas magoas q̃ as lagrimas tem ſeito no voſſo roſto (que para eſſes voſſos parece que nam foi dado) entendo eu quam dada deueis de ſer aos cuydados que nam ſoem ellas fazeremſe debalde. Vejovos moça, ainda ereis para viuer no mundo mal aja a deſauentura que tam cedo começou em vos ⁊<noinclude></noinclude> bb8hyo4mqd6gnl50fy97b3efigk4e21 Página:Pégadas.pdf/68 106 257709 562471 2026-09-14T18:35:53Z Épico 12904 /* Revista */ 562471 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho|54|PÉGADAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>dentro da terra, de dia e de noite, a excavar o passado, para extrahir de lá as raizes do nosso amor com que ella, a bruxa, se alimenta. E é a chorar que sonhamos todas as sepultadas venturas que a perjura nos deu um dia; é com o coração aberto, a escorrer sangue, que nos arrastamos até á miragem dos beijos que já não existem; é com as azas partidas e as carnes alanhadas que de lá cahimos desilludidos, desabando, como o anjo maldito, no mais fundo do abysmo da nossa dôr sem esperança. Ah, não! minha senhora, não! Elle não lhe mentia na carta que lhe escreveu. Responda e verá. Mas, é preciso prevenil-a de uma coisa, e é que os fructos da reconciliação, por melhores, não valerão juntos uma só particula da deliciosa magoa que n'este instante lhe faz arfar o seio e que hontem a levou tão commovida a consultar-me sobre o estado actual do seu coração. Na união amorosa de um par, diz certo philosopho, é sempre um só o que ama; o outro deixa-o amar. Pois na separação deve ser o mesmo — um soffre e o outro deixa-o soffrer. É o que lhe dou de conselho, minha senhora — deixe-o soffrer. Deixe-o lá, que soffra sósinho, porque, quando chegar a sua vez, juro que V. Ex. não me consultará sobre o caso; todas as loucuras aconselhadas pelo seu proprio desespero lhe parecerão boas, desde que a conduzam para junto da pessoa amada.<noinclude></noinclude> 954bup3svzc3tnzeww6n2twa8pfisj7 Pégadas/Resposta 0 257710 562472 2026-09-14T18:36:53Z Épico 12904 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Pégadas.pdf" from="63" to="68" header="1" /> 562472 wikitext text/x-wiki <pages index="Pégadas.pdf" from="63" to="68" header="1" /> gx9ebk8wv8ck1hefbldtdny3y4uisky Página:Pégadas.pdf/69 106 257711 562473 2026-09-14T18:39:05Z Épico 12904 /* Revista */ 562473 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" /></noinclude>{{C|style=font-family:serif;|fs=150%|{{espacejamento de letra||PELO CAMINHO}}}}<noinclude></noinclude> 5c0o44cu6lcthqcmmo631wdx6kned2t 562474 562473 2026-09-14T18:39:20Z Épico 12904 562474 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" /></noinclude>{{C|style=font-family:serif;|fs=150%|{{espacejamento de letra||HERANÇA}}}}<noinclude></noinclude> j2qheevkvjis67wxr6cljd9bux4ky7g 562475 562474 2026-09-14T18:39:30Z Épico 12904 562475 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" /></noinclude>{{C|style=font-family:serif;|fs=150%|{{espacejamento de letra||HERANÇAS}}}}<noinclude></noinclude> ijkwsj7gl2z7g9d9coz6p456jebrb68 Página:Pégadas.pdf/71 106 257712 562476 2026-09-14T18:41:40Z Épico 12904 /* Revista */ 562476 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" /></noinclude>{{C|style=font-family:serif;|{{xx-maior|HERANÇAS}}}} {{EspV|140%}} {{linha horizontal|4em}} {{EspV|200%}} Duro o sobrecenho, a cara franzida e má, trabalhava elle sombriamente á sua secretária, importunado pelo rumor de duas vozes, uma de homem e outra de mulher, que altercavam na sala próxima, num arrastado crescendo de rixa habitual. — Diabo! resmungou, coçando a cabeça. Já lá estão os dous a brigar! Não me deixam fazer nada!... 0 ruído augmentou. Cruzaram-se injurias mais fortes; ouviram-se punhadas e pontapés nos moveis. — Que inferno! E o rapaz arremessou a penna e correu á porta da sala, exclamando desabridamente : — Então, meu pae! não tenciona acabar com Isso ?! — Pois não vês que é tua mãe que me provoca?!<noinclude></noinclude> l4tzduvpwazqme0vvbsql5ze6awmr8x 562477 562476 2026-09-14T18:43:50Z Épico 12904 562477 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" /></noinclude>{{C|style=font-family:serif;|{{xx-maior|HERANÇAS}}}} {{EspV|140%}} {{linha horizontal|4em}} {{EspV|200%}} Duro o sobrecenho, a cara franzida e má, trabalhava elle sombriamente á sua secretária, importunado pelo rumor de duas vozes, uma de homem e outra de mulher, que altercavam na sala próxima, num arrastado crescendo de rixa habitual. — Diabo! resmungou, coçando a cabeça. Já lá estão os dous a brigar! Não me deixam fazer nada!... O ruido augmentou. Cruzaram-se injurias mais fortes; ouviram-se punhadas e pontapés nos moveis. — Que inferno! E o rapaz arremessou a penna e correu á porta da sala, exclamando desabridamente : — Então, meu pae! não tenciona acabar com isso ?! — Pois não vês que é tua mãe que me provoca?!<noinclude></noinclude> bpftwimvffo0ko9egl7avvsxsm0tyky 562495 562477 2026-09-14T19:27:27Z Épico 12904 562495 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" /></noinclude>{{C|style=font-family:serif;|{{xx-maior|HERANÇAS}}}} {{EspV|140%}} {{linha horizontal|4em}} {{EspV|200%}} Duro o sobrecenho, a cara franzida e má, trabalhava elle sombriamente á sua secretária, importunado pelo rumor de duas vozes, uma de homem e outra de mulher, que altercavam na sala proxima, n'um arrastado crescendo de rixa habitual. — Diabo! resmungou, coçando a cabeça. Já lá estão os dous a brigar! Não me deixam fazer nada!... O ruido augmentou. Cruzaram-se injurias mais fortes; ouviram-se punhadas e pontapés nos moveis. — Que inferno! E o rapaz arremessou a penna e correu á porta da sala, exclamando desabridamente : — Então, meu pae! não tenciona acabar com isso ?! — Pois não vês que é tua mãe que me provoca?!<noinclude></noinclude> qoe6udk2zbjp2gb5kdpwmo5951w408r Página:Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf/687 106 257713 562479 2026-09-14T19:06:19Z Épico 12904 /* Sem texto */ 562479 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="Épico" /></noinclude><noinclude></noinclude> aaccngzzvexzvvw9np60syu0sndysjo Página:Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf/686 106 257714 562480 2026-09-14T19:06:30Z Épico 12904 /* Sem texto */ 562480 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="Épico" /></noinclude>yA<noinclude></noinclude> 13ao8ubwl0gdvp2uruyumte6cly6shh 562481 562480 2026-09-14T19:06:44Z Épico 12904 [[Ajuda:SEA|←]] branqueio de página 562481 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="Épico" /></noinclude><noinclude></noinclude> aaccngzzvexzvvw9np60syu0sndysjo Página:Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf/685 106 257715 562482 2026-09-14T19:06:50Z Épico 12904 /* Sem texto */ 562482 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="Épico" /></noinclude><noinclude></noinclude> aaccngzzvexzvvw9np60syu0sndysjo Página:Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf/622 106 257716 562483 2026-09-14T19:07:41Z Épico 12904 /* Sem texto */ 562483 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="Épico" /></noinclude><noinclude></noinclude> aaccngzzvexzvvw9np60syu0sndysjo Página:Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf/2 106 257717 562484 2026-09-14T19:07:57Z Épico 12904 /* Problemática */ 562484 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="2" user="Épico" /></noinclude>Ie ne fay rien sans Gayeté (Montaigne, Des livres) Ex Libris José Mindlin<noinclude></noinclude> 1g4qwromzzmvd44ean2x51lrvf9314j Página:Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf/3 106 257718 562485 2026-09-14T19:08:14Z Épico 12904 /* Sem texto */ 562485 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="Épico" /></noinclude><noinclude></noinclude> aaccngzzvexzvvw9np60syu0sndysjo Página:Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf/4 106 257719 562486 2026-09-14T19:08:21Z Épico 12904 /* Sem texto */ 562486 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="Épico" /></noinclude><noinclude></noinclude> aaccngzzvexzvvw9np60syu0sndysjo Página:Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf/5 106 257720 562487 2026-09-14T19:08:29Z Épico 12904 /* Sem texto */ 562487 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="Épico" /></noinclude><noinclude></noinclude> aaccngzzvexzvvw9np60syu0sndysjo Página:Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf/6 106 257721 562488 2026-09-14T19:08:38Z Épico 12904 /* Sem texto */ 562488 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="Épico" /></noinclude><noinclude></noinclude> aaccngzzvexzvvw9np60syu0sndysjo Página:Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf/8 106 257722 562489 2026-09-14T19:13:44Z Épico 12904 /* Sem texto */ 562489 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="Épico" /></noinclude><noinclude></noinclude> aaccngzzvexzvvw9np60syu0sndysjo Página:Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf/10 106 257723 562490 2026-09-14T19:14:13Z Épico 12904 /* Problemática */ 562490 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="2" user="Épico" /></noinclude>{{extrair imagem}}<noinclude></noinclude> k7i89i4es015jfr29se8xj1n4nz4cia Página:Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf/12 106 257724 562491 2026-09-14T19:14:24Z Épico 12904 /* Sem texto */ 562491 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="Épico" /></noinclude><noinclude></noinclude> aaccngzzvexzvvw9np60syu0sndysjo Utilizador Discussão:Didacus21 3 257725 562493 2026-09-14T19:18:20Z Épico 12904 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{subst:Bem vindo}} ~~~~ 562493 wikitext text/x-wiki <div style="background-color: #FFF; border: 1px solid #a7d7f9; border-radius: 10px; padding:1em;"> <span style="font-size: 144%; ">'''Olá, Didacus21'''!</span> Boas-vindas à Wikisource, um projeto colaborativo livre voltado para a construção de um '''acervo digital de livros e textos em domínio público, ou em [[Wikisource:GNU Free Documentation License|licença aberta]] ''' que sejam relevantes para o público geral, utilizando uma comunidade [[w:wiki|wiki]]. Se você deseja colaborar, sugerimos que leia as seguintes páginas: * '''[[Ajuda:Introdução|Introdução]]''' — para ter uma ideia de quem somos e como colaborar. * '''[[Wikisource:Portal comunitário|Portal comunitário]]''' — onde pode acessar a documentação do projeto. * '''[[Wikisource:Esplanada|Esplanada]]''' — lugar onde pode pedir ajuda, discutir aspectos técnicos e administrativos do projeto. <hr style="background: #F89B40; margin: 1em auto; width: 300px;" /> '''Informações adicionais:''' *Ao postar mensagens em páginas de discussão de usuário, de um texto ou na [[Wikisource:Esplanada|Esplanada]], sempre assine suas mensagens . Para isto, após escrever sua mensagem, digite <code><nowiki>~~~~</nowiki></code>: sua assinatura será postada automaticamente ao salvar a página. * A comunidade Wikisource é muito flexível em relação a erros de novatos, por isto não hesite em editar: caso cometa erros, '''usuários experientes sempre ajudarão na sua edição'''. No entanto, como um projeto sério, alterações intencionais sem sentido serão coibidas. * '''Referencie todo conteúdo que você incluir na Wikisource''': buscamos oferecer conteúdos confiáveis e em licença aberta, e conteúdos sem referência poderão ser apagados. 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Vem ouvir só o que ella me está dizendo, esta peste! — Ora tenha juizo!... — Malandro! — Ouviste?! — Não faça caso!... — Especulador! — É de mais! — Deixe-a lá!... — Bebedo! Covarde! — Covarde?! Pois vou dar-te o panno de amostra da minha covardia, vibora assanhada! E o homem atirou-se em furia, de mãos promptas para fechar a mulher dentro das garras. Mas o filho, de um salto, susteve-lhe a carreira e aprezou-o energicamente pelo vigoroso dorso, empurrando-o para o quarto onde trabalhava e cuja porta obstruiu com o corpo. — Deixa-me, ou te arrependerás! bradou o pae, ameaçando-o com o punho cerrado. — Acalme-se! O senhor já está em idade de ter juizo! Apre! — Tento na lingua! Olha que ainda sou homem para amassar vocês dous numa só pasta! O filho não fez caso da nova ameaça, deu com impeto uma volta á maçaneta da porta e disse ao outro em tom secco: — O senhor está hoje num dos seus dias, e eu preciso trabalhar, sabe? O melhor é pôr-se ao fresco! Vá dar um gyro pela estrada. A lua já<noinclude></noinclude> 02a6kv3ok934j6sfrgy3ynljwvqrk7d 562496 562494 2026-09-14T19:27:39Z Épico 12904 562496 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho|58|PÉGADAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>berrou o outro, apoplectico de raiva. Vem ouvir só o que ella me está dizendo, esta peste! — Ora tenha juizo!... — Malandro! — Ouviste?! — Não faça caso!... — Especulador! — É de mais! — Deixe-a lá!... — Bebedo! Covarde! — Covarde?! Pois vou dar-te o panno de amostra da minha covardia, vibora assanhada! E o homem atirou-se em furia, de mãos promptas para fechar a mulher dentro das garras. Mas o filho, de um salto, susteve-lhe a carreira e aprezou-o energicamente pelo vigoroso dorso, empurrando-o para o quarto onde trabalhava e cuja porta obstruiu com o corpo. — Deixa-me, ou te arrependerás! bradou o pae, ameaçando-o com o punho cerrado. — Acalme-se! O senhor já está em idade de ter juizo! Apre! — Tento na lingua! Olha que ainda sou homem para amassar vocês dous numa só pasta! O filho não fez caso da nova ameaça, deu com impeto uma volta á maçaneta da porta e disse ao outro em tom secco: — O senhor está hoje num dos seus dias, e eu preciso trabalhar, sabe? O melhor é pôr-se ao fresco! Vá dar um gyro pela estrada. A lua já<noinclude></noinclude> qi6ry4kchonm8t32z4ut22vbzczmcfi Página:Pégadas.pdf/73 106 257727 562497 2026-09-14T19:33:55Z Épico 12904 /* Revista */ coitado do editor que perdeu a letra "c" 562497 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||HERANÇAS|59|borda_inferior=sim}}</noinclude>nasceu e os caminhos estão seccos até á estação... — Não vou! Ninguem aqui nesta casa tem o direito de mandar-me sahir! — Decerto, mas é melhor que se affaste... No fim de contas sou seu filho e peza-me ter de faltar-lhe ao respeito para defender minha mãe. — Chega a tempo esse escrupulo... Não ha que ver!... — Não puxe palavras! Sinto-me pouco disposto a discutir e tenho muito que fazer! — Pois não me provocasses! Não te fosses metter onde não eras chamado! — Não o provoquei, ora esta! Metti-me na sua contenda com minha mãe, para lhe não deixar que batesse nella. Não seria a primeira vez. Sei até onde vai a força do seu genio! — Meu genio! E podes tu fallar delle?... Acaso tens tu melhor genio do que eu?... Não me terás dado por ventura as mais bellas provas da tua brutalidade e da tua insolencia?... Sempre te conheci feroz! Ainda bem pequeno, em um impeto de raiva, uma vez que no açude te quiz constranger a nadar commigo, mordeste-me o braço como um cão! conservo até hoje no corpo o signal dos teus dentes! olha! E, em um só tempo, o homem arregaçou até ao biceps as mangas do braço esquerdo, e estendeu-o erecto e nu defronte dos olhos do filho. Este abaixou a cabeça com tristeza, sem desfranzir o {{sic|sobreeeenho|sobrecenho}}...<noinclude></noinclude> 27os0iikh563b721hiwu5jor3is7z6l Página:Pégadas.pdf/74 106 257728 562498 2026-09-14T19:41:51Z Épico 12904 /* Revista */ 562498 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho|60|PÉGADAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>— É exacto... disse, sahi aos meus... Juro-lhe porém que sempre me arrependo das minhas violencias, mal as commetto... E se ainda ha pouco não interviesse na sua disputa com minha mãe, o senhor tel-a-hia espancado... — E o que tinhas a ver com isso? Antes della ser tua mãe, já era minha mulher! Tu lhe deves respeito, mas eu tenho o direito de ser respeitado por ella! — Bom! Acabou-se! Vá dar um passeio; vá que isso lhe fará bem... — Não acabou tal! quizeste arrematar a contenda, pois agora é aguentar com ella! Se assim não fosse, excusava eu de estar aqui a trocar palavras comtigo; já sabes que posso passar perfeitamente sem te ouvir a voz... — Mas afinal, onde quer o senhor chegar? — Quero despejar os meus resentimentos contra tua mãe e contra ti! O rapaz sacudiu a cabeça com impaciencia, e soprou forte todo o ar dos pulmões, cerrando mais as sobrancelhas. O outro proseguiu, resfolegando a miudo: — Ella, aos teus olhos, será tudo quanto quizeres; para mim é e sempre foi, um demonio! uma furia infernal! uma serpente venenosa! — Lembro-lhe de novo que sua mulher é minha mãe!... — Sei, e é por isso justamente que não a conheces. Não podes ver nella a verdadeira creatura<noinclude></noinclude> jtlt8ao0tdsnx4s7wqb7y7g1cj7a8d1 Utilizador:Épico/Obras 2 257729 562499 2026-09-14T19:52:11Z Épico 12904 Inspirado no [[Usuário:Erick Soares3|Erick Soares3]] 562499 wikitext text/x-wiki <gallery mode="packed" heights="225" class="center"> Nísia Floresta - Discurso que a suas educandas dirigio (1847).pdf|page=2|link=Pégadas|''[[Discurso que às suas educandas dirigiu Nísia Floresta Brasileira Augusta|Discurso que às suas educandas dirigiu N.F.B. Augusta]]'' (1847) Arquivo:Pégadas.pdf|page=5|link=Pégadas|''[[Pégadas]]'' de Aluísio Azevedo (1897) </gallery> k5zrehkm0bshuk82nve4yg0vg2xjplw Página:Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf/132 106 257730 562500 2026-09-14T19:55:58Z Épico 12904 /* Revista */ 562500 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho|120|UM ESTADISTA DO IMPÉRIO|}}</noinclude>tificar-se com uma situação quando ella cae, e com uma convicção que não se mostrou quando ella estava no fastigio, é pelo menos a prova de que se não é cortezão da fortuna. Esse discurso fazia de Nabuco, n'essa hora mesma e no próprio Senado, chefe do partido liberal unido; obliterava completamente, aos olhos dos Históricos, a sua origem conservadora, assim como a de todos os da mesma procedência. É nos momentos da provação e da adversidade que o verdadeiro chefe se faz e se impõe, porque n'elles é que o desinteresse dos motivos se torna visível para todos. Mas de que servia a um homem sem ambição como Nabuco, a nova categoria de « chefe dos chefes », de « Agamemnon », que elle vai occupar nos conselhos do partido durante esse sitio de dez annos em torno do poder pessoal? O seu movimento fora espontâneo, puro, desinteressado; não fora senão a apprehensão, pela primeira vez nitida, clara, offuscante, da realidade do nosso systema político, que nunca foi, nem podia ser, outra coisa, em falta de eleições verdadeiras, senão a alternação dos partidos no governo a contento do Imperador. O discurso de 17 de Julho foi um acontecimento decisivo, n'este sentido: que se Nabuco tem pronunciado outro, tomado outra attitude, declarado a bancarrota da Liga, reivindicado a sua liberdade de acção, começado a distanciar-se como Olinda, a feição da nossa politica teria sido inteiramente diversa. Estava nas mãos d'elle n'esse momento, — que era um verdadeiro momento de creação, em que, portanto, só podia intervir um ''{{lang|la|fiat}}'', uma palavra creadora, como a sua foi sempre em politica, — ou dissolver a Liga, accentuando a autonomia do seu elemento conservador, levantando o principio da autoridade; ou dar o signal da união, do esquecimento do passado, para a formação de um grande partido democrático, homogêneo, que disputasse a popularidade á idéa republicana, cuja força imaginativa Nabuco recompunha lembrando-se de 1831. Qualquer dos dois caminhos, parece certo, teria conduzido ao mesmo desenlace, através somente de regiões differentes. Robustecer « a oligarchia », era talvez precipitar ainda mais rapidamente a imaginação, o<noinclude></noinclude> dkct2u5oilmy3e9qpxy15na1qwz5lt0 Página:Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf/133 106 257731 562502 2026-09-14T20:02:33Z Épico 12904 /* Revista */ 562502 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||O 16 DE JULHO (1868)|121}}</noinclude>enthusiasmo liberal, para a Republica. N'essa manifestação repentina contra o absolutismo da Coroa Nabuco era movido pelo instincto monarchico, pela idéa de evitar a debandada, o abandono. O tom do discurso é deliberado, mas entrecortado, nervoso, quasi jactante, — no emtanto impulsivo, — como se o orador estivesse fazendo um esforço e assumindo uma attitude, de que só elle mesmo podia calcular toda a gravidade, medir as conseqüencias ulteriores. Reproduzo-o na integra porque, de algum modo, com elle começa a phase final do Imperio: « O SR. NABUCO: — Sr. Presidente, sou chamado á tribuna por um motivo que em minha consciencia, (talvez esteja em erro), é muito imperioso. Este motivo, senhores, é que tenho apprehensões de um governo absoluto; não de um governo absoluto de direito, porque não é possivel neste paiz que está na America, mas de um governo absoluto de facto. « O SR. OTTONI: — Apoiado. « O SR. NABUCO: — O porque, senhores, hei de dizer. « Apenas quero fazer um protesto contra a legitimidade do ministerio actual... « O SR. OTTONI: — Muito bem. « O SR. NABUCO: — ... mas peço aos nobres ministros da Coroa que, se porventura acharem inconveniencia no que digo, em relação á posição que occupo de Conselheiro da Coroa, eu lhes peço, digo, a exoneração do cargo de Conselheiro de Estado, porque, senhores, prefiro a tudo a missão que recebi dos meus concidadãos de acompanhar a opinião que me elegeu e que me collocou neste lugar. « O SR. OTTONI: — Muito bem. « O SR. NABUCO: — Já declarei que não pretendia dizer senão muito poucas palavras. Segundo uma expressão que em outros annos eu repetira quando ascendeu ao poder o ministerio de 24 de Maio, eu direi: « Não é aqui que se fazem ou desfazem os ministerios. » Não quero demorar o momento em que o ministerio deve ouvir o ''{{lang|la|veredictum}}'' dos eleitos immediatamente do povo a respeito da sua approvação ou da sua reprovação; quero apenas fazer um protesto<noinclude></noinclude> tlcv9wjhvef430qtj1ju7wbrar5ilg4 562505 562502 2026-09-14T20:08:03Z Épico 12904 Ligação semi-interna 562505 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||O 16 DE JULHO (1868)|121}}</noinclude>enthusiasmo liberal, para a Republica. N'essa manifestação repentina contra o absolutismo da Coroa Nabuco era movido pelo instincto monarchico, pela idéa de evitar a debandada, o abandono. O tom do discurso é deliberado, mas entrecortado, nervoso, quasi jactante, — no emtanto impulsivo, — como se o orador estivesse fazendo um esforço e assumindo uma attitude, de que só elle mesmo podia calcular toda a gravidade, medir as conseqüencias ulteriores. Reproduzo-o na integra porque, de algum modo, com elle começa a phase final do Imperio: « O SR. NABUCO: — Sr. Presidente, sou chamado á tribuna por um motivo que em minha consciencia, (talvez esteja em erro), é muito imperioso. Este motivo, senhores, é que tenho apprehensões de um governo absoluto; não de um governo absoluto de direito, porque não é possivel neste paiz que está na America, mas de um governo absoluto de facto. « [[w:Teófilo Ottoni|O SR. OTTONI]]: — Apoiado. « O SR. NABUCO: — O porque, senhores, hei de dizer. « Apenas quero fazer um protesto contra a legitimidade do ministerio actual... « O SR. OTTONI: — Muito bem. « O SR. NABUCO: — ... mas peço aos nobres ministros da Coroa que, se porventura acharem inconveniencia no que digo, em relação á posição que occupo de Conselheiro da Coroa, eu lhes peço, digo, a exoneração do cargo de Conselheiro de Estado, porque, senhores, prefiro a tudo a missão que recebi dos meus concidadãos de acompanhar a opinião que me elegeu e que me collocou neste lugar. « O SR. OTTONI: — Muito bem. « O SR. NABUCO: — Já declarei que não pretendia dizer senão muito poucas palavras. Segundo uma expressão que em outros annos eu repetira quando ascendeu ao poder o ministerio de 24 de Maio, eu direi: « Não é aqui que se fazem ou desfazem os ministerios. » Não quero demorar o momento em que o ministerio deve ouvir o ''{{lang|la|veredictum}}'' dos eleitos immediatamente do povo a respeito da sua approvação ou da sua reprovação; quero apenas fazer um protesto<noinclude></noinclude> lyx0xfh5ehvpcc43ogpkpjtya8e4jh3 562525 562505 2026-09-14T21:11:59Z Épico 12904 562525 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||O 16 DE JULHO (1868)|121}}</noinclude>enthusiasmo liberal, para a Republica. N'essa manifestação repentina contra o absolutismo da Coroa Nabuco era movido pelo instincto monarchico, pela idéa de evitar a debandada, o abandono. O tom do discurso é deliberado, mas entrecortado, nervoso, quasi jactante, — no emtanto impulsivo, — como se o orador estivesse fazendo um esforço e assumindo uma attitude, de que só elle mesmo podia calcular toda a gravidade, medir as conseqüencias ulteriores. Reproduzo-o na integra porque, de algum modo, com elle começa a phase final do Imperio: « {{vers|O Sr. Nabuco}}: — Sr. Presidente, sou chamado á tribuna por um motivo que em minha consciencia, (talvez esteja em erro), é muito imperioso. Este motivo, senhores, é que tenho apprehensões de um governo absoluto; não de um governo absoluto de direito, porque não é possivel neste paiz que está na America, mas de um governo absoluto de facto. « {{versalete|[[w:Teófilo Ottoni|O Sr. Ottoni]]}}: — Apoiado. « {{vers|O Sr. Nabuco}}: — O porque, senhores, hei de dizer. « Apenas quero fazer um protesto contra a legitimidade do ministerio actual... « {{vers|O Sr. Ottoni}}: — Muito bem. « {{vers|O Sr. Nabuco}}: — ... mas peço aos nobres ministros da Coroa que, se porventura acharem inconveniencia no que digo, em relação á posição que occupo de Conselheiro da Coroa, eu lhes peço, digo, a exoneração do cargo de Conselheiro de Estado, porque, senhores, prefiro a tudo a missão que recebi dos meus concidadãos de acompanhar a opinião que me elegeu e que me collocou neste lugar. « {{vers|O Sr. Ottoni}}: — Muito bem. « {{vers|O Sr. Nabuco}}: — Já declarei que não pretendia dizer senão muito poucas palavras. Segundo uma expressão que em outros annos eu repetira quando ascendeu ao poder o ministerio de 24 de Maio, eu direi: « Não é aqui que se fazem ou desfazem os ministerios. » Não quero demorar o momento em que o ministerio deve ouvir o ''{{lang|la|veredictum}}'' dos eleitos immediatamente do povo a respeito da sua approvação ou da sua reprovação; quero apenas fazer um protesto<noinclude></noinclude> 904gohafzwy7fw8pakan7f8s42lr0m9 Página:Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf/134 106 257732 562503 2026-09-14T20:05:22Z Épico 12904 /* Revista */ 562503 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" /></noinclude>(eu já vou dizer), não sobre a legalidade do ministerio actual, porque em verdade a Coroa tem o direito de nomear livremente os seus ministros, mas sobre a sua legitimidade. E vós concebeis a differença que ha entre legitimidade e legalidade. A escravidão, ''{{lang|la|verbi gratia}}'', entre nós é um facto autorizado por lei, é um facto legal, mas ninguém dirá que é um facto legitimo, porque é um facto condemnado pela lei divina, é um facto condemnado pela civilização, é um facto condemnado pelo mundo inteiro. « Dizia Santo Agostinho que a Providencia era tão grande que não permittia o mal senão porque era tão poderosa que delle derivava o bem. O bem a que eu alludo, senhores, é a unidade do partido liberal, é a concentração de todas as forças democráticas no sentido de salvar o systema representativo, que entre nós está em manifesta decadencia. « Se me levasse pelo meu coração, eu seria todo do gabinete actual, porque reconheço no ministerio todas as habilitações (''apoiados''), tenho ahi amigos a quem respeito, caracteres a quem consagro dedicação e até fanatismo (''apoiados''); mas, senhores, a minha cabeça diz-me que devo ser do meu paiz, que devo cumprir a missão que delle recebi. « Está demonstrado o bem a que eu alludia. Este bem, senhores, é, como disse, a concentração de todas as forças liberaes para o grande fim da salvação do systema representativo no Brazil. « Nem é occasião hoje de inquirir porque eu sou liberal, o que poz em duvida o nobre senador pela minha provincia. « O SR. BARÃO DE S. LOURENÇO: — E ainda ponho. « O SR. NABUCO: — Ah! ainda põe! « Bastaria, senhores, este facto de anormalidade, de excepção do systemarepresentativo para justificar o meu concurso com as forças que se acham congregadas, para o grande fim da salvação do systema representativo. « E como não inquiro qual a razão por que o nobre ministro dos Negocios Estrangeiros, qual a razão por que o nobre ministro dos Negocios da Justiça, qual a razão por que o nobre ministro dos Negocios da Agricultura, exprimem hoje<noinclude></noinclude> 9kf2vwpf8l5w4k6x2s3n9tlfdm5n41y 562504 562503 2026-09-14T20:05:38Z Épico 12904 562504 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" /></noinclude>(eu já vou dizer), não sobre a legalidade do ministerio actual, porque em verdade a Coroa tem o direito de nomear livremente os seus ministros, mas sobre a sua legitimidade. E vós concebeis a differença que ha entre legitimidade e legalidade. A escravidão, ''{{lang|la|verbi gratia}}'', entre nós é um facto autorizado por lei, é um facto legal, mas ninguém dirá que é um facto legitimo, porque é um facto condemnado pela lei divina, é um facto condemnado pela civilização, é um facto condemnado pelo mundo inteiro. « Dizia Santo Agostinho que a Providencia era tão grande que não permittia o mal senão porque era tão poderosa que delle derivava o bem. O bem a que eu alludo, senhores, é a unidade do partido liberal, é a concentração de todas as forças democráticas no sentido de salvar o systema representativo, que entre nós está em manifesta decadencia. « Se me levasse pelo meu coração, eu seria todo do gabinete actual, porque reconheço no ministerio todas as habilitações (''apoiados''), tenho ahi amigos a quem respeito, caracteres a quem consagro dedicação e até fanatismo (''apoiados''); mas, senhores, a minha cabeça diz-me que devo ser do meu paiz, que devo cumprir a missão que delle recebi. « Está demonstrado o bem a que eu alludia. Este bem, senhores, é, como disse, a concentração de todas as forças liberaes para o grande fim da salvação do systema representativo no Brazil. « Nem é occasião hoje de inquirir porque eu sou liberal, o que poz em duvida o nobre senador pela minha provincia. « O SR. BARÃO DE S. LOURENÇO: — E ainda ponho. « O SR. NABUCO: — Ah! ainda põe! « Bastaria, senhores, este facto de anormalidade, de excepção do systema representativo para justificar o meu concurso com as forças que se acham congregadas, para o grande fim da salvação do systema representativo. « E como não inquiro qual a razão por que o nobre ministro dos Negocios Estrangeiros, qual a razão por que o nobre ministro dos Negocios da Justiça, qual a razão por que o nobre ministro dos Negocios da Agricultura, exprimem hoje<noinclude></noinclude> qg66yw9br0oma4q5vp08mtbasxdwske 562506 562504 2026-09-14T20:09:18Z Épico 12904 562506 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" /></noinclude>(eu já vou dizer), não sobre a legalidade do ministerio actual, porque em verdade a Coroa tem o direito de nomear livremente os seus ministros, mas sobre a sua legitimidade. E vós concebeis a differença que ha entre legitimidade e legalidade. A escravidão, ''{{lang|la|verbi gratia}}'', entre nós é um facto autorizado por lei, é um facto legal, mas ninguém dirá que é um facto legitimo, porque é um facto condemnado pela lei divina, é um facto condemnado pela civilização, é um facto condemnado pelo mundo inteiro. « Dizia Santo Agostinho que a Providencia era tão grande que não permittia o mal senão porque era tão poderosa que delle derivava o bem. O bem a que eu alludo, senhores, é a unidade do partido liberal, é a concentração de todas as forças democráticas no sentido de salvar o systema representativo, que entre nós está em manifesta decadencia. « Se me levasse pelo meu coração, eu seria todo do gabinete actual, porque reconheço no ministerio todas as habilitações (''apoiados''), tenho ahi amigos a quem respeito, caracteres a quem consagro dedicação e até fanatismo (''apoiados''); mas, senhores, a minha cabeça diz-me que devo ser do meu paiz, que devo cumprir a missão que delle recebi. « Está demonstrado o bem a que eu alludia. Este bem, senhores, é, como disse, a concentração de todas as forças liberaes para o grande fim da salvação do systema representativo no Brazil. « Nem é occasião hoje de inquirir porque eu sou liberal, o que poz em duvida o nobre senador pela minha provincia. « [[:w:Francisco Gonçalves Martins|O SR. BARÃO DE S. LOURENÇO]]: — E ainda ponho. « O SR. NABUCO: — Ah! ainda põe! « Bastaria, senhores, este facto de anormalidade, de excepção do systema representativo para justificar o meu concurso com as forças que se acham congregadas, para o grande fim da salvação do systema representativo. « E como não inquiro qual a razão por que o nobre ministro dos Negocios Estrangeiros, qual a razão por que o nobre ministro dos Negocios da Justiça, qual a razão por que o nobre ministro dos Negocios da Agricultura, exprimem hoje<noinclude></noinclude> pu1ab36adyrwej0fo7wdqdesji73o6t 562524 562506 2026-09-14T21:10:17Z Épico 12904 562524 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" /></noinclude>(eu já vou dizer), não sobre a legalidade do ministerio actual, porque em verdade a Coroa tem o direito de nomear livremente os seus ministros, mas sobre a sua legitimidade. E vós concebeis a differença que ha entre legitimidade e legalidade. A escravidão, ''{{lang|la|verbi gratia}}'', entre nós é um facto autorizado por lei, é um facto legal, mas ninguém dirá que é um facto legitimo, porque é um facto condemnado pela lei divina, é um facto condemnado pela civilização, é um facto condemnado pelo mundo inteiro. « Dizia Santo Agostinho que a Providencia era tão grande que não permittia o mal senão porque era tão poderosa que delle derivava o bem. O bem a que eu alludo, senhores, é a unidade do partido liberal, é a concentração de todas as forças democráticas no sentido de salvar o systema representativo, que entre nós está em manifesta decadencia. « Se me levasse pelo meu coração, eu seria todo do gabinete actual, porque reconheço no ministerio todas as habilitações (''apoiados''), tenho ahi amigos a quem respeito, caracteres a quem consagro dedicação e até fanatismo (''apoiados''); mas, senhores, a minha cabeça diz-me que devo ser do meu paiz, que devo cumprir a missão que delle recebi. « Está demonstrado o bem a que eu alludia. Este bem, senhores, é, como disse, a concentração de todas as forças liberaes para o grande fim da salvação do systema representativo no Brazil. « Nem é occasião hoje de inquirir porque eu sou liberal, o que poz em duvida o nobre senador pela minha provincia. « {{vers|[[:w:Francisco Gonçalves Martins|O Sr. Barão de S. Lourenço]]}}: — E ainda ponho. « {{vers|O Sr. Nabuco}}: — Ah! ainda põe! « Bastaria, senhores, este facto de anormalidade, de excepção do systema representativo para justificar o meu concurso com as forças que se acham congregadas, para o grande fim da salvação do systema representativo. « E como não inquiro qual a razão por que o nobre ministro dos Negocios Estrangeiros, qual a razão por que o nobre ministro dos Negocios da Justiça, qual a razão por que o nobre ministro dos Negocios da Agricultura, exprimem hoje<noinclude></noinclude> 0xafwvahg3ss6fq3fzg2y0vgqncy7hq 562563 562524 2026-09-14T22:40:38Z Épico 12904 562563 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho|122|UM ESTADISTA DO IMPÉRIO|}}</noinclude>(eu já vou dizer), não sobre a legalidade do ministerio actual, porque em verdade a Coroa tem o direito de nomear livremente os seus ministros, mas sobre a sua legitimidade. E vós concebeis a differença que ha entre legitimidade e legalidade. A escravidão, ''{{lang|la|verbi gratia}}'', entre nós é um facto autorizado por lei, é um facto legal, mas ninguém dirá que é um facto legitimo, porque é um facto condemnado pela lei divina, é um facto condemnado pela civilização, é um facto condemnado pelo mundo inteiro. « Dizia Santo Agostinho que a Providencia era tão grande que não permittia o mal senão porque era tão poderosa que delle derivava o bem. O bem a que eu alludo, senhores, é a unidade do partido liberal, é a concentração de todas as forças democráticas no sentido de salvar o systema representativo, que entre nós está em manifesta decadencia. « Se me levasse pelo meu coração, eu seria todo do gabinete actual, porque reconheço no ministerio todas as habilitações (''apoiados''), tenho ahi amigos a quem respeito, caracteres a quem consagro dedicação e até fanatismo (''apoiados''); mas, senhores, a minha cabeça diz-me que devo ser do meu paiz, que devo cumprir a missão que delle recebi. « Está demonstrado o bem a que eu alludia. Este bem, senhores, é, como disse, a concentração de todas as forças liberaes para o grande fim da salvação do systema representativo no Brazil. « Nem é occasião hoje de inquirir porque eu sou liberal, o que poz em duvida o nobre senador pela minha provincia. « {{vers|[[:w:Francisco Gonçalves Martins|O Sr. Barão de S. Lourenço]]}}: — E ainda ponho. « {{vers|O Sr. Nabuco}}: — Ah! ainda põe! « Bastaria, senhores, este facto de anormalidade, de excepção do systema representativo para justificar o meu concurso com as forças que se acham congregadas, para o grande fim da salvação do systema representativo. « E como não inquiro qual a razão por que o nobre ministro dos Negocios Estrangeiros, qual a razão por que o nobre ministro dos Negocios da Justiça, qual a razão por que o nobre ministro dos Negocios da Agricultura, exprimem hoje<noinclude></noinclude> i5g3nss3xkyo7ne6csfh9bicyw7yspe Página:Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf/135 106 257733 562507 2026-09-14T20:18:08Z Épico 12904 /* Revista */ 562507 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||O 16 DE JULHO (1868)|123}}</noinclude>no ministerio uma opinião conservadora, quando elles foram proximamente liberaes, não deveis inquirir qual a razão, se não houvesse esta a que alludo, por que me acho unido com os liberaes para aquelle grande fim. « Senhores, havia no Parlamento uma maioria liberal constituída pela vontade nacional; uma maioria tão legitima, tão legal, como têm sido todas as maiorias que temos tido no paiz... « [[:w:Zacarias de Góis e Vasconcelos|O SR. ZACHARIAS]] E OUTROS SENHORES: — Apoiado. « O SR. NABUCO: — ... tão legitima, tão legal como podem ser todas as maiorias, que hão de vir emquanto não tivermos liberdade de eleição (''apoiados'')... « [[:w:Francisco Jê Acaiaba de Montezuma|O SR. VISCONDE DE JEQUITINHONHA]]: — Isso é exacto; todas são assim. « O SR. NABUCO: — Havia um ministerio que representava essa politica. E dizei-me: essa politica tendia a decrescer? Não; pelo contrario, tendia a augmentar, tendia a um grande desenvolvimento, desde que o nobre senador pela provincia do Rio de Janeiro ([[:w:Francisco Otaviano|Octaviano]]) aconselhou a unidade dos lados em que se dividia o partido liberal. « Essa maioria tendia, por conseqüencia, a crescer; o ministerio, que a representava, decahio, não por uma vicissitude do systema representativo, não porque uma minoria se tornasse maioria, mas por differenças que houve nas relações da Coroa com os seus ministros. « Dizei-me: o que é que aconselhava o systema representativo? O que é que aconselhava o respeito á vontade nacional? Sem duvida, que outro ministerio fosse tirado dessa maioria. Mas fez-se isto? ''Não, senhores, e devo dizer, foi uma fatalidade para as nossas instituições''. Chamou-se um ministerio de uma politica contraria, adversa á politica dominante, á politica estabelecida pela vontade nacional: foi chamada ao ministerio uma politica vencida nas urnas, que tinham produzido a maioria que se acha vigente e poderosa no Parlamento. « Isto, senhores, é systema representativo? Não. Segundo os preceitos mais comezinhos do regimen constitucional, os<noinclude></noinclude> hpub36uqxhjjyfzxly13elc83ml1wnc 562516 562507 2026-09-14T20:46:10Z Épico 12904 562516 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||O 16 DE JULHO (1868)|123}}</noinclude>no ministerio uma opinião conservadora, quando elles foram proximamente liberaes, não deveis inquirir qual a razão, se não houvesse esta a que alludo, por que me acho unido com os liberaes para aquelle grande fim. « Senhores, havia no Parlamento uma maioria liberal constituída pela vontade nacional; uma maioria tão legitima, tão legal, como têm sido todas as maiorias que temos tido no paiz... « {{versalete|[[:w:Zacarias de Góis e Vasconcelos|O Sr. Zacharias]] e outros Senhores}}: — Apoiado. « {{Vers.|O Sr. Nabuco}}: — ... tão legitima, tão legal como podem ser todas as maiorias, que hão de vir emquanto não tivermos liberdade de eleição (''apoiados'')... « {{Vers|[[:w:Francisco Jê Acaiaba de Montezuma|O Sr. Visconde de Jequitinhonha]]}}: — Isso é exacto; todas são assim. « {{Vers.|O Sr. Nabuco}}: — Havia um ministerio que representava essa politica. E dizei-me: essa politica tendia a decrescer? Não; pelo contrario, tendia a augmentar, tendia a um grande desenvolvimento, desde que o nobre senador pela provincia do Rio de Janeiro ([[:w:Francisco Otaviano|Octaviano]]) aconselhou a unidade dos lados em que se dividia o partido liberal. « Essa maioria tendia, por conseqüencia, a crescer; o ministerio, que a representava, decahio, não por uma vicissitude do systema representativo, não porque uma minoria se tornasse maioria, mas por differenças que houve nas relações da Coroa com os seus ministros. « Dizei-me: o que é que aconselhava o systema representativo? O que é que aconselhava o respeito á vontade nacional? Sem duvida, que outro ministerio fosse tirado dessa maioria. Mas fez-se isto? ''Não, senhores, e devo dizer, foi uma fatalidade para as nossas instituições''. Chamou-se um ministerio de uma politica contraria, adversa á politica dominante, á politica estabelecida pela vontade nacional: foi chamada ao ministerio uma politica vencida nas urnas, que tinham produzido a maioria que se acha vigente e poderosa no Parlamento. « Isto, senhores, é systema representativo? Não. 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NABUCO: — Por sem duvida, senhores, vós não podeis levar a tanto a attribuição que a Constituição confere á Corôa de nomear livremente os seus ministros; não podeis ir até o ponto de querer que nessa faculdade se envolva o direito de fazer politica sem a intervenção nacional, o direito de substituir situações como lhe aprouver. « Ora dizei-me: não é isto uma farça? não é isto um verdadeiro absolutismo, no estado em que se acham as eleições no nosso paiz? Vede este ''sorites'' fatal, este ''sorites'' que acaba com a existencia do systema representativo; — o Poder Moderador pôde chamar a quem quizer para organizar ministerios; esta pessoa faz a eleição, porque ha de fazel-a; esta eleição faz a maioria. Eis ahi está o systema representativo do nosso paiz! « [[Luís Carlos da Fonseca|O SR. FONSECA]]: — É como tem sido. « [[José Inácio Silveira da Mota|O SR. SILVEIRA DA MOTA]]: — É o que estava. « O SR. BARÃO DE S. LOURENÇO: — Peço a palavra. « O SR. NABUCO: — Vós vos queixaveis, senhores, de 1863, eu também me queixei, como os Liberaes tinham o direito de se queixarem de 1842, de 1848 e de 1868; mas vede a differença que ha de 1868 para 1842, 1848 e 1863. É que em 1842, em 1848, em 1863, havia um ministerio que tinha subido ao poder por meio de uma maioria parlamentar; mas hoje, não. « [[:w:Luís Carlos da Fonseca|O SR. RODRIGUES SILVA]]: — Em 1848? Foi a ''patrulha''. « O SR. NABUCO: — Em 1848 havia um ministerio que tinha subido ao poder por meio de uma maioria, o ministerio existente, não me refiro ao novo ministerio. « Mas não quero, como já disse, demorar os instantes em que o novo ministerio tem de ouvir o ''{{lang|la|veredictum}}'' parlamen<noinclude></noinclude> 65ninarwqfvelfcn5ue69ki038z5mmn 562509 562508 2026-09-14T20:23:50Z Épico 12904 562509 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho|124|UM ESTADISTA DO IMPÉRIO|}}</noinclude>ministerios sobem por uma maioria, como hão de descer por outra maioria; o Poder Moderador não tem o direito de despachar ministros como despacha empregados, delegados e subdelegados de policia; ha de cingir-se, para organizar ministerios, ao principio dominante do systema representativo, que é o principio das maiorias. « O SR. OTTONI E OUTROS SENHORES: — Apoiado. « O SR. NABUCO: — Por sem duvida, senhores, vós não podeis levar a tanto a attribuição que a Constituição confere á Corôa de nomear livremente os seus ministros; não podeis ir até o ponto de querer que nessa faculdade se envolva o direito de fazer politica sem a intervenção nacional, o direito de substituir situações como lhe aprouver. « Ora dizei-me: não é isto uma farça? não é isto um verdadeiro absolutismo, no estado em que se acham as eleições no nosso paiz? Vede este ''sorites'' fatal, este ''sorites'' que acaba com a existencia do systema representativo; — o Poder Moderador pôde chamar a quem quizer para organizar ministerios; esta pessoa faz a eleição, porque ha de fazel-a; esta eleição faz a maioria. Eis ahi está o systema representativo do nosso paiz! « [[:w:Luís Carlos da Fonseca|O SR. FONSECA]]: — É como tem sido. « [[:w:José Inácio Silveira da Mota|O SR. SILVEIRA DA MOTA]]: — É o que estava. « O SR. BARÃO DE S. LOURENÇO: — Peço a palavra. « O SR. NABUCO: — Vós vos queixaveis, senhores, de 1863, eu também me queixei, como os Liberaes tinham o direito de se queixarem de 1842, de 1848 e de 1868; mas vede a differença que ha de 1868 para 1842, 1848 e 1863. É que em 1842, em 1848, em 1863, havia um ministerio que tinha subido ao poder por meio de uma maioria parlamentar; mas hoje, não. « [[:w:Luís Carlos da Fonseca|O SR. RODRIGUES SILVA]]: — Em 1848? Foi a ''patrulha''. « O SR. NABUCO: — Em 1848 havia um ministerio que tinha subido ao poder por meio de uma maioria, o ministerio existente, não me refiro ao novo ministerio. « Mas não quero, como já disse, demorar os instantes em que o novo ministerio tem de ouvir o ''{{lang|la|veredictum}}'' parlamen<noinclude></noinclude> 28ynzqb4m1w64wr8a0is7lloz320ouc 562555 562509 2026-09-14T22:30:37Z Épico 12904 562555 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho|124|UM ESTADISTA DO IMPÉRIO|}}</noinclude>ministerios sobem por uma maioria, como hão de descer por outra maioria; o Poder Moderador não tem o direito de despachar ministros como despacha empregados, delegados e subdelegados de policia; ha de cingir-se, para organizar ministerios, ao principio dominante do systema representativo, que é o principio das maiorias. « {{vers|O Sr. Ottoni e outros Senhores}}: — Apoiado. « {{vers|O Sr. Nabuco}}: — Por sem duvida, senhores, vós não podeis levar a tanto a attribuição que a Constituição confere á Corôa de nomear livremente os seus ministros; não podeis ir até o ponto de querer que nessa faculdade se envolva o direito de fazer politica sem a intervenção nacional, o direito de substituir situações como lhe aprouver. « Ora dizei-me: não é isto uma farça? não é isto um verdadeiro absolutismo, no estado em que se acham as eleições no nosso paiz? Vede este ''sorites'' fatal, este ''sorites'' que acaba com a existencia do systema representativo; — o Poder Moderador pôde chamar a quem quizer para organizar ministerios; esta pessoa faz a eleição, porque ha de fazel-a; esta eleição faz a maioria. Eis ahi está o systema representativo do nosso paiz! « {{vers|[[:w:Luís Carlos da Fonseca|O Sr. Fonsenca]]}}: — É como tem sido. « {{vers|[[:w:José Inácio Silveira da Mota|O Sr. Silveira da Mota]]}}: — É o que estava. « {{vers|O Sr. Barão de S. Lourenço}}: — Peço a palavra. « {{vers|O Sr. Nabuco}}: — Vós vos queixaveis, senhores, de 1863, eu também me queixei, como os Liberaes tinham o direito de se queixarem de 1842, de 1848 e de 1868; mas vede a differença que ha de 1868 para 1842, 1848 e 1863. É que em 1842, em 1848, em 1863, havia um ministerio que tinha subido ao poder por meio de uma maioria parlamentar; mas hoje, não. « {{vers|[[:w:Luís Carlos da Fonseca|O Sr. Rodrigues Silva]]}}: — Em 1848? 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Vede este ''sorites'' fatal, este ''sorites'' que acaba com a existencia do systema representativo; — o Poder Moderador pôde chamar a quem quizer para organizar ministerios; esta pessoa faz a eleição, porque ha de fazel-a; esta eleição faz a maioria. Eis ahi está o systema representativo do nosso paiz! « {{vers|[[:w:Luís Carlos da Fonseca|O Sr. Fonsenca]]}}: — É como tem sido. « {{vers|[[:w:José Inácio Silveira da Mota|O Sr. Silveira da Mota]]}}: — É o que estava. « {{vers|O Sr. Barão de S. Lourenço}}: — Peço a palavra. « {{vers|O Sr. Nabuco}}: — Vós vos queixaveis, senhores, de 1863, eu também me queixei, como os Liberaes tinham o direito de se queixarem de 1842, de 1848 e de 1868; mas vede a differença que ha de 1868 para 1842, 1848 e 1863. É que em 1842, em 1848, em 1863, havia um ministerio que tinha subido ao poder por meio de uma maioria parlamentar; mas hoje, não. « {{vers|[[:w:Luís Carlos da Fonseca|O Sr. Rodrigues Silva]]}}: — Em 1848? 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Vede este ''sorites'' fatal, este ''sorites'' que acaba com a existencia do systema representativo; — o Poder Moderador pôde chamar a quem quizer para organizar ministerios; esta pessoa faz a eleição, porque ha de fazel-a; esta eleição faz a maioria. Eis ahi está o systema representativo do nosso paiz! « {{vers|[[:w:Luís Carlos da Fonseca|O Sr. Fonsenca]]}}: — É como tem sido. « {{vers|[[:w:José Inácio Silveira da Mota|O Sr. Silveira da Mota]]}}: — É o que estava. « {{vers|O Sr. Barão de S. Lourenço}}: — Peço a palavra. « {{vers|O Sr. Nabuco}}: — Vós vos queixaveis, senhores, de 1863, eu também me queixei, como os Liberaes tinham o direito de se queixarem de 1842, de 1848 e de 1868; mas vede a differença que ha de 1868 para 1842, 1848 e 1863. É que em 1842, em 1848, em 1863, havia um ministerio que tinha subido ao poder por meio de uma maioria parlamentar; mas hoje, não. « {{vers|[[:w:Firmino Rodrigues da Silva|O Sr. Rodrigues Silva]]}}: — Em 1848? Foi a ''patrulha''. « {{vers|O Sr. Nabuco}}: — Em 1848 havia um ministerio que tinha subido ao poder por meio de uma maioria, o ministerio existente, não me refiro ao novo ministerio. « Mas não quero, como já disse, demorar os instantes em que o novo ministerio tem de ouvir o ''{{lang|la|veredictum}}'' parlamen-<noinclude></noinclude> l4e30nnyc45dmev8weoqe21aabhp3b4 Página:Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf/137 106 257735 562510 2026-09-14T20:28:29Z Épico 12904 /* Revista */ 562510 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||O 16 DE JULHO (1868)|125}}</noinclude>tar. Contento-me simplesmente com fazer este protesto, como hei de fazer outros e desenvolvèl-os, se porventura o ministerio não tiver de dissolver a Câmara dos Srs. Deputados, matar completamente esta situação. « No coração do próprio ministerio, como na consciencia de nós todos, está o reconhecimento da illigitimidade do Gabinete actual e de todos os ministerios que forem sahidos, não das maiorias, mas simplesmente da vontade do poder irresponsável. « Esta é a minha opinião. « {{versalete|O Sr. Ottoni e outros Senhores}}: — Apoiado, muito bem. » Nabuco com essas palavras acreditava fazer a photographia do nosso systema representativo, dizer a verdade ao paiz e á Corôa com a franqueza que a sua posição lhe impunha: a sua attitude pareceu, entretanto, um rompimento com o Imperador, porque a liberdade do seu commentario constitucional, que não visava a acção pessoal do soberano e sim a falta de eleições, que o tornava arbitro dos destinos do paiz, não foi sufficientemente attenuada para as massas. Pela primeira vez no Senado falava-se essa linguagem, taxava-se de ''illegitimo'' o uso de uma attribuição constitucional; e pela primeira vez um Conselheiro de Estado abria mão da sua posição nos conselhos da Corôa para manifestar ao paiz, do alto da sua cadeira de senador, as « ''suas apprehensões de um governo absoluto de facto.'' » A verdade, entretanto, é que Nabuco assim procedia cheio de respeito pela pessoa do Imperador, e só com o pensamento de evitar as conseqüencias do golpe que elle qualificou como ''uma fatalidade para as nossas instituições''. A surpresa de 16 de Julho deve ter sido grande n'elle, para assim transformal-o de repente em censor publico da Corôa. Não era de certo a primeira vez, no seu longo reinado, que o Imperador chamava ao poder a pequena minoria da Câmara, com hypotheca tácita da dissolução; essa subversão dos partidos em maioria tinha-se dado por vezes, mas só outra ge<noinclude></noinclude> 0mbodpxv8gxgl3xpo2n1isv0xzzdq5r 562561 562510 2026-09-14T22:37:35Z Épico 12904 562561 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||O 16 DE JULHO (1868)|125}}</noinclude>tar. Contento-me simplesmente com fazer este protesto, como hei de fazer outros e desenvolvèl-os, se porventura o ministerio não tiver de dissolver a Câmara dos Srs. Deputados, matar completamente esta situação. « No coração do próprio ministerio, como na consciencia de nós todos, está o reconhecimento da illigitimidade do Gabinete actual e de todos os ministerios que forem sahidos, não das maiorias, mas simplesmente da vontade do poder irresponsável. « Esta é a minha opinião. « {{versalete|O Sr. Ottoni e outros Senhores}}: — Apoiado, muito bem. » Nabuco com essas palavras acreditava fazer a photographia do nosso systema representativo, dizer a verdade ao paiz e á Corôa com a franqueza que a sua posição lhe impunha: a sua attitude pareceu, entretanto, um rompimento com o Imperador, porque a liberdade do seu commentario constitucional, que não visava a acção pessoal do soberano e sim a falta de eleições, que o tornava arbitro dos destinos do paiz, não foi sufficientemente attenuada para as massas. Pela primeira vez no Senado falava-se essa linguagem, taxava-se de ''illegitimo'' o uso de uma attribuição constitucional; e pela primeira vez um Conselheiro de Estado abria mão da sua posição nos conselhos da Corôa para manifestar ao paiz, do alto da sua cadeira de senador, as « ''suas apprehensões de um governo absoluto de facto.'' » A verdade, entretanto, é que Nabuco assim procedia cheio de respeito pela pessoa do Imperador, e só com o pensamento de evitar as conseqüencias do golpe que elle qualificou como ''uma fatalidade para as nossas instituições''. A surpresa de 16 de Julho deve ter sido grande n'elle, para assim transformal-o de repente em censor publico da Corôa. 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Em 1842 a dissolução da Câmara Liberal foi também uma intervenção da Corôa, conseqüencia da victoria que ella tinha dado a Aureliano Coutinho em 1841 contra os seus collegas do Gabinete da Maioridade; mas esses primeiros annos do reinado ainda eram de revolução e o Imperador tinha dezeseis annos. A dissolução de 1863 foi uma insensível inclinação, talvez, da parte do Imperador, mas existia um Gabinete que tivera maioria, quasi unanimidade na Câmara e que, portanto, segundo a pratica parlamentar ingleza, adquirira o direito de dissolver. Durante mezes a distincção entre ''legalidade'' e ''legitimidade'', o temor do absolutismo, o sorites constitucional do discurso de 17 de Julho, figurarão proeminentemente na imprensa politica, applaudidos pela Liberal, flagellados pela Conservadora <ref>O ''Correio Mercantil'', sobretudo, não poupa « o Conselheiro de Estado infiel, que trahio o seu juramento »: « O theorista da dissolução de 1863, o estadista que encontrou sempre, no seu eclectismo político e na sua jurisprudencia romana, uma palavra de grande effeito momentâneo, quebrou o silencio e gritou incontinenti: — ''Absolutismo'', ''Illegitimidade''. » O ''Diario do Rio'' tinha um riso forçado: « O ''{{lang|la|uti possidetis}}'' e o ''{{lang|la|statu quo}}'' do sr. Nabuco foram invenções úteis, mas o grande alchimista está ameaçado de perder todo o seu credito com a sua famosa descoberta do recente absolutismo. »</ref>. Os velhos Liberaes acreditavam remoçar, ouvindo em linguagem de 1868 os sentimentos da Regencia. « N'essa sessão », escreve Christiano Ottoni <ref>''Biographia de Theophilo Ottoni'', 1870, com a inscripção: ''{{lang|la|Feminis lugere honestum est; viris, meminisse.}}'' Por esse discurso Nabuco recebe numerosas adhesões de antigos Liberaes, dos que se chamavam genuínos, assim o barão de Palmares; Aprigio Guimarães: « agora vou ser soldado. » As Assembléas Provinciaes, todas Liberaes, felicitam-no. Agradecendo á de Pernambuco elle expressa « a funda esperança de que, passados os dias difficeis que correm, a nossa Monarchia Con-</ref>, « T. 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A dissolução de 1863 foi uma insensível inclinação, talvez, da parte do Imperador, mas existia um Gabinete que tivera maioria, quasi unanimidade na Câmara e que, portanto, segundo a pratica parlamentar ingleza, adquirira o direito de dissolver. Durante mezes a distincção entre ''legalidade'' e ''legitimidade'', o temor do absolutismo, o sorites constitucional do discurso de 17 de Julho, figurarão proeminentemente na imprensa politica, applaudidos pela Liberal, flagellados pela Conservadora <ref>O ''Correio Mercantil'', sobretudo, não poupa « o Conselheiro de Estado infiel, que trahio o seu juramento »: « O theorista da dissolução de 1863, o estadista que encontrou sempre, no seu eclectismo político e na sua jurisprudencia romana, uma palavra de grande effeito momentâneo, quebrou o silencio e gritou incontinenti: — ''Absolutismo'', ''Illegitimidade''. » O ''Diario do Rio'' tinha um riso forçado: « O ''{{lang|la|uti possidetis}}'' e o ''{{lang|la|statu quo}}'' do sr. 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A dissolução de 1863 foi uma insensível inclinação, talvez, da parte do Imperador, mas existia um Gabinete que tivera maioria, quasi unanimidade na Câmara e que, portanto, segundo a pratica parlamentar ingleza, adquirira o direito de dissolver. Durante mezes a distincção entre ''legalidade'' e ''legitimidade'', o temor do absolutismo, o sorites constitucional do discurso de 17 de Julho, figurarão proeminentemente na imprensa politica, applaudidos pela Liberal, flagellados pela Conservadora <ref>O ''Correio Mercantil'', sobretudo, não poupa « o Conselheiro de Estado infiel, que trahio o seu juramento »: « O theorista da dissolução de 1863, o estadista que encontrou sempre, no seu eclectismo político e na sua jurisprudencia romana, uma palavra de grande effeito momentâneo, quebrou o silencio e gritou incontinenti: — ''Absolutismo'', ''Illegitimidade''. » O ''Diario do Rio'' tinha um riso forçado: « O ''{{lang|la|uti possidetis}}'' e o ''{{lang|la|statu quo}}'' do sr. Nabuco foram invenções úteis, mas o grande alchimista está ameaçado de perder todo o seu credito com a sua famosa descoberta do recente absolutismo. »</ref>. Os velhos Liberaes acreditavam remoçar, ouvindo em linguagem de 1868 os sentimentos da Regencia. « N'essa sessão », escreve Christiano Ottoni <ref name= "nota-ottoni">''Biographia de Theophilo Ottoni'', 1870, com a inscripção: ''{{lang|la|Feminis lugere honestum est; viris, meminisse.}}'' Por esse discurso Nabuco recebe numerosas adhesões de antigos Liberaes, dos que se chamavam genuínos, assim o barão de Palmares; Aprigio Guimarães: « agora vou ser soldado. » As Assembléas Provinciaes, todas Liberaes, felicitam-no. Agradecendo á de Pernambuco elle expressa « ''a funda esperança de que, passados os dias difficeis que correm, a nossa Monarchia {{pt|Con-|Constitucional}}''</ref>, « T. Ottoni<noinclude></noinclude> 4esmx2x6dwvkd09cjxrt0v8qce6p1zk 562579 562575 2026-09-14T23:31:00Z Épico 12904 562579 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho|126|UM ESTADISTA DO IMPÉRIO|}}</noinclude>ração conhecera igual crise, isto é, um golpe directo da Corôa: a demissão de Paraná em 1844 pela recusa de uma demissão dentro das attribuições do Executivo, seguida do golpe de 2 de Fevereiro. Em 1848 a queda dos Liberaes foi obra, por assim dizer, da sua própria maioria na Câmara. Em 1842 a dissolução da Câmara Liberal foi também uma intervenção da Corôa, conseqüencia da victoria que ella tinha dado a Aureliano Coutinho em 1841 contra os seus collegas do Gabinete da Maioridade; mas esses primeiros annos do reinado ainda eram de revolução e o Imperador tinha dezeseis annos. A dissolução de 1863 foi uma insensível inclinação, talvez, da parte do Imperador, mas existia um Gabinete que tivera maioria, quasi unanimidade na Câmara e que, portanto, segundo a pratica parlamentar ingleza, adquirira o direito de dissolver. Durante mezes a distincção entre ''legalidade'' e ''legitimidade'', o temor do absolutismo, o sorites constitucional do discurso de 17 de Julho, figurarão proeminentemente na imprensa politica, applaudidos pela Liberal, flagellados pela Conservadora <ref>O ''Correio Mercantil'', sobretudo, não poupa « o Conselheiro de Estado infiel, que trahio o seu juramento »: « O theorista da dissolução de 1863, o estadista que encontrou sempre, no seu eclectismo político e na sua jurisprudencia romana, uma palavra de grande effeito momentâneo, quebrou o silencio e gritou incontinenti: — ''Absolutismo'', ''Illegitimidade''. » O ''Diario do Rio'' tinha um riso forçado: « O ''{{lang|la|uti possidetis}}'' e o ''{{lang|la|statu quo}}'' do sr. Nabuco foram invenções úteis, mas o grande alchimista está ameaçado de perder todo o seu credito com a sua famosa descoberta do recente absolutismo. »</ref>. Os velhos Liberaes acreditavam remoçar, ouvindo em linguagem de 1868 os sentimentos da Regencia. « N'essa sessão », escreve Christiano Ottoni <ref name= "nota-ottoni">''Biographia de Theophilo Ottoni'', 1870, com a inscripção: ''{{lang|la|Feminis lugere honestum est; viris, meminisse.}}'' </br> Por esse discurso Nabuco recebe numerosas adhesões de antigos Liberaes, dos que se chamavam genuínos, assim o barão de Palmares; Aprigio Guimarães: « agora vou ser soldado. » As Assembléas Provinciaes, todas Liberaes, felicitam-no. Agradecendo á de Pernambuco elle expressa « ''a funda esperança de que, passados os dias difficeis que correm, a nossa Monarchia {{pt|Con-|Constitucional}}''</ref>, « T. 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A dissolução de 1863 foi uma insensível inclinação, talvez, da parte do Imperador, mas existia um Gabinete que tivera maioria, quasi unanimidade na Câmara e que, portanto, segundo a pratica parlamentar ingleza, adquirira o direito de dissolver. Durante mezes a distincção entre ''legalidade'' e ''legitimidade'', o temor do absolutismo, o sorites constitucional do discurso de 17 de Julho, figurarão proeminentemente na imprensa politica, applaudidos pela Liberal, flagellados pela Conservadora <ref>O ''Correio Mercantil'', sobretudo, não poupa « o Conselheiro de Estado infiel, que trahio o seu juramento »: « O theorista da dissolução de 1863, o estadista que encontrou sempre, no seu eclectismo político e na sua jurisprudencia romana, uma palavra de grande effeito momentâneo, quebrou o silencio e gritou incontinenti: — ''Absolutismo'', ''Illegitimidade''. » O ''Diario do Rio'' tinha um riso forçado: « O ''{{lang|la|uti possidetis}}'' e o ''{{lang|la|statu quo}}'' do sr. Nabuco foram invenções úteis, mas o grande alchimista está ameaçado de perder todo o seu credito com a sua famosa descoberta do recente absolutismo. »</ref>. Os velhos Liberaes acreditavam remoçar, ouvindo em linguagem de 1868 os sentimentos da Regencia. « N'essa sessão », escreve Christiano Ottoni <ref name= "nota-ottoni">''Biographia de Theophilo Ottoni'', 1870, com a inscripção: ''{{lang|la|Feminis lugere honestum est; viris, meminisse.}}'' <p>Por esse discurso Nabuco recebe numerosas adhesões de antigos Liberaes, dos que se chamavam genuínos, assim o barão de Palmares; Aprigio Guimarães: « agora vou ser soldado. » As Assembléas Provinciaes, todas Liberaes, felicitam-no. Agradecendo á de Pernambuco elle expressa « ''a funda esperança de que, passados os dias difficeis que correm, a nossa Monarchia {{pt|Con-|Constitucional}}</p>''</ref>, « T. 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A dissolução de 1863 foi uma insensível inclinação, talvez, da parte do Imperador, mas existia um Gabinete que tivera maioria, quasi unanimidade na Câmara e que, portanto, segundo a pratica parlamentar ingleza, adquirira o direito de dissolver. Durante mezes a distincção entre ''legalidade'' e ''legitimidade'', o temor do absolutismo, o sorites constitucional do discurso de 17 de Julho, figurarão proeminentemente na imprensa politica, applaudidos pela Liberal, flagellados pela Conservadora <ref>O ''Correio Mercantil'', sobretudo, não poupa « o Conselheiro de Estado infiel, que trahio o seu juramento »: « O theorista da dissolução de 1863, o estadista que encontrou sempre, no seu eclectismo político e na sua jurisprudencia romana, uma palavra de grande effeito momentâneo, quebrou o silencio e gritou incontinenti: — ''Absolutismo'', ''Illegitimidade''. » O ''Diario do Rio'' tinha um riso forçado: « O ''{{lang|la|uti possidetis}}'' e o ''{{lang|la|statu quo}}'' do sr. Nabuco foram invenções úteis, mas o grande alchimista está ameaçado de perder todo o seu credito com a sua famosa descoberta do recente absolutismo. »</ref>. Os velhos Liberaes acreditavam remoçar, ouvindo em linguagem de 1868 os sentimentos da Regencia. « N'essa sessão », escreve Christiano Ottoni <ref name= "nota-ottoni">''Biographia de Theophilo Ottoni'', 1870, com a inscripção: ''{{lang|la|Feminis lugere honestum est; viris, meminisse.}}'' <p>Por esse discurso Nabuco recebe numerosas adhesões de antigos Liberaes, dos que se chamavam genuínos, assim o barão de Palmares; Aprigio Guimarães: « agora vou ser soldado. » As Assembléas Provinciaes, todas Liberaes, felicitam-no. Agradecendo á de Pernambuco elle expressa « ''a funda esperança de que, passados os dias difficeis que correm, a nossa Monarchia Constitucional ajudada pela verdade da eleição, pela actividade da vida local, e realidade pratica da liberdade individual, ha de attingir um futuro grandioso e digno da America, onde ella está collocada.'' »</ref>, « T. 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Eu não pedi a palavra, porque nada tinha a accrescentar: limitei-me a applaudil-o.'' » {{C|'''V — Nabuco sustenta perante o Imperador o principio: « O rei reina e não governa ». — Dissolução da Câmara dos Deputados.'''}} A dissolução era certa, mas o Conselho de Estado tinha de ser ouvido sobre ella, e para esse fim foi convocado. Na sessão, de 18 de Julho, Nabuco teve assim de repetir perante o próprio Imperador o que dissera do nosso regimen no Senado, sustentando deante d'elle o principio — ''o rei reina e não governa''. Nas actas do Conselho de Estado o seu voto está resumido d'este modo, muito imperfeito: « O Conselheiro Nabuco considera mera formalidade esta audiencia do Conselho de Estado sobre a dissolução da Câmara dos Deputados, porque lhe parece uma questão prejulgada, desde que foi chamado ao poder o partido Conservador. « Todavia vota contra a dissolução, ponderando os perigos que vê na eleição, a que se vai proceder no estado de guerra que preoccupa toda a força regular, assim como nas reacções provocadas pela inversão das posições officiaes e pela dictadura proveniente da dissolução. « Que a eleição não pôde ser livre, como se suppoz, porquanto vai ser feita sob a pressão dos meios excepcionaes<noinclude></noinclude> 9qe8x2iesluv1u0fnxw559xvliauvil 562553 562512 2026-09-14T22:27:07Z Épico 12904 562553 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||O 16 DE JULHO (1868)|127}}</noinclude><ref follow="nota-ottoni">{{PT|stitucional}}, ajudada pela verdade da eleição, pela actividade da vida local, e realidade pratica da liberdade individual, ha de attingir um futuro grandioso e digno da America, onde ella está collocada. »</ref> não pedio a palavra, porque adherio, em tudo e por tudo, ao pronunciamento do sr. conselheiro Nabuco. Acabava eu de ouvir a S. Ex. e fortificava-me com a sua sabia lição para lavrar o meu timido protesto na outra Câmara, quando, ao sahir, o senador Ottoni me disse estas palavras: — ''Ouviste o Nabuco? Eu não pedi a palavra, porque nada tinha a accrescentar: limitei-me a applaudil-o.'' » {{C|'''V — Nabuco sustenta perante o Imperador o principio: « O rei reina e não governa ». — Dissolução da Câmara dos Deputados.'''}} A dissolução era certa, mas o Conselho de Estado tinha de ser ouvido sobre ella, e para esse fim foi convocado. Na sessão, de 18 de Julho, Nabuco teve assim de repetir perante o próprio Imperador o que dissera do nosso regimen no Senado, sustentando deante d'elle o principio — ''o rei reina e não governa''. Nas actas do Conselho de Estado o seu voto está resumido d'este modo, muito imperfeito: « O Conselheiro Nabuco considera mera formalidade esta audiencia do Conselho de Estado sobre a dissolução da Câmara dos Deputados, porque lhe parece uma questão prejulgada, desde que foi chamado ao poder o partido Conservador. « Todavia vota contra a dissolução, ponderando os perigos que vê na eleição, a que se vai proceder no estado de guerra que preoccupa toda a força regular, assim como nas reacções provocadas pela inversão das posições officiaes e pela dictadura proveniente da dissolução. « Que a eleição não pôde ser livre, como se suppoz, porquanto vai ser feita sob a pressão dos meios excepcionaes<noinclude></noinclude> 4fqd6i5qy1az5jjlz3sf3alfntl7ghr 562557 562553 2026-09-14T22:33:58Z Épico 12904 562557 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||O 16 DE JULHO (1868)|127}}</noinclude><ref follow="nota-ottoni">{{PT|stitucional}}, ajudada pela verdade da eleição, pela actividade da vida local, e realidade pratica da liberdade individual, ha de attingir um futuro grandioso e digno da America, onde ella está collocada. »</ref> não pedio a palavra, porque adherio, em tudo e por tudo, ao pronunciamento do sr. conselheiro Nabuco. Acabava eu de ouvir a S. Ex. e fortificava-me com a sua sabia lição para lavrar o meu timido protesto na outra Câmara, quando, ao sahir, o senador Ottoni me disse estas palavras: — ''Ouviste o Nabuco? Eu não pedi a palavra, porque nada tinha a accrescentar: limitei-me a applaudil-o.'' » <section end="cap4-sec4" /> {{C|'''V — Nabuco sustenta perante o Imperador o principio: « O rei reina e não governa ». — Dissolução da Câmara dos Deputados.'''}} A dissolução era certa, mas o Conselho de Estado tinha de ser ouvido sobre ella, e para esse fim foi convocado. Na sessão, de 18 de Julho, Nabuco teve assim de repetir perante o próprio Imperador o que dissera do nosso regimen no Senado, sustentando deante d'elle o principio — ''o rei reina e não governa''. Nas actas do Conselho de Estado o seu voto está resumido d'este modo, muito imperfeito: « O Conselheiro Nabuco considera mera formalidade esta audiencia do Conselho de Estado sobre a dissolução da Câmara dos Deputados, porque lhe parece uma questão prejulgada, desde que foi chamado ao poder o partido Conservador. « Todavia vota contra a dissolução, ponderando os perigos que vê na eleição, a que se vai proceder no estado de guerra que preoccupa toda a força regular, assim como nas reacções provocadas pela inversão das posições officiaes e pela dictadura proveniente da dissolução. « Que a eleição não pôde ser livre, como se suppoz, porquanto vai ser feita sob a pressão dos meios excepcionaes<noinclude></noinclude> ce9by57u4hvbsnqrry89xurbccuexrq 562567 562557 2026-09-14T23:06:55Z Épico 12904 562567 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||O 16 DE JULHO (1868)|127}}</noinclude><ref follow="nota-ottoni">{{PT|constitucional|stitucional}}, ajudada pela verdade da eleição, pela actividade da vida local, e realidade pratica da liberdade individual, ha de attingir um futuro grandioso e digno da America, onde ella está collocada. »</ref> não pedio a palavra, porque adherio, em tudo e por tudo, ao pronunciamento do sr. conselheiro Nabuco. Acabava eu de ouvir a S. Ex. e fortificava-me com a sua sabia lição para lavrar o meu timido protesto na outra Câmara, quando, ao sahir, o senador Ottoni me disse estas palavras: — ''Ouviste o Nabuco? Eu não pedi a palavra, porque nada tinha a accrescentar: limitei-me a applaudil-o.'' » <section end="cap4-sec4" /> {{C|'''V — Nabuco sustenta perante o Imperador o principio: « O rei reina e não governa ». — Dissolução da Câmara dos Deputados.'''}} A dissolução era certa, mas o Conselho de Estado tinha de ser ouvido sobre ella, e para esse fim foi convocado. Na sessão, de 18 de Julho, Nabuco teve assim de repetir perante o próprio Imperador o que dissera do nosso regimen no Senado, sustentando deante d'elle o principio — ''o rei reina e não governa''. 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Nas actas do Conselho de Estado o seu voto está resumido d'este modo, muito imperfeito: « O Conselheiro Nabuco considera mera formalidade esta audiencia do Conselho de Estado sobre a dissolução da Câmara dos Deputados, porque lhe parece uma questão prejulgada, desde que foi chamado ao poder o partido Conservador. « Todavia vota contra a dissolução, ponderando os perigos que vê na eleição, a que se vai proceder no estado de guerra que preoccupa toda a força regular, assim como nas reacções provocadas pela inversão das posições officiaes e pela dictadura proveniente da dissolução. « Que a eleição não pôde ser livre, como se suppoz, porquanto vai ser feita sob a pressão dos meios excepcionaes<noinclude>{{linha horizontal}}</noinclude> 5kxvde0rtxw4zazyut52tzirboz75vh 562577 562576 2026-09-14T23:30:17Z Épico 12904 562577 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||O 16 DE JULHO (1868)|127}}</noinclude><ref follow="nota-ottoni">''{{PT|stitucional}}, ajudada pela verdade da eleição, pela actividade da vida local, e realidade pratica da liberdade individual, ha de attingir um futuro grandioso e digno da America, onde ella está collocada.'' »</ref> não pedio a palavra, porque adherio, em tudo e por tudo, ao pronunciamento do sr. conselheiro Nabuco. Acabava eu de ouvir a S. Ex. e fortificava-me com a sua sabia lição para lavrar o meu timido protesto na outra Câmara, quando, ao sahir, o senador Ottoni me disse estas palavras: — ''Ouviste o Nabuco? Eu não pedi a palavra, porque nada tinha a accrescentar: limitei-me a applaudil-o.'' » <section end="cap4-sec4" /> {{C|'''V — Nabuco sustenta perante o Imperador o principio: « O rei reina e não governa ». — Dissolução da Câmara dos Deputados.'''}} A dissolução era certa, mas o Conselho de Estado tinha de ser ouvido sobre ella, e para esse fim foi convocado. Na sessão, de 18 de Julho, Nabuco teve assim de repetir perante o próprio Imperador o que dissera do nosso regimen no Senado, sustentando deante d'elle o principio — ''o rei reina e não governa''. 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Nas actas do Conselho de Estado o seu voto está resumido d'este modo, muito imperfeito: « O Conselheiro Nabuco considera mera formalidade esta audiencia do Conselho de Estado sobre a dissolução da Câmara dos Deputados, porque lhe parece uma questão prejulgada, desde que foi chamado ao poder o partido Conservador. « Todavia vota contra a dissolução, ponderando os perigos que vê na eleição, a que se vai proceder no estado de guerra que preoccupa toda a força regular, assim como nas reacções provocadas pela inversão das posições officiaes e pela dictadura proveniente da dissolução. « Que a eleição não pôde ser livre, como se suppoz, porquanto vai ser feita sob a pressão dos meios excepcionaes<noinclude>{{linha horizontal}}</noinclude> ms544e6hk5jmiiuoo737q4oc9b4wvl3 562582 562581 2026-09-14T23:35:47Z Épico 12904 562582 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||O 16 DE JULHO (1868)|127}}</noinclude>não pedio a palavra, porque adherio, em tudo e por tudo, ao pronunciamento do sr. conselheiro Nabuco. Acabava eu de ouvir a S. Ex. e fortificava-me com a sua sabia lição para lavrar o meu timido protesto na outra Câmara, quando, ao sahir, o senador Ottoni me disse estas palavras: — ''Ouviste o Nabuco? Eu não pedi a palavra, porque nada tinha a accrescentar: limitei-me a applaudil-o.'' » <section end="cap4-sec4" /> {{C|'''V — Nabuco sustenta perante o Imperador o principio: « O rei reina e não governa ». — Dissolução da Câmara dos Deputados.'''}} A dissolução era certa, mas o Conselho de Estado tinha de ser ouvido sobre ella, e para esse fim foi convocado. Na sessão, de 18 de Julho, Nabuco teve assim de repetir perante o próprio Imperador o que dissera do nosso regimen no Senado, sustentando deante d'elle o principio — ''o rei reina e não governa''. Nas actas do Conselho de Estado o seu voto está resumido d'este modo, muito imperfeito: « O Conselheiro Nabuco considera mera formalidade esta audiencia do Conselho de Estado sobre a dissolução da Câmara dos Deputados, porque lhe parece uma questão prejulgada, desde que foi chamado ao poder o partido Conservador. « Todavia vota contra a dissolução, ponderando os perigos que vê na eleição, a que se vai proceder no estado de guerra que preoccupa toda a força regular, assim como nas reacções provocadas pela inversão das posições officiaes e pela dictadura proveniente da dissolução. « Que a eleição não pôde ser livre, como se suppoz, porquanto vai ser feita sob a pressão dos meios excepcionaes<noinclude>{{linha horizontal}}</noinclude> pl7e2q7rjzjlp1jlvo57t6ec9kg89as Predefinição:Vers. 10 257738 562513 2026-09-14T20:45:00Z Épico 12904 [[Ajuda:SEA|←]] feito redirecionamento para [[Predefinição:Versalete]] 562513 wikitext text/x-wiki #REDIRECIONAMENTO [[Predefinição:Versalete]] kiel85buuaqd43xh6hn4knjm5l8rm35 Predefinição:Vers 10 257739 562514 2026-09-14T20:45:02Z Épico 12904 [[Ajuda:SEA|←]] feito redirecionamento para [[Predefinição:Versalete]] 562514 wikitext text/x-wiki #REDIRECIONAMENTO [[Predefinição:Versalete]] kiel85buuaqd43xh6hn4knjm5l8rm35 Página:Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf/677 106 257740 562517 2026-09-14T20:52:07Z Épico 12904 /* Problemática */ 562517 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="2" user="Épico" /></noinclude>{{C|{{x-maior|{{espacejamento de letras||INDICE}}}}}} {{C|'''DO TERCEIRO TOMO (1866-1878)'''}} {{espV|}} {{linha horizontal|4em}} {{espV|}} {{C|{{vers.|LIVRO QUINTO}}}} {{C|'''QUÉDA DOS PROGRESSISTAS (1866-1868)'''}} {{C|'''O COMEÇO DA SITUAÇÃO CONSERVADORA (1868-1872)'''}} {{linha horizontal|4em}} {{C|CAPITULO I}} {{C|'''Terceiro Ministerio Zacharias. — Nabuco entra para<br />o Conselho de Estado'''}} {{Tabela|largura=40em|largura-s=3em|largura-p=3em |seção=I. |título=— O Gabinete. — O Imperialismo. |página=1}} {{Tabela|largura=40em|largura-s=3em|largura-p=3em |seção=II. — |título=Nomeação de Nabuco para o Conselho de Estado. — Projectos de S. Vicente; Conselhos de Presidencia, Reforma do Conselho de Estado, Abertura do Amazonas, Emancipação. |página=6}}<noinclude></noinclude> 1ez8b5vjcr576gqb1hrlrze4fsvb179 562521 562517 2026-09-14T21:01:23Z Épico 12904 /* Revista */ 562521 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" /></noinclude>{{C|{{x-maior|{{espacejamento de letras||INDICE}}}}}} {{C|'''DO TERCEIRO TOMO (1866-1878)'''}} {{espV||120%}} {{linha horizontal|4em}} {{espV|140%}} {{C|{{vers.|'''LIVRO QUINTO'''}}}} {{C|'''QUÉDA DOS PROGRESSISTAS (1866-1868)'''}} {{C|'''O COMEÇO DA SITUAÇÃO CONSERVADORA (1868-1872)'''}} {{espV|110%}} {{linha horizontal|4em}} {{espV|120%}} {{C|CAPITULO I}} {{C|'''Terceiro Ministerio Zacharias. — Nabuco entra para o Conselho de Estado'''}} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=I. |título=— O Gabinete. — O Imperialismo. |página=1 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=II. |título=— Nomeação de Nabuco para o Conselho de Estado. — Projectos de S. 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Não acceito imposições! — Peço-lhe então que se calle, ou se retire... — Pedes-me? Com que direito? Acaso esperas tu que eu attenda aos teus pedidos? Só pedidos de amigo se tomam em consideração e tu nunca foste meu amigo! — Se nunca fui seu amigo a culpa não é minha. O amor filial é sempre uma consequencia do amor dos paes. Não nasce com o filho, é preciso formal-o. Sei que amo minha mãe... — Tal mãe, tal filho! Ella declara que me detesta; elle declara que nunca me amou... — E o senhor?... amou-me algum dia?... No emtanto o seu amor de pae devia ter nascido commigo, que sou seu filho. Eu tinha o direito ao apeiar-me na vida de encontrar o seu amor já de pé, á minha espera, ao lado dos gemidos de minha mãe parturiente; e foi só o amor materno que me recebeu, e só elle me vigilou o berço. Caricias de pae não me recorda havel-as recebido na edade em que se fôrma o amor no coração das crianças. Sahi dos alugados braços de uma ama para o venal<noinclude></noinclude> m80prhlnac2w1tbkqkiej0w8hjwyzgp Página:Pégadas.pdf/76 106 257743 562526 2026-09-14T21:16:02Z Épico 12904 /* Revista */ 562526 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho|62|PÉGADAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>desterro de um internato de segunda ordem, onde bem raras vezes o senhor foi visitar-me. Nesse tempo, confesso-lhe, menos me lembrava das suas feições que das de outros paes que lá iam frequentemente visitar os filhos mais felizes do que eu, nem sei, com franqueza! até como não cheguei a esquecel-as de todo! Do internato segui logo a trabalhar para um paiz extranho, onde suas cartas foram tão raras quanto foram as suas visitas ao collegio. Volto á minha terra, entro de novo nesta casa, sou friamente acolhido pelo senhor e, pouco depois, recebo ordem sua para tomar por esposa uma rapariga, que eu mal conhecia; recuso. O senhor insiste. Resisto a pé firme; o senhor oppõe-me com empenho uma série de razões pecuniarias, que em nada alteram o meu proposito; e então o senhor ameaça-me, como se eu fora uma criança ou um imbecil, e lança-me á cara todas as brutalidades que lhe vêm á bocca; eu pela primeira vez, fico conhecendo o homem que é meu pae; começo a detestal-o e, uma vez por todas, perco-lhe o respeito: insulto-o! Desde esse infeliz momento, toda a indifferença que o senhor tinha por mim transformou-se em odio, odio legitimo e mortal. E, de então até hoje, o senhor, apezar dos meus esforços em ser bom filho para minha mãe, não procura disfarçar sequer a profunda aversão que eu lhe inspiro! Não é esta a verdade? — Sim, é! Eu te odeio, porque o teu proceder para commigo, negando-te a acceitar a esposa, cujo<noinclude></noinclude> 6pdhhrqjs1ni5xd2ar30n4rsxhm9w2j Página:Pégadas.pdf/77 106 257744 562527 2026-09-14T21:18:37Z Épico 12904 /* Revista */ 562527 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||HERANÇAS|63|borda_inferior=sim}}</noinclude>dote vinha salvar tua familia da miseria, foi indigno e cruel, em vista da franqueza com que te fallei e das supplicas que te fiz! — Indigno?! — Foi mais: foi degradante, porque foi uma extorsão, foi um roubo! — Oh! — Sim, um roubo! Posso proval-o! — Não! Não ha razões que justifiquem a exigencia de tal sacrificio, nem ha homem de bom senso que se preste a casar pelas conveniencias pecuniarias do pae! — Ah! Eu fui um delles! Como tu, sahi do collegio para aprender a ganhar a vida longe de minha terra; ao voltar a esta casa meu pae apontou-me, como te apontei, a mulher com quem devia eu casar. Recalcitrei, como tu recalcitraste; mas o pobre homem trouxe-me para este quarto, que era então o seu gabinete de trabalho, fechou-se commigo e, chorando abriu-me o coração e contou-me a sua vida; disse-me que seu casamento tinha já sido feito em identicas circumstancias para salvar meu avô de uma vergonhosa ruina, e pintou-me nua e crua, tal qual como fiz comtigo, a sua tristissima posição. Elle, coitado, tinha aqui em casa uma orphã rica e feia, de quem era tutor, e de cujo dote lançara mão; a maioridade della estava a bater á porta; ia chegar o momento da prestação de contas e meu pae não tinha com que. A sua ultima esperança era o meu casamento com a pu<noinclude></noinclude> aoz0rx10a8ec8koep1scamts3k79mdg Página:Pégadas.pdf/78 106 257745 562528 2026-09-14T21:19:50Z Épico 12904 /* Revista */ 562528 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho|64|PÉGADAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>pilla, essa detestavel creatura que foi depois tua mãe. Pois bem! eu, aliás apaixonado por outra mulher, de quem até hoje nunca mais me esqueci; eu não tive animo como tu tiveste, miseravel, de abandonar meu pae ao desespero e ao opprobrio que o esperavam e sacrifiquei-me por elle. Era o meu dever de filho — cumpri-o. Meu filho, por sua vez, não fez o mesmo a meu favor — lesou-me! É um ladrão! — Cale-se, por amor de Deus! exclamou o rapaz, sentindo que a colera, dentro delle a custo reprimida, ameaçava rebentar. — Não me calarei! Has de me ouvir! — Oh! cale-se! cale-se! não me queira fazer mais desgraçado do que sou! Cale-se, ou não responderei por mim! — Ameaças-me?! bramiu o pae. Não te tenho medo! O rapaz cerrou os punhos, rilhando os dentes. Tremiam-lhe os musculos da face, tal era o esforço que fazia para conter-se. E os dous olharam-se, em mudo e offegante desafio. Pae e filho mediram-se com o mesmo odio, com a mesma irascibilidade hereditaria, com a mesma loucura consanguinea. Uma palavra mais, só uma palavra, bastaria para os lançar um contra o outro. Mas a porta da sala abrio-se de roldão, e a mãe accudiu, correndo para o filho, a cujo pescoço se agarrou com impeto.<noinclude></noinclude> 945qxs7ql09tusb90khep30saudql1l Página:Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf/678 106 257746 562529 2026-09-14T21:27:02Z Épico 12904 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=V. |título=— Discussão do projecto |página=71 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=VI. |indentação=-2.25 |título=— Confronto dos trabalhos do Conselho de Estado e da lei de 28 de Setembro |página=83 }} {{espV|}} {{C|CAPITULO III}} {{C|'''O Gabinete Zacharias e a Guerra. — Votos de Nabuco no Conselho de Estado'''}} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=I. |indentação=-2.25 |título=— A parte... 562529 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Épico" />{{cabeçalho|666|INDICE|}}</noinclude>{{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=V. |título=— Discussão do projecto |página=71 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=VI. |indentação=-2.25 |título=— Confronto dos trabalhos do Conselho de Estado e da lei de 28 de Setembro |página=83 }} {{espV|}} {{C|CAPITULO III}} {{C|'''O Gabinete Zacharias e a Guerra. — Votos de Nabuco no Conselho de Estado'''}} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=I. |indentação=-2.25 |título=— A parte do Gabinete na campanha do Paraguay. — O Ministro da Marinha. — Nomeação de Caxias |página=86 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=II. |título=— Desejo do Conde d'Eu de seguir para a guerra. |página=91 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=III. |título=— Alforria dos escravos para o exercito. |página=93 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=IV. |indentação=-2.25 |título=— A questão dos limites Argentinos com o Paraguay. — Inhabilitação da familia de Lopez. |página=97 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=V. |indentação=-2.25 |título=— Amnistia no Estado Oriental. — A navegação da Lagôa-Mirim. |página=101 }} {{espV|}} {{C|CAPITULO IV}} {{C|'''O 16 de Julho (1868)'''}} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=I. |indentação=-2.25 |título=— A divisão dos Liberaes. 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O Manifesto: ''Reforma ou Revolução.'' |página=145 }}<noinclude></noinclude> hoyydx4zhddfcuc8nxyuqkya6eh5pq7 562573 562548 2026-09-14T23:26:51Z Épico 12904 562573 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho|666|INDICE|}}</noinclude>{{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=V. |título=— Discussão do projecto |página=71 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=VI. |indentação=-2.25 |título=— Confronto dos trabalhos do Conselho de Estado e da lei de 28 de Setembro |página=83 }} {{espV|}} {{C|CAPITULO III}} {{C|'''O Gabinete Zacharias e a Guerra. — Votos de Nabuco no Conselho de Estado'''}} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=I. |indentação=-2.25 |título=— A parte do Gabinete na campanha do Paraguay. — O Ministro da Marinha. — Nomeação de Caxias |página=86 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=II. |título=— Desejo do Conde d'Eu de seguir para a guerra. |página=91 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=III. |título=— Alforria dos escravos para o exercito. |página=93 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=IV. |indentação=-2.25 |título=— A questão dos limites Argentinos com o Paraguay. — Inhabilitação da familia de Lopez. |página=97 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=V. |indentação=-2.25 |título=— Amnistia no Estado Oriental. — A navegação da Lagôa-Mirim. |página=101 }} {{espV|}} {{C|CAPITULO IV}} {{C|'''O 16 de Julho (1868)'''}} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=I. |indentação=-2.25 |título=— A divisão dos Liberaes. Tendencias republicanas, Eleições de 1866. |página=105 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=II. |título=— A questão Caxias : Voto de Nabuco. |página=109 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=III. |título=— Demissão de Zacharias: chamada de Itaborahy |página=116 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=IV. |título=[[Um Estadista do Imperio/Tomo III/O 16 de Julho (1868)/IV|— Attitude de Nabuco. — O sorites]] |página=[[Página:Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf/130|118]] }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=V. |indentação=-2.25 |título=— Nabuco sustenta perante o Imperador o principio — ''O rei reina e não governa.'' 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O Manifesto: ''Reforma ou Revolução.'' |página=145 }}<noinclude></noinclude> o7awcuhzo701w8gk8144wff9zmtlbz1 Página:Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf/679 106 257747 562531 2026-09-14T21:28:45Z Épico 12904 /* Revista */ 562531 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||INDICE|667}}</noinclude>{{C|CAPITULO VI}} {{C|'''Gabinete Itaborahy (1868-1870)'''}} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=I. |título=— Sessão de 1869. 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A lei da Regencia. |página=208 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=III. |título=— Attitude dos Liberaes perante a reforma. |página=214 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=IV. |título=— Discurso de Nabuco. |página=220 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=V. |título=— Discursos de Salles, Souza-Franco e Octaviano |página=228 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=VI. |título=— A caracter de reforma |página=232 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=VII. |título=— A parta de cada um. |página=235 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=VIII. |indentação=-2.25 |título=— Desgosto no partido Liberal pelo apoio prestado a Rio-Branco; resposta de Nabuco. |página=250 }}<noinclude></noinclude> 7ux4zycq25orohms87pi99r236o2hju 562532 562531 2026-09-14T21:30:55Z Épico 12904 562532 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||INDICE|667}}</noinclude>{{C|CAPITULO VI}} {{C|'''Gabinete Itaborahy (1868-1870)'''}} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=I. |título=— Sessão de 1869. Discurso do 15 de Junho |página=151 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=II. |título=— O fim da guerra. — A Campanha do Paraguay |página=157 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=III. |título=— O Conde d'Eu e a Escravidão Paraguaya |página=162 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=IV. |indentação=-2.25 |título=— A Sessão de 1870. — Esforço de Nabuco pela emancipação. — Indica o successor de Itaborahy a seus collegas. — Appello ao Imperador |página=164 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=V. |indentação=-2.25 |título=— O additivo sobre a questão dos escravos : queda do Gabinete. |página=171 }} {{espV|}} {{C|CAPITULO VII}} {{C|'''Gabinete S. 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A dissolução de 1872'''}} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=I. |título=— A politica das reformas liberaes. |página=256 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=II. |título=— A reforma Judiciaria. |página=257 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=III. |indentação=-2.25 |título=— Lucta entre Paulino e Rio-Branco. — Derrota do Gabinete. — Dissolução. |página=263 }} {{espV|110%}} {{linha horizontal|4em}} {{espV|130%}} {{C|{{versalete|'''LIVRO SEIS'''}}}} {{C|'''OS ULTIMOS ANNOS (1872-1878).'''}} {{espV|110%}} {{linha horizontal|4em}} {{espV|120%}} {{C|CAPITULO I}} {{C|'''A Questão Argentina'''}} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=I. |indentação=-2.25 |título=— Posição de Nabuco. — As suas tres phases. — As phases de Rio-Branco |página=269 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=II. |título=— Defesa do Paraguay (1867-1872). Mariano Varela. |página=276 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=III. |título=— O direito de conquista. — Discurso de Nabuco. |página=289 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=IV. |indentação=-2.25 |título=— Segunda Missão Rio-Branco. — Troca de papeis de ambos os lados. — Tejedor |página=298 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=V. |título=— O ''coup d'éclat'' de Cotegipe (1872). |página=307 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=VI. |indentação=-2.25 |título=— Missão Mitre ao Brazil. — Accordo Mitre S. Vicente (1872). |página=326 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=VII. |indentação=-2.25 |título=— Mitre mandado ao Paraguay. — Prosposta de arbitramento. Attitude do Brazil |página=329 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=VIII. |indentação=-2.25 |título=— Novo perigo de guerra. Missão Tejedor ao Rio de Janeiro (1875). Seu desenlace. |página=349 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=IX. |indentação=-2.25 |título=— Solução final (1876). A linha do Pilcomayo e arbitramento. Nabuco e a Paz |página=357 }}<noinclude></noinclude> bzjahjpgetywr424t45au7wlo70s10x 562534 562533 2026-09-14T21:37:05Z Épico 12904 562534 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho|668|INDICE|}}</noinclude>{{C|CAPITULO IX}} {{C|'''Reforma Judiciaria de Sayão Lobato (1871). 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''Volte-face'' de Cotegipe. |página=431 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=IV. |indentação=-2.25 |título=— Fim da Sessão. Nabuco e o Credito Real. — As Eleições de 1866. |página=439 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=V. |título=— Politica do novo Gabinete. — A Sessão de 1877. |página=443 }} {{espV|}} {{C|CAPITULO IV}} {{C|'''Nabuco Advogado'''}} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=I. |título=— Estylo forense de Nabuco. |página=446 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=II. |indentação=-2.25 |título=— Questão Mauá contra Moura. Accusação de Mauá a Nabuco, sua defesa. Seu codigo ethico de advogado. |página=451 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=III. |título=— Impedimentos politicos de Nabuco na advocacia. |página=457 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=IV. |indentação=-2.25 |título=— Presidente do Instituto dos Advogados. 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Coisa Julgada. |página=483 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=VI. |indentação=-2.25 |título=— Direito Internacional Privado. Questões de nacionalidades |página=487 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=VII. |indentação=-2.25 |título=— Questões Diplomaticas. Questões Americanas. Direito Americano. |página=493 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=VIII. |título=— Direito Penal |página=497 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=IX. |título=— Direito Civil e Commercial. |página=499 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=X. |título=— O estylo e a autoridade de Nabuco |página=499 }} {{espV|}} {{C|CAPITULO VI}} {{C|'''O Codigo Civil'''}} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=I. |título=— Os Precedentes |página=501 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=II. |título=— A historia de Teixeira de Freitas |página=509 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=III. |título=— A historia de Nabuco |página=521 }} {{espV|}} {{C|CAPITULO VII}} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |título='''Ascenção Liberal. A Morte (1878)''' |página=541 |alinhamento-texto=center }} {{espV|}} {{C|CAPITULO VIII}} {{C|'''Nabuco e a Monarchia'''}} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=I. |título=— O fim do Imperio (1868-1889) |página=552 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=II. |título=— A linha politica do Reinado |página=553 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=III. |título=— Politica monarchica de Nabuco. |página=570 }}<noinclude></noinclude> hmfhnou7dnu8ksfdce256xfxuu092i1 Página:Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf/683 106 257751 562537 2026-09-14T21:43:16Z Épico 12904 /* Revista */ 562537 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||INDICE|671}}</noinclude>{{C|CAPITULO IX}} {{C|'''O Homem. — O Estadista'''}} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=I. |título=— Traços moraes. |página=580 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=II. |título=— O orador. |página=588 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=III. |título=— Seu espirito politico. |página=593 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=IV. |título=— Nabuco e a actual Republica. — Conjecturas |página=603 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=V. |título=— Seu traço na posteridade. |página=607 }} {{espV|110%}} {{linha horizontal|4em}} {{espV|120%}} {{C|{{x-maior|{{espacejamento de letras||APPENDICE}}}}}} {{espV|110%}} {{linha horizontal|4em}} {{espV|130%}} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=I. |indentação=-2.25 |título=— Instrucções ao Marquez de Caxias em 21 de Outubro de 1866 |página=611 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=II. |indentação=-2.25 |título=— Confrontos dos trabalhos do Conselho de Estado com a lei de 28 de Setembro de 1871 |página=614 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=III. |indentação=-2.25 |título=— Instrucções de 1.º de Fevereiro de 1869, dadas ao Conselheiro José Maria da Silva Paranhos (depois Visconde do Rio-Branco) para a sua Missão Especial no Rio da Prata e Paraguay |página=643 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=IV. |indentação=-2.25 |título=— Instrucções de 12 de Outubro de 1870 ao mesmo chefe de Missão Especial. |página=651 }} {{Tabela |nodots |largura-p=30 |seção=V. |título=— Accordo Mitre — S. 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O patrão-governo presuppõe que elle é de ferro e suas nadegas de aço chromatado; que as estradas são umas ruas d’asphalto forradas de pellucia; que o tempo é um permanente céu azul com brisas fagueiras occupadas em soprar sobre os caminhantes os olores suaves da «balsamina em flor.» Presuppõe ainda que os cem mil réis do salario são uma paga real de lamber as unhas. E nestas angelicaes presupposições, quando ha crise financeira e lhe lembram economias, corta seus cinco, seus dez mil réis no pingue ordenado para que haja sobras permittidoras d’ir á Europa um cushado bacharel, em commissão de estudos sobre «a influencia zygomatica do perihelio solar no regimen zarathrustico das democracias latinas». E assim o exercito de estafetas, entra anno, sae anno, dia a dia mais escanifrado, encalacrado de dividas, enchagado de pisaduras, trota, trota sem cessar, morro acima, morro abaixo, ao sol de Dezembro, á garôa entanguente de Junho, por atoleiros e areaes, caldeirões e escorregadoiros, {{hífen|sa|sacudido}}<noinclude></noinclude> lh5na53zuz603bbwzv247jpvvvqq57e Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/198 106 257753 562545 2026-09-14T22:14:57Z JppBr98 28173 /* Revista */ 562545 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 192 {{--}}}}</noinclude>{{hífen-fim|cudido|sacudido}} pela miseranda cavalgadura que, de tanto padecer, coitada, já nem geito de cavallo tem. O lombo della é todo uma chaga viva; as costellas um ripado. Caricaturas contristadoras do nobre ''Equus,'' um dia rebentam exhaustas de fome, a meio da viagem. O estafeta toma nas costas os arreios, a mala, e conclue a caminheira a pé. Como, porém, nesse dia chega fóra de horas, o agente do correio officia ao centro sobre a «irregularidade». O centro move-se; faz correr um papelorio atravez de varias salas onde, commodamente espapaçada em poltronas, a burocracia gorda palestra sobre espiões-allemães, até chegar ao gabinete inde impa á secretaria de embuia, fumegando um charuto «aprehendido», um şujeito de boas carnes e optimas cores. Este vence 800.000 réis por mez, é filho d’algo, é cunhado, sogro ou genro d’algo, entra ás 11 e sáe ás 3 com uma folga de permeio para o chocolate no café da esquina. O canastrão corre os olhos mortiços de lombeira por sobre o papel e grunhe: — Estes estafetas! Que malandros! E assigna a demissão d’aquelle a bem do serviço publico. O suppliciado, posto d’est’arte no olho da rua, sem saude, sem cavallo, sem nadegas, coberto de dividas, com o figado e mais visceras fóra do lugar, por via do muito que «chacoalharam», vê-se logo rodeado pela chusma dos credores avidos como urubús de saladeiro. Como está nu’, mais<noinclude></noinclude> klf8j4w9kqrxg5e8qadpcbhvog2z5md Um Estadista do Império/Tomo III 0 257754 562547 2026-09-14T22:16:50Z Épico 12904 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf" /> 562547 wikitext text/x-wiki <pages index="Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf" /> jzt7ptjc9qsw3s3cnoj1c7bigjfl1u5 Um Estadista do Imperio/Tomo III/O 16 de Julho (1868)/IV 0 257755 562549 2026-09-14T22:20:40Z Épico 12904 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf" from="130" fromsection="cap4-sec4" to="139" tosection="cap4-sec4" header="1" /> 562549 wikitext text/x-wiki <pages index="Um estadista do Império - Nabuco de Araujo - sua vida, suas opiniões, sua época, por seu filho Joaquim Nabuco (Tomo 3).pdf" from="130" fromsection="cap4-sec4" to="139" tosection="cap4-sec4" header="1" /> 2rbfbzy573d0uzum40uawhk14ztirr0 Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/199 106 257756 562550 2026-09-14T22:21:04Z JppBr98 28173 /* Revista */ 562550 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 193 {{--}}}}</noinclude>nú que Job, não pode pagar a nenhum. Ganha fama de caloteiro. — Parecia um homem serio, e no emtanto roubou-me cinco alqueires de milho, diz o da venda, calabrez gordo, enricado no passamento de notas falsas. — Tomou-me emprestados cem mil réis para um cavallo, a jurinho d’amigo (3% ao mez) já lá vão cinco anos, e por muito favor me pagou o premiosinho e deu os arreios por conta. Que ladrão! — diz o onzeneiro, socio do outro na moeda falsa. A loja de fazendas chóra umas calças de algodão mineiro que lhe fiou em tempo. A pharmacia, um kilo de sal-amargo falsificado. E o martyr, abeberado d’insultos, só vê uma sahida: fincar o pé na estrada e fugir… fugir para uma terra qualquer onde o desconheçam e o deixem morrer em paz. De modo que o moderno supplicio do estafetamento alem de xarquear as carnes duma creatura humana limpa de crimes, dá-lhe, de lambujem, uma bella mortesinha moral. Tudo isto afim de que não falte aos soletradores de taes e taes bibocas desservidas de trem de ferro o pabulo diario da graxa preta em fundo branco, por meio da qual se estampam em lingua bunda as facadas que deu o Pé Espalhado no Camisa Preta, o queijo que furtou o Bahianinho ao Manoel da Venda, o ''habeas-corpus'' ao Caetano, o romance traduzido do Jorge Ohnet, os salvamentos de patria da alta volataria {{hífen|nacio|nacional}}<noinclude></noinclude> eahtrz6fj35lkk1pbcz6n7wtk27t933 Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/200 106 257757 562551 2026-09-14T22:25:27Z JppBr98 28173 /* Revista */ 562551 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 194 {{--}}}}</noinclude>{{hífen-fim|nal,|nacional,}} o palavriado gordo das ligas d’isto e d’aquillo, a descoberta de espiões onde nada ha que espiar, a polycultura, o zebú, o analphabetismo, o alliadismo, o germanismo, as potocas da Havas, e quanta papalvice grela por massapés e terras roxas deste paiz das arabias. {{dhr}} A politica do coronel Evandro, em Itaóca, deu com o rabo na cerca, des’que em tal pleito o competidor Fidencio, tambem coronel, guindou a cotação dos votos de gravata a quinhentos mil réis, e os de pé no chão a dois parelhos de roupa, mais um chapéo. O primeiro acto do vencedor foi correr a rasoura do Olho da Rua em tudo quanto era olhodarruavel em materia de funccionalismo publico. Entre os roçados estava a gente do correio, inclusive o estafeta, para cuja substituição se inculcou ao governo o Izé Biriba. Era este Biriba um caranguejo humano, lerdo de maneiras e atolambado d’ideas, com dois precalços tremendos na vida, a politica e o topete. O topete era um palmo de grenha teimosa em lhe cahir sobre a testa, e tão insistente nisto que gastava elle metade do tempo erguendo a mão esquerda á altura da fronte para, num movimento machinal, botar p’r’arriba a crina rebelde. A politica escusa dizer o que é. Colligados, topete e politica, comiam-lhe ambos o tempo inteiro de geito a não sobrar a Biriba folga nenhuma para o amanho do sitio, que,<noinclude></noinclude> a1tr4pohtz337pf5e42sgt8il3z0239 Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/201 106 257758 562554 2026-09-14T22:30:35Z JppBr98 28173 /* Revista */ 562554 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 195 {{--}}}}</noinclude>afinal, roido pelo cupim da hypotheca, lá foi parar ás mãos d’um calabrez velhaco. Montou em seguida botequim, mas falliu. Emquanto arrumava o topete, os freguezes surrupiavam-lhe os mata-bichos; e nas cavaqueiras politicasos correligionarios, de passo que expelliam diatribes contra os Zés de cima, sorviam capilés restaurantes e mascavam bolinhos de peixe á conta da victoria futura. Alem do topete tinha Biriba o sestro do «sim senhor» alçado ás funcções de virgula, ponto e virgula, dois pontos e ponto final de todas as parvoiçadas emittidas pelo interlocutor; e ás vezes, pelo habito, quando o freguez, parando de falar, entrava a comer, continuava Biriba escandindo a «sim senhores» a mastigação do bolinho filado. Ao tempo da queda do outro e subida da sua gente, estava reduzido á conspicua posição de phosphoro eleitoral. No pleito trabalhou como nenhum; deram-lhe os chefes as peiores missões, como a de acuar eleitores tabareus embibocados nos socavões das serras, negociar-lhes a consciencia, debater preço de votos, barganhal-os com eguas lazarentas, e provar aos desconfiados com argumentos de cochicho ao ouvido, que «o governo estava com elles.» Após a victoria, Biriba sentiu pela primeira vez na vida um gozo integral de coração, cabeça e estomago. Vencer! Oh nectar! Oh ambrosia! Biriba regalou as visceras com o petisco dos deuses. Até que emfim os negrores de sua vida miseravel {{hífen|alvore|alvorejaram}}<noinclude></noinclude> 45wuuh9sktxz1fpwusubhe0dqh6lf75 Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/202 106 257759 562564 2026-09-14T22:42:36Z JppBr98 28173 /* Revista */ 562564 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 196 {{--}}}}</noinclude>{{hífen-fim|jaram|alvorejaram}} em aurora. Comer á farta, serrar de cima… Delicias! Que lhe daria o chefe? No antegozo da pepineira imminente, viveu a rebolar-se em camas de rosas, até que rebentou sua nomeação para o cargo de estafeta. Sem quéda para aquillo, quiz reluctar, pedir mais; entretanto, na conferencia que teve com o chefe, as objecções que lhe chegavam á bocca transmutavam-se no habitual «sim senhor», de modo a convencer o coronel de que realisava um ideal. — Vê você, Biriba, quanto vale a fidelidade. Pilhaste um empregão! Vae o Regino para agente e você para estafeta. O mais que poude allegar foi que não tinha cavalgadura. — Arranja-se, resolveu de prompto o coronel, tenho lá uma egua moira, passo picado, legitima, que vale duzentos mil réis; por ser para você, dou-a por metade. O dinheiro? E’ o de menos. Tomas emprestado ao Leandrinho. Arranja-se tudo. O arranjo foi adquirir Biriba a egua trotona pelo dobro do valor, com dinheiro tomado a tres por cento ao mez ao tal Leandro, que outra cousa não era senão o testa de ferro do proprio Fidencio. Dess’arte, carambolando, o matreiro chefe punha a juros o peior sendeiro da fazenda, além de conservar pelo cabresto da gratidão ao idiota estafetado. Iniciou logo Biriba o serviço, seis leguas diarias, a fazer hoje e a desfazer amanhã, sem outra folga além dos dias trinta e um dos mezes impares. {{nop}}<noinclude></noinclude> 7eeo0awspe7d9qm24djbh0h6u8eklga Autor:Organização das Nações Unidas 102 257760 562568 2026-09-14T23:14:51Z Épico 12904 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{Autor | nome = Organização das Nações Unidas | InicialUltimoNome = O | imagem = Flag of the United Nations.svg | legenda = Bandeira das Nações Unidas | período = 1945– | wikipedia = Organização das Nações Unidas | MiscBio = A '''Organização das Nações Unidas''' ('''ONU''') é uma organização internacional intergovernamental criada em 1945. A Organização passou oficialmente a... 562568 wikitext text/x-wiki {{Autor | nome = Organização das Nações Unidas | InicialUltimoNome = O | imagem = Flag of the United Nations.svg | legenda = Bandeira das Nações Unidas | período = 1945– | wikipedia = Organização das Nações Unidas | MiscBio = A '''Organização das Nações Unidas''' ('''ONU''') é uma organização internacional intergovernamental criada em 1945. A Organização passou oficialmente a existir em 24 de outubro daquele ano, com a entrada em vigor de sua Carta. }} == Obras == {{Lista de documentos início}} {{Documento | data = 2006 | título = Estados-membros das Nações Unidas (2006) | gênero = Comunicado à imprensa }} {{Lista de documentos final}} {{Controle de autoridade}} [[Categoria:Autores coletivos]] [[Categoria:Nações Unidas| ]] armlsck9j2qj1yfs6tg893ma9rjx1n5 Autor:ONU 102 257761 562570 2026-09-14T23:18:13Z Épico 12904 [[Ajuda:SEA|←]] feito redirecionamento para [[Autor:Organização das Nações Unidas]] 562570 wikitext text/x-wiki #REDIRECIONAMENTO [[Autor:Organização das Nações Unidas]] o3o91d6t97pbxqcbmus1gznjb1zc3n6 Autor:Nações Unidas 102 257762 562571 2026-09-14T23:18:16Z Épico 12904 [[Ajuda:SEA|←]] feito redirecionamento para [[Autor:Organização das Nações Unidas]] 562571 wikitext text/x-wiki #REDIRECIONAMENTO [[Autor:Organização das Nações Unidas]] o3o91d6t97pbxqcbmus1gznjb1zc3n6 Página:Pégadas.pdf/79 106 257763 562572 2026-09-14T23:21:54Z Épico 12904 /* Revista */ 562572 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||HERANÇAS|65|borda_inferior=sim}}</noinclude>— Meu filho, não lhe batas! não lhe batas! implorou a misera. — Não lhe tocarei! Obrigado, minha mãe!... Elle, porém, que saia já da minha presença! Não o posso ver! — Lembra-te de que elle é teu pae!... — Seu pae, nunca! vociferou o outro. Não é possivel que este monstro seja meu filho! E, espumando de raiva, dirigiu-se á mulher, com o punho fechado e o braço extendido, quasi a tocar-lhe no rosto: — Esse bandido é teu sangue e só teu sangue! Semelhante traficante nunca poderia ter procedido de mim! Concebeste-o de qualquer cigano ou de qualquer vaqueiro errante! — Ah! gemeu a mulher em um grito de dor e de revolta, levando ao coração ambas as mãos, como se o tiveram apunhalado. — Rua! berrou o pae. Sai já daqui de minha casa! Rua, miseraveis! E atirou-se sobre o filho, para o lançar fora. Ouviu-se então um bramido de fera assanhada. O rapaz, com um movimento rapido, empolgára-o pela cintura, gritando-lhe feroz: — Tu é que sahirás, infame! Vou despenhar-te pela escada! E travou-se a luta, irracional e barbara. Pae e filho eram ambos possantes e destemidos. O rapaz cingia o outro pelos rins e, aos arrancos, procurava arrojal-o para o corredor. Mas o adversario<noinclude></noinclude> 5iztw7cy8zc0gyg2rli5ung4oc03t1i Página:Pégadas.pdf/80 106 257764 562584 2026-09-14T23:42:52Z Épico 12904 /* Revista */ 562584 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho|66|PÉGADAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>resistia, e os dous estreitaram-se com mais gana, feitos em um só, em uma só mole offegante e furiosa, que rodava aos trancos pela casa, levando aos trambolhões o que topava, despedaçando moveis e vidraças, esfregando-se pelas paredes, a rodar sempre, fundidos em um infernal abraço de odio, filho de odio, de odio do mesmo sangue. Afinal fraqueou o mais velho, cahindo de joelhos. E o outro, de pé, começou a arrastal-o penosamente para o lado da escada. — Has de sahir! Has de sahir! O arrastado forcejava para resistir ainda, escorando-se no chão com os pés, com as pernas e com os cotovellos; mas, pollegada a pollegada, ia cedendo. Arfavam como dous touros. — Larga-me! Larga-me! — Has de sahir! Has de sahir! E approximavam-se do patamar. Já parte do caminho estava vencida. Não tardaria o primeiro degrau. O mais velho, porém, a certa altura do corredor, fez um supremo esforço para erguer a cabeça e, pondo as mãos, supplicou de joelhos, quasi sem folego: — Pára aqui, por amor de Deus! Não me leves mais adeante!... Foi até aqui, neste logar, justamente, que eu, nestas mesmas condições, uma noite como esta... arrastei teu avô como me estás arrastando agora!... Não me leves além do que eu o levei!... Não seria justo!... Vingaste-o!... Estamos quites!...<noinclude></noinclude> n50m7p2ijl5rjdprijg90808oqif2gf Pégadas/Heranças 0 257765 562585 2026-09-14T23:43:31Z Épico 12904 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Pégadas.pdf" from="71" to="80" header="1" /> 562585 wikitext text/x-wiki <pages index="Pégadas.pdf" from="71" to="80" header="1" /> lngvw41xkpf11l828mhpw2febr8s409 Página:Pégadas.pdf/81 106 257766 562586 2026-09-14T23:44:05Z Épico 12904 /* Revista */ 562586 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" /></noinclude>{{C|style=font-family:serif;|fs=150%|{{espacejamento de letra||A SERPENTE}}}}<noinclude></noinclude> letv6e38hmzemt4bygfw5hlhzreirlv Página:Pégadas.pdf/83 106 257767 562587 2026-09-14T23:47:00Z Épico 12904 /* Revista */ 562587 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" /></noinclude>{{C|style=font-family:serif;|{{xx-maior|A SERPENTE}}}} {{EspV|140%}} {{linha horizontal|4em}} {{EspV|200%}} João Braz foi jantar a Santa Thereza com o seu amigo Manoel Fortuna, como costumava fazer invariavelmente todos os domingos. Eram ambos do commercio : João guarda-livros e o outro estabelecido com uma loja de alfaiate. Grisalhando já entre os quarenta e os cincoenta, não tinham elles todavia vinte annos quando se conheceram; e essa longa amizade jamais fora,perturbada pelo menor attrito de caracter. — A paz dos anjos seja nesta casa! exclamou João Braz, no tom risonho e tranquillo com que, ao chegar os domingos á casa do velho amigo, dizia sempre essa mesma phrase. — Bons ventos o tragam, compadre, respondeu Manoel, extendendo-lhe a mão. Como tem passado? E minha afilhada como vae?<noinclude></noinclude> n3q7we6rpwdgszffov3gkx23jx024p1 Página:Pégadas.pdf/84 106 257768 562588 2026-09-14T23:53:14Z Épico 12904 /* Revista */ 562588 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho|70|PÉGADAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>— Sem novidade, graças a Deus. Lá foi mais o marido e os filhos visitar a sogra, na Piedade. Naturalmente só voltam amanhã no trem das nove e meia. D. Maria, já sei, está lá dentro? — Está. Vá entrando, compadre. E o guarda-livros enfiou sem cerimonia até á cosinha para ir entregar a Dona Maria, que lá estava ás voltas com o jantar e com a cosinheira, os pacotes de doces e fructas que elle trazia pendurados da mão esquerda. Abraçaram-se formalmente, entre as palavras e os risos do costume. João Braz era viuvo já pela segunda vez. Do primeiro matrimonio ficára-lhe uma filha, que, pelo baptismo, o fizera compadre de Manoel, e depois, dezoito annos mais tarde, lhe dera um lindo casal de netos, agora constituidos no alegre enlevo da sua velhice. Aquelles jantarinhos domingueiros em casa do amigo tinham para elle o irresistivel encanto do mais velho habito de sua vida. Mal cumprimentava os donos da casa, trocava a sobrecasaca por um rodaque de linho branco e extendia-se n'uma cadeira de balanço, sob as arvores do jardim, á espera que o chamassem para a mesa. O cozido, o vinho virgem e os motivos da conversa entre os tres eram quasi sempre os mesmos. Depois do café, os dois compadres armavam sobre as pernas o taboleiro do gamão e enfiavam partidas até ás dez e meia da noite, emquanto D. Maria se arranchava<noinclude></noinclude> 97amlsyylm6doiwftuonwho36l1hn2b Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/203 106 257769 562589 2026-09-14T23:55:12Z JppBr98 28173 /* Revista */ 562589 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 197 {{--}}}}</noinclude>Inda bem se fôra devorar as leguas na só companhia da chupada mala postal. Mas não lhe saiu serena assim a empreza. Como Itaóca não passasse de mesquinho logarejo, empoleirado no espinhaço da serra e desprovido de tudo, não transcorria vez sem que amigos politicos o não procurassem com encommendas a aviar na cidade. A’ hora de partir surgiam aproveitadores com listinhas na mão, de miudezas, ou recados, por pretinhos. — Sinhá disse assim para o senhor comprar tres carreteis de linha cincoenta, um papel de agulhas, uma peça de cadarço branco, cinco maços de grampo miudo e, se sobejar um tostão, p’ra trazer uma bala de apito p’r’o seu Juquinha. Muitas vezes todos aquelles artigos existiam em Itaóca, um tantinho mais caros, porém; o encommendal-os fóra visava apenas a economia do tostão da bala d’apito. — Sim senhor, sim senhor. Não lhe escapava da bocca outra palavra, embora o exasperasse a continuada repetição do abuso. Além das encommendas pequenas, pouco trabalhosas, surgiam outras de vulto como levar um cavallo arreado ao sr. Fulano que vinha em tal dia, acompanhar a mulher de Etcetrano, e que taes. A Tiburcia, cosinheira preta do collector, cada vez que ia de ferias descançar á cidade, era o Biriba o indicado para conduzil-a. Foi como o conheci, guardando costas ás amazonas. De viagem para Itaóca, a meio caminho, topo um homem encavalgado na mais avariada egua que jámais viram meus olhos. A’ garupa iam malas do correio e varios picuás; no sant’antonio<noinclude></noinclude> pss48eyjnnuluvsb3cvxusu82tjamv2 Página:Pégadas.pdf/85 106 257770 562590 2026-09-14T23:55:43Z Épico 12904 /* Revista */ 562590 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||A SERPENTE|71|borda_inferior=sim}}</noinclude>lá fóra com as familias da vizinhança, fazendo roda á porta da chacara ou passeiando pelas approximações da casa. Manoel todavia não era casado com a sua companheira. Tendo, aos trinta annos, a recolhido como empregada para lhe tomar conta da casa, da despensa e das roupas brancas, deixou-se afinal entrar passivamente no inventario dessas cousas, e ella acabou por tomar conta tambem delle. Quando deram por si, estavam unidos pela mais legitima ternúra e estavam conviventes no mais perfeito pé de igualmente. D. Maria era honesta por indole, era sadia e limpa; o negociante sentiu-se bem ao lado della e deixou-se ficar. Terminado o jantar, Manoel foi, como de costume, buscar o gamão; e assentados um defronte do outro, dispuzeram-se os dous amigos á pachorrenta campanha, trocando logo as primeiras facecias e as primeiras risadas de todas as suas innumeraveis partidas. — Mas então, compadre, interrogou João, armando o jogo; afinal que me diz você do que fallei outro dia a respeito de D. Maria?... Está resolvido a... — Ai, mau! Já ahi vem você com a mania! Tardava-me essa cantiga! Ora para que lhe havia de dar! — Mania não, homem de Deus! É tudo que ha de mais razoavel e de mais justo! D. Maria é<noinclude></noinclude> 5j8i23ua47dgzym9wo09hvem1drqrve Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/204 106 257771 562591 2026-09-14T23:59:11Z JppBr98 28173 /* Revista */ 562591 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 198 {{--}}}}</noinclude>mais picuás, além d’uma vassoura nova, enfiada na perneira, de palha p’ra cima. Estava parado, em attitude idiotisada, segurando pelo cabresto um cavallinho de silhão. Abordei-o, pedindo fogo. Acceso o cigarro, indaguei de quem montava a cavalgadura vasia. — Não vê que estou acompanhando a Dona Engracia, que é parteira em Itaóca; ella apeou um bocadinho e… Ouvi rumor atraz: sahia do matto uma mulheraça rubida, de saias tufadas de gomma, tendo na cabeça um toucadinho coevo de S. M. Fidelissima. Para não vexal-a, puz-me a caminho, não sem, voltando a cara de soslaio, regalar-me com os apuros do estafeta para entalar sobre as andilhas as sete arrobas da parteira alliviada. {{dhr}} E descomposturas… — Seu Biriba, não foi linha 40 que eu encommendei. O senhor parece bôbo! Quando a chita era má: — Não viu que a chita desbotava? Que moda! Doia-lhe, sobretudo, carretear para a execravel gente da opposição. O coronel contrario não se pejava de, por intromissão de terceiro, neutro ou opposicionista encapotado, abusar da boa fé do martyr. Lembrava-se Biriba, com dôr d’alma, d’um bóde de raça que lhe dera grandes trabalhos pelo caminho e varias marradas de lambuja; afinal, chegando, verificou que vinha o caprino destinado<noinclude></noinclude> son0059dqt9sr2h6x1xrz9ubvtojerp Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/205 106 257772 562593 2026-09-15T00:18:45Z JppBr98 28173 /* Revista */ 562593 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 199 {{--}}}}</noinclude>ao inimigo. Toda a gente gozou do caso entre espirros de riso e galhofa. — E’ um ''pax-vobis'' este Biriba! Trazer o bóde da opposição! quiá! quiá! quiá! Estas e outras foram azedando os figados do homem e mais visceras circumvisinhas. Emmagreceu; amarellou. A egua, coitada, perdeu a feição cavallar. O lombo della sellara em meia lua, de modo que por um nada não raspavam o chão os pés do cavalleiro. Montado, Biriba afundava. Sua cabeça cahia quasi ao mesmo nivel duma linha tirada da anca ás orelhas. Horrendamente pisada, a miseranda bicha trazia nos olhos permanentes lagrimas de dôr; mas em vez de tanta mazella mover ao dó o coração dos itaóquenses, regalava-o, e eram chufas sem fim e piadas idiotas acerca do «Estafeta da Triste Figura mais a sua Bucephala», como os baptisou um engraçado local. Lazarento como elles só o Cunegundes. Este Cunegundes era um cachorro sem dono, coberto de sarna, que perambulava atôa pela cidade a fugir das moscas e dos pontapés. Pois não mudaram o nome de Cunegundes para Biribinha? Patifes! Não tardou viesse o governo dar sua voltinha ao torniquete, cortando dez mil réis no ordenado, para salvar-se, em certa occasião, de apuros financeiros. E salvou-se, esta é que é. Roupa no fio. A’ entrada das chuvas uma alma caridosa presenteou Biriba com uma velha capa. de borracha; mas no primeiro aguaceiro verificou o presenteado que a tal capa vasava como {{hífen|penei|peneira,}}<noinclude></noinclude> 0skr6gcd6u31d28rtqbmigrkvsmsg79 Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/206 106 257773 562594 2026-09-15T00:23:12Z JppBr98 28173 /* Revista */ 562594 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 200 {{--}}}}</noinclude>{{hífen-fim|ra,|peneira,}} de modo a peiorar a sua situação com a sobrecarga d’um pannejamento absorvedor de varios litros d’agua. Biriba, perdida a paciencia, murmurou. Ai! Soube-o logo o chefe, e chamou-o a contas. — Então é certo que o senhor me anda arrenegando do emprego que lhe demos? Queria acaso ser eleito senador ou vice-presidente? Um pedaço de porcalhão que andava ahi lambendo embira, morre não morre de fome, passa, por generosidade nossa, a occupar um cargo federal, com direito a aposentadoria, ordenado relativamente bom… (aqui Biriba tossiu um «sim senhor»)… encontra todas as facilidades, damos-lhe um bom animal, e ainda se queixa? Que quer então Sua Excellencia? Biriba entumeceu-se de coragem e declarou querer uma coisa só: a demissão. Estava doente, surradissimo, ameaçado de perder a egua e as nadegas de um momento para outro. Queria mudar de vida. — Muda-se, então, de vida assim do pé para a mão? Quer abandonar os amigos? E a disciplina partidaria, onde fica, meu caro palerma? Não convinha a ninguem a sahida de Biriba. Quem mais serviçal? Lembravam-se dos estafetas anteriores, malcriados, inimigos de trazer um papel d’agulhas fosse para quem fosse. Não sahiria. Itaóca impunha lhe o sacrificio. Mas a tortura do diario chocalhar por sete leguas das visceras do Biriba acabou por {{hífen|descon|desconjuntar}}<noinclude></noinclude> 0xwijz2v2kw66ebq99xjhax8zpdbi2o Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/207 106 257774 562595 2026-09-15T00:27:39Z JppBr98 28173 /* Revista */ 562595 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 201 {{--}}}}</noinclude>{{hífen-fim|juntar|desconjuntar}} nelle o cimento da lealdade politica. O martyr abriu os olhos. Lembrou-se com saudades dos ominosos tempos do coronel Evandro, das delicias do botequim e até do calamitoso periodo de degradação phosphorica. Peiorara após a victoria, não havia duvida. Este livre exame de consciencia — crêde-me — foi o inicio da queda do coronel Fidencio. Biriba, o firme esteio, apodrecia pelo nabo. Viria abaixo, e, com elle, a cumieira do pardieiro politico. Na sua alma vascolejada, a vibora da trahição armou ninho. Foi assim o caso: o novo pleito estava ás portas, como Catilina. Nova victoria seria, para o estafeta, novo triennio de martyrio. Biriba ponderou de si para sua egua que a salvação de ambos estava na derrota. Demittiam-n’o, e elle, veterano e martyr do fidencismo, continuaria com jus ao apoio do partido sem padecer pela via cocygeana o contacto odioso das sete horas diarias de socado. Deliberou trahir. Na vespera da eleição incumbiu-o Fidencio de trazer da cidade um papel importantissimo para o tribofe das urnas. Sei lá o que era. Um «papel». A palavra «papel», dita assim em tom de mysterio, traz no bojo «coisas»!… Não pesco de eleições. Não sei positivamente se um «papel», que não o mikado, terá força para decidir dessas almorreimas sociaes. Sei que tudo dependia do «papel», e tanto, que a missão de Biriba era secreta. Fidencio frisou a gravidade<noinclude></noinclude> rybhcwkdox5wd2x6kpqzzhzir15eexl Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/208 106 257775 562596 2026-09-15T00:31:02Z JppBr98 28173 /* Revista */ 562596 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 202 {{--}}}}</noinclude>da incumbencia, a maior prova de confiança jamais dada por elle a um cabo eleitoral. — Veja lá! A nossa sorte está nas suas mãos. Isto é que é confiança, hein? Partiu Biriba; recebeu na cidade o «papel» e rodou para traz. A meio caminho, porém, tomou certa errada, foi ter á biboca d’um negro velho, em plena matta, soltou a egua e pegou de prosa com o gorilha. Cahiu a noite, e Biriba deixou-se ficar. Alvoreceu o dia seguinte, e Biriba quieto. Dez dias se passaram assim. Ao cabo, arreou a egua, montou, e botou-se para Itaóca como se nada houvera acontecido. Foi um assombro a sua apparição. Baldadas as tentativas para apanhal-o no dia do pleito e nos posteriores, deram-n’o todos como papado pelas onças, elle, egua, mala postal e «papel». Vel-o agora surgir sãosinho e socegado, foi um abrir de bocca e um pasmar á villa inteira. Que foi? Que não foi? Biriba a todas as perguntas armava na cara a suprema expressão da idiotia. Nada explicava. Não sabia de nada. Somno cataleptico? Feitiço? Não comprehendia o succedido. Afigurava-se-lhe ter partido na vespera e estar de volta no dia emprazado. Ficaram todos maravilhados, com asnissimas caras. Fidencio delirava na cama com febre cerebral. Perdera a eleição redondamente. «Derrota fedida», arrotavam os do Evandro, atuchando foguetes d’assobio. Em consequencia do somno cataleptico do {{hífen|es|estafeta}}<noinclude></noinclude> tqugrspwmzybm7vd2hrwm72cc4ui1sr Página:Pégadas.pdf/86 106 257776 562597 2026-09-15T00:34:47Z Épico 12904 /* Revista */ 562597 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho|72|PÉGADAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>uma senhora séria... você não tenciona separar-se della... por que, pois, não se casam logo?... Seria mais bonito! — Mas por que diabo hei de me eu casar, se somos felizes assim como vivemos ha treze para quatorze annos?... Nunca até hoje nenhum de nós dois pensou em semelhante cousa... As nossas relações de amizade não podem ser mais limitadas e modestas. Ella não tem pretenções e eu, cá pelo meu lado, nada espero nem desejo fóra do meu canto, onde vivo em boa paz, graças a Deus! Quando queremos sair, saimos! Vamos ao theatro! vamos ao Passeio Publico! vamos a toda a parte! Ninguem repara em nós! Por que então hei de eu agora tirar-me dos meus cuidados e casar?!... Não m'o dirá você?!... — Seria mais bonito!... — Ora deixe-se disso, compadre! — É uma questão de moral!... — Então, seu João, eu sou um homem immoral?... Porque? — Não digo isso, mas... — Se tivessemos filhos, vá! Convenho que seria de vantagem o casamento... mas, se até hoje elles não vieram, é natural que nunca mais venham. — Não, compadre, o seu casamento com D. Maria não é só um acto de moralidade, é tambem um dever de gratidão e é um bom cumprimento de justiça! Pois então uma mulher, uma senhora,<noinclude></noinclude> dlkxng176g08epa8c2306mgjkk7d19q Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/209 106 257777 562598 2026-09-15T00:35:00Z JppBr98 28173 /* Revista */ 562598 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 203 {{--}}}}</noinclude>{{hífen-fim|tafeta|estafeta}} senhoreou-se do rebenque o ex-ominoso Evandro. Começou a derrubada. O olho na rua recebeu em seu seio tudo quanto cheirava a fidencismo. A vassoura da demissão, porem, poupou a… Biriba. O novo cacique approximou-se delle e disse: — Demitti toda a canalha, Biriba, menos a você. Você é a unica cousa que se salva da quadrilha do Fidencio. Fique socegado que do seu lugarsinho ninguem o arranca, nem que o céu chova torquezes! Biriba pela derradeira vez em Itaóca balbuciou o «sim senhor». A’ noite deu um beijo no focinho da egua e sahiu de casa pé ante pé. Ganhou a estrada e sumiu. E nunca mais ninguem lhe poz a vista em cima…<noinclude></noinclude> 2aebk0di4zzpgqnlzjlkbt1o5f6gehq Urupês (3ª edição)/Um supplicio moderno 0 257778 562599 2026-09-15T00:39:33Z JppBr98 28173 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf" from=193 to=209 header="1" notas="{{versões|Anexo:Versões/Supplicio moderno}}"/> {{PD-old-70-BR}} [[Categoria:Monteiro Lobato]] 562599 wikitext text/x-wiki <pages index="Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf" from=193 to=209 header="1" notas="{{versões|Anexo:Versões/Supplicio moderno}}"/> {{PD-old-70-BR}} [[Categoria:Monteiro Lobato]] 88oiyr30i1njvkgrdeb63tgfgmh26ml Galeria:Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 - Autógrafo (Arquivo Nacional).djvu 104 257779 562600 2026-09-15T00:39:59Z Épico 12904 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 562600 proofread-index text/x-wiki {{:MediaWiki:Proofreadpage_index_template |Type=book |Título=[[Constituição da República Federativa do Brasil]] |Subtítulo= |Language=pt |Autor= |Tradutor= |Editor= |Ilustrador= |Edição= |Volume= |Editora= |Gráfica= |Local=Brasília |Ano=2008 |ISBN= |Fonte=[[commons:File:Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 - Autógrafo (Arquivo Nacional).djvu]] |Imagem= |Capa=1 |Progresso=L |Páginas=<pagelist 1="Capa" 2="Folha de rosto" 3to230=folio /> |Tomos= |Volumes= |Notas=Exemplar autógrafo custodiado pelo [[w:Arquivo Nacional (Brasil)|Arquivo Nacional]], referência arquivística BR_RJANRIO_DK_C88_CST. O DjVu reúne 224 digitalizações TIFF e seis ''placeholders'' editoriais para faces ausentes do conjunto digital disponível: f. 1v, 6r, 10v, 27v, 38r e 114v. As ausências de f. 6r e f. 10v interrompem o texto constitucional. |Sumário= |Epígrafe= |Width= |Css= |Header= |Footer= |Modernização=N }} rb920jjknqufnjsflyf6dybjtm5s52g Página:Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 - Autógrafo (Arquivo Nacional).djvu/3 106 257780 562603 2026-09-15T01:14:36Z Épico 12904 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{c|'''PREÂMBULO'''}} {{linha horizontal}} {{espaçamento vertical|400%}} {{Capitular|N}}{{vers|ós}}, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem pr... 562603 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Épico" /></noinclude>{{c|'''PREÂMBULO'''}} {{linha horizontal}} {{espaçamento vertical|400%}} {{Capitular|N}}{{vers|ós}}, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. {{nop}}<noinclude></noinclude> 5rssgk12l0l42sy9kztbhbqwtkr3pll 562604 562603 2026-09-15T01:14:50Z Épico 12904 /* Revista */ 562604 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" /></noinclude>{{c|'''PREÂMBULO'''}} {{linha horizontal}} {{espaçamento vertical|400%}} {{Capitular|N}}{{vers|ós}}, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. {{nop}}<noinclude></noinclude> 620wcp65p62ipk74hfs62elq6nsjx8q Página:Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 - Autógrafo (Arquivo Nacional).djvu/4 106 257781 562605 2026-09-15T01:15:16Z Épico 12904 /* Problemática */ 562605 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="2" user="Épico" /></noinclude><noinclude></noinclude> ciq92wlak88midi99thun8xu0ixqf36 Página:Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 - Autógrafo (Arquivo Nacional).djvu/5 106 257782 562606 2026-09-15T01:26:26Z Épico 12904 /* Revista */ 562606 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" /></noinclude>{{c|{{maior|'''TÍTULO I'''}}}} {{espaçamento vertical}} {{linha horizontal}} {{espaçamento vertical}} {{c|'''DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS'''}} {{espaçamento vertical|1}} '''Art. 1º''' A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: :I — a soberania; :II — a cidadania; :III — a dignidade da pessoa humana; :IV — os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; :V — o pluralismo político. Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos, ou diretamente, nos termos desta Constituição. '''Art. 2º''' São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. '''Art. 3º''' Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: :I — construir uma sociedade livre, justa e solidária; :II — garantir o desenvolvimento nacional; :III — erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; :IV — promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. '''Art. 4º''' A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: :I — independência nacional; :II — prevalência dos direitos humanos; :III — autodeterminação dos povos; :IV — não-intervenção; :V — igualdade entre os Estados; :VI — defesa da paz; :VII — solução pacífica dos conflitos; :VIII — repúdio ao terrorismo e ao racismo; :IX — cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; {{nop}}<noinclude></noinclude> 55s1s20fmz015ytb44xydbtevtdb4jy 562615 562606 2026-09-15T01:46:27Z Épico 12904 562615 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" /></noinclude><div class="_cf88-titulo">TÍTULO I</div> <div class="_cf88-titulo-nome">DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS</div> <div class="_cf88-dispositivo"><span class="_cf88-artigo">Art. 1º</span> A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:</div> <div class="_cf88-inciso"><span class="_cf88-inciso-num">I —</span>a soberania;</div> <div class="_cf88-inciso"><span class="_cf88-inciso-num">II —</span>a cidadania;</div> <div class="_cf88-inciso"><span class="_cf88-inciso-num">III —</span>a dignidade da pessoa humana;</div> <div class="_cf88-inciso"><span class="_cf88-inciso-num">IV —</span>os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;</div> <div class="_cf88-inciso"><span class="_cf88-inciso-num">V —</span>o pluralismo político.</div> <div class="_cf88-paragrafo">Parágrafo único. 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O valor poderá ser * recalibrado quando chegarmos à primeira ocorrência no autógrafo. * ---------------------------------------------------------------------- */ ._cf88-alinea { margin: 0.3em 0; padding-left: 4em; text-align: justify; text-indent: -4em; } ._cf88-alinea-num { display: inline-block; width: 3.25em; margin-right: 0.75em; text-align: right; text-indent: 0; } /* Títulos * ---------------------------------------------------------------------- */ ._cf88-titulo { width: 65%; max-width: 24em; margin: 1.6em auto 0.7em; padding-bottom: 0.55em; border-bottom: 1px solid; font-family: "Erbar AT", Erbar, Futura, "Century Gothic", sans-serif; font-weight: 700; text-align: center; } ._cf88-titulo-nome { margin: 0.7em 0 1.5em; font-family: "Erbar AT", Erbar, Futura, "Century Gothic", sans-serif; font-weight: 700; text-align: center; } /* Capítulos * ---------------------------------------------------------------------- */ ._cf88-capitulo { margin: 1.4em 0 0.65em; font-family: "Corona LT Std", "Corona LT", Corona, "Times New Roman", Times, serif; font-weight: 400; letter-spacing: 0.25em; text-align: center; } ._cf88-capitulo-nome { margin: 0 0 1.4em; font-family: "Corona LT Std", "Corona LT", Corona, "Times New Roman", Times, serif; font-weight: 400; text-align: center; } /* Seções * ---------------------------------------------------------------------- */ ._cf88-secao { margin: 1.2em 0 0.55em; font-family: "Corona LT Std", "Corona LT", Corona, "Times New Roman", Times, serif; font-weight: 400; letter-spacing: 0.12em; text-align: center; } ._cf88-secao-nome { margin: 0 0 1.2em; font-family: "Corona LT Std", "Corona LT", Corona, "Times New Roman", Times, serif; font-weight: 400; text-align: center; } /* Subseções * ---------------------------------------------------------------------- */ ._cf88-subsecao { margin: 1.2em 0 0.55em; font-family: "Corona LT Std", "Corona LT", Corona, "Times New Roman", Times, serif; font-weight: 400; letter-spacing: 0.12em; text-align: center; } ._cf88-subsecao-nome { margin: 0 0 1.2em; font-family: "Corona LT Std", "Corona LT", Corona, "Times New Roman", Times, serif; font-weight: 400; text-align: center; } dswxxh1rwhix28d81r1b91vr4x0peeg Página:Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 - Autógrafo (Arquivo Nacional).djvu/6 106 257786 562613 2026-09-15T01:39:28Z Épico 12904 /* Revista */ 562613 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" /></noinclude><div class="_cf88-inciso">X — concessão de asilo político.</div> <div class="_cf88-paragrafo">Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.</div> {{nop}}<noinclude></noinclude> nsfejiumop0cb2ar9fc1u7w992xe9zx Página:Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 - Autógrafo (Arquivo Nacional).djvu/230 106 257787 562616 2026-09-15T01:49:49Z Épico 12904 /* Problemática */ 562616 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="2" user="Épico" /></noinclude><noinclude></noinclude> ciq92wlak88midi99thun8xu0ixqf36 Página:Pégadas.pdf/87 106 257788 562620 2026-09-15T02:12:11Z Épico 12904 /* Revista */ 562620 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||A SERPENTE|73|borda_inferior=sim}}</noinclude>dedica-se durante quatorze annos a um homem, procedendo sempre com a mais severa honestidade, ajudando-o na vida, tratando delle, aturando-o emfim! e, ao cabo de todo esse tempo, elle se não resolve a fazer por ella um pouco mais do que no primeiro dia das suas relações!... Não! não é justo, seu compadre! Tenha paciencia, mas não é justo! — Homem! Sabe de uma cousa? Não fallemos mais nisto! Você quando mette a cabeça para um lado não ha meio de tiral-o d'ahi! — Pois não fallemos! não fallemos! O meu protesto, porém, fica de pé! Não fallemos, não fallemos, mas no domingo seguinte, durante o joguinho, o compadre João Braz voltou a carga e accrescentou ás novas excusas do amigo: — É! Nas suas condições dizem os homens geralmente a mesma cousa e afinal acabam sempre casando á ultima hora, quando a mulher está a despedir-se da vida e já nada aproveita por conseguinte com a tardia resolução do seu ingrato companheiro; ao passo que esse mesmo acto de justiça, praticado antes, em pleno gozo da existencia, seria honroso motivo de verdadeira felicidade para ella! — Ora deixe-nos em paz, compadre! Deixe-nos viver como vamos vivendo e preste mais attenção ao jogo, se não prego-lhe um gamão cantado.<noinclude></noinclude> 7tpwpni3gifhrjd8hub3s44zut3rcle Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/604 106 257789 562629 2026-09-15T08:08:51Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 396 ARD e com fadiga. FR. MARC. Vid. Prol. A vontade humana mais fe move pera commetter arduos e difficiles nego- cios, por exemplo, que por doutrina, nem preceiro. Sous. Hift. 1, 1, 12 Que razão podia mover a hum varão fefudo a huma empreza tão ardua, como foi fe- guir juntamente a vida do deferto, e do povoado. Embaraçado, difficil de julgar, e refolver. Das con- troverfias, queftoes, &c. ORDEN. DE D. MAN. I, 1 Se o Regedor vir alg... 562629 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>396 ARD e com fadiga. FR. MARC. Vid. Prol. A vontade humana mais fe move pera commetter arduos e difficiles nego- cios, por exemplo, que por doutrina, nem preceiro. Sous. Hift. 1, 1, 12 Que razão podia mover a hum varão fefudo a huma empreza tão ardua, como foi fe- guir juntamente a vida do deferto, e do povoado. Embaraçado, difficil de julgar, e refolver. Das con- troverfias, queftoes, &c. ORDEN. DE D. MAN. I, 1 Se o Regedor vir alguns feitos arduos alli civcis, como cri- mes &c. EUFROS. 3, 2. Na materia mais ardua occor- rem as razões mais vivas. Sous. Vid. 3, 7 Ajuntafe fer Y. S. começado huma caufa rão nova e tão ardua, mo he a que já corre com o Cabbido Que cufta a fiffrer, duro de fe tolerar. BARR. Cla- rim. 1, 10 Mui ardua coufa nie ferá darvos ral licen- ça. Bat. Chr. 14 Dado que lhe pareceffe arduo dei: xar a fepultura de fua geração ...por outfa differente. TELL. Chr. 1, 1, 2. n. 2 Neſts tão grandes rigores e entre afperezas tão arduas e difficultofas à natureza hu- mana &c. {{lema|ARDURA}}. s. f. antiq. O mfmo que Ardor. FR. MARC. Chr. 2, 10, cant. 33 Mas tanto amor crefce com ardu- ra, Parece o peiro ferido com cutello. {{lema|A RE}}. form. adv. Marinh. Pela parte detraz. GIL VIC. Obr. 1, 43 Ah barca, ah barca, ó lá, Que temos gentil maré, Ora yenha a caro a ré, feito, bem eftá, GOES, Chr. de D. Man. 2, 2 Porque a não de Gonçalo de Paiva lhe ficava a ré. ALBUR. Comm. 1, 21 Huns fe fazião de dentro do cabo de Refalgate, outros a ré delle. Mer. VIEIR. Cart. 2, 71 Bem prefente he a V. Excellencia, que are nos penfamentos dos homens fol- go eftar fóra da raia. {{lema|AREA}}. s. f. {{Uso|Geom}}. Efpajo comprehendido dentro de algu ma pereferia. Do Lat. Area. acc. na primeira. NicOL. Tr. 107 Deniando quanto tem o quadrado] em área. Hist. TRAG. MARIT. 1, 298 Porque a área, que tomão os aliceffes, he muito grande. FEST. NA CANON. 100 & Foi tal o alvoroço e applaufo da infinita gente, que pelos airados, varandas, janellas, e área da praça fe aloja- onvan &c. Met. M. FERNAND. Alm. 3, 2, 2. n. 190 E as de- mais letras, vocabulos, aflim recentes, como antigos for- maffem na área do coração quatro linhas de tal manei- ia, que &c. Area. T. de Meteorologia. Circulo luminofo que al- gumas vezes fe vê ao redor do Sul, ou da Lua, ou de a'guma eftrella. BLUT. Vocab. {{lema|AREA}}. s. f. Vej. Areia. {{lema|AREADO, A}}. p. p. de Arear, pafmar. Cour. Dec. 4, 6, 1. PINT. RIB. Defeng. 19. ACAD. DOS SING. 1, 7. Silv. {{lema|AREADO, A}}. p. p. de Arear, cobrir de areia. Bair. Mon. 1, 4. c. 5. FR, Is p. DE BARREIR. Hift. 18. FR. LEño, Bened. 2, 2, 5. C. I. {{lema|AREAL}}. s. m. Lugar coberto de areia. EUEROS. 4, 5 Aquelles arcaes, como são faudolos, e contemplativos ao longo d'agoa. BERN. Rum. Eleg. 2 Senão os meus olhos ] tenxutos muito mais... Que da Libya os ardentes arcacs. SOTTO. Ribeir. 1, 32 E já daqui vos quero obrigar para que ambos vos acheis pela maahaa no areal. Gil Epith. Alvo. ALño, Antig. 1. Ardente BERN. Rim. Eleg. 2. VIEIR. Scrm. 8, 55. Branco. MEMOR. DAS PROEZ. 1, 35. Cançado. M. GODINE. Rel. 18, 103. Con- templativo. EUROS. 4, 5. Deferto. ALBUQ. Comm. 4, 7. Efcalvado. TELL. Chr. 2, 4, 8. n. 1. Efpaçofo. FR. ISID. DE BARREIR. Ilift, 25. Eftendido. ALão, Antíg. 2. Eftcril. ARR. Dial. 4, 2. Formofo. ALão, Antig. 1. Gran- de. SABELL. Encid. 2, 8, 118. Maninho F. DE MEN- 100. Serm. 2, 265, 11. Saudofo. EUROS. 4, 5. Sccco- FR. NICOL. DE OLIV. Grandez. 4., 5. Solto. M. GODI NH. Rel. 22, 142. Trifte. BARK. Dec. 3, 1, 3. ORIENT. Lufit. 122 y. Vajto. M. GODINE, Rel. 18, 103. Terra areen a. BARR. Dec. 1, 1, 10 A terra em fi he meio areal. Feo, Tr. Quadr. 1, 51, 3 Cuia in- fidelidade os tinha tão cegos, que eftavão fuas alnias co- mo hum areal. {{lema|AREAL}}. s. m. antiq. Vej. Arraial. VIT. CHRIST. I, 157. {{lema|AREAR}}. v. n. Pajmar, ficar attonito on infenfato. HIST. TRAG. MARIT. 2, 383 E de tal maneira fe embofcou -no arvoredo] que totalmente areon e perdeo o tíno. CEIT. Serm. 2, 134, 3 Lá vai dar [a não] a quem não fabe nada, e ás duas fangraduras area, e dà com a nao a travez. VIEIR. Serm. 4, 9, 2. n. 318 Efta he a razão, por que os pilotos, que não são praticos nesta cófta areão, e le tem perdido tantos nella. Da Do juizo, da vifta, &c. M. BERN. Pataif. 3, 4 O que nos admira, e faz arear o juizo, quando confi- dera nas penas eternas do inferno Floreft. 5, 10, 454, C Infioufe de morte, arcou a vifta, tremião os pallos, todo entrou em efcuras ondas de turbação. {{lema|AREAR}}. v. a. Cobrir de areia cncher de areia. Tambem fe ufa com pron. peff. Leño, Defcripç. 14 Por fe não a- rearcm os campos, e deixarem de fructificar. FR. Nic. DE Oziy. Grandez. 1, 4 A fim de fe não moverem, nem cavarem as areias, por fe não arearem os campos e dei- 2xarem de fructificar. ESPER. Hift. 1, 2332. n. 2 Fica [o Mondego em partes fuperior aos campos, e facil- mente trasborda rafgando fem piedade a huns, arcando Esfregar com areia. ESPER. Hift. 1, 3, 29. n. 4 Rom- pendo [o raio] por outra cafa, derrctco rodos os praros d'cftanho, que eftava areando huma moça. {{lema|A'REATA}}. form. adv. Vej. Reata, {{lema|A'REBATINHAS}}. form. adv. Vej. Rebarinhas. {{lema|A'REBOQUE}}. form. adv. Vej. Reboque. {{lema|ARECA}}. s. f. Certa arvore da India. He denominada por Linneo Areca Catechu. A areca he huma palmeira de me- diana grandeza o feu tronco he direiro, nú, caffigna- lado em rodo o feu comprimento por anneis circulares, que são as cicatrizes, que deixárão as antigas folhas, quando cahirão tem de groffura de oito ate nove pol- legadas fómente, e de trinta até quarenta pés de altura O páo he fibrofo, como o Coqueiro, efponjofo, quan- do novo, depois tenaz, e finalmente duro, compacto, e quafi corneo; e tão facil a fe rachar pelo comprimen to, como difficultofo em fe cortar tranfverfalmente. O cinio do tronco he coroado por feis até oito folhas do comprimento de quafi quinze pés, huma ou duas vezes menos largas, e que fe extendem por diverfos lados cm huma direcção obliqua, e hum pouco pendentes para a fua extremidade, e que lhe formão huma cópa mui lar- ga. Cada huma deftas folhas he huma vez alada, com- pofta de duas ordens de foliolos eftreitos, lanceolados, pontudos, a maior parte oppoftos, dobrados, franzidos na fua extensão, lizos, verdes, e pòftos huns bem per- to dos outros pelo comprimento da nervura dorfal, que he groffa e angulofa. Eftes foliolos tem tres pés c meio de comprido, e tres ou quatro pollegadas de largo, e a nervura dorfal, ou peciolo commum, que os fuften- ta, abraça. o tronco na fua bafe por huma bainha cy- lindrica, e coriacea. No centro do cimo folheado defta arvore eftá huma efpecie de botão ou olho, conico, pon- tudo, compofto do ajuntamento das folhas novas, que fe hão de defenvolver, e de que a mais prominente fe cha- ma flecha, porque aponta para o alto, como huma flecha : efte olho he o que fe chama couve de palmeira, e que fe come em diverfas, arvores defta efpecie; mas que na- da areca fe dcfpreza; porque ainda que he branco, e ten ro, tem o golto afpero. A flor confifte em hum ca- liz com tres divisões profundas, ovaes, pontudas, co- riaceas, e concavas; em tres pétalas coherentes nz fua bafe em tudo femelhantes ao caliz, e que durão tanto como elle; em feis eftames não falientes fóra da co- rolla; e em hum ovario fuperior coroado de tres eftilos. Não começa a areca a florcfcer fenão paflados cinco ou feis annos; e ainda que as flores nafcem da axilla das folhas exteriores, fó depois da fua cahida he que fe vêm as efpathas, que as contém; o que faz que eftas florcs parecem fempre póftas hum pouco mais abaixo que as folhas. Cada huma das efpathas he huma efpecie de bainha ou utriculo coriaceo, oval, lanceolado, achatado por cima e por baixo, junto à bafe do comprimento de pé e meio, de largura de quarro ou cinco pollega- das, lizo, cfverdenhado, ou amarellado, e que fe abre na face interior por huma fenda longitudinal. Sahe def ta bainha hum paniculo muito ramofo cheio de muitas flores pequeñas, rentes, e esbranquiçadas, que fe cipa- lhão pelo comprimento das ramificações, que as compóc. Achaofe muitas vezes dous ou tres deftes paniculos fo- bre o mesmo pe, e nefte cafo o paniculo mais inferior florefce e amadurece primeiro, depois o immediato, e allim fucceflivamente, de maneira que o paniculo infe- rior tem ji fructos maduros, quando o fuperior apenas florefce Nefta efpecie de arcca os fructos são quafi da grandeza, e feitio de hum ovo de gallinha, de ordinario algum tanto pontudos na fina fummidade; com hum pc- queno embigo, que os termina, guamecidos na bafe de feis efcamas, póftas em duas ordens, que parecem imbri-<noinclude></noinclude> 4kkxnhcq977sqgfevfl53uodobtjsr0 Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/605 106 257790 562630 2026-09-15T08:17:03Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ARE bricadas. A cafca deftes fructos he muito delgada, liza, primeiro efvetdenhada, depois amarella, e inclue. huma polpa fucculenta, branca, fibrofa, que os Indios comem, e a que chamão pinangue. Quando os fructos feccáo, a cafca he pardacenta ou avermelhada, e de huma fub- ftancia groffeira, filamentofa, molle, avermelhada, fem fucco, e incapaz de fe comer. Os fructos contém hum caroço arredondado, acuminado na fua fummidade, e hum... 562630 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>ARE bricadas. A cafca deftes fructos he muito delgada, liza, primeiro efvetdenhada, depois amarella, e inclue. huma polpa fucculenta, branca, fibrofa, que os Indios comem, e a que chamão pinangue. Quando os fructos feccáo, a cafca he pardacenta ou avermelhada, e de huma fub- ftancia groffeira, filamentofa, molle, avermelhada, fem fucco, e incapaz de fe comer. Os fructos contém hum caroço arredondado, acuminado na fua fummidade, e hum pouco achatado na bafe, onde ha huma pequena cova, que he o ponro da fua união. Efte caroço he de huma fubftancia quafi cornea e venofa, como a da nóz nofca- da, ou com pouca differença. O caroço em novo he tenro e ôco, e a fua cavidade he chcia de huma agoa clara, que, como elle, tem hum fabor afpero e ad- ftringente. A agoa fe vai condenfando infenfivelmente defaparece a cavidade, e a polpa toma confiftencia, e fó depois de feis mezes de delenvolvimento he que acquire à dureza e feccura, que conftituem a fua perfeita ma- turação. A areca crefce naturalmente na India, nas Ilhas Molucas, e nas Provincias Meridionaes da China. Todas as partes defti arvore tem hum gofto aufteto e eftipti- co; as flores logo que fe abrem tem cheito fraço; mas agradavel, e mais fenfivel pela manhãa ou de tarde, que no calor do dia. Os Indios usão muito da areca, já da polpa exterior, em quanto ftefca, misturandoa com o bétele, e maftigandoa; jà do caroço ou amendoa inte- rior, que por adftringente he util ao eftomago, e pro- prio pata adoçar a faliva. (Atequa, Arrequa) OкT. Col- loq. 22, 80 E no Malabar lhe chamão pac, e os Nai- res (que são os cavalleiros) areca; e donde os Portu- guezes to mirão o nome, por fer primeiro conhecida pro nós. BARR. Dec. 2, 2, 8 Eftas eftacadas] tinhão outra diferença, cá erão de huns pios, a que chamão areca, tão direitos, compridos, e delgados como pinheiros. Hist. TRAG. MARIT. 1, 275 Nos matos, além de muita ftui- ta de efpinho, ha muita areca, fapão, &c. Fruto defta arvore. CASTANK. Hift. 1, 17 Nefta [batega] eftava o bétele, que elRei maftigava com cal e areca, que são huns pomos de tamanho de nozes nof- cadas. GoEs, Cht. de D. Man. 1, 41 Com efta folha [do bétele] hum pono tamanho como nozes, cortado em pedaços, a que chamão arequa, que dão humas at- votes como palmeiras, delgadas, altas, e muiro limpas. {{lema|ARECAL}}. s. m. Mato ou bofque de arecas. (Arequal) CASTANH. Hift. 3, 8 Arecaes, que dão areca, com que fe come o bétele. PINT. PER. Hift. 2, 30, 82 y Poderião fazer damno, e queimar, palmates e arcedes. Nic. PIN. Carr. 96 Houve muitos palmares e arecaes, que com a fome fe confumíráo. {{lema|AREÇAGA}}. s. f. Vej. Atreçaga. {{lema|A REDEA ABATIBA}}. fórm. adv. Vej. Redea. {{lema|A'REDEA SOLTA}}. fórm. adv. Vej. Redea. Mofquiros {{lema|AREEIRA}}. s. f. GIL Vic. Obr. 5, 259 O' tavernas da ribeira, Não vos verá a vós ninguem o verão, que vem, Porque fereis arceira. (Póde fer erro da impressão.) {{lema|AREEIRO}}. s. m. uf. Vafo, aonde eftá a areia de efcrever. O que tira areia do areal. BLUT. Vocab. {{lema|AREENTO, A}}. adj. Que tem areia, on femelhante à areia. BARR. Dec. 3, 6, 4 E ainda em partes he tão areenta [terra] e tal que não ha hi pafto pera aves, quanto mais pera alimarias. GOES, Chr. do Princ. 8 Por a terra fer alva e arcenta. SEVER. Notic. 1, 5, 22 Charneca arc- enta e efteril. {{lema|AREFEÇADO, A}}. adj. antiq. VIT. CHRIST. I, 37, 117 Mas porque nom foffe arejeçada [a palavra amen] em fendo defveftida. {{lema|AREIA}}. s. f. Certo corpo fecco, miudo, duro do toque, de ordinario impenetravel a agoa, e cujas partes são mui poa- co coherentes entre fi. Os Naturaliftas fe achão baftante- mente preplexos em affignar hunia clafle certa a natureza covinha, que com a mão acabava de fazer na area. Subft. que fe lhe ajuntão. Banco de ... Maus. Aff. Afr. 7, 108. PINENT. Art. Pratic. Rot. 235. Brancurd das... BRIT. Mon. 1, 1. c. 7. Cabeça de... FR. Gase. DE S. BERNARD. Itin. 2. Chuva de.. VIEIR. Voz 3.1, 1, 7. P. 33. Coroa de.. ALBUQ. Comm. I, 10. GUER- REIR. Rel. 3, 4, 8. Entulho de... Año Antig. 46. Grão de . M. FERNAND. Alm. 2, 1, 12. n. 87. M- BERN. Exerc. 2, 6, 5. p. 437. Lingoa de... CASTA. NH. Hift. 8, 177. MEN. Porrug. 1, 2, 53. Médão de ... CASTANH. Hift. 2, 38. ALBVQ.. Gomm. 4, 10. Medo de... PIMENT. Art. Pratic. Ror. 308. Montes de... TELL. Chr. 2, 4, 8. n. 8. Morro de ... CARN. Art. 23. Pi- MENT. Art. Pratic. Rot. 238. Mofa de... PINENT. Art. Pratic. Rot. 405. Navem de... VIEIR. Voz, 1, 1, 7. P. 33. Parcel de SANT...Ethiop. 2, 4, 20. PIMENT. Art. Pratic. Ror, 285. Poder grande de... Sous. Hift. 134. Po's de... Fa. MARC. Exerc. 32, 355. Rc- logio de PREST. Aut. 103 . HEIT. PINT. Dial. 1, 46. Restinga de... SANT. Ethiop. 2, 4, 20. TELL, Chr. 2, 6, n. 4 Rolo de... Maus. Aff. Afr. 3, 49. Serranias de TELL. Chr. 2, 4, 8... 2. Serras de... CARN. Art. 24 . Terra de... SANT. Ethiop. I, I, 26. Tezo de .. BARR. Dec. 4, 2 16. Tona de... BARR. Dec. 1, 3, 8. Vallo de.... F. DE MEN- Doç. Serm. 2, 47; 1. Pafa de... GARN. Art. 32 y. PIMENT. Art. Pratic. Rot. 237, smi Epith. Adufta. MATT. Jeruf. 17, 1. Alta. Maus. Aff. Afr. 3, 45 y. Alva. Maus. Aff. Afr. 6, 95. Ar- dente. Can. Luf. 5, 11. Argentada. Maus. Vid. 3, 28. Aurea. CAM. Canç. 15, 2. Aurifera. CAM. Luf: 7, 11. Branea. CAM. Luf. 4, 92. HERNAND. Palm. 3 27. Branda. CAM. Eleg. 6, 5. CALV. Homil. 2, 158. Cega. LOB. Condeft. 12, 71. De ouro (douradas.) FERR. Poem. Son. 1, 43. Deferta. BARRET. Eneid. 1, 115. Dourada, MEMOR. DAS PROEZ. I, 47. Dura. Gavi, Cerc. 18, 85. Efparzida. Fa. BERNARD. DA SILV. Defenf. 2, 17. Efte. -ril. SA' DE MEN. Mal. 8, 53. SEVER. Notic. 1, 3. Fir- me. SA DE MEN. Mal. 3, 53. Funda. CAM. Luf. 6, 79. Grofa. CART. DE JAP. 1, 183, 2. Humida. CASTR. Úly!. 27, 65. M. BERN. Luz e Cal. 1, 8, 165. Inculta. PER. Elegiad. 15, 222. Levadiça. TELL. Chr. I, I, 38. n. 3. Libyca. BARRET. Eneid. 1, 136. Limofa. VIEIR. Serm. 11, 6, 3. n. 229. Loura. Sa' DE MEN. Mal. 2, 90. Ma. ritima. SovER. Hift. 1, 12. Mimofa. FERNAND. Palm. 3; 27. Miuda. BARR. Dec. 1, 3, 8. Molbada. SA' DE MENI Mal. 9, 60. Molle. CALV. Homil. 2, 158. CASTR. Uly. 2, 18. Montuofa. Maus. Aff. Aft. 7, 109 . Morte. FR. GASP. DE S. BERNARD. Itin. 12. Movediga. ESPER. Hift. 2, 10, 37. n. 4. Ondada. Pen. Elegiad. 4, 53. Pallida. CASTR. Ulyff. 8, 115. Rica. Los. Primav. 2, 5. Roxa. CASTR. Ulyff. 8, 121. Raiva. Los. Primav. 2, 10. Salitrada. (polvora) Maus. Aff. Afr. 8, 118. San- guinea. (vermelha) SA DE MEN, Mal. 9, 86. Secca. Ann. Dial. 4, I. GALHEG. Templ. 3, 18. Solta. Sous. Hift. 11, 4, 4. Surda. Lon. Primav. 3, 3. Tagicas (as do Te- jo.) CAM. Eleg. 1, 7. Tefta. DESCORE. DA FROL. 951 Teza. GAvi, Cerc. 18, 85. Vafenta. PIMENT. Art. Pratic. Rot. 254. Vetb. Cegar algum lugar cont.. Do mar, rios, &c. Sous. Hift. 1, 3, 4. Contar as do mar. met. (emprehender hum impoffivel ) BERNARD. RIB. Menin. 2.. 10. BERN. Rin Endech. no campo as (o mef mo que Cohtar as... do mar ) ORIENT. Lufit. 11 y. Edificar en ou fobre met. (fazer confa, que não tent confiftencia nem pode fubfiftir EUFROS. 3 4.. Luzz Serm. 2, 109, 3. Endurecer, ou endurccerfe a... HEIT, PINT. Dial. 1, I, 20. Efcrever na VEG. Laur. Ed. 4. met. (o mefmo que Edificar a ..) CASTAN. Hift. 5, 71. Fazer cordas da... Euros. 5, 5 Eu quero fempre feccar a hydra e fazer cordas da arcin. Ferver m relos a MAUS. AF. Afr. 3, 49. Fundar ein ou febre met. (o mefmo que Edificar na ...) Heir. P. Dial 1,1, 3. BERN. Lim. Cart. 15. M. BERN. Luz c Gal. 1 1, 2. Smear em ... met. (trabalhar de balde e propriedades da areia, attendido que fe não po- dem ter fenão como reliquias de maiores pedras, ou co mo primeiros materiaes da formação das pedras. E na verdade a pedra liós moida he ateia; ca atcia ferve, para affim o dizer, de bafe à maior parte das pedras, ce fem fructo) Hair. PINT. Dial 2,2, 10. SEVER. No- principalmente á pedra liós; e fempre todas as pedras tem miftura de ateia; e ifto faz com que na Mineralogia as areias fe colloquem entre as terras, e pedras. Do. Lat. Arena. (Arêa.) ARR. Dial. 1, 1 A area per fi fó não apro- veita pera edificar, ha mifter que feja junta e mifturada com a cal. Cruz, Poel. Ecl. 8. Antes a marifcar me ajudarias Amejoas, nas areias revolvendo. Sous. Vid. 1, 16 Pertendia paffar todas as agoas do mar a hunta tic.u, 3. Ser fem cal. met. HEIT. PINT. Dial. 2, 3., 9 Hai homens que são area fem cal, tudo são pa- lavras fein obtas. Ter alge: como ... (tela em grande abundancia) PREST. Aut. 85 Tem dinheiro [o cofre] cento area.. mine Areia Praia, margem do mar on rio. CAM. Luf. 3, 27 E do Jordão a areia tinha vifta, Que vio de Deos a catne em fi lavada. BABEET. Ensid. 15 125 Que<noinclude></noinclude> ricrmu2qol3t5tjbb5kkxkq5sjj9aja Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/606 106 257791 562631 2026-09-15T08:24:51Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 398 ARE geração tão dura ha hi de gente, Que barbaro coftume e ufança fêa, Que não vedem os portos tão fómente, Mas ainda o hofpicio da deferta area. Sous. DE MAC. Ulyffip. 3, Chegão todos ao polto, e juntamente Juntos faltao na areia. As pequenas particulas, que pela limadura je tirão dos corpos metallicos. FERNAND. GALV. Serm. 2, 4, I Como o ourives, que de qualquer pequeno pedaço de ouro, porque he precizo, faz calo, e até a area... 562631 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>398 ARE geração tão dura ha hi de gente, Que barbaro coftume e ufança fêa, Que não vedem os portos tão fómente, Mas ainda o hofpicio da deferta area. Sous. DE MAC. Ulyffip. 3, Chegão todos ao polto, e juntamente Juntos faltao na areia. As pequenas particulas, que pela limadura je tirão dos corpos metallicos. FERNAND. GALV. Serm. 2, 4, I Como o ourives, que de qualquer pequeno pedaço de ouro, porque he precizo, faz calo, e até a area delle eſtima muito. Campo, terreno deftinado para jogos, lutas, &c. TELL. Chr. 2, 5, 49. n. 1 Como bom gladiador, que vencido huma vez, tornava a pedir campo, c a deman- dar a areia. Areia de efcrever. A arein minda, cozida de bum certo modo, que ferve para fe lançar por cima dos papeis efcritos para feccar a tinta e impedir que o eferito fe borre. REGIM. DA FAZEND. 99, 44. Serão obrigados [os por- teiros dos Contos] à fua cufta ter nos ditos Contos tinta, pennas, ceira, tinteiro de pão, bucetas com area e a- gulhas. ESTAT. DA. UNIV. 3, 55, 12 Os gaftos, que fe houverem de fazer na dita cafa da pratica, de cadei- ras, mezas, pannos para ellas, bancos, papel, tinra, area, e as coufas defta qualidade. Areia ou Areias do mar. met. Quantidade indizivel de coufas. ARR. Dial. 3, 12 O numero dos quaes [filhos de Ifrael] feria como arĉa do mar, que fe não póde me- dir, uem numerar. BRRN. Rim. Endech. Eftrellas, e flo- res, Areas do mar, Podemfe contar, Não voffos louvo-. res. ESPER. Hift. 1. Prelud. 4 Montão tanto em nume- ro, como areas do mar. Areias, ou areias gordas. met. e vulg. Inferno. D. F. MAN. Muf. 106. Canf. de Euterp. Cart. 10. Vão li- fonjas longo efpaço, De nós, teção lá mil reias, Se outra coufa ca não faço, Que mandalas para o Pa- Como demonio ás arcias. Areias. Med. As que fe ajuntão nos rins, &c. MADEIR. Meth. I, 43 Succede tambem muito curfo, de a- reias, lodo, pedras, e fleima, que, da bexiga, e rins fe lanção. A zrv. Correcç. 2, 1, 14. p. 98 He excel- lente remedio para a pedra e areias. CURV. Atal. 34 As areas dos rins, e pedras da bexiga fe lançarão fóra dan do aos tacs doentes em dias alternados dous vomitorios de agoa benedicta. {{lema|AREJADO, A}}. p. p. de Arejar. L. Atv. Serm. I ; 5, 7 11. 22. CURV. Tr. da Peft. 5, 11. {{lema|AREJAR}}. v. a. Dar ar a alguma coufa, expor ao ar. Born. Per. Thef. M. BERK. Pão Myftic. 21 Arejar. neutr. Seccarfe. Porque me efqueci de comer o meu pão, arejci como feno, e feccoufe o meu coração. Floreft. 1, 7, 322, B Tornando a rebentar, é florecer pelos vigores da graça a arvore, que arejára pela malignidade do pec- cado. ores que areja Com pron. peff. Tomar ar. FERNANDI GALV. Serm. 2, 69, 3 Como quando fahe alguem de lugar de pef- te, fazemno eftar trinta dias fóra da cidade pera fe a- rejar e apurar. GAVE, Cerc. 17, 79 y Tambem le le- vantou João Rifcacho da cama, e lhe foi mandado pelo General que fe tornaffe. pera cafa,o que elle não tez ... o que lhe cultou arejarfelbe a ferida, de que citeve muito artifcado à morte..) {{lema|AREISCO, A}}. adj. ant. Vej. Arifoo. ALBUQ. Comm. 1, {{lema|ARELHANA}}. s. f. Cordão, trancelm, ou liga de séda, HANA ouro, prata, br. CASTANH, Hift. 3, 145 Hum punhal d'ouro e anilado, em huma arelbana de ouro. ANDRAD. Chr. 3, 36 E os que são mais ricos trazem ao pefcoço arelbanas de ouro, e arrecadas nas orelhas. Cour. Dec. 16, 10, 11 O Camareiro mór tirou huma arelbana. de ouro, que valeria quinhentos cruzados; e lha mandou. {{lema|ARENGA}}. s. f. Difcurfo, oração, que fe repete em publi- co ou particular. Mon. Palm. 2, 151 E como aqui fe detiveffe hum pouco por cobrar alento, ou por cuidar com que palavras faria fua arenga &c. RESEND. Chr. 25 O Doutor Vaico Fernandez de Lucena, Chanceler da Cafa do Civel, fez em alta voz huma arenga mui bem feita, e mui conforme ao cafo. Los. Condeft. 15, 61, Porém inda as palavras não foltava, Quando elle a fua arenga profeguia. Pratica longa e impertinente. EUFROS. 2, 7 Come- çou a me fazer algumas arengas fobre fua fama, e mi- nha determinação. FERR. DE VASc. Aulegr. 1, 4 Ge- midos de viuvas, arengas de confelhos, obrigações de fidalgos. BRAND. Mon. 4, 15, 28. Com efta envolta a- renga fabemos de certo que Gil Affonfo foi filho delRei D. Affonfo III. Pratica longa e capciofa, feita para enganar. SA DE MIR. Cart. 1, 13 Não ao fabor das orelhas Arenga.el. tudada e branda. Sous. Hift. 1, 1, 3 Com efta com- prida e envolta arenga quer efte Religiofo dar por pro- vado o feu intento. D. F. MAK. Apol. 260 Sendo a peor parte defte brinco, que ninguem ihe paga ou agradece effe trabalho, repartido, e repetido em tantas arengas en- ganofas, impertinentes, e defaproveitadas. Ajuntamento e união de palavras, que fe não en- stende, ou não quer dizer coufa alguma. FR. GASP. DE S. BERNARD. Itin. 9 Rezando certa arenga, que nenhum dos noffos entendeo. Sous. Hift. 1, 4, 5 Perguntoulhe hum dia, que arenga era aquella, que trazia na bocca, continua. Epith. Benifeita. Mon. Palm. 2, 151. Branda. Sa DE MIR. Cart. 1, 13. Comprida. Sous. Hift. 1, 1, 3. Defaproveitada. D. F. MA. Apoi. 268. Enganofa. D. F. MAN. Apol. 260 Envolta. Sovs. Hift. 1, 1, 3. Ef- tudada. SA DE MIR. Cart. 1, 13. FREIR. Vid. 1, 40. Grande. D. F. MAN. Cart. 2, 26. Impertinente. D. F. MAN. Apol. 260. Larga. D. F. MAN. Apol. 104. Vicio- fa. CANCION. 25, 3, 5. {{lema|ARENGAR}}. v. n. Repetir oração ou difcurfo em publico ou particular. FREIR. Vid. 2, 111 Recolhido e efcutado por D. João Mafcarenhas, começou a arengar difcretamente. {{lema|ARENOSO, A}}. adj. Cheio, coberto de areia, ou que tem areia. SABELL. Eneid. 1. 3, 12 E corre [o Nilo] por olugares arenofos. Car. Luf. 4, 62 Vãofe ás praias de Rhodas arenofas. CEIT. Quadrag. 1, 119, 4 Largas c arenojas campinas. Misturado com areia. BARREIR. Chorogt. 155 E co- mo tambem feja arenofa [a terra] thé à altura de dous ou tres covados. CARDOS. Agiol. 2, 571 Enxergafe nel- ço, ale o metal arenofo da miftura da terra. 1 Cor de areia. FALc. Crisf. 134 Veftida vir de are- nofo, As mãos mettidas nas mangas. LoB. Primav. 1, 1 Se a cor arenofa Tiver por melhor, Diga que effa cbcôr A faz mais formofa. {{lema|ARENQUE}}. s. m. Certo peixe do mar, bem conhecido, e do genero dos Saveis. Parecefe com huma fardinha grande, ou com hum favel pequeno; á exceição que não tem la cabeça dourada, como o favel, e o ventre branco, nem oi o dorfo verde. mar efcuro, como a fardinha, nem os falpicos pretos e redondos do favel, e tem o dorfo mais mcclaro que elle. Tem a maxilla inferior avançada, a ca- beça pequena, os olhos grandes, o dorfo groffo, os la- dos argentados, barbatanas pardas, todas affás pequenas excepto a caudal, que he grande e forcada: a linha la teral he atta, e apenas vifivel. Os peixes defta efpe- cie tem os ouvidos tão abertos, que, fegundo Ronde- olet, morrem apreffadamente apenas fe tirão da agoa. Multiplicão tão. exceflivamente, que a pezar da deftrui- ção, que nelles fazem os teftaceos, os peixes grandes, se muitas aves, a fua multidão não diminue fenfivelmen- te. Dizfe que os arenques fe fuftentão da agoa do mar; .mas os feus dentes, os feus vafos lacteos, cheios fem- pre de chilo, e mais que tudo os boccados de cruftaceos, seachados no feu eftomago provão decifivamente o contrario. Gii Vic. Obr. 3, 167 Feito arenque d'Alemanha, SANT. Ethiop. 2, 5 Peixe barriginha da feição de arenques mas muito maior. VIEIR. Cart. I, 104 Os mares da pef- caria dos arenques. Arenque de fumo, on defumado. O que depois de falgado je expõe ao fumo para acabar de feccar. BLUT. Vocab. {{lema|AREO}}. fórm. adv. Vej. Arreio. CASTANH. Hift. 2, 103. PINT. PER. Hift. 2, 51, 147.) {{lema|AREOLA}}. s. f. Canteiro de flores nos jardins. Lat. Arco- la. Viei. Serm. 10 do Rof. 21, 8, 230 A repartição o das areolas [dos jardins] os apofentos, os miradores, &c. Anat. A. FERR. Luz, 1, 28 Em roda do tal bi- co. [do peito] efta hum circulo, chamado Arcola; .em as donzellas he pallido, em as prenbes e mulheres, que mcrião, fufco, em as velhas denegrido. {{lema|AREOPAGITA}}. s. m. Juiz do Arcopago. Lat. Arcopagi- ta. CAM. Eleg. 11, E que lá na remota e grande A- thenas, O docto Areopagita exclama e teme: VIEIR. Serm. 5, 4, 2. n. 110 No tribunal dos Arcopagitas em Athenas coftumavão entrar os reos com os roftos co berros. BARRET. Flos Sant. 2, 252, I Havia em Athe- nas em hum outeiro ou lugar eminente e alto hum tribu-<noinclude></noinclude> sfbp3q4ulnqoycftdtywu3hkqatfzuq Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/607 106 257792 562632 2026-09-15T08:30:31Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ARE bunal de doze juizes e fupremos governadores, que fe ajuntavão nelle para fazer juftiça e rratar as caufas cfi- minaes dos accufados. Eftes juntos fe chamavão Areo- pagitas, porque fe ajuntavão em aquelle lugar a tratar caufas de morte, ás quaes (fegundo a ignorancia dos Gen- tios) prefidia o Deos Marte, e por iflo o honravão Areo- pagos; porque Ares em Grego quer dizer Marte, e pa- gos, outeiro, ou lugar alto, e eminente. cort Ep... 562632 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>ARE bunal de doze juizes e fupremos governadores, que fe ajuntavão nelle para fazer juftiça e rratar as caufas cfi- minaes dos accufados. Eftes juntos fe chamavão Areo- pagitas, porque fe ajuntavão em aquelle lugar a tratar caufas de morte, ás quaes (fegundo a ignorancia dos Gen- tios) prefidia o Deos Marte, e por iflo o honravão Areo- pagos; porque Ares em Grego quer dizer Marte, e pa- gos, outeiro, ou lugar alto, e eminente. cort Epitheto, que Je dá de ordinario a S. Dionifio, e affim fe nomeia por antonomafia. BRIT. Chr. 1, 18. FEO, Tr. Quadr. 1, 117, 4. CHAG. Obr. 1, 2, 2. {{lema|AREOPAGO}}. s. m. Tribunal de juftiça em Athenas. Do Lat. Areopagus. acc. na penult. ARR. Dial. 7, 14 He poflivel que oufaffe Paulo entrar nas doctas Athenas, e no famofo Lyceo, e celebrada Academia, e illuftre A- reopago a difputar de Chrifto crucificado, e da reffurrei- ção dos mortos? HEIT. PINT. Dial. 2, 4, 16 O mais infigne Senado da Grecia ou o Areopago de Athenas, tu- jo juizo fe tinha por incorrupro. VILIR. Serm. 9. do Rof. 2, 1, 45 Differão no Areopago aquelles, que erão repu- tados pelos mais fabios homens do mundo. Mer. Qualquer tribunal jufto e incorrupto. Sovs. Vid. 4,1 Em bufcar e futtenrar huma Relação [a de Bra- ga de homens tão letrados, e tão inteiros, e provados em toda virtude, que era outro Areopago com avan- tagem ao de Athenas. 46. {{lema|AREOSO, A}}. adj. O mefmo que Arenofo. CASTANH. Hift. 3108. PER. Elegiad. 5; 62 y. Sous. Hift. 1, 3, 3. {{lema|AREQUA}}. s. f. Vej. Areca. {{lema|AREQUAL}}. s. m. Vej. Arecal. {{lema|AREQUEIRA}}. s. f. O inefimo que Areca, arvore. ORT. Colloq. 46, 172 A pimenta, s. o atvore, ou planta he plan- tada ao pé do outro arvore, e pola mór parte a vejo fempre plantada ao pé de alguma arequeira ou palmici- ra. Gouv. Jorn. 2, 1 As ruas concertadas com ramos de palmeiras, arequeiras, e outras arvores. GUERREIR. Rel. 4, 3, 2 Feito ifto tendo na facriftia arequeiras, ramos, junco, mangericão, &c. {{lema|A RESPEITO}}. fórm. adv. Vej. Refpeito. {{lema|ARESTA}}. s. f. Pragana da efpiga de trigo. Do Lat. Arifta. Luz, Serm. 1, 2, 13. col. 4 A arefta eftá mais al- ta na efpiga. VEIO. Laur. Od. 4, 80 Se pelas femen- teiras coroadas Moveffe a Nimpha as plantas delicadas, Tão ligeira correra Que nem ainda as areftas offende ra. VIEIR. Serm. 10, do Rof. 23, 5, 296 Bateo Rath e alimpon das areftas o grão, que tinha colhido. fin Palhinba leve, e pequena, e quafi imperceptivel. BRIT. Mon. 2, 6. tit. 2 Trazendo tudo na mefma inquietação, que tem as arestas movidas á furia do vento. CEIT. Serm. 1, 134, 1 E tem naturalmente o bem efta graça de nos attrahir, prender, e entréter mais que a pedra de acevar o aço, e o fino alambar as areftas. D. F. MAN. Carr. 1, 36 Olhe V.M., quando o fogo anda na couta- da, varremlhe muito bem os caminhos, que não fique palhinha, nem arefta, nem argueiro. Met. MACHAD. Cerc. 1, 31 Que ando com a vida ao falto, Pendurado de huma arefta. CHAG. Serm. Ge- nuin. 11, 273 Senhor, todos os peccadores são cm vof- fa comparação humas areftas leves., c humas, folhinhas feccas e muito menos ainda. Qualquer pequeno corpo. Fa. NIC. DE OLIV. Gran- bidez. 2, 5 Inda hoje vemos refplendecer entre fuas areias muitas areftas, e folhinhas de ouro. SoVER. Hift. 2, 23 Huma areta da afpa de Santo André. Arefta ou valia ou valor de huma arefta. Tudo o que tem pouco, ou nenhum preço. Giz Vic. Obr. 1, 51 Abonda, que nem arefta Tera comigo o colfairo. PINT. Ris. Elog. 158 Tão longe efteve [D. João de Caftro] de le corromper entre riquezas, que nem affronta faz ain- da a hum cafre, tomandolhe da fua fazenda huma arefta. CARDOS. Agiol. 2, 622 Sem refervar pera fi valia de huma aresta. Achar, enxergar ou ver areftas nos olhos dos outros. met. Defcobrir nos outros as mais leves imperfeições, e de feitos, aumentandoos. BERN. Lim. Cart. 10 Da condição humana he não ver traves Em noffos proprios olhos, nos alheios Areftas leves nos parecem graves. Sovs. Vid. 3, 25 Não faltarão calumniadores agudos d'aquel- les, que de huma legoa enxergão areftas nos olhos do proximo. S. ANN. Chr. 2, 11, 341 Nenhuma reprehen- dida por ella podia dizerlhe que lançaffe primeiro a tra- ve dos feus olhos, que pertendefle tirar as areftas dos alheios. {{lema|ARESTO}}. s. m. Forenf. Cafo julgado, que fe traz para exemplo de outro identico, fobre que fe litiga. PINT. Ris. Rel. 1, 33 Créafe aos varios areftos, de que confta ef- sta verdade, e ás queixas publicas, Met. VIEIR. Cart. 2, 20 E não eitimo menos o defencontro, com que na carta do correio paffado tinha eu defejado por defengano da minha febre o mesmo a- refto, em que V. E. me falla nefta ultima, que re- cebi. Decreto, fentença definitiva. PINT. RIB. Rel, 1, 58 A efte refpeito julgo indigno de fahircm á luz os areftos do Senado... que não dão razão, nem caufa da fua determinação. RIB. DE MAC. Juiz. 2, 4 Eftas pro- pofições contrarias as leis do Estado fizerão publicar hum arejto pela obfervação da lei Salica. {{lema|ARESTOSO, A}}. adj. Que tem areftas. DELIC. Adag. 64 Do linho areftofo faze camizas a teu efpofo. {{lema|A'RETRO}}. form. adv. Vej. Retro. {{lema|A REVELIA}}. form. adv. Vej. Revelia. {{lema|A'REVEZES}}. fórm. adv. Vej. Revez. {{lema|ARFAR}}. v. n. Marinh. Metter a não muito de prôa, jogar de poppa e de próa. EUFROS. 2, 5 E crede, fenho- ra, que alli me cançou tanto, o arfar da não, que ef- capei pela ponte de Coruche. HIST. TRAG. MARIT. I, 363 Porque levando a não mui grandes, e altos mares por proa, de Sul e Sufuduefte, com que arfava e met- tia muito &c. CASTR. Ulyff. 5, 16 A grande capitania, que recebe o groffo mar, que arfando bebc. {{lema|ARGAÇO}}. s. m. O mefmo que Sargaço, e he como hoje fe diz. CONST. DO PORT. 36 y. PER, Elegiad. 4, 50. CARV. Chorogr. 1, 46, 5. {{lema|ARGAMASSA}}. s. f. Maffa ou betume compofto de cal areia, pedras, tijolos, &c. ALBUQ. Comm. 1, 24 A maior parte della [cafa] de madeira muito bem lavrada, e por cima de argamaja. MEND. PINT. Peregr. 95 Das quatro braças pera baixo corre hum entulho a modo de terra- pleno alamborado pela parte de fóra de hum betume co- mo argamaffa. CORT. R. Cerc. 3, 89 Achárão rota Huma forte argamafa, que cobria... O lugar. Epith. Dura. Luc. Vid. 3, 4. Forte. CORT. R. Cerc. 3, 99. Cour. Dec. 6, 1, 7. Grofa. EsPER. Hift. 1, 1, 5. n. 3. Sólida. LEIT. D'ANDRAD! Mifc 8, 261. Argamafla la pez. Certa efpecie de argamalja. Gors, Chr. de D. Man. 3, 41 Porque o jungo era de fere cof- (tados, e embutido entre coftado de argamaa la a la peź, tão forre, que lançava de fi os pelouros. {{lema|ARGAMASSADO, A}}. p. p. de Argamaffat. RESEND. Chr. 117. 'CASTANH. Hift. 2, 8. CEIT. Serm. 1, 21, 1. {{lema|ARGAMASSADOR}}. s. m. O que argamaa. BENT. PER. Thef. {{lema|ARGAMASSAR}}. v. a. Cobrir com argamaffa, por arga- maja. CASTANH. Hift. 2, 7 Fez muira cal pera rebo- car, e argamalar algumas cafas. 7, 10, 3 Man- dou emmadeirar os terrados da fortaleza, e argamaffar o muro. {{lema|ARGANAZ}}. s. m. O mesmo que Rato. LEño, Orig. 98 traz efte vocabulo entre os Portuguezes, de que le não fabe a origem. PREST. Aut. 173 Ha aqui cafa d'ar- ganazes. MACHAD. Cerc. 1, 32 Eu nenhuma, e elle hum cento, Esborbulha o arganaz. BARTH. GUERREIR. Cor. 3, 5, 356 Punháolhe fobre o eftomago huma bacia de metal com arganazes mettidos dentro. Adag. Dorme como hum arganaz. BLUT. Vocab. {{lema|ARGANEL}}. s. m. antiq. Argola. PROV. DA HIST. GEN. 1, 3, 47. p. 569 Outro collar d'ouro de guarganta cora arganeis com elmalte 3, 4, 171. p. 418 Dous ta- boleiros de madre perola... e na ilharga de cada hum delles hum arganel de prata, osobit Argola, em que je dependura o Aftrolabio M. E FIGUEIR. Chronogr. 2, 15 Começando feus numeros de huma argola, donde o dependurão [o Aftrolabio] a que chamão arganel. PIMENT. Art. Pratic. 2, 4, 37 Algum espaço de tempo antes do meio dia pendurai o Afrola- bio do dedo do meio da mão direita, pelo arganel, fc- chando hum pouco o dedo &c. {{lema|ARGANIZES}}. s. m. pl. Certos pannos de algodão, eftreito:, groffos, fabricados na India, azues e brancos BLUT. Vocab. Suppl. {{lema|ARGA'O}}. s. m. Roupão ou efpecie de fobretudo, de que antigamente fe ufava. RESEND. Chr. 25 O Marquez de Montemór o veio receber ao caminho com hum argáo e pe- lote de almafega 131 E todos forão argdos de burel, e almafega, oro venidos de Granatha, ou roupão de que usão alguns Regulares<noinclude></noinclude> fhcncj4xtxkmvcslz4l7wyitjpijtyg Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/608 106 257793 562633 2026-09-15T08:36:15Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 400 ARG por cima de babito no Inverno. Sovs. Hift. 1, 5, 14 Lhe quiz fazer hum genero de roupa, que alguns neceffita- dos, ou amigos de fi usão fobre o habito. (chamafe na Ordem argdo.) Cannuo, on canna groffa, que ferve de bomba para fe tirar o vinho, do tonel, ou outro qualquer licor de, al- guma vafilba. JER. CARDOS. Dict. BENT. PRR. Thef. Ar- giáo, Calanus vinarius, {{lema|ARGEL}}. adj. de huma term. Alveit: Que tem os finacs a-... 562633 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>400 ARG por cima de babito no Inverno. Sovs. Hift. 1, 5, 14 Lhe quiz fazer hum genero de roupa, que alguns neceffita- dos, ou amigos de fi usão fobre o habito. (chamafe na Ordem argdo.) Cannuo, on canna groffa, que ferve de bomba para fe tirar o vinho, do tonel, ou outro qualquer licor de, al- guma vafilba. JER. CARDOS. Dict. BENT. PRR. Thef. Ar- giáo, Calanus vinarius, {{lema|ARGEL}}. adj. de huma term. Alveit: Que tem os finacs a- travelados. Dos cavallos. LEIS EXTRAY. Addicç. 33 O [cavallo] calçado do pé direito, fomente fe ha por arg. O calçado da mão direita e pé direito fe ha por argel travado. O calçado da mão efquerda, e do pé direito fe ha por argel raltavado. TR. DA GINET. 24, 66 Ar- geis são os cavallos, que tem o pé dircito, e a mão ef- querda brancos. GALV. D'ANDRAD. Art. 1, 20 Pé di- reito branco, o cavallo, que o tem fe chama argel, e tendo tambem a mão direita branca argel travado, e ten- do a eiquerda, e não tendo a direita traftavado, e ten- do as mãos ambas brancas argel manalvo. Met. Mofino, que tem pouca ventura. FERR. DE VASC. Ulyflip. 4, 6 Iffo me traz Mouro. Ver Doutor argel, como cavallo, que boloa ao gráo propter labores itine- ris, como elles dizem &c. PINT. Ris. Rel. 3, 31 Tra- balho grande he forçado que padeça e foffra quem foi táo argel, que experimentaffe os gumes de huma pre- fumpção defvairada. D. F. MAN. Cart. 4, 63 Se ha homens argeis como cavallos, eu fou hum delles. {{lema|ARGEM}}. s. m. {{Uso|vulg}}. e {{Uso|comic}}. Dinheiro ou prata Do Lat. Argentum. CANCION. 158 1 Das onças paffa de dez, Todas mociças d'argen. GIL Vic. Obr. 3, 170y Arre- nega tu de argem, Que me vem a dar tormento, l'or- que hum fó contentamento Val quanto ouro Deos tem. {{lema|ARGENTADO, A}}. p. p. de Argentar. B. Esraç. Rim 23. BARRET. Eneid. 4, 32. CARDOS. Agiol. 3, 32. Voz argentada. Voz, que tem hum fom claro como prata. Biur. Vocab. {{lema|ARGENTAR}}. v. a. Pratear, guarnecer de prata. BLUT. Vocab. Met. e he como ordinariamente fe ufa. CASTR. Ulyff. 3, 85 Rompendo as náos o humido elemento Cynthia argentava a fuperior esféra. Sous. DE MAC. Ulyffip. 2, 83 Das flores variamente o argentava Das Tagides lavor &c. SALGAD. Theatr. 2, 12 Tal [pene- do que onde o mar de Sicilia Opé argenta ao Lily- beo, Pudéra fervir de pedra De annel para Polyphemo. {{lema|ARGENTARIA}}. s. f. Bordadura, guarnição de prata ou OTO. CANCION. 38, 2 A huma dellas veltia Hum brial negro, chapado De mui rica argentaria D'ouro, com grão pedraria. MEMOR. DAS PROEZ. I, 47 Após elle fe- guia hum fargento de calças, gibão, e coura de tafeta cortado todo de efcamas com muita argentaria d'ouro. MOR. Palm. 2, 138 No efcudo em campo d'argentaria o Deos Marte. Met. D. F. MAN. Apol. 316 Que fe conferirmos os eftilos dos poetas antigos e modernos, eftes farão muita ventagem aquelles, porque a argentaria e lentijue- Ja, que hoje fe gafta,, he fem duvida mais brilhante e agradavel, que a melancolica frafe dos antigos. 20 Argentaria. REGIM, DA FAZEND. 2, 37, 101 Item direito real de argentaria, que fignifica veias d'ou- ro ou prata ou qualquer outro metal. {{lema|ARGENTEADO, A}}. p. p. de Argentear. FEST. NA CA- NON.. 43. CARDOS, Agiol. 3; 754. {{lema|ARGENTEAR}}. v. a. O mefmo que Argentar. LOB. CORT. 4, 44 Pois o alcoviteiro... pinta, vefte, touca, accommoda, guarnece, doura, argentea toucados e vef- tidos, e retrata os roftos e feições melhor que hum Pintor. {{lema|ARGENTEO, A}}. adj. De prata, feito de prata. Do Lat. Argenteus. SA DE MEN. Mal. 2, 100 De argenteas bor- boletas femeada [a roupa.] De cor de prata, branco como a prata. CAM. Luf. I, 58 Da Lua os claros raios rutilavão Pelas argenteas ondas Neptuniñas. Caldas argenteas. As que pafsão por minas de prata. MADEIR, Meth. 2, 217. {{lema|ARGENTEO}}. s. m. pouc, uf. Dinheiro. Do Lat. Argen- tous. M. FERNAND. Alm. 2,, I, 22. n. 250 Ajuftarão o que eu valia em trinta argenteos, ou dinheiros. {{lema|ARGENTIFERO, A}}. adj. Que leva prata. BLUT. Vocab, Suppl. {{lema|ARGENTINA}}. s. t. Certa planta de raiz vivace. He deno- minada por Linneo. Argentina Potentilla. A argentina elevase pouco da terra: tem a raiz quafi negra, os troncos miados, as folhas oblongas, ovaes, oppoftas, denteadas e as maiores entrelaçadas com as pequenas. São, verdes por cima, e guarnecidas por baixo de pêlos pequenos, brancos, fedúdos, e argentados. O gofto he herbaceo, algum tanro falino, e eftiptico. Tem a flor formada à maneira de rofa, e femelhante à de cinco folhas, fe- gundo Deleuze, collocada fobre huma afte, ou tronco nú, e fem ramificação. O fructo tem a figura de huma pc- quena cabeça esferica, coberta de muitas fementcs peque- nas, arredondadas, e amarellas.. Nafce nos lugares humi- dos, ao longo das feves e caminhos. He adftringenre, vulneraria, e deterfiva. CURV., Atal. zco De cinco em ra- ma com tudo, e de argentina, de cada coufa meia par- te. GRISL. Defeng. 2., 28. Argentina, Potentilla de Ma- thiolo, he fecca &c. {{lema|ARGENTO}}. s. m. Prata. Do Lat. Argentum. PROV. LA HIST. GEN. 1, 2, 38. p. 523. ann. 1428 Todalas joins, perlas ..e afli ouro, argento... que &c. VEIG. Laur. -Od. 1, 3 A, toga branca e leve Sobre o veftido, que arde em puro argento. MATT. Jeruf. 14, 49 E na me- .za magnifica e de argento Por vafos d'ouro, e de ctif- tal bebèrão. Met. e Poet. O mar. CAM. Luf. 2, 67 Mas já as agudas proas apartando Hião as vias humidas de argento. CORR. Comm. As vias humidas de argento. Entende as a- goas do mar, as quaes coftuma o Pocta chamar argento que quer dizer prata, pela conformidade e femelhança, que na qualidade da brancura as agoas tem com ella. BAR- RET. Eneid. 5, 205 Cortando vai fegura o falfo argento. pollo Argentos vivo. Chim. Azongue. MADEIR. Meth. 2, 37, 2 Tudo faz com vivo argento a mór parte. Argento potavel. Chim. AzEv. Correcç. 2, 3, 223 A quinta effencia de prara, chamada por outro nome ar gento potavel. {{lema|ARGEVÃO}}. s. m. O mefmo que Orgevão ou Urgevão. HERN. NuN. Refran. 75 Não te laves.com argevão, que te crefcerão os cabellos até ao chão. {{lema|ARGILLOSO, A}}. adj. Barrento, que be de barro, ou greda. Do Lar. Argillofis. SovER. Hift. 2, 1 O que mof- tráo os lugares, onde de novo defcobrimos agoa, que são ordinariamente arenofos, e de terra argillofa, e folta. {{lema|ARGIVO, A}}. adj. Da Grecia, pertencente á Grecia. Do Lat. Argivus. SABELL. Eneid. 2, 2, 22 Phiolon Argivo nefte tempo foi o primeiro, que achou em Grecia a ma- neira de pczos e medidas. BARRET. Eneid. 2, 64 E já, como convinha, a Argiva armada Da avara Ilha de Te- nedos partida &c. {{lema|ARGIVOS}}. s. m. pl. Os Gregos, affim chamados de Argos, Cidade do Peloponnefo. Do Lat. Argivi. FR. BERNARE. DA SILv. Defenf. 2, 3 Os Argivos comião peras. FEO, Tr. Quadr. 1,352 Porque não deftruio de todo, os Argi- vos. LEON. DA COST. Ecl. 6, 25. not. I Préto foi filho de Abante, Rei dos Argivos. {{lema|ARGOLA}}. s. f. Circulo, ou annel de ferro, ou de outra qualquer materia. Leão, Orig. 69, e FAR. & Sous. Eu- rop. 3, 4, 9 trazem efte vocabulo entre os proprios da lingoa Portugueza. CORT. R. Naufr. 5, 50 Per- nas, e braços nus, onde enxeridas Groffas argolas vem de fino ouro. FERNAND. Palm. 4, 37 As cordas erão de seda e ouro, e as argolas e eftacas de prata. Sovs. Vid. 2, 33 Os vazios entre alampadas e cirios enchem ca- deias, bragas, argolas, correntes, e traveffas de ferro. Pl. Certos brincos, ou arrecadas das orelbas. BARR. Dec. 1, 3, 1 Braceletes e argolas de ouro. Argola. Annel de ferro, ou braga, que fe poe na perna do efcravo, junto ao tornozelo, para não poder fu- gir fem fer conhecido. BLUT. Vocab. Argola de páo. BLUT. Vocab. Jogo de árgola. O mefmo que Jogo de argolinha. SA DE MIR. Vilhalp. 2, 2 Correrão a argola diante da janella. D. FERN. DE MEN. Hift. 3, 119, 242 Houve á tarde cannas e argolas, com premios, que mandou dar o, Conde. {{lema|ARGOLÃO}}. s. m. Argola, que nos coches prende na ponta da lanca a bolea. BLUT. Vocab. {{lema|ARGOLICO, A}}. adj. Natural de Argos, Cidade de Achaia na Grecia, ou pertencente a Argos. Do Lat. Argolicus. Sa- BELL. Eneid. 2, 3, 40 Eufebio poe nefte tcmpo aquel- la famofa peleja, que os Argivos, e Lacedemonios hou- vetão fobre huma porção da rerra Argolica de Tiria. GALHEG. Templ. 3, 105 Se a vida pos Eneas em pe- a pe-<noinclude></noinclude> fygnlopp62vje3tayyvso8rw7yin34z Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/609 106 257794 562634 2026-09-15T08:39:00Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ARG rigo Foi por livrar ao pai, ao filho, a efpofa fomente do Argolico imigo, Mas da traidora flamma ri- gorofa. BARRET. Eneid. 1. Diccion. Argos antiga e nobre cidade de Achaia, donde vem Argivo, e Argolico. ARGOLINHA. s. f. dim. de Argola. Prov. DA HIST. GEN. 2, 4, 76. p. 467. ann. 1522. FR. GASP. DE S. BERNARD. Itin. 13. TELL. Hift. 1, 34, 85. Argolinha. Jogo, cujo principal objecto be enfiar e levar na ponta da langa, huma argolin... 562634 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>ARG rigo Foi por livrar ao pai, ao filho, a efpofa fomente do Argolico imigo, Mas da traidora flamma ri- gorofa. BARRET. Eneid. 1. Diccion. Argos antiga e nobre cidade de Achaia, donde vem Argivo, e Argolico. ARGOLINHA. s. f. dim. de Argola. Prov. DA HIST. GEN. 2, 4, 76. p. 467. ann. 1522. FR. GASP. DE S. BERNARD. Itin. 13. TELL. Hift. 1, 34, 85. Argolinha. Jogo, cujo principal objecto be enfiar e levar na ponta da langa, huma argolinha de metal, que fe ata em alto, e ifto, correndo d desfilada em bum caval- lo. PAIV. Serm. 3, 19 Se hum homem grave folle cha- mado a juizo ante huma Republica de meninos, e o con- demnaffem que não pudeffe nunca jogar ao arrioz, nem ao pião, nem á argolinha, Sec. CONST. DE BRAG. 25, 16, 1 Nem fe corra argolinha, nem jogos femelhantes. TR. DA GINET. 15, 36 Para correrem a argolinha são melhores os cavallos, que correm mais miudo. {{lema|ARGONAUTA}}. s. m. Navegante, que intrepidamente por novos rumos e mares defconhecidos commette emprezas gran- des e arrifcadas. Dito affim de Jafon e feus companhei- ros, que, quando forão ao roubo do Vellocino, embarca- rão na nao Argo, donde rirárão o nome de Argonautas. CAM. Luf. 1, 17 E vereis ir cortando o falfo argento Os vollos argonautas. TELL. Chr. 1, 1, 12. n.8 Como hum novo argonauta vai fulcando as immenfas agoas do lar- go Oceano. SA DE MEN. Mal. 1, 96 Da colla Malabar os arrifcados, E novos argonautas fc afaftárão. Met. D. F. MAN. Cart. 4, 39. Fora atli de pare- cer que V. S. a foto de bom argonauta fe pufeffe em papafigo, e foffe correndo pelo mundo feu temporal. Epith. Arrifcado. SA DE MEN. Mal. 1, 96. Bom. D. F. MAN. Cart. 4, 39. Novo. SA' DE MEN. Mal. 1, 96. TELL Hift. 2, 1, 100. {{lema|ARGONAUTICA}}. s. f. Expedição dos Argonautas. BARR. Dec. 1, 4, 11 Nem pintando alguma argonautica de ca- pitães Gregos em tão curta e fegura navegação, como he da Grecia ao rio Fafo. {{lema|ARGOS}}. s. f. Aftron. Huma das conftellações auftraes. CAM. Luf. 8, 71 Defcobrir pöde a parte, que faz clara De Argos, da Hydra a luz, da Lebre, e da Ara. VIEIR. Cart. 1, 78 Tambem dizem os que entendem das eftrel- las, que appareceo eftes dias huma nova na nào Ar- gos. Argos. s. m. Homem vigilante," attento a fe não deixar enganar. Dito affim de Argos, nome de hum Pal- tor, que fingem os Poetas, tinha cem olhos. PREST. Aut. 114 E o mundo como he argos, Vè d'aquí, e vè d'alli. SALGAD. Theatr. 2, 15 Quem cafa, não cafe as cegas, Mas feja fagaz e afturo, Argos em ver os argueiros, E nos lanços lynce agudo. VIEIR. Serm. 4, 9, 5. n. 333 Mas para deftruir honras, para abrazar ca- fas, estará feito hum argos quarenta noites inteiras. {{lema|ARGUCIA}}. s. f. Agudeza, perfpicacia de engenbo. Do Lat. Argutia. BARTH. GUERREIR. Cor. 4, 2, 397 Pera rece- berem a lei divina erão [os Japões] por fua argucia os mais accommodados. TELL. Chr. 1. Prol. Contra a fabu- la de Caftaldo cfcreverão com muita erudição e argucia o P. Julio Nigronio, e o P. João de Ró. L. ALv. Serm. 2, 8, n. 7 Quem ville a argucia, com que o meu Santo refutava as feitas do Japão. &c. Dito engenhofo e agudo. TELL. Hift. 4, 33, 389 Delta muito culta officina de Apollo fahião os poemas, com huns conceitos tão naturaes, com humas argusias tão correntes ... que &c. Argumento fophiftico, razão capciofa para enganar. HEIT. PINT. Dial. 2, 1, 8 Que [o cavillador]. tem pou- cas letras e muitas argucias. TELL. Chr. 1, 2., II. n. 17 Grande foi a perfeguição ...movida por muitos dif- trahidos, que ... com argutias inférnaes... tratavão &c. VIRIR. Serm. 4, 10, 5. n. 357 Mas onde temos huma conclusão abfoluta de Chrifto, não valem nada ar- gucias de Philofophos. {{lema|ARGUEIREIRO}}. s. m. ant. Talvez o mesmo que Agoureiro. FERR. DE VASC. Ulyflip. 3, 6 Pois o mal he que vos fallo cu, fenão o proprio Diofcorides, Hyppocras e el- foutros cabrões argueireiros 5, 7. Que priofte de Unhos fe perde em vós,. argueireiro de Rifana? PREST. Aut. 22 Matreiro Me parece efte argueireiro. {{lema|ARGUEIRINHO}}. s. m. dim. de Argueiro. A. DE VASC: Anj. 25 3. part. 9. p. 461. {{lema|ARGUEIRO}}. s. m. Palhinha. TELL. Chr. 2, 5, 47. n. 8 Mais pejo lhe faz [aos homens juftos] qualquer falta, que na menina do olho qualquer argueiro. GALV. D'AN- DRAD. Art. 1, 2 E cahem nas mangedouras, e fobre os cavallos alguns argueiros. M. FERNAND. Alm. 3, 2, 1. p. 267 Oh le forão as culpas nos olhos, como os ar- gueiros, porque ou fempre attentados ferião, ou fempre moleftados chorarião. Qualquer corpozinho leve, que nada no ar ou na agoa. BERN. Lim. Cart. 33 Em vafo criftalino, puro, e lizo Parece mal qualquer pequeno argueiro. CIT. Serm. 1, 305, 1 Além de o cercarem trabalhos e af- faltos dos inimigos, como argueiros do Sol. D. F. MAN. Cart. de Guia, 94 Tende medo de qualquer argueiro, que vôa pelo ar. Met. FR. TH. DE JES. Trab. I, 2, 489 Outros [Religiofos dáo] em coufas, que cada huma dellas por fi, e no começo parecem argueiros, por onde os Prela- dos pafsão, e elles comfigo diflimulão, e defpois vem a fer rochas vivas. Sous. Hift. 2, 2, 2 E tinhão por olheiros ou apontadores, até dos argueiros de feus proce- dimentos, todos os do meímo habito. PINT. RIE. Rel. 3. 50 Aqui neftes cafos crimes... não quiz a lei, que a maculaffem [a juftiça] e offendeffem os argueiros da pai- xão alheia. Epith. Leve. Maus. Aff. Afr. 9, 137 V. M. BERN. Serm. 1, 20, 3. Minimo. M. FERNAND. Alm. 3, 2,. 69. Pequeno. BERN. Lim. Cart. 33. L. BRAND. Medit. 1, 1, 10. p. 64. Tananino, CEIT. Setm. 2, 66, 1. Fraf. Verb. Fazer de hum. . . hum cavalleiro. proverb. por que fe denota, que a paixão faz avultar as coufas de pouco porte. CUNH. Catal. 2, 21 De bum ar- gueiro, que delle foubeffem, lhe fazião hum cavalleiro. dos... cavalleiros. Fral. proverb. Dar valor a ba- gatellas ou ninbarias. D. F. MAN. Apol. 241 Dizem, que ha gente, que dos argueiros faz cavalleiros. dos ... tráves. Fraf. proverb. Exaggerar e reprefentar como grandes os defeitos leves por odio ou qualquer outra pai- x40. PER. D'AFONS. Poder. 14, 375 Fazendo dos argueiros, que nos outros via, immenfas traves.. Parecerem à alguem os ... gigantes. Fraf. proverb. Reprefentaremfelbe as cousas muito maiores, do que são, por caufa do medo. D. F. MAN. Apol. 416 Mas ao ladrão, os argueiros lhe parecem gigantes. Ser o... cavalleiro. Fraf. proverb. Paffar a fer in- portante huma coufa de pouca entidade. CEIT. Serm. 2, 67,1 Não tivereis ifto por ninharia e meninice?.. he: mas não cm o penfamento ambiciofo, onde arguei- ros são cavalleiros. ARAUS. Succeff. 2, 13. Hum argueiro [na guerra] he cavalleiro, não peraque fe tema, mas pera ie the ordenar prevenção de o refiftir. Tomar o... no ar. Fraf. proverb. Defconfiar de tu- do on interpretar as coufas para mal. CEIT. Serm. 2, 86, 4 Se tomão o cabello, ou argueiro no ar, os ca- bellos os prendem, e os fazem alanceat. Ver o... no olho alheio, e não ver a tráve ox a tranca no feu. Fraf, proverb. Conhecer e reprehender, fa cilmente defeitos, albeios, ainda quando ligeiros, fem ad- vertir ou emendar os proprios, fuppofto que graviffimos. Rin. Rel. 3, 141 O cerro he, que cada hum ve melhor o argueiro no olbo albeio, que a tranca no feu. M. FER- NASD. Alm. 3, 2, 2. n. 6. p. 397 Vedes o argueiro no olho do voffo proximo, e não vedes a tráve, que está no voffo. Ver nos outros , e não ver em fi tráves; on notar os... nos olhos alheios, e não ver a tráve no i Fraf. proverb. O mefmo que Ver o... no olho alheio, &c. FERNAND. GALV. Serm. 1, 110, 4 Não tenho olhos comigo pera me ver, todos andio efpalhados em cfmi- rilhar o que os outros fazem, e vendo arguciros nos ou- tros, não vejo em mim grandes tráves. L. ALv. Serm. 1, 10, 7. n. 19 Eifahi os efcrupulos de muitos: notão argueiros nos olhos alheios, e não vedes a tráve, que cfta по vollo. DADAdag. Ha olhos, que de argueiros fe pagão. Cort. 14, 135. {{lema|ARGUENTE}}. s. m. O que impugna alguma questão, parti- cularmente nas aulas e actos literarios, on tambem a dou- trina e opinião de outro. CALV. Homil. 2 357 Soltafe em palavras contra o arguente. FR. LEÃO, Bened. I, I, 5. c. 4 He neceffario advertir na inconftancia dos ar- guentes. PURIF. Chr. 2. Addiç. Não ha nella [carta] coufa, que nos obrigue a confeflar, que he tão antiga, como o noffo arguente pertende. {{lema|ARGUIÇÃO}}. s. f. Acção de arguir. BLUT. Vocab. Suppl. {{lema|ARGUIDO, A}}. p. p. de Arguir. BARK. Dec. 3, 7, 4. FR. MARC. Vid. 2, 1. Sous. Hift. 1, 3, 50. {{lema|ARGUIDOR, ORA}}. adj. Que argue. Tambem fe ufa como<noinclude></noinclude> pue0l69zjhrpofsrul0woms5gp3dzvc Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/610 106 257795 562635 2026-09-15T08:41:16Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 402 ARG mo fubft. CEIT. Quadrag. 2, 86, 2 Moftroufe jufticei- ro e arguidor de que erão efpias, &c. Luz, Serm. 2, 2, 176. col. 1 Grandes maravilhas moftrou Deos nefte principio da creação do homem, arguidoras do amor, que lhe rinlia. D. F. MAN. Apol. 416 Pois a fé não he o mais valente arguidor, e confurador do mundo. {{lema|ARGUINTE}}. s. m. O mefmo que Arguente. FR. Sis. COELH. Chr. 2, 16, 169 Texros, gloffas e doctores mais rra-... 562635 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>402 ARG mo fubft. CEIT. Quadrag. 2, 86, 2 Moftroufe jufticei- ro e arguidor de que erão efpias, &c. Luz, Serm. 2, 2, 176. col. 1 Grandes maravilhas moftrou Deos nefte principio da creação do homem, arguidoras do amor, que lhe rinlia. D. F. MAN. Apol. 416 Pois a fé não he o mais valente arguidor, e confurador do mundo. {{lema|ARGUINTE}}. s. m. O mefmo que Arguente. FR. Sis. COELH. Chr. 2, 16, 169 Texros, gloffas e doctores mais rra- zidos...ao parecer do arguinte, do que a verdade. Es- TAT. DA UNIV. 3, 27, E buns e outros fuftentantes e arguintes eftarão com as cabeças defcobertas, affi co- mo eftão nos mais actos. {{lema|ARGUIR}}. v. a. Reprehender, notar, taxar. Do Lat. Arguere. Nefte verbo e nos feus derivados of u depois do g não he líquido, mas carregife nelle, fazendole fentir a lua força. Reg. alg. ou à alg. ou alg. de alg. c. GOES, Chr. do Princ. 37 Além difto Nebrixa me perdoc, fe o ar- guir de pouco vifto nas chronicas de Hefpanha. FR. MARC. Vid. 3,4 Não cuides de arguir as efcarnecedor, por- que não te tenha odio. CAM. Eleg. 7, z Contra Cupi- do Claramente exclamava, e o arguia De contrario, de aftuto c fementido. Eftranhar, ter a mal, reprehendendo. Reg. alg. c. ou alg. c. à alg. BRIT. Chr. 1, 3 Aborrecia Jezabeth a Helias, porque a eftranha fantidade do Propheta arguia feus crimes. FREIR. Vid. 1, 55 Se deixou o Governa- dor ficar no campo ao feguinte dia, fem arguir aos fol- dados a defordem, que lhe deo a victoria. L. ALv. Serm. 1, 10, 7. n. 20 Ninguem mais facilmente argue as acções alheias, do que quem mais tem que arguir nas acções propriascar, proc Accufar, procurar convencer, accufando. Reg, abf. ou alg. de. FR. TH. DE JES. Trab. 1, 20, 454 Qual de vós me póde arguir de peccado: Não dixe convencer com ver- dade, nas arguir, porque para arguir qualquer achaque bafta a corações mal inclinados. ARR. Dial. 5, 5 Elle os argue, accufa, e reprehende com as palavras feguin- tes. PAEZ, Serm. 2, 239, 3 Aonde o arguir he conven- cer e provar juridica e verdadeiramente. Com pron. peff. Bair. Chr. 1, 2 Arguindofe de pouco fufficiente pera governar almas alheias, os deixou. Arguir a fua confciencia a alguem. Remorderlbe a confciencia de algum delicto commettido. Sous. Vid. 3, 12 Ficou o pobre homem affombrado, e como a conciencia o arguia, o menos que temia, era prizão. Não te Arguir. Suppor, attribuir, achar, imputar caluminio- famente e fem fundamento algum crime on defeito. BERN. Lim. Ecl. 17 Aqui por mas contar da tua rez, vem arguir mil caramilhos, Dizendo efte foi tal,. ef- te tal fez. Bair. Chr. 1, 27 O Conego, que não vi- nha pera confelhos tão fantos... arguindo as palavras de noflo Padre São Bernardo, lhe diffe &c. PAEZ, Serm. x, 409 E tanto que teve faude [o paralytico] logo o arguirão de que quebrantava o fabbado. Ser argumento, dar indicio ou prova de alguma cou- fa. BARR. Paneg: 57, 333 Os finaes de fóra pela maior parte arguem a bondade do animo. PAIV. Serm. I, 78 Ovicio, que argue mór baixeza de efpirito, he a by- pocrifia. VIEIR. Serm. 8, 296 Affim como ha doudices, que arguem falta no juizo, affim ha doudices, que o ca- lificão e acreditão. Dar ou tirar por prova ou argumento. Bair. Chr. 2, 19 Pedindolhe [à S. Bernardo] houveffe piedade del- la muda] e alcançaffe do Senhor faude a feu mal: ef- cufavale o Santo difto com fingular modeftia, arguindo a imperfeição de merecimento pera alcançar coufa táo grande. CUNH. Hift. de Brag. 1, 1, 3 E daqui argue [Dom Mauro Ferrer] que aos Egypcios fó pettence ef- ta fundação [de Braga. Arguir duvidas. Movelas, fufcitalas. ORIENT. LU- fit. 139 Confeffando, que fó por ne tirar a terreiro, arguira aquellas davidss contra a opinião, que tinha por infallivel. provar on deftruir a Allegar ou propor razões para provar ou deftruir al- guma propofido. SA DE MIR. Vilhalp. 2, z Vás arguin- do mais efpiritualmente do que devias. MAGALH. Ortho- gr. 10 Já que contra minhas. razões não tendes mais que arguir, e o campo fica por meu, demos por concluida nolfa, queftão. VIEIR. Serm. 8, 416 Oppondofe contra as provanças, e arguindo fortiffima e fubtiliffimamente fobre os pontos de todas. Arguir. neutr. T. das escolas. Argumentar, difpu tar, impugnando a sentença ou opinião de outro. ORDEN. LE D. MAN. 1, 38 E ferá notificado aos outros Procuradores, que já na cafa andarem, que lhe venhão ar- guir. ARR. Dial. 5, 47 Não he obrigado o que argumen- ta a fuftentar e defender o que entende provar, mas baftalhe duvidar e arguir bem. Sous. Vid. 5, 11 Mof- trando na força das razões, e agudeza, com que arguia ou refpondia &c. {{lema|ARGUITIVAMENTE}}. adv. mod. Por argumento on difcurfo. A. DE VASc. Anj. 2. 4, 8. part. 3. p. 225 E poltoque Deos ordinariamente the não dá [aos Anjos] efpecies pa- ra ver os penfamentos e actos da vontade, fenão quando a creatura racional lhos quer defcobrir: com tudo ordi- nariamente os conhecem arguitivamente nos homens. BAR- TH. GUERREIR. Cor. 4, 2, 400 A faber, que bufcaffem arguitivamente em fi mefmos a propria affiftencia divi- na. {{lema|ARGUITO, A}}. antiq. e pouc. uf. p. p. irregul. de Arguir. FR. MARC. Cht. 2, 1. cant. i Deixovos de Plato o grito, O luftro de voffo efprito, Arguir e fer ar- guito Por provar huma fantafia. {{lema|ARGULHO}}. s. m. antiq. O mefimo que Orgulho. FERN. LOP. Chr. de D. J. 1. 2, 21. CHR. DO CONDEST. 59. {{lema|ARGULHOSO, A}}. adj, antiq. O mefnto que Orgulhofo. FERN, LOP. Chr. de D. J. 1. 2, 27. GIL Vic. Obr. 4, 212. {{lema|ARGUMENTAÇÃO}}. s. f. {{Uso|Dialect}}. Acção de argumentar, ou o mefmo argumento. PEDR. NUN. Tr. da Esfér. E havemos mais de notar, que efta argumentação não con- crude. FR. MARC. Chr. 2, 2, 2 Não por iffo fe mof- tfava menos nas lições públicas, argumentações, e inter- pretações das Efcrituras. CEIT. Serm. 1, 217, 4 Exem- plo, de que Job formou huma argumentação a Deos. {{lema|ARGUMENTADO, A}}. p. p. de Argumentar. ESTAT. DA UNIV. 3, 12, 1. {{lema|ARGUMENTADOR}}. s. m. pouc. uf. O que argumenta. GIL VIC. Obr. 2, 87 Primeitamente entra por argu- mentador hum Licenciado, e diz &c. 4, 241 Entra o Licenciado argumentador da obra, que adiante fe fegue, diz &c. F. DE MENDOÇ. Serm. 1, 478, 21 Efte eftu- dante em vida era hum grande argunentador, poftoque tambem hum grande embrulhador. {{lema|ARGUMENTANTE}}. p. a. de Argumentar. Ufafe com- mummente como fubit. ESTAT. DA UNIV. 2, 20, 7 A feu officio pe.tence mandar começar e acabar os ditos actos, argumentar e callar os que arguirem, e que não haja mais argumentantes que os Bachareis. S. ANN. Chr. 1, 38, 226 Notou no defendente, com admiração, que. com grande comprehensão em breves palavras tocava o ponto da difficuldade, e a refolvia, fem dar mais mi- nimo final de oftentação de habilidade, de faber, ou de querer aventajarfe aos argumentantes. VIEIR. Voz. 15,3, 3. p. 85 Efte foi o gloriofo fim da difputa, em que a pedra não era do defendente, mas erão as pedras dos argumentantes. {{lema|ARGUMENTAR}}. v. h. Ufar de argumentos, propôr a zões a favor de alguma propofição, ou impugnando a fen- tença ou opinião de outro. Do Lat. Argumentari. BARR. Paneg. 36, 324 Nunca deixou de ler ouvir, argumen- tar, praticar em letras, HEIT. PINT. Dial. I, 3, 8 En- tão fe moftra Principe dos oradores, quando contra el- les argumenta. Gout. Jorn. 3, 12 E eftes Perfas são perdidos por argamentar e difpurar. Act. e pouc. uf. Difputar com palavras, ou propôr o argumento e affumpto de que fe vai a tratar. Gtr. Vic. Obr. 4, 241 Logo vitá o relator, Veremos com que primor Argumenta bem feu dito. D. F. MAN. Muf. 57 Cantonh. de Euterp. Ecl. Coufa, que affim fe exprimen- Na vida, no trato, e ufo, Não fe alterca, ou fe argumenta. Conjecturar, tirar por conclusão. Mas To MEN. Portug. I, it, 749 Generacs, que enttão de novo à governar as armas de huma Provincia, defejando que os foldados das fuas difpofições argumentem o feu préfilmo &c. {{lema|ARGUMENTO}}. s. m. Prova, razão certa on provavel, com que alguma coufa duvidofa fe moftra ou fe confirma. Ordinariamente fe diz aflim o que he formado fegundo as regras da Dialectica. Do Lat. Argumentum. BARR. Dec. 1, 9, 6 Eta a elle argumento, que rodo, o poder daquél- le Oriente não poderia lançarnos de Malaca. LosAT. Palm. 5, 11 Muito me is vós dilatando a foltura defte argu- mento. Sous. Vid. 1, 23 Pois não he argumento, que convence de maior a menor? Epich. Agudo. S. ANN. Chr. 1, 38, 226. Altiffimo. VIEIR. Serm. 6, 1, 6. n. 22. Apertado. PINT. RIs. In- juft. Succeff. 3, 71. Apparente. PINT. RIE. Injuft. Succefl.<noinclude></noinclude> 48l0iax6dyhei4kjqvjtx6q1ggh0h4s Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/611 106 257796 562641 2026-09-15T09:04:55Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ARG ceff. 3, 70. Baftante para alg. c. FR. GASP. LA CRUZ, Tr. 27, 2. Cabal. VIEIR. Serm. 3, 13, 4. n. 546. Cer- tiffimo. Carr. Serm. 2, 326, 1. Claro. ARR. Dial. 2, 14. Competente. M. FERNAND. Alm. 2, 1, 15. n. 8. Contra- rio. VIEIR. Serm. 1, 1, 6. col. 48. Convincente. M. FER- NAND. Alm. 2, 1, 15. n. 3. Cornuto. (o dilemma) VIEIR. Serm. 1, 11, 3. col. 774. Debil. PINT. RIB. Injuft. Suc- ceff. 12, 95. Delicado. PARAD. Art. 4, 2, 175.... 562641 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>ARG ceff. 3, 70. Baftante para alg. c. FR. GASP. LA CRUZ, Tr. 27, 2. Cabal. VIEIR. Serm. 3, 13, 4. n. 546. Cer- tiffimo. Carr. Serm. 2, 326, 1. Claro. ARR. Dial. 2, 14. Competente. M. FERNAND. Alm. 2, 1, 15. n. 8. Contra- rio. VIEIR. Serm. 1, 1, 6. col. 48. Convincente. M. FER- NAND. Alm. 2, 1, 15. n. 3. Cornuto. (o dilemma) VIEIR. Serm. 1, 11, 3. col. 774. Debil. PINT. RIB. Injuft. Suc- ceff. 12, 95. Delicado. PARAD. Art. 4, 2, 175. col. 3. Difficultofo. GUERREIR. Rel. 2, 1, 12. Duvidofo. Azuк. Chr. 39. Efficaz. Lue. Vid. 1, 5. Elegantiffimo. BAR- RET. Flos Sanct. 2, 84, 1. Engauofo. ARR. Dial. 3, 35. Engenbofo. S. ANN. Chr. 1, 38, 226. Evidente. P- NHEIR. Summar. 20. Firme ARR. Dial. 10, 22. Forçoso. CEIT. Serm. 1, 277, 1. Formofo. Azur. Chr. 3, 30. Forte. PINT. RIB. Injuft. Succeff. 16, 103. Fraco. ESTAÇ. Antig. 23, 11. Frivolo. LaMr. Fug. 1, 1, 6. col. 2. Futil. PURIF. Chr. 2. Addiç. 7. Grandiffimo. ARR. Dial. 1, 19. Graviffimo. Luc. Vid. 10, 7. Importuno. LIMP. Fug. 1, 1, 6. col. 2. Indubitavel. PINT. Rie. Injuft. Suc- ceff. 3, 70, Infallivel. PAIV. Serm. 1, 203 . Infigne. M. FERNAND. Alm. 1, 2, 2. n. 111. Invencivel. VIEIR. Serm. 3, 4, 9. n. 186. Irrefragavel. GUERREIR. Rel. 3, 2, 2. Leve. ESTAÇ. Antig. 63, 3. Manifeftiffimo. M. FERNAND. Alm. 1, 1, 8. n. 2. Manifefto. ESPER. Hift. 1, 1, 36. n. 6. Negativo. EsPER. Hift. I, 1, 9. n. 2. Novo. L. BRAND. Medit. 4, 7, 380. p. 554. Philofopbi- co. FR. BERNARD. DA SILV. Defenf. 2, 6. Poderofo, Aax. Dial. 9, 9. Prodigiofo. VIEIR. Voz. 15, 11, 3. n. 621. Provavel. CATNEG. ROM. 175 Y. Rijo. CEIT. Quadrag. 1, 25, 3. Ruim. FR. BERNARD. DA SILV. Defenf. 2, 21. Singular. VEIG. Laur. Od. 6, 5. Sophiftico, BRIT. Chr. 2, 23. Sublime. L. ALv. Serm. I, 18, 1. n. 13. Terrivel, CEIT. Serm. 2, 194, 1. Valente. VIEIR. Serm. 3, 4, 4. n. 164. Válido. S. ANN. Chr. 2, 22, 199. Verdadei- 70. PINT. RIB. Injuft. Succeff. 3, 71. Urgente. CEIT. Serm. 2, 127, 3. Verb. Abfolver ... (refolvelo) HEIT. PINT. Dial. 1, 5, 1. Apertar o... VIEIR. Serm. 6, 1, 6. n. 22. Armar... M. BERN. Luz e Cal. 2, 2, 316. Concluir o... ARR. Dial. 1, 21. Converter os... contra quem os faz. FR. A. DE S. Dox Vid. 27, 1. Cortar o... de hum golpe. M. BERN. Luz e Cal. 1, 6, 147. Defatar... M. BERN. Floreft. 3, 6, 269, B. Desfazer... VIEIR. Serm. 1, 3, 5. col. 194. Eftudar... FERNAND. GALV. Serm. 1, 40, 1. Falfar o... neurr. Fr. F. BRAND. Oraç. 26. Fazer... CEIT. Serm. 2, 321, 4. Fechar o... VIEIR. Serm. 12, 12, 3. n. 332. Formar... FR. A. DE S. DON. Vid. 182, 1. Fortificar o... Luc. Vid. 8, 19. Pezar o CEIT. Serm. 1, 29, 4. Pör... abf. Esraç. Antig. 23, 11. à alg. S. ANN. Chr. 1, 38, 226.-con- tra alg. CEIT. Serm. 1, 150, 1. Propor... á alg. GUER- REIR. Rel. 5, 3, 22. Rebater o... PURIF. Chr. 1, 1, 4. §. 1. Refutar o... ARR. Dial. 3, 35. Refponder ao Sous. Vid. 1, 4. Retorquir o... M. BERN. Serm. 1, 21, 1. Satisfazer ao... CART. DE JAP. I, 240, 3. Soltar... GUERREIR. Rel. 2, 1, 10. Tirar... de alg. c. ARR. Dial. 10, 22. Tomar... de alg. c. PAIV. Serm. 1, 138. Virar o... contra alg. M. BERN. Serm. 1, 21, 2. Indicio, conjectura, final. Goes, Chr. do Princ. E o maior argumento, que fe defta opinião póde ter, he que &c. Luc. Vid. 3, 2 Eftimando quanto era ra- zão aquelle grande argumento da humildade e fabedoria do Padre Meftre Francifco. Sous. Vid. 1, 26 No edi- ficio tem grandeza, e nos feus Officios divinos grande folemnidade, e concurfo de todos os eftidos de gente, argumento de devação e de bom efpirito. Difputa, contenda de palavras. SA' DE MIR. Eleg. z Deixaivos deffes vollos argumentos. FREI. Vid. 2, 17 Refpondeo [Fernão de Soufa] que deixados argumen- tos, trataffe de defender com a efpada feu direito. Materia cu affumpto do que fe trata em alguma obra. BARR. Dec. 1, 1, 1 Leixados meus defcitos, e all efta geral preparação de toda a obra, quafi cm mo- do de argumento, e divisão della &c. BERN. Lim. Cart. 24 A faudade, Argumento ferá defta Elegia. Luc. Vid. 1,5 ineffavel amor, com que Deos chama, efpera e recebe aos peccadores, era o argumento, e continua materia dos Sermões. Argumento de Latitud. Aftron. CARV. Via, 2, 4: 13 Se o argumento de Latitud fe terminar no primeiro ou terceiro quadrante, como no noffo exemplo, o tem- po he adjectivo. Sol, Argumento do Sol. Aftron. PEDR. NUN. Theor do O argumento do Sol he o arco to zodiaco, 'que fegundo a ordem dos fignos jaz antre a linha do auge, e a linha do meão movimento do Sol. {{lema|ARGUMENTOZINHO}}. s. m. dim. de Argumento. LeBAT. Palm. 5, 11. {{lema|ARGUTAMENTE}}. adv. mod. Com argucia. VIEIR. Serm. 6, 7, 6. n. 215 E como afli? replica argutamente o mef- mo Santo Padre. {{lema|ARGUTISSIMAMENTE}}. adv. fuperl. de Argutamente. VIEIR. Voz. 15, 2, 5. p. 64. {{lema|ARGUTISSIMO, A}}. fuperl. de Arguro. SA' DE MIR. Vilhalp. 3, 2. MADEIR, Meth. 2. Ded. {{lema|ARGUTO, A}}. adj. Agado no fom, cauoro, afinado. Do Lat. Argutus, VEIG. Laur. Ecl. 3 Os quaes [pefcadores] defafiados As argutas avenas Tocavão á competencia c'os paftores. LEON. DA COST. Georg. 1, 62. not, I Quando os corvos rantão a miudo, e com a voz clara e arguta, he final de bom rempo. Met. Engenhofo, fubtil. Fr. Six. COELH. Chr. 1, 7,28 Enfinavamos aos mancebos, não virtudes, fenão huma arguta malicia. CAK. Luf, to, 5 Mil praticas ale- gres fe tocavão, Rifos doces, fubtis, argutos ditos. LEON. DA COST. Eci. 8, 33 . nor. i E com arguta fanta- fia, dá a entender, que não póde mandar á memoria os hander a verfos, que tocavão à arte magica. {{lema|ARIA}}. s. f. {{Uso|Mufic}}. Cançoneta ou compofição lyrica de certo numero de verfos, para fer cantada por folfa. Confta de duas eftancias ou partes, e ordinariamente fe repete primeira. acc. na primeira fyllaba, BLUT. Vocab. Suppl. {{lema|ARIDIDADE}}. s. f. pouc. uf. Seccura, falta de bumidade. Do Lat. Ariditas. Leir. D'ANDRAD. Mifc. 2, 42 Os me- tacs por fua untuofidade, gordura, e humidade fe po- dem eftender e tirar pela fieira, o que ás pedras por fua arididade foi denegado. {{lema|ARIDO, A}}. adj. Secco, que perdeo a humidade radical e ingenita. Do Lat. Aridus. acc. na primeira. CAM. Luf. 3, 49 Bem como, quando a flamma, que ateada Foi nos áridos campos, affoprando O fibilante Boreas. PER. Ele- giad. 7, 94 Vendofe lá as áridas fearas. D. G. Cou TINH. Jorn. 6 Chegando os ventos] aqui por cima da terra árida e enxura. Mer. M. BERN. Paraif. 68 Se efconde hum pouco [Deose the tira [á alma] a doçura de devoção fen- fivel, deixandoa árida e fecca no feu natural. {{lema|ARIDURA}}. s. f. pouc. uf. Seccura, eftado de coufa, que perdeo a humidade natural e ingenita. Curv. Atal. 131 Para as feccuras ou ariduras dos membtos, que fe vão emmagrecendo e mirthando &c. {{lema|ARIES}}. s. m. Aftron. O primeiro dos doze fignos do Zodia- co, que courcfponde ao niez de Março. Os Pintores, fun- dados na Fabula, o reprefentão na figura de hum car- neiro, de que tomou o nome. Lat. Aries. AvELL. RC- port. 2, 31 Começárão os Aftronomos a contar os fi- gnos de Aries por diante, cuja figura cfta no outavo céo, è confta de treze eftrellas. Corn. Comm. 8, 67 Os moradores do carneiro são os que habitão na zona tórrida, onde eftá a conftellação Aries, que quer dizer o carneiro que he hum dos doze fignos celeftes. BRIT. Mon. 1, 1. tit. O figno de Aries teve feu pofto no Artes teve le mais alto do céo. Milic. ant. O mesmo que Ariete. LEIT. D'ANDRAD. Mifc. 20, 625 Com hunia certa máquina, à que cha- mavão Aries, que era huma tráve, ou mafto muito gran- de, forrado de ferro; e com argolas, e hum bico ou tofto de ferro admiravel, no qual pegando muitos fol- dados, o levavão de longe correndo, e dava tamanha marrada nos muros, que os abalava e derrubava, e por iffo lhe chamavão Aries, que quer dizer carneiro, que diz Florião do Campo, que toi inventado pelos Fenices no fitio de Cales. {{lema|ARIETA}}. s. f. Mufic. O mesmo que Aria. Brut. Vocab. {{lema|ARIETE}}. s. m. {{Uso|Milic}}. ant. Certa máquina de guerra, for Suppl. mada de huma grande tráve, ferrada no cabo grofjo e ma- cico, e fufpendida no ar com duas cadeias ou graffas cor- das, com a qual os Antigos batião as muralbas e torres. Chamoufe affim por ter na ponta a fórma de huma ca- beça de cafneifo. Do Lat. Aries. acc. na antepenult. Fx. SIN. COELH. Chr. 2, 17, 174 Os drietes pera comba- ter os muros: diz Tertulliano, que he obra dos Car- thaginezes. CAM. Luf. 3, 79 Mina fecreta, ariete forço- fo. Conk. Comm. He vai e vem, inftrumento de guer- ra, chamado ariete, que quer dizer carneiro, porque a modo de carneiro inarra com os muros para os derribar.- BRIT. Mon. I, 1. tit. 19 Rompendo os muros, com os en-<noinclude></noinclude> pdjtbubald1qscyc93d7ig5xmlja29s Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/612 106 257797 562642 2026-09-15T09:09:29Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 404 ARI engenhas, que os Antigos chamárão arietes ou vaivens. Epith. Carregado. CASTR. Ulyff. 10, 74. Cornige- ro. ALV. DA CUNH. Efcól. 21, 1. Expugnador. MATT. Jeruf. 11, 40. Forcofo. CAM. Luf. 3, 79. Groffo. PER. Elegiad. 14, 199 y. Mortal. CASTR. Ulyff. 8, 88. Vio- lento. MATT. Jerul. 11, 43. Aftron. O mefino que Aries. AvELL. Report. 1, 7 E defta maneira começão o verão defde que 'o Sol en- tra em Ariete, que commummente: he aos... 562642 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>404 ARI engenhas, que os Antigos chamárão arietes ou vaivens. Epith. Carregado. CASTR. Ulyff. 10, 74. Cornige- ro. ALV. DA CUNH. Efcól. 21, 1. Expugnador. MATT. Jeruf. 11, 40. Forcofo. CAM. Luf. 3, 79. Groffo. PER. Elegiad. 14, 199 y. Mortal. CASTR. Ulyff. 8, 88. Vio- lento. MATT. Jerul. 11, 43. Aftron. O mefino que Aries. AvELL. Report. 1, 7 E defta maneira começão o verão defde que 'o Sol en- tra em Ariete, que commummente: he aos vinte de Mar- ço. {{lema|ARIETINO, A}}. adj. De carneiro, pertencente ao carneiro. BLUT. Vocab. {{lema|ARIMONO}}. s. m. antiq. Certa efpecie de cadeirinha cober- ta e fechada. BLUT. Vocab. Suppl. {{lema|ARPOLO}}. s. m. Vej. Bariolo. {{lema|ARINTO}}. s. m. Certa cafta de uva branca, de vinba. SAL GAD. Theatr. 2, 9 Que perdendo o mofcatel, O boal, o bom arinto, É o legitimo baftardo, Aproveiteis o rabifco. {{lema|ARIO'S}}. s. m. MACHAD. Cetc. 1, 15 E já nelle [arcabuz] fe mandais, Tambem o arios chantado. {{lema|ARIPAR}}. v. n. pouc. uf. Cavar e joeirar a terra. HIST. TRAG. MARIT. 1, 274 E nellas [ferras de oftras] achei em varias partes muita gente aripando, que he o mef- mo que cavando e joeirando a terra, pera nella pefcar o aljofar. {{lema|A'RISCA}}. form. adv. Vej. Rifca. {{lema|ARISCO, A}}. adj. Afpero, rifpido, intratavel. Propriamen- te fe applica aos animaes e aves. HIST. TRAG. MARIT, 2, 496 Não durou muito efta facilidade de tomar eftes paffaros, porque pondo elles cobro em fi, fe fizerão arif- cos, não le deixando tomar, nem com a mão, nem com o páo. LOB. Ecl. 8 O teu novilho fermofo, Táo crifco, e indomado, Mão de pafto, e mão de arado. GALV. D'ANDRAD. Art. 3, 11 E os cavallos novos, que andão em lição, e os que estiverem afperos e muito arifcos, lhe porão cabeção &c. Mer. Efquivo, de genio ou trato defabrido e pouco amoravel. Das peffoas, EUFROS. 3, 2 Ha algumas mu- theres arifcas, que quando cuidais têlas afidas, fe vos coão de todo o fundamento e obrigação. FERR. DE VASc. Aulegr, 2, 4 Mas effa, que agora vedes, afli arifca, eu vola farei caparreira. PINT. RIB. Luftr. 1, 55 Tor- noufe o Pinheiro para Thomar, e fe de anres o achou aquelle Fidalgo elquivo e arifco, não o achou dalli por diante mais macio. ALBUQ.- Comm, 1, 37 E Arido. Das terras. ALBUQ. Comm. 1, 37 E diffe- the que o fitio de Nabandé era terra areifca, defabafa- da. (affim efcrito) Lise. Jard. 183,9 São os homens femelhantes á natureza das terras arifcas, que no verão recebem agoa do ceo, porém em celfando de chover, huma refte de Sol as fecca de modo, que nenhum fi- nal, nem rafto fica da agoa, que receberão. {{lema|ARISMETICA}}. s. f. antiq. e os feus detivados. Vej. Ari- thmetica. BARR. Orthogr. 184. CONST. DE MIR. II, 7. BARAT. Exempl. 9. {{lema|ARISTARCHO}}. s. m. Nome proprio de bum Grammatico de Alexandria, oriundo da Samothracia, infigne no conheci mento dos verfos, que verdadeiramente erão de Homero. Tomafe efte nome por antonomafia pot. qualquer critico ou cenfor fevero. VEIG. Laur. Ded. Por não fer de Arif- tarchos offendida [2 obra.] Tent. Chr. 2. Prol. Se hou ver alguem, que lendo efta minha obra; além de fer Ariftarcho, tambem fe faça anriquario &c. ALV. DA CU- Nu. Efcól. 6, 6 E ainda que o mundo de propofito fe- ja o Ariftarcho dos grandes, nem por iffo os taes hão de fahir do mefmo mundo. {{lema|ARISTOCRACIA}}. s. f. Efpecie de governo politico, em que o fupremo poder refide em bun confelbo ou fenado, compof- to dos principaes do estado ou por nobreza, ou por capa- cidade e virtude. Do Greg. A pick parua. acc. na penult. FR. BERNARD. DA SILV. Defenf. 1, 28 Aindaque vezes aconteça fer o governo de muitos, que, fenotribua e bons, chamão os Gregos Ariftocracia. VELASC. Acclam. 28 Porque per direito natural, em que efte principio fe funda, não está determinado o modo de governar, nem per Monarchia, fendo por huma fó peffoa; nem per Arif- tocracia, fendo per muitas congregadas em fenado; nem cm Democracia, fendo per todas. Ces. Summ. Introd. Quando a republica fe governa por huma fó cabeça, fe chama Monarchia: quando por muitas nobres e illufttes fe chama Ariftocracia. {{lema|ARISTOCRATICO, A}}. adj. Pertencente à ariftocracia. D. F. MAN. Apol. 152 Porque os governos Ariftocraticos ou Democraticos, como fe executão pelo congreflo de mui- tas vontades &c. D. FERN. DE MEN. Vid. 2, 186 Ou- tros homens] elégèrão o Ariftocratico [governo] que confiite no fenado da nobreza, em que fe multiplica a fugeição, poftoque tenha titulo de liberdade. PARAD. Art. 1, 3, 5. col. 4 E contra a. excellencia da Monarchia [pervaleceo] o governo Ariftocratico. {{lema|ARISTOLOCHIA}}. s. f. Certa planta. He denominada por Linneo Ariftolochia Boetica. Tem a raiz muito comprida, delgada e humas vezes profundamente mettida na terra, e outras reptante e como ferpentante na fua fuperficie. Os rroncos são farmentofos, herbaceos, verdoengos, cy- lindricos e articulados: trepão pelas feves, ou ſe enrof- cão aos arbuftos proximos, c fe elevão a altura de feis até oito pes, e ás vezes mais. Eftes troncos são guar- necidos de folhas alreras, pecioladas, cordiformes, hum pouco pontudas, glabras, mas não luzidias, verdes por cima, e verdes claras ou esbranquiçadas por baixo, com muitas veias reticulares. Obfervãofe ordinariamente nas axillas deftas folhas duas pequenas folhas oppoftas, que nafcem de raminhos ainda não apparecidos, e que são talvez as eftipulas ovaes, rhomboidaes, de que Lin- neo faz menção. As flores são axillares, e nafcem def- de huma até tres em cada axilla, pofta cada huma del- las fobre hum pedunculo fimples, mais ou menos compri- do, e tem o tubo hum pouco curvado. A lingueta he ôval, concava, com huma ligeira tintura de encarnado ef- curo, e terminada por hum fio ou ponta fetacea muito notavel. Efta planta crefce em Hefpanha, nas feves, mou- tas, e-campos de oliveiras, e tambem fe cultiva nos jar- dins. Lat. Ariftolochia. (Ariftoloquia) ant. Ariftologia. acc. na antepenult. ORT. Colloq. 57, 218 Serapio... diz... que zerubet são raizes redondas, femelhantes a aristologia. MADEIR. Meth. 1, 11 Raiz de genciana e de aristolochia redonda. GRISL. Defeng. 3, 18 Ariftolo- chia, rotunda foemina, Diofcorid. lib. 3. c. 4. he da mefima qualidade da Eftralamim. {{lema|ARISTOLOGIA}}. s. f. ant. Vej. Ariftolochia. {{lema|ARISTOTELICO, A}}. adj. Pertencente a Ariftoteles, ou que fegue a doutrina e fyftema philofophico de Ariftoteles. Do Lat. Ariftotelicus. ARR. Dial. 3, 9 Querem Rei Pla- tonico, e não Ariftotélico. SovEK. Hift. 1, 3 Deftas mef- mas palavras Ariftotélicas inferio &c. M. FERNAND. Alm. 2, 1, 17. 11. 69 Os Doutores Parifienfes tambem con- demnárão nos feus artigos os defenfores da opinião Arif- totélica. leza. Subft. Philofopho, que fegue a doutrina on fyftema de Ariftoteles. HEIT. PINT. Dial. 2, 1, 8 A ira, dizem os Ariftotélicos, que he huma pedra d'aguçar da forta- {{lema|ARITHMETICA}}. s. f. Arte de contar, que confidera o vas de contar, que lor e propriedades dos numeros. He huma das partes das Mathematicas. Lat. Arithmetica. ant. Arifmética, acc. na antepenult. FR. SIN. COELH. Chr. 2 22, 198 Em Phe- nicia fe achou a arte da arithmética (fegundo conta Stra- báo. ) Pav, Semm. 3,52 Ỷ A rezáo, que me parece mais propria, he, que fe ha noffo Senhor com nofco, como quando enfinão a meninos arifmética, que o pri meiro, que lhe enfinão, he a faber por arre, o que podião faber muito bem pelos dedos, que he a taboada. FR. BERNARD. DA SILV. Defenf. 2, 15 A'cerca de quem foi o primeiro inventor da arithmética, ha grande con- troverfia entre os autores, porque commummente fe diz, foi Pythagoras. {{lema|ARITHMETICAMENTE}}. adv. mod. pouc. uf. Por arith- mética, fegundo as regras da arithmética. A. FERNAND. Art. 1, 58 Demoftra a mefma quinta, dividida arithme- ticamente. M. Nun. Tr. das Explan. 44, 49 E as [divi- sócs] de mi dividem o tono arithmeticamente. {{lema|ARITHMETICO, A}}. adj. Pertencente d arithmética. Do Lat. Arithmetics. Ces. Summ. 3, 8 Que igualmente dif- ufe da proporção arithmética. VIEIR.. Serm. 4, 4, 2, 6. n. 6o Mas reduzido efte mefmo numero in- numeravel a figutas arithméticas &c. PIMENT. Meth.,2, 31, 438 E fe poderá examinar, fe houve, ou não, erro nas praxes arithméticas das áreas. {{lema|ARITHMETICO}}. s. m. O que fabe on professa a arithmética. ant. Arifmético. BARR. Dec. 3, 5, 6 E como os Arifméticos de dous termos notos tirão hum terceiro por que julgão a verdade da conta proporcional &c. PE- DR. NUN. Geogr. Annot. Reprehende a Prolomeo de mão Arifmetico. CEIT. Serm. 2, 275, 3 Por maneira que af- fim como o Arifnuetico os numeros, que tem divifos cm muitas partidas e contas, os vai incluir e reduzir todos em huma cifra, aflim &c.<noinclude></noinclude> 8gvsq001auh6yjsl2qi012arr5fsnwl Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/613 106 257798 562645 2026-09-15T09:26:07Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ARM {{lema|ARLEQUIM}}. s. m. O graciofo on bobo da comedia Italia- na e tambem dos volatins. Tomafe algumas vezes por volantim. D. F. MAN. Apol. 71 Porque de repente olhan- do para hum creado (arlequim daquelle jogo ) the dif- fe &c. {{lema|ARMA}}. s. f. Inftrumento proprio, ou para offender os ou- tros, ou para nos defender. FERR. Poem. Epigr. 4 Nem arma, nem foldado teve parte No vencimento meu. LOBAT. Palm. 5, 8 Sentio elle na car... 562645 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>ARM {{lema|ARLEQUIM}}. s. m. O graciofo on bobo da comedia Italia- na e tambem dos volatins. Tomafe algumas vezes por volantim. D. F. MAN. Apol. 71 Porque de repente olhan- do para hum creado (arlequim daquelle jogo ) the dif- fe &c. {{lema|ARMA}}. s. f. Inftrumento proprio, ou para offender os ou- tros, ou para nos defender. FERR. Poem. Epigr. 4 Nem arma, nem foldado teve parte No vencimento meu. LOBAT. Palm. 5, 8 Sentio elle na carne à homicida ar- ma. Met. FERR. Poem. Epigr. 8 Pois que lhe deo? oem. Epigr. 8 Pois que. The de [á feminil fraqueza] Ah, deolhe fermofura, Arma,. que terro e fogo inda mais dura. FR. TH. DE JES. Trab, 1, 14, 334 Calar e foffrer he poderofiffima arma para tudo. LoB.-Ecl. 6 E os homens tem a lingoa além das mais, Arma, mais que outras armas perigofa. Arma defenfiva. A que ferve para cobrir e defender o corpo dos golpes das offenfivas, como: capacete, braçal, efcudo, gréva, arnez, bc. GAVI, Cerc. 18, 85 Não le- vando fobre fi arma alguma defenfiva. Cir. Serm. I, 2512 Quem vio meza fervir de arma offenfiva, e de- fenfiva contra inimigos, fenão em efte Sacramento. Arma falfa. Acommetimento ou ataque fingido, 018 para provar os foldados, ou para enganar os inimigos. VIEIR. Serm. 6, 3, 5. n. 96 Mas de fecreto se tocou huma arma falfa &c. 5. n. 96 Mas de fecreto ſe to ca- Arma offenfiva. A que be feita para acommetter e ferir os outros, como: efpada, lança, espingarda, nhão, &c. MEMOR. DAS PROCZ. 1, 29 Sertas, dardos, pedras, e toda outra arma offenfiva de arremeffo. FEO, Tr. 1, 5, 2 A Cruz de Chrifto não fo he efcudo, e arma defenfiva pera nos emparar com clla, mas offenfi- va com os inimigos de nofla alma. Verb. Arrancar... Leño, Report. 8. Eftar em... Da gente de guerra. ARAUJ. Succeff. 2 11. Fogar al- guma (fer deftro no feu ufo, manejala com deftreza) CEIT. Serm. 2, 22, 2. Pôr em... (apreftar, por pron- to para a guerra) FREIR. Vid. 2, 37. Porfe em... Da genre de guerra. FREIR. Vid. 2, 94. Ter a gente em ... D. FERN. DE MEN. Hift. 3, 15, 99. Tirar?. (arran- cala) Leño, Report. 8 . Tocar... (dar final d fol dadefca para fe prevenir ou acudir a algum pofto) CAM. Luf. 3, 48. VIEIR. Serm. 7, 13, 9. n. 474. Co melmo que Tocar...) BRIT. Mon. 1, 1. tit. 3. Serm. 2, 296, 2. A.... CEIT. Amma, arm. Vozes, com que fe avifa aos foldados a pegarem nas armas. Los. Condeft. 8, 38 Se ouve lo- go huma voz, ama, arma, amigos. CASTR. Ulyff. 10, 9 Arma, arma, reperia o fom violento. Prov. DA HIST. GEN. 3, 4, 161. p. 254. c. 4 Arma, arma, he que fe fação preftes para pelajar. Verb. Appellidar... GAVI, Cerc. 15, 68. Bra dar... ROLL. Noviff. 1, 75. Gritar... CASTR. Ulyff. 10, 9. Ouvirfe... MENDOÇ. Jorn. 1, 3. Soar... MAUS. Aff. Afr. 8, 121. Armas. pl. e he como fe ufa mais frequentemente. ORDEN, DE D. MAN. 2, 1 Os Prelados nom devem man- dar que os Clerigos tragio armas, nem as devem tra- zer, porque lhes he de Direito defefo. CAM. Luf. 1, 17 Na terra cautamente apparelhavão Armas e munições. SEVER. Notic. 2, 11, 60 Mandou elRei D. Sebastião, que houveffem officiaes de fazerem armas, guarnecelas, e alimpalas.cies de fazerem armas, Armas de arremeffo. As que fe atirão de longe, co- no: flecha, dardo, &c. MEND. DE VASC. Art 95 v. FREIR. Vid. 2, 169. curtas. As de.que fe ufa para ferir de perto ou corpo a corpo, como: punhal, faca, &c. FREIR. Vid. 4, 13. defenfivas. Vej. Arma. BARR. Dec. 1, 1, 5. BRIT. Mon. I, 1. tit. 24. defefas. As que a lei manda, que fe não tenhão, nem ufem. Os- DEN. DE D. MAN. 1, 60. LEIS, EXTRAV. 4, 21, 13. de fogo. As que fe carregão com polvora, e fe dif-, parão, como efpingarda, piftola, &c. PINT. Rib. Ufurp." 29. M. BERN. Exerc. 2, 6, 9. p. 519. de longe. O mefimo que Armas de arremeffo. VIEIR. Serm. 7, 13, 3. n. 450. de prova. As de melhor tempera e que refiftem a qualquer experiencia. FR. THOM. DA VEIG. Serm. 17, 4, 3. de ventagem. Aquellas, com que fe fica fendo fuperior ao inimigo. Fro, Tr. Quadr. 1, 28, 2. Luz, Vid. Contempl. 5, 2, 211 y.offenfivas: Vej. Arma. HEIT. PINT. Dial. 1, 3, 1. BRIT. Mon. I', 1. c. 19. Armas, met. EUFROS. I, 1 Fazeivos ás armas do foffrimento. CASTR. Ulyff. 2, 11 No peito, côllo, e face delicada, (Que as armas são da propria fermofu ra) Moftra amor qucrer dat mortes mais cruas, Pois leva da belleza as armas nuas. VIEIR. Serm. 1, 11, 1. col. 761 Não tem armas a fraqueza humana, fe as não pede a Deos. Subft. que mais frequentemente fe lhe antepoe. Alteza de...(procza, valentia) MOR. Palm. 2, 75 Apparato de... SABELL. Eneid. 2, 2, 15. Arbitrio das... RIB. DE MAC. Rel. 2, 1. Arrancamento das .... ORDEN. DE D. MAN. 1, 19. Arroido das... BARR. Clarim. 2, 68. Auxilio de... MATT. Jeruf. 4, 66. Belleza das... MEND. DE VASc. Art. 24. Botes das.... PINT. PER. Hift. 2, 52, 151. Calor das... CAM. Luf. 10, 103. Carre- ga das... D. CATH. INF. Regr. 1, 6. Cafo de.... (pe leja, combate) BRIT. Mon. 1, 2. c. 7. Cavalleiro, de... COND. D. PEDR. Nobil. 4, 18. Ceffação de .. RIB. DE MAC. Rel, 1, 1. Cefsão de... MEN. Portug. 1, 52.308. Confusão de ... BRIT. Chr. 6, 1. Copia de... MATT. Jeruf. 11, 29. Corpo ou corpos de... CASTANH. Hift. 2, 11. BARREIR. Chorogt. 182. Cota .de ... Vej. Córa. Sous. DE MAC Ulyilip. 12, 44. VILL. BOAS, Nobi- liarch. 22. Credito das... FREIR, Vid.. 2, 8. Decisão das... Ris. DE MAC. Rel. 2, 1. Defenvoltura.das... . BARR. Clarim. 1, 5a Defireza das... ARR. Dial. 4, 28. Deftruição das TELL. Chr. 1, 1, 16. n. 5. Direito das.. FREIR. Vid. 2, 11. Dureza das... CAM. Eleg. 43. Efcola de... FREIR. Vid. 4, 34. Esforço. das.. MOR. Palm. 2, 102. Eftrépito das... FR. MARC. Exerc.. 11, 51. CASTR. Ulyff. 9, 4. Eftrondo das... ou de ... LOBAT. Palm. 5, 18. GUERREIR. Rel. 5, 2, 1. Exerci cio das FERNAND. Palm. 4, 1. SADE MEN. Mal. 8, 5. Façanbas em... LEão, Chr. de D. J. I. 92. Fa- cha de... Vej. Facha. CASTANH. Hift. 2, 57. Feito ou feitos de... FERN. LOP. Chr. de D. J. I. 1, 23. SA³ DE MIR. Vilhaip. 4, 18. Finczas em... BRIT. Mon. 1, 2. tit. 2. Força de... Goes, Chr. do Princ. 40. CORT. R. Cerc. 13, 229. Fortaleza das ... BARR. Clarim. I, 24. Furia das ... TELL. Chr. 2, 5, 35. n. 10. Furor das... CASTR. Ulyff. 9, 69. Gente ou gentes de ... (foldados) Azur. Chr. 319. CAM. Eleg. 1., 12. Gen- tilezas em... MARIZ Dial. 4, 17.. FREIR. Vid. 2, 114. Governo das... VIEIR. Serm. 6, 3, 6. n. 96. Guarnição de ... BRIT. Chr. 6, 26. Homeni de... (fol- dado) Goes, Chr. do Princ. 54. FR. MARC. Vid. 6, 10. Horror das ... FREIR. Vid. 2, 69. Invenções de ... - GAVI, Cerc, 14, 59. Inundação das... RIB. DE MAC. Rel. 2, 1. Jogos de ... Leão, Defcript. 89. Irmão ent ... (o alliado de outro. Particularmente fe diz dos Reis.) CALV. Homil. 1, 640. F. DE MENDOÇ. Serm. 2, 231, 11. Juizo das ... FREIR. Vid. I, 12. Juftiça das FREIR. Vid. 1, 53. Lança de... DESCOBE. DA FROLID. 11. Manejo das ... MEN. Portug. 1, 2, 52. Mara vilhas em ... MOR. Palm. 1, 9. MENDOÇ. Jofn. I, 7. Meneio das... TELL. Chr. 1, 1, 3. Mingoa de... Sous. COUTINH. Cerc, 2, 1. Multidão de... SABELL. Encid. 2, 18. Official de ... (pagem, que miniftrava as armas nos defafios) LEño, Chr. de D. Aff. IV. 143 . Officio das ... Leão, Defcripç. 89. Ordem de ... Bkir. Chr. z, 16. Pagem de... FR. A. DE S. Don. Vid. 51, 1. Peças de... BARR. Viciof. Vergonh. 22. Peito de ... Vej. Peiro. BRIT. Chr. 6, 20. Peñas de... (caftigo, que pe- la lei fe dá aos que usão de armas defefas) ORDEN. DE D. MAN. 3, 54. Perigo das... CAM: Luf. 4, 8. Pezo das... FREIR. Vid. 2, 71. Poder em... Maus. Aff. Afr. 4, 69 y. Porfia das... Ris. DE MAC. Juiz. 2, 3 Potencia de ... CEIT. Serm. 2, 158, 1. Praça de Vej. Praça. MEND. DE VASC. Art. 71. Prevenção de VIEIR. Voz. 15, 1, 1. p. 7. Provimento de... CES. Summ. 2, 1 Reputação das ... VIEIR. Cart. 2, 1. Ri- gor das... BRIT. Mon. 2, 7. c. 5. Riqueza das... FERNAND. Paim. 3, 90. Rugido das... ou de ... Cas- TANH. Hift. 8, 97. FERR. DE VASc. Ulyflip. 3, 7. Rui- do de... ANDRAD. Cerc. 15, 78, 2. FREIR. Vid. 2, 137. Rumor das... ou de ... Cour. Dec. 7, 10, 3. CASTR. Ulyff. 10, 66. Socego das... RIB. DE MAC. Juiz. 2, 3. Succeffo das... Rie. DE MAC. Juiz. 2. Suf- pensão de... VIEIR. Cart. 2, 76. Terremoto das... ou de... Fr. Six. COELH. Chr. 2, 3, 109. Cour. Dec. 7, 7, 3. Tiros das ... PINT. PER. Hift. 2, 52, 151. Trabalho das.... L. BRAND. Medit. 1, 3, 84. p. 511. Trances das ... BRIT. Mon. 2, 7. c. 15. Trophco das... LOB. Condeft. 18, 26. Tumulto das... BARTH. GUER- REIR. Cor. 2, 20, 365. Valor das... ou nas... CORT. R. Nauft. 13, 151. CASTR. Ulyff 6, 43. Ventura das GOES,<noinclude></noinclude> s3i70h88m6fwc8w6rkgcnwh024yyqb6 Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/614 106 257799 562646 2026-09-15T09:26:44Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 406 ARM Goes, Chr. do Princ. 44. Vigor das... BRIT. Mon. I, 2. c. 23. Violencia das... ou de... MEND. DE VASC. Art. 54 . MEN. Portug. 1, 1, 26. Epith. Afortunadas. ARR. Dial. 4, 24. Aggreffores. Viera, Serm. 7, 14, 2. n. 489. Auxiliares. FREIR. Vid. 2, 8. Bellas. MATT. Jeruf. 13, 11. Botas. FERNAND. GALV. Serm. 1, 34, 2. Caducas. BRIT. Chr. 1, 12. Cortadas. CORT. R. Cerc. 13, 236. Defenfaveis. FERN. Lor, Chr. de D. J. I. 1, 136. Desb... 562646 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>406 ARM Goes, Chr. do Princ. 44. Vigor das... BRIT. Mon. I, 2. c. 23. Violencia das... ou de... MEND. DE VASC. Art. 54 . MEN. Portug. 1, 1, 26. Epith. Afortunadas. ARR. Dial. 4, 24. Aggreffores. Viera, Serm. 7, 14, 2. n. 489. Auxiliares. FREIR. Vid. 2, 8. Bellas. MATT. Jeruf. 13, 11. Botas. FERNAND. GALV. Serm. 1, 34, 2. Caducas. BRIT. Chr. 1, 12. Cortadas. CORT. R. Cerc. 13, 236. Defenfaveis. FERN. Lor, Chr. de D. J. I. 1, 136. Desbaratadas. LOBAT. Palm 5, 54. Desfeitas. Coar. R. Cerc. 13, 236. Defi- guaes, CASTILI. Comm. 2, 23. Defufadas. MATT. Jeruf. 18, 67. Dobradas.. CASTR. Ulyff. 6, 44. Douradas. CAS- TR. Ulyff. 9, 92. ALV. LA CUNH. Efcól. 14, 5. Duras. CAM. Luf. 4, 31. Efplendecentes. FERN. LOP. Chr. de D. J. 12, 34. Excellentes. BARR. Clarim: 3, 108. CAS- TR. Ulyff. 10, 58. Expeditas. MATT. Jerul. 11, 20. Fe- lices. FREIR. Vid. 4, 71. Fementidas. SA DE MEN. Mal. .3., 50. Ferozes. MATT. Jeruf. 20, 41. Ferreas. SA' DE Mas. Mal. 8, 22. Ferrigentas. Leño, Chr. de D. J. I. 58. Finas, CASTR. Uly!l. 4, 98. VIER.. Serm. i, 13, 4. col. 926. Formidaveis. VIEIR. Serm. 5, 13, 5. n. 448. Formofas. BARR. Clarim. 2, 65. CASTR. Ulyff. i, 58. Fortes. BARR. Clarim. 1, 24. CAM. Luf. 1, 63. Fracas. L. BRAND. Medir. 2, 5, 149. p. 288. Frifcas. BARR. Clarim. 1, 30. Fulgentes. CAM. Luf. 3, 107. Furiofas. ARR. Dial. 7, 17. Galantes. Cour. Dec. 7, 1, 11. Glo- riofas. Estaç.. Antig. 95, 10. Gravadas. CASTR. Ulyff. 10, 138. Groffas. CORT. R. Cetc. 13, 230. Guarnecidas. (ben Gavi, Cerc. 4, 13. Homicidas. LOBAT. Palm. 5 8. CASTR. Ulyff. 9, 89. Humanas. ( o contrario de efpirituaes) Luc Vid. 10, 8. Igunes. VIEIR. Serm. 7, 11, 9. n. 370. Impenetraveis, ARR. Dial. 4, 24. SA DE M N. Mal. 9, 10 Infectas de veneno. MATT. Jeruf. 18, 68. Infeftas. CASTR. Ulyff. 10, 10. Inimigas. CORT. R. Naufr. 2, 27 y. Infolentes. CASTR. Ulyff. 3, 83. Inven- civeis. ARR. Dial. 4, 7. Justas. AaR. Dial. 4, 27. Len- tas. FREIR. Vid. 2., 39. Ligeiras. MENT. DE VASO. Art. 96. Limpas. CART. DE JAF. 2, 3, 2. Louças. BARR. Cla- rim. 265.. Luminofas. CORT. R. Naufr. 13, 147. Luf- trofas. BARR. Clarim. 1., 24. CORT. R. Naufr. 12, 139. Lizentes. CAN. Lui. 10, 40. MENDOÇ. Jorn. 2, 3. Lu. zidas. CASTANHOS. Hilt. 7. CORT. R. Cerc. 3, 37. Ma. r. vilhojas. Dias, Paix. 4, 2. Materiaes. So us. Hift. 1, 1, 17. Moleftas. M. FERNAND. Alm. 2, 1, 22. n. 123. Mortaes, CASTR. Ulyf. 1, 58. Naturacs. (defeufas da das pela natureza aos auimaes) Luc. Vid. 10, 8.. Na vaes. (armada) M. THOм. Infúl. 6, 5. Fazin. Vid. 2, 181. Novas MEND. DE VASC. Art. 95 y. Pezadas. CAS- Tk. Ulyff. 10, 54. PURIF. Chr. 1, 3, 4. §. 2. Pias. ARR. Dial. 4, 27. Pobres. L. BRAND. Medir. 2, 5, 149. P. 288 Poderofas. TELL. Chr. 1, 1, 4. n. 2. Polidas. (hem) GALHEG. Templ. 2, 41. Freftes. CORT. R. Cerc. 13, 203. Provadas. M. FERNAND. Alm. 1, 3, 3. n. 51. Proveitofas. CoRT. R. Cerc. 13, 195. Radiantes. CAM. Luf. 6, 79. Refulgentes. Ron. Novi. 4, 49. Relum- brantes. MATT. Jeruf. 16, 4. Reluzentes. MOR. Paim. 2, 158. Los. Condeft. 14, 7. Renbidas. BARTH. GUERREIR. Cor. 4, 84, 689. Refplendecentes. FERNAND. Palm. 4, 37. Ricas. BARR. Clarim. I, 10. Cor. R. Naufr. 12, 139. Rigorofas. Maus. Aff. Afr. 10, 150 y. Rotas. MoR. Palm. I, y. Conr. R. Cerc. 13, 234. Ruilantes. CAM. Luf. 9, 94. Sangrentas. CORT. R. Cerc. 13, 220. San- guineas. CAM. Luf. 3, 23. Sanguinolentas. MOSTEIR. Art. 25, 30, 465. Sanguinifas. MATT. Jeruf. 8, 63. Sobera nas. CAM. Luf. 4, 45. Solidas. Fro, Tr. Quadr. 1, 26, 2. Sonoras. VEIG. Laur. Ecl. 4. Temerofas. VIEIS. Serm. 5, 13, 5. n. 448. Terreftes. (excrcito) VIER. Cart.. I, 137. Terfas. MATT. Jerul. 3, 73. Tintas de fangue. Los. Condeft. 15, 30. Tiunfantes. MATT. Jeruf. 19, 7. Ty- pheas. raios CAM. Lul. 9, 37. Tyrannicas. BARTH. GUERREIR. Cor. 4, 12, 446. Vakrofas. FREIE. Vid. 1, 9. Velhas. VIEIR. Hift. do Fur. 11, 207. Vencedoras. Gouv. Rel. 1, 17. Venturofas. MARINH. Doutr. 19. Vi- Goriofas. SA DE MIR. Cart. 7. TELL. Chr. I, 1, 4. n. 2. Vingativas. CASTR. Ulyff. 7, 123. Violentas. ARR. Dial. 4 30. Viftofas. MATT. Jeruf. 3, 63. Volantes. MATT. Jeruf. 18, 77. .55C1 Adi. e verb. Abalizado nas.. FERNAND. Palm. 13, 89. Abaftado de... MATT. Jeruf. 1, 78. Abolar as ... CASTк. Ulyff. 10, 84. Acudir ds... MAUS. Aff. Afr. 6, 1. FREIR. Vid. 2, 37. Adeftrar alg. nas... MARINH. Doutr. 12. Afiar as... CHAG. Ramilh. 5, 6. Affeiçoado ds... FERNAND. Palm. 3, 89. Aggravado de (carregado) GALHEG. Templ. 2, 86. Amar as GAVI, Cerc. 1, 1. Serm. 1, 99: V. Andar com as... ds coftas. PAIV. nas mãos. VIEIR. Serm. 8, 267. em... contra alg. (andar armado para offendelo) BRIT. Chr. I, 1. nas... (exercitalas, profeffalas) Ros. Vid. 2, 190, 4 Audou nas armas quafi per tres annos antes do baptifmo. Apercibido de... BARR. Cla rim. I, 1. CASTILH. Comm. 2, 39. Apparelbar OLE as... D. CAPH. INF. Reg. 1, 10. CAM. Luf. 1, 17. para alg. c. SABELL. Eneid. 3, 4, 46. Applicar as ... contra alg. ou alg. c. D. HILAR. Voz, 9, 50. Apref- tar as para alg. c. MATT. Jeruf. 7, 37. Arder em ... Maus. Aff. Afr. 3, 36. Arrancar... contra on pa- ra.alg. ORDEN. DE D. MAN. 5, 10. CONST. DE LEIR. 14, 3. Arrebatar as (pegar dellas à prefa) MATT. Jeruf. 3, 11. Arrifcado nas BRIT. Chr. I, 14. Ar- rojar BARRET. Flos Sanct. 2, 174, 2. Avantajado nas.. BARREIR. Chorogr. 44 . Cingir as... MATT. Jeruf. 18, 11. Claro en... CAM. Luf. 10, 104. Co- brife de..(veftirfe) ANDRAD. Cerc. 5, 24, 2. Con- verter as contra alg. ARR. Dial. 3, 22. LEño, Chr. de D. J. I. 97. Coutard alg. CoNST. DE VISEU, 15, 3. Curtido en...BRIT. Mon. I, 3. c. 11. Dado as... BARREIR: Chorogr. 44 y. Darà alg. FERR. Poem. Son. 1, 53. FERNAND. GALV. Serm. I, 113, 1.40 inimigo. Fraf: met. (fubminiftrarlbe coufa, que posa ce- der eux damno proprio) FR. BERNARD. DA SILV. Defent. I 4. contra fi d alg. ou ao inimigo. Co mefmo que Darno inimigo) CART. DE Jar. 2, 241, 2. CASTR. Ulyff. 10, 63. as... Centregalas, rendelas) FERR. Poem, Epigr. 7. Darfe ao excrcicio das ... FR. BERNARD. DA SILY. Defenf. 2, 15. Deitar de fi as... MEND. DE Vasc. Art. 65. Deixar as...(retirarfe da milicia) SA- BELL. Eneid. 2, 4, 48. PER. Elegiad. 8, 114. Dxpor as MARINH. Doutr. 2. MATT., Jeruf. 8, 85. Defaferrar as... Lov. Condelt. 16, 28. Defapercebido de AL- BUQ. Comm. I, 64. Defapertar as... Maus. Aff. Afr. 10, 157. Defenvolto nas para alg. c. Azus. Chr. 3, 14. CASTANH. Hift. 1, 14. Defpejado de ... ALBUQ. Comm. 3, 47. Defpir as... SABELL. Eneid. 2, 3, 31. VIEIR. Serm. 2, 5.3. n. 145. à alg. (defpojalo dellas) SABELL. Eneid. 17, 82. Defpoiar as... à alg. SABELL. Eneid. 1, 7, 82. alg. das... LIMP. Fug. 6, 4, 162. col. 2. Deftro em ... ou nas... CORT. R. Naufr. 9, 89 y. BRIT. Chr. 1, 14. Embotar as... ARAUJ. Succeff. 3, 29 Fez evidente prova de que as le- tras não embotão as armas. de alg. M. BERN. Flo- rest. 4, 5, 366. Eminente nas ... CORT. R. Naufr. 13, 148 y. Empregarle nas... Maus. Aff. Afr. 9, 144 . Empunbar CHAG. Cart. 2, 259. Entregar as... (rendelas) SABELL Eneid 2, 4, 57. MENDOÇ. Jom. 1, 6. Esbulbar alg. das... Sous. COUTINH. Cerc. 2, 2. Efcalavrarfe com as fuas mesmas... Fraf. met. (maltra- tarfe a fi mesmo.) BERN. Lim. Ecl. 9. Efcoimado nas... FERR. DE VASc. Aulegr. 4, 2. Esforçado em...ou as ... CORT. R. Nauft. 13, 150. PINT. PER. Hift. 1, 12, 53. por... CAM. Luf. 4, 100. Efgrimir...M. BERN. Pão partid. 2, 6. Eftar com as... nas mãos. (ef- tar em actual exercicio de guerra) BRIT. Mon. i, 2. tit. 2. en... acharfe a foldadefca prevenida e forma- da em fes polos para alguma acção militar) GAvI, Cerc. 13, 45. Excellente emou nas. . . CAN. Luf. 4, 8 ESTAÇ. Tr. 1, 20. Excrcitado nas ... Ma FIN11. етт Doutr. 12. VIEIR. Serm. 6, 9, 4. n. 272. Exer- citat as..(fegnir a milicia). Mon. Dial. 2, 23. MAUS. Aff. Afr. 2, 23. (jogalas) MoR. Palm. I, 2. alg. c. MoR. Palm. 2, 102. Exercitarfe nas... BRIT. Mon. I 1. tit. 4. Experimentado cm... B. ESTAÇ. Rim 22 . Falfar as... á alg. BARR, Clarim. I, 18. LOBAT. Palm. 5, 40. Fazer... (fabricalas) BRIT. Mon. I, I c. 19. SEVER. Noric. 2, 11, 60. (juftar, fazer forncios e outros exercicios de guerra por divertimento e efpectaculo) Leão, Chr. de D. J. I. 96. com alg. (pelejar, comba ter com elle) Mor, Palm. 2, 112. Favorecer as... de alg MAUS. Aff. Afr. 8, 120 . Fazerfe ás ... (coftunarfe ao feu exercicio) EUROS. I, 1. Feito ás... (cojtumado d milicia) CAM. Luf. 10, 155. Ferver ent... Dos lugares. (fazer grandes apercebimentos de guerra) FREIR. Vid: 4, 10. VIEIR. Serm. 12, 8, 3. n. 197. Florecer nas.. Cany. Homil. 2, 529. Forjar... BARR. Viciof. Vergonh. Prol. CASTR. Uly 10, 44. Fornido de ... ARR. Dial. 2, 5. Forta- lecido cont.. Luz, Serm. 2, 2, 4. col. 4. mal de. BкIT. Chr. 6, 29. Forte em ... COND. D. P DR. Nobil. 11, 87. SA DE MEN. Mal. 9, 18. Fulgurar nas... CASTR. Ulyff. 8, 55. Fundir... VIEIR. Serm. 8,<noinclude></noinclude> fnsro46kr2dkfpxjx68xjwsbj1k8g64 Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/615 106 257800 562647 2026-09-15T09:27:19Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ARM 8, 139. Governar as (fer o General dellas) ARAUS. Succeff. 2, 12. VIEIR. Serm. 7, 14, 5. n. 508. Gaar- necer alg, lug. de... CASTR. Ulyff 9, 8. TELL. Chr. 2, 4, 36. n. 4. Guarnecerfe com... Das peffoas. D. CA+ TH. INF. Regr. Prol. de MOR. Palm. 2, 55. CASTR. Ulyff 10, 39. Illuftre em.. CAM. Luf. 10, 67. BRIT. Mon. I, I, tit. 4. Invito nas... MEND. DE Vasc. Art. Aos leit. Jogar as... (pelejar, combater com ellas) Gouv. Rel 3, 1. AM... 562647 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>ARM 8, 139. Governar as (fer o General dellas) ARAUS. Succeff. 2, 12. VIEIR. Serm. 7, 14, 5. n. 508. Gaar- necer alg, lug. de... CASTR. Ulyff 9, 8. TELL. Chr. 2, 4, 36. n. 4. Guarnecerfe com... Das peffoas. D. CA+ TH. INF. Regr. Prol. de MOR. Palm. 2, 55. CASTR. Ulyff 10, 39. Illuftre em.. CAM. Luf. 10, 67. BRIT. Mon. I, I, tit. 4. Invito nas... MEND. DE Vasc. Art. Aos leit. Jogar as... (pelejar, combater com ellas) Gouv. Rel 3, 1. AMARAL, Serm. 158, 1. (efgrimir com as efpadas pretas a fim de exercitarfe on moftrar deftreza ) ARn. Dial 10, 63. SEVER. Difc. 24 com as... AZEV. Correcç 13, 2. p. 231. das (menealas, fazer ufo dellas) PAIV. Serm. 27. BRIT. Mon. 1, 2. c. 27. Lancar as... de fi. Charfe por vencido, renderse ao inimigo) SABELL.. Eneid. 2, 4, 57. FR. A. DE S. DOM. Vid. 48, 1. Largar as ... depolas, defiftir do combate ) Sous. Hift. 1, 1, 22. TELL. Chr. 1, 2, 25. n. 4. Levantar... contra alg. BRIT. Mon. 1, 1. tit. 3. Levantarfe em... (fublevarfe em guerra) Loe. Condeft. 10, 52. Levar BARR. Dec. 1, 1, 5.das... (tirar por ellas para bri- gar) Cair. Serm. 1, 3. Lograrfe das... ufar ou fervirfe dellas) Sous. COUTINи. Cerc. 2,4 Manejar as ALV. DA CUNH. Еfcól. 21, 2. Meucar as ... BRIT. Mon. 2, 7. c. 21. TELL. Chr. I, 2, 1. n. 8. contra alg. BRIT. Mon. 1, 3. c. 17, Metter... nas mãos a alg. Cas. Summ. 2, 3. Metterfe em ... o mefmo que Porfe em...) CART. DE JAP. I, 444, I. Mo- ver (menealas) SABELL. Eneid. 2, 4, 58. MAUS. Aff. Afr. 1, 6. ou as contra alg. (decla- rarlbe a guerra.) BRIT. Mon. 1, 3 c. 10. Gouv. Rcl. 3, 9. Negar as... à alg. Luz, Tr. do Defej. 6, 4. Obrigar alg. com... FERR. Poem. Ecl. 1. Ornado de ... ANDRAD, Cerc. 14, 70, 3. Pegar das... ou nas... SA DE MIR. Cart. 4, 2. M. BERN. Exerc. 2, 6, 2. p. 403. Pendurar as Los. Condeft. 17, 17. Perder as ...feremlhe tomadas por juftiça) ORDEN. DE D. MAN. 5, 78. Poderofo de... ou nas... Sous. Hift. 1, 2, 41. PARAD. Art. 2, 16, 104. col. 3. Por em... (apref tar, por pronto para a guerra) CASTILH. Comm. 2, 24 Y. LOB. Condeft. 15, 70. Porfe em...(prepararfe pa- ra a guerra, ordinariamente defenfiva) D. FERN. DE MEN. Hift. 3, 71, 157. VIEIR. Serm. 8, 452. contra alg. D. HILAR. Voz, 10, 52 y. F. DE MENDOÇ. Serm. 2, 54, 27. Poffaute em... MATT. Jeruf. 10, 39. Prezado ent... COND. D. PEDR. Nobil. 7, 64. Primorofo em PINT. PER. Hift. 1, 12, 53. Profeffar as ... feguir a milicia) TELL. Chr. 1, 1, 32. n. 3. AMARAL, Serm 24, 14. Provar... abf. (tentar a forte dellas) Luc. Vid. 10, 8. LOB. Condeft. 15, 80. com alg. ou contra alg. BRIT. Mon. 1, 2. c. 23. LOB. Cort. 13, 127 Prover alg. ou alg. c. de... DIAS, Paix. Confid. 4, 2. BRIT. Mon. 1, I. tit. 24. Provocar alg. de... ( defa- falo) PINT. PER. Hift. 2, 39, 113 . Rebater d alg. CALV. Homil. I, 244. Render as ... abf. (darfe, por vencido) BRIT. Mon. I, 3. c. 11. FERNAND. GALV. Serm. 2, 60, 3. a alg. Pais. Serm. 1, 11. ARR. Dial. 9, 17 aos pés de alg. TELL. Chr. 2, 5, 38. n. 2. Revestido de GREGOR. DE ALMEID. Reftaur. I, 8. Reveftir as... MATT. Jeruf. 1, 72. Revolverfe.cnt... Dos lugares. LOBAT. Palm. 5, 13. Romper as... à alg. BARR. Clarim 3, 104. Sabir em... (fabir armado) Maus. Aff. Afr. 3, 40. Scintilar nas. Das peffoas. CASTR. Ulyff. 9, 73. Seguir as... (profeffalas) BARR. Clarim. 1, 15. BRIT. Chr. 2, 2. Sinalado nas, .. BRIT. Chr. 6, 1. Soffrer as... ALBUQ. Comm. 2, 15 E com a grande calma não podião foffrer as armas. para a guerra. FR. Sx. COELH. Chr. 2, 2, 101. Soltar as... (depolas) MARINH. Doutr. 2. Soltas as... ( deixadas por cobardia ou medo) ARR. Dial. 4, 15. BRIT. Mon. 1, 3. c. 12. Sublimado nas... MATT. Jeruf. 5, 9. Sufter ESTAT. DA ORD. DE SANTIAG. 5 Com que parece que pudérem razoadamente fufter arntas e cavallo. Ter as... nas mãos. Luz, Serm. 2, 141, 3. Tirar... (ar- rancalas) ORDEN. DE D. MAN. 5,. 10. Tirar as...a alg. CALV. Homil. 1, 706. Luz, Serm. 2, 107, 4. To- mar (ufar ou fervirfe dellas) CORT. R. Cerc. 13, 204. BRIT. Mon. 2, 11. c. 1. as (exercitalas, fer foldado) PINT. PER. Hift. 2, 7,20 Emidade, em que começa a tomar as armas. (pervenirfe, lançar mão dellas para pelejar) CAN. Luf. 3, 50. Luc. Vid. 1, 14. á alg. (fazerlhe apprehensão, dellas por juftica) D. CATH. INF. Regr. I, 5. ALBUQ. Comm. I, 65. contra alg. (declararfe fen inimigo, fazerlhe a glierra) Luc. Vid. 1, 15. BRIT. Mon. 1., 1. tit. 17. na mão ou nas mãos. CASTILи. Comm. 2, 22 y. F. DE MENDOÇ. Serm. 1, 1, 1. Tratar as...(jogalas, cf grimilas FR. SIM. COELH. Chr. 2, 17, 174. FERNANDI Palm. 3, 89. das ... Luc. Vid. 10, 22. Trazer ORDEN. DE D. MAN. 5, 78. CORT. R. Naufr. 5, 51 . as... as coftas. FERNAND. GALV. Serm. 1, 28, 4. Luz, Tr. do Defej. 6, 4. nas mãos. FER- NAND. GALV. Serm. 3, 162, 3. Valerofo nas... FER- NAND. Palm. 3, 88. ARR. Dial. 4, 12. Velar as ... (guardalas, fazendo fentinella ao pe dellas, fem as per- der de vifta; fegundo o coftume antigo, o que havia fet armado cavalleiro obfervava cfta ceremonia na noite ante- cedente ao dito acto, e ifto communimente em alguma Igre- ja) BARR. Clarim. I, II. MOR. Palm. 1, 11. Verjado HAS... CALV. Homil, 1, 294. Veftido de... Ros. Hift. 2, 164, 4. Vizia. Serm. 5, 13, 5. n. 446. Veftir as 1. (armarfe ) BARR. Dec. 1, 1, 1. CORT. R. Cerc. 12, 182. Veftirfe com... Luz, Serm. 2, 91, I. de... D. CATH. INF. Regr. 1, 6. ANDRAD. Inftit. 95 nas... CAM. Luf. 9, 94. Vir ás... (começar a guerra ou a peleja ) FERR. DE VASC. Aulegr. 4, I. LEão, Defcripç. 71. Volver as... contra alg. CASTI- L. Comm. I, 3. Ufar as ... (cxercitalas) AzUR. Chr. 3, 27. SA DE MEN. Mali 5, 47. de... FR. GAST: DA CRUZ, Tr. 2, 3. SA DE MEN. Mal. 9, 20. Armas, armas. O mefmo que Arma, arma. BARR. co Dec. 2, 4, 1 Dado o final da partida, que efpcravão, em que as tromberas e artilharia, ao arrincar dos ba- teis, cantárão o feu, armas, armas. CORT. R. Cerc. 5. 62 Por armas bramio, armas, armas gritão. MEND: PINT. Peregr. 40 Bradou [o Capitão] por vezes, armas armas. Armas brancas. As que crão de aço ou ferro bran- queado ou prateado; de que antigamente ufavão os ca- valleiros ou bomens de armas, cobrindofe com ellas defde a cabeça até aos pés, a faber com morrião on capacete, cont vifeira, com peito e efpaldar, com manapolas, grevas, &c. MOR. Palm. 1, 11 Armados de armas brancas. AL- BUQ. Comm. 1,29 Havia também muitas terradas... chêas de artilharia miuda, e gente armada de laudeis d armas brancas. Maus. Aff Afr. 8, 123 Quando fe en contrava C'hum Mouro d'armas brancas guarnecido. Homem de armas. Cavalleiro, fegundo o ufo anti- go, armado de armas brancas ou de ponto em branco. FERN. LOP. Chr. de D. J. I. 2, 200 Efcolheo Pedreannes Lo- bato, que dos bons homens de armas havia conhecimen- to &c. BRIT. Chr. 2, 26 E fazendo teffenha geral fe achárão... feifcentos mil infanres, e cem mil bomens de armas, tudo gente valerofa. SEVER. Notic: 2, 7, 46 Os homens de armas erão principalmente os fidalgos del Rei; a que tambem chamavão vallallos, os quaes erão obri- gados a fervir com certas lanças, por cada huma das quaes lhe pagava el Rei certa quantia de libras. A forca de... ou por força de... form. adv. Guerreando ou pelejando. Azua. Chr. 3 i Em nenhu ma efcrirura fe achará, que em tao breve tempo huma rão notavel e tão grande cidade foffe filhada por força d: armas. Luc. Vid. 1, 12 Pelejando com os Mouros to- mou por força de armas a fortaleza. BRIT. Mön. 1, 1. tit. 22 Chegarão a forca de armas ao poço. Armas. met. Milicia ou arte da guerra. ORDEN. DE D. MAN. Prol. Afli como as leis com a força das armas fe manrem, afli a arte milirar com ajuda das leis he fegura. BARREIR. Chorogr. 44 Se hum Rei não for dado as armas, pouco preço terão os avantajados nellas. CAM. Luf. Com que tu, clara Grecia, o céo pe- hetras, E não menos por armas, que por letras. Expedições bellicas, proezas on. façanbas militares: FERR. Poem. Son. 1, 52 Aqui o tronco nafeeo, que em roda a parte, Dco gloriofos ramos de honra e glo ria, Nas armas e efquadrões do fero Marte. CAM. Luf. 3, 23 Que por armis fanguineas, força, e manha, A muitos fez perder a vida e a terra. FERNAND, Palm. 3, 88 Geração tão antiga na nobreza, como abalizada has armas, Tropas, exercito armado. BRIT. Chr. 2, 2 Lame- go, cujo Rei havia poucos annos, que vencido polas armas Portuguezas, acccitata à fé Catholica. FREIR. Vid. 2,8 Offerecendolhe [aos Reis vizinhos] as arthas de feu Principe. VIEIR. Serm. 7, 14, 5. n. 508 Para dar calor e alento ás fuas armas, as quiz governar de mais perto. Defenfas naturaes dos animaes. Tambem fe ufa no fin-<noinclude></noinclude> l14jy970p39x3cl74bwhcxeg6ozf3zk Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/616 106 257801 562648 2026-09-15T09:28:11Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 408 ARM fingular. FERR. Poem. Epigr. 8 E a todas as mais féras Deo fu'arma e fua força a natureza. CORT. R. Naufr. 9, 94 E ambos [os carneiros] De retorcidas ar- mas bem providos. Dias, Paix. Confid. 4, 2 Aos ou- tros, animaes proveo a natureza de armas pera fua defen- sáo. Armar. Infignias, de que usão as familias nobres em feus efcudos para fe diftinguirem bumas de outras. Tam- bem fe dá eite nome ao mefmo efcudo. LoB. Cort. 2, 16... 562648 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>408 ARM fingular. FERR. Poem. Epigr. 8 E a todas as mais féras Deo fu'arma e fua força a natureza. CORT. R. Naufr. 9, 94 E ambos [os carneiros] De retorcidas ar- mas bem providos. Dias, Paix. Confid. 4, 2 Aos ou- tros, animaes proveo a natureza de armas pera fua defen- sáo. Armar. Infignias, de que usão as familias nobres em feus efcudos para fe diftinguirem bumas de outras. Tam- bem fe dá eite nome ao mefmo efcudo. LoB. Cort. 2, 16 Armas erão as infignias, que os Reis e Emperadores davão aos feus para fer conhecida fua nobreza, confor- mandofe na figura dellas com a qualidade dos fucceffos, por onde as merecerão, com a antiguidade do fangue, donde, defcendião. VERA, Nobrez. 4 Defta antiguidade cdas eftaruas e imagens naceo depois o ufo das armas nos escudos, fellos, refpofteiros, que os Nobres rem em final, memoria, e reprefentação de fuas nobrezas e das façanhas de feus antepaffados. SEVER. Notic. 3, 3, 91 As armas das familias Romanas forão as imagens e ef- tatuas de feus maiores, que nos pateos a entrada das cafas &c. fe n Da mesma forte fe nomeão as dos Reis, Reinos, Provincias, Cidades, Ordens Religiofas,, &c. CAM. Luf 1,7 Na qual [victoria] vos deo por armas, e deixou As que elle [Chrifto] pera fi na cruz.tomou. CORR. Comm. Mottra o Poeta como Chrifto, noffo Senhor, foi autor das armas de Portugal. FR. BERNARD. DA SILV. Defenf. 2, 11 É dizem os Rabbinos, trouxêrão os filhos d'Ifrael eftas armas em fuas bandeiras. Sous. Hift. I, 2, 38 E pofta fobre elles foffos] à face huma pedra fi- nalada das armas da Ordem fem outra memoria... Subft. que fe lhe antepoe no fobredito fignificado. Brasão de... Vej. Brasão. Efcudo de... Vej. Efcudo. -Rei d... Vej. Rei. Timbre de.... Vej. Timbre. Armas da ferra. T. de Carpinteiro. Os dous teftil- los de faia, ou de bordo, em que fe pega. BLUT. Vocab. Suppl. Adag. A arma, com que te defendes, a teu inimi- -go a não empreftes. DELIC. Adag. 153. A arma e o alguidar não fe hão de empreftar. DELIC. Adag. 153. ha de prova O prudente rudo ha de provar antes de armas tomar. BLUT. Vocab. Suppl. {{lema|ARMAÇAO}}. s. f. Acção e effeito de armar com pannos, cor- tinados, &c. CART. DE JAP. 2, 131, 4 O refto do dia fe gaftou em continuar as armações, que eftavão começa- das pera a procifsão de Pafcoa &c. Todo o tecido, com que fe armão as cafas, Igrejas, &c. pra ornato; como: pannos de armar, cortinas, ref- pofteiros, volantes, tafetás, paffamanes, &c. BRIT. Chr. 2, 9 Sem nenhuma armação mais que as paredes lim- pas. CALV. Homil. 2, 142 He neceffario veftir paredes com armações cuftofas. Sous. Vid. 1, 10 Nas paredes no havia panno, nem armação, nem pintura, nem pai- nel. Epith. Curiofa. F. DE MEDOÇ. Scrm. 2, 93, 19. Cuftofa. BRIT. Chr. 1, 5. Exquifita. M. GODINH. Rel. 6, 23. Grande. CALV. Homil. 1, 424. Preciofa. TEL. Chr. 2, 6, 6. n. 14. Rica. BRIT. Chr. 6, 31. Vijtafa. TELL. Chr. 1, 2, 2. n. 2. O conjunéto das principacs peças, fobre que fe arma algum artefato ou edificio. CASTANH, Hift. 3, 11 E an- tr'ellas [náo] eltava huma quilha com codafte, e roda, e muira liação já pofta, que dizião os nollos, que aca- bada feria de mil e duzentos toneis, fegundo o funda- mento da armaão. PINT. PER. Hift. 2, 39, 114 Eftava o remplo de São Domingos... já. todo detroido, com as armações derribadas, fem ter em pé que a abobeda da capella. GUERREIR. Rel. 2, 3, 2 Sem nella [cafa] ficar em pé mais que os eftèos e armação da madeira. Armação dos offos. Contextura, com que fe ligão buns com outros. EUFROS. 2, 7 Sou eu parvo, que me ha de enganar huma rapariga, que não tem mais que a arma- ção dos offos. Gouv. Rel. 3, 2 Chegou o frio a fer tão grande, e cahir neve em ranta multidão, que muitas peffoas ficarão alejadas dos pés, a outras ficarão os de- dos delles com a armação dos offos fomente.. Sous. Hift. 11, 27 Acharão que de alto abaixo ficára moida e defconjuntada quafi roda a armação daquelles offos ve- lhos e cançados.. Acção de fe apparelhar ou apreftar para fazer guer- ra. Azur. Chr. 3, 32 Antre as muiras. partes, que fe determinão acerca da volla armação. D. FERN. DE MEN. Hift. 3, 65, 151 Com que a armação não teve effeito, e fó fervio de defcobrir o intento dos inimigos. Aprefto, apparelbo das embarcações, principalmente de guerra. FERN. Lor. Chr. de D. J. 1. 2, 144 Se ga- lé hão de armar, que de Caftella vem os galeotes, e os dinheiros pera a armação. ALBUQ. Comm. 2, 50 Mas antes tinhão parte naquella armação, que havia de cftar à fua obediencia. ANDRAD. Chr. 2, 29 Feita a armação com muitos coffarios, com que podia fazer muiro damno. Mer. CEIT, Serm. 1, 51, 2 Se [olhais] pera as cadeiras e bofetes, tudo armações de jogo. VIEIR., Serm. 6, 9, 3. n. 267 Boa materia fe me offerecia agora pa- ra fallar das durezas ráo crueis, e das agudezas tão fub- tis, e das armações, rão bem armadas deftas armas da ty- rannia.ro Livro da armação. Livro ou matricula, em que au- tigamente fe aliftava a gente das armadas. SeveR. Notic. 2, 14, 69 O Anadel mór tinha cargo de os mandar af- fentar neftes livros, que chamão de armação, s Armação. Armar. Conftrucção do efcudo de armas. MENDOÇ. Jorn. 1, 2 No que diz, que el Rei mandou logo pera effe effeito fazer a coroa cerrada ao modo do Emperador, tambem fe engana, que ja dantes ufára del- la nas armações ordinarias o mefmo Senhor. Armação. Pontas ou armas naturaes dos animaes cor nigeros, como bois, veados, &c. BARR. Dec. 2, 5, 1 Porque a armação dos novilhos the efcachava muito as queixadas. Luc. Vid. 7, 18 Achou alli huma armação de veado. Fr. CASE, DE S. BERNARD. Itin. 11 Carneiro de cin o quartos fem armação. T. da pefcaria Difpofição das redes e mais appare- lhos para a pefcaria. PREST. Aut. I, 74 Mas eu me qui- mais com armação de arús, porque me fazia mais ao cafo. FR. NIC. DE OLIVEIR. Grandez. 2, 5 Das quaes [lampreas] houvera igual pefcaria á dos faveis, fe o rio nio levára ranta agoa, que não deixa lugar pera fe faze- rem as armações. TELL. Chr. 2, 3, 29. n. 7 Chegou [o P. Gonçalo Vaz] a huma armação de atuns, não para le recrear com fua vifta, mas &c. ARMADA. s. f. Corpo ou quantidade de embarcações ou dos de guerra, conjunto das forças maritimas de alguma potencia. Can. Luf. 3, 86 Foi das valentes gentes aju- dido Da Germanica armada, que paffava. ARR. Dial. 4, 24 E chegarão com fuas armadas aonde fe não ef- perava poderem chegar. Luc. Vid. 2, 20 Onde e por- que le póde melhor avenrurar huma armada, que pela defensão da fé Subit. Apparelho da... GREGOR. DE ALMEID. Ref- taur. 2, 15. Aprefto da... TELL. Chr. I, I, II. n. 4. Bofque de... poet. CASTR. Ulyff. 10, 138 Occupem todo o amor bosques de arinadas. Corpo da... FREIE. Vid. 1, 36. Deftroço da... CASTILH. Comm. 1, 16.. Fornimento da... Sous. COUTINH. Cerc. 2, 6. Provimen to da... ALBUQ. Comm. i, 34. Troço da... FREIR. Vid. 1, 30. Vafilbas da... FREIR. Vid. 4, 61. Epith. Amiga. CaSTR. Ulyff. 7, 118. Apercebida de tudo neceffario. MACHAD. Cerc. 1, 6 y. Apparelhada, (bem) ANDRAD. Cerc. 10, 47, 1. Bella. Can. Oit. 8, 27. Bellicofa. CORT. R. Naufr. 13, 149 . Bizarra. CAR- Dos. Agiol. 3, 223. Cançada. CASTR. Ulyff. 1, 25. Cón- fideravel. MERCUR. de Jan. de 665. Copiofa. ANDRAD. Cerc. 12, 62, 2. BRIT. Mon. 1, 1. tit. 19. Cruel. AN- FRAD. Cerc. 2, 8, 1. Cuftofa. PINT. Per. Hift 2, 54, 161. Desbaratada. PINT. PER. Hift. 2, 29, 59. Defini dada. CASTR. Ulyff. 2, 26. Deftruida. PER. Elegiad. 4,. 56. Dura, CAM. Luf. 5, 45. Embandeirada. Leão, Chr. de D. J. I. 86. Famofiffima. BRIT. Mon. I, 2, tit. 4. Fera. CAM. Luf. 10, 35. Florentiffima. ALV. DA CU: H. Efcol. 8, 10. Formofa. BARR. Dec. 1, 5, 1. CAN. Luf. 3, 88. Forte. CAM. Luf. 1, 62. Fraca. CAM. Luf. 10, 35. Gloriofa. Leão, Chr. de D. J. I. 87. SA DE MEN. Mal. 10, 91. Grande. CAN. Luf. 8, 18. Groffa. Goss, Chr. do Princ. 10. CAM. Eleg. 1, 12. Guerreira. LEM, Cerc. 3, 2. Léda. CAM. Luf. 2, 74. Ligeira. CORT. R. Naufr. 14, 174. Livre. Los. Condeft. to, 47. Luftrofa. Leão, Chr. de D. J. I. 87. Luzida. Leño, Chr. de D. J. I. 86. Naval, VIEIR. Cart. 1, 136. Nobre. ANDRAD. Cerc. 6, 27, 1. Nova. CAM. Luf. 8, 18. VIELR. Catt. 2, 38. Numerofa. GUERREIR. Rel. 33, 3. SA DE MEN. Mal. 47. Pequena. M. THол. Inful. 1, 18. Petre- chada. CARDOS. Agiol. 3, 225. Piratica. BARTH. GUER- REIR. Jorn. 1. Poderofa. BARR. Dec. 1, 5, 1. CASTR. Uly 7, 116. Potente. CovT. Dec. 5, 5, 6. SA DE MEN. Mal. 5, 73. Prenhe de armas. CASTR. Uly. 10, 53. Profpera. PINT. PER. Hift. 2, 32, 90 Providá. (bcm) AN- DRAD. Cerc. 4, 19, 3. de gente e apparato de guer-<noinclude></noinclude> goqm58u1qk93lod9425nc5ati65coj1 Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/617 106 257802 562655 2026-09-15T09:51:06Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ARM ra, Bair. Mon. 1, 1. tit. 19. Pujante. PINT. PER. Hift. 1, 22, 86. Rota. PER. Elegiad. 4, 56 y. Segura.. Los. Condeft. 10, 47. Soberba. ANDRAD. Cerc. 14, 70, 2. COUT. Dec. 5, 5, 6. Subtil. CORT, R. Naufr. 14, 174. Temida. Sa DE MEN. Mal. 1, 30. Trifte. CAM. Eleg. 1o, 1. Valente. PINT. RIB. Defeng. 28. Vencedora. SA DE MEN. Mal. 5, 33. Ufana. ANDRAD. Cerc. 14, 70, 2. Victoriofa. PINT. PER. Hift. 2, 21, 58. CASTR. Ulyff. 2, 4. sades... 562655 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>ARM ra, Bair. Mon. 1, 1. tit. 19. Pujante. PINT. PER. Hift. 1, 22, 86. Rota. PER. Elegiad. 4, 56 y. Segura.. Los. Condeft. 10, 47. Soberba. ANDRAD. Cerc. 14, 70, 2. COUT. Dec. 5, 5, 6. Subtil. CORT, R. Naufr. 14, 174. Temida. Sa DE MEN. Mal. 1, 30. Trifte. CAM. Eleg. 1o, 1. Valente. PINT. RIB. Defeng. 28. Vencedora. SA DE MEN. Mal. 5, 33. Ufana. ANDRAD. Cerc. 14, 70, 2. Victoriofa. PINT. PER. Hift. 2, 21, 58. CASTR. Ulyff. 2, 4. sades Verb. Aferrar a... o fundo. ANDRAD. Cetc. 20, -109, 1. Alojar a... em alg. lug. Leño, Chr. de D. J. L. 9o. Andar a... em alg. lug. SEVER. Difc. 1, 17 V.de ..., Da gente de guerra. BARR. Dec. 2, 7, 10. Cour. Dec. 4, 1, 2. Aperceber... PINT. PER. Hift. 2, 13. Apparelhar a... Sous. COUTINH. Cerc. 2, 6. ALBUQ. Comm. 1, 9. Apreftar ... FREIR. Vid. I, 34. Armar... contra alg. S. ANN. Chr. 1, 34, 193. para algum fim. PARAD, Art. 1, 19, 45. col. 1. Aven turar a... Luc. Vid. 2, 20. Baftecer a... FREIR. Vid. 4, 25. Carpar a... FREIR. Vid. 4, 83. Commetter. a.. ALBUQ. Comm. 1, 32. Concertar a..ALBUQ. Comm. 1, 12. Dar fundo a... MERCUR. de Agoft. de 666. Dei- tar... Gouv. Jom. 1, 9 E deitava armadas, que def- tuião as nollas..a...para o pego. Ca. Luf. 5, 73. Derrotar a... VIEIR. Serm. 6, 12, 3. n. 347. Defafer- rar a... do porto. FREIR. Vid. 1, 37. Defamarrar a... FREIR. Vid. 4, 60. Defapparelharfe a... Cour. Dec. 77, 6. Defbaratar a... FREIR. Vid. 4, 28. Defcom- por a... VIEIR. Serm. 3, 14, 2. n. 580. Defpedir a... PINHEIR. Summat. 17. Deftroçar, a... CASTR. Ulyff. 2, 26. FREIR. Vid. 2, 6. Deftruir a...ALEUQ. Comm. 1, 31. CASTANH. Hift. 8, 3. Embandeirar a... Cour. Dec. 5, 7, 10. Engroffar a... FREIR. Vid. 2, 87. Enviar a... d alg. lug. ALBUQ. Comm. 2, 17. Efpathar a... Da tormenta. FR. GASP. DA CRUZ, Tr. 9 (Chr. dos Reis de Ormuz) Efpalmar a... CASTANH. Hift. 3, 135. Eftar a... fundada fobre ancoras. CASTR. Ulyff. 5, 94. a pique. GIL Vic. Obr. 4, 195. HEIT. PINT. Dial. 1, 65. de... Das peffoas. EUTROS. 1, 3. Fabricar.... VIEIR. Serm. 10. do Rof. 23, 3, 291. Fazer... abf. FR. GASP. DA CRUZ, Tr. 25, 5. para algum fim. (ap- parelhala) AzuR. Chr. 3, 30. F. ALv. Inform. 1. Fa- zerfe ad vela. ALBUQ. Comm. 1, 13. FREIR. Vid. 3,28. Fornecer a .. abf. Sous. COUTINH. Cetc. 2, 19. a... do neceffario. ALBUQ. Comm. 1, 12. Governar a... FREIR. Vid. 1, 26. Guiar a... HEIT. PINT. Dial. 1,3, 7. Impellir a... De Mercurio. CASTR. Ulyff. 3, 89. Ir de... Das peffoas. Luc. Vid. 9, 19. por alg. lug. GUERREIR. Rel. 5, 1, 8. Juntar... CAM. Eleg. 1, 12. Lançar... abf. PINT. PER Hift. 1, 2, 12. do mar. Cour. Dec. 5, 10, 7. a... ferro em alg. lug. COMM. DE RUI FREIR. 8. Levantar ferro a... FREIR. Vid. 4, 49. Levar a... TELL. Chr. 1, 1, 2. n. 4. Le- varfe a... (partir, dar á vela) CAM. Luf. 9; 11. COMM. DE RUI FREIR. 5. Moverfe a... para alg. lug. LaÃO, Chr. de. D. J. I. 9. Municiar a... FREIR Vid. 4, 35. Partir a...para alg. lug. ORDEN. DE D. MAN. 3; 41. Partirfe a... GIL Vic. Obr. 4, 195. Pojar a... em alg. lug. FREIR. Vid. 2, 11. Por... to mar. Cour. Dec. 5, 2, 2. Porfe a... á vela. BARTH. GUERREIR. Jorn. 7. de verga d'alto. FREIR. Vid. 1, 52. Prefidir uas... FR. GASP. DA CRUZ, Tr. 13, 3. Preftes fazer a... AL- BUQ. Comm. 2, 1. fazerfe a... ER. GASP. DA CRUZ, Tr. 23, 5. Refazer a... FERNAND. GALV. Setm. 2, 144, 1. CASTR. Ulyff. 2, 70. Reforçar a... Cour. Dec. 7, 5, 3. Reformar a... Cour. Dec. 5, 2, 5. SA DE MEN. Mal. 7, 63. Reparar a... CASTR. Ulyff. 3, 106. Romper a... (deftroçala, desbaratala) BRIT. Mon. 2, 7. tit. 2. SA' DE MEN. Mal. 5, 62. Ser de... (andar nella) CASTANH. Hift. 8, 115. Soltar... CAS- TANH. Hift. 8, 121. Surta eftar a... em alg. Ing. AL- BUQ. Comm. I, 21. Tomar a... algum porto. (aferralo) FREIR. Vid. 1, 11. a... de alg. (fazer preza nel- la, vencendon) ALBUQ. Comm. 3, 19. Trazer... em alg. lug. BARR. Clarim. 1, 1. Varar a... em alg. lug. COMM. DE RUI FREIR. 23. Vencer a... Gouv. Serm. 4. Vir em. d alg. lig. Das peffoas. SABELL. Eneid. 2, 3, 40. Ufado nas... (exercitado, prático nellas) Das pef- foas. ALBUQ. Com. 2, 30. Armada. antiq. Exercito por terra. FR. G. DA SILV. Vid. 7, 53 E logo como foi manháa clata as armadas fe apparelhárão e ajuntárão, e a gente del Rei commer- teo e correo contra aquella multidão de feus imigos, c fe lançou antre elles, como em meio de hum pêgo do mar. D. GASP. DE LEño, T. II. 6, 74 Refpondem, que aquella armada fe fez dos cavallos dos Egypcianos, que crerão as amoeftações de Moyfés, e aquelles efca- párão. Montar. ant. Mangás de gente com cães, que fe punhão nas batidas para efpantar as feras, e as fazer eni boccar os póftos, onde as efperavão os caçadores. MEMOR. DAS PROEZ. I, 40 Doriftão, que era muito prático na quelle mifter [da caça] repattio logo o monte por fuas eftancias, e feita fua armada, pôs Mafilia e Laudicéa em dous pórtos diverfos com fuas Damas. PAIV. Serm. 1243 O affeiçoado á caça não fómenre tem goſto de caçar, mas tem alvoroço para madrugar por frios, e eftat fó em huma armada, e caladó por não efpan- tar a caça. LEIT. D'ANDRAD. Mifc. 1, 9 E aconteceo muitas vezes verem os Padres de dentro das fuas cellas montear os porcos montezes, que naquella villa he ifto muito peta fe ver, por fe parecer muito com autos de guerra e efcatamuças de Mouros, polas ciladas, efpias, e armadas de genre de cavallo e de pé. {{lema|ARMADILHA}}. s. f. Engenho ou trampa, que fe põe no cam- po para apanhar féras ou aves. OKT. Colloq. 20, 85 Matão os cafres os elefantes... e ifto he, com arma- dilhas de atvores e de outras muitas maneiras. FR. MARC, Vid. 5, 3 Cahindo hum lobo, que vinha, comer as o- velhas em armadilha, que lhe fizerão os Monges, hou- re dú delle, foltouo, e deixouo ir. ARR. Dial. 2, 13 Como bando de pombas, que defce Tobte hum campo chèo de armadilhas, laços, c. redes. Met. Fr. T. DE JES. Trab. 2, 28, 31 E o Se- nhor, aindaque tinha determinado de fe entregar, quiz primeiro moftrar a elles, e a feus Difcipulos fua divina virtude e, e que toda malicia e humano artificio he arma- dilha de vento para Deos. D. G. COUTINH. Jorn. 126 A principio pareceo ao Adail... que elles [Mouros] fe levantarião, e itião enfadados da armadilha. CEIT. Qua drag. 1, 15, 2 Tende ažas pera voar, e zombat def- tas armadilhas. Verb. no propr. e met. Armar... á alg. SA DE MIR. Vilhalp. 3, 7. Caçar com LEÃO, Report. 12 Cabir na SOTTOй. Ribeir. 3, 85 . Fazer... d alg. FR. MARC. Vid. 5; 3. {{lema|ARMADILHO}}. s. f. Gerto quadrupede da America. He o quarto genero de Briffon, que comprehende os animaes, que não tem fenão dentes molares, e cujos corpos são coberros de conchas offeas, como couraças. Eftas conchas ou laminas eftão divididas em muitas partes, anterior, media, e pofterior, e efta ultima falta a humà das ef- pecies de armadilho. As laminas, anterior e pofterior, ef- tão collocadas huma fobre as efpadoas, outra Tobre, os rins, c são á maneira de dous broqueis offeos, compòftos de diverfas peças unidas por fymphifis; mas a lamina in- termedia he compofta de maitas bandas ou fachas tranf verfaes, eftreitas, juntas por huma membrana, que as dei- xa mover humas fobre as outras. A cabeça, pefcoço, dórfo, lados, e cauda são cobertas de laminas: a gargan- ta, peifo, e ventre são deformados deftas conchas, e cober- tos de huma pelle farabulhenta, como á do perú depenna- do, e nella alguns cabellos. O numero das fachas ou bandas entre os dous broqucis varia com as efpecies, in- dependente da idade. Quantas mais fachas tem o arma- dilho, tanto mais facilmente fe contrahe ein huma bóla, como hum ouriço. Os broqueis, e cada huma das fa- chas, que formão a couraça intermediaria, reprefentão hum defenho de Moifaco pelas futuras de todas as pequenas partes, de que fe compõe, e tudo ifto coberto de hum couro delgado e tranfparente, que fobre efte Moifaco faz o effeito de verniz. O armadilho he proprio da A- merica Meridional mas he facil crialos em outros pai- zes temperados. Eftes animies são manfos, andão de- preffa, mas não podem faltar, nem trepar ás arvores. Quando o armadilho he perfeguido, não tem outro re- fugio, fenão fugir para o feu cüvil, fe o tem perto; è quando não, faz huma nova cova perpendicular com hu- ma ligeireza igual a da toupeita. Tocandoo, ou agarran- doo fe encolhe, e forma n'huma bóla, e fe lhe póde pegar, e levar affim; e o mais forçolo homem apenas poderá vencer a refiftencia, que os mufculos fazem con- trahindofe. Sahe de noite a procurar o fen fuftento, que são bagas, fructos, vermés, e infectos. Buffon, feguin-. do ao P. Gumilla, diz que os armadilhos produzem to- dos os mezes quatro filhos; mas Mr. de la Borde mof- tra que os armadilhos pequenos fo fe achão nos tempos das chuvas, o que prova que elles não parem fenão<noinclude></noinclude> 1zoypcednayt90gp6fr6pcjl6ats6tz