Wikisource ptwikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.23 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikisource Wikisource Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão Portal Portal Discussão Autor Autor Discussão Galeria Galeria Discussão Página Página Discussão Em Tradução Discussão Em Tradução Anexo Anexo Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Maracutaias ?!... 0 4520 565493 115729 2026-10-09T00:52:57Z Magi129 37993 565493 wikitext text/x-wiki {{navegar |obra=Maracutaias ?!... |autor=Geraldo Lapenda |notas=Escrito em junho de 1990 e publicado originalmente em ''Jornal do Commercio'' (Recife) e em ''A Vanguarda'' (Caruaru) }} Uma das duas interpretações da palavra ''maracutaia'' publicadas na secção “Cartas” do Jornal do Commercio, de 30 de maio passado, afirma tratar-se de “legítimo termo tupi-guarani”, composto de ''mará'' (= guerra, desordem), ''cu'' (= língua falante) e ''taia'' (= tardia, maldosa, azeda); a outra, de 07 do corrente mês, apresenta apenas uma hipótese.<br> Não é de meu interesse visar aqui à criação de uma polêmica, nem é de meu feitio pretender, se houver o caso, melindrar ninguém; desejo, unicamente, expor minha opinião. Nem me arvoro em dono da verdade, contudo a minha interpretação, embora igualmente baseada em uma hipótese, aliás complexa, parece-me a mais verossímil, enquanto alguém não propuser outra melhor, acompanhada naturalmente de argumentação hábil e eficaz, e acatá-la-ei de bom grado.<br> Para se dar uma explicação etimológica – E, muitíssimas vezes, quanto é difícil ou impossível! – não basta meramente juntar, com base só na aparência, algumas palavras encontradas no dicionário e transformá-las em elementos de composição, sem pelo menos levar em conta a sua existência dentro de determinada região ou época. Eis, a seguir, os meus motivos e considerações:<br> :1. Aos treze anos de idade aprendi o nheengatu do Amazonas e aos quatorze iniciei-me no guarani antigo, com a obra do Pe. Ruiz de Montoya,e depois no guarani moderno, em contacto com pessoas paraguaias; em seguida, estudei obras tupis: as dos padres Anchieta e Figueira, o Catecismo na Língua Brasílica e posteriormente os trabalhos abalizados dos atuais mestres Aryon Rodrigues, Edelweiss e Pe. Lemos Barbosa. Sinto-me, então, à vontade em debater assunto ligado à família lingüística tupi-guarani, nome inadequadamente empregado pelo autor da primeira interpretação quando o tratou como se uma e mesma língua, pois ou seria tupi (isto é, próprio dos dialetos falados na parte do Brasil desde São Paulo até o Amazonas) ou é guarani (falado no sul do Brasil, no norte da Argentina, no Uruguai, Paraguai e parte da Bolívia). O autor o empregou por influência do título do vocabulário escrito pelo Prof. Silveira Bueno – exímio conhecedor da língua portuguesa – vocabulário esse que é na realidade uma miscelânea dialetal, no tempo e no espaço, e inclui até mesmo formas não-tupis ou não-guaranis ou formas do moderno nheengatu. Os elementos propostos pelo autor, além de não constituírem nexo semântico, estão lingüisticamente misturados: sem levar-se em conta a forma ''mará'' (''marã'' no guarani e ''marana'' no tupi), a palavra ''củ'' (cujo ''u'' é nasal), usada pelos guaranis e correspondente a ''apecủ'' dos tupis, significa tão-somente o órgão anatômico localizado dentro da boca dos animais, o qual, embora no ser humano sirva também como parte do aparelho fonador, nem no guarani nem no tupi traz a conotação de ''fala'' (''língua'', nesse sentido, se diz ''nheé'' no guarani, ''nheega'' no tupi); ademais, a associação da forma guarani ''củ'' à forma tupi ''taia'' (que no guarani é ''tai'') não combina bem. Pela aparência sonora, ''maracutaia'' tanto poderia ser tupi, quanto uma palavra japonesa.<br> :2. Com respeito à segunda interpretação, convém antecipar que, na realidade, seu autor, José Roberto de Melo, estava mais interessado em condenar – ato completamente louvável – os abusos contra a língua portuguesa, quando levianamente nela se introduzem termos como ''maracutaia'', e aproveita a ocasião para enunciar a provável correspondência desta palavra a ''maracotão'', relacionado com marmelada. Trata-se realmente de uma explicação bastante admissível, de acordo com a forma lingüística e a relação semântica, todavia eu reluto em aceitá-la plenamente. De fato, com a palavra ''mélon'' (= maçã, pomo), correspondente a ''malum'' do latim, compunham os gregos outras formas – posteriormente herdadas pelos romanos e introduzidas em várias partes do império – como por exemplo ''mélon kydónion'' ou ''melokydónion'' (isto é, pomo de Cidônia, Creta) para significar o marmelo, e ''mélon persikón'' (= pomo da Pérsia) para designar o pêssego. Da primeira temos na Espanha a palavra ''melocotón'', mas com o sentido de pêssego, a qual em Portugal se transformou em ''maracotão'', espécie de pêssego durázio, produto de enxerto em marmeleiro. Seria, pois, razoavelmente possível que, fazendo-se correlação com o marmelo ou com a própria enxertia, surgisse o sentido figurado de ''marmelada'' e daí o de ''maracutaia'', mas isto não torna muito provável a criação de uma gíria aqui no Brasil, onde ''maracotão'' não tem o uso tão difundido das palavras marmelo ou pêssego.<br> :3. Entre os principais fatores na criação natural de um termo novo está certamente a analogia, de forma ou de sentido. Assim é que – para usarmos de exemplo mais simples – da palavra ''leite'', unida ao sufixo ''eira'', temos ''leiteira''; por analogia de forma, de ''café'' temos ''cafeteira'' (em vez de ''cafeeira'').<br> Algumas vezes, essa criação faz-se por força direta da expressividade de sons: o emprego freqüente de certos encontros de fonemas ou morfemas, ouvidos ou pronunciados, passa a constituir nos falantes de determinada língua um modelo mental com valor expressivo, e este modelo pode ser obtido da correlação de termos, análogos quanto à forma ou quanto ao conteúdo, ou simplesmente daqueles que têm similitude apenas de forma. Podem surgir, então, palavras (comumente usadas em gíria ou como apelidos) à guisa de brincadeira ou ironia; neste caso, nascem usualmente vocábulos, de valor expressivo, baseados em um analogia com palavras de forma geralmente extravagante; esse valor expressivo, fortalecido às vezes pelo contexto, produz na mente do interlocutor a compreensão, total ou parcial, do significado de uma palavra nova apresentada.<br> O inventor do termo ''maracutaia'' deveria, ao criá-lo, ter latente em seu subconsciente alguma palavra de sentido análogo, como ''maranha'' (donde ''emanhado''), isto é, “enredo, conluio, astúcia”, combinada com outras formas do tipo ''marasmo'', ''marafunda'' (barafunda); ou ter conservadas na mente palavras de forma invulgar, mesmo cujo significado lhe fosse desconhecido, mas que lhe houvesse despertado a atenção ao tê-las ouvido ou visto (como por exemplo: ''abacutaia'', ''carapitaia'') influenciadas talvez por outras nos moldes de ''maracá'' ou ''maracatu'' ou (caso lhe fosse do conhecimento) ''maracotão'', supramencionada; ou qualquer uma acabada em ''aia'', provida de certa conotação pejorativa ou depreciativa, como ''gandaia'', ''catraia'', ''laia'', mesmo que esse sufixo seja a deturpação de ''alha'' (em ''canalha'', ''gentalha'') na pronúncia de nível lingüístico inferior.<br> Em conclusão: Minha interpretação seria a de que ''maracutaia'' é forma espontânea, criada sob influência da expressividade sonora em nossa língua popular. A prova disso está no fato de que quase todas as pessoas por mim inquiridas, as quais ouviram Lula empregá-la, captaram logo – algumas um pouco mais, outras um pouco menos – o seu significado, sem portanto o auxílio de um dicionário.<br> Nota (só a título de curiosidade): Em italiano existe o vocábulo ''marachella'' (= trambique), cuja pronúncia é ''marakella'' e que também começa com os mesmos cinco fonemas iniciais de ''maracutaia''.<br><br><br> [[Categoria:Artigos]] [[Categoria:Etimologia]] [[Categoria:1990]] [[Categoria:Geraldo Lapenda (Autoria)]] ofysh7cm058e606t0rodhrsani8ol0r Etimologia da Palavra “Tupã” 0 23008 565492 147603 2026-10-09T00:51:52Z Magi129 37993 565492 wikitext text/x-wiki {{navegar |obra=Etimologia da Palavra "Tupã" |autor=Geraldo Lapenda |notas=Publicado originalmente em ''Boletim Universitário'' da Faculdade de Filosofia de Pernambuco, em 15 de junho de 1953 (p. 3/7) }} Muitos procuraram interpretar o significado da palavra '''tupã'''. Tais interpretações, porém, não nos parecem satisfatórias.<br> <center> I </center> Primeiramente há os que atribuem a essa palavra o significado de ''"pai excelso"'', fazendo-a derivar de '''tuba''', pai, e '''ama''', excelso. Logo '''tubama''' passaria depois a '''tupana''' ou '''tupã'''.<br> Concedamos que a palavra '''ama''', estar em pé, viesse a designar ''"excelso"'', o que na prática a língua tupi não atesta.<br> Seria preciso aceitar também que o '''b''' de '''tuba''' passasse a '''p''', o que igualmente nesta circunstância não é atestado no tupi. Não queremos pegar a possibilidade de transformação da letra '''b''' em '''p''' neste idioma, e é por isso mesmo que dissemos ''"nesta circunstância"''; mas geralmente se dá o contrário: o '''p''', antes de som não nasal, pode mudar-se em '''b'''. Aliás, pela própria índole da língua e mais conforme às leis fonéticas universais, o som nasal de '''ama''', sendo sonoro, deveria conservar o '''b''' que é consoante sonora: o '''p''' é surda. <ref> Quanto ao som nasal ser sonoro, não precisamos dar explicações a quem conhece bem a fonologia. Contudo basta verificar que esse mesmo som transforma as consoantes surdas em sonoras, conforme a regra de assimilação: e isso é verificado quer no tupi, como '''mõ-paka''' = '''mombaka''', quer no guarani, como '''mõ-pag''' = '''mombag''', quer em outras línguas, como por exemplo o grego moderno, que torna sonora toda consoante precedida de nasal: '''émprosthen''' = '''émbrosthen''', etc. Não é preciso ir longe: a própria palavra ''assimilação'' diz tudo: uma consoante toma o mesmo grau da outra. Ora, se o '''p''', consoante surda, se torna '''b''', que é sonoro, para assimilhar-se ao som nasal, quer dizer que o som nasal é sonoro. </ref> <br> Além disso a palavra '''tupã''' deveria mudar o '''t''' inicial em '''r''', porque todas as palavras começadas por '''t''', exceto alguns nomes como os onomatopáicos, devem mudá-lo em '''r''' quando se acham em relação sintática com uma palavra precedente. Mas a palavra '''tuba''' é dessas que, segundo a regra geral, têm o '''t''' ´móvel; donde: '''xe ruba''', meu pai, '''akûe kurumí ruba''', o pai daquele menino, etc. Mais ainda: a palavra '''tupã''' tem o '''t''' imóvel; diz-se: '''xe tupã''', meu Deus, e não: '''xe rupã''', etc. Logo... <br> Ainda mais: a forma primitiva da '''tupã''' era '''tupana''', que no tupi colonial ainda se encontra e sobre a qual temos o testemunho dos padres Anchieta e Nóbrega. Portanto a terminação '''ama''' não tem fundamento. Os tupis distinguiam bem o '''m''' do '''n''', e até nas finais, como por exemplo: '''xe mim''', escondeu-me; '''xe min''', tenho lança, etc. <br> Talvez '''tupana''' seja aglutinação de '''tupã-ara''' = dia divino, dia santo (?!) <br>. <center> II </center> Outros dão outra explicação. O padre Montoya, por exemplo, em seu ''"Tesouro de la Lengua Guarani"'', no verbete '''tupã''', diz: ''"Compuesto de '''tu''', admiracion, y '''pã''', pregunta: '''Manhu'''? quid est hoc? — Nombre que aplicaron a Dios"''. Também segue essa explicação o Prof. Dobritzhoffer. <br> Montoya faz relação do modo de exclamar dos índios com o dos judeus quando viram o maná <ref> O autor parece seguir o conceito errôneo dos antigos, porque pensavam ser a palavra ''maná'' originária de '''man-hu'''. ''"Maná"'' não vem do '''man-hu''', mas da palavra egípcia '''mennu''' ou '''mennen''', que significa uma espécie de substância resinosa, com a qual acharam os judeus parecido o maná. A palavra '''man-hu''' também não quer dizer ''"que é isto?"'', como a interpreta Montoya, porque o pronome interrogativo da coisa em hebraico é '''mah''', e por conseguinte seria '''mah-hu'''. Daí a palavra ''"maná"'', não tendo relação com a admiração ''"que é isto?"'', não serve de argumento analógico para explicar a palavra ''tupã'', que segundo esse ilustre jesuíta, significa uma admiração: ''"que?! que é isto?"'' </ref>. <br> Se a palavra '''tupã''' fosse composta da admiração '''tu''' e da interrogação '''pã''', não estaria isto conforme ao idioma guarani. De fato, a admitação '''tu''' era só usada pelos homens, enquanto '''tupã''', era empregada por eles e pelas mulheres. Mas vá lá que depois passassem a usá-la também as mulheres. Quanto a este primeiro elemento há algo favorável: o '''t''' é imóvel, igual ao da palavra '''tupã'''. Todavia o segundo elemento, a partícula interrogativa '''pã''', que melhor seeria '''pang''', cuja forma plena, atestada pelo própria Montoya, é '''panga''' (composta talvez de '''pe''' e '''ang''' ou '''anga''', e portanto igual a '''pia''' ou '''piang''') não poderia mudar-se sem mais nem menos em '''pana''', como seria de fato a terminação de '''tupã''': '''tupana'''. Logo... <br> <center> III </center> O dr. Hartt apresenta a sugestão de que '''tupã''' se derive do verbo '''teapu''', roncar, pois no Amazonas o mesmo verbo é dito '''teapuan'''.<br> Quanto a isto, basta observarmos que esta sugestão está certa quanto ao sentido da palavra '''tupã'''; mas, quanto à forma, a coisa muda, porque a palavra '''teapu''' ou mesmo '''teapuan''' (conforme ele cita), que propriamente no tupi colonial era '''tyapu''', tem o '''t''' inicial móvel, enquanto '''tupã''' não o tem, segundo vimos acima. E as palavras derivadas seguem a forma da primitiva. Logo... <center> IV </center> Por fim outros querem ainda derivar '''tupã''' da raiz '''tup''' ou '''top''' do quíchua, que significa ''"queimar, calor"'' e portanto ''"brilhar"'', dizendo-a derivada do sânscrito. O segundo elemento seria a palavra '''ang''' ou '''anga''', alma, espírito. <br> Quanto ao sentido e quanto à forma, essa relação com o quíchua e com o sânscrito estaria certa. Mas a palavra '''tupã''' indicaria antes o raio ou relâmpago do que o trovão; e os índios distinguiam bem os raios ou relâmpagos dos trovões, tanto assim que possuíam palavras para designar cada um deles, em bora em um ou outro dialeto tupi hodierno, como por exemplo, o pauate e o aoiampi, seja usada a palavra '''tupã''' para significar tanto o trovão como o raio ou relâmpago. O contrário porém é certo, isto é, que '''tupã''' indique o trovão, conforme veremos mais adiante. <br> Além disso, poderíamos dizer melhor que se relaciona com a raiz indo-européia '''tup''', bater, raiz essa onomatopáica que encontramos parecida no ramo tupi-guarani, e, por isto, por ser onomatopáica, pode achar-se em outra língua, sem relação alguma dever existir entre elas. Por esta razão temos no guarani '''tu''', golpe, '''mbotu''', bater, e no grego '''typos''', golpe, '''typto''', bater, etc. <br> Não queremos afirmar aqui nenhuma relação do indo-europeu com o tupi-guarani, não obstante a nossa opinião particular seja um tanto favorável, e por muitas razões. Aliás, esperamos poder em um próximo artigo apresentar fatos, bastantes e interessantes, a respeito de tal relação. <br> O segundo elemento seria a palavra '''ang''' ou '''anga''', alma. Logo '''tupang''' ou melhor, '''tupanga''' daria '''tupã''' ou '''tupana'''. Assim significaria, como querem, ''"espírito brilhante, resplandecente"''. Não poderia isto acontecer por dois motivos: um, baseado na forma: como explicariam a mudança, apenas nesta palavra, de '''tupanga''' para '''tupana'''? Gostaríamos que nos dessem outros exemplos em outras palavras tupis. O segundo motivo é próprio da estrutura, da construção, da sintaxe do ramo lingüístico tupi-guarani. Para significar ''"espírito brilhante"'', a palavra '''anga''' estaria em colocação errada, difrente das demais formas de composição da língua: deveria neste caso vir antes, porque os nomes, indicando uma qualidade, devem vir depois. Logo... <br> <center> V </center> Até aqui vimos as explicações dos outros. Agora devemos apresentar a nossa. <br> O nosso ponto de vista é que a palavra '''tupã''' ou '''tupana''' é composta de '''tu''', onomatopéia de '''"golpe"'', e '''pana''' (ou '''pã'''), palavra também onomatopáica, designativa de ''"pancada, barulho, som"''. De '''tu''' deriva-se '''ytu''', golpe d'água, cachoeira; '''mbotu''', bater em, golpear, chocar-se com. De '''pana''' o verbo '''mopana''', bater, fazer soar. Portanto '''tupana''' significa ''"barulho de golpe, som de pancada, som de golpe"''. É o trovão. <br> A esse respeito vejamos o testemunho dos padres Manuel da Nóbrega e José de Anchieta: <br> :Falando sobre os Tupinambás e os Tupininquins, Nóbrega assim escreve, na carta sobre as ''"Informações das Terras do Brasil"'': ''"Essa gentilidade nenhuma cousa adora, nem conhece a Deus; somente aos trovões chama '''Tupane''', que é como diz cousa divina. E assim nós não temos outro vocábulo mais conveniente para os trazer ao conhecimento de Deus, que chamar-lhe Pae Tpuane"'' (Cartas Jesuíticas, I; Manuel da Nóbrega: Cartas do Brasil, 1549-1560, p. 99) <ref> É claro que o padre Nóbrega, ao dizer Deus, se refere ao Deus concebido pelos cristãos. </ref>. <br> :E o padre Anchieta nas suas ''"Informações do Brasil e de suas Capitanias"'', 1584, assim escreve: ''"Nenhuma criatura adoram por Deus, somente aos trovões cuidam que são Deus, mas nem por isso lhes fazem honra alguma, nem comumente têm Ídolos nem sortes..."''. <br> A forma tupi é propriamente '''tupana'''; foi generalizada a forma '''tupã''' talvez por influência indireta do guarani. A palavra '''tupana''' primeiramente significou o trovão, que era também a representação do poder divino, e daí significou o próprio Ser Supremo. Por isto os jesuítas a aplicaram a Deus e ela passou a indicar igualmente ''"dia santo"'', como neologismo cristão. <br> Os índios, atribuindo a Deus a mesma palavra que designava o trovão, não fugiram à regra geral. De fato o homem não teria podido ser preciso em definir a natureza de Deus, exceto pela revelação; por isto o chamavam com um nome que lhe designasse algum atributo aparente. <br> No indo-europeu a palavra '''Deus''' vem da raiz '''div''', que significa ''"brilhare"''. Daí temos '''devas''' no sânscrito, deus, divus, divinus no latim, '''zeus''' (dieus), '''dios''' no grego, etc. Daí, também, vêm as palavras '''dies''' do latim, '''diaus''', o céu luminoso, do sânscrito, etc etc. Por conseguinte '''Deus''' no indo-europeu era ''"o brilhante, o resplandecente"'', na maioria dos seus dialetos. <br> Por outra parte, no mesmo indo-europeu, encontramos outra designação. No inglês, no alemão, no gótico diz-se respectivamente '''god''', '''gott''', '''guth''', que provavelmente represetam um tipo '''ghu-tom''', derivado da raiz ''ghu'' (com '''u''' breve), sacrificar, ou mesmo da raiz ''ghu'' (com '''u''' longo), invocar. No sânscrito há as duas derivações, um breve: '''huta''', significando ''"aquele a quem se faz um sacrífício"''; a outra longa: '''huta''': ''"aquele que é invocado"''. <br> No hebraico temos a forma '''elôah''', geralmente usada no plural '''elohim''', como também a forma ''el'', para designar Deus. Ora, estas formas são derivadas da raiz '''el''' que significa: força, forte. E cognatas à forma hebraica, há as palavras '''ilah''' do árabe (que com o artigo faz Allah), '''elah''' do aramaico, '''alâha''' do siríaco. Deus seria para estes ''"o forte, o poderoso"''. <br> Portanto não tememos em afirmar que a palavra '''tupã''' ou melhor '''tupana''', significando ''"trovão"'', possa designar também o Ser Supremo, principalmente se considerarmos que, entre os Romanos, Júpiter ('''diupater'''), o pai dos deuses, era chamado '''Tonans''', o tonante, o retumbante. <br> Estavam pois certos os jesuítas ao aplicá-la a Deus, o Deus como é conhecido pelos cristãos, isto é, o Deus verdadeiro criador e senhor de todas as coisas.<br> ===Notas=== <references /> [[Categoria:Artigos]] [[Categoria:Etimologia]] [[Categoria:1953]] [[Categoria:Geraldo Lapenda (Autoria)]] qcqzx8tgaducmccybccpaaivzkddbii Utilizador:Erick Soares3 2 184902 565491 564781 2026-10-09T00:12:06Z Erick Soares3 19404 565491 wikitext text/x-wiki {{página de usuário}} {{#babel:pt-br|en-3}} {{Userbox/Idade|dia=24|mes=12|ano=1999}} [[W:Usuário:Erick Soares3|Página na Wikipédia]]. [https://xtools.wmflabs.org/pages/pt.wikisource.org/Erick%20Soares3/all#106 Meu trabalho feito aqui] ;Trabalhos que desejo adicionar {| class="wikitable sortable mw-collapsible mw-collapsed" |- ! WS !! Livro !! 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Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis III.1]] |80 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis III.2-3]] |83 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis III.4-IV.5]] |62 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf|Miseraveis IV.6]] |42 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf|Miseraveis IV.7-8]] |278 |- |pt |[[Galeria:Jean de Léry - História de uma Viagem Feita à Terra do Brasil (trad. Monteiro Lobato, 1926).pdf|Terra do Brasil]] |285 |- |pt |[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (II).pdf|Napoleão 2]] |499 |- |pt |[https://www.google.com/books/edition/_/QiA_AAAAIAAJ Pommery] |210 |- |pt |[https://www.jstor.org/stable/community.38768246 Constituição paulista] |43 |- |pt |[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8872 estrella] |209 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 5]] |53 |- |pt |[https://books.google.ch/books?id=p8BLAQAAIAAJ&hl=pt-BR&source=gbs_navlinks_s Exilio] |200 |- |en |[[:s:en:Index:Youth and children’s adaptations to COVID-19 in Brazil.pdf|youth]] |108 |- |pt |[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. IV]] |103 |- |pt |[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. V]] |33 |- |pt |[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. VI-IX]] |55 |- |pt ||[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. X]] |53 |- |pt |[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1 Cap. XII]] |121 |- |pt |[[Galeria:O Lobo do Mar (ed. Gazeta).pdf|O Lobo do Mar]] |112 |- |pt |[https://www.editorafi.org/ebook/534bolsonarismo bolf] |159 |- |en |[[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|On the Moon]] |148 |- |en |[[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|Beyond the Earth]] |169 |- |en |[[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|Goals of Stellar Navigation]] |36 |- |pt | [[:File:Diretas já (Pedro Simon, 1984).pdf|Diretas já]] |66 |- |pt |[[Lincoln: narração de sua vida pessoal|Fundamentos]] |141 |- |pt |[[Lincoln: narração de sua vida pessoal|Audacias]] |73 |- |pt |[[Lincoln: narração de sua vida pessoal|Vitória]] |53 |- |pt |[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 8-10]] |91 |- |pt |[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 11-13]] |71 |- |pt |[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 14]] |40 |- |pt |[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros 15]] |51 |- |pt |[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros Trd/Ref]] |56 |- |pt |[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 7]] |81 |- |pt |[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/768199 Mon to Rep] |303 |- |pt |[[Galeria:Efêmero Revisitado.pdf]] |193 |- |pt |[[Galeria:Revista da Exposição Anthropologica Brazileira (1882).pdf|Revista da exposição]] |145 |- |pt |[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8913 Barão] |142 |- |pt |[[Galeria:Os Noivos (v.2).pdf]] |472 |- |pt |[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 2).pdf|Federalista 2]] |282 |- |pt |[https://www.jstor.org/stable/community.38769569 O cerco do corintho] |50 |- |pt |[[Galeria:Cronicas-de-um-Tetranacional-do-Software-Livre.pdf]] |119 |- |pt |[[Galeria:Openldap Ultimate.pdf|Openldap]] |199 |- |pt |[[Galeria:Idéas de Géca Tatú.pdf|Géca]] |211 |- |pt |[[Galeria:Contos Escolhidos.pdf|Contos]] |239 |- |pt |[[Galeria:A Cultura é Livre.pdf]] |254 |- |pt |[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|2-5]] |35 |- |pt |[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|6-10]] |49 |- |pt |[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|11-15]] |45 |- |pt |[[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf|Restante]] |64 |- |pt |[[:File:Preito a Camões.pdf|Camões]] |51 |- |pt |[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 3).pdf]] |243 |- |pt |[[Galeria:O Senhor D. Pedro II, imperador do Brasil, biographia, por Joaquim Pinto de Campos ; e com uma advertencia por Camillo Castello Branco.pdf|Biografia do Senhor D. Pedro II]] |96 |- |pt |[[:File:Statira e Zoroastes.pdf|Statira]] |56 |- |en |[https://archive.org/details/sweetmiracle00quei The sweet miracle] |37 |- |pt |[[:File:Da vida e feitos de Alexandre de Gusmão e de Bartholomeu Lourenço de Gusmão.pdf|Da vida]] |117 |- |pt |{{livro digitalizado|Os Sabios Illustres|Os Sabios Illustres.pdf}} |162 |- |pt |{{livro digitalizado|Galeria Illustre (Mulheres Célebres)|Galeria Illustre (Mulheres Célebres).pdf|Galeria Illustre}} |173 |- |pt |{{livro digitalizado|A Genealogia da Moral|A genealogia da moral.pdf}} |176 |- |pt |[https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/obras-completas/memorias-da-emilia/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&search=Mem%C3%B3rias&pos=0&source_list=collection&ref=%2Fmuseumonteirolobato%2Facervo%2Fobras-completas%2F Memorias da Emilia] |122 |- |pt |{{livro digitalizado|Diario de um Soldado (Vol. 1)|Diario de um Soldado Vol. 1.pdf|Diário de um soldado}} |189 |- |pt |{{livro digitalizado|Vida e viagens de Fernão de Magalhães|Vida e viagens de Fernão de Magalhães, por Diego de Barros Arana; traducção do hespanhol de Fernando de Magalhães Villas-Boas. Com um appendice original.pdf}} |206 |- |pt |[https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/obras-completas/o-picapau-amarelo/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&paged=1&search=picapau%20amarelo&pos=0&source_list=collection&ref=%2Fmuseumonteirolobato%2Facervo%2Fobras-completas%2F Amarelo] |178 |- |pt |[[Galeria:Quem trabalha tem alfaia.pdf|Quem trabalha tem alfaia]] |242 |- |pt |[https://permalinkbnd.bnportugal.gov.pt/records/item/92629-resumo-do-systema-de-medicina-e-traduccao-da-materia-medica-do-doutor-erasmo-darwin Erasmo] |408 |- |pt |[https://bibliotecadigital.stf.jus.br/xmlui/handle/123456789/603 justiniano] |138 |- |pt |[https://bibliotecadigital.stf.jus.br/xmlui/handle/123456789/497 Ferdinand] |452 |- |pt |[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242552 Paraguai 1] |570 |- |pt |[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242552 Paraguai 2] |730 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/435|Miseráveis V.1-2]] |50 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/435|Miseráveis V.3]] |43 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/436|Miseráveis V.4-5]] |56 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/436|Miseráveis VI.6-7]] |42 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 2 (1862).pdf/436|Miseráveis VI.8]] |114 |- |en |[[:File:Brazilian Literature (IA brazilianliterat00gold).pdf|Brazilian literature part 1]] |128 |- |en |[[:File:Brazilian Literature (IA brazilianliterat00gold).pdf|Brazilian literature part 2]] |170 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/199|Miserávei VII.1-2]] |64 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/199|Miseráveis VII.3-4]] |52 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/199|Miseráveis VII-5-6]] |67 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/199|Miseravis VII/VIII-7-8]] |69 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/200|Miseravis VIII-9-13]] |104 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/200|Miseravis VIII-14-15]] |69 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/619|Miseraveis IX-1]] |119 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/619|Miseraveis IX-2-4]] |82 |- |pt |[[Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 3 (1862).pdf/620|Miseraveis X-5-biografia]] |157 |} <div style="clear:both;"></div> <div style="box-shadow: 0 0 .3em #999; border-radius: .2em; margin: 1em 0 2em 0; padding: 1px;"> <div style="background: #ffe6a7; border-radius: .2em; color: #282828; font-size:125%; padding: .4em .8em .5em;"><span style="opacity: .7;">[[File:Icons8 flat approval.svg|25px|link=|alt=]]</span> &nbsp; '''Projetos Finalizados''' </div> <div title="Projets en chantier" style="padding: 1em;font-size:80%"> <gallery heights="240px" widths="180px" mode="packed" class="center"> <!--2026--> Ficheiro:Júlio_Verne_-_À_Roda_da_Lua_(1886)_(page_1_crop).jpg|thumb|'''[[Á Roda da Lua (5ª edição)|Á Roda da Lua]]''' Ficheiro:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf|page=103|thumb|'''[[Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano/11/O Assedio do Recife em 1821|O Assedio do Recife em 1821]]''' Ficheiro:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf|page=663|thumb|'''[[Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano/11/O Cometa de 1652|O Cometa de 1652]]''' Ficheiro:"Olha a terra, meu amigo, como é que ela é?".pdf|page=1|thumb|'''[[Lusitania sacra/Número 49/Olha a terra, meu amigo, como é que ela é?|"Olha a terra, meu amigo, como é que ela é?"]]''' Ficheiro:Campos-Traduccaoebreve.pdf|page=2|thumb|'''[[Traducção e breve analyse sobre M. Pasteur e M. Renan]]''' Ficheiro:Da Terra á Lua.pdf|page=3|thumb|'''[[Da Terra á Lua]]''' Ficheiro:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf|page=1|thumb|'''[[Narizinho Arrebitado (1ª edição)]]''' Ficheiro:O Legado de Aaron Swartz.pdf|page=1|thumb|'''[[Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação/Volume 21/O Legado de Aaron Swartz|O Legado de Aaron Swartz]]''' Ficheiro:Tradução do discurso de Fedro no Banquete de Platão.pdf|page=1|thumb|'''[[Revista Archai/Volume 34/Tradução do discurso de Fedro no Banquete de Platão|Tradução do discurso de Fedro no Banquete de Platão]] Ficheiro:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf|page=214|thumb|'''[[Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano/11/O Recife de Grês do Porto de Pernambuco|O Recife de Grês do Porto de Pernambuco]]''' Ficheiro:O Cruzeiro (1928 - N001).pdf|page=29|thumb|'''[[O Cruzeiro (Revista)/Ano I/Nº I/10 de novembro de 1928/A Éra das Forças Hydraulicas|A Éra das Forças Hydraulicas]]''' <!--2025--> Ficheiro:Historia das invenções.pdf|page=7|thumb|'''[[Historia das invenções (4ª edição)]]''' File:Franklin - A Sciencia do bom homem (1864).pdf|page=3|thumb|'''[[A Sciencia do Bom Homem Ricardo]]''' File:Apontamentos de Psychologia.pdf|page=1|thumb|'''[[Apontamentos de Psychologia]]''' File:Vida Ociosa Capa (Restored).jpg|thumb|link=Galeria:Vida Ociosa (2ª edição).pdf|'''[[Vida Ociosa (2ª edição)]]''' File:Byron-Giaurpoema.pdf|thumb|page=2|link=Galeria:Byron-Giaurpoema.pdf|'''[[O Giaur]]''' File:Representação à Assembléia Geral Constituinte e Legislativa do Império do Brasil sobre a escravatura.pdf|thumb|link=Galeria:Representação à Assembléia Geral Constituinte e Legislativa do Império do Brasil sobre a escravatura.pdf|'''[[Representação de José Bonifácio sobre a escravatura]]''' File:Byron, Parisina (1905).pdf|link=Galeria:Byron, Parisina (1905).pdf|thumb|page=2|'''[[Parisina (1905)|Parisina]]''' File:A Verdade (Honorio Lima, 1900).pdf|link=Galeria:A Verdade (Honorio Lima, 1900).pdf|page=2|thumb|'''[[A Verdade]]''' File:Tratado de amizade e commercio entre Portugal e o Império da China.pdf|thumb|link=Galeria:Tratado de amizade e commercio entre Portugal e o Império da China.pdf|'''[[Tratado de amizade e commercio entre Portugal e o Império da China]]''' File:Lisboa no anno três mil.pdf|thumb|page=5|link=Galeria:Lisboa no anno três mil.pdf|'''[[Lisboa no anno três mil]]''' File:A Nova Aurora.pdf|thumb|link=Galeria:A Nova Aurora.pdf|'''[[A Nova Aurora]]''' File:Em direção à paz.pdf|thumb|link=Galeria:Em direção à paz.pdf|'''[[Em direção à paz]]''' File:Credo de Liberdade.pdf|page=3|thumb|link=Galeria:Credo de Liberdade.pdf|'''[[Credo de Liberdade]]''' File:Dois Discursos (Vargas, 1940).pdf|thumb|link=Galeria:Dois Discursos (Vargas, 1940).pdf|page=2|'''[[Dois discursos]]''' File:Poesias de Dom Pedro II.pdf|thumb|link=:oldwikisource:Index:Poesias de Dom Pedro II.pdf|page=6|'''[[:oldwikisource:Poesias de Dom Pedro II|Poesias de D. Pedro II]]''' File:Dialogo entre dous mortos.pdf|page=3|thumb|link=Galeria:Dialogo entre dous mortos.pdf|'''[[Dialogo entre dous mortos]]''' File:Os Noivos (filme de 1913).pdf|thumb|link=Galeria:Os Noivos (filme de 1913).pdf|page=2|'''[[Os Noivos (filme de 1913)]]''' File:Os ultimos dias de Pompeia (filme de 1913).pdf|link=Galeria:Os ultimos dias de Pompeia (filme de 1913).pdf|thumb|page=2|'''[[Os ultimos dias de Pompeia]]''' File:Combate de Oscar e Dermid.pdf|thumb|link=Galeria:Combate de Oscar e Dermid.pdf|page=2|'''[[Combate de Oscar e Dermid]]''' File:Congratulação brasileira pela independência.pdf|thumb|link=Galeria:Congratulação brasileira pela independência.pdf|page=2|'''[[Congratulação brasileira pela ratificação do tratado da independencia do Brasil]]''' File:A Constituição Americana (Luiz Vossion).pdf|thumb|link=Galeria:A Constituição Americana (Luiz Vossion).pdf|page=2|'''[[A Constituição Americana]]''' File:Declaração das Nações Unidas e Carta do Atlântico.pdf|thumb|page=2|link=Galeria:Declaração das Nações Unidas e Carta do Atlântico.pdf|'''[[Declaração das Nações Unidas e Carta do Atlântico]]''' File:Terceiro discurso de inauguração (FDR).pdf|thumb|page=2|link=Galeria:Terceiro discurso de inauguração (FDR).pdf|'''[[Terceiro Discurso de Investidura do Senhor Franklin D. Roosevelt]]''' File:Discurso de Pearl Harbor.pdf|thumb|link=Galeria:Discurso de Pearl Harbor.pdf|page=2|'''[[Discurso de Pearl Harbor]]''' File:Pushkin-Semtitulo.pdf|thumb|link=Galeria:Pushkin-Semtitulo.pdf|page=2|'''[[Sem titulo]]''' File:Ultimo adeos de J. Washington.pdf|thumb|link=Galeria:Ultimo adeos de J. Washington.pdf|page=14|'''[[Ultimo adeos de J. Washington à nação americana]]''' File:O Beija-Flor, No. 8, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 8, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 8|O Beija-Flor, N° 8]]''' File:O Beija-Flor, No. 7, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 7, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 7|O Beija-Flor, N° 7]]''' File:O Beija-Flor, No. 6, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 6, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 6|O Beija-Flor, N° 6]]''' File:O Beija-Flor, No. 5, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 5, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 5|O Beija-Flor, N° 5]]''' File:O Beija-Flor, No. 4, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 4, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 4|O Beija-Flor, N° 4]]''' File:O Beija-Flor, No. 3, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 3, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 3|O Beija-Flor, N° 3]]''' File:Byron-MazeppaLord.pdf|thumb|link=Galeria:Byron-MazeppaLord.pdf|page=2|'''[[Mazeppa]]''' File:O descobrimento do Brasil (J. C. Rodrigues., 1905).pdf|link=Galeria:O descobrimento do Brasil (J. C. Rodrigues., 1905).pdf|thumb|page=2|'''[[O descobrimento do Brasil]]''' File:Dialogo entre dous cidadãos do reino de Zilbra.pdf|thumb|link=Galeria:Dialogo entre dous cidadãos do reino de Zilbra.pdf|page=2|'''[[Dialogo entre dous cidadãos do reino de Zilbra]]''' File:O Beija-Flor, No. 2, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 2, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 2|O Beija-Flor, N° 2]]''' File:Cabral-DialogoentreBonaparte.pdf|thumb|link=Galeria:Cabral-DialogoentreBonaparte.pdf|page=2|'''[[Dialogo entre Bonaparte, seu irmão José, Berthier e Lasnnes]]''' File:O Beija-Flor, No. 1, 1830.pdf|link=Galeria:O Beija-Flor, No. 1, 1830.pdf|thumb|'''[[O Beija-Flor (1830)/Número 1|O Beija-Flor, N° 1]]''' File:Nosso primo americano, Machado de Assis.pdf|thumb|link=Galeria:Nosso primo americano, Machado de Assis.pdf|'''[[Machado de Assis em linha/Volume 6/Número 11/Nosso primo americano, Machado de Assis|Nosso primo americano, Machado de Assis]]''' File:José de Anchieta à luz da Historia Patria - compilação historica.pdf|thumb|link=Galeria:José de Anchieta à luz da Historia Patria - compilação historica.pdf|'''[[José de Anchieta à Luz da Historia Patria]]''' File:A Historia do Fantasma Inexperiente (Wells, 1923).pdf|thumb|link=Galeria:A Historia do Fantasma Inexperiente (Wells, 1923).pdf|'''[[A Historia do Fantasma Inexperiente]]''' File:Descripçaõ do novo invento aerostatico.pdf|thumb|link=Galeria:Descripçaõ do novo invento aerostatico.pdf|'''[[Descripçaõ do novo invento aerostatico]]''' File:Manifesto da Independencia dos Estados Unidos d'America.pdf|link=Galeria:Manifesto da Independencia dos Estados Unidos d'America.pdf|thumb|page=2|'''[[Manifesto da Independencia dos Estados Unidos d՚America]]''' File:Poesias.pdf|page=3|link=Galeria:Poesias.pdf|thumb|'''[[Poesias (Zaluar)|Poesias]]''' File:Patente brasileira n.3279.pdf|thumb|link=Galeria:Patente brasileira n.3279.pdf|'''[[Patente brasileira 3279]]''' File:Democracia (Wells).pdf|link=Galeria:Democracia (Wells).pdf|thumb|'''[[Correio da Manhã/19 de fevereiro de 1928/Democracia|Democracia]]''' File:O Teleforo.pdf|link=Galeria:O Teleforo.pdf|thumb|'''[[Jornal do Commercio/1899/O Teleforo|O Teleforo]]''' File:Pau Brasil (Andrade, 1925) (page 7 crop).jpg|link=Galeria:Pau Brasil (Andrade, 1925).pdf|thumb|'''[[Pau Brasil]]''' <!--2024--> File:O escândalo do petroleo.pdf|thumb|link=Galeria:O escândalo do petroleo.pdf|page=7|'''[[O Escandalo do Petroleo]]''' File:Cartas tupis dos Camarões.pdf|thumb|page=2|link=:oldwikisource:Index:Cartas tupis dos Camarões.pdf|'''[[: oldwikisource:Cartas tupis dos Camarões|Cartas tupis dos Camarões]] File:Restauração historica da Villa de Santo André da Borda do Campo.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Restauração historica da Villa de Santo André da Borda do Campo.pdf|'''[[Revista do Instituto Historico e Geographico de S. Paulo/Volume 9/Restauração historica|Restauração histórica]]''' File:Adeoses da Imperatriz Amelia ao menino-imperador adormecido.pdf|thumb|link=Galeria:Adeoses da Imperatriz Amelia ao menino-imperador adormecido.pdf|page=5|'''[[Adeoses da Imperatriz Amelia ao menino-imperador adormecido]]''' File:Sonetos do Exilio, recolhidos por Um Brasileiro.pdf|thumb|link=Galeria:Sonetos do Exilio, recolhidos por Um Brasileiro.pdf|page=11|'''[[Sonetos do Exilio]]''' File:Testamento de D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal em 1832..pdf|thumb|link=Testamento de D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal em 1832..pdf|page=3|'''[[Testamento de D. 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Paulo, e cumprindo, (.).pdf|'''[[Decreto de 13 de agosto de 1822]]''' File:O Ganso das Neves.pdf|link=Galeria:O Ganso das Neves.pdf|thumb|page=2|'''[[O Ganso das Neves]]''' File:A Estrella do Sul.pdf|page=9|link=Galeria:A Estrella do Sul.pdf|thumb|'''[[A Estrella do Sul]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|thumb|page=483|link=Galeria=Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|'''[[Revista do Brasil/Número 20/Volume 5/Cavalleria rusticana|Cavalleria rusticana]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=204|thumb|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|'''[[Revista do Brasil/Número 18/Volume 5/Pollice Verso|Pollice Verso]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|thumb|page=135|'''[[A Revista/Ano 1/Número 3/Sambinha|Sambinha]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|page=27|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|thumb|'''[[A Revista/Ano 1/Número 1/Duas Figuras|Duas figuras]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|page=16|thumb|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|'''[[A Revista/Ano 1/Número 1/Capitulo|Capitulo]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|page=151|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|thumb|'''[[A Revista/Ano 1/Número 3/Os Caprichos da Sorte|Os Caprichos da Sorte]]''' File:A Revista (1925-1926).pdf|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|page=95|thumb|'''[[A Revista/Ano 1/Número 2/O Carteiro|O Carteiro]]''' File:A saga de Apsû no Enūma eliš.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:A saga de Apsû no Enūma eliš.pdf|'''[[A saga de Apsû no Enūma eliš]]''' File:Descobrimento prodigioso e suas incalculaveis consequências para o futuro da humanidade.pdf|link=Galeria:Descobrimento prodigioso e suas incalculaveis consequências para o futuro da humanidade.pdf|page=7|thumb|'''[[Descobrimento Prodigioso e suas Incalculaveis Consequências para o Futuro da Humanidade]]''' File:Invenção dos aeróstatos reivindicada.pdf|page=9|thumb|link=Galeria:Invenção dos aeróstatos reivindicada.pdf|'''[[Invenção dos Aeróstatos Reivindicada]]''' File:Os Ovos de Paschoa.pdf|page=7|thumb|link=Galeria:Os Ovos de Paschoa.pdf|'''[[Os Ovos de Paschoa]]''' File:Cinco de Maio - ode heroica.pdf|link=Galeria:Cinco de Maio - ode heroica.pdf|page=5|thumb|'''[[Cinco de Maio (1885)|Cinco de Maio]]''' File:Os Negros (1921).pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Os Negros (1921).pdf|'''[[Os Negros]]''' File:Meu amor! adoro-te!.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Meu amor! adoro-te!.pdf|'''[[Meu amor! adoro-te!]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=94|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|thumb|[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/Vida ociosa|Vida ociosa]] File:Petição.pdf|link=Galeria:Petição.pdf|thumb|page=5|'''[[Petição do Pe. Bartholomeu de Gusmão]]''' File:A lavoura e a guerra.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:A lavoura e a guerra.pdf|'''[[A lavoura e a guerra]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|thumb|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=113|'''[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/Cartas Inéditas|Cartas Inéditas]]''' File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=60|thumb|'''[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/O Corvo|O Corvo]]''' File:As biografias históricas de Santos Dumont.pdf|link=Galeria:As biografias históricas de Santos Dumont.pdf|thumb|page=1|'''[[Scientiae Studia/Volume 11/Número 3/As biografias históricas de Santos Dumont|As biografias históricas de Santos Dumont]]''' File:A toponímia indígena artificial no Brasil.pdf|link=Galeria:A toponímia indígena artificial no Brasil.pdf|thumb|page=1|'''[[A toponímia indígena artificial no Brasil]]''' File:A Novella Semanal.pdf|link=Galeria:A Novella Semanal.pdf|page=264|thumb|'''[[A Novella Semanal/O Avô|O Avô]]''' <!--2021--> File:Os topônimos com a posposição tupi -pe no território brasileiro.pdf|link=Galeria:Os topônimos com a posposição tupi -pe no território brasileiro.pdf|thumb|page=1|'''[[Os topônimos com a posposição tupi -pe no território brasileiro]]''' File:Sîn-lēqi-unninni, Ele o abismo viu (Série de Gilgámesh 1).pdf|link=Galeria:Sîn-lēqi-unninni, Ele o abismo viu (Série de Gilgámesh 1).pdf|thumb|page=1|'''[[Sîn-lēqi-unninni, Ele o abismo viu]]''' File:Como se faz um Herói.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Como se faz um Herói.pdf|'''[[Como se faz um Herói]]''' File:Santos Dumont - o vôo que mudou a história da aviação.pdf|page=1|thumb|link=Galeria:Santos Dumont - o vôo que mudou a história da aviação.pdf|'''[[Santos Dumont: o vôo que mudou a história da aviação]]''' File:Primeiras trovas burlescas de Getulino (1904).djvu|link=Galeria:Primeiras trovas burlescas de Getulino (1904).djvu|thumb|page=1|'''[[Primeiras Trovas Burlescas de Getulino]]''' File:Certidão de óbito de Alberto Santos Dumont.pdf|link=Galeria=Certidão de óbito de Alberto Santos Dumont.pdf|thumb|'''[[Certidão de Óbito de Alberto Santos Dumont]]''' Ficheiro:Cadu_Simões.jpg|thumb|'''[[Sobre Domínio Público e Cultura Livre]]''' File:Concedendo um conto de réis à Santos Dumont.pdf|link=Galeria:Concedendo um conto de réis à Santos Dumont.pdf|thumb|'''[[Concedendo um conto de réis a Santos Dumont]]''' <!--2020--> <!--[[Discurso do Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante Cerimônia de Posse no Congresso Nacional (1 de janeiro de 2019)|Discruso]]--> File:A Novella Semanal.pdf|link=Galeria:A Novella Semanal.pdf|page=9|thumb|'''[[A Novella Semanal/O 22 da "Marajó"|O 22 da Marajó]]''' File:Machado de Assis @ A Nação (Rio de Janeiro, 13 de agosto de 1874).pdf|page=1|thumb|link=Galeria:Machado de Assis @ A Nação (Rio de Janeiro, 13 de agosto de 1874).pdf|'''[[A Nação (Rio de Janeiro)/1874/08-13/«Jerusalém» por monsenhor Pinto de Campos|«Jerusalém» por monsenhor Pinto de Campos]]''' File:Revista Luso-Brasileira (1860), n2.pdf|link=Galeria:Revista Luso-Brasileira (1860), n2.pdf|thumb|page=25|'''[[Revista Luso-Brasileira/1860/2/Lembranças de minha mãi|Lembranças de minha mãi]]''' File:Almanach Brazileiro Illustrado (1877).pdf|link=Galeria:Almanach Brazileiro Illustrado (1877).pdf|thumb|page=309|'''[[Almanach brazileiro illustrado/1877/Charitas|Charitas]]''' File:Marmota Fluminense n830.pdf|link=Galeria:Marmota Fluminense n830.pdf|thumb|page=4|'''[[Marmota Fluminense/830/Beijos|Beijos]]''' File:Almanach Brazileiro Illustrado (1878).pdf|link=Galeria:Almanach Brazileiro Illustrado (1878).pdf|thumb|page=394|'''[[Almanach brazileiro illustrado/1878/Job|Job]]''' File:O Jequitinhonha (1862).pdf|link=Galeria:O Jequitinhonha (1862).pdf|thumb|'''[[A historia do Brasil escripta pelo Dr. Jeremias no anno de 2862]]''' File:Fantina- (scenas da escravidão).pdf|link=Galeria:Fantina- (scenas da escravidão).pdf|thumb|page=7|'''[[Fantina]]''' <!--2019--> File:A propósito da exposição Malfatti.jpg|link=Galeria:A propósito da exposição Malfatti.jpg|thumb|'''[[O Estado de S. Paulo/A propósito da exposição Malfatti|A propósito da exposição Malfatti]]''' File:86311283-Original-Version-of-Alice-s-Adventures-in-Wonderland-by-Lewis-Carroll.djvu|link=Galeria:86311283-Original-Version-of-Alice-s-Adventures-in-Wonderland-by-Lewis-Carroll.djvu|thumb|'''[[Aventuras de Alice em Baixo da Terra]]''' File:畫麗珠萃秀 Gathering Gems of Beauty (梁木蘭) 2.jpg|link=A Balada de Mulan|thumb|'''[[A Balada de Mulan]]''' Ficheiro%3AA_Menina_do_Narizinho_Arrebitado_(Capa).png|link=Galeria:A Menina do Narizinho Arrebitado (1920).pdf|thumb|'''[[A Menina do Narizinho Arrebitado]]''' File:Machado de Assis aos 57 anos.jpg|link=Hynno Nacional|thumb|'''[[Hynno Nacional]]''' File:Negrinha- Contos (1920).pdf|link=Galeria:Negrinha- Contos (1920).pdf|thumb|page=3|'''[[Negrinha (4º milheiro)]]''' File:Monteiro Lobato.jpg|link=Rabiscando|thumb|'''[[Rabiscando]]''' File:Meteorito de Bendegó - relatório apresentado ao ministerio da agricultura, commercio e obras publicas (...) sobre a remoção do meteorito de Bendengó do sertão da provincia da Bahia para o Museu Nacional.pdf|link=Galeria:Meteorito de Bendegó - relatório apresentado ao ministerio da agricultura, commercio e obras publicas (...) sobre a remoção do meteorito de Bendengó do sertão da provincia da Bahia para o Museu Nacional.pdf|thumb|'''[[Meteorito de Bendegó: relatorio (1888)]]''' File:Jéca Tatuzinho (1924).pdf|link=Galeria:Jéca Tatuzinho (1924).pdf|thumb|page=1|'''[[Jéca Tatuzinho]]''' <!--2018--> File:Aaron Swartz at Boston Wikipedia Meetup, 2009-08-18.jpg|link=Manifesto da Guerrilha do Livre Acesso|thumb|'''[[Manifesto da Guerrilha do Livre Acesso]]''' </gallery> </div> </div> qzuedsfc8nrkc0oxu5pfbkr5pdhtaku Predefinição:Progressos recentes 10 220893 565443 565427 2026-10-08T15:00:12Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 565443 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|0|0|17|2|6|75}} | [[Index:A Onda Verde (1922).pdf|A Onda Verde]] |- | {{Barra de progresso|89|0|1|2|8|0}} | [[Index:A campanha de Canudos.pdf|A campanha de Canudos]] |- | {{Barra de progresso|33|0|0|0|4|63}} | [[Index:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf|Biographia de Gervasio Pires Ferreira]] |- | {{Barra de progresso|0|0|7|1|0|92}} | [[Index:Correio Braziliense ou Armazem Literario. 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Fulano, assim como o galo canta, o burro rincha, o sino toca e a cabra berra, assim tu hás de andar atrás de mim.'' ''Assim como Caifás, Satanás, Ferrabrás e o Maioral do Inferno, que fazem todos dominar, fazei Fulano se dominar, para me trazer cordeiro, preso debaixo do meu pé esquerdo.'' ''Fulano, dinheiro na tina e na minha mão não há de faltar; com sede, tu, nem eu, não haveremos de acabar; de tiro e faca, nem tu, nem eu, não há de nos pegar; meus inimigos não hão de me enxergar.'' ''A luta vencerei, com os poderes da Cabra Preta milagrosa. Fulano, com dois eu te vejo, com três eu te prendo, com Caifás, Satanás, Ferrabrás.'' ''(Reze-se esta oração com uma vela acesa e uma faca de ponta)''<ref>Segundo Brito (2022, p. 137), citando as obras de Câmara Cascudo e Artur Ramos, a Oração da Cabra Preta Milagrosa é de domínio popular, muito embora sua autoria seja tradicionalmente atribuída a São Cipriano, o Bruxo. Inês Teixeira Barreto, por sua vez, cita que Mário de Andrade também a teria registrado durante suas viagens etnográficas ao Nordeste, em 1927, comentando que para o povo simples a reza teria sido entregue pela entidade Pai Joaquim, durante um culto de catimbó (BARRETO, 2022, p. 106)</ref> {{referências}} ==Bibliografia== * BARRETO, I.T. Da Mandinga à Macumba: a trajetória do Livro de São Cipriano no Brasil. Dissertação de Mestrado em História. São Paulo: PUC-SP,2022 * BRITO, E. J. C. O livro de São Cipriano: o espelho do imaginário mágico-religioso brasileiro. In: Revista de Teologia e Cultura. ANO 30,Nº 1(JAN-JUN),2022,P.130-146. DOI: 10.57147/espacos.v30i1.860 1h4aex7zn8dnzvd0rjkjvhcr397w6gb Galeria:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf 104 258584 565472 565274 2026-10-08T21:51:28Z Notsonotoriousbig 43614 565472 proofread-index text/x-wiki {{:MediaWiki:Proofreadpage_index_template |Type=book |Título=[[Biographia de Gervasio Pires Ferreira]] |Subtítulo= |Language=pt |Autor=Antonio Joaquim de Mello |Tradutor= |Editor= |Ilustrador= |Edição= |Volume= |Editora= |Gráfica=Typ. de Manoel Figueiroa de Faria & Filhos |Local=Recife |Ano=1895 |ISBN= |Fonte={{commons|Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf}} |Imagem= |Capa=7 |Progresso=C |Páginas=<pagelist 1to6=- 7="capa" 8=- 9="prefacio" 10=- 11=3 290to294=- /> |Tomos= |Volumes= |Notas= |Sumário={{cabeçalho||{{x-larger|{{k|5|INDICE}}}}}} {{tabela | título = [[Biographia de Gervasio Pires Ferreira/PREFACIO|PREFACIO]] | página = [[Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/9|1]] }} {{tabela | título = [[Biographia de Gervasio Pires Ferreira/I|I]] | página = [[Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/11|3]] }} {{tabela | título = [[Biographia de Gervasio Pires Ferreira/II|II]] | página = [[Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/14|6]] }} {{tabela | título = [[Biographia de Gervasio Pires Ferreira/III|III]] | página = [[Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/21|13]] }} {{tabela | título = [[Biographia de Gervasio Pires Ferreira/IV|IV]] | página = [[Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/25|17]] }} {{tabela | título = [[Biographia de Gervasio Pires Ferreira/V|V]] | página = [[Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/30|22]] }} {{tabela | título = [[Biographia de Gervasio Pires Ferreira/VI|VI]] | página = [[Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/47|39]] }} {{tabela | título = [[Biographia de Gervasio Pires Ferreira/VII|VII]] | página = [[Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/70|62]] }} {{tabela | título = [[Biographia de Gervasio Pires Ferreira/VIII|VIII]] | página = [[Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/126|118]] }} |Epígrafe= |Width= |Css= |Header= |Footer= |Modernização=N }} 0tvmyhh51fnrkv52qvh786uqzig4s4d Biographia de Gervasio Pires Ferreira 0 258599 565473 565311 2026-10-08T21:52:12Z Notsonotoriousbig 43614 565473 wikitext text/x-wiki {{navegar | título = Biographia de Gervasio Pires Ferreira | autor = Antonio Joaquim de Mello | tradutor = | seção = | anterior = | posterior = | notas = }} <pages index="Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf" from=7 to=7 /> {{quebra de página}} {{cabeçalho||{{x-larger|{{k|5|INDICE}}}}}} {{tabela | título = [[/PREFACIO|PREFACIO]] | página = [[Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/9|1]] }} {{tabela | título = [[/I|I]] | página = [[Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/11|3]] }} {{tabela | título = [[/II|II]] | página = [[Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/14|6]] }} {{tabela | título = [[Biographia de Gervasio Pires Ferreira/III|III]] | página = [[Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/21|13]] }} {{tabela | título = [[Biographia de Gervasio Pires Ferreira/IV|IV]] | página = [[Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/25|17]] }} {{tabela | título = [[Biographia de Gervasio Pires Ferreira/V|V]] | página = [[Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/30|22]] }} {{tabela | título = [[Biographia de Gervasio Pires Ferreira/VI|VI]] | página = [[Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/47|39]] }} {{tabela | título = [[Biographia de Gervasio Pires Ferreira/VII|VII]] | página = [[Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/70|62]] }} {{tabela | título = [[Biographia de Gervasio Pires Ferreira/VIII|VIII]] | página = [[Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/126|118]] }} [[Categoria:Obras publicadas em 1895]] [[Categoria:Obras em português antigo]] g70p92ly2f59tv1qo5ji1rouzi48lv2 Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/72 106 258695 565477 565282 2026-10-08T21:57:12Z Notsonotoriousbig 43614 565477 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude><ref follow="p71"> A lembrança dos nossos caros Irmãos de S. Paulo foi tão feliz e politica, quanto nobre a Resolução de Vossa Alteza Real para deixarmos de louvar áquelles o denodado patriotismo que os caracterisa, e de agradecer á Vossa Alteza Real o vivo interesse que toma pelos portuguezes deste novo hemispherio. Em verdade, Senhor, não era preciso muita perspicacia para descortinar-se a cilada que alguns aulicos, sorprendendo as sempre justas intenções do Soberano Congresso, haviam formado contra a nascente liberdade de Portugal e Brazil. Era-lhes preciso enfraquecer-nos, era preciso dividir-nos. A esse fim lançaram suas primeiras vistas sobre o Brazil, o braço direito da Monarchia; e apoderados ao mesmo tempo de um desprezivel espirito de partido procuram fomentar a mais inconstitucional rivalidade, enviando-nos tropas de Portugal, não necessarias ou requeridas, e com soldos e vencimentos por extremo gravosos á Fazenda das Provincias, debaixo do especioso pretexto de auxilarem a nossa tranquilidade e livrarem-nos dos estragos da anarchia. Felizmente, os acontecimentos nesta em os dias 29 de Novembro passado e 25 de Janeiro do corrente devem ter mostrado ao Soberano Congresso a impolitica de tropas destacadas de uma provincia para outra, qualquer que seja a sua denominação, para que seja preciso dos povos desta provincia para o embarque do batalhão de Portugal, que nesta se achava, e o resultado de grande Conselho que a prudencia nos obrigou a convocar e que tomamos a liberdade de levar </ref>No dia 26 de Abril recebeo a Junta Provisoria o Decreto do Principe Regente de 16 de {{Cph|Feve|Fevereiro}}<noinclude></noinclude> 5enjxtvlp7ptxypkox36qcjmt51ffzv Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/77 106 258751 565475 565377 2026-10-08T21:55:01Z Notsonotoriousbig 43614 565475 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude><ref follow="p71"> Congratulando-nos, pois, de antemão com elles, ser-nos-ha sobremaneira agradavel a confirmação de noticias tão importantes, e que o Soberano Congresso, annuindo ao voto gral dos Portuguezes Brazileiros na residencia entre nós de Vossa Alteza Real, e distiguindo o Governo politico de uma Nação do dos Reinos que a compõem, e do administrativo e economico das suas respectivas provincias, haja de fazer parar, quanto antes, e com uma melhor organisação de Governos, a devoradora marcha do incendio que espiritos mal intencionados ou malignos procuram soprar entre os membros da mesma Familia Portugueza. <br> Os Céos prosperem nossos votos e Guardem a Vossa Alteza Real como cordialmente o desejam os que se honram de ser com o mais profundo acatamento—Subditos respeitosos o leaes—Gervasio Pires Ferreira, Presidente. Bento José da Costa. Joaquim José de Miranda. Manoel Ignacio de Carvalho. Felippe Nery Ferreira. Antonio José Victoriano Borges da Fonseca. Laurentino Antonio Moreira de Carvalho, Secretario. Recife de Pernambuco, 18 de Março de 1822. </ref><ref follow="p73"> interinamente, nomeando aquellas, que tem até quatro Deputados em Côrtes, um; as que tem de quatro até oito, dous; e as outras, d'aqui para cima, tres; os quaes Procuradores geraes poderão ser removidos dos seus cargos pelas suas respectivas provincias no caso de não desempenhares devidamente as sua obrigações, si assim o requererem os dous terços das suas Camaras, em vereacão geral e extraordinaria, procedendo-se á nomeação de outros em seu logar. {{nop}} </ref>{{tph|dinario}} ou golpe de Estado; mas qual? Não faltavam em Pernambuco boatos de que se {{Cph|projecta|projectava}}<noinclude></noinclude> e3xewmucezjvogtlqcnqhqer57a49m2 Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/103 106 258780 565476 565417 2026-10-08T21:56:16Z Notsonotoriousbig 43614 565476 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude><ref follow="p92> {{tph|putados,}} e agora juramos não obedecer ás Côrtes? Nós, disseram os tres,havemos de obedecer ás Côrtes mas ha de ser no que não se oppuzer aos Decretos do Principe. Mas isto, disse o Sr. Manoel Ignacio, isto é o que a S. A. R. não quer. Em uma palavra, Senhores, disse o Senhor Presidente, vejo que nada se conclue; venha o livro, assignemos, evitemos desanguisados. Assignaram-se os Membros do Governo como se vê da Acta da mesma Camara e deo-se a sessão por concluida depois das quatro horas da tarde. ''Costa. Borges. Miranda. Moreira.'' {{ref|São estas as assignaturas que contém o original dessa Acta, que inserimos aqui, copiada por nós da original, bem como todas as outras, com escrupulosa fidelidade.}} </ref>com os seus Municipes um igual passo; e a Junta Provisoria havia durante os desconcertos desses 1.º e 2.º de Junho comparecer no dia 2 e intervir na continuação do acto que nesse dia proseguiria, comparecimento a que ella se não prestou, mas teve sobre este patriotico e precipitado negocio uma conducta circumspecta e legitima. Não acclamou, não prestou, não exigio nenhum juramento; marcou dia para uma assembléa que convocou por editaes antecipados e cartas especiaes. O cabido, ''sede vacante,'' tambem se reunio sobre o mesmo motivo. E as resoluções de ambas estas respeitaveis Corporações foram as contidas nas respectivas Actas, que se imprimiram avulsas e divulgaram. Ei-las.<ref name="p103"> « Aos 15 dias do mez de Junho de 1822, nesta cidade de Olinda, em casas da Camara della, </ref> {{nop}}<noinclude></noinclude> 2zm8j6nxbrzzjq9nwcnbk1242h9lhx0 Página:A Onda Verde (1922).pdf/43 106 258790 565433 2026-10-08T14:02:19Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 565433 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /><div style="font-family:serif"> {{cabeçalho|{{k|5|''A Lua Cornea''}}||''43''}}</noinclude>300 salas de leitura dedicadas exclusivamente á novellistica cinematographica. E todas se enchem á noite, ao passo que as salas de leitura ''vieux-jeu'', dos gremios literarios, recreativos e dansantes, ou das bibliothecas municipaes, vivem ás moscas. Boceja dentro dʼellas um “tomador de conta”, com a cabeça povoada de imagens das Dorothys americanas, ancioso por que anoiteça e possa elle, trancando aquella “jossa”, ir regalar-se com a arte mimica da gentilissima Dalton. Ninguem mais surge alli, como outróra, para um serãozinho de Escrich; nem meninas em crise romantica, frechadas por Cupido, mandam pelas crioulinhas buscar um romance “bem amoroso, seu Chico Traça, que tenha uma condessa pallida e um Raul moreno, de olhos bem pretos, como os do meu Lulú...” As ''misses'' americanas, ricas de belleza e saúde, senhoras dʼuma arte personalissima que não revê o molde dos conservatorios francezes — acrobatas, nadadoras insignes, mestras na arte de dominar, cavalgar, amansar espadaúdos representantes do<noinclude></div></noinclude> o2i84qfn7z5uvjddgm8bp11r018maaq Página:A Onda Verde (1922).pdf/44 106 258791 565434 2026-10-08T14:04:07Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 565434 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /><div style="font-family:serif"> {{cabeçalho|''44''||{{k|5|''Monteiro Lobato''}}}}</noinclude>sexo forte, empolgam em absoluto a nossa gente masculina. Em casa, vindos da fita, deante das esposas amarellidas, todas nervo e medo ás baratas, elles sonham uma outra vida, mais forte, mais bella, perfumada de lindas mulheres, num paiz de devaneio onde tudo corra na macióta cinematographica. As meninas, romanticas ou realistas, essas, viraram mysticas, dʼum mysticismo novo. Como as dʼoutróra esposas de Jesus, todas hoje esposaram, mais ou menos, ''in mente'', os George Walsh, os Wallace Reid, os William Farnun, essa pleiade de succulentos heroes modernos, magnificamente bellos, esplendidamente fortes. E suspiram de decepção piedosa quando, fóra da tela, os Chiquinhos, Lulús e Pedrocas côr de terra, sem peito, sem hombros, sem musculos, sem belleza, approximam-se para um córte de namoro. — Amo-te, Julieta! Pede-me a vida, pede-me o impossivel para que eu possa demonstrar a vastidão do meu amor! — Quero que você, Romeu, faça como o Tom<noinclude></div></noinclude> d3d3yycd7namx7sdk8f42bvh7yi917x Página:A Onda Verde (1922).pdf/45 106 258792 565435 2026-10-08T14:05:45Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 565435 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /><div style="font-family:serif"> {{cabeçalho|{{k|5|''A Lua Cornea''}}||''45''}}</noinclude>Mix, naquella noite: apanhe o meu lenço do chão numa galopada de cavallo!... Romeu cóça a cabeça. Em materia de equitação seu heroismo não vae além de montar eguas mansas, ultra-lerdas, só de andadura. E as Julietas suspiram... Até as creanças se fanatizam pelo ''shadowland''. Os cinemas do interior reservam-lhes os bancos da frente, com entradas a 200 réis, e ellas alli deliram, torcendo, como no ''futebol'', em pról do heroe do dia e applaudindo-o com delirio no momento da victoria. Tom Mix, William Hart, Eddie Polo, Antonio Moreno e outros ''cow-boys'' maravilhosos povoam hoje os cerebros infantis, impregnando-os fortemente dʼum ideal novo. Porque o cinema americano renova, resurge a cavallaria andante, dá-lhe fórmas actuaes, logicas e modernas, conservando-lhe, todavia, o espirito. Hart é o moderno Roldão. Suas proezas excedem ás do valeroso par de França que morreu em Roncesvalhes. No começo, em suas primeiras<noinclude></div></noinclude> ncv57v5ye1nwmscv84qfuoukiy1awsx Página:Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf/98 106 258793 565436 2026-10-08T14:10:52Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 565436 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|94|{{sc|a volta do mundo em oitenta dias}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>Mas nāo convinha esperar a chegada do ''Rangoon'' a Hong-Kong. Este Fogg tinha o costume detestavel de saltar de um para outro vapor, e antes de se dar começo á execuçāo do plano, já elle podia estar longe. O que importava, pois, era prevenir as auctoridades inglezas, e dar os signaes do passageiro antes dʼelle embarcar. Ora, nada havia mais facil, pois que o paquete fazia escala por Singapura, a qual está ligada á costa da China por um fio telegraphico. Comtudo, antes de operar, e para andar com mais segurança, Fix resolveu interrogar Passepartout. Sabia que nāo era difficil fazer-lhe dar á lingua, e decidiu-se a romper o incognito que guardára até ali. Nāo havia, pois, tempo a perder. Estavam a 31 de outubro, e logo no dia seguinte o ''Rangoon'' devia aportar a Singapura. Nʼaquelle dia, portanto, Fix, saindo do seu beliche, subiu á tolda, com intençāo de ser o primeiro a chegar-se a Passepartout, com mostras da mais extrema surpreza. Passepartout passeava tranquillamente á prôa, quando o agente correu para elle, exclamando: — O senhor no ''Rangoon!'' — Mr. Fix a bordo! redarguiu Passepartout absolutamente surprehendido ao reconhecer o seu companheiro de viagem do ''Mongolia''. O que é isto! deixei-o em Bombaim, e venho encontral-o a caminho de Hong-Kong! Mas, nʼesse caso, tambem faz a viagem á roda do mundo? — Nāo, nāo, respondeu Fix, tenciono ficar em Hong Kong, ao menos alguns dias. — Ah! disse Passepartout, que pareceu por um instante maravilhado. Mas como é que desde que partimos de Calcuttá ainda o nāo tinha visto a bordo! — Palavra, um incommodo... algum enjôo... Conservei-me deitado no meu beliche... Nāo me dou tão bem com o golfo de Bengala como me dei com o oceano indico. E seu amo, mr. Phileas Fogg? — Está de perfeita saude, e é tāo pontual como o seu itine-<noinclude></noinclude> pbatlwufr3sp6q42ubi77xc11quzcae Página:Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf/99 106 258794 565437 2026-10-08T14:14:57Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 565437 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|95|{{sc|a volta do mundo em oitenta dias}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude><section begin="Cap. XVI"/>rario! Nem um dia de demora! Ah! mr. Fix, ainda nāo sabe, temos uma joven comnosco. — Uma joven? redarguiu o agente que mostrou cara de quem nāo comprehendia o que o seu interlocutor queria dizer. Mas Passopartout pôl-o bem depressa ao facto da historia. Contou-lhe o incidente do pagode de Bombaim, a acquisiçāo do elephante pela quantia de duas mil libras, o caso do ''sutty'', o rapto de Aouda, a condemnaçāo do tribunal de Calcuttá, a liberdade sob fiança. Fix, que conhecia a ultima parte dʼestes successos, parecia ignorar todos, e Passepartout deixava-se arrastar pelo prazer de narrar as suas aventuras diante de um ouvinte que mostrava tanto interesse. — Mas a final, perguntou Fix, seu amo tem tençāo de levar essa joven para a Europa? — Nāo, mr. Fix, não! Vamos simplesmente entregal-a a um dos seus parentes, rico negociante de Hong-Kong. — Nāo ha nada a fazer! disse comsigo o agente, dissimulando a má impressāo que lhe causava um tal contratempo. Um copo de genebra, mr. Passepartout? — Com todo o gosto, mr. Fix. O menos que devemos fazer é bebermos ao nosso encontro a bordo do ''Rangoon !'' {{dhr}} <section end="Cap. XVI"/> <section begin="Cap. XVII"/>{{t2|{{smaller|{{sc|em que se trata de varias cousas durante a viagem<br>de singapura para hong-kong}}}}|CAPITULO XVII}} {{dhr}} Dʼeste dia em diante encontraram-se frequentemente o espiāo e Passepartout, mas o espiāo conservava-se em extrema reserva diante do seu companheiro, e nāo procurou fazel-o fallar. Apenas uma ou duas vezes entrevira mr. Fogg,ʼque preferia ficar no salāo do ''Rangoon'', quer em companhia de mrs. Aouda, quer a jogar o whist, segundo o seu invariavel costume. Quanto a Passepartout, poz-se a meditar muito seriamente no estranho acaso que mais uma vez punha Fix no mesmo cami-<section end="Cap. XVII"/><noinclude></noinclude> k8dx4p64nnrclze92m6ijdmk1se1awz Página:Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf/100 106 258795 565438 2026-10-08T14:18:10Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 565438 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|96|{{sc|a volta do mundo em oitenta dias}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>nho que seu amo seguia. E na verdade, qualquer se admiraria por menos. O facto dʼaquelle ''gentleman'', incontestavelmente muito complascente e amavel, ser primeiramente encontrado em Suez, embarcar no ''Mongolia'', desembarcar em Bombaim, onde devia ficar, tornar a ser encontrado no ''Rangoon'', fazendo viagem para Hong-Kong, nʼuma palavra, seguir passo a passo o itinerario de mr. Fogg, era cousa em que valia a pena reflectir-se. Havia em tudo isto uma coincidencia pelo menos exquisita. O que pretendia este Fix ? Passepartout estava prompto a apostar as suas chinellas, — as que cuidadosamente conservára, — que Fix deixaria Hong-Kong ao mesmo tempo que elles, e provavelmente no mesmo paquete. Podia Passepartout estar um seculo a reflectir, que nunca adivinharia a missāo de que o agente fôra encarregado. Jámais seria capaz de imaginar que Phileas Fogg fôsse espiado e seguido, como qualquer ladrāo, á roda do globo terrestre. Mas, como é proprio da natureza humana procurar uma explicaçāo para tudo, eis como Passepartout, subitamente inspirado, interpretou a presença permanente de Fix, interpretaçāo na verdade muito plausivel. Na sua opiniāo, Fix nāo era nem podia ser senāo um agente lançado no rasto de mr. Fogg pelos seus collegas do Reform-Club, a fim de verificar se a viagem se fazia regularmente em volta do mundo, segundo o itinerario que fora combinado. — É evidente! é evidente! repetia a si mesmo o bom do moço, todo vaidoso da sua perspicacia. É um espiāo que aquelles senhores nos largaram no encalço! Mas nāo é bonito isso! Mr. Fogg, tāo probo, tāo respeitavel, fazerem-no espiar por um agente! Ah! senhores do Reform-Club, ha de custar-vos caro isto! Encantado com a sua descoberta, Passepartont resolveu comtudo nada dizer a seu amo, receando que elle se offendesse, e com rasāo, da desconfiança dos seus adversarios. Em todo o caso fez tençāo de zombar de Fix na primeira occasiāo, com palavras encapotadas e sem nada comprometter. Na quarta feira, 30 de outubro, depois do meio dia, o ''Rangoon'' embocava o estreito de Malaca, que separa a peninsula<noinclude></noinclude> 0pjj6dymp4qpkth7912i41omo1ewkqp A Volta do Mundo em Oitenta Dias (3ª edição)/XVI 0 258796 565439 2026-10-08T14:20:09Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf" from=94 to=99 fromsection="Cap. XVI" tosection="Cap. XVI" header=1/> {{Modernização}} {{DP-3}} [[en:Around the World in Eighty Days (Towle)/Chapter 16]] [[es:La vuelta al mundo en ochenta días/Capítulo XVI]] [[id:Mengelilingi Doenia Dalam 80 Hari/Bab XVI]] [[sv:Jorden rundt på åttio dagar/16]] [[fr:Le Tour du monde en quatre-vingts jours/Chapitre 16]] he:סביב הארץ בשמ... 565439 wikitext text/x-wiki <pages index="Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf" from=94 to=99 fromsection="Cap. XVI" tosection="Cap. XVI" header=1/> {{Modernização}} {{DP-3}} [[en:Around the World in Eighty Days (Towle)/Chapter 16]] [[es:La vuelta al mundo en ochenta días/Capítulo XVI]] [[id:Mengelilingi Doenia Dalam 80 Hari/Bab XVI]] [[sv:Jorden rundt på åttio dagar/16]] [[fr:Le Tour du monde en quatre-vingts jours/Chapitre 16]] [[he:סביב הארץ בשמונים יום/פרק טז]] [[it:Il giro del mondo in ottanta giorni/Capitolo XVI]] [[pl:Podróż naokoło świata w 80-ciu dniach/Rozdział XVI]] [[uk:Подорож довкола землї в 80 днях/XVI]] l7bzqxmli02qt8tarptq64wz912l8qk Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/389 106 258797 565440 2026-10-08T14:20:54Z MLReis 41056 /* Revista */ Google OCR conferido com a imagem; lemas, categorias gramaticais e definições formatados. 565440 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="MLReis" />{{Cabeçalho|ALA|ALA|181}}</noinclude>{| style="width:100%; border-collapse:collapse; font-family:serif; line-height:1.25; text-align:justify" | style="width:50%; vertical-align:top; padding-right:1em" | <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:0"> maſe e derreteſe ao fogo, lança fumo e cheiro agradavel, e deixa huma cinza negra e luzente, que contém huma ſubſtancia terrea incognita, e cal de ferro. Dá pela deſtillação agoa, hum ácido concreto particular, muito oleo, e hum pouco de carvão leve. No ſeu eſtado ſólido, lançado em agoa, vai ſempre ao fundo. Ha duas eſpecies de alambre, huma tranſparente, outra opáca. Ambas varião muito nas ſuas côres, ſem que com tudo ſe encontre nellas a côr negra. Na eſpecie tranſparente ha as variedades de côr branca, de amarello pallido, de amarello citrino, amarello côr de ouro, e de vermelho eſcuro: no alambre opáco ha as variedades de côr branca, amarellada, eſcura, miſta de verde e azul, e a variedade venoſa. A ſua origem parece ſer vegetal, não ſó pelos ſeus principios conſtitutivos, como tambem por conter em ſi folhas, e outros productos vegetaes. O amarello côr de limão muitas vezes contém em ſi alguns inſectos. Dáſe no ſeio da terra, nos Pirineos, Madagaſcar, Sumatra, Alemanha, e nas arêas e agoas do mar Baltico, aonde o coſtumão peſcar, quando o mar eſtá agitado. O nome de alambre he tambem dado pelos noſſos Autores ao Ambar gris. Vej. Ambar. <span style="font-variant:small-caps">Cout.</span> Dec. 12, 5, 2 Quatrocentos ramaes de coraes, e outros tantos de ''alambres''. <span style="font-variant:small-caps">Sous. de Mac.</span> Ulyſſip. 2, 73 Ornou de ''alambre'' a criſtallina fonte. <span style="font-variant:small-caps">Vieir.</span> Serm. 10: do Roſ. 21, 7, 228 O balſamo e o ''alambre'' são gottas ſuadas das arvores. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. <span style="font-variant:small-caps">Heit. Pint.</span> Dial. 1, 6, 1 Os verdes e gracioſos jardins, os altos e ſumptuoſos edificios, as vãas e falſas deleitações são ''alambres'', que não levantão, nem attrahem a ſi o ferro, mas as palhas. <span style="font-variant:small-caps">Lob.</span> Cort. 11, 110 ℣ A eſſa [moça] (diſſe D. Julio) chamárão tambem pampilho, e roſtro de ''alambre''. <span style="font-variant:small-caps">M. Bern.</span> Exerc. 2, 6, 8. p. 496 Se eſte Divino ''alambre'' da amabilidade increada tem força para attrahir montes, que muito a tenha para attrahir palhinhas? </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALAMBREADO, A.}} {{catgram|adj.}} {{Def|Da côr do alambre.}} <span style="font-variant:small-caps">Curv.</span> Obſerv. 89, 4 As ourinas ſe fizerão ''alambreadas''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALAMEDA.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|Lugar povoado de alamos, ou produzidos naturalmente ou plantados por ordem.}} Tambem ſe diz de outras quaeſquer arvores ſilveſtres. ant. Alemeda. <span style="font-variant:small-caps">Ceit.</span> Quadrag. 1, 259, 3 Por entre as ''alamedas'' e ſoutos. <span style="font-variant:small-caps">Lob.</span> Condeſt. 18, 57 E na ''alameda'' hum valle os eſperava. <span style="font-variant:small-caps">Vieir.</span> Serm. 11, 12, 7. n. 534 Como ſe ha de ver a Fé neſſas flores e ''alamedas''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALAMEDAR.}} {{catgram|v. a.}} ant. {{Def|Apaſcentar.}} <span style="font-variant:small-caps">Bent. Per.</span> Theſ. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALAMO.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Certa eſpecie de choupo.}} He denominado por Linneo ''populus alba'', e claſſado na Dioicia Octandria do ſeu Syſtema dos Vegetaes. Os floſculos tanto do individuo maſculino, como do femenino são diſpoſtos em hum amençilho oblongo e cylindrico; tem por caliz huma eſcama ſolta e lacerada na margem; a corolla he turbinada, obliqua, e inteira; o eſtigma dos floſculos femininos he quadrifendido; o ſeu fructo he huma capſula de duas cellulas, e as ſementes são ornadas de hum pennacho capillar. As ſuas folhas são algum tanto redondas, denteadas e anguloſas, verdes por cima, e brancas ou cotanilhoſas por baixo; donde lhe proveio o nome que alguns Autores tambem lhe derão, de alamo branco ou alvar: eſte ultimo nome com tudo he dado tambem em alguns lugares do Reino a ''betula alba'', e a ''betula alnus'' de Linneo; mas com tanta impropriedade, como dão ao alamo ordinario o nome de faia, que he a ''fagus ſilveſtris'' de Linneo, arvore de bem diverſa fructificação e natureza. ant. Alemo. <span style="font-variant:small-caps">Barreir.</span> Chorogr. 13 ℣ As irmáas de Phaeton, chorando muitos annos a morte de ſeu irmão, forão convertidas em ''alamos''. <span style="font-variant:small-caps">Cam.</span> Luſ. 9, 57 As arvores agreſtes, que os outeiros Tem com frondente coma ennobrecidos. ''Alemos'' são de Alcides. <span style="font-variant:small-caps">Arr.</span> Dial. 6, 12 ''Alemos'' entre murtas. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Epith. ''Aéreo.'' <span style="font-variant:small-caps">Orient.</span> Luſit. 45. ''Alto.'' <span style="font-variant:small-caps">Cam.</span> Ecl. 2, 28. <span style="font-variant:small-caps">Heit. Pint.</span> Dial. 1, 6, 2. ''Ameno.'' <span style="font-variant:small-caps">Orient.</span> Luſit. 9 ℣. ''Branco.'' <span style="font-variant:small-caps">Sotom.</span> Ribeir. 81, 7. ''Creſcido.'' <span style="font-variant:small-caps">Cort.</span> R. Naufr. 8 ℣. <span style="font-variant:small-caps">Fernand.</span> Palm. 3, 71. ''Formoſo.'' <span style="font-variant:small-caps">Fernand.</span> Palm. 1, 61. ''Freſco.'' <span style="font-variant:small-caps">Amaral.</span> Serm. 370, 4. ''Frondoſo.'' <span style="font-variant:small-caps">Cort.</span> R. Naufr. 7, 77 ℣. ''Negro.'' <span style="font-variant:small-caps">Arr.</span> Dial. 7, 22. <span style="font-variant:small-caps">Castr.</span> Ulyſſ. 2, 71. ''Sombrio.'' <span style="font-variant:small-caps">Maus.</span> Aff. Aſt. 1, 10, 1 ℣. ''Verde.'' <span style="font-variant:small-caps">Castr.</span> Ulyſſ. 9, 25. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alamo alvar.}} <span style="font-variant:small-caps">Blut.</span> Vocab. {{Def|Em algumas terras he o meſmo que Faia.}} </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Ser folha de alamo ou como folha de alamo.}} Fraſ. proverb. {{Def|para denotar a inconſtancia das peſſoas.}} <span style="font-variant:small-caps">Eufros.</span> 5, 5 Mulheres ''são folhas de alemo'', em qualquer contraſte ſe perdem, e mudão toda a fé, que tinhão dada. </p> | style="width:50%; vertical-align:top; padding-left:1em" | <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:0"> <span style="font-variant:small-caps">Ferr. de Vasc.</span> Ulyſſip. 1, 5 Já ſei que ſois pera mim ora me vedes, ora me não vedes, ''como a folha do alemo''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALAMENTO.}} {{catgram|s. m.}} ant. vulg. ou comic. {{Def|O meſmo que Alimento.}} <span style="font-variant:small-caps">Gil Vic.</span> Obr. 3, 189 ℣. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALA MIRA.}} {{catgram|fórm. adv.}} {{Def|A' eſpreita.}} <span style="font-variant:small-caps">Luc.</span> Vid. 4, 11 No qual tempo os noſſos.... eſtiverão ''ala mira'' vendo pelejar a Deos. <span style="font-variant:small-caps">Brit.</span> Mon. 1, 3. c. 22 Eſtive entre tanto ''ala mira'' ao que Merello fazia em os ſeus reſes. <span style="font-variant:small-caps">Gouv.</span> Rel. 2, 14 Eſtando ſempre ''ala mira'', notando a que parte os Principes Chriſtãos movião as armas. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALA MODA.}} {{catgram|fórm. adv.}} {{Def|A' moda, ou ſegundo a moda.}} <span style="font-variant:small-caps">D. F. Man.</span> Muſ. 216 Viol. de Thal. Rom. 30. Es amante por ventura ''Ala moda'' dos mancebos. <span style="font-variant:small-caps">L. Alv.</span> Serm. 1, 2, 1. n. 2 O veſtir dos antigos já ſe não uſa, o que de novo vem ''ala moda'', he o que agrada. <span style="font-variant:small-caps">Vieir.</span> Serm. 1, 7, 1. col. 456 Deve ſer como os trajos, confiſsão ''ala moda''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Uſaſe {{catgram|ſubſt.}} no pl. <span style="font-variant:small-caps">D. F. Man.</span> Apol. 133 Maldito ſeja quem taes ''alamodas'' nos trouxe a terra. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALAMPADA.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|Certo vaſo de vidro, redondo e fundo, mais largo em cima do que para baixo, no qual ſe deita azeite, e no meio da bocca ſe lhe põe huma torcida, que ſahe de hum buraco aberto em huma grizeta ou eſtreita lamina commumente de latão, a qual ſe ſuſtenta atraveſſada na bocca do meſmo vaſo.}} Nas Igrejas tem as alampadas ſuſpenſas diante dos altares e entre ricos adornos de bacias e capiteis de prata ou de outra materia, com cadeias do meſmo, o que tudo junto, ſe chama Alampada. Do Lat. ''Lampas''. <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Dec. 2, 2, 8 E ''alampadas'' de prata pera arderem ante elle, havendo ſer homem ſanto. <span style="font-variant:small-caps">Sous.</span> Hiſt. 1, 2, 38 As mais das noites achavão as ''alampadas'' do dormitorio e da Igreja apagadas. <span style="font-variant:small-caps">Barret.</span> Eneid. 1, 165 Pelas douradas traves com accendido Lume ''alampadas'' pendem fulgurando. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. <span style="font-variant:small-caps">Fernand. Galv.</span> Serm. 3, 318, 4 Pelo oleo, que faltou, ſe entendem as obras feitas com caridade, com que ſe ſuſtenta a ''alampada'' da Fé. <span style="font-variant:small-caps">Per. d'Afons.</span> Poder. 14, 351 S. João Chryſoſtomo lhe chama [á Fé] ''alampada''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Ter alampada em Meca ou na caſa de Meca.}} Fraſ. proverb. e vulg. {{Def|Ter algum poderoſo patrocinio, em que ſe põe a eſperança do bom exito de alguma couſa.}} <span style="font-variant:small-caps">Chag.</span> Obr. 1, 31 Querer ''ter alampada em Meca'', he ter ainda fé em Mafoma. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALAMPADARIO.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Varão ou tocheiro de ferro ou de outro metal, ou inſtrumento de madeira, feito com varios artificios, do qual eſtão penduradas as alampadas.}} Modernamente alguns dizem Lampadario. Ant. Alampadairo. <span style="font-variant:small-caps">Cout.</span> Dec. 12, 4, 4 Se põe o Samorim em hum lugar á viſta de todo o povo com muitos ''alampadarios'' de ouro e prata acceſos ao redor de ſi. <span style="font-variant:small-caps">Brit.</span> Mon. 1, 2. c. 12 Hum ''alampadario'' mui bem acabado, feito de metal de Chipre. <span style="font-variant:small-caps">Fr. Gasp. de S. Bernard.</span> Itin. 8 A qual [torre] mandou fazer Ptolomeo Philadelpho.... ſó a fim de no mais alto della, ſe poer hum ''alampadario'' ou pharol. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. <span style="font-variant:small-caps">F. de Mendoç.</span> Serm. 2, 35, 14 He a Cruz de Chriſto huma tocha e ''alampadario'', que eſcurece aquelles dous olhos do mundo, e muito melhor que elles, alumia o meſmo mundo. <span style="font-variant:small-caps">Cardos.</span> Agiol. 2, 739, 1 Servindo ſempre de ''alampadarios'' do céo, cheios de reſplendecente luz de ſciencia. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALAMPADEIRO.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Tocheiro ou mancebo, em que ſe põe ou ſuſtenta a alampada.}} <span style="font-variant:small-caps">Bent. Per.</span> Theſ. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALANCEADO, A.}} {{catgram|p. p.}} de Alancear. <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Dec. 2, 2, 8. <span style="font-variant:small-caps">Heit. Pint.</span> Dial. 1, 3, 10. <span style="font-variant:small-caps">Per.</span> Elegiad. 18, 269. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALANCEAMENTO.}} {{catgram|s. m.}} ant. e pouc. uſ. {{Def|Acção e effeito de alancear.}} <span style="font-variant:small-caps">Vit. Christ.</span> 4, 13, 97 Daqueſte artigo do ''alanceamento'' ſom havidas tres enſinanças. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALANCEAR.}} {{catgram|v. a.}} {{Def|Dar lançadas, ferir ou traſpaſſar com lança.}} <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Dec. 1, 1, 5 Arremetterão a elles, cuidando que os pudeſſem ''alancear''. <span style="font-variant:small-caps">Brit.</span> Mon. 1, 2. tit. 7 O ''alanceárão'' cruelmente dentro do coche. <span style="font-variant:small-caps">Sous.</span> Hiſt. 3, 5, 10 Os Infieis ''alanceárão'' logo com raiva infernal o Padre Frei Manoel. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Com {{catgram|pron. peſſ.}} {{Def|Ferirſe com lança huns á outros.}} <span style="font-variant:small-caps">Cart. de Jap.</span> 2, 96, 4 Durou a batalha grande eſpaço, ''alanceandoſe'' braviſſimamente. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. <span style="font-variant:small-caps">Ferr.</span> Briſt. 3, 1 Quem trago cá dentro em mim, que me ''alancea''? <span style="font-variant:small-caps">Ceit.</span> Quadrag. 1, 150, 1 As orações e prégações dos Rhetoricos... ''alanceão'' a alma quando vos vituperão. <span style="font-variant:small-caps">Luz.</span> Serm. 1, 135, 4 Ah como ''alanceaes'' com eſſas lingoas as honras de voſſos irmãos. </p> |}<noinclude>{{Cabeçalho||Zz|A.}}</noinclude> diga8ioftkfv42d1i83u77eycjm6ldh Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/390 106 258798 565441 2026-10-08T14:25:30Z MLReis 41056 /* Revista */ Google OCR conferido com a imagem; lemas, categorias gramaticais e definições formatados. 565441 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="MLReis" />{{Cabeçalho|182|ALA|ALA}}</noinclude>{| style="width:100%; border-collapse:collapse; font-family:serif; line-height:1.25; text-align:justify" | style="width:50%; vertical-align:top; padding-right:1em" | <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:0"> {{lema|A LANÇO.}} {{catgram|fórm. adv.}} Vej. Lanço. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALANDRO.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|O meſmo que Eloendro.}} Vej. <span style="font-variant:small-caps">Carv.</span> Chorogr. 2, 2, 8. c. 16 He tradição, que tomou [a Villa do Alandroal] o nome de ''Alandros'', que são humas plantas, que tem as folhas como de Loureiro e a flor como roſas. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALANHAR.}} {{catgram|v. a.}} {{Def|Deſtripar o peixe.}} <span style="font-variant:small-caps">Blut.</span> Vocab. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALANTERNA.}} {{catgram|s. f.}} ant. {{Def|O meſmo que Lanterna}}, e he como hoje ſe diz. <span style="font-variant:small-caps">Leão</span>, Orthogr. e <span style="font-variant:small-caps">Bent. Per.</span> Orthogr. a põe entre as palavras erradas. <span style="font-variant:small-caps">Madur.</span> Orthog. Part. 3. ''Lanterna'' e o abuſo diz ''Alinterna'' ou ''Alenterna''. <span style="font-variant:small-caps">Resend.</span> Entrad. de D. Man. 141. <span style="font-variant:small-caps">Sous.</span> Vid. 1, 13. <span style="font-variant:small-caps">Feo</span>, Tr. 2, 287, 1. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|ALÃO.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Cão de fila, grande, e valente, que de ordinario ſerve para guardar e defender o gado das feras, ou para lançar aos touros, e nas monterias á caça brava, para ſegurala, fazendo preza nas orelhas, nos beiços ou nas gargantas.}} <span style="font-variant:small-caps">Leão</span>, Orig. 16 põe eſte vocabulo no numero dos que os Portuguezes tem ſeus nativos, e que não tomárão de outras gentes. <span style="font-variant:small-caps">Per.</span> Elegiad. 2, 24 Qual de ſabujos timida manada Que atráz do Hibernio ''alão'', que vai ſeguro Vai cada hum batendo o queixo duro. <span style="font-variant:small-caps">Leão</span> Deſcrip. 91 Mandou que a dous ''alãos'', que tinha mui bravos, lhe não deſſem de comer dous dias. <span style="font-variant:small-caps">Esper.</span> Hiſt. 1, 1, 10. n. 3 Tem por armas hum cão grande, que nós chamamos ''alão''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Pl. ''Alães.'' <span style="font-variant:small-caps">Per.</span> Elegiad. 13, 181. ''Alões.'' <span style="font-variant:small-caps">Azur.</span> Chr. 3, 21. <span style="font-variant:small-caps">Cort.</span> R. Nauf. 12, 131 ℣. ''Alãos.'' <span style="font-variant:small-caps">Leão</span>, Deſcripç. 91. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Epith. ''Audaz.'' <span style="font-variant:small-caps">Per.</span> Elegiad. 13, 181. ''Bravo.'' <span style="font-variant:small-caps">Cort.</span> R. Naufr. 12, 131 ℣. ''Caſtiço.'' <span style="font-variant:small-caps">Sá de Men.</span> Mal. 1, 194. ''Hibernio.'' <span style="font-variant:small-caps">Per.</span> Elegiad. 2, 24. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALA PAR.}} {{catgram|fórm. adv.}} {{Def|A' par, juntamente.}} <span style="font-variant:small-caps">Paiv.</span> Serm. 1, 330 ℣ E quaſi andão ''ala par'' eſtender os deſejos ás couſas humanas e da terra, e inhabilitar a alma para as do céo. <span style="font-variant:small-caps">Arr.</span> Dial. 3, 16 E que aquelles quarenta annos primeiros, em que ſe podia guardar ''ala par'' com o Evangelho, lhe ſerviſſem de honroſa mortalha. <span style="font-variant:small-caps">Mendoç.</span> Jorn. 1, 6 Dom Duarte de Menezes... e o Xarife.... ſe movêrão ''ala par''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALAPARDADO, A.}} {{catgram|p. p.}} de Alapardar. <span style="font-variant:small-caps">Castanh.</span> Hiſt. 3, 39. <span style="font-variant:small-caps">Gran.</span> Serm. 8, 30. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALAPARDAR.}} {{catgram|v. a.}} Uſaſe ſempre com {{catgram|pron. peſſ.}} {{Def|Agacharſe, cozerſe com a terra, fazendoſe baixo para não ſer viſto.}} De Laparo, quando ſe agacha na toca. <span style="font-variant:small-caps">Jer. Cardos.</span> Dict. <span style="font-variant:small-caps">Barbos.</span> Dict. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALAQUECA.}} {{catgram|s. f.}} ant. {{Def|O meſmo que Laqueca.}} <span style="font-variant:small-caps">Castanh.</span> Hiſt. 1, 13. <span style="font-variant:small-caps">Mend. Pint.</span> Peregr. 107. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALAR.}} {{catgram|v. a.}} {{Def|Içar, puxar para cima com corda ou couſa ſemelhante, que ſerve como de azas para ſubir.}} Do Lat. ''Ala''. <span style="font-variant:small-caps">Goes</span>, Chr. de D. Man. 1, 84 Pera por alli ''alar'' huma das barcas, que hia atada a eſta corda. <span style="font-variant:small-caps">Mendoç.</span> Jorn. 2, 10 Como lhe não ſoffreſſe o coração eſperar até que abriſſem as portas pela manhãa, pedio que o ''alaſſem'' por cordas. <span style="font-variant:small-caps">Esper.</span> Hiſt. 1, 2, 33. n. 3 Levou tambem huma corda pera o ''alar'' a ſi. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Uſaſe frequentemente ajuntandolhe o {{catgram|adv.}} acima. <span style="font-variant:small-caps">Castanh.</span> Hiſt. 3, 81 Chegados ao muro os ''alárão acima'' por toucas, que lhe lançárão. <span style="font-variant:small-caps">Leão</span>, Chr. de D. Aff. V. 40 Outros eſtando armados de armas mui pezadas, fiavão ſeus corpos de cordas e de toucas mui delgadas, com que os ''alavão acima''. <span style="font-variant:small-caps">Sever.</span> Diſc. 26 ℣ Com fiſgas e arpões trabalhárão tanto até que o matárão [certo peixe] e ''alárão acima''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alar.}} met. <span style="font-variant:small-caps">Heit. Pint.</span> Dial. 2, 5, 2 Pera que com iſto elle nos ''alaſſe'' á altura da verdadeira gloria. <span style="font-variant:small-caps">Ceit.</span> Serm. 2, 95, 1 E deitalhe Deos tantos tirantes e cordas pera o ''alar'', quantos Santos lhe põe diante dos olhos pera os imitar. <span style="font-variant:small-caps">F. de Mendoç.</span> Serm. 2, 106, 21 Dai a mão a eſtes voſſos devotos, ''alai'' noſſos corações da terra. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alar.}} com {{catgram|pron. peſſ.}} {{Def|Levantarſe ou ſubir, içandoſe ou agarrandoſe a huma corda ou couſa ſemelhante.}} <span style="font-variant:small-caps">Andrad.</span> Chr. 1, 53 Os navios ''ſe alárão'' pelos cabos, e ſe encadeárão popa com popa. <span style="font-variant:small-caps">Cout.</span> Dec. 12, 4, 13 E fez tal deſtroço, que ſe forão os Holandezes ''alando'' por rageiras até ficarem atraveſſados pela prôa da noſſa não. <span style="font-variant:small-caps">F. de Mendoç.</span> Serm. 2, 215, 18 ''Alaivos'' por eſte cabo, que vos deito. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. <span style="font-variant:small-caps">Corr.</span> Comm. 3, 19 Por conſelho deſte nobre Cavalleiro recebêrão os Heſpanhoes algum refrigerio, e ſe tornárão a ''alar'' e cobrar esforço. <span style="font-variant:small-caps">Luc.</span> Vid. 8, 8 Que foi hum cabo, por onde nos ''alámos'' ao conhecimento do Creador. <span style="font-variant:small-caps">M. Bern.</span> Floreſt. 3, 5, 248, C De- </p> | style="width:50%; vertical-align:top; padding-left:1em" | <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:0"> ſejando ''alarſe'' da grande pobreza, em que cahíra. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alar.}} Milic. pouc. uſ. {{Def|Formar em alas ou fileiras.}} <span style="font-variant:small-caps">D. Fern. de Men.</span> Hiſt. 2, 10, 44 Mandou ''alar'' a Infanteria até a porta da Sé. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALARABE.}} {{catgram|s. m.}} ant. e pouc. uſ. acc. na antepenult. {{Def|O meſmo que Arabe.}} <span style="font-variant:small-caps">Lob.</span> Condeſt. 11, 79 Vês de ''Alarabes'' cá guerreiro bando, Que o Duque em humas andas tem ferido. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALARANJADO, A.}} {{catgram|adj.}} {{Def|De côr de laranja, ou que tira para ella.}} <span style="font-variant:small-caps">Cancion.</span> 177, 3 Loba aberta ''alaranjada''. <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Clarim. 2, 62 Todolos outros [cavallos] erão murzelos com guarnições de branco e ''alaranjado'', que luſtrava nelles mui gracioſamenta. <span style="font-variant:small-caps">Prov. da Hist. Gen.</span> 2, 4, 76. p. 478. ann. 1522 Duas almategas do dito veludo verde com ſavaſtras de ''alaranjado''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALARDADO, A.}} {{catgram|p. p.}} de Alardar <span style="font-variant:small-caps">Bent. Per.</span> Theſ. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALARDAR.}} {{catgram|v. a.}} ant. {{Def|O meſmo que Lardear}}, e he como hoje ſe diz. Do Lat. ''Lardum'' ou ''Laridum''. <span style="font-variant:small-caps">Bent. Per.</span> Theſ. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALARDAR.}} {{catgram|v. a.}} antiq. {{Def|O meſmo que Alardear.}} <span style="font-variant:small-caps">Cancion.</span> 33, 3. Na bocca tenha tal cheiro, Que á legoa não s'aguarde, E por lhe dar mór marteiro, Sempre lhe eſte no poleiro, Sem fazer couſa qu' ''alarde''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALARDE.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|O meſmo que Alardo.}} <span style="font-variant:small-caps">Acad. dos Sing.</span> 2. Certam. Oraç. 3. <span style="font-variant:small-caps">M. Bern.</span> Pão Partid. 1, 83. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALARDEADEIRA.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|Mulher louvaminheira.}} <span style="font-variant:small-caps">Jer. Cardos.</span> Dict. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALARDEADO, A.}} {{catgram|p. p.}} de Alardear. ant. {{Def|O meſmo que Lardeado.}} <span style="font-variant:small-caps">Fest. na Canon.</span> 85 ℣ Deo [a folia] muito contentamento a todos, pela riqueza de veſtidos, que erão marlotas de terciopelo ''alardeadas'' de paſſamanes de ouro. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALARDEADOR.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Louvaminheiro, oſtentador.}} <span style="font-variant:small-caps">Jer. Cardos.</span> Dict. <span style="font-variant:small-caps">Bent. Per.</span> Theſ. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALARDEAMENTO.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Oſtentação, acção de alardear.}} <span style="font-variant:small-caps">Jer. Cardos.</span> Dict. <span style="font-variant:small-caps">Bent. Per.</span> Theſ. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALARDEAR.}} {{catgram|v. a.}} {{Def|Oſtentar, fazer apparato ou alardo.}} Reg. ''abſ.'' ou ''alg. c.'' <span style="font-variant:small-caps">Eufros.</span> 1, 2 E todo o ſeu cabedal he ''alardear'' com a lingoa, e forrarſe de fingimentos. <span style="font-variant:small-caps">Ferr. de Vasc.</span> Ulyſſip. 1, 2 Tudo he ''alardear'', e por derradeiro são a meſma miſeria. <span style="font-variant:small-caps">Vieir.</span> Serm. 8, 111 De maneira que quando a alma ſanta quiz ''alardear'' finezas e valentias em materia da defenſa da ſua peſſoa &c. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> T. de Cozinheiro. ant. {{Def|O meſmo que Lardear.}} <span style="font-variant:small-caps">Blut.</span> Vocab. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALARDO.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Reſenha, moſtra ou reviſta, que ſe faz dos ſoldados e milicias, para examinar ſe eſtá completo o numero, que deve ter cada companhia, e ſe tem prontos e bem acondicionados os ſeus armamentos, e nas milicias para lhes fazer exercicio.}} Do Arab. ''Alárdi''. Derivaſe do verbo ''árada'', apreſentar, fazer apparecer, paſſar moſtra aos ſoldados. <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Dec. 1, 5, 1 Onde já as náos eſtavão com ſeu ''alardo'' da gente d'armas feito. <span style="font-variant:small-caps">Sever.</span> Notic. 2, 10, 58 Ordenou.... [elRei D. Sebaſtião] que cada anno ſe fizeſſem dous ''alardos'' geraes. <span style="font-variant:small-caps">Esper.</span> Hiſt. 1, 3, 39. n. 3 Libertárão dos ''alardos'' nas oitavas do Penthecoſte e Paſcoa a todos os lavradores, que &c. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. {{Def|Dizſe de quaeſquer outras peſſoas, a que ſe paſſa reviſta, ſem que ſejão militares.}} <span style="font-variant:small-caps">Tell.</span> Chr. 2, 4, 49. n. 2 Tinha ordinariamente [o P. M. Ignacio] tão bons ſucceſſos neſte ſeu ''alardo'' geral, que com todos entendia, e nenhum ſe lhe eſcuſava de moſtrar as ſuas contas. (Falla da doutrina, que fazia aos meninos) </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. {{Def|Oſtentação, apparato.}} <span style="font-variant:small-caps">Corr.</span> Comm. 5, 8 E terião alli as hortas com fruito de ouro, de que os Poetas fazem tanto ''alardo''. <span style="font-variant:small-caps">Sous.</span> Vid. 6, 26 ''Alardo'' vão da ſoberba e poder humano. <span style="font-variant:small-caps">Acad. dos Sing.</span> 2, 1, Oraç. Pois apenas da pompa faz ''alardo''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Epith. no propr. e met. ''Bello.'' <span style="font-variant:small-caps">Acad. dos Sing.</span> 2, 3. Oraç. ''Concertado'' (bem.) <span style="font-variant:small-caps">Fest. na Canon.</span> 76 ℣. ''Geral.'' <span style="font-variant:small-caps">Mend. Pint.</span> Peregr. 58. ''Luſtroſo.'' <span style="font-variant:small-caps">F. de Mendoç.</span> Serm. 1, 40, 10. ''Luzido.'' <span style="font-variant:small-caps">Fest. na Canon.</span> 138 ℣. ''Numeroſo.'' <span style="font-variant:small-caps">Fest. na Canon.</span> 138 ℣. ''Ordenado'' (bem.) <span style="font-variant:small-caps">Fest. na Canon.</span> 76 ℣. ''Soberano.'' <span style="font-variant:small-caps">Galheg.</span> Templ. 2, 162. ''Temeroſo.'' <span style="font-variant:small-caps">D. F. Man.</span> Epan. 5, 519. ''Vão.'' <span style="font-variant:small-caps">Sous.</span> Vid. 6, 26. ''Viſtoſo.'' <span style="font-variant:small-caps">Acad. dos Sing.</span> 2, Certam. Decim. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Fazer alardo.}} Fraſ. met. {{Def|Dar a ver, moſtrar as couſas em particular, ou huma por huma.}} <span style="font-variant:small-caps">Heit. Pint.</span> Dial. 1, 4, 1 Se cada hum de nós ''fizeſſe alardo'' de ſeus trabalhos... teriamos a vida por triſte deſterro. <span style="font-variant:small-caps">Fernand. Galv.</span> Serm. 1, 121, 2 O mercador pobre ''faz alardo'' de quanto tem. <span style="font-variant:small-caps">D. F. Man.</span> Cart. 5, 89 Porque ſe eu pudera ''fazer alardo'' dos meus penſamentos, pouco tinha, que temer. </p> |}<noinclude>{{Cabeçalho|||Fa-}}</noinclude> 3tvnksskxz27woxzfelvqmwa9x0j8nb Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/391 106 258799 565442 2026-10-08T14:28:30Z MLReis 41056 /* Revista */ Google OCR conferido com a imagem; lemas, categorias gramaticais e definições formatados. 565442 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="MLReis" />{{Cabeçalho|ALA|ALA|183}}</noinclude>{| style="width:100%; border-collapse:collapse; font-family:serif; line-height:1.25; text-align:justify" | style="width:50%; vertical-align:top; padding-right:1em" | <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:0"> {{lema|Fazer ⁝ ⁝ ou alardos de alguma couſa.}} {{Def|Fazer oſtentação, vangloriarſe della.}} <span style="font-variant:small-caps">Corr.</span> Comm. 5, 8. <span style="font-variant:small-caps">D. F. Man.</span> Apol. 90. No pl. <span style="font-variant:small-caps">F. de Mendoç.</span> Serm. 1, 36, 7. <span style="font-variant:small-caps">Luz</span>, Serm. 3, 141, 3. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALA RÉ.}} {{catgram|fórm. adv.}} antiq. {{Def|Verdadeiramente, na realidade.}} <span style="font-variant:small-caps">Cancion.</span> 7 ℣, 3 Namorado he palaçano, Gualyte tambem jacé, Pois que cuidão todo o anno, Mas cuidão em dar ſeu panno Mais do que val ''ala ré''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALARES.}} {{catgram|s. m. pl.}} Volat. {{Def|Laços feitos de ſedas de cavallo para caçar perdizes.}} </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Eſtar dos alares adentro.}} Fraſ. proverb. {{Def|Eſtar alguma couſa ſegura ou livre de perigo.}} <span style="font-variant:small-caps">Barbos.</span> Dict. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|A' LARGA.}} {{catgram|fórm. adv.}} Vej. Largo. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALARGADO, A.}} {{catgram|p. p.}} de Alargar. <span style="font-variant:small-caps">Jer. Cardos.</span> Dict. <span style="font-variant:small-caps">Barbos.</span> Dict. <span style="font-variant:small-caps">Bent. Per.</span> Theſ. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALARGAMENTO.}} {{catgram|s. m.}} ant. {{Def|Acção e effeito de alargar.}} <span style="font-variant:small-caps">Vit. Christ.</span> 3, 14, 38 Per noticia e accreſcentamento ou ''alargamento'' de ſua vontade. <span style="font-variant:small-caps">D. Cath. Inf.</span> Regr. 1, 16 E per ''alargamento'' da mui alegre caridade poſſas correr com maior deſejo a carreira dos ſeus mandados. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alargamento de tempo.}} {{Def|Prorogação.}} <span style="font-variant:small-caps">Jer. Cardos.</span> Dict. <span style="font-variant:small-caps">Barbos.</span> Dict. <span style="font-variant:small-caps">Bent. Per.</span> Theſ. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALARGAR.}} {{catgram|v. a.}} {{Def|Dar maior largura, fazer mais largo.}} As couſas materiaes, quando eſtas ſe afaſtão entre ſi ou ſe lhes dá maior abertura ou extensão entre dous extremos. <span style="font-variant:small-caps">Orden. de D. Man.</span> 1, 46 Se acharem que algumas peſſoas ''alargão'' os vallados de ſuas herdades pelos caminhos dos Concelhos &c. <span style="font-variant:small-caps">Fr. Marc.</span> Chr. 2, 3, 15 O notavel eſtender ou ''alargar'' as pernas, quando eſtão aſſentados, não he honeſto. <span style="font-variant:small-caps">Maus.</span> Vid. 2, 16 ℣ Para que ſaia menos inundante Do Tibre ''alarga'' a madre eſtreita e falta. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Deſencolher, deſapertar, afroxar.}} <span style="font-variant:small-caps">Arr.</span> Dial. 5, 6 ElRei D. Pedro o juſtiçoſo lembrava muitas vezes a ſeus creados, quando o veſtião, que lhe ''alargaſſem'' o cinto. <span style="font-variant:small-caps">Barret.</span> Eneid. 3, 63 As amarras cortar manda ao momento, E ''alargar'' os calabres ſacudidos. <span style="font-variant:small-caps">Vieir.</span> Serm. 1, 5, 6. col. 356 Como o coração do Rei eſtá na mão de Deos, ſe Deos abre e ''alarga'' a mão, alargaſe tambem o coração do Rei. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. {{Def|Prolongar, dar maior duração.}} <span style="font-variant:small-caps">Sous.</span> Vid. 5, 5 Eſperando ſe quereria o Senhor fazerlhes mercê de ''alargar'' aquella vida, de que tantos dependião. <span style="font-variant:small-caps">Sá de Men.</span> Mal. 2, 63 E para lhes cauſar maior tormento, ''Alargarlhes'' da morte o ſentimento. <span style="font-variant:small-caps">Vieir.</span> Serm. 4, 11, 7. n. 409 Não ha couſa, que mais ''alargue'' o tempo na auſencia e na ſaudade, que a dilação. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Aumentar, ampliar, fazer maior o numero ou quantidade.}} <span style="font-variant:small-caps">Castilh.</span> Comm. 1, 5 ℣ Outros ''alargão'' eſta conta, com aventureiros, gaſtadores e muitos, que trazia a eſperança do ſacco. <span style="font-variant:small-caps">Avell.</span> Report. 1, 10 Outros os ''alargarão'' [os mezes] a doze. <span style="font-variant:small-caps">Gavi</span>, Cerc. 9, 29 E porque ainda não fico ſatisfeito, paſſarei mais adiante, poſto que ''alargue'' a hiſtoria. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. {{Def|Relaxar, diminuir o rigor de alguma obrigação ou preceito.}} <span style="font-variant:small-caps">Heit. Pint.</span> Dial. 1, 3, 5 Eſcolhião Magiſtrados, que nem ''alargaſſem'' tanto, que perdeſſem por brandos &c. <span style="font-variant:small-caps">Leão</span>, Report. 64 Menagem, que huma vez toma o Juiz, não na póde mais ''alargar''. <span style="font-variant:small-caps">Luc.</span> Vid. 10, 27 Nem per o Santo apertar aſſi as entradas, e ''alargar'' as ſahidas, deixou de ter gente baſtante [pera entrar na Companhia.] </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alargar a bolſa.}} Fraſ. fam. e met. uſ. {{Def|Prevenir dinheiro para alguma deſpeza grande e extraordinaria.}} </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alargar o coração a alguem.}} {{Def|Mover a liberalidade, ou dar animo para fazer alguma couſa.}} <span style="font-variant:small-caps">Luc.</span> Vid. 2, 22 ''Alargandolhe'' [Deos] em tanto grão ''os corações'' e os eſpiritos, que &c. <span style="font-variant:small-caps">Vieir.</span> Serm. 1, 5, 6. col. 356 Ainda que o Rei he o Senhor, que dá ou não dá, tem ſobre ſi outro Senhor maior, que he o que lhe ''alarga o coração'' paraque dê ou não dê. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alargar o ſeu coração.}} {{Def|Animarſe, conceber boas ou grandes eſperanças.}} <span style="font-variant:small-caps">Estim. do Am. Div.</span> 3, 8 Então chêo de deleites eſpantarſeha, e ''alargarſeha o meu coração''. <span style="font-variant:small-caps">Vieir.</span> Serm. 1, 5, 6. col. 357 Se o coração do Rei tão largo e tão liberal com outros, he para comvoſco eſtreito, e ainda duro, ''alargai'' vós ''o voſſo coração'', e conſolaivos, entendei que por eſſe meio vos quer Deos levar á terra da promiſsão do céo. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alargar a lingoa.}} {{Def|Fallar ſolta e deſenfreadamente.}} <span style="font-variant:small-caps">Fr. Marc.</span> Exerc. 41, 194 ℣ Não ſomente contra o Filho de Deos lançárão aquelles máos ſuas blasfemias; mas tambem ''alargárão'' ſuas ''lingoas'', como prontos inſtrumentos do diabo em injuria e blasfemia do Padre. </p> | style="width:50%; vertical-align:top; padding-left:1em" | <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:0"> {{lema|Alargar os olhos.}} {{Def|Eſtender a viſta, olhar ao largo.}} <span style="font-variant:small-caps">Sous.</span> Vid. 1, 27 Aſſi ''alargando os olhos'' pelas ſerras e oiteiros, que do alto deſcobrião &c. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alargar o paſſo.}} {{Def|Dar paſſos mais largos, andar mais depreſſa.}} <span style="font-variant:small-caps">Cort.</span> R. Naufr. 12, 133 ℣ Torce o caminho hum pouco, ''alarga o paſſo''. <span style="font-variant:small-caps">Sous.</span> Vid. 2, 20 Com determinação de ''alargar'' tanto ''o paſſo'', que pudeſſe entrar primeiro que o Cardeal. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alargar a rédea á alguma couſa.}} {{Def|Afroxar na ſua obſervancia ou exercicio.}} <span style="font-variant:small-caps">Fr. Marc.</span> Chr. 1, 1, 74 ''Alargou a rédea'' hum pouco ao rigor de ſua abſtinencia. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alargar as rédeas á ou de alguma couſa.}} {{Def|Darlhe liberdade.}} <span style="font-variant:small-caps">Fr. Marc.</span> Exerc. 18, 84 ''Alargou'' todas ''as rédeas'' de ſua malicia. <span style="font-variant:small-caps">Heit. Pint.</span> Dial. 1, 4, 3 Vos porei diante algumas couſas, que vos excitem a paciencia, ''alargando as rédeas'' á minha prática. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alargar a viſta.}} {{Def|O meſmo que Alargar os olhos.}} Vej. <span style="font-variant:small-caps">Leit. d'Andrad.</span> Miſc. 16, 462 E podendo dalli bem ''alargar a viſta'', que até aquella hora tivera como fechada. <span style="font-variant:small-caps">Sous.</span> Vid. 2, 33 ''Alargou a viſta'' pelos montes, que ficavão á roda. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alargar.}} com {{catgram|pron. peſſ.}} {{Def|Eſtenderſe, dilatarſe na largura da ſua ſituação.}} Dos Lugares. <span style="font-variant:small-caps">Cam.</span> Luſ. 5, 77 Pera onde a cóſta ao ſur ''ſe alarga'' e eſtende. <span style="font-variant:small-caps">Luc.</span> Vid. 3, 10 No mar ''ſe alarga'' [Malaca] e eſtende de maneira, que... fica ſendo quaſi Ilha. <span style="font-variant:small-caps">Fr. Leão</span>, Bened. 1, 2. Prelud. 1 Pera a parte do Oriente ſe eſtende [Portugal] mais de trinta [legoas] e da meſma ſorte ''ſe alarga''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Aumentarſe, fazerſe ou ſer maior em numero, quantidade ou duração.}} <span style="font-variant:small-caps">Descobr. da Frolid.</span> 31 ℣ Mandou o Governador dous de cavallo á gente, que quedava atraz, que ſe deſſem preſſa, porque ''ſe alargava'' o caminho, e faltavão os baſtimentos. <span style="font-variant:small-caps">Cam.</span> Luſ. 5, 21 Alli ſe enche, e ''ſe alarga'' grandemente [a ſangueſuga.] <span style="font-variant:small-caps">Bern.</span> Rim. do Bom Jeſ. Hiſt. de S. Urſul. 34 Que ſe muito ''ſe alarga'' eſte deſterro &c. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Occupar hum ſitio mais eſpaçoſo, pôrſe ou eſtar em lugar menos apertado.}} <span style="font-variant:small-caps">Sous.</span> Hiſt. 1, 3, 10 Poſſuia huns chãos de ſeu patrimonio, que partião com o ſitio, fezlhes doação delles, pera ''ſe alargarem''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. <span style="font-variant:small-caps">Cam.</span> Luſ. 3, 84 Mas tanto pelo mundo ''ſe alargarão'' Com fama ſuas obras valeroſas &c. <span style="font-variant:small-caps">Cort.</span> R. Naufr. 7, 77 ℣ E com tanta ſoberba deſprezando De Neptuno o poder, e o meu ''ſe alarguem'' Por mares profundiſſimos. &c. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Apartarſe, deſviarſe, pôrſe ao largo ou em diſtancia.}} <span style="font-variant:small-caps">Andrad.</span> Chr. 1, 29 Tiverão tempo de ''ſe alargarem'' muito da armada dos Chins. <span style="font-variant:small-caps">Cort.</span> R. Naufr. 6, 57 ℣ ''Alargaſe'' do porto, e revolvendo Fortes remeiros vão as groſſas ondas. <span style="font-variant:small-caps">Heit. Pint.</span> Dial. 1, 1, 2 Nós quanto mais imos apos a vida, tanto mais ''nos alargamos'' della. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Marinh. {{Def|Engolfarſe, amararſe, fazerſe ao mar.}} Das embarcações. Reg. ''abſ.'' <span style="font-variant:small-caps">Cam.</span> Luſ. 8, 85 Sinal he de inimigo, e de ladrão Que lá tão longe a frota ''ſe alargaſſe'', Lhe diz. <span style="font-variant:small-caps">Prim. e Honr.</span> 2, 5 Antes que as embarcações de todo ''ſe alargaſſem'', cuſtou a vida á alguns. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Exceder o modo coſtumado e juſto, paſſar do limite ordinario ou ao exceſſo em alguma couſa.}} <span style="font-variant:small-caps">Sous.</span> Vid. 2, 30 Não ſó ſe deſenfreaſſem mais os hereges em ſeus erros, mas que ''ſe alargaſſem'' com diabolica ouſadia a profanar os Templos. <span style="font-variant:small-caps">Sous. de Mac.</span> Ev. 1, 44, 227. n. 10 Talvés ''ſe alargava'' a huma poſta de carne, cuidando que hoſpedava bem. <span style="font-variant:small-caps">Vieir.</span> Serm. 1, 9, 2. col. 621 E ſe a alguem parecer que ''me alargo'' muito em dizer, que a noſſa cegueira dos Catholicos he maior que a do Herege, e a do Judeu, e do Gentio &c. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Eſcrever ou fallar ſobre alguma materia com largueza e extensão, ou mais do que parece fora baſtante e neceſſario.}} <span style="font-variant:small-caps">Mend. Pint.</span> Peregr. 60 Trabalho ſempre, quanto poſſo, por ſer breve em muitas couſas, em que por ventura outros engenhos melhores que o meu ''ſe alargárão'' muito. <span style="font-variant:small-caps">Brit.</span> Chr. 2, 7 Deixo de ''me alargar'' mais neſte particular. <span style="font-variant:small-caps">Tell.</span> Chr. 1, 1, 32. n. 5 Não me quero ''alargar'' mais neſta [carta.] </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alargar.}} {{catgram|neutr.}} {{Def|Creſcer na largura, fazerſe mais largo.}} <span style="font-variant:small-caps">Luc.</span> Vid. 10, 19 As feições... são apraziveis até que ''alargando'' nos roſtos, e ficandolhe os narizes amaſſados, com que os olhos ſe fazem mais pequenos, ſe fazem menos gentis homens. <span style="font-variant:small-caps">Sous.</span> Vid. 1, 26 E depois de acompanhar [o caes] hum eſpaço a povoação de fóra, ''alarga'' contra o rio. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Afaſtarſe, pôrſe em diſtancia.}} <span style="font-variant:small-caps">Goes</span>, Chr. de D. Man. 2, 8 O que vendo os noſſos, os fizerão ''alargar'' ás bombardadas. <span style="font-variant:small-caps">Galv. d'Andrad.</span> Art. 1, 61 He bom </p> |}<noinclude>{{Cabeçalho|||meio}}</noinclude> rb6h1n56sg8277pa1c2fykeogzkm9ll Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/105 106 258800 565444 2026-10-08T15:03:10Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <ref follow="p103"> {{tph|sivel}} fosse com as boas intenções designadas n'aquelle termo e desenvolvidas nos quatro artigos de protesto da Exma. Junta, a que annuiram e subscreveram todas as pessoas presentes nos Paços d'aquelle Conselho, se pedisse, requeresse e reclamasse ao Soberano Congresso e a El Rei o Sr. D. João VI a conservação do Serenissimo Senhor Principe Real na qualidade de Regente do Brazil, como centro do Poder Executiv... 565444 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude><ref follow="p103"> {{tph|sivel}} fosse com as boas intenções designadas n'aquelle termo e desenvolvidas nos quatro artigos de protesto da Exma. Junta, a que annuiram e subscreveram todas as pessoas presentes nos Paços d'aquelle Conselho, se pedisse, requeresse e reclamasse ao Soberano Congresso e a El Rei o Sr. D. João VI a conservação do Serenissimo Senhor Principe Real na qualidade de Regente do Brazil, como centro do Poder Executivo, nesta parte da grande Familia Portugueza, por se persuadirem todos ser este o melhor meio de estreitar a união de ambos os mundos e conciliar os verdadeiros interesses deste vasto Continente, ficando encarregado este Senado de levar á Respeitavel Presença das Côrtes Soberanas e de El Rei o Sr. D. João VI, pelo orgão da Exma. Junta Provisoria da Provincia, este nosso termo de representação e petição, assim como de o fazer sciente pelo mesmo meio ao Serenissimo Sr. Principe Real Regente Constitucional do Brazil. Ao que tudo annuio e subscreveo este Senado. E eu João Antonio de Miranda, escrivão da Camara, o escrevi. José Antonio da Silva. João Gualberto Ferreira Guimarães. Joaquim Jeronymo Serpa. José Justino Fernandes de Souza. João da </ref>ella em sua consciencia entendia, e subscripto apenas para evitar males imminentes e maiores? E mesmo quando não, o voto e juramento da só Camara da cidade do Recife e com elle o da Junta e o de alguns empregados publicos não constituiam o voto e juramento de toda a provincia nem da sua maioria; e tanto assim que a mesma Camara do Recife expontanea e expressamente reconheceo a indispensabilidade do assenso das demais Camaras, assenso que não appareceo; {{Cph|appa|appareceo}}<noinclude></noinclude> bsod92bkolvtpqman397ml4i4bba30o Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/106 106 258801 565445 2026-10-08T15:10:12Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <ref follow="p103"> Costa Silva. João Antonio de Miran. José Rabello Pereira Torres, Deputado do Cabido. Fr. Miguel Joaquim Pegado, Lente de Geometria. Fr. José de Santo Elias, Prior dos Carmelitas Descalços. José Felix de Moraes, Vigario em S. Pedro. O Vigario José Gomes Chacon. Padre Antonio da Cunha Mello e Castro. O Padre Francisco Antonio de Oliveira Rozelles. Bento de Jesus Maria. Antonio Pereira Pinto de Faria. Cosme José Guedes... 565445 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude><ref follow="p103"> Costa Silva. João Antonio de Miran. José Rabello Pereira Torres, Deputado do Cabido. Fr. Miguel Joaquim Pegado, Lente de Geometria. Fr. José de Santo Elias, Prior dos Carmelitas Descalços. José Felix de Moraes, Vigario em S. Pedro. O Vigario José Gomes Chacon. Padre Antonio da Cunha Mello e Castro. O Padre Francisco Antonio de Oliveira Rozelles. Bento de Jesus Maria. Antonio Pereira Pinto de Faria. Cosme José Guedes Alcanforado. José Camello Pessoa de Mello, Coronel. João Lins Cavalcanti de Albuquerque, Capitão das Ordenanças. Miguel José Renau, Lente de Historia Ecclesiastica. Antonio de Castro Delgado, Professor Regio de Grego. Antonio Joaquim Guedes, Major. João do Rego Barros e Mello. José Antonio Dornellas, Capitão e Commandante. Conrado Jacob de Niemeyer, Major Engenheiro. José Ignacio Cavalcanti, Sargento Mór. Bernardino José Serpa, Alferes. Alexandre José Dornellas. Francisco Cesario de Mello. José Manoel de Vasconcellos e Mello. Manoel de Assumpção Padilha. Antonio Gomes Leal. Emiliano Felippe Benicio, </ref>{{tph|receo}} sim diversamente o voto da Camara de capital e o do Cabido, como se vê das Actas respectivas, isto é, não acclamando e decidindo que investia do Poder Executivo no Brazil ao Principe Regente, independente do de Portugal, e jurando-o como tal, mas limitando-se a pedir e reclamar ás Côrtes e ao Rei a permanencia da Regencia do Principe no Brazil, como indispensavel á união e ao bem de todos; e a isto a Junta do Governo havia expontanea e com tanta antecedencia já adherido e applaudido. {{nop}}<noinclude></noinclude> 90304mx22vxpsliwms01a2y1dbcup8d Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/392 106 258802 565446 2026-10-08T15:17:27Z MLReis 41056 /* Revista */ Google OCR conferido com a imagem; lemas, categorias gramaticais e definições formatados. 565446 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="MLReis" />{{Cabeçalho|184|ALA|ALA}}</noinclude>{| style="width:100%; border-collapse:collapse; font-family:serif; line-height:1.25; text-align:justify" | style="width:50%; vertical-align:top; padding-right:1em" | <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:0"> meio ''alargar'' [o toureiro] para fóra. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alargar o vento.}} Marinh. <span style="font-variant:small-caps">Castanh.</span> Hiſt. 1, 31 Sobre a tarde ''alargou o vento''. <span style="font-variant:small-caps">M. de Figueir.</span> Rot. do Braz. 3 Até que vos ''alargue o vento'', com que poſſais fazer viagem. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alargar.}} {{catgram|act.}} ant. {{Def|O meſmo que Largar.}} <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Dec. 3, 9, 9 Que foi cauſa pera os ſeus ''alargarem'' o lugar, e os noſſos ſe recolherem. <span style="font-variant:small-caps">Pint. Per.</span> Hiſt. 2, 3, 7 ℣ Aſſentárão deverſe de ''alargar'' Chaul, e mandar vir a gente delle. <span style="font-variant:small-caps">Arr.</span> Dial. 2, 3 Furta a medo o ladrão, que teme ſer ſentido, e ſe vê que o vêm, ''alarga'' tudo. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Adag. Quem dos ſeus ſe aparta, do remedio ſe ''alarga''. <span style="font-variant:small-caps">Delic.</span> Adag. 73. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|A' LARGO.}} {{catgram|fórm. adv.}} Vej. Largo. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALARIDA.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|Vozeria, gritaria, clamor de multidão.}} <span style="font-variant:small-caps">Ceit.</span> Serm. 1, 102, 1 Matando Herodes os meninos por eſta cauſa, tudo forão prantos e ''alaridas'' dadas ao céo. <span style="font-variant:small-caps">Sant.</span> Ethiop. 2, 3, 17 A ''alarida'' e confusão dos Mouros, que vinhão no pangaio, era tanta, que &c. <span style="font-variant:small-caps">Sous.</span> Hiſt. 2, 5, 10 Na Villa era por todas as caſas pranto popular, em gritos e ''alarida''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALARIDO.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Grito forte ou clamor grande de muitos, principalmente na peleja ou ao romper da batalha.}} Do Arab. ''Alariro'', que ſegundo Golio e Caſtello tem as ſeguintes ſignificações. ''Vox victoriæ exultantis: ut qui alua vincit: Et in genere, vox, ſonus, vociferatio, ſtrepitus &c.'' <span style="font-variant:small-caps">Mor.</span> Palm. 2, 166 Os ''alaridos'' de alguns barbaros fundião as eſtrellas. <span style="font-variant:small-caps">Cam.</span> Luſ. 3, 48 Levantão niſto os perros o ''alarido'' Dos gritos. <span style="font-variant:small-caps">Luc.</span> Vid. 2, 17 Enchendo os campos de gente armada, e os ares de grita e ''alaridos'', que ſubião ao céo. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Vozeria, gritaria confuſa de muitos por qualquer motivo ou accidente.}} <span style="font-variant:small-caps">Brit.</span> Mon. 1, 4. c. 25 Dando grandes ''alaridos'' de contentamento. <span style="font-variant:small-caps">Barret.</span> Eneid. 2, 75 Toda a Cidade em tanto por momentos, De clamores ſe enchia e prantos varios, De ''alaridos'', tumultos, e lamentos. <span style="font-variant:small-caps">Vieir.</span> Serm. 8, 213 Seria meia noite quando ſe ouvio hum ''alarido'' de vozes laſtimoſas. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Epith. ''Alto.'' <span style="font-variant:small-caps">Cort.</span> R. Naufr. 9, 92. ''Deſcompoſto.'' <span style="font-variant:small-caps">L. Brand.</span> Medit. 1, 1, 11. p. 72. ''Deſeſperado.'' <span style="font-variant:small-caps">Vieir.</span> Serm. 10. do Roſ. 26, 7, 423. ''Deſentoado.'' <span style="font-variant:small-caps">Cardos.</span> Agiol. 3, 174. ''Eſpantoſo.'' <span style="font-variant:small-caps">Cort.</span> R. Naufr. 1, 4 ℣. <span style="font-variant:small-caps">Leão</span>, Chr. de D. Duart. 12. ''Grandiſſimo.'' <span style="font-variant:small-caps">Gavi</span>, Cerc. 8, 22 ℣. ''Horrendo.'' <span style="font-variant:small-caps">Cort.</span> R. Cerc. 10, 140. ''Horrido.'' <span style="font-variant:small-caps">Per.</span> Elegiad. 10, 135. ''Horrifico.'' <span style="font-variant:small-caps">M. Bern.</span> Floreſt. 3, 8, 452, A. ''Horrivel.'' <span style="font-variant:small-caps">Cort.</span> R. Cerc. 6, 64. <span style="font-variant:small-caps">M. Bern.</span> Exerc. 2, 4, 10. p. 205. ''Laſtimoſo.'' <span style="font-variant:small-caps">Gouv.</span> Rel. 3, 1. ''Medonho.'' <span style="font-variant:small-caps">Cort.</span> R. Naufr. 1, 4 ℣. <span style="font-variant:small-caps">Freir.</span> Vid. 2, 73. ''Nautico.'' <span style="font-variant:small-caps">Lob.</span> Condeſt. 10, 84. ''Sibilante.'' <span style="font-variant:small-caps">Per.</span> Elegiad. 14, 206. ''Temeroſo.'' <span style="font-variant:small-caps">Fernand.</span> Palm. 3, 68. ''Terrivel.'' <span style="font-variant:small-caps">Arr.</span> Dial. 4, 13. ''Triſte.'' <span style="font-variant:small-caps">Andrad.</span> Chr. 1, 33. ''Vivo.'' <span style="font-variant:small-caps">Cort.</span> R. Cerc. 10, 130. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Verb. ''Alçar''.... <span style="font-variant:small-caps">Cort.</span> R. Naufr. 12, 131 ℣. ''Avivar''.... <span style="font-variant:small-caps">Cort.</span> R. Naufr. 9, 192. ''Creſcer o''.... <span style="font-variant:small-caps">Per.</span> Elegiad. 14, 216. ''Dar''.... <span style="font-variant:small-caps">Gavi</span>, Cerc. 8, 22 ℣. ''Encher os ares de''.... <span style="font-variant:small-caps">Tell.</span> Chr. 1, 3, 4. n. 8. ''Fazer''.... <span style="font-variant:small-caps">Leão</span>, Chr. de D. J. I. 31. <span style="font-variant:small-caps">Fernand.</span> Palm. 3, 54. ''Levantar''.... <span style="font-variant:small-caps">Cort.</span> R. Naufr. 4, 48. ''Romper o céo com''.... <span style="font-variant:small-caps">Gouv.</span> Rel. 3, 1. ''Subir ao céo o''.... <span style="font-variant:small-caps">Luc.</span> Vid. 2, 17. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALARMA.}} {{catgram|fórm. adv.}} Vej. Arma. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALARVARIA.}} {{catgram|s. f.}} vulg. {{Def|Ruſticidade, brutalidade.}} ou </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Glutoneria, exceſſo no comer.}} <span style="font-variant:small-caps">Blut.</span> Vocab. Suppl. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALARVE.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Arabe, ou Mouro, que ſem domicilio certo, nem cultivar a terra, vive de ſaltear os viandantes.}} Commummente ſe uſa no plural. Do Arab. ''Alárabi''. <span style="font-variant:small-caps">Goes</span>, Chr. do Princ. 75 A caſa ficou mais damnificada e deſtruida do que pudera ſer, ſe Mouros ou ''Alarves'' eſtiverão apoſentados naquelle lugar. <span style="font-variant:small-caps">Fr. Sim. Coelh.</span> Chr. 2, 8, 132. col. 1 Erão tantos os ''Alarves'' (gente vaga, roubadora per natureza e aſſaſſina) que os ſalteavão &c. <span style="font-variant:small-caps">Mendoç.</span> Jorn. 2, 15 Os outros [Mouros] que são os verdadeiros e naturaes, são Arabes, e nós lhe chamamos vulgarmente ''Alarves''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. {{Def|Homem barbaro, rude, brutal.}} <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Dec. 1, 8, 4 Como cá entre nós chamamos ''alarves'' á gente do campo. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALARVE.}} {{catgram|adj.}} de huma term. {{Def|Arabico ou da Arabia.}} <span style="font-variant:small-caps">Tell.</span> Chr. 2, 6, 31. n. 5 Os primeiros [Negros] são os Jalofos, que com o rio Cenegá ſe dividem pela parte do Norte dos Negros ''Alarves'', e pela do Levante os cingem os Negros, chamados Fulos. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALARVIA.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|Multidão de Alarves.}} <span style="font-variant:small-caps">Gavi</span>, Cerc. 18, 93 Com muita gente, e toda ''Alarvia'', que reſide na ſerra verde. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|A LAS MIL MARAVILHAS.}} {{catgram|fórm. adv.}} pouc. uſ. Vej. </p> | style="width:50%; vertical-align:top; padding-left:1em" | <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:0"> Maravilha. <span style="font-variant:small-caps">Ferr. de Vasc.</span> Ulyſſip. 1, 3 Sabem veſtirſe ''a las mil maravilhas''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALASTRADO, A.}} {{catgram|p. p.}} de Alaſtrar. <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Dec. 2, 5, 5. <span style="font-variant:small-caps">Barret.</span> Eneid. 2, 90. <span style="font-variant:small-caps">Vieir.</span> Serm. 7, 13, 9. n. 473. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALASTRAR.}} {{catgram|v. a.}} {{Def|Pôr laſtro no fundo do navio.}} <span style="font-variant:small-caps">Fern. Lop.</span> Chr. de D. J. I. 1, 133 E porque a não não era ''alaſtrada'', e a gente entrou mais do que devêra, não podia reger, como cumpria. <span style="font-variant:small-caps">Andrad.</span> Chr. 1, 74 E tomou muito arroz, e ferro, com que ''alaſtre'' os ſeus navios. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. {{Def|Cobrir o chão ou pavimento.}} <span style="font-variant:small-caps">D. Cath. Inf.</span> Regr. 2, 13 E porém com diverſas virtudes, aſſi como gracioſas flores mui cheirantes de toda a parte de ſeu coração as eſparge e ''alaſtra''. <span style="font-variant:small-caps">Sover.</span> Hiſt. 2, 32 ''Alaſtrãoſe'' de ráas as caſas de ſeu Paço. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Derrubar, desbaratar, eſpalhando pela terra.}} <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Dec. 3, 10, 3 Porque, como era de madeira, e elles á força de peitos ''alaſtrárão'' todo aquelle lanço &c. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALATINADAMENTE.}} {{catgram|adv. mod.}} pouc. uſ. {{Def|A' imitação do Latim, ou conforme a lingoa Latina.}} <span style="font-variant:small-caps">Cardos.</span> Agiol. 1. Advert. 1 Tambem fugimos da palavra multidão, e em ſeu lugar uſamos de multitude ''alatinadamente'', por evitar quanto pudémos a pronunciação em ão tão aborrecida das nações eſtrangeiras. <span style="font-variant:small-caps">Barret.</span> Orthogr. 231 Pois ſe iſſo he aſſi, como em effeito deve ſer, paraque eſcreve todo eſte meſmo verbo ''alatinadamente'', como em ſuas obras ſe vê? </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALATINADO, A.}} {{catgram|p. p.}} de Alatinar. <span style="font-variant:small-caps">Lob.</span> Cort. 2, 23 ℣. <span style="font-variant:small-caps">Pint. Rib.</span> Injuſt. Succeſſ. 16, 109. <span style="font-variant:small-caps">M. Bern.</span> Floreſt. 4, 13, 128. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Uſaſe como {{catgram|adj.}} {{Def|Que ſe ſerve de vozes Latinas ou formadas dellas.}} <span style="font-variant:small-caps">Lob.</span> Cort. 9, 82 ℣ E haveis de ſaber que he lanço muito certo, que os que ſe contentárão com ſaber pouco do Latim, fallão mais ''alatinados'', paraque os ouvintes cuidem que o ſabem. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALATINAR.}} {{catgram|v. a.}} pouc. uſ. {{Def|Formar huma palavra de outra Latina, ou ao modo Latino.}} <span style="font-variant:small-caps">Blut.</span> Vocab. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALATO, A.}} {{catgram|adj.}} pouc. uſ. {{Def|Que tem azas.}} Do Lat. ''Alatus''. <span style="font-variant:small-caps">Luz</span>, Tr. do Deſej. 1, 4 E por eſta cauſa os Antigos pintárão e chamárão ao amor, ''alato'', não ſó pera moſtrarem que o amor não tinha morada certa, mas pera moſtrarem que os amantes voão. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALAVANCA.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|Varão de ferro de comprimento de huma vara de medir, da groſſura do pulſo de hum braço, com huma ponta da feição de cunha e da outra parte hum bico.}} Serve para abalar e levantar grandes pezos, tirandoos do ſeu lugar. Tambem ha alavancas de páo. <span style="font-variant:small-caps">Gavi</span>, Cerc. 12, 40 Diſſe que logo ſe rompeſſe a mina, o que Diogo de Vaſconcellos começou a fazer, mettendo huma ''alavanca''. <span style="font-variant:small-caps">Maus.</span> Aff. Afr. 1, 17 Arroja [Plutão] huma groſſiſſima ''alavanca''. <span style="font-variant:small-caps">Vieir.</span> Serm. 4, 12, 5. n. 436 O eſtrondo dos maços, das cunhas, das ''alavancas'', e dos outros inſtrumentos de ferro &c. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. <span style="font-variant:small-caps">Ferr. de Vasc.</span> Ulyſſip. 5, 7 A não tornarei ao couce com quantas ''alavancas'' de ſuſpiros vós quizerdes. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> T. de Atafoneiro. <span style="font-variant:small-caps">Blut.</span> Vocab. Nas atafonas {{lema|Alavanca de ter}} {{Def|he hum páo groſſo, redondo, e curvo por baixo, que tem mão na pedra}}: e {{lema|Alavanca de deſcer}} {{Def|he outro páo mais direito, e mais pequeno, que faz deſcer o rodilhão.}} </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALAVÃO.}} {{catgram|s. m.}} T. dos Paſtores do Alemtejo. {{Def|Manada de ovelhas que dão Leite.}} Daqui vem dizerſe tambem ''Alavão'' de gallinhas &c. por grande numero dellas. <span style="font-variant:small-caps">Bent. Per.</span> Theſ. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALAUDE.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Certo inſtrumento muſico de cordas, que entre outras differenças tem o corpo mais redondo que a viola.}} Do Arab. ''Alúd''. <span style="font-variant:small-caps">Castanh.</span> Hiſt. 3, 94 Hum ''alaude'' muito bom. <span style="font-variant:small-caps">Camin.</span> Receb. 56 Tocava com graça e arte hum alegre ''alaude''. <span style="font-variant:small-caps">Sous.</span> Vid. 6, 11 E alguns delles com inſtrumentos de alegria lançados por detraz dos hombros, violas, citharas, e ''alaudes''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALAVERCADO, A.}} {{catgram|p. p.}} ant. de Alavercar. <span style="font-variant:small-caps">Castanh.</span> Hiſt. 6, 91 Dizião [os Naires] cada dia, que elles não ſabião mais que fazer eſtar mal a elRei de Calecut com os Portuguezes.... e aſſi outras couſas, com que os Mouros andavão mui ''alavercados''. <span style="font-variant:small-caps">Ferr. de Vasc.</span> Aulegr. 5, 5 Cá ao ſoccorro da terra ''alavercado'', tomaria do meu trabalho honeſto premio, com liberdade, e recolher ao abrigado. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALAVERCAR.}} {{catgram|v. a.}} ant. e pouc. uſ. <span style="font-variant:small-caps">Ferr. de Vasc.</span> Aulegr. 5, 5 Hum ''alavercar'' ante elles, e carcarejar da ſua ſombra, os faz logo perder o juizo. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|A LA UNA.}} {{catgram|fórm. adv.}} Vej. A la huna. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALAZÃO.}} {{catgram|adj.}} de huma term. {{Def|Que tira na côr algum tan-}} </p> |}<noinclude>{{Cabeçalho|||to}}</noinclude> mdk1dwgtrkg0rlwbh4saub7npajltfk Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/107 106 258803 565447 2026-10-08T15:19:04Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <ref follow="p103"> Major graduado. Jeronimo Ignacio Leopoldo de Albuquerque Maranhão. Ignacio Pereira de Araujo Brandão. Miguel José Teixeira. André Albuquerque Maranhão. Carlos Vidal Borranio. Agostinho de Godoy Vasconcellos. Manoel da Paz Ribeiro, Sargento Mór. Pedro José de Queiroz e Sá. Nicoláo Rodrigues dos Santos. Joaquim Ferreira de Lima. Francisco Fernandes Diniz, Alferes. José Antonio da Silva Ferreira, Major. José da Cunha M... 565447 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude><ref follow="p103"> Major graduado. Jeronimo Ignacio Leopoldo de Albuquerque Maranhão. Ignacio Pereira de Araujo Brandão. Miguel José Teixeira. André Albuquerque Maranhão. Carlos Vidal Borranio. Agostinho de Godoy Vasconcellos. Manoel da Paz Ribeiro, Sargento Mór. Pedro José de Queiroz e Sá. Nicoláo Rodrigues dos Santos. Joaquim Ferreira de Lima. Francisco Fernandes Diniz, Alferes. José Antonio da Silva Ferreira, Major. José da Cunha Moreira, Ajudante. João Rodrigues de Araujo, lente de philosophia. Francisco Joaquim das Chagas, Substituto de Philosophia e Geometria. Manoel Bernardo da Costa. Fr. Miguel do Sacramento Lopes, Professor de Rhetorica do Seminario. João Francisco de Oliveira. Manoel Teixeira Peixoto de Abreu. Antonio José de Souza Teixeira. Pedro Fernandes Padilha, Escrivão da {{w|Almotacé|Almotaceria}}. Alexandre Antonio Soares. Joaquim José Luiz de Souza. João Antonio Carneiro Vilella. Antonio José Pereira Bastos. Antonio Coelho. José Aleixo do Rosario. Manoel Xavier Correia. Caetano José de Souza. Antonio Fernandes Padilha. <br> {{linha horizontal|2em}} <br> Termo de sessão do Illm. E Rvdm. Cabido da Sé de Olinda. {{nop}} </ref>Em fim, a Camara do Recife, a Junta Provisoria, os Empregados publicos e os cidadãos particulares que nos preditos dias deram aquelles juramentos, todos se contradisseram e como que se retractaram por ultimo com o protesto de fidelidade ás Côrtes e ao Rei no fim desse mesmo termo expresso, fidelidade que se não compadece e coaduna com a proclamada {{w|Independência do Brasil|independencia do Executivo do Brazil}}. {{nop}}<noinclude></noinclude> mobrhgig20xxc5tf4tehfgddi3t82ey Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/393 106 258804 565448 2026-10-08T15:20:26Z MLReis 41056 /* Revista */ Google OCR conferido com a imagem; lemas, categorias gramaticais e definições formatados. 565448 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="MLReis" />{{Cabeçalho|ALB|ALB|185}}</noinclude>{| style="width:100%; border-collapse:collapse; font-family:serif; line-height:1.25; text-align:justify" | style="width:50%; vertical-align:top; padding-right:1em" | <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:0"> {{Def|to a canella mais clara ou mais eſcura.}} Applicaſe ao cavallo, que tem pelo deſta côr, de que ha algumas differenças, como Alazão acceſo, baio, claro, ruão, e toſtado, as quaes ſe referem á ſobredita côr. Do Arab. ''Alhaſan''. ant. Alação. <span style="font-variant:small-caps">Memor. das Proez.</span> 1, 30 Em hum cavallo ''alação'' aſsás poderoſo. <span style="font-variant:small-caps">Lobat.</span> Palm. 5, 54 Entrou por outra parte dentro da paliçada em cima de hum poderoſo cavallo ''alazão'' toſtado. <span style="font-variant:small-caps">Tr. da Ginet.</span> 24, 66 ℣ ''Alazão'' cavallo, o que na côr tira alguma couſa a canella mais clara ou eſcura. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Uſaſe como {{catgram|ſubſt.}} <span style="font-variant:small-caps">Tr. da Ginet.</span> 3, 7 Os ''alazões'' são fortes, ainda que bocca ardentes. <span style="font-variant:small-caps">Sous. de Mac.</span> Ulyſſip. 3, 37 N'hum ''alazão'', que os ares com deſprezo Pizava ufano do ſuave pezo. <span style="font-variant:small-caps">Galv. de Andrad.</span> Art. 1, 19 E os ''alazões'' acceſos e toſtados. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Adag. ''Alazão'' toſtado, antes morto que cançado. <span style="font-variant:small-caps">Delic.</span> Adag. 38. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Cavallo ''alazão'', muitos o querem, e poucos o hão. <span style="font-variant:small-caps">Delic.</span> Adag. 36. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Cavallo ''alazão'', não eſteve comtigo o S. João. <span style="font-variant:small-caps">Delic.</span> Adag. 36. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBACAR.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Porta das Fortalezas dos Mouros para o campo, por onde á prima noute ſe recolhe dentro o gado groſſo.}} Do Arab. ''Albacar'', nome generico, que ſignifica o gado vaccum. <span style="font-variant:small-caps">Pin.</span> Chr. de D. Duart. 34 Quizera Çalla Bem çalla, que o Iffante com os Chriſtãos, por mais ſua ſegurança, entrárão pelo ''albacar'', e embarcaſſem pela coiraça. <span style="font-variant:small-caps">Ram.</span> Chr. 13 Niſto ſoube o Infante D. Henrique, como os Mouros tinhão ordenado de os cativarem todos ao recolher, ſe entraſſem pelo ''albacar'' da Villa. <span style="font-variant:small-caps">Goes</span>, Chr. de D. Man. 2, 29 Mandou abrir a porta da treição, que vem do caſtello pera o ''albacar''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBACEA.}} {{catgram|s. m.}} antiq. {{Def|Teſtamenteiro; aquelle, a quem o que fez teſtamento deixa nelle nomeado para executar a ſua ultima vontade depois que faleça.}} Covarrubias prefere a outras derivações a de Urrea, que diz ſer Arabigo ''vaſion'' do verbo ''vaſeya'', que ſignifica encommendar. E ſegundo iſto, accreſcenta elle, corrompido o vocabulo, diſſerão com o articulo ''al vaſea'', e depois ''albacea''. <span style="font-variant:small-caps">Prov. da Hist. Gen.</span> 4, 6, 138. p. 117. ann. 1595. Que me faça mercê mandar executar.... e ſer meu Teſtamenteiro e ''Albacea''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBACOR.}} {{catgram|s. m.}} ou </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBACORA.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|Certo peixe do alto.}} He hum peixe do Oceano Meridional, ainda não deſcripto, que dizem ſer do genero ''Scomber'' de Linneo, ſem eſcamas, de pelle branca, barbatanas amarellas, e do numero dos que perſeguem os peixes pequenos volantes. Segundo o noſſo João de Barros, eſte peixe he do tamanho e feição do atum. Franciſco Villuglbeo diz que elle tem os dentes pequenos á proporção do corpo, e que não tem a cauda forquilhoſa, como o atum, mas igual. Alguns querem que ſeja o ''Pompilos'' dos Antigos. ant. Albecora, Albocora. <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Dec. 3, 3, 1 Levando o Piloto per poppa do navio huma linha com ſeu anzolo pera tomar os peixes, a que os mareantes chamão ''albecora'', que são do tamanho e feição do atum. <span style="font-variant:small-caps">Albuq.</span> Comm. 1, 21 Vem alli... fazer ſua peſcaria de bonitos e ''albecoras''. <span style="font-variant:small-caps">Sant.</span> Ethiop. 2, 4, 25 Onde ſe tomão muitos cavallos... ''albocoras'' e lagoſtas mui grandes. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBAFOR.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Eſpecie de junça.}} He denominada por Linneo ''Cyperus longus'', e claſſada na Triandria Monogynia do ſeu Syſtema dos Vegetaes. A ſua raiz he comprida, pouco mais groſſa do que o cano de huma penna de pato, nodoſa, eſcura por fóra, esbranquiçada por dentro, e aromatica. Tem o colmo triangular, e guarnecido de algumas folhas; as eſpigas das ſuas flores são diſpoſtas em umbrella, ſobrecompoſta e folheoſa, alternas, com pedunculos nús, e com floſculos guarnecidos de eſcamas ovadas, e diſtichamente imbricadas, que lhes ſervem de caliz ſómente; por ſerem deſtituidos da corolla: o fructo de cada hum dos floſculos he huma ſemente triangular, aguda, e glabra. Dáſe nos lugares aquaticos de Portugal, e de outros paizes meridionaes da Europa. A ſua raiz era algum dia muito uſada em Medicina, como hum bom corroborante do eſtomago, mas hoje eſtá em deſuſo. Do Arab. ''Albachúr'', incenſo ou perfume. <span style="font-variant:small-caps">Grisl.</span> Deſeng. 3, 66 ''Albafor''... he quente e ſecca no ſegundo grão. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBAFOR.}} {{catgram|s. m.}} ou </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBAFORA.}} {{catgram|s. f.}} <span style="font-variant:small-caps">Blut.</span> Vocab. {{Def|Peixe, que ſe acha nos mares de Cezimbra.}} He do comprimento de hum batel, e mais largo que hum tubarão, tem rabo de cação, e figados muito grandes, de que ſe faz azeite. He bom de </p> | style="width:50%; vertical-align:top; padding-left:1em" | <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:0"> comer, e quaſi de feitio de peixe prego. <span style="font-variant:small-caps">Blut.</span> Vocab. Suppl. Segundo outra noticia he peixe quaſi da feição de arraia: peſcaſe na Pederneira. Não he bom de comer; fazem delle azeite. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBANES.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|O meſmo que Alvanel.}} </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBANEZ.}} {{catgram|adj.}} de huma term. {{Def|Natural da Albania, ou pertencente á Albania, região do Epiro.}} <span style="font-variant:small-caps">Albuq.</span> Comm. 2, 29 Hum delles [moços] era ''Albanez''. <span style="font-variant:small-caps">Pint. Per.</span> Hiſt. 1, 7, 36 E já perto das embarcações ſahio d'antre os Mouros a lhe fallar hum homem de cavallo, que em lingoa Turqueſca dizia ſer Chriſtão, de nação ''Albanez''. <span style="font-variant:small-caps">Brit.</span> Chr. 2, 11 Mattheus Cardeal e Biſpo ''Albanez''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Natural de Alba Longa, cidade antiga da Italia.}} <span style="font-variant:small-caps">Barret.</span> Eneid. 1, 2 E os ''Albanezes'' Padres nada eſcuros. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBANO, A.}} {{catgram|adj.}} {{Def|Natural de Alba Longa.}} Do Lat. ''Albanus''. <span style="font-variant:small-caps">Barret.</span> Eneid. 1. Diccion. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBARDA.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|Eſpecie de ſella, feita de hum panno groſſeiro, e cheia commummente de palha; põeſe ſobre o lombo das beſtas de carga, para ſe não moleſtarem, e he huma das peças do ſeu apparelho.}} Do Arab. ''Albardaá'', que ſignifica o meſmo. <span style="font-variant:small-caps">Orden. de D. Man.</span> 1, 39 Outro ſi nom conſtrangerom peſſoas algumas, que lhe dem beſtas d&#39;''albardas'' pera ſuas carregas. <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Dec. 1, 4, 3 E vinhão as mulheres ſobre elles [bois] em humas ''albardas'' de atabúa. <span style="font-variant:small-caps">Bern. Lim.</span> Cart. 27 Ahi baſta veſtir de roupa parda, E ſervir de rocim gallego, ou macho, Ora poſto de ſella, ora d&#39;''albarda''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Choverem albardas.}} Fraſ. fam. e uſ. {{Def|de que nos ſervimos para dar a entender, que huma couſa he incrivel e impoſſivel.}} </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Com raiva do aſno, tornarſe á albarda.}} Fraſ. fam. {{Def|Vingarſe em couſa do offenſor, por não poder vingarſe nelle, ou deſafogarſe contra hum da colera, que outro motivou.}} <span style="font-variant:small-caps">Eufros.</span> 1, 1 Sabei que a mais triſte trapeira pera fumo de mágoas, que ha no mundo, he ''com raiva do aſno tornarſe á albarda''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Dar a vida e alma, não a albarda.}} Fraſ. proverb. e fam. {{Def|Arriſcar pelos outros vida, honra e conſciencia, que he o mais precioſo, mas não ſer capaz de aventurar qualquer pequena quantia da ſua fazenda.}} <span style="font-variant:small-caps">Delic.</span> Adag. 36. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Metter a palha na albarda.}} Fraſ. met. e fam. {{Def|Enganar groſſeiramente alguem.}} <span style="font-variant:small-caps">Eufros.</span> 1, 3 Vaite embora, Eſcudeiro, que eu te prometto, que não me ''mettas a palha na albarda''. <span style="font-variant:small-caps">Ferr. de Vasc.</span> Ulyſſip. 1, 9 Agora ainda o rapaz não ſahe da caſca, já quer ſer rufião, e ſuſtentar caſa, e fazer ſombra, já lhe ninguem ''mette a palha na albarda''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Nem d'albarda, nem de ſella.}} Fórm. proverb. e met. {{Def|De nenhum modo.}} <span style="font-variant:small-caps">Gil Vic.</span> Obr. 2, 96 ℣ Deſpois que moro com ella ''Nem d'albarda, nem de ſella'', Não me quer haver por ſeu. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Não dar por ſi, nem pela albarda.}} Fraſ. proverb. e fam. {{Def|Eſtar opprimido ou deſanimado com algum trabalho ou paixão.}} <span style="font-variant:small-caps">Eufros.</span> 1, 2 E mais agora, que ninguem ''per ſi, nem pela albarda''. <span style="font-variant:small-caps">Salgad.</span> Theatr. 2, 14 Temo que quando chegue teu ſoccorro ''Não darei'' já ''por mi, nem pela albarda''. <span style="font-variant:small-caps">Acad. dos Sing.</span> 2, 18 Serpentomachia 11 As Saloias temendo a ſorte eſquiva Já ''não dão nem por ſi, nem pela albarda''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBARDADO, A.}} {{catgram|p. p.}} de Albardar. <span style="font-variant:small-caps">Bernard. Rib.</span> Menin. 2, 29. <span style="font-variant:small-caps">Gil Vic.</span> Obr. 4, 212 ℣. <span style="font-variant:small-caps">Castanh.</span> Hiſt. 1, 3. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBARDADEIRO.}} {{catgram|s. f.}} ant. e pouc. uſ. {{Def|O meſmo que Albardeiro.}} <span style="font-variant:small-caps">Rodrig. de Oliv.</span> Summár. 113 ''Albardadeiros'' vinte e hum. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBARDADURA.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|Apparelho de albardar as beſtas.}} <span style="font-variant:small-caps">Sabell.</span> Eneid. 1, 4, 37 E depois cobrio com ''albardaduras'' das beſtas. <span style="font-variant:small-caps">Gil Vic.</span> Obr. 5, 262 E por mais deſaventura, Além do muito dinheiro, Fui eu de bom cavalleiro, E cahi á ''albardadura''. <span style="font-variant:small-caps">Luz</span>, Serm. 2, 162, 2 Pois ſe a perda de huns idolos de metal, que ſua filha pôde furtar na ''albardadura'' de hum camello, ſente [Labão] mais que as filhas, netos, gado &c. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBARDÃO.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Eſpecie de albarda, com que ſe apparelhão as beſtas muares para montar nellas.}} <span style="font-variant:small-caps">Galv. de Andrad.</span> Art. 1, 4 E ſe tomará hum ''albardão'', em que coſtumão andar de cavallaria alguns Frades Portuguezes, e Seculares Caſtelhanos, que são feitos de palha, e almaſega. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBARDAR.}} {{catgram|v. a.}} {{Def|Pôr albarda ás beſtas, apparelhalas com albarda, e de tudo mais, para dellas ſe ſervir.}} <span style="font-variant:small-caps">Vit. Christ.</span> 3, 27, 68 Huns lhe tragião a aſna e o aſni- </p> |}<noinclude>{{Cabeçalho||Aa2|nho,}}</noinclude> 5jmavxwsztn5bseajmfawab9cernuex Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/108 106 258805 565449 2026-10-08T15:25:54Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <ref follow="p103"> No mesmo dia, mez e anno supra (que eram 18 de Junho de 1822) se congregaram na mesma Casa Capitular os Revdms. Capitulares para tratarem sobre negocios de officio publico, e foi proposto pelo Revdm. Deão que, tendo esta Corporação recebido em 12 do corrente mez e anno um officio da Camara desta cidade, pedindo-lhe a sua assistencia para dar a sua opinião sobre negocios publicos que se ião a tratar, e que, sendo ent... 565449 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude><ref follow="p103"> No mesmo dia, mez e anno supra (que eram 18 de Junho de 1822) se congregaram na mesma Casa Capitular os Revdms. Capitulares para tratarem sobre negocios de officio publico, e foi proposto pelo Revdm. Deão que, tendo esta Corporação recebido em 12 do corrente mez e anno um officio da Camara desta cidade, pedindo-lhe a sua assistencia para dar a sua opinião sobre negocios publicos que se ião a tratar, e que, sendo então impossivel comparecer unida por estar a hora marcada no officio em opposição com a do Culto Divino, se mandou ao Revdm. Conego José Rabello Pereira Torres, para tomar em lembrança os negocios publicos que se prepuzessem, e poder esta Corporação, congregada legitimamente, resolver discutil-os e dar sua opinião; e que, tendo o dito Conego narrado que o objecto do Congresso tinha por fim duas questões si se devia ou não prestar um novo juramento de fidelidade ao Serenissimo Principe o Senhor D. Pedro de Alcantara como Regente Constitucional, com Poder Executivo em todo este vasto Continente, e si se devia tambem deprecar as Côrtes Nacionaes a conservação daquelle digno Principe no Brazil com a plenitude da autoridade executiva. E pelo </ref>De tudo o que se segue, que o açodamento dos dias 1.º e 2 de Junho não podia estabelecer, nem estabeleceo pela provincia de Pernambuco o Principe Regente em Chefe do Poder Executivo no Brazil, independente do Executivo de Portugal, quer as Côrtes e o Rei o quizessem, quer não, alvo do deslumbramento e alvoroço d'aquelles dias. Si o Conselho deste se limitasse a uma supplica ao Principe, para que este, dignando-se annuir, assumisse o Poder Executivo no Brazil independente<noinclude></noinclude> gtk9n3w6dd6tpavsb7tpyv09r5ruzq7 Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/109 106 258806 565450 2026-10-08T15:35:25Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <ref follow="p103"> mesmo Revdm. Deão foi dito que, quando esta Corporação jurou solemnemente as bases da Constituição, que existiam e as que se fizessem, e as leis relativas á administração, jurou obedecer á Soberania Nacional congregada ao chefe politico e a todas as mais autoridades que se constituissem; e que por força d'este solemne juramento tem esta Corporação exactamente obedecido e executado todas as ordens do Serenissimo Prin... 565450 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude><ref follow="p103"> mesmo Revdm. Deão foi dito que, quando esta Corporação jurou solemnemente as bases da Constituição, que existiam e as que se fizessem, e as leis relativas á administração, jurou obedecer á Soberania Nacional congregada ao chefe politico e a todas as mais autoridades que se constituissem; e que por força d'este solemne juramento tem esta Corporação exactamente obedecido e executado todas as ordens do Serenissimo Principe Regente com a mesma pontualidade com que sempre obedeceo e executou as do seu Augusto Pai, quando Regente pelo legitimo impedimento da Sra. {{w|D. Maria I}}: que a Nação Portugueza nunca prestou juramento aos Regentes por força de lei, e que nem se achava vestigio na historia de taes actos, antes um contrario, como succedeo ao Infante {{w|Pedro I de Portugal|D. Pedro}}, que foi o Regente do Reino na menoridade do Sr. D. {{w|Afonso V|Affonso V}}, por ter sido este o que jurou o exacto cumprimento das leis nacionaes e guarda dos privilegios da mesma Nação; e que um milhão de juramentos dados pelas mesmas pessoas e sobre a mesma cousa não é em moral e politica meio de apertar mais os </ref>do de Portugal, curial seria isto, pois que o Principe recente e fortemente havia proclamado contra a ideia e indicios de separação do Brazil; e se o Principe deferisse, então sim poderia ter logar o juramento da provincia de o ter, obedecer e defender nessa autoridade independente de seu Pai e seu Rei. Mas jurar-se o que não só se não sabia si seria acceito pelo Principe, mas que se devia esperar não o fosse, visto as suas recentes proclamações em contrario, parece-nos com effeito uma grande precipitação e cegueira. {{nop}}<noinclude></noinclude> s7n6nm0farvsuj6nbpyorrq9pm2eqm6 Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/110 106 258807 565451 2026-10-08T15:44:19Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <ref follow="p103"> vinculos da obrigação que resulta do primeiro juramento dado, porque a força de todos juntos é igual á força do primeiro; que, como, porém, todo o homem honesto deve ceder ao imperio da opinião publica, que era a sua opinião, que no caso da Municipalidade de toda a provincia, unida com as autoridades politicas e militares instar por um semelhante juramento particular de obediencia ao Principe Regente Constitucional... 565451 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude><ref follow="p103"> vinculos da obrigação que resulta do primeiro juramento dado, porque a força de todos juntos é igual á força do primeiro; que, como, porém, todo o homem honesto deve ceder ao imperio da opinião publica, que era a sua opinião, que no caso da Municipalidade de toda a provincia, unida com as autoridades politicas e militares instar por um semelhante juramento particular de obediencia ao Principe Regente Constitucional do Brazil, como elle não é offensivo á Religião, Soberania Nacional e a El-Rei Constitucional, devia prestar-se. Igualmente propoz que, sendo a opinião publica desta cidade e Villa do Recife de accordo com as ditas autoridades que se pedisse ás Côrtes e a El-Rei Constitucional que o Principe Regente do Brazil fosse conservado no mesmo com o Poder Executivo subordinado ás Côrtes e a El-Rei Constitucional, Digno Chefe da Nação, que a sua opinião era, que como este acto nada tinha de irreligioso, impolitico e inconstitucional, antes lhe parecia mais uma prova da adhesão á causa nacional, de veneração e respeito pelas Côrtes e El-Rei e de amor para com a Illustre {{w|Casa de Bragança|Familia Bragantina}}, que esta Corporação, unindo as suas deprecações ás da municipalidade de </ref>Em summa, o movimento do 1.º e 2 de Junho proclamou e levantou ao Principe Regente em Chefe do Poder Executivo no Brazil, como delegação do Executivo de Portugal ou independente delle? No primeiro caso, foi uma superabundancia ou ociosidade que servio apenas de provar a vivacidade e zelo patriotico dos seus promotores; e no segundo, não sendo outros os estimulos dos mesmos agentes, o Principe o renovou mais de dous mezes depois, assás terminante e {{Cph|for|forte,}}<noinclude></noinclude> 02tlamebbrm7erc75m0lxzv38ohhb65 Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/111 106 258808 565454 2026-10-08T17:45:06Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <ref follow="p103"> autoridades constituidas, deprecasse ao Soberano Congresso a Conservação do Serenissimo Principe o Sr. D. Pedro de Alcantara no Brazil com o Poder Executivo subordinado ao Soberano Congresso e a El-Rei. <br> O que sendo ouvido pelo Revdm. Cabido, todos os seus membros sem discrepancia, cheios de um enthusiasmo verdadeiramente religioso, bradaram com o Rvdm. Deão—Viva a Religião Catholica Apostolica Romana—Vivam as C... 565454 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude><ref follow="p103"> autoridades constituidas, deprecasse ao Soberano Congresso a Conservação do Serenissimo Principe o Sr. D. Pedro de Alcantara no Brazil com o Poder Executivo subordinado ao Soberano Congresso e a El-Rei. <br> O que sendo ouvido pelo Revdm. Cabido, todos os seus membros sem discrepancia, cheios de um enthusiasmo verdadeiramente religioso, bradaram com o Rvdm. Deão—Viva a Religião Catholica Apostolica Romana—Vivam as Côrtes Extraordinarias Constituintes—Viva El-Rei Constitucional o Sr. D. João VI—Viva o Principe Regente do Brazil—Viva igualmente a Illustre Nação Portugueza de ambos os hemispherios. E cheios do mesmo religioso enthusiasmo renovaram o primeiro juramento dado, quando juraram as bases Constitucionaes, affirmando que estavam promptos a darem um particular de fidelidade ao Serenissimo Principe Regente, logo que lhes fosse determinado pelas Côrtes e El-Rei Constitucional. <br> Igualmente, com o mesmo afinco declararam que convinham em que as Camaras, Governo Politico e Militar unissem as suas deprecações ás Côrtes e a El-Rei Constitucional ás desta {{Cph|Corpora|Corporação}} </ref>{{tph|te,}} no Manifesto de 6 de Agosto aos Governos e Nações amigas, dizendo-lhes: Mas protesto ao mesmo tempo perante Deus e á face de todas as Nações amigas e alliadas, que não desejo cortar os laços de união e fraternidade, que devem fazer de toda a Nação Portugueza um só Todo Politico bem organisado. Protesto igualmente que, salva a devida e justa reunião de todas as partes da Monarchia debaixo de um só Rei como Chefe Supremo do Poder Executivo de toda a Nação, hei de<noinclude></noinclude> r0isy4yesp817m22x5xhkw13dxwizn0 Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/112 106 258809 565455 2026-10-08T17:53:47Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <ref follow="p103"> {{tph|ção}} de pedirem a conservação do Serenissimo Principe o Sr. D. Pedro de Alcantara no Brazil com o Poder Executivo subordinado, por ser este o meio de se apertarem mais os vinculos de fraternidade e união dos dous Reinos unidos. E que para se conhecer os sentimentos desta Corporação se remettessem quatro copias deste termo ás estações apontadas. E para constar fiz este termo em que todos assignaram. Eu, Franci... 565455 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude><ref follow="p103"> {{tph|ção}} de pedirem a conservação do Serenissimo Principe o Sr. D. Pedro de Alcantara no Brazil com o Poder Executivo subordinado, por ser este o meio de se apertarem mais os vinculos de fraternidade e união dos dous Reinos unidos. E que para se conhecer os sentimentos desta Corporação se remettessem quatro copias deste termo ás estações apontadas. E para constar fiz este termo em que todos assignaram. Eu, Francisco Xavier Carneiro da Cunha, o escrevi. Bernardo Luiz Ferreira Portugal, Deão. Jeronymo Gonçalves dos Santos, Chantre. José Joaquim de Albuquerque Maranhão, Arcediago. Ignacio Firmo Maciel Monteiro. Patricio José de Oliveira Maciel, Magistral. João Rodrigues Mariz. Manoel da Costa Palmeira. Gonçalo Francisco Bastos. José Rabello Pereira Torres. » </ref>defender os legitimos direitos e a Constituição futura do Brazil. O que posto, em que é que a conducta de Gervasio Pires Ferreira, em relação ao movimento do 1.º e 2 de Junho, errou á cautela e tino politico, á segurança, ao credito, á honra e liberdade da provincia de Pernambuco? Mas um Historiador do Brazil<ref>O Sr. [[Autor:Francisco Adolfo de Varnhagen|Francisco Adolpho de Varnhagein]], Historia Geral do Brazil, tomo 2, pag. 433.</ref> disse: « A Junta no 1.º de Junho declarou que reconhecia a autoridade do Principe Regente, sem prejuizo do juramento prestado a El-Rei e ás Côrtes, restricções que foi obrigada a eliminar no mez de<noinclude></noinclude> belfyyd36fce3zvesv1sz8z5u83oi17 Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/113 106 258810 565456 2026-10-08T18:04:21Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Agosto, em que a ''Autoridade da Côrte'' do Rio de Janeiro foi de todo proclamada em um ''tumulto'' popular por alguns officiaes de Artilharia, influidos em grande parte por um jovem Fluminense, que, por certo e não sem riscos, prestou então habilmente um relevante serviço ao Brazil e ao Principe. » Termos equivocos e erros. A Junta nunca deixou de reconhecer o Principe Regente como Chefe do Poder Executivo no Brazil, delegado pelo Rei... 565456 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude>Agosto, em que a ''Autoridade da Côrte'' do Rio de Janeiro foi de todo proclamada em um ''tumulto'' popular por alguns officiaes de Artilharia, influidos em grande parte por um jovem Fluminense, que, por certo e não sem riscos, prestou então habilmente um relevante serviço ao Brazil e ao Principe. » Termos equivocos e erros. A Junta nunca deixou de reconhecer o Principe Regente como Chefe do Poder Executivo no Brazil, delegado pelo Rei seu Pai; o contrario do que parece ou pode-se inferir do modo por que se expressou o Historiador. As suas asserções a—''Autoridade da Côrte''—foi de ''todo'' proclamada—são também inexactas e não precisas. Parece-nos que o Historiador quiz dizer: A Autoridade do Principe Regente, como Poder Executivo do Brazil, foi pela Junta no mez de Agosto reconhecida independente de Portugal. Mas as palavras com que se expressou não dizem isto, porque ''Autoridade da Côrte'' não é Autoridade do Principe Regente com o Poder Executivo no Brazil, independente do de Portugal. E por ultimo o Historiador não disse em que consistio o reconhecimento da Autoridade da ''Côrte'' de ''todo'' pela Junta, obrigada a isso pelo tumulto, si elle suppoz consistir em que no dia 3 de Agosto, que foi o do tumulto, a Junta expedio uma portaria á Camara da Capital, dando-lhe alguma direcção para a eleição dos Deputados á Assembléa Constituinte Brazilica, unico acto politico nesse dia pela Junta; a mesma Junta antes desse dia assim o tinha assentado, mas, em virtude da representação da Deputação da Camara da villa de Goyanna, que lh'o requerera, e não pela violencia<noinclude></noinclude> ffed7ker0t3ssm0afy72zzocdz08hb2 Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/114 106 258811 565457 2026-10-08T18:11:42Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: do tumulto, representação que, sendo um pronunciamento popular espontaneo, foi trazido solemne e pacificamente á presença da Junta e commettido á sua direcção. Adiante veremos que tal foi esse tumulto e seus fructos, á vista das actas das sessões da Junta dos dias 3 e 8 de Agosto; por agora leiam-se os officios da Junta ao Rei e ao Principe Regente, dando parte dos acontecimentos dos dias 1.º e 2.º de Junho.<ref name="p114"> « Senhor.... 565457 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude>do tumulto, representação que, sendo um pronunciamento popular espontaneo, foi trazido solemne e pacificamente á presença da Junta e commettido á sua direcção. Adiante veremos que tal foi esse tumulto e seus fructos, á vista das actas das sessões da Junta dos dias 3 e 8 de Agosto; por agora leiam-se os officios da Junta ao Rei e ao Principe Regente, dando parte dos acontecimentos dos dias 1.º e 2.º de Junho.<ref name="p114"> « Senhor.—Diversos modos de pensar, filhos ou de ignorancia ou de algum espirito desorganisador, induziram a uma meia duzia de moços inexpertos a que se dirigissem á Camara desta villa, afim de lavrarem um termo pouco conforme á ordem e boa marcha que devem dirigir os negocios e interesses do Reino Unido. Esta Junta julgou dever repellir, quanto em si estava, uma tal pretenção, que sem duvida seria do desagrado de V. A. R., pois que se dirigia a atacar as attribuições de S. M. Fidelissima Constitucional; e firmes em nossos principios procedemos do modo que se vê nas actas da sessão da Junta e da vereação da Camara, que temos a honra de levar por copia á consideração de V. A. R., bem presuadidos de que V. A. R. fará justiça aos procedimentos pacificos e legaes com que nos houvermos. Ao mesmo tempo podemos affirmar a V. A. R. que todos os mesmos moços que tão enganadamente foram levados por aquelles espiritos inquietos, se acham tão envergonhados e corridos da sua leveza que só cuidam em exprobar os autores da farça, e que todos procuram mostrar que foram illudidos debaixo das apparencias de zelo pela gloria e honra de V. A. R., </ref> {{nop}}<noinclude></noinclude> m2v02y9bj2n0nukdedn0j01djrygn3z Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/115 106 258812 565458 2026-10-08T18:42:40Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <ref follow="p114"> como se collige da acta da sessão da Junta. Devemos, porém, levar á consideração de V. A. R. que, não tendo nós tido algum procedimento contra os fautores d'aquella arrriscada commoção para evitarmos algum desassocego publico, e principalmente porque no seu delirio pareciam escudar-se com o sagrado nome de V. A. R., comtudo, vendo por um lado que é triste e de funestas consequencias o máo exemplo de irem dous ou tre... 565458 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude><ref follow="p114"> como se collige da acta da sessão da Junta. Devemos, porém, levar á consideração de V. A. R. que, não tendo nós tido algum procedimento contra os fautores d'aquella arrriscada commoção para evitarmos algum desassocego publico, e principalmente porque no seu delirio pareciam escudar-se com o sagrado nome de V. A. R., comtudo, vendo por um lado que é triste e de funestas consequencias o máo exemplo de irem dous ou tres paisanos aos quarteis militares induzir a tropa e allicial-a para tomarem deliberações, ou obrigarem o Governo a tomal-as, e por outro lado, que mais directamente offendidas em tal desaguisados foram as sagradas pessoas de S. M. F. Constitucional e de V. A. R., ousamos pedir a V. A. R. que se digne determinar-nos o que devemos obrar. Tudo isto temos levado á consideração de S. Magestade, como consta do officio que por copia temos a honra de remetter de renovar todos os nossos protestos de amor, respeito, obediencia e firme adhesão á Real Pessoa de V. A. R. e á Dynastia da Real Casa de Bragança, certos de que V. A. R. se dignará de acceital-os por sinceros e cordiaes; e, para testemunho mais authentico da nossa sinceridade, temos a honra de enviar o nosso collega o Illm. Fellipe Nery Ferreira, Membro desa mesma Junta, por entendermos que será muito do Real Agrado de V. A. R., e porque nesta qualidade está mais ao facto de todos os nossos procedimentos e do estado actual das cousas desta provincia, afim de mais promptamente poder informar a V. A. R. quando se digne querer ouvil-o. Deus Guarde a V. A. R. por muitos annos, </ref>Todas as pessoas cordatas e cultas approvavam a conducta de Gervasio e da Junta em {{Cph|so|sobrestar}}<noinclude></noinclude> 48rhzi5nceplarkwm4k8use2e5vijxu Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/116 106 258813 565459 2026-10-08T18:58:22Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <ref follow="p114"> como nos é mister, e cordialmente o desejamos. Palacio da Junta Provisoria do Governo da Provincia de Pernambuco 28 de Junho de 1822. De V. A. R. Subditos muito obedientes e leaes. Gervasio Pires Ferreira, Presidente. Bento José da Costa. Joaquim José de Miranda. Manoel Ignacio de Carvalho. Antonio José Vctoriano Borges da Fonseca. Laurentino Antonio Moreira de Carvalho, Secretario. <br> {{linha horizontal|2em}} <br... 565459 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude><ref follow="p114"> como nos é mister, e cordialmente o desejamos. Palacio da Junta Provisoria do Governo da Provincia de Pernambuco 28 de Junho de 1822. De V. A. R. Subditos muito obedientes e leaes. Gervasio Pires Ferreira, Presidente. Bento José da Costa. Joaquim José de Miranda. Manoel Ignacio de Carvalho. Antonio José Vctoriano Borges da Fonseca. Laurentino Antonio Moreira de Carvalho, Secretario. <br> {{linha horizontal|2em}} <br> Senhor. Pelo officio de 27 de Março do corrente, que tivemos a honra de dirigir a V. M., e pelas copias nelle inclusas dos officios de 18 e 26 do mesmo mez, que haviamos escripto a S. A. R. o Principe Regente do Brazil, terá V. Magestade observado que a nossa franqueza em representar os incovenientes de alguns Decretos do Soberano Congresso e de V. M. andava a par do nosso dever, tanto nos termos respeitosos com que enunciavamos os nossos sentimentos e representações, quanto na firmeza do nosso juramento de amor e fidelidade ao Soberano Congresso e a V. Magestade. Não podiamos, Augusto Senhor, apresentar provas mais decisivas destes sentimentos do que a rogativa que fizemos a S. A. R. de não estranhar-nos a demora na execução do seu Real Decreto de 16 de Fevereiro, entretanto que não recebiamos ulteriores esclarecimentos naquelle officio expendidos e nos dirigidos á Camara desta villa, como da copia n. 1, elle nos parecia encontrar-se com as attribuições de V. Magestade e do Soberano Congresso. {{nop}} </ref>{{tph|brestar}} na execução do Decreto de 16 de Fevereiro e expôr ao moço Principe as duvidas e receios<noinclude></noinclude> sqe5a8cxtxxzaxpr64a6o6x1a9iyype Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/117 106 258814 565461 2026-10-08T19:08:57Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <ref follow="p114"> Comquanto fosse feliz a politica lembrança dos nossos irmãos paulistas e generosa a resolução de S. A. R. de espaçar sua residencia entre nós para mais firmar a união da grande Familia Portugueza e melhor escudar as nossas representações, jamais o espirito de partido poderia fascinar-nos para que houvessemos de aberrar da linha de conducta que nos havia traçado o nosso proprio juramento.Marchando pela estrada da hon... 565461 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude><ref follow="p114"> Comquanto fosse feliz a politica lembrança dos nossos irmãos paulistas e generosa a resolução de S. A. R. de espaçar sua residencia entre nós para mais firmar a união da grande Familia Portugueza e melhor escudar as nossas representações, jamais o espirito de partido poderia fascinar-nos para que houvessemos de aberrar da linha de conducta que nos havia traçado o nosso proprio juramento.Marchando pela estrada da honra na mais perfeita harmonia dos nossos deveres com os nossos direitos, não podiamos deixar de desagradar a alguns espiritos de inquietos e ambiciosos. Esperançados estes de que Procuradores de provincia, determinados pelo sobredito Decreto de S. A. R, e julgando em sua estupida ignorancia, ou por seduzidos ou vendidos a alguns aulicos, que agradariam a S. A. R. com procedimentos irregulares e inconstitucionaes, entraram no projecto de obrigarem por meio de intrigas a que se désse desde logo execução ao sobredito Decreto, dando-lhe ainda mais extensiva intelligencia. <br> Constando-lhes, porém, que o Governo, de commum accordo com as Camaras desta provincia e com o Governo da Parahyba, esperava por ulteriores esclarecimentos e ordens, tanto de S. A. R. como de V. Magestade para saber se determinar em negocio de tanta monta e em que podiam perigar a honra e a liberdade, tomaram outra vereda, e reunidos em conventiculo projectaram, ora a deposição do Governo que obstava a seus ambiciosos projectos, ora a deposição de alguns dos seus membros que mais se lhes antolhavam com energia e </ref>que em seu espirito suscitavam-se a respeito da legitimidade e effeitos da decretada Instituição {{Cph|po|politica}}<noinclude></noinclude> kx1zn08kowkb5qmj3bwu304fwvp4fp2 Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/118 106 258815 565462 2026-10-08T19:43:22Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <ref follow="p114"> firmeza de caracter, e ora finalmente obrigaram o Governo a assignar a mais atroz perfidia, qual a de acclamar o Principe Regente independente de V. M. no exercicio do Poder Executivo, que aliás lhe fôra por V. M. delegado. Por estes meios contavam conseguir perante S. A. R. empregos e honras, sem se lembrarem que estes procedimentos, além de irregulares e subversivos da ordem social, eram por extremo injuriosos ao... 565462 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude><ref follow="p114"> firmeza de caracter, e ora finalmente obrigaram o Governo a assignar a mais atroz perfidia, qual a de acclamar o Principe Regente independente de V. M. no exercicio do Poder Executivo, que aliás lhe fôra por V. M. delegado. Por estes meios contavam conseguir perante S. A. R. empregos e honras, sem se lembrarem que estes procedimentos, além de irregulares e subversivos da ordem social, eram por extremo injuriosos ao amor filial e sentimentos constitucionaes de S. A. R., tantas vezes e tão francameute enunciados, para que deixassem de incorrer na sua alta indignação. <br> Obstando, além disto, a opinião publica a favor do Governo á execução da primeira e segunda lembrança, lançaram mão da terceira como mais propria para illudir alguns jovens e inexpertos officiaes militares, que julgavam precisos para apoiar seus desvarios com a força das armas, que aliás era mantida pela Nação para a sustentação da ordem publica. Em seguimento de tão damnado projecto, e depois de seduzirem alguns moços officiaes, congregaram-se nos Quarteis da Artilharia em a noite de 31 do passado, e com o sagrado nome de S. A. R. allucinar em um conselho a que foram chamados os chefes dos Corpos de linha da Guarnição desta praça, e debaixo do especioso pretexto de que o Governo não prestava a devida obediencia a S. A. R,, poderam allucinar (com magoa o repetimos) a inexperta officialidade, e, com promessa de restringirem a uma regular representação ao Governo, poderam illudir os chefes convocados afim de suspenderem a execução de seus deveres. Com a {{Cph|no|noticia}} </ref>{{tph|litica}} de Procuradores Geraes das Provincias na Côrte com a attribuição de proporem medidas<noinclude></noinclude> d4nqc51aegx4llb42weyax88e3txweo Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/119 106 258816 565463 2026-10-08T20:16:12Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <ref follow="p114"> {{tph|tica}} de um tal ajuntamento corre o Presidente deste Governo á casa do Governador das Armas pelas 10 horas da noite, e, fazendo convocar os chefes da força armada, estes mesmos protestaram que, tendo elles reduzido os facciosos a conterem-se com o representarem ao Governo suas pretenções, podia o Governo estar descançado. Assim seguro, o Presidente se retirou para sua casa, e dous dos facciosos fizeram marcha... 565463 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude><ref follow="p114"> {{tph|tica}} de um tal ajuntamento corre o Presidente deste Governo á casa do Governador das Armas pelas 10 horas da noite, e, fazendo convocar os chefes da força armada, estes mesmos protestaram que, tendo elles reduzido os facciosos a conterem-se com o representarem ao Governo suas pretenções, podia o Governo estar descançado. Assim seguro, o Presidente se retirou para sua casa, e dous dos facciosos fizeram marchar para o campo do Erario, na madrugada de 1 do corrente, o Esquadrão de Cavallaria, e outros vagavam pelas ruas a ajuntar os seus apaniguados. E posto que alguns officiaes do 1º. Batalhão tivessem feito recolher aos seus quarteis os soldados que o espirito da novidade ou da sedição havia conduzido ao campo para se unirem ao Corpo da Cavallaria, e que este mesmo depois se retirasse esmorecido, talvez com a falta de apoio dos outros Corpos ou corrigidos pelas prudentes reflexões de alguns cidadãos honestos, todavia não pararam em sua criminosa marcha. Bandeados com alguns outros officiaes militares e alguns paisanos de todas as côres, fazem convocar a Camara e conseguem lavrar o termo por copia n. 2, e ufanos com passos tão agigantados, livres do receio de serem reprimidos e confiados na artilharia, marcham com a mesma Camara para a sala das sessões do Governo. <br> Ahi representam com manifesto abuso da nossa individual fraqueza, do respeitavel nome de S. A. R. e da consideração devida a um Governo legalmente estabelecido, a insultante scena que, por copia n. 3, levamos á presença de V. Magestade. Felizmente. si ella por um lado nos deve {{Cph|envergo|envergonhar}} </ref>e planos que lhe parecessem mais ''urgentes e vantajosos'' ao bem ''do Reino Unido,'' pedindo, todavia,<noinclude></noinclude> n0fsgkl6y8rc1hs3sw6c0i64rzm1y1p Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/120 106 258817 565464 2026-10-08T20:27:02Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <ref follow="p114"> {{tph|nhar}} como Pernambucanos herdeiros da fidelidade dos Vieira, Negreiros e Dias, ella mostrará por outro lado a V. Magestade que este Governo não fôra creado para ser perjuro, e que, comquanto fosse obrigado a ceder ao imperio das circumstancias como lhe dictava a prudencia e o amor da humanidade, jamais perdera de vista a estrella polar do seo dever. O odio publico que sobre si chamam os autores de semelhante... 565464 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude><ref follow="p114"> {{tph|nhar}} como Pernambucanos herdeiros da fidelidade dos Vieira, Negreiros e Dias, ella mostrará por outro lado a V. Magestade que este Governo não fôra creado para ser perjuro, e que, comquanto fosse obrigado a ceder ao imperio das circumstancias como lhe dictava a prudencia e o amor da humanidade, jamais perdera de vista a estrella polar do seo dever. O odio publico que sobre si chamam os autores de semelhante assuada, acabará de convencer a V. Magestade que o crime de alguns aventureiros e bandidos não deve estender-se ao brioso Povo Pernambucano. O respeitavel e adorado nome de S. A. R. o Senhor D. Pedro de Alcantara com que estes facciosos se escudaram para perpetrarem tão criminosos feitos, tem suspendido a sua justa punição; e não podendo duvidar do interesse que a S. A. R. tomará em desaggravar o seu nome, a sua fidelidade e seu amor filial a tão cruelmente ultrajado, temos julgado mais prudente esperar pela sua Real resolução do que adiantarmos um processo em circumstancias mui delicadas e ora accrescidas com a demora dos navios dessa. Verdade é que alguns periodicos do Rio de Janeiro nos tem feito assustar com a sua desorganisada linguagem pela sorte daquella provincia;a resposta, porém,que vimos de S. A. R. sobre uma representação da Camara do Rio de Janeiro e que tão decididamente mostra a firmeza do seu Real caracter e dos principios de direito natural e das gentes, porque se dirige a despeito de alguns aulicos, nos tem sobremaneira consolado na delicada posição em que se acham os dous Reinos de Portugal e Brazil, e a opinião geral dos habitantes desta provincia nos afiança a </ref>e esperando resolução ulterior de S. Alteza; mas a mocidade ardente e sofrega que não teme e {{Cph|pre|prefere}}<noinclude></noinclude> 9quzeno1dss09nbggktwmu0vyqd64qh Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/121 106 258818 565465 2026-10-08T20:56:12Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <ref follow="p114"> mais firme união com seus irmãos portuguezes,qualquer que seja o local do seu nascimento e a mais indelevel fidelidade ao Soberano Congresso e a V. Magestade a quem Deus Guarde, como centro da união e da publica tranquilidade. Palacio da Junta Provisoria do Governo da Provincia de Pernambuco, 10 de Junho de 1822. De V. Magestade Subditos obedientes e leaes. Gervasio Pires Ferreira, Presidente. Bento José da Costa. F... 565465 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude><ref follow="p114"> mais firme união com seus irmãos portuguezes,qualquer que seja o local do seu nascimento e a mais indelevel fidelidade ao Soberano Congresso e a V. Magestade a quem Deus Guarde, como centro da união e da publica tranquilidade. Palacio da Junta Provisoria do Governo da Provincia de Pernambuco, 10 de Junho de 1822. De V. Magestade Subditos obedientes e leaes. Gervasio Pires Ferreira, Presidente. Bento José da Costa. Felippe Nery Ferreira. Joaquim José de Miranda. Manoel Ignacio de Carvalho. Antonio José Victoriano Borges da Fonseca. Laurentino Antonio Moreira de Carvalho, Secretario. » </ref>{{tph|fere}} enganar-se a viver incerta; os ignorantes que approvam tudo, bem que nada examinem e conheçam; os ambiciosos que não fazem escolha de meios, e em summa os emissarios da Côrte gritavam e intrigavam tudo contra a Junta. E' corcunda (por aqui vociferam), vendida aos Portuguezes, e pedio tropas á Lisboa. (Algures blasphemam). Pois, abaixo! (era o alvitre ingrato de outros). Dado isto (pregava um dos emissarios) resta que os Senhores Militares tirem pelas espadas. E não faltavam pasquins incendiarios e ultrajantes e conventiculos mais ou menos frequentes e violentos. Alguns dos Membros da Junta, e por diversas vezes, propuzeram que se adoptassem medidas promptas e energeticas, porque, a não ser atalhada uma tal conspiração, era bem de temer muitas desgraças á Patria. Mas a Junta na sessão de 21 de Junho foi ainda tão moderada e indulgente que<noinclude></noinclude> 28e6gidrpzy7fqz4uleoy1m4zy5qfqp Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/122 106 258819 565467 2026-10-08T21:04:43Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: resolveo proclamar primeiro ao povo, convidando-o a declarar os motivos por que descontente parecia não confiar no Governo. No dia 22 vulgarisou-se impressa avulsa esta proclamação, redigida por Gervasio, a qual produzio algum abalo nos animos imprudentes, mas de pouca duração. {{linha horizontal|2em}} {{c|« {{larger|HABITANTES DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO}}}} « Amados compatriotas! Que motivos de desgosto ou desconfiança vos occupam?... 565467 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude>resolveo proclamar primeiro ao povo, convidando-o a declarar os motivos por que descontente parecia não confiar no Governo. No dia 22 vulgarisou-se impressa avulsa esta proclamação, redigida por Gervasio, a qual produzio algum abalo nos animos imprudentes, mas de pouca duração. {{linha horizontal|2em}} {{c|« {{larger|HABITANTES DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO}}}} « Amados compatriotas! Que motivos de desgosto ou desconfiança vos occupam? E' possivel que queirais promover a desunião entre vós mesmos? E' possivel que prefirais acreditar homens de fóra, homens desconhecidos, promotores de discordia e que cerreis os ouvidos e os olhos ás sinceras reflexões de amigos que só desejam a ordem e a paz? Que desgraça não será si aquelles conseguem os seus depravados fins! Compatriotas e amigos! Acreditai ao vosso Governo, que só trabalha em procurar o vosso bem, como mil factos vos devem ter convencido. Não acrediteis impostores, que só procuram abusar da vossa candura e innocente credulidade. Si tendes motivos de queixa, desabafai vossos corações perante o mesmo Governo que sempre vos tem acolhido com a cordialidade devida aos verdadeiros amigos. Não reconcentreis magoas ou queixumes. Nada de rebuço. As reservas só podem fomentar odios e não a união, porque vós e nós anhelamos, e que tão necessaria é para segurança<noinclude></noinclude> ee9mxxapii9dreihhzdu13m7hho1cbe 565468 565467 2026-10-08T21:04:56Z Notsonotoriousbig 43614 565468 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude>resolveo proclamar primeiro ao povo, convidando-o a declarar os motivos por que descontente parecia não confiar no Governo. No dia 22 vulgarisou-se impressa avulsa esta proclamação, redigida por Gervasio, a qual produzio algum abalo nos animos imprudentes, mas de pouca duração. {{linha horizontal|2em}} {{c|« {{larger|'''HABITANTES DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO'''}}}} « Amados compatriotas! Que motivos de desgosto ou desconfiança vos occupam? E' possivel que queirais promover a desunião entre vós mesmos? E' possivel que prefirais acreditar homens de fóra, homens desconhecidos, promotores de discordia e que cerreis os ouvidos e os olhos ás sinceras reflexões de amigos que só desejam a ordem e a paz? Que desgraça não será si aquelles conseguem os seus depravados fins! Compatriotas e amigos! Acreditai ao vosso Governo, que só trabalha em procurar o vosso bem, como mil factos vos devem ter convencido. Não acrediteis impostores, que só procuram abusar da vossa candura e innocente credulidade. Si tendes motivos de queixa, desabafai vossos corações perante o mesmo Governo que sempre vos tem acolhido com a cordialidade devida aos verdadeiros amigos. Não reconcentreis magoas ou queixumes. Nada de rebuço. As reservas só podem fomentar odios e não a união, porque vós e nós anhelamos, e que tão necessaria é para segurança<noinclude></noinclude> bzh06qs2ccoxglvk7dxkabemuz00n1s Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/123 106 258820 565469 2026-10-08T21:12:22Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: da nossa tranquilidade e força. Para que são declamações vagas, que só tendem a dividir os espiritos? A imprensa não está patente para manifestardes os vossos sentimentos? Exponde-os com aquella dignidade que convem a cidadãos honestos, e sereis attendidos no que for de justiça, e nossos mutuos erros serão igualmente combatidos pela força da verdade. Pasquins, quando a sagrada Constituição nos tem afiançado a liberdade da imprensa, pro... 565469 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude>da nossa tranquilidade e força. Para que são declamações vagas, que só tendem a dividir os espiritos? A imprensa não está patente para manifestardes os vossos sentimentos? Exponde-os com aquella dignidade que convem a cidadãos honestos, e sereis attendidos no que for de justiça, e nossos mutuos erros serão igualmente combatidos pela força da verdade. Pasquins, quando a sagrada Constituição nos tem afiançado a liberdade da imprensa, provam a sinistra intenção dos seus autores. A verdade nunca precisou da arma da calumnia e das personalidades para se fazer amada e seguida. E' tempo, amados Compatriotas, é tempo de conhecerdes que deveis preferir acreditar aos vossos probos anciãos, que vos fallam a verdade, que tem os maiores desejos do bem geral e o maior interesse na prosperidade publica, do que a homens vagabundos, que nenhum interesse podem ter no vosso bem ser. Briosos e benemeritos filhos de Marte! Aonde está a base da vossa Nobre Profissão, a disciplina Militar? Aonde o elevado capricho com que tão gloriosamente procuraveis nos tempos proximos passados manter a ordem? Aonde aquella nobre emulação com que procuraveis á porfia defender o vosso Governo que vos ama, que tem procurado o maior bem vosso, que tem penhorado a sua palavra de honra perante as Côrtes, El-Rei e o principe Regente? Offerecendo mesmo as suas cabeças em garantia das vossas virtudes e merecimentos? Que conta daremos nós dos juramentos que temos dado em abono da vossa firmeza de caracter e do vosso patriotismo discreto? E preferireis o {{Cph|dei|deixar-vos}}<noinclude></noinclude> r9lmtxblvg7emsvgxf8hb8isop26ya9 Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/124 106 258821 565470 2026-10-08T21:19:43Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{tph|xar-vos}} arrastar por opiniões ephemeras, abandonando os mais solidos principios constitucionaes? Vêde que vos querem enganar e pôr-vos em discordia. Com o calumnioso pretexto de que o vosso Governo não reconhecia a Regencia de S. A. R. o Serenissimo Senhor D. Pedro de Alcantara e outras iucendiarias novelas, tem podido surpreender o vosso juizo e despertado a vossa fidelidade em menoscabo do mesmo Governo, com sophismas em poli... 565470 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude>{{tph|xar-vos}} arrastar por opiniões ephemeras, abandonando os mais solidos principios constitucionaes? Vêde que vos querem enganar e pôr-vos em discordia. Com o calumnioso pretexto de que o vosso Governo não reconhecia a Regencia de S. A. R. o Serenissimo Senhor D. Pedro de Alcantara e outras iucendiarias novelas, tem podido surpreender o vosso juizo e despertado a vossa fidelidade em menoscabo do mesmo Governo, com sophismas em politica, que elles mesmos não entendem. Perguntai-lhes o que querem: querem porventura a união da Grande Familia da Monarchia Portugueza, em que reside a mutua segurança dos Reinos que a compõem? Querem porventura a união entre si das provincias do Brazil que só póde afiançar-nos a conservação dos nossos direitos? Querem porventura no Brazil um centro de Poder Executivo para servir de nexo ás suas dilatadas provincias e para facilitar o expediente dos nossos negocios sem a triste necessidade de recorrermos ao Velho Mundo para as suas decisões? Querem porventura que cada uma das provincias só supporte as despezas da sua particular administração e concorra tão sómente para as despezas geraes da Sociedade Portugueza com a sua quota parte, como em um rateio de avaria grossa mercantil? Querem porventura que as relações commerciaes entre os diversos Reinos, que compõem a Grande Monarchia Portugueza, e entre as provincias de cada um destes Reinos tenham por base a mais perfeita reciprocidade de interesses? Querem por ventura que só subsistam os impostos necessarios á manutenção da {{Cph|Admi|Administração}}<noinclude></noinclude> q2okcrq59zl85g0zu9l48v86amiw34h Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/125 106 258822 565471 2026-10-08T21:49:34Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{tph|nistração}} Publica, e que com mais igualdade se repartam pelos povos? Si é isso que elles querem, o vosso Governo ha muito se tem antecipado aos seus e vossos desejos. Lêde os seus officios ao Soberano Congresso, a El-Rei e a S. A. R., e vereis que estes tem sido os seus sentimentos, e que a vossa dignidade e o vosso interesse e a vossa honra tem sido os pharóes que o tem guiado na tarefa de que o tendes encarregado. Que querem,... 565471 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude>{{tph|nistração}} Publica, e que com mais igualdade se repartam pelos povos? Si é isso que elles querem, o vosso Governo ha muito se tem antecipado aos seus e vossos desejos. Lêde os seus officios ao Soberano Congresso, a El-Rei e a S. A. R., e vereis que estes tem sido os seus sentimentos, e que a vossa dignidade e o vosso interesse e a vossa honra tem sido os pharóes que o tem guiado na tarefa de que o tendes encarregado. Que querem, pois, mais estes forasteiros, que tanto se inculcam vossos amigos e promotores de vossos interesses? Elles certamente não vos amam: o vosso Governo, sim, que disto vos tem dado provas sobejas. Não queiraes, pois, eclypsar a gloria que tendes adquirido, e que vos faz tanta honra. União! Paz! Franqueza de coração! Patriotismo! Espirito Constitucional! Estas devem ser as nossas divisas; e, presidindo a prudencia aos nossos conselhos, seremos felizes. « Viva, pois, a União Pernambucana. Viva a Religião de nosso Pais. Viva a Nação Portugueza. Viva a Constituição. Viva El-Rei o Sr. D. João VI. Viva o Principe Real Regente do Reino do Brazil. « Gervasio Pires Ferreira, presidente. « Bento José da Costa. « Manoel Ignacio de Carvalho. « Felippe Nery Ferreira. « Antonio José Victoriano Borges da Fonseca. « Joaquim José de Miranda. « Laurentino Antonio Moreira de Carvalho, Secretario. »<noinclude></noinclude> rclt9bh1ird2r0er676y4glltezoxci Biographia de Gervasio Pires Ferreira/VII 0 258823 565474 2026-10-08T21:54:19Z Notsonotoriousbig 43614 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf" from=70 to=125 fromsection="XX" header=1 /> 565474 wikitext text/x-wiki <pages index="Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf" from=70 to=125 fromsection="XX" header=1 /> ienq32kgvg2cpktlvgbnfyvzhxsjoe6 Página:Gallica’s Nippo Jisho.pdf/19 106 258824 565478 2026-10-08T21:59:18Z Kedymera 43378 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ''& goſto de ver a lũa, & flores.'' Acome. ''Hũa laya de peça de ſeda de Iapão de lauor branco em campo tinto dazul ferrete.'' {{nota|Acoya|あこや【阿古屋】}}. ''Huns bolinhos de farinha darroz.'' {{nota|Acqen|あっけん【悪見】}}. ''Iulgar mal, ou errar na conſideração iulgando.'' ¶ ''Vt,'' {{nota|Acqenni votçuru|悪見に落つる}}. ''Errar na conſideraçaõ, & conhecimento da ſaluação.'' {{nota|Acqet|あっけつ【悪血... 565478 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Kedymera" /></noinclude>''& goſto de ver a lũa, & flores.'' Acome. ''Hũa laya de peça de ſeda de Iapão de lauor branco em campo tinto dazul ferrete.'' {{nota|Acoya|あこや【阿古屋】}}. ''Huns bolinhos de farinha darroz.'' {{nota|Acqen|あっけん【悪見】}}. ''Iulgar mal, ou errar na conſideração iulgando.'' ¶ ''Vt,'' {{nota|Acqenni votçuru|悪見に落つる}}. ''Errar na conſideraçaõ, & conhecimento da ſaluação.'' {{nota|Acqet|あっけつ【悪血】}}. {{nota|Axij chi|悪しい血}}. ''Ruim ſangue.'' {{nota|Acqi|あっき【悪気】}}. {{nota|Axij qi|悪しい気}}. ''Calidade nociua, & venenoſa dalgũa couſa.'' ¶ ''Vt,'' {{nota|Acqiuo ſaru|悪気を去る}}. ''Tirar o vicio, & ruim calidade que a couſa emſi tinha.'' ¶ ''Item, Cheiro ruim.'' {{nota|Acqi|あっき【悪鬼】}}. {{nota|Axij voni|悪しい鬼}}. ''Diabo peruerſo.'' ¶ {{nota|Acqito naru|悪鬼となる}}. ''Tornarſe diabo.'' {{nota|Acqua|あっか【悪果】}}. ''Ruim fim, ou pena que hum recebe pollas obras que fez.'' {{nota|Acu|あく【悪】}}. ''Maldade, ou peccado.'' ¶ ''Vt,'' {{nota|Acuuo ſuru, I, vocasu|悪をする・犯す}}. ''Peccar.'' ¶ {{nota|Acuga tçumoru|悪が積もる}}. ''Crecerem, & acumularemſe os peccados.'' ¶ {{nota|Acuuo coraſu|悪を懲らす}}. ''Emẽdar a ruim vida, ou eſcarmentarſe dos vicios.'' ¶ {{nota|Acuni fuqeru|悪に耽る}}. ''Estar metido nos peccados.'' ¶ {{nota|Acuni miuo naſu|悪に身をなす}}. ''Idẽ'' ¶ {{nota|Acuni qiuamaru|悪に極まる}}. ''Conſumarſe em peccados.'' ¶ Acuni tongiacu ſuru. ''Estar metido, & atollado nos peccados.'' ¶ {{nota|Acuuo qiuamuru|悪を極むる}}. ''Fazer muitos peccados. {{nota|Acu|あく【灰汁】}}. ''Decoada, ou barrela.'' ¶ {{nota|Acuuo taruru|灰汁を垂るる}}. ''Fazer barrela, ou coar a agoa polla cinza.'' ¶ Acugaiuo ſuru, I, Acuuo cǒ. ''Meter na decoada, ou barrela.'' {{nota|Acubi|あくび【欠・欠伸】}}. ''Boçejo.'' ¶ {{nota|Acubiuo ſuru|あくびをする}}. ''Boçejar.'' {{nota|Acubiǒ|あくびょう【悪病】}}. {{nota|Axij yamai|悪しい病}}. ''Doença ruim, ou cõtagioſa de que todos fogem.'' {{nota|Acubicu|あくびく【悪比丘】}}. i. {{nota|Varui xucqe|悪い出家}}. ''Mao religioſo.'' {{nota|Acubocu|あくぼく【悪木】}}. {{nota|Axij qi|悪しい木}}. ''Ruim aruore.'' {{nota|Acu chixiqi|あくちしき【悪知識】}}. ''Ruim mestre nas couſas da virtude, & ſaluação.'' {{nota|Acuchǔ|あくちゅう【悪虫】}}. {{nota|Axij muxi|悪しい虫}}. ''Ruim bicho.'' {{nota|Acudǒ|あくどう【悪道】}}. {{nota|Axij michi|悪しい道}}. ''Ruim caminho, ou peccado.'' ¶ {{nota|Acudǒni vaxiru|悪道に走(わし)る}}. ''Entregarſe deſenfreadamente a peccados.'' ¶ {{nota|Acudǒni votçuru|悪道に落つる}}. ''Cair em peccados.'' ¶ ''Itẽ, Cair no Inferno. {{nota|Acudocu|あくどく【悪毒】}}. {{nota|Axij docu|悪しい毒}}. ''Ruim peçonha.'' {{nota|Acufeqi|あくへき【悪癖】}}. {{nota|Axij cuxe|悪しい癖}}. ''Maos costumes, habitos, &c. Acufiǒ. ''Ruim frecheiro.'' {{nota|Acufit|あくひつ【悪筆】}}. {{nota|Axij fude|悪しい筆}}. ''Ruim eſcriuão, ou ruim letra.'' {{nota|Acufô|あくほう【悪法】}}. {{nota|Axij nori|悪しい法}}. ''Ruim ſeita, ou lei.'' Acufǒ. ''Ruim parte, ou rumo, ou de ruim pronostico.'' {{nota|Acufǔ|あくふう【悪風】}}. {{nota|Axij caje|悪しい風}}. ''Vento contrario.'' ¶ {{nota|Acufǔga vocoru|悪風が起こる}}. ''Aleuantarſe ruim vento.'' ¶ {{nota|Acufǔni fanaſaruru|悪風に離さるる}}. ''Deſgarrar com ruim vento.'' {{nota|Acugi|あくじ【悪地】}}. {{nota|Axij tçuchi|悪しい土}}. ''Terra ruim, & esteril.'' {{nota|Acugio|あくじょ【悪女】}}. {{nota|Axij vonna|悪しい女}}. ''Molher fea, & de ruim parecer.'' ¶ ''Item, Molher de ruim vida.'' {{nota|Acuguen|あくげん【悪言】}}. {{nota|Axij cotoba|悪しい言葉}}. ''Maos palauras.'' {{nota|Acuguiacu|あくぎゃく【悪逆】}}. ''Maldades.'' ¶ {{nota|Acuguiacu butǒ|悪逆無道}}. ''Maldade, ou deſaforamento.'' ¶ {{nota|Acuguiacu butǒnaru mono|悪逆無道なる者}}. ''Peſſoa de grãdes vicios dißoluta, &c.'' {{nota|Acuguio|あくぎょ【悪魚】}}. {{nota|Axij vuo|悪しい魚}}. ''Ruim peixe, ou que faz mal.'' {{nota|Acuguiǒ|あくぎょう【悪行】}}. {{nota|Axij voconai|悪しい行い}}. ''Ruins obras.'' {{nota|Acugô|あくごう【悪業】}}. {{nota|Axij xiuaza|悪しい仕業}}. ''Ruins obras, ou maldades.'' {{nota|Acugon|あくごん【悪言】}}. {{nota|Axij cotoba|悪しい言葉}}. ''Mãs palauras.'' {{nota|Acuin|あくいん【悪因】}}. {{nota|Acuno chinami|悪の因み}}. ''Ruins penſamentos, ou obras que ſe fazem nesta vida, ou fizerão noutra idade, ou nacimento, como cuidão os gentios.'' {{nota|Acuji|あくじ【悪事】}}. {{nota|Axij coto|悪しい事}}. ''Obra ruim, ou maldade.'' ¶ ''Item, Couſa danoſa, & preiudicial Males, & trabalhos. {{nota|Acuji|あくじ【悪時】}}. i. {{nota|Axij toqi|悪しい時}}. ''Ruim hora, & de ruim agouro.'' {{nota|Acujin|あくじん【悪神】}}. {{nota|Axij cami|悪しい神}}. Cami ''danoſo, & nociuo aos homens.'' {{nota|Acuju|あくじゅ【悪獣】? 獣 normalmente じゅう}}. {{nota|Axij qedamono|悪しい獣}}. ''Animal daninho, ou feroz.'' {{nota|Acuma|あくま【悪魔】}}. i. {{nota|Tengu|てんぐ【天狗】}}. ''Diabo.'' {{nota|Acume|あくめ【悪目】}}. ''Hũa abertura na ''Catana'' ao comprido q̃ na eſpada ſe chama, fogo.'' {{nota|Acumen|あくめん【悪面】}}. {{nota|Axij vomote|悪しい面}}. ''Roſto feo.'' {{nota|Acumiǒ|あくみょう【悪名】}}. {{nota|Axij na|悪しい名}}. ''Ruim fama, ou infamia.'' ¶ {{nota|Acumiǒuo tatçuru|悪名を立つる}}. ''Infamar''<noinclude></noinclude> rbytilhho5366u6jpli58stadqanmwl Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/126 106 258825 565480 2026-10-08T22:13:33Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{t2|'''VIII'''}} Recebeo a Junta a Portaria do [[Autor:Pedro I do Brasil|Principe Regente]] de 27 de Maio, em solução aos officios acima transcriptos de 18 e 26 de Março, e chegou por via particular ao conhecimento da mesma Junta o Decreto de 3 de Junho, pelo qual o Principe Regente convocou a {{w|Assembleia Constituinte do Brasil de 1823|Assembléa Constituinte}}, que por meio de uma Constituição Politica do Imperio do Brasil|Constit... 565480 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude>{{t2|'''VIII'''}} Recebeo a Junta a Portaria do [[Autor:Pedro I do Brasil|Principe Regente]] de 27 de Maio, em solução aos officios acima transcriptos de 18 e 26 de Março, e chegou por via particular ao conhecimento da mesma Junta o Decreto de 3 de Junho, pelo qual o Principe Regente convocou a {{w|Assembleia Constituinte do Brasil de 1823|Assembléa Constituinte}}, que por meio de uma [[Constituição Politica do Imperio do Brasil|Constituição Politica]] especial do {{w|Reino do Brasil|Reino do Brazil}} assegurasse a liberdade e os direitos deste, e ''consolidasse a sua justa união politica com Portugal.'' Este Decreto não foi transmittido officialmente á Junta para lhe dar execução, nem pelo Ministerio, nem pela Camara da Côrte, nem por outra alguma Autoridade; foi sim remettido com Portaria do Ministro do Imperio ás Camaras Municipaes da provincia, ou porque o Ministerio se não quizesse expôr a objecções da Junta, ou porque conhecesse que essa direcção e incumbencia exclusiva ás Camaras era a mais obvia e ajustada segundo as doutrinas populares e constitucionaes ou por ambas estas e quaesquer outras rasões. Discutida em sessão a resposta do Ministerio e a existencia e execução do Decreto de 3 de Junho, resolveo a Junta que as Camaras intelligenciassem os povos de que, logo que chegassem da Côrte as Instrucções para a eleição dos Deputados para a Assembléa Constituinte Brazilica, seriam convocadas para deliberarem o que lhes convinha, e procederem em consequencia á nomeação, quer de Procuradores de provincia, quer dos {{Cph|Depu|Deputados}}<noinclude></noinclude> gctvxtc399m4qr93gswwdjdggf8kqv5 Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/127 106 258826 565481 2026-10-08T22:22:54Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{tph|tados}} á Assembléa Constituinte. São estes os respectivos documentos: « Manda S. A. R. o Principe Regente, pela Secretaria de Estado dos Negocios do Reino, participar á Junta Provisoria do Governo da Provincia de Pernambuco, que lhe foram presentes os seus officios de 18 e 26 de Março deste anno. « No primeiro louva a Junta, com expressões proprias do seu zelo pelo bem da Patria, a grandiosa resolução de S. A. R. {{w|Dia do Fi... 565481 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude>{{tph|tados}} á Assembléa Constituinte. São estes os respectivos documentos: « Manda S. A. R. o Principe Regente, pela Secretaria de Estado dos Negocios do Reino, participar á Junta Provisoria do Governo da Provincia de Pernambuco, que lhe foram presentes os seus officios de 18 e 26 de Março deste anno. « No primeiro louva a Junta, com expressões proprias do seu zelo pelo bem da Patria, a grandiosa resolução de S. A. R. {{w|Dia do Fico|ficar no Brazil}}, tão necessaria para a união das provincias entre si, como para os dous reinos; censura com intelligencia e acerto a funesta medida de enviar Portugal tropas para o Brazil, e declara por atiladas rasões, inconveniente e monstruosa a forma dada pelo Soberano Congresso aos Governos Provinciaes deste Reino. « No segundo expõe os motivos que a determinam a demorar a execução do Decreto de 16 de Fevereiro, até que chegue resolução das Côrtes sobre este objecto. E Tomando S. A. R. na devida consideração os referidos motivos, não Entende que elles assentem em solidas bases: e Inclina-se a pensar que se derivam talvez de excesso de desconfiança, sucitada por alguns escriptos indiscretos, mas que deve desvanecer-se pela marcha regular e constitucional do Governo, cujos trabalhos constantemente se dirigem a fazer gosar o Brazil do fructo inestimavel da liberdade bem entendida, que só póde produzir a arvore preciosa da Constituição. Não Vê S. A. R., como parece á Junta, que se encontrem as disposições do Decreto com as attribuições do Soberano Congresso,<noinclude></noinclude> boa0ak3wm2s1q7uai4h07u3by5f0mp0 Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/128 106 258827 565482 2026-10-08T22:30:08Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: não havendo nelle nada de legislativo. Achando-se á testa do Governo das Povincias Austraes do Brazil, e confiando que as Septentrionaes em breve se lhe hão de unir para se formar de todas uma só familia, julgou indispensavel para o acerto das providencias que lhe cumpre dar como Chefe do Poder Executivo, ter junto de si quem lhe mostrasse as necessidades das differentes provincias, e lhe indicasse, segundo as varias circumstancias de... 565482 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude>não havendo nelle nada de legislativo. Achando-se á testa do Governo das Povincias Austraes do Brazil, e confiando que as Septentrionaes em breve se lhe hão de unir para se formar de todas uma só familia, julgou indispensavel para o acerto das providencias que lhe cumpre dar como Chefe do Poder Executivo, ter junto de si quem lhe mostrasse as necessidades das differentes provincias, e lhe indicasse, segundo as varias circumstancias de cada uma, os remedios mais accommodados á natureza do mal. Guiado por este luminoso principio, Decretou a formação do Conselho de Procuradores Geraes de Provincia, não para fazer leis, porque estas são da competencia exclusiva da Assembléa dos Representantes da Nação, mas para julgar das que se fizessem nas Côrtes de Lisbôa, onde, por desgraça, sobejas vezes se entende que, sem dinstincção, póde servir no Brazil a legislação accommodada ao terreno de Portugal, e para promover dentro dos limites do Poder Executivo todas as reformas e melhoramentos de que tanto precisa este vasto territorio, assaz e por longo tempo despresado pelos que tinham rigorosa obrigação de cuidar do seu engrandecimento e prosperidade. « Si os Ministros de Estado tem pelo Decreto assento e voto no Conselho, longe de ser esta prerrogativa, como receia a Junta, um meio de ressuscitar o antigo Despotismo Ministerial, é antes um providente recurso, que habilita os Procuradores a inquirir dos Ministros, face á face, as rasões de qualquer medida tomada ou proposta a rebater directamente seus argumentos e a convencel-os da<noinclude></noinclude> ghkb63dwidrka6v8w9jfjtd5xfpyjk8 Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/129 106 258828 565483 2026-10-08T22:37:02Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: falsidade dos seus principios ou da sua má fé; não sendo ao mesmo tempo de esperar de pessoas que devem ser escolhidas entre as mais distinctas em luzes, probidade e patriotismo, que tanto degenerem pela nomeação honrosa da sua provincia, que subscrevam cegamente á vontade dos Ministros, prejudicando os interesses dos seus constituintes, muito mais podendo estes removel-os desse mesmo cargo, que lhes conferiram. « Nem póde tambem dize... 565483 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude>falsidade dos seus principios ou da sua má fé; não sendo ao mesmo tempo de esperar de pessoas que devem ser escolhidas entre as mais distinctas em luzes, probidade e patriotismo, que tanto degenerem pela nomeação honrosa da sua provincia, que subscrevam cegamente á vontade dos Ministros, prejudicando os interesses dos seus constituintes, muito mais podendo estes removel-os desse mesmo cargo, que lhes conferiram. « Nem póde tambem dizer-se illusorio, como insinúa a Junta, o direito consultivo dos Procuradores, por depender da vontade do Ministerio a sua reunião em Conselho, porquanto no Decreto expressamente se declara que tambem se reunirão todas as vezes que o mesmo Conselho o julgar necessario, cuja declaração, ou antes segunda forma de o convocar para a sessão, destroe radicalmente a interpretação sinistra que se poderia dar á primeira, si fosse unica e como tal privativa do Ministerio. « Persuade-seS. A. R. que a licção mais reflectida do Decreto e a madura ponderação dos principios liberaes que o motivaram, serão sufficientes a acabar todas as suspeitas da Junta e a decidil-a a formar mais favoravel juizo das suas disposições: devendo ficar segura a mesma Junta que S. A. R. não estranhou nem estranhará nunca as reflexões que se lhe fizerem com tão sinceros e honrados sentimentos e desinteressado desejo de acertar, pois unicamente se dirigem seus fervorosos cuidados e fadigas a sustentar os direitos inauferiveis deste riquissimo Reino, firmar a sua união com Portugal em as bases perduraveis da {{Cph|igualda|igualdade}}<noinclude></noinclude> bbtaqlmw8ylv0e5zvpy59c9qi71e31n Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/130 106 258829 565484 2026-10-08T22:44:39Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{tph|de}} e da justiça, e promover, em fim, por todos os meios a felicidade geral, cujo supremo bem em vão se procurará sem a sujeição de todas as provincias a uma Autoridade Central, como a Junta reconhece, e da qual S. A. R. espera pela firme confiança que tem em suas luzes e patriotismo, que o ajudará pela parte que lhe toca, neste glorioso trabalho, de que depende a sorte futura do Brazil, digno por tantos titulos da mais elevada... 565484 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude>{{tph|de}} e da justiça, e promover, em fim, por todos os meios a felicidade geral, cujo supremo bem em vão se procurará sem a sujeição de todas as provincias a uma Autoridade Central, como a Junta reconhece, e da qual S. A. R. espera pela firme confiança que tem em suas luzes e patriotismo, que o ajudará pela parte que lhe toca, neste glorioso trabalho, de que depende a sorte futura do Brazil, digno por tantos titulos da mais elevada e permanente ventura. « Palacio do Rio de Janeiro em 27 de Maio de 1822. {{c|« ''[[Autor:José Bonifácio|José Bonifacio de Andrada e Silva]].'' »}} {{linha horizontal|2em}} « Sessão do dia 5 de Julho. « Aberta a sessão, disse o Presidente que, consando-lhe ter chegado a esta praça diversos impressos, remettidos directamente pela Camara do Rio de Janeiro á diversas Camaras desta provincia, contendo o seu Acto de Vereação de 23 de Março, a Proclamação de S. A. R. aos Brazileiros e os Seus Reaes Decretos de 1 e 3 de Junho do corrente e outros papeis relativos, sem serem comtudo por intervenção deste Governo, e sem que S. A. R. delles fizesse menção na Portaria de 27 de Maio passado, que fez expedir para esta Junta pela Secretaria de Estado dos Negocios do Reino; e considerando por um lado no seu fraco entender,<noinclude></noinclude> lj9i4ntkcyf6c2pyf1kd9fi651z9wyq Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/131 106 258830 565485 2026-10-08T22:52:06Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: e salvo o melhor juizo, que a organisação politica de um Conselho de Estado para coadjuvar o Poder Executivo no exercicio de suas funcções pertence ao Poder Legislativo, e que este reside na Nação, representada pelos seus Procuradores, legalmente eleitos; e que, supposto sejam sobremaneira respeitaveis as rasões que S. A. R. teve a bondade de mandar escrever em dita Portaria para desvanecer as duvidas que este Governo levára á sua Alta... 565485 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude>e salvo o melhor juizo, que a organisação politica de um Conselho de Estado para coadjuvar o Poder Executivo no exercicio de suas funcções pertence ao Poder Legislativo, e que este reside na Nação, representada pelos seus Procuradores, legalmente eleitos; e que, supposto sejam sobremaneira respeitaveis as rasões que S. A. R. teve a bondade de mandar escrever em dita Portaria para desvanecer as duvidas que este Governo levára á sua Alta Consideração em officio de 26 de Março, sobre a formula decretada em 16 de Fevereiro para a organisação de um Conselho de Estado no Rio de Janeiro, não convencem comtudo a elle Presidente, por lhe parecerem implicar contradição no systema constitucional, que o Poder Executivo determine a formula e attribuições de um Conselho de Estado, e que se reunam em uma mesma pessoa as attribuições de um seu Ministro de Estado com as de um Conselheiro de Estado; e considerando que a erecção de dois Poderes Legislativos e Executivos em uma mesma Nação, sem restricção alguma, envolve separação das suas partes constituintes, em cuja união existe a sua consideração, força e estabilidade; considerando ainda mais que, supposto as {{w|Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa|Côrtes Geraes Extraordinarias e Constituintes da Nação Portugueza}}, illudidas por alguns Aulicos, tenham aberrado muitas vezes do principio da reciprocidade de direitos proclamada, e que só póde firmar a união dos dous Reinos de Portugal e Brazil, acabava, todavia, de ver-se no parecer da Commissão, em prova, ou do reconhecimento dos nossos direitos ou da nossa força ou da necessidade da<noinclude></noinclude> 8b996way4v48bcoc34hg6vlrz5bia7o Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/132 106 258831 565487 2026-10-08T23:00:51Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: união que se annuiriam a todas as nossas reclamações, que não offendessem a essa união; considerando mais que, no caso de mallograda a via das reclamações e offendidos os direitos do Reino do Brazil, ou pela actual maioria dos Deputados de Portugal nas Côrtes Geraes Extraordinarias da Nação, ou pela falta de energia dos Deputados do Brazil, no cumprimento dos seus deveres, seria preciso primeiro retirar nossas procurações e nomear outr... 565487 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude>união que se annuiriam a todas as nossas reclamações, que não offendessem a essa união; considerando mais que, no caso de mallograda a via das reclamações e offendidos os direitos do Reino do Brazil, ou pela actual maioria dos Deputados de Portugal nas Côrtes Geraes Extraordinarias da Nação, ou pela falta de energia dos Deputados do Brazil, no cumprimento dos seus deveres, seria preciso primeiro retirar nossas procurações e nomear outros Deputados, ou deixar de os nomear, quando inuteis, para não os expôr aos furores de uma população brutal e desenfreada, exemplo de pessimas consequencias para espiritos irreflectidos e acostumados a generalisar os crimes particulares; considerando mais que, para se julgar elle Presidente desligado do juramento deobediencia ás Côrtes Geraes Extraordinarias e Constituintes da Nação Portugueza, dado á face do Grande Deus dos Exercitos em razão do seu cargo de Presidente deste Governo, é preciso que seja a esse fim dispensado pelos habitantes desta provincia, que de tal tarefa o encarregaram debaixo desse juramento; considerando por outro lado a necessidade de um Centro de Poder Executivo para a expedição dos Negocios deste Reino do Brazil, sem a triste necessidade de recorrer a Portugal para sua decisão, e de outro Legislativo para determinar sobre os objectos relativos á sua particular economia, administração e policia, e que não tocarem os interesses da communidade e o direito commum da nação: e considerando por outro lado a delicada posição em que se acha esta provincia, relativamente<noinclude></noinclude> m5abxitxteqzacoroc5awl0stdtxd7m Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/133 106 258832 565488 2026-10-08T23:26:06Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ás suas relações com Portugal e a provincia do Rio de Janeiro, que esta Junta, de que tenho a honra de ser Presidente, não se acha revestida da autoridade necessaria para decidir sobre ponto tão melindroso, e em que tanto interessa o bem ser e tranquilidade desta provincia; e que, quando a tivesse, pedia a prudencia que neste caso, por sua natureza tão arduo, consultasse a vontade dos seus habitantes para não comprometter ou o dever do... 565488 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude>ás suas relações com Portugal e a provincia do Rio de Janeiro, que esta Junta, de que tenho a honra de ser Presidente, não se acha revestida da autoridade necessaria para decidir sobre ponto tão melindroso, e em que tanto interessa o bem ser e tranquilidade desta provincia; e que, quando a tivesse, pedia a prudencia que neste caso, por sua natureza tão arduo, consultasse a vontade dos seus habitantes para não comprometter ou o dever do seu juramento ou o seu patriotismo de longo tempo conhecido, mormente quando S. A. R. nada directamente ordena sobre essa materia para podermos escudar com a nossa obediencia á falta dos nossos deveres; e finalmente que esses diversos impressos, não podendo chegar ao conhecimento de todos e podendo ser entendidos diversamente, podem produzir opiniões diversas, que só servem de promover intestinas discordias, que cumpre evitar; e que só se póde conhecer a vontade dos povos pela reunião de seus votos emittidos pelo seus representantes: por esta e outras rasões propunha que se convocassem os povos desta provincia para nomearem seus compromissarios, e estes eleitores de parochia, que revestidos de poderes ''ad hoc,'' decidissem a pluraridade de votos motivados e por escripta na Igreja Cathedral da Sé de Olinda, Capital da provincia, e na presença do mesmo Grande Deus dos Exercitos qual a sua vontade: 1.º relativamente ao Conselho de Estado e sua forma determinada pelo Decreto de 16 de Fevereiro, nomeando desde logo, no caso de ser pela affirmativa, os seus Procuradores a esse fim necessarios na forma do mesmo<noinclude></noinclude> il8lwqphgzilgh2z87mlqfi9atjjjzq Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/134 106 258833 565489 2026-10-08T23:33:25Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Decreto: 2.º relativamente á reunião de uma Assembléa Geral Constituinte e Legislativa, composta de Deputados de todas as provincias do Brazil para os fins que se declaram no Decreto de 3 de Junho, determinando desde logo, no caso de affirmativa, da sorte de seus Deputados nas Côrtes Geraes Extraordinarias e Constituintes da Nação Portugueza que se acham em Lisboa, e ficando entendidos que se farão publicas as instrucções a que se refe... 565489 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude>Decreto: 2.º relativamente á reunião de uma Assembléa Geral Constituinte e Legislativa, composta de Deputados de todas as provincias do Brazil para os fins que se declaram no Decreto de 3 de Junho, determinando desde logo, no caso de affirmativa, da sorte de seus Deputados nas Côrtes Geraes Extraordinarias e Constituintes da Nação Portugueza que se acham em Lisboa, e ficando entendidos que se farão publicas as instrucções a que se refere o mesmo Decreto para a nomeação dos Deputados da sobredita Assembléa Geral, logo que lhe forem transmittidas da parte de S. A. R. o Principe Regente do Reino do Brazil. « O Illm. Sr. Bento José da Costa, ouvida a proposta do Sr. Presidente, disse ser o seu voto, que, visto ter-se de esperar pelas Instrucções do Rio de Janeiro para a eleição dos Procuradores para a Assembléa Geral Braziliense, tambem a demore para o Conselho de Estado pelo motivo de não estar-se a incommodar os povos com multiplicadas eleições semrpe difficeis, attentas ás longitudes e tempo invernoso; e por quanto approvava as rasões expendidas em sua proposta pelo Illm. Sr. Presidente, era de voto tambem que se participasse immediatamente ás Camaras para mais o fazerem publico aos povos e estarem promptas á chegada das Instrucções e Ordem de S. A. R. « Disse o Illm. Sr. Joaquim José de Miranda que, como S. A. R. nada tinha determinado decididamente a este Governo, esperassemos suas ulteriores ordens para então sabermos determinar-nos, e que, caso houvesse urgencia para {{Cph|deli|deliberarmos}}<noinclude></noinclude> 6ocn4o3nw4gtvlz4p23jyku72hvs3ad Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/135 106 258834 565494 2026-10-09T01:07:41Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{tph|berarmos}} com antecipação, nada se fizesse sem se ouvirem todos os povos da provincia, depois de terem os Compromissarios elogiado os seus eleitores de parochia, para que juntos na Cathedral de Olinda manifestem a sua vontade, pois que estava persuadido que S. A. R. ama excessivamente os povos e deseja que lhe manifestem os seus desejos para deliberar em conformidade com elles. « O Illm. Sr. Antonio José Victoriano Borges de Fo... 565494 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude>{{tph|berarmos}} com antecipação, nada se fizesse sem se ouvirem todos os povos da provincia, depois de terem os Compromissarios elogiado os seus eleitores de parochia, para que juntos na Cathedral de Olinda manifestem a sua vontade, pois que estava persuadido que S. A. R. ama excessivamente os povos e deseja que lhe manifestem os seus desejos para deliberar em conformidade com elles. « O Illm. Sr. Antonio José Victoriano Borges de Fonseca disse ser o seu voto sobre o 1.º artigo da proposta do Sr. Presidente, que, tendo já levado á presença de S. A. R. o Principe Regente do Brazil, Lugar Tenente de El-Rei, o Sr. D. João VI, as duvidas que achamos no Decreto para a nomeação de Deputados para um Conselho de Estado, não só se faça publica a resposta de S. A. R. Regente do Brazil, mas officialmente se communique ás Camaras, ás quaes este Governo já tinha consultado sobre as duvidas do dito Decreto, e que se esperasse a ultima Resolução de S. A. R. a quem este Governo acaba de enviar um Membro Deputado. Votava para o 2.º artigo da proposta a respeito da Assembléa Geral do Brazil; como não lhe constava que a provincia, mesmo a do Rio de Janeiro, e as mais tinham nomeado Deputados a este fim, e não tendo este Governo ordens de S. A. R. o Principe Regente Constitucional do Brazil e Lugar Tenente de El-Rei Constitucional o Sr. D. João VI para se proceder á nomeação de Deputados para a dita Assembléa Brazilica, se communicasse ás Camaras o estado em que se acham os negocios politicos, para que, {{Cph|in|instruidos}}<noinclude></noinclude> idkww7algxrapoy3s56jkadfuyiwgtr Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/136 106 258835 565495 2026-10-09T01:16:55Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{tph|struidos}} os povos das suas circumstancias, possam votar por uma forma legal logo que chegarem as ordens de S. A. R., e que deste procedimento désse este Governo parte ao Soberano Congresso, ao Sr. Rei Constitucional, para que com uma união, não só das provincias do Brazil entre si, mas de toda Nação, se promova a felicidade dos Portuguezes de ambos os hemispherios. « Disse o Illm. Sr. Dr. Manoel Ignacio de Carvalho que o seu v... 565495 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude>{{tph|struidos}} os povos das suas circumstancias, possam votar por uma forma legal logo que chegarem as ordens de S. A. R., e que deste procedimento désse este Governo parte ao Soberano Congresso, ao Sr. Rei Constitucional, para que com uma união, não só das provincias do Brazil entre si, mas de toda Nação, se promova a felicidade dos Portuguezes de ambos os hemispherios. « Disse o Illm. Sr. Dr. Manoel Ignacio de Carvalho que o seu voto é que para maior brevidade se escreva ás Camaras todas ou á da cidade para esta se communicar com as outras, expondo-lhes qual é o estado actual das cousas, os diversos lados por onde se podem considerar as hypotheses politicas, para que cada uma dellas, pondo editaes por tempo de oito ou dez dias, convoque os cidadãos, e em acto solemne e solemnissimo recebam os pareceres dos cidadãos sobre qual seja a sua vontade lembrando-lhes que acerca da nomeação de Procuradores ainda esperamos illustrações e as ultimas ordens de S. A. R.; e acerca da eleição de Deputados para a Assembléa Geral ainda não ha instrucções nem mesmo ordens de S. A. R., e para que, ouvidos acerca dos impressos que apparecem, estejam de accordo no que devem fazer quando S. A. R. mandar executar os Decretos; e que depois remettam os pareceres para serem impressos, e deste modo á vista do que a maioria dos votos seguir, saber o Governo deliberar sobre a reunião dos povos para seus eleitores. « Disse o Sr. Secretario Laurentino Antonio Moreira de Carvalho que, sendo as rasões {{Cph|allega|allegadas}}<noinclude></noinclude> 5trf4xnwm40baja5lsutxnbtxtc69q8 Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/137 106 258836 565496 2026-10-09T01:27:53Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{tph|das}} pelo Illm. Sr. Presidente, no preambulo da sua proposta de muito peso e dignas da attenção seria de todo Pernambucano que ama a sua patria e receia vel-a compromettida na crise perigosa dos negocios politicos, principalmente quando pelas noticias ultimas a provincia parece estar bem acceita ao Governo de Portugal e ás Côrtes Geraes, e pelo Rio de Janeiro respeitada, em consequencia do modo prudente com que se tem dirigido n... 565496 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude>{{tph|das}} pelo Illm. Sr. Presidente, no preambulo da sua proposta de muito peso e dignas da attenção seria de todo Pernambucano que ama a sua patria e receia vel-a compromettida na crise perigosa dos negocios politicos, principalmente quando pelas noticias ultimas a provincia parece estar bem acceita ao Governo de Portugal e ás Côrtes Geraes, e pelo Rio de Janeiro respeitada, em consequencia do modo prudente com que se tem dirigido nas delicadas circumstancias do tempo, todavia, porque é preciso declarar-se, e esta declaração deve ser a expressão da vontade geral dos povos e não decisão do Governo ou manobra de alguns espiritos mais resolutos ou temerarios, é o seu voto que se officie immediatamente ás Camaras da provincia com a exposição imparcial do estado dos negocios, determinando-se que ellas, ouvindo os seus Comarcãos, muito principalmente os proprietarios, declararem a sua vontade: 1.º sobre a execução do Decreto para a formação do Conselho de Estado; e porque póde ser que não haja unanimidade, e nesse caso umas Camaras procederiam logo á eleição dosCompromissarios,eleitores de parochia,&c., quando outras descançariam porque seguiam a negativa, era de parecer que ellas indiquem primeiro o seu voto, ou ao Governo, ou á Camara da Capital, onde, depois de apurados, se expeçam as ordens para a convocação de eleitores; e requer que essas ordens sejam expedidas com instancia, logo que constar da vontade de cinco Camaras. E 2.º sobre a convocação da Assembléa Geral Brazilica; e por quanto esta poderá parecer implicar com a assistencia dos nossos Deputados em as Côrtes<noinclude></noinclude> guls1vfzyeo8m95uofwde0uwh6lkmpm Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/138 106 258837 565497 2026-10-09T01:38:50Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Geraes, &c., não é de voto, que se proceda logo á eleição dos Procuradores para a referida Assembléa, 1.º porque este Governo não recebeo ordem de S. A. R. para esse fim; 2.º porque verdadeiramente não se sabem as attribuições da Assembléa para poder-se autorisar os procuradores; e 3.º porque, quando a juncção desta Assembléa seja interpretada, como uma secção do Brazil á união de Portugal, podem seguir-se funestas consequencias, é nec... 565497 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude>Geraes, &c., não é de voto, que se proceda logo á eleição dos Procuradores para a referida Assembléa, 1.º porque este Governo não recebeo ordem de S. A. R. para esse fim; 2.º porque verdadeiramente não se sabem as attribuições da Assembléa para poder-se autorisar os procuradores; e 3.º porque, quando a juncção desta Assembléa seja interpretada, como uma secção do Brazil á união de Portugal, podem seguir-se funestas consequencias, é necessario que os povos considerem primeiro maduramente nessas consequencias antes de pôrem em acto a sua vontade para não se queixarem de precipitação ou contra o Governo. « Sobre o destino dos nossos Deputados em Côrtes &c., como as outras provincias do Sul tambem tem os seus lá, não julgava deverem ser retirados precipitadamente, e devem seguir a sorte dos outros Deputados Brazileiros. « Depois de ouvidos os referidos votos, ficou decidido que se officiasse ás Camaras para pôrem os povos em intelligencia de que, logo que chegassem as instrucções, seriam convocados para deliberarem o que lhes convinha, e procederem em consequencia á nomeação dos seus Procuradores, quer para o Conselho do Estado, quer para a Assembléa Geral Brazilica. « E deu-se a sessão por concluida. Gervasio Pires Ferreira, Presidente. Bento José da Costa. Joaquim José de Miranda. Antonio José Victoriano. Manoel Ignacio de Carvalho. {{Cph|Lau|Laurentino}}<noinclude></noinclude> j7hd9foeufye0fhccdqdb27ou793d9r Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/139 106 258838 565499 2026-10-09T02:02:19Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{tph|rentino}} Antonio Moreira de Carvalho, Secretario. » {{linha horizontal|2em}} E quem dirá que a Junta, em negocio tão insolito e primario, não adoptou o arbitrio mais justo e liberal, o arbitrio impreterivel mesmo? Em emergencia tão original e ardua, quanto é a independencia politica de um povo e a Constituição de um novo Estado, do voto geral da provincia os Membros da Junta deviam receber o impulso e ceder-lhe, e não impôr a... 565499 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude>{{tph|rentino}} Antonio Moreira de Carvalho, Secretario. » {{linha horizontal|2em}} E quem dirá que a Junta, em negocio tão insolito e primario, não adoptou o arbitrio mais justo e liberal, o arbitrio impreterivel mesmo? Em emergencia tão original e ardua, quanto é a independencia politica de um povo e a Constituição de um novo Estado, do voto geral da provincia os Membros da Junta deviam receber o impulso e ceder-lhe, e não impôr a sua opinião e submetter a ella a provincia, quanto mais que ninguem preceituava, nem mesmo requeria de um modo solemne e crucial á Junta o ingerir-se esta e pôr-se á testa da execução do Decreto, de um modo que, sem mais dependencia do que a sua adherencia e vontade, elle se tornasse effectivo em Pernambuco. Nem foi só a Junta do Governo da provincia que entendeo e resolveo ser uma semelhante mudança o innovação na ordem publica da exclusiva competencia e iniciativa do povo, e que por conseguinte se devia deixar e entregar á sua livre vontade e deliberação o seu conhecimento e adopção ou não; as Camaras Municipaes da Capital e da cidade do Recife, Municipio em tudo o mais consideravelda provincia, assim o entenderam e authenticamente o declararam ainda sem terem conhecimento official da resolução da Junta provisoria. Tendo, pois, esta officiado ás Camaras na conformidade resolvida em sessão, deo conta do seu proceder ao Principe Regente e ás Côrtes,<noinclude></noinclude> 63e8fqjs2ik1sr2n7vbi5ftvqbcyxsk Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/140 106 258839 565500 2026-10-09T02:26:23Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: como vemos das interessantes peças que passamos a transcrever em seguida aos officios da Camaras de Olinda e do Recife, de que acima fallamos.<ref name="p140"> « Illms. e Exms. Srs. A Camara da cidade de Olinda acaba de receber da Camara do Rio de Janeiro os Decretos de S. A. R. e a representação e Falla da mesma Camara ao mesmo Real Senhor, e igualmente uma Felicitação da referida Camara a este Senado pelo Desembargador Bernardo José... 565500 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" /></noinclude>como vemos das interessantes peças que passamos a transcrever em seguida aos officios da Camaras de Olinda e do Recife, de que acima fallamos.<ref name="p140"> « Illms. e Exms. Srs. A Camara da cidade de Olinda acaba de receber da Camara do Rio de Janeiro os Decretos de S. A. R. e a representação e Falla da mesma Camara ao mesmo Real Senhor, e igualmente uma Felicitação da referida Camara a este Senado pelo Desembargador Bernardo José da Gama; e em consequencia de tudo isto tem este Senado acordado expôr a V. Excs. seus sentimentos que são os seguintes: <br> Que não desconhece a necessidade da convocação de uma Assembléa Representativa e Legislativa no Brazil para melhormente e com conhecimento de causa se tratar dos negocios e interesses do Brazil, porque só um dono de casa é que melhormente pode conhecer e applicar os meios conducentes para sua felicidade e augmento, porem que, como este negocio é da provincia, á provincia é que compete decidir; portanto este Senado é de parecer que V.Excs.quanto antes se dignem convocar uma Assembléa Geral Constituinte desta provincia, composta de todas as Camaras da provincia por si, ou por seus Procuradores, aquellas que não puderem comparecer, as quaes, depois de ouvirem as opiniões de seus respectivos povos, se ajuntarão em um lugar destinado por V. Excs. para deliberarem sobre este importante objecto o que mais convier aos interesses desta provincia, sendo V. Excs. o Presidente desta Assembléa. <br> Talvez que o parecer deste Senado fundado na razão e nos verdadeiros principios constitucionaes não seja adoptado; porém este Senado, como {{Cph|com|composto}} </ref> {{nop}}<noinclude></noinclude> 6bq0ag6oxm71tsrlr31ykfr2piyclf5 Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/394 106 258840 565502 2026-10-09T08:58:30Z MLReis 41056 /* Revista */ Google OCR conferido com a imagem; lemas, categorias gramaticais e definições formatados. 565502 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="MLReis" />{{Cabeçalho|186|ALB|ALB}}</noinclude>{| style="width:100%; border-collapse:collapse; font-family:serif; line-height:1.25; text-align:justify" | style="width:50%; vertical-align:top; padding-right:1em" | <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:0"> nho, e outros a ''albardavão'' com ſuas veſtiduras. <span style="font-variant:small-caps">Gil Vic.</span> Obr. 4, 223 ℣ Em fim vou eu muito aſinha Empenho huma ſella, que tinha, E ''albardo'' o meu cavallo, E foime forçado alugalo Pera acarretar farinha, E fiquei desbaratado. <span style="font-variant:small-caps">Const. de Evor.</span> 9, 5 E aſſi defendemos, que nenhuma peſſoa ''albarde'' beſta pera trabalhar os ditos dias. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. {{Def|Lograr, enganar groſſeiramente.}} <span style="font-variant:small-caps">Eufros.</span> 5, 3 Aqui quebrárão hum pote. Porque ''albardárão'' o do picóte. <span style="font-variant:small-caps">Prest.</span> Aut. 170 Porque elle, porque o da janella, Sua mulher o ''albardou'', E ficou ſeu burro della. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> T. de Cozinheiro. {{Def|Embrulhar ou cobrir alguns manjares com óvos batidos, farinha &c.}} <span style="font-variant:small-caps">Dom. Rodrig.</span> Art. 78 Cozidas e fritas as mãos de vitéla, ſe ''albardarão'' em óvos. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBARDEIRA.}} (roſa) Vej. Roſa. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBARDEIRO.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Official, que faz albardas.}} <span style="font-variant:small-caps">Gil Vic.</span> Obr. 4, 242 Sua mãi era parteira, E ſeu pai era ''albardeiro''. <span style="font-variant:small-caps">Fr. Nic. de Oliv.</span> Grandez. 4, 8 ''Albardeiros'' dezeſſete. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. <span style="font-variant:small-caps">Gil Vic.</span> Obr. 4, 243 ℣ Muito me eſpanto eu Do mundo tão ''albardeiro'', Que por eu ſer prazenteiro, Me tem todos por ſandeu, E por ſeſudo Janeiro. (Falla Maio.) </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. e vulg. {{Def|Official imperfeito no ſeu officio, que faz groſſeira e toſcamente as ſuas obras.}} <span style="font-variant:small-caps">Blut.</span> Vocab. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Adag. Officio de ''albardeiro'' mette palha, e tira dinheiro. <span style="font-variant:small-caps">Delic.</span> Adag. 148. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBARDILHA.}} {{catgram|s. f.}} dim. de Albarda. <span style="font-variant:small-caps">Goes</span>, Chr. de D. Man. 1, 35 Ha muitos bois manſos e gordos, os quaes os Negros trazem com humas ''albardilhas'' de feição das Caſtelhanas. <span style="font-variant:small-caps">Capit. de Cort.</span> 27, 68 ℣ Hei por bem e mando, que... nenhuma peſſoa... poſſa andar, nem ande em mulla, nem macho com ſella, nem freio: nem com andilhas, nem com albarda com freio: nem com ''albardilha'' ſem freio. <span style="font-variant:small-caps">Sant.</span> Ethiop. 2, 4, 7 Deſtes bois ſe ſervem os Mouros, aſſi pera carga, como pera cavallarias, aos quaes põe ſuas ''albardilhas'', e furãolhe as ventas. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> T. de Caça. {{Def|Certa armadilha, que ſe faz de fios de arame delgado, e de ſedas de cavallo, para ſe tomarem falcões.}} <span style="font-variant:small-caps">Fernand. Ferr.</span> Art. 5, 15 A ''albardilha'', poſtoque ſeja ordinaria entre os Caçadores... me pareceo mui neceſſario ſer ſabida de todos. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBARDINHA.}} {{catgram|s. f.}} dim. de Albarda. <span style="font-variant:small-caps">Tenreir.</span> Itin. 43. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBARDURA.}} {{catgram|s. f.}} antiq. {{Def|O meſmo que Albardadura}} <span style="font-variant:small-caps">Vit. Christ.</span> 3, 26, 65 ℣ E trouverom a aſna c'o burro, e poſeromlhe as ſuas veſtiduras na ''albardura'', e fezeromno aſſentar em cima. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBARRÃA}} [cebola] Vej. Cebola. Do Arabig. ''Albarran'', couſa do campo. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBARRADA.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|Reparo ou defenſa, feito de pedras para cobrirſe ou defenderſe na guerra, ou para cercar e reſguardar as herdades.}} Segundo o Diccionario Caſtelhano, he voz compoſta do artigo ''al'' e do arábigo ''barrada'', que ſignifica cobrir e occultar. Particularmente ſe deo eſte nome a certa maquina de guerra, de que os Turcos ſe ſervirão no cerco de Rhodes. <span style="font-variant:small-caps">Castanh.</span> Hiſt. 6, 108 Eſte artificio foi huma ''albarrada'', a que por outro nome chamão montanha, de que o Turco uſou no cerco de Rhodes, onde eſte Ceziliano ſe achou, como diſſe. E eſtas ''albarradas'' são ſerras d'arêa, de pedras, e de rama, tudo miſturado, que os gaſtadores, que andão nos campos, levão diante de ſi com pás e enxadas até as igualarem com os muros das Fortalezas ou Cidades, que tem cercadas: e iſto pera lhes embaraçarem os pelouros da artilharia, e elles ſe cobrirem a ſeu ſalvo. <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Dec. 3, 9, 8 Até vir a fazer aquellas grandes ''albarradas'', que elle apprendeo no cerco de Rhodes, quando o Turco o tomou. As quaes ''albarradas'' são humas ſerras de ajuntamento de terra, que trazem ante ſi, e vemſe com ella emparando, que lhe não faça nojo a artilharia de dentro a fortaleza, até que vem iguar a ſerra com o muro: e ainda pera ficarem mais ſenhores dos de dentro, ſempre a ſerra he mais alta, que o meſmo muro. <span style="font-variant:small-caps">Andrad.</span> Chr. 1, 83 Fizerão de noite com aſſás de trabalho ſobre o muro da banda da ''albarrada'' (que eſte nome tinha antre elles aquella ſerra) huma forte tranqueira. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Ant. {{Def|Vaſo com azas para agoa.}} Do Arab. ''Albarrada'', vaſo de barro ou de louça da India, em que ſe mettem flores. <span style="font-variant:small-caps">Cancion.</span> 218, 1 E eſtareis aſſentado N'hum tanho de Santarem, Por vos tudo ſaber bem, O copo ſerá quebrado, E ''albarrada'' tambem. <span style="font-variant:small-caps">Castanh.</span> Hiſt. 3, 131 Dezoito covados de grãa e huma ''albarrada'' de pra- </p> | style="width:50%; vertical-align:top; padding-left:1em" | <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:0"> ta. <span style="font-variant:small-caps">Albuq.</span> Comm. 3, 36 Hum bacio de agoa ás mãos de baſtiães, e duas ''albarradas'' do meſmo theor. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Armer. <span style="font-variant:small-caps">Fr. Leão</span>, Bened. 2, 2. Append. Trazem por armas em campo vermelho duas ''albarrachas'' de prata (Aſſim eſcrito talvez por erro em lugar de ''albarradas''.) </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBARRADO, A.}} {{catgram|adj.}} ant. e pouc. uſ. <span style="font-variant:small-caps">Prov. da Hist. Gen.</span> 3, 4, 149. p. 145. ann. 1545 O refeitorio he huma caſa muito honrada, e tem todolos aſſentos eſteirados e ''albarrados''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBARRANA.}} [torre] {{Def|A que por intervallos ſe punha antigamente nas muralhas, e era a modo de baluarte mui forte.}} Tambem ſe dava eſte nome a outra eſpecie de torres, que ſe fabricavão apartadas dos muros das Cidades ou povoações, e ſervião não ſó de defenſa, mas tambem de atalaia para deſcobrir o campo. Do Arab. ''Albarráa''. <span style="font-variant:small-caps">Barreir.</span> Chorogr. 51 ℣ Muros de pedra e cal, torreados com ſuas torres, a que elles chamão ''Albarranas''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBECORQUE.}} {{catgram|s. m.}} Vej. Albricoque. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBERGADO, A.}} {{catgram|p. p.}} de Albergar. <span style="font-variant:small-caps">Fr. Marc.</span> Chr. 2, 10. cant. 25. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBERGADOR.}} {{catgram|s. m.}} {{lema|ORA}} {{catgram|f.}} pouc. uſ. {{Def|O que ou a que agaſalha ou hoſpeda.}} <span style="font-variant:small-caps">Matt.</span> Jeruſ. 14, 50 Sabei que em nós tenazes e tyrannos Depois os teve ''alvergadora'' infida. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBERGAMENTO.}} {{catgram|s. m.}} antiq. e pouc. uſ. {{Def|Acção e effeito de albergar.}} <span style="font-variant:small-caps">Vit. Christ.</span> 1, 55, 163 ℣ E pois que o recebimento daquelles ſerá galardoado, muito mais o ſerá o ''albergamento'' e recebimento dos diſcipulos de Chriſto. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBERGAR.}} {{catgram|v. a.}} {{Def|Agaſalhar, hoſpedar, dar albergue ou pouſada.}} <span style="font-variant:small-caps">Azur.</span> Chr. 3, 91 Empero com grande alegria ''albergavão'' os Mouros, huns pola eſperança, que tinhão do ganho, que havião de haver por ſeu reſgate, outros por ſerviço, que eſperavão delles. <span style="font-variant:small-caps">F. Alv.</span> Inform. 9 Em a qual povoa eſtão Frades do dito Moſteiro, que ''albergão'' hi ſuas vaccas. <span style="font-variant:small-caps">Matt.</span> Jeruſ. 1, 84 Porque vê que a Cidade ''alverga'' hum mixto De povo, que tem rito e fé contraria. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. <span style="font-variant:small-caps">Fr. Marc.</span> Chr. 2, 10. cant. 2 A fama ''alverga'' grão ſomma Da hypocreſia em verdade. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Albergar.}} com {{catgram|pron. peſſ.}} {{Def|Pouſar, agaſalharſe, hoſpedarſe.}} <span style="font-variant:small-caps">Matt.</span> Jeruſ. 1, 20 Parte nas tendas, parte ''ſe alvergárão'' No giro, outros Tortóſa recolhia. <span style="font-variant:small-caps">M. Fernand.</span> Alm. 2, 1, 22. n. 146 Iſto he, dos máos coſtumes, que como féras, ſe encovão de maneira, que com muita vigilancia e perigo ſe extrahem das almas, em que ''ſe alvergão''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Albergar.}} {{catgram|neutr.}} {{Def|Tomar albergue ou pouſada.}} <span style="font-variant:small-caps">Bernard. Rib.</span> Menin. 2, 56 ''Albergárão'' em huma floreſta. <span style="font-variant:small-caps">Lob.</span> Cort. 1, 6 Certos ſoldados, que ''albergavão'' juntos, trazião entre as armas hum livro de Cavallarias. <span style="font-variant:small-caps">Orient.</span> Luſit. 85 Onde já eſtavão os paſtores, que nelle [valle] a noite d'antes ''albergárão''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Dos animaes. <span style="font-variant:small-caps">Orient.</span> Luſit. 58 Onde então, por ſer já entrada a primavera, as vaccas dos paſtores comarcãos as mais das noites ''albergavão''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBERGARIA.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|Caſa, pouſada ou eſtalagem, onde ſe dá hoſpedagem aos paſſageiros, principalmente pobres, que alli ſe recolhem por caridade.}} <span style="font-variant:small-caps">Mend. Pint.</span> Peregr. 81 Seria huma hora da noite, quando chegámos ao lugar, onde eſtava eſta caſa da ''albergaria''... e nella achámos quatro homens, a cujo cargo eſtava, os quaes nos agaſalhárão com muita caridade. <span style="font-variant:small-caps">Luc.</span> Vid. 2, 12 As obras públicas, como abrir póços... fazer ''albergarias''. <span style="font-variant:small-caps">Esper.</span> Hiſt. 1, 1, 41. n. 1 Ahi lhe fizerão doação d'hum hoſpital, por outro nome ''albergaria'', no qual ſe recolhião os pobres, que paſſavão de caminho. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBERGUE.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Caſa, pouſada ou outro qualquer ſitio ou lugar, onde alguem ſe agaſalha, recolhe ou abriga das injurias do tempo.}} Alguns modernamente mudão o b em v, e eſcrevem Alvergue. Talvez ſuppondo com Covarrubias, que vem do Lat. ''Vergere''. Porém a formarſe do Arabigo, como he mais provavel, parece ſe lhe deve conſervar o b, e da meſma ſorte nos ſeus derivados, ſegundo qualquer das duas etymologias, que cita o meſmo Covarrubias. Huma dellas he do P. Guadix, que diz formarſe do nome Arabigo ''barga'', que ſignifica choça, ou caſa palhoça; e a outra he de Diogo de Urrea, que diz deduzirſe do verbo Arabigo ''berge'', que quer dizer deſcançar, aquietarſe, recolherſe, ajuntarſe. <span style="font-variant:small-caps">Orient.</span> Luſit. 25 Recolhidos nos ſeus ''albergues'', derãoſe ao repouſo coſtumado. <span style="font-variant:small-caps">Tell.</span> Hiſt. 4, 8, </p> |}<noinclude>{{Cabeçalho|||322}}</noinclude> chtz7g3r6jvmd1vx6w3vq6igxcmn5yp Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/395 106 258841 565503 2026-10-09T09:02:22Z MLReis 41056 /* Revista */ Google OCR conferido com a imagem; lemas, categorias gramaticais e definições formatados. 565503 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="MLReis" />{{Cabeçalho|ALB|ALB|187}}</noinclude>{| style="width:100%; border-collapse:collapse; font-family:serif; line-height:1.25; text-align:justify" | style="width:50%; vertical-align:top; padding-right:1em" | <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:0"> 322 Reſpondem, pera que o defunto, que era coſtumado áquelles lugares, não torne a elles, convidado do antigo ''albergue''. <span style="font-variant:small-caps">M. Bern.</span> Medit. 9, 1 E ſe forão recolher ao portal ou lapa, que eſtava fóra dos muros, e ſervia de ''albergue'' a alguns ruſticos, ou aos animaes do campo. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. <span style="font-variant:small-caps">Sá de Men.</span> Mal. 2, 64 O Sol logo traz ella ſe levanta, E alegre ſahe do claro ''albergue'' fóra. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Covil, cova, lapa, ou outra alguma paragem, em que os animaes, e eſpecialmente as féras, ſe recolhem e abrigão do máo tempo.}} <span style="font-variant:small-caps">Acad. dos Sing.</span> 1, 4, Oraç. E ſendo para eſtes [animaes] pequena eſfera o dilatado campo, brotava para todos o ſuſtento, ſervindolhe juntamente de ''albergue''. <span style="font-variant:small-caps">Chag.</span> Obr. 1, 11, 11 Conhece a ovelha o ſeu paſtor, a féra ruda o ſeu ''albergue''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Epith. ''Ameno.'' <span style="font-variant:small-caps">Orient.</span> Luſit. 113. ''Claro'' (do Sol) <span style="font-variant:small-caps">Sá de Men.</span> Mal. 2, 64. ''Deleitoſo.'' <span style="font-variant:small-caps">Orient.</span> Luſit. 113. ''Eſpaçoſo.'' <span style="font-variant:small-caps">M. Fernand.</span> Alm. 2, 1, 17. n. 43. ''Pequeno.'' <span style="font-variant:small-caps">Tell.</span> Chr. 2, 4, 23. n. 3. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBERGUEIRO.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|O que alberga.}} <span style="font-variant:small-caps">Sá de Mir.</span> Vilhalp. 5, 5 Nunca ouviſte dizer que em caſa do ''albergueiro''? <span style="font-variant:small-caps">Carv.</span> Chorogr. 3, 2, 8. c. 25 Tem huma Freguezia annexa... aonde apreſenta o Curado, que renderá duzentos mil reis, e dous ''Albergueiros''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBERNO'S.}} {{catgram|s. m.}} ant. Vej. Albornós, e he como hoje ſe diz. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBETOÇA.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|Certa embarcação da India.}} <span style="font-variant:small-caps">Sous. Coutinh.</span> Cerc. 1, 23 As peſſoas que havião d'eſtar em os bateis, de mantas, e ''albetoças'', e outros navios. <span style="font-variant:small-caps">Castanh.</span> Hiſt. 8, 33 Capitães de duas ''albetoças'', que levava cada huma hum eſpalhaſato. <span style="font-variant:small-caps">Andrad.</span> Cerc. 2, 6, 3 Nada Antonio de Sá traz eſtes tarda Que huma grande ''albetoça'' vai mandando. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBICORCE.}} {{catgram|s. m.}} ant. {{Def|O meſmo que Albricoque.}} <span style="font-variant:small-caps">Guerreir.</span> Rel. 4, 3, 9. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBIGENSE.}} {{catgram|adj.}} de huma tem. Applicaſe ao hereje de huma ſeita, que ſe levantou na Cidade de Albis ou Albiga na França no principio do ſeculo XIII. Tambem ſe uſa como {{catgram|ſubſtantivo.}} <span style="font-variant:small-caps">Ros.</span> Hiſt. 2, 82, 2 Neſte tempo mandou o Papa Innocencio terceiro prégar a cruzada contra os hereges ''Albigenſes''. <span style="font-variant:small-caps">Brand.</span> Mon. 4, 12, 22 Outros [herejes] mais prejudiciaes ſe levantárão neſte meſmo tempo, os quaes de huma terra de França por nome Albi, onde tiverão principio, ſe chamarão Albienſes ou ''Albigenſes''. <span style="font-variant:small-caps">Vieir.</span> Serm. 9. do Roſ. 11, 2, 396 Só na Lombardia converteo São Domingos por meio do Roſario mais de cem mil hereges ''Albigenſes''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBITOÇA.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|O meſmo que Albetoça.}} <span style="font-variant:small-caps">Cout.</span> Dec. 4, 7, 4. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBOCORA.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|O meſmo que Albacora.}} <span style="font-variant:small-caps">Sant.</span> Ethiop. 1, 3, 18. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBOGUE.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Certo inſtrumento muſico paſtoril, de vento, e que ſe toca com a bocca.}} Conſta de dous extremos iguaes de corno, que recebido pelo mais delgado em hum fundamento de madeira em hum deſtes, por donde ſe aſſopra, tem duas flautinhas de canna, que envião ao outro extremo o vento, e o ſom por duas cannas iguaes, cada huma com tres buracos, nos quaes com os dedos de ambas as mãos ſe ordena o tom e compaſſo, ajudados do maior ou menor impulſo do ſopro. Covarrubias citando a Urréa, diz ſer vocabulo corrompido de ''albuque'', que na ſua terminação Arabiga ſe diz ''oucum'', que val tanto como trombetinha ou inſtrumento de bocca para tocar. O P. Guadix o deriva da voz Arabiga ''buque'', que ſignifica gaita, e o Diccion. Caſtelh. diz que ſe tomára de ''albuaq'', que quer dizer flauta. <span style="font-variant:small-caps">Acad. dos Sing.</span> 1, 15, Oit. Ó tu, que viſte Deſte miſero boſque o deſcontento, Se de algum Fauno o inſtrumento ouviſte, Que acompanhe, te peço que lhe rogues, Minha ruſtica voz com ſeus ''albogues''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBOR.}} {{catgram|s. m.}} Poet. e pouc. uſ. {{Def|Claridade, ou primeira luz do dia.}} Lat. ''Albor''. <span style="font-variant:small-caps">Barret.</span> Eneid. 6, 57 Mas eis no ''albor'', que os polos clarifica &c. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBORNOZ.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Eſpecie de capa de agoa, feita de hum certo panno groſſo e com felpa por dentro; tem mangas e capuz, e deſta veſtidura usão particularmente os Africanos e gente ordinaria do Oriente no Inverno contra a chuva.}} <span style="font-variant:small-caps">Leão</span>, Orig. 10 diz ſer voz tomada do Arab. ''bernoç'', e o Diccion. Caſtelh. de ''bornoz''; accreſcentado o articulo ''al''. Outros o derivão do Syriaco ''bornós'': e Urréa citado por Covarrubias, diz que vem de ''burnuzum'', nome barbaro dos Zenetas, gente bellicoſa, que vive nas montanhas de Africa. ant. Albernoz. <span style="font-variant:small-caps">F. Alv.</span> Inform. 61 E trazem [os Mouros] ''albernozes''. <span style="font-variant:small-caps">Cort.</span> R. Naufr. 14, 157 </p> | style="width:50%; vertical-align:top; padding-left:1em" | <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:0"> ℣ Olhai os ''albornozes'' de mil cores. <span style="font-variant:small-caps">Fr. Gasp. de S. Bernard.</span> Itin. 17 Por capa hum ''albornoz'', lançado ſem concerto. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBOROTAR.}} {{catgram|v. a.}} Vej. Alvorotar. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBOROTO.}} {{catgram|s. m.}} Vej. Alvoroto. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBRICOQUE.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|O meſmo que Damaſco.}} Do Arab. ''Albarcuque''. Ant. Albicorce, Albiquorque, Albocorque, Alborcoque. <span style="font-variant:small-caps">Ort.</span> Colloq. 17, 74 Pepinos, e pexegos e ''albocorques''. <span style="font-variant:small-caps">Gouv.</span> Rel. 1, 8 Na qual [aldea] achamos ''albiquorques'', e muito boas maçáas. <span style="font-variant:small-caps">Guerreir.</span> Rel. 4, 3, 9 Pera tudo iſto não ha outro remedio, que alhos, e cebolas, e alguns ''albicorces'' ſeccos. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|O meſmo que Albricoqueiro.}} <span style="font-variant:small-caps">Val. Fernand.</span> Report. Em as arvores [tem ſenhorio Venus] ſobre as maceiras, ''albicorques'', e todas as outras, que tem bom cheiro. <span style="font-variant:small-caps">Avell.</span> Report. 2, 22 Das arvores [tem].... ''alborcoques''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBRICOQUEIRO.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|O meſmo que Damaſqueiro.}} ant. Albriquoqueiro. <span style="font-variant:small-caps">M. de Figueir.</span> Chronog. 2, 22 Arvores bravas, ''albriquoqueiros'', boliteiros, robres &c. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBUDIECA.}} {{catgram|s. f.}} Do Arab. ''batecha'', que ſignifica eſpecie de melão; accreſcentado o articulo ''al''. <span style="font-variant:small-caps">Ort.</span> Colloq. 58, 225 A mata deſtas patecas he muito differente da que dá os melões de Portugal, e tambem das ''albudiecas''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBUFEIRA.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|Lago grande, que naſce do mar ou ſe forma das ſuas enchentes.}} He nome diminutivo do Arab. ''Brahon'', o mar. <span style="font-variant:small-caps">Blut.</span> Vocab. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Agoa ruça das azeitonas.}} <span style="font-variant:small-caps">M. de Figueir.</span> Chronogr. 4, 29 A ſua ''albufeira'', ou agoa ruça das azeitonas, he bom lançarſe aos pés das oliveiras, nas que forem enfermas pera tornarem a reverdecer. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBUGEM.}} {{catgram|s. m.}} pouc. uſ. {{Def|Belida ou nevoa do olho.}} Do Lat. ''Albugo''. <span style="font-variant:small-caps">M. Fernand.</span> Alm. 1, 1, 5. n. 36 E o fel he bom pera os olhos, em que houver ''albugem'', porque esfergandoos com elle, ſararão. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBUGINEO, A.}} {{catgram|adj.}} {{Def|Branco, claro, alvo.}} Applicaſe a huma tunica do olho. Err. Albogineo, Albeginio. <span style="font-variant:small-caps">A. da Cruz</span>, Recop. 1, 3 A primeira tunica [do olho] he alva e groſſa, e cerca todo o olho em redondo, tirando o que apparece da cornea, em fim he todo o branco do olho, a qual tunica nace do pericraneo, e chamaſe conjunctiva, ou adnata, ou ''albuginea''. <span style="font-variant:small-caps">Madeir.</span> Apol. 1, 1 ℣ Era a inflammação dos olhos phlegmonoſa, e eriſypelotoſa, e occupava mais as palpebras e papardas, e menos a tunica ''albuginea'', ficando a cornea, e mais partes do olho ſalvas. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Tambem ſe applica a hum dos tres humores do olho. <span style="font-variant:small-caps">A. da Cruz</span>, Recop. 1, 3 E da parte de diante do humor criſtalino eſtá o humor ''albugineo'', ou aquoſo entre a tunica aranea, e a uvea. <span style="font-variant:small-caps">Morat.</span> Pratic. 1, 6, 3 Rompendo [hum Cirurgião a hum carneiro] a primeira tunica ſahio todo o humor ''alboginio'', como huma caſca de ovo. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{catgram|Subſt.}} <span style="font-variant:small-caps">Morat.</span> Pratic. 1, 6, 3 Tanto aſſim que reſtitue o ''alboginio'' do olho vaſado. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALBYTRE.}} {{catgram|s. m.}} antiq. Vej. Alvitre <span style="font-variant:small-caps">Cancion.</span> 105, 1. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCAÇAR.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Fortaleza, caſtello, caſa forte.}} Antigamente chamavaſe aſſim o Palacio de qualquer Rei, ou grande Senhor em razão de ſempre ſer fortificado. Do Arab. ''Alcacer''. ant. Alcacere. <span style="font-variant:small-caps">Ceit.</span> Serm. 1, 9, 3 A cidade de noſſo ſeguro, fortaleza, e valhacouto, he Syon, ''alcaçar'' real dos Reis de Jeruſalem. <span style="font-variant:small-caps">Fr. L. dos Anj.</span> Jard. 59 ''Alcaçar'' em Arabigo quer dizer caſa ou cidade de Ceſar... outros dizem que ''alcaçar'' he nome Arabigo, e ſignifica caſa de Deos. <span style="font-variant:small-caps">Carv.</span> Chorogr. 3, 2, 7. c. 10 ''Alcaçar'', que em Arabigo quer dizer caſtello. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Poet. {{Def|Qualquer palacio, ainda ſem fortificação.}} <span style="font-variant:small-caps">Barret.</span> Eneid. 4, 54 Que os Romanos ''alcaçares'' poſſua. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. <span style="font-variant:small-caps">Castr.</span> Ulyſſ. 3, 110 Coroado dos raios das eſtrellas O ''alcaçar'' he da Fama. <span style="font-variant:small-caps">Tell.</span> Chr. 2, 4, 23. n. 6 Deſtes pequenos e humildes apoſentos ſahião os Padres, como de ''alcaçar'' e fortaleza do céo, a fazer entradas por dentro da Cidade. <span style="font-variant:small-caps">Barret.</span> Flos Sanct. 2, 256, 2 Sabendo [S. Dioniſio Areopagita] que a cidade de Pariz era mui populoſa, rica, e abundante, e cabeça de toda aquella provincia, ſe foi a ella para ganhar aquelle ''alcaçar'' para Deos, e dalli fazer guerra ao demonio. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCAÇARICO, A.}} {{catgram|adj.}} {{Def|Pertencente a Alcaçar, nome proprio de Villa ou Cidade.}} <span style="font-variant:small-caps">Per.</span> Elegiad. 15, 222 Nos campos ''Alcaçaricos'' aſſentão O arraial. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCACEMA.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|Camara, que nas caravellas fica diante do camarote do Meſtre, da largura de toda a caravella, e em que ſe recolhem os Marinheiros.}} <span style="font-variant:small-caps">Blut.</span> Vocab. Suppl. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCACER.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Miſtura de varias hervas pratenſes, boas}} </p> |}<noinclude>{{Cabeçalho|||pa-}}</noinclude> 9wcvt081tfhd7tau8rg7b4ixuic2jhd Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/396 106 258842 565504 2026-10-09T09:06:06Z MLReis 41056 /* Revista */ Google OCR conferido com a imagem; lemas, categorias gramaticais e definições formatados. 565504 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="MLReis" />{{Cabeçalho|188|ALC|ALC}}</noinclude>{| style="width:100%; border-collapse:collapse; font-family:serif; line-height:1.25; text-align:justify" | style="width:50%; vertical-align:top; padding-right:1em" | <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:0"> {{Def|para os gados.}} acc. na ult. <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Dec. 2, 10, 7 E trinta e ſeis leques em cevada pera elles [cavallos] e de ''alcacér'' no tempo do verde. <span style="font-variant:small-caps">Conſt. de Evor.</span> 19, 3 E aſſi ſe pagará o dizimo... de toda a hortaliça, ''alcacéres'', ferrageaes &c. <span style="font-variant:small-caps">Salgad.</span> Hoſpit. 1 Eſſes curavão com verde, Curavão com ''alcacér''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCACERE.}} {{catgram|s. m.}} ant. {{Def|O meſmo que}} Alcaçar. <span style="font-variant:small-caps">Pin.</span> Chr. de D. Aff. IV. 36. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCACEVA.}} {{catgram|s. f.}} ant. Vej. Alcaçova. <span style="font-variant:small-caps">Cout.</span> Dec. 4, 6, 7. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCACHANGE.}} {{catgram|s. m.}} Vej. Alquequenge. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCACHOFA.}} {{catgram|s. f.}} ant. {{Def|O meſmo que}} Alcachofra. <span style="font-variant:small-caps">Ort.</span> Colloq. 16, 65 ℣. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCACHOFRA.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|Certa herva vivace.}} He denominada por Linneo ''Cynara ſcolymus'', e claſſada na Syngeneſia Polygamia do ſeu Syſtema dos Vegetaes. O caule deſta planta elevaſe até a altura de huma vara; as ſuas folhas são vaſtas, pinnuladas ou pinnatifidas, algum tanto eſpinhoſas, e ás vezes inermes em razão da cultura. O caliz dos ſeus floſculos he compoſto de grandes eſcamas ovadas, imbricadas, carnudas na baſe, e chanfradas com huma pequena ponta no cume. Dáſe em Portugal, e outros paizes meridionaes da Europa. A baſe das eſcamas do caliz, e o receptaculo carnudo dos ſeus floſculos são uſados como hortaliça. Eſta eſpecie póde ſer denominada alcachofra manſa, ou hortenſe, para ſe diſtinguir de alcachofra brava, que ſe dá em Portugal, e Andaluzia (a ''Cynara humilis'' de Linneo) que tem as folhas pinnatifidas com lacinias muito eſtreitas, e eſpinhoſas; por cima de côr verde eſcura, e por baixo brancas ou cotanilhoſas: tem demais diſſo o caliz dos ſeus floſculos compoſtos de eſcamas aſſovelladas, e terminadas em hum agudo eſpinho. Do Arab. ''Alcharxufa'', fructo do cardo manſo. ant. Alcachofa, Alcachofre. <span style="font-variant:small-caps">Goes</span>, Chr. de D. Man. 3, 11 Dizem que ha nella huma fructa de feição de ''alcachofres''. <span style="font-variant:small-caps">Brit.</span> Mon. 2, 6. c. 21 Parece ou ''alcachofra'' mettida entre duas folhas de cardo, ou romãa. <span style="font-variant:small-caps">Morat.</span> Pratic. 3, 6, 7 Como são as cebollas... as favas, os cardos, as ''alcachofras''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alcachofra hortenſe, ou de comer.}} <span style="font-variant:small-caps">Ort.</span> Colloq. 16, 65 ℣ O fruito [da palmeira] quando he novo, tem em ſi huma caſca muito tenra, o qual ſabe a ''alcachofa'', molhado no ſal ou ſem elle. <span style="font-variant:small-caps">Dom. Rodrig.</span> Art. 148 Limpas as ''alcachofras'', tiremlhe o talo de dentro, e... recheemnas por dentro, e entre folha e folha. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. {{Def|Figura artificial da alcachofra.}} <span style="font-variant:small-caps">Mor.</span> Palm. 2, 69 Armados de armas de verde com ''alcachofras'' de ouro. <span style="font-variant:small-caps">Gaſp. dos Reis</span>, Rel. 43, 48 Sobre tudo hum manto de beneque branco, lavrado todo de muitas ''alcachofras'' de ouro. <span style="font-variant:small-caps">Feſt. na Canon.</span> 16 Veſtia marlota azul de ''alcachofras'' de ouro e prata. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCACHOFRADO, A.}} {{catgram|adj.}} {{Def|Feito em forma de alcachofra; ou que repreſenta e imita a figura de alcachofra.}} Dizſe particularmente do lavor, que ſe faz mais levantado em bordados, brocados, damaſcos, e outros tecidos. <span style="font-variant:small-caps">Aveir.</span> Itin. 92 Levava hum pontifical branco, ''alcachofrado'' de ouro, e lavrado todo de aljofre. <span style="font-variant:small-caps">Gaſp. dos Reis</span>, Rel. 5, 11 Os capiteis erão feitos de brocado com ſua folhagem ''alcachofrada'' de differentes côres. <span style="font-variant:small-caps">S. Mar.</span> Chr. 2, 10, 13. n. 9 Outro ornamento branco ''alcachofrado'' de ouro, pera as feſtas de N. Senhora. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCACHOFRAL.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Terra ou ſitio, onde ſe crião ou plantão alcachofras.}} <span style="font-variant:small-caps">Jer. Cardos.</span> Dict. <span style="font-variant:small-caps">Bent. Per.</span> Theſ. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCACHOFRE.}} {{catgram|s. m.}} ant. {{Def|O meſmo que}} Alcachofra. <span style="font-variant:small-caps">Prov. da Hiſt. Gen.</span> 3, 4, 149. p. 129. ann. 1545. <span style="font-variant:small-caps">Lob.</span> Primav. 3, 8. <span style="font-variant:small-caps">Filipp. Nun.</span> Art. da Pintur. 69. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCAÇOVA.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|Caſtello, Fortaleza, preſidio.}} Do Arab. ''Alcásba''. <span style="font-variant:small-caps">Mendoç.</span> Jorn. 2, 6 Ha nella [cidade] duas partes, convém a ſaber, Fez o novo, que contém ''Alcaçova'', Paços reaes, caſas de ſenhores &c. <span style="font-variant:small-caps">D. Fern. de Men.</span> Hiſt. 3, 121, 247 Fomentando eſtes deſignios Ceron, que foi por elle deſterrado de Salé, cuja ''Alcaçova'' ſeu pai governou. <span style="font-variant:small-caps">S. Mar.</span> Chr. 2, 9, 33. n. 1 Nos Paços da ''Alcaçova'' (palavra, que ficou em Heſpanha do tempo dos Mouros, que quer dizer caſtello) &c. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alcaçova.}} Marinh. {{Def|Caſtello da náo ou embarcação de guerra.}} ant. alcaceva. <span style="font-variant:small-caps">Caſtanh.</span> Hiſt. 5, 65 Mandou Nuno Fernandez aos mais dos noſſos, que ſe metteſſem na ''alcaçova'' do galeão. <span style="font-variant:small-caps">Cout.</span> Dec. 4, 6, 7 Mandandome dar huma camera debaixo da ''alcaceva'', onde era a eſtancia dos grumetes e negros. <span style="font-variant:small-caps">Tell.</span> Chr. 2, 6, 11. n. 8 Levandolhe o mar o chapiteo inteiro, a ''alcaçova'', e maſto da mezena. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> T. do Minho. {{Def|Cova, buraca, lapa.}} <span style="font-variant:small-caps">Blut.</span> Vocab. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCAÇUZ.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Certa herva vivace ou ſubárbuſto.}} He de- </p> | style="width:50%; vertical-align:top; padding-left:1em" | <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:0"> nominado por Linneo ''Glycyrrhiza glabra'', e claſſada na Diadelphia Decandria do ſeu Syſtema dos Vegetaes. As ſuas raizes são oblongas da groſſura de huma penna até a de hum dedo, mais ou menos amarellas por dentro, de ſabor doce, e ſem cheiro algum. O ſeu caule elevaſe até a altura humana; tem as folhas ſem eſtipulas, pinnuladas, com foliolos ovados, e com o impare peciolado. As ſuas flores tem o caule tubuloſo, e labiado: o labio ſuperior he fendido em quatro lacinulas deſiguaes, e o inferior conſta de huma ſó lacinia linear. A navêta da corolla he compoſta de duas pétalas; o ſeu fructo he huma vagem ovada, comprimida, e glabra. Dáſe em Portugal, e outros paizes da Europa meridional. A ſua raiz he muito uſada em Medicina, por ſer demulciva dos humores acrimonioſos. Do Arab. ''Araquſſús''. Compõeſe de ''árque'', raiz, e de ''sús'', nome da planta, e ſignifica raiz da planta Sús. <span style="font-variant:small-caps">Ort.</span> Colloq. 7, 19 O ''alcaçuz'' ſe chama em Arabio Çús, e o çumo delle cozido, e reduzido a fórma de arrobe chamão os Arabios Robalçús, e os Caſtelhanos corrompendo o nome, lhe chamão Raçuz: de modo que Robalçús he hum nome compoſto de Rob, que em Arabio he çumo feito baſto, e al he articulo de genitivo, e que quer tanto dizer, como çumo baſto de ''alcaçuz''. <span style="font-variant:small-caps">M. Godinh.</span> Rel. 25, 161 Outros ha, que da meſma ſorte andão vendendo agoa de ''alcaçuz'', que os Turcos muito eſtimão. <span style="font-variant:small-caps">Acad. dos Sing.</span> 1, 5. Romanc. Muito mais brando, e mais doce, Que o mais ſuave ''alcaçuz''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCADEFE.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Cilha ou vaſo de barro, ſobre o qual os taverneiros medem o vinho.}} <span style="font-variant:small-caps">Blut.</span> Vocab. Suppl. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCAEST.}} {{catgram|s. m.}} Chimic. {{Def|Diſſolvente que alguns Chimicos pertendêrão inventar para diſſolver todos os corpos da natureza.}} <span style="font-variant:small-caps">Curv.</span> Polyanth. 3, 4, 51 Tem o extracto ''alcaeſt'' virtudes admiraveis para curar muitas doenças. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCAICHAS.}} {{catgram|s. f. pl.}} Marinh. {{Def|O vão, que vai entre cinta e cinta dos navios.}} <span style="font-variant:small-caps">Blut.</span> Vocab. Suppl. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCAICO.}} (verſo) {{Def|Eſpecie de metro Grego e Latino, aſſim chamado do Poeta Alcéo, que dizem haver ſido ſeu inventor.}} Do Lat. ''Alcaicus''. <span style="font-variant:small-caps">Filipp. Nun.</span> Art. Poet. Prol. Ora com verſos Jambicos, ora ''Alcaicos'', ora Saphicos. <span style="font-variant:small-caps">Feſt. na Can.</span> 80 O primeiro premio das compoſições do Beato Luiz levava a melhor ode ''alcaica'' em dez ramos ſobre o ſeu naſcimento miraculoſo. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCAIDARIA.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Emprego militar do que tem a cargo defender huma Fortaleza ou Caſtello.}} ant. Alcadaria. <span style="font-variant:small-caps">Fern. Lop.</span> Chr. de D. J. I. 1, 7 Cada hum ſe forão pera ſuas terras e ''alcaidarias''. <span style="font-variant:small-caps">Goes</span>, Chr. do Princ. 71 A Rainha deo a ''alcaidaria'' do Caſtello a Diogo da Ribeira. <span style="font-variant:small-caps">Cunh.</span> Catal. 2, 19 As rendas da ''alcaidaria'' ſejão pera o Biſpo. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alcaidaria mór.}} {{Def|Officio de Alcaide mór.}} <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Dec. 1, 2, 1 Ao qual deo a ''Alcaidaria mór'' pera ſi, e pera ſeus filhos. <span style="font-variant:small-caps">Sous.</span> Vid. 3, 26 No Arcebiſpado de Braga ha duas ''Alcaidarias móres''. <span style="font-variant:small-caps">Orden. de D. Pedr.</span> 1, 23, 3 E aſſi os feitos, e inſtrumentos ſobre juriſdicções, Caſtellos, e ''Alcaidarias mores''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alcaidaria.}} {{Def|Officio de juſtiça com juriſdicção de prender &c.}} <span style="font-variant:small-caps">Orden. de D. Man.</span> 1, 55 Penas, que forem poſtas polos homens d&#39;''alcaidaria'' &c. <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Dec. 1, 5, 10 Por rezão dos quaes ſerviços, quaſi em ſatisfação lhe foi dada a ''alcaidaria'' de Lisboa, que naquelle tempo era hum dos principaes cargos della, e andar em homens fidalgos, por ſer huma ſó vara de toda a cidade. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCAIDE.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Governador entre os Mouros de huma provincia ou comarca na juſtiça, e na guerra.}} Do Arab. ''Alcaide''. Derivaſe do verbo ''cáda'', capitanear, governar, puchar por hum exercito, marchar na frente delle. Daqui vem ſignificar tambem entre os meſmos Mouros, o Capitão de huma companhia de ſoldados. <span style="font-variant:small-caps">Brit.</span> Mon. 2, 7. c. 7 Eſtando o reſtante de Heſpanha debaixo do cruel jugo dos Mouros, repartida por ''Alcaides'', e Senhores particulares de cada comarca. <span style="font-variant:small-caps">Sous.</span> Hiſt. 1, 3, 6 Era já ''Alcaide'', que não ha em Africa mais grandeza em particulares. <span style="font-variant:small-caps">D. Fern. de Men.</span> Hiſt. 1, 20, 14 As provincias [de Africa] ſe governão por ''Alcaides''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Governador de Caſtello ou Fortaleza.}} <span style="font-variant:small-caps">Orden. de D. Man.</span> 1, 55 Todo o ''Alcaide'', que tiver caſtello noſſo ou de algum ſenhor, deve ſer de boa linhagem de padre e madre, porque ſe o fôr, ſempre haverá vergonha de fazer couſa, que lhe eſté mal. <span style="font-variant:small-caps">Sever.</span> Notic. 2, 12, 63 O qual nome [de Alcaide] recebemos dos Arabes, e he derivado de ''Cahad'', que tanto val como Governador, e aſſi ſendo o ''al'', o articulo; o meſmo he dizer ''Alcaide'', que o Preſidente, que governa; porque ''Al-'' </p> |}<noinclude>{{Cabeçalho|||caide}}</noinclude> h05thwugtyxkw2hynqfiya4u7ficlax Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/397 106 258843 565505 2026-10-09T09:08:14Z MLReis 41056 /* Revista */ Google OCR conferido com a imagem; lemas, categorias gramaticais e definições formatados. 565505 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="MLReis" />{{Cabeçalho|ALC|ALC|189}}</noinclude>{| style="width:100%; border-collapse:collapse; font-family:serif; line-height:1.25; text-align:justify" | style="width:50%; vertical-align:top; padding-right:1em" | <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:0"> ''caide'' entre os Mouros tinha juntamente o governo da guerra, e da juſtiça. <span style="font-variant:small-caps">Vill. Boas</span>, Nobiliarch. 11 ''Alcaide'' (ſegundo Salazar de Mendonça en ſus Dignidades ſeglares lib. 2. cap. 3.) he dicção Arabiga, compoſta do articulo ''al'', e de ''caidum'', derivado do verbo ''cade'', que he capitanear. Significa em Heſpanha o que tem a ſeu cargo a guarda do Caſtello ou Fortaleza. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alcaide mór.}} {{Def|O meſmo que}} Alcaide {{Def|na antecedente ſignificação.}} <span style="font-variant:small-caps">Orden. de D. Man.</span> 1, 55 O ''Alcaide mór'' ha de fazer duas couſas no Caſtello, a huma defendelo com ardimento, e a outra com ſabedoria e diſcrição. <span style="font-variant:small-caps">Sous.</span> Vid. 3, 26 O nome e officio de ''Alcaide mór'', he couſa mui antiga neſte Reino, introduzido e uſado em todas as Cidades e Villas grandes, e Fortalezas delle deſdo tempo, que ſe foi libertando do jugo dos Mouros, que tantos annos opprimírão Heſpanha. O nome he barbaro, a ſignificação, Capitão; e o officio he ſer cabeça e preſidente no miniſterio da guerra. Porque a primeira couſa, que os Reis fazião, em tomando qualquer lugar aos Mouros, era nomear peſſoa de valor e confiança, que o governaſſe, vigiaſſe, e defendeſſe. E como os Barbaros, que ſuſtentavão as terras fronteiras uſavão do nome de ''Alcaides'', aquella idade pouco atilada ſerviaſe tambem nas ſuas do nome dos inimigos... Em todos eſtes lugares ha certos direitos, que são como propinas, ou precalços, que de coſtume antigo pertencem aos ''Alcaides móres'', que fazem o titulo, além de honroſo, tambem rendoſo, em humas partes mais, e n'outras menos, ſegundo a calidade e ſitio das terras. — Hiſt. 3, 6, 1 O cargo de ''Alcaide mór'' he ter primeiro lugar pera em tempo de guerra. He o nome Mouriſco, reſpondelhe de preſente o de Capitão mór. <span style="font-variant:small-caps">Sever.</span> Notic. 2, 12, 62 Nos lugares grandes ou de ſitio forte, em que havia Caſtello, puſerão os Reis ''Alcaides móres''; o qual coſtume e officio foi introduzido em Heſpanha depois da entrada dos Arabes... No regimento da guerra delRei D. Affonſo V. ha particular titulo de ''Alcaide mór'', no qual ſe ordenava que os Alcaides foſſem fidalgos da parte de pai e mãi, e que viveſſem ſempre nos ſeus Caſtellos; e falecendo algum, lhe ſuccedeſſe o parente mais chegado, que eſtiveſſe no Caſtello; e quando eſte faltaſſe, então ſe faria eleição de Alcaide até elRei prover. O officio de ''Alcaide mór'' era defender o Caſtello, e telo ſempre provido de gente, armas, e baſtimentos, e quando ſahiſſe do Caſtello, o que nelle ficava, lhe havia de fazer homenagem delle. Os direitos dos ''Alcaides móres'' erão as carceragens, as penas das armas prohibidas, e as dos que mal vivião, e as dos excommungados, forças, tabolagens, caſas de venda, e nos lugares maritimos, os das barcas, e dos navios, que ſe carregaſſem no porto, conforme as toneladas, dous ſoldos por cada huma... Além deſtes direitos em muitas partes tinhão groſſas rendas de herdades, e proprios applicados ás Alcaidarias... Nas Cortes tem lugar os ''Alcaides móres'' dos Caſtellos delRei, a quem dão homenagem, e os mais a fazem aos Senhores, de quem os recebem. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alcaide pequeno.}} {{Def|O que antigamente era como Subſtituto ou Tenente, e Capitão do Caſtello por nomeação e provimento do Alcaide mór, para ſervir em ſua auſencia.}} <span style="font-variant:small-caps">Orden. de D. Man.</span> 1, 56 Do ''Alcaide pequeno'' das Cidades e Villas e das couſas, que a ſeu officio pertencem. <span style="font-variant:small-caps">Sous.</span> Vid. 3, 26 A qual [palavra mór] ſe accrecentou [a Alcaide] pera diſtinção do ''Alcaide pequeno'', que nos primeiros tempos era como Subſtituto ou Tenente, e Capitão do Caſtello por nomeação e provimento do Alcaide mór pera ſervir em ſua auſencia: e correndo o tempo ficou em genero de officio na Republica, e uſa de vara, e tem lugar em muitas couſas, como membro de juſtiça. <span style="font-variant:small-caps">Sever.</span> Notic. 2, 12, 62 Mandava o Regimento, que tanto que chegaſſe qualquer navio eſtrangeiro, o ''Alcaide pequeno'', e ſeu Eſcrivão foſſem a elle. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alcaide.}} {{Def|Official de juſtiça ſubalterno, que uſa de vara, prende, penhora, e faz outras diligencias por mandado de Magiſtrado ſuperior.}} <span style="font-variant:small-caps">Cam.</span> Seleuc. Que he como officio de ''Alcaide''; ou haveis de deixar entrar a todos, ou vos hão de ter por villão ruim. <span style="font-variant:small-caps">Ceit.</span> Serm. 1, 228, 4 E dado caſo, que lhes fazião alguma penhora, lá hia o Deos á mão dos ''Alcaides''. <span style="font-variant:small-caps">Acad. dos Sing.</span> 2, 9, Decim. Juizes, Corregedores, ''Alcaides'' e Beleguins. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. <span style="font-variant:small-caps">Fr. Marc.</span> Chr. 1, 2, 19 Os demonios são ''Alcaides'' e miniſtros da juſtiça do Senhor. <span style="font-variant:small-caps">Orient.</span> Luſit. 125 Antes em qualquer parte eſtar preſente Verás hum ſeu ''Alcaide'', que caſtiga O peccador ſe em </p> | style="width:50%; vertical-align:top; padding-left:1em" | <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:0"> culpa alguma ó ſente. <span style="font-variant:small-caps">Lisb.</span> Jard. 577, 9 Apontarvoshei hum couto maravilhoſo, que vos valerá pera vos não citar delle a juſtiça divina, nem os ''Alcaides'' de ſeus caſtigos vos prenderem. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alcaide da Corte.}} {{Def|Official, que ſerve na vara do Corregedor do Crime da Corte, e por mandado deſte faz as diligencias de juſtiça, que ſe lhe encarregão.}} <span style="font-variant:small-caps">Ceit.</span> Serm. 1, 56, 1 O ''Alcaide da Corte'' ſe ha de fallar ao Rei, põe primeiro a vara a hum canto. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alcaide da galé ou das galés.}} <span style="font-variant:small-caps">Fern. Lop.</span> Chr. de D. J. I. 1, 130 Fazei aqui vir de menhãa todos os ''Alcaides das galés'' e Meſtres das náos. <span style="font-variant:small-caps">Leão</span>, Chr. de D. J. I. 72 Salvo hum baſtardo, e hum cabre, e huma ancora, que ſeria dos ''Alcaides da galé''. <span style="font-variant:small-caps">Sever.</span> Notic. 2, 13, 67 E o Almirante ſe obrigou a ter vinte homens praticos no mar para ''Alcaides'' e arraes ''das galés''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alcaide da ſaca ou das ſacas.}} {{Def|Official, a cujo cargo eſtá commettido zelar e evitar não ſe tirem do Reino as couſas, cuja extracção ſe prohibe por leis e pragmaticas.}} <span style="font-variant:small-caps">Orden. de D. Man.</span> 1, 44 Almotaceis e ''Alcaides da ſaca''. <span style="font-variant:small-caps">Cout.</span> Dec. 12, 2, 1 Pôs o Viſorrei... hum ''Alcaide das ſacas'' para buſcar todas as embarcações. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alcaide do mar.}} {{Def|O meſmo que}} Alcaide pequeno, em os lugares maritimos. Neſtes para maior ſegurança, ſegundo <span style="font-variant:small-caps">Sever.</span> Notic. 2, 12, 62; mandava o Regimento delRei D. Affonſo V que tanto que chegaſſe qualquer navio eſtrangeiro, o Alcaide pequeno, e ſeu Eſcrivão foſſem a elle, e eſcreveſſem as armas, que trazia, e antes que ſe partiſſem, tornaſſem a fazer a meſma viſita, para ver ſe levavão algumas mais do Reino, que as que trouxerão, e os que erão comprehendidos, as perdião para o Alcaide mór. <span style="font-variant:small-caps">Luc.</span> Vid. 5, 12 Partio o Padre acompanhando do ''Alcaide do mar''. <span style="font-variant:small-caps">D. Fern. de Men.</span> Hiſt. 3, 125 256 Servia o officio de ''Alcaide do mar'', Franciſco de Moraes de Caſtro. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alcaide dos montes.}} <span style="font-variant:small-caps">Orden. de D. Man.</span> 1, 55 Andem [os Eſcrivães] continuadamente com os ditos ''Alcaides''... ''dos montes''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Homens do Alcaide.}} {{Def|Quadrilheiros, homens da vara; que ſervem e acompanhão o Alcaide em ſuas diligencias e execuções.}} <span style="font-variant:small-caps">Orden. de D. Man.</span> 1, 29 Guardarão o que lhe mandamos nos ''homens do Alcaide''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Ter o pai Alcaide.}} uſ. Fraſ. met. e fam. {{Def|Ter o patrocinio de algum Magiſtrado, ou de outra qualquer peſſoa poderoſa, debaixo de cuja confiança ſe commette algum delicto, ou ſe emprehende negocio arduo de conſeguirſe ou contra razão e juſtiça.}} </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Adag. ''Alcaide'', buſcame aqui alguem? <span style="font-variant:small-caps">Eufros.</span> 4, 4. <span style="font-variant:small-caps">Delic.</span> Adag. 99. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> ''Alcaide'' do campo ou coxo, ou manco. <span style="font-variant:small-caps">Delic.</span> Adag. 108. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> ''Alcaide'' em andar, moinho em moer, ganhão de comer. <span style="font-variant:small-caps">Delic.</span> Adag. 108. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> ''Alcaide'' ſem alma, ladrões á praça. <span style="font-variant:small-caps">Delic.</span> Adag. 108. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Em linhagens longas, ''Alcaides'' e Pregoeiros. <span style="font-variant:small-caps">Delic.</span> Adag. 97. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Fugi do ''Alcaide'', cahi no Meirinho. <span style="font-variant:small-caps">Blut.</span> Vocab. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Honra he ſem honra, ''Alcaide'' de aldêa, e Padrinho de boda. <span style="font-variant:small-caps">Delic.</span> Adag. 97. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> O ''Alcaide'' e o Sol por onde quer entrão. <span style="font-variant:small-caps">Delic.</span> Adag. 109. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> O noſſo ''Alcaide'' nunca dá paſſada debalde. <span style="font-variant:small-caps">Delic.</span> Adag. 109. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Pouco medo tem o Juiz do ''Alcaide''. <span style="font-variant:small-caps">Blut.</span> Vocab. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Prendeome o ''Alcaide'', ſoltoume o Meirinho. <span style="font-variant:small-caps">D. F. Man.</span> Muſ. 99. Camf. de Euterp. Cart. 8. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCAIDESSA.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|Mulher do Alcaide, ou a que tem a alcaidaria de hum Caſtello ou Fortaleza.}} <span style="font-variant:small-caps">Brand.</span> Mon. 3, 11, 12 Fazendo guerra aos Mouros, tomarão o Caſtello de Moura á ''Alcaideſſa'' delle. <span style="font-variant:small-caps">Carv.</span> Chorogr. 2, 2, 2. c. 2 Sendo della [Villa] ''Alcaideſſa'' huma Moura, chamada Saluquia. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCAIDEZINHO.}} {{catgram|s. m.}} dim. de Alcaide <span style="font-variant:small-caps">Ceit.</span> Quadrag. 1, 115, 2. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCAIDIA.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|O meſmo que}} Alcaidaria. <span style="font-variant:small-caps">Mendoç.</span> Jorn. 3, 7 Eſtando pois deſta maneira tirou elRei a ''alcaidia'' a eſte Mouro. <span style="font-variant:small-caps">Brit.</span> Chr. 1, 14 Tecelino, o qual... tinha a ''alcaidia'' mór, ou huma dignidade correſpondente a eſta na Cidade de Dijon &c. <span style="font-variant:small-caps">Lobat.</span> Palm. 5, 51 Tambem em Argel e Marrocos ha outras ''alcaidias'' de mais importancia, que a voſſa. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCALADA.}} {{catgram|s. f.}} antiq. <span style="font-variant:small-caps">Cancion.</span> 58 ℣ Porque virão hum cavallo Com humas ''alcaladas''. — Polas voſſas ''alcaladas'' Soubemos qu'ereis chegadas &c. <span style="font-variant:small-caps">Eufros</span> 5, </p> |}<noinclude>{{Cabeçalho|Bbb||3}}</noinclude> 1ne7apkwrpsq4svu2bzrraaanscoowl Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/398 106 258844 565506 2026-10-09T09:33:34Z MLReis 41056 /* Revista */ Google OCR conferido com a imagem; lemas, categorias gramaticais e definições formatados. 565506 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="MLReis" />{{Cabeçalho|190|ALC|ALC}}</noinclude>{| style="width:100%; border-collapse:collapse; font-family:serif; line-height:1.25; text-align:justify" | style="width:50%; vertical-align:top; padding-right:1em" | <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:0"> 3 Sim, biringellas ha na praça, ''alcaladas'' ha na Villa: </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCALDAR.}} {{catgram|v. n.}} {{Def|Ser mercador.}} <span style="font-variant:small-caps">Bent. Per.</span> Theſ. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCALI.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Certo ſal.}} Com eſte nome ſe denominão tres eſpecies de ſaes ''Potaſſa'', ''Soda'', e ''Ammoniaco'', os quaes enverdecem o xarope de violas, fazem efferveſcencia com os ácidos, formão ſabões com os oleos, e gozão de muitas outras propriedades, que ſe podem ver nos Tratados dos Chimicos. Eſte termo foi primeiramente applicado pelos Arabes á ''ſoda'' ou ''barilha'', que tiravão pela lixiviação das cinzas da planta maritima chamada ''Kali'' (que he a ''Salſolakali'' de Linneo) depois foi dado pelos Chimicos ás outras duas ſubſtancias acima mencionadas, por terem as meſmas propriedades geraes. <span style="font-variant:small-caps">M. Fernand.</span> Alm. 2, 1, 17. n. 53 A quem eſte meſmo Autor chama tambem Sal Acido, e ''Alcali''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCALICO, A.}} {{catgram|adj.}} Chim. {{Def|Que tem qualidades de Alcali.}} acc. na antepenult. <span style="font-variant:small-caps">Curv.</span> Atal. 408 Porque ſó deſte modo fica [o aço] perfeitamente aberto, e com toda a ſua virtude ''alcalica''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCAMONIA.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|Eſpecie de confeitura feita de farinha de pão e melaço.}} Do Arab. ''Alcammunia''. Derivaſe do nome ''Cammin'', cominhos. Entre os Arabes he doce feito de mel e herva doce ou cominhos. [Alcomonia] <span style="font-variant:small-caps">Blut.</span> Vocab. Suppl. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> T. do Minho. {{Def|Doce feito de mel e farinha.}} <span style="font-variant:small-caps">Blut.</span> Vocab. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCANÇADIÇO, A.}} {{catgram|adj.}} pouc. uſ. {{Def|Que facilmente ſe alcança ou póde alcançar.}} </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Fazerſe alcançadiço.}} Fraſ. met. e pouc. uſ. {{Def|Affectar rudeza, fingir que não ſe alcança ou adverte alguma couſa.}} <span style="font-variant:small-caps">Paiv.</span> Serm. 1, 106 ℣ Mas huma ſó couſa vos aſſeguro do demonio, que não he parvo, e tanto he menos, quanto ſe póde fazer mais parvo, e mais ''alcançadiço'', quando lhe he neceſſario para o que pertende. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCANÇADO, A.}} {{catgram|p. p.}} de Alcançar. <span style="font-variant:small-caps">Fr. Marc.</span> Chr. 1, 2, 4, 26. <span style="font-variant:small-caps">Leit. d'Andrad.</span> Miſc. 17, 497. <span style="font-variant:small-caps">Pint. Per.</span> Hiſt. 1, 26, 115. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Uſaſe como {{catgram|adj.}} {{Def|Confuſo, embaraçado, preplexo por pejo cauſado de culpa, erro, &c.}} Reg. ''abſ.'' ou ''de''. <span style="font-variant:small-caps">Mor.</span> Palm. 2, 122 Por certo, eſcudeiro, diſſe o Emperador, que me acho hum pouco ''alcançado'' em não lhe fallar, nem perguntar por elle. <span style="font-variant:small-caps">Mend. Pint.</span> Peregr. 21 Elle então ''alcançado'', ou por ventura corrido deſte cuidado... o mandou ſoccorrer. <span style="font-variant:small-caps">Brit.</span> Mon. 1, 3. c. 24 Os Romanos ſe achárão tão ''alcançados'' de ver o exercito abalado de tão pouca gente &c. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Empenhado, endividado, reduzido a miſeria ou indigencia.}} <span style="font-variant:small-caps">Feo</span>, Tr. 2, 110, 2 Então ''alcançados'', e com grandes deſpezas feitas. <span style="font-variant:small-caps">Tell.</span> Hiſt. 3, 36, 302 Reſponderão [huns Abexins] que eſtavão mui ''alcançados'', e que não podião já tributar tanto. <span style="font-variant:small-caps">Cardos.</span> Agiol. 2, 330 Donde ſoccorria á caſa de ſeus pais (por ''alcançada'') com algum dinheiro. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCANÇADOR.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|O que alcança.}} <span style="font-variant:small-caps">Bent. Per.</span> Theſ. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCANÇADOR, ORA.}} {{catgram|adj.}} pouc. uſ. {{Def|Que alcança.}} <span style="font-variant:small-caps">Cathec. Rom.</span> 325 ℣ Alem diſto temos neceſſidade de tantos bens e proveitos neceſſarios para defender a alma e o corpo, que convém acolhernos á oração, como a huma ſobre todas melhor declaradora da neceſſidade, e ''alcançadora'' das couſas, que havemos miſter. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCANÇADURA.}} {{catgram|s. f.}} Alveit. {{Def|Inchação, que ſe coſtuma fazer nas cavalgaduras por algum golpe de ferro ou de pedra na parte poſterior do pé junto á unha ou caſco; ou tambem a contusão ou ferida, que ellas meſmas ſe fazem a ſi, tocandoſe com a ferradura do pé na mão, ou as mãos, huma com outra, quando, correndo ou voltando, ſe alcanção.}} <span style="font-variant:small-caps">Galv. de Andrad.</span> Art. 1, 1 Temendo que rendeſſe [o cavallo] ou deſſe grandes ''alcançaduras''. <span style="font-variant:small-caps">Reg.</span> Summul. 62 Para curar as ''alcançaduras''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCANÇAMENTO.}} {{catgram|s. m.}} pouc. uſ. {{Def|Acção e effeito de alcançar.}} <span style="font-variant:small-caps">Bent. Per.</span> Theſ. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALCANÇAR.}} {{catgram|v. a.}} {{Def|Seguir até igualar ou encontrar o que vai diante, apanhar, tomar alguem na fugida, carreira ou partida, ou chegar a paragem donde eſtá.}} <span style="font-variant:small-caps">Blut.</span> Vocab. ſeguindo a Covarrubias, diz: „ João Lopes de Velaſco quer que ''Alcançar'', ſe derive de ''Calx'', ''cis'', que em Latim val o meſmo que ''calcanhar''; de maneira que ''Alcançar'', vem a ſer o meſmo, que ſeguir a alguem de perto, e chegar a pôr o pé ou calcanhar pegado. „ <span style="font-variant:small-caps">Leão</span>, Orig. 16 o põe no numero dos vocabulos, que os Portuguezes tem ſeus nativos. <span style="font-variant:small-caps">Cam.</span> Luſ. 9, 70 Pouco e pouco ſorrindo, e gritos dando, Se deixão ir dos galgos ''alcançando''. <span style="font-variant:small-caps">Luc.</span> Vid. 1, 8 Senão quando hum pouco antes de o ''alcançar'', cahe o cavallo do pobre homem </p> | style="width:50%; vertical-align:top; padding-left:1em" | <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:0"> por huma rocha abaixo, arrebentando da queda. <span style="font-variant:small-caps">Andrad.</span> Chr. 1, 44 Mas não o puderão fazer com tanta preſſa, que doze lancharas dos inimigos, que ſahírão tras ellas as não ''alcançaſſem'', e pegaſſem logo com ellas. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. Das couſas eſpirituaes e inanimadas. <span style="font-variant:small-caps">Heit. Pint.</span> Dial. 1, 1, 6 Aindaque a razão vá correndo, não ''alcança'' a opinião, que lhe vai fugindo. <span style="font-variant:small-caps">Luc.</span> Vid. 2, 14 Mas eſta [honra] como foge aos que a ſeguem, aſſi ''alcança'', quanto mais lhe fogem, aos que a merecem. <span style="font-variant:small-caps">Orient.</span> Luſit. 125 Porque por mais que fuja o delinquente, A juſtiça divina logo o ''alcança''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Chegar, tocar chegando ou approximandoſe.}} A reſpeito dos lugares. <span style="font-variant:small-caps">Cort. R.</span> Cerc. 17, 330 Vendo que ''alcança'' Co'a mão direita ò alto da parede. <span style="font-variant:small-caps">Leit. d'Andrad.</span> Miſc. 19, 574 E á outra banda chega [o rio] ainda com tanta furia, que lá vai arrancar as arvores, que ''alcança'' com outros damnos. <span style="font-variant:small-caps">Tell.</span> Chr. 1. Ded. Chega tão longe a monarchia de voſſa Mageſtade, que ſe reſolve com luzidos parallélos, debaixo de hum e outro pólo, ''alcançando'' de Occidente ao Oriente. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. <span style="font-variant:small-caps">Mendoç.</span> Jorn. 2, 16 O braço dos Reis; não ha lugar, que não ''alcançe''. <span style="font-variant:small-caps">Roll.</span> Noviſſ. 2, 3 Mas onde não ''alcança'' eſta fraqueza, Creio que ſupprirá voſſa grandeza. <span style="font-variant:small-caps">Tell.</span> Chr. 1, 3, 40. n. 6 Se nos ſahirmos da rica Aſia, e aviſtarmos as conquiſtas Africanas, ainda lá acharemos, que ''alcança'' eſte tão dilatado epitaphio. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Haver conhecido o que já paſſou e he diſtinto do preſente.}} A reſpeito das peſſoas, que viverão ha tempos, ou das couſas não exiſtentes, ou tempos preteritos. <span style="font-variant:small-caps">Cout.</span> Dec. 5, 4, 9 Viveo depois muitos annos caſado em Dio... aonde o nós ''alcançámos'' e communicámos. <span style="font-variant:small-caps">Sous.</span> Hiſt. 1, 4, 12 E he de ſaber, que S. Frei Lourenço ''alcançou'' os tempos da fundação do convento. <span style="font-variant:small-caps">Tell.</span> Chr. 1, 1, 80. n. 3 Ainda ''alcançámos'' eſtas ſantas reliquias. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Chegar olhando a algum ponto ou limite.}} Das peſſoas a reſpeito da viſta. Reg. ''abſ. com a viſta ou com os olhos, ou de viſta''. <span style="font-variant:small-caps">Lobat.</span> Palm. 5, 48 Não terião andado meia legoa, quando ''alcançárão de viſta'' a Floriſmo e a Infanta Liſtea. <span style="font-variant:small-caps">Orient.</span> Luſit. 2 Tudo quanto c'o a viſta alegre ''alcança''. <span style="font-variant:small-caps">Vieir.</span> Hiſt. do Fut. 10, 190 Mas baſta ſer o ultimo [degráo] e eſtar em cima dos mais paraque delle ſe poſſa ''alcançar'', o que de outros ſe não alcança. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Dos olhos e da meſma viſta. <span style="font-variant:small-caps">Ferr.</span> Poem. Ecl. 8 Lidia c'os olhos, triſte, em vão ſeguia, Quanto a viſta ''alcançava'', a não ligeira Que c'o ſeu Floris deſapparecia. <span style="font-variant:small-caps">Mend. Pint.</span> Peregr. 80 Deſcobrimos da outra parte hum grande paúl de agoa, quanto nos ''alcançava'' a viſta. <span style="font-variant:small-caps">Brit.</span> Mon. 1, 1. c. 8 Nas proprias couſas, que em noſſos dias paſſão, ha tanta diverſidade de relações, como são os olhos, que as ''alcanção'' de viſta. <span style="font-variant:small-caps">Ceit.</span> Quadrag. 1, 180, 2 Lá trazia os cuidados, onde os olhos não ''alcançavão''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Chegar com ferida, golpe ou pancada ao termo deſtinado e em diſtancia delle.}} <span style="font-variant:small-caps">Memor. das Proez.</span> 1, 30 E onde ''alcançava'' com ſeus golpes, leixava claros ſinaes da ſua ira. <span style="font-variant:small-caps">Cort. R.</span> Naufr. 4, 48 ℣ Tira Baſtião de Sá com forte braço Huma verde, comprida, e dura canna; E onde Garcia de Sá no poſto eſtava Tomando outra, o cavallo lá lhe ''alcança''. <span style="font-variant:small-caps">Veig.</span> Laur. Od. 6, 2 Duros golpes, e revezes, Com que Deos nos ''alcança'', Quando por juſta lei &c. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Dos meſmos golpes, feridas &c. ou dos inſtrumentos, com que ſe fazem. <span style="font-variant:small-caps">Caſtanh.</span> Hiſt. 6, 88 Ferindo por onde ſua eſpada podia ''alcançar''. <span style="font-variant:small-caps">Mor.</span> Palm. 1, 10 Mas os golpes do gigante onde ''alcançavão'', fazião tanto damno, que nenhumas armas ſe lhe amparavão. <span style="font-variant:small-caps">Caſtr.</span> Ulyſſ. 6, 73 Erguia Heitor o braço, donde a lança, (Que era huma faia) deſpedida dece, Que ameaçando tudo quanto ''alcança'', Raio na mão de Jupiter parece. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Chegar o tiro á paragem ou ao termo, a que ſe dirige.}} Das armas de fogo. <span style="font-variant:small-caps">Cart. de Jap.</span> 1, 320, 3 Quanto huma eſpingarda póde ''alcançar'' com ſeu pelouro. <span style="font-variant:small-caps">M. Bern.</span> Exerc. 2, 6, 9. p. 519 Mais ligeiro [que a aguia] he o pelouro da arma de fogo, pois ''alcança'' e derruba eſſa aguia. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Conſeguir, lograr, obter.}} <span style="font-variant:small-caps">Eufros.</span> 1, 6 Em dous dias ''alcança'' hum o que ſe deve a outro por muitos annos. <span style="font-variant:small-caps">Cam.</span> Luſ. 3, 68 Cercar vai Badajoz, e logo ''alcança'' O fim de ſeu deſejo pelejando. <span style="font-variant:small-caps">Fr. Marc.</span> Chr. 2, 2, 54 Raramente acontece que na morte mereça ''alcançar'' a Divina miſericordia, quem na ſaude e forças não teme nunca offender a Deos. </p> |}<noinclude>{{Cabeçalho|||Met.}}</noinclude> njr2jmr7mmq4r2w4koguz3ypedue5l6