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{{Discussão}}{{Página de Discussão}}
{{/topo}}<!--- Please add interwiki links ONLY at [[Wikisource:Esplanada/topo]] --->
{{TOC|font-size: 90%}}
== Manutenção ==
Pra quem puder fazer a manutenção, aqui tem alguns livros que precisam de uma galeria:
*[[Alma Cabocla]] ([[:commons:File:Alma Cabocla (1922).pdf|arquivo]])
*[[Constituição do Brasil de 1937]] ([https://imprensa2.in.gov.br/o/biblioteca-digital-internet-lf7_1-ce-theme/pdf/index.html?file=https://imprensa2.in.gov.br/documents/20127/0/Constitui%C3%A7%C3%A3o+dos+Estados+Unidos+do+Brasil+e+Leis+Constitucionais+ns.+1%2C2%2C3+e+4+--1940.pdf/d5900259-f500-fdc1-cf96-585eff50cc93 ed. 2], [https://imprensa2.in.gov.br/iw/pesquisa?p_p_id=com_liferay_portal_search_web_search_results_portlet_SearchResultsPortlet_INSTANCE_xHpQvTWgIGX0&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&_com_liferay_portal_search_web_search_results_portlet_SearchResultsPortlet_INSTANCE_xHpQvTWgIGX0_mvcPath=%2Fview_content.jsp&_com_liferay_portal_search_web_search_results_portlet_SearchResultsPortlet_INSTANCE_xHpQvTWgIGX0_redirect=%2Fpesquisa%3Fq%3Dtitle%3A%2522constitui%25C3%25A7%25C3%25A3o%2520%2522&_com_liferay_portal_search_web_search_results_portlet_SearchResultsPortlet_INSTANCE_xHpQvTWgIGX0_assetEntryId=1318210&_com_liferay_portal_search_web_search_results_portlet_SearchResultsPortlet_INSTANCE_xHpQvTWgIGX0_type=content ed. 1])
*[[A Retirada da Laguna]] ([https://www.jstor.org/stable/community.38771372 1])
[[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 16h45min de 16 de janeiro de 2026 (UTC)
:{{Ping|Junglk}} se quiser adicionar isso na sua lista de manutenção, fique à vontade! Sei que no Ws em inglês tem um bot pra esse tipo de coisa... :/ Aqui tá limitado: no celular não tenho como ajudar no proofreading por muito tempo, mas ainda volto pra trazer algo que encontrei hahaha [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 02h13min de 17 de janeiro de 2026 (UTC)
::Eventualmente seria interessante adicionar o [[:en:User:SnowyCinema/QuickTranscribe|Quick transcribe]] aqui (quem sabe, se acelerando tudo de forma segura, daria pra atrair mais usuários e leitores...). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 02h18min de 17 de janeiro de 2026 (UTC)
:::Olá Erick! Primeiramente obrigado pelos pedidos ;D, adicionei a galeria do Alma Cabocla, a obra A Retirada da Laguna já tem uma galeria ([[Galeria:A Retirada da Laguna.djvu]]) mas mesmo assim adicionei a edição da biblioteca do Oliveira Lima no Commons. Com relação das duas edições da constituição de 37 as adicionei como ficheiro pois não acredito estar em domínio público nos USA, iria adicionar a galeria mas reparei fazendo o pagelist que ambas estão incompletas (a primeira edição falta as páginas 10 e 11 e a segunda omite a Lei Constitucional N. 2.
:::{{br}}
:::Com relação a esse Quick Transcribe não tinha ouvido falar dele antes, ele é útil assim? Acha que é complicado importar pra cá? Vou dar uma pesquisada nele depois com calma. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 15h18min de 17 de janeiro de 2026 (UTC)
::::{{Ping|Junglk}} A Constituição, enquanto texto legal, jamais teve proteção de copyright (nem na lei de 1916, na dos anos 70 ou na LDA). A edição da Imprensa Nacional ou do Departamento de Imprensa e Propaganda: como obras da União, entraram em domínio público [https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L3071.htm#art662 15 anos após a publicação] (Código Civil de 1916), bem antes da data do URAA (mesma situação de [[Dois discursos]]). Portanto, ela está sim em domínio público tanto no Brasil quanto nos EUA e não existe impedimento de colocar no Commons. Da pra colocar todas as obras do DIP ou do Imprensa Nacional (até os anos 80) no Commons, pois o status como obra governamental vem antes do falecimento do autor.
::::Quanto ao QuickTranscribe, ele ainda é experimental, mas acho que ele pode ser útil, ainda mais se adaptar para as grafias da língua portuguesa.
::::[[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 15h35min de 17 de janeiro de 2026 (UTC)
:::::@[[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]]: Poxa preciso melhorar meus conhecimentos de domínio público haha, não sabia desses detalhes! Obrigado por informar, vou colocar no Commons, obrigado pelo aviso. Sobre o QuickTranscribe vi que o último commit do repo deles foi há 2 anos, você sabe se eles ainda estão ativos nessa ferramenta? Pelo GitHub não parece muito não, o que é uma pena. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 15h42min de 17 de janeiro de 2026 (UTC)
::::::{{Ping|Junglk}} não há de quê! Eu meio que me exaltei um pouco, pois me interesso muito por esse assunto (até hoje não entendi pq removeram essa regra de 15 anos da lei de direitos autorais) e existem algumas brechas que aumentam o número de obras liberadas (como a falta de herdeiros). No momento eu tô "enchendo o saco" para o Google Books liberar o material do DIP, como a tradução inglesa da constituição de 1937. Mas até meus conhecimentos tem limites: não se se as traduções inglesa, espanhola e nheengatu que o STF fez da constituição (ou o relatório da explosão do VLS-1 em 2003) cairia na isenção do Art. 8 da LDA (leis e "outros atos oficiais" não teriam proteção).
::::::Acho que faz mais de um ano que falei com o criador do projeto. De toda forma, sei que aqui costumava ter um app (GiroBot?) que tinha o mesmo objetivo, mas caiu em desuso e ficou muito desatualizado. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 15h55min de 17 de janeiro de 2026 (UTC)
:::::::{{Ping|Junglk}} perguntei pro SnowyCinema no Ws em inglês e o projeto ainda é experimental -- e ele está dividindo o tempo com outros projetos, de forma que não teve muito avanço no último ano. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 17h55min de 18 de janeiro de 2026 (UTC)
::::::::Poxa, uma pena mesmo. Assim que o projeto voltar a ter mais frequentes atualizações ou se estabilizar podemos pensar em migrar para cá. Estava dando uma olhada ontem e parece ser bem útil mesmo, automatiza bastante partes do processo de transcrição. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 18h28min de 18 de janeiro de 2026 (UTC)
:::::::::{{Ping|Junglk}} poisé! No mínimo ele poderia ajudar a agilizar obras mais "puxadas", que no geral envolveram listas e materiais bibliográficos, enquanto obras de prosa continuariam tendo uma transcrição mais humana.
:::::::::E acordei hoje com uma ótima notícia: o IAI finalmente começou a publicar as [https://resolver.iai.spk-berlin.de/IAI00007A9D00000000 traduções] das obras do Verne (século 19). Até o momento eles liberaram o Da Terra à Lua, A Roda da Lua (continuação) e Volta ao Mundo em 80 Dias. No final eles deverão liberar por volta de 80 exemplares, pelo o que indica o acervo local (não digital). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 12h11min de 22 de janeiro de 2026 (UTC)
::::::::::Caramba que notícia incrível! Tu é demais cara, conseguir convencer eles de digitalizar tantas obras, vai ser muito legal mesmo para o nosso projeto. Você já quer que eu transfira lá para o Commons? Ou devemos esperar todos os livros? Pelo que vi, acho que adicionaram outro (Os inglezes no Polo Norte) então acho que eles já fizeram um boa parte da digitalização. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 14h20min de 22 de janeiro de 2026 (UTC)
:::::::::::{{Ping|Junglk}} obrigado! Eu fiz o pedido há várias semanas e, quando confirmaram que os livros eram antigos o suficiente, falaram que iam digitalizar -- mas demoraria pra liberar. Acho que o ideal é ir já mandando pro Commons, assim evita ficar muito cheio lá na frente (assim já dá pra arrumar o wikidata e relação de idiomas) -- eu só não coloco pq o mobile do Commons é mais pra imagem, e parece que só dá pra achar o PDF no iai pelo desktop. Talvez dê pra usar esses livros para atrair novos usuários, considerando a popularidade do Verne. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 16h53min de 22 de janeiro de 2026 (UTC)
::::::::::::@[[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]]: Adicionei lá no Commons as edições disponíveis (vê se não fiz alguma besteira, estão [[commons:Category:Books by Jules Verne translated into Portuguese|nessa]] categoria). Só ainda não mexi com o Wikidata, tem como tu dar uma olhada nessa parte? Se não der, me avisa o que preciso fazer pra ajudar! [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 19h05min de 22 de janeiro de 2026 (UTC)
:::::::::::::{{Ping|Junglk}} Opa! Acabei de ver aqui e parece que está tudo certo (só achei meio redundante categorizar tanto na categoria principal quanto na subcategoria, mas tudo bem).
:::::::::::::Quando ao Wikidata: as coisas são facilitadas pela predefinição books. Você consegue ver que ao lado do título da caixa informativa tem alguns links. O último link é do Quickstatments, que importa a informação da caixa para o Wikidata (funciona melhor quando a obra é em inglês). No desktop (eles não adaptaram a interface pro mobile) é algo de poucos segundos e no fim só precisa de algumas correções (data, conexão com a obra original e vice-versa [assim já interliga a tradução e o original] e esse tipo de coisa). Também seria possível adicionar o "código" da fonte original, mas não achei o caminho do IAI. No fim, é só adicionar o código WD (Q***) na predefinição do Commons. Fiz isso no Volta ao Mundo, mas é algo só ágil mesmo no desktop. Caso também for adicionando a galeria, [https://ws-page-game.toolforge.org/ este app] agiliza bastante a listagem de páginas (acho mais intuitivo do que é usado localmente). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 21h22min de 25 de janeiro de 2026 (UTC)
::::::::::::::Adicionei os PDFs nas subcategorias de [[:Commons:Category:Books by Jules Verne|Category:Books by Jules Verne]]. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 21h35min de 25 de janeiro de 2026 (UTC)
:::::::::::::::{{Ping|Junglk}} só passando pra avisar: eles adicionaram mais algumas coisas desde então. Se tiver um app RSS, da pra acompanhar [https://digital.iai.spk-berlin.de/viewer/api/v1/records/rss/?query=%2B%28%28%2B%28MD_AUTHOR%3A%28jules+AND+verne%29%29%29%29 neste link]. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 16h36min de 26 de janeiro de 2026 (UTC)
::::::::::::::::@[[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]]: Sim, dei uma olhada hoje de manhã e vi que eles postaram mais! Já upei no Commons, só vou adicionar os templates e mexer no Wikidata desses novas e dos antigos seguindo seus conselhos. Obrigado pelo link RSS, será bem útil. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 16h43min de 26 de janeiro de 2026 (UTC)
:::::::::::::::::Entendido e não há de quê! Acho que logo dará pra montar algum tipo de anúncio pra comunidade lusófona: considerando a popularidade do Julio Verne, deve ser a melhor forma de atrair leitores e editores (Da Terra à Lua, 20 mil leguas, Volta ao Mundo e Viagem ao centro da Terra seriam os que tem mais chance de atrair interesse, com os demais ficando pro longo prazo - até deixei algumas sugestões lá no fórum do LibriVox). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 20h12min de 26 de janeiro de 2026 (UTC)
;Continuando
Opa, {{ping|Junglk}}, tudo bem?
Tô passando aqui pq a BBM da USP me respondeu com alguns livros que sugeri a digitalização ano passado:
*Os Miseráveis: [https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8858 vol 1], [https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8857 2] e [https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8856 3].
*Mais Verne (edições alternativas): [https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8860 Volta ao mundo] (8 ed); [https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8861 a estrela do sul] (edição brasileira).
Aquela fonte de antes já chegou ao fim do que eles tinham na coleção. Infelizmente faltam algumas coisas, mas já é a maior fonte de traduções do Verne que temos.
Em breve teremos mais links (acho que faltam outros dois volumes dos Miseráveis). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 20h14min de 6 de março de 2026 (UTC)
:Que massa, uma obra gigantesca do grande Hugo!
:Peço perdão pela ausência no projeto nesses últimos meses, ando bem enrolado com outras coisas/projetos (mas sempre entro aqui pra conferir como estão as coisas). Irei upar no Commons essas obras, muito obrigado pelo aviso! Qualquer coisa estou aqui! [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 21h51min de 6 de março de 2026 (UTC)
::{{Ping|Junglk}} opa! No fim acabou levando mais do que esperei (eram só aqueles volumes dos Miseráveis mesmo -- fiquei com a impressão que eles iriam digitalizar a primeira edição portuguesa, que é a mais antiga, enquanto focaram na versão brasileira).
::Hoje a brasiliana liberou um punhado de [https://digital.bbm.usp.br/browse?type=author&value=Andrade%2C+Oswald+de%2C+1890-1954 livros] do Oswald de Andrade e nos últimos tempos até mais do [https://digital.bbm.usp.br/browse?type=author&value=Ramos%2C+Graciliano%2C+1892-1953 Graciliano Ramos]. Mais cedo consegui enviar o [[Galeria:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf|Narizinho arrebitado]] (1921) pelo url2commons no celular -- esse é um dos livros que daria para agilizar rapidamente, e há tempos que estou atrás dessas "edições fundadoras" do Sítio (que possuem um valor imenso para pesquisadores - no caso, esse expande o [[A Menina do Narizinho Arrebitado]]). Em breve a Biblioteca do Senado deve digitalizar os livros do Henry Ford que o Lobato traduziu (infelizmente uma edição posterior a 1930, mas imagino que de para argumentar o uso no Commons pelo fato da primeira edição datar da década de 1920).
::Por curiosidade, encontrei esse [https://www.migalhas.com.br/quentes/314015/ha-90-anos--brasileiro-previu-o-surgimento-da-internet artigo especulativo] (imaginando a internet há mais de 90 anos) de autor falecido em 1928. Se tiver a fim, é daquele tipo que dá para transcrever em pouco tempo. Até! [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 19h30min de 14 de abril de 2026 (UTC)
:::{{ping|Junglk}} estou passando pra avisar que agora estou com um notebook novo, e aos poucos voltarei a apoiar o projeto de forma mais profunda. Até! [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 19h01min de 7 de maio de 2026 (UTC)
::::Fala @[[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]]! Peço perdão pela minha ausência no projeto, vou tentar fazer algo pelo menos no final de semana. Adicionei a edição da revista "O Cruzeiro" na qual aquele artigo que você mencionou aparece ([[Galeria:O Cruzeiro (1928 - N001).pdf|fásciculo]]), vou começar a mexer nele assim que possível!
::::Fico feliz que tenha conseguido um note novo, é uma ótima notícia. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 23h18min de 8 de maio de 2026 (UTC)
:::::Opa! Tudo bem! Estou encaminhando o inicio de alguns projetos (como o gigantesco Julio Verne e [[Os Miseráveis]]), enquanto fico na espera de outros livros (a Brasiliana da USP deve liberar ainda mais com o tempo). Notado! Muito obrigado! Estou me acostumando com o novo teclado, e me alegro em voltar a ficar ativo por aqui! [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 23h40min de 8 de maio de 2026 (UTC)
== Boletim Bibliografico da Biblioteca Nacional ==
O Boletim Bibliografico da Biblioteca Nacional pode ser tanto um projeto interessante de transcrição (principalmente se for possível automatizar a maior parte do processo) quanto fonte de obras e autores para o Wikisource:
*[http://memoria.bn.gov.br/DocReader/001260/1 1918-1921]
*[http://memoria.bn.gov.br/docreader/430870/1 1938-1982]
Imagino que os exemplares entrem como "PD-Brazil-Gov" (ou equivalente) no Commons.
[[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 13h47min de 17 de janeiro de 2026 (UTC)
:As edições 1918-1921 é possível colocar no commons com o template PD-Brazil-Gov mesmo, entretanto as outras acredito que somente como Ficheiro aqui no pt.wikisource, pois apesar de estar em domínio público no Brasil precisa estar em domínio público lá também. Admito que esse é bem mais trabalhoso pois infelizmente a BN não disponibilizou os PDF então é necessário baixar imagem por imagem... Vou tentar aos poucos fazer os de 1918-1921. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 15h27min de 17 de janeiro de 2026 (UTC)
::Tudo dá pra adicionar como PD-Brasil-Gov, já que 1983 é a última data aceita (caindo em domínio público em 1/1/1998, antes da vigência da LDA atual). Mas para PD-1996, a última data é 1981. De 1916 até 1983 tudo produzido pela união, com excessão de leis e obras do tipo (que não tinha proteção) caia em domínio público após 15 anos da publicação. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 15h44min de 17 de janeiro de 2026 (UTC)
{{Discussão2|Escreva aqui o nome do tópico}}
== Electro information ==
Bom Aprendizado [[Especial:Contribuições/~2026-21619-32|~2026-21619-32]] ([[Utilizador Discussão:~2026-21619-32|discussão]]) 11h01min de 8 de abril de 2026 (UTC)
{{Discussão2|Tratado de Tordesilhas}}
{{Discussão2|Páginas de autor}}
{{Discussão2|Nova candidatura a administradora}}
{{Discussão2|Validação de Como se deve escrever a história do Brasil, de Carl von Martius}}
== <span lang="en" dir="ltr">Migration to Parsoid</span> ==
<div lang="en" dir="ltr">
<section begin="announcement-content" />
<em>[[m:Special:MyLanguage/Wikimedia Foundation/Product and Technology/Parsoid Read Views/Read View Announcement|Read this in another language]]</em>
Hello everyone! I am glad to inform you that as the next step in the [[mw:Special:MyLanguage/Parsoid/Parser Unification|Parser Unification]] project, Parsoid will soon be turned on as the default article renderer on your wiki. We are gradually increasing the number of wikis using Parsoid, with the intention of making it the default wikitext parser for MediaWiki's next long-term support release. This will make our wikis more reliable and consistent for editors, readers, and tools to use, as well as making the development of future wikitext features easier.
If this disrupts your workflow, don’t worry! You can still opt out through a user preference or turn Parsoid off on the current page using the Tools submenu, as described in the [[mw:Special:MyLanguage/Help:Extension:ParserMigration|Extension:ParserMigration]] documentation.
There is [[mw:Special:MyLanguage/Parsoid/Parser Unification/Confidence Framework|more information about our roll-out strategy]] available, including the testing done before we turn on Parsoid for a new wiki.
To report bugs and issues, please look at our [[mw:Special:MyLanguage/Parsoid/Parser Unification/Known Issues|known issues]] documentation and if you found a new bug please create a phab ticket and tag the [[phab:project/view/5846|Content Transform Team in Phabricator]].
<section end="announcement-content" />
</div>
[[mw:User:MSantos (WMF)|Content Transform Team]] 16h31min de 3 de agosto de 2026 (UTC)
<!-- Mensagem enviada por User:MSantos (WMF)@metawiki utilizando a lista em https://meta.wikimedia.org/w/index.php?title=Distribution_list/Global_message_delivery/Wikisource&oldid=28221043 -->
{{Discussão2|Conflito de módulos}}
== Pedido de verificação de site - Palácio do Planalto ==
Olá.
Gostaria de solicitar que a página do [https://www.gov.br/planalto/pt-br Palácio do Planalto] seja inclusa na lista de [[Wikisource:Sítios com conteúdos livres|sites avaliados]], já que o mesmo é usado para disponibilizar leis de maneira muito mais simples do que pelo Diário Oficial da União. [[Utilizador:Notsonotoriousbig|Notsonotoriousbig]] ([[Utilizador Discussão:Notsonotoriousbig|discussão]]) 21h25min de 19 de agosto de 2026 (UTC)
{{Discussão2|Conferência de Utilizadores com Direitos Estendidos 2026 - candidaturas abertas}}
{{Discussão2|Imagens que quebram parágrafos}}
hv9jfs19fswbytmypqgcym1updvvdd2
Predefinição:Cabeçalho para capítulo
10
175155
563069
404429
2026-09-17T18:39:44Z
Épico
12904
563069
wikitext
text/x-wiki
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Utilizador Discussão:Erick Soares3
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Mateusrandrade
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/* Ajuda com sua experiência */ Resposta
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wikitext
text/x-wiki
* [[Utilizador Discussão:Erick Soares3/Arquivo 2021|Arquivo 2021]]
* [[Utilizador Discussão:Erick Soares3/Arquivo 2022|Arquivo 2022]]
* [[Utilizador Discussão:Erick Soares3/Arquivo 2023|Arquivo 2023]]
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<br>
Boa estadia e bom trabalho!
</div>[[Utilizador:Ozymandias|Ozymandias]] ([[Utilizador Discussão:Ozymandias|discussão]]) 10h58min de 11 de fevereiro de 2020 (UTC)
== Texto em francês ==
Olá Erick Soares3. Tenho quase disponível para inserir no Wikisource um texto em francês de Aristides de Sousa Mendes. Estando em francês, posso inserir o texto no Wikisource em português, ou tem de ir para a Wikisource em francês? Saudações, [[Utilizador:GualdimG|GualdimG]] ([[Utilizador Discussão:GualdimG|discussão]]) 11h43min de 11 de janeiro de 2025 (UTC)
:Olá {{ping|GualdimG}}! Estando totalmente em francês, o lugar correto é no Wikisource em Francês. Agora, se for bilíngue, pode colocar no wikisource.org. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 11h57min de 11 de janeiro de 2025 (UTC)
::{{ping|GualdimG}}, vendo a [[:commons:Category:"Le Portugal, Pays de Rêve e de Poésie" by Aristides de Sousa Mendes|categoria]] no Commons, o ideal seria organizar todas as imagens em um arquivo PDF, e ''talvez'' colocar o arquivo localmente no Wikisource, já que a obra somente entrará em domínio público nos EUA em 2028 (é possível manter lá, mas outros usuários podem reclamar). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 16h50min de 11 de janeiro de 2025 (UTC)
::: {{ping|Erick Soares3}}, muito agradecido pelas suas respostas. Já tenho o PDF de todas as páginas que inseri na categoria do Commons. Mas tenho dúvida o que quer dizer com "colocar o arquivo localmente no Wikisource" (mas deixe-me fazer isso, porque quero fazer uma primeira vez). Pode esclarecer, por favor. [[Utilizador:GualdimG|GualdimG]] ([[Utilizador Discussão:GualdimG|discussão]]) 19h08min de 11 de janeiro de 2025 (UTC)
::::{{ping|GualdimG}} Não há de que! "Colocar o arquivo localmente" é o que fiz com [[:Ficheiro:O escândalo do petroleo.pdf|este daqui]]: por ter menos de 95 anos, não pode ser adicionado no Commons, mas os usuários daqui decidiram que não teria problema guardar no Wikisource em Português. Porém, já que você quer trabalhar com uma obra em francês, seria bom pedir ajuda [[:fr:Wikisource:Scriptorium|por lá]]. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 19h18min de 11 de janeiro de 2025 (UTC)
== Intencionais ==
Olá EricSoares3, venho de novo pedir a sua ajuda. Coloquei as páginas de [[Galeria:Antonio Aleixo 1945 Intencionais.pdf]] a amarelo e gostava de publicar este livro no Wikisource. O que tenho de fazer agora? Quais os passos que tenho de dar? Agradecido, [[Utilizador:GualdimG|GualdimG]] ([[Utilizador Discussão:GualdimG|discussão]]) 08h45min de 20 de janeiro de 2025 (UTC)
:Eu vi numa sua recente publicação que no final tinha
https://pt.wikisource.org/w/index.php?title=Poesias_(Zaluar)&action=edit
e que cada página tinha
https://pt.wikisource.org/w/index.php?title=Poesias_(Zaluar)/1&action=edit.
O que ainda não entendo é como se passa de
https://pt.wikisource.org/wiki/Galeria:Poesias.pdf
para a https://pt.wikisource.org/wiki/Poesias_(Zaluar)/1? Agradecido,
[[Utilizador:GualdimG|GualdimG]] ([[Utilizador Discussão:GualdimG|discussão]]) 08h56min de 20 de janeiro de 2025 (UTC)
::O Albertoleoncio já respondeu em Ahttps://pt.wikisource.org/wiki/Galeria_Discuss%C3%A3o:Antonio_Aleixo_1945_Intencionais.pdf
:{{ping|GualdimG}} Oi! Fiquei a manhã toda fora de casa, de forma que só vi agora. Se quiser, pode adicionar a obra na [[Predefinição:Novidades no acervo|página principal]]. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 17h33min de 20 de janeiro de 2025 (UTC)
:: Olá EricSoares3, mesmo depois dos comentários que colocou na Discussão da Galeria, continua a considerar que se pode colocar na página principal? [[Utilizador:GualdimG|GualdimG]] ([[Utilizador Discussão:GualdimG|discussão]]) 19h02min de 21 de janeiro de 2025 (UTC)
:::Considerando os problemas do arquivo, melhor não. Já que você tem o livro em sua coleção, o melhor a se fazer é confirmar a ordem das páginas e, no caso das secções removidas por copyright, adicionar algumas páginas em branco. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 20h48min de 21 de janeiro de 2025 (UTC)
== Le Portugal, Pays de Rêve et de Poésie/Texte ==
Erick Soares3, peço desculpa de voltar a importunar, mas preciso de ajuda na Wikisource em francês. Deixei um pedido em "Le Portugal, Pays de Rêve et de Poésie/Texte" mas como o seu nome está a vermelho não sei se viu. Agradecido. [[Utilizador:GualdimG|GualdimG]] ([[Utilizador Discussão:GualdimG|discussão]]) 10h15min de 29 de janeiro de 2025 (UTC)
== Autor Luís "da" Gama? ==
Salve, Erick... Vi que tens sido um ativo mantenedor do Source lusófono - e tenho me servido diuturnamente de vosso trabalho para citações no Wikcionário... Pois, há pouco citei o Luís Gama - cujo artigo na Wikipédia [[w:Luís Gama]] fui um dos principais editores - inclusive carregando a imagem que aqui ilustra sua página - e vi que está em [[Autor:Luís da Gama]]...
Ocorre que ele não era, nem é, conhecido como "da" Gama (como o meu Vascão, he, he...). Não sei qual o procedimento aqui, mas não teria como mover essa página para ''Autor:Luís Gama''? De já agradeço e peço desculpas pelo incômodo! [[Utilizador:André Koehne|André Koehne]] ([[Utilizador Discussão:André Koehne|discussão]]) 02h06min de 31 de janeiro de 2025 (UTC)
:{{ping|André Koehne}} Salve! Fico feliz que meu trabalho aqui tenha ajudado!
:Eu também sempre achei estranho que aqui esteja como "da Gama", e vendo o histórico, ele está assim desde [https://pt.wikisource.org/w/index.php?title=Autor:Lu%C3%ADs_da_Gama&diff=prev&oldid=28899 2006] (tendo sido movido justamente de [[Autor:Luís Gama]]). Porém, acabo de movê-lo, justificando que é para manter consistência com os demais projetos lusófonos. Não foi nada! Obrigado! [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:== Autor Luís "da" Gama? ==|discussão]]) 11h36min de 31 de janeiro de 2025 (UTC)
== Tradução ==
Olá Erick Soares3! Muito agradecido por todas as ajudas anteriores. Venho pedir mais uma. O texto de Aristides de Sousa Mendes foi inserido na Wikisource em francês, [https://fr.wikisource.org/wiki/Le_Portugal,_Pays_de_R%C3%AAve_et_de_Po%C3%A9siehttps://fr.wikisource.org/wiki/Le_Portugal,_Pays_de_R%C3%AAve_et_de_Po%C3%A9sie]. Agora eu considero que se justifica a sua tradução. O texto não é longo, e pelo menos para os leitores portugueses deve ter interesse lê-lo na língua natal. Como se pode iniciar a tradução deste texto do francês? Agradecido de novo. [[Utilizador:GualdimG|GualdimG]] ([[Utilizador Discussão:GualdimG|discussão]]) 18h52min de 4 de fevereiro de 2025 (UTC)
:Olá {{ping|GualdimG}}! Não foi nada! Bem, já que a transcrição por lá já acabou, seria interessante listá-lo nesta [[:fr:Modèle:Nouveautés|predefinição]]. Para traduzir, sugiro que leia [[Wikisource:Tradução espelho]] e depois fale com o [[Utilizador:Albertoleoncio|Albertoleoncio]], que é o administrador de tradução aqui no Ws. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 19h48min de 4 de fevereiro de 2025 (UTC)
== Dúvida ==
Olá, Erick, sabe-me dizer por que alguns parágrafos não são corretamente indentados [[Arte de grammatica da lingua brasilica da naçam kiriri/Parte I|aqui]]? Por exemplo, os parágrafos iniciados por "O que ſe diſſe dos nomes", "Deſtes cinco modos" e "A eſta Declinaçaõ ſe reduz" não têm espaçamento antes, como os demais. [[Usuário:RodRabelo7|RodRabelo7]]<sup>[[Usuário Discussão:RodRabelo7|xe mongetá îepé!]]</sup> 03h44min de 12 de março de 2025 (UTC)
:Olá {{ping|RodRabelo7}} realmente ficou estranho: "Deſtes cinco modos" ficou sem espaçamento porque a página anterior estava sem o NOP, mas os demais não possuem nenhum motivo aparente (eu coloquei o GAP como um quebra galho). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 11h01min de 12 de março de 2025 (UTC)
== Qie que tu quer anulando documento com meu pai ==
Hein [[Especial:Contribuições/2804:29B8:500E:40C0:6081:4B76:64E6:F6A5|2804:29B8:500E:40C0:6081:4B76:64E6:F6A5]] 15h53min de 13 de abril de 2025 (UTC)
:É spam e Wikisource também não é lugar de publicar informações particulares (como documento). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 10h22min de 14 de abril de 2025 (UTC)
== Bolsas WikiCon 2025 em Salvador ==
Oi! Viu que vai ter WikiCon em Salvador e os pedidos de bolsa estão abertos?
https://pretix.eu/wikimedia-events/WikiConBrasil2025/
[[Utilizador:Sintegrity|Sintegrity]] ([[Utilizador Discussão:Sintegrity|discussão]]) 23h42min de 18 de abril de 2025 (UTC)
== Bolsas WikiCon 2025 em Salvador ==
Oi! Viu que vai ter WikiCon em Salvador e os pedidos de bolsa estão abertos?
https://pretix.eu/wikimedia-events/WikiConBrasil2025/
[[Utilizador:Sintegrity|Sintegrity]] ([[Utilizador Discussão:Sintegrity|discussão]]) 23h44min de 18 de abril de 2025 (UTC)
== Profeta Gentileza ==
Estava discutindo [[Utilizador Discussão:Polomo47#Sic|outro assunto]] e essa dúvida apareceu. [[Galeria:55 Pinturas e Escritos de José Datrino|'''E aí''']]? Podemos transcrever ou não podemos? [[Imagem:SmileyxD.svg|{{{1|21}}}px|Hihi|ligação=]]
Já está no Commons, mas não faço ideia com qual licença seria possível transcrever por aqui. ━ [[User:Albertoleoncio|<span style="font:15px serif; color: #445; text-transform: uppercase;">Albertoleoncio</span>]] [[User talk:Albertoleoncio|<span style="font:italic x-small cursive;color: #777;">Who, me?</span>]] 00h18min de 30 de maio de 2025 (UTC)
:Opa! {{ping|Albertoleoncio}}
:Acho que tudo depende do que o texto do painel seria considerado: se fosse uma coleção aleatória de palavras, daria pra colocar como um "PD-simple" ou equivalente; mas já que, pelo visto, parece uma poesia que o autor deve ter tido um trabalhão pra planejar, diria que não dá para transcrever aqui (e o domínio público dele vai demorar), mas talvez um ou outro exemplo possa ser usado no Wikiquote. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 00h45min de 30 de maio de 2025 (UTC)
::@[[Utilizador:Albertoleoncio|Albertoleoncio]] e olha só que bacana: o [https://books.google.de/books?id=gsYFdghSe0cC&hl=pt-BR&source=gbs_navlinks_s Google Books] liberou uma digitalização do [[O que eu vi, o que nós veremos]]. Só não sobrescrevo o arquivo imediatamente pq tem uma diferença de páginas (e é frustrante que este livro seja a única coisa que o Santos Dumont publicou em português durante sua vida). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 11h31min de 30 de maio de 2025 (UTC)
:::{{feito}}. Falta agora substituir as imagens, como a [[Página:O Que Eu Vi - O Que Nós Veremos (1918).pdf/103|gravura que agora está legível]]. ━ [[User:Albertoleoncio|<span style="font:15px serif; color: #445; text-transform: uppercase;">Albertoleoncio</span>]] [[User talk:Albertoleoncio|<span style="font:italic x-small cursive;color: #777;">Who, me?</span>]] 13h33min de 30 de maio de 2025 (UTC)
::::{{Feito}} Substituí algumas imagens -- outras já estavam substituídas por digitalizações de originais em museus -- e validei algumas páginas que eu podia. Se quiser, pode validar as demais. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 14h58min de 30 de maio de 2025 (UTC)
== Notice of expiration of your sysop right ==
<div dir="ltr">Hi, as part of [[:m:Special:MyLanguage/Global reminder bot|Global reminder bot]], this is an automated reminder to let you know that your permission "sysop" (Administradores) will expire on 2025-09-01 03:13:55. Please renew this right if you would like to continue using it. <i>In other languages: [[:m:Special:MyLanguage/Global reminder bot/Messages/default|click here]]</i> [[Utilizador:Leaderbot|Leaderbot]] ([[Utilizador Discussão:Leaderbot|discussão]]) 19h45min de 25 de agosto de 2025 (UTC)</div>
== Ajuda com sua experiência ==
Olá, Erick.
Cheguei até sua página por meio de suas contribuições na Wikisource e gostaria de pedir algumas orientações à comunidade a partir de uma iniciativa que estou começando a desenvolver.
Sou historiador e coordeno um projeto voltado à digitalização, transcrição e disponibilização de documentação histórica brasileira do século XIX e início do século XX. Entre os conjuntos documentais com os quais trabalho estão os Relatórios dos Presidentes de Província e seus sucessores republicanos, uma extensa coleção de relatórios administrativos produzidos pelos governos provinciais e estaduais brasileiros ao longo de mais de um século.
Minha intenção é estudar a possibilidade de disponibilizar esses documentos na Wikisource, ampliando seu acesso público e contribuindo para sua preservação e reutilização por pesquisadores, estudantes e pelo público em geral.
Compreendo que boa parte do trabalho desenvolvido por você e por outros colaboradores da Wikisource está voltada para a transcrição, revisão e disponibilização de livros. Ainda assim, acredito que a experiência acumulada pela comunidade em processos de OCR, revisão colaborativa, organização de obras, padronização editorial e gestão de grandes conjuntos textuais pode contribuir muito para esse esforço que estou começando.
Por isso, abro esta conversa para ouvir sugestões, recomendações e eventuais alertas de quem já conhece bem o funcionamento da plataforma. Gostaria especialmente de entender quais seriam os melhores caminhos para incorporar uma coleção documental extensa como essa ao ecossistema da Wikisource, respeitando as práticas e padrões adotados pela comunidade.
Agradeço desde já pela atenção e por qualquer orientação que possam compartilhar. Espero que essa iniciativa possa contribuir para tornar mais acessível uma parte importante da documentação histórica do passado brasileiro.
[[Utilizador:Mateusrandrade|Mateusrandrade]] ([[Utilizador Discussão:Mateusrandrade|discussão]]) 23h59min de 21 de junho de 2026 (UTC)
:Olá {{ping|Mateusrandrade}} a princípio o que você planeja fazer é perfeitamente possível, considerando como a impressão dos séculos XIX e XX não oferecem os mesmos desafios para o OCR que uma obra como [[Descripçaõ do novo invento aerostatico|esta]]. Agora, o desafio é a quantidade de editores: o Wikisource em Português não tem, nem perto, a mesma quantidade de editores ativos que a versão inglesa, de forma que os projetos se arrastam a conta gotas (vai demorar uma eternidade para adicionar as obras do [[:commons:Category:Grande Edição Popular das Viagens Maravilhosas aos Mundos Conhecidos e Desconhecidos|Júlio Verne]], por exemplo).
:Agora, acho que a única forma de adicionar tudo no curto prazo, seria estudar o uso de algum bot de transcrição: isso agilizaria o OCR das páginas individuais (que é o mais exaustivo pra fazer manualmente, pois é possível passar meses antes de acabar algo), mas ainda precisaria reler e corrigir. O [[Utilizador:Albertoleoncio|Albertoleoncio]] fez alguns bots, [[Utilizador:Giro bot|aqui]] existia um de transcrição "automática" (há muito abandonado e desatualizado) e em inglês existe [[:en:User:SnowyCinema/QuickTranscribe|este experimento]].
:Em resumo, acredito que seu projeto deva buscar atrair mais editores para a correção dos textos, além desenvolver ferramentas para facilitar o OCR (que terão utilidade além do seu projeto). Até! [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 01h47min de 22 de junho de 2026 (UTC)
::Oi Eric, muito obrigado pelo rápido retorno. Não te retornei porque vi que o tópico é mais complexo e robusto do que eu imaginava. Estou trabalhando na criação de toda a proveniência dos dados para poder construir com solidez a transferência aqui para a WikiSource. isso vai levar alguns bons meses, ou até mais de um ano.
::Mas, hoje, te escrevo aqui para fazer um convite, faço parte de um coletivo de professores, estudantes, curiosos e entusiastas em promover o conhecimento histórico aqui nas plataformas wikimedia.
::Estamos organizando um congresso online e, como temos um diagnostico que muitos de nós não temos familiaridade com WikiSource como temos com Wikipedia e Wikimedia, por exemplo, queria te convidar se você pode ofertar uma oficina, uma espécie de treinamento prático sobre como usar a WikiSource, quais princípios fundamentais para quem quer começar a usar, o que ter atenção, etc. Enfim, a programação e proposta está aberta e você tem total liberdade propositiva. [[Utilizador:Mateusrandrade|Mateusrandrade]] ([[Utilizador Discussão:Mateusrandrade|discussão]]) 18h41min de 17 de setembro de 2026 (UTC)
== Auxilio com novo livro ==
Olá! Tenho interesse em transcrever o livro "Memórias do districto diamantino da comarca do Serro Frio (provincia de Minas Geraes)]" aqui no wikisource (já digitalizada no Commons em PDF). Já entendi como realizar a transcrição quando existe uma página criada, porém não consegui criar um novo item para este livro. Poderia me auxiliar com a criação para que eu possa transcrever? Desde já muito obrigado! [[Utilizador:Túllio F|Túllio F]] ([[Utilizador Discussão:Túllio F|discussão]]) 00h15min de 9 de julho de 2026 (UTC)
:{{ping|Túllio F}} olá! É muito fácil: você pega o PDF que você quer e, na barra de pesquisa do Wikisource, coloca a predefinição "Galeria:" no lugar de "File:". Exemplo: Galeria:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes, pelo Dr. J. Felicio dos Santos.pdf ou Galeria:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf (os dois arquivos no Commons).
:Abrirá uma página para a adição e "título, autor..." e, na fonte, é necessário usar a [[predefinição:Commons]].
:No primeiro momento você pode salvar sem alterar a "pagelist". Feito isso, você vai no site [https://ws-page-game.toolforge.org/ Page Game]: seleciona a versão em "pt" do Wikisource e o livro recém adicionado deverá ser o primeiro da fila. Então, você participa desse jogo bem intuitivo (e acho que melhor que a versão local do Ws) de montar a listagem do livro. Copia a lista, cola no box de "Páginas" da Galeria e altera o progresso para "A ser arcaizado" (não faz muito sentido, mas falta um simples "Em transcrição..."). Feito isso, é só começar! Não há de que! [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 01h26min de 9 de julho de 2026 (UTC)
::Olá novamente e muito obrigado pelas dicas, foram realmente bem úteis e consegui criar o livro, já estou transcrevendo! Boas edições! [[Utilizador:Túllio F|Túllio F]] ([[Utilizador Discussão:Túllio F|discussão]]) 13h56min de 9 de julho de 2026 (UTC)
:::{{ping|Túllio F}} não há de que! Só uma coisa: caso não apareça do seu lado, quando editar uma página, clique em "Ferramentas de edição" e no ícone "Mostrar ou ocultar o cabeçalho e rodapé desta página". Ali dá para colocar o número de cabeçalho (no caso do seu livro, <nowiki>{{c|Número}}</nowiki>, mas em outros casos pode ser necessária a [[Predefinição:Cabeçalho]]), ou eventuais informações de rodapé (como um [[predefinição:Smallrefs|Smallrefs]] para organizar). Boas edições! [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 14h34min de 9 de julho de 2026 (UTC)
::::Perfeito, era exatamente isso que eu estava procurando, agora ficou melhor. Outra dúvida é quanto a saltar uma linha ou não para se assemelhar ao texto na imagem dentro de um mesmo parágrafo, qual é a regra? existe alguma forma para isso? [[Utilizador:Túllio F|Túllio F]] ([[Utilizador Discussão:Túllio F|discussão]]) 14h50min de 9 de julho de 2026 (UTC)
:::::{{ping|Túllio F}} Se for sobre quebra de linha, na maior parte do tempo não é muito relevante: o programa de transclusão adaptará o texto para o layout do desktop ou celular, de forma que você pode ter uma versão feita com [[Os Miseraveis (trad. Justiniano José da Rocha)/Tomo segundo/Livro sexto/I|quebra de linha]] e outra [[Da Terra á Lua/V|sem]], sem diferença notável. Fica mais pro conforto do pulso na hora de corrigir os textos (e já que você está corrigindo, no lugar de jogar o OCR sem alteração, pode salvar como "revisto" (amarelo)). Mas é claro: em exemplos visto [[Página:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf/14|aqui]], como o "pu- blico", tem que tirar a quebra (ou ficará estranho depois de transcluir). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 16h07min de 9 de julho de 2026 (UTC)
2i79m5rtk494gt7unodvc0w1h41ewdm
563072
563071
2026-09-17T18:43:58Z
Mateusrandrade
42156
/* Ajuda com sua experiência */ Resposta
563072
wikitext
text/x-wiki
* [[Utilizador Discussão:Erick Soares3/Arquivo 2021|Arquivo 2021]]
* [[Utilizador Discussão:Erick Soares3/Arquivo 2022|Arquivo 2022]]
* [[Utilizador Discussão:Erick Soares3/Arquivo 2023|Arquivo 2023]]
* [[Utilizador Discussão:Erick Soares3/Arquivo 2024|Arquivo 2024]]
<div style="background-color: #FFF; border: 1px solid #a7d7f9; border-radius: 10px; padding:1em;">
<span style="font-size: 144%; ">'''Olá, Erick Soares3'''!</span>
Boas-vindas à Wikisource, um projeto colaborativo livre voltado para a construção de um '''acervo digital de livros e textos em domínio público, ou em [[Wikisource:GNU Free Documentation License|licença aberta]] ''' que sejam relevantes para o público geral, utilizando uma comunidade [[w:wiki|wiki]].
Se você deseja colaborar, sugerimos que leia as seguintes páginas:
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* '''[[Wikisource:Portal comunitário|Portal comunitário]]''' — onde pode acessar a documentação do projeto.
* '''[[Wikisource:Café dos novatos|Café dos Novatos]]''' — lugar onde pode pedir ajuda, caso possua alguma dúvida.
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'''Informações adicionais:'''
*Ao postar mensagens em páginas de discussão de usuário, de um texto ou no [[Wikisource:Café dos novatos|Café dos Novatos]], sempre assine suas mensagens . Para isto, após escrever sua mensagem, digite <code><nowiki>~~~~</nowiki></code>: sua assinatura será postada automaticamente ao salvar a página.
* A comunidade Wikisource é muito flexível em relação a erros de novatos, por isto não hesite em editar: caso cometa erros, '''usuários experientes sempre ajudarão na sua edição'''. No entanto, como um projeto sério, alterações intencionais sem sentido serão coibidas.
* Os usuários experientes da Wikisource discutem sobre aspectos técnicos e administrativos do projeto na página [[Wikisource:Esplanada]]. Você é convidado a participar destas discussões.
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<br>
Boa estadia e bom trabalho!
</div>[[Utilizador:Ozymandias|Ozymandias]] ([[Utilizador Discussão:Ozymandias|discussão]]) 10h58min de 11 de fevereiro de 2020 (UTC)
== Texto em francês ==
Olá Erick Soares3. Tenho quase disponível para inserir no Wikisource um texto em francês de Aristides de Sousa Mendes. Estando em francês, posso inserir o texto no Wikisource em português, ou tem de ir para a Wikisource em francês? Saudações, [[Utilizador:GualdimG|GualdimG]] ([[Utilizador Discussão:GualdimG|discussão]]) 11h43min de 11 de janeiro de 2025 (UTC)
:Olá {{ping|GualdimG}}! Estando totalmente em francês, o lugar correto é no Wikisource em Francês. Agora, se for bilíngue, pode colocar no wikisource.org. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 11h57min de 11 de janeiro de 2025 (UTC)
::{{ping|GualdimG}}, vendo a [[:commons:Category:"Le Portugal, Pays de Rêve e de Poésie" by Aristides de Sousa Mendes|categoria]] no Commons, o ideal seria organizar todas as imagens em um arquivo PDF, e ''talvez'' colocar o arquivo localmente no Wikisource, já que a obra somente entrará em domínio público nos EUA em 2028 (é possível manter lá, mas outros usuários podem reclamar). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 16h50min de 11 de janeiro de 2025 (UTC)
::: {{ping|Erick Soares3}}, muito agradecido pelas suas respostas. Já tenho o PDF de todas as páginas que inseri na categoria do Commons. Mas tenho dúvida o que quer dizer com "colocar o arquivo localmente no Wikisource" (mas deixe-me fazer isso, porque quero fazer uma primeira vez). Pode esclarecer, por favor. [[Utilizador:GualdimG|GualdimG]] ([[Utilizador Discussão:GualdimG|discussão]]) 19h08min de 11 de janeiro de 2025 (UTC)
::::{{ping|GualdimG}} Não há de que! "Colocar o arquivo localmente" é o que fiz com [[:Ficheiro:O escândalo do petroleo.pdf|este daqui]]: por ter menos de 95 anos, não pode ser adicionado no Commons, mas os usuários daqui decidiram que não teria problema guardar no Wikisource em Português. Porém, já que você quer trabalhar com uma obra em francês, seria bom pedir ajuda [[:fr:Wikisource:Scriptorium|por lá]]. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 19h18min de 11 de janeiro de 2025 (UTC)
== Intencionais ==
Olá EricSoares3, venho de novo pedir a sua ajuda. Coloquei as páginas de [[Galeria:Antonio Aleixo 1945 Intencionais.pdf]] a amarelo e gostava de publicar este livro no Wikisource. O que tenho de fazer agora? Quais os passos que tenho de dar? Agradecido, [[Utilizador:GualdimG|GualdimG]] ([[Utilizador Discussão:GualdimG|discussão]]) 08h45min de 20 de janeiro de 2025 (UTC)
:Eu vi numa sua recente publicação que no final tinha
https://pt.wikisource.org/w/index.php?title=Poesias_(Zaluar)&action=edit
e que cada página tinha
https://pt.wikisource.org/w/index.php?title=Poesias_(Zaluar)/1&action=edit.
O que ainda não entendo é como se passa de
https://pt.wikisource.org/wiki/Galeria:Poesias.pdf
para a https://pt.wikisource.org/wiki/Poesias_(Zaluar)/1? Agradecido,
[[Utilizador:GualdimG|GualdimG]] ([[Utilizador Discussão:GualdimG|discussão]]) 08h56min de 20 de janeiro de 2025 (UTC)
::O Albertoleoncio já respondeu em Ahttps://pt.wikisource.org/wiki/Galeria_Discuss%C3%A3o:Antonio_Aleixo_1945_Intencionais.pdf
:{{ping|GualdimG}} Oi! Fiquei a manhã toda fora de casa, de forma que só vi agora. Se quiser, pode adicionar a obra na [[Predefinição:Novidades no acervo|página principal]]. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 17h33min de 20 de janeiro de 2025 (UTC)
:: Olá EricSoares3, mesmo depois dos comentários que colocou na Discussão da Galeria, continua a considerar que se pode colocar na página principal? [[Utilizador:GualdimG|GualdimG]] ([[Utilizador Discussão:GualdimG|discussão]]) 19h02min de 21 de janeiro de 2025 (UTC)
:::Considerando os problemas do arquivo, melhor não. Já que você tem o livro em sua coleção, o melhor a se fazer é confirmar a ordem das páginas e, no caso das secções removidas por copyright, adicionar algumas páginas em branco. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 20h48min de 21 de janeiro de 2025 (UTC)
== Le Portugal, Pays de Rêve et de Poésie/Texte ==
Erick Soares3, peço desculpa de voltar a importunar, mas preciso de ajuda na Wikisource em francês. Deixei um pedido em "Le Portugal, Pays de Rêve et de Poésie/Texte" mas como o seu nome está a vermelho não sei se viu. Agradecido. [[Utilizador:GualdimG|GualdimG]] ([[Utilizador Discussão:GualdimG|discussão]]) 10h15min de 29 de janeiro de 2025 (UTC)
== Autor Luís "da" Gama? ==
Salve, Erick... Vi que tens sido um ativo mantenedor do Source lusófono - e tenho me servido diuturnamente de vosso trabalho para citações no Wikcionário... Pois, há pouco citei o Luís Gama - cujo artigo na Wikipédia [[w:Luís Gama]] fui um dos principais editores - inclusive carregando a imagem que aqui ilustra sua página - e vi que está em [[Autor:Luís da Gama]]...
Ocorre que ele não era, nem é, conhecido como "da" Gama (como o meu Vascão, he, he...). Não sei qual o procedimento aqui, mas não teria como mover essa página para ''Autor:Luís Gama''? De já agradeço e peço desculpas pelo incômodo! [[Utilizador:André Koehne|André Koehne]] ([[Utilizador Discussão:André Koehne|discussão]]) 02h06min de 31 de janeiro de 2025 (UTC)
:{{ping|André Koehne}} Salve! Fico feliz que meu trabalho aqui tenha ajudado!
:Eu também sempre achei estranho que aqui esteja como "da Gama", e vendo o histórico, ele está assim desde [https://pt.wikisource.org/w/index.php?title=Autor:Lu%C3%ADs_da_Gama&diff=prev&oldid=28899 2006] (tendo sido movido justamente de [[Autor:Luís Gama]]). Porém, acabo de movê-lo, justificando que é para manter consistência com os demais projetos lusófonos. Não foi nada! Obrigado! [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:== Autor Luís "da" Gama? ==|discussão]]) 11h36min de 31 de janeiro de 2025 (UTC)
== Tradução ==
Olá Erick Soares3! Muito agradecido por todas as ajudas anteriores. Venho pedir mais uma. O texto de Aristides de Sousa Mendes foi inserido na Wikisource em francês, [https://fr.wikisource.org/wiki/Le_Portugal,_Pays_de_R%C3%AAve_et_de_Po%C3%A9siehttps://fr.wikisource.org/wiki/Le_Portugal,_Pays_de_R%C3%AAve_et_de_Po%C3%A9sie]. Agora eu considero que se justifica a sua tradução. O texto não é longo, e pelo menos para os leitores portugueses deve ter interesse lê-lo na língua natal. Como se pode iniciar a tradução deste texto do francês? Agradecido de novo. [[Utilizador:GualdimG|GualdimG]] ([[Utilizador Discussão:GualdimG|discussão]]) 18h52min de 4 de fevereiro de 2025 (UTC)
:Olá {{ping|GualdimG}}! Não foi nada! Bem, já que a transcrição por lá já acabou, seria interessante listá-lo nesta [[:fr:Modèle:Nouveautés|predefinição]]. Para traduzir, sugiro que leia [[Wikisource:Tradução espelho]] e depois fale com o [[Utilizador:Albertoleoncio|Albertoleoncio]], que é o administrador de tradução aqui no Ws. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 19h48min de 4 de fevereiro de 2025 (UTC)
== Dúvida ==
Olá, Erick, sabe-me dizer por que alguns parágrafos não são corretamente indentados [[Arte de grammatica da lingua brasilica da naçam kiriri/Parte I|aqui]]? Por exemplo, os parágrafos iniciados por "O que ſe diſſe dos nomes", "Deſtes cinco modos" e "A eſta Declinaçaõ ſe reduz" não têm espaçamento antes, como os demais. [[Usuário:RodRabelo7|RodRabelo7]]<sup>[[Usuário Discussão:RodRabelo7|xe mongetá îepé!]]</sup> 03h44min de 12 de março de 2025 (UTC)
:Olá {{ping|RodRabelo7}} realmente ficou estranho: "Deſtes cinco modos" ficou sem espaçamento porque a página anterior estava sem o NOP, mas os demais não possuem nenhum motivo aparente (eu coloquei o GAP como um quebra galho). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 11h01min de 12 de março de 2025 (UTC)
== Qie que tu quer anulando documento com meu pai ==
Hein [[Especial:Contribuições/2804:29B8:500E:40C0:6081:4B76:64E6:F6A5|2804:29B8:500E:40C0:6081:4B76:64E6:F6A5]] 15h53min de 13 de abril de 2025 (UTC)
:É spam e Wikisource também não é lugar de publicar informações particulares (como documento). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 10h22min de 14 de abril de 2025 (UTC)
== Bolsas WikiCon 2025 em Salvador ==
Oi! Viu que vai ter WikiCon em Salvador e os pedidos de bolsa estão abertos?
https://pretix.eu/wikimedia-events/WikiConBrasil2025/
[[Utilizador:Sintegrity|Sintegrity]] ([[Utilizador Discussão:Sintegrity|discussão]]) 23h42min de 18 de abril de 2025 (UTC)
== Bolsas WikiCon 2025 em Salvador ==
Oi! Viu que vai ter WikiCon em Salvador e os pedidos de bolsa estão abertos?
https://pretix.eu/wikimedia-events/WikiConBrasil2025/
[[Utilizador:Sintegrity|Sintegrity]] ([[Utilizador Discussão:Sintegrity|discussão]]) 23h44min de 18 de abril de 2025 (UTC)
== Profeta Gentileza ==
Estava discutindo [[Utilizador Discussão:Polomo47#Sic|outro assunto]] e essa dúvida apareceu. [[Galeria:55 Pinturas e Escritos de José Datrino|'''E aí''']]? Podemos transcrever ou não podemos? [[Imagem:SmileyxD.svg|{{{1|21}}}px|Hihi|ligação=]]
Já está no Commons, mas não faço ideia com qual licença seria possível transcrever por aqui. ━ [[User:Albertoleoncio|<span style="font:15px serif; color: #445; text-transform: uppercase;">Albertoleoncio</span>]] [[User talk:Albertoleoncio|<span style="font:italic x-small cursive;color: #777;">Who, me?</span>]] 00h18min de 30 de maio de 2025 (UTC)
:Opa! {{ping|Albertoleoncio}}
:Acho que tudo depende do que o texto do painel seria considerado: se fosse uma coleção aleatória de palavras, daria pra colocar como um "PD-simple" ou equivalente; mas já que, pelo visto, parece uma poesia que o autor deve ter tido um trabalhão pra planejar, diria que não dá para transcrever aqui (e o domínio público dele vai demorar), mas talvez um ou outro exemplo possa ser usado no Wikiquote. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 00h45min de 30 de maio de 2025 (UTC)
::@[[Utilizador:Albertoleoncio|Albertoleoncio]] e olha só que bacana: o [https://books.google.de/books?id=gsYFdghSe0cC&hl=pt-BR&source=gbs_navlinks_s Google Books] liberou uma digitalização do [[O que eu vi, o que nós veremos]]. Só não sobrescrevo o arquivo imediatamente pq tem uma diferença de páginas (e é frustrante que este livro seja a única coisa que o Santos Dumont publicou em português durante sua vida). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 11h31min de 30 de maio de 2025 (UTC)
:::{{feito}}. Falta agora substituir as imagens, como a [[Página:O Que Eu Vi - O Que Nós Veremos (1918).pdf/103|gravura que agora está legível]]. ━ [[User:Albertoleoncio|<span style="font:15px serif; color: #445; text-transform: uppercase;">Albertoleoncio</span>]] [[User talk:Albertoleoncio|<span style="font:italic x-small cursive;color: #777;">Who, me?</span>]] 13h33min de 30 de maio de 2025 (UTC)
::::{{Feito}} Substituí algumas imagens -- outras já estavam substituídas por digitalizações de originais em museus -- e validei algumas páginas que eu podia. Se quiser, pode validar as demais. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 14h58min de 30 de maio de 2025 (UTC)
== Notice of expiration of your sysop right ==
<div dir="ltr">Hi, as part of [[:m:Special:MyLanguage/Global reminder bot|Global reminder bot]], this is an automated reminder to let you know that your permission "sysop" (Administradores) will expire on 2025-09-01 03:13:55. Please renew this right if you would like to continue using it. <i>In other languages: [[:m:Special:MyLanguage/Global reminder bot/Messages/default|click here]]</i> [[Utilizador:Leaderbot|Leaderbot]] ([[Utilizador Discussão:Leaderbot|discussão]]) 19h45min de 25 de agosto de 2025 (UTC)</div>
== Ajuda com sua experiência ==
Olá, Erick.
Cheguei até sua página por meio de suas contribuições na Wikisource e gostaria de pedir algumas orientações à comunidade a partir de uma iniciativa que estou começando a desenvolver.
Sou historiador e coordeno um projeto voltado à digitalização, transcrição e disponibilização de documentação histórica brasileira do século XIX e início do século XX. Entre os conjuntos documentais com os quais trabalho estão os Relatórios dos Presidentes de Província e seus sucessores republicanos, uma extensa coleção de relatórios administrativos produzidos pelos governos provinciais e estaduais brasileiros ao longo de mais de um século.
Minha intenção é estudar a possibilidade de disponibilizar esses documentos na Wikisource, ampliando seu acesso público e contribuindo para sua preservação e reutilização por pesquisadores, estudantes e pelo público em geral.
Compreendo que boa parte do trabalho desenvolvido por você e por outros colaboradores da Wikisource está voltada para a transcrição, revisão e disponibilização de livros. Ainda assim, acredito que a experiência acumulada pela comunidade em processos de OCR, revisão colaborativa, organização de obras, padronização editorial e gestão de grandes conjuntos textuais pode contribuir muito para esse esforço que estou começando.
Por isso, abro esta conversa para ouvir sugestões, recomendações e eventuais alertas de quem já conhece bem o funcionamento da plataforma. Gostaria especialmente de entender quais seriam os melhores caminhos para incorporar uma coleção documental extensa como essa ao ecossistema da Wikisource, respeitando as práticas e padrões adotados pela comunidade.
Agradeço desde já pela atenção e por qualquer orientação que possam compartilhar. Espero que essa iniciativa possa contribuir para tornar mais acessível uma parte importante da documentação histórica do passado brasileiro.
[[Utilizador:Mateusrandrade|Mateusrandrade]] ([[Utilizador Discussão:Mateusrandrade|discussão]]) 23h59min de 21 de junho de 2026 (UTC)
:Olá {{ping|Mateusrandrade}} a princípio o que você planeja fazer é perfeitamente possível, considerando como a impressão dos séculos XIX e XX não oferecem os mesmos desafios para o OCR que uma obra como [[Descripçaõ do novo invento aerostatico|esta]]. Agora, o desafio é a quantidade de editores: o Wikisource em Português não tem, nem perto, a mesma quantidade de editores ativos que a versão inglesa, de forma que os projetos se arrastam a conta gotas (vai demorar uma eternidade para adicionar as obras do [[:commons:Category:Grande Edição Popular das Viagens Maravilhosas aos Mundos Conhecidos e Desconhecidos|Júlio Verne]], por exemplo).
:Agora, acho que a única forma de adicionar tudo no curto prazo, seria estudar o uso de algum bot de transcrição: isso agilizaria o OCR das páginas individuais (que é o mais exaustivo pra fazer manualmente, pois é possível passar meses antes de acabar algo), mas ainda precisaria reler e corrigir. O [[Utilizador:Albertoleoncio|Albertoleoncio]] fez alguns bots, [[Utilizador:Giro bot|aqui]] existia um de transcrição "automática" (há muito abandonado e desatualizado) e em inglês existe [[:en:User:SnowyCinema/QuickTranscribe|este experimento]].
:Em resumo, acredito que seu projeto deva buscar atrair mais editores para a correção dos textos, além desenvolver ferramentas para facilitar o OCR (que terão utilidade além do seu projeto). Até! [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 01h47min de 22 de junho de 2026 (UTC)
::Oi Eric, muito obrigado pelo rápido retorno. Não te retornei porque vi que o tópico é mais complexo e robusto do que eu imaginava. Estou trabalhando na criação de toda a proveniência dos dados para poder construir com solidez a transferência aqui para a WikiSource. isso vai levar alguns bons meses, ou até mais de um ano.
::Mas, hoje, te escrevo aqui para fazer um convite, faço parte de um coletivo de professores, estudantes, curiosos e entusiastas em promover o conhecimento histórico aqui nas plataformas wikimedia.
::Estamos organizando um congresso online e, como temos um diagnostico que muitos de nós não temos familiaridade com WikiSource como temos com Wikipedia e Wikimedia, por exemplo, queria te convidar se você pode ofertar uma oficina, uma espécie de treinamento prático sobre como usar a WikiSource, quais princípios fundamentais para quem quer começar a usar, o que ter atenção, etc. Enfim, a programação e proposta está aberta e você tem total liberdade propositiva. [[Utilizador:Mateusrandrade|Mateusrandrade]] ([[Utilizador Discussão:Mateusrandrade|discussão]]) 18h41min de 17 de setembro de 2026 (UTC)
::Oi @[[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]], muito obrigado pelo rápido retorno. Não te retornei porque vi que o tópico é mais complexo e robusto do que eu imaginava. Estou trabalhando na criação de toda a proveniência dos dados para poder construir com solidez a transferência aqui para a WikiSource. isso vai levar alguns bons meses, ou até mais de um ano.
::Mas, hoje, te escrevo aqui para fazer um convite, faço parte de um coletivo de professores, estudantes, curiosos e entusiastas em promover o conhecimento histórico aqui nas plataformas wikimedia.
::Estamos organizando um congresso online e, como temos um diagnostico que muitos de nós não temos familiaridade com WikiSource como temos com Wikipedia e Wikimedia, por exemplo, queria te convidar se você pode ofertar uma oficina, uma espécie de treinamento prático sobre como usar a WikiSource, quais princípios fundamentais para quem quer começar a usar, o que ter atenção, etc. Enfim, a programação e proposta está aberta e você tem total liberdade propositiva. [[Utilizador:Mateusrandrade|Mateusrandrade]] ([[Utilizador Discussão:Mateusrandrade|discussão]]) 18h43min de 17 de setembro de 2026 (UTC)
== Auxilio com novo livro ==
Olá! Tenho interesse em transcrever o livro "Memórias do districto diamantino da comarca do Serro Frio (provincia de Minas Geraes)]" aqui no wikisource (já digitalizada no Commons em PDF). Já entendi como realizar a transcrição quando existe uma página criada, porém não consegui criar um novo item para este livro. Poderia me auxiliar com a criação para que eu possa transcrever? Desde já muito obrigado! [[Utilizador:Túllio F|Túllio F]] ([[Utilizador Discussão:Túllio F|discussão]]) 00h15min de 9 de julho de 2026 (UTC)
:{{ping|Túllio F}} olá! É muito fácil: você pega o PDF que você quer e, na barra de pesquisa do Wikisource, coloca a predefinição "Galeria:" no lugar de "File:". Exemplo: Galeria:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes, pelo Dr. J. Felicio dos Santos.pdf ou Galeria:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf (os dois arquivos no Commons).
:Abrirá uma página para a adição e "título, autor..." e, na fonte, é necessário usar a [[predefinição:Commons]].
:No primeiro momento você pode salvar sem alterar a "pagelist". Feito isso, você vai no site [https://ws-page-game.toolforge.org/ Page Game]: seleciona a versão em "pt" do Wikisource e o livro recém adicionado deverá ser o primeiro da fila. Então, você participa desse jogo bem intuitivo (e acho que melhor que a versão local do Ws) de montar a listagem do livro. Copia a lista, cola no box de "Páginas" da Galeria e altera o progresso para "A ser arcaizado" (não faz muito sentido, mas falta um simples "Em transcrição..."). Feito isso, é só começar! Não há de que! [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 01h26min de 9 de julho de 2026 (UTC)
::Olá novamente e muito obrigado pelas dicas, foram realmente bem úteis e consegui criar o livro, já estou transcrevendo! Boas edições! [[Utilizador:Túllio F|Túllio F]] ([[Utilizador Discussão:Túllio F|discussão]]) 13h56min de 9 de julho de 2026 (UTC)
:::{{ping|Túllio F}} não há de que! Só uma coisa: caso não apareça do seu lado, quando editar uma página, clique em "Ferramentas de edição" e no ícone "Mostrar ou ocultar o cabeçalho e rodapé desta página". Ali dá para colocar o número de cabeçalho (no caso do seu livro, <nowiki>{{c|Número}}</nowiki>, mas em outros casos pode ser necessária a [[Predefinição:Cabeçalho]]), ou eventuais informações de rodapé (como um [[predefinição:Smallrefs|Smallrefs]] para organizar). Boas edições! [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 14h34min de 9 de julho de 2026 (UTC)
::::Perfeito, era exatamente isso que eu estava procurando, agora ficou melhor. Outra dúvida é quanto a saltar uma linha ou não para se assemelhar ao texto na imagem dentro de um mesmo parágrafo, qual é a regra? existe alguma forma para isso? [[Utilizador:Túllio F|Túllio F]] ([[Utilizador Discussão:Túllio F|discussão]]) 14h50min de 9 de julho de 2026 (UTC)
:::::{{ping|Túllio F}} Se for sobre quebra de linha, na maior parte do tempo não é muito relevante: o programa de transclusão adaptará o texto para o layout do desktop ou celular, de forma que você pode ter uma versão feita com [[Os Miseraveis (trad. Justiniano José da Rocha)/Tomo segundo/Livro sexto/I|quebra de linha]] e outra [[Da Terra á Lua/V|sem]], sem diferença notável. Fica mais pro conforto do pulso na hora de corrigir os textos (e já que você está corrigindo, no lugar de jogar o OCR sem alteração, pode salvar como "revisto" (amarelo)). Mas é claro: em exemplos visto [[Página:Memórias do districto diamantino da comarca do Sêrro Frio, Província de Minas Geraes.pdf/14|aqui]], como o "pu- blico", tem que tirar a quebra (ou ficará estranho depois de transcluir). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 16h07min de 9 de julho de 2026 (UTC)
gbdoxyi7d5klt5w7ey862t8bdeo8bfk
Predefinição:Parâmetro
10
189261
563088
562945
2026-09-18T03:20:39Z
Épico
12904
563088
wikitext
text/x-wiki
<includeonly><templatestyles src="Predefinição:Parâmetro/styles.css" /><code class="nowrap wst-doc-parameter{{#if:{{{plain|}}}| wst-doc-parameter-plain|}}">|{{#if:{{{1|}}}|{{{1}}}=}}{{{2|}}}</code></includeonly><noinclude>{{Documentação}}</noinclude>
g1uw2z3ypng3kjje72jrcwquc5wefrh
Predefinição:Cabeçalho para capítulo/doc
10
190118
563070
562773
2026-09-17T18:41:28Z
Épico
12904
563070
wikitext
text/x-wiki
{{Subpágina de documentação}}
<!-- Por favor, coloque as categorias onde indicado na parte inferior desta página e os interwikis no Wikidata. -->
{{atalho|{{lp|cp}} }}
Esta predefinição destina-se à criação de cabeçalhos de capítulos ou de outros títulos com formatação padronizada. Pode ser usada pelo nome completo {{tl|Cabeçalho para capítulo}} ou pelo atalho {{tl|cp}}.
Os nomes em inglês {{tl|Chapter heading}} e {{tl|ch}} também são mantidos como ''aliases'' por compatibilidade.
== Uso ==
=== Formatação padrão ===
Quando nenhum parâmetro opcional é especificado, a predefinição aplica a seguinte formatação:
* tamanho da fonte: 120%;
* alinhamento: centralizado;
* versaletes: não;
* caixa alta: sim;
* margem superior: 2em;
* margem inferior: herdada do contexto.
==== Caixa alta ====
O uso de caixa alta em cabeçalhos costuma ser uma escolha tipográfica, e não parte do conteúdo textual propriamente dito. Por isso, quando as letras maiúsculas forem apenas uma característica visual da edição, prefira inserir o texto com sua capitalização normal e deixar que a predefinição faça a transformação visual.
Por exemplo:
<syntaxhighlight lang="wikitext">
{{cp|Capítulo primeiro}}
</syntaxhighlight>
será exibido em caixa alta pela formatação padrão, embora o texto subjacente permaneça como «Capítulo primeiro».
Isso é preferível a inserir manualmente CAPÍTULO PRIMEIRO, pois preserva a distinção entre conteúdo e apresentação. Naturalmente, maiúsculas que façam parte do próprio conteúdo (como as de siglas, iniciais e nomes próprios) devem ser transcritas normalmente.
Para impedir a transformação em caixa alta, use {{parâmetro|uc=no}}. O parâmetro {{parâmetro|sc=yes}}, que aplica versaletes, também suprime a transformação automática em caixa alta.
=== Sintaxe básica ===
Sem parâmetros opcionais:
<syntaxhighlight lang="wikitext">
{{cp|Conteúdo}}
</syntaxhighlight>
=== Sintaxe completa ===
A predefinição aceita parâmetros posicionais e nomeados. Uma chamada com todos os parâmetros nomeados pode ter a seguinte forma:
<syntaxhighlight lang="wikitext">
{{cp
| fontsize =
| align =
| sc =
| uc =
| margintop =
| marginbottom =
| class =
| style =
| Conteúdo
}}
</syntaxhighlight>
Não mantenha parâmetros vazios desnecessariamente. Em alguns casos, um parâmetro explicitamente vazio pode substituir o valor padrão da predefinição.
=== Parâmetros ===
; {{parâmetro|1}}
: Conteúdo do cabeçalho.
; {{parâmetro|2}} ou {{parâmetro|font-size}}
: Tamanho da fonte. Aceita valores CSS válidos, como porcentagens e unidades relativas ou absolutas (%, em, rem, px, pt etc.).
: Padrão: 120%.
; {{parâmetro|3}} ou {{parâmetro|align}}
: Alinhamento do texto. Aceita valores CSS como left, center, right e justify.
: Padrão: center.
; {{parâmetro|4}} ou {{parâmetro|sc}}
: Aplica versaletes. Use {{parâmetro|sc=yes}} para ativá-los. Quando este parâmetro é ativado, a transformação automática em caixa alta é suprimida.
: Padrão: desativado.
; {{parâmetro|5}} ou {{parâmetro|uc}}
: Controla a transformação em caixa alta. Use {{parâmetro|uc=no}} para exibir o texto com a capitalização em que foi inserido. Quando {{parâmetro|sc=yes}} é utilizado, este parâmetro não produz efeito.
: Padrão: caixa alta.
; {{parâmetro|6}} ou {{parâmetro|margintop}}
: Margem acima do cabeçalho. Aceita valores CSS válidos.
: Padrão: 2em.
; {{parâmetro|7}} ou {{parâmetro|marginbottom}}
: Margem abaixo do cabeçalho. Aceita valores CSS válidos.
: Padrão: não definido, sendo portanto herdado do contexto.
; {{parâmetro|style}}
: Declarações CSS adicionais. Como são inseridas depois das propriedades definidas pelos demais parâmetros, podem substituí-las. Termine cada declaração com ponto e vírgula.
: Para formatação recorrente ao longo de uma obra, evite repetir extensas declarações CSS em cada ocorrência; prefira, sempre que possível, uma solução reutilizável.
== Exemplos ==
=== Padrão ===
<syntaxhighlight lang="wikitext">
{{cp|Olhos de ressaca}}
</syntaxhighlight>
Produz:
{{cp|Olhos de ressaca}}
=== Negrito e itálico ===
A marcação wiki normal pode ser usada dentro da predefinição.
==== Negrito ====
<syntaxhighlight lang="wikitext">
{{cp|'''Olhos de ressaca'''}}
</syntaxhighlight>
Produz:
{{cp|'''Olhos de ressaca'''}}
==== Itálico ====
<syntaxhighlight lang="wikitext">
{{cp|''Olhos de ressaca''}}
</syntaxhighlight>
Produz:
{{cp|''Olhos de ressaca''}}
==== Negrito e itálico ====
<syntaxhighlight lang="wikitext">
{{cp|'''''Olhos de ressaca'''''}}
</syntaxhighlight>
Produz:
{{cp|'''''Olhos de ressaca'''''}}
=== Tamanho da fonte ===
<syntaxhighlight lang="wikitext">
{{cp|fontsize=200%|Olhos de ressaca}}
</syntaxhighlight>
Produz:
{{cp|fontsize=200%|Olhos de ressaca}}
O mesmo resultado pode ser obtido com o parâmetro font-size:
<syntaxhighlight lang="wikitext">
{{cp|font-size=200%|Olhos de ressaca}}
</syntaxhighlight>
=== Alinhamento ===
<syntaxhighlight lang="wikitext">
{{cp|align=left|Olhos de ressaca}}
</syntaxhighlight>
Produz:
{{cp|align=left|Olhos de ressaca}}
=== Versaletes ===
<syntaxhighlight lang="wikitext">
{{cp|sc=yes|Olhos de ressaca}}
</syntaxhighlight>
Produz:
{{cp|sc=yes|Olhos de ressaca}}
O uso de {{parâmetro|sc=yes}} impede que o texto seja simultaneamente transformado em caixa alta.
=== Sem transformação em caixa alta ===
<syntaxhighlight lang="wikitext">
{{cp|uc=no|Olhos de ressaca}}
</syntaxhighlight>
Produz:
{{cp|uc=no|Olhos de ressaca}}
=== Margens superior e inferior ===
<syntaxhighlight lang="wikitext">
Texto anterior
{{cp|margintop=1em|marginbottom=3em|Olhos de ressaca}}
Texto posterior </syntaxhighlight>
Produz:
Texto anterior
{{cp|margintop=1em|marginbottom=3em|Olhos de ressaca}}
Texto posterior
=== Formatação adicional com CSS ===
O parâmetro {{parâmetro|style}} permite acrescentar propriedades CSS para reproduzir características tipográficas que não sejam contempladas pelos demais parâmetros.
Por exemplo, para acrescentar um filete sob o cabeçalho:
<syntaxhighlight lang="wikitext">
{{cp|uc=no|style=border-bottom:1px solid;|'''Título I'''}}
</syntaxhighlight>
Produz:
{{cp|uc=no|style=border-bottom:1px solid;|'''Título I'''}}
Também é possível combinar propriedades:
<syntaxhighlight lang="wikitext">
{{cp|uc=no|style=font-weight:bold; letter-spacing:0.1em;|Título I}}
</syntaxhighlight>
Produz:
{{cp|uc=no|style=font-weight:bold; letter-spacing:0.1em;|Título I}}
Ou alterar a família tipográfica:
<syntaxhighlight lang="wikitext">
{{cp|uc=no|style=font-family:sans-serif; font-weight:bold;|Título I}}
</syntaxhighlight>
Produz:
{{cp|uc=no|style=font-family:sans-serif; font-weight:bold;|Título I}}
O parâmetro {{parâmetro|style}} é mais adequado a formatações excepcionais. Quando a mesma apresentação se repetir muitas vezes numa obra, deve-se evitar a duplicação desnecessária de CSS no texto transcrito.
<includeonly>
<!-- Categorias abaixo desta linha, por favor; interwikis no Wikidata -->
[[Categoria:!Predefinições de formatação]]
</includeonly>
o62xy8mdem219sutpxb7dkbx7bd5cxs
Hino do município de Pacaembu
0
213825
563089
548582
2026-09-18T04:41:38Z
~2026-48608-10
43756
/* */ Correção De Erro
563089
wikitext
text/x-wiki
Letra e Música por Eliana Guardea Woland da Silva<br>
<br>
Surgiu no horizonte, sob o céu cor de anil<br>
A mais bela entre as cidades, ao sudeste do meu Brasil<br>
No esplendor do teu brasão, longos anos já evolução<br>
Do teu solo brasileiro, contemplamos os pioneiros força dessa nação.<br>
<br>
Na beleza do Universo<br>
Pacaembu é o progresso<br>
Toda feita de amor<br>
A semente do interior<br>
<br>
Na beleza do Universo<br>
Pacaembu é o progresso<br>
Toda feita de amor<br>
A semente do interior<br>
<br>
Em teus campos a colheita, o cultivo e criação<br>
No cenário cultural, toda tua tradição<br>
Os teus filhos são sublimes, trouxeram, pois, a este chão<br>
Cidade paraíso, solo bendito do nosso coração<br>
<br>
Na beleza do Universo<br>
Pacaembu é o progresso<br>
Toda feita de amor<br>
A semente do interior<br>
<br>
Na beleza do Universo<br>
Pacaembu é o progresso<br>
Toda feita de amor<br>
A semente do interior<br>
<br>
Sob as bênçãos de Nossa Senhora, tu caminhas com muito vigor<br>
És palco de esperança, de justiça e amor,<br>
Tua história simboliza, a união deste povo gentil,<br>
Salve, salve Pacaembu, no dia 02 de abril.<br>
<br>
Na beleza do Universo<br>
Pacaembu é o progresso<br>
Toda feita de amor<br>
A semente do interior<br>
<br>
Na beleza do Universo<br>
Pacaembu é o progresso<br>
Toda feita de amor<br>
A semente do interior<br>
<br>
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<noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>lhe havia imposto, primeiramente, com galharda imparcialidade, o stemma de Heloisa portuguesa, <ref>153 ''Primeiramente'' aqui não significa «antes de ninguem». Não foi Nicot quem lhe conferiu o nome romantico de Aloysia. Nem tão pouco João Vaseu, que o usou no seu ''Chronicon'' (''Hispania Illustrata, I, 593''). Inventor do termo foi o papa Paulo III em 1556, ou antes um dos seus secretarios. Bembo? ou Sadoleto? — Ainda assim, os latinistas peninsulares, não podendo ter conhecimento do ''Breve'' do pontifice, utilizaram até 1566 as formas ''Loysa, Luisia e Ludovica''.</ref> ao propagar pela imprensa o seu melhor escrito. <ref>154 O poema ''Sintra'' foi impresso em 1546 (?) 1566, 1781, 1862 e 1880. O titulo completo vae na ''Nota'' 181.°</ref>
Francesa de origem <ref>155 Modernamente um erudito musicographo castelhano, F. Asenjo Barbieri, tentou impugnar a origem francesa dos Sigeos, por causa do apellido ''Toletenus'' que viu apposto ao nome Diogo Sigeo num rarissimo opusculo sobre acentos musicaes, impresso em Lisboa (1560) e dedicado ao Cardeal-Infante D. Henrique. Satisfeitissimo por assim restituir á Hespanha um varão illustre, esqueceu chamar á auctoria os contemporaneos de Diogo e a propria Luisa. Aliás, teria encontrado entre os primeiros um conhecido que em vida do pae o chamou ''francês de nação''. Fallo do celebre erasmista palentino, o Arcediago de Alcor, Alonso Fernandez de Madrid que se occupou da gentil Luisa, o «monstruo da natureza», na sua ''Historia de Palencia''. Quanto a essa, ha em uma das cartas d'ella uma passagem em que se caracteriza a si propria de «toledana de nação, portuguêsa pela criação, e oriunda de França» (''quum patria essem Toletana, nutrita tamen apud Lusitanos, ac e Gallis oriunda''). A essa carta, dirigida a Felipe II, ninguem poderá negar valor documental. — Conhecendo estes pormenores é facil avaliar com quanto direito uns dão a Luisa o titulo de ''toledana'', emquanto que outros, sabendo unicamente dos louros que colheu em Portugal, a tratam de ''foemina'' lusitana. — Mais estranhavel do que a precipitação de Barbieri (''Boletin Historico'', 1, 53) é a de Silvestre Ribeiro, que propagou a novidade na ''Revolução de Setembro'' (N. 11:234), sem recordar-se dos trechos que acabo de explicar e fazem parte da extensa monographia, por elle proprio dedicada á gentil Aloysia Toletana. Vide ''Nota'' 185.</ref>, mas castelhana pela mãe, dos Velascos de Toledo, (razão porque ambas as irmans usavam do appellido ''de Velasco'' <ref>156 A mãe chamava-se D. Francisca de Velasco, segundo informação de Carvalho, na ''Corografia Portuguesa'' III 284. E' pois com justo motivo que muitos auctores lhe dão o nome ''Luisa Sigea Velasco''. Parece mesmo que ella assignava assim em cartas intimas. Cf. ''Nota'' 158. Ignoro se a mãe estava viva em 1543 e acompanhou as filhas. Segundo Carvalho (III 284), tem jazigo commum com o marido, no Carmo de Torres Novas, circumstancia que, a ser veridica, fallaria a favor da hypothese.</ref> ) Luisa era um pequeno prodigio de erudição quando aos doze annos entrou em Portugal (1543) <ref>157 Graças a apontamentos seus e alheios, sabe-se ao certo que, nascida em 1530, veio a Portugal na idade e no anno que indiquei. Bastará lembrar mais uma vez o que em 1551 Resende dizia d'ella Contando apenas tres vezes sete annos, compulsa indefessa, de dia e de noite, codices latinos, gregos, hebraicos e arabes:
{{bloco centro|<poem>
Nam quum septenæ vix dum trieterides annos
Computet, indefessa, dies noctesque, Latinas
Voluere non cessat chartas, non cessat Achæas,
Moseaque & Solymos rimatur sedula vates.</poem>}}
Muitos auctores portugueses trocaram os papeis, caracterizando Joanna Vaz como menina-prodigio e Luisa Sigea como matrona, e professora d'aquella! Outro erro é o de representarem ambas como alumnas da Infanta. Trabalhando no seu paço, consultando a sua bibliotheca, lendo com ella escritos de poetas e historiadores, ambas fariam progressos notaveis. Tambem é possivel que assistissem ás prelecções, dadas à Infanta por summidades scientificas. Mas de lá a tratá-las de discipulas da propria Infanta ― ainda ha distancia!</ref>. Diogo Sigeo o sabio progenitor, havia ganho em quinze annos de magisterio na culta cidade dos Arcebispos Cisneros e Fonseca, a reputação de
discipulo notavel do grande Nebrissense, homem de bem, letrado de merito, elegante latinista e glottologo distincto. Aos desvelos d'elle e em parte tambem á amizade que em Toledo o ligava a outros humanistas eminentes, devia Luisa a vantagem de ter aprendido na mais tenra infancia, a lingua de Vergilio e a de Homero. Na idade em que outras meninas só querem saber de bonecas, cultivava a predilecta arte ou mania dos sabios da Renascença <ref>
158 (P. 39 l. 14, e não 16). O pae fóra principal preceptor d'ella, segundo declaração da propria Luisa (''patre quo in plurimis usa sum praeceptore''), fazendo-a tomar parte nas lições de um irmão mais velho, do qual diz: ''paribus mecum auspiciis in linguarum varietate est institutus''. Mas outros mestres o haviam secundado (''et latina lingua, graeca, hebrea, chaldea, nec non arabica mediocriter a patre meo caeterisque praeceptoribus erudita''). Entre elles tem o primeiro logar o castelhano Alvaro Gonaez de Castro, elegantissimo humanista toledano, e o melhor biographo do Cardeal Cisneros. Outro conhecido seu que talvez ajudou a instrui-la era Alonso Garcia Matamoros. Ignoro quem se interessou em Portugal pelos seus progressos. André de Resende? Frei Francisco Foreiro?</ref>. Já então redigia epistolas latinas, ornamentadas com sentenças dos lyricos e philosophos antigos <ref>159 Numa carta infantil que deve ser das primeiras que escreveu, ainda em Toledo, a pequena epistolographa agradece um ramo de violetas e herva cidreira que o mestre e amigo paternal havia colhido para ella no seu jardim. Muito lhe agradara o aroma. Mais suaves lhe foram todavia as flores do ingenho de Alvaro Gomez que acompanhavam o ramalhete.</ref> Mas ainda não satisfeita com estes resultados, havia começado o tirocinio do hebraico, arabe e chaldaico <ref>160 Tambem neste caso é ella quem assevera haver-se occupado de tantas linguas, já antes de ter sido chamada a Portugal (''quum tot linguarum atque aliarum artium studiis a teneris annis desudarin ac deinde in regum avla adscita fuerim''). Sem isso, quem nos prestaria fé? — O chaldaïco é evidentemente a lingua semitica fallada na Syria, e não o idioma turaniano, cujos caracteres cuneiformes ainda não eram no seculo XVI objecto de estudo. Erroneamente alguns biographos da Sigea fallam do syriaco e chaldaico como se se tratasse de dois idiomas diversos!</ref>, attrahida pelos sons e caracteres peregrinos e pela estructura estranha das linguas semiticas que actuaram poderosamente sobre o sea cerebro privilegiado de polyglotta.
As suas escriptas orientaes, as cartas que recebera em resposta ás suas missivas, e principalmente uma epistola dirigida ao Papa. Paulo III como primicias do seu ingenho — ''quosdam ingenioli mei flosculos'' <ref>160b (P. 59 l. 26). D'esta primeira carta ao Pontifice, ainda não procurada nos Archivos do Vaticano, sabemos pela 2.{{sup|a}}. Não verifiquei quem é o egregio poeta-philosopho ''Britonius'' ahi nomeado, que fora em 1540 portador ou expedidor da primeira carta e persuadiu a Sigea a dirigir a segunda a Paulo III. Seria um hespanhol chamado ''Breton''? um francês ''Lebreton''? Ou por ventura o Eusebio, residente em Coimbra, ao qual Nicolas Antonio se refere?</ref>— abriram-lhe de par em par as portas da aula regia. Note-se bem, as da Rainha e não as da Infanta. A ella, a Angela sua irman, e ao pae Diogo Sigeo de Toledo <ref>161 Diogo Sigeo assignava de ''Toledo'' em vernaculo; ''Toletanus'' em obras latinas, até morrer, em 1562, ou pouco depois. Nesse anno dirigia uma carta latina a Miguel Cabedo, que o curioso encontra nas ''Antiguidades Lusitanicas'' (Ed. Roma de 1597, p. 514). A epigraphe diz: ''D. Sigeus Toletanus Michaeli Cabedio Regio Senatori Salutem''. — E' datada de Lisboa: 4 ''Id. Febr. ann. salut. 1562''. Desconheço ulteriores sinaes de vida.</ref>, que entrava como Secretario das cartas latinas, servindo ao mesmo tempo de mestre de rhetorica a alguns varões de sangue real, e tambem aos moços fidalgos. <ref>162 Entre os seus discipulos, os mais notorios são o Principe real, D. Theodosio de Bragança e os irmãos d'est'ultimo. — Da sua actividade como mestre dos moços-fidalgos existem provas abundantes. Vejam p. ex. a ''Hist. Gen., Provas'' II 381, 382, 67; v 384, VI 620 (O Doutor Mestre Diogo).</ref> Tudo isto por imposição dos monarcas que haviam instado com a familia Sigeo para que transferisse os penates para Lisboa. <ref>163 ''A principibus rogato ac potius coarcto patre''. Estou persuadida, repito-o, que foi D. Leonor quem instigou Carlos V a recommendar as pequenas latinas e o pae, aos monarcas portuguêses, sempre com o intuito de beneficiar a Infanta, sua filha.</ref>
Por elle dirigida, Luisa continuou os seus estudos, collocada talvez debaixo do patrocinio maternal de Joanna Vaz, — ''in Regum aula adscita — inque lusitanicam aulam benigne admissa'', como assentou em preciosos documentos autobiographicos). <ref>164 Creio que admittida no paço, permaneceu entre as meninas até 1546, embora logo vencesse ordenado de dama. A pouca idade excluia a possibilidade de immediatamente lhe darem honras de mestra. E' assim que deveremos entender as palavras do flamengo Vaseu, amigo de Clenardo e relacionado com Sigeu, que «Luisa foi educada no paço regio durante muitos annos.» (Vid. Schott, ''Hispania Illustrata'' I, 593). Quanto à erudição, embora nenhuma no paço podesse concorrer com ella quanto à vastidão do saber linguistico, é quasi certo que em latinidades, incluindo composições epistolares, a Infanta e Joanna Vaz não lhe ficavam atras, e por muito que soubesse, muito mais lhe restava aprender!
P. S. — Nos livros de Moradia, ''Luisa'' figura desde 1543. E' quanto o Snr. General Brito Rebello apurou até hoje.</ref> Acostumando-se, graças ao exemplo das damas, na convivencia com as meninas da Rainha e com as Infantas, ao trato delicado da vida cortesan, conseguiu decerto apurar as maneiras e o seu estylo; aprendeu a metrificar em latim e cultivou, além do grego e das linguas orientaes, os quatro idiomas romanicos que possuia. <ref>165 O francês e o castelhano deviam ser-lhe familiares desde a meninice. Igualmente o português, ao cabo de curto prazo. Quanto ao italiano, temos o testemunho de Resende que affirma no Epicedio, em que chorou a sua morte, ter ella fallado com grande pureza a lingua de Dante (o ''tusco'' ou ''etrusco''), e a francesa com tal naturalidade que todos a tomavam por francesa. Os que a chamaram perita em cinco linguas contavam apenas as linguas antigas classicas e orientaes — como p. ex. seu fiel amigo, o velho Resende, na composição de 1551! Perita em nove linguas seria mais exacto.</ref> Despertando em todas as<noinclude>{{D|39}}
<references/></noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>lhe havia imposto, primeiramente, com galharda imparcialidade, o stemma de Heloisa portuguesa, <ref>153 ''Primeiramente'' aqui não significa «antes de ninguem». Não foi Nicot quem lhe conferiu o nome romantico de Aloysia. Nem tão pouco João Vaseu, que o usou no seu ''Chronicon'' (''Hispania Illustrata, I, 593''). Inventor do termo foi o papa Paulo III em 1556, ou antes um dos seus secretarios. Bembo? ou Sadoleto? — Ainda assim, os latinistas peninsulares, não podendo ter conhecimento do ''Breve'' do pontifice, utilizaram até 1566 as formas ''Loysa, Luisia e Ludovica''.</ref> ao propagar pela imprensa o seu melhor escrito. <ref>154 O poema ''Sintra'' foi impresso em 1546 (?) 1566, 1781, 1862 e 1880. O titulo completo vae na ''Nota'' 181.°</ref>
Francesa de origem <ref>155 Modernamente um erudito musicographo castelhano, F. Asenjo Barbieri, tentou impugnar a origem francesa dos Sigeos, por causa do apellido ''Toletenus'' que viu apposto ao nome Diogo Sigeo num rarissimo opusculo sobre acentos musicaes, impresso em Lisboa (1560) e dedicado ao Cardeal-Infante D. Henrique. Satisfeitissimo por assim restituir á Hespanha um varão illustre, esqueceu chamar á auctoria os contemporaneos de Diogo e a propria Luisa. Aliás, teria encontrado entre os primeiros um conhecido que em vida do pae o chamou ''francês de nação''. Fallo do celebre erasmista palentino, o Arcediago de Alcor, Alonso Fernandez de Madrid que se occupou da gentil Luisa, o «monstruo da natureza», na sua ''Historia de Palencia''. Quanto a essa, ha em uma das cartas d'ella uma passagem em que se caracteriza a si propria de «toledana de nação, portuguêsa pela criação, e oriunda de França» (''quum patria essem Toletana, nutrita tamen apud Lusitanos, ac e Gallis oriunda''). A essa carta, dirigida a Felipe II, ninguem poderá negar valor documental. — Conhecendo estes pormenores é facil avaliar com quanto direito uns dão a Luisa o titulo de ''toledana'', emquanto que outros, sabendo unicamente dos louros que colheu em Portugal, a tratam de ''foemina'' lusitana. — Mais estranhavel do que a precipitação de Barbieri (''Boletin Historico'', 1, 53) é a de Silvestre Ribeiro, que propagou a novidade na ''Revolução de Setembro'' (N. 11:234), sem recordar-se dos trechos que acabo de explicar e fazem parte da extensa monographia, por elle proprio dedicada á gentil Aloysia Toletana. Vide ''Nota'' 185.</ref>, mas castelhana pela mãe, dos Velascos de Toledo, (razão porque ambas as irmans usavam do appellido ''de Velasco'' <ref>156 A mãe chamava-se D. Francisca de Velasco, segundo informação de Carvalho, na ''Corografia Portuguesa'' III 284. E' pois com justo motivo que muitos auctores lhe dão o nome ''Luisa Sigea Velasco''. Parece mesmo que ella assignava assim em cartas intimas. Cf. ''Nota'' 158. Ignoro se a mãe estava viva em 1543 e acompanhou as filhas. Segundo Carvalho (III 284), tem jazigo commum com o marido, no Carmo de Torres Novas, circumstancia que, a ser veridica, fallaria a favor da hypothese.</ref> ) Luisa era um pequeno prodigio de erudição quando aos doze annos entrou em Portugal (1543) <ref>157 Graças a apontamentos seus e alheios, sabe-se ao certo que, nascida em 1530, veio a Portugal na idade e no anno que indiquei. Bastará lembrar mais uma vez o que em 1551 Resende dizia d'ella Contando apenas tres vezes sete annos, compulsa indefessa, de dia e de noite, codices latinos, gregos, hebraicos e arabes:
{{bloco centro|<poem>
Nam quum septenæ vix dum trieterides annos
Computet, indefessa, dies noctesque, Latinas
Voluere non cessat chartas, non cessat Achæas,
Moseaque & Solymos rimatur sedula vates.</poem>}}
Muitos auctores portugueses trocaram os papeis, caracterizando Joanna Vaz como menina-prodigio e Luisa Sigea como matrona, e professora d'aquella! Outro erro é o de representarem ambas como alumnas da Infanta. Trabalhando no seu paço, consultando a sua bibliotheca, lendo com ella escritos de poetas e historiadores, ambas fariam progressos notaveis. Tambem é possivel que assistissem ás prelecções, dadas à Infanta por summidades scientificas. Mas de lá a tratá-las de discipulas da propria Infanta ― ainda ha distancia!</ref>. Diogo Sigeo o sabio progenitor, havia ganho em quinze annos de magisterio na culta cidade dos Arcebispos Cisneros e Fonseca, a reputação de
discipulo notavel do grande Nebrissense, homem de bem, letrado de merito, elegante latinista e glottologo distincto. Aos desvelos d'elle e em parte tambem á amizade que em Toledo o ligava a outros humanistas eminentes, devia Luisa a vantagem de ter aprendido na mais tenra infancia, a lingua de Vergilio e a de Homero. Na idade em que outras meninas só querem saber de bonecas, cultivava a predilecta arte ou mania dos sabios da Renascença <ref>
158 (P. 39 l. 14, e não 16). O pae fóra principal preceptor d'ella, segundo declaração da propria Luisa (''patre quo in plurimis usa sum praeceptore''), fazendo-a tomar parte nas lições de um irmão mais velho, do qual diz: ''paribus mecum auspiciis in linguarum varietate est institutus''. Mas outros mestres o haviam secundado (''et latina lingua, graeca, hebrea, chaldea, nec non arabica mediocriter a patre meo caeterisque praeceptoribus erudita''). Entre elles tem o primeiro logar o castelhano Alvaro Gonaez de Castro, elegantissimo humanista toledano, e o melhor biographo do Cardeal Cisneros. Outro conhecido seu que talvez ajudou a instrui-la era Alonso Garcia Matamoros. Ignoro quem se interessou em Portugal pelos seus progressos. André de Resende? Frei Francisco Foreiro?</ref>. Já então redigia epistolas latinas, ornamentadas com sentenças dos lyricos e philosophos antigos <ref>159 Numa carta infantil que deve ser das primeiras que escreveu, ainda em Toledo, a pequena epistolographa agradece um ramo de violetas e herva cidreira que o mestre e amigo paternal havia colhido para ella no seu jardim. Muito lhe agradara o aroma. Mais suaves lhe foram todavia as flores do ingenho de Alvaro Gomez que acompanhavam o ramalhete.</ref> Mas ainda não satisfeita com estes resultados, havia começado o tirocinio do hebraico, arabe e chaldaico <ref>160 Tambem neste caso é ella quem assevera haver-se occupado de tantas linguas, já antes de ter sido chamada a Portugal (''quum tot linguarum atque aliarum artium studiis a teneris annis desudarin ac deinde in regum avla adscita fuerim''). Sem isso, quem nos prestaria fé? — O chaldaïco é evidentemente a lingua semitica fallada na Syria, e não o idioma turaniano, cujos caracteres cuneiformes ainda não eram no seculo XVI objecto de estudo. Erroneamente alguns biographos da Sigea fallam do syriaco e chaldaico como se se tratasse de dois idiomas diversos!</ref>, attrahida pelos sons e caracteres peregrinos e pela estructura estranha das linguas semiticas que actuaram poderosamente sobre o seu cerebro privilegiado de polyglotta.
As suas escriptas orientaes, as cartas que recebera em resposta ás suas missivas, e principalmente uma epistola dirigida ao Papa. Paulo III como primicias do seu ingenho — ''quosdam ingenioli mei flosculos'' <ref>160b (P. 59 l. 26). D'esta primeira carta ao Pontifice, ainda não procurada nos Archivos do Vaticano, sabemos pela 2.{{sup|a}}. Não verifiquei quem é o egregio poeta-philosopho ''Britonius'' ahi nomeado, que fora em 1540 portador ou expedidor da primeira carta e persuadiu a Sigea a dirigir a segunda a Paulo III. Seria um hespanhol chamado ''Breton''? um francês ''Lebreton''? Ou por ventura o Eusebio, residente em Coimbra, ao qual Nicolas Antonio se refere?</ref>— abriram-lhe de par em par as portas da aula regia. Note-se bem, as da Rainha e não as da Infanta. A ella, a Angela sua irman, e ao pae Diogo Sigeo de Toledo <ref>161 Diogo Sigeo assignava de ''Toledo'' em vernaculo; ''Toletanus'' em obras latinas, até morrer, em 1562, ou pouco depois. Nesse anno dirigia uma carta latina a Miguel Cabedo, que o curioso encontra nas ''Antiguidades Lusitanicas'' (Ed. Roma de 1597, p. 514). A epigraphe diz: ''D. Sigeus Toletanus Michaeli Cabedio Regio Senatori Salutem''. — E' datada de Lisboa: 4 ''Id. Febr. ann. salut. 1562''. Desconheço ulteriores sinaes de vida.</ref>, que entrava como Secretario das cartas latinas, servindo ao mesmo tempo de mestre de rhetorica a alguns varões de sangue real, e tambem aos moços fidalgos. <ref>162 Entre os seus discipulos, os mais notorios são o Principe real, D. Theodosio de Bragança e os irmãos d'est'ultimo. — Da sua actividade como mestre dos moços-fidalgos existem provas abundantes. Vejam p. ex. a ''Hist. Gen., Provas'' II 381, 382, 67; v 384, VI 620 (O Doutor Mestre Diogo).</ref> Tudo isto por imposição dos monarcas que haviam instado com a familia Sigeo para que transferisse os penates para Lisboa. <ref>163 ''A principibus rogato ac potius coarcto patre''. Estou persuadida, repito-o, que foi D. Leonor quem instigou Carlos V a recommendar as pequenas latinas e o pae, aos monarcas portuguêses, sempre com o intuito de beneficiar a Infanta, sua filha.</ref>
Por elle dirigida, Luisa continuou os seus estudos, collocada talvez debaixo do patrocinio maternal de Joanna Vaz, — ''in Regum aula adscita — inque lusitanicam aulam benigne admissa'', como assentou em preciosos documentos autobiographicos). <ref>164 Creio que admittida no paço, permaneceu entre as meninas até 1546, embora logo vencesse ordenado de dama. A pouca idade excluia a possibilidade de immediatamente lhe darem honras de mestra. E' assim que deveremos entender as palavras do flamengo Vaseu, amigo de Clenardo e relacionado com Sigeu, que «Luisa foi educada no paço regio durante muitos annos.» (Vid. Schott, ''Hispania Illustrata'' I, 593). Quanto à erudição, embora nenhuma no paço podesse concorrer com ella quanto à vastidão do saber linguistico, é quasi certo que em latinidades, incluindo composições epistolares, a Infanta e Joanna Vaz não lhe ficavam atras, e por muito que soubesse, muito mais lhe restava aprender!
P. S. — Nos livros de Moradia, ''Luisa'' figura desde 1543. E' quanto o Snr. General Brito Rebello apurou até hoje.</ref> Acostumando-se, graças ao exemplo das damas, na convivencia com as meninas da Rainha e com as Infantas, ao trato delicado da vida cortesan, conseguiu decerto apurar as maneiras e o seu estylo; aprendeu a metrificar em latim e cultivou, além do grego e das linguas orientaes, os quatro idiomas romanicos que possuia. <ref>165 O francês e o castelhano deviam ser-lhe familiares desde a meninice. Igualmente o português, ao cabo de curto prazo. Quanto ao italiano, temos o testemunho de Resende que affirma no Epicedio, em que chorou a sua morte, ter ella fallado com grande pureza a lingua de Dante (o ''tusco'' ou ''etrusco''), e a francesa com tal naturalidade que todos a tomavam por francesa. Os que a chamaram perita em cinco linguas contavam apenas as linguas antigas classicas e orientaes — como p. ex. seu fiel amigo, o velho Resende, na composição de 1551! Perita em nove linguas seria mais exacto.</ref> Despertando em todas as<noinclude>{{D|39}}
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<noinclude><pagequality level="3" user="BlitzkriegBoop" /></noinclude>{{hífen-fim|tiana|Nicotiana}}, então em Lisboa como embaixador do rei de França (1559-1561), que leva a Paris, juntamente com a decantada flor da Havana, o poema ''Sintra'', entretendo-se a lê-lo em frente do cabo da
Roca. Com bastante demora o fez imprimir (1566), acompanhado de
alguns epigrammas e a carta do Papa. <ref>181 ''Syntra Aloisia Sigaa Toletana aliaque eiusdem ac nonnullarum praeterea virorum
ad eandem epigrammata quibus accessit Pauli III P. M. epistola de singularis eius doctrina ac ingenii præstantia. Tumulus eiusdem ab Andrea Resendio et Claudio Moncello concinnatus. — Parisiis M. DLVI. — Silvestre Ribeiro reimprimiu o poema. Suspeito que em 1546 a propria Luisa havia mandado compor alguns exemplares, perdidos hoje, para a Infanta, e os amigos e admiradores, visto que na carta a Paulo III, nomeando a sua composição, a caracteriza do modo seguinte: ''in gratiam Maria Portugallia Infantis Serenissima editam, cui nostras operas eo libentius locamus quod quemadmodum cum Caesare ac reliquis monarchis sanguinis splendorem sic cum Musis rationem studiorum habet coniunctissimam.''</ref>
Antes não o fizesse! Em meado do seculo XVII, quando ninguem em França se lembrava da mestra da Infanta D. Maria, o nome sonoro e impolluto da Heloisa Portuguesa serviu a um espirito perverso, ingenhosissimo sim, mas de insondavel cynismo, para mascarar uma composição sua, de tal maneira abjecta e abominavel que os bons engenhos a chamaram e chamarão sempre <<nascida no
orco e digna de trevas eternas <ref>182 ''De Arcanis Amoris et Veneris Aloysia Sigaa Toletana Satyra Sotadica''. O verdadeiro auctor é, na opinião geral, ''Nicolas Chorier''; e não ''Meursio'', ao qual em França quiseram impôr a responsabilidade do nefando crime.</ref> , ''ex orco nata et perpetuis tenebris damnanda''.
Na realidade, Luisa havia composto, fóra o poema Sintra e muitas cartas <ref>183 Alvaro Gomez de Castro, fiel ao culto de amizade que lhe consagrou, foi guardando as cartas de Luisa, e alguns versos d'ella. — O seu espolio veio ter á Bibliotheca do Conde-Duque de Olivares, e posteriormente ao ''Convento del Angel'', de carmelitas descalços de Sevilha. No catalogo respectivo, extractado por Gallardo no ''Ensayo'', vol. IV sob N.° 4541, vejo registadas 1.°) ''Algumas cartas y poesias de Luisa Sigea de Velasco'' na Caixa D. N.° 11 f. 72 ss. (col. 1509); 2.° ''Quatro cartas mui doutas a um seu amigo'' (ib. col. 1494); 3.° ''Cartas d'ella a Alvar Gomes''; Caja 1, N.° 10 da Miscellanea X das que juntara o sabio toledano. (ib. col. 1508). — Pacheco (f. 96), viu um maço de cartas suas em poder de um tartaraneto de Luisa, D. José Ronquillo, Visconde del Villar, gentil-homem da camara de D. Juan de Austria. — Nicolas Antonio (''Bibl. Hisp. Nova II'', p. 57 e 346)
possuia copia, de letra de Pellicer; e tão curiosas as achou que resolvera publicá-las em Appendice á ''Bibliotheca'' — plano que não se realizou. Francisco Cerdá y Rico, que as teve entre mãos, prometteu supprir esse esquecimento; mas tambem não chegou a desempenhar-se da sua promessa. — Algumas, que pertencem ao Museu Britannico, serão publicadas em breve, juntamente com a ''Elegia ''a que já me referi, por Adolpho Bonilla y San Martin, na ''Revue Hispanique'', segundo teve a bondade de informar-me o illustre director d'essa publicação, R. Foulché Delbosc.</ref>, um Dialogo entre duas damas sobre a vida rustica e a palaciana, nunca impresso, gabado como engenhoso pelo unico coevo que o viu <ref>184 O já citado Arcediano de Alcor, que viu o Dialogo autographo, exalta-o muito na sua ''Historia de Palencia''. Silvestre Ribeiro attribue a Luisa ainda uma ''Arte Poetica''. Mas erradamente. ''Poetica eius quædam'' de Nicolas Antonio significa alguns versos d'ella e refere-se aos papeis de Alvar Gomez, guardados na livraria olivarense.</ref>. Infelizmente, por ora ninguem se lembrou de colleccionar e editar os restos da actividade litteraria d'esta sympathica precursora <ref>185 As fontes para a Vida de Luisa Sigea são, além dos seus escritos, os apontamentos de Resende (1551 e 1561); os de Vaseu (1555), os de Alonso Garcia Matamoros, no escripto ''De Academiis et doctis viris Hispania'' (1558); Alonso Fernandez Madrid (1561); Nicot (1566); Nicolas Antonio. Os melhores estudos modernos são os seguintes: Allut, ''Aloysia Sigea et Nicolas Chorier'', Lyon 1862, opusculo bastante raro, de tiragem restricta (112 ex.); J. Silvestre Ribeiro, ''Luiza Sigea, Breves apontamentos historico-litterarios'', Lisboa 1880. — Como fiz com respeito a D. Maria, supprimi tambem a lista extensa das obras nacionaes e estrangeiras que encerram apontamentos derivados sobre Luisa.</ref>.
{{3a|1}}
De ''Angela Sigea'' ha pouco a dizer. Instruida em ambas as linguas classicas, segundo informação do facundo flamengo João Vaseu de Bruges <ref>186 Hispania Chronicon, em Schott, Hispania Illustrata 1 593. Fallando de Diogo Sigeo e de Luisa continua: ''sed alteram quoque filiam Angelam Graece Latineque pro ætate et sexu nonmediocriter eruditam, tam exacta Musices scientia curavit perdocendam, ut cum praestantissimis illius artis professoribus contendere posse putem.»</ref> que, em doze annos de residencia entre portugueses, teve ensejo de saber a verdade, a irman de Luisa era excellente musica a ponto de poder concorrer com os melhores professores. Foi esta a arte que cultivou e ensinou no paço da Infanta, a qual nella se exercitava <ref>187 Já citei o paragrapho do ''Panegyrico'' de Barros, dedicado aos exercicios musicaes da Infanta.</ref>. Posteriormente, depois de haver casado em Torres Novas com Antonio Mogo de Mello e Carrilho (prole de um filho natural do Conde da Atalaia) continuou amada e estimada por D. Catharina de Bragança. Com ella trocava cartas a miudo. Deixou descendencia em Torres Novas onde viveu, morreu e foi sepultada <ref>188 A respeito dos Sigeos de Velasco e Mello, de Torres Novas, e do retrato das duas irmans, consulte-se a ''Chorogr. Port.'' III 289 ss.</ref>. Em casa de seu terceiro neto, João de Mello Carrilho e Velasco, via-se, em principios do sec. XVIII, a sua effigie com a da irman. A descripção aponta: um rosto algum tanto cheio, nariz mais afilado que redondo, olhos engraçados e por isso negros (''sic''), testa larga, sobrancelhas bem tiradas, côres pallidas, aspecto veneravel, vestidos negros à portuguesa antiga e por isso modestos, estatura bem proporcionada. Estava representada rezando por umas Horas de N. S. e cercada de livros. Dos traços de Luisa, o informador não dá noticia <ref>189 A familia do marido tinha jazigo na egreja parochial de Santiago.
</ref>.{{nop}}
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|Notas=Os médicos : comedia em 3 actos imitada da comedia francesa "Les medecins" : representada nos Teatros do Gimnasio e da Trindade : representada pela primeira vez no Teatro D. João da Câmara em 4-4º-1915, pelo Nucleo Filantropico dos Funcionários da Colonia de Vila Fernando, a favor da benemerita instituição "A Cruz Vermelha" / Aristides Abranches. -1945 Mar. 3-8
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<noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho|88|PÉGADAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>Dias sabia apenas que fôra um poeta infeliz e nada mais.
— É! rosnou o pobre homem. Para o luxo de encarapitar aquelle grande boneco no tope daquelle immenso canudo de marmore — houve dinheiro! E dinheiro grosso! Todo o povo do Maranhão concorreu! Ao passo que para concluir o trapiche de Campos Mello, que é uma necessidade reclamada todos os dias pelo commercio, não appareceu ainda quem se mexesse? Sucia de doudos! Isto é uma cousa tão revoltante que eu confesso, chego quasi a arrepender-me de me ter naturalisado!
Tornei a olhar para a estatua e, não sei porque, as palavras do velho Cunha não me produziram desta vez a impressão de respeito que costumavam exercer sobre o meu espirito de criança.
Pungia-me aquillo até como uma blasphemia cuspida sobre uma imagem sagrada. Lá em casa de minha familia todos veneravam a memoria do nosso poeta, e na escola onde eu aprendia a escrever a lingua portugueza o meu proprio mestre lhe chamava a elle mestre.
No emtanto não oppuz uma palavra de defeza; mas, fitando agora de mais perto a branca figura de pedra, que na sua mudez gloriosa encara aquelle mesmo mar que serviu de sepultura ao cantor das palmeiras de minha terra, achei-lhe o ar tão tranquillo, tão superior, tão distante de mim e do Cunha, que balbuciei para este, timidamente:<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||NO MARANHÃO|89|borda_inferior=sim}}</noinclude>— Mas, seu Cunha, se o povo lhe fez aquella estatua, é porque elle naturalmente a mereceu, coitado!
— Mereceu?! Porque?! O que foi que elle fez?... « Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá. As aves que aqui gorgeiam não gorgeiam como lá. »?! Está ahi o que elle fez! Fez versos!
E o Cunha, no auge da sua indignação, redobrou de furia contra a loucura dos homens, que levantavam estatuas a poetas em vez de cuidar dos trapiches que o commercio a retalho reclamava.
Nesse instante a canôa deslisava justamente por defronte do largo dos Remedios.
A lua, perdida e só no meio do ceu luminoso, banhava no seu mysterioso effluvio a immovel e branca figura de marmore.
E Rosinha, que não prestara attenção á nossa conversa, abriu a cantar, com a sua voz crystalina de donzella, uma das cantigas mais populares do Brazil:
<poem>
« Se queres saber os meios
Porque ás vezes me arrebata
Nas azas do pensamento
A poesia tão grata;
Porque vejo nos meus sonhos
Tantos anginhos dos ceus,
Vem commigo, oh doce amada!
Que eu te direi os caminhos
Donde se enxergam os anginhos,
Donde se trata com Deus.
</poem>
E aquella menina, na sua virginal singeleza,<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho|90|PÉGADAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>estava desaffrontando Gonçalves Dias, porque são delle os versos que ella ia cantando aos pés da sua estatua, innocentemente; rendendo, sem saber, emquanto o pae o amaldiçoava, o maior preito que se póde render a um poeta: repetir-lhe os versos, sem indagar quem os fez.
Não sou supersticioso, nem o era nesse tempo, apezar dos meus treze annos, mas quiz parecer-me que naquelle momento a estatua sorriu.
Effeitos do luar, naturalmente.<noinclude></noinclude>
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Pégadas/No Maranhão
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<div style="background-color: #FFF; border: 1px solid #a7d7f9; border-radius: 10px; padding:1em;">
<span style="font-size: 144%; ">'''Olá, Herveba'''!</span>
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<br>
Boa estadia e bom trabalho!
</div> — [[Usuário:Épico|<span style="color:var(--color-emphasized,#101418); font-family:Times New Roman;serif;">Épico</span>]] <span style="font-size:85%">[[Usuário Discussão:Épico|(disc)]]/[[Especial:Contribuições/Épico|(contrib)]]</span> 14h07min de 17 de setembro de 2026 (UTC)
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|30|{{sc|a volta do mundo em oitenta dias}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>Bombaim, e de nove milhas e cincoenta e tres centesimos de
milha entre Suez e Bombaim, havia-o elle sempre excedido.
Á espera do ''Mongolia'', passeavam dois homens no caes em
meio da multidāo de indigenas e de estrangeiros que affluem a
esta cidade, ainda ha pouco uma aldeia, e á qual a grande obra
de mr. de Lesseps garante um porvir bastante prospero.
Dʼestes dois homens, um era o agente consular do Reino
Unido, estabelecido em Suez, que — a despeito dos desfavoraveis prognosticos do governo britannico e das sinistras predições do engenheiro Stenphenson — via todos os dias os navios
inglezes atravessarem o canal, reduzindo assim a metade o antigo caminho da Inglaterra para as Indias pelo cabo da Boa
Esperança.
O outro era um homemsinho magro, de aspecto bastante intelligente, nervoso, que contraía com persistencia notavel os
musculos superciliarios. Através de longas pestanas brilhavam-lhe uns olhos muito vivos, mas cujo fulgor sabia extinguir
quando queria. Nʼeste momento dava elle indicios de impaciencia, andando de um lado para o outro sem poder parar um
instante.
Este homem chamava-se Fix, e era um dʼesses «detectives»
ou agentes de policia ingleza, que tinham, sido mandados para
diversos pontos, depois do roubo commettido no Banco de Inglaterra. Este Fix devia espionar com a maior attençāo todos os
viajantes que seguissem a via de Suez, e se algum lhe parecesse suspeito nāo o perder de vista, até chegar uma ordem.
de prisāo.
Havia dois dias que Fix recebéra do director da policia metropolitana os signaes do supposto auctor do roubo. Eram os do
personagem distincto e bem trajado que fora visto na sala dos
pagamentos do Banco.
O agente, evidentemente estimulado pela boa gratificaçāo
promettida, esperava por isso com uma impaciencia facil de
comprehender a chegada do ''Mongolia''.
— E o senhor consul diz que o vapor nāo póde tardar? perguntou elle pela decima vez.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|31|{{sc|a volta do mundo em oitenta dias}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>— Nāo, mr. Fix, respondeu o consul. Foi hontem avistado nas
alturas de Port-Said, e os cento e sessenta kilometros do canal
para um tal caminhante nāo sāo nada. Repito-lhe que o ''Mongolia'' ganha sempre o premio de vinte e cinco libras que o governo dá por cada avanço de vinte e quatro horas alem do tempo
regulamentar.
— Este paquete vem directamente de Brindisi? perguntou
Fix.
— Mesmo de Brindisi, onde tomou as malas da India, de
Brindisi dʼonde largou sabbado ás cinco horas da tarde. Tenha
paciencia, nāo se póde demorar. Mas na verdade nāo sei, com
os signaes que tem, como poderá reconhecer o homem, se elle
estiver a bordo do ''Mongolia''.
— Senhor consul, redarguiu Fix, essa especie de gente sente-se, nāo se reconhece. Faro é que é preciso ter, e o faro é
uma especie de sentido especial para o qual concorrem o ouvido, a vista e o olfato. Tenho na vida agarrado mais de um
dʼesses ''gentleman'', e comtanto que o meu ladrāo esteja a
bordo, alianço-lhe que me nāo ha de escapar por entre os
dedos.
— Assim o desejo, mr. Fix, porque se trata de um roubo importante.
— Um roubo magnifico, retorquiu o agente enthusiasmado.
Cincoenta e cinco mil libras! Nāo temos sempre pechinchas assim! Os ladrŏes vāo-se tornando mesquinhos. A raça dos Sheppard decae! Nos tempos que vāo correndo, os ladrões fazem
com que os enforquem por quaesquer ''shillings!''
— Mr. Fix, volveu o consul, está fallando de tal maneina que
lhe desejo bastante um exito feliz; mas, repito-lhe, nas condiçōes em que se acha, receio que seja difficil. Pelos signaes que
recebeu, bem vé que o tal ladrāo parece perfeitamente um homem de bem.
— Senhor consul, respondeu sentenciosamente o inspector de
policia, os grandes ladrões parecem sempre homens honrados.
Bem deve comprehender que os que tiverem cara de tratante
nāo lhes resta outro partido senāo ficarem probos, aliás fazem<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|32|{{sc|a volta do mundo em oitenta dias}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>com que os prendam. As caras honradas sāo as que muito principalmente se precisam desmascarar. Sou de opiniāo que é um
trabalho diffleil esse, e para o qual se torna necessaria, mais
do que a pratica, a habilidade.
Pelo que fica dito, vè-se que o tal Fix nāo deixava de ter uma
certa dóse de amor proprio.
Entretanto a animaçāo ia principiando no caes. Começavam
a affluir marinheiros de diversas nacionalidades, commerciantes, corretores, moços de fretes e ''fellahs''. A chegada do paquete de certo que estava proxima.
Fazia um tempo lindo, mas o ar estava frio por effeito do
vento que soprava do oriente. Por sobre a cidade, no fundo
azul frouxamente illuminado pelos pallidos raios do sol, recortavam-se alguns minaretes. Para a banda do sul um molhe de
dois mil metros de comprimento estendia-se como um braço no
ancoradouro de Suez. Sobre o mar Roxo balouçavam-se varios
borcos de pesca ou de cabotagem, alguns dos quaes conservam
ainda o feitio elegante da galera antiga.
Divagando no meio dʼeste populacho, Fix, por um habito proveniente da sua profissāo, examinava de um relance os transeuntes.
Eram duas horas e meia.
— Mas entāo esse paquete nāo chega! exclamou elle quando
ouviu o relogio do porto dar horas.
— Nāo pode vir longe, acudiu o consul.
— Quanto tempo se demora elle em Suez? perguntou Fix.
— Quatro horas, o tempo sufficiente para metter carvão. De
Suez a Aden, na extremidade do mar Roxo, vāo trezentas e dez
milhas, e é preciso fazer provisão de combustivel.
— E de Suez esse vapor vae directamente a Bombaim?
— Directamente, sem descarregar.
— Ora bem, disse Fix, se o ladrāo tomou este caminho e
este barco, deve entrar nos seus planos o desembarcar em Suez,
a fim de alcançar por uma outra via as possessōes hollandezas
ou francezas da Asia. Ha de saber muito bem que nāo estaria
em segurança na India, que é terra ingleza.
— Isso suppondo que nāo é homem de grande habilidade,<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 95 {{--}}}}</noinclude>Pollice verso
{{capitular|D|ficheiro=Urupês (3ª Edição) Página 101 Imagem 0002.png}}OS dezesseis filhos do coronel Ignacio Gama, cedo revelou o caçula singulares aptidões para medico. Pelo menos assim julgára o pae como
quer que o visse na horta,
interessadissimo em destripar
um passarinho agonisante.
— Descobri a vocação do Nico, — disse o arguto sujeito á mulher — dá um optimo esculapio. Inda agorinha estava lá fóra, dissecando um sanhaço vivo.
Hão de duvidar os naturalistas estremes que
o homem dissesse dissecar. Um coronel indigena
falar assim, com esse rigor de glottica, é cousa
inadmittida pelos meticulosos, que abalisam o genero inteiro pela meia duzia de pafuncios agaloados do seu conhecimento.
Pois disse. Este coronel Gama abria excepção
á regra; tinha suas luzes, lia seu jornal, devorára
em moço o ''Rocambole,'' as ''Memorias de um {{hífen|me|medico,}}''<noinclude></noinclude>
gnbqoxz3vadfuxcuvz207yep2e423ew
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 96 {{--}}}}</noinclude>''{{hífen-fim|dico,|medico,}} e acompanhava os debates da camara, com
grande admiração pelo Ruy Barbosa, o Barbosa
Lima, o Nilo e outros. Vinha-lhe d’ahi um certo
apuro na linguagem, destoante do achavascado
ambiente glossico da fazenda, onde morava.
Quem nada percebeu foi Dona Joaquininha, a
avaliar pelo ar emparvecido que deu á cara.
— Dissecando, explicou superiormente o marido, quer dizer destripando.
Destripar, dada a sua boa vontade paterna em
descobrir no menino pendores cirurgicos, equivalia a dissecar. Tomem nota os diccionaristas que
têm filhos.
— E você deixou-o commetter semelhante malvadeza? exclamou a excellente senhora compadecida.
— Lá vens com as tuas pieguices!… Deixal-o
brincar que é da idade. Eu em pequeno fazia
peiores, e nem por isso virei nenhum ogre.
(Outra vez! ''Ogre!'' Que querem? O homem
nascera precioso. Este ogre devia ser reminiscencia do Ogre da Corsega, Napoleão chamado.
Perdoem-lh’o, á guiza de compensação á parcimonia da esposa, cujo vocabulario era dos mais restrictos).
Dona Joaquininha fechou a cara, e quando o
pequeno facinora entrou do quintal, pediu-lhe contas da perversidade, asperamente. O coronel, que
nesse momento lia, na rede, as folhas recemchegadas, houve por bem interromper a ingestão de um discurso flammante sobre o Amapá, para
acudir em apoio do fedelho.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 97 {{--}}}}</noinclude>— Uma vez que será medico, não vejo mal
em ir-se familiarisando com a anatomia…
— A anatomia está ali, rematou a encolerisada
mãe, apontando a vara de marmello occulta no
desvão da porta; eu que saiba que o ''Senhor''
me anda com judiarias aos pobres animaesinhos,
que te disseco o lombo com aquella anatomia,
ouviu, ''seu'' carniceiro?
O menino raspou-se; o coronel retomou, resignado, o fio do discurso; e o caso do sanhaço
ficou por ali.
{{dhr}}
{{c|***}}
{{dhr}}
Mas não ficou por ali a malvadez do Nico.
Acautelava-se agora. Era ás escondidas que apanhava moscas e as «depennava», brinquedo
muito curioso, consistente em arrancar-lhes todas
as pernas e azas, para gozar o soffrimento dos
corpinhos inertes. Aos grillos cortava as saltadeiras, e ria-se de ver os mutilados caminharem como qualquer bichinho de som’enos. Gatos e cães
farejavam-n’o de longe. Fôra elle quem derrabára o misero Brinquinho da Emiliana agregada,
e era quem descadeirava todos os gatos da fazenda.
Isso, longe. Em casa, um anjinho. E assim,
anjo internamente e demonio extramuros, cresceu até á mudança de voz. Entrou nesse periodo
para um collegio, e deste passou ao Rio, matriculado em medicina.
O emprego que lá deu aos seis annos do curso,<noinclude></noinclude>
dzp6jki7u7rjfm6mgybig9ltgct9x6j
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 98 {{--}}}}</noinclude>soube-o elle, os amigos, e as amigas. Os paes
sempre viveram empulhados, crentes de que o
filho era uma aguia a plumar-se, futuro [[w:Francisco de Sales Torres Homem|Torres
Homem]] de Itaóca, onde, vendida a fazenda, então moravam. Nesta cidade tinham em mente encarreirar o menino, para desbanque dos quatro
caducos esculapios locaes, uns onagros, dizia o
coronel, cuja veterinaria rebaixava os itaóquenses á categoria de cavallos.
Pelas férias o doutorando apparecia por lá,
cada vez «mais outro», desempennado, com tiques de carioca, ''ss'' sibilantes, roupas caras, e
uns palavriados technicos de embasbacar. Quando
se formou, e veiu de vez, estava já definitivo,
nos 24 annos. Não se lhe descreve aqui a cara
porque retratos por meio de palavras têm a propriedade de fazer imaginar feições ás vezes oppostas ás descriptas. Dir-se-á unicamente que era
um rapaz espigado, entre louro e castanho, bonito mas antipathico, — com o olhar do [[w:en:Emilio Ghione|Emilio
Chione]], diziam as meninas sabidas em cinemas.
No queixo trazia barba de medico francez, andó,
parece, coisa que muito accrescenta a sciencia
medica do seu proprietario. Doentes ha que entre
um doutor barbudo, e um glabro, ambos desconhecidos, pegam sem tir-te no pelludo, convictos
de que pegam no melhor.
O Dr. Ignacinho, entretanto, aborrecia aquelle
meio acanhado, «onde não havia campo».
— Isto por aqui, escrevia a um collega do Rio,
é um puro degredo. Clinica escassa e mal pagante, sem margem para grandes lances, e inda<noinclude></noinclude>
8f4lbjtwt5jgrmglxuo7wctzuoevgef
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 99 {{--}}}}</noinclude>assim repartida por quatro curandeiros que se
dizem medicos, perfeitas vaccas de Hyppocrates,
estragadoras da pepineira com as suas consultinhas de cinco mil réis. O cirurgião da terra é
um Doyen de 60 annos, emerito extractor de bichos de pé, e cortador de verrugas com fios de
linha. Dá iodeto a todo o mundo, e tem a imbecilidade de arrotar scepticismo, dizendo que o
que cura é a Natureza. Estes rabulas é que estragam o negocio, etc., etc.
Negocio, pepineira, grandes lances, — está aqui
a psychologia do moço medico. Queria panno
verde para as boladas gordas…
— Além disso, continuava, é-me insupportavel
a ausencia da Yvonne e a de vocês. Não ha aqui
mulheres, nem gente com quem uma pessoa palestre. Uma pocilga. As boas pandegas do nosso
tempo, hein?
Ora aqui está — a Yvonne, os amigos, as pandegas foram o melhor do curso. Com mão diurna
e nocturna manuseou-os, a estes tratadistas da
anatomia, da physiologia, da calaçaria, e agora
roiam -no saudades.
Yvonne voltára á patria, deixando por cá meia
duzia de amantes que depennára, a morrerem de
saudades dos seus encantos. Antes de ir-se deu a
cada parvo uma estrellinha do ceu, para, a tantas horas, encontrarem-se nella os amorosos olhares. Os seis idiotas todas as noites ferravam o
olho, um no ''[[w:Taurus|Taureau]],'' (ella distribuiu as constellações em francez) outro na ''[[w:Cancer|Ecrevisse]],'' outro na ''[[w:Coma Berenices|Chevelure de Berenice]],'' o quarto no ''[[w:Áries (constelação)|Bélier]],'' o<noinclude></noinclude>
boepm001xqlrtnn4lz8x3bqqwrpktjd
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: quinto em Antarés, e o derradeiro na Epi de la Vierge. A marota morria de rir nos braços dum ''apache,'' contando-lhe a historia comica dos seis parvos brasilicos e das seis estrellas respectivas. Liam juntos as seis cartas recebidas a cada vapor, nas quaes os protestos amorosos em temperatura de ebulição faziam perdoar a ingrammaticalidade do francez antarctico. E respondiam de collaboração em carta circular onde só variavam o nome da...
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<noinclude><pagequality level="1" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 100 {{--}}}}</noinclude>quinto em Antarés, e o derradeiro na Epi de la
Vierge. A marota morria de rir nos braços dum
''apache,'' contando-lhe a historia comica dos seis
parvos brasilicos e das seis estrellas respectivas.
Liam juntos as seis cartas recebidas a cada vapor, nas quaes os protestos amorosos em temperatura de ebulição faziam perdoar a ingrammaticalidade do francez antarctico. E respondiam de collaboração em carta circular onde só variavam o nome da estrella e o endereço. Promptas todas<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 100 {{--}}}}</noinclude>quinto em Antarés, e o derradeiro na Epi de la
Vierge. A marota morria de rir nos braços dum
''apache,'' contando-lhe a historia comica dos seis
parvos brasilicos e das seis estrellas respectivas.
Liam juntos as seis cartas recebidas a cada vapor, nas quaes os protestos amorosos em temperatura de ebulição faziam perdoar a ingrammaticalidade do francez antarctico. E respondiam de collaboração em carta circular onde só variavam o nome da estrella e o endereço. Promptas todas {{PT||as copias, o ''apache'' abria o canhenho e dictava:}}
[[File:Urupês (3ª Edição) Página 106 Imagem 0002.png|centro|300px]]<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 100 {{--}}}}</noinclude>quinto em ''[[w:Antares|Antarés]],'' e o derradeiro na ''[[w:Espiga (estrela)|Epi de la
Vierge]].'' A marota morria de rir nos braços dum
''apache,'' contando-lhe a historia comica dos seis
parvos brasilicos e das seis estrellas respectivas.
Liam juntos as seis cartas recebidas a cada vapor, nas quaes os protestos amorosos em temperatura de ebulição faziam perdoar a ingrammaticalidade do francez antarctico. E respondiam de collaboração em carta circular onde só variavam o nome da estrella e o endereço. Promptas todas {{PT||as copias, o ''apache'' abria o canhenho e dictava:}}
[[File:Urupês (3ª Edição) Página 106 Imagem 0002.png|centro|300px]]<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 101 {{--}}}}</noinclude>as copias, o ''apache'' abria o canhenho e dictava:
— Mr. Gomes, ''le Taureau;'' Mr. Silva, ''l’Epi de
la Vierge;'' Mr. Souza, ''le Bélier…''
E Yvonne ia collocando as estrellas, a rir. Esta
circular era o que havia de terno. Queixava-se a
rapariga de saudades{{corr|—| — }}«essa palavra tão poetica
que fôra aprender no Brasil, o bello paiz das
palmeiras, do ceu azul, e do amor…» Acoimava-os de ingratos, convolados já para novos amores, enquanto ella, a pobresinha, solitaria e triste
«comme la jurity», na casa humilde dos velhos
paes consumia os dias em rememorar o doce passado e os serões em fitar a estrella…
Eis explicada a razão pela qual, em noites limpidas, o Dr. Ignacinho se quedava á janella, pensativo, de olhos posto na ''Chevelure de Berenice.'' E tambem se explica o segredo d’umas cartas que lhe entregava o correio, carimbadas de França,
sobre a figurinha da Semeadora.
O sonho do moço era enriquecer ás rapidas,
para reatar a gostosura do idylio interrompido.
— Paris!… balbuciava a meia voz nos momentos de devaneio, semi-cerrando os olhos do
antegozo do paraiso.
Sonhava-se lá, riquinho, com Yvonne pelo braço, flanando no Bois, tal qual como nos romances; e a realisação d’este sonho era o alvo de
todos os seus passos. Jurára á amiga ir ter com
ella, logo que a prosperidade lhe abastasse meios.
Entretanto o tempo corria, e nenhuma piabanha de vulto lhe cahia na rede. Tardava a bolada…
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 101 {{--}}}}</noinclude>{{PT|as copias, o ''apache'' abria o canhenho e dictava:}}
— Mr. Gomes, ''le Taureau;'' Mr. Silva, ''l’Epi de
la Vierge;'' Mr. Souza, ''le Bélier…''
E Yvonne ia collocando as estrellas, a rir. Esta
circular era o que havia de terno. Queixava-se a
rapariga de saudades{{corr|—| — }}«essa palavra tão poetica
que fôra aprender no Brasil, o bello paiz das
palmeiras, do ceu azul, e do amor…» Acoimava-os de ingratos, convolados já para novos amores, enquanto ella, a pobresinha, solitaria e triste
«comme la jurity», na casa humilde dos velhos
paes consumia os dias em rememorar o doce passado e os serões em fitar a estrella…
Eis explicada a razão pela qual, em noites limpidas, o Dr. Ignacinho se quedava á janella, pensativo, de olhos posto na ''Chevelure de Berenice.'' E tambem se explica o segredo d’umas cartas que lhe entregava o correio, carimbadas de França,
sobre a figurinha da Semeadora.
O sonho do moço era enriquecer ás rapidas,
para reatar a gostosura do idylio interrompido.
— Paris!… balbuciava a meia voz nos momentos de devaneio, semi-cerrando os olhos do
antegozo do paraiso.
Sonhava-se lá, riquinho, com Yvonne pelo braço, flanando no Bois, tal qual como nos romances; e a realisação d’este sonho era o alvo de
todos os seus passos. Jurára á amiga ir ter com
ella, logo que a prosperidade lhe abastasse meios.
Entretanto o tempo corria, e nenhuma piabanha de vulto lhe cahia na rede. Tardava a bolada…
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<noinclude><pagequality level="3" user="Épico" /></noinclude>{{C|style=font-family:serif;|{{xx-maior|FORA DE HORAS}}}}
{{EspV|140%}}
{{linha horizontal|4em}}
{{EspV|200%}}
Ora! Para que lhes hei de contar isto? Historias do Norte! Historias de amor! Cousas que não voltam mais!
Era a ultima vez que eu ia ter com ella, e seria menos uma entrevista de amor do que um encontro de despedida; meus labios presentiam já ligeiro travor de lagrima nos beijos que sonhavam pelo caminho.
Fui. Ella me esperava á meia-noite, como de costume, espreitando por detraz da porta cerrada, descalça e palpitante de anciedade e de susto. Eu costumava chegar furtivamente, cosendo-me á propria sombra pelas paredes da rua. Entrava; a porta fechava-se então de todo, surdamente, e nós ficavamos sendo um do outro até exgotar-se a noite. Ninguem desconfiava da nossa felicidade.
Vivia, a minha amada em companhia de uma<noinclude></noinclude>
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Wikisource:Esplanada/Imagens que quebram parágrafos
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[[Ajuda:SEA|←]] nova página: Olá, existe alguma convenção de como realizar a transcrição de páginas com imagens que quebram parágrafos? Até agora tenho simplesmente colocado a imagem ao fim do parágrafo quebrado, como em [[Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/196]] e [[Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/106]]. ~~~~
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Olá, existe alguma convenção de como realizar a transcrição de páginas com imagens que quebram parágrafos? Até agora tenho simplesmente colocado a imagem ao fim do parágrafo quebrado, como em [[Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/196]] e [[Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/106]].
[[Utilizador:JppBr98|JppBr98]] ([[Utilizador Discussão:JppBr98|discussão]]) 20h36min de 17 de setembro de 2026 (UTC)
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 102 {{--}}}}</noinclude>Em francez senegalesco Ignacio chorincou epistolarmente, no collo da diva:
— Não adoece por cá nenhum rico; não ha
«margem para grandes lances»; o pae está velho
mas ainda rijo, além de que somos dezesseis herdeiros! Não sei quando poderei estreitar-te nos
braços, ó minha…
Aqui vinham tres ou quatro comparações a
fio, qual mais poetica, relembrativas do estro de
Salomão quando cantava a Sulamita.
Entre os medicos antigos de Itaóca, o Dr. Ignacinho gozava pessimo renome, se um
renome pessimo é coisa de gozo.
— E’ uma bestinha, dizia um; eu fico pasmado
mas é de sairem da Faculdade cavalgaduras daquelle porte! E’ medico no diploma, na barbicha
e no annel do dedo. Fóra d’ahi, que cavallo!
— E que topete! accrescentava outro. Presumido, petulante e pomadista como não ha segundo. Não diz humores, ou syphilis: é mal luetico. Que pedante! Eu o que queria era pilhal-o
n’uma conferencia, para escachar…
O pae, já viuvo por essa epoca, esse babava-se
d’orgulho. Filho medico, e ainda por cima destabocado e bem falante como aquelle… Era de
moer d’inveja aos mais. Enlevava-o sobretudo o
seu modo alcandorado de exprimir-se. Revia-se no
filho, o coronel…
— A terminologia inteira da sciencia allopatha,
coisas em grego e latim, circumvolve n’aquella<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 102 {{--}}}}</noinclude>Em francez senegalesco Ignacio chorincou epistolarmente, no collo da diva:
— Não adoece por cá nenhum rico; não ha
«margem para grandes lances»; o pae está velho
mas ainda rijo, além de que somos dezesseis herdeiros! Não sei quando poderei estreitar-te nos
braços, ó minha…
Aqui vinham tres ou quatro comparações a
fio, qual mais poetica, relembrativas do estro de
Salomão quando cantava a Sulamita.
{{dhr|200%}}
Entre os medicos antigos de Itaóca, o Dr. Ignacinho gozava pessimo renome, se um
renome pessimo é coisa de gozo.
— E’ uma bestinha, dizia um; eu fico pasmado
mas é de sairem da Faculdade cavalgaduras daquelle porte! E’ medico no diploma, na barbicha
e no annel do dedo. Fóra d’ahi, que cavallo!
— E que topete! accrescentava outro. Presumido, petulante e pomadista como não ha segundo. Não diz humores, ou syphilis: é mal luetico. Que pedante! Eu o que queria era pilhal-o
n’uma conferencia, para escachar…
O pae, já viuvo por essa epoca, esse babava-se
d’orgulho. Filho medico, e ainda por cima destabocado e bem falante como aquelle… Era de
moer d’inveja aos mais. Enlevava-o sobretudo o
seu modo alcandorado de exprimir-se. Revia-se no
filho, o coronel…
— A terminologia inteira da sciencia allopatha,
coisas em grego e latim, circumvolve n’aquella<noinclude></noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 103 {{--}}}}</noinclude>cabecinha, disse uma vez ao vigario, que olhou
de revez por cima dos oculos, áquelle mirifico
circumvolve.
E assim corria o tempo, entre diatribes das duas
sciencias, a moça e a velha, com entremeios dos
bellos vocabulos que o coronel nunca perdia de
embrechar no phraseado.
{{dhr|200%}}
Entrementes, adoeceu o major Mendanha, capitalista aposentado com tresentas apolices federaes de conto, o Rockfeller de Itaóca. Deu-lhe
uma subita afflicção, uma canceira, e a mulher
alvoroçou-se.
— Não é nada, isto passa.
— Passará ou não; o melhor é chamar um
medico.
— Qual, medico! Isto é nada.
Não era tão nada assim, como elle pretendia.
Aggravou-se-lhe á noite o mal estar, e o velho
cedeu ás instancias da esposa. Chamar a qual
delles, porém?
— Pois o Moura, disse a mulher, para quem
o da sua confiança era este Moura.
– Deus me livre, retrucou o marido. Aquillo
é homem mal azarado. Pois não foi quem tratou o Zeca, o Peixoto, o Jeronymo? E não esticaram a canella todos tres?
— O Dr. Fortunato, então…
— O Fortunato! Já você esqueceu do que me
elle fez por occasião do jury, o tranca? Cobrar
50$000 por um attestado falso! Não me pilha<noinclude></noinclude>
kvqgzt28jgq57vv6iebiswul9w2lw61
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 104 {{--}}}}</noinclude>mais um vintem, o maroto.
No Dr. Elesbão não se falou: era adversario politico.
[[File:Urupês (3ª Edição) Página 110 Imagem 0002.png|centro|300px]]
— Chama-se o Galeno…
— E’ tão burrego o Galeno… gemeu o doente
com cara desconsolada. Andou annos a tratar o
Faria do Hotel como diabetico, e já o dava por
morto, quando um curandeiro da roça o poz sanissimo como um côco da Bahia comido em jejum. Os diabetes do homem eram solitarias… Só
se vier o filho do Ignacio.
Aqui foi a mulher quem reluctou.
— Eu, a falar verdade, prefiro a ruindade do
Galeno, a má sorte do Moura, e até o Elesbão…
— Esse, nunca!! — interrompeu o velho n’um
assomo de rancor politico.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
lkhyngugzkqcvndwslz3kmofv50oiwt
Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/111
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 105 {{--}}}}</noinclude>— … do que a antipathia do tal doutorzinho.
Os outros, ao menos, têm a experiencia da vida,
ao passo que este…
— Este quê?
— Este, Mendanha, é moço bonito que o que
quer é dinheiro e pandega, você não vê?
— Qual! embirrinchou o teimoso, sempre ha
de saber um pouco mais que os velhos; aprendeu
coisas novas. No caso da Nhazinha Leandro, não
a poż boa n’um apice?
— Tambem que doença!… Prisão de ventre…
— Seja prisão ou soltura, o caso foi que a
curou. Mande chamar o menino.
— Olhe, olhe! depois não se arrependa!…
— Mande, mande chamal-o e já, que não me
estou sentindo bem.
{{dhr|200%}}
Ignacinho veiu. Interrogou detidamente o major, tomou-lhe o pulso, auscultou-o com semblante
carregado, e disse, depois de longa pausa:
— Não diagnostico por emquanto, porque não
sou leviano como «certos» por ahi. Sem auscultação esthetoscopica nada posso dizer. Voltarei mais
tarde.
— Vê? disse Mendanha á esposa, logo que o
moço partiu. Fosse o Moura, ou qualquer dos
taes, e já ali da porta vinha berrando, que era
isto, mais aquillo. Este é consciencioso. Quer fazer uma auscultação, quê?
— Stereoscopica, parece.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 105 {{--}}}}</noinclude>— … do que a antipathia do tal doutorzinho.
Os outros, ao menos, têm a experiencia da vida,
ao passo que este…
— Este quê?
— Este, Mendanha, é moço bonito que o que
quer é dinheiro e pandega, você não vê?
— Qual! embirrinchou o teimoso, sempre ha
de saber um pouco mais que os velhos; aprendeu
coisas novas. No caso da Nhazinha Leandro, não
a poz boa n’um apice?
— Tambem que doença!… Prisão de ventre…
— Seja prisão ou soltura, o caso foi que a
curou. Mande chamar o menino.
— Olhe, olhe! depois não se arrependa!…
— Mande, mande chamal-o e já, que não me
estou sentindo bem.
{{dhr|200%}}
Ignacinho veiu. Interrogou detidamente o major, tomou-lhe o pulso, auscultou-o com semblante
carregado, e disse, depois de longa pausa:
— Não diagnostico por emquanto, porque não
sou leviano como «certos» por ahi. Sem auscultação esthetoscopica nada posso dizer. Voltarei mais
tarde.
— Vê? disse Mendanha á esposa, logo que o
moço partiu. Fosse o Moura, ou qualquer dos
taes, e já ali da porta vinha berrando, que era
isto, mais aquillo. Este é consciencioso. Quer fazer uma auscultação, quê?
— Stereoscopica, parece.
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fbbuaf5qqcc44g7sdgijd6rvfwfyzja
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 106 {{--}}}}</noinclude>— Seja o que for. Quer fazer a coisa pelo direito, é o que é.
O moço voltou logo depois, e com grande cerimonial applicou o instrumento no peito magro
do doente. Vincou de novo a physionomia das
rugas da concentração, e concluiu com imponente
solemnidade.
— E’ uma pericardite aguda, aggravada por
uma phlegmasia hepatico-renal.
O doente arregalou o olho. Nunca imaginára
que dentro de si morassem doenças tão bonitas,
embora incomprehensiveis.
— E é grave, doutor? perguntou a mulher apprehensiva.
— E’, e não é, respondeu o sacerdote; seria
grave se, modestia á parte, em vez de me chamarem, chamassem a um desses matasanos que
por ahi rabulejam, Para mim, não. Tive no Rio,
na clinica hospitalar, numerosos casos mais graves, e nenhum perdi. Fique descançada que porei o seu marido completamente são dentro de
um mez.
— Deus o ouça! rematou a mulher, já reconciliada com a «antipathia», acompanhando-o até á
porta.
— Então? perguntou-lhe o doente; fiz ou não
fiz bem em chamal-o?
— Parece. Deus queira tenhamos acertado, porque isto de medicos é sorte.
— Não é tanto assim, reguingou o velho, os
que sabem conhecem-se por meia duzia de {{hífen|pala|palavras,}}<noinclude></noinclude>
72c139tu574erjmte9lng2z1f902nsz
Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/113
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/* Revista */
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 107 {{--}}}}</noinclude>{{hífen-fim|vras,|palavras,}} e este moço, ou muito me engano, ou sabe
o que diz. Fosse o Fortunato…
E riu-se, ao imaginar as doencinhas caseiras
que o Fortunato descobriria nelle.
{{dhr|200%}}
A doença do Major Mendanha ninguem soube qual fôra. O lindo diagnostico do Dr. Ignacinho não passava de mera sonoridade pelintra.
Bacorejara ao moço que o velho tinha o coração
fraco, e qualquer maromba pelo figado. Palpite.
Isto, porque lhe doia a elle aqui no «vasio»;
aquillo, por ser natural em organismo já combalido pela idade. Confessal-o com esta semceremonia, porém, seria fazer clinica á moda Fortunato, e desmoralisar-se. Além do mais, quem sabe não estaria ali o sonhado lance? Prolongar a
doença… Engordar a maquia…
Ignacio não enxergava em Mendanha o doente,
senão uma bolada maior ou menor, conforme a
habilidade do seu jogo.
A saude do cliente importava-lhe tanto como
as estrellas do ceu, excepção feita á cabelleira de
Berenice. Como desadorasse a medicina, não vendo nella mais que um meio rapido de enriquecer,
nem sequer lhe interessava o «caso clinico» em
si, como a muitos. Queria dinheiro, porque o dinheiro dar-lhe-ia Paris, com Yvonne de lambugem.
Ora, o major tinha 300 apolices… Dependia
pois, da sua artimanha malabarisar aquelle figado,
aquelle coração, aquellas palavras gregas, e, n’um<noinclude></noinclude>
ij6ctc3chsm2rp7hjm09jzf07xv3iqz
Utilizador Discussão:SHB2000
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Max
37983
Max moveu [[Utilizador Discussão:SHB2000]] para [[Utilizador Discussão:SHB]]: Página movida automaticamente ao alterar o nome de utilizador "[[Special:CentralAuth/SHB2000|SHB2000]]" para "[[Special:CentralAuth/SHB|SHB]]"
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text/x-wiki
#REDIRECIONAMENTO [[Utilizador Discussão:SHB]]
tuwxkci8b2b7x1yaqd1mz3vghprxjhm
Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/557
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MLReis
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: A PO fuas perfeguições com morrer nas Panonias apoplético mticos, que cheirão mal, não fó a Deos, fenão a qualquer peffoa, que tem o bom olfacto da prudencia. {{lema|APOPLEXIA}} s. f. Enfermidade, que repentinamente priva do ufo dos fentidos, e fufpende o movimento a todo o cor-lhe mandon fazer, e aportilhala em algumas partes. po, excepto o do coração, co do pulfo. Lat. Apoplexia ou Apoplexis. BRUT. Mon. 2, 5. c. 14 Mas deltes penfa-...
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<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>A PO
fuas perfeguições com morrer nas Panonias apoplético
mticos, que cheirão mal, não fó a Deos, fenão a qualquer peffoa, que tem o bom olfacto da prudencia.
{{lema|APOPLEXIA}} s. f. Enfermidade, que repentinamente priva
do ufo dos fentidos, e fufpende o movimento a todo o cor-lhe mandon fazer, e aportilhala em algumas partes.
po, excepto o do coração, co do pulfo. Lat. Apoplexia ou
Apoplexis. BRUT. Mon. 2, 5. c. 14 Mas deltes penfa-
imenros o livrou a morte de Lucio Vero, que foi de a-
poplexia repentina, que lhe deo. GUERREIR. Rel. 1, 2,
12 Morrco de hum accidente, que de improvifo lhe deo,
de mal de apoplexia. Sous. Vid. 3, 16 Ficou como ho-
mem, tomado de accidente de apoplexia, que eftá vivo, e
não fabe fe vive.
{{lema|APOQUENTAR}}. v. a. Diminuir, encurtar, reduzir a pou-
Is co. ant. Apouquentar. CANCION. 26 Y, I Noffas vidas
aponquenta, Noffas fazendas deftrue fen fedor, Ira de
in Deos s'accrecenta. CASTANH. Hift. 77 Que mandafle
Naires a Cochii, que mataffem dos nollos os mais, que
pudeffem, c por efta maneira os apouquentaria. PAIV.
Serm. 2, 458 Pois os Deos mulciplica os filhos de Ifrael Japouquentemolos nós.
Sous. Hift. 1, 1, 26, Omalque fe remco de ranta
genre junta, como maior, fez efquecer o menor dos
sique aportitbavão a cerca.
Met. GALV. Chr. Prol. Que tão grandes e verda
deiros louvores, parricipados de tanta graça Divinal, não
póde nenhum humano falecimento apouquentalos. LEño,
Chr. de D. Aff. V. 34 Os mais do confelho aponquen- Reg. com varios verbos ; affim como: Andar
tárão o animo dos Mouros. CEIT. Serm. 1, 13, 21 Af-
fim que podemos dizer, que com gerar a Deos, apoquen-
tou o mundo na malicia, e melhorouo na fantidade.
{{lema|APORADO, A}}. adj. Volat. FERNAND. FERR. Art. 2, 17
De inverno convém que fe renha induftria, buscando per-
dizes, que não fejão aporadas.
{{lema|APORFIADAMENTE}}. adv. mod. ant. Com porfia. SANCH.
1 Art. 10 Certatim, aporfiadamente.
{{lema|A PORFIA}}. fórm. adv. Vej. Porfia.
{{lema|APORFIAR}}. v. n. antiq. O mefmo que Porfiar, e he co-
semo hoje fe diz. FEN. Lor. Chr. de D. J. I. 1, 12
5) Tacs havia hi, que aporfiavão que não era aquelle, FR.
SIN. COELH. Chr. 1, 19 Não quiz receber outra fatis-
fação por mais que niffo Nunalvarez aporfion. AVEIR.
Itin. 70 Cally efte, que aqui vés, não he caloiro por
mais que tu aporfies. ...
Adag. Cantar mal, e aporfier. DELic. Adag., 99.
{{lema|APORISMADO, A}}. adj. Cirurg. Que fopóra, que cria ma-
teria. Paiv. Serm. 2, 464 Porque aflim como quem tem
hum membro aporifmado folga com a dôr; que lhe dá
sho ferro, porque he final de não haver podre na
ne... affim &c.
{{lema|APORREAR}}. v. a. Efpancar, dar paucadas com pdo. BLUT. Vocab.
{{lema|APORTADA}}. s. f. antiq. Aeção de aportar. SABELL. Eneid. 17,95 Da aportada alli de Menelão ficou craro tef-
mutimunho aos futuros, ou foffe acafo, ou por fua von-
arade.
{{lema|APORTADO, A}}. p. p. de Aportar BARR. Dec. 4, 1, 18.
A. GALV. Tr. 42 ANDRAD. Chr. 1 17.
{{lema|APORTAR}}. v. n. Tomar porto, furgir ou entrar no porto,
arribar a elle, BARR. Dec. 1, 1, 2 Té aportarem em
mar Mediterraneo em hum porto &c. CAM. Luf. 53 9
A quella itha aportámos, que tomou O nome de guerrei-
Tro Santiago. BRIT. Mon. I, 1. c. 3 No qual tempo
5.1% aportarão nas cóftando mar Mediterraneo algumas com-
-7-panhias de gente, mitos af din eius areas a Kuma, palma
-omoChegar a algum lugar, fem fer por mar. Mon. Palm.
1 To Até quecem huma tarde aportou em aquelle ráo
fermolo valle o mui esforçado Principe Primalião: CORT.
-R. Naufra 119 Sabe que co falfo mundo fundou
obrefte Soberbiflimo templo, onde aportafte. Sous. Vid. 2,
G34 Por maneira que havia vinte annos, que era faleci
o Arcebispo, alli á Miranda do Douro]
aporton.
Mer. ARR. Dial. 3, 19 Com tudo fe queremos apor-
tar em a India celeftial &c. Feo, Tr. 2, 148, 2 Sem
almia não fe póde aportar no céo. M. BERN. Floreft. 4,
-219,5 Primeiro que lhe chegue ao Principe]a apor-
tar dentro dos ouvidos, a verdade limpa e clara, ha maio-
res difficuldades do que &c. 3
Act. Trazer, conduzir ao porto. Leão, Chr. de D.
JI. 88. A que elle refpondia, que pois a ventura alli
o aportara, alli queria efperar qualquer perigo, que lhe
vielle. Sous. DE MAC. Ulyflip. 35:113 Nofla derrota ar-
-attribuirfe deve. Ao alto céo, que por occulta via Aqui
nos aportou.
{{lema|APORTILHADO, A}}. p. p. de Apartilhar BARR. Dec.
{{lema|APORTILHAR}}. v. a. Romper parede ou auralba para en-
trar pela abertura, que fe fez. CASTANH. Hift. 6, 123
Deixando em terra Manoel de Macedo com algumas gen-
te pera que a deiribatie a fortaleza com minas, que
Que ferve para precaver on curar a apoplexia. M.
BERN. Arm. 26, 8 Agoas odoriferas, e ballamos apople-
{{lema|APORTEGUEZADO, A}}. p. p. de Aportuguezar. BENT.
PER. Orrhogr. 31. BARRET. Orthogr. 132.
{{lema|APORTUGUEZAR}}. v. a. Fazer Portuguez. BENT. PER.
Orthogr. 33 Affim mefmo nas [palavras] que tomamos,
-nen accommodamos á nolla lingon aportuguezandoas &c.
{{lema|APORTUNAR}}. v. a. antiq. O mesmo que Importunar. GIL
Vic. Obr. 3, 186 . a chigel mun
APOS. prep. Atraz, depois , em feguimento, em fegundo
lagar. Serve para moftrar a ordem, com que huma cou-
fa fe fegue a outra. Do Lar. Poft. Gors, Chr. de D.
Man. 1, 29 Apos o que o mefmo Condeitabre the to-
mon as menagens. AL3UQ. Comm. 2, 21 A qual cruz
levava hum Erade de São Domingos, e após ella hia a
bandeira Real. CAM. Luf. 6, 11 Logo pos elle leve le
is fublima O invifibil ar, que mais afinha Tomou lu-
gar.
alg. ou alg.. FERNAND. Palm. 3, 15. HEIT. PINT. Dial,
15, 11. Caminhar alg. FR. G. DA SILV. Vid. 4,
48. Chegar... alg. Goss, Chr. de D. Man, 1, 8, Cor-
rer.alg. ER. SIM. COL. Chr. 1, 14, 58. CAM.
Canç. 13, 4. Defcer...alg. CORT. R. Cerc. 10, 149.
Ir alg. CAM. Canç, 13, 3. Luc. Vid. 1, 7. Man-
dar... alg. Goes, Chr. do Princ. 103. Vir... alg. >
.FR. MARC. Exerc. 18, 87.
{{Uso|Reg}}. com a particula De. Gi. Vic. Obr. 3, 167
E levará à toa alli Todo o mundo após de fi. Esres.
Hift. 1, 1, 25. n. I Levantado da terra após da fonte
perenne de tanta fuavidade. VIEIR. Serm. 11, 12, 8.
n. 545 A morre corre após de nós.
Ant. Mudafelhe os final em 1, feguindofelhe arti-
go. SABELL. Eneid. 2, 9, 149 Onde chegárão todos em
oblonga carriagem, huns apolos outros. FR. G. DA SILV.
Vid. 7, 57 Benziáono por ordem hum apolo outro. Re-
GIN. DA FAZEND. 113, 49 Enfiem todos os alvarás ]
em huma linha, hum apolo outro.
de cou-
Após, adv. temp. Depois. Dizfe a
fpeito de K
fa já pallada. PAIV. Serm. 3, 7 Porque após fe conten-
tar a fi, vê logo neceffario querer contentar aos outros.
{{lema|APOSENTADO, A}}. p. p. de Apofenrar. BARR. Dec. 1,
3, 9. ANDRAD. Chr. 1, 11. CORT., R. Cerc. 2, 25.
{{lema|APOSENTADOR}}. s. m. ORA. f. O que tem a fen cargo
aprontar e diftribuir os apofentos. ORDEN, DE D. MAN
1,1 E mandara [o Regedor] a hum Efcrivão diante,
por apofentador com hum feu alvara, e rol das poufa
das, que houverem de fer apoufentadas. Sous. DE MAC.
Ev. 2, 33, 411. n. 6. A eftrella os foi fervindo.de guia
e de apofentador.
Met Pav. Serm. 1, 11 Mifericordia e verda
de são os vollos apofentadores, que fempre andão diar.te
de vós. Feo, Tr. 1, 82, Calificada teftemunha do
Divino Juiz, apofentador de feu Filho, feito hom em,
sopara que por meio da Fé foffe agafalhada nos corações
-humanos. (Falla do Baptifta. M. BERN. Luz e.Cal.
m2, 4, 374 Que são os convites magnificos? vefperas fo-
lemnes da doença, apofentador da luxuria, facrificios ao
Deos, ventre,
CEIT. Quadrag. 1, 264, 4 Allim o faz
No fem. CIT. a fubftancia e vinho, em fentindo as palavras da confagração, que são as apofentadoras temfe por muito ditofas, delpejaro lugar, à conta de em todo deixarem
de fer, CARDOs. Agiol. 2, 723 Fechando a porta a van-
gloria, apofentadora da Luciferina foberbs. M. FERNAND.
Aini, 3, 4 n. 45. P. 421 He cerro fet a fufpeita
temeraria] huma das apofentadoras do fallo reftemusho.
50 Apolentador mór. Officio da Cefa Real, a cajo car-
180 efta ir diante para prevenire ter pronta a bofpedagem ás peloas Reaes, & fua familia nas occafies de
jornadas. GOES, Chr. de D. Man. 1, 105 Porém man
damos ao nolfo Corregedor da dita cidade... e ao nof-
fo Apofentador nor que affio cumprio, Sous. Hift.
3, 6, 15. Até pegar nos muros da quinta do Apofenta-
dor mar, Lourenço de Soufa. VILL. BOAS, Nobiliarch.
12 Apofentador mor he officio, a que toca, quando, ca-<noinclude></noinclude>
d71g7liwvt00xkzu1dxxx5019ru5a2l
563095
563094
2026-09-18T09:21:57Z
MLReis
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563095
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>APO
fuas perfeguições com morrer nas Panonias apoplético
mticos, que cheirão mal, não fó a Deos, fenão a qualquer peffoa, que tem o bom olfacto da prudencia.
{{lema|APOPLEXIA}} s. f. Enfermidade, que repentinamente priva
do ufo dos fentidos, e fufpende o movimento a todo o cor-lhe mandon fazer, e aportilhala em algumas partes.
po, excepto o do coração, co do pulfo. Lat. Apoplexia ou
Apoplexis. BRUT. Mon. 2, 5. c. 14 Mas deltes penfa-
imenros o livrou a morte de Lucio Vero, que foi de a-
poplexia repentina, que lhe deo. GUERREIR. Rel. 1, 2,
12 Morrco de hum accidente, que de improvifo lhe deo,
de mal de apoplexia. Sous. Vid. 3, 16 Ficou como ho-
mem, tomado de accidente de apoplexia, que eftá vivo, e
não fabe fe vive.
{{lema|APOQUENTAR}}. v. a. Diminuir, encurtar, reduzir a pou-
Is co. ant. Apouquentar. CANCION. 26 Y, I Noffas vidas
aponquenta, Noffas fazendas deftrue fen fedor, Ira de
in Deos s'accrecenta. CASTANH. Hift. 77 Que mandafle
Naires a Cochii, que mataffem dos nollos os mais, que
pudeffem, c por efta maneira os apouquentaria. PAIV.
Serm. 2, 458 Pois os Deos mulciplica os filhos de Ifrael Japouquentemolos nós.
Sous. Hift. 1, 1, 26, Omalque fe remco de ranta
genre junta, como maior, fez efquecer o menor dos
sique aportitbavão a cerca.
Met. GALV. Chr. Prol. Que tão grandes e verda
deiros louvores, parricipados de tanta graça Divinal, não
póde nenhum humano falecimento apouquentalos. LEño,
Chr. de D. Aff. V. 34 Os mais do confelho aponquen- Reg. com varios verbos ; affim como: Andar
tárão o animo dos Mouros. CEIT. Serm. 1, 13, 21 Af-
fim que podemos dizer, que com gerar a Deos, apoquen-
tou o mundo na malicia, e melhorouo na fantidade.
{{lema|APORADO, A}}. adj. Volat. FERNAND. FERR. Art. 2, 17
De inverno convém que fe renha induftria, buscando per-
dizes, que não fejão aporadas.
{{lema|APORFIADAMENTE}}. adv. mod. ant. Com porfia. SANCH.
1 Art. 10 Certatim, aporfiadamente.
{{lema|A PORFIA}}. fórm. adv. Vej. Porfia.
{{lema|APORFIAR}}. v. n. antiq. O mefmo que Porfiar, e he co-
semo hoje fe diz. FEN. Lor. Chr. de D. J. I. 1, 12
5) Tacs havia hi, que aporfiavão que não era aquelle, FR.
SIN. COELH. Chr. 1, 19 Não quiz receber outra fatis-
fação por mais que niffo Nunalvarez aporfion. AVEIR.
Itin. 70 Cally efte, que aqui vés, não he caloiro por
mais que tu aporfies. ...
Adag. Cantar mal, e aporfier. DELic. Adag., 99.
{{lema|APORISMADO, A}}. adj. Cirurg. Que fopóra, que cria ma-
teria. Paiv. Serm. 2, 464 Porque aflim como quem tem
hum membro aporifmado folga com a dôr; que lhe dá
sho ferro, porque he final de não haver podre na
ne... affim &c.
{{lema|APORREAR}}. v. a. Efpancar, dar paucadas com pdo. BLUT. Vocab.
{{lema|APORTADA}}. s. f. antiq. Aeção de aportar. SABELL. Eneid. 17,95 Da aportada alli de Menelão ficou craro tef-
mutimunho aos futuros, ou foffe acafo, ou por fua von-
arade.
{{lema|APORTADO, A}}. p. p. de Aportar BARR. Dec. 4, 1, 18.
A. GALV. Tr. 42 ANDRAD. Chr. 1 17.
{{lema|APORTAR}}. v. n. Tomar porto, furgir ou entrar no porto,
arribar a elle, BARR. Dec. 1, 1, 2 Té aportarem em
mar Mediterraneo em hum porto &c. CAM. Luf. 53 9
A quella itha aportámos, que tomou O nome de guerrei-
Tro Santiago. BRIT. Mon. I, 1. c. 3 No qual tempo
5.1% aportarão nas cóftando mar Mediterraneo algumas com-
-7-panhias de gente, mitos af din eius areas a Kuma, palma
-omoChegar a algum lugar, fem fer por mar. Mon. Palm.
1 To Até quecem huma tarde aportou em aquelle ráo
fermolo valle o mui esforçado Principe Primalião: CORT.
-R. Naufra 119 Sabe que co falfo mundo fundou
obrefte Soberbiflimo templo, onde aportafte. Sous. Vid. 2,
G34 Por maneira que havia vinte annos, que era faleci
o Arcebispo, alli á Miranda do Douro]
aporton.
Mer. ARR. Dial. 3, 19 Com tudo fe queremos apor-
tar em a India celeftial &c. Feo, Tr. 2, 148, 2 Sem
almia não fe póde aportar no céo. M. BERN. Floreft. 4,
-219,5 Primeiro que lhe chegue ao Principe]a apor-
tar dentro dos ouvidos, a verdade limpa e clara, ha maio-
res difficuldades do que &c. 3
Act. Trazer, conduzir ao porto. Leão, Chr. de D.
JI. 88. A que elle refpondia, que pois a ventura alli
o aportara, alli queria efperar qualquer perigo, que lhe
vielle. Sous. DE MAC. Ulyflip. 35:113 Nofla derrota ar-
-attribuirfe deve. Ao alto céo, que por occulta via Aqui
nos aportou.
{{lema|APORTILHADO, A}}. p. p. de Apartilhar BARR. Dec.
{{lema|APORTILHAR}}. v. a. Romper parede ou auralba para en-
trar pela abertura, que fe fez. CASTANH. Hift. 6, 123
Deixando em terra Manoel de Macedo com algumas gen-
te pera que a deiribatie a fortaleza com minas, que
Que ferve para precaver on curar a apoplexia. M.
BERN. Arm. 26, 8 Agoas odoriferas, e ballamos apople-
{{lema|APORTEGUEZADO, A}}. p. p. de Aportuguezar. BENT.
PER. Orrhogr. 31. BARRET. Orthogr. 132.
{{lema|APORTUGUEZAR}}. v. a. Fazer Portuguez. BENT. PER.
Orthogr. 33 Affim mefmo nas [palavras] que tomamos,
-nen accommodamos á nolla lingon aportuguezandoas &c.
{{lema|APORTUNAR}}. v. a. antiq. O mesmo que Importunar. GIL
Vic. Obr. 3, 186 . a chigel mun
APOS. prep. Atraz, depois , em feguimento, em fegundo
lagar. Serve para moftrar a ordem, com que huma cou-
fa fe fegue a outra. Do Lar. Poft. Gors, Chr. de D.
Man. 1, 29 Apos o que o mefmo Condeitabre the to-
mon as menagens. AL3UQ. Comm. 2, 21 A qual cruz
levava hum Erade de São Domingos, e após ella hia a
bandeira Real. CAM. Luf. 6, 11 Logo pos elle leve le
is fublima O invifibil ar, que mais afinha Tomou lu-
gar.
alg. ou alg.. FERNAND. Palm. 3, 15. HEIT. PINT. Dial,
15, 11. Caminhar alg. FR. G. DA SILV. Vid. 4,
48. Chegar... alg. Goss, Chr. de D. Man, 1, 8, Cor-
rer.alg. ER. SIM. COL. Chr. 1, 14, 58. CAM.
Canç. 13, 4. Defcer...alg. CORT. R. Cerc. 10, 149.
Ir alg. CAM. Canç, 13, 3. Luc. Vid. 1, 7. Man-
dar... alg. Goes, Chr. do Princ. 103. Vir... alg. >
.FR. MARC. Exerc. 18, 87.
{{Uso|Reg}}. com a particula De. Gi. Vic. Obr. 3, 167
E levará à toa alli Todo o mundo após de fi. Esres.
Hift. 1, 1, 25. n. I Levantado da terra após da fonte
perenne de tanta fuavidade. VIEIR. Serm. 11, 12, 8.
n. 545 A morre corre após de nós.
Ant. Mudafelhe os final em 1, feguindofelhe arti-
go. SABELL. Eneid. 2, 9, 149 Onde chegárão todos em
oblonga carriagem, huns apolos outros. FR. G. DA SILV.
Vid. 7, 57 Benziáono por ordem hum apolo outro. Re-
GIN. DA FAZEND. 113, 49 Enfiem todos os alvarás ]
em huma linha, hum apolo outro.
de cou-
Após, adv. temp. Depois. Dizfe a
fpeito de K
fa já pallada. PAIV. Serm. 3, 7 Porque após fe conten-
tar a fi, vê logo neceffario querer contentar aos outros.
{{lema|APOSENTADO, A}}. p. p. de Apofenrar. BARR. Dec. 1,
3, 9. ANDRAD. Chr. 1, 11. CORT., R. Cerc. 2, 25.
{{lema|APOSENTADOR}}. s. m. ORA. f. O que tem a fen cargo
aprontar e diftribuir os apofentos. ORDEN, DE D. MAN
1,1 E mandara [o Regedor] a hum Efcrivão diante,
por apofentador com hum feu alvara, e rol das poufa
das, que houverem de fer apoufentadas. Sous. DE MAC.
Ev. 2, 33, 411. n. 6. A eftrella os foi fervindo.de guia
e de apofentador.
Met Pav. Serm. 1, 11 Mifericordia e verda
de são os vollos apofentadores, que fempre andão diar.te
de vós. Feo, Tr. 1, 82, Calificada teftemunha do
Divino Juiz, apofentador de feu Filho, feito hom em,
sopara que por meio da Fé foffe agafalhada nos corações
-humanos. (Falla do Baptifta. M. BERN. Luz e.Cal.
m2, 4, 374 Que são os convites magnificos? vefperas fo-
lemnes da doença, apofentador da luxuria, facrificios ao
Deos, ventre,
CEIT. Quadrag. 1, 264, 4 Allim o faz
No fem. CIT. a fubftancia e vinho, em fentindo as palavras da confagração, que são as apofentadoras temfe por muito ditofas, delpejaro lugar, à conta de em todo deixarem
de fer, CARDOs. Agiol. 2, 723 Fechando a porta a van-
gloria, apofentadora da Luciferina foberbs. M. FERNAND.
Aini, 3, 4 n. 45. P. 421 He cerro fet a fufpeita
temeraria] huma das apofentadoras do fallo reftemusho.
50 Apolentador mór. Officio da Cefa Real, a cajo car-
180 efta ir diante para prevenire ter pronta a bofpedagem ás peloas Reaes, & fua familia nas occafies de
jornadas. GOES, Chr. de D. Man. 1, 105 Porém man
damos ao nolfo Corregedor da dita cidade... e ao nof-
fo Apofentador nor que affio cumprio, Sous. Hift.
3, 6, 15. Até pegar nos muros da quinta do Apofenta-
dor mar, Lourenço de Soufa. VILL. BOAS, Nobiliarch.
12 Apofentador mor he officio, a que toca, quando, ca-<noinclude></noinclude>
2xsgo8gza88zrsc9q3gilqm9lkw6wdr
Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/558
106
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2026-09-18T09:44:16Z
MLReis
41056
/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 350 APO minha elRei, partir hum dia diante a prevenir a pou- fada, e refolver as duvidas, que fe offerecerem fobre a apofentadoria, Apofentador do exercito. Milic. ant. O que nos exer- citos vai diante para demarcar o fitio do alojamento. SE- VER. Notic. 2, 8, 49 Ordenava Lo Regimento da guerme as honras do tempo antigo: não porque fe quizeffe ra 1 que o Apofentador do exercito foffe diante efcolher o fitio com certo numero de pendõe...
563096
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>350
APO
minha elRei, partir hum dia diante a prevenir a pou-
fada, e refolver as duvidas, que fe offerecerem fobre
a apofentadoria,
Apofentador do exercito. Milic. ant. O que nos exer-
citos vai diante para demarcar o fitio do alojamento. SE-
VER. Notic. 2, 8, 49 Ordenava Lo Regimento da guerme as honras do tempo antigo: não porque fe quizeffe
ra 1 que o Apofentador do exercito foffe diante efcolher
o fitio com certo numero de pendões.
{{lema|APOSENTADORIA}}. s. f. Hofpedagem, gafalhado, lugar
onde alguem fe apofenta. AMAD. REBELL: Capit. 43 y Ge-
ralmente as varelas dos Bonzos são as primeiras eftan-
perios do mundo. Sous. Vid. 4, 23 Então [os achaques
da velhice] o apofentárão com grande magoa fua, e não
menos de Teus ouvintes, em quem fazia muito proveito
-fua doutrina. VIEIR. Serm. II, II, 6. n. 48; Affim
recebe Chrifto, e autoriza hoje a Circuncisão, confor-
fervir della, que já eftava muito envelhecida, e a que-
ria apofentar; fenão pelo bem que dantes tinha fervido.
Apofentar. neutr. Affiftir ou ter morada. BARR. Cla-
rim. 2,71 Bem ha dous annos, refpondeo ella, que
fez na maior altura daquella ferra huma cafa redonda,
cias e aposentadorias dos foldados e confervar cafas de onde creio, que apoufenta. Agafallarfe, boſpedarfe.
morada. ORDEN. DE D. MAN. 1, 1 O qual [Apoufenta-
dor mór dará as poufadas e camas pera apoufentamen-
to neceffario, e que de apoufentadoria fe coftumão dar
a cada hum fegundo o feu officio. CARDOS. Agiol. 3,
790 Lourenço de Soufa, que foi Apofentador mór, e
fuperior das apofentadorias defte Reino. VIEIR. Serm. 4,
2; 5. n. 440 A cafa haviãovola tomar de apofentadoria
a tomar de
para os officiaes das minas.
Met. Feo, Tr. 1, 117, 3 Diz o mefmo Apofto-
lo, que lhe não tirará Deos de todo a vida, mas que
lha trocara, mudandolha de humana em divina, pondo
nelle de apofentadoria hum novo morador, que era el
le mefmo.
{{lema|APOSENTAMENTO}}. s. m. Morada, cafa onde alguem
babita. PIN. Chr. de D. Aff. III. 9 Quizeffe lançar por
hum poftigo da treição do alcacer, que era feu apofen-
tamento, onde morava. CASTANH. Hift. 8, 187 Que fi-
zelle na borda d'agoa hum baluarte, c huma cafa forte
pera apoufentamento do Capitão do baluarte. MoR. Palm.
1, 12 Comeo em a grão fala do feu apofentamento.
Quarto de alguma cafa, principalmente deftinado pa-
ra alguem affiftir on fe hofpedar fobre fi. RESEND. Chr.
116 E poftoque nella [cidade de Evora ] houvelle no
Paço apofentamentos, &c. REGR. DA ORD. DE SANTIAG.
da ediç. de 509. 56, 2 Item vifitarão todalas outras offi-
cinas e todolos outros apofentamentos. FERNAND. Palm.
32 Se recolheo a feu apofentamento. A
GOES, Chr. de D. MAN. 3, 4 Elle [Affonfo d'Albu-
querque fe apofenton nas cafas do Çabaim dalcam, MEND
PINT. Peregr. 80 Depois de ferem enterrados eftes de-
funtos nos fomos apofentar, n'hum charco d'agoa, no qual
estivemos até quafi manhãa. ANDRAD. Chr. 1, 9 Logo
depois de fer concruido efte folemne acto fe paffou el Rei
dos paços da Ribeira... para Santos o novo, onde fe
apofentou nas cafas de Dom Francifco Deça. stic
Met. MoR. Palm. 2, 146 Não fe foffre que fer-
mofura extremada fe apofente em extremada crueza. PRIM.
E HONR. 1, 15 Acabada a Miffa, eftava toda a pedra,
como fe fe apofentdra nella algum nevoeiro de humida-
de. ORIENT. Lufit. 206 y Do lobo feguirá a ovelha o
rafto, Primeiro que em meu peito fe apofente De
algum novo prazer pequeno indicio.omin
Habitar, morar. CAM. Luf. 10, 91 Verás as va-
rias partes, que os infanos Mares dividem, onde fe a-
pofentão Varias nações. Luc. Vid. 3, 2. Aqui fe forão
pouco a pouco recolhendo e apofentando muitos dos nof-
fos Portuguezes. Sous. Hift. 1, 3, 4 Nelle [Convento]
fe apofenton e refidio em quanto viveo.
Alojarfe. Da gente de guerra. BARR. Dec. 4, 1,
43 Logo defembarcou, e fe apofentou em terra.
Pouzar. Das aves. FR. A. DE S. DOм. Vid. 16,
2 Via em fonhos huma mui grande arvore, e copiofa
de ramos, e ornada com muitas flores, cm a qual fe
apofentavão muitas aves.
Met. BARR. Vicios. Vergonh. 4 E tem por tão Izentarfe do trabalho por cançado ou benemerito, de-
cetto efte apoufentamento della vergonha que &c. D. 20
FR. BR. DE BARR. Efpelh. 2, 7 Se em ella região do
conveniente apofentamento a
noffo Senhor.
{{lema|APOSENTAR}}. v. a. Agafalbar, hofpedar o que vem de ca-
minho. ant. Apoufentar, e affim tambem os feus deriva-
dos. BARR. Dec. 1, 4; 8 Pedia a fua Real Senhoria,
que os mandaffe aponfentar fem companhia. MEMOR DAS
PROEZ. 1, 31 E da parre de hum donzella [vimos] fa-
zervos força de vos apofentar naquella tenda. TELL. Chr.
1, 3, 4. n. 6 Tem grandes ceremonias em trazer o ini-
migo vencido na guerra para a aldea, e em o apofentar,
tratar, e cevar, por efpaço de tres annos... antes de
o marar.
Met. Collocar ou admittir em alguma parte., dar mo-
rada ou habitação. SA' DE MIR. Eftrang. 4, 59
ta terra apofentárão os Poetas as fuas Sereas. CAM. Luf.
6, 1 Pezalhe que tão longe o apofentaffe Das Europeas
terras, abundantes, A ventura. FERNAND. Palm. 4,
27 Apofentando a Albaizar na meza de Vefperaldo e Re-
tindos.
Affignar morada, dar habitação ou hofpedagem por
autoridade fuperior. ORDEN. DE D. MAN. 11 O Re-
gedor terá carrego de mandar apoufentar todos os Defem-
bargadores. FR. GASP. DA CRUZ, Tr. 8, 3 A cffes pa-
rentes del Rei, e que são de fangue Real, apoufentão-
nos, quando cafão, então... Ihes dão o cafamento, e
os fervidores, e miniftros, e as mulheres, que hão de
acompanhar a fua.
Defobrigar alguem de algum emprego, principalmen-
te civil, e algumas vezes tambem do ferviço militar. FR.
GAST. DA CRUZ, Tr. 18, 3 Quando os Louthias são
já velhos e cançados de fervir a el Rei nos cargos e of-
ficios do Reino, apoufentãonos em fuas naturezas, ou
onde elles querem. ARR. Dial. 4, 6 E querendo Octa-
vio premiar e apofentar os foldados velhos &c. Feo, Tr.
2, 198, 1 E que o apofentaffem, como fe faz na mi-
licia aos foldados já. velhos.
Met. BRAND. Mon. 4, 13,9 E baftavalhe [á
Ordem dos Carmelitas] para a fazer refpeitada e eminen-
te entre nós o ter recolhido o grande Condeftable D.
Nuno Alvares Pereira, e apofentalo com o humilde lu-
gar de converfo, merecendo a tenencia dos maiores im-
fobrigarfe do ferviço civil on militar. PROV. DA HIST. GEN.
2, 4, 30. p. 185. ann. 1473 E acontecendo que algum
... desfaleça da vida prefente, ou haja huma coufa,
com que fe apofente &c. Luc. Vid. 7, 6 E hão por mór
affronta fer por elles [filhos] defapoffados, que apofen-
tärfe per fi mefmos. Feo, Tr. Quadr. 1, 66, 3 Ve
lhos até certa idade houverão de governar, e antes de
ferem caducos, fe houverão de apofentar.
{{lema|APOSENTINHO}}. s. m. dim. de Apolento. Sous. Hift. 2,
4, 12. S. ANN. Chr. 3, 19, 701. M. BERN. Floreft.
{{lema|APOSENTO}}. s. m. Cafa ou morada, onde de ordinario fe
habita. ant. Apoufento. CAM. Luf. 1, 41 Logo cada hum
dos Deofes fe partio... Pera os determinados apofentos.
ANDRAD. Chr. 1, 7 E para ifto fe mudou do feu apo-
fento. Cour: Dec. 4, 1, 4 Acabada ella [Miffa] forão-
fe pera os apofentos do Governador,
Qualquer quarto ou eftancia fobre fi de huma cafa.
FR. MARC. Chr. 1. Prol. E no templo, e em hum
apoufento de hum principal Official do remplo.. offe-
reci aos Rechabitas taças e copos chêos de vinho. BAIT.
Chr. 1, 8 Apparecerão fobre o apofeuto, em que jazia
feu corpo, dous arcos de côr refplendecenre e varía. SANT.
Ethiop. 2, 4, 2 Os Paços do Vice-Rei....com apo-
fentos afli pera o Vice-Rei, como pera feus creados e
officiaes. on pts in calls Dical
pos Met. BARR. Paneg. 18, 313 Em que tanto flore-
cem as virtudes, que parecem acharem nella defcançado
apofento. CAL. Homil. 2, 31 Quem dá apofento ao
odio,
cria em fio diabo. Sorroй. Ribeir. 1, 4. Ve-
nhas, contentamento, muito embora, Darteha, meu co-
ração hoje aposento, hiszi si
Epith. Aborrecido. (a fepultura) CORT. R. Naufr.
3, 40. Abrigado. FERNAND. GALV. Serm. 2, 33, 4. Ale-
gre. M. THOM. Inful. 4, 113. Alto. BERNARD. Ris. Me-
min. 1, 3. CORT. R. Naufr. 336. Antiquiffimo. CORT.
R. Naufr. 2, 28. Apertado. TELL. Chr. 1, 3, 27. n.
7. Afcofo. ARR. Dial. 9, 7. Afpero. CORT. R. Naufr.
2, 22 . Bravo. CORT. R. Nauft. 2322. Breve, M.
BERN. Medit. 13, 2 Célebre. Los. Condeft. 20, 3. Ce-
lefte. (o céo) MAUS. Aff. Afr. 1, 16. Claro. FR. ISID.
DE BARREIR. Vid. 27. Cognito. CAM. Luft, 72. Com-
pofto. (mal) ANDRAD. Cerc. 5, 21, 4. Concavo. CoRT.<noinclude></noinclude>
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MLReis
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<noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>350
APO
minha elRei, partir hum dia diante a prevenir a pou-
fada, e refolver as duvidas, que fe offerecerem fobre
a apofentadoria,
Apofentador do exercito. Milic. ant. O que nos exer-
citos vai diante para demarcar o fitio do alojamento. SE-
VER. Notic. 2, 8, 49 Ordenava Lo Regimento da guerme as honras do tempo antigo: não porque fe quizeffe
ra 1 que o Apofentador do exercito foffe diante efcolher
o fitio com certo numero de pendões.
{{lema|APOSENTADORIA}}. s. f. Hofpedagem, gafalhado, lugar
onde alguem fe apofenta. AMAD. REBELL: Capit. 43 y Ge-
ralmente as varelas dos Bonzos são as primeiras eftan-
perios do mundo. Sous. Vid. 4, 23 Então [os achaques
da velhice] o apofentárão com grande magoa fua, e não
menos de Teus ouvintes, em quem fazia muito proveito
-fua doutrina. VIEIR. Serm. II, II, 6. n. 48; Affim
recebe Chrifto, e autoriza hoje a Circuncisão, confor-
fervir della, que já eftava muito envelhecida, e a que-
ria apofentar; fenão pelo bem que dantes tinha fervido.
Apofentar. neutr. Affiftir ou ter morada. BARR. Cla-
rim. 2,71 Bem ha dous annos, refpondeo ella, que
fez na maior altura daquella ferra huma cafa redonda,
cias e aposentadorias dos foldados e confervar cafas de onde creio, que apoufenta. Agafallarfe, boſpedarfe.
morada. ORDEN. DE D. MAN. 1, 1 O qual [Apoufenta-
dor mór dará as poufadas e camas pera apoufentamen-
to neceffario, e que de apoufentadoria fe coftumão dar
a cada hum fegundo o feu officio. CARDOS. Agiol. 3,
790 Lourenço de Soufa, que foi Apofentador mór, e
fuperior das apofentadorias defte Reino. VIEIR. Serm. 4,
2; 5. n. 440 A cafa haviãovola tomar de apofentadoria
a tomar de
para os officiaes das minas.
Met. Feo, Tr. 1, 117, 3 Diz o mefmo Apofto-
lo, que lhe não tirará Deos de todo a vida, mas que
lha trocara, mudandolha de humana em divina, pondo
nelle de apofentadoria hum novo morador, que era el
le mefmo.
{{lema|APOSENTAMENTO}}. s. m. Morada, cafa onde alguem
babita. PIN. Chr. de D. Aff. III. 9 Quizeffe lançar por
hum poftigo da treição do alcacer, que era feu apofen-
tamento, onde morava. CASTANH. Hift. 8, 187 Que fi-
zelle na borda d'agoa hum baluarte, c huma cafa forte
pera apoufentamento do Capitão do baluarte. MoR. Palm.
1, 12 Comeo em a grão fala do feu apofentamento.
Quarto de alguma cafa, principalmente deftinado pa-
ra alguem affiftir on fe hofpedar fobre fi. RESEND. Chr.
116 E poftoque nella [cidade de Evora ] houvelle no
Paço apofentamentos, &c. REGR. DA ORD. DE SANTIAG.
da ediç. de 509. 56, 2 Item vifitarão todalas outras offi-
cinas e todolos outros apofentamentos. FERNAND. Palm.
32 Se recolheo a feu apofentamento. A
GOES, Chr. de D. MAN. 3, 4 Elle [Affonfo d'Albu-
querque fe apofenton nas cafas do Çabaim dalcam, MEND
PINT. Peregr. 80 Depois de ferem enterrados eftes de-
funtos nos fomos apofentar, n'hum charco d'agoa, no qual
estivemos até quafi manhãa. ANDRAD. Chr. 1, 9 Logo
depois de fer concruido efte folemne acto fe paffou el Rei
dos paços da Ribeira... para Santos o novo, onde fe
apofentou nas cafas de Dom Francifco Deça. stic
Met. MoR. Palm. 2, 146 Não fe foffre que fer-
mofura extremada fe apofente em extremada crueza. PRIM.
E HONR. 1, 15 Acabada a Miffa, eftava toda a pedra,
como fe fe apofentdra nella algum nevoeiro de humida-
de. ORIENT. Lufit. 206 y Do lobo feguirá a ovelha o
rafto, Primeiro que em meu peito fe apofente De
algum novo prazer pequeno indicio.omin
Habitar, morar. CAM. Luf. 10, 91 Verás as va-
rias partes, que os infanos Mares dividem, onde fe a-
pofentão Varias nações. Luc. Vid. 3, 2. Aqui fe forão
pouco a pouco recolhendo e apofentando muitos dos nof-
fos Portuguezes. Sous. Hift. 1, 3, 4 Nelle [Convento]
fe apofenton e refidio em quanto viveo.
Alojarfe. Da gente de guerra. BARR. Dec. 4, 1,
43 Logo defembarcou, e fe apofentou em terra.
Pouzar. Das aves. FR. A. DE S. DOм. Vid. 16,
2 Via em fonhos huma mui grande arvore, e copiofa
de ramos, e ornada com muitas flores, cm a qual fe
apofentavão muitas aves.
Met. BARR. Vicios. Vergonh. 4 E tem por tão Izentarfe do trabalho por cançado ou benemerito, de-
cetto efte apoufentamento della vergonha que &c. D. 20
FR. BR. DE BARR. Efpelh. 2, 7 Se em ella região do
conveniente apofentamento a
noffo Senhor.
{{lema|APOSENTAR}}. v. a. Agafalbar, hofpedar o que vem de ca-
minho. ant. Apoufentar, e affim tambem os feus deriva-
dos. BARR. Dec. 1, 4; 8 Pedia a fua Real Senhoria,
que os mandaffe aponfentar fem companhia. MEMOR DAS
PROEZ. 1, 31 E da parre de hum donzella [vimos] fa-
zervos força de vos apofentar naquella tenda. TELL. Chr.
1, 3, 4. n. 6 Tem grandes ceremonias em trazer o ini-
migo vencido na guerra para a aldea, e em o apofentar,
tratar, e cevar, por efpaço de tres annos... antes de
o marar.
Met. Collocar ou admittir em alguma parte., dar mo-
rada ou habitação. SA' DE MIR. Eftrang. 4, 59
ta terra apofentárão os Poetas as fuas Sereas. CAM. Luf.
6, 1 Pezalhe que tão longe o apofentaffe Das Europeas
terras, abundantes, A ventura. FERNAND. Palm. 4,
27 Apofentando a Albaizar na meza de Vefperaldo e Re-
tindos.
Affignar morada, dar habitação ou hofpedagem por
autoridade fuperior. ORDEN. DE D. MAN. 11 O Re-
gedor terá carrego de mandar apoufentar todos os Defem-
bargadores. FR. GASP. DA CRUZ, Tr. 8, 3 A cffes pa-
rentes del Rei, e que são de fangue Real, apoufentão-
nos, quando cafão, então... Ihes dão o cafamento, e
os fervidores, e miniftros, e as mulheres, que hão de
acompanhar a fua.
Defobrigar alguem de algum emprego, principalmen-
te civil, e algumas vezes tambem do ferviço militar. FR.
GAST. DA CRUZ, Tr. 18, 3 Quando os Louthias são
já velhos e cançados de fervir a el Rei nos cargos e of-
ficios do Reino, apoufentãonos em fuas naturezas, ou
onde elles querem. ARR. Dial. 4, 6 E querendo Octa-
vio premiar e apofentar os foldados velhos &c. Feo, Tr.
2, 198, 1 E que o apofentaffem, como fe faz na mi-
licia aos foldados já. velhos.
Met. BRAND. Mon. 4, 13,9 E baftavalhe [á
Ordem dos Carmelitas] para a fazer refpeitada e eminen-
te entre nós o ter recolhido o grande Condeftable D.
Nuno Alvares Pereira, e apofentalo com o humilde lu-
gar de converfo, merecendo a tenencia dos maiores im-
fobrigarfe do ferviço civil on militar. PROV. DA HIST. GEN.
2, 4, 30. p. 185. ann. 1473 E acontecendo que algum
... desfaleça da vida prefente, ou haja huma coufa,
com que fe apofente &c. Luc. Vid. 7, 6 E hão por mór
affronta fer por elles [filhos] defapoffados, que apofen-
tärfe per fi mefmos. Feo, Tr. Quadr. 1, 66, 3 Ve
lhos até certa idade houverão de governar, e antes de
ferem caducos, fe houverão de apofentar.
{{lema|APOSENTINHO}}. s. m. dim. de Apolento. Sous. Hift. 2,
4, 12. S. ANN. Chr. 3, 19, 701. M. BERN. Floreft.
{{lema|APOSENTO}}. s. m. Cafa ou morada, onde de ordinario fe
habita. ant. Apoufento. CAM. Luf. 1, 41 Logo cada hum
dos Deofes fe partio... Pera os determinados apofentos.
ANDRAD. Chr. 1, 7 E para ifto fe mudou do feu apo-
fento. Cour: Dec. 4, 1, 4 Acabada ella [Miffa] forão-
fe pera os apofentos do Governador,
Qualquer quarto ou eftancia fobre fi de huma cafa.
FR. MARC. Chr. 1. Prol. E no templo, e em hum
apoufento de hum principal Official do remplo.. offe-
reci aos Rechabitas taças e copos chêos de vinho. BAIT.
Chr. 1, 8 Apparecerão fobre o apofeuto, em que jazia
feu corpo, dous arcos de côr refplendecenre e varía. SANT.
Ethiop. 2, 4, 2 Os Paços do Vice-Rei....com apo-
fentos afli pera o Vice-Rei, como pera feus creados e
officiaes. on pts in calls Dical
pos Met. BARR. Paneg. 18, 313 Em que tanto flore-
cem as virtudes, que parecem acharem nella defcançado
apofento. CAL. Homil. 2, 31 Quem dá apofento ao
odio,
cria em fio diabo. Sorron. Ribeir. 1, 4. Ve-
nhas, contentamento, muito embora, Darteha, meu co-
ração hoje aposento, hiszi si
Epith. Aborrecido. (a fepultura) CORT. R. Naufr.
3, 40. Abrigado. FERNAND. GALV. Serm. 2, 33, 4. Ale-
gre. M. THOM. Inful. 4, 113. Alto. BERNARD. Ris. Me-
min. 1, 3. CORT. R. Naufr. 336. Antiquiffimo. CORT.
R. Naufr. 2, 28. Apertado. TELL. Chr. 1, 3, 27. n.
7. Afcofo. ARR. Dial. 9, 7. Afpero. CORT. R. Naufr.
2, 22 . Bravo. CORT. R. Nauft. 2322. Breve, M.
BERN. Medit. 13, 2 Célebre. Los. Condeft. 20, 3. Ce-
lefte. (o céo) MAUS. Aff. Afr. 1, 16. Claro. FR. ISID.
DE BARREIR. Vid. 27. Cognito. CAM. Luft, 72. Com-
pofto. (mal) ANDRAD. Cerc. 5, 21, 4. Concavo. CoRT.<noinclude></noinclude>
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