Wikisource ptwikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.20 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikisource Wikisource Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão Portal Portal Discussão Autor Autor Discussão Galeria Galeria Discussão Página Página Discussão Em Tradução Discussão Em Tradução Anexo Anexo Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Wikisource:Esplanada 4 1788 563338 563074 2026-09-20T16:14:54Z Junglk 34905 563338 wikitext text/x-wiki {{Discussão}}{{Página de Discussão}} {{/topo}}<!--- Please add interwiki links ONLY at [[Wikisource:Esplanada/topo]] ---> {{TOC|font-size: 90%}} == Manutenção == Pra quem puder fazer a manutenção, aqui tem alguns livros que precisam de uma galeria: *[[Alma Cabocla]] ([[:commons:File:Alma Cabocla (1922).pdf|arquivo]]) *[[Constituição do Brasil de 1937]] ([https://imprensa2.in.gov.br/o/biblioteca-digital-internet-lf7_1-ce-theme/pdf/index.html?file=https://imprensa2.in.gov.br/documents/20127/0/Constitui%C3%A7%C3%A3o+dos+Estados+Unidos+do+Brasil+e+Leis+Constitucionais+ns.+1%2C2%2C3+e+4+--1940.pdf/d5900259-f500-fdc1-cf96-585eff50cc93 ed. 2], [https://imprensa2.in.gov.br/iw/pesquisa?p_p_id=com_liferay_portal_search_web_search_results_portlet_SearchResultsPortlet_INSTANCE_xHpQvTWgIGX0&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&_com_liferay_portal_search_web_search_results_portlet_SearchResultsPortlet_INSTANCE_xHpQvTWgIGX0_mvcPath=%2Fview_content.jsp&_com_liferay_portal_search_web_search_results_portlet_SearchResultsPortlet_INSTANCE_xHpQvTWgIGX0_redirect=%2Fpesquisa%3Fq%3Dtitle%3A%2522constitui%25C3%25A7%25C3%25A3o%2520%2522&_com_liferay_portal_search_web_search_results_portlet_SearchResultsPortlet_INSTANCE_xHpQvTWgIGX0_assetEntryId=1318210&_com_liferay_portal_search_web_search_results_portlet_SearchResultsPortlet_INSTANCE_xHpQvTWgIGX0_type=content ed. 1]) *[[A Retirada da Laguna]] ([https://www.jstor.org/stable/community.38771372 1]) [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 16h45min de 16 de janeiro de 2026 (UTC) :{{Ping|Junglk}} se quiser adicionar isso na sua lista de manutenção, fique à vontade! Sei que no Ws em inglês tem um bot pra esse tipo de coisa... :/ Aqui tá limitado: no celular não tenho como ajudar no proofreading por muito tempo, mas ainda volto pra trazer algo que encontrei hahaha [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 02h13min de 17 de janeiro de 2026 (UTC) ::Eventualmente seria interessante adicionar o [[:en:User:SnowyCinema/QuickTranscribe|Quick transcribe]] aqui (quem sabe, se acelerando tudo de forma segura, daria pra atrair mais usuários e leitores...). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 02h18min de 17 de janeiro de 2026 (UTC) :::Olá Erick! Primeiramente obrigado pelos pedidos ;D, adicionei a galeria do Alma Cabocla, a obra A Retirada da Laguna já tem uma galeria ([[Galeria:A Retirada da Laguna.djvu]]) mas mesmo assim adicionei a edição da biblioteca do Oliveira Lima no Commons. Com relação das duas edições da constituição de 37 as adicionei como ficheiro pois não acredito estar em domínio público nos USA, iria adicionar a galeria mas reparei fazendo o pagelist que ambas estão incompletas (a primeira edição falta as páginas 10 e 11 e a segunda omite a Lei Constitucional N. 2. :::{{br}} :::Com relação a esse Quick Transcribe não tinha ouvido falar dele antes, ele é útil assim? Acha que é complicado importar pra cá? Vou dar uma pesquisada nele depois com calma. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 15h18min de 17 de janeiro de 2026 (UTC) ::::{{Ping|Junglk}} A Constituição, enquanto texto legal, jamais teve proteção de copyright (nem na lei de 1916, na dos anos 70 ou na LDA). A edição da Imprensa Nacional ou do Departamento de Imprensa e Propaganda: como obras da União, entraram em domínio público [https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L3071.htm#art662 15 anos após a publicação] (Código Civil de 1916), bem antes da data do URAA (mesma situação de [[Dois discursos]]). Portanto, ela está sim em domínio público tanto no Brasil quanto nos EUA e não existe impedimento de colocar no Commons. Da pra colocar todas as obras do DIP ou do Imprensa Nacional (até os anos 80) no Commons, pois o status como obra governamental vem antes do falecimento do autor. ::::Quanto ao QuickTranscribe, ele ainda é experimental, mas acho que ele pode ser útil, ainda mais se adaptar para as grafias da língua portuguesa. ::::[[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 15h35min de 17 de janeiro de 2026 (UTC) :::::@[[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]]: Poxa preciso melhorar meus conhecimentos de domínio público haha, não sabia desses detalhes! Obrigado por informar, vou colocar no Commons, obrigado pelo aviso. Sobre o QuickTranscribe vi que o último commit do repo deles foi há 2 anos, você sabe se eles ainda estão ativos nessa ferramenta? Pelo GitHub não parece muito não, o que é uma pena. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 15h42min de 17 de janeiro de 2026 (UTC) ::::::{{Ping|Junglk}} não há de quê! Eu meio que me exaltei um pouco, pois me interesso muito por esse assunto (até hoje não entendi pq removeram essa regra de 15 anos da lei de direitos autorais) e existem algumas brechas que aumentam o número de obras liberadas (como a falta de herdeiros). No momento eu tô "enchendo o saco" para o Google Books liberar o material do DIP, como a tradução inglesa da constituição de 1937. Mas até meus conhecimentos tem limites: não se se as traduções inglesa, espanhola e nheengatu que o STF fez da constituição (ou o relatório da explosão do VLS-1 em 2003) cairia na isenção do Art. 8 da LDA (leis e "outros atos oficiais" não teriam proteção). ::::::Acho que faz mais de um ano que falei com o criador do projeto. De toda forma, sei que aqui costumava ter um app (GiroBot?) que tinha o mesmo objetivo, mas caiu em desuso e ficou muito desatualizado. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 15h55min de 17 de janeiro de 2026 (UTC) :::::::{{Ping|Junglk}} perguntei pro SnowyCinema no Ws em inglês e o projeto ainda é experimental -- e ele está dividindo o tempo com outros projetos, de forma que não teve muito avanço no último ano. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 17h55min de 18 de janeiro de 2026 (UTC) ::::::::Poxa, uma pena mesmo. Assim que o projeto voltar a ter mais frequentes atualizações ou se estabilizar podemos pensar em migrar para cá. Estava dando uma olhada ontem e parece ser bem útil mesmo, automatiza bastante partes do processo de transcrição. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 18h28min de 18 de janeiro de 2026 (UTC) :::::::::{{Ping|Junglk}} poisé! No mínimo ele poderia ajudar a agilizar obras mais "puxadas", que no geral envolveram listas e materiais bibliográficos, enquanto obras de prosa continuariam tendo uma transcrição mais humana. :::::::::E acordei hoje com uma ótima notícia: o IAI finalmente começou a publicar as [https://resolver.iai.spk-berlin.de/IAI00007A9D00000000 traduções] das obras do Verne (século 19). Até o momento eles liberaram o Da Terra à Lua, A Roda da Lua (continuação) e Volta ao Mundo em 80 Dias. No final eles deverão liberar por volta de 80 exemplares, pelo o que indica o acervo local (não digital). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 12h11min de 22 de janeiro de 2026 (UTC) ::::::::::Caramba que notícia incrível! Tu é demais cara, conseguir convencer eles de digitalizar tantas obras, vai ser muito legal mesmo para o nosso projeto. Você já quer que eu transfira lá para o Commons? Ou devemos esperar todos os livros? Pelo que vi, acho que adicionaram outro (Os inglezes no Polo Norte) então acho que eles já fizeram um boa parte da digitalização. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 14h20min de 22 de janeiro de 2026 (UTC) :::::::::::{{Ping|Junglk}} obrigado! Eu fiz o pedido há várias semanas e, quando confirmaram que os livros eram antigos o suficiente, falaram que iam digitalizar -- mas demoraria pra liberar. Acho que o ideal é ir já mandando pro Commons, assim evita ficar muito cheio lá na frente (assim já dá pra arrumar o wikidata e relação de idiomas) -- eu só não coloco pq o mobile do Commons é mais pra imagem, e parece que só dá pra achar o PDF no iai pelo desktop. Talvez dê pra usar esses livros para atrair novos usuários, considerando a popularidade do Verne. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 16h53min de 22 de janeiro de 2026 (UTC) ::::::::::::@[[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]]: Adicionei lá no Commons as edições disponíveis (vê se não fiz alguma besteira, estão [[commons:Category:Books by Jules Verne translated into Portuguese|nessa]] categoria). Só ainda não mexi com o Wikidata, tem como tu dar uma olhada nessa parte? Se não der, me avisa o que preciso fazer pra ajudar! [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 19h05min de 22 de janeiro de 2026 (UTC) :::::::::::::{{Ping|Junglk}} Opa! Acabei de ver aqui e parece que está tudo certo (só achei meio redundante categorizar tanto na categoria principal quanto na subcategoria, mas tudo bem). :::::::::::::Quando ao Wikidata: as coisas são facilitadas pela predefinição books. Você consegue ver que ao lado do título da caixa informativa tem alguns links. O último link é do Quickstatments, que importa a informação da caixa para o Wikidata (funciona melhor quando a obra é em inglês). No desktop (eles não adaptaram a interface pro mobile) é algo de poucos segundos e no fim só precisa de algumas correções (data, conexão com a obra original e vice-versa [assim já interliga a tradução e o original] e esse tipo de coisa). Também seria possível adicionar o "código" da fonte original, mas não achei o caminho do IAI. No fim, é só adicionar o código WD (Q***) na predefinição do Commons. Fiz isso no Volta ao Mundo, mas é algo só ágil mesmo no desktop. Caso também for adicionando a galeria, [https://ws-page-game.toolforge.org/ este app] agiliza bastante a listagem de páginas (acho mais intuitivo do que é usado localmente). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 21h22min de 25 de janeiro de 2026 (UTC) ::::::::::::::Adicionei os PDFs nas subcategorias de [[:Commons:Category:Books by Jules Verne|Category:Books by Jules Verne]]. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 21h35min de 25 de janeiro de 2026 (UTC) :::::::::::::::{{Ping|Junglk}} só passando pra avisar: eles adicionaram mais algumas coisas desde então. Se tiver um app RSS, da pra acompanhar [https://digital.iai.spk-berlin.de/viewer/api/v1/records/rss/?query=%2B%28%28%2B%28MD_AUTHOR%3A%28jules+AND+verne%29%29%29%29 neste link]. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 16h36min de 26 de janeiro de 2026 (UTC) ::::::::::::::::@[[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]]: Sim, dei uma olhada hoje de manhã e vi que eles postaram mais! Já upei no Commons, só vou adicionar os templates e mexer no Wikidata desses novas e dos antigos seguindo seus conselhos. Obrigado pelo link RSS, será bem útil. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 16h43min de 26 de janeiro de 2026 (UTC) :::::::::::::::::Entendido e não há de quê! Acho que logo dará pra montar algum tipo de anúncio pra comunidade lusófona: considerando a popularidade do Julio Verne, deve ser a melhor forma de atrair leitores e editores (Da Terra à Lua, 20 mil leguas, Volta ao Mundo e Viagem ao centro da Terra seriam os que tem mais chance de atrair interesse, com os demais ficando pro longo prazo - até deixei algumas sugestões lá no fórum do LibriVox). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 20h12min de 26 de janeiro de 2026 (UTC) ;Continuando Opa, {{ping|Junglk}}, tudo bem? Tô passando aqui pq a BBM da USP me respondeu com alguns livros que sugeri a digitalização ano passado: *Os Miseráveis: [https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8858 vol 1], [https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8857 2] e [https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8856 3]. *Mais Verne (edições alternativas): [https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8860 Volta ao mundo] (8 ed); [https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8861 a estrela do sul] (edição brasileira). Aquela fonte de antes já chegou ao fim do que eles tinham na coleção. Infelizmente faltam algumas coisas, mas já é a maior fonte de traduções do Verne que temos. Em breve teremos mais links (acho que faltam outros dois volumes dos Miseráveis). [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 20h14min de 6 de março de 2026 (UTC) :Que massa, uma obra gigantesca do grande Hugo! :Peço perdão pela ausência no projeto nesses últimos meses, ando bem enrolado com outras coisas/projetos (mas sempre entro aqui pra conferir como estão as coisas). Irei upar no Commons essas obras, muito obrigado pelo aviso! Qualquer coisa estou aqui! [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 21h51min de 6 de março de 2026 (UTC) ::{{Ping|Junglk}} opa! No fim acabou levando mais do que esperei (eram só aqueles volumes dos Miseráveis mesmo -- fiquei com a impressão que eles iriam digitalizar a primeira edição portuguesa, que é a mais antiga, enquanto focaram na versão brasileira). ::Hoje a brasiliana liberou um punhado de [https://digital.bbm.usp.br/browse?type=author&value=Andrade%2C+Oswald+de%2C+1890-1954 livros] do Oswald de Andrade e nos últimos tempos até mais do [https://digital.bbm.usp.br/browse?type=author&value=Ramos%2C+Graciliano%2C+1892-1953 Graciliano Ramos]. Mais cedo consegui enviar o [[Galeria:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf|Narizinho arrebitado]] (1921) pelo url2commons no celular -- esse é um dos livros que daria para agilizar rapidamente, e há tempos que estou atrás dessas "edições fundadoras" do Sítio (que possuem um valor imenso para pesquisadores - no caso, esse expande o [[A Menina do Narizinho Arrebitado]]). Em breve a Biblioteca do Senado deve digitalizar os livros do Henry Ford que o Lobato traduziu (infelizmente uma edição posterior a 1930, mas imagino que de para argumentar o uso no Commons pelo fato da primeira edição datar da década de 1920). ::Por curiosidade, encontrei esse [https://www.migalhas.com.br/quentes/314015/ha-90-anos--brasileiro-previu-o-surgimento-da-internet artigo especulativo] (imaginando a internet há mais de 90 anos) de autor falecido em 1928. Se tiver a fim, é daquele tipo que dá para transcrever em pouco tempo. Até! [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 19h30min de 14 de abril de 2026 (UTC) :::{{ping|Junglk}} estou passando pra avisar que agora estou com um notebook novo, e aos poucos voltarei a apoiar o projeto de forma mais profunda. Até! [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 19h01min de 7 de maio de 2026 (UTC) ::::Fala @[[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]]! Peço perdão pela minha ausência no projeto, vou tentar fazer algo pelo menos no final de semana. Adicionei a edição da revista "O Cruzeiro" na qual aquele artigo que você mencionou aparece ([[Galeria:O Cruzeiro (1928 - N001).pdf|fásciculo]]), vou começar a mexer nele assim que possível! ::::Fico feliz que tenha conseguido um note novo, é uma ótima notícia. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 23h18min de 8 de maio de 2026 (UTC) :::::Opa! Tudo bem! Estou encaminhando o inicio de alguns projetos (como o gigantesco Julio Verne e [[Os Miseráveis]]), enquanto fico na espera de outros livros (a Brasiliana da USP deve liberar ainda mais com o tempo). Notado! Muito obrigado! Estou me acostumando com o novo teclado, e me alegro em voltar a ficar ativo por aqui! [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 23h40min de 8 de maio de 2026 (UTC) == Boletim Bibliografico da Biblioteca Nacional == O Boletim Bibliografico da Biblioteca Nacional pode ser tanto um projeto interessante de transcrição (principalmente se for possível automatizar a maior parte do processo) quanto fonte de obras e autores para o Wikisource: *[http://memoria.bn.gov.br/DocReader/001260/1 1918-1921] *[http://memoria.bn.gov.br/docreader/430870/1 1938-1982] Imagino que os exemplares entrem como "PD-Brazil-Gov" (ou equivalente) no Commons. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 13h47min de 17 de janeiro de 2026 (UTC) :As edições 1918-1921 é possível colocar no commons com o template PD-Brazil-Gov mesmo, entretanto as outras acredito que somente como Ficheiro aqui no pt.wikisource, pois apesar de estar em domínio público no Brasil precisa estar em domínio público lá também. Admito que esse é bem mais trabalhoso pois infelizmente a BN não disponibilizou os PDF então é necessário baixar imagem por imagem... Vou tentar aos poucos fazer os de 1918-1921. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 15h27min de 17 de janeiro de 2026 (UTC) ::Tudo dá pra adicionar como PD-Brasil-Gov, já que 1983 é a última data aceita (caindo em domínio público em 1/1/1998, antes da vigência da LDA atual). Mas para PD-1996, a última data é 1981. De 1916 até 1983 tudo produzido pela união, com excessão de leis e obras do tipo (que não tinha proteção) caia em domínio público após 15 anos da publicação. [[Utilizador:Erick Soares3|Erick Soares3]] ([[Utilizador Discussão:Erick Soares3|discussão]]) 15h44min de 17 de janeiro de 2026 (UTC) {{Discussão2|Escreva aqui o nome do tópico}} == Electro information == Bom Aprendizado [[Especial:Contribuições/&#126;2026-21619-32|&#126;2026-21619-32]] ([[Utilizador Discussão:&#126;2026-21619-32|discussão]]) 11h01min de 8 de abril de 2026 (UTC) {{Discussão2|Tratado de Tordesilhas}} {{Discussão2|Páginas de autor}} {{Discussão2|Nova candidatura a administradora}} {{Discussão2|Validação de Como se deve escrever a história do Brasil, de Carl von Martius}} == <span lang="en" dir="ltr">Migration to Parsoid</span> == <div lang="en" dir="ltr"> <section begin="announcement-content" /> <em>[[m:Special:MyLanguage/Wikimedia Foundation/Product and Technology/Parsoid Read Views/Read View Announcement|Read this in another language]]</em> Hello everyone! I am glad to inform you that as the next step in the [[mw:Special:MyLanguage/Parsoid/Parser Unification|Parser Unification]] project, Parsoid will soon be turned on as the default article renderer on your wiki. We are gradually increasing the number of wikis using Parsoid, with the intention of making it the default wikitext parser for MediaWiki's next long-term support release. This will make our wikis more reliable and consistent for editors, readers, and tools to use, as well as making the development of future wikitext features easier. If this disrupts your workflow, don’t worry! You can still opt out through a user preference or turn Parsoid off on the current page using the Tools submenu, as described in the [[mw:Special:MyLanguage/Help:Extension:ParserMigration|Extension:ParserMigration]] documentation. There is [[mw:Special:MyLanguage/Parsoid/Parser Unification/Confidence Framework|more information about our roll-out strategy]] available, including the testing done before we turn on Parsoid for a new wiki. To report bugs and issues, please look at our [[mw:Special:MyLanguage/Parsoid/Parser Unification/Known Issues|known issues]] documentation and if you found a new bug please create a phab ticket and tag the [[phab:project/view/5846|Content Transform Team in Phabricator]]. <section end="announcement-content" /> </div> [[mw:User:MSantos (WMF)|Content Transform Team]] 16h31min de 3 de agosto de 2026 (UTC) <!-- Mensagem enviada por User:MSantos (WMF)@metawiki utilizando a lista em https://meta.wikimedia.org/w/index.php?title=Distribution_list/Global_message_delivery/Wikisource&oldid=28221043 --> {{Discussão2|Conflito de módulos}} == Pedido de verificação de site - Palácio do Planalto == Olá. Gostaria de solicitar que a página do [https://www.gov.br/planalto/pt-br Palácio do Planalto] seja inclusa na lista de [[Wikisource:Sítios com conteúdos livres|sites avaliados]], já que o mesmo é usado para disponibilizar leis de maneira muito mais simples do que pelo Diário Oficial da União. [[Utilizador:Notsonotoriousbig|Notsonotoriousbig]] ([[Utilizador Discussão:Notsonotoriousbig|discussão]]) 21h25min de 19 de agosto de 2026 (UTC) {{Discussão2|Conferência de Utilizadores com Direitos Estendidos 2026 - candidaturas abertas}} {{Discussão2|Imagens que quebram parágrafos}} {{Discussão2|Bug na tag ref com o parâmetro follow}} kgf8d2oaeos3fxit8dnnx3ybtjlhtzk Dom Casmurro/CXXXI 0 5957 563377 533924 2026-09-21T03:11:38Z Phamynthus 43840 563377 wikitext text/x-wiki <pages index="Dom Casmurro-1899.pdf" from=364 to=365 header=1/> [[Categoria:Dom Casmurro|Capítulo 131]] 1nxsnnjuq4f2ltmlamat11l9k5a3njz Predefinição:Progressos recentes 10 220893 563319 563307 2026-09-20T14:00:11Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 563319 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|83|3|15|-1}} | [[Index:A infanta D. Maria de Portugal e suas damas.djvu|A infanta D. 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Mas admira muito o fenómeno que se dá em Ceilão. Ali não só os descendentes dos portugueses, mas ainda os filhos dos holandeses, que dominaram por igual período como Portugal, e em geral todos os eurasiáticos e até alguns indígenas teem o português por língua materna, alêm doutros, europeus e nativos, que o aprendem por conveniências comerciais, domésticas e religiosas<ref>«A língua dos holandeses, que êles procuravam estender com cominações penais, deixou há muito tempo de ser falada mesmo pelos seus descendentes directos, emquanto um português corruto é até o presente dia a língua vernácula das classes médias em todas as cidades de importância». Sir James Emerson Tennent. Vid. também a introdução do meu ''Dialecto Indo-português de Ceilão''.</ref>. E admira ainda mais, e parece muito estranho, que uma classe de indígenas, que não teem nas suas veias uma gota do sangue português, tenha repudiado a língua própria e adoptado, juntamente com a religião cristã, a portuguesa como materna, facto que se observa na presidência de Bombaim e em algumas partes da costa do Malabar<ref>Vid. o meu ''Dialecto Indo-português do Norte''.</ref> É pasmosa a expansão que o português teve na Ásia nos séculos passados. «A história dos descobrimentos e das conquistas portuguesas, diz muito bem, e prova-o com muita erudição, o Dr. Schuchardt, é tambêm em geral a história da propagação da língua portuguesa»<ref>''{{lang|de|Beiträge zur Kenntniss des kreolischen Romanisch}}'', {{sc|v}}.</ref>. E pode-se acrescentar: a história da evangelização portuguesa é igualmente, até certo grau, a história da difusão do idioma português. Considerava-se então que o português era a língua cristã por exelência e um indício da cultura europeia<ref>Os chineses convertidos por Tomé Pires, os quais eram mais de trezentos e se reùniam em casa de sua filha, rezavam em português, como tambêm o fazia a família chinesa de Vasco Calvo. Vid. Fernão Mendes Pinto, ''Peregrinação'', capp. {{sc|cxi}} e {{sc|cxvi}}. No crioulo português de Singapura, ''papiá cristão'' quere dizer «falar português». <p>«Levado por certo para a India da missão dominicana de Larentuka, na visinha Ilha das Flores, de esta Larentuka onde hoje ainda as orações catholicas são rezadas em português». Dr. Alberto de Castro, ''Flores de Coral'', pp. 147–148.</p></ref> {{nop}}<noinclude> {{rule|6em|align=left}} <references /></noinclude> lf9iopmtvmhzjd70kfqvwyesni87evi Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/25 106 249661 563329 542503 2026-09-20T15:33:45Z Junglk 34905 563329 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Tigr3tao" />{{rh|{{sc|xx}}|INTRODUÇÃO}}</noinclude>Falava-se português, puro ou crioulizado, por toda a Índia, na Malásia, em Pegu, no Bramá, em Sião, em Tonquim, na Cochinchina, na China, em Comorão da Pérsia, em Bassorá da Turquia, em Meca da Arábia<ref>«Esta língua (portuguesa) fala-se e he vulgar desde o Guzerate até ao Cabo Comorim. Não he desconhecida na Costa de Coromandel até Bengala. He commum, com maior ou menor pureza, em Ceilão, no Archipelago Malaio e na China. Entende-se em Sião, e em vários grupos dos Archipelagos Oceanicos, etc., etc.». Cunha Rivara, ''Grammatica da Lingua Concani''.</ref>. E falavam-no não sómente os portugueses e os seus descendentes, mas hindus, maometanos, judeus, malaios e os próprios europeus doutras nacionalidades entre si e com os indígenas. Serviam-se dêle os missionários holandeses nos seus domínios, e ainda hoje o empregam os ministros protestantes ingleses na ilha de Ceilão. Era pois por longo tempo a língua franca do Oriente<ref>«O indo-português é mais ou menos entendido por todas as classes na ilha de Ceilão e por toda a costa da Índia, tendo-o a sua extrema simplicidade de construção e facilidade de aquisição pôsto extensamente em uso como meio de tráfico.» ''{{lang|en|The Bible of Every Land}}''. Vid. ''Hobson-Jobson'', Introdução, e os eruditos artigos do Dr. Adolfo Coelho, publicados no ''Boletim'' da Sociedade de Geografia (sér. 2ª, 3ª e 6ª), com o título de ''Dialectos Românicos''; bem como o dito ''Boletim'' (sér. 2ª, p. 133) com respeito à expansão do português na África austral.</ref>. É verdade que o português já não tem tamanha extensão e está agora muito circunscrito. Cessou de ser língua franca; e os crioulos, uns estão extintos, outros agonizam, outros talvez, pelo perpassar de séculos, venham a desaparecer. Mas quando porventura o português não fôr falado no Oriente, os vocábulos da bela língua de Camões, adoptados e naturalizados em uma centena dos idiomas vernáculos, não perecerão jamais, mas perdurarão juntamente com os mesmos idiomas, e serão, na sua linguagem eloquente, um monumento vivo e constante da dominação e civilização portuguesa. Onde porêm mais actuou a influência do vocabulário português foi, como era de esperar, nas línguas da Índia e do seu Arquipélago Oriental. E são precisamente essas línguas que constituem o objecto primário do meu estudo, a que, por um motivo ou outro, acrescem as restantes. É por isso que à Índia se referem de modo particular os apontamentos filológicos dos capítulos seguintes. <section end=int2 /><noinclude>{{rule|6em|align=left}} <references /></noinclude> 9maqes1sqiwozxewqccxpb4kllwlnmw Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/26 106 249662 563330 542506 2026-09-20T15:49:20Z Junglk 34905 563330 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Tigr3tao" />{{rh||INTRODUÇÃO|{{sc|xxi}}}}</noinclude><section begin=int3 /> {{center| '''III. — Línguas da índia. Noções gerais''' }} A Índia, a par doutras riquezas, é tambêm muito rica em idiomas e dialectos de várias espécies e gradações, falados por uma população indígena de mais de trezentos milhões, em uma área igual à da metade da Europa<ref>Segundo o censo de 10 de Março de 1911, a população da Índia inglesa, excluindo Ceilão, monta a 315,132,537; e a da Índia portuguesa é dada pelo censo de 1900 em 531,798. A área é calculada em 4,860,000 quilómetros quadrados.</ref>. É sobretudo nas regiões montanhosas, habitadas por numerosas tríbus nómadas e selvagens ou semi-selvagens, que fervilham diversas falas, que não se sabe bem se são línguas distintas ou dialectos definidos ou meras variantes. Nas planícies, as línguas poderosas dilatam-se pela absorção, e muitos dialectos, de ordinário limitados por províncias ou distritos, fácilmente se reduzem a um tipo comum. Há porêm cidades, como Bombaim e Calcutá, que são verdadeiras Babéis, onde não é raro encontrar-se gente que fale de outiva duas e três línguas, e indivíduos ilustrados que se exprimam correntemente em meia dúzia de idiomas. Mas a exploração scientifica e o exame comparado de todo êste vasto campo linguístico pode-se dizer que estão ainda no período embrionário, não obstante valiosos trabalhos, quer gerais, quer parciais, últimamente dados à luz por Erskine Perry, John Wilson, Max Müller, George Campbell, Crawfurd, Marsden, Hoernle, Caldwell, Latham, Burnell, Beames, Cust, Grierson, e outros eminentes orientalistas<ref>«{{lang|en|For nearly thirty years philology has been wandering through the maze of Indian languages with uncertain steps... Speculations regarding Indian languages must wait till the survey is concluded, and all the facts are presented in a convenient form. Till then, even the classification adopted in the following pages must be taken as provisional}}». G. Grierson, ''{{lang|en|The Languages of India}}'', p. 1.</ref>. Os sábios, absortos por longo tempo no estudo da língua e literatura sânscrita, não tiveram lazer para a análise dos idiomas vernáculos ou não a julgaram digna das suas atenções. Os antigos missionários, em geral, aprendiam a fala vulgar da sua zona ''quantum satis'', como<noinclude>{{rule|6em|align=left}} <references /></noinclude> gd10ssohj2387pud4m8ypuovv130scq 563331 563330 2026-09-20T15:49:38Z Junglk 34905 563331 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Tigr3tao" />{{rh||INTRODUÇÃO|{{sc|xxi}}}}</noinclude><section begin=int3 /> {{center| '''III. — Línguas da índia. Noções gerais''' }} A Índia, a par doutras riquezas, é tambêm muito rica em idiomas e dialectos de várias espécies e gradações, falados por uma população indígena de mais de trezentos milhões, em uma área igual à da metade da Europa<ref>Segundo o censo de 10 de Março de 1911, a população da Índia inglesa, excluindo Ceilão, monta a 315,132,537; e a da Índia portuguesa é dada pelo censo de 1900 em 531,798. A área é calculada em 4,860,000 quilómetros quadrados.</ref>. É sobretudo nas regiões montanhosas, habitadas por numerosas tríbus nómadas e selvagens ou semi-selvagens, que fervilham diversas falas, que não se sabe bem se são línguas distintas ou dialectos definidos ou meras variantes. Nas planícies, as línguas poderosas dilatam-se pela absorção, e muitos dialectos, de ordinário limitados por províncias ou distritos, fácilmente se reduzem a um tipo comum. Há porêm cidades, como Bombaim e Calcutá, que são verdadeiras Babéis, onde não é raro encontrar-se gente que fale de outiva duas e três línguas, e indivíduos ilustrados que se exprimam correntemente em meia dúzia de idiomas. Mas a exploração scientifica e o exame comparado de todo êste vasto campo linguístico pode-se dizer que estão ainda no período embrionário, não obstante valiosos trabalhos, quer gerais, quer parciais, últimamente dados à luz por Erskine Perry, John Wilson, Max Müller, George Campbell, Crawfurd, Marsden, Hoernle, Caldwell, Latham, Burnell, Beames, Cust, Grierson, e outros eminentes orientalistas<ref>«{{lang|en|For nearly thirty years philology has been wandering through the maze of Indian languages with uncertain steps... Speculations regarding Indian languages must wait till the survey is concluded, and all the facts are presented in a convenient form. Till then, even the classification adopted in the following pages must be taken as provisional}}». G. Grierson, ''{{lang|en|The Languages of India}}'', p. 1.</ref>. Os sábios, absortos por longo tempo no estudo da língua e literatura sânscrita, não tiveram lazer para a análise dos idiomas vernáculos ou não a julgaram digna das suas atenções. Os antigos missionários, em geral, aprendiam a fala vulgar da sua zona ''quantum satis'', como<noinclude>{{rule|6em|align=left}} <references /></noinclude> ex4gpe080saas54lb9fddxkskrntpou Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/27 106 249663 563332 542494 2026-09-20T15:52:00Z Junglk 34905 563332 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Tigr3tao" />{{rh|{{sc|xxii}}|INTRODUÇÃO}}</noinclude>meio indispensável à sua prègação; e se alguma cousa chegavam a escrever para o público, era o necessário para o doutrinamento religioso dos catecúmenos e dos neófitos<ref>É natural que os mais versados deixassem apontamentos gramaticais e lexicológicos, manuscritos, para uso particular dos colegas e sucessores. «O padre Francisco Anriquez aprendeo em menos de seis meses a falar, e a ler e escrever as proprias letras e caracteres da terra [Malabar], e em breve tempo sahio com a arte [gramática], e vocabulário da lingoa com espanto dos naturaes... e grande beneficio dos nossos padres e irmãos, que d'entam até agora per estes e per outros livros, que se foram fazendo, tam facilmente aprendem o Malabar, como o latim». Padre João Lucena, ''Historia da Vida do Padre Francisco de Xavier'', liv. V, cap. 25.</ref>. Ainda assim, os mais antigos escritos sôbre as línguas orientais são exclusivamente devidos aos pregoeiros do Evangelho, e, em tempos modernos, são eles os seus principais cultores<ref>«A uma classe do trabalhadores a sciência deve mais do que a qualquer outra. Aludo aos missionários, assim protestantes como católicos romanos, que teem rivalizado uns com os outros em irradiar luz em lugares escuros». Robert Cust, ''{{lang|en|A Sketch of the Modern Languages of the East Indies}}''.</ref>. De há cinquenta anos para cá, e especialmente nos últimos tempos, o estudo e a cultura das mais importantes línguas vivas teem ido tomando largo incremento, graças aos persistentes esforços dos missionários e dos indianistas, e ao constante incitamento e generoso patrocínio do govêrno inglês. Em toda a parte se abrem escolas vernáculas mixtas, e todos os anos se publica, nos caracteres próprios, uma avultada quantidade de livros, maiormente didácticos, alêm de grande número de periódicos e jornais, que são ávidamente lidos pela geração actual<ref>Publicam-se na Índia cêrca de 800 periódicos indígenas, impressos em 19 línguas diferentes. Dão-se à estampa anualmente mais de 7:000 livros nas línguas vernáculas.</ref>. Não é pois de admirar que não esteja até o presente averiguado com exactidão o número total das línguas e dos dialectos, nem marcados com consenso unânime os limites da Índia sob o ponto de vista glotológico — limites que diferem muito da Índia geográfica e política. Robert Cust eleva a 243 o número das línguas e a 296 o dos dialectos, agrupados em 8 famílias; mas estende demasiado a sua área, abrangendo até Timor, Madagascar e a ilha Formosa, fundado, como diz, em afinidades linguísticas e étnicas<ref>''Op. cit.'', p. 148.</ref>.<noinclude>{{rule|6em|align=left}} <references /></noinclude> j0jxfokncn8fpp3yg3kqhlshgu10rqw Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/28 106 249664 563333 542509 2026-09-20T15:54:55Z Junglk 34905 563333 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Tigr3tao" />{{rh||INTRODUÇÃO|{{sc|xxiii}}}}</noinclude>Em zona mais circunscrita, compreendendo todavia Birmânia e Sião, Beames dava em 1868 uma centena de línguas com muitos dos principais dialectos, omitindo alguns e designando outros sob denominações genéricas<ref>«No Panjab cada distrito tem um dialecto, e alguns distritos teem mais de um»... «Dialectos Munipuri, dialectos Koreng, dialectos Karen». John Beames, ''{{lang|en|Outlines of Indian Philology}}''.</ref>. O Sr. Grierson, em publicação mais recente, baseado sôbre o censo da Índia inglesa de 1901, para o qual êle contribuiu com um capítulo sôbre as línguas, orça o número total de línguas em 147, incluindo as duas faladas em Adem (semítica e hamítica) e excluindo as de Ceilão (singalês e a dos aborígenes veddas) e as dos residentes temporários. Do grupo malaio admite sómente duas (selung e nicobarês) e do concani faz dialecto do marata<ref>George Grierson, ''{{lang|en|The Languages of India, and the Census of 1901}}'', publicado em ''{{lang|en|The Asiatic Society Quarterly Review}}'', {{lang|en|April}}, 1904. Vid. tambêm ''{{lang|en|Linguistic Survey of India}}'', pelo mesmo autor.</ref>.<section end=int3 /> <section begin=int4 />{{center| '''IV. — Classificação e divisão''' }} As línguas vernáculas da Índia e do Arquipélago Oriental, actualmente faladas, agrupam-se em cinco grandes famílias: árica (ramos indico e eránico), dravídica, munda ou colárica, indo-chinesa (com três sub-famílias: mon-khmēr, tibeto-birmânica, siamo chinesa) e malaio-polinésia<ref>O árabe é língua hierática, e o persa, língua literária dos maometanos. Os idiomas das ilhas de Andaman e os dos ciganos não estão classificados. As línguas europeias e os seus crioulos são excluídos.</ref>. O ramo eránico tem seus representantes no pashtu ou pakhtu e no balúchí, ao norte da Índia. O ramo indo-árico abrange os idiomas neo-áricos ou gáuricos, que estão para o sânscrito clássico quási na mesma relação que as línguas românicas teem para o latim literário<ref name="p28-4">Pretendem alguns sanscritólogos que o sânscrito não fôsse língua viva, no sentido da grega e latina, falada por algum povo, mas sim únicamente uma língua elaborada pelos brâmanes, para suas composições ortodoxas, nas linhas da antiga língua védica. «O sânscrito era tão sómente língua literária, mas nunca falada no sentido de vernácula». Hoernle e Grierson, (''A Comparative Dictionary''.</ref>. Tais são; hindi, pan-<noinclude> {{rule|6em|align=left}} <references /></noinclude> 5cd8wzredboka0cp6dkhgycbtix6756 563334 563333 2026-09-20T16:06:51Z Junglk 34905 563334 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Tigr3tao" />{{rh||INTRODUÇÃO|{{sc|xxiii}}}}</noinclude>Em zona mais circunscrita, compreendendo todavia Birmânia e Sião, Beames dava em 1868 uma centena de línguas com muitos dos principais dialectos, omitindo alguns e designando outros sob denominações genéricas<ref>«No Panjab cada distrito tem um dialecto, e alguns distritos teem mais de um»... «Dialectos Munipuri, dialectos Koreng, dialectos Karen». John Beames, ''{{lang|en|Outlines of Indian Philology}}''.</ref>. O Sr. Grierson, em publicação mais recente, baseado sôbre o censo da Índia inglesa de 1901, para o qual êle contribuiu com um capítulo sôbre as línguas, orça o número total de línguas em 147, incluindo as duas faladas em Adem (semítica e hamítica) e excluindo as de Ceilão (singalês e a dos aborígenes veddas) e as dos residentes temporários. Do grupo malaio admite sómente duas (selung e nicobarês) e do concani faz dialecto do marata<ref>George Grierson, ''{{lang|en|The Languages of India, and the Census of 1901}}'', publicado em ''{{lang|en|The Asiatic Society Quarterly Review}}'', {{lang|en|April}}, 1904. Vid. tambêm ''{{lang|en|Linguistic Survey of India}}'', pelo mesmo autor.</ref>.<section end=int3 /> <section begin=int4 />{{center| '''IV. — Classificação e divisão''' }} As línguas vernáculas da Índia e do Arquipélago Oriental, actualmente faladas, agrupam-se em cinco grandes famílias: árica (ramos indico e eránico), dravídica, munda ou colárica, indo-chinesa (com três sub-famílias: mon-khmēr, tibeto-birmânica, siamo chinesa) e malaio-polinésia<ref>O árabe é língua hierática, e o persa, língua literária dos maometanos. Os idiomas das ilhas de Andaman e os dos ciganos não estão classificados. As línguas europeias e os seus crioulos são excluídos.</ref>. O ramo eránico tem seus representantes no pashtu ou pakhtu e no balúchí, ao norte da Índia. O ramo indo-árico abrange os idiomas neo-áricos ou gáuricos, que estão para o sânscrito clássico quási na mesma relação que as línguas românicas teem para o latim literário<ref name="p28">Pretendem alguns sanscritólogos que o sânscrito não fôsse língua viva, no sentido da grega e latina, falada por algum povo, mas sim únicamente uma língua elaborada pelos brâmanes, para suas composições ortodoxas, nas linhas da antiga língua védica. «O sânscrito era tão sómente língua literária, mas nunca falada no sentido de vernácula». Hoernle e Grierson, (''A Comparative Dictionary''.</ref>. Tais são; hindi, pan-<noinclude>{{rule|6em|align=left}} <references /></noinclude> 83klm8zt22xequok433bk0ig5o3ljfx 563335 563334 2026-09-20T16:08:27Z Junglk 34905 563335 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Tigr3tao" />{{rh||INTRODUÇÃO|{{sc|xxiii}}}}</noinclude>Em zona mais circunscrita, compreendendo todavia Birmânia e Sião, Beames dava em 1868 uma centena de línguas com muitos dos principais dialectos, omitindo alguns e designando outros sob denominações genéricas<ref>«No Panjab cada distrito tem um dialecto, e alguns distritos teem mais de um»... «Dialectos Munipuri, dialectos Koreng, dialectos Karen». John Beames, ''{{lang|en|Outlines of Indian Philology}}''.</ref>. O Sr. Grierson, em publicação mais recente, baseado sôbre o censo da Índia inglesa de 1901, para o qual êle contribuiu com um capítulo sôbre as línguas, orça o número total de línguas em 147, incluindo as duas faladas em Adem (semítica e hamítica) e excluindo as de Ceilão (singalês e a dos aborígenes veddas) e as dos residentes temporários. Do grupo malaio admite sómente duas (selung e nicobarês) e do concani faz dialecto do marata<ref>George Grierson, ''{{lang|en|The Languages of India, and the Census of 1901}}'', publicado em ''{{lang|en|The Asiatic Society Quarterly Review}}'', {{lang|en|April}}, 1904. Vid. tambêm ''{{lang|en|Linguistic Survey of India}}'', pelo mesmo autor.</ref>.<section end=int3 /> <section begin=int4 />{{center| '''IV. — Classificação e divisão''' }} As línguas vernáculas da Índia e do Arquipélago Oriental, actualmente faladas, agrupam-se em cinco grandes famílias: árica (ramos indico e eránico), dravídica, munda ou colárica, indo-chinesa (com três sub-famílias: mon-khmēr, tibeto-birmânica, siamo chinesa) e malaio-polinésia<ref>O árabe é língua hierática, e o persa, língua literária dos maometanos. Os idiomas das ilhas de Andaman e os dos ciganos não estão classificados. As línguas europeias e os seus crioulos são excluídos.</ref>. O ramo eránico tem seus representantes no pashtu ou pakhtu e no balúchí, ao norte da Índia. O ramo indo-árico abrange os idiomas neo-áricos ou gáuricos, que estão para o sânscrito clássico quási na mesma relação que as línguas românicas teem para o latim literário<ref name="p28">{{pt|Pretendem alguns sanscritólogos que o sânscrito não fôsse língua viva, no sentido da grega e latina, falada por algum povo, mas sim únicamente uma língua elaborada pelos brâmanes, para suas composições ortodoxas, nas linhas da antiga língua védica. «O sânscrito era tão sómente língua literária, mas nunca falada no sentido de vernácula». Hoernle e Grierson, (''A Comparative Dictionary''|Pretendem alguns sanscritólogos que o sânscrito não fôsse língua viva, no sentido da grega e latina, falada por algum povo, mas sim únicamente uma língua elaborada pelos brâmanes, para suas composições ortodoxas, nas linhas da antiga língua védica. «O sânscrito era tão sómente língua literária, mas nunca falada no sentido de vernácula». Hoernle e Grierson, (''{{lang|en|A Comparative Dictionary of the Bihari Language}}'', introdução). Cumpre porêm distinguir: o sânscrito própriamente dito ou clássico não teria sido língua materna, aprendida ao colo da mãe, mas é inegável, segundo os dados ministrados por Yaska, Pánini e Patánjali, que era falada pelas classes ilustradas em toda a extensão de Ariavarta (desde o Himálaia até os Víndhias), do mesmo modo como o português em Goa. Vid. Arthur Macdonell (''{{lang|en|A History of Sanskrit Literature}}''). E note-se que no citado censo (de 1901) 716 indivíduos dão o sânscrito como sua língua.}}</ref>. Tais são; hindi, pan-<noinclude>{{rule|6em|align=left}} <references /></noinclude> 64kn74sby1b4lxo07bkebtqxv4gqcvc Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/29 106 249665 563336 542497 2026-09-20T16:09:50Z Junglk 34905 563336 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Tigr3tao" />{{rh|{{sc|xxiv}}|INTRODUÇÃO}}</noinclude><ref follow="p28">''{{pt|{{lang|en|of the Bihari Language}}'', introdução). Cumpre porêm distinguir: o sânscrito própriamente dito ou clássico não teria sido língua materna, aprendida ao colo da mãe, mas é inegável, segundo os dados ministrados por Yaska, Pánini e Patánjali, que era falada pelas classes ilustradas em toda a extensão de Ariavarta (desde o Himálaia até os Víndhias), do mesmo modo como o português em Goa. Vid. Arthur Macdonell (''{{lang|en|A History of Sanskrit Literature}}''). E note-se que no citado censo (de 1901) 716 indivíduos dão o sânscrito como sua língua.}} <p>O sânscrito evolveu-se do dialecto falado nas ribanceiras do Sarasvati quási do mesmo modo como o latim do dialecto itálico do Lácio. ''Bãlabhãshã'' (lit. «linguagem de crianças») corresponde ao latim vulgar. Em muitas das línguas indianas, inclusive as dravídicas, a linguagem literária difere muito da falada, como deveria tambêm ter acontecido, embora não tanto, com o latim e o grego. Vid. Robert Caldwell (''{{lang|en|A Comparative Grammar of the Dravidian Languages}}'').</p></ref> jabi, sinhbi, bihari, bengali, marata, concani, gujarati, assamês, oriá, kashmiri, nepali, singalês<ref>Com respeito à classificação desta língua, há divergência entre os indianistas, de que se tratará adiante.</ref>. O Sr. Grierson acrescenta mais onze, sob a denominação de áricas não-sanscríticas, faladas em Gilgit, Chitral e Cafaristão. O número total da população árica sobe a mais de 220 milhões<ref>Os vocábulos da primitiva língua indo-árica, representada nos Vedas, transitaram para os idiomas neo-áricos por dois canais: directamente, pelo prácrito primordial — evolução espontânea e vulgar daquela; e indirectamente, pelo sânscrito clássico, por obra dos eruditos. Os anteriores denominam-se ''tadbhãvas'', e os posteriores, ''tatsamas'', que tambêm se distinguem em antigos e modernos. Para melhor compreensão da diferença: os termos portugueses ''chão'', ''cheio'', ''auto'' e ''feito'' são ''tadbhãvas'', com relação ao latim; ''plano'', ''pleno'', ''acto'' e ''facto'' são ''tatsamas''.</ref>. A família dravídica pertencem: tamul, malayálam, telúgu, canarês, túlu, ''kodágu''; toda, kota, kurukh (ou oráon), malhar (ou rajmahali); gond, khond; kandh, kolámi. As cinco primeiras, e talvez o kodágu, são cultivadas; as restantes são incultas. A população ascende a quási 57 milhões<ref>Brahui, falado em Baluchistão por cêrca de 49:000, é ramo remoto do grupo dravídico. Os antigos escritores sânscritos denominavam as línguas da Índia meridional ''andhradrãvidabhãshã'', «língua dos andhras e dos drávidas».</ref>. A terceira família — colárica — tem a sua sede primordial na região montanhosa de Bengala ocidental, e conta dez membros, entre os quais o santali e o kol, falados por 3 milhões. A sub-família mon-khmêr do indo-chinês tem actualmente seus representantes, na Índia, na língua khássi em Assão e nas Palaung<noinclude>{{rule|6em|align=left}} <references/></noinclude> m920s41f6fql3890g7gua9bfjutnf3d 563337 563336 2026-09-20T16:11:43Z Junglk 34905 563337 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Tigr3tao" />{{rh|{{sc|xxiv}}|INTRODUÇÃO}}</noinclude>jabi, sinhbi, bihari, bengali, marata, concani, gujarati, assamês, oriá, kashmiri, nepali, singalês<ref>Com respeito à classificação desta língua, há divergência entre os indianistas, de que se tratará adiante.</ref>. O Sr. Grierson acrescenta mais onze, sob a denominação de áricas não-sanscríticas, faladas em Gilgit, Chitral e Cafaristão. O número total da população árica sobe a mais de 220 milhões<ref>Os vocábulos da primitiva língua indo-árica, representada nos Vedas, transitaram para os idiomas neo-áricos por dois canais: directamente, pelo prácrito primordial — evolução espontânea e vulgar daquela; e indirectamente, pelo sânscrito clássico, por obra dos eruditos. Os anteriores denominam-se ''tadbhãvas'', e os posteriores, ''tatsamas'', que tambêm se distinguem em antigos e modernos. Para melhor compreensão da diferença: os termos portugueses ''chão'', ''cheio'', ''auto'' e ''feito'' são ''tadbhãvas'', com relação ao latim; ''plano'', ''pleno'', ''acto'' e ''facto'' são ''tatsamas''.</ref>. A família dravídica pertencem: tamul, malayálam, telúgu, canarês, túlu, ''kodágu''; toda, kota, kurukh (ou oráon), malhar (ou rajmahali); gond, khond; kandh, kolámi. As cinco primeiras, e talvez o kodágu, são cultivadas; as restantes são incultas. A população ascende a quási 57 milhões<ref>Brahui, falado em Baluchistão por cêrca de 49:000, é ramo remoto do grupo dravídico. Os antigos escritores sânscritos denominavam as línguas da Índia meridional ''andhradrãvidabhãshã'', «língua dos andhras e dos drávidas».</ref>. A terceira família — colárica — tem a sua sede primordial na região montanhosa de Bengala ocidental, e conta dez membros, entre os quais o santali e o kol, falados por 3 milhões. A sub-família mon-khmêr do indo-chinês tem actualmente seus representantes, na Índia, na língua khássi em Assão e nas Palaung <ref follow="p28">''{{pt|{{lang|en|of the Bihari Language}}'', introdução). Cumpre porêm distinguir: o sânscrito própriamente dito ou clássico não teria sido língua materna, aprendida ao colo da mãe, mas é inegável, segundo os dados ministrados por Yaska, Pánini e Patánjali, que era falada pelas classes ilustradas em toda a extensão de Ariavarta (desde o Himálaia até os Víndhias), do mesmo modo como o português em Goa. Vid. Arthur Macdonell (''{{lang|en|A History of Sanskrit Literature}}''). E note-se que no citado censo (de 1901) 716 indivíduos dão o sânscrito como sua língua.}} <p>O sânscrito evolveu-se do dialecto falado nas ribanceiras do Sarasvati quási do mesmo modo como o latim do dialecto itálico do Lácio. ''Bãlabhãshã'' (lit. «linguagem de crianças») corresponde ao latim vulgar. Em muitas das línguas indianas, inclusive as dravídicas, a linguagem literária difere muito da falada, como deveria tambêm ter acontecido, embora não tanto, com o latim e o grego. Vid. Robert Caldwell (''{{lang|en|A Comparative Grammar of the Dravidian Languages}}'').</p></ref><noinclude>{{rule|6em|align=left}} <references/></noinclude> rwe3hryggg0e51979otewvhkj7f9rzy Paulicea Desvairada 0 257664 563350 562387 2026-09-20T20:41:01Z Didacus21 18931 563350 wikitext text/x-wiki <pages index="Paulicea desvairada (1922).pdf" include="1"/> {{Padded page break}} <pages index="Paulicea desvairada (1922).pdf" include="3"/> {{Padded page break}} <pages index="Paulicea desvairada (1922).pdf" include="5"/> {{Padded page break}} <pages index="Paulicea desvairada (1922).pdf" from="145" to="147"/> {{Padded page break}} <pages index="Paulicea desvairada (1922).pdf" include="150"/> {{Modernização}} {{Controle de autoridade}} {{DP-1}} [[Categoria:Mário de Andrade]] m2mzkp59oj93nqbwj9l3topnbz3g751 Paulicea Desvairada/Dedicatoria 0 257665 563351 562388 2026-09-20T20:41:18Z Didacus21 18931 563351 wikitext text/x-wiki <pages index="Paulicea desvairada (1922).pdf" include="7"/> {{Modernização}} {{DP-1}} c6j1ej4kzzbeu65heh8a0n499mgq4xa Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/121 106 258024 563316 2026-09-20T13:39:43Z JppBr98 28173 /* Revista */ 563316 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 115 {{--}}}}</noinclude>Bucolica {{capitular|T|ficheiro=Urupês (3ª Edição) Página 121 Imagem 0002.png}}ANTA chuva hontem… o cedrão do pasto fendido pelo raio, — e hoje, que manhan! A natureza orvalhada tem a frescura duma criancinha ao deixar o banho. Inda ha rolos de cerração vadia nas grotas. O sol já nado, e ella com tanta preguiça de recolher os pannos de neblina… A vegetação, toda a pingar de orvalho, bisbilhante de gotas que cáem e tremelicam folhas, sorri como em extase. Ha em cada vergontea folhinhas de esmeralda tenra, brotadas durante a noite. A mão de quem passa não resiste: colhe-as de alcance porque é um gosto mordiscar-lhes a polpa macia. Meu Deus, o que vae de aranhóes pela relva! Nos galhinhos da joveva, nas flexas de capim, grandes e pequeninos, todos mimosos de desenho, tecidos a fio de seda… {{nop}}<noinclude></noinclude> pjfwa5mhok76wrms92y5kdsj6ki03n5 Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/122 106 258025 563317 2026-09-20T13:48:53Z JppBr98 28173 /* Revista */ 563317 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 116 {{--}}}}</noinclude>A noite se compraz em agrumar nelles milhões de diamantesinhos que a luz da manhan irisa. Mal-me-queres amarellos por toda a parte. E brancos. E tanta flôr sem nome… — Flôr atôa, diz a gente roceira. São, coitadinhas, a plebe humilima. A nobreza floral mora nos jardins, esplendendo côres de dansa serpentina em formas luxuriosas de odaliscas. A duqueza Dhalia, sua majestade a Rosa, o samurai Chrisanthemo — que fidalguia! Bem longe estão desta aqui, azuleguinha, pouco maior que uma conta de rosario. Não obstante vejo nesta mais alma. Leio mil coisas na sua modestia. Luctou sem treguas com a terra tramada de raizes concurrentes, com as geadas, com as lagartas, com os bichos que pastam. Que tenacidade, que prodigio de economia não representam estas iscas de petalas, e o perfume agreste que as olorisa, e a côr — tentativa de azul com que se enfeitam, as faceirinhas! Lembram meninas rotas, de saioto pela canella e pés no chão — magras de fome, faces coradas pela fustigação do frio. Entretanto possuem a belleza selvatica das coisas que jámais soffreram a domesticação do homem. As de jardim: escravas de harem, coitadas. Adubo farto, terra livre, tutores para a haste, cuidados mil — cuidados do homem para com a rez na ceva… {{nop}}<noinclude></noinclude> 7hebdf23ex5ag1ddvg0efcpoghl6gif Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/123 106 258026 563318 2026-09-20T13:57:50Z JppBr98 28173 /* Revista */ 563318 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 117 {{--}}}}</noinclude>As do campo têm o consolo de morrerem livres no hastil materno, ao passo que as fidalgas, guilhotinadas pela tesoura, vão murchar em vasos ou lapelas. Fabula do lobo e do cão… {{dhr}} {{c|***}} {{dhr}} Que ar! A gente das cidades, affeita a sor ver um indecoroso gaz feito de lama em suspen{{PT||são n’um mixto de máu azoto e peior oxygenio, não sabe o prazer sadio que é sentir os pulmões borbulhantes deste fluido vital em estado de virgindade.}} [[File:Urupês (3ª Edição) Página 123 Imagem 0002.png|centro|300px]] {{PT|são n’um mixto de máu azoto e peior oxygenio, não sabe o prazer sadio que é sentir os pulmões borbulhantes deste fluido vital em estado de virgindade.}} O oxygenio, fresquinho: foi elaborado naquelle momento pela vegetação viçosa. Respiral-o é sorver vida á nascente. {{dhr}} {{c|***}} {{dhr}} Alli o rio. Ingazeiros desgalhados desdobram sobre elle<noinclude></noinclude> q4cyu8p4w9xw4frikta6zshagrs2puk Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/124 106 258027 563320 2026-09-20T14:03:12Z JppBr98 28173 /* Revista */ 563320 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 118 {{--}}}}</noinclude>as franças cujas pontas arripiam o espelho das aguas. Cáem na corrente flôres mortas. O rio, feito um esquife movediço, condul-as com mimo até á corredeira proxima; ahi, irritado, amarfanha-as, fal-as pedaços, e ellas viram lama. [[File:Urupês (3ª Edição) Página 124 Imagem 0002.png|centro|300px]] Margeia o rio a estrada, ora d’ocre amarello, ora roxa, aqui em tunnel sob a verdura picada no alto de nesgões de luz, agora escampa. Nos barrancos ha tocos de raizes decepadas pelo enxadão, e covas de formigas onde as andorinhas armam ninho. Surgem casas de caipira. {{nop}}<noinclude></noinclude> ijfs7dr25lilz3f9d939fecc2q5fuls Página:Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf/43 106 258028 563321 2026-09-20T14:27:36Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 563321 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|39|{{sc|a volta do mundo em oitenta dias}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>Deve ter cuidado de regular o relogio pela meridiana de todos os paizes por onde passar. — Eu! tocar no meu relogio! exclamou Passepartout, nunca! — Nʼesse caso nāo andará nunca de accordo com o sol. — Tanto peor para o sol, senhor! É elle que nāo terá rasāo! E o excellente moço tornou a metter o relogio na algibeira do collete com um gesto sublime. Instantes depois, Fix dizia-lhe: — Entāo deixaram Londres precipitadamente? — Assim parece. Na quarta feira, ás oito horas da noite, fóra do seu costume, mr. Fogg voltava do seu club, e tres quartos de hora depois tinhamos partido. — Mas aonde vae o seu amo? — Sempre em frente! uma viagem á roda do mundo! — Uma viagem á roda do mundo! exclamou Fix. — Sim, em oitenta dias. Uma aposta, diz elle, mas aqui para nós, nāo o creio. Seria uma cousa sem senso commum. Nʼisto anda outra cousa. — Ah! é um original o seu amo? — Assim me parece. — É rico entāo? — De certo, e leva comsigo uma boa somma em notas do Banco, novinhas em folha. Pelo caminho nāo se poupa a despezas. Ora veja, prometteu uma boa gratificaçāo ao machinista do ''Mongolia'', se chegarmos a Bombaim com um grande avanço ! — E conhece ha muito seu amo? — Eu! respondeu Passepartout, entrei para o seu serviço no proprio dia da nossa partida. Facilmente se imagina o effeito que estas respostas produziram no espirito excitado do agente de policia. Esta partida precipitada, a pressa de se ver em paizes distantes, o pretexto de uma aposta tāo fóra do commum, tudo confirmava e devia confirmar Fix nas suas idéas. Fez fallar ainda mais o francez e obteve a certeza de que este moço nāo<noinclude></noinclude> scmb8i220wll434iaa6konqv9gwwasj Página:Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf/44 106 258029 563322 2026-09-20T14:31:00Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 563322 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|40|{{sc|a volta do mundo em oitenta dias}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>conhecia seu amo, e que este vivia isolado em Londres, que of tinham na conta de rico, sem se saber a origem da sua fortuna que era um homem impenetravel, etc. Mas ao mesmo tempo Fix poude obter a certeza de que Phileas Fogg nāo desembarcava em Suez, e que ia na realidade a Bombaim. — Bombaim ainda ficará muito longe? perguntou Passepartout. — Alguma cousa, respondeu o agente. Precisa para lá chegar uns seis dias de viagem por mar. — E onde pōe Bombaim? — Na India. — Na Asia? — Podéra. — Oh, demonio! Eu lhe digo... ha uma cousa que me dá volta ao juizo... é o bico! — Qual bico? — O meu bico de gaz, que me esqueci de apagar e que está a arder por minha conta. Ora calculei que me saía a dois shillings cada vinte e quatro horas, exactamente mais sete pence do que eu ganho, e bem deve comprehender que por pouco que a viagem se demore... Fix ficaria comprehendendo a historia do gaz? É pouco provavel. Já nāo escutava e tomára uma resoluçāo. Tinham ambos chegado ao bazar. Fix deixou ahi o seu companheiro fazer as compras, recommendou-lhe que nāo perdesse o ''Mongolia'', e voltou a toda a pressa á casa consular. Agora que a sua convicçāo estava formada, Fix recuperára todo o seu sangue frio. Assim que chegou á presença do consul, disse-lhe: — Já não me resta duvida. Apanhei-o. Faz-se passar por um excentrico que quer realisar uma viagem á roda do mundo em oitenta dias. — Nʼesse caso é um espertalhāo, redarguiu o consul, e conta voltar a Londres, depois de ter feito perder a pista á policia dos dois mundos? — Isso é que havemos de ver, exclamou Fix. {{nop}}<noinclude></noinclude> 2e1h9e1kbn4ldsxhfnoa8c0ozvvrlqz Histórias maravilhosas da tradição popular portuguesa/O canudo mágico 0 258030 563323 2026-09-20T14:34:13Z Mt516 43586 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{navegar | título = [[../]] | autor = Ana de Castro Osório | tradutor = | seção = O canudo mágico | anterior = [[../O Tio Novelo/]] | posterior = [[../As três cidras do amor/]] | notas = }} '''<big>O CANUDO MÁGICO</big>''' UMA mulher muito avarenta e velha tinha um criado em casa, rapaz novo e esperto, a quem mandava todas as manhãs à lenha. Trazia uns molhos pequenos que vendia a diferentes pessoas, ganhando bastan... 563323 wikitext text/x-wiki {{navegar | título = [[../]] | autor = Ana de Castro Osório | tradutor = | seção = O canudo mágico | anterior = [[../O Tio Novelo/]] | posterior = [[../As três cidras do amor/]] | notas = }} '''<big>O CANUDO MÁGICO</big>''' UMA mulher muito avarenta e velha tinha um criado em casa, rapaz novo e esperto, a quem mandava todas as manhãs à lenha. Trazia uns molhos pequenos que vendia a diferentes pessoas, ganhando bastante. Mas ele nada aproveitava. Aborrecido já de se levantar todos os dias de madrugada para fazer aquele serviço, decidiu de si para si fazer uma partida à mulher — entrar na quinta particular que havia perto e trazer de lá a lenha, para o guarda o ver e o multar, o que desanimaria a velha de continuar tal negócio. Se bem o pensou melhor o fez. Saltou o muro e entrou na mata onde havia árvores famosas e lenha em barda. Começou a olhar para todas as árvores a ver qual havia de cortar, até que se decidiu por uma grande sobreira que, no seu entender, daria boa e farta lenha. Pegou no machado e pôs-se a descarregar golpes sobre golpes para acabar o serviço depressa. No meio da tarefa pareceu-lhe ouvir uma voz que vinha de dentro da árvore. Parou com o trabalho e pôs-se à escuta. Não percebendo mais nada, continuou. Mas então ouviu distintamente uma voz que dizia: — Tento, que há gente dentro! O rapaz não se assustou e respondeu com todo o desplante: — Pois se aí está, saia cá para fora. — Imediatamente! Com grande surpresa viu sair um preto de dentro da sobreira, o qual lhe perguntou: — O que queres de mim? — O que hei-de querer? Olha, o quintal da minha ama que apareça cheio de lenha! — É pouco. Sei que mereces correr a aventura da fortuna. Dou-te por isso este canudo. Quando quiseres alguma coisa, pede-lhe. — Para que serve isto? Não presta para nada. — Guarda e verás. — Vá lá, não te quero desconsiderar não aceitando o teu presente. E consigo pensou: se não servir para mais nada, meto aqui alfinetes. Arrecadou-o na algibeira e foi-se embora para casa. Antes de chegar, quis, no entanto, experimentar o poder do canudo e dastapou-o. Apareceram logo dois pretos, que lhe perguntaram, com todo o respeito, o que queria. — O quintal da casa cheio de lenha. Os pretos desapareceram e ele foi meter-se na cama. Já o sol ia muito alto, e, como não sentisse barulho nenhum no quarto do rapaz, foi a velha ver o que havia. Encontrou-o no melhor dos sonos. Muito desesperada, começou a bater-lhe, o que depressa o espertou, gritando para se livrar: — Olhe que já fui ao mato muito cedo. Tenho o quintal cheio de lenha. — Pois sim, queres mangar comigo mas eu te darei a lenha. E dirigiu-se para o quintal, para, no caso de o achar em mentira, lhe dar com as cordas. O seu espanto, porém, foi grande, quando viu efectivamente o quintal cheio de boa lenha a não caber lá nem mais uma acha. Foi ter com o rapaz, já toda amável, para lhe perguntar como tinha feito aquilo, mas ele respondeu que isso era o seu segredo. Como se viu senhor de tão poderoso feitiço, resolveu ir correr mundo a procurar fortuna. Chegou a um país onde tudo estava em pé de guerra, porque um poderoso Rei vizinho ameaçava invadi-lo e passar os seus habitantes a fio da espada. O pobre e velho Rei, muito atarantado, prometia dar a filha em casamento a quem lhe trouxesse a vitória. O rapaz, chamando os pretos do canudo para o vestirem como um verdadeiro guerreiro, apresentou-se no palácio real a pedir audiência ao monarca. Por toda a parte o acolhiam como um grande senhor, pois na verdade ninguém conhecia o moço da velha avarenta naquele brilhante cavaleiro vestido de aço, capacete emplumado e espada a arrastar pelo chão. Chegando junto do trono onde o velho monarca se assentava ao lado da filha e herdeira, que era linda como uma rosa, declarou que venceria a guerra em menos de oito dias, se fosse certo que a mão da Princesa seria dada como prémio ao vencedor. — Pois sim, de boa vontade cumprirei a promessa, mas a condição é vencer ou morrer. Se voltares aqui vencido, a cabeça ser-te-á cortada. — Aceito todas as condições. Cumprimentando, saiu arrogante como tinha entrado, e foi meter-se no quarto que mandara guardar na hospedaria. Abriu o canudo e logo lhe apareceram os dois pretos, que perguntaram as suas ordens. — Preciso já a fronteira fortificada e esta cidade igualmente inexpugnável. Além disto, quero um exército e uma armada tão numerosos e bem equipados que só a sua vista faça fugir o inimigo. No dia seguinte de manhã, tudo estava conforme o seu desejo. O porto coalhado de navios, as fortalezas cheias de peças, e tantos os soldados que parecia nascerem do chão. O povo, cheio de entusiasmo, aclamava-o já como salvador e seu futuro Rei. Partiu no melhor navio da esquadra, bombardeou a capital do reino vizinho, e tal foi o seu procedimento, que, em menos de oito dias, trazia prisioneiros os principais guerreiros inimigos e o orgulhoso Rei vinha pedir humildemente a paz. Foi assim castigado com o mal, quem tanto mal queria fazer aos mais pequenos. O rapaz casou com a Princesa, foi jurado Rei, e tão bem administrava o seu pequeno reino que este em breve se tornou florescente e rico. Ora no reino inimigo havia uma bruxa que foi ter com o rei e se ofereceu para vencer o vitorioso rapaz, se lhe dessem um navio bem armado. Morrendo por se vingar, imediatamente o mau Rei aceitou a proposta da bruxa e deu o que ela pediu. Quando o navio deitou ferro no porto da capital vizinha, a velha desembarcou só, e, disfarçada em pedinte, foi ao palácio, dizendo que queria falar à jovem Rainha. Esta que era bondosa, mandou-a entrar e depois de conversarem por algum tempo, disse-lhe a velha: — Vossa Majestade ainda não reparou que seu real esposo trás um canudo muito feio ao pescoço? — Não, ainda não vi. — Pois se quer que ele nunca deixe de gostar de Vossa Majestade, vá ver se está a dormir e traga-me essa porcaria, que até parece impossível que tão grande capitão a traga consigo. A Rainha foi ver se o marido dormia a sesta, e como efectivamente o encontrou adormecido, cortou o cordão que lhe prendia o canudo ao pescoço e entregou-o à velha. Esta pôs-se a andar para o seu navio, e, chamando os pretos, fez desaparecer os soldados, navios, fortalezas e peças deixando a cidade desguarnecida. Assim, apenas com o navio que trazia, se tornou vitoriosa. O velho Rei quando isto viu, ordenou a prisão do genro, e com grande desgosto da filha o mandou lançar num poço muito fundo, sem água, que havia no palácio. Como companhia só lhe deixaram um gatinho que ele estimava muito. Ora no fundo do poço havia uma rataria medonha, e o gato tratou logo de se pôr em campo contra os seus inimigos. Já a mortandade era tal, que um dia apareceu uma ratazana muito grande a pedir providências ao rapaz. — Mas que tenho eu com isso? — respondeu. — O meu gato é que faz as caçadas, avem-te com ele. — Eu com gatos não me entendo. O senhor é o dono dele. Diga-lhe que faça as pazes connosco e peça-me o que quiser, porque eu tudo lhe farei para não ver os meus soldados dizimados tão miseràvelmente. — Mas quem és tu e quem são os teus soldados? — Eu sou o rei dos ratos. — Estimo conhecer vossa majestade — disse o Príncipe a rir. — Mas se quer que proíba o meu gato de matar os seus soldados, traga-me um canudo mágico que uma bruxa do país inimigo me roubou e que foi a causa da minha desgraça. Imediatamente o rei dos ratos deu as suas ordens e um exército dos seus súbditos se encaminhou para casa da bruxa. Esta punha o canudo debaixo do travesseiro quando se deitava, e de dia trazia-o ao pescoço. Só de noite lhe poderia ser roubado. Ratos em grande quantidade foram para a cozinha e começaram lá a fazer barulho para acordar a velha. Esta cuidando que lhe iam ao fumeiro, levantou-se a correr e foi enxotá-los. Neste meio tempo foram outros à cama e roubaram o canudo mágico, fugindo com ele, enquanto a bruxa ficava a resmungar contra a rataria, prometendo arranjar um ''maltês'' que a afugentasse. Quando o rapaz se viu senhor do seu rico talismã, agradeceu os bons serviços do rei dos ratos e seus súbditos, prometendo não os incomodar jamais. Desejou-se no palácio junto da Rainha, que muito satisfeita ficou em tornar a vê-lo. Contou-lhe toda a sua vida, para que não voltasse a suceder que fosse enganada como fora da primeira vez, por culpa da sua falta de franqueza. No dia seguinte, fortalezas em pé, o porto novamente coalhado de navios, soldados e marinheiros às ordens, ei-lo aí vai a reconquistar o país inimigo e a obrigá-lo a pagar caro a traição do seu Rei. Depois de novo implorada e feita a paz com o Rei vizinho, que tinha mais medo que vergonha, tornou a ser o pequeno reino o modelo dos países, governado por quem soubera correr a aventura da fortuna e dela usara para fazer o bem. [[Categoria:Histórias maravilhosas da tradição popular portuguesa|O canudo mágico]] 7g9q7k8y7ujj9b5nzrz0hpbwvcxo8hx Página:Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf/45 106 258031 563324 2026-09-20T14:35:27Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 563324 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|41|{{sc|a volta do mundo em oitenta dias}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude><section begin="Cap. VIII"/>— Mas nāo se engana? perguntou-lhe mais uma vez o consul. — Nāo me engano. — Entāo porque é que esse ladrāo teve interesse em referendar o passaporte em Suez? — Porque?... nāo sei dʼisso, meu consul, respondeu o ''dectetive'', mas ouça-me. E em poucas palavras referiu os pontos principaes da sua conversa com o creado do dito Fogg. — Effectivamente todas as apparencias sāo contra esse homem. E o que vae fazer? — Expedir um telegramma para Londres pedindo com instancia que me mandem uma ordem de prisāo a Bombaim, embarcar em seguida no ''Mongolia'', nāo perder de vista o meu ladrāo até ás Indias, e ali, nʼaquella terra ingleza, chegar-me a elle attenciosamente, com a minha ordem de prisāo em punho, e pôr-lhe a māo no hombro. Depois de proferir estas palavras friamente, o agente despediu-se do consul e dirigiu-se ao telegrapho. Dʼahi mandou ao director da policia de Londres o despacho que já conhecemos. Um quarto de hora depois, Fix, com a sua pequena bagagem na māo, mas bem fornecido de dinheiro, embarcava a bordo do ''Mongolia'', e bem depressa o rapido paquete corria a toda a força do vapor nas aguas do mar Roxo. {{dhr|2}} <section end="Cap. VIII"/> <section begin="Cap. IX"/>{{t2|{{sc|em que o mar Roxo e o mar das indias se mostram propicios<br>aos designios de phileas fogg}}|CAPITULO IX}} {{dhr}} A distancia entre Aden e Suez é exactamente de trezentas e dez milhas, e o regulamento da companhia concede aos seus paquetes um praso de cento e trinta e oito horas para a percor-<section end="Cap. IX"/><noinclude></noinclude> 0zjtgeq03ksy3enhttfxyvcx8qbiq5g A Volta do Mundo em Oitenta Dias (3ª edição)/VIII 0 258032 563325 2026-09-20T14:36:52Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf" from=41 to=45 fromsection="Cap. VIII" tosection="Cap. VIII" header=1/> {{Modernização}} {{DP-3}} [[en:Around the World in Eighty Days (Towle)/Chapter 8]] [[es:La vuelta al mundo en ochenta días/Capítulo VIII]] [[id:Mengelilingi Doenia Dalam 80 Hari/Bab VIII]] [[sv:Jorden rundt på åttio dagar/8]] [[fr:Le Tour du monde en quatre-vingts jours/Chapitre 8]] he:סביב הארץ בש... 563325 wikitext text/x-wiki <pages index="Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf" from=41 to=45 fromsection="Cap. VIII" tosection="Cap. VIII" header=1/> {{Modernização}} {{DP-3}} [[en:Around the World in Eighty Days (Towle)/Chapter 8]] [[es:La vuelta al mundo en ochenta días/Capítulo VIII]] [[id:Mengelilingi Doenia Dalam 80 Hari/Bab VIII]] [[sv:Jorden rundt på åttio dagar/8]] [[fr:Le Tour du monde en quatre-vingts jours/Chapitre 8]] [[he:סביב הארץ בשמונים יום/פרק ח]] [[it:Il giro del mondo in ottanta giorni/Capitolo VIII]] [[pl:Podróż naokoło świata w 80-ciu dniach/Rozdział VIII]] [[uk:Подорож довкола землї в 80 днях/VIII]] 69kc865lubla5rkeoyo5778solczd0o Histórias maravilhosas da tradição popular portuguesa/O que é a felicidade 0 258033 563326 2026-09-20T14:44:03Z Mt516 43586 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{navegar | título = [[../]] | autor = Ana de Castro Osório | tradutor = | seção = O que é a felicidade | anterior = [[../História da Princesa que se perdeu na floresta/]] | posterior = [[../História da menina deitada ao mar ou da Maria das Silvas/]] | notas = }} '''<big>O QUE É A FELICIDADE</big>''' HAVIA uma vez um Príncipe que se julgava o mais desgraçado dos mortais. Triste, triste, não fazia senão chorar e la... 563326 wikitext text/x-wiki {{navegar | título = [[../]] | autor = Ana de Castro Osório | tradutor = | seção = O que é a felicidade | anterior = [[../História da Princesa que se perdeu na floresta/]] | posterior = [[../História da menina deitada ao mar ou da Maria das Silvas/]] | notas = }} '''<big>O QUE É A FELICIDADE</big>''' HAVIA uma vez um Príncipe que se julgava o mais desgraçado dos mortais. Triste, triste, não fazia senão chorar e lamentar-se. Escondia-se de todos, fugia dos demais rapazes da sua idade, e os passeios que dava eram só para os montes onde não havia fôlego vivo. Quem o visse diria que era um velho, tão curvado andava sempre, tão pálido e magro tinha o rosto, outrora belo e radiante. O Rei seu pai consultou médicos e adivinhos, chamou ao seu reino todos os sábios do Mundo, mas ninguém dava com a causa nem com a cura do mal que minava o Príncipe. Só um velho sábio, que sobre os livros tinha passado os dias e as noites queimando as pestanas em aturado estudo, falou assim ao aflito pai: — Para que teu filho se cure e te venha a suceder no trono, é necessário, ó Rei, que lhe vistas a camisa dum homem que se considere completamente feliz e satisfeito com a sorte. Porque o mal de teu filho é a ambição de tudo possuir e o desgosto de tudo quanto possui. O Rei tremeu, porque há muitos doidos por este Mundo de Cristo, que ninguém pode curar, só porque desejam aquilo que não podem obter. Mas, seguindo o conselho do sábio, umas poucas de embaixadas partiram em procura do homem feliz a quem pedissem a camisa para a cura maravilhosa. Nem nos palácios dos reis, nem nos casebres dos pobres, encontraram, porém, quem se julgasse inteiramente feliz com a sua sorte. Cidades, vilas, aldeias, tudo foi visitado. E as embaixadas iam recolhendo ao palácio, trazendo o desânimo ao pobre pai, que via morrer o filho sem lhe poder valer. Até que a última, voltando ao país, se perdeu pelas serras. Foram andando, andando, até chegar à cabana de um pobre pastor. Viram-no recolher do trabalho, que sem descanso levava, de sol a sol. Ouviram-no cantar e rir. E, à noite, quando se sentou à lareira junto da mulher e dos filhos, ouviram-no agradecer a Deus a felicidade que lhe era concedida, desejando que assim continuasse sempre. Os embaixadores, como não sabiam o caminho, aceitaram a hospitalidade que lhes oferecia aquela pobre gente e toda a noite se divertiram com a alegria que reinava ali. Por fim, o mais velho dos cortesãos tirou-se dos seus cuidados e disse ao pastor: — Bom homem, julgas-te ditoso aqui neste ermo e nesta desolada pobreza longe de tudo quanto nos torna preciosa a vida? — Senhor, que mais posso desejar se tenho saúde, amor e alegria? — Mas, diz a verdade, consideras-te feliz e nada mais desejas? — Sim, considero-me feliz e não desejo mais do que tenho. — Bom, vende-me, então, a tua camisa. Pede o que quiseres, que tudo dará um pai que vê morrer seu filho sem ter outro remédio para o salvar. Afastando a camisola feita com a lã das suas ovelhas, o pastor mostrou com orgulho o rijo peito de trabalhador e respondeu, rindo: — Eu não uso camisa! De orelha murcha voltaram os mensageiros do rei e contaram a este o que lhes sucedera. Ouvindo o Príncipe esta história, clamou: — O quê, pois o único homem que no Mundo se considera feliz, não usa camisa?! Quero ir vê-lo e praticar como ele pratica. Dito e feito, levaram-no ao pastor, que muito bem o recebeu, sem querer saber se era Príncipe ou mendigo. — Que receita tens para ser feliz, bom homem? — perguntou o agoniado moço. — Contento-me com o que tenho e agradeço como um favor tudo quanto gozo. Não invejo os mais ricos nem desprezo os mais pobres. — O quê, pois há quem seja mais pobre do que tu? — perguntou ainda o Príncipe olhando para a nudez daquela cabana. — Há mais pobres do que eu, todos os que não podem, não querem ou não sabem trabalhar. O Príncipe voltou para o palácio mais satisfeito, e daí em diante, seguindo os conselhos do pastor, contentou-se com a sua sorte, viveu com saúde e foi feliz. [[Categoria:Histórias maravilhosas da tradição popular portuguesa|O que é a felicidade]] 5m8893oasjo2znfmdpidniy2mc2a56z Wikisource:Esplanada/Bug na tag ref com o parâmetro follow 4 258034 563339 2026-09-20T16:22:58Z Junglk 34905 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Pessoal, estava mexendo nessa página aqui: [[Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/29]] e me deparei com um bug na tag <code><ref></code> quando adiciono o parâmetro <code>follow=</code>, o que ocorre é que o número da referência aparece e a referência com esse parâmetro ocupa um lugar no texto, o que causa uma quebra de linha que não deveria existir! Deem uma olhada na Mainpage:... 563339 wikitext text/x-wiki Pessoal, estava mexendo nessa página aqui: [[Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/29]] e me deparei com um bug na tag <code><ref></code> quando adiciono o parâmetro <code>follow=</code>, o que ocorre é que o número da referência aparece e a referência com esse parâmetro ocupa um lugar no texto, o que causa uma quebra de linha que não deveria existir! Deem uma olhada na Mainpage: [[Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas/Classificação e divisão]], o parágrafo que começa "A sub-família mon-khmêr do indo-chinês..." é quebrado indevidamente pois a referência está no fim da página, quando não deveria ocupar um espaço ali. Como parâmetro de comparação é assim que devia ficar e funcionar [[:s:Page:Principles of Political Economy Vol 1.djvu/129|Page:Principles of Political Economy Vol 1.djvu/129]] e [[:en:Page:Principles of Political Economy Vol 1.djvu/130|Page:Principles of Political Economy Vol 1.djvu/130]]. Alguém sabe o que ocorreu? Porque antes funcionava perfeitamente. 0fzss1cekk11041gmhj0yn8ybag1ziz 563340 563339 2026-09-20T16:23:50Z Junglk 34905 563340 wikitext text/x-wiki Pessoal, estava mexendo nessa página aqui: [[Página:Sebastião Rodolfo Dalgado - Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas (1913).pdf/29]] e me deparei com um bug na tag <code><ref></code> quando adiciono o parâmetro <code>follow=</code>, o que ocorre é que o número da referência aparece e a referência com esse parâmetro ocupa um lugar no texto, o que causa uma quebra de linha que não deveria existir! Deem uma olhada na Mainpage: [[Influência do Vocabulário Português em Línguas Asiáticas/Classificação e divisão]], o parágrafo que começa "A sub-família mon-khmêr do indo-chinês..." é quebrado indevidamente pois a referência está no fim da página, quando não deveria ocupar um espaço ali. Como parâmetro de comparação é assim que devia ficar e funcionar [[:s:Page:Principles of Political Economy Vol 1.djvu/129|Page:Principles of Political Economy Vol 1.djvu/129]] e [[:en:Page:Principles of Political Economy Vol 1.djvu/130|Page:Principles of Political Economy Vol 1.djvu/130]]. Alguém sabe o que ocorreu? Porque antes funcionava perfeitamente. [[Utilizador:Junglk|Junglk]] ([[Utilizador Discussão:Junglk|discussão]]) 16h23min de 20 de setembro de 2026 (UTC) qno7cx89fzxe6a3cnx8z620hegkr86g Página:Paulicea desvairada (1922).pdf/109 106 258035 563341 2026-09-20T18:11:05Z Didacus21 18931 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <div style="font-family:serif"> <div style="text-align:center"> {{xx-larger|{{Small caps|'''Paisagem n. 3'''}}}} </div> <div style="text-align:right> {{dhr|4}} <div style="text-align:left> <poem> Chove ? Sorri uma garôa cor de cinza, muito triste, como um tristemente longo... A casa Kosmos não tem impermeáveis em liquidação... Mas nêste largo do Arouche posso abrir o meu guarda-chuva paradoxal, êste lírico plátano de rendas mar ... {{... 563341 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Didacus21" /></noinclude><div style="font-family:serif"> <div style="text-align:center"> {{xx-larger|{{Small caps|'''Paisagem n. 3'''}}}} </div> <div style="text-align:right> {{dhr|4}} <div style="text-align:left> <poem> Chove ? Sorri uma garôa cor de cinza, muito triste, como um tristemente longo... A casa Kosmos não tem impermeáveis em liquidação... Mas nêste largo do Arouche posso abrir o meu guarda-chuva paradoxal, êste lírico plátano de rendas mar ... {{dhr|2}} Ali em frente... — Mário, põe a máscara ! — Tens razão, minha Loucura, tens razão. O rei de Tule jogou a taça ao mar... </poem> </div> </div><noinclude></noinclude> 0l1c3nctp9dio58pntcpv3wdhhvzsxv Página:Paulicea desvairada (1922).pdf/110 106 258036 563342 2026-09-20T18:12:49Z Didacus21 18931 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <div style="font-family:serif> {{dhr|12}} <poem> Os homens passam encharcados.. . Os reflexos dos vultos curtos mancham o ''petit-pavé''... As rôlas da Normal esvoaçam entre os dedos da garôa (E si pusesse um verso de Crisfal No De Profundis ?...) De repente um ráio de Sol arisco risca o chuvisco ao meio. </poem> </div> 563342 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Didacus21" /></noinclude><div style="font-family:serif> {{dhr|12}} <poem> Os homens passam encharcados.. . Os reflexos dos vultos curtos mancham o ''petit-pavé''... As rôlas da Normal esvoaçam entre os dedos da garôa (E si pusesse um verso de Crisfal No De Profundis ?...) De repente um ráio de Sol arisco risca o chuvisco ao meio. </poem> </div><noinclude></noinclude> 4c558i2ys4kv2mnj4d7jkvfk9gdlo7f Página:Paulicea desvairada (1922).pdf/111 106 258037 563343 2026-09-20T18:16:00Z Didacus21 18931 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <div style="font-family:serif"> <div style="text-align:center"> {{xx-larger|{{Small caps|'''Colloque Sentimental'''}}}} </div> <div style="text-align:right> {{dhr|4}} <div style="text-align:left> <poem> Tenho os pés chagados nos espinhos das calçadas... Higienópolis !... As Babilónias dos meus desejos baixos... Casas nobres de estilo... Enriqueceres em tragédias... Mas a noite é toda um véu-de-noiva ao luar ! {{dhr|2}} A preamar dos b... 563343 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Didacus21" /></noinclude><div style="font-family:serif"> <div style="text-align:center"> {{xx-larger|{{Small caps|'''Colloque Sentimental'''}}}} </div> <div style="text-align:right> {{dhr|4}} <div style="text-align:left> <poem> Tenho os pés chagados nos espinhos das calçadas... Higienópolis !... As Babilónias dos meus desejos baixos... Casas nobres de estilo... Enriqueceres em tragédias... Mas a noite é toda um véu-de-noiva ao luar ! {{dhr|2}} A preamar dos brilhos das mansões... O jazz-band da cor... O arco-íris dos perfumes... O clamor dos cofres abarrotados de vidas... Ombros nús, ombros nús, lábios pesados de adultério.. E o ''rouge'' — cogumelo das podridões... Exércitos de casacas eruditamente bem talhadas... </poem> </div> </div><noinclude></noinclude> 7pkfqubiq1nqs2ysynswef780nbgiid Página:Paulicea desvairada (1922).pdf/112 106 258038 563344 2026-09-20T18:19:42Z Didacus21 18931 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{dhr|7}} <div style="font-family:serif"> <poem> Sem crimes, sem roubos o carnaval dos títulos... Si não fosse o talco adeus sacos de farinha ! Impiedosamente... {{dhr}} — Cavalheiro... — Sou conde ! — Perdão. Sabe que existe um Braz, um Bom Retiro ? {{dhr}} — Apre ! respiro... Pensei que era pedido. Só conheço Paris ! {{dhr}} — Venha comigo então. Esqueça um pouco os braços da visinha... {{dhr}} — Percebeu, hein ! Dou-lhe gorgeta e ca... 563344 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Didacus21" /></noinclude>{{dhr|7}} <div style="font-family:serif"> <poem> Sem crimes, sem roubos o carnaval dos títulos... Si não fosse o talco adeus sacos de farinha ! Impiedosamente... {{dhr}} — Cavalheiro... — Sou conde ! — Perdão. Sabe que existe um Braz, um Bom Retiro ? {{dhr}} — Apre ! respiro... Pensei que era pedido. Só conheço Paris ! {{dhr}} — Venha comigo então. Esqueça um pouco os braços da visinha... {{dhr}} — Percebeu, hein ! Dou-lhe gorgeta e cale-se. O sultão tem dez mil... Mas eu sou conde ! </poem> </div><noinclude></noinclude> 8z8v73vptvtu7fpjau47lal4om6rbym Paulicea Desvairada/Paisagem n. 3 0 258039 563345 2026-09-20T18:22:08Z Didacus21 18931 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Paulicea desvairada (1922).pdf" from="109" to="110"/> 563345 wikitext text/x-wiki <pages index="Paulicea desvairada (1922).pdf" from="109" to="110"/> i4014vbvi8d5cruos1cornr8wr2dwwq Página:Paulicea desvairada (1922).pdf/43 106 258040 563346 2026-09-20T18:25:19Z Didacus21 18931 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <div style="font-family:serif; text-align:center"> {{Extrair imagem}} {{dhr|2}} {{larger|'''DESENHO DE ANTONIO MOYA'''}} </div> 563346 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Didacus21" /></noinclude><div style="font-family:serif; text-align:center"> {{Extrair imagem}} {{dhr|2}} {{larger|'''DESENHO DE ANTONIO MOYA'''}} </div><noinclude></noinclude> hnrgp1f32f2uc4odz8oa2futjmk1fh7 Página:Paulicea desvairada (1922).pdf/76 106 258041 563347 2026-09-20T18:30:11Z Didacus21 18931 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <div style="font-family:serif> {{dhr|4}} <poem> As permanéncias de ser um na febre! {{dhr|2}} Nunca nos encontrámos... Mas ha ''rendez-vous'' na meia-noite do Armenoville... {{dhr|2}} E tivemos uma filha, uma só... Batismos do snr. cura Bruma; agua-benta das garôas monótonas... Registei-a no cartório da Consolação... Chameia-a Solitude das Plebes... {{dhr|2}} Pobres cabelos cortados da nossa monja ! </poem> </div> 563347 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Didacus21" /></noinclude><div style="font-family:serif> {{dhr|4}} <poem> As permanéncias de ser um na febre! {{dhr|2}} Nunca nos encontrámos... Mas ha ''rendez-vous'' na meia-noite do Armenoville... {{dhr|2}} E tivemos uma filha, uma só... Batismos do snr. cura Bruma; agua-benta das garôas monótonas... Registei-a no cartório da Consolação... Chameia-a Solitude das Plebes... {{dhr|2}} Pobres cabelos cortados da nossa monja ! </poem> </div><noinclude></noinclude> rxk8u7ms9nb49qu7bcwk07tzykcyy82 Paulicea Desvairada/Tristura 0 258042 563349 2026-09-20T20:25:34Z Didacus21 18931 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Paulicea desvairada (1922).pdf" from="75" to="76"/> 563349 wikitext text/x-wiki <pages index="Paulicea desvairada (1922).pdf" from="75" to="76"/> dem8zc7ot6oowjm0adtmupd3hrnvq2t Página:Pégadas.pdf/108 106 258043 563352 2026-09-20T22:54:21Z Épico 12904 /* Revista */ 563352 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho|94|PÉGADAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>parenta velha, sua madrinha, viuva e rica, senhora de engenho, dona austera e veneravel, devota até ao fanatismo. A madrinha idolatrava-a loucamente. A casa era grande, antiga e nobre, povoada de aggregados, de mucambas e muitos famulos. Para chegar ao quarto da afilhada era preciso atravessarmos, eu e ella, de mãos dadas, na escuridão, longos corredores e varandas; com o calcanhar no ar, a respiração suspensa, os sapatos fóra. Mas que premio era ganhar o fim dessa jornada afflictiva e tenebrosa! A alcova lá no fundo, isolada do resto da casa, dava janellas sobre um jardim de arvores floriferas, todo cercado de altos muros de convento e todo envolvido no doce mysterio de uma fortaleza de amor. Que delicia contemplar da altura das janellas silenciosas o céo todo orvalhado de estrellas, e beber o segredo da noite; cinturas presas, cabeças juntas, cabellos confundidos. Ella não tinha mãe desde o berço e fôra criada pela madrinha. Casára aos quinze annos e enviuvára aos dezoito. A nossa loucura principiou no calor das valsas e foi-se derramando n'um delirio de mocidade até aquella perfumada alcova, onde a nossa ultima madrugada recolheu no seio o echo dos nossos derradeiros beijos. A madrinha não me podia ver. Resentimentos de devota: Eu nesse tempo, com pouco mais de vinte annos, suppunha-me um batalhador predestinado a regenerar o mundo a<noinclude></noinclude> qcty8gswzwppein23q70oi0wfjvigxm Página:Pégadas.pdf/109 106 258044 563354 2026-09-21T00:09:29Z Épico 12904 /* Revista */ 563354 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||FORA DE HORAS|95|borda_inferior=sim}}</noinclude>golpes desapiedados contra as velhas instituições; tinha o meu jornal republicano e acatholico e duelava-me, dia a dia, ferozmente, com os redactores de um orgão ultramontano e com os velhos jornalistas conservadores. Imaginem se a velha me podia ver! Era por toda a cidade apontado a dedo; amado pela metade da população e amaldiçoado pela outra. Os devotos enfureciam-se commigo e os padres pediam ao diabo que me carregasse para longe da minha provincia. Ouviu-os o demo. Tive de partir para o Rio de Janeiro. E foi nas ultimas horas percursoras desse triste dia que os mais amorosos labios de mulher gemeram contra os meus a dolorosa cavatina percursora da saudade. Ai! quantas lagrimas nos ensoparam os beijos e quantos soluços nos cortaram os juramentos de fidelidade! Só resolvemos separar-nos quando o horizonte já nos ameaçava com a aurora. E lentamente nos affastámos do nosso paraiso, mais tristes e mais mudos que os dous primeiros amantes enxotados sobre a terra. Ao meu lado ella caminhava quasi tão núa e certamente mais commovida e chorosa do que a primeira Eva. — Espera! Espera ainda um instante, meu querido amor! supplicava-me entre beijos desesperançados, na occasião de abrirmos a porta da rua. Espera! Diz-me um negro presentimento<noinclude></noinclude> 8i7x1k50ksqwcsy34p8dcbdik1ad3jd Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/125 106 258045 563356 2026-09-21T01:27:10Z JppBr98 28173 /* Revista */ 563356 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 119 {{--}}}}</noinclude>Lá bate roupa uma mulher. — Sinh’Anna, bom dia! Que é do Luiz? — No eito, coitado. — Sárou bem? — Ché que esperança! Melhorsinho. Panaricio é uma festa!… — Malva, Sinh’Anna, malva cozida. {{dhr|200%}} Baitacas em bando, bulhentas, a sumirem-se num capão d’angico. Borboletas amarellas nas poças: parece debulhado n’agua um ramo de ipé. Uma preá que corta o caminho. Pega, Vinagre! Outra casinha. Mora nestao. Urunduva, caboclo amaleitado, Este diabo tem nas terras a coisa mais bella da zona — a paineira grande. Toco para lá. Um carreirinho entre roças, a pinguela, um vallado a saltar… Eil-a! Que maravilha! Derreada de flores cor de rosa parece uma só immensa rosa crespa. Beija-flôres com aqui, ninguem jámais viu tantos. Milheiros não digo — mas centenas, uma centena pelo menos lá está zinindo. Vêm de longe, todas as manhans, emquanto dura a festa floral da paineira mãe. {{nop}}<noinclude></noinclude> ttwci1k6jci7ev86k3vazmzvkkbpsym Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/126 106 258046 563357 2026-09-21T01:30:37Z JppBr98 28173 /* Revista */ 563357 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 120 {{--}}}}</noinclude>Voejam rapidos como o pensamento, ora librados no ar sugando uma corolla, ora riscando curvas velocissimas em trabalhos de amôr. Que lindo amôr — alado, rutilante de pedrarias!… [[File:Urupês (3ª Edição) Página 126 Imagem 0002.png|centro|300px]] Respiro um ar cheiroso, adocicado, e fico-me em enlevo a ver as flôres que cáem, gyrantes. Se afla mais forte a brisa, despegam-se em bando, e recamam o chão. O Urunduva? {{nop}}<noinclude></noinclude> n8bmfjxzk8lfwsc1hwe0zx55s1fygrv Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/127 106 258047 563358 2026-09-21T01:37:28Z JppBr98 28173 /* Revista */ 563358 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 121 {{--}}}}</noinclude>E’ elle mesmo. Amarello, inchado, a arrastar a perna… — Então meu velho, na mesma? — Melhorsinho. A quina é remedio. — Isso mesmo, quina, quina. — E’, mas… está cara, patrão. Um vidrinho assim, tres cruzados. Estou vendo que tenho de vender a paineira. — ? — O Chico Sebastião dá dezoito mil réis e um capadinho. Como este anno carregou demais vem paina p’r’arrobas; elle quer aproveitar. Derruba e… — Derruba!… — Derruba e… — Porque não colhe a vara? — Não vê que é mais facil derrubar… {{dhr|200%}} — Derruba!… Fujo d’alli com este horrivel som a azoinar-me a cabeça. Aquella maleita ambulante é «dona» da arvore. O Urunduva está classificado no genero «homo». Goza de direitos. E’ o rei da criação, e dizem que feito á imagem e semelhança de Deus. — Derruba!… {{dhr|200%}} Roças de milho. A terra calcinada, com as cinzas escorridas pelo<noinclude></noinclude> btwehx73iyosvh9yrbcfpr9j1a53hwg Página:Paulicea desvairada (1922).pdf/59 106 258048 563359 2026-09-21T01:37:52Z Didacus21 18931 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <div style="font-family:serif"> {{dhr|7}} <poem> Nem chegarás tão cedo á fábrica de tecidos dos teus êxtases; telefone: Alem, 3991... Entre estas duas ondas plúmbeas de casas plúmbeas, vê, lá nos muito-ao-longes do horisonte, a sua chaminé de céu azul ! {{dhr|9}} </poem> </div> 563359 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Didacus21" /></noinclude><div style="font-family:serif"> {{dhr|7}} <poem> Nem chegarás tão cedo á fábrica de tecidos dos teus êxtases; telefone: Alem, 3991... Entre estas duas ondas plúmbeas de casas plúmbeas, vê, lá nos muito-ao-longes do horisonte, a sua chaminé de céu azul ! {{dhr|9}} </poem> </div><noinclude></noinclude> lxg444nw7h1w20wz5eaqizp5dnz0e1w Paulicea Desvairada/Rua de São Bento 0 258049 563360 2026-09-21T01:41:55Z Didacus21 18931 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Paulicea desvairada (1922).pdf" from="53" to="56"/> {{DP-1}} 563360 wikitext text/x-wiki <pages index="Paulicea desvairada (1922).pdf" from="53" to="56"/> {{DP-1}} efoog0ct8ryvqxnhmtpoh6gt1qbpyuo 563362 563360 2026-09-21T01:42:49Z Didacus21 18931 563362 wikitext text/x-wiki <pages index="Paulicea desvairada (1922).pdf" from="57" to="59"/> {{DP-1}} brc218o7a5hw7b0phuz3g3qmowfv5nb Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/128 106 258050 563361 2026-09-21T01:42:10Z JppBr98 28173 /* Revista */ 563361 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 122 {{--}}}}</noinclude>aguaceiro da vespera, inça-se de tocos carbonisados, e arvores sem folhas ennegrecidas até meia altura, e paulama em carvão. Entremeio, covas de milho já espontando folhas tenras. Adiante, feijão. O terreno varrido, côr de sepia, pontilhado pelo verde das plantinhas recem-vindas lembra chita de velha: as velhas vestem chitas escuras com pintas verdes. E’ este o sitio da Maria Veva. Tem ruim fama esta mulher papuda. Má até alli, dizem. O marido, coitado! um bobo que anda pelo cabresto — Pedro Suan. Ganhou este appellido desde uma celebre festa em que o surrou a mulher com um suan de porco. Lá vem elle, de espingardinha. — Vae caçar? — Antes fosse. Vou cuidar do enterro. — Enterro? — Pois morreu a menina, a Anninha. — Pobresinha! De que? — A gente sabe? Morreu de morte. Estupido! Sem querer dirijo-me para a casa delle. Não gosto da Veva. E’ horrenda, beico rachado, olhar máu, suja, e aquelle papo! — Então Nha, morreu a menina? Soube-o ainda agora pelo Pedro… — E’. Que resposta secca! — E de que morreu? {{nop}}<noinclude></noinclude> illninboytoolkk6s9vf9iobhbgj6gl Página:Pégadas.pdf/110 106 258051 563363 2026-09-21T01:45:44Z Épico 12904 /* Revista */ 563363 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho|96|PÉGADAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>que nunca mais nos veremos! Espera ainda! um instante só! Mas era preciso separar-nos. O dia não tardaria a repontar e eu tinha de estar ao lado de minha familia ao amanhecer. O vapor largaria cedo. Os amigos viriam buscar-me logo pela manhã. Era preciso ir! — Adeus! Adeus! E arranquei-me dos seus braços, emquanto desfallecida e soluçante, ella se amparava contra a parede do corredor. E, para não succumbir tambem, tratei de apressar a fuga e precipitei-me sobre a porta da rua. Mas, que horror! a chave já lá não estava na fechadura. Alguem de casa tinha carregado com ella. — Ah! Foi Dindinha com certeza, disse dolorosamente a minha pobre amada. Meu Deus! meu Deus! E quasi sem poder andar, de tão nervosa e tremula, voltou ao interior da casa e tornou a ter commigo, para me segredar aterrada que havia luz no quarto da madrinha. — Descobriu tudo! Descobriu tudo! murmurou afflicta. Fechou-nos! Estamos presos! Estamos perdidos! — E agora?... perguntei, devéras agitado, lembrando-me da monastica altura dos muros do jardim.<noinclude></noinclude> lurnzcz9j4vug2vcwsasu4095fh6zq9 Página:Paulicea desvairada (1922).pdf/66 106 258052 563364 2026-09-21T01:46:29Z Didacus21 18931 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <div style="font-family:serif"> {{dhr|9}} <poem> — Nadador ! vamos partir pela via dum Mato-Grosso ? — Io ! Mai !... (Mais dez braçadas. Quina Migone. Hat Stores. Meia de seda.) Vado a pranzare con la Ruth. {{dhr|9}} </poem> </div> 563364 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Didacus21" /></noinclude><div style="font-family:serif"> {{dhr|9}} <poem> — Nadador ! vamos partir pela via dum Mato-Grosso ? — Io ! Mai !... (Mais dez braçadas. Quina Migone. Hat Stores. Meia de seda.) Vado a pranzare con la Ruth. {{dhr|9}} </poem> </div><noinclude></noinclude> gs4degbldvc5r47cnuhx07zps89lrdu Página:Pégadas.pdf/111 106 258053 563366 2026-09-21T02:01:22Z Épico 12904 /* Revista */ 563366 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||FORA DE HORAS|97|borda_inferior=sim}}</noinclude>— Não sei! Não sei! foi a unica resposta que lhe obtive. Tornámos á alcova, mais tristes e mais lentos do que de lá saimos. A idéa da nossa separação não nos acabrunhava mais do que a de ficarmos juntos á força. Se me doia abandonar aquelle doce paraiso de amor, não me atormentava menos ter de ficar lá dentro prisioneiro. E ella, perplexa, chorava, chorava, apertando a cabeça entre os formosos braços, n'uma angustia sem esperança de salvação. Urgia, porém, tomar qualquer partido decisivo: o dia estava a chegar e eu não podia amanhecer alli, tendo de seguir para o Rio de Janeiro e embarcar dentro de poucas horas! Afinal, a minha companheira de agonia muniu-se de coragem e foi bater de leve, muito de leve, no quarto da madrinha. Silencio. Tornou a bater. Bateu terceira vez. — Quem está ahi? — Sou eu, Dindinha. Abra por favor... — Que quer a senhora a estas horas? — Nada, Dindinha... Eu queria a chave da porta da rua.... — Para que? — Não me pergunte, Dindinha, por amor de Deus! e dê-me a chave... Peço-lhe por tudo que Dindinha mais deseja no mundo!...<noinclude></noinclude> 2t5vukr2egnroicg6ve4no3c07cbmy4 Página:Pégadas.pdf/112 106 258054 563367 2026-09-21T02:11:35Z Épico 12904 /* Revista */ 563367 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho|98|PÉGADAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>— Não dou! — Minha Dindinha... — Não! não! — Abra a sua porta ao menos... E esta supplica foi já toda embebida de lagrimas e soluços. A velha veiu á porta e eu então pude espiar lá para dentro. Era um pequeno aposento, bem arrumado e limpo. Havia uma commoda com um oratorio, onde luzia uma lampada que era unica a illuminar o honesto e tranquillo dormitorio. Pelas paredes aprumavam-se quadros de santos, contrastando com o retrato a oleo de um tenente de cavallaria, mal pintado, mas de olhinhos vivos e que parecia sorrir lá da sua moldura para a viuvinha, com o ar escarninho assim de quem diz: « Tu então, pequena, fizeste a tua falcatrua e foste apanhada, hein?... Pois é bem feito! » A velha, assentada de novo na sua rede, conservava a physionomia fechada e parecia implacavel. A afilhada, procurando esconder nos braços nús a peccadora nudez do colo, desfazia-se em lagrimas e nellas repisava as suas supplicas, jurando que nunca mais, nunca mais! por tudo que houvesse de sagrado! reincidiria naquella feia culpa! — Não! — Tenha pena de mim, Dindinha!... — Quem é que estava ahi com a senhora?!<noinclude></noinclude> jwq1gbhxnebabx2c86kotdr56bmpgqb Página:Pégadas.pdf/113 106 258055 563368 2026-09-21T02:16:19Z Épico 12904 /* Revista */ 563368 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||FORA {{sic|DV|DE}} HORAS|99|borda_inferior=sim}}</noinclude>A moça calou-se, de olhos baixos, arfando-lhe por sob a cambraia da camisa os seios atormentados. — Diz ou não diz?! — É... é... Para que Dindinha quer saber?... Dindinha vai ficar zangada se eu disser... — Diga quem é! — Dindinha saberá depois... — Pois então retire-se já d'aqui! Saia da minha presença! — Não... Não... Eu digo... É... E ouvi o meu nome balbuciado a medo no ouvido da velha. Um charuto acceso, que lhe mettessem pela orelha, não lhe produziria tanto effeito. A devota teve um frouxo de tosse convulsa. — Com effeito! rosnou afinal, contendo a custo uma explosão de colera. Com effeito! Pois é esse alma perdida, esse atheu, esse monstro, que a senhora introduziu velhacamente em minha casa?! — Tenha paciencia, Dindinha... Elle parte esta manhã mesmo para o Rio de Janeiro... — Paciencia?!... É boa! Esse herege ha de ficar aqui preso e só sairá com alto dia e na presença do senhor vigario geral e dos padres da Sé, a quem vou chamar! o publico ha de ver e apreciar o escandalo, para vergonha sua e para castigo delle! Paciencia?! Sim hei de ter paciencia, mas será para desmascarar aquelle pedreiro livre!<noinclude></noinclude> n2bjs5h3npror4k89utshtgky2iy91r Página:Pégadas.pdf/114 106 258056 563369 2026-09-21T02:17:32Z Épico 12904 /* Revista */ 563369 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho|100|PÉGADAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>A velha tinha chegado ao auge da colera e já fallava em voz alta. Vi o caso perdido. E a minha pobre cumplice, de pé ao lado da rede, descalça e apenas resguardada pela tremula camisa, abaixou ainda mais o rosto e deixou que as suas perdidas lagrimas lhe corressem ao suspirado resfolegar do peito. A velha conservava-se inflexivel. Mas a afilhada chegou-se mais para junto della e pousando carinhosamente uma das mãos nos punhos da rede, começou a embalal-a de leve, e começou a murmurar n'um flebil queixume resentido: — Dindinha entretanto não devia fazer assim commigo... Dindinha bem sabe o muito que lhe quero e o muito que a respeito... Mas Dindinha devia lembrar se de que enviuvei com dezoito annos e tenho apenas vinte... Devia lembrar se de que sou moça e que o rapaz a quem amo não póde sequer approximar-se de Dindinha... — Confiada! — ... Devia lembrar-se de que... certa noite... (e abaixou mais a voz) quando eu era ainda pequenina e dormia no mesmo quarto com Dindinha... já depois que meu padrinho se separou de vosmecê... o tenente Ferraz, que alli está pintado na parede, saltou a janella do nosso quarto e Dindinha o recebeu nos braços, depois de ter ido verificar se eu estava dormindo... — Cala-te, doida!<noinclude></noinclude> cxhl1l3d8ntgalmj9kxg0i9rfzwaixl Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/129 106 258057 563370 2026-09-21T02:39:41Z JppBr98 28173 /* Revista */ 563370 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 123 {{--}}}}</noinclude>— Deus é que sabe. — Peste! E como a atrevidaça me olha duro! Sinto-me mal na sua presença. — Adeus, Sycorax! Para alguma coisa sirva a literatura. Arripio caminho, entristecido. A manhan vae alta, já crúa de luz. O sol estupido, o azul de irritar. Que é dos aranhóes? Sumiram-se com o orvalho que os visibilisa. Estão agora invisiveis a apanhar os insectos incautos que Nha Veva Aranha devora. A paisagem perdeu o encanto da frescura e da bruma. Está um logar commum. Não vejo flores nem passaros. O excesso de luz dilue as flores, o calor esconde as aves. Só um carácará resiste á soalheira num esgalho de peroba: está de tocaia aos pintos do Urunduva, o rapinante. Um vulto. E’ mulher. Será a Ignacia? Vem de trouxa á cabeça. E’ ella, a preta aggregada aos Suans. — Então rapariga? — Ah, seu moço, vou-me embora. Alguem ha de ter dó da velha. Na casa da peste papuda nem mais um dia. Antes morrer de fome. — Que coisa houve? {{nop}}<noinclude></noinclude> g6y1z759zcx6z6y1tko1af0rl2y1w6w Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/130 106 258058 563371 2026-09-21T02:44:33Z JppBr98 28173 /* Revista */ 563371 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 124 {{--}}}}</noinclude>— Não sabe que morreu a aleijadinha? Pois é, morreu. Morreu a pobre só porque hontem esta negra foi ao bairro do Liborio e a chuva me prendeu lá. Se eu pudesse adivinhar… — Mas do que morreu a menina, creatura? — Sabe de que morreu? Morreu… de sede! — Morreu sim, eu juro, um raio me abra pelo meio se a coitadinha não morreu… Aqui soluços de choro cortara-lhe a voz. — … de sede! Meu Deus do céu, o que a gente não vê neste mundo! {{dhr|200%}} A menina era entrevada e a mãe má como a irára. Dizia sempre: pestinha, porque não morre? Bocca atôa, a comer, a comer. Estica o cambito, diabo! Isso dizia a mãe — mãe, hein? A Ignacia, entretanto, morava lá só para zelar da aleijadinha. Era quem a vestia, e a lavava, e arrumava o pratinho daquelle passarico enfermo. Sete annos assim. Excellente negra! {{dhr|200%}} — Coisa de tres dias, garrou uma doencinha, dôr de cabeça, febre, febre. Dei chá de hortelan, tada, dei de cidreira, nada. Sempre a quentura da febre. Disse commigo: o compadre Liborio é bom curador. Vou lá e trago uma dóse. Fui — é longinho, tres quartos — fui, elle me deu a<noinclude></noinclude> 16bgo6nz38qdw0ocfdge3p33rbq5ync Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/131 106 258059 563372 2026-09-21T02:49:54Z JppBr98 28173 /* Revista */ 563372 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 125 {{--}}}}</noinclude>dóse, mas quem disse de poder voltar? Uma chuvarada… Pousei no Liborio. Hoje, manhansinha, vim. Entrei alegre, pensando: a coitadinha vae sarar. Eu que pisei na sala dou com a menina espichada na esteira, fria. Anninha! Anninha! Quando vi bem que estava morta de uma vez, ah! seu moço, berrei como nunca na minha vida. — Nha Veva, de que geito morreu Anninha, conte, conte! Nha Veva quieta, repuxando a bocca. Uma pedra. Não disse nada. Cahi em cima da menina, beijei, chorei. Nisto uma cotucada — era o Zico, aquelle negrinho, sabe? Olhei p’ra elle: fez geito de me falar lá fóra, longe da tatorana. Lá me contou tudo. A menina des’que eu sahi peiorou, mas quietinha sempre. Noite alta gemeu. — Cala a bocca, peste! gritou do outro quarto a mãe — mãe, veja! — Quero agua, nha mãe! — Cala bocca, peste! A menina calou. Mais tarde gemeu outra vez, baixinho. — Quero agua! quero agua! Ninguém se mexeu. — «E tu, negrinho safado, porque não acudiu á menina?» — «Não vê! Eu conheço nha Veva». O seu Pedro, aquelle trapo, estava na pinga de todo o dia. Ninguem na casa para acudir á doentinha. Ella, — um chorinho, ainda; depois — mais nada. De manhan… {{nop}}<noinclude></noinclude> 6g0rc16dg1jmnu0yvaojt2p6qyxogcp Página:Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf/132 106 258060 563373 2026-09-21T02:53:30Z JppBr98 28173 /* Revista */ 563373 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{c|{{--}} 126 {{--}}}}</noinclude>Lagrimas escorriam a fio pela cara da Ignacia e soluços de dôr escandiam-lhe as palavras. — De manhan foram encontrar a menina morta na cozinha rente do pote d’agua. Arrastou-se até lá o anjinho que nem se mexer na cama podia, e morreu de sede diante da agua!… — Quem sabe se… Não bebeu, não! O pote, em cima da caixa, ficava alto, e o côco estava tal e qual no logarsinho do costume. Não bebeu, não. Morreu de… seeede, o anjo! Enxugou as lagrimas na manga. Agora vou no Liborio — Se elle me quizer, fico — Se não, sou bem capaz de me pinchar nesse rio. Este mundo não paga a pena… {{dhr|200%}} Sol a pino. Desanimo, lassidão {{corr|infinitia|infinita}}…<noinclude></noinclude> k7myeed74f2iuybjae6aiw59rvnhy09 Urupês (3ª edição)/Bucolica 0 258061 563374 2026-09-21T02:55:20Z JppBr98 28173 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf" from=121 to=132 header="1" notas="{{versões|Anexo:Versões/Bucolica}}"/> {{PD-old-70-BR}} [[Categoria:Monteiro Lobato]] 563374 wikitext text/x-wiki <pages index="Urupês 1918 (ed.3, 4º milheiro).pdf" from=121 to=132 header="1" notas="{{versões|Anexo:Versões/Bucolica}}"/> {{PD-old-70-BR}} [[Categoria:Monteiro Lobato]] 9r3gck2hge8aa2xj9ctgpjk27iurvtk Página:Pégadas.pdf/115 106 258062 563376 2026-09-21T03:10:52Z Épico 12904 /* Revista */ 563376 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" />{{cabeçalho||FORA DE HORAS|101|borda_inferior=sim}}</noinclude>— Eu estava bem acordada, mas fiquei quietinha na minha rede, fingindo que dormia, só para ser agradavel a Dindinha... e ouvi todas as palavras de ternura que o tenente disse ao ouvido da Dindinha... E nunca fallei disto a ninguem... Ouvi tudo! Por signal que o tenente dizia: « Eu te amo, minha flôr! Eu te amo como um louco! Se quizeres que... » Mas a velha interrompeu-a. — Cala-te! Cala-te! disse. A sua physionomia tinha pouco a pouco se transformado com as palavras da afilhada e ia ganhando um triste e compassivo ar de desconsolação. Os olhos relentaram-se-lhe de saudade com aquelle frio recordar do passado. Quando a rapariga quiz continuar as suas revelações, ella interrompeu-a de novo com um fundo suspiro, e accrescentou com a voz quebrada pela commoção: — Cala-te, minha filha!... Ahi tens a chave... Abre-lhe a porta... Vae! vae, antes que amanheça... E deixa-me só! deixa-me ficar só!<noinclude></noinclude> e17ideyx28bpiia1i6x529tw1uc3pgh Página:Pégadas.pdf/116 106 258063 563378 2026-09-21T03:12:14Z Épico 12904 /* Sem texto */ 563378 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="0" user="Épico" /></noinclude><noinclude></noinclude> aaccngzzvexzvvw9np60syu0sndysjo Página:Pégadas.pdf/117 106 258064 563379 2026-09-21T03:13:20Z Épico 12904 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{C|style=font-family:serif;|fs=150%|{{espacejamento de letra||INVEJA}}}} 563379 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Épico" /></noinclude>{{C|style=font-family:serif;|fs=150%|{{espacejamento de letra||INVEJA}}}}<noinclude></noinclude> 7rd0sooi9w70g9t39czbh3ytl0n1rab 563380 563379 2026-09-21T03:13:29Z Épico 12904 /* Revista */ 563380 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Épico" /></noinclude>{{C|style=font-family:serif;|fs=150%|{{espacejamento de letra||INVEJA}}}}<noinclude></noinclude> 9ajk7eleg4zsoj9gqanmfvif3zz43fj Pégadas/Fora de horas 0 258065 563381 2026-09-21T03:15:06Z Épico 12904 + 1 cap 563381 wikitext text/x-wiki <pages index="Pégadas.pdf" from="107" to="115" header="1" /> 6aeorb9a3h85ai0vatlmhp44mr0eppd Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/560 106 258066 563383 2026-09-21T08:35:28Z MLReis 41056 /* Problemática */ 563383 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="2" user="MLReis" /></noinclude>352 APO {{lema|APOSTAMENTO}}. s. m. antiq. Ornato, atavio, enfeite compoftura. FERN. Lor. Chr. de D. J. I. 1, 15 E da multidom das trombetas, e doutras coufas, que lhe da- vão grande apoftamento, não cumpre fazer rezoado. 2, 85 O Mettre vinha mui guarnido de roupas, e ar- mas, e apoftamentos de cafa, como aquelle o bem fa- zer podia. {{lema|APOSTAR}}. v. a. Propor, quando fe difputa da verdade ou certeza de alguma coufa, hum certo premio ou coufa de va- lor, que baja de pertencer ao que tiver razão ou acertar. Reg. alg. c. ou fobre alg. c. ou com infinito. FERR. DE Vasc. Ülyflip. 2, 5 Apoftarei, que ainda não chegou a fonhar comigo. BERN. Lim. Ecl. Sobre iffo havemos ambos de apoftar. Luc. Vid. 5, 4 E apoftemos o que. vos parecer, que não ha de fahir por mais que vós fa- Reg. a. RODRIG. DE CASTR. Rim. 42 Eu inda que fei certo fer vencido, Apoftar a cantar com elle orde- no. D. F. MAN. Apol. 229 Não era aflim hum meu conhecido, tão difcretamente confiado, que fempre apof- tava a quem menos fabia. Sous. DE MAC. Ev. 1, 48, 261. n. 17 Mas Tricemo apoftando com elle à forças, levantou hum penedo, que Milon não pôde mover. Met. Sovs. DE MAC. Ulyffip. 153 As nuvens cotta, e dividindo o vento, Ligeireza apoftou c'o pen- famento. M. BERN. Paraif. 4, 3 A caridade apofta va- lentias com o mefmo inferno. Adag. Porfiar, mas não apoftar. DELIC. Adag. 71. Com pron. peff. Empenbarfe a fazer alguma coufa, como a porfia, ou a quem mais e melhor. GUERREIN. Rel. 1, 2, 37 Os que acudindo com fuas armas fe apoftarão a morrer com Teus fenhores.. Sous. Hift. 1, 5, 2 Pa- rece afe apoftárão os Padres... a enterrar comfigo fua memoria, como por teima. VIEIR. Serm. 6, 11, 5. n. 330. Parece que fe apofton o Efpirito Santo a avogar por efta caufa. Met. Das coufas. D. MAN. DE PORTUG. Obr. 15, 405 Quantas coufas, que dão outra repofta Daquillo, a que fe apofta o grão defejo. VIEIR. Serm. 7, 14, 4. n. 502 De forte que de quatro modos fe apoftou o elemen- to da agon a falvar e favorecer David. Apoftarfe contra alguem. Esforçarfe a fazerlbe mal. Fao, Tr. 1, 84, Os peores homens do mundo, os mais injuftos, os maiores tyrannos, e havidos por effes, forão os que fe apoftárão contra os Chriftãos. Apoftarfe. antiq. Porfe pronto. FERN. LOP. Chr. de D. J. 1, 126 E em. apoffandofe a frota de que lhe cumpria &c. {{lema|APOSTASIA}}. s. f. Negação da Fé de Jefus Chrifto, rece- bida e profeffada no. baptifmo, ou deferção total do ver- dadeiro conhecimento de Deos, para feguir alguma religião ou feita falfa. Do Greg. A'ostasia. acc. na penult. Ros. Met. Deixar ou defamparar alguma coufa, por de- Summ. 28 Efte vocabulo apoftafia, ou apollatar fe ufa fobediencia ou defprezo. FR. TH. DE JES. Trab. 1, 24, em tres generos de coufas, que são na fé, na religião, 523. Apoftatar, da obediencia de Deos, foi o principio c nas ordens. MARIZ, Dial. 2, 5 Peraque não houvef de todo mal. SOAR. DE BRIT. Apolog. 4, 24 Da pala- fe mais memoria de fua apoftasia e rebellião. CEIT. vra verifimilade, de que v. m. ula, apoftatando da veri- Serm. 1, 143, 3 Tão infame ficou o diabo ] pelo pec- femelhança. Vuen. Serm. 10. do Rof. 18, 4,293 Os cado, e apoftasia de Deos, que &c.quaes o deixavão totalmente, ou para o dizer com no- ferme mais proprio apoftatavão da devação do Rofario. {{lema|APOSTEMA}} s.m.. Abfceffo ou tumor preternatural em Acção de largar fem difpenfa o babito da Ordem Religiofa, que fe profeffára, e de fe eximir da obediencia de feus legitimos fuperiores. Fn. G. DA SILV. Vid. 7, 58 Mas noffo Senhor por fua mifericordia quiz tirar do er- confirmar em bom propofito efte noviço tremen- te, e fluctuante, e já quafi chegado a queda da apof- tasia. HEIT. PINT. Dial. 1, 2, 2 Fazendo das palhas traves, pera efcufarem fua apoftasia. MONTEIR. Art. 26, 23 Nem podem em cafo algum retratar a doação, que alguma parte do corpo, caufado pela corrupção de bumo- -res, o qual de ordinario fe termina por fuppuração. Lat. -Apoftema. A. BA CRUZ, Recop, 2, 1 O apoftema he tumor fóra da natureza, no qual cfta junta alguma ma- teria, que enche e eftende. MADEIR. Apolog. 10, 82 O humor, que eftá junto no apolfenia &c. L. ALV. Serm. 2, 12, 4. n. 1o Deixo as apoplexias, os apoftemas, os accidentes de varios modos, og 12.4 huma vez de fi fizerão, ou de fin livre vontade tornar atraz fem incorrer crime de apoftasia. No, fem. ORT. Colloq. 45,7 Nas, apoftemas, da Epith. Barbara. BARTH. GUERREIR. Cor. 4, 83, 681. Cruel. BRIT. Mon. 2, 5. c. 19. Efeandolofa. M. BERN. Floreft. 4, 9, 1. Perverfa. PINT. Ris. Rel. ao in Pontif. 243. {{lema|APOSTATA}} adj. de huma term. Que commette apoftasia. BRIT. Chr. 1, 12 Pouco importa o lugar fanto, fe o coração não acompanha o corpo, que vive nelle, mas vagueando pelo mundo, faz viver huma alma apoftata em corpo religiofo. VIER. Serm. 3, 149 3. 11. 586 Tan- otos ferviços vos tem feito efta gente perverfa e apofta- ta, que &c. M. FERNAND. Alm. 2, 1, 22. n. 78 Até quando fereis louca Virgem, perverfa, e apoftata {{lema|APOSTATA}}. s. m. Defertor da Fé Catholica e do culto verdadeiro de Deos, feguindo alguna religião ou feita fal- fa, Do Greg. A TOSTATS. acc. na antepenult. Ros. Summ. 28 Aquelle fe chama apoftata da fé, que de todo a dei- x2: CORT. R. Cerc. 10, 137 Apoftatas malditos, que perdèráo Huma tal redempção, hum Deos tão brando. Luc. Vid. 4, 11 Junto a Igreja, que os apoftatas tinhão deftruido. Epith. Declarado. CUNH. Catal. 1, 11. Falfo. CORT. R. Nautr. 11, 124 y. Impio. AкR. Dial. 3, 22. Infame. VIEIR. Scrm. 9. do Rof. 11, 5, 415. Infernal. Co dia- bo) CEIT. Serm. 2, 83, 2. Maldito. CORT. R. Cerc. 10, 137. ARR. Dial. 3, 22. Miferavel. Fr. G. DA SILV. Vid 3, 14. Perfido. BRIT. Mon, 2, 6. c. 9. Pertinaz. LISB. Jard. 531, 14. Vil. FR. G. DA SILV. Vid. 3, 14. Met. O que defampara algum partido ou eftado bom para tomar outro ruim. Heir. PINT. Dial, 1, 3, 10 El- la [Divina Juftiça ] lançou do céo a Lucifer com to- dos os apoftatas do feu bando. VIEIR. Serm. 4, 9, 3. n. 321 Os Samaritanos erão idolatras ou apoftatas da lei. Apoftata. O que fem difpenfa deixa o babito da Or- dem Religiofa, que profefára, e fe exime da obediencia de feus legitimos fuperiores. Ros. Summ. 28 y Os apofta- tas da Religião são os que a renuncião e deixáo fu- gindo de feu mofteiro. FR. A. DE S. Dox. Vid. 95, 2 Chamandofe apoftatas os que fogem do mofteiro, e ti- rão o habito fem licença. A. DE VASc. Anj. 2, 6, 7. part. 7. p. 946 E declara, que são apoftatas os que fem a dita licença fahirem da Companhia. Anjos apoftatas. Os demonios. Cer. Quadrag. 1, 2, 3. A. DE VASC. Anj. 2, 6., 7. part. 8. p. 948. Efpiritos apoftatas. O mesmo que Anjos apoftatas. D. CATH. INF. Reg. 2, 10. FR. MARC. Vid. 6, 7. {{lema|APOSTATAR}}. v. n. Negar ou renunciar a Fé de Jefus Chrifto, recebida no baptifmo. Do Greg. A'mo Tart. Reg. abf ou de. BARR. Paneg. 21, 315 E Juliano por della [f] apoftatar, morrer morte defaftrada e deshonrada. Luc. Vid. 4, 11 Fez tudo com arte e manhas, porque nos Chriftãos apoftataffem de Chrifto. TELL. Chr. 1, 2, 1. n. 11 Em huma Ilha das Malucas profetizou o caftigo do céo aos que, fendo Chriftãos, apoftataffem. Largar feni licença legitima o inftituto religiofo; que Je profeffara, eximindofe da obediencia de feus fuperiores. FERN. LOP. Chr. de D. J. I. 2, 125 E outras yaas c deshoneftas coufas, em que fe mifturando, apoftataffe da Ordem. Sous. Vid. 2, 30 Os parentes importunandoo que apoftatae da Ordem. A. DE VASC. Anj. 2, 4, 10. part. 6. p. 288 A hum Religiofo de S., Francifco, ob que levado do engano e tentação do demonio fe pre- tendia fahir huma noite do molteiro, capoftatar da Re- ligião &c. Dizfe dos Anjos rebeldes. Luz, Serm. 3, 10, Julgarão aos proprios Anjos, que cftando no céo, apoftatárão. Met. M. FERNAND. Alm. 15, 3. n. 92 O nome de Maria abranda a dureza do moftra haver na alma. LiderEpith. Externo. Cury. Polyanth. 2, 11, 85. n. 31. Horrida. Maus. Aft. Af. 5, 75. Interne. CuRv. Po- lyanth. 2, 85. n. 31. Peconhenta. CARD. INF. D. HENR Medit. 46 y. Ulcerada. GOES, Chr. de D. Man. 1, 56. Venenofa. M. FERNAND. Alm. 2, 1, 19, n. 2. pefte quando estão abertas, aproveita a pedra bazar.] PAIN. Serm. 3, 93 Hum, a quem dáo hum botão de fo- go para remedio dos olhos, ou de huma apoftema, de caustique periga a vida, fofite a dor com golto porque a tomas, como remedio do que mais ama. Maus. Aff. Afr. 5,75/ A quem nas juntas horrida apoftemia Faz que aflaltos, da morte, a, vifta, tema, 0151 21<noinclude></noinclude> 1h62n8htxpr5lfrinpfbu2mmwj48en5 563384 563383 2026-09-21T09:35:51Z MLReis 41056 563384 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="2" user="MLReis" /></noinclude>352 APO {{lema|APOSTAMENTO}}. s. m. antiq. Ornato, atavio, enfeite compoftura. FERN. Lor. Chr. de D. J. I. 1, 15 E da multidom das trombetas, e doutras coufas, que lhe da- vão grande apoftamento, não cumpre fazer rezoado. 2, 85 O Mettre vinha mui guarnido de roupas, e ar- mas, e apoftamentos de cafa, como aquelle o bem fa- zer podia. {{lema|APOSTAR}}. v. a. Propor, quando fe difputa da verdade ou certeza de alguma coufa, hum certo premio ou coufa de va- lor, que baja de pertencer ao que tiver razão ou acertar. Reg. alg. c. ou fobre alg. c. ou com infinito. FERR. DE Vasc. Ülyflip. 2, 5 Apoftarei, que ainda não chegou a fonhar comigo. BERN. Lim. Ecl. Sobre iffo havemos ambos de apoftar. Luc. Vid. 5, 4 E apoftemos o que. vos parecer, que não ha de fahir por mais que vós fa- Reg. a. RODRIG. DE CASTR. Rim. 42 Eu inda que fei certo fer vencido, Apoftar a cantar com elle orde- no. D. F. MAN. Apol. 229 Não era aflim hum meu conhecido, tão difcretamente confiado, que fempre apof- tava a quem menos fabia. Sous. DE MAC. Ev. 1, 48, 261. n. 17 Mas Tricemo apoftando com elle à forças, levantou hum penedo, que Milon não pôde mover. Met. Sovs. DE MAC. Ulyffip. 153 As nuvens cotta, e dividindo o vento, Ligeireza apoftou c'o pen- famento. M. BERN. Paraif. 4, 3 A caridade apofta va- lentias com o mefmo inferno. Adag. Porfiar, mas não apoftar. DELIC. Adag. 71. Com pron. peff. Empenbarfe a fazer alguma coufa, como a porfia, ou a quem mais e melhor. GUERREIN. Rel. 1, 2, 37 Os que acudindo com fuas armas fe apoftarão a morrer com Teus fenhores.. Sous. Hift. 1, 5, 2 Pa- rece afe apoftárão os Padres... a enterrar comfigo fua memoria, como por teima. VIEIR. Serm. 6, 11, 5. n. 330. Parece que fe apofton o Efpirito Santo a avogar por efta caufa. Met. Das coufas. D. MAN. DE PORTUG. Obr. 15, 405 Quantas coufas, que dão outra repofta Daquillo, a que fe apofta o grão defejo. VIEIR. Serm. 7, 14, 4. n. 502 De forte que de quatro modos fe apoftou o elemen- to da agon a falvar e favorecer David. Apoftarfe contra alguem. Esforçarfe a fazerlbe mal. Fao, Tr. 1, 84, Os peores homens do mundo, os mais injuftos, os maiores tyrannos, e havidos por effes, forão os que fe apoftárão contra os Chriftãos. Apoftarfe. antiq. Porfe pronto. FERN. LOP. Chr. de D. J. 1, 126 E em. apoffandofe a frota de que lhe cumpria &c. {{lema|APOSTASIA}}. s. f. Negação da Fé de Jefus Chrifto, rece- bida e profeffada no. baptifmo, ou deferção total do ver- dadeiro conhecimento de Deos, para feguir alguma religião ou feita falfa. Do Greg. A'ostasia. acc. na penult. Ros. Met. Deixar ou defamparar alguma coufa, por de- Summ. 28 Efte vocabulo apoftafia, ou apollatar fe ufa fobediencia ou defprezo. FR. TH. DE JES. Trab. 1, 24, em tres generos de coufas, que são na fé, na religião, 523. Apoftatar, da obediencia de Deos, foi o principio c nas ordens. MARIZ, Dial. 2, 5 Peraque não houvef de todo mal. SOAR. DE BRIT. Apolog. 4, 24 Da pala- fe mais memoria de fua apoftasia e rebellião. CEIT. vra verifimilade, de que v. m. ula, apoftatando da veri- Serm. 1, 143, 3 Tão infame ficou o diabo ] pelo pec- femelhança. Vuen. Serm. 10. do Rof. 18, 4,293 Os cado, e apoftasia de Deos, que &c.quaes o deixavão totalmente, ou para o dizer com no- ferme mais proprio apoftatavão da devação do Rofario. {{lema|APOSTATA}} adj. de huma term. Que commette apoftasia. BRIT. Chr. 1, 12 Pouco importa o lugar fanto, fe o coração não acompanha o corpo, que vive nelle, mas vagueando pelo mundo, faz viver huma alma apoftata em corpo religiofo. VIER. Serm. 3, 149 3. 11. 586 Tan- otos ferviços vos tem feito efta gente perverfa e apofta- ta, que &c. M. FERNAND. Alm. 2, 1, 22. n. 78 Até quando fereis louca Virgem, perverfa, e apoftata {{lema|APOSTATA}}. s. m. Defertor da Fé Catholica e do culto verdadeiro de Deos, feguindo alguna religião ou feita fal- fa, Do Greg. A TOSTATS. acc. na antepenult. Ros. Summ. 28 Aquelle fe chama apoftata da fé, que de todo a dei- x2: CORT. R. Cerc. 10, 137 Apoftatas malditos, que perdèráo Huma tal redempção, hum Deos tão brando. Luc. Vid. 4, 11 Junto a Igreja, que os apoftatas tinhão deftruido. Epith. Declarado. CUNH. Catal. 1, 11. Falfo. CORT. R. Nautr. 11, 124 y. Impio. AкR. Dial. 3, 22. Infame. VIEIR. Scrm. 9. do Rof. 11, 5, 415. Infernal. Co dia- bo) CEIT. Serm. 2, 83, 2. Maldito. CORT. R. Cerc. 10, 137. ARR. Dial. 3, 22. Miferavel. Fr. G. DA SILV. Vid 3, 14. Perfido. BRIT. Mon, 2, 6. c. 9. Pertinaz. LISB. Jard. 531, 14. Vil. FR. G. DA SILV. Vid. 3, 14. Met. O que defampara algum partido ou eftado bom para tomar outro ruim. Heir. PINT. Dial, 1, 3, 10 El- la [Divina Juftiça ] lançou do céo a Lucifer com to- dos os apoftatas do feu bando. VIEIR. Serm. 4, 9, 3. n. 321 Os Samaritanos erão idolatras ou apoftatas da lei. Apoftata. O que fem difpenfa deixa o babito da Or- dem Religiofa, que profefára, e fe exime da obediencia de feus legitimos fuperiores. Ros. Summ. 28 y Os apofta- tas da Religião são os que a renuncião e deixáo fu- gindo de feu mofteiro. FR. A. DE S. Dox. Vid. 95, 2 Chamandofe apoftatas os que fogem do mofteiro, e ti- rão o habito fem licença. A. DE VASc. Anj. 2, 6, 7. part. 7. p. 946 E declara, que são apoftatas os que fem a dita licença fahirem da Companhia. Anjos apoftatas. Os demonios. Cer. Quadrag. 1, 2, 3. A. DE VASC. Anj. 2, 6., 7. part. 8. p. 948. Efpiritos apoftatas. O mesmo que Anjos apoftatas. D. CATH. INF. Reg. 2, 10. FR. MARC. Vid. 6, 7. {{lema|APOSTATAR}}. v. n. Negar ou renunciar a Fé de Jefus Chrifto, recebida no baptifmo. Do Greg. A'mo Tart. Reg. abf ou de. BARR. Paneg. 21, 315 E Juliano por della [f] apoftatar, morrer morte defaftrada e deshonrada. Luc. Vid. 4, 11 Fez tudo com arte e manhas, porque nos Chriftãos apoftataffem de Chrifto. TELL. Chr. 1, 2, 1. n. 11 Em huma Ilha das Malucas profetizou o caftigo do céo aos que, fendo Chriftãos, apoftataffem. Largar feni licença legitima o inftituto religiofo; que Je profeffara, eximindofe da obediencia de feus fuperiores. FERN. LOP. Chr. de D. J. I. 2, 125 E outras yaas c deshoneftas coufas, em que fe mifturando, apoftataffe da Ordem. Sous. Vid. 2, 30 Os parentes importunandoo que apoftatae da Ordem. A. DE VASC. Anj. 2, 4, 10. part. 6. p. 288 A hum Religiofo de S., Francifco, ob que levado do engano e tentação do demonio fe pre- tendia fahir huma noite do molteiro, capoftatar da Re- ligião &c. Dizfe dos Anjos rebeldes. Luz, Serm. 3, 10, Julgarão aos proprios Anjos, que cftando no céo, apoftatárão. Met. M. FERNAND. Alm. 15, 3. n. 92 O nome de Maria abranda a dureza do moftra haver na alma. LiderEpith. Externo. Cury. Polyanth. 2, 11, 85. n. 31. Horrida. Maus. Aft. Af. 5, 75. Interne. CuRv. Po- lyanth. 2, 85. n. 31. Peconhenta. CARD. INF. D. HENR Medit. 46 y. Ulcerada. GOES, Chr. de D. Man. 1, 56. Venenofa. M. FERNAND. Alm. 2, 1, 19, n. 2. pefte quando estão abertas, aproveita a pedra bazar.] PAIN. Serm. 3, 93 Hum, a quem dáo hum botão de fo- go para remedio dos olhos, ou de huma apoftema, de caustique periga a vida, fofite a dor com golto porque a tomas, como remedio do que mais ama. Maus. Aff. Afr. 5,75/ A quem nas juntas horrida apoftemia Faz que aflaltos, da morte, a, vifta, tema, {{lema|APOSTEMA}} s.m.. Abfceffo ou tumor preternatural em Acção de largar fem difpenfa o babito da Ordem Religiofa, que fe profeffára, e de fe eximir da obediencia de feus legitimos fuperiores. Fn. G. DA SILV. Vid. 7, 58 Mas noffo Senhor por fua mifericordia quiz tirar do er- confirmar em bom propofito efte noviço tremen- te, e fluctuante, e já quafi chegado a queda da apof- tasia. HEIT. PINT. Dial. 1, 2, 2 Fazendo das palhas traves, pera efcufarem fua apoftasia. MONTEIR. Art. 26, 23 Nem podem em cafo algum retratar a doação, que alguma parte do corpo, caufado pela corrupção de humores, o qual de ordinario fe termina por fuppuração. Lat. Apoftema. A. BA CRUZ, Recop, 2, 1 O apoftema he tumor fóra da natureza, no qual cfta junta alguma ma- teria, que enche e eftende. MADEIR. Apolog. 10, 82 O humor, que eftá junto no apolfenia &c. L. ALV. Serm. 2, 12, 4. n. 1o Deixo as apoplexias, os apoftemas, os accidentes de varios modos, og 12.4 huma vez de fi fizerão, ou de fin livre vontade tornar atraz fem incorrer crime de apoftasia. No, fem. ORT. Colloq. 45,7 Nas, apoftemas, da Epith. Barbara. BARTH. GUERREIR. Cor. 4, 83, 681. Cruel. BRIT. Mon. 2, 5. c. 19. Efeandolofa. M. BERN. Floreft. 4, 9, 1. Perverfa. PINT. Ris. Rel. ao in Pontif. 243.<noinclude></noinclude> 68zydq44gurog55mhtqrovmln98mm4s Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/561 106 258067 563385 2026-09-21T09:50:44Z MLReis 41056 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: APO {{lema|APOSTEMAÇÃO}}. s. f. antiq. O mefmo que Apoftema. PIN. Chr. de D. Din. 2 Em Lisboa a vêo ver huma Dona do Moefteito d'Odivelas, que por huma apoftemação, e inchaço, que tinha no eftamago, era muito doente, c difpolta á morte, {{lema|APOSTEMADO, A}}. p. p. de Apoftemar. SovER. Hift. 2, 31. Sous. Hift. 1, 2, 35. ESPER. Hift. 1, 1, 48. n. 4. {{lema|APOSTEMAR}}. v. n. Crear materia, formar tumor purulento on apoftema. A. DA C... 563385 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="MLReis" /></noinclude>APO {{lema|APOSTEMAÇÃO}}. s. f. antiq. O mefmo que Apoftema. PIN. Chr. de D. Din. 2 Em Lisboa a vêo ver huma Dona do Moefteito d'Odivelas, que por huma apoftemação, e inchaço, que tinha no eftamago, era muito doente, c difpolta á morte, {{lema|APOSTEMADO, A}}. p. p. de Apoftemar. SovER. Hift. 2, 31. Sous. Hift. 1, 2, 35. ESPER. Hift. 1, 1, 48. n. 4. {{lema|APOSTEMAR}}. v. n. Crear materia, formar tumor purulento on apoftema. A. DA CRUZ, Recop. I, 3 E por iffo apof- temão muitas vezes, e fe faz huma efpecie de efquinen- cia. Sous. Hift. 1, 1, 17 Acudiralhe de novo hum can- cro, que vindo a apoftemar, the conia os peitos em vi- da. MADEIR. Apolog. 10, 93 E affim não havia temor de apoftemarem os pés. Com pron. peff. SOVER. Hift. 2, 31 De huma fan- gria, que derão à Jorge de Mello da Cunha, veio a fe The apoftemar hum braço de feição, que &c. Leão, Chr. de D. Duart. 18 Se lhe dilacerára hum braço, a que correra humor, com que fe lhe apoftemon. ESPER. Hift. 1, 5, 30 n. 6 Apoftemoufelbe hum dedo, que te- ve neceflidade de golpes. {{lema|APOSTEMATICO, A}}. adj. Pertencente ao apoftema. GRISL. mo ao altiffimo Deos Padre, e Noffo Senhor Jefu Chrif- Defeng. 170 Chamão a cfta hetva [efcabriola] apofte- to aprouveffe produzir nefte mundo e defpertar fervos matica, porque a fua propria vittude he refolver polte-a fi mefmo acceptos e fequazcs affi de boas obras, co- mias dentro e fóra do corpo. mo de vida Apoftolical &c. VERCIAL, Sacram. 3, 31 Ef- ronce por autoridade apoftolical cal pôde ouvir as diras co {{lema|APOSTEMEIRO}}. s. m. Lanceta com que fe abrem as apoftemas. BLUT. Vocab.1,7 20 confissões. {{lema|APOSTISSA}}. s. f. Marinh. LEM. Cerc. 1, 7 Tres galeo- {{lema|APOSTILLA}}. s. f. Forenf. Verba ou nota, que fe põe a algum papel público para indicar nova merce ou conti- nuação da mesina, ou alguma ontra alteração no referido papel. LEIS EXTRAV. 1, 5, 4 E que affinaffem fem apostilla, nem outra declaração, per que fe pudeffe fa- parecer. aber qual forão de outro, Pareve advertencia e revaro do o coftume dos Apoftolos. FR. MARC. Chr. I, I, 54 A outros dous companheiros, que hião fem alforjes apofto- licamente, aconteceo &c. Luc. Vid. 2, 5 Vivendo [o Mestre Diogo de Borba] pobre e apoftolicamente, defcan- çou em paz. Sous, Hift. 1, 1, 8 Fazião [os companhei- ros] feu caminho apoftolicamente. Por autoridade Apoftolica. TELL. Cht. 1, 2, 5. n. 11 Impediffe ufar dellas [rendas] o Bifpo, a cuja con- grua fuftentação eftavão apoftolicamente applicadas. {{lema|APOSTILLADO, A}}. p. p. de Apoftillar. VIEIR. Serm. 11, 1, 6. col. 51. {{lema|APOSTILLAR}}. v. a. Explicar ou interpretar com breves -notas, reparos on apontamentos algum livro ou efcrito. Sous. Hift. 1, 3, 38. Eite Padre, foi o primeiro Pregador, que introduzio nefte Reino prégar o fentido literal da Efcri- tura, apoftilando o fanto Evangelho. He pera o po- Declar. 1, 2 Por cujo enfino tem delle efte Symbolo, o qual fe chama Apoftolico, porque foi compofto pelo: Apoftolos. Collegio Apoftolico. Congregação ou ajuntamiento dos Santos Apoftolos. BRIT. Mon. 2, 7. tit. 4. FERNAND. GALY. Serm. 1, 120, 4. Sous. Vid. 5, 13. Apoftolico. Inftituido on fundado pelos Apoftolos. Ap- plicafe à Igreja Univerfal. SYN. Dioc. 3, 7 Fazendo ló huma Igreja Catholica e Apoftolica. CATHEC. ROM. 71 ovo, mais aprazivel, e mais claro o apoftillar, Peel. Pera que todos entendeffem qual eta a Igreja Catho utem de menos circuito de razões. PINT. RIB. 1, lica, os Padres no fymbolo divinamente acctecentärão ef- 67 Cujas palavras apoftillarei para mais facil e clara fata palavra, Apoftolica. LEÃO, Chr. de D. Din. 131 .Itisfação. VIEIR. Serm. I, 1, 6. col. 45 Ufafe hoje o modo, que chamão de apoftiliar o Evangelho, em que tomão muitas materias, lcvantão inuitos affumptos. Outro maior indicio foi, que elRei D. Dinis... obedien- tiffimo à Igreja Apoftolica, não obedeceo aos mandados do Papa. {{lema|APOSTO, A}}. adj. ant. Gentil, galbardo, de bella prefeu Diziafe a principio de todas as Cadeiras Epifcopaes, ça ou figura. Das peffoas. Azuk. Chr. 3, 43 Cá em ef- te [mundo] merecco nacer da mais alta geração, que ha- via antre todolos Principes Chriftãos, e mui apofta de cofeu corpo. MEMOR. DAS PROEZ. 1, 9 Huma dona, que logo em fua prefença moftrava fer peffoa nobre, e com. - ella huma apofta e affas fermofa donzella. FERNAND. Palm. 3, 35 Se apeáráo dous apoftos donzcis, que comfigo tra- zião. Aom -01 Formofo, bello. Das coufas. BARR. Clarim. 3, 108 Chegárão no porto da cidade trinta náos tão fermofa- -mente apoftas e enxarceadas, que logo fouberão ferem ode França. depois fe reftringio ás de Roma, Alexandria, Antiochia, c Jerufalem; porem paflando citas tres ultimas Diocefes a poder dos Infieis, ficou fó pertencendo elta denomina- ção à Santa Igreja Romana, cabeça da Igreja Univer- fal. FERN. LOT. Chr. de D. J. I. 1, 190 A Santa Sé Apoftolica não tem coftume de outorgar femelhantes pe- tições. Gors, Chr. de D. Man. 3, 57 Pelo louvor, que merece pola largneza e liberalidade, que ufou com a Santa Sé Apoftolica. Pav. Serm. 3, 155 y Com no- pragmaticas e penas impedio, que na pureza da Fé, e inteireza da obediencia à Sé Apoftolica fenáo innovaf- te nada. {{lema|APOSTOLA}}. s. m. Mulber apoftolica, ou que faz as ve- azes de Apoftolo. FR. MARC. Vid. 5, 10 Maria Magda-Pertencente ao Summo Pontifice ou d Curia Romana. lena, Apoftola de Noflo Senhor Jefu Chrifto. Sous. Hift. 81, 4, 19 A huma [Santa Maria Magdalena] chama a Igreja Apoftola dos Apoftolos. M. FERNAND. Alm. 3, 3, 2. n. 178. p. 809 Caminhava huma hora o Senhor a ci- .dade de Sicar na Provincia de Samaria, pera converter huma mulher occafionada, e teduzila a melhor vida the hendoa Apoftola de fua peffoa e doutrina, que affim the {{lema|APOSTOLADO}}. s. m. Ministerio, exercicio, dignidade ou chama Origenes. officio de Apoftolo. PINHEIR. Summat. 11 S. Paulo di- zia aos Corinthios que... elles crão o fello do feu A- poftolado. Luc. Vid. 2, 17 E ainda S. Paulo... dava Frimeiro lugar (i paciencia] entre os finacs do feu Apoftolado. FEo, Tr. Quadr. 2, 61, 4 Elle o provava evidentemente fó pelos finacs, que dava do fen Apof- tulado. Congregação dos Santos Apoftolos. M. Txox. Inful. 6, 139 Sera por forte do divino trato, Como Mathias em o Apoftolado. TELL. Chr. 1, 2, 23. n. 1 Nem o Apoftolado de Chrifto deixou de ter hum traidot, que o poderia defacreditar. VIEIR. Serm. 4, 4, 6. n. 133 As duas maiores difficuldades, ou mais difficul tofas queitões, que fe excirárão na efcóla do Apoftolado, fotão &c. {{lema|APOSTOLAR}}. v. n. Pregar o Evangelho, exercitar o mi- nifterio de Apoftolo. Sous. Hift. 1, 1, 16 E por efta razão corrião os noffos Frades tudo ...e chamavão a ifto naquelle tempo apoftolar, fegundo ao diante o ve- remos melhor. 1, 4, 12 Os que andavão pregando polo Reino, como então fe A e chamavão a ifto apoftolar. como então e collumava, e chama {{lema|APOSTOLICAL}}. adj. de huma term. ant. O mefmo que Bebera- Apoftolico. FERN. Lor. Chr. de D. J. I. 1, 190 A fan- ta Sé Apoftolical. ESTAT. DOS CONEG. AZUES, I, I Co- {{lema|APOSTOLICAMENTE}}. adv. mod. A maneira ou fegun- tas velhas, fem apoftifas, e cinco fuftas. Act. Ufafe em fentido metaphorico. Inficionar, cor- roniper, eftragar. HET. PIST. Dial. 1, 2, 5 gem, que eftraga e apoftema a natureza. 5 Bebera- {{lema|APOSTOLICO, A}}. adj. Dos Apoftolos, pertencente aos Apoftolos. Do Lat. Apoftolicus. acc. na antepenult. BARK. Cartinh. Eftes doze artigos do fymbolo Apoftolico são di- vididos em quatorze. Paiv. Setm. 3, 137 Efte officio Apoftolico [da pregação] que fe não ordenou para orna- e reparo, que fe põe na margem do livro, papel eferito, &c. COND. D. PEDR. Nobil. 35, 181 E achamos por fidalgos... que efto fora apoftilla de mal dizer. REGIM. D'EVOR, 16, 3 Defendemos aos ditos avogados, que não venhão com sartigos, razões, grofas, ou apoftillas impertinentes, eon- trarias, ou diffamatorias contra os procuradores. PAEZ, Serm. 1, 455 S. Thomas na fua apoftilla d'ouro neftemento da Igreja, mas para temedio della &c. Roson. -lugar &c. Luc. Vid. 1, 70 Padre Bobadilha fe occupou em Calabria por ordem e mandado Apoftolico. Sous. Hift. 1, 1, 3 Deo, conta de tudo ao Legado Apoftolico. TELL. Chr. I, I, 12. n. 1 Letras Apoftolicas... pelas quaes o fazia feu Nuncio Apoftolico. Evangelicos, varocs zelofos da falvação das almás. - Semelhante aos Apoftolos. Applicafe aos Prégadores P3, 177 O Padre Francifco Xavier, homem em nofla idade verdadeiramente Apoftolico. Sovs. Vid.<noinclude></noinclude> bz7h6y2gu7jmk5w7naglbh1yds9vrgw