Wikisource ptwikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.24 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikisource Wikisource Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão Portal Portal Discussão Autor Autor Discussão Galeria Galeria Discussão Página Página Discussão Em Tradução Discussão Em Tradução Anexo Anexo Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Manifesto do Partido Comunista/II 0 31652 566314 481143 2026-10-19T01:22:19Z ~2026-56083-45 44066 Adcionado o Capítulo II em áudio 566314 wikitext text/x-wiki {{navegar |obra=[[Manifesto do Partido Comunista]] |seção=Capítulo II |author_override= por [[Autor:Karl Marx|Karl Marx]] e [[Autor:Friedrich Engels|Friedrich Engels]] |anterior=[[Em Tradução:Manifesto Comunista/I|Capítulo I]] |posterior=[[Em Tradução:Manifesto Comunista/III|Capítulo III]] }} {{ouça |titulo = Manifesto Comunista campítulo II |ficheiro = MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA - Cap. II.ogg |tamanho = |categoria = }} ==Proletários e Comunistas== Que relação guardam os comunistas com nós proletários em geral? Os comunistas não formam um partido aparte dos demais partidos operários. Não tem interesses próprios distintos dos interesses ou valores gerais do proletariado. Não professam princípios especiais com os que aspirem a modelar o movimento proletário. Os comunistas se distinguem dos demais partidos proletários apenas em dois aspectos: destacam e reivindicam sempre, em todas e cada uma das ações nacionais proletárias, os intereses comuns e peculiares de todo o proletáriado, independentes de sua nacionalidade, e em qualquer que seja a etapa histórica em que se mova a luta entre o proletariado e a burguesia, mantem sempre o interesse do movimento enfocado em seu conjunto. Os comunistas são, pois, praticamente, a parte mais decidida dos partidos operários, o impulsionador de todos os partidos operários do mundo; teoricamente, tem a vantagem de compreender melhor as condições, o andamento e os resultados gerais a que devem alcançar o movimento proletário. O objetivo imediato dos comunistas é idêntico ao que perseguem os demais partidos proletários em geral: formar a consciência de classe do proletariado, derrotar o regime de produção da burguesia e levar ao proletariado a conquista do poder. As proposições teóricas dos comunistas não são baseadas em idéias, em princípios forjados ou descobertos por nenhum redentor da humanidade. São todas expressões generalizadas das condições materiais de uma luta de classes real e viva, de um movimento histórico que se está desenvolvendo à vista de todos. A abolição do regime vigente com base na propriedade não é tão pouco nenhuma característica peculiar do comunismo. As condições que formam o regime da propriedade estão sujeitas sempre a mudanças históricos, as alterações históricas são constantes. Assim, por exemplo, a Revolução Francesa aboliu a propriedade feudal para instaurar sobre suas ruínas a propriedade burguesa. O que caracteriza o comunismo não é a abolição da propriedade em geral, mas a abolição do regime de propriedade da burguesia, desta moderna instituição da propriedade privada burguesa, expressão última e mais acabada desse regime de produção e apropriação do produto que se baseia sobre o antagonismo de clases, sobre a exploração de uns homens por outros. Assim entendida, os comunistas podem resumir sua teoria nessa fórmula: abolição da propriedade privada. Nos reprovam por querermos abolir a propriedade pessoal bem adquirida, fruto do trabalho e do esforço humano, essa propriedade que é para ao homem a base de toda libertade, o fundamento de todas as atividades e a garantia de toda independência. A propriedade bem adquirida, fruto do trabalho e do esforço humano! Refere-se acaso a propriedade do humilde artesão, do pequeno camponês, precedente histórico da propriedade burguesa? Não, essa não necessitamos destuir, o desenvolvimento da industria já o fez e está fazendo a todo instante. O que queremos dizer com moderna propriedade privada burguesa? Dizemos: O trabalho assalariado, o trabalho do proletariado, lhe cria propriedade? Não, de nenhum modo. Ele faz render o capital, essa forma de propriedade que se nutre da exploração do trabalho assalariado, que só pode crescer e multiplicar-se sob a condição de gerar novo trabalho para fazê-lo também objeto de sua exploração. A propriedade, na forma que hoje apresenta-se, não admite solução ao antagonismo entre o capital e o trabalho assalariado. Detenhamo-nos um momento a contemplar os dois termos dessa antítese. Ser capitalista é ocupar um posto, não simplesmente pessoal, mas social, em um processo de produção. O capital é um produto coletivo e só pode se desenvolver através da cooperação de muitos indivíduos, e ainda caberia dizer que, em rigor, essa cooperação abarca a atividade comum de todos os indivíduos pertencentes a sociedade. O capital não é,pois, uum patrimonio pessoal, mas sim um potência social. Dessa forma, portanto, aspiramos a transformar o capital em propriedade coletiva, comum a todos os membros da sociedade, não aspiramos transformar em coletiva uma riqueza pessoal. A única coisa que aspiramos é transformar o caráter coletivo da propriedade, retirando-lhe seu caráter de classe. Falemos agora do trabalho assalariado. O preço médio do trabalho assalariado é o mínimo do salário, melhor dizendo, é a soma dos meios de subsistência necessários para sustentar o trabalhador como trabalhador. Tudo o que o trabalhador assalariado adquire com seu trabalho é, pois, o que estritamente necessita para seguir vivendo e trabalhando. Nós não desejamos de modo algum destruir o regime de propriedade pessoal dos produtos de um trabalho feito para criar os meios de sobrevivência: regime de apropriação que não deixa, como vemos, a menor margem de rendimentos líquidos e, com ele, a possibilidade de exercer domínio sobre os demais homens.O que desejamos é destruir o caráter opressivo desse regime de apropriação em que o trabalhador vive somente para multiplicar o capital, em que vive tão somente para atender aos interesses das classes dominantes e da forma como ela deseja que viva. Na sociedade burguesa, o trabalho vivo do homem não é mais que um meio de incrementar o trabalho acumulado. Na sociedade comunista, o trabalho acumulado será, pelo contrário, um simples meio para dilatar, fomentar e enriquecer a vida do trabalhador. Na sociedade burguesa, portanto, é o passado que impera sobre o presente; na comunista imperará o presente sobre o passado. Na sociedade burguesa o capital é independente e pessoal, o trabalhador é dependente e e impessoal. A abolição dessas condições, é compreendida pela burguesia como abolição da individualidade e da liberdade! E, entretanto, eles tem razão. Desejamos, com efeito, a abolição da individualidade, a independência e a liberdade burguesa. Por liberdade se entende, dentro do regime burguês a produção, o livre comércio, a liberdade de comprar e vender. Desaparecendo o tráfico, desaparecerá também, radicalmente o tráfico livre. A apologia do tráfico livre, como de modo geral todos os enganos sobre a liberdade entoada pela nossa burguesias, somente tem sentido e razão de ser enquanto significado do processo de emancipação das travas e da servidão da Idade Média, porém, padecem diante da abolição comunista do tráfico, das condições burguesas de produção e da própria burguesia. Aterrorizai-vos de que queremos abolir a propriedade privada. Como se já no seio de vossa sociedade atual, a propriedade privada não estivesse abolida para nove décimas da população, como se não existisse precisamente a custas de não existir para essas nove décimos da popuação! Que é, pois, que com rigor nos reprovas? Querer destruir um regime de propriedade que tem por necessária condição o despojo da imensa maioria da sociedade. Nos reprovais, dizendo de uma só vez, querer abolir vossa propriedade. Pois sim, é isso o que queremos. Para vocês, a partir do momento em que o trabalho não pode converter-se em capital, em dinehiro, em renda, em poder social monopolizado; a partir do momento em que a propriedade individual não pode já ser transformada em propriedade burguesa, o indivíduo não existe. Com isso confessas que somente existe o indivíduo burguês, o capitalista. Pois bem, o indivíduo assim concebido é que aspiramos destruir. O comunismo não priva ninguém do poder de apropriar-se da produção social; o que não admitimos é o poder de usurpar por meio desta apropriação o trabalho alheio. Argumentam, ainda, que abolida a propriedade privada, acabará toda atividade humana e reinará a indolência universal. Se isto fosse verdade, já há muito tempo a sociedade burguesa teria percido de indolência, uma vez que os que trabalham não possuem nada e os que possuem não trabalham. Vossa objeção reduz-se, no final das contas, a uma verdade que não precisa ser demonstrada, e é o de que ao desaparecer o capital, desaparecerá também o trabalho assalariado. As objeções formuladas contra o regime comunista de apropriação e produção material, se faz extensiva a produção e a apropriação dos produtos espirituais. Desse modo, a destruição da propriedade de classes equivale, para o burguês, a destruição da produção e a destruição da cultura de classe que é para ele sinônimo de destruição da cultura em geral. Essa cultura cuja perda tanto deplora, é a que converte em máquina a imensa maioria da sociedade. Ao discutir conosco e criticar a abolição da propriedade burguesa partindo de vossas idéias burguesas de liberdade, cultura, direito, etc., não se dão conta de que essas mesmas idéias são, entre tantas, produtos do regime burguês de propriedade e produção, do mesmo modo que vosso direito não é mais que a vontade de vossa classe elevada a lei: uma vontade que tem seu conteúdo e encarnação nas condições materiais de vida de sua classe. Compartilhas com todas as classes dominantes que já existiram e pereceram a idéia interessada de que vosso regime de produção e de propriedade, obras das condições históricas que desapareceram no transcurso da produção, descansa sobre leis naturais eternas e sobre os ditames da razão. O que compreendes por propriedade antiga, o que compreendes por propriedade feudal, já não pode ser usada para explicar a propriedade burguesa, vossa propriedade. Abolição da família! Ao falar dessas intensões satanicas dos comunistas, até os mais radicais gritam indignados. Entretanto vejamos: em que se funda a família atual, a família burguesa? No capital, no lucro privado. Somente a burguesia tem uma familia, no sentido efetivo da palavra, e esta família encontra seu complemento na carência forçada de relações familiares entre os proletários e na prostituição pública. É natural que esse tipo de família burguesa desapareça ao desaparecer seu complemento e que uma e outra deixe de existir ao deixar de existir o capital, que lhe serve de base. Nos reprova acaso por querermos abolir a exploração das crianças por seus pais? Assim, está certo, isso é o que desejamos. Dizeis que pretendemos destruir a intimidade da família ao suplantar a educação doméstica pela educação social. Acaso vossa própria educação não é também influênciada pela sociedade, pelas condições sociais em que se desenvolve, pela intromissão mais ou menos direta nela da sociedade através da escola, etc.? Não é precisamente os comunistas os que inventaram essa intromissão da sociedade na educação, o que fazemos é modificar o caráter que hoje tem e arrancar a educação da influência da classe dominante. Esses tópicos burgueses sobre a família e a educação, sobre a intimidade das relações entre pais e filhos, são tanto mais grotescos e descarados quanto mais a grande indústria vai desfazendo os laços familiares dos proletariados e convertendo os seus filhos em simples mercadorias e meros instrumentos de trabalho. Mas, vocês, os comunistas - nos grita o coro inteiro da burguesia - pretendem coletivisar as mulheres! O burguês, que não vê em sua mulher mais que um simples instrumento de produção, ao ouvir-nos proclamando a necessidade de que os instrumentos de produção sejam explorados coletivamente, não pode pensar que o regime coletivo se fará extensivo igualmente as mulheres. Não se dão conta de que tratamos precisamente em acabar com a situação da mulher como mero instrumento de produção. Nada mais ridículo, por outro lado, que esses alardes de idgnação, recheados de uma carga moral por nossos burgueses, ao falar de tão cacarejada coletivização das mulheres pelo comunismo. Não, os comunistas não tem necessidade de implantar o que sempre existiu ou quase sempre existiu na sociedade. Nossos burgueses, não bastando, pelo visto, em ter a sua disposição as mulheres e os filhos de seus proletários - e não falando da prostituição oficial! - sentem uma grandíssima fruição em seduzir as mulheres uns dos outros. Na realidade, o matrimônio burgês é uma comunidade de mulheres casadas. Em síntese, poderiam reprovar nos comunistas a pretensão de substituir esta hipocrisia e recatado regime coletivo de hoje por uma coletivização oficial, franca e aberta de mulheres. De resto, é fácil compreender que a abolição do regime atual de produção acabará com o sistema de comunidade de mulheres engendradas e que se refugia na prostituição oficial e não-oficial. Aos comunistas é reprovada a intensão de querer abolir a pátria, a nacionalidade. Os trabalhadores não tem pátria. Mas não se pode tomar o que não tem. Não obstante, sendo o objetivo imediato do proletariado a conquista do poder político, sua exaltação a classe nacional, a nação, é evidente que também nele reside um sentido nacional, apesar desse sentido não conincidir com o da burguesia. Já o próprio desenvolvimento da burguesia, o livre comercio, o mercado mundial, a uniformidade reinante na produção industrial, com as condições de vida que gera, se encarregam de apagar mais e mais as diferenças e antagonismos nacionais. O triunfo do proletariado o fará desaparecer. A ação conjunta dos proletários, ao menos nas nações civilizadas, é uma das condições primordiais de sua emancipação. A medida em que a exploração de um indivíduo pelo outro vai desaparecendo, desaparecerão paulatinamente a exploração de umas nações sobre as outras. Com o antagonismo das classes no seio de cada nação, apagará a hostilidade das nações entre si. Não queremos entrar numa análise das acusações que se fazem contra o comunismo do ponto de vista religioso-filosófico e ideológico em geral. Não é necessário ser um lince para ver que, ao modificar as condições de vida, as relações sociais, a existência social do ser humano, modificam também suas idéias, suas opiniões e seus conceitos, em uma palavra, sua consciência. A história das idéias é uma prova evidente de como são modificadas e transformadas a produção espiritual com a material. As idéias imperantes em uma época são sempre as idéias próprias da classe dominante. Fala-se de idéias que revolucionam todo uma sociedade, com isso, não se faz mais que expressar o fato de que no seio da velha sociedade havia germinado os elementos para uma nova sociedade, e a aprtir dessas idéias novas se esboça os elementos que dissolverão as velhas condições de existência. Quando o mundo antigo estava a ponto de desaparecer, as religiões antigas foram vencidas e suplantadas pelo cristianismo. No século XVII, quando as idéias cristãs sucumbiam diante do racionalismo, a sociedade feudal lutava desesperadamente, usando as últimas forças, com a burguesia, então revolucionária. As idéias de liberdade de pensamento e de liberdade religiosa não fizeram mais que proclamar o triunfo da livre concorrência no mundo ideológico. Nos dirão que as idéias religiosas, morais, filosóficas, políticas, jurídicas, etc. sofreram modificações ao longo da história, mas carregaram consigo uma base perene e que por debaixo dessas mudanças havia sempre uma religião, uma moral, uma filosofia, uma política, um direito. Além disso, seguem argumentando que existem verdades eternas como a liberdade, a justiça, etc. comum a todas as sociedades e a todas as etapas do progresso social. Pois bem, o comunismo - continua o argumento - vem destruir estas verdades eternas, a moral, a religião e não para substituir por outras novas, vem interromper violentamente todo o desenvolvimento histórico anterior. Vejamos ao que se reduz essa acusação. Até hoje, toda a história da sociedade tem sido uma constante sucessão de antagonismos de classes, que tomam formas diversas, segundo as épocas. Mas, qualquer que seja a forma que em cada caso adote, a exploração de uma parte da sociedade por outra é um fato comum a todas as épocas do passado. Nada tem, pois, de estranho que a consciência social de todas as épocas se atenha, a despeito de toda a variedade e de todas as divergências, a certas formas comuns, formas de consciência que não desaparecem radicalmente até que os antagonismos de classes que os formam sejam extintos completamente. A revolução comunista ao romper de forma mais radical com o regime tradicional da propriedade, nada tem, pois, de estranho que se veja obrigada a romper, em seu desenvolvimento, de forma também radical, com as idéias também tradicionais. Contudo, não queremos nos deter mais sobre as reprovações da burguesia ao comunismo. Já dissemos que o primeiro passo para a revolução proletariada será a ascensão do proletário ao poder, a conquista da democracia. O proletariado usará seu poder para ir despojando paulatinamente a burguesia de todo o capital, de todos os meios de produção, centralizando nas mãos do Estado, ou seja, do proletário organizado como classe governante e procurando fomentar por toos os meios e com a maior rapidez possível as energias produtivas. Claro está que, a princípio, isto só poderá chegar a cabo mediante uma ação despótica sobre a propriedade e o regime burguês de produção, por meio de medidas que, de momento pareçam economicamente insuficientes e insustentáveis, mas que no transcurso do movimento serão um grande salto e as leis são impressindíveis como meio para transformar todo o regime de produção vigente. Estas medidas não poderão ser as mesmas, naturalmente, em todos os países. Para os países mais avançados mencionamos algumas, suscetíveis, sem dúvida, de serem aplicadas com caráter mais ou menos geral, segundo cada caso. # Exprorpiação da propriedade fundiária e aplicação da renda da terra nos gastos públicos. # Impostos fortemente progressivos. # Abolição do direito de herança. # Confisco da fortuna dos emigrantes e dos rebeldes. # Centralização do crédito no Estado por meio de um Banco Nacional com capital do Estado e regime de monopólio. # Nacionalização dos transporte. # Multiplicação das fábricas nacionais e dos meios de produção, cultivo e melhoramento nas terras com regras e um plano coletivo. # Proclamação do dever geral de trabalhar, criação de exércitos industriais, principalmente no campo. # Articulação entre os serviços agrícolas e industriais, tendendo a ir apagando as diferenças entre o campo e a cidade. # Educação pública e gratuita de todas crianças. Proibição do trabalho infantil nas fábricas segundo a forma atual. Regime combinado da educação com a produção material, etc. Quando, com o transcurso do tempo, desaparecer as diferenças de classe e toda a produção estiver concentrada nas mãos da sociedade, o Estado perderá todo o caráter político. O Poder político não será, em rigor, mais um poder organizado por uma classe para oprimir a outra. O proletariado será forçado a organizar-se como classe para lutar contra a burguesia, a revolução o levará ao poder e o converterá em classe dominante, como classe dominante derrubará à força o regime vigente de produção, assim fará desaparecer as condições que determinam o antagonismo de classe, as classes e, portanto, sua própria soberania como classe. E a velha sociedade burguesa, com suas classes e seus antagonismos de classe será substituida por uma associação na qual haverá o livre desenvolvimento de cada uma das condições para o livre desenvolvimento de todos. [[ca:Manifest comunista/Capítol II]] [[cs:Komunistický manifest/II. Proletář a komunisté]] [[el:Μανιφέστο του Κομμουνιστικού Κόμματος: Κεφάλαιο 2: Προλετάριοι και Κομμουνιστές]] [[en:Manifesto of the Communist Party/Chapter II]] [[hu:A Kommunista Párt kiáltványa/II. Proletárok és kommunisták]] [[it:Il Manifesto del Partito Comunista/II]] [[ko:공산당 선언/프롤레타리아와 공산주의자]] [[ru:Манифест коммунистической партии/Часть II]] [[tr:Komünist Parti Manifestosu 2. bölüm]] [[Categoria:Manifesto do Partido Comunista|II]] dgirngb4j5ig6rrucbthnyfw6jpeabq Constituição dos Estados Unidos do Brazil de 1937/Capítulo 22 0 193344 566313 566107 2026-10-19T00:17:15Z Erick Soares3 19404 566313 wikitext text/x-wiki <pages index="Constituição dos Estados Unidos do Brazil de 1937.pdf" from=117 to=122 fromsection="Cap. 22" header=1/> {{PD-Brasil-Gov}} [[en:The New Constitution of the United States of Brazil/Chapter 22]] [[Categoria:Constituição do Brasil de 1937]] iriz4fz4wtkhs0204lta8ed2gl6llh0 Constituição dos Estados Unidos do Brazil de 1937/Capítulo 21 0 193346 566300 566106 2026-10-18T18:16:46Z Erick Soares3 19404 566300 wikitext text/x-wiki <pages index="Constituição dos Estados Unidos do Brazil de 1937.pdf" from=115 to=117 fromsection="Emendas" tosection="Cap. 21" header=1/> {{PD-Brasil-Gov}} [[en:The New Constitution of the United States of Brazil/Chapter 21]] [[Categoria:Constituição do Brasil de 1937]] lt39urm78d9wss5qbm8o64vorp8tbrn Constituição dos Estados Unidos do Brazil de 1937/Capítulo 20 0 193375 566290 565579 2026-10-18T12:01:57Z Erick Soares3 19404 566290 wikitext text/x-wiki <pages index="Constituição dos Estados Unidos do Brazil de 1937.pdf" from=110 to=115 tosection="Defesa" header=1/> {{PD-Brasil-Gov}} [[en:The New Constitution of the United States of Brazil/Chapter 20]] [[Categoria:Constituição do Brasil de 1937]] f8vk876pfve4kaifxnext8df445ixh7 Wikisource:GUS2Wiki 4 217577 566298 565747 2026-10-18T13:25:08Z Alexis Jazz 29519 Updating gadget usage statistics from [[Special:GadgetUsage]] ([[phab:T121049]]) 566298 wikitext text/x-wiki {{#ifexist:Project:GUS2Wiki/top|{{/top}}|This page provides a historical record of [[Special:GadgetUsage]] through its page history. 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Longe. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|A’ LONGO.}} {{catgram|fórm. adv.}} Vej. Longo. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALOPECIA.}} {{catgram|s. f.}} Med. {{Def|Certa doença, que faz cahir o cabello pela raiz.}} Lat. ''Alopecia''. <span style="font-variant:small-caps">Madeir.</span> Meth. 2, 25, 3 Como aconteceo no caſo da ''alopecia''. <span style="font-variant:small-caps">Morat.</span> Pratic. 1, 1, 5 Das manchas, e mélas, que ſe fazem na cabeça, e barba, quando caia o cabello, a que chamão ''alopecia''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALOSNA.}} {{catgram|s. f.}} antiq. {{Def|O meſmo que}} Loſna. <span style="font-variant:small-caps">F. Alv.</span> Inform. 11 ''Aloſna'', murtas, e outras hervas de cheiros medicinaes. <span style="font-variant:small-caps">Fr. G. da Silv.</span> Vid. 1, 22 Porque alli havia avondança de huma herva amargoſa, a que chamão ''aloſna''. <span style="font-variant:small-caps">Brit.</span> Chr. 1, 18 Por haver alli grande cópia de huma herva amargoſa, que em Latim ſe chama ''abſinthium'', que he a que chamamos ''aloſna'', chamavão aquella paragem o valle de amargura. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALOUCADO, A.}} {{catgram|adj.}} {{Def|Que propende para louco, ou que o parece.}} <span style="font-variant:small-caps">Fr. Marc.</span> Chr. 2, 10. cant. 25 Mas ſe fallo ''aloucado'', Grande cauſa tenho, amor. <span style="font-variant:small-caps">Leit. d’Andrad.</span> Miſc. 3, 77 Em moço era muito mais contumaz, e como ''aloucado''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALPARAVAZ.}} {{catgram|s. f.}} ant. {{Def|Aba ou çanefa, que cobre ou acompanha a extremidade de alguma couſa.}} Uſaſe commummente no pl. <span style="font-variant:small-caps">Leão</span>, Orig. 16 põe eſte vocabulo no numero dos que os Portuguezes tem ſeus nativos. <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Dec. 3, 10, 9 O qual [ſombreiro] he de humas canninhas mui miudas, cobertas de tafetá ou lenço, ſegundo a peſſoa tem poder ou dignidade, com muitos lavores de ouro e louçainhas pelos ''alparavazes''. <span style="font-variant:small-caps">Prov. da Hiſt. Gen.</span> 2, 4, 76. p. 474. ann. 1522 Hum paramento de cama com ſeus ''alparavazes''. <span style="font-variant:small-caps">Exeq. de Filipp. I.</span> 5 Eſtava hum docel de veludo preto de vinte palmos em quadro com ſeus ''alparavazes'' do meſmo veludo. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALPARCA.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|Certo calçado, cuja ſola ſe ajuſta ao pé com tiras de couro, ou de algum tecido de linho ou eſparto, e aberto por cima, como chinella.}} Tambem ha alparcas de ſêda, ou de qualquer materia. Ordinariamente ſe uſa no plural. <span style="font-variant:small-caps">Goes</span>, Chr. de D. Man. 1, 37 E nos pés humas ''alparcas'' de veludo. <span style="font-variant:small-caps">Cam.</span> Luſ. 2, 95 Nas ''alparcas'' dos pés, em fim de tudo Cobrem ouro e aljofar ao veludo. <span style="font-variant:small-caps">Tell.</span> Chr. 1. Prol. Porque no outro pé, por cauſa da ferida, trazia huma ''alparca'' de eſparto. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALPARGATA.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|O meſmo que}} Alparca. Diogo de Urréa, citado por Covarrubias, diz ſer voz corrompida do Arabigo ''alpargurgad''. O Diccion. Caſtelh. diz com o P. Alcalá, que vem da voz Arabiga ''pargat'', que quer dizer o meſmo, accreſcentado o articulo ''al''. <span style="font-variant:small-caps">A. Galv.</span> Tr. 69 ℣ Fazem dellas [arvores] mantas, ''alpargatas'', eſteiras, cintas, &c. <span style="font-variant:small-caps">S. Ann.</span> Chr. 1, 36, 206 Eſquecendoſe de levar á officina commua humas ''alpargatas'' velhas, &c. <span style="font-variant:small-caps">Vieir.</span> Serm. 4, 6, 5. n. 210 As ''alpargatas'' ſemeadas de todo o genero de pedraria. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALPARGATE.}} {{catgram|s. m.}} ant. {{Def|O meſmo que}} Alpargata. <span style="font-variant:small-caps">Camp.</span> Receb. 43 ℣ Todos [os cinco Martyres] com palmas de victoria na mão, ''alpargates'' ricos. <span style="font-variant:small-caps">Lavanh.</span> Viag. 48 ℣ Veſtião roupas de damaſco de varias côres, guarnecidas com perolas e joias, ''alpargates'' não menos ricos. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALPARLUZ.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|O meſmo que}} Alparavaz. <span style="font-variant:small-caps">Prov. da Hiſt. Gen.</span> 3, 4, 149. p. 129. ann. 1545 E com hum letreiro nos ''alparluzes'' do dito drocel, que &c. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALPARQUEIRO.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|O que faz alparcas.}} <span style="font-variant:small-caps">Bent. Per.</span> Theſ. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALPAVARDO, A.}} {{catgram|adj.}} antiq. <span style="font-variant:small-caps">Gil Vic.</span> Obr. 1, 27 ℣ Vai, vai Joanne bogiar, Não andes como ''alpavardo''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALPENDER.}} {{catgram|s. m.}} antiq. Vej. Alpendre. <span style="font-variant:small-caps">Vit. Chriſt.</span> 2, 50 ℣. </p> | style="width:50%; vertical-align:top; padding-left:1em" | <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:0"> {{lema|ALPENDERE.}} {{catgram|s. m.}} ant. Vej. Alpendre. <span style="font-variant:small-caps">Ros.</span> Hiſt. 2, 59, 2. <span style="font-variant:small-caps">Paiv.</span> Serm. 1, 127. <span style="font-variant:small-caps">Andrad.</span> Chr. 1, 49. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALPENDORADA.}} {{catgram|s. f.}} ant. {{Def|O meſmo que}} Alpendrada, e he como hoje ſe diz. <span style="font-variant:small-caps">Goes</span>, Chr. de D. Man. 3, 42 Mandou encalhar o jungo em terra, e cobrir de huma ''alpendorada''. <span style="font-variant:small-caps">Gouv.</span> Rel. 2, 10 Porque aquellas caſas, ou ''alpendoradas'', além de ſerem aſconſas, ſuſtentavãoſe ſobre traves mui groſſas. <span style="font-variant:small-caps">Sous.</span> Hiſt. 1, 2, 2 E daqui ficárão as ''alpendoradas'', que ainda hoje durão em Conventos mui antigos deſte Reino. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALPENDRADA.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|Alprendre maior que o ordinario, ou de muitas columnas.}} <span style="font-variant:small-caps">Monteir.</span> Art. 17, 8, 266 Nas ''alpendradas'' do Templo entre os mais pobres me agaſalharei. <span style="font-variant:small-caps">Carv.</span> Chorogr. 1, 1, 8 E ao redor do clauſtro huma ''alpendrada'' ſobre columnas de pedra. <span style="font-variant:small-caps">M. Bern.</span> Floreſt. 5, 1, 92, A Porticos, ou ''alpendradas''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALPENDRE.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Eſpecie de tecto, ſuſtentado em columnas ou pilares diante das portas das caſas, Igrejas, &c.}} ant. Alpender, Alpendere. <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Dec. 1, 4, 8 Entrárão em hum pateo de ''alpenderes'', &c. <span style="font-variant:small-caps">Goes</span>, Chr. de D. Man. 1, 34 Fizerão todos juramento ao Principe nas mãos delRei ſeu pai no ''alpendre'' do Moſteiro de S. Domingos. <span style="font-variant:small-caps">Mend. Pint.</span> Peregr. 82 Nos agaſalhárão n’hum ''alpendre'' do ſeu pagode. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alpendre das eiras,}} onde ſe recolhem as novidades, quando chove. <span style="font-variant:small-caps">Blut.</span> Vocab. Suppl. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALPENSE.}} {{catgram|adj. de huma term.}} pouc. uſ. {{Def|O meſmo que}} Alpino. <span style="font-variant:small-caps">Brit.</span> Chr. 2, 25 Chegou a hum Moſteiro da Ordem novamente fundado no Ducado de Saboia, ao qual chamão ''Alpenſe''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALPERCATE.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Buraco entre a orelha e a pala do ſapato.}} <span style="font-variant:small-caps">Blut.</span> Vocab. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALPERCHE.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Nome, que ſe dá aos damaſcos grandes.}} <span style="font-variant:small-caps">M. de Figueir.</span> Chronogr. 4, 29 Albiquorques, pecegos, ''alperches'', ſe plantão de ſemente em terra quente por Outubro, &c. <span style="font-variant:small-caps">Dom. Rodrig.</span> Art. 195 Deſte modo ſe fazem ''alperches''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALPERCHE.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Alpendre pequeno.}} <span style="font-variant:small-caps">Fr. Leão</span>, Benedict. 2, 1, 3. c. 5 Hum Padrão ou Cruzeiro, em que eſtava a Imagem . . . coberto com ſeu ''alperche'', eſtribado em quatro columnas. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALPERGATE.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|O meſmo que}} Alpargate. <span style="font-variant:small-caps">Bent. Per.</span> Theſ. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALPESTRE.}} {{catgram|adj. de huma term.}} Poet. {{Def|Aſpero, eſcabroſo, ſemelhante aos montes Alpes.}} Applicaſe particularmente aos montes. <span style="font-variant:small-caps">Bern.</span> Rim. Eleg. 2 Mas deſte ''alpeſtre'' monte, duro, imigo, &c. <span style="font-variant:small-caps">Per.</span> Elegiad. 6, 79 ℣ Perdidos por aſperrimos, ''alpeſtres'' Boſques, rochedos, brejos, que paſſavão. <span style="font-variant:small-caps">Roll.</span> Noviſſ. 2, 57 As eſpumantes agoas parecião, Quando os oppoſtos ventos encontravão, ''Alpeſtres'' montes, que romper querião Os tranſparentes orbes, que tocavão. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALPESTRIO, A.}} {{catgram|adj.}} pouc. uſ. Poet. {{Def|O meſmo que}} Alpeſtre. <span style="font-variant:small-caps">Per.</span> Elegiad. 15, 226 Já arrojado o arraial eſtava Nos ''alpeſtricos'' montes Africanos. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALPHA.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|A primeira letra do alphabeto ou abecedario Grego, que he o A.}} <span style="font-variant:small-caps">Fr. Sim. Coelh.</span> Chr. 2, 22, 199 A primeira letra, a que os Hebreos chamão aleph, chamão os Gregos ''alpha''. <span style="font-variant:small-caps">Purif.</span> Chr. 1, 2, 4. &sect;. 6 No meio das duas letras do alphabeto Grego ''alpha'' e ómega. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. Alpha, abſ. ou mais frequentemente Alpha e Omega: Dáſe eſta denominação a Deos, como principio e fim de todas as couſas, por allusão a eſtas duas letras no alphabeto Grego, onde huma dellas he a primeira, e a outra a ultima. <span style="font-variant:small-caps">Ros.</span> Hiſt. 2, 25, 4 Pois que he [a Virgem] mãi daquelle, que he o ''alpha'', e o principio e fim. <span style="font-variant:small-caps">Ceit.</span> Quadrag. 1, 108, 3 Vós [meu Deos] foſtes o ''alpha'' e o ''omega'' de todas as couſas, principio e fim dellas. <span style="font-variant:small-caps">Vieir.</span> Serm. 4, 2, 4. n. 54 Eu ſou o ''alpha'' e o ''omega'', porque ſou o principio e fim de tudo. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Muſic. {{catgram|f.}} {{Def|Compoſto, ou corpo atraveſſado com duas vozes, huma no principio, e outra no fim.}} Ha tres alphas: Alpha mocha, breve, e ſemibreve. <span style="font-variant:small-caps">A. Fernand.</span> Art. 1, 56 E toda a ''alpha'' ſubindo ou decendo, tendo a primeira ponta plica á mão eſquerda para baixo são breves em ambas as pontas.——1, 55 E quando venha huma ''alpha'' ſem plica, a que chamão ''alpha mocha''.——1, 57 E ſe fôr ''alpha'', tendo plica pera cima á mão aſquerda, tambem he de ſemibreve. <span style="font-variant:small-caps">M. Nun.</span> Tr. das Explan. 81 Ligadura obliqua he a que chamamos ''alphas'', que são figuras de corpo atraveſſado. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. <span style="font-variant:small-caps">Pint. Rib.</span> Uſurp. 43 A violencia e a tyrannia eſtendeo os limites e ''alphas'' dos Reinos, e ſubmetteo mais de huma Republica á obediencia de hum homem. </p> |}<noinclude>{{Cabeçalho|||AL-}}</noinclude> 7ch0n9zqykhvsvfd4uly0wkb1zi3twf Página:Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf/134 106 259168 566291 2026-10-18T12:06:50Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 566291 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|128|{{sc|a volta do mundo em oitenta dias}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude>que de vagas desencontradas, que teria esmagado uma embarcaçāo menos solidamente construida. De tempos a tempos avistava-se a costa através das abertas do nevoeiro, mas nāo se via um unico navio. Só a ''Tankadère'' aguentava o mar. Ao meio dia houve alguns symptomas de bonança, os quaes, com o pôr do sol, se tornaram mais sensiveis. A pouca duraçāo da tempestade era consequencia da sua propria violencia. Os passageiros, absolutamente prostrados de fadiga, poderam a final comer alguma cousa e tomar algum repouso. A noite foi relativamente socegada. O piloto largou outra vez as vélas nos primeiros rizes. A velocidade da embarcaçāo tornou-se consideravel. No dia seguinte, ao romper do sol, John Bunsby fez o reconhecimento da costa e poude affirmar que nāo estavam a cem milhas de Shangai. Cem milhas, e só tinha aquelle dia para as percorrer! Era nʼaquella mesma tarde que mr. Fogg devia chegar a Shangai, se nāo quizesse perder o paquete de Yokohama. Sem aquella tempestade, durante a qual perdeu muitas horas, estarianʼaquelle momento a trinta milhas do porto. O vento abonançava sensivelmente, mas por fortuna o mar caía tambem. O barco largou todo o panno. Gaff-topes, vélas de estai, bujarrona, tudo entrára em acçāo, e o mar escumava sob a roda da proa. Ao meio dia estava a ''Takadéère'' apenas a quarenta e cinco milhas de Shangai. Só restavam seis horas para alcançar este porto antes da partida do paquete de Yokohama. Houve grandes receios a bordo. Queriam todos chegar a todo o custo. Todos — menos Phileas Fogg por certo — sentiam pulsar o coraçāo com impaciencia. Era preciso que o barco se conservasse nʼuma velocidade média de nove milhas por hora, e o vento continuava a amainar! Soprava um vento irregular; vinham da costa lufadas caprichosas. Passavam, e o mar tornava-se logo chāo. Comtudo, a embarcação era tāo leve, as suas vélas altas, de<noinclude></noinclude> g1kaxuzdne3vc9fdc2n5myrbewk9tw4 Página:Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf/135 106 259169 566292 2026-10-18T12:12:28Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 566292 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|129|{{sc|a volta do mundo em oitenta dias}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude><section begin="Chap. XXI"/>um tecido fino, apanhavam tāo bem as lufadas irregulares, que John Bunsby, com a ajuda da corrente, achava-se apenas á distancia de dez milhas do rio de Shangai, porque a cidade está situada a doze milhas, pelo menos, acima da embocadura. As sete horas achavam-se ainda a tres milhas de Shangai. Uma formidavel praga saiu da bôca do piloto... Ía com certeza perder a gratificaçāo de duzentas libras. Olhou para mr. Fogg. Mr. Fogg estava impassivel, e comtudo, nʼaquelle momento, jogava toda a sua fortuna. Nʼaquelle momento tambem ama aspecie de fuso negro, coroado de um pennacho de fumo, appareceu á superficie da agua. Era o paquete americano que saia á hora regulamentar. — Maldição! exelamou John Bunsby, que repelliu o leme om desespero. — Signaes! disse Phileas Fogg com simplicidade. — Na próa da ''Tankadère'' alongava-se um pequeno canhāo de bronze. Servia para dar signal em tempo de nevoeiro. A peça foi carregada até á bôca, mas no mesmo momento em que o piloto ia chegar uma braza ao ouvido da peça, mr. Fogg disse: — Ponha a bandeira a meio pau. A bandeira foi arreada até meio mastro. Era um signal de perigo, e devia-se esperar que o paquete americano, quando o avistasse, dirigisse a prôa para a ''Tankadère''. — Fogo! disse mr. Fogg. E a detonaçāo da pequena peça de bronze estalou nos ares. {{dhr|3}} <section end="Chap. XXI"/> <section begin="Chap. XXII"/>{{t2|{{smaller|{{sc|em que passepartout reconhece que, mesmo nos antipodas,<br>é prudente ter algum dinheiro na bolsa}}}}|CAPITULO XXII}} {{dhr|2}} O ''Carnatic'', tendo saido de Hong-Kong a 7 de novembro, ás seis horas e meia da tarde, dirigia-se a todo o vapor para as<section end="Chap. XXII"/><noinclude>{{rh|A VOLTA DO MUNDO||9}}</noinclude> el8y2kb8pl045pdkc4qxmcsz07nv0a0 566293 566292 2026-10-18T12:12:42Z Erick Soares3 19404 566293 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|129|{{sc|a volta do mundo em oitenta dias}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude><section begin="Chap. XXI"/>um tecido fino, apanhavam tāo bem as lufadas irregulares, que John Bunsby, com a ajuda da corrente, achava-se apenas á distancia de dez milhas do rio de Shangai, porque a cidade está situada a doze milhas, pelo menos, acima da embocadura. As sete horas achavam-se ainda a tres milhas de Shangai. Uma formidavel praga saiu da bôca do piloto... Ía com certeza perder a gratificaçāo de duzentas libras. Olhou para mr. Fogg. Mr. Fogg estava impassivel, e comtudo, nʼaquelle momento, jogava toda a sua fortuna. Nʼaquelle momento tambem ama aspecie de fuso negro, coroado de um pennacho de fumo, appareceu á superficie da agua. Era o paquete americano que saia á hora regulamentar. — Maldição! exelamou John Bunsby, que repelliu o leme om desespero. — Signaes! disse Phileas Fogg com simplicidade. — Na próa da ''Tankadère'' alongava-se um pequeno canhāo de bronze. Servia para dar signal em tempo de nevoeiro. A peça foi carregada até á bôca, mas no mesmo momento em que o piloto ia chegar uma braza ao ouvido da peça, mr. Fogg disse: — Ponha a bandeira a meio pau. A bandeira foi arreada até meio mastro. Era um signal de perigo, e devia-se esperar que o paquete americano, quando o avistasse, dirigisse a prôa para a ''Tankadère''. — Fogo! disse mr. Fogg. E a detonaçāo da pequena peça de bronze estalou nos ares. {{dhr|3}} <section end="Chap. XXI"/> <section begin="Chap. XXII"/>{{t2|{{smaller|{{sc|em que passepartout reconhece que, mesmo nos antipodas,<br>é prudente ter algum dinheiro na bolsa}}}}|CAPITULO XXII}} {{dhr|2}} O ''Carnatic'', tendo saido de Hong-Kong a 7 de novembro, ás seis horas e meia da tarde, dirigia-se a todo o vapor para as<section end="Chap. XXII"/><noinclude>{{rh|A VOLTA DO MUNDO||9}}</noinclude> g188bhm0xj6azjgttw0xr8hmnfntpjh 566296 566293 2026-10-18T12:19:26Z Erick Soares3 19404 566296 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rvh|129|{{sc|a volta do mundo em oitenta dias}}|{{sc|viagens maravilhosas}}}}{{rule}}</noinclude><section begin="Cap. XXI"/>um tecido fino, apanhavam tāo bem as lufadas irregulares, que John Bunsby, com a ajuda da corrente, achava-se apenas á distancia de dez milhas do rio de Shangai, porque a cidade está situada a doze milhas, pelo menos, acima da embocadura. As sete horas achavam-se ainda a tres milhas de Shangai. Uma formidavel praga saiu da bôca do piloto... Ía com certeza perder a gratificaçāo de duzentas libras. Olhou para mr. Fogg. Mr. Fogg estava impassivel, e comtudo, nʼaquelle momento, jogava toda a sua fortuna. Nʼaquelle momento tambem ama aspecie de fuso negro, coroado de um pennacho de fumo, appareceu á superficie da agua. Era o paquete americano que saia á hora regulamentar. — Maldição! exelamou John Bunsby, que repelliu o leme om desespero. — Signaes! disse Phileas Fogg com simplicidade. — Na próa da ''Tankadère'' alongava-se um pequeno canhāo de bronze. Servia para dar signal em tempo de nevoeiro. A peça foi carregada até á bôca, mas no mesmo momento em que o piloto ia chegar uma braza ao ouvido da peça, mr. Fogg disse: — Ponha a bandeira a meio pau. A bandeira foi arreada até meio mastro. Era um signal de perigo, e devia-se esperar que o paquete americano, quando o avistasse, dirigisse a prôa para a ''Tankadère''. — Fogo! disse mr. Fogg. 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Eram os que tinham ficado por conta de mr. Phileas Fogg. Na manhā seguinte a gente da prôa poude ver, nāo sem alguma surpreza, um passageiro, com o olhar vago, andar pouco firme, cabello em desordem, sair da segunda camara e vir, cambaleando, sentar-se nʼuma bola. Este passageiro era Passepartout em pessoa. Eis o que acontecera. Instantes depois de Fix haver saido da taberna, dois creados tinham pegado em Passepartout, que dormia profundamente, deitando-o no leito reservado aos fumadores. Mas tres horas depois, Passepartout, perseguido até nos seus pesadelos por uma idéa fixa, acordava e luctava contra a força embrutecedora do narcotico. O pensamento do dever nāo cumprido sacudia-lhe o torpor. Deixou o leito dos bebedos, e, tropeçando a cada passo, apolando-se ás paredes, caindo e levantando-se a cada momento, mas sempre impellido por uma especie de instincto, saiu da taberna, gritando como nʼum sonho: o ''Carnatic!'' o ''Carnatic!'' O paquete ali estava, no ancoradouro, deitando fumo. Passepartout só tinha alguns passos a dar. Saltou sobre a prancha, atravessou a abertura da amurada, e caiu inanimado á pôpa, no momento em que o ''Carnatic'' levantava ferro. Alguns marinheiros, como gente habituada a scenas dʼesta especie, conduziram o pobre moço para um eamarote de segundos, e Passepartout só acordou no outro dia pela manhā, a cento e cincoenta milhas das terras da China. Eis por que nʼaquella manhā Passepartout se achava sobre a tolda do ''Carnatic'' e vinha aspirar com soffreguidāo a fresca brisa do mar. O ar puro dissipou-lhe a embriaguez. Começou a coodernar as idéas, o que elle conseguiu nāo sem difficuldade. Mas, a final, lembrou-se das scenas da vespèra, das confidencias de Fix, da taberna, etc. — E evidente que fui embriagado de um modo abominavel<noinclude></noinclude> bho7d8b30w0nhlx0rumiq1j30hs9m1a A Volta do Mundo em Oitenta Dias (3ª edição)/XXI 0 259171 566295 2026-10-18T12:18:45Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf" from=127 to=135 tosection="Cap. XXI" header=1/> {{Modernização}} {{DP-3}} [[en:Around the World in Eighty Days (Towle)/Chapter 21]] [[es:La vuelta al mundo en ochenta días/Capítulo XXI]] [[id:Mengelilingi Doenia Dalam 80 Hari/Bab XXI]] [[sv:Jorden rundt på åttio dagar/21]] [[fr:Le Tour du monde en quatre-vingts jours/Chapitre 21]] he:סביב הארץ בשמונים יום/פר... 566295 wikitext text/x-wiki <pages index="Júlio Verne - A Volta do Mundo em Oitenta Dias (1886).pdf" from=127 to=135 tosection="Cap. XXI" header=1/> {{Modernização}} {{DP-3}} [[en:Around the World in Eighty Days (Towle)/Chapter 21]] [[es:La vuelta al mundo en ochenta días/Capítulo XXI]] [[id:Mengelilingi Doenia Dalam 80 Hari/Bab XXI]] [[sv:Jorden rundt på åttio dagar/21]] [[fr:Le Tour du monde en quatre-vingts jours/Chapitre 21]] [[he:סביב הארץ בשמונים יום/פרק כא]] [[it:Il giro del mondo in ottanta giorni/Capitolo XXI]] [[pl:Podróż naokoło świata w 80-ciu dniach/Rozdział XXI]] [[uk:Подорож довкола землї в 80 днях/XXI]] e85r2bnpkb1ne28fpk11220jnrwvyci Histórias maravilhosas da tradição popular portuguesa/História do mercador e seus três filhos 0 259172 566299 2026-10-18T15:52:06Z Mt516 43586 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{navegar | título = [[../]] | autor = Ana de Castro Osório | tradutor = | seção = História do mercador e seus três filhos | anterior = [[../História do papagaio/]] | posterior = [[../História do Príncipe Monstro/]] | notas = }} '''<big>HISTÓRIA DO MERCADOR E SEUS TRÊS FILHOS</big>''' ERA de uma vez um mercador que tinha três filhos. Aconteceu os negócios correrem-lhes mal e dum dia para o outro acharam-se na mis... 566299 wikitext text/x-wiki {{navegar | título = [[../]] | autor = Ana de Castro Osório | tradutor = | seção = História do mercador e seus três filhos | anterior = [[../História do papagaio/]] | posterior = [[../História do Príncipe Monstro/]] | notas = }} '''<big>HISTÓRIA DO MERCADOR E SEUS TRÊS FILHOS</big>''' ERA de uma vez um mercador que tinha três filhos. Aconteceu os negócios correrem-lhes mal e dum dia para o outro acharam-se na miséria, eles que tinham sido os mais poderosos e orgulhosos comerciantes do País. Envergonhado de viver pobremente numa cidade em que tinha sido dos primeiros, resolveu o filho mais velho ir correr terras em busca de fortuna. Participou esta sua resolução ao pai e aos irmãos, que a acharam boa e combinaram partir também. Do pouco que lhes restava fizeram as suas malas, e montando a cavalo puseram-se a caminho. Muitos dias de fome e frio passaram sem encontrar vivalma, até que chegaram ao pé dum grande monte, tão difícil de trepar que perderam a esperança de o transpor. Era quase noite e o frio atormentava-os. Os lobos, uivando pelas serranias, enchiam-nos de pavor e amedrontavam os pobres cavalos. Mas o mais velho dos rapazes, que fora o da lembrança de sair da Pátria, encheu-se de coragem e disse ao pai e irmãos que esperassem ali enquanto ia lá acima ver se descobria abrigo para a noite. Com grande trabalho conseguiu arrastar-se até ao alto da montanha e de lá, cheio de alegria, começou a gritar aos companheiros que fossem também, pois descobria um lindo palácio de cobre. Como a esperança dá asas ainda aos mais cansados, depressa os três homens chegaram onde estava o descobridor da maravilha. Porque era uma maravilha digna de ser contada, a vista dum imenso palácio todo de cobre, iluminado e parecendo, no meio das trevas, uma fogueira chamejante. Até os próprios cavalos pareciam compreender que os esperava um abrigo para a noite, porque fizeram das fraquezas forças e num instante pararam junto ao grande portão da entrada. Bateram com os copos da espada na grossa porta de cobre, que imediatamente se abriu, mostrando-lhes um pátio iluminado como para uma festa. Não encontrando ninguém, trataram de procurar sítio para acomodarem os seus fiéis animais, como usa fazer todo o bom cavaleiro, que antes de si pensa na sua montada. Não foi preciso procurar muito para acharem belas cavalariças, espaçosas e limpas e com as manjedouras cheias de grão para os animais. Satisfeitos, ali os deixaram a descansar e a matar a fome, enquanto iam tratar de fazer o mesmo. Com crescente admiração foram entrando no palácio, cheio de riquezas, mobilado com o maior luxo e conforto e iluminado brilhantemente, sem encontrarem fôlego vivo. Na sala de jantar viram a mesa carregada de iguarias, posta com quatro talheres. Sentaram-se, comeram e beberam quanto lhes apeteceu, conversando alegremente sobre o caso dali estar tudo preparado como se esperados fossem. À hora de se irem deitar encontraram quatro quartos com esplêndidas camas onde passar uma boa noite. Mas o mais velho dos rapazes disse: — Não acho prudente que nos vamos todos deitar. Não sabemos onde estamos e nada mais fácil do que cairmos nalguma cilada. Vão deitar-se que eu fico de vela. Os irmãos e o pai não o queriam deixar só, mas pediu muito e convenceu-os de que era inútil incomodarem-se todos, quando um só podia fazê-lo. Foi à livraria escolher um livro e sentou-se ao pé da mesa a ler, para lhe não dar o sono. Lá pela noite velha sentiu um rugido e uma coisa que se arrastava pelas casas, fazendo um barulho horrível. Como era rapaz destemido, levantou-se logo com a espada em punho e viu um dragão, um monstro medonho, de cauda em forquilha e coberto de espinhos. Rugindo, a fera lhe perguntou: — O que vieste fazer ao meu palácio de cobre? — O que a ti não importa, monstro horrendo! — Ah, sim?! Então hás-de jogar uma luta comigo — e levantando-se em pé parecia deitar chamas pelos olhos. O rapaz não esperou mais, arremeteu com a espada e de um só bote lhe varou o coração. Muito satisfeito da proeza, agarrou no monstro, abriu uma janela e atirou com ele para o fosso. Passou o resto da noite sem mais incidentes. E para não apoquentar o pai e os irmãos, o rapaz não disse nada do que tinha sucedido. De manhã, lavados e preparados, dirigiram-se à casa de jantar onde tomaram algum alimento. Desceram à cavalariça e aparelhados os animais, montaram e seguiram viagem. Andaram por caminhos pedregosos e desertos, correram montes e vales e já fatigadíssimos e desanimados chegaram, ao anoitecer, ao pé de uma grande montanha. — Não desanimemos — disse o segundo rapaz. — Assim como ontem o nosso irmão mais velho, subindo aquele escarpado monte, encontrou abrigo, também eu vou subir esta montanha e Deus há-de querer que eu seja igualmente feliz. Fiquem pois aqui, que lá de cima os chamarei. Se assim o disse, melhor o fez. Com bastante custo subiu a montanha e tanto, que se não fosse o exemplo da véspera teria talvez desanimado a meio. Porque, se a outra era difícil, esta, muito mais escarpada e alta, quase parecia invencível. Mas, enfim, quem teima vence. E, chegando ao cume, viu o mais lindo palácio de prata que olhos humanos jamais contemplaram. Começou a gritar chamando os companheiros, que, alegres e esperançados, venceram todas as dificuldades e em breve estavam junto dele. Em baixo, qual se fosse uma grande lua branca, o palácio de prata brilhava e convidava-os ao descanso. Num instante chegaram ao grande portão de prata polida, que brilhava mais do que um espelho, e mal lhe tocaram abriu-se de par em par. Entraram, e, como na véspera, ninguém encontraram a quem pedir pousada. Meteram os cavalos na cavalariça, onde tinham palha e grão à farta, e subiram em busca de alojamento para eles. Lá estava a casa de jantar, iluminada a jorros, com a mesa posta com quatro talheres e carregada dos mais finos manjares; e nos quartos camas feitas, belos fatos para mudarem os que traziam estragados da viagem, tudo enfim quanto podiam desejar. Comeram e beberam como quem fizera uma jornada longa e enfadonha, e, depois de conversarem um pouco, resolveram ir deitar-se. Mas então, observou o segundo rapaz: — Como ontem disse o nosso irmão mais velho, não é conveniente irmos todos dormir e então vão vocês, que hoje cabe-me a vez a mim. Assim foi. Os outros foram deitar-se e ele ficou a ler para se distrair. Alta noite ouviu um grande motim, e, voltando-se, deu de cara com um gigante, enorme e feio como noite de trovoada. — O que vieste fazer ao meu palácio de prata?! — trovejou o monstro, deitando relâmpagos pelos olhos. — O que a ti não importa! — Então vamos a uma luta e veremos quem é o mais forte. — Vamos lá — respondeu o atrevido moço. E, sem lhe dar tempo a pôr-se em guarda, de um só golpe lhe decepou a cabeça. Depois arrastou aquele corpanzil para um corredor, fechou a porta e lá o deixou ficar. De manhã levantaram-se os irmãos e o pai. Ele porém não lhes disse nada, para os não apoquentar. Vestiram-se, almoçaram, aparelharam os cavalos e partiram. Todo o dia andaram sem descansar e sem encontrarem ninguém que lhes ensinasse o caminho. Até que, já noite, se viram ao pé de uma serra tão alta que parecia pegar com o céu. E disse então o mais novo dos rapazes: — É hoje a minha vez de ir explorar terreno. Fiquem aqui e eu os chamarei se tiver a mesma fortuna que meus irmãos tiveram. Com imenso trabalho conseguiu subir a serra, que era cheia de precipícios e tão escarpada que as próprias cabras não ousariam lá pôr os pés. Chegando enfim ao cimo, ficou deslumbrado com o espectáculo que estava diante dos seus olhos. No meio de uma vasta planície verdejante, um palácio de ouro, cheio de luzes, brilhava como um sol. Entusiasmado, gritou pelos companheiros que subissem depressa. Reunidos todos, dirigiram-se para lá a todo o galope; batendo ao portão viram-no abrir-se de repente, como nos outros dois palácios tinha sucedido. Entraram, levaram os cavalos para as magníficas cavalariças e seguiram no palácio que os deixou confundidos com a sua riqueza e magnificência. Não havia ali objecto, por pequeno ou grande, que não fosse de ouro do mais fino quilate. A mesa estava coberta de saborosas iguarias e frutos raros; os vinhos generosos, as camas macias, os ricos fatos para mudarem, tudo mostrava que eram esperados e tratados como hóspedes de grande consideração. Quantas vezes as maiores facilidades encobrem as mais negras traições! À hora de se irem deitar, disse o mais novo dos rapazes: — Hoje é também a vez de ficar velando. Vão deitar-se descansados que eu não dormirei. Indo buscar um bom livro ficou a ler até que, alta noite, ouviu um pavoroso ruído que se avizinhava da sala. Levantou-se, espreitou pelo buraco da fechadura e viu uma formidável bicha-de-sete-cabeças, que para ali se arrastava. Puxou da espada, e, colocando-se atrás da porta, deu-lhe tamanho golpe quando a fera ia a entrar, que instantâneamente a derrubou nas vascas da morte. Foi novamente sentar-se, a continuar a leitura, mas já não prestava atenção ao que lia porque começou a lembrar-se que sua avó lhe dizia muitas vezes que dentro destas bichas-de-sete-cabeças costuma haver muitas jóias preciosas, encantos maravilhosos e dinheiro a rodos. Levantou-se outra vez, para a ir abrir, quando um pé de vento que escancarou uma janela lhe apagou a luz. Não tendo coisa com que fazer fogo, saiu para procurar lume, pois ao longe via uma luzinha. Parecia-lhe muito perto, mas andando, andando, não chegava a encontrá-la. Até que se viu junto da casa do Sol e da Lua que lhe disseram que não tinham lume, mas que aceitasse duas fitas, uma preta, outra branca, que assim teria luz ou treva à sua vontade, conforme a fita que tivesse por cima. Satisfeito com o presente, voltou dali, tendo o cuidado de pôr por cima a fita branca, o que lhe iluminava o caminho como se fosse dia. A meio da jornada defrontou uma casa baixa e larga donde saía fumo. — O que será isto? — disse para consigo. — Quando há bocado aqui passei não vi nenhuma habitação e agora encontro esta?! Pois também hei-de entrar para ver o que é. Dirigindo-se para ali abriu a porta, entrou e viu uma enorme chaminé onde fervia uma grande caldeira. Levantou a tampa e com horror se certificou de que era carne humana, que estava a cozer para algum banquete de antropófagos. Ia a retirar-se, quando muitas vozes o chamaram do fundo da casa, onde estava escuro como breu. Pôs a fita branca para cima e na luz clara que se fez, reconheceu que tinha caído numa caverna de gigantes. Não se atemorizou porém, e perguntou-lhes o que desejavam. — É que nós — responderam eles — vimos-te levantar a tampa do caldeirão e ficámos admirados de um pigmeu como tu ter tanta força, quando nós somos tantos para fazer esse serviço. — Meus caros amigos, já diz um ditado na minha terra: ''os homens não se medem aos palmos'' e eu, apesar de pequeno, tenho até força para a levantar só com uma das mãos. Como os gigantes duvidassem, tirou a tampa, que era maior e mais pesada do que uma roda de carro e atirou-a para cima deles, matando um em que acertou. Depois quis sair, mas os outros não o deixaram, sem que carregasse tanto peso de ferro como eles. — Pois sim, da melhor vontade. Mas hei-de ser eu quem os carregue a vocês para ver quanto podem. Quando os viu bem convidados com o peso, saiu e esperou-os. E a um e um, e assim como vinham, os foi empurrando para um subterrâneo que estava à entrada e era onde os gigantes costumavam arrecadar as suas vítimas, até lhes darem o destino do caldeirão, para as comerem. Ao último que saíra, amarrou-o de pés e mãos e obrigou-o a contar tudo que ali se passava e tão estranho lhe parecia. O mísero gigante, mais morto do que vivo de susto, contou-lhe: — Isto é tudo filho dum grande encanto, que nós estamos a guardar. Um génio poderoso quis casar com uma Princesa. Como ela o não quisesse nem os pais lha dessem, ficou desesperado, e para se vingar os pôs aqui com as três filhas a dormir para sempre. Se não houver quem seja bastante arrojado para ir ao palácio de cobre matar o dragão, ao palácio de prata matar o gigante e ao palácio de ouro matar a bicha-de-sete-cabeças, aqui ficarão até ao fim do Mundo. — Está bem — disse o moço — e vocês o que fazem? Se o Rei e as Princesas têm esses guardas para que são precisos mais guardiões? — Nós estamos aqui para quando eles se retiram aos seus palácios não ficarem sós os encantados. Bem admirados estamos de que não apareça o dragão há três dias, o gigante há dois e a bicha-de-sete-cabeças ainda não tenha voltado esta manhã. Só cá está a serpente que guarda o Rei e a Rainha. O rapaz, mal ouviu isto, deixou o prisioneiro e foi abrir o primeiro quarto onde encontrou uma jovem linda como as estrelas, que dormia, sossegadamente, sobre uma cama de cobre. À cabeceira tinha um lenço. O rapaz tirou-lho e logo ela abriu os olhos e disse sorrindo: — Muito dormi! Mas o que fazeis, senhor? Fugi depressa, que a minha guarda é um dragão e se vos encontra mata-vos. O rapaz saiu e foi ver o segundo quarto onde encontrou, deitada numa cama de prata, uma Princesa linda como a lua, que dormia no maior sossego. Foi muito devagar e tirou uma pera de ouro que estava à cabeceira. Logo a Princesa abriu os olhos e disse: — O que fazeis aqui, senhor? Fugi depressa, que me guarda um gigante. Se vos encontra mata-vos. Entretanto no terceiro quarto ficou o rapaz como que fulminado ao ver uma Princesa linda como o sol, deitada sobre uma cama de ouro ricamente lavrada. À cabeceira tinha um punhal. Tirou-o e logo ela acordou e disse, com uma voz que parecia um cântico: — Meu Deus, que sono tenho tido! Senhor, que fazeis aqui? Fugi, fugi depressa, antes que venha a bicha-de-sete-cabeças que me guarda. — Podeis estar descansada, Senhora, que não mais vereis esse monstro junto de vós. E, saindo dali, foi abrir o quarto onde o Rei e a Rainha dormiam com uma enorme serpente sobre os pés. Meteu-se e debaixo da cama e com o todo o cuidado puxou a coberta até que viu o bicho no chão. Depois foi com a espada e partiu-o ao meio. Os reis acordaram logo, mas o rapaz fugiu sem ser visto. Fora, encontrou ainda o gigante amarrado. Com um pontapé o atirou também para o subterrâneo. Correu depois para o palácio de ouro onde deixara os irmãos e o pai, pois a aurora começava a aparecer e não queria que dessem pela sua falta. Entrou sem ser pressentido, arrastou para um canto a bicha-de-sete-cabeças que tinha morto, e foi chamar os companheiros para se porem a caminho. Andaram, andaram, e depois dum dia e de uma noite de marcha chegaram a uma grande cidade que estava em festa. Perguntaram que festa era aquela e logo lhes disseram que era o Rei e a Rainha e três filhas, que por milagre tinham sido desencantados. E que para os festejos todos os estrangeiros estavam convidados. Em vista disto dirigiram-se os quatro para o palácio real, onde as princesas reconheceram no mais novo o seu salvador, mas nada quiseram dizer com medo de se terem enganado. No fim do banquete disse o Rei aos quatro estrangeiros que lhe contassem a sua vida, pois de longe tinham vindo e as histórias doutros países sempre interessam mais do que as daqueles em que se vive e por demais são conhecidas. Começou o velho mercador por narrar a sua vida, de como fora rico e feliz na sua terra, onde o consideravam dos primeiros e depois, dum dia para o outro, se encontrara na mais negra miséria. E mal lhe viera a desventura logo de todos fora desprezado e abandonado, encontrando apoio e consolação sòmente nos filhos. Todos lamentaram o velho mercador e o Rei jurou que lhe daria protecção de forma a que no fim da sua vida não tivesse que chorar os dias da maior grandeza. Seguiu-se o filho mais velho, que contou o que lhe tinha sucedido no palácio de cobre, e da forma como matara o dragão e o mais que sucedera. Disse a primeira Princesa ao ouvi-lo: — Pois esse dragão era a minha guarda! Depois o segundo filho do mercador, que narrou a história do gigante no palácio de prata e tudo o mais que se sabe. Ao que a segunda Princesa disse: — Esse gigante era a minha guarda! Chegou por fim a vez do mais novo, que contou, ponto por ponto, o que naquela noite passara no palácio de ouro e na casa dos gigantes, mostrando as prendas que guardara, pertencentes às princesas. Tão extraordinárias aventuras a todos encheram de admiração e respeito pela sua força e coragem. Deu o lenço ao irmão mais velho, a pera de ouro ao segundo, e ficou ele com o punhal que correspondia à Princesa mais nova, linda como o sol. As três meninas, muito satisfeitas, confirmaram tudo o que ele disse, e o Rei e a Rainha, cheios de reconhecimento para com os seus salvadores, de boa vontade consentiram nos três casamentos, que logo se fizeram, com todo o esplendor. Por largo tempo viveram todos felizes e alegres. E como foram sempre muito amigos, de comum acordo resolveram fosse o mais novo irmão quem sucedesse no trono aos velhos Reis. Pois todos reconheciam que era a ele que a fortuna especialmente quisera distinguir e por seu valor terminara em bem a aventura de todos. [[Categoria:Histórias maravilhosas da tradição popular portuguesa|História do mercador e seus três filhos]] 7ik5pp3ccen0uvk0d3iah0ed297d834 Página:Constituição dos Estados Unidos do Brazil de 1937.pdf/26 106 259173 566301 2026-10-18T18:19:17Z Erick Soares3 19404 /* Não revisadas */ Copiado de https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao37.htm 566301 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Erick Soares3" />{{c|-24-}}</noinclude>a) criar distinções entre brasileiros natos ou discriminações e desigualdades entre os Estados e Municípios; b) estabelecer, subvencionar ou embaraçar o exercício de cultos religiosos; c) tributar bens, rendas e serviços uns dos outros. Parágrafo único - Os serviços públicos concedidos não gozam de isenção tributária, salvo a que lhes for outorgada, no interesse comum, por lei especial. Art 33 - Nenhuma autoridade federal, estadual ou municipal recusará fé aos documentos emanados de qualquer delas. Art 34 - É vedado à União decretar impostos que não sejam uniformes em todo território nacional, ou que importem discriminação em favor dos, portos de uns contra os de outros, Estado. {{nop}}<noinclude></noinclude> sjux1m19dxggij4lqjarr285btv0f4g Página:Constituição dos Estados Unidos do Brazil de 1937.pdf/27 106 259174 566302 2026-10-18T18:20:01Z Erick Soares3 19404 Copiado de https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao37.htm 566302 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Erick Soares3" />{{c|-25-}}</noinclude>Art 35 - É defeso aos Estados, ao Distrito Federal e, aos Municípios: a) denegar uns aos outros ou aos Territórios, a extradição de criminosos, reclamada, de acordo com as leis da União, pelas respectivas justiças; b) estabelecer discriminação tributária ou de qualquer outro tratamento entre bens ou mercadorias por motivo de sua procedência; c) contrair empréstimo externo sem prévia autorização do Conselho Federal. Art 36 - São do domínio federal: a) os bens que pertencerem à União nos termos das leis atualmente em vigor; b) os lagos e quaisquer correntes em terrenos do seu domínio ou que banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros países ou se esten-<noinclude></noinclude> mrjjewsys9u0hesq3peti2r3322v9n1 Página:Constituição dos Estados Unidos do Brazil de 1937.pdf/28 106 259175 566303 2026-10-18T18:21:32Z Erick Soares3 19404 Copiado de https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao37.htm 566303 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Erick Soares3" />{{c|-26-}}</noinclude><section begin="Cap. 1"/>dam a territórios estrangeiros; c) as ilhas fluviais e lacustres nas zonas fronteiriças. Art 37 - São do domínio dos Estados: a) os bens de propriedade destes, nos termos da legislação em vigor, com as restrições cio artigo antecedente; b) as margens dos rios e lagos navegáveis destinadas ao uso público, se por algum título não forem do domínio federal, municipal ou particular. {{dhr|5}} <section end="Cap. 1"/> <section begin="Cap. 2"/>{{c|<u>DO</u> <u>PODER</u> <u>LEGISLATIVO</u>}} {{dhr|3}} Art 38 - O Poder Legislativo é exercido pelo Parlamento Nacional com a colaboração do Conselho da Economia Nacional e do Presidente da República, daquele me-<section end="Cap. 2"/><noinclude></noinclude> hmletcztc8ga9dqocohcnb1tmoavc6d 566304 566303 2026-10-18T18:21:58Z Erick Soares3 19404 566304 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Erick Soares3" />{{c|-26-}}</noinclude><section begin="Cap. 1"/>dam a territórios estrangeiros; c) as ilhas fluviais e lacustres nas zonas fronteiriças. Art 37 - São do domínio dos Estados: a) os bens de propriedade destes, nos termos da legislação em vigor, com as restrições cio artigo antecedente; b) as margens dos rios e lagos navegáveis destinadas ao uso público, se por algum título não forem do domínio federal, municipal ou particular. {{dhr|5}} <section end="Cap. 1"/> <section begin="Cap. 2"/>{{c|<u>DO</u> <u>PODER</u> <u>LEGISLATIVO</u>}} {{dhr|3}} Art 38 - O Poder Legislativo é exercido pelo Parlamento Nacional com a colaboração do Conselho da Economia Nacional e do Presidente da República, daquele me-<section end="Cap. 2"/><noinclude></noinclude> 0yhqpd81ijyvfcx4qp5eqfswmiirvd1 Página:Constituição dos Estados Unidos do Brazil de 1937.pdf/29 106 259176 566305 2026-10-18T18:22:39Z Erick Soares3 19404 Copiado de https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao37.htm 566305 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Erick Soares3" />{{c|-27-}}</noinclude>diante parecer nas matérias da sua competência consultiva e deste pela iniciativa e sanção dos projetos de lei e promulgação dos decretos-leis autorizados nesta Constituição. § 1º - O Parlamento nacional compõe-se de duas Câmaras: a Câmara dos Deputados e o Conselho Federal. § 2º - Ninguém pode pertencer ao mesmo tempo à Câmara dos Deputados e ao Conselho Federal. Art 39 - O Parlamento reunir-se-á na Capital Federal, independentemente de convocação, a 3 de maio de cada ano, se a lei não designar outro dia, e funcionará, quatro meses, do dia da instalação, somente por iniciativa do Presidente da República, podendo ser prorrogado, adiado ou convocado extraordinariamente. § 1º - Nas prorrogações, assim como nas sessões extraordinárias, o Parlamento só poderá deliberar sobre as matérias indicadas pelo Presidente da República no ato de<noinclude></noinclude> ai9b7pkmfirxb2xtc22s10i6e1lmds6 Página:Constituição dos Estados Unidos do Brazil de 1937.pdf/30 106 259177 566306 2026-10-18T18:23:50Z Erick Soares3 19404 Copiado de https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao37.htm 566306 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Erick Soares3" />{{c|-28-}}</noinclude>prorrogação ou convocação. § 2º - Cada Legislatura durará quatro anos. § 3º - As vagas que ocorrerem serão preenchidas por eleição suplementar, se se tratar da Câmara dos Deputados, e por eleição ou nomeação, conforme o caso, em se tratando do Conselho Federal. Art 40 - A Câmara dos Deputados e o Conselho Federal funcionarão separadamente, e, quando não se resolver o contrário, por maioria de votos, em sessões públicas. Em uma e outra Câmara as deliberações serão tomadas por maioria de votos, presente a maioria absoluta dos seus membros. Art 41 - A cada uma das Câmaras compete: - eleger a sua Mesa; - organizar o seu Regimento interno; - regular o serviço de sua polícia interna; - nomear os funcionários de sua Secretaria. Art 42 - Durante o prazo em que estiver funcio-<noinclude></noinclude> cmqqslbnpvcubazta641ghltff5k10v Página:Constituição dos Estados Unidos do Brazil de 1937.pdf/31 106 259178 566307 2026-10-18T18:24:29Z Erick Soares3 19404 Copiado de https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao37.htm 566307 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Erick Soares3" />{{c|-29-}}</noinclude>nando o Parlamento, nenhum dos seus membros poderá ser preso ou processado criminalmente, sem licença da respectiva Câmara, salvo caso de flagrante em crime inafiançável. Art 43 - Só perante a sua respectiva Câmara responderão os membros do Parlamento nacional pelas opiniões e votos que, emitirem no exercício de suas funções; não estarão, porém, isentos da responsabilidade civil e criminal por difamação, calúnia, injúria, ultraje à moral pública ou provocação pública ao crime. Parágrafo único - Em caso de manifestação contrária à existência ou independência da Nação ou incitamento à subversão violenta da ordem política ou social, pode qualquer das Câmaras, por maioria de votos, declarar vago o lugar do Deputado ou membro do Conselho Federal, autor da manifestação ou incitamento. Art 44 - Aos membros do Parlamento nacional é vedado: {{nop}}<noinclude></noinclude> 218ss5iey5ksa9dcfxb23r69gy8g773 Constituição dos Estados Unidos do Brazil de 1937/Capítulo 1 0 259179 566308 2026-10-18T18:25:42Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Constituição dos Estados Unidos do Brazil de 1937.pdf" from=5 to=28 tosection="Cap. 1" header=1/> {{PD-Brasil-Gov}} [[en:The New Constitution of the United States of Brazil/Chapter 1]] [[Categoria:Constituição do Brasil de 1937]] 566308 wikitext text/x-wiki <pages index="Constituição dos Estados Unidos do Brazil de 1937.pdf" from=5 to=28 tosection="Cap. 1" header=1/> {{PD-Brasil-Gov}} [[en:The New Constitution of the United States of Brazil/Chapter 1]] [[Categoria:Constituição do Brasil de 1937]] o4ir7532w2vqhjv7a32jr3li47wwpz3 Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/178 106 259180 566310 2026-10-18T21:04:47Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <ref follow="p174"> evitarmos a subsequente arguição de espiritos atrabiliarios, si não acertarmos convidamos a V. S<big>as</big>. para indicar-nos em sua prudencia e patriotismo o que devemos fazer sobre os artigos seguintes: 1.º si devemos lançar mão de qualquer navio mercante que se offerecer para armal-o em guerra, indicando-nos desde logo, sendo pela affirmativa, os meios de supprir as suas despezas, com attenção á natural diminui... 566310 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" />{{c|'''— 170 —'''}}</noinclude><ref follow="p174"> evitarmos a subsequente arguição de espiritos atrabiliarios, si não acertarmos convidamos a V. S<big>as</big>. para indicar-nos em sua prudencia e patriotismo o que devemos fazer sobre os artigos seguintes: 1.º si devemos lançar mão de qualquer navio mercante que se offerecer para armal-o em guerra, indicando-nos desde logo, sendo pela affirmativa, os meios de supprir as suas despezas, com attenção á natural diminuição da receita publica, em razão dos actuaes embaraços em que se acha o commercio externo e interno da provincia: 2.º si devemos destacar tropas para Bahia, indicando-nos, sendo pela affirmativa, a quantidade, e quem as deve commandar e á ordem de quem devem ir: 3.º qual deve ser a nossa conducta em relativamente aos officiaes que em logar de seguirem o seu destino, vieram para esta. <br> Distribuidos os tres pontos pelas differentes mesas, para esse fim preparadas de papel e tinta, e depois de recolhidos os votos que existem na Secretaria deste Governo, á pluraridade delles ficou decidido, quanto ao 1.º que, visto neste porto não haver navio de guerra nem mercante para armar, nenhum socorro se podia dar de embarcações, mas sim de mantimentos que precisassem e o permittissem as circumstancias da provincia: ai 2,º que em attenção ao estado de fortificação em que S. A. R. manda pôr a provincia, e os muitos destacamentos que esta é obrigada a supprir nos differentes pontos de desembarque, de que abunda esta Costa, não se podiam fazer maiores esforços do que {{Cph|man|mandar}} </ref>especiaes em Lisbôa, designando as respectivas attribuições, além das Côrtes ou Congresso Geral de toda a Nação. E já vimos que doze dias antes o Decreto do Principe Regente de 3 do mesmo mez<noinclude></noinclude> pyar5au3t0rusy7p85s6bdpxpwlii16 Página:Biographia de Gervasio Pires Ferreira.pdf/179 106 259181 566312 2026-10-18T22:01:50Z Notsonotoriousbig 43614 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <ref follow="p174"> {{tph|dar}} duzentos homens da 1.ª e 2.ª linha, commandados por um official de confiança para as Alagôas ás ordens do Governo daquella provincia: quanto ao 3.º ponto que não deverá este Governo tomar conhecimento dos motivos por que se acham desavindos os officiaes da expedição e deixal-os progredir no cumprimento das ordens que receberam de S. A. R. dando-se disto conta a S. A. R. E por esta forma deo-se o Conselho... 566312 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Notsonotoriousbig" />{{c|'''— 171 —'''}}</noinclude><ref follow="p174"> {{tph|dar}} duzentos homens da 1.ª e 2.ª linha, commandados por um official de confiança para as Alagôas ás ordens do Governo daquella provincia: quanto ao 3.º ponto que não deverá este Governo tomar conhecimento dos motivos por que se acham desavindos os officiaes da expedição e deixal-os progredir no cumprimento das ordens que receberam de S. A. R. dando-se disto conta a S. A. R. E por esta forma deo-se o Conselho por concluido. Costa. Miranda. Moreira. Bem que foram presentes todos os Membros da Junta, só as tres assignaturas acima se acham na acta original. </ref>havia convocado, a pedido de alguns povos, uma Assembléa Geral Constituinte e Legislativa do Reino do Brazil, por não ver outro modo de assegurar a felicidade deste e manter uma justa igualdade entre elle e o de Portugal, sem perturbar a paz que tanto convinha a ambos, e tão propria é de povos irmãos. Era tudo a mesma cousa, isto é, salvar a cathegoria de Reino do Brazil, tornal-o independente nos negocios e assumptos locaes, e ligado e dependente quanto aos negocios e interesses geraes da Nação. Uns cogitavam: Meio independente por meio independente, quer por cá quer por lá, vejamos o que fundem as diligencias e esforços dos Deputados do Brazil e o liberalismo ostentado dos demais nas Côrtes de Lisbôa, que aliás tem elaborado uma Constituição Politica excellente por suas disposições e garantias liberaes. Mas o patriotismo de outros ardia: Nada; temos sido provocados e insultados; cumpre ao Brazil conhecer-se e desafrontar-se. De quem nos {{Cph|amea|ameaça}}<noinclude></noinclude> 7dndronmqc6bo6jlh4xsqs3mvl4d0is Página:O Selvagem (Senado Federal).pdf/290 106 259182 566315 2026-10-19T01:24:27Z Trooper57 24584 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: 244 LENDAS Micúra uiana cahá rupí, oçó oienen tenoné A raposa correu mato pelo, foi deitar-se adiante pépe, oiumano ǎna. no caminho, e fingio-se de morta. Apgáua ocika ramé, O homem veio quando, disse: (amira) iuire! onhehe: - -Micura ambira - Raposa morta Omut/ríca ahé pé çuí, a caminho do, outra vez!» Retirou opupéca cahá irúmo, oço ǎna. folhas com, e seguio. cobrio Micúra iḍna (unhana) iu re A raposa correu oco oieno iaitua rupi, ou... 566315 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Trooper57" /></noinclude>244 LENDAS Micúra uiana cahá rupí, oçó oienen tenoné A raposa correu mato pelo, foi deitar-se adiante pépe, oiumano ǎna. no caminho, e fingio-se de morta. Apgáua ocika ramé, O homem veio quando, disse: (amira) iuire! onhehe: - -Micura ambira - Raposa morta Omut/ríca ahé pé çuí, a caminho do, outra vez!» Retirou opupéca cahá irúmo, oço ǎna. folhas com, e seguio. cobrio Micúra iḍna (unhana) iu re A raposa correu oco oieno iaitua rupi, outra vez cerrado pelo, tenoné pépe. foi deitar-se adiante no caminho.. Apgáua ocika onhehe:-Auáta oiucá-íucá (*) O homem chegou e disse: -Quem andou mata ma- tando estas quahá micúra itá? raposas?» Omutirica ahé pê Arredou a caminho. cuí, oçó äna. do, e foi-se. (Ojuca jucȧ; o nosso povo usa desta expressão: mata matando, falla fallando, etc., expressão que se prende a essa fórma tupí, como observámos atraz.<noinclude></noinclude> 8yuuednt6d8epj1q4ql95mbqkyl9ymi Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/441 106 259183 566317 2026-10-19T09:50:23Z MLReis 41056 /* Revista */ Google OCR conferido com a imagem; lemas, categorias gramaticais e definições formatados. 566317 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="MLReis" />{{Cabeçalho|233|ALM|ALO}}</noinclude>{| style="width:100%; border-collapse:collapse; font-family:serif; line-height:1.25; text-align:justify" | style="width:50%; vertical-align:top; padding-right:1em" | <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:0"> {{lema|Almotacel Mór.}} {{Def|Official da Caſa Real, cuja obrigação he prover o lugar, onde eſtiver a Corte, de todos os mantimentos neceſſarios.}} <span style="font-variant:small-caps">Orden. de D. Man.</span> 1, 6 As couſas, que ao ''Almotacé Mór'' pertencem. <span style="font-variant:small-caps">Goes</span>, Chr. de D. Man. 1, 5 Dom Nuno Emanuel, ſeu Guarda Mór, e ''Almotacé Mór'' de ſua Corte. <span style="font-variant:small-caps">Tell.</span> Chr. 1, 3, 16. n. 3 Succedeo a Balthezar de Faria, ''Almotacé Mór'', e Coudel Mór deſtes Reinos. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Almotacel pequeno.}} {{Def|O meſmo que}} Almotacel. <span style="font-variant:small-caps">Gil Vic.</span> Obr. 1, 26 ℣ A criſtaleira, e o ''Almotacel pequeno'' Bailarão á derradeira. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALMOTACERIA.}} {{catgram|s. f.}} Vej. Almotaçaria. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALMOTOLIA.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|Certo vaſo pequeno de bocca eſtreita, bojo largo, para ter azeite para o ſerviço ordinario, commummente de barro vidrado ou de lata.}} Do Arab. ''almotlia''. Derivaſe do verbo ''talá'', untar, bornir, dourar ou vidrar algum vaſo. <span style="font-variant:small-caps">Fr. Marc.</span> Vid. 4, 3 Mandou que trouxeſſe da diſpenſa a ''almotalia'' do azeite. <span style="font-variant:small-caps">Sous.</span> Hiſt. 2, 4, 18 Mandou ella vir diante da Prelada o vaſo, em que o tinha [o azeite] que era huma ''almotalia'' de Frandes. <span style="font-variant:small-caps">Tell.</span> Chr. 1, 2, 2. n. 3 Lhe metteo em huma mão huma moeda de cobre, e em outra huma ''almotolia'' de barro. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALMOXARIFADO.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Officio de Almoxarife.}} <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Dec. 2, 5, 1 Cujas rendas ſe encabeção em ''almoxarifado'', vocabulo Mouriſco, mais que natural Portuguez. <span style="font-variant:small-caps">Orden. de D. Pedr.</span> 4, 14 Noſſo Contador, Eſcrivão do Theſouro, e ''Almoxarifado'', ou outro algum Official de noſſa Fazenda &c. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Diſtricto da juriſdicção do Almoxarife, ou aquella porção de rendas Reaes, de que lhe toca a arrecadação.}} <span style="font-variant:small-caps">Andrad.</span> Chr. 1, 76 Aſſentadas [as dez mil dobras] nas rendas do ''Almoxarifado'' da Cidade de Sevilha. <span style="font-variant:small-caps">Leão</span>, Chr. de D. Pedr. 174 Eſta Infante depois de alguns annos tornou a Portugal para ſuas terras, que no ''Almoxarifado'' de Aveiro lhe forão dadas em dote. <span style="font-variant:small-caps">Sous.</span> Hiſt. 3, 6, 8 E eſtes [cincoenta mil reis] poſſue hoje aſſentados no ''Almoxarifado'' de Setubal. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALMOXARIFE.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Official da Fazenda Real, que arrecada as rendas e direitos do Rei, e noutro tempo tinha em ſeu poder o producto delles, como Theſoureiro.}} Os Donatarios tambem tem Almoxarifes, que lhes cobrão as ſuas rendas. Do Arab. ''almuxairaf'', eminente, condecorado, conſtituido em dignidade, honrado, &c. Derivaſe do verbo ''xarrafa'', que ſignifica o meſmo. <span style="font-variant:small-caps">Goes</span>, Chr. de D. Man. 3, 14 Eu achei por lembranças dos Contadores, Feitores, e ''Almoxarifes'' delRei, que recebião eſta renda em Çafim &c. <span style="font-variant:small-caps">Dias</span>, Vid. 24 E mandou ao ſeu Veador, e ao ''Almoxarife'', que cerraſſem ſuas contas pera lhe dar quitação de tudo. <span style="font-variant:small-caps">Lob.</span> Condeſt. 20, 59 A ''Almoxarifes'' pobres, e avexados Da divida abſolveo, que não pagaſſem. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALMOXATRE.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|O meſmo que}} Sal ammoniaco. <span style="font-variant:small-caps">Blut.</span> Vocab. Suppl. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALMUCABALA.}} {{catgram|s. f.}} <span style="font-variant:small-caps">D. F. Man.</span> Tr. Cabal. 25, 10, 210 A muitos autores foi aborrecivel eſte nome Cabala, e os mais delles pela pouca noticia, que della tinhão. Muitos a confundirão com ''Almucabala'', . . . que dos mais ſabios he julgado ſer a propria ſciencia, que ſe diz regra da couſa, ou Algebra. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALMUDE.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Certa medida dos liquidos, que contém doze canadas.}} Do Arab. ''almodde'', medida dos aridos, que correſponde ao noſſo alqueire. <span style="font-variant:small-caps">Orden. de D. Man.</span> 1, 15 O ''almude'' de vinho, em que fôr achado erro de canada, pague aquelle, em cujo poder fôr achado, duzentos e oitenta reaes. <span style="font-variant:small-caps">F. Alv.</span> Inform. 49 Corrêrão por eſta ribeira pedras tão grandes, como quartos de doze ''almudes''. <span style="font-variant:small-caps">Brit.</span> Mon. 2, 6. c. 12 He muito ordinario haver neſta comarca [de Braga] parreiras de hum ſó pé, em que ſe lhe colhem vinte e cinco, e trinta ''almudes'' de vinho. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALMUELLA.}} {{catgram|s. f.}} antiq. Talvez o meſmo que Almocella. <span style="font-variant:small-caps">Prov. da Hiſt. Gen.</span> 1, 2, 24. p. 223. ann. 1345 E outro ſi mandamos que a cada hum deſſes pobres lhes dêm . . . ſendas colchas, almadraques, ſendas ''almuellas'', ſendas cabeçãos com penná. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALOA.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Doce o mais commum de todo o Oriente.}} Compõeſe de farinha de arroz, manteiga, e jagra, que he açucar de Palmeira. (Alua) <span style="font-variant:small-caps">Blut.</span> Vocab. Suppl. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALOE.}} {{catgram|s. m.}} ou </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALOES.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|O amago, ou cerne, que ſe tira da arvore, a que na India, e principalmente na Cochinchina ſe chama Calambuco.}} Do Arab. ''aluat''. Derivaſe da voz Hebraica ''alud'', que ſignifica couſa amargoſa. <span style="font-variant:small-caps">Caſtanh.</span> Hiſt. 3, 63 Matas d’ar- </p> | style="width:50%; vertical-align:top; padding-left:1em" | <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:0"> voredos, que dão o lenho ''aloes'', a que na India chamão calambuco: as arvores são grandes, e como são velhas cortãonas, e tirãolhe o lenho ''aloes'', que he o ſeu amago ou cerne, e o de fóra ſe chama aguila. <span style="font-variant:small-caps">Goes</span>, Chr. de D. Man. 3, 19 Deo a Affonſo d’Albuquerque oito fardos de lenho ''aloes''. <span style="font-variant:small-caps">Luc.</span> Vid. 6, 15 Em cujas montanhas nace o verdadeiro lenho ''aloe'', a que os naturaes chamão calambuc. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALOE.}} {{catgram|s. f.}} {{Def|O meſmo que}} Herva baboſa. <span style="font-variant:small-caps">Fr. Gaſp. de S. Bernard.</span> Itin. 9 Tambem naſce aqui a herva ''aloes'' ou baboſa, a que outros chamão azevre ſacatorino. <span style="font-variant:small-caps">Feo</span>, Tr. Quadr. 2, 125, 1 ''Aloe'' he huma herva amargoſiſſima, a qual tem virtude para reſiſtir aos bichos e á podridão. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Aloe ou Aloes.}} {{catgram|m.}} {{Def|O ſucco deſta planta condenſado.}} <span style="font-variant:small-caps">Sant.</span> Ethiop. 1, 5, 17 Criaſe tambem grande abundancia de herva baboſa, da qual ſe colhe muito ''aloe'', a que neſta cóſta chamão azevre. <span style="font-variant:small-caps">Feo</span>, Tr. 2, 125, 1 E após iſto os [corpos mortos] untavão com mirrha e ''aloes'' por eſpaço de qua-renta dias. <span style="font-variant:small-caps">Vieir.</span> Voz. 15, 12, 3. p. 358. Nicodemos [comprou] mirrha, e ''aloes'' para envolver e ungir o defunto. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. <span style="font-variant:small-caps">F. Marc.</span> Exerc. 55, 264 Não lhe faltou ''aloes'' de amargoſiſſima dór. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Aloe Socotorino.}} {{Def|O que vem da Ilha de Socotorá.}} ant. Çacotorino. <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Dec. 2, 1, 3 E dá o melhor ''aloe'', que ſe ſabe, donde geralmente todo, por rezão do nome da ilha, ſe chama ''Socotorino''. <span style="font-variant:small-caps">Goes</span>, Chr. de D. Man. 2, 22 E aſſi o ''aloes çacotorino'', que por haver ahi muito, e mui bom tomou o nome da Ilha. <span style="font-variant:small-caps">Gouv.</span> Jorn. 3, 10 Dão [as Ilhas de Socotorá] muito azevre ou ''aloes'', e he o melhor, que ſe ſabe, por onde he muito nomeado o ''Socotorino''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALOENDRO.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|O meſmo que}} Eloendro. <span style="font-variant:small-caps">Blut.</span> Vocab. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Adag. Flôr de ''aloendro'', formoſa e ſem proveito. <span style="font-variant:small-caps">Hern. Nun.</span> Refran. 49 ℣. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALOES.}} {{catgram|s. m.}} ant. Vej. Aloe. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALOESNORDESTE.}} {{catgram|fórm. adv.}} Marinh. {{Def|Ao vento, que ſopra entre o Eſte e Noroeſte.}} <span style="font-variant:small-caps">Caſtanh.</span> Hiſt. 3, 33 O vento aloeſte, e ''aloeſnoroeſte''. <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Dec. 3, 4, 7 Per o rumo, que os mareantes chamão ''aloeſnoroeſte''. <span style="font-variant:small-caps">Carn.</span> Rot. da Ind. 63 Partindo com favor de Deos da barra de Goa ſerá pela menhã com o terral, e com elle ſe irão ſahindo pera aloeſte, e quarta de noroeſte, e ''aloeſnoroeſte''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALOESSUDUESTE.}} {{catgram|fórm. adv.}} Marinh. {{Def|Ao vento, que corre entre o Eſte e o Sudueſte.}} <span style="font-variant:small-caps">Carn.</span> Rot. da Ind. 65 E daqui atraveſſarei a buſcar a cóſta ''aloeſſudueſte''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALOESTE.}} {{catgram|fórm. adv.}} Marinh. {{Def|Ao Eſte.}} <span style="font-variant:small-caps">Caſtanh.</span> Hiſt. 3, 33 Nuno Vaz ſurto até o quarto da prima rendido, em que rendeo o vento ''aloeſte'' e aloeſnoroeſte, com que ſahio ás voltas. <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Dec. 1, 1, 12 Porque como eſte cabo . . . lança e boja pera ''aloeſte'' perto de quarenta legoas, &c. <span style="font-variant:small-caps">A. Galv.</span> Tr. 12 Em cincoenta grãos d’altura achárão hum eſtreito, por onde forão ''aloeſte'' á ſuperior India. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALOGEADO, A.}} {{catgram|p. p.}} de Alogear. <span style="font-variant:small-caps">Bent. Per.</span> Theſ. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALOGEAMENTO.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Acção de alogear.}} <span style="font-variant:small-caps">Jer. Cardos.</span> Dict. <span style="font-variant:small-caps">Bent. Per.</span> Theſ. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALOGEAR.}} {{catgram|v. a.}} {{Def|O meſmo que}} Alojar pão. <span style="font-variant:small-caps">Jer. Cardos.</span> Dict. <span style="font-variant:small-caps">Bent. Per.</span> Theſ. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALOJADO, A.}} {{catgram|p. p.}} de Alojar. <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Dec. 3, 4, 5. <span style="font-variant:small-caps">Pint. Per.</span> Hiſt. 1, 17, 70. <span style="font-variant:small-caps">Arr.</span> Dial. 3, 12. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALOJAMENTO.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|O lugar, onde os ſoldados ſe alojão.}} <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Dec. 1, 3, 10 De maneira que eſte rumor foi ouvido nos ''alojamentos'' fóra da Cidade. <span style="font-variant:small-caps">Arr.</span> Dial. 4, 11 Que eſcaſſamente defendêrão o ſeu ''alojamento'' dos vallos pera dentro. <span style="font-variant:small-caps">Caſtr.</span> Ulyſſ. 6, 7 Cercão vallos o grande ''alojamento''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Apoſento, morada, pouſada de qualquer peſſoa.}} <span style="font-variant:small-caps">Mor.</span> Palm. 2, 142 Como as quatro Damas tiveſſem o ''alojamento'' ſeparado das Monjas &c. <span style="font-variant:small-caps">Barreir.</span> Chorogr. 54 Salamanca e Alcalá, onde muitos eſtudantes ſe agaſalhão em huma ſó caſa por falta dos ''alojamentos''. <span style="font-variant:small-caps">Lob.</span> Condeſt. 8, 40 Os da Villa lhe dão com groſſa entrada, ''Alojamento'', carnes, fructa, e vinho. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. <span style="font-variant:small-caps">Fr. Marc.</span> Chr. 2, 10. cant. 42 Se a máo penſamento Dá conſentimento, Tem nelle o demonio Seu ''alojamento''. <span style="font-variant:small-caps">M. Thom.</span> Inſul. 10, 59 Onde com clara luz do entendimento Fará Ignacio, hum firme ''alojamento''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALOJAR.}} {{catgram|v. a.}} {{Def|Acampar, aquartelar os ſoldados.}} <span style="font-variant:small-caps">Leão</span>, Orig. 11 põe Alojar no numero dos vocabulos, que os Portuguezes tomárão dos Francezus: Alojar, ''aloger''. <span style="font-variant:small-caps">Mor.</span> Palm. 2, 160 Depois que Albayzar teve acabado d’''alojar'' ſeu exercito, cercado de cavas á maneira de </p> |}<noinclude>{{Cabeçalho||Nnn|mu-}}</noinclude> ogcv30grt43o3bq79pg70rqorzku7rk Página:Diccionario da Lingoa Portugueza.pdf/442 106 259184 566318 2026-10-19T09:57:41Z MLReis 41056 /* Revista */ Google OCR conferido com a imagem; lemas, categorias gramaticais e definições formatados. 566318 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="MLReis" />{{Cabeçalho|234|ALO|ALO}}</noinclude>{| style="width:100%; border-collapse:collapse; font-family:serif; line-height:1.25; text-align:justify" | style="width:50%; vertical-align:top; padding-right:1em" | <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:0"> muro. <span style="font-variant:small-caps">Cort.</span> R. Naufr. 10, 104 E vendo a preſſa, Com que a luz ſe eſcondeo, ''alojão'' junto Do levantado monte o eſquadrão fraco. <span style="font-variant:small-caps">Mend. Pint.</span> Peregr. 11 E antes que ''alojaſſe'' o campo, &c. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{catgram|Com pron. peſſ.}} <span style="font-variant:small-caps">Gavi</span>, Cerc. 3, 9 ℣ De maneira, que dentro de tres legoas ''ſe alojárão'' paſſante de cento e cincoenta mil homens de guerra com ſeus gados e camellos. <span style="font-variant:small-caps">Cout.</span> Dec. 12, 3, 2 E nos lugares, em que ſe havião de ''alojar'' pera jantarem ou dormirem, em breve eſpaço ſe fortificavão á roda. <span style="font-variant:small-caps">Sever.</span> Notic. 2, 15, 73 Soldados, que de verão andem embarcados, e de inverno ''ſe alojem'' no Caſtello de Lisboa. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alojar.}} Met. <span style="font-variant:small-caps">Fern. Lop.</span> Chr. de D. J. I. 2, 10 Ou em que lugar ''alojaremos'' ſuas almas, ſegundo noſſa piedoſa crença, ſenão na companhia dos bemaventurados Martyres e Apoſtolos. <span style="font-variant:small-caps">D. Cath. Inf.</span> Regr. 2, 14 O qual [Deos] por virtude da humildade te levanta das couſas baixas, e per guoſto da ſabedoria te ''aloja'' em os altos. <span style="font-variant:small-caps">Feo</span>, Tr. 2, 83, 3 A qual [Igreja] vendoſe melhorada de filhos, e augmentada de fieis, pede a ſeu eſpoſo Deos lhos ''aloje'', não nas apertadas Synagogas, mas no largo da Igreja. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alojar.}} {{Def|Agaſalhar, hoſpedar, apoſentar.}} As mais das vezes ſe uſa {{catgram|com pron. peſſ.}} <span style="font-variant:small-caps">Bern.</span> Lim. Ecl. 7 Aqui te darei choça, onde ''te alojes''. <span style="font-variant:small-caps">Ceit.</span> Serm. 1, 248, 1 He [caſa] grande e larga, pelo infinito numero de gente, que a ella queria Deos concorreſſe, e em ella ''ſe alojaſſe''. <span style="font-variant:small-caps">Tell.</span> Chr. 1, 1, 5. n. 7 Sem haver já nenhum lugar, aonde ''ſe podeſſem alojar'' mais enfermos. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alojar.}} {{Def|Receber ou admittir dentro em ſi.}} Dizſe a reſpeito da capacidade ou grandeza de alguma couſa com relação a outras. <span style="font-variant:small-caps">Mor.</span> Palm. 2, 113 E paſſavaſe [o rio] com huma barca tão pequena, que não podia ''alojar'' em ſi mais que dous paſſageiros. <span style="font-variant:small-caps">Feſt. na Canon.</span> 65 Era a praça [do carro] muito capaz pelas muitas figuras, que ''alojava''. <span style="font-variant:small-caps">Sous. de Mac.</span> Ev. 2, 24, 383. n. 6 ''Alojou'' aquelle ventre [da Virgem] o que não cabe no céo. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alojar pão.}} {{Def|Mettelo na tulha.}} <span style="font-variant:small-caps">Jer. Cardos.</span> Dict. <span style="font-variant:small-caps">Barbos.</span> Dict. eſcreve Alogear. e <span style="font-variant:small-caps">Bent. Per.</span> Theſ. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Alojar.}} {{catgram|neutr.}} {{Def|Hoſpedarſe, agaſalharſe.}} Dizſe mais commummente dos ſoldados. <span style="font-variant:small-caps">Barreir.</span> Chorogr. 179 Mas aonde ''alojão'' os caminhantes, que he na eſtrada da montanha, &c. <span style="font-variant:small-caps">Lob.</span> Condeſt. 18, 20 Huma devota ermida, onde ''alojavão'', Roubárão com largueza e deſattento. <span style="font-variant:small-caps">Sous.</span> Vid. 2, 11 ''Alojárão'' a meia legoa do lugar, cobrindoſe os campos de gente, como de hum diluvio. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Adag. A mulher caſada no monte he ''alojada''. <span style="font-variant:small-caps">Delic.</span> Adag. 134. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALOMBADO, A.}} {{catgram|p. p.}} de Alombar. <span style="font-variant:small-caps">Bent. Per.</span> Theſ. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Uſaſe como {{catgram|adj.}} {{Def|Inclinado, curvado.}} <span style="font-variant:small-caps">Bent. Per.</span> Theſ. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALOMBAMENTO.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|Acção de alombar.}} <span style="font-variant:small-caps">Jer. Cardos.</span> Dict. <span style="font-variant:small-caps">Bent. Per.</span> Theſ. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALOMBAR.}} {{catgram|v. a.}} {{Def|Derrear, quebrar os lombos ou coſtado.}} <span style="font-variant:small-caps">Jer. Cardos.</span> Dict. <span style="font-variant:small-caps">Bent. Per.</span> Theſ. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> T. de Livreiro. {{Def|Pôr ao livro hum lombo, ou huma lombada.}} <span style="font-variant:small-caps">Blut.</span> Vocab. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALOMBORADO, A.}} {{catgram|adj.}} ant. {{Def|O meſmo que}} Alamborado. <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Dec. 3, 2, 7. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALOMEAR.}} {{catgram|v. a.}} antiq. e os ſeus derivados. Vej. Alumiar. <span style="font-variant:small-caps">Vercial</span>, Sacram. 1, 12, 16. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|A’ LONGA.}} {{catgram|fórm. adv.}} ant. {{Def|Ao longe, em lugar ou tempo.}} <span style="font-variant:small-caps">Chron. do Condeſt.</span> 36 Entendeo que iria ''á longa'' pelo caminho. <span style="font-variant:small-caps">Tavor.</span> Hiſt. 69 Com tudo a eleição vai muito ''á longa''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALONGADAMENTE.}} {{catgram|adv. lug.}} {{Def|Ao longe ou para longe.}} <span style="font-variant:small-caps">Vit. Chriſt.</span> 1, 13, 44 ℣ Buſca Herodes a alma do moço, he neceſſario fugir, e paſſarſe ''alongadamente''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALONGADO, A.}} {{catgram|p. p.}} de Alongar. <span style="font-variant:small-caps">Leão</span>, Chr. de D. Aff. IV. 155. <span style="font-variant:small-caps">Sant.</span> Ethiop. 1, 4, 9. <span style="font-variant:small-caps">Sous.</span> Hiſt. 1, 1, 27. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Uſaſe como {{catgram|adj.}} {{Def|Apartado, diſtante.}} Das peſſoas a reſpeito dos lugares. <span style="font-variant:small-caps">Mor.</span> Palm. 1, 3 Já ''alongado'' de Conſtantinopla ſe achou n’hum valle cheio de arvoredos eſpeſſos. <span style="font-variant:small-caps">Cout.</span> Dec. 12, 3, 3 Bem ''alongados'' das eſtancias, em que os noſſos eſtavão. <span style="font-variant:small-caps">Lob.</span> Condeſt. 10, 4 Duas legoas vão d’Evora ''alongados''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. <span style="font-variant:small-caps">Martyr.</span> Cathec. 1, 2 Tiroute daquelles, que andavão alienados, e ''alongados'' da vida de Deos. <span style="font-variant:small-caps">Fr. Marc.</span> Chr. 1, 1, 19 Se os peccadores viſſem quão desfreados e ''alongados'' andavão da imagem e ſemelhança de Chriſto. <span style="font-variant:small-caps">Bern.</span> Rim. Son. Mas ainda que de ti tão ''alongado'', Ordena tu, que torne, oh Pai ſupremo, Eſte prodigo filho á tua graça. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Longinquo, remoto.}} Dos lugares. Reg. abſ. ou de. </p> | style="width:50%; vertical-align:top; padding-left:1em" | <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:0"> <span style="font-variant:small-caps">Goes</span>, Chr. de D. Man. 1, 47 Dava graças a Deos, por ver gente de terras tão ''alongadas'' das ſuas. <span style="font-variant:small-caps">Cam.</span> Luſ. 8, 61 Que quem da Heſperia ultima ''alongada'' . . . Ha de vir, &c. <span style="font-variant:small-caps">Sant.</span> Ethiop. 1, 2, 7 Ver agoa nativa e ſalgada em terras tão remotas, e ''alongadas''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. Das couſas. <span style="font-variant:small-caps">D. Cath. Inf.</span> Regr. 1, 3 Mas a tal opiniom he de razão muito ''alongada''. <span style="font-variant:small-caps">Barreir.</span> Chorogr. 158 Parece que contavão a fabula deſtes peixes cavados, muito mais ''alongada'' da verdade, do que ainda depois os Gregos a contátão. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Olhos alongados.}} Seguir alguma couſa com olhos alongados. {{Def|Acompanhala com a viſta a grande diſtancia.}} <span style="font-variant:small-caps">Maus.</span> Aff. Afr. 3, 43 As matronas ſem côr, quaſi defuntas, Seguindo ás nãos c’os olhos ''alongados''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{lema|Parente alongado.}} {{Def|O que he em grão remoto.}} <span style="font-variant:small-caps">Cond. D. Pedr.</span> Nobil. Prol. Amar o homem a ſeu ''parente alonguado'', &c. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALONGADOR.}} {{catgram|s. m.}} {{Def|O que alonga.}} <span style="font-variant:small-caps">Jer. Cardos.</span> Dict. <span style="font-variant:small-caps">Bent. Per.</span> Theſ. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALONGAMENTO.}} {{catgram|s. m.}} ant. {{Def|Acção de alongar.}} <span style="font-variant:small-caps">Chr. do Condeſt.</span> 74 Sem maior ''alongamento'' ſe levantou da meza, a que eſtava. <span style="font-variant:small-caps">Pin.</span> Falec. de D. J. I. 1 Foi pelos Phyſicos aconſelhado, e pelos Infantes ſeus filhos acordado, que por algum mais ''alongamento'' de vida eſtiveſſe no lugar de Alcouchete em Ribatejo. <span style="font-variant:small-caps">Fr. Sim. Coelh.</span> Chr. 2, 20, 189. col. 1 Poſtoque [o dar eſmóla, &c.] mereção ''alongamento'' de vida, e accreſcentamento de eſtado. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Diſtancia, dilação, ou extenſão de alguma couſa.}} <span style="font-variant:small-caps">Vercial</span>, Sacram. 3, 87, 129 As couſas, porque o jejum ſe póde quebrantar, ſom eſtas, enfermidade, fraqueza do corpo, careſtia das viandas ou mingoa, proveza, romaria, trabalho, ''alongamento'' de comer, &c. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. <span style="font-variant:small-caps">Vit. Chriſt.</span> 2, 56 A qual por mingoa e ''alongamento'' da caridade foi feita fria e corcovada. <span style="font-variant:small-caps">A. de Vaſc.</span> Anj. 2, 5, 4. part. 2. p. 482 Como os deſobedientes são neſta parte imitadores de Caim, aſſim o são na outra no apartamento e ''alongamento'' de Deos. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALONGANÇA.}} {{catgram|s. f.}} antiq. {{Def|O meſmo que}} Alongamento. <span style="font-variant:small-caps">Avell.</span> Report. 2, 21 A maior ''alongança'' ſua com o Sol he de 28 gr. e 30 minut. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:-1em"> {{lema|ALONGAR.}} {{catgram|v. a.}} {{Def|Eſtender, fazer mais comprido.}} As couſas materiaes. Tambem ſe uſa {{catgram|com pron. peſſ.}} <span style="font-variant:small-caps">Ferr.</span> Poem. Eleg. 5 Creſcei mágoas crueis, e creſcei dores, Quebrai o vagaroſo e triſte fio, Qu’''alonga'' a cruel Parca em ſeus favores. <span style="font-variant:small-caps">Morat.</span> Pratic. 1, 9, 3 Se a columella, a que vulgarmente chamamos campainha, ''ſe alongar'' mais do natural, he neceſſario uſar de repellentes. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Dilatar, ampliar, alargar a duração de alguma couſa.}} <span style="font-variant:small-caps">Sá de Mir.</span> Vilhalp. 4, 5 Fortemente atalharão a minha negociação, que andava por ''alongar'', e encurtárãoma. <span style="font-variant:small-caps">Arr.</span> Dial. 4, 24 E queira Deos ''alongar'' eſte dia, que he o melhor da minha vida. <span style="font-variant:small-caps">Vieir.</span> Serm. 4, 11, 7. n. 410 O amor na preſença do que ama, abbrevia o tempo, e na auſencia o ''alonga''. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{Def|Pôr diſtante ou remoto.}} <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Dec. 4, 2, 3 Não queria ''alongar'' de ſi Pero de Faria, que era ſeu grande amigo. <span style="font-variant:small-caps">Sous.</span> Hiſt. 1, 6, 13 Mas ſoltaſe [a duvida] com a determinada vontade, que elRei teve em não ''alongar'' o ſacrificio do ſitio, em que recebêra a mercê. <span style="font-variant:small-caps">Fr. F. Brand.</span> Mon. 5, 16, 8 ''Alongando'' [os Portuguezes] de ſi os Mahometanos, injuſtos poſſuidores. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> {{catgram|Com pron. peſſ.}} {{Def|Afaſtarſe, deſviarſe, pôrſe diſtante.}} Das peſſoas. <span style="font-variant:small-caps">Goes</span>, Chr. de D. Man. 1, 89 E caminhando a pé, ''ſe alongava'' da caravella. <span style="font-variant:small-caps">Albuq.</span> Comm. 1, 27 E neſte eſpaço, que a noſſa gente andou ás lançadas com os Mouros de cavallo, tiverão os de pé tempo para ''ſe alongarem'' delles hum bom pedaço. <span style="font-variant:small-caps">Maus.</span> Aff. Afr. 4, 67 Já ''ſe alongavão'' da cidade e muros. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Met. <span style="font-variant:small-caps">Heit. Pint.</span> Dial. 1, 1, 7 Donde vem, que ''alongandoſe'' da vida, que he Deos, dizem que he neceſſario ſervir ao mundo. <span style="font-variant:small-caps">Ceit.</span> Serm. 2, 291, 2 A penſamentos, e fallar de Deos, não ''ſe alonga'', nem aparta Deos, antes ſe chega. <span style="font-variant:small-caps">Lob.</span> Cort. 14, 43 Em cujas hiſtorias me eu não quero deter, por me não ''alongar'' mais do intento. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Das couſas. <span style="font-variant:small-caps">Barr.</span> Dec. 1, 4, 2 Té que os navios ''ſe alongárão'' do porto. <span style="font-variant:small-caps">Luc.</span> Vid. 8, 13 Segueſe que nenhum [corpo] ſe poſſa per todo o univerſo ''alongar'', nem afaſtar do meſmo Deos. <span style="font-variant:small-caps">Lob.</span> Deſeng. 1 Glorias, que a perder de viſta, ''Se alongárão'' de meu goſto. </p> <p style="margin:0 0 0 1em;text-indent:2em"> Do tempo, ou das couſas a reſpeito da duração. <span style="font-variant:small-caps">Goes</span>, Chr. de D. Man. 2, 38 E durara mais, ſe o dia ''ſe alongára''. <span style="font-variant:small-caps">Bern.</span> Lim. Ecl. 2 Triſte, que neſta auſencia vou gaſtando Em lagrimas a vida, que já fora </p> |}<noinclude>{{Cabeçalho|||De}}</noinclude> qi9zgmeridkee6rbojd5ledhwo8mhng