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Rodrigo Firmino
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'''DISCIPLINAS PPGTU/PUCPR (MESTRADO/DOUTORADO)'''
'''Tecnopolíticas Urbanas'''
* [[Tecnopolíticas Urbanas - 2021|2021]] ([http://lattes.cnpq.br/1468237540261340 Rodrigo Firmino])
* [[Tecnopolíticas urbanas - 2026|2026]] ([http://lattes.cnpq.br/1468237540261340 Rodrigo Firmino], [http://lattes.cnpq.br/5965237751546881 Gilberto Vieira] e [http://lattes.cnpq.br/4611235670032008 Thiago Vasconcelos])
'''Epistemologia e Metodologia'''
* [[Epistemologia e Metodologia - 2021|2021]] ([http://lattes.cnpq.br/1468237540261340 Rodrigo Firmino] e [http://lattes.cnpq.br/2464341539930740 Mário Procopiuck])
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* [[Epistemologia e Metodologia - 2025|2025]] ([http://lattes.cnpq.br/1468237540261340 Rodrigo Firmino] e [http://lattes.cnpq.br/2781713934992939 Agnes Araújo])
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'''Seminários de Orientação'''
* [[Seminários de Orientação - 2025|2025]] ([http://lattes.cnpq.br/1468237540261340 Rodrigo Firmino] e [http://lattes.cnpq.br/2781713934992939 Agnes Araújo])
* [[Seminários de Orientação - 2026|2026]] ([http://lattes.cnpq.br/1468237540261340 Rodrigo Firmino] e [http://lattes.cnpq.br/2781713934992939 Agnes Araújo])
bdk2h8c9c87vr3715k42k0nubygcq8y
Wikiversidade:Outreach Dashboard/CEPID NeuroMat/Introdução ao Jornalismo Científico
4
22351
182712
182676
2026-05-19T16:03:48Z
MARIA BEATRIZ ALMEIDA BUENO DE GODOY
44300
Updating course from outreachdashboard.wmflabs.org
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wikitext
text/x-wiki
{{Detalhes de programa
| course_name = Introdução ao Jornalismo Científico
| instructor_username = Joalpe
| support_staff =
| subject =
| start_date = 2018-03-19 03:00:00 UTC
| end_date = 2028-12-31 02:00:00 UTC
| institution = CEPID NeuroMat
| expected_students = 0
| assignment_page = Wikiversidade:Outreach_Dashboard/CEPID_NeuroMat/Introdução_ao_Jornalismo_Científico
| slug = CEPID_NeuroMat/Introdução_ao_Jornalismo_Científico
| campaigns = Grupo de Usuários Wiki Movimento Brasil, NeuroMat, Brazil Wikimedia Education Program, Education courses 2019-20
| outreachdashboard.wmflabs.org = yes
}}
O curso "Introdução ao Jornalismo Científico" é uma iniciativa da equipe de difusão do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Neuromatemática (o CEPID NeuroMat), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (a FAPESP), da Universidade de São Paulo (a USP) e da Wikimedia Brasil. O objetivo do curso é oferecer uma formação básica para profissionais e estudantes de comunicação, além dos demais interessados no campo do jornalismo científico.
O conteúdo do curso abarca a formação obrigatória do edital do "Programa José Reis de Incentivo ao Jornalismo Científico" (chamado ainda de "Mídia Ciência"), da própria FAPESP. Note, contudo, que para o reconhecimento da realização deste curso pelos professores responsáveis, são obrigatórias a inscrição e a realização das atividades propostas.
Para a realização do curso, foi desenvolvido um conjunto de módulos ditos de "Curso Online Aberto e Massivo" (mais conhecidos pela sigla "MOOC") nesta plataforma livre que é a Wikiversidade. Tal escolha garante a colaboração ativa de pessoas interessadas no conteúdo. Assim, para que se tenha proveito pleno do curso, é importante estar autenticado na Wikiversidade, o que permitirá que suas tarefas e dúvidas sejam devidamente registradas sob um mesmo usuário.
{{Tabela de participantes}}
{{Linha da tabela do participante|Ixocactus||}}
{{Linha da tabela do participante|Thaismay||}}
{{Linha da tabela do participante|Hedestad||}}
{{Linha da tabela do participante|Ricardosdag||}}
{{Linha da tabela do participante|Parzeus||}}
{{Linha da tabela do participante|Miréia NeuroMat||}}
{{Linha da tabela do participante|CamillaTsuji||}}
{{Linha da tabela do participante|Nicole Dittrich Hosni||}}
{{Linha da tabela do participante|Alebasi24||}}
{{Linha da tabela do participante|AnaCristinaADS||}}
{{Linha da tabela do participante|Carolinagoetten||}}
{{Linha da tabela do participante|EditorWiki1917||}}
{{Linha da tabela do participante|Niqlima||}}
{{Linha da tabela do participante|Cazanijr||}}
{{Linha da tabela do participante|Daniele Seridório||}}
{{Linha da tabela do participante|Túllio F||}}
{{Linha da tabela do participante|Mariana Milani||}}
{{Linha da tabela do participante|Marvelnessa||}}
{{Linha da tabela do participante|AnaLuizaFur||}}
{{Linha da tabela do participante|Editor ArmandoSP||}}
{{Linha da tabela do participante|Juliana Di Beo||}}
{{Linha da tabela do participante|ErikaGuetti||}}
{{Linha da tabela do participante|Gustavo Kenzo||}}
{{Linha da tabela do participante|Barbara Moraes99||}}
{{Linha da tabela do participante|Dougnate||}}
{{Linha da tabela do participante|N.tenca||}}
{{Linha da tabela do participante|Enxama||}}
{{Linha da tabela do participante|Bifasano||}}
{{Linha da tabela do participante|Lua Airoldi||}}
{{Linha da tabela do participante|Carolfrandsenpcosta||}}
{{Linha da tabela do participante|Danielva963||}}
{{Linha da tabela do participante|Aldemir Oliveira||}}
{{Linha da tabela do participante|Volletfilho|[[Ciência, Religião e a Arte]]|}}
{{Linha da tabela do participante|Jvpeixe||}}
{{Linha da tabela do participante|Anacarolcoelho||}}
{{Linha da tabela do participante|Stella PM Santos||}}
{{Linha da tabela do participante|Giane Corrêa Ferreira||}}
{{Linha da tabela do participante|Tainan pauli||}}
{{Linha da tabela do participante|Aldebara2021||}}
{{Linha da tabela do participante|Marcio Granez||}}
{{Linha da tabela do participante|Monique Polera||}}
{{Linha da tabela do participante|Camillebroppcardoso82||}}
{{Linha da tabela do participante|Sallescarolina||}}
{{Linha da tabela do participante|Sallescarolinato||}}
{{Linha da tabela do participante|Mercúrio-RSN||}}
{{Linha da tabela do participante|Joao Ider||}}
{{Linha da tabela do participante|Mari.moti||}}
{{Linha da tabela do participante|Sayonaraea||}}
{{Linha da tabela do participante|Hemilly Luanna||}}
{{Linha da tabela do participante|Anderson Tertuliano Ferreira||}}
{{Linha da tabela do participante|Wilma Barrionuevo||}}
{{Linha da tabela do participante|Tata Nzito||}}
{{Linha da tabela do participante|Chantalmedaets||}}
{{Linha da tabela do participante|WilmaBarrion||}}
{{Linha da tabela do participante|Poleramonique||}}
{{Linha da tabela do participante|Jiums22||}}
{{Linha da tabela do participante|Anefrosa||}}
{{Linha da tabela do participante|Camilararezende||}}
{{Linha da tabela do participante|Camilararezende1||}}
{{Linha da tabela do participante|Beatriz Cristina Sabino Garcia||}}
{{Linha da tabela do participante|Eliezerfsjunior||}}
{{Linha da tabela do participante|Ivanice A M||}}
{{Linha da tabela do participante|Alabora42||}}
{{Linha da tabela do participante|MaximGoncharov86||}}
{{Linha da tabela do participante|Paulo Tebet||}}
{{Linha da tabela do participante|Paulo Carneiro de Oliveira||}}
{{Linha da tabela do participante|Paulo Eduardo Carneiro de Oliveira||}}
{{Linha da tabela do participante|Tayaneabib||}}
{{Linha da tabela do participante|Samara.rodriguesalves 1||}}
{{Linha da tabela do participante|Paulo Sérgio Pires||}}
{{Linha da tabela do participante|Barbaramaiap||}}
{{Linha da tabela do participante|Agatha.Nagli||}}
{{Linha da tabela do participante|Cauasider||}}
{{Linha da tabela do participante|Lecysartori||}}
{{Linha da tabela do participante|Otávio Uzumaki||}}
{{Linha da tabela do participante|Dindara Silva Galvão||}}
{{Linha da tabela do participante|Virginiacoda||}}
{{Linha da tabela do participante|Gabriela de Oliveira Paskevicius||}}
{{Linha da tabela do participante|Eliezer Francisco de Santana Junior||}}
{{Linha da tabela do participante|GPask17||}}
{{Linha da tabela do participante|Giancarlo.souza||}}
{{Linha da tabela do participante|Claricepc||}}
{{Linha da tabela do participante|Ísis Maéve Sobrinho||}}
{{Linha da tabela do participante|Cloudywoodstock||}}
{{Linha da tabela do participante|Danúbia Esprega Gonçalves||}}
{{Linha da tabela do participante|Leocamararibeiro||}}
{{Linha da tabela do participante|Matippi||}}
{{Linha da tabela do participante|Pedro Ambrósio Caiomb||}}
{{Linha da tabela do participante|Viniciuscoimbraalves||}}
{{Linha da tabela do participante|Mapaaustral||}}
{{Linha da tabela do participante|Fernando Ananias||}}
{{Linha da tabela do participante|Guilherme A Hansen||}}
{{Linha da tabela do participante|Alybnp||}}
{{Linha da tabela do participante|Karys Reis||}}
{{Linha da tabela do participante|Thaciane Mendes de Souza||}}
{{Linha da tabela do participante|Leonardo Câmara||}}
{{Linha da tabela do participante|Vfigueira||}}
{{Linha da tabela do participante|Aline Fernandes Carrijo||}}
{{Linha da tabela do participante|Arrasta o X||}}
{{Linha da tabela do participante|Leo.omagalhaes||}}
{{Linha da tabela do participante|Júlia Blank||}}
{{Linha da tabela do participante|Edupaschoal||}}
{{Linha da tabela do participante|EvelineAraujo||}}
{{Linha da tabela do participante|Melina Silva de Lima||}}
{{Linha da tabela do participante|Jake456545||}}
{{Linha da tabela do participante|Edson Nova||}}
{{Linha da tabela do participante|Rogério Bordini||}}
{{Linha da tabela do participante|Gabrielcondoto||}}
{{Linha da tabela do participante|Eveelynsilva||}}
{{Linha da tabela do participante|Rlazani||}}
{{Linha da tabela do participante|Cynito||}}
{{Linha da tabela do participante|AJurno (WMB)||}}
{{Linha da tabela do participante|Bverzili||}}
{{Linha da tabela do participante|Ksogabe||}}
{{Linha da tabela do participante|Lisiane Muller||}}
{{Linha da tabela do participante|KaioLimajr||}}
{{Linha da tabela do participante|Anaritanpaiva||}}
{{Linha da tabela do participante|FSaldanha||}}
{{Linha da tabela do participante|Agnessa Kling Nóbrega||}}
{{Linha da tabela do participante|Adrian Diegues||}}
{{Linha da tabela do participante|SashaCruzAlvesPereira||}}
{{Linha da tabela do participante|Bela Cascão||}}
{{Linha da tabela do participante|Adriana de Farias||}}
{{Linha da tabela do participante|AdrianaFarias09||}}
{{Linha da tabela do participante|Esteralkimim||}}
{{Linha da tabela do participante|Aarrigo||}}
{{Linha da tabela do participante|Guicelest||}}
{{Linha da tabela do participante|Anaclara11||}}
{{Linha da tabela do participante|Camila Cinque||}}
{{Linha da tabela do participante|Fideliscelso||}}
{{Linha da tabela do participante|Clarissa Viana||}}
{{Linha da tabela do participante|Fernando da Cruz Souza||}}
{{Linha da tabela do participante|Gabriela Andrietta||}}
{{Linha da tabela do participante|Gabiandrietta||}}
{{Linha da tabela do participante|Thluccaas||}}
{{Linha da tabela do participante|Manuella Reale||}}
{{Linha da tabela do participante|Janize Colaço||}}
{{Linha da tabela do participante|Kelly De Conti Rodrigues||}}
{{Linha da tabela do participante|PetermoonBR||}}
{{Linha da tabela do participante|Ismaelunicamp||}}
{{Linha da tabela do participante|Victoriacbrl||}}
{{Linha da tabela do participante|Mariacarolinahr||[[:w:pt:Hydrodamalis gigas]], [[:w:pt:Pasquale Cipro Neto]]}}
{{Linha da tabela do participante|Priscila cassia||}}
{{Linha da tabela do participante|Rmitsuo||}}
{{Linha da tabela do participante|Julia10br||}}
{{Linha da tabela do participante|Aline Menoncello||}}
{{Linha da tabela do participante|Celer01||}}
{{Linha da tabela do participante|Guilherme1754||}}
{{Linha da tabela do participante|Jubdevito|[[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Jubdevito]], [[:w:pt:Academia das Ciências de Berlim]]|}}
{{Linha da tabela do participante|Milena Monteiro Antunes||}}
{{Linha da tabela do participante|Carolfrandsen||}}
{{Linha da tabela do participante|Sgcalazans||}}
{{Linha da tabela do participante|Tahnee Valzachi Sugano||}}
{{Linha da tabela do participante|Fernando Sabatini||}}
{{Linha da tabela do participante|Tacia.Rocha||}}
{{Linha da tabela do participante|Eduarda Veiga Carvalho||}}
{{Linha da tabela do participante|Carnachion||}}
{{Linha da tabela do participante|Luca.bio1987||}}
{{Linha da tabela do participante|Kris Herik de Oliveira||}}
{{Linha da tabela do participante|Paulabre73||}}
{{Linha da tabela do participante|Maycon Jordan Costa da Silva||}}
{{Linha da tabela do participante|Lauren.ssteffen||}}
{{Linha da tabela do participante|João Damasio da Silva Neto||}}
{{Linha da tabela do participante|MEugêniaArantes||}}
{{Linha da tabela do participante|Luís Enrique Cazani Júnior||}}
{{Linha da tabela do participante|Victor.o.moura|[[Http://hepic.if.usp.br/?q=pt-br/blog/116/victor-oliveira/físicos-por-um-dia-hepic-realiza-masterclasses-2024-para-alunos-do-ensino]]|}}
{{Linha da tabela do participante|Sardinha.Lara||}}
{{Linha da tabela do participante|Kaio Alevi||}}
{{Linha da tabela do participante|Letícia Sarturi||}}
{{Linha da tabela do participante|Ferik80||}}
{{Linha da tabela do participante|CarolineFerreiraa||}}
{{Linha da tabela do participante|Luis Forte Rasmussem||}}
{{Linha da tabela do participante|Lais Caroline Souza e Silva||}}
{{Linha da tabela do participante|Bruna Jeronimo||}}
{{Linha da tabela do participante|Jessica0997||}}
{{Linha da tabela do participante|Patriciaseri||}}
{{Linha da tabela do participante|Pantunes83||}}
{{Linha da tabela do participante|Marcelo Lapola||}}
{{Linha da tabela do participante|Julia Rodrigues 2022||}}
{{Linha da tabela do participante|Camargo.fmcfernando||}}
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{{Linha da tabela do participante|Cadeoluishenrique||}}
{{Linha da tabela do participante|Thalesfig||}}
{{Linha da tabela do participante|Tatiane Buzanello||}}
{{Linha da tabela do participante|Giudenari||}}
{{Linha da tabela do participante|Byreom||}}
{{Linha da tabela do participante|Marcela Martins Chiudo||}}
{{Linha da tabela do participante|Marcia Cominetti||}}
{{Linha da tabela do participante|CarolineSCorrêa||}}
{{Linha da tabela do participante|Cogno Gabriel Nardi||}}
{{Linha da tabela do participante|Rgfeitosa||}}
{{Linha da tabela do participante|Bedacardim||}}
{{Linha da tabela do participante|Luizamuller||}}
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{{Linha da tabela do participante|Victor.oliveira.moura|[[Https://ijc.toolforge.org/]]|}}
{{Linha da tabela do participante|Laura.costacamargo1||}}
{{Linha da tabela do participante|MarianaGuizelini||}}
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{{Linha da tabela do participante|Maria Angélica Santos|[[:w:pt:Papiros medicinais egípcios]]|}}
{{Linha da tabela do participante|Melissa Arruda Vieira||}}
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{{Linha da tabela do participante|Juliana.marques120703||}}
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{{Linha da tabela do participante|Renata Aparecida dos Santos Alitto||}}
{{Linha da tabela do participante|Anagabryelem||}}
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{{Linha da tabela do participante|EDJOLY||}}
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{{Linha da tabela do participante|Yana Teixeira||}}
{{Linha da tabela do participante|LCFeitosa||}}
{{Linha da tabela do participante|Sofia Helena Lanza||}}
{{Linha da tabela do participante|Mariana Pezzatte Pollo||}}
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{{Linha da tabela do participante|Eduardo Toito Garcia||}}
{{Linha da tabela do participante|Aline120||}}
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{{Linha da tabela do participante|Crissouza2||}}
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{{Linha da tabela do participante|Coutinhomario||}}
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{{Linha da tabela do participante|Isabela Batistella||}}
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{{Linha da tabela do participante|Deboragallas||}}
{{Linha da tabela do participante|Melmurgel||}}
{{Linha da tabela do participante|Gabriela Rocha Nangino||}}
{{Linha da tabela do participante|Victoria Regina Siqueira Manara||}}
{{Linha da tabela do participante|Marcoportugal||}}
{{Linha da tabela do participante|PEDRO HENRIQUE VISENTINI PANTAROTTO||}}
{{Linha da tabela do participante|Girliani||}}
{{Linha da tabela do participante|Luiz Henrique Gonçalves Santos||}}
{{Linha da tabela do participante|Gilvaneide de Sousa Santos|[[:w:pt:História da linguística]]|}}
{{Linha da tabela do participante|Nayana Alves||}}
{{Linha da tabela do participante|Thaisa Sallum Bacco||}}
{{Linha da tabela do participante|Gavadams||}}
{{Linha da tabela do participante|MLConti||}}
{{Linha da tabela do participante|Caio Lamas||}}
{{Linha da tabela do participante|Eandroduarte||}}
{{Linha da tabela do participante|Tamires S Tavares||}}
{{Linha da tabela do participante|Vinicius.pachecob||}}
{{Linha da tabela do participante|SuelyPorfirio||}}
{{Linha da tabela do participante|PriCardoso||}}
{{Linha da tabela do participante|NAALVES||}}
{{Linha da tabela do participante|Natalia Mello Franco||}}
{{Linha da tabela do participante|Sah.fernandes||}}
{{Linha da tabela do participante|Gabriela Almeida 31||}}
{{Linha da tabela do participante|Larabaesteiro||}}
{{Linha da tabela do participante|Matheus Grael||}}
{{Linha da tabela do participante|NayAlves0901||}}
{{Linha da tabela do participante|Lisimuller||}}
{{Linha da tabela do participante|MatheusPANarcizo||}}
{{Linha da tabela do participante|Mirian muginski||}}
{{Linha da tabela do participante|Ana Noele Brito Silva||}}
{{Linha da tabela do participante|Monarakl||}}
{{Linha da tabela do participante|Marco Vinicius Ropelli|[[:w:pt:História da virologia]]|}}
{{Linha da tabela do participante|Gabriela Wick||}}
{{Linha da tabela do participante|Pedro Alípio||}}
{{Linha da tabela do participante|Juan.mattheus||}}
{{Linha da tabela do participante|AdrianaAFranco||}}
{{Linha da tabela do participante|Marimesquitta||}}
{{Linha da tabela do participante|Sasasayuri||}}
{{Linha da tabela do participante|Ajmarrtins||}}
{{Linha da tabela do participante|MartinGabriela||}}
{{Linha da tabela do participante|CalvinCousin||}}
{{Linha da tabela do participante|Roberta Navas Battistella||}}
{{Linha da tabela do participante|Calvincou||}}
{{Linha da tabela do participante|Camilafortesmonte||}}
{{Linha da tabela do participante|Rafaelbragacunha||}}
{{Linha da tabela do participante|Ana Maria Augusti||}}
{{Linha da tabela do participante|BeatrizPiffer||}}
{{Linha da tabela do participante|Thalef Sousa Santos||}}
{{Linha da tabela do participante|Damny Laya||}}
{{Linha da tabela do participante|Vannieaurin||}}
{{Linha da tabela do participante|Renan Silveira Girotto||}}
{{Linha da tabela do participante|Dorasiq||}}
{{Linha da tabela do participante|FilipeAN||}}
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{{Linha da tabela do participante|Fabriciosolagna||}}
{{Linha da tabela do participante|DiegoMalvasio||}}
{{Linha da tabela do participante|Alessandra Smaniotto||}}
{{Linha da tabela do participante|IlanaGoldstein||}}
{{Linha da tabela do participante|Marianakehl||}}
{{Linha da tabela do participante|Nataliasmf||}}
{{Linha da tabela do participante|Matngutierrez||}}
{{Linha da tabela do participante|Isabelacln||}}
{{Linha da tabela do participante|Jayne Mayrink||}}
{{Linha da tabela do participante|Cpantaleao||}}
{{Linha da tabela do participante|Campos.acrs||}}
{{Linha da tabela do participante|Fabiaberlatto||}}
{{Linha da tabela do participante|Tonilen||}}
{{Linha da tabela do participante|Paula Custódio de Oliveira||}}
{{Linha da tabela do participante|Apaulichen||}}
{{Linha da tabela do participante|Vanessa Tiemi||}}
{{Linha da tabela do participante|Vicfcarvalho||}}
{{Linha da tabela do participante|KarolinaGuerrero||}}
{{Linha da tabela do participante|Miguel Lupetti||}}
{{Linha da tabela do participante|Dmendes2||}}
{{Linha da tabela do participante|Lupetti 1234||}}
{{Linha da tabela do participante|Erika de Farias Lisboa||}}
{{Linha da tabela do participante|Giovxnnaes||}}
{{Linha da tabela do participante|Pamlemoraes||}}
{{Linha da tabela do participante|Bettyalagwu||}}
{{Linha da tabela do participante|Maria Clara Rodriguez Sosa||}}
{{Linha da tabela do participante|Lauracrlessa||}}
{{Linha da tabela do participante|Lulencioni||}}
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44009
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wikitext
text/x-wiki
== <big>Sobre</big> ==
Disciplina eletiva dos Programas de Pós-Graduação em Gestão Urbana (PPGTU) e de Cidades Inteligentes e Sustentáveis (PPGCIS) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) destinada a estudantes de mestrado e doutorado desta e outras instituições (ouvintes). Áreas de interesse: engenharias, ciência de dados, ciências da saúde, ciências ambientais, informática, arquitetura e urbanismo, planejamento urbano, comunicação, geografia, sociologia, e outras disciplinas das ciências sociais e humanas.
Responsáveis: [http://lattes.cnpq.br/8336038202048887 Fábio Teodoro de Souza] e [http://lattes.cnpq.br/7223117894053703 Demian Barcellos]
== <big>Local e período</big> ==
Onde: Campus Curitiba. Sala: a definir. As aulas serão realizadas unicamente de forma '''presencial'''.
Quando: 2<sup>o</sup> semestre de 2026, 5 sessões, primeiro trimestre de 2027, 1 sessão:
2026
* Setembro: 2, 16 é 30
* Outubro: 14 e 28
2027
* Março: 7
Quarta-feira das 14:00 às 17:00h.
== Carga horária: ==
30 horas (2 créditos).
== <big>Ementa e objetivos</big> ==
Estatística básica: parâmetros estatísticos (média, mediana, percentis etc). Estatística multivariada: matriz de correlação, análise fatorial, dendrograma e k-means. Especificidades na obtenção de dados. Preparação dos dados: tratamento de inconsistências (falsos valores de zero, preenchimento de dados ausentes, avaliação de outliers, criação de novas variáveis etc) e transformação dos valores numéricos em categóricos usando métricas estatísticas e geração de regras de associação e classificação. Os objetivos são apresentar aos acadêmicos os conceitos fundamentais de mineração de dados. Desenvolver um projeto usando as ferramentas computacionais aplicado em um banco de dados com variáveis temporais de uma temática urbana.
== <big>Metodologia</big> ==
A disciplina será desenvolvida presencial e os acadêmicos trabalham em base de dados com os softwares de extração de conhecimento. Portanto, as aulas terão maior teor prático desde a preparação dos dados nas planilhas eletrônicas até o uso dos softwares de modelagem. Os acadêmicos são capacitados para construir os modelos de regras de associação/classificação.
== <big>Conteúdo</big> ==
* Apresentação da metodologia: Desastres Naturais e Saúde Urbana
* Consistência dos dados, discretização de valores numéricos e preparação de variáveis categóricas.
* Estatística multivariada (matriz de correlação, análise fatorial, dendrograma e K-means).
* Regras de Associação e Regras de Classificação e aplicações.
* Estratégia para a elaboração dos artigos.
== <big>Avaliação</big> ==
O acadêmico deve entregar um artigo científico com os resultados da mineração de dados.
== <big>Bibliografia</big> ==
===Básica===
AGRAWAL, R., SRIKANT, R. Fast algorithms for mining association rules, VLDB-94, 1994.
AGRAWAL, R., IMIELINKSI, T., SWAMIZ, A. Mining Association Rules between Sets of Ítems in Large Databases. Proc. SIG-MOD-93, ACM Press, New Cork, 1993, pp. 207-216, 1993.
BARCELLOS, D. S.; SCHIMALESKI, A. P. C.; SOUZA, F. T. Downsizing water quality monitoring programs in river basins in Brazil. Urban Water Journal, v. 18, p. 223-236, 2021.
HAN, J.; KAMBER, M. e PEI, J. Data mining: concepts and techniques. Second ed. San Francisco: Morgan Kaufmann Publishers, 2006.
MATHYS, T. ; SOUZA, F. T. ; BARCELLOS, D. S. ; MOLDEREZ, I. . The relationship among air pollution, meteorological factors and COVID-19 in the Brussels Capital Region. Science of the Total Environment, v. 857, p. 158933, 2023.
PYLE, D. Data Preparation for Data Mining, Morgan Kaufmann Publishers, San Francisco, 1999.
WITTEN, I.H., FRANK, E., HALL, M.A., PAL, C.J.. Data Mining. Elsevier. 2017. https://doi.org/ 10.1016/c2015-0-02071-8.
===Complementar===
LIU, B., HSU, W., CHEN, S., MA, Y. Integrating Classification and Association Rule Mining. KDD-98, August, New York, 1998.
SOUZA, F. T. Morbidity Forecast in Cities: A Study of Urban Air Pollution and Respiratory Diseases in the Metropolitan Region of Curitiba, Brazil. Journal of Urban Health, 1-14, 2018.
SOUZA, F. T., KOENER, T. C., & CHLAD, R. A data-based model for predicting wildfires in Chapada das Mesas National Park in the State of Maranhão. Environmental Earth Sciences, 74(4), 3603-3611, 2015.
SOUZA, F. T. A data-based model to locate mass movements triggered by seismic events in Sichuan, China. Environmental monitoring and assessment, 186(1), 575-587, 2014.
SOUZA, F. T., & EBECKEN, N. F. A data based model to predict landslide induced by rainfall in Rio de Janeiro city. Geotechnical and geological engineering, 30(1), 85-94, 2012.
SOUZA, F. T. Predição de Escorregamentos das Encostas do Município do Rio de Janeiro Através de Técnicas de Mineração de Dados. Tese (DSc - Engenharia Civil) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2004: http://www.coc.ufrj.br/index.php/teses-de-doutorado/148-2004/976-fabio-teodoro-de-souza
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/* Local e período */
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wikitext
text/x-wiki
== <big>Sobre</big> ==
Disciplina eletiva dos Programas de Pós-Graduação em Gestão Urbana (PPGTU) e de Cidades Inteligentes e Sustentáveis (PPGCIS) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) destinada a estudantes de mestrado e doutorado desta e outras instituições (ouvintes). Áreas de interesse: engenharias, ciência de dados, ciências da saúde, ciências ambientais, informática, arquitetura e urbanismo, planejamento urbano, comunicação, geografia, sociologia, e outras disciplinas das ciências sociais e humanas.
Responsáveis: [http://lattes.cnpq.br/8336038202048887 Fábio Teodoro de Souza] e [http://lattes.cnpq.br/7223117894053703 Demian Barcellos]
== <big>Local e período</big> ==
Onde: Campus Curitiba. Sala: a definir. As aulas serão realizadas unicamente de forma '''presencial'''.
Quando: 2<sup>o</sup> semestre de 2026, 5 sessões, primeiro trimestre de 2027, 1 sessão:
2026
* Setembro: 2, 16 é 30
* Outubro: 14 e 28
2027
* Março: 7
Terça-feira das 14:00 às 17:00h.
== Carga horária: ==
30 horas (2 créditos).
== <big>Ementa e objetivos</big> ==
Estatística básica: parâmetros estatísticos (média, mediana, percentis etc). Estatística multivariada: matriz de correlação, análise fatorial, dendrograma e k-means. Especificidades na obtenção de dados. Preparação dos dados: tratamento de inconsistências (falsos valores de zero, preenchimento de dados ausentes, avaliação de outliers, criação de novas variáveis etc) e transformação dos valores numéricos em categóricos usando métricas estatísticas e geração de regras de associação e classificação. Os objetivos são apresentar aos acadêmicos os conceitos fundamentais de mineração de dados. Desenvolver um projeto usando as ferramentas computacionais aplicado em um banco de dados com variáveis temporais de uma temática urbana.
== <big>Metodologia</big> ==
A disciplina será desenvolvida presencial e os acadêmicos trabalham em base de dados com os softwares de extração de conhecimento. Portanto, as aulas terão maior teor prático desde a preparação dos dados nas planilhas eletrônicas até o uso dos softwares de modelagem. Os acadêmicos são capacitados para construir os modelos de regras de associação/classificação.
== <big>Conteúdo</big> ==
* Apresentação da metodologia: Desastres Naturais e Saúde Urbana
* Consistência dos dados, discretização de valores numéricos e preparação de variáveis categóricas.
* Estatística multivariada (matriz de correlação, análise fatorial, dendrograma e K-means).
* Regras de Associação e Regras de Classificação e aplicações.
* Estratégia para a elaboração dos artigos.
== <big>Avaliação</big> ==
O acadêmico deve entregar um artigo científico com os resultados da mineração de dados.
== <big>Bibliografia</big> ==
===Básica===
AGRAWAL, R., SRIKANT, R. Fast algorithms for mining association rules, VLDB-94, 1994.
AGRAWAL, R., IMIELINKSI, T., SWAMIZ, A. Mining Association Rules between Sets of Ítems in Large Databases. Proc. SIG-MOD-93, ACM Press, New Cork, 1993, pp. 207-216, 1993.
BARCELLOS, D. S.; SCHIMALESKI, A. P. C.; SOUZA, F. T. Downsizing water quality monitoring programs in river basins in Brazil. Urban Water Journal, v. 18, p. 223-236, 2021.
HAN, J.; KAMBER, M. e PEI, J. Data mining: concepts and techniques. Second ed. San Francisco: Morgan Kaufmann Publishers, 2006.
MATHYS, T. ; SOUZA, F. T. ; BARCELLOS, D. S. ; MOLDEREZ, I. . The relationship among air pollution, meteorological factors and COVID-19 in the Brussels Capital Region. Science of the Total Environment, v. 857, p. 158933, 2023.
PYLE, D. Data Preparation for Data Mining, Morgan Kaufmann Publishers, San Francisco, 1999.
WITTEN, I.H., FRANK, E., HALL, M.A., PAL, C.J.. Data Mining. Elsevier. 2017. https://doi.org/ 10.1016/c2015-0-02071-8.
===Complementar===
LIU, B., HSU, W., CHEN, S., MA, Y. Integrating Classification and Association Rule Mining. KDD-98, August, New York, 1998.
SOUZA, F. T. Morbidity Forecast in Cities: A Study of Urban Air Pollution and Respiratory Diseases in the Metropolitan Region of Curitiba, Brazil. Journal of Urban Health, 1-14, 2018.
SOUZA, F. T., KOENER, T. C., & CHLAD, R. A data-based model for predicting wildfires in Chapada das Mesas National Park in the State of Maranhão. Environmental Earth Sciences, 74(4), 3603-3611, 2015.
SOUZA, F. T. A data-based model to locate mass movements triggered by seismic events in Sichuan, China. Environmental monitoring and assessment, 186(1), 575-587, 2014.
SOUZA, F. T., & EBECKEN, N. F. A data based model to predict landslide induced by rainfall in Rio de Janeiro city. Geotechnical and geological engineering, 30(1), 85-94, 2012.
SOUZA, F. T. Predição de Escorregamentos das Encostas do Município do Rio de Janeiro Através de Técnicas de Mineração de Dados. Tese (DSc - Engenharia Civil) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2004: http://www.coc.ufrj.br/index.php/teses-de-doutorado/148-2004/976-fabio-teodoro-de-souza
qofvs88afjmkckewt4fij5gh26d0m5e
CCT-UFCA/Engenharia Civil/Resistência dos Materiais II
0
29346
182704
167254
2026-05-19T13:31:40Z
~2026-29974-55
44290
182704
wikitext
text/x-wiki
== Programa do Componente Curricular ==
{| class="wikitable"
|+
|'''Código:'''
| colspan="9" |ECI0034
|-
|'''Componente Curricular:'''
| colspan="9" |Resistência dos Materiais II
|-
|'''Semestre de Oferta:'''
| colspan="2" |6º
|'''Tipo:'''
|Disciplina
|'''Caráter:'''
| colspan="4" |Obrigatória
|-
|'''Unidade Acadêmica Responsável:'''
| colspan="9" |Centro de Ciências e Tecnologia - CCT
|-
|'''Regime:'''
| colspan="9" |Semestral
|-
|'''Créditos:'''
|4
|'''Carga horária:'''
|64
|'''Teórica:'''
|64
|'''Prática'''
| -
|'''Extensão:'''
| -
|-
|'''Pré-requisito:'''
| colspan="9" |Resistência dos Materiais I
|-
|'''Co-requisito:'''
| colspan="9" |Não tem
|-
|'''Equivalência:'''
| colspan="9" | -
|}
== Ementa ==
Cisalhamento Transversal, Cargas Combinadas, Transformação de Tensão e de Deformação. Projeto de Vigas, Critérios de Ruptura. Deformações de Vigas. Flambagem de Colunas.Métodos de Energia.
== Objetivos ==
Ao final da disciplina espera-se que os discentes:
* A disciplina Resistência dos Materiais visa proporcionar o desenvolvimento da habilidade do estudante de engenharia civil na análise critica e resolução de problemas concretos, integrando conhecimentos multidisciplinares e viabilizando o estudo de modelos abstratos e sua extensão genérica a novos padrões e técnicas de solução. Tem como objetivo principal estabelecer conceitos e formulações básicas para o conhecimento do comportamento mecânico dos materiais, os quais estão associados à análise e ao projeto dos mais variados sistemas estruturais, para atender satisfatoriamente às solicitações de trabalho e às condições de uso a que são submetidos.
== Conteúdo ==
Materiais...
== Metodologia ==
== Avaliação ==
== Bibliografia ==
=== Bibliografia básica ===
# HIBBELER, R. C. – Resistência dos Materiais – LTC - Livros Técnicos e Científicos Editora S. A., 3a edição, 2000.
# BEER, F. P. & JOHNSTON Jr., E. R. – Resistência dos Materiais – Makron Books do Brasil Editora Ltda., 2a edição, 1989;
# NASH, W.A. Resistência dos Materiais. São Paulo, Mc Graw Hill, 1982.
=== Bibliografia complementar ===
# GERE, J. M. – Mecânica dos Materiais – Pioneira Thomson Learning Ltda., 2003;
# CRAIG Jr., R. R. – Mecânica dos Materiais – LTC - Livros Técnicos e Científicos Editora S. A., 2a edição, 2003;
# TIMOSHENKO, S. P. & GERE, J. E. – Mecânica dos Sólidos – LTC - Livros Técnicos e Científicos S. A., 2 volumes, 1994 (vol. 1), 1998 (vol. 2);
# POPOV, E. P. – Introdução à Mecânica dos Sólidos – Editora Edgard Blücher Ltda., 1978;
# ROCHA, M.A. Resistência dos Materiais. Vol. I e II. Rio de Janeiro, científica, 1975.
531rvo6eapknpbe342vgj6qss10actl
CCT-UFCA/Ciência da Computação/Redes de Computadores
0
29575
182705
182657
2026-05-19T13:34:05Z
~2026-29974-55
44290
/* Programa do Componente Curricular */
182705
wikitext
text/x-wiki
== Programa do Componente Curricular ==
{| class="wikitable"
|'''Código:'''
| colspan="9" |CC0024
|-
|'''Componente Curricular:'''
| colspan="9" |Redes de Computadores
|-
|'''Semestre de Oferta:'''
| colspan="2" |4º Semestre
|'''Tipo:'''
|Disciplina
|'''Caráter:'''
| colspan="4" |Obrigatória
|-
|'''Unidade Acadêmica Responsável:'''
| colspan="9" |Centro de Ciências e Tecnologia - CCT
|-
|'''Área:'''
| colspan="9" |Sistemas de Computação
|-
|'''Créditos:'''
|4
|'''Carga horária:'''
|64
|'''Teórica:'''
|64
|'''Prática:'''
|0
|'''Extensão:'''
| -
|-
|'''Pré-requisito:'''
| colspan="9" |[[CCT-UFCA/Ciência da Computação/Introdução à Programação|CC0001 - Introdução à Programação]]
|-
|'''Co-requisito:'''
| colspan="9" |
|-
|'''Equivalência:'''
| colspan="9" |
|}
== Objetivos ==
Esta disciplina tem por objetivo apresentar aos alunos os princípios e conceitos fundamentais de comunicação,os principais modelos e arquiteturas das redes de computadores garantindo uma formação forte e avançada na área de redes de computadores.
== Ementa ==
Noções de comunicação de dados: meios e modos de transmissão. Conceitos básicos de Redes de Computadores: definições; terminologia; classificação; protocolos; topologias; comutação de circuitos e pacotes; uso de redes; serviços de redes. Arquiteturas de Redes: modelo ISO/OSI, Internet e os protocolos do modelo TCP/IP. Interconexão de Redes e Roteamento; protocolos de roteamento. Protocolos de Aplicação.
== Conteúdo ==
* Conceitos básicos de Redes de Computadores
* Definições e terminologia
* [[CCT-UFCA/Ciência da Computação/Redes de Computadores/Protocolos|Protocolos]]
* Topologias
* Comutação de circuitos e pacotes
* Arquiteturas de Redes: modelo ISO/OSI
* [[CCT-UFCA/Ciência da Computação/Redes de Computadores/Protocolo TCP/IP|Protocolo TCP/IP]]
* Interconexão de Redes e Roteamento
* Protocolos de roteamento (RIP, OSPF, BGP)
* Subnetting/Supernetting
* Colisões (CSMA/CD, CSMA/CA)
* Protocolos de aplicação (HTTP, FTP, SMTP, etc.)
== Metodologia ==
A disciplina é conduzida por meio de aulas expositivas e dialogadas, utilizando apresentações de slide para exposição dos conteúdos teóricos. Valoriza-se fortemente a participação ativa dos estudantes com incentivo a formulação de dúvidas, questionamentos e comentários que enriqueçam a discussão dos temas abordados.
Adicionalmente listas de exercícios são compartilhadas com os alunos sobre intuito de fixar e por em prática os conceitos vistos em sala, cujas correções serão feitas em aula com objetivo de sanar dúvidas e identificar pontos específicos que demandem reforço. Complementando os materiais de aprendizagem estão previstas a realização de atividades práticas, que consistem em projetos de simulação de redes desenvolvidos utilizando a ferramenta Cisco Packet Tracer. Esses projetos serão desenvolvidos em aula sobre orientação da professora e suporte de um documento auxiliar, previamente disponibilizado, contendo instruções para cada etapa de sua execução.
A metodologia acima descrita pode variar conforme especificidades da turma, calendário semestral bem como docente designado a sua realização, e refletem apenas o modo como foram conduzidas as aulas referentes as últimas turmas recentes da disciplina em questão.
== Avaliação ==
O método avaliativo da disciplina prevê a aplicação de quatro provas teóricas ao decorrer do curso, ocasionalmente uma atividade prática pode ser aplicada sobre intuito de complemento a nota de uma das provas, a depender das especificidades da turma e calendário letivo. A nota final consistirá de uma média aritmética simples das notas das provas, já contabilizada junto da pontuação da atividade prática, caso aplicável.
== Bibliografia Básica ==
# TANENBAUM, A. S. Redes de Computadores. 4a ed. Editora Campus, 2003, <nowiki>ISBN 9788535211856</nowiki>.
# KUROSE, J. F. E.; ROSS, K. W. Redes de Computadores e a Internet. 5a ed. Pearson, 2009. ISBN:9788588639973.
# COMER, D. Redes de computadores e internet: abrange transmissão de dados, ligação inter-redes, Web e aplicações. 4 ed. Porto Alegre: Bookman, 2007.
== Bibliografia Complementar ==
# ENGLANDER, I. A Arquitetura de Hardware Computacional: Software de Sistema e Comunicação em Rede Uma Abordagem da Tecnologia da Informação. LTC Editora, 2011. ISBN:8521617917.
# BROOKSHEAR, J. G. Ciência da Computação: Uma Visão Abrangente. 11a Edição. São Paulo: Bookman, 2013. ISBN:9788582600306
# STALLINGS, W. Redes e Sistemas de Comunicação de Dados. Editora Campus, 2005.
# PETERSON, L. L.; DAVIE, B. S. Computer networks: a systems approach. 3.ed. New Delhi: Morgan Kaufmann, 2007.
# DONAHUE, G. A. Network Warrior. Second edition. O'Reilly Media, 2011.
11jmk6tjsguv46ye22wfspslomhitzn
Wikiversidade:Outreach Dashboard/UERJ/Wikiversidade - Observatório das Mulheres Intelectuais Latino-americanas
4
29754
182717
182457
2026-05-19T17:45:29Z
JCunha (WMB)
38919
Updating course from outreachdashboard.wmflabs.org
182717
wikitext
text/x-wiki
{{Detalhes de programa
| course_name = Wikiversidade - Observatório das Mulheres Intelectuais Latino-americanas
| instructor_username = JCunha (WMB)
| instructor_username_2 = AHilsenbeck (WMB)
| support_staff =
| subject =
| start_date = 2025-02-19 03:00:00 UTC
| end_date = 2025-02-26 03:00:00 UTC
| institution = UERJ
| expected_students = 0
| assignment_page = Wikiversidade:Outreach_Dashboard/UERJ/Wikiversidade_-_Observatório_das_Mulheres_Intelectuais_Latino-americanas
| slug = UERJ/Wikiversidade_-_Observatório_das_Mulheres_Intelectuais_Latino-americanas
| campaigns = Grupo de Usuários Wiki Movimento Brasil, Brazil Wikimedia Education Program, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Observatório Digital das Mulheres Latino-americanas
| outreachdashboard.wmflabs.org = yes
}}
Oficina de capacitação na plataforma da Wikiversidade com pesquisadores e membros do projeto "Observatório das Mulheres Intelectuais Latino-americanas", da UERJ
{{Tabela de participantes}}
{{Linha da tabela do participante|Ana Clara Ozório||}}
{{Linha da tabela do participante|Gabrielle de Oliveira Sá||}}
{{Linha da tabela do participante|Nickzzy||}}
{{Linha da tabela do participante|HyperDarkLink||}}
{{Linha da tabela do participante|Milene couto||}}
{{Linha da tabela do participante|MiRommel||}}
{{Linha da tabela do participante|Sampaio.L||}}
{{Linha da tabela do participante|Correa CR||}}
{{Fim da tabela de participantes}}
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CCT-UFCA/Matemática Computacional
0
29942
182734
178745
2026-05-19T22:10:43Z
Alícia Brito
43242
/* Apresentação */
182734
wikitext
text/x-wiki
== Apresentação ==
O ramo da Matemática que desenvolve teorias para abordagem de problemas tecnológicos/científicos, passou a ser denominado, genericamente, de Matemática Aplicada. O crescimento vertiginoso da capacidade de processamento dos computadores nas últimas décadas teve como consequência o surgimento de várias teorias matemáticas novas e o desenvolvimento de outras teorias clássicas, agora sob o ponto de vista de aplicação. Destacamos algumas destas teorias novas e clássicas: Cálculo Numérico, Matemática para a Engenharia, Programação Linear, Otimização, Modelagem Contínua, Biomatemática, Bioinformática, Teoria da Informação, Teoria dos Jogos, Probabilidade e Estatística, Matemática Financeira, Criptografia, Combinatória, Geometria Finita, Teoria de Grafos, Teoria da Escolha Social, etc.
Aproximadamente, sessenta por cento (60%) da matriz curricular é constituída por conteúdos típicos de um Bacharelado em Matemática e o restante por disciplinas da Computação no campo de Modelagem. O curso de Matemática Computacional da UFCA funciona na modalidade presencial, integral, com a oferta de 50 vagas anuais, com ingresso via SISU, de acordo com Portaria Normativa nº 21, de 05/11/2012.
A duração do curso varia entre 7 (sete) semestres, equivalente a 3,5 (três e meio) anos, e o máximo de 11 (onze) semestres. O currículo é organizado em disciplinas obrigatórias, optativas, optativas livres e atividades complementares e de extensão, distribuídas da seguinte forma: 1.760 horas (110 créditos) em disciplinas obrigatórias; 320 horas (20 créditos) em disciplinas optativas e/ou livres; 80 horas (5 créditos) em atividades complementares; e 240 horas (15 créditos) em integralização de extensão.
== Perfil Profissional ==
O Bacharel em Matemática Computacional terá formação sólida e abrangente em Matemática Pura e Aplicada, de modo que poderá atuar nas mesmas áreas do Bacharel em Matemática. Isto, associado aos conhecimentos em técnicas computacionais diversificadas, permitirá que este profissional esteja habilitado a abordar problemas complexos através de simulações e/ou modelagens matemáticas. Também poderá atuar em áreas como as de desenvolvimento de algoritmos e estruturas de dados, utilização de métodos computacionais em Matemática (Programação Simbólica, Inteligência Artificial, Computação de Alto Desempenho), Análise Numérica, Computação Gráfica, entre outras. Além da atuação no Ensino Superior após estudos em programas de pós-graduação, tal profissional pode integrar equipes de pesquisa e desenvolvimento tecnológico de institutos, indústrias ou empresas que lidem com softwares de modelagem.
== Organização Curricular ==
O Curso Bacharelado em Matemática Computacional será administrado academicamente pelo Centro de Ciências e Tecnologia. A matriz curricular é constituída por disciplinas distribuídas ao longo de quatro eixos curriculares e organizadas em ordem crescente de complexidade: Matemática Pura; Matemática Aplicada; Computação; Estatística.
== Coordenação do Curso ==
* '''Coordenador''': Prof. Francisco Calvi da Cruz Junior
* '''Vice-Coordenador:''' Prof. Diego Frankin de S. Veras Sant’ana
* '''Técnico-Administrativo''': Samia Shara P. Sobral Ferreira
* '''Telefone''': (88) 3221-9736
* '''E-mail Secretaria''': secretaria.cct@ufca.edu.br
* '''E-mail Coordenação''': matcomp.cct@ufca.edu.br
* '''Site do Curso''': <nowiki>https://www.ufca.edu.br/cursos/graduacao/matematica-computacional/</nowiki>
* '''Horário de Atendimento''': 08:00 às 12:00 e 14:00 às 17:00
== Da Estrutura Curricular ==
O Curso Bacharelado em Matemática Computacional destina-se a formação profissional para atuar na interface da Matemática e Computação Científica com ênfase em Teoria de Modelagem de Equações Diferenciais.
{| class="wikitable"
!Integralização
!Carga Horária
!Créditos
!Percentual
|-
|Disciplinas Obrigatórias
|1760
|110
|73.3%
|-
|Disciplinas Optativas e/ou Livres
|320
|20
|13.4%
|-
|Atividades complementares
|80
|5
|3.3%
|-
|Unidade Curricular de Extensão
|240
|15
|10%
|-
|Total
|2400
|200
|100%
|}
{| class="wikitable" style="text-align:center; width:100%;"
! colspan="10" |1º Semestre
|-
! rowspan="2" |CÓD
! rowspan="2" |Componente Curricular
! rowspan="2" |Tipo
! rowspan="2" |Caráter
! rowspan="2" |Pré-requisito
! rowspan="2" |Equivalência
! rowspan="2" |Créditos
! colspan="3" |Carga Horária
|-
|'''Teórica'''
|'''Prática'''
|'''Total'''
|-
|MC0001
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Cálculo I|Cálculo I]]
|Disciplina
|Obrigatório
|
|CC0002 ou [[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Cálculo I|CAR0008]]
|6
|96
|0
|96
|-
|MC0002
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Álgebra Vetorial e Geometria Analítica|Álgebra Vetorial e Geometria Analítica]]
|Disciplina
|Obrigatório
|
|EM0004 ou CAR0009 ou [[CCT-UFCA/Ciência da Computação/Álgebra Vetorial e Geometria Analítica|CC0004]]
|4
|64
|0
|64
|-
|MC0003
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Fundamentos de Matemática Discreta|Fundamentos de Matemática Discreta]]
|Disciplina
|Obrigatório
|
|[[CCT-UFCA/Ciência da Computação/Fundamentos de Matemática Discreta|CC0005]]
|4
|64
|0
|64
|-
|MC0004
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Programação|Introdução à Programação]]
|Disciplina
|Obrigatório
|
|[[CCT-UFCA/Ciência da Computação/Introdução à Programação|CC0001]] ou EM0006 ou ECI0099
|4
|32
|32
|64
|-
| colspan="6" |'''Carga Horária Total'''
|18
|256
|32
|288
|}
{| class="wikitable" style="text-align:center; width:100%;"
! colspan="10" |2º Semestre
|-
! rowspan="2" |CÓD
! rowspan="2" |Componente Curricular
! rowspan="2" |Tipo
! rowspan="2" |Caráter
! rowspan="2" |Pré-requisito
! rowspan="2" |Equivalência
! rowspan="2" |Créditos
! colspan="3" |Carga Horária
|-
|'''Teó'''
|'''Prá'''
|'''Total'''
|-
|MC0005
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Cálculo II|Cálculo II]]
|Disciplina
|Obrigatório
|MC0001
|CAR0011 ou CC0007
|4
|64
|0
|64
|-
|MC0006
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Álgebra Linear I|Álgebra Linear I]]
|Disciplina
|Obrigatório
|MC0002
|EM0010 ou ECI0002 ou CC0009
|4
|64
|0
|64
|-
|MC0007
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Probabilidade e Estatística|Probabilidade e Estatística]]
|Disciplina
|Obrigatório
|MC0001
|CAR0003 ou CC0010
|4
|64
|0
|64
|-
|MC0009
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Fundamentos de Mecânica|Fundamentos de Mecânica]]
|Disciplina
|Obrigatório
|MC0001
|CAR0002
|4
|64
|0
|64
|-
|MC0018
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Programação Orientada a Objetos|Programação Orientada a Objetos]]
|Disciplina
|Obrigatório
|MC0004
|CC0019
|4
|32
|32
|64
|-
| colspan="6" |'''Carga Horária Total'''
|20
|288
|32
|320
|}
{| class="wikitable" style="text-align:center; width:100%;"
! colspan="10" |3º Semestre
|-
! rowspan="2" |CÓD
! rowspan="2" |Componente Curricular
! rowspan="2" |Tipo
! rowspan="2" |Caráter
! rowspan="2" |Pré-requisito
! rowspan="2" |Equivalência
! rowspan="2" |Créditos
! colspan="3" |Carga Horária
|-
|'''Teórica'''
|'''Prática'''
|'''Total'''
|-
|MC0011
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Cálculo Vetorial|Cálculo Vetorial]]
|Disciplina
|Obrigatório
|MC0005
|CAR0012 ou CC0013
|4
|64
|0
|64
|-
|MC0041
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Fundamentos de Eletromagnetismo|Fundamentos de Eletromagnetismo]]
|Disciplina
|Obrigatório
|MC0009
|MC0010 ou CC0014 ou EM0020
|4
|64
|0
|64
|-
|MC0042
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Laboratório de Algoritmos e Estrutura de Dados|Laboratório de Algoritmos e Estrutura de Dados]]
|Disciplina
|Obrigatório
|MC0003 e MC0004
|CC0006 ou MC0008 e CC0012 ou MC0013
|4
|0
|64
|64
|-
|MC0043
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Algoritmos e Estrutura de Dados|Algoritmos e Estrutura de Dados]]
|Disciplina
|Obrigatório
|MC0003 e MC0004
|CC0006 ou MC0008 e CC0012 ou MC0013
|6
|96
|0
|96
|-
| colspan="6" |'''Carga Horária Total'''
|18
|224
|64
|288
|}
{| class="wikitable" style="text-align:center; width:100%;"
! colspan="10" |4º Semestre
|-
! rowspan="2" |CÓD
! rowspan="2" |Componente Curricular
! rowspan="2" |Tipo
! rowspan="2" |Caráter
! rowspan="2" |Pré-requisito
! rowspan="2" |Equivalência
! rowspan="2" |Créditos
! colspan="3" |Carga Horária
|-
|'''Teórica'''
|'''Prática'''
|'''Total'''
|-
|MC0014
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Cálculo Numérico|Cálculo Numérico]]
|Disciplina
|Obrigatório
|MC0005
|ECI0080 ou EM0014 ou [[CCT-UFCA/Ciência da Computação/Cálculo Numérico|CC0018]]
|4
|64
|0
|64
|-
|MC0016
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Algoritmos em Grafos|Algoritmos em Grafos]]
|Disciplina
|Obrigatório
|MC0013 ou MC0043
|[[CCT-UFCA/Ciência da Computação/Algoritmos em Grafos|CC0017]]
|4
|64
|0
|64
|-
|MC0017
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução às EDOs|Introdução às Equações Diferenciais Ordinárias]]
|Disciplina
|Obrigatório
|MC0005 e MC0006
|CAR0017 ou EM0019
|4
|64
|0
|64
|-
|MC0044
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Álgebra Linear II|Álgebra Linear II]]
|Disciplina
|Obrigatório
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Álgebra Linear I|MC0006]]
|MC0015
|6
|96
|0
|96
|-
| colspan="6" |'''Carga Horária Total'''
|18
|272
|0
|288
|}
{| class="wikitable" style="text-align:center; width:100%;"
! colspan="10" |5º Semestre
|-
! rowspan="2" |CÓD
! rowspan="2" |Componente Curricular
! rowspan="2" |Tipo
! rowspan="2" |Caráter
! rowspan="2" |Pré-requisito
! rowspan="2" |Equivalência
! rowspan="2" |Crédito
! colspan="3" |Carga Horária
|-
|'''Teórica'''
|'''Prática'''
|'''Total'''
|-
|MC0019
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Análise I|Análise I]]
|Disciplina
|Obrigatório
|MC0011
|
|6
|96
|0
|96
|-
|MC0020
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Álgebra Linear Computacional|Álgebra Linear Computacional]]
|Disciplina
|Obrigatório
|MC0014
|
|4
|64
|0
|64
|-
|MC0021
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números|Introdução à Teoria dos Números]]
|Disciplina
|Obrigatório
|
|
|4
|64
|0
|64
|-
|MC0022
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Métodos Numéricos para EDOs|Métodos Numéricos para Equações Diferenciais]]
|Disciplina
|Obrigatório
|MC0014
|
|4
|64
|0
|64
|-
| colspan="6" |'''Carga Horária Total'''
|18
|288
|0
|288
|}
{| class="wikitable" style="text-align:center; width:100%;"
! colspan="10" |6º Semestre
|-
! rowspan="2" |CÓD
! rowspan="2" |Componente Curricular
! rowspan="2" |Tipo
! rowspan="2" |Caráter
! rowspan="2" |Pré-requisito
! rowspan="2" |Equivalência
! rowspan="2" |Crédito
! colspan="3" |Carga Horária
|-
|'''Teórica'''
|'''Prática'''
|'''Total'''
|-
|MC0023
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Análise II|Análise II]]
|Disciplina
|Obrigatório
|MC0019
|
|6
|96
|0
|96
|-
|MC0026
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Variáveis Complexas|Variáveis Complexas]]
|Disciplina
|Obrigatório
|MC0011
|
|4
|64
|0
|64
|-
|MC0036
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Estatística Computacional|Estatística Computacional]]
|Disciplina
|Obrigatório
|MC0007 e MC0014
|
|4
|32
|32
|64
|-
|MC0045
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Teoria de Anéis e Corpos|Teoria de Anéis e Corpos]]
|Disciplina
|Obrigatório
|MC0021
|
|4
|64
|0
|64
|-
| colspan="6" |'''Carga Horária Total'''
|18
|256
|32
|288
|}
{| class="wikitable" style="text-align:center; width:100%;"
! colspan="10" |Componentes Optativos
|-
! rowspan="2" |CÓD
! rowspan="2" |Componente Curricular
! rowspan="2" |Tipo
! rowspan="2" |Caráter
! rowspan="2" |Pré-requisito
! rowspan="2" |Equivalência
! rowspan="2" |Crédito
! colspan="3" |Carga Horária
|-
|'''Teórica'''
|'''Prática'''
|'''Total'''
|-
|MC0024
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria de Grupos|Introdução à Teoria de Grupos]]
|Disciplina
|Optativo
|MC0021 ou MC0045
|
|4
|64
|0
|64
|-
|MC0025
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução a EDP|Introdução a Equações Diferenciais Parciais]]
|Disciplina
|Optativo
|MC0011
|
|4
|64
|0
|64
|-
|MC0028
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução aos Espaços Métricos|Introdução aos Espaços Métricos]]
|Disciplina
|Optativo
|MC0019
|
|4
|64
|0
|64
|-
|MC0029
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Geometria Diferencial|Introdução à Geometria Diferencial]]
|Disciplina
|Optativo
|MC0011
|
|4
|64
|0
|64
|-
|MC0031
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Análise Funcional|Introdução à Análise Funcional]]
|Disciplina
|Optativo
|MC0006 e MC0028
|
|4
|64
|0
|64
|-
|MC0032
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Método dos Elementos Finitos|Método dos Elementos Finitos]]
|Disciplina
|Optativo
|MC0020
|
|4
|32
|32
|64
|-
|MC0033
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Visualização Científica|Introdução à Visualização Científica]]
|Disciplina
|Optativo
|MC0018
|
|4
|64
|0
|64
|-
|MC0037
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Modelagem e Análise Multivariada|Modelagem e Análise Multivariada]]
|Disciplina
|Optativo
|MC0006 e MC0036
|
|4
|32
|32
|64
|-
|MC0038
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Pesquisa Operacional 1|Pesquisa Operacional 1]]
|Disciplina
|Optativo
|MC0006 e MC0036
|
|4
|32
|32
|64
|-
|MC0039
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Séries Temporais|Séries Temporais]]
|Disciplina
|Optativo
|MC0036
|
|4
|32
|32
|64
|-
|MC0046
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Equações Diferenciais Ordinárias|Equações Diferenciais Ordinárias]]
|Disciplina
|Optativo
|MC0019
|
|4
|64
|0
|64
|-
|MC0047
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria da Medida|Introdução à Teoria da Medida]]
|Disciplina
|Optativo
|MC0019
|
|4
|64
|0
|64
|-
|MC0048
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Topologia Geral|Introdução à Topologia Geral]]
|Disciplina
|Optativo
|MC0019
|
|4
|64
|0
|64
|-
|MC0049
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Computação de Alto Desempenho|Computação de Alto Desempenho]]
|Disciplina
|Optativo
|MC0014 e MC0042
|
|4
|64
|0
|64
|-
|MC0050
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Computação Gráfica|Computação Gráfica]]
|Disciplina
|Optativo
|MC0006 e MC0043
|
|4
|48
|16
|64
|-
|MC0051
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Dinâmica dos Fluidos Computacional|Introdução à Dinâmica dos Fluidos Computacional]]
|Disciplina
|Optativo
|MC0018
|
|4
|32
|32
|64
|-
|MC0052
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução ao Cálculo Variacional|Introdução ao Cálculo Variacional]]
|Disciplina
|Optativo
|MC0019
|
|4
|64
|0
|64
|-
|MC0053
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Análise de Decisão|Análise de Decisão]]
|Disciplina
|Optativo
|MC0036
|
|4
|32
|32
|64
|-
|MC0054
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Inferência Bayesiana|Introdução à Inferência Bayesiana]]
|Disciplina
|Optativo
|MC0014 e MC0036
|
|4
|32
|32
|64
|-
|MC0055
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Pesquisa Operacional 2|Pesquisa Operacional 2]]
|Disciplina
|Optativo
|MC0038
|
|4
|32
|32
|64
|-
|MC0056
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Processos Estocásticos|Processos Estocásticos]]
|Disciplina
|Optativo
|MC0017 e MC0036
|
|4
|32
|32
|64
|-
|MC0057
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Programação Matemática|Programação Matemática]]
|Disciplina
|Optativo
|MC0006 e MC0014 e MC0036
|
|4
|32
|32
|64
|-
|MC0058
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Técnicas de Simulação da Produção|Técnicas de Simulação da Produção]]
|Disciplina
|Optativo
|MC0014 e MC0036
|
|4
|20
|44
|64
|-
|MC0059
|[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Trabalho de Conclusão de Curso - TCC|Trabalho de Conclusão de Curso - TCC]]
|Trabalho de Conclusão de Curso
|Optativo
|CAR0008 ou CC0002
|
|4
|64
|0
|64
|-
| colspan="6" |'''Carga Horária Total'''
|
|
|
|1536
|}
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CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números
0
30826
182700
182673
2026-05-19T12:59:39Z
Cicero Farias - UFCA
44296
182700
wikitext
text/x-wiki
== Programa do Componente Curricular ==
{| class="wikitable"
|'''Código:'''
| colspan="9" |MC0021
|-
|'''Componente Curricular:'''
| colspan="9" |Introdução à Teoria dos Números
|-
|'''Semestre de Oferta:'''
| colspan="2" |5
|'''Tipo:'''
|Disciplina
|'''Caráter:'''
| colspan="4" |Obrigatória
|-
|'''Unidade Acadêmica Responsável:'''
| colspan="9" |Centro de Ciências e Tecnologia - CCT
|-
|'''Área:'''
| colspan="9" |Matemática
|-
|'''Créditos:'''
|4
|'''Carga horária:'''
|64
|'''Teórica:'''
|64
|'''Prática'''
| -
|'''Extensão:'''
| -
|-
|'''Pré-requisito:'''
| colspan="9" |
|-
|'''Co-requisito:'''
| colspan="9" |
|-
|'''Equivalência:'''
| colspan="9" |
|}
= Ementa =
- Os números inteiros;
- Princípios de boa ordenação e de indução;
- Divisibilidade;
- Algorítmo de Euclides;
- Números primos;
- Teorema Fundamental da Aritmética;
- Congruências;
- Aritmética Modular;
- Equações Diofantinas;
- Teoremas de Fermat, Euler e Wilson;
- Congruências de grau 1;
- Teorema chinês dos resíduos;
- Congruências de grau superior a 1;
- Teorema de Lagrange;
- Raízes primitivas;
- Funções importantes da Teoria dos Números;
- Aplicações da Teoria dos Números (sistemas de identificação e criptografia de chave pública).
== Conteúdo ==
* [[Linguagem Matemática]]
* [[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/O Anel dos Inteiros|O Anel dos Inteiros]]
** [[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Axiomas de Adição;|Axiomas de Adição;]]
** Axiomas de Multiplicação;
** Ordem em ''ℤ.''
* '''[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Divisibilidade e Números Primos|Divisibilidade e Números Primos]]''':
** Máximo Divisor Comum (MDC) e Algoritmo de Euclides.
** [[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Teorema Fundamental da Aritmética|Teorema Fundamental da Aritmética]].
** Distribuição de primos (Teorema de Euclides, Postulado de Bertrand).
* '''[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Congruências e Aritmética Modular|Congruências e Aritmética Modular]]''':
** Definição e propriedades básicas.
** Teorema Chinês dos Restos.
** Pequeno Teorema de Fermat e Teorema de Euler.
* '''[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Funções Aritméticas|Funções Aritméticas]]''':
** Função φ de Euler, função τ (número de divisores), função σ (soma de divisores).
** [[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Multiplicatividade e fórmulas explícitas|Multiplicatividade e fórmulas explícitas]].
* '''[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Equações Diofantinas|Equações Diofantinas]]''':
** Equações lineares e não-lineares.
** Métodos de resolução e aplicações históricas.
* '''[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Resíduos Quadráticos e Reciprocidade Quadrática|Resíduos Quadráticos e Reciprocidade Quadrática]]''':
** Símbolo de Legendre e Lei de Reciprocidade Quadrática.
** Aplicações em testes de primalidade.
== Metodologia ==
A disciplina será ministrada por meio de aulas teóricas, nas quais serão apresentados os conceitos fundamentais com demonstrações rigorosas, e aulas práticas, com resolução de exercícios que reforcem o entendimento. Serão propostos problemas desafiadores para desenvolver o raciocínio analítico, além de seminários sobre tópicos avançados.
== Avaliação ==
A avaliação dos alunos pode ser composta por diferentes métodos, incluindo provas teóricas que abrangem os conteúdos teóricos estudados ao longo do curso. Alternativamente, a avaliação pode incluir tanto provas teóricas quanto trabalhos, que podem ser individuais ou em grupo. Além disso, a participação dos alunos nas aulas e a realização dos exercícios propostos podem ser considerados como parte da avaliação contínua. A participação nas aulas pode ou não ser um critério de avaliação, dependendo dos critérios estabelecidos pelo professor.
== Bibliografia básica ==
# SANTOS, J. P. O. ''Introdução à Teoria dos Números''. Coleção Matemática Universitária, IMPA, 2007.
# HEFEZ, A. ''Curso de Aritmética''. Sociedade Brasileira de Matemática, 2005.
# ROSEN, K. H. ''Elementary Number Theory and Its Applications''. 6ª ed. Pearson, 2010.
== Bibliografia complementar ==
# HARDY, G. H.; WRIGHT, E. M. ''An Introduction to the Theory of Numbers''. 6ª ed. Oxford University Press, 2008.
# COUTINHO, S. C. ''Números Inteiros e Criptografia RSA''. Sociedade Brasileira de Matemática, 2000.
# CRANDALL, R.; POMERANCE, C. ''Prime Numbers: A Computational Perspective''. 2ª ed. Springer, 2005.
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182702
182700
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Cicero Farias - UFCA
44296
182702
wikitext
text/x-wiki
== Programa do Componente Curricular ==
{| class="wikitable"
|'''Código:'''
| colspan="9" |MC0021
|-
|'''Componente Curricular:'''
| colspan="9" |Introdução à Teoria dos Números
|-
|'''Semestre de Oferta:'''
| colspan="2" |5
|'''Tipo:'''
|Disciplina
|'''Caráter:'''
| colspan="4" |Obrigatória
|-
|'''Unidade Acadêmica Responsável:'''
| colspan="9" |Centro de Ciências e Tecnologia - CCT
|-
|'''Área:'''
| colspan="9" |Matemática
|-
|'''Créditos:'''
|4
|'''Carga horária:'''
|64
|'''Teórica:'''
|64
|'''Prática'''
| -
|'''Extensão:'''
| -
|-
|'''Pré-requisito:'''
| colspan="9" |
|-
|'''Co-requisito:'''
| colspan="9" |
|-
|'''Equivalência:'''
| colspan="9" |
|}
= Ementa =
- Os números inteiros;
- Princípios de boa ordenação e de indução;
- Divisibilidade;
- Algorítmo de Euclides;
- Números primos;
- Teorema Fundamental da Aritmética;
- Congruências;
- Aritmética Modular;
- Equações Diofantinas;
- Teoremas de Fermat, Euler e Wilson;
- Congruências de grau 1;
- Teorema chinês dos resíduos;
- Congruências de grau superior a 1;
- Teorema de Lagrange;
- Raízes primitivas;
- Funções importantes da Teoria dos Números;
- Aplicações da Teoria dos Números (sistemas de identificação e criptografia de chave pública).
== Conteúdo ==
* [[Linguagem Matemática]]
* [[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/O Anel dos Inteiros|O Anel dos Inteiros]]
** [[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Axiomas de Adição;|Axiomas de Adição;]]
** Axiomas de Multiplicação;
** Ordem em ''ℤ.''
* '''[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Divisibilidade e Números Primos|Divisibilidade e Números Primos]]''':
** Divisibilidade;
** Máximo Divisor Comum (MDC) e Algoritmo de Euclides;
** [[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Teorema Fundamental da Aritmética|Teorema Fundamental da Aritmética]];
** Distribuição de primos (Teorema de Euclides, Postulado de Bertrand).
* '''[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Congruências e Aritmética Modular|Congruências e Aritmética Modular]]''':
** Definição e propriedades básicas.
** Teorema Chinês dos Restos.
** Pequeno Teorema de Fermat e Teorema de Euler.
* '''[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Funções Aritméticas|Funções Aritméticas]]''':
** Função φ de Euler, função τ (número de divisores), função σ (soma de divisores).
** [[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Multiplicatividade e fórmulas explícitas|Multiplicatividade e fórmulas explícitas]].
* '''[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Equações Diofantinas|Equações Diofantinas]]''':
** Equações lineares e não-lineares.
** Métodos de resolução e aplicações históricas.
* '''[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Resíduos Quadráticos e Reciprocidade Quadrática|Resíduos Quadráticos e Reciprocidade Quadrática]]''':
** Símbolo de Legendre e Lei de Reciprocidade Quadrática.
** Aplicações em testes de primalidade.
== Metodologia ==
A disciplina será ministrada por meio de aulas teóricas, nas quais serão apresentados os conceitos fundamentais com demonstrações rigorosas, e aulas práticas, com resolução de exercícios que reforcem o entendimento. Serão propostos problemas desafiadores para desenvolver o raciocínio analítico, além de seminários sobre tópicos avançados.
== Avaliação ==
A avaliação dos alunos pode ser composta por diferentes métodos, incluindo provas teóricas que abrangem os conteúdos teóricos estudados ao longo do curso. Alternativamente, a avaliação pode incluir tanto provas teóricas quanto trabalhos, que podem ser individuais ou em grupo. Além disso, a participação dos alunos nas aulas e a realização dos exercícios propostos podem ser considerados como parte da avaliação contínua. A participação nas aulas pode ou não ser um critério de avaliação, dependendo dos critérios estabelecidos pelo professor.
== Bibliografia básica ==
# SANTOS, J. P. O. ''Introdução à Teoria dos Números''. Coleção Matemática Universitária, IMPA, 2007.
# HEFEZ, A. ''Curso de Aritmética''. Sociedade Brasileira de Matemática, 2005.
# ROSEN, K. H. ''Elementary Number Theory and Its Applications''. 6ª ed. Pearson, 2010.
== Bibliografia complementar ==
# HARDY, G. H.; WRIGHT, E. M. ''An Introduction to the Theory of Numbers''. 6ª ed. Oxford University Press, 2008.
# COUTINHO, S. C. ''Números Inteiros e Criptografia RSA''. Sociedade Brasileira de Matemática, 2000.
# CRANDALL, R.; POMERANCE, C. ''Prime Numbers: A Computational Perspective''. 2ª ed. Springer, 2005.
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182703
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Cicero Farias - UFCA
44296
182703
wikitext
text/x-wiki
== Programa do Componente Curricular ==
{| class="wikitable"
|'''Código:'''
| colspan="9" |MC0021
|-
|'''Componente Curricular:'''
| colspan="9" |Introdução à Teoria dos Números
|-
|'''Semestre de Oferta:'''
| colspan="2" |5
|'''Tipo:'''
|Disciplina
|'''Caráter:'''
| colspan="4" |Obrigatória
|-
|'''Unidade Acadêmica Responsável:'''
| colspan="9" |Centro de Ciências e Tecnologia - CCT
|-
|'''Área:'''
| colspan="9" |Matemática
|-
|'''Créditos:'''
|4
|'''Carga horária:'''
|64
|'''Teórica:'''
|64
|'''Prática'''
| -
|'''Extensão:'''
| -
|-
|'''Pré-requisito:'''
| colspan="9" |
|-
|'''Co-requisito:'''
| colspan="9" |
|-
|'''Equivalência:'''
| colspan="9" |
|}
= Ementa =
- Os números inteiros;
- Princípios de boa ordenação e de indução;
- Divisibilidade;
- Algorítmo de Euclides;
- Números primos;
- Teorema Fundamental da Aritmética;
- Congruências;
- Aritmética Modular;
- Equações Diofantinas;
- Teoremas de Fermat, Euler e Wilson;
- Congruências de grau 1;
- Teorema chinês dos resíduos;
- Congruências de grau superior a 1;
- Teorema de Lagrange;
- Raízes primitivas;
- Funções importantes da Teoria dos Números;
- Aplicações da Teoria dos Números (sistemas de identificação e criptografia de chave pública).
== Conteúdo ==
* [[Linguagem Matemática]]
* [[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/O Anel dos Inteiros|O Anel dos Inteiros]]
** [[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Axiomas de Adição;|Axiomas de Adição;]]
** Axiomas de Multiplicação;
** Ordem em ''ℤ.''
* '''[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Divisibilidade e Números Primos|Divisibilidade e Números Primos]]''':
** [[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Divisibilidade|Divisibilidade]];
** Máximo Divisor Comum (MDC) e Algoritmo de Euclides;
** [[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Teorema Fundamental da Aritmética|Teorema Fundamental da Aritmética]];
** Distribuição de primos (Teorema de Euclides, Postulado de Bertrand).
* '''[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Congruências e Aritmética Modular|Congruências e Aritmética Modular]]''':
** Definição e propriedades básicas.
** Teorema Chinês dos Restos.
** Pequeno Teorema de Fermat e Teorema de Euler.
* '''[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Funções Aritméticas|Funções Aritméticas]]''':
** Função φ de Euler, função τ (número de divisores), função σ (soma de divisores).
** [[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Multiplicatividade e fórmulas explícitas|Multiplicatividade e fórmulas explícitas]].
* '''[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Equações Diofantinas|Equações Diofantinas]]''':
** Equações lineares e não-lineares.
** Métodos de resolução e aplicações históricas.
* '''[[CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Resíduos Quadráticos e Reciprocidade Quadrática|Resíduos Quadráticos e Reciprocidade Quadrática]]''':
** Símbolo de Legendre e Lei de Reciprocidade Quadrática.
** Aplicações em testes de primalidade.
== Metodologia ==
A disciplina será ministrada por meio de aulas teóricas, nas quais serão apresentados os conceitos fundamentais com demonstrações rigorosas, e aulas práticas, com resolução de exercícios que reforcem o entendimento. Serão propostos problemas desafiadores para desenvolver o raciocínio analítico, além de seminários sobre tópicos avançados.
== Avaliação ==
A avaliação dos alunos pode ser composta por diferentes métodos, incluindo provas teóricas que abrangem os conteúdos teóricos estudados ao longo do curso. Alternativamente, a avaliação pode incluir tanto provas teóricas quanto trabalhos, que podem ser individuais ou em grupo. Além disso, a participação dos alunos nas aulas e a realização dos exercícios propostos podem ser considerados como parte da avaliação contínua. A participação nas aulas pode ou não ser um critério de avaliação, dependendo dos critérios estabelecidos pelo professor.
== Bibliografia básica ==
# SANTOS, J. P. O. ''Introdução à Teoria dos Números''. Coleção Matemática Universitária, IMPA, 2007.
# HEFEZ, A. ''Curso de Aritmética''. Sociedade Brasileira de Matemática, 2005.
# ROSEN, K. H. ''Elementary Number Theory and Its Applications''. 6ª ed. Pearson, 2010.
== Bibliografia complementar ==
# HARDY, G. H.; WRIGHT, E. M. ''An Introduction to the Theory of Numbers''. 6ª ed. Oxford University Press, 2008.
# COUTINHO, S. C. ''Números Inteiros e Criptografia RSA''. Sociedade Brasileira de Matemática, 2000.
# CRANDALL, R.; POMERANCE, C. ''Prime Numbers: A Computational Perspective''. 2ª ed. Springer, 2005.
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Governo Aberto (curso2026)
0
32645
182730
182691
2026-05-19T19:36:15Z
~2026-30169-69
44310
/* Códigos, protocolos e padrões: sua relação com governo aberto (27/05) */
182730
wikitext
text/x-wiki
Docente: Jorge Machado (machado arroba usp.br)
'''Objetivos'''
Essa disciplina tem por objetivos: a) introduzir princípios fundamentais de governo aberto, a partir da discussão de possibilidade de acesso à informação e participação política; b) disseminar instrumentos que promovam a transparência, participação social e práticas colaborativas na gestão pública, de modo a permitir aos alunos conhecimentos para uma intervenção na sociedade a partir do uso de ferramentas tecnológicas. Com isso, espera-se subsidiar o discente de informações, conhecimentos e técnicas para formulação de políticas públicas que promovam uma governança aberta.
O curso consiste de 15 semanas, sendo 3 delas reservadas para atividades de pesquisa. O programa está sujeito a modificações.
''1a Semana - Recepção aos Calouros (Dispensa para participação nas atividades de integração)''
{| class="toc" style="float: left; clear: both; width: auto; min-width: 350px; background: #f8f9fa; border: 1px solid #a2a9b1; padding: 8px; font-size: 95%; margin-bottom: 20px;"
|
<div style="text-align: center; font-weight: bold; margin-bottom: 5px;">Índice</div>
# [[#Introdução ao curso. O que é "governo aberto"? (04/03)|Introdução ao curso. O que é "governo aberto"? (04/03)]]
# [[#A Parceria para o Governo Aberto como modelo? (11/03)|A Parceria para o Governo Aberto como modelo? (11/03)]]
# [[#A Lei de Acesso à informação e governo aberto(18/03)|A Lei de Acesso à informação e governo aberto (18/03)]]
# [[#Ferramentas colaborativas para o governo aberto e participação social (25/03)|Ferramentas colaborativas para o governo aberto e participação social (25/03)]]
# [[#IA e participação social (08/04)|IA e participação social (08/04)]]
# [[#Desenvolvimento de projetos de pesquisa (15/04)|Desenvolvimento de projetos de pesquisa (15/04)]]
# [[#Experiências de governo aberto? Visita cancelada (22/04)|Experiências de governo aberto? Visita cancelada (22/04)]]
# [[#Desenvolvimento de pesquisas (29/04 até 20/05)|Desenvolvimento de pesquisas (ao menos até 20/05)]]
# [[#Códigos, protocolos e padrões: sua relação com governo aberto (27/05)|Códigos, protocols e padrões: sua relação com governo aberto (27/05)]]
# [[#Dados Abertos e Inovação (03/06) a aula será gravada e disponibilizada aqui|Dados Abertos e Inovação (27/05)]]
# [[#Desenvolvimento de pesquisa (10/06)|Desenvolvimento de pesquisa (10/06)]]
# [[#Seminário para apresentação de trabalhos (17/06)|Seminário para apresentação de trabalhos (17/06)]]
# [[#Revisão para entrega do trabalho (24/06)|Revisão para entrega do trabalho (24/06)]]
|}
<div style="clear: both;"></div
== '''Introdução ao curso. O que é "governo aberto"?''' (04/03) ==
'''''Apresentação do programa'''''
'''As "origens" do Governo Aberto: as relações entre governo aberto, software livre e cultura livre'''
Para uma visão geral: https://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre
https://en.wikipedia.org/wiki/Free-culture_movement
'''Para entender melhor:'''
A Open Government Partnership (OGP).
[https://www.gov.br/cgu/pt-br/governo-aberto/central-de-conteudo/documentos/arquivos/declaracao-governo-aberto.pdf Declaração de Governo Aberto] (pt):
OGP funcionamento: https://www.opengovpartnership.org/es/how-we-work/
'''Leitura complementar'''
[https://obamawhitehouse.archives.gov/open/documents/open-government-directive USGOV. Open Government Directive]
OCDE Recomentation on Open Government http://www.oecd.org/gov/Recommendation-Open-Government-Approved-Council-141217.pdf http://www.oecd.org/gov/recomendacion-del-consejo-sobre-gobierno-abierto-141217.pdf (espanhol)
==='''Tarefa para a próxima aula''' ===
Relatar um caso de aplicação de política de governo aberto. Pode ser uma ação dentro de um plano nacional ou subnacional.
O que precisa ver:
- Qual é o problema (ou desafio) a ser enfrentado?
- Essa meta se associa a transparência, participação, inovação tecnológica ou prestação de contas (accountability)?
- Quais sãos os atores envolvidos (do governo e da sociedade civil)?
- Qual ação e metas foram definidos?
- Quais foram os resultados alcançados?
O relato pode ser oral, sugere-se até 10 minutos de tempo. É opcional o uso de algum recurso audiovisual.
== '''A ''Parceria para o Governo Aberto'' como modelo?''' (11/03) ==
CALDERÓN, Cesar. Por qué un Gobierno Abierto. In CONCHA, Gáston, NASER, Alejandra (Org.). (2012). El desafío hacia el gobierno abierto en la hora de la igualdad. Editores CEPAL y Alis. https://www.cepal.org/es/publicaciones/3969-desafio-gobierno-abierto-la-hora-la-igualdad (pp. 27-47)
[https://gae.gob.gt/wp-content/uploads/Carta-Iberoamericana-de-Gobierno-Abierto-07-2016.pdf Carta Iberoamericana de Gobierno Abierto] (CIGA), aprovada pela ''XVII Conferencia Iberoamericana de Ministras y Ministros de Administración Pública y Reforma del Estado''
Leitura complementar:
MACHADO J.; BELLIX, L.; BURLE, C.; MARCHEZINE, J. (2017) O caso do Governo Aberto no Brasil: o que se pode aprender com os erros e acertos. VIII Congreso Internacional en Gobierno, Administración y Políticas Públicas - GIGAPP. Madrid, Spain.
=='''A Lei de Acesso à informação e governo aberto'''(18/03) ==
BRASIl. [http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12527.htm Lei 12.527/2011]. Regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5o, no inciso II do § 3o do art. 37 e no § 2o do art. 216 da Constituição Federal
https://www.rti-rating.org/
Atividade:
Duscussão e contribuição para a '''Cocriação do 4º Plano de Ação em Governo Aberto: Escolha de Desafios'''
https://participemais.prefeitura.sp.gov.br/legislation/processes/391
Leitura Complementar:
Open Society (2006) [https://www.opensocietyfoundations.org/sites/default/files/transparencia-silencio-2006_0.pdf Transparencia y Silencio].
Mendel, Toby (2008) [http://www.acessoainformacao.gov.br/central-de-conteudo/publicacoes/arquivos/liberdade-informacao-estudo-direito-comparado-unesco.pdf Liberdade de informação: um estudo de direito comparado].
=='''Ferramentas colaborativas para o governo aberto e participação social''' (25/03) ==
Cruz-Rúbio, Cesar - Havia el Gobierno Abierto: una Caja de Herramientas
https://biblioteca.clacso.edu.ar/Espana/gigapp/20161220030611/pdf_1095.pdf (ver com atenção parte 2 - "Catálogo de herramientas de GA")
Wiki, pads, Githubs. Colocando a mão na massa.
Pad: https://etherpad.wikimedia.org/p/caixadeareia
Github: https://pt.wikipedia.org/wiki/GitHub
Wiki: <nowiki>https://pt.wikiversity.org/</nowiki> ex: [[Wikinativa|https://pt.wikiversity.org/wiki/Wikinativa]]
Sobre software livre:
STALMANN, R. [http://www.fsfla.org/svnwiki/about/what-is-free-software.pt.html O que é o software livre].
* Filmes sobre software livre: Revolution OS (www.imdb.com/title/tt0308808/);
*The Code (www.imdb.com/title/tt0315417/);
*In Proprietário (<nowiki>https://youfdsvstu.be/7Yy0tFOKfQg</nowiki>).
'''Ferramentas de produtividade com IAG'''
https://www.semanticscholar.org/
Motor de busca gratuito com filtros avançados para localizar artigos.
https://app.researchrabbit.ai/
Ferramenta de mapeamento bibliográfico que ajuda a encontrar autores e artigos relacionados visualmente.
'''NotebookLM (Google):''' Permite o upload de arquivos PDF para interação, resumo, comparação de documentos e criação de mapas conceituais ou FAQs.
https://consensus.app/ Motor de busca que utiliza IA para encontrar respostas baseadas em artigos científicos revisados por pares.
https://sonix.ai/pt Transcrição de aúdios
https://journaliststudio.google.com/ Transcrição de aúdios (não dá para usar conta USP)
https://quillbot.com/ plataforma projetada para auxiliar usuários a parafrasear, reescrever, revisar e resumir textos. Principais Ferramentas e Funções: Parafraseador, Verificador Gramatical, Resumidor, Gerador de Citações, Detector de Plágio (recurso pago), Detector de IA e Humanizador
[[chatpdf.com]] Converse com seus PDFs.
==== '''30 a 03/04 - "Semana Santa" (nao há aulas na USP)''' ====
== '''IA e participação social''' (08/04) ==
Palestra de Ítalo do Nascimento Souza (doutorando do PROMUSPP sobre aplicações de IA na participação social)
9:00am – 12:00pm Link: <nowiki>https://meet.google.com/exk-ztgf-pbw</nowiki>
Leitura recomendada:
Inteligência Artificial para Participação.Policy Brief, Scope Project: https://www.uni-muenster.de/imperia/md/content/brasilienzentrum/pt-br-policy-brief-ai_jan2025.pdf
Generative AI as a catalyst for democratic Innovation: Enhancing citizen engagement in participatory budgeting https://arxiv.org/abs/2509.19497
=='''Desenvolvimento de projetos de pesquisa''' (15/04) ==
Encontro para desenvolvimento trabalhos da disciplina.
Discussão sobre temas
Formação de grupos
Definição de metodologias
Orientação para pesquisa inicial de informações
=='''<s>Experiências de governo aberto?</s>''' '''Visita cancelada''' (22/04) ==
Roda com Bruno Venâncio, Coordenador da Política de GA da PMSP
Local: Prefeitura de São Paulo, Viaduto do Chá.
Texto de apoio a ser definido
== '''Desenvolvimento de pesquisas''' (ao menos até 20/05) ==
''Devido à paralisação, esse período será utilizado para livre articulação dos grupos. Enquanto não houver retorno efetivo - salvo orientações da Pró-Reitoria de Graduação e da Comissão de Graduação da EACH, <u>não haverá registro de frequências ou atividades presenciais ou mesmo remotas sincrônicas</u>.''
Instruções para a realização e entrega do trabalho:
Os trabalhos devem conter uma introdução, onde se expõe o problema / estudo do caso e como o trabalho está dividido em suas partes. Além da introdução, sugere-se que o trabalho contenha as seguintes partes: i) objetivos e métodos - podendo estar também separados ii) desenvolvimento (podendo estar junto ou separado do referencial teórico) e iii) conclusões.
O uso de IA é permitido, mas deve ser explicitado no final do trabalho (em anexo, ao final do documento).
Data limite para envio da versão final: 01/07
O trabalho deve ter entre 5 a 10 páginas. Usar fonte Times, 12 e espaço 1,5. Utilize o padrão de citação internacional APA (ver esse resumo <nowiki>https://blog.mettzer.com/normas-apa/</nowiki> ).
Os arquivos podem estar nos formatos odt, rtf ou pdf. '''A submissão será por email'''
Para detalhes, sobre avaliação, ver o item mais adiante '''"Revisão para entrega do trabalho (24/06)".'''
Apesar da paralisação, professor está disponível para consultas e dúvidas a qualquer momento.
=='''Códigos, protocolos e padrões: sua relação com governo aberto''' (27/05) ==
'''Em breve, aula gravada aqui, caso ainda não hajam aulas presenciais'''
''Ver instruções do trabalho na aula do dia 24/06''
'''A infraestrutura para sociedade aberta'''.
Camadas da rede, estruturas de comunicação, códigos, padrões e políticas públicas.
MACHADO, Jorge. [http://www.forum-global.de/docs/tese-livre-docencia-Jorge-Machado.pdf Políticas públicas de informação para o conhecimento aberto]. Tese de Livre-Docência. Introdução e pags. <u>94-134</u>.
'''Literatura complementar'''
BENKLER, Yoshai The Wealth of Networks. New Haven & London: Yale University Press. Em português, [http://cyber.law.harvard.edu/wealth_of_networks/A_Riqueza_das_Redes_-_Cap%C3%ADtulo_1 Capítulo 1 - Introdução]// [http://www.icariaeditorial.com/pdf_libros/la%20riqueza%20de%20las%20redes.pdf Livro completo em espanhol]:
CONCHA, Gáston, NASER, Alejandra (Org.). [https://www.cepal.org/es/publicaciones/7331-datos-abiertos-un-nuevo-desafio-gobiernos-la-region Datos abiertos: Un nuevo desafío para los gobiernos de la región]. CEPAL. Março/2012.
DAVIES, Tim. (2010). Open data, democracy and public sector reform. A look at open government data use from data.gov.uk. [http://www.opendataimpacts.net/report/ Resumo de tese].
'''Exemplos de aplicativos com dados abertos:'''
[https://cuidando.vc/?/home Cuidando do meu bairro]
[http://www.crimemapping.com/map/fl/daytonabeach Mapa do crime (Daytona)]
'''Links com referências a comentários em sala de aula'''
What is Open Source explained in LEGO https://www.youtube.com/watch?v=a8fHgx9mE5U
IETF e os padroes abertos https://www.youtube.com/watch?v=SN-EaJIeB-w
Why Open Standards are important https://www.youtube.com/watch?v=kMg4ty8_O44
[http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,marinha-suspende-pregao-de-mais-de-180-mil-garrafas-de-bebida-alcoolica,1153558 Pregão da marinha com mais de 180 mil garrafas de bebida alcoólica suspenso]
== '''Dados Abertos e Inovação''' (27/05) a aula será gravada e disponibilizada aqui ==
W3C/THacker. [http://www.w3c.br/pub/Materiais/PublicacoesW3C/Manual_Dados_Abertos_WEB.pdf Manual dos Dados Abertos]
O que são dados abertos? http://dados.gov.br/pagina/dados-abertos
BARROS, Alejandro. [https://www.alejandrobarros.com/wp-content/uploads/2016/04/La_promesa_del_Gobierno_Abierto.pdf Datos Abiertos: ¿qué son y cuál es su utilidad?] In HOFMANN, Andrés ; RAMÍREZ ALUJAS, Alvaro; BOJÓRQUEZ PEREZ NIETO, José A. Itaip. La Promesa del Gobierno Abierto, pp. 259-279.
BATISTA, Augusto Herrmann; SILVA, Nitai Bezerra da; MIRANDA, Christian Moryah Contiero. (2013). [https://consad.org.br/wp-content/uploads/2013/05/093-INFRAESTRUTURA-NACIONAL-DE-DADOS-ABERTOS.pdf Infraestrutura nacional de dados abertos]. VI Congresso do Consad.
== '''Desenvolvimento de pesquisa ''' (10/06) ==
Ajustes nos trabalhos da disciplina.
== '''Seminário para apresentação de trabalhos''' (17/06) ==
<u>Apresentação dos trabalhos em grupo</u>
== '''Revisão para entrega do trabalho (24/06)''' ==
Plantão de dúvidas com professor
<u>Data limite para envio da versão final: 01/07</u>
Instruções detalhadas:
Os trabalhos devem conter uma introdução, onde se expõe o problema / estudo do caso e como o trabalho está dividido em suas partes. Além da introdução, sugere-se que o trabalho contenha as seguintes partes: i) objetivos e métodos - podendo estar também separados ii) desenvolvimento (podendo estar junto ou separado do referencial teórico) e iii) conclusões.
O trabalho deve ter entre 5 a 10 páginas. Usar fonte Times, 12 e espaço 1,5. Utilize o padrão de citação internacional APA (ver esse resumo https://blog.mettzer.com/normas-apa/ ).
Os arquivos podem estar nos formatos odt, rtf ou pdf.
Todas as referências devem ser corretamente citadas (cuidado com plágio!). No final trabalho, <u>mencionar o que foi feito com uso de IA</u>.
'''A submissão será por email'''
<u>'''Cálculo da nota final'''</u>
A nota terá como base o trabalho final, numa escala de 0 a 10 pontos, de acordo com os critérios abaixo.
{| class="wikitable"
|'''Critérios de avaliação do trabalho'''
|'''Pontos'''
|'''Descrição'''
|-
|Estrutura do texto
|2
|Introdução, Objetivos, Metodologia, Desenvolvimento e Bibliografia
|-
|Elementos de pesquisa
|2
|Delimitação do objeto, pesquisa, articulação entre o objetivo proposto, método e conclusões
|-
|Redação
|2
|Fluidez, clareza das ideias, coesão, linguagem adequada e coesão
|-
|Abordagem do tema
|2
|argumentação, originalidade e abordagem adequada quanto à profundidade (terão ponto descontado, os textos demasiadamente genéricos, meramente opinativos ou apologistas)
|-
|Normas
|2
|Citações adequadas, padronização, adequação à norma APA
|}
== '''Forma de avaliação da disciplina''' ==
Trabalhos colaborativos, participação nas atividades dentro e fora de sala de aula.
== '''Recuperação'''==
''Trabalho individual sobre um ou mais dos temas abordados no curso''
== '''Bibliografia geral''' ==
BATISTA, Augusto Herrmann; SILVA, Nitai Bezerra da; MIRANDA, Christian Moryah Contiero. (2013). [http://www.escoladegoverno.pr.gov.br/arquivos/File/2013/V_CONSAD/VI_CONSAD/093.pdf Infraestrutura nacional de dados abertos]. VI Congresso do Consad.
BENKLER, Yoshai The Wealth of Networks. New Haven & London: Yale University Press. Em portugues imprimir apenas Capítulo 1 - [http://cyber.law.harvard.edu/wealth_of_networks/A_Riqueza_das_Redes_-_Cap%C3%ADtulo_1 Introdução] Em [http://www.icariaeditorial.com/pdf_libros/la%20riqueza%20de%20las%20redes.pdf espanhol]
CALDERÓN, Cesar. Por qué un Gobierno Abierto. In CONCHA, Gáston, NASER, Alejandra (Org.). (2012). El desafío hacia el gobierno abierto en la hora de la igualdad. Editores CEPAL y Alis. <nowiki>http://goo.gl/c7q4O5</nowiki> (pp. 27-47)
CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. S. Paulo: Paz e Terra, 2000.
CONCHA, Gáston, NASER, Alejandra (Org.). (2012). El desafío hacia el gobierno abierto en la hora de la igualdad. Editores CEPAL y Alis. <nowiki>http://goo.gl/c7q4O5</nowiki>
_____ . [http://www.cepal.org/ilpes/noticias/paginas/3/54303/Datos_Abiertos_Un_Nuevo_Desafio_Gobiernos.pdf Datos abiertos: Un nuevo desafío para los gobiernos de la región]. CEPAL. Março/2012.
_____ . [http://www.cepal.org/ilpes/noticias/paginas/3/54303/Plan_de_Gobierno_Abierto.pdf Plan de gobierno abierto Una hoja de ruta para los gobiernos de la región]. Nações Unidas/CEPAL, 2014.
DAVIES, Tim. (2010). Open data, democracy and public sector reform. A look at open government data use from data.gov.uk [http://www.opendataimpacts.net/report/ Resumo de tese]
GUIMARÃES, Caroline Burle dos Santos. (2013). [http://www.escoladegoverno.pr.gov.br/arquivos/File/2013/V_CONSAD/VI_CONSAD/034.pdf. O mecanismo independente de avaliação (IRM) da parceria para governo aberto (OGP) e a importância de monitorar os impactos no plano de ação]. VI Congresso do Consad.
HARRISON, Teresa M.; GUERRERO, Santiago; BURKE, G. Brianet all. [http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.590.1788&rep=rep1&type=pdf Open government and e-government: Democratic challenges from a public value perspective]. Information Polity, vol. 17, no. 2, pp. 83-97, 2012.
HOFMANN, Andrés ; RAMÍREZ ALUJAS, Alvaro; BOJÓRQUEZ PEREZNIETO, José A. Itaip. [http://inicio.ifai.org.mx/Publicaciones/La%20promesa%20del%20Gobierno%20Abierto.pdf La Promesa del Gobierno Abierto]. InfoDF (México), 2012.
HIMANEN, P. A Ética dos Hackers e o Espírito da Era da Informação: a Importância dos Exploradores da Era Digital. Rio de Janeiro: Campus, 2001.
HOFMANN, Andrés ; RAMÍREZ ALUJAS, Alvaro; BOJÓRQUEZ PEREZNIETO, José A. Itaip. [http://inicio.ifai.org.mx/Publicaciones/La%20promesa%20del%20Gobierno%20Abierto.pdf La Promesa del Gobierno Abierto]. InfoDF (México), 2012.
LATHROP, Daniel; LAUREL, Ruma (Orgs.); Open Government: Collaboration, Transparency and Participation in Practice. <nowiki>https://github.com/oreillymedia/open_government</nowiki>
LESSIG, Lawrence. Cultura livre. São Paulo: Trama, 2005.
OPEN KNOWLEDGE FOUNDATION. (2011). [http://www.access-info.org/documents/Access_Docs/Advancing/Beyond_Access_7_January_2011_web.pdf Beyond Access: Open Government Data & the Right to (Re)Use Public Information]
OPEN GOV PRINCIPLES DATA. <nowiki>http://resource.org/8_principles.html</nowiki>
[http://resource.org/8_principles.html Princípios de dados abertos] (minha tradução, a do dados.gov tem erros) <nowiki>http://cassidy.gpopai.usp.br/cursos/index.php/Princ%C3%ADpios_de_Dados_Governamentais_Abertos</nowiki>
McDERMOTT, Patrice. [http://igup.urfu.ru/docs/Bank%20English_Transleted%20Articles/English/HR%20Management/Building%20open%20government.pdf Building open government (USA)]. Government Information Quarterly. Volume 27, Issue 4, October 2010, Pages 401–413.
STALMANN, R. [http://www.fsfla.org/svnwiki/about/what-is-free-software.pt.html O que é o software livre.]
US GOv. [http://www.whitehouse.gov/open/documents/open-government-directive Open Government Directive]
W3C. [http://www.w3c.br/pub/Materiais/PublicacoesW3C/Manual_Dados_Abertos_WEB.pdf Manual dos Dados Abertos]
'''Journal of Community Informatics'''.
*[http://ci-journal.net/index.php/ciej/issue/view/41 Special Issue: Community Informatics and Open Government Data], Vol 8, No 2 (2012).
*[http://ci-journal.net/index.php/ciej/issue/current Special issue on Open Data for Social Change and Sustainable Developmen]t. Vol 12, No 2 (2016)
Video:
OGP. https://www.youtube.com/watch?v=Mj7NvmFr5i0
[[Categoria:Cursos]]
[[Categoria:Administração e Governo]]
[[Categoria:Bacharelado|Gestão de Políticas Públicas]]
[[Categoria:Bacharelado|Sistemas de Informação]]
[[Categoria:Bacharelado]]
p8xbs8ia2twhtqzsddsks1njt82uof3
182731
182730
2026-05-19T19:36:53Z
~2026-30169-69
44310
/* Códigos, protocolos e padrões: sua relação com governo aberto (27/05) */
182731
wikitext
text/x-wiki
Docente: Jorge Machado (machado arroba usp.br)
'''Objetivos'''
Essa disciplina tem por objetivos: a) introduzir princípios fundamentais de governo aberto, a partir da discussão de possibilidade de acesso à informação e participação política; b) disseminar instrumentos que promovam a transparência, participação social e práticas colaborativas na gestão pública, de modo a permitir aos alunos conhecimentos para uma intervenção na sociedade a partir do uso de ferramentas tecnológicas. Com isso, espera-se subsidiar o discente de informações, conhecimentos e técnicas para formulação de políticas públicas que promovam uma governança aberta.
O curso consiste de 15 semanas, sendo 3 delas reservadas para atividades de pesquisa. O programa está sujeito a modificações.
''1a Semana - Recepção aos Calouros (Dispensa para participação nas atividades de integração)''
{| class="toc" style="float: left; clear: both; width: auto; min-width: 350px; background: #f8f9fa; border: 1px solid #a2a9b1; padding: 8px; font-size: 95%; margin-bottom: 20px;"
|
<div style="text-align: center; font-weight: bold; margin-bottom: 5px;">Índice</div>
# [[#Introdução ao curso. O que é "governo aberto"? (04/03)|Introdução ao curso. O que é "governo aberto"? (04/03)]]
# [[#A Parceria para o Governo Aberto como modelo? (11/03)|A Parceria para o Governo Aberto como modelo? (11/03)]]
# [[#A Lei de Acesso à informação e governo aberto(18/03)|A Lei de Acesso à informação e governo aberto (18/03)]]
# [[#Ferramentas colaborativas para o governo aberto e participação social (25/03)|Ferramentas colaborativas para o governo aberto e participação social (25/03)]]
# [[#IA e participação social (08/04)|IA e participação social (08/04)]]
# [[#Desenvolvimento de projetos de pesquisa (15/04)|Desenvolvimento de projetos de pesquisa (15/04)]]
# [[#Experiências de governo aberto? Visita cancelada (22/04)|Experiências de governo aberto? Visita cancelada (22/04)]]
# [[#Desenvolvimento de pesquisas (29/04 até 20/05)|Desenvolvimento de pesquisas (ao menos até 20/05)]]
# [[#Códigos, protocolos e padrões: sua relação com governo aberto (27/05)|Códigos, protocols e padrões: sua relação com governo aberto (27/05)]]
# [[#Dados Abertos e Inovação (03/06) a aula será gravada e disponibilizada aqui|Dados Abertos e Inovação (27/05)]]
# [[#Desenvolvimento de pesquisa (10/06)|Desenvolvimento de pesquisa (10/06)]]
# [[#Seminário para apresentação de trabalhos (17/06)|Seminário para apresentação de trabalhos (17/06)]]
# [[#Revisão para entrega do trabalho (24/06)|Revisão para entrega do trabalho (24/06)]]
|}
<div style="clear: both;"></div
== '''Introdução ao curso. O que é "governo aberto"?''' (04/03) ==
'''''Apresentação do programa'''''
'''As "origens" do Governo Aberto: as relações entre governo aberto, software livre e cultura livre'''
Para uma visão geral: https://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre
https://en.wikipedia.org/wiki/Free-culture_movement
'''Para entender melhor:'''
A Open Government Partnership (OGP).
[https://www.gov.br/cgu/pt-br/governo-aberto/central-de-conteudo/documentos/arquivos/declaracao-governo-aberto.pdf Declaração de Governo Aberto] (pt):
OGP funcionamento: https://www.opengovpartnership.org/es/how-we-work/
'''Leitura complementar'''
[https://obamawhitehouse.archives.gov/open/documents/open-government-directive USGOV. Open Government Directive]
OCDE Recomentation on Open Government http://www.oecd.org/gov/Recommendation-Open-Government-Approved-Council-141217.pdf http://www.oecd.org/gov/recomendacion-del-consejo-sobre-gobierno-abierto-141217.pdf (espanhol)
==='''Tarefa para a próxima aula''' ===
Relatar um caso de aplicação de política de governo aberto. Pode ser uma ação dentro de um plano nacional ou subnacional.
O que precisa ver:
- Qual é o problema (ou desafio) a ser enfrentado?
- Essa meta se associa a transparência, participação, inovação tecnológica ou prestação de contas (accountability)?
- Quais sãos os atores envolvidos (do governo e da sociedade civil)?
- Qual ação e metas foram definidos?
- Quais foram os resultados alcançados?
O relato pode ser oral, sugere-se até 10 minutos de tempo. É opcional o uso de algum recurso audiovisual.
== '''A ''Parceria para o Governo Aberto'' como modelo?''' (11/03) ==
CALDERÓN, Cesar. Por qué un Gobierno Abierto. In CONCHA, Gáston, NASER, Alejandra (Org.). (2012). El desafío hacia el gobierno abierto en la hora de la igualdad. Editores CEPAL y Alis. https://www.cepal.org/es/publicaciones/3969-desafio-gobierno-abierto-la-hora-la-igualdad (pp. 27-47)
[https://gae.gob.gt/wp-content/uploads/Carta-Iberoamericana-de-Gobierno-Abierto-07-2016.pdf Carta Iberoamericana de Gobierno Abierto] (CIGA), aprovada pela ''XVII Conferencia Iberoamericana de Ministras y Ministros de Administración Pública y Reforma del Estado''
Leitura complementar:
MACHADO J.; BELLIX, L.; BURLE, C.; MARCHEZINE, J. (2017) O caso do Governo Aberto no Brasil: o que se pode aprender com os erros e acertos. VIII Congreso Internacional en Gobierno, Administración y Políticas Públicas - GIGAPP. Madrid, Spain.
=='''A Lei de Acesso à informação e governo aberto'''(18/03) ==
BRASIl. [http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12527.htm Lei 12.527/2011]. Regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5o, no inciso II do § 3o do art. 37 e no § 2o do art. 216 da Constituição Federal
https://www.rti-rating.org/
Atividade:
Duscussão e contribuição para a '''Cocriação do 4º Plano de Ação em Governo Aberto: Escolha de Desafios'''
https://participemais.prefeitura.sp.gov.br/legislation/processes/391
Leitura Complementar:
Open Society (2006) [https://www.opensocietyfoundations.org/sites/default/files/transparencia-silencio-2006_0.pdf Transparencia y Silencio].
Mendel, Toby (2008) [http://www.acessoainformacao.gov.br/central-de-conteudo/publicacoes/arquivos/liberdade-informacao-estudo-direito-comparado-unesco.pdf Liberdade de informação: um estudo de direito comparado].
=='''Ferramentas colaborativas para o governo aberto e participação social''' (25/03) ==
Cruz-Rúbio, Cesar - Havia el Gobierno Abierto: una Caja de Herramientas
https://biblioteca.clacso.edu.ar/Espana/gigapp/20161220030611/pdf_1095.pdf (ver com atenção parte 2 - "Catálogo de herramientas de GA")
Wiki, pads, Githubs. Colocando a mão na massa.
Pad: https://etherpad.wikimedia.org/p/caixadeareia
Github: https://pt.wikipedia.org/wiki/GitHub
Wiki: <nowiki>https://pt.wikiversity.org/</nowiki> ex: [[Wikinativa|https://pt.wikiversity.org/wiki/Wikinativa]]
Sobre software livre:
STALMANN, R. [http://www.fsfla.org/svnwiki/about/what-is-free-software.pt.html O que é o software livre].
* Filmes sobre software livre: Revolution OS (www.imdb.com/title/tt0308808/);
*The Code (www.imdb.com/title/tt0315417/);
*In Proprietário (<nowiki>https://youfdsvstu.be/7Yy0tFOKfQg</nowiki>).
'''Ferramentas de produtividade com IAG'''
https://www.semanticscholar.org/
Motor de busca gratuito com filtros avançados para localizar artigos.
https://app.researchrabbit.ai/
Ferramenta de mapeamento bibliográfico que ajuda a encontrar autores e artigos relacionados visualmente.
'''NotebookLM (Google):''' Permite o upload de arquivos PDF para interação, resumo, comparação de documentos e criação de mapas conceituais ou FAQs.
https://consensus.app/ Motor de busca que utiliza IA para encontrar respostas baseadas em artigos científicos revisados por pares.
https://sonix.ai/pt Transcrição de aúdios
https://journaliststudio.google.com/ Transcrição de aúdios (não dá para usar conta USP)
https://quillbot.com/ plataforma projetada para auxiliar usuários a parafrasear, reescrever, revisar e resumir textos. Principais Ferramentas e Funções: Parafraseador, Verificador Gramatical, Resumidor, Gerador de Citações, Detector de Plágio (recurso pago), Detector de IA e Humanizador
[[chatpdf.com]] Converse com seus PDFs.
==== '''30 a 03/04 - "Semana Santa" (nao há aulas na USP)''' ====
== '''IA e participação social''' (08/04) ==
Palestra de Ítalo do Nascimento Souza (doutorando do PROMUSPP sobre aplicações de IA na participação social)
9:00am – 12:00pm Link: <nowiki>https://meet.google.com/exk-ztgf-pbw</nowiki>
Leitura recomendada:
Inteligência Artificial para Participação.Policy Brief, Scope Project: https://www.uni-muenster.de/imperia/md/content/brasilienzentrum/pt-br-policy-brief-ai_jan2025.pdf
Generative AI as a catalyst for democratic Innovation: Enhancing citizen engagement in participatory budgeting https://arxiv.org/abs/2509.19497
=='''Desenvolvimento de projetos de pesquisa''' (15/04) ==
Encontro para desenvolvimento trabalhos da disciplina.
Discussão sobre temas
Formação de grupos
Definição de metodologias
Orientação para pesquisa inicial de informações
=='''<s>Experiências de governo aberto?</s>''' '''Visita cancelada''' (22/04) ==
Roda com Bruno Venâncio, Coordenador da Política de GA da PMSP
Local: Prefeitura de São Paulo, Viaduto do Chá.
Texto de apoio a ser definido
== '''Desenvolvimento de pesquisas''' (ao menos até 20/05) ==
''Devido à paralisação, esse período será utilizado para livre articulação dos grupos. Enquanto não houver retorno efetivo - salvo orientações da Pró-Reitoria de Graduação e da Comissão de Graduação da EACH, <u>não haverá registro de frequências ou atividades presenciais ou mesmo remotas sincrônicas</u>.''
Instruções para a realização e entrega do trabalho:
Os trabalhos devem conter uma introdução, onde se expõe o problema / estudo do caso e como o trabalho está dividido em suas partes. Além da introdução, sugere-se que o trabalho contenha as seguintes partes: i) objetivos e métodos - podendo estar também separados ii) desenvolvimento (podendo estar junto ou separado do referencial teórico) e iii) conclusões.
O uso de IA é permitido, mas deve ser explicitado no final do trabalho (em anexo, ao final do documento).
Data limite para envio da versão final: 01/07
O trabalho deve ter entre 5 a 10 páginas. Usar fonte Times, 12 e espaço 1,5. Utilize o padrão de citação internacional APA (ver esse resumo <nowiki>https://blog.mettzer.com/normas-apa/</nowiki> ).
Os arquivos podem estar nos formatos odt, rtf ou pdf. '''A submissão será por email'''
Para detalhes, sobre avaliação, ver o item mais adiante '''"Revisão para entrega do trabalho (24/06)".'''
Apesar da paralisação, professor está disponível para consultas e dúvidas a qualquer momento.
=='''Códigos, protocolos e padrões: sua relação com governo aberto''' (27/05) ==
'''Em breve, aula gravada aqui, caso ainda não hajam aulas presenciais'''
''Ver instruções do trabalho na aula do dia 24/06''
'''A infraestrutura para sociedade aberta'''.
Camadas da rede, estruturas de comunicação, códigos, padrões e políticas públicas.
MACHADO, Jorge. [http://www.forum-global.de/docs/tese-livre-docencia-Jorge-Machado.pdf Políticas públicas de informação para o conhecimento aberto]. Tese de Livre-Docência. Introdução e pags. <u>94-134</u>.
'''Literatura complementar'''
BENKLER, Yoshai The Wealth of Networks. New Haven & London: Yale University Press. Em português, [http://cyber.law.harvard.edu/wealth_of_networks/A_Riqueza_das_Redes_-_Cap%C3%ADtulo_1 Capítulo 1 - Introdução]// [http://www.icariaeditorial.com/pdf_libros/la%20riqueza%20de%20las%20redes.pdf Livro completo em espanhol]:
CONCHA, Gáston, NASER, Alejandra (Org.). [https://www.cepal.org/es/publicaciones/7331-datos-abiertos-un-nuevo-desafio-gobiernos-la-region Datos abiertos: Un nuevo desafío para los gobiernos de la región]. CEPAL. Março/2012.
'''Exemplos de aplicativos com dados abertos:'''
[https://cuidando.vc/?/home Cuidando do meu bairro]
[http://www.crimemapping.com/map/fl/daytonabeach Mapa do crime (Daytona)]
'''Links com referências a comentários em sala de aula'''
What is Open Source explained in LEGO https://www.youtube.com/watch?v=a8fHgx9mE5U
IETF e os padroes abertos https://www.youtube.com/watch?v=SN-EaJIeB-w
Why Open Standards are important https://www.youtube.com/watch?v=kMg4ty8_O44
[http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,marinha-suspende-pregao-de-mais-de-180-mil-garrafas-de-bebida-alcoolica,1153558 Pregão da marinha com mais de 180 mil garrafas de bebida alcoólica suspenso]
== '''Dados Abertos e Inovação''' (27/05) a aula será gravada e disponibilizada aqui ==
W3C/THacker. [http://www.w3c.br/pub/Materiais/PublicacoesW3C/Manual_Dados_Abertos_WEB.pdf Manual dos Dados Abertos]
O que são dados abertos? http://dados.gov.br/pagina/dados-abertos
BARROS, Alejandro. [https://www.alejandrobarros.com/wp-content/uploads/2016/04/La_promesa_del_Gobierno_Abierto.pdf Datos Abiertos: ¿qué son y cuál es su utilidad?] In HOFMANN, Andrés ; RAMÍREZ ALUJAS, Alvaro; BOJÓRQUEZ PEREZ NIETO, José A. Itaip. La Promesa del Gobierno Abierto, pp. 259-279.
BATISTA, Augusto Herrmann; SILVA, Nitai Bezerra da; MIRANDA, Christian Moryah Contiero. (2013). [https://consad.org.br/wp-content/uploads/2013/05/093-INFRAESTRUTURA-NACIONAL-DE-DADOS-ABERTOS.pdf Infraestrutura nacional de dados abertos]. VI Congresso do Consad.
== '''Desenvolvimento de pesquisa ''' (10/06) ==
Ajustes nos trabalhos da disciplina.
== '''Seminário para apresentação de trabalhos''' (17/06) ==
<u>Apresentação dos trabalhos em grupo</u>
== '''Revisão para entrega do trabalho (24/06)''' ==
Plantão de dúvidas com professor
<u>Data limite para envio da versão final: 01/07</u>
Instruções detalhadas:
Os trabalhos devem conter uma introdução, onde se expõe o problema / estudo do caso e como o trabalho está dividido em suas partes. Além da introdução, sugere-se que o trabalho contenha as seguintes partes: i) objetivos e métodos - podendo estar também separados ii) desenvolvimento (podendo estar junto ou separado do referencial teórico) e iii) conclusões.
O trabalho deve ter entre 5 a 10 páginas. Usar fonte Times, 12 e espaço 1,5. Utilize o padrão de citação internacional APA (ver esse resumo https://blog.mettzer.com/normas-apa/ ).
Os arquivos podem estar nos formatos odt, rtf ou pdf.
Todas as referências devem ser corretamente citadas (cuidado com plágio!). No final trabalho, <u>mencionar o que foi feito com uso de IA</u>.
'''A submissão será por email'''
<u>'''Cálculo da nota final'''</u>
A nota terá como base o trabalho final, numa escala de 0 a 10 pontos, de acordo com os critérios abaixo.
{| class="wikitable"
|'''Critérios de avaliação do trabalho'''
|'''Pontos'''
|'''Descrição'''
|-
|Estrutura do texto
|2
|Introdução, Objetivos, Metodologia, Desenvolvimento e Bibliografia
|-
|Elementos de pesquisa
|2
|Delimitação do objeto, pesquisa, articulação entre o objetivo proposto, método e conclusões
|-
|Redação
|2
|Fluidez, clareza das ideias, coesão, linguagem adequada e coesão
|-
|Abordagem do tema
|2
|argumentação, originalidade e abordagem adequada quanto à profundidade (terão ponto descontado, os textos demasiadamente genéricos, meramente opinativos ou apologistas)
|-
|Normas
|2
|Citações adequadas, padronização, adequação à norma APA
|}
== '''Forma de avaliação da disciplina''' ==
Trabalhos colaborativos, participação nas atividades dentro e fora de sala de aula.
== '''Recuperação'''==
''Trabalho individual sobre um ou mais dos temas abordados no curso''
== '''Bibliografia geral''' ==
BATISTA, Augusto Herrmann; SILVA, Nitai Bezerra da; MIRANDA, Christian Moryah Contiero. (2013). [http://www.escoladegoverno.pr.gov.br/arquivos/File/2013/V_CONSAD/VI_CONSAD/093.pdf Infraestrutura nacional de dados abertos]. VI Congresso do Consad.
BENKLER, Yoshai The Wealth of Networks. New Haven & London: Yale University Press. Em portugues imprimir apenas Capítulo 1 - [http://cyber.law.harvard.edu/wealth_of_networks/A_Riqueza_das_Redes_-_Cap%C3%ADtulo_1 Introdução] Em [http://www.icariaeditorial.com/pdf_libros/la%20riqueza%20de%20las%20redes.pdf espanhol]
CALDERÓN, Cesar. Por qué un Gobierno Abierto. In CONCHA, Gáston, NASER, Alejandra (Org.). (2012). El desafío hacia el gobierno abierto en la hora de la igualdad. Editores CEPAL y Alis. <nowiki>http://goo.gl/c7q4O5</nowiki> (pp. 27-47)
CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. S. Paulo: Paz e Terra, 2000.
CONCHA, Gáston, NASER, Alejandra (Org.). (2012). El desafío hacia el gobierno abierto en la hora de la igualdad. Editores CEPAL y Alis. <nowiki>http://goo.gl/c7q4O5</nowiki>
_____ . [http://www.cepal.org/ilpes/noticias/paginas/3/54303/Datos_Abiertos_Un_Nuevo_Desafio_Gobiernos.pdf Datos abiertos: Un nuevo desafío para los gobiernos de la región]. CEPAL. Março/2012.
_____ . [http://www.cepal.org/ilpes/noticias/paginas/3/54303/Plan_de_Gobierno_Abierto.pdf Plan de gobierno abierto Una hoja de ruta para los gobiernos de la región]. Nações Unidas/CEPAL, 2014.
DAVIES, Tim. (2010). Open data, democracy and public sector reform. A look at open government data use from data.gov.uk [http://www.opendataimpacts.net/report/ Resumo de tese]
GUIMARÃES, Caroline Burle dos Santos. (2013). [http://www.escoladegoverno.pr.gov.br/arquivos/File/2013/V_CONSAD/VI_CONSAD/034.pdf. O mecanismo independente de avaliação (IRM) da parceria para governo aberto (OGP) e a importância de monitorar os impactos no plano de ação]. VI Congresso do Consad.
HARRISON, Teresa M.; GUERRERO, Santiago; BURKE, G. Brianet all. [http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.590.1788&rep=rep1&type=pdf Open government and e-government: Democratic challenges from a public value perspective]. Information Polity, vol. 17, no. 2, pp. 83-97, 2012.
HOFMANN, Andrés ; RAMÍREZ ALUJAS, Alvaro; BOJÓRQUEZ PEREZNIETO, José A. Itaip. [http://inicio.ifai.org.mx/Publicaciones/La%20promesa%20del%20Gobierno%20Abierto.pdf La Promesa del Gobierno Abierto]. InfoDF (México), 2012.
HIMANEN, P. A Ética dos Hackers e o Espírito da Era da Informação: a Importância dos Exploradores da Era Digital. Rio de Janeiro: Campus, 2001.
HOFMANN, Andrés ; RAMÍREZ ALUJAS, Alvaro; BOJÓRQUEZ PEREZNIETO, José A. Itaip. [http://inicio.ifai.org.mx/Publicaciones/La%20promesa%20del%20Gobierno%20Abierto.pdf La Promesa del Gobierno Abierto]. InfoDF (México), 2012.
LATHROP, Daniel; LAUREL, Ruma (Orgs.); Open Government: Collaboration, Transparency and Participation in Practice. <nowiki>https://github.com/oreillymedia/open_government</nowiki>
LESSIG, Lawrence. Cultura livre. São Paulo: Trama, 2005.
OPEN KNOWLEDGE FOUNDATION. (2011). [http://www.access-info.org/documents/Access_Docs/Advancing/Beyond_Access_7_January_2011_web.pdf Beyond Access: Open Government Data & the Right to (Re)Use Public Information]
OPEN GOV PRINCIPLES DATA. <nowiki>http://resource.org/8_principles.html</nowiki>
[http://resource.org/8_principles.html Princípios de dados abertos] (minha tradução, a do dados.gov tem erros) <nowiki>http://cassidy.gpopai.usp.br/cursos/index.php/Princ%C3%ADpios_de_Dados_Governamentais_Abertos</nowiki>
McDERMOTT, Patrice. [http://igup.urfu.ru/docs/Bank%20English_Transleted%20Articles/English/HR%20Management/Building%20open%20government.pdf Building open government (USA)]. Government Information Quarterly. Volume 27, Issue 4, October 2010, Pages 401–413.
STALMANN, R. [http://www.fsfla.org/svnwiki/about/what-is-free-software.pt.html O que é o software livre.]
US GOv. [http://www.whitehouse.gov/open/documents/open-government-directive Open Government Directive]
W3C. [http://www.w3c.br/pub/Materiais/PublicacoesW3C/Manual_Dados_Abertos_WEB.pdf Manual dos Dados Abertos]
'''Journal of Community Informatics'''.
*[http://ci-journal.net/index.php/ciej/issue/view/41 Special Issue: Community Informatics and Open Government Data], Vol 8, No 2 (2012).
*[http://ci-journal.net/index.php/ciej/issue/current Special issue on Open Data for Social Change and Sustainable Developmen]t. Vol 12, No 2 (2016)
Video:
OGP. https://www.youtube.com/watch?v=Mj7NvmFr5i0
[[Categoria:Cursos]]
[[Categoria:Administração e Governo]]
[[Categoria:Bacharelado|Gestão de Políticas Públicas]]
[[Categoria:Bacharelado|Sistemas de Informação]]
[[Categoria:Bacharelado]]
do9p7af87b24jxc5zapo1msojqqs2x0
182732
182731
2026-05-19T19:44:24Z
~2026-30169-69
44310
/* Códigos, protocolos e padrões: sua relação com governo aberto (27/05) */
182732
wikitext
text/x-wiki
Docente: Jorge Machado (machado arroba usp.br)
'''Objetivos'''
Essa disciplina tem por objetivos: a) introduzir princípios fundamentais de governo aberto, a partir da discussão de possibilidade de acesso à informação e participação política; b) disseminar instrumentos que promovam a transparência, participação social e práticas colaborativas na gestão pública, de modo a permitir aos alunos conhecimentos para uma intervenção na sociedade a partir do uso de ferramentas tecnológicas. Com isso, espera-se subsidiar o discente de informações, conhecimentos e técnicas para formulação de políticas públicas que promovam uma governança aberta.
O curso consiste de 15 semanas, sendo 3 delas reservadas para atividades de pesquisa. O programa está sujeito a modificações.
''1a Semana - Recepção aos Calouros (Dispensa para participação nas atividades de integração)''
{| class="toc" style="float: left; clear: both; width: auto; min-width: 350px; background: #f8f9fa; border: 1px solid #a2a9b1; padding: 8px; font-size: 95%; margin-bottom: 20px;"
|
<div style="text-align: center; font-weight: bold; margin-bottom: 5px;">Índice</div>
# [[#Introdução ao curso. O que é "governo aberto"? (04/03)|Introdução ao curso. O que é "governo aberto"? (04/03)]]
# [[#A Parceria para o Governo Aberto como modelo? (11/03)|A Parceria para o Governo Aberto como modelo? (11/03)]]
# [[#A Lei de Acesso à informação e governo aberto(18/03)|A Lei de Acesso à informação e governo aberto (18/03)]]
# [[#Ferramentas colaborativas para o governo aberto e participação social (25/03)|Ferramentas colaborativas para o governo aberto e participação social (25/03)]]
# [[#IA e participação social (08/04)|IA e participação social (08/04)]]
# [[#Desenvolvimento de projetos de pesquisa (15/04)|Desenvolvimento de projetos de pesquisa (15/04)]]
# [[#Experiências de governo aberto? Visita cancelada (22/04)|Experiências de governo aberto? Visita cancelada (22/04)]]
# [[#Desenvolvimento de pesquisas (29/04 até 20/05)|Desenvolvimento de pesquisas (ao menos até 20/05)]]
# [[#Códigos, protocolos e padrões: sua relação com governo aberto (27/05)|Códigos, protocols e padrões: sua relação com governo aberto (27/05)]]
# [[#Dados Abertos e Inovação (03/06) a aula será gravada e disponibilizada aqui|Dados Abertos e Inovação (27/05)]]
# [[#Desenvolvimento de pesquisa (10/06)|Desenvolvimento de pesquisa (10/06)]]
# [[#Seminário para apresentação de trabalhos (17/06)|Seminário para apresentação de trabalhos (17/06)]]
# [[#Revisão para entrega do trabalho (24/06)|Revisão para entrega do trabalho (24/06)]]
|}
<div style="clear: both;"></div
== '''Introdução ao curso. O que é "governo aberto"?''' (04/03) ==
'''''Apresentação do programa'''''
'''As "origens" do Governo Aberto: as relações entre governo aberto, software livre e cultura livre'''
Para uma visão geral: https://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre
https://en.wikipedia.org/wiki/Free-culture_movement
'''Para entender melhor:'''
A Open Government Partnership (OGP).
[https://www.gov.br/cgu/pt-br/governo-aberto/central-de-conteudo/documentos/arquivos/declaracao-governo-aberto.pdf Declaração de Governo Aberto] (pt):
OGP funcionamento: https://www.opengovpartnership.org/es/how-we-work/
'''Leitura complementar'''
[https://obamawhitehouse.archives.gov/open/documents/open-government-directive USGOV. Open Government Directive]
OCDE Recomentation on Open Government http://www.oecd.org/gov/Recommendation-Open-Government-Approved-Council-141217.pdf http://www.oecd.org/gov/recomendacion-del-consejo-sobre-gobierno-abierto-141217.pdf (espanhol)
==='''Tarefa para a próxima aula''' ===
Relatar um caso de aplicação de política de governo aberto. Pode ser uma ação dentro de um plano nacional ou subnacional.
O que precisa ver:
- Qual é o problema (ou desafio) a ser enfrentado?
- Essa meta se associa a transparência, participação, inovação tecnológica ou prestação de contas (accountability)?
- Quais sãos os atores envolvidos (do governo e da sociedade civil)?
- Qual ação e metas foram definidos?
- Quais foram os resultados alcançados?
O relato pode ser oral, sugere-se até 10 minutos de tempo. É opcional o uso de algum recurso audiovisual.
== '''A ''Parceria para o Governo Aberto'' como modelo?''' (11/03) ==
CALDERÓN, Cesar. Por qué un Gobierno Abierto. In CONCHA, Gáston, NASER, Alejandra (Org.). (2012). El desafío hacia el gobierno abierto en la hora de la igualdad. Editores CEPAL y Alis. https://www.cepal.org/es/publicaciones/3969-desafio-gobierno-abierto-la-hora-la-igualdad (pp. 27-47)
[https://gae.gob.gt/wp-content/uploads/Carta-Iberoamericana-de-Gobierno-Abierto-07-2016.pdf Carta Iberoamericana de Gobierno Abierto] (CIGA), aprovada pela ''XVII Conferencia Iberoamericana de Ministras y Ministros de Administración Pública y Reforma del Estado''
Leitura complementar:
MACHADO J.; BELLIX, L.; BURLE, C.; MARCHEZINE, J. (2017) O caso do Governo Aberto no Brasil: o que se pode aprender com os erros e acertos. VIII Congreso Internacional en Gobierno, Administración y Políticas Públicas - GIGAPP. Madrid, Spain.
=='''A Lei de Acesso à informação e governo aberto'''(18/03) ==
BRASIl. [http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12527.htm Lei 12.527/2011]. Regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5o, no inciso II do § 3o do art. 37 e no § 2o do art. 216 da Constituição Federal
https://www.rti-rating.org/
Atividade:
Duscussão e contribuição para a '''Cocriação do 4º Plano de Ação em Governo Aberto: Escolha de Desafios'''
https://participemais.prefeitura.sp.gov.br/legislation/processes/391
Leitura Complementar:
Open Society (2006) [https://www.opensocietyfoundations.org/sites/default/files/transparencia-silencio-2006_0.pdf Transparencia y Silencio].
Mendel, Toby (2008) [http://www.acessoainformacao.gov.br/central-de-conteudo/publicacoes/arquivos/liberdade-informacao-estudo-direito-comparado-unesco.pdf Liberdade de informação: um estudo de direito comparado].
=='''Ferramentas colaborativas para o governo aberto e participação social''' (25/03) ==
Cruz-Rúbio, Cesar - Havia el Gobierno Abierto: una Caja de Herramientas
https://biblioteca.clacso.edu.ar/Espana/gigapp/20161220030611/pdf_1095.pdf (ver com atenção parte 2 - "Catálogo de herramientas de GA")
Wiki, pads, Githubs. Colocando a mão na massa.
Pad: https://etherpad.wikimedia.org/p/caixadeareia
Github: https://pt.wikipedia.org/wiki/GitHub
Wiki: <nowiki>https://pt.wikiversity.org/</nowiki> ex: [[Wikinativa|https://pt.wikiversity.org/wiki/Wikinativa]]
Sobre software livre:
STALMANN, R. [http://www.fsfla.org/svnwiki/about/what-is-free-software.pt.html O que é o software livre].
* Filmes sobre software livre: Revolution OS (www.imdb.com/title/tt0308808/);
*The Code (www.imdb.com/title/tt0315417/);
*In Proprietário (<nowiki>https://youfdsvstu.be/7Yy0tFOKfQg</nowiki>).
'''Ferramentas de produtividade com IAG'''
https://www.semanticscholar.org/
Motor de busca gratuito com filtros avançados para localizar artigos.
https://app.researchrabbit.ai/
Ferramenta de mapeamento bibliográfico que ajuda a encontrar autores e artigos relacionados visualmente.
'''NotebookLM (Google):''' Permite o upload de arquivos PDF para interação, resumo, comparação de documentos e criação de mapas conceituais ou FAQs.
https://consensus.app/ Motor de busca que utiliza IA para encontrar respostas baseadas em artigos científicos revisados por pares.
https://sonix.ai/pt Transcrição de aúdios
https://journaliststudio.google.com/ Transcrição de aúdios (não dá para usar conta USP)
https://quillbot.com/ plataforma projetada para auxiliar usuários a parafrasear, reescrever, revisar e resumir textos. Principais Ferramentas e Funções: Parafraseador, Verificador Gramatical, Resumidor, Gerador de Citações, Detector de Plágio (recurso pago), Detector de IA e Humanizador
[[chatpdf.com]] Converse com seus PDFs.
Informação citada em aula:
[http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,marinha-suspende-pregao-de-mais-de-180-mil-garrafas-de-bebida-alcoolica,1153558 Pregão da marinha com mais de 180 mil garrafas de bebida alcoólica suspenso]
==== '''30 a 03/04 - "Semana Santa" (nao há aulas na USP)''' ====
== '''IA e participação social''' (08/04) ==
Palestra de Ítalo do Nascimento Souza (doutorando do PROMUSPP sobre aplicações de IA na participação social)
9:00am – 12:00pm Link: <nowiki>https://meet.google.com/exk-ztgf-pbw</nowiki>
Leitura recomendada:
Inteligência Artificial para Participação.Policy Brief, Scope Project: https://www.uni-muenster.de/imperia/md/content/brasilienzentrum/pt-br-policy-brief-ai_jan2025.pdf
Generative AI as a catalyst for democratic Innovation: Enhancing citizen engagement in participatory budgeting https://arxiv.org/abs/2509.19497
=='''Desenvolvimento de projetos de pesquisa''' (15/04) ==
Encontro para desenvolvimento trabalhos da disciplina.
Discussão sobre temas
Formação de grupos
Definição de metodologias
Orientação para pesquisa inicial de informações
=='''<s>Experiências de governo aberto?</s>''' '''Visita cancelada''' (22/04) ==
Roda com Bruno Venâncio, Coordenador da Política de GA da PMSP
Local: Prefeitura de São Paulo, Viaduto do Chá.
Texto de apoio a ser definido
== '''Desenvolvimento de pesquisas''' (ao menos até 20/05) ==
''Devido à paralisação, esse período será utilizado para livre articulação dos grupos. Enquanto não houver retorno efetivo - salvo orientações da Pró-Reitoria de Graduação e da Comissão de Graduação da EACH, <u>não haverá registro de frequências ou atividades presenciais ou mesmo remotas sincrônicas</u>.''
Instruções para a realização e entrega do trabalho:
Os trabalhos devem conter uma introdução, onde se expõe o problema / estudo do caso e como o trabalho está dividido em suas partes. Além da introdução, sugere-se que o trabalho contenha as seguintes partes: i) objetivos e métodos - podendo estar também separados ii) desenvolvimento (podendo estar junto ou separado do referencial teórico) e iii) conclusões.
O uso de IA é permitido, mas deve ser explicitado no final do trabalho (em anexo, ao final do documento).
Data limite para envio da versão final: 01/07
O trabalho deve ter entre 5 a 10 páginas. Usar fonte Times, 12 e espaço 1,5. Utilize o padrão de citação internacional APA (ver esse resumo <nowiki>https://blog.mettzer.com/normas-apa/</nowiki> ).
Os arquivos podem estar nos formatos odt, rtf ou pdf. '''A submissão será por email'''
Para detalhes, sobre avaliação, ver o item mais adiante '''"Revisão para entrega do trabalho (24/06)".'''
Apesar da paralisação, professor está disponível para consultas e dúvidas a qualquer momento.
=='''Códigos, protocolos e padrões: sua relação com governo aberto''' (27/05) ==
'''Em breve, aula gravada aqui, caso ainda não hajam aulas presenciais'''
''Ver instruções do trabalho na aula do dia 24/06''
'''A infraestrutura para sociedade aberta'''.
Camadas da rede, estruturas de comunicação, códigos, padrões e políticas públicas.
MACHADO, Jorge. [http://www.forum-global.de/docs/tese-livre-docencia-Jorge-Machado.pdf Políticas públicas de informação para o conhecimento aberto]. Tese de Livre-Docência. Introdução e pags. <u>94-134</u>.
'''Literatura complementar'''
BENKLER, Yoshai The Wealth of Networks. New Haven & London: Yale University Press. Em português, [http://cyber.law.harvard.edu/wealth_of_networks/A_Riqueza_das_Redes_-_Cap%C3%ADtulo_1 Capítulo 1 - Introdução]// [http://www.icariaeditorial.com/pdf_libros/la%20riqueza%20de%20las%20redes.pdf Livro completo em espanhol]:
CONCHA, Gáston, NASER, Alejandra (Org.). [https://www.cepal.org/es/publicaciones/7331-datos-abiertos-un-nuevo-desafio-gobiernos-la-region Datos abiertos: Un nuevo desafío para los gobiernos de la región]. CEPAL. Março/2012.
'''Exemplos de aplicativos com dados abertos:'''
[https://cuidando.vc/?/home Cuidando do meu bairro]
[http://www.crimemapping.com/map/fl/daytonabeach Mapa do crime (Daytona)]
'''Links com referências a comentários em sala de aula'''
What is Open Source explained in LEGO https://www.youtube.com/watch?v=a8fHgx9mE5U
Why Open Standards are important https://www.youtube.com/watch?v=kMg4ty8_O44
IETF e os padroes abertos https://www.youtube.com/watch?v=SN-EaJIeB-w
== '''Dados Abertos e Inovação''' (27/05) a aula será gravada e disponibilizada aqui ==
W3C/THacker. [http://www.w3c.br/pub/Materiais/PublicacoesW3C/Manual_Dados_Abertos_WEB.pdf Manual dos Dados Abertos]
O que são dados abertos? http://dados.gov.br/pagina/dados-abertos
BARROS, Alejandro. [https://www.alejandrobarros.com/wp-content/uploads/2016/04/La_promesa_del_Gobierno_Abierto.pdf Datos Abiertos: ¿qué son y cuál es su utilidad?] In HOFMANN, Andrés ; RAMÍREZ ALUJAS, Alvaro; BOJÓRQUEZ PEREZ NIETO, José A. Itaip. La Promesa del Gobierno Abierto, pp. 259-279.
BATISTA, Augusto Herrmann; SILVA, Nitai Bezerra da; MIRANDA, Christian Moryah Contiero. (2013). [https://consad.org.br/wp-content/uploads/2013/05/093-INFRAESTRUTURA-NACIONAL-DE-DADOS-ABERTOS.pdf Infraestrutura nacional de dados abertos]. VI Congresso do Consad.
== '''Desenvolvimento de pesquisa ''' (10/06) ==
Ajustes nos trabalhos da disciplina.
== '''Seminário para apresentação de trabalhos''' (17/06) ==
<u>Apresentação dos trabalhos em grupo</u>
== '''Revisão para entrega do trabalho (24/06)''' ==
Plantão de dúvidas com professor
<u>Data limite para envio da versão final: 01/07</u>
Instruções detalhadas:
Os trabalhos devem conter uma introdução, onde se expõe o problema / estudo do caso e como o trabalho está dividido em suas partes. Além da introdução, sugere-se que o trabalho contenha as seguintes partes: i) objetivos e métodos - podendo estar também separados ii) desenvolvimento (podendo estar junto ou separado do referencial teórico) e iii) conclusões.
O trabalho deve ter entre 5 a 10 páginas. Usar fonte Times, 12 e espaço 1,5. Utilize o padrão de citação internacional APA (ver esse resumo https://blog.mettzer.com/normas-apa/ ).
Os arquivos podem estar nos formatos odt, rtf ou pdf.
Todas as referências devem ser corretamente citadas (cuidado com plágio!). No final trabalho, <u>mencionar o que foi feito com uso de IA</u>.
'''A submissão será por email'''
<u>'''Cálculo da nota final'''</u>
A nota terá como base o trabalho final, numa escala de 0 a 10 pontos, de acordo com os critérios abaixo.
{| class="wikitable"
|'''Critérios de avaliação do trabalho'''
|'''Pontos'''
|'''Descrição'''
|-
|Estrutura do texto
|2
|Introdução, Objetivos, Metodologia, Desenvolvimento e Bibliografia
|-
|Elementos de pesquisa
|2
|Delimitação do objeto, pesquisa, articulação entre o objetivo proposto, método e conclusões
|-
|Redação
|2
|Fluidez, clareza das ideias, coesão, linguagem adequada e coesão
|-
|Abordagem do tema
|2
|argumentação, originalidade e abordagem adequada quanto à profundidade (terão ponto descontado, os textos demasiadamente genéricos, meramente opinativos ou apologistas)
|-
|Normas
|2
|Citações adequadas, padronização, adequação à norma APA
|}
== '''Forma de avaliação da disciplina''' ==
Trabalhos colaborativos, participação nas atividades dentro e fora de sala de aula.
== '''Recuperação'''==
''Trabalho individual sobre um ou mais dos temas abordados no curso''
== '''Bibliografia geral''' ==
BATISTA, Augusto Herrmann; SILVA, Nitai Bezerra da; MIRANDA, Christian Moryah Contiero. (2013). [http://www.escoladegoverno.pr.gov.br/arquivos/File/2013/V_CONSAD/VI_CONSAD/093.pdf Infraestrutura nacional de dados abertos]. VI Congresso do Consad.
BENKLER, Yoshai The Wealth of Networks. New Haven & London: Yale University Press. Em portugues imprimir apenas Capítulo 1 - [http://cyber.law.harvard.edu/wealth_of_networks/A_Riqueza_das_Redes_-_Cap%C3%ADtulo_1 Introdução] Em [http://www.icariaeditorial.com/pdf_libros/la%20riqueza%20de%20las%20redes.pdf espanhol]
CALDERÓN, Cesar. Por qué un Gobierno Abierto. In CONCHA, Gáston, NASER, Alejandra (Org.). (2012). El desafío hacia el gobierno abierto en la hora de la igualdad. Editores CEPAL y Alis. <nowiki>http://goo.gl/c7q4O5</nowiki> (pp. 27-47)
CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. S. Paulo: Paz e Terra, 2000.
CONCHA, Gáston, NASER, Alejandra (Org.). (2012). El desafío hacia el gobierno abierto en la hora de la igualdad. Editores CEPAL y Alis. <nowiki>http://goo.gl/c7q4O5</nowiki>
_____ . [http://www.cepal.org/ilpes/noticias/paginas/3/54303/Datos_Abiertos_Un_Nuevo_Desafio_Gobiernos.pdf Datos abiertos: Un nuevo desafío para los gobiernos de la región]. CEPAL. Março/2012.
_____ . [http://www.cepal.org/ilpes/noticias/paginas/3/54303/Plan_de_Gobierno_Abierto.pdf Plan de gobierno abierto Una hoja de ruta para los gobiernos de la región]. Nações Unidas/CEPAL, 2014.
DAVIES, Tim. (2010). Open data, democracy and public sector reform. A look at open government data use from data.gov.uk [http://www.opendataimpacts.net/report/ Resumo de tese]
GUIMARÃES, Caroline Burle dos Santos. (2013). [http://www.escoladegoverno.pr.gov.br/arquivos/File/2013/V_CONSAD/VI_CONSAD/034.pdf. O mecanismo independente de avaliação (IRM) da parceria para governo aberto (OGP) e a importância de monitorar os impactos no plano de ação]. VI Congresso do Consad.
HARRISON, Teresa M.; GUERRERO, Santiago; BURKE, G. Brianet all. [http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.590.1788&rep=rep1&type=pdf Open government and e-government: Democratic challenges from a public value perspective]. Information Polity, vol. 17, no. 2, pp. 83-97, 2012.
HOFMANN, Andrés ; RAMÍREZ ALUJAS, Alvaro; BOJÓRQUEZ PEREZNIETO, José A. Itaip. [http://inicio.ifai.org.mx/Publicaciones/La%20promesa%20del%20Gobierno%20Abierto.pdf La Promesa del Gobierno Abierto]. InfoDF (México), 2012.
HIMANEN, P. A Ética dos Hackers e o Espírito da Era da Informação: a Importância dos Exploradores da Era Digital. Rio de Janeiro: Campus, 2001.
HOFMANN, Andrés ; RAMÍREZ ALUJAS, Alvaro; BOJÓRQUEZ PEREZNIETO, José A. Itaip. [http://inicio.ifai.org.mx/Publicaciones/La%20promesa%20del%20Gobierno%20Abierto.pdf La Promesa del Gobierno Abierto]. InfoDF (México), 2012.
LATHROP, Daniel; LAUREL, Ruma (Orgs.); Open Government: Collaboration, Transparency and Participation in Practice. <nowiki>https://github.com/oreillymedia/open_government</nowiki>
LESSIG, Lawrence. Cultura livre. São Paulo: Trama, 2005.
OPEN KNOWLEDGE FOUNDATION. (2011). [http://www.access-info.org/documents/Access_Docs/Advancing/Beyond_Access_7_January_2011_web.pdf Beyond Access: Open Government Data & the Right to (Re)Use Public Information]
OPEN GOV PRINCIPLES DATA. <nowiki>http://resource.org/8_principles.html</nowiki>
[http://resource.org/8_principles.html Princípios de dados abertos] (minha tradução, a do dados.gov tem erros) <nowiki>http://cassidy.gpopai.usp.br/cursos/index.php/Princ%C3%ADpios_de_Dados_Governamentais_Abertos</nowiki>
McDERMOTT, Patrice. [http://igup.urfu.ru/docs/Bank%20English_Transleted%20Articles/English/HR%20Management/Building%20open%20government.pdf Building open government (USA)]. Government Information Quarterly. Volume 27, Issue 4, October 2010, Pages 401–413.
STALMANN, R. [http://www.fsfla.org/svnwiki/about/what-is-free-software.pt.html O que é o software livre.]
US GOv. [http://www.whitehouse.gov/open/documents/open-government-directive Open Government Directive]
W3C. [http://www.w3c.br/pub/Materiais/PublicacoesW3C/Manual_Dados_Abertos_WEB.pdf Manual dos Dados Abertos]
'''Journal of Community Informatics'''.
*[http://ci-journal.net/index.php/ciej/issue/view/41 Special Issue: Community Informatics and Open Government Data], Vol 8, No 2 (2012).
*[http://ci-journal.net/index.php/ciej/issue/current Special issue on Open Data for Social Change and Sustainable Developmen]t. Vol 12, No 2 (2016)
Video:
OGP. https://www.youtube.com/watch?v=Mj7NvmFr5i0
[[Categoria:Cursos]]
[[Categoria:Administração e Governo]]
[[Categoria:Bacharelado|Gestão de Políticas Públicas]]
[[Categoria:Bacharelado|Sistemas de Informação]]
[[Categoria:Bacharelado]]
ce7pujuaooxikyhzna04d7mevs038jx
182733
182732
2026-05-19T19:51:03Z
~2026-30169-69
44310
/* Códigos, protocolos e padrões: sua relação com governo aberto (27/05) */
182733
wikitext
text/x-wiki
Docente: Jorge Machado (machado arroba usp.br)
'''Objetivos'''
Essa disciplina tem por objetivos: a) introduzir princípios fundamentais de governo aberto, a partir da discussão de possibilidade de acesso à informação e participação política; b) disseminar instrumentos que promovam a transparência, participação social e práticas colaborativas na gestão pública, de modo a permitir aos alunos conhecimentos para uma intervenção na sociedade a partir do uso de ferramentas tecnológicas. Com isso, espera-se subsidiar o discente de informações, conhecimentos e técnicas para formulação de políticas públicas que promovam uma governança aberta.
O curso consiste de 15 semanas, sendo 3 delas reservadas para atividades de pesquisa. O programa está sujeito a modificações.
''1a Semana - Recepção aos Calouros (Dispensa para participação nas atividades de integração)''
{| class="toc" style="float: left; clear: both; width: auto; min-width: 350px; background: #f8f9fa; border: 1px solid #a2a9b1; padding: 8px; font-size: 95%; margin-bottom: 20px;"
|
<div style="text-align: center; font-weight: bold; margin-bottom: 5px;">Índice</div>
# [[#Introdução ao curso. O que é "governo aberto"? (04/03)|Introdução ao curso. O que é "governo aberto"? (04/03)]]
# [[#A Parceria para o Governo Aberto como modelo? (11/03)|A Parceria para o Governo Aberto como modelo? (11/03)]]
# [[#A Lei de Acesso à informação e governo aberto(18/03)|A Lei de Acesso à informação e governo aberto (18/03)]]
# [[#Ferramentas colaborativas para o governo aberto e participação social (25/03)|Ferramentas colaborativas para o governo aberto e participação social (25/03)]]
# [[#IA e participação social (08/04)|IA e participação social (08/04)]]
# [[#Desenvolvimento de projetos de pesquisa (15/04)|Desenvolvimento de projetos de pesquisa (15/04)]]
# [[#Experiências de governo aberto? Visita cancelada (22/04)|Experiências de governo aberto? Visita cancelada (22/04)]]
# [[#Desenvolvimento de pesquisas (29/04 até 20/05)|Desenvolvimento de pesquisas (ao menos até 20/05)]]
# [[#Códigos, protocolos e padrões: sua relação com governo aberto (27/05)|Códigos, protocols e padrões: sua relação com governo aberto (27/05)]]
# [[#Dados Abertos e Inovação (03/06) a aula será gravada e disponibilizada aqui|Dados Abertos e Inovação (27/05)]]
# [[#Desenvolvimento de pesquisa (10/06)|Desenvolvimento de pesquisa (10/06)]]
# [[#Seminário para apresentação de trabalhos (17/06)|Seminário para apresentação de trabalhos (17/06)]]
# [[#Revisão para entrega do trabalho (24/06)|Revisão para entrega do trabalho (24/06)]]
|}
<div style="clear: both;"></div
== '''Introdução ao curso. O que é "governo aberto"?''' (04/03) ==
'''''Apresentação do programa'''''
'''As "origens" do Governo Aberto: as relações entre governo aberto, software livre e cultura livre'''
Para uma visão geral: https://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre
https://en.wikipedia.org/wiki/Free-culture_movement
'''Para entender melhor:'''
A Open Government Partnership (OGP).
[https://www.gov.br/cgu/pt-br/governo-aberto/central-de-conteudo/documentos/arquivos/declaracao-governo-aberto.pdf Declaração de Governo Aberto] (pt):
OGP funcionamento: https://www.opengovpartnership.org/es/how-we-work/
'''Leitura complementar'''
[https://obamawhitehouse.archives.gov/open/documents/open-government-directive USGOV. Open Government Directive]
OCDE Recomentation on Open Government http://www.oecd.org/gov/Recommendation-Open-Government-Approved-Council-141217.pdf http://www.oecd.org/gov/recomendacion-del-consejo-sobre-gobierno-abierto-141217.pdf (espanhol)
==='''Tarefa para a próxima aula''' ===
Relatar um caso de aplicação de política de governo aberto. Pode ser uma ação dentro de um plano nacional ou subnacional.
O que precisa ver:
- Qual é o problema (ou desafio) a ser enfrentado?
- Essa meta se associa a transparência, participação, inovação tecnológica ou prestação de contas (accountability)?
- Quais sãos os atores envolvidos (do governo e da sociedade civil)?
- Qual ação e metas foram definidos?
- Quais foram os resultados alcançados?
O relato pode ser oral, sugere-se até 10 minutos de tempo. É opcional o uso de algum recurso audiovisual.
== '''A ''Parceria para o Governo Aberto'' como modelo?''' (11/03) ==
CALDERÓN, Cesar. Por qué un Gobierno Abierto. In CONCHA, Gáston, NASER, Alejandra (Org.). (2012). El desafío hacia el gobierno abierto en la hora de la igualdad. Editores CEPAL y Alis. https://www.cepal.org/es/publicaciones/3969-desafio-gobierno-abierto-la-hora-la-igualdad (pp. 27-47)
[https://gae.gob.gt/wp-content/uploads/Carta-Iberoamericana-de-Gobierno-Abierto-07-2016.pdf Carta Iberoamericana de Gobierno Abierto] (CIGA), aprovada pela ''XVII Conferencia Iberoamericana de Ministras y Ministros de Administración Pública y Reforma del Estado''
Leitura complementar:
MACHADO J.; BELLIX, L.; BURLE, C.; MARCHEZINE, J. (2017) O caso do Governo Aberto no Brasil: o que se pode aprender com os erros e acertos. VIII Congreso Internacional en Gobierno, Administración y Políticas Públicas - GIGAPP. Madrid, Spain.
=='''A Lei de Acesso à informação e governo aberto'''(18/03) ==
BRASIl. [http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12527.htm Lei 12.527/2011]. Regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5o, no inciso II do § 3o do art. 37 e no § 2o do art. 216 da Constituição Federal
https://www.rti-rating.org/
Atividade:
Duscussão e contribuição para a '''Cocriação do 4º Plano de Ação em Governo Aberto: Escolha de Desafios'''
https://participemais.prefeitura.sp.gov.br/legislation/processes/391
Leitura Complementar:
Open Society (2006) [https://www.opensocietyfoundations.org/sites/default/files/transparencia-silencio-2006_0.pdf Transparencia y Silencio].
Mendel, Toby (2008) [http://www.acessoainformacao.gov.br/central-de-conteudo/publicacoes/arquivos/liberdade-informacao-estudo-direito-comparado-unesco.pdf Liberdade de informação: um estudo de direito comparado].
=='''Ferramentas colaborativas para o governo aberto e participação social''' (25/03) ==
Cruz-Rúbio, Cesar - Havia el Gobierno Abierto: una Caja de Herramientas
https://biblioteca.clacso.edu.ar/Espana/gigapp/20161220030611/pdf_1095.pdf (ver com atenção parte 2 - "Catálogo de herramientas de GA")
Wiki, pads, Githubs. Colocando a mão na massa.
Pad: https://etherpad.wikimedia.org/p/caixadeareia
Github: https://pt.wikipedia.org/wiki/GitHub
Wiki: <nowiki>https://pt.wikiversity.org/</nowiki> ex: [[Wikinativa|https://pt.wikiversity.org/wiki/Wikinativa]]
Sobre software livre:
STALMANN, R. [http://www.fsfla.org/svnwiki/about/what-is-free-software.pt.html O que é o software livre].
* Filmes sobre software livre: Revolution OS (www.imdb.com/title/tt0308808/);
*The Code (www.imdb.com/title/tt0315417/);
*In Proprietário (<nowiki>https://youfdsvstu.be/7Yy0tFOKfQg</nowiki>).
'''Ferramentas de produtividade com IAG'''
https://www.semanticscholar.org/
Motor de busca gratuito com filtros avançados para localizar artigos.
https://app.researchrabbit.ai/
Ferramenta de mapeamento bibliográfico que ajuda a encontrar autores e artigos relacionados visualmente.
'''NotebookLM (Google):''' Permite o upload de arquivos PDF para interação, resumo, comparação de documentos e criação de mapas conceituais ou FAQs.
https://consensus.app/ Motor de busca que utiliza IA para encontrar respostas baseadas em artigos científicos revisados por pares.
https://sonix.ai/pt Transcrição de aúdios
https://journaliststudio.google.com/ Transcrição de aúdios (não dá para usar conta USP)
https://quillbot.com/ plataforma projetada para auxiliar usuários a parafrasear, reescrever, revisar e resumir textos. Principais Ferramentas e Funções: Parafraseador, Verificador Gramatical, Resumidor, Gerador de Citações, Detector de Plágio (recurso pago), Detector de IA e Humanizador
[[chatpdf.com]] Converse com seus PDFs.
Informação citada em aula:
[http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,marinha-suspende-pregao-de-mais-de-180-mil-garrafas-de-bebida-alcoolica,1153558 Pregão da marinha com mais de 180 mil garrafas de bebida alcoólica suspenso]
==== '''30 a 03/04 - "Semana Santa" (nao há aulas na USP)''' ====
== '''IA e participação social''' (08/04) ==
Palestra de Ítalo do Nascimento Souza (doutorando do PROMUSPP sobre aplicações de IA na participação social)
9:00am – 12:00pm Link: <nowiki>https://meet.google.com/exk-ztgf-pbw</nowiki>
Leitura recomendada:
Inteligência Artificial para Participação.Policy Brief, Scope Project: https://www.uni-muenster.de/imperia/md/content/brasilienzentrum/pt-br-policy-brief-ai_jan2025.pdf
Generative AI as a catalyst for democratic Innovation: Enhancing citizen engagement in participatory budgeting https://arxiv.org/abs/2509.19497
=='''Desenvolvimento de projetos de pesquisa''' (15/04) ==
Encontro para desenvolvimento trabalhos da disciplina.
Discussão sobre temas
Formação de grupos
Definição de metodologias
Orientação para pesquisa inicial de informações
=='''<s>Experiências de governo aberto?</s>''' '''Visita cancelada''' (22/04) ==
Roda com Bruno Venâncio, Coordenador da Política de GA da PMSP
Local: Prefeitura de São Paulo, Viaduto do Chá.
Texto de apoio a ser definido
== '''Desenvolvimento de pesquisas''' (ao menos até 20/05) ==
''Devido à paralisação, esse período será utilizado para livre articulação dos grupos. Enquanto não houver retorno efetivo - salvo orientações da Pró-Reitoria de Graduação e da Comissão de Graduação da EACH, <u>não haverá registro de frequências ou atividades presenciais ou mesmo remotas sincrônicas</u>.''
Instruções para a realização e entrega do trabalho:
Os trabalhos devem conter uma introdução, onde se expõe o problema / estudo do caso e como o trabalho está dividido em suas partes. Além da introdução, sugere-se que o trabalho contenha as seguintes partes: i) objetivos e métodos - podendo estar também separados ii) desenvolvimento (podendo estar junto ou separado do referencial teórico) e iii) conclusões.
O uso de IA é permitido, mas deve ser explicitado no final do trabalho (em anexo, ao final do documento).
Data limite para envio da versão final: 01/07
O trabalho deve ter entre 5 a 10 páginas. Usar fonte Times, 12 e espaço 1,5. Utilize o padrão de citação internacional APA (ver esse resumo <nowiki>https://blog.mettzer.com/normas-apa/</nowiki> ).
Os arquivos podem estar nos formatos odt, rtf ou pdf. '''A submissão será por email'''
Para detalhes, sobre avaliação, ver o item mais adiante '''"Revisão para entrega do trabalho (24/06)".'''
Apesar da paralisação, professor está disponível para consultas e dúvidas a qualquer momento.
=='''Códigos, protocolos e padrões: sua relação com governo aberto''' (27/05) ==
'''Em breve, aula gravada aqui, caso ainda não hajam aulas presenciais'''
''Ver instruções do trabalho na aula do dia 24/06''
'''A infraestrutura para sociedade aberta'''.
Camadas da rede, estruturas de comunicação, códigos, padrões e políticas públicas.
MACHADO, Jorge. [http://www.forum-global.de/docs/tese-livre-docencia-Jorge-Machado.pdf Políticas públicas de informação para o conhecimento aberto]. Tese de Livre-Docência. Introdução e pags. <u>94-134</u>.
'''Literatura complementar'''
BENKLER, Yoshai The Wealth of Networks. New Haven & London: Yale University Press. Em português, [http://cyber.law.harvard.edu/wealth_of_networks/A_Riqueza_das_Redes_-_Cap%C3%ADtulo_1 Capítulo 1 - Introdução]// [http://www.icariaeditorial.com/pdf_libros/la%20riqueza%20de%20las%20redes.pdf Livro completo em espanhol]:
'''Exemplos de aplicativos com dados abertos:'''
[https://cuidando.vc/?/home Cuidando do meu bairro]
[http://www.crimemapping.com/map/fl/daytonabeach Mapa do crime (Daytona)]
'''Links com referências a comentários em sala de aula'''
What is Open Source explained in LEGO https://www.youtube.com/watch?v=a8fHgx9mE5U
Why Open Standards are important https://www.youtube.com/watch?v=kMg4ty8_O44
IETF e os padroes abertos https://www.youtube.com/watch?v=SN-EaJIeB-w
== '''Dados Abertos e Inovação''' (27/05) a aula será gravada e disponibilizada aqui ==
W3C/THacker. [http://www.w3c.br/pub/Materiais/PublicacoesW3C/Manual_Dados_Abertos_WEB.pdf Manual dos Dados Abertos]
O que são dados abertos? http://dados.gov.br/pagina/dados-abertos
BARROS, Alejandro. [https://www.alejandrobarros.com/wp-content/uploads/2016/04/La_promesa_del_Gobierno_Abierto.pdf Datos Abiertos: ¿qué son y cuál es su utilidad?] In HOFMANN, Andrés ; RAMÍREZ ALUJAS, Alvaro; BOJÓRQUEZ PEREZ NIETO, José A. Itaip. La Promesa del Gobierno Abierto, pp. 259-279.
BATISTA, Augusto Herrmann; SILVA, Nitai Bezerra da; MIRANDA, Christian Moryah Contiero. (2013). [https://consad.org.br/wp-content/uploads/2013/05/093-INFRAESTRUTURA-NACIONAL-DE-DADOS-ABERTOS.pdf Infraestrutura nacional de dados abertos]. VI Congresso do Consad.
Literatura complementar:
CONCHA, Gáston, NASER, Alejandra (Org.). [https://www.cepal.org/es/publicaciones/7331-datos-abiertos-un-nuevo-desafio-gobiernos-la-region Datos abiertos: Un nuevo desafío para los gobiernos de la región]. CEPAL. Março/2012.
== '''Desenvolvimento de pesquisa ''' (10/06) ==
Ajustes nos trabalhos da disciplina.
== '''Seminário para apresentação de trabalhos''' (17/06) ==
<u>Apresentação dos trabalhos em grupo</u>
== '''Revisão para entrega do trabalho (24/06)''' ==
Plantão de dúvidas com professor
<u>Data limite para envio da versão final: 01/07</u>
Instruções detalhadas:
Os trabalhos devem conter uma introdução, onde se expõe o problema / estudo do caso e como o trabalho está dividido em suas partes. Além da introdução, sugere-se que o trabalho contenha as seguintes partes: i) objetivos e métodos - podendo estar também separados ii) desenvolvimento (podendo estar junto ou separado do referencial teórico) e iii) conclusões.
O trabalho deve ter entre 5 a 10 páginas. Usar fonte Times, 12 e espaço 1,5. Utilize o padrão de citação internacional APA (ver esse resumo https://blog.mettzer.com/normas-apa/ ).
Os arquivos podem estar nos formatos odt, rtf ou pdf.
Todas as referências devem ser corretamente citadas (cuidado com plágio!). No final trabalho, <u>mencionar o que foi feito com uso de IA</u>.
'''A submissão será por email'''
<u>'''Cálculo da nota final'''</u>
A nota terá como base o trabalho final, numa escala de 0 a 10 pontos, de acordo com os critérios abaixo.
{| class="wikitable"
|'''Critérios de avaliação do trabalho'''
|'''Pontos'''
|'''Descrição'''
|-
|Estrutura do texto
|2
|Introdução, Objetivos, Metodologia, Desenvolvimento e Bibliografia
|-
|Elementos de pesquisa
|2
|Delimitação do objeto, pesquisa, articulação entre o objetivo proposto, método e conclusões
|-
|Redação
|2
|Fluidez, clareza das ideias, coesão, linguagem adequada e coesão
|-
|Abordagem do tema
|2
|argumentação, originalidade e abordagem adequada quanto à profundidade (terão ponto descontado, os textos demasiadamente genéricos, meramente opinativos ou apologistas)
|-
|Normas
|2
|Citações adequadas, padronização, adequação à norma APA
|}
== '''Forma de avaliação da disciplina''' ==
Trabalhos colaborativos, participação nas atividades dentro e fora de sala de aula.
== '''Recuperação'''==
''Trabalho individual sobre um ou mais dos temas abordados no curso''
== '''Bibliografia geral''' ==
BATISTA, Augusto Herrmann; SILVA, Nitai Bezerra da; MIRANDA, Christian Moryah Contiero. (2013). [http://www.escoladegoverno.pr.gov.br/arquivos/File/2013/V_CONSAD/VI_CONSAD/093.pdf Infraestrutura nacional de dados abertos]. VI Congresso do Consad.
BENKLER, Yoshai The Wealth of Networks. New Haven & London: Yale University Press. Em portugues imprimir apenas Capítulo 1 - [http://cyber.law.harvard.edu/wealth_of_networks/A_Riqueza_das_Redes_-_Cap%C3%ADtulo_1 Introdução] Em [http://www.icariaeditorial.com/pdf_libros/la%20riqueza%20de%20las%20redes.pdf espanhol]
CALDERÓN, Cesar. Por qué un Gobierno Abierto. In CONCHA, Gáston, NASER, Alejandra (Org.). (2012). El desafío hacia el gobierno abierto en la hora de la igualdad. Editores CEPAL y Alis. <nowiki>http://goo.gl/c7q4O5</nowiki> (pp. 27-47)
CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. S. Paulo: Paz e Terra, 2000.
CONCHA, Gáston, NASER, Alejandra (Org.). (2012). El desafío hacia el gobierno abierto en la hora de la igualdad. Editores CEPAL y Alis. <nowiki>http://goo.gl/c7q4O5</nowiki>
_____ . [http://www.cepal.org/ilpes/noticias/paginas/3/54303/Datos_Abiertos_Un_Nuevo_Desafio_Gobiernos.pdf Datos abiertos: Un nuevo desafío para los gobiernos de la región]. CEPAL. Março/2012.
_____ . [http://www.cepal.org/ilpes/noticias/paginas/3/54303/Plan_de_Gobierno_Abierto.pdf Plan de gobierno abierto Una hoja de ruta para los gobiernos de la región]. Nações Unidas/CEPAL, 2014.
DAVIES, Tim. (2010). Open data, democracy and public sector reform. A look at open government data use from data.gov.uk [http://www.opendataimpacts.net/report/ Resumo de tese]
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Video:
OGP. https://www.youtube.com/watch?v=Mj7NvmFr5i0
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Utilizador Discussão:IRION MARTINS SILVA
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2026-05-20T02:31:05Z
Joalpe
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/* Tarefa 6 */ nova secção
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text/x-wiki
{{Discussão de usuário do outreachdashboard.wmflabs.org | course = [[Wikiversidade:Outreach_Dashboard/CEPID_NeuroMat/Introdução_ao_Jornalismo_Científico]] | slug = CEPID_NeuroMat/Introdução_ao_Jornalismo_Científico }}
== Tarefa 6 ==
Boa noite, @[[Utilizador:IRION MARTINS SILVA|IRION MARTINS SILVA]]. Notamos a ausência da atividade relacionada à tarefa 6 do curso de introdução ao jornalismo científico. Por favor, submeta a atividade e solicite novamente a certificação, pois seu pedido anterior foi cancelado. Bons estudos. [[Utilizador:Joalpe|Joalpe]] ([[Utilizador Discussão:Joalpe|discussão]]) 02h31min de 20 de maio de 2026 (UTC)
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Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro
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2026-05-19T16:44:06Z
~2026-30137-99
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/* IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão */ Resposta
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wikitext
text/x-wiki
== IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão ==
O IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão é uma associação cultural sem fins lucrativos idealizada para atuar como braço institucional, artístico, educacional e de preservação patrimonial da tradicional Banda Sinfônica de Cubatão, conjunto histórico fundado a partir do movimento musical iniciado pelo Maestro Roberto Farias na década de 1970.
Sua proposta é reunir, organizar e profissionalizar ações ligadas à música sinfônica para sopros e percussão, promovendo:
temporadas oficiais de concertos;
formação musical e artística;
festivais, simpósios e seminários;
intercâmbios nacionais e internacionais;
preservação da memória musical de Cubatão;
pesquisas musicológicas;
produção de espetáculos;
apoio à participação da Banda Sinfônica de Cubatão em eventos como a WASBE Conference Rio 2026;
desenvolvimento de projetos via leis de incentivo e parcerias públicas e privadas.
Dentro da concepção institucional desenvolvida pelo Maestro Roberto Farias, o IC-BASIC funciona como o eixo artístico e administrativo da atividade sinfônica cubatense, enquanto o MUSICAD Seminário Permanente de Regência atua mais fortemente no campo acadêmico e pedagógico da regência e da formação superior em música.
O instituto também nasce com a missão de:
defender a continuidade histórica da Banda Sinfônica de Cubatão;
fortalecer sua autonomia institucional após a perda da tutela pública municipal;
ampliar a valorização da banda como patrimônio cultural imaterial;
criar mecanismos permanentes de sustentabilidade artística e financeira.
Entre as áreas previstas para atuação do IC-BASIC destacam-se:
Banda Sinfônica;
Música de Câmara;
Música Antiga;
Pesquisa e Acervo;
Formação de Regentes e Compositores;
Laboratório de Composição e Transcrição;
Produção Cultural;
Ações Educacionais e Comunitárias.
A identidade do instituto busca unir:
excelência artística;
valorização da tradição bandística brasileira;
inovação estética;
inserção internacional;
impacto cultural e social em Cubatão e região.
A própria Banda Sinfônica de Cubatão possui reconhecimento histórico e cultural na cidade, tendo surgido do trabalho iniciado pelo Maestro Roberto Farias no antigo movimento da Banda Municipal Afonso Schmidt. [[Especial:Contribuições/~2026-28546-67|~2026-28546-67]] ([[Utilizador Discussão:~2026-28546-67|discussão]]) 03h06min de 12 de maio de 2026 (UTC)
:A Banda Sinfonica realizou aonlongos dos anos um extraordinário trabalho social com formação de importantes educadores oriundos da Escola de Musica da Banda , o Projeto BEC formou e garantiu a continuidade de músicos inclusive formando educadores que estão espalhados por todo o Brasil .. Viva a Banda Sinfonica de Cubatão [[Especial:Contribuições/~2026-30137-99|~2026-30137-99]] ([[Utilizador Discussão:~2026-30137-99|discussão]]) 16h44min de 19 de maio de 2026 (UTC)
== MUSICAD - Seminário Permanente de Regência ==
O MUSICAD – Seminário Permanente de Regência é uma associação cultural e acadêmica idealizada e dirigida pelo maestro Roberto Farias, voltada à formação, pesquisa e difusão da arte da regência musical, com ênfase especial na regência de bandas sinfônicas, conjuntos de sopros e percussão, orquestras e práticas interpretativas contemporâneas.
A instituição é concebida como um espaço permanente de:
formação de maestros e regentes;
cursos de extensão e pós-graduação lato sensu;
masterclasses, simpósios e seminários;
pesquisa em análise musical, instrumentação e transcrição;
intercâmbio acadêmico e artístico;
produção de repertório brasileiro para banda sinfônica;
reflexão estética, filosófica e pedagógica sobre a regência.
Entre os princípios centrais do MUSICAD destacam-se:
a valorização da excelência artística;
a profissionalização da prática de banda sinfônica;
o incentivo à música brasileira contemporânea;
a integração entre tradição e inovação;
a aproximação entre prática artística e pesquisa acadêmica.
O projeto frequentemente adota a identidade institucional:
“MUSICAD – A excelência na arte da regência”
e mantém forte diálogo com universidades, festivais, instituições culturais e projetos de formação musical.
O MUSICAD também aparece associado a iniciativas como:
cursos de regência;
laboratórios de composição e transcrição;
projetos acadêmicos em parceria com instituições de ensino superior;
simpósios e congressos de música;
ações ligadas à Banda Sinfônica de Cubatão e ao IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão.
Dentro de sua proposta filosófica e artística, o MUSICAD entende a regência não apenas como técnica gestual, mas como uma forma de liderança artística, pensamento musical e construção humana coletiva. [[Especial:Contribuições/~2026-28546-67|~2026-28546-67]] ([[Utilizador Discussão:~2026-28546-67|discussão]]) 03h10min de 12 de maio de 2026 (UTC)
== FRASES DO MAESTRO ROBERTO FARIAS NO ÂMBITO DO MUSICAD ==
Algumas frases institucionais e conceituais atribuíveis ao pensamento artístico-pedagógico do Maestro Roberto Farias no contexto do MUSICAD Seminário Permanente de Regência:
“Reger é a arte de induzir.”
“A técnica conduz o gesto; a consciência musical conduz a arte.”
“O regente não produz o som: ele desperta consciências sonoras.”
“A verdadeira autoridade do regente nasce do conhecimento e da escuta.”
“Toda grande interpretação começa no silêncio interior.”
“A regência é o encontro entre pensamento, emoção e organização sonora.”
“O gesto deve ser claro ao olhar e inevitável ao ouvido.”
“A excelência na arte da regência exige disciplina intelectual e sensibilidade humana.”
“A batuta não simboliza poder; simboliza responsabilidade artística.”
“A música coletiva é a mais elevada experiência de convivência humana.”
“Uma banda sinfônica não é apenas um conjunto instrumental — é um organismo cultural.”
“O regente educa quando ensaia e inspira quando interpreta.”
“A tradição não deve aprisionar a arte, mas servir de fundamento para sua evolução.”
“Toda leitura musical deve transformar-se em experiência estética.”
“O ensaio é o laboratório da interpretação.”
“A formação do regente deve unir técnica, filosofia, história e consciência estética.”
“Não há grande performance sem profundo respeito ao compositor.”
“A arte da regência consiste em transformar múltiplas individualidades em uma única intenção musical.”
“A música de banda possui grandeza estética própria e identidade artística autônoma.”
“O MUSICAD nasce do compromisso com a excelência, a reflexão e a valorização da regência.”
Frases institucionais mais voltadas à identidade do MUSICAD Seminário Permanente de Regência:
“MUSICAD — A excelência na arte da regência.”
“Formando pensamento artístico para o futuro da música.”
“Tradição, conhecimento e excelência em regência.”
“Regência como ciência, arte e consciência.”
“Um espaço permanente de reflexão sobre a arte de reger.”
“Onde a técnica encontra a estética.”
“A formação do regente além da batuta.”
“MUSICAD — excelência acadêmica e sensibilidade artística.”
E frases mais filosóficas:
“O regente é, antes de tudo, um mediador de sensibilidades.”
“Toda música possui uma arquitetura invisível que o regente deve revelar.”
“A interpretação não é imposição da vontade, mas construção de sentido.”
“A arte de reger exige equilíbrio entre racionalidade e intuição.”
“Uma grande execução musical acontece quando a técnica deixa de ser percebida e resta apenas a arte.” [[Especial:Contribuições/~2026-28546-67|~2026-28546-67]] ([[Utilizador Discussão:~2026-28546-67|discussão]]) 03h13min de 12 de maio de 2026 (UTC)
== REGER É A ARTE DE INDUZIR ==
“Regência é a arte de induzir.”
— Roberto Farias
Na visão do Maestro Roberto Farias, o ato de reger transcende a simples marcação métrica ou coordenação técnica de uma execução musical. O regente não “impõe” mecanicamente a música; ele induz artisticamente a realização sonora através de gestos, intenção, conhecimento estético, liderança humana e capacidade de inspirar.
A “indução” na regência manifesta-se em diferentes dimensões:
Indução sonora — o gesto conduz a qualidade do som, a articulação, a dinâmica e a expressividade;
Indução psicológica — o regente desperta confiança, concentração e envolvimento emocional dos músicos;
Indução estética — orienta a compreensão estilística da obra e sua arquitetura musical;
Indução coletiva — transforma indivíduos em organismo artístico único;
Indução filosófica — conduz o intérprete à compreensão do sentido humano e espiritual da música.
Segundo essa concepção, o verdadeiro regente não é apenas um “marcador de compassos”, mas um catalisador de energias artísticas. Sua autoridade nasce menos da imposição e mais da capacidade de convencer musicalmente através da inteligência interpretativa, da clareza gestual e da profundidade artística.
A frase também dialoga com a visão pedagógica frequentemente associada ao MUSICAD — Seminário Permanente de Regência, no qual a formação do regente envolve:
técnica;
análise musical;
psicologia da liderança;
filosofia da arte;
comunicação verbal e não verbal;
consciência estética e humanística.
Em síntese, para o Maestro Roberto Farias, reger é:
“Induzir músicos a transformar símbolo em emoção, organização sonora em arte e execução coletiva em experiência estética.” [[Especial:Contribuições/~2026-28546-67|~2026-28546-67]] ([[Utilizador Discussão:~2026-28546-67|discussão]]) 03h17min de 12 de maio de 2026 (UTC)
== PROPOSTA DE DESMILITARIZAÇÃO DAS BANDAS ESTUDANTIS ==
Proposta de “Desmilitarização” das Bandas Estudantis
Uma visão do Maestro Roberto Farias
A proposta de “desmilitarização” das bandas estudantis, defendida pelo Maestro Roberto Farias, não significa a negação da disciplina, da organização ou da tradição histórica das bandas. Trata-se, antes, de uma redefinição estética, pedagógica e artística dessas formações, aproximando-as do universo da performance musical contemporânea e da expressão cultural.
Segundo essa visão, as bandas estudantis brasileiras, historicamente influenciadas pelo modelo militar — sobretudo nos concursos e desfiles cívicos — passaram, nas últimas décadas, por profundas transformações musicais. O repertório deixou de restringir-se às marchas militares e dobrados tradicionais, incorporando obras sinfônicas, trilhas cinematográficas, música popular elaborada, repertório contemporâneo e composições originais para sopros e percussão.
Com essa mudança de linguagem musical, torna-se inadequado manter modelos excessivamente rígidos de movimentação, postura e avaliação estética baseados exclusivamente na lógica militar.
Principais fundamentos da proposta
1. Valorização da Arte acima da Rigidez Marcial
A banda estudantil deve ser compreendida prioritariamente como organismo artístico e educacional, e não como extensão de estruturas paramilitares.
A música passa a ocupar o centro da apresentação, substituindo o excesso de formalismo coreográfico.
2. Ampliação do Repertório
As novas exigências musicais incluem:
mudanças constantes de andamento;
métricas complexas (5/8, 7/8, 9/8 etc.);
fermatas e suspensões;
contrastes expressivos;
recursos cênicos e performáticos.
Esses elementos tornam incompatível a manutenção de uma movimentação rígida baseada exclusivamente na marcha militar tradicional.
3. Banda como Espetáculo Artístico
A apresentação deve assumir caráter de espetáculo musical, integrando:
interpretação artística;
expressão corporal;
teatralidade;
iluminação;
identidade visual contemporânea;
interação com o público.
A banda deixa de ser apenas “corpo de desfile” para tornar-se agente cultural.
4. Formação Humana e Sensível
A proposta busca substituir modelos excessivamente autoritários por práticas pedagógicas mais:
criativas;
colaborativas;
inclusivas;
musicalmente conscientes.
A disciplina continua existindo, mas vinculada ao compromisso artístico coletivo e não ao temor hierárquico.
5. Aproximação do Modelo de Banda Sinfônica
Roberto Farias propõe que as bandas estudantis se aproximem conceitualmente das bandas sinfônicas modernas, valorizando:
qualidade sonora;
refinamento interpretativo;
afinação;
equilíbrio tímbrico;
compreensão estética da obra.
Impactos Esperados
A proposta visa:
modernizar o movimento de bandas;
estimular maior interesse dos jovens;
elevar o nível artístico das corporações;
aproximar as bandas do ambiente cultural e acadêmico;
fortalecer a identidade musical brasileira para sopros e percussão.
Síntese Conceitual
“A banda estudantil do século XXI deve formar artistas, não apenas marchadores.
Disciplina e excelência continuam essenciais, mas agora subordinadas à expressão artística e à comunicação musical.”
— Roberto Farias [[Especial:Contribuições/~2026-28546-67|~2026-28546-67]] ([[Utilizador Discussão:~2026-28546-67|discussão]]) 03h21min de 12 de maio de 2026 (UTC)
:Cresce de importante, em tempos atuais, o olhar artístico sobre as bandas juvenis (estudantis). Obviamente que, como dito pelo Maestro, não há uma necessidade de abandono de repertórios clássicos como Dobrados (que aliás são a marca histórica de nossas bandas). Almeja-se, por outro lado, como muito é reforçado pelo MUSICAD, que tenhamos um olhar mais aprofundado par a arte da regência e as funções amplas que o regente assume no século XXI, principalmente como formador cultural/educador musical dos participantes de bandas juvenis. O aspecto militar da disciplina se impõe para os músicos de forma orgânica se o fazer artístico for realmente enriquecedor, afinal quem não quer apresentar uma música com grau de dificuldade mais elaborado e ser desafiado a fazer o que parece muito difícil musicalmente. O prazer em alcançar o resultado artístico de alta qualidade (dentro do nível de maturidade musical em que se está) é algo surpreendente tanto para o regente, quanto para os músicos executantes. Voltando aos Dobrados, por que eles não podem ser tratados para além do aspecto funcional (conduzir a marcha), passando a administrá-los musical por outro ponto de vista. Há Dobrados que carregam em si a complexidade de obras de grande vulto estético. Isso sim, deveria ser elaborado no processo de educação musical das bandas juvenis. [[Utilizador:Tiago Teixeira Ferreira|Tiago Teixeira Ferreira]] ([[Utilizador Discussão:Tiago Teixeira Ferreira|discussão]]) 12h09min de 13 de maio de 2026 (UTC)
== ROBERTO FARIAS: UM STRAVINSKYANO CONVICTO ==
O Maestro Roberto Farias: um Stravinskyano convicto
Roberto Farias pode ser definido como um ''“stravinskyano convicto”'' sobretudo pela maneira como compreende a banda sinfônica como organismo moderno, rítmico, plástico e intelectualmente ativo — muito próximo da estética de Igor Stravinsky.
Essa aproximação manifesta-se em diversos aspectos de seu pensamento artístico:
valorização do ritmo como força estruturante da música;
interesse por métricas assimétricas e pulsação irregular;
defesa da clareza arquitetônica da interpretação;
recusa do sentimentalismo excessivo;
compreensão da regência como indução energética e não mera marcação métrica;
visão da banda sinfônica como laboratório contemporâneo de timbres.
A afinidade com Stravinsky aparece especialmente na defesa que o Maestro Roberto Farias faz da modernização estética das bandas estudantis e sinfônicas. Sua proposta de “desmilitarização” das bandas aproxima-se diretamente da ruptura stravinskyana com modelos rígidos e mecanizados do fazer musical. Ao admitir repertórios com compassos 5/8, 7/8, alternâncias agógicas, fermatas e caráter cênico-espetacular, ele desloca a banda do universo exclusivamente marcial para uma dimensão artística mais sofisticada e teatral — algo profundamente coerente com obras como:
Symphonies of Wind Instruments
The Rite of Spring
L'Histoire du soldat
Há também uma afinidade filosófica. Stravinsky defendia disciplina intelectual, precisão e objetividade sonora. Roberto Farias frequentemente trata a regência não como exibição emocional, mas como organização consciente da energia musical coletiva. Sua máxima:
“Reger é a arte de induzir”
dialoga fortemente com a concepção stravinskyana do regente como organizador de tensões, planos sonoros e impulsos rítmicos.
Além disso, o interesse do Maestro Roberto Farias por:
análise estrutural;
instrumentação para sopros;
repertório contemporâneo;
transparência tímbrica;
construção de identidade moderna para bandas sinfônicas,
aproxima-o muito mais da linhagem Stravinsky–Hindemith–Holst do que da tradição romântica tardia baseada apenas em expansão emocional.
Pode-se dizer, portanto, que o “stravinskyanismo” de Roberto Farias não é mera preferência repertorial, mas uma postura estética e pedagógica:
a defesa da banda sinfônica como espaço de modernidade artística, sofisticação rítmica e inteligência sonora. [[Especial:Contribuições/~2026-28546-67|~2026-28546-67]] ([[Utilizador Discussão:~2026-28546-67|discussão]]) 03h25min de 12 de maio de 2026 (UTC)
== O Triangulo, o instrumento mais importante da Orquestra ==
“Todos são importantes numa orquestra, do triângulo ao 1º violino. Todos são peças de uma mesma engrenagem.”
O impacto da afirmação do Maestro Roberto Farias reside justamente na quebra de uma hierarquia tradicionalmente cristalizada no imaginário musical. Ao declarar que “o instrumento mais importante da orquestra é o triângulo”, ele não diminui o papel do 1º violino, mas desloca o foco da ideia de prestígio para a ideia de responsabilidade coletiva.
A justificativa apresentada é profundamente pedagógica e musical. O 1º violino, embora exerça função de liderança dentro do naipe das cordas e da própria orquestra, atua cercado por outros músicos que compartilham a mesma linha musical. Um eventual erro isolado — como a troca de um si bemol por um si natural — pode até ser percebido por colegas próximos ou pelo maestro, dependendo do contexto sonoro, mas muitas vezes passará despercebido ao público.
Já o triângulo ocupa uma condição completamente distinta. Trata-se de um instrumento de extrema exposição tímbrica. Seu som metálico e brilhante corta a massa orquestral inteira. Em muitas obras, o percussionista permanece dezenas ou até centenas de compassos em silêncio, enfrentando mudanças métricas, alterações de andamento, fermatas, rubatos e transições complexas. Basta um instante de distração para que a entrada aconteça um ou dois tempos antes, ou um compasso depois, comprometendo imediatamente a estrutura perceptiva da obra.
E justamente por ser um instrumento tão exposto, o erro torna-se público e evidente. Numa obra conhecida, a plateia percebe instantaneamente a quebra do fluxo musical. É nesse ponto que a reflexão do maestro ganha força filosófica: a importância de um músico não está na quantidade de notas que executa, nem no status histórico do instrumento, mas na função estrutural que desempenha dentro do organismo sonoro.
A metáfora extrapola a música e alcança dimensões humanas e institucionais. Dentro de uma orquestra — como dentro de qualquer sociedade — não existem funções pequenas. Há funções diferentes, todas indispensáveis ao equilíbrio do conjunto. O triângulo passa então a simbolizar o músico aparentemente “secundário”, mas cuja precisão, consciência e responsabilidade podem sustentar ou comprometer um momento decisivo da obra.
A ideia sintetiza uma visão artística frequentemente associada ao pensamento do Maestro Roberto Farias: a orquestra como organismo coletivo, onde excelência não significa protagonismo individual, mas integração consciente entre todas as partes [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 11h26min de 13 de maio de 2026 (UTC)
:Excelente reflexão, Maestro! Ao que tudo indica, há uma "sociologia" dos instrumentos musicais também, considerando a importância, significado cultural e histórico que foram dados a eles ao longo dos tempos. Inverter esse ponto de vista, como o Sr propõe sumariamente no texto, é olhar com olhos do século XXI. Como dizia Saramago, é preciso sair da ilha para ver a ilha. [[Especial:Contribuições/~2026-28739-26|~2026-28739-26]] ([[Utilizador Discussão:~2026-28739-26|discussão]]) 11h54min de 13 de maio de 2026 (UTC)
== A Regência na visão de Elizabeth Green e Hermann Scherchen ==
A Regência na visão de Elizabeth Green e Hermann Scherchen
A visão da regência em Elizabeth A. H. Green e Hermann Scherchen representa dois polos complementares da arte do maestro: de um lado, a objetividade técnica e pedagógica; de outro, a dimensão filosófica, expressiva e quase transcendental da interpretação musical.
Elisabeth Green — A técnica clara e funcional
The Modern Conductor tornou-se uma das obras pedagógicas mais importantes da regência moderna, especialmente nos Estados Unidos. Green organiza a regência como uma disciplina técnica racional, sistemática e objetiva.
Princípios fundamentais de Green
Clareza gestual absoluta
O gesto do regente deve ser compreendido instantaneamente pelo músico. O movimento precisa indicar:
pulso;
dinâmica;
caráter;
articulação;
entradas e cortes.
Economia de movimento
O gesto não deve ser teatral ou excessivo. Cada movimento precisa ter função musical.
Precisão métrica
Elisabeth Green enfatiza os diagramas tradicionais de compasso e a estabilidade do ictus.
Exemplo de organização métrica: 7/4 (4+3) e 7/4 (3+4)
Na visão de Green, o compasso deve ser “sentido” corporalmente e transmitido com absoluta regularidade.
Preparação (prep beat)
A anacruse gestual é essencial:
respiração;
intenção;
tempo;
caráter.
O gesto preparatório já “faz soar” a música antes do primeiro ataque.
Independência das mãos
A mão direita normalmente define:
tempo;
subdivisão;
estabilidade rítmica.
A mão esquerda:
fraseado;
dinâmica;
expressão;
equilíbrio.
Filosofia implícita
Para Green, o regente é:
“um comunicador técnico-musical”.
O maestro existe para tornar a execução:
segura;
coesa;
eficiente;
musicalmente inteligível.
Há forte influência do ambiente das:
bandas;
orquestras acadêmicas;
universidades norte-americanas.
Seu pensamento é extremamente útil para:
formação inicial;
bandas sinfônicas;
orquestras jovens;
pedagogia da regência.
Hermann Scherchen — O regente como criador espiritual
Já Handbook of Conducting apresenta uma visão muito mais filosófica, psicológica e artística da regência.
Para Scherchen, reger não é apenas marcar compassos:
é revelar a essência interior da música.
Princípios fundamentais de Scherchen
A música acima da mecânica
Scherchen criticava a regência meramente “metronômica”.
O gesto não deve apenas indicar:
pulsação;
entradas;
dinâmica.
Ele deve transmitir:
tensão;
arquitetura;
energia;
densidade emocional;
direção espiritual da obra.
O regente como intérprete intelectual
Na visão de Scherchen:
o maestro precisa compreender profundamente:
forma;
harmonia;
contraponto;
estrutura;
estética;
contexto filosófico da obra.
A regência nasce do pensamento musical.
Elasticidade do tempo
Ao contrário da rigidez excessiva:
o tempo musical é orgânico;
flexível;
respirado.
O rubato e a agógica são partes essenciais da interpretação.
O gesto como energia
Para Scherchen:
o gesto possui força psicológica;
transmite vontade musical;
influencia emocionalmente a orquestra.
O maestro não “manda”:
ele induz.
Essa ideia aproxima-se profundamente da concepção frequentemente associada ao pensamento do Maestro Roberto Farias:
“Reger é a arte de induzir.”
Dimensão humana e coletiva
Scherchen via a orquestra como:
organismo vivo;
coletivo pensante;
comunidade sonora.
O maestro não deveria ser um tirano, mas:
um catalisador artístico.
Comparação entre Green e Scherchen
Elisabeth Green Hermann Scherchen
Técnica objetiva Filosofia interpretativa
Clareza gestual Expressividade profunda
Precisão métrica Flexibilidade agógica
Pedagogia sistemática Reflexão estética
Regência funcional Regência transcendental
Ênfase na comunicação visual Ênfase na energia musical
Método acadêmico Pensamento artístico-humanista
Convergências
Apesar das diferenças, ambos concordam que:
o gesto deve nascer da música;
a técnica nunca é um fim em si;
o regente precisa dominar profundamente a partitura;
a comunicação com o conjunto é essencial;
reger exige síntese entre intelecto e sensibilidade.
Síntese contemporânea
A regência moderna normalmente procura unir:
a clareza técnica de Green;
a profundidade interpretativa de Scherchen.
Em outras palavras:
técnica sem expressão produz mecanização;
expressão sem técnica produz confusão.
O grande maestro é aquele capaz de transformar:
análise;
gesto;
emoção;
liderança;
sonoridade
num único fenômeno artístico vivo. [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 11h35min de 13 de maio de 2026 (UTC)
== A BANDA SINFÔNICA COMO ORGANISMO ARTÍSTICO AUTÔNOMO ==
'''A Banda Sinfônica como Organismo Artístico Autônomo'''
Pensamento defendido pelo Maestro Roberto Farias
A banda sinfônica, durante muito tempo, viveu à sombra da orquestra sinfônica, sobretudo no que diz respeito ao repertório. Durante décadas, abasteceu-se de arranjos, transcrições e adaptações de obras originalmente concebidas para orquestra: aberturas de ópera, suítes, movimentos de sinfonias, valsas, polcas e outras peças que, embora dialogassem com gêneros populares, passaram a integrar o universo da chamada música clássica — como é o caso das célebres valsas vienenses.
Entretanto, a partir do século XX, esse extraordinário organismo instrumental de sopros e percussão passou a ganhar vida própria. A banda sinfônica consolidou-se como uma formação autônoma, dotada de identidade sonora, repertório específico, linguagem própria e grande flexibilidade artística.
Diferentemente da orquestra sinfônica, cuja constituição instrumental é mais fixa e cuja atuação geralmente depende de salas apropriadas, condições acústicas controladas e maior proteção contra as variações climáticas, a banda sinfônica apresenta maior adaptabilidade. Sua potência sonora permite atuações em espaços abertos, muitas vezes prescindindo de amplificação, além de suportar com maior eficiência determinadas condições ambientais.
Hoje, a banda sinfônica é detentora de vasto repertório original, composto especificamente para o grande conjunto de sopros e percussão. Ao mesmo tempo, apropria-se de maneira eficaz de parte significativa do repertório orquestral por meio de transcrições consagradas. O movimento inverso — da banda para a orquestra — ocorre em escala muito menor, embora existam exemplos relevantes.
Podem ser citados casos emblemáticos como a Sinfonia Fúnebre e Triunfal, de Hector Berlioz, originalmente concebida para grande conjunto de sopros e percussão, com cordas opcionais; as Suítes para Banda Militar, de Gustav Holst; e o Tema e Variações Op. 43A, de Arnold Schoenberg, escrito para banda, cuja versão Op. 43B foi destinada à orquestra sem alteração estrutural significativa. Também Aaron Copland e outros compositores contribuíram para essa afirmação da banda sinfônica como organismo artístico de primeira grandeza.
Outro aspecto fundamental é o caráter pedagógico da banda sinfônica. Por ser um organismo cujo desenvolvimento pleno se dá sobretudo a partir do século XX, seu repertório passou a ser organizado em níveis de dificuldade, sem que isso implique perda de interesse artístico. Essa característica possibilita o acesso progressivo de instrumentistas em formação ao universo dos sopros e da percussão, cumprindo simultaneamente uma função didática, pedagógica e artística.
Na orquestra sinfônica, essa gradação ocorre em menor escala. Muitas vezes, a formação inicial de jovens músicos recorre a versões facilitadas, arranjos e adaptações de obras consagradas, o que nem sempre contribui de modo efetivo para uma futura carreira musical em nível profissional.
Na banda sinfônica, por outro lado, desde os primeiros estágios, instrumentos como glockenspiel, xilofone, vibrafone, marimba e campanas já podem estar presentes, naturalmente em grau compatível com o desenvolvimento técnico dos instrumentistas. Isso amplia a vivência musical dos jovens músicos e favorece uma formação mais abrangente no campo dos sopros e da percussão.
Não se trata, portanto, de estabelecer uma hierarquia entre banda sinfônica e orquestra sinfônica, nem de desconsiderar a importância de um ou outro organismo. Trata-se, antes, de compreender adequadamente suas naturezas, funções, potencialidades e especificidades dentro do universo instrumental.
O pensamento defendido pelo Maestro Roberto Farias aponta justamente para essa necessidade: reconhecer a banda sinfônica não como uma formação secundária ou derivada da orquestra, mas como um organismo artístico autônomo, historicamente legítimo, pedagogicamente relevante e esteticamente pleno. [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 02h14min de 14 de maio de 2026 (UTC)
== A orquestração de Berlioz na Sinfonia Fantástica, por Roberto Farias ==
A orquestração de Berlioz na ''Sinfonia Fantástica'' não apenas seguiu os padrões, como revolucionou completamente o papel da orquestra, sendo considerada o marco zero da instrumentação moderna.
Aqui estão as principais inovações que romperam com a tradição de 1830:
1. Tamanho e Variedade do Efetivo
Enquanto as orquestras da época eram menores e mais padronizadas, Berlioz exigiu um contingente massivo (mais de 90 músicos) e instrumentos raros para a sala de concerto:
* Ophicleides e Tubas: Introduziu metais graves potentes para dar um peso "infernal" ao ''Dies Irae''.
* Corno Inglês: Usado no terceiro movimento para criar uma atmosfera bucólica e melancólica, dialogando com o oboé (que toca fora do palco).
* Harpa: O uso de duas harpas no segundo movimento ("Um Baile") foi uma inovação luxuosa, já que o instrumento era restrito à ópera.
2. Timbres e Efeitos Estendidos
Berlioz tratou o timbre como um elemento tão importante quanto a melodia ou a harmonia:
* Col Legno: No quinto movimento, as cordas batem na madeira do arco para imitar o som de ossos batendo (esqueletos dançando). Isso era inédito em uma sinfonia.
* Sinos de Igreja: O uso de sinos reais em cena (ou chapas de metal) para o funeral parodiado.
* Tímpanos afinados: No terceiro movimento, ele usa quatro timpanistas para criar o som de um trovão distante, explorando a afinação precisa para gerar acordes na percussão.
3. A Orquestra como Narradora
A maior inovação foi usar a instrumentação para "pintar" a cena (pintura sonora):
* O Clarinete em Mib: No final, a ''idée fixe'' (o tema da amada) é tocada por um clarinete pequeno, que tem um som estridente e ácido, transformando a amada em uma bruxa vulgar.
* Espacialização: Colocar o oboé fora do palco para simular o eco de um pastor nas montanhas.
Berlioz publicou anos depois o seu ''Tratado de Instrumentação'', que se tornou a "bíblia" para compositores como Wagner, Mahler e Strauss. [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 06h44min de 15 de maio de 2026 (UTC)
== Dies Irae na Sinfonia Fantástica de Berlioz ==
O uso do ''[https://www.google.com/search?hl=pt-BR&ram_mb=5659&aos=16&csuir=1&cct=7778&aep=16&mstk=AUtExfBWWcZg9ZWsAkAtluDBtMiAPShYR7HotQJ3bI4dMTzXRixcaAe8vl-lznE24f6WSeKQw2yvmTv8uVgZgXIo4dtVz_4Ad_b7e_EWe0N3Z6GwBdI4-zhS-1Idj2iqn0LHag711B5sv2Bh6KXarsh2VxxA940iazU4vsYpoqRmjtwHYUWGwoPTEjyNB1gi-YiWKjbfVLioyUmp3Rm6B_OR_xDtgOcdd4vQQn_MYkFMyl_VYdWZ24fTu-gtIeohL1rBe32agl6ckS8z4yIayPAiKMlsTubiIPlFEGLYmiaY2MbYMSkjqzU2efNlqtwBAe4WmWWNsUnNXQyeoQ&qsubts=1778827225895&cs=1&q=Dies+Irae&agsai=F6r_2Pq5PJA&padt=54&gs_lp=Eg1nc2EtZ29vZ2xlYXBwGgIYACIAKhQICRAjGCcY6gIY8AUYngYoAZgBCTIOCAAQIxgnGOoCKAGYAQAyDggBECMYJxjqAigBmAEBMg4IAhAjGCcY6gIoAZgBAjIOCAMQIxgnGOoCKAGYAQMyIwgEEC4YJxivARjHARjqAigBag0vZy8xMWJ6d255dnZ6mAEEMg4IBRAjGCcY6gIoAZgBBTIOCAYQIxgnGOoCKAGYAQYyEQgHECMYJxjqAhjwBSgBmAEHMhEICBAjGCcY6gIYngYoAZgBCDIUCAkQIxgnGOoCGPAFGJ4GKAGYAQkyDggKECMYJxjqAigBmAEKMg4ICxAjGCcY6gIoAZgBCzIRCAwQIxgnGMkCGOoCKAGYAQwyDggNECMYJxjqAigBmAENMg4IDhAjGCcY6gIoAZgBDjIOCA8QIxgnGOoCKAGYAQ8yDggQECMYJxjqAigBmAEQMg4IERAjGCcY6gIoAZgBETIOCBIQIxgnGOoCKAGYARIyHQgTEC4YJxjqAigBag0vZy8xMWM2dDkyanQ2mAETMg4IFBAjGCcY6gIoAZgBFDIUCBUQIxgnGMkCGOoCGPAFKAGYARUyDggWECMYJxjqAigBmAEWMiIIFxAuGCcYrwEYxwEY6gIoAWoML2cvMXE2OXN4Nnc0mAEXMhQIGBAjGCcY6gIY8AUYngYoAZgBGDIhCBkQLhgnGK8BGMcBGOoCKAFqCy9nLzF0ZzJmbHg0mAEZMg4IGhAjGCcY6gIoAZgBGjIOCBsQIxgnGOoCKAGYARsyDggcECMYJxjqAigBmAEcMg4IHRAjGCcY6gIoAZgBHTIUCB4QABgDGI8BGLQCGOoCKAGYAR4yIwgfEC4YAxiPARi0AhjqAigBag0vZy8xMXNndnc1MHJ4mAEfMhQIIBAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBIDIUCCEQABgDGI8BGLQCGOoCKAGYASEyFAgiEAAYAxiPARi0AhjqAigBmAEiMhQIIxAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBIzIUCCQQABgDGI8BGLQCGOoCKAGYASQyFAglEAAYAxiPARi0AhjqAigBmAElMhQIJhAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBJjIUCCcQABgDGI8BGLQCGOoCKAGYAScyFAgoEAAYAxiPARi0AhjqAigBmAEoMhQIKRAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBKTIUCCoQABgDGI8BGLQCGOoCKAGYASoyFAgrEAAYAxiPARi0AhjqAigBmAErMhQILBAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBLEABSPrfAVAAWABgAYgBAJgBAKABAKoBALABALgBAZgCAaACkwGoAi2wAgHSAgtodndVa0hXNFV4UZgDkwGgA6kBsAQAuAQAwgQA0AQAggUICAEQACgAMA_xBR4qyWKQAwwugAYCkgcDMGoxmAcBoAcA&rdid=c627064c-8b40-4357-915d-afa80e804701&client=ms-android-samsung-rvo1&mtid=dRf5aY-rEYiI4dUPo-7iqQM&csui=3&ved=2ahUKEwj14bLn17qUAxWrIrkGHQ16KUIQgK4QeggIAggACBQQAQ Dies Irae]'' no quinto movimento ("Sonho de uma Noite de Sabá") da ''[https://www.google.com/search?hl=pt-BR&ram_mb=5659&aos=16&csuir=1&cct=7778&aep=16&mstk=AUtExfBWWcZg9ZWsAkAtluDBtMiAPShYR7HotQJ3bI4dMTzXRixcaAe8vl-lznE24f6WSeKQw2yvmTv8uVgZgXIo4dtVz_4Ad_b7e_EWe0N3Z6GwBdI4-zhS-1Idj2iqn0LHag711B5sv2Bh6KXarsh2VxxA940iazU4vsYpoqRmjtwHYUWGwoPTEjyNB1gi-YiWKjbfVLioyUmp3Rm6B_OR_xDtgOcdd4vQQn_MYkFMyl_VYdWZ24fTu-gtIeohL1rBe32agl6ckS8z4yIayPAiKMlsTubiIPlFEGLYmiaY2MbYMSkjqzU2efNlqtwBAe4WmWWNsUnNXQyeoQ&qsubts=1778827225895&cs=1&q=Sinfonia+Fant%C3%A1stica&agsai=F6r_2Pq5PJA&padt=54&gs_lp=Eg1nc2EtZ29vZ2xlYXBwGgIYACIAKhQICRAjGCcY6gIY8AUYngYoAZgBCTIOCAAQIxgnGOoCKAGYAQAyDggBECMYJxjqAigBmAEBMg4IAhAjGCcY6gIoAZgBAjIOCAMQIxgnGOoCKAGYAQMyIwgEEC4YJxivARjHARjqAigBag0vZy8xMWJ6d255dnZ6mAEEMg4IBRAjGCcY6gIoAZgBBTIOCAYQIxgnGOoCKAGYAQYyEQgHECMYJxjqAhjwBSgBmAEHMhEICBAjGCcY6gIYngYoAZgBCDIUCAkQIxgnGOoCGPAFGJ4GKAGYAQkyDggKECMYJxjqAigBmAEKMg4ICxAjGCcY6gIoAZgBCzIRCAwQIxgnGMkCGOoCKAGYAQwyDggNECMYJxjqAigBmAENMg4IDhAjGCcY6gIoAZgBDjIOCA8QIxgnGOoCKAGYAQ8yDggQECMYJxjqAigBmAEQMg4IERAjGCcY6gIoAZgBETIOCBIQIxgnGOoCKAGYARIyHQgTEC4YJxjqAigBag0vZy8xMWM2dDkyanQ2mAETMg4IFBAjGCcY6gIoAZgBFDIUCBUQIxgnGMkCGOoCGPAFKAGYARUyDggWECMYJxjqAigBmAEWMiIIFxAuGCcYrwEYxwEY6gIoAWoML2cvMXE2OXN4Nnc0mAEXMhQIGBAjGCcY6gIY8AUYngYoAZgBGDIhCBkQLhgnGK8BGMcBGOoCKAFqCy9nLzF0ZzJmbHg0mAEZMg4IGhAjGCcY6gIoAZgBGjIOCBsQIxgnGOoCKAGYARsyDggcECMYJxjqAigBmAEcMg4IHRAjGCcY6gIoAZgBHTIUCB4QABgDGI8BGLQCGOoCKAGYAR4yIwgfEC4YAxiPARi0AhjqAigBag0vZy8xMXNndnc1MHJ4mAEfMhQIIBAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBIDIUCCEQABgDGI8BGLQCGOoCKAGYASEyFAgiEAAYAxiPARi0AhjqAigBmAEiMhQIIxAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBIzIUCCQQABgDGI8BGLQCGOoCKAGYASQyFAglEAAYAxiPARi0AhjqAigBmAElMhQIJhAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBJjIUCCcQABgDGI8BGLQCGOoCKAGYAScyFAgoEAAYAxiPARi0AhjqAigBmAEoMhQIKRAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBKTIUCCoQABgDGI8BGLQCGOoCKAGYASoyFAgrEAAYAxiPARi0AhjqAigBmAErMhQILBAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBLEABSPrfAVAAWABgAYgBAJgBAKABAKoBALABALgBAZgCAaACkwGoAi2wAgHSAgtodndVa0hXNFV4UZgDkwGgA6kBsAQAuAQAwgQA0AQAggUICAEQACgAMA_xBR4qyWKQAwwugAYCkgcDMGoxmAcBoAcA&rdid=c627064c-8b40-4357-915d-afa80e804701&client=ms-android-samsung-rvo1&mtid=dRf5aY-rEYiI4dUPo-7iqQM&csui=3&ved=2ahUKEwj14bLn17qUAxWrIrkGHQ16KUIQgK4QeggIAggACBQQAg Sinfonia Fantástica]'' (1830) de Hector Berlioz é um dos momentos mais icônicos da música romântica, transformando um canto fúnebre medieval em uma paródia grotesca e diabólica.
Aqui está uma análise detalhada dessa seção:
1. Contexto Narrativo
No quinto movimento, o artista (protagonista da sinfonia) envenenado por ópio sonha que está no seu próprio funeral, cercado por fantasmas, feiticeiros e monstros em um Sabá de bruxas. O ''Dies Irae'' (Dia da Ira), tradicional canto fúnebre da Missa dos Mortos, é introduzido para simbolizar a morte e o juízo final, mas de forma parodiada.
A harmonia na ''Sinfonia Fantástica'' é conduzida por uma abordagem experimental e dramática que rompeu com as normas estritas do Classicismo, priorizando a expressão da narrativa (o "programa") sobre as regras tradicionais.
Aqui estão os pontos principais da condução harmônica:
* Uso Dramático do Cromatismo: Berlioz utiliza amplamente o cromatismo para gerar tensão e instabilidade emocional, refletindo o estado psicológico do protagonista. Isso é evidente no primeiro movimento, onde a harmonia "flutua" para representar os delírios e paixões do artista.
* Progressões e Acordes Incomuns: Para a época, a obra apresentava progressões harmônicas consideradas "monstruosas" ou bizarras por críticos conservadores. Berlioz frequentemente utilizava acordes de sétima e diminutos de formas não convencionais para criar atmosferas sombrias ou surpresas bruscas.
* Relações de Tonalidade Expandidas: Embora a obra mantenha centros tonais (como Dó Maior no primeiro movimento), as modulações são frequentes e, por vezes, abruptas para sublinhar mudanças repentinas na história, como a interrupção da valsa pela ''idée fixe'' no segundo movimento.
* Texturas Polifônicas e Choques Harmônicos: No quinto movimento, Berlioz sobrepõe diferentes temas (como o ''Dies Irae'' e a ''Dança das Bruxas'') em uma polifonia imitativa que gera choques harmônicos propositais, evocando o caos do Sabá.
* Unificação via Ideia Fixa: A harmonia é muitas vezes subordinada à ''idée fixe'' (o tema da amada). Conforme esse tema se transforma melodicamente em cada movimento, o acompanhamento harmônico ao seu redor também muda — de um suporte lírico e nobre para uma harmonia vulgar e distorcida no final.
Na época da estreia (1830), Berlioz escreveu a obra em um período de transição tecnológica. Ele utilizou uma combinação de ambos, mas com estratégias específicas para cada grupo:
* Trompas: Berlioz utilizou trompas naturais (sem válvulas). Para conseguir tocar em diferentes tonalidades, os músicos precisavam trocar os "corpos de substituição" (''crooks'') e usar a técnica de "mão fechada" na campana para obter notas cromáticas. No entanto, ele inovava ao pedir quatro trompas em tons diferentes simultaneamente, o que permitia que a orquestra tivesse acesso a uma gama maior de notas abertas e sonoras.
* Trompetes e Cornetas: Aqui está a grande diferença. Ele usou dois tipos de instrumentos de metal agudo:
*# Trompetes Naturais: Dois trompetes tradicionais, limitados à série harmônica.
*# Cornetas a Pistão (''Cornets à pistons''): Berlioz foi um dos primeiros a introduzir este novo instrumento, que já possuía válvulas (pistões). Elas eram totalmente cromáticas e ágeis, permitindo que ele escrevesse melodias complexas que os trompetes naturais não conseguiam executar. [[https://www.facebook.com/corpomusicalpmesp/videos/b-o-a-t-a-r-d-es%C3%A9rie-instrumentos-musicais-trompetedentre-os-instrumentos-da-fam/346430623271603/?locale=sw_KE 1]]
Essa mistura permitia a Berlioz manter o brilho heroico dos instrumentos naturais enquanto aproveitava a flexibilidade melódica das novas cornetas, algo que se tornou uma marca registrada da sua sonoridade. [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 06h58min de 15 de maio de 2026 (UTC)
== A Grande Sinfonia Funebre e Triunfal de Berlioz e sua importância no repertório da banda sinfônica ==
A Grande Sinfonia Fúnebre e Triunfal (''Grande symphonie funèbre et triomphale'', Op. 15), composta em 1840, <mark>é a quarta e última sinfonia de Hector Berlioz e se estabeleceu como um dos marcos fundadores mais importantes de todo o repertório de banda sinfônica moderna</mark>. [[https://translate.google.com/translate?u=https://en.wikipedia.org/wiki/Grande_Symphonie_fun%25C3%25A8bre_et_triomphale&hl=pt&sl=en&tl=pt&client=sge 1]
Ao contrário de suas sinfonias anteriores, esta obra foi encomendada pelo governo francês para celebrar o décimo aniversário da Revolução de Julho de 1830. Ela foi projetada especificamente para ser executada ao ar livre por uma monumental banda militar de 200 músicos. [
A importância histórica e artística da obra reside nos seguintes pontos:
1. Estrutura e Inovação Musical
A sinfonia quebra o molde orquestral tradicional ao transferir o peso da forma "sinfonia" inteiramente para os instrumentos de sopro e percussão:
* Movimento I: ''Marche funèbre'' (Marcha Fúnebre): Uma procissão melancólica e grandiosa em Fá menor que conduz a estrutura com extrema solenidade harmônica.
* Movimento II: ''Oraison funèbre'' (Oração Fúnebre): Berlioz substitui a voz humana por um trombone tenor solo. O instrumento atua como um orador discursando em memória dos heróis mortos, um uso solístico totalmente inovador para a época.
* Movimento III: ''Apothéose'' (Apoteose): Uma marcha triunfal brilhante em Si bemol maior. Posteriormente, Berlioz adicionou um coro e seções de cordas opcionais para apresentações em salas de concerto.
2. Importância para o Repertório de Banda Sinfônica
Antes do século XIX, a música para conjuntos de sopros era predominantemente utilitária (marchas militares curtas, hinos ou transcrições de óperas). A obra de Berlioz mudou esse paradigma:
* Pioneirismo na Forma Séria: É um dos primeiríssimos exemplos de uma sinfonia de grandes proporções intelectuais e estruturais escrita originalmente para instrumentos de sopro. Ela provou que a banda militar poderia atingir o mesmo status artístico e expressivo de uma orquestra sinfônica tradicional.
* Aclamação de Grandes Compositores: Richard Wagner assistiu a uma das execuções em Paris e declarou a Robert Schumann que os trechos do último movimento eram tão "magníficos e sublimes que nunca poderão ser superados". Wagner admitiu que a obra influenciou diretamente sua abordagem para instrumentos de metal.
* Resgate e Consolidação Moderna: No século XX, o maestro e compositor Richard Franko Goldman realizou uma readaptação moderna da partitura. Esse resgate transformou a obra em um pilar obrigatório e definitivo no repertório das principais bandas sinfônicas e ''wind ensembles'' universitários do mundo.
* Expansão da Instrumentação: A partitura exige uma paleta tímbrica massiva, incluindo dezenas de clarinetes (incluindo em Mi bemol e baixos), oboés, fagotes, e o uso de instrumentos hoje substituídos por tubas, como os antigos oficleides. Ela pavimentou o caminho para que compositores posteriores (como Holst, Hindemith e Schoenberg) escrevessem diretamente para essa formação.
[[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 07h12min de 15 de maio de 2026 (UTC)
== A presença do oficleide e sarrussofone na instrumentação da banda sinfônica ==
Presença no Repertório AtualHoje em dia, o oficleide e o sarrussofone são considerados instrumentos históricos. Nas raras ocasiões em que são utilizados, cumprem um papel de reconstrução histórica (performance informada).Nas edições e performances modernas das obras de Berlioz, Sousa ou Florent Schmitt por bandas sinfônicas, as partes desses instrumentos são universalmente substituídas:As linhas de oficleide são executadas por tubas ou bombardinos.As linhas de sarrussofone são cobertas pelo contrafagote ou pelo saxofone barítono/baixo.
* tanta tração devido à concorrência direta com o saxofone, o sarrussofone contrabaixo tornou-se extremamente popular em bandas sinfônicas francesas, italianas e espanholas, servindo como a fundação grave da seção de palhetas.
* Declínio: Apesar de sua excelente projeção ao ar livre, o sarrussofone pecava no refinamento tímbrico necessário para salas de concerto fechadas. À medida que as bandas militares evoluíram para o formato de concerto das bandas sinfônicas modernas, os compositores passaram a preferir o contrafagote e o clarinete contrabaixo, que ofereciam uma sonoridade mais aveludada e precisa. Presença no Repertório Atual Hoje em dia, o oficleide e o sarrussofone são considerados instrumentos históricos. Nas raras ocasiões em que são utilizados, cumprem um papel de reconstrução histórica (''performance informada''). Nas edições e performances modernas das obras de Berlioz, Sousa ou Florent Schmitt por bandas sinfônicas, as partes desses instrumentos são universalmente substituídas:
** As linhas de oficleide são executadas por tubas ou bombardinos.
** As linhas de sarrussofone são cobertas pelo contrafagote ou pelo saxofone barítono/baixo.
[[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 07h22min de 15 de maio de 2026 (UTC)
== A tuba tenor e o euphonium são o mesmo intrumento? ==
<mark>Sim, na prática musical moderna o termo "tuba tenor" e o "euphonium" (popularmente conhecido no Brasil como bombardino) referem-se ao mesmo instrumento</mark>. No entanto, há nuances históricas e de nomenclatura que diferenciam a classificação técnica do nome comercial do instrumento.
Aqui estão os pontos para compreender essa relação:
1. Classificação Técnica vs. Nome Popular
* Tuba Tenor: É a classificação científica e técnica do instrumento dentro da árvore genealógica dos metais graves. Assim como a família das tubas possui a tuba contrabaixo (em Si bemol ou Dó) e a tuba baixo (em Mi bemol ou Fá), o euphonium é o membro tenor dessa mesma família.
* Euphonium / Bombardino: São os nomes comerciais e populares mais utilizados no dia a dia por músicos, construtores e partituras.
2. Sutil Distinção Histórica nas Orquestras
Historicamente, o termo "tuba tenor" foi por vezes associado a variações específicas exigidas por compositores europeus:
* Modelo de Válvulas Rotativas: No repertório orquestral clássico (como nas obras de Richard Strauss ou Gustav Mahler), o termo ''tuba tenor'' frequentemente designava um instrumento construído em formato oval com chaves rotativas, muito comum na Alemanha.
* O Euphonium Padrão: Refere-se ao design britânico/americano mais comum hoje, com pistões verticais e calibre cônico largo, que acabou padronizando o mercado mundial.
3. Características Compartilhadas
Independentemente do nome utilizado na partitura, ambos os termos compartilham exatamente os mesmos fundamentos estruturais:
* Afinação: Ambos são tradicionalmente afinados em Si bemol (\(B\flat\)), soando uma oitava acima da tuba contrabaixo tradicional e na mesma extensão do trombone.
* Calibre Cônico: Possuem o tubo que se expande gradualmente desde o bocal até a campana, o que confere ao instrumento o seu som característico "aveludado", escuro e redondo. O Grande Alerta de Confusão: O "Tenor Horn" Britânico. É preciso ter muito cuidado com a tradução literal:
** O Tenorhorn (junto, termo alemão) é o instrumento em Si bemol descrito acima.
** O Tenor Horn (separado, termo britânico usado em ''Brass Bands'') é um instrumento completamente diferente, afinado em Mi bemol (\(E\flat\)), que nas Américas e no resto da Europa é chamado de Alto Horn (Trompa Alto).
[[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 07h43min de 15 de maio de 2026 (UTC)
== A Sinfonia em Si bemol de Paul Hindemith, um marco do repertório da banda sinfônics ==
Uma visão análitica da Symphony in B-flat for concert band by Paul Hindemith
A Symphony in B-flat for Concert Band, composta por Paul Hindemith em 1951, representa um dos grandes marcos da literatura original para banda sinfônica no século XX. Escrita para a U.S. Army Band “Pershing’s Own”, a obra consolidou definitivamente a banda de concerto como organismo artístico autônomo, dotado de linguagem própria, profundidade estrutural e sofisticação tímbrica comparável à da grande orquestra sinfônica.
== Contexto histórico e estético ==
Hindemith já era reconhecido como um dos grandes arquitetos da escrita contrapontística moderna quando recebeu o convite para compor uma obra de grande porte para banda. Até então, grande parte do repertório das bandas sinfônicas era constituído de transcrições orquestrais, marchas e música funcional. A ''Symphony in B-flat'' surge como afirmação estética: a banda não precisava mais viver à sombra da orquestra.
A obra sintetiza características fundamentais do pensamento hindemithiano:
* contraponto linear;
* independência das vozes;
* clareza formal;
* tonalidade expandida;
* forte lógica motívica;
* exploração orgânica das famílias instrumentais.
Mais do que uma “sinfonia para banda”, trata-se de uma obra genuinamente concebida a partir da identidade sonora dos sopros e percussão.
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= Estrutura Geral =
A obra divide-se em três movimentos:
# Moderately fast
# Andantino grazioso
# Fugue: Moderately broad
Cada movimento possui identidade própria, mas todos derivam de células motívicas interligadas, numa concepção cíclica típica de Hindemith.
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= I MOVIMENTO — Moderately Fast =
== Forma ==
O primeiro movimento aproxima-se de uma forma-sonata livre.
=== Elementos principais: ===
* exposição de material motívico compacto;
* desenvolvimento contrapontístico intenso;
* reexposição transformada;
* forte unidade rítmica.
== Aspectos motívicos ==
O material principal nasce de intervalos simples — quartas, quintas e movimentos conjuntos — algo muito típico da escrita hindemithiana.
O motivo inicial funciona como “DNA” estrutural da obra.
A sensação melódica não depende de lirismo romântico, mas de:
* direção intervalar;
* tensão linear;
* articulação rítmica.
== Harmonia ==
Hindemith evita funcionalismo tonal tradicional.
A obra gravita em torno de Si bemol, mas utiliza:
* polaridade intervalar;
* sobreposição modal;
* acordes quartais;
* dissonâncias controladas.
O centro tonal é perceptível mais pela gravitação sonora do que por cadências clássicas.
== Orquestração ==
Aqui está um dos maiores méritos da obra.
Hindemith compreende profundamente:
* projeção sonora dos metais;
* elasticidade dos saxofones;
* função conectiva das madeiras;
* importância estrutural da percussão.
A escrita evita duplicações excessivas. Cada voz possui função própria.
A textura frequentemente opera em:
* blocos antifonais;
* linhas imitativas;
* estratificação tímbrica.
== Regência ==
O maior desafio do maestro está em:
* equilíbrio horizontal das linhas;
* transparência contrapontística;
* controle de densidade sonora;
* precisão métrica.
A obra exige regência arquitetônica, não apenas gestual.
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= II MOVIMENTO — Andantino grazioso =
O segundo movimento constitui o núcleo lírico da sinfonia.
== Caráter ==
Não há sentimentalismo romântico.
A expressão é contida, elegante e profundamente introspectiva.
A atmosfera lembra:
* coral renascentista;
* lirismo modal;
* serenidade bachiana filtrada pela modernidade.
== Escrita contrapontística ==
As vozes movem-se com independência absoluta.
Frequentemente:
* o acompanhamento possui relevância temática;
* contracantos tornam-se protagonistas;
* pequenos fragmentos se entrelaçam continuamente.
== Timbre ==
Hindemith explora:
* clarinetes em regiões médias;
* saxofones como ponte tímbrica;
* trompas como sustentação harmônica;
* madeiras em diálogos camerísticos.
O resultado é uma sonoridade quase de música de câmara ampliada.
== Fraseado ==
O fraseado deve evitar excessos românticos.
A interpretação ideal privilegia:
* fluxo contínuo;
* direção linear;
* respiração estrutural;
* clareza de vozes internas.
----
= III MOVIMENTO — Fugue: Moderately broad =
O último movimento é uma monumental demonstração de arquitetura contrapontística.
== A fuga ==
O sujeito da fuga é claro, objetivo e extremamente maleável.
Hindemith demonstra:
* domínio bachiano do contraponto;
* adaptação moderna da técnica fugada;
* capacidade de expansão sinfônica da textura.
A fuga nunca soa acadêmica.
Ela possui impulso dramático contínuo.
== Desenvolvimento ==
O movimento cresce progressivamente:
* entradas sucessivas;
* acumulação de tensão;
* ampliação da massa sonora;
* intensificação rítmica.
O clímax final possui enorme imponência.
== Construção formal ==
Apesar da complexidade contrapontística, a obra mantém:
* clareza arquitetônica;
* direção inevitável;
* lógica orgânica.
Nada soa episódico.
----
= A Banda Sinfônica como organismo autônomo =
A ''Symphony in B-flat'' talvez seja uma das maiores afirmações históricas da banda sinfônica como linguagem independente.
Hindemith demonstra que:
* a banda possui identidade tímbrica própria;
* os sopros podem sustentar grande arquitetura sinfônica;
* a escrita original supera o paradigma da mera transcrição.
Nesse sentido, a obra dialoga profundamente com o pensamento defendido por Roberto Farias acerca da emancipação estética da banda sinfônica enquanto organismo artístico autônomo.
----
= Desafios interpretativos =
== Para os músicos ==
* independência rítmica;
* afinação intervalar;
* leitura contrapontística;
* controle dinâmico refinado.
== Para o maestro ==
* transparência das linhas;
* equilíbrio vertical/horizontal;
* planejamento arquitetônico;
* gestão de clímax;
* compreensão estrutural profunda.
A obra não admite interpretação superficial.
----
= Importância histórica =
A sinfonia de Hindemith abriu caminho para:
* Vincent Persichetti;
* Karel Husa;
* Clifton Williams;
* Alfred Reed;
* James Barnes;
* David Maslanka;
* Johan de Meij;
* e toda a moderna literatura sinfônica para banda.
Ela ajudou a redefinir definitivamente o status artístico da banda de concerto no século XX.
----
= Síntese estética =
A ''Symphony in B-flat'' une:
* rigor intelectual;
* energia rítmica;
* monumentalidade arquitetônica;
* refinamento tímbrico;
* densidade contrapontística;
* modernidade sem ruptura com a tradição.
É música de construção, de pensamento estrutural e de profunda consciência sonora.
Mais do que uma obra “para banda”, ela é uma declaração estética sobre o potencial artístico da banda sinfônica moderna. [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 10h08min de 15 de maio de 2026 (UTC)
== Hammersmith de Gustav Holst, uma obra emblemática do repertório da banda sinfônica ==
Ao lado da ''Sinfonia em Si bemol'', de Paul Hindemith, ''Hammersmith: Prelude and Scherzo'', de Gustav Holst, ocupa lugar de destaque entre as obras mais emblemáticas do repertório original para banda sinfônica, pela densidade de sua linguagem, pela sofisticação formal e pelo tratamento altamente expressivo dos sopros e da percussão.
Hammersmith, de Gustav Holst, e a Sinfonia em Si bemol para Banda de Concerto, de Paul Hindemith, figuram entre as obras mais icônicas do repertório da banda sinfônica.
Ambas representam um marco de emancipação artística do gênero: deixam de tratar a banda apenas como veículo de transcrições orquestrais e afirmam o conjunto de sopros e percussão como organismo autônomo, capaz de sustentar linguagem própria, densidade formal, refinamento timbrístico e profundidade expressiva.
Holst, em Hammersmith, explora uma escrita de grande sutileza poética e atmosférica, inspirada no fluxo do rio Tâmisa e na paisagem humana de Londres. Hindemith, por sua vez, constrói uma sinfonia de arquitetura rigorosa, energia contrapontística e clareza estrutural, elevando a banda ao plano da grande forma sinfônica.
Ao lado uma da outra, essas obras constituem pilares fundamentais da literatura original para banda sinfônica no século XX.
Que contribuição trazem Hammersmith de Gustav Holst e a Sinfonia em Si bemol de Paul Hindemith ao repertório da banda sinfônica
Ao lado da Hammersmith, a Symphony in B-flat for Concert Band representa um dos mais altos marcos de consolidação estética da banda sinfônica como organismo artístico autônomo. Ambas as obras transcendem o caráter utilitário ou meramente cerimonial historicamente associado às bandas e projetam o conjunto de sopros e percussão ao mesmo patamar de complexidade, profundidade e refinamento reservado à grande literatura orquestral do século XX.
== Hammersmith — Gustav Holst ==
Gustav Holst escreveu ''Hammersmith'' em 1930 subtitulando-a “Prelude and Scherzo”. A obra constitui uma revolução sonora no universo das bandas por diversas razões:
=== 1. A banda como linguagem original ===
Holst não trata a banda como substituta da orquestra, mas como um meio expressivo próprio. Isso foi decisivo para a emancipação estética do repertório sinfônico para sopros.
A escrita explora:
* transparência tímbrica;
* independência entre planos sonoros;
* policromia instrumental;
* texturas móveis e fluidas;
* contraponto de grande sofisticação.
=== 2. Expansão da paleta tímbrica ===
A obra revela possibilidades até então pouco exploradas:
* graves profundos e escuros;
* combinações camerísticas;
* uso refinado das madeiras;
* metais integrados ao tecido harmônico, não apenas como força sonora.
Holst cria uma sonoridade urbana, atmosférica e quase impressionista, evocando o distrito londrino de Hammersmith e o fluxo do rio Tâmisa.
=== 3. Superação do modelo militar ===
Embora proveniente da tradição britânica de bandas, ''Hammersmith'' rompe com:
* a marcha tradicional;
* o virtuosismo exibicionista;
* a retórica patriótica convencional.
A banda passa a ser veículo de poesia sonora, densidade psicológica e abstração musical.
----
== Symphony in B-flat — Paul Hindemith ==
A Paul Hindemith compôs sua sinfonia para banda em 1951, consolidando definitivamente a legitimidade artística da banda sinfônica no século XX.
== Contribuições fundamentais ==
=== 1. Consagração da banda como grande organismo sinfônico ===
Hindemith escreve para banda com o mesmo rigor estrutural utilizado em suas obras orquestrais e camerísticas.
A banda deixa de ser vista como:
* agrupamento pedagógico;
* organismo secundário;
* formação “popular” em oposição à orquestra.
Ela assume caráter plenamente sinfônico.
=== 2. Arquitetura formal monumental ===
A obra apresenta:
* desenvolvimento motívico rigoroso;
* contraponto denso;
* equilíbrio formal clássico;
* linguagem harmônica moderna, porém acessível.
A construção lembra a solidez arquitetônica de Brahms aliada ao pensamento linear do século XX.
=== 3. Integração orgânica dos naipes ===
Hindemith elimina a visão hierárquica tradicional dos instrumentos.
Cada naipe possui função estrutural:
* saxofones deixam de atuar apenas como “cor intermediária”;
* euphoniums e tubas tornam-se pilares discursivos;
* madeiras participam intensamente do tecido contrapontístico;
* percussão assume função arquitetônica.
=== 4. Elevação técnica e intelectual do repertório ===
A obra exige:
* maturidade interpretativa;
* precisão rítmica;
* consciência harmônica;
* domínio contrapontístico;
* grande refinamento de equilíbrio sonoro.
Ela redefine o conceito de excelência para bandas sinfônicas em todo o mundo.
----
== A contribuição conjunta das duas obras ==
Tanto ''Hammersmith'' quanto a ''Symphony in B-flat'' ajudaram a estabelecer três pilares fundamentais da moderna banda sinfônica:
=== A banda como organismo autônomo ===
Não mais dependente de:
* transcrições orquestrais;
* aberturas de ópera;
* repertório adaptado.
Passa a existir uma literatura concebida especificamente para sopros e percussão.
=== A banda como laboratório tímbrico ===
As duas obras demonstram que:
* a banda possui identidade tímbrica própria;
* sua flexibilidade supera, em muitos aspectos, a da orquestra;
* os sopros permitem extraordinária variedade de articulações, massas e transparências.
=== A banda como veículo de alta arte ===
Ambas legitimam a banda sinfônica como espaço para:
* pensamento sinfônico avançado;
* elaboração formal complexa;
* profundidade estética;
* repertório de concerto de alto nível.
----
== Legado histórico ==
Sem ''Hammersmith'' e a ''Symphony in B-flat'', dificilmente o repertório moderno para banda teria alcançado o nível posteriormente desenvolvido por compositores como:
* Vincent Persichetti
* Karel Husa
* Alfred Reed
* Johan de Meij
* David Maslanka
* José Vicente Asuar
* Edmundo Villani-Côrtes
Essas obras abriram caminho para a consolidação da banda sinfônica como um dos mais versáteis e sofisticados organismos instrumentais da contemporaneidade. [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 10h24min de 15 de maio de 2026 (UTC)
== Artigo sobre as célebres frases de Roberto Farias no âmbito do NUSICAD ==
As Frases do Maestro Roberto Farias no Âmbito do MUSICAD:
Pensamento Estético, Pedagógico e Filosófico da Regência Musical
Resumo
O presente artigo propõe uma reflexão analítica acerca das principais formulações conceituais do maestro Roberto Farias no contexto do MUSICAD – Seminário Permanente de Regência, considerando suas implicações estéticas, pedagógicas e filosóficas no campo da regência musical e da música para sopros. Partindo de frases emblemáticas difundidas em cursos, palestras e escritos institucionais, investiga-se a construção de um pensamento que compreende a regência não apenas como técnica gestual, mas como fenômeno humano, psicológico, simbólico e indutivo. O artigo dialoga com conceitos da fenomenologia, da semiótica musical e da pedagogia da interpretação, evidenciando a contribuição do MUSICAD para a formação crítica do regente contemporâneo.
Palavras-chave: Regência; MUSICAD; Roberto Farias; fenomenologia musical; pedagogia da regência; banda sinfônica.
1. Introdução
Nas últimas décadas, a atividade do regente passou por significativa ampliação conceitual. Se outrora predominava uma visão essencialmente técnica da regência, centrada no gesto métrico e na coordenação rítmica, o pensamento contemporâneo passou a reconhecer o maestro como mediador de processos simbólicos, psicológicos e estéticos.
Nesse contexto, o MUSICAD – Seminário Permanente de Regência surge como importante espaço de reflexão artística e formação crítica, sob direção do maestro Roberto Farias. Entre os diversos elementos que estruturam a identidade intelectual do MUSICAD, destacam-se as frases e formulações conceituais de seu diretor, muitas das quais passaram a circular entre alunos, músicos e pesquisadores como sínteses filosóficas sobre a arte de reger.
2. “Reger é a arte de induzir”
A frase mais emblemática do pensamento de Roberto Farias talvez seja:
“Reger é a arte de induzir.”
Tal formulação desloca radicalmente a compreensão tradicional da regência. O maestro deixa de ser visto como mero marcador de pulsação para assumir a condição de agente indutor de comportamento sonoro coletivo.
Sob perspectiva fenomenológica, a indução aqui não se restringe ao aspecto mecânico do gesto, mas envolve:
indução psicológica;
indução energética;
indução expressiva;
indução temporal;
indução respiratória;
indução afetiva.
A regência passa, assim, a operar como fenômeno de transferência de intenção musical.
Pode-se relacionar essa ideia ao conceito husserliano de intencionalidade, segundo o qual toda consciência dirige-se a algo. O gesto do maestro torna-se, portanto, vetor de intenção sonora compartilhada.
3. O maestro como catalisador coletivo
Outra formulação recorrente no ambiente do MUSICAD afirma que:
“O maestro não produz som; produz condições para que o som aconteça.”
Tal pensamento aproxima a função do regente da figura do catalisador. A música deixa de ser produto individual para constituir-se como experiência coletiva mediada.
Essa concepção rompe com modelos autoritários historicamente associados à figura do regente, propondo uma liderança fundamentada em:
escuta;
empatia;
consciência coletiva;
comunicação não verbal;
indução simbólica.
Nesse aspecto, percebe-se forte aproximação com abordagens contemporâneas da liderança artística colaborativa.
4. “Todos são importantes numa orquestra, do triângulo ao primeiro violino”
Entre as frases mais difundidas de Roberto Farias encontra-se:
“Todos são importantes numa orquestra, do triângulo ao primeiro violino. Todos são peças de uma mesma engrenagem.”
A frase emerge como reação crítica ao tradicional hierarquismo instrumental herdado do sinfonismo europeu oitocentista.
Ao utilizar o triângulo como metáfora, Farias evidencia que a relevância musical não decorre da quantidade de notas executadas, mas da responsabilidade estrutural de cada intervenção.
A ideia possui profundas implicações pedagógicas:
valorização da consciência coletiva;
combate à cultura de protagonismo excessivo;
desenvolvimento da escuta horizontal;
responsabilização individual dentro do conjunto.
No âmbito da banda sinfônica, tal pensamento adquire importância ainda maior, dada a complexidade tímbrica e a interdependência entre os naipes.
5. A banda sinfônica como organismo artístico autônomo
O pensamento de Roberto Farias também contribui para a consolidação epistemológica da banda sinfônica enquanto organismo artístico independente.
Segundo sua linha conceitual, a banda contemporânea deixou de existir “à sombra da orquestra”, conquistando identidade própria a partir do século XX.
Essa visão encontra respaldo histórico na produção de compositores como:
Gustav Holst;
Paul Hindemith;
Igor Stravinsky;
Vincent Persichetti.
A defesa da autonomia estética da banda sinfônica constitui uma das bases ideológicas do MUSICAD e do IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão.
6. Fenomenologia, gesto e símbolo
Diversas frases atribuídas ao maestro revelam aproximação com abordagens fenomenológicas da música. Quando afirma que:
“O gesto só existe plenamente quando carregado de intenção sonora”,
Farias aproxima-se da compreensão do gesto como signo expressivo e não apenas movimento físico.
A regência, nessa perspectiva, torna-se linguagem simbólica.
O gesto do maestro passa a conter:
direção;
peso;
densidade;
caráter;
tensão;
respiração;
expectativa temporal.
Trata-se de uma concepção que dialoga diretamente com a semiótica musical e com a teoria da comunicação não verbal.
7. Implicações pedagógicas no âmbito do MUSICAD
No ambiente pedagógico do MUSICAD, essas formulações conceituais contribuem para um modelo formativo baseado em:
7.1 Escuta analítica
O regente é treinado para compreender estruturas profundas da obra antes da construção gestual.
7.2 Consciência estrutural
O gesto nasce da análise musical e não da mera repetição técnica.
7.3 Liderança artística
A autoridade do maestro decorre da clareza conceitual e não apenas da imposição hierárquica.
7.4 Formação humanística
A regência é compreendida como atividade interdisciplinar envolvendo estética, filosofia, psicologia e sociologia da música.
8. Considerações finais
As frases de Roberto Farias ultrapassam o caráter meramente retórico, constituindo verdadeiros núcleos conceituais de uma filosofia da regência musical.
No âmbito do MUSICAD – Seminário Permanente de Regência, tais formulações consolidam uma pedagogia voltada à consciência artística, à escuta coletiva e à compreensão fenomenológica do fazer musical.
Mais do que ensinar padrões gestuais, o pensamento desenvolvido por Roberto Farias propõe uma redefinição do papel do maestro contemporâneo: não como simples coordenador técnico, mas como indutor de consciência sonora coletiva.
Referências Bibliográficas
Edmund Husserl. Ideias para uma Fenomenologia Pura.
Jean-Jacques Nattiez. Music and Discourse.
Arnold Schoenberg. Fundamentals of Musical Composition.
Heinrich Schenker. Free Composition.
Leonard Bernstein. The Infinite Variety of Music.
Pierre Boulez. Points de repère.
Documentos institucionais e materiais pedagógicos do MUSICAD – Seminário Permanente de Regência. [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 01h12min de 17 de maio de 2026 (UTC)
== REGER É A ARTE DE INDUZIR, por Roberto Farias ==
As Frases do Maestro Roberto Farias no Âmbito do MUSICAD:
Pensamento Estético, Pedagógico e Filosófico da Regência Musical
Resumo
O presente artigo propõe uma reflexão analítica acerca das principais formulações conceituais do maestro Roberto Farias no contexto do MUSICAD – Seminário Permanente de Regência, considerando suas implicações estéticas, pedagógicas e filosóficas no campo da regência musical e da música para sopros. Partindo de frases emblemáticas difundidas em cursos, palestras e escritos institucionais, investiga-se a construção de um pensamento que compreende a regência não apenas como técnica gestual, mas como fenômeno humano, psicológico, simbólico e indutivo. O artigo dialoga com conceitos da fenomenologia, da semiótica musical e da pedagogia da interpretação, evidenciando a contribuição do MUSICAD para a formação crítica do regente contemporâneo.
Palavras-chave: Regência; MUSICAD; Roberto Farias; fenomenologia musical; pedagogia da regência; banda sinfônica.
1. Introdução
Nas últimas décadas, a atividade do regente passou por significativa ampliação conceitual. Se outrora predominava uma visão essencialmente técnica da regência, centrada no gesto métrico e na coordenação rítmica, o pensamento contemporâneo passou a reconhecer o maestro como mediador de processos simbólicos, psicológicos e estéticos.
Nesse contexto, o MUSICAD – Seminário Permanente de Regência surge como importante espaço de reflexão artística e formação crítica, sob direção do maestro Roberto Farias. Entre os diversos elementos que estruturam a identidade intelectual do MUSICAD, destacam-se as frases e formulações conceituais de seu diretor, muitas das quais passaram a circular entre alunos, músicos e pesquisadores como sínteses filosóficas sobre a arte de reger.
2. “Reger é a arte de induzir”
A frase mais emblemática do pensamento de Roberto Farias talvez seja:
“Reger é a arte de induzir.”
Tal formulação desloca radicalmente a compreensão tradicional da regência. O maestro deixa de ser visto como mero marcador de pulsação para assumir a condição de agente indutor de comportamento sonoro coletivo.
Sob perspectiva fenomenológica, a indução aqui não se restringe ao aspecto mecânico do gesto, mas envolve:
indução psicológica;
indução energética;
indução expressiva;
indução temporal;
indução respiratória;
indução afetiva.
A regência passa, assim, a operar como fenômeno de transferência de intenção musical.
Pode-se relacionar essa ideia ao conceito husserliano de intencionalidade, segundo o qual toda consciência dirige-se a algo. O gesto do maestro torna-se, portanto, vetor de intenção sonora compartilhada.
3. O maestro como catalisador coletivo
Outra formulação recorrente no ambiente do MUSICAD afirma que:
“O maestro não produz som; produz condições para que o som aconteça.”
Tal pensamento aproxima a função do regente da figura do catalisador. A música deixa de ser produto individual para constituir-se como experiência coletiva mediada.
Essa concepção rompe com modelos autoritários historicamente associados à figura do regente, propondo uma liderança fundamentada em:
escuta;
empatia;
consciência coletiva;
comunicação não verbal;
indução simbólica.
Nesse aspecto, percebe-se forte aproximação com abordagens contemporâneas da liderança artística colaborativa.
4. “Todos são importantes numa orquestra, do triângulo ao primeiro violino”
Entre as frases mais difundidas de Roberto Farias encontra-se:
“Todos são importantes numa orquestra, do triângulo ao primeiro violino. Todos são peças de uma mesma engrenagem.”
A frase emerge como reação crítica ao tradicional hierarquismo instrumental herdado do sinfonismo europeu oitocentista.
Ao utilizar o triângulo como metáfora, Farias evidencia que a relevância musical não decorre da quantidade de notas executadas, mas da responsabilidade estrutural de cada intervenção.
A ideia possui profundas implicações pedagógicas:
valorização da consciência coletiva;
combate à cultura de protagonismo excessivo;
desenvolvimento da escuta horizontal;
responsabilização individual dentro do conjunto.
No âmbito da banda sinfônica, tal pensamento adquire importância ainda maior, dada a complexidade tímbrica e a interdependência entre os naipes.
5. A banda sinfônica como organismo artístico autônomo
O pensamento de Roberto Farias também contribui para a consolidação epistemológica da banda sinfônica enquanto organismo artístico independente.
Segundo sua linha conceitual, a banda contemporânea deixou de existir “à sombra da orquestra”, conquistando identidade própria a partir do século XX.
Essa visão encontra respaldo histórico na produção de compositores como:
Gustav Holst;
Paul Hindemith;
Igor Stravinsky;
Vincent Persichetti.
A defesa da autonomia estética da banda sinfônica constitui uma das bases ideológicas do MUSICAD e do IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão.
6. Fenomenologia, gesto e símbolo
Diversas frases atribuídas ao maestro revelam aproximação com abordagens fenomenológicas da música. Quando afirma que:
“O gesto só existe plenamente quando carregado de intenção sonora”,
Farias aproxima-se da compreensão do gesto como signo expressivo e não apenas movimento físico.
A regência, nessa perspectiva, torna-se linguagem simbólica.
O gesto do maestro passa a conter:
direção;
peso;
densidade;
caráter;
tensão;
respiração;
expectativa temporal.
Trata-se de uma concepção que dialoga diretamente com a semiótica musical e com a teoria da comunicação não verbal.
7. Implicações pedagógicas no âmbito do MUSICAD
No ambiente pedagógico do MUSICAD, essas formulações conceituais contribuem para um modelo formativo baseado em:
7.1 Escuta analítica
O regente é treinado para compreender estruturas profundas da obra antes da construção gestual.
7.2 Consciência estrutural
O gesto nasce da análise musical e não da mera repetição técnica.
7.3 Liderança artística
A autoridade do maestro decorre da clareza conceitual e não apenas da imposição hierárquica.
7.4 Formação humanística
A regência é compreendida como atividade interdisciplinar envolvendo estética, filosofia, psicologia e sociologia da música.
8. Considerações finais
As frases de Roberto Farias ultrapassam o caráter meramente retórico, constituindo verdadeiros núcleos conceituais de uma filosofia da regência musical.
No âmbito do MUSICAD – Seminário Permanente de Regência, tais formulações consolidam uma pedagogia voltada à consciência artística, à escuta coletiva e à compreensão fenomenológica do fazer musical.
Mais do que ensinar padrões gestuais, o pensamento desenvolvido por Roberto Farias propõe uma redefinição do papel do maestro contemporâneo: não como simples coordenador técnico, mas como indutor de consciência sonora coletiva.
Referências Bibliográficas
Edmund Husserl. Ideias para uma Fenomenologia Pura.
Jean-Jacques Nattiez. Music and Discourse.
Arnold Schoenberg. Fundamentals of Musical Composition.
Heinrich Schenker. Free Composition.
Leonard Bernstein. The Infinite Variety of Music.
Pierre Boulez. Points de repère.
Documentos institucionais e materiais pedagógicos do MUSICAD – Seminário Permanente de Regência. [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 10h12min de 17 de maio de 2026 (UTC)
== INSTRUMENTOS TRANSPOSITORES ==
'''INSTRUMENTOS TRANSPOSITORES'''
São chamados '''instrumentos transpositores''' aqueles cuja nota escrita soa em altura diferente do som real, isto é, diferente do som produzido ao piano.
Exceções importantes: '''trombone, euphonium/bombardino e tuba''', embora possam estar construídos em Si♭, Mi♭ ou Fá, geralmente são escritos em '''som real'''.
'''Transpositores de oitava'''
Mesmo afinados em Dó, alguns instrumentos soam em oitava diferente da escrita:
{| class="wikitable"
|'''Instrumento'''
|'''Soa'''
|-
|Piccolo / flautim
| 8ª acima
|-
|Flauta-baixo em Dó
| 8ª abaixo
|-
|Contrafagote
| 8ª abaixo
|-
|Contrabaixo de cordas
| 8ª abaixo
|}
'''Principais transposições'''
{| class="wikitable"
| valign="top" |'''Instrumento'''
| valign="top" |'''Afinação'''
| valign="top" |'''Soa'''
|'''Para escrever em uníssono com o piano'''
|-
|Flauta contralto
|Sol
|4ª j. inf.
|escrever 4ª justa acima
|-
|Corne-inglês
|Fá
|5ª j. inf.
|escrever 5ª justa acima
|-
|Trompa
|Fá
|5ª j. inf.
|escrever 5ª justa acima
|-
|Requinta
|Mi♭
|3ª m. sup.
|escrever 3ª menor abaixo
|-
|Clarinete
|Si♭
|2ª M inf.
|escrever 2ª maior acima
|-
|Clarinete
|Lá
|3ª m. inf.
|escrever 3ª menor acima
|-
|Trompa
|Si♭
|2ª M. inf.
|escrever 2ª maior acima
|-
|Requinta
|Mi♭
|6ª M. inf.
|escrever 6ª maior acima
|-
|Clarinete
|Si♭
|9ª M. inf.
|escrever 9ª maior acima
|-
|Clarinete
|Lá
|3ª m. inf.
|escrever 3ª menor acima
|-
|Sax soprano
|Si♭
|2ª M. inf.
|escrever 2ª maior acima
|-
|Sax alto
|Mi♭
|6ª M. inf.
|escrever 6ª maior acima
|-
|Sax tenor
|Si♭
|9ª M. inf.
|escrever 9ª maior acima
|-
|Sax barítono
|Mi♭
|13ª M inf.
|escrever 13ª maior acima
|-
|Trompete
|Si♭
|2ª M. inf.
|escrever 2ª maior acima
|-
|Trompete
|Dó
|som real
|não transpõe
|}
{| class="wikitable"
|
|
|
|
|-
|
|
|
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|-
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|
|-
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|-
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|-
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|-
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|-
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|-
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|-
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|
|-
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|
|-
|
|
|
|
|}
'''Observação didática'''
Regra prática:
'''se o instrumento soa abaixo, escreve-se acima; se soa acima, escreve-se abaixo.'''
Exemplo:
O clarinete em Si♭ soa uma 2ª maior abaixo. Portanto, para que ele soe um Dó real, deve-se escrever Ré.
'''Método de leitura em som real por aplicação de claves'''
Para ler rapidamente o '''som real''' de uma partitura escrita para instrumentos transpositores, pode-se recorrer à substituição mental da clave, associada ao ajuste da armadura conforme a afinação do instrumento.
{| class="wikitable"
|
|
|
|
|-
|
|
|
|
|}
'''1. Saxofone Alto em Mi♭'''
Ler a parte escrita em '''Clave de Fá na 4ª linha''', considerando o resultado '''uma oitava acima'''.
Além disso, deve-se acrescentar à armadura os '''três bemóis correspondentes à afinação em Mi♭'''.
Assim, a escrita do saxofone alto pode ser convertida ao som real por meio da leitura em clave de fá, com a devida compensação da transposição.
'''2. Corne-Inglês e Trompa em Fá'''
Ler a parte escrita em '''Clave de Dó na 2ª linha''', acrescentando à armadura '''um bemol correspondente à afinação em Fá'''.
Esse procedimento permite visualizar diretamente o som real desses instrumentos, sem necessidade de transpor nota por nota.
'''Síntese prática:'''
{| class="wikitable"
|'''Instrumento'''
|''' Afinação'''
|'''Clave para leitura em som real'''
| ''' Ajuste de armadura'''
|-
|Saxofone Alto
| Mi♭
|Clave de Fá 4ª linha, soando 8ª ac.
| + 3 bemóis
|-
|Corne-Inglês
| Fá
|Clave de Dó 2ª linha, soando real
| + 1 bemol
|-
|Trompa
| Fá
|Clave de Dó 2ª linha, soando real
| + 1 bemol
|}
'''3. Clarinete em Si♭, Saxofone Soprano em Si♭ e Trompete em Si♭'''
Ler em '''clave de Dó na 4ª linha''', pensando o resultado '''uma 8ª acima''', e acrescentar '''2 bemóis''' referentes à afinação do instrumento em Si♭.
'''4. Clarinete Baixo em Si♭ e Saxofone Tenor em Si♭'''
Ler em '''clave de Dó na 4ª linha''', em posição '''justa''', sem deslocamento de oitava, e acrescentar '''2 bemóis''' referentes à afinação do instrumento em Si♭.
Em síntese:
{| class="wikitable"
|'''Instrumentos'''
|'''Clave aplicada'''
|'''Oitava'''
|'''Alteração da armadura'''
|-
|Clarinete Si♭, Sax Soprano Si♭, Trompete Si♭
|Dó 4ª linha
|8ª acima
|<nowiki>+ 2 bemóis</nowiki>
|-
|Clarinete Baixo Si♭, Sax Tenor Si♭
|Dó 4ª linha
|Justa
|<nowiki>+ 2 bemóis</nowiki>
|}
'''4. Saxofone Barítono em Mi♭ / Clarinete Contra-Alto em Mi♭'''
Usa-se a '''clave de Fá na 4ª linha''', em leitura justa, acrescentando-se '''3 bemóis''' à armadura original, correspondentes à afinação em '''Mi♭''' do instrumento.
'''5. Requinta em Mi♭ / Saxofone Sopranino em Mi♭'''
Usa-se a '''clave de Fá na 4ª linha''', porém pensando o som '''duas oitavas acima''', isto é, em '''15ª''', acrescentando-se também '''3 bemóis''' à armadura original, correspondentes à afinação em '''Mi♭''' do instrumento.
Em síntese: os instrumentos em '''Mi♭''' exigem o acréscimo de '''três bemóis'''; a diferença está no registro mental da leitura, especialmente entre os instrumentos graves e os agudos.
'''SÉRIE HARMÔNICA'''
Sabemos que os instrumentos de metal — trompa, trompete, trombone, euphonium e tuba — têm sua construção baseada na '''série harmônica'''. Cada instrumento, seja transpositor ou não, fará soar, em sua '''1ª posição''', a série harmônica correspondente à sua afinação.
É importante lembrar que o '''1º harmônico''', em geral, não é empregado. Além disso, '''trompas e trompetes''' apresentam sua série harmônica escrita ou organizada, na prática pedagógica, '''uma oitava acima''' em relação aos instrumentos graves, como trombone, euphonium e tuba.
'''A tuba, independentemente de sua afinação — Bb, C, Eb ou F — é tratada, na prática da escrita sinfônica e da banda sinfônica, como instrumento não transpositor.''' Sua parte é escrita em '''som real''', geralmente na '''clave de Fá''', e a nota escrita corresponde à nota que efetivamente soa.
O que muda entre as tubas em diferentes afinações não é a escrita musical, mas sim a '''digitação''', a resposta acústica, a extensão confortável, o timbre e a função prática do instrumento. Assim, uma mesma nota escrita exigirá combinações de válvulas diferentes conforme a tuba seja em '''Bb, C, Eb ou F'''.
Exemplo didático:
{| class="wikitable"
|'''Nota escrita'''
|'''Tuba em C'''
|'''Tuba em Bb'''
|'''Tuba em Eb'''
|'''Tuba em F'''
|-
|Dó
|aberta
|1-3
|1-2
|1-3
|}
Portanto, ao ler a partitura, o tubista lê '''som real'''; a adaptação ocorre internamente pela técnica do instrumento. [[Especial:Contribuições/~2026-29797-80|~2026-29797-80]] ([[Utilizador Discussão:~2026-29797-80|discussão]]) 02h08min de 19 de maio de 2026 (UTC)
== DISCURSO DO MAESTRO ROBERTO FARIAS NO ATO SOLENE DE OFICIALIZAÇÃO DO IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão ==
DISCURSO DO MAESTRO ROBERTO FARIAS NO ATO SOLENE DE OFICIALIZAÇÃO DO IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão
Senhoras e senhores, autoridades constituídas, representantes da sociedade civil, membros fundadores do IC-BASIC, músicos, maestros, professores, estudantes, amigos da arte e da cultura,
Recebam o meu mais profundo agradecimento pela presença neste momento que, para mim, possui um significado que transcende a formalidade de um ato institucional. Hoje não oficializamos apenas uma entidade jurídica. Hoje afirmamos um compromisso histórico, artístico, pedagógico e humano com a música, com Cubatão e com as futuras gerações.
O nascimento do IC-BASIC — Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão — representa a continuidade de um sonho construído ao longo de décadas. Um sonho que começou ainda nos anos setenta, quando a música de banda em Cubatão começou a ganhar identidade própria, disciplina artística e consciência estética. Naquele tempo, talvez poucos imaginassem que aquela semente lançada entre ensaios, partituras, dificuldades e idealismo pudesse atravessar o tempo e alcançar a dimensão que hoje testemunhamos.
A Banda Sinfônica de Cubatão não nasceu apenas como um agrupamento musical. Ela nasceu como um movimento cultural. Uma força educativa. Um espaço de transformação humana.
Ao longo de aproximadamente cinquenta e cinco anos de história, a Banda Sinfônica de Cubatão formou músicos, maestros, professores e cidadãos. Levou arte onde muitas vezes havia silêncio. Levou esperança onde frequentemente existia apenas a dureza da realidade cotidiana. E talvez exatamente por isso sua existência tenha se tornado patrimônio afetivo do povo cubatense.
A música possui esse poder extraordinário: transformar o abstrato em algo concreto. Costumo dizer que “música é o abstrato que se faz concreto”. E quando uma comunidade abraça a arte, ela também redefine a própria identidade.
Cubatão, conhecida nacionalmente por sua força industrial, também possui uma vocação artística profunda. Existe aqui uma alma cultural que resiste, floresce e se reinventa continuamente. O IC-BASIC nasce justamente para preservar, fortalecer e projetar essa vocação.
Este Instituto não surge apenas para administrar atividades musicais. Surge para construir pensamento. Para promover formação. Para estimular pesquisa, criação, intercâmbio artístico e desenvolvimento humano. Surge para consolidar uma visão moderna da banda sinfônica como organismo artístico de excelência.
E quando falamos em excelência, não falamos em elitismo. Falamos em compromisso. Compromisso com a qualidade, com o estudo, com a disciplina, com o respeito à arte e com a valorização do músico.
A Banda Sinfônica de Cubatão atravessou tempos difíceis. Após mudanças estruturais ocorridas nos últimos anos, especialmente a partir de 2018, passamos a viver um cenário de enormes desafios institucionais e financeiros. Muitas vezes sobrevivemos graças ao esforço coletivo, ao espírito de resistência e ao apoio de pessoas que compreenderam que preservar a banda era preservar parte da memória cultural de Cubatão.
E é exatamente nesse contexto que o IC-BASIC se apresenta como um novo capítulo. Um capítulo de reorganização, profissionalização e projeção institucional.
Hoje damos um passo fundamental para assegurar que a Banda Sinfônica de Cubatão continue viva, ativa e artisticamente relevante nas próximas décadas.
E é impossível falar deste momento sem mencionar um acontecimento histórico que se aproxima: a participação da Banda Sinfônica de Cubatão na WASBE Conference Rio 2026.
Estaremos presentes na Conferência Mundial de Bandas Sinfônicas, um dos mais importantes encontros internacionais dedicados à música para sopros e percussão. Trata-se de um acontecimento de dimensão mundial, reunindo maestros, compositores, pesquisadores e grupos artísticos de diversos países.
E o que significa Cubatão estar presente nesse cenário?
· Significa que a nossa cidade dialogará com o mundo através da arte.
· Significa que uma história construída com perseverança atravessará fronteiras.
· Significa que músicos formados aqui representarão não apenas uma instituição, mas a identidade cultural de um povo.
A presença da Banda Sinfônica de Cubatão na WASBE não é um gesto de vaidade institucional. É um ato de afirmação cultural. É dizer ao Brasil e ao mundo que Cubatão também produz excelência artística.
Por isso, esta caminhada necessita do apoio da sociedade, do poder público, das empresas, da iniciativa privada e de todos aqueles que compreendem que investir em cultura não é gasto: é construção de civilização.
A arte não é acessória. A arte é essencial.
Tenho repetido ao longo da vida uma frase que sintetiza profundamente meu pensamento: “Arte é vida e a vida é essencial.”
· Sem arte, a sociedade perde sensibilidade.
· Sem cultura, perde memória.
· Sem educação estética, perde humanidade.
O IC-BASIC nasce para defender exatamente isso: a permanência da arte como instrumento de elevação humana.
Desejo também registrar minha gratidão aos músicos da Banda Sinfônica de Cubatão, aos colaboradores, aos membros fundadores, aos parceiros culturais, aos amigos que nunca deixaram de acreditar neste projeto, e a todos aqueles que compreenderam que sonhos coletivos exigem coragem coletiva.
Nenhuma instituição nasce sozinha. Instituições nascem da união de consciências.
Hoje iniciamos oficialmente uma nova etapa.
Uma etapa que pretende ampliar horizontes, estabelecer convênios acadêmicos, incentivar jovens músicos, promover temporadas artísticas, fomentar pesquisas, criar oportunidades e fortalecer o papel da banda sinfônica brasileira dentro do cenário contemporâneo.
Queremos que o IC-BASIC seja referência artística, pedagógica e cultural.
Queremos que Cubatão seja reconhecida não apenas pela força de sua indústria, mas também pela força de sua inteligência artística.
E, acima de tudo, queremos que as futuras gerações compreendam que vale a pena acreditar na arte.
Porque quando um povo preserva sua cultura, ele preserva sua própria alma.
Muito obrigado a todos.
Vida longa ao IC-BASIC.
Vida longa à Banda Sinfônica de Cubatão.
E que a música continue sendo nossa mais elevada forma de esperança.
''ODE A CUBATÃO – Roberto Farias''
Nasci entre montanhas feridas e chaminés que rasgavam o céu.
Nasci em Cubatão — não apenas como quem recebe uma pátria, mas como quem recebe um destino.
E se outrora quiseram reduzir esta terra ao estigma da fumaça, do aço e da fuligem, eu a reconheci desde cedo como um território de resistência, de trabalho e de renascimento.
Porque Cubatão jamais foi somente o retrato da poluição.
Cubatão sempre foi o retrato da superação humana.
Foi aqui, na terra do visionário Afonso Schmidt, criador da utopia luminosa da Zanzalá — a Cubatão do Futuro — que aprendi que o homem só se realiza plenamente quando é capaz de sonhar coletivamente.
E talvez tenha sido exatamente entre operários, trilhos, sirenes e morros que compreendi a verdadeira natureza da arte: transformar cicatrizes em linguagem de esperança.
Sou filho de origem humilde, como tantos meninos desta cidade.
Menino que viu a dureza das ruas, o peso do trabalho e o silêncio das oportunidades negadas.
Mas também menino que ouviu, ao longe, o chamado misterioso da música — esse sopro invisível capaz de reorganizar a alma humana.
A arte a muitos salvou.
E, por isso, transformei minha vida numa missão: devolver através da música aquilo que Cubatão me deu como identidade, força e pertencimento.
Se hoje ergo a batuta diante de uma banda sinfônica, não o faço apenas para reger sons.
· Rego memórias.
· Rego sonhos coletivos.
· Rego a dignidade cultural de um povo.
Cada concerto da Banda Sinfônica de Cubatão representa mais do que uma apresentação artística.
· Representa a afirmação de que Cubatão produz beleza.
· Produz inteligência.
· Produz sensibilidade.
· Produz civilização.
E é por isso que vejo na caminhada do IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão não apenas um projeto institucional, mas um gesto histórico de reconstrução simbólica da cidade.
Uma cidade que venceu o próprio fantasma.
Que reaprendeu a respirar.
Que trocou o cinza pela consciência ecológica.
E que agora deseja ser reconhecida também por sua vocação artística e humanista.
Quando a Banda Sinfônica de Cubatão se projeta para o cenário internacional, rumo à WASBE Conference Rio 2026, não é apenas um grupo musical que viaja.
É Cubatão que sobe ao palco do mundo.
É a voz de uma cidade inteira dizendo:
''“Sobrevivemos. Evoluímos. Criamos beleza.”''
Tenho convicção de que a transformação pela arte não é uma utopia romântica.
É um ato concreto de reconstrução humana.
Porque a música educa o espírito.
A música reorganiza sensibilidades.
A música devolve ao homem a capacidade de perceber o outro.
E um povo que aprende a ouvir talvez esteja mais próximo de aprender também a coexistir.
Carrego comigo esta consciência:
· não pertenço apenas à minha biografia.
· Pertenço a uma missão.
· Missão de semear consciência estética onde houver brutalidade.
· Missão de construir pontes entre cultura e cidadania.
· Missão de provar que mesmo uma cidade marcada pelas dores do passado pode converter-se em símbolo de esperança.
E se um dia perguntarem o que significa amar Cubatão, responderei sem hesitar:
''Amar Cubatão é acreditar que a arte pode devolver futuro a uma terra que jamais deixou de sonhar.'' [[Especial:Contribuições/~2026-29797-80|~2026-29797-80]] ([[Utilizador Discussão:~2026-29797-80|discussão]]) 02h14min de 19 de maio de 2026 (UTC)
== A FILOSOFIA NA MÚSICA ==
'''A FILOSOFIA E MÚSICA'''
A relação entre Filosofia e Música constitui um dos campos mais profundos da reflexão estética, artística e humana. Desde a Antiguidade, pensadores buscaram compreender o significado da música, sua função social, espiritual, ética e sua capacidade de expressar aquilo que muitas vezes ultrapassa a linguagem verbal.
'''Filosofia da Música'''
A Filosofia da Música investiga questões fundamentais como:
* O que é música?
* A música possui significado?
* A música expressa emoções ou apenas as representa?
* Existe uma beleza objetiva na música?
* Qual a relação entre música, sociedade e espiritualidade?
* A música pode transformar o ser humano?
Trata-se, portanto, de uma reflexão sobre a essência da experiência musical.
----'''A Música na Antiguidade'''
'''Pitágoras e a harmonia do universo'''
Pitágoras compreendia a música como manifestação da ordem cósmica. Ao estudar as proporções matemáticas dos intervalos musicais, formulou a ideia da “harmonia das esferas”, segundo a qual o universo seria regido por relações numéricas semelhantes às da música.
A música, nesse contexto, não era apenas arte, mas reflexo da estrutura do cosmos.
----'''Platão: música e formação moral'''
Platão considerava a música essencial na educação do cidadão ideal. Para ele, determinados modos musicais influenciavam diretamente o caráter humano.
Na obra ''A República'', Platão defendia que:
* músicas equilibradas formariam espíritos virtuosos;
* músicas excessivamente passionais poderiam corromper a alma.
A música possuía, portanto, função ética e política.
----'''Aristóteles e a catarse'''
Aristóteles amplia essa visão ao afirmar que a música provoca catarse — uma purificação emocional.
Segundo Aristóteles:
* a música educa;
* a música emociona;
* a música libera tensões interiores.
Essa ideia permanece extremamente atual na musicoterapia e na pedagogia musical contemporânea.
----'''Filosofia Medieval: música e transcendência'''
Na Idade Média, a música passa a ser entendida como expressão da ordem divina.
'''Santo Agostinho'''
Agostinho de Hipona via a música como caminho espiritual. Em seus escritos, refletia sobre:
* ritmo;
* tempo;
* memória;
* beleza sonora.
A música aproximaria o homem do eterno.
----'''Filosofia Moderna e Romântica'''
'''Schopenhauer: a música como essência do mundo'''
Arthur Schopenhauer atribuiu à música uma posição superior entre as artes.
Enquanto as outras artes representariam imagens do mundo, a música expressaria diretamente a própria essência da existência — a “Vontade”.
Para Schopenhauer:
* a música não imita;
* a música revela.
Essa visão influenciou profundamente compositores como Richard Wagner.
----'''Nietzsche e o espírito dionisíaco'''
Friedrich Nietzsche via na música a manifestação do impulso vital, irracional e trágico da existência.
Em O Nascimento da Tragédia, distingue:
* o apolíneo → ordem, equilíbrio, racionalidade;
* o dionisíaco → êxtase, emoção, intensidade.
A música seria uma das mais poderosas expressões do elemento dionisíaco.
----'''Filosofia Contemporânea e Música'''
'''Fenomenologia'''
A fenomenologia procura compreender a experiência musical vivida.
Edmund Husserl e Maurice Merleau-Ponty influenciaram abordagens segundo as quais:
* a música é experiência temporal;
* ouvimos a música com o corpo;
* percepção e consciência são inseparáveis.
Nesse sentido, a música não é apenas objeto sonoro, mas experiência existencial.
----'''Semiótica Musical'''
Pensadores como Jean-Jacques Nattiez investigaram como a música produz sentido.
A semiótica musical analisa:
* símbolos;
* estruturas;
* significados culturais;
* relações entre compositor, obra e ouvinte.
----'''Música, Sociedade e Cultura'''
A filosofia também investiga:
* o papel político da música;
* a música como identidade cultural;
* música e ideologia;
* indústria cultural;
* arte e consumo.
'''Adorno'''
Theodor W. Adorno criticou a padronização da música produzida pela indústria cultural.
Defendia que a arte musical profunda deveria:
* provocar reflexão;
* resistir à banalização;
* preservar a autonomia estética.
----'''Filosofia da Regência e da Performance'''
No universo da regência, a filosofia manifesta-se na reflexão sobre:
* gesto;
* tempo;
* silêncio;
* liderança;
* indução interpretativa;
* consciência coletiva sonora.
A regência transcende a técnica:
ela envolve fenomenologia do gesto, ética da liderança artística e construção de sentido musical coletivo.
Nesse contexto, ideias como:
“Reger é a arte de induzir”
aproximam-se de concepções fenomenológicas e existenciais da música, nas quais o maestro não apenas marca compassos, mas conduz consciências sonoras em direção a uma experiência estética comum.
----'''Questões centrais da Filosofia da Música'''
'''A música possui significado objetivo?'''
Alguns filósofos defendem que:
* a música comunica emoções universais;
outros afirmam que:
* seu significado depende da cultura e da experiência individual.
----'''A música é linguagem?'''
Há correntes que entendem a música como:
* linguagem simbólica;
* linguagem afetiva;
* linguagem abstrata.
Outras sustentam que ela ultrapassa qualquer linguagem verbal.
----'''Por que a música emociona?'''
Uma das grandes perguntas filosóficas permanece:
como estruturas abstratas de sons conseguem provocar emoções tão profundas?
----'''Conclusão'''
A Filosofia da Música busca compreender não apenas a arte sonora, mas o próprio ser humano através do fenômeno musical.
A música:
* organiza o tempo;
* expressa emoções;
* constrói identidades;
* simboliza culturas;
* conduz experiências espirituais;
* transforma percepções.
Mais do que entretenimento, a música revela modos de existir, sentir e compreender o mundo [[Especial:Contribuições/~2026-29797-80|~2026-29797-80]] ([[Utilizador Discussão:~2026-29797-80|discussão]]) 02h17min de 19 de maio de 2026 (UTC)
== A FENOMENOLOGIA APLICADA À MÚSICA ==
A fenomenologia aplicada à música constitui uma abordagem filosófica voltada à compreensão da experiência musical tal como ela se manifesta à consciência. Em vez de analisar apenas estruturas técnicas — harmonia, forma, contraponto ou instrumentação — a fenomenologia busca compreender como a música é vivida, percebida e significada pelo ouvinte, intérprete ou compositor.
A fenomenologia nasce com Edmund Husserl, sendo posteriormente desenvolvida por pensadores como Martin Heidegger, Maurice Merleau-Ponty e Roman Ingarden. No campo musical, destaca-se especialmente Ingarden, que procurou compreender a obra musical enquanto objeto intencional.
A música como fenômeno vivido
Para a fenomenologia, a música não é apenas um objeto físico constituído por sons mensuráveis. Ela existe como experiência temporal da consciência.
Quando ouvimos uma melodia, por exemplo, cada nota não é percebida isoladamente. A consciência conserva o que acabou de soar (retenção), vive o presente sonoro e antecipa o que virá (protensão). Assim, a percepção musical é um fluxo contínuo de temporalidade.
Uma simples sequência melódica só faz sentido porque a mente integra passado, presente e expectativa futura.
A temporalidade musical
A fenomenologia atribui enorme importância ao tempo musical.
Uma sinfonia de Ludwig van Beethoven, uma obra de Igor Stravinsky ou uma peça de Claude Debussy não são percebidas como “quadros estáticos”, mas como acontecimentos em permanente transformação.
O sentido musical nasce:
da memória do que já ocorreu;
da tensão criada pelo presente;
da expectativa do que ainda virá.
Por isso, a fenomenologia aproxima-se profundamente da regência e da interpretação musical, pois o regente trabalha precisamente sobre:
direção temporal;
tensão;
repouso;
expectativa;
continuidade do discurso.
A intencionalidade na música
Outro conceito central é a intencionalidade.
Para Husserl, toda consciência é consciência de algo. Aplicado à música:
o ouvinte dirige sua consciência ao fenômeno sonoro;
o intérprete projeta intenções expressivas;
o compositor estrutura significados perceptivos.
A obra musical deixa então de ser apenas “partitura” e passa a existir como:
experiência;
percepção;
vivência estética.
Roman Ingarden e a obra musical
Roman Ingarden desenvolveu uma das mais importantes fenomenologias da música.
Segundo ele:
a partitura não é a obra em si;
ela é apenas um esquema potencial;
a obra musical concretiza-se na execução e na percepção.
Assim, cada interpretação realiza parcialmente a obra, sem jamais esgotá-la completamente.
Essa visão possui enorme impacto na prática interpretativa:
duas execuções da mesma obra jamais serão idênticas;
o fenômeno musical depende do intérprete, da acústica, do público e da consciência perceptiva.
Fenomenologia e interpretação musical
Na prática interpretativa, a fenomenologia conduz o músico a pensar:
o fraseado como respiração;
o tempo como fluxo orgânico;
o silêncio como elemento expressivo;
a sonoridade como presença;
a escuta como construção de sentido.
O maestro deixa de ser apenas um “marcador de compassos” para tornar-se organizador da experiência temporal coletiva.
Sob essa ótica, reger significa:
induzir percepção;
organizar tensões;
modelar expectativas;
conduzir consciências através do tempo sonoro.
Fenomenologia e corpo
Com Maurice Merleau-Ponty, a fenomenologia enfatiza também o corpo como mediador da experiência.
Na música:
o gesto do regente;
a respiração do instrumentista;
a resistência física do som;
a sensação tátil do instrumento;
a espacialidade acústica
tornam-se elementos essenciais da compreensão musical.
A música deixa então de ser apenas “intelectual” para tornar-se corporeidade sonora.
Fenomenologia versus análise estrutural
Enquanto abordagens estruturalistas concentram-se na organização objetiva da obra, a fenomenologia pergunta:
Como a música aparece à consciência?
Como ela é experimentada?
Que tipo de temporalidade produz?
Como gera expectativa, tensão e sentido?
Ela não substitui a análise harmônica, formal ou motívica, mas amplia sua dimensão estética e perceptiva.
Fenomenologia na banda sinfônica
No universo da banda sinfônica, a fenomenologia possui aplicação particularmente rica:
espacialidade dos metais;
projeção sonora;
massas tímbricas;
impacto acústico dos sopros;
percepção do movimento harmônico através da cor instrumental.
Obras como:
Hammersmith de Gustav Holst;
Symphony in B-flat for Concert Band de Paul Hindemith;
Symphonies of Wind Instruments
mostram como a percepção fenomenológica do timbre e da espacialidade torna-se central à interpretação.
Síntese
A fenomenologia da música procura compreender:
a música enquanto experiência;
o som enquanto presença;
o tempo enquanto fluxo vivido;
a interpretação enquanto concretização;
a escuta enquanto construção de sentido.
Ela desloca o foco:
da música como objeto → para a música como acontecimento vivido.
Sob essa perspectiva, a arte musical deixa de ser apenas arquitetura sonora e transforma-se numa experiência existencial do tempo, da escuta e da consciência. [[Especial:Contribuições/~2026-29797-80|~2026-29797-80]] ([[Utilizador Discussão:~2026-29797-80|discussão]]) 02h21min de 19 de maio de 2026 (UTC)
== A SEMIÓTICA APLICADA À MUSICA ==
A semiótica aplicada à música consiste no estudo dos processos de significação musical — isto é, de como a música produz sentido, comunica ideias, desperta imagens, constrói expectativas e estabelece relações simbólicas, culturais e emocionais. Trata-se de uma área interdisciplinar situada entre a musicologia, a filosofia, a linguística, a estética e a análise musical.
O que é semiótica?
A semiótica é a ciência dos signos. Seu objeto central é compreender como algo passa a significar outra coisa dentro de um determinado contexto cultural.
Os três grandes referenciais da semiótica moderna são:
Ferdinand de Saussure — concepção estrutural do signo (significante e significado);
Charles Sanders Peirce — teoria triádica do signo;
Jean-Jacques Nattiez — aplicação sistemática da semiótica ao campo musical.
A música como linguagem de signos
Embora a música não possua significados fixos como a linguagem verbal, ela organiza sons capazes de gerar relações simbólicas, afetivas, narrativas e culturais.
Na música, os signos podem manifestar-se através de:
motivos melódicos;
ritmos;
timbres;
harmonias;
instrumentações;
gestos expressivos;
tópicas musicais;
citações;
relações formais;
convenções estilísticas.
Por exemplo:
trompetes e ritmos marciais frequentemente remetem ao universo militar;
uma melodia cromática descendente pode sugerir dor ou lamentação;
determinadas combinações harmônicas evocam tensão, mistério ou transcendência;
o sino tubular pode remeter ao religioso ou ao fúnebre.
Esses sentidos não são absolutos: dependem do contexto histórico, cultural e estético.
A tríade de Peirce aplicada à música
Segundo Charles Sanders Peirce, o signo envolve três elementos:
Representamen — aquilo que aparece;
Objeto — aquilo a que o signo se refere;
Interpretante — o sentido produzido na mente do ouvinte.
Na música:
um acorde dissonante pode funcionar como representamen;
a ideia de tensão dramática como objeto;
a sensação percebida pelo ouvinte como interpretante.
Peirce também classifica os signos em:
Ícone
Há semelhança com o objeto.
Exemplo:
flautas imitando canto de pássaros.
Índice
Há relação causal ou indicativa.
Exemplo:
crescendo indicando aproximação ou intensificação.
Símbolo
O sentido depende de convenção cultural.
Exemplo:
marcha fúnebre associada à morte.
Jean-Jacques Nattiez e a tripartição semiótica
Jean-Jacques Nattiez propõe uma das teorias mais importantes da semiótica musical.
Ele divide o fenômeno musical em três níveis:
1. Nível Poiético
Refere-se ao processo de criação:
intenções do compositor;
contexto histórico;
técnicas composicionais;
estética.
2. Nível Neutro
É a obra em si:
partitura;
estrutura sonora;
organização formal;
material musical observável.
3. Nível Estésico
Relaciona-se à recepção:
percepção do ouvinte;
interpretação;
emoção;
construção de sentido.
Uma mesma obra pode produzir interpretações diferentes em ouvintes distintos.
Semiótica e análise musical
A semiótica amplia a análise tradicional porque não observa apenas:
forma;
harmonia;
contraponto;
instrumentação.
Ela investiga:
o que os gestos musicais significam;
como a música produz narratividade;
como certos elementos evocam imagens ou arquétipos culturais;
relações entre música e sociedade.
Assim, uma análise semiótica pode abordar:
símbolos;
tópicas;
intertextualidade;
retórica musical;
dramaturgia sonora;
semântica do timbre;
espacialidade;
gesto musical.
Tópicas musicais
Um conceito central da semiótica musical moderna é o das “tópicas”, desenvolvido especialmente por Leonard Ratner e aprofundado por Raymond Monelle.
Tópicas são estilos ou figuras musicais reconhecíveis culturalmente:
marcha;
pastoral;
fanfarra;
caça;
dança cortesã;
estilo militar;
coral religioso.
Em Gustav Mahler, por exemplo, a marcha militar frequentemente assume caráter irônico ou trágico.
Semiótica na banda sinfônica
No universo da banda sinfônica, a semiótica revela-se especialmente rica devido:
à forte presença de tópicas militares;
ao simbolismo cerimonial;
ao impacto tímbrico dos metais e percussão;
à relação histórica entre banda, praça pública e identidade coletiva.
Obras como:
First Suite in E-flat for Military Band;
Symphony in B-flat for Concert Band;
Hammersmith
podem ser analisadas semioticamente a partir:
das relações entre timbre e espacialidade;
dos gestos heroicos;
da retórica ceremonial;
da transformação do discurso militar em linguagem artística autônoma.
Semiótica e regência
Para o regente, a semiótica é fundamental porque:
ajuda a compreender os significados implícitos do discurso musical;
orienta escolhas interpretativas;
define caráter, gesto, articulação e agógica;
aproxima análise estrutural e expressão artística.
O regente passa a compreender não apenas “como” a música é construída, mas “o que” ela comunica simbolicamente.
Síntese
A semiótica musical busca compreender:
como a música produz sentido;
como os sons se transformam em signos;
como a cultura interfere na escuta;
como o discurso musical comunica ideias, emoções e símbolos.
Ela constitui uma ponte entre:
análise;
estética;
interpretação;
percepção;
cultura;
filosofia da música.
Em síntese, a semiótica aplicada à música procura responder à pergunta:
“De que maneira a música significa?” [[Especial:Contribuições/~2026-29797-80|~2026-29797-80]] ([[Utilizador Discussão:~2026-29797-80|discussão]]) 02h24min de 19 de maio de 2026 (UTC)
== ALFRED REED E SUA CONTRIBUIÇÃO AO UNIVERSO DA BANDA SINFÔNICA ==
Alfred Reed ocupa um lugar central na consolidação da banda sinfônica como organismo artístico autônomo no século XX. Sua produção representa uma síntese rara entre refinamento técnico, comunicabilidade estética, domínio orquestral e profunda compreensão das possibilidades tímbricas dos sopros e da percussão. Ao lado de figuras como Paul Hindemith, Gustav Holst, Karel Husa e Vincent Persichetti, Reed ajudou decisivamente a elevar o repertório para banda ao patamar de linguagem artística plena, afastando-o da mera função utilitária ou da dependência de transcrições orquestrais.
Sua contribuição pode ser compreendida sob diversos aspectos:
1. A valorização da banda sinfônica como linguagem própria
Até meados do século XX, grande parte do repertório das bandas era constituída por:
marchas;
aberturas de ópera;
transcrições orquestrais;
música ceremonial;
peças funcionais.
Alfred Reed compreendeu que a banda possuía:
identidade tímbrica própria;
enorme flexibilidade de cores;
potência rítmica singular;
capacidade lírica comparável à orquestra;
possibilidades arquitetônicas autônomas.
Sua escrita jamais tenta “imitar” a orquestra. Pelo contrário: ela explora aquilo que apenas a banda pode oferecer:
massa harmônica homogênea;
brilho metálico dos metais;
elasticidade dos saxofones;
mobilidade das madeiras;
protagonismo da percussão.
Nesse sentido, Reed foi um dos grandes arquitetos da moderna estética bandística.
2. O legado pedagógico e técnico
Poucos compositores escreveram tão inteligentemente para diferentes níveis de banda quanto Alfred Reed.
Sua produção contempla:
bandas escolares;
conjuntos universitários;
bandas militares;
bandas profissionais.
Entretanto, mesmo em obras pedagógicas, jamais há empobrecimento musical. Reed acreditava que:
“música educativa não precisa ser artisticamente inferior.”
Seu domínio da instrumentação tornou-se referência mundial:
equilíbrio vertical impecável;
clareza contrapontística;
distribuição inteligente de respirações;
uso idiomático dos registros;
grande eficiência acústica.
Por isso suas obras permanecem entre as mais executadas do repertório internacional.
3. A “First Suite for Band” e o pensamento estrutural
First Suite for Band representa um dos primeiros grandes marcos de sua produção.
Embora o título remeta inevitavelmente à tradição inaugurada por First Suite in E-flat for Military Band, Reed não produz uma continuação estilística literal. Sua linguagem:
é mais expansiva harmonicamente;
apresenta maior fluidez cinematográfica;
incorpora vitalidade rítmica tipicamente americana;
utiliza texturas mais densas e colorísticas.
A obra evidencia:
extraordinário senso formal;
organicidade temática;
domínio das transições;
equilíbrio entre lirismo e energia motora.
A “First Suite” demonstra como Reed entendia a banda como um grande laboratório sinfônico de sopros.
4. “Armenian Dances”: a universalização do repertório folclórico
Se há uma obra que eternizou Alfred Reed no repertório mundial, esta é:
Armenian Dances.
Nela, Reed transforma melodias recolhidas por Komitas Vardapet em uma monumental construção sinfônica.
A importância da obra reside em vários fatores:
sofisticação harmônica;
monumentalidade formal;
riqueza modal;
exuberância tímbrica;
exploração magistral da percussão;
profunda dimensão espiritual.
“Armenian Dances” mostrou ao mundo que a banda sinfônica poderia produzir obras de densidade emocional e arquitetônica comparáveis às grandes sinfonias orquestrais.
5. “El Camino Real” e a teatralidade sonora
El Camino Real tornou-se uma das obras mais emblemáticas do repertório bandístico moderno.
Aqui Reed explora:
ritmos afro-hispânicos;
energia percussiva;
exuberância festiva;
dramaticidade quase operística.
A peça tornou-se um paradigma de:
virtuosismo coletivo;
impacto concertístico;
espetáculo tímbrico.
Sua escrita evidencia o entendimento da banda como organismo de grande teatralidade sonora.
6. “Canto e Candombe”: síntese latino-americana
Entre suas obras mais emblemáticas está:
A Festival Prelude, mas sobretudo:
Canto y Candombe.
Nesta obra, Reed aproxima-se profundamente da identidade latino-americana, especialmente das tradições afro-uruguaias do candombe.
“Canto y Candombe” revela:
sensualidade rítmica;
sofisticação polirrítmica;
lirismo melancólico;
exuberância percussiva;
extraordinária exploração dos metais.
A obra possui quase uma dimensão coreográfica:
os ritmos parecem corporificados;
a percussão deixa de ser mero suporte;
o tecido musical pulsa de maneira orgânica.
O “Canto” inicial apresenta atmosfera contemplativa e quase nostálgica, enquanto o “Candombe” explode em vitalidade ritualística.
Aqui Reed demonstra:
abertura multicultural;
assimilação respeitosa de elementos folclóricos;
universalização artística da música latino-americana.
7. Alfred Reed e a estética da comunicação
Diferentemente de certos modernismos excessivamente herméticos, Alfred Reed jamais rompeu o elo com o público.
Sua música consegue conciliar:
sofisticação;
clareza;
impacto emocional;
acessibilidade.
Isso explica sua permanência:
em salas de concerto;
festivais;
concursos;
universidades;
bandas militares;
repertórios pedagógicos.
Reed entendia que a complexidade artística não precisava afastar a audiência.
8. O impacto histórico de Alfred Reed
A importância histórica de Alfred Reed para a banda sinfônica pode ser resumida em alguns pontos fundamentais:
consolidou a escrita idiomática moderna para banda;
ampliou o repertório original de concerto;
universalizou o repertório bandístico;
valorizou tradições folclóricas internacionais;
aproximou técnica e comunicação estética;
contribuiu para a legitimação acadêmica da banda sinfônica;
influenciou gerações de compositores e regentes.
Seu legado permanece vivo porque suas obras unem:
inteligência estrutural;
força expressiva;
refinamento tímbrico;
humanidade musical.
Da “First Suite” à monumentalidade multicultural de “Canto y Candombe”, Alfred Reed ajudou a transformar a banda sinfônica em um dos mais ricos e sofisticados organismos instrumentais da música contemporânea. [[Especial:Contribuições/~2026-29797-80|~2026-29797-80]] ([[Utilizador Discussão:~2026-29797-80|discussão]]) 02h34min de 19 de maio de 2026 (UTC)
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2026-05-19T16:48:04Z
~2026-30072-04
44302
/* IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão */ Resposta
182714
wikitext
text/x-wiki
== IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão ==
O IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão é uma associação cultural sem fins lucrativos idealizada para atuar como braço institucional, artístico, educacional e de preservação patrimonial da tradicional Banda Sinfônica de Cubatão, conjunto histórico fundado a partir do movimento musical iniciado pelo Maestro Roberto Farias na década de 1970.
Sua proposta é reunir, organizar e profissionalizar ações ligadas à música sinfônica para sopros e percussão, promovendo:
temporadas oficiais de concertos;
formação musical e artística;
festivais, simpósios e seminários;
intercâmbios nacionais e internacionais;
preservação da memória musical de Cubatão;
pesquisas musicológicas;
produção de espetáculos;
apoio à participação da Banda Sinfônica de Cubatão em eventos como a WASBE Conference Rio 2026;
desenvolvimento de projetos via leis de incentivo e parcerias públicas e privadas.
Dentro da concepção institucional desenvolvida pelo Maestro Roberto Farias, o IC-BASIC funciona como o eixo artístico e administrativo da atividade sinfônica cubatense, enquanto o MUSICAD Seminário Permanente de Regência atua mais fortemente no campo acadêmico e pedagógico da regência e da formação superior em música.
O instituto também nasce com a missão de:
defender a continuidade histórica da Banda Sinfônica de Cubatão;
fortalecer sua autonomia institucional após a perda da tutela pública municipal;
ampliar a valorização da banda como patrimônio cultural imaterial;
criar mecanismos permanentes de sustentabilidade artística e financeira.
Entre as áreas previstas para atuação do IC-BASIC destacam-se:
Banda Sinfônica;
Música de Câmara;
Música Antiga;
Pesquisa e Acervo;
Formação de Regentes e Compositores;
Laboratório de Composição e Transcrição;
Produção Cultural;
Ações Educacionais e Comunitárias.
A identidade do instituto busca unir:
excelência artística;
valorização da tradição bandística brasileira;
inovação estética;
inserção internacional;
impacto cultural e social em Cubatão e região.
A própria Banda Sinfônica de Cubatão possui reconhecimento histórico e cultural na cidade, tendo surgido do trabalho iniciado pelo Maestro Roberto Farias no antigo movimento da Banda Municipal Afonso Schmidt. [[Especial:Contribuições/~2026-28546-67|~2026-28546-67]] ([[Utilizador Discussão:~2026-28546-67|discussão]]) 03h06min de 12 de maio de 2026 (UTC)
:A Banda Sinfonica realizou aonlongos dos anos um extraordinário trabalho social com formação de importantes educadores oriundos da Escola de Musica da Banda , o Projeto BEC formou e garantiu a continuidade de músicos inclusive formando educadores que estão espalhados por todo o Brasil .. Viva a Banda Sinfonica de Cubatão [[Especial:Contribuições/~2026-30137-99|~2026-30137-99]] ([[Utilizador Discussão:~2026-30137-99|discussão]]) 16h44min de 19 de maio de 2026 (UTC)
::Sim, nobre Professor! A nossa missão é a preservação e a valorização desse legado que certamente terá reflexos nas futuras gerações. Sigamos perseverantes! [[Especial:Contribuições/~2026-30072-04|~2026-30072-04]] ([[Utilizador Discussão:~2026-30072-04|discussão]]) 16h48min de 19 de maio de 2026 (UTC)
== MUSICAD - Seminário Permanente de Regência ==
O MUSICAD – Seminário Permanente de Regência é uma associação cultural e acadêmica idealizada e dirigida pelo maestro Roberto Farias, voltada à formação, pesquisa e difusão da arte da regência musical, com ênfase especial na regência de bandas sinfônicas, conjuntos de sopros e percussão, orquestras e práticas interpretativas contemporâneas.
A instituição é concebida como um espaço permanente de:
formação de maestros e regentes;
cursos de extensão e pós-graduação lato sensu;
masterclasses, simpósios e seminários;
pesquisa em análise musical, instrumentação e transcrição;
intercâmbio acadêmico e artístico;
produção de repertório brasileiro para banda sinfônica;
reflexão estética, filosófica e pedagógica sobre a regência.
Entre os princípios centrais do MUSICAD destacam-se:
a valorização da excelência artística;
a profissionalização da prática de banda sinfônica;
o incentivo à música brasileira contemporânea;
a integração entre tradição e inovação;
a aproximação entre prática artística e pesquisa acadêmica.
O projeto frequentemente adota a identidade institucional:
“MUSICAD – A excelência na arte da regência”
e mantém forte diálogo com universidades, festivais, instituições culturais e projetos de formação musical.
O MUSICAD também aparece associado a iniciativas como:
cursos de regência;
laboratórios de composição e transcrição;
projetos acadêmicos em parceria com instituições de ensino superior;
simpósios e congressos de música;
ações ligadas à Banda Sinfônica de Cubatão e ao IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão.
Dentro de sua proposta filosófica e artística, o MUSICAD entende a regência não apenas como técnica gestual, mas como uma forma de liderança artística, pensamento musical e construção humana coletiva. [[Especial:Contribuições/~2026-28546-67|~2026-28546-67]] ([[Utilizador Discussão:~2026-28546-67|discussão]]) 03h10min de 12 de maio de 2026 (UTC)
== FRASES DO MAESTRO ROBERTO FARIAS NO ÂMBITO DO MUSICAD ==
Algumas frases institucionais e conceituais atribuíveis ao pensamento artístico-pedagógico do Maestro Roberto Farias no contexto do MUSICAD Seminário Permanente de Regência:
“Reger é a arte de induzir.”
“A técnica conduz o gesto; a consciência musical conduz a arte.”
“O regente não produz o som: ele desperta consciências sonoras.”
“A verdadeira autoridade do regente nasce do conhecimento e da escuta.”
“Toda grande interpretação começa no silêncio interior.”
“A regência é o encontro entre pensamento, emoção e organização sonora.”
“O gesto deve ser claro ao olhar e inevitável ao ouvido.”
“A excelência na arte da regência exige disciplina intelectual e sensibilidade humana.”
“A batuta não simboliza poder; simboliza responsabilidade artística.”
“A música coletiva é a mais elevada experiência de convivência humana.”
“Uma banda sinfônica não é apenas um conjunto instrumental — é um organismo cultural.”
“O regente educa quando ensaia e inspira quando interpreta.”
“A tradição não deve aprisionar a arte, mas servir de fundamento para sua evolução.”
“Toda leitura musical deve transformar-se em experiência estética.”
“O ensaio é o laboratório da interpretação.”
“A formação do regente deve unir técnica, filosofia, história e consciência estética.”
“Não há grande performance sem profundo respeito ao compositor.”
“A arte da regência consiste em transformar múltiplas individualidades em uma única intenção musical.”
“A música de banda possui grandeza estética própria e identidade artística autônoma.”
“O MUSICAD nasce do compromisso com a excelência, a reflexão e a valorização da regência.”
Frases institucionais mais voltadas à identidade do MUSICAD Seminário Permanente de Regência:
“MUSICAD — A excelência na arte da regência.”
“Formando pensamento artístico para o futuro da música.”
“Tradição, conhecimento e excelência em regência.”
“Regência como ciência, arte e consciência.”
“Um espaço permanente de reflexão sobre a arte de reger.”
“Onde a técnica encontra a estética.”
“A formação do regente além da batuta.”
“MUSICAD — excelência acadêmica e sensibilidade artística.”
E frases mais filosóficas:
“O regente é, antes de tudo, um mediador de sensibilidades.”
“Toda música possui uma arquitetura invisível que o regente deve revelar.”
“A interpretação não é imposição da vontade, mas construção de sentido.”
“A arte de reger exige equilíbrio entre racionalidade e intuição.”
“Uma grande execução musical acontece quando a técnica deixa de ser percebida e resta apenas a arte.” [[Especial:Contribuições/~2026-28546-67|~2026-28546-67]] ([[Utilizador Discussão:~2026-28546-67|discussão]]) 03h13min de 12 de maio de 2026 (UTC)
== REGER É A ARTE DE INDUZIR ==
“Regência é a arte de induzir.”
— Roberto Farias
Na visão do Maestro Roberto Farias, o ato de reger transcende a simples marcação métrica ou coordenação técnica de uma execução musical. O regente não “impõe” mecanicamente a música; ele induz artisticamente a realização sonora através de gestos, intenção, conhecimento estético, liderança humana e capacidade de inspirar.
A “indução” na regência manifesta-se em diferentes dimensões:
Indução sonora — o gesto conduz a qualidade do som, a articulação, a dinâmica e a expressividade;
Indução psicológica — o regente desperta confiança, concentração e envolvimento emocional dos músicos;
Indução estética — orienta a compreensão estilística da obra e sua arquitetura musical;
Indução coletiva — transforma indivíduos em organismo artístico único;
Indução filosófica — conduz o intérprete à compreensão do sentido humano e espiritual da música.
Segundo essa concepção, o verdadeiro regente não é apenas um “marcador de compassos”, mas um catalisador de energias artísticas. Sua autoridade nasce menos da imposição e mais da capacidade de convencer musicalmente através da inteligência interpretativa, da clareza gestual e da profundidade artística.
A frase também dialoga com a visão pedagógica frequentemente associada ao MUSICAD — Seminário Permanente de Regência, no qual a formação do regente envolve:
técnica;
análise musical;
psicologia da liderança;
filosofia da arte;
comunicação verbal e não verbal;
consciência estética e humanística.
Em síntese, para o Maestro Roberto Farias, reger é:
“Induzir músicos a transformar símbolo em emoção, organização sonora em arte e execução coletiva em experiência estética.” [[Especial:Contribuições/~2026-28546-67|~2026-28546-67]] ([[Utilizador Discussão:~2026-28546-67|discussão]]) 03h17min de 12 de maio de 2026 (UTC)
== PROPOSTA DE DESMILITARIZAÇÃO DAS BANDAS ESTUDANTIS ==
Proposta de “Desmilitarização” das Bandas Estudantis
Uma visão do Maestro Roberto Farias
A proposta de “desmilitarização” das bandas estudantis, defendida pelo Maestro Roberto Farias, não significa a negação da disciplina, da organização ou da tradição histórica das bandas. Trata-se, antes, de uma redefinição estética, pedagógica e artística dessas formações, aproximando-as do universo da performance musical contemporânea e da expressão cultural.
Segundo essa visão, as bandas estudantis brasileiras, historicamente influenciadas pelo modelo militar — sobretudo nos concursos e desfiles cívicos — passaram, nas últimas décadas, por profundas transformações musicais. O repertório deixou de restringir-se às marchas militares e dobrados tradicionais, incorporando obras sinfônicas, trilhas cinematográficas, música popular elaborada, repertório contemporâneo e composições originais para sopros e percussão.
Com essa mudança de linguagem musical, torna-se inadequado manter modelos excessivamente rígidos de movimentação, postura e avaliação estética baseados exclusivamente na lógica militar.
Principais fundamentos da proposta
1. Valorização da Arte acima da Rigidez Marcial
A banda estudantil deve ser compreendida prioritariamente como organismo artístico e educacional, e não como extensão de estruturas paramilitares.
A música passa a ocupar o centro da apresentação, substituindo o excesso de formalismo coreográfico.
2. Ampliação do Repertório
As novas exigências musicais incluem:
mudanças constantes de andamento;
métricas complexas (5/8, 7/8, 9/8 etc.);
fermatas e suspensões;
contrastes expressivos;
recursos cênicos e performáticos.
Esses elementos tornam incompatível a manutenção de uma movimentação rígida baseada exclusivamente na marcha militar tradicional.
3. Banda como Espetáculo Artístico
A apresentação deve assumir caráter de espetáculo musical, integrando:
interpretação artística;
expressão corporal;
teatralidade;
iluminação;
identidade visual contemporânea;
interação com o público.
A banda deixa de ser apenas “corpo de desfile” para tornar-se agente cultural.
4. Formação Humana e Sensível
A proposta busca substituir modelos excessivamente autoritários por práticas pedagógicas mais:
criativas;
colaborativas;
inclusivas;
musicalmente conscientes.
A disciplina continua existindo, mas vinculada ao compromisso artístico coletivo e não ao temor hierárquico.
5. Aproximação do Modelo de Banda Sinfônica
Roberto Farias propõe que as bandas estudantis se aproximem conceitualmente das bandas sinfônicas modernas, valorizando:
qualidade sonora;
refinamento interpretativo;
afinação;
equilíbrio tímbrico;
compreensão estética da obra.
Impactos Esperados
A proposta visa:
modernizar o movimento de bandas;
estimular maior interesse dos jovens;
elevar o nível artístico das corporações;
aproximar as bandas do ambiente cultural e acadêmico;
fortalecer a identidade musical brasileira para sopros e percussão.
Síntese Conceitual
“A banda estudantil do século XXI deve formar artistas, não apenas marchadores.
Disciplina e excelência continuam essenciais, mas agora subordinadas à expressão artística e à comunicação musical.”
— Roberto Farias [[Especial:Contribuições/~2026-28546-67|~2026-28546-67]] ([[Utilizador Discussão:~2026-28546-67|discussão]]) 03h21min de 12 de maio de 2026 (UTC)
:Cresce de importante, em tempos atuais, o olhar artístico sobre as bandas juvenis (estudantis). Obviamente que, como dito pelo Maestro, não há uma necessidade de abandono de repertórios clássicos como Dobrados (que aliás são a marca histórica de nossas bandas). Almeja-se, por outro lado, como muito é reforçado pelo MUSICAD, que tenhamos um olhar mais aprofundado par a arte da regência e as funções amplas que o regente assume no século XXI, principalmente como formador cultural/educador musical dos participantes de bandas juvenis. O aspecto militar da disciplina se impõe para os músicos de forma orgânica se o fazer artístico for realmente enriquecedor, afinal quem não quer apresentar uma música com grau de dificuldade mais elaborado e ser desafiado a fazer o que parece muito difícil musicalmente. O prazer em alcançar o resultado artístico de alta qualidade (dentro do nível de maturidade musical em que se está) é algo surpreendente tanto para o regente, quanto para os músicos executantes. Voltando aos Dobrados, por que eles não podem ser tratados para além do aspecto funcional (conduzir a marcha), passando a administrá-los musical por outro ponto de vista. Há Dobrados que carregam em si a complexidade de obras de grande vulto estético. Isso sim, deveria ser elaborado no processo de educação musical das bandas juvenis. [[Utilizador:Tiago Teixeira Ferreira|Tiago Teixeira Ferreira]] ([[Utilizador Discussão:Tiago Teixeira Ferreira|discussão]]) 12h09min de 13 de maio de 2026 (UTC)
== ROBERTO FARIAS: UM STRAVINSKYANO CONVICTO ==
O Maestro Roberto Farias: um Stravinskyano convicto
Roberto Farias pode ser definido como um ''“stravinskyano convicto”'' sobretudo pela maneira como compreende a banda sinfônica como organismo moderno, rítmico, plástico e intelectualmente ativo — muito próximo da estética de Igor Stravinsky.
Essa aproximação manifesta-se em diversos aspectos de seu pensamento artístico:
valorização do ritmo como força estruturante da música;
interesse por métricas assimétricas e pulsação irregular;
defesa da clareza arquitetônica da interpretação;
recusa do sentimentalismo excessivo;
compreensão da regência como indução energética e não mera marcação métrica;
visão da banda sinfônica como laboratório contemporâneo de timbres.
A afinidade com Stravinsky aparece especialmente na defesa que o Maestro Roberto Farias faz da modernização estética das bandas estudantis e sinfônicas. Sua proposta de “desmilitarização” das bandas aproxima-se diretamente da ruptura stravinskyana com modelos rígidos e mecanizados do fazer musical. Ao admitir repertórios com compassos 5/8, 7/8, alternâncias agógicas, fermatas e caráter cênico-espetacular, ele desloca a banda do universo exclusivamente marcial para uma dimensão artística mais sofisticada e teatral — algo profundamente coerente com obras como:
Symphonies of Wind Instruments
The Rite of Spring
L'Histoire du soldat
Há também uma afinidade filosófica. Stravinsky defendia disciplina intelectual, precisão e objetividade sonora. Roberto Farias frequentemente trata a regência não como exibição emocional, mas como organização consciente da energia musical coletiva. Sua máxima:
“Reger é a arte de induzir”
dialoga fortemente com a concepção stravinskyana do regente como organizador de tensões, planos sonoros e impulsos rítmicos.
Além disso, o interesse do Maestro Roberto Farias por:
análise estrutural;
instrumentação para sopros;
repertório contemporâneo;
transparência tímbrica;
construção de identidade moderna para bandas sinfônicas,
aproxima-o muito mais da linhagem Stravinsky–Hindemith–Holst do que da tradição romântica tardia baseada apenas em expansão emocional.
Pode-se dizer, portanto, que o “stravinskyanismo” de Roberto Farias não é mera preferência repertorial, mas uma postura estética e pedagógica:
a defesa da banda sinfônica como espaço de modernidade artística, sofisticação rítmica e inteligência sonora. [[Especial:Contribuições/~2026-28546-67|~2026-28546-67]] ([[Utilizador Discussão:~2026-28546-67|discussão]]) 03h25min de 12 de maio de 2026 (UTC)
== O Triangulo, o instrumento mais importante da Orquestra ==
“Todos são importantes numa orquestra, do triângulo ao 1º violino. Todos são peças de uma mesma engrenagem.”
O impacto da afirmação do Maestro Roberto Farias reside justamente na quebra de uma hierarquia tradicionalmente cristalizada no imaginário musical. Ao declarar que “o instrumento mais importante da orquestra é o triângulo”, ele não diminui o papel do 1º violino, mas desloca o foco da ideia de prestígio para a ideia de responsabilidade coletiva.
A justificativa apresentada é profundamente pedagógica e musical. O 1º violino, embora exerça função de liderança dentro do naipe das cordas e da própria orquestra, atua cercado por outros músicos que compartilham a mesma linha musical. Um eventual erro isolado — como a troca de um si bemol por um si natural — pode até ser percebido por colegas próximos ou pelo maestro, dependendo do contexto sonoro, mas muitas vezes passará despercebido ao público.
Já o triângulo ocupa uma condição completamente distinta. Trata-se de um instrumento de extrema exposição tímbrica. Seu som metálico e brilhante corta a massa orquestral inteira. Em muitas obras, o percussionista permanece dezenas ou até centenas de compassos em silêncio, enfrentando mudanças métricas, alterações de andamento, fermatas, rubatos e transições complexas. Basta um instante de distração para que a entrada aconteça um ou dois tempos antes, ou um compasso depois, comprometendo imediatamente a estrutura perceptiva da obra.
E justamente por ser um instrumento tão exposto, o erro torna-se público e evidente. Numa obra conhecida, a plateia percebe instantaneamente a quebra do fluxo musical. É nesse ponto que a reflexão do maestro ganha força filosófica: a importância de um músico não está na quantidade de notas que executa, nem no status histórico do instrumento, mas na função estrutural que desempenha dentro do organismo sonoro.
A metáfora extrapola a música e alcança dimensões humanas e institucionais. Dentro de uma orquestra — como dentro de qualquer sociedade — não existem funções pequenas. Há funções diferentes, todas indispensáveis ao equilíbrio do conjunto. O triângulo passa então a simbolizar o músico aparentemente “secundário”, mas cuja precisão, consciência e responsabilidade podem sustentar ou comprometer um momento decisivo da obra.
A ideia sintetiza uma visão artística frequentemente associada ao pensamento do Maestro Roberto Farias: a orquestra como organismo coletivo, onde excelência não significa protagonismo individual, mas integração consciente entre todas as partes [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 11h26min de 13 de maio de 2026 (UTC)
:Excelente reflexão, Maestro! Ao que tudo indica, há uma "sociologia" dos instrumentos musicais também, considerando a importância, significado cultural e histórico que foram dados a eles ao longo dos tempos. Inverter esse ponto de vista, como o Sr propõe sumariamente no texto, é olhar com olhos do século XXI. Como dizia Saramago, é preciso sair da ilha para ver a ilha. [[Especial:Contribuições/~2026-28739-26|~2026-28739-26]] ([[Utilizador Discussão:~2026-28739-26|discussão]]) 11h54min de 13 de maio de 2026 (UTC)
== A Regência na visão de Elizabeth Green e Hermann Scherchen ==
A Regência na visão de Elizabeth Green e Hermann Scherchen
A visão da regência em Elizabeth A. H. Green e Hermann Scherchen representa dois polos complementares da arte do maestro: de um lado, a objetividade técnica e pedagógica; de outro, a dimensão filosófica, expressiva e quase transcendental da interpretação musical.
Elisabeth Green — A técnica clara e funcional
The Modern Conductor tornou-se uma das obras pedagógicas mais importantes da regência moderna, especialmente nos Estados Unidos. Green organiza a regência como uma disciplina técnica racional, sistemática e objetiva.
Princípios fundamentais de Green
Clareza gestual absoluta
O gesto do regente deve ser compreendido instantaneamente pelo músico. O movimento precisa indicar:
pulso;
dinâmica;
caráter;
articulação;
entradas e cortes.
Economia de movimento
O gesto não deve ser teatral ou excessivo. Cada movimento precisa ter função musical.
Precisão métrica
Elisabeth Green enfatiza os diagramas tradicionais de compasso e a estabilidade do ictus.
Exemplo de organização métrica: 7/4 (4+3) e 7/4 (3+4)
Na visão de Green, o compasso deve ser “sentido” corporalmente e transmitido com absoluta regularidade.
Preparação (prep beat)
A anacruse gestual é essencial:
respiração;
intenção;
tempo;
caráter.
O gesto preparatório já “faz soar” a música antes do primeiro ataque.
Independência das mãos
A mão direita normalmente define:
tempo;
subdivisão;
estabilidade rítmica.
A mão esquerda:
fraseado;
dinâmica;
expressão;
equilíbrio.
Filosofia implícita
Para Green, o regente é:
“um comunicador técnico-musical”.
O maestro existe para tornar a execução:
segura;
coesa;
eficiente;
musicalmente inteligível.
Há forte influência do ambiente das:
bandas;
orquestras acadêmicas;
universidades norte-americanas.
Seu pensamento é extremamente útil para:
formação inicial;
bandas sinfônicas;
orquestras jovens;
pedagogia da regência.
Hermann Scherchen — O regente como criador espiritual
Já Handbook of Conducting apresenta uma visão muito mais filosófica, psicológica e artística da regência.
Para Scherchen, reger não é apenas marcar compassos:
é revelar a essência interior da música.
Princípios fundamentais de Scherchen
A música acima da mecânica
Scherchen criticava a regência meramente “metronômica”.
O gesto não deve apenas indicar:
pulsação;
entradas;
dinâmica.
Ele deve transmitir:
tensão;
arquitetura;
energia;
densidade emocional;
direção espiritual da obra.
O regente como intérprete intelectual
Na visão de Scherchen:
o maestro precisa compreender profundamente:
forma;
harmonia;
contraponto;
estrutura;
estética;
contexto filosófico da obra.
A regência nasce do pensamento musical.
Elasticidade do tempo
Ao contrário da rigidez excessiva:
o tempo musical é orgânico;
flexível;
respirado.
O rubato e a agógica são partes essenciais da interpretação.
O gesto como energia
Para Scherchen:
o gesto possui força psicológica;
transmite vontade musical;
influencia emocionalmente a orquestra.
O maestro não “manda”:
ele induz.
Essa ideia aproxima-se profundamente da concepção frequentemente associada ao pensamento do Maestro Roberto Farias:
“Reger é a arte de induzir.”
Dimensão humana e coletiva
Scherchen via a orquestra como:
organismo vivo;
coletivo pensante;
comunidade sonora.
O maestro não deveria ser um tirano, mas:
um catalisador artístico.
Comparação entre Green e Scherchen
Elisabeth Green Hermann Scherchen
Técnica objetiva Filosofia interpretativa
Clareza gestual Expressividade profunda
Precisão métrica Flexibilidade agógica
Pedagogia sistemática Reflexão estética
Regência funcional Regência transcendental
Ênfase na comunicação visual Ênfase na energia musical
Método acadêmico Pensamento artístico-humanista
Convergências
Apesar das diferenças, ambos concordam que:
o gesto deve nascer da música;
a técnica nunca é um fim em si;
o regente precisa dominar profundamente a partitura;
a comunicação com o conjunto é essencial;
reger exige síntese entre intelecto e sensibilidade.
Síntese contemporânea
A regência moderna normalmente procura unir:
a clareza técnica de Green;
a profundidade interpretativa de Scherchen.
Em outras palavras:
técnica sem expressão produz mecanização;
expressão sem técnica produz confusão.
O grande maestro é aquele capaz de transformar:
análise;
gesto;
emoção;
liderança;
sonoridade
num único fenômeno artístico vivo. [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 11h35min de 13 de maio de 2026 (UTC)
== A BANDA SINFÔNICA COMO ORGANISMO ARTÍSTICO AUTÔNOMO ==
'''A Banda Sinfônica como Organismo Artístico Autônomo'''
Pensamento defendido pelo Maestro Roberto Farias
A banda sinfônica, durante muito tempo, viveu à sombra da orquestra sinfônica, sobretudo no que diz respeito ao repertório. Durante décadas, abasteceu-se de arranjos, transcrições e adaptações de obras originalmente concebidas para orquestra: aberturas de ópera, suítes, movimentos de sinfonias, valsas, polcas e outras peças que, embora dialogassem com gêneros populares, passaram a integrar o universo da chamada música clássica — como é o caso das célebres valsas vienenses.
Entretanto, a partir do século XX, esse extraordinário organismo instrumental de sopros e percussão passou a ganhar vida própria. A banda sinfônica consolidou-se como uma formação autônoma, dotada de identidade sonora, repertório específico, linguagem própria e grande flexibilidade artística.
Diferentemente da orquestra sinfônica, cuja constituição instrumental é mais fixa e cuja atuação geralmente depende de salas apropriadas, condições acústicas controladas e maior proteção contra as variações climáticas, a banda sinfônica apresenta maior adaptabilidade. Sua potência sonora permite atuações em espaços abertos, muitas vezes prescindindo de amplificação, além de suportar com maior eficiência determinadas condições ambientais.
Hoje, a banda sinfônica é detentora de vasto repertório original, composto especificamente para o grande conjunto de sopros e percussão. Ao mesmo tempo, apropria-se de maneira eficaz de parte significativa do repertório orquestral por meio de transcrições consagradas. O movimento inverso — da banda para a orquestra — ocorre em escala muito menor, embora existam exemplos relevantes.
Podem ser citados casos emblemáticos como a Sinfonia Fúnebre e Triunfal, de Hector Berlioz, originalmente concebida para grande conjunto de sopros e percussão, com cordas opcionais; as Suítes para Banda Militar, de Gustav Holst; e o Tema e Variações Op. 43A, de Arnold Schoenberg, escrito para banda, cuja versão Op. 43B foi destinada à orquestra sem alteração estrutural significativa. Também Aaron Copland e outros compositores contribuíram para essa afirmação da banda sinfônica como organismo artístico de primeira grandeza.
Outro aspecto fundamental é o caráter pedagógico da banda sinfônica. Por ser um organismo cujo desenvolvimento pleno se dá sobretudo a partir do século XX, seu repertório passou a ser organizado em níveis de dificuldade, sem que isso implique perda de interesse artístico. Essa característica possibilita o acesso progressivo de instrumentistas em formação ao universo dos sopros e da percussão, cumprindo simultaneamente uma função didática, pedagógica e artística.
Na orquestra sinfônica, essa gradação ocorre em menor escala. Muitas vezes, a formação inicial de jovens músicos recorre a versões facilitadas, arranjos e adaptações de obras consagradas, o que nem sempre contribui de modo efetivo para uma futura carreira musical em nível profissional.
Na banda sinfônica, por outro lado, desde os primeiros estágios, instrumentos como glockenspiel, xilofone, vibrafone, marimba e campanas já podem estar presentes, naturalmente em grau compatível com o desenvolvimento técnico dos instrumentistas. Isso amplia a vivência musical dos jovens músicos e favorece uma formação mais abrangente no campo dos sopros e da percussão.
Não se trata, portanto, de estabelecer uma hierarquia entre banda sinfônica e orquestra sinfônica, nem de desconsiderar a importância de um ou outro organismo. Trata-se, antes, de compreender adequadamente suas naturezas, funções, potencialidades e especificidades dentro do universo instrumental.
O pensamento defendido pelo Maestro Roberto Farias aponta justamente para essa necessidade: reconhecer a banda sinfônica não como uma formação secundária ou derivada da orquestra, mas como um organismo artístico autônomo, historicamente legítimo, pedagogicamente relevante e esteticamente pleno. [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 02h14min de 14 de maio de 2026 (UTC)
== A orquestração de Berlioz na Sinfonia Fantástica, por Roberto Farias ==
A orquestração de Berlioz na ''Sinfonia Fantástica'' não apenas seguiu os padrões, como revolucionou completamente o papel da orquestra, sendo considerada o marco zero da instrumentação moderna.
Aqui estão as principais inovações que romperam com a tradição de 1830:
1. Tamanho e Variedade do Efetivo
Enquanto as orquestras da época eram menores e mais padronizadas, Berlioz exigiu um contingente massivo (mais de 90 músicos) e instrumentos raros para a sala de concerto:
* Ophicleides e Tubas: Introduziu metais graves potentes para dar um peso "infernal" ao ''Dies Irae''.
* Corno Inglês: Usado no terceiro movimento para criar uma atmosfera bucólica e melancólica, dialogando com o oboé (que toca fora do palco).
* Harpa: O uso de duas harpas no segundo movimento ("Um Baile") foi uma inovação luxuosa, já que o instrumento era restrito à ópera.
2. Timbres e Efeitos Estendidos
Berlioz tratou o timbre como um elemento tão importante quanto a melodia ou a harmonia:
* Col Legno: No quinto movimento, as cordas batem na madeira do arco para imitar o som de ossos batendo (esqueletos dançando). Isso era inédito em uma sinfonia.
* Sinos de Igreja: O uso de sinos reais em cena (ou chapas de metal) para o funeral parodiado.
* Tímpanos afinados: No terceiro movimento, ele usa quatro timpanistas para criar o som de um trovão distante, explorando a afinação precisa para gerar acordes na percussão.
3. A Orquestra como Narradora
A maior inovação foi usar a instrumentação para "pintar" a cena (pintura sonora):
* O Clarinete em Mib: No final, a ''idée fixe'' (o tema da amada) é tocada por um clarinete pequeno, que tem um som estridente e ácido, transformando a amada em uma bruxa vulgar.
* Espacialização: Colocar o oboé fora do palco para simular o eco de um pastor nas montanhas.
Berlioz publicou anos depois o seu ''Tratado de Instrumentação'', que se tornou a "bíblia" para compositores como Wagner, Mahler e Strauss. [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 06h44min de 15 de maio de 2026 (UTC)
== Dies Irae na Sinfonia Fantástica de Berlioz ==
O uso do ''[https://www.google.com/search?hl=pt-BR&ram_mb=5659&aos=16&csuir=1&cct=7778&aep=16&mstk=AUtExfBWWcZg9ZWsAkAtluDBtMiAPShYR7HotQJ3bI4dMTzXRixcaAe8vl-lznE24f6WSeKQw2yvmTv8uVgZgXIo4dtVz_4Ad_b7e_EWe0N3Z6GwBdI4-zhS-1Idj2iqn0LHag711B5sv2Bh6KXarsh2VxxA940iazU4vsYpoqRmjtwHYUWGwoPTEjyNB1gi-YiWKjbfVLioyUmp3Rm6B_OR_xDtgOcdd4vQQn_MYkFMyl_VYdWZ24fTu-gtIeohL1rBe32agl6ckS8z4yIayPAiKMlsTubiIPlFEGLYmiaY2MbYMSkjqzU2efNlqtwBAe4WmWWNsUnNXQyeoQ&qsubts=1778827225895&cs=1&q=Dies+Irae&agsai=F6r_2Pq5PJA&padt=54&gs_lp=Eg1nc2EtZ29vZ2xlYXBwGgIYACIAKhQICRAjGCcY6gIY8AUYngYoAZgBCTIOCAAQIxgnGOoCKAGYAQAyDggBECMYJxjqAigBmAEBMg4IAhAjGCcY6gIoAZgBAjIOCAMQIxgnGOoCKAGYAQMyIwgEEC4YJxivARjHARjqAigBag0vZy8xMWJ6d255dnZ6mAEEMg4IBRAjGCcY6gIoAZgBBTIOCAYQIxgnGOoCKAGYAQYyEQgHECMYJxjqAhjwBSgBmAEHMhEICBAjGCcY6gIYngYoAZgBCDIUCAkQIxgnGOoCGPAFGJ4GKAGYAQkyDggKECMYJxjqAigBmAEKMg4ICxAjGCcY6gIoAZgBCzIRCAwQIxgnGMkCGOoCKAGYAQwyDggNECMYJxjqAigBmAENMg4IDhAjGCcY6gIoAZgBDjIOCA8QIxgnGOoCKAGYAQ8yDggQECMYJxjqAigBmAEQMg4IERAjGCcY6gIoAZgBETIOCBIQIxgnGOoCKAGYARIyHQgTEC4YJxjqAigBag0vZy8xMWM2dDkyanQ2mAETMg4IFBAjGCcY6gIoAZgBFDIUCBUQIxgnGMkCGOoCGPAFKAGYARUyDggWECMYJxjqAigBmAEWMiIIFxAuGCcYrwEYxwEY6gIoAWoML2cvMXE2OXN4Nnc0mAEXMhQIGBAjGCcY6gIY8AUYngYoAZgBGDIhCBkQLhgnGK8BGMcBGOoCKAFqCy9nLzF0ZzJmbHg0mAEZMg4IGhAjGCcY6gIoAZgBGjIOCBsQIxgnGOoCKAGYARsyDggcECMYJxjqAigBmAEcMg4IHRAjGCcY6gIoAZgBHTIUCB4QABgDGI8BGLQCGOoCKAGYAR4yIwgfEC4YAxiPARi0AhjqAigBag0vZy8xMXNndnc1MHJ4mAEfMhQIIBAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBIDIUCCEQABgDGI8BGLQCGOoCKAGYASEyFAgiEAAYAxiPARi0AhjqAigBmAEiMhQIIxAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBIzIUCCQQABgDGI8BGLQCGOoCKAGYASQyFAglEAAYAxiPARi0AhjqAigBmAElMhQIJhAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBJjIUCCcQABgDGI8BGLQCGOoCKAGYAScyFAgoEAAYAxiPARi0AhjqAigBmAEoMhQIKRAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBKTIUCCoQABgDGI8BGLQCGOoCKAGYASoyFAgrEAAYAxiPARi0AhjqAigBmAErMhQILBAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBLEABSPrfAVAAWABgAYgBAJgBAKABAKoBALABALgBAZgCAaACkwGoAi2wAgHSAgtodndVa0hXNFV4UZgDkwGgA6kBsAQAuAQAwgQA0AQAggUICAEQACgAMA_xBR4qyWKQAwwugAYCkgcDMGoxmAcBoAcA&rdid=c627064c-8b40-4357-915d-afa80e804701&client=ms-android-samsung-rvo1&mtid=dRf5aY-rEYiI4dUPo-7iqQM&csui=3&ved=2ahUKEwj14bLn17qUAxWrIrkGHQ16KUIQgK4QeggIAggACBQQAQ Dies Irae]'' no quinto movimento ("Sonho de uma Noite de Sabá") da ''[https://www.google.com/search?hl=pt-BR&ram_mb=5659&aos=16&csuir=1&cct=7778&aep=16&mstk=AUtExfBWWcZg9ZWsAkAtluDBtMiAPShYR7HotQJ3bI4dMTzXRixcaAe8vl-lznE24f6WSeKQw2yvmTv8uVgZgXIo4dtVz_4Ad_b7e_EWe0N3Z6GwBdI4-zhS-1Idj2iqn0LHag711B5sv2Bh6KXarsh2VxxA940iazU4vsYpoqRmjtwHYUWGwoPTEjyNB1gi-YiWKjbfVLioyUmp3Rm6B_OR_xDtgOcdd4vQQn_MYkFMyl_VYdWZ24fTu-gtIeohL1rBe32agl6ckS8z4yIayPAiKMlsTubiIPlFEGLYmiaY2MbYMSkjqzU2efNlqtwBAe4WmWWNsUnNXQyeoQ&qsubts=1778827225895&cs=1&q=Sinfonia+Fant%C3%A1stica&agsai=F6r_2Pq5PJA&padt=54&gs_lp=Eg1nc2EtZ29vZ2xlYXBwGgIYACIAKhQICRAjGCcY6gIY8AUYngYoAZgBCTIOCAAQIxgnGOoCKAGYAQAyDggBECMYJxjqAigBmAEBMg4IAhAjGCcY6gIoAZgBAjIOCAMQIxgnGOoCKAGYAQMyIwgEEC4YJxivARjHARjqAigBag0vZy8xMWJ6d255dnZ6mAEEMg4IBRAjGCcY6gIoAZgBBTIOCAYQIxgnGOoCKAGYAQYyEQgHECMYJxjqAhjwBSgBmAEHMhEICBAjGCcY6gIYngYoAZgBCDIUCAkQIxgnGOoCGPAFGJ4GKAGYAQkyDggKECMYJxjqAigBmAEKMg4ICxAjGCcY6gIoAZgBCzIRCAwQIxgnGMkCGOoCKAGYAQwyDggNECMYJxjqAigBmAENMg4IDhAjGCcY6gIoAZgBDjIOCA8QIxgnGOoCKAGYAQ8yDggQECMYJxjqAigBmAEQMg4IERAjGCcY6gIoAZgBETIOCBIQIxgnGOoCKAGYARIyHQgTEC4YJxjqAigBag0vZy8xMWM2dDkyanQ2mAETMg4IFBAjGCcY6gIoAZgBFDIUCBUQIxgnGMkCGOoCGPAFKAGYARUyDggWECMYJxjqAigBmAEWMiIIFxAuGCcYrwEYxwEY6gIoAWoML2cvMXE2OXN4Nnc0mAEXMhQIGBAjGCcY6gIY8AUYngYoAZgBGDIhCBkQLhgnGK8BGMcBGOoCKAFqCy9nLzF0ZzJmbHg0mAEZMg4IGhAjGCcY6gIoAZgBGjIOCBsQIxgnGOoCKAGYARsyDggcECMYJxjqAigBmAEcMg4IHRAjGCcY6gIoAZgBHTIUCB4QABgDGI8BGLQCGOoCKAGYAR4yIwgfEC4YAxiPARi0AhjqAigBag0vZy8xMXNndnc1MHJ4mAEfMhQIIBAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBIDIUCCEQABgDGI8BGLQCGOoCKAGYASEyFAgiEAAYAxiPARi0AhjqAigBmAEiMhQIIxAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBIzIUCCQQABgDGI8BGLQCGOoCKAGYASQyFAglEAAYAxiPARi0AhjqAigBmAElMhQIJhAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBJjIUCCcQABgDGI8BGLQCGOoCKAGYAScyFAgoEAAYAxiPARi0AhjqAigBmAEoMhQIKRAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBKTIUCCoQABgDGI8BGLQCGOoCKAGYASoyFAgrEAAYAxiPARi0AhjqAigBmAErMhQILBAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBLEABSPrfAVAAWABgAYgBAJgBAKABAKoBALABALgBAZgCAaACkwGoAi2wAgHSAgtodndVa0hXNFV4UZgDkwGgA6kBsAQAuAQAwgQA0AQAggUICAEQACgAMA_xBR4qyWKQAwwugAYCkgcDMGoxmAcBoAcA&rdid=c627064c-8b40-4357-915d-afa80e804701&client=ms-android-samsung-rvo1&mtid=dRf5aY-rEYiI4dUPo-7iqQM&csui=3&ved=2ahUKEwj14bLn17qUAxWrIrkGHQ16KUIQgK4QeggIAggACBQQAg Sinfonia Fantástica]'' (1830) de Hector Berlioz é um dos momentos mais icônicos da música romântica, transformando um canto fúnebre medieval em uma paródia grotesca e diabólica.
Aqui está uma análise detalhada dessa seção:
1. Contexto Narrativo
No quinto movimento, o artista (protagonista da sinfonia) envenenado por ópio sonha que está no seu próprio funeral, cercado por fantasmas, feiticeiros e monstros em um Sabá de bruxas. O ''Dies Irae'' (Dia da Ira), tradicional canto fúnebre da Missa dos Mortos, é introduzido para simbolizar a morte e o juízo final, mas de forma parodiada.
A harmonia na ''Sinfonia Fantástica'' é conduzida por uma abordagem experimental e dramática que rompeu com as normas estritas do Classicismo, priorizando a expressão da narrativa (o "programa") sobre as regras tradicionais.
Aqui estão os pontos principais da condução harmônica:
* Uso Dramático do Cromatismo: Berlioz utiliza amplamente o cromatismo para gerar tensão e instabilidade emocional, refletindo o estado psicológico do protagonista. Isso é evidente no primeiro movimento, onde a harmonia "flutua" para representar os delírios e paixões do artista.
* Progressões e Acordes Incomuns: Para a época, a obra apresentava progressões harmônicas consideradas "monstruosas" ou bizarras por críticos conservadores. Berlioz frequentemente utilizava acordes de sétima e diminutos de formas não convencionais para criar atmosferas sombrias ou surpresas bruscas.
* Relações de Tonalidade Expandidas: Embora a obra mantenha centros tonais (como Dó Maior no primeiro movimento), as modulações são frequentes e, por vezes, abruptas para sublinhar mudanças repentinas na história, como a interrupção da valsa pela ''idée fixe'' no segundo movimento.
* Texturas Polifônicas e Choques Harmônicos: No quinto movimento, Berlioz sobrepõe diferentes temas (como o ''Dies Irae'' e a ''Dança das Bruxas'') em uma polifonia imitativa que gera choques harmônicos propositais, evocando o caos do Sabá.
* Unificação via Ideia Fixa: A harmonia é muitas vezes subordinada à ''idée fixe'' (o tema da amada). Conforme esse tema se transforma melodicamente em cada movimento, o acompanhamento harmônico ao seu redor também muda — de um suporte lírico e nobre para uma harmonia vulgar e distorcida no final.
Na época da estreia (1830), Berlioz escreveu a obra em um período de transição tecnológica. Ele utilizou uma combinação de ambos, mas com estratégias específicas para cada grupo:
* Trompas: Berlioz utilizou trompas naturais (sem válvulas). Para conseguir tocar em diferentes tonalidades, os músicos precisavam trocar os "corpos de substituição" (''crooks'') e usar a técnica de "mão fechada" na campana para obter notas cromáticas. No entanto, ele inovava ao pedir quatro trompas em tons diferentes simultaneamente, o que permitia que a orquestra tivesse acesso a uma gama maior de notas abertas e sonoras.
* Trompetes e Cornetas: Aqui está a grande diferença. Ele usou dois tipos de instrumentos de metal agudo:
*# Trompetes Naturais: Dois trompetes tradicionais, limitados à série harmônica.
*# Cornetas a Pistão (''Cornets à pistons''): Berlioz foi um dos primeiros a introduzir este novo instrumento, que já possuía válvulas (pistões). Elas eram totalmente cromáticas e ágeis, permitindo que ele escrevesse melodias complexas que os trompetes naturais não conseguiam executar. [[https://www.facebook.com/corpomusicalpmesp/videos/b-o-a-t-a-r-d-es%C3%A9rie-instrumentos-musicais-trompetedentre-os-instrumentos-da-fam/346430623271603/?locale=sw_KE 1]]
Essa mistura permitia a Berlioz manter o brilho heroico dos instrumentos naturais enquanto aproveitava a flexibilidade melódica das novas cornetas, algo que se tornou uma marca registrada da sua sonoridade. [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 06h58min de 15 de maio de 2026 (UTC)
== A Grande Sinfonia Funebre e Triunfal de Berlioz e sua importância no repertório da banda sinfônica ==
A Grande Sinfonia Fúnebre e Triunfal (''Grande symphonie funèbre et triomphale'', Op. 15), composta em 1840, <mark>é a quarta e última sinfonia de Hector Berlioz e se estabeleceu como um dos marcos fundadores mais importantes de todo o repertório de banda sinfônica moderna</mark>. [[https://translate.google.com/translate?u=https://en.wikipedia.org/wiki/Grande_Symphonie_fun%25C3%25A8bre_et_triomphale&hl=pt&sl=en&tl=pt&client=sge 1]
Ao contrário de suas sinfonias anteriores, esta obra foi encomendada pelo governo francês para celebrar o décimo aniversário da Revolução de Julho de 1830. Ela foi projetada especificamente para ser executada ao ar livre por uma monumental banda militar de 200 músicos. [
A importância histórica e artística da obra reside nos seguintes pontos:
1. Estrutura e Inovação Musical
A sinfonia quebra o molde orquestral tradicional ao transferir o peso da forma "sinfonia" inteiramente para os instrumentos de sopro e percussão:
* Movimento I: ''Marche funèbre'' (Marcha Fúnebre): Uma procissão melancólica e grandiosa em Fá menor que conduz a estrutura com extrema solenidade harmônica.
* Movimento II: ''Oraison funèbre'' (Oração Fúnebre): Berlioz substitui a voz humana por um trombone tenor solo. O instrumento atua como um orador discursando em memória dos heróis mortos, um uso solístico totalmente inovador para a época.
* Movimento III: ''Apothéose'' (Apoteose): Uma marcha triunfal brilhante em Si bemol maior. Posteriormente, Berlioz adicionou um coro e seções de cordas opcionais para apresentações em salas de concerto.
2. Importância para o Repertório de Banda Sinfônica
Antes do século XIX, a música para conjuntos de sopros era predominantemente utilitária (marchas militares curtas, hinos ou transcrições de óperas). A obra de Berlioz mudou esse paradigma:
* Pioneirismo na Forma Séria: É um dos primeiríssimos exemplos de uma sinfonia de grandes proporções intelectuais e estruturais escrita originalmente para instrumentos de sopro. Ela provou que a banda militar poderia atingir o mesmo status artístico e expressivo de uma orquestra sinfônica tradicional.
* Aclamação de Grandes Compositores: Richard Wagner assistiu a uma das execuções em Paris e declarou a Robert Schumann que os trechos do último movimento eram tão "magníficos e sublimes que nunca poderão ser superados". Wagner admitiu que a obra influenciou diretamente sua abordagem para instrumentos de metal.
* Resgate e Consolidação Moderna: No século XX, o maestro e compositor Richard Franko Goldman realizou uma readaptação moderna da partitura. Esse resgate transformou a obra em um pilar obrigatório e definitivo no repertório das principais bandas sinfônicas e ''wind ensembles'' universitários do mundo.
* Expansão da Instrumentação: A partitura exige uma paleta tímbrica massiva, incluindo dezenas de clarinetes (incluindo em Mi bemol e baixos), oboés, fagotes, e o uso de instrumentos hoje substituídos por tubas, como os antigos oficleides. Ela pavimentou o caminho para que compositores posteriores (como Holst, Hindemith e Schoenberg) escrevessem diretamente para essa formação.
[[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 07h12min de 15 de maio de 2026 (UTC)
== A presença do oficleide e sarrussofone na instrumentação da banda sinfônica ==
Presença no Repertório AtualHoje em dia, o oficleide e o sarrussofone são considerados instrumentos históricos. Nas raras ocasiões em que são utilizados, cumprem um papel de reconstrução histórica (performance informada).Nas edições e performances modernas das obras de Berlioz, Sousa ou Florent Schmitt por bandas sinfônicas, as partes desses instrumentos são universalmente substituídas:As linhas de oficleide são executadas por tubas ou bombardinos.As linhas de sarrussofone são cobertas pelo contrafagote ou pelo saxofone barítono/baixo.
* tanta tração devido à concorrência direta com o saxofone, o sarrussofone contrabaixo tornou-se extremamente popular em bandas sinfônicas francesas, italianas e espanholas, servindo como a fundação grave da seção de palhetas.
* Declínio: Apesar de sua excelente projeção ao ar livre, o sarrussofone pecava no refinamento tímbrico necessário para salas de concerto fechadas. À medida que as bandas militares evoluíram para o formato de concerto das bandas sinfônicas modernas, os compositores passaram a preferir o contrafagote e o clarinete contrabaixo, que ofereciam uma sonoridade mais aveludada e precisa. Presença no Repertório Atual Hoje em dia, o oficleide e o sarrussofone são considerados instrumentos históricos. Nas raras ocasiões em que são utilizados, cumprem um papel de reconstrução histórica (''performance informada''). Nas edições e performances modernas das obras de Berlioz, Sousa ou Florent Schmitt por bandas sinfônicas, as partes desses instrumentos são universalmente substituídas:
** As linhas de oficleide são executadas por tubas ou bombardinos.
** As linhas de sarrussofone são cobertas pelo contrafagote ou pelo saxofone barítono/baixo.
[[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 07h22min de 15 de maio de 2026 (UTC)
== A tuba tenor e o euphonium são o mesmo intrumento? ==
<mark>Sim, na prática musical moderna o termo "tuba tenor" e o "euphonium" (popularmente conhecido no Brasil como bombardino) referem-se ao mesmo instrumento</mark>. No entanto, há nuances históricas e de nomenclatura que diferenciam a classificação técnica do nome comercial do instrumento.
Aqui estão os pontos para compreender essa relação:
1. Classificação Técnica vs. Nome Popular
* Tuba Tenor: É a classificação científica e técnica do instrumento dentro da árvore genealógica dos metais graves. Assim como a família das tubas possui a tuba contrabaixo (em Si bemol ou Dó) e a tuba baixo (em Mi bemol ou Fá), o euphonium é o membro tenor dessa mesma família.
* Euphonium / Bombardino: São os nomes comerciais e populares mais utilizados no dia a dia por músicos, construtores e partituras.
2. Sutil Distinção Histórica nas Orquestras
Historicamente, o termo "tuba tenor" foi por vezes associado a variações específicas exigidas por compositores europeus:
* Modelo de Válvulas Rotativas: No repertório orquestral clássico (como nas obras de Richard Strauss ou Gustav Mahler), o termo ''tuba tenor'' frequentemente designava um instrumento construído em formato oval com chaves rotativas, muito comum na Alemanha.
* O Euphonium Padrão: Refere-se ao design britânico/americano mais comum hoje, com pistões verticais e calibre cônico largo, que acabou padronizando o mercado mundial.
3. Características Compartilhadas
Independentemente do nome utilizado na partitura, ambos os termos compartilham exatamente os mesmos fundamentos estruturais:
* Afinação: Ambos são tradicionalmente afinados em Si bemol (\(B\flat\)), soando uma oitava acima da tuba contrabaixo tradicional e na mesma extensão do trombone.
* Calibre Cônico: Possuem o tubo que se expande gradualmente desde o bocal até a campana, o que confere ao instrumento o seu som característico "aveludado", escuro e redondo. O Grande Alerta de Confusão: O "Tenor Horn" Britânico. É preciso ter muito cuidado com a tradução literal:
** O Tenorhorn (junto, termo alemão) é o instrumento em Si bemol descrito acima.
** O Tenor Horn (separado, termo britânico usado em ''Brass Bands'') é um instrumento completamente diferente, afinado em Mi bemol (\(E\flat\)), que nas Américas e no resto da Europa é chamado de Alto Horn (Trompa Alto).
[[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 07h43min de 15 de maio de 2026 (UTC)
== A Sinfonia em Si bemol de Paul Hindemith, um marco do repertório da banda sinfônics ==
Uma visão análitica da Symphony in B-flat for concert band by Paul Hindemith
A Symphony in B-flat for Concert Band, composta por Paul Hindemith em 1951, representa um dos grandes marcos da literatura original para banda sinfônica no século XX. Escrita para a U.S. Army Band “Pershing’s Own”, a obra consolidou definitivamente a banda de concerto como organismo artístico autônomo, dotado de linguagem própria, profundidade estrutural e sofisticação tímbrica comparável à da grande orquestra sinfônica.
== Contexto histórico e estético ==
Hindemith já era reconhecido como um dos grandes arquitetos da escrita contrapontística moderna quando recebeu o convite para compor uma obra de grande porte para banda. Até então, grande parte do repertório das bandas sinfônicas era constituído de transcrições orquestrais, marchas e música funcional. A ''Symphony in B-flat'' surge como afirmação estética: a banda não precisava mais viver à sombra da orquestra.
A obra sintetiza características fundamentais do pensamento hindemithiano:
* contraponto linear;
* independência das vozes;
* clareza formal;
* tonalidade expandida;
* forte lógica motívica;
* exploração orgânica das famílias instrumentais.
Mais do que uma “sinfonia para banda”, trata-se de uma obra genuinamente concebida a partir da identidade sonora dos sopros e percussão.
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= Estrutura Geral =
A obra divide-se em três movimentos:
# Moderately fast
# Andantino grazioso
# Fugue: Moderately broad
Cada movimento possui identidade própria, mas todos derivam de células motívicas interligadas, numa concepção cíclica típica de Hindemith.
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= I MOVIMENTO — Moderately Fast =
== Forma ==
O primeiro movimento aproxima-se de uma forma-sonata livre.
=== Elementos principais: ===
* exposição de material motívico compacto;
* desenvolvimento contrapontístico intenso;
* reexposição transformada;
* forte unidade rítmica.
== Aspectos motívicos ==
O material principal nasce de intervalos simples — quartas, quintas e movimentos conjuntos — algo muito típico da escrita hindemithiana.
O motivo inicial funciona como “DNA” estrutural da obra.
A sensação melódica não depende de lirismo romântico, mas de:
* direção intervalar;
* tensão linear;
* articulação rítmica.
== Harmonia ==
Hindemith evita funcionalismo tonal tradicional.
A obra gravita em torno de Si bemol, mas utiliza:
* polaridade intervalar;
* sobreposição modal;
* acordes quartais;
* dissonâncias controladas.
O centro tonal é perceptível mais pela gravitação sonora do que por cadências clássicas.
== Orquestração ==
Aqui está um dos maiores méritos da obra.
Hindemith compreende profundamente:
* projeção sonora dos metais;
* elasticidade dos saxofones;
* função conectiva das madeiras;
* importância estrutural da percussão.
A escrita evita duplicações excessivas. Cada voz possui função própria.
A textura frequentemente opera em:
* blocos antifonais;
* linhas imitativas;
* estratificação tímbrica.
== Regência ==
O maior desafio do maestro está em:
* equilíbrio horizontal das linhas;
* transparência contrapontística;
* controle de densidade sonora;
* precisão métrica.
A obra exige regência arquitetônica, não apenas gestual.
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= II MOVIMENTO — Andantino grazioso =
O segundo movimento constitui o núcleo lírico da sinfonia.
== Caráter ==
Não há sentimentalismo romântico.
A expressão é contida, elegante e profundamente introspectiva.
A atmosfera lembra:
* coral renascentista;
* lirismo modal;
* serenidade bachiana filtrada pela modernidade.
== Escrita contrapontística ==
As vozes movem-se com independência absoluta.
Frequentemente:
* o acompanhamento possui relevância temática;
* contracantos tornam-se protagonistas;
* pequenos fragmentos se entrelaçam continuamente.
== Timbre ==
Hindemith explora:
* clarinetes em regiões médias;
* saxofones como ponte tímbrica;
* trompas como sustentação harmônica;
* madeiras em diálogos camerísticos.
O resultado é uma sonoridade quase de música de câmara ampliada.
== Fraseado ==
O fraseado deve evitar excessos românticos.
A interpretação ideal privilegia:
* fluxo contínuo;
* direção linear;
* respiração estrutural;
* clareza de vozes internas.
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= III MOVIMENTO — Fugue: Moderately broad =
O último movimento é uma monumental demonstração de arquitetura contrapontística.
== A fuga ==
O sujeito da fuga é claro, objetivo e extremamente maleável.
Hindemith demonstra:
* domínio bachiano do contraponto;
* adaptação moderna da técnica fugada;
* capacidade de expansão sinfônica da textura.
A fuga nunca soa acadêmica.
Ela possui impulso dramático contínuo.
== Desenvolvimento ==
O movimento cresce progressivamente:
* entradas sucessivas;
* acumulação de tensão;
* ampliação da massa sonora;
* intensificação rítmica.
O clímax final possui enorme imponência.
== Construção formal ==
Apesar da complexidade contrapontística, a obra mantém:
* clareza arquitetônica;
* direção inevitável;
* lógica orgânica.
Nada soa episódico.
----
= A Banda Sinfônica como organismo autônomo =
A ''Symphony in B-flat'' talvez seja uma das maiores afirmações históricas da banda sinfônica como linguagem independente.
Hindemith demonstra que:
* a banda possui identidade tímbrica própria;
* os sopros podem sustentar grande arquitetura sinfônica;
* a escrita original supera o paradigma da mera transcrição.
Nesse sentido, a obra dialoga profundamente com o pensamento defendido por Roberto Farias acerca da emancipação estética da banda sinfônica enquanto organismo artístico autônomo.
----
= Desafios interpretativos =
== Para os músicos ==
* independência rítmica;
* afinação intervalar;
* leitura contrapontística;
* controle dinâmico refinado.
== Para o maestro ==
* transparência das linhas;
* equilíbrio vertical/horizontal;
* planejamento arquitetônico;
* gestão de clímax;
* compreensão estrutural profunda.
A obra não admite interpretação superficial.
----
= Importância histórica =
A sinfonia de Hindemith abriu caminho para:
* Vincent Persichetti;
* Karel Husa;
* Clifton Williams;
* Alfred Reed;
* James Barnes;
* David Maslanka;
* Johan de Meij;
* e toda a moderna literatura sinfônica para banda.
Ela ajudou a redefinir definitivamente o status artístico da banda de concerto no século XX.
----
= Síntese estética =
A ''Symphony in B-flat'' une:
* rigor intelectual;
* energia rítmica;
* monumentalidade arquitetônica;
* refinamento tímbrico;
* densidade contrapontística;
* modernidade sem ruptura com a tradição.
É música de construção, de pensamento estrutural e de profunda consciência sonora.
Mais do que uma obra “para banda”, ela é uma declaração estética sobre o potencial artístico da banda sinfônica moderna. [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 10h08min de 15 de maio de 2026 (UTC)
== Hammersmith de Gustav Holst, uma obra emblemática do repertório da banda sinfônica ==
Ao lado da ''Sinfonia em Si bemol'', de Paul Hindemith, ''Hammersmith: Prelude and Scherzo'', de Gustav Holst, ocupa lugar de destaque entre as obras mais emblemáticas do repertório original para banda sinfônica, pela densidade de sua linguagem, pela sofisticação formal e pelo tratamento altamente expressivo dos sopros e da percussão.
Hammersmith, de Gustav Holst, e a Sinfonia em Si bemol para Banda de Concerto, de Paul Hindemith, figuram entre as obras mais icônicas do repertório da banda sinfônica.
Ambas representam um marco de emancipação artística do gênero: deixam de tratar a banda apenas como veículo de transcrições orquestrais e afirmam o conjunto de sopros e percussão como organismo autônomo, capaz de sustentar linguagem própria, densidade formal, refinamento timbrístico e profundidade expressiva.
Holst, em Hammersmith, explora uma escrita de grande sutileza poética e atmosférica, inspirada no fluxo do rio Tâmisa e na paisagem humana de Londres. Hindemith, por sua vez, constrói uma sinfonia de arquitetura rigorosa, energia contrapontística e clareza estrutural, elevando a banda ao plano da grande forma sinfônica.
Ao lado uma da outra, essas obras constituem pilares fundamentais da literatura original para banda sinfônica no século XX.
Que contribuição trazem Hammersmith de Gustav Holst e a Sinfonia em Si bemol de Paul Hindemith ao repertório da banda sinfônica
Ao lado da Hammersmith, a Symphony in B-flat for Concert Band representa um dos mais altos marcos de consolidação estética da banda sinfônica como organismo artístico autônomo. Ambas as obras transcendem o caráter utilitário ou meramente cerimonial historicamente associado às bandas e projetam o conjunto de sopros e percussão ao mesmo patamar de complexidade, profundidade e refinamento reservado à grande literatura orquestral do século XX.
== Hammersmith — Gustav Holst ==
Gustav Holst escreveu ''Hammersmith'' em 1930 subtitulando-a “Prelude and Scherzo”. A obra constitui uma revolução sonora no universo das bandas por diversas razões:
=== 1. A banda como linguagem original ===
Holst não trata a banda como substituta da orquestra, mas como um meio expressivo próprio. Isso foi decisivo para a emancipação estética do repertório sinfônico para sopros.
A escrita explora:
* transparência tímbrica;
* independência entre planos sonoros;
* policromia instrumental;
* texturas móveis e fluidas;
* contraponto de grande sofisticação.
=== 2. Expansão da paleta tímbrica ===
A obra revela possibilidades até então pouco exploradas:
* graves profundos e escuros;
* combinações camerísticas;
* uso refinado das madeiras;
* metais integrados ao tecido harmônico, não apenas como força sonora.
Holst cria uma sonoridade urbana, atmosférica e quase impressionista, evocando o distrito londrino de Hammersmith e o fluxo do rio Tâmisa.
=== 3. Superação do modelo militar ===
Embora proveniente da tradição britânica de bandas, ''Hammersmith'' rompe com:
* a marcha tradicional;
* o virtuosismo exibicionista;
* a retórica patriótica convencional.
A banda passa a ser veículo de poesia sonora, densidade psicológica e abstração musical.
----
== Symphony in B-flat — Paul Hindemith ==
A Paul Hindemith compôs sua sinfonia para banda em 1951, consolidando definitivamente a legitimidade artística da banda sinfônica no século XX.
== Contribuições fundamentais ==
=== 1. Consagração da banda como grande organismo sinfônico ===
Hindemith escreve para banda com o mesmo rigor estrutural utilizado em suas obras orquestrais e camerísticas.
A banda deixa de ser vista como:
* agrupamento pedagógico;
* organismo secundário;
* formação “popular” em oposição à orquestra.
Ela assume caráter plenamente sinfônico.
=== 2. Arquitetura formal monumental ===
A obra apresenta:
* desenvolvimento motívico rigoroso;
* contraponto denso;
* equilíbrio formal clássico;
* linguagem harmônica moderna, porém acessível.
A construção lembra a solidez arquitetônica de Brahms aliada ao pensamento linear do século XX.
=== 3. Integração orgânica dos naipes ===
Hindemith elimina a visão hierárquica tradicional dos instrumentos.
Cada naipe possui função estrutural:
* saxofones deixam de atuar apenas como “cor intermediária”;
* euphoniums e tubas tornam-se pilares discursivos;
* madeiras participam intensamente do tecido contrapontístico;
* percussão assume função arquitetônica.
=== 4. Elevação técnica e intelectual do repertório ===
A obra exige:
* maturidade interpretativa;
* precisão rítmica;
* consciência harmônica;
* domínio contrapontístico;
* grande refinamento de equilíbrio sonoro.
Ela redefine o conceito de excelência para bandas sinfônicas em todo o mundo.
----
== A contribuição conjunta das duas obras ==
Tanto ''Hammersmith'' quanto a ''Symphony in B-flat'' ajudaram a estabelecer três pilares fundamentais da moderna banda sinfônica:
=== A banda como organismo autônomo ===
Não mais dependente de:
* transcrições orquestrais;
* aberturas de ópera;
* repertório adaptado.
Passa a existir uma literatura concebida especificamente para sopros e percussão.
=== A banda como laboratório tímbrico ===
As duas obras demonstram que:
* a banda possui identidade tímbrica própria;
* sua flexibilidade supera, em muitos aspectos, a da orquestra;
* os sopros permitem extraordinária variedade de articulações, massas e transparências.
=== A banda como veículo de alta arte ===
Ambas legitimam a banda sinfônica como espaço para:
* pensamento sinfônico avançado;
* elaboração formal complexa;
* profundidade estética;
* repertório de concerto de alto nível.
----
== Legado histórico ==
Sem ''Hammersmith'' e a ''Symphony in B-flat'', dificilmente o repertório moderno para banda teria alcançado o nível posteriormente desenvolvido por compositores como:
* Vincent Persichetti
* Karel Husa
* Alfred Reed
* Johan de Meij
* David Maslanka
* José Vicente Asuar
* Edmundo Villani-Côrtes
Essas obras abriram caminho para a consolidação da banda sinfônica como um dos mais versáteis e sofisticados organismos instrumentais da contemporaneidade. [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 10h24min de 15 de maio de 2026 (UTC)
== Artigo sobre as célebres frases de Roberto Farias no âmbito do NUSICAD ==
As Frases do Maestro Roberto Farias no Âmbito do MUSICAD:
Pensamento Estético, Pedagógico e Filosófico da Regência Musical
Resumo
O presente artigo propõe uma reflexão analítica acerca das principais formulações conceituais do maestro Roberto Farias no contexto do MUSICAD – Seminário Permanente de Regência, considerando suas implicações estéticas, pedagógicas e filosóficas no campo da regência musical e da música para sopros. Partindo de frases emblemáticas difundidas em cursos, palestras e escritos institucionais, investiga-se a construção de um pensamento que compreende a regência não apenas como técnica gestual, mas como fenômeno humano, psicológico, simbólico e indutivo. O artigo dialoga com conceitos da fenomenologia, da semiótica musical e da pedagogia da interpretação, evidenciando a contribuição do MUSICAD para a formação crítica do regente contemporâneo.
Palavras-chave: Regência; MUSICAD; Roberto Farias; fenomenologia musical; pedagogia da regência; banda sinfônica.
1. Introdução
Nas últimas décadas, a atividade do regente passou por significativa ampliação conceitual. Se outrora predominava uma visão essencialmente técnica da regência, centrada no gesto métrico e na coordenação rítmica, o pensamento contemporâneo passou a reconhecer o maestro como mediador de processos simbólicos, psicológicos e estéticos.
Nesse contexto, o MUSICAD – Seminário Permanente de Regência surge como importante espaço de reflexão artística e formação crítica, sob direção do maestro Roberto Farias. Entre os diversos elementos que estruturam a identidade intelectual do MUSICAD, destacam-se as frases e formulações conceituais de seu diretor, muitas das quais passaram a circular entre alunos, músicos e pesquisadores como sínteses filosóficas sobre a arte de reger.
2. “Reger é a arte de induzir”
A frase mais emblemática do pensamento de Roberto Farias talvez seja:
“Reger é a arte de induzir.”
Tal formulação desloca radicalmente a compreensão tradicional da regência. O maestro deixa de ser visto como mero marcador de pulsação para assumir a condição de agente indutor de comportamento sonoro coletivo.
Sob perspectiva fenomenológica, a indução aqui não se restringe ao aspecto mecânico do gesto, mas envolve:
indução psicológica;
indução energética;
indução expressiva;
indução temporal;
indução respiratória;
indução afetiva.
A regência passa, assim, a operar como fenômeno de transferência de intenção musical.
Pode-se relacionar essa ideia ao conceito husserliano de intencionalidade, segundo o qual toda consciência dirige-se a algo. O gesto do maestro torna-se, portanto, vetor de intenção sonora compartilhada.
3. O maestro como catalisador coletivo
Outra formulação recorrente no ambiente do MUSICAD afirma que:
“O maestro não produz som; produz condições para que o som aconteça.”
Tal pensamento aproxima a função do regente da figura do catalisador. A música deixa de ser produto individual para constituir-se como experiência coletiva mediada.
Essa concepção rompe com modelos autoritários historicamente associados à figura do regente, propondo uma liderança fundamentada em:
escuta;
empatia;
consciência coletiva;
comunicação não verbal;
indução simbólica.
Nesse aspecto, percebe-se forte aproximação com abordagens contemporâneas da liderança artística colaborativa.
4. “Todos são importantes numa orquestra, do triângulo ao primeiro violino”
Entre as frases mais difundidas de Roberto Farias encontra-se:
“Todos são importantes numa orquestra, do triângulo ao primeiro violino. Todos são peças de uma mesma engrenagem.”
A frase emerge como reação crítica ao tradicional hierarquismo instrumental herdado do sinfonismo europeu oitocentista.
Ao utilizar o triângulo como metáfora, Farias evidencia que a relevância musical não decorre da quantidade de notas executadas, mas da responsabilidade estrutural de cada intervenção.
A ideia possui profundas implicações pedagógicas:
valorização da consciência coletiva;
combate à cultura de protagonismo excessivo;
desenvolvimento da escuta horizontal;
responsabilização individual dentro do conjunto.
No âmbito da banda sinfônica, tal pensamento adquire importância ainda maior, dada a complexidade tímbrica e a interdependência entre os naipes.
5. A banda sinfônica como organismo artístico autônomo
O pensamento de Roberto Farias também contribui para a consolidação epistemológica da banda sinfônica enquanto organismo artístico independente.
Segundo sua linha conceitual, a banda contemporânea deixou de existir “à sombra da orquestra”, conquistando identidade própria a partir do século XX.
Essa visão encontra respaldo histórico na produção de compositores como:
Gustav Holst;
Paul Hindemith;
Igor Stravinsky;
Vincent Persichetti.
A defesa da autonomia estética da banda sinfônica constitui uma das bases ideológicas do MUSICAD e do IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão.
6. Fenomenologia, gesto e símbolo
Diversas frases atribuídas ao maestro revelam aproximação com abordagens fenomenológicas da música. Quando afirma que:
“O gesto só existe plenamente quando carregado de intenção sonora”,
Farias aproxima-se da compreensão do gesto como signo expressivo e não apenas movimento físico.
A regência, nessa perspectiva, torna-se linguagem simbólica.
O gesto do maestro passa a conter:
direção;
peso;
densidade;
caráter;
tensão;
respiração;
expectativa temporal.
Trata-se de uma concepção que dialoga diretamente com a semiótica musical e com a teoria da comunicação não verbal.
7. Implicações pedagógicas no âmbito do MUSICAD
No ambiente pedagógico do MUSICAD, essas formulações conceituais contribuem para um modelo formativo baseado em:
7.1 Escuta analítica
O regente é treinado para compreender estruturas profundas da obra antes da construção gestual.
7.2 Consciência estrutural
O gesto nasce da análise musical e não da mera repetição técnica.
7.3 Liderança artística
A autoridade do maestro decorre da clareza conceitual e não apenas da imposição hierárquica.
7.4 Formação humanística
A regência é compreendida como atividade interdisciplinar envolvendo estética, filosofia, psicologia e sociologia da música.
8. Considerações finais
As frases de Roberto Farias ultrapassam o caráter meramente retórico, constituindo verdadeiros núcleos conceituais de uma filosofia da regência musical.
No âmbito do MUSICAD – Seminário Permanente de Regência, tais formulações consolidam uma pedagogia voltada à consciência artística, à escuta coletiva e à compreensão fenomenológica do fazer musical.
Mais do que ensinar padrões gestuais, o pensamento desenvolvido por Roberto Farias propõe uma redefinição do papel do maestro contemporâneo: não como simples coordenador técnico, mas como indutor de consciência sonora coletiva.
Referências Bibliográficas
Edmund Husserl. Ideias para uma Fenomenologia Pura.
Jean-Jacques Nattiez. Music and Discourse.
Arnold Schoenberg. Fundamentals of Musical Composition.
Heinrich Schenker. Free Composition.
Leonard Bernstein. The Infinite Variety of Music.
Pierre Boulez. Points de repère.
Documentos institucionais e materiais pedagógicos do MUSICAD – Seminário Permanente de Regência. [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 01h12min de 17 de maio de 2026 (UTC)
== REGER É A ARTE DE INDUZIR, por Roberto Farias ==
As Frases do Maestro Roberto Farias no Âmbito do MUSICAD:
Pensamento Estético, Pedagógico e Filosófico da Regência Musical
Resumo
O presente artigo propõe uma reflexão analítica acerca das principais formulações conceituais do maestro Roberto Farias no contexto do MUSICAD – Seminário Permanente de Regência, considerando suas implicações estéticas, pedagógicas e filosóficas no campo da regência musical e da música para sopros. Partindo de frases emblemáticas difundidas em cursos, palestras e escritos institucionais, investiga-se a construção de um pensamento que compreende a regência não apenas como técnica gestual, mas como fenômeno humano, psicológico, simbólico e indutivo. O artigo dialoga com conceitos da fenomenologia, da semiótica musical e da pedagogia da interpretação, evidenciando a contribuição do MUSICAD para a formação crítica do regente contemporâneo.
Palavras-chave: Regência; MUSICAD; Roberto Farias; fenomenologia musical; pedagogia da regência; banda sinfônica.
1. Introdução
Nas últimas décadas, a atividade do regente passou por significativa ampliação conceitual. Se outrora predominava uma visão essencialmente técnica da regência, centrada no gesto métrico e na coordenação rítmica, o pensamento contemporâneo passou a reconhecer o maestro como mediador de processos simbólicos, psicológicos e estéticos.
Nesse contexto, o MUSICAD – Seminário Permanente de Regência surge como importante espaço de reflexão artística e formação crítica, sob direção do maestro Roberto Farias. Entre os diversos elementos que estruturam a identidade intelectual do MUSICAD, destacam-se as frases e formulações conceituais de seu diretor, muitas das quais passaram a circular entre alunos, músicos e pesquisadores como sínteses filosóficas sobre a arte de reger.
2. “Reger é a arte de induzir”
A frase mais emblemática do pensamento de Roberto Farias talvez seja:
“Reger é a arte de induzir.”
Tal formulação desloca radicalmente a compreensão tradicional da regência. O maestro deixa de ser visto como mero marcador de pulsação para assumir a condição de agente indutor de comportamento sonoro coletivo.
Sob perspectiva fenomenológica, a indução aqui não se restringe ao aspecto mecânico do gesto, mas envolve:
indução psicológica;
indução energética;
indução expressiva;
indução temporal;
indução respiratória;
indução afetiva.
A regência passa, assim, a operar como fenômeno de transferência de intenção musical.
Pode-se relacionar essa ideia ao conceito husserliano de intencionalidade, segundo o qual toda consciência dirige-se a algo. O gesto do maestro torna-se, portanto, vetor de intenção sonora compartilhada.
3. O maestro como catalisador coletivo
Outra formulação recorrente no ambiente do MUSICAD afirma que:
“O maestro não produz som; produz condições para que o som aconteça.”
Tal pensamento aproxima a função do regente da figura do catalisador. A música deixa de ser produto individual para constituir-se como experiência coletiva mediada.
Essa concepção rompe com modelos autoritários historicamente associados à figura do regente, propondo uma liderança fundamentada em:
escuta;
empatia;
consciência coletiva;
comunicação não verbal;
indução simbólica.
Nesse aspecto, percebe-se forte aproximação com abordagens contemporâneas da liderança artística colaborativa.
4. “Todos são importantes numa orquestra, do triângulo ao primeiro violino”
Entre as frases mais difundidas de Roberto Farias encontra-se:
“Todos são importantes numa orquestra, do triângulo ao primeiro violino. Todos são peças de uma mesma engrenagem.”
A frase emerge como reação crítica ao tradicional hierarquismo instrumental herdado do sinfonismo europeu oitocentista.
Ao utilizar o triângulo como metáfora, Farias evidencia que a relevância musical não decorre da quantidade de notas executadas, mas da responsabilidade estrutural de cada intervenção.
A ideia possui profundas implicações pedagógicas:
valorização da consciência coletiva;
combate à cultura de protagonismo excessivo;
desenvolvimento da escuta horizontal;
responsabilização individual dentro do conjunto.
No âmbito da banda sinfônica, tal pensamento adquire importância ainda maior, dada a complexidade tímbrica e a interdependência entre os naipes.
5. A banda sinfônica como organismo artístico autônomo
O pensamento de Roberto Farias também contribui para a consolidação epistemológica da banda sinfônica enquanto organismo artístico independente.
Segundo sua linha conceitual, a banda contemporânea deixou de existir “à sombra da orquestra”, conquistando identidade própria a partir do século XX.
Essa visão encontra respaldo histórico na produção de compositores como:
Gustav Holst;
Paul Hindemith;
Igor Stravinsky;
Vincent Persichetti.
A defesa da autonomia estética da banda sinfônica constitui uma das bases ideológicas do MUSICAD e do IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão.
6. Fenomenologia, gesto e símbolo
Diversas frases atribuídas ao maestro revelam aproximação com abordagens fenomenológicas da música. Quando afirma que:
“O gesto só existe plenamente quando carregado de intenção sonora”,
Farias aproxima-se da compreensão do gesto como signo expressivo e não apenas movimento físico.
A regência, nessa perspectiva, torna-se linguagem simbólica.
O gesto do maestro passa a conter:
direção;
peso;
densidade;
caráter;
tensão;
respiração;
expectativa temporal.
Trata-se de uma concepção que dialoga diretamente com a semiótica musical e com a teoria da comunicação não verbal.
7. Implicações pedagógicas no âmbito do MUSICAD
No ambiente pedagógico do MUSICAD, essas formulações conceituais contribuem para um modelo formativo baseado em:
7.1 Escuta analítica
O regente é treinado para compreender estruturas profundas da obra antes da construção gestual.
7.2 Consciência estrutural
O gesto nasce da análise musical e não da mera repetição técnica.
7.3 Liderança artística
A autoridade do maestro decorre da clareza conceitual e não apenas da imposição hierárquica.
7.4 Formação humanística
A regência é compreendida como atividade interdisciplinar envolvendo estética, filosofia, psicologia e sociologia da música.
8. Considerações finais
As frases de Roberto Farias ultrapassam o caráter meramente retórico, constituindo verdadeiros núcleos conceituais de uma filosofia da regência musical.
No âmbito do MUSICAD – Seminário Permanente de Regência, tais formulações consolidam uma pedagogia voltada à consciência artística, à escuta coletiva e à compreensão fenomenológica do fazer musical.
Mais do que ensinar padrões gestuais, o pensamento desenvolvido por Roberto Farias propõe uma redefinição do papel do maestro contemporâneo: não como simples coordenador técnico, mas como indutor de consciência sonora coletiva.
Referências Bibliográficas
Edmund Husserl. Ideias para uma Fenomenologia Pura.
Jean-Jacques Nattiez. Music and Discourse.
Arnold Schoenberg. Fundamentals of Musical Composition.
Heinrich Schenker. Free Composition.
Leonard Bernstein. The Infinite Variety of Music.
Pierre Boulez. Points de repère.
Documentos institucionais e materiais pedagógicos do MUSICAD – Seminário Permanente de Regência. [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 10h12min de 17 de maio de 2026 (UTC)
== INSTRUMENTOS TRANSPOSITORES ==
'''INSTRUMENTOS TRANSPOSITORES'''
São chamados '''instrumentos transpositores''' aqueles cuja nota escrita soa em altura diferente do som real, isto é, diferente do som produzido ao piano.
Exceções importantes: '''trombone, euphonium/bombardino e tuba''', embora possam estar construídos em Si♭, Mi♭ ou Fá, geralmente são escritos em '''som real'''.
'''Transpositores de oitava'''
Mesmo afinados em Dó, alguns instrumentos soam em oitava diferente da escrita:
{| class="wikitable"
|'''Instrumento'''
|'''Soa'''
|-
|Piccolo / flautim
| 8ª acima
|-
|Flauta-baixo em Dó
| 8ª abaixo
|-
|Contrafagote
| 8ª abaixo
|-
|Contrabaixo de cordas
| 8ª abaixo
|}
'''Principais transposições'''
{| class="wikitable"
| valign="top" |'''Instrumento'''
| valign="top" |'''Afinação'''
| valign="top" |'''Soa'''
|'''Para escrever em uníssono com o piano'''
|-
|Flauta contralto
|Sol
|4ª j. inf.
|escrever 4ª justa acima
|-
|Corne-inglês
|Fá
|5ª j. inf.
|escrever 5ª justa acima
|-
|Trompa
|Fá
|5ª j. inf.
|escrever 5ª justa acima
|-
|Requinta
|Mi♭
|3ª m. sup.
|escrever 3ª menor abaixo
|-
|Clarinete
|Si♭
|2ª M inf.
|escrever 2ª maior acima
|-
|Clarinete
|Lá
|3ª m. inf.
|escrever 3ª menor acima
|-
|Trompa
|Si♭
|2ª M. inf.
|escrever 2ª maior acima
|-
|Requinta
|Mi♭
|6ª M. inf.
|escrever 6ª maior acima
|-
|Clarinete
|Si♭
|9ª M. inf.
|escrever 9ª maior acima
|-
|Clarinete
|Lá
|3ª m. inf.
|escrever 3ª menor acima
|-
|Sax soprano
|Si♭
|2ª M. inf.
|escrever 2ª maior acima
|-
|Sax alto
|Mi♭
|6ª M. inf.
|escrever 6ª maior acima
|-
|Sax tenor
|Si♭
|9ª M. inf.
|escrever 9ª maior acima
|-
|Sax barítono
|Mi♭
|13ª M inf.
|escrever 13ª maior acima
|-
|Trompete
|Si♭
|2ª M. inf.
|escrever 2ª maior acima
|-
|Trompete
|Dó
|som real
|não transpõe
|}
{| class="wikitable"
|
|
|
|
|-
|
|
|
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|-
|
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|
|
|-
|
|
|
|
|-
|
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|
|-
|
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|
|-
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|-
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|-
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|
|-
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|
|
|
|-
|
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|
|
|-
|
|
|
|
|}
'''Observação didática'''
Regra prática:
'''se o instrumento soa abaixo, escreve-se acima; se soa acima, escreve-se abaixo.'''
Exemplo:
O clarinete em Si♭ soa uma 2ª maior abaixo. Portanto, para que ele soe um Dó real, deve-se escrever Ré.
'''Método de leitura em som real por aplicação de claves'''
Para ler rapidamente o '''som real''' de uma partitura escrita para instrumentos transpositores, pode-se recorrer à substituição mental da clave, associada ao ajuste da armadura conforme a afinação do instrumento.
{| class="wikitable"
|
|
|
|
|-
|
|
|
|
|}
'''1. Saxofone Alto em Mi♭'''
Ler a parte escrita em '''Clave de Fá na 4ª linha''', considerando o resultado '''uma oitava acima'''.
Além disso, deve-se acrescentar à armadura os '''três bemóis correspondentes à afinação em Mi♭'''.
Assim, a escrita do saxofone alto pode ser convertida ao som real por meio da leitura em clave de fá, com a devida compensação da transposição.
'''2. Corne-Inglês e Trompa em Fá'''
Ler a parte escrita em '''Clave de Dó na 2ª linha''', acrescentando à armadura '''um bemol correspondente à afinação em Fá'''.
Esse procedimento permite visualizar diretamente o som real desses instrumentos, sem necessidade de transpor nota por nota.
'''Síntese prática:'''
{| class="wikitable"
|'''Instrumento'''
|''' Afinação'''
|'''Clave para leitura em som real'''
| ''' Ajuste de armadura'''
|-
|Saxofone Alto
| Mi♭
|Clave de Fá 4ª linha, soando 8ª ac.
| + 3 bemóis
|-
|Corne-Inglês
| Fá
|Clave de Dó 2ª linha, soando real
| + 1 bemol
|-
|Trompa
| Fá
|Clave de Dó 2ª linha, soando real
| + 1 bemol
|}
'''3. Clarinete em Si♭, Saxofone Soprano em Si♭ e Trompete em Si♭'''
Ler em '''clave de Dó na 4ª linha''', pensando o resultado '''uma 8ª acima''', e acrescentar '''2 bemóis''' referentes à afinação do instrumento em Si♭.
'''4. Clarinete Baixo em Si♭ e Saxofone Tenor em Si♭'''
Ler em '''clave de Dó na 4ª linha''', em posição '''justa''', sem deslocamento de oitava, e acrescentar '''2 bemóis''' referentes à afinação do instrumento em Si♭.
Em síntese:
{| class="wikitable"
|'''Instrumentos'''
|'''Clave aplicada'''
|'''Oitava'''
|'''Alteração da armadura'''
|-
|Clarinete Si♭, Sax Soprano Si♭, Trompete Si♭
|Dó 4ª linha
|8ª acima
|<nowiki>+ 2 bemóis</nowiki>
|-
|Clarinete Baixo Si♭, Sax Tenor Si♭
|Dó 4ª linha
|Justa
|<nowiki>+ 2 bemóis</nowiki>
|}
'''4. Saxofone Barítono em Mi♭ / Clarinete Contra-Alto em Mi♭'''
Usa-se a '''clave de Fá na 4ª linha''', em leitura justa, acrescentando-se '''3 bemóis''' à armadura original, correspondentes à afinação em '''Mi♭''' do instrumento.
'''5. Requinta em Mi♭ / Saxofone Sopranino em Mi♭'''
Usa-se a '''clave de Fá na 4ª linha''', porém pensando o som '''duas oitavas acima''', isto é, em '''15ª''', acrescentando-se também '''3 bemóis''' à armadura original, correspondentes à afinação em '''Mi♭''' do instrumento.
Em síntese: os instrumentos em '''Mi♭''' exigem o acréscimo de '''três bemóis'''; a diferença está no registro mental da leitura, especialmente entre os instrumentos graves e os agudos.
'''SÉRIE HARMÔNICA'''
Sabemos que os instrumentos de metal — trompa, trompete, trombone, euphonium e tuba — têm sua construção baseada na '''série harmônica'''. Cada instrumento, seja transpositor ou não, fará soar, em sua '''1ª posição''', a série harmônica correspondente à sua afinação.
É importante lembrar que o '''1º harmônico''', em geral, não é empregado. Além disso, '''trompas e trompetes''' apresentam sua série harmônica escrita ou organizada, na prática pedagógica, '''uma oitava acima''' em relação aos instrumentos graves, como trombone, euphonium e tuba.
'''A tuba, independentemente de sua afinação — Bb, C, Eb ou F — é tratada, na prática da escrita sinfônica e da banda sinfônica, como instrumento não transpositor.''' Sua parte é escrita em '''som real''', geralmente na '''clave de Fá''', e a nota escrita corresponde à nota que efetivamente soa.
O que muda entre as tubas em diferentes afinações não é a escrita musical, mas sim a '''digitação''', a resposta acústica, a extensão confortável, o timbre e a função prática do instrumento. Assim, uma mesma nota escrita exigirá combinações de válvulas diferentes conforme a tuba seja em '''Bb, C, Eb ou F'''.
Exemplo didático:
{| class="wikitable"
|'''Nota escrita'''
|'''Tuba em C'''
|'''Tuba em Bb'''
|'''Tuba em Eb'''
|'''Tuba em F'''
|-
|Dó
|aberta
|1-3
|1-2
|1-3
|}
Portanto, ao ler a partitura, o tubista lê '''som real'''; a adaptação ocorre internamente pela técnica do instrumento. [[Especial:Contribuições/~2026-29797-80|~2026-29797-80]] ([[Utilizador Discussão:~2026-29797-80|discussão]]) 02h08min de 19 de maio de 2026 (UTC)
== DISCURSO DO MAESTRO ROBERTO FARIAS NO ATO SOLENE DE OFICIALIZAÇÃO DO IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão ==
DISCURSO DO MAESTRO ROBERTO FARIAS NO ATO SOLENE DE OFICIALIZAÇÃO DO IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão
Senhoras e senhores, autoridades constituídas, representantes da sociedade civil, membros fundadores do IC-BASIC, músicos, maestros, professores, estudantes, amigos da arte e da cultura,
Recebam o meu mais profundo agradecimento pela presença neste momento que, para mim, possui um significado que transcende a formalidade de um ato institucional. Hoje não oficializamos apenas uma entidade jurídica. Hoje afirmamos um compromisso histórico, artístico, pedagógico e humano com a música, com Cubatão e com as futuras gerações.
O nascimento do IC-BASIC — Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão — representa a continuidade de um sonho construído ao longo de décadas. Um sonho que começou ainda nos anos setenta, quando a música de banda em Cubatão começou a ganhar identidade própria, disciplina artística e consciência estética. Naquele tempo, talvez poucos imaginassem que aquela semente lançada entre ensaios, partituras, dificuldades e idealismo pudesse atravessar o tempo e alcançar a dimensão que hoje testemunhamos.
A Banda Sinfônica de Cubatão não nasceu apenas como um agrupamento musical. Ela nasceu como um movimento cultural. Uma força educativa. Um espaço de transformação humana.
Ao longo de aproximadamente cinquenta e cinco anos de história, a Banda Sinfônica de Cubatão formou músicos, maestros, professores e cidadãos. Levou arte onde muitas vezes havia silêncio. Levou esperança onde frequentemente existia apenas a dureza da realidade cotidiana. E talvez exatamente por isso sua existência tenha se tornado patrimônio afetivo do povo cubatense.
A música possui esse poder extraordinário: transformar o abstrato em algo concreto. Costumo dizer que “música é o abstrato que se faz concreto”. E quando uma comunidade abraça a arte, ela também redefine a própria identidade.
Cubatão, conhecida nacionalmente por sua força industrial, também possui uma vocação artística profunda. Existe aqui uma alma cultural que resiste, floresce e se reinventa continuamente. O IC-BASIC nasce justamente para preservar, fortalecer e projetar essa vocação.
Este Instituto não surge apenas para administrar atividades musicais. Surge para construir pensamento. Para promover formação. Para estimular pesquisa, criação, intercâmbio artístico e desenvolvimento humano. Surge para consolidar uma visão moderna da banda sinfônica como organismo artístico de excelência.
E quando falamos em excelência, não falamos em elitismo. Falamos em compromisso. Compromisso com a qualidade, com o estudo, com a disciplina, com o respeito à arte e com a valorização do músico.
A Banda Sinfônica de Cubatão atravessou tempos difíceis. Após mudanças estruturais ocorridas nos últimos anos, especialmente a partir de 2018, passamos a viver um cenário de enormes desafios institucionais e financeiros. Muitas vezes sobrevivemos graças ao esforço coletivo, ao espírito de resistência e ao apoio de pessoas que compreenderam que preservar a banda era preservar parte da memória cultural de Cubatão.
E é exatamente nesse contexto que o IC-BASIC se apresenta como um novo capítulo. Um capítulo de reorganização, profissionalização e projeção institucional.
Hoje damos um passo fundamental para assegurar que a Banda Sinfônica de Cubatão continue viva, ativa e artisticamente relevante nas próximas décadas.
E é impossível falar deste momento sem mencionar um acontecimento histórico que se aproxima: a participação da Banda Sinfônica de Cubatão na WASBE Conference Rio 2026.
Estaremos presentes na Conferência Mundial de Bandas Sinfônicas, um dos mais importantes encontros internacionais dedicados à música para sopros e percussão. Trata-se de um acontecimento de dimensão mundial, reunindo maestros, compositores, pesquisadores e grupos artísticos de diversos países.
E o que significa Cubatão estar presente nesse cenário?
· Significa que a nossa cidade dialogará com o mundo através da arte.
· Significa que uma história construída com perseverança atravessará fronteiras.
· Significa que músicos formados aqui representarão não apenas uma instituição, mas a identidade cultural de um povo.
A presença da Banda Sinfônica de Cubatão na WASBE não é um gesto de vaidade institucional. É um ato de afirmação cultural. É dizer ao Brasil e ao mundo que Cubatão também produz excelência artística.
Por isso, esta caminhada necessita do apoio da sociedade, do poder público, das empresas, da iniciativa privada e de todos aqueles que compreendem que investir em cultura não é gasto: é construção de civilização.
A arte não é acessória. A arte é essencial.
Tenho repetido ao longo da vida uma frase que sintetiza profundamente meu pensamento: “Arte é vida e a vida é essencial.”
· Sem arte, a sociedade perde sensibilidade.
· Sem cultura, perde memória.
· Sem educação estética, perde humanidade.
O IC-BASIC nasce para defender exatamente isso: a permanência da arte como instrumento de elevação humana.
Desejo também registrar minha gratidão aos músicos da Banda Sinfônica de Cubatão, aos colaboradores, aos membros fundadores, aos parceiros culturais, aos amigos que nunca deixaram de acreditar neste projeto, e a todos aqueles que compreenderam que sonhos coletivos exigem coragem coletiva.
Nenhuma instituição nasce sozinha. Instituições nascem da união de consciências.
Hoje iniciamos oficialmente uma nova etapa.
Uma etapa que pretende ampliar horizontes, estabelecer convênios acadêmicos, incentivar jovens músicos, promover temporadas artísticas, fomentar pesquisas, criar oportunidades e fortalecer o papel da banda sinfônica brasileira dentro do cenário contemporâneo.
Queremos que o IC-BASIC seja referência artística, pedagógica e cultural.
Queremos que Cubatão seja reconhecida não apenas pela força de sua indústria, mas também pela força de sua inteligência artística.
E, acima de tudo, queremos que as futuras gerações compreendam que vale a pena acreditar na arte.
Porque quando um povo preserva sua cultura, ele preserva sua própria alma.
Muito obrigado a todos.
Vida longa ao IC-BASIC.
Vida longa à Banda Sinfônica de Cubatão.
E que a música continue sendo nossa mais elevada forma de esperança.
''ODE A CUBATÃO – Roberto Farias''
Nasci entre montanhas feridas e chaminés que rasgavam o céu.
Nasci em Cubatão — não apenas como quem recebe uma pátria, mas como quem recebe um destino.
E se outrora quiseram reduzir esta terra ao estigma da fumaça, do aço e da fuligem, eu a reconheci desde cedo como um território de resistência, de trabalho e de renascimento.
Porque Cubatão jamais foi somente o retrato da poluição.
Cubatão sempre foi o retrato da superação humana.
Foi aqui, na terra do visionário Afonso Schmidt, criador da utopia luminosa da Zanzalá — a Cubatão do Futuro — que aprendi que o homem só se realiza plenamente quando é capaz de sonhar coletivamente.
E talvez tenha sido exatamente entre operários, trilhos, sirenes e morros que compreendi a verdadeira natureza da arte: transformar cicatrizes em linguagem de esperança.
Sou filho de origem humilde, como tantos meninos desta cidade.
Menino que viu a dureza das ruas, o peso do trabalho e o silêncio das oportunidades negadas.
Mas também menino que ouviu, ao longe, o chamado misterioso da música — esse sopro invisível capaz de reorganizar a alma humana.
A arte a muitos salvou.
E, por isso, transformei minha vida numa missão: devolver através da música aquilo que Cubatão me deu como identidade, força e pertencimento.
Se hoje ergo a batuta diante de uma banda sinfônica, não o faço apenas para reger sons.
· Rego memórias.
· Rego sonhos coletivos.
· Rego a dignidade cultural de um povo.
Cada concerto da Banda Sinfônica de Cubatão representa mais do que uma apresentação artística.
· Representa a afirmação de que Cubatão produz beleza.
· Produz inteligência.
· Produz sensibilidade.
· Produz civilização.
E é por isso que vejo na caminhada do IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão não apenas um projeto institucional, mas um gesto histórico de reconstrução simbólica da cidade.
Uma cidade que venceu o próprio fantasma.
Que reaprendeu a respirar.
Que trocou o cinza pela consciência ecológica.
E que agora deseja ser reconhecida também por sua vocação artística e humanista.
Quando a Banda Sinfônica de Cubatão se projeta para o cenário internacional, rumo à WASBE Conference Rio 2026, não é apenas um grupo musical que viaja.
É Cubatão que sobe ao palco do mundo.
É a voz de uma cidade inteira dizendo:
''“Sobrevivemos. Evoluímos. Criamos beleza.”''
Tenho convicção de que a transformação pela arte não é uma utopia romântica.
É um ato concreto de reconstrução humana.
Porque a música educa o espírito.
A música reorganiza sensibilidades.
A música devolve ao homem a capacidade de perceber o outro.
E um povo que aprende a ouvir talvez esteja mais próximo de aprender também a coexistir.
Carrego comigo esta consciência:
· não pertenço apenas à minha biografia.
· Pertenço a uma missão.
· Missão de semear consciência estética onde houver brutalidade.
· Missão de construir pontes entre cultura e cidadania.
· Missão de provar que mesmo uma cidade marcada pelas dores do passado pode converter-se em símbolo de esperança.
E se um dia perguntarem o que significa amar Cubatão, responderei sem hesitar:
''Amar Cubatão é acreditar que a arte pode devolver futuro a uma terra que jamais deixou de sonhar.'' [[Especial:Contribuições/~2026-29797-80|~2026-29797-80]] ([[Utilizador Discussão:~2026-29797-80|discussão]]) 02h14min de 19 de maio de 2026 (UTC)
== A FILOSOFIA NA MÚSICA ==
'''A FILOSOFIA E MÚSICA'''
A relação entre Filosofia e Música constitui um dos campos mais profundos da reflexão estética, artística e humana. Desde a Antiguidade, pensadores buscaram compreender o significado da música, sua função social, espiritual, ética e sua capacidade de expressar aquilo que muitas vezes ultrapassa a linguagem verbal.
'''Filosofia da Música'''
A Filosofia da Música investiga questões fundamentais como:
* O que é música?
* A música possui significado?
* A música expressa emoções ou apenas as representa?
* Existe uma beleza objetiva na música?
* Qual a relação entre música, sociedade e espiritualidade?
* A música pode transformar o ser humano?
Trata-se, portanto, de uma reflexão sobre a essência da experiência musical.
----'''A Música na Antiguidade'''
'''Pitágoras e a harmonia do universo'''
Pitágoras compreendia a música como manifestação da ordem cósmica. Ao estudar as proporções matemáticas dos intervalos musicais, formulou a ideia da “harmonia das esferas”, segundo a qual o universo seria regido por relações numéricas semelhantes às da música.
A música, nesse contexto, não era apenas arte, mas reflexo da estrutura do cosmos.
----'''Platão: música e formação moral'''
Platão considerava a música essencial na educação do cidadão ideal. Para ele, determinados modos musicais influenciavam diretamente o caráter humano.
Na obra ''A República'', Platão defendia que:
* músicas equilibradas formariam espíritos virtuosos;
* músicas excessivamente passionais poderiam corromper a alma.
A música possuía, portanto, função ética e política.
----'''Aristóteles e a catarse'''
Aristóteles amplia essa visão ao afirmar que a música provoca catarse — uma purificação emocional.
Segundo Aristóteles:
* a música educa;
* a música emociona;
* a música libera tensões interiores.
Essa ideia permanece extremamente atual na musicoterapia e na pedagogia musical contemporânea.
----'''Filosofia Medieval: música e transcendência'''
Na Idade Média, a música passa a ser entendida como expressão da ordem divina.
'''Santo Agostinho'''
Agostinho de Hipona via a música como caminho espiritual. Em seus escritos, refletia sobre:
* ritmo;
* tempo;
* memória;
* beleza sonora.
A música aproximaria o homem do eterno.
----'''Filosofia Moderna e Romântica'''
'''Schopenhauer: a música como essência do mundo'''
Arthur Schopenhauer atribuiu à música uma posição superior entre as artes.
Enquanto as outras artes representariam imagens do mundo, a música expressaria diretamente a própria essência da existência — a “Vontade”.
Para Schopenhauer:
* a música não imita;
* a música revela.
Essa visão influenciou profundamente compositores como Richard Wagner.
----'''Nietzsche e o espírito dionisíaco'''
Friedrich Nietzsche via na música a manifestação do impulso vital, irracional e trágico da existência.
Em O Nascimento da Tragédia, distingue:
* o apolíneo → ordem, equilíbrio, racionalidade;
* o dionisíaco → êxtase, emoção, intensidade.
A música seria uma das mais poderosas expressões do elemento dionisíaco.
----'''Filosofia Contemporânea e Música'''
'''Fenomenologia'''
A fenomenologia procura compreender a experiência musical vivida.
Edmund Husserl e Maurice Merleau-Ponty influenciaram abordagens segundo as quais:
* a música é experiência temporal;
* ouvimos a música com o corpo;
* percepção e consciência são inseparáveis.
Nesse sentido, a música não é apenas objeto sonoro, mas experiência existencial.
----'''Semiótica Musical'''
Pensadores como Jean-Jacques Nattiez investigaram como a música produz sentido.
A semiótica musical analisa:
* símbolos;
* estruturas;
* significados culturais;
* relações entre compositor, obra e ouvinte.
----'''Música, Sociedade e Cultura'''
A filosofia também investiga:
* o papel político da música;
* a música como identidade cultural;
* música e ideologia;
* indústria cultural;
* arte e consumo.
'''Adorno'''
Theodor W. Adorno criticou a padronização da música produzida pela indústria cultural.
Defendia que a arte musical profunda deveria:
* provocar reflexão;
* resistir à banalização;
* preservar a autonomia estética.
----'''Filosofia da Regência e da Performance'''
No universo da regência, a filosofia manifesta-se na reflexão sobre:
* gesto;
* tempo;
* silêncio;
* liderança;
* indução interpretativa;
* consciência coletiva sonora.
A regência transcende a técnica:
ela envolve fenomenologia do gesto, ética da liderança artística e construção de sentido musical coletivo.
Nesse contexto, ideias como:
“Reger é a arte de induzir”
aproximam-se de concepções fenomenológicas e existenciais da música, nas quais o maestro não apenas marca compassos, mas conduz consciências sonoras em direção a uma experiência estética comum.
----'''Questões centrais da Filosofia da Música'''
'''A música possui significado objetivo?'''
Alguns filósofos defendem que:
* a música comunica emoções universais;
outros afirmam que:
* seu significado depende da cultura e da experiência individual.
----'''A música é linguagem?'''
Há correntes que entendem a música como:
* linguagem simbólica;
* linguagem afetiva;
* linguagem abstrata.
Outras sustentam que ela ultrapassa qualquer linguagem verbal.
----'''Por que a música emociona?'''
Uma das grandes perguntas filosóficas permanece:
como estruturas abstratas de sons conseguem provocar emoções tão profundas?
----'''Conclusão'''
A Filosofia da Música busca compreender não apenas a arte sonora, mas o próprio ser humano através do fenômeno musical.
A música:
* organiza o tempo;
* expressa emoções;
* constrói identidades;
* simboliza culturas;
* conduz experiências espirituais;
* transforma percepções.
Mais do que entretenimento, a música revela modos de existir, sentir e compreender o mundo [[Especial:Contribuições/~2026-29797-80|~2026-29797-80]] ([[Utilizador Discussão:~2026-29797-80|discussão]]) 02h17min de 19 de maio de 2026 (UTC)
== A FENOMENOLOGIA APLICADA À MÚSICA ==
A fenomenologia aplicada à música constitui uma abordagem filosófica voltada à compreensão da experiência musical tal como ela se manifesta à consciência. Em vez de analisar apenas estruturas técnicas — harmonia, forma, contraponto ou instrumentação — a fenomenologia busca compreender como a música é vivida, percebida e significada pelo ouvinte, intérprete ou compositor.
A fenomenologia nasce com Edmund Husserl, sendo posteriormente desenvolvida por pensadores como Martin Heidegger, Maurice Merleau-Ponty e Roman Ingarden. No campo musical, destaca-se especialmente Ingarden, que procurou compreender a obra musical enquanto objeto intencional.
A música como fenômeno vivido
Para a fenomenologia, a música não é apenas um objeto físico constituído por sons mensuráveis. Ela existe como experiência temporal da consciência.
Quando ouvimos uma melodia, por exemplo, cada nota não é percebida isoladamente. A consciência conserva o que acabou de soar (retenção), vive o presente sonoro e antecipa o que virá (protensão). Assim, a percepção musical é um fluxo contínuo de temporalidade.
Uma simples sequência melódica só faz sentido porque a mente integra passado, presente e expectativa futura.
A temporalidade musical
A fenomenologia atribui enorme importância ao tempo musical.
Uma sinfonia de Ludwig van Beethoven, uma obra de Igor Stravinsky ou uma peça de Claude Debussy não são percebidas como “quadros estáticos”, mas como acontecimentos em permanente transformação.
O sentido musical nasce:
da memória do que já ocorreu;
da tensão criada pelo presente;
da expectativa do que ainda virá.
Por isso, a fenomenologia aproxima-se profundamente da regência e da interpretação musical, pois o regente trabalha precisamente sobre:
direção temporal;
tensão;
repouso;
expectativa;
continuidade do discurso.
A intencionalidade na música
Outro conceito central é a intencionalidade.
Para Husserl, toda consciência é consciência de algo. Aplicado à música:
o ouvinte dirige sua consciência ao fenômeno sonoro;
o intérprete projeta intenções expressivas;
o compositor estrutura significados perceptivos.
A obra musical deixa então de ser apenas “partitura” e passa a existir como:
experiência;
percepção;
vivência estética.
Roman Ingarden e a obra musical
Roman Ingarden desenvolveu uma das mais importantes fenomenologias da música.
Segundo ele:
a partitura não é a obra em si;
ela é apenas um esquema potencial;
a obra musical concretiza-se na execução e na percepção.
Assim, cada interpretação realiza parcialmente a obra, sem jamais esgotá-la completamente.
Essa visão possui enorme impacto na prática interpretativa:
duas execuções da mesma obra jamais serão idênticas;
o fenômeno musical depende do intérprete, da acústica, do público e da consciência perceptiva.
Fenomenologia e interpretação musical
Na prática interpretativa, a fenomenologia conduz o músico a pensar:
o fraseado como respiração;
o tempo como fluxo orgânico;
o silêncio como elemento expressivo;
a sonoridade como presença;
a escuta como construção de sentido.
O maestro deixa de ser apenas um “marcador de compassos” para tornar-se organizador da experiência temporal coletiva.
Sob essa ótica, reger significa:
induzir percepção;
organizar tensões;
modelar expectativas;
conduzir consciências através do tempo sonoro.
Fenomenologia e corpo
Com Maurice Merleau-Ponty, a fenomenologia enfatiza também o corpo como mediador da experiência.
Na música:
o gesto do regente;
a respiração do instrumentista;
a resistência física do som;
a sensação tátil do instrumento;
a espacialidade acústica
tornam-se elementos essenciais da compreensão musical.
A música deixa então de ser apenas “intelectual” para tornar-se corporeidade sonora.
Fenomenologia versus análise estrutural
Enquanto abordagens estruturalistas concentram-se na organização objetiva da obra, a fenomenologia pergunta:
Como a música aparece à consciência?
Como ela é experimentada?
Que tipo de temporalidade produz?
Como gera expectativa, tensão e sentido?
Ela não substitui a análise harmônica, formal ou motívica, mas amplia sua dimensão estética e perceptiva.
Fenomenologia na banda sinfônica
No universo da banda sinfônica, a fenomenologia possui aplicação particularmente rica:
espacialidade dos metais;
projeção sonora;
massas tímbricas;
impacto acústico dos sopros;
percepção do movimento harmônico através da cor instrumental.
Obras como:
Hammersmith de Gustav Holst;
Symphony in B-flat for Concert Band de Paul Hindemith;
Symphonies of Wind Instruments
mostram como a percepção fenomenológica do timbre e da espacialidade torna-se central à interpretação.
Síntese
A fenomenologia da música procura compreender:
a música enquanto experiência;
o som enquanto presença;
o tempo enquanto fluxo vivido;
a interpretação enquanto concretização;
a escuta enquanto construção de sentido.
Ela desloca o foco:
da música como objeto → para a música como acontecimento vivido.
Sob essa perspectiva, a arte musical deixa de ser apenas arquitetura sonora e transforma-se numa experiência existencial do tempo, da escuta e da consciência. [[Especial:Contribuições/~2026-29797-80|~2026-29797-80]] ([[Utilizador Discussão:~2026-29797-80|discussão]]) 02h21min de 19 de maio de 2026 (UTC)
== A SEMIÓTICA APLICADA À MUSICA ==
A semiótica aplicada à música consiste no estudo dos processos de significação musical — isto é, de como a música produz sentido, comunica ideias, desperta imagens, constrói expectativas e estabelece relações simbólicas, culturais e emocionais. Trata-se de uma área interdisciplinar situada entre a musicologia, a filosofia, a linguística, a estética e a análise musical.
O que é semiótica?
A semiótica é a ciência dos signos. Seu objeto central é compreender como algo passa a significar outra coisa dentro de um determinado contexto cultural.
Os três grandes referenciais da semiótica moderna são:
Ferdinand de Saussure — concepção estrutural do signo (significante e significado);
Charles Sanders Peirce — teoria triádica do signo;
Jean-Jacques Nattiez — aplicação sistemática da semiótica ao campo musical.
A música como linguagem de signos
Embora a música não possua significados fixos como a linguagem verbal, ela organiza sons capazes de gerar relações simbólicas, afetivas, narrativas e culturais.
Na música, os signos podem manifestar-se através de:
motivos melódicos;
ritmos;
timbres;
harmonias;
instrumentações;
gestos expressivos;
tópicas musicais;
citações;
relações formais;
convenções estilísticas.
Por exemplo:
trompetes e ritmos marciais frequentemente remetem ao universo militar;
uma melodia cromática descendente pode sugerir dor ou lamentação;
determinadas combinações harmônicas evocam tensão, mistério ou transcendência;
o sino tubular pode remeter ao religioso ou ao fúnebre.
Esses sentidos não são absolutos: dependem do contexto histórico, cultural e estético.
A tríade de Peirce aplicada à música
Segundo Charles Sanders Peirce, o signo envolve três elementos:
Representamen — aquilo que aparece;
Objeto — aquilo a que o signo se refere;
Interpretante — o sentido produzido na mente do ouvinte.
Na música:
um acorde dissonante pode funcionar como representamen;
a ideia de tensão dramática como objeto;
a sensação percebida pelo ouvinte como interpretante.
Peirce também classifica os signos em:
Ícone
Há semelhança com o objeto.
Exemplo:
flautas imitando canto de pássaros.
Índice
Há relação causal ou indicativa.
Exemplo:
crescendo indicando aproximação ou intensificação.
Símbolo
O sentido depende de convenção cultural.
Exemplo:
marcha fúnebre associada à morte.
Jean-Jacques Nattiez e a tripartição semiótica
Jean-Jacques Nattiez propõe uma das teorias mais importantes da semiótica musical.
Ele divide o fenômeno musical em três níveis:
1. Nível Poiético
Refere-se ao processo de criação:
intenções do compositor;
contexto histórico;
técnicas composicionais;
estética.
2. Nível Neutro
É a obra em si:
partitura;
estrutura sonora;
organização formal;
material musical observável.
3. Nível Estésico
Relaciona-se à recepção:
percepção do ouvinte;
interpretação;
emoção;
construção de sentido.
Uma mesma obra pode produzir interpretações diferentes em ouvintes distintos.
Semiótica e análise musical
A semiótica amplia a análise tradicional porque não observa apenas:
forma;
harmonia;
contraponto;
instrumentação.
Ela investiga:
o que os gestos musicais significam;
como a música produz narratividade;
como certos elementos evocam imagens ou arquétipos culturais;
relações entre música e sociedade.
Assim, uma análise semiótica pode abordar:
símbolos;
tópicas;
intertextualidade;
retórica musical;
dramaturgia sonora;
semântica do timbre;
espacialidade;
gesto musical.
Tópicas musicais
Um conceito central da semiótica musical moderna é o das “tópicas”, desenvolvido especialmente por Leonard Ratner e aprofundado por Raymond Monelle.
Tópicas são estilos ou figuras musicais reconhecíveis culturalmente:
marcha;
pastoral;
fanfarra;
caça;
dança cortesã;
estilo militar;
coral religioso.
Em Gustav Mahler, por exemplo, a marcha militar frequentemente assume caráter irônico ou trágico.
Semiótica na banda sinfônica
No universo da banda sinfônica, a semiótica revela-se especialmente rica devido:
à forte presença de tópicas militares;
ao simbolismo cerimonial;
ao impacto tímbrico dos metais e percussão;
à relação histórica entre banda, praça pública e identidade coletiva.
Obras como:
First Suite in E-flat for Military Band;
Symphony in B-flat for Concert Band;
Hammersmith
podem ser analisadas semioticamente a partir:
das relações entre timbre e espacialidade;
dos gestos heroicos;
da retórica ceremonial;
da transformação do discurso militar em linguagem artística autônoma.
Semiótica e regência
Para o regente, a semiótica é fundamental porque:
ajuda a compreender os significados implícitos do discurso musical;
orienta escolhas interpretativas;
define caráter, gesto, articulação e agógica;
aproxima análise estrutural e expressão artística.
O regente passa a compreender não apenas “como” a música é construída, mas “o que” ela comunica simbolicamente.
Síntese
A semiótica musical busca compreender:
como a música produz sentido;
como os sons se transformam em signos;
como a cultura interfere na escuta;
como o discurso musical comunica ideias, emoções e símbolos.
Ela constitui uma ponte entre:
análise;
estética;
interpretação;
percepção;
cultura;
filosofia da música.
Em síntese, a semiótica aplicada à música procura responder à pergunta:
“De que maneira a música significa?” [[Especial:Contribuições/~2026-29797-80|~2026-29797-80]] ([[Utilizador Discussão:~2026-29797-80|discussão]]) 02h24min de 19 de maio de 2026 (UTC)
== ALFRED REED E SUA CONTRIBUIÇÃO AO UNIVERSO DA BANDA SINFÔNICA ==
Alfred Reed ocupa um lugar central na consolidação da banda sinfônica como organismo artístico autônomo no século XX. Sua produção representa uma síntese rara entre refinamento técnico, comunicabilidade estética, domínio orquestral e profunda compreensão das possibilidades tímbricas dos sopros e da percussão. Ao lado de figuras como Paul Hindemith, Gustav Holst, Karel Husa e Vincent Persichetti, Reed ajudou decisivamente a elevar o repertório para banda ao patamar de linguagem artística plena, afastando-o da mera função utilitária ou da dependência de transcrições orquestrais.
Sua contribuição pode ser compreendida sob diversos aspectos:
1. A valorização da banda sinfônica como linguagem própria
Até meados do século XX, grande parte do repertório das bandas era constituída por:
marchas;
aberturas de ópera;
transcrições orquestrais;
música ceremonial;
peças funcionais.
Alfred Reed compreendeu que a banda possuía:
identidade tímbrica própria;
enorme flexibilidade de cores;
potência rítmica singular;
capacidade lírica comparável à orquestra;
possibilidades arquitetônicas autônomas.
Sua escrita jamais tenta “imitar” a orquestra. Pelo contrário: ela explora aquilo que apenas a banda pode oferecer:
massa harmônica homogênea;
brilho metálico dos metais;
elasticidade dos saxofones;
mobilidade das madeiras;
protagonismo da percussão.
Nesse sentido, Reed foi um dos grandes arquitetos da moderna estética bandística.
2. O legado pedagógico e técnico
Poucos compositores escreveram tão inteligentemente para diferentes níveis de banda quanto Alfred Reed.
Sua produção contempla:
bandas escolares;
conjuntos universitários;
bandas militares;
bandas profissionais.
Entretanto, mesmo em obras pedagógicas, jamais há empobrecimento musical. Reed acreditava que:
“música educativa não precisa ser artisticamente inferior.”
Seu domínio da instrumentação tornou-se referência mundial:
equilíbrio vertical impecável;
clareza contrapontística;
distribuição inteligente de respirações;
uso idiomático dos registros;
grande eficiência acústica.
Por isso suas obras permanecem entre as mais executadas do repertório internacional.
3. A “First Suite for Band” e o pensamento estrutural
First Suite for Band representa um dos primeiros grandes marcos de sua produção.
Embora o título remeta inevitavelmente à tradição inaugurada por First Suite in E-flat for Military Band, Reed não produz uma continuação estilística literal. Sua linguagem:
é mais expansiva harmonicamente;
apresenta maior fluidez cinematográfica;
incorpora vitalidade rítmica tipicamente americana;
utiliza texturas mais densas e colorísticas.
A obra evidencia:
extraordinário senso formal;
organicidade temática;
domínio das transições;
equilíbrio entre lirismo e energia motora.
A “First Suite” demonstra como Reed entendia a banda como um grande laboratório sinfônico de sopros.
4. “Armenian Dances”: a universalização do repertório folclórico
Se há uma obra que eternizou Alfred Reed no repertório mundial, esta é:
Armenian Dances.
Nela, Reed transforma melodias recolhidas por Komitas Vardapet em uma monumental construção sinfônica.
A importância da obra reside em vários fatores:
sofisticação harmônica;
monumentalidade formal;
riqueza modal;
exuberância tímbrica;
exploração magistral da percussão;
profunda dimensão espiritual.
“Armenian Dances” mostrou ao mundo que a banda sinfônica poderia produzir obras de densidade emocional e arquitetônica comparáveis às grandes sinfonias orquestrais.
5. “El Camino Real” e a teatralidade sonora
El Camino Real tornou-se uma das obras mais emblemáticas do repertório bandístico moderno.
Aqui Reed explora:
ritmos afro-hispânicos;
energia percussiva;
exuberância festiva;
dramaticidade quase operística.
A peça tornou-se um paradigma de:
virtuosismo coletivo;
impacto concertístico;
espetáculo tímbrico.
Sua escrita evidencia o entendimento da banda como organismo de grande teatralidade sonora.
6. “Canto e Candombe”: síntese latino-americana
Entre suas obras mais emblemáticas está:
A Festival Prelude, mas sobretudo:
Canto y Candombe.
Nesta obra, Reed aproxima-se profundamente da identidade latino-americana, especialmente das tradições afro-uruguaias do candombe.
“Canto y Candombe” revela:
sensualidade rítmica;
sofisticação polirrítmica;
lirismo melancólico;
exuberância percussiva;
extraordinária exploração dos metais.
A obra possui quase uma dimensão coreográfica:
os ritmos parecem corporificados;
a percussão deixa de ser mero suporte;
o tecido musical pulsa de maneira orgânica.
O “Canto” inicial apresenta atmosfera contemplativa e quase nostálgica, enquanto o “Candombe” explode em vitalidade ritualística.
Aqui Reed demonstra:
abertura multicultural;
assimilação respeitosa de elementos folclóricos;
universalização artística da música latino-americana.
7. Alfred Reed e a estética da comunicação
Diferentemente de certos modernismos excessivamente herméticos, Alfred Reed jamais rompeu o elo com o público.
Sua música consegue conciliar:
sofisticação;
clareza;
impacto emocional;
acessibilidade.
Isso explica sua permanência:
em salas de concerto;
festivais;
concursos;
universidades;
bandas militares;
repertórios pedagógicos.
Reed entendia que a complexidade artística não precisava afastar a audiência.
8. O impacto histórico de Alfred Reed
A importância histórica de Alfred Reed para a banda sinfônica pode ser resumida em alguns pontos fundamentais:
consolidou a escrita idiomática moderna para banda;
ampliou o repertório original de concerto;
universalizou o repertório bandístico;
valorizou tradições folclóricas internacionais;
aproximou técnica e comunicação estética;
contribuiu para a legitimação acadêmica da banda sinfônica;
influenciou gerações de compositores e regentes.
Seu legado permanece vivo porque suas obras unem:
inteligência estrutural;
força expressiva;
refinamento tímbrico;
humanidade musical.
Da “First Suite” à monumentalidade multicultural de “Canto y Candombe”, Alfred Reed ajudou a transformar a banda sinfônica em um dos mais ricos e sofisticados organismos instrumentais da música contemporânea. [[Especial:Contribuições/~2026-29797-80|~2026-29797-80]] ([[Utilizador Discussão:~2026-29797-80|discussão]]) 02h34min de 19 de maio de 2026 (UTC)
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== IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão ==
O IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão é uma associação cultural sem fins lucrativos idealizada para atuar como braço institucional, artístico, educacional e de preservação patrimonial da tradicional Banda Sinfônica de Cubatão, conjunto histórico fundado a partir do movimento musical iniciado pelo Maestro Roberto Farias na década de 1970.
Sua proposta é reunir, organizar e profissionalizar ações ligadas à música sinfônica para sopros e percussão, promovendo:
temporadas oficiais de concertos;
formação musical e artística;
festivais, simpósios e seminários;
intercâmbios nacionais e internacionais;
preservação da memória musical de Cubatão;
pesquisas musicológicas;
produção de espetáculos;
apoio à participação da Banda Sinfônica de Cubatão em eventos como a WASBE Conference Rio 2026;
desenvolvimento de projetos via leis de incentivo e parcerias públicas e privadas.
Dentro da concepção institucional desenvolvida pelo Maestro Roberto Farias, o IC-BASIC funciona como o eixo artístico e administrativo da atividade sinfônica cubatense, enquanto o MUSICAD Seminário Permanente de Regência atua mais fortemente no campo acadêmico e pedagógico da regência e da formação superior em música.
O instituto também nasce com a missão de:
defender a continuidade histórica da Banda Sinfônica de Cubatão;
fortalecer sua autonomia institucional após a perda da tutela pública municipal;
ampliar a valorização da banda como patrimônio cultural imaterial;
criar mecanismos permanentes de sustentabilidade artística e financeira.
Entre as áreas previstas para atuação do IC-BASIC destacam-se:
Banda Sinfônica;
Música de Câmara;
Música Antiga;
Pesquisa e Acervo;
Formação de Regentes e Compositores;
Laboratório de Composição e Transcrição;
Produção Cultural;
Ações Educacionais e Comunitárias.
A identidade do instituto busca unir:
excelência artística;
valorização da tradição bandística brasileira;
inovação estética;
inserção internacional;
impacto cultural e social em Cubatão e região.
A própria Banda Sinfônica de Cubatão possui reconhecimento histórico e cultural na cidade, tendo surgido do trabalho iniciado pelo Maestro Roberto Farias no antigo movimento da Banda Municipal Afonso Schmidt. [[Especial:Contribuições/~2026-28546-67|~2026-28546-67]] ([[Utilizador Discussão:~2026-28546-67|discussão]]) 03h06min de 12 de maio de 2026 (UTC)
:A Banda Sinfonica realizou aonlongos dos anos um extraordinário trabalho social com formação de importantes educadores oriundos da Escola de Musica da Banda , o Projeto BEC formou e garantiu a continuidade de músicos inclusive formando educadores que estão espalhados por todo o Brasil .. Viva a Banda Sinfonica de Cubatão [[Especial:Contribuições/~2026-30137-99|~2026-30137-99]] ([[Utilizador Discussão:~2026-30137-99|discussão]]) 16h44min de 19 de maio de 2026 (UTC)
::Sim, nobre Professor! A nossa missão é a preservação e a valorização desse legado que certamente terá reflexos nas futuras gerações. Sigamos perseverantes! [[Especial:Contribuições/~2026-30072-04|~2026-30072-04]] ([[Utilizador Discussão:~2026-30072-04|discussão]]) 16h48min de 19 de maio de 2026 (UTC)
== MUSICAD - Seminário Permanente de Regência ==
O MUSICAD – Seminário Permanente de Regência é uma associação cultural e acadêmica idealizada e dirigida pelo maestro Roberto Farias, voltada à formação, pesquisa e difusão da arte da regência musical, com ênfase especial na regência de bandas sinfônicas, conjuntos de sopros e percussão, orquestras e práticas interpretativas contemporâneas.
A instituição é concebida como um espaço permanente de:
formação de maestros e regentes;
cursos de extensão e pós-graduação lato sensu;
masterclasses, simpósios e seminários;
pesquisa em análise musical, instrumentação e transcrição;
intercâmbio acadêmico e artístico;
produção de repertório brasileiro para banda sinfônica;
reflexão estética, filosófica e pedagógica sobre a regência.
Entre os princípios centrais do MUSICAD destacam-se:
a valorização da excelência artística;
a profissionalização da prática de banda sinfônica;
o incentivo à música brasileira contemporânea;
a integração entre tradição e inovação;
a aproximação entre prática artística e pesquisa acadêmica.
O projeto frequentemente adota a identidade institucional:
“MUSICAD – A excelência na arte da regência”
e mantém forte diálogo com universidades, festivais, instituições culturais e projetos de formação musical.
O MUSICAD também aparece associado a iniciativas como:
cursos de regência;
laboratórios de composição e transcrição;
projetos acadêmicos em parceria com instituições de ensino superior;
simpósios e congressos de música;
ações ligadas à Banda Sinfônica de Cubatão e ao IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão.
Dentro de sua proposta filosófica e artística, o MUSICAD entende a regência não apenas como técnica gestual, mas como uma forma de liderança artística, pensamento musical e construção humana coletiva. [[Especial:Contribuições/~2026-28546-67|~2026-28546-67]] ([[Utilizador Discussão:~2026-28546-67|discussão]]) 03h10min de 12 de maio de 2026 (UTC)
== FRASES DO MAESTRO ROBERTO FARIAS NO ÂMBITO DO MUSICAD ==
Algumas frases institucionais e conceituais atribuíveis ao pensamento artístico-pedagógico do Maestro Roberto Farias no contexto do MUSICAD Seminário Permanente de Regência:
“Reger é a arte de induzir.”
“A técnica conduz o gesto; a consciência musical conduz a arte.”
“O regente não produz o som: ele desperta consciências sonoras.”
“A verdadeira autoridade do regente nasce do conhecimento e da escuta.”
“Toda grande interpretação começa no silêncio interior.”
“A regência é o encontro entre pensamento, emoção e organização sonora.”
“O gesto deve ser claro ao olhar e inevitável ao ouvido.”
“A excelência na arte da regência exige disciplina intelectual e sensibilidade humana.”
“A batuta não simboliza poder; simboliza responsabilidade artística.”
“A música coletiva é a mais elevada experiência de convivência humana.”
“Uma banda sinfônica não é apenas um conjunto instrumental — é um organismo cultural.”
“O regente educa quando ensaia e inspira quando interpreta.”
“A tradição não deve aprisionar a arte, mas servir de fundamento para sua evolução.”
“Toda leitura musical deve transformar-se em experiência estética.”
“O ensaio é o laboratório da interpretação.”
“A formação do regente deve unir técnica, filosofia, história e consciência estética.”
“Não há grande performance sem profundo respeito ao compositor.”
“A arte da regência consiste em transformar múltiplas individualidades em uma única intenção musical.”
“A música de banda possui grandeza estética própria e identidade artística autônoma.”
“O MUSICAD nasce do compromisso com a excelência, a reflexão e a valorização da regência.”
Frases institucionais mais voltadas à identidade do MUSICAD Seminário Permanente de Regência:
“MUSICAD — A excelência na arte da regência.”
“Formando pensamento artístico para o futuro da música.”
“Tradição, conhecimento e excelência em regência.”
“Regência como ciência, arte e consciência.”
“Um espaço permanente de reflexão sobre a arte de reger.”
“Onde a técnica encontra a estética.”
“A formação do regente além da batuta.”
“MUSICAD — excelência acadêmica e sensibilidade artística.”
E frases mais filosóficas:
“O regente é, antes de tudo, um mediador de sensibilidades.”
“Toda música possui uma arquitetura invisível que o regente deve revelar.”
“A interpretação não é imposição da vontade, mas construção de sentido.”
“A arte de reger exige equilíbrio entre racionalidade e intuição.”
“Uma grande execução musical acontece quando a técnica deixa de ser percebida e resta apenas a arte.” [[Especial:Contribuições/~2026-28546-67|~2026-28546-67]] ([[Utilizador Discussão:~2026-28546-67|discussão]]) 03h13min de 12 de maio de 2026 (UTC)
== REGER É A ARTE DE INDUZIR ==
“Regência é a arte de induzir.”
— Roberto Farias
Na visão do Maestro Roberto Farias, o ato de reger transcende a simples marcação métrica ou coordenação técnica de uma execução musical. O regente não “impõe” mecanicamente a música; ele induz artisticamente a realização sonora através de gestos, intenção, conhecimento estético, liderança humana e capacidade de inspirar.
A “indução” na regência manifesta-se em diferentes dimensões:
Indução sonora — o gesto conduz a qualidade do som, a articulação, a dinâmica e a expressividade;
Indução psicológica — o regente desperta confiança, concentração e envolvimento emocional dos músicos;
Indução estética — orienta a compreensão estilística da obra e sua arquitetura musical;
Indução coletiva — transforma indivíduos em organismo artístico único;
Indução filosófica — conduz o intérprete à compreensão do sentido humano e espiritual da música.
Segundo essa concepção, o verdadeiro regente não é apenas um “marcador de compassos”, mas um catalisador de energias artísticas. Sua autoridade nasce menos da imposição e mais da capacidade de convencer musicalmente através da inteligência interpretativa, da clareza gestual e da profundidade artística.
A frase também dialoga com a visão pedagógica frequentemente associada ao MUSICAD — Seminário Permanente de Regência, no qual a formação do regente envolve:
técnica;
análise musical;
psicologia da liderança;
filosofia da arte;
comunicação verbal e não verbal;
consciência estética e humanística.
Em síntese, para o Maestro Roberto Farias, reger é:
“Induzir músicos a transformar símbolo em emoção, organização sonora em arte e execução coletiva em experiência estética.” [[Especial:Contribuições/~2026-28546-67|~2026-28546-67]] ([[Utilizador Discussão:~2026-28546-67|discussão]]) 03h17min de 12 de maio de 2026 (UTC)
== PROPOSTA DE DESMILITARIZAÇÃO DAS BANDAS ESTUDANTIS ==
Proposta de “Desmilitarização” das Bandas Estudantis
Uma visão do Maestro Roberto Farias
A proposta de “desmilitarização” das bandas estudantis, defendida pelo Maestro Roberto Farias, não significa a negação da disciplina, da organização ou da tradição histórica das bandas. Trata-se, antes, de uma redefinição estética, pedagógica e artística dessas formações, aproximando-as do universo da performance musical contemporânea e da expressão cultural.
Segundo essa visão, as bandas estudantis brasileiras, historicamente influenciadas pelo modelo militar — sobretudo nos concursos e desfiles cívicos — passaram, nas últimas décadas, por profundas transformações musicais. O repertório deixou de restringir-se às marchas militares e dobrados tradicionais, incorporando obras sinfônicas, trilhas cinematográficas, música popular elaborada, repertório contemporâneo e composições originais para sopros e percussão.
Com essa mudança de linguagem musical, torna-se inadequado manter modelos excessivamente rígidos de movimentação, postura e avaliação estética baseados exclusivamente na lógica militar.
Principais fundamentos da proposta
1. Valorização da Arte acima da Rigidez Marcial
A banda estudantil deve ser compreendida prioritariamente como organismo artístico e educacional, e não como extensão de estruturas paramilitares.
A música passa a ocupar o centro da apresentação, substituindo o excesso de formalismo coreográfico.
2. Ampliação do Repertório
As novas exigências musicais incluem:
mudanças constantes de andamento;
métricas complexas (5/8, 7/8, 9/8 etc.);
fermatas e suspensões;
contrastes expressivos;
recursos cênicos e performáticos.
Esses elementos tornam incompatível a manutenção de uma movimentação rígida baseada exclusivamente na marcha militar tradicional.
3. Banda como Espetáculo Artístico
A apresentação deve assumir caráter de espetáculo musical, integrando:
interpretação artística;
expressão corporal;
teatralidade;
iluminação;
identidade visual contemporânea;
interação com o público.
A banda deixa de ser apenas “corpo de desfile” para tornar-se agente cultural.
4. Formação Humana e Sensível
A proposta busca substituir modelos excessivamente autoritários por práticas pedagógicas mais:
criativas;
colaborativas;
inclusivas;
musicalmente conscientes.
A disciplina continua existindo, mas vinculada ao compromisso artístico coletivo e não ao temor hierárquico.
5. Aproximação do Modelo de Banda Sinfônica
Roberto Farias propõe que as bandas estudantis se aproximem conceitualmente das bandas sinfônicas modernas, valorizando:
qualidade sonora;
refinamento interpretativo;
afinação;
equilíbrio tímbrico;
compreensão estética da obra.
Impactos Esperados
A proposta visa:
modernizar o movimento de bandas;
estimular maior interesse dos jovens;
elevar o nível artístico das corporações;
aproximar as bandas do ambiente cultural e acadêmico;
fortalecer a identidade musical brasileira para sopros e percussão.
Síntese Conceitual
“A banda estudantil do século XXI deve formar artistas, não apenas marchadores.
Disciplina e excelência continuam essenciais, mas agora subordinadas à expressão artística e à comunicação musical.”
— Roberto Farias [[Especial:Contribuições/~2026-28546-67|~2026-28546-67]] ([[Utilizador Discussão:~2026-28546-67|discussão]]) 03h21min de 12 de maio de 2026 (UTC)
:Cresce de importante, em tempos atuais, o olhar artístico sobre as bandas juvenis (estudantis). Obviamente que, como dito pelo Maestro, não há uma necessidade de abandono de repertórios clássicos como Dobrados (que aliás são a marca histórica de nossas bandas). Almeja-se, por outro lado, como muito é reforçado pelo MUSICAD, que tenhamos um olhar mais aprofundado par a arte da regência e as funções amplas que o regente assume no século XXI, principalmente como formador cultural/educador musical dos participantes de bandas juvenis. O aspecto militar da disciplina se impõe para os músicos de forma orgânica se o fazer artístico for realmente enriquecedor, afinal quem não quer apresentar uma música com grau de dificuldade mais elaborado e ser desafiado a fazer o que parece muito difícil musicalmente. O prazer em alcançar o resultado artístico de alta qualidade (dentro do nível de maturidade musical em que se está) é algo surpreendente tanto para o regente, quanto para os músicos executantes. Voltando aos Dobrados, por que eles não podem ser tratados para além do aspecto funcional (conduzir a marcha), passando a administrá-los musical por outro ponto de vista. Há Dobrados que carregam em si a complexidade de obras de grande vulto estético. Isso sim, deveria ser elaborado no processo de educação musical das bandas juvenis. [[Utilizador:Tiago Teixeira Ferreira|Tiago Teixeira Ferreira]] ([[Utilizador Discussão:Tiago Teixeira Ferreira|discussão]]) 12h09min de 13 de maio de 2026 (UTC)
== ROBERTO FARIAS: UM STRAVINSKYANO CONVICTO ==
O Maestro Roberto Farias: um Stravinskyano convicto
Roberto Farias pode ser definido como um ''“stravinskyano convicto”'' sobretudo pela maneira como compreende a banda sinfônica como organismo moderno, rítmico, plástico e intelectualmente ativo — muito próximo da estética de Igor Stravinsky.
Essa aproximação manifesta-se em diversos aspectos de seu pensamento artístico:
valorização do ritmo como força estruturante da música;
interesse por métricas assimétricas e pulsação irregular;
defesa da clareza arquitetônica da interpretação;
recusa do sentimentalismo excessivo;
compreensão da regência como indução energética e não mera marcação métrica;
visão da banda sinfônica como laboratório contemporâneo de timbres.
A afinidade com Stravinsky aparece especialmente na defesa que o Maestro Roberto Farias faz da modernização estética das bandas estudantis e sinfônicas. Sua proposta de “desmilitarização” das bandas aproxima-se diretamente da ruptura stravinskyana com modelos rígidos e mecanizados do fazer musical. Ao admitir repertórios com compassos 5/8, 7/8, alternâncias agógicas, fermatas e caráter cênico-espetacular, ele desloca a banda do universo exclusivamente marcial para uma dimensão artística mais sofisticada e teatral — algo profundamente coerente com obras como:
Symphonies of Wind Instruments
The Rite of Spring
L'Histoire du soldat
Há também uma afinidade filosófica. Stravinsky defendia disciplina intelectual, precisão e objetividade sonora. Roberto Farias frequentemente trata a regência não como exibição emocional, mas como organização consciente da energia musical coletiva. Sua máxima:
“Reger é a arte de induzir”
dialoga fortemente com a concepção stravinskyana do regente como organizador de tensões, planos sonoros e impulsos rítmicos.
Além disso, o interesse do Maestro Roberto Farias por:
análise estrutural;
instrumentação para sopros;
repertório contemporâneo;
transparência tímbrica;
construção de identidade moderna para bandas sinfônicas,
aproxima-o muito mais da linhagem Stravinsky–Hindemith–Holst do que da tradição romântica tardia baseada apenas em expansão emocional.
Pode-se dizer, portanto, que o “stravinskyanismo” de Roberto Farias não é mera preferência repertorial, mas uma postura estética e pedagógica:
a defesa da banda sinfônica como espaço de modernidade artística, sofisticação rítmica e inteligência sonora. [[Especial:Contribuições/~2026-28546-67|~2026-28546-67]] ([[Utilizador Discussão:~2026-28546-67|discussão]]) 03h25min de 12 de maio de 2026 (UTC)
== O Triangulo, o instrumento mais importante da Orquestra ==
“Todos são importantes numa orquestra, do triângulo ao 1º violino. Todos são peças de uma mesma engrenagem.”
O impacto da afirmação do Maestro Roberto Farias reside justamente na quebra de uma hierarquia tradicionalmente cristalizada no imaginário musical. Ao declarar que “o instrumento mais importante da orquestra é o triângulo”, ele não diminui o papel do 1º violino, mas desloca o foco da ideia de prestígio para a ideia de responsabilidade coletiva.
A justificativa apresentada é profundamente pedagógica e musical. O 1º violino, embora exerça função de liderança dentro do naipe das cordas e da própria orquestra, atua cercado por outros músicos que compartilham a mesma linha musical. Um eventual erro isolado — como a troca de um si bemol por um si natural — pode até ser percebido por colegas próximos ou pelo maestro, dependendo do contexto sonoro, mas muitas vezes passará despercebido ao público.
Já o triângulo ocupa uma condição completamente distinta. Trata-se de um instrumento de extrema exposição tímbrica. Seu som metálico e brilhante corta a massa orquestral inteira. Em muitas obras, o percussionista permanece dezenas ou até centenas de compassos em silêncio, enfrentando mudanças métricas, alterações de andamento, fermatas, rubatos e transições complexas. Basta um instante de distração para que a entrada aconteça um ou dois tempos antes, ou um compasso depois, comprometendo imediatamente a estrutura perceptiva da obra.
E justamente por ser um instrumento tão exposto, o erro torna-se público e evidente. Numa obra conhecida, a plateia percebe instantaneamente a quebra do fluxo musical. É nesse ponto que a reflexão do maestro ganha força filosófica: a importância de um músico não está na quantidade de notas que executa, nem no status histórico do instrumento, mas na função estrutural que desempenha dentro do organismo sonoro.
A metáfora extrapola a música e alcança dimensões humanas e institucionais. Dentro de uma orquestra — como dentro de qualquer sociedade — não existem funções pequenas. Há funções diferentes, todas indispensáveis ao equilíbrio do conjunto. O triângulo passa então a simbolizar o músico aparentemente “secundário”, mas cuja precisão, consciência e responsabilidade podem sustentar ou comprometer um momento decisivo da obra.
A ideia sintetiza uma visão artística frequentemente associada ao pensamento do Maestro Roberto Farias: a orquestra como organismo coletivo, onde excelência não significa protagonismo individual, mas integração consciente entre todas as partes [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 11h26min de 13 de maio de 2026 (UTC)
:Excelente reflexão, Maestro! Ao que tudo indica, há uma "sociologia" dos instrumentos musicais também, considerando a importância, significado cultural e histórico que foram dados a eles ao longo dos tempos. Inverter esse ponto de vista, como o Sr propõe sumariamente no texto, é olhar com olhos do século XXI. Como dizia Saramago, é preciso sair da ilha para ver a ilha. [[Especial:Contribuições/~2026-28739-26|~2026-28739-26]] ([[Utilizador Discussão:~2026-28739-26|discussão]]) 11h54min de 13 de maio de 2026 (UTC)
== A Regência na visão de Elizabeth Green e Hermann Scherchen ==
A Regência na visão de Elizabeth Green e Hermann Scherchen
A visão da regência em Elizabeth A. H. Green e Hermann Scherchen representa dois polos complementares da arte do maestro: de um lado, a objetividade técnica e pedagógica; de outro, a dimensão filosófica, expressiva e quase transcendental da interpretação musical.
Elisabeth Green — A técnica clara e funcional
The Modern Conductor tornou-se uma das obras pedagógicas mais importantes da regência moderna, especialmente nos Estados Unidos. Green organiza a regência como uma disciplina técnica racional, sistemática e objetiva.
Princípios fundamentais de Green
Clareza gestual absoluta
O gesto do regente deve ser compreendido instantaneamente pelo músico. O movimento precisa indicar:
pulso;
dinâmica;
caráter;
articulação;
entradas e cortes.
Economia de movimento
O gesto não deve ser teatral ou excessivo. Cada movimento precisa ter função musical.
Precisão métrica
Elisabeth Green enfatiza os diagramas tradicionais de compasso e a estabilidade do ictus.
Exemplo de organização métrica: 7/4 (4+3) e 7/4 (3+4)
Na visão de Green, o compasso deve ser “sentido” corporalmente e transmitido com absoluta regularidade.
Preparação (prep beat)
A anacruse gestual é essencial:
respiração;
intenção;
tempo;
caráter.
O gesto preparatório já “faz soar” a música antes do primeiro ataque.
Independência das mãos
A mão direita normalmente define:
tempo;
subdivisão;
estabilidade rítmica.
A mão esquerda:
fraseado;
dinâmica;
expressão;
equilíbrio.
Filosofia implícita
Para Green, o regente é:
“um comunicador técnico-musical”.
O maestro existe para tornar a execução:
segura;
coesa;
eficiente;
musicalmente inteligível.
Há forte influência do ambiente das:
bandas;
orquestras acadêmicas;
universidades norte-americanas.
Seu pensamento é extremamente útil para:
formação inicial;
bandas sinfônicas;
orquestras jovens;
pedagogia da regência.
Hermann Scherchen — O regente como criador espiritual
Já Handbook of Conducting apresenta uma visão muito mais filosófica, psicológica e artística da regência.
Para Scherchen, reger não é apenas marcar compassos:
é revelar a essência interior da música.
Princípios fundamentais de Scherchen
A música acima da mecânica
Scherchen criticava a regência meramente “metronômica”.
O gesto não deve apenas indicar:
pulsação;
entradas;
dinâmica.
Ele deve transmitir:
tensão;
arquitetura;
energia;
densidade emocional;
direção espiritual da obra.
O regente como intérprete intelectual
Na visão de Scherchen:
o maestro precisa compreender profundamente:
forma;
harmonia;
contraponto;
estrutura;
estética;
contexto filosófico da obra.
A regência nasce do pensamento musical.
Elasticidade do tempo
Ao contrário da rigidez excessiva:
o tempo musical é orgânico;
flexível;
respirado.
O rubato e a agógica são partes essenciais da interpretação.
O gesto como energia
Para Scherchen:
o gesto possui força psicológica;
transmite vontade musical;
influencia emocionalmente a orquestra.
O maestro não “manda”:
ele induz.
Essa ideia aproxima-se profundamente da concepção frequentemente associada ao pensamento do Maestro Roberto Farias:
“Reger é a arte de induzir.”
Dimensão humana e coletiva
Scherchen via a orquestra como:
organismo vivo;
coletivo pensante;
comunidade sonora.
O maestro não deveria ser um tirano, mas:
um catalisador artístico.
Comparação entre Green e Scherchen
Elisabeth Green Hermann Scherchen
Técnica objetiva Filosofia interpretativa
Clareza gestual Expressividade profunda
Precisão métrica Flexibilidade agógica
Pedagogia sistemática Reflexão estética
Regência funcional Regência transcendental
Ênfase na comunicação visual Ênfase na energia musical
Método acadêmico Pensamento artístico-humanista
Convergências
Apesar das diferenças, ambos concordam que:
o gesto deve nascer da música;
a técnica nunca é um fim em si;
o regente precisa dominar profundamente a partitura;
a comunicação com o conjunto é essencial;
reger exige síntese entre intelecto e sensibilidade.
Síntese contemporânea
A regência moderna normalmente procura unir:
a clareza técnica de Green;
a profundidade interpretativa de Scherchen.
Em outras palavras:
técnica sem expressão produz mecanização;
expressão sem técnica produz confusão.
O grande maestro é aquele capaz de transformar:
análise;
gesto;
emoção;
liderança;
sonoridade
num único fenômeno artístico vivo. [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 11h35min de 13 de maio de 2026 (UTC)
== A BANDA SINFÔNICA COMO ORGANISMO ARTÍSTICO AUTÔNOMO ==
'''A Banda Sinfônica como Organismo Artístico Autônomo'''
Pensamento defendido pelo Maestro Roberto Farias
A banda sinfônica, durante muito tempo, viveu à sombra da orquestra sinfônica, sobretudo no que diz respeito ao repertório. Durante décadas, abasteceu-se de arranjos, transcrições e adaptações de obras originalmente concebidas para orquestra: aberturas de ópera, suítes, movimentos de sinfonias, valsas, polcas e outras peças que, embora dialogassem com gêneros populares, passaram a integrar o universo da chamada música clássica — como é o caso das célebres valsas vienenses.
Entretanto, a partir do século XX, esse extraordinário organismo instrumental de sopros e percussão passou a ganhar vida própria. A banda sinfônica consolidou-se como uma formação autônoma, dotada de identidade sonora, repertório específico, linguagem própria e grande flexibilidade artística.
Diferentemente da orquestra sinfônica, cuja constituição instrumental é mais fixa e cuja atuação geralmente depende de salas apropriadas, condições acústicas controladas e maior proteção contra as variações climáticas, a banda sinfônica apresenta maior adaptabilidade. Sua potência sonora permite atuações em espaços abertos, muitas vezes prescindindo de amplificação, além de suportar com maior eficiência determinadas condições ambientais.
Hoje, a banda sinfônica é detentora de vasto repertório original, composto especificamente para o grande conjunto de sopros e percussão. Ao mesmo tempo, apropria-se de maneira eficaz de parte significativa do repertório orquestral por meio de transcrições consagradas. O movimento inverso — da banda para a orquestra — ocorre em escala muito menor, embora existam exemplos relevantes.
Podem ser citados casos emblemáticos como a Sinfonia Fúnebre e Triunfal, de Hector Berlioz, originalmente concebida para grande conjunto de sopros e percussão, com cordas opcionais; as Suítes para Banda Militar, de Gustav Holst; e o Tema e Variações Op. 43A, de Arnold Schoenberg, escrito para banda, cuja versão Op. 43B foi destinada à orquestra sem alteração estrutural significativa. Também Aaron Copland e outros compositores contribuíram para essa afirmação da banda sinfônica como organismo artístico de primeira grandeza.
Outro aspecto fundamental é o caráter pedagógico da banda sinfônica. Por ser um organismo cujo desenvolvimento pleno se dá sobretudo a partir do século XX, seu repertório passou a ser organizado em níveis de dificuldade, sem que isso implique perda de interesse artístico. Essa característica possibilita o acesso progressivo de instrumentistas em formação ao universo dos sopros e da percussão, cumprindo simultaneamente uma função didática, pedagógica e artística.
Na orquestra sinfônica, essa gradação ocorre em menor escala. Muitas vezes, a formação inicial de jovens músicos recorre a versões facilitadas, arranjos e adaptações de obras consagradas, o que nem sempre contribui de modo efetivo para uma futura carreira musical em nível profissional.
Na banda sinfônica, por outro lado, desde os primeiros estágios, instrumentos como glockenspiel, xilofone, vibrafone, marimba e campanas já podem estar presentes, naturalmente em grau compatível com o desenvolvimento técnico dos instrumentistas. Isso amplia a vivência musical dos jovens músicos e favorece uma formação mais abrangente no campo dos sopros e da percussão.
Não se trata, portanto, de estabelecer uma hierarquia entre banda sinfônica e orquestra sinfônica, nem de desconsiderar a importância de um ou outro organismo. Trata-se, antes, de compreender adequadamente suas naturezas, funções, potencialidades e especificidades dentro do universo instrumental.
O pensamento defendido pelo Maestro Roberto Farias aponta justamente para essa necessidade: reconhecer a banda sinfônica não como uma formação secundária ou derivada da orquestra, mas como um organismo artístico autônomo, historicamente legítimo, pedagogicamente relevante e esteticamente pleno. [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 02h14min de 14 de maio de 2026 (UTC)
== A orquestração de Berlioz na Sinfonia Fantástica, por Roberto Farias ==
A orquestração de Berlioz na ''Sinfonia Fantástica'' não apenas seguiu os padrões, como revolucionou completamente o papel da orquestra, sendo considerada o marco zero da instrumentação moderna.
Aqui estão as principais inovações que romperam com a tradição de 1830:
1. Tamanho e Variedade do Efetivo
Enquanto as orquestras da época eram menores e mais padronizadas, Berlioz exigiu um contingente massivo (mais de 90 músicos) e instrumentos raros para a sala de concerto:
* Ophicleides e Tubas: Introduziu metais graves potentes para dar um peso "infernal" ao ''Dies Irae''.
* Corno Inglês: Usado no terceiro movimento para criar uma atmosfera bucólica e melancólica, dialogando com o oboé (que toca fora do palco).
* Harpa: O uso de duas harpas no segundo movimento ("Um Baile") foi uma inovação luxuosa, já que o instrumento era restrito à ópera.
2. Timbres e Efeitos Estendidos
Berlioz tratou o timbre como um elemento tão importante quanto a melodia ou a harmonia:
* Col Legno: No quinto movimento, as cordas batem na madeira do arco para imitar o som de ossos batendo (esqueletos dançando). Isso era inédito em uma sinfonia.
* Sinos de Igreja: O uso de sinos reais em cena (ou chapas de metal) para o funeral parodiado.
* Tímpanos afinados: No terceiro movimento, ele usa quatro timpanistas para criar o som de um trovão distante, explorando a afinação precisa para gerar acordes na percussão.
3. A Orquestra como Narradora
A maior inovação foi usar a instrumentação para "pintar" a cena (pintura sonora):
* O Clarinete em Mib: No final, a ''idée fixe'' (o tema da amada) é tocada por um clarinete pequeno, que tem um som estridente e ácido, transformando a amada em uma bruxa vulgar.
* Espacialização: Colocar o oboé fora do palco para simular o eco de um pastor nas montanhas.
Berlioz publicou anos depois o seu ''Tratado de Instrumentação'', que se tornou a "bíblia" para compositores como Wagner, Mahler e Strauss. [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 06h44min de 15 de maio de 2026 (UTC)
== Dies Irae na Sinfonia Fantástica de Berlioz ==
O uso do ''[https://www.google.com/search?hl=pt-BR&ram_mb=5659&aos=16&csuir=1&cct=7778&aep=16&mstk=AUtExfBWWcZg9ZWsAkAtluDBtMiAPShYR7HotQJ3bI4dMTzXRixcaAe8vl-lznE24f6WSeKQw2yvmTv8uVgZgXIo4dtVz_4Ad_b7e_EWe0N3Z6GwBdI4-zhS-1Idj2iqn0LHag711B5sv2Bh6KXarsh2VxxA940iazU4vsYpoqRmjtwHYUWGwoPTEjyNB1gi-YiWKjbfVLioyUmp3Rm6B_OR_xDtgOcdd4vQQn_MYkFMyl_VYdWZ24fTu-gtIeohL1rBe32agl6ckS8z4yIayPAiKMlsTubiIPlFEGLYmiaY2MbYMSkjqzU2efNlqtwBAe4WmWWNsUnNXQyeoQ&qsubts=1778827225895&cs=1&q=Dies+Irae&agsai=F6r_2Pq5PJA&padt=54&gs_lp=Eg1nc2EtZ29vZ2xlYXBwGgIYACIAKhQICRAjGCcY6gIY8AUYngYoAZgBCTIOCAAQIxgnGOoCKAGYAQAyDggBECMYJxjqAigBmAEBMg4IAhAjGCcY6gIoAZgBAjIOCAMQIxgnGOoCKAGYAQMyIwgEEC4YJxivARjHARjqAigBag0vZy8xMWJ6d255dnZ6mAEEMg4IBRAjGCcY6gIoAZgBBTIOCAYQIxgnGOoCKAGYAQYyEQgHECMYJxjqAhjwBSgBmAEHMhEICBAjGCcY6gIYngYoAZgBCDIUCAkQIxgnGOoCGPAFGJ4GKAGYAQkyDggKECMYJxjqAigBmAEKMg4ICxAjGCcY6gIoAZgBCzIRCAwQIxgnGMkCGOoCKAGYAQwyDggNECMYJxjqAigBmAENMg4IDhAjGCcY6gIoAZgBDjIOCA8QIxgnGOoCKAGYAQ8yDggQECMYJxjqAigBmAEQMg4IERAjGCcY6gIoAZgBETIOCBIQIxgnGOoCKAGYARIyHQgTEC4YJxjqAigBag0vZy8xMWM2dDkyanQ2mAETMg4IFBAjGCcY6gIoAZgBFDIUCBUQIxgnGMkCGOoCGPAFKAGYARUyDggWECMYJxjqAigBmAEWMiIIFxAuGCcYrwEYxwEY6gIoAWoML2cvMXE2OXN4Nnc0mAEXMhQIGBAjGCcY6gIY8AUYngYoAZgBGDIhCBkQLhgnGK8BGMcBGOoCKAFqCy9nLzF0ZzJmbHg0mAEZMg4IGhAjGCcY6gIoAZgBGjIOCBsQIxgnGOoCKAGYARsyDggcECMYJxjqAigBmAEcMg4IHRAjGCcY6gIoAZgBHTIUCB4QABgDGI8BGLQCGOoCKAGYAR4yIwgfEC4YAxiPARi0AhjqAigBag0vZy8xMXNndnc1MHJ4mAEfMhQIIBAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBIDIUCCEQABgDGI8BGLQCGOoCKAGYASEyFAgiEAAYAxiPARi0AhjqAigBmAEiMhQIIxAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBIzIUCCQQABgDGI8BGLQCGOoCKAGYASQyFAglEAAYAxiPARi0AhjqAigBmAElMhQIJhAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBJjIUCCcQABgDGI8BGLQCGOoCKAGYAScyFAgoEAAYAxiPARi0AhjqAigBmAEoMhQIKRAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBKTIUCCoQABgDGI8BGLQCGOoCKAGYASoyFAgrEAAYAxiPARi0AhjqAigBmAErMhQILBAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBLEABSPrfAVAAWABgAYgBAJgBAKABAKoBALABALgBAZgCAaACkwGoAi2wAgHSAgtodndVa0hXNFV4UZgDkwGgA6kBsAQAuAQAwgQA0AQAggUICAEQACgAMA_xBR4qyWKQAwwugAYCkgcDMGoxmAcBoAcA&rdid=c627064c-8b40-4357-915d-afa80e804701&client=ms-android-samsung-rvo1&mtid=dRf5aY-rEYiI4dUPo-7iqQM&csui=3&ved=2ahUKEwj14bLn17qUAxWrIrkGHQ16KUIQgK4QeggIAggACBQQAQ Dies Irae]'' no quinto movimento ("Sonho de uma Noite de Sabá") da ''[https://www.google.com/search?hl=pt-BR&ram_mb=5659&aos=16&csuir=1&cct=7778&aep=16&mstk=AUtExfBWWcZg9ZWsAkAtluDBtMiAPShYR7HotQJ3bI4dMTzXRixcaAe8vl-lznE24f6WSeKQw2yvmTv8uVgZgXIo4dtVz_4Ad_b7e_EWe0N3Z6GwBdI4-zhS-1Idj2iqn0LHag711B5sv2Bh6KXarsh2VxxA940iazU4vsYpoqRmjtwHYUWGwoPTEjyNB1gi-YiWKjbfVLioyUmp3Rm6B_OR_xDtgOcdd4vQQn_MYkFMyl_VYdWZ24fTu-gtIeohL1rBe32agl6ckS8z4yIayPAiKMlsTubiIPlFEGLYmiaY2MbYMSkjqzU2efNlqtwBAe4WmWWNsUnNXQyeoQ&qsubts=1778827225895&cs=1&q=Sinfonia+Fant%C3%A1stica&agsai=F6r_2Pq5PJA&padt=54&gs_lp=Eg1nc2EtZ29vZ2xlYXBwGgIYACIAKhQICRAjGCcY6gIY8AUYngYoAZgBCTIOCAAQIxgnGOoCKAGYAQAyDggBECMYJxjqAigBmAEBMg4IAhAjGCcY6gIoAZgBAjIOCAMQIxgnGOoCKAGYAQMyIwgEEC4YJxivARjHARjqAigBag0vZy8xMWJ6d255dnZ6mAEEMg4IBRAjGCcY6gIoAZgBBTIOCAYQIxgnGOoCKAGYAQYyEQgHECMYJxjqAhjwBSgBmAEHMhEICBAjGCcY6gIYngYoAZgBCDIUCAkQIxgnGOoCGPAFGJ4GKAGYAQkyDggKECMYJxjqAigBmAEKMg4ICxAjGCcY6gIoAZgBCzIRCAwQIxgnGMkCGOoCKAGYAQwyDggNECMYJxjqAigBmAENMg4IDhAjGCcY6gIoAZgBDjIOCA8QIxgnGOoCKAGYAQ8yDggQECMYJxjqAigBmAEQMg4IERAjGCcY6gIoAZgBETIOCBIQIxgnGOoCKAGYARIyHQgTEC4YJxjqAigBag0vZy8xMWM2dDkyanQ2mAETMg4IFBAjGCcY6gIoAZgBFDIUCBUQIxgnGMkCGOoCGPAFKAGYARUyDggWECMYJxjqAigBmAEWMiIIFxAuGCcYrwEYxwEY6gIoAWoML2cvMXE2OXN4Nnc0mAEXMhQIGBAjGCcY6gIY8AUYngYoAZgBGDIhCBkQLhgnGK8BGMcBGOoCKAFqCy9nLzF0ZzJmbHg0mAEZMg4IGhAjGCcY6gIoAZgBGjIOCBsQIxgnGOoCKAGYARsyDggcECMYJxjqAigBmAEcMg4IHRAjGCcY6gIoAZgBHTIUCB4QABgDGI8BGLQCGOoCKAGYAR4yIwgfEC4YAxiPARi0AhjqAigBag0vZy8xMXNndnc1MHJ4mAEfMhQIIBAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBIDIUCCEQABgDGI8BGLQCGOoCKAGYASEyFAgiEAAYAxiPARi0AhjqAigBmAEiMhQIIxAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBIzIUCCQQABgDGI8BGLQCGOoCKAGYASQyFAglEAAYAxiPARi0AhjqAigBmAElMhQIJhAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBJjIUCCcQABgDGI8BGLQCGOoCKAGYAScyFAgoEAAYAxiPARi0AhjqAigBmAEoMhQIKRAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBKTIUCCoQABgDGI8BGLQCGOoCKAGYASoyFAgrEAAYAxiPARi0AhjqAigBmAErMhQILBAAGAMYjwEYtAIY6gIoAZgBLEABSPrfAVAAWABgAYgBAJgBAKABAKoBALABALgBAZgCAaACkwGoAi2wAgHSAgtodndVa0hXNFV4UZgDkwGgA6kBsAQAuAQAwgQA0AQAggUICAEQACgAMA_xBR4qyWKQAwwugAYCkgcDMGoxmAcBoAcA&rdid=c627064c-8b40-4357-915d-afa80e804701&client=ms-android-samsung-rvo1&mtid=dRf5aY-rEYiI4dUPo-7iqQM&csui=3&ved=2ahUKEwj14bLn17qUAxWrIrkGHQ16KUIQgK4QeggIAggACBQQAg Sinfonia Fantástica]'' (1830) de Hector Berlioz é um dos momentos mais icônicos da música romântica, transformando um canto fúnebre medieval em uma paródia grotesca e diabólica.
Aqui está uma análise detalhada dessa seção:
1. Contexto Narrativo
No quinto movimento, o artista (protagonista da sinfonia) envenenado por ópio sonha que está no seu próprio funeral, cercado por fantasmas, feiticeiros e monstros em um Sabá de bruxas. O ''Dies Irae'' (Dia da Ira), tradicional canto fúnebre da Missa dos Mortos, é introduzido para simbolizar a morte e o juízo final, mas de forma parodiada.
A harmonia na ''Sinfonia Fantástica'' é conduzida por uma abordagem experimental e dramática que rompeu com as normas estritas do Classicismo, priorizando a expressão da narrativa (o "programa") sobre as regras tradicionais.
Aqui estão os pontos principais da condução harmônica:
* Uso Dramático do Cromatismo: Berlioz utiliza amplamente o cromatismo para gerar tensão e instabilidade emocional, refletindo o estado psicológico do protagonista. Isso é evidente no primeiro movimento, onde a harmonia "flutua" para representar os delírios e paixões do artista.
* Progressões e Acordes Incomuns: Para a época, a obra apresentava progressões harmônicas consideradas "monstruosas" ou bizarras por críticos conservadores. Berlioz frequentemente utilizava acordes de sétima e diminutos de formas não convencionais para criar atmosferas sombrias ou surpresas bruscas.
* Relações de Tonalidade Expandidas: Embora a obra mantenha centros tonais (como Dó Maior no primeiro movimento), as modulações são frequentes e, por vezes, abruptas para sublinhar mudanças repentinas na história, como a interrupção da valsa pela ''idée fixe'' no segundo movimento.
* Texturas Polifônicas e Choques Harmônicos: No quinto movimento, Berlioz sobrepõe diferentes temas (como o ''Dies Irae'' e a ''Dança das Bruxas'') em uma polifonia imitativa que gera choques harmônicos propositais, evocando o caos do Sabá.
* Unificação via Ideia Fixa: A harmonia é muitas vezes subordinada à ''idée fixe'' (o tema da amada). Conforme esse tema se transforma melodicamente em cada movimento, o acompanhamento harmônico ao seu redor também muda — de um suporte lírico e nobre para uma harmonia vulgar e distorcida no final.
Na época da estreia (1830), Berlioz escreveu a obra em um período de transição tecnológica. Ele utilizou uma combinação de ambos, mas com estratégias específicas para cada grupo:
* Trompas: Berlioz utilizou trompas naturais (sem válvulas). Para conseguir tocar em diferentes tonalidades, os músicos precisavam trocar os "corpos de substituição" (''crooks'') e usar a técnica de "mão fechada" na campana para obter notas cromáticas. No entanto, ele inovava ao pedir quatro trompas em tons diferentes simultaneamente, o que permitia que a orquestra tivesse acesso a uma gama maior de notas abertas e sonoras.
* Trompetes e Cornetas: Aqui está a grande diferença. Ele usou dois tipos de instrumentos de metal agudo:
*# Trompetes Naturais: Dois trompetes tradicionais, limitados à série harmônica.
*# Cornetas a Pistão (''Cornets à pistons''): Berlioz foi um dos primeiros a introduzir este novo instrumento, que já possuía válvulas (pistões). Elas eram totalmente cromáticas e ágeis, permitindo que ele escrevesse melodias complexas que os trompetes naturais não conseguiam executar. [[https://www.facebook.com/corpomusicalpmesp/videos/b-o-a-t-a-r-d-es%C3%A9rie-instrumentos-musicais-trompetedentre-os-instrumentos-da-fam/346430623271603/?locale=sw_KE 1]]
Essa mistura permitia a Berlioz manter o brilho heroico dos instrumentos naturais enquanto aproveitava a flexibilidade melódica das novas cornetas, algo que se tornou uma marca registrada da sua sonoridade. [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 06h58min de 15 de maio de 2026 (UTC)
== A Grande Sinfonia Funebre e Triunfal de Berlioz e sua importância no repertório da banda sinfônica ==
A Grande Sinfonia Fúnebre e Triunfal (''Grande symphonie funèbre et triomphale'', Op. 15), composta em 1840, <mark>é a quarta e última sinfonia de Hector Berlioz e se estabeleceu como um dos marcos fundadores mais importantes de todo o repertório de banda sinfônica moderna</mark>. [[https://translate.google.com/translate?u=https://en.wikipedia.org/wiki/Grande_Symphonie_fun%25C3%25A8bre_et_triomphale&hl=pt&sl=en&tl=pt&client=sge 1]
Ao contrário de suas sinfonias anteriores, esta obra foi encomendada pelo governo francês para celebrar o décimo aniversário da Revolução de Julho de 1830. Ela foi projetada especificamente para ser executada ao ar livre por uma monumental banda militar de 200 músicos. [
A importância histórica e artística da obra reside nos seguintes pontos:
1. Estrutura e Inovação Musical
A sinfonia quebra o molde orquestral tradicional ao transferir o peso da forma "sinfonia" inteiramente para os instrumentos de sopro e percussão:
* Movimento I: ''Marche funèbre'' (Marcha Fúnebre): Uma procissão melancólica e grandiosa em Fá menor que conduz a estrutura com extrema solenidade harmônica.
* Movimento II: ''Oraison funèbre'' (Oração Fúnebre): Berlioz substitui a voz humana por um trombone tenor solo. O instrumento atua como um orador discursando em memória dos heróis mortos, um uso solístico totalmente inovador para a época.
* Movimento III: ''Apothéose'' (Apoteose): Uma marcha triunfal brilhante em Si bemol maior. Posteriormente, Berlioz adicionou um coro e seções de cordas opcionais para apresentações em salas de concerto.
2. Importância para o Repertório de Banda Sinfônica
Antes do século XIX, a música para conjuntos de sopros era predominantemente utilitária (marchas militares curtas, hinos ou transcrições de óperas). A obra de Berlioz mudou esse paradigma:
* Pioneirismo na Forma Séria: É um dos primeiríssimos exemplos de uma sinfonia de grandes proporções intelectuais e estruturais escrita originalmente para instrumentos de sopro. Ela provou que a banda militar poderia atingir o mesmo status artístico e expressivo de uma orquestra sinfônica tradicional.
* Aclamação de Grandes Compositores: Richard Wagner assistiu a uma das execuções em Paris e declarou a Robert Schumann que os trechos do último movimento eram tão "magníficos e sublimes que nunca poderão ser superados". Wagner admitiu que a obra influenciou diretamente sua abordagem para instrumentos de metal.
* Resgate e Consolidação Moderna: No século XX, o maestro e compositor Richard Franko Goldman realizou uma readaptação moderna da partitura. Esse resgate transformou a obra em um pilar obrigatório e definitivo no repertório das principais bandas sinfônicas e ''wind ensembles'' universitários do mundo.
* Expansão da Instrumentação: A partitura exige uma paleta tímbrica massiva, incluindo dezenas de clarinetes (incluindo em Mi bemol e baixos), oboés, fagotes, e o uso de instrumentos hoje substituídos por tubas, como os antigos oficleides. Ela pavimentou o caminho para que compositores posteriores (como Holst, Hindemith e Schoenberg) escrevessem diretamente para essa formação.
[[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 07h12min de 15 de maio de 2026 (UTC)
== A presença do oficleide e sarrussofone na instrumentação da banda sinfônica ==
Presença no Repertório AtualHoje em dia, o oficleide e o sarrussofone são considerados instrumentos históricos. Nas raras ocasiões em que são utilizados, cumprem um papel de reconstrução histórica (performance informada).Nas edições e performances modernas das obras de Berlioz, Sousa ou Florent Schmitt por bandas sinfônicas, as partes desses instrumentos são universalmente substituídas:As linhas de oficleide são executadas por tubas ou bombardinos.As linhas de sarrussofone são cobertas pelo contrafagote ou pelo saxofone barítono/baixo.
* tanta tração devido à concorrência direta com o saxofone, o sarrussofone contrabaixo tornou-se extremamente popular em bandas sinfônicas francesas, italianas e espanholas, servindo como a fundação grave da seção de palhetas.
* Declínio: Apesar de sua excelente projeção ao ar livre, o sarrussofone pecava no refinamento tímbrico necessário para salas de concerto fechadas. À medida que as bandas militares evoluíram para o formato de concerto das bandas sinfônicas modernas, os compositores passaram a preferir o contrafagote e o clarinete contrabaixo, que ofereciam uma sonoridade mais aveludada e precisa. Presença no Repertório Atual Hoje em dia, o oficleide e o sarrussofone são considerados instrumentos históricos. Nas raras ocasiões em que são utilizados, cumprem um papel de reconstrução histórica (''performance informada''). Nas edições e performances modernas das obras de Berlioz, Sousa ou Florent Schmitt por bandas sinfônicas, as partes desses instrumentos são universalmente substituídas:
** As linhas de oficleide são executadas por tubas ou bombardinos.
** As linhas de sarrussofone são cobertas pelo contrafagote ou pelo saxofone barítono/baixo.
[[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 07h22min de 15 de maio de 2026 (UTC)
== A tuba tenor e o euphonium são o mesmo intrumento? ==
<mark>Sim, na prática musical moderna o termo "tuba tenor" e o "euphonium" (popularmente conhecido no Brasil como bombardino) referem-se ao mesmo instrumento</mark>. No entanto, há nuances históricas e de nomenclatura que diferenciam a classificação técnica do nome comercial do instrumento.
Aqui estão os pontos para compreender essa relação:
1. Classificação Técnica vs. Nome Popular
* Tuba Tenor: É a classificação científica e técnica do instrumento dentro da árvore genealógica dos metais graves. Assim como a família das tubas possui a tuba contrabaixo (em Si bemol ou Dó) e a tuba baixo (em Mi bemol ou Fá), o euphonium é o membro tenor dessa mesma família.
* Euphonium / Bombardino: São os nomes comerciais e populares mais utilizados no dia a dia por músicos, construtores e partituras.
2. Sutil Distinção Histórica nas Orquestras
Historicamente, o termo "tuba tenor" foi por vezes associado a variações específicas exigidas por compositores europeus:
* Modelo de Válvulas Rotativas: No repertório orquestral clássico (como nas obras de Richard Strauss ou Gustav Mahler), o termo ''tuba tenor'' frequentemente designava um instrumento construído em formato oval com chaves rotativas, muito comum na Alemanha.
* O Euphonium Padrão: Refere-se ao design britânico/americano mais comum hoje, com pistões verticais e calibre cônico largo, que acabou padronizando o mercado mundial.
3. Características Compartilhadas
Independentemente do nome utilizado na partitura, ambos os termos compartilham exatamente os mesmos fundamentos estruturais:
* Afinação: Ambos são tradicionalmente afinados em Si bemol (\(B\flat\)), soando uma oitava acima da tuba contrabaixo tradicional e na mesma extensão do trombone.
* Calibre Cônico: Possuem o tubo que se expande gradualmente desde o bocal até a campana, o que confere ao instrumento o seu som característico "aveludado", escuro e redondo. O Grande Alerta de Confusão: O "Tenor Horn" Britânico. É preciso ter muito cuidado com a tradução literal:
** O Tenorhorn (junto, termo alemão) é o instrumento em Si bemol descrito acima.
** O Tenor Horn (separado, termo britânico usado em ''Brass Bands'') é um instrumento completamente diferente, afinado em Mi bemol (\(E\flat\)), que nas Américas e no resto da Europa é chamado de Alto Horn (Trompa Alto).
[[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 07h43min de 15 de maio de 2026 (UTC)
== A Sinfonia em Si bemol de Paul Hindemith, um marco do repertório da banda sinfônics ==
Uma visão análitica da Symphony in B-flat for concert band by Paul Hindemith
A Symphony in B-flat for Concert Band, composta por Paul Hindemith em 1951, representa um dos grandes marcos da literatura original para banda sinfônica no século XX. Escrita para a U.S. Army Band “Pershing’s Own”, a obra consolidou definitivamente a banda de concerto como organismo artístico autônomo, dotado de linguagem própria, profundidade estrutural e sofisticação tímbrica comparável à da grande orquestra sinfônica.
== Contexto histórico e estético ==
Hindemith já era reconhecido como um dos grandes arquitetos da escrita contrapontística moderna quando recebeu o convite para compor uma obra de grande porte para banda. Até então, grande parte do repertório das bandas sinfônicas era constituído de transcrições orquestrais, marchas e música funcional. A ''Symphony in B-flat'' surge como afirmação estética: a banda não precisava mais viver à sombra da orquestra.
A obra sintetiza características fundamentais do pensamento hindemithiano:
* contraponto linear;
* independência das vozes;
* clareza formal;
* tonalidade expandida;
* forte lógica motívica;
* exploração orgânica das famílias instrumentais.
Mais do que uma “sinfonia para banda”, trata-se de uma obra genuinamente concebida a partir da identidade sonora dos sopros e percussão.
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= Estrutura Geral =
A obra divide-se em três movimentos:
# Moderately fast
# Andantino grazioso
# Fugue: Moderately broad
Cada movimento possui identidade própria, mas todos derivam de células motívicas interligadas, numa concepção cíclica típica de Hindemith.
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= I MOVIMENTO — Moderately Fast =
== Forma ==
O primeiro movimento aproxima-se de uma forma-sonata livre.
=== Elementos principais: ===
* exposição de material motívico compacto;
* desenvolvimento contrapontístico intenso;
* reexposição transformada;
* forte unidade rítmica.
== Aspectos motívicos ==
O material principal nasce de intervalos simples — quartas, quintas e movimentos conjuntos — algo muito típico da escrita hindemithiana.
O motivo inicial funciona como “DNA” estrutural da obra.
A sensação melódica não depende de lirismo romântico, mas de:
* direção intervalar;
* tensão linear;
* articulação rítmica.
== Harmonia ==
Hindemith evita funcionalismo tonal tradicional.
A obra gravita em torno de Si bemol, mas utiliza:
* polaridade intervalar;
* sobreposição modal;
* acordes quartais;
* dissonâncias controladas.
O centro tonal é perceptível mais pela gravitação sonora do que por cadências clássicas.
== Orquestração ==
Aqui está um dos maiores méritos da obra.
Hindemith compreende profundamente:
* projeção sonora dos metais;
* elasticidade dos saxofones;
* função conectiva das madeiras;
* importância estrutural da percussão.
A escrita evita duplicações excessivas. Cada voz possui função própria.
A textura frequentemente opera em:
* blocos antifonais;
* linhas imitativas;
* estratificação tímbrica.
== Regência ==
O maior desafio do maestro está em:
* equilíbrio horizontal das linhas;
* transparência contrapontística;
* controle de densidade sonora;
* precisão métrica.
A obra exige regência arquitetônica, não apenas gestual.
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= II MOVIMENTO — Andantino grazioso =
O segundo movimento constitui o núcleo lírico da sinfonia.
== Caráter ==
Não há sentimentalismo romântico.
A expressão é contida, elegante e profundamente introspectiva.
A atmosfera lembra:
* coral renascentista;
* lirismo modal;
* serenidade bachiana filtrada pela modernidade.
== Escrita contrapontística ==
As vozes movem-se com independência absoluta.
Frequentemente:
* o acompanhamento possui relevância temática;
* contracantos tornam-se protagonistas;
* pequenos fragmentos se entrelaçam continuamente.
== Timbre ==
Hindemith explora:
* clarinetes em regiões médias;
* saxofones como ponte tímbrica;
* trompas como sustentação harmônica;
* madeiras em diálogos camerísticos.
O resultado é uma sonoridade quase de música de câmara ampliada.
== Fraseado ==
O fraseado deve evitar excessos românticos.
A interpretação ideal privilegia:
* fluxo contínuo;
* direção linear;
* respiração estrutural;
* clareza de vozes internas.
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= III MOVIMENTO — Fugue: Moderately broad =
O último movimento é uma monumental demonstração de arquitetura contrapontística.
== A fuga ==
O sujeito da fuga é claro, objetivo e extremamente maleável.
Hindemith demonstra:
* domínio bachiano do contraponto;
* adaptação moderna da técnica fugada;
* capacidade de expansão sinfônica da textura.
A fuga nunca soa acadêmica.
Ela possui impulso dramático contínuo.
== Desenvolvimento ==
O movimento cresce progressivamente:
* entradas sucessivas;
* acumulação de tensão;
* ampliação da massa sonora;
* intensificação rítmica.
O clímax final possui enorme imponência.
== Construção formal ==
Apesar da complexidade contrapontística, a obra mantém:
* clareza arquitetônica;
* direção inevitável;
* lógica orgânica.
Nada soa episódico.
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= A Banda Sinfônica como organismo autônomo =
A ''Symphony in B-flat'' talvez seja uma das maiores afirmações históricas da banda sinfônica como linguagem independente.
Hindemith demonstra que:
* a banda possui identidade tímbrica própria;
* os sopros podem sustentar grande arquitetura sinfônica;
* a escrita original supera o paradigma da mera transcrição.
Nesse sentido, a obra dialoga profundamente com o pensamento defendido por Roberto Farias acerca da emancipação estética da banda sinfônica enquanto organismo artístico autônomo.
----
= Desafios interpretativos =
== Para os músicos ==
* independência rítmica;
* afinação intervalar;
* leitura contrapontística;
* controle dinâmico refinado.
== Para o maestro ==
* transparência das linhas;
* equilíbrio vertical/horizontal;
* planejamento arquitetônico;
* gestão de clímax;
* compreensão estrutural profunda.
A obra não admite interpretação superficial.
----
= Importância histórica =
A sinfonia de Hindemith abriu caminho para:
* Vincent Persichetti;
* Karel Husa;
* Clifton Williams;
* Alfred Reed;
* James Barnes;
* David Maslanka;
* Johan de Meij;
* e toda a moderna literatura sinfônica para banda.
Ela ajudou a redefinir definitivamente o status artístico da banda de concerto no século XX.
----
= Síntese estética =
A ''Symphony in B-flat'' une:
* rigor intelectual;
* energia rítmica;
* monumentalidade arquitetônica;
* refinamento tímbrico;
* densidade contrapontística;
* modernidade sem ruptura com a tradição.
É música de construção, de pensamento estrutural e de profunda consciência sonora.
Mais do que uma obra “para banda”, ela é uma declaração estética sobre o potencial artístico da banda sinfônica moderna. [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 10h08min de 15 de maio de 2026 (UTC)
== Hammersmith de Gustav Holst, uma obra emblemática do repertório da banda sinfônica ==
Ao lado da ''Sinfonia em Si bemol'', de Paul Hindemith, ''Hammersmith: Prelude and Scherzo'', de Gustav Holst, ocupa lugar de destaque entre as obras mais emblemáticas do repertório original para banda sinfônica, pela densidade de sua linguagem, pela sofisticação formal e pelo tratamento altamente expressivo dos sopros e da percussão.
Hammersmith, de Gustav Holst, e a Sinfonia em Si bemol para Banda de Concerto, de Paul Hindemith, figuram entre as obras mais icônicas do repertório da banda sinfônica.
Ambas representam um marco de emancipação artística do gênero: deixam de tratar a banda apenas como veículo de transcrições orquestrais e afirmam o conjunto de sopros e percussão como organismo autônomo, capaz de sustentar linguagem própria, densidade formal, refinamento timbrístico e profundidade expressiva.
Holst, em Hammersmith, explora uma escrita de grande sutileza poética e atmosférica, inspirada no fluxo do rio Tâmisa e na paisagem humana de Londres. Hindemith, por sua vez, constrói uma sinfonia de arquitetura rigorosa, energia contrapontística e clareza estrutural, elevando a banda ao plano da grande forma sinfônica.
Ao lado uma da outra, essas obras constituem pilares fundamentais da literatura original para banda sinfônica no século XX.
Que contribuição trazem Hammersmith de Gustav Holst e a Sinfonia em Si bemol de Paul Hindemith ao repertório da banda sinfônica
Ao lado da Hammersmith, a Symphony in B-flat for Concert Band representa um dos mais altos marcos de consolidação estética da banda sinfônica como organismo artístico autônomo. Ambas as obras transcendem o caráter utilitário ou meramente cerimonial historicamente associado às bandas e projetam o conjunto de sopros e percussão ao mesmo patamar de complexidade, profundidade e refinamento reservado à grande literatura orquestral do século XX.
== Hammersmith — Gustav Holst ==
Gustav Holst escreveu ''Hammersmith'' em 1930 subtitulando-a “Prelude and Scherzo”. A obra constitui uma revolução sonora no universo das bandas por diversas razões:
=== 1. A banda como linguagem original ===
Holst não trata a banda como substituta da orquestra, mas como um meio expressivo próprio. Isso foi decisivo para a emancipação estética do repertório sinfônico para sopros.
A escrita explora:
* transparência tímbrica;
* independência entre planos sonoros;
* policromia instrumental;
* texturas móveis e fluidas;
* contraponto de grande sofisticação.
=== 2. Expansão da paleta tímbrica ===
A obra revela possibilidades até então pouco exploradas:
* graves profundos e escuros;
* combinações camerísticas;
* uso refinado das madeiras;
* metais integrados ao tecido harmônico, não apenas como força sonora.
Holst cria uma sonoridade urbana, atmosférica e quase impressionista, evocando o distrito londrino de Hammersmith e o fluxo do rio Tâmisa.
=== 3. Superação do modelo militar ===
Embora proveniente da tradição britânica de bandas, ''Hammersmith'' rompe com:
* a marcha tradicional;
* o virtuosismo exibicionista;
* a retórica patriótica convencional.
A banda passa a ser veículo de poesia sonora, densidade psicológica e abstração musical.
----
== Symphony in B-flat — Paul Hindemith ==
A Paul Hindemith compôs sua sinfonia para banda em 1951, consolidando definitivamente a legitimidade artística da banda sinfônica no século XX.
== Contribuições fundamentais ==
=== 1. Consagração da banda como grande organismo sinfônico ===
Hindemith escreve para banda com o mesmo rigor estrutural utilizado em suas obras orquestrais e camerísticas.
A banda deixa de ser vista como:
* agrupamento pedagógico;
* organismo secundário;
* formação “popular” em oposição à orquestra.
Ela assume caráter plenamente sinfônico.
=== 2. Arquitetura formal monumental ===
A obra apresenta:
* desenvolvimento motívico rigoroso;
* contraponto denso;
* equilíbrio formal clássico;
* linguagem harmônica moderna, porém acessível.
A construção lembra a solidez arquitetônica de Brahms aliada ao pensamento linear do século XX.
=== 3. Integração orgânica dos naipes ===
Hindemith elimina a visão hierárquica tradicional dos instrumentos.
Cada naipe possui função estrutural:
* saxofones deixam de atuar apenas como “cor intermediária”;
* euphoniums e tubas tornam-se pilares discursivos;
* madeiras participam intensamente do tecido contrapontístico;
* percussão assume função arquitetônica.
=== 4. Elevação técnica e intelectual do repertório ===
A obra exige:
* maturidade interpretativa;
* precisão rítmica;
* consciência harmônica;
* domínio contrapontístico;
* grande refinamento de equilíbrio sonoro.
Ela redefine o conceito de excelência para bandas sinfônicas em todo o mundo.
----
== A contribuição conjunta das duas obras ==
Tanto ''Hammersmith'' quanto a ''Symphony in B-flat'' ajudaram a estabelecer três pilares fundamentais da moderna banda sinfônica:
=== A banda como organismo autônomo ===
Não mais dependente de:
* transcrições orquestrais;
* aberturas de ópera;
* repertório adaptado.
Passa a existir uma literatura concebida especificamente para sopros e percussão.
=== A banda como laboratório tímbrico ===
As duas obras demonstram que:
* a banda possui identidade tímbrica própria;
* sua flexibilidade supera, em muitos aspectos, a da orquestra;
* os sopros permitem extraordinária variedade de articulações, massas e transparências.
=== A banda como veículo de alta arte ===
Ambas legitimam a banda sinfônica como espaço para:
* pensamento sinfônico avançado;
* elaboração formal complexa;
* profundidade estética;
* repertório de concerto de alto nível.
----
== Legado histórico ==
Sem ''Hammersmith'' e a ''Symphony in B-flat'', dificilmente o repertório moderno para banda teria alcançado o nível posteriormente desenvolvido por compositores como:
* Vincent Persichetti
* Karel Husa
* Alfred Reed
* Johan de Meij
* David Maslanka
* José Vicente Asuar
* Edmundo Villani-Côrtes
Essas obras abriram caminho para a consolidação da banda sinfônica como um dos mais versáteis e sofisticados organismos instrumentais da contemporaneidade. [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 10h24min de 15 de maio de 2026 (UTC)
== Artigo sobre as célebres frases de Roberto Farias no âmbito do NUSICAD ==
As Frases do Maestro Roberto Farias no Âmbito do MUSICAD:
Pensamento Estético, Pedagógico e Filosófico da Regência Musical
Resumo
O presente artigo propõe uma reflexão analítica acerca das principais formulações conceituais do maestro Roberto Farias no contexto do MUSICAD – Seminário Permanente de Regência, considerando suas implicações estéticas, pedagógicas e filosóficas no campo da regência musical e da música para sopros. Partindo de frases emblemáticas difundidas em cursos, palestras e escritos institucionais, investiga-se a construção de um pensamento que compreende a regência não apenas como técnica gestual, mas como fenômeno humano, psicológico, simbólico e indutivo. O artigo dialoga com conceitos da fenomenologia, da semiótica musical e da pedagogia da interpretação, evidenciando a contribuição do MUSICAD para a formação crítica do regente contemporâneo.
Palavras-chave: Regência; MUSICAD; Roberto Farias; fenomenologia musical; pedagogia da regência; banda sinfônica.
1. Introdução
Nas últimas décadas, a atividade do regente passou por significativa ampliação conceitual. Se outrora predominava uma visão essencialmente técnica da regência, centrada no gesto métrico e na coordenação rítmica, o pensamento contemporâneo passou a reconhecer o maestro como mediador de processos simbólicos, psicológicos e estéticos.
Nesse contexto, o MUSICAD – Seminário Permanente de Regência surge como importante espaço de reflexão artística e formação crítica, sob direção do maestro Roberto Farias. Entre os diversos elementos que estruturam a identidade intelectual do MUSICAD, destacam-se as frases e formulações conceituais de seu diretor, muitas das quais passaram a circular entre alunos, músicos e pesquisadores como sínteses filosóficas sobre a arte de reger.
2. “Reger é a arte de induzir”
A frase mais emblemática do pensamento de Roberto Farias talvez seja:
“Reger é a arte de induzir.”
Tal formulação desloca radicalmente a compreensão tradicional da regência. O maestro deixa de ser visto como mero marcador de pulsação para assumir a condição de agente indutor de comportamento sonoro coletivo.
Sob perspectiva fenomenológica, a indução aqui não se restringe ao aspecto mecânico do gesto, mas envolve:
indução psicológica;
indução energética;
indução expressiva;
indução temporal;
indução respiratória;
indução afetiva.
A regência passa, assim, a operar como fenômeno de transferência de intenção musical.
Pode-se relacionar essa ideia ao conceito husserliano de intencionalidade, segundo o qual toda consciência dirige-se a algo. O gesto do maestro torna-se, portanto, vetor de intenção sonora compartilhada.
3. O maestro como catalisador coletivo
Outra formulação recorrente no ambiente do MUSICAD afirma que:
“O maestro não produz som; produz condições para que o som aconteça.”
Tal pensamento aproxima a função do regente da figura do catalisador. A música deixa de ser produto individual para constituir-se como experiência coletiva mediada.
Essa concepção rompe com modelos autoritários historicamente associados à figura do regente, propondo uma liderança fundamentada em:
escuta;
empatia;
consciência coletiva;
comunicação não verbal;
indução simbólica.
Nesse aspecto, percebe-se forte aproximação com abordagens contemporâneas da liderança artística colaborativa.
4. “Todos são importantes numa orquestra, do triângulo ao primeiro violino”
Entre as frases mais difundidas de Roberto Farias encontra-se:
“Todos são importantes numa orquestra, do triângulo ao primeiro violino. Todos são peças de uma mesma engrenagem.”
A frase emerge como reação crítica ao tradicional hierarquismo instrumental herdado do sinfonismo europeu oitocentista.
Ao utilizar o triângulo como metáfora, Farias evidencia que a relevância musical não decorre da quantidade de notas executadas, mas da responsabilidade estrutural de cada intervenção.
A ideia possui profundas implicações pedagógicas:
valorização da consciência coletiva;
combate à cultura de protagonismo excessivo;
desenvolvimento da escuta horizontal;
responsabilização individual dentro do conjunto.
No âmbito da banda sinfônica, tal pensamento adquire importância ainda maior, dada a complexidade tímbrica e a interdependência entre os naipes.
5. A banda sinfônica como organismo artístico autônomo
O pensamento de Roberto Farias também contribui para a consolidação epistemológica da banda sinfônica enquanto organismo artístico independente.
Segundo sua linha conceitual, a banda contemporânea deixou de existir “à sombra da orquestra”, conquistando identidade própria a partir do século XX.
Essa visão encontra respaldo histórico na produção de compositores como:
Gustav Holst;
Paul Hindemith;
Igor Stravinsky;
Vincent Persichetti.
A defesa da autonomia estética da banda sinfônica constitui uma das bases ideológicas do MUSICAD e do IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão.
6. Fenomenologia, gesto e símbolo
Diversas frases atribuídas ao maestro revelam aproximação com abordagens fenomenológicas da música. Quando afirma que:
“O gesto só existe plenamente quando carregado de intenção sonora”,
Farias aproxima-se da compreensão do gesto como signo expressivo e não apenas movimento físico.
A regência, nessa perspectiva, torna-se linguagem simbólica.
O gesto do maestro passa a conter:
direção;
peso;
densidade;
caráter;
tensão;
respiração;
expectativa temporal.
Trata-se de uma concepção que dialoga diretamente com a semiótica musical e com a teoria da comunicação não verbal.
7. Implicações pedagógicas no âmbito do MUSICAD
No ambiente pedagógico do MUSICAD, essas formulações conceituais contribuem para um modelo formativo baseado em:
7.1 Escuta analítica
O regente é treinado para compreender estruturas profundas da obra antes da construção gestual.
7.2 Consciência estrutural
O gesto nasce da análise musical e não da mera repetição técnica.
7.3 Liderança artística
A autoridade do maestro decorre da clareza conceitual e não apenas da imposição hierárquica.
7.4 Formação humanística
A regência é compreendida como atividade interdisciplinar envolvendo estética, filosofia, psicologia e sociologia da música.
8. Considerações finais
As frases de Roberto Farias ultrapassam o caráter meramente retórico, constituindo verdadeiros núcleos conceituais de uma filosofia da regência musical.
No âmbito do MUSICAD – Seminário Permanente de Regência, tais formulações consolidam uma pedagogia voltada à consciência artística, à escuta coletiva e à compreensão fenomenológica do fazer musical.
Mais do que ensinar padrões gestuais, o pensamento desenvolvido por Roberto Farias propõe uma redefinição do papel do maestro contemporâneo: não como simples coordenador técnico, mas como indutor de consciência sonora coletiva.
Referências Bibliográficas
Edmund Husserl. Ideias para uma Fenomenologia Pura.
Jean-Jacques Nattiez. Music and Discourse.
Arnold Schoenberg. Fundamentals of Musical Composition.
Heinrich Schenker. Free Composition.
Leonard Bernstein. The Infinite Variety of Music.
Pierre Boulez. Points de repère.
Documentos institucionais e materiais pedagógicos do MUSICAD – Seminário Permanente de Regência. [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 01h12min de 17 de maio de 2026 (UTC)
== REGER É A ARTE DE INDUZIR, por Roberto Farias ==
As Frases do Maestro Roberto Farias no Âmbito do MUSICAD:
Pensamento Estético, Pedagógico e Filosófico da Regência Musical
Resumo
O presente artigo propõe uma reflexão analítica acerca das principais formulações conceituais do maestro Roberto Farias no contexto do MUSICAD – Seminário Permanente de Regência, considerando suas implicações estéticas, pedagógicas e filosóficas no campo da regência musical e da música para sopros. Partindo de frases emblemáticas difundidas em cursos, palestras e escritos institucionais, investiga-se a construção de um pensamento que compreende a regência não apenas como técnica gestual, mas como fenômeno humano, psicológico, simbólico e indutivo. O artigo dialoga com conceitos da fenomenologia, da semiótica musical e da pedagogia da interpretação, evidenciando a contribuição do MUSICAD para a formação crítica do regente contemporâneo.
Palavras-chave: Regência; MUSICAD; Roberto Farias; fenomenologia musical; pedagogia da regência; banda sinfônica.
1. Introdução
Nas últimas décadas, a atividade do regente passou por significativa ampliação conceitual. Se outrora predominava uma visão essencialmente técnica da regência, centrada no gesto métrico e na coordenação rítmica, o pensamento contemporâneo passou a reconhecer o maestro como mediador de processos simbólicos, psicológicos e estéticos.
Nesse contexto, o MUSICAD – Seminário Permanente de Regência surge como importante espaço de reflexão artística e formação crítica, sob direção do maestro Roberto Farias. Entre os diversos elementos que estruturam a identidade intelectual do MUSICAD, destacam-se as frases e formulações conceituais de seu diretor, muitas das quais passaram a circular entre alunos, músicos e pesquisadores como sínteses filosóficas sobre a arte de reger.
2. “Reger é a arte de induzir”
A frase mais emblemática do pensamento de Roberto Farias talvez seja:
“Reger é a arte de induzir.”
Tal formulação desloca radicalmente a compreensão tradicional da regência. O maestro deixa de ser visto como mero marcador de pulsação para assumir a condição de agente indutor de comportamento sonoro coletivo.
Sob perspectiva fenomenológica, a indução aqui não se restringe ao aspecto mecânico do gesto, mas envolve:
indução psicológica;
indução energética;
indução expressiva;
indução temporal;
indução respiratória;
indução afetiva.
A regência passa, assim, a operar como fenômeno de transferência de intenção musical.
Pode-se relacionar essa ideia ao conceito husserliano de intencionalidade, segundo o qual toda consciência dirige-se a algo. O gesto do maestro torna-se, portanto, vetor de intenção sonora compartilhada.
3. O maestro como catalisador coletivo
Outra formulação recorrente no ambiente do MUSICAD afirma que:
“O maestro não produz som; produz condições para que o som aconteça.”
Tal pensamento aproxima a função do regente da figura do catalisador. A música deixa de ser produto individual para constituir-se como experiência coletiva mediada.
Essa concepção rompe com modelos autoritários historicamente associados à figura do regente, propondo uma liderança fundamentada em:
escuta;
empatia;
consciência coletiva;
comunicação não verbal;
indução simbólica.
Nesse aspecto, percebe-se forte aproximação com abordagens contemporâneas da liderança artística colaborativa.
4. “Todos são importantes numa orquestra, do triângulo ao primeiro violino”
Entre as frases mais difundidas de Roberto Farias encontra-se:
“Todos são importantes numa orquestra, do triângulo ao primeiro violino. Todos são peças de uma mesma engrenagem.”
A frase emerge como reação crítica ao tradicional hierarquismo instrumental herdado do sinfonismo europeu oitocentista.
Ao utilizar o triângulo como metáfora, Farias evidencia que a relevância musical não decorre da quantidade de notas executadas, mas da responsabilidade estrutural de cada intervenção.
A ideia possui profundas implicações pedagógicas:
valorização da consciência coletiva;
combate à cultura de protagonismo excessivo;
desenvolvimento da escuta horizontal;
responsabilização individual dentro do conjunto.
No âmbito da banda sinfônica, tal pensamento adquire importância ainda maior, dada a complexidade tímbrica e a interdependência entre os naipes.
5. A banda sinfônica como organismo artístico autônomo
O pensamento de Roberto Farias também contribui para a consolidação epistemológica da banda sinfônica enquanto organismo artístico independente.
Segundo sua linha conceitual, a banda contemporânea deixou de existir “à sombra da orquestra”, conquistando identidade própria a partir do século XX.
Essa visão encontra respaldo histórico na produção de compositores como:
Gustav Holst;
Paul Hindemith;
Igor Stravinsky;
Vincent Persichetti.
A defesa da autonomia estética da banda sinfônica constitui uma das bases ideológicas do MUSICAD e do IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão.
6. Fenomenologia, gesto e símbolo
Diversas frases atribuídas ao maestro revelam aproximação com abordagens fenomenológicas da música. Quando afirma que:
“O gesto só existe plenamente quando carregado de intenção sonora”,
Farias aproxima-se da compreensão do gesto como signo expressivo e não apenas movimento físico.
A regência, nessa perspectiva, torna-se linguagem simbólica.
O gesto do maestro passa a conter:
direção;
peso;
densidade;
caráter;
tensão;
respiração;
expectativa temporal.
Trata-se de uma concepção que dialoga diretamente com a semiótica musical e com a teoria da comunicação não verbal.
7. Implicações pedagógicas no âmbito do MUSICAD
No ambiente pedagógico do MUSICAD, essas formulações conceituais contribuem para um modelo formativo baseado em:
7.1 Escuta analítica
O regente é treinado para compreender estruturas profundas da obra antes da construção gestual.
7.2 Consciência estrutural
O gesto nasce da análise musical e não da mera repetição técnica.
7.3 Liderança artística
A autoridade do maestro decorre da clareza conceitual e não apenas da imposição hierárquica.
7.4 Formação humanística
A regência é compreendida como atividade interdisciplinar envolvendo estética, filosofia, psicologia e sociologia da música.
8. Considerações finais
As frases de Roberto Farias ultrapassam o caráter meramente retórico, constituindo verdadeiros núcleos conceituais de uma filosofia da regência musical.
No âmbito do MUSICAD – Seminário Permanente de Regência, tais formulações consolidam uma pedagogia voltada à consciência artística, à escuta coletiva e à compreensão fenomenológica do fazer musical.
Mais do que ensinar padrões gestuais, o pensamento desenvolvido por Roberto Farias propõe uma redefinição do papel do maestro contemporâneo: não como simples coordenador técnico, mas como indutor de consciência sonora coletiva.
Referências Bibliográficas
Edmund Husserl. Ideias para uma Fenomenologia Pura.
Jean-Jacques Nattiez. Music and Discourse.
Arnold Schoenberg. Fundamentals of Musical Composition.
Heinrich Schenker. Free Composition.
Leonard Bernstein. The Infinite Variety of Music.
Pierre Boulez. Points de repère.
Documentos institucionais e materiais pedagógicos do MUSICAD – Seminário Permanente de Regência. [[Utilizador:Roberto Farias Maestro|Roberto Farias Maestro]] ([[Utilizador Discussão:Roberto Farias Maestro|discussão]]) 10h12min de 17 de maio de 2026 (UTC)
== INSTRUMENTOS TRANSPOSITORES ==
'''INSTRUMENTOS TRANSPOSITORES'''
São chamados '''instrumentos transpositores''' aqueles cuja nota escrita soa em altura diferente do som real, isto é, diferente do som produzido ao piano.
Exceções importantes: '''trombone, euphonium/bombardino e tuba''', embora possam estar construídos em Si♭, Mi♭ ou Fá, geralmente são escritos em '''som real'''.
'''Transpositores de oitava'''
Mesmo afinados em Dó, alguns instrumentos soam em oitava diferente da escrita:
{| class="wikitable"
|'''Instrumento'''
|'''Soa'''
|-
|Piccolo / flautim
| 8ª acima
|-
|Flauta-baixo em Dó
| 8ª abaixo
|-
|Contrafagote
| 8ª abaixo
|-
|Contrabaixo de cordas
| 8ª abaixo
|}
'''Principais transposições'''
{| class="wikitable"
| valign="top" |'''Instrumento'''
| valign="top" |'''Afinação'''
| valign="top" |'''Soa'''
|'''Para escrever em uníssono com o piano'''
|-
|Flauta contralto
|Sol
|4ª j. inf.
|escrever 4ª justa acima
|-
|Corne-inglês
|Fá
|5ª j. inf.
|escrever 5ª justa acima
|-
|Trompa
|Fá
|5ª j. inf.
|escrever 5ª justa acima
|-
|Requinta
|Mi♭
|3ª m. sup.
|escrever 3ª menor abaixo
|-
|Clarinete
|Si♭
|2ª M inf.
|escrever 2ª maior acima
|-
|Clarinete
|Lá
|3ª m. inf.
|escrever 3ª menor acima
|-
|Trompa
|Si♭
|2ª M. inf.
|escrever 2ª maior acima
|-
|Requinta
|Mi♭
|6ª M. inf.
|escrever 6ª maior acima
|-
|Clarinete
|Si♭
|9ª M. inf.
|escrever 9ª maior acima
|-
|Clarinete
|Lá
|3ª m. inf.
|escrever 3ª menor acima
|-
|Sax soprano
|Si♭
|2ª M. inf.
|escrever 2ª maior acima
|-
|Sax alto
|Mi♭
|6ª M. inf.
|escrever 6ª maior acima
|-
|Sax tenor
|Si♭
|9ª M. inf.
|escrever 9ª maior acima
|-
|Sax barítono
|Mi♭
|13ª M inf.
|escrever 13ª maior acima
|-
|Trompete
|Si♭
|2ª M. inf.
|escrever 2ª maior acima
|-
|Trompete
|Dó
|som real
|não transpõe
|}
{| class="wikitable"
|
|
|
|
|-
|
|
|
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|-
|
|
|
|
|-
|
|
|
|
|-
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|
|-
|
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|
|-
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|
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|-
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|-
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|
|
|-
|
|
|
|
|-
|
|
|
|
|-
|
|
|
|
|}
'''Observação didática'''
Regra prática:
'''se o instrumento soa abaixo, escreve-se acima; se soa acima, escreve-se abaixo.'''
Exemplo:
O clarinete em Si♭ soa uma 2ª maior abaixo. Portanto, para que ele soe um Dó real, deve-se escrever Ré.
'''Método de leitura em som real por aplicação de claves'''
Para ler rapidamente o '''som real''' de uma partitura escrita para instrumentos transpositores, pode-se recorrer à substituição mental da clave, associada ao ajuste da armadura conforme a afinação do instrumento.
{| class="wikitable"
|
|
|
|
|-
|
|
|
|
|}
'''1. Saxofone Alto em Mi♭'''
Ler a parte escrita em '''Clave de Fá na 4ª linha''', considerando o resultado '''uma oitava acima'''.
Além disso, deve-se acrescentar à armadura os '''três bemóis correspondentes à afinação em Mi♭'''.
Assim, a escrita do saxofone alto pode ser convertida ao som real por meio da leitura em clave de fá, com a devida compensação da transposição.
'''2. Corne-Inglês e Trompa em Fá'''
Ler a parte escrita em '''Clave de Dó na 2ª linha''', acrescentando à armadura '''um bemol correspondente à afinação em Fá'''.
Esse procedimento permite visualizar diretamente o som real desses instrumentos, sem necessidade de transpor nota por nota.
'''Síntese prática:'''
{| class="wikitable"
|'''Instrumento'''
|''' Afinação'''
|'''Clave para leitura em som real'''
| ''' Ajuste de armadura'''
|-
|Saxofone Alto
| Mi♭
|Clave de Fá 4ª linha, soando 8ª ac.
| + 3 bemóis
|-
|Corne-Inglês
| Fá
|Clave de Dó 2ª linha, soando real
| + 1 bemol
|-
|Trompa
| Fá
|Clave de Dó 2ª linha, soando real
| + 1 bemol
|}
'''3. Clarinete em Si♭, Saxofone Soprano em Si♭ e Trompete em Si♭'''
Ler em '''clave de Dó na 4ª linha''', pensando o resultado '''uma 8ª acima''', e acrescentar '''2 bemóis''' referentes à afinação do instrumento em Si♭.
'''4. Clarinete Baixo em Si♭ e Saxofone Tenor em Si♭'''
Ler em '''clave de Dó na 4ª linha''', em posição '''justa''', sem deslocamento de oitava, e acrescentar '''2 bemóis''' referentes à afinação do instrumento em Si♭.
Em síntese:
{| class="wikitable"
|'''Instrumentos'''
|'''Clave aplicada'''
|'''Oitava'''
|'''Alteração da armadura'''
|-
|Clarinete Si♭, Sax Soprano Si♭, Trompete Si♭
|Dó 4ª linha
|8ª acima
|<nowiki>+ 2 bemóis</nowiki>
|-
|Clarinete Baixo Si♭, Sax Tenor Si♭
|Dó 4ª linha
|Justa
|<nowiki>+ 2 bemóis</nowiki>
|}
'''4. Saxofone Barítono em Mi♭ / Clarinete Contra-Alto em Mi♭'''
Usa-se a '''clave de Fá na 4ª linha''', em leitura justa, acrescentando-se '''3 bemóis''' à armadura original, correspondentes à afinação em '''Mi♭''' do instrumento.
'''5. Requinta em Mi♭ / Saxofone Sopranino em Mi♭'''
Usa-se a '''clave de Fá na 4ª linha''', porém pensando o som '''duas oitavas acima''', isto é, em '''15ª''', acrescentando-se também '''3 bemóis''' à armadura original, correspondentes à afinação em '''Mi♭''' do instrumento.
Em síntese: os instrumentos em '''Mi♭''' exigem o acréscimo de '''três bemóis'''; a diferença está no registro mental da leitura, especialmente entre os instrumentos graves e os agudos.
'''SÉRIE HARMÔNICA'''
Sabemos que os instrumentos de metal — trompa, trompete, trombone, euphonium e tuba — têm sua construção baseada na '''série harmônica'''. Cada instrumento, seja transpositor ou não, fará soar, em sua '''1ª posição''', a série harmônica correspondente à sua afinação.
É importante lembrar que o '''1º harmônico''', em geral, não é empregado. Além disso, '''trompas e trompetes''' apresentam sua série harmônica escrita ou organizada, na prática pedagógica, '''uma oitava acima''' em relação aos instrumentos graves, como trombone, euphonium e tuba.
'''A tuba, independentemente de sua afinação — Bb, C, Eb ou F — é tratada, na prática da escrita sinfônica e da banda sinfônica, como instrumento não transpositor.''' Sua parte é escrita em '''som real''', geralmente na '''clave de Fá''', e a nota escrita corresponde à nota que efetivamente soa.
O que muda entre as tubas em diferentes afinações não é a escrita musical, mas sim a '''digitação''', a resposta acústica, a extensão confortável, o timbre e a função prática do instrumento. Assim, uma mesma nota escrita exigirá combinações de válvulas diferentes conforme a tuba seja em '''Bb, C, Eb ou F'''.
Exemplo didático:
{| class="wikitable"
|'''Nota escrita'''
|'''Tuba em C'''
|'''Tuba em Bb'''
|'''Tuba em Eb'''
|'''Tuba em F'''
|-
|Dó
|aberta
|1-3
|1-2
|1-3
|}
Portanto, ao ler a partitura, o tubista lê '''som real'''; a adaptação ocorre internamente pela técnica do instrumento. [[Especial:Contribuições/~2026-29797-80|~2026-29797-80]] ([[Utilizador Discussão:~2026-29797-80|discussão]]) 02h08min de 19 de maio de 2026 (UTC)
== DISCURSO DO MAESTRO ROBERTO FARIAS NO ATO SOLENE DE OFICIALIZAÇÃO DO IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão ==
DISCURSO DO MAESTRO ROBERTO FARIAS NO ATO SOLENE DE OFICIALIZAÇÃO DO IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão
Senhoras e senhores, autoridades constituídas, representantes da sociedade civil, membros fundadores do IC-BASIC, músicos, maestros, professores, estudantes, amigos da arte e da cultura,
Recebam o meu mais profundo agradecimento pela presença neste momento que, para mim, possui um significado que transcende a formalidade de um ato institucional. Hoje não oficializamos apenas uma entidade jurídica. Hoje afirmamos um compromisso histórico, artístico, pedagógico e humano com a música, com Cubatão e com as futuras gerações.
O nascimento do IC-BASIC — Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão — representa a continuidade de um sonho construído ao longo de décadas. Um sonho que começou ainda nos anos setenta, quando a música de banda em Cubatão começou a ganhar identidade própria, disciplina artística e consciência estética. Naquele tempo, talvez poucos imaginassem que aquela semente lançada entre ensaios, partituras, dificuldades e idealismo pudesse atravessar o tempo e alcançar a dimensão que hoje testemunhamos.
A Banda Sinfônica de Cubatão não nasceu apenas como um agrupamento musical. Ela nasceu como um movimento cultural. Uma força educativa. Um espaço de transformação humana.
Ao longo de aproximadamente cinquenta e cinco anos de história, a Banda Sinfônica de Cubatão formou músicos, maestros, professores e cidadãos. Levou arte onde muitas vezes havia silêncio. Levou esperança onde frequentemente existia apenas a dureza da realidade cotidiana. E talvez exatamente por isso sua existência tenha se tornado patrimônio afetivo do povo cubatense.
A música possui esse poder extraordinário: transformar o abstrato em algo concreto. Costumo dizer que “música é o abstrato que se faz concreto”. E quando uma comunidade abraça a arte, ela também redefine a própria identidade.
Cubatão, conhecida nacionalmente por sua força industrial, também possui uma vocação artística profunda. Existe aqui uma alma cultural que resiste, floresce e se reinventa continuamente. O IC-BASIC nasce justamente para preservar, fortalecer e projetar essa vocação.
Este Instituto não surge apenas para administrar atividades musicais. Surge para construir pensamento. Para promover formação. Para estimular pesquisa, criação, intercâmbio artístico e desenvolvimento humano. Surge para consolidar uma visão moderna da banda sinfônica como organismo artístico de excelência.
E quando falamos em excelência, não falamos em elitismo. Falamos em compromisso. Compromisso com a qualidade, com o estudo, com a disciplina, com o respeito à arte e com a valorização do músico.
A Banda Sinfônica de Cubatão atravessou tempos difíceis. Após mudanças estruturais ocorridas nos últimos anos, especialmente a partir de 2018, passamos a viver um cenário de enormes desafios institucionais e financeiros. Muitas vezes sobrevivemos graças ao esforço coletivo, ao espírito de resistência e ao apoio de pessoas que compreenderam que preservar a banda era preservar parte da memória cultural de Cubatão.
E é exatamente nesse contexto que o IC-BASIC se apresenta como um novo capítulo. Um capítulo de reorganização, profissionalização e projeção institucional.
Hoje damos um passo fundamental para assegurar que a Banda Sinfônica de Cubatão continue viva, ativa e artisticamente relevante nas próximas décadas.
E é impossível falar deste momento sem mencionar um acontecimento histórico que se aproxima: a participação da Banda Sinfônica de Cubatão na WASBE Conference Rio 2026.
Estaremos presentes na Conferência Mundial de Bandas Sinfônicas, um dos mais importantes encontros internacionais dedicados à música para sopros e percussão. Trata-se de um acontecimento de dimensão mundial, reunindo maestros, compositores, pesquisadores e grupos artísticos de diversos países.
E o que significa Cubatão estar presente nesse cenário?
· Significa que a nossa cidade dialogará com o mundo através da arte.
· Significa que uma história construída com perseverança atravessará fronteiras.
· Significa que músicos formados aqui representarão não apenas uma instituição, mas a identidade cultural de um povo.
A presença da Banda Sinfônica de Cubatão na WASBE não é um gesto de vaidade institucional. É um ato de afirmação cultural. É dizer ao Brasil e ao mundo que Cubatão também produz excelência artística.
Por isso, esta caminhada necessita do apoio da sociedade, do poder público, das empresas, da iniciativa privada e de todos aqueles que compreendem que investir em cultura não é gasto: é construção de civilização.
A arte não é acessória. A arte é essencial.
Tenho repetido ao longo da vida uma frase que sintetiza profundamente meu pensamento: “Arte é vida e a vida é essencial.”
· Sem arte, a sociedade perde sensibilidade.
· Sem cultura, perde memória.
· Sem educação estética, perde humanidade.
O IC-BASIC nasce para defender exatamente isso: a permanência da arte como instrumento de elevação humana.
Desejo também registrar minha gratidão aos músicos da Banda Sinfônica de Cubatão, aos colaboradores, aos membros fundadores, aos parceiros culturais, aos amigos que nunca deixaram de acreditar neste projeto, e a todos aqueles que compreenderam que sonhos coletivos exigem coragem coletiva.
Nenhuma instituição nasce sozinha. Instituições nascem da união de consciências.
Hoje iniciamos oficialmente uma nova etapa.
Uma etapa que pretende ampliar horizontes, estabelecer convênios acadêmicos, incentivar jovens músicos, promover temporadas artísticas, fomentar pesquisas, criar oportunidades e fortalecer o papel da banda sinfônica brasileira dentro do cenário contemporâneo.
Queremos que o IC-BASIC seja referência artística, pedagógica e cultural.
Queremos que Cubatão seja reconhecida não apenas pela força de sua indústria, mas também pela força de sua inteligência artística.
E, acima de tudo, queremos que as futuras gerações compreendam que vale a pena acreditar na arte.
Porque quando um povo preserva sua cultura, ele preserva sua própria alma.
Muito obrigado a todos.
Vida longa ao IC-BASIC.
Vida longa à Banda Sinfônica de Cubatão.
E que a música continue sendo nossa mais elevada forma de esperança.
''ODE A CUBATÃO – Roberto Farias''
Nasci entre montanhas feridas e chaminés que rasgavam o céu.
Nasci em Cubatão — não apenas como quem recebe uma pátria, mas como quem recebe um destino.
E se outrora quiseram reduzir esta terra ao estigma da fumaça, do aço e da fuligem, eu a reconheci desde cedo como um território de resistência, de trabalho e de renascimento.
Porque Cubatão jamais foi somente o retrato da poluição.
Cubatão sempre foi o retrato da superação humana.
Foi aqui, na terra do visionário Afonso Schmidt, criador da utopia luminosa da Zanzalá — a Cubatão do Futuro — que aprendi que o homem só se realiza plenamente quando é capaz de sonhar coletivamente.
E talvez tenha sido exatamente entre operários, trilhos, sirenes e morros que compreendi a verdadeira natureza da arte: transformar cicatrizes em linguagem de esperança.
Sou filho de origem humilde, como tantos meninos desta cidade.
Menino que viu a dureza das ruas, o peso do trabalho e o silêncio das oportunidades negadas.
Mas também menino que ouviu, ao longe, o chamado misterioso da música — esse sopro invisível capaz de reorganizar a alma humana.
A arte a muitos salvou.
E, por isso, transformei minha vida numa missão: devolver através da música aquilo que Cubatão me deu como identidade, força e pertencimento.
Se hoje ergo a batuta diante de uma banda sinfônica, não o faço apenas para reger sons.
· Rego memórias.
· Rego sonhos coletivos.
· Rego a dignidade cultural de um povo.
Cada concerto da Banda Sinfônica de Cubatão representa mais do que uma apresentação artística.
· Representa a afirmação de que Cubatão produz beleza.
· Produz inteligência.
· Produz sensibilidade.
· Produz civilização.
E é por isso que vejo na caminhada do IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão não apenas um projeto institucional, mas um gesto histórico de reconstrução simbólica da cidade.
Uma cidade que venceu o próprio fantasma.
Que reaprendeu a respirar.
Que trocou o cinza pela consciência ecológica.
E que agora deseja ser reconhecida também por sua vocação artística e humanista.
Quando a Banda Sinfônica de Cubatão se projeta para o cenário internacional, rumo à WASBE Conference Rio 2026, não é apenas um grupo musical que viaja.
É Cubatão que sobe ao palco do mundo.
É a voz de uma cidade inteira dizendo:
''“Sobrevivemos. Evoluímos. Criamos beleza.”''
Tenho convicção de que a transformação pela arte não é uma utopia romântica.
É um ato concreto de reconstrução humana.
Porque a música educa o espírito.
A música reorganiza sensibilidades.
A música devolve ao homem a capacidade de perceber o outro.
E um povo que aprende a ouvir talvez esteja mais próximo de aprender também a coexistir.
Carrego comigo esta consciência:
· não pertenço apenas à minha biografia.
· Pertenço a uma missão.
· Missão de semear consciência estética onde houver brutalidade.
· Missão de construir pontes entre cultura e cidadania.
· Missão de provar que mesmo uma cidade marcada pelas dores do passado pode converter-se em símbolo de esperança.
E se um dia perguntarem o que significa amar Cubatão, responderei sem hesitar:
''Amar Cubatão é acreditar que a arte pode devolver futuro a uma terra que jamais deixou de sonhar.'' [[Especial:Contribuições/~2026-29797-80|~2026-29797-80]] ([[Utilizador Discussão:~2026-29797-80|discussão]]) 02h14min de 19 de maio de 2026 (UTC)
== A FILOSOFIA NA MÚSICA ==
'''A FILOSOFIA E MÚSICA'''
A relação entre Filosofia e Música constitui um dos campos mais profundos da reflexão estética, artística e humana. Desde a Antiguidade, pensadores buscaram compreender o significado da música, sua função social, espiritual, ética e sua capacidade de expressar aquilo que muitas vezes ultrapassa a linguagem verbal.
'''Filosofia da Música'''
A Filosofia da Música investiga questões fundamentais como:
* O que é música?
* A música possui significado?
* A música expressa emoções ou apenas as representa?
* Existe uma beleza objetiva na música?
* Qual a relação entre música, sociedade e espiritualidade?
* A música pode transformar o ser humano?
Trata-se, portanto, de uma reflexão sobre a essência da experiência musical.
----'''A Música na Antiguidade'''
'''Pitágoras e a harmonia do universo'''
Pitágoras compreendia a música como manifestação da ordem cósmica. Ao estudar as proporções matemáticas dos intervalos musicais, formulou a ideia da “harmonia das esferas”, segundo a qual o universo seria regido por relações numéricas semelhantes às da música.
A música, nesse contexto, não era apenas arte, mas reflexo da estrutura do cosmos.
----'''Platão: música e formação moral'''
Platão considerava a música essencial na educação do cidadão ideal. Para ele, determinados modos musicais influenciavam diretamente o caráter humano.
Na obra ''A República'', Platão defendia que:
* músicas equilibradas formariam espíritos virtuosos;
* músicas excessivamente passionais poderiam corromper a alma.
A música possuía, portanto, função ética e política.
----'''Aristóteles e a catarse'''
Aristóteles amplia essa visão ao afirmar que a música provoca catarse — uma purificação emocional.
Segundo Aristóteles:
* a música educa;
* a música emociona;
* a música libera tensões interiores.
Essa ideia permanece extremamente atual na musicoterapia e na pedagogia musical contemporânea.
----'''Filosofia Medieval: música e transcendência'''
Na Idade Média, a música passa a ser entendida como expressão da ordem divina.
'''Santo Agostinho'''
Agostinho de Hipona via a música como caminho espiritual. Em seus escritos, refletia sobre:
* ritmo;
* tempo;
* memória;
* beleza sonora.
A música aproximaria o homem do eterno.
----'''Filosofia Moderna e Romântica'''
'''Schopenhauer: a música como essência do mundo'''
Arthur Schopenhauer atribuiu à música uma posição superior entre as artes.
Enquanto as outras artes representariam imagens do mundo, a música expressaria diretamente a própria essência da existência — a “Vontade”.
Para Schopenhauer:
* a música não imita;
* a música revela.
Essa visão influenciou profundamente compositores como Richard Wagner.
----'''Nietzsche e o espírito dionisíaco'''
Friedrich Nietzsche via na música a manifestação do impulso vital, irracional e trágico da existência.
Em O Nascimento da Tragédia, distingue:
* o apolíneo → ordem, equilíbrio, racionalidade;
* o dionisíaco → êxtase, emoção, intensidade.
A música seria uma das mais poderosas expressões do elemento dionisíaco.
----'''Filosofia Contemporânea e Música'''
'''Fenomenologia'''
A fenomenologia procura compreender a experiência musical vivida.
Edmund Husserl e Maurice Merleau-Ponty influenciaram abordagens segundo as quais:
* a música é experiência temporal;
* ouvimos a música com o corpo;
* percepção e consciência são inseparáveis.
Nesse sentido, a música não é apenas objeto sonoro, mas experiência existencial.
----'''Semiótica Musical'''
Pensadores como Jean-Jacques Nattiez investigaram como a música produz sentido.
A semiótica musical analisa:
* símbolos;
* estruturas;
* significados culturais;
* relações entre compositor, obra e ouvinte.
----'''Música, Sociedade e Cultura'''
A filosofia também investiga:
* o papel político da música;
* a música como identidade cultural;
* música e ideologia;
* indústria cultural;
* arte e consumo.
'''Adorno'''
Theodor W. Adorno criticou a padronização da música produzida pela indústria cultural.
Defendia que a arte musical profunda deveria:
* provocar reflexão;
* resistir à banalização;
* preservar a autonomia estética.
----'''Filosofia da Regência e da Performance'''
No universo da regência, a filosofia manifesta-se na reflexão sobre:
* gesto;
* tempo;
* silêncio;
* liderança;
* indução interpretativa;
* consciência coletiva sonora.
A regência transcende a técnica:
ela envolve fenomenologia do gesto, ética da liderança artística e construção de sentido musical coletivo.
Nesse contexto, ideias como:
“Reger é a arte de induzir”
aproximam-se de concepções fenomenológicas e existenciais da música, nas quais o maestro não apenas marca compassos, mas conduz consciências sonoras em direção a uma experiência estética comum.
----'''Questões centrais da Filosofia da Música'''
'''A música possui significado objetivo?'''
Alguns filósofos defendem que:
* a música comunica emoções universais;
outros afirmam que:
* seu significado depende da cultura e da experiência individual.
----'''A música é linguagem?'''
Há correntes que entendem a música como:
* linguagem simbólica;
* linguagem afetiva;
* linguagem abstrata.
Outras sustentam que ela ultrapassa qualquer linguagem verbal.
----'''Por que a música emociona?'''
Uma das grandes perguntas filosóficas permanece:
como estruturas abstratas de sons conseguem provocar emoções tão profundas?
----'''Conclusão'''
A Filosofia da Música busca compreender não apenas a arte sonora, mas o próprio ser humano através do fenômeno musical.
A música:
* organiza o tempo;
* expressa emoções;
* constrói identidades;
* simboliza culturas;
* conduz experiências espirituais;
* transforma percepções.
Mais do que entretenimento, a música revela modos de existir, sentir e compreender o mundo [[Especial:Contribuições/~2026-29797-80|~2026-29797-80]] ([[Utilizador Discussão:~2026-29797-80|discussão]]) 02h17min de 19 de maio de 2026 (UTC)
== A FENOMENOLOGIA APLICADA À MÚSICA ==
A fenomenologia aplicada à música constitui uma abordagem filosófica voltada à compreensão da experiência musical tal como ela se manifesta à consciência. Em vez de analisar apenas estruturas técnicas — harmonia, forma, contraponto ou instrumentação — a fenomenologia busca compreender como a música é vivida, percebida e significada pelo ouvinte, intérprete ou compositor.
A fenomenologia nasce com Edmund Husserl, sendo posteriormente desenvolvida por pensadores como Martin Heidegger, Maurice Merleau-Ponty e Roman Ingarden. No campo musical, destaca-se especialmente Ingarden, que procurou compreender a obra musical enquanto objeto intencional.
A música como fenômeno vivido
Para a fenomenologia, a música não é apenas um objeto físico constituído por sons mensuráveis. Ela existe como experiência temporal da consciência.
Quando ouvimos uma melodia, por exemplo, cada nota não é percebida isoladamente. A consciência conserva o que acabou de soar (retenção), vive o presente sonoro e antecipa o que virá (protensão). Assim, a percepção musical é um fluxo contínuo de temporalidade.
Uma simples sequência melódica só faz sentido porque a mente integra passado, presente e expectativa futura.
A temporalidade musical
A fenomenologia atribui enorme importância ao tempo musical.
Uma sinfonia de Ludwig van Beethoven, uma obra de Igor Stravinsky ou uma peça de Claude Debussy não são percebidas como “quadros estáticos”, mas como acontecimentos em permanente transformação.
O sentido musical nasce:
da memória do que já ocorreu;
da tensão criada pelo presente;
da expectativa do que ainda virá.
Por isso, a fenomenologia aproxima-se profundamente da regência e da interpretação musical, pois o regente trabalha precisamente sobre:
direção temporal;
tensão;
repouso;
expectativa;
continuidade do discurso.
A intencionalidade na música
Outro conceito central é a intencionalidade.
Para Husserl, toda consciência é consciência de algo. Aplicado à música:
o ouvinte dirige sua consciência ao fenômeno sonoro;
o intérprete projeta intenções expressivas;
o compositor estrutura significados perceptivos.
A obra musical deixa então de ser apenas “partitura” e passa a existir como:
experiência;
percepção;
vivência estética.
Roman Ingarden e a obra musical
Roman Ingarden desenvolveu uma das mais importantes fenomenologias da música.
Segundo ele:
a partitura não é a obra em si;
ela é apenas um esquema potencial;
a obra musical concretiza-se na execução e na percepção.
Assim, cada interpretação realiza parcialmente a obra, sem jamais esgotá-la completamente.
Essa visão possui enorme impacto na prática interpretativa:
duas execuções da mesma obra jamais serão idênticas;
o fenômeno musical depende do intérprete, da acústica, do público e da consciência perceptiva.
Fenomenologia e interpretação musical
Na prática interpretativa, a fenomenologia conduz o músico a pensar:
o fraseado como respiração;
o tempo como fluxo orgânico;
o silêncio como elemento expressivo;
a sonoridade como presença;
a escuta como construção de sentido.
O maestro deixa de ser apenas um “marcador de compassos” para tornar-se organizador da experiência temporal coletiva.
Sob essa ótica, reger significa:
induzir percepção;
organizar tensões;
modelar expectativas;
conduzir consciências através do tempo sonoro.
Fenomenologia e corpo
Com Maurice Merleau-Ponty, a fenomenologia enfatiza também o corpo como mediador da experiência.
Na música:
o gesto do regente;
a respiração do instrumentista;
a resistência física do som;
a sensação tátil do instrumento;
a espacialidade acústica
tornam-se elementos essenciais da compreensão musical.
A música deixa então de ser apenas “intelectual” para tornar-se corporeidade sonora.
Fenomenologia versus análise estrutural
Enquanto abordagens estruturalistas concentram-se na organização objetiva da obra, a fenomenologia pergunta:
Como a música aparece à consciência?
Como ela é experimentada?
Que tipo de temporalidade produz?
Como gera expectativa, tensão e sentido?
Ela não substitui a análise harmônica, formal ou motívica, mas amplia sua dimensão estética e perceptiva.
Fenomenologia na banda sinfônica
No universo da banda sinfônica, a fenomenologia possui aplicação particularmente rica:
espacialidade dos metais;
projeção sonora;
massas tímbricas;
impacto acústico dos sopros;
percepção do movimento harmônico através da cor instrumental.
Obras como:
Hammersmith de Gustav Holst;
Symphony in B-flat for Concert Band de Paul Hindemith;
Symphonies of Wind Instruments
mostram como a percepção fenomenológica do timbre e da espacialidade torna-se central à interpretação.
Síntese
A fenomenologia da música procura compreender:
a música enquanto experiência;
o som enquanto presença;
o tempo enquanto fluxo vivido;
a interpretação enquanto concretização;
a escuta enquanto construção de sentido.
Ela desloca o foco:
da música como objeto → para a música como acontecimento vivido.
Sob essa perspectiva, a arte musical deixa de ser apenas arquitetura sonora e transforma-se numa experiência existencial do tempo, da escuta e da consciência. [[Especial:Contribuições/~2026-29797-80|~2026-29797-80]] ([[Utilizador Discussão:~2026-29797-80|discussão]]) 02h21min de 19 de maio de 2026 (UTC)
== A SEMIÓTICA APLICADA À MUSICA ==
A semiótica aplicada à música consiste no estudo dos processos de significação musical — isto é, de como a música produz sentido, comunica ideias, desperta imagens, constrói expectativas e estabelece relações simbólicas, culturais e emocionais. Trata-se de uma área interdisciplinar situada entre a musicologia, a filosofia, a linguística, a estética e a análise musical.
O que é semiótica?
A semiótica é a ciência dos signos. Seu objeto central é compreender como algo passa a significar outra coisa dentro de um determinado contexto cultural.
Os três grandes referenciais da semiótica moderna são:
Ferdinand de Saussure — concepção estrutural do signo (significante e significado);
Charles Sanders Peirce — teoria triádica do signo;
Jean-Jacques Nattiez — aplicação sistemática da semiótica ao campo musical.
A música como linguagem de signos
Embora a música não possua significados fixos como a linguagem verbal, ela organiza sons capazes de gerar relações simbólicas, afetivas, narrativas e culturais.
Na música, os signos podem manifestar-se através de:
motivos melódicos;
ritmos;
timbres;
harmonias;
instrumentações;
gestos expressivos;
tópicas musicais;
citações;
relações formais;
convenções estilísticas.
Por exemplo:
trompetes e ritmos marciais frequentemente remetem ao universo militar;
uma melodia cromática descendente pode sugerir dor ou lamentação;
determinadas combinações harmônicas evocam tensão, mistério ou transcendência;
o sino tubular pode remeter ao religioso ou ao fúnebre.
Esses sentidos não são absolutos: dependem do contexto histórico, cultural e estético.
A tríade de Peirce aplicada à música
Segundo Charles Sanders Peirce, o signo envolve três elementos:
Representamen — aquilo que aparece;
Objeto — aquilo a que o signo se refere;
Interpretante — o sentido produzido na mente do ouvinte.
Na música:
um acorde dissonante pode funcionar como representamen;
a ideia de tensão dramática como objeto;
a sensação percebida pelo ouvinte como interpretante.
Peirce também classifica os signos em:
Ícone
Há semelhança com o objeto.
Exemplo:
flautas imitando canto de pássaros.
Índice
Há relação causal ou indicativa.
Exemplo:
crescendo indicando aproximação ou intensificação.
Símbolo
O sentido depende de convenção cultural.
Exemplo:
marcha fúnebre associada à morte.
Jean-Jacques Nattiez e a tripartição semiótica
Jean-Jacques Nattiez propõe uma das teorias mais importantes da semiótica musical.
Ele divide o fenômeno musical em três níveis:
1. Nível Poiético
Refere-se ao processo de criação:
intenções do compositor;
contexto histórico;
técnicas composicionais;
estética.
2. Nível Neutro
É a obra em si:
partitura;
estrutura sonora;
organização formal;
material musical observável.
3. Nível Estésico
Relaciona-se à recepção:
percepção do ouvinte;
interpretação;
emoção;
construção de sentido.
Uma mesma obra pode produzir interpretações diferentes em ouvintes distintos.
Semiótica e análise musical
A semiótica amplia a análise tradicional porque não observa apenas:
forma;
harmonia;
contraponto;
instrumentação.
Ela investiga:
o que os gestos musicais significam;
como a música produz narratividade;
como certos elementos evocam imagens ou arquétipos culturais;
relações entre música e sociedade.
Assim, uma análise semiótica pode abordar:
símbolos;
tópicas;
intertextualidade;
retórica musical;
dramaturgia sonora;
semântica do timbre;
espacialidade;
gesto musical.
Tópicas musicais
Um conceito central da semiótica musical moderna é o das “tópicas”, desenvolvido especialmente por Leonard Ratner e aprofundado por Raymond Monelle.
Tópicas são estilos ou figuras musicais reconhecíveis culturalmente:
marcha;
pastoral;
fanfarra;
caça;
dança cortesã;
estilo militar;
coral religioso.
Em Gustav Mahler, por exemplo, a marcha militar frequentemente assume caráter irônico ou trágico.
Semiótica na banda sinfônica
No universo da banda sinfônica, a semiótica revela-se especialmente rica devido:
à forte presença de tópicas militares;
ao simbolismo cerimonial;
ao impacto tímbrico dos metais e percussão;
à relação histórica entre banda, praça pública e identidade coletiva.
Obras como:
First Suite in E-flat for Military Band;
Symphony in B-flat for Concert Band;
Hammersmith
podem ser analisadas semioticamente a partir:
das relações entre timbre e espacialidade;
dos gestos heroicos;
da retórica ceremonial;
da transformação do discurso militar em linguagem artística autônoma.
Semiótica e regência
Para o regente, a semiótica é fundamental porque:
ajuda a compreender os significados implícitos do discurso musical;
orienta escolhas interpretativas;
define caráter, gesto, articulação e agógica;
aproxima análise estrutural e expressão artística.
O regente passa a compreender não apenas “como” a música é construída, mas “o que” ela comunica simbolicamente.
Síntese
A semiótica musical busca compreender:
como a música produz sentido;
como os sons se transformam em signos;
como a cultura interfere na escuta;
como o discurso musical comunica ideias, emoções e símbolos.
Ela constitui uma ponte entre:
análise;
estética;
interpretação;
percepção;
cultura;
filosofia da música.
Em síntese, a semiótica aplicada à música procura responder à pergunta:
“De que maneira a música significa?” [[Especial:Contribuições/~2026-29797-80|~2026-29797-80]] ([[Utilizador Discussão:~2026-29797-80|discussão]]) 02h24min de 19 de maio de 2026 (UTC)
== ALFRED REED E SUA CONTRIBUIÇÃO AO UNIVERSO DA BANDA SINFÔNICA ==
Alfred Reed ocupa um lugar central na consolidação da banda sinfônica como organismo artístico autônomo no século XX. Sua produção representa uma síntese rara entre refinamento técnico, comunicabilidade estética, domínio orquestral e profunda compreensão das possibilidades tímbricas dos sopros e da percussão. Ao lado de figuras como Paul Hindemith, Gustav Holst, Karel Husa e Vincent Persichetti, Reed ajudou decisivamente a elevar o repertório para banda ao patamar de linguagem artística plena, afastando-o da mera função utilitária ou da dependência de transcrições orquestrais.
Sua contribuição pode ser compreendida sob diversos aspectos:
1. A valorização da banda sinfônica como linguagem própria
Até meados do século XX, grande parte do repertório das bandas era constituída por:
marchas;
aberturas de ópera;
transcrições orquestrais;
música ceremonial;
peças funcionais.
Alfred Reed compreendeu que a banda possuía:
identidade tímbrica própria;
enorme flexibilidade de cores;
potência rítmica singular;
capacidade lírica comparável à orquestra;
possibilidades arquitetônicas autônomas.
Sua escrita jamais tenta “imitar” a orquestra. Pelo contrário: ela explora aquilo que apenas a banda pode oferecer:
massa harmônica homogênea;
brilho metálico dos metais;
elasticidade dos saxofones;
mobilidade das madeiras;
protagonismo da percussão.
Nesse sentido, Reed foi um dos grandes arquitetos da moderna estética bandística.
2. O legado pedagógico e técnico
Poucos compositores escreveram tão inteligentemente para diferentes níveis de banda quanto Alfred Reed.
Sua produção contempla:
bandas escolares;
conjuntos universitários;
bandas militares;
bandas profissionais.
Entretanto, mesmo em obras pedagógicas, jamais há empobrecimento musical. Reed acreditava que:
“música educativa não precisa ser artisticamente inferior.”
Seu domínio da instrumentação tornou-se referência mundial:
equilíbrio vertical impecável;
clareza contrapontística;
distribuição inteligente de respirações;
uso idiomático dos registros;
grande eficiência acústica.
Por isso suas obras permanecem entre as mais executadas do repertório internacional.
3. A “First Suite for Band” e o pensamento estrutural
First Suite for Band representa um dos primeiros grandes marcos de sua produção.
Embora o título remeta inevitavelmente à tradição inaugurada por First Suite in E-flat for Military Band, Reed não produz uma continuação estilística literal. Sua linguagem:
é mais expansiva harmonicamente;
apresenta maior fluidez cinematográfica;
incorpora vitalidade rítmica tipicamente americana;
utiliza texturas mais densas e colorísticas.
A obra evidencia:
extraordinário senso formal;
organicidade temática;
domínio das transições;
equilíbrio entre lirismo e energia motora.
A “First Suite” demonstra como Reed entendia a banda como um grande laboratório sinfônico de sopros.
4. “Armenian Dances”: a universalização do repertório folclórico
Se há uma obra que eternizou Alfred Reed no repertório mundial, esta é:
Armenian Dances.
Nela, Reed transforma melodias recolhidas por Komitas Vardapet em uma monumental construção sinfônica.
A importância da obra reside em vários fatores:
sofisticação harmônica;
monumentalidade formal;
riqueza modal;
exuberância tímbrica;
exploração magistral da percussão;
profunda dimensão espiritual.
“Armenian Dances” mostrou ao mundo que a banda sinfônica poderia produzir obras de densidade emocional e arquitetônica comparáveis às grandes sinfonias orquestrais.
5. “El Camino Real” e a teatralidade sonora
El Camino Real tornou-se uma das obras mais emblemáticas do repertório bandístico moderno.
Aqui Reed explora:
ritmos afro-hispânicos;
energia percussiva;
exuberância festiva;
dramaticidade quase operística.
A peça tornou-se um paradigma de:
virtuosismo coletivo;
impacto concertístico;
espetáculo tímbrico.
Sua escrita evidencia o entendimento da banda como organismo de grande teatralidade sonora.
6. “Canto e Candombe”: síntese latino-americana
Entre suas obras mais emblemáticas está:
A Festival Prelude, mas sobretudo:
Canto y Candombe.
Nesta obra, Reed aproxima-se profundamente da identidade latino-americana, especialmente das tradições afro-uruguaias do candombe.
“Canto y Candombe” revela:
sensualidade rítmica;
sofisticação polirrítmica;
lirismo melancólico;
exuberância percussiva;
extraordinária exploração dos metais.
A obra possui quase uma dimensão coreográfica:
os ritmos parecem corporificados;
a percussão deixa de ser mero suporte;
o tecido musical pulsa de maneira orgânica.
O “Canto” inicial apresenta atmosfera contemplativa e quase nostálgica, enquanto o “Candombe” explode em vitalidade ritualística.
Aqui Reed demonstra:
abertura multicultural;
assimilação respeitosa de elementos folclóricos;
universalização artística da música latino-americana.
7. Alfred Reed e a estética da comunicação
Diferentemente de certos modernismos excessivamente herméticos, Alfred Reed jamais rompeu o elo com o público.
Sua música consegue conciliar:
sofisticação;
clareza;
impacto emocional;
acessibilidade.
Isso explica sua permanência:
em salas de concerto;
festivais;
concursos;
universidades;
bandas militares;
repertórios pedagógicos.
Reed entendia que a complexidade artística não precisava afastar a audiência.
8. O impacto histórico de Alfred Reed
A importância histórica de Alfred Reed para a banda sinfônica pode ser resumida em alguns pontos fundamentais:
consolidou a escrita idiomática moderna para banda;
ampliou o repertório original de concerto;
universalizou o repertório bandístico;
valorizou tradições folclóricas internacionais;
aproximou técnica e comunicação estética;
contribuiu para a legitimação acadêmica da banda sinfônica;
influenciou gerações de compositores e regentes.
Seu legado permanece vivo porque suas obras unem:
inteligência estrutural;
força expressiva;
refinamento tímbrico;
humanidade musical.
Da “First Suite” à monumentalidade multicultural de “Canto y Candombe”, Alfred Reed ajudou a transformar a banda sinfônica em um dos mais ricos e sofisticados organismos instrumentais da música contemporânea. [[Especial:Contribuições/~2026-29797-80|~2026-29797-80]] ([[Utilizador Discussão:~2026-29797-80|discussão]]) 02h34min de 19 de maio de 2026 (UTC)
== BEC - BANDA ESCOLA DE CUBATÃO, mais do que uma escola de música, uma ACADEMIA ==
O BEC – Banda Escola de Cubatão constitui-se muito mais do que uma escola livre de música: é, em sua essência, uma verdadeira academia de formação artística, humana e cultural. Com raízes profundamente ligadas à histórica Banda Sinfônica de Cubatão, o programa surgiu na década de 1980 com a missão de promover a formação, o desenvolvimento e o aperfeiçoamento de músicos destinados àquele emblemático organismo artístico, que há mais de meio século integra a identidade cultural da cidade de Cubatão.
Inicialmente voltado às áreas de sopros e percussão, o BEC expandiu gradativamente seu campo de atuação, incorporando o ensino das cordas — violino, viola, violoncelo e contrabaixo —, além do canto, da dança e do violão. Em sua constante busca pela excelência e pela diversidade artística, implementou também um importante Núcleo de Música Antiga, destinado ao suporte artístico e pedagógico do Grupo Rinascita, dedicado à pesquisa, preservação e difusão do repertório medieval e renascentista, utilizando inclusive réplicas de instrumentos históricos.
Ao longo de sua trajetória, o BEC tornou-se um dos mais relevantes polos de formação artística do país, não apenas preparando instrumentistas, cantores e bailarinos, mas também impulsionando carreiras de regentes, compositores, pesquisadores, coreógrafos, educadores e gestores culturais, muitos dos quais hoje atuam profissionalmente no Brasil e no exterior.
Sua filosofia pedagógica sempre transcendeu os limites do ensino convencional. Fundamentado na prática artística coletiva, na excelência técnica, na formação humanística e na vivência profissional cotidiana, o BEC consolidou uma metodologia singular, cuja profundidade e eficiência superam, em muitos aspectos, modelos acadêmicos tradicionais ainda presos a paradigmas por vezes estagnados e distantes das transformações contemporâneas do fazer artístico.
A interrupção abrupta de suas atividades em 2018, em decorrência de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) promovida pelo Ministério Público — medida que afetou todos os Grupos Artísticos de Cubatão — representou uma das maiores perdas culturais da história recente do município. Tal situação tornou-se ainda mais grave diante do fato de que esses organismos artísticos haviam sido reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial pela Lei Municipal nº 3.944, de 9 de outubro de 2018, legislação que, lamentavelmente, jamais foi efetivamente aplicada.
A lacuna deixada pelo BEC permanece irreparável. Entretanto, o IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão assume, em sua missão institucional, o compromisso de resgatar, preservar e projetar para o futuro esse extraordinário legado artístico, pedagógico e humanístico, reafirmando a cultura como instrumento de transformação social, identidade coletiva e esperança para as novas gerações. [[Especial:Contribuições/~2026-30072-04|~2026-30072-04]] ([[Utilizador Discussão:~2026-30072-04|discussão]]) 17h50min de 19 de maio de 2026 (UTC)
hqw0zy5agjbwgbabbud5lay47hm8p0x
Projeto Agentes de Políticas Linguísticas
0
33282
182716
182583
2026-05-19T17:33:25Z
ACorrêa (WMB)
40204
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wikitext
text/x-wiki
<big><center>'''Projeto Agentes de Políticas Linguísticas I: os linguistas'''</center></big>
A Cátedra UNESCO “Políticas Linguísticas para o Multilinguismo”, com sede na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), tem organizado várias ações, dentre elas trabalhos como este desenvolvido na disciplina de Política Linguística da UFSC. Esta disciplina é oferecida respectivamente nos cursos de graduação de Letras e no Programa de Pós-Graduação em Linguística. O objetivo deste projeto é relacionar os estudos desenvolvidos na disciplina de Política Linguística com atividades práticas. A metodologia adotada é no âmbito da proposta de curricularização da extensão. Os resultados esperados são elaboração de entrevista com linguista atuante no campo da política linguística, gravação e distribuição do material em canal do youtube e site do Grupo de Trabalho (GT) Geopolíticas do Multilinguismo, além de elaboração e postagem de verbete sobre o linguista entrevistado para a plataforma Wikipédia.
== Contexto e justificativa ==
A Cátedra UNESCO fomenta ações em diversas áreas, neste contexto, as disciplinas de Política Linguística LLV8035-06428 e LIN510025-41000145 são ofertadas no curso de graduação e pós-graduação dos cursos respectivamente de graduação em Letras e no Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Para ampliar o alcance das discussões teóricas e aplicar conceitos e problematizações elaboradas durante a disciplina, os discentes matriculados em Política Linguística no primeiro semestre de 2026 associam teoria e prática ao vincularem linguistas que atuam no âmbito da Política Linguística com disponibilização de materiais de divulgação científica em ambiente digital.
== Cronograma ==
{| class="wikitable" style="width:100%;"
! Mês
! Ação
|-
| março
| Orientações gerais
|-
| abril
| Envio de e-mail convite
|-
| abril
| Confirmação do aceite
|-
| maio
| Marcar entrevista
|-
| maio
| Leitura sobre bibliografia elaborada pelo linguista escolhido
|-
| maio
| Formação online básica sobre uso de Wikipédia
|-
| maio
| Abrir uma conta na Wikipédia
|-
| maio
| Apresentação de um texto do linguista em sala de aula
|-
| maio/junho
| Elaboração de roteiro de perguntas
|-
| maio/junho
| Elaborar entrevistas gravadas em plataforma online
|-
| maio/junho
| Preenchimento de formulário de autorização uso imagem e som
|-
| julho
| Postagem do vídeo no canal do youtube do GT
|-
| junho/julho
| Postagem da entrevista no site do GT
|-
| julho
| Elaboração e postam de verbete na Wikipédia
|}
== Materiais recomendados ==
[[File:Wikipédia de A a Z.pdf|thumb|right|Brochura A Wikipédia de A a Z]]
* [https://www.youtube.com/watch?v=gsDM0qbqoS8 A comunidade por trás da Wikipédia]
* [https://www.youtube.com/watch?v=VJn6jgpvaD8 Tutorial de como criar uma conta na Wikipédia]
* [https://www.youtube.com/watch?v=AK55LAZwn-Q As principais regras para você saber antes de editar na Wikipédia]
* [https://www.youtube.com/watch?v=ILAbjMkjfac A importância do livro de estilo para editar na Wikipédia]
* [https://www.youtube.com/watch?v=nj495yuzG8g Como utilizar página de testes na Wikipédia]
* [https://www.youtube.com/watch?v=yHlC0WcsBjM Como criar e editar a sua página de usuário]
* [https://www.youtube.com/watch?v=KayPj7qNETQ Como publicar o conteúdo da página de testes no domínio principal da Wikipédia ]
* [https://www.youtube.com/watch?v=1LmNQyzTvkk Como adicionar referências em um artigo na Wikipédia]
* [https://www.youtube.com/watch?v=1LmNQyzTvkk Como utilizar as imagens do Wikimedia Commons na Wikipédia]
* [https://www.youtube.com/watch?v=xMG6mbTM3kk Diferenças entre um artigo acadêmico e um artigo enciclopédico]
== Entrevistas ==
Os arquivos das entrevistas estarão na categoria [[c:Category:Projeto Agentes de Políticas Linguísticas|Projeto Agentes de Políticas Linguísticas]] do Wikimedia Commons.
[https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=Special:UploadWizard&descriptionlang=pt&categories=Projeto_Agentes_de_Pol%C3%ADticas_Lingu%C3%ADsticas '''Clique aqui para carregar o arquivo da entrevista na categoria correta no Wikimedia Commons.''']
== Verbetes de referência ==
Abaixo há uma lista de verbetes [[w:WP:AD|destacados]] na Wikipédia lusófona. São verbetes maiores e extensos, considerados os melhores verbetes da Wikipédia.
* [[Ficheiro:Cscr-featured1.svg|20px|Esta estrela simboliza os artigos destacados da Wikipédia]] [[w:Mary van Kleeck|Mary van Kleeck]]
* [[Ficheiro:Cscr-featured1.svg|20px|Esta estrela simboliza os artigos destacados da Wikipédia]] [[w:Emma Goldman|Emma Goldman]]
* [[Ficheiro:Cscr-featured1.svg|20px|Esta estrela simboliza os artigos destacados da Wikipédia]] [[w:Castro Alves|Castro Alves]]
== Verbetes produzidos ==
Aqui está a lista de verbetes na Wikipédia produzidos na disciplina (a preencher).
* ...
9vfv1m4e9w1svfz2o3qci4oz9v4zukh
CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Axiomas de Adição;
0
33325
182701
2026-05-19T13:07:10Z
Cicero Farias - UFCA
44296
Adicionei os axiomas de adição no conjunto dos números inteiros.
182701
wikitext
text/x-wiki
== Axiomas de Adição ==
Para quaisquer a, b e c ∈ ℤ, temos que:
* a + b = b + a (comutatividade);
* a + (b + c) = (a + b) + c (associatividade);
* a + 0 = 0 + a = a (existência do elemento neutro);
* a + (-a) = 0 (existênciao do simétrico de ''a'', isto é, um elemento que, ao ser somado a ''a'' resulta em 0).
Com estes elementos, podemos realizar as operações usuais nos conjuntos estudados na disciplina (ℤ e ℕ).
4p676oea0z9ai2agazpoj5x16o4snbs
CCT-UFCA/Ciência da Computação/Redes de Computadores/Protocolo TCP/IP
0
33326
182706
2026-05-19T13:34:32Z
~2026-29974-55
44290
[[Ajuda:SEA|←]] nova página: Adicionar conteúdo
182706
wikitext
text/x-wiki
Adicionar conteúdo
0ieadkgdcv1atuy2ptbmdey46ygq4sy
CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Teoria dos Números/Divisibilidade
0
33327
182707
2026-05-19T13:36:05Z
Cicero Farias - UFCA
44296
Explicação sobre divisibilidade, enunciado e demonstração do Teorema de Eudoxius (Propriedade Arquimediana).
182707
wikitext
text/x-wiki
== Divisibilidade ==
Dados a, b ∈ ℤ, dizemos que b|a se existir um elemento q ∈ ℤ tal que a = bq.
Exemplos:
2|8, pois existe um inteiro ''q'' que, ao ser multiplicado por 2, resulta em 8. Tal ''q'' é facilmente verificável como sendo 4, visto que 8 = 2 × 4.
5|45, pois 45 = 5 × 15.
31|499999, pois 499999 = 31 × 127<sup>2</sup>.
99 ∤ 100, pois ∄ ''q'' ∈ ℤ : 99q = 100.
== Teorema de Eudoxius (Propriedade Arquimediana dos Inteiros) ==
No livro "Introdução à Teoria dos Números" do matemático brasileiro José Plínio, é constatado que este teorema é erroneamente atribuito a Arquimedes, quando, na verdade, fora descoberto por Eudoxius. Além deste fato curioso, é importante ressaltar que, a depender do contexto, o Teorema de Eudoxius pode ser interpretado como um Axioma, fazendo desnecessária sua demonstração. Ei-lo aqui:
====== Teorema: Dados a, b ∈ ℤ, com b ≠ 0, ∃ q ∈ ℤ : qb ≤ a < (q+1)b, se b > 0 e qb ≤ a < (-1)b, se b < 0. ======
Dem.: Considere S := {a - kb : a - kb ≥ 0, k ∈ ℤ}.
Afirmação: S ≠ ∅.
Se b > 0 (i), considere os seguintes casos:
* a > 0. Se a > 0, então k := 0. Assim, a - kb = a > 0 => S ≠ ∅.
* a = 0. Se a = 0, então k := -1. Assim, a - kb = 0 - kb = b > 0 => S ≠ ∅.
* a < 0. Se a < 0, então k = a. Assim, a - kb = a - ab = a(1-b). Pela hipótese (i), b > 0 => b ≥ 1 => 1 - b ≤ 0 => a(1-b) ≥ 0, pois a < 0 e 1 - b < 0 (uma multiplicação de elementos negativos). Poderíamos interpretar como o simétrico do simétrico na reta dos inteiros, que é definido como o próprio elemento.
Desta forma, garantimos que S ≠ ∅.
(O caso b < 0 é deixado como exercício. Dica: considere |b|. Assim, já garantirá a existência de um k inteiro pela parte anterior da demonstração. O restante é manipulação algébrica).
== O Algoritmo da Divisão ==
Será feito em breve.
keoagt3bxenmv6ugxc3o3xxxizkge1m
182709
182707
2026-05-19T13:54:12Z
Cicero Farias - UFCA
44296
Correção na demonstração do teorema.
182709
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text/x-wiki
== Divisibilidade ==
Dados a, b ∈ ℤ, dizemos que b|a se existir um elemento q ∈ ℤ tal que a = bq.
Exemplos:
2|8, pois existe um inteiro ''q'' que, ao ser multiplicado por 2, resulta em 8. Tal ''q'' é facilmente verificável como sendo 4, visto que 8 = 2 × 4.
5|45, pois 45 = 5 × 15.
31|499999, pois 499999 = 31 × 127<sup>2</sup>.
99 ∤ 100, pois ∄ ''q'' ∈ ℤ : 99q = 100.
== Teorema de Eudoxius (Propriedade Arquimediana dos Inteiros) ==
No livro "Introdução à Teoria dos Números" do matemático brasileiro José Plínio, é constatado que este teorema é erroneamente atribuito a Arquimedes, quando, na verdade, fora descoberto por Eudoxius. Além deste fato curioso, é importante ressaltar que, a depender do contexto, o Teorema de Eudoxius pode ser interpretado como um Axioma, fazendo desnecessária sua demonstração. Ei-lo aqui:
====== Teorema: Dados a, b ∈ ℤ, com b ≠ 0, ∃ q ∈ ℤ : qb ≤ a < (q+1)b, se b > 0 e qb ≤ a < (-1)b, se b < 0. ======
Dem.: Considere S := {a - kb : a - kb ≥ 0, k ∈ ℤ}.
Afirmação: S ≠ ∅.
Se b > 0 (i), considere os seguintes casos:
* a > 0. Se a > 0, então k := 0. Assim, a - kb = a > 0 => S ≠ ∅.
* a = 0. Se a = 0, então k := -1. Assim, a - kb = 0 - kb = b > 0 => S ≠ ∅.
* a < 0. Se a < 0, então k = a. Assim, a - kb = a - ab = a(1-b). Pela hipótese (i), b > 0 => b ≥ 1 => 1 - b ≤ 0 => a(1-b) ≥ 0, pois a < 0 e 1 - b < 0 (uma multiplicação de elementos negativos). Poderíamos interpretar como o simétrico do simétrico na reta dos inteiros, que é definido como o próprio elemento.
Desta forma, garantimos que S ≠ ∅.
(O caso b < 0 é deixado como exercício. Dica: considere |b|. Assim, já garantirá a existência de um k inteiro pela parte anterior da demonstração. O restante é manipulação algébrica).
Agora, como sabemos que S é não vazio e possui uma interseção com o conjunto dos números naturais, utilizamos o Princípio da Boa Ordenação (PBO).
O PBO afirma que todo subconjunto não vazio dos naturais possui um elemento mínimo.
Definamos tal elemento como a - qb.
Note que a - qb < b, do contrário, teríamos que a - qb - b ≥ 0 => a - qb - b = a - (q+1)b ∈ S. Todavia, a - (q+1)b < a - qb, o que é absurdo, pois o menor elemento de S é a - qb. Portanto, qb ≤ a < (q+1)b, como queríamos demonstrar.
== O Algoritmo da Divisão ==
Será feito em breve.
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Programa de Wiki-Educação em Fonoaudiologia
0
33328
182708
2026-05-19T13:39:59Z
Ana Beatriz Urbano
44176
Programa de educação voltado para a Fonoaudiologia e motricidade orofacial
182708
wikitext
text/x-wiki
== Programa de Wiki-Educação em Fonoaudiologia ==
* '''Nome do professor responsável:''' Ana Beatriz Urbano Guerra
* '''Área temática do projeto:''' Ciências da Saúde / Fonoaudiologia / Motricidade Orofacial
* '''Projetos Wikimedia envolvidos:''' Wikipédia (verbete textual) e Wikimedia Commons (mídias, imagens e diagramas)
* '''Número de estudantes participantes:''' 20 estudantes
== Estrutura do projeto: ==
'''<big>Resumo do programa de extenção:</big>'''
Este programa de extensão universitária visa integrar a divulgação científica e a promoção da saúde por meio da edição de conteúdos sobre Motricidade Orofacial (MO) nos projetos Wikimedia. Os estudantes de Fonoaudiologia serão capacitados para identificar lacunas de informação, revisar a literatura científica e traduzir o conhecimento acadêmico em uma linguagem simples e acessível para as demais pessoas. Por meio da edição e criação de verbetes na Wikipédia, além do carregamento de mídias ilustrativas no Wikimedia Commons, o projeto busca democratizar o acesso a informações confiáveis sobre funções estomatognáticas, testes clínicos e tratamentos fonoaudiológicos, combatendo as diversas informações errôneas que são divulgadas sobre a fonoaudiologia, e especificamente a área da motricidade orofacial.
=== Objetivos do programa de extensão ===
O programa tem como objetivo central desenvolver nos estudantes a habilidade de escrita científica adaptada ao público leigo, o pensamento crítico na seleção de fontes baseadas em evidências e o domínio técnico das ferramentas de edição colaborativa digital. Visando consolidar o aprendizado teórico-prático em Motricidade Orofacial ao transformá-lo em responsabilidade social e extensão comunitária.
Para avaliar o sucesso da proposta, estabelecem-se as seguintes projeções de métricas quantitativas:
* Artigos criados ou significativamente melhorados: 5 verbetes na Wikipédia em português.
* Mídias inseridas: Pelo menos 8 imagens, infográficos ou diagramas autorais ou de domínio público carregados no Wikimedia Commons.
* Fontes de qualidade: Inclusão de pelo menos 25 novas referências bibliográficas de alto impacto (artigos indexados, livros da área e diretrizes da SBFa).
=== Metodologia do programa de extensão ===
A metodologia será pautada na aprendizagem baseada em projetos e no design instrucional da comunidade Wikimedia, utilizando a plataforma Programs & Events Dashboard para o acompanhamento em tempo real das edições. O projeto será desenvolvido em formato híbrido, alternando oficinas práticas de letramento digital com períodos de pesquisa autônoma e de revisão por grupos.
Para alcançar os objetivos, os alunos ficarão distribuídos em grupos de em grupos pequenos de 4 alunos, que serão divididos por afinidade temática (ex: mastigação/deglutição, teste do frênulo lingual, DTM, fonoaudiologia estética). O papel do professor será o de facilitador e revisor técnico, orientando a transposição da linguagem acadêmica para o formato enciclopédico, assegurando que os critérios de neutralidade e verificabilidade da Wikipédia sejam cumpridos antes da publicação definitiva no domínio principal.
=== Atividades a serem desenvolvidas ===
As atividades acadêmicas e técnicas serão distribuídas de forma cronológica ao longo do programa, conforme o detalhamento a seguir:
# Apresentação e Sensibilização: Aula inaugural para contextualizar a importância da extensão universitária na Wikipédia, divisão dos grupos de trabalho e mapeamento inicial de verbetes sobre Motricidade Orofacial que necessitam de melhorias ou criação.
# Capacitação Técnica (Oficina de Edição Básica): Realização de um treinamento prático focado nas regras pilares da Wikipédia (Ponto de Vista Neutro, Verificabilidade e Proibição de Pesquisa Inédita). Nesta etapa, os estudantes criarão suas contas de usuário, aprenderão a utilizar o Editor Visual e farão o primeiro teste de edição em suas respectivas "Páginas de Testes".
# Oficina de Wikimedia Commons e Direitos Autorais: Instrução sobre a busca e o carregamento de imagens e infográficos de licença livre, compreendendo as regras de direitos autorais para ilustrar de forma anatômica e clínica os verbetes de saúde.
# Levantamento Bibliográfico: Período dedicado à pesquisa em bases de dados (como SciELO e PubMed) e livros-texto de fonoaudiologia para a estruturação do embasamento teórico que sustentará as edições.
# Rascunhos e Revisão por Pares: Escrita colaborativa dos textos no ambiente de testes. Os grupos revisarão os textos uns dos outros para garantir clareza, acessibilidade linguística e adequação aos critérios de relevância da plataforma.
# Validação Técnica: Revisão final do conteúdo científico por parte do professor responsável para assegurar a precisão das informações de saúde antes da publicação.
# Maratona de Edição (Editatona): Evento síncrono de fechamento onde os estudantes realizam a transposição dos rascunhos aprovados para o domínio principal da Wikipédia, publicando oficialmente as melhorias e novos artigos para a sociedade.
# Avaliação de Impacto: Análise conjunta dos dados gerados pelo Dashboard do projeto (número de visualizações, artigos criados e conteúdos adicionados) para mensurar o alcance social do programa.
r6xdhfzmuskmd63ueaba39vbg905izx
Utilizador:MARIA BEATRIZ ALMEIDA BUENO DE GODOY
2
33329
182710
2026-05-19T16:03:47Z
MARIA BEATRIZ ALMEIDA BUENO DE GODOY
44300
User has enrolled in [[Wikiversidade:Outreach_Dashboard/CEPID_NeuroMat/Introdução_ao_Jornalismo_Científico]].
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text/x-wiki
{{Editor participante | course = [[Wikiversidade:Outreach_Dashboard/CEPID_NeuroMat/Introdução_ao_Jornalismo_Científico]] | slug = CEPID_NeuroMat/Introdução_ao_Jornalismo_Científico }}
5grfw3a3sk7jomc141tgyum72ftab0y
Utilizador Discussão:MARIA BEATRIZ ALMEIDA BUENO DE GODOY
3
33330
182711
2026-05-19T16:03:47Z
MARIA BEATRIZ ALMEIDA BUENO DE GODOY
44300
adding {{Discussão de usuário do outreachdashboard.wmflabs.org}}
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text/x-wiki
{{Discussão de usuário do outreachdashboard.wmflabs.org | course = [[Wikiversidade:Outreach_Dashboard/CEPID_NeuroMat/Introdução_ao_Jornalismo_Científico]] | slug = CEPID_NeuroMat/Introdução_ao_Jornalismo_Científico }}
2wid2k5a2pmk14vcj5f25jujdy0ry22
Utilizador:Maria Eduarda Bolis Brusco
2
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182715
2026-05-19T17:28:51Z
Maria Eduarda Bolis Brusco
44304
[[Ajuda:SEA|←]] nova página: Amália Maria Vera- Cruz de Melo Lopes
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text/x-wiki
Amália Maria Vera- Cruz de Melo Lopes
b0iaw72pqftj2obymjwokdqd1d9l56e
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2026-05-19T17:47:50Z
Maria Eduarda Bolis Brusco
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text/x-wiki
Bem vindos à minha página!
Sou brasileira, estudante de Letras - Língua Portuguesa e Literaturas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
m1lsc52ziqtsuw9yefm6q3te3eaxn3f
Tecnopolíticas urbanas - 2026
0
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182718
2026-05-19T17:45:54Z
Rodrigo Firmino
30787
[[Ajuda:SEA|←]] nova página: == <big>Sobre</big> == Disciplina eletiva do Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana (PPGTU) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) destinada a estudantes de mestrado e doutorado desta e outras instituições (ouvintes). Áreas de interesse: arquitetura e urbanismo, planejamento urbano, comunicação, geografia, sociologia, e outras disciplinas das ciências sociais e humanas. Responsáveis: Rodrigo Firmino, Gilberto Vieira e Thiago...
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text/x-wiki
== <big>Sobre</big> ==
Disciplina eletiva do Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana (PPGTU) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) destinada a estudantes de mestrado e doutorado desta e outras instituições (ouvintes). Áreas de interesse: arquitetura e urbanismo, planejamento urbano, comunicação, geografia, sociologia, e outras disciplinas das ciências sociais e humanas.
Responsáveis: Rodrigo Firmino, Gilberto Vieira e Thiago Vasconcelos
Convidados(as): ?
== <big>Local e período</big> ==
Onde: PPGTU/PUCPR, Campus Curitiba. Escola de Belas Artes, Bloco 2, 2o andar. Em razão da pandemia do novo coronavírus, as aulas para o ano de 2021 serão realizadas no ambiente digital (divulgado após confirmação das inscrições).
Quando: 2<sup>o</sup> semestre de 2021, 10 sessões, normalmente às '''terças-feiras''', das 9h30 às 12h30, com exceção das aulas 1, 2 e 10, que ocorrerão às '''quartas-feiras'''.
Carga horária: 30 horas (mestrado) e 45 horas (doutorado).
== <big>Ementa e objetivos</big> ==
A cidade como um artefato tecnológico é o fundamento desta disciplina. Para a discussão desse fundamento, a disciplina visa compreender as relações entre as transformações tecnológicas, a organização do espaço urbano, e as consequências para diferentes grupos sociais em termos de gênero, raça, e classe. A primeira abordagem de base da disciplina será a construção social das tecnologias, que considera a explicação do desenvolvimento científico e tecnológico como construção social e histórica. Este conteúdo será integrado a um segundo tipo de abordagem que trata da formação, compreensão e descrição de redes sociotécnicas, que permitem entender as relações entre diferentes atores de naturezas distintas (políticas, objetos, tecnologias) na formação da cidade como um conglomerado de artefatos tecnológicos.
== <big>Conteúdo</big> ==
* Ciência, tecnologia e sociedade (CTS) e sociologia da tecnologia;
* Redes sociotécnicas e tecnopolítica;
* Tecnologias e cidades;
* Dados e algoritmos como mediação urbana;
* Projetos e contra-projetos (opressão e resistência).
== <big>Metodologia de aprendizagem</big> ==
* Aulas expositivas;
* Seminários;
* Discussões em mesas redondas;
* Trabalho de campo.
== <big>Avaliação</big> ==
* Frequência mínima: 75%;
* Seminários em equipe;
* Trabalho dissertativo em duplas;
* Resenha crítica (apenas doutorado).
==== Composição da nota ====
* Mestrado: seminário (30%) + trabalho dissertativo (70%)
* Doutorado: seminário (20%) + trabalho dissertativo (70%) + resenha (10%)
==== Seminário ====
Cada equipe escolherá um arranjo sociotécnico urbano (que envolva um ou mais artefatos tecnológicos), e fará uma análise socioconstrutivista, abordando suas origens, ramificações e possibilidades futuras para a cidade, bem como características de opressão, racialização e assimetrias de poder. O trabalho deverá ser em formato pecha kucha, ou seja, obrigatoriamente 20 slides com 20 segundos cada um, em progressão automática (total 6:40 minutos). '''Entrega e apresentação: 01/12/2021'''.
==== Trabalho dissertativo ====
A ser realizado em duplas. Trabalho de pesquisa sobre processos tecnológicos ou infraestruturas urbanas (arranjos sociotécnicos), investigando as relações entre cidades e tecnologias do ponto de vista socioconstrutivista, tendo como perspectiva uma reflexão baseada em propostas de contra-projeto libertário (contra-opressor). O exercício deve resultar em um texto com no máximo 3.000 palavras, podendo respeitar as seguintes fases de desenvolvimento: (a) escolha do objeto de pesquisa (pode estar relacionado com o trabalho de campo realizado em aula), que envolve um arranjo sociotécnico (considerando um ou mais artefatos tecnológicos); (b) definição do protocolo de pesquisa para este objeto (metodologia e abordagens ao objeto de pesquisa, envolvendo perguntas de pesquisa, fontes de informação, organização das evidências/dados e tópicos de análise); © coleta de informações, organização e análise dos dados e evidências; (d) elaboração do documento analítico baseado na teoria SCOT (''social construction of technologies'') e/ou ANT (''actor-network theory''), com descrição da situação (objeto da pesquisa) e detalhamento do mapeamento da controvérsia; (e) arrazoado sobre possibilidade de contra-projeto libertário (contra-opressor), com descrição mínima de suas características. '''Entrega: 20/12/2021'''.
==== Resenha crítica (apenas doutorado) ====
Doutorandos/as deverão complementar sua carga horária com a realização de uma resenha crítica (entre 1.000 e 2.000 palavras) a partir de no mínimo 3 artigos selecionados sobre o tema da disciplina (a relação entre cidades e sistemas tecnológicos). A resenha deve basear-se nos artigos e resultar em ensaio crítico sobre o(s) tema(s) abordado(s) pelos artigos, suas inter-relações, etc. '''Entrega: 20/12/2021'''.
Observação: Os textos do trabalho dissertativo e da resenha crítica deverão ser entregues em PDF, e devem respeitar os limites de palavras, incluindo título e bibliografia.
== <big>Programação</big> ==
'''Aula 1, quarta-feira 15/09/2021 (Rodrigo Firmino e Fábio Duarte)'''
* Apresentação da disciplina, contexto e programação.
* Tecnologia como princípio teórico.
Marx, Leo (2010). Technology: the emergence of a hazardous concept. ''Technology and Culture'', 51(3): 561-577. Acesso
Latour, Bruno (1994). On technical mediation. ''Common Knowledge'', 3(2): 29-64. Acesso (disponível em espanhol, aqui)
'''Aula 2, quarta-feira 22/09/2021 (Rodrigo Firmino)'''
* Construção Social das Tecnologias. Bicicletas como tecnologia feminista.
Pinch, Trevor; Bijker, Wiebe (1984). The Social Construction of Facts and Artefacts: or How the Sociology of Science and the Sociology of Technology might Benefit each Other. ''Social Studies of Science'', 14, 399-441. Acesso
'''Aula 3, terça-feira 28/09/2021 (Rodrigo Firmino)'''
* Tecnologia como artefato político. Artefato e segregação.
* Plano e Cidade: construção social de fatos e artefatos urbanos.
Winner, Langdon. Artefatos têm Política? (tradução Fernando Manso). “Do artifacts have politics?” In. ''The Whale and the Reactor: a search for limits in an Age of High Technology''. Chicago: The University of Chicago Press, p.19-39. Acesso
Aibar, Eduardo; Bijker, Wiebe (1997). Constructing a City: The Cerdà Plan for the Extension of Barcelona. ''Science, Technology, & Human values'', 22(1): 3-30. Acesso
'''Aula 4, terça-feira 05/10/2021 (Rodrigo Gonzatto)'''
* Greve projeta apps? "Usuários" no projeto para-si de tecnologias na cidade.
Hernández, Maria C. Ibarra; Ribeiro, Rita (2014). O design e a valorização do vernacular ou de práticas realizadas por não-designers. In: 11º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, ''Blucher Design Proceedings''. Acesso
Gonzatto, Rodrigo Freese (2018). Utentes como produtores de tecnologias computacionais (seção 3.5.3) In: Gonzatto, Rodrigo Freese. Usuários e Produção da Existência: contribuições de Álvaro Vieira Pinto e Paulo Freire à Interação Humano-Computador. ''Tese'' (Doutorado em Tecnologia e Sociedade) – PPGTE (UTFPR), p.219-228. Acesso
Vídeo: Paulo Roberto da Silva Lima (Galo). ‘Entregador Antifascista' critica precarização do trabalho e omissão de veículos da imprensa. Folha de S. Paulo [Youtube]. Acesso
'''Aula 5, terça-feira 19/10/2021 (Fábio Duarte) - início às 9h00'''
* Transporte urbano: uma questão racial.
Crockett, Karilyn (2018). "Introduction". In: ''People before highways: Boston Activists, Urban Planners, and a New Movement for City Making''. University of Massachusetts Press: 1-18. Acesso
Archer, Deborah (2020). White men's roads through black men's homes: advancing racial equity through highway reconstruction. ''Vanderbilt Law Review'', 23(5): 1259-1330. Acesso
Albergaria, Rafaela; Martins, João P.; Mihessen, Vitor (2019). ''Não foi em vão: desigualdade e segurança nos trens metropolitanos do Rio de Janeiro''. Rio de Janeiro: Fundação Heinrich Böll. Acesso
'''Aula 6, terça-feira 26/10/2021 (Andres Luque-Ayala e Paula Pereira)'''
* "Sistemas operacionais urbanos", uma perspetiva crítica do "urbanismo inteligente".
Luque-Ayala, Andres; Marvin, Simon (2020). Prediction: The City as a Calculative Machine. In: Andres Luque-Ayala and Simon Marvin (2020). ''Urban Operating Systems: producing the computacional city''. Cambridge: MIT Press, p.129-148. Acesso
* Regimes de saber e de temporalidade algorítmica.
Pereira, Paula (2021). Performatividade, correlacionismo e probabilização do futuro: a ordem das coisas na era do algoritmo. ''Dobras'', 42, 12 de março de 2021. Acesso
Rouvroy, Antoinette; Berns, Thomas (2015). Governamentalidade algorítmica e perspectivas de emancipação: o díspar como condição de individuação pela relação? ''Revista Eco Pós'', 18(2): 36-56. Acesso
'''Aula 7, terça-feira 09/11/2021 (Nina Desgranges e Thiane Neves)'''
* Cidades, dados e plataformas digitais.
Barns, Sarah (2020). Re-engineering the City: Platform Ecosystems and the Capture of Urban Big Data 2003, ''Front. Sustain. Cities'', 2(32). Acesso
* Raça, gênero e algoritmos.
Neves, Thiane (2020). Estamos em marcha! Escrevivendo, agindo e quebrando códigos. In: Tarcízio Silva (Org.) (2020). ''Comunidades, Algoritmos e Ativismos Digitais: olhares afrodiaspóricos''. São Paulo: LiteraRUA. Acesso
Carrera, Fernanda; Carvalho, Denise (2020). Algoritmos racistas: a hiper-ritualização da solidão da mulher negra em bancos de imagens digitais. ''Galáxia'', 43: 99-114. Acesso
'''Aula 8, terça-feira 16/11/2021 (Henrique Parra e Debora Pio)'''
* Alternativas, resistências e a tecnopolítica do comum.
Parra, Henrique (2019). Laboratório do comum: protótipos, reticulação e potência da situação. doispontos, 16(3): 111-120. Acesso
* Dados e narrativas territorializadas
Firmino, Rodrigo; Pio, Débora; Vieira, Gilberto (2020). Revolução periférica dos dados em tempos de pandemia global. ''Revista de Morfologia Urbana'', 8(1): e00156. Acesso
'''Aula 9, terça-feira 23/11/2021 (Fred van Amstel) - início às 9h00'''
* Colonização e descolonização infraestrutural no espaço urbano
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2021). A fumaça digital: inversão infraestrutural do COVID-19 pela perspectiva Yanomami, ''International Journal of Engineering, Social Justice and Peace'', 8(1): 61-77. Acesso
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2019). Infraestruturando identidades visuais livres em coletivos autogestionários. In ''Anais do 9o Congresso Internacional de Design da Informação/Proceedings of the 9th Information Design International Conference| CIDI''. Acesso
'''Aula 10, quarta-feira 01/12/2021 (Rodrigo Firmino)'''
* Seminários temáticos em equipe (pecha kucha), comentários e avaliação coletiva.
== <big>Bibliografia</big> ==
Aibar, Eduardo; Bijker, Wiebe (1997). Constructing a City: The Cerdà Plan for the Extension of Barcelona. ''Science, Technology, & Human values'', 22(1): 3-30. Acesso
Albergaria, Rafaela; Martins, João P.; Mihessen, Vitor (2019). ''Não foi em vão: desigualdade e segurança nos trens metropolitanos do Rio de Janeiro''. Rio de Janeiro: Fundação Heinrich Böll. Acesso
Archer, Deborah (2020). White men's roads through black men's homes: advancing racial equity through highway reconstruction. ''Vanderbilt Law Review'', 23(5): 1259-1330. Acesso
Barns, Sarah (2020). Re-engineering the City: Platform Ecosystems and the Capture of Urban Big Data 2003, ''Front. Sustain. Cities'', 2(32). Acesso
Carrera, Fernanda; Carvalho, Denise (2020). Algoritmos racistas: a hiper-ritualização da solidão da mulher negra em bancos de imagens digitais. ''Galáxia'', 43: 99-114. Acesso
Crockett, Karilyn (2018). "Introduction". In: ''People before highways: Boston Activists, Urban Planners, and a New Movement for City Making''. University of Massachusetts Press: 1-18. Acesso
Firmino, Rodrigo; Pio, Débora; Vieira, Gilberto (2020). Revolução periférica dos dados em tempos de pandemia global. ''Revista de Morfologia Urbana'', 8(1): e00156. Acesso
Gonzatto, Rodrigo Freese (2018). Utentes como produtores de tecnologias computacionais (seção 3.5.3) In: Gonzatto, Rodrigo Freese. Usuários e Produção da Existência: contribuições de Álvaro Vieira Pinto e Paulo Freire à Interação Humano-Computador. ''Tese'' (Doutorado em Tecnologia e Sociedade) – PPGTE (UTFPR), p.219-228. Acesso
Hernández, Maria C. Ibarra; Ribeiro, Rita (2014). O design e a valorização do vernacular ou de práticas realizadas por não-designers. In: 11º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, ''Blucher Design Proceedings''. Acesso
Latour, Bruno (1994). On technical mediation. ''Common Knowledge'', 3(2): 29-64. Acesso (disponível em espanhol, aqui)
Luque-Ayala, Andres; Marvin, Simon (2020). Prediction: The City as a Calculative Machine. In: Andres Luque-Ayala and Simon Marvin (2020). ''Urban Operating Systems: producing the computacional city''. Cambridge: MIT Press, p.129-148. Acesso
Marx, Leo (2010). Technology: the emergence of a hazardous concept. ''Technology and Culture'', 51(3): 561-577. Acesso
Neves, Thiane (2020). Estamos em marcha! Escrevivendo, agindo e quebrando códigos. In: Tarcízio Silva (Org.) (2020). ''Comunidades, Algoritmos e Ativismos Digitais: olhares afrodiaspóricos''. São Paulo: LiteraRUA. Acesso
Parra, Henrique (2019). Laboratório do comum: protótipos, reticulação e potência da situação. doispontos, 16(3): 111-120. Acesso
Pereira, Paula (2021). Performatividade, correlacionismo e probabilização do futuro: a ordem das coisas na era do algoritmo. ''Dobras'', 42, 12 de março de 2021. Acesso
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2021). A fumaça digital: inversão infraestrutural do COVID-19 pela perspectiva Yanomami, ''International Journal of Engineering, Social Justice and Peace'', 8(1): 61-77. Acesso
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2019). Infraestruturando identidades visuais livres em coletivos autogestionários. In ''Anais do 9o Congresso Internacional de Design da Informação/Proceedings of the 9th Information Design International Conference| CIDI''. Acesso
Pinch, Trevor; Bijker, Wiebe (1984). The Social Construction of Facts and Artefacts: or How the Sociology of Science and the Sociology of Technology might Benefit each Other. ''Social Studies of Science'', 14, 399-441. Acesso
Rouvroy, Antoinette; Berns, Thomas (2015). Governamentalidade algorítmica e perspectivas de emancipação: o díspar como condição de individuação pela relação? ''Revista Eco Pós'', 18(2): 36-56. Acesso
Winner, Langdon. Artefatos têm Política? (tradução Fernando Manso). “Do artifacts have politics?” In. ''The Whale and the Reactor: a search for limits in an Age of High Technology''. Chicago: The University of Chicago Press, p.19-39. Acesso
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2026-05-19T18:12:21Z
Rodrigo Firmino
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wikitext
text/x-wiki
= Tecnopolíticas Urbanas: ??? =
== <big>Sobre</big> ==
Disciplina eletiva do Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana (PPGTU) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) destinada a estudantes de mestrado e doutorado desta e outras instituições (ouvintes). Áreas de interesse: arquitetura e urbanismo, planejamento urbano, comunicação, geografia, sociologia, e outras disciplinas das ciências sociais e humanas.
Responsáveis: Rodrigo Firmino, Gilberto Vieira e Thiago Vasconcelos
Convidados(as): ?
== <big>Local e período</big> ==
Onde: PPGTU/PUCPR, Campus Curitiba. Escola de Belas Artes, Bloco 2, 2o andar. Em razão da pandemia do novo coronavírus, as aulas para o ano de 2021 serão realizadas no ambiente digital (divulgado após confirmação das inscrições).
Quando: 2<sup>o</sup> semestre de 2021, 10 sessões, normalmente às '''terças-feiras''', das 9h30 às 12h30, com exceção das aulas 1, 2 e 10, que ocorrerão às '''quartas-feiras'''.
Carga horária: 30 horas (mestrado) e 45 horas (doutorado).
== <big>Ementa e objetivos</big> ==
A cidade como um artefato tecnológico é o fundamento desta disciplina. Para a discussão desse fundamento, a disciplina visa compreender as relações entre as transformações tecnológicas, a organização do espaço urbano, e as consequências para diferentes grupos sociais em termos de gênero, raça, e classe. A primeira abordagem de base da disciplina será a construção social das tecnologias, que considera a explicação do desenvolvimento científico e tecnológico como construção social e histórica. Este conteúdo será integrado a um segundo tipo de abordagem que trata da formação, compreensão e descrição de redes sociotécnicas, que permitem entender as relações entre diferentes atores de naturezas distintas (políticas, objetos, tecnologias) na formação da cidade como um conglomerado de artefatos tecnológicos.
== <big>Conteúdo</big> ==
* Ciência, tecnologia e sociedade (CTS) e sociologia da tecnologia;
* Redes sociotécnicas e tecnopolítica;
* Tecnologias e cidades;
* Dados e algoritmos como mediação urbana;
* Projetos e contra-projetos (opressão e resistência).
== <big>Metodologia de aprendizagem</big> ==
* Aulas expositivas;
* Seminários;
* Discussões em mesas redondas;
* Trabalho de campo.
== <big>Avaliação</big> ==
* Frequência mínima: 75%;
* Seminários em equipe;
* Trabalho dissertativo em duplas;
* Resenha crítica (apenas doutorado).
==== Composição da nota ====
* Mestrado: seminário (30%) + trabalho dissertativo (70%)
* Doutorado: seminário (20%) + trabalho dissertativo (70%) + resenha (10%)
==== Seminário ====
Cada equipe escolherá um arranjo sociotécnico urbano (que envolva um ou mais artefatos tecnológicos), e fará uma análise socioconstrutivista, abordando suas origens, ramificações e possibilidades futuras para a cidade, bem como características de opressão, racialização e assimetrias de poder. O trabalho deverá ser em formato pecha kucha, ou seja, obrigatoriamente 20 slides com 20 segundos cada um, em progressão automática (total 6:40 minutos). '''Entrega e apresentação: 01/12/2021'''.
==== Trabalho dissertativo ====
A ser realizado em duplas. Trabalho de pesquisa sobre processos tecnológicos ou infraestruturas urbanas (arranjos sociotécnicos), investigando as relações entre cidades e tecnologias do ponto de vista socioconstrutivista, tendo como perspectiva uma reflexão baseada em propostas de contra-projeto libertário (contra-opressor). O exercício deve resultar em um texto com no máximo 3.000 palavras, podendo respeitar as seguintes fases de desenvolvimento: (a) escolha do objeto de pesquisa (pode estar relacionado com o trabalho de campo realizado em aula), que envolve um arranjo sociotécnico (considerando um ou mais artefatos tecnológicos); (b) definição do protocolo de pesquisa para este objeto (metodologia e abordagens ao objeto de pesquisa, envolvendo perguntas de pesquisa, fontes de informação, organização das evidências/dados e tópicos de análise); © coleta de informações, organização e análise dos dados e evidências; (d) elaboração do documento analítico baseado na teoria SCOT (''social construction of technologies'') e/ou ANT (''actor-network theory''), com descrição da situação (objeto da pesquisa) e detalhamento do mapeamento da controvérsia; (e) arrazoado sobre possibilidade de contra-projeto libertário (contra-opressor), com descrição mínima de suas características. '''Entrega: 20/12/2021'''.
==== Resenha crítica (apenas doutorado) ====
Doutorandos/as deverão complementar sua carga horária com a realização de uma resenha crítica (entre 1.000 e 2.000 palavras) a partir de no mínimo 3 artigos selecionados sobre o tema da disciplina (a relação entre cidades e sistemas tecnológicos). A resenha deve basear-se nos artigos e resultar em ensaio crítico sobre o(s) tema(s) abordado(s) pelos artigos, suas inter-relações, etc. '''Entrega: 20/12/2021'''.
Observação: Os textos do trabalho dissertativo e da resenha crítica deverão ser entregues em PDF, e devem respeitar os limites de palavras, incluindo título e bibliografia.
== <big>Programação</big> ==
'''Aula 1, quarta-feira 15/09/2021 (Rodrigo Firmino e Fábio Duarte)'''
* Apresentação da disciplina, contexto e programação.
* Tecnologia como princípio teórico.
Marx, Leo (2010). Technology: the emergence of a hazardous concept. ''Technology and Culture'', 51(3): 561-577. Acesso
Latour, Bruno (1994). On technical mediation. ''Common Knowledge'', 3(2): 29-64. Acesso (disponível em espanhol, aqui)
'''Aula 2, quarta-feira 22/09/2021 (Rodrigo Firmino)'''
* Construção Social das Tecnologias. Bicicletas como tecnologia feminista.
Pinch, Trevor; Bijker, Wiebe (1984). The Social Construction of Facts and Artefacts: or How the Sociology of Science and the Sociology of Technology might Benefit each Other. ''Social Studies of Science'', 14, 399-441. Acesso
'''Aula 3, terça-feira 28/09/2021 (Rodrigo Firmino)'''
* Tecnologia como artefato político. Artefato e segregação.
* Plano e Cidade: construção social de fatos e artefatos urbanos.
Winner, Langdon. Artefatos têm Política? (tradução Fernando Manso). “Do artifacts have politics?” In. ''The Whale and the Reactor: a search for limits in an Age of High Technology''. Chicago: The University of Chicago Press, p.19-39. Acesso
Aibar, Eduardo; Bijker, Wiebe (1997). Constructing a City: The Cerdà Plan for the Extension of Barcelona. ''Science, Technology, & Human values'', 22(1): 3-30. Acesso
'''Aula 4, terça-feira 05/10/2021 (Rodrigo Gonzatto)'''
* Greve projeta apps? "Usuários" no projeto para-si de tecnologias na cidade.
Hernández, Maria C. Ibarra; Ribeiro, Rita (2014). O design e a valorização do vernacular ou de práticas realizadas por não-designers. In: 11º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, ''Blucher Design Proceedings''. Acesso
Gonzatto, Rodrigo Freese (2018). Utentes como produtores de tecnologias computacionais (seção 3.5.3) In: Gonzatto, Rodrigo Freese. Usuários e Produção da Existência: contribuições de Álvaro Vieira Pinto e Paulo Freire à Interação Humano-Computador. ''Tese'' (Doutorado em Tecnologia e Sociedade) – PPGTE (UTFPR), p.219-228. Acesso
Vídeo: Paulo Roberto da Silva Lima (Galo). ‘Entregador Antifascista' critica precarização do trabalho e omissão de veículos da imprensa. Folha de S. Paulo [Youtube]. Acesso
'''Aula 5, terça-feira 19/10/2021 (Fábio Duarte) - início às 9h00'''
* Transporte urbano: uma questão racial.
Crockett, Karilyn (2018). "Introduction". In: ''People before highways: Boston Activists, Urban Planners, and a New Movement for City Making''. University of Massachusetts Press: 1-18. Acesso
Archer, Deborah (2020). White men's roads through black men's homes: advancing racial equity through highway reconstruction. ''Vanderbilt Law Review'', 23(5): 1259-1330. Acesso
Albergaria, Rafaela; Martins, João P.; Mihessen, Vitor (2019). ''Não foi em vão: desigualdade e segurança nos trens metropolitanos do Rio de Janeiro''. Rio de Janeiro: Fundação Heinrich Böll. Acesso
'''Aula 6, terça-feira 26/10/2021 (Andres Luque-Ayala e Paula Pereira)'''
* "Sistemas operacionais urbanos", uma perspetiva crítica do "urbanismo inteligente".
Luque-Ayala, Andres; Marvin, Simon (2020). Prediction: The City as a Calculative Machine. In: Andres Luque-Ayala and Simon Marvin (2020). ''Urban Operating Systems: producing the computacional city''. Cambridge: MIT Press, p.129-148. Acesso
* Regimes de saber e de temporalidade algorítmica.
Pereira, Paula (2021). Performatividade, correlacionismo e probabilização do futuro: a ordem das coisas na era do algoritmo. ''Dobras'', 42, 12 de março de 2021. Acesso
Rouvroy, Antoinette; Berns, Thomas (2015). Governamentalidade algorítmica e perspectivas de emancipação: o díspar como condição de individuação pela relação? ''Revista Eco Pós'', 18(2): 36-56. Acesso
'''Aula 7, terça-feira 09/11/2021 (Nina Desgranges e Thiane Neves)'''
* Cidades, dados e plataformas digitais.
Barns, Sarah (2020). Re-engineering the City: Platform Ecosystems and the Capture of Urban Big Data 2003, ''Front. Sustain. Cities'', 2(32). Acesso
* Raça, gênero e algoritmos.
Neves, Thiane (2020). Estamos em marcha! Escrevivendo, agindo e quebrando códigos. In: Tarcízio Silva (Org.) (2020). ''Comunidades, Algoritmos e Ativismos Digitais: olhares afrodiaspóricos''. São Paulo: LiteraRUA. Acesso
Carrera, Fernanda; Carvalho, Denise (2020). Algoritmos racistas: a hiper-ritualização da solidão da mulher negra em bancos de imagens digitais. ''Galáxia'', 43: 99-114. Acesso
'''Aula 8, terça-feira 16/11/2021 (Henrique Parra e Debora Pio)'''
* Alternativas, resistências e a tecnopolítica do comum.
Parra, Henrique (2019). Laboratório do comum: protótipos, reticulação e potência da situação. doispontos, 16(3): 111-120. Acesso
* Dados e narrativas territorializadas
Firmino, Rodrigo; Pio, Débora; Vieira, Gilberto (2020). Revolução periférica dos dados em tempos de pandemia global. ''Revista de Morfologia Urbana'', 8(1): e00156. Acesso
'''Aula 9, terça-feira 23/11/2021 (Fred van Amstel) - início às 9h00'''
* Colonização e descolonização infraestrutural no espaço urbano
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2021). A fumaça digital: inversão infraestrutural do COVID-19 pela perspectiva Yanomami, ''International Journal of Engineering, Social Justice and Peace'', 8(1): 61-77. Acesso
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2019). Infraestruturando identidades visuais livres em coletivos autogestionários. In ''Anais do 9o Congresso Internacional de Design da Informação/Proceedings of the 9th Information Design International Conference| CIDI''. Acesso
'''Aula 10, quarta-feira 01/12/2021 (Rodrigo Firmino)'''
* Seminários temáticos em equipe (pecha kucha), comentários e avaliação coletiva.
== <big>Bibliografia</big> ==
Aibar, Eduardo; Bijker, Wiebe (1997). Constructing a City: The Cerdà Plan for the Extension of Barcelona. ''Science, Technology, & Human values'', 22(1): 3-30. Acesso
Albergaria, Rafaela; Martins, João P.; Mihessen, Vitor (2019). ''Não foi em vão: desigualdade e segurança nos trens metropolitanos do Rio de Janeiro''. Rio de Janeiro: Fundação Heinrich Böll. Acesso
Archer, Deborah (2020). White men's roads through black men's homes: advancing racial equity through highway reconstruction. ''Vanderbilt Law Review'', 23(5): 1259-1330. Acesso
Barns, Sarah (2020). Re-engineering the City: Platform Ecosystems and the Capture of Urban Big Data 2003, ''Front. Sustain. Cities'', 2(32). Acesso
Carrera, Fernanda; Carvalho, Denise (2020). Algoritmos racistas: a hiper-ritualização da solidão da mulher negra em bancos de imagens digitais. ''Galáxia'', 43: 99-114. Acesso
Crockett, Karilyn (2018). "Introduction". In: ''People before highways: Boston Activists, Urban Planners, and a New Movement for City Making''. University of Massachusetts Press: 1-18. Acesso
Firmino, Rodrigo; Pio, Débora; Vieira, Gilberto (2020). Revolução periférica dos dados em tempos de pandemia global. ''Revista de Morfologia Urbana'', 8(1): e00156. Acesso
Gonzatto, Rodrigo Freese (2018). Utentes como produtores de tecnologias computacionais (seção 3.5.3) In: Gonzatto, Rodrigo Freese. Usuários e Produção da Existência: contribuições de Álvaro Vieira Pinto e Paulo Freire à Interação Humano-Computador. ''Tese'' (Doutorado em Tecnologia e Sociedade) – PPGTE (UTFPR), p.219-228. Acesso
Hernández, Maria C. Ibarra; Ribeiro, Rita (2014). O design e a valorização do vernacular ou de práticas realizadas por não-designers. In: 11º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, ''Blucher Design Proceedings''. Acesso
Latour, Bruno (1994). On technical mediation. ''Common Knowledge'', 3(2): 29-64. Acesso (disponível em espanhol, aqui)
Luque-Ayala, Andres; Marvin, Simon (2020). Prediction: The City as a Calculative Machine. In: Andres Luque-Ayala and Simon Marvin (2020). ''Urban Operating Systems: producing the computacional city''. Cambridge: MIT Press, p.129-148. Acesso
Marx, Leo (2010). Technology: the emergence of a hazardous concept. ''Technology and Culture'', 51(3): 561-577. Acesso
Neves, Thiane (2020). Estamos em marcha! Escrevivendo, agindo e quebrando códigos. In: Tarcízio Silva (Org.) (2020). ''Comunidades, Algoritmos e Ativismos Digitais: olhares afrodiaspóricos''. São Paulo: LiteraRUA. Acesso
Parra, Henrique (2019). Laboratório do comum: protótipos, reticulação e potência da situação. doispontos, 16(3): 111-120. Acesso
Pereira, Paula (2021). Performatividade, correlacionismo e probabilização do futuro: a ordem das coisas na era do algoritmo. ''Dobras'', 42, 12 de março de 2021. Acesso
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2021). A fumaça digital: inversão infraestrutural do COVID-19 pela perspectiva Yanomami, ''International Journal of Engineering, Social Justice and Peace'', 8(1): 61-77. Acesso
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2019). Infraestruturando identidades visuais livres em coletivos autogestionários. In ''Anais do 9o Congresso Internacional de Design da Informação/Proceedings of the 9th Information Design International Conference| CIDI''. Acesso
Pinch, Trevor; Bijker, Wiebe (1984). The Social Construction of Facts and Artefacts: or How the Sociology of Science and the Sociology of Technology might Benefit each Other. ''Social Studies of Science'', 14, 399-441. Acesso
Rouvroy, Antoinette; Berns, Thomas (2015). Governamentalidade algorítmica e perspectivas de emancipação: o díspar como condição de individuação pela relação? ''Revista Eco Pós'', 18(2): 36-56. Acesso
Winner, Langdon. Artefatos têm Política? (tradução Fernando Manso). “Do artifacts have politics?” In. ''The Whale and the Reactor: a search for limits in an Age of High Technology''. Chicago: The University of Chicago Press, p.19-39. Acesso
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2026-05-19T18:19:05Z
Rodrigo Firmino
30787
/* Tecnopolíticas Urbanas: ??? */
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= Tecnopolíticas Urbanas: ??? =
== <big>Sobre</big> ==
Disciplina eletiva do Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana (PPGTU) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) destinada a estudantes de mestrado e doutorado desta e outras instituições (ouvintes). Áreas de interesse: arquitetura e urbanismo, planejamento urbano, comunicação, geografia, sociologia, e outras disciplinas das ciências sociais e humanas.
Responsáveis: [http://lattes.cnpq.br/1468237540261340 Rodrigo Firmino], [http://lattes.cnpq.br/5965237751546881 Gilberto Vieira] e [http://lattes.cnpq.br/4611235670032008 Thiago Vasconcelos]
Convidados(as): ?
== <big>Local e período</big> ==
Onde: PPGTU/PUCPR, Campus Curitiba. Escola de Belas Artes, Bloco 2, 2o andar. Em razão da pandemia do novo coronavírus, as aulas para o ano de 2021 serão realizadas no ambiente digital (divulgado após confirmação das inscrições).
Quando: 2<sup>o</sup> semestre de 2021, 10 sessões, normalmente às '''terças-feiras''', das 9h30 às 12h30, com exceção das aulas 1, 2 e 10, que ocorrerão às '''quartas-feiras'''.
Carga horária: 30 horas (mestrado) e 45 horas (doutorado).
== <big>Ementa e objetivos</big> ==
A cidade como um artefato tecnológico é o fundamento desta disciplina. Para a discussão desse fundamento, a disciplina visa compreender as relações entre as transformações tecnológicas, a organização do espaço urbano, e as consequências para diferentes grupos sociais em termos de gênero, raça, e classe. A primeira abordagem de base da disciplina será a construção social das tecnologias, que considera a explicação do desenvolvimento científico e tecnológico como construção social e histórica. Este conteúdo será integrado a um segundo tipo de abordagem que trata da formação, compreensão e descrição de redes sociotécnicas, que permitem entender as relações entre diferentes atores de naturezas distintas (políticas, objetos, tecnologias) na formação da cidade como um conglomerado de artefatos tecnológicos.
== <big>Conteúdo</big> ==
* Ciência, tecnologia e sociedade (CTS) e sociologia da tecnologia;
* Redes sociotécnicas e tecnopolítica;
* Tecnologias e cidades;
* Dados e algoritmos como mediação urbana;
* Projetos e contra-projetos (opressão e resistência).
== <big>Metodologia de aprendizagem</big> ==
* Aulas expositivas;
* Seminários;
* Discussões em mesas redondas;
* Trabalho de campo.
== <big>Avaliação</big> ==
* Frequência mínima: 75%;
* Seminários em equipe;
* Trabalho dissertativo em duplas;
* Resenha crítica (apenas doutorado).
==== Composição da nota ====
* Mestrado: seminário (30%) + trabalho dissertativo (70%)
* Doutorado: seminário (20%) + trabalho dissertativo (70%) + resenha (10%)
==== Seminário ====
Cada equipe escolherá um arranjo sociotécnico urbano (que envolva um ou mais artefatos tecnológicos), e fará uma análise socioconstrutivista, abordando suas origens, ramificações e possibilidades futuras para a cidade, bem como características de opressão, racialização e assimetrias de poder. O trabalho deverá ser em formato pecha kucha, ou seja, obrigatoriamente 20 slides com 20 segundos cada um, em progressão automática (total 6:40 minutos). '''Entrega e apresentação: 01/12/2021'''.
==== Trabalho dissertativo ====
A ser realizado em duplas. Trabalho de pesquisa sobre processos tecnológicos ou infraestruturas urbanas (arranjos sociotécnicos), investigando as relações entre cidades e tecnologias do ponto de vista socioconstrutivista, tendo como perspectiva uma reflexão baseada em propostas de contra-projeto libertário (contra-opressor). O exercício deve resultar em um texto com no máximo 3.000 palavras, podendo respeitar as seguintes fases de desenvolvimento: (a) escolha do objeto de pesquisa (pode estar relacionado com o trabalho de campo realizado em aula), que envolve um arranjo sociotécnico (considerando um ou mais artefatos tecnológicos); (b) definição do protocolo de pesquisa para este objeto (metodologia e abordagens ao objeto de pesquisa, envolvendo perguntas de pesquisa, fontes de informação, organização das evidências/dados e tópicos de análise); © coleta de informações, organização e análise dos dados e evidências; (d) elaboração do documento analítico baseado na teoria SCOT (''social construction of technologies'') e/ou ANT (''actor-network theory''), com descrição da situação (objeto da pesquisa) e detalhamento do mapeamento da controvérsia; (e) arrazoado sobre possibilidade de contra-projeto libertário (contra-opressor), com descrição mínima de suas características. '''Entrega: 20/12/2021'''.
==== Resenha crítica (apenas doutorado) ====
Doutorandos/as deverão complementar sua carga horária com a realização de uma resenha crítica (entre 1.000 e 2.000 palavras) a partir de no mínimo 3 artigos selecionados sobre o tema da disciplina (a relação entre cidades e sistemas tecnológicos). A resenha deve basear-se nos artigos e resultar em ensaio crítico sobre o(s) tema(s) abordado(s) pelos artigos, suas inter-relações, etc. '''Entrega: 20/12/2021'''.
Observação: Os textos do trabalho dissertativo e da resenha crítica deverão ser entregues em PDF, e devem respeitar os limites de palavras, incluindo título e bibliografia.
== <big>Programação</big> ==
'''Aula 1, quarta-feira 15/09/2021 (Rodrigo Firmino e Fábio Duarte)'''
* Apresentação da disciplina, contexto e programação.
* Tecnologia como princípio teórico.
Marx, Leo (2010). Technology: the emergence of a hazardous concept. ''Technology and Culture'', 51(3): 561-577. Acesso
Latour, Bruno (1994). On technical mediation. ''Common Knowledge'', 3(2): 29-64. Acesso (disponível em espanhol, aqui)
'''Aula 2, quarta-feira 22/09/2021 (Rodrigo Firmino)'''
* Construção Social das Tecnologias. Bicicletas como tecnologia feminista.
Pinch, Trevor; Bijker, Wiebe (1984). The Social Construction of Facts and Artefacts: or How the Sociology of Science and the Sociology of Technology might Benefit each Other. ''Social Studies of Science'', 14, 399-441. Acesso
'''Aula 3, terça-feira 28/09/2021 (Rodrigo Firmino)'''
* Tecnologia como artefato político. Artefato e segregação.
* Plano e Cidade: construção social de fatos e artefatos urbanos.
Winner, Langdon. Artefatos têm Política? (tradução Fernando Manso). “Do artifacts have politics?” In. ''The Whale and the Reactor: a search for limits in an Age of High Technology''. Chicago: The University of Chicago Press, p.19-39. Acesso
Aibar, Eduardo; Bijker, Wiebe (1997). Constructing a City: The Cerdà Plan for the Extension of Barcelona. ''Science, Technology, & Human values'', 22(1): 3-30. Acesso
'''Aula 4, terça-feira 05/10/2021 (Rodrigo Gonzatto)'''
* Greve projeta apps? "Usuários" no projeto para-si de tecnologias na cidade.
Hernández, Maria C. Ibarra; Ribeiro, Rita (2014). O design e a valorização do vernacular ou de práticas realizadas por não-designers. In: 11º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, ''Blucher Design Proceedings''. Acesso
Gonzatto, Rodrigo Freese (2018). Utentes como produtores de tecnologias computacionais (seção 3.5.3) In: Gonzatto, Rodrigo Freese. Usuários e Produção da Existência: contribuições de Álvaro Vieira Pinto e Paulo Freire à Interação Humano-Computador. ''Tese'' (Doutorado em Tecnologia e Sociedade) – PPGTE (UTFPR), p.219-228. Acesso
Vídeo: Paulo Roberto da Silva Lima (Galo). ‘Entregador Antifascista' critica precarização do trabalho e omissão de veículos da imprensa. Folha de S. Paulo [Youtube]. Acesso
'''Aula 5, terça-feira 19/10/2021 (Fábio Duarte) - início às 9h00'''
* Transporte urbano: uma questão racial.
Crockett, Karilyn (2018). "Introduction". In: ''People before highways: Boston Activists, Urban Planners, and a New Movement for City Making''. University of Massachusetts Press: 1-18. Acesso
Archer, Deborah (2020). White men's roads through black men's homes: advancing racial equity through highway reconstruction. ''Vanderbilt Law Review'', 23(5): 1259-1330. Acesso
Albergaria, Rafaela; Martins, João P.; Mihessen, Vitor (2019). ''Não foi em vão: desigualdade e segurança nos trens metropolitanos do Rio de Janeiro''. Rio de Janeiro: Fundação Heinrich Böll. Acesso
'''Aula 6, terça-feira 26/10/2021 (Andres Luque-Ayala e Paula Pereira)'''
* "Sistemas operacionais urbanos", uma perspetiva crítica do "urbanismo inteligente".
Luque-Ayala, Andres; Marvin, Simon (2020). Prediction: The City as a Calculative Machine. In: Andres Luque-Ayala and Simon Marvin (2020). ''Urban Operating Systems: producing the computacional city''. Cambridge: MIT Press, p.129-148. Acesso
* Regimes de saber e de temporalidade algorítmica.
Pereira, Paula (2021). Performatividade, correlacionismo e probabilização do futuro: a ordem das coisas na era do algoritmo. ''Dobras'', 42, 12 de março de 2021. Acesso
Rouvroy, Antoinette; Berns, Thomas (2015). Governamentalidade algorítmica e perspectivas de emancipação: o díspar como condição de individuação pela relação? ''Revista Eco Pós'', 18(2): 36-56. Acesso
'''Aula 7, terça-feira 09/11/2021 (Nina Desgranges e Thiane Neves)'''
* Cidades, dados e plataformas digitais.
Barns, Sarah (2020). Re-engineering the City: Platform Ecosystems and the Capture of Urban Big Data 2003, ''Front. Sustain. Cities'', 2(32). Acesso
* Raça, gênero e algoritmos.
Neves, Thiane (2020). Estamos em marcha! Escrevivendo, agindo e quebrando códigos. In: Tarcízio Silva (Org.) (2020). ''Comunidades, Algoritmos e Ativismos Digitais: olhares afrodiaspóricos''. São Paulo: LiteraRUA. Acesso
Carrera, Fernanda; Carvalho, Denise (2020). Algoritmos racistas: a hiper-ritualização da solidão da mulher negra em bancos de imagens digitais. ''Galáxia'', 43: 99-114. Acesso
'''Aula 8, terça-feira 16/11/2021 (Henrique Parra e Debora Pio)'''
* Alternativas, resistências e a tecnopolítica do comum.
Parra, Henrique (2019). Laboratório do comum: protótipos, reticulação e potência da situação. doispontos, 16(3): 111-120. Acesso
* Dados e narrativas territorializadas
Firmino, Rodrigo; Pio, Débora; Vieira, Gilberto (2020). Revolução periférica dos dados em tempos de pandemia global. ''Revista de Morfologia Urbana'', 8(1): e00156. Acesso
'''Aula 9, terça-feira 23/11/2021 (Fred van Amstel) - início às 9h00'''
* Colonização e descolonização infraestrutural no espaço urbano
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2021). A fumaça digital: inversão infraestrutural do COVID-19 pela perspectiva Yanomami, ''International Journal of Engineering, Social Justice and Peace'', 8(1): 61-77. Acesso
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2019). Infraestruturando identidades visuais livres em coletivos autogestionários. In ''Anais do 9o Congresso Internacional de Design da Informação/Proceedings of the 9th Information Design International Conference| CIDI''. Acesso
'''Aula 10, quarta-feira 01/12/2021 (Rodrigo Firmino)'''
* Seminários temáticos em equipe (pecha kucha), comentários e avaliação coletiva.
== <big>Bibliografia</big> ==
Aibar, Eduardo; Bijker, Wiebe (1997). Constructing a City: The Cerdà Plan for the Extension of Barcelona. ''Science, Technology, & Human values'', 22(1): 3-30. Acesso
Albergaria, Rafaela; Martins, João P.; Mihessen, Vitor (2019). ''Não foi em vão: desigualdade e segurança nos trens metropolitanos do Rio de Janeiro''. Rio de Janeiro: Fundação Heinrich Böll. Acesso
Archer, Deborah (2020). White men's roads through black men's homes: advancing racial equity through highway reconstruction. ''Vanderbilt Law Review'', 23(5): 1259-1330. Acesso
Barns, Sarah (2020). Re-engineering the City: Platform Ecosystems and the Capture of Urban Big Data 2003, ''Front. Sustain. Cities'', 2(32). Acesso
Carrera, Fernanda; Carvalho, Denise (2020). Algoritmos racistas: a hiper-ritualização da solidão da mulher negra em bancos de imagens digitais. ''Galáxia'', 43: 99-114. Acesso
Crockett, Karilyn (2018). "Introduction". In: ''People before highways: Boston Activists, Urban Planners, and a New Movement for City Making''. University of Massachusetts Press: 1-18. Acesso
Firmino, Rodrigo; Pio, Débora; Vieira, Gilberto (2020). Revolução periférica dos dados em tempos de pandemia global. ''Revista de Morfologia Urbana'', 8(1): e00156. Acesso
Gonzatto, Rodrigo Freese (2018). Utentes como produtores de tecnologias computacionais (seção 3.5.3) In: Gonzatto, Rodrigo Freese. Usuários e Produção da Existência: contribuições de Álvaro Vieira Pinto e Paulo Freire à Interação Humano-Computador. ''Tese'' (Doutorado em Tecnologia e Sociedade) – PPGTE (UTFPR), p.219-228. Acesso
Hernández, Maria C. Ibarra; Ribeiro, Rita (2014). O design e a valorização do vernacular ou de práticas realizadas por não-designers. In: 11º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, ''Blucher Design Proceedings''. Acesso
Latour, Bruno (1994). On technical mediation. ''Common Knowledge'', 3(2): 29-64. Acesso (disponível em espanhol, aqui)
Luque-Ayala, Andres; Marvin, Simon (2020). Prediction: The City as a Calculative Machine. In: Andres Luque-Ayala and Simon Marvin (2020). ''Urban Operating Systems: producing the computacional city''. Cambridge: MIT Press, p.129-148. Acesso
Marx, Leo (2010). Technology: the emergence of a hazardous concept. ''Technology and Culture'', 51(3): 561-577. Acesso
Neves, Thiane (2020). Estamos em marcha! Escrevivendo, agindo e quebrando códigos. In: Tarcízio Silva (Org.) (2020). ''Comunidades, Algoritmos e Ativismos Digitais: olhares afrodiaspóricos''. São Paulo: LiteraRUA. Acesso
Parra, Henrique (2019). Laboratório do comum: protótipos, reticulação e potência da situação. doispontos, 16(3): 111-120. Acesso
Pereira, Paula (2021). Performatividade, correlacionismo e probabilização do futuro: a ordem das coisas na era do algoritmo. ''Dobras'', 42, 12 de março de 2021. Acesso
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2021). A fumaça digital: inversão infraestrutural do COVID-19 pela perspectiva Yanomami, ''International Journal of Engineering, Social Justice and Peace'', 8(1): 61-77. Acesso
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2019). Infraestruturando identidades visuais livres em coletivos autogestionários. In ''Anais do 9o Congresso Internacional de Design da Informação/Proceedings of the 9th Information Design International Conference| CIDI''. Acesso
Pinch, Trevor; Bijker, Wiebe (1984). The Social Construction of Facts and Artefacts: or How the Sociology of Science and the Sociology of Technology might Benefit each Other. ''Social Studies of Science'', 14, 399-441. Acesso
Rouvroy, Antoinette; Berns, Thomas (2015). Governamentalidade algorítmica e perspectivas de emancipação: o díspar como condição de individuação pela relação? ''Revista Eco Pós'', 18(2): 36-56. Acesso
Winner, Langdon. Artefatos têm Política? (tradução Fernando Manso). “Do artifacts have politics?” In. ''The Whale and the Reactor: a search for limits in an Age of High Technology''. Chicago: The University of Chicago Press, p.19-39. Acesso
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182724
182723
2026-05-19T18:27:31Z
Rodrigo Firmino
30787
/* Local e período */
182724
wikitext
text/x-wiki
= Tecnopolíticas Urbanas: ??? =
== <big>Sobre</big> ==
Disciplina eletiva do Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana (PPGTU) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) destinada a estudantes de mestrado e doutorado desta e outras instituições (ouvintes). Áreas de interesse: arquitetura e urbanismo, planejamento urbano, comunicação, geografia, sociologia, e outras disciplinas das ciências sociais e humanas.
Responsáveis: [http://lattes.cnpq.br/1468237540261340 Rodrigo Firmino], [http://lattes.cnpq.br/5965237751546881 Gilberto Vieira] e [http://lattes.cnpq.br/4611235670032008 Thiago Vasconcelos]
Convidados(as): ?
== <big>Local e período</big> ==
Onde: PPGTU/PUCPR, Campus Curitiba. A disciplina será realizada inteiramente de forma online (link a ser disponibilizado para estudantes matriculados).
Quando: 2<sup>o</sup> semestre de 2026, 10 sessões, às '''sextas-feiras''', das 9h30 às 12h30, a partir de 04/08/2026.
Carga horária: 30 horas (mestrado) e 45 horas (doutorado).
== <big>Ementa e objetivos</big> ==
A cidade como um artefato tecnológico é o fundamento desta disciplina. Para a discussão desse fundamento, a disciplina visa compreender as relações entre as transformações tecnológicas, a organização do espaço urbano, e as consequências para diferentes grupos sociais em termos de gênero, raça, e classe. A primeira abordagem de base da disciplina será a construção social das tecnologias, que considera a explicação do desenvolvimento científico e tecnológico como construção social e histórica. Este conteúdo será integrado a um segundo tipo de abordagem que trata da formação, compreensão e descrição de redes sociotécnicas, que permitem entender as relações entre diferentes atores de naturezas distintas (políticas, objetos, tecnologias) na formação da cidade como um conglomerado de artefatos tecnológicos.
'''>>> ESTOU PROPONDO A SEGUINTE NOVA EMENTA (GIL, THIAGO, COMPLEMENTEM PRINCIPALMENTE O TERCEIRO PARÁGRAFO)'''
A cidade compreendida como artefato sociotécnico constitui o fundamento desta disciplina. A partir dessa perspectiva, a disciplina propõe analisar criticamente as relações entre transformações tecnológicas, produção do espaço urbano e dinâmicas de poder, considerando seus impactos desiguais sobre diferentes grupos sociais, especialmente em termos de raça, gênero, classe e territorialidade. O curso aborda as tecnopolíticas urbanas como campo de investigação voltado à compreensão das disputas materiais e simbólicas em torno das infraestruturas digitais, dos sistemas algorítmicos, das plataformas urbanas e dos regimes contemporâneos de vigilância e dataficação das cidades. Nesse contexto, serão discutidas criticamente as narrativas hegemônicas das “cidades inteligentes” e da inovação urbana, enfatizando os processos de controle, exclusão e produção de desigualdades associados à crescente mediação tecnológica da vida urbana.
Como base teórico-conceitual, a disciplina introduz a abordagem da Construção Social da Tecnologia (SCOT), compreendendo o desenvolvimento científico e tecnológico como resultado de processos históricos, sociais e políticos. Em articulação com essa perspectiva, serão exploradas abordagens sociotécnicas e relacionais — incluindo teoria ator-rede, materialismos relacionais e estudos críticos da infraestrutura — que permitem compreender a cidade como um conglomerado heterogêneo de atores humanos e não humanos, dispositivos, dados, políticas, plataformas e práticas cotidianas. A disciplina também enfatiza perspectivas críticas produzidas a partir do Sul Global, especialmente debates sobre vigilância urbana, reconhecimento facial, territorialização dos dados, ativismo de dados e geração cidadã de dados, valorizando metodologias participativas, práticas de pesquisa-intervenção e formas comunitárias de resistência e reapropriação tecnológica.
== <big>Conteúdo</big> ==
* Ciência, tecnologia e sociedade (CTS) e sociologia da tecnologia;
* Redes sociotécnicas e tecnopolítica;
* Tecnologias e cidades;
* Dados e algoritmos como mediação urbana;
* Projetos e contra-projetos (opressão e resistência).
== <big>Metodologia de aprendizagem</big> ==
* Aulas expositivas;
* Seminários;
* Discussões em mesas redondas;
* Trabalho de campo.
== <big>Avaliação</big> ==
* Frequência mínima: 75%;
* Seminários em equipe;
* Trabalho dissertativo em duplas;
* Resenha crítica (apenas doutorado).
==== Composição da nota ====
* Mestrado: seminário (30%) + trabalho dissertativo (70%)
* Doutorado: seminário (20%) + trabalho dissertativo (70%) + resenha (10%)
==== Seminário ====
Cada equipe escolherá um arranjo sociotécnico urbano (que envolva um ou mais artefatos tecnológicos), e fará uma análise socioconstrutivista, abordando suas origens, ramificações e possibilidades futuras para a cidade, bem como características de opressão, racialização e assimetrias de poder. O trabalho deverá ser em formato pecha kucha, ou seja, obrigatoriamente 20 slides com 20 segundos cada um, em progressão automática (total 6:40 minutos). '''Entrega e apresentação: 01/12/2021'''.
==== Trabalho dissertativo ====
A ser realizado em duplas. Trabalho de pesquisa sobre processos tecnológicos ou infraestruturas urbanas (arranjos sociotécnicos), investigando as relações entre cidades e tecnologias do ponto de vista socioconstrutivista, tendo como perspectiva uma reflexão baseada em propostas de contra-projeto libertário (contra-opressor). O exercício deve resultar em um texto com no máximo 3.000 palavras, podendo respeitar as seguintes fases de desenvolvimento: (a) escolha do objeto de pesquisa (pode estar relacionado com o trabalho de campo realizado em aula), que envolve um arranjo sociotécnico (considerando um ou mais artefatos tecnológicos); (b) definição do protocolo de pesquisa para este objeto (metodologia e abordagens ao objeto de pesquisa, envolvendo perguntas de pesquisa, fontes de informação, organização das evidências/dados e tópicos de análise); © coleta de informações, organização e análise dos dados e evidências; (d) elaboração do documento analítico baseado na teoria SCOT (''social construction of technologies'') e/ou ANT (''actor-network theory''), com descrição da situação (objeto da pesquisa) e detalhamento do mapeamento da controvérsia; (e) arrazoado sobre possibilidade de contra-projeto libertário (contra-opressor), com descrição mínima de suas características. '''Entrega: 20/12/2021'''.
==== Resenha crítica (apenas doutorado) ====
Doutorandos/as deverão complementar sua carga horária com a realização de uma resenha crítica (entre 1.000 e 2.000 palavras) a partir de no mínimo 3 artigos selecionados sobre o tema da disciplina (a relação entre cidades e sistemas tecnológicos). A resenha deve basear-se nos artigos e resultar em ensaio crítico sobre o(s) tema(s) abordado(s) pelos artigos, suas inter-relações, etc. '''Entrega: 20/12/2021'''.
Observação: Os textos do trabalho dissertativo e da resenha crítica deverão ser entregues em PDF, e devem respeitar os limites de palavras, incluindo título e bibliografia.
== <big>Programação</big> ==
'''Aula 1, quarta-feira 15/09/2021 (Rodrigo Firmino e Fábio Duarte)'''
* Apresentação da disciplina, contexto e programação.
* Tecnologia como princípio teórico.
Marx, Leo (2010). Technology: the emergence of a hazardous concept. ''Technology and Culture'', 51(3): 561-577. Acesso
Latour, Bruno (1994). On technical mediation. ''Common Knowledge'', 3(2): 29-64. Acesso (disponível em espanhol, aqui)
'''Aula 2, quarta-feira 22/09/2021 (Rodrigo Firmino)'''
* Construção Social das Tecnologias. Bicicletas como tecnologia feminista.
Pinch, Trevor; Bijker, Wiebe (1984). The Social Construction of Facts and Artefacts: or How the Sociology of Science and the Sociology of Technology might Benefit each Other. ''Social Studies of Science'', 14, 399-441. Acesso
'''Aula 3, terça-feira 28/09/2021 (Rodrigo Firmino)'''
* Tecnologia como artefato político. Artefato e segregação.
* Plano e Cidade: construção social de fatos e artefatos urbanos.
Winner, Langdon. Artefatos têm Política? (tradução Fernando Manso). “Do artifacts have politics?” In. ''The Whale and the Reactor: a search for limits in an Age of High Technology''. Chicago: The University of Chicago Press, p.19-39. Acesso
Aibar, Eduardo; Bijker, Wiebe (1997). Constructing a City: The Cerdà Plan for the Extension of Barcelona. ''Science, Technology, & Human values'', 22(1): 3-30. Acesso
'''Aula 4, terça-feira 05/10/2021 (Rodrigo Gonzatto)'''
* Greve projeta apps? "Usuários" no projeto para-si de tecnologias na cidade.
Hernández, Maria C. Ibarra; Ribeiro, Rita (2014). O design e a valorização do vernacular ou de práticas realizadas por não-designers. In: 11º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, ''Blucher Design Proceedings''. Acesso
Gonzatto, Rodrigo Freese (2018). Utentes como produtores de tecnologias computacionais (seção 3.5.3) In: Gonzatto, Rodrigo Freese. Usuários e Produção da Existência: contribuições de Álvaro Vieira Pinto e Paulo Freire à Interação Humano-Computador. ''Tese'' (Doutorado em Tecnologia e Sociedade) – PPGTE (UTFPR), p.219-228. Acesso
Vídeo: Paulo Roberto da Silva Lima (Galo). ‘Entregador Antifascista' critica precarização do trabalho e omissão de veículos da imprensa. Folha de S. Paulo [Youtube]. Acesso
'''Aula 5, terça-feira 19/10/2021 (Fábio Duarte) - início às 9h00'''
* Transporte urbano: uma questão racial.
Crockett, Karilyn (2018). "Introduction". In: ''People before highways: Boston Activists, Urban Planners, and a New Movement for City Making''. University of Massachusetts Press: 1-18. Acesso
Archer, Deborah (2020). White men's roads through black men's homes: advancing racial equity through highway reconstruction. ''Vanderbilt Law Review'', 23(5): 1259-1330. Acesso
Albergaria, Rafaela; Martins, João P.; Mihessen, Vitor (2019). ''Não foi em vão: desigualdade e segurança nos trens metropolitanos do Rio de Janeiro''. Rio de Janeiro: Fundação Heinrich Böll. Acesso
'''Aula 6, terça-feira 26/10/2021 (Andres Luque-Ayala e Paula Pereira)'''
* "Sistemas operacionais urbanos", uma perspetiva crítica do "urbanismo inteligente".
Luque-Ayala, Andres; Marvin, Simon (2020). Prediction: The City as a Calculative Machine. In: Andres Luque-Ayala and Simon Marvin (2020). ''Urban Operating Systems: producing the computacional city''. Cambridge: MIT Press, p.129-148. Acesso
* Regimes de saber e de temporalidade algorítmica.
Pereira, Paula (2021). Performatividade, correlacionismo e probabilização do futuro: a ordem das coisas na era do algoritmo. ''Dobras'', 42, 12 de março de 2021. Acesso
Rouvroy, Antoinette; Berns, Thomas (2015). Governamentalidade algorítmica e perspectivas de emancipação: o díspar como condição de individuação pela relação? ''Revista Eco Pós'', 18(2): 36-56. Acesso
'''Aula 7, terça-feira 09/11/2021 (Nina Desgranges e Thiane Neves)'''
* Cidades, dados e plataformas digitais.
Barns, Sarah (2020). Re-engineering the City: Platform Ecosystems and the Capture of Urban Big Data 2003, ''Front. Sustain. Cities'', 2(32). Acesso
* Raça, gênero e algoritmos.
Neves, Thiane (2020). Estamos em marcha! Escrevivendo, agindo e quebrando códigos. In: Tarcízio Silva (Org.) (2020). ''Comunidades, Algoritmos e Ativismos Digitais: olhares afrodiaspóricos''. São Paulo: LiteraRUA. Acesso
Carrera, Fernanda; Carvalho, Denise (2020). Algoritmos racistas: a hiper-ritualização da solidão da mulher negra em bancos de imagens digitais. ''Galáxia'', 43: 99-114. Acesso
'''Aula 8, terça-feira 16/11/2021 (Henrique Parra e Debora Pio)'''
* Alternativas, resistências e a tecnopolítica do comum.
Parra, Henrique (2019). Laboratório do comum: protótipos, reticulação e potência da situação. doispontos, 16(3): 111-120. Acesso
* Dados e narrativas territorializadas
Firmino, Rodrigo; Pio, Débora; Vieira, Gilberto (2020). Revolução periférica dos dados em tempos de pandemia global. ''Revista de Morfologia Urbana'', 8(1): e00156. Acesso
'''Aula 9, terça-feira 23/11/2021 (Fred van Amstel) - início às 9h00'''
* Colonização e descolonização infraestrutural no espaço urbano
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2021). A fumaça digital: inversão infraestrutural do COVID-19 pela perspectiva Yanomami, ''International Journal of Engineering, Social Justice and Peace'', 8(1): 61-77. Acesso
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2019). Infraestruturando identidades visuais livres em coletivos autogestionários. In ''Anais do 9o Congresso Internacional de Design da Informação/Proceedings of the 9th Information Design International Conference| CIDI''. Acesso
'''Aula 10, quarta-feira 01/12/2021 (Rodrigo Firmino)'''
* Seminários temáticos em equipe (pecha kucha), comentários e avaliação coletiva.
== <big>Bibliografia</big> ==
Aibar, Eduardo; Bijker, Wiebe (1997). Constructing a City: The Cerdà Plan for the Extension of Barcelona. ''Science, Technology, & Human values'', 22(1): 3-30. Acesso
Albergaria, Rafaela; Martins, João P.; Mihessen, Vitor (2019). ''Não foi em vão: desigualdade e segurança nos trens metropolitanos do Rio de Janeiro''. Rio de Janeiro: Fundação Heinrich Böll. Acesso
Archer, Deborah (2020). White men's roads through black men's homes: advancing racial equity through highway reconstruction. ''Vanderbilt Law Review'', 23(5): 1259-1330. Acesso
Barns, Sarah (2020). Re-engineering the City: Platform Ecosystems and the Capture of Urban Big Data 2003, ''Front. Sustain. Cities'', 2(32). Acesso
Carrera, Fernanda; Carvalho, Denise (2020). Algoritmos racistas: a hiper-ritualização da solidão da mulher negra em bancos de imagens digitais. ''Galáxia'', 43: 99-114. Acesso
Crockett, Karilyn (2018). "Introduction". In: ''People before highways: Boston Activists, Urban Planners, and a New Movement for City Making''. University of Massachusetts Press: 1-18. Acesso
Firmino, Rodrigo; Pio, Débora; Vieira, Gilberto (2020). Revolução periférica dos dados em tempos de pandemia global. ''Revista de Morfologia Urbana'', 8(1): e00156. Acesso
Gonzatto, Rodrigo Freese (2018). Utentes como produtores de tecnologias computacionais (seção 3.5.3) In: Gonzatto, Rodrigo Freese. Usuários e Produção da Existência: contribuições de Álvaro Vieira Pinto e Paulo Freire à Interação Humano-Computador. ''Tese'' (Doutorado em Tecnologia e Sociedade) – PPGTE (UTFPR), p.219-228. Acesso
Hernández, Maria C. Ibarra; Ribeiro, Rita (2014). O design e a valorização do vernacular ou de práticas realizadas por não-designers. In: 11º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, ''Blucher Design Proceedings''. Acesso
Latour, Bruno (1994). On technical mediation. ''Common Knowledge'', 3(2): 29-64. Acesso (disponível em espanhol, aqui)
Luque-Ayala, Andres; Marvin, Simon (2020). Prediction: The City as a Calculative Machine. In: Andres Luque-Ayala and Simon Marvin (2020). ''Urban Operating Systems: producing the computacional city''. Cambridge: MIT Press, p.129-148. Acesso
Marx, Leo (2010). Technology: the emergence of a hazardous concept. ''Technology and Culture'', 51(3): 561-577. Acesso
Neves, Thiane (2020). Estamos em marcha! Escrevivendo, agindo e quebrando códigos. In: Tarcízio Silva (Org.) (2020). ''Comunidades, Algoritmos e Ativismos Digitais: olhares afrodiaspóricos''. São Paulo: LiteraRUA. Acesso
Parra, Henrique (2019). Laboratório do comum: protótipos, reticulação e potência da situação. doispontos, 16(3): 111-120. Acesso
Pereira, Paula (2021). Performatividade, correlacionismo e probabilização do futuro: a ordem das coisas na era do algoritmo. ''Dobras'', 42, 12 de março de 2021. Acesso
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2021). A fumaça digital: inversão infraestrutural do COVID-19 pela perspectiva Yanomami, ''International Journal of Engineering, Social Justice and Peace'', 8(1): 61-77. Acesso
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2019). Infraestruturando identidades visuais livres em coletivos autogestionários. In ''Anais do 9o Congresso Internacional de Design da Informação/Proceedings of the 9th Information Design International Conference| CIDI''. Acesso
Pinch, Trevor; Bijker, Wiebe (1984). The Social Construction of Facts and Artefacts: or How the Sociology of Science and the Sociology of Technology might Benefit each Other. ''Social Studies of Science'', 14, 399-441. Acesso
Rouvroy, Antoinette; Berns, Thomas (2015). Governamentalidade algorítmica e perspectivas de emancipação: o díspar como condição de individuação pela relação? ''Revista Eco Pós'', 18(2): 36-56. Acesso
Winner, Langdon. Artefatos têm Política? (tradução Fernando Manso). “Do artifacts have politics?” In. ''The Whale and the Reactor: a search for limits in an Age of High Technology''. Chicago: The University of Chicago Press, p.19-39. Acesso
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2026-05-19T18:27:50Z
Rodrigo Firmino
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/* Ementa e objetivos */
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text/x-wiki
= Tecnopolíticas Urbanas: ??? =
== <big>Sobre</big> ==
Disciplina eletiva do Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana (PPGTU) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) destinada a estudantes de mestrado e doutorado desta e outras instituições (ouvintes). Áreas de interesse: arquitetura e urbanismo, planejamento urbano, comunicação, geografia, sociologia, e outras disciplinas das ciências sociais e humanas.
Responsáveis: [http://lattes.cnpq.br/1468237540261340 Rodrigo Firmino], [http://lattes.cnpq.br/5965237751546881 Gilberto Vieira] e [http://lattes.cnpq.br/4611235670032008 Thiago Vasconcelos]
Convidados(as): ?
== <big>Local e período</big> ==
Onde: PPGTU/PUCPR, Campus Curitiba. A disciplina será realizada inteiramente de forma online (link a ser disponibilizado para estudantes matriculados).
Quando: 2<sup>o</sup> semestre de 2026, 10 sessões, às '''sextas-feiras''', das 9h30 às 12h30, a partir de 04/08/2026.
Carga horária: 30 horas (mestrado) e 45 horas (doutorado).
== <big>Ementa e objetivos</big> ==
'''>>> EMENTA ANTIGA'''
A cidade como um artefato tecnológico é o fundamento desta disciplina. Para a discussão desse fundamento, a disciplina visa compreender as relações entre as transformações tecnológicas, a organização do espaço urbano, e as consequências para diferentes grupos sociais em termos de gênero, raça, e classe. A primeira abordagem de base da disciplina será a construção social das tecnologias, que considera a explicação do desenvolvimento científico e tecnológico como construção social e histórica. Este conteúdo será integrado a um segundo tipo de abordagem que trata da formação, compreensão e descrição de redes sociotécnicas, que permitem entender as relações entre diferentes atores de naturezas distintas (políticas, objetos, tecnologias) na formação da cidade como um conglomerado de artefatos tecnológicos.
'''>>> ESTOU PROPONDO A SEGUINTE NOVA EMENTA (GIL, THIAGO, COMPLEMENTEM PRINCIPALMENTE O TERCEIRO PARÁGRAFO)'''
A cidade compreendida como artefato sociotécnico constitui o fundamento desta disciplina. A partir dessa perspectiva, a disciplina propõe analisar criticamente as relações entre transformações tecnológicas, produção do espaço urbano e dinâmicas de poder, considerando seus impactos desiguais sobre diferentes grupos sociais, especialmente em termos de raça, gênero, classe e territorialidade. O curso aborda as tecnopolíticas urbanas como campo de investigação voltado à compreensão das disputas materiais e simbólicas em torno das infraestruturas digitais, dos sistemas algorítmicos, das plataformas urbanas e dos regimes contemporâneos de vigilância e dataficação das cidades. Nesse contexto, serão discutidas criticamente as narrativas hegemônicas das “cidades inteligentes” e da inovação urbana, enfatizando os processos de controle, exclusão e produção de desigualdades associados à crescente mediação tecnológica da vida urbana.
Como base teórico-conceitual, a disciplina introduz a abordagem da Construção Social da Tecnologia (SCOT), compreendendo o desenvolvimento científico e tecnológico como resultado de processos históricos, sociais e políticos. Em articulação com essa perspectiva, serão exploradas abordagens sociotécnicas e relacionais — incluindo teoria ator-rede, materialismos relacionais e estudos críticos da infraestrutura — que permitem compreender a cidade como um conglomerado heterogêneo de atores humanos e não humanos, dispositivos, dados, políticas, plataformas e práticas cotidianas. A disciplina também enfatiza perspectivas críticas produzidas a partir do Sul Global, especialmente debates sobre vigilância urbana, reconhecimento facial, territorialização dos dados, ativismo de dados e geração cidadã de dados, valorizando metodologias participativas, práticas de pesquisa-intervenção e formas comunitárias de resistência e reapropriação tecnológica.
== <big>Conteúdo</big> ==
* Ciência, tecnologia e sociedade (CTS) e sociologia da tecnologia;
* Redes sociotécnicas e tecnopolítica;
* Tecnologias e cidades;
* Dados e algoritmos como mediação urbana;
* Projetos e contra-projetos (opressão e resistência).
== <big>Metodologia de aprendizagem</big> ==
* Aulas expositivas;
* Seminários;
* Discussões em mesas redondas;
* Trabalho de campo.
== <big>Avaliação</big> ==
* Frequência mínima: 75%;
* Seminários em equipe;
* Trabalho dissertativo em duplas;
* Resenha crítica (apenas doutorado).
==== Composição da nota ====
* Mestrado: seminário (30%) + trabalho dissertativo (70%)
* Doutorado: seminário (20%) + trabalho dissertativo (70%) + resenha (10%)
==== Seminário ====
Cada equipe escolherá um arranjo sociotécnico urbano (que envolva um ou mais artefatos tecnológicos), e fará uma análise socioconstrutivista, abordando suas origens, ramificações e possibilidades futuras para a cidade, bem como características de opressão, racialização e assimetrias de poder. O trabalho deverá ser em formato pecha kucha, ou seja, obrigatoriamente 20 slides com 20 segundos cada um, em progressão automática (total 6:40 minutos). '''Entrega e apresentação: 01/12/2021'''.
==== Trabalho dissertativo ====
A ser realizado em duplas. Trabalho de pesquisa sobre processos tecnológicos ou infraestruturas urbanas (arranjos sociotécnicos), investigando as relações entre cidades e tecnologias do ponto de vista socioconstrutivista, tendo como perspectiva uma reflexão baseada em propostas de contra-projeto libertário (contra-opressor). O exercício deve resultar em um texto com no máximo 3.000 palavras, podendo respeitar as seguintes fases de desenvolvimento: (a) escolha do objeto de pesquisa (pode estar relacionado com o trabalho de campo realizado em aula), que envolve um arranjo sociotécnico (considerando um ou mais artefatos tecnológicos); (b) definição do protocolo de pesquisa para este objeto (metodologia e abordagens ao objeto de pesquisa, envolvendo perguntas de pesquisa, fontes de informação, organização das evidências/dados e tópicos de análise); © coleta de informações, organização e análise dos dados e evidências; (d) elaboração do documento analítico baseado na teoria SCOT (''social construction of technologies'') e/ou ANT (''actor-network theory''), com descrição da situação (objeto da pesquisa) e detalhamento do mapeamento da controvérsia; (e) arrazoado sobre possibilidade de contra-projeto libertário (contra-opressor), com descrição mínima de suas características. '''Entrega: 20/12/2021'''.
==== Resenha crítica (apenas doutorado) ====
Doutorandos/as deverão complementar sua carga horária com a realização de uma resenha crítica (entre 1.000 e 2.000 palavras) a partir de no mínimo 3 artigos selecionados sobre o tema da disciplina (a relação entre cidades e sistemas tecnológicos). A resenha deve basear-se nos artigos e resultar em ensaio crítico sobre o(s) tema(s) abordado(s) pelos artigos, suas inter-relações, etc. '''Entrega: 20/12/2021'''.
Observação: Os textos do trabalho dissertativo e da resenha crítica deverão ser entregues em PDF, e devem respeitar os limites de palavras, incluindo título e bibliografia.
== <big>Programação</big> ==
'''Aula 1, quarta-feira 15/09/2021 (Rodrigo Firmino e Fábio Duarte)'''
* Apresentação da disciplina, contexto e programação.
* Tecnologia como princípio teórico.
Marx, Leo (2010). Technology: the emergence of a hazardous concept. ''Technology and Culture'', 51(3): 561-577. Acesso
Latour, Bruno (1994). On technical mediation. ''Common Knowledge'', 3(2): 29-64. Acesso (disponível em espanhol, aqui)
'''Aula 2, quarta-feira 22/09/2021 (Rodrigo Firmino)'''
* Construção Social das Tecnologias. Bicicletas como tecnologia feminista.
Pinch, Trevor; Bijker, Wiebe (1984). The Social Construction of Facts and Artefacts: or How the Sociology of Science and the Sociology of Technology might Benefit each Other. ''Social Studies of Science'', 14, 399-441. Acesso
'''Aula 3, terça-feira 28/09/2021 (Rodrigo Firmino)'''
* Tecnologia como artefato político. Artefato e segregação.
* Plano e Cidade: construção social de fatos e artefatos urbanos.
Winner, Langdon. Artefatos têm Política? (tradução Fernando Manso). “Do artifacts have politics?” In. ''The Whale and the Reactor: a search for limits in an Age of High Technology''. Chicago: The University of Chicago Press, p.19-39. Acesso
Aibar, Eduardo; Bijker, Wiebe (1997). Constructing a City: The Cerdà Plan for the Extension of Barcelona. ''Science, Technology, & Human values'', 22(1): 3-30. Acesso
'''Aula 4, terça-feira 05/10/2021 (Rodrigo Gonzatto)'''
* Greve projeta apps? "Usuários" no projeto para-si de tecnologias na cidade.
Hernández, Maria C. Ibarra; Ribeiro, Rita (2014). O design e a valorização do vernacular ou de práticas realizadas por não-designers. In: 11º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, ''Blucher Design Proceedings''. Acesso
Gonzatto, Rodrigo Freese (2018). Utentes como produtores de tecnologias computacionais (seção 3.5.3) In: Gonzatto, Rodrigo Freese. Usuários e Produção da Existência: contribuições de Álvaro Vieira Pinto e Paulo Freire à Interação Humano-Computador. ''Tese'' (Doutorado em Tecnologia e Sociedade) – PPGTE (UTFPR), p.219-228. Acesso
Vídeo: Paulo Roberto da Silva Lima (Galo). ‘Entregador Antifascista' critica precarização do trabalho e omissão de veículos da imprensa. Folha de S. Paulo [Youtube]. Acesso
'''Aula 5, terça-feira 19/10/2021 (Fábio Duarte) - início às 9h00'''
* Transporte urbano: uma questão racial.
Crockett, Karilyn (2018). "Introduction". In: ''People before highways: Boston Activists, Urban Planners, and a New Movement for City Making''. University of Massachusetts Press: 1-18. Acesso
Archer, Deborah (2020). White men's roads through black men's homes: advancing racial equity through highway reconstruction. ''Vanderbilt Law Review'', 23(5): 1259-1330. Acesso
Albergaria, Rafaela; Martins, João P.; Mihessen, Vitor (2019). ''Não foi em vão: desigualdade e segurança nos trens metropolitanos do Rio de Janeiro''. Rio de Janeiro: Fundação Heinrich Böll. Acesso
'''Aula 6, terça-feira 26/10/2021 (Andres Luque-Ayala e Paula Pereira)'''
* "Sistemas operacionais urbanos", uma perspetiva crítica do "urbanismo inteligente".
Luque-Ayala, Andres; Marvin, Simon (2020). Prediction: The City as a Calculative Machine. In: Andres Luque-Ayala and Simon Marvin (2020). ''Urban Operating Systems: producing the computacional city''. Cambridge: MIT Press, p.129-148. Acesso
* Regimes de saber e de temporalidade algorítmica.
Pereira, Paula (2021). Performatividade, correlacionismo e probabilização do futuro: a ordem das coisas na era do algoritmo. ''Dobras'', 42, 12 de março de 2021. Acesso
Rouvroy, Antoinette; Berns, Thomas (2015). Governamentalidade algorítmica e perspectivas de emancipação: o díspar como condição de individuação pela relação? ''Revista Eco Pós'', 18(2): 36-56. Acesso
'''Aula 7, terça-feira 09/11/2021 (Nina Desgranges e Thiane Neves)'''
* Cidades, dados e plataformas digitais.
Barns, Sarah (2020). Re-engineering the City: Platform Ecosystems and the Capture of Urban Big Data 2003, ''Front. Sustain. Cities'', 2(32). Acesso
* Raça, gênero e algoritmos.
Neves, Thiane (2020). Estamos em marcha! Escrevivendo, agindo e quebrando códigos. In: Tarcízio Silva (Org.) (2020). ''Comunidades, Algoritmos e Ativismos Digitais: olhares afrodiaspóricos''. São Paulo: LiteraRUA. Acesso
Carrera, Fernanda; Carvalho, Denise (2020). Algoritmos racistas: a hiper-ritualização da solidão da mulher negra em bancos de imagens digitais. ''Galáxia'', 43: 99-114. Acesso
'''Aula 8, terça-feira 16/11/2021 (Henrique Parra e Debora Pio)'''
* Alternativas, resistências e a tecnopolítica do comum.
Parra, Henrique (2019). Laboratório do comum: protótipos, reticulação e potência da situação. doispontos, 16(3): 111-120. Acesso
* Dados e narrativas territorializadas
Firmino, Rodrigo; Pio, Débora; Vieira, Gilberto (2020). Revolução periférica dos dados em tempos de pandemia global. ''Revista de Morfologia Urbana'', 8(1): e00156. Acesso
'''Aula 9, terça-feira 23/11/2021 (Fred van Amstel) - início às 9h00'''
* Colonização e descolonização infraestrutural no espaço urbano
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2021). A fumaça digital: inversão infraestrutural do COVID-19 pela perspectiva Yanomami, ''International Journal of Engineering, Social Justice and Peace'', 8(1): 61-77. Acesso
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2019). Infraestruturando identidades visuais livres em coletivos autogestionários. In ''Anais do 9o Congresso Internacional de Design da Informação/Proceedings of the 9th Information Design International Conference| CIDI''. Acesso
'''Aula 10, quarta-feira 01/12/2021 (Rodrigo Firmino)'''
* Seminários temáticos em equipe (pecha kucha), comentários e avaliação coletiva.
== <big>Bibliografia</big> ==
Aibar, Eduardo; Bijker, Wiebe (1997). Constructing a City: The Cerdà Plan for the Extension of Barcelona. ''Science, Technology, & Human values'', 22(1): 3-30. Acesso
Albergaria, Rafaela; Martins, João P.; Mihessen, Vitor (2019). ''Não foi em vão: desigualdade e segurança nos trens metropolitanos do Rio de Janeiro''. Rio de Janeiro: Fundação Heinrich Böll. Acesso
Archer, Deborah (2020). White men's roads through black men's homes: advancing racial equity through highway reconstruction. ''Vanderbilt Law Review'', 23(5): 1259-1330. Acesso
Barns, Sarah (2020). Re-engineering the City: Platform Ecosystems and the Capture of Urban Big Data 2003, ''Front. Sustain. Cities'', 2(32). Acesso
Carrera, Fernanda; Carvalho, Denise (2020). Algoritmos racistas: a hiper-ritualização da solidão da mulher negra em bancos de imagens digitais. ''Galáxia'', 43: 99-114. Acesso
Crockett, Karilyn (2018). "Introduction". In: ''People before highways: Boston Activists, Urban Planners, and a New Movement for City Making''. University of Massachusetts Press: 1-18. Acesso
Firmino, Rodrigo; Pio, Débora; Vieira, Gilberto (2020). Revolução periférica dos dados em tempos de pandemia global. ''Revista de Morfologia Urbana'', 8(1): e00156. Acesso
Gonzatto, Rodrigo Freese (2018). Utentes como produtores de tecnologias computacionais (seção 3.5.3) In: Gonzatto, Rodrigo Freese. Usuários e Produção da Existência: contribuições de Álvaro Vieira Pinto e Paulo Freire à Interação Humano-Computador. ''Tese'' (Doutorado em Tecnologia e Sociedade) – PPGTE (UTFPR), p.219-228. Acesso
Hernández, Maria C. Ibarra; Ribeiro, Rita (2014). O design e a valorização do vernacular ou de práticas realizadas por não-designers. In: 11º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, ''Blucher Design Proceedings''. Acesso
Latour, Bruno (1994). On technical mediation. ''Common Knowledge'', 3(2): 29-64. Acesso (disponível em espanhol, aqui)
Luque-Ayala, Andres; Marvin, Simon (2020). Prediction: The City as a Calculative Machine. In: Andres Luque-Ayala and Simon Marvin (2020). ''Urban Operating Systems: producing the computacional city''. Cambridge: MIT Press, p.129-148. Acesso
Marx, Leo (2010). Technology: the emergence of a hazardous concept. ''Technology and Culture'', 51(3): 561-577. Acesso
Neves, Thiane (2020). Estamos em marcha! Escrevivendo, agindo e quebrando códigos. In: Tarcízio Silva (Org.) (2020). ''Comunidades, Algoritmos e Ativismos Digitais: olhares afrodiaspóricos''. São Paulo: LiteraRUA. Acesso
Parra, Henrique (2019). Laboratório do comum: protótipos, reticulação e potência da situação. doispontos, 16(3): 111-120. Acesso
Pereira, Paula (2021). Performatividade, correlacionismo e probabilização do futuro: a ordem das coisas na era do algoritmo. ''Dobras'', 42, 12 de março de 2021. Acesso
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2021). A fumaça digital: inversão infraestrutural do COVID-19 pela perspectiva Yanomami, ''International Journal of Engineering, Social Justice and Peace'', 8(1): 61-77. Acesso
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2019). Infraestruturando identidades visuais livres em coletivos autogestionários. In ''Anais do 9o Congresso Internacional de Design da Informação/Proceedings of the 9th Information Design International Conference| CIDI''. Acesso
Pinch, Trevor; Bijker, Wiebe (1984). The Social Construction of Facts and Artefacts: or How the Sociology of Science and the Sociology of Technology might Benefit each Other. ''Social Studies of Science'', 14, 399-441. Acesso
Rouvroy, Antoinette; Berns, Thomas (2015). Governamentalidade algorítmica e perspectivas de emancipação: o díspar como condição de individuação pela relação? ''Revista Eco Pós'', 18(2): 36-56. Acesso
Winner, Langdon. Artefatos têm Política? (tradução Fernando Manso). “Do artifacts have politics?” In. ''The Whale and the Reactor: a search for limits in an Age of High Technology''. Chicago: The University of Chicago Press, p.19-39. Acesso
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Rodrigo Firmino
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/* Seminário */
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= Tecnopolíticas Urbanas: ??? =
== <big>Sobre</big> ==
Disciplina eletiva do Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana (PPGTU) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) destinada a estudantes de mestrado e doutorado desta e outras instituições (ouvintes). Áreas de interesse: arquitetura e urbanismo, planejamento urbano, comunicação, geografia, sociologia, e outras disciplinas das ciências sociais e humanas.
Responsáveis: [http://lattes.cnpq.br/1468237540261340 Rodrigo Firmino], [http://lattes.cnpq.br/5965237751546881 Gilberto Vieira] e [http://lattes.cnpq.br/4611235670032008 Thiago Vasconcelos]
Convidados(as): ?
== <big>Local e período</big> ==
Onde: PPGTU/PUCPR, Campus Curitiba. A disciplina será realizada inteiramente de forma online (link a ser disponibilizado para estudantes matriculados).
Quando: 2<sup>o</sup> semestre de 2026, 10 sessões, às '''sextas-feiras''', das 9h30 às 12h30, a partir de 04/08/2026.
Carga horária: 30 horas (mestrado) e 45 horas (doutorado).
== <big>Ementa e objetivos</big> ==
'''>>> EMENTA ANTIGA'''
A cidade como um artefato tecnológico é o fundamento desta disciplina. Para a discussão desse fundamento, a disciplina visa compreender as relações entre as transformações tecnológicas, a organização do espaço urbano, e as consequências para diferentes grupos sociais em termos de gênero, raça, e classe. A primeira abordagem de base da disciplina será a construção social das tecnologias, que considera a explicação do desenvolvimento científico e tecnológico como construção social e histórica. Este conteúdo será integrado a um segundo tipo de abordagem que trata da formação, compreensão e descrição de redes sociotécnicas, que permitem entender as relações entre diferentes atores de naturezas distintas (políticas, objetos, tecnologias) na formação da cidade como um conglomerado de artefatos tecnológicos.
'''>>> ESTOU PROPONDO A SEGUINTE NOVA EMENTA (GIL, THIAGO, COMPLEMENTEM PRINCIPALMENTE O TERCEIRO PARÁGRAFO)'''
A cidade compreendida como artefato sociotécnico constitui o fundamento desta disciplina. A partir dessa perspectiva, a disciplina propõe analisar criticamente as relações entre transformações tecnológicas, produção do espaço urbano e dinâmicas de poder, considerando seus impactos desiguais sobre diferentes grupos sociais, especialmente em termos de raça, gênero, classe e territorialidade. O curso aborda as tecnopolíticas urbanas como campo de investigação voltado à compreensão das disputas materiais e simbólicas em torno das infraestruturas digitais, dos sistemas algorítmicos, das plataformas urbanas e dos regimes contemporâneos de vigilância e dataficação das cidades. Nesse contexto, serão discutidas criticamente as narrativas hegemônicas das “cidades inteligentes” e da inovação urbana, enfatizando os processos de controle, exclusão e produção de desigualdades associados à crescente mediação tecnológica da vida urbana.
Como base teórico-conceitual, a disciplina introduz a abordagem da Construção Social da Tecnologia (SCOT), compreendendo o desenvolvimento científico e tecnológico como resultado de processos históricos, sociais e políticos. Em articulação com essa perspectiva, serão exploradas abordagens sociotécnicas e relacionais — incluindo teoria ator-rede, materialismos relacionais e estudos críticos da infraestrutura — que permitem compreender a cidade como um conglomerado heterogêneo de atores humanos e não humanos, dispositivos, dados, políticas, plataformas e práticas cotidianas. A disciplina também enfatiza perspectivas críticas produzidas a partir do Sul Global, especialmente debates sobre vigilância urbana, reconhecimento facial, territorialização dos dados, ativismo de dados e geração cidadã de dados, valorizando metodologias participativas, práticas de pesquisa-intervenção e formas comunitárias de resistência e reapropriação tecnológica.
== <big>Conteúdo</big> ==
* Ciência, tecnologia e sociedade (CTS) e sociologia da tecnologia;
* Redes sociotécnicas e tecnopolítica;
* Tecnologias e cidades;
* Dados e algoritmos como mediação urbana;
* Projetos e contra-projetos (opressão e resistência).
== <big>Metodologia de aprendizagem</big> ==
* Aulas expositivas;
* Seminários;
* Discussões em mesas redondas;
* Trabalho de campo.
== <big>Avaliação</big> ==
* Frequência mínima: 75%;
* Seminários em equipe;
* Trabalho dissertativo em duplas;
* Resenha crítica (apenas doutorado).
==== Composição da nota ====
* Mestrado: seminário (30%) + trabalho dissertativo (70%)
* Doutorado: seminário (20%) + trabalho dissertativo (70%) + resenha (10%)
==== Seminário ====
A ser realizado em equipes. Cada equipe deverá desenvolver uma investigação crítica sobre um arranjo sociotécnico urbano — envolvendo um ou mais artefatos tecnológicos, infraestruturas, plataformas digitais, sistemas algorítmicos ou dispositivos de gestão urbana — a partir das perspectivas discutidas na disciplina.
O seminário deverá apresentar uma análise socioconstrutivista e sociotécnica do objeto escolhido, abordando: sua formação histórica, atores envolvidos, disputas e controvérsias, infraestruturas materiais e informacionais, formas de mediação tecnológica da vida urbana e implicações políticas e sociais relacionadas a desigualdades, vigilância, racialização, exclusão e assimetrias de poder. As apresentações deverão também explorar as possibilidades de reconfiguração sociotécnica do arranjo investigado, considerando perspectivas de resistência, apropriação crítica, justiça tecnológica e contra-projetos urbanos de caráter emancipatório.
O seminário deverá funcionar como uma etapa intermediária de amadurecimento da pesquisa final, apresentando: delimitação do objeto, perguntas de pesquisa, protocolo metodológico, referências teóricas, estratégias de coleta de dados/evidências e resultados preliminares do mapeamento da controvérsia.
As apresentações terão duração entre 40 e 50 minutos (exposição oral), seguida de discussão coletiva e debate crítico com a turma (entre 10 e 20 minutos), totalizando 60 minutos por equipe. O formato de apresentação é livre, podendo incluir recursos audiovisuais, cartografias sociotécnicas, diagramas, plataformas digitais, visualizações de dados ou outros suportes pertinentes à investigação. '''Datas das apresentações: a serem definidas em aula'''.
==== Trabalho dissertativo ====
A ser realizado em duplas. Trabalho de pesquisa sobre processos tecnológicos ou infraestruturas urbanas (arranjos sociotécnicos), investigando as relações entre cidades e tecnologias do ponto de vista socioconstrutivista, tendo como perspectiva uma reflexão baseada em propostas de contra-projeto libertário (contra-opressor). O exercício deve resultar em um texto com no máximo 3.000 palavras, podendo respeitar as seguintes fases de desenvolvimento: (a) escolha do objeto de pesquisa (pode estar relacionado com o trabalho de campo realizado em aula), que envolve um arranjo sociotécnico (considerando um ou mais artefatos tecnológicos); (b) definição do protocolo de pesquisa para este objeto (metodologia e abordagens ao objeto de pesquisa, envolvendo perguntas de pesquisa, fontes de informação, organização das evidências/dados e tópicos de análise); © coleta de informações, organização e análise dos dados e evidências; (d) elaboração do documento analítico baseado na teoria SCOT (''social construction of technologies'') e/ou ANT (''actor-network theory''), com descrição da situação (objeto da pesquisa) e detalhamento do mapeamento da controvérsia; (e) arrazoado sobre possibilidade de contra-projeto libertário (contra-opressor), com descrição mínima de suas características. '''Entrega: 20/12/2021'''.
==== Resenha crítica (apenas doutorado) ====
Doutorandos/as deverão complementar sua carga horária com a realização de uma resenha crítica (entre 1.000 e 2.000 palavras) a partir de no mínimo 3 artigos selecionados sobre o tema da disciplina (a relação entre cidades e sistemas tecnológicos). A resenha deve basear-se nos artigos e resultar em ensaio crítico sobre o(s) tema(s) abordado(s) pelos artigos, suas inter-relações, etc. '''Entrega: 20/12/2021'''.
Observação: Os textos do trabalho dissertativo e da resenha crítica deverão ser entregues em PDF, e devem respeitar os limites de palavras, incluindo título e bibliografia.
== <big>Programação</big> ==
'''Aula 1, quarta-feira 15/09/2021 (Rodrigo Firmino e Fábio Duarte)'''
* Apresentação da disciplina, contexto e programação.
* Tecnologia como princípio teórico.
Marx, Leo (2010). Technology: the emergence of a hazardous concept. ''Technology and Culture'', 51(3): 561-577. Acesso
Latour, Bruno (1994). On technical mediation. ''Common Knowledge'', 3(2): 29-64. Acesso (disponível em espanhol, aqui)
'''Aula 2, quarta-feira 22/09/2021 (Rodrigo Firmino)'''
* Construção Social das Tecnologias. Bicicletas como tecnologia feminista.
Pinch, Trevor; Bijker, Wiebe (1984). The Social Construction of Facts and Artefacts: or How the Sociology of Science and the Sociology of Technology might Benefit each Other. ''Social Studies of Science'', 14, 399-441. Acesso
'''Aula 3, terça-feira 28/09/2021 (Rodrigo Firmino)'''
* Tecnologia como artefato político. Artefato e segregação.
* Plano e Cidade: construção social de fatos e artefatos urbanos.
Winner, Langdon. Artefatos têm Política? (tradução Fernando Manso). “Do artifacts have politics?” In. ''The Whale and the Reactor: a search for limits in an Age of High Technology''. Chicago: The University of Chicago Press, p.19-39. Acesso
Aibar, Eduardo; Bijker, Wiebe (1997). Constructing a City: The Cerdà Plan for the Extension of Barcelona. ''Science, Technology, & Human values'', 22(1): 3-30. Acesso
'''Aula 4, terça-feira 05/10/2021 (Rodrigo Gonzatto)'''
* Greve projeta apps? "Usuários" no projeto para-si de tecnologias na cidade.
Hernández, Maria C. Ibarra; Ribeiro, Rita (2014). O design e a valorização do vernacular ou de práticas realizadas por não-designers. In: 11º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, ''Blucher Design Proceedings''. Acesso
Gonzatto, Rodrigo Freese (2018). Utentes como produtores de tecnologias computacionais (seção 3.5.3) In: Gonzatto, Rodrigo Freese. Usuários e Produção da Existência: contribuições de Álvaro Vieira Pinto e Paulo Freire à Interação Humano-Computador. ''Tese'' (Doutorado em Tecnologia e Sociedade) – PPGTE (UTFPR), p.219-228. Acesso
Vídeo: Paulo Roberto da Silva Lima (Galo). ‘Entregador Antifascista' critica precarização do trabalho e omissão de veículos da imprensa. Folha de S. Paulo [Youtube]. Acesso
'''Aula 5, terça-feira 19/10/2021 (Fábio Duarte) - início às 9h00'''
* Transporte urbano: uma questão racial.
Crockett, Karilyn (2018). "Introduction". In: ''People before highways: Boston Activists, Urban Planners, and a New Movement for City Making''. University of Massachusetts Press: 1-18. Acesso
Archer, Deborah (2020). White men's roads through black men's homes: advancing racial equity through highway reconstruction. ''Vanderbilt Law Review'', 23(5): 1259-1330. Acesso
Albergaria, Rafaela; Martins, João P.; Mihessen, Vitor (2019). ''Não foi em vão: desigualdade e segurança nos trens metropolitanos do Rio de Janeiro''. Rio de Janeiro: Fundação Heinrich Böll. Acesso
'''Aula 6, terça-feira 26/10/2021 (Andres Luque-Ayala e Paula Pereira)'''
* "Sistemas operacionais urbanos", uma perspetiva crítica do "urbanismo inteligente".
Luque-Ayala, Andres; Marvin, Simon (2020). Prediction: The City as a Calculative Machine. In: Andres Luque-Ayala and Simon Marvin (2020). ''Urban Operating Systems: producing the computacional city''. Cambridge: MIT Press, p.129-148. Acesso
* Regimes de saber e de temporalidade algorítmica.
Pereira, Paula (2021). Performatividade, correlacionismo e probabilização do futuro: a ordem das coisas na era do algoritmo. ''Dobras'', 42, 12 de março de 2021. Acesso
Rouvroy, Antoinette; Berns, Thomas (2015). Governamentalidade algorítmica e perspectivas de emancipação: o díspar como condição de individuação pela relação? ''Revista Eco Pós'', 18(2): 36-56. Acesso
'''Aula 7, terça-feira 09/11/2021 (Nina Desgranges e Thiane Neves)'''
* Cidades, dados e plataformas digitais.
Barns, Sarah (2020). Re-engineering the City: Platform Ecosystems and the Capture of Urban Big Data 2003, ''Front. Sustain. Cities'', 2(32). Acesso
* Raça, gênero e algoritmos.
Neves, Thiane (2020). Estamos em marcha! Escrevivendo, agindo e quebrando códigos. In: Tarcízio Silva (Org.) (2020). ''Comunidades, Algoritmos e Ativismos Digitais: olhares afrodiaspóricos''. São Paulo: LiteraRUA. Acesso
Carrera, Fernanda; Carvalho, Denise (2020). Algoritmos racistas: a hiper-ritualização da solidão da mulher negra em bancos de imagens digitais. ''Galáxia'', 43: 99-114. Acesso
'''Aula 8, terça-feira 16/11/2021 (Henrique Parra e Debora Pio)'''
* Alternativas, resistências e a tecnopolítica do comum.
Parra, Henrique (2019). Laboratório do comum: protótipos, reticulação e potência da situação. doispontos, 16(3): 111-120. Acesso
* Dados e narrativas territorializadas
Firmino, Rodrigo; Pio, Débora; Vieira, Gilberto (2020). Revolução periférica dos dados em tempos de pandemia global. ''Revista de Morfologia Urbana'', 8(1): e00156. Acesso
'''Aula 9, terça-feira 23/11/2021 (Fred van Amstel) - início às 9h00'''
* Colonização e descolonização infraestrutural no espaço urbano
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2021). A fumaça digital: inversão infraestrutural do COVID-19 pela perspectiva Yanomami, ''International Journal of Engineering, Social Justice and Peace'', 8(1): 61-77. Acesso
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2019). Infraestruturando identidades visuais livres em coletivos autogestionários. In ''Anais do 9o Congresso Internacional de Design da Informação/Proceedings of the 9th Information Design International Conference| CIDI''. Acesso
'''Aula 10, quarta-feira 01/12/2021 (Rodrigo Firmino)'''
* Seminários temáticos em equipe (pecha kucha), comentários e avaliação coletiva.
== <big>Bibliografia</big> ==
Aibar, Eduardo; Bijker, Wiebe (1997). Constructing a City: The Cerdà Plan for the Extension of Barcelona. ''Science, Technology, & Human values'', 22(1): 3-30. Acesso
Albergaria, Rafaela; Martins, João P.; Mihessen, Vitor (2019). ''Não foi em vão: desigualdade e segurança nos trens metropolitanos do Rio de Janeiro''. Rio de Janeiro: Fundação Heinrich Böll. Acesso
Archer, Deborah (2020). White men's roads through black men's homes: advancing racial equity through highway reconstruction. ''Vanderbilt Law Review'', 23(5): 1259-1330. Acesso
Barns, Sarah (2020). Re-engineering the City: Platform Ecosystems and the Capture of Urban Big Data 2003, ''Front. Sustain. Cities'', 2(32). Acesso
Carrera, Fernanda; Carvalho, Denise (2020). Algoritmos racistas: a hiper-ritualização da solidão da mulher negra em bancos de imagens digitais. ''Galáxia'', 43: 99-114. Acesso
Crockett, Karilyn (2018). "Introduction". In: ''People before highways: Boston Activists, Urban Planners, and a New Movement for City Making''. University of Massachusetts Press: 1-18. Acesso
Firmino, Rodrigo; Pio, Débora; Vieira, Gilberto (2020). Revolução periférica dos dados em tempos de pandemia global. ''Revista de Morfologia Urbana'', 8(1): e00156. Acesso
Gonzatto, Rodrigo Freese (2018). Utentes como produtores de tecnologias computacionais (seção 3.5.3) In: Gonzatto, Rodrigo Freese. Usuários e Produção da Existência: contribuições de Álvaro Vieira Pinto e Paulo Freire à Interação Humano-Computador. ''Tese'' (Doutorado em Tecnologia e Sociedade) – PPGTE (UTFPR), p.219-228. Acesso
Hernández, Maria C. Ibarra; Ribeiro, Rita (2014). O design e a valorização do vernacular ou de práticas realizadas por não-designers. In: 11º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, ''Blucher Design Proceedings''. Acesso
Latour, Bruno (1994). On technical mediation. ''Common Knowledge'', 3(2): 29-64. Acesso (disponível em espanhol, aqui)
Luque-Ayala, Andres; Marvin, Simon (2020). Prediction: The City as a Calculative Machine. In: Andres Luque-Ayala and Simon Marvin (2020). ''Urban Operating Systems: producing the computacional city''. Cambridge: MIT Press, p.129-148. Acesso
Marx, Leo (2010). Technology: the emergence of a hazardous concept. ''Technology and Culture'', 51(3): 561-577. Acesso
Neves, Thiane (2020). Estamos em marcha! Escrevivendo, agindo e quebrando códigos. In: Tarcízio Silva (Org.) (2020). ''Comunidades, Algoritmos e Ativismos Digitais: olhares afrodiaspóricos''. São Paulo: LiteraRUA. Acesso
Parra, Henrique (2019). Laboratório do comum: protótipos, reticulação e potência da situação. doispontos, 16(3): 111-120. Acesso
Pereira, Paula (2021). Performatividade, correlacionismo e probabilização do futuro: a ordem das coisas na era do algoritmo. ''Dobras'', 42, 12 de março de 2021. Acesso
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2021). A fumaça digital: inversão infraestrutural do COVID-19 pela perspectiva Yanomami, ''International Journal of Engineering, Social Justice and Peace'', 8(1): 61-77. Acesso
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2019). Infraestruturando identidades visuais livres em coletivos autogestionários. In ''Anais do 9o Congresso Internacional de Design da Informação/Proceedings of the 9th Information Design International Conference| CIDI''. Acesso
Pinch, Trevor; Bijker, Wiebe (1984). The Social Construction of Facts and Artefacts: or How the Sociology of Science and the Sociology of Technology might Benefit each Other. ''Social Studies of Science'', 14, 399-441. Acesso
Rouvroy, Antoinette; Berns, Thomas (2015). Governamentalidade algorítmica e perspectivas de emancipação: o díspar como condição de individuação pela relação? ''Revista Eco Pós'', 18(2): 36-56. Acesso
Winner, Langdon. Artefatos têm Política? (tradução Fernando Manso). “Do artifacts have politics?” In. ''The Whale and the Reactor: a search for limits in an Age of High Technology''. Chicago: The University of Chicago Press, p.19-39. Acesso
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182727
182726
2026-05-19T19:24:28Z
Rodrigo Firmino
30787
/* Trabalho dissertativo */
182727
wikitext
text/x-wiki
= Tecnopolíticas Urbanas: ??? =
== <big>Sobre</big> ==
Disciplina eletiva do Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana (PPGTU) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) destinada a estudantes de mestrado e doutorado desta e outras instituições (ouvintes). Áreas de interesse: arquitetura e urbanismo, planejamento urbano, comunicação, geografia, sociologia, e outras disciplinas das ciências sociais e humanas.
Responsáveis: [http://lattes.cnpq.br/1468237540261340 Rodrigo Firmino], [http://lattes.cnpq.br/5965237751546881 Gilberto Vieira] e [http://lattes.cnpq.br/4611235670032008 Thiago Vasconcelos]
Convidados(as): ?
== <big>Local e período</big> ==
Onde: PPGTU/PUCPR, Campus Curitiba. A disciplina será realizada inteiramente de forma online (link a ser disponibilizado para estudantes matriculados).
Quando: 2<sup>o</sup> semestre de 2026, 10 sessões, às '''sextas-feiras''', das 9h30 às 12h30, a partir de 04/08/2026.
Carga horária: 30 horas (mestrado) e 45 horas (doutorado).
== <big>Ementa e objetivos</big> ==
'''>>> EMENTA ANTIGA'''
A cidade como um artefato tecnológico é o fundamento desta disciplina. Para a discussão desse fundamento, a disciplina visa compreender as relações entre as transformações tecnológicas, a organização do espaço urbano, e as consequências para diferentes grupos sociais em termos de gênero, raça, e classe. A primeira abordagem de base da disciplina será a construção social das tecnologias, que considera a explicação do desenvolvimento científico e tecnológico como construção social e histórica. Este conteúdo será integrado a um segundo tipo de abordagem que trata da formação, compreensão e descrição de redes sociotécnicas, que permitem entender as relações entre diferentes atores de naturezas distintas (políticas, objetos, tecnologias) na formação da cidade como um conglomerado de artefatos tecnológicos.
'''>>> ESTOU PROPONDO A SEGUINTE NOVA EMENTA (GIL, THIAGO, COMPLEMENTEM PRINCIPALMENTE O TERCEIRO PARÁGRAFO)'''
A cidade compreendida como artefato sociotécnico constitui o fundamento desta disciplina. A partir dessa perspectiva, a disciplina propõe analisar criticamente as relações entre transformações tecnológicas, produção do espaço urbano e dinâmicas de poder, considerando seus impactos desiguais sobre diferentes grupos sociais, especialmente em termos de raça, gênero, classe e territorialidade. O curso aborda as tecnopolíticas urbanas como campo de investigação voltado à compreensão das disputas materiais e simbólicas em torno das infraestruturas digitais, dos sistemas algorítmicos, das plataformas urbanas e dos regimes contemporâneos de vigilância e dataficação das cidades. Nesse contexto, serão discutidas criticamente as narrativas hegemônicas das “cidades inteligentes” e da inovação urbana, enfatizando os processos de controle, exclusão e produção de desigualdades associados à crescente mediação tecnológica da vida urbana.
Como base teórico-conceitual, a disciplina introduz a abordagem da Construção Social da Tecnologia (SCOT), compreendendo o desenvolvimento científico e tecnológico como resultado de processos históricos, sociais e políticos. Em articulação com essa perspectiva, serão exploradas abordagens sociotécnicas e relacionais — incluindo teoria ator-rede, materialismos relacionais e estudos críticos da infraestrutura — que permitem compreender a cidade como um conglomerado heterogêneo de atores humanos e não humanos, dispositivos, dados, políticas, plataformas e práticas cotidianas. A disciplina também enfatiza perspectivas críticas produzidas a partir do Sul Global, especialmente debates sobre vigilância urbana, reconhecimento facial, territorialização dos dados, ativismo de dados e geração cidadã de dados, valorizando metodologias participativas, práticas de pesquisa-intervenção e formas comunitárias de resistência e reapropriação tecnológica.
== <big>Conteúdo</big> ==
* Ciência, tecnologia e sociedade (CTS) e sociologia da tecnologia;
* Redes sociotécnicas e tecnopolítica;
* Tecnologias e cidades;
* Dados e algoritmos como mediação urbana;
* Projetos e contra-projetos (opressão e resistência).
== <big>Metodologia de aprendizagem</big> ==
* Aulas expositivas;
* Seminários;
* Discussões em mesas redondas;
* Trabalho de campo.
== <big>Avaliação</big> ==
* Frequência mínima: 75%;
* Seminários em equipe;
* Trabalho dissertativo em duplas;
* Resenha crítica (apenas doutorado).
==== Composição da nota ====
* Mestrado: seminário (30%) + trabalho dissertativo (70%)
* Doutorado: seminário (20%) + trabalho dissertativo (70%) + resenha (10%)
==== Seminário ====
A ser realizado em equipes. Cada equipe deverá desenvolver uma investigação crítica sobre um arranjo sociotécnico urbano — envolvendo um ou mais artefatos tecnológicos, infraestruturas, plataformas digitais, sistemas algorítmicos ou dispositivos de gestão urbana — a partir das perspectivas discutidas na disciplina.
O seminário deverá apresentar uma análise socioconstrutivista e sociotécnica do objeto escolhido, abordando: sua formação histórica, atores envolvidos, disputas e controvérsias, infraestruturas materiais e informacionais, formas de mediação tecnológica da vida urbana e implicações políticas e sociais relacionadas a desigualdades, vigilância, racialização, exclusão e assimetrias de poder. As apresentações deverão também explorar as possibilidades de reconfiguração sociotécnica do arranjo investigado, considerando perspectivas de resistência, apropriação crítica, justiça tecnológica e contra-projetos urbanos de caráter emancipatório.
O seminário deverá funcionar como uma etapa intermediária de amadurecimento da pesquisa final, apresentando: delimitação do objeto, perguntas de pesquisa, protocolo metodológico, referências teóricas, estratégias de coleta de dados/evidências e resultados preliminares do mapeamento da controvérsia.
As apresentações terão duração entre 40 e 50 minutos (exposição oral), seguida de discussão coletiva e debate crítico com a turma (entre 10 e 20 minutos), totalizando 60 minutos por equipe. O formato de apresentação é livre, podendo incluir recursos audiovisuais, cartografias sociotécnicas, diagramas, plataformas digitais, visualizações de dados ou outros suportes pertinentes à investigação. '''Datas das apresentações: a serem definidas em aula'''.
==== Trabalho dissertativo ====
A ser realizado pelas mesmas equipes dos seminários. O trabalho final consistirá no desenvolvimento de uma investigação crítica sobre um arranjo sociotécnico urbano contemporâneo, articulando teoria, pesquisa empírica e análise das relações entre tecnologias, infraestruturas urbanas e dinâmicas de poder. O exercício deverá estar alinhado às discussões desenvolvidas ao longo da disciplina e ao seminário de pesquisa, funcionando como aprofundamento analítico do objeto investigado pela equipe. O trabalho deverá mobilizar perspectivas socioconstrutivistas e abordagens críticas das tecnopolíticas urbanas, especialmente contribuições da SCOT (Social Construction of Technology), ANT (Actor-Network Theory), estudos críticos da infraestrutura, urbanismo de plataforma, vigilância urbana, dataficação e produção algorítmica do espaço urbano.
A pesquisa deverá investigar como tecnologias, plataformas, dispositivos, infraestruturas ou sistemas urbanos são socialmente produzidos, disputados, estabilizados e territorializados, considerando seus efeitos desiguais sobre diferentes grupos sociais.
O trabalho deverá resultar em um texto analítico de 2.000 a 4.000 palavras, devendo contemplar:
* Elaboração de uma análise sociotécnica do caso investigado, articulando descrição do arranjo estudado, formação histórica, redes de atores humanos e não humanos, mediações tecnológicas, controvérsias, disputas de poder e processos de estabilização tecnológica, bem como suas implicações urbanas, sociais e políticas;
* Desenvolvimento de uma reflexão crítica sobre possibilidades de reconfiguração sociotécnica do objeto investigado, considerando perspectivas de justiça tecnológica, direito à cidade, soberania tecnológica, produção cidadã de dados, práticas insurgentes ou outras formas de contra-projeto emancipatório e contra-opressor.
Serão especialmente valorizados:
* trabalhos que articulem teoria e investigação empírica;
* abordagens interdisciplinares;
* capacidade analítica e argumentativa;
* uso crítico dos referenciais teóricos da disciplina;
* experimentações metodológicas;
* e reflexões situadas sobre tecnopolíticas urbanas no contexto do Sul Global.
'''Entrega: dd/mm/aaaa'''.
==== Resenha crítica (apenas doutorado) ====
Doutorandos/as deverão complementar sua carga horária com a realização de uma resenha crítica (entre 1.000 e 2.000 palavras) a partir de no mínimo 2 artigos selecionados sobre o tema da disciplina (a relação entre cidades e sistemas tecnológicos). A resenha deve basear-se nos artigos e resultar em ensaio crítico sobre o(s) tema(s) abordado(s) pelos artigos, suas inter-relações, etc. '''Entrega: dd/mm/aaaa'''.
Observação: Os textos do trabalho dissertativo e da resenha crítica deverão ser entregues em PDF, e devem respeitar os limites de palavras, incluindo título e bibliografia.
== <big>Programação</big> ==
'''Aula 1, quarta-feira 15/09/2021 (Rodrigo Firmino e Fábio Duarte)'''
* Apresentação da disciplina, contexto e programação.
* Tecnologia como princípio teórico.
Marx, Leo (2010). Technology: the emergence of a hazardous concept. ''Technology and Culture'', 51(3): 561-577. Acesso
Latour, Bruno (1994). On technical mediation. ''Common Knowledge'', 3(2): 29-64. Acesso (disponível em espanhol, aqui)
'''Aula 2, quarta-feira 22/09/2021 (Rodrigo Firmino)'''
* Construção Social das Tecnologias. Bicicletas como tecnologia feminista.
Pinch, Trevor; Bijker, Wiebe (1984). The Social Construction of Facts and Artefacts: or How the Sociology of Science and the Sociology of Technology might Benefit each Other. ''Social Studies of Science'', 14, 399-441. Acesso
'''Aula 3, terça-feira 28/09/2021 (Rodrigo Firmino)'''
* Tecnologia como artefato político. Artefato e segregação.
* Plano e Cidade: construção social de fatos e artefatos urbanos.
Winner, Langdon. Artefatos têm Política? (tradução Fernando Manso). “Do artifacts have politics?” In. ''The Whale and the Reactor: a search for limits in an Age of High Technology''. Chicago: The University of Chicago Press, p.19-39. Acesso
Aibar, Eduardo; Bijker, Wiebe (1997). Constructing a City: The Cerdà Plan for the Extension of Barcelona. ''Science, Technology, & Human values'', 22(1): 3-30. Acesso
'''Aula 4, terça-feira 05/10/2021 (Rodrigo Gonzatto)'''
* Greve projeta apps? "Usuários" no projeto para-si de tecnologias na cidade.
Hernández, Maria C. Ibarra; Ribeiro, Rita (2014). O design e a valorização do vernacular ou de práticas realizadas por não-designers. In: 11º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, ''Blucher Design Proceedings''. Acesso
Gonzatto, Rodrigo Freese (2018). Utentes como produtores de tecnologias computacionais (seção 3.5.3) In: Gonzatto, Rodrigo Freese. Usuários e Produção da Existência: contribuições de Álvaro Vieira Pinto e Paulo Freire à Interação Humano-Computador. ''Tese'' (Doutorado em Tecnologia e Sociedade) – PPGTE (UTFPR), p.219-228. Acesso
Vídeo: Paulo Roberto da Silva Lima (Galo). ‘Entregador Antifascista' critica precarização do trabalho e omissão de veículos da imprensa. Folha de S. Paulo [Youtube]. Acesso
'''Aula 5, terça-feira 19/10/2021 (Fábio Duarte) - início às 9h00'''
* Transporte urbano: uma questão racial.
Crockett, Karilyn (2018). "Introduction". In: ''People before highways: Boston Activists, Urban Planners, and a New Movement for City Making''. University of Massachusetts Press: 1-18. Acesso
Archer, Deborah (2020). White men's roads through black men's homes: advancing racial equity through highway reconstruction. ''Vanderbilt Law Review'', 23(5): 1259-1330. Acesso
Albergaria, Rafaela; Martins, João P.; Mihessen, Vitor (2019). ''Não foi em vão: desigualdade e segurança nos trens metropolitanos do Rio de Janeiro''. Rio de Janeiro: Fundação Heinrich Böll. Acesso
'''Aula 6, terça-feira 26/10/2021 (Andres Luque-Ayala e Paula Pereira)'''
* "Sistemas operacionais urbanos", uma perspetiva crítica do "urbanismo inteligente".
Luque-Ayala, Andres; Marvin, Simon (2020). Prediction: The City as a Calculative Machine. In: Andres Luque-Ayala and Simon Marvin (2020). ''Urban Operating Systems: producing the computacional city''. Cambridge: MIT Press, p.129-148. Acesso
* Regimes de saber e de temporalidade algorítmica.
Pereira, Paula (2021). Performatividade, correlacionismo e probabilização do futuro: a ordem das coisas na era do algoritmo. ''Dobras'', 42, 12 de março de 2021. Acesso
Rouvroy, Antoinette; Berns, Thomas (2015). Governamentalidade algorítmica e perspectivas de emancipação: o díspar como condição de individuação pela relação? ''Revista Eco Pós'', 18(2): 36-56. Acesso
'''Aula 7, terça-feira 09/11/2021 (Nina Desgranges e Thiane Neves)'''
* Cidades, dados e plataformas digitais.
Barns, Sarah (2020). Re-engineering the City: Platform Ecosystems and the Capture of Urban Big Data 2003, ''Front. Sustain. Cities'', 2(32). Acesso
* Raça, gênero e algoritmos.
Neves, Thiane (2020). Estamos em marcha! Escrevivendo, agindo e quebrando códigos. In: Tarcízio Silva (Org.) (2020). ''Comunidades, Algoritmos e Ativismos Digitais: olhares afrodiaspóricos''. São Paulo: LiteraRUA. Acesso
Carrera, Fernanda; Carvalho, Denise (2020). Algoritmos racistas: a hiper-ritualização da solidão da mulher negra em bancos de imagens digitais. ''Galáxia'', 43: 99-114. Acesso
'''Aula 8, terça-feira 16/11/2021 (Henrique Parra e Debora Pio)'''
* Alternativas, resistências e a tecnopolítica do comum.
Parra, Henrique (2019). Laboratório do comum: protótipos, reticulação e potência da situação. doispontos, 16(3): 111-120. Acesso
* Dados e narrativas territorializadas
Firmino, Rodrigo; Pio, Débora; Vieira, Gilberto (2020). Revolução periférica dos dados em tempos de pandemia global. ''Revista de Morfologia Urbana'', 8(1): e00156. Acesso
'''Aula 9, terça-feira 23/11/2021 (Fred van Amstel) - início às 9h00'''
* Colonização e descolonização infraestrutural no espaço urbano
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2021). A fumaça digital: inversão infraestrutural do COVID-19 pela perspectiva Yanomami, ''International Journal of Engineering, Social Justice and Peace'', 8(1): 61-77. Acesso
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2019). Infraestruturando identidades visuais livres em coletivos autogestionários. In ''Anais do 9o Congresso Internacional de Design da Informação/Proceedings of the 9th Information Design International Conference| CIDI''. Acesso
'''Aula 10, quarta-feira 01/12/2021 (Rodrigo Firmino)'''
* Seminários temáticos em equipe (pecha kucha), comentários e avaliação coletiva.
== <big>Bibliografia</big> ==
Aibar, Eduardo; Bijker, Wiebe (1997). Constructing a City: The Cerdà Plan for the Extension of Barcelona. ''Science, Technology, & Human values'', 22(1): 3-30. Acesso
Albergaria, Rafaela; Martins, João P.; Mihessen, Vitor (2019). ''Não foi em vão: desigualdade e segurança nos trens metropolitanos do Rio de Janeiro''. Rio de Janeiro: Fundação Heinrich Böll. Acesso
Archer, Deborah (2020). White men's roads through black men's homes: advancing racial equity through highway reconstruction. ''Vanderbilt Law Review'', 23(5): 1259-1330. Acesso
Barns, Sarah (2020). Re-engineering the City: Platform Ecosystems and the Capture of Urban Big Data 2003, ''Front. Sustain. Cities'', 2(32). Acesso
Carrera, Fernanda; Carvalho, Denise (2020). Algoritmos racistas: a hiper-ritualização da solidão da mulher negra em bancos de imagens digitais. ''Galáxia'', 43: 99-114. Acesso
Crockett, Karilyn (2018). "Introduction". In: ''People before highways: Boston Activists, Urban Planners, and a New Movement for City Making''. University of Massachusetts Press: 1-18. Acesso
Firmino, Rodrigo; Pio, Débora; Vieira, Gilberto (2020). Revolução periférica dos dados em tempos de pandemia global. ''Revista de Morfologia Urbana'', 8(1): e00156. Acesso
Gonzatto, Rodrigo Freese (2018). Utentes como produtores de tecnologias computacionais (seção 3.5.3) In: Gonzatto, Rodrigo Freese. Usuários e Produção da Existência: contribuições de Álvaro Vieira Pinto e Paulo Freire à Interação Humano-Computador. ''Tese'' (Doutorado em Tecnologia e Sociedade) – PPGTE (UTFPR), p.219-228. Acesso
Hernández, Maria C. Ibarra; Ribeiro, Rita (2014). O design e a valorização do vernacular ou de práticas realizadas por não-designers. In: 11º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, ''Blucher Design Proceedings''. Acesso
Latour, Bruno (1994). On technical mediation. ''Common Knowledge'', 3(2): 29-64. Acesso (disponível em espanhol, aqui)
Luque-Ayala, Andres; Marvin, Simon (2020). Prediction: The City as a Calculative Machine. In: Andres Luque-Ayala and Simon Marvin (2020). ''Urban Operating Systems: producing the computacional city''. Cambridge: MIT Press, p.129-148. Acesso
Marx, Leo (2010). Technology: the emergence of a hazardous concept. ''Technology and Culture'', 51(3): 561-577. Acesso
Neves, Thiane (2020). Estamos em marcha! Escrevivendo, agindo e quebrando códigos. In: Tarcízio Silva (Org.) (2020). ''Comunidades, Algoritmos e Ativismos Digitais: olhares afrodiaspóricos''. São Paulo: LiteraRUA. Acesso
Parra, Henrique (2019). Laboratório do comum: protótipos, reticulação e potência da situação. doispontos, 16(3): 111-120. Acesso
Pereira, Paula (2021). Performatividade, correlacionismo e probabilização do futuro: a ordem das coisas na era do algoritmo. ''Dobras'', 42, 12 de março de 2021. Acesso
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2021). A fumaça digital: inversão infraestrutural do COVID-19 pela perspectiva Yanomami, ''International Journal of Engineering, Social Justice and Peace'', 8(1): 61-77. Acesso
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2019). Infraestruturando identidades visuais livres em coletivos autogestionários. In ''Anais do 9o Congresso Internacional de Design da Informação/Proceedings of the 9th Information Design International Conference| CIDI''. Acesso
Pinch, Trevor; Bijker, Wiebe (1984). The Social Construction of Facts and Artefacts: or How the Sociology of Science and the Sociology of Technology might Benefit each Other. ''Social Studies of Science'', 14, 399-441. Acesso
Rouvroy, Antoinette; Berns, Thomas (2015). Governamentalidade algorítmica e perspectivas de emancipação: o díspar como condição de individuação pela relação? ''Revista Eco Pós'', 18(2): 36-56. Acesso
Winner, Langdon. Artefatos têm Política? (tradução Fernando Manso). “Do artifacts have politics?” In. ''The Whale and the Reactor: a search for limits in an Age of High Technology''. Chicago: The University of Chicago Press, p.19-39. Acesso
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Rodrigo Firmino
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/* Composição da nota */
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= Tecnopolíticas Urbanas: ??? =
== <big>Sobre</big> ==
Disciplina eletiva do Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana (PPGTU) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) destinada a estudantes de mestrado e doutorado desta e outras instituições (ouvintes). Áreas de interesse: arquitetura e urbanismo, planejamento urbano, comunicação, geografia, sociologia, e outras disciplinas das ciências sociais e humanas.
Responsáveis: [http://lattes.cnpq.br/1468237540261340 Rodrigo Firmino], [http://lattes.cnpq.br/5965237751546881 Gilberto Vieira] e [http://lattes.cnpq.br/4611235670032008 Thiago Vasconcelos]
Convidados(as): ?
== <big>Local e período</big> ==
Onde: PPGTU/PUCPR, Campus Curitiba. A disciplina será realizada inteiramente de forma online (link a ser disponibilizado para estudantes matriculados).
Quando: 2<sup>o</sup> semestre de 2026, 10 sessões, às '''sextas-feiras''', das 9h30 às 12h30, a partir de 04/08/2026.
Carga horária: 30 horas (mestrado) e 45 horas (doutorado).
== <big>Ementa e objetivos</big> ==
'''>>> EMENTA ANTIGA'''
A cidade como um artefato tecnológico é o fundamento desta disciplina. Para a discussão desse fundamento, a disciplina visa compreender as relações entre as transformações tecnológicas, a organização do espaço urbano, e as consequências para diferentes grupos sociais em termos de gênero, raça, e classe. A primeira abordagem de base da disciplina será a construção social das tecnologias, que considera a explicação do desenvolvimento científico e tecnológico como construção social e histórica. Este conteúdo será integrado a um segundo tipo de abordagem que trata da formação, compreensão e descrição de redes sociotécnicas, que permitem entender as relações entre diferentes atores de naturezas distintas (políticas, objetos, tecnologias) na formação da cidade como um conglomerado de artefatos tecnológicos.
'''>>> ESTOU PROPONDO A SEGUINTE NOVA EMENTA (GIL, THIAGO, COMPLEMENTEM PRINCIPALMENTE O TERCEIRO PARÁGRAFO)'''
A cidade compreendida como artefato sociotécnico constitui o fundamento desta disciplina. A partir dessa perspectiva, a disciplina propõe analisar criticamente as relações entre transformações tecnológicas, produção do espaço urbano e dinâmicas de poder, considerando seus impactos desiguais sobre diferentes grupos sociais, especialmente em termos de raça, gênero, classe e territorialidade. O curso aborda as tecnopolíticas urbanas como campo de investigação voltado à compreensão das disputas materiais e simbólicas em torno das infraestruturas digitais, dos sistemas algorítmicos, das plataformas urbanas e dos regimes contemporâneos de vigilância e dataficação das cidades. Nesse contexto, serão discutidas criticamente as narrativas hegemônicas das “cidades inteligentes” e da inovação urbana, enfatizando os processos de controle, exclusão e produção de desigualdades associados à crescente mediação tecnológica da vida urbana.
Como base teórico-conceitual, a disciplina introduz a abordagem da Construção Social da Tecnologia (SCOT), compreendendo o desenvolvimento científico e tecnológico como resultado de processos históricos, sociais e políticos. Em articulação com essa perspectiva, serão exploradas abordagens sociotécnicas e relacionais — incluindo teoria ator-rede, materialismos relacionais e estudos críticos da infraestrutura — que permitem compreender a cidade como um conglomerado heterogêneo de atores humanos e não humanos, dispositivos, dados, políticas, plataformas e práticas cotidianas. A disciplina também enfatiza perspectivas críticas produzidas a partir do Sul Global, especialmente debates sobre vigilância urbana, reconhecimento facial, territorialização dos dados, ativismo de dados e geração cidadã de dados, valorizando metodologias participativas, práticas de pesquisa-intervenção e formas comunitárias de resistência e reapropriação tecnológica.
== <big>Conteúdo</big> ==
* Ciência, tecnologia e sociedade (CTS) e sociologia da tecnologia;
* Redes sociotécnicas e tecnopolítica;
* Tecnologias e cidades;
* Dados e algoritmos como mediação urbana;
* Projetos e contra-projetos (opressão e resistência).
== <big>Metodologia de aprendizagem</big> ==
* Aulas expositivas;
* Seminários;
* Discussões em mesas redondas;
* Trabalho de campo.
== <big>Avaliação</big> ==
* Frequência mínima: 75%;
* Seminários em equipe;
* Trabalho dissertativo em duplas;
* Resenha crítica (apenas doutorado).
==== Composição da nota ====
* Mestrado: seminário (40%) + trabalho dissertativo (60%)
* Doutorado: seminário (35%) + trabalho dissertativo (55%) + resenha (10%)
==== Seminário ====
A ser realizado em equipes. Cada equipe deverá desenvolver uma investigação crítica sobre um arranjo sociotécnico urbano — envolvendo um ou mais artefatos tecnológicos, infraestruturas, plataformas digitais, sistemas algorítmicos ou dispositivos de gestão urbana — a partir das perspectivas discutidas na disciplina.
O seminário deverá apresentar uma análise socioconstrutivista e sociotécnica do objeto escolhido, abordando: sua formação histórica, atores envolvidos, disputas e controvérsias, infraestruturas materiais e informacionais, formas de mediação tecnológica da vida urbana e implicações políticas e sociais relacionadas a desigualdades, vigilância, racialização, exclusão e assimetrias de poder. As apresentações deverão também explorar as possibilidades de reconfiguração sociotécnica do arranjo investigado, considerando perspectivas de resistência, apropriação crítica, justiça tecnológica e contra-projetos urbanos de caráter emancipatório.
O seminário deverá funcionar como uma etapa intermediária de amadurecimento da pesquisa final, apresentando: delimitação do objeto, perguntas de pesquisa, protocolo metodológico, referências teóricas, estratégias de coleta de dados/evidências e resultados preliminares do mapeamento da controvérsia.
As apresentações terão duração entre 40 e 50 minutos (exposição oral), seguida de discussão coletiva e debate crítico com a turma (entre 10 e 20 minutos), totalizando 60 minutos por equipe. O formato de apresentação é livre, podendo incluir recursos audiovisuais, cartografias sociotécnicas, diagramas, plataformas digitais, visualizações de dados ou outros suportes pertinentes à investigação. '''Datas das apresentações: a serem definidas em aula'''.
==== Trabalho dissertativo ====
A ser realizado pelas mesmas equipes dos seminários. O trabalho final consistirá no desenvolvimento de uma investigação crítica sobre um arranjo sociotécnico urbano contemporâneo, articulando teoria, pesquisa empírica e análise das relações entre tecnologias, infraestruturas urbanas e dinâmicas de poder. O exercício deverá estar alinhado às discussões desenvolvidas ao longo da disciplina e ao seminário de pesquisa, funcionando como aprofundamento analítico do objeto investigado pela equipe. O trabalho deverá mobilizar perspectivas socioconstrutivistas e abordagens críticas das tecnopolíticas urbanas, especialmente contribuições da SCOT (Social Construction of Technology), ANT (Actor-Network Theory), estudos críticos da infraestrutura, urbanismo de plataforma, vigilância urbana, dataficação e produção algorítmica do espaço urbano.
A pesquisa deverá investigar como tecnologias, plataformas, dispositivos, infraestruturas ou sistemas urbanos são socialmente produzidos, disputados, estabilizados e territorializados, considerando seus efeitos desiguais sobre diferentes grupos sociais.
O trabalho deverá resultar em um texto analítico de 2.000 a 4.000 palavras, devendo contemplar:
* Elaboração de uma análise sociotécnica do caso investigado, articulando descrição do arranjo estudado, formação histórica, redes de atores humanos e não humanos, mediações tecnológicas, controvérsias, disputas de poder e processos de estabilização tecnológica, bem como suas implicações urbanas, sociais e políticas;
* Desenvolvimento de uma reflexão crítica sobre possibilidades de reconfiguração sociotécnica do objeto investigado, considerando perspectivas de justiça tecnológica, direito à cidade, soberania tecnológica, produção cidadã de dados, práticas insurgentes ou outras formas de contra-projeto emancipatório e contra-opressor.
Serão especialmente valorizados:
* trabalhos que articulem teoria e investigação empírica;
* abordagens interdisciplinares;
* capacidade analítica e argumentativa;
* uso crítico dos referenciais teóricos da disciplina;
* experimentações metodológicas;
* e reflexões situadas sobre tecnopolíticas urbanas no contexto do Sul Global.
'''Entrega: dd/mm/aaaa'''.
==== Resenha crítica (apenas doutorado) ====
Doutorandos/as deverão complementar sua carga horária com a realização de uma resenha crítica (entre 1.000 e 2.000 palavras) a partir de no mínimo 2 artigos selecionados sobre o tema da disciplina (a relação entre cidades e sistemas tecnológicos). A resenha deve basear-se nos artigos e resultar em ensaio crítico sobre o(s) tema(s) abordado(s) pelos artigos, suas inter-relações, etc. '''Entrega: dd/mm/aaaa'''.
Observação: Os textos do trabalho dissertativo e da resenha crítica deverão ser entregues em PDF, e devem respeitar os limites de palavras, incluindo título e bibliografia.
== <big>Programação</big> ==
'''Aula 1, quarta-feira 15/09/2021 (Rodrigo Firmino e Fábio Duarte)'''
* Apresentação da disciplina, contexto e programação.
* Tecnologia como princípio teórico.
Marx, Leo (2010). Technology: the emergence of a hazardous concept. ''Technology and Culture'', 51(3): 561-577. Acesso
Latour, Bruno (1994). On technical mediation. ''Common Knowledge'', 3(2): 29-64. Acesso (disponível em espanhol, aqui)
'''Aula 2, quarta-feira 22/09/2021 (Rodrigo Firmino)'''
* Construção Social das Tecnologias. Bicicletas como tecnologia feminista.
Pinch, Trevor; Bijker, Wiebe (1984). The Social Construction of Facts and Artefacts: or How the Sociology of Science and the Sociology of Technology might Benefit each Other. ''Social Studies of Science'', 14, 399-441. Acesso
'''Aula 3, terça-feira 28/09/2021 (Rodrigo Firmino)'''
* Tecnologia como artefato político. Artefato e segregação.
* Plano e Cidade: construção social de fatos e artefatos urbanos.
Winner, Langdon. Artefatos têm Política? (tradução Fernando Manso). “Do artifacts have politics?” In. ''The Whale and the Reactor: a search for limits in an Age of High Technology''. Chicago: The University of Chicago Press, p.19-39. Acesso
Aibar, Eduardo; Bijker, Wiebe (1997). Constructing a City: The Cerdà Plan for the Extension of Barcelona. ''Science, Technology, & Human values'', 22(1): 3-30. Acesso
'''Aula 4, terça-feira 05/10/2021 (Rodrigo Gonzatto)'''
* Greve projeta apps? "Usuários" no projeto para-si de tecnologias na cidade.
Hernández, Maria C. Ibarra; Ribeiro, Rita (2014). O design e a valorização do vernacular ou de práticas realizadas por não-designers. In: 11º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, ''Blucher Design Proceedings''. Acesso
Gonzatto, Rodrigo Freese (2018). Utentes como produtores de tecnologias computacionais (seção 3.5.3) In: Gonzatto, Rodrigo Freese. Usuários e Produção da Existência: contribuições de Álvaro Vieira Pinto e Paulo Freire à Interação Humano-Computador. ''Tese'' (Doutorado em Tecnologia e Sociedade) – PPGTE (UTFPR), p.219-228. Acesso
Vídeo: Paulo Roberto da Silva Lima (Galo). ‘Entregador Antifascista' critica precarização do trabalho e omissão de veículos da imprensa. Folha de S. Paulo [Youtube]. Acesso
'''Aula 5, terça-feira 19/10/2021 (Fábio Duarte) - início às 9h00'''
* Transporte urbano: uma questão racial.
Crockett, Karilyn (2018). "Introduction". In: ''People before highways: Boston Activists, Urban Planners, and a New Movement for City Making''. University of Massachusetts Press: 1-18. Acesso
Archer, Deborah (2020). White men's roads through black men's homes: advancing racial equity through highway reconstruction. ''Vanderbilt Law Review'', 23(5): 1259-1330. Acesso
Albergaria, Rafaela; Martins, João P.; Mihessen, Vitor (2019). ''Não foi em vão: desigualdade e segurança nos trens metropolitanos do Rio de Janeiro''. Rio de Janeiro: Fundação Heinrich Böll. Acesso
'''Aula 6, terça-feira 26/10/2021 (Andres Luque-Ayala e Paula Pereira)'''
* "Sistemas operacionais urbanos", uma perspetiva crítica do "urbanismo inteligente".
Luque-Ayala, Andres; Marvin, Simon (2020). Prediction: The City as a Calculative Machine. In: Andres Luque-Ayala and Simon Marvin (2020). ''Urban Operating Systems: producing the computacional city''. Cambridge: MIT Press, p.129-148. Acesso
* Regimes de saber e de temporalidade algorítmica.
Pereira, Paula (2021). Performatividade, correlacionismo e probabilização do futuro: a ordem das coisas na era do algoritmo. ''Dobras'', 42, 12 de março de 2021. Acesso
Rouvroy, Antoinette; Berns, Thomas (2015). Governamentalidade algorítmica e perspectivas de emancipação: o díspar como condição de individuação pela relação? ''Revista Eco Pós'', 18(2): 36-56. Acesso
'''Aula 7, terça-feira 09/11/2021 (Nina Desgranges e Thiane Neves)'''
* Cidades, dados e plataformas digitais.
Barns, Sarah (2020). Re-engineering the City: Platform Ecosystems and the Capture of Urban Big Data 2003, ''Front. Sustain. Cities'', 2(32). Acesso
* Raça, gênero e algoritmos.
Neves, Thiane (2020). Estamos em marcha! Escrevivendo, agindo e quebrando códigos. In: Tarcízio Silva (Org.) (2020). ''Comunidades, Algoritmos e Ativismos Digitais: olhares afrodiaspóricos''. São Paulo: LiteraRUA. Acesso
Carrera, Fernanda; Carvalho, Denise (2020). Algoritmos racistas: a hiper-ritualização da solidão da mulher negra em bancos de imagens digitais. ''Galáxia'', 43: 99-114. Acesso
'''Aula 8, terça-feira 16/11/2021 (Henrique Parra e Debora Pio)'''
* Alternativas, resistências e a tecnopolítica do comum.
Parra, Henrique (2019). Laboratório do comum: protótipos, reticulação e potência da situação. doispontos, 16(3): 111-120. Acesso
* Dados e narrativas territorializadas
Firmino, Rodrigo; Pio, Débora; Vieira, Gilberto (2020). Revolução periférica dos dados em tempos de pandemia global. ''Revista de Morfologia Urbana'', 8(1): e00156. Acesso
'''Aula 9, terça-feira 23/11/2021 (Fred van Amstel) - início às 9h00'''
* Colonização e descolonização infraestrutural no espaço urbano
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2021). A fumaça digital: inversão infraestrutural do COVID-19 pela perspectiva Yanomami, ''International Journal of Engineering, Social Justice and Peace'', 8(1): 61-77. Acesso
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2019). Infraestruturando identidades visuais livres em coletivos autogestionários. In ''Anais do 9o Congresso Internacional de Design da Informação/Proceedings of the 9th Information Design International Conference| CIDI''. Acesso
'''Aula 10, quarta-feira 01/12/2021 (Rodrigo Firmino)'''
* Seminários temáticos em equipe (pecha kucha), comentários e avaliação coletiva.
== <big>Bibliografia</big> ==
Aibar, Eduardo; Bijker, Wiebe (1997). Constructing a City: The Cerdà Plan for the Extension of Barcelona. ''Science, Technology, & Human values'', 22(1): 3-30. Acesso
Albergaria, Rafaela; Martins, João P.; Mihessen, Vitor (2019). ''Não foi em vão: desigualdade e segurança nos trens metropolitanos do Rio de Janeiro''. Rio de Janeiro: Fundação Heinrich Böll. Acesso
Archer, Deborah (2020). White men's roads through black men's homes: advancing racial equity through highway reconstruction. ''Vanderbilt Law Review'', 23(5): 1259-1330. Acesso
Barns, Sarah (2020). Re-engineering the City: Platform Ecosystems and the Capture of Urban Big Data 2003, ''Front. Sustain. Cities'', 2(32). Acesso
Carrera, Fernanda; Carvalho, Denise (2020). Algoritmos racistas: a hiper-ritualização da solidão da mulher negra em bancos de imagens digitais. ''Galáxia'', 43: 99-114. Acesso
Crockett, Karilyn (2018). "Introduction". In: ''People before highways: Boston Activists, Urban Planners, and a New Movement for City Making''. University of Massachusetts Press: 1-18. Acesso
Firmino, Rodrigo; Pio, Débora; Vieira, Gilberto (2020). Revolução periférica dos dados em tempos de pandemia global. ''Revista de Morfologia Urbana'', 8(1): e00156. Acesso
Gonzatto, Rodrigo Freese (2018). Utentes como produtores de tecnologias computacionais (seção 3.5.3) In: Gonzatto, Rodrigo Freese. Usuários e Produção da Existência: contribuições de Álvaro Vieira Pinto e Paulo Freire à Interação Humano-Computador. ''Tese'' (Doutorado em Tecnologia e Sociedade) – PPGTE (UTFPR), p.219-228. Acesso
Hernández, Maria C. Ibarra; Ribeiro, Rita (2014). O design e a valorização do vernacular ou de práticas realizadas por não-designers. In: 11º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, ''Blucher Design Proceedings''. Acesso
Latour, Bruno (1994). On technical mediation. ''Common Knowledge'', 3(2): 29-64. Acesso (disponível em espanhol, aqui)
Luque-Ayala, Andres; Marvin, Simon (2020). Prediction: The City as a Calculative Machine. In: Andres Luque-Ayala and Simon Marvin (2020). ''Urban Operating Systems: producing the computacional city''. Cambridge: MIT Press, p.129-148. Acesso
Marx, Leo (2010). Technology: the emergence of a hazardous concept. ''Technology and Culture'', 51(3): 561-577. Acesso
Neves, Thiane (2020). Estamos em marcha! Escrevivendo, agindo e quebrando códigos. In: Tarcízio Silva (Org.) (2020). ''Comunidades, Algoritmos e Ativismos Digitais: olhares afrodiaspóricos''. São Paulo: LiteraRUA. Acesso
Parra, Henrique (2019). Laboratório do comum: protótipos, reticulação e potência da situação. doispontos, 16(3): 111-120. Acesso
Pereira, Paula (2021). Performatividade, correlacionismo e probabilização do futuro: a ordem das coisas na era do algoritmo. ''Dobras'', 42, 12 de março de 2021. Acesso
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2021). A fumaça digital: inversão infraestrutural do COVID-19 pela perspectiva Yanomami, ''International Journal of Engineering, Social Justice and Peace'', 8(1): 61-77. Acesso
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2019). Infraestruturando identidades visuais livres em coletivos autogestionários. In ''Anais do 9o Congresso Internacional de Design da Informação/Proceedings of the 9th Information Design International Conference| CIDI''. Acesso
Pinch, Trevor; Bijker, Wiebe (1984). The Social Construction of Facts and Artefacts: or How the Sociology of Science and the Sociology of Technology might Benefit each Other. ''Social Studies of Science'', 14, 399-441. Acesso
Rouvroy, Antoinette; Berns, Thomas (2015). Governamentalidade algorítmica e perspectivas de emancipação: o díspar como condição de individuação pela relação? ''Revista Eco Pós'', 18(2): 36-56. Acesso
Winner, Langdon. Artefatos têm Política? (tradução Fernando Manso). “Do artifacts have politics?” In. ''The Whale and the Reactor: a search for limits in an Age of High Technology''. Chicago: The University of Chicago Press, p.19-39. Acesso
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182729
182728
2026-05-19T19:33:29Z
Rodrigo Firmino
30787
/* Programação */
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= Tecnopolíticas Urbanas: ??? =
== <big>Sobre</big> ==
Disciplina eletiva do Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana (PPGTU) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) destinada a estudantes de mestrado e doutorado desta e outras instituições (ouvintes). Áreas de interesse: arquitetura e urbanismo, planejamento urbano, comunicação, geografia, sociologia, e outras disciplinas das ciências sociais e humanas.
Responsáveis: [http://lattes.cnpq.br/1468237540261340 Rodrigo Firmino], [http://lattes.cnpq.br/5965237751546881 Gilberto Vieira] e [http://lattes.cnpq.br/4611235670032008 Thiago Vasconcelos]
Convidados(as): ?
== <big>Local e período</big> ==
Onde: PPGTU/PUCPR, Campus Curitiba. A disciplina será realizada inteiramente de forma online (link a ser disponibilizado para estudantes matriculados).
Quando: 2<sup>o</sup> semestre de 2026, 10 sessões, às '''sextas-feiras''', das 9h30 às 12h30, a partir de 04/09/2026.
Carga horária: 30 horas (mestrado) e 45 horas (doutorado).
== <big>Ementa e objetivos</big> ==
'''>>> EMENTA ANTIGA'''
A cidade como um artefato tecnológico é o fundamento desta disciplina. Para a discussão desse fundamento, a disciplina visa compreender as relações entre as transformações tecnológicas, a organização do espaço urbano, e as consequências para diferentes grupos sociais em termos de gênero, raça, e classe. A primeira abordagem de base da disciplina será a construção social das tecnologias, que considera a explicação do desenvolvimento científico e tecnológico como construção social e histórica. Este conteúdo será integrado a um segundo tipo de abordagem que trata da formação, compreensão e descrição de redes sociotécnicas, que permitem entender as relações entre diferentes atores de naturezas distintas (políticas, objetos, tecnologias) na formação da cidade como um conglomerado de artefatos tecnológicos.
'''>>> ESTOU PROPONDO A SEGUINTE NOVA EMENTA (GIL, THIAGO, COMPLEMENTEM PRINCIPALMENTE O TERCEIRO PARÁGRAFO)'''
A cidade compreendida como artefato sociotécnico constitui o fundamento desta disciplina. A partir dessa perspectiva, a disciplina propõe analisar criticamente as relações entre transformações tecnológicas, produção do espaço urbano e dinâmicas de poder, considerando seus impactos desiguais sobre diferentes grupos sociais, especialmente em termos de raça, gênero, classe e territorialidade. O curso aborda as tecnopolíticas urbanas como campo de investigação voltado à compreensão das disputas materiais e simbólicas em torno das infraestruturas digitais, dos sistemas algorítmicos, das plataformas urbanas e dos regimes contemporâneos de vigilância e dataficação das cidades. Nesse contexto, serão discutidas criticamente as narrativas hegemônicas das “cidades inteligentes” e da inovação urbana, enfatizando os processos de controle, exclusão e produção de desigualdades associados à crescente mediação tecnológica da vida urbana.
Como base teórico-conceitual, a disciplina introduz a abordagem da Construção Social da Tecnologia (SCOT), compreendendo o desenvolvimento científico e tecnológico como resultado de processos históricos, sociais e políticos. Em articulação com essa perspectiva, serão exploradas abordagens sociotécnicas e relacionais — incluindo teoria ator-rede, materialismos relacionais e estudos críticos da infraestrutura — que permitem compreender a cidade como um conglomerado heterogêneo de atores humanos e não humanos, dispositivos, dados, políticas, plataformas e práticas cotidianas. A disciplina também enfatiza perspectivas críticas produzidas a partir do Sul Global, especialmente debates sobre vigilância urbana, reconhecimento facial, territorialização dos dados, ativismo de dados e geração cidadã de dados, valorizando metodologias participativas, práticas de pesquisa-intervenção e formas comunitárias de resistência e reapropriação tecnológica.
== <big>Conteúdo</big> ==
* Ciência, tecnologia e sociedade (CTS) e sociologia da tecnologia;
* Redes sociotécnicas e tecnopolítica;
* Tecnologias e cidades;
* Dados e algoritmos como mediação urbana;
* Projetos e contra-projetos (opressão e resistência).
== <big>Metodologia de aprendizagem</big> ==
* Aulas expositivas;
* Seminários;
* Discussões em mesas redondas;
* Trabalho de campo.
== <big>Avaliação</big> ==
* Frequência mínima: 75%;
* Seminários em equipe;
* Trabalho dissertativo em duplas;
* Resenha crítica (apenas doutorado).
==== Composição da nota ====
* Mestrado: seminário (40%) + trabalho dissertativo (60%)
* Doutorado: seminário (35%) + trabalho dissertativo (55%) + resenha (10%)
==== Seminário ====
A ser realizado em equipes. Cada equipe deverá desenvolver uma investigação crítica sobre um arranjo sociotécnico urbano — envolvendo um ou mais artefatos tecnológicos, infraestruturas, plataformas digitais, sistemas algorítmicos ou dispositivos de gestão urbana — a partir das perspectivas discutidas na disciplina.
O seminário deverá apresentar uma análise socioconstrutivista e sociotécnica do objeto escolhido, abordando: sua formação histórica, atores envolvidos, disputas e controvérsias, infraestruturas materiais e informacionais, formas de mediação tecnológica da vida urbana e implicações políticas e sociais relacionadas a desigualdades, vigilância, racialização, exclusão e assimetrias de poder. As apresentações deverão também explorar as possibilidades de reconfiguração sociotécnica do arranjo investigado, considerando perspectivas de resistência, apropriação crítica, justiça tecnológica e contra-projetos urbanos de caráter emancipatório.
O seminário deverá funcionar como uma etapa intermediária de amadurecimento da pesquisa final, apresentando: delimitação do objeto, perguntas de pesquisa, protocolo metodológico, referências teóricas, estratégias de coleta de dados/evidências e resultados preliminares do mapeamento da controvérsia.
As apresentações terão duração entre 40 e 50 minutos (exposição oral), seguida de discussão coletiva e debate crítico com a turma (entre 10 e 20 minutos), totalizando 60 minutos por equipe. O formato de apresentação é livre, podendo incluir recursos audiovisuais, cartografias sociotécnicas, diagramas, plataformas digitais, visualizações de dados ou outros suportes pertinentes à investigação. '''Datas das apresentações: a serem definidas em aula'''.
==== Trabalho dissertativo ====
A ser realizado pelas mesmas equipes dos seminários. O trabalho final consistirá no desenvolvimento de uma investigação crítica sobre um arranjo sociotécnico urbano contemporâneo, articulando teoria, pesquisa empírica e análise das relações entre tecnologias, infraestruturas urbanas e dinâmicas de poder. O exercício deverá estar alinhado às discussões desenvolvidas ao longo da disciplina e ao seminário de pesquisa, funcionando como aprofundamento analítico do objeto investigado pela equipe. O trabalho deverá mobilizar perspectivas socioconstrutivistas e abordagens críticas das tecnopolíticas urbanas, especialmente contribuições da SCOT (Social Construction of Technology), ANT (Actor-Network Theory), estudos críticos da infraestrutura, urbanismo de plataforma, vigilância urbana, dataficação e produção algorítmica do espaço urbano.
A pesquisa deverá investigar como tecnologias, plataformas, dispositivos, infraestruturas ou sistemas urbanos são socialmente produzidos, disputados, estabilizados e territorializados, considerando seus efeitos desiguais sobre diferentes grupos sociais.
O trabalho deverá resultar em um texto analítico de 2.000 a 4.000 palavras, devendo contemplar:
* Elaboração de uma análise sociotécnica do caso investigado, articulando descrição do arranjo estudado, formação histórica, redes de atores humanos e não humanos, mediações tecnológicas, controvérsias, disputas de poder e processos de estabilização tecnológica, bem como suas implicações urbanas, sociais e políticas;
* Desenvolvimento de uma reflexão crítica sobre possibilidades de reconfiguração sociotécnica do objeto investigado, considerando perspectivas de justiça tecnológica, direito à cidade, soberania tecnológica, produção cidadã de dados, práticas insurgentes ou outras formas de contra-projeto emancipatório e contra-opressor.
Serão especialmente valorizados:
* trabalhos que articulem teoria e investigação empírica;
* abordagens interdisciplinares;
* capacidade analítica e argumentativa;
* uso crítico dos referenciais teóricos da disciplina;
* experimentações metodológicas;
* e reflexões situadas sobre tecnopolíticas urbanas no contexto do Sul Global.
'''Entrega: dd/mm/aaaa'''.
==== Resenha crítica (apenas doutorado) ====
Doutorandos/as deverão complementar sua carga horária com a realização de uma resenha crítica (entre 1.000 e 2.000 palavras) a partir de no mínimo 2 artigos selecionados sobre o tema da disciplina (a relação entre cidades e sistemas tecnológicos). A resenha deve basear-se nos artigos e resultar em ensaio crítico sobre o(s) tema(s) abordado(s) pelos artigos, suas inter-relações, etc. '''Entrega: dd/mm/aaaa'''.
Observação: Os textos do trabalho dissertativo e da resenha crítica deverão ser entregues em PDF, e devem respeitar os limites de palavras, incluindo título e bibliografia.
== <big>Programação</big> ==
'''Aula 1, sexta-feira 04/09/2026'''
* Apresentação da disciplina, contexto e programação.
* Tecnologia como princípio teórico.
Marx, Leo (2010). Technology: the emergence of a hazardous concept. ''Technology and Culture'', 51(3): 561-577. Acesso
Latour, Bruno (1994). On technical mediation. ''Common Knowledge'', 3(2): 29-64. Acesso (disponível em espanhol, aqui)
'''Aula 2, sexta-feira 11/09/2026'''
* Construção Social das Tecnologias. Bicicletas como tecnologia feminista.
Pinch, Trevor; Bijker, Wiebe (1984). The Social Construction of Facts and Artefacts: or How the Sociology of Science and the Sociology of Technology might Benefit each Other. ''Social Studies of Science'', 14, 399-441. Acesso
'''Aula 3, sexta-feira 18/09/2026'''
* Tecnologia como artefato político. Artefato e segregação.
* Plano e Cidade: construção social de fatos e artefatos urbanos.
Winner, Langdon. Artefatos têm Política? (tradução Fernando Manso). “Do artifacts have politics?” In. ''The Whale and the Reactor: a search for limits in an Age of High Technology''. Chicago: The University of Chicago Press, p.19-39. Acesso
Aibar, Eduardo; Bijker, Wiebe (1997). Constructing a City: The Cerdà Plan for the Extension of Barcelona. ''Science, Technology, & Human values'', 22(1): 3-30. Acesso
'''Aula 4, sexta-feira 25/09/2026'''
* Greve projeta apps? "Usuários" no projeto para-si de tecnologias na cidade.
Hernández, Maria C. Ibarra; Ribeiro, Rita (2014). O design e a valorização do vernacular ou de práticas realizadas por não-designers. In: 11º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, ''Blucher Design Proceedings''. Acesso
Gonzatto, Rodrigo Freese (2018). Utentes como produtores de tecnologias computacionais (seção 3.5.3) In: Gonzatto, Rodrigo Freese. Usuários e Produção da Existência: contribuições de Álvaro Vieira Pinto e Paulo Freire à Interação Humano-Computador. ''Tese'' (Doutorado em Tecnologia e Sociedade) – PPGTE (UTFPR), p.219-228. Acesso
Vídeo: Paulo Roberto da Silva Lima (Galo). ‘Entregador Antifascista' critica precarização do trabalho e omissão de veículos da imprensa. Folha de S. Paulo [Youtube]. Acesso
'''Aula 5, sexta-feira 02/10/2026'''
* Transporte urbano: uma questão racial.
Crockett, Karilyn (2018). "Introduction". In: ''People before highways: Boston Activists, Urban Planners, and a New Movement for City Making''. University of Massachusetts Press: 1-18. Acesso
Archer, Deborah (2020). White men's roads through black men's homes: advancing racial equity through highway reconstruction. ''Vanderbilt Law Review'', 23(5): 1259-1330. Acesso
Albergaria, Rafaela; Martins, João P.; Mihessen, Vitor (2019). ''Não foi em vão: desigualdade e segurança nos trens metropolitanos do Rio de Janeiro''. Rio de Janeiro: Fundação Heinrich Böll. Acesso
'''Aula 6, sexta-feira 09/10/2026'''
* "Sistemas operacionais urbanos", uma perspetiva crítica do "urbanismo inteligente".
Luque-Ayala, Andres; Marvin, Simon (2020). Prediction: The City as a Calculative Machine. In: Andres Luque-Ayala and Simon Marvin (2020). ''Urban Operating Systems: producing the computacional city''. Cambridge: MIT Press, p.129-148. Acesso
* Regimes de saber e de temporalidade algorítmica.
Pereira, Paula (2021). Performatividade, correlacionismo e probabilização do futuro: a ordem das coisas na era do algoritmo. ''Dobras'', 42, 12 de março de 2021. Acesso
Rouvroy, Antoinette; Berns, Thomas (2015). Governamentalidade algorítmica e perspectivas de emancipação: o díspar como condição de individuação pela relação? ''Revista Eco Pós'', 18(2): 36-56. Acesso
'''Aula 7, sexta-feira 16/10/2026'''
* Cidades, dados e plataformas digitais.
Barns, Sarah (2020). Re-engineering the City: Platform Ecosystems and the Capture of Urban Big Data 2003, ''Front. Sustain. Cities'', 2(32). Acesso
* Raça, gênero e algoritmos.
Neves, Thiane (2020). Estamos em marcha! Escrevivendo, agindo e quebrando códigos. In: Tarcízio Silva (Org.) (2020). ''Comunidades, Algoritmos e Ativismos Digitais: olhares afrodiaspóricos''. São Paulo: LiteraRUA. Acesso
Carrera, Fernanda; Carvalho, Denise (2020). Algoritmos racistas: a hiper-ritualização da solidão da mulher negra em bancos de imagens digitais. ''Galáxia'', 43: 99-114. Acesso
'''Aula 8, sexta-feira 23/10/2026'''
* Alternativas, resistências e a tecnopolítica do comum.
Parra, Henrique (2019). Laboratório do comum: protótipos, reticulação e potência da situação. doispontos, 16(3): 111-120. Acesso
* Dados e narrativas territorializadas
Firmino, Rodrigo; Pio, Débora; Vieira, Gilberto (2020). Revolução periférica dos dados em tempos de pandemia global. ''Revista de Morfologia Urbana'', 8(1): e00156. Acesso
'''Aula 9, sexta-feira 30/10/2026'''
* Colonização e descolonização infraestrutural no espaço urbano
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2021). A fumaça digital: inversão infraestrutural do COVID-19 pela perspectiva Yanomami, ''International Journal of Engineering, Social Justice and Peace'', 8(1): 61-77. Acesso
Pelanda, Mateus; van Amstel, Frederick (2019). Infraestruturando identidades visuais livres em coletivos autogestionários. In ''Anais do 9o Congresso Internacional de Design da Informação/Proceedings of the 9th Information Design International Conference| CIDI''. Acesso
'''Aula 10, sexta-feira 06/11/2026'''
* Seminários temáticos em equipe (pecha kucha), comentários e avaliação coletiva.
== <big>Bibliografia</big> ==
Aibar, Eduardo; Bijker, Wiebe (1997). Constructing a City: The Cerdà Plan for the Extension of Barcelona. ''Science, Technology, & Human values'', 22(1): 3-30. Acesso
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Hernández, Maria C. Ibarra; Ribeiro, Rita (2014). O design e a valorização do vernacular ou de práticas realizadas por não-designers. In: 11º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, ''Blucher Design Proceedings''. Acesso
Latour, Bruno (1994). On technical mediation. ''Common Knowledge'', 3(2): 29-64. Acesso (disponível em espanhol, aqui)
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Marx, Leo (2010). Technology: the emergence of a hazardous concept. ''Technology and Culture'', 51(3): 561-577. Acesso
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Pinch, Trevor; Bijker, Wiebe (1984). The Social Construction of Facts and Artefacts: or How the Sociology of Science and the Sociology of Technology might Benefit each Other. ''Social Studies of Science'', 14, 399-441. Acesso
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Winner, Langdon. Artefatos têm Política? (tradução Fernando Manso). “Do artifacts have politics?” In. ''The Whale and the Reactor: a search for limits in an Age of High Technology''. Chicago: The University of Chicago Press, p.19-39. Acesso
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CCT-UFCA/Matemática Computacional/Introdução à Topologia Geral
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Alícia Brito
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== Programa do Componente Curricular ==
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|'''Componente Curricular:'''
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|'''Carga horária:'''
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|'''Extensão:'''
| -
|-
|'''Pré-requisito:'''
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|-
|'''Co-requisito:'''
| colspan="9" |Não tem
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|'''Equivalência:'''
| colspan="9" |Não tem
|}
== Objetivos ==
Unificar numa teoria diversos conceitos presentes na Análise, EDO e EDP.
== Ementa ==
Espaços topológicos; conjuntos fechados, abertos e pontos limite; topologia produto; topologia quociente; espaços conexos; componentes conexas; conexidade por caminhos; espaços compactos; compacidade local; teorema de Tychonoff; compactificação; espaços métricos completos; compacidade em espaços métricos; convergência pontual; teorema de Ascoli; espaços de Baire.
== Bibliografia Básica ==
Lima Elon Lages Espaços Métricos. IMPA, Rio de Janeiro.2009.
Lima, Elon Lages. Análise Real, vol. 2. Funções de n variáveis. Rio de janeiro, RJ: IMPA. 2010. 210 p. Coleção Matemática Universitária.
Bartle, R. G. Elementos de Análise Real. Rio de Janeiro, RJ: Editora Campus.1983.
== Bibliografia Complementar ==
Lima, Elon Lages Análise Real, vol. 3. Análise Vetorial. Rio de Janeiro, RJ: IMPA. 2010. 144 p. Coleção Matemática Universitária.
Lima, Elon Lages. Análise Real, vol. 1. Funções de n variáveis. Rio de janeiro, RJ: IMPA. 2010. 210 p. Coleção Matemática Universitária.
Spivak, Michael. O Cálculo em Variedades. Rio de Janeiro, RJ: Editora Ciência Moderna Ltda. 2003.
Lima, Elon Lages. Curso de Análise, vol. 1. Rio de Janeiro, RJ: IMPA-CNPq. 1981. Projeto Euclides.
Lima, Elon Lages. Curso de Análise, vol. 2. Rio de Janeiro, RJ: IMPA-CNPq. 1981. Projeto Euclides.
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