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<noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||DOM JOÃO VI NO BRAZIL|337}}</noinclude>Regencia, correspondendo-se com deputados e geraes das ordens religiosas a tal respeito,e a tudo se comprommettendo em cartas ''tocaditas'' como ella dizia, isto é, repassadas de amabilidade e de persuasão. A proposta do deputado D. Pablo Valiente concernente a esta candidatura, formulada no seio da assembléa nacional em meados de 1811, foi porém recebida com morras, sendo alto e bom som relembradas as vergonhas domesticas e politicas associadas com o nome da Rainha Mãi Maria Luiza, e tendo o representante popular de sahir do edificio escoltado pela tropa e ir para bordo de um navio, afim de escapar á sanha dos contrarios.
Muitos eram os interesses que pelejavam contra a regencia hespanhola da Princeza do Brazil: a propria reputação da Pretendente, as ambições individuaes despertadas pela nova ordem de cousas entre os politicos partidarios do constitucionalismo radical que implantaram, as illusões republicanas, o partido dos Bourbons de Napoles, a facção ingleza e a anti-ingleza que, uma e outra, denunciavam aquella candidatura como contraria ás suas preferencias oppostas. Mais que tudo o governo britannico, si bem que acabando por se não oppor ao reconhecimento platonico dos incontestaveis direitos de successão ao throno de seus maiores reivindicados pela Infanta, não achava opportuna nem conveniente a sua regencia, sendo em principio infenso á união iberica sob qualquer forma. E tal união sabemos que em algum tempo constituio o pensamento dominante do governo do Rio e que foi a mola occulta, mas que a cada momento bolia fazendo mover o machinismo da sua politica para beneficio de Portugal. Linhares chegava claramente a insinuar, n’uma memoria destinada ao gabinete de Saint-James, que se não inventaria melhor contrapeso para o poder alarmante da<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|338|DOM JOÃO VI NO BRAZIL|}}</noinclude>França imperialista do que a fundação no futuro de uma monarchia peninsular unida e pujante.
A Inglaterra soccorria-se comtudo de quanto pretexto engendrava a imaginação dos seus diplomatas e estadistas para obviar á extensão do dominio portuguez no Novo Mundo, directa, por aggressão no Rio da Prata, ou indirecta, pela installação de Dona Carlota como auctoridade propria e constituida. A D. Domingos de Souza Coutinho explicava por exemplo lord Wellesley que, acceitando mesmo como contraria ás leis fundamentaes da monarchia castelhana a lei salica, introduzida por Philippe V com as usanças e idéas francezas apezar de se haver obrigado por juramento a observar e guardar as tradições nacionaes, o reconhecimento dos direitos eventuaes da Princeza do Brazil representava um ponto muito delicado, com o qual se podia dar offensa á côrte de Palermo <ref>Corresp. da Leg. em Londres, anno de 1810, no Arch. do Min. das Rel. Ext.</ref>, intimamente alliada á de Londres pelos seus interesses communs.
As Côrtes de Cadiz admittiriam aliás a boa procedencia dos direitos dos Bourbons de Napoles, collocando em terceiro lugar na linha de successão, depois dos Infantes e de Dona Carlota Joaquina, a Infanta Dona Maria Izabel, herdeira das Duas Sicilias.
Um episodio interessante e caracteristico da confusão do momento é que, ligado por matrimonio á Casa de Napoles e descendente de Luiz XIV tanto quanto Fernando VII, machinou o duque d’Orleans, depois Rei dos Francezes, aquillo que mais tarde machinaria seu filho, o duque de Montpensier: subir ao throno da Hespanha. Chamara-o a<noinclude>{{lh|5em|align=left}}{{Smallrefs|fs=95%}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||DOM JOÃO VI NO BRAZIL|339}}</noinclude>Regencia hespanhola, antes da reunião das Côrtes, como militar de certo renome que tomara parte nas primeiras victorias francezas da Revolução — Valmy e Jemmapes — e se achava fóra da actividade, e tambem como inimigo natural e pessoal de Napoleão para, servindo de bandeira de guerra contra o invasor, attrahir a si desertores do exercito imperial e pôr-se á testa d’essas forças estrangeiras, para elle nacionaes, podendo por isso sobre ellas exercer prestigio.
Este acto da Regencia soffreu decidida impugnação da parte do ministro inglez Wellesley, irmão do ministro dos Negocios Estrangeiros da Grã Bretanha e de lord Wellington, constituindo uma anticipação, até com o personagem principal, do caso dos casamentos hespanhoes. Arrependeu-se porém a Regencia quando já era tarde. Luiz Philippe chegou a Cadiz em Agosto de 1810 e, em correspondencia ao appello que lhe fôra dirigido, solicitou logo o commando de uma divisão, iniciando, emquanto aguardava a commissão militar, as suas intrigas civis em prol dos direitos do ramo dynastico bourbonico a que se unira pelo casamento. Portugal se não descurou de juntar os proprios esforços aos da Inglaterra afim de desviar esse novo concorrente que começava trabalhando pela familia napolitana e nomeadamente pelo cunhado, o Principe das Duas Sicilias, para, quando houvesse alcançado ascendencia guerreira, trabalhar pela sua candidatura pessoal. O resultado da acção combinada dos enviados britannico e portuguez foi que, reunidas as Côrtes na ilha de Leão aos 24 de Setembro, deram ordem de partida ao duque d’Orleans, o qual embarcou para Palermo a 3 de Outubro a bordo de uma embarcação hespanhola <ref>Corresp. de D. Pedro de Souza Holstein, Cadiz. 1810-11, no Arch. do Min. das Rel. Ex.</ref>.
{{nop}}<noinclude>{{lh|5em|align=left}}{{Smallrefs|fs=95%}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh|340|DOM JOÃO VI NO BRAZIL|}}</noinclude>O empenho do futuro conde de Palmella em arredar hospede tão importuno, cuja intelligencia, valor e ardileza a historia sufficientemente registra, tanto maior devia resultar quanto era analoga sua missão, d’ella dependendo o seu futuro diplomatico, pois foram os talentos patenteados em Cadiz que o levaram rapidamente ao Congresso de Vienna e á embaixada de Londres. Pugnava Souza Holstein quasi publicamente em prol da candidatura da Princeza do Brazil. Recommendara-a a Linhares á sua habilidade ao mesmo tempo que, tendo já conseguido seduzir em meio lord Strangford, procurava com sua habitual insistencia convencer o governo britannico das vantagens indiscutiveis da combinação que offerecia.
Naturalmente asseverava elle nos documentos diplomaticos endereçados para Cadiz e para Londres, que a regencia de Dona Carlota seria eminentemente favoravel aos interesses britannicos de todo genero, permittindo uma acção militar conjuncta, efficaz e talvez decisiva contra Napoleão; e garantindo facilidades para os arranjos financeiros impostos pelas despezas de guerra que, avultadas como eram, estavam mercê do descalabro e miseria dos reinos peninsulares recahindo quasi que exclusivamente sobre o thesouro inglez.
Aos Hespanhoes tentavam Linhares e Palmella persuadir de que seus interesses corriam identicos aos dos Portuguezes, advertindo quanto lhes seria util receberem subsidios e soccorros da Grã Bretanha para debellar o inimigo commum e, de accordo as trez potencias, pacificarem a America Hespanhola revolta, em troca do commercio livre que as colonias por seu lado igualmente reclamavam e contavam legalizar. A Hespanha com seus unicos recursos não lograria fazer frente a uma tão complicada e desanimadora situação,<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Junglk" />{{rh||DOM JOÃO VI NO BRAZIL|341}}</noinclude>em casa e no ultramar. Os officios de Palmella no decorrer da sua missão pintavam com côres bem negras o estado da metropole: a falta completa de dinheiro, a desorganização do exercito, o Francez imperando insolente do Ebro ao Guadalquivir, mau grado a resistencia nacional, as Côrtes perdendo tempo e gastando-se com debates academicos emquanto as colonias se separavam e fragmentavam.
O governo da Regencia, anti-estrangeira como era, tinha-se impopularizado. Governos desta natureza, em epochas tão agitadas, consomem-se muito depressa, rapidamente perdem o prestigio, para o qual lhes falta a auctoridade da tradição, e o federalismo basico da Hespanha, denunciando-se pela formação das multiplas juntas regionaes, não ajudava mesmo a consolidação de um poder central que não fosse fundado sobre o direito divino, sobre a seducção da religião ou, á moda renovada, sobre o consenso politico das vontades livremente representadas. Tratava-se pois para Palmella de jogar com essas disposições e alliciar os deputados ás Côrtes, que iam decidir das reformas e dos destinos do grande imperio hespanhol, para propugnarem pelas pretenções de Dona Carlota Joaquina, indicando-as e fazendo-as valer e acceitar como o meio unico de salvar a monarchia e principalmente resgatar as provincias da America.
No anno anterior já o plenipotenciario portuguez, conquistando as boas graças do primeiro Secretario d’Estado D. Francisco de Saavedra, chamara ás idéas do seu governo a Junta Central de Sevilha, a qual, reconhecendo a legitimidade dos direitos da Princeza do Brazil, virtualmente revogara a lei salica. Não poderia caber tanto em suas prerogativas revolucionarias, si se não houvesse dado o facto, primeiro revelado pelo conde de Florida Blanca na proclamação da<noinclude></noinclude>
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|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/620|Miseraveis X-5-biografia]]
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<div style="background: #ffe6a7; border-radius: .2em; color: #282828; font-size:125%; padding: .4em .8em .5em;"><span style="opacity: .7;">[[File:Icons8 flat approval.svg|25px|link=|alt=]]</span> '''Projetos Finalizados''' </div>
<div title="Projets en chantier" style="padding: 1em;font-size:80%">
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File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=60|thumb|'''[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/O Corvo|O Corvo]]'''
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<!--2021-->
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<!--[[Discurso do Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante Cerimônia de Posse no Congresso Nacional (1 de janeiro de 2019)|Discruso]]-->
File:A Novella Semanal.pdf|link=Galeria:A Novella Semanal.pdf|page=9|thumb|'''[[A Novella Semanal/O 22 da "Marajó"|O 22 da Marajó]]'''
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<!--2019-->
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File:Meteorito de Bendegó - relatório apresentado ao ministerio da agricultura, commercio e obras publicas (...) sobre a remoção do meteorito de Bendengó do sertão da provincia da Bahia para o Museu Nacional.pdf|link=Galeria:Meteorito de Bendegó - relatório apresentado ao ministerio da agricultura, commercio e obras publicas (...) sobre a remoção do meteorito de Bendengó do sertão da provincia da Bahia para o Museu Nacional.pdf|thumb|'''[[Meteorito de Bendegó: relatorio (1888)]]'''
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<!--2018-->
File:Aaron Swartz at Boston Wikipedia Meetup, 2009-08-18.jpg|link=Manifesto da Guerrilha do Livre Acesso|thumb|'''[[Manifesto da Guerrilha do Livre Acesso]]'''
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Erick Soares3
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;Trabalhos que desejo adicionar
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|[[Galeria:Tratado sobre emancipação politica da mulher e direito de votar - A.R.T.S - 1868.pdf|tratado]]
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|[[:en:Index:The Spitting Image of a Man.pdf|The Spitting Image of a Man]]
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|[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Santos_Dumont_nas_cataratas.pdf 1]
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|[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Santos_Dumont_at_the_falls.pdf 2]
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|[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Santos_Dumont_en_las_cataratas.pdf 3]
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|[[:File:VLS-1 V01 (Diário da Câmara dos Deputados).pdf|V01]], [[:File:VLS-1 V02 (Diário da Câmara dos Deputados).pdf|V02]] e [[:File:Acidente de Alcântara (Diário do Congresso Nacional).pdf|V03]] [[:File:Acidente de Alcântara (Anais do Senado Federal).pdf|V03]]
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|[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Direitos_das_mulheres_e_injusti%C3%A7a_dos_homens.pdf direitos] ([https://piaui.folha.uol.com.br/travessura-revolucionaria/ ler também])
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|[https://www.scielo.br/j/bjr/a/9H85ZdP37xWMh6QPcCgDzSy/?lang=en scandal] ([https://bjr.sbpjor.org.br/bjr/article/view/1673 1])
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|[[Galeria:O Saneamento do Brasil (Vol. 1).pdf|Theophilo e Sodré]]
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|-
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|[[Galeria:O Saneamento do Brasil (Vol. 1).pdf|Problema]]
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 1]]
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|[https://www.jstor.org/stable/community.38768877 Evolução]
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|[[Galeria:Lara, tr. T. A. Craveiro (1837).pdf|Lara]]
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 2]]
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|[https://www.google.com.br/books/edition/_/AjzuAAAAMAAJ?hl=pt-BR Robin Hood]
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis III.4-IV.5]]
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf|Miseraveis IV.6]]
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf|Miseraveis IV.7-8]]
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|-
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|[[Galeria:Jean de Léry - História de uma Viagem Feita à Terra do Brasil (trad. Monteiro Lobato, 1926).pdf|Terra do Brasil]]
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|[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (II).pdf|Napoleão 2]]
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|[https://www.google.com/books/edition/_/QiA_AAAAIAAJ Pommery]
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 5]]
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|[[:s:en:Index:Youth and children’s adaptations to COVID-19 in Brazil.pdf|youth]]
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|[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. IV]]
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|[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. V]]
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|-
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|[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. VI-IX]]
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|[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. XII]]
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|[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/9072 Lobo do Mar]
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|[https://www.editorafi.org/ebook/534bolsonarismo bolf]
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|[[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|On the Moon]]
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|[[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|Beyond the Earth]]
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|[[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|Goals of Stellar Navigation]]
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|-
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|[[Lincoln: narração de sua vida pessoal|Fundamentos]]
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|[[Lincoln: narração de sua vida pessoal|Audacias]]
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|-
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|[[Lincoln: narração de sua vida pessoal|Vitória]]
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|-
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|[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 8-10]]
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|-
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|[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 11-13]]
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|-
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|[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 14]]
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|-
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|[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 15]]
|51
|-
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|[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros Trd/Ref]]
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|-
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 7]]
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|-
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|[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/768199 Mon to Rep]
|303
|-
|pt
|[[Galeria:Efêmero Revisitado.pdf]]
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|-
|pt
|[[Galeria:Revista da Exposição Anthropologica Brazileira (1882).pdf|Revista da exposição]]
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|-
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|[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8913 Barão]
|142
|-
|pt
|[[Galeria:Os Noivos (v.2).pdf]]
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|-
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|[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 2).pdf|Federalista 2]]
|282
|-
|pt
|[https://www.jstor.org/stable/community.38769569 O cerco do corintho]
|50
|-
|pt
|[[Galeria:Cronicas-de-um-Tetranacional-do-Software-Livre.pdf]]
|119
|-
|pt
|[[Galeria:Openldap Ultimate.pdf|Openldap]]
|199
|-
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|[[Galeria:Idéas de Géca Tatú.pdf|Géca]]
|211
|-
|pt
|[[Galeria:Contos Escolhidos.pdf|Contos]]
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|-
|pt
|[[Galeria:A Cultura é Livre.pdf]]
|254
|-
|pt
|[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|2-5]]
|35
|-
|pt
|[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|6-10]]
|49
|-
|pt
|[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|11-15]]
|45
|-
|pt
|[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|Restante]]
|64
|-
|pt
|[[:File:Preito a Camões.pdf|Camões]]
|51
|-
|en
|[https://www.jstor.org/stable/community.38767573 Minor Camões]
|33
|-
|pt
|[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 3).pdf]]
|243
|-
|pt
|[[Galeria:O Senhor D. Pedro II, imperador do Brasil, biographia, por Joaquim Pinto de Campos ; e com uma advertencia por Camillo Castello Branco.pdf|Biografia do Senhor D. Pedro II]]
|96
|-
|pt
|[[:File:Statira e Zoroastes.pdf|Statira]]
|56
|-
|en
|[https://archive.org/details/sweetmiracle00quei The sweet miracle]
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|pt
|[[:File:Da vida e feitos de Alexandre de Gusmão e de Bartholomeu Lourenço de Gusmão.pdf|Da vida]]
|117
|-
|pt
|{{livro digitalizado|Os Sabios Illustres|Os Sabios Illustres.pdf}}
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|-
|pt
|{{livro digitalizado|Galeria Illustre (Mulheres Célebres)|Galeria Illustre (Mulheres Célebres).pdf|Galeria Illustre}}
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|-
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|{{livro digitalizado|A Genealogia da Moral|A genealogia da moral.pdf}}
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|pt
|[https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/obras-completas/memorias-da-emilia/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&search=Mem%C3%B3rias&pos=0&source_list=collection&ref=%2Fmuseumonteirolobato%2Facervo%2Fobras-completas%2F Memorias da Emilia]
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|-
|pt
|{{livro digitalizado|Diario de um Soldado (Vol. 1)|Diario de um Soldado Vol. 1.pdf|Diário de um soldado}}
|189
|-
|pt
|{{livro digitalizado|Vida e viagens de Fernão de Magalhães|Vida e viagens de Fernão de Magalhães, por Diego de Barros Arana; traducção do hespanhol de Fernando de Magalhães Villas-Boas. Com um appendice original.pdf}}
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|-
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|[https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/obras-completas/o-picapau-amarelo/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&paged=1&search=picapau%20amarelo&pos=0&source_list=collection&ref=%2Fmuseumonteirolobato%2Facervo%2Fobras-completas%2F Amarelo]
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|-
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|[[Galeria:Quem trabalha tem alfaia.pdf|Quem trabalha tem alfaia]]
|242
|-
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|[https://permalinkbnd.bnportugal.gov.pt/records/item/92629-resumo-do-systema-de-medicina-e-traduccao-da-materia-medica-do-doutor-erasmo-darwin Erasmo]
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|[https://bibliotecadigital.stf.jus.br/xmlui/handle/123456789/603 justiniano]
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|[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242552 Paraguai 2]
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|-
|pt
|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/435|Miseráveis V.1-2]]
|50
|-
|pt
|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/435|Miseráveis V.3]]
|43
|-
|pt
|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/436|Miseráveis V.4-5]]
|56
|-
|pt
|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/436|Miseráveis VI.6-7]]
|42
|-
|pt
|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/436|Miseráveis VI.8]]
|114
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|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/199|Miserávei VII.1-2]]
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|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/200|Miseravis VIII-9-13]]
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|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/619|Miseraveis IX-1]]
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|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/619|Miseraveis IX-2-4]]
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|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/620|Miseraveis X-5-biografia]]
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<div title="Projets en chantier" style="padding: 1em;font-size:80%">
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File:Os Ovos de Paschoa.pdf|page=7|thumb|link=Galeria:Os Ovos de Paschoa.pdf|'''[[Os Ovos de Paschoa]]'''
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File:Os Negros (1921).pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Os Negros (1921).pdf|'''[[Os Negros]]'''
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File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=94|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|thumb|[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/Vida ociosa|Vida ociosa]]
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File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|thumb|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=113|'''[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/Cartas Inéditas|Cartas Inéditas]]'''
File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=60|thumb|'''[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/O Corvo|O Corvo]]'''
File:As biografias históricas de Santos Dumont.pdf|link=Galeria:As biografias históricas de Santos Dumont.pdf|thumb|page=1|'''[[Scientiae Studia/Volume 11/Número 3/As biografias históricas de Santos Dumont|As biografias históricas de Santos Dumont]]'''
File:A toponímia indígena artificial no Brasil.pdf|link=Galeria:A toponímia indígena artificial no Brasil.pdf|thumb|page=1|'''[[A toponímia indígena artificial no Brasil]]'''
File:A Novella Semanal.pdf|link=Galeria:A Novella Semanal.pdf|page=264|thumb|'''[[A Novella Semanal/O Avô|O Avô]]'''
<!--2021-->
File:Os topônimos com a posposição tupi -pe no território brasileiro.pdf|link=Galeria:Os topônimos com a posposição tupi -pe no território brasileiro.pdf|thumb|page=1|'''[[Os topônimos com a posposição tupi -pe no território brasileiro]]'''
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File:Certidão de óbito de Alberto Santos Dumont.pdf|link=Galeria=Certidão de óbito de Alberto Santos Dumont.pdf|thumb|'''[[Certidão de Óbito de Alberto Santos Dumont]]'''
Ficheiro:Cadu_Simões.jpg|thumb|'''[[Sobre Domínio Público e Cultura Livre]]'''
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<!--[[Discurso do Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante Cerimônia de Posse no Congresso Nacional (1 de janeiro de 2019)|Discruso]]-->
File:A Novella Semanal.pdf|link=Galeria:A Novella Semanal.pdf|page=9|thumb|'''[[A Novella Semanal/O 22 da "Marajó"|O 22 da Marajó]]'''
File:Machado de Assis @ A Nação (Rio de Janeiro, 13 de agosto de 1874).pdf|page=1|thumb|link=Galeria:Machado de Assis @ A Nação (Rio de Janeiro, 13 de agosto de 1874).pdf|'''[[A Nação (Rio de Janeiro)/1874/08-13/«Jerusalém» por monsenhor Pinto de Campos|«Jerusalém» por monsenhor Pinto de Campos]]'''
File:Revista Luso-Brasileira (1860), n2.pdf|link=Galeria:Revista Luso-Brasileira (1860), n2.pdf|thumb|page=25|'''[[Revista Luso-Brasileira/1860/2/Lembranças de minha mãi|Lembranças de minha mãi]]'''
File:Almanach Brazileiro Illustrado (1877).pdf|link=Galeria:Almanach Brazileiro Illustrado (1877).pdf|thumb|page=309|'''[[Almanach brazileiro illustrado/1877/Charitas|Charitas]]'''
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<!--2018-->
File:Aaron Swartz at Boston Wikipedia Meetup, 2009-08-18.jpg|link=Manifesto da Guerrilha do Livre Acesso|thumb|'''[[Manifesto da Guerrilha do Livre Acesso]]'''
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Erick Soares3
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|[[Galeria:Tratado sobre emancipação politica da mulher e direito de votar - A.R.T.S - 1868.pdf|tratado]]
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|[[:en:Index:The Spitting Image of a Man.pdf|The Spitting Image of a Man]]
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|[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Santos_Dumont_nas_cataratas.pdf 1]
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|[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Santos_Dumont_at_the_falls.pdf 2]
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|[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Santos_Dumont_en_las_cataratas.pdf 3]
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|[[:File:VLS-1 V01 (Diário da Câmara dos Deputados).pdf|V01]], [[:File:VLS-1 V02 (Diário da Câmara dos Deputados).pdf|V02]] e [[:File:Acidente de Alcântara (Diário do Congresso Nacional).pdf|V03]] [[:File:Acidente de Alcântara (Anais do Senado Federal).pdf|V03]]
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|-
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|[https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Direitos_das_mulheres_e_injusti%C3%A7a_dos_homens.pdf direitos] ([https://piaui.folha.uol.com.br/travessura-revolucionaria/ ler também])
|78
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|en
|[https://www.scielo.br/j/bjr/a/9H85ZdP37xWMh6QPcCgDzSy/?lang=en scandal] ([https://bjr.sbpjor.org.br/bjr/article/view/1673 1])
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|-
|pt
|[[Galeria:O Saneamento do Brasil (Vol. 1).pdf|Theophilo e Sodré]]
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|-
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|[[Galeria:O Saneamento do Brasil (Vol. 1).pdf|Problema]]
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 1]]
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|[https://www.jstor.org/stable/community.38768877 Evolução]
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|-
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|[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/4926 local no ws]
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|[[Galeria:Lara, tr. T. A. Craveiro (1837).pdf|Lara]]
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 2]]
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|[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/4926 Revo]
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|[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 1).pdf|XII-XIX]]
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|[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 1).pdf|XX-XXIII]]
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|[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 1).pdf|XXIVV-XXVIII]]
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|-
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|[[:File:Muito além de Leonel Brizola.pdf|Brizola]]
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|[https://www.google.com/books/edition/_/2Qu6Ve1nPdwC Memorias]
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|[https://www.google.com.br/books/edition/_/AjzuAAAAMAAJ?hl=pt-BR Robin Hood]
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|[[A Maravilhosa Vida de Santos=Dumont|XI-fim]]
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|-
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis III.4-IV.5]]
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|-
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf|Miseraveis IV.6]]
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf|Miseraveis IV.7-8]]
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|-
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|[[Galeria:Jean de Léry - História de uma Viagem Feita à Terra do Brasil (trad. Monteiro Lobato, 1926).pdf|Terra do Brasil]]
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|-
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|[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (II).pdf|Napoleão 2]]
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|-
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|[https://www.google.com/books/edition/_/QiA_AAAAIAAJ Pommery]
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|[https://www.jstor.org/stable/community.38768246 Constituição paulista]
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|-
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|[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8872 estrella]
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 5]]
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|[[:s:en:Index:Youth and children’s adaptations to COVID-19 in Brazil.pdf|youth]]
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|[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. IV]]
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|-
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|[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. V]]
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|-
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|[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. VI-IX]]
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|-
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|[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. XII]]
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|[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/9072 Lobo do Mar]
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|-
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|[https://www.editorafi.org/ebook/534bolsonarismo bolf]
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|[[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|On the Moon]]
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|[[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|Beyond the Earth]]
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|[[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|Goals of Stellar Navigation]]
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|-
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| [[:File:Diretas já (Pedro Simon, 1984).pdf|Diretas já]]
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|-
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|[[Lincoln: narração de sua vida pessoal|Fundamentos]]
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|[[Lincoln: narração de sua vida pessoal|Audacias]]
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|-
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|[[Lincoln: narração de sua vida pessoal|Vitória]]
|53
|-
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|[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 8-10]]
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|-
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|[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 11-13]]
|71
|-
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|[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 14]]
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|-
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|[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 15]]
|51
|-
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|[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros Trd/Ref]]
|56
|-
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|[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 7]]
|81
|-
|pt
|[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/768199 Mon to Rep]
|303
|-
|pt
|[[Galeria:Efêmero Revisitado.pdf]]
|193
|-
|pt
|[[Galeria:Revista da Exposição Anthropologica Brazileira (1882).pdf|Revista da exposição]]
|145
|-
|pt
|[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8913 Barão]
|142
|-
|pt
|[[Galeria:Os Noivos (v.2).pdf]]
|472
|-
|pt
|[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 2).pdf|Federalista 2]]
|282
|-
|pt
|[https://www.jstor.org/stable/community.38769569 O cerco do corintho]
|50
|-
|pt
|[[Galeria:Cronicas-de-um-Tetranacional-do-Software-Livre.pdf]]
|119
|-
|pt
|[[Galeria:Openldap Ultimate.pdf|Openldap]]
|199
|-
|pt
|[[Galeria:Idéas de Géca Tatú.pdf|Géca]]
|211
|-
|pt
|[[Galeria:Contos Escolhidos.pdf|Contos]]
|239
|-
|pt
|[[Galeria:A Cultura é Livre.pdf]]
|254
|-
|pt
|[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|2-5]]
|35
|-
|pt
|[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|6-10]]
|49
|-
|pt
|[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|11-15]]
|45
|-
|pt
|[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|Restante]]
|64
|-
|pt
|[[:File:Preito a Camões.pdf|Camões]]
|51
|-
|pt
|[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 3).pdf]]
|243
|-
|pt
|[[Galeria:O Senhor D. Pedro II, imperador do Brasil, biographia, por Joaquim Pinto de Campos ; e com uma advertencia por Camillo Castello Branco.pdf|Biografia do Senhor D. Pedro II]]
|96
|-
|pt
|[[:File:Statira e Zoroastes.pdf|Statira]]
|56
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|en
|[https://archive.org/details/sweetmiracle00quei The sweet miracle]
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|-
|pt
|[[:File:Da vida e feitos de Alexandre de Gusmão e de Bartholomeu Lourenço de Gusmão.pdf|Da vida]]
|117
|-
|pt
|{{livro digitalizado|Os Sabios Illustres|Os Sabios Illustres.pdf}}
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|-
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|{{livro digitalizado|Galeria Illustre (Mulheres Célebres)|Galeria Illustre (Mulheres Célebres).pdf|Galeria Illustre}}
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|{{livro digitalizado|A Genealogia da Moral|A genealogia da moral.pdf}}
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|-
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|[https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/obras-completas/memorias-da-emilia/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&search=Mem%C3%B3rias&pos=0&source_list=collection&ref=%2Fmuseumonteirolobato%2Facervo%2Fobras-completas%2F Memorias da Emilia]
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|-
|pt
|{{livro digitalizado|Diario de um Soldado (Vol. 1)|Diario de um Soldado Vol. 1.pdf|Diário de um soldado}}
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|-
|pt
|{{livro digitalizado|Vida e viagens de Fernão de Magalhães|Vida e viagens de Fernão de Magalhães, por Diego de Barros Arana; traducção do hespanhol de Fernando de Magalhães Villas-Boas. Com um appendice original.pdf}}
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|-
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|[https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/obras-completas/o-picapau-amarelo/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&paged=1&search=picapau%20amarelo&pos=0&source_list=collection&ref=%2Fmuseumonteirolobato%2Facervo%2Fobras-completas%2F Amarelo]
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|-
|pt
|[[Galeria:Quem trabalha tem alfaia.pdf|Quem trabalha tem alfaia]]
|242
|-
|pt
|[https://permalinkbnd.bnportugal.gov.pt/records/item/92629-resumo-do-systema-de-medicina-e-traduccao-da-materia-medica-do-doutor-erasmo-darwin Erasmo]
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|-
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|[https://bibliotecadigital.stf.jus.br/xmlui/handle/123456789/603 justiniano]
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|-
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|[https://bibliotecadigital.stf.jus.br/xmlui/handle/123456789/497 Ferdinand]
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|-
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|[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242552 Paraguai 1]
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|-
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|[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242552 Paraguai 2]
|730
|-
|pt
|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/435|Miseráveis V.1-2]]
|50
|-
|pt
|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/435|Miseráveis V.3]]
|43
|-
|pt
|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/436|Miseráveis V.4-5]]
|56
|-
|pt
|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/436|Miseráveis VI.6-7]]
|42
|-
|pt
|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/436|Miseráveis VI.8]]
|114
|-
|en
|[[:File:Brazilian Literature (IA brazilianliterat00gold).pdf|Brazilian literature part 1]]
|128
|-
|en
|[[:File:Brazilian Literature (IA brazilianliterat00gold).pdf|Brazilian literature part 2]]
|170
|-
|pt
|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/199|Miserávei VII.1-2]]
|64
|-
|pt
|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/199|Miseráveis VII.3-4]]
|52
|-
|pt
|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/199|Miseráveis VII-5-6]]
|67
|-
|pt
|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/199|Miseravis VII/VIII-7-8]]
|69
|-
|pt
|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/200|Miseravis VIII-9-13]]
|104
|-
|pt
|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/200|Miseravis VIII-14-15]]
|69
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|[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/620|Miseraveis X-5-biografia]]
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<div style="box-shadow: 0 0 .3em #999; border-radius: .2em; margin: 1em 0 2em 0; padding: 1px;">
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<div title="Projets en chantier" style="padding: 1em;font-size:80%">
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File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|thumb|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=113|'''[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/Cartas Inéditas|Cartas Inéditas]]'''
File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=60|thumb|'''[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/O Corvo|O Corvo]]'''
File:As biografias históricas de Santos Dumont.pdf|link=Galeria:As biografias históricas de Santos Dumont.pdf|thumb|page=1|'''[[Scientiae Studia/Volume 11/Número 3/As biografias históricas de Santos Dumont|As biografias históricas de Santos Dumont]]'''
File:A toponímia indígena artificial no Brasil.pdf|link=Galeria:A toponímia indígena artificial no Brasil.pdf|thumb|page=1|'''[[A toponímia indígena artificial no Brasil]]'''
File:A Novella Semanal.pdf|link=Galeria:A Novella Semanal.pdf|page=264|thumb|'''[[A Novella Semanal/O Avô|O Avô]]'''
<!--2021-->
File:Os topônimos com a posposição tupi -pe no território brasileiro.pdf|link=Galeria:Os topônimos com a posposição tupi -pe no território brasileiro.pdf|thumb|page=1|'''[[Os topônimos com a posposição tupi -pe no território brasileiro]]'''
File:Sîn-lēqi-unninni, Ele o abismo viu (Série de Gilgámesh 1).pdf|link=Galeria:Sîn-lēqi-unninni, Ele o abismo viu (Série de Gilgámesh 1).pdf|thumb|page=1|'''[[Sîn-lēqi-unninni, Ele o abismo viu]]'''
File:Como se faz um Herói.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Como se faz um Herói.pdf|'''[[Como se faz um Herói]]'''
File:Santos Dumont - o vôo que mudou a história da aviação.pdf|page=1|thumb|link=Galeria:Santos Dumont - o vôo que mudou a história da aviação.pdf|'''[[Santos Dumont: o vôo que mudou a história da aviação]]'''
File:Primeiras trovas burlescas de Getulino (1904).djvu|link=Galeria:Primeiras trovas burlescas de Getulino (1904).djvu|thumb|page=1|'''[[Primeiras Trovas Burlescas de Getulino]]'''
File:Certidão de óbito de Alberto Santos Dumont.pdf|link=Galeria=Certidão de óbito de Alberto Santos Dumont.pdf|thumb|'''[[Certidão de Óbito de Alberto Santos Dumont]]'''
Ficheiro:Cadu_Simões.jpg|thumb|'''[[Sobre Domínio Público e Cultura Livre]]'''
File:Concedendo um conto de réis à Santos Dumont.pdf|link=Galeria:Concedendo um conto de réis à Santos Dumont.pdf|thumb|'''[[Concedendo um conto de réis a Santos Dumont]]'''
<!--2020-->
<!--[[Discurso do Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante Cerimônia de Posse no Congresso Nacional (1 de janeiro de 2019)|Discruso]]-->
File:A Novella Semanal.pdf|link=Galeria:A Novella Semanal.pdf|page=9|thumb|'''[[A Novella Semanal/O 22 da "Marajó"|O 22 da Marajó]]'''
File:Machado de Assis @ A Nação (Rio de Janeiro, 13 de agosto de 1874).pdf|page=1|thumb|link=Galeria:Machado de Assis @ A Nação (Rio de Janeiro, 13 de agosto de 1874).pdf|'''[[A Nação (Rio de Janeiro)/1874/08-13/«Jerusalém» por monsenhor Pinto de Campos|«Jerusalém» por monsenhor Pinto de Campos]]'''
File:Revista Luso-Brasileira (1860), n2.pdf|link=Galeria:Revista Luso-Brasileira (1860), n2.pdf|thumb|page=25|'''[[Revista Luso-Brasileira/1860/2/Lembranças de minha mãi|Lembranças de minha mãi]]'''
File:Almanach Brazileiro Illustrado (1877).pdf|link=Galeria:Almanach Brazileiro Illustrado (1877).pdf|thumb|page=309|'''[[Almanach brazileiro illustrado/1877/Charitas|Charitas]]'''
File:Marmota Fluminense n830.pdf|link=Galeria:Marmota Fluminense n830.pdf|thumb|page=4|'''[[Marmota Fluminense/830/Beijos|Beijos]]'''
File:Almanach Brazileiro Illustrado (1878).pdf|link=Galeria:Almanach Brazileiro Illustrado (1878).pdf|thumb|page=394|'''[[Almanach brazileiro illustrado/1878/Job|Job]]'''
File:O Jequitinhonha (1862).pdf|link=Galeria:O Jequitinhonha (1862).pdf|thumb|'''[[A historia do Brasil escripta pelo Dr. Jeremias no anno de 2862]]'''
File:Fantina- (scenas da escravidão).pdf|link=Galeria:Fantina- (scenas da escravidão).pdf|thumb|page=7|'''[[Fantina]]'''
<!--2019-->
File:A propósito da exposição Malfatti.jpg|link=Galeria:A propósito da exposição Malfatti.jpg|thumb|'''[[O Estado de S. Paulo/A propósito da exposição Malfatti|A propósito da exposição Malfatti]]'''
File:86311283-Original-Version-of-Alice-s-Adventures-in-Wonderland-by-Lewis-Carroll.djvu|link=Galeria:86311283-Original-Version-of-Alice-s-Adventures-in-Wonderland-by-Lewis-Carroll.djvu|thumb|'''[[Aventuras de Alice em Baixo da Terra]]'''
File:畫麗珠萃秀 Gathering Gems of Beauty (梁木蘭) 2.jpg|link=A Balada de Mulan|thumb|'''[[A Balada de Mulan]]'''
Ficheiro%3AA_Menina_do_Narizinho_Arrebitado_(Capa).png|link=Galeria:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf|thumb|'''[[A Menina do Narizinho Arrebitado]]'''
File:Machado de Assis aos 57 anos.jpg|link=Hynno Nacional|thumb|'''[[Hynno Nacional]]'''
File:Negrinha- Contos (1920).pdf|link=Galeria:Negrinha- Contos (1920).pdf|thumb|page=3|'''[[Negrinha (4º milheiro)]]'''
File:Monteiro Lobato.jpg|link=Rabiscando|thumb|'''[[Rabiscando]]'''
File:Meteorito de Bendegó - relatório apresentado ao ministerio da agricultura, commercio e obras publicas (...) sobre a remoção do meteorito de Bendengó do sertão da provincia da Bahia para o Museu Nacional.pdf|link=Galeria:Meteorito de Bendegó - relatório apresentado ao ministerio da agricultura, commercio e obras publicas (...) sobre a remoção do meteorito de Bendengó do sertão da provincia da Bahia para o Museu Nacional.pdf|thumb|'''[[Meteorito de Bendegó: relatorio (1888)]]'''
File:Jéca Tatuzinho (1924).pdf|link=Galeria:Jéca Tatuzinho (1924).pdf|thumb|page=1|'''[[Jéca Tatuzinho]]'''
<!--2018-->
File:Aaron Swartz at Boston Wikipedia Meetup, 2009-08-18.jpg|link=Manifesto da Guerrilha do Livre Acesso|thumb|'''[[Manifesto da Guerrilha do Livre Acesso]]'''
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Predefinição:Parâmetro
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Épico
12904
lógica antiga (e igual à da Wikipédia)
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{{Documentação}}</noinclude>
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Predefinição:Parâmetro/doc
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2026-09-16T17:02:33Z
Épico
12904
562948
wikitext
text/x-wiki
{{Subpágina de documentação}}
<!-- Por favor coloque categorias onde indicado na parte inferior desta página e interwikis no Wikidata -->
{{Utiliza TemplateStyles|Predefinição:Parâmetro/styles.css}}
Esta predefinição é utilizada principalmente na documentação de outras predefinições; ela propicia uma aparência padronizada para a apresentação dos parâmetros nos exemplos de uso da predefinição.
===Exemplos===
# {{tlx|parâmetro|nome}}
#: aparece como
#: {{Parâmetro|nome}}
# {{tlx|parâmetro|título|<nowiki>{{var|título de livro}}</nowiki>}}
#: aparece como
#: {{Parâmetro|título|{{var|título de livro}}}}
# {{tlx|parâmetro|3=seção|2=<span style="font-size: 1pt;"> </span>}}
#: aparece como
#: {{Parâmetro||seção}}
#: (para exemplos de parâmetros não nomeados; note o primeiro campo vazio)
# {{tlx|parâmetro|{{var|parâmetro}}}|<nowiki>{{var|valor}}</nowiki>}}
#: aparece como
#: {{Parâmetro|{{var|parâmetro}}|{{var|valor}}}}
Para valores literais, pré-especificados, use a forma dos exemplos 1 ou 3. Ao ilustrar valores hipotéticos, variáveis ou definidos pelo usuário, use {{mono|<nowiki>{{var|valor}}</nowiki>}} (como no exemplo 2), e o mesmo deve ser feito para parâmetros não literais (como no exemplo 4).
<includeonly><!-- Categorias abaixo desta linha, por favor; interwikis no Wikidata -->
[[Categoria:!Predefinições para o wikimarkup]]
</includeonly>
4kzo8wflij3e27mwb7njprsbb8yc3cy
Módulo:Utiliza TemplateStyles
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189715
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403429
2026-09-16T20:50:47Z
Épico
12904
Página da Wikipédia em português traduzida e corrigida.
562994
Scribunto
text/plain
-- This module implements the {{Utiliza TemplateStyles}} template.
local yesno = require('Módulo:Yesno')
local mList = require('Módulo:Lista')
local mTableTools = require('Módulo:TableTools')
local mMessageBox = require('Módulo:Message box')
local p = {}
function p.main(frame)
local origArgs = frame:getParent().args
local args = {}
for k, v in pairs(origArgs) do
v = v:match('^%s*(.-)%s*$')
if v ~= '' then
args[k] = v
end
end
return p._main(args)
end
function p._main(args)
local tStyles = mTableTools.compressSparseArray(args)
local box = p.renderBox(tStyles)
local trackingCategories = p.renderTrackingCategories(args, tStyles)
return box .. trackingCategories
end
function p.renderBox(tStyles)
local boxArgs = {}
if #tStyles < 1 then
boxArgs.text = '<strong class="error">Erro: TemplateStyles não especificado</strong>'
else
local tStylesLinks = {}
for i, ts in ipairs(tStyles) do
local sandboxLink = nil
local tsTitle = mw.title.new(ts)
if tsTitle then
local tsSandboxTitle = mw.title.new(string.format('%s:%s/sandbox/%s', tsTitle.nsText, tsTitle.baseText, tsTitle.subpageText))
if tsSandboxTitle and tsSandboxTitle.exists then
sandboxLink = string.format(' ([[:%s|sandbox]])', tsSandboxTitle.prefixedText)
end
end
tStylesLinks[i] = string.format('[[:%s]]%s', ts, sandboxLink or '')
end
local tStylesList = mList.makeList('bulleted', tStylesLinks)
boxArgs.text = 'Ess' ..
(mw.title.getCurrentTitle():inNamespaces(828,829) and 'e módulo' or 'a predefinição') ..
' utiliza [[:w:Wikipedia:TemplateStyles|TemplateStyles]]:\n' .. tStylesList
end
boxArgs.type = 'notice'
boxArgs.small = true
boxArgs.image = '[[Arquivo:Farm-Fresh css add.svg|32px|alt=CSS]]'
return mMessageBox.main('mbox', boxArgs)
end
function p.renderTrackingCategories(args, tStyles, titleObj)
if yesno(args.nocat) then
return ''
end
local cats = {}
-- Error category
if #tStyles < 1 then
cats[#cats + 1] = '!Predefinições com caixas de uso do TemplateStyles com erros'
end
-- TemplateStyles category
titleObj = titleObj or mw.title.getCurrentTitle()
local subpageBlacklist = {
doc = true,
sandbox = true,
sandbox2 = true,
testcases = true
}
if (titleObj.namespace == 10 or titleObj.namespace == 828)
and not subpageBlacklist[titleObj.subpageText]
then
local category = args.category
if not category then
category = category or '!Predefinições com TemplateStyles'
end
cats[#cats + 1] = category
if not yesno(args.noprotcat) then
local currentProt = titleObj.protectionLevels["edit"] and titleObj.protectionLevels["edit"][1] or nil
local addedLevelCat = false
local addedPadlockCat = false
for i, ts in ipairs(tStyles) do
local tsTitleObj = mw.title.new(ts)
local tsProt = tsTitleObj.protectionLevels["edit"] and tsTitleObj.protectionLevels["edit"][1] or nil
if tsProt ~= currentProt and not addedLevelCat then
cats[#cats + 1] = "!Predefinições utilizando TemplateStyles com diferentes níveis de proteção"
end
end
end
end
for i, cat in ipairs(cats) do
cats[i] = string.format('[[Categoria:%s]]', cat)
end
return table.concat(cats)
end
return p
8slpu5btynn700f6kroz6fmttd8l2s9
Wikisource:GUS2Wiki
4
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2026-09-17T08:49:01Z
Alexis Jazz
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Updating gadget usage statistics from [[Special:GadgetUsage]] ([[phab:T121049]])
563027
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text/x-wiki
{{#ifexist:Project:GUS2Wiki/top|{{/top}}|This page provides a historical record of [[Special:GadgetUsage]] through its page history. To get the data in CSV format, see wikitext. To customize this message or add categories, create [[/top]].}}
Os seguintes dados estão na cache e foram atualizados pela última vez a 2026-09-16T09:31:29Z. {{PLURAL:5000|Está disponível na cache um máximo de um resultado|Estão disponíveis na cache um máximo de 5000 resultados}}.
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* {{livro digitalizado|Urupês (3ª edição)/“O meu conto de Maupassant”|Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf|“O meu conto de Maupassant”}}, como publicado na 3ª edição de Urupês;
* [[Urupês (5ª edição)/Meu conto de Maupassant|Meu conto de Maupassant]], como publicado pela 5ª edição da obra Urupês;
* {{livro digitalizado|Urupês (6ª edição)/Meu conto de Maupassant|Urupês 1920 (ed.6, 18º milheiro).pdf|Meu conto de Maupassant}}, como publicado pela 6ª edição de Urupês.
[[Categoria:Monteiro Lobato]]
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Barquinha
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Chá
Chapéu
Chumbo
Deus
? Elefante
? Goiaba
Lebre
Lenço
Livro
Mesa
Papaia
Pipa
Pistola
Prata
Rei
Sabão
? Saco
Sal
Santa Maria
Sapato
Vidro
Vinho
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Achar
Aia
Ananás
Ata
Bacia
? Bafo
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Calafate
Câmara
Chá
? Chapa
Chave
Couve
Estirar
Fita
? Fulano
Gudão
Igreja
Jogar
Leilão
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Mastro
Mesa
Papaia
Pato
Peru
Recibo
Sabão
? Sagu
Sapato
Tabaco
? Tufão
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<poem>
Achar
Armário
Bacia
? Bafo
? Botelha
Bucha
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Cartucho
Chá
Comandante
Espada
Estirar
Fita
Forma
? Fulano
Igreja
Jogar
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Peru
Pipa
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Recibo
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Verruma
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? Aia
Âncora
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Chá
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Chita
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Mesa
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Música
Órgão
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Ponta
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Rial
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Tabaco
Vapor
Verruma
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Ama
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Deus
Grande
Mas que
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Não
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Padre
Saber
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Câmara
Escola
Espada
Forno
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Açafrão
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Capa
Carreta
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Padre
Pateca
Pato
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Rial
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Sabão
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Tronco
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Achar
Âmbar
Ananás
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Batel
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Caju
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Chá
? Chapa
Estirar
Falto
Fita
? Foguete
? Fulano
Janela
Jogar
Leilão
Limão
Mesa
Padre
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? Página
Pipa
Pistola
Recibo
Rial
Sabão
Tabaco
? Tiro
Tronco
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Verruma
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Abano
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Açúcar
Adula
Agosto
Aia
Alavanca
Alfinete
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Almoço
Ama
Amen
Ananás
Anona
Arco
Armário
Arrátel
Ata
Atalaia
Bacia
Baioneta
Balão
Balde
Banco
Bandeja
Baptismo
Bastão
Batata
Bêbado
Biscoito
Boião
Bola
Bomba
Boneca
Bôrra
Botão
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Braçal
Bucha
Bule
Burro
Cabaia
Cabouco
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Caju
Calafate
Calção
Caldeirão
Caldo
Câmara
Camisa
Canada
Canapé
? Candelabro
Cano
Capado
Capitão
Cardamomo
Carreta
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Ceroilas
Chão
Chinelas
Chita
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Citação
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Coronel
Cotão
Couve
Cozinha
Cravo
Cruz
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Dado
Dedal
Diamante
Doce
Dom
Dona
Escola
Espírito
Estola
Estirar
Fatia
Fita
Forca
Forno
Funil
Gasto
Gelosia
Globo
Gorgoleta
Grade
Guitarra
Gudão
Hissope
Hora
Hospital
Indiano
Inglês
Janela
Lâmpada
Lança
Lanterna
Lazeira
Lázaro
Lenço
Lestes
Lingùiça
Listra
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Maçã
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Meia
Mesa
Mostra
Munição
Natal
Número
Oco
Órgão
Padre
Palangana
Pão
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Papa<sup>2</sup>
Papaia
PapusesPáscoa
Passaporte
Pateca
Pato
Peão
Pedreiro
Peneira
Pena
Pepino
Picão
Pintura
Pipa
Pires
Pistola
Porcelana
Prancha
Pregão
Profeta
Púcaro
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Queijo
Rábão
Rancho
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Renda<sup>1</sup>
Renda<sup>2</sup>
Roda
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Sabão
Saco
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Salada
Santo
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Sapato
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Satan
Saúde
Sêda
Semana
Setim
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Soldado
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Tambaca
Tambor
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Tinta
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Toalha
Tombo
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Vinho
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Achar
Alfinete
Âmbar
Amen
Ananás
Anona
Armário
Bacia
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Banco
Bandeira
Bola
Boneca
Cabaia
Café
Caju
Calçado
Caldo
Câmara
Camisa
Campo
Capitão
Carapuça
Carreta
Carta
? Cavalo
Ceroilas
? Chapa
Chapéu
Chinela
Chita
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Dado
Dedal
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Escôva
Falso
Feitor
Festa
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Ganso
Garfo
História
Igreja
Inglês
Lâmpada
Lanterna
Leilão
Limão
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Mainel
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Manteiga
Mas
Meirinho
Mesa
Mister
Mouro
Padre
Palangana
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Pastel
Pelouro
Penhor
Pires
Pistola
Prata
Queijo
Renda
Rial
Roda
Ronda
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Sábado
Sabão
Saco
* Sagu
Salada
Sapato
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Sela
Senhor
Separado
? Serão
Tabaco
Tambor
Tempo
Trigo
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Varanda
Vaso
Veludo
Viola
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Adro
''Advento''
Aia
Alavanca
Alfinete
Almôndega
Altar
Alva
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Amancebado
Amarra
Âmbar
Amen
''Amito''
Ananás
Apóstolo
Armário
Arrátel
Assado
Ata
Bacia
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Balde
Banco
Barrete
Benzer
Bife
Biscoito
Bispo
Bôlo
Bôlsa
Botão
Bule
Cabaia
Cadeira
Café
Caju
Calafate
Calção
''Caldeirinha (kaderin')''
Camisa
Canhão
Capa
Capela
''Casula (kasulei)''
Castiçal
Católico
Cemitério
Chá
Chamador
Chave
Chinela
? Chiripos
Cidade
Comadre
Comunhão
Compadre
Confissão
Cópia
Copo
Cordão
''Corporal''
''Cota (t. ecl.)''
Cotão
Couve
Cozido
Cozinha
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Cravo
Crisma
Cristão
Cruz
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Damasco
Doce
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Espírito Santo
Estante
Escola
''Estola (stolei)''
Festa
? Foguete
Frontal
Galheta
Gancho
Gaveta
Globo
Goiaba
Gola
Grade
Gudão
Harmónio
Hissope
Hospital
Hóstia
Janela
Jogar
Lanterna
Leilão
Lenço
Loba
''Manipulo (manipel)''
Meia
Meirinho
Mesa
Missal
Missão
Missionário
Môlho
Natal
''Naveta''
Novena
Opa
Órgão
Padre
Padroado
''Pala'' (do cálix)
Palangana
Pálio
Papa
Papaia
''Partícula''
Páscoa
Pateca
''Patena''
Pato
Pena
Pera
Pia
Pipa
Pires
Presidente
Púlpito
Quaresma
Querubim
Relójio
Renda
''Ritual''
Rolão
Rosa
Sabão
Sacramento
Sacrário
Sacristão
Sacristia
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Salada
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''Sanguinho''
Sapato
''Seminário''
''Sobrepeliz''
''Sopa''
Sotaina
Tambor
Tabernáculo
Tambaca
Temperado
Terço
Tesoureiro
Tinta
Toalha
Tocha
Trave
Tronco
Tumba
''Turíbulo (turivel)''
Vara
Varanda
Vésperas
Véu
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Vinha de alhos
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{{c|{{larger|TELÚGU}}}}
<poem>
Aia
Amarra
Ananás
Ano
Armário
Bacia
Balde
Banco
? Baptismo
Baralho
Barrote
Bateria
Biscoito
Boião
Bordo
Botão
? Café
Cafre
Calafate
Câmara
Camisa
Canal
Capa
Capado
Cartucho
Católico
Chave
Comandante
Comando
Compadre
Copo
Cozinha
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Estado
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Espírito Santo
Esponja
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Guitarra
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Hóstia
Janela
Leilão
Limão
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Maná
Maria
Meia
Melão
Mesa
Novena
Padre
Palangana
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Papaia
Papuses
Páscoa
Pato
Pena
Pipa
Poial
? Polícia
Prancha
Prova
Recibo
Sabão
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Sacristão
Sacristia
Sapato
Tara
Toalha
Toronja
? Tufão
Varanda
Verruma
Vinho
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<poem>
Abril
''Abusar («bô-sok»)''
Achar
''Aço (aparo)''
Acudir
Ádem
Adeus
''Admirar («sa-rébak»)''
''Adoração («a-kruúku»)''
Adorar
''Adultério («sé-luku»)''
Advogado
''Africano («ma-lai metan»)''
''Agora («oras-néi»)''
Agosto
''Agradar («ako-nôku»)''
Agradecer
Ajudar
Alcatifa
Alfaite
Alfândega
Alferes
Alfinete
''Algema («uen-liman»)''
Almôndegas
Altar
Alva
Alvorada
''Amar («adómi, dóben»)''
''Ambição («kí-rak»)''
Amen
Amora
Amostra
Ananás
Andor
Animal
Anjo
Aniversário
''Antigo («kleur»)''
Apa
''Apito («fúi»)''
''Aprender («aié-ni»)''
''Apresentar («ha-túdu»)''
Arado
Arame
''Arcabuz («ki-láti bôti»)''
Argola
Argolinha
Armada
Arsenal
Arte
Assistir
Atenção
''Auxiliar («tú-lun»)''
''Avestruz''
Avisar
Aviso
Azeitona
Azul
Bacalhau
Bacia
Banda
Bandeja
Bando
Baralhar
Barrete
Barril
Batalhão
Bátega
Batina
Bazar
''Benedito («kniâ-nek»)''
Bênção
Bentinhos
Beringela
Bife
''Bilhete («súrati kikí»)''
Binóculo
Biscoito
''Bispado''
''Bispo''
''Boa noite''
''Boa tarde''
Bobo
Bolacha
Bôlo
Bôlsa
''Bôlso''
Bom dia
Bomba
Boneca
Borla
Borrão
Bota
Botão
? Botelha
Botija
Bouba
''Breve'' (subst.)
Bula
Bule
Burro
Cabaia
Cabide
Cabo
''Cabresto («kabā-rési»)''
Cacau
''Cada''
''Cadeado («hé-nu»)''
''Cadeia''
Cadeira
Café
Caju
Cális
''Camelo''
Camisa
Camisola
Campainha
Campo
Canapé
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Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/341
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''Candieiro''
Canela
''Caneta''
Cânfora
Canivete
''Canudo'' (V. cigarro)
Capa
Capado
Capar
Capaz
Capela
Capitão
Capote
''Capricho («de-hur»)''
Caril
''Caro («dóben»)''
Carreta
Cartucho
Caso
Castelo («kota»)
Castiçal
''Castidade''
Castigo
Catana
Catarro
''Catana''
''Cedo («san»)''
Cemitério
''Centeio''
''Centopeia («sentopè, «lá-lyan»)''
Cepilho
Cerimónia
Cerveja
Chá
Chapa
Charuto
Chave
''Chávena''
Chícara
Chinela
Chita
Chocolate
Chouriço
''Cidadão''
Cidade
Cifra
''Cifrão''
Cigarro
''Cilha''
Cinturão
Clima
Cocheiro
Coelho
Cofre
Colchão
Colchete
Colégio
Comadre
Comandante
''Cominho''
''Comparação''
''Comparar («ód-dan»)''
Compasso
Comungar
Concelho
Condenado
Confessar-se
''Cónego''
Confeito
Confiança
Conforme («si-mú»)
''Consagração''
''Consagrar («sa-ráni»)''
Conselho
Consentir
''Consolar («hak sótok»)''
Cônsul
Conta
Contas
Contente
Contra
Contrato
Contra vontade
''Convite''
''Copa''
Cópia
Copo
Côr
''Coral («môr-ten»)''
Corneta
''Coro''
Coroa
Coronel
Corrente
Cortesia
Cortina
Corveta
''Costumado''
Costume
Côvado
Couve
Cravo
''Crédito''
Criado
''Criatura («ha-kálak»)''
Crisma
Cruz
Cuidado
Cuidar
''Culpa («sala»)''
''Cumprir («há-lu»)''
''Cura («bálin»)''
Custar
''Custódia''
''Daia''
Decreto
Dedal
Degrau
''Descobrir («ló-ke»)''
Desconfiar
Descontar
''Desculpa («ha-rôhan»)''
''Desejo («haká-rak»)''
''Desgostar''
Despacho
Despensa
Despesa
Desprezar
''Desprezo («tôs»)''
''Desterrado''
Desterrar («phô lákon»)
Destêrro
''Determinar («ha-mênu, haru-ka»)''
''Dever (verbo, «hatúsan»)''
Devoção
Diabo
Diamante
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<noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh||DOS VOCÁBULOS PORTUGUESES|245}}</noinclude><poem>
Dicionário
Dispensa
Divisa
Doce
Dom
Domingo
Dona
''Dormitório''
Dossel
Doutor
Doutrina
''Dragão''
Durar
Dúzia
Edição
''Educação''
''Embaraçar («ha-kahik, hatáu»)''
Empatar
Emprôgo
Emprestar
Então
''Entender («ha-téni»)''
Entendimento
Entregar
Entrudo
''Enxada''
''Enxó''
''Enxofre''
''Epístola («sú-rati»)''
Ervilha
Escaler
Escândalo
''Escapulário''
Escola
''Escolante''
Escôva
Escrivão
Esmola
Esperto
Espírito
Espírito Santo
Espoleta
Essa
Estado
Esticar
''Estilo''
Estribo
''Estrondo («ba-láun»)''
Estudar
Estudo
''Eternidade''
''Eucaristia''
Evangelho
Exame
Excomunhão
Exemplo
Explicar
Falso
Faltar
Fama
Farol
Favor
Fé
''Fechadura''
Feira
Feriado
Festa
''Fiado'' (adj.)
Fiador
Figura
''Filtro''
Finta
Fita
Fivela
Flanela
Fôrça
Forma
Forno
Forrar
Forte
Fortuna
Fraco
Frade
Fragata
Frasco
Frasqueira
Freio
Freguesia
''Frontal''
Funil
''Gaiola''
''Gala''
Galão
Galheta
Gaveta
Genebra
General
Gentio
Geração
''Glória''
Goma
''Golilha''
Gorgoleta
Govêrno
Graça
Graxa
Grude
Guarda
''Guarnecer («hu-diak»)''
''Guia''
Guisado
Herdar
História
Honra
Hora
Hospital
Hóstia
Igreja
''Importar-se («klétak»)''
Incenso
''Indigestão (in-distã, «túan móras»)''
''Indigno''
Indulgência
Inferno
Injustiça
Inocência
''Inspiração''
''Instante («láis ôan»)''
Instrumento
''Intentar («ha-kárak»)''
''Intérprete (intrépiti, «dú-ru bása»)''
Inveja
''Janeiro''
Janela
Jantar
''Jardim''
Jarra
''Jarro''
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Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/343
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<noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|246|LISTAS PARTICULARES|}}</noinclude><poem>
Jejum
Jogador
Jogar
Jornal
Juiz
''Juízo (siso, «néon»)''
''Julgar (júlga, dúlga, dúlka)''
Julho
Junho
Juramento
Jurar
Juro
Justiça
Laço
Lacre
Ladainha
''Lagosta («kná-se»)''
Lâmpada
Lampião
''Lancha («ró-ôan»)''
Lápis
Lata
Lei
Leilão
Lenço
Lençol
Letra
Lião
Lição
Licença
''Limar''
''Linho («fúka»)''
Lírio
Lista
Livrar
Livre
Livro
''Lobo''
''Logo («ôri-lái»)''
Lona
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Luto
Luva
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Major
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Mala
Malcriado
Maldição
Malícia
Mangação
Manha
Manteiga
Marca
Marchar
Março
Marfim
Martelo
Mártir
Mas
Mas que
Matraca
''Meda («boún»)''
Medalha
''Médico''
Meias
''Meio (adj., «na-knótak»)''
''Meio dia''
Meirinho
Mercê
Merecer
Mesa
Mestre
Milagre
Militar
Ministro
Minuto
Missa
Missal
Missão
''Mitra''
''Moleiro''
''Momento («lȧis-ȯan»)''
Mostarda
Multa
''Mundo''
Munição
Música
''Nabo''
''Nação''
Natal
''Nora''
''Nossa Senhora''
Nota
Notícia
''Novembro''
Número
''Obedecer («há-lu-ktúir»)''
''Obediência''
Obrigação
Obrigado
Obrigar
Ocasião
Óculos
Ofender
Oferecer
Oficial
Ofício
Opa
Oração
Ordem
Órgão
''Ostra («tiran»)''
Paciência
Padre
''Padre Nosso''
Pagode
''Paiol''
Palmatória
Pão
Papa
''Papo («kakalú-kun»)''
Para
Parabém
Parente
Pasto
Páscoa
Passe
Passear
Pataca
Patarata
Pateca
Patena
Pato
''Pátria''
''Patriarca''
Patrono
''Pavio (baviu)''
''Paz («dámi»)''
Peça
''Pecado''
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Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/344
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Leonordeoliveiramartins
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''Pelo sinal''
Penitência
Pena
Perdão
Perdição
Perdido
''Perdoar''
Peste
Pia
''Pico''
Piloto
''Pimenta («ai manas»)''
''Pinta («tádan»)''
''Pião («lúru»)''
Pires
Pistola
''Plantação («ai kúda»)''
Polícia
Polvorinho
Pomba
''Ponte («iambá-ta»)''
Ponto
Português
Pôsto
''Povo (pôvos, «éma, dátu»)''
''Praça''
Praga
''Prática''
Preço
''Precisar''
''Preciso''
''Pregar («hédi»)''
Prògar
''Prègação («ha-téten»)''
Prego
Prémio
''Prender''
Preparar
Presente
Presidente
Processo
Procissão
Procuração
Procurador
Promessa
Pronto
Próprio
Proposta
Protestante
Protesto
''Província''
''Pudim''
Púlpito
''Pulso (púrsu, coragem)''
Purga
Purgatório
''Quando («bai-húra»)''
Quaresma
Quartel
Queijo
Questão
Quintal
Rabeca
Ração
Razão
Recado
Recibo
Rêde
''Refogado (fogádu)''
''Refogar (fúkar, «réko, régo»)''
Reformado
''Regente («nai úlun»)''
Registo
Regra
''Régua''
''Reino''
Relação
Religião
Relógio
Repique
Requerimento
''Rematar («hô-tu»)''
Renda
''Renovar''
Reposta
Reprovar
Respeito
''Retiro''
Retrato
Responsável
Reunião
''Reza''
''Resina''
''Rico''
''Risca''
Romã
Ronda
Rosa
Rosário
''Rosca''
Roupa
''Rude («aáti»)''
''Rufo''
Rupia
Sábado
Sabão
Saca-rolhas
Sacramento
Sacrário
Sacrifício
Sacrilégio
Sacristão
Sacristia
Sagu
Saguate
Sala
Salada
''Salsa''
Salva
Salvação
''Sangrar''
''Santa Cruz''
''Santíssimo''
''Santíssimo Sacramento''
Santo
Sapateiro
Sapato
''Sardinha («íkan»)''
Sargento
''Saudar''
Saúde
Sé
''Secreta («la-kló»)''
Secretaria
Secretário
Sêda
''Segundo''
Sela
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Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/345
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Leonordeoliveiramartins
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/* Validada */
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<noinclude><pagequality level="4" user="Leonordeoliveiramartins" />{{rh|248|LISTAS PARTICULARES|}}</noinclude><poem>
Sêlo
Semana
Semana Santa
Seminário
Sentença
Sentido
Sentinela
Sentir
Sério
Sermão
''Servente («ata»)''
''Significar (ká-tak)''
''Silêncio («no-nókun»)''
Sinal
Sino
Soberba
Sobremesa
''Sobrescrito''
Sobrinho
Sociedade
''Socorro (si-kóuru, «tú-lun»)''
Sofrer
''Soldada («sê-lu-kóli»)''
Soldado
Sombreiro
Sopa
Sorte
Sossegado
Suberbo
''Suceder''
''Sumo Pontífice''
Superior
Suspender
Tabaco
Tacho
''Taco''
Talento
Talher
Tapete
Tarde
Tempêro
Tempo
Tenda
''Tenente''
Tentação
Tentar.
Terço
Terrina
Testamento
''Tia''
''Tigre''
Tinta
Tio
Tiras
Tiro
Toalha
Tomate
''Torcida''
Torre
Traição
Tratamento
Tratar
''Tribunal''
Trigo
Trocar
Trombeta
Tronco
Tropa
Tumba
''Uniforme''
Urinol
''Uso''
Uvas
Vacina
''Vapor («rô áhi»)''
Varanda
''Vassalo''
Vaso
''Venera''
Verniz
Verónica
Verruma
Verso
Vésperas
Véu
Vidro
Vigário («nai-lúlik»)
''Vila''
''Vintêm''
Viola
Virtude
Visita
''Vitória («má-nan»)''
Viva
''Vizinho («málu-ku, bésik»)''
''Vontade («ha-kárak»)''
Voto
''Zelador''
''Zinco («kálen»)''
</poem>
{{c|{{larger|TIBETANO}}}}
<poem>
? Chá
Couve
? Pão
</poem>
{{c|{{larger|TONKINÊS}}}}
<poem>
? Bátega
Café
? Chá
? Chave
* Chocolate
Copo
Pão
? Tabaco
</poem><noinclude></noinclude>
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Página:Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf/235
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Erick Soares3
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{{dhr|2}}
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|seção={{smaller|Capitulos}}
|título=
|página={{smaller|Pag.}}
|nodots
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{{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20
|seção=[[A Volta do Mundo em Oitenta Dias (3ª edição)/I|'''I''']]
|título=Em que Phileas Fogg e Passeparteut mutualmente se acceitam, o primeiro na qualidade de amo, o segundo na de creado
|página=[[Página:Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf/9|5]]
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{{tabela|indentation=-1| largura = 36em | largura-s = 80 |largura-p=20
|seção=[[A Volta do Mundo em Oitenta Dias (3ª edição)/II|'''II''']]
|título=Em que Passepartout se convence de que por fim achou o seu ideal
|página=[[Página:Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf/14|10]]
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|título=Trava-se uma conversa que poderá custar caro a Phileas Fogg
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|título=Em que Phileas Fogg faz pasmar o seu creado Passepartout
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|título=Em que apparece na praça de Londres um novo valor
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|título=Em que o agente Fix mostra uma impaciencia bem justificada
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|título=Que prova mais uma vez a inutilidade dos passaportes em assumptos de policia
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|título=Em que Passepartout falla talvez um pouco mais do que convem
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|título=Em que o mar Roxo e o mar das Indias se mostram propicios aos designios de Phileas Fogg
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|título=Em que Passepartout tem a fortuna de sair de uma situação embaraçosa só com a perda de um sapato
|página=[[Página:Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf/51|47]]
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|título=Em que Phileas Fogg compra uma cavalgadura por preço fabuloso
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|título=Em que Phileas Fogg e os companheiros se aventuram através das florestas da India, e o mais que dʼahi se segue
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{{nop}}<noinclude></noinclude>
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Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/549
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MLReis
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: APE pertadas aufteridades, que &c. TELL. Chr. 1, 1, 6. n. 13 Na Religião mais apertada do gloriofo Patriarca S. Fran- cifco. CARDOS. Agiol. 2, 277 Os jejuns, com que fe mortificava, mui apertados, e frequentes. -Efcago, avarento, nimiamente poupado, ANDRAD. Inftit. 89 Se por ventura o tiveres por apertado, Ali- beralidade louva fempre Aos Reis conveniente e necef- faria. TELL. Chr. 12, 14. n. 1 Tinha dito [o Rei] que não foffe apertad...
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>APE
pertadas aufteridades, que &c. TELL. Chr. 1, 1, 6. n. 13
Na Religião mais apertada do gloriofo Patriarca S. Fran-
cifco. CARDOS. Agiol. 2, 277 Os jejuns, com que fe
mortificava, mui apertados, e frequentes.
-Efcago, avarento, nimiamente poupado, ANDRAD.
Inftit. 89 Se por ventura o tiveres por apertado, Ali-
beralidade louva fempre Aos Reis conveniente e necef-
faria. TELL. Chr. 12, 14. n. 1 Tinha dito [o Rei]
que não foffe apertado em admittir fugatos, que elle
feria liberal em os fuftentar. M. FERNAND. Alm. 33,
2. n. 45 p. 270 Havia hum Bifpo chamado Troilo mui-
to apertado, e efcaço.
Nefte fèntido fe diz: Apertado de bolfa, Apertado
nos bens, Ter a mão apertada, c. CEIT. Serm. 2, 248,
102 Como são largos de lingoa os apertados de bolfa Feo,
Tr. Quadr. 1, 121, 1 No que toca aos bens d'alma,
que lhe caftarão caros, feja elle [Deos] táo liberal; e
tão apertado nos bens do corpo, que lhe cuftavão tão
pouco. L. BRAND. Medit. 1, 2, 50. p. 317 Muitos of-
ferecem ao Senhor os bens, que elle mifericordiofamen-
te lhe concedeo, porém he com a mão tão aperiada, que
eftando os thefouros cheios, elles os deixão fechados.
Tambem fe diz das coufas dadas, ou obradas com
efcaceza, ou fobeja parcimonia. VEIG. Laur. Ded. Com
apertado pão, com agoa breve.
Apoucado, aranhado, de fracos efpiritos. Fro, Tr.
2, 35, 3 Contar honras, e defcobrir façanhas he de
animo apertado, no qual não cabe coufa boa, que fa-
ça. TELL. Chr. 1, 2, 27. n. 5 Os Portuguezes em cer-
to modo accrecentarão o mundo, e o fizerão maior do
que os homens imaginavão ein feus errados, e apertados
conceitos.
Difficultofo, cuftolo, o contrario de franco. Luc. Vid.
7, 6 As entradas nenhum Principe da Europa as dá mais
apertadas.
Fechado, que pende mais para efcuro, do que para
claro. Das cores. BARR. Clarim. 1, 15 Trazia húas ar-
mas de roxo apertado. CONST. DO PORT. 50 Nem roxo,
falvo fe for muito apertado. CONST. DE GOA, 13, 2 E
o veftido, que poderão trazer por efta noffa conftituição,
não ferá vermelho, amarello, verde, nem roxo, falvo Ligar, atar, fe for apertado.
Apurado. Dos medicamentos. Azev. Correcç. 1, 3,
14. p. 371 As ptizanas fe faraó de cozimento de ceva-
da bem apertado.
Tempo apertado. O em que fe padecem grandes mi-
ferias, penurias, opprefsões, &c. Sous. Hift. 1, 2, 3
Faziafelhes difficultofo em tempos apertados pedir efmó-
las pera comer. CASTR. Uly, 6, 10 Não foffre dilações
tempo apertado. D. FERN. DE MEN. Hift. 3, 106, 217
Eftas razões.. tocavão a elte povo por particulares mo-
tivos, pois o fuftentou, e defendeo em tempos tão aper-
tados.
Adag. Mais quero pedir a minha peneira hum pão
apertado, que a minha vizinha empreftado. DEL C. Adag. 66.
{{lema|APERTADOIRO}}. s. m. antiq. Cinto ou coufa fcmelbante
para apertar o corpo. no propr. e met. VIT. CHRIST. 3,
57, 112 E cada huns lombos fon apertadoiros, s. re-
freadoiros das cuidações illicitas, e das obras nom boas.
{{lema|APERTADOR}}. s. m. O que aperta. BET. PER. The
Ornato das mulheres para tomar os cabellos, cingin-
do principalmente a téfta, e fegurandolhes os topetes. Sovs.
Vid. 6, 11 O cabello recolhido na cabeça debaixo de
hum fino volante, prezo de hum apertador de pedraria
com força por meio de algum
inftrumento, como corda, atacador, botões, &c. DESCO
BR. DA FROLID. 87 Com a preffa fe havia mal apreta-
do a cilha, e cahio do cavallo. BRIT. Elog. 9 Quando
o veftião,coftumava dizer [elRei D. Pedro] que lhe
apertaffem muito a petrina. CASTR. Ulyff. 4, 13 As rou-
pas apertando paffeava Por antre as triftes fombras ani-
mofo.
Met. Ros. Hift. 2, 191, 3 Vendo Santo Hilario
o fervor de São Martinho, querendoo mais apertar, e
atar às coufas divinas, o quiz ordenar em Diacono.
Ajutar, unir eftreitamente, e com força duas con-
fas, comprimindo huma com outra, ou buma contra a ou-
tra. CAM. Luf. 2, 43 E com o feu apertando o rofto
amado. Leño, Orthogr. 3 O p pronunciafe apertando
os beiços. Sous. Hift. 1, 1, 15 Juntou as rafgaduras,
tomou lodo da eftrada, e apertonas com elle.
Opprimir, carregar fobre alguem, ou alguma coufa
por falta de lugar, en que commodamente caiba. L. BRAND.
Medit. 2, 5, 204. p. 606 Diffelhe Pedro, e os que hião
em fua companhia: Meltre, efta multidão vos aperta,
e afflige; e vós perguntais quem vos tocou
Abbreviar, refumir, reduzir a menor efpaço. Sous.
Hift. 2, 2, 16. Em breve lon-
de infinito valor. GALHEG. Templ. 1, 34 Não fique as ga vida. m breve efcritura apertareinos ha lo-
Adftringir. De certos medicamentos. D. HILAR.
a Voz, 16, 99 O' mezinha, que a todos he proveito
fa, que efpreme, e aperta rodos os inchamentos. Azev.
Deofas tela, nem brocado, Annel, apertador, nem col-
lar fique, Que &c. PER. D'AFOS. Poder. 6, 167 Os ca-
bellos em tranças apanhados com hum apertador de ouro.
Mer. CAG. Ramilh. 8, 15 Porque appetites fem (Correcç. 2, 2, 117. Diz Galeno que as lentilhas apei-
2; 117. 19iz Grajeno, que avec la
apertador mini defcompoftos andão.
{{lema|APERTAMENTO}}. s. m. ant. Acção e effeito de apertar. Vir. Acorar, perfeguir, opprimir com mais vigor, on pon-
CHRIST. 9 Alli ferá choro,...e apertamento de
dentes. BARR. Cartinh. E por apertamento das fuas entra-
nhas, e pola grande dor das fuas chagas. FR. MARC.
Exerc. 14, 66 Os mut crueis apertamentos das cordas.
Acção de estarem muitas peffoas em lugar para ellas
eftreito. VIT. CHRIST. 1, 29, 90 E co o apertamen-
to da gente não podendo eftar em terra &c. FR. MARC.
Chr. 2, 6, 9 Tanto era o concurfo, e apertamento pe-
lo ouvir.
Met. Aufteridade, feveridade, exacta obfervancia.
FR. SIM. COELH. Chr. 1, 2, 7 O Moefteiro... cafa
he de choro, porque nelle fe acha cinza, cilicio, filen-
cio, apertamento, e apartamento
{{lema|APERTÃO}}. s. m. Multidão de gente entre fi muito unida
em lugar para ella eftrcito. BARRET. Flos Sanct. 1, 94,
1 Foife dalli ao mar de Galiléa, entra em húa barca pelo apertão da muita gente. L. Arv. Serm. 2, 7, 2.
n. 6 Pois heide entrar por efte apertão até lhe tocar a
capa. M. BERк. Exerc. 2, 4, 6. p. 99 Haverá tal aper-
tão, que muitos quererão, e não poderão entrar.
Affalto, combate apertado, ou arrifcado. CASTANH.
Hift, 2, 52 Com favor dos caftellos tornarão a dar ou-
tro apertão aos noffos, de que por derradeiro levárão o
cpeor.
Acção de reftringir, coarctar, ou abbreviar o tempo.
S. ANN. Chr. 2, 14; 359 Manifeita tentação do Demo-
nio, que com huns apertos de poucos dias, e menos frui-
to pretende fazelos inhabeis para os outros exercicios.
CHAG. Cart. 2, 167 Mas entre o apertão deftas preffas.
farei por não faltar a efte negocio.
{{lema|APERTAR}}. v. a. Comprimir alguma coufa com a mão, fazendo força nella, e' como querendo reduzila a menor ef
spaço. ant. Apretar. COAT. R. Naufr. 9, 89 E na direi-
ta mão com força aperta A rutilante, clara, aguda ef
pada. SANT. Ethiop. 1, 1, 16 Virão efte homem, fo-
bre apoftas, e porfias, que outros fazião, fe tinha lei-
te, ou não, apertar o peito co' a mão, e lançar leite
delle. VILL. Boas, Nobiliarch. 1 O primeiro Rei do
Mexico... tinha por infignia e divifa huma mão apertan-
do muitas fettas de canna.
Comprimir alguma coufa de forte que as fuas partes
redão e fe concheguem. FR. GASP. DA CRUZ, Tr. 15, 1
Defde meninas lhe apertão muito os pés com pannos,
pera que lhe fiquem os pés muito pequenos. F. DE ME
Doç. Serm. I, 18, 3 O medo mundano congéla a mui-
tos as palavras, apertalbe a garganta &c.
Cerrar, unir fortemente comfigo nos braços. CAM.
Luf. 5, 56 Eltando c'hum penedo fronte a fronte, Que
eu pelo rofto angelico apertava. FR. MARC. Exerc. 13,
58. Huns o apertavão por os peitos, outros por o pef
coço. LOBAT. Palm. 5, 57 Aperton comfigo ao famofo
Clarifol tão poderofamente, que as armas fe lhe mettião
pelas carnes.
que as armas fe the me
tao.
do em inaior perigo. COUT. Dec. 5, 4, 10 Os Mouros
forãono apertando de feição, que vendofe tão perfegui
do remettes.com os de diante. BRIT. Chr. 2, 19 Ajun
tandofe os campos de genro, e logro, tão cruelmente
apertárão os dous irmãos, que fe virão em termos de fer
perdidos. FREIX. Vid. 2, 78, Onde os apertou tanto, que
os fez precipitar da rocha abaixo.
Reg. com. MEMOR. DAS PROxz. 1, 25 E quiz aper
tar com feu inimigo antes que entraffe em mais fraque-
za. ALBUQ. Comm. 1, 14 Os noffos com efte foccorro
apertárão tão rijo com elles, que virárão as coftas. MAUS,
-Af Afr. 12, 184 Apcrtei co leão hum pouco oufado.
Moleftar, vexar, affligir, incommodar com exceffo.<noinclude></noinclude>
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Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/550
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MLReis
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 342 APE Das coufas incommodas a refpeito das peffoas. CORR. Comm. 2, 36 Apertandoo hum dia a calma e sêde, fe recolheo a hum valle. BRIT. Chr. 1, 20 De tal modo. o apertárão as dores, que de todo ponto perdeo es fen- tidos. CEIT. Serm. 2, 252, 4 E como os apertou a fo- me, colherão das efpigas, e debulhandoas em as mãos, comião. Reg. com. FERNAND. Palm. 4, 22 Efte penfamen- to, e dor apertou com elle tanto, que &c. Gouv. Rel. I, 3 Ap...
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<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>342
APE
Das coufas incommodas a refpeito das peffoas. CORR.
Comm. 2, 36 Apertandoo hum dia a calma e sêde, fe
recolheo a hum valle. BRIT. Chr. 1, 20 De tal modo.
o apertárão as dores, que de todo ponto perdeo es fen-
tidos. CEIT. Serm. 2, 252, 4 E como os apertou a fo-
me, colherão das efpigas, e debulhandoas em as mãos,
comião.
Reg. com. FERNAND. Palm. 4, 22 Efte penfamen-
to, e dor apertou com elle tanto, que &c. Gouv. Rel.
I, 3 Apertando a enfermidade com elle, mandou chamar
hum dos Portuguezes. Luz, Serm. I, 40, 3 Apertando
tanto a fome com o pobre mancebo, que &c.
Inftar, fazer força a alguem para que diga, ou fa-
ça alguma confa. CASTILH. Comm. 1, 5 Apertavão o
Viforrei que falvafle na cidade efta gente. CoRT. R.
Naufr. 14, 162 Outra vez os aperta com eftreito Ro-
go. Luc. Vid. 1, 6 Apertandoo elle [S. Jeronimo, a S.
Gregorio] pela declaração de hum paffo difficultofo de
S. Lucas.
Met. A refpeito de coufas. Luc. Vid. 2, 21 Ha
enfermidades, que fe curão melhor diffimulandoas, que
apertandoas.
Reg. com alg. Mon. Palm. 2, so Alguns apertá-
Palm. 2, s
rão com Daliarte, que o quizeffe dizer, mas nunca fe
pôde acabar com elle. Cour. Dec. 5, 5, 8 Como Mi-
guel Ferreira apertaffe com elle que lhos entregaffe &c.
GUERREIR. Rel. 5, 2, 1 Por mais que os miniftros da
fua corte... apertaffem rijamente com elle, que &c.
Com ou em alg. c. RESEND. Chr. 17 Apertando
el Rei muito niffo, e por muitas vezes. Sous. Hift. 3,
4, 21 Atavão as mãos aos Padres para poderem apertar
nas materias cfpirituaes com a feveridade, que entendião
cumprir. S. ANN. Chr. 2, 24, 436 Fugindo á opinião
de engenhofo, não apertava com o argumento quanto po-
dia,
Avivar, inftigar, excitar, dar mais força, ou ca-
lor a alguma confa. BRIT: Elog. 10 Mandou [el Rei de
Caftella] commetter a el Rei D. Fernando cafamento de
D. Fradique... com... D. Brites o que fe fez
então por procurações, e não teve effeito, quando fe
quiz apertar. Sous. Hift. 1, 1, 20 E logo fe começou
à apertar mais a pratica pelos que a trazião entre, mãos.
GUERREIR. Rel. 4, 2, I Determinárão de apertar mais
a bataria.
Reftringir, averiguar mais miudamente, tratar com
mais exacção. CEIT. Quadrag. 1, 53, 1 Se quizermos
apertar ainda mais ifto, havemos de achar fer doutrina
de todos os Santos. Luz, Serm. 1, 171, A Sáo taes as
riquezas, que veio Chrifto noffo Senhor a apertar efte
negocio de maneira, que diffe fer impoflivel falvaremfe
os ricos. L. BRAND. Medit. 2, 5, 203. p. 599 S. Chry-
foftomo, apertando mais efte ponto, acha falla o Pro-
pheta em cfpirito do Diviniffimo íacramento.
Fraf. Apertar a bolfa. (poupar, moderar a defpe-
za. Sous. Vid. 1, 19. a cnxada. (trabalhar com el-
la.) Sous. Hift. 2, 2, 8.a efpada (empunhala.com
valor.) MAUS. Aff. Afr. 11, 165. Sous. Hift. 2, 2, 20.
a ferida, chaga, &c. Cefpermerlhe o fangue pizado
ou materia, ou unirlhe os labios ou ligalos.) BARR. Cla-
rim. 1, 21 Apertou as feridas de Belifonte com alguns
pannos. Maus. Aff. Afr. 9, 145 Amorofo beneficio. Te
fizera na chaga, eu ta apertára. a mão. (fer efca-
ço, e avarcnto.) BARRET. Flos Sanct. 1, 313,1 Pere-
ciáo muitos pobres, e os ricos apertavão a mão, e os
deixavão morrer. a alg. (Fazfe ou em final de
amizade, ou para dar a entender alguma confa occulta
mente.) BERNARD. RIE. Menin. 2, 5. as pernas ao
cavallo. (inftigalo, fazelo correr.) LOBAT. Palm. 5, Z-
com os amigos. (fer importuno para com os outros.)
LOBAT. Palm. 5, 10 Não aperteis tanto com os amigos. ;
efporas. (o mefmo que apertar as pernas, ao cavallo. )
ARAUJ. Succeff. 1, 38 Tomáráo [os cavalleiros por
bom acordo virar coftas, e apertar efporas, o caval-
lo. (o mesmo que apertarlhe as pernas.) Maus. Aff. Afr.
12, 184 . o palo. (dar a andar depreffa.) Sous.
Vid. 2, 28. o pe. (o mefmo que apertar o paffe.)
M. BERN, Floreft. 1, 6, 275, A Antes apertarias mais
o pé.. a ração. (diminuila.) CE1x. Quadrag. 2., 151,
2% o remo. (remar .com força.) BARR. Dec. 3, 8,
4. BERN. Lim. Cart. 6. os cordeis. met. (reduzir ao
ultimo ponto, chegar ao maior extremo.) Reg. abf. á alg.
c., ou a alg. de alg. c. L. ALv. Serm. 3, 11, 1. n. z
Vendo que a aufencia durava, e que a força das fau-
dades apertava os cordeis, desfaziafe em lagrimas. Vi
EIR. Serm. 12, 15, 3. n. 409 A neceffidade da redem-
pção, da liberdade, e de Rei natural era a que mais
apertava os cordeis a efte tormento. CHAG. Efcól. 3, 180
Apertandolbe [Deos] os cordeis da morte, e da extrema
neceflidade, Te confefsão com muitas lagrimas, t fuf-
piros.
Apertar. neutr. Comprimirfe, eftreitarfe, reduzirfe a
menos. No propr. c met. Maus. Aff. Afr. 2, 18 Quan-
tas vezes trabalha confolarfe Tantas mais fe entrifte-
ce, e vê que aperta Alma dentro, como que quer cer-.
rarfe A's razões, que ella por feu bem concerta.
Com pron. peff. VIT. CHRIST. 2, 72 A porta
baixa, á qual os foberbos fe ferem, ropão, ou efma-
gão e o paftor humildofo nom fe aperta, nem topa em
ella. Luc. Vid. 2, .12 Muitos fe cingem, e apertão for-
temente com cilicios. SANT. Ethiop. 1, 1, 15 Depois
que parem váofe as lagoas, ou, rio, e nelle fe lavão,
... e dalli fe tornão para fuas cafas com elles [meninos]
nos braços, fem fe apertarem.
Adag. Quanto mais gêa, mais aperta. DeLic.Adag. 13.
{{lema|APERTO}}. s. m. Acção e effeito de apertar, ataudo, Oz cingindo. SovER. Hift. 2, 25 Nifto eftá o bom aperto do
cinto. Sous. Hift. 1, 2, 26 Sente o doente refolverfe-
the toda a inchação, e aperto da garganta com huma
leve toffe, que the acudio. CARDOs. Agiol. 3., 413 Lo-
go tornou ao aperto de garganta, que dantes.
Multidão de gente, que opprime buma a ontra por
falta de lugar, em que commodamente caiba. Leão, Chr.
de D. Aff. Henr. 51 E ao entrar de Triana, foi tan-
ta a preffa e aperto dos Mouros, que não puderão cer-
rar as portas. TELL. Chr. 1, 1, 6. n. 8 Entre grandes
apertos de gente... bradavão a grandes vozes: Milagre,
milagre. PROV, DA HIST. GEN. 4, 6, 13. P. 744. Pa-
ra que S. Mageftade não entre [na Igreja ] com aperto.
O mefmo lugar apertado, eftreito, e de pequeno espaço.
Luc. Vid. 1, II Na corrupção dos mantimentos na li-
nha, no aperto continuo dos gafalhados. TELL. Chr. 2,
4, 19 n. 5 Alli fe recolheo o Beato Padre no aperto
daquellas calas.
Breve efpaço de tempo. FERNAND. GALV. Serm. 1,
100, 1 Com tudo fe Deos falva outros ladrões nefte a-
perto de tempo, ... itfo he em fegredo.
El Da efcriptura. LoE. Cort. 3, 27 y E chegando a
alguma [carta que com menos aperto faça fua relação &c.
Opprefsão, confternação, acção de fe ver reduzido a
grave perigo, ou trabalho CASTILH. Comm. I, 3
Rei dos Achens, que o anno paffado pufera em aperto
Malaca. FERNAND. Palm. 4, 6 Nunca os trabalhos da
terra podem chegar a tanto aperto, que o foccorro, do
céo não tenha lugar para remedialos. Ris. DE MAC. Rel.
1, 12 Portugal duvidava foccorrer França nos apertos da
guerra domeftica.
Verb. Chegar alg. c. a... FERNAND. Palm. 4, 6. ES-
tar em... Maus. Aff. Afr. 5, 72 . Metter alg. em...
LEM. Cerc, 1, 7.. Metteife em... CEIT. Quadrag. 1,
268, 3. Por alg. em... Can. Luf. 3, 138. SANT, Ethiop.
2, 2, 10. Soffrer... Pip. Chr. de D. Sanch. II. 10. Ter
alg. em... PAEZ, Serm. 2, 126. 2. Verfe em... FERNAND.
Palm. 3, 55:
Necesidade urgente, confternação occafionada pela fal-
ta de alguma coufa. Luc. Vid. 1, 10 Eu vi alli... gran-
diffimos trabalhos, fadigas, e apertos de fomes, sèdes,
&c. SANT. Ethiop. 2, 2, 10 Puferão em tanto aperto de
fome [a fortaleza,] que o capitão della tha entregou.
TELL. Chr. 1, 2, 9. n. 3 Vierãolhe offerecer o fermão
por caufa do aperto e falta, em que fe viáo
Angustia, affição, pena, agonia nafcida de caufa,
allim phyfica, como moral. FERNAND. Palni. 2, 70 Quan-
do o coração está em aperto, elles [olhos] são fempre
os que dão o primeiro teftemunho de feus males. D.
G. COUTINH. Jorn. 6 Caufadores [os ventos Boreaes ]
dos pleurizes, dores, e apertos do peito. M. FERNAND.
Alm. 3, 2, 5. n. 341 ElRei David tocado da pena de
huma anguftia, a qué chamão aperto do coração, no qual
fe vê a morte diante dos olhos, defafogava neftas pala-
vras &c.
Inftancia, efficacia, força a fim de que fe diga, on
faça alguma confa. PINHEIR. Oraç. Quando os recados
erão de maior aperto, e mór perigo, &c.
Rigor, intensão, maior força. CARDOS. Agiol.
39 Ufava de roupa fomente no maior aperto do inverno.
Indigencia, penuria, falta do necefario. Sous. Hift.
-2, 2, 2 Não tenho por menor indicio do aperto, com
que eftes Padres vivião, duas coufas, que agora diremos.<noinclude></noinclude>
cnne5f2f39wh9e1dkvow23hfo1l3y4g
Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/551
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: APE TELL. Hift. 2, 38, 197 E conforme o aperto da meza era o enxoval da cafa. Aufteridade, exacção, obfervancia rigida. Fr. Tx. DE JEs. Trab. 1, 11, 257 A fanta Igreja approva por mais eftreitas as religiões, que mais aperto, e eftreiteza profeísão na feparação do ufo das coufas do mundo. Sous. Hift. 1,1,2 Segnia hum aperto eftranho de pobreza comfigo. TEL. Chr. 2, 4, 3. n. 6 Metteolhe o diabo na cabeça, que bufcaffe ourra religião ma...
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<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>APE
TELL. Hift. 2, 38, 197 E conforme o aperto da meza era
o enxoval da cafa.
Aufteridade, exacção, obfervancia rigida. Fr. Tx.
DE JEs. Trab. 1, 11, 257 A fanta Igreja approva por
mais eftreitas as religiões, que mais aperto, e eftreiteza
profeísão na feparação do ufo das coufas do mundo. Sous.
Hift. 1,1,2 Segnia hum aperto eftranho de pobreza
comfigo. TEL. Chr. 2, 4, 3. n. 6 Metteolhe o diabo na
cabeça, que bufcaffe ourra religião mais apertada, fendo
affim que não podia foffrer o aperto da Companhia,
Efcaceza, avareza, nimia parcimonia. CEIT. Qua-
drag. 1, 260, L. A liberalidade de Deos não corre pe-
los apertos da humana. L. BRAND. Medit. 3, 6, 281. p.
502 Não para as guardar as riquezas] com aperto, e
avareza, obimg
Modeftia, bumildade, acanbamento. TELL. Chr. z,
4, 24. n. 6 Conforme a cfta humildade,
e aperto de
animo do P. Diogo Mirão fe mandou logo fazer hum
corredorzinho estreito.
{{lema|APERTO, A}}. adj. pouc. uf. Claro, manifefto, patente.
Do Lat. Apertus. CEIT. Quadrag. 1, 106, 4 Mas a el-
le por creatura não implica mentir, e enganar; a mi
por creador he aperta repugnancia.
{{lema|APERTURA}}. s. f. pouc. uf. Acção de apertar, comprimir
eftreitar. VIEIR. Voz. 15, 3, 1. p. 75 O trio, e rigor
do inverno, a apertura das faxas, com que eftava ata-
do de pés, e mãos.
Pequeno efpaço de lugar. LEIT. D'ANDR. Mifc. 16,
453 Defejavão cftas [damas] no extremo daquellas aper-rifmos de Galeno. Vies. Serm. 1o. do Rol. 15, 2,
turas, e folidão &c.
Anguftia, afficção, confternação. M. BERN. Exerc.
4, 2, 1. p. 23 Oh valhame Deos! Que afflicção, que
apertura, que ancia ferá a tua nefte lance?
reft. 5, 4, 404, C Coftumãofe 2 trazer o feu interior
defcanfado, fimples, e fem aquella turbulencia, e
apertura, que causão os defejos, de dar boa conta de fi.
Pouc. ul. Clareza, evidencia. VIEIR. Serm. I, II,
3. col. 778 Notai a apertura dos termos.
{{lema|A PE SEPELO}}. fórm. adv. Vej. Pé.
{{lema|APESSOADO, A}}. adj. De eftatura mais que ordinaria, e
-de bom talbe. BARR. Dec. 2, 2, 3 O 'Mouro alem de
fer homem ap:oado, e viftofo &c. LOB. Cort. 4 Con-
vêm alem diffo que feja o embaixador homem apeffondo.
M. BERN. Floreft. 3, 5, 195, C O primeiro era apef-
foado, o fegundo de pequena eftatura.
Antepoefelhe alguns adv. para mais expreffamen-
te lhe determinar a fignificação. FERNAND. Palm. 3, 7
Atraz vinhão alguns Cavalleiros altos, e bem apeffondos
Luc. Vid. 3, IO companheiro melhor apeloado, c mais
ancião. VIEIR. Serm. 8, 240 E logo efcolhendo de en-
tre os doze irmãos os cinco menos bem apcfondos, c da
feição mais ruftica, &c.
Dizfe da figura do mefmo corpo. MENOR, DAS
PROEZ. I, 47 Com tão viftofa, e apeffonda difpofição,
que &c.
{{lema|APESTADO, A}}. p. p. de Apeftar. Soes. Hift. 2, 2, 15.
CEIT. Serm. I, 209, 2. VIEIR. Serm. 14, 2, 6. n. 66.
{{lema|APESTANADO, A}}. adj. Que tem pestana. Applicafe ás
vestidoras. CANCION. 216 , 2 Bons e mãos, todos já
trazem Os rabos alevantados, Em lobas frifadas jazem,
Capuzes apeftanados Pola ponta do pé trazem.
{{lema|APESTAR}}. v. a. O mefmo que Empeftar, e he como ho-
je fe diz. CEIT. Quadrag. 2, 13, 2 Ficavão [os mor-
tos] com o máo cheiro apéftando os que ficavão. F. DE
MEDOÇ. Serm. 2, 275, 12 Em huma cidade, como
efta, ardendo cm pefte, quem poderá entrar, que fe
não apéfte tambem nella? VIEIR. Serm. 14, 2, 6. n. 69
Podia inficionar, e apéftar a outros.
Mer. MONTEIR. Art. 15, 1 Com o peftilente ba-
fo de meus peccados, c chéiro intoleravel do mão exem-
plo enjoei, e apeftei quantos comigo tratárão, c con-
verfárão. F. DE MENDOÇ. Serm. 2, 186, 2 Converterfe-
ha hum David de feu adulterio.... huma Magdalena
de apéftar o mundo. Lise. Sanctor.. 31, 3.Os. efcanda
lofos não fó apefião as peffoas, com que trarão, mas
os cargos e lugares, que occupão.
{{lema|APEX}}. s. m. O mefimo que Apice. Lat. Apex. CARV. Cho-
rogr. 8, 2, 8. c. 33. P. 498 Obfervou a regra da Ter-
ceira ordem tanto à rifca e com tal primor, que nem
hum apex, ou hum jota fc lhe efcondeo.
{{lema|A PEZAR}}. fórm. adv. Vej. Pezar.
{{lema|APEZARADO, A}}. adj. Affigido, magoado, a quem fe
canfou pezar, dor, &c. Mox, Palm. 2, 153 Dizendolhe
que não fe havião de fazer tamanhos extremos, pois
com clles matava a fi mefmo, trazia apezerados e def.
contentes feus amigos.
{{lema|A PEZO}}. fórm. adv. Vej. Pezo.
{{lema|APHELIO}}. ou
{{lema|APHELION}}. s. m. Aftton, CARV. Aftron. 3, I, 134 Aphelion he o ponto da circunferencia do Orbe Planeta-
rio, que difta mais do centro do Sol.
{{lema|APHERESIS}}. s. f Gramm. Figura pela qual fe tira algama letra on fillaba do principio da palavra; como ma
ginar por imaginar. Do Greg. Apaís. acc. na antepenulr.
BARR. Gramm. 162 Apherefis quer dizer cortamento, por
que do principio d'alguma dicção cortamos, c tiramos
alguma letra, ou fillaba... como defta dicção, deter-
minar, tiramos, de, e dizemos, terminar que he o
fimples. LEON. DA COST. Ecl. 5, 23 y. not. h Onde ufou
da figura chamada Apherefis, que he o mefmo que cor-tamento.
{{lema|APHONIA}}. s. f. Med. Privação da voz, mudez. Do Greg. Apwiz. {{Uso|acc. na penult.}} CuRv. Atal. 25 Aphonia, ou falra de fallar fuccede pela maior parte de affecto efpafmodico das veias recurrentes.
{{lema|APHORISMO}}. s. m. Doutrina de muitas cousas reduzida
a compendio, e fegundo a exacção das regras. Dizfe, par-
ticularmenre dos axiomas, e proloquios de Hippocrates,
e de ourros femelhantes aos feus. Do Greg. Apopos
SA DE MIR. Vilhalp. I, I Antes a poder d'apborifmos
tudo tribuião aos feus remedios. TELL. Chr. 2, 5, 18.
n. 3 Enfermidades da alma não fe governão pelos aphorismos de Galeno. VIER. Serm. 10 do Rol. 15, 2,
208 Lá diz o aphorifino vulgar da Medicina &c.
Conceito breve, e fentenciofo, moral, ou politico. A-
CAD. DOS SING. 1, 6, Oraç. A fentença mediana fe cftima Platonico aphorifmo no erudito. ESPER. Hift. 1, 2,
18. n. 2 Ufava tambem de aphorifmos devoros, os quaes
-explicava com muita propriedade. VIEIR Cart. 3, 27
Ule Voffa Excellencia daquelle aphorifmo do Anjo Ra-
fael a Tobias, que &c.
Axioma, maxima, documento, que em poucas pala-
vras comprehende a cffencia das coufas. PINT. RIB. Elog.
116 Não pallou pot alto cfte aphorifino de bom gover-
no a Seneca. M. FERNAND. Alm. 3, 2, 5. n. 335 Efte
aphorifmo enfinou o Senhor Jefus diante do Juiz Pilatos.
M. BERN. Florcft. 2, 4, 144, A Colhemfe defte cafo
os feguintes aphorifmos ou maximas na materias de be-
neficios e cfmólas.
{{lema|APHTA}}. s. f. Med. Pequena chaga fuperficial, e redonda,
que nafce n bocca, principalmente das crianças de peito,
por caufa do demafiado calor do leite. Lat. Aphia. Conv.
Atal. 26 A raiz de funcho queimada por fi, c unrada
com mel, he muito efficaz para as aphtas, ou chagui-
nhas da lingoa, das gengivas, e céo da bocca. 14
{{lema|APIADADO, A}}. p. p. de Apiadar. FR. MARC. Chr..2,
10. cant. 41. Sovs. Hift. 1, 2, 35. FR. F. BRAND.
Oraç. 22.
{{lema|APIADAR}}. v. a. Mover a piedade , caufar compaixão.
(Apedar) Efte verbo, e feus cognatos deverião efcre-
verie com e attendendo a etymologia do Lat. Pietas;
mas como os noffos ainda no nome Piedade mudarão fre-
quentemente o e em 4, póde prevalecer o ufo, e tam-
bem por caufa da conjugação em algumas peffoas. GIL
Vic. Obr. 4, 239 Afi hc meu pai fenhor, Que tem
dôres d'almorráas, Que he coufa d'apiadar. EUFROS. 1,
I Apiadando com a razão de meus fentimentos Ditis,
e Hecate. FR. THOM. DA VRIQ. Evang. I, 121, 1 Mas
fobre tudo apiadou a Deos ver tal defemparo.
Tratar com piedade, caritativamente,
e con cuidado. Dizfe particularmente a refpeito dos doentes. ARR.
Dial. 8, 23 Sua natureza he bondade, e proprio lhe he
o apialar, e o perdoar. CARDOS. Agiol. 2, 405 E fe a
não apiadário a toda a hora, efpiraria.
Com pron. peff. Compadccerfe, laftimarfe, ter pie-
dade. Reg. abf. de, ou com alg..ou d alg. c. GALV.
Chr. 10 Por efta mulher, e pot eftes moços, a cuja
fraqueza, cidade a ira dos inimigos fóe apiadarfe. M
MOR. DAS PROEZ. 1, 37 O Cavalleiro dava gritos tão
doridos, que não houvera tão bruto, e duro coração,
que delle fe não apiaddra. ESPER, Hift. 2, 10, 50. n.
5 Apiedaivos, Senhor, cont eftes pobres feridos.
{{lema|APIAHA}}. s. m. Certo tom antigo, que fe tocava nos inf
trumentos músicos. EurRos. 3, 2 Vos, tocaftes em feu
tempo o apiaha, vejovos geito pera o fazerdes bem.
{{lema|APIASTRO}}. s. m. O mefino que Madre filva. Do Lat. Apiaftrum. LEON. DA COST. Ecl. 7, 29. not. c Efta, como
diz Servio, he femelhante ao apiaftro, ou madre filva,
como nós lhe chamamos.<noinclude></noinclude>
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API
{{lema|APICAÇADO, A}}. p. p. de Apicaçar. CANCION. 164 ;
1. CIT. Quadrag. 2, 379, 2.
{{lema|APICAÇAR}}. v. a. ant. O mesmo que Efpicaçat, e he co-
mo hoje fe diz. JER. CARDOS. Dict.
{{lema|APICE}}. s. m. Cume, parte mais alta de alguma coufa. Do
Lat. Apex. M. BERN. Floreft. 1, 4, 134, A Onde eſta
va preparada huma alta pira; e em feu apice collo-
cado hum como throno.
Met. Ponto mais fubido, e extremo de perfeição.
VIEIR. Serin. II, 15, 5. n. 618 Remontandofe o feu
efpirito aos apices altiflimos dos confelhos Evangelicos.
M. FERNAND. Alm. 1, 2, 2. n. 11 Daquelles apices da
Igreja [S. Pedro e S. Paulo] mellor differa olhos del-
la, que &c. M. BERN. Floreft. 2, 5, 194, C No fum-
mo Pontifice Romano toda a grandeza, e mageftade af-
fenta bem, por fer a fua dignidade o apice de todas as
da terra.
Orthogr. LEÃO, Orthogr. 77 São huns apices,
ou cimalhas, das quaes ufamos, quando fe ajuntão duas
vogaes, que fe podião lér de duas maneitas, ou jun-
tas em huma fillaba, ou feparadas em duas. Polo que
quando queremos moltrar, que as vogacs fe hão de lér
divididas, poemos os apices nefta maneira &c. BENT.
PER. Orthogr. 19 Apices, por outro nome Dierefis ou ci-
malhas, são dous pontos, que ufamos por fobre a vogal
que queremos dividir da outra immediata, e pronunciar
dividida: v. g. neftas palavras faúde, alaide, poeta..
E ifto particularmente le faz nos nomes, que fe equi-
vocão com os diphthongos, para que fe entenda que não
são diphthongos, e que cada húa daquellas vogaes faz
por fi fillaba particular. BARRET. Orthogr. 54 Apices são
dous pontos, que usamos nefta forma.. hum antes do
outro. Pocfe fobre a vogal, que queremos dividir da
ontra immediata, e pronunciala dividida, principalmente
em os nomes que fe equivocão com os diphthongos, co-
mo neftas pilavras faüde, alaide, poeta, painco, tabia,
e outros muitos.
Apices da lei, da juftiça, &c. Todo o rigor, até
onde ella póde abranger; ou as fuas fubtilezas. CEIT.
Serm. 1, 166, 4 Da muito que fazer aos Doutores
Theologos averiguar hum pleito da divina juftiça, e os
apices do feu rigor. VIEIR. Cart. 1, 122 Entende Italia
fe fará a paz com as condições do feu refpeiro, fem fe
attender aos apices da juftiça. M. FERNAND. Alm. 3, 3, Mer. Dizfe a refpeito de coufas moraes. ARR. Dial..
2. n. 425. p. 963 Caftigar
coufa, inclue crueldade, por ayices de direito alguma
{{lema|APICHOLADO, A}}. adj. Paov. DA HIST. GEN. 1, 3, 55.
yp. 646. ann. 1452 Com bum caparazão de velludo api-
cholado de muitas cores.
{{lema|APIEDAR}}. v. a. e feus derivados. Vej. Apiadar.
{{lema|APINCELAR}}. v. a. pouc. uf. Caiar, cobrir de cal. CARY.
Chrorogr. 1, 1, 1 c. 17 E devendo os Religiofos do
dito mofteiro confervar: efta memoria, e não confentir
que fe apagaffe, a fizerão cobrir de cal ao tempo, que
cal ao tempo, que fe apincelou o mosteiro.
{{lema|APINHADO, A}}. p. p. de Apinhar. Sous. Vid. 2, 33.
M. Tuos. Infel. 5, 21. M. BERN. Floreft. 5, 1, 33, C.
{{lema|APINHAR}}. v. a. O inefino que Apinhoar. Sous. Hift. z,
2,20 Dão de novo rijamente fobre elles, e fazemnos
apinbar rodos fobre as portas.
Com pron. peff. Unirfe, apertarfe muito. Sous. Cou-
TINH. Cerc. 2, 4 Quanto mais fe apinhaffen, menos fe
poderião lograr das armas.
Met. CEIT, Serm. 2, 276, 1 Aflim que quem bem
olhar ou ao natural, ou fobrenatural, verá que todo-el-
le difperfo, e dividido per muitos, fe vai apinbar, e
ajuntar em hum ente fó, que o conrém.
{{lema|APINHOADO, A}}. p. p. de Apinhoar. BARR. Dec. 1, 5,
2. CAMP. Receb. 92 . Sous. Hift. 2. 1, 14.
{{lema|APINHOAR}}. v. a. Ajuntar y unir, apertar como formando
buma pinha. Azev. Correcç. 2, 2, 120 Apinhoandofe
neftas partes as bexigas.
Com pron. pell. CASTANH. Hift. 7, 89 Que fe api
nhoaffem, e fizetfem fortes pera fe defenderem dos imi-
gos fe os commeteffem. BARR. Déc. 1, 1, 6 Sahirãofe
do caminho pera hum tezo e alli fe apinboarão todos
a olhar tamanha novidade. SovER. Hift. 3, 6 Só caberia
foldadefca] quando, conio d'abelhas, huns boticairos
{{lema|APIO}}. s.m. antiq. O mefimo que Opio. Leão, Report. 5
Apio não pode ninguem ter em fua cafa, fenão os
examinados.
{{lema|A PIQUE}}. fórm, adv. Em dircitura, de alto a baixo, como
a'prumo, ou perpendicularmente. Govy. Jotn. 3, 5 Por
fer [fetra] fobte modo alta, e ingreme, e quafi a pique
por rodas as partes. Sous. Vid. 2, 4 A defcida, que ha,
he tão ingreme, que parece talhada a pique. M. DE FI-
GUEIR. Hidrogr. Rot. de Angol. 27 y Vereis hum morro
cortado a pique de longo do mar.
Direitamente ao fundo, e com o perigo de naufra-
gar. Dizfe das embarcações. LOBAT. Palm. 5, 140 O
navio fe foi a pique ao fundo, fummergindofe nas profun-
das agoas. CASTк. Ulyff. 7, 104 Que em Baticala tan-
tas nãos a pique Ao centro manda, e rende juntamen-
te. CARDOS. Agiol. 2, 687 E em lugar de emproar a
não, que o levava, na rica ilha de Goa, fe foi a pique
.com desfeita tormenta.
...Quafi a ponto. CARDOS. Agiol. 2, 289 Tinha o tof-
tro cheio de chagas, e o nariz corcomido todo, a pique
de o perder.
Verb. Eftar... de naufragar. Das embarcações.
VIEIR. Serm. 4, 4; 2. n. 113. Irfe... (perderfe de to-
do. PER. Elegiad. 4, 55 y. CARDOS. Agiol. 2, 687.
Met. ACAD. DOS SING. 2, 10, Silv. Que fe parar
de mãos, birmebei a pique. Pôr. LOBAT. Palm. 5, 49.
A pique. Preftes, prontamente, a ponto. BARR. Dec.
1, 4, 6 Affentou Valco da Gama ... ficaffem em os
navios a bom recado, e tanto a pique, que pudeffem
acudir a qualquer neceflidade. PINT. PER. Hift. 1, 2,
18 E Itimicão, que tambem eftava com a fua [gente]
muito a pique, pera tanto que &c. FERNAND. Palm. 3,
47 Como eftiveffem já a pique com as efpadas nas mãos.
{{lema|APISOADO, A}}. p. p. de Apifoar. REGIM. DA FAZEND
240, 11 y. Sous. Hift. 2, 49.
{{lema|APISOADOR}}. s. m. O que apifoa. Jer. CARDOS. Dict.
{{lema|APISOAR}}. v. a. Apertar com o pisão. JER. CARDOS. Dict.
{{lema|APISTEIRO}}. s. m. Vafo pequenò com hum, ou dous bicos,
pelo qual fe dá o apifto do doente. Azev. Correcc. 13
12. p. 357 Ou deftillações de gallinha por apifteiros.
{{lema|APISTO}}. s. m. Caldo de fubftancia, feito da carne picada;
muito cozida, e efpremida. Cerr. Quadrag. 1, 95, 4 Se
não tem dentes pera comer, vai tudo em apiftos. Luz,
Serm. 2, 2, 35. col. 4 Como quem toma húa fubftan-
cia, ou hum apifto. Sous. Vid. 4, 30 Mandavão os Me-
dicos acudirlhe com apiftos, e fubftancias amiude peta o
esforçarem.
9, 15 Ajudaivos, Antiocho, defte antidoto, defte apif-
to, e conforto poderofo pera esforçar, e confortar húa
alma quafi perfuadida a que defefpere de fua falva-
ção. VIEIR. Cart. 1, 30 Folguei de ver o conceito, que
Voffa Senhoria faz dos feus intentos nos foccorros, que
nos dá por apiftos. CHAG. Cart. 1, 80 Sua Divina Ma-
geftade fabe, que hei mifter todos eftes foccorros para
a batalha, em que ando e todos eftes
fraqueza, cin que vivo.
vous etes apiſtos para a
{{lema|APITAR}}. v. n. Afobiar com o apito. CASTANH. Hift. 2,
80 Logo os noffos capitáes começárão de mandar levar
ancora, e aparelharfe pera a partida. Tem as nãos api-
tarem, nem çalamearem, por não ferem fentidos dos Ru-
mes. PER. Elegiad. 4, 54 Que vendo tal furor bradan-
do apitão, E d'hua, e outra parte à lerta gritão.
Affobiar de qualquer modo; chiar, on piar, cantar
em tom agudo. BARR. Dec. 4, 5, 1 As quaes [aves]
por hum inftincto natural... be tanta a gralhada e
apitar, que fazem, fugindo todas pera a terra &c.
{{lema|APITO}}. s. m. Inftrumento para affobiar, com que principalmente os meftres nos navios, e os comitres nas galés fazem finaes, e dão as ordens á gente do ferviço. RESEND.
Chr. 126 E com muiras gritas, e alvoroços de muitos
apitos de meftres, contrameftres marinheitos &c.
Sous. COUTINH: Cerc. 1, 12 Sendo falvados de todos os
navios d'apitos, e gritas. CAM. Luf. 6, 71 Eis o mef-
tre, que olhando os ares anda, O apito toca.
Met. Sinal, indicio, prova, aceno. D. HILAR.
Voz, 33, 182 Certo fe a bondade he apito do amor,
onde fe achar a fonte de todo o bem, fein falta algúa,
alli ferá devido todo o amor. FERNAND. GALV. Serm. 1,
89, 1A palavra Sibillabit quer dizer, que a hum ace-
no, ou apito de Chrifto crucificado acuditão de todo a
mundo valcrofos foldados.
foldados pera outras de chemale, callipino. and Verb. Der dados tocalo. ) CASTANH. Hift. 5, 17. Soar o... Mox. Palm. 2, 157. Tanger o... F.
ALv. Inform. 2. Tocar o... CAM. Luf. 6, 71. A. DE.
VASC. Anj. 2, 5, 4. part. 5. p. 494.
{{lema|APLACAÇÃO}}. s. f. pouc. uf. Acção de aplacar. CEIT. Qua
dtag. 1, 287, 1 Aflim a coufá que fe hade offerecer<noinclude></noinclude>
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Assignatura annual (12 numeros).
Jarabono.
(12 numeroj ).
Um exemplar, 100 réis.
3$000
6 frs.
Este 1o numero é excepcionalmente vendido,
por motivos de despezas extraordinarias, a 500 réis.
Fóra do Brazil assigna-se a
nossa Revista, em Tra la mondo,
15, Boulevard des Deux Gares,
Meudon (França).
A lista dos nossos agentes appa-
recerá em o nosso proximo nu-
mero.
Para todos os assumptos; colla-
boração, annuncios, assignaturas,
directamente á Redacção
noticias, informações, etc., dirigir-se
da Brazila Revuo Esperantista
Rua da Assembléa, 46
Rio de Janeiro - Brazil
A Brazila Revuo conta com a assidua collaboração dos mais nota-
veis esperantistas brazileiros de todos os Estados.
O seu texto é variado, dando agasalho a toda a collaboração en-
viada, desde que seja de interesse geral.
E' nosso desejo publicar aqui traducções de contos, historietas,
poesias, etc., de autores nacionaes e para isso pedimos a todos os
samideanoj de envial-as á nossa redacção.
Serão publicadas as melhores, e a Brazila Revuo Esperantista offe-
recerá ao autor daquella que för julgada, no fim de um anno, isto é,
em Abril de 1908, a melhor entre as melhores, um valioso mimo.
Não precisamos encarecer o valor desse trabalho, já para o des-
envolvimento do Esperanto no Brazil, já para o conhecimento da
nossa patria no estrangeiro. Esta meritoria obra fica entregue ao
patriotismo e esclarecida intelligencia dos nossos leitores.
Acceitamos tambem de bom grado trabalhos originaes, principal-
mente se tratarem de usos e costumes brazileiros.
----
Chamamos a attenção dos leitores para o boletim de adhesão ao
Esperanto (aliĝilo) publicado na pagina ao lado. Todo aquelle
que approvar a creação do «Esperanto », como lingua inter-
nacional auxiliar, queira cortar o Boletim e envial-o á nossa re-
dacção. Pede-se escrever com boa letra. - Todos os nomes enviados
serão publicados na B. R. E. e enviados para a Livraria Hachette,
afim de figurarem no Tutmonda Jarlibro Esperantista (Annuario Uni-
versal Esperantista) do proximo anno.
A Brazila Revuo Esperantista respeita religiosamente as crenças e
opiniões de todos os seus redactores e collaboradores, e até mesmo
conserva, sem tocar, nos seus systemas de graphar as palavras.<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: APL pera effeito defta aplacação, ha de fer coufa; que to dos em certo modo com elle [Sacerdote] hão de offe. recer. {{lema|APLACADO, A}}. p. p. de Aplacar. CORT. R. Naufr. 4, 42. CART. DE JAP. 1, 192, 3. Sous. Hift. 1, 1, 7. {{lema|APLACADOR, ORA}}. adj. pouc, uf. Que aplaca. Luz, Tr. do Defej. 2, 1 E affi conclue S. Paulo, fallando delle electo pera fer o Pontifice, que por nós havia de fazer aquelle facrificio aplacador da irà de...
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<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>APL
pera effeito defta aplacação, ha de fer coufa; que to
dos em certo modo com elle [Sacerdote] hão de offe.
recer.
{{lema|APLACADO, A}}. p. p. de Aplacar. CORT. R. Naufr. 4,
42. CART. DE JAP. 1, 192, 3. Sous. Hift. 1, 1, 7.
{{lema|APLACADOR, ORA}}. adj. pouc, uf. Que aplaca. Luz,
Tr. do Defej. 2, 1 E affi conclue S. Paulo, fallando
delle electo pera fer o Pontifice, que por nós havia
de fazer aquelle facrificio aplacador da irà de Deos em
o monte Calvario.
{{lema|APLACAR}}. v. a. Soccgar, aquietar, fercnar, fazer tran-
quillo. ant. Apracar. Do Lat. Placare. CORT. R. Naufr.
2, 21 Procurando aplacar o peito ardente. FR. MARC.
Exerc. 18, 89 Em mi aplacai a voffa ardente fede.
Sous. DE MAC. Ev. 1, 23, 113. n. 6 Ella [ Mufica]
aplaca os impulfos colericos.
Neutr. Acalmar, abrandarfe, ceder da força ou acti-
vidade. Sous. Hift. 1, 2, 18 Aplacou o mar, não co-
mo he coftume, ceffando pouco a pouco. AzEv. Correcç.
I, 1, 6. p. 98 Póde fucceder ... aplaque a febre.
Adag. As dadivas aplacão os homens, e os deo-
fes. Dias, Paix. Confid. 4, t Conforme ao prover-
bio antigo, as dadivas aplacão os homens, e os deo-
fcs.
{{lema|APLACAVEL}}. adj. de hum. term. pouc. uf. Que facilmen-
te fe aplaca. SABELL. Eneid. 2, 2, 24 Sendo aquella
[loba] húa alimaria tão fera, e não aplacavel pera o
homem, &c.
{{lema|APLAINADO, A}}. p. p. de Aplainar. MONTEIR. Art. 15,
1. VIEIR. Serm. 11, 2, 9. n. 17.
{{lema|APLAINAR}}. v. a. Alizar, fazer igual com plaina, ou
qualquer outra coufa. ant. Aprainar. AzEv. Correcç. 2,
2, 123 Unguento... afamado para adelgaçar o carão,
c apagar as manchas, que nelle ficão das bexigas; a-
plainando, c igualando a péle.
Met. ARR. Dial. z, 5 Confeffo que cffa fó con-
fideração bafta para adoçar todos os amargozes defta vi-
da, e aplainar todas fuas difficuldades. M. FERNAND. Alm.
3, 2, 2. n. 273 Ontra diligencia: Aplainar o coração,
que feja igual e lizo. M. BERN. Luz e Cal. 2, 3, 339
Aplainainte as taboas defte coração de fuas afperezas
c desigualdades.
Achanar, fazer plano, rafo, igual, direito. Sous.
Hift. 2, 1, 2 Forão os Anjos, os que apraindrão os
caminhos, e compuferão, como gaftadotes, a praça. F.
DE MENDOÇ. Serm. 1, 48, 10 Quem nos ha de arra-
far aquelles montes, e aplainar aquelles outeiros, L.
BRAND. Medit. 1, 3, 79. p. 482 Não diz o Propheta
mais fenão que preparemos os caminhos ao Senhor
direitando, igualando, e aplainando.
Desfazer, defembarazar, facilitar. Dizie a refpeito
das duvidas, obftaculos, difficuldades, &c. VIEIR. Serm.
II, 2, 1. n. 54 Para aplainar todas as difficuldades,
que póde ter a mefma verdade.
{{lema|APLANADO, A}}. p. p. de Aplanar. VIT. CHRIST. 3, 42, 104.
{{lema|APLANAR}}. v. a. Albanar, fazer plano, por igual a fu-
perficie de qualquer confa. ant. Apranar. CORT. R. Nau-
fr. 7, 78 Ambos [os ventos] com força, e fúria, que
baftára... a ntil montes Desfazer, e aplanar em pouco
cfpaço. FR. L. Dos Ars. Jard. 142 E porque o caminho
era afpero, mandouo aplanar. CEIT. Serm. 2, 42, 4
Em fim como cidades, que, fundadas em alto, se não
pódem acanhar, ou aplanar.
Met. Ros. Hift. 2, 41, 1 E affi he notorio que
pola virtude de Jefu Chrifto apranou o mundo. ARR.
Dial. 6, 4 Quanto mais que cm ifto fe enxergão as ti-
quezas da bondade;, e mifericordia de noflo Deos, em
nos aplanar a chamma, e facilitar tanto o caminho do céo.
CHAG. Serm. Genuin. Pratic. 1, 362 Se quereis que
Deos aplanc voffas prefumpções, e altivezes.
Facilitar, desfazer defembaraçar os obftaculos, que
fe encontrão em qualquer confa. GREGOR. DE ALMEID. Ref-
taut. 1, 1 Mas queremos aplanar as difficuldades, e des-
fazer as duvidas apparentes.
{{lema|APOCALYPSE}}. s. m. O ultimo dos livros fagrados do No-
vo Teftamento, em que fe contém as myfteriofas revelações,
que teve S. João Evangelifta em Pathmos. Do Greg." A.-
xavls, revelação. FR. MARC. Exerc. 4, 21 Ouve a el-
le mefmo, que no Apocalypfe diz &c. BRIT. Mon. 2,
5. tit. 2 Como foi o defterro de Pathmos, e onde efcre-
veo o feu Apocalypfe. Sovs. Vid. 1; 12 Devião notar
o que o angelico Doutor S. Thomás diz fobre aquelle
lugar do Apocalypfe.
{{lema|APOCOPA}}. s. f. ou
{{lema|APOCOPE}}. s. f. Gramm. Figura, pela qual fe tira a huma palavra a ultima fillaba, ou letra. Do Greg. ATO-
xon, cortamento. BARR. Gramm. 163 Apocopa quer di-
zer cortamento do fim,... como quando dizemos, fi-
dalgo, por filho de alguem, a mó de fallar, por a nio-
do de fallar.
{{lema|APOCRIPHAMENTE}}. adv. mod. Faljamente, feni conftar
da verdade. Sous. DE MAC. Ev. 1, 17, 82. n. 6 Ou-
tros dizem que apocripbamente fe attribue tal revelação
a S. Methodio.
{{lema|APOCRIPHO, A}}. adj. Falso, incerto, de má fé, que não
merece credito. Do Greg. Arxpupe;; efcondido, occulto.
(Apocrifo.) PAIV. Serm. 1, 47 Os livros não fe cha-
mão apocriphos por ferem fabulofos, fenão por não re-
rem autoridade da Igreja bem póde o livro fer apocri-
pho, e a hiftoria verdadeira. BRIT. Mon. i, 1. c. 1 Da-
do que S. Jeronimo, e S. Agostinho os tenhão [os li-
vros de Enoch] per apocripbos. GUERREIR. Rel. 5, 5,
12 Algumas coufas notoriamente apocriphas e talfas.
{{lema|APODA}}. s. f. pouc. uf. mefmo que Apodo. Loe. Cort.
II, ito Pareceme (diffe Solino) que vos ficou por tratar
huma espécie de ditos glaciofos... que são os de feme-
lhanças, a que commummente chamão apodas.
{{lema|APODADEIRA}}. s. f. Mulber, que ufa de apodos. JER.
CARDOS. Dich
{{lema|APODADO, A}}. p. p. de Apodar. CANCION. 67; 3:
{{lema|APODADOR}}. s. m. O que ufa de apodos. Sous. DE MAC. Ev. 1, 45, 239. n. 20 Da imaginitiva nafcem todos os
officios mechanicos... fer hum homem apodador, agu-
do nos ditos, &c.
{{lema|APODADURA}}. s. f. O mefimo que Apodo. FERR. DE VASC.
Uly flip. 2, 6 E [com] hunia duzia d'apodaduras faço
guerra a todo o mundo. Sous. Hift. 1, 5, 4 Efte gene-
ro de vestido era caufa de o fazer hum alvo de apoda-
duras de quantos o viño. Los. Cort. 3, 31 E humas, c
outras cartas] tem a galantaria no pintar, e defcrever
as peffoas, e as coufas com apodaduras graciofas.
{{lema|APODAR}}. v. a. Dizer apodos, deferever as cousas, ou pef-
foas com jocofas, e agudas comparações, fentenças, &c. Reg. abf. {{Uso|alg. ou alg. c.}} com alg. ou alg. c. SA' DE MIR. Eftrang.
Prol. Foi grão dita, que não apodais já, mas não ha de
falecer quem me arremede. EUPROS. 5, 9 Pois fe o tu
viras antes diffo zombar, e desdenhar della, apodar a fo
gra, e cufpir do fogro &c.
Comparar, affemelbar de qualquer modo. CANCION.
2, 2 Pois fede bem confelhado, Não àpodes o cuida-
do Com fufpiros, que são morte. CEIT. Serm. 2, 214,
3 Que por iffo o Senhor em outra parabola nos apodou
com os cavóes da vinha, cujo officio &c.
Contar, calcular, computar pela eftimativa, ou pe-
lo groffo, FERN. Loe. Chr. de D. J. I. 2, so De gui-
fa que apodavom com os que hiom com o Méftre até tres
mil de cavallo, afóra muitos de pé. CANCION. 104
2 Que eftava o campo de Mourbs tão cheio, Que dos
de cavallo tres mil s'apodou. F. ALv. Inform. 47 Apoda-
vão os da nofla companhia a cincoenta mil vaccas.
{{lema|APODE}}. s. f. Certa ave da India. CuAG. Rámilh. 7, 87
Trata Eufebio Nieremberg de humas aves chamadas
Apodes, a quem os Indios chamão Manucodiatas.
{{lema|A PODER}}. fórm. adv. Vej. Poder.
{{lema|APODERADO, A}}. p. p. de Apoderar. Pix. Chř. de D.
Sanch. II. 9. SA' DE MIR. Cart: 6. CASTANH. Hift. 8,
92.
{{lema|APODERAMENTO}}. s. m. pouc. uf. Acção de fe apoderar. Prov. DA HIST. GEN. 1, 2, 18. p. 129. ann. 1437
Nem poffa hi tomar tamanho apoderamento, que o orde-
ne de outta guifa.
{{lema|APODERAR}}. v. a. Apofar, dar poffe, on dominio. Reg.
alge de alg. c. CoND. D. PEDR. Nobil. 4, 13 E o Principe
apoderon a EIRei do Reino.
Met. Aztv. Correç. 1, 3, 5. p. 327 Deixando a-
poderar [a moleftia] de qualquer membro.
Com pron. poff. Apofarfe, fenborcarfe, tomar pof-
fe, ou dominio. Dizfe a refpeito de coufas. BARR. Cli
rin. 1, 8 Começou d'entrar pela terra, apoderandofe
della. BRIT, Mon., 1, 2. c. 2 Se hião manholamente a-
poderando de Andaluzia. FR. BERNARD, DA SILV. Defenf.
1, 28 Apoderandofe Italo do imperio da Italia.
A refpeito de peffoas. Reg. de alg. ou fobre alg.
ANDR. DE RESEND, Hift. 12 E des que fe apoderou fobre
os Mouros, &c.
Met. SA DE MIR. Catt. 6 De quem fe elle a-
mor] apodera, entrando logo A liberdade perde. Fro,<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Grammatica da Lingua Esperanto PELO DR. ALBERTO ALVARES F. VIEIRA e LEONEL GONZAGA P. DA FONSECA Segunda edição augmentada Preço em todo o Brazil: 1$500 réis Este importante livro que tanto successo tem alcançado em todo o Brazil, é um estudo completo da Lingua Internacional, contendo grande numero de exercicios de applicação e dous pequenos diccio- narios portuguez-esperanto e esperanto-portuguez, e illustrado com um bellissimo...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Castelobranco" /></noinclude>Grammatica da Lingua Esperanto
PELO
DR. ALBERTO ALVARES F. VIEIRA
e LEONEL GONZAGA P. DA FONSECA
Segunda edição augmentada
Preço em todo o Brazil: 1$500 réis
Este importante livro que tanto successo tem alcançado em todo
o Brazil, é um estudo completo da Lingua Internacional, contendo
grande numero de exercicios de applicação e dous pequenos diccio-
narios portuguez-esperanto e esperanto-portuguez, e illustrado com
um bellissimo retrato do Dr. Zamenhof, auctor do Esperanto.
----
O INFERNO
Primeira parte da epopéa catholica de Dante Alighieri -A DIVINA COMEDIA, tra-
duzida em tercetos rimados, tal qual o original italiano, com annotações com-
pletas, quasi que para cada verso, pelo poeta brazileiro José Pedro XAVIER
PINHEIRO.
A segunda parte (Purgatorio) será exposta á venda em principio
do mez de Maio, e a terceira e ultima parte (Paraiso) ficará concluida
até Junho do corrente anno.
Essa traducção que surgirá depois de 25 annos da morte do seu
egregio interprete, que levou 8 annos a passal-a para o vernaculo, de
um sabor classico, está julgada como uma das mais perfeitas, da que
mais se approxima do original, tendo um critico italiano, homem de
letras notavel, ao lel-a, dito que se D.mte escrevesse a Divina Co-
media em portuguez, seria a traducção feita pelo poeta bahiano Xa-
vier Pinheiro». A publicação dos tres volumes, que contém cada um.
cerca de 400 paginas, deve-se ao esforço, á tenacidade de seu filho,
jornalista e homem de letras, o Sr. Xavier Pinheiro, que tudo tem
feito para glorificar o nome do seu muito amado progenitor. Cada
volume terá uma capa illustrada pelo artista brasileiro Raul Peder-
neiras, bastante conhecido nas rodas onde se cultiva a Arte. O appa-
recimento desta traducção completa, 100 cantos, ou 34 do Inferno, 33
do Purgatorio e 33 do Paraiso, vae ser um acontecimento. O saudoso
homem de letras, que tão bem soube interpretar o sagrado poema,
deixou um Estudo critico, philosophico e litterario, sob o titulo de Dante
e a Divina Comedia, para umas 600 paginas, que deve apparecer até
o fim do corrente anno, o mais tardar. Esse trabalho e completo,
minuciosissimo, detalhado e o poeta florentino e a sua obra são estu-
dados à luz de uma critica desapaixonada, independente, sabia e cri-
teriosa Annunciando o proximo apparecimento da divina trilogia
dantesca e do bello estudo sobre a obra e o seu autor, damos, temos
certeza, uma noticia que encherá de jubilo, de intenso contentamento
aos amantes das boas letras.
Acceitamos, desde já, encommendas para os quatro volumes, podendo
os pretendentes adquirirem o To volume Inferno pelo preço de 6000
brochado ou 10 000 encadernação de luxo, livre de porte, ou 25 pela obra
completa em brochura e 305000 encadernada.
Pedidos aos editores
M. Piedade & C. Rua da Assembléa, 46 Rio de Janeiro
Remessas LIVRE DE PORTE<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Castelobranco" /></noinclude>AOS NOSSOS LEITORES
A Brazila Revuo Espe-
rantista é um combatente
a mais na imprensa espe-
rantista.
Tem em vista propagar
e disseminar a idéa de
uma lingua internacional
no Brazil, e como os seus
redactores pensam que a
extraordinaria descoberta
do Dr. L. L. Zamenhof
convem perfeitamente a
esse fim, ella é esperantista.
Possa ella vencer!
De Babel ao Esperanto
Conferencia de Medeiros e Albuquerque, realisada no salão nobre da
Associação dos Empregados no Commercio do Rio de Janeiro (7a da
série organisada pelo BRAZILA KLUBO ESPERANTO>>
O ORADOR (que é saudado por prolongada salva de palmas do se-
lecto e numeroso auditorio que enchia o salão) começa declarando que
sente que os conferencistas que o precederam na serie organisada pelo
Brazila Klubo já haviam de ter dito as coisas que elle vae dizer; o
essencial em certos casos não é porém, o de descobrir novidades; é de
repetir trivialidades. E' o que occorre com certos argumentos muito
corriqueiros e faceis, mas que a rotina e velhos preconceitos injustifi-
caveis impedem de deital-os abaixo ao primeiro impulso; é preciso
batel-os, repisal-os.
E' por isso que acceitou o encargo de vir juntar mais um esforço
aos outros esforços da propaganda, lembrando-se que foi elle que, ha
quasi dez annos, fez a primeira ou uma das primeiras apologias do
Esperanto, pela imprensa, na Revista Brazileira.
Nesse tempo, a tentativa do Dr. Zamenhof não tinha todos os 20 a
altos apoios com que hoje conta. Nesse tempo, ninguem pensava que o
Papa, do alto do sólio pontificio, enviasse a sua benção ao Esperanto,
como fez por occasião do recente Congresso de Genebra.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="2" user="Castelobranco" /></noinclude>AOS NOSSOS LEITORES
A ''Brazila Revuo Esperantista'' é um combatente a mais na imprensa esperantista.
Tem em vista propagar e disseminar a idéa de uma lingua internacional no Brazil, e como os seus redactores pensam que a extraordinaria descoberta do Dr. L. L. Zamenhof convem perfeitamente a esse fim, ella é esperantista.
Possa ella vencer!
De Babel ao Esperanto
Conferencia de Medeiros e Albuquerque, realisada no salão nobre da Associação dos Empregados no Commercio do Rio de Janeiro (7a da série organisada pelo BRAZILA KLUBO ESPERANTO>>
O ORADOR (que é saudado por prolongada salva de palmas do selecto e numeroso auditorio que enchia o salão) começa declarando que sente que os conferencistas que o precederam na serie organisada pelo Brazila Klubo já haviam de ter dito as coisas que elle vae dizer; o essencial em certos casos não é porém, o de descobrir novidades; é de repetir trivialidades. E' o que occorre com certos argumentos muito corriqueiros e faceis, mas que a rotina e velhos preconceitos injustificaveis impedem de deital-os abaixo ao primeiro impulso; é preciso batel-os, repisal-os.
E' por isso que acceitou o encargo de vir juntar mais um esforço aos outros esforços da propaganda, lembrando-se que foi elle que, ha quasi dez annos, fez a primeira ou uma das primeiras apologias do Esperanto, pela imprensa, na Revista Brazileira.
Nesse tempo, a tentativa do Dr. Zamenhof não tinha todos os altos apoios com que hoje conta. Nesse tempo, ninguem pensava que o Papa, do alto do sólio pontificio, enviasse a sua benção ao Esperanto, como fez por occasião do recente Congresso de Genebra.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Castelobranco" /></noinclude>{{Início destaque|alinhamento=center}}
{{centralizado|'''AOS NOSSOS LEITORES'''|fs=2em}}
A ''Brazila Revuo Esperantista'' é um combatente a mais na imprensa esperantista.
Tem em vista propagar e disseminar a idéa de uma lingua internacional no Brazil, e como os seus redactores pensam que a extraordinaria descoberta do Dr. L. L. Zamenhof convem perfeitamente a esse fim, ella é esperantista.
Possa ella vencer!
{{Fim destaque}}
{{centralizado|'''De Babel ao Esperanto'''|fs=2em}}
'''Conferencia de Medeiros e Albuquerque, realisada no salão nobre da Associação dos Empregados no Commercio do Rio de Janeiro (7<sup>a</sup>. da série organisada pelo BRAZILA KLUBO « ESPERANTO »'''
O ORADOR (que é saudado por prolongada salva de palmas do selecto e numeroso auditorio que enchia o salão) começa declarando que sente que os conferencistas que o precederam na serie organisada pelo Brazila Klubo já haviam de ter dito as coisas que elle vae dizer; o essencial em certos casos não é porém, o de descobrir novidades; é de repetir trivialidades. E' o que occorre com certos argumentos muito corriqueiros e faceis, mas que a rotina e velhos preconceitos injustificaveis impedem de deital-os abaixo ao primeiro impulso; é preciso batel-os, repisal-os.
E' por isso que acceitou o encargo de vir juntar mais um esforço aos outros esforços da propaganda, lembrando-se que foi elle que, ha quasi dez annos, fez a primeira ou uma das primeiras apologias do Esperanto, pela imprensa, na ''Revista Brazileira''.
Nesse tempo, a tentativa do Dr. Zamenhof não tinha todos os altos apoios com que hoje conta. Nesse tempo, ninguem pensava que o Papa, do alto do sólio pontificio, enviasse a sua benção ao Esperanto, como fez por occasião do recente Congresso de Genebra.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Castelobranco" />-3-</noinclude>Dir-se-á talvez, que, ao menos do ponto de vista scientifico, essa
benção não é um argumento muito forte. Mas precisamente o Espe-
ranto nada tem a temer dos argumentos realmente scientificos. O que
se oppôe ao seu triumpho mais rapido são apenas os preconceitos.
E nenhum preconceito é mais forte que o religioso. Que o chefe da
religião que creou e vulgarisou o velho mytho da torre de Babel
applauda os esforços feitos em favor de uma lingua universal, é um
facto consideravel.
Todos sabem que as bençãos do Papa, são expedidas por uma
das numerosas dependencias do Vaticano sem que elle tenha disso um
conhecimento exacto. Compram-se. Tem uma tarifa marcada - e, por
signal, é uma tarifa moderada. Variam os preços, não com a maior ou
menor somma de direitos que dé no céu, permittindo que os que
pagam mais vão, no paraiso, para melhor logar. O preço sobe ou desce
com o papel em que a benção é escripta. Em pergaminho custa 11
liras em papel menos bom custa 8. Assim, é perfeitamente licito não
tomar muito a sério esse ramo de commercio.
Mas, quando o Papa abençôa uma corporação ou um congresso
internacional, o caso é differente. Elle não pode deixar de ter disso co-
nhecimento. De mais, os papeis que chegam às suas mãos transitam
por altos dignitarios da igreja. Passam pelo Secretario de Estado da
Santa Sé.
Si, por conseguinte, esgotados todos esses tramites, o pontifice
concorda em abençoar um congresso, presidido por um pastor pro-
testante, um congresso internacional, pode-se ter como certo que no
minimo isso quer dizer que o alto governo da igreja catholica acha
que não se trata de uma tentativa extravagante e ridicula.
E', pelo menos, um attestado de seriedade, passado por espiritos
cultos, más em geral -e isto é que importa notar-profundamente re-
trogrados. A benção do Papa tem, pois, neste caso especial um grande
valor terá sido talvez o primeiro exemplo de animação dado pelo Va-
ticano a uma iniciativa audaciosa.
Os que tem medo de comprometter a sua sisudez austera pare-
cendo interessar-se por futilidades, por fantasias, por tolices de des-
occupados, podem abrigar-se por traz deste grande exemplo.
Pode parecer triste que, em pleno seculo XX, em vez de razões, a
favor de qualquer cousa, nós procuremos primeiro nomes proprios,
parecendo voltar ao regimen antigo em que o essencial era a palavra
dos mestres. Mas infelizmente muitos se recusam a acceitar certas
idéas, emquanto não se lhes prova que homens eminentes adheriram
a ellas. Por isso, vale a pena, tratando do Esperanto, começar por ati-
rar-lhes em cima, alguns nomes de peso, em todos os ramos dos conhe-
cimentos humanos.
Felizmente, elles não faltam. Quando se ouvem objecções que se
presumem doutas sobre a possibilidade de uma lingua internacional,
ha sempre o desejo de perguntar a esses sabiosinhos de meia-tijella,<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Castelobranco" />{{rvh|-3-}}</noinclude>Dir-se-á talvez, que, ao menos do ponto de vista scientifico, essa benção não é um argumento muito forte. Mas precisamente o Esperanto nada tem a temer dos argumentos realmente scientificos. O que se oppôe ao seu triumpho mais rapido são apenas os preconceitos. E nenhum preconceito é mais forte que o religioso. Que o chefe da religião que creou e vulgarisou o velho mytho da torre de Babel applauda os esforços feitos em favor de uma lingua universal, é um facto consideravel.
Todos sabem que as bençãos do Papa, são expedidas por uma das numerosas dependencias do Vaticano sem que elle tenha disso um conhecimento exacto. Compram-se. Tem uma tarifa marcada - e, por signal, é uma tarifa moderada. Variam os preços, não com a maior ou menor somma de direitos que dé no céu, permittindo que os que pagam mais vão, no paraiso, para melhor logar. O preço sobe ou desce com o papel em que a benção é escripta. Em pergaminho custa 11 liras em papel menos bom custa 8. Assim, é perfeitamente licito não tomar muito a sério esse ramo de commercio.
Mas, quando o Papa abençôa uma corporação ou um congresso internacional, o caso é differente. Elle não pode deixar de ter disso conhecimento. De mais, os papeis que chegam às suas mãos transitam por altos dignitarios da igreja. Passam pelo Secretario de Estado da Santa Sé.
Si, por conseguinte, esgotados todos esses tramites, o pontifice concorda em abençoar um congresso, presidido por um pastor protestante, um congresso internacional, pode-se ter como certo que no minimo isso quer dizer que o alto governo da igreja catholica acha que não se trata de uma tentativa extravagante e ridicula.
E', pelo menos, um attestado de seriedade, passado por espiritos cultos, más em geral - e isto é que importa notar - profundamente retrogrados. A benção do Papa tem, pois, neste caso especial um grande valor terá sido talvez o primeiro exemplo de animação dado pelo Vaticano a uma iniciativa audaciosa.
Os que tem medo de comprometter a sua sisudez austera parecendo interessar-se por futilidades, por fantasias, por tolices de desoccupados, podem abrigar-se por traz deste grande exemplo.
Pode parecer triste que, em pleno seculo XX, em vez de razões, a favor de qualquer cousa, nós procuremos primeiro nomes proprios, parecendo voltar ao regimen antigo em que o essencial era a palavra dos mestres. Mas infelizmente muitos se recusam a acceitar certas idéas, emquanto não se lhes prova que homens eminentes adheriram a ellas. Por isso, vale a pena, tratando do Esperanto, começar por atirar-lhes em cima, alguns nomes de peso, em todos os ramos dos conhecimentos humanos.
Felizmente, elles não faltam. Quando se ouvem objecções que se presumem doutas sobre a possibilidade de uma lingua internacional, ha sempre o desejo de perguntar a esses sabiosinhos de meia-tijella,<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Castelobranco" />{{c|- 3 -}}</noinclude>Dir-se-á talvez, que, ao menos do ponto de vista scientifico, essa benção não é um argumento muito forte. Mas precisamente o Esperanto nada tem a temer dos argumentos realmente scientificos. O que se oppôe ao seu triumpho mais rapido são apenas os preconceitos. E nenhum preconceito é mais forte que o religioso. Que o chefe da religião que creou e vulgarisou o velho mytho da torre de Babel applauda os esforços feitos em favor de uma lingua universal, é um facto consideravel.
Todos sabem que as bençãos do Papa, são expedidas por uma das numerosas dependencias do Vaticano sem que elle tenha disso um conhecimento exacto. Compram-se. Tem uma tarifa marcada - e, por signal, é uma tarifa moderada. Variam os preços, não com a maior ou menor somma de direitos que dé no céu, permittindo que os que pagam mais vão, no paraiso, para melhor logar. O preço sobe ou desce com o papel em que a benção é escripta. Em pergaminho custa 11 liras em papel menos bom custa 8. Assim, é perfeitamente licito não tomar muito a sério esse ramo de commercio.
Mas, quando o Papa abençôa uma corporação ou um congresso internacional, o caso é differente. Elle não pode deixar de ter disso conhecimento. De mais, os papeis que chegam às suas mãos transitam por altos dignitarios da igreja. Passam pelo Secretario de Estado da Santa Sé.
Si, por conseguinte, esgotados todos esses tramites, o pontifice concorda em abençoar um congresso, presidido por um pastor protestante, um congresso internacional, pode-se ter como certo que no minimo isso quer dizer que o alto governo da igreja catholica acha que não se trata de uma tentativa extravagante e ridicula.
E', pelo menos, um attestado de seriedade, passado por espiritos cultos, más em geral - e isto é que importa notar - profundamente retrogrados. A benção do Papa tem, pois, neste caso especial um grande valor terá sido talvez o primeiro exemplo de animação dado pelo Vaticano a uma iniciativa audaciosa.
Os que tem medo de comprometter a sua sisudez austera parecendo interessar-se por futilidades, por fantasias, por tolices de desoccupados, podem abrigar-se por traz deste grande exemplo.
Pode parecer triste que, em pleno seculo XX, em vez de razões, a favor de qualquer cousa, nós procuremos primeiro nomes proprios, parecendo voltar ao regimen antigo em que o essencial era a palavra dos mestres. Mas infelizmente muitos se recusam a acceitar certas idéas, emquanto não se lhes prova que homens eminentes adheriram a ellas. Por isso, vale a pena, tratando do Esperanto, começar por atirar-lhes em cima, alguns nomes de peso, em todos os ramos dos conhecimentos humanos.
Felizmente, elles não faltam. Quando se ouvem objecções que se presumem doutas sobre a possibilidade de uma lingua internacional, ha sempre o desejo de perguntar a esses sabiosinhos de meia-tijella,<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Castelobranco" />{{c|— 3 —}}</noinclude>Dir-se-á talvez, que, ao menos do ponto de vista scientifico, essa benção não é um argumento muito forte. Mas precisamente o Esperanto nada tem a temer dos argumentos realmente scientificos. O que se oppôe ao seu triumpho mais rapido são apenas os preconceitos. E nenhum preconceito é mais forte que o religioso. Que o chefe da religião que creou e vulgarisou o velho mytho da torre de Babel applauda os esforços feitos em favor de uma lingua universal, é um facto consideravel.
Todos sabem que as bençãos do Papa, são expedidas por uma das numerosas dependencias do Vaticano sem que elle tenha disso um conhecimento exacto. Compram-se. Tem uma tarifa marcada - e, por signal, é uma tarifa moderada. Variam os preços, não com a maior ou menor somma de direitos que dé no céu, permittindo que os que pagam mais vão, no paraiso, para melhor logar. O preço sobe ou desce com o papel em que a benção é escripta. Em pergaminho custa 11 liras em papel menos bom custa 8. Assim, é perfeitamente licito não tomar muito a sério esse ramo de commercio.
Mas, quando o Papa abençôa uma corporação ou um congresso internacional, o caso é differente. Elle não pode deixar de ter disso conhecimento. De mais, os papeis que chegam às suas mãos transitam por altos dignitarios da igreja. Passam pelo Secretario de Estado da Santa Sé.
Si, por conseguinte, esgotados todos esses tramites, o pontifice concorda em abençoar um congresso, presidido por um pastor protestante, um congresso internacional, pode-se ter como certo que no minimo isso quer dizer que o alto governo da igreja catholica acha que não se trata de uma tentativa extravagante e ridicula.
E', pelo menos, um attestado de seriedade, passado por espiritos cultos, más em geral - e isto é que importa notar - profundamente retrogrados. A benção do Papa tem, pois, neste caso especial um grande valor terá sido talvez o primeiro exemplo de animação dado pelo Vaticano a uma iniciativa audaciosa.
Os que tem medo de comprometter a sua sisudez austera parecendo interessar-se por futilidades, por fantasias, por tolices de desoccupados, podem abrigar-se por traz deste grande exemplo.
Pode parecer triste que, em pleno seculo XX, em vez de razões, a favor de qualquer cousa, nós procuremos primeiro nomes proprios, parecendo voltar ao regimen antigo em que o essencial era a palavra dos mestres. Mas infelizmente muitos se recusam a acceitar certas idéas, emquanto não se lhes prova que homens eminentes adheriram a ellas. Por isso, vale a pena, tratando do Esperanto, começar por atirar-lhes em cima, alguns nomes de peso, em todos os ramos dos conhecimentos humanos.
Felizmente, elles não faltam. Quando se ouvem objecções que se presumem doutas sobre a possibilidade de uma lingua internacional, ha sempre o desejo de perguntar a esses sabiosinhos de meia-tijella,<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Castelobranco" />-4-</noinclude>si elles conhecem ao menos de nome Max Müller e Michel Bréal. São
homens que não fizeram outra cousa durante sua vida sinão estudar a
sciencia das linguas. Max Müller é morto. Sua obra foi, porem, col-
lossal e subsiste ainda hoje. Conhecia, alem das linguas classicas e
das da Europa contemporanea, as da India antiga, das quaes a mais
celebre é o sanskrito. Era, de mais a mais, um espirito de philosopho.
Pois bem: Max Müller proclamou que se podia perfeitamente
fazer uma lingua internacional, lingua artificial e por isso mesmo sim-
ples, flexivel e sonora. Declarou a esse proposito que não conhecia
tentativa alguma superior ao Esperanto.
Michel Bréal, que é outro linguista notavel, o systematisador de
uma verdadeira sciencia nova, a Semantica, tambem affirmou categori-
camente essa possibilidade, embora achasse preferivel outra solução.
Antes de saber qual era essa outra solução, o que primeiro se deve
mencionar é que tambem esse homem notavel, que deve entender
mais de linguas do que qualquer de nós, não descobre uma impossi-
bilidade qualquer na instituição e diffusão de uma lingua internacio-
nal artificial.
E si fosse preciso ir pedir a outros dominios da sciencia grandes
nomes, parece que a chimica, não tem nenhum maior que o de Ber-
thelot; parece que a electricidade não tem maior que o de d'Arsonval;
parece que a medicina não tem maior que o de Bouchard. São ho-
mens que têm raros emulos de igual valor; mas que não têm compe-
tidores que os offusquem.
Pois bem esses homens já foram alem da simples adhesão theo-
rica: estão na da propaganda activa.
Ainda uma vez é o caso de lembrar aos que têm medo de compro-
metter a sua chocha e inutil gravidade, que já podem se esconder por
traz de grandes nomes de homens de alto valor.
Esses homens comprehenderam que uma lingua internacional é
o complemento fatal da facilidade de communicações cada vez maior
entre os diversos povos.
Já se tem muitas vezes mostrado que pouco adianta o poder se
percorrer hoje, em algumas horas, numa viagem em caminho de ferro
tres ou quatro paizes distinctos, si em cada um delles se falla uma
lingua nova que não entendemos. Pouco adianta a reunião frequente
de congressos internacionaes si os membros delles tem cada vez mais
uma difficuldade maior em se entenderem.
Na ultima exposição internacional de Paris, em 1900, se deu um
facto que ficou celebre: em um congresso de naturalistas um norue-
guez para ser um pouco mais entendido fez um discurso em inglez.
Esse discurso foi logo após resumido em francez por um allemão.
Calculem esta viagem; uma exposição em inglez, feita por um no-
rueguez e traduzida para francez por um allemão!
Assim este e outros muitos factos que o conferencista cita, mos-
tram a incontestavel vantagem de uma lingua commum que sirva ao
commercio, á sciencia e á diplomacia,<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Castelobranco" />{{c|— 4 —}}</noinclude>si elles conhecem ao menos de nome Max Müller e Michel Bréal. São homens que não fizeram outra cousa durante sua vida sinão estudar a sciencia das linguas. Max Müller é morto. Sua obra foi, porem, collossal e subsiste ainda hoje. Conhecia, alem das linguas classicas e das da Europa contemporanea, as da India antiga, das quaes a mais celebre é o sanskrito. Era, de mais a mais, um espirito de philosopho.
Pois bem: Max Müller proclamou que se podia perfeitamente fazer uma lingua internacional, lingua artificial e por isso mesmo simples, flexivel e sonora. Declarou a esse proposito que não conhecia tentativa alguma superior ao ''Esperanto''.
Michel Bréal, que é outro linguista notavel, o systematisador de uma verdadeira sciencia nova, a ''Semantica'', tambem affirmou categoricamente essa possibilidade, embora achasse preferivel outra solução.
Antes de saber qual era essa outra solução, o que primeiro se deve mencionar é que tambem esse homem notavel, que deve entender mais de linguas do que qualquer de nós, não descobre uma impossibilidade qualquer na instituição e diffusão de uma lingua internacional artificial.
E si fosse preciso ir pedir a outros dominios da sciencia grandes nomes, parece que a chimica, não tem nenhum maior que o de Berthelot; parece que a electricidade não tem maior que o de d'Arsonval; parece que a medicina não tem maior que o de Bouchard. São homens que têm raros emulos de igual valor; mas que não têm competidores que os offusquem.
Pois bem esses homens já foram alem da simples adhesão theorica: estão na da propaganda activa.
Ainda uma vez é o caso de lembrar aos que têm medo de comprometter a sua chocha e inutil gravidade, que já podem se esconder por traz de grandes nomes de homens de alto valor.
Esses homens comprehenderam que uma lingua internacional é o complemento fatal da facilidade de communicações cada vez maior entre os diversos povos.
Já se tem muitas vezes mostrado que pouco adianta o poder se percorrer hoje, em algumas horas, numa viagem em caminho de ferro tres ou quatro paizes distinctos, si em cada um delles se falla uma lingua nova que não entendemos. Pouco adianta a reunião frequente de congressos internacionaes si os membros delles tem cada vez mais uma difficuldade maior em se entenderem.
Na ultima exposição internacional de Paris, em 1900, se deu um facto que ficou celebre: em um congresso de naturalistas um norueguez para ser um pouco mais entendido fez um discurso em inglez. Esse discurso foi logo após resumido em francez por um allemão. Calculem esta viagem; uma exposição em inglez, feita por um norueguez e traduzida para francez por um allemão!
Assim este e outros muitos factos que o conferencista cita, mostram a incontestavel vantagem de uma lingua commum que sirva ao commercio, á sciencia e á diplomacia,<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Castelobranco" />-5-</noinclude>Aliás os accordos entre as nações têm sido nesses ultimos tempos
tantos e tão variados que se pode dizer que já ha verdadeiras lingua-
gens internacionaes, como por exemplo o codigo de signaes mariti-
mos, que com quatro bandeiras permitte formar 78.642 signaes. Mas
é uma lingua de gestos; os dois commandantes podem depois nem se
entender si se encontrarem sem as bandeirolas. Mas só gestos não
bastam. Contam, e o orador repetiu, uma historia de dois sujeitos que
tinham tido a pretenção de se entender por meio de gestos. Eram dois
homens do povo, dos quaes um fôra soldado.
O primeiro levantou um dedo para o alto. O soldado replicou-lhe,
apontando-lhe para a terra. O primeiro fez um gesto de assentimento
e apontou para o soldado. O soldado apontou tambem para elle mas
com dois dedos. O primeiro voltou a sorrir, achando justa a resposta
e alargou os dois braços, com as mãos espalmadas. O soldado avançou
então para elle e começou a bater-lhe. Tiveram de o arrancar dalli.
Mas o interlocutor batido achou que elle havia ganho a aposta e pa-
gou-lhe o que era devido.
Os dois se apartaram e cada um contou então aos circumstantes o
que tinha entendido e o que tinha dito.
O soldado explicava elle apontou para o alto, como a significar
que eu merecia ser enforcado. «E tu enterrado!»-disse-lhe eu,
apontando para a terra. Não contente com o primeiro desaforo, mos-
trou um dos meus olhos para exprimir que era capaz de m'o arrancar.
Eu lhe repliquei logo: «E eu te arranco os dois !» Por fim, elle abriu
os braços, mostrando que eu devia ser crucificado. Então não pude
mais me conter: cahi-lhe em cima, de bordoada, que era o que elle
estava a precisar. E tanto elle reconheceu que eu tinha razão que me
pagou a aposta.
Ora, durante esse tempo, o outro estava tambem contando a con-
versa: Apontei, dizia elle, para o alto afim de lhe dizer: «Deus creou
o céu ». Elle me respondeu muito bem; mostrando o chão, para com-
pletar meu pensamento: «e tambem a terra ». « Creou a ti », voltei eu,
apontando-o com um dedo; « a nós dois » emendou o soldado, sempre
sagaz, indicando-me com dois dedos. Abri então os braços para expri-
mir, que apezar disso, o Senhor tinha sido crucificado. O soldado quiz
então me lembrar que além de crucificado o Senhor fora açoitado. E
começou a bater-me. Acho que não precisava dar-me com tanta força;
mas evidentemente foi habil. Por isso lhe paguei a aposta..
Eis ahi como os dois julgavam se ter entendido! Cada um tinha
dito, cada um tinha comprehendido cousas muito diversas.
Mas ninguem propõe que se adopte uma linguagem de gestos,
para uso das relações internacionaes.
(Continúa)<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Castelobranco" />{{c|— 5 —}}</noinclude>Aliás os accordos entre as nações têm sido nesses ultimos tempos tantos e tão variados que se pode dizer que já ha verdadeiras linguagens internacionaes, como por exemplo o codigo de signaes maritimos, que com quatro bandeiras permitte formar 78.642 signaes. Mas é uma lingua de gestos; os dois commandantes podem depois nem se entender si se encontrarem sem as bandeirolas. Mas só gestos não bastam. Contam, e o orador repetiu, uma historia de dois sujeitos que tinham tido a pretenção de se entender por meio de gestos. Eram dois homens do povo, dos quaes um fôra soldado.
O primeiro levantou um dedo para o alto. O soldado replicou-lhe, apontando-lhe para a terra. O primeiro fez um gesto de assentimento e apontou para o soldado. O soldado apontou tambem para elle mas com dois dedos. O primeiro voltou a sorrir, achando justa a resposta e alargou os dois braços, com as mãos espalmadas. O soldado avançou então para elle e começou a bater-lhe. Tiveram de o arrancar dalli. Mas o interlocutor batido achou que elle havia ganho a aposta e pagou-lhe o que era devido.
Os dois se apartaram e cada um contou então aos circumstantes o que tinha entendido e o que tinha dito.
O soldado explicava elle apontou para o alto, como a significar que eu merecia ser enforcado. « E tu enterrado! » - disse-lhe eu, apontando para a terra. Não contente com o primeiro desaforo, mostrou um dos meus olhos para exprimir que era capaz de m'o arrancar. Eu lhe repliquei logo: « E eu te arranco os dois! » Por fim, elle abriu os braços, mostrando que eu devia ser crucificado. Então não pude mais me conter: cahi-lhe em cima, de bordoada, que era o que elle estava a precisar. E tanto elle reconheceu que eu tinha razão que me pagou a aposta.
Ora, durante esse tempo, o outro estava tambem contando a conversa: Apontei, dizia elle, para o alto afim de lhe dizer: « Deus creou o céu ». Elle me respondeu muito bem; mostrando o chão, para completar meu pensamento: « e tambem a terra ». « Creou a ti », voltei eu, apontando-o com um dedo; « a nós dois » emendou o soldado, sempre sagaz, indicando-me com dois dedos. Abri então os braços para exprimir, que apezar disso, o Senhor tinha sido crucificado. O soldado quiz então me lembrar que além de crucificado o Senhor fora açoitado. E começou a bater-me. Acho que não precisava dar-me com tanta força; mas evidentemente foi habil. Por isso lhe paguei a aposta.
Eis ahi como os dois julgavam se ter entendido! Cada um tinha dito, cada um tinha comprehendido cousas muito diversas.
Mas ninguem propõe que se adopte uma linguagem de gestos, para uso das relações internacionaes.
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Para mostrar aos leitores os primeiros passos da nossa lingua
no Brasil, nada podemos escrever de melhor que traduzir o artigo
que o Sr. Hernani Mendes, o joven c muito activo secretario do Brajla
Klubo « Esperanto publicou na Renascença (Dezembro de 1906), a im
portante e conhecida revista illustrada. Por esse motivo deixamos de
reproduzir o artigo em portuguez.
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Para mostrar aos leitores os primeiros passos da nossa lingua no Brasil, nada podemos escrever de melhor que traduzir o artigo que o Sr. Hernani Mendes, o joven e muito activo secretario do ''Brazila Klubo « Esperanto publicou na ''Renascença'' (Dezembro de 1906), a importante e conhecida revista illustrada. Por esse motivo deixamos de reproduzir o artigo em portuguez.
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Para mostrar aos leitores os primeiros passos da nossa lingua no Brasil, nada podemos escrever de melhor que traduzir o artigo que o Sr. Hernani Mendes, o joven e muito activo secretario do ''Brazila Klubo « Esperanto '' publicou na ''Renascença'' (Dezembro de 1906), a importante e conhecida revista illustrada. Por esse motivo deixamos de reproduzir o artigo em portuguez.
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Para mostrar aos leitores os primeiros passos da nossa lingua no Brasil, nada podemos escrever de melhor que traduzir o artigo que o Sr. Hernani Mendes, o joven e muito activo secretario do ''Brazila Klubo « Esperanto »'' publicou na ''Renascença'' (Dezembro de 1906), a importante e conhecida revista illustrada. Por esse motivo deixamos de reproduzir o artigo em portuguez.
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Para mostrar aos leitores os primeiros passos da nossa lingua no Brasil, nada podemos escrever de melhor que traduzir o artigo que o Sr. Hernani Mendes, o joven e muito activo secretario do ''Brazila Klubo « Esperanto »'' publicou na ''Renascença'' (Dezembro de 1906), a importante e conhecida revista illustrada. Por esse motivo deixamos de reproduzir o artigo em portuguez.
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<noinclude><pagequality level="1" user="Castelobranco" />- 11 -</noinclude>Brazila Klubo « Esperanto >>
(Fundado a 29 de Junho de 1906)
Pres. honorarios: Lazaro Luiz Zamenhof, Marquez de Beaufront
e Murillo Furtado.
Directoria actual - Pres. Medeiros e Albuquerque, deputado;
1° vice-pres. Dr. Nerval de Gouvêa, professor e medico;
2° vice-pres. Laurianno das Trinas, empregado publico;
sec. Hernani Mendes, estudante; thes.: Honorio Leal, tele-
graphista. Sede: rua dos Ourives, 85 (1° andar). - Contri-
buição annual: 105000.
CONCURSO: Depois da longa descripção, acima transcripta,
feita pelo Sr. Hernani Mendes nada mais precisamos dizer sobre
este club. Sem descanço tem elle batalhado pela victoria da
nossa Idéa.
Ha um mez abrio um concurso entre todos os esperantistas
brasileiros para a traducção do interesssante conto de Coelho
Netto o BAPTISMO.
Premios são dados aos tres melhores traductores: 1° a publi-
cação da traducção na nossa Revista e um exemplar da Sintaxe
do Esperanto de P. Fruictier; 2° um exemplar da Chrestomathia
fundamental, do Dr. Zamenhof; 3° uma assignatura, annual, á
vontade, da Revue, Lingvo Internacia ou Tra la Mondo.
O concurso será fechado a 30 de Abril.
Para maiores informações devem se dirigir ao secretario do
B. K. E.
G. E. «Constellação do Sul >>
((Fundado a 17 de Março de 1906)
Pres. Dr. João Keating, professor; vice-pres. Tobias A. Rabello
Leite, engenheiro; sec: Carlos Steventon, engenheiro; thes
Jorge Berggreu, empregado de estrada de ferro.
Este grupo foi o primeiro fundado no Brasil, graças aos es-
forços de seu presidente. A primeira directoria eleita era: pres:
Dr. João Keating; vice-pres: Tobias Rabello Leite; sec: Henri-
que Serra e thes: Arthur Levy. Tem cincoenta socios dos quaes
dois terços frequentam os dois cursos dirigidos pelo pres. e vice-
pres. do grupo.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Castelobranco" />{{c|— 11 —}}</noinclude>;Brazila Klubo « Esperanto >>
:(Fundado a 29 de Junho de 1906)
:Pres. honorarios: Lazaro Luiz Zamenhof, Marquez de Beaufront e Murillo Furtado.
:Directoria actual - Pres. Medeiros e Albuquerque, deputado; 1° vice-pres. Dr. Nerval de Gouvêa, professor e medico; 2° vice-pres. Laurianno das Trinas, empregado publico; sec. Hernani Mendes, estudante; thes.: Honorio Leal, telegraphista. Sede: rua dos Ourives, 85 (1° andar). - Contribuição annual: 10$000.
CONCURSO : Depois da longa descripção, acima transcripta, feita pelo Sr. Hernani Mendes nada mais precisamos dizer sobre este club. Sem descanço tem elle batalhado pela victoria da nossa Idéa.
Ha um mez abrio um concurso entre todos os esperantistas brasileiros para a traducção do interesssante conto de ''Coelho Netto'': o BAPTISMO.
Premios são dados aos tres melhores traductores: 1° a publicação da traducção na nossa Revista e um exemplar da ''Sintaxe do Esperanto'' de P. Fruictier; 2° um exemplar da ''Chrestomathia fundamental'', do Dr. Zamenhof; 3° uma assignatura, annual, á vontade, da ''Revuo'', ''Lingvo Internacia'' ou ''Tra la Mondo''.
O concurso será fechado a 30 de Abril.
Para maiores informações devem se dirigir ao secretario do ''B. K. E.''
;G. E. «Constellação do Sul >>
:((Fundado a 17 de Março de 1906)
:Pres. Dr. João Keating, professor; vice-pres. Tobias A. Rabello Leite, engenheiro; sec: Carlos Steventon, engenheiro; thes : Jorge Berggreu, empregado de estrada de ferro.
Este grupo foi o primeiro fundado no Brasil, graças aos esforços de seu presidente. A primeira directoria eleita era: pres: Dr. João Keating; vice-pres: Tobias Rabello Leite; sec: Henrique Serra e thes: Arthur Levy. Tem cincoenta socios dos quaes dois terços frequentam os dois cursos dirigidos pelo pres. e vice-pres. do grupo.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Castelobranco" />- 13 -</noinclude>O Dr. J. Keating é incansavel no seu trabalho pelo esperanto;
está sempre prompto a auxiliar os seus correligionarios e a idéa
do futuro congresso foi logo por elle acceita e espalhada pelos
jornaes do progressista Estado de São Paulo.
Sociedade Esperantista do Rio Grande do Sul
Fundada a 2 de Setembro de 1906 em Porto Alegre
Presidentes honorarios: Dr. L. L. Zamenhof e L. de Beaufront;
presidente effectivo: Christiano Kræmer; vice-presidente: Dr.
Joaquim A. Ribeiro; 1° secretario: Reynaldo F. Geyer; 2° se-
cretario: Hellemuth Pohlmann; thesoureiro: Illidio Augusto;
thesoureiro auxiliar: tenente Mario Cruz; bibliothecario: Al-
berto Goetze ; directores: Emilio Altmeyer Champignelle, Dr.
João Plinio de Castro Menezes; Dr. José Rafael Alves de
Azambuja, Stefan Michalski, Ulisses Cabral e Dr. Manoel da
Conceição Montojos.
No dia da reunião para fundação desta sociedade foi organi-
zada uma pequena exposição de coisas esperantistas, que impres-
sionaram muito favoravelmente os presentes entre os quaes
jornalistas, que deram boas descripções, principalmente o Correio
do Povo, Deutsche Zeitung e Riograndenser Vaterland.
A subscripção para telegrammas attingiu a 108$ e o Brazila
Klubo foi informado telegraphicamente da nossa sociedade. Em
resposta recebemos o seguinte telegramma: «Agradecemos com-
municação, abraçamos caros samideanos. Vivu Zamenhof! Vivu
nia lingvo ! »
Como os nossos amigos do Chile soffressem então as conse-
quencias de terrivel terremoto a E. S. S. enviou á Soc. Esp. Chi-
lena telegramma de condolencias, recebendo como resposta as
seguintes palavras de Santiago: «Agradecimento cordeal; pa-
rabens. »
Outro telegramma, sobre o qual nada mais soubemos, foi
enviado ao 2º Congresso Universal de Esperanto em Genebra.
Eis o texto: «A Soc. Esperantista do Rio Grande do Sul hoje
fundada, saúda ao proveitoso Congresso e aos seus presidentes
honorarios Zamenhof e Beaufront 122 socios. »
Em vão procuramos nas actas completas uma simples allusão
a elle; os nomes de «Brazil » e «Brazileiro» não se vêm sequer<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Castelobranco" />{{c|— 13 —}}</noinclude>O Dr. J. Keating é incansavel no seu trabalho pelo esperanto; está sempre prompto a auxiliar os seus correligionarios e a idéa do futuro congresso foi logo por elle acceita e espalhada pelos jornaes do progressista Estado de São Paulo.
;Sociedade Esperantista do Rio Grande do Sul
:Fundada a 2 de Setembro de 1906 em Porto Alegre
:Presidentes honorarios: Dr. L. L. Zamenhof e L. de Beaufront; presidente effectivo: Christiano Kræmer; vice-presidente: Dr. Joaquim A. Ribeiro; 1° secretario: Reynaldo F. Geyer; 2° secretario: Hellemuth Pohlmann; thesoureiro: Illidio Augusto; thesoureiro auxiliar: tenente Mario Cruz; bibliothecario: Alberto Goetze ; directores: Emilio Altmeyer Champignelle, Dr. João Plinio de Castro Menezes; Dr. José Rafael Alves de Azambuja, Stefan Michalski, Ulisses Cabral e Dr. Manoel da Conceição Montojos.
No dia da reunião para fundação desta sociedade foi organizada uma pequena exposição de coisas esperantistas, que impressionaram muito favoravelmente os presentes entre os quaes jornalistas, que deram boas descripções, principalmente o ''Correio do Povo'', ''Deutsche Zeitung'' e ''Riograndenser Vaterland''.
A subscripção para telegrammas attingiu a 108$ e o ''Brazila Klubo'' foi informado telegraphicamente da nossa sociedade. Em resposta recebemos o seguinte telegramma: « Agradecemos communicação, abraçamos caros samideanos. Vivu Zamenhof! Vivu nia lingvo! »
Como os nossos amigos do Chile soffressem então as consequencias de terrivel terremoto a E. S. S. enviou á Soc. Esp. Chilena telegramma de condolencias, recebendo como resposta as seguintes palavras de Santiago: «Agradecimento cordeal; parabens. »
Outro telegramma, sobre o qual nada mais soubemos, foi enviado ao 2º Congresso Universal de Esperanto em Genebra. Eis o texto: «A Soc. Esperantista do Rio Grande do Sul hoje fundada, saúda ao proveitoso Congresso e aos seus presidentes honorarios Zamenhof e Beaufront 122 socios. »
Em vão procuramos nas actas ''completas'' uma simples allusão a elle; os nomes de «Brazil » e «Brazileiro» não se vêm sequer<noinclude></noinclude>
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Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/554
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 346 APO Tr. Quadr. 1, 129, 2 O melhor remedio para não che- garmos a efte eftado, e os vicios fe não apoderarem nef- ta forma de nós... he atalharlhes logo no principio. D. F. MAN. Epan. 3, 287 O vento... Je apoderava iem lei alguma das velas do navio. Apoderarfe o cavallo do freio. Tomalo nos dentes. TR. DA GINET. 1, 2 y Mas o cavallo... apoderonfe do freio, para que não pudeffe fer com elle pelo cavalleiro refreado. VILL. Boss, Nob...
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<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>346
APO
Tr. Quadr. 1, 129, 2 O melhor remedio para não che-
garmos a efte eftado, e os vicios fe não apoderarem nef-
ta forma de nós... he atalharlhes logo no principio.
D. F. MAN. Epan. 3, 287 O vento... Je apoderava iem
lei alguma das velas do navio.
Apoderarfe o cavallo do freio. Tomalo nos dentes.
TR. DA GINET. 1, 2 y Mas o cavallo... apoderonfe do
freio, para que não pudeffe fer com elle pelo cavalleiro
refreado. VILL. Boss, Nobiliarch. 2 Cheio de indignação
[o cavallo] fe apodercu do freio, e fe lançou de huma
rocha abaixo.
{{lema|APODO}}. s. m. Comparação engenhofa, e ridicula; dito fa-
ceto, e picante. Talvez do Greg. Arredor. ou Anodesis.
LOB. Cort. 11, 40 Ditos engraçados, apodos rifonhos.
VIEIR. Serm. 8, 231 Forão taes as rifadas, e zombarias,
tacs as injurias, nomes, e apodos affrontofos, que &c.
Comparação, e dito agudo, ainda fem fer picante, e
ridiculo CEIT. Serm. 23 59, 4 Notou bem: Santo Am.
brofio naquelle apodo, que o fabio deo a alma Santa.
ACAD. DOS SING. I, I, Decim. Mil gloriofos apodos.
M. BERN. Floreft. 1, 4, 136, A E o mefmo apodo...
deo Theodoro, Diacono da Igreja Romana, a hum Eu-
nuco de Victor Tribuno.
{{lema|APODRECER}}. v. a. Corromper, tornar podre. VERCIAL,
Sacrain. 3, 117, 143 O que rem hum dente apodre-
cido... o tira, porque nou apodreça os outros. A. DA
CRUZ, Recop. 2, i Alem de fe accrefcentar a apofte-
ma, ha de apodrecer as parres vizinhas da carne. FR.
THOM. DA VEIG. Confid. 1, 15, 1. n. 1 Tenha [a
terra] baftante humidade para poder agafalhar, capo-
drecer a femenre.
Met. Luc. Vid. 5, 21 Afli tem por efta compa-
nhia a vida, o efpirito, a prudencia,, a efficacià... os
que fóra della tudo perderião, e apodreceriño.
Neutr. Cotromperfe, fazerfe podre, ou corrupto. VIT.
CHRIST. 2, 10 y Porque he coufa corruptivel, e apo-
drefce. HEIT. PINT. Dial. 2, 4, 15 Como foi poffivel...
durar tanto effa não fem apodrecer? ARR. Dial. 1, 15
Primeiro olhão de que terra hão de fiar fuas fementes,
e que não apodreção com muito humor.
Met. Reg. abf., de, em, on com alg. c. D. CATH.
INF. Regr. 1, 8 E nom digo que apodreção com pegri-
cia, nem fejão confumidos com ociofidade. Feo, Tr. 2,
75, 4 Dizia Santo Agoftinho, fazendo queixume de fi a
Deos, por quanto chegára a apodrecer de culpas, de ma-
neira que &c. CHAG. Serm. Genuin. 2, 36 Apodrecem
os ricos nos bens temporaes.
Com pron. peff. ORT. Colloq. 16, 65 y Não fe
apodrece a cordoalha de Cairo ] na agoa falgada. A. DA
CRUZ, Recop. 3, 3 Porque à parte saa, que toca a
podre, fe apodrece.
Met. FR. MARC. Vid. 2, 5 E fugindo do traba-
lho de ler, fe deixão apodrecer da ociofidade, e priguiça.
{{lema|APODRECIDO, A}}. p. p. de Apodrecer. VERCIAL, Sa-
cram. 3, 117, 143. ARR. Dial. 8, 13. M. BERN. Paraif.
{{lema|APODRECIMENTO}}. s. m. ant. Acção e cffcito de apodrecer.
VIT. CHRIST. 1, 38, 118 E em efto fe toca a corru-
pcom, e apodrcciniento, que fe faz das riquezas natu-
raes. D. CATH. INF. Regr. 2, 16 Então efpantofamen-
te nos propõe o temor da morte, o apodrecimento do
corpo, o efpirito do juizo.
{{lema|APODRENTADO, A}}. p. p. de Apodrentar. JER. CARDOS.
Dict. BARBOS. Dict. BENT. PER. Thef.
{{lema|APODRENTAMENTO}}. s. m. O mefmo que Apodrecimen-
to. JER. CARDOs. Dict. BENT. PER. Thef.
{{lema|APODRENTAR}}. v. a. ant. Cerromper, tornar podre. J. DE BARR. Efpelh. 3, 53 Huma uva podre apodrenta a
outra saa, GRA. Comp. 2, 6 Como fetta, que deixa
o ferro na ferida, que em quanto não fabe fóra, fem-
pre eftá apodrentando, c_afiftulando a chaga. MADEIR.
Meth. 35, 30 qual [cauftico] não fomente cobre,
mas acaba de apodrcitar.
{{lema|APOGEO}}. s. m. Aftron. O ponto, em que qualquer plane-
ta está na fua maior diftancia do centro da terra: acc.
na penult. Do Greg. Anoyo. CARY. Aftron. 2, 7, 74
Como fe achará o movimento do apogéo [da Lua] e
a fua longitud. Via, 1, 1, 1. c. 20 Apogeo he o
ponto, em que o planeta difta mais do centro da terra,
e fe chama Auge, ou Aphelio.
{{lema|APOIADO, A}}. p. p. de Apoiar. A. DE VASC. Anj. 2,
6, 7. parr. 8. p. 950. TELL. Chr. I, I, II. n. 3. S.
ANN. Chr. 2, 11, 339.
{{lema|APOIAR}}. v. a. Fundamentar, firmar, fegurar, fuftentar, eftribar. Reg. alg. c. cm, ou fobre alg. c.
Met. NUN. DA Six.v. Poef. 134 Nova defenfa ven-
turofo apoia Nos foccorros de França, e de Saboia.
Patrocinar, proteger favorecer. Dizfe a refpeito de
peffoas. D. G. COUTINH. Jorn. 55 Começou a fer odiofo
aos meímos Mouros, que dances o apoiavão com feu Rei.
PINT. RIB. Luftr. 2, 29 Não pelos rogos, e interpre-
tações dos que o favorecião, e apoiavão. VIEIR. Serm.
3, 10, 11. n. 437 Todos os vêm roubar, e o mesmo,
que os confente, e apoia, o eftá vendo.
A refpeito de coufas. TELL. Hift. 3, 5, 220 De
tal maneira apoiou o negocio, que o Baxá despachou a
petição. M. THом. Inful. 7, 17 Que Amor começa hu-
milde, e com Mayorte Os fins de feus intentos fem-
pre apoia.
Provar, confirmar, convencer, verificar com palavras
on acções. Sous. DE MAC. Ev. 2, 15, 358. n. 26 O que
então diffe, apoia e prova. TELL. Chr. 1. Prol. Nem
com fuas muitas letras fe atrevéra o P. Meftre Fr. Leão
defender, ou apoiar efta fua propofição. ART. DE FURT.
3 Pata moftrar... a illusão, com que alguma gente a-
poia feus erros.
Neutr. Firmarfe, fundarfe, fuftentarfe. Ufafe no
propr. e met. PINT. RIB. Ufurp. 3 Trazia elle os reca-
dos dobrados para o tio, em cuja fuccefsão apoiavão
fuas esperanças.
Com pron. peff. CANCION. 9, 2 E quem s'apoia,
mal caça.
{{lema|APOIO}}. s. m. Fundamento, fobre que fe firma, fuftenta,
eftriba, on eftabelece alguma coufa.
Met. PINT. RIB. Ufurp. 28 O fegredo promettia
fegurança, celeridade, reputação, que he o maior apoio
de huma obra heroica. ACAD. DOS SING. I, 5, Oraç.
Sejão as Hiftorias os maiores apoios de feus panegyricos.
Amparo, arrimo, protecção. Paiv. Serm. 3, 36
O' Padre, fe aflim he, porque me não acabo eu de quie-
tar em Deos, e ando bufcando outros apoios, em que
confie, e em que me arrime. F. DE MENDOÇ. Serm.
2, 347, 26 Aquelle filho, que tinheis com vofco pera
apoio de voffa familia, que he delle ?
Argumento, prova, ou qualquer outra coufa, com que
fe faz ver a verdade. GREGOR, DE ALMEID. Reftaur. 1, 3
São tantos os apoios de conveniencias, para efta visão fe
explicar de noffos Reis Portuguezes, e feus fucceffores
que &c. CARDOs. Agiol. 3, 759 Mas firvãonos de apoio
domefticos exemplos. Sous. DE MAC. Ev. licenç. Sem
o apoio dos Santos Padres.
Alveit. GALV. DE ANDRAD. Art. 1, 11 Não mof-
trando o potro, ou cavallo bom apoio na bocca, fe lhe
continuarão algumas lições com o canhão.
{{lema|APOJADO, A}}. adj. Cheio de algum licor. Dizfe particu-
larmente dos peitos das mulheres. CANCION. 224 y, z
Se tangeis por becoadrado, Inflammado como chamma,
Pareceis odre apojado, Como mamma.
{{lema|APOJADURA}}. s. f. uf. Grande cópia de hum leite mais li
quido, que as vezes fobrevem aos peitos das mulberes, que
crião.
{{lema|APOLAZAR}}. v. a. Correr as prégas, v. g. do veftido, faia,
ou outra qualquer coufa com a agulha. BENT. PER. Thef.
Apolazar. Acu replicare puneta, ou puncta duplicare.
{{lema|APOLENTADEIRA}}. s. f. BENT. PER. Thef. Apolentadei-
ra. Nutrix 'celeris.
{{lema|APOLENTADO, A}}. p. p. de Apolentar. BENT. PER. Thef.
{{lema|APOLENTADOR}}. s. m. O que apolenta. BENT. PER. Thef.
{{lema|APOLENTAR}}. v. a. Do Lat. Polenta. JER. CARDOS. Dict. Celeriter nutrire vel educare.
{{lema|APOLLEGADO, A}}. p. p. de Apollegar. JER. CARDOS.
Dict. BARBOS. Dict. BENT. PER. Thci.
{{lema|APOLLEGADOR}}. s. m. O que apollega. JER. CARDOS.
Dict. BENT. PER. Thef.
{{lema|APOLLEGADURA}}. s. f. Acção e effeito de apollegar. JER. CARDOS. Dict. BARBOS. Dict. BENT. PER. Thel.
{{lema|APOLLEGAR}}. v. a. Manuzear, mover com os dedos, ou
ainda com as naus alguma confa. Do Lat. Pollex. JER.
CARDOS. Dict. BARBOS. Dict. BENT. PER. Thef.
{{lema|APOLLINEO, A}}. adj. De Apollo, pertencente a Apollo. acc. na antepenult. Do Lat. Apollineus. CAM. Luf. 1, 84
Já o raio Apollineo vifitava Os montes Nabatheos accen-
dido. CORR. Comm. Raio Apollineo, raio do Sol, cha-
mado afli, porque entre outros nomes, que o Sol tem,
hum delles he Apollo. MATT. Jeruf. 15, 36 Que o
Zephyro e orvalho, quando ardião Os Appollineos raios,
mitigaya.. M. BERN. Floreft. 4, 15, 227 Tripode Apol-
linea.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Castelobranco" />- 15 -</noinclude>uma vez nos dois fasciculos da Lingvo Internacia. Esforcemo-nos
para que no 3º Congresso ouça-se algo sobre o nosso movi-
mento.
Do glorioso Mestre e do L. de Beanfront, a E. S. S. recebeu
as seguintes respostas ás cartas que lhes davam sciencia da
presidencia honoraria.
- Varsovia, 28-X-06- Caros senhores-A' Soc. Espe-
rantista do Rio Grande do Sul envio cordeal saudação e o desejo
dos melhores successos - Vosso - Zamenhof.
P. S. O titulo de presidente honorario gentilmente offere-
cido a mim, eu o accito com cordeal agradecimento.
-Louviers, 24-10-1906-Caro senhor - De coração agra-
deço á Soc. Esperantista do Rio Grande do Sul a honra, que me
fez e de boa vontade acceito o titulo de «Presidente honorario >>
desta nova familia ésperantista.
Que vença ella brilhantemente e constantemente cresça na
bella terra do Brazil, que eu visitei ha muitos annos.
Com amistosa saudação á vossa sociedade e a vós mesmo,
VOSSO- L. de Beanfront.
Em circular, a E. S. S. informou a todas as folhas esperan-
tistas e a grande numero de sociedades e grupos da sua fundação
e propoz relações de amizade.
Outrosim todos os jornaes e revistas do Rio Grande do Sul
e mesmo do estrangeiro receberam muito favoravelmente a nossa
communicação.
E' de notar que os importantes jornaes de Montevidéo El
Siglo e La Razon agradeceram por carta e em Esperanto, dese-
jando-nos o maior exito. E' secretario dessas duas folhas o nosso
samideano Henrique Munoz. No nosso Estado, O Dever, de
Bagé, imprimiu o agradecimento em esperanto.
Infelizmente a E. S. S. ainda não poude abrir cursos por di-
versas difficuldades e principalmente pela pouquissima folga do
nosso muito activo presidente. Todavia reflicta-se que a abertura
de cursos não é o unico meio de proqaganda e como provam as
cartas recebidas, a E. S. S. deu um impulso não sem valor, á
nossa causa do Brazil. - R.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Castelobranco" />{{c|— 15 —}}</noinclude>uma vez nos dois fasciculos da ''Lingvo Internacia''. Esforcemo-nos para que no 3º Congresso ouça-se algo sobre o nosso movimento.
Do glorioso Mestre e do L. de Beanfront, a E. S. S. recebeu as seguintes respostas ás cartas que lhes davam sciencia da presidencia honoraria.
- Varsovia, 28-X-06 - Caros senhores - A Soc. Esperantista do Rio Grande do Sul envio cordeal saudação e o desejo dos melhores successos - Vosso - ''Zamenhof''.
P. S. O titulo de presidente honorario gentilmente offerecido a mim, eu o accito com cordeal agradecimento.
- Louviers, 24-10-1906 - Caro senhor - De coração agradeço á Soc. Esperantista do Rio Grande do Sul a honra, que me fez e de boa vontade acceito o titulo de « Presidente honorario » desta nova familia esperantista.
Que vença ella brilhantemente e constantemente cresça na bella terra do Brazil, que eu visitei ha muitos annos.
Com amistosa saudação á vossa sociedade e a vós mesmo, vosso - ''L. de Beanfront''.
Em circular, a E. S. S. informou a todas as folhas esperantistas e {{sic|a|o}} grande numero de sociedades e grupos da sua fundação e propoz relações de amizade.
Outrosim todos os jornaes e revistas do Rio Grande do Sul e mesmo do estrangeiro receberam muito favoravelmente a nossa communicação.
E' de notar que os importantes jornaes de Montevidéo ''El Siglo'' e ''La Razon'' agradeceram por carta e em Esperanto, desejando-nos o maior exito. E' secretario dessas duas folhas o nosso ''samideano'' Henrique Munoz. No nosso Estado, ''O Dever'', de Bagé, imprimiu o agradecimento em esperanto.
Infelizmente a E. S. S. ainda não poude abrir cursos por diversas difficuldades e principalmente pela pouquissima folga do nosso muito activo presidente. Todavia reflicta-se que a abertura de cursos não é o unico meio de proqaganda e como provam as cartas recebidas, a E. S. S. deu um impulso não sem valor, á nossa causa do Brazil. - R.<noinclude></noinclude>
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Página:Brazila Revuo Esperantista - Aprilo 1907.pdf/20
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<noinclude><pagequality level="0" user="Castelobranco" /></noinclude>{{iwpage|eo}}<noinclude></noinclude>
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Página:Brazila Revuo Esperantista - Aprilo 1907.pdf/21
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<noinclude><pagequality level="1" user="Castelobranco" />- 17 -</noinclude>Grupo Esperantista do Operariado
Prez. hon. Dr. L. L. Zamenhof; dir. secr. Francisco Ramos;
dir.-thez.: José-Ferreira. Séde: Rua do Hospicio, 145. Rio.
Este grupo foi fundado a 15 de Dezembro de 1906, quando
o Sr. Francisco Ramos começou um curso de Esperanto especial-
mente feito para o operariado. O Sr. Ramos é um activo propa-
gandista e começou o estudo da nossa lingua no Uruguay com o
muito conhecido professor Carlos Charrier. As licções são dadas
no syndicato de Pedreiros e Carpinteiros e cerca de 50 alumnos
ahi se instruem.
A propaganda do Esperanto entre os operarios é muito boa
para elles pois permittirá que elles se correspondam com os seus
companheiros extrangeiros, o que não seria por certo possivel
por meio de outras linguas, todas muito difficeis.
Continuae, Sr. Ramos; a victoria nos pertence!
Grupo Estrella Verde», filiado ao B. K. E.
Directoria Prez.: Hernani Mendes; sec.: Raul Gitahy de Alen-
castro; thez.: Francisco Varzea. Séde: Rua dos Ourives, 85.
(1º andar). Mensalidade: 1$000.
A 28 de Agosto proximo passado, o Brazila Klubo abrio
por intermedio do Sr. Hernani Mendes o seu segundo curso oral
na Associação dos Empregados no Commercio. Alguns dos me-
lhores alumnos fundaram a 1° de Dezembro do anno passado um
pequeno grupo, especialmente para a propaganda entre os empre-
gados no commercio e o filiaram ao Brazila Klubo. Grupo Verda
Stelo assim foi chamado o novo e esperançoso grupo que já faz
funccionar um curso semanal, nocturno e gratuito em sua séde.
O Esperanto no Telegrapho
Como se leu na chronica do nosso devotado amigo Hernani
Mendes o governo brazileiro tem auxiliado a divulgação da nossa
lingua entre os brazileiros, permittindo a abertura de alguns cur-
sos nas escolas officiaes. Todavia o mais importante auxilio é por
certo o obtido pelo Sr. Medeiros e Albuquerque, presidente do
Brazila Klubo.
2
R. E.<noinclude></noinclude>
gbnqseme7n78frghbkv6hh83jq7v4an
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Castelobranco
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<noinclude><pagequality level="3" user="Castelobranco" />{{c|— 17 —}}</noinclude>;Grupo Esperantista do Operariado
:Prez. hon. Dr. L. L. Zamenhof; dir. secr. Francisco Ramos; dir.-thez.: José-Ferreira. Séde: Rua do Hospicio, 145. Rio.
Este grupo foi fundado a 15 de Dezembro de 1906, quando o Sr. Francisco Ramos começou um curso de Esperanto especialmente feito para o operariado. O Sr. Ramos é um activo propagandista e começou o estudo da nossa lingua no Uruguay com o muito conhecido professor Carlos Charrier. As licções são dadas no syndicato de Pedreiros e Carpinteiros e cerca de 50 alumnos ahi se instruem.
A propaganda do Esperanto entre os operarios é muito boa para elles pois permittirá que elles se correspondam com os seus companheiros extrangeiros, o que não seria por certo possivel por meio de outras linguas, todas muito difficeis.
Continuae, Sr. Ramos; a victoria nos pertence!
;Grupo Estrella Verde», filiado ao B. K. E.
:Directoria Prez.: Hernani Mendes; sec.: Raul Gitahy de Alencastro; thez.: Francisco Varzea. Séde: Rua dos Ourives, 85. (1º andar). Mensalidade: 1$000.
A 28 de Agosto proximo passado, o ''Brazila Klubo'' abrio por intermedio do Sr. Hernani Mendes o seu segundo curso oral na Associação dos Empregados no Commercio. Alguns dos melhores alumnos fundaram a 1° de Dezembro do anno passado um pequeno grupo, especialmente para a propaganda entre os empregados no commercio e o filiaram ao ''Brazila Klubo''. ''Grupo Verda Stelo'' assim foi chamado o novo e esperançoso grupo que já faz funccionar um curso semanal, nocturno e gratuito em sua séde.
;O Esperanto no Telegrapho
Como se leu na chronica do nosso devotado amigo Hernani Mendes o governo brazileiro tem auxiliado a divulgação da nossa lingua entre os brazileiros, permittindo a abertura de alguns cursos nas escolas officiaes. Todavia o mais importante auxilio é por certo o obtido pelo Sr. Medeiros e Albuquerque, presidente do ''Brazila Klubo''.
{{d|R. E.}}<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Castelobranco" />- 19 -</noinclude>Nosso activo correligionario pediu a S. Ex. o Sr. Ministro
das Obras Publicas à inscripção do Esperanto entre as linguagens
que o nosso telegrapho chama claras. As linguas claras para o
telegrapho brazileiro eram até agora sómente o portuguez, o
francez, o inglez, o allemão, o italiano, o hespanhol, o holandez e
o latim.
Hoje graças á permissão dada pelo Sr. Lauro Müller, Minis-
tro das Obras Publicas, o Esperanto está inscripto nesta lista e
por isso os telegrammas escriptos em esperanto pagarão menos
que anteriormente.
O Sr. Director do Telegrapho enviou circular a todos os
telegraphistas e hoje nenhum delles poderá ignorar a existencia
da nossa lingua.
Consules e consulados.
Só no Rio de Janeiro os esperantistas brazileiros, conforme
o desejo do segundo congresso, escolheram os seus consules, que
são os Srs. Everardo Backheuser (Escola Polytechnica) e Ray-
mundo Cantão (rua dos Ourives, 107), mas acreditamos ser con-
veniente para o augmento da nossa causa a eleição de consules em
toda a cidade ou villa onde se encontrem esperantistas, porque
os consules facilmente podem mostrar aos que não são esperan-
tistas a utilidade e praticabilidade do Esperanto. Por outro lado,
nós brazileiros devemos utilizar o Esperanto para mostrar ao
mundo, principalmente aos europeus, que não somos selvagens
como alguns imaginam e para tal os consulados, isto é locaes
onde os esperantistas estrangeiros encontrem pelo menos uma
pessoa que falle Esperanto, serão excellentes para nós, pois deste
modo poderemos mostrar a todos as nossas riquezas mineraes,
a nossa florescente agricultura e os nossos progressos de todo o
genero.
Pede-se aos consules já escolhidos ou aos que forem eleitos,
dirigirem-se ao Sr. Rousseau, Place Carriat, 6, Bourg (Ain)
França, informando-o dos assumptos consulares ou pedindo-lhe
informações.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Castelobranco" />{{c|— 19 —}}</noinclude>Nosso activo correligionario pediu a S. Ex. o Sr. Ministro
das Obras Publicas à inscripção do Esperanto entre as linguagens
que o nosso telegrapho chama ''claras''. As linguas claras para o
telegrapho brazileiro eram até agora sómente o portuguez, o
francez, o inglez, o allemão, o italiano, o hespanhol, o holandez e
o latim.
Hoje graças á permissão dada pelo Sr. Lauro Müller, Ministro das Obras Publicas, o Esperanto está inscripto nesta lista e por isso os telegrammas escriptos em esperanto pagarão menos que anteriormente.
O Sr. Director do Telegrapho enviou circular a todos os telegraphistas e hoje nenhum delles poderá ignorar a existencia
da nossa lingua.
;Consules e consulados.
Só no Rio de Janeiro os esperantistas brazileiros, conforme o desejo do segundo congresso, escolheram os seus consules, que são os Srs. Everardo Backheuser (Escola Polytechnica) e Raymundo Cantão (rua dos Ourives, 107), mas acreditamos ser conveniente para o augmento da nossa causa a eleição de consules em toda a cidade ou villa onde se encontrem esperantistas, porque os consules facilmente podem mostrar aos que não são esperantistas a utilidade e praticabilidade do Esperanto. Por outro lado, nós brazileiros devemos utilizar o Esperanto para mostrar ao mundo, principalmente aos europeus, que não somos selvagens como alguns imaginam e para tal os consulados, isto é locaes onde os esperantistas estrangeiros encontrem pelo menos uma pessoa que falle Esperanto, serão excellentes para nós, pois deste modo poderemos mostrar a todos as nossas riquezas mineraes, a nossa florescente agricultura e os nossos progressos de todo o genero.
Pede-se aos consules já escolhidos ou aos que forem eleitos, dirigirem-se ao Sr. Rousseau, Place Carriat, 6, Bourg (Ain) França, informando-o dos assumptos consulares ou pedindo-lhe informações.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Castelobranco" /></noinclude>Congresso Brazileiro de Esperanto
----
CIRCULAR
Rio de Janeiro, 30 de Março de 1907.
Estimado correligionário !
A necessidade de systematisar a propaganda e o ensino da
» lingua internacional Esperanto, até agora feita no Brazil sem
£ nenhum methodo e mais ou menos por iniciativa individual
H de alguns mais ardorosos batalhadores, fez com que fosse pro-
posta, e aceita, pelos principaes esperantistas brazileiros, a reu-
nião no corrente anno, de um Congresso Brazileiro de Esperanto.
Além deste ha outros assumptos que desde já figuram no
programma provisorio ou que ainda nelle poderão entrar por
proposta de qualquer congressista, apresentada até 31 de Maio.
Entre os que já constam delle, pode se citar a organisação
do diccionario portuguez-esperanto. E’ de facto um trabalho de
alta relevância que tem sido no estrangeiro tentado por indivi-
duos isolados, o que ia succeder no nosso paiz onde varios espe-
rantistas abalisados tentavam sosinhos esse meritorio trabalho,
que, por falta de um accordo, poderia produzir uma porção de
pequenos trabalhos imperfeitos. O esforço conjuncto de todos os
esperantistas brazileiros é pois considerável. A commissão que
organisará o diccionario é formada do que ha de mais abalisado
no nosso mundo esperantista. No congresso porem todos, mes-
mo os mais modestos, o discutirão e assim — pensamos nós —
apresentaremos ao mundo um exemplo digno de ser imitado: a
producção por tal modo do diccionario nacional.
Esperamos, Snr., que queiraes adherir a este congresso e
honral-o assistindo. O programma abaixo transcripto mostrar-
vos-á que além dos trabalhos de ordem intellectual, foi organi-<noinclude></noinclude>
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{{c|CIRCULAR|fs=1em}}
Rio de Janeiro, 30 de Março de 1907.
{{d|Estimado correligionário !}}
A necessidade de systematisar a propaganda e o ensino da lingua internacional Esperanto, até agora feita no Brazil sem nenhum methodo e mais ou menos por iniciativa individual de alguns mais ardorosos batalhadores, fez com que fosse proposta, e aceita, pelos principaes esperantistas brazileiros, a reunião no corrente anno, de um Congresso Brazileiro de Esperanto.
Além deste ha outros assumptos que desde já figuram no programma provisorio ou que ainda nelle poderão entrar por proposta de qualquer congressista, apresentada até 31 de Maio.
Entre os que já constam delle, pode se citar a organisação do diccionario portuguez-esperanto. E’ de facto um trabalho de alta relevância que tem sido no estrangeiro tentado por individuos isolados, o que ia succeder no nosso paiz onde varios esperantistas abalisados tentavam sosinhos esse meritorio trabalho, que, por falta de um accordo, poderia produzir uma porção de pequenos trabalhos imperfeitos. O esforço conjuncto de todos os esperantistas brazileiros é pois considerável. A commissão que organisará o diccionario é formada do que ha de mais abalisado no nosso mundo esperantista. No congresso porem todos, mesmo os mais modestos, o discutirão e assim — pensamos nós — apresentaremos ao mundo um exemplo digno de ser imitado: a producção por tal modo do diccionario nacional.
Esperamos, Snr., que queiraes adherir a este congresso e honral-o assistindo. O programma abaixo transcripto mostrar-vos-á que além dos trabalhos de ordem intellectual, foi organi-<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Castelobranco" />- 23 -</noinclude>sada uma pequena serie de diversões e passeios onde os esperan-
tistas deste vasto paiz poderão iniciar relações de amizade mais
duradouras. Cremos que nos será possivel levar a bom caminho
esta parte, graças á boa vontade dos nossos correligionarios do
Rio e Niteroi, sempre tão devotados á nossa causa.
Ficam tambem, escolhidas á falta de melhor e mais pratico
meio, por designação nossa, as diversas commissões especiaes
que em tempo opportuno farão publicos os seus relatorios, afim
de que os congressistas melhor se possam preparar para a dis-
cussão.
Toda a pessoa, esperantista ou não, que des ejar tomar parte
no congresso ou ao menos apresentar trabalhos á discussão, de-
verá, até 15 de Junho, enviar á commissão organisadora a quan-
tia de 10$000, recebendo immediatamente o seu titulo em cartão
verde, ricamente impresso.
A commissão organisadora envidará esforços para obter do
governo e companhias de vapor ou estradas de ferro reducção
nas passagens. Os congressistas que se quizerem valer deste
favor devem pedil-o ao presidente da commissão até o dia 31 de
Maio.
Ha tenção tambem de organisar uma pequena exposição
esperantista e para tal pede-se a todo o mundo, brazileiros
ou estrangeiros, enviar o mais cedo possivel, toda a especie
de documentos concernentes ao assumpto.
Toda a correspondencia deve ser dirigida á Commisssão do
Congresso Brasileiro de Esperanto, rua dos Ourives, 85, 1º andar.
COMMISSÕES
DE ORGANISAÇÃO DE PROPAGANDA E ENSINO
Dr. João Keating, relator, (Campinas).
Lauriano Trinas (Rio de Janeiro).
Christiano Kramer (Porto Alegre).
Severino de Freitas (Niteroi).
Emilio Rouede (Santos).
Dezembargador Baggi de Araujo.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Castelobranco" />{{c|— 23 —}}</noinclude>sada uma pequena serie de diversões e passeios onde os esperantistas deste vasto paiz poderão iniciar relações de amizade mais duradouras. Cremos que nos será possivel levar a bom caminho
esta parte, graças á boa vontade dos nossos correligionarios do Rio e Niteroi, sempre tão devotados á nossa causa.
Ficam tambem, escolhidas á falta de melhor e mais pratico meio, por designação nossa, as diversas commissões especiaes que em tempo opportuno farão publicos os seus relatorios, afim de que os congressistas melhor se possam preparar para a discussão.
Toda a pessoa, esperantista ou não, que des ejar tomar parte no congresso ou ao menos apresentar trabalhos á discussão, deverá, até 15 de Junho, enviar á commissão organisadora a quantia de 10$000, recebendo immediatamente o seu titulo em cartão verde, ricamente impresso.
A commissão organisadora envidará esforços para obter do governo e companhias de vapor ou estradas de ferro reducção nas passagens. Os congressistas que se quizerem valer deste favor devem pedil-o ao presidente da commissão até o dia 31 de Maio.
'''Ha tenção tambem de organisar uma pequena exposição esperantista e para tal pede-se a todo o mundo, brazileiros ou estrangeiros, enviar o mais cedo possivel, toda a especie de documentos concernentes ao assumpto.'''
Toda a correspondencia deve ser dirigida á ''Commisssão do Congresso Brasileiro de Esperanto'', rua dos Ourives, 85, 1º andar.
{{c|'''COMMISSÕES'''}}
{{c|DE ORGANISAÇÃO DE PROPAGANDA E ENSINO}}
:Dr. João Keating, ''relator'', (Campinas).
:Lauriano Trinas (Rio de Janeiro).
:Christiano Kramer (Porto Alegre).
:Severino de Freitas (Niteroi).
:Emilio Rouede (Santos).
:Dezembargador Baggi de Araujo.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Castelobranco" />- 25 -</noinclude>DE ORGANISAÇÃO DO DICCIONARIO
Arlindo de Souza, relator, (Rio de Janeiro).
Caetano Coutinho (Minas Geraes).
Dr. J. Avellar (Minas Geraes).
Benjamin Camozato (Santa Catharina).
Murillo Furtado (Rio Grande do Sul).
Leonel Fonseca (Rio de Janeiro).
SOBRE A REVISTA OFFICIAL
Reynaldo Geyer, relator, (Porto Alegre).
Alberto Vieira (Rio de Janeiro).
Daltro Santos (Rio de Janeiro).
Haroldo Amaral (S. Paulo).
AS DEMAIS PROPOSTAS
Alberto Couto Fernandes, relator, (Rio de Janeiro).
Arno Ernst (Rio Grande do Sul).
E. S. Hunter (Santos).
Menezes Wanderley (Nova Friburgo).
PROGRAMMA
DE 12 A 19 DE JULHO DE 1907
Dia 12 - Sessão preparatoria para eleição da mesa e apre-
sentação dos relatorios.
Dia 13 - Sessão publica inaugural - Conferencia sobre a
lingua Esperanto.
Dia 14 - Discussão do relatorio sobre « Organisação da pro-
paganda e ensino.
Dia 15 - Discussão do relatorio sobre o < Orgão Official».
A' noite, festa dos Esperantistas de Niteroi, precedido
de passeio áquella cidade.
Dia 16 - Discussão do relatorio sobre «o Diccionario » Pas-
seio a um arrabalde pittoresco do Rio.
Dia 17 - Discussão sobre as demais theses apresentadas.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Castelobranco" />{{c|— 25 —}}</noinclude>{{c|DE ORGANISAÇÃO DO DICCIONARIO}}
:Arlindo de Souza, relator, (Rio de Janeiro).
:Caetano Coutinho (Minas Geraes).
:Dr. J. Avellar (Minas Geraes).
:Benjamin Camozato (Santa Catharina).
:Murillo Furtado (Rio Grande do Sul).
:Leonel Fonseca (Rio de Janeiro).
{{c|SOBRE A REVISTA OFFICIAL}}
:Reynaldo Geyer, relator, (Porto Alegre).
:Alberto Vieira (Rio de Janeiro).
:Daltro Santos (Rio de Janeiro).
:Haroldo Amaral (S. Paulo).
{{c|AS DEMAIS PROPOSTAS}}
:Alberto Couto Fernandes, relator, (Rio de Janeiro).
:Arno Ernst (Rio Grande do Sul).
:E. S. Hunter (Santos).
:Menezes Wanderley (Nova Friburgo).
{{c|'''PROGRAMMA'''}}
{{c|DE 12 A 19 DE JULHO DE 1907}}
:Dia 12 - Sessão preparatoria para eleição da mesa e apresentação dos relatorios.
:Dia 13 - Sessão publica inaugural - Conferencia sobre a lingua Esperanto.
:Dia 14 - Discussão do relatorio sobre « ''Organisação da propaganda e ensino''.
:Dia 15 - Discussão do relatorio sobre o « ''Orgão Official'' ». A' noite, festa dos Esperantistas de Niteroi, precedido de passeio áquella cidade.
:Dia 16 - Discussão do relatorio sobre « o ''Diccionario'' » Passeio a um arrabalde pittoresco do Rio.
:Dia 17 - Discussão sobre as demais theses apresentadas.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Castelobranco" />- 27 -</noinclude>Dia 18 - Discussão final e votação de todos os relatorios e
conclusões que devam ser levadas ao conhecimento do
Congresso de Cambridge. A' noite, festa dos Esperan-
tistas do Rio.
Dia 19 - Sessão solemne de encerramento.
----
Deixa a commissão organizadora de fixar horas precisas de
trabalho porque ficará, a juizo do Congresso, assim como não
figuram os locaes de reunião pois ainda, apezar dos seus esforços,
não foram escolhidos todos. Pode apenas a commissão garantir
que o Congresso funccionará nos melhores salões do Rio de Ja-
neiro e os passeios serão feitos com o maximo conforto.
Commissão organisadora:
EVERARDO BACKHEUSER, presidente.
HERNANI MENDES, secretario.
HONORIO LEAL, thesoureiro.
FRANCISCO RAMOS.
MANOEL T. DE PAIVA ARAUJO.
RAUL JITAHY DE ALENCASTRO.
----
MURILLO FURTADO
Nos fins de Março chegou ao Rio o nosso muito caro amigo
Sr. Murillo Furtado, presidente honorario do Brazila Klubo, o
qual assistio com Medeiros e Albuquerque o segundo congresso
de Esperanto e que é autor de uma boa grammatica.
O Sr. M. Furtado já partio para o Rio Grande, antes disso
porém encantou-nos com uma conversa intima sobre as festas,
banquetes, etc. que tiveram lugar em Genebra.
Infelizmente não poude fazer uma conferencia publica, pois
ainda estava adoentado.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Castelobranco" />{{c|— 27 —}}</noinclude>:Dia 18 - Discussão final e votação de todos os relatorios e conclusões que devam ser levadas ao conhecimento do Congresso de Cambridge. A' noite, festa dos Esperantistas do Rio.
:Dia 19 - Sessão solemne de encerramento.
{{linha horizontal|25%}}
Deixa a commissão organizadora de fixar horas precisas de trabalho porque ficará, a juizo do Congresso, assim como não figuram os locaes de reunião pois ainda, apezar dos seus esforços, não foram escolhidos todos. Pode apenas a commissão garantir que o Congresso funccionará nos melhores salões do Rio de Janeiro e os passeios serão feitos com o maximo conforto.
{{bloco direito|width=65%|
;{{Gap|4em}}Commissão organisadora:
:EVERARDO BACKHEUSER, presidente.
:HERNANI MENDES, secretario.
:HONORIO LEAL, thesoureiro.
:FRANCISCO RAMOS.
:MANOEL T. DE PAIVA ARAUJO.
:RAUL JITAHY DE ALENCASTRO.
}}
{{linha horizontal|25%}}
{{c|'''MURILLO FURTADO'''|fs=2em}}
Nos fins de Março chegou ao Rio o nosso muito caro amigo Sr. Murillo Furtado, presidente honorario do ''Brazila Klubo'', o qual assistio com Medeiros e Albuquerque o segundo congresso de Esperanto e que é autor de uma boa grammatica.
O Sr. M. Furtado já partio para o Rio Grande, antes disso porém encantou-nos com uma conversa intima sobre as festas, banquetes, etc. que tiveram lugar em Genebra.
Infelizmente não poude fazer uma conferencia publica, pois ainda estava adoentado.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Castelobranco" />{{c|— 27 —}}</noinclude>:Dia 18 - Discussão final e votação de todos os relatorios e conclusões que devam ser levadas ao conhecimento do Congresso de Cambridge. A' noite, festa dos Esperantistas do Rio.
:Dia 19 - Sessão solemne de encerramento.
{{linha horizontal|25%}}
Deixa a commissão organizadora de fixar horas precisas de trabalho porque ficará, a juizo do Congresso, assim como não figuram os locaes de reunião pois ainda, apezar dos seus esforços, não foram escolhidos todos. Pode apenas a commissão garantir que o Congresso funccionará nos melhores salões do Rio de Janeiro e os passeios serão feitos com o maximo conforto.
{{bloco direito|width=65%|
;{{Gap|4em}}Commissão organisadora:
:EVERARDO BACKHEUSER, presidente.
:HERNANI MENDES, secretario.
:HONORIO LEAL, thesoureiro.
:FRANCISCO RAMOS.
:MANOEL T. DE PAIVA ARAUJO.
:RAUL JITAHY DE ALENCASTRO.
}}
{{linha horizontal|25%}}
{{c|'''MURILLO FURTADO'''|fs=1.2em}}
Nos fins de Março chegou ao Rio o nosso muito caro amigo Sr. Murillo Furtado, presidente honorario do ''Brazila Klubo'', o qual assistio com Medeiros e Albuquerque o segundo congresso de Esperanto e que é autor de uma boa grammatica.
O Sr. M. Furtado já partio para o Rio Grande, antes disso porém encantou-nos com uma conversa intima sobre as festas, banquetes, etc. que tiveram lugar em Genebra.
Infelizmente não poude fazer uma conferencia publica, pois ainda estava adoentado.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Castelobranco" /></noinclude>O ESPERANTO NO ESTRANGEIRO
Inglaterra. A adesão dos ingleses ao Esperanto tem para
nós a mesma importancia de uma vitoria decisiva, graças á qual
nossa língua rapidamente se difundirá em todo Oriente, onde é
mais intensa a necessidade de um meio simples de comprensão
internacional.
Além disso é notável que elles o adoptaram com o entu-
siamo peculiar aos anglo-saxões, tão fértil em resultados positi-
vos quanto pobre na expressão.
Apenas em quatro annos fundaram-se no Reino Unido 73
grupos, alguns delles contando centenas de socios todos afiliados
á British Esperanto Association, cujo órgão oficial The British
Esperantist levou a notícia da nova língua universal a todos os
paízes em que o inglês domina comercial ou politicamente :
Australia, India, Nova Zelandia, Colonia do Cabo, Japão e
China...
O III Congresso Internacional Esperantista, a realizar-se na
cidade universitaria de Cambridge durante a segunda semana de
Agosto do corrente, com o apoio da Union Society e das autori-
dades locaes, pode predizer-se desde já, vai ser a consagração
pomposa desse facto: o Esperanto conquistou o mundo.
La trio por la Tria, desejando garantir monetariamente o con-
gresso, abriu uma subscrição que em dois meses atingiu a soma
de £ 1.200, cerca de 18:000$000, sendo de £10 a menor contri-
buição.
Como no Brasil, também na Inglaterra o professorado é par-
ticularmente favorável ao Esperanto, e, há pouco, constituiu-se
em Londres a Teachers' Section da B. E. A. que fará propaganda
entre as crianças e os professores,
A opinião é geralmente simpática ao nosso movimento e
até as majestades começam a interessar-se pela causa do Es-
peranto. Eduardo VII aceitou e agradeceu pessoalmente ao<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Castelobranco" /></noinclude>{{c|'''O ESPERANTO NO ESTRANGEIRO'''}}
'''Inglaterra'''. A adesão dos ingleses ao Esperanto tem para nós a mesma importancia de uma vitoria decisiva, graças á qual nossa língua rapidamente se difundirá em todo Oriente, onde é mais intensa a necessidade de um meio simples de comprensão internacional.
Além disso é notável que elles o adoptaram com o entusiamo peculiar aos anglo-saxões, tão fértil em resultados positivos quanto pobre na expressão.
Apenas em quatro annos fundaram-se no Reino Unido 73 grupos, alguns delles contando centenas de socios todos afiliados á ''British Esperanto Association'', cujo órgão oficial ''The British Esperantist'' levou a notícia da nova língua universal a todos os paízes em que o inglês domina comercial ou politicamente : Australia, India, Nova Zelandia, Colonia do Cabo, Japão e China...
O III Congresso Internacional Esperantista, a realizar-se na cidade universitaria de Cambridge durante a segunda semana de Agosto do corrente, com o apoio da ''Union Society'' e das autoridades locaes, pode predizer-se desde já, vai ser a consagração pomposa desse facto: o Esperanto conquistou o mundo.
''La trio por la Tria'', desejando garantir monetariamente o congresso, abriu uma subscrição que em dois meses atingiu a soma de £ 1.200, cerca de 18:000$000, sendo de £10 a menor contribuição.
Como no Brasil, também na Inglaterra o professorado é particularmente favorável ao Esperanto, e, há pouco, constituiu-se em Londres a ''Teachers' Section'' da B. E. A. que fará propaganda entre as crianças e os professores,
A opinião é geralmente simpática ao nosso movimento e até as majestades começam a interessar-se pela causa do Esperanto. Eduardo VII aceitou e agradeceu pessoalmente ao<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Castelobranco" />- 30 -</noinclude>Dr. 0’Connor a remessa da gramática e vocabulario de sua lavra,
desejando-lhe prosperidade em seus esforços.
O nababo de Radampure agradece aos gefratoj esperantistas,
por intermedio do British Esperantista pelas horas aprazíveis que
entre elles viveu no Congresso de Genebra, as melhores em toda
a sua viagem através da Europa. A bordo do « Marmora», em
Porto Said, êsse mesmo nababo e mais o duque e a duquesa de
Connaught, da familia real, assistiram interessados a uma confe
rencia do coronel John Pollen, presidente da B. E. A.
Os reis da Noruega aprendem o Esperanto e ensiná-lo-ão ao
príncipe herdeiro, o que é influencia directa da propaganda na
Inglaterra, onde a língua do Dr. Zamenhof apaixonou todas as
classes sociaes.
França. — Durante muitos annos a França foi o único país
em que se fazia propaganda do Esperanto, e L' Esperantiste redi
gido por L. de Beaufront, muito antes do Esperanto penetrar na
Inglaterra, já espalhara pelo mundo as sementes que vimos ger
minar no Canadá, no Brasil, nas repúblicas da costa do Pacifico,
na Espanha e na Hungria, sendo ainda hoje o centro do movi
mento esperantista.
A Associação francesa para a propaganda do Esperanto conta
mais de oitenta grupos. Os cursos são innúmeros, funcionando
mais de 50, contemporaneamente, só em Paris. Há sociedades
especiaes de todo genero : científicas, literarias, comerciaes, ope
rarias, de estudantes, etc., as quaes absolutamente não se ocupam
de propaganda mas se utilizam do Esperanto como de um meio
para a realização de seus intuitos.
Em França, a pouco a pouco, vai a língua internacional to
mando conta de todos os terrenos. No exército foi, bem cedo,
permitido e recomendado o estudo do Esperanto, e hoje há mi
lhares de oficiaes esperantistas. Ultimamente o Tenente Bayol
recebeu ordem de apresentar ao ministro da Guerra um relatorio
sóbre os seus progressos. Numa brochura intitulada Esperanto
kaj Ruĝa-Kruco, êsse tenente, instruetor na Escola de Saint-Cyr,
estudara a conveniência da introdução do Esperanto nos corpos<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Castelobranco" />{{c|— 30 —}}</noinclude>Dr. O’Connor a remessa da gramática e vocabulario de sua lavra, desejando-lhe prosperidade em seus esforços.
O nababo de Radampure agradece aos ''gefratoj'' esperantistas, por intermedio do ''British Esperantist'' pelas horas aprazíveis que entre elles viveu no Congresso de Genebra, as melhores em toda a sua viagem através da Europa. A bordo do « Marmora », em Porto Said, êsse mesmo nababo e mais o duque e a duquesa de Connaught, da familia real, assistiram interessados a uma conferencia do coronel John Pollen, presidente da B. E. A.
Os reis da Noruega aprendem o Esperanto e ensiná-lo-ão ao príncipe herdeiro, o que é influencia directa da propaganda na Inglaterra, onde a língua do Dr. Zamenhof apaixonou todas as classes sociaes.
'''França.''' — Durante muitos annos a França foi o único país em que se fazia propaganda do Esperanto, e ''L' Espérantiste'' redigido por L. de Beaufront, muito antes do Esperanto penetrar na Inglaterra, já espalhara pelo mundo as sementes que vimos germinar no Canadá, no Brasil, nas repúblicas da costa do Pacifico, na Espanha e na Hungria, sendo ainda hoje o centro do movimento esperantista.
A Associação francesa para a propaganda do Esperanto conta mais de oitenta grupos. Os cursos são innúmeros, funcionando mais de 50, contemporaneamente, só em Paris. Há sociedades especiaes de todo genero : científicas, literarias, comerciaes, operarias, de estudantes, etc., as quaes absolutamente não se ocupam de propaganda mas se utilizam do Esperanto como de um meio para a realização de seus intuitos.
Em França, a pouco a pouco, vai a língua internacional tomando conta de todos os terrenos. No exército foi, bem cedo, permitido e recomendado o estudo do Esperanto, e hoje há milhares de oficiaes esperantistas. Ultimamente o Tenente Bayol recebeu ordem de apresentar ao ministro da Guerra um relatorio sôbre os seus progressos. Numa brochura intitulada ''Esperanto
kaj Ruĝa-Kruco'', êsse tenente, instruetor na Escola de Saint-Cyr, estudara a conveniência da introdução do Esperanto nos corpos<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Castelobranco" /></noinclude>da Cruz Vermelha e é possivel que dentro de pouco tempo essa
instituição o adopte oficialmente.
O ensino do Esperanto consta do programa de trinta e pou
cos gimnasios franceses, e professores de varias universidades e
escolas superiores são ardorosos propagandistas, dando o apoio
de seus nomes ilustres a nossa causa. Cogita-se já de uma lei que
torne obrigatorio o ensino da língua internacional, tendo sido
apresentado á Câmara um projecto nesse sentido assinado por
doze deputados.
Publicam-se em França as revistas mais importantes de
nossa língua, salientando se Tra la Mondo, ilustrada, La Revuo,
puramente literaria, e Lingvo Internada, órgão central dos espe
rantistas, as quaes usam esclusivamente o Esperanto.
Os pacifistas publicam a Espero Pacifista, para a propaganda
da Paz e, com o mesmo desideratum, os revolucionarios socialis
tas e anarquistas criaram a Socia Revuo, periódico de estudos
sociaes.
A « Presa Esperantista Societo » edita a revista para cegos,
Esperanta Ligilo, sob a direcção de Th. Cart, incansável em sua
dedicação aos infelizes privados da vista.
Além dêstes periódicos, veem á luz em França: Foto Revuo, In
ternada Medicina Revuo, Juna Esperantisto (para crianças e pro
fessores) e Espero Katolika, cujo rcdactor, o abade Peltier, recebeu
a benção papal.
Grande número de sociedades aceita o Esperanto para a cor
respondencia internacional, e em seu último congresso resolveram
os pintores que no próssimo será usada a língua internacional.
Tomando a serio esse voto do congresso as associações de
pintores, de Paris abriram varios cursos, os quaes são animadora
mente frequentados.
O congresso internacional dos dentistas tratou da organiza
ção de um vocabulario técnico e as revistas odontológicas france
sas esortam seus assinantes a estudarem o Esperanto, sendo que
uma delas publica estudos nessa lingua.
A imprensa pronuncia-se francamente em favor da « segunda
lingua para todos», grande número de jornaes e periódicos da<noinclude></noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Castelobranco" />{{c|— 31 —}}</noinclude>da Cruz Vermelha e é possivel que dentro de pouco tempo essa instituição o adopte oficialmente.
O ensino do Esperanto consta do programa de trinta e poucos gimnasios franceses, e professores de varias universidades e escolas superiores são ardorosos propagandistas, dando o apoio de seus nomes ilustres a nossa causa. Cogita-se já de uma lei que torne obrigatorio o ensino da língua internacional, tendo sido apresentado á Cámara um projecto nesse sentido assinado por doze deputados.
Publicam-se em França as revistas mais importantes de nossa língua, salientando se ''Tra la Mondo'', ilustrada, ''La Revuo'', puramente literaria, e ''Lingvo Internacia'', órgão central dos esperantistas, as quaes usam esclusivamente o Esperanto.
Os pacifistas publicam a ''Espero Pacifista'', para a propaganda da Paz e, com o mesmo ''desideratum'', os revolucionarios socialistas e anarquistas criaram a ''Socia Revuo'', periódico de estudos sociaes.
A « Presa Esperantista Societo » edita a revista para cegos, ''Esperanta Ligilo'', sob a direcção de Th. Cart, incansável em sua dedicação aos infelizes privados da vista.
Além dêstes periódicos, veem á luz em França: ''Foto Revuo'', ''Internacia Medicina Revuo'', ''Juna Esperantisto'' (para crianças e professores) e ''Espero Katolika'', cujo redactor, o abade Peltier, recebeu a benção papal.
Grande número de sociedades aceita o Esperanto para a correspondencia internacional, e em seu último congresso resolveram os pintores que no próssimo será usada a língua internacional.
Tomando a serio esse voto do congresso as associações de pintores, de Paris abriram varios cursos, os quaes são animadoramente frequentados.
O congresso internacional dos dentistas tratou da organização de um vocabulario técnico e as revistas odontológicas francesas esortam seus assinantes a estudarem o Esperanto, sendo que uma delas publica estudos nessa lingua.
A imprensa pronuncia-se francamente em favor da « segunda lingua para todos », grande número de jornaes e periódicos da<noinclude></noinclude>
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Página:Brazila Revuo Esperantista - Aprilo 1907.pdf/36
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<noinclude><pagequality level="1" user="Castelobranco" />-32-</noinclude>capital e dos departamentos mantendo secções regulares de Espe-
ranto, muitos inserindo artigos nelle redigidos.
Entre êstes devemos lembrar a revista Concordia, uma das
primeiras que aderiu a nossa causa, num tempo em que éramos
ridicularizados por todos, a qual predisse, então, a vitoria infa-
lível de que hoje ninguém mais duvida.
Os poderes públicos simpatizam com o Esperanto e por
ocasião do memorável I Congresso, de Bolonha-sobre-Mar, o
Dr. Zamenhof recebeu do governo francês a cruz da Legião de
Honra. - G.
(Continúa)
---
NOTA.- Desejamos publicar nesta secção a traducção em espe-
ranto de anedoctas, annexins, adagios, etc. portuguezes e especial-
mente brazileiros. Seriamos muito gratos aos nossos leitores si elles
nos quizessem auxiliar enviando-nos essas traducções, as quaes ante-
cipadamente agradecemos.
Publicaremos as traducções, dando o nome ou pseudonymo do tra-
ductor.RED.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Castelobranco" />-32-</noinclude>capital e dos departamentos mantendo secções regulares de Espe-
ranto, muitos inserindo artigos nelle redigidos.
Entre êstes devemos lembrar a revista Concordia, uma das
primeiras que aderiu a nossa causa, num tempo em que éramos
ridicularizados por todos, a qual predisse, então, a vitoria infa-
lível de que hoje ninguém mais duvida.
Os poderes públicos simpatizam com o Esperanto e por
ocasião do memorável I Congresso, de Bolonha-sobre-Mar, o
Dr. Zamenhof recebeu do governo francês a cruz da Legião de
Honra. - G.
(Continúa)
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NOTA.- Desejamos publicar nesta secção a traducção em espe-
ranto de anedoctas, annexins, adagios, etc. portuguezes e especial-
mente brazileiros. Seriamos muito gratos aos nossos leitores si elles
nos quizessem auxiliar enviando-nos essas traducções, as quaes ante-
cipadamente agradecemos.
Publicaremos as traducções, dando o nome ou pseudonymo do tra-
ductor.RED.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Castelobranco" />{{c|— 32 —}}</noinclude>capital e dos departamentos mantendo secções regulares de Esperanto, muitos inserindo artigos nelle redigidos.
Entre êstes devemos lembrar a revista ''Concordia'', uma das primeiras que aderiu a nossa causa, num tempo em que éramos ridicularizados por todos, a qual predisse, então, a vitoria infalível de que hoje ninguém mais duvida.
Os poderes públicos simpatizam com o Esperanto e por ocasião do memorável I Congresso, de Bolonha-sobre-Mar, o Dr. Zamenhof recebeu do governo francês a cruz da Legião de Honra. - G.
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'''NOTA'''.- Desejamos publicar nesta secção a traducção em esperanto de anedoctas, annexins, adagios, etc. portuguezes e especialmente brazileiros. Seriamos muito gratos aos nossos leitores si elles nos quizessem auxiliar enviando-nos essas traducções, as quaes antecipadamente agradecemos.
Publicaremos as traducções, dando o nome ou pseudonymo do traductor. - RED.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Castelobranco" />{{c|— 32 —}}</noinclude>capital e dos departamentos mantendo secções regulares de Esperanto, muitos inserindo artigos nelle redigidos.
Entre êstes devemos lembrar a revista ''Concordia'', uma das primeiras que aderiu a nossa causa, num tempo em que éramos ridicularizados por todos, a qual predisse, então, a vitoria infalível de que hoje ninguém mais duvida.
Os poderes públicos simpatizam com o Esperanto e por ocasião do memorável I Congresso, de Bolonha-sobre-Mar, o Dr. Zamenhof recebeu do governo francês a cruz da Legião de Honra. - G.
{{d|(''Continúa'')}}
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'''NOTA'''.- Desejamos publicar nesta secção a traducção em esperanto de anedoctas, annexins, adagios, etc. portuguezes e especialmente brazileiros. Seriamos muito gratos aos nossos leitores si elles nos quizessem auxiliar enviando-nos essas traducções, as quaes antecipadamente agradecemos.
Publicaremos as traducções, dando o nome ou pseudonymo do traductor. - RED.<noinclude></noinclude>
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Página:Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf/30
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|26|{{sc|a volta do mundo em oitenta dias}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>{{t2|{{sc|Em que apparece na praça de londres um novo valor}}|CAPIVULO V}}
{{dhr|2}}
Ao sair de Londres, estava de certo Phileas Fogg longe de
imaginar o grande ruido que a sua partida ía produzir. A noticia da aposta espalliou-se a principio no Reform-Club, e causou
verdadeira commoçāo nʼaquelle respeitavel circulo. Em seguida
esta commoção propagou-se até aos jornaes, por intermedio dos
fornecedores de noticias, e dʼahi ao publico de Londres e de
todo o Reino Unido.
Esta questāo da volta do mundo foi commentada, discutida,
dissecada, com tanta vehemencia e ardor como se fôsse uma
nova questāo do ''Alabama''. Uns tomaram o partido de Phileas
Fogg, outros — e formaram depressa uma maioria consideravel
— pronunciaram-se contra elle. Realisar o giro do mundo, de
maneira que nāo fôsse em theoria e no papel, nʼeste minimo de
tempo, com os meios de communicaçāo de que actualmente se
dispōe, nāo só era impossivel, era disparatado!
O ''Times'', o ''Standard'', o ''Evening-Star'', o ''Morning Chronicle'',
e muitos outros jornaes de grande publicidade, declararam-se
contra mr. Fogg. Só o ''Daily-Telegraph'' o defendeu até certo
ponto. Phileas Fogg foi geralmente alcunhado de maniaco, de
louco, e os seus collegas do Reform-Club foram censurados por
terem acceitado uma tal aposta, que denunciava enfraquecimento das faculdades mentaes do auctor.
Sobre este thema appareceram varios artigos extremamente
acalorados, mas logicos. É geralmente sabido o interesse que
se toma em Inglaterra por tudo quanto diz respeito á geographia. Por isso nāo havia leitor, de qualquer classe que fôsse,
que nāo devorasse as columnas consagradas á questão de Phileas Fogg.
Nos primeiros dias,alguns espiritos arrojados,—as mulheres
principalmente — mostraram-se a favor dʼelle, sobretudo quando<noinclude></noinclude>
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Erick Soares3
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{{dhr|2}}
Ao sair de Londres, estava de certo Phileas Fogg longe de
imaginar o grande ruido que a sua partida ía produzir. A noticia da aposta espalliou-se a principio no Reform-Club, e causou
verdadeira commoçāo nʼaquelle respeitavel circulo. Em seguida
esta commoção propagou-se até aos jornaes, por intermedio dos
fornecedores de noticias, e dʼahi ao publico de Londres e de
todo o Reino Unido.
Esta questāo da volta do mundo foi commentada, discutida,
dissecada, com tanta vehemencia e ardor como se fôsse uma
nova questāo do ''Alabama''. Uns tomaram o partido de Phileas
Fogg, outros — e formaram depressa uma maioria consideravel
— pronunciaram-se contra elle. Realisar o giro do mundo, de
maneira que nāo fôsse em theoria e no papel, nʼeste minimo de
tempo, com os meios de communicaçāo de que actualmente se
dispōe, nāo só era impossivel, era disparatado!
O ''Times'', o ''Standard'', o ''Evening-Star'', o ''Morning Chronicle'',
e muitos outros jornaes de grande publicidade, declararam-se
contra mr. Fogg. Só o ''Daily-Telegraph'' o defendeu até certo
ponto. Phileas Fogg foi geralmente alcunhado de maniaco, de
louco, e os seus collegas do Reform-Club foram censurados por
terem acceitado uma tal aposta, que denunciava enfraquecimento das faculdades mentaes do auctor.
Sobre este thema appareceram varios artigos extremamente
acalorados, mas logicos. É geralmente sabido o interesse que
se toma em Inglaterra por tudo quanto diz respeito á geographia. Por isso nāo havia leitor, de qualquer classe que fôsse,
que nāo devorasse as columnas consagradas á questão de Phileas Fogg.
Nos primeiros dias,alguns espiritos arrojados,—as mulheres
principalmente — mostraram-se a favor dʼelle, sobretudo quando<noinclude></noinclude>
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Página:Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf/31
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|27|{{sc|a volta do mundo em oitenta dias}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>o ''Illustrated London News'' publicou o seu retrato copiado da
photographia depositada nos archivos do Reform-Club. Certos
''gentlemans'' aventuravam-se a dizer: Ora! ora! a final porque
nāo? Téem-se visto cousas mais extraordinarias! Eram principalmente os leitores do ''Daily-Telegraph'' que assim fallavam. Mas
depressa se reconheceu que este mesmo jornal começava a fraquejar na argumentaçāo.
Effectivamente, a 7 de outubro, appareceu um extenso artigo no ''Boletim da Sociedade Real de Geographia''. Este jornal tratou a questāo sob todos os pontos de vista, e demonstrou claramente a loucura da empreza. Segundo demonstrava este artigo: tudo era contra o viajante, os obstaculos dos homens e
os obstaculos da natureza.
Para o exito dʼeste projecto tornava-se necessario admittir
uma concordancia milagrosa das horas da partida e da chegada,
concordancía que nāo existia, que nāo podia existir. Em rigor,
na Europa, onde as vias de communicaçāo sāo de uma extensāo relativamente mediocre, póde-se contar com a chegada dos
trens a hora fixa; mas quando esses trens gastam tres días a
atravessar a India, sete dias a atravessar os Estados Unidos,
podiam-se com rigor basear sobre a sua exactidāo os elementos de um tal problema? E os accidentes das machinas, os descarrilamentos, os choques entre os comboios, o mau tempo,
a accumulaçāo da neve, tudo isto nāo era contra Phileas Fogg?
Nos paquetes, nāo se havia elle de achar, durante o inverno, á
mercé dos pés de vento ou dos nevoeiros ? Será raro terem os
navios mais velozes das linhas transoceanicas atrazos de dois
ou tres dias? Ora, bastava um atrazo, um só, para que a cadeia
de communicaçōes fôsse irremediavelmente interrompida. Se
Phileas Fogg perdia, por poucas horas que fôsse, a partida de
algum paquete, seria obrigado a esperar o paquete seguinte, e
a sua viagem ficava por isso mesmo infallivelmente compromettida.
O artigo fez ruido. Quasi todos os jornaes o reproduziram, e
as acçōes de Phileas Fogg desceram bastante.
Nos primeiros dias que se seguiram á partida do ''gentleman'',<noinclude></noinclude>
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Brazila Esperantisto/Abril de 1907
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[[Categoria:Brazila Esperantisto|190704]]
[[Categoria:Obras publicadas em 1907]]
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Página:Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf/32
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|28|{{sc|a volta do mundo em oitenta dias}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>importantes apostas se haviam feito sobre o exito da tentativa. Sabe-se o que é a classe dos apostadores em Inglaterra,
classe mais intelligente, mais esclarecida que a dos jogadores.
O apostar está no temperamento inglez. Por esta rasāo, nāo
só os diversos membros do Reform-Club fizeram apostas consideraveis a favor de Plileas Fogg e contra elle, mas o publico em massa participou do movimento. Phileas Fogg foi
inscripto, como qualquer cavallo de corridas, nʼuma especie de
''studbook'' ou livro de registo. Fizeram dʼelle tambem um valor
de bolsa, que immediatamente foi cotado na praça de Londres.
Procurava-se, offerecia-se — Phileas Fogg — firme ou com premio, como qualquer papel de credito, e fizeram-se com elle
transacçōes enormes. Mas cinco dias depois da partida do ''gentleman'', em vista do artigo do ''Boletim da Sociedade de Geographia'', a offerta começou a augmentar. O Phileas Fogg desceu.
Offereceram-nʼo aos maços. Tomado a principio a cinco, depois a dez, nāo o tomaram a final senāo a vinte, a cincoenta, a
cem!
Só lhe restou um partidario. Foi o velho paralytico, lord Albermale. O honrado ''gentleman'', pregado na sua poltrona, daria
de boa vontade a fortuna para fazer a volta do mundo mesmo
em dez annos, e apostou cinco mil libras em favor de Phileas
Fogg. E quando ao mesmo tempo que lhe demonstravam a insensatez do projecto lhe mostravam a sua inutilidade, contentava-se em responder:
— Se a cousa é factivel, convem que um inglez seja o primeiro a fazel-a!
Ora, estavam as cousas nʼeste pé, os partidarios de Phileas
Fogg cada vez se tornavam mais raros; toda a gente, e nāo sem
rasāo, punha-se contra elle; já nāo o tomavam senāo a cento e
cincoenta, a duzentos contra um, quando, sete dias depois dʼelle
ter partido, um incidente completamente inesperado, fez com
que já o nāo tomassem por cousa alguma.
Effectivamente, pela volta das nove horas da noite, o director
da policia metropolitana recebeu um despacho telegraphico
concebido nos seguintes termos:
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 181 {{--}}}}</noinclude>formosos palacios d’Hespanha erigidos durante
um mez, á custa da mirifica dinheirama, fizeram-se taperas sombrias, como nas magicas. D. Izaura
chorou os bolinhos, a manteiga, os frangos. Quanto a Zilda o desastre operou como pé de vento
atravez de paineira florida. Cahiu de cama, febricitante. Encovaram-se-lhe as faces.
Todas as passagens tragicas dos romances lidos desfilaram-lhe na memoria; reviu-se na victima de todas ellas. Pensou dias a fio no suicidio.
Por fim habituou-se com a idéa e continuou a viver. Teve azo de verificar que isto de morrer d’amores só no Escrich.
{{dhr}}
Acaba-se aqui a historia — para a platéa; para
as galerias segue inda por meio palmo. As platéas costumam impar umas taes finuras de bom
gosto e tom muito de rir; entram no theatro depois de começada a peça, e saem mal as ameaça
o Epilogo. Já as galerias querem a coisa pelo comprido, a geito de aproveitar o dinheirinho até ao
derradeiro real. Nos romances e contos pedem esmiuçamento completo do enredo, e se o autor,
levado por formulas de escola, lhes arruma para
cima, no melhor da festa, com a caudinha reticenciada, a que chamam nota impressionista, franzem
o nariz. Querer saber, e fazem muito bem, se Fulano morreu, se a menina casou e foi feliz, se a
homem afinal vendeu a fazenda, a quem, e por quanto.
— Vendeu a fazenda o pobre Moreira?
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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Página:Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf/33
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{{c|{{sc|suez a londres}}}}
{{dhr}}
{{c|''Rowan, director da policia, administração central<br>praça de Scotland''}}
{{dhr}}
«Estou no rasto do ladrāo do Baneo, Phileas Fogg. Mande
quanto antes ordem de prisāo para Bombaim (India ingleza).
{{right|«Fix, agente de polícía.»}}
</div>
{{dhr}}
Foi rapido o effeito dʼeste despacho. O respeitavel ''gentleman''
desapparecia para dar logar ao ladrāo das notas do Banco. A
sua photographia depositada no Reform-Club, conjunctamente
com as dos collegas, foi examinada. Reproduzia feiçāo por feiçāo
o homem cujos signaes o inquerito fornecera. Lembraram-se
entāo do que offerecia de mysterioso o viver de Phileas Fogg,
do seu isolamento, da sua partida subita, e pareceu evidente
que este personagem, dando por pretexto uma viagem á roda
do mundo, e apoiando-a nʼuma aposta insensata, só tinha por
fim fazer perder a pista aos agentes da policia ingleza.
{{dhr|3}}
<section end="Cap. V"/>
<section begin="Cap. VI"/>{{c|{{sc|Em que o agente Fiz mostra uma impaciencia bem justificada}}|CAPITULO VI}}
{{dhr|3}}
Eis as circumstancias em que fora expedido o despacho que
dizia respeito a mr. Phileas Fogg.
Na quarta feira, 9 de outubro, esperava-se que chegasse ás
onze horas da manhā a Suez o paquete ''Mongolia'', pertencente
á companhia peninsular e oriental, vapor de ferro, com helice
e falsa coberta, de duas mil e oitocentas toneladas de porte e
da força nominal de quinhentos cavallos. O ''Mongolia'' fazia regularmente as viagens de Brindisi a Bombaim pelo canal de
Suez. Era um dos barcos mais velozes da companhia, e o andamento regularmente de dez milhas por hora entre Brindisi e<section end="Cap. VI"/><noinclude></noinclude>
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Foi rapido o effeito dʼeste despacho. O respeitavel ''gentleman''
desapparecia para dar logar ao ladrāo das notas do Banco. A
sua photographia depositada no Reform-Club, conjunctamente
com as dos collegas, foi examinada. Reproduzia feiçāo por feiçāo
o homem cujos signaes o inquerito fornecera. Lembraram-se
entāo do que offerecia de mysterioso o viver de Phileas Fogg,
do seu isolamento, da sua partida subita, e pareceu evidente
que este personagem, dando por pretexto uma viagem á roda
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onze horas da manhā a Suez o paquete ''Mongolia'', pertencente
á companhia peninsular e oriental, vapor de ferro, com helice
e falsa coberta, de duas mil e oitocentas toneladas de porte e
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== 1907 ==
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 182 {{--}}}}</noinclude>Peza-me confessal-o, não! E não a vendeu por artes do mais estranho, absurdo, inconcebivel e fanttastico de quantos qui-pró-quós tem armado neste
mundo o diabo — sim, porque afóra o tinhoso quem é capaz de intrincar os fios da meada com
laços e nós cegos justamente quando vae a feliz
remate o croché?
{{dhr}}
O acaso deu a Trancoso uma sorte de cincoenta contos na loteria. Não se riam. Porque motivo não havia Trancoso de ser o escolhido, se a sorte é cega e elle trazia no bolso um bilhete? Ganhou os 50 contos, dinheiro para um pé-atraz d’aquella marca significativo de grande riqueza.
[[File:Urupês (3ª Edição) Página 188 Imagem 0002.png|centro|300px]]
De posse da maquia, após os dias de tonteira,
deliberou afazendar-se. Queria tapar a bocca ao<noinclude></noinclude>
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A Volta do Mundo em Oitenta Dias (3ª edição)/V
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[[en:Around the World in Eighty Days (Towle)/Chapter 5]]
[[es:La vuelta al mundo en ochenta días/Capítulo V]]
[[id:Mengelilingi Doenia Dalam 80 Hari/Bab V]]
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[[fr:Le Tour du monde en quatre-vingts jours/Chapitre 5]]
[[he:סביב הארץ בשמונים יום/פרק ה]]
[[it:Il giro del mondo in ottanta giorni/Capitolo V]]
[[pl:Podróż naokoło świata w 80-ciu dniach/Rozdział V]]
[[uk:Подорож довкола землї в 80 днях/V]]
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[[eo:Kategorio:Brazila Esperantisto]]
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Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/189
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 183 {{--}}}}</noinclude>mundo realisando uma cousa que jamais lhe passara pela cabeça: comprar fazenda.
Correu em revista quantas visitára nos annos
de malandragem, propendendo afinal para a Espiga. Ia nisso, sobretudo, a lembrança da menina,
dos bolinhos da velha, e a ideia de metter na administração ao sogro, de geito a folgar-se uma
vida de regalos, embalada pelo amor da Zilda e
os requintes culinarios da sogra.
Escreveu pois ao Moreira annunciando a sua
volta afim de fecharem o negocio.
Ai! Quando tal carta penetrou na Espiga houve
rugidos de colera entremeiados de bufos de vingança.
— E’ agora! disse o velho. O ladrão gostou
da pandega e quer repetir a dose, mas desta vez
curo-lhe a balda, ora se! — concluiu esfregando
as mãos no antegozo da vingança.
No murcho coração da pallida Zilda bateu um
relampago de esperança; a noite de su’alma alvorejou ao luar de um «Quem sabe?» Não se atreveu, todavia, a arrostar a colera do pae e do irmão, concertados ambos n’um tremendo ajuste
de contas. Confiou no milagre. Accendeu outra
velinha ao Santo Antonio.
{{dhr|300%}}
O grande dia chegou. Trancoso rompeu pela
fazenda caracolando o Rosilho. Desceu Moreira a
esperal-o em baixo, de mãos ás costas. Antes de<noinclude></noinclude>
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Página:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf/509
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|490|{{sc|capitulo .}}|{{sc|historia de napoleão bonaparte.}}}}</noinclude>Rendeo-se a este parecer Bonaparte , e imaginou
um meio termo que foi adoptado : consistia elle em
se apresentar o acto ao Senado , para que elle examinasse se era ou nāo conforme com a Constituiçāo
do anno 8°. O Senado nāo tinha a iniciativa nem
votava as leis, mas podia cassál-as, quando as julgava
contrarias á Constituiçāo. A lembrança de Bonaparte
foi de todos approvada. Fouché foi encarregado de
fazer a lista dos principaes terroristas, que deviāo
ser deportados , e as duas secções a redacçāo dos
motivos. Bonaparte devia assignar a resoluçāo , e o
Senado declarar, que era conforme com a Constituiçāo.
Esta determinaçāo , illegal e arbitraria de sua natureza , nāo tinha nem ao menos aquella apparencia
de justiça, que tem as decisões arbitrarias, quando
sāo applicadas a pessoas que hāo realmente commettido crimes , pois que na realidade os terroristas
nāo tinhāo de modo algum participado , nem erāo
cumplices do horrivel attentado da rua de Saint-Nicaise.
O ministro da policia Fouché, posto que nāo soubesse ao certo quaes fossem os autores do attentado,
tinha dʼelles suspeitas, porêm contrariado por todos , teve a fraqueza de prestar-se a uma medida
violenta , empregada , verdade é, contra homens
que haviāo ensopado as māos em rios de sangue ,
mas que nāo erāo os autores do crime que naquella
occasiāo se tratava de castigar. Assim que de todos
quantos forāo cumplices dʼeste acto de proscripçāo<noinclude></noinclude>
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Brazila Revuo Esperantista
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#REDIRECIONAMENTO [[Brazila Esperantisto]]
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Erick Soares3
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|491|{{sc|capitulo xiii.}}|{{sc|historia de napoleão bonaparte.}}}}</noinclude>era elle o que menos desculpa tinha ; mas via-se
atacado por todos, accusado de ter condescendencia
para com os revolucionarios, e nāo se achou com
valor sufficiente, para se contentar com o testemunho
de sua propria consciencia.
Fez-se uma lista de cento e trinta individuos, que forāo condemnados á deportaçāo. Havia
entre elles alguns deputados da Convençāo ; muitos
dos membros da antiga municipalidade ; alguns dos
assassinos do mez de Setembro , e o celebre Rossignol , antigo general do exercito revolucionario.
Nenhuma duvida há que semelhantes homens, e pelo
menos grande parte dʼelles , nāo mereciāo grande
contemplaçāo , mas violavāo-se, para mandál-os a
desterro, todas as formalidades e principios de justiça. Era mister uma grande força moral para ousar
fazer a menor reclamaçāo em favor dʼum dʼestes
proscriptos , e todavia houvérāo pessoas que o fizérāo , e que conseguirāo que se riscasse da fatal lista
o nome dʼalguns dʼelles.
Entretanto veio Fouché a descobrir os verdadeiros
autores da maquina infernal , e erāo elles os cha-
mados Limoëlan , Carbon e Saint-Rejant. O primeiro
evadio-se passando a paiz estrangeiro, e os dous
outros forāo justiçados.
No meio de immensas e importantes occupações
politicas e militares nāo se descuidava Bonaparte ,
como já tivemos occasiāo de observar, de applicar-se ao concerto das estradas , abrimento de canaes ,
construcçāo de novas pontes, e de tudo quanto podia<noinclude></noinclude>
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Página:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf/511
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Erick Soares3
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|492|{{sc|capitulo .}}|{{sc|historia de napoleão bonaparte.}}}}</noinclude>contribuir para promover a industria e o commercio.
Mandou abrir o canal de Sāo-Quintino, a estrada do
Simplon ; fundou nos Alpes dous hospicios filiaes do
convento do Grande-Sāo-Bernardo, e varios outros
estabelecimentos que deviāo delatar aos seculos
futuros que por ali havia passado o moderno Annibal.
Por esse mesmo tempo teve principio a redacçāo
do Codigo civil , de que forāo encarregados varios
jurisconsultos eminentes, Portalis, Tronchet , Bigot
de Préameneu.
Tudo se organizava ao mesmo tempo com a
harmonia e promptidāo que acompanhavāo a execuçāo de todas as obras e interprezas concebidas
por aquelle espirito vasto, aquella vontade firme que
entāo presidia aos destinos da França.
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{{c|{{sc|'''fim do primeiro tomo.'''}}}}
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Historia de Napoleão Bonaparte (Tomo I)/13
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Erick Soares3
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 184 {{--}}}}</noinclude>soffrear as redeas já o amavel patife abriu-se em
exclamações.
— Ora viva, caro Moreira! Chegou emfim o dia
do negocio. Desta feita compro-lhe a fazenda.
Moreira tremia. Esperou que o biltre apeasse,
e mal Trancoso, lançando as redeas, dirigiu-se-lhe
de braços abertos, todo risos, o velho saca de sob
o jaleco um rabo de tatú e rompe-lhe para cima
com impeto de queixada.
— Queres fazenda, grandessissimo tranca! toma, toma fazenda, ladrão! — e ''lepte, lepte,'' finca-lhe rijas rabadas colericas.
O pobre rapaz, tonteado pelo imprevisto da aggressão, corre ao cavallo e monita ás cegas, de
passo que Zico, avançando com um grande relho,
lhe sacode no lombo nova serie de lambadas de
aggravadissimo ex-cunhado.
D. Izaura atiça-lhe cães:
— Pega, Brinquinho! Ferra, Joli!
O mal azarado comprador de fazendas, acuado
como raposa em terreiro, dá de esporas e foge
a toda, sob um chuveiro de insultos e pedras. Ao
cruzar a porteira inda teve ouvidos para distinguir dentre a grita os desaforos esganicados da
velha:
— Comedor de bolinhos! Papa-manteiga! Toma, que em outra não has de cair, ladrão de ovo
e cará!
{{dhr}}
— E Zilda?
Atraz da vidraça, com os olhos pisados do muito
chorar, a triste menina viu desapparecer para {{hífen|sem|sempre}}<noinclude></noinclude>
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exclamações.
— Ora viva, caro Moreira! Chegou emfim o dia
do negocio. Desta feita compro-lhe a fazenda.
Moreira tremia. Esperou que o biltre apeasse,
e mal Trancoso, lançando as redeas, dirigiu-se-lhe
de braços abertos, todo risos, o velho saca de sob
o jaleco um rabo de tatú e rompe-lhe para cima
com impeto de queixada.
— Queres fazenda, grandessissimo tranca! toma, toma fazenda, ladrão! — e ''lepte, lepte,'' finca-lhe rijas rabadas colericas.
O pobre rapaz, tonteado pelo imprevisto da aggressão, corre ao cavallo e monita ás cegas, de
passo que Zico, avançando com um grande relho,
lhe sacode no lombo nova serie de lambadas de
aggravadissimo ex-cunhado.
D. Izaura atiça-lhe cães:
— Pega, Brinquinho! Ferra, Joli!
O mal azarado comprador de fazendas, acuado
como raposa em terreiro, dá de esporas e foge
a toda, sob um chuveiro de insultos e pedras. Ao
cruzar a porteira inda teve ouvidos para distinguir dentre a grita os desaforos esganicados da
velha:
— Comedor de bolinhos! Papa-manteiga! Toma, que em outra não has de cair, ladrão de ovo
e cará!
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Atraz da vidraça, com os olhos pisados do muito
chorar, a triste menina viu desapparecer para {{hífen|sem|sempre,}}<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 185 {{--}}}}</noinclude>{{hífen-fim|pre,|sempre,}} envolto em nuvens de pó, o cavalleiro gentil dos seus dourados sonhos.
Moreira, o caipora, perdia, assim, naquelle dia, o unico negocio bom que durante a vida lhe deparara a Fortuna: o duplo descarte da filha e da Espiga…
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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Urupês (3ª edição)/O comprador de fazendas
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<noinclude><pagequality level="1" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 89 {{--}}}}</noinclude>“O meu conto de Maupassant”
{{capitular|C|ficheiro=Urupês (3ª Edição) Página 95 Imagem 0002.png}}ONVERSAVAM no trem dois sujeitos. Approximei-me e ou
vi: — A vida anda cheia de
contos de Maupassant; infelizmente ha pouquissimos
Guys…
— Porque de Maupassant
e não de Kipling, por exemplo?
— Porque a vida é amor e morte e a arte de
Maupassant é simplesmente isto: um enquadramento engenhoso do amor e da morte.
Mudam-se os scenarios, variam os actores, mas
a substancia persiste — o amor sob a unica face impressionante, a que culmina n’uma posse
violenta de fauno incendido de luxuria, e a morte,
o estertor da vida em transe, o quinto acto, o
epilogo physiologico. A morte, meu caro, e o
amor — entendes em que sentido tomo as palavras… os vocabulos andam tão desvirtuados
do sentido proprio que é mister grifal-os quando<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 90 {{--}}}}</noinclude>nos reportamos á significação original — são os dois unicos momentos em que a jogralice
da vida arranca a mascara e freme num delirio tragico.
— ?
— Não te rias. Não componho frases. Justifico-me. Na vida só deixamos de ser uns palhaços
inconscientes a macaquear-nos uns aos outros, a
copiar gestos de civilisações, a mentir á natureza,
quando esta, reagindo, põe a nú o instincto hirsuto, ou acena o basta final da morte, recolhendo
o ruim actor ao pó.
Em summa, só ha grandeza, e «seriedade»,
quando cessa de agir o pobre jogral que é o
homem feito, guiado e dirigido pelos codigos, religiões, moraes, modas e mais postiços de sua
invenção, e entra em scena a natureza bruta.
— Tanta filosofia, com este calor de Janeiro…
O comboio corria entre S. José e Quiririm.
Plena região arrozeira. As varzeas iam na faina
do córte. Grandes medas de palha amarella davam aos campos em séga o aspecto de cabellos
louros tosados á escovinha. Pura paizagem europea, de trigaes. A espaços feriam nossos olhos
quadros de Millet em fuga, lenta se longe, rapida,
se perto. Vultos de mulheres de cesta á cabeça,
que paravam a ver passar o trem. Vultos de homens ensilando feixes de espigas, para a malhação do dia seguinte. Carroções, tirados a bois,
recolhendo o cereal ensaccado. E como cahia a
tarde, e a Mantiqueira era já uma pincelada
opaca de indigo a barrar a imprimadura {{hífen|evanes|evanescente}}<noinclude></noinclude>
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da vida arranca a mascara e freme num delirio tragico.
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inconscientes a macaquear-nos uns aos outros, a
copiar gestos de civilisações, a mentir á natureza,
quando esta, reagindo, põe a nú o instincto hirsuto, ou acena o ''basta'' final da morte, recolhendo
o ruim actor ao pó.
Em summa, só ha grandeza, e «seriedade»,
quando cessa de agir o pobre jogral que é o
homem feito, guiado e dirigido pelos codigos, religiões, moraes, modas e mais postiços de sua
invenção, e entra em scena a natureza bruta.
— Tanta filosofia, com este calor de Janeiro…
O comboio corria entre S. José e Quiririm.
Plena região arrozeira. As varzeas iam na faina
do córte. Grandes medas de palha amarella davam aos campos em séga o aspecto de cabellos
louros tosados á escovinha. Pura paizagem europea, de trigaes. A espaços feriam nossos olhos
quadros de Millet em fuga, lenta se longe, rapida,
se perto. Vultos de mulheres de cesta á cabeça,
que paravam a ver passar o trem. Vultos de homens ensilando feixes de espigas, para a malhação do dia seguinte. Carroções, tirados a bois,
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 91 {{--}}}}</noinclude>{{hífen-fim|cente|evanescente}} do azul, vimos, em certo trecho, o original
do ''Angelus''…
— Já te digo a proposito do que vem a minha
filosofia.
E, enfiando os olhos pela janella, calou-se.
Houve uma pausa de minutos. Subito, apontando um velho saraguari, avultado á margem da
linha e logo sumido para traz, disse:
— A proposito desta arvore. Ella foi comparsa
do «meu conto de Maupassant».
— Conta lá, se é curto.
O primeiro sujeito não se ageitou no banco,
nem limpou o pigarro, como é de estylo. Sem
transição, foi logo narrando:
— Havia um italiano morador destas bandas,
com vendola na estrada. Typo mal encarado e
ruim. Bebia, jogava, e por varias vezes andou
ás voltas com as autoridades. Certo dia — eu
era delegado de policia — vieram uns piraquáras annunciar que em tal parte estava «o corpo
morto» de uma velha, picada {{corr|e|a}} machado.
Organisei a diligencia e acompanhei-os. «E’
lá, naquelle saraguagi», disseram, ao approximarmo-nos da arvore que passou.
Espectaculo repellente! Ainda tenho na pelle
o arrepio de horror que me correu pelo corpo ao
dar uma topada balofa num corpo molle. Era a
cabeça da velha, semi-occulta sob folhas seccas.
Porque o malvado a decepara do tronco, lançando-a a alguns metros de distancia.
Como por systema desconfiava do italiano,
prendi-o. Havia indicios vagos. Viram-no sair de<noinclude></noinclude>
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Predefinição:Parâmetro/styles.css
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 92 {{--}}}}</noinclude>machado, a lenhar, na tarde do crime. Entretanto,
por falta de provas, foi restituido á liberdade;
máu grado meu, pois cada vez mais me capacitava da sua culpabilidade. Eu presentia naquelle
sordido typo — e negue-se valor ao presentimento! — o miseravel matador da pobre velhinha.
— Que interesse tinha elle no crime?
Nenhum. Era o que allegava. Era como argumentava a logicasinha normal de toda gente.
Não obstante, eu o trazia d’olho, certo de que
era o criminoso. O patife, não demorou muito,
traspassou o negocio e sumiu-se. Eu, do meu
lado, deixei a policia, e, breve, do crime só me
ficou nitida a sensação da topada molle na cabeça da velha.
Annos depois, o caso resuscitou. A policia colheu indicios vehementes contra o italiano, que
andava por S. Paulo n’um grau extremo de decadencia moral, pensionista do xadrez por furtos
e bebedices. Prenderam-n’o e remetteram-n’o para cá onde o jury iria decidir da sua sorte.
— Os teus presentimentos…
O sujeito riu-se com malicia velhaca, e contitinuou:
— Não resistiu, não reagiu, não protestou. Tomou o trem no Braz e veio de cabeça baixa, sem
proferir palavra, até S. José; d’ahi para diante
(quem o conta é um soldado da escolta) mettia
os olhos pela janella, preoccupado em descobrir
qualquer cousa, até que defrontou o saguaragi.
Nesse ponto armou um pincho de gato, e despejou-se pela janella afora. Apanharam-n’o {{hífen|mor|morto,}}<noinclude></noinclude>
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Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/99
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 93 {{--}}}}</noinclude>{{hífen-fim|to,|morto,}} de craneo rachado, a escorrer miolos, perto
da arvore fatal.
— O remorso!
— Está aqui o «meu conto de Maupassant».
Tive a impressão delle nas palavras do soldado
da escolta: «veiu de cabeça baixa até S. José,
d’ahi para diante enfiou os olhos pela janella
até enxergar o saguaragi. Ao frontear a arvore,
pinchou-se». Na progressão ingenua da narrativa
li toda a tragedia intima daquelle cerebro, senti
todo um drama psychologico que nunca será escripto…
— E’ curioso! commentou o outro, pensativamente.
— O curioso, concluiu o primeiro sujeito, com
pausada lentidão, é que mais tarde, um dos piraquáras denunciadores do crime, e filho da velha,
preso por um horrivel assassinato a foiçadas, ''confessou-se tambem o assassino da velhinha, sua mãe…''
— ?
— Meu caro, aquelle pobre Oscar Fingall O’ Flahertie Wills Wilde disse muita coisa, quando
disse que a vida sabe melhor imitar a arte do
que a arte sabe imitar a vida…
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Urupês (3ª edição)/“O meu conto de Maupassant”
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Regimento dos qualificadores do Santo Ofício
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REGIMENTO DOS QUALIFICADORES DO S. OFICIO
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QUALIFICADORES DO S. OFICIO
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REGIMĒTO
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<noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho|86|PÉGADAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>caminho adeante brancos phantasmas que soluçam correndo pelas aguas, surgindo e desapparecendo com as suas mortalhas de prata, n'uma agonia de morte, como se fossem as almas afflictas dos afogados.
Tinhamos já passado Vinhaes havia muito e iamos agora deixando atraz de nós, uma por uma, todas as velhas quintas do Caminho-Grande, que dão um lado para o Anil. D. Marianna toscanejava como de costume, recostada numa almofada, o rosto pousado na palma da mão; Rosinha, com um braço fóra da canôa, brincava pensativa, com as pontas dos dedos na orla phosphorescente que se fazia nas aguas a cada rumorosa braceagem dos remos; Luiz cantarolava distrahido; e o velho Cunha, vergado sobre o braço do leme, com o seu grande chapéo de carnahuba derreado para a nuca, a camisa e o casaco de brim pardo abertos sobre o peito, fitava as praias que iamos percorrendo, como se a belleza daquella noite do Norte e a solidão d'aquelle formoso rio azul lhe enleassem traiçoeiramente o espirito burguez, fazendo o milagre de arrebatal-o para um devaneio contemplativo e poetico.
Qual! No fim de longo recolhimento, quando passavamos em certa altura do rio, disse-me elle com um suspiro de lastima:
— Que desperdicio de dinheiro e quanta incuria vae por aqui!... Vês aquellas ruinas cobertas de matto? aquillo foi principiado ha bem quarenta<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||NO MARANHÃO|87|borda_inferior=sim}}</noinclude>annos para um grande armazem de alfandega... nunca passou do começo! Teve a mesma sorte do caes da Sagração e do dique das Mercês! Que gente!
E eu puz-me a considerar as ruinas, que pareciam crescer á luz do luar; e o Cunha, possuido de uma febre de censura, continuava a derramar pelas tristes aguas do Anil a sua cansada indignação contra os maldictos presidentes de provincia, que tão mal cuidavam da nossa pobre e querida capital.
E, á marcha monotona e vagarosa da canôa, ia-se desdobrando lentamente ao lado de nós todo o flanco alcantilado da cidade.
Surgiu á distancia o largo dos Remedios, elevando-se da praia como um velho baluarte dos tempos guerreiros.
Ouvia-se já um rumor tristonho de casuarinas.
— Está alli! exclamou o Cunha, extendendo o braço para o lado de terra. Para que esbanjar dinheiro com uma estatua daquella ordem, quando ha por ahi tanta cousa de necessidade séria de que se não cuida?...
Olhei na direcção que o Cunha indicava e vi a estatua de Gonçalves Dias, erguida no meio do largo dos Remedios, toda branca, muito alta, riste ao luar como a solitaria columna de um tumulo.
Não achei animo nem palavras para protestar contra o que dizia o velho Cunha. De Gonçalves<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: APO Arte Apollinea. A Mufica. VEIG. Laur. Ecl. 3 Os dous mais conhecidos Na Apollinea arte, De novo a novo canto fe incitavão. {{lema|APOLLO}}. s. m. Certo Deos do Paganifmo. Tomafe entre os Poetas pelo Sol. CAM. Luf. 2, 105 Tu fó de todos, quan- tos queima Apollo, Nos recebefte em paz do mar pro- fundo. CORR. Comm. 5, 15 Apollo he o Sol, chama- do affi da particula A privativa que quer dizer, fem, e poli, muitos, porque fó elle dá l...
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<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>APO
Arte Apollinea. A Mufica. VEIG. Laur. Ecl. 3 Os
dous mais conhecidos Na Apollinea arte, De novo a
novo canto fe incitavão.
{{lema|APOLLO}}. s. m. Certo Deos do Paganifmo. Tomafe entre os
Poetas pelo Sol. CAM. Luf. 2, 105 Tu fó de todos, quan-
tos queima Apollo, Nos recebefte em paz do mar pro-
fundo. CORR. Comm. 5, 15 Apollo he o Sol, chama-
do affi da particula A privativa que quer dizer, fem, e
poli, muitos, porque fó elle dá luz ás terras, e toda a
que tem os outros planetas, c eftrellas a recebem del-
le. Maus. Aff. Afr. 2, 23 N'huma alta cova, onde não
chega Apollo, Por mais que avive o raio rutilante.
{{lema|APOLOGAÇÃO}}. s. f. pouc. uf. O mefmo que Apologo. M. FERNAND. Alm. 2, 1, 6. n. 27 O que fe declara com
evidencia pelas feguintes apologações.
{{lema|APOLOGETICAMENTE}}. adv. uf. Em fórma, ou á ma
neira de apologia.
{{lema|APOLOGETICO, A}}. adj. Que contém apologia. Do Lat.
Apologeticus. BARR. Dec. 4. Apolog. Como fe queixava
Terencio nos feus prologos apologeticos. SOAR. DE BRIT.
Apolog. 1, 58 E accrecenta o commentador Annibal Ca-
ro, no feu Pradella, ou Invectiva apologetica &c. Vi-
EIR. Serm. 12, 2, 3. n. 43 O Santo, e o que refta do
Evangelho, tomarão e fatisfarão por fua conta a parte a-
pologetica.
Subft. CEIT. Serm. I, 127, 4 Como bem diz Ter-
tulliano no feu Apologetico contra gentes. BARTH. GUER-
REIR. Cor. 4, 69, 629 Refolvemfe as diligencias, e
Apologeticos em ferezas de hum, e paciencia de outro.
M. BERN. Floreft. 5, 3, 229, C Logo imprimem c di-
vulgão Apologeticos, que mais propriamente são fatyras.
{{lema|APOLOGIA}}. s. f. Defenfa, juftificação, refpofta ás objur-
gações, criticas, cenfuras, &c. Lat. Apologia. BARR. Dec.
4. Apolog. Em lugar de prologo detta quarta, e ulti-
ma Decada façamos Apologia, e defensão noffa pera to-
das, HEIT. PINT. Dial. 1, 3, 8 E na apologia vitupe-
ra a eloquencia de feus adverfarios. BRIT. Mon. 2, 5.
...tit. 4 He bem verdade que "S. Pamphilo Martyr em hu-
na apologia, que fez em defensão de Origenes, &c.
Epith. Douta. ESPER. Hift. 2, 10, 1. n. 3. Elegan-
te. A. DE VASc. Anj. 2, 5, 2. part. 5. p. 403. Famo-
fa. VIEIR. Serm. 10. do Rof. 16, 3, 11. Valente, VIEIR.
Cart. 2, 111. Valerofa. BARTH. GUERREIR. Cor. 1, 6, 29.
{{lema|APOLOGICO, A}}. adj. ant. O mefmo que Apologetico. FR.
G. DA SILV. Vid. 1, 61 A ella tambem efcrevco, e di-
rigio o livro apologico, que fe chama Apologia Sandi Ber-
Inardi.
{{lema|APOLOGISTA}}. s. m. uf. Autor de apologia.
{{lema|APOLOGO}}. s. m. Fabula, em que fe introduzem a fallar
irracionaes, ou ainda coufas infenfiveis, para della fe tirar
alguma moralidade. Do Lat. Apologus. PAEZ, Serm. I
291 No apologo, que feu irmão Joathan fez acerca def-
ta eleição, chamoulhe efpinheiro [a Abimelech.] L. ALV.
Serm. 1, 6, 4. n. 10 O' quanta doutrina, tem efte a-
pologo! VIEIR. Serm. 4, 9, 2. n. 317 Efta he a fubftan-
cia do apologo, nem mal formado, nem mal repartido.
Epith. Difcreto. M. BERN. Floreft. 5, 7, 421, A.
Doutrinal. M. BERN. Floreft. 1, 4, 107, B. Engraçado.
M. BERN. Floreft. 4, 1, 430.
{{lema|APONTADAMENTE}}. adv. mod. Diftinétamente, ponto por
ponto. RESEND. Chr. 43 Repartindo logo apontadamente
as commarcas, villas, e fortalezas. CONST. DO PORT.
59 E digão as horas diftinéta e apontadamente, e não
de preffa. CONST. DE EVOR. 33, 2 E mandamos a to-
dos Priores... que em todos os Domingos do anno, à
miffa da terça, à eftação publiquem, leão, e notifiquem
ao povo em alta voz, declarada e apontadamente duas
conftituições.
Met. Perfeitamente, exactamente, a ponto. RESEND,
Chr. 77 E affi refpondeo ás [coufas] que lhe pergun-
tava, mui apontadamente, como homem mui fabido. Sous
Vid. 6, 17 Afli tomárão o negocio á fua conta tão de
vontade, que fe não pudera fazer com mais cuidado,
nem mais apontadamente em tempo de guerra.
{{lema|APONTADINHO, A}}. adj. dim. de Apontado. Luz,
Serm. 3, 61, 2 Alguns ha, que enxergão fuas faltas,
e deixáofe andar afli çujos, e feios, de fóra mui precio-
fos, e apontadinhos em tudo.
{{lema|APONTADO, A}}. p. p. de Apontar. SANT. Ethiop. 2, 2,
3. LOB. Cort. 15, 147 y. VIEIR. Cart. 1, 12.
Ufafe como adj. Cozido com pontos, ou para ornato
e enfeite, ou fomente para unir e ajuftar. ORDIN. DOS CA-
NON. REGUL. I, 50, 107 y E lhe poc huma carapuça
de láa branca em a cabeça, à qual pode fer apontada
com huma linha no dito panno. FEST. NA CANON, 194
Com barretes vermelhos, apontados de ouro. FR. LEÃO,
Bened. 2, 2. part. ult. Hum ctccente de vermelho apon-
tado.
{{lema|APONTADOR}}. s. m. O que aponta, olheiro, o que tem a
feu cargo apontar os que faltão á fua obrigação. Sous. Hift.
2,2, 2 tinhão por olheiros ou apontadores, até dos
argueiros dos feus procedimentos, todos os do mefmo ha-
bito. FR. NIC. DE OLIV. Grandez. 7, 5 Ha mais hum
apontador da ribeira das náos, que tem de ordenado vin-
te mil reis. CARV. Chorogr. 3, 2, 8. c. 36. tit. 6 Ha
tambem hum Vedor Geral da Fortificação... com feu
Efcrivão e Apontador.
Particularmente fe diz do Beneficiado, que tem á
fua conta apontar os que faltão ao Coro, ou a qualquer
hora canonica. CONST. DE EVOR. 13, 4 Seja clegido ás
mais vozes hum apontador, que aponte aquelles, que
não vierem ás horas. CONST. LE GOA, 8, 2 E manda-
mos ao apontador em virtude de obediencia, e fob pe-
na de o pagar trezdobrado, que o cumpra alli.
UI. O que eftá recitando o papel do orador, ou do a-
tor, para lhe ajudar a memoria.
Alumiador, lançarote, o que tem o torpe officio de
ajudar a inercia do cavallo para a propagação da fua ef-
pecie. BLUT. Vocab.
{{lema|APONTAMENTO}}. s. m. Minuta, lembrança, breve efcri-
tura para ajudar a memoria. REGIM. DE EVOR. 7, 4 E
quando os forem vendo [os feitos] farão fuas lembran-
ças, e apontamentos, não fe fiando fómente da memo-
ria. BRIT. Chr. 3, 7 Tirou hum apontamento, em que
fe continhão os pontos erroncos. VIEIк. Serm. 1. Prol.
Mas como ferião neceffarios muitos dias para... eften-
der, e veftir os [fermões] que eftão fó em apontamen-
tos, &c.
Declaração breve, e por cferito de qualquer confa,
que cumpre fazer, ou dizer. Leão, Chr. de D. Att. IV.
157 Os procuradores de Caftella trouxerão outros aponta-
mentos, que erão mais para rit, que para outorgar. CEIT.
Serm. 1., 190, 2 Dizem que forão os Anjos a cafa de
Abrahão deixar em apontamento, e quafi como em item,
a fanta communhão. Sous. Vid. 4, 16 Efcreveo elRei
D. Henrique húa larga carta fobre o eftado do Reino,
e ajuntoulhe huns apontamentos, em que declarava &c.
{{lema|APONTAR}}. v. a. Fazer pontaria, dirigir o tiro a algum
alvo. CASTILH. Comm. 2, 44 E fez algum damno; cm
quanto os Mouros apontarão defronte algumas peças mais
gtoffas. CoRT. R. Cerc. 6, 67 Aponta bum bombardei-
ro o groffo tiro A efta verde totre. Gavi, Cerc. II,
37 E efmeroufe tanto no tirar, e apontar a bombar-
da, que &c.
Neutr. Reg. a, para, ou em alg. ou alg. c. BARR.
Dec. 3, 2, 2 Sem ter conta com a fumaça das fuas
bombardas, nem olhar onde apontavão. Sous. Hift. J,
2, 15 Outra vez tomando [o demonio] a figura dé
hum monftruofo Centauro, armado de arco, e frechas,
embebia huma no arco ... c apontava em Frei Gil.
Met. BARPEIE. Chorogr. 16 Attribuindo a Lisboa
por cognome o feu nome de Salacia, por não apontar
bem a lição de Plinio. HEIT. PIET. Dial. 1, 4, 7 Ef-
ta he a propriedade do mundo, apontar no alvo das prof
peridades, e desfechar na barreira das defaventuras. M.
.FERNAND, Am. 3, 2, 3. n. 312 Que mais fe póde ex-
primir o mal da perturbação pera hum coração, que
quet apontar direito em Deos.
Adag. Failar fem cuidar, he tirar fem apontar. DE-
Lic. Adag. Ico.
Ainda que João Vaz tem bêfta, não deixão de lhe apou-
tar à tefta. HERS. NUN. Refran. 55 Y.
Apontar a vifta. Por a vifta, fitar os olhos. CASTR.
Ulyff. 2, 67 Chega [a. fetta onde a vifta aponta, e
mata a fede No fangue de hum grão touro.
Apontat. act. Acenar, moftrar com o dedo, ou com
outra alguma confa. Ann. Dial. 3, 2 Apontando com o
dedo aos Magos o lugar da fua nafcença. Lob. Condeft.
14, 60 Apontando os lugares vai com o dedo.
Neutr. Reg. para, em, ou contra alg. c. GOES,
Chr. do Princ. 9 Os dedos da mão encolhidos, falvo o
fegundo, a que os Latinos chamão index, com que apon-
tava contra o poente. Fro, Tr. 3, 44, i E foi a re-
prehensão diante do povo, c quafi apontando com o de-
do nos Pharifeos. Sous. Hift. 1, 1, 17 Não valendo
nada para o esforçar, apontoulhe para hua arvore.
A&t. Nomcar, affinalar, indicar individualmente. As
pefloas. FERN. Lor. Chr. de D: J. I. 1, 109 Então man-<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 348 APO dou apontar alguns que forão prezos. FR. MARC. Chr. 1, 1, 55 Refpondeo o menino apontando onze frades, efte, e efte &c. Sous. Hift. 1, 2, 13 Logo lhe foi apontando alguns homens, que &c. Ncurr. BARR. Dec. 1, 4, 9 Devia tomar parecer de outras pelloas, apontandolhe logo em alguns de feus officiaes. MENDoç. Jorn. 2, 16 E fendolhe para efte ef- fcito moftrados todos, apoutafe logo em Antonio de Moura. Act. As coufas. BRIT. Chr....
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<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>348
APO
dou apontar alguns que forão prezos. FR. MARC. Chr.
1, 1, 55 Refpondeo o menino apontando onze frades,
efte, e efte &c. Sous. Hift. 1, 2, 13 Logo lhe foi
apontando alguns homens, que &c.
Ncurr. BARR. Dec. 1, 4, 9 Devia tomar parecer
de outras pelloas, apontandolhe logo em alguns de feus
officiaes. MENDoç. Jorn. 2, 16 E fendolhe para efte ef-
fcito moftrados todos, apoutafe logo em Antonio de
Moura.
Act. As coufas. BRIT. Chr. 1, 17 Tendo todos
acabados alguns negocios... apontarão o dia pera a
partida, FERNAND. GALV. Serm. 1, 46, 1 Affim havia-
mes de tratar com Deos, deixalo guiar, como quem fa-
be bem o caminho do céo, e cftar aparelhados pera to-
mar aquelle, que nos apontar; e não tratar de o querer
efcolher.
Efcult. Defenhar, notar rifcando. Feo, Tr. 2,
179, 4 Particulariza o Philofopho todas as operações ne-
ceffarias para lhe fahir da mão huma imagem perfeita,
como he cottar o madeiro, de que a quer fabricar, apon-
tala, para faber o que, hade desbaftar, &c.
Act. Suggerir, fubminiftrar, lembrar, Goes, Chr.
de D. Man. 3, 53 Os Xeques, e povos de Xarquia nos
apontarão algumas coufas fundadas em noffo ferviço.
Mencionar, dizer de paffagem, ou brevemente. Ev-
FROS. 1, 3 Como elle aponia huma coufa, vou logo em
hum pé. HEIT. PINT. Dial. 2, 2, 11 São exemplos,
como os que apontafte de Ifaac, Jofeph, e Job. Luc.
Vid. 1, 10 Mas tinha particular obrigação ao menos de
apontar em breve certas coufas.
Neutt. Reg. em alg, ou alg. c. PIN. Chr. de D.
Din. 2. E afli requerido por parte do Reino de Portu-
gal, que cafaffe... logo lhe foi apontado na Infante Ifa-
bel d'Aragão, que eftava por cafar. BARR. Dec. 3. Prol.
Nto apontamos nas fciencias de profissão. MEND, PINT.
Peregr. 22 Porque me apontou em algumas coufas affas
feias e criminofas.
Act. Jurifpr. Allegar. Reg. alg. c. on de alg. c. OR-
DEN. DE D. MAN. 1, 1 E no dito aggravo apontar al-
gua coufa, que traga infamia ao dito official &c. REG M.
D'EVOR. 4, 189 E fe pedirem vifta pera nefta inftancia
apontarem de fua juftiça, o Vigatio geral lha mandará
dar.
Marcar, notar com final. TELL. Chr. I, 2, 20.
n. I l'or iffo os Romanos antigamente coftumavão no.
tar, e apontar os dias alegres com pedras brancas.
Aliftar gente para a guerra. BARR. Dec. 3, 10,
7 E mandou apontar todolos moradores de Cochii, que
foffem a efta armada. Barr. Mon. 1, 3. c. 6 Ao qual
[Conful] fe concedeo livre licença pera poder apontar
nova gente de guerra.
Notar, por ponto aos que faltão ao officio, traba-
Ibo, lição, coro, &c. CONST. DE LISB. 13, 4 E não ha-
vendo na Igreja mais de hum Beneficiado, ou dous, apon-
tará o Prior, Rector, ou Cura os que não fervirem.
Sous. Hift. 1, 3, 27 Com ordem que houveffe quem
os apontaffe, e rambem quem tiveffe o poder de multar
os defcuidados. ORDEN. DE D. PEDR. I, 15, 2 Aos que
forem negligentes, apontalusba o dito Sollicitador, e di-
loha ao Regedor.
Por Pontaletes. Pin. Chr. de D. Sanch. I. 10 E fa-
ziáo fua obra como era feu propofito, minando ao lon-
go, e apontando o muro, e enchendo os vazios delle
com lenha.
Apontar á banca. uf. Jogar parando, e fazendo
Mufic. Efcrever ou compor em mufica, reduzir ds re-
gras de contraponto. ESTAT. Dos CONEG. AZUES, 26, 23
E fempre fe trabalhe por tomar peffoas, que faibão
algúas boas manhas de cantar, e tanger; bem efcrever,
e apontar, e que fejão grammaticos. A. DE VASc. Anj.
2, 5, 3. part. 11. p. 469 Como fe coftuma compôr pri-
meiro o more, e letra avifada, e depois encommendar ao
mufico mais déftro, que a aponte a boa folfa, &c.
Com pron. peff. Enfeitarfe, porfe n'hum ponto, on
n'bum pontinho, como vulgarmente fe diz. FERR. DE VASC.
Ulyffip. 2, 1 Eilo lá affoma, e apontafe de maneira, que
vos rides da mais poftura.
Pórfe em pontos, caprichar. FERR. DE Vase. Ulyflip.
4, 1 Então leixai vós cabrões, que degenerão, apontar
fe em foberba c vaidade.
v. g. da
Apontar. Dirigir a ponta de alguma arma
lança, efpada, &c. a alguma parte, v. g. ao peito, pefco-
ço, &c. MEMOR. DAS PROEZ. 1, 40 E ao apontar da lança o porco fez força, e tiroulhe &c
Moftrar as horas. Dizfe do ponteiro do relogio.
D. MAN. DE PORTUG. Tr. 477. Façamos conta que a noffa
memoria he huma ponta de agulha de relogio, que n'hum
mefmo tempo não póde apontar a duas partes. HEIT. PINT.
Dial. I, 1, 8 Mas a mão, que as moftra [as horas]
as aponta fem errar, e anda conforme o compaffo do re-
logio e do Sol. CARV. Comp. 1, 3, 5 No qual tempo
0 relogio apontava oito horas.
Apontar a ferida. Efgrim. Tocar levemente.com a
ponta da efpada e fem querer fazer maior impressão
CHAG. Cart. 2, 178 Na deftreza da efgrima, apontar a
ferida, não he querer dala.
Met. Indicar ligeiramente alguma materia. Pir. Ring
Injuft. Succeff. 6, 86 Bafta apontar as feridas. CHAGA
Cart. 2, 178 Apontei cfta ferida &c.
Apontar algum lugar. Começar a defcobrilo on a ve-
lo. Luc. Vid. 1, 15 Aquelles reinos, e lugares, que
pela cófta do Oriente fomos apontando.
Neutr. Apontar alguem, ou alguma coufa em_al-
gum lugar. Começar a apparecer, on a entrar nelle. Eu-
PROS. 2,5 E defte perro, grão Turco, me temo mui-
ro, fe apontar na Italia. FERNAND. Palm. 3, 70 E o que
mais os efpantou, foi ver que tanto que apontarão, fe
alargou de junto delle [galeão] hum pequeno batel.
MAUS. Aff. Afr. 5, 80 y Porém juntos n'hum corpo ve
que apontão Mais de cem mil de pé.
Met. Se diz de qualquer coufa, que principia a
defcobrirle ou a vêrfc. BRIT. Mon. 1, 2. c. 25 Tanto
que apontou a primavera. Los. Primav. 1, 2 Via fugir
correndo a clara eftrella Do Sol, que já apontava_no
Oriente. TELL. Chr. 1, 1, 10. n. 6 Hia porém paffan
do o inverno, e apontando a primavera.
Das plantas. Luc. Vid. 8, 5 Pera baixo, cnterran-
dofe [a femente] mais, lança as raizes; e fóbe junta-
mente pera cima té apontar, e apparecer fobre a terra.
Tambem fe diz de coufas nforaes. FERR. DE VASC.
Ulyffip. Evitai por tanto taes converfações em
apontando. CEIT. Quadrag. 1, 72, 1 Ainda não aponta
a doença, já pomos o baraço na garganta à penitencia.
Luz, Serm 1, 13, 4 Logo em apontando o gofto, e
melhoria do eftado, aponta juntamente a trifteza, e a
occafião de a perder.
Apontar a barba a alguem: Nafcerlhe a primeira
barba. CAM. Ecl. 2, 35 A barba então nas faces me
apontava. FERNAND. Palm. 4, 18 Com os primeiros finacs
da barba, que lhe apontava. CEIT. Serm. 2, 144, F
Nafcer hum homem, e logo em dous dias apontarlbe a
barba, he nafcer homem feito.
Sabir föra on defcobrirfe a ponta de alguma arma
FERN. LOP. Chr. de D. J. 1. 1, 139 O qual [dardo]
entrando fob o braço, lhe aponton dentro da bocca.
MAUS. Aff. Afr. 9, 143 Fez volta, e vê paffado o
charo amante Por hum troço de lança, que apontava.
{{lema|APONTEAR}}. v. a. pouc. uf. O mefmo que Apontoar, GAVI,
Cerc. 13, 44 Logo tocárão a repiqne, onde acudio gente
com tanta preffa, que fe houvera de abater a praça, fei-
ta fobre madeira, que logo fe mandou apontear com
groffas vigas.
{{lema|A PONTO}}. fórm. adv. Vej. Ponto.
{{lema|APONTOADO, A}}. p. p. de Apontoar. FERNAND. GALV
Serm. 3, 243, 1. MATT. Jeruf. 11, 85.
{{lema|APONTOAR}}. v. 2. Efpécar, Juftentar com pontaletes. FER-
NAND. GALV. Serm. 3, 123, 2 Hota apontoando as pa
redes, hora concertando os telhados.
Mct. FR. SIM. COELH. Chr. 2, 10, 139 Apontoe
com o bordão da cortezia o moço a fraqueza do anciáo.
HEIT. PINT. Dial. 2, 5, 26 Mas peçovos que quando
eu for pera cahir, apontocis o muro de minha fraqueza
com os efteios da reprehensão, e confelho, e doutrina.
D. F. MAN. Carr. 3, 20 Pera com fcus confelhos e ra-
zoes apontoar efte fraco edificio de fracas e velhas tai-
pas (Falla dos prudentes.)
{{lema|APOPHTHEGMA}}. s. m. Vej. Apothegma.
{{lema|APOPLETICO, A}}. adj. Med. Pertencente á apoplexia. Do
Lag. Apopleticus. acc. na antepenult. CARDOS. Agiol. 2,
404 Sobrevindolhe... hum tetrivel accidente apopletico.
VIEIR. Serm. 10. do Rof. 26, 8, 427 Que dirci de
chagas encanceradas de feridas penerrantes nas partes
mais vitaes, e de accidentes fubitos e apopleticos. CURV.
Polyanth. 2, 90, 7 E porque eftes accidentes uterinos
fe patecem muito... com os apopleticos: porque &c.
Doente ou accommettido de apoplexia. BARTH. GUER-
REIR. Cor. 4, 87, 734 O Emperador Antonino pagou<noinclude></noinclude>
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