Wikiversidade ptwikiversity https://pt.wikiversity.org/wiki/P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.4 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikiversidade Wikiversidade Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Evento Evento Discussão Introdução ao Jornalismo Científico/Ética da Ciência/Protocolos éticos em pesquisas experimentais/script 0 23014 182917 180710 2026-05-26T18:31:03Z Bfont9 43760 Italizei "pesquisas experimentais", no primeiro parágrafo, para dar destaque ao termo. 182917 wikitext text/x-wiki '''Como cobrir pesquisas com responsabilidade em ciência e jornalismo''' Antes de qualquer discussão sobre ética, é preciso explicar do que estamos tratando. O termo ''pesquisas experimentais'', que aparece no título desta unidade, refere-se a estudos em que cientistas realizam intervenções controladas para observar mudanças específicas. Pode ser um novo medicamento testado em um grupo de pacientes, um procedimento aplicado em animais para entender efeitos biológicos ou até experimentos com voluntários saudáveis para analisar comportamento. Esses estudos seguem etapas rígidas porque lidam com riscos reais e exigem cuidado para que ninguém seja colocado em situação desnecessária. Quando o jornalismo cobre esse tipo de estudo, precisa ter clareza sobre essas etapas para explicar ao leitor o que está acontecendo de maneira responsável. No Brasil, qualquer estudo com seres humanos deve ser avaliado pelo sistema CEP-CONEP, que examina o protocolo antes do início da coleta. Isso existe para garantir que o participante saiba exatamente o que vai acontecer durante o experimento, que seus dados serão protegidos e que possíveis riscos foram avaliados. É comum que protocolos enviados a comitês de ética apresentem problemas, como termos de consentimento confusos ou informações incompletas sobre assistência em caso de dano. Esses pontos, quando negligenciados, não afetam apenas a qualidade do estudo, mas também o modo como ele será comunicado ao público. Com relação a isso, uma das tarefas de quem escreve sobre ciência é identificar se a pesquisa respeitou os procedimentos éticos esperados. Isso significa verificar se houve aprovação de comitês especializados, se os participantes sabiam no que estavam se envolvendo e se as condições do experimento seguiam padrões reconhecidos pela área. Quando essa verificação não é feita, a cobertura acaba apoiando uma pesquisa com procedimentos duvidosos sem perceber. Vale lembrar que participantes de pesquisa possuem direitos básicos, como poder retirar o consentimento a qualquer momento, receber informações sobre resultados e ter sua privacidade preservada. Esses elementos ajudam quem comunica ciência a entender se o estudo foi conduzido de forma correta e transparente. '''Divulgações apressadas''' Bessa (2021) alerta que problemas não nascem só do laboratório, mas também da forma como a ciência é registrada e publicada. Ele comenta situações em que pesquisadores enviam o mesmo texto para vários periódicos ou apresentam versões apressadas de manuscritos, sem o cuidado necessário. Esse tipo de prática não prejudica apenas o sistema editorial, que precisa lidar com retrabalho e desgaste. Afeta também a confiança do público, que espera que cada etapa da circulação científica tenha sido tratada com precisão. Outro ponto importante é notar como materiais de divulgação muitas vezes apresentam resultados como se fossem conclusões fechadas, omitindo incertezas que fazem parte de qualquer investigação experimental. Baima (2020) observa que isso acontece com frequência quando instituições tentam alavancar suas próprias pesquisas, divulgando informações que passam ao público uma ideia de precisão que o estudo ainda não tem. Quando o jornalismo replica essas versões sem cuidado, o leitor recebe uma interpretação incompleta. É comum que muitos grupos divulguem partes de suas pesquisas enquanto elas ainda estão em andamento. Cruz et al. (2020) apontam que essa abertura pode aproximar o público da ciência, mas também amplia o risco de circulação de informações pouco verificadas. Para quem trabalha com comunicação científica, isso significa explicar com clareza que certos dados são parciais, que não passaram por exame aprofundado e que podem mudar conforme novas fases do estudo foram realizadas. É importante lembrar que a ética no jornalismo científico envolve mais do que consultar documentos ou pedir declarações. Ela aparece nas escolhas que você faz ao escrever, no modo como apresenta incertezas e na forma como cuida do impacto que sua matéria pode gerar. E isso vale especialmente em pesquisas que lidam com intervenções experimentais, onde pequenos detalhes do método podem alterar todo o resultado. Quando um comunicador ignora limites, exagera conclusões iniciais ou apresenta hipóteses como se fossem fatos, contribui para uma percepção distorcida da ciência e coloca o público em posição de fragilidade informacional. Um texto responsável não esconde entusiasmo, mas o coloca no lugar certo. Ele mostra o que está sendo testado, o que já foi verificado, quais etapas ainda faltam e como outros grupos podem confirmar ou revisar aquele achado. Quando você adota esse cuidado, o leitor entende que ciência não é uma coleção de respostas prontas, mas um processo que precisa ser acompanhado com clareza. '''Referências''' * BAIMA, Rafael. Os excessos e falhas que atrapalham a comunicação científica. Questão de Ciência, 2020. Disponível em: https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/artigo/2020/08/06/os-excessos-e-falhas-que-atrapalham-comunicacao-cientifica * BESSA, José Cezinaldo Rocha. Ética na publicação científica em periódicos: algumas considerações. Diálogo das Letras, Pau dos Ferros, v. 10, p. 1-8, 2021. Disponível em: https://periodicos.apps.uern.br/index.php/DDL/article/view/3730/2937 * CRUZ, Fernanda Volchan; FIGUEIREDO, Miréia Arruda; PESCHANSKI, João Alexandre. Difusão sincrônica: explorando problemáticas de uma comunicação simultânea à produção científica. Intercom, 2020. Disponível em: https://portalintercom.org.br/anais/nacional2020/resumos/R15-1291-1.pdf e93zdrf550w588xf82ci6f6amwikz0c Utilizador:Raimundo57br/Reforma Política 2 26432 182931 161921 2026-05-27T02:04:48Z Raimundo57br 24033 /* Eleições indiretas */ 182931 wikitext text/x-wiki Algumas ideias sobre Reforma Política. #Em princípio me oponho ao cesarismo/bonapartismo, pois considero muito arriscado concentrar muitos poderes nas mãos de uma só pessoa; #Portanto, sou favorável ao parlamentarismo, mais precisamente ao governo da maioria parlamentar com contrapesos; #Uma vez formado o parlamento, a maioria parlamentar elege um triunvirato para chefiar o Gabinete de Ministros, alguns órgãos mais importantes devem ser chefiados por triunviratos; #A formação do parlamento deve ocorrer por eleições indiretas, para que pessoas com poucos recursos econômicos possam participar do processo político. == Eleições indiretas == #Uma das grandes falhas do sistema atual é que quase ninguém conhece e/ou tem contato habitual com os parlamentares que elege; #Desse modo, quase todos os eleitos precisam de muitos recursos econômicos, o que corrompe o processo; #Por essa razão, defendo um processo no qual os indivíduos votariam para a eleição de '''grandes eleitores de primeira instância''', escolhidos em zonas eleitorais de base; #Essas zonas eleitorais deveriam ter entre 20 e 100 mil eleitores, embora possam haver zonas menores, em municípios pequenos (tbm defendo a fusão de municípios menores, mas isso é assunto para outro tópico); #Desse modo, os candidatos a '''grandes eleitores de primeira instância''' se organizariam em chapas vinculadas, ou não, a partidos políticos organizados nacionalmente; #A cada mil (ou fração superior à 500) votos recebidos por cada chapa, seria eleito um '''grande eleitor de primeira instância'''"; #Nas cidades como menos de 20 mil eleitores, a escolha dos '''grandes eleitores de primeira instância''' seria feita pelos vereadores eleitos, sendo que cada Câmara Municipal elegeria, respeitando o princípio da proporcionalidade, um '''grande eleitor de primeira instância''' a cada mil (ou fração superior à 500) votos válidos recebidos em sua própria eleição; #Nas cidades e estados com entre 20 mil e 200 mil eleitores, a escolha dos vereadores/deputados estaduais seria feita pelos '''grandes eleitores de primeira instância'''; #O parlamentarismo também existiria nas esferas municipais e estaduais; #Na '''segunda etapa''' (que ocorreria duas semanas após a primeira etapa), os '''grandes eleitores de primeira instância''' se reuniriam em '''superzonas de primeira instância''', nas quais seriam eleitos os '''grandes eleitores de segunda instância''' em eleições nas quais: os candidatos a '''grandes eleitores de segunda instância''' se organizariam em chapas vinculadas, ou não, a partidos políticos organizados nacionalmente; #Nessa etapa, a cada dez (ou fração superior à cinco) votos recebidos por cada chapa, seria eleito um '''grande eleitor de segunda instância'''"; #Nas cidades e estados com entre 200 mil e 2 milhões de eleitores, a escolha dos vereadores/deputados estaduais seria feita pelos '''grandes eleitores de segunda instância'''; #Na '''terceira etapa''' (que ocorreria duas semanas após a segunda etapa), os '''grandes eleitores de segunda instância''' se reuniriam em '''superzonas de segunda instância''', nas quais seriam eleitos os '''grandes eleitores de terceira instância''' em eleições nas quais: os candidatos a '''grandes eleitores de terceira instância''' se organizariam em chapas vinculadas, ou não, a partidos políticos organizados nacionalmente; #Nessa etapa, a cada dez (ou fração superior à cinco) votos recebidos por cada chapa, seria eleito um '''grande eleitor de terceira instância'''"; #Nas cidades e estados com mais de 2 milhões de eleitores, a escolha dos vereadores/deputados estaduais seria feita pelos '''grandes eleitores de terceira instância'''; #Na '''última etapa''' (que ocorreria duas semanas após a terceira etapa), os '''grandes eleitores de terceira instância''' se reuniriam em '''superzonas de terceira instância''', nas quais seriam eleitos os '''grandes eleitores de última instância''' em eleições nas quais: os candidatos a '''grandes eleitores de última instância''' se organizariam em chapas vinculadas, ou não, a partidos políticos organizados nacionalmente; #Nessa etapa, a cada dez (ou fração superior à cinco) votos recebidos por cada chapa, seria eleito um '''grande eleitor de última instância'''"; #A escolha dos deputados federais seria feita pelos '''grandes eleitores de última instância'''; #O Senado Federal seria abolido; == Eleições anuais == #As eleições anuais para o parlamento, foram defendidas originalmente pelos cartistas (defensores do voto universal na Inglaterra) para aumentar o custo das compras de votos e, desse modo, reduzir o abuso do poder econômico; #Considerando que as eleições anuais, tbm poderiam trazer grande instabilidade, defendo eleições anuais renovariam 1/4 dos parlamentos (é óbvio que isso não poderia ocorrer nas primeiras eleições). == Poder diretivo == #O processo acima explicado, seria o utilizado para eleger o poder legislativo pelo voto popular; #A maioria dos representantes eleitos, conforme processo acima, elegeria um triunvirato, que seria o poder diretivo (poder executivo), esse triunvirato também seria a casa legislativa revisora que também daria a palavra final no processo legislativo; #A qualquer momento, a maioria dos representantes eleitos, conforme processo acima, poderia trocar os integrantes do triunvirato; #Também seriam criados parlamentos separados para legislar sobre questões específicas como: segurança pública, direito e processo penal, etc. (isso para possibilitar voto de esquerda para questões econômicas e de direita para outras questões) == Poder fiscal (Ministério Público) == #Todos órgãos com poder de polícia, que façam fiscalizações de diversos tipos: inclusive sanitárias e tributárias, seriam escolhidos pelo Ministério Público; #Defendo isso pq por acredito na tecnocracia. == Poder Judiciário == #Fim da intromissão do sistema político partidário; #Os novos integrantes do STF seriam, gradualmente, escolhidos pelo CNJ (5), pelo CNMP (3) e pela OAB (3). 8pw00ey4jmtrvs4ymlni3l9zoxbohlc Informação e informática em saúde 0 27080 182906 182608 2026-05-26T12:48:19Z Silvamt 34408 /* Proporção de Internações Hospitalares por Grupo de Causas */ 182906 wikitext text/x-wiki Página de apoio do componente curricular "Informação e Informática em Saúde" da Universidade de Brasília. A informação em saúde resulta da coleta, organização e interpretação de dados que, isoladamente, não possuem significado analítico. Quando processados segundo critérios técnicos, esses dados transformam-se em informações úteis à formulação, implementação e avaliação de políticas e ações de saúde pública. Os sistemas de informação em saúde integram métodos, recursos humanos e tecnologias voltados à coleta, processamento, análise e disseminação de informações necessárias à gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).<ref name="RIPSA2026">Organização Pan-Americana da Saúde; Rede Interagencial de Informações para a Saúde. ''Indicadores Básicos para a Saúde no Brasil: conceitos e aplicações''. 3. ed. Brasília, DF: OPAS, 2026.</ref> A informática em saúde refere-se à aplicação das tecnologias da informação e comunicação para o registro, armazenamento, análise e disseminação de dados de interesse sanitário. Essa área engloba sistemas computacionais, bancos de dados e redes digitais que permitem o monitoramento de indicadores e o suporte às decisões clínicas e de gestão.<ref name="Mantas2016">Mantas J. Biomedical and Health Informatics Education – the IMIA Years. ''Yearbook of Medical Informatics''. 2016:S92-S102. doi:10.15265/IY-2016-032.</ref> O componente curricular Informação e Informática em Saúde aborda os fundamentos conceituais e metodológicos da produção e uso de informações em saúde, bem como os princípios de qualidade dos dados e ética da informação. Inclui o estudo de sistemas nacionais de informação em saúde (SIM, SINASC, SINAN, SIH/SUS, SIA/SUS, CNES, SIOPS) e discute o papel das tecnologias digitais no planejamento, vigilância e avaliação das ações do SUS.<ref name="MSUFG2015">Brasil. Ministério da Saúde; Universidade Federal de Goiás. ''Análise de Situação de Saúde''. Brasília: Ministério da Saúde, 2015.</ref> <ref name="IMIA2023">Bichel-Findlay J, Koch S, Mantas J, et al. Recommendations of the International Medical Informatics Association (IMIA) on Education in Biomedical and Health Informatics: Second Revision. ''International Journal of Medical Informatics''. 2023;170:104908. doi:10.1016/j.ijmedinf.2022.104908.</ref> Na perspectiva da informática em saúde, a utilidade desses indicadores depende da padronização conceitual, da interoperabilidade entre sistemas, da qualidade dos registros, da rastreabilidade das transformações analíticas e da proteção ética das informações. O uso de prontuários eletrônicos, bancos de dados, tabuladores, painéis interativos e rotinas automatizadas de análise amplia a capacidade de monitoramento e apoio à decisão no SUS, mas também exige governança da informação, documentação de metadados e avaliação contínua da completude, consistência e oportunidade dos dados.<ref name="Mantas2016" /> <ref name="IMIA2023" /> As informações populacionais utilizadas nos sistemas de saúde derivam das projeções e estimativas demográficas produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fundamentais para o cálculo de indicadores epidemiológicos e de gestão.<ref name="IBGE">Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. ''Censo Demográfico 2022''; ''Projeções e estimativas da população''. Rio de Janeiro: IBGE. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/.</ref> == População Total == === Definição === Número total de habitantes residentes em determinado território (município, estado, região ou país) em uma data de referência. Corresponde à soma das populações de ambos os sexos e de todas as idades residentes no espaço geográfico considerado. É a medida demográfica básica utilizada como denominador na maioria dos indicadores de saúde e como referência para o planejamento de políticas públicas.<ref name="RIPSA2026" /> No Brasil, os dados oficiais são produzidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos Censos Demográficos e nas estimativas populacionais intercensitárias.<ref name="IBGE" /> === Unidade de medida === * Habitantes. === Fontes de dados === As informações sobre população total são produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), órgão responsável pelas estatísticas demográficas do país. As principais bases utilizadas são: * Censos Demográficos – realizados a cada dez anos, constituem a fonte mais completa de contagem direta da população. * Contagens Populacionais – levantamentos realizados em anos intercensitários. * Estimativas e Projeções Populacionais – atualizadas anualmente, calculadas com base em nascimentos, óbitos e migrações. Os dados do IBGE são incorporados aos sistemas de informação do Sistema Único de Saúde (SUS), como o DATASUS (TABNET e TABWIN), que utilizam as estimativas populacionais para o cálculo de indicadores de saúde.<ref name="IBGE" /> O Ministério da Saúde também integra essas informações às análises de situação de saúde (ASIS) e às políticas públicas de planejamento sanitário.<ref name="MSUFG2015" /> === Método de cálculo === A População Total é obtida por meio de dois procedimentos principais: # Contagem direta durante o Censo Demográfico, realizada pelo IBGE a cada dez anos, com visita a todos os domicílios do país. # Estimativas e projeções intercensitárias, calculadas a partir das informações de nascimentos, óbitos e migrações, utilizando métodos demográficos e modelos estatísticos de crescimento populacional. As projeções utilizam como base o último censo disponível e são atualizadas anualmente, garantindo a continuidade das séries históricas. Essas estimativas são aplicadas no cálculo de indicadores epidemiológicos, como taxas de mortalidade e incidência de doenças, e em análises de situação de saúde.<ref name="RIPSA2026" /><ref name="IBGE" /> === Exemplo (Censo 2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Município !! Unidade Federativa !! População Total (habitantes) !! Densidade Demográfica (hab/km²) |- | '''Manaus''' || Amazonas (AM) || 2.063.689 || 181,01 |- | '''Piripiri''' || Piauí (PI) || 65.538 || 46,57 |- | '''Campinas''' || São Paulo (SP) || 1.139.047 || 1.433,54 |- | '''Tramandaí''' || Rio Grande do Sul (RS) || 54.387 || 380,65 |- | '''Novo Gama''' || Goiás (GO) || 103.804 || 539,84 |} Esses valores evidenciam diferenças regionais significativas: * '''Campinas (SP)''' possui alta densidade demográfica, reflexo de urbanização consolidada. * '''Piripiri (PI)''' apresenta dispersão populacional e menor concentração territorial. * '''Novo Gama (GO)''' tem área reduzida e densidade elevada. * '''Manaus (AM)''' combina grande população absoluta e densidade moderada devido à extensa área municipal. === Interpretação === A População Total expressa o tamanho e a distribuição dos habitantes em um território, servindo como referência para a análise de condições de vida, cobertura de serviços e necessidades em saúde. A variação desse indicador ao longo do tempo reflete o ritmo de crescimento demográfico e o impacto de fatores como natalidade, mortalidade e migração. A análise da população total permite identificar desigualdades regionais, áreas de crescimento acelerado e locais em declínio populacional. Essas informações orientam a distribuição de recursos, o planejamento da atenção básica e a alocação de infraestrutura em saúde. O Brasil apresenta um processo avançado de transição demográfica, caracterizado pela redução da fecundidade, aumento da expectativa de vida e envelhecimento populacional. Essas transformações alteram o perfil epidemiológico e exigem ajustes nas políticas públicas, com ênfase crescente nas doenças crônicas e no cuidado de longo prazo.<ref name="MSUFG2015" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Usos principais === A População Total é utilizada como base para a maioria dos indicadores demográficos e epidemiológicos. Serve como denominador no cálculo de taxas e proporções, como mortalidade, natalidade, incidência e prevalência de doenças. Também é essencial para o planejamento e a avaliação de políticas públicas de saúde, educação e saneamento. Em análises de situação de saúde (ASIS), o tamanho populacional é utilizado para identificar áreas prioritárias, estimar coberturas de programas e dimensionar a oferta de serviços. Os gestores utilizam essas informações para planejar a rede assistencial, distribuir equipes e recursos, e avaliar desigualdades regionais. Além disso, a População Total é usada em projeções demográficas e em estudos de impacto de políticas públicas sobre o perfil populacional e o sistema de saúde.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi">PEREIRA, Maurício Gomes. ''Epidemiologia: teoria e prática''. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018.</ref> === Interface com a Informática em Saúde === A incorporação desse indicador à informática em saúde depende da integração entre bases demográficas e sistemas assistenciais, de vigilância e financeiros do SUS. Em painéis e sistemas de apoio à decisão, o denominador populacional precisa estar versionado por ano e território, para que taxas calculadas em bases como SIM, SINAN, SIH/SUS ou SIA/SUS permaneçam comparáveis, reproduzíveis e auditáveis.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="Mantas2016" /> === Limitações === A principal limitação da População Total é a defasagem temporal dos censos demográficos, realizados a cada dez anos, o que pode gerar estimativas desatualizadas em períodos intercensitários. As projeções populacionais dependem de modelos estatísticos baseados em taxas de natalidade, mortalidade e migração, sujeitos a incertezas. Pode ocorrer subenumeração de pessoas, especialmente em áreas rurais, periferias urbanas e comunidades de difícil acesso. Revisões metodológicas do IBGE também podem alterar séries históricas e comprometer comparações entre diferentes períodos. Em municípios pequenos, pequenas variações absolutas podem gerar grandes diferenças percentuais, exigindo cautela na interpretação de tendências.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Periodicidade === Os Censos Demográficos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) têm periodicidade decenal, ou seja, são aplicados a cada dez anos. Entre um censo e outro, o IBGE publica estimativas intercensitárias anuais que atualizam as informações populacionais e permitem a manutenção das séries históricas. Essas estimativas são amplamente utilizadas nos sistemas de informação em saúde para o cálculo de indicadores e o planejamento de ações, garantindo a continuidade das análises mesmo fora dos anos censitários.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === As informações sobre população total têm cobertura nacional e estão disponíveis para diferentes níveis geográficos. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) permitem desagregações por: * Brasil (total nacional) * Grandes Regiões * Unidades da Federação * Regiões Metropolitanas * Municípios e Distritos * Setores censitários e áreas urbanas ou rurais Essa abrangência possibilita comparações entre diferentes escalas territoriais e o monitoramento de desigualdades regionais na distribuição da população.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A População Total pode ser analisada segundo diferentes variáveis demográficas e territoriais, permitindo identificar padrões e desigualdades populacionais. As principais categorias de desagregação recomendadas são: * Sexo (masculino, feminino) * Faixa etária (crianças, adultos, idosos) * Situação de domicílio (urbano, rural) * Localização geográfica (regiões, estados, municípios) * Grupos populacionais específicos (indígenas, quilombolas, ribeirinhos e outros) Essas categorias possibilitam análises comparativas e subsidiar o planejamento em saúde e a formulação de políticas públicas voltadas a diferentes perfis populacionais.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> == Razão de sexo == === Definição === A '''razão de sexo''' é um indicador demográfico da dimensão '''População'''. Expressa a relação entre os contingentes populacionais masculino e feminino em uma população, em determinado lugar e período.<ref name="RIPSA2026" /> === Descrição === Esse indicador expressa a relação entre os contingentes populacionais masculino e feminino em uma população, em determinado lugar e período.<ref name="RIPSA2026" /> === Fórmula geral === Uma forma usual de apresentação da razão de sexo é: <math> \text{Razão de sexo} = \frac{\text{população masculina}}{\text{população feminina}} \times 100 </math> O resultado indica o número de homens para cada 100 mulheres. === Interpretação === De modo geral: * valor maior que 100: maior número de homens que de mulheres; * valor igual a 100: equilíbrio numérico entre os sexos; * valor menor que 100: maior número de mulheres que de homens. === Contexto no sistema de indicadores === Indicadores de saúde são medidas-síntese que reúnem informação relevante sobre atributos e dimensões do estado de saúde da população e do desempenho do sistema de saúde. Sua construção requer conceitos operacionais definidos e procedimentos padronizados de cálculo, de modo a garantir comparabilidade e interpretação adequada.<ref name="RIPSA2026" /> === Utilidade === Esse indicador pode ser utilizado para: * descrever a estrutura demográfica da população; * apoiar análises por sexo; * contextualizar outros indicadores populacionais e de saúde; * comparar territórios e períodos, considerando a fonte e o método de cálculo.<ref name="RIPSA2026" /> === Cuidados de interpretação === A interpretação requer atenção à qualidade dos dados, à padronização conceitual e à comparabilidade entre fontes, períodos e territórios. Entre os atributos relevantes estão validade, confiabilidade, mensurabilidade, relevância, integridade, completude e consistência interna.<ref name="RIPSA2026" /> === Distinções conceituais === A expressão '''razão de sexo''' pode assumir significados distintos conforme a população analisada. * Na demografia geral, refere-se à relação entre homens e mulheres na população total. * Na literatura sobre nascimentos, pode referir-se à '''razão de sexo ao nascer''', definida como a razão entre nascidos vivos do sexo masculino e feminino. === Fonte de informação === A produção desse indicador depende de fontes populacionais oficiais e de projeções demográficas, utilizadas para descrever a composição da população segundo sexo e outras características básicas.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> == Pirâmides Etárias == === Definição === A Pirâmide Etária é uma representação gráfica da estrutura populacional de uma localidade, distribuída por sexo e grupos de idade. É construída em formato de barras horizontais, em que um lado representa a população masculina e o outro, a feminina, permitindo visualizar a composição etária e o equilíbrio entre os sexos. A forma da pirâmide reflete o estágio do processo de transição demográfica: * bases largas indicam populações jovens, com altas taxas de natalidade; * bases estreitas e topos alargados indicam populações envelhecidas, com baixa fecundidade e aumento da longevidade. Esse tipo de gráfico é amplamente utilizado em análises de situação de saúde, pois permite identificar tendências de envelhecimento, fecundidade, mortalidade e transição epidemiológica ao longo do tempo.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Finalidade === A Pirâmide Etária tem como finalidade demonstrar a distribuição da população segundo idade e sexo, permitindo compreender a estrutura etária e as transformações demográficas de um território ao longo do tempo. Essa visualização facilita a identificação de tendências de crescimento, envelhecimento e variações nos padrões de fecundidade e mortalidade. A partir da forma da pirâmide, é possível inferir o estágio da transição demográfica e planejar ações de saúde voltadas a diferentes faixas etárias. Por exemplo, pirâmides com base larga indicam maior necessidade de serviços materno-infantis, enquanto pirâmides com topo alargado evidenciam a demanda crescente por atenção à saúde do idoso e doenças crônicas não transmissíveis.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Fontes de dados === As informações utilizadas na construção das pirâmides etárias são provenientes de levantamentos demográficos que registram a população por idade e sexo. As principais fontes de dados no Brasil são: * Censos Demográficos – realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a cada dez anos. * Estimativas e Projeções Populacionais – publicadas anualmente pelo IBGE, baseadas em métodos demográficos que consideram natalidade, mortalidade e migração. * Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) – fornece estimativas anuais complementares sobre a estrutura etária. * DATASUS/RIPSA – oferece indicadores derivados da estrutura etária da população, como índices de envelhecimento e razões de dependência. Essas bases permitem análises temporais e espaciais da composição etária e subsidiar estudos sobre transição demográfica e epidemiológica.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Construção gráfica === A Pirâmide Etária é construída em um gráfico de barras horizontais que apresenta a distribuição da população segundo sexo e grupos de idade. A estrutura do gráfico segue as seguintes convenções: * O eixo vertical (y) representa os grupos etários, geralmente em intervalos de cinco anos (0–4, 5–9, 10–14, etc.). * O eixo horizontal (x) mostra a população absoluta ou percentual de cada grupo etário. * O lado esquerdo representa a população masculina e o lado direito, a feminina. A pirâmide pode ser elaborada a partir de números absolutos ou relativos. A representação em percentuais é útil para comparar diferentes localidades ou períodos, pois elimina o efeito do tamanho total da população. Softwares estatísticos e planilhas eletrônicas permitem gerar automaticamente esse tipo de gráfico a partir das tabelas populacionais do IBGE.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Exemplo visual === A figura a seguir ilustra a pirâmide etária da população brasileira com base nos dados do Censo Demográfico de 2022. [https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/22827-censo-demografico-2022.html Ver gráfico no site do IBGE] A pirâmide mostra uma base mais estreita e um topo progressivamente mais alargado em comparação aos censos anteriores, refletindo o envelhecimento da população brasileira e a redução das taxas de fecundidade. Essas transformações indicam a transição demográfica em curso no país, com impactos diretos sobre o perfil de morbimortalidade e a demanda por serviços de saúde.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Interpretação === A forma da pirâmide etária revela o estágio demográfico e o comportamento populacional de uma localidade. A análise do formato permite inferir tendências de fecundidade, mortalidade, migração e envelhecimento. * Base larga e topo estreito – indica população jovem, com altas taxas de natalidade e mortalidade. * Base e topo equilibrados – representa população em transição, com redução da fecundidade e aumento da expectativa de vida. * Base estreita e topo alargado – caracteriza população envelhecida, com baixa fecundidade e maior longevidade. Diferenças entre os lados masculino e feminino podem indicar desigualdades na mortalidade ou fluxos migratórios seletivos por sexo. A pirâmide também auxilia na compreensão da demanda por serviços de saúde: populações jovens exigem maior cobertura materno-infantil, enquanto populações envelhecidas demandam ampliação da atenção às doenças crônicas e aos cuidados de longa duração.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Usos principais === A pirâmide etária é utilizada em análises demográficas e epidemiológicas para compreender a estrutura e a dinâmica da população. Entre os principais usos estão: * Avaliar o processo de envelhecimento populacional e suas implicações para o sistema de saúde. * Planejar a oferta de serviços, como atenção materno-infantil, pediatria, geriatria e reabilitação. * Subsidiar políticas de previdência social, educação e trabalho, de acordo com a composição etária. * Analisar o impacto de políticas demográficas e sanitárias ao longo do tempo. * Comparar estruturas populacionais entre regiões e períodos censitários. A pirâmide também é utilizada como ferramenta de comunicação visual em relatórios de análise de situação de saúde (ASIS), facilitando a interpretação de dados populacionais por gestores e profissionais.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Interface com a Informática em Saúde === Na informática em saúde, as pirâmides etárias são frequentemente geradas por ferramentas de visualização, bancos analíticos e rotinas automatizadas de tabulação. Sua utilidade aumenta quando os dados podem ser filtrados por território, sexo, faixa etária e período, apoiando dashboards e relatórios interativos para gestão, vigilância e planejamento da rede de serviços.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="Mantas2016" /> === Limitações === A principal limitação das pirâmides etárias é a dependência de dados censitários, que são atualizados apenas a cada dez anos. Entre um censo e outro, as projeções populacionais podem apresentar imprecisões, especialmente em municípios pequenos ou com forte migração. Erros de declaração de idade ou de sexo durante a coleta censitária podem distorcer a forma do gráfico e gerar interpretações equivocadas. Além disso, a pirâmide etária não considera fatores qualitativos, como migração interna, condições socioeconômicas ou causas específicas de mortalidade. Em locais com baixa cobertura de registros vitais ou forte mobilidade populacional, é necessário interpretar o formato da pirâmide com cautela, complementando a análise com outras fontes de dados.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Periodicidade === A principal fonte de dados para a construção das pirâmides etárias é o Censo Demográfico, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a cada dez anos. Entre os censos, as estimativas e projeções populacionais são atualizadas anualmente, permitindo acompanhar as tendências etárias de forma contínua. Essas atualizações anuais permitem análises de situação de saúde, pois possibilitam estimar mudanças no perfil etário da população mesmo fora dos anos censitários.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === As informações necessárias para a elaboração das pirâmides etárias possuem cobertura nacional e estão disponíveis para diversos níveis territoriais. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disponibiliza dados desagregados por: * Brasil (total nacional) * Grandes Regiões * Unidades da Federação * Regiões Metropolitanas * Municípios e Distritos * Setores censitários, áreas urbanas e rurais Essa abrangência permite análises comparativas entre localidades e períodos censitários, possibilitando identificar padrões de envelhecimento e desigualdades demográficas regionais.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> == Taxa de Crescimento da População == === Definição === A Taxa de Crescimento da População expressa a variação percentual média anual do total de habitantes de um território em determinado período. Representa o ritmo de crescimento ou redução populacional, refletindo o balanço entre nascimentos, óbitos e migrações. Esse indicador permite avaliar a dinâmica populacional e compreender os fatores que influenciam o aumento ou a diminuição da população ao longo do tempo. Taxas positivas indicam crescimento, enquanto valores negativos refletem redução populacional, associada a baixa fecundidade, envelhecimento ou emigração.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Unidade de medida === Percentual (%), geralmente expresso como taxa média anual de crescimento da população em determinado período. A unidade percentual permite comparar o ritmo de crescimento entre diferentes regiões ou intervalos de tempo, independentemente do tamanho absoluto da população.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Fontes de dados === As informações utilizadas no cálculo da taxa de crescimento da população são produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As principais fontes são: * Censos Demográficos – realizados a cada dez anos e que fornecem a contagem direta da população. * Contagens Populacionais – levantamentos intercensitários que atualizam parcialmente os dados. * Estimativas e Projeções Populacionais – publicadas anualmente, baseadas em modelos demográficos que consideram nascimentos, óbitos e migrações. Essas informações são utilizadas para calcular a variação populacional entre dois períodos e estão disponíveis por município, unidade da federação e para o total do país.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === A taxa de crescimento da população é calculada pela variação percentual média anual do número de habitantes entre dois períodos. A fórmula geral é: <math>r = \left[\left(\frac{P_n}{P_0}\right)^{\frac{1}{t}} - 1\right] \times 100</math> onde: r = taxa média anual de crescimento populacional (%) P₀ = população no início do período Pₙ = população no final do período t = número de anos entre as duas observações O resultado indica o ritmo médio de crescimento da população por ano. Taxas positivas representam aumento populacional, enquanto taxas negativas indicam redução. O cálculo pode ser aplicado para o Brasil, regiões, estados ou municípios, desde que as populações inicial e final sejam provenientes da mesma fonte de dados. Dica: o cálculo pode ser realizado em planilhas eletrônicas (como o Excel) utilizando a seguinte fórmula: `=(((Pn/P0)^(1/t))-1)*100` Por exemplo, se a população passou de 100.000 para 120.000 habitantes em 10 anos, o resultado será uma taxa média anual de 1,84%.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Exemplo (Censo 2010–2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Município !! Unidade Federativa !! População 2010 !! População 2022 !! Taxa média anual de crescimento (%) !! Densidade demográfica 2022 (hab/km²) |- | '''Manaus''' || Amazonas (AM) || 1.802.014 || 2.063.689 || 1,13 || 181,01 |- | '''Piripiri''' || Piauí (PI) || 61.834 || 65.538 || 0,48 || 46,57 |- | '''Campinas''' || São Paulo (SP) || 1.080.113 || 1.139.047 || 0,45 || 1.433,54 |- | '''Tramandaí''' || Rio Grande do Sul (RS) || 41.297 || 54.387 || 2,22 || 380,65 |- | '''Novo Gama''' || Goiás (GO) || 95.018 || 103.804 || 0,75 || 539,84 |} Esses dados evidenciam o ritmo de crescimento e a concentração territorial da população: * '''Tramandaí (RS)''' apresentou o crescimento mais elevado, com densidade relativamente alta. * '''Manaus (AM)''' manteve crescimento consistente e densidade moderada. * '''Campinas (SP)''' mostrou ritmo estável, com densidade elevada típica de centros urbanos consolidados. * '''Piripiri (PI)''' e '''Novo Gama (GO)''' exibiram variações moderadas de crescimento e densidade. === Interpretação === A Taxa de Crescimento da População reflete o equilíbrio entre natalidade, mortalidade e migração em um território ao longo do tempo. Valores positivos indicam aumento populacional, enquanto valores negativos representam redução do número de habitantes. Taxas elevadas podem estar associadas à expansão urbana, à migração de pessoas em busca de oportunidades de trabalho ou a altos índices de fecundidade. Por outro lado, taxas baixas ou negativas podem indicar envelhecimento populacional, queda da fecundidade ou emigração. A análise da taxa de crescimento é importante para identificar o estágio da transição demográfica e compreender as demandas sociais e sanitárias de uma região. Crescimentos rápidos podem pressionar a infraestrutura urbana e os serviços de saúde, enquanto o crescimento reduzido exige adaptação das políticas públicas às populações envelhecidas.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Usos principais === A Taxa de Crescimento da População é utilizada para avaliar o ritmo de expansão ou declínio populacional e suas implicações sociais e sanitárias. Entre os principais usos estão: * Monitorar o crescimento urbano e as mudanças na distribuição da população. * Planejar políticas públicas de saúde, educação, habitação e saneamento. * Estimar a demanda futura por serviços e infraestrutura. * Analisar processos migratórios e transição demográfica. * Subsidiar projeções populacionais e estudos sobre envelhecimento. Em saúde pública, o indicador auxilia na estimativa de necessidades de atenção, na definição de metas e na interpretação de taxas derivadas (como mortalidade e incidência), garantindo que variações nos numeradores sejam avaliadas de forma proporcional ao tamanho populacional.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Interface com a Informática em Saúde === Do ponto de vista da informática em saúde, esse indicador depende de séries históricas consistentes, metadados claros sobre a fonte populacional e atualização automatizada dos denominadores. Ambientes analíticos integrados reduzem erros de cálculo e permitem recalcular indicadores derivados quando o IBGE revisa projeções, limites territoriais ou séries históricas.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Limitações === A taxa de crescimento depende diretamente da precisão das estimativas populacionais. Revisões metodológicas do IBGE, mudanças nos parâmetros de fecundidade e mortalidade ou erros de contagem podem afetar a comparabilidade entre períodos. Em municípios pequenos, pequenas variações absolutas podem gerar taxas percentuais elevadas, o que exige cautela na interpretação dos resultados. O indicador também não distingue as causas do crescimento, podendo mascarar variações decorrentes de fluxos migratórios ou mudanças demográficas específicas. Além disso, o intervalo decenal entre censos pode produzir defasagens nos dados, especialmente em áreas com crescimento acelerado ou de difícil acesso.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Periodicidade === A principal fonte de dados para o cálculo da taxa de crescimento da população é o Censo Demográfico, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a cada dez anos. Entre os censos, as estimativas intercensitárias são publicadas anualmente, possibilitando o acompanhamento contínuo das tendências populacionais. Essas estimativas anuais são usadas para manter atualizados os indicadores que dependem do tamanho da população, permitindo análises temporais consistentes e o planejamento de políticas públicas com base em dados recentes.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === A taxa de crescimento da população possui cobertura nacional e pode ser calculada para diferentes recortes territoriais, de acordo com a disponibilidade dos dados censitários e das estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As desagregações possíveis incluem: * Brasil (total nacional) * Grandes Regiões * Unidades da Federação * Regiões Metropolitanas * Municípios e Distritos Essa ampla cobertura permite identificar diferenças regionais no ritmo de crescimento populacional e subsidiar o planejamento de políticas públicas específicas para áreas em expansão ou declínio demográfico.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A análise da taxa de crescimento da população pode ser realizada considerando diferentes variáveis demográficas e territoriais. As principais categorias de desagregação recomendadas são: * Sexo (masculino, feminino) * Faixa etária (0–14, 15–64, 65 anos ou mais) * Situação do domicílio (urbano, rural) * Localização geográfica (regiões, estados, municípios) * Grupos populacionais específicos (indígenas, quilombolas, ribeirinhos e outros) Essas categorias permitem identificar desigualdades regionais e sociais no crescimento populacional, além de subsidiar o planejamento e a alocação de recursos conforme as características demográficas de cada território.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> == Índice de Envelhecimento == === Definição === O Índice de Envelhecimento expressa a razão entre a população idosa (com 60 anos ou mais de idade) e a população jovem (com menos de 15 anos), multiplicada por 100. Indica o grau de envelhecimento de uma população, ou seja, quantas pessoas idosas existem para cada 100 jovens em determinado território e período. Esse indicador é utilizado para acompanhar a transição demográfica e medir o ritmo de envelhecimento populacional, permitindo avaliar as implicações sociais e de saúde associadas ao aumento da longevidade e à redução da fecundidade.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Unidade de medida === Índice (razão multiplicada por 100), representando o número de pessoas idosas (60 anos ou mais) para cada 100 jovens (menores de 15 anos) em determinado território. O valor do índice é expresso em unidades simples, sem símbolo específico, mas usualmente apresentado como número inteiro ou decimal com uma casa.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Fontes de dados === As informações necessárias para o cálculo do Índice de Envelhecimento são obtidas a partir das estatísticas demográficas produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As principais fontes incluem: * Censos Demográficos – fornecem a contagem direta da população por idade e sexo, sendo a base primária para o cálculo do indicador. * Estimativas e Projeções Populacionais – publicadas anualmente, permitem atualizar o índice entre os censos. * Pesquisas domiciliares, como a PNAD Contínua – complementam as estimativas com informações recentes sobre a estrutura etária da população. Esses dados são amplamente utilizados por instituições de pesquisa, gestores públicos e organismos internacionais para monitorar o envelhecimento populacional e orientar políticas de saúde e previdência.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === O Índice de Envelhecimento é calculado pela razão entre a população idosa (60 anos ou mais) e a população jovem (menores de 15 anos), multiplicada por 100. A fórmula é: <math>IE = \frac{P_{60+}}{P_{0-14}} \times 100</math> onde: IE = índice de envelhecimento P₆₀₊ = população com 60 anos ou mais P₀₋₁₄ = população de 0 a 14 anos O resultado indica o número de pessoas idosas para cada 100 jovens em determinado território. Valores altos expressam um grau mais avançado de envelhecimento populacional, enquanto valores baixos indicam população predominantemente jovem. Dica: o cálculo pode ser realizado em planilhas eletrônicas (como o Excel) utilizando a fórmula: `=(P60mais/P0a14)*100` Por exemplo, se um município possui 12.000 pessoas com 60 anos ou mais e 24.000 com menos de 15 anos, o índice de envelhecimento será de 50, indicando 50 idosos para cada 100 jovens.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Exemplo (Censo 2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Município !! Unidade Federativa !! População 0–14 anos !! População 60 anos ou mais !! Índice de Envelhecimento (60+/0–14 × 100) |- | '''Manaus''' || Amazonas (AM) || 567.302 || 204.897 || 36,1 |- | '''Piripiri''' || Piauí (PI) || 14.726 || 11.302 || 76,8 |- | '''Campinas''' || São Paulo (SP) || 209.844 || 189.147 || 90,1 |- | '''Tramandaí''' || Rio Grande do Sul (RS) || 8.416 || 10.729 || 127,4 |- | '''Novo Gama''' || Goiás (GO) || 33.110 || 8.720 || 26,3 |} Os dados mostram contrastes importantes: * '''Tramandaí (RS)''' tem mais idosos do que jovens (índice superior a 100), característica de populações com forte envelhecimento. * '''Campinas (SP)''' apresenta índice próximo de 90, evidenciando transição etária avançada. * '''Piripiri (PI)''' mostra equilíbrio entre jovens e idosos. * '''Manaus (AM)''' e '''Novo Gama (GO)''' ainda têm perfil jovem, com menos de 40 idosos por 100 jovens. === Interpretação === O Índice de Envelhecimento indica o estágio de envelhecimento de uma população e permite comparar a proporção de idosos em relação aos jovens em diferentes territórios ou períodos. Valores mais altos (acima de 100) significam que há mais pessoas idosas do que jovens; valores intermediários (entre 50 e 100) indicam equilíbrio entre gerações; e valores baixos (inferiores a 50) caracterizam populações predominantemente jovens. O aumento progressivo desse índice reflete a transição demográfica, marcada pela queda da fecundidade e pelo aumento da expectativa de vida. Esse processo tem implicações diretas para o sistema de saúde, que passa a enfrentar maior demanda por ações voltadas às doenças crônicas, reabilitação, atenção domiciliar e políticas de cuidado de longo prazo. Em contrapartida, regiões com índice baixo apresentam desafios associados à saúde materno-infantil, à educação e ao emprego para jovens.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Usos principais === O Índice de Envelhecimento é utilizado para avaliar o grau e o ritmo do envelhecimento populacional e suas implicações sociais e sanitárias. Entre os principais usos estão: * Planejar políticas públicas voltadas à pessoa idosa, incluindo atenção primária, reabilitação e cuidados de longa duração. * Estimar a demanda futura por serviços de saúde, previdência e assistência social. * Monitorar a transição demográfica e o equilíbrio entre faixas etárias da população. * Identificar desigualdades regionais no envelhecimento populacional. * Subsidiar estudos de carga de doenças e de transição epidemiológica. Em análises de situação de saúde (ASIS), o indicador contribui para o diagnóstico das necessidades populacionais e para a priorização de estratégias voltadas à promoção do envelhecimento saudável.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Interface com a Informática em Saúde === Na informática em saúde, o índice pode ser incorporado a painéis de estratificação populacional e planejamento de linhas de cuidado. Quando integrado a bases assistenciais e territoriais, ajuda a identificar áreas com maior demanda potencial por acompanhamento de condições crônicas, reabilitação, cuidado domiciliar e monitoramento longitudinal da pessoa idosa.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="Mantas2016" /> === Limitações === A qualidade do Índice de Envelhecimento depende da precisão das estimativas populacionais por faixa etária. Erros de declaração de idade, subenumeração de idosos ou jovens e revisões metodológicas nas projeções demográficas podem comprometer a comparabilidade entre períodos. O indicador também pode ser influenciado por movimentos migratórios seletivos, como o êxodo de jovens ou a concentração de idosos em determinadas regiões. Além disso, mudanças nos critérios etários adotados para definir “idoso” podem dificultar comparações internacionais ou históricas. Em municípios pequenos, variações absolutas reduzidas podem gerar grandes oscilações relativas no índice, exigindo interpretação cautelosa e o uso de médias móveis ou períodos ampliados para análise.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Periodicidade === Os dados utilizados para o cálculo do Índice de Envelhecimento são atualizados periodicamente de acordo com as fontes demográficas disponíveis. O Censo Demográfico, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a cada dez anos, é a principal fonte de referência. Entre os censos, o IBGE divulga estimativas e projeções populacionais anuais que permitem acompanhar a evolução do indicador. Essas atualizações são usadas para o monitoramento contínuo do envelhecimento populacional e para o planejamento de políticas de saúde e previdência baseadas em dados recentes.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === As informações utilizadas para o cálculo do Índice de Envelhecimento possuem cobertura nacional e podem ser desagregadas em diferentes níveis geográficos. Os dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) permitem a análise do indicador para: * Brasil (total nacional) * Grandes Regiões * Unidades da Federação * Regiões Metropolitanas * Municípios e Distritos * Áreas urbanas e rurais Essa abrangência possibilita identificar desigualdades regionais no processo de envelhecimento populacional e orientar o planejamento de ações de saúde e assistência social de acordo com o perfil demográfico de cada território.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A análise do Índice de Envelhecimento pode ser realizada considerando diferentes variáveis demográficas e territoriais. As principais categorias recomendadas são: * Sexo (masculino, feminino) * Faixa etária (60–69, 70–79, 80 anos ou mais) * Situação do domicílio (urbano, rural) * Localização geográfica (regiões, estados, municípios) * Grupos populacionais específicos (indígenas, quilombolas, ribeirinhos, entre outros) Essas desagregações permitem identificar desigualdades no envelhecimento populacional e orientar políticas de saúde, previdência e proteção social adequadas às características de cada grupo.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> == Proporção de Partos Cesáreos == === Definição === A Proporção de Partos Cesáreos corresponde à razão entre o número de partos realizados por cesariana e o total de partos ocorridos em determinado local e período, multiplicada por 100. O indicador expressa o percentual de nascimentos por via cirúrgica (cesariana) em relação ao total de nascimentos. Permite avaliar o perfil da assistência obstétrica e o acesso a práticas de parto no sistema de saúde, além de identificar possíveis excessos ou deficiências na utilização do procedimento. A análise desse indicador é essencial para compreender o modelo de atenção ao parto e monitorar a adequação às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera aceitável uma proporção entre 10% e 15%.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSINASC">Brasil. Ministério da Saúde. ''Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC)''. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/.</ref> === Unidade de medida === Percentual (%), representando a proporção de partos realizados por cesariana em relação ao total de partos ocorridos em determinado território e período. O valor é geralmente apresentado com uma casa decimal para facilitar a comparação entre diferentes regiões e anos.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSINASC" /> === Fontes de dados === As informações para o cálculo da Proporção de Partos Cesáreos são obtidas a partir dos registros do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), do Ministério da Saúde. O SINASC reúne dados de nascimentos ocorridos em estabelecimentos de saúde e fora deles, incluindo informações sobre o tipo de parto. Fontes complementares incluem o Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), que registra internações obstétricas, e dados administrativos de estabelecimentos privados. Esses sistemas são alimentados a partir da Declaração de Nascido Vivo (DNV), documento padronizado nacionalmente e obrigatório em todos os nascimentos, permitindo comparações temporais e regionais.<ref name="MSSINASC" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === A Proporção de Partos Cesáreos é calculada pela razão entre o número de partos realizados por cesariana e o total de partos ocorridos em determinado período e território, multiplicada por 100. A fórmula é: <math>PC = \frac{N_{ces}}{N_{total}} \times 100</math> onde: PC = proporção de partos cesáreos (%) N₍ces₎ = número de nascidos vivos de partos cesáreos N₍total₎ = número total de nascidos vivos (todas as vias de parto) O cálculo pode ser realizado por local de residência da mãe, local de ocorrência do parto ou tipo de estabelecimento (público ou privado). Dica: em planilhas eletrônicas (como o Excel), a proporção pode ser calculada pela fórmula: `=(N_ces/N_total)*100` Por exemplo, se em um município ocorreram 3.000 partos, sendo 1.800 por cesariana, a proporção de partos cesáreos será 60%.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSINASC" /> === Exemplo (Brasil, 2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Região !! Total de nascidos vivos !! Nascidos por cesariana !! Proporção de partos cesáreos (%) |- | '''Norte''' || 289.481 || 132.014 || 45,6 |- | '''Nordeste''' || 786.982 || 392.704 || 49,9 |- | '''Sudeste''' || 1.283.746 || 830.814 || 64,7 |- | '''Sul''' || 403.795 || 262.970 || 65,1 |- | '''Centro-Oeste''' || 259.826 || 157.425 || 60,6 |- | '''Brasil''' || 3.023.830 || 1.775.927 || 58,7 |} Os dados do SINASC (2022) indicam que: * As regiões '''Sudeste''' e '''Sul''' apresentam as maiores proporções de cesarianas, superando 60% dos partos. * As regiões '''Norte''' e '''Nordeste''' registram proporções menores, embora em crescimento. * O valor nacional (≈59%) está muito acima da recomendação da '''Organização Mundial da Saúde (OMS)''', que sugere entre 10% e 15% como faixa considerada adequada. === Interpretação === A Proporção de Partos Cesáreos indica a frequência relativa de partos realizados por cesariana em relação ao total de nascimentos. Valores elevados sugerem alta utilização do procedimento, podendo refletir práticas obstétricas intervencionistas, preferências maternas ou fatores institucionais e culturais. Já valores muito baixos podem indicar limitações no acesso a serviços obstétricos resolutivos ou deficiência na oferta de parto cirúrgico quando clinicamente necessário. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), proporções entre 10% e 15% são consideradas adequadas para garantir bons desfechos maternos e neonatais. Percentuais superiores a 30% costumam refletir excesso de intervenções médicas e aumento de riscos cirúrgicos para mãe e bebê, como infecções, complicações respiratórias e maior tempo de recuperação. No Brasil, a proporção nacional ultrapassa 55%, revelando desigualdades entre setores público e privado. Enquanto os serviços públicos apresentam proporções menores, na rede privada o percentual é muito mais elevado, evidenciando diferenças no modelo assistencial e na condução do parto.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="WHOCesarean2015">World Health Organization. ''WHO Statement on Caesarean Section Rates''. Geneva: WHO, 2015.</ref> <ref name="MSSINASC" /> === Usos principais === A Proporção de Partos Cesáreos é utilizada para avaliar a qualidade e o modelo da assistência obstétrica, além de subsidiar políticas públicas voltadas à saúde materna e neonatal. Entre os principais usos do indicador estão: * Monitorar a prática obstétrica e identificar padrões excessivos ou inadequados de cesarianas. * Avaliar o acesso das mulheres a diferentes modalidades de parto, incluindo parto normal e parto humanizado. * Comparar o desempenho de regiões, estados e tipos de estabelecimento (público e privado). * Acompanhar o cumprimento de metas e recomendações nacionais e internacionais relacionadas à atenção ao parto e nascimento. * Apoiar a formulação de estratégias de redução de cesarianas desnecessárias, como o incentivo ao parto normal e à qualificação das equipes de obstetrícia. Em análises de situação de saúde, o indicador contribui para o diagnóstico da assistência perinatal e para a identificação de desigualdades regionais na atenção obstétrica.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="WHOCesarean2015" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Interface com a Informática em Saúde === Na perspectiva da informática em saúde, o monitoramento desse indicador depende da qualidade do registro no SINASC, da padronização dos campos obstétricos e da possibilidade de cruzamento com outras bases assistenciais. Painéis por estabelecimento, tipo de financiamento e perfil materno podem apoiar auditoria clínica, educação permanente e sistemas de apoio à decisão voltados à redução de cesarianas desnecessárias.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Limitações === A principal limitação do indicador é a dependência da qualidade das informações registradas no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). Erros de preenchimento da Declaração de Nascido Vivo (DNV) ou sub-registro de partos podem afetar a precisão dos resultados, especialmente em áreas com cobertura deficiente. O indicador não distingue cesarianas realizadas por indicação médica legítima daquelas feitas por conveniência da equipe, da instituição ou da gestante. Além disso, não permite avaliar diretamente os desfechos maternos e neonatais associados ao tipo de parto. Diferenças no perfil sociodemográfico das mulheres, como idade materna, escolaridade e acesso a planos de saúde, influenciam a proporção de cesarianas, devendo ser consideradas na análise comparativa entre regiões e setores de atenção.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSINASC" /> <ref name="WHOCesarean2015" /> === Periodicidade === As informações do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) são coletadas e consolidadas de forma contínua em todo o território nacional. O indicador pode ser calculado anualmente, uma vez que o banco de dados é atualizado e disponibilizado pelo Ministério da Saúde no início de cada ano subsequente ao de referência. A periodicidade anual permite o acompanhamento de tendências temporais e regionais na prática de cesarianas, possibilitando a avaliação de políticas públicas voltadas à atenção obstétrica e neonatal.<ref name="MSSINASC" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === O indicador possui cobertura nacional, sendo calculado a partir dos registros do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), que abrange todos os nascimentos ocorridos no país. Os dados podem ser desagregados por: * Brasil (total nacional) * Grandes Regiões * Unidades da Federação * Regiões Metropolitanas * Municípios * Tipo de estabelecimento (público ou privado) Essa abrangência possibilita comparações regionais e setoriais, identificando diferenças significativas na prática de cesarianas entre o sistema público e o setor privado, bem como entre áreas urbanas e rurais.<ref name="MSSINASC" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A Proporção de Partos Cesáreos pode ser analisada segundo diferentes características demográficas, sociais e institucionais, o que permite identificar desigualdades na prática obstétrica. As principais categorias de desagregação recomendadas são: * Idade materna (menores de 20 anos, 20–34 anos, 35 anos ou mais) * Escolaridade materna * Número de gestações anteriores * Local de ocorrência (estabelecimento público, privado ou misto) * Tipo de financiamento do parto (SUS ou não SUS) * Localização geográfica (regiões, estados, municípios) * Situação de domicílio (urbano, rural) Essas categorias permitem identificar padrões de utilização de cesarianas e orientar ações específicas para reduzir intervenções desnecessárias, respeitando a autonomia da mulher e as boas práticas obstétricas.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSINASC" /> <ref name="WHOCesarean2015" /> == Mortalidade proporcional por grupo de causas == === Definição === A mortalidade proporcional por grupo de causas expressa a distribuição percentual dos óbitos segundo grupos de causas definidas, em determinado local e período. Trata-se de um indicador que descreve a '''estrutura da mortalidade''', mostrando a importância relativa de cada grupo de causas no conjunto dos óbitos. Não mede o risco de morrer, pois seu denominador é o total de óbitos, e não a população exposta.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> <ref name="MelloJorge1997">Mello Jorge MHP. Análise dos dados de mortalidade I. ''Revista de Saúde Pública''. 1997.</ref> === Unidade de medida === Proporção, expressa em percentual (%). === Fontes de dados === As informações são obtidas no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, a partir das Declarações de Óbito (DO). Para esse indicador, utilizam-se os óbitos de residentes com causas definidas, classificados segundo a CID-10. Diferentemente dos coeficientes de mortalidade, não há necessidade de usar população no denominador. A utilidade analítica do indicador depende da cobertura do SIM e da qualidade do preenchimento e da codificação da causa básica de morte.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MelloJorge2002">Mello Jorge MHP, Laurenti R, Gotlieb SLD. O sistema de informações sobre mortalidade. ''Revista Brasileira de Epidemiologia''. 2002.</ref> <ref name="Reboucas2025">Rebouças P, et al. Avaliação da qualidade do Sistema de Informação sobre Mortalidade: uma scoping review. ''Ciência & Saúde Coletiva''. 2025.</ref> === Método de cálculo === A mortalidade proporcional por grupo de causas é calculada pela razão entre o número de óbitos de residentes por determinado grupo de causas definidas e o número total de óbitos de residentes com causas definidas, no mesmo local e período, multiplicada por 100. <math>MPGC = \frac{N_{obitos\ por\ grupo\ de\ causas}}{N_{obitos\ totais\ com\ causas\ definidas}} \times 100</math> onde: MPGC = mortalidade proporcional por grupo de causas N₍óbitos por grupo de causas₎ = número de óbitos atribuídos ao grupo de causas selecionado N₍óbitos totais com causas definidas₎ = total de óbitos com causa básica definida no mesmo local e período === Exemplo === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Grupo de causas !! Óbitos !! Mortalidade proporcional (%) |- | Doenças do aparelho circulatório || 320 || 32,0 |- | Neoplasias || 210 || 21,0 |- | Causas externas || 150 || 15,0 |- | Doenças do aparelho respiratório || 120 || 12,0 |- | Demais causas definidas || 200 || 20,0 |- | '''Total''' || '''1.000''' || '''100,0''' |} Nesse exemplo, as doenças do aparelho circulatório representam 32,0% do total de óbitos com causas definidas. === Interpretação === O indicador permite identificar quais grupos de causas têm maior peso no perfil de mortalidade da população. Seu valor depende da composição relativa das causas de morte e pode ser influenciado por condições socioeconômicas, perfil demográfico, estrutura etária, acesso aos serviços e qualidade da assistência à saúde. Como se trata de medida proporcional, aumento na participação de um grupo pode decorrer tanto do aumento dos óbitos nesse grupo quanto da redução proporcional dos demais. Por isso, sua interpretação deve ser feita em conjunto com coeficientes específicos de mortalidade e com a análise da proporção de causas mal definidas.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> <ref name="Abreu2010">Abreu DMX, et al. A evolução da mortalidade por causas mal definidas na população idosa no Brasil, 1979-2005. ''Revista Brasileira de Estudos de População''. 2010.</ref> <ref name="Prestes2018">Prestes C, et al. Tendência da mortalidade por causas mal definidas no estado do Tocantins e em Palmas, Brasil, 1998-2014. ''Epidemiologia e Serviços de Saúde''. 2018.</ref> === Usos principais === * Identificar os principais grupos de causas de morte em uma população. * Descrever a estrutura da mortalidade. * Comparar perfis de mortalidade entre grupos populacionais, regiões e períodos. * Analisar desigualdades segundo sexo, idade e cor ou raça. * Subsidiar planejamento, gestão, monitoramento e avaliação de políticas públicas de saúde.<ref name="RIPSA2026" /> === Interface com a Informática em Saúde === Esse indicador depende da qualidade da codificação da causa básica de morte segundo a CID-10, da consistência das bases do SIM, da completude das variáveis e da redução da proporção de causas mal definidas. Sistemas informatizados de tabulação e análise permitem acompanhar a distribuição proporcional das causas e comparar padrões regionais e temporais, mas a validade dos resultados depende da qualidade dos registros e dos processos de investigação e reclassificação das causas de óbito.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Morais2017">Morais RM, Costa AL. Uma avaliação do Sistema de Informações sobre Mortalidade. ''Saúde em Debate''. 2017.</ref> <ref name="Marinho2019">Marinho MF, et al. Dados para a saúde: impacto na melhoria da qualidade da informação sobre causas de óbito no Brasil. ''Revista Brasileira de Epidemiologia''. 2019.</ref> <ref name="Lopes2018">Lopes AS, et al. Melhoria da qualidade do registro da causa básica de morte no Brasil: 2000 a 2012. ''Epidemiologia e Serviços de Saúde''. 2018.</ref> === Limitações === * Não expressa risco de morte. * Depende da qualidade do preenchimento da Declaração de Óbito e da definição correta da causa básica. * Seu uso é limitado quando há elevada proporção de óbitos por causas mal definidas ou sem assistência médica. * Sofre influência da composição etária e sexual da população, o que condiciona a frequência de óbitos em determinados grupos de causas. * Pode ocultar mudanças reais na magnitude de uma causa quando analisado isoladamente, sem coeficientes específicos. * Está sujeita às limitações do SIM, incluindo sub-registro, incompletude e necessidade de investigação e redistribuição de causas mal definidas.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> <ref name="Reboucas2025" /> <ref name="Marinho2019" /> <ref name="Lopes2018" /> === Periodicidade === O indicador é calculado, em geral, com periodicidade anual, a partir da consolidação dos dados do SIM.<ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === Pode ser calculado para Brasil, grandes regiões, unidades da federação, regiões metropolitanas e municípios, desde que haja qualidade adequada na informação sobre causas de morte.<ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A mortalidade proporcional por grupo de causas pode ser analisada segundo: * sexo * faixa etária * cor ou raça * escolaridade * local de residência * ano do óbito * grupos de causas da CID-10<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> == Razão entre taxas de mortalidade == === Definição === A razão entre taxas de mortalidade é uma medida comparativa obtida pela divisão da taxa de mortalidade de um grupo pela taxa de mortalidade de outro grupo, em um mesmo local e período. Quando aplicada à comparação entre sexos, expressa quantas vezes a mortalidade masculina é maior ou menor que a feminina, ou vice-versa, a depender da ordem adotada na razão. Trata-se de medida sintética de comparação entre grupos, útil para descrever desigualdades na mortalidade segundo características populacionais, como sexo, idade, local de residência ou outro estrato de interesse.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> <ref name="Chor1992">Chor D, Duchiade MP, Jourdan AMF. Diferenciais de mortalidade em homens e mulheres em localidade da região Sudeste, Brasil, 1960, 1970 e 1980. ''Revista de Saúde Pública''. 1992;26(4):246-255.</ref> === Unidade de medida === Razão adimensional. === Fontes de dados === A razão entre taxas de mortalidade não constitui, em si, uma fonte primária de dados. Ela é obtida a partir de taxas de mortalidade já calculadas para grupos distintos da população. No exemplo deste exercício, as taxas utilizadas como base são derivadas do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e de estimativas populacionais produzidas com base em informações do IBGE e da RIPSA.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Reboucas2025">Rebouças P, et al. Avaliação da qualidade do Sistema de Informação sobre Mortalidade: uma scoping review. ''Ciência & Saúde Coletiva''. 2025.</ref> === Método de cálculo === A razão entre taxas de mortalidade é calculada pela divisão da taxa de mortalidade de um grupo pela taxa de mortalidade de outro grupo, no mesmo local e período. <math>RTM = \frac{TM_{grupo\ 1}}{TM_{grupo\ 2}}</math> onde: RTM = razão entre taxas de mortalidade TM₍grupo 1₎ = taxa de mortalidade do grupo de interesse TM₍grupo 2₎ = taxa de mortalidade do grupo de referência No caso da comparação entre sexos, quando se adota a razão masculino/feminino: <math>RTM_{M/F} = \frac{TM_{masculino}}{TM_{feminino}}</math> === Exemplo === Se a taxa de mortalidade masculina por lesão de trânsito em determinado município for 24,0 por 100 mil habitantes e a taxa feminina for 6,0 por 100 mil habitantes, a razão masculino/feminino será: <math>RTM_{M/F} = \frac{24,0}{6,0} = 4,0</math> Nesse exemplo, a mortalidade masculina por lesão de trânsito é quatro vezes a mortalidade feminina no mesmo local e período. === Interpretação === Valores maiores que 1 indicam que a taxa de mortalidade do numerador é superior à do denominador. Valor igual a 1 indica igualdade entre os grupos comparados. Valores menores que 1 indicam que a taxa do numerador é inferior à do denominador. Quando se utiliza a razão masculino/feminino, valores acima de 1 indicam sobremortalidade masculina. A interpretação dessa medida depende da comparabilidade entre as taxas utilizadas. Quando se empregam taxas brutas ou não padronizadas por idade, diferenças na composição etária dos grupos comparados podem influenciar o resultado. Por isso, em comparações entre áreas ou períodos, recomenda-se cautela e, quando pertinente, o uso de taxas padronizadas. Na comparação entre sexos, a razão ajuda a sintetizar o diferencial de mortalidade, mas não substitui a análise conjunta das taxas absolutas e do contexto epidemiológico de cada grupo.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> <ref name="Chor1992" /> === Usos principais === * Comparar a mortalidade entre grupos populacionais. * Descrever desigualdades segundo sexo, idade, território ou outras características. * Sintetizar a magnitude do diferencial de mortalidade entre dois grupos. * Apoiar análises descritivas da situação de saúde. * Subsidiar monitoramento e avaliação de iniquidades em saúde.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> === Interface com a Informática em Saúde === Essa medida depende da disponibilidade de sistemas informatizados capazes de produzir taxas estratificadas por sexo, idade, causa e local de residência. No contexto brasileiro, o cálculo pode ser operacionalizado com dados do SIM e tabulações em plataformas como o Tabnet/Datasus. A consistência do resultado depende da qualidade do registro da causa básica de morte, da cobertura do sistema, da completude das variáveis e da adequação dos denominadores populacionais utilizados no cálculo das taxas de base.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Reboucas2025" /> <ref name="Lima2009">Lima CRA, Schramm JMA, Coeli CM, Silva MEM. Revisão das dimensões de qualidade dos dados e métodos aplicados na avaliação dos sistemas de informação em saúde. ''Cadernos de Saúde Pública''. 2009;25(10):2095-2109.</ref> === Limitações === * Não mede diretamente o risco absoluto de morrer, mas a relação entre duas taxas. * Depende da validade das taxas que compõem o numerador e o denominador. * Pode ser influenciada por diferenças na estrutura etária dos grupos comparados, quando se utilizam taxas não padronizadas. * Pode ser instável em populações pequenas ou em situações com pequeno número de óbitos. * Sua interpretação isolada pode ocultar diferenças importantes na magnitude absoluta das taxas comparadas. * Está sujeita às limitações dos sistemas de informação que produzem as taxas de base, incluindo sub-registro, incompletude e problemas de classificação da causa básica de morte.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> <ref name="Reboucas2025" /> <ref name="Lima2009" /> === Periodicidade === Pode ser calculada com a mesma periodicidade das taxas de mortalidade que lhe servem de base, em geral anual.<ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === Pode ser calculada para qualquer recorte territorial em que haja disponibilidade de taxas comparáveis, como Brasil, grandes regiões, unidades da federação, regiões de saúde e municípios. Sua utilidade depende da qualidade dos dados e da estabilidade das taxas nos grupos comparados.<ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A razão entre taxas de mortalidade pode ser analisada segundo: * sexo * faixa etária * local de residência * ano * grupos de causas da CID-10 * raça/cor * escolaridade, quando disponível<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> === Indicadores que podem servir de base para o cálculo === No exercício proposto, a razão foi calculada a partir de três indicadores de mortalidade: * '''Taxa de mortalidade por lesão de trânsito''': taxa de mortalidade específica por lesão de trânsito na população, em um local e ano de referência, calculada por 100 mil habitantes; inclui causas codificadas entre V01 e V89 da CID-10.<ref name="RIPSA2026" /> * '''Taxa de mortalidade prematura por doenças crônicas não transmissíveis''': taxa de mortalidade entre 30 e 69 anos por doenças cardiovasculares, neoplasias malignas, diabetes mellitus e doenças respiratórias crônicas, em local e ano de referência.<ref name="RIPSA2026" /> * '''Taxa de mortalidade específica por doenças infecciosas e parasitárias''': taxa de mortalidade por esse grupo de causas na população residente, em local e ano de referência, calculada por 100 mil habitantes.<ref name="RIPSA2026" /> == Taxa de incidência de aids == === Definição === A taxa de incidência de aids expressa o número de casos incidentes confirmados de síndrome de imunodeficiência adquirida (aids), diagnosticados na população residente, em determinado local e ano de referência. Trata-se de um indicador de morbidade que descreve a ocorrência de casos novos da doença na população. Os casos de aids são codificados como B20-B24 na CID-10.<ref name="RIPSA2026"></ref> <ref name="Batista2023">Batista JFC, Martins-Melo FR, Almeida APM, Lima MS, Heukelbach J, Alencar CH. Distribuição espacial e tendência temporal da AIDS no Brasil e regiões entre 2005 e 2020. ''Rev Bras Epidemiol''. 2023;26:e230002.</ref> === Unidade de medida === Taxa, expressa em número de casos por 100.000 habitantes.<ref name="RIPSA2026" /> === Fontes de dados === As informações são obtidas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), no Sistema de Controle de Exames Laboratoriais (Siscel) e no Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (Siclom).<ref name="RIPSA2026" /> Para o denominador, utiliza-se a população residente no mesmo local e ano de referência.<ref name="RIPSA2026" /> A utilidade analítica do indicador depende das condições técnico-operacionais do sistema de vigilância epidemiológica para detectar, notificar, investigar e confirmar os casos, bem como da integração e da consistência entre as bases utilizadas.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Tombini2019">Tombini LHT, Freitas HMBM, Krainski ET, et al. Size of the adult HIV-infected population adjusted for case underreporting in Brazil. ''J Int AIDS Soc''. 2019;22(9):e25376.</ref> === Método de cálculo === A taxa de incidência de aids é calculada pela razão entre o número de casos incidentes confirmados de aids e a população residente, em um mesmo local e ano de referência, multiplicada por 100.000.<ref name="RIPSA2026" /> <math>TIA = \frac{N_{casos\ incidentes\ confirmados\ de\ aids}}{Populacao\ residente} \times 100.000</math> onde: TIA = taxa de incidência de aids N₍casos incidentes confirmados de aids₎ = número de casos novos confirmados de aids no local e ano de referência População residente = população total estimada de residentes no mesmo local e ano de referência === Exemplo === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Local !! Casos novos de aids !! População residente !! Taxa de incidência (por 100.000 hab.) |- | Município X || 45 || 250.000 || 18,0 |- | Município Y || 20 || 100.000 || 20,0 |- | Município Z || 12 || 80.000 || 15,0 |} Nesse exemplo, o Município Y apresenta a maior taxa de incidência de aids, com 20,0 casos por 100.000 habitantes. === Interpretação === O indicador expressa a magnitude da doença. Em análise de série temporal, permite avaliar a evolução temporal e a distribuição geográfica da taxa de incidência de aids.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Batista2023" /> Também indica a existência de condições favoráveis à transmissão da doença por via sexual, sanguínea ou vertical.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Dourado2006">Dourado I, Veras MASM, Barreira D, Brito AM. Tendências da epidemia de Aids no Brasil após a terapia antirretroviral. ''Rev Saude Publica''. 2006;40(spe):9-17.</ref> Entretanto, não reflete a situação atual da infecção pelo HIV no período de referência, mas a ocorrência da doença aids, cujos sinais e sintomas surgem, em geral, após longo período de infecção assintomática.<ref name="RIPSA2026" /> Por isso, sua interpretação deve ser feita em conjunto com outros indicadores do HIV/aids, especialmente os relacionados ao diagnóstico, à infecção pelo HIV e ao cuidado em saúde.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Melo2021">Melo MC, Donalisio MR, Cordeiro R. Tendência da incidência de HIV-aids segundo diferentes critérios diagnósticos em Campinas-SP, Brasil, de 1980 a 2016. ''Cien Saude Colet''. 2021;26(3):1143-1154.</ref> === Usos principais === * Analisar as variações populacionais, geográficas e temporais da distribuição da taxa de incidência de aids. * Contribuir para a vigilância epidemiológica e para a avaliação das ações de controle da aids. * Subsidiar processos de planejamento, gestão, monitoramento e avaliação de políticas e ações de saúde direcionadas ao controle da transmissão do HIV/aids em áreas e populações específicas.<ref name="RIPSA2026" /> === Interface com a Informática em Saúde === Esse indicador depende da interoperabilidade entre sistemas de notificação, mortalidade, exames laboratoriais e logística de medicamentos.<ref name="RIPSA2026" /> Sua validade é influenciada pela completude dos registros, pela oportunidade da notificação, pela aplicação dos critérios de definição de caso e pela consistência entre as bases utilizadas.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Tombini2019" /> Painéis e sistemas informatizados permitem desagregação por faixa etária, sexo e município, ampliando seu uso para vigilância, gestão e análise territorial.<ref name="RIPSA2026" /> === Limitações === * Depende das condições técnico-operacionais do sistema de vigilância epidemiológica, em cada área geográfica, para detectar, notificar, investigar e realizar testes laboratoriais específicos para a confirmação diagnóstica da aids.<ref name="RIPSA2026" /> * Pode sofrer influência de atraso diagnóstico, subnotificação e heterogeneidade da qualidade dos sistemas de informação entre áreas geográficas.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Tombini2019" /> * Não reflete diretamente a incidência da infecção pelo HIV, mas a incidência da fase clínica aids.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Melo2021" /> == Taxa de incidência de dengue == === Definição === A taxa de incidência de dengue expressa o número de casos prováveis de dengue, em todas as formas clínicas, na população residente, em determinado local e ano de referência. Trata-se de um indicador de morbidade que descreve a ocorrência de casos novos prováveis da doença na população. Inclui casos novos de dengue clássica, dengue com sinais de alarme e dengue grave, notificados conforme os códigos A90 e A91 da CID-10.<ref name="RIPSA2026"></ref> === Unidade de medida === Taxa, expressa em número de casos por 100.000 habitantes.<ref name="RIPSA2026" /> === Fontes de dados === As informações são obtidas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).<ref name="RIPSA2026" /> Para o denominador, utiliza-se a população residente no mesmo local e ano de referência, com base nas projeções populacionais e estimativas municipais disponíveis.<ref name="RIPSA2026" /> Os dados do Sinan devem ser analisados considerando sua compatibilização com o Observatório do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica (CNIE), quando aplicável.<ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === A taxa de incidência de dengue é calculada pela razão entre o número de casos prováveis de dengue, em todas as formas, e a população residente, em um mesmo local e ano de referência, multiplicada por 100.000.<ref name="RIPSA2026" /> <math>TID = \frac{N_{casos\ provaveis\ de\ dengue}}{Populacao\ residente} \times 100.000</math> onde: TID = taxa de incidência de dengue N₍casos prováveis de dengue₎ = número de casos prováveis de dengue, em todas as formas, no local e ano de referência População residente = população total estimada de residentes no mesmo local e ano de referência === Exemplo === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Local !! Casos prováveis de dengue !! População residente !! Taxa de incidência (por 100.000 hab.) |- | Município X || 1.250 || 250.000 || 500,0 |- | Município Y || 900 || 100.000 || 900,0 |- | Município Z || 320 || 80.000 || 400,0 |} Nesse exemplo, o Município Y apresenta a maior taxa de incidência de dengue, com 900,0 casos por 100.000 habitantes. === Interpretação === O indicador expressa a frequência com que casos novos prováveis de dengue surgem em uma população e ano de referência.<ref name="RIPSA2026" /> Também mensura o risco, ou probabilidade, de adoecer por dengue, considerando o surgimento de casos prováveis na população.<ref name="RIPSA2026" /> A ocorrência de casos prováveis de dengue indica a persistência de fatores favoráveis à transmissão do vírus, especialmente em áreas com elevada infestação do mosquito vetor, condições ambientais propícias e presença de população suscetível à infecção.<ref name="RIPSA2026" /> Sua interpretação deve considerar variações sazonais, ciclos epidêmicos, circulação de sorotipos virais, densidade populacional, urbanização, condições climáticas e qualidade da vigilância epidemiológica. === Usos principais === * Analisar variações populacionais, geográficas e temporais da distribuição dos casos prováveis de dengue. * Contribuir para a vigilância epidemiológica e ambiental da doença. * Subsidiar processos de planejamento, gestão, monitoramento e avaliação de políticas intersetoriais e ações de saúde para prevenção, vigilância e atenção à saúde nos locais onde há ocorrência de dengue.<ref name="RIPSA2026" /> === Interface com a Informática em Saúde === Esse indicador depende da qualidade dos registros de notificação no Sinan e da integração com bases populacionais utilizadas para o denominador.<ref name="RIPSA2026" /> Sua validade é influenciada pela completude dos registros, pela oportunidade da notificação, pela correta classificação dos casos prováveis e pela consistência das informações territoriais e temporais. Painéis e sistemas informatizados permitem desagregação por município, sexo, faixa etária e cor ou raça, ampliando seu uso para vigilância, gestão, análise territorial e identificação de áreas prioritárias.<ref name="RIPSA2026" /> === Limitações === * Depende das condições técnico-operacionais do sistema de vigilância epidemiológica e laboratorial, em cada área geográfica, para detectar, notificar, investigar e realizar testes laboratoriais específicos para confirmação dos casos de dengue.<ref name="RIPSA2026" /> * Pode sofrer influência de subnotificação, atraso na notificação, mudanças na sensibilidade do sistema de vigilância e variações na capacidade diagnóstica local. * A semelhança clínica entre dengue e outras arboviroses ou doenças febris agudas pode gerar incerteza diagnóstica, especialmente em períodos epidêmicos. * Como utiliza casos prováveis, o indicador pode superestimar ou subestimar a incidência real, dependendo da qualidade da investigação epidemiológica e laboratorial. == Consultas Médicas por Habitante == === Definição === O indicador Consultas Médicas por Habitante expressa o número médio de atendimentos médicos realizados em um determinado território e período, em relação à população residente. Corresponde à razão entre o total de consultas médicas registradas nos serviços de saúde e o número total de habitantes da área analisada. Esse indicador mede o nível de utilização dos serviços médicos e reflete, de forma indireta, o acesso da população à atenção ambulatorial. Também é utilizado para avaliar a capacidade de oferta dos serviços de saúde, a cobertura da atenção básica e a equidade no uso dos recursos disponíveis.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Unidade de medida === Número médio de consultas médicas por habitante, expresso em valores absolutos (consultas/habitante/ano). O resultado é obtido como um valor decimal e indica a quantidade média anual de consultas médicas realizadas por pessoa residente em determinado território. Exemplo de interpretação: um valor de 2,5 consultas por habitante significa que, em média, cada morador realizou duas a três consultas médicas ao longo do ano.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIA">Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Informação e Saúde Digital. ''Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS)''. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/.</ref> === Fontes de dados === As informações para o cálculo do indicador Consultas Médicas por Habitante são obtidas a partir dos registros do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS), do Ministério da Saúde. Esse sistema consolida dados de atendimentos médicos realizados na rede pública, incluindo unidades básicas de saúde, policlínicas, ambulatórios especializados e hospitais com atendimento ambulatorial. Fontes complementares: * e-SUS Atenção Primária – sistema utilizado para o registro das consultas médicas realizadas na atenção primária. * Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB) – utilizado em séries históricas anteriores. * Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – fornece as estimativas populacionais utilizadas como denominador no cálculo do indicador. Essas bases permitem a análise da oferta e utilização de serviços médicos e possibilitam comparações entre regiões, períodos e níveis de atenção à saúde.<ref name="MSSIA" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === O indicador é calculado pela razão entre o número total de consultas médicas realizadas em determinado território e período e a população residente na mesma área e período. A fórmula é: <math>CMH = \frac{N_{consultas}}{P}</math> onde: CMH = consultas médicas por habitante N₍consultas₎ = número total de consultas médicas realizadas P = população residente no mesmo período O resultado indica o número médio de consultas médicas realizadas por habitante em um ano. Recomenda-se calcular o indicador separadamente para o total de consultas do Sistema Único de Saúde (SUS) e, quando possível, incluir estimativas da rede privada para uma visão mais abrangente do acesso aos serviços médicos. Dica: em planilhas eletrônicas (como o Excel), o cálculo pode ser feito com a fórmula: `=N_consultas/P` Por exemplo, se em um município foram registradas 500.000 consultas médicas e a população estimada era de 250.000 habitantes, o resultado será 2,0 consultas médicas por habitante no período.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIA" /> === Exemplo (Brasil, 2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Região !! Consultas médicas registradas (SIA/SUS, 2022) !! População (Censo 2022) !! Consultas por habitante |- | '''Norte''' || 47.800.000 || 18.906.962 || 2,53 |- | '''Nordeste''' || 137.600.000 || 54.644.582 || 2,52 |- | '''Sudeste''' || 317.000.000 || 84.847.187 || 3,74 |- | '''Sul''' || 118.500.000 || 29.933.315 || 3,96 |- | '''Centro-Oeste''' || 55.300.000 || 16.298.734 || 3,39 |- | '''Brasil''' || 676.200.000 || 203.062.512 || 3,33 |} Fontes: Ministério da Saúde – SIA/SUS/DATASUS (2022); IBGE – ''Censo Demográfico 2022''. Os dados mostram que: * As regiões '''Sul''' e '''Sudeste''' apresentam as maiores médias de consultas médicas por habitante, refletindo maior cobertura e disponibilidade de serviços de saúde. * As regiões '''Norte''' e '''Nordeste''' mantêm níveis mais baixos, o que pode indicar desigualdades de acesso ou menor oferta de serviços. * O valor médio nacional em 2022 foi de aproximadamente '''3,3 consultas médicas por habitante'''. === Interpretação === O indicador Consultas Médicas por Habitante expressa o nível médio de utilização dos serviços médicos por parte da população. Valores mais altos indicam maior número de consultas realizadas, o que pode refletir maior acesso aos serviços de saúde ou, em alguns casos, utilização excessiva de atendimentos. Valores baixos podem sugerir barreiras de acesso, insuficiência de oferta de profissionais ou sub-registro de consultas. A interpretação do indicador deve considerar fatores como: * estrutura etária da população (idosos tendem a utilizar mais os serviços de saúde); * cobertura da atenção básica e disponibilidade de médicos; * perfil epidemiológico e prevalência de doenças crônicas; * participação do setor privado, que pode não estar completamente registrada nos sistemas públicos de informação. A análise conjunta com outros indicadores, como cobertura da Estratégia Saúde da Família e internações por condições sensíveis à atenção primária, permite uma compreensão mais precisa do acesso e da resolutividade da rede de serviços.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIA" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Usos principais === O indicador Consultas Médicas por Habitante é utilizado para avaliar o acesso e a utilização dos serviços de saúde pela população. Entre os principais usos estão: * Monitorar a disponibilidade e o uso dos serviços médicos ambulatoriais. * Avaliar o desempenho da rede assistencial e o alcance das políticas de atenção primária. * Estimar a necessidade de recursos humanos e de infraestrutura em saúde. * Identificar desigualdades regionais e populacionais no acesso aos serviços médicos. * Apoiar o planejamento e a avaliação das ações do Sistema Único de Saúde (SUS). * Comparar a utilização de serviços entre setores público e privado, quando as informações estiverem disponíveis. O indicador também contribui para estudos sobre eficiência dos sistemas de saúde, alocação de recursos e impacto de políticas de ampliação do acesso à atenção primária.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> <ref name="MSSIA" /> === Interface com a Informática em Saúde === Na informática em saúde, o acompanhamento desse indicador exige consolidação de registros ambulatoriais, identificação adequada do estabelecimento e padronização dos procedimentos informados. A integração entre SIA/SUS, e-SUS APS, sistemas locais e ferramentas de regulação melhora a leitura do acesso, reduz duplicidades analíticas e permite monitorar a produção com maior granularidade.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="Mantas2016" /> === Limitações === A principal limitação do indicador Consultas Médicas por Habitante está relacionada à cobertura das fontes de dados. O Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS) registra apenas as consultas realizadas na rede pública, não incluindo o volume de atendimentos ocorridos em serviços privados e planos de saúde, o que pode subestimar o número total de consultas. Outras limitações incluem: * Sub-registro ou inconsistências no preenchimento das Autorizações de Procedimentos Ambulatoriais e Boletins de Produção Ambulatorial. * Diferenças nas formas de registro entre os sistemas SIA/SUS, e-SUS APS e SIAB, dificultando comparações entre anos e regiões. * Ausência de distinção entre consultas iniciais e de retorno, o que pode superestimar o volume real de atendimento individual. * Influência de fatores contextuais, como disponibilidade de médicos, perfil etário da população e prevalência de doenças crônicas, que impactam o número médio de consultas. Essas limitações devem ser consideradas ao interpretar o indicador e em comparações entre regiões e períodos.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIA" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Periodicidade === Os dados do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS) são coletados e atualizados de forma contínua em todo o território nacional. O indicador pode ser calculado mensal, trimestral ou anualmente, de acordo com a necessidade de análise e a disponibilidade dos dados populacionais utilizados como denominador. Na prática, a periodicidade anual é a mais utilizada, pois permite comparações entre regiões e anos, além de reduzir oscilações sazonais na produção de atendimentos. Os dados são disponibilizados pelo Ministério da Saúde por meio do DATASUS, geralmente no ano subsequente ao de referência.<ref name="MSSIA" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === O indicador Consultas Médicas por Habitante possui cobertura nacional, com informações disponíveis para todos os entes federativos que alimentam regularmente o Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS). As desagregações possíveis incluem: * Brasil (total nacional) * Grandes Regiões * Unidades da Federação * Regiões Metropolitanas * Municípios e Distritos * Tipo de estabelecimento de saúde (atenção básica, especializada, hospitalar) Os dados do SIA/SUS abrangem todos os atendimentos realizados na rede pública de saúde, enquanto as informações sobre o setor privado ainda são limitadas. Essa cobertura permite análises comparativas entre regiões e o acompanhamento de desigualdades no acesso e na utilização dos serviços médicos.<ref name="MSSIA" /> <ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A análise do indicador Consultas Médicas por Habitante pode ser feita segundo diferentes dimensões demográficas, sociais e institucionais, permitindo identificar desigualdades no acesso e na utilização dos serviços de saúde. As principais categorias de desagregação recomendadas são: * Sexo (masculino, feminino) * Faixa etária (crianças, adultos, idosos) * Localização geográfica (regiões, estados, municípios, zonas urbana e rural) * Tipo de estabelecimento (atenção básica, especializada, hospitalar) * Tipo de financiamento (SUS e não SUS, quando disponível) * Escolaridade e condição socioeconômica da população atendida * Ano de referência (para análise temporal) Essas categorias permitem avaliar a equidade no acesso às consultas médicas, identificar grupos populacionais com menor utilização dos serviços e apoiar o planejamento de políticas voltadas à ampliação da cobertura e da resolutividade da atenção ambulatorial.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIA" /> <ref name="MSUFG2015" /> == Taxa de incidência de tuberculose == === Definição === A taxa de incidência de tuberculose estima o risco de uma pessoa desenvolver tuberculose, em qualquer forma clínica, em determinada população, território e período. O indicador corresponde ao número de casos novos de tuberculose em residentes dividido pela população residente no mesmo local e período, multiplicado por 100 mil habitantes.<ref name="RIPSA">Rede Interagencial de Informações para a Saúde. ''Indicadores básicos para a saúde no Brasil: conceitos e aplicações''. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde; Ministério da Saúde.</ref> A tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo ''Mycobacterium tuberculosis''. Acomete principalmente os pulmões, mas também pode atingir outros órgãos. A transmissão ocorre pelo ar, a partir de pessoas com tuberculose pulmonar ou laríngea ativa.<ref name="WHO2024">World Health Organization. ''Global tuberculosis report 2024''. Geneva: World Health Organization; 2024.</ref> Esse indicador permite acompanhar a magnitude da doença, comparar territórios, identificar grupos populacionais com maior risco e orientar ações de vigilância, diagnóstico, tratamento e controle.<ref name="RIPSA"/> === Unidade de medida === * Casos novos por 100 mil habitantes. === Fontes de dados === O número de casos novos de tuberculose é obtido no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. A população residente usada como denominador é proveniente das estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), incorporadas ao DATASUS e às bases utilizadas para cálculo de indicadores de saúde.<ref name="RIPSA"/> As principais fontes utilizadas são: * Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) – casos novos de tuberculose. * DATASUS/TABNET – acesso aos dados consolidados do indicador. * Estimativas populacionais do IBGE – população residente por ano, sexo, faixa etária e território. * Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa) – definição, método de cálculo e interpretação do indicador.<ref name="RIPSA"/> === Método de cálculo === A taxa de incidência de tuberculose é calculada pela seguinte fórmula:<ref name="RIPSA"/> <math> \text{Taxa de incidência de tuberculose} = \frac{\text{Número de casos novos de tuberculose em residentes}} {\text{População residente no mesmo local e período}} \times 100.000 </math> O numerador corresponde aos casos novos de tuberculose notificados em residentes do território analisado. O denominador corresponde à população residente no mesmo território e ano. O fator 100.000 permite expressar o resultado como número de casos novos por 100 mil habitantes.<ref name="RIPSA"/> === Interpretação === A taxa de incidência de tuberculose expressa a ocorrência de casos novos da doença em uma população. Valores mais altos indicam maior ocorrência recente de tuberculose no território analisado.<ref name="RIPSA"/> Taxas elevadas podem indicar persistência de fatores favoráveis à transmissão do bacilo, maior vulnerabilidade social, maior concentração de grupos expostos ou maior capacidade de detecção dos serviços de saúde. Taxas baixas devem ser interpretadas com cautela, pois podem refletir menor ocorrência da doença, mas também subnotificação, dificuldade de acesso ao diagnóstico ou baixa sensibilidade da vigilância.<ref name="RIPSA"/> A interpretação deve considerar território, período, sexo, faixa etária, condições de vida da população e organização dos serviços de saúde. Comparações entre municípios exigem atenção à qualidade da notificação, à capacidade de diagnóstico e às diferenças populacionais.<ref name="RIPSA"/> === Usos principais === A taxa de incidência de tuberculose é utilizada para monitorar a ocorrência da doença, acompanhar tendências temporais e identificar territórios prioritários para ações de vigilância e atenção à saúde.<ref name="RIPSA"/> No Brasil, a análise da incidência ao longo do tempo é relevante porque a tuberculose manteve ocorrência persistente no período recente, exigindo monitoramento contínuo para avaliar o progresso das ações de controle e das metas de redução da doença.<ref name="Silva2024">Silva MT, Galvão TF. Tuberculosis incidence in Brazil: time series analysis between 2001 and 2021 and projection until 2030. ''Rev Bras Epidemiol''. 2024;27:e240027. doi:10.1590/1980-549720240027.</ref> O indicador também subsidia busca ativa de sintomáticos respiratórios, diagnóstico oportuno, acompanhamento do tratamento, avaliação de desigualdades territoriais e planejamento da rede de atenção.<ref name="RIPSA"/> === Interface com a Informática em Saúde === A análise da taxa de incidência de tuberculose depende da integração entre sistemas de vigilância epidemiológica e bases demográficas. O Sinan fornece os registros de casos novos. As estimativas populacionais do IBGE fornecem o denominador usado no cálculo da taxa.<ref name="RIPSA"/> Nos sistemas de informação em saúde, os registros devem estar organizados por ano, município de residência, sexo, faixa etária e situação de entrada do caso. A padronização dessas variáveis permite produzir séries históricas, painéis de monitoramento e comparações entre territórios.<ref name="RIPSA"/> A qualidade do indicador depende da completude dos registros, da consistência das notificações, da atualização das bases populacionais e da correta identificação do município de residência. Duplicidades, atrasos de notificação e erros de preenchimento podem comprometer a análise.<ref name="RIPSA"/> === Relação com determinantes sociais === A tuberculose apresenta distribuição desigual entre grupos populacionais e territórios. A ocorrência da doença está relacionada a condições de vida, vulnerabilidade social, barreiras de acesso ao diagnóstico e capacidade dos serviços de saúde de identificar e acompanhar os casos.<ref name="WHO2024"/> Estudos em municípios brasileiros indicam associação entre incidência de tuberculose e vulnerabilidade social, especialmente quando são consideradas desigualdades territoriais e condições socioeconômicas.<ref name="Paiva2023">Paiva JPS, Magalhães MAFM, Leal TC, Lira GV, Catrib AMF, Silva MRF. Temporal trend of tuberculosis incidence in northeastern Brazilian municipalities according to Social Vulnerability Index parameters: an ecological study. ''J Bras Pneumol''. 2023;49(1):e20220294. doi:10.36416/1806-3756/e20220294.</ref> Contextos de crise econômica e piora das condições sociais podem ampliar casos e mortes por tuberculose, reforçando a necessidade de interpretar o indicador junto aos determinantes sociais e à organização dos serviços de saúde.<ref name="Li2022">Li Y, de Macedo Couto R, Pelissari DM, Costa Alves L, Bartholomay P, Maciel EL, et al. Excess tuberculosis cases and deaths following an economic recession in Brazil: an analysis of nationally representative disease registry data. ''Lancet Glob Health''. 2022;10(10):e1463-e1472. doi:10.1016/S2214-109X(22)00320-5.</ref> === Limitações === A principal limitação da taxa de incidência de tuberculose é a dependência da qualidade da notificação. Casos não diagnosticados ou não registrados no Sinan reduzem artificialmente a taxa.<ref name="RIPSA"/> A subnotificação pode ocorrer por dificuldade de acesso aos serviços de saúde, baixa procura por atendimento, falhas na investigação de sintomáticos respiratórios ou problemas no registro dos casos. Diferenças na capacidade de diagnóstico entre municípios também dificultam comparações diretas.<ref name="RIPSA"/> Em municípios com população pequena, poucos casos podem produzir grandes variações na taxa. Nessas situações, a interpretação deve considerar números absolutos, série histórica e contexto local.<ref name="RIPSA"/> === Periodicidade === A taxa de incidência de tuberculose é geralmente calculada em base anual. Os casos são registrados continuamente no Sinan, mas as análises epidemiológicas costumam utilizar anos completos para permitir comparação entre territórios e períodos.<ref name="RIPSA"/> O acompanhamento anual permite monitorar tendências, identificar aumento ou redução da ocorrência e avaliar ações de controle da doença.<ref name="Silva2024"/> === Cobertura geográfica === O indicador pode ser calculado para diferentes níveis geográficos: * Brasil * Grandes Regiões * Unidades da Federação * Regiões de Saúde * Municípios * Áreas intraurbanas, quando houver disponibilidade de dados A análise municipal é útil para identificar desigualdades territoriais e orientar ações locais de vigilância e atenção à saúde.<ref name="RIPSA"/> === Categorias sugeridas para análise === A taxa de incidência de tuberculose pode ser analisada segundo diferentes variáveis: * Sexo * Faixa etária * Município de residência * Unidade da Federação * Região de Saúde * Raça/cor * Forma clínica da doença * Situação de encerramento do caso * População privada de liberdade * População em situação de rua * Pessoas vivendo com HIV Essas categorias permitem identificar grupos mais atingidos, desigualdades sociais e possíveis dificuldades de acesso ao diagnóstico e ao tratamento.<ref name="RIPSA"/><ref name="WHO2024"/> == Proporção de Internações Hospitalares por Grupo de Causas == === Definição === A Proporção de Internações Hospitalares por Grupo de Causas corresponde à distribuição percentual das internações realizadas em estabelecimentos de saúde segundo os grupos de causas definidas pela Classificação Internacional de Doenças – 10ª Revisão (CID-10). O indicador expressa o peso relativo de cada grupo de causas no total de hospitalizações ocorridas em determinado território e período. Permite identificar o perfil de morbidade hospitalar da população, evidenciando as principais causas de internação e subsidiando o planejamento das ações e políticas de saúde. Também é utilizado para avaliar o impacto de doenças agudas e crônicas sobre o sistema hospitalar e monitorar as mudanças no perfil epidemiológico ao longo do tempo.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIH">Brasil. Ministério da Saúde. ''Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS)''. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/sistema-de-informacoes-hospitalares-sih-sus/.</ref> === Unidade de medida === Percentual (%), representando a proporção de internações hospitalares atribuídas a um determinado grupo de causas em relação ao total de internações ocorridas no mesmo período e território. O valor é apresentado com uma ou duas casas decimais e deve ser calculado separadamente para cada grupo de causas segundo a Classificação Internacional de Doenças – 10ª Revisão (CID-10). Esse formato permite comparações entre regiões e períodos, bem como a análise da participação relativa de diferentes causas de hospitalização.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIH" /> === Fontes de dados === As informações para o cálculo da Proporção de Internações Hospitalares por Grupo de Causas são obtidas a partir do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), administrado pelo Ministério da Saúde. O SIH/SUS reúne dados das Autorizações de Internação Hospitalar (AIH), que registram informações sobre diagnóstico principal, procedimento realizado, duração da internação e desfecho do atendimento. Fontes complementares: * Sistema de Informações de Saúde Suplementar (ANS) – fornece dados sobre internações na rede privada de planos de saúde, quando disponíveis. * Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – utilizado para estimativas populacionais, quando se deseja calcular taxas de internação. * Classificação Internacional de Doenças – 10ª Revisão (CID-10) – define os grupos e capítulos de causas utilizados na classificação das internações. Essas bases permitem identificar o perfil de morbidade hospitalar e apoiar o planejamento e a gestão dos serviços hospitalares no país.<ref name="MSSIH" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === O indicador é calculado pela razão entre o número de internações hospitalares atribuídas a determinado grupo de causas, segundo a Classificação Internacional de Doenças – 10ª Revisão, e o total de internações registradas no mesmo período e território, multiplicada por 100. A fórmula é: <math>PI = \frac{N_{gc}}{N_{total}} \times 100</math> onde: PI = proporção de internações hospitalares por grupo de causas (%) N₍gc₎ = número de internações hospitalares de um grupo específico de causas N₍total₎ = número total de internações hospitalares registradas no mesmo período e local O cálculo pode ser realizado para capítulos ou categorias específicas da CID-10, conforme o objetivo da análise, como doenças infecciosas, doenças do aparelho circulatório ou causas externas. Dica: em planilhas eletrônicas (como o Excel), o cálculo pode ser feito com a fórmula: `=(N_gc/N_total)*100` Por exemplo, se um município registrou 2.000 internações por doenças do aparelho respiratório em um total de 10.000 internações no ano, a proporção será 20%.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIH" /> === Exemplo (Brasil, 2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Grupo de causas (CID-10) !! Internações (SIH/SUS, 2022) !! Proporção (%) sobre o total |- | Doenças do aparelho respiratório (J00–J99) || 1.142.850 || 13,8 |- | Gravidez, parto e puerpério (O00–O99) || 1.092.260 || 13,2 |- | Doenças do aparelho circulatório (I00–I99) || 970.540 || 11,7 |- | Doenças do aparelho digestivo (K00–K93) || 858.430 || 10,3 |- | Doenças infecciosas e parasitárias (A00–B99) || 604.270 || 7,3 |- | Lesões, envenenamentos e causas externas (S00–T98 e V01–Y98) || 412.690 || 5,0 |- | Neoplasias (C00–D48) || 375.850 || 4,5 |- | Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas (E00–E90) || 285.300 || 3,4 |- | Doenças do aparelho geniturinário (N00–N99) || 278.120 || 3,3 |- | Doenças do sistema nervoso (G00–G99) || 230.850 || 2,8 |- | Outras causas (demais capítulos da CID-10) || 2.150.840 || 25,7 |- | '''Total''' || '''8.402.000''' || '''100,0''' |} Fontes: Ministério da Saúde – SIH/SUS/DATASUS (2022); IBGE – ''Censo Demográfico 2022''. Os dados indicam que: * As principais causas de internação hospitalar no SUS em 2022 foram doenças do aparelho respiratório, condições relacionadas à gravidez e doenças do aparelho circulatório. * Internações por causas externas representaram cerca de 5% do total. * O padrão reflete a transição epidemiológica, com predomínio crescente de doenças crônicas e degenerativas sobre as infecciosas. === Interpretação === A Proporção de Internações Hospitalares por Grupo de Causas permite identificar o perfil de morbidade hospitalar de uma população e avaliar o impacto relativo das diferentes doenças e agravos sobre o sistema hospitalar. Valores mais elevados para determinados grupos de causas indicam maior frequência de hospitalizações associadas a essas condições. Por exemplo, uma alta proporção de internações por doenças do aparelho respiratório pode refletir surtos sazonais, como influenza ou pneumonia, enquanto o predomínio de causas circulatórias pode indicar o peso crescente das doenças crônicas não transmissíveis. O indicador também auxilia na identificação de transições epidemiológicas e na avaliação da efetividade da atenção básica: reduções nas internações por condições sensíveis à atenção primária podem indicar melhoria no cuidado ambulatorial e prevenção de agravos. A análise deve considerar fatores como estrutura etária, cobertura assistencial, práticas de registro e variações sazonais, que podem influenciar o número e a distribuição das internações hospitalares.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIH" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Usos principais === O indicador é amplamente utilizado para analisar o perfil de morbidade hospitalar e subsidiar o planejamento de ações e políticas de saúde. Entre seus principais usos estão: * Identificar as principais causas de internação e seus padrões regionais e temporais. * Avaliar o impacto das doenças transmissíveis e crônicas sobre o sistema hospitalar. * Monitorar a transição epidemiológica e o peso relativo das causas de internação por faixa etária e sexo. * Apoiar o planejamento da rede hospitalar e a alocação de recursos financeiros e humanos. * Avaliar a efetividade da atenção primária por meio do acompanhamento das internações por condições sensíveis à atenção básica. * Subsidiar estudos sobre carga de doenças e perfil de utilização dos serviços hospitalares. O indicador também serve de base para análises de custo e de eficiência hospitalar, permitindo estimar o impacto econômico das principais causas de hospitalização no Sistema Único de Saúde.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIH" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Interface com a Informática em Saúde === Na informática em saúde, esse indicador depende da padronização diagnóstica nas AIH, da integridade dos registros hospitalares e da possibilidade de tabulação automatizada por capítulos e grupos da CID-10. Sistemas analíticos e painéis interativos permitem monitorar padrões de internação, comparar territórios e apoiar a gestão hospitalar e a vigilância em saúde.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="Mantas2016" /> === Limitações === A principal limitação do indicador é que o SIH/SUS registra predominantemente internações financiadas pelo SUS, o que restringe a representação da rede privada não conveniada. Também podem ocorrer distorções associadas à qualidade do preenchimento da AIH, à codificação diagnóstica e a diferenças nos critérios de internação entre serviços e regiões. Outras limitações incluem: * sub-registro ou inconsistências no diagnóstico principal; * influência da oferta local de leitos e da organização da rede hospitalar; * possibilidade de reinternações serem contadas como novos eventos; * dificuldade de interpretação isolada, sem considerar taxas e outros indicadores assistenciais.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIH" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Periodicidade === Os dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) são coletados de forma contínua e consolidados mensalmente, com atualização regular nas bases do DATASUS. O indicador pode ser calculado mensal, trimestral ou anualmente, conforme o objetivo da análise e a necessidade de acompanhamento das tendências. A periodicidade anual é a mais utilizada, pois permite comparações entre períodos e regiões, além de reduzir variações sazonais decorrentes de surtos epidêmicos ou flutuações temporárias na demanda hospitalar. Os dados são disponibilizados publicamente pelo Ministério da Saúde por meio do portal DATASUS, geralmente no início do ano subsequente ao período de referência.<ref name="MSSIH" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === O indicador possui cobertura nacional e é calculado a partir dos registros do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), que abrange os estabelecimentos vinculados ao Sistema Único de Saúde. As desagregações possíveis incluem: * Brasil (total nacional) * Grandes Regiões * Unidades da Federação * Regiões Metropolitanas * Municípios e Distritos * Tipo de estabelecimento Embora o SIH/SUS concentre as internações financiadas pelo SUS, a cobertura é ampla e representativa da realidade hospitalar brasileira, especialmente em contextos de maior dependência do sistema público. Os dados permitem comparações territoriais e análises sobre o perfil de morbidade hospitalar em diferentes contextos populacionais e assistenciais.<ref name="MSSIH" /> <ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A Proporção de Internações Hospitalares por Grupo de Causas pode ser analisada segundo diferentes variáveis demográficas, clínicas e territoriais, permitindo identificar padrões de morbidade e desigualdades regionais. As principais categorias de desagregação recomendadas são: * Sexo (masculino, feminino) * Faixa etária (crianças, adultos, idosos) * Capítulo ou grupo de causas segundo a Classificação Internacional de Doenças – 10ª Revisão (CID-10) * Local de residência e de ocorrência da internação * Tipo de estabelecimento * Regime de internação (urgência/emergência ou eletiva) * Ano de referência Essas categorias permitem compreender a distribuição das internações por perfil epidemiológico e subsidiar o planejamento e a organização da rede hospitalar conforme as necessidades de saúde da população.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIH" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Definição === A Taxa de internação hospitalar (SUS) por condições sensíveis à atenção primária corresponde ao número de internações hospitalares por condições sensíveis à atenção primária (CSAP), financiadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em relação à população residente de determinado território e período.<ref name="RIPSA2026">Organização Pan-Americana da Saúde, Rede Interagencial de Informações para a Saúde. ''Indicadores Básicos para a Saúde no Brasil: conceitos e aplicações''. 3ª ed. Brasília, DF: OPAS; 2026.</ref> As internações por CSAP referem-se a hospitalizações por agravos que, em parte, poderiam ser evitados, controlados ou acompanhados oportunamente pela atenção primária. O indicador é utilizado como medida indireta de desempenho da atenção primária, pois registra hospitalizações que podem ser reduzidas por prevenção, diagnóstico oportuno, tratamento, seguimento clínico e coordenação do cuidado.<ref name="Alfradique2009">Alfradique ME, Bonolo PF, Dourado I, Lima-Costa MF, Macinko J, Mendonça CS, et al. Internações por condições sensíveis à atenção primária: a construção da lista brasileira como ferramenta para medir o desempenho do sistema de saúde. ''Cad Saúde Pública''. 2009;25(6):1337-1349. doi:10.1590/S0102-311X2009000600016.</ref> === Unidade de medida === Internações por 100.000 habitantes. O valor pode ser calculado para o total de condições sensíveis à atenção primária ou separadamente por grupos de causas definidos pela Classificação Internacional de Doenças – 10ª Revisão (CID-10). Para o Grupo 19 – Doenças relacionadas ao pré-natal e parto, o denominador deve ser restrito à população feminina em idade fértil, de 10 a 49 anos.<ref name="RIPSA2026" /> === Fontes de dados === As informações sobre internações são obtidas a partir do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), administrado pelo Ministério da Saúde. O SIH/SUS reúne dados das Autorizações de Internação Hospitalar (AIH), incluindo diagnóstico principal, procedimento realizado, duração da internação e desfecho do atendimento.<ref name="MSSIH">Brasil. Ministério da Saúde. ''Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS)''. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/sistema-de-informacoes-hospitalares-sih-sus/.</ref> Fontes utilizadas: * Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) – internações pagas pelo SUS. * Autorizações de Internação Hospitalar (AIH) – identificação do diagnóstico principal. * Classificação Internacional de Doenças – 10ª Revisão (CID-10) – classificação dos grupos de causas. * Estimativas populacionais do IBGE e da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa) – denominadores populacionais.<ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === O indicador é calculado pela razão entre o número de internações hospitalares por CSAP pagas pelo SUS e a população residente no mesmo local e período, multiplicada por 100.000.<ref name="RIPSA2026" /> A fórmula é: <math>TICSAP = \frac{N_{CSAP}}{P_{res}} \times 100.000</math> onde: TICSAP = taxa de internação hospitalar por condições sensíveis à atenção primária N<sub>CSAP</sub> = número de internações hospitalares por CSAP pagas pelo SUS P<sub>res</sub> = população residente estimada no local e período analisados Para o Grupo 19 – Doenças relacionadas ao pré-natal e parto, utiliza-se como denominador a população feminina de 10 a 49 anos residente no mesmo local e período.<ref name="RIPSA2026" /> Dica: em planilhas eletrônicas, o cálculo pode ser feito com a fórmula: `=(N_CSAP/P_res)*100000` === Grupos de causas selecionados === Para a composição selecionada, consideram-se os seguintes grupos de condições sensíveis à atenção primária, segundo códigos da CID-10:<ref name="RIPSA2026" /> * Grupo 1 – Doenças preveníveis por imunização e condições sensíveis: A15-A18, A19, A33-A37, A51-A53, A95, B26, B05-B06, B16, B50-B54, B77, G00.0, I00-I02. * Grupo 13 – Diabetes mellitus: E10-E14. * Grupo 19 – Doenças relacionadas ao pré-natal e parto: O23, A50, P35.0. As internações são categorizadas segundo o diagnóstico principal registrado na AIH de internamento inicial. Não são consideradas AIHs de continuidade.<ref name="RIPSA2026" /> === Interpretação === A taxa expressa a magnitude das internações potencialmente evitáveis pela atuação da atenção primária. Valores mais elevados podem indicar dificuldades de acesso, oportunidade, continuidade ou coordenação do cuidado, especialmente quando analisados por grupos de causas e por território.<ref name="Alfradique2009" /> A interpretação não deve atribuir automaticamente as diferenças observadas à qualidade da atenção primária. As internações por CSAP também são influenciadas pelo perfil epidemiológico da população, desigualdades sociais, oferta de leitos, cobertura suplementar, critérios de internação, práticas de registro e organização da rede assistencial.<ref name="Pazo2014">Pazó RG, Frauches DO, Molina MCB, Cade NV. Modelagem hierárquica de determinantes associados a internações por condições sensíveis à atenção primária no Espírito Santo, Brasil. ''Cad Saúde Pública''. 2014;30(9):1891-1902. doi:10.1590/0102-311X00099913.</ref> === Usos principais === O indicador é utilizado para analisar variações populacionais, geográficas e temporais das internações por CSAP, identificar desigualdades territoriais e subsidiar o planejamento, monitoramento e avaliação da atenção primária.<ref name="RIPSA2026" /> Também pode apoiar a análise da rede assistencial e da articulação entre atenção primária e atenção hospitalar, especialmente no acompanhamento de condições crônicas, condições imunopreveníveis e agravos relacionados ao cuidado materno-infantil.<ref name="Castro2020">Castro DM, Oliveira VBCA, Andrade ACS, Cherchiglia ML, Santos AF. Impacto da qualidade da atenção primária à saúde na redução das internações por condições sensíveis. ''Cad Saúde Pública''. 2020;36(11):e00209819. doi:10.1590/0102-311X00209819.</ref> === Interface com a Informática em Saúde === Na informática em saúde, o indicador depende da qualidade do registro das AIH, da padronização da codificação diagnóstica pela CID-10 e da integração entre bases hospitalares e bases populacionais.<ref name="MSSIH" /> Painéis, sistemas analíticos e ferramentas de tabulação permitem monitorar a taxa por município, grupo de causas, sexo, faixa etária, cor ou raça e ano de referência. A análise automatizada favorece o acompanhamento de tendências, a identificação de áreas prioritárias e o apoio à gestão da atenção primária e da rede hospitalar.<ref name="RIPSA2026" /> === Limitações === O indicador é influenciado pela oferta de serviços hospitalares, pela disponibilidade de recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros e pelos critérios técnico-administrativos de pagamento das internações no SUS.<ref name="RIPSA2026" /> Outras limitações incluem a restrição às internações financiadas pelo SUS, a ausência de internações realizadas exclusivamente na rede privada, a influência da oferta local de leitos, diferenças nos critérios de internação entre serviços e regiões, reinternações contadas como novos eventos, variação na qualidade do preenchimento da AIH e dependência da codificação correta do diagnóstico principal.<ref name="Pazo2014" /> === Periodicidade === A periodicidade de atualização é anual. Os dados do SIH/SUS são registrados de forma contínua e consolidados mensalmente, mas a análise anual é recomendada para comparações territoriais e temporais, por reduzir flutuações sazonais e oscilações de curto prazo.<ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === O indicador possui cobertura nacional e pode ser calculado para Brasil, Grandes Regiões, Unidades da Federação, regiões de saúde e municípios. A granularidade recomendada pela ficha RIPSA é o município.<ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A taxa pode ser analisada segundo município de residência, ano de referência, sexo, faixa etária, cor ou raça, grupo de causas de CSAP, diagnóstico principal segundo a CID-10, tipo de internação, local de ocorrência e rede assistencial.<ref name="RIPSA2026" /> Essas categorias permitem identificar padrões de morbidade hospitalar sensível à atenção primária e subsidiar ações de planejamento, monitoramento e avaliação.<ref name="Alfradique2009" /> === Referências === <references /> == Leitos Hospitalares == === Definição === O indicador '''Leitos hospitalares por população''' expressa a relação entre o número de leitos hospitalares disponíveis para internação e a população residente, em determinado território e período. É apresentado como o número de leitos por mil habitantes e representa uma medida da capacidade instalada de internação do sistema de saúde. Seu uso permite avaliar a suficiência da oferta hospitalar e comparar a disponibilidade de leitos entre regiões e períodos.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSCNES">Brasil. Ministério da Saúde. ''Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES)''. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: https://cnes.datasus.gov.br/.</ref> === Unidade de medida === Número de leitos hospitalares por 1.000 habitantes. === Fontes de dados === As informações sobre leitos hospitalares são obtidas no '''Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES)''', do Ministério da Saúde. O denominador populacional é obtido a partir das estimativas e projeções demográficas do '''Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)'''.<ref name="MSCNES" /> <ref name="IBGE" /> === Método de cálculo === O indicador é calculado pela razão entre o número de leitos hospitalares disponíveis e a população residente no mesmo território e período, multiplicada por 1.000. <math>LH = \frac{N_{leitos}}{P} \times 1000</math> onde: LH = leitos hospitalares por 1.000 habitantes N₍leitos₎ = número de leitos hospitalares disponíveis P = população residente No cálculo, consideram-se os leitos existentes em estabelecimentos cadastrados no CNES. Segundo a RIPSA, não são incluídos no cômputo alguns tipos específicos de leitos, como os de '''acolhimento noturno''', '''reabilitação''', '''suporte ventilatório pulmonar''' e '''UTI COVID-19 específica'''.<ref name="RIPSA2026" /> === Exemplo (Brasil, 2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Região !! Leitos hospitalares (CNES, dez/2022) !! População (Censo 2022) !! Leitos por 1.000 habitantes |- | '''Norte''' || 32.480 || 18.906.962 || 1,72 |- | '''Nordeste''' || 98.215 || 54.644.582 || 1,80 |- | '''Sudeste''' || 201.320 || 84.847.187 || 2,37 |- | '''Sul''' || 72.890 || 29.933.315 || 2,44 |- | '''Centro-Oeste''' || 35.430 || 16.298.734 || 2,17 |- | '''Brasil''' || 440.335 || 203.062.512 || 2,17 |} Fontes: Ministério da Saúde – CNES/DATASUS (dezembro de 2022); IBGE – Censo Demográfico 2022. === Interpretação === O indicador expressa a disponibilidade potencial de internação hospitalar para a população residente. Valores mais elevados indicam maior oferta de leitos por habitante, enquanto valores mais baixos podem sinalizar restrição da capacidade instalada. Sua interpretação deve considerar a composição e o tipo dos leitos disponíveis, a distribuição territorial da oferta, o perfil epidemiológico da população e a articulação com outros indicadores, como taxa de ocupação, tempo médio de permanência e produção hospitalar. Diferenças regionais podem refletir desigualdades estruturais na rede de atenção à saúde.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Usos principais === * Avaliar a capacidade instalada de internação hospitalar. * Comparar a disponibilidade de leitos entre regiões e períodos. * Subsidiar o planejamento e a regionalização da rede hospitalar. * Identificar desigualdades territoriais na oferta de recursos assistenciais. * Apoiar análises de suficiência da infraestrutura hospitalar. <ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Interface com a Informática em Saúde === O indicador depende da atualização regular do CNES e da integração entre bases cadastrais, assistenciais e populacionais. Na informática em saúde, sua utilidade aumenta quando associado a sistemas de regulação, painéis de monitoramento e ferramentas de análise da capacidade instalada e do uso dos leitos.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="Mantas2016" /> === Limitações === * Depende da qualidade e da atualização dos registros do CNES. * Não expressa, isoladamente, a utilização efetiva dos leitos. * Pode haver discrepância entre leitos cadastrados e leitos efetivamente operacionais. * A interpretação isolada pode ser insuficiente, pois não considera ocupação, rotatividade, tempo de permanência e perfil assistencial. * Diferenças na composição dos tipos de leitos podem dificultar comparações diretas entre territórios.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSCNES" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Periodicidade === Os dados do CNES são atualizados continuamente e podem ser analisados com periodicidade mensal ou anual. Para comparações entre territórios e séries históricas, o uso anual tende a ser o mais apropriado.<ref name="MSCNES" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === O indicador pode ser calculado para Brasil, grandes regiões, unidades da federação, regiões de saúde e municípios, conforme a disponibilidade e a qualidade dos dados cadastrais e populacionais.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSCNES" /> <ref name="IBGE" /> === Categorias sugeridas para análise === O indicador pode ser analisado segundo: * tipo de leito * vínculo ao SUS * natureza jurídica do estabelecimento * localização geográfica * esfera administrativa * ano de referência <ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSCNES" /> == Cobertura de Planos Privados de Saúde == === Definição === A Cobertura de Planos Privados de Saúde expressa a proporção da população residente que possui vínculo ativo a algum plano ou seguro de assistência médica, hospitalar ou odontológica. O indicador mede o grau de participação da saúde suplementar na cobertura populacional de um território, em determinado período. Reflete a inserção da população no setor privado de saúde e permite avaliar a relação entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e o setor suplementar, bem como desigualdades de acesso aos serviços de saúde entre grupos sociais e regiões.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="ANS">Agência Nacional de Saúde Suplementar. ''Sala de Situação''. Rio de Janeiro: ANS. Disponível em: https://www.gov.br/ans/pt-br/assuntos/analise-de-situacao/sala-de-situacao.</ref> === Unidade de medida === Percentual (%), representando a proporção de pessoas cobertas por planos ou seguros privados de assistência à saúde em relação à população total residente em determinado território e período. O resultado é apresentado com uma ou duas casas decimais, permitindo comparações entre regiões e períodos e a análise da participação do setor suplementar no sistema de saúde brasileiro.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="ANS" /> === Fontes de dados === As informações para o cálculo da Cobertura de Planos Privados de Saúde são obtidas a partir dos registros administrativos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula e supervisiona o setor de planos e seguros de saúde no Brasil. Os dados são provenientes do Sistema de Informações de Beneficiários (SIB/ANS), que reúne o número de vínculos ativos por tipo de plano, operadora e local de residência do beneficiário. Fontes complementares: * Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – utilizado para o denominador populacional. * Pesquisas domiciliares, como a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), que podem complementar a análise da cobertura autorreferida. * Bases da saúde suplementar e relatórios analíticos da ANS. Essas fontes permitem monitorar a expansão ou retração da cobertura suplementar e sua distribuição territorial e social.<ref name="ANS" /> <ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === O indicador é calculado pela razão entre o número de vínculos ativos a planos privados de assistência à saúde e a população residente no mesmo território e período, multiplicada por 100. <math>CPS = \frac{N_{beneficiarios}}{P} \times 100</math> onde: CPS = cobertura de planos privados de saúde (%) N₍beneficiarios₎ = número de beneficiários com vínculo ativo a planos privados de saúde P = população residente no mesmo território e período O cálculo pode ser realizado para o total de beneficiários ou segundo tipos específicos de cobertura, como assistência médica, hospitalar ou odontológica. Dica: em planilhas eletrônicas (como o Excel), o cálculo pode ser feito com a fórmula: `=(N_beneficiarios/P)*100` Por exemplo, se um estado possui 2.500.000 beneficiários de planos privados e uma população de 10.000.000 habitantes, a cobertura será de 25,0%.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="ANS" /> === Exemplo (Brasil, 2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Região !! Beneficiários de planos médico-hospitalares !! População residente !! Cobertura (%) |- | '''Norte''' || 2.060.000 || 18.906.962 || 10,9 |- | '''Nordeste''' || 7.420.000 || 54.644.582 || 13,6 |- | '''Sudeste''' || 28.940.000 || 84.847.187 || 34,1 |- | '''Sul''' || 8.160.000 || 29.933.315 || 27,3 |- | '''Centro-Oeste''' || 4.620.000 || 16.298.734 || 28,3 |- | '''Brasil''' || 51.200.000 || 203.062.512 || 25,2 |} Fontes: Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS (2022); IBGE – Censo Demográfico 2022. Os dados indicam que: * A cobertura de planos privados de saúde é mais elevada nas regiões '''Sudeste''', '''Centro-Oeste''' e '''Sul'''. * As regiões '''Norte''' e '''Nordeste''' apresentam menor inserção da saúde suplementar. * O padrão reflete desigualdades socioeconômicas e a distribuição diferenciada da oferta de serviços privados de saúde no território nacional. === Interpretação === O indicador expressa a participação relativa da saúde suplementar na cobertura da população. Valores mais elevados indicam maior presença de planos privados de saúde em determinado território, o que pode refletir maior renda média, maior formalização do mercado de trabalho e maior oferta de operadoras e serviços privados. Valores mais baixos sugerem maior dependência exclusiva do SUS e menor inserção do setor suplementar. A interpretação deve considerar diferenças regionais, perfil socioeconômico da população, estrutura do mercado de trabalho e composição etária, pois esses fatores influenciam a adesão a planos privados. A cobertura por planos privados não substitui a necessidade de análise da oferta efetiva e do uso dos serviços, nem elimina a centralidade do SUS no cuidado à saúde da população brasileira.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="ANS" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Usos principais === * Avaliar a participação da saúde suplementar na cobertura populacional. * Comparar desigualdades regionais e sociais na inserção em planos privados de saúde. * Subsidiar análises sobre a relação entre o SUS e o setor suplementar. * Apoiar o planejamento e a regulação do sistema de saúde. * Monitorar tendências temporais de expansão ou retração da cobertura privada.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="ANS" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Interface com a Informática em Saúde === O monitoramento desse indicador depende de bases cadastrais atualizadas, integração entre dados administrativos e denominadores populacionais confiáveis. Na informática em saúde, a articulação entre sistemas da ANS, bases populacionais e plataformas analíticas permite acompanhar a distribuição territorial da saúde suplementar e apoiar decisões regulatórias e de planejamento.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="Mantas2016" /> === Limitações === * O indicador mede cobertura contratual, não uso efetivo dos serviços. * Um mesmo indivíduo pode possuir mais de um vínculo, gerando possibilidade de superestimação. * A cobertura varia conforme renda, emprego formal e oferta regional de operadoras. * Não expressa integralidade da assistência nem qualidade do cuidado oferecido. * Deve ser interpretado em conjunto com outros indicadores de acesso, utilização e capacidade instalada.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="ANS" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Periodicidade === Os dados da ANS são atualizados periodicamente e permitem acompanhamento mensal e anual da cobertura da saúde suplementar. Para comparações entre territórios e séries históricas, a periodicidade anual tende a ser a mais utilizada.<ref name="ANS" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === O indicador pode ser calculado para Brasil, grandes regiões, unidades da federação e municípios, conforme a disponibilidade dos dados da ANS e dos denominadores populacionais.<ref name="ANS" /> <ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A cobertura de planos privados de saúde pode ser analisada segundo: * tipo de plano * segmentação assistencial * faixa etária * sexo * localização geográfica * ano de referência * vínculo empregatício, quando disponível<ref name="RIPSA2026" /><ref name="ANS" /> == Gastos em Saúde == === Definição === O indicador '''Percentual da Despesa Total em Saúde Destinada a Cada Nível de Atenção''' expressa a distribuição dos recursos financeiros aplicados em saúde segundo os níveis de atenção do sistema: Atenção Primária à Saúde (APS) e Média e Alta Complexidade (MAC). Corresponde à proporção do gasto público total em saúde alocada para cada nível assistencial, em determinado território e período. O indicador permite avaliar o equilíbrio do financiamento entre os componentes da rede de atenção, contribuindo para a análise da priorização da APS e da sustentabilidade do sistema de saúde. A comparação entre APS e MAC auxilia na identificação de tendências de investimento e na verificação da coerência entre a alocação de recursos e as diretrizes de regionalização e integralidade do SUS.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="SIOPS">Brasil. Ministério da Saúde. ''Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS)''. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: https://siops.saude.gov.br/.</ref> === Unidade de medida === Percentual (%), representando a proporção da despesa total em saúde destinada a cada nível de atenção no sistema: * Atenção Primária à Saúde (APS) * Média e Alta Complexidade (MAC) O valor é calculado em relação à despesa total em ações e serviços públicos de saúde (ASPS) realizada pelo ente federativo no período de referência. A soma dos percentuais de APS e MAC tende a se aproximar de 100%, podendo haver pequenas variações devido à existência de outras categorias orçamentárias, como vigilância em saúde e gestão do SUS.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="SIOPS" /> === Fontes de dados === As informações para o cálculo do indicador são obtidas a partir do '''Fundo Nacional de Saúde (FNS)''', do Ministério da Saúde, que consolida os repasses e pagamentos realizados em ações e serviços públicos de saúde segundo os blocos de financiamento. Os dados permitem identificar os valores destinados à Atenção Primária à Saúde (APS) e à Média e Alta Complexidade (MAC), conforme a execução orçamentária e financeira federal. Fontes complementares: * Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS) – utilizado para análises de consolidação orçamentária nas três esferas de governo. * Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – utilizado para contextualização demográfica e macroeconômica. * Tesouro Nacional e secretarias estaduais e municipais de saúde – fontes de validação e detalhamento da execução orçamentária local. O uso do FNS é útil para refletir a aplicação dos recursos nos blocos APS e MAC, especialmente no monitoramento de transferências fundo a fundo e da execução direta do Ministério da Saúde.<ref name="MSFNS">Brasil. Ministério da Saúde. ''Fundo Nacional de Saúde (FNS)''. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: https://portalfns.saude.gov.br/.</ref> <ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === O indicador é calculado a partir da razão entre o montante de recursos financeiros aplicados em cada nível de atenção (APS e MAC) e o total das despesas em ações e serviços públicos de saúde (ASPS), multiplicada por 100. <math>P_{nivel} = \frac{D_{nivel}}{D_{total}} \times 100</math> onde: P₍nível₎ = percentual da despesa total destinada a cada nível de atenção (APS ou MAC) D₍nível₎ = despesa executada no respectivo nível de atenção D₍total₎ = total de despesas em ações e serviços públicos de saúde As despesas de cada nível são obtidas nos registros de execução orçamentária do Fundo Nacional de Saúde, que classifica os pagamentos e transferências segundo os blocos de financiamento: * Atenção Primária à Saúde (APS) * Média e Alta Complexidade (MAC) O cálculo pode ser feito para a União, estados, municípios ou para o conjunto do país, conforme a disponibilidade de dados. Dica: em planilhas eletrônicas (como o Excel), o cálculo pode ser feito com as fórmulas: Para APS: `=(Despesa_APS/Despesa_Total)*100` Para MAC: `=(Despesa_MAC/Despesa_Total)*100` Exemplo: se um estado aplicou R$ 600 milhões em APS e R$ 1,4 bilhão em MAC, sobre um total de R$ 2 bilhões em ASPS, os percentuais serão 30% para APS e 70% para MAC.<ref name="MSFNS" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Exemplo (Brasil, 2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Região !! Despesa total em saúde (R$ milhões) !! Atenção Primária (APS) !! Média/Alta Complexidade (MAC) !! % APS !! % MAC !! Razão MAC/APS |- | '''Norte''' || 38.620 || 13.260 || 21.570 || 34,3 || 55,9 || 1,63 |- | '''Nordeste''' || 107.430 || 39.820 || 57.480 || 37,1 || 53,5 || 1,44 |- | '''Sudeste''' || 183.750 || 55.620 || 114.830 || 30,3 || 62,5 || 2,06 |- | '''Sul''' || 68.940 || 21.760 || 40.910 || 31,6 || 59,4 || 1,88 |- | '''Centro-Oeste''' || 32.860 || 10.940 || 18.440 || 33,3 || 56,1 || 1,68 |- | '''Brasil''' || 431.600 || 141.400 || 253.200 || 32,8 || 58,7 || 1,79 |} Fontes: Ministério da Saúde – FNS / SIOPS / DATASUS (2022); IBGE – ''Censo Demográfico 2022''. Os dados mostram que: * Em 2022, aproximadamente 59% das despesas em saúde foram destinadas à Média e Alta Complexidade, enquanto cerca de 33% corresponderam à Atenção Primária. * A relação MAC/APS foi de 1,79. * As regiões Sudeste e Sul apresentaram maior concentração relativa de recursos na atenção especializada, enquanto Norte e Nordeste dedicaram proporção relativamente maior à atenção básica.<ref name="MSFNS" /> <ref name="SIOPS" /> <ref name="IBGE" /> === Interpretação === O indicador expressa o equilíbrio entre os níveis de atenção à saúde no financiamento do sistema público. Valores mais elevados de gasto na Atenção Primária à Saúde indicam maior priorização das ações de promoção, prevenção e cuidado longitudinal. Já uma proporção muito alta de gastos na Média e Alta Complexidade pode refletir um modelo assistencial mais centrado em procedimentos especializados e hospitalares. A interpretação deve considerar o contexto epidemiológico, a estrutura da rede de serviços e a organização das responsabilidades entre as esferas de governo. O indicador não deve ser analisado isoladamente, mas em conjunto com outros marcadores de estrutura, acesso, utilização e desempenho da rede de atenção.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Usos principais === * Avaliar a distribuição do financiamento entre APS e MAC. * Monitorar tendências de priorização do gasto em saúde. * Comparar perfis de financiamento entre regiões e entes federativos. * Subsidiar o planejamento, a gestão e a avaliação das redes de atenção. * Apoiar análises sobre coerência entre financiamento e modelo assistencial do SUS.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /><ref name="MSFNS" /> === Interface com a Informática em Saúde === Na informática em saúde, esse indicador depende da integração entre bases orçamentárias, financeiras e assistenciais. Sua utilidade aumenta quando os dados do FNS e do SIOPS são analisados em conjunto com indicadores de produção, cobertura e desempenho, permitindo painéis analíticos sobre alocação de recursos e organização da rede de atenção.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="Mantas2016" /> === Limitações === As principais limitações do indicador estão relacionadas à classificação e ao registro das despesas nos sistemas orçamentários e financeiros. Embora o Fundo Nacional de Saúde permita identificar os blocos de financiamento, parte das despesas pode não estar claramente vinculada a um nível específico de atenção, dificultando a separação entre APS e MAC. Outras limitações incluem: * diferenças entre empenho, liquidação e pagamento, que podem gerar defasagens temporais nos valores registrados; * dificuldade de comparações diretas entre entes federativos, devido a variações na estrutura orçamentária e nas fontes de financiamento; * possibilidade de reclassificação contábil de despesas; * exclusão de gastos do setor privado e de outras fontes não orçamentárias; * falta de uniformidade na identificação de gastos mistos, que envolvem simultaneamente APS e MAC. Essas limitações exigem cautela na interpretação dos resultados e reforçam a necessidade de análises complementares.<ref name="MSFNS" /> <ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Periodicidade === Os dados sobre despesas em saúde executadas pelo Fundo Nacional de Saúde são atualizados mensalmente, com consolidação anual dos valores executados por bloco de financiamento. O indicador pode ser calculado mensal, trimestral ou anualmente, conforme o objetivo da análise. A periodicidade anual é a mais utilizada em estudos e relatórios de gestão, por reduzir variações sazonais e permitir a comparação entre exercícios financeiros.<ref name="MSFNS" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === O indicador possui cobertura nacional e pode ser analisado para Brasil, grandes regiões, unidades da federação, regiões de saúde e municípios, conforme a disponibilidade dos registros financeiros. A base do FNS permite acompanhar a execução orçamentária e financeira por ente federativo e por bloco de financiamento, favorecendo análises comparativas entre localidades e períodos.<ref name="MSFNS" /> <ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === O indicador pode ser analisado segundo: * nível de atenção (APS, MAC) * esfera administrativa * localização geográfica * tipo de gestão * modalidade de repasse * ano de exercício financeiro<ref name="MSFNS" /> <ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> == Referências == <references /> 57jub5w1okks8d0qkbfctv6rgzdwe4f 182907 182906 2026-05-26T12:49:50Z Silvamt 34408 /* Proporção de Internações Hospitalares por Grupo de Causas */ 182907 wikitext text/x-wiki Página de apoio do componente curricular "Informação e Informática em Saúde" da Universidade de Brasília. A informação em saúde resulta da coleta, organização e interpretação de dados que, isoladamente, não possuem significado analítico. Quando processados segundo critérios técnicos, esses dados transformam-se em informações úteis à formulação, implementação e avaliação de políticas e ações de saúde pública. Os sistemas de informação em saúde integram métodos, recursos humanos e tecnologias voltados à coleta, processamento, análise e disseminação de informações necessárias à gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).<ref name="RIPSA2026">Organização Pan-Americana da Saúde; Rede Interagencial de Informações para a Saúde. ''Indicadores Básicos para a Saúde no Brasil: conceitos e aplicações''. 3. ed. Brasília, DF: OPAS, 2026.</ref> A informática em saúde refere-se à aplicação das tecnologias da informação e comunicação para o registro, armazenamento, análise e disseminação de dados de interesse sanitário. Essa área engloba sistemas computacionais, bancos de dados e redes digitais que permitem o monitoramento de indicadores e o suporte às decisões clínicas e de gestão.<ref name="Mantas2016">Mantas J. Biomedical and Health Informatics Education – the IMIA Years. ''Yearbook of Medical Informatics''. 2016:S92-S102. doi:10.15265/IY-2016-032.</ref> O componente curricular Informação e Informática em Saúde aborda os fundamentos conceituais e metodológicos da produção e uso de informações em saúde, bem como os princípios de qualidade dos dados e ética da informação. Inclui o estudo de sistemas nacionais de informação em saúde (SIM, SINASC, SINAN, SIH/SUS, SIA/SUS, CNES, SIOPS) e discute o papel das tecnologias digitais no planejamento, vigilância e avaliação das ações do SUS.<ref name="MSUFG2015">Brasil. Ministério da Saúde; Universidade Federal de Goiás. ''Análise de Situação de Saúde''. Brasília: Ministério da Saúde, 2015.</ref> <ref name="IMIA2023">Bichel-Findlay J, Koch S, Mantas J, et al. Recommendations of the International Medical Informatics Association (IMIA) on Education in Biomedical and Health Informatics: Second Revision. ''International Journal of Medical Informatics''. 2023;170:104908. doi:10.1016/j.ijmedinf.2022.104908.</ref> Na perspectiva da informática em saúde, a utilidade desses indicadores depende da padronização conceitual, da interoperabilidade entre sistemas, da qualidade dos registros, da rastreabilidade das transformações analíticas e da proteção ética das informações. O uso de prontuários eletrônicos, bancos de dados, tabuladores, painéis interativos e rotinas automatizadas de análise amplia a capacidade de monitoramento e apoio à decisão no SUS, mas também exige governança da informação, documentação de metadados e avaliação contínua da completude, consistência e oportunidade dos dados.<ref name="Mantas2016" /> <ref name="IMIA2023" /> As informações populacionais utilizadas nos sistemas de saúde derivam das projeções e estimativas demográficas produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fundamentais para o cálculo de indicadores epidemiológicos e de gestão.<ref name="IBGE">Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. ''Censo Demográfico 2022''; ''Projeções e estimativas da população''. Rio de Janeiro: IBGE. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/.</ref> == População Total == === Definição === Número total de habitantes residentes em determinado território (município, estado, região ou país) em uma data de referência. Corresponde à soma das populações de ambos os sexos e de todas as idades residentes no espaço geográfico considerado. É a medida demográfica básica utilizada como denominador na maioria dos indicadores de saúde e como referência para o planejamento de políticas públicas.<ref name="RIPSA2026" /> No Brasil, os dados oficiais são produzidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos Censos Demográficos e nas estimativas populacionais intercensitárias.<ref name="IBGE" /> === Unidade de medida === * Habitantes. === Fontes de dados === As informações sobre população total são produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), órgão responsável pelas estatísticas demográficas do país. As principais bases utilizadas são: * Censos Demográficos – realizados a cada dez anos, constituem a fonte mais completa de contagem direta da população. * Contagens Populacionais – levantamentos realizados em anos intercensitários. * Estimativas e Projeções Populacionais – atualizadas anualmente, calculadas com base em nascimentos, óbitos e migrações. Os dados do IBGE são incorporados aos sistemas de informação do Sistema Único de Saúde (SUS), como o DATASUS (TABNET e TABWIN), que utilizam as estimativas populacionais para o cálculo de indicadores de saúde.<ref name="IBGE" /> O Ministério da Saúde também integra essas informações às análises de situação de saúde (ASIS) e às políticas públicas de planejamento sanitário.<ref name="MSUFG2015" /> === Método de cálculo === A População Total é obtida por meio de dois procedimentos principais: # Contagem direta durante o Censo Demográfico, realizada pelo IBGE a cada dez anos, com visita a todos os domicílios do país. # Estimativas e projeções intercensitárias, calculadas a partir das informações de nascimentos, óbitos e migrações, utilizando métodos demográficos e modelos estatísticos de crescimento populacional. As projeções utilizam como base o último censo disponível e são atualizadas anualmente, garantindo a continuidade das séries históricas. Essas estimativas são aplicadas no cálculo de indicadores epidemiológicos, como taxas de mortalidade e incidência de doenças, e em análises de situação de saúde.<ref name="RIPSA2026" /><ref name="IBGE" /> === Exemplo (Censo 2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Município !! Unidade Federativa !! População Total (habitantes) !! Densidade Demográfica (hab/km²) |- | '''Manaus''' || Amazonas (AM) || 2.063.689 || 181,01 |- | '''Piripiri''' || Piauí (PI) || 65.538 || 46,57 |- | '''Campinas''' || São Paulo (SP) || 1.139.047 || 1.433,54 |- | '''Tramandaí''' || Rio Grande do Sul (RS) || 54.387 || 380,65 |- | '''Novo Gama''' || Goiás (GO) || 103.804 || 539,84 |} Esses valores evidenciam diferenças regionais significativas: * '''Campinas (SP)''' possui alta densidade demográfica, reflexo de urbanização consolidada. * '''Piripiri (PI)''' apresenta dispersão populacional e menor concentração territorial. * '''Novo Gama (GO)''' tem área reduzida e densidade elevada. * '''Manaus (AM)''' combina grande população absoluta e densidade moderada devido à extensa área municipal. === Interpretação === A População Total expressa o tamanho e a distribuição dos habitantes em um território, servindo como referência para a análise de condições de vida, cobertura de serviços e necessidades em saúde. A variação desse indicador ao longo do tempo reflete o ritmo de crescimento demográfico e o impacto de fatores como natalidade, mortalidade e migração. A análise da população total permite identificar desigualdades regionais, áreas de crescimento acelerado e locais em declínio populacional. Essas informações orientam a distribuição de recursos, o planejamento da atenção básica e a alocação de infraestrutura em saúde. O Brasil apresenta um processo avançado de transição demográfica, caracterizado pela redução da fecundidade, aumento da expectativa de vida e envelhecimento populacional. Essas transformações alteram o perfil epidemiológico e exigem ajustes nas políticas públicas, com ênfase crescente nas doenças crônicas e no cuidado de longo prazo.<ref name="MSUFG2015" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Usos principais === A População Total é utilizada como base para a maioria dos indicadores demográficos e epidemiológicos. Serve como denominador no cálculo de taxas e proporções, como mortalidade, natalidade, incidência e prevalência de doenças. Também é essencial para o planejamento e a avaliação de políticas públicas de saúde, educação e saneamento. Em análises de situação de saúde (ASIS), o tamanho populacional é utilizado para identificar áreas prioritárias, estimar coberturas de programas e dimensionar a oferta de serviços. Os gestores utilizam essas informações para planejar a rede assistencial, distribuir equipes e recursos, e avaliar desigualdades regionais. Além disso, a População Total é usada em projeções demográficas e em estudos de impacto de políticas públicas sobre o perfil populacional e o sistema de saúde.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi">PEREIRA, Maurício Gomes. ''Epidemiologia: teoria e prática''. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018.</ref> === Interface com a Informática em Saúde === A incorporação desse indicador à informática em saúde depende da integração entre bases demográficas e sistemas assistenciais, de vigilância e financeiros do SUS. Em painéis e sistemas de apoio à decisão, o denominador populacional precisa estar versionado por ano e território, para que taxas calculadas em bases como SIM, SINAN, SIH/SUS ou SIA/SUS permaneçam comparáveis, reproduzíveis e auditáveis.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="Mantas2016" /> === Limitações === A principal limitação da População Total é a defasagem temporal dos censos demográficos, realizados a cada dez anos, o que pode gerar estimativas desatualizadas em períodos intercensitários. As projeções populacionais dependem de modelos estatísticos baseados em taxas de natalidade, mortalidade e migração, sujeitos a incertezas. Pode ocorrer subenumeração de pessoas, especialmente em áreas rurais, periferias urbanas e comunidades de difícil acesso. Revisões metodológicas do IBGE também podem alterar séries históricas e comprometer comparações entre diferentes períodos. Em municípios pequenos, pequenas variações absolutas podem gerar grandes diferenças percentuais, exigindo cautela na interpretação de tendências.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Periodicidade === Os Censos Demográficos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) têm periodicidade decenal, ou seja, são aplicados a cada dez anos. Entre um censo e outro, o IBGE publica estimativas intercensitárias anuais que atualizam as informações populacionais e permitem a manutenção das séries históricas. Essas estimativas são amplamente utilizadas nos sistemas de informação em saúde para o cálculo de indicadores e o planejamento de ações, garantindo a continuidade das análises mesmo fora dos anos censitários.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === As informações sobre população total têm cobertura nacional e estão disponíveis para diferentes níveis geográficos. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) permitem desagregações por: * Brasil (total nacional) * Grandes Regiões * Unidades da Federação * Regiões Metropolitanas * Municípios e Distritos * Setores censitários e áreas urbanas ou rurais Essa abrangência possibilita comparações entre diferentes escalas territoriais e o monitoramento de desigualdades regionais na distribuição da população.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A População Total pode ser analisada segundo diferentes variáveis demográficas e territoriais, permitindo identificar padrões e desigualdades populacionais. As principais categorias de desagregação recomendadas são: * Sexo (masculino, feminino) * Faixa etária (crianças, adultos, idosos) * Situação de domicílio (urbano, rural) * Localização geográfica (regiões, estados, municípios) * Grupos populacionais específicos (indígenas, quilombolas, ribeirinhos e outros) Essas categorias possibilitam análises comparativas e subsidiar o planejamento em saúde e a formulação de políticas públicas voltadas a diferentes perfis populacionais.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> == Razão de sexo == === Definição === A '''razão de sexo''' é um indicador demográfico da dimensão '''População'''. Expressa a relação entre os contingentes populacionais masculino e feminino em uma população, em determinado lugar e período.<ref name="RIPSA2026" /> === Descrição === Esse indicador expressa a relação entre os contingentes populacionais masculino e feminino em uma população, em determinado lugar e período.<ref name="RIPSA2026" /> === Fórmula geral === Uma forma usual de apresentação da razão de sexo é: <math> \text{Razão de sexo} = \frac{\text{população masculina}}{\text{população feminina}} \times 100 </math> O resultado indica o número de homens para cada 100 mulheres. === Interpretação === De modo geral: * valor maior que 100: maior número de homens que de mulheres; * valor igual a 100: equilíbrio numérico entre os sexos; * valor menor que 100: maior número de mulheres que de homens. === Contexto no sistema de indicadores === Indicadores de saúde são medidas-síntese que reúnem informação relevante sobre atributos e dimensões do estado de saúde da população e do desempenho do sistema de saúde. Sua construção requer conceitos operacionais definidos e procedimentos padronizados de cálculo, de modo a garantir comparabilidade e interpretação adequada.<ref name="RIPSA2026" /> === Utilidade === Esse indicador pode ser utilizado para: * descrever a estrutura demográfica da população; * apoiar análises por sexo; * contextualizar outros indicadores populacionais e de saúde; * comparar territórios e períodos, considerando a fonte e o método de cálculo.<ref name="RIPSA2026" /> === Cuidados de interpretação === A interpretação requer atenção à qualidade dos dados, à padronização conceitual e à comparabilidade entre fontes, períodos e territórios. Entre os atributos relevantes estão validade, confiabilidade, mensurabilidade, relevância, integridade, completude e consistência interna.<ref name="RIPSA2026" /> === Distinções conceituais === A expressão '''razão de sexo''' pode assumir significados distintos conforme a população analisada. * Na demografia geral, refere-se à relação entre homens e mulheres na população total. * Na literatura sobre nascimentos, pode referir-se à '''razão de sexo ao nascer''', definida como a razão entre nascidos vivos do sexo masculino e feminino. === Fonte de informação === A produção desse indicador depende de fontes populacionais oficiais e de projeções demográficas, utilizadas para descrever a composição da população segundo sexo e outras características básicas.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> == Pirâmides Etárias == === Definição === A Pirâmide Etária é uma representação gráfica da estrutura populacional de uma localidade, distribuída por sexo e grupos de idade. É construída em formato de barras horizontais, em que um lado representa a população masculina e o outro, a feminina, permitindo visualizar a composição etária e o equilíbrio entre os sexos. A forma da pirâmide reflete o estágio do processo de transição demográfica: * bases largas indicam populações jovens, com altas taxas de natalidade; * bases estreitas e topos alargados indicam populações envelhecidas, com baixa fecundidade e aumento da longevidade. Esse tipo de gráfico é amplamente utilizado em análises de situação de saúde, pois permite identificar tendências de envelhecimento, fecundidade, mortalidade e transição epidemiológica ao longo do tempo.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Finalidade === A Pirâmide Etária tem como finalidade demonstrar a distribuição da população segundo idade e sexo, permitindo compreender a estrutura etária e as transformações demográficas de um território ao longo do tempo. Essa visualização facilita a identificação de tendências de crescimento, envelhecimento e variações nos padrões de fecundidade e mortalidade. A partir da forma da pirâmide, é possível inferir o estágio da transição demográfica e planejar ações de saúde voltadas a diferentes faixas etárias. Por exemplo, pirâmides com base larga indicam maior necessidade de serviços materno-infantis, enquanto pirâmides com topo alargado evidenciam a demanda crescente por atenção à saúde do idoso e doenças crônicas não transmissíveis.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Fontes de dados === As informações utilizadas na construção das pirâmides etárias são provenientes de levantamentos demográficos que registram a população por idade e sexo. As principais fontes de dados no Brasil são: * Censos Demográficos – realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a cada dez anos. * Estimativas e Projeções Populacionais – publicadas anualmente pelo IBGE, baseadas em métodos demográficos que consideram natalidade, mortalidade e migração. * Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) – fornece estimativas anuais complementares sobre a estrutura etária. * DATASUS/RIPSA – oferece indicadores derivados da estrutura etária da população, como índices de envelhecimento e razões de dependência. Essas bases permitem análises temporais e espaciais da composição etária e subsidiar estudos sobre transição demográfica e epidemiológica.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Construção gráfica === A Pirâmide Etária é construída em um gráfico de barras horizontais que apresenta a distribuição da população segundo sexo e grupos de idade. A estrutura do gráfico segue as seguintes convenções: * O eixo vertical (y) representa os grupos etários, geralmente em intervalos de cinco anos (0–4, 5–9, 10–14, etc.). * O eixo horizontal (x) mostra a população absoluta ou percentual de cada grupo etário. * O lado esquerdo representa a população masculina e o lado direito, a feminina. A pirâmide pode ser elaborada a partir de números absolutos ou relativos. A representação em percentuais é útil para comparar diferentes localidades ou períodos, pois elimina o efeito do tamanho total da população. Softwares estatísticos e planilhas eletrônicas permitem gerar automaticamente esse tipo de gráfico a partir das tabelas populacionais do IBGE.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Exemplo visual === A figura a seguir ilustra a pirâmide etária da população brasileira com base nos dados do Censo Demográfico de 2022. [https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/22827-censo-demografico-2022.html Ver gráfico no site do IBGE] A pirâmide mostra uma base mais estreita e um topo progressivamente mais alargado em comparação aos censos anteriores, refletindo o envelhecimento da população brasileira e a redução das taxas de fecundidade. Essas transformações indicam a transição demográfica em curso no país, com impactos diretos sobre o perfil de morbimortalidade e a demanda por serviços de saúde.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Interpretação === A forma da pirâmide etária revela o estágio demográfico e o comportamento populacional de uma localidade. A análise do formato permite inferir tendências de fecundidade, mortalidade, migração e envelhecimento. * Base larga e topo estreito – indica população jovem, com altas taxas de natalidade e mortalidade. * Base e topo equilibrados – representa população em transição, com redução da fecundidade e aumento da expectativa de vida. * Base estreita e topo alargado – caracteriza população envelhecida, com baixa fecundidade e maior longevidade. Diferenças entre os lados masculino e feminino podem indicar desigualdades na mortalidade ou fluxos migratórios seletivos por sexo. A pirâmide também auxilia na compreensão da demanda por serviços de saúde: populações jovens exigem maior cobertura materno-infantil, enquanto populações envelhecidas demandam ampliação da atenção às doenças crônicas e aos cuidados de longa duração.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Usos principais === A pirâmide etária é utilizada em análises demográficas e epidemiológicas para compreender a estrutura e a dinâmica da população. Entre os principais usos estão: * Avaliar o processo de envelhecimento populacional e suas implicações para o sistema de saúde. * Planejar a oferta de serviços, como atenção materno-infantil, pediatria, geriatria e reabilitação. * Subsidiar políticas de previdência social, educação e trabalho, de acordo com a composição etária. * Analisar o impacto de políticas demográficas e sanitárias ao longo do tempo. * Comparar estruturas populacionais entre regiões e períodos censitários. A pirâmide também é utilizada como ferramenta de comunicação visual em relatórios de análise de situação de saúde (ASIS), facilitando a interpretação de dados populacionais por gestores e profissionais.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Interface com a Informática em Saúde === Na informática em saúde, as pirâmides etárias são frequentemente geradas por ferramentas de visualização, bancos analíticos e rotinas automatizadas de tabulação. Sua utilidade aumenta quando os dados podem ser filtrados por território, sexo, faixa etária e período, apoiando dashboards e relatórios interativos para gestão, vigilância e planejamento da rede de serviços.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="Mantas2016" /> === Limitações === A principal limitação das pirâmides etárias é a dependência de dados censitários, que são atualizados apenas a cada dez anos. Entre um censo e outro, as projeções populacionais podem apresentar imprecisões, especialmente em municípios pequenos ou com forte migração. Erros de declaração de idade ou de sexo durante a coleta censitária podem distorcer a forma do gráfico e gerar interpretações equivocadas. Além disso, a pirâmide etária não considera fatores qualitativos, como migração interna, condições socioeconômicas ou causas específicas de mortalidade. Em locais com baixa cobertura de registros vitais ou forte mobilidade populacional, é necessário interpretar o formato da pirâmide com cautela, complementando a análise com outras fontes de dados.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Periodicidade === A principal fonte de dados para a construção das pirâmides etárias é o Censo Demográfico, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a cada dez anos. Entre os censos, as estimativas e projeções populacionais são atualizadas anualmente, permitindo acompanhar as tendências etárias de forma contínua. Essas atualizações anuais permitem análises de situação de saúde, pois possibilitam estimar mudanças no perfil etário da população mesmo fora dos anos censitários.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === As informações necessárias para a elaboração das pirâmides etárias possuem cobertura nacional e estão disponíveis para diversos níveis territoriais. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disponibiliza dados desagregados por: * Brasil (total nacional) * Grandes Regiões * Unidades da Federação * Regiões Metropolitanas * Municípios e Distritos * Setores censitários, áreas urbanas e rurais Essa abrangência permite análises comparativas entre localidades e períodos censitários, possibilitando identificar padrões de envelhecimento e desigualdades demográficas regionais.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> == Taxa de Crescimento da População == === Definição === A Taxa de Crescimento da População expressa a variação percentual média anual do total de habitantes de um território em determinado período. Representa o ritmo de crescimento ou redução populacional, refletindo o balanço entre nascimentos, óbitos e migrações. Esse indicador permite avaliar a dinâmica populacional e compreender os fatores que influenciam o aumento ou a diminuição da população ao longo do tempo. Taxas positivas indicam crescimento, enquanto valores negativos refletem redução populacional, associada a baixa fecundidade, envelhecimento ou emigração.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Unidade de medida === Percentual (%), geralmente expresso como taxa média anual de crescimento da população em determinado período. A unidade percentual permite comparar o ritmo de crescimento entre diferentes regiões ou intervalos de tempo, independentemente do tamanho absoluto da população.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Fontes de dados === As informações utilizadas no cálculo da taxa de crescimento da população são produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As principais fontes são: * Censos Demográficos – realizados a cada dez anos e que fornecem a contagem direta da população. * Contagens Populacionais – levantamentos intercensitários que atualizam parcialmente os dados. * Estimativas e Projeções Populacionais – publicadas anualmente, baseadas em modelos demográficos que consideram nascimentos, óbitos e migrações. Essas informações são utilizadas para calcular a variação populacional entre dois períodos e estão disponíveis por município, unidade da federação e para o total do país.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === A taxa de crescimento da população é calculada pela variação percentual média anual do número de habitantes entre dois períodos. A fórmula geral é: <math>r = \left[\left(\frac{P_n}{P_0}\right)^{\frac{1}{t}} - 1\right] \times 100</math> onde: r = taxa média anual de crescimento populacional (%) P₀ = população no início do período Pₙ = população no final do período t = número de anos entre as duas observações O resultado indica o ritmo médio de crescimento da população por ano. Taxas positivas representam aumento populacional, enquanto taxas negativas indicam redução. O cálculo pode ser aplicado para o Brasil, regiões, estados ou municípios, desde que as populações inicial e final sejam provenientes da mesma fonte de dados. Dica: o cálculo pode ser realizado em planilhas eletrônicas (como o Excel) utilizando a seguinte fórmula: `=(((Pn/P0)^(1/t))-1)*100` Por exemplo, se a população passou de 100.000 para 120.000 habitantes em 10 anos, o resultado será uma taxa média anual de 1,84%.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Exemplo (Censo 2010–2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Município !! Unidade Federativa !! População 2010 !! População 2022 !! Taxa média anual de crescimento (%) !! Densidade demográfica 2022 (hab/km²) |- | '''Manaus''' || Amazonas (AM) || 1.802.014 || 2.063.689 || 1,13 || 181,01 |- | '''Piripiri''' || Piauí (PI) || 61.834 || 65.538 || 0,48 || 46,57 |- | '''Campinas''' || São Paulo (SP) || 1.080.113 || 1.139.047 || 0,45 || 1.433,54 |- | '''Tramandaí''' || Rio Grande do Sul (RS) || 41.297 || 54.387 || 2,22 || 380,65 |- | '''Novo Gama''' || Goiás (GO) || 95.018 || 103.804 || 0,75 || 539,84 |} Esses dados evidenciam o ritmo de crescimento e a concentração territorial da população: * '''Tramandaí (RS)''' apresentou o crescimento mais elevado, com densidade relativamente alta. * '''Manaus (AM)''' manteve crescimento consistente e densidade moderada. * '''Campinas (SP)''' mostrou ritmo estável, com densidade elevada típica de centros urbanos consolidados. * '''Piripiri (PI)''' e '''Novo Gama (GO)''' exibiram variações moderadas de crescimento e densidade. === Interpretação === A Taxa de Crescimento da População reflete o equilíbrio entre natalidade, mortalidade e migração em um território ao longo do tempo. Valores positivos indicam aumento populacional, enquanto valores negativos representam redução do número de habitantes. Taxas elevadas podem estar associadas à expansão urbana, à migração de pessoas em busca de oportunidades de trabalho ou a altos índices de fecundidade. Por outro lado, taxas baixas ou negativas podem indicar envelhecimento populacional, queda da fecundidade ou emigração. A análise da taxa de crescimento é importante para identificar o estágio da transição demográfica e compreender as demandas sociais e sanitárias de uma região. Crescimentos rápidos podem pressionar a infraestrutura urbana e os serviços de saúde, enquanto o crescimento reduzido exige adaptação das políticas públicas às populações envelhecidas.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Usos principais === A Taxa de Crescimento da População é utilizada para avaliar o ritmo de expansão ou declínio populacional e suas implicações sociais e sanitárias. Entre os principais usos estão: * Monitorar o crescimento urbano e as mudanças na distribuição da população. * Planejar políticas públicas de saúde, educação, habitação e saneamento. * Estimar a demanda futura por serviços e infraestrutura. * Analisar processos migratórios e transição demográfica. * Subsidiar projeções populacionais e estudos sobre envelhecimento. Em saúde pública, o indicador auxilia na estimativa de necessidades de atenção, na definição de metas e na interpretação de taxas derivadas (como mortalidade e incidência), garantindo que variações nos numeradores sejam avaliadas de forma proporcional ao tamanho populacional.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Interface com a Informática em Saúde === Do ponto de vista da informática em saúde, esse indicador depende de séries históricas consistentes, metadados claros sobre a fonte populacional e atualização automatizada dos denominadores. Ambientes analíticos integrados reduzem erros de cálculo e permitem recalcular indicadores derivados quando o IBGE revisa projeções, limites territoriais ou séries históricas.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Limitações === A taxa de crescimento depende diretamente da precisão das estimativas populacionais. Revisões metodológicas do IBGE, mudanças nos parâmetros de fecundidade e mortalidade ou erros de contagem podem afetar a comparabilidade entre períodos. Em municípios pequenos, pequenas variações absolutas podem gerar taxas percentuais elevadas, o que exige cautela na interpretação dos resultados. O indicador também não distingue as causas do crescimento, podendo mascarar variações decorrentes de fluxos migratórios ou mudanças demográficas específicas. Além disso, o intervalo decenal entre censos pode produzir defasagens nos dados, especialmente em áreas com crescimento acelerado ou de difícil acesso.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Periodicidade === A principal fonte de dados para o cálculo da taxa de crescimento da população é o Censo Demográfico, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a cada dez anos. Entre os censos, as estimativas intercensitárias são publicadas anualmente, possibilitando o acompanhamento contínuo das tendências populacionais. Essas estimativas anuais são usadas para manter atualizados os indicadores que dependem do tamanho da população, permitindo análises temporais consistentes e o planejamento de políticas públicas com base em dados recentes.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === A taxa de crescimento da população possui cobertura nacional e pode ser calculada para diferentes recortes territoriais, de acordo com a disponibilidade dos dados censitários e das estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As desagregações possíveis incluem: * Brasil (total nacional) * Grandes Regiões * Unidades da Federação * Regiões Metropolitanas * Municípios e Distritos Essa ampla cobertura permite identificar diferenças regionais no ritmo de crescimento populacional e subsidiar o planejamento de políticas públicas específicas para áreas em expansão ou declínio demográfico.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A análise da taxa de crescimento da população pode ser realizada considerando diferentes variáveis demográficas e territoriais. As principais categorias de desagregação recomendadas são: * Sexo (masculino, feminino) * Faixa etária (0–14, 15–64, 65 anos ou mais) * Situação do domicílio (urbano, rural) * Localização geográfica (regiões, estados, municípios) * Grupos populacionais específicos (indígenas, quilombolas, ribeirinhos e outros) Essas categorias permitem identificar desigualdades regionais e sociais no crescimento populacional, além de subsidiar o planejamento e a alocação de recursos conforme as características demográficas de cada território.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> == Índice de Envelhecimento == === Definição === O Índice de Envelhecimento expressa a razão entre a população idosa (com 60 anos ou mais de idade) e a população jovem (com menos de 15 anos), multiplicada por 100. Indica o grau de envelhecimento de uma população, ou seja, quantas pessoas idosas existem para cada 100 jovens em determinado território e período. Esse indicador é utilizado para acompanhar a transição demográfica e medir o ritmo de envelhecimento populacional, permitindo avaliar as implicações sociais e de saúde associadas ao aumento da longevidade e à redução da fecundidade.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Unidade de medida === Índice (razão multiplicada por 100), representando o número de pessoas idosas (60 anos ou mais) para cada 100 jovens (menores de 15 anos) em determinado território. O valor do índice é expresso em unidades simples, sem símbolo específico, mas usualmente apresentado como número inteiro ou decimal com uma casa.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Fontes de dados === As informações necessárias para o cálculo do Índice de Envelhecimento são obtidas a partir das estatísticas demográficas produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As principais fontes incluem: * Censos Demográficos – fornecem a contagem direta da população por idade e sexo, sendo a base primária para o cálculo do indicador. * Estimativas e Projeções Populacionais – publicadas anualmente, permitem atualizar o índice entre os censos. * Pesquisas domiciliares, como a PNAD Contínua – complementam as estimativas com informações recentes sobre a estrutura etária da população. Esses dados são amplamente utilizados por instituições de pesquisa, gestores públicos e organismos internacionais para monitorar o envelhecimento populacional e orientar políticas de saúde e previdência.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === O Índice de Envelhecimento é calculado pela razão entre a população idosa (60 anos ou mais) e a população jovem (menores de 15 anos), multiplicada por 100. A fórmula é: <math>IE = \frac{P_{60+}}{P_{0-14}} \times 100</math> onde: IE = índice de envelhecimento P₆₀₊ = população com 60 anos ou mais P₀₋₁₄ = população de 0 a 14 anos O resultado indica o número de pessoas idosas para cada 100 jovens em determinado território. Valores altos expressam um grau mais avançado de envelhecimento populacional, enquanto valores baixos indicam população predominantemente jovem. Dica: o cálculo pode ser realizado em planilhas eletrônicas (como o Excel) utilizando a fórmula: `=(P60mais/P0a14)*100` Por exemplo, se um município possui 12.000 pessoas com 60 anos ou mais e 24.000 com menos de 15 anos, o índice de envelhecimento será de 50, indicando 50 idosos para cada 100 jovens.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Exemplo (Censo 2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Município !! Unidade Federativa !! População 0–14 anos !! População 60 anos ou mais !! Índice de Envelhecimento (60+/0–14 × 100) |- | '''Manaus''' || Amazonas (AM) || 567.302 || 204.897 || 36,1 |- | '''Piripiri''' || Piauí (PI) || 14.726 || 11.302 || 76,8 |- | '''Campinas''' || São Paulo (SP) || 209.844 || 189.147 || 90,1 |- | '''Tramandaí''' || Rio Grande do Sul (RS) || 8.416 || 10.729 || 127,4 |- | '''Novo Gama''' || Goiás (GO) || 33.110 || 8.720 || 26,3 |} Os dados mostram contrastes importantes: * '''Tramandaí (RS)''' tem mais idosos do que jovens (índice superior a 100), característica de populações com forte envelhecimento. * '''Campinas (SP)''' apresenta índice próximo de 90, evidenciando transição etária avançada. * '''Piripiri (PI)''' mostra equilíbrio entre jovens e idosos. * '''Manaus (AM)''' e '''Novo Gama (GO)''' ainda têm perfil jovem, com menos de 40 idosos por 100 jovens. === Interpretação === O Índice de Envelhecimento indica o estágio de envelhecimento de uma população e permite comparar a proporção de idosos em relação aos jovens em diferentes territórios ou períodos. Valores mais altos (acima de 100) significam que há mais pessoas idosas do que jovens; valores intermediários (entre 50 e 100) indicam equilíbrio entre gerações; e valores baixos (inferiores a 50) caracterizam populações predominantemente jovens. O aumento progressivo desse índice reflete a transição demográfica, marcada pela queda da fecundidade e pelo aumento da expectativa de vida. Esse processo tem implicações diretas para o sistema de saúde, que passa a enfrentar maior demanda por ações voltadas às doenças crônicas, reabilitação, atenção domiciliar e políticas de cuidado de longo prazo. Em contrapartida, regiões com índice baixo apresentam desafios associados à saúde materno-infantil, à educação e ao emprego para jovens.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Usos principais === O Índice de Envelhecimento é utilizado para avaliar o grau e o ritmo do envelhecimento populacional e suas implicações sociais e sanitárias. Entre os principais usos estão: * Planejar políticas públicas voltadas à pessoa idosa, incluindo atenção primária, reabilitação e cuidados de longa duração. * Estimar a demanda futura por serviços de saúde, previdência e assistência social. * Monitorar a transição demográfica e o equilíbrio entre faixas etárias da população. * Identificar desigualdades regionais no envelhecimento populacional. * Subsidiar estudos de carga de doenças e de transição epidemiológica. Em análises de situação de saúde (ASIS), o indicador contribui para o diagnóstico das necessidades populacionais e para a priorização de estratégias voltadas à promoção do envelhecimento saudável.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Interface com a Informática em Saúde === Na informática em saúde, o índice pode ser incorporado a painéis de estratificação populacional e planejamento de linhas de cuidado. Quando integrado a bases assistenciais e territoriais, ajuda a identificar áreas com maior demanda potencial por acompanhamento de condições crônicas, reabilitação, cuidado domiciliar e monitoramento longitudinal da pessoa idosa.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="Mantas2016" /> === Limitações === A qualidade do Índice de Envelhecimento depende da precisão das estimativas populacionais por faixa etária. Erros de declaração de idade, subenumeração de idosos ou jovens e revisões metodológicas nas projeções demográficas podem comprometer a comparabilidade entre períodos. O indicador também pode ser influenciado por movimentos migratórios seletivos, como o êxodo de jovens ou a concentração de idosos em determinadas regiões. Além disso, mudanças nos critérios etários adotados para definir “idoso” podem dificultar comparações internacionais ou históricas. Em municípios pequenos, variações absolutas reduzidas podem gerar grandes oscilações relativas no índice, exigindo interpretação cautelosa e o uso de médias móveis ou períodos ampliados para análise.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Periodicidade === Os dados utilizados para o cálculo do Índice de Envelhecimento são atualizados periodicamente de acordo com as fontes demográficas disponíveis. O Censo Demográfico, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a cada dez anos, é a principal fonte de referência. Entre os censos, o IBGE divulga estimativas e projeções populacionais anuais que permitem acompanhar a evolução do indicador. Essas atualizações são usadas para o monitoramento contínuo do envelhecimento populacional e para o planejamento de políticas de saúde e previdência baseadas em dados recentes.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === As informações utilizadas para o cálculo do Índice de Envelhecimento possuem cobertura nacional e podem ser desagregadas em diferentes níveis geográficos. Os dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) permitem a análise do indicador para: * Brasil (total nacional) * Grandes Regiões * Unidades da Federação * Regiões Metropolitanas * Municípios e Distritos * Áreas urbanas e rurais Essa abrangência possibilita identificar desigualdades regionais no processo de envelhecimento populacional e orientar o planejamento de ações de saúde e assistência social de acordo com o perfil demográfico de cada território.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A análise do Índice de Envelhecimento pode ser realizada considerando diferentes variáveis demográficas e territoriais. As principais categorias recomendadas são: * Sexo (masculino, feminino) * Faixa etária (60–69, 70–79, 80 anos ou mais) * Situação do domicílio (urbano, rural) * Localização geográfica (regiões, estados, municípios) * Grupos populacionais específicos (indígenas, quilombolas, ribeirinhos, entre outros) Essas desagregações permitem identificar desigualdades no envelhecimento populacional e orientar políticas de saúde, previdência e proteção social adequadas às características de cada grupo.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> == Proporção de Partos Cesáreos == === Definição === A Proporção de Partos Cesáreos corresponde à razão entre o número de partos realizados por cesariana e o total de partos ocorridos em determinado local e período, multiplicada por 100. O indicador expressa o percentual de nascimentos por via cirúrgica (cesariana) em relação ao total de nascimentos. Permite avaliar o perfil da assistência obstétrica e o acesso a práticas de parto no sistema de saúde, além de identificar possíveis excessos ou deficiências na utilização do procedimento. A análise desse indicador é essencial para compreender o modelo de atenção ao parto e monitorar a adequação às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera aceitável uma proporção entre 10% e 15%.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSINASC">Brasil. Ministério da Saúde. ''Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC)''. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/.</ref> === Unidade de medida === Percentual (%), representando a proporção de partos realizados por cesariana em relação ao total de partos ocorridos em determinado território e período. O valor é geralmente apresentado com uma casa decimal para facilitar a comparação entre diferentes regiões e anos.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSINASC" /> === Fontes de dados === As informações para o cálculo da Proporção de Partos Cesáreos são obtidas a partir dos registros do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), do Ministério da Saúde. O SINASC reúne dados de nascimentos ocorridos em estabelecimentos de saúde e fora deles, incluindo informações sobre o tipo de parto. Fontes complementares incluem o Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), que registra internações obstétricas, e dados administrativos de estabelecimentos privados. Esses sistemas são alimentados a partir da Declaração de Nascido Vivo (DNV), documento padronizado nacionalmente e obrigatório em todos os nascimentos, permitindo comparações temporais e regionais.<ref name="MSSINASC" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === A Proporção de Partos Cesáreos é calculada pela razão entre o número de partos realizados por cesariana e o total de partos ocorridos em determinado período e território, multiplicada por 100. A fórmula é: <math>PC = \frac{N_{ces}}{N_{total}} \times 100</math> onde: PC = proporção de partos cesáreos (%) N₍ces₎ = número de nascidos vivos de partos cesáreos N₍total₎ = número total de nascidos vivos (todas as vias de parto) O cálculo pode ser realizado por local de residência da mãe, local de ocorrência do parto ou tipo de estabelecimento (público ou privado). Dica: em planilhas eletrônicas (como o Excel), a proporção pode ser calculada pela fórmula: `=(N_ces/N_total)*100` Por exemplo, se em um município ocorreram 3.000 partos, sendo 1.800 por cesariana, a proporção de partos cesáreos será 60%.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSINASC" /> === Exemplo (Brasil, 2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Região !! Total de nascidos vivos !! Nascidos por cesariana !! Proporção de partos cesáreos (%) |- | '''Norte''' || 289.481 || 132.014 || 45,6 |- | '''Nordeste''' || 786.982 || 392.704 || 49,9 |- | '''Sudeste''' || 1.283.746 || 830.814 || 64,7 |- | '''Sul''' || 403.795 || 262.970 || 65,1 |- | '''Centro-Oeste''' || 259.826 || 157.425 || 60,6 |- | '''Brasil''' || 3.023.830 || 1.775.927 || 58,7 |} Os dados do SINASC (2022) indicam que: * As regiões '''Sudeste''' e '''Sul''' apresentam as maiores proporções de cesarianas, superando 60% dos partos. * As regiões '''Norte''' e '''Nordeste''' registram proporções menores, embora em crescimento. * O valor nacional (≈59%) está muito acima da recomendação da '''Organização Mundial da Saúde (OMS)''', que sugere entre 10% e 15% como faixa considerada adequada. === Interpretação === A Proporção de Partos Cesáreos indica a frequência relativa de partos realizados por cesariana em relação ao total de nascimentos. Valores elevados sugerem alta utilização do procedimento, podendo refletir práticas obstétricas intervencionistas, preferências maternas ou fatores institucionais e culturais. Já valores muito baixos podem indicar limitações no acesso a serviços obstétricos resolutivos ou deficiência na oferta de parto cirúrgico quando clinicamente necessário. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), proporções entre 10% e 15% são consideradas adequadas para garantir bons desfechos maternos e neonatais. Percentuais superiores a 30% costumam refletir excesso de intervenções médicas e aumento de riscos cirúrgicos para mãe e bebê, como infecções, complicações respiratórias e maior tempo de recuperação. No Brasil, a proporção nacional ultrapassa 55%, revelando desigualdades entre setores público e privado. Enquanto os serviços públicos apresentam proporções menores, na rede privada o percentual é muito mais elevado, evidenciando diferenças no modelo assistencial e na condução do parto.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="WHOCesarean2015">World Health Organization. ''WHO Statement on Caesarean Section Rates''. Geneva: WHO, 2015.</ref> <ref name="MSSINASC" /> === Usos principais === A Proporção de Partos Cesáreos é utilizada para avaliar a qualidade e o modelo da assistência obstétrica, além de subsidiar políticas públicas voltadas à saúde materna e neonatal. Entre os principais usos do indicador estão: * Monitorar a prática obstétrica e identificar padrões excessivos ou inadequados de cesarianas. * Avaliar o acesso das mulheres a diferentes modalidades de parto, incluindo parto normal e parto humanizado. * Comparar o desempenho de regiões, estados e tipos de estabelecimento (público e privado). * Acompanhar o cumprimento de metas e recomendações nacionais e internacionais relacionadas à atenção ao parto e nascimento. * Apoiar a formulação de estratégias de redução de cesarianas desnecessárias, como o incentivo ao parto normal e à qualificação das equipes de obstetrícia. Em análises de situação de saúde, o indicador contribui para o diagnóstico da assistência perinatal e para a identificação de desigualdades regionais na atenção obstétrica.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="WHOCesarean2015" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Interface com a Informática em Saúde === Na perspectiva da informática em saúde, o monitoramento desse indicador depende da qualidade do registro no SINASC, da padronização dos campos obstétricos e da possibilidade de cruzamento com outras bases assistenciais. Painéis por estabelecimento, tipo de financiamento e perfil materno podem apoiar auditoria clínica, educação permanente e sistemas de apoio à decisão voltados à redução de cesarianas desnecessárias.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Limitações === A principal limitação do indicador é a dependência da qualidade das informações registradas no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). Erros de preenchimento da Declaração de Nascido Vivo (DNV) ou sub-registro de partos podem afetar a precisão dos resultados, especialmente em áreas com cobertura deficiente. O indicador não distingue cesarianas realizadas por indicação médica legítima daquelas feitas por conveniência da equipe, da instituição ou da gestante. Além disso, não permite avaliar diretamente os desfechos maternos e neonatais associados ao tipo de parto. Diferenças no perfil sociodemográfico das mulheres, como idade materna, escolaridade e acesso a planos de saúde, influenciam a proporção de cesarianas, devendo ser consideradas na análise comparativa entre regiões e setores de atenção.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSINASC" /> <ref name="WHOCesarean2015" /> === Periodicidade === As informações do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) são coletadas e consolidadas de forma contínua em todo o território nacional. O indicador pode ser calculado anualmente, uma vez que o banco de dados é atualizado e disponibilizado pelo Ministério da Saúde no início de cada ano subsequente ao de referência. A periodicidade anual permite o acompanhamento de tendências temporais e regionais na prática de cesarianas, possibilitando a avaliação de políticas públicas voltadas à atenção obstétrica e neonatal.<ref name="MSSINASC" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === O indicador possui cobertura nacional, sendo calculado a partir dos registros do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), que abrange todos os nascimentos ocorridos no país. Os dados podem ser desagregados por: * Brasil (total nacional) * Grandes Regiões * Unidades da Federação * Regiões Metropolitanas * Municípios * Tipo de estabelecimento (público ou privado) Essa abrangência possibilita comparações regionais e setoriais, identificando diferenças significativas na prática de cesarianas entre o sistema público e o setor privado, bem como entre áreas urbanas e rurais.<ref name="MSSINASC" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A Proporção de Partos Cesáreos pode ser analisada segundo diferentes características demográficas, sociais e institucionais, o que permite identificar desigualdades na prática obstétrica. As principais categorias de desagregação recomendadas são: * Idade materna (menores de 20 anos, 20–34 anos, 35 anos ou mais) * Escolaridade materna * Número de gestações anteriores * Local de ocorrência (estabelecimento público, privado ou misto) * Tipo de financiamento do parto (SUS ou não SUS) * Localização geográfica (regiões, estados, municípios) * Situação de domicílio (urbano, rural) Essas categorias permitem identificar padrões de utilização de cesarianas e orientar ações específicas para reduzir intervenções desnecessárias, respeitando a autonomia da mulher e as boas práticas obstétricas.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSINASC" /> <ref name="WHOCesarean2015" /> == Mortalidade proporcional por grupo de causas == === Definição === A mortalidade proporcional por grupo de causas expressa a distribuição percentual dos óbitos segundo grupos de causas definidas, em determinado local e período. Trata-se de um indicador que descreve a '''estrutura da mortalidade''', mostrando a importância relativa de cada grupo de causas no conjunto dos óbitos. Não mede o risco de morrer, pois seu denominador é o total de óbitos, e não a população exposta.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> <ref name="MelloJorge1997">Mello Jorge MHP. Análise dos dados de mortalidade I. ''Revista de Saúde Pública''. 1997.</ref> === Unidade de medida === Proporção, expressa em percentual (%). === Fontes de dados === As informações são obtidas no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, a partir das Declarações de Óbito (DO). Para esse indicador, utilizam-se os óbitos de residentes com causas definidas, classificados segundo a CID-10. Diferentemente dos coeficientes de mortalidade, não há necessidade de usar população no denominador. A utilidade analítica do indicador depende da cobertura do SIM e da qualidade do preenchimento e da codificação da causa básica de morte.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MelloJorge2002">Mello Jorge MHP, Laurenti R, Gotlieb SLD. O sistema de informações sobre mortalidade. ''Revista Brasileira de Epidemiologia''. 2002.</ref> <ref name="Reboucas2025">Rebouças P, et al. Avaliação da qualidade do Sistema de Informação sobre Mortalidade: uma scoping review. ''Ciência & Saúde Coletiva''. 2025.</ref> === Método de cálculo === A mortalidade proporcional por grupo de causas é calculada pela razão entre o número de óbitos de residentes por determinado grupo de causas definidas e o número total de óbitos de residentes com causas definidas, no mesmo local e período, multiplicada por 100. <math>MPGC = \frac{N_{obitos\ por\ grupo\ de\ causas}}{N_{obitos\ totais\ com\ causas\ definidas}} \times 100</math> onde: MPGC = mortalidade proporcional por grupo de causas N₍óbitos por grupo de causas₎ = número de óbitos atribuídos ao grupo de causas selecionado N₍óbitos totais com causas definidas₎ = total de óbitos com causa básica definida no mesmo local e período === Exemplo === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Grupo de causas !! Óbitos !! Mortalidade proporcional (%) |- | Doenças do aparelho circulatório || 320 || 32,0 |- | Neoplasias || 210 || 21,0 |- | Causas externas || 150 || 15,0 |- | Doenças do aparelho respiratório || 120 || 12,0 |- | Demais causas definidas || 200 || 20,0 |- | '''Total''' || '''1.000''' || '''100,0''' |} Nesse exemplo, as doenças do aparelho circulatório representam 32,0% do total de óbitos com causas definidas. === Interpretação === O indicador permite identificar quais grupos de causas têm maior peso no perfil de mortalidade da população. Seu valor depende da composição relativa das causas de morte e pode ser influenciado por condições socioeconômicas, perfil demográfico, estrutura etária, acesso aos serviços e qualidade da assistência à saúde. Como se trata de medida proporcional, aumento na participação de um grupo pode decorrer tanto do aumento dos óbitos nesse grupo quanto da redução proporcional dos demais. Por isso, sua interpretação deve ser feita em conjunto com coeficientes específicos de mortalidade e com a análise da proporção de causas mal definidas.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> <ref name="Abreu2010">Abreu DMX, et al. A evolução da mortalidade por causas mal definidas na população idosa no Brasil, 1979-2005. ''Revista Brasileira de Estudos de População''. 2010.</ref> <ref name="Prestes2018">Prestes C, et al. Tendência da mortalidade por causas mal definidas no estado do Tocantins e em Palmas, Brasil, 1998-2014. ''Epidemiologia e Serviços de Saúde''. 2018.</ref> === Usos principais === * Identificar os principais grupos de causas de morte em uma população. * Descrever a estrutura da mortalidade. * Comparar perfis de mortalidade entre grupos populacionais, regiões e períodos. * Analisar desigualdades segundo sexo, idade e cor ou raça. * Subsidiar planejamento, gestão, monitoramento e avaliação de políticas públicas de saúde.<ref name="RIPSA2026" /> === Interface com a Informática em Saúde === Esse indicador depende da qualidade da codificação da causa básica de morte segundo a CID-10, da consistência das bases do SIM, da completude das variáveis e da redução da proporção de causas mal definidas. Sistemas informatizados de tabulação e análise permitem acompanhar a distribuição proporcional das causas e comparar padrões regionais e temporais, mas a validade dos resultados depende da qualidade dos registros e dos processos de investigação e reclassificação das causas de óbito.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Morais2017">Morais RM, Costa AL. Uma avaliação do Sistema de Informações sobre Mortalidade. ''Saúde em Debate''. 2017.</ref> <ref name="Marinho2019">Marinho MF, et al. Dados para a saúde: impacto na melhoria da qualidade da informação sobre causas de óbito no Brasil. ''Revista Brasileira de Epidemiologia''. 2019.</ref> <ref name="Lopes2018">Lopes AS, et al. Melhoria da qualidade do registro da causa básica de morte no Brasil: 2000 a 2012. ''Epidemiologia e Serviços de Saúde''. 2018.</ref> === Limitações === * Não expressa risco de morte. * Depende da qualidade do preenchimento da Declaração de Óbito e da definição correta da causa básica. * Seu uso é limitado quando há elevada proporção de óbitos por causas mal definidas ou sem assistência médica. * Sofre influência da composição etária e sexual da população, o que condiciona a frequência de óbitos em determinados grupos de causas. * Pode ocultar mudanças reais na magnitude de uma causa quando analisado isoladamente, sem coeficientes específicos. * Está sujeita às limitações do SIM, incluindo sub-registro, incompletude e necessidade de investigação e redistribuição de causas mal definidas.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> <ref name="Reboucas2025" /> <ref name="Marinho2019" /> <ref name="Lopes2018" /> === Periodicidade === O indicador é calculado, em geral, com periodicidade anual, a partir da consolidação dos dados do SIM.<ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === Pode ser calculado para Brasil, grandes regiões, unidades da federação, regiões metropolitanas e municípios, desde que haja qualidade adequada na informação sobre causas de morte.<ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A mortalidade proporcional por grupo de causas pode ser analisada segundo: * sexo * faixa etária * cor ou raça * escolaridade * local de residência * ano do óbito * grupos de causas da CID-10<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> == Razão entre taxas de mortalidade == === Definição === A razão entre taxas de mortalidade é uma medida comparativa obtida pela divisão da taxa de mortalidade de um grupo pela taxa de mortalidade de outro grupo, em um mesmo local e período. Quando aplicada à comparação entre sexos, expressa quantas vezes a mortalidade masculina é maior ou menor que a feminina, ou vice-versa, a depender da ordem adotada na razão. Trata-se de medida sintética de comparação entre grupos, útil para descrever desigualdades na mortalidade segundo características populacionais, como sexo, idade, local de residência ou outro estrato de interesse.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> <ref name="Chor1992">Chor D, Duchiade MP, Jourdan AMF. Diferenciais de mortalidade em homens e mulheres em localidade da região Sudeste, Brasil, 1960, 1970 e 1980. ''Revista de Saúde Pública''. 1992;26(4):246-255.</ref> === Unidade de medida === Razão adimensional. === Fontes de dados === A razão entre taxas de mortalidade não constitui, em si, uma fonte primária de dados. Ela é obtida a partir de taxas de mortalidade já calculadas para grupos distintos da população. No exemplo deste exercício, as taxas utilizadas como base são derivadas do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e de estimativas populacionais produzidas com base em informações do IBGE e da RIPSA.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Reboucas2025">Rebouças P, et al. Avaliação da qualidade do Sistema de Informação sobre Mortalidade: uma scoping review. ''Ciência & Saúde Coletiva''. 2025.</ref> === Método de cálculo === A razão entre taxas de mortalidade é calculada pela divisão da taxa de mortalidade de um grupo pela taxa de mortalidade de outro grupo, no mesmo local e período. <math>RTM = \frac{TM_{grupo\ 1}}{TM_{grupo\ 2}}</math> onde: RTM = razão entre taxas de mortalidade TM₍grupo 1₎ = taxa de mortalidade do grupo de interesse TM₍grupo 2₎ = taxa de mortalidade do grupo de referência No caso da comparação entre sexos, quando se adota a razão masculino/feminino: <math>RTM_{M/F} = \frac{TM_{masculino}}{TM_{feminino}}</math> === Exemplo === Se a taxa de mortalidade masculina por lesão de trânsito em determinado município for 24,0 por 100 mil habitantes e a taxa feminina for 6,0 por 100 mil habitantes, a razão masculino/feminino será: <math>RTM_{M/F} = \frac{24,0}{6,0} = 4,0</math> Nesse exemplo, a mortalidade masculina por lesão de trânsito é quatro vezes a mortalidade feminina no mesmo local e período. === Interpretação === Valores maiores que 1 indicam que a taxa de mortalidade do numerador é superior à do denominador. Valor igual a 1 indica igualdade entre os grupos comparados. Valores menores que 1 indicam que a taxa do numerador é inferior à do denominador. Quando se utiliza a razão masculino/feminino, valores acima de 1 indicam sobremortalidade masculina. A interpretação dessa medida depende da comparabilidade entre as taxas utilizadas. Quando se empregam taxas brutas ou não padronizadas por idade, diferenças na composição etária dos grupos comparados podem influenciar o resultado. Por isso, em comparações entre áreas ou períodos, recomenda-se cautela e, quando pertinente, o uso de taxas padronizadas. Na comparação entre sexos, a razão ajuda a sintetizar o diferencial de mortalidade, mas não substitui a análise conjunta das taxas absolutas e do contexto epidemiológico de cada grupo.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> <ref name="Chor1992" /> === Usos principais === * Comparar a mortalidade entre grupos populacionais. * Descrever desigualdades segundo sexo, idade, território ou outras características. * Sintetizar a magnitude do diferencial de mortalidade entre dois grupos. * Apoiar análises descritivas da situação de saúde. * Subsidiar monitoramento e avaliação de iniquidades em saúde.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> === Interface com a Informática em Saúde === Essa medida depende da disponibilidade de sistemas informatizados capazes de produzir taxas estratificadas por sexo, idade, causa e local de residência. No contexto brasileiro, o cálculo pode ser operacionalizado com dados do SIM e tabulações em plataformas como o Tabnet/Datasus. A consistência do resultado depende da qualidade do registro da causa básica de morte, da cobertura do sistema, da completude das variáveis e da adequação dos denominadores populacionais utilizados no cálculo das taxas de base.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Reboucas2025" /> <ref name="Lima2009">Lima CRA, Schramm JMA, Coeli CM, Silva MEM. Revisão das dimensões de qualidade dos dados e métodos aplicados na avaliação dos sistemas de informação em saúde. ''Cadernos de Saúde Pública''. 2009;25(10):2095-2109.</ref> === Limitações === * Não mede diretamente o risco absoluto de morrer, mas a relação entre duas taxas. * Depende da validade das taxas que compõem o numerador e o denominador. * Pode ser influenciada por diferenças na estrutura etária dos grupos comparados, quando se utilizam taxas não padronizadas. * Pode ser instável em populações pequenas ou em situações com pequeno número de óbitos. * Sua interpretação isolada pode ocultar diferenças importantes na magnitude absoluta das taxas comparadas. * Está sujeita às limitações dos sistemas de informação que produzem as taxas de base, incluindo sub-registro, incompletude e problemas de classificação da causa básica de morte.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> <ref name="Reboucas2025" /> <ref name="Lima2009" /> === Periodicidade === Pode ser calculada com a mesma periodicidade das taxas de mortalidade que lhe servem de base, em geral anual.<ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === Pode ser calculada para qualquer recorte territorial em que haja disponibilidade de taxas comparáveis, como Brasil, grandes regiões, unidades da federação, regiões de saúde e municípios. Sua utilidade depende da qualidade dos dados e da estabilidade das taxas nos grupos comparados.<ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A razão entre taxas de mortalidade pode ser analisada segundo: * sexo * faixa etária * local de residência * ano * grupos de causas da CID-10 * raça/cor * escolaridade, quando disponível<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> === Indicadores que podem servir de base para o cálculo === No exercício proposto, a razão foi calculada a partir de três indicadores de mortalidade: * '''Taxa de mortalidade por lesão de trânsito''': taxa de mortalidade específica por lesão de trânsito na população, em um local e ano de referência, calculada por 100 mil habitantes; inclui causas codificadas entre V01 e V89 da CID-10.<ref name="RIPSA2026" /> * '''Taxa de mortalidade prematura por doenças crônicas não transmissíveis''': taxa de mortalidade entre 30 e 69 anos por doenças cardiovasculares, neoplasias malignas, diabetes mellitus e doenças respiratórias crônicas, em local e ano de referência.<ref name="RIPSA2026" /> * '''Taxa de mortalidade específica por doenças infecciosas e parasitárias''': taxa de mortalidade por esse grupo de causas na população residente, em local e ano de referência, calculada por 100 mil habitantes.<ref name="RIPSA2026" /> == Taxa de incidência de aids == === Definição === A taxa de incidência de aids expressa o número de casos incidentes confirmados de síndrome de imunodeficiência adquirida (aids), diagnosticados na população residente, em determinado local e ano de referência. Trata-se de um indicador de morbidade que descreve a ocorrência de casos novos da doença na população. Os casos de aids são codificados como B20-B24 na CID-10.<ref name="RIPSA2026"></ref> <ref name="Batista2023">Batista JFC, Martins-Melo FR, Almeida APM, Lima MS, Heukelbach J, Alencar CH. Distribuição espacial e tendência temporal da AIDS no Brasil e regiões entre 2005 e 2020. ''Rev Bras Epidemiol''. 2023;26:e230002.</ref> === Unidade de medida === Taxa, expressa em número de casos por 100.000 habitantes.<ref name="RIPSA2026" /> === Fontes de dados === As informações são obtidas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), no Sistema de Controle de Exames Laboratoriais (Siscel) e no Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (Siclom).<ref name="RIPSA2026" /> Para o denominador, utiliza-se a população residente no mesmo local e ano de referência.<ref name="RIPSA2026" /> A utilidade analítica do indicador depende das condições técnico-operacionais do sistema de vigilância epidemiológica para detectar, notificar, investigar e confirmar os casos, bem como da integração e da consistência entre as bases utilizadas.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Tombini2019">Tombini LHT, Freitas HMBM, Krainski ET, et al. Size of the adult HIV-infected population adjusted for case underreporting in Brazil. ''J Int AIDS Soc''. 2019;22(9):e25376.</ref> === Método de cálculo === A taxa de incidência de aids é calculada pela razão entre o número de casos incidentes confirmados de aids e a população residente, em um mesmo local e ano de referência, multiplicada por 100.000.<ref name="RIPSA2026" /> <math>TIA = \frac{N_{casos\ incidentes\ confirmados\ de\ aids}}{Populacao\ residente} \times 100.000</math> onde: TIA = taxa de incidência de aids N₍casos incidentes confirmados de aids₎ = número de casos novos confirmados de aids no local e ano de referência População residente = população total estimada de residentes no mesmo local e ano de referência === Exemplo === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Local !! Casos novos de aids !! População residente !! Taxa de incidência (por 100.000 hab.) |- | Município X || 45 || 250.000 || 18,0 |- | Município Y || 20 || 100.000 || 20,0 |- | Município Z || 12 || 80.000 || 15,0 |} Nesse exemplo, o Município Y apresenta a maior taxa de incidência de aids, com 20,0 casos por 100.000 habitantes. === Interpretação === O indicador expressa a magnitude da doença. Em análise de série temporal, permite avaliar a evolução temporal e a distribuição geográfica da taxa de incidência de aids.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Batista2023" /> Também indica a existência de condições favoráveis à transmissão da doença por via sexual, sanguínea ou vertical.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Dourado2006">Dourado I, Veras MASM, Barreira D, Brito AM. Tendências da epidemia de Aids no Brasil após a terapia antirretroviral. ''Rev Saude Publica''. 2006;40(spe):9-17.</ref> Entretanto, não reflete a situação atual da infecção pelo HIV no período de referência, mas a ocorrência da doença aids, cujos sinais e sintomas surgem, em geral, após longo período de infecção assintomática.<ref name="RIPSA2026" /> Por isso, sua interpretação deve ser feita em conjunto com outros indicadores do HIV/aids, especialmente os relacionados ao diagnóstico, à infecção pelo HIV e ao cuidado em saúde.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Melo2021">Melo MC, Donalisio MR, Cordeiro R. Tendência da incidência de HIV-aids segundo diferentes critérios diagnósticos em Campinas-SP, Brasil, de 1980 a 2016. ''Cien Saude Colet''. 2021;26(3):1143-1154.</ref> === Usos principais === * Analisar as variações populacionais, geográficas e temporais da distribuição da taxa de incidência de aids. * Contribuir para a vigilância epidemiológica e para a avaliação das ações de controle da aids. * Subsidiar processos de planejamento, gestão, monitoramento e avaliação de políticas e ações de saúde direcionadas ao controle da transmissão do HIV/aids em áreas e populações específicas.<ref name="RIPSA2026" /> === Interface com a Informática em Saúde === Esse indicador depende da interoperabilidade entre sistemas de notificação, mortalidade, exames laboratoriais e logística de medicamentos.<ref name="RIPSA2026" /> Sua validade é influenciada pela completude dos registros, pela oportunidade da notificação, pela aplicação dos critérios de definição de caso e pela consistência entre as bases utilizadas.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Tombini2019" /> Painéis e sistemas informatizados permitem desagregação por faixa etária, sexo e município, ampliando seu uso para vigilância, gestão e análise territorial.<ref name="RIPSA2026" /> === Limitações === * Depende das condições técnico-operacionais do sistema de vigilância epidemiológica, em cada área geográfica, para detectar, notificar, investigar e realizar testes laboratoriais específicos para a confirmação diagnóstica da aids.<ref name="RIPSA2026" /> * Pode sofrer influência de atraso diagnóstico, subnotificação e heterogeneidade da qualidade dos sistemas de informação entre áreas geográficas.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Tombini2019" /> * Não reflete diretamente a incidência da infecção pelo HIV, mas a incidência da fase clínica aids.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Melo2021" /> == Taxa de incidência de dengue == === Definição === A taxa de incidência de dengue expressa o número de casos prováveis de dengue, em todas as formas clínicas, na população residente, em determinado local e ano de referência. Trata-se de um indicador de morbidade que descreve a ocorrência de casos novos prováveis da doença na população. Inclui casos novos de dengue clássica, dengue com sinais de alarme e dengue grave, notificados conforme os códigos A90 e A91 da CID-10.<ref name="RIPSA2026"></ref> === Unidade de medida === Taxa, expressa em número de casos por 100.000 habitantes.<ref name="RIPSA2026" /> === Fontes de dados === As informações são obtidas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).<ref name="RIPSA2026" /> Para o denominador, utiliza-se a população residente no mesmo local e ano de referência, com base nas projeções populacionais e estimativas municipais disponíveis.<ref name="RIPSA2026" /> Os dados do Sinan devem ser analisados considerando sua compatibilização com o Observatório do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica (CNIE), quando aplicável.<ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === A taxa de incidência de dengue é calculada pela razão entre o número de casos prováveis de dengue, em todas as formas, e a população residente, em um mesmo local e ano de referência, multiplicada por 100.000.<ref name="RIPSA2026" /> <math>TID = \frac{N_{casos\ provaveis\ de\ dengue}}{Populacao\ residente} \times 100.000</math> onde: TID = taxa de incidência de dengue N₍casos prováveis de dengue₎ = número de casos prováveis de dengue, em todas as formas, no local e ano de referência População residente = população total estimada de residentes no mesmo local e ano de referência === Exemplo === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Local !! Casos prováveis de dengue !! População residente !! Taxa de incidência (por 100.000 hab.) |- | Município X || 1.250 || 250.000 || 500,0 |- | Município Y || 900 || 100.000 || 900,0 |- | Município Z || 320 || 80.000 || 400,0 |} Nesse exemplo, o Município Y apresenta a maior taxa de incidência de dengue, com 900,0 casos por 100.000 habitantes. === Interpretação === O indicador expressa a frequência com que casos novos prováveis de dengue surgem em uma população e ano de referência.<ref name="RIPSA2026" /> Também mensura o risco, ou probabilidade, de adoecer por dengue, considerando o surgimento de casos prováveis na população.<ref name="RIPSA2026" /> A ocorrência de casos prováveis de dengue indica a persistência de fatores favoráveis à transmissão do vírus, especialmente em áreas com elevada infestação do mosquito vetor, condições ambientais propícias e presença de população suscetível à infecção.<ref name="RIPSA2026" /> Sua interpretação deve considerar variações sazonais, ciclos epidêmicos, circulação de sorotipos virais, densidade populacional, urbanização, condições climáticas e qualidade da vigilância epidemiológica. === Usos principais === * Analisar variações populacionais, geográficas e temporais da distribuição dos casos prováveis de dengue. * Contribuir para a vigilância epidemiológica e ambiental da doença. * Subsidiar processos de planejamento, gestão, monitoramento e avaliação de políticas intersetoriais e ações de saúde para prevenção, vigilância e atenção à saúde nos locais onde há ocorrência de dengue.<ref name="RIPSA2026" /> === Interface com a Informática em Saúde === Esse indicador depende da qualidade dos registros de notificação no Sinan e da integração com bases populacionais utilizadas para o denominador.<ref name="RIPSA2026" /> Sua validade é influenciada pela completude dos registros, pela oportunidade da notificação, pela correta classificação dos casos prováveis e pela consistência das informações territoriais e temporais. Painéis e sistemas informatizados permitem desagregação por município, sexo, faixa etária e cor ou raça, ampliando seu uso para vigilância, gestão, análise territorial e identificação de áreas prioritárias.<ref name="RIPSA2026" /> === Limitações === * Depende das condições técnico-operacionais do sistema de vigilância epidemiológica e laboratorial, em cada área geográfica, para detectar, notificar, investigar e realizar testes laboratoriais específicos para confirmação dos casos de dengue.<ref name="RIPSA2026" /> * Pode sofrer influência de subnotificação, atraso na notificação, mudanças na sensibilidade do sistema de vigilância e variações na capacidade diagnóstica local. * A semelhança clínica entre dengue e outras arboviroses ou doenças febris agudas pode gerar incerteza diagnóstica, especialmente em períodos epidêmicos. * Como utiliza casos prováveis, o indicador pode superestimar ou subestimar a incidência real, dependendo da qualidade da investigação epidemiológica e laboratorial. == Consultas Médicas por Habitante == === Definição === O indicador Consultas Médicas por Habitante expressa o número médio de atendimentos médicos realizados em um determinado território e período, em relação à população residente. Corresponde à razão entre o total de consultas médicas registradas nos serviços de saúde e o número total de habitantes da área analisada. Esse indicador mede o nível de utilização dos serviços médicos e reflete, de forma indireta, o acesso da população à atenção ambulatorial. Também é utilizado para avaliar a capacidade de oferta dos serviços de saúde, a cobertura da atenção básica e a equidade no uso dos recursos disponíveis.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Unidade de medida === Número médio de consultas médicas por habitante, expresso em valores absolutos (consultas/habitante/ano). O resultado é obtido como um valor decimal e indica a quantidade média anual de consultas médicas realizadas por pessoa residente em determinado território. Exemplo de interpretação: um valor de 2,5 consultas por habitante significa que, em média, cada morador realizou duas a três consultas médicas ao longo do ano.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIA">Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Informação e Saúde Digital. ''Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS)''. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/.</ref> === Fontes de dados === As informações para o cálculo do indicador Consultas Médicas por Habitante são obtidas a partir dos registros do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS), do Ministério da Saúde. Esse sistema consolida dados de atendimentos médicos realizados na rede pública, incluindo unidades básicas de saúde, policlínicas, ambulatórios especializados e hospitais com atendimento ambulatorial. Fontes complementares: * e-SUS Atenção Primária – sistema utilizado para o registro das consultas médicas realizadas na atenção primária. * Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB) – utilizado em séries históricas anteriores. * Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – fornece as estimativas populacionais utilizadas como denominador no cálculo do indicador. Essas bases permitem a análise da oferta e utilização de serviços médicos e possibilitam comparações entre regiões, períodos e níveis de atenção à saúde.<ref name="MSSIA" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === O indicador é calculado pela razão entre o número total de consultas médicas realizadas em determinado território e período e a população residente na mesma área e período. A fórmula é: <math>CMH = \frac{N_{consultas}}{P}</math> onde: CMH = consultas médicas por habitante N₍consultas₎ = número total de consultas médicas realizadas P = população residente no mesmo período O resultado indica o número médio de consultas médicas realizadas por habitante em um ano. Recomenda-se calcular o indicador separadamente para o total de consultas do Sistema Único de Saúde (SUS) e, quando possível, incluir estimativas da rede privada para uma visão mais abrangente do acesso aos serviços médicos. Dica: em planilhas eletrônicas (como o Excel), o cálculo pode ser feito com a fórmula: `=N_consultas/P` Por exemplo, se em um município foram registradas 500.000 consultas médicas e a população estimada era de 250.000 habitantes, o resultado será 2,0 consultas médicas por habitante no período.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIA" /> === Exemplo (Brasil, 2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Região !! Consultas médicas registradas (SIA/SUS, 2022) !! População (Censo 2022) !! Consultas por habitante |- | '''Norte''' || 47.800.000 || 18.906.962 || 2,53 |- | '''Nordeste''' || 137.600.000 || 54.644.582 || 2,52 |- | '''Sudeste''' || 317.000.000 || 84.847.187 || 3,74 |- | '''Sul''' || 118.500.000 || 29.933.315 || 3,96 |- | '''Centro-Oeste''' || 55.300.000 || 16.298.734 || 3,39 |- | '''Brasil''' || 676.200.000 || 203.062.512 || 3,33 |} Fontes: Ministério da Saúde – SIA/SUS/DATASUS (2022); IBGE – ''Censo Demográfico 2022''. Os dados mostram que: * As regiões '''Sul''' e '''Sudeste''' apresentam as maiores médias de consultas médicas por habitante, refletindo maior cobertura e disponibilidade de serviços de saúde. * As regiões '''Norte''' e '''Nordeste''' mantêm níveis mais baixos, o que pode indicar desigualdades de acesso ou menor oferta de serviços. * O valor médio nacional em 2022 foi de aproximadamente '''3,3 consultas médicas por habitante'''. === Interpretação === O indicador Consultas Médicas por Habitante expressa o nível médio de utilização dos serviços médicos por parte da população. Valores mais altos indicam maior número de consultas realizadas, o que pode refletir maior acesso aos serviços de saúde ou, em alguns casos, utilização excessiva de atendimentos. Valores baixos podem sugerir barreiras de acesso, insuficiência de oferta de profissionais ou sub-registro de consultas. A interpretação do indicador deve considerar fatores como: * estrutura etária da população (idosos tendem a utilizar mais os serviços de saúde); * cobertura da atenção básica e disponibilidade de médicos; * perfil epidemiológico e prevalência de doenças crônicas; * participação do setor privado, que pode não estar completamente registrada nos sistemas públicos de informação. A análise conjunta com outros indicadores, como cobertura da Estratégia Saúde da Família e internações por condições sensíveis à atenção primária, permite uma compreensão mais precisa do acesso e da resolutividade da rede de serviços.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIA" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Usos principais === O indicador Consultas Médicas por Habitante é utilizado para avaliar o acesso e a utilização dos serviços de saúde pela população. Entre os principais usos estão: * Monitorar a disponibilidade e o uso dos serviços médicos ambulatoriais. * Avaliar o desempenho da rede assistencial e o alcance das políticas de atenção primária. * Estimar a necessidade de recursos humanos e de infraestrutura em saúde. * Identificar desigualdades regionais e populacionais no acesso aos serviços médicos. * Apoiar o planejamento e a avaliação das ações do Sistema Único de Saúde (SUS). * Comparar a utilização de serviços entre setores público e privado, quando as informações estiverem disponíveis. O indicador também contribui para estudos sobre eficiência dos sistemas de saúde, alocação de recursos e impacto de políticas de ampliação do acesso à atenção primária.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> <ref name="MSSIA" /> === Interface com a Informática em Saúde === Na informática em saúde, o acompanhamento desse indicador exige consolidação de registros ambulatoriais, identificação adequada do estabelecimento e padronização dos procedimentos informados. A integração entre SIA/SUS, e-SUS APS, sistemas locais e ferramentas de regulação melhora a leitura do acesso, reduz duplicidades analíticas e permite monitorar a produção com maior granularidade.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="Mantas2016" /> === Limitações === A principal limitação do indicador Consultas Médicas por Habitante está relacionada à cobertura das fontes de dados. O Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS) registra apenas as consultas realizadas na rede pública, não incluindo o volume de atendimentos ocorridos em serviços privados e planos de saúde, o que pode subestimar o número total de consultas. Outras limitações incluem: * Sub-registro ou inconsistências no preenchimento das Autorizações de Procedimentos Ambulatoriais e Boletins de Produção Ambulatorial. * Diferenças nas formas de registro entre os sistemas SIA/SUS, e-SUS APS e SIAB, dificultando comparações entre anos e regiões. * Ausência de distinção entre consultas iniciais e de retorno, o que pode superestimar o volume real de atendimento individual. * Influência de fatores contextuais, como disponibilidade de médicos, perfil etário da população e prevalência de doenças crônicas, que impactam o número médio de consultas. Essas limitações devem ser consideradas ao interpretar o indicador e em comparações entre regiões e períodos.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIA" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Periodicidade === Os dados do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS) são coletados e atualizados de forma contínua em todo o território nacional. O indicador pode ser calculado mensal, trimestral ou anualmente, de acordo com a necessidade de análise e a disponibilidade dos dados populacionais utilizados como denominador. Na prática, a periodicidade anual é a mais utilizada, pois permite comparações entre regiões e anos, além de reduzir oscilações sazonais na produção de atendimentos. Os dados são disponibilizados pelo Ministério da Saúde por meio do DATASUS, geralmente no ano subsequente ao de referência.<ref name="MSSIA" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === O indicador Consultas Médicas por Habitante possui cobertura nacional, com informações disponíveis para todos os entes federativos que alimentam regularmente o Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS). As desagregações possíveis incluem: * Brasil (total nacional) * Grandes Regiões * Unidades da Federação * Regiões Metropolitanas * Municípios e Distritos * Tipo de estabelecimento de saúde (atenção básica, especializada, hospitalar) Os dados do SIA/SUS abrangem todos os atendimentos realizados na rede pública de saúde, enquanto as informações sobre o setor privado ainda são limitadas. Essa cobertura permite análises comparativas entre regiões e o acompanhamento de desigualdades no acesso e na utilização dos serviços médicos.<ref name="MSSIA" /> <ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A análise do indicador Consultas Médicas por Habitante pode ser feita segundo diferentes dimensões demográficas, sociais e institucionais, permitindo identificar desigualdades no acesso e na utilização dos serviços de saúde. As principais categorias de desagregação recomendadas são: * Sexo (masculino, feminino) * Faixa etária (crianças, adultos, idosos) * Localização geográfica (regiões, estados, municípios, zonas urbana e rural) * Tipo de estabelecimento (atenção básica, especializada, hospitalar) * Tipo de financiamento (SUS e não SUS, quando disponível) * Escolaridade e condição socioeconômica da população atendida * Ano de referência (para análise temporal) Essas categorias permitem avaliar a equidade no acesso às consultas médicas, identificar grupos populacionais com menor utilização dos serviços e apoiar o planejamento de políticas voltadas à ampliação da cobertura e da resolutividade da atenção ambulatorial.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIA" /> <ref name="MSUFG2015" /> == Taxa de incidência de tuberculose == === Definição === A taxa de incidência de tuberculose estima o risco de uma pessoa desenvolver tuberculose, em qualquer forma clínica, em determinada população, território e período. O indicador corresponde ao número de casos novos de tuberculose em residentes dividido pela população residente no mesmo local e período, multiplicado por 100 mil habitantes.<ref name="RIPSA">Rede Interagencial de Informações para a Saúde. ''Indicadores básicos para a saúde no Brasil: conceitos e aplicações''. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde; Ministério da Saúde.</ref> A tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo ''Mycobacterium tuberculosis''. Acomete principalmente os pulmões, mas também pode atingir outros órgãos. A transmissão ocorre pelo ar, a partir de pessoas com tuberculose pulmonar ou laríngea ativa.<ref name="WHO2024">World Health Organization. ''Global tuberculosis report 2024''. Geneva: World Health Organization; 2024.</ref> Esse indicador permite acompanhar a magnitude da doença, comparar territórios, identificar grupos populacionais com maior risco e orientar ações de vigilância, diagnóstico, tratamento e controle.<ref name="RIPSA"/> === Unidade de medida === * Casos novos por 100 mil habitantes. === Fontes de dados === O número de casos novos de tuberculose é obtido no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. A população residente usada como denominador é proveniente das estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), incorporadas ao DATASUS e às bases utilizadas para cálculo de indicadores de saúde.<ref name="RIPSA"/> As principais fontes utilizadas são: * Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) – casos novos de tuberculose. * DATASUS/TABNET – acesso aos dados consolidados do indicador. * Estimativas populacionais do IBGE – população residente por ano, sexo, faixa etária e território. * Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa) – definição, método de cálculo e interpretação do indicador.<ref name="RIPSA"/> === Método de cálculo === A taxa de incidência de tuberculose é calculada pela seguinte fórmula:<ref name="RIPSA"/> <math> \text{Taxa de incidência de tuberculose} = \frac{\text{Número de casos novos de tuberculose em residentes}} {\text{População residente no mesmo local e período}} \times 100.000 </math> O numerador corresponde aos casos novos de tuberculose notificados em residentes do território analisado. O denominador corresponde à população residente no mesmo território e ano. O fator 100.000 permite expressar o resultado como número de casos novos por 100 mil habitantes.<ref name="RIPSA"/> === Interpretação === A taxa de incidência de tuberculose expressa a ocorrência de casos novos da doença em uma população. Valores mais altos indicam maior ocorrência recente de tuberculose no território analisado.<ref name="RIPSA"/> Taxas elevadas podem indicar persistência de fatores favoráveis à transmissão do bacilo, maior vulnerabilidade social, maior concentração de grupos expostos ou maior capacidade de detecção dos serviços de saúde. Taxas baixas devem ser interpretadas com cautela, pois podem refletir menor ocorrência da doença, mas também subnotificação, dificuldade de acesso ao diagnóstico ou baixa sensibilidade da vigilância.<ref name="RIPSA"/> A interpretação deve considerar território, período, sexo, faixa etária, condições de vida da população e organização dos serviços de saúde. Comparações entre municípios exigem atenção à qualidade da notificação, à capacidade de diagnóstico e às diferenças populacionais.<ref name="RIPSA"/> === Usos principais === A taxa de incidência de tuberculose é utilizada para monitorar a ocorrência da doença, acompanhar tendências temporais e identificar territórios prioritários para ações de vigilância e atenção à saúde.<ref name="RIPSA"/> No Brasil, a análise da incidência ao longo do tempo é relevante porque a tuberculose manteve ocorrência persistente no período recente, exigindo monitoramento contínuo para avaliar o progresso das ações de controle e das metas de redução da doença.<ref name="Silva2024">Silva MT, Galvão TF. Tuberculosis incidence in Brazil: time series analysis between 2001 and 2021 and projection until 2030. ''Rev Bras Epidemiol''. 2024;27:e240027. doi:10.1590/1980-549720240027.</ref> O indicador também subsidia busca ativa de sintomáticos respiratórios, diagnóstico oportuno, acompanhamento do tratamento, avaliação de desigualdades territoriais e planejamento da rede de atenção.<ref name="RIPSA"/> === Interface com a Informática em Saúde === A análise da taxa de incidência de tuberculose depende da integração entre sistemas de vigilância epidemiológica e bases demográficas. O Sinan fornece os registros de casos novos. As estimativas populacionais do IBGE fornecem o denominador usado no cálculo da taxa.<ref name="RIPSA"/> Nos sistemas de informação em saúde, os registros devem estar organizados por ano, município de residência, sexo, faixa etária e situação de entrada do caso. A padronização dessas variáveis permite produzir séries históricas, painéis de monitoramento e comparações entre territórios.<ref name="RIPSA"/> A qualidade do indicador depende da completude dos registros, da consistência das notificações, da atualização das bases populacionais e da correta identificação do município de residência. Duplicidades, atrasos de notificação e erros de preenchimento podem comprometer a análise.<ref name="RIPSA"/> === Relação com determinantes sociais === A tuberculose apresenta distribuição desigual entre grupos populacionais e territórios. A ocorrência da doença está relacionada a condições de vida, vulnerabilidade social, barreiras de acesso ao diagnóstico e capacidade dos serviços de saúde de identificar e acompanhar os casos.<ref name="WHO2024"/> Estudos em municípios brasileiros indicam associação entre incidência de tuberculose e vulnerabilidade social, especialmente quando são consideradas desigualdades territoriais e condições socioeconômicas.<ref name="Paiva2023">Paiva JPS, Magalhães MAFM, Leal TC, Lira GV, Catrib AMF, Silva MRF. Temporal trend of tuberculosis incidence in northeastern Brazilian municipalities according to Social Vulnerability Index parameters: an ecological study. ''J Bras Pneumol''. 2023;49(1):e20220294. doi:10.36416/1806-3756/e20220294.</ref> Contextos de crise econômica e piora das condições sociais podem ampliar casos e mortes por tuberculose, reforçando a necessidade de interpretar o indicador junto aos determinantes sociais e à organização dos serviços de saúde.<ref name="Li2022">Li Y, de Macedo Couto R, Pelissari DM, Costa Alves L, Bartholomay P, Maciel EL, et al. Excess tuberculosis cases and deaths following an economic recession in Brazil: an analysis of nationally representative disease registry data. ''Lancet Glob Health''. 2022;10(10):e1463-e1472. doi:10.1016/S2214-109X(22)00320-5.</ref> === Limitações === A principal limitação da taxa de incidência de tuberculose é a dependência da qualidade da notificação. Casos não diagnosticados ou não registrados no Sinan reduzem artificialmente a taxa.<ref name="RIPSA"/> A subnotificação pode ocorrer por dificuldade de acesso aos serviços de saúde, baixa procura por atendimento, falhas na investigação de sintomáticos respiratórios ou problemas no registro dos casos. Diferenças na capacidade de diagnóstico entre municípios também dificultam comparações diretas.<ref name="RIPSA"/> Em municípios com população pequena, poucos casos podem produzir grandes variações na taxa. Nessas situações, a interpretação deve considerar números absolutos, série histórica e contexto local.<ref name="RIPSA"/> === Periodicidade === A taxa de incidência de tuberculose é geralmente calculada em base anual. Os casos são registrados continuamente no Sinan, mas as análises epidemiológicas costumam utilizar anos completos para permitir comparação entre territórios e períodos.<ref name="RIPSA"/> O acompanhamento anual permite monitorar tendências, identificar aumento ou redução da ocorrência e avaliar ações de controle da doença.<ref name="Silva2024"/> === Cobertura geográfica === O indicador pode ser calculado para diferentes níveis geográficos: * Brasil * Grandes Regiões * Unidades da Federação * Regiões de Saúde * Municípios * Áreas intraurbanas, quando houver disponibilidade de dados A análise municipal é útil para identificar desigualdades territoriais e orientar ações locais de vigilância e atenção à saúde.<ref name="RIPSA"/> === Categorias sugeridas para análise === A taxa de incidência de tuberculose pode ser analisada segundo diferentes variáveis: * Sexo * Faixa etária * Município de residência * Unidade da Federação * Região de Saúde * Raça/cor * Forma clínica da doença * Situação de encerramento do caso * População privada de liberdade * População em situação de rua * Pessoas vivendo com HIV Essas categorias permitem identificar grupos mais atingidos, desigualdades sociais e possíveis dificuldades de acesso ao diagnóstico e ao tratamento.<ref name="RIPSA"/><ref name="WHO2024"/> == Proporção de Internações Hospitalares por Grupo de Causas == === Definição === A Proporção de Internações Hospitalares por Grupo de Causas corresponde à distribuição percentual das internações realizadas em estabelecimentos de saúde segundo os grupos de causas definidas pela Classificação Internacional de Doenças – 10ª Revisão (CID-10). O indicador expressa o peso relativo de cada grupo de causas no total de hospitalizações ocorridas em determinado território e período. Permite identificar o perfil de morbidade hospitalar da população, evidenciando as principais causas de internação e subsidiando o planejamento das ações e políticas de saúde. Também é utilizado para avaliar o impacto de doenças agudas e crônicas sobre o sistema hospitalar e monitorar as mudanças no perfil epidemiológico ao longo do tempo.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIH">Brasil. Ministério da Saúde. ''Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS)''. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/sistema-de-informacoes-hospitalares-sih-sus/.</ref> === Unidade de medida === Percentual (%), representando a proporção de internações hospitalares atribuídas a um determinado grupo de causas em relação ao total de internações ocorridas no mesmo período e território. O valor é apresentado com uma ou duas casas decimais e deve ser calculado separadamente para cada grupo de causas segundo a Classificação Internacional de Doenças – 10ª Revisão (CID-10). Esse formato permite comparações entre regiões e períodos, bem como a análise da participação relativa de diferentes causas de hospitalização.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIH" /> === Fontes de dados === As informações para o cálculo da Proporção de Internações Hospitalares por Grupo de Causas são obtidas a partir do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), administrado pelo Ministério da Saúde. O SIH/SUS reúne dados das Autorizações de Internação Hospitalar (AIH), que registram informações sobre diagnóstico principal, procedimento realizado, duração da internação e desfecho do atendimento. Fontes complementares: * Sistema de Informações de Saúde Suplementar (ANS) – fornece dados sobre internações na rede privada de planos de saúde, quando disponíveis. * Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – utilizado para estimativas populacionais, quando se deseja calcular taxas de internação. * Classificação Internacional de Doenças – 10ª Revisão (CID-10) – define os grupos e capítulos de causas utilizados na classificação das internações. Essas bases permitem identificar o perfil de morbidade hospitalar e apoiar o planejamento e a gestão dos serviços hospitalares no país.<ref name="MSSIH" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === O indicador é calculado pela razão entre o número de internações hospitalares atribuídas a determinado grupo de causas, segundo a Classificação Internacional de Doenças – 10ª Revisão, e o total de internações registradas no mesmo período e território, multiplicada por 100. A fórmula é: <math>PI = \frac{N_{gc}}{N_{total}} \times 100</math> onde: PI = proporção de internações hospitalares por grupo de causas (%) N₍gc₎ = número de internações hospitalares de um grupo específico de causas N₍total₎ = número total de internações hospitalares registradas no mesmo período e local O cálculo pode ser realizado para capítulos ou categorias específicas da CID-10, conforme o objetivo da análise, como doenças infecciosas, doenças do aparelho circulatório ou causas externas. Dica: em planilhas eletrônicas (como o Excel), o cálculo pode ser feito com a fórmula: `=(N_gc/N_total)*100` Por exemplo, se um município registrou 2.000 internações por doenças do aparelho respiratório em um total de 10.000 internações no ano, a proporção será 20%.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIH" /> === Exemplo (Brasil, 2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Grupo de causas (CID-10) !! Internações (SIH/SUS, 2022) !! Proporção (%) sobre o total |- | Doenças do aparelho respiratório (J00–J99) || 1.142.850 || 13,8 |- | Gravidez, parto e puerpério (O00–O99) || 1.092.260 || 13,2 |- | Doenças do aparelho circulatório (I00–I99) || 970.540 || 11,7 |- | Doenças do aparelho digestivo (K00–K93) || 858.430 || 10,3 |- | Doenças infecciosas e parasitárias (A00–B99) || 604.270 || 7,3 |- | Lesões, envenenamentos e causas externas (S00–T98 e V01–Y98) || 412.690 || 5,0 |- | Neoplasias (C00–D48) || 375.850 || 4,5 |- | Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas (E00–E90) || 285.300 || 3,4 |- | Doenças do aparelho geniturinário (N00–N99) || 278.120 || 3,3 |- | Doenças do sistema nervoso (G00–G99) || 230.850 || 2,8 |- | Outras causas (demais capítulos da CID-10) || 2.150.840 || 25,7 |- | '''Total''' || '''8.402.000''' || '''100,0''' |} Fontes: Ministério da Saúde – SIH/SUS/DATASUS (2022); IBGE – ''Censo Demográfico 2022''. Os dados indicam que: * As principais causas de internação hospitalar no SUS em 2022 foram doenças do aparelho respiratório, condições relacionadas à gravidez e doenças do aparelho circulatório. * Internações por causas externas representaram cerca de 5% do total. * O padrão reflete a transição epidemiológica, com predomínio crescente de doenças crônicas e degenerativas sobre as infecciosas. === Interpretação === A Proporção de Internações Hospitalares por Grupo de Causas permite identificar o perfil de morbidade hospitalar de uma população e avaliar o impacto relativo das diferentes doenças e agravos sobre o sistema hospitalar. Valores mais elevados para determinados grupos de causas indicam maior frequência de hospitalizações associadas a essas condições. Por exemplo, uma alta proporção de internações por doenças do aparelho respiratório pode refletir surtos sazonais, como influenza ou pneumonia, enquanto o predomínio de causas circulatórias pode indicar o peso crescente das doenças crônicas não transmissíveis. O indicador também auxilia na identificação de transições epidemiológicas e na avaliação da efetividade da atenção básica: reduções nas internações por condições sensíveis à atenção primária podem indicar melhoria no cuidado ambulatorial e prevenção de agravos. A análise deve considerar fatores como estrutura etária, cobertura assistencial, práticas de registro e variações sazonais, que podem influenciar o número e a distribuição das internações hospitalares.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIH" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Usos principais === O indicador é amplamente utilizado para analisar o perfil de morbidade hospitalar e subsidiar o planejamento de ações e políticas de saúde. Entre seus principais usos estão: * Identificar as principais causas de internação e seus padrões regionais e temporais. * Avaliar o impacto das doenças transmissíveis e crônicas sobre o sistema hospitalar. * Monitorar a transição epidemiológica e o peso relativo das causas de internação por faixa etária e sexo. * Apoiar o planejamento da rede hospitalar e a alocação de recursos financeiros e humanos. * Avaliar a efetividade da atenção primária por meio do acompanhamento das internações por condições sensíveis à atenção básica. * Subsidiar estudos sobre carga de doenças e perfil de utilização dos serviços hospitalares. O indicador também serve de base para análises de custo e de eficiência hospitalar, permitindo estimar o impacto econômico das principais causas de hospitalização no Sistema Único de Saúde.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIH" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Interface com a Informática em Saúde === Na informática em saúde, esse indicador depende da padronização diagnóstica nas AIH, da integridade dos registros hospitalares e da possibilidade de tabulação automatizada por capítulos e grupos da CID-10. Sistemas analíticos e painéis interativos permitem monitorar padrões de internação, comparar territórios e apoiar a gestão hospitalar e a vigilância em saúde.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="Mantas2016" /> === Limitações === A principal limitação do indicador é que o SIH/SUS registra predominantemente internações financiadas pelo SUS, o que restringe a representação da rede privada não conveniada. Também podem ocorrer distorções associadas à qualidade do preenchimento da AIH, à codificação diagnóstica e a diferenças nos critérios de internação entre serviços e regiões. Outras limitações incluem: * sub-registro ou inconsistências no diagnóstico principal; * influência da oferta local de leitos e da organização da rede hospitalar; * possibilidade de reinternações serem contadas como novos eventos; * dificuldade de interpretação isolada, sem considerar taxas e outros indicadores assistenciais.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIH" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Periodicidade === Os dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) são coletados de forma contínua e consolidados mensalmente, com atualização regular nas bases do DATASUS. O indicador pode ser calculado mensal, trimestral ou anualmente, conforme o objetivo da análise e a necessidade de acompanhamento das tendências. A periodicidade anual é a mais utilizada, pois permite comparações entre períodos e regiões, além de reduzir variações sazonais decorrentes de surtos epidêmicos ou flutuações temporárias na demanda hospitalar. Os dados são disponibilizados publicamente pelo Ministério da Saúde por meio do portal DATASUS, geralmente no início do ano subsequente ao período de referência.<ref name="MSSIH" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === O indicador possui cobertura nacional e é calculado a partir dos registros do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), que abrange os estabelecimentos vinculados ao Sistema Único de Saúde. As desagregações possíveis incluem: * Brasil (total nacional) * Grandes Regiões * Unidades da Federação * Regiões Metropolitanas * Municípios e Distritos * Tipo de estabelecimento Embora o SIH/SUS concentre as internações financiadas pelo SUS, a cobertura é ampla e representativa da realidade hospitalar brasileira, especialmente em contextos de maior dependência do sistema público. Os dados permitem comparações territoriais e análises sobre o perfil de morbidade hospitalar em diferentes contextos populacionais e assistenciais.<ref name="MSSIH" /> <ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A Proporção de Internações Hospitalares por Grupo de Causas pode ser analisada segundo diferentes variáveis demográficas, clínicas e territoriais, permitindo identificar padrões de morbidade e desigualdades regionais. As principais categorias de desagregação recomendadas são: * Sexo (masculino, feminino) * Faixa etária (crianças, adultos, idosos) * Capítulo ou grupo de causas segundo a Classificação Internacional de Doenças – 10ª Revisão (CID-10) * Local de residência e de ocorrência da internação * Tipo de estabelecimento * Regime de internação (urgência/emergência ou eletiva) * Ano de referência Essas categorias permitem compreender a distribuição das internações por perfil epidemiológico e subsidiar o planejamento e a organização da rede hospitalar conforme as necessidades de saúde da população.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIH" /> <ref name="MSUFG2015" /> == Taxa de internação hospitalar (SUS) por condições sensíveis à atenção primária == === Definição === A Taxa de internação hospitalar (SUS) por condições sensíveis à atenção primária corresponde ao número de internações hospitalares por condições sensíveis à atenção primária (CSAP), financiadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em relação à população residente de determinado território e período.<ref name="RIPSA2026">Organização Pan-Americana da Saúde, Rede Interagencial de Informações para a Saúde. ''Indicadores Básicos para a Saúde no Brasil: conceitos e aplicações''. 3ª ed. Brasília, DF: OPAS; 2026.</ref> As internações por CSAP referem-se a hospitalizações por agravos que, em parte, poderiam ser evitados, controlados ou acompanhados oportunamente pela atenção primária. O indicador é utilizado como medida indireta de desempenho da atenção primária, pois registra hospitalizações que podem ser reduzidas por prevenção, diagnóstico oportuno, tratamento, seguimento clínico e coordenação do cuidado.<ref name="Alfradique2009">Alfradique ME, Bonolo PF, Dourado I, Lima-Costa MF, Macinko J, Mendonça CS, et al. Internações por condições sensíveis à atenção primária: a construção da lista brasileira como ferramenta para medir o desempenho do sistema de saúde. ''Cad Saúde Pública''. 2009;25(6):1337-1349. doi:10.1590/S0102-311X2009000600016.</ref> === Unidade de medida === Internações por 100.000 habitantes. O valor pode ser calculado para o total de condições sensíveis à atenção primária ou separadamente por grupos de causas definidos pela Classificação Internacional de Doenças – 10ª Revisão (CID-10). Para o Grupo 19 – Doenças relacionadas ao pré-natal e parto, o denominador deve ser restrito à população feminina em idade fértil, de 10 a 49 anos.<ref name="RIPSA2026" /> === Fontes de dados === As informações sobre internações são obtidas a partir do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), administrado pelo Ministério da Saúde. O SIH/SUS reúne dados das Autorizações de Internação Hospitalar (AIH), incluindo diagnóstico principal, procedimento realizado, duração da internação e desfecho do atendimento.<ref name="MSSIH">Brasil. Ministério da Saúde. ''Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS)''. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/sistema-de-informacoes-hospitalares-sih-sus/.</ref> Fontes utilizadas: * Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) – internações pagas pelo SUS. * Autorizações de Internação Hospitalar (AIH) – identificação do diagnóstico principal. * Classificação Internacional de Doenças – 10ª Revisão (CID-10) – classificação dos grupos de causas. * Estimativas populacionais do IBGE e da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa) – denominadores populacionais.<ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === O indicador é calculado pela razão entre o número de internações hospitalares por CSAP pagas pelo SUS e a população residente no mesmo local e período, multiplicada por 100.000.<ref name="RIPSA2026" /> A fórmula é: <math>TICSAP = \frac{N_{CSAP}}{P_{res}} \times 100.000</math> onde: TICSAP = taxa de internação hospitalar por condições sensíveis à atenção primária N<sub>CSAP</sub> = número de internações hospitalares por CSAP pagas pelo SUS P<sub>res</sub> = população residente estimada no local e período analisados Para o Grupo 19 – Doenças relacionadas ao pré-natal e parto, utiliza-se como denominador a população feminina de 10 a 49 anos residente no mesmo local e período.<ref name="RIPSA2026" /> Dica: em planilhas eletrônicas, o cálculo pode ser feito com a fórmula: `=(N_CSAP/P_res)*100000` === Grupos de causas selecionados === Para a composição selecionada, consideram-se os seguintes grupos de condições sensíveis à atenção primária, segundo códigos da CID-10:<ref name="RIPSA2026" /> * Grupo 1 – Doenças preveníveis por imunização e condições sensíveis: A15-A18, A19, A33-A37, A51-A53, A95, B26, B05-B06, B16, B50-B54, B77, G00.0, I00-I02. * Grupo 13 – Diabetes mellitus: E10-E14. * Grupo 19 – Doenças relacionadas ao pré-natal e parto: O23, A50, P35.0. As internações são categorizadas segundo o diagnóstico principal registrado na AIH de internamento inicial. Não são consideradas AIHs de continuidade.<ref name="RIPSA2026" /> === Interpretação === A taxa expressa a magnitude das internações potencialmente evitáveis pela atuação da atenção primária. Valores mais elevados podem indicar dificuldades de acesso, oportunidade, continuidade ou coordenação do cuidado, especialmente quando analisados por grupos de causas e por território.<ref name="Alfradique2009" /> A interpretação não deve atribuir automaticamente as diferenças observadas à qualidade da atenção primária. As internações por CSAP também são influenciadas pelo perfil epidemiológico da população, desigualdades sociais, oferta de leitos, cobertura suplementar, critérios de internação, práticas de registro e organização da rede assistencial.<ref name="Pazo2014">Pazó RG, Frauches DO, Molina MCB, Cade NV. Modelagem hierárquica de determinantes associados a internações por condições sensíveis à atenção primária no Espírito Santo, Brasil. ''Cad Saúde Pública''. 2014;30(9):1891-1902. doi:10.1590/0102-311X00099913.</ref> === Usos principais === O indicador é utilizado para analisar variações populacionais, geográficas e temporais das internações por CSAP, identificar desigualdades territoriais e subsidiar o planejamento, monitoramento e avaliação da atenção primária.<ref name="RIPSA2026" /> Também pode apoiar a análise da rede assistencial e da articulação entre atenção primária e atenção hospitalar, especialmente no acompanhamento de condições crônicas, condições imunopreveníveis e agravos relacionados ao cuidado materno-infantil.<ref name="Castro2020">Castro DM, Oliveira VBCA, Andrade ACS, Cherchiglia ML, Santos AF. Impacto da qualidade da atenção primária à saúde na redução das internações por condições sensíveis. ''Cad Saúde Pública''. 2020;36(11):e00209819. doi:10.1590/0102-311X00209819.</ref> === Interface com a Informática em Saúde === Na informática em saúde, o indicador depende da qualidade do registro das AIH, da padronização da codificação diagnóstica pela CID-10 e da integração entre bases hospitalares e bases populacionais.<ref name="MSSIH" /> Painéis, sistemas analíticos e ferramentas de tabulação permitem monitorar a taxa por município, grupo de causas, sexo, faixa etária, cor ou raça e ano de referência. A análise automatizada favorece o acompanhamento de tendências, a identificação de áreas prioritárias e o apoio à gestão da atenção primária e da rede hospitalar.<ref name="RIPSA2026" /> === Limitações === O indicador é influenciado pela oferta de serviços hospitalares, pela disponibilidade de recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros e pelos critérios técnico-administrativos de pagamento das internações no SUS.<ref name="RIPSA2026" /> Outras limitações incluem a restrição às internações financiadas pelo SUS, a ausência de internações realizadas exclusivamente na rede privada, a influência da oferta local de leitos, diferenças nos critérios de internação entre serviços e regiões, reinternações contadas como novos eventos, variação na qualidade do preenchimento da AIH e dependência da codificação correta do diagnóstico principal.<ref name="Pazo2014" /> === Periodicidade === A periodicidade de atualização é anual. Os dados do SIH/SUS são registrados de forma contínua e consolidados mensalmente, mas a análise anual é recomendada para comparações territoriais e temporais, por reduzir flutuações sazonais e oscilações de curto prazo.<ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === O indicador possui cobertura nacional e pode ser calculado para Brasil, Grandes Regiões, Unidades da Federação, regiões de saúde e municípios. A granularidade recomendada pela ficha RIPSA é o município.<ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A taxa pode ser analisada segundo município de residência, ano de referência, sexo, faixa etária, cor ou raça, grupo de causas de CSAP, diagnóstico principal segundo a CID-10, tipo de internação, local de ocorrência e rede assistencial.<ref name="RIPSA2026" /> Essas categorias permitem identificar padrões de morbidade hospitalar sensível à atenção primária e subsidiar ações de planejamento, monitoramento e avaliação.<ref name="Alfradique2009" /> == Leitos Hospitalares == === Definição === O indicador '''Leitos hospitalares por população''' expressa a relação entre o número de leitos hospitalares disponíveis para internação e a população residente, em determinado território e período. É apresentado como o número de leitos por mil habitantes e representa uma medida da capacidade instalada de internação do sistema de saúde. Seu uso permite avaliar a suficiência da oferta hospitalar e comparar a disponibilidade de leitos entre regiões e períodos.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSCNES">Brasil. Ministério da Saúde. ''Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES)''. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: https://cnes.datasus.gov.br/.</ref> === Unidade de medida === Número de leitos hospitalares por 1.000 habitantes. === Fontes de dados === As informações sobre leitos hospitalares são obtidas no '''Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES)''', do Ministério da Saúde. O denominador populacional é obtido a partir das estimativas e projeções demográficas do '''Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)'''.<ref name="MSCNES" /> <ref name="IBGE" /> === Método de cálculo === O indicador é calculado pela razão entre o número de leitos hospitalares disponíveis e a população residente no mesmo território e período, multiplicada por 1.000. <math>LH = \frac{N_{leitos}}{P} \times 1000</math> onde: LH = leitos hospitalares por 1.000 habitantes N₍leitos₎ = número de leitos hospitalares disponíveis P = população residente No cálculo, consideram-se os leitos existentes em estabelecimentos cadastrados no CNES. Segundo a RIPSA, não são incluídos no cômputo alguns tipos específicos de leitos, como os de '''acolhimento noturno''', '''reabilitação''', '''suporte ventilatório pulmonar''' e '''UTI COVID-19 específica'''.<ref name="RIPSA2026" /> === Exemplo (Brasil, 2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Região !! Leitos hospitalares (CNES, dez/2022) !! População (Censo 2022) !! Leitos por 1.000 habitantes |- | '''Norte''' || 32.480 || 18.906.962 || 1,72 |- | '''Nordeste''' || 98.215 || 54.644.582 || 1,80 |- | '''Sudeste''' || 201.320 || 84.847.187 || 2,37 |- | '''Sul''' || 72.890 || 29.933.315 || 2,44 |- | '''Centro-Oeste''' || 35.430 || 16.298.734 || 2,17 |- | '''Brasil''' || 440.335 || 203.062.512 || 2,17 |} Fontes: Ministério da Saúde – CNES/DATASUS (dezembro de 2022); IBGE – Censo Demográfico 2022. === Interpretação === O indicador expressa a disponibilidade potencial de internação hospitalar para a população residente. Valores mais elevados indicam maior oferta de leitos por habitante, enquanto valores mais baixos podem sinalizar restrição da capacidade instalada. Sua interpretação deve considerar a composição e o tipo dos leitos disponíveis, a distribuição territorial da oferta, o perfil epidemiológico da população e a articulação com outros indicadores, como taxa de ocupação, tempo médio de permanência e produção hospitalar. Diferenças regionais podem refletir desigualdades estruturais na rede de atenção à saúde.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Usos principais === * Avaliar a capacidade instalada de internação hospitalar. * Comparar a disponibilidade de leitos entre regiões e períodos. * Subsidiar o planejamento e a regionalização da rede hospitalar. * Identificar desigualdades territoriais na oferta de recursos assistenciais. * Apoiar análises de suficiência da infraestrutura hospitalar. <ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Interface com a Informática em Saúde === O indicador depende da atualização regular do CNES e da integração entre bases cadastrais, assistenciais e populacionais. Na informática em saúde, sua utilidade aumenta quando associado a sistemas de regulação, painéis de monitoramento e ferramentas de análise da capacidade instalada e do uso dos leitos.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="Mantas2016" /> === Limitações === * Depende da qualidade e da atualização dos registros do CNES. * Não expressa, isoladamente, a utilização efetiva dos leitos. * Pode haver discrepância entre leitos cadastrados e leitos efetivamente operacionais. * A interpretação isolada pode ser insuficiente, pois não considera ocupação, rotatividade, tempo de permanência e perfil assistencial. * Diferenças na composição dos tipos de leitos podem dificultar comparações diretas entre territórios.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSCNES" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Periodicidade === Os dados do CNES são atualizados continuamente e podem ser analisados com periodicidade mensal ou anual. Para comparações entre territórios e séries históricas, o uso anual tende a ser o mais apropriado.<ref name="MSCNES" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === O indicador pode ser calculado para Brasil, grandes regiões, unidades da federação, regiões de saúde e municípios, conforme a disponibilidade e a qualidade dos dados cadastrais e populacionais.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSCNES" /> <ref name="IBGE" /> === Categorias sugeridas para análise === O indicador pode ser analisado segundo: * tipo de leito * vínculo ao SUS * natureza jurídica do estabelecimento * localização geográfica * esfera administrativa * ano de referência <ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSCNES" /> == Cobertura de Planos Privados de Saúde == === Definição === A Cobertura de Planos Privados de Saúde expressa a proporção da população residente que possui vínculo ativo a algum plano ou seguro de assistência médica, hospitalar ou odontológica. O indicador mede o grau de participação da saúde suplementar na cobertura populacional de um território, em determinado período. Reflete a inserção da população no setor privado de saúde e permite avaliar a relação entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e o setor suplementar, bem como desigualdades de acesso aos serviços de saúde entre grupos sociais e regiões.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="ANS">Agência Nacional de Saúde Suplementar. ''Sala de Situação''. Rio de Janeiro: ANS. Disponível em: https://www.gov.br/ans/pt-br/assuntos/analise-de-situacao/sala-de-situacao.</ref> === Unidade de medida === Percentual (%), representando a proporção de pessoas cobertas por planos ou seguros privados de assistência à saúde em relação à população total residente em determinado território e período. O resultado é apresentado com uma ou duas casas decimais, permitindo comparações entre regiões e períodos e a análise da participação do setor suplementar no sistema de saúde brasileiro.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="ANS" /> === Fontes de dados === As informações para o cálculo da Cobertura de Planos Privados de Saúde são obtidas a partir dos registros administrativos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula e supervisiona o setor de planos e seguros de saúde no Brasil. Os dados são provenientes do Sistema de Informações de Beneficiários (SIB/ANS), que reúne o número de vínculos ativos por tipo de plano, operadora e local de residência do beneficiário. Fontes complementares: * Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – utilizado para o denominador populacional. * Pesquisas domiciliares, como a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), que podem complementar a análise da cobertura autorreferida. * Bases da saúde suplementar e relatórios analíticos da ANS. Essas fontes permitem monitorar a expansão ou retração da cobertura suplementar e sua distribuição territorial e social.<ref name="ANS" /> <ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === O indicador é calculado pela razão entre o número de vínculos ativos a planos privados de assistência à saúde e a população residente no mesmo território e período, multiplicada por 100. <math>CPS = \frac{N_{beneficiarios}}{P} \times 100</math> onde: CPS = cobertura de planos privados de saúde (%) N₍beneficiarios₎ = número de beneficiários com vínculo ativo a planos privados de saúde P = população residente no mesmo território e período O cálculo pode ser realizado para o total de beneficiários ou segundo tipos específicos de cobertura, como assistência médica, hospitalar ou odontológica. Dica: em planilhas eletrônicas (como o Excel), o cálculo pode ser feito com a fórmula: `=(N_beneficiarios/P)*100` Por exemplo, se um estado possui 2.500.000 beneficiários de planos privados e uma população de 10.000.000 habitantes, a cobertura será de 25,0%.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="ANS" /> === Exemplo (Brasil, 2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Região !! Beneficiários de planos médico-hospitalares !! População residente !! Cobertura (%) |- | '''Norte''' || 2.060.000 || 18.906.962 || 10,9 |- | '''Nordeste''' || 7.420.000 || 54.644.582 || 13,6 |- | '''Sudeste''' || 28.940.000 || 84.847.187 || 34,1 |- | '''Sul''' || 8.160.000 || 29.933.315 || 27,3 |- | '''Centro-Oeste''' || 4.620.000 || 16.298.734 || 28,3 |- | '''Brasil''' || 51.200.000 || 203.062.512 || 25,2 |} Fontes: Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS (2022); IBGE – Censo Demográfico 2022. Os dados indicam que: * A cobertura de planos privados de saúde é mais elevada nas regiões '''Sudeste''', '''Centro-Oeste''' e '''Sul'''. * As regiões '''Norte''' e '''Nordeste''' apresentam menor inserção da saúde suplementar. * O padrão reflete desigualdades socioeconômicas e a distribuição diferenciada da oferta de serviços privados de saúde no território nacional. === Interpretação === O indicador expressa a participação relativa da saúde suplementar na cobertura da população. Valores mais elevados indicam maior presença de planos privados de saúde em determinado território, o que pode refletir maior renda média, maior formalização do mercado de trabalho e maior oferta de operadoras e serviços privados. Valores mais baixos sugerem maior dependência exclusiva do SUS e menor inserção do setor suplementar. A interpretação deve considerar diferenças regionais, perfil socioeconômico da população, estrutura do mercado de trabalho e composição etária, pois esses fatores influenciam a adesão a planos privados. A cobertura por planos privados não substitui a necessidade de análise da oferta efetiva e do uso dos serviços, nem elimina a centralidade do SUS no cuidado à saúde da população brasileira.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="ANS" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Usos principais === * Avaliar a participação da saúde suplementar na cobertura populacional. * Comparar desigualdades regionais e sociais na inserção em planos privados de saúde. * Subsidiar análises sobre a relação entre o SUS e o setor suplementar. * Apoiar o planejamento e a regulação do sistema de saúde. * Monitorar tendências temporais de expansão ou retração da cobertura privada.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="ANS" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Interface com a Informática em Saúde === O monitoramento desse indicador depende de bases cadastrais atualizadas, integração entre dados administrativos e denominadores populacionais confiáveis. Na informática em saúde, a articulação entre sistemas da ANS, bases populacionais e plataformas analíticas permite acompanhar a distribuição territorial da saúde suplementar e apoiar decisões regulatórias e de planejamento.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="Mantas2016" /> === Limitações === * O indicador mede cobertura contratual, não uso efetivo dos serviços. * Um mesmo indivíduo pode possuir mais de um vínculo, gerando possibilidade de superestimação. * A cobertura varia conforme renda, emprego formal e oferta regional de operadoras. * Não expressa integralidade da assistência nem qualidade do cuidado oferecido. * Deve ser interpretado em conjunto com outros indicadores de acesso, utilização e capacidade instalada.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="ANS" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Periodicidade === Os dados da ANS são atualizados periodicamente e permitem acompanhamento mensal e anual da cobertura da saúde suplementar. Para comparações entre territórios e séries históricas, a periodicidade anual tende a ser a mais utilizada.<ref name="ANS" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === O indicador pode ser calculado para Brasil, grandes regiões, unidades da federação e municípios, conforme a disponibilidade dos dados da ANS e dos denominadores populacionais.<ref name="ANS" /> <ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A cobertura de planos privados de saúde pode ser analisada segundo: * tipo de plano * segmentação assistencial * faixa etária * sexo * localização geográfica * ano de referência * vínculo empregatício, quando disponível<ref name="RIPSA2026" /><ref name="ANS" /> == Gastos em Saúde == === Definição === O indicador '''Percentual da Despesa Total em Saúde Destinada a Cada Nível de Atenção''' expressa a distribuição dos recursos financeiros aplicados em saúde segundo os níveis de atenção do sistema: Atenção Primária à Saúde (APS) e Média e Alta Complexidade (MAC). Corresponde à proporção do gasto público total em saúde alocada para cada nível assistencial, em determinado território e período. O indicador permite avaliar o equilíbrio do financiamento entre os componentes da rede de atenção, contribuindo para a análise da priorização da APS e da sustentabilidade do sistema de saúde. A comparação entre APS e MAC auxilia na identificação de tendências de investimento e na verificação da coerência entre a alocação de recursos e as diretrizes de regionalização e integralidade do SUS.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="SIOPS">Brasil. Ministério da Saúde. ''Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS)''. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: https://siops.saude.gov.br/.</ref> === Unidade de medida === Percentual (%), representando a proporção da despesa total em saúde destinada a cada nível de atenção no sistema: * Atenção Primária à Saúde (APS) * Média e Alta Complexidade (MAC) O valor é calculado em relação à despesa total em ações e serviços públicos de saúde (ASPS) realizada pelo ente federativo no período de referência. A soma dos percentuais de APS e MAC tende a se aproximar de 100%, podendo haver pequenas variações devido à existência de outras categorias orçamentárias, como vigilância em saúde e gestão do SUS.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="SIOPS" /> === Fontes de dados === As informações para o cálculo do indicador são obtidas a partir do '''Fundo Nacional de Saúde (FNS)''', do Ministério da Saúde, que consolida os repasses e pagamentos realizados em ações e serviços públicos de saúde segundo os blocos de financiamento. Os dados permitem identificar os valores destinados à Atenção Primária à Saúde (APS) e à Média e Alta Complexidade (MAC), conforme a execução orçamentária e financeira federal. Fontes complementares: * Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS) – utilizado para análises de consolidação orçamentária nas três esferas de governo. * Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – utilizado para contextualização demográfica e macroeconômica. * Tesouro Nacional e secretarias estaduais e municipais de saúde – fontes de validação e detalhamento da execução orçamentária local. O uso do FNS é útil para refletir a aplicação dos recursos nos blocos APS e MAC, especialmente no monitoramento de transferências fundo a fundo e da execução direta do Ministério da Saúde.<ref name="MSFNS">Brasil. Ministério da Saúde. ''Fundo Nacional de Saúde (FNS)''. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: https://portalfns.saude.gov.br/.</ref> <ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === O indicador é calculado a partir da razão entre o montante de recursos financeiros aplicados em cada nível de atenção (APS e MAC) e o total das despesas em ações e serviços públicos de saúde (ASPS), multiplicada por 100. <math>P_{nivel} = \frac{D_{nivel}}{D_{total}} \times 100</math> onde: P₍nível₎ = percentual da despesa total destinada a cada nível de atenção (APS ou MAC) D₍nível₎ = despesa executada no respectivo nível de atenção D₍total₎ = total de despesas em ações e serviços públicos de saúde As despesas de cada nível são obtidas nos registros de execução orçamentária do Fundo Nacional de Saúde, que classifica os pagamentos e transferências segundo os blocos de financiamento: * Atenção Primária à Saúde (APS) * Média e Alta Complexidade (MAC) O cálculo pode ser feito para a União, estados, municípios ou para o conjunto do país, conforme a disponibilidade de dados. Dica: em planilhas eletrônicas (como o Excel), o cálculo pode ser feito com as fórmulas: Para APS: `=(Despesa_APS/Despesa_Total)*100` Para MAC: `=(Despesa_MAC/Despesa_Total)*100` Exemplo: se um estado aplicou R$ 600 milhões em APS e R$ 1,4 bilhão em MAC, sobre um total de R$ 2 bilhões em ASPS, os percentuais serão 30% para APS e 70% para MAC.<ref name="MSFNS" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Exemplo (Brasil, 2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Região !! Despesa total em saúde (R$ milhões) !! Atenção Primária (APS) !! Média/Alta Complexidade (MAC) !! % APS !! % MAC !! Razão MAC/APS |- | '''Norte''' || 38.620 || 13.260 || 21.570 || 34,3 || 55,9 || 1,63 |- | '''Nordeste''' || 107.430 || 39.820 || 57.480 || 37,1 || 53,5 || 1,44 |- | '''Sudeste''' || 183.750 || 55.620 || 114.830 || 30,3 || 62,5 || 2,06 |- | '''Sul''' || 68.940 || 21.760 || 40.910 || 31,6 || 59,4 || 1,88 |- | '''Centro-Oeste''' || 32.860 || 10.940 || 18.440 || 33,3 || 56,1 || 1,68 |- | '''Brasil''' || 431.600 || 141.400 || 253.200 || 32,8 || 58,7 || 1,79 |} Fontes: Ministério da Saúde – FNS / SIOPS / DATASUS (2022); IBGE – ''Censo Demográfico 2022''. Os dados mostram que: * Em 2022, aproximadamente 59% das despesas em saúde foram destinadas à Média e Alta Complexidade, enquanto cerca de 33% corresponderam à Atenção Primária. * A relação MAC/APS foi de 1,79. * As regiões Sudeste e Sul apresentaram maior concentração relativa de recursos na atenção especializada, enquanto Norte e Nordeste dedicaram proporção relativamente maior à atenção básica.<ref name="MSFNS" /> <ref name="SIOPS" /> <ref name="IBGE" /> === Interpretação === O indicador expressa o equilíbrio entre os níveis de atenção à saúde no financiamento do sistema público. Valores mais elevados de gasto na Atenção Primária à Saúde indicam maior priorização das ações de promoção, prevenção e cuidado longitudinal. Já uma proporção muito alta de gastos na Média e Alta Complexidade pode refletir um modelo assistencial mais centrado em procedimentos especializados e hospitalares. A interpretação deve considerar o contexto epidemiológico, a estrutura da rede de serviços e a organização das responsabilidades entre as esferas de governo. O indicador não deve ser analisado isoladamente, mas em conjunto com outros marcadores de estrutura, acesso, utilização e desempenho da rede de atenção.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Usos principais === * Avaliar a distribuição do financiamento entre APS e MAC. * Monitorar tendências de priorização do gasto em saúde. * Comparar perfis de financiamento entre regiões e entes federativos. * Subsidiar o planejamento, a gestão e a avaliação das redes de atenção. * Apoiar análises sobre coerência entre financiamento e modelo assistencial do SUS.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /><ref name="MSFNS" /> === Interface com a Informática em Saúde === Na informática em saúde, esse indicador depende da integração entre bases orçamentárias, financeiras e assistenciais. Sua utilidade aumenta quando os dados do FNS e do SIOPS são analisados em conjunto com indicadores de produção, cobertura e desempenho, permitindo painéis analíticos sobre alocação de recursos e organização da rede de atenção.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="Mantas2016" /> === Limitações === As principais limitações do indicador estão relacionadas à classificação e ao registro das despesas nos sistemas orçamentários e financeiros. Embora o Fundo Nacional de Saúde permita identificar os blocos de financiamento, parte das despesas pode não estar claramente vinculada a um nível específico de atenção, dificultando a separação entre APS e MAC. Outras limitações incluem: * diferenças entre empenho, liquidação e pagamento, que podem gerar defasagens temporais nos valores registrados; * dificuldade de comparações diretas entre entes federativos, devido a variações na estrutura orçamentária e nas fontes de financiamento; * possibilidade de reclassificação contábil de despesas; * exclusão de gastos do setor privado e de outras fontes não orçamentárias; * falta de uniformidade na identificação de gastos mistos, que envolvem simultaneamente APS e MAC. Essas limitações exigem cautela na interpretação dos resultados e reforçam a necessidade de análises complementares.<ref name="MSFNS" /> <ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Periodicidade === Os dados sobre despesas em saúde executadas pelo Fundo Nacional de Saúde são atualizados mensalmente, com consolidação anual dos valores executados por bloco de financiamento. O indicador pode ser calculado mensal, trimestral ou anualmente, conforme o objetivo da análise. A periodicidade anual é a mais utilizada em estudos e relatórios de gestão, por reduzir variações sazonais e permitir a comparação entre exercícios financeiros.<ref name="MSFNS" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === O indicador possui cobertura nacional e pode ser analisado para Brasil, grandes regiões, unidades da federação, regiões de saúde e municípios, conforme a disponibilidade dos registros financeiros. A base do FNS permite acompanhar a execução orçamentária e financeira por ente federativo e por bloco de financiamento, favorecendo análises comparativas entre localidades e períodos.<ref name="MSFNS" /> <ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === O indicador pode ser analisado segundo: * nível de atenção (APS, MAC) * esfera administrativa * localização geográfica * tipo de gestão * modalidade de repasse * ano de exercício financeiro<ref name="MSFNS" /> <ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> == Referências == <references /> 2eak9evergpf9x4me0pqbos8759j3zf 182908 182907 2026-05-26T12:50:46Z Silvamt 34408 /* Taxa de internação hospitalar (SUS) por condições sensíveis à atenção primária */ 182908 wikitext text/x-wiki Página de apoio do componente curricular "Informação e Informática em Saúde" da Universidade de Brasília. A informação em saúde resulta da coleta, organização e interpretação de dados que, isoladamente, não possuem significado analítico. Quando processados segundo critérios técnicos, esses dados transformam-se em informações úteis à formulação, implementação e avaliação de políticas e ações de saúde pública. Os sistemas de informação em saúde integram métodos, recursos humanos e tecnologias voltados à coleta, processamento, análise e disseminação de informações necessárias à gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).<ref name="RIPSA2026">Organização Pan-Americana da Saúde; Rede Interagencial de Informações para a Saúde. ''Indicadores Básicos para a Saúde no Brasil: conceitos e aplicações''. 3. ed. Brasília, DF: OPAS, 2026.</ref> A informática em saúde refere-se à aplicação das tecnologias da informação e comunicação para o registro, armazenamento, análise e disseminação de dados de interesse sanitário. Essa área engloba sistemas computacionais, bancos de dados e redes digitais que permitem o monitoramento de indicadores e o suporte às decisões clínicas e de gestão.<ref name="Mantas2016">Mantas J. Biomedical and Health Informatics Education – the IMIA Years. ''Yearbook of Medical Informatics''. 2016:S92-S102. doi:10.15265/IY-2016-032.</ref> O componente curricular Informação e Informática em Saúde aborda os fundamentos conceituais e metodológicos da produção e uso de informações em saúde, bem como os princípios de qualidade dos dados e ética da informação. Inclui o estudo de sistemas nacionais de informação em saúde (SIM, SINASC, SINAN, SIH/SUS, SIA/SUS, CNES, SIOPS) e discute o papel das tecnologias digitais no planejamento, vigilância e avaliação das ações do SUS.<ref name="MSUFG2015">Brasil. Ministério da Saúde; Universidade Federal de Goiás. ''Análise de Situação de Saúde''. Brasília: Ministério da Saúde, 2015.</ref> <ref name="IMIA2023">Bichel-Findlay J, Koch S, Mantas J, et al. Recommendations of the International Medical Informatics Association (IMIA) on Education in Biomedical and Health Informatics: Second Revision. ''International Journal of Medical Informatics''. 2023;170:104908. doi:10.1016/j.ijmedinf.2022.104908.</ref> Na perspectiva da informática em saúde, a utilidade desses indicadores depende da padronização conceitual, da interoperabilidade entre sistemas, da qualidade dos registros, da rastreabilidade das transformações analíticas e da proteção ética das informações. O uso de prontuários eletrônicos, bancos de dados, tabuladores, painéis interativos e rotinas automatizadas de análise amplia a capacidade de monitoramento e apoio à decisão no SUS, mas também exige governança da informação, documentação de metadados e avaliação contínua da completude, consistência e oportunidade dos dados.<ref name="Mantas2016" /> <ref name="IMIA2023" /> As informações populacionais utilizadas nos sistemas de saúde derivam das projeções e estimativas demográficas produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fundamentais para o cálculo de indicadores epidemiológicos e de gestão.<ref name="IBGE">Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. ''Censo Demográfico 2022''; ''Projeções e estimativas da população''. Rio de Janeiro: IBGE. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/.</ref> == População Total == === Definição === Número total de habitantes residentes em determinado território (município, estado, região ou país) em uma data de referência. Corresponde à soma das populações de ambos os sexos e de todas as idades residentes no espaço geográfico considerado. É a medida demográfica básica utilizada como denominador na maioria dos indicadores de saúde e como referência para o planejamento de políticas públicas.<ref name="RIPSA2026" /> No Brasil, os dados oficiais são produzidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos Censos Demográficos e nas estimativas populacionais intercensitárias.<ref name="IBGE" /> === Unidade de medida === * Habitantes. === Fontes de dados === As informações sobre população total são produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), órgão responsável pelas estatísticas demográficas do país. As principais bases utilizadas são: * Censos Demográficos – realizados a cada dez anos, constituem a fonte mais completa de contagem direta da população. * Contagens Populacionais – levantamentos realizados em anos intercensitários. * Estimativas e Projeções Populacionais – atualizadas anualmente, calculadas com base em nascimentos, óbitos e migrações. Os dados do IBGE são incorporados aos sistemas de informação do Sistema Único de Saúde (SUS), como o DATASUS (TABNET e TABWIN), que utilizam as estimativas populacionais para o cálculo de indicadores de saúde.<ref name="IBGE" /> O Ministério da Saúde também integra essas informações às análises de situação de saúde (ASIS) e às políticas públicas de planejamento sanitário.<ref name="MSUFG2015" /> === Método de cálculo === A População Total é obtida por meio de dois procedimentos principais: # Contagem direta durante o Censo Demográfico, realizada pelo IBGE a cada dez anos, com visita a todos os domicílios do país. # Estimativas e projeções intercensitárias, calculadas a partir das informações de nascimentos, óbitos e migrações, utilizando métodos demográficos e modelos estatísticos de crescimento populacional. As projeções utilizam como base o último censo disponível e são atualizadas anualmente, garantindo a continuidade das séries históricas. Essas estimativas são aplicadas no cálculo de indicadores epidemiológicos, como taxas de mortalidade e incidência de doenças, e em análises de situação de saúde.<ref name="RIPSA2026" /><ref name="IBGE" /> === Exemplo (Censo 2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Município !! Unidade Federativa !! População Total (habitantes) !! Densidade Demográfica (hab/km²) |- | '''Manaus''' || Amazonas (AM) || 2.063.689 || 181,01 |- | '''Piripiri''' || Piauí (PI) || 65.538 || 46,57 |- | '''Campinas''' || São Paulo (SP) || 1.139.047 || 1.433,54 |- | '''Tramandaí''' || Rio Grande do Sul (RS) || 54.387 || 380,65 |- | '''Novo Gama''' || Goiás (GO) || 103.804 || 539,84 |} Esses valores evidenciam diferenças regionais significativas: * '''Campinas (SP)''' possui alta densidade demográfica, reflexo de urbanização consolidada. * '''Piripiri (PI)''' apresenta dispersão populacional e menor concentração territorial. * '''Novo Gama (GO)''' tem área reduzida e densidade elevada. * '''Manaus (AM)''' combina grande população absoluta e densidade moderada devido à extensa área municipal. === Interpretação === A População Total expressa o tamanho e a distribuição dos habitantes em um território, servindo como referência para a análise de condições de vida, cobertura de serviços e necessidades em saúde. A variação desse indicador ao longo do tempo reflete o ritmo de crescimento demográfico e o impacto de fatores como natalidade, mortalidade e migração. A análise da população total permite identificar desigualdades regionais, áreas de crescimento acelerado e locais em declínio populacional. Essas informações orientam a distribuição de recursos, o planejamento da atenção básica e a alocação de infraestrutura em saúde. O Brasil apresenta um processo avançado de transição demográfica, caracterizado pela redução da fecundidade, aumento da expectativa de vida e envelhecimento populacional. Essas transformações alteram o perfil epidemiológico e exigem ajustes nas políticas públicas, com ênfase crescente nas doenças crônicas e no cuidado de longo prazo.<ref name="MSUFG2015" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Usos principais === A População Total é utilizada como base para a maioria dos indicadores demográficos e epidemiológicos. Serve como denominador no cálculo de taxas e proporções, como mortalidade, natalidade, incidência e prevalência de doenças. Também é essencial para o planejamento e a avaliação de políticas públicas de saúde, educação e saneamento. Em análises de situação de saúde (ASIS), o tamanho populacional é utilizado para identificar áreas prioritárias, estimar coberturas de programas e dimensionar a oferta de serviços. Os gestores utilizam essas informações para planejar a rede assistencial, distribuir equipes e recursos, e avaliar desigualdades regionais. Além disso, a População Total é usada em projeções demográficas e em estudos de impacto de políticas públicas sobre o perfil populacional e o sistema de saúde.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi">PEREIRA, Maurício Gomes. ''Epidemiologia: teoria e prática''. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018.</ref> === Interface com a Informática em Saúde === A incorporação desse indicador à informática em saúde depende da integração entre bases demográficas e sistemas assistenciais, de vigilância e financeiros do SUS. Em painéis e sistemas de apoio à decisão, o denominador populacional precisa estar versionado por ano e território, para que taxas calculadas em bases como SIM, SINAN, SIH/SUS ou SIA/SUS permaneçam comparáveis, reproduzíveis e auditáveis.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="Mantas2016" /> === Limitações === A principal limitação da População Total é a defasagem temporal dos censos demográficos, realizados a cada dez anos, o que pode gerar estimativas desatualizadas em períodos intercensitários. As projeções populacionais dependem de modelos estatísticos baseados em taxas de natalidade, mortalidade e migração, sujeitos a incertezas. Pode ocorrer subenumeração de pessoas, especialmente em áreas rurais, periferias urbanas e comunidades de difícil acesso. Revisões metodológicas do IBGE também podem alterar séries históricas e comprometer comparações entre diferentes períodos. Em municípios pequenos, pequenas variações absolutas podem gerar grandes diferenças percentuais, exigindo cautela na interpretação de tendências.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Periodicidade === Os Censos Demográficos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) têm periodicidade decenal, ou seja, são aplicados a cada dez anos. Entre um censo e outro, o IBGE publica estimativas intercensitárias anuais que atualizam as informações populacionais e permitem a manutenção das séries históricas. Essas estimativas são amplamente utilizadas nos sistemas de informação em saúde para o cálculo de indicadores e o planejamento de ações, garantindo a continuidade das análises mesmo fora dos anos censitários.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === As informações sobre população total têm cobertura nacional e estão disponíveis para diferentes níveis geográficos. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) permitem desagregações por: * Brasil (total nacional) * Grandes Regiões * Unidades da Federação * Regiões Metropolitanas * Municípios e Distritos * Setores censitários e áreas urbanas ou rurais Essa abrangência possibilita comparações entre diferentes escalas territoriais e o monitoramento de desigualdades regionais na distribuição da população.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A População Total pode ser analisada segundo diferentes variáveis demográficas e territoriais, permitindo identificar padrões e desigualdades populacionais. As principais categorias de desagregação recomendadas são: * Sexo (masculino, feminino) * Faixa etária (crianças, adultos, idosos) * Situação de domicílio (urbano, rural) * Localização geográfica (regiões, estados, municípios) * Grupos populacionais específicos (indígenas, quilombolas, ribeirinhos e outros) Essas categorias possibilitam análises comparativas e subsidiar o planejamento em saúde e a formulação de políticas públicas voltadas a diferentes perfis populacionais.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> == Razão de sexo == === Definição === A '''razão de sexo''' é um indicador demográfico da dimensão '''População'''. Expressa a relação entre os contingentes populacionais masculino e feminino em uma população, em determinado lugar e período.<ref name="RIPSA2026" /> === Descrição === Esse indicador expressa a relação entre os contingentes populacionais masculino e feminino em uma população, em determinado lugar e período.<ref name="RIPSA2026" /> === Fórmula geral === Uma forma usual de apresentação da razão de sexo é: <math> \text{Razão de sexo} = \frac{\text{população masculina}}{\text{população feminina}} \times 100 </math> O resultado indica o número de homens para cada 100 mulheres. === Interpretação === De modo geral: * valor maior que 100: maior número de homens que de mulheres; * valor igual a 100: equilíbrio numérico entre os sexos; * valor menor que 100: maior número de mulheres que de homens. === Contexto no sistema de indicadores === Indicadores de saúde são medidas-síntese que reúnem informação relevante sobre atributos e dimensões do estado de saúde da população e do desempenho do sistema de saúde. Sua construção requer conceitos operacionais definidos e procedimentos padronizados de cálculo, de modo a garantir comparabilidade e interpretação adequada.<ref name="RIPSA2026" /> === Utilidade === Esse indicador pode ser utilizado para: * descrever a estrutura demográfica da população; * apoiar análises por sexo; * contextualizar outros indicadores populacionais e de saúde; * comparar territórios e períodos, considerando a fonte e o método de cálculo.<ref name="RIPSA2026" /> === Cuidados de interpretação === A interpretação requer atenção à qualidade dos dados, à padronização conceitual e à comparabilidade entre fontes, períodos e territórios. Entre os atributos relevantes estão validade, confiabilidade, mensurabilidade, relevância, integridade, completude e consistência interna.<ref name="RIPSA2026" /> === Distinções conceituais === A expressão '''razão de sexo''' pode assumir significados distintos conforme a população analisada. * Na demografia geral, refere-se à relação entre homens e mulheres na população total. * Na literatura sobre nascimentos, pode referir-se à '''razão de sexo ao nascer''', definida como a razão entre nascidos vivos do sexo masculino e feminino. === Fonte de informação === A produção desse indicador depende de fontes populacionais oficiais e de projeções demográficas, utilizadas para descrever a composição da população segundo sexo e outras características básicas.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> == Pirâmides Etárias == === Definição === A Pirâmide Etária é uma representação gráfica da estrutura populacional de uma localidade, distribuída por sexo e grupos de idade. É construída em formato de barras horizontais, em que um lado representa a população masculina e o outro, a feminina, permitindo visualizar a composição etária e o equilíbrio entre os sexos. A forma da pirâmide reflete o estágio do processo de transição demográfica: * bases largas indicam populações jovens, com altas taxas de natalidade; * bases estreitas e topos alargados indicam populações envelhecidas, com baixa fecundidade e aumento da longevidade. Esse tipo de gráfico é amplamente utilizado em análises de situação de saúde, pois permite identificar tendências de envelhecimento, fecundidade, mortalidade e transição epidemiológica ao longo do tempo.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Finalidade === A Pirâmide Etária tem como finalidade demonstrar a distribuição da população segundo idade e sexo, permitindo compreender a estrutura etária e as transformações demográficas de um território ao longo do tempo. Essa visualização facilita a identificação de tendências de crescimento, envelhecimento e variações nos padrões de fecundidade e mortalidade. A partir da forma da pirâmide, é possível inferir o estágio da transição demográfica e planejar ações de saúde voltadas a diferentes faixas etárias. Por exemplo, pirâmides com base larga indicam maior necessidade de serviços materno-infantis, enquanto pirâmides com topo alargado evidenciam a demanda crescente por atenção à saúde do idoso e doenças crônicas não transmissíveis.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Fontes de dados === As informações utilizadas na construção das pirâmides etárias são provenientes de levantamentos demográficos que registram a população por idade e sexo. As principais fontes de dados no Brasil são: * Censos Demográficos – realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a cada dez anos. * Estimativas e Projeções Populacionais – publicadas anualmente pelo IBGE, baseadas em métodos demográficos que consideram natalidade, mortalidade e migração. * Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) – fornece estimativas anuais complementares sobre a estrutura etária. * DATASUS/RIPSA – oferece indicadores derivados da estrutura etária da população, como índices de envelhecimento e razões de dependência. Essas bases permitem análises temporais e espaciais da composição etária e subsidiar estudos sobre transição demográfica e epidemiológica.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Construção gráfica === A Pirâmide Etária é construída em um gráfico de barras horizontais que apresenta a distribuição da população segundo sexo e grupos de idade. A estrutura do gráfico segue as seguintes convenções: * O eixo vertical (y) representa os grupos etários, geralmente em intervalos de cinco anos (0–4, 5–9, 10–14, etc.). * O eixo horizontal (x) mostra a população absoluta ou percentual de cada grupo etário. * O lado esquerdo representa a população masculina e o lado direito, a feminina. A pirâmide pode ser elaborada a partir de números absolutos ou relativos. A representação em percentuais é útil para comparar diferentes localidades ou períodos, pois elimina o efeito do tamanho total da população. Softwares estatísticos e planilhas eletrônicas permitem gerar automaticamente esse tipo de gráfico a partir das tabelas populacionais do IBGE.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Exemplo visual === A figura a seguir ilustra a pirâmide etária da população brasileira com base nos dados do Censo Demográfico de 2022. [https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/22827-censo-demografico-2022.html Ver gráfico no site do IBGE] A pirâmide mostra uma base mais estreita e um topo progressivamente mais alargado em comparação aos censos anteriores, refletindo o envelhecimento da população brasileira e a redução das taxas de fecundidade. Essas transformações indicam a transição demográfica em curso no país, com impactos diretos sobre o perfil de morbimortalidade e a demanda por serviços de saúde.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Interpretação === A forma da pirâmide etária revela o estágio demográfico e o comportamento populacional de uma localidade. A análise do formato permite inferir tendências de fecundidade, mortalidade, migração e envelhecimento. * Base larga e topo estreito – indica população jovem, com altas taxas de natalidade e mortalidade. * Base e topo equilibrados – representa população em transição, com redução da fecundidade e aumento da expectativa de vida. * Base estreita e topo alargado – caracteriza população envelhecida, com baixa fecundidade e maior longevidade. Diferenças entre os lados masculino e feminino podem indicar desigualdades na mortalidade ou fluxos migratórios seletivos por sexo. A pirâmide também auxilia na compreensão da demanda por serviços de saúde: populações jovens exigem maior cobertura materno-infantil, enquanto populações envelhecidas demandam ampliação da atenção às doenças crônicas e aos cuidados de longa duração.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Usos principais === A pirâmide etária é utilizada em análises demográficas e epidemiológicas para compreender a estrutura e a dinâmica da população. Entre os principais usos estão: * Avaliar o processo de envelhecimento populacional e suas implicações para o sistema de saúde. * Planejar a oferta de serviços, como atenção materno-infantil, pediatria, geriatria e reabilitação. * Subsidiar políticas de previdência social, educação e trabalho, de acordo com a composição etária. * Analisar o impacto de políticas demográficas e sanitárias ao longo do tempo. * Comparar estruturas populacionais entre regiões e períodos censitários. A pirâmide também é utilizada como ferramenta de comunicação visual em relatórios de análise de situação de saúde (ASIS), facilitando a interpretação de dados populacionais por gestores e profissionais.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Interface com a Informática em Saúde === Na informática em saúde, as pirâmides etárias são frequentemente geradas por ferramentas de visualização, bancos analíticos e rotinas automatizadas de tabulação. Sua utilidade aumenta quando os dados podem ser filtrados por território, sexo, faixa etária e período, apoiando dashboards e relatórios interativos para gestão, vigilância e planejamento da rede de serviços.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="Mantas2016" /> === Limitações === A principal limitação das pirâmides etárias é a dependência de dados censitários, que são atualizados apenas a cada dez anos. Entre um censo e outro, as projeções populacionais podem apresentar imprecisões, especialmente em municípios pequenos ou com forte migração. Erros de declaração de idade ou de sexo durante a coleta censitária podem distorcer a forma do gráfico e gerar interpretações equivocadas. Além disso, a pirâmide etária não considera fatores qualitativos, como migração interna, condições socioeconômicas ou causas específicas de mortalidade. Em locais com baixa cobertura de registros vitais ou forte mobilidade populacional, é necessário interpretar o formato da pirâmide com cautela, complementando a análise com outras fontes de dados.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Periodicidade === A principal fonte de dados para a construção das pirâmides etárias é o Censo Demográfico, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a cada dez anos. Entre os censos, as estimativas e projeções populacionais são atualizadas anualmente, permitindo acompanhar as tendências etárias de forma contínua. Essas atualizações anuais permitem análises de situação de saúde, pois possibilitam estimar mudanças no perfil etário da população mesmo fora dos anos censitários.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === As informações necessárias para a elaboração das pirâmides etárias possuem cobertura nacional e estão disponíveis para diversos níveis territoriais. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disponibiliza dados desagregados por: * Brasil (total nacional) * Grandes Regiões * Unidades da Federação * Regiões Metropolitanas * Municípios e Distritos * Setores censitários, áreas urbanas e rurais Essa abrangência permite análises comparativas entre localidades e períodos censitários, possibilitando identificar padrões de envelhecimento e desigualdades demográficas regionais.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> == Taxa de Crescimento da População == === Definição === A Taxa de Crescimento da População expressa a variação percentual média anual do total de habitantes de um território em determinado período. Representa o ritmo de crescimento ou redução populacional, refletindo o balanço entre nascimentos, óbitos e migrações. Esse indicador permite avaliar a dinâmica populacional e compreender os fatores que influenciam o aumento ou a diminuição da população ao longo do tempo. Taxas positivas indicam crescimento, enquanto valores negativos refletem redução populacional, associada a baixa fecundidade, envelhecimento ou emigração.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Unidade de medida === Percentual (%), geralmente expresso como taxa média anual de crescimento da população em determinado período. A unidade percentual permite comparar o ritmo de crescimento entre diferentes regiões ou intervalos de tempo, independentemente do tamanho absoluto da população.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Fontes de dados === As informações utilizadas no cálculo da taxa de crescimento da população são produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As principais fontes são: * Censos Demográficos – realizados a cada dez anos e que fornecem a contagem direta da população. * Contagens Populacionais – levantamentos intercensitários que atualizam parcialmente os dados. * Estimativas e Projeções Populacionais – publicadas anualmente, baseadas em modelos demográficos que consideram nascimentos, óbitos e migrações. Essas informações são utilizadas para calcular a variação populacional entre dois períodos e estão disponíveis por município, unidade da federação e para o total do país.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === A taxa de crescimento da população é calculada pela variação percentual média anual do número de habitantes entre dois períodos. A fórmula geral é: <math>r = \left[\left(\frac{P_n}{P_0}\right)^{\frac{1}{t}} - 1\right] \times 100</math> onde: r = taxa média anual de crescimento populacional (%) P₀ = população no início do período Pₙ = população no final do período t = número de anos entre as duas observações O resultado indica o ritmo médio de crescimento da população por ano. Taxas positivas representam aumento populacional, enquanto taxas negativas indicam redução. O cálculo pode ser aplicado para o Brasil, regiões, estados ou municípios, desde que as populações inicial e final sejam provenientes da mesma fonte de dados. Dica: o cálculo pode ser realizado em planilhas eletrônicas (como o Excel) utilizando a seguinte fórmula: `=(((Pn/P0)^(1/t))-1)*100` Por exemplo, se a população passou de 100.000 para 120.000 habitantes em 10 anos, o resultado será uma taxa média anual de 1,84%.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Exemplo (Censo 2010–2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Município !! Unidade Federativa !! População 2010 !! População 2022 !! Taxa média anual de crescimento (%) !! Densidade demográfica 2022 (hab/km²) |- | '''Manaus''' || Amazonas (AM) || 1.802.014 || 2.063.689 || 1,13 || 181,01 |- | '''Piripiri''' || Piauí (PI) || 61.834 || 65.538 || 0,48 || 46,57 |- | '''Campinas''' || São Paulo (SP) || 1.080.113 || 1.139.047 || 0,45 || 1.433,54 |- | '''Tramandaí''' || Rio Grande do Sul (RS) || 41.297 || 54.387 || 2,22 || 380,65 |- | '''Novo Gama''' || Goiás (GO) || 95.018 || 103.804 || 0,75 || 539,84 |} Esses dados evidenciam o ritmo de crescimento e a concentração territorial da população: * '''Tramandaí (RS)''' apresentou o crescimento mais elevado, com densidade relativamente alta. * '''Manaus (AM)''' manteve crescimento consistente e densidade moderada. * '''Campinas (SP)''' mostrou ritmo estável, com densidade elevada típica de centros urbanos consolidados. * '''Piripiri (PI)''' e '''Novo Gama (GO)''' exibiram variações moderadas de crescimento e densidade. === Interpretação === A Taxa de Crescimento da População reflete o equilíbrio entre natalidade, mortalidade e migração em um território ao longo do tempo. Valores positivos indicam aumento populacional, enquanto valores negativos representam redução do número de habitantes. Taxas elevadas podem estar associadas à expansão urbana, à migração de pessoas em busca de oportunidades de trabalho ou a altos índices de fecundidade. Por outro lado, taxas baixas ou negativas podem indicar envelhecimento populacional, queda da fecundidade ou emigração. A análise da taxa de crescimento é importante para identificar o estágio da transição demográfica e compreender as demandas sociais e sanitárias de uma região. Crescimentos rápidos podem pressionar a infraestrutura urbana e os serviços de saúde, enquanto o crescimento reduzido exige adaptação das políticas públicas às populações envelhecidas.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Usos principais === A Taxa de Crescimento da População é utilizada para avaliar o ritmo de expansão ou declínio populacional e suas implicações sociais e sanitárias. Entre os principais usos estão: * Monitorar o crescimento urbano e as mudanças na distribuição da população. * Planejar políticas públicas de saúde, educação, habitação e saneamento. * Estimar a demanda futura por serviços e infraestrutura. * Analisar processos migratórios e transição demográfica. * Subsidiar projeções populacionais e estudos sobre envelhecimento. Em saúde pública, o indicador auxilia na estimativa de necessidades de atenção, na definição de metas e na interpretação de taxas derivadas (como mortalidade e incidência), garantindo que variações nos numeradores sejam avaliadas de forma proporcional ao tamanho populacional.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Interface com a Informática em Saúde === Do ponto de vista da informática em saúde, esse indicador depende de séries históricas consistentes, metadados claros sobre a fonte populacional e atualização automatizada dos denominadores. Ambientes analíticos integrados reduzem erros de cálculo e permitem recalcular indicadores derivados quando o IBGE revisa projeções, limites territoriais ou séries históricas.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Limitações === A taxa de crescimento depende diretamente da precisão das estimativas populacionais. Revisões metodológicas do IBGE, mudanças nos parâmetros de fecundidade e mortalidade ou erros de contagem podem afetar a comparabilidade entre períodos. Em municípios pequenos, pequenas variações absolutas podem gerar taxas percentuais elevadas, o que exige cautela na interpretação dos resultados. O indicador também não distingue as causas do crescimento, podendo mascarar variações decorrentes de fluxos migratórios ou mudanças demográficas específicas. Além disso, o intervalo decenal entre censos pode produzir defasagens nos dados, especialmente em áreas com crescimento acelerado ou de difícil acesso.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Periodicidade === A principal fonte de dados para o cálculo da taxa de crescimento da população é o Censo Demográfico, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a cada dez anos. Entre os censos, as estimativas intercensitárias são publicadas anualmente, possibilitando o acompanhamento contínuo das tendências populacionais. Essas estimativas anuais são usadas para manter atualizados os indicadores que dependem do tamanho da população, permitindo análises temporais consistentes e o planejamento de políticas públicas com base em dados recentes.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === A taxa de crescimento da população possui cobertura nacional e pode ser calculada para diferentes recortes territoriais, de acordo com a disponibilidade dos dados censitários e das estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As desagregações possíveis incluem: * Brasil (total nacional) * Grandes Regiões * Unidades da Federação * Regiões Metropolitanas * Municípios e Distritos Essa ampla cobertura permite identificar diferenças regionais no ritmo de crescimento populacional e subsidiar o planejamento de políticas públicas específicas para áreas em expansão ou declínio demográfico.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A análise da taxa de crescimento da população pode ser realizada considerando diferentes variáveis demográficas e territoriais. As principais categorias de desagregação recomendadas são: * Sexo (masculino, feminino) * Faixa etária (0–14, 15–64, 65 anos ou mais) * Situação do domicílio (urbano, rural) * Localização geográfica (regiões, estados, municípios) * Grupos populacionais específicos (indígenas, quilombolas, ribeirinhos e outros) Essas categorias permitem identificar desigualdades regionais e sociais no crescimento populacional, além de subsidiar o planejamento e a alocação de recursos conforme as características demográficas de cada território.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> == Índice de Envelhecimento == === Definição === O Índice de Envelhecimento expressa a razão entre a população idosa (com 60 anos ou mais de idade) e a população jovem (com menos de 15 anos), multiplicada por 100. Indica o grau de envelhecimento de uma população, ou seja, quantas pessoas idosas existem para cada 100 jovens em determinado território e período. Esse indicador é utilizado para acompanhar a transição demográfica e medir o ritmo de envelhecimento populacional, permitindo avaliar as implicações sociais e de saúde associadas ao aumento da longevidade e à redução da fecundidade.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Unidade de medida === Índice (razão multiplicada por 100), representando o número de pessoas idosas (60 anos ou mais) para cada 100 jovens (menores de 15 anos) em determinado território. O valor do índice é expresso em unidades simples, sem símbolo específico, mas usualmente apresentado como número inteiro ou decimal com uma casa.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Fontes de dados === As informações necessárias para o cálculo do Índice de Envelhecimento são obtidas a partir das estatísticas demográficas produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As principais fontes incluem: * Censos Demográficos – fornecem a contagem direta da população por idade e sexo, sendo a base primária para o cálculo do indicador. * Estimativas e Projeções Populacionais – publicadas anualmente, permitem atualizar o índice entre os censos. * Pesquisas domiciliares, como a PNAD Contínua – complementam as estimativas com informações recentes sobre a estrutura etária da população. Esses dados são amplamente utilizados por instituições de pesquisa, gestores públicos e organismos internacionais para monitorar o envelhecimento populacional e orientar políticas de saúde e previdência.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === O Índice de Envelhecimento é calculado pela razão entre a população idosa (60 anos ou mais) e a população jovem (menores de 15 anos), multiplicada por 100. A fórmula é: <math>IE = \frac{P_{60+}}{P_{0-14}} \times 100</math> onde: IE = índice de envelhecimento P₆₀₊ = população com 60 anos ou mais P₀₋₁₄ = população de 0 a 14 anos O resultado indica o número de pessoas idosas para cada 100 jovens em determinado território. Valores altos expressam um grau mais avançado de envelhecimento populacional, enquanto valores baixos indicam população predominantemente jovem. Dica: o cálculo pode ser realizado em planilhas eletrônicas (como o Excel) utilizando a fórmula: `=(P60mais/P0a14)*100` Por exemplo, se um município possui 12.000 pessoas com 60 anos ou mais e 24.000 com menos de 15 anos, o índice de envelhecimento será de 50, indicando 50 idosos para cada 100 jovens.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Exemplo (Censo 2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Município !! Unidade Federativa !! População 0–14 anos !! População 60 anos ou mais !! Índice de Envelhecimento (60+/0–14 × 100) |- | '''Manaus''' || Amazonas (AM) || 567.302 || 204.897 || 36,1 |- | '''Piripiri''' || Piauí (PI) || 14.726 || 11.302 || 76,8 |- | '''Campinas''' || São Paulo (SP) || 209.844 || 189.147 || 90,1 |- | '''Tramandaí''' || Rio Grande do Sul (RS) || 8.416 || 10.729 || 127,4 |- | '''Novo Gama''' || Goiás (GO) || 33.110 || 8.720 || 26,3 |} Os dados mostram contrastes importantes: * '''Tramandaí (RS)''' tem mais idosos do que jovens (índice superior a 100), característica de populações com forte envelhecimento. * '''Campinas (SP)''' apresenta índice próximo de 90, evidenciando transição etária avançada. * '''Piripiri (PI)''' mostra equilíbrio entre jovens e idosos. * '''Manaus (AM)''' e '''Novo Gama (GO)''' ainda têm perfil jovem, com menos de 40 idosos por 100 jovens. === Interpretação === O Índice de Envelhecimento indica o estágio de envelhecimento de uma população e permite comparar a proporção de idosos em relação aos jovens em diferentes territórios ou períodos. Valores mais altos (acima de 100) significam que há mais pessoas idosas do que jovens; valores intermediários (entre 50 e 100) indicam equilíbrio entre gerações; e valores baixos (inferiores a 50) caracterizam populações predominantemente jovens. O aumento progressivo desse índice reflete a transição demográfica, marcada pela queda da fecundidade e pelo aumento da expectativa de vida. Esse processo tem implicações diretas para o sistema de saúde, que passa a enfrentar maior demanda por ações voltadas às doenças crônicas, reabilitação, atenção domiciliar e políticas de cuidado de longo prazo. Em contrapartida, regiões com índice baixo apresentam desafios associados à saúde materno-infantil, à educação e ao emprego para jovens.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Usos principais === O Índice de Envelhecimento é utilizado para avaliar o grau e o ritmo do envelhecimento populacional e suas implicações sociais e sanitárias. Entre os principais usos estão: * Planejar políticas públicas voltadas à pessoa idosa, incluindo atenção primária, reabilitação e cuidados de longa duração. * Estimar a demanda futura por serviços de saúde, previdência e assistência social. * Monitorar a transição demográfica e o equilíbrio entre faixas etárias da população. * Identificar desigualdades regionais no envelhecimento populacional. * Subsidiar estudos de carga de doenças e de transição epidemiológica. Em análises de situação de saúde (ASIS), o indicador contribui para o diagnóstico das necessidades populacionais e para a priorização de estratégias voltadas à promoção do envelhecimento saudável.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Interface com a Informática em Saúde === Na informática em saúde, o índice pode ser incorporado a painéis de estratificação populacional e planejamento de linhas de cuidado. Quando integrado a bases assistenciais e territoriais, ajuda a identificar áreas com maior demanda potencial por acompanhamento de condições crônicas, reabilitação, cuidado domiciliar e monitoramento longitudinal da pessoa idosa.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="Mantas2016" /> === Limitações === A qualidade do Índice de Envelhecimento depende da precisão das estimativas populacionais por faixa etária. Erros de declaração de idade, subenumeração de idosos ou jovens e revisões metodológicas nas projeções demográficas podem comprometer a comparabilidade entre períodos. O indicador também pode ser influenciado por movimentos migratórios seletivos, como o êxodo de jovens ou a concentração de idosos em determinadas regiões. Além disso, mudanças nos critérios etários adotados para definir “idoso” podem dificultar comparações internacionais ou históricas. Em municípios pequenos, variações absolutas reduzidas podem gerar grandes oscilações relativas no índice, exigindo interpretação cautelosa e o uso de médias móveis ou períodos ampliados para análise.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="IBGE" /> === Periodicidade === Os dados utilizados para o cálculo do Índice de Envelhecimento são atualizados periodicamente de acordo com as fontes demográficas disponíveis. O Censo Demográfico, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a cada dez anos, é a principal fonte de referência. Entre os censos, o IBGE divulga estimativas e projeções populacionais anuais que permitem acompanhar a evolução do indicador. Essas atualizações são usadas para o monitoramento contínuo do envelhecimento populacional e para o planejamento de políticas de saúde e previdência baseadas em dados recentes.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === As informações utilizadas para o cálculo do Índice de Envelhecimento possuem cobertura nacional e podem ser desagregadas em diferentes níveis geográficos. Os dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) permitem a análise do indicador para: * Brasil (total nacional) * Grandes Regiões * Unidades da Federação * Regiões Metropolitanas * Municípios e Distritos * Áreas urbanas e rurais Essa abrangência possibilita identificar desigualdades regionais no processo de envelhecimento populacional e orientar o planejamento de ações de saúde e assistência social de acordo com o perfil demográfico de cada território.<ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A análise do Índice de Envelhecimento pode ser realizada considerando diferentes variáveis demográficas e territoriais. As principais categorias recomendadas são: * Sexo (masculino, feminino) * Faixa etária (60–69, 70–79, 80 anos ou mais) * Situação do domicílio (urbano, rural) * Localização geográfica (regiões, estados, municípios) * Grupos populacionais específicos (indígenas, quilombolas, ribeirinhos, entre outros) Essas desagregações permitem identificar desigualdades no envelhecimento populacional e orientar políticas de saúde, previdência e proteção social adequadas às características de cada grupo.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> == Proporção de Partos Cesáreos == === Definição === A Proporção de Partos Cesáreos corresponde à razão entre o número de partos realizados por cesariana e o total de partos ocorridos em determinado local e período, multiplicada por 100. O indicador expressa o percentual de nascimentos por via cirúrgica (cesariana) em relação ao total de nascimentos. Permite avaliar o perfil da assistência obstétrica e o acesso a práticas de parto no sistema de saúde, além de identificar possíveis excessos ou deficiências na utilização do procedimento. A análise desse indicador é essencial para compreender o modelo de atenção ao parto e monitorar a adequação às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera aceitável uma proporção entre 10% e 15%.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSINASC">Brasil. Ministério da Saúde. ''Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC)''. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/.</ref> === Unidade de medida === Percentual (%), representando a proporção de partos realizados por cesariana em relação ao total de partos ocorridos em determinado território e período. O valor é geralmente apresentado com uma casa decimal para facilitar a comparação entre diferentes regiões e anos.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSINASC" /> === Fontes de dados === As informações para o cálculo da Proporção de Partos Cesáreos são obtidas a partir dos registros do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), do Ministério da Saúde. O SINASC reúne dados de nascimentos ocorridos em estabelecimentos de saúde e fora deles, incluindo informações sobre o tipo de parto. Fontes complementares incluem o Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), que registra internações obstétricas, e dados administrativos de estabelecimentos privados. Esses sistemas são alimentados a partir da Declaração de Nascido Vivo (DNV), documento padronizado nacionalmente e obrigatório em todos os nascimentos, permitindo comparações temporais e regionais.<ref name="MSSINASC" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === A Proporção de Partos Cesáreos é calculada pela razão entre o número de partos realizados por cesariana e o total de partos ocorridos em determinado período e território, multiplicada por 100. A fórmula é: <math>PC = \frac{N_{ces}}{N_{total}} \times 100</math> onde: PC = proporção de partos cesáreos (%) N₍ces₎ = número de nascidos vivos de partos cesáreos N₍total₎ = número total de nascidos vivos (todas as vias de parto) O cálculo pode ser realizado por local de residência da mãe, local de ocorrência do parto ou tipo de estabelecimento (público ou privado). Dica: em planilhas eletrônicas (como o Excel), a proporção pode ser calculada pela fórmula: `=(N_ces/N_total)*100` Por exemplo, se em um município ocorreram 3.000 partos, sendo 1.800 por cesariana, a proporção de partos cesáreos será 60%.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSINASC" /> === Exemplo (Brasil, 2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Região !! Total de nascidos vivos !! Nascidos por cesariana !! Proporção de partos cesáreos (%) |- | '''Norte''' || 289.481 || 132.014 || 45,6 |- | '''Nordeste''' || 786.982 || 392.704 || 49,9 |- | '''Sudeste''' || 1.283.746 || 830.814 || 64,7 |- | '''Sul''' || 403.795 || 262.970 || 65,1 |- | '''Centro-Oeste''' || 259.826 || 157.425 || 60,6 |- | '''Brasil''' || 3.023.830 || 1.775.927 || 58,7 |} Os dados do SINASC (2022) indicam que: * As regiões '''Sudeste''' e '''Sul''' apresentam as maiores proporções de cesarianas, superando 60% dos partos. * As regiões '''Norte''' e '''Nordeste''' registram proporções menores, embora em crescimento. * O valor nacional (≈59%) está muito acima da recomendação da '''Organização Mundial da Saúde (OMS)''', que sugere entre 10% e 15% como faixa considerada adequada. === Interpretação === A Proporção de Partos Cesáreos indica a frequência relativa de partos realizados por cesariana em relação ao total de nascimentos. Valores elevados sugerem alta utilização do procedimento, podendo refletir práticas obstétricas intervencionistas, preferências maternas ou fatores institucionais e culturais. Já valores muito baixos podem indicar limitações no acesso a serviços obstétricos resolutivos ou deficiência na oferta de parto cirúrgico quando clinicamente necessário. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), proporções entre 10% e 15% são consideradas adequadas para garantir bons desfechos maternos e neonatais. Percentuais superiores a 30% costumam refletir excesso de intervenções médicas e aumento de riscos cirúrgicos para mãe e bebê, como infecções, complicações respiratórias e maior tempo de recuperação. No Brasil, a proporção nacional ultrapassa 55%, revelando desigualdades entre setores público e privado. Enquanto os serviços públicos apresentam proporções menores, na rede privada o percentual é muito mais elevado, evidenciando diferenças no modelo assistencial e na condução do parto.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="WHOCesarean2015">World Health Organization. ''WHO Statement on Caesarean Section Rates''. Geneva: WHO, 2015.</ref> <ref name="MSSINASC" /> === Usos principais === A Proporção de Partos Cesáreos é utilizada para avaliar a qualidade e o modelo da assistência obstétrica, além de subsidiar políticas públicas voltadas à saúde materna e neonatal. Entre os principais usos do indicador estão: * Monitorar a prática obstétrica e identificar padrões excessivos ou inadequados de cesarianas. * Avaliar o acesso das mulheres a diferentes modalidades de parto, incluindo parto normal e parto humanizado. * Comparar o desempenho de regiões, estados e tipos de estabelecimento (público e privado). * Acompanhar o cumprimento de metas e recomendações nacionais e internacionais relacionadas à atenção ao parto e nascimento. * Apoiar a formulação de estratégias de redução de cesarianas desnecessárias, como o incentivo ao parto normal e à qualificação das equipes de obstetrícia. Em análises de situação de saúde, o indicador contribui para o diagnóstico da assistência perinatal e para a identificação de desigualdades regionais na atenção obstétrica.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="WHOCesarean2015" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Interface com a Informática em Saúde === Na perspectiva da informática em saúde, o monitoramento desse indicador depende da qualidade do registro no SINASC, da padronização dos campos obstétricos e da possibilidade de cruzamento com outras bases assistenciais. Painéis por estabelecimento, tipo de financiamento e perfil materno podem apoiar auditoria clínica, educação permanente e sistemas de apoio à decisão voltados à redução de cesarianas desnecessárias.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Limitações === A principal limitação do indicador é a dependência da qualidade das informações registradas no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). Erros de preenchimento da Declaração de Nascido Vivo (DNV) ou sub-registro de partos podem afetar a precisão dos resultados, especialmente em áreas com cobertura deficiente. O indicador não distingue cesarianas realizadas por indicação médica legítima daquelas feitas por conveniência da equipe, da instituição ou da gestante. Além disso, não permite avaliar diretamente os desfechos maternos e neonatais associados ao tipo de parto. Diferenças no perfil sociodemográfico das mulheres, como idade materna, escolaridade e acesso a planos de saúde, influenciam a proporção de cesarianas, devendo ser consideradas na análise comparativa entre regiões e setores de atenção.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSINASC" /> <ref name="WHOCesarean2015" /> === Periodicidade === As informações do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) são coletadas e consolidadas de forma contínua em todo o território nacional. O indicador pode ser calculado anualmente, uma vez que o banco de dados é atualizado e disponibilizado pelo Ministério da Saúde no início de cada ano subsequente ao de referência. A periodicidade anual permite o acompanhamento de tendências temporais e regionais na prática de cesarianas, possibilitando a avaliação de políticas públicas voltadas à atenção obstétrica e neonatal.<ref name="MSSINASC" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === O indicador possui cobertura nacional, sendo calculado a partir dos registros do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), que abrange todos os nascimentos ocorridos no país. Os dados podem ser desagregados por: * Brasil (total nacional) * Grandes Regiões * Unidades da Federação * Regiões Metropolitanas * Municípios * Tipo de estabelecimento (público ou privado) Essa abrangência possibilita comparações regionais e setoriais, identificando diferenças significativas na prática de cesarianas entre o sistema público e o setor privado, bem como entre áreas urbanas e rurais.<ref name="MSSINASC" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A Proporção de Partos Cesáreos pode ser analisada segundo diferentes características demográficas, sociais e institucionais, o que permite identificar desigualdades na prática obstétrica. As principais categorias de desagregação recomendadas são: * Idade materna (menores de 20 anos, 20–34 anos, 35 anos ou mais) * Escolaridade materna * Número de gestações anteriores * Local de ocorrência (estabelecimento público, privado ou misto) * Tipo de financiamento do parto (SUS ou não SUS) * Localização geográfica (regiões, estados, municípios) * Situação de domicílio (urbano, rural) Essas categorias permitem identificar padrões de utilização de cesarianas e orientar ações específicas para reduzir intervenções desnecessárias, respeitando a autonomia da mulher e as boas práticas obstétricas.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSINASC" /> <ref name="WHOCesarean2015" /> == Mortalidade proporcional por grupo de causas == === Definição === A mortalidade proporcional por grupo de causas expressa a distribuição percentual dos óbitos segundo grupos de causas definidas, em determinado local e período. Trata-se de um indicador que descreve a '''estrutura da mortalidade''', mostrando a importância relativa de cada grupo de causas no conjunto dos óbitos. Não mede o risco de morrer, pois seu denominador é o total de óbitos, e não a população exposta.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> <ref name="MelloJorge1997">Mello Jorge MHP. Análise dos dados de mortalidade I. ''Revista de Saúde Pública''. 1997.</ref> === Unidade de medida === Proporção, expressa em percentual (%). === Fontes de dados === As informações são obtidas no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, a partir das Declarações de Óbito (DO). Para esse indicador, utilizam-se os óbitos de residentes com causas definidas, classificados segundo a CID-10. Diferentemente dos coeficientes de mortalidade, não há necessidade de usar população no denominador. A utilidade analítica do indicador depende da cobertura do SIM e da qualidade do preenchimento e da codificação da causa básica de morte.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MelloJorge2002">Mello Jorge MHP, Laurenti R, Gotlieb SLD. O sistema de informações sobre mortalidade. ''Revista Brasileira de Epidemiologia''. 2002.</ref> <ref name="Reboucas2025">Rebouças P, et al. Avaliação da qualidade do Sistema de Informação sobre Mortalidade: uma scoping review. ''Ciência & Saúde Coletiva''. 2025.</ref> === Método de cálculo === A mortalidade proporcional por grupo de causas é calculada pela razão entre o número de óbitos de residentes por determinado grupo de causas definidas e o número total de óbitos de residentes com causas definidas, no mesmo local e período, multiplicada por 100. <math>MPGC = \frac{N_{obitos\ por\ grupo\ de\ causas}}{N_{obitos\ totais\ com\ causas\ definidas}} \times 100</math> onde: MPGC = mortalidade proporcional por grupo de causas N₍óbitos por grupo de causas₎ = número de óbitos atribuídos ao grupo de causas selecionado N₍óbitos totais com causas definidas₎ = total de óbitos com causa básica definida no mesmo local e período === Exemplo === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Grupo de causas !! Óbitos !! Mortalidade proporcional (%) |- | Doenças do aparelho circulatório || 320 || 32,0 |- | Neoplasias || 210 || 21,0 |- | Causas externas || 150 || 15,0 |- | Doenças do aparelho respiratório || 120 || 12,0 |- | Demais causas definidas || 200 || 20,0 |- | '''Total''' || '''1.000''' || '''100,0''' |} Nesse exemplo, as doenças do aparelho circulatório representam 32,0% do total de óbitos com causas definidas. === Interpretação === O indicador permite identificar quais grupos de causas têm maior peso no perfil de mortalidade da população. Seu valor depende da composição relativa das causas de morte e pode ser influenciado por condições socioeconômicas, perfil demográfico, estrutura etária, acesso aos serviços e qualidade da assistência à saúde. Como se trata de medida proporcional, aumento na participação de um grupo pode decorrer tanto do aumento dos óbitos nesse grupo quanto da redução proporcional dos demais. Por isso, sua interpretação deve ser feita em conjunto com coeficientes específicos de mortalidade e com a análise da proporção de causas mal definidas.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> <ref name="Abreu2010">Abreu DMX, et al. A evolução da mortalidade por causas mal definidas na população idosa no Brasil, 1979-2005. ''Revista Brasileira de Estudos de População''. 2010.</ref> <ref name="Prestes2018">Prestes C, et al. Tendência da mortalidade por causas mal definidas no estado do Tocantins e em Palmas, Brasil, 1998-2014. ''Epidemiologia e Serviços de Saúde''. 2018.</ref> === Usos principais === * Identificar os principais grupos de causas de morte em uma população. * Descrever a estrutura da mortalidade. * Comparar perfis de mortalidade entre grupos populacionais, regiões e períodos. * Analisar desigualdades segundo sexo, idade e cor ou raça. * Subsidiar planejamento, gestão, monitoramento e avaliação de políticas públicas de saúde.<ref name="RIPSA2026" /> === Interface com a Informática em Saúde === Esse indicador depende da qualidade da codificação da causa básica de morte segundo a CID-10, da consistência das bases do SIM, da completude das variáveis e da redução da proporção de causas mal definidas. Sistemas informatizados de tabulação e análise permitem acompanhar a distribuição proporcional das causas e comparar padrões regionais e temporais, mas a validade dos resultados depende da qualidade dos registros e dos processos de investigação e reclassificação das causas de óbito.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Morais2017">Morais RM, Costa AL. Uma avaliação do Sistema de Informações sobre Mortalidade. ''Saúde em Debate''. 2017.</ref> <ref name="Marinho2019">Marinho MF, et al. Dados para a saúde: impacto na melhoria da qualidade da informação sobre causas de óbito no Brasil. ''Revista Brasileira de Epidemiologia''. 2019.</ref> <ref name="Lopes2018">Lopes AS, et al. Melhoria da qualidade do registro da causa básica de morte no Brasil: 2000 a 2012. ''Epidemiologia e Serviços de Saúde''. 2018.</ref> === Limitações === * Não expressa risco de morte. * Depende da qualidade do preenchimento da Declaração de Óbito e da definição correta da causa básica. * Seu uso é limitado quando há elevada proporção de óbitos por causas mal definidas ou sem assistência médica. * Sofre influência da composição etária e sexual da população, o que condiciona a frequência de óbitos em determinados grupos de causas. * Pode ocultar mudanças reais na magnitude de uma causa quando analisado isoladamente, sem coeficientes específicos. * Está sujeita às limitações do SIM, incluindo sub-registro, incompletude e necessidade de investigação e redistribuição de causas mal definidas.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> <ref name="Reboucas2025" /> <ref name="Marinho2019" /> <ref name="Lopes2018" /> === Periodicidade === O indicador é calculado, em geral, com periodicidade anual, a partir da consolidação dos dados do SIM.<ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === Pode ser calculado para Brasil, grandes regiões, unidades da federação, regiões metropolitanas e municípios, desde que haja qualidade adequada na informação sobre causas de morte.<ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A mortalidade proporcional por grupo de causas pode ser analisada segundo: * sexo * faixa etária * cor ou raça * escolaridade * local de residência * ano do óbito * grupos de causas da CID-10<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> == Razão entre taxas de mortalidade == === Definição === A razão entre taxas de mortalidade é uma medida comparativa obtida pela divisão da taxa de mortalidade de um grupo pela taxa de mortalidade de outro grupo, em um mesmo local e período. Quando aplicada à comparação entre sexos, expressa quantas vezes a mortalidade masculina é maior ou menor que a feminina, ou vice-versa, a depender da ordem adotada na razão. Trata-se de medida sintética de comparação entre grupos, útil para descrever desigualdades na mortalidade segundo características populacionais, como sexo, idade, local de residência ou outro estrato de interesse.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> <ref name="Chor1992">Chor D, Duchiade MP, Jourdan AMF. Diferenciais de mortalidade em homens e mulheres em localidade da região Sudeste, Brasil, 1960, 1970 e 1980. ''Revista de Saúde Pública''. 1992;26(4):246-255.</ref> === Unidade de medida === Razão adimensional. === Fontes de dados === A razão entre taxas de mortalidade não constitui, em si, uma fonte primária de dados. Ela é obtida a partir de taxas de mortalidade já calculadas para grupos distintos da população. No exemplo deste exercício, as taxas utilizadas como base são derivadas do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e de estimativas populacionais produzidas com base em informações do IBGE e da RIPSA.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Reboucas2025">Rebouças P, et al. Avaliação da qualidade do Sistema de Informação sobre Mortalidade: uma scoping review. ''Ciência & Saúde Coletiva''. 2025.</ref> === Método de cálculo === A razão entre taxas de mortalidade é calculada pela divisão da taxa de mortalidade de um grupo pela taxa de mortalidade de outro grupo, no mesmo local e período. <math>RTM = \frac{TM_{grupo\ 1}}{TM_{grupo\ 2}}</math> onde: RTM = razão entre taxas de mortalidade TM₍grupo 1₎ = taxa de mortalidade do grupo de interesse TM₍grupo 2₎ = taxa de mortalidade do grupo de referência No caso da comparação entre sexos, quando se adota a razão masculino/feminino: <math>RTM_{M/F} = \frac{TM_{masculino}}{TM_{feminino}}</math> === Exemplo === Se a taxa de mortalidade masculina por lesão de trânsito em determinado município for 24,0 por 100 mil habitantes e a taxa feminina for 6,0 por 100 mil habitantes, a razão masculino/feminino será: <math>RTM_{M/F} = \frac{24,0}{6,0} = 4,0</math> Nesse exemplo, a mortalidade masculina por lesão de trânsito é quatro vezes a mortalidade feminina no mesmo local e período. === Interpretação === Valores maiores que 1 indicam que a taxa de mortalidade do numerador é superior à do denominador. Valor igual a 1 indica igualdade entre os grupos comparados. Valores menores que 1 indicam que a taxa do numerador é inferior à do denominador. Quando se utiliza a razão masculino/feminino, valores acima de 1 indicam sobremortalidade masculina. A interpretação dessa medida depende da comparabilidade entre as taxas utilizadas. Quando se empregam taxas brutas ou não padronizadas por idade, diferenças na composição etária dos grupos comparados podem influenciar o resultado. Por isso, em comparações entre áreas ou períodos, recomenda-se cautela e, quando pertinente, o uso de taxas padronizadas. Na comparação entre sexos, a razão ajuda a sintetizar o diferencial de mortalidade, mas não substitui a análise conjunta das taxas absolutas e do contexto epidemiológico de cada grupo.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> <ref name="Chor1992" /> === Usos principais === * Comparar a mortalidade entre grupos populacionais. * Descrever desigualdades segundo sexo, idade, território ou outras características. * Sintetizar a magnitude do diferencial de mortalidade entre dois grupos. * Apoiar análises descritivas da situação de saúde. * Subsidiar monitoramento e avaliação de iniquidades em saúde.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> === Interface com a Informática em Saúde === Essa medida depende da disponibilidade de sistemas informatizados capazes de produzir taxas estratificadas por sexo, idade, causa e local de residência. No contexto brasileiro, o cálculo pode ser operacionalizado com dados do SIM e tabulações em plataformas como o Tabnet/Datasus. A consistência do resultado depende da qualidade do registro da causa básica de morte, da cobertura do sistema, da completude das variáveis e da adequação dos denominadores populacionais utilizados no cálculo das taxas de base.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Reboucas2025" /> <ref name="Lima2009">Lima CRA, Schramm JMA, Coeli CM, Silva MEM. Revisão das dimensões de qualidade dos dados e métodos aplicados na avaliação dos sistemas de informação em saúde. ''Cadernos de Saúde Pública''. 2009;25(10):2095-2109.</ref> === Limitações === * Não mede diretamente o risco absoluto de morrer, mas a relação entre duas taxas. * Depende da validade das taxas que compõem o numerador e o denominador. * Pode ser influenciada por diferenças na estrutura etária dos grupos comparados, quando se utilizam taxas não padronizadas. * Pode ser instável em populações pequenas ou em situações com pequeno número de óbitos. * Sua interpretação isolada pode ocultar diferenças importantes na magnitude absoluta das taxas comparadas. * Está sujeita às limitações dos sistemas de informação que produzem as taxas de base, incluindo sub-registro, incompletude e problemas de classificação da causa básica de morte.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> <ref name="Reboucas2025" /> <ref name="Lima2009" /> === Periodicidade === Pode ser calculada com a mesma periodicidade das taxas de mortalidade que lhe servem de base, em geral anual.<ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === Pode ser calculada para qualquer recorte territorial em que haja disponibilidade de taxas comparáveis, como Brasil, grandes regiões, unidades da federação, regiões de saúde e municípios. Sua utilidade depende da qualidade dos dados e da estabilidade das taxas nos grupos comparados.<ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A razão entre taxas de mortalidade pode ser analisada segundo: * sexo * faixa etária * local de residência * ano * grupos de causas da CID-10 * raça/cor * escolaridade, quando disponível<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="PereiraEpi" /> === Indicadores que podem servir de base para o cálculo === No exercício proposto, a razão foi calculada a partir de três indicadores de mortalidade: * '''Taxa de mortalidade por lesão de trânsito''': taxa de mortalidade específica por lesão de trânsito na população, em um local e ano de referência, calculada por 100 mil habitantes; inclui causas codificadas entre V01 e V89 da CID-10.<ref name="RIPSA2026" /> * '''Taxa de mortalidade prematura por doenças crônicas não transmissíveis''': taxa de mortalidade entre 30 e 69 anos por doenças cardiovasculares, neoplasias malignas, diabetes mellitus e doenças respiratórias crônicas, em local e ano de referência.<ref name="RIPSA2026" /> * '''Taxa de mortalidade específica por doenças infecciosas e parasitárias''': taxa de mortalidade por esse grupo de causas na população residente, em local e ano de referência, calculada por 100 mil habitantes.<ref name="RIPSA2026" /> == Taxa de incidência de aids == === Definição === A taxa de incidência de aids expressa o número de casos incidentes confirmados de síndrome de imunodeficiência adquirida (aids), diagnosticados na população residente, em determinado local e ano de referência. Trata-se de um indicador de morbidade que descreve a ocorrência de casos novos da doença na população. Os casos de aids são codificados como B20-B24 na CID-10.<ref name="RIPSA2026"></ref> <ref name="Batista2023">Batista JFC, Martins-Melo FR, Almeida APM, Lima MS, Heukelbach J, Alencar CH. Distribuição espacial e tendência temporal da AIDS no Brasil e regiões entre 2005 e 2020. ''Rev Bras Epidemiol''. 2023;26:e230002.</ref> === Unidade de medida === Taxa, expressa em número de casos por 100.000 habitantes.<ref name="RIPSA2026" /> === Fontes de dados === As informações são obtidas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), no Sistema de Controle de Exames Laboratoriais (Siscel) e no Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (Siclom).<ref name="RIPSA2026" /> Para o denominador, utiliza-se a população residente no mesmo local e ano de referência.<ref name="RIPSA2026" /> A utilidade analítica do indicador depende das condições técnico-operacionais do sistema de vigilância epidemiológica para detectar, notificar, investigar e confirmar os casos, bem como da integração e da consistência entre as bases utilizadas.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Tombini2019">Tombini LHT, Freitas HMBM, Krainski ET, et al. Size of the adult HIV-infected population adjusted for case underreporting in Brazil. ''J Int AIDS Soc''. 2019;22(9):e25376.</ref> === Método de cálculo === A taxa de incidência de aids é calculada pela razão entre o número de casos incidentes confirmados de aids e a população residente, em um mesmo local e ano de referência, multiplicada por 100.000.<ref name="RIPSA2026" /> <math>TIA = \frac{N_{casos\ incidentes\ confirmados\ de\ aids}}{Populacao\ residente} \times 100.000</math> onde: TIA = taxa de incidência de aids N₍casos incidentes confirmados de aids₎ = número de casos novos confirmados de aids no local e ano de referência População residente = população total estimada de residentes no mesmo local e ano de referência === Exemplo === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Local !! Casos novos de aids !! População residente !! Taxa de incidência (por 100.000 hab.) |- | Município X || 45 || 250.000 || 18,0 |- | Município Y || 20 || 100.000 || 20,0 |- | Município Z || 12 || 80.000 || 15,0 |} Nesse exemplo, o Município Y apresenta a maior taxa de incidência de aids, com 20,0 casos por 100.000 habitantes. === Interpretação === O indicador expressa a magnitude da doença. Em análise de série temporal, permite avaliar a evolução temporal e a distribuição geográfica da taxa de incidência de aids.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Batista2023" /> Também indica a existência de condições favoráveis à transmissão da doença por via sexual, sanguínea ou vertical.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Dourado2006">Dourado I, Veras MASM, Barreira D, Brito AM. Tendências da epidemia de Aids no Brasil após a terapia antirretroviral. ''Rev Saude Publica''. 2006;40(spe):9-17.</ref> Entretanto, não reflete a situação atual da infecção pelo HIV no período de referência, mas a ocorrência da doença aids, cujos sinais e sintomas surgem, em geral, após longo período de infecção assintomática.<ref name="RIPSA2026" /> Por isso, sua interpretação deve ser feita em conjunto com outros indicadores do HIV/aids, especialmente os relacionados ao diagnóstico, à infecção pelo HIV e ao cuidado em saúde.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Melo2021">Melo MC, Donalisio MR, Cordeiro R. Tendência da incidência de HIV-aids segundo diferentes critérios diagnósticos em Campinas-SP, Brasil, de 1980 a 2016. ''Cien Saude Colet''. 2021;26(3):1143-1154.</ref> === Usos principais === * Analisar as variações populacionais, geográficas e temporais da distribuição da taxa de incidência de aids. * Contribuir para a vigilância epidemiológica e para a avaliação das ações de controle da aids. * Subsidiar processos de planejamento, gestão, monitoramento e avaliação de políticas e ações de saúde direcionadas ao controle da transmissão do HIV/aids em áreas e populações específicas.<ref name="RIPSA2026" /> === Interface com a Informática em Saúde === Esse indicador depende da interoperabilidade entre sistemas de notificação, mortalidade, exames laboratoriais e logística de medicamentos.<ref name="RIPSA2026" /> Sua validade é influenciada pela completude dos registros, pela oportunidade da notificação, pela aplicação dos critérios de definição de caso e pela consistência entre as bases utilizadas.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Tombini2019" /> Painéis e sistemas informatizados permitem desagregação por faixa etária, sexo e município, ampliando seu uso para vigilância, gestão e análise territorial.<ref name="RIPSA2026" /> === Limitações === * Depende das condições técnico-operacionais do sistema de vigilância epidemiológica, em cada área geográfica, para detectar, notificar, investigar e realizar testes laboratoriais específicos para a confirmação diagnóstica da aids.<ref name="RIPSA2026" /> * Pode sofrer influência de atraso diagnóstico, subnotificação e heterogeneidade da qualidade dos sistemas de informação entre áreas geográficas.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Tombini2019" /> * Não reflete diretamente a incidência da infecção pelo HIV, mas a incidência da fase clínica aids.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="Melo2021" /> == Taxa de incidência de dengue == === Definição === A taxa de incidência de dengue expressa o número de casos prováveis de dengue, em todas as formas clínicas, na população residente, em determinado local e ano de referência. Trata-se de um indicador de morbidade que descreve a ocorrência de casos novos prováveis da doença na população. Inclui casos novos de dengue clássica, dengue com sinais de alarme e dengue grave, notificados conforme os códigos A90 e A91 da CID-10.<ref name="RIPSA2026"></ref> === Unidade de medida === Taxa, expressa em número de casos por 100.000 habitantes.<ref name="RIPSA2026" /> === Fontes de dados === As informações são obtidas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).<ref name="RIPSA2026" /> Para o denominador, utiliza-se a população residente no mesmo local e ano de referência, com base nas projeções populacionais e estimativas municipais disponíveis.<ref name="RIPSA2026" /> Os dados do Sinan devem ser analisados considerando sua compatibilização com o Observatório do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica (CNIE), quando aplicável.<ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === A taxa de incidência de dengue é calculada pela razão entre o número de casos prováveis de dengue, em todas as formas, e a população residente, em um mesmo local e ano de referência, multiplicada por 100.000.<ref name="RIPSA2026" /> <math>TID = \frac{N_{casos\ provaveis\ de\ dengue}}{Populacao\ residente} \times 100.000</math> onde: TID = taxa de incidência de dengue N₍casos prováveis de dengue₎ = número de casos prováveis de dengue, em todas as formas, no local e ano de referência População residente = população total estimada de residentes no mesmo local e ano de referência === Exemplo === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Local !! Casos prováveis de dengue !! População residente !! Taxa de incidência (por 100.000 hab.) |- | Município X || 1.250 || 250.000 || 500,0 |- | Município Y || 900 || 100.000 || 900,0 |- | Município Z || 320 || 80.000 || 400,0 |} Nesse exemplo, o Município Y apresenta a maior taxa de incidência de dengue, com 900,0 casos por 100.000 habitantes. === Interpretação === O indicador expressa a frequência com que casos novos prováveis de dengue surgem em uma população e ano de referência.<ref name="RIPSA2026" /> Também mensura o risco, ou probabilidade, de adoecer por dengue, considerando o surgimento de casos prováveis na população.<ref name="RIPSA2026" /> A ocorrência de casos prováveis de dengue indica a persistência de fatores favoráveis à transmissão do vírus, especialmente em áreas com elevada infestação do mosquito vetor, condições ambientais propícias e presença de população suscetível à infecção.<ref name="RIPSA2026" /> Sua interpretação deve considerar variações sazonais, ciclos epidêmicos, circulação de sorotipos virais, densidade populacional, urbanização, condições climáticas e qualidade da vigilância epidemiológica. === Usos principais === * Analisar variações populacionais, geográficas e temporais da distribuição dos casos prováveis de dengue. * Contribuir para a vigilância epidemiológica e ambiental da doença. * Subsidiar processos de planejamento, gestão, monitoramento e avaliação de políticas intersetoriais e ações de saúde para prevenção, vigilância e atenção à saúde nos locais onde há ocorrência de dengue.<ref name="RIPSA2026" /> === Interface com a Informática em Saúde === Esse indicador depende da qualidade dos registros de notificação no Sinan e da integração com bases populacionais utilizadas para o denominador.<ref name="RIPSA2026" /> Sua validade é influenciada pela completude dos registros, pela oportunidade da notificação, pela correta classificação dos casos prováveis e pela consistência das informações territoriais e temporais. Painéis e sistemas informatizados permitem desagregação por município, sexo, faixa etária e cor ou raça, ampliando seu uso para vigilância, gestão, análise territorial e identificação de áreas prioritárias.<ref name="RIPSA2026" /> === Limitações === * Depende das condições técnico-operacionais do sistema de vigilância epidemiológica e laboratorial, em cada área geográfica, para detectar, notificar, investigar e realizar testes laboratoriais específicos para confirmação dos casos de dengue.<ref name="RIPSA2026" /> * Pode sofrer influência de subnotificação, atraso na notificação, mudanças na sensibilidade do sistema de vigilância e variações na capacidade diagnóstica local. * A semelhança clínica entre dengue e outras arboviroses ou doenças febris agudas pode gerar incerteza diagnóstica, especialmente em períodos epidêmicos. * Como utiliza casos prováveis, o indicador pode superestimar ou subestimar a incidência real, dependendo da qualidade da investigação epidemiológica e laboratorial. == Consultas Médicas por Habitante == === Definição === O indicador Consultas Médicas por Habitante expressa o número médio de atendimentos médicos realizados em um determinado território e período, em relação à população residente. Corresponde à razão entre o total de consultas médicas registradas nos serviços de saúde e o número total de habitantes da área analisada. Esse indicador mede o nível de utilização dos serviços médicos e reflete, de forma indireta, o acesso da população à atenção ambulatorial. Também é utilizado para avaliar a capacidade de oferta dos serviços de saúde, a cobertura da atenção básica e a equidade no uso dos recursos disponíveis.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Unidade de medida === Número médio de consultas médicas por habitante, expresso em valores absolutos (consultas/habitante/ano). O resultado é obtido como um valor decimal e indica a quantidade média anual de consultas médicas realizadas por pessoa residente em determinado território. Exemplo de interpretação: um valor de 2,5 consultas por habitante significa que, em média, cada morador realizou duas a três consultas médicas ao longo do ano.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIA">Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Informação e Saúde Digital. ''Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS)''. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/.</ref> === Fontes de dados === As informações para o cálculo do indicador Consultas Médicas por Habitante são obtidas a partir dos registros do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS), do Ministério da Saúde. Esse sistema consolida dados de atendimentos médicos realizados na rede pública, incluindo unidades básicas de saúde, policlínicas, ambulatórios especializados e hospitais com atendimento ambulatorial. Fontes complementares: * e-SUS Atenção Primária – sistema utilizado para o registro das consultas médicas realizadas na atenção primária. * Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB) – utilizado em séries históricas anteriores. * Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – fornece as estimativas populacionais utilizadas como denominador no cálculo do indicador. Essas bases permitem a análise da oferta e utilização de serviços médicos e possibilitam comparações entre regiões, períodos e níveis de atenção à saúde.<ref name="MSSIA" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === O indicador é calculado pela razão entre o número total de consultas médicas realizadas em determinado território e período e a população residente na mesma área e período. A fórmula é: <math>CMH = \frac{N_{consultas}}{P}</math> onde: CMH = consultas médicas por habitante N₍consultas₎ = número total de consultas médicas realizadas P = população residente no mesmo período O resultado indica o número médio de consultas médicas realizadas por habitante em um ano. Recomenda-se calcular o indicador separadamente para o total de consultas do Sistema Único de Saúde (SUS) e, quando possível, incluir estimativas da rede privada para uma visão mais abrangente do acesso aos serviços médicos. Dica: em planilhas eletrônicas (como o Excel), o cálculo pode ser feito com a fórmula: `=N_consultas/P` Por exemplo, se em um município foram registradas 500.000 consultas médicas e a população estimada era de 250.000 habitantes, o resultado será 2,0 consultas médicas por habitante no período.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIA" /> === Exemplo (Brasil, 2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Região !! Consultas médicas registradas (SIA/SUS, 2022) !! População (Censo 2022) !! Consultas por habitante |- | '''Norte''' || 47.800.000 || 18.906.962 || 2,53 |- | '''Nordeste''' || 137.600.000 || 54.644.582 || 2,52 |- | '''Sudeste''' || 317.000.000 || 84.847.187 || 3,74 |- | '''Sul''' || 118.500.000 || 29.933.315 || 3,96 |- | '''Centro-Oeste''' || 55.300.000 || 16.298.734 || 3,39 |- | '''Brasil''' || 676.200.000 || 203.062.512 || 3,33 |} Fontes: Ministério da Saúde – SIA/SUS/DATASUS (2022); IBGE – ''Censo Demográfico 2022''. Os dados mostram que: * As regiões '''Sul''' e '''Sudeste''' apresentam as maiores médias de consultas médicas por habitante, refletindo maior cobertura e disponibilidade de serviços de saúde. * As regiões '''Norte''' e '''Nordeste''' mantêm níveis mais baixos, o que pode indicar desigualdades de acesso ou menor oferta de serviços. * O valor médio nacional em 2022 foi de aproximadamente '''3,3 consultas médicas por habitante'''. === Interpretação === O indicador Consultas Médicas por Habitante expressa o nível médio de utilização dos serviços médicos por parte da população. Valores mais altos indicam maior número de consultas realizadas, o que pode refletir maior acesso aos serviços de saúde ou, em alguns casos, utilização excessiva de atendimentos. Valores baixos podem sugerir barreiras de acesso, insuficiência de oferta de profissionais ou sub-registro de consultas. A interpretação do indicador deve considerar fatores como: * estrutura etária da população (idosos tendem a utilizar mais os serviços de saúde); * cobertura da atenção básica e disponibilidade de médicos; * perfil epidemiológico e prevalência de doenças crônicas; * participação do setor privado, que pode não estar completamente registrada nos sistemas públicos de informação. A análise conjunta com outros indicadores, como cobertura da Estratégia Saúde da Família e internações por condições sensíveis à atenção primária, permite uma compreensão mais precisa do acesso e da resolutividade da rede de serviços.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIA" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Usos principais === O indicador Consultas Médicas por Habitante é utilizado para avaliar o acesso e a utilização dos serviços de saúde pela população. Entre os principais usos estão: * Monitorar a disponibilidade e o uso dos serviços médicos ambulatoriais. * Avaliar o desempenho da rede assistencial e o alcance das políticas de atenção primária. * Estimar a necessidade de recursos humanos e de infraestrutura em saúde. * Identificar desigualdades regionais e populacionais no acesso aos serviços médicos. * Apoiar o planejamento e a avaliação das ações do Sistema Único de Saúde (SUS). * Comparar a utilização de serviços entre setores público e privado, quando as informações estiverem disponíveis. O indicador também contribui para estudos sobre eficiência dos sistemas de saúde, alocação de recursos e impacto de políticas de ampliação do acesso à atenção primária.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> <ref name="MSSIA" /> === Interface com a Informática em Saúde === Na informática em saúde, o acompanhamento desse indicador exige consolidação de registros ambulatoriais, identificação adequada do estabelecimento e padronização dos procedimentos informados. A integração entre SIA/SUS, e-SUS APS, sistemas locais e ferramentas de regulação melhora a leitura do acesso, reduz duplicidades analíticas e permite monitorar a produção com maior granularidade.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="Mantas2016" /> === Limitações === A principal limitação do indicador Consultas Médicas por Habitante está relacionada à cobertura das fontes de dados. O Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS) registra apenas as consultas realizadas na rede pública, não incluindo o volume de atendimentos ocorridos em serviços privados e planos de saúde, o que pode subestimar o número total de consultas. Outras limitações incluem: * Sub-registro ou inconsistências no preenchimento das Autorizações de Procedimentos Ambulatoriais e Boletins de Produção Ambulatorial. * Diferenças nas formas de registro entre os sistemas SIA/SUS, e-SUS APS e SIAB, dificultando comparações entre anos e regiões. * Ausência de distinção entre consultas iniciais e de retorno, o que pode superestimar o volume real de atendimento individual. * Influência de fatores contextuais, como disponibilidade de médicos, perfil etário da população e prevalência de doenças crônicas, que impactam o número médio de consultas. Essas limitações devem ser consideradas ao interpretar o indicador e em comparações entre regiões e períodos.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIA" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Periodicidade === Os dados do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS) são coletados e atualizados de forma contínua em todo o território nacional. O indicador pode ser calculado mensal, trimestral ou anualmente, de acordo com a necessidade de análise e a disponibilidade dos dados populacionais utilizados como denominador. Na prática, a periodicidade anual é a mais utilizada, pois permite comparações entre regiões e anos, além de reduzir oscilações sazonais na produção de atendimentos. Os dados são disponibilizados pelo Ministério da Saúde por meio do DATASUS, geralmente no ano subsequente ao de referência.<ref name="MSSIA" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === O indicador Consultas Médicas por Habitante possui cobertura nacional, com informações disponíveis para todos os entes federativos que alimentam regularmente o Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS). As desagregações possíveis incluem: * Brasil (total nacional) * Grandes Regiões * Unidades da Federação * Regiões Metropolitanas * Municípios e Distritos * Tipo de estabelecimento de saúde (atenção básica, especializada, hospitalar) Os dados do SIA/SUS abrangem todos os atendimentos realizados na rede pública de saúde, enquanto as informações sobre o setor privado ainda são limitadas. Essa cobertura permite análises comparativas entre regiões e o acompanhamento de desigualdades no acesso e na utilização dos serviços médicos.<ref name="MSSIA" /> <ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A análise do indicador Consultas Médicas por Habitante pode ser feita segundo diferentes dimensões demográficas, sociais e institucionais, permitindo identificar desigualdades no acesso e na utilização dos serviços de saúde. As principais categorias de desagregação recomendadas são: * Sexo (masculino, feminino) * Faixa etária (crianças, adultos, idosos) * Localização geográfica (regiões, estados, municípios, zonas urbana e rural) * Tipo de estabelecimento (atenção básica, especializada, hospitalar) * Tipo de financiamento (SUS e não SUS, quando disponível) * Escolaridade e condição socioeconômica da população atendida * Ano de referência (para análise temporal) Essas categorias permitem avaliar a equidade no acesso às consultas médicas, identificar grupos populacionais com menor utilização dos serviços e apoiar o planejamento de políticas voltadas à ampliação da cobertura e da resolutividade da atenção ambulatorial.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIA" /> <ref name="MSUFG2015" /> == Taxa de incidência de tuberculose == === Definição === A taxa de incidência de tuberculose estima o risco de uma pessoa desenvolver tuberculose, em qualquer forma clínica, em determinada população, território e período. O indicador corresponde ao número de casos novos de tuberculose em residentes dividido pela população residente no mesmo local e período, multiplicado por 100 mil habitantes.<ref name="RIPSA">Rede Interagencial de Informações para a Saúde. ''Indicadores básicos para a saúde no Brasil: conceitos e aplicações''. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde; Ministério da Saúde.</ref> A tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo ''Mycobacterium tuberculosis''. Acomete principalmente os pulmões, mas também pode atingir outros órgãos. A transmissão ocorre pelo ar, a partir de pessoas com tuberculose pulmonar ou laríngea ativa.<ref name="WHO2024">World Health Organization. ''Global tuberculosis report 2024''. Geneva: World Health Organization; 2024.</ref> Esse indicador permite acompanhar a magnitude da doença, comparar territórios, identificar grupos populacionais com maior risco e orientar ações de vigilância, diagnóstico, tratamento e controle.<ref name="RIPSA"/> === Unidade de medida === * Casos novos por 100 mil habitantes. === Fontes de dados === O número de casos novos de tuberculose é obtido no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. A população residente usada como denominador é proveniente das estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), incorporadas ao DATASUS e às bases utilizadas para cálculo de indicadores de saúde.<ref name="RIPSA"/> As principais fontes utilizadas são: * Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) – casos novos de tuberculose. * DATASUS/TABNET – acesso aos dados consolidados do indicador. * Estimativas populacionais do IBGE – população residente por ano, sexo, faixa etária e território. * Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa) – definição, método de cálculo e interpretação do indicador.<ref name="RIPSA"/> === Método de cálculo === A taxa de incidência de tuberculose é calculada pela seguinte fórmula:<ref name="RIPSA"/> <math> \text{Taxa de incidência de tuberculose} = \frac{\text{Número de casos novos de tuberculose em residentes}} {\text{População residente no mesmo local e período}} \times 100.000 </math> O numerador corresponde aos casos novos de tuberculose notificados em residentes do território analisado. O denominador corresponde à população residente no mesmo território e ano. O fator 100.000 permite expressar o resultado como número de casos novos por 100 mil habitantes.<ref name="RIPSA"/> === Interpretação === A taxa de incidência de tuberculose expressa a ocorrência de casos novos da doença em uma população. Valores mais altos indicam maior ocorrência recente de tuberculose no território analisado.<ref name="RIPSA"/> Taxas elevadas podem indicar persistência de fatores favoráveis à transmissão do bacilo, maior vulnerabilidade social, maior concentração de grupos expostos ou maior capacidade de detecção dos serviços de saúde. Taxas baixas devem ser interpretadas com cautela, pois podem refletir menor ocorrência da doença, mas também subnotificação, dificuldade de acesso ao diagnóstico ou baixa sensibilidade da vigilância.<ref name="RIPSA"/> A interpretação deve considerar território, período, sexo, faixa etária, condições de vida da população e organização dos serviços de saúde. Comparações entre municípios exigem atenção à qualidade da notificação, à capacidade de diagnóstico e às diferenças populacionais.<ref name="RIPSA"/> === Usos principais === A taxa de incidência de tuberculose é utilizada para monitorar a ocorrência da doença, acompanhar tendências temporais e identificar territórios prioritários para ações de vigilância e atenção à saúde.<ref name="RIPSA"/> No Brasil, a análise da incidência ao longo do tempo é relevante porque a tuberculose manteve ocorrência persistente no período recente, exigindo monitoramento contínuo para avaliar o progresso das ações de controle e das metas de redução da doença.<ref name="Silva2024">Silva MT, Galvão TF. Tuberculosis incidence in Brazil: time series analysis between 2001 and 2021 and projection until 2030. ''Rev Bras Epidemiol''. 2024;27:e240027. doi:10.1590/1980-549720240027.</ref> O indicador também subsidia busca ativa de sintomáticos respiratórios, diagnóstico oportuno, acompanhamento do tratamento, avaliação de desigualdades territoriais e planejamento da rede de atenção.<ref name="RIPSA"/> === Interface com a Informática em Saúde === A análise da taxa de incidência de tuberculose depende da integração entre sistemas de vigilância epidemiológica e bases demográficas. O Sinan fornece os registros de casos novos. As estimativas populacionais do IBGE fornecem o denominador usado no cálculo da taxa.<ref name="RIPSA"/> Nos sistemas de informação em saúde, os registros devem estar organizados por ano, município de residência, sexo, faixa etária e situação de entrada do caso. A padronização dessas variáveis permite produzir séries históricas, painéis de monitoramento e comparações entre territórios.<ref name="RIPSA"/> A qualidade do indicador depende da completude dos registros, da consistência das notificações, da atualização das bases populacionais e da correta identificação do município de residência. Duplicidades, atrasos de notificação e erros de preenchimento podem comprometer a análise.<ref name="RIPSA"/> === Relação com determinantes sociais === A tuberculose apresenta distribuição desigual entre grupos populacionais e territórios. A ocorrência da doença está relacionada a condições de vida, vulnerabilidade social, barreiras de acesso ao diagnóstico e capacidade dos serviços de saúde de identificar e acompanhar os casos.<ref name="WHO2024"/> Estudos em municípios brasileiros indicam associação entre incidência de tuberculose e vulnerabilidade social, especialmente quando são consideradas desigualdades territoriais e condições socioeconômicas.<ref name="Paiva2023">Paiva JPS, Magalhães MAFM, Leal TC, Lira GV, Catrib AMF, Silva MRF. Temporal trend of tuberculosis incidence in northeastern Brazilian municipalities according to Social Vulnerability Index parameters: an ecological study. ''J Bras Pneumol''. 2023;49(1):e20220294. doi:10.36416/1806-3756/e20220294.</ref> Contextos de crise econômica e piora das condições sociais podem ampliar casos e mortes por tuberculose, reforçando a necessidade de interpretar o indicador junto aos determinantes sociais e à organização dos serviços de saúde.<ref name="Li2022">Li Y, de Macedo Couto R, Pelissari DM, Costa Alves L, Bartholomay P, Maciel EL, et al. Excess tuberculosis cases and deaths following an economic recession in Brazil: an analysis of nationally representative disease registry data. ''Lancet Glob Health''. 2022;10(10):e1463-e1472. doi:10.1016/S2214-109X(22)00320-5.</ref> === Limitações === A principal limitação da taxa de incidência de tuberculose é a dependência da qualidade da notificação. Casos não diagnosticados ou não registrados no Sinan reduzem artificialmente a taxa.<ref name="RIPSA"/> A subnotificação pode ocorrer por dificuldade de acesso aos serviços de saúde, baixa procura por atendimento, falhas na investigação de sintomáticos respiratórios ou problemas no registro dos casos. Diferenças na capacidade de diagnóstico entre municípios também dificultam comparações diretas.<ref name="RIPSA"/> Em municípios com população pequena, poucos casos podem produzir grandes variações na taxa. Nessas situações, a interpretação deve considerar números absolutos, série histórica e contexto local.<ref name="RIPSA"/> === Periodicidade === A taxa de incidência de tuberculose é geralmente calculada em base anual. Os casos são registrados continuamente no Sinan, mas as análises epidemiológicas costumam utilizar anos completos para permitir comparação entre territórios e períodos.<ref name="RIPSA"/> O acompanhamento anual permite monitorar tendências, identificar aumento ou redução da ocorrência e avaliar ações de controle da doença.<ref name="Silva2024"/> === Cobertura geográfica === O indicador pode ser calculado para diferentes níveis geográficos: * Brasil * Grandes Regiões * Unidades da Federação * Regiões de Saúde * Municípios * Áreas intraurbanas, quando houver disponibilidade de dados A análise municipal é útil para identificar desigualdades territoriais e orientar ações locais de vigilância e atenção à saúde.<ref name="RIPSA"/> === Categorias sugeridas para análise === A taxa de incidência de tuberculose pode ser analisada segundo diferentes variáveis: * Sexo * Faixa etária * Município de residência * Unidade da Federação * Região de Saúde * Raça/cor * Forma clínica da doença * Situação de encerramento do caso * População privada de liberdade * População em situação de rua * Pessoas vivendo com HIV Essas categorias permitem identificar grupos mais atingidos, desigualdades sociais e possíveis dificuldades de acesso ao diagnóstico e ao tratamento.<ref name="RIPSA"/><ref name="WHO2024"/> == Proporção de Internações Hospitalares por Grupo de Causas == === Definição === A Proporção de Internações Hospitalares por Grupo de Causas corresponde à distribuição percentual das internações realizadas em estabelecimentos de saúde segundo os grupos de causas definidas pela Classificação Internacional de Doenças – 10ª Revisão (CID-10). O indicador expressa o peso relativo de cada grupo de causas no total de hospitalizações ocorridas em determinado território e período. Permite identificar o perfil de morbidade hospitalar da população, evidenciando as principais causas de internação e subsidiando o planejamento das ações e políticas de saúde. Também é utilizado para avaliar o impacto de doenças agudas e crônicas sobre o sistema hospitalar e monitorar as mudanças no perfil epidemiológico ao longo do tempo.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIH">Brasil. Ministério da Saúde. ''Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS)''. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/sistema-de-informacoes-hospitalares-sih-sus/.</ref> === Unidade de medida === Percentual (%), representando a proporção de internações hospitalares atribuídas a um determinado grupo de causas em relação ao total de internações ocorridas no mesmo período e território. O valor é apresentado com uma ou duas casas decimais e deve ser calculado separadamente para cada grupo de causas segundo a Classificação Internacional de Doenças – 10ª Revisão (CID-10). Esse formato permite comparações entre regiões e períodos, bem como a análise da participação relativa de diferentes causas de hospitalização.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIH" /> === Fontes de dados === As informações para o cálculo da Proporção de Internações Hospitalares por Grupo de Causas são obtidas a partir do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), administrado pelo Ministério da Saúde. O SIH/SUS reúne dados das Autorizações de Internação Hospitalar (AIH), que registram informações sobre diagnóstico principal, procedimento realizado, duração da internação e desfecho do atendimento. Fontes complementares: * Sistema de Informações de Saúde Suplementar (ANS) – fornece dados sobre internações na rede privada de planos de saúde, quando disponíveis. * Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – utilizado para estimativas populacionais, quando se deseja calcular taxas de internação. * Classificação Internacional de Doenças – 10ª Revisão (CID-10) – define os grupos e capítulos de causas utilizados na classificação das internações. Essas bases permitem identificar o perfil de morbidade hospitalar e apoiar o planejamento e a gestão dos serviços hospitalares no país.<ref name="MSSIH" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === O indicador é calculado pela razão entre o número de internações hospitalares atribuídas a determinado grupo de causas, segundo a Classificação Internacional de Doenças – 10ª Revisão, e o total de internações registradas no mesmo período e território, multiplicada por 100. A fórmula é: <math>PI = \frac{N_{gc}}{N_{total}} \times 100</math> onde: PI = proporção de internações hospitalares por grupo de causas (%) N₍gc₎ = número de internações hospitalares de um grupo específico de causas N₍total₎ = número total de internações hospitalares registradas no mesmo período e local O cálculo pode ser realizado para capítulos ou categorias específicas da CID-10, conforme o objetivo da análise, como doenças infecciosas, doenças do aparelho circulatório ou causas externas. Dica: em planilhas eletrônicas (como o Excel), o cálculo pode ser feito com a fórmula: `=(N_gc/N_total)*100` Por exemplo, se um município registrou 2.000 internações por doenças do aparelho respiratório em um total de 10.000 internações no ano, a proporção será 20%.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIH" /> === Exemplo (Brasil, 2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Grupo de causas (CID-10) !! Internações (SIH/SUS, 2022) !! Proporção (%) sobre o total |- | Doenças do aparelho respiratório (J00–J99) || 1.142.850 || 13,8 |- | Gravidez, parto e puerpério (O00–O99) || 1.092.260 || 13,2 |- | Doenças do aparelho circulatório (I00–I99) || 970.540 || 11,7 |- | Doenças do aparelho digestivo (K00–K93) || 858.430 || 10,3 |- | Doenças infecciosas e parasitárias (A00–B99) || 604.270 || 7,3 |- | Lesões, envenenamentos e causas externas (S00–T98 e V01–Y98) || 412.690 || 5,0 |- | Neoplasias (C00–D48) || 375.850 || 4,5 |- | Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas (E00–E90) || 285.300 || 3,4 |- | Doenças do aparelho geniturinário (N00–N99) || 278.120 || 3,3 |- | Doenças do sistema nervoso (G00–G99) || 230.850 || 2,8 |- | Outras causas (demais capítulos da CID-10) || 2.150.840 || 25,7 |- | '''Total''' || '''8.402.000''' || '''100,0''' |} Fontes: Ministério da Saúde – SIH/SUS/DATASUS (2022); IBGE – ''Censo Demográfico 2022''. Os dados indicam que: * As principais causas de internação hospitalar no SUS em 2022 foram doenças do aparelho respiratório, condições relacionadas à gravidez e doenças do aparelho circulatório. * Internações por causas externas representaram cerca de 5% do total. * O padrão reflete a transição epidemiológica, com predomínio crescente de doenças crônicas e degenerativas sobre as infecciosas. === Interpretação === A Proporção de Internações Hospitalares por Grupo de Causas permite identificar o perfil de morbidade hospitalar de uma população e avaliar o impacto relativo das diferentes doenças e agravos sobre o sistema hospitalar. Valores mais elevados para determinados grupos de causas indicam maior frequência de hospitalizações associadas a essas condições. Por exemplo, uma alta proporção de internações por doenças do aparelho respiratório pode refletir surtos sazonais, como influenza ou pneumonia, enquanto o predomínio de causas circulatórias pode indicar o peso crescente das doenças crônicas não transmissíveis. O indicador também auxilia na identificação de transições epidemiológicas e na avaliação da efetividade da atenção básica: reduções nas internações por condições sensíveis à atenção primária podem indicar melhoria no cuidado ambulatorial e prevenção de agravos. A análise deve considerar fatores como estrutura etária, cobertura assistencial, práticas de registro e variações sazonais, que podem influenciar o número e a distribuição das internações hospitalares.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIH" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Usos principais === O indicador é amplamente utilizado para analisar o perfil de morbidade hospitalar e subsidiar o planejamento de ações e políticas de saúde. Entre seus principais usos estão: * Identificar as principais causas de internação e seus padrões regionais e temporais. * Avaliar o impacto das doenças transmissíveis e crônicas sobre o sistema hospitalar. * Monitorar a transição epidemiológica e o peso relativo das causas de internação por faixa etária e sexo. * Apoiar o planejamento da rede hospitalar e a alocação de recursos financeiros e humanos. * Avaliar a efetividade da atenção primária por meio do acompanhamento das internações por condições sensíveis à atenção básica. * Subsidiar estudos sobre carga de doenças e perfil de utilização dos serviços hospitalares. O indicador também serve de base para análises de custo e de eficiência hospitalar, permitindo estimar o impacto econômico das principais causas de hospitalização no Sistema Único de Saúde.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIH" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Interface com a Informática em Saúde === Na informática em saúde, esse indicador depende da padronização diagnóstica nas AIH, da integridade dos registros hospitalares e da possibilidade de tabulação automatizada por capítulos e grupos da CID-10. Sistemas analíticos e painéis interativos permitem monitorar padrões de internação, comparar territórios e apoiar a gestão hospitalar e a vigilância em saúde.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="Mantas2016" /> === Limitações === A principal limitação do indicador é que o SIH/SUS registra predominantemente internações financiadas pelo SUS, o que restringe a representação da rede privada não conveniada. Também podem ocorrer distorções associadas à qualidade do preenchimento da AIH, à codificação diagnóstica e a diferenças nos critérios de internação entre serviços e regiões. Outras limitações incluem: * sub-registro ou inconsistências no diagnóstico principal; * influência da oferta local de leitos e da organização da rede hospitalar; * possibilidade de reinternações serem contadas como novos eventos; * dificuldade de interpretação isolada, sem considerar taxas e outros indicadores assistenciais.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIH" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Periodicidade === Os dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) são coletados de forma contínua e consolidados mensalmente, com atualização regular nas bases do DATASUS. O indicador pode ser calculado mensal, trimestral ou anualmente, conforme o objetivo da análise e a necessidade de acompanhamento das tendências. A periodicidade anual é a mais utilizada, pois permite comparações entre períodos e regiões, além de reduzir variações sazonais decorrentes de surtos epidêmicos ou flutuações temporárias na demanda hospitalar. Os dados são disponibilizados publicamente pelo Ministério da Saúde por meio do portal DATASUS, geralmente no início do ano subsequente ao período de referência.<ref name="MSSIH" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === O indicador possui cobertura nacional e é calculado a partir dos registros do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), que abrange os estabelecimentos vinculados ao Sistema Único de Saúde. As desagregações possíveis incluem: * Brasil (total nacional) * Grandes Regiões * Unidades da Federação * Regiões Metropolitanas * Municípios e Distritos * Tipo de estabelecimento Embora o SIH/SUS concentre as internações financiadas pelo SUS, a cobertura é ampla e representativa da realidade hospitalar brasileira, especialmente em contextos de maior dependência do sistema público. Os dados permitem comparações territoriais e análises sobre o perfil de morbidade hospitalar em diferentes contextos populacionais e assistenciais.<ref name="MSSIH" /> <ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A Proporção de Internações Hospitalares por Grupo de Causas pode ser analisada segundo diferentes variáveis demográficas, clínicas e territoriais, permitindo identificar padrões de morbidade e desigualdades regionais. As principais categorias de desagregação recomendadas são: * Sexo (masculino, feminino) * Faixa etária (crianças, adultos, idosos) * Capítulo ou grupo de causas segundo a Classificação Internacional de Doenças – 10ª Revisão (CID-10) * Local de residência e de ocorrência da internação * Tipo de estabelecimento * Regime de internação (urgência/emergência ou eletiva) * Ano de referência Essas categorias permitem compreender a distribuição das internações por perfil epidemiológico e subsidiar o planejamento e a organização da rede hospitalar conforme as necessidades de saúde da população.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSSIH" /> <ref name="MSUFG2015" /> == Taxa de internação hospitalar (SUS) por condições sensíveis à atenção primária == === Definição === A Taxa de internação hospitalar (SUS) por condições sensíveis à atenção primária corresponde ao número de internações hospitalares por condições sensíveis à atenção primária (CSAP), financiadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em relação à população residente de determinado território e período.<ref name="RIPSA2026"></ref> As internações por CSAP referem-se a hospitalizações por agravos que, em parte, poderiam ser evitados, controlados ou acompanhados oportunamente pela atenção primária. O indicador é utilizado como medida indireta de desempenho da atenção primária, pois registra hospitalizações que podem ser reduzidas por prevenção, diagnóstico oportuno, tratamento, seguimento clínico e coordenação do cuidado.<ref name="Alfradique2009">Alfradique ME, Bonolo PF, Dourado I, Lima-Costa MF, Macinko J, Mendonça CS, et al. Internações por condições sensíveis à atenção primária: a construção da lista brasileira como ferramenta para medir o desempenho do sistema de saúde. ''Cad Saúde Pública''. 2009;25(6):1337-1349. doi:10.1590/S0102-311X2009000600016.</ref> === Unidade de medida === Internações por 100.000 habitantes. O valor pode ser calculado para o total de condições sensíveis à atenção primária ou separadamente por grupos de causas definidos pela Classificação Internacional de Doenças – 10ª Revisão (CID-10). Para o Grupo 19 – Doenças relacionadas ao pré-natal e parto, o denominador deve ser restrito à população feminina em idade fértil, de 10 a 49 anos.<ref name="RIPSA2026" /> === Fontes de dados === As informações sobre internações são obtidas a partir do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), administrado pelo Ministério da Saúde. O SIH/SUS reúne dados das Autorizações de Internação Hospitalar (AIH), incluindo diagnóstico principal, procedimento realizado, duração da internação e desfecho do atendimento.<ref name="MSSIH">Brasil. Ministério da Saúde. ''Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS)''. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/sistema-de-informacoes-hospitalares-sih-sus/.</ref> Fontes utilizadas: * Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) – internações pagas pelo SUS. * Autorizações de Internação Hospitalar (AIH) – identificação do diagnóstico principal. * Classificação Internacional de Doenças – 10ª Revisão (CID-10) – classificação dos grupos de causas. * Estimativas populacionais do IBGE e da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa) – denominadores populacionais.<ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === O indicador é calculado pela razão entre o número de internações hospitalares por CSAP pagas pelo SUS e a população residente no mesmo local e período, multiplicada por 100.000.<ref name="RIPSA2026" /> A fórmula é: <math>TICSAP = \frac{N_{CSAP}}{P_{res}} \times 100.000</math> onde: TICSAP = taxa de internação hospitalar por condições sensíveis à atenção primária N<sub>CSAP</sub> = número de internações hospitalares por CSAP pagas pelo SUS P<sub>res</sub> = população residente estimada no local e período analisados Para o Grupo 19 – Doenças relacionadas ao pré-natal e parto, utiliza-se como denominador a população feminina de 10 a 49 anos residente no mesmo local e período.<ref name="RIPSA2026" /> Dica: em planilhas eletrônicas, o cálculo pode ser feito com a fórmula: `=(N_CSAP/P_res)*100000` === Grupos de causas selecionados === Para a composição selecionada, consideram-se os seguintes grupos de condições sensíveis à atenção primária, segundo códigos da CID-10:<ref name="RIPSA2026" /> * Grupo 1 – Doenças preveníveis por imunização e condições sensíveis: A15-A18, A19, A33-A37, A51-A53, A95, B26, B05-B06, B16, B50-B54, B77, G00.0, I00-I02. * Grupo 13 – Diabetes mellitus: E10-E14. * Grupo 19 – Doenças relacionadas ao pré-natal e parto: O23, A50, P35.0. As internações são categorizadas segundo o diagnóstico principal registrado na AIH de internamento inicial. Não são consideradas AIHs de continuidade.<ref name="RIPSA2026" /> === Interpretação === A taxa expressa a magnitude das internações potencialmente evitáveis pela atuação da atenção primária. Valores mais elevados podem indicar dificuldades de acesso, oportunidade, continuidade ou coordenação do cuidado, especialmente quando analisados por grupos de causas e por território.<ref name="Alfradique2009" /> A interpretação não deve atribuir automaticamente as diferenças observadas à qualidade da atenção primária. As internações por CSAP também são influenciadas pelo perfil epidemiológico da população, desigualdades sociais, oferta de leitos, cobertura suplementar, critérios de internação, práticas de registro e organização da rede assistencial.<ref name="Pazo2014">Pazó RG, Frauches DO, Molina MCB, Cade NV. Modelagem hierárquica de determinantes associados a internações por condições sensíveis à atenção primária no Espírito Santo, Brasil. ''Cad Saúde Pública''. 2014;30(9):1891-1902. doi:10.1590/0102-311X00099913.</ref> === Usos principais === O indicador é utilizado para analisar variações populacionais, geográficas e temporais das internações por CSAP, identificar desigualdades territoriais e subsidiar o planejamento, monitoramento e avaliação da atenção primária.<ref name="RIPSA2026" /> Também pode apoiar a análise da rede assistencial e da articulação entre atenção primária e atenção hospitalar, especialmente no acompanhamento de condições crônicas, condições imunopreveníveis e agravos relacionados ao cuidado materno-infantil.<ref name="Castro2020">Castro DM, Oliveira VBCA, Andrade ACS, Cherchiglia ML, Santos AF. Impacto da qualidade da atenção primária à saúde na redução das internações por condições sensíveis. ''Cad Saúde Pública''. 2020;36(11):e00209819. doi:10.1590/0102-311X00209819.</ref> === Interface com a Informática em Saúde === Na informática em saúde, o indicador depende da qualidade do registro das AIH, da padronização da codificação diagnóstica pela CID-10 e da integração entre bases hospitalares e bases populacionais.<ref name="MSSIH" /> Painéis, sistemas analíticos e ferramentas de tabulação permitem monitorar a taxa por município, grupo de causas, sexo, faixa etária, cor ou raça e ano de referência. A análise automatizada favorece o acompanhamento de tendências, a identificação de áreas prioritárias e o apoio à gestão da atenção primária e da rede hospitalar.<ref name="RIPSA2026" /> === Limitações === O indicador é influenciado pela oferta de serviços hospitalares, pela disponibilidade de recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros e pelos critérios técnico-administrativos de pagamento das internações no SUS.<ref name="RIPSA2026" /> Outras limitações incluem a restrição às internações financiadas pelo SUS, a ausência de internações realizadas exclusivamente na rede privada, a influência da oferta local de leitos, diferenças nos critérios de internação entre serviços e regiões, reinternações contadas como novos eventos, variação na qualidade do preenchimento da AIH e dependência da codificação correta do diagnóstico principal.<ref name="Pazo2014" /> === Periodicidade === A periodicidade de atualização é anual. Os dados do SIH/SUS são registrados de forma contínua e consolidados mensalmente, mas a análise anual é recomendada para comparações territoriais e temporais, por reduzir flutuações sazonais e oscilações de curto prazo.<ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === O indicador possui cobertura nacional e pode ser calculado para Brasil, Grandes Regiões, Unidades da Federação, regiões de saúde e municípios. A granularidade recomendada pela ficha RIPSA é o município.<ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A taxa pode ser analisada segundo município de residência, ano de referência, sexo, faixa etária, cor ou raça, grupo de causas de CSAP, diagnóstico principal segundo a CID-10, tipo de internação, local de ocorrência e rede assistencial.<ref name="RIPSA2026" /> Essas categorias permitem identificar padrões de morbidade hospitalar sensível à atenção primária e subsidiar ações de planejamento, monitoramento e avaliação.<ref name="Alfradique2009" /> == Leitos Hospitalares == === Definição === O indicador '''Leitos hospitalares por população''' expressa a relação entre o número de leitos hospitalares disponíveis para internação e a população residente, em determinado território e período. É apresentado como o número de leitos por mil habitantes e representa uma medida da capacidade instalada de internação do sistema de saúde. Seu uso permite avaliar a suficiência da oferta hospitalar e comparar a disponibilidade de leitos entre regiões e períodos.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSCNES">Brasil. Ministério da Saúde. ''Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES)''. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: https://cnes.datasus.gov.br/.</ref> === Unidade de medida === Número de leitos hospitalares por 1.000 habitantes. === Fontes de dados === As informações sobre leitos hospitalares são obtidas no '''Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES)''', do Ministério da Saúde. O denominador populacional é obtido a partir das estimativas e projeções demográficas do '''Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)'''.<ref name="MSCNES" /> <ref name="IBGE" /> === Método de cálculo === O indicador é calculado pela razão entre o número de leitos hospitalares disponíveis e a população residente no mesmo território e período, multiplicada por 1.000. <math>LH = \frac{N_{leitos}}{P} \times 1000</math> onde: LH = leitos hospitalares por 1.000 habitantes N₍leitos₎ = número de leitos hospitalares disponíveis P = população residente No cálculo, consideram-se os leitos existentes em estabelecimentos cadastrados no CNES. Segundo a RIPSA, não são incluídos no cômputo alguns tipos específicos de leitos, como os de '''acolhimento noturno''', '''reabilitação''', '''suporte ventilatório pulmonar''' e '''UTI COVID-19 específica'''.<ref name="RIPSA2026" /> === Exemplo (Brasil, 2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Região !! Leitos hospitalares (CNES, dez/2022) !! População (Censo 2022) !! Leitos por 1.000 habitantes |- | '''Norte''' || 32.480 || 18.906.962 || 1,72 |- | '''Nordeste''' || 98.215 || 54.644.582 || 1,80 |- | '''Sudeste''' || 201.320 || 84.847.187 || 2,37 |- | '''Sul''' || 72.890 || 29.933.315 || 2,44 |- | '''Centro-Oeste''' || 35.430 || 16.298.734 || 2,17 |- | '''Brasil''' || 440.335 || 203.062.512 || 2,17 |} Fontes: Ministério da Saúde – CNES/DATASUS (dezembro de 2022); IBGE – Censo Demográfico 2022. === Interpretação === O indicador expressa a disponibilidade potencial de internação hospitalar para a população residente. Valores mais elevados indicam maior oferta de leitos por habitante, enquanto valores mais baixos podem sinalizar restrição da capacidade instalada. Sua interpretação deve considerar a composição e o tipo dos leitos disponíveis, a distribuição territorial da oferta, o perfil epidemiológico da população e a articulação com outros indicadores, como taxa de ocupação, tempo médio de permanência e produção hospitalar. Diferenças regionais podem refletir desigualdades estruturais na rede de atenção à saúde.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Usos principais === * Avaliar a capacidade instalada de internação hospitalar. * Comparar a disponibilidade de leitos entre regiões e períodos. * Subsidiar o planejamento e a regionalização da rede hospitalar. * Identificar desigualdades territoriais na oferta de recursos assistenciais. * Apoiar análises de suficiência da infraestrutura hospitalar. <ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Interface com a Informática em Saúde === O indicador depende da atualização regular do CNES e da integração entre bases cadastrais, assistenciais e populacionais. Na informática em saúde, sua utilidade aumenta quando associado a sistemas de regulação, painéis de monitoramento e ferramentas de análise da capacidade instalada e do uso dos leitos.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="Mantas2016" /> === Limitações === * Depende da qualidade e da atualização dos registros do CNES. * Não expressa, isoladamente, a utilização efetiva dos leitos. * Pode haver discrepância entre leitos cadastrados e leitos efetivamente operacionais. * A interpretação isolada pode ser insuficiente, pois não considera ocupação, rotatividade, tempo de permanência e perfil assistencial. * Diferenças na composição dos tipos de leitos podem dificultar comparações diretas entre territórios.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSCNES" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Periodicidade === Os dados do CNES são atualizados continuamente e podem ser analisados com periodicidade mensal ou anual. Para comparações entre territórios e séries históricas, o uso anual tende a ser o mais apropriado.<ref name="MSCNES" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === O indicador pode ser calculado para Brasil, grandes regiões, unidades da federação, regiões de saúde e municípios, conforme a disponibilidade e a qualidade dos dados cadastrais e populacionais.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSCNES" /> <ref name="IBGE" /> === Categorias sugeridas para análise === O indicador pode ser analisado segundo: * tipo de leito * vínculo ao SUS * natureza jurídica do estabelecimento * localização geográfica * esfera administrativa * ano de referência <ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSCNES" /> == Cobertura de Planos Privados de Saúde == === Definição === A Cobertura de Planos Privados de Saúde expressa a proporção da população residente que possui vínculo ativo a algum plano ou seguro de assistência médica, hospitalar ou odontológica. O indicador mede o grau de participação da saúde suplementar na cobertura populacional de um território, em determinado período. Reflete a inserção da população no setor privado de saúde e permite avaliar a relação entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e o setor suplementar, bem como desigualdades de acesso aos serviços de saúde entre grupos sociais e regiões.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="ANS">Agência Nacional de Saúde Suplementar. ''Sala de Situação''. Rio de Janeiro: ANS. Disponível em: https://www.gov.br/ans/pt-br/assuntos/analise-de-situacao/sala-de-situacao.</ref> === Unidade de medida === Percentual (%), representando a proporção de pessoas cobertas por planos ou seguros privados de assistência à saúde em relação à população total residente em determinado território e período. O resultado é apresentado com uma ou duas casas decimais, permitindo comparações entre regiões e períodos e a análise da participação do setor suplementar no sistema de saúde brasileiro.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="ANS" /> === Fontes de dados === As informações para o cálculo da Cobertura de Planos Privados de Saúde são obtidas a partir dos registros administrativos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula e supervisiona o setor de planos e seguros de saúde no Brasil. Os dados são provenientes do Sistema de Informações de Beneficiários (SIB/ANS), que reúne o número de vínculos ativos por tipo de plano, operadora e local de residência do beneficiário. Fontes complementares: * Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – utilizado para o denominador populacional. * Pesquisas domiciliares, como a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), que podem complementar a análise da cobertura autorreferida. * Bases da saúde suplementar e relatórios analíticos da ANS. Essas fontes permitem monitorar a expansão ou retração da cobertura suplementar e sua distribuição territorial e social.<ref name="ANS" /> <ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === O indicador é calculado pela razão entre o número de vínculos ativos a planos privados de assistência à saúde e a população residente no mesmo território e período, multiplicada por 100. <math>CPS = \frac{N_{beneficiarios}}{P} \times 100</math> onde: CPS = cobertura de planos privados de saúde (%) N₍beneficiarios₎ = número de beneficiários com vínculo ativo a planos privados de saúde P = população residente no mesmo território e período O cálculo pode ser realizado para o total de beneficiários ou segundo tipos específicos de cobertura, como assistência médica, hospitalar ou odontológica. Dica: em planilhas eletrônicas (como o Excel), o cálculo pode ser feito com a fórmula: `=(N_beneficiarios/P)*100` Por exemplo, se um estado possui 2.500.000 beneficiários de planos privados e uma população de 10.000.000 habitantes, a cobertura será de 25,0%.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="ANS" /> === Exemplo (Brasil, 2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Região !! Beneficiários de planos médico-hospitalares !! População residente !! Cobertura (%) |- | '''Norte''' || 2.060.000 || 18.906.962 || 10,9 |- | '''Nordeste''' || 7.420.000 || 54.644.582 || 13,6 |- | '''Sudeste''' || 28.940.000 || 84.847.187 || 34,1 |- | '''Sul''' || 8.160.000 || 29.933.315 || 27,3 |- | '''Centro-Oeste''' || 4.620.000 || 16.298.734 || 28,3 |- | '''Brasil''' || 51.200.000 || 203.062.512 || 25,2 |} Fontes: Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS (2022); IBGE – Censo Demográfico 2022. Os dados indicam que: * A cobertura de planos privados de saúde é mais elevada nas regiões '''Sudeste''', '''Centro-Oeste''' e '''Sul'''. * As regiões '''Norte''' e '''Nordeste''' apresentam menor inserção da saúde suplementar. * O padrão reflete desigualdades socioeconômicas e a distribuição diferenciada da oferta de serviços privados de saúde no território nacional. === Interpretação === O indicador expressa a participação relativa da saúde suplementar na cobertura da população. Valores mais elevados indicam maior presença de planos privados de saúde em determinado território, o que pode refletir maior renda média, maior formalização do mercado de trabalho e maior oferta de operadoras e serviços privados. Valores mais baixos sugerem maior dependência exclusiva do SUS e menor inserção do setor suplementar. A interpretação deve considerar diferenças regionais, perfil socioeconômico da população, estrutura do mercado de trabalho e composição etária, pois esses fatores influenciam a adesão a planos privados. A cobertura por planos privados não substitui a necessidade de análise da oferta efetiva e do uso dos serviços, nem elimina a centralidade do SUS no cuidado à saúde da população brasileira.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="ANS" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Usos principais === * Avaliar a participação da saúde suplementar na cobertura populacional. * Comparar desigualdades regionais e sociais na inserção em planos privados de saúde. * Subsidiar análises sobre a relação entre o SUS e o setor suplementar. * Apoiar o planejamento e a regulação do sistema de saúde. * Monitorar tendências temporais de expansão ou retração da cobertura privada.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="ANS" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Interface com a Informática em Saúde === O monitoramento desse indicador depende de bases cadastrais atualizadas, integração entre dados administrativos e denominadores populacionais confiáveis. Na informática em saúde, a articulação entre sistemas da ANS, bases populacionais e plataformas analíticas permite acompanhar a distribuição territorial da saúde suplementar e apoiar decisões regulatórias e de planejamento.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="Mantas2016" /> === Limitações === * O indicador mede cobertura contratual, não uso efetivo dos serviços. * Um mesmo indivíduo pode possuir mais de um vínculo, gerando possibilidade de superestimação. * A cobertura varia conforme renda, emprego formal e oferta regional de operadoras. * Não expressa integralidade da assistência nem qualidade do cuidado oferecido. * Deve ser interpretado em conjunto com outros indicadores de acesso, utilização e capacidade instalada.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="ANS" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Periodicidade === Os dados da ANS são atualizados periodicamente e permitem acompanhamento mensal e anual da cobertura da saúde suplementar. Para comparações entre territórios e séries históricas, a periodicidade anual tende a ser a mais utilizada.<ref name="ANS" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === O indicador pode ser calculado para Brasil, grandes regiões, unidades da federação e municípios, conforme a disponibilidade dos dados da ANS e dos denominadores populacionais.<ref name="ANS" /> <ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === A cobertura de planos privados de saúde pode ser analisada segundo: * tipo de plano * segmentação assistencial * faixa etária * sexo * localização geográfica * ano de referência * vínculo empregatício, quando disponível<ref name="RIPSA2026" /><ref name="ANS" /> == Gastos em Saúde == === Definição === O indicador '''Percentual da Despesa Total em Saúde Destinada a Cada Nível de Atenção''' expressa a distribuição dos recursos financeiros aplicados em saúde segundo os níveis de atenção do sistema: Atenção Primária à Saúde (APS) e Média e Alta Complexidade (MAC). Corresponde à proporção do gasto público total em saúde alocada para cada nível assistencial, em determinado território e período. O indicador permite avaliar o equilíbrio do financiamento entre os componentes da rede de atenção, contribuindo para a análise da priorização da APS e da sustentabilidade do sistema de saúde. A comparação entre APS e MAC auxilia na identificação de tendências de investimento e na verificação da coerência entre a alocação de recursos e as diretrizes de regionalização e integralidade do SUS.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="SIOPS">Brasil. Ministério da Saúde. ''Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS)''. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: https://siops.saude.gov.br/.</ref> === Unidade de medida === Percentual (%), representando a proporção da despesa total em saúde destinada a cada nível de atenção no sistema: * Atenção Primária à Saúde (APS) * Média e Alta Complexidade (MAC) O valor é calculado em relação à despesa total em ações e serviços públicos de saúde (ASPS) realizada pelo ente federativo no período de referência. A soma dos percentuais de APS e MAC tende a se aproximar de 100%, podendo haver pequenas variações devido à existência de outras categorias orçamentárias, como vigilância em saúde e gestão do SUS.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="SIOPS" /> === Fontes de dados === As informações para o cálculo do indicador são obtidas a partir do '''Fundo Nacional de Saúde (FNS)''', do Ministério da Saúde, que consolida os repasses e pagamentos realizados em ações e serviços públicos de saúde segundo os blocos de financiamento. Os dados permitem identificar os valores destinados à Atenção Primária à Saúde (APS) e à Média e Alta Complexidade (MAC), conforme a execução orçamentária e financeira federal. Fontes complementares: * Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS) – utilizado para análises de consolidação orçamentária nas três esferas de governo. * Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – utilizado para contextualização demográfica e macroeconômica. * Tesouro Nacional e secretarias estaduais e municipais de saúde – fontes de validação e detalhamento da execução orçamentária local. O uso do FNS é útil para refletir a aplicação dos recursos nos blocos APS e MAC, especialmente no monitoramento de transferências fundo a fundo e da execução direta do Ministério da Saúde.<ref name="MSFNS">Brasil. Ministério da Saúde. ''Fundo Nacional de Saúde (FNS)''. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: https://portalfns.saude.gov.br/.</ref> <ref name="RIPSA2026" /> === Método de cálculo === O indicador é calculado a partir da razão entre o montante de recursos financeiros aplicados em cada nível de atenção (APS e MAC) e o total das despesas em ações e serviços públicos de saúde (ASPS), multiplicada por 100. <math>P_{nivel} = \frac{D_{nivel}}{D_{total}} \times 100</math> onde: P₍nível₎ = percentual da despesa total destinada a cada nível de atenção (APS ou MAC) D₍nível₎ = despesa executada no respectivo nível de atenção D₍total₎ = total de despesas em ações e serviços públicos de saúde As despesas de cada nível são obtidas nos registros de execução orçamentária do Fundo Nacional de Saúde, que classifica os pagamentos e transferências segundo os blocos de financiamento: * Atenção Primária à Saúde (APS) * Média e Alta Complexidade (MAC) O cálculo pode ser feito para a União, estados, municípios ou para o conjunto do país, conforme a disponibilidade de dados. Dica: em planilhas eletrônicas (como o Excel), o cálculo pode ser feito com as fórmulas: Para APS: `=(Despesa_APS/Despesa_Total)*100` Para MAC: `=(Despesa_MAC/Despesa_Total)*100` Exemplo: se um estado aplicou R$ 600 milhões em APS e R$ 1,4 bilhão em MAC, sobre um total de R$ 2 bilhões em ASPS, os percentuais serão 30% para APS e 70% para MAC.<ref name="MSFNS" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Exemplo (Brasil, 2022) === {| class="wikitable" style="text-align:center;" ! Região !! Despesa total em saúde (R$ milhões) !! Atenção Primária (APS) !! Média/Alta Complexidade (MAC) !! % APS !! % MAC !! Razão MAC/APS |- | '''Norte''' || 38.620 || 13.260 || 21.570 || 34,3 || 55,9 || 1,63 |- | '''Nordeste''' || 107.430 || 39.820 || 57.480 || 37,1 || 53,5 || 1,44 |- | '''Sudeste''' || 183.750 || 55.620 || 114.830 || 30,3 || 62,5 || 2,06 |- | '''Sul''' || 68.940 || 21.760 || 40.910 || 31,6 || 59,4 || 1,88 |- | '''Centro-Oeste''' || 32.860 || 10.940 || 18.440 || 33,3 || 56,1 || 1,68 |- | '''Brasil''' || 431.600 || 141.400 || 253.200 || 32,8 || 58,7 || 1,79 |} Fontes: Ministério da Saúde – FNS / SIOPS / DATASUS (2022); IBGE – ''Censo Demográfico 2022''. Os dados mostram que: * Em 2022, aproximadamente 59% das despesas em saúde foram destinadas à Média e Alta Complexidade, enquanto cerca de 33% corresponderam à Atenção Primária. * A relação MAC/APS foi de 1,79. * As regiões Sudeste e Sul apresentaram maior concentração relativa de recursos na atenção especializada, enquanto Norte e Nordeste dedicaram proporção relativamente maior à atenção básica.<ref name="MSFNS" /> <ref name="SIOPS" /> <ref name="IBGE" /> === Interpretação === O indicador expressa o equilíbrio entre os níveis de atenção à saúde no financiamento do sistema público. Valores mais elevados de gasto na Atenção Primária à Saúde indicam maior priorização das ações de promoção, prevenção e cuidado longitudinal. Já uma proporção muito alta de gastos na Média e Alta Complexidade pode refletir um modelo assistencial mais centrado em procedimentos especializados e hospitalares. A interpretação deve considerar o contexto epidemiológico, a estrutura da rede de serviços e a organização das responsabilidades entre as esferas de governo. O indicador não deve ser analisado isoladamente, mas em conjunto com outros marcadores de estrutura, acesso, utilização e desempenho da rede de atenção.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Usos principais === * Avaliar a distribuição do financiamento entre APS e MAC. * Monitorar tendências de priorização do gasto em saúde. * Comparar perfis de financiamento entre regiões e entes federativos. * Subsidiar o planejamento, a gestão e a avaliação das redes de atenção. * Apoiar análises sobre coerência entre financiamento e modelo assistencial do SUS.<ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /><ref name="MSFNS" /> === Interface com a Informática em Saúde === Na informática em saúde, esse indicador depende da integração entre bases orçamentárias, financeiras e assistenciais. Sua utilidade aumenta quando os dados do FNS e do SIOPS são analisados em conjunto com indicadores de produção, cobertura e desempenho, permitindo painéis analíticos sobre alocação de recursos e organização da rede de atenção.<ref name="IMIA2023" /> <ref name="Mantas2016" /> === Limitações === As principais limitações do indicador estão relacionadas à classificação e ao registro das despesas nos sistemas orçamentários e financeiros. Embora o Fundo Nacional de Saúde permita identificar os blocos de financiamento, parte das despesas pode não estar claramente vinculada a um nível específico de atenção, dificultando a separação entre APS e MAC. Outras limitações incluem: * diferenças entre empenho, liquidação e pagamento, que podem gerar defasagens temporais nos valores registrados; * dificuldade de comparações diretas entre entes federativos, devido a variações na estrutura orçamentária e nas fontes de financiamento; * possibilidade de reclassificação contábil de despesas; * exclusão de gastos do setor privado e de outras fontes não orçamentárias; * falta de uniformidade na identificação de gastos mistos, que envolvem simultaneamente APS e MAC. Essas limitações exigem cautela na interpretação dos resultados e reforçam a necessidade de análises complementares.<ref name="MSFNS" /> <ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> === Periodicidade === Os dados sobre despesas em saúde executadas pelo Fundo Nacional de Saúde são atualizados mensalmente, com consolidação anual dos valores executados por bloco de financiamento. O indicador pode ser calculado mensal, trimestral ou anualmente, conforme o objetivo da análise. A periodicidade anual é a mais utilizada em estudos e relatórios de gestão, por reduzir variações sazonais e permitir a comparação entre exercícios financeiros.<ref name="MSFNS" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Cobertura geográfica === O indicador possui cobertura nacional e pode ser analisado para Brasil, grandes regiões, unidades da federação, regiões de saúde e municípios, conforme a disponibilidade dos registros financeiros. A base do FNS permite acompanhar a execução orçamentária e financeira por ente federativo e por bloco de financiamento, favorecendo análises comparativas entre localidades e períodos.<ref name="MSFNS" /> <ref name="IBGE" /> <ref name="RIPSA2026" /> === Categorias sugeridas para análise === O indicador pode ser analisado segundo: * nível de atenção (APS, MAC) * esfera administrativa * localização geográfica * tipo de gestão * modalidade de repasse * ano de exercício financeiro<ref name="MSFNS" /> <ref name="RIPSA2026" /> <ref name="MSUFG2015" /> == Referências == <references /> fuz2xrgiict76d6in1m2n4o09f3qesd Observatório Digital das Mulheres Latino-americanas 0 27939 182926 178403 2026-05-26T23:22:15Z Gabag os 43261 182926 wikitext text/x-wiki {{Observatório Digital das Mulheres Latino-americanas}} <br> ==Sobre o projeto== O '''Observatório Digital das Mulheres Latino-americanas''' é um projeto do [https://www.institutodeletras.uerj.br/ Instituto de Letras] da [https://www.uerj.br/ Universidade do Estado do Rio de Janeiro] (UERJ) financiado pela [https://www.faperj.br/ FAPERJ], cujo objetivo é mapear a presença de intelectuais mulheres latino-americanas em plataformas digitais e os debates políticos, sociais e culturais a elas associados. Em 2024, o projeto iniciou seus estudos na Wikipédia, a enciclopédia livre. * Em [[Observatório Digital das Mulheres Latino-americanas/Atividades|Atividades]], você pode conferir todas as editatodas e eventos promovidos pelo Observatório em parceria com o Wikimedia Brasil. * Em [[Observatório Digital das Mulheres Latino-americanas/Curadoria|Curadoria]], você tem acesso a todos os verbetes criados e editados durante nossas editatonas. * Em [[Observatório Digital das Mulheres Latino-americanas/Equipe|Equipe]], você conhece os integrantes do nosso projeto. Você também pode conferir todas as fotografias dos nossos eventos em nossa [[commons:Category:Observatório_Digital_das_Mulheres_Latino-americanas|categoria no Wikimedia commons]].<br> Para conhecer os outros eventos realizados pelo Observatório e os trabalhos publicados pelos integrantes do grupo e ficar sabendo das notícias do projeto, visite o nosso site: '''[https://mulherdigital.institutodeletras.uerj.br/ Observatório Digital das Mulheres Latino-americanas]''' == Atividades realizadas == Conheça as métricas do projeto [[wmfdashboard:campaigns/observatório_digital_das_mulheres_latinoamericanas/overview|'''aqui''']]. ==Contato== Entre em contato com a equipe pelo nosso [mailto:observatoriodigitaldasmulheres@gmail.com e-mail] [[Categoria:Grupos de pesquisa]] fd9483jtq1fpnyxwkk3hndh6fa3vgxw CCT-UFCA/Engenharia Civil 0 28281 182922 182764 2026-05-26T22:09:28Z ~2026-30633-53 44330 Ligando a aba de mecânica geral em pré-requisitos de outras disciplinas 182922 wikitext text/x-wiki == Engenharia Civil == Profissionais de '''Engenharia Civil''' devem ser capazes de projetar, gerenciar e executar obras e construções, considerando fatores socioambientais – como insolação, ventilação local, tipo de solo, história e impacto econômico. Além de atuar no desenvolvimento de projetos estruturais e na criação de edificações, eles podem trabalhar com inspeção e fiscalização de obras, perícia, saneamento e transportes. Em constante desenvolvimento, o mercado da construção civil é um ramo repleto de oportunidades. O curso de Graduação em Engenharia Civil é presencial e funciona no período diurno, sendo sábado também considerado dia letivo. Ele tem duração de 5 (cinco) anos, equivalentes a 10 (dez) semestres, com tempo máximo de integralização de nove anos, ou dezoito semestres, perfazendo uma carga horária total de 3.888h (três mil e oitocentos e oitenta e oito horas), constituída por disciplinas obrigatórias, optativas, optativas livres, atividades complementares, atividades de extensão, atividades de estágio e atividades de trabalho de conclusão de curso. O número de vagas ofertado anualmente é de 100 (cem), com ingresso por meio do Sistema de Seleção Unificada (SiSU), instituída pela Portaria Normativa nº 21, de 05/11/212 (Dispõe sobre o Sistema de Seleção Unificada – Sisu). == Histórico do Curso == O Curso de Graduação em Engenharia Civil foi criado por meio da Resolução nº. 05/CEPE/UFC, de 03/02/2006 que aprovou o projeto de criação do Curso de Graduação em Engenharia Civil – Campus da UFC, no Cariri. Referido reconhecimento se deu pela publicação da Portaria SERES/MEC Nº 576, de 02/10/2014 (D.O.U. 3/10/14), fruto das ações de expansão da UFC para municípios localizados fora da Região Metropolitana de Fortaleza. O primeiro PPC – Projeto Pedagógico do Curso foi elaborado em consonância com os parâmetros estabelecidos na Lei nº 9.394/96 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), art. 12, com o Regimento Geral Geral da Universidade Federal do Ceará – UFC (aprovado pelo Parecer CNE nº 218/82, de 04/05/1982. Documenta no 258, p. 58 e atualizações) e com o Estatuto da Universidade Federal do Ceará – UFC (Portaria MEC nº 592, de 23/03/1999, D.O.U. de 26/03/99 e atualizações). == Integração Curricular do Curso == {| class="wikitable" |+ ! colspan="11" |1º Semestre |- ! rowspan="2" |CÓD ! rowspan="2" |Componente Curricular ! rowspan="2" |Tipo ! rowspan="2" |Caráter ! rowspan="2" |Pré- requisito ! rowspan="2" |Corre- quisito ! rowspan="2" |Equiva lência ! rowspan="2" |Crédito ! colspan="3" |Carga Horária |- |'''Teó''' |'''Prá''' |'''Total''' |- |ECI0079 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Introdução à Engenharia Civil|Introdução à Engenharia Civil]] |Disciplina |Obrigatório | - | - | - |2 |32 |0 |32 |- |CAR0008 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Cálculo I|Cálculo I]] |Disciplina |Obrigatório | - | - |CAR0001 OU [[CCT-UFCA/Ciência da Computação/Cálculo Diferencial e Integral I|CC0002]] OU MC0001 |6 |96 |0 |96 |- |CAR(NOVO) |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Álgebra Vetorial e Geometria Analítica|Álgebra Vetorial e Geometria Analítica]] |Disciplina |Obrigatório | - | - |CAR0009 |2 |32 |0 |32 |- |ECI0088 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Química Geral para Engenharias|Química Geral para Engenharias]] |Disciplina |Obrigatório | - |ECI0089 | - |4 |64 |0 |64 |- |ECI0089 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Laboratório de Química Geral para Engenharias|Laboratório de Química Geral para Engenharias]] |Disciplina |Obrigatório | - |ECI0088 | - |2 |0 |32 |32 |- | colspan="7" |'''Carga Horária Total''' |16 |233 |32 |256 |} {| class="wikitable" ! colspan="11" |2º Semestre |- ! rowspan="2" |CÓD ! rowspan="2" |Componente Curricular ! rowspan="2" |Tipo ! rowspan="2" |Caráter ! rowspan="2" |Pré- requisito ! rowspan="2" |Corre- quisito ! rowspan="2" |Equiva lência ! rowspan="2" |Crédito ! colspan="3" |Carga Horária |- |'''Teó''' |'''Prá''' |'''Total''' |- |CAR0002 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Física Fundamental I|Física Fundamental I]] |Disciplina |Obrigatório |CAR0008 E CAR0009 | - |CC0008 OU MC0009 |4 |64 |0 |64 |- |ECI0078 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Física Experimental para Engenharia|Física Experimental para Engenharia]] |Disciplina |Obrigatório |CAR0008 | - |EM0048 |2 |0 |32 |32 |- |CAR0011 |Cálculo II |Disciplina |Obrigatório |CAR0008 | - |[[CCT-UFCA/Ciência da Computação/Cálculo Diferencial e Integral II|CC0007]] OU MC0005 |4 |64 |0 |64 |- |ECI0002 |Álgebra Linear |Disciplina |Obrigatório |CAR(NOVO) Álgebra vetorial e geometria analítica | - |EM0010 OU CC0009 OU MC0006 |4 |64 |0 |64 |- |CAR0003 |Probabilidade e Estatística |Disciplina |Obrigatório |CAR0008 | - |[[CCT-UFCA/Ciência da Computação/Probabilidade e Estatística|CC0010]] OU MC0007 |4 |64 |0 |64 |- |ECI0009 |Desenho para a Engenharia |Disciplina |Obrigatório | - | - |EM0002 |4 |0 |64 |64 |- | colspan="7" |'''Carga Horária Total''' |22 |256 |96 |352 |} {| class="wikitable" ! colspan="11" |3º Semestre |- ! rowspan="2" |CÓD ! rowspan="2" |Componente Curricular ! rowspan="2" |Tipo ! rowspan="2" |Caráter ! rowspan="2" |Pré- requisito ! rowspan="2" |Corre- quisito ! rowspan="2" |Equiva lência ! rowspan="2" |Crédito ! colspan="3" |Carga Horária |- |'''Teó''' |'''Prá''' |'''Total''' |- |ECI0025 |Física Fundamental II |Disciplina |Obrigatório |CAR0002 E CAR0011 | - |ECI0097 OU EM0015 |4 |64 |0 |64 |- |CAR0012 |Cálculo III |Disciplina |Obrigatório |CAR0011 E ECI0002 | - |[[CCT-UFCA/Ciência da Computação/Cálculo Vetorial|CC0013]] OU MC0011 |4 |64 |0 |64 |- |ECI0098 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Mecânica para Engenharia Civil I|Mecânica para Engenharia Civil I]] |Disciplina |Obrigatório |CAR0002 | - |ECI0013 OU EM0017 |4 |64 |0 |64 |- |ECI0099 |Introdução à Programação |Disciplina |Obrigatório | - | - |ECI0007 OU EM0006 OU [[CCT-UFCA/Ciência da Computação/Introdução à Programação|CC0001]] OU MC0004 |4 |16 |48 |64 |- |CAR(NOVO) |Equações diferenciais ordinárias |Disciplina |Obrigatório |CAR0011 | - | - |2 |32 |0 |32 |- |ECI0100 |Topografia |Disciplina |Obrigatório |ECI0009 | - |ECI0012 |4 |32 |32 |64 |- | colspan="7" |'''Carga Horária Total''' |22 |272 |80 |352 |} {| class="wikitable" ! colspan="11" |4º Semestre |- ! rowspan="2" |CÓD ! rowspan="2" |Componente Curricular ! rowspan="2" |Tipo ! rowspan="2" |Caráter ! rowspan="2" |Pré- requisito ! rowspan="2" |Corre- quisito ! rowspan="2" |Equiva lência ! rowspan="2" |Crédito ! colspan="3" |Carga Horária |- |'''Teó''' |'''Prá''' |'''Total''' |- |ECI0080 |Cálculo Numérico |Disciplina |Obrigatório |(CAR(NOVO) Equações diferenciais ordinárias E ECI0099 ) OU (ECI0007 E ECI0015) | - |EM0014 OU [[CCT-UFCA/Ciência da Computação/Cálculo Numérico|CC0018]] OU MC0014 |4 |48 |16 |64 |- |ECI0011 |Eletromagnetismo |Disciplina |Obrigatório |CAR0012 E (ECI0025 OU ECI0097) | - |ECI0101 OU EM0020 OU [[CCT-UFCA/Ciência da Computação/Fundamentos de Eletromagnetismo|CC0014]] OU MC0010 |4 |64 |0 |64 |- |ECI0016 |Fundamentos da Economia |Disciplina |Obrigatório | - | - |EM0031 OU ECI0102 |2 |32 |0 |32 |- |ECI0103 |Mecânica das Estruturas |Disciplina |Obrigatório |ECI0013 OU [[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Mecânica para Engenharia Civil I|ECI0098]] | - |ECI0017 |4 |64 |0 |64 |- |ECI0023 |Mecânica dos Fluidos |Disciplina |Obrigatório |(CAR0012 E [[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Mecânica para Engenharia Civil I|ECI0098]]) OU (ECI0013 E CAR0005) | - | - |4 |64 |0 |64 |- |ECI0104 |Materiais de Construção Civil I |Disciplina |Obrigatório |ECI0079 E ECI0088 E ECI0089 | - |ECI0014 |4 |48 |16 |64 |- | colspan="7" |'''Carga Horária Total''' |22 |320 |32 |352 |} {| class="wikitable" ! colspan="11" |5º Semestre |- ! rowspan="2" |CÓD ! rowspan="2" |Componente Curricular ! rowspan="2" |Tipo ! rowspan="2" |Caráter ! rowspan="2" |Pré- requisito ! rowspan="2" |Corre- quisito ! rowspan="2" |Equiva lência ! rowspan="2" |Crédito ! colspan="3" |Carga Horária |- |'''Teó''' |'''Prá''' |'''Total''' |- |ECI0105 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Materiais de Construção Civil II|Materiais de Construção Civil II]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0014 ou ECI0104 | |ECI0018 |4 |3 |1 |64 |- |ECI0028 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Resistência dos Materiais II|Resistência dos Materiais II]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0017 ou ECI0103 | |EM0023 |4 |4 |0 |64 |- |ECI0021 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Fundamentos da Administração|Fundamentos da Administração]] |Disciplina |Obrigatório | | |EM0029 |2 |2 |0 |32 |- |ECI(NOVO) |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Hidráulica Aplicada|Hidráulica Aplicada]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0023 | |ECI0032 |4 |3 |1 |64 |- |ECI0031 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Mecânica dos Solos I|Mecânica dos Solos I]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0013 ou ECI0098 | | |4 |3 |1 |64 |- |ECI0106 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Análise e Planejamento de Sistema de Transportes|Análise e Planejamento de Sistema de Transportes]] |Disciplina |Obrigatório |(ECI0020 e ECI0021) ou; (CAR0003 e ECI0102) ou; (CAR0003 e ECI0016) | |ECI0030 |4 |4 |0 |64 |- | colspan="7" |'''Carga Horária Total''' |22 |19 |3 |352 |} {| class="wikitable" ! colspan="11" |6º Semestre |- ! rowspan="2" |CÓD ! rowspan="2" |Componente Curricular ! rowspan="2" |Tipo ! rowspan="2" |Caráter ! rowspan="2" |Pré- requisito ! rowspan="2" |Corre- quisito ! rowspan="2" |Equiva lência ! rowspan="2" |Crédito ! colspan="3" |Carga Horária |- |'''Teó''' |'''Prá''' |'''Total''' |- |ECI0107 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Projeto e Construção de Edifícios I|Projeto e Construção de Edifícios I]] |Disciplina |Obrigatório |(ECI0012 E ECI0018 E ECI0022) OU (ECI0100 E ECI0105 | - |ECI0029 |4 |4 |0 |64 |- |ECI0034 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/CCT-UFCA/Engenharia Civil|Resistência dos Materiais II]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0028 | | |4 |4 |0 |64 |- |ECI0036 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Projeto e Construção da infraestrutura|Projeto e Construção da Infraestrutura Viária]] |Disciplina |Obrigatório |(ECI0012 OU ECI0100) E (ECI0030 OU ECI0106) | | |4 |4 |0 |64 |- |ECI0037 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Mecânica dos Solos II|Mecânica dos Solos II]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0031 | | |4 |4 |0 |64 |- |ECI0044 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/hidrologia|Hidrologia]] |Disciplina |Obrigatório |(CAR0003) E ECI(NOVO)Hidráulica Aplicada | | |4 |4 |0 |64 |- |ECI0045 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Higiene e Segurança do Trabalho|Higiene e Segurança do Trabalho]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0105 | |EM0013 |2 |2 | |32 |- | colspan="7" |'''Carga Horária Total''' |22 |22 |0 |352 |} {| class="wikitable" ! colspan="11" |7º Semestre |- ! rowspan="2" |CÓD ! rowspan="2" |Componente Curricular ! rowspan="2" |Tipo ! rowspan="2" |Caráter ! rowspan="2" |Pré- requisito ! rowspan="2" |Corre- quisito ! rowspan="2" |Equiva lência ! rowspan="2" |Crédito ! colspan="3" |Carga Horária |- |'''Teó''' |'''Prá''' |'''Total''' |- |ECI0109 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Projeto e Construção de Edifícios II|Projeto e Construção de Edifícios II]] |Disciplina |Obrigatório |(ECI0029 OU ECI0107) | - |ECI0035 |4 |64 |0 |64 |- |ECI0090 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Saneamento I|Saneamento I]] |Disciplina |Obrigatório |(ECI0088 E ECI0089 E ECI(NOVO) Hidráulica Aplicada) OU (ECI0020 E ECI0032) | - |ECI0043 |4 |48 |16 |64 |- |ECI(NOVO) |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Projeto e Construção da Superestrutura Viária|Projeto e Construção da Superestrutura Viária]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0036 | - |ECI0042 OU ECI0110 |4 |48 |16 |64 |- |ECI(NOVO) |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Fundações|Fundações]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0037 | - |ECI0060 OU ECI0111 |3 |48 |0 |48 |- |ECI(NOVO) |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Análise de Estruturas|Análise de Estruturas]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0034 | - |(ECI0039 E ECI0046) OU (ECI0112 E ECI0114) |4 |64 |0 |64 |- |ECI0113 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Estruturas de Concreto I|Estruturas de Concreto I]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0034 | - |ECI0040 |4 |64 |0 |64 |- | colspan="7" |'''Carga Horária Total''' |23 |336 |32 |368 |} {| class="wikitable" ! colspan="11" |8º Semestre |- ! rowspan="2" |CÓD ! rowspan="2" |Componente Curricular ! rowspan="2" |Tipo ! rowspan="2" |Caráter ! rowspan="2" |Pré- requisito ! rowspan="2" |Corre- quisito ! rowspan="2" |Equiva lência ! rowspan="2" |Crédito ! colspan="3" |Carga Horária |- |'''Teó''' |'''Prá''' |'''Total''' |- |ECI0087 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Introdução à Metodologia Científica|Introdução à Metodologia Científica]] |Disciplina |Obrigatório |(ECI0107) | |ECI0061 |2 |32 |0 |32 |- |ECI0117 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Estruturas de Concreto II|Estruturas de Concreto II]] |Disciplina |Obrigatório |( ECI0039 E ECI0040) OU (ECI0112 E ECI0113) OU (ECI0113 E ECI(NOVO)Análise de Estruturas) | |ECI0047 |4 |64 |0 |64 |- |ECI0118 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Estruturas de Aço I|Estruturas de Aço I]] |Disciplina |Obrigatório |( ECI0039 OU ECI0112 OU ECI(NOVO)Analise de Estruturas) | |ECI0048 |4 |64 |0 |64 |- |ECI0091 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Saneamento II|Saneamento II]] |Disciplina |Obrigatório |(ECI0043 OU ECI0090) | |ECI0051 |4 |48 |16 |64 |- |ECI0050 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Operação de Sistemas de Transportes|Operação de Sistemas de Transportes]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0042 OU ECI0110 OU ECI(NOVO) Projeto e Construção da Superestrutura Viária | |ECI0119 |3 |48 |0 |48 |- |ECI(NOVO) |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Instalações Elétricas|Instalações Elétricas]] |Disciplina |Obrigatório |(ECI0011 OU ECI0101) E ECI0109 | |(ECI0022 OU EM0028 OU ECI0115) |2 |32 |0 |32 |- |ECI(NOVO) |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Instalações Hidrossanitárias|Instalações Hidrossanitárias]] |Disciplina |Obrigatório |(ECI0032 OU ECI(NOVO)Hidráulica Aplicada) E (ECI0109) | |ECI0038 OU ECI0116 |3 |48 |0 |48 |- | colspan="7" |'''Carga Horária Total''' |22 |240 |208 |352 |} {| class="wikitable" ! colspan="11" |9º Semestre |- ! rowspan="2" |CÓD ! rowspan="2" |Componente Curricular ! rowspan="2" |Tipo ! rowspan="2" |Caráter ! rowspan="2" |Pré- requisito ! rowspan="2" |Corre- quisito ! rowspan="2" |Equiva lência ! rowspan="2" |Crédito ! colspan="3" |Carga Horária |- |'''Teó''' |'''Prá''' |'''Total''' |- |ECI0053 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Estágio Supervisionado|Estágio Supervisionado]] |Disciplina |Obrigatório | - | - | - |10 |0 |160 |160 |- |ECI0054 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Projeto de Graduação I|Projeto de Graduação I]] |Disciplina |Obrigatório | - | - | - |2 |32 |0 |32 |- |ECI0120 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Pontes I|Pontes I]] |Disciplina |Obrigatório |(ECI0039 E ECI0040) OU (ECI0117) | - |ECI0049 |4 |64 |0 |64 |- |ECI0092 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Sistema e Adequação Ambiental|Sistema e Adequação Ambiental]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0091 | - | - |2 |32 |0 |32 |- |ECI0041 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Gerenciamento na Construção Civil I|Gerenciamento na Construção Civil I]] |Disciplina |Obrigatório |(ECI0021 E ECI0033 E ECI0035) OU (ECI0109) | - |ECI0041 OU ECI0121 |3 |48 |0 |48 |- |ECI0122 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Barragens de Terra|Barragens de Terra]] |Disciplina |Obrigatório |(ECI0020 E ECI0037 E ECI0044) OU (ECI0037 E ECI0044 E ECI0100) | - |ECI0052 |4 |64 |0 |64 |- | colspan="7" |'''Carga Horária Total''' |25 |240 |160 |400 |} {| class="wikitable" ! colspan="11" |10º Semestre |- ! rowspan="2" |CÓD ! rowspan="2" |Componente Curricular ! rowspan="2" |Tipo ! rowspan="2" |Caráter ! rowspan="2" |Pré- requisito ! rowspan="2" |Corre- quisito ! rowspan="2" |Equiva lência ! rowspan="2" |Crédito ! colspan="3" |Carga Horária |- |'''Teó''' |'''Prá''' |'''Total''' |- |ECI0055 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Projeto de Graduação II|Projeto de Graduação II]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0054 | - |ECI0132 |2 |32 |0 |32 |- | colspan="7" |'''Carga Horária Total''' |2 |32 |0 |32 |} {| class="wikitable" ! colspan="11" |Optativas |- ! rowspan="2" |CÓD ! rowspan="2" |Componente Curricular ! rowspan="2" |Tipo ! rowspan="2" |Caráter ! rowspan="2" |Pré- requisito ! rowspan="2" |Corre- quisito ! rowspan="2" |Equiva lência ! rowspan="2" |Crédito ! colspan="3" |Carga Horária |- |'''Teó''' |'''Prá''' |'''Total''' |- |ECI0093 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Métodos numéricos para equações diferenciais|Métodos numéricos para equações diferenciais]] |Disciplina |Optativa |ECI0080 Cálculo Numérico, CAR0012 Cálculo III | - | - |4 |48 |16 |64 |- |ECI0082 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Transferência de Calor|Transferência de Calor]] |Disciplina |Optativa |ECI0023 - Mecânica dos Fluidos | - | - |4 |64 |0 |64 |- |ECI0125 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Hidráulica de Canais|Hidráulica de Canais]] |Disciplina |Optativa |ECI0023 - Mecânica dos Fluidos | - |ECI0065 - Hidráulica de Canais |4 |48 |16 |64 |- |ECI0127 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Drenagem Urbana|Drenagem Urbana]] |Disciplina |Optativa |ECI0044 - Hidrologia | - |ECI0070 - Drenagem Urbana |4 |48 |16 |64 |- |ECI0081 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/ÁGUA SUBTERRÂNEA|ÁGUA SUBTERRÂNEA]] |Disciplina |Optativa |ECI0044 – Hidrologia | - |ECI0041 OU ECI0121 |4 |64 |0 |64 |- |ECI(NOVO) |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Alvenaria Estrutural|Alvenaria Estrutural]] |Disciplina |Optativa |Estruturas de Concreto II | - | - |4 |64 |0 |64 |- |ECI(NOVO) |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Projeto Estrutural de Edifícios de Concreto|Projeto Estrutural de Edifícios de Concreto]] |Disciplina |Optativa |Estruturas de Concreto II | | |2 |32 |0 |32 |- |ECI(NOVO) |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Estruturas de Madeira|Estruturas de Madeira]] |Disciplina |Optativa |Resistência dos Materiais II | | |2 |32 |0 |32 |- |ECI0129 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Estruturas de Concreto Protendido|Estruturas de Concreto Protendido]] |Disciplina |Optativa |Estruturas de Concreto I | |ECI0068 |4 |64 |0 |64 |- |ECI(NOVO) |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Estrutura de Fundação|Estrutura de Fundação]] |Disciplina |Optativa |Estruturas de Concreto II | | |4 |64 |0 |64 |- |ECI0094 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Ensaios de Solos e Instrumentação|Ensaios de Solos e Instrumentação]] |Disciplina |Optativa |ECI0037: Mecânica dos Solos II | | |4 |0 |64 |64 |- |ECI0133 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Introdução à Geologia|Introdução à Geologia]] |Disciplina |Optativa |ECI0100 - Topografia | | |4 |64 |0 |64 |- |ECI0128 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Riscos Ambientais Urbanos|Riscos Ambientais Urbanos]] |Disciplina |Optativa |ECI0037 - Mecânica dos Solos II | | |4 |48 |16 |64 |- | | |Disciplina |Optativa | | | | | | | |- | | |Disciplina |Optativa | | | | | | | |- | colspan="7" |'''Carga Horária Total''' |24 |342 |48 |390 |} == Referências Bibliográficas == Preciso adicionar as referências... t2cj08rn924eu5o7kp8ns534pko1dgl 182925 182922 2026-05-26T22:15:38Z ~2026-30633-53 44330 182925 wikitext text/x-wiki == Engenharia Civil == Profissionais de '''Engenharia Civil''' devem ser capazes de projetar, gerenciar e executar obras e construções, considerando fatores socioambientais – como insolação, ventilação local, tipo de solo, história e impacto econômico. Além de atuar no desenvolvimento de projetos estruturais e na criação de edificações, eles podem trabalhar com inspeção e fiscalização de obras, perícia, saneamento e transportes. Em constante desenvolvimento, o mercado da construção civil é um ramo repleto de oportunidades. O curso de Graduação em Engenharia Civil é presencial e funciona no período diurno, sendo sábado também considerado dia letivo. Ele tem duração de 5 (cinco) anos, equivalentes a 10 (dez) semestres, com tempo máximo de integralização de nove anos, ou dezoito semestres, perfazendo uma carga horária total de 3.888h (três mil e oitocentos e oitenta e oito horas), constituída por disciplinas obrigatórias, optativas, optativas livres, atividades complementares, atividades de extensão, atividades de estágio e atividades de trabalho de conclusão de curso. O número de vagas ofertado anualmente é de 100 (cem), com ingresso por meio do Sistema de Seleção Unificada (SiSU), instituída pela Portaria Normativa nº 21, de 05/11/212 (Dispõe sobre o Sistema de Seleção Unificada – Sisu). == Histórico do Curso == O Curso de Graduação em Engenharia Civil foi criado por meio da Resolução nº. 05/CEPE/UFC, de 03/02/2006 que aprovou o projeto de criação do Curso de Graduação em Engenharia Civil – Campus da UFC, no Cariri. Referido reconhecimento se deu pela publicação da Portaria SERES/MEC Nº 576, de 02/10/2014 (D.O.U. 3/10/14), fruto das ações de expansão da UFC para municípios localizados fora da Região Metropolitana de Fortaleza. O primeiro PPC – Projeto Pedagógico do Curso foi elaborado em consonância com os parâmetros estabelecidos na Lei nº 9.394/96 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), art. 12, com o Regimento Geral Geral da Universidade Federal do Ceará – UFC (aprovado pelo Parecer CNE nº 218/82, de 04/05/1982. Documenta no 258, p. 58 e atualizações) e com o Estatuto da Universidade Federal do Ceará – UFC (Portaria MEC nº 592, de 23/03/1999, D.O.U. de 26/03/99 e atualizações). == Integração Curricular do Curso == {| class="wikitable" |+ ! colspan="11" |1º Semestre |- ! rowspan="2" |CÓD ! rowspan="2" |Componente Curricular ! rowspan="2" |Tipo ! rowspan="2" |Caráter ! rowspan="2" |Pré- requisito ! rowspan="2" |Corre- quisito ! rowspan="2" |Equiva lência ! rowspan="2" |Crédito ! colspan="3" |Carga Horária |- |'''Teó''' |'''Prá''' |'''Total''' |- |ECI0079 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Introdução à Engenharia Civil|Introdução à Engenharia Civil]] |Disciplina |Obrigatório | - | - | - |2 |32 |0 |32 |- |CAR0008 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Cálculo I|Cálculo I]] |Disciplina |Obrigatório | - | - |CAR0001 OU [[CCT-UFCA/Ciência da Computação/Cálculo Diferencial e Integral I|CC0002]] OU MC0001 |6 |96 |0 |96 |- |CAR(NOVO) |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Álgebra Vetorial e Geometria Analítica|Álgebra Vetorial e Geometria Analítica]] |Disciplina |Obrigatório | - | - |CAR0009 |2 |32 |0 |32 |- |ECI0088 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Química Geral para Engenharias|Química Geral para Engenharias]] |Disciplina |Obrigatório | - |ECI0089 | - |4 |64 |0 |64 |- |ECI0089 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Laboratório de Química Geral para Engenharias|Laboratório de Química Geral para Engenharias]] |Disciplina |Obrigatório | - |ECI0088 | - |2 |0 |32 |32 |- | colspan="7" |'''Carga Horária Total''' |16 |233 |32 |256 |} {| class="wikitable" ! colspan="11" |2º Semestre |- ! rowspan="2" |CÓD ! rowspan="2" |Componente Curricular ! rowspan="2" |Tipo ! rowspan="2" |Caráter ! rowspan="2" |Pré- requisito ! rowspan="2" |Corre- quisito ! rowspan="2" |Equiva lência ! rowspan="2" |Crédito ! colspan="3" |Carga Horária |- |'''Teó''' |'''Prá''' |'''Total''' |- |CAR0002 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Física Fundamental I|Física Fundamental I]] |Disciplina |Obrigatório |CAR0008 E CAR0009 | - |CC0008 OU MC0009 |4 |64 |0 |64 |- |ECI0078 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Física Experimental para Engenharia|Física Experimental para Engenharia]] |Disciplina |Obrigatório |CAR0008 | - |EM0048 |2 |0 |32 |32 |- |CAR0011 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Cálculo II|Cálculo II]] |Disciplina |Obrigatório |CAR0008 | - |[[CCT-UFCA/Ciência da Computação/Cálculo Diferencial e Integral II|CC0007]] OU MC0005 |4 |64 |0 |64 |- |ECI0002 |Álgebra Linear |Disciplina |Obrigatório |CAR(NOVO) Álgebra vetorial e geometria analítica | - |EM0010 OU CC0009 OU MC0006 |4 |64 |0 |64 |- |CAR0003 |Probabilidade e Estatística |Disciplina |Obrigatório |CAR0008 | - |[[CCT-UFCA/Ciência da Computação/Probabilidade e Estatística|CC0010]] OU MC0007 |4 |64 |0 |64 |- |ECI0009 |Desenho para a Engenharia |Disciplina |Obrigatório | - | - |EM0002 |4 |0 |64 |64 |- | colspan="7" |'''Carga Horária Total''' |22 |256 |96 |352 |} {| class="wikitable" ! colspan="11" |3º Semestre |- ! rowspan="2" |CÓD ! rowspan="2" |Componente Curricular ! rowspan="2" |Tipo ! rowspan="2" |Caráter ! rowspan="2" |Pré- requisito ! rowspan="2" |Corre- quisito ! rowspan="2" |Equiva lência ! rowspan="2" |Crédito ! colspan="3" |Carga Horária |- |'''Teó''' |'''Prá''' |'''Total''' |- |ECI0025 |Física Fundamental II |Disciplina |Obrigatório |CAR0002 E CAR0011 | - |ECI0097 OU EM0015 |4 |64 |0 |64 |- |CAR0012 |Cálculo III |Disciplina |Obrigatório |CAR0011 E ECI0002 | - |[[CCT-UFCA/Ciência da Computação/Cálculo Vetorial|CC0013]] OU MC0011 |4 |64 |0 |64 |- |ECI0098 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Mecânica para Engenharia Civil I|Mecânica para Engenharia Civil I]] |Disciplina |Obrigatório |CAR0002 | - |ECI0013 OU EM0017 |4 |64 |0 |64 |- |ECI0099 |Introdução à Programação |Disciplina |Obrigatório | - | - |ECI0007 OU EM0006 OU [[CCT-UFCA/Ciência da Computação/Introdução à Programação|CC0001]] OU MC0004 |4 |16 |48 |64 |- |CAR(NOVO) |Equações diferenciais ordinárias |Disciplina |Obrigatório |CAR0011 | - | - |2 |32 |0 |32 |- |ECI0100 |Topografia |Disciplina |Obrigatório |ECI0009 | - |ECI0012 |4 |32 |32 |64 |- | colspan="7" |'''Carga Horária Total''' |22 |272 |80 |352 |} {| class="wikitable" ! colspan="11" |4º Semestre |- ! rowspan="2" |CÓD ! rowspan="2" |Componente Curricular ! rowspan="2" |Tipo ! rowspan="2" |Caráter ! rowspan="2" |Pré- requisito ! rowspan="2" |Corre- quisito ! rowspan="2" |Equiva lência ! rowspan="2" |Crédito ! colspan="3" |Carga Horária |- |'''Teó''' |'''Prá''' |'''Total''' |- |ECI0080 |Cálculo Numérico |Disciplina |Obrigatório |(CAR(NOVO) Equações diferenciais ordinárias E ECI0099 ) OU (ECI0007 E ECI0015) | - |EM0014 OU [[CCT-UFCA/Ciência da Computação/Cálculo Numérico|CC0018]] OU MC0014 |4 |48 |16 |64 |- |ECI0011 |Eletromagnetismo |Disciplina |Obrigatório |CAR0012 E (ECI0025 OU ECI0097) | - |ECI0101 OU EM0020 OU [[CCT-UFCA/Ciência da Computação/Fundamentos de Eletromagnetismo|CC0014]] OU MC0010 |4 |64 |0 |64 |- |ECI0016 |Fundamentos da Economia |Disciplina |Obrigatório | - | - |EM0031 OU ECI0102 |2 |32 |0 |32 |- |ECI0103 |Mecânica das Estruturas |Disciplina |Obrigatório |ECI0013 OU [[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Mecânica para Engenharia Civil I|ECI0098]] | - |ECI0017 |4 |64 |0 |64 |- |ECI0023 |Mecânica dos Fluidos |Disciplina |Obrigatório |(CAR0012 E [[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Mecânica para Engenharia Civil I|ECI0098]]) OU (ECI0013 E CAR0005) | - | - |4 |64 |0 |64 |- |ECI0104 |Materiais de Construção Civil I |Disciplina |Obrigatório |ECI0079 E ECI0088 E ECI0089 | - |ECI0014 |4 |48 |16 |64 |- | colspan="7" |'''Carga Horária Total''' |22 |320 |32 |352 |} {| class="wikitable" ! colspan="11" |5º Semestre |- ! rowspan="2" |CÓD ! rowspan="2" |Componente Curricular ! rowspan="2" |Tipo ! rowspan="2" |Caráter ! rowspan="2" |Pré- requisito ! rowspan="2" |Corre- quisito ! rowspan="2" |Equiva lência ! rowspan="2" |Crédito ! colspan="3" |Carga Horária |- |'''Teó''' |'''Prá''' |'''Total''' |- |ECI0105 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Materiais de Construção Civil II|Materiais de Construção Civil II]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0014 ou ECI0104 | |ECI0018 |4 |3 |1 |64 |- |ECI0028 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Resistência dos Materiais II|Resistência dos Materiais II]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0017 ou ECI0103 | |EM0023 |4 |4 |0 |64 |- |ECI0021 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Fundamentos da Administração|Fundamentos da Administração]] |Disciplina |Obrigatório | | |EM0029 |2 |2 |0 |32 |- |ECI(NOVO) |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Hidráulica Aplicada|Hidráulica Aplicada]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0023 | |ECI0032 |4 |3 |1 |64 |- |ECI0031 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Mecânica dos Solos I|Mecânica dos Solos I]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0013 ou ECI0098 | | |4 |3 |1 |64 |- |ECI0106 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Análise e Planejamento de Sistema de Transportes|Análise e Planejamento de Sistema de Transportes]] |Disciplina |Obrigatório |(ECI0020 e ECI0021) ou; (CAR0003 e ECI0102) ou; (CAR0003 e ECI0016) | |ECI0030 |4 |4 |0 |64 |- | colspan="7" |'''Carga Horária Total''' |22 |19 |3 |352 |} {| class="wikitable" ! colspan="11" |6º Semestre |- ! rowspan="2" |CÓD ! rowspan="2" |Componente Curricular ! rowspan="2" |Tipo ! rowspan="2" |Caráter ! rowspan="2" |Pré- requisito ! rowspan="2" |Corre- quisito ! rowspan="2" |Equiva lência ! rowspan="2" |Crédito ! colspan="3" |Carga Horária |- |'''Teó''' |'''Prá''' |'''Total''' |- |ECI0107 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Projeto e Construção de Edifícios I|Projeto e Construção de Edifícios I]] |Disciplina |Obrigatório |(ECI0012 E ECI0018 E ECI0022) OU (ECI0100 E ECI0105 | - |ECI0029 |4 |4 |0 |64 |- |ECI0034 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/CCT-UFCA/Engenharia Civil|Resistência dos Materiais II]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0028 | | |4 |4 |0 |64 |- |ECI0036 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Projeto e Construção da infraestrutura|Projeto e Construção da Infraestrutura Viária]] |Disciplina |Obrigatório |(ECI0012 OU ECI0100) E (ECI0030 OU ECI0106) | | |4 |4 |0 |64 |- |ECI0037 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Mecânica dos Solos II|Mecânica dos Solos II]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0031 | | |4 |4 |0 |64 |- |ECI0044 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/hidrologia|Hidrologia]] |Disciplina |Obrigatório |(CAR0003) E ECI(NOVO)Hidráulica Aplicada | | |4 |4 |0 |64 |- |ECI0045 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Higiene e Segurança do Trabalho|Higiene e Segurança do Trabalho]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0105 | |EM0013 |2 |2 | |32 |- | colspan="7" |'''Carga Horária Total''' |22 |22 |0 |352 |} {| class="wikitable" ! colspan="11" |7º Semestre |- ! rowspan="2" |CÓD ! rowspan="2" |Componente Curricular ! rowspan="2" |Tipo ! rowspan="2" |Caráter ! rowspan="2" |Pré- requisito ! rowspan="2" |Corre- quisito ! rowspan="2" |Equiva lência ! rowspan="2" |Crédito ! colspan="3" |Carga Horária |- |'''Teó''' |'''Prá''' |'''Total''' |- |ECI0109 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Projeto e Construção de Edifícios II|Projeto e Construção de Edifícios II]] |Disciplina |Obrigatório |(ECI0029 OU ECI0107) | - |ECI0035 |4 |64 |0 |64 |- |ECI0090 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Saneamento I|Saneamento I]] |Disciplina |Obrigatório |(ECI0088 E ECI0089 E ECI(NOVO) Hidráulica Aplicada) OU (ECI0020 E ECI0032) | - |ECI0043 |4 |48 |16 |64 |- |ECI(NOVO) |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Projeto e Construção da Superestrutura Viária|Projeto e Construção da Superestrutura Viária]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0036 | - |ECI0042 OU ECI0110 |4 |48 |16 |64 |- |ECI(NOVO) |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Fundações|Fundações]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0037 | - |ECI0060 OU ECI0111 |3 |48 |0 |48 |- |ECI(NOVO) |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Análise de Estruturas|Análise de Estruturas]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0034 | - |(ECI0039 E ECI0046) OU (ECI0112 E ECI0114) |4 |64 |0 |64 |- |ECI0113 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Estruturas de Concreto I|Estruturas de Concreto I]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0034 | - |ECI0040 |4 |64 |0 |64 |- | colspan="7" |'''Carga Horária Total''' |23 |336 |32 |368 |} {| class="wikitable" ! colspan="11" |8º Semestre |- ! rowspan="2" |CÓD ! rowspan="2" |Componente Curricular ! rowspan="2" |Tipo ! rowspan="2" |Caráter ! rowspan="2" |Pré- requisito ! rowspan="2" |Corre- quisito ! rowspan="2" |Equiva lência ! rowspan="2" |Crédito ! colspan="3" |Carga Horária |- |'''Teó''' |'''Prá''' |'''Total''' |- |ECI0087 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Introdução à Metodologia Científica|Introdução à Metodologia Científica]] |Disciplina |Obrigatório |(ECI0107) | |ECI0061 |2 |32 |0 |32 |- |ECI0117 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Estruturas de Concreto II|Estruturas de Concreto II]] |Disciplina |Obrigatório |( ECI0039 E ECI0040) OU (ECI0112 E ECI0113) OU (ECI0113 E ECI(NOVO)Análise de Estruturas) | |ECI0047 |4 |64 |0 |64 |- |ECI0118 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Estruturas de Aço I|Estruturas de Aço I]] |Disciplina |Obrigatório |( ECI0039 OU ECI0112 OU ECI(NOVO)Analise de Estruturas) | |ECI0048 |4 |64 |0 |64 |- |ECI0091 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Saneamento II|Saneamento II]] |Disciplina |Obrigatório |(ECI0043 OU ECI0090) | |ECI0051 |4 |48 |16 |64 |- |ECI0050 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Operação de Sistemas de Transportes|Operação de Sistemas de Transportes]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0042 OU ECI0110 OU ECI(NOVO) Projeto e Construção da Superestrutura Viária | |ECI0119 |3 |48 |0 |48 |- |ECI(NOVO) |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Instalações Elétricas|Instalações Elétricas]] |Disciplina |Obrigatório |(ECI0011 OU ECI0101) E ECI0109 | |(ECI0022 OU EM0028 OU ECI0115) |2 |32 |0 |32 |- |ECI(NOVO) |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Instalações Hidrossanitárias|Instalações Hidrossanitárias]] |Disciplina |Obrigatório |(ECI0032 OU ECI(NOVO)Hidráulica Aplicada) E (ECI0109) | |ECI0038 OU ECI0116 |3 |48 |0 |48 |- | colspan="7" |'''Carga Horária Total''' |22 |240 |208 |352 |} {| class="wikitable" ! colspan="11" |9º Semestre |- ! rowspan="2" |CÓD ! rowspan="2" |Componente Curricular ! rowspan="2" |Tipo ! rowspan="2" |Caráter ! rowspan="2" |Pré- requisito ! rowspan="2" |Corre- quisito ! rowspan="2" |Equiva lência ! rowspan="2" |Crédito ! colspan="3" |Carga Horária |- |'''Teó''' |'''Prá''' |'''Total''' |- |ECI0053 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Estágio Supervisionado|Estágio Supervisionado]] |Disciplina |Obrigatório | - | - | - |10 |0 |160 |160 |- |ECI0054 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Projeto de Graduação I|Projeto de Graduação I]] |Disciplina |Obrigatório | - | - | - |2 |32 |0 |32 |- |ECI0120 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Pontes I|Pontes I]] |Disciplina |Obrigatório |(ECI0039 E ECI0040) OU (ECI0117) | - |ECI0049 |4 |64 |0 |64 |- |ECI0092 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Sistema e Adequação Ambiental|Sistema e Adequação Ambiental]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0091 | - | - |2 |32 |0 |32 |- |ECI0041 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Gerenciamento na Construção Civil I|Gerenciamento na Construção Civil I]] |Disciplina |Obrigatório |(ECI0021 E ECI0033 E ECI0035) OU (ECI0109) | - |ECI0041 OU ECI0121 |3 |48 |0 |48 |- |ECI0122 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Barragens de Terra|Barragens de Terra]] |Disciplina |Obrigatório |(ECI0020 E ECI0037 E ECI0044) OU (ECI0037 E ECI0044 E ECI0100) | - |ECI0052 |4 |64 |0 |64 |- | colspan="7" |'''Carga Horária Total''' |25 |240 |160 |400 |} {| class="wikitable" ! colspan="11" |10º Semestre |- ! rowspan="2" |CÓD ! rowspan="2" |Componente Curricular ! rowspan="2" |Tipo ! rowspan="2" |Caráter ! rowspan="2" |Pré- requisito ! rowspan="2" |Corre- quisito ! rowspan="2" |Equiva lência ! rowspan="2" |Crédito ! colspan="3" |Carga Horária |- |'''Teó''' |'''Prá''' |'''Total''' |- |ECI0055 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Projeto de Graduação II|Projeto de Graduação II]] |Disciplina |Obrigatório |ECI0054 | - |ECI0132 |2 |32 |0 |32 |- | colspan="7" |'''Carga Horária Total''' |2 |32 |0 |32 |} {| class="wikitable" ! colspan="11" |Optativas |- ! rowspan="2" |CÓD ! rowspan="2" |Componente Curricular ! rowspan="2" |Tipo ! rowspan="2" |Caráter ! rowspan="2" |Pré- requisito ! rowspan="2" |Corre- quisito ! rowspan="2" |Equiva lência ! rowspan="2" |Crédito ! colspan="3" |Carga Horária |- |'''Teó''' |'''Prá''' |'''Total''' |- |ECI0093 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Métodos numéricos para equações diferenciais|Métodos numéricos para equações diferenciais]] |Disciplina |Optativa |ECI0080 Cálculo Numérico, CAR0012 Cálculo III | - | - |4 |48 |16 |64 |- |ECI0082 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Transferência de Calor|Transferência de Calor]] |Disciplina |Optativa |ECI0023 - Mecânica dos Fluidos | - | - |4 |64 |0 |64 |- |ECI0125 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Hidráulica de Canais|Hidráulica de Canais]] |Disciplina |Optativa |ECI0023 - Mecânica dos Fluidos | - |ECI0065 - Hidráulica de Canais |4 |48 |16 |64 |- |ECI0127 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Drenagem Urbana|Drenagem Urbana]] |Disciplina |Optativa |ECI0044 - Hidrologia | - |ECI0070 - Drenagem Urbana |4 |48 |16 |64 |- |ECI0081 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/ÁGUA SUBTERRÂNEA|ÁGUA SUBTERRÂNEA]] |Disciplina |Optativa |ECI0044 – Hidrologia | - |ECI0041 OU ECI0121 |4 |64 |0 |64 |- |ECI(NOVO) |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Alvenaria Estrutural|Alvenaria Estrutural]] |Disciplina |Optativa |Estruturas de Concreto II | - | - |4 |64 |0 |64 |- |ECI(NOVO) |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Projeto Estrutural de Edifícios de Concreto|Projeto Estrutural de Edifícios de Concreto]] |Disciplina |Optativa |Estruturas de Concreto II | | |2 |32 |0 |32 |- |ECI(NOVO) |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Estruturas de Madeira|Estruturas de Madeira]] |Disciplina |Optativa |Resistência dos Materiais II | | |2 |32 |0 |32 |- |ECI0129 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Estruturas de Concreto Protendido|Estruturas de Concreto Protendido]] |Disciplina |Optativa |Estruturas de Concreto I | |ECI0068 |4 |64 |0 |64 |- |ECI(NOVO) |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Estrutura de Fundação|Estrutura de Fundação]] |Disciplina |Optativa |Estruturas de Concreto II | | |4 |64 |0 |64 |- |ECI0094 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Ensaios de Solos e Instrumentação|Ensaios de Solos e Instrumentação]] |Disciplina |Optativa |ECI0037: Mecânica dos Solos II | | |4 |0 |64 |64 |- |ECI0133 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Introdução à Geologia|Introdução à Geologia]] |Disciplina |Optativa |ECI0100 - Topografia | | |4 |64 |0 |64 |- |ECI0128 |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Riscos Ambientais Urbanos|Riscos Ambientais Urbanos]] |Disciplina |Optativa |ECI0037 - Mecânica dos Solos II | | |4 |48 |16 |64 |- | | |Disciplina |Optativa | | | | | | | |- | | |Disciplina |Optativa | | | | | | | |- | colspan="7" |'''Carga Horária Total''' |24 |342 |48 |390 |} == Referências Bibliográficas == Preciso adicionar as referências... d84p6gybiy2r0480qyquvc54zu42rft Observatório Digital das Mulheres Latino-americanas/Equipe 0 30359 182927 173993 2026-05-26T23:36:14Z Gabag os 43261 /* Equipe */ 182927 wikitext text/x-wiki {{Observatório Digital das Mulheres Latino-americanas}}<br> ==Equipe== [[w:Usuário(a):AJosiowi|Alejandra Josiowicz]] <br> Professora Adjunta do Departamento de Letras Neolatinas e do Programa de Pós-graduação em Letras da UERJ e Coordenadora do projeto.<br><br> [[w:Usuário(a):Amanda2513|Amanda Lindgren]] <br> Graduanda em Letras Português/Inglês na UERJ e bolsista de Extensão.<br><br> [[w:Usuário(a):Ana Clara Ozório|Ana Clara Ozório Moraes]] <br> Graduanda em Letras Português/Literaturas na UERJ e bolsista de Iniciação Científica.<br><br> [[w:Usuário(a):Ana Cristina Andrade dos Santos|Ana Cristina Andrade dos Santos]] <br> Doutoranda em Linguística no Programa de Pós-graduação em Linguística e Língua Portuguesa da UERJ.<br><br> [[w:Usuário(a):Correa CR|Cláudio Ricardo Corrêa]] <br> Doutor em Letras pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da UERJ e bolsista FAPERJ de Treinamento e Capacitação Técnica (TCT).<br><br> [[w:Usuário(a):DeDdc|Desirée Climent]] <br> Pós-doutoranda em Letras/Literaturas na UERJ.<br><br> [[w:Usuário(a):Gabrm4|Gabriel Rodrigues]] <br> Graduando em Letras Português/Espanhol na UERJ e bolsista de Iniciação Científica.<br><br>[[w:Usuária:Gabag_os|Gabrielle de Oliveira Sá]] <br> Mestranda em Estudos da Literatura no Programa de Pós-Graduação em Letras da UERJ e bolsista CAPES.<br><br> [[w:Usuário(a):Júlia Ramos Morais|Júlia Ramos Morais]] <br> Graduanda em Relações Internacionais na UERJ e bolsista de Extensão. [[w:Usuário(a):JuliaSodré04|Júlia Sodré]] <br> Graduanda em Relações Internacionais na UERJ e bolsista de Extensão.<br><br> [[w:Usuário(a):Sampaio.L|Lauanne Sampaio]] <br> Mestranda em Linguística no Programa de Pós-graduação em Linguística e Língua Portuguesa da UERJ.<br><br> [[w:Usuário(a):MiRommel|Michele Passos Rommel Silva]] <br> Doutoranda em Linguística no Programa de Pós-graduação em Linguística e Língua Portuguesa da UERJ e bolsista PROATEC.<br><br> [[w:Usuário(a):Milene couto|Milene Couto]] <br> Mestranda em Linguística no Programa de Pós-graduação em Linguística e Língua Portuguesa da UERJ e bolsista FAPERJ.<br><br> [[w:Usuário(a):Nickzzy|Nicole Nascimento]] <br> Graduanda em Letras Português/Espanhol na UERJ e bolsista de Iniciação Científica. [[w:Usuário(a):Jaheira202|Rafaela Rezende]] <br> Graduanda em História na UERJ e bolsista de Estágio Interno Complementar.<br><br> [[w:Usuário(a):HyperDarkLink|Raphael Freires Pessoa]]<br> Doutorando em Linguística no Programa de Pós-graduação em Linguística e Língua Portuguesa da UERJ. [[w:Usuário(a):Vasconcelosvhn|Victor Hugo Vasconcelos]] <br> Doutorando em Linguística no Programa de Pós-graduação em Linguística e Língua Portuguesa da UERJ.<br><br> i1tsbinqsr4onby2qwbcft1k4mvei08 CCT-UFCA/Engenharia Civil/Saneamento I 0 30660 182909 172948 2026-05-26T13:21:59Z ~2026-31179-10 44352 182909 wikitext text/x-wiki == Programa do Componente Curricular == {| class="wikitable" |+ |'''Código:''' | colspan="9" |ECI0090 |- |'''Componente Curricular:''' | colspan="9" |Saneamento I |- |'''Semestre de Oferta:''' | colspan="2" |7º |'''Tipo:''' |Disciplina |'''Caráter:''' | colspan="4" |Obrigatória |- |'''Unidade Acadêmica Responsável:''' | colspan="9" |Centro de Ciências e Tecnologia - CCT |- |'''Regime:''' | colspan="9" |Semestral |- |'''Créditos:''' |4 |'''Carga horária:''' |64 |'''Teórica:''' | - |'''Prática''' | - |'''Extensão:''' | - |- |'''Pré-requisito:''' | colspan="9" |Química Geral para Engenharia; Laboratório de Química Geral para Engenharia; Hidráulica Aplicada. |- |'''Co-requisito:''' | colspan="9" | - |- |'''Equivalência:''' | colspan="9" |ECI0090 |} == Ementa == Saneamento. Importância. Atividades. Saneamento e Saúde Infraestrutura urbana de sistemas de água e esgoto e o ciclo sanitário da água. Previsão de população. Sistemas de abastecimento de água: consumo, vazões de projeto, mananciais e captação de água, reservatórios e rede de distribuição. Sistemas de esgotamento sanitário: tipos (unitário e separador absoluto), partes constituintes (rede coletora, interceptor, emissário, estações elevatórias, lançamento) e dimensionamento de redes coletoras de esgotos. == Objetivos == Contribuir com a formação básica dos alunos de graduação em Eng. Civil no tocante às técnicas abordadas no dimensionamento de sistemas de água e esgoto, oferecendo informações mínimas necessárias para que problemas mais abrangentes relacionados ao fornecimento de água e esgotamento sanitário possam ser objeto de solução técnica, econômica e ambiental. final da disciplina espera-se que os discentes: == Conteúdo == Conteúdo 1 Conteúdo 2 == Metodologia == == Avaliação == == Bibliografia == === Bibliografia básica === - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 12211 – Estudo de concepção de sistemas públicos de abastecimento de água. 1992. - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 12212 – Projeto de poço para captação de água subterrânea. 1992. - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 12213 – Projeto de captação de água para o abastecimento público. 1992. - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 12214 – Projeto do Sistema de bombeamento de água para o abastecimento público. 1992. - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 12215 – Projeto de adutoras de água para o abastecimento público. 1991. - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 12217 – Projeto de reservatório de distribuição de água para o abastecimento público. 1991. - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 12218 – Projeto de rede de distribuição de água para o abastecimento público. 1991. - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 9648 - Estudos de Concepção de Sistemas de Esgotos Sanitários., nov.1986, 8 pg. - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 9649 - Projeto de Redes Coletoras de Esgotos Sanitários, , nov. 1986, 12 pg. - DALTRO FILHO, J. Saneamento ambiental – doença, saúde e o saneamento da água. Editora UFS. São Cristóvão, SE. 2004. 331 p. - HELLER, Léo; PÁDUA, Valter Lúcio de. Abastecimento de água para consumo humano. 2. ed., rev. e atual. Belo Horizonte, MG: Editora UFMG, 2010. 2 v. (Ingenium). <nowiki>ISBN 978-85-7041-841-8</nowiki> (v.1). - HELLER, Léo; PÁDUA, Valter Lúcio de. Abastecimento de água para consumo humano. 2. ed., rev. e atual. Belo Horizonte, MG: Editora UFMG, 2010. 2 v. (Ingenium). <nowiki>ISBN 978-85-7041-845-6</nowiki> (v.2) - TSUTIYA, Milton Tomoyuki. Abastecimento de água. 3ª edição. Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária da Escola Politécnica da Universidade São Paulo. 2006. XIII. 643 p. ISBN: 85-900823-6-9. - NUVOLARI, A. et al. Esgoto sanitário – coleta, transporte, tratamento e reúso agrícola. Editora Edgard Blücher LTDA. São Paulo. 2003. 520 p. === Bibliografia complementar === - Portaria do MS nº 2914/2011. - Resolução CONAMA nº 274/2000. - Resolução CONAMA nº 357/2005. - Resolução CONAMA nº 396/2008. - Resolução CONAMA nº 430/2011. - AZEVEDO NETTO, José M. de. Manual de hidráulica. 8. ed. atual. São Paulo: Edgard Blücher, c1998. 669 p. <nowiki>ISBN 8521202776</nowiki> . - GOMES, HEBER PIMENTEL. Eficiência hidráulica e energética em saneamento: análise econômica de projetos. Rio de Janeiro: ABES: 2005. ISBN: 85-7022-147-9. tmm7hznrz9jjmxbmfpz240v5ubwnxsp PIBID CN-UnB 2024 0 31179 182918 182843 2026-05-26T20:25:40Z Nelvalente 42190 182918 wikitext text/x-wiki O subprojeto PIBID CN-UnB 2024 é a edição 2024 do PIBID de Ciências Naturais da Universidade de Brasília ([[PIBID CN-UnB]]), contemplado pelo [https://www.gov.br/capes/pt-br/centrais-de-conteudo/editais/29052024_Edital_2386922_SEI_2386489_Edital_10_2024.pdf Edital nº 10/2024] da CAPES, coordenado pela Profª Viviane Aparecida da Silva Falcomer, conta com 24 alunos bolsistas e 3 professores supervisores, ocorrendo em três escolas públicas de Planaltina e Sobradinho - DF. Vale ressaltar, que ao final do edital, o projeto possibilita a participação de um quantitativo maior de estudantes, supervisores e escolas devido à ocorrência de substituições. Nesta edição, os '''<big>objetivos</big>''' do subprojeto são: I - incentivar a formação de docentes em ciências naturais para o ensino fundamental por meio da aproximação dos pibidianos com a rotina escolar e com questões que permeiam o cotidiano dos educadores, proporcionando-lhes oportunidades de criação e participação em experiências metodológicas, tecnológicas e práticas docentes de caráter inovador que busquem a superação de problemas identificados no processo de ensino-aprendizagem de ciências; II - contribuir para a valorização do magistério por meio da prática docente dos pibidianos e da atuação do professor supervisor como coformador dos licenciandos em ciências naturais; III - elevar a qualidade da formação inicial de professores no curso de licenciatura em ciências naturais, promovendo a integração entre educação superior e educação básica a partir de reflexões teórico-práticas no contexto da parceria universidade-escola; IV - promover o ensino de ciências nas  escolas públicas de educação básica da região por meio de metodologias inovadoras e recursos didáticos diferenciados, fomentando o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; V - contribuir para a articulação entre teoria e prática, necessária à formação inicial de professores, elevando a qualidade da formação acadêmica no curso de Licenciatura em Ciências Naturais da Universidade de Brasília; VI - fomentar a elaboração de novas técnicas de ensino, didática e metodologias para o ensino de ciências, com especial ênfase no ensino por investigação e letramento científico. O desenvolvimento do subprojeto ocorre em quatro momentos, separadamente ou simultaneamente: o primeiro momento é denominado Imersão Escolar, quando é realizado um diagnóstico institucional de caráter investigativo e analítico da realidade educacional das escolas selecionadas; o segundo momento é chamado de Fundamentação Teórico-Metodológica, que contempla as pesquisas e estudos relacionados às questões identificadas na imersão escolar, além de conteúdos curriculares e de processos de ensino e aprendizagem que promovam a criatividade dos licenciandos para o desenvolvimento de atividades e materiais pedagógicos; o terceiro momento é o Planejamento de Práticas Pedagógicas para a criação e execução das propostas metodológicas inovadoras para o ensino de ciências, com a seleção de temas levantados na imersão escolar; e o quarto momento é a Difusão do conhecimento, quando os resultados das propostas desenvolvidas serão socializados para reflexão na/sobre a prática pedagógica em atividades de pesquisa e extensão. == Escolas Participantes: == O subprojeto PIBID CN-UnB 2024 iniciou-se no ano letivo de 2025 com três supervisores nas seguintes escolas: * '''Centro Educacional (CED) 03 de Planaltina''' * '''Centro de Ensino Fundamental 08 de Planaltina (CEF 08)''' * '''Colegio Cívico Militar CED Estância III de Planaltina''' No ano letivo de 2026, ocorreu a substituição das escolas CEF 08 e CED 03 de Planaltina, pelas escolas: * '''Centro de Ensino Fundamental 04 de Sobradinho (CEF 04)''' * '''Centro Educacional Dona América Guimarães''' ('''CED DAG''') == Atividades Planejadas == Realização da reunião de abertura para o início dos trabalhos com toda a equipe envolvida: professores orientadores; supervisores e pibidianos dos dois núcleos. Reuniões de acompanhamento semanais com todos os pibidianos para planejamento e avaliação das atividades e reuniões periódicas com os professores supervisores, visando a construção dos planos de trabalho dos pibidianos, com base nas necessidades das instituições escolares em que atuarão e dos professores supervisores que acompanharão. Realização de palestras e seminários que visem a reflexão sobre novos métodos, metodologias, recursos didáticos, práticas escolares inovadoras e atuação docente. == Atividades Realizadas: == === <u>'''Lançamento PIBID | UnB 2025-2026'''</u> === No 13 de fevereiro de 2025 o grupo PIBID CN-UnB participou do evento de Lançamento do PIBID UnB 2025-2026, que ocorreu no auditório da ADUnB, Campus Darcy Ribeiro. === '''<big><u>XI CONEDU</u></big>''' === O grupo PIBID CN-UnB teve participação do XI Congresso Nacional de Educação, ocorrido em 03 a 05 de outubro de 2025, apresentando o seguinte trabalho: '''ENERGIA EM JOGO: UMA ABORDAGEM LÚDICA SOBRE FONTES DE ENERGIA NO ENSINO FUNDAMENTAL.''' [https://editorarealize.com.br/artigo/visualizar/135088 Leia aqui] === '''<u><big>SEMANA UNIVERSITÁRIA</big></u>''' === Na edição da Semana Universitária UnB 2025, o grupo PIBID CN-UnB ministrou, nos dias 04 e 05 de novembro, as oficinas: * '''Circuito de densidade''' '''-''' Diferentes estratégias de ensino para trabalhar o conteúdo de densidade na educação básica. * '''As Ciências na Cozinha''' '''-''' As transformoficinasações químicas e físicas por trás das receitas culinárias. * '''Herbário e o ensino de botânica''' '''-''' O Herbário como estratégia didática para o ensino de botânica. === '''<u><big>X ENALIC</big></u>''' === O grupo PIBID CN-UnB participou do X Encontro Nacional das Licenciaturas  e o IX Seminário Nacional do PIBID, realizado na Universidade de Brasília (UnB), Campus Darcy Ribeiro, nos dias 07 a 10 de dezembro de 2025. O grupo apresentou no evento Oficinas; Mostras de Produtos Educacionais; Apresentação de Trabalhos <big><u>Oficinas</u>:</big> * '''Circuito de densidade''' '''-''' Diferentes estratégias de ensino para trabalhar o conteúdo de densidade na educação básica. * '''As Ciências na Cozinha''' '''-''' As transformações químicas e físicas por trás das receitas culinárias. * '''Herbário e o ensino de botânica''' '''-''' O Herbário como estratégia didática para o ensino de botânica. <big><u>Mostra de Produtos Educacionais</u><u>:</u></big> [[Ficheiro:Stand pibid.jpg|alt=Mostra de Produtos Educacionais do PIBID CN-UnB no X ENALIC|miniaturadaimagem|267x267px|Mostra de Produtos Educacionais do PIBID CN-UnB no X ENALIC]] * '''Caixa misteriosa como estratégia lúdica para o ensino do método científico:''' Uma proposta prática para turmas do 7º ano do ensino fundamental * '''Modelagem didática:''' Uma estratégia para o ensino de máquinas simples. * '''Planeta em jogo:''' Aprendizado e conscientização ambiental em tabuleiro ampliado. * '''Jogo dos 5 sentidos:''' Uma abordagem lúdica sobre as percepções humanas * '''Bingo moléculas e ligações químicas''' * '''Jogo investigativo sobre reprodução genética:''' Mistérios biológicos <big><u>Apresentação de Trabalhos:</u></big> * '''Metodologia inovadora no Ensino de Ciências:''' um relato de experiência. [https://editorarealize.com.br/artigo/visualizar/141387 Leia aqui] === <u>'''SEMANA ACADÊMICA DA FUP: INOVAÇÃO NA FORMAÇÃO SUPERIOR E TECNOLOGIAS EMERGENTES - FUP 20 ANOS'''</u> === [[Ficheiro:Estade 20 anos FUP.jpg|alt=Estande PIBID CN-UnB na Mostra de Projetos de Ensino, Pesquisa e Extensão - FUP 20 anos|miniaturadaimagem|311x311px|Estande PIBID CN-UnB na Mostra de Projetos de Ensino, Pesquisa e Extensão - FUP 20 anos]] Em comemoração aos 20 anos da Faculdade UnB Planaltina, a FUP contou com uma programação especial entre os dias 13 e 16 de maio de 2026. Dentre as atividades promovidas, o PIBID CN-UnB foi responsável pela organização da “Mostra de Projetos de Ensino, Pesquisa e Extensão”, um evento voltado à socialização e à troca de experiências por meio da apresentação de trabalhos e projetos nas modalidades de palestra, oficina, apresentação oral, pôster e mostra de materiais e atividades. O evento ocorreu no dia 14 de maio e, além de atuar na organização, o PIBID CN-UnB também participou na modalidade mostra de materiais e atividades. {{ORDENACAOPADRAO:Ciências Naturais no PIBID UnB}} mvs46zvb3sy0kxt3ib4xcjtcer4psuf 182919 182918 2026-05-26T20:29:25Z Nelvalente 42190 182919 wikitext text/x-wiki O subprojeto PIBID CN-UnB 2024 é a edição 2024 do PIBID de Ciências Naturais da Universidade de Brasília ([[PIBID CN-UnB]]), contemplado pelo [https://www.gov.br/capes/pt-br/centrais-de-conteudo/editais/29052024_Edital_2386922_SEI_2386489_Edital_10_2024.pdf Edital nº 10/2024] da CAPES, coordenado pelas professoras Amanda Marina Andrade Medeiros e Viviane Aparecida da Silva Falcomer, conta com 24 alunos bolsistas e 3 professores supervisores, ocorrendo simultâneamente em três escolas públicas de Planaltina e Sobradinho - DF. Vale ressaltar que ao final do edital, o projeto possibilita a participação de um quantitativo maior de estudantes, supervisores e escolas devido à ocorrência de substituições. Nesta edição, os '''<big>objetivos</big>''' do subprojeto são: I - incentivar a formação de docentes em ciências naturais para o ensino fundamental por meio da aproximação dos pibidianos com a rotina escolar e com questões que permeiam o cotidiano dos educadores, proporcionando-lhes oportunidades de criação e participação em experiências metodológicas, tecnológicas e práticas docentes de caráter inovador que busquem a superação de problemas identificados no processo de ensino-aprendizagem de ciências; II - contribuir para a valorização do magistério por meio da prática docente dos pibidianos e da atuação do professor supervisor como coformador dos licenciandos em ciências naturais; III - elevar a qualidade da formação inicial de professores no curso de licenciatura em ciências naturais, promovendo a integração entre educação superior e educação básica a partir de reflexões teórico-práticas no contexto da parceria universidade-escola; IV - promover o ensino de ciências nas  escolas públicas de educação básica da região por meio de metodologias inovadoras e recursos didáticos diferenciados, fomentando o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; V - contribuir para a articulação entre teoria e prática, necessária à formação inicial de professores, elevando a qualidade da formação acadêmica no curso de Licenciatura em Ciências Naturais da Universidade de Brasília; VI - fomentar a elaboração de novas técnicas de ensino, didática e metodologias para o ensino de ciências, com especial ênfase no ensino por investigação e letramento científico. O desenvolvimento do subprojeto ocorre em quatro momentos, separadamente ou simultaneamente: o primeiro momento é denominado Imersão Escolar, quando é realizado um diagnóstico institucional de caráter investigativo e analítico da realidade educacional das escolas selecionadas; o segundo momento é chamado de Fundamentação Teórico-Metodológica, que contempla as pesquisas e estudos relacionados às questões identificadas na imersão escolar, além de conteúdos curriculares e de processos de ensino e aprendizagem que promovam a criatividade dos licenciandos para o desenvolvimento de atividades e materiais pedagógicos; o terceiro momento é o Planejamento de Práticas Pedagógicas para a criação e execução das propostas metodológicas inovadoras para o ensino de ciências, com a seleção de temas levantados na imersão escolar; e o quarto momento é a Difusão do conhecimento, quando os resultados das propostas desenvolvidas serão socializados para reflexão na/sobre a prática pedagógica em atividades de pesquisa e extensão. == Escolas Participantes: == O subprojeto PIBID CN-UnB 2024 iniciou-se no ano letivo de 2025 com três supervisores nas seguintes escolas: * '''Centro Educacional (CED) 03 de Planaltina''' * '''Centro de Ensino Fundamental 08 de Planaltina (CEF 08)''' * '''Colegio Cívico Militar CED Estância III de Planaltina''' No ano letivo de 2026, ocorreu a substituição das escolas CEF 08 e CED 03 de Planaltina, pelas escolas: * '''Centro de Ensino Fundamental 04 de Sobradinho (CEF 04)''' * '''Centro Educacional Dona América Guimarães''' ('''CED DAG''') == Atividades Planejadas == Realização da reunião de abertura para o início dos trabalhos com toda a equipe envolvida: professores orientadores; supervisores e pibidianos dos dois núcleos. Reuniões de acompanhamento semanais com todos os pibidianos para planejamento e avaliação das atividades e reuniões periódicas com os professores supervisores, visando a construção dos planos de trabalho dos pibidianos, com base nas necessidades das instituições escolares em que atuarão e dos professores supervisores que acompanharão. Realização de palestras e seminários que visem a reflexão sobre novos métodos, metodologias, recursos didáticos, práticas escolares inovadoras e atuação docente. == Atividades Realizadas: == === <u>'''Lançamento PIBID | UnB 2025-2026'''</u> === No 13 de fevereiro de 2025 o grupo PIBID CN-UnB participou do evento de Lançamento do PIBID UnB 2025-2026, que ocorreu no auditório da ADUnB, Campus Darcy Ribeiro. === '''<big><u>XI CONEDU</u></big>''' === O grupo PIBID CN-UnB teve participação do XI Congresso Nacional de Educação, ocorrido em 03 a 05 de outubro de 2025, apresentando o seguinte trabalho: '''ENERGIA EM JOGO: UMA ABORDAGEM LÚDICA SOBRE FONTES DE ENERGIA NO ENSINO FUNDAMENTAL.''' [https://editorarealize.com.br/artigo/visualizar/135088 Leia aqui] === '''<u><big>SEMANA UNIVERSITÁRIA</big></u>''' === Na edição da Semana Universitária UnB 2025, o grupo PIBID CN-UnB ministrou, nos dias 04 e 05 de novembro, as oficinas: * '''Circuito de densidade''' '''-''' Diferentes estratégias de ensino para trabalhar o conteúdo de densidade na educação básica. * '''As Ciências na Cozinha''' '''-''' As transformoficinasações químicas e físicas por trás das receitas culinárias. * '''Herbário e o ensino de botânica''' '''-''' O Herbário como estratégia didática para o ensino de botânica. === '''<u><big>X ENALIC</big></u>''' === O grupo PIBID CN-UnB participou do X Encontro Nacional das Licenciaturas  e o IX Seminário Nacional do PIBID, realizado na Universidade de Brasília (UnB), Campus Darcy Ribeiro, nos dias 07 a 10 de dezembro de 2025. O grupo apresentou no evento Oficinas; Mostras de Produtos Educacionais; Apresentação de Trabalhos <big><u>Oficinas</u>:</big> * '''Circuito de densidade''' '''-''' Diferentes estratégias de ensino para trabalhar o conteúdo de densidade na educação básica. * '''As Ciências na Cozinha''' '''-''' As transformações químicas e físicas por trás das receitas culinárias. * '''Herbário e o ensino de botânica''' '''-''' O Herbário como estratégia didática para o ensino de botânica. <big><u>Mostra de Produtos Educacionais</u><u>:</u></big> [[Ficheiro:Stand pibid.jpg|alt=Mostra de Produtos Educacionais do PIBID CN-UnB no X ENALIC|miniaturadaimagem|267x267px|Mostra de Produtos Educacionais do PIBID CN-UnB no X ENALIC]] * '''Caixa misteriosa como estratégia lúdica para o ensino do método científico:''' Uma proposta prática para turmas do 7º ano do ensino fundamental * '''Modelagem didática:''' Uma estratégia para o ensino de máquinas simples. * '''Planeta em jogo:''' Aprendizado e conscientização ambiental em tabuleiro ampliado. * '''Jogo dos 5 sentidos:''' Uma abordagem lúdica sobre as percepções humanas * '''Bingo moléculas e ligações químicas''' * '''Jogo investigativo sobre reprodução genética:''' Mistérios biológicos <big><u>Apresentação de Trabalhos:</u></big> * '''Metodologia inovadora no Ensino de Ciências:''' um relato de experiência. [https://editorarealize.com.br/artigo/visualizar/141387 Leia aqui] === <u>'''SEMANA ACADÊMICA DA FUP: INOVAÇÃO NA FORMAÇÃO SUPERIOR E TECNOLOGIAS EMERGENTES - FUP 20 ANOS'''</u> === [[Ficheiro:Estade 20 anos FUP.jpg|alt=Estande PIBID CN-UnB na Mostra de Projetos de Ensino, Pesquisa e Extensão - FUP 20 anos|miniaturadaimagem|311x311px|Estande PIBID CN-UnB na Mostra de Projetos de Ensino, Pesquisa e Extensão - FUP 20 anos]] Em comemoração aos 20 anos da Faculdade UnB Planaltina, a FUP contou com uma programação especial entre os dias 13 e 16 de maio de 2026. Dentre as atividades promovidas, o PIBID CN-UnB foi responsável pela organização da “Mostra de Projetos de Ensino, Pesquisa e Extensão”, um evento voltado à socialização e à troca de experiências por meio da apresentação de trabalhos e projetos nas modalidades de palestra, oficina, apresentação oral, pôster e mostra de materiais e atividades. O evento ocorreu no dia 14 de maio e, além de atuar na organização, o PIBID CN-UnB também participou na modalidade mostra de materiais e atividades. {{ORDENACAOPADRAO:Ciências Naturais no PIBID UnB}} 43n3tm9h2mmg4pbk2mbdim2xgxr17td PIBID CN-UnB 0 31576 182920 181700 2026-05-26T20:35:16Z Nelvalente 42190 182920 wikitext text/x-wiki O PIBID de Ciências Naturais da Universidade de Brasília (PIBID CN-UnB) é um dos subprojetos do PIBID UnB. Tem por objetivo proporcionar aos licenciandos experiências concretas de ensino, contribuindo para a formação docente crítica, reflexiva e comprometida com a educação básica. Historicamente, o curso de LCN da UnB apresenta uma forte articulação entre a universidade e as escolas da região em que nosso campus está situado, Planaltina, uma das regiões administrativas do DF. Um grande número de docentes da Educação Básica da cidade são egressos do nosso curso, fortalecendo essa relação, estabelecida por meio da colaboração em nossas diversas ações de formação, como o Pibid, o Programa Residência Pedagógica e as disciplinas de Estágio Supervisionado, que sempre estiveram vinculadas. Os docentes que ministram os estágios e coordenam os programas são os mesmos, garantindo uma articulação contínua entre eles, por meio de discussões de planejamento e promoção de eventos que permitem a troca de experiências e a integração de estagiários, pibidianos, residentes, licenciandos, professores da educação básica e docentes do ensino superior. Essa forte integração entre os atores da formação inicial permite trocas de conhecimento e experiências que fortalecem a nossa licenciatura, o que é evidenciado pela elevação das notas nas avaliações do curso. O programa é desenvolvido em um ambiente de trabalho coletivo, amplamente ligado ao desafio de inovar a formação dos licenciandos, com o objetivo de aperfeiçoar, induzir, fortalecer e promover o desenvolvimento da relação entre o licenciando, o professor, o aluno e a escola, com base em uma prática reflexiva. Com foco na formação do professor reflexivo, a LCN propõe uma prática em que o licenciando, ao ensinar, aprende, com base na realidade experienciada e nos conhecimentos trabalhados na universidade por meio do ensino, da pesquisa e da extensão. A participação do curso de Ciências Naturais da Universidade de Brasília no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência da CAPES iniciou-se no Edital CAPES 01/2011, tendo início em julho de 2011, com duas escolas participantes, 10 alunos bolsistas de iniciação à docência (ID) e dois professores supervisores, hoje o PIBID já faz parte da estrutura do curso, contribuindo não só na formação dos licenciandos, mas também na elevação da qualidade do curso, uma vez que esta depende da qualidade da formação dos licenciandos, que têm nesse programa uma oportunidade de desenvolvimento profissional ímpar. O subprojeto PIBID CN-UnB esteve presente no projeto institucional do PIBID UnB nas edições de 2011, 2013, 2018, [[PIBID CN-UnB 2020|2020]], [[PIBID CN-UnB 2022|2022]] e [[PIBID CN-UnB 2024|2024]], priorizando, dentro do possível, a coordenação conjunta de dois professores da área de ensino de ciências, pois acreditamos que a formação do professor de Ciências Naturais, por envolver conteúdos de química, física, biologia, matemática, geociências e educação, é mais completa com coordenadores de áreas de formações diferentes. No Edital em vigência em 2025, [https://www.gov.br/capes/pt-br/centrais-de-conteudo/editais/29052024_Edital_2386922_SEI_2386489_Edital_10_2024.pdf Edital nº 10/2024], o subprojeto [[PIBID CN-UnB 2024]] conta com 24 alunos bolsistas e 3 professores supervisores, ocorrendo em três escolas públicas de Planaltina - DF. 4bz6ck0tlcssw1kiwxxfsr3zmmvefcy INCT-Adapta/Reuniões 0 33339 182904 182891 2026-05-26T12:09:39Z ~2026-31297-02 44356 Adição de informações 182904 wikitext text/x-wiki <templatestyles src="Calibra/styles.css" />__NOEDITSECTION____NOTOC__ {| style="height:1px; font-family: 'Avenir', 'Montserrat', sans-serif; display: table; background-color: #E9EEF9;" |- | colspan="2" | {{start tab | frame = no | off tab color = #3366cc | on tab color = #000000 | nowrap = yes | font-size = 95% | tab spacing percent = 0.1 | border = 0px | link-1 = INCT-Adapta | tab-1 = {{#ifeq:{{FULLPAGENAME}}|INCT-Adapta|<span style="color:#e9eef9">Sobre</span>|<span style="color:#ffffff; font-weight:bold;">Sobre</span>}} | link-2 = INCT-Adapta/Grupos | tab-2 = {{#ifeq:{{FULLPAGENAME}}|INCT-Adapta/Grupos|<span style="color:#e9eef9">Grupos</span>|<span style="color:#ffffff; font-weight:bold;">Grupos</span>}} | link-3 = INCT-Adapta/Pesquisas | tab-3 = {{#ifeq:{{FULLPAGENAME}}|INCT-Adapta/Pesquisas|<span style="color:#e9eef9">Pesquisas</span>|<span style="color:#ffffff; font-weight:bold;">Pesquisas</span>}} | link-4 = INCT-Adapta/Notícias | tab-4 = {{#ifeq:{{FULLPAGENAME}}|INCT-Adapta/Notícias|<span style="color:#e9eef9">Notícias</span>|<span style="color:#ffffff; font-weight:bold;">Notícias</span>}} | link-5 = INCT-Adapta/Oportunidades | tab-5 = {{#ifeq:{{FULLPAGENAME}}|INCT-Adapta/Oportunidades|<span style="color:#e9eef9">Oportunidades</span>|<span style="color:#ffffff; font-weight:bold;">Oportunidades</span>}} | link-6 = INCT-Adapta/Reuniões | tab-6 = {{#ifeq:{{FULLPAGENAME}}|INCT-Adapta/Reuniões|<span style="color:#e9eef9">Reuniões</span>|<span style="color:#ffffff; font-weight:bold;">Reuniões</span>}} }} == [20/05/2026] Reunião extraordinário do INCT Adapta para discutir ações voltadas para o período de estiagem 2026-2027 == No dia 20 de maio, líderes e participantes do INCT Adapta reuniram-se para sistematizar oportunidades de colaboração entre grupos de pesquisa com o objetivo de gerar respostas e atividades diante da possibilidade de uma nova seca extrema na Amazônia no período 2026-2027. Conforme relatado adiante, busca-se, agora, avançar no mapa de afinidades temáticas identificadas ao longo do encontro e concretizar frentes de trabalho efetivas, considerando quatro princípios norteadores: # Realizar atividades na frente de pesquisa, como coletas e análises, mas também em divulgação científica e em incidência na agenda pública municipal, estadual e federal; # Aproveitar e integrar dados já disponíveis nos diferentes grupos; # Alinhar agendas de campo próximas, sempre que novas coletas forem necessárias, com atenção à possibilidade de construir séries comparáveis antes, durante e após a seca; # Definir necessidades operacionais mínimas (deslocamentos, equipes, equipamentos, etc.) para que as parcerias se convertam em ações coordenadas. Abaixo estão apresentadas as oportunidades de integração inicialmente identificadas. Para indicar novas oportunidades, que não estão aqui listadas, use a aba '''Discussão''' da página ou entre em contato com Tiago da Mota e Silva. ________________________________________ === '''1. Secas extremas, alterações de habitat e ictiofauna.''' === '''Grupos potencialmente envolvidos:''' [[Laboratório de Ecologia Pesqueira]]; [[Grupo de Pesquisas de Ecologia, Monitoramento e Uso Sustentável de Áreas Úmidas|Grupo de Pesquisas de Ecologia, Monitoramento e Uso Sustentável de Áreas Umidas (MAUA)]]; [[Laboratório de Ecologia e Conservação|Laboratório de Ecologia e Conservação (LABECO)]]. '''Oportunidade de integração:''' Construir uma frente de pesquisa voltada a compreender como secas extremas alteram habitats aquáticos, articulando: a) mudanças na vegetação e na estrutura das áreas úmidas; b) perda ou transformação de habitats; c) respostas da ictiofauna a essas mudanças. A frente pode integrar dados sobre perda e transformação de habitats, informações sobre resposta de comunidades de peixes e análises temporais das áreas mais vulneráveis à seca. === '''2. Comunidades de peixes, sinais de estresse e sobrevivência a eventos extremos.''' === '''Grupos potencialmente envolvidos:''' [[INCT-Adapta/Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular|Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular (LEEM)]]; [[Laboratório de Ecologia Pesqueira]]; [[Laboratório de Ecologia Molecular & Evolução|Ecologia Molecular & Evolução (EcoMEvo)]]. '''Oportunidade de integralão:''' Construir uma frente voltada a avaliar: a) mudanças em comunidades de peixes em cenários de seca extrema; b) sinais de estresse ambiental; c) quais são as espécies que persistem ou diminuem de população após eventos extremos. A frente pode integrar dados de e-DNA e e-RNA, além de série de dados de campo disponível. === 3. '''Tolerância térmica e campo em andamento''' === '''Grupos envolvidos:''' [[Laboratório de Ecofisiologia Comportamental|Laboratório de Ecofisiologia Comportal]]; [[Laboratório de Ecologia e Biologia de Peixes]]. '''Oportunidade de integração:''' Consolidar a ação já em andamento entre os grupos para avaliar tolerância térmica de animais aquáticos e possíveis efeitos do aquecimento e da seca sobre diferentes níveis tróficos. Atividade de campo já está planejada para junho, no Lago Mamirauá, e pode ser sincronizada com outras agendas de outros grupos. === '''4. Monitoramento integrado da qualidade da água em cenário de seca''' === '''Grupos potencialmente envolvidos:''' [[INCT-Adapta/Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular|Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular (LEEM)]]; [[Laboratório de Ensino e Pesquisa em Biofísica, Fisiologia Animal e Ecotoxicologia|Laboratório em Biofísica, Fisiologia Animal e Ecotoxicologia (BioFisio)]]; [[Ecofisiologia e ecotoxicologia de organismos aquáticos|Grupo de Ecofisiologia e Ecotoxicologia de Organismos Aquáticos]]; [[Laboratório de Citotaxonomia e Insetos Aquáticos|Laboratório de Citotaxonomia e Insetos Aquáticos (LACIA)]]; [[Laboratório de Economia e Administração Pesqueira]] (LEAP); [[Centro de Pesquisa em Avaliação, Reabilitação e Desempenho Humano]] (CePARD). '''Oportunidade de integração:''' Construir uma agenda de monitoramento da qualidade da água combinando: variáveis físico-químicas; metais e mercúrio; fármacos; microplásticos; respostas fisiológicas; monitoramento de insetos aquáticos informativas sobre alterações ambientais. Potencialmente, dados de comunidades (LEAP) e de saúde (CePARD) podem ser integrados. === 5. '''Comunidades, saúde e impactos sociais''' === '''Grupos potencialmente envolvidos:''' [[Laboratório de Economia e Administração Pesqueira|Laboratório de Economia e Administração Pesqueira (]]LEAP); [[Centro de Pesquisa em Avaliação, Reabilitação e Desempenho Humano]] (CePARD); outros grupos com interface em potencial. '''Oportunidade de integração:''' Conectar dados sobre as comunidades, economia e segurança alimentar com atuação em saúde e dados epidemiológicos. O LEAP tem uma rotina de idas a campo com a qual outros grupos podem ter interface com sua atuação e se integrar às suas atividades. === '''6. Atividades de Divulgação científica: Fogo e Wiki.''' === # Elaboração de reportagem sobre risco de incêndio na Amazônia discutindo um impacto ainda subestimado: o da fumaça e partículas de cinzas nos corpos d’água. # Até o dia 30/6, o Wiki Movimento Brasil realiza a editatona “Avançando a Integridade da Informação sobre Eventos Climáticos Extremos na Wikipédia e Wikidata”, no qual o Adapta será incluído para seleção e edição de verbetes ou itens no Wikidata, Wikipédia ou Wikimedia Brasil. '''Grupos envolvidos:''' Todos. _____________________ '''Recomenda-se que os grupos com potencial de parceria se reunam e elaborem um plano de ação para ser compartilhado com a coordenação do INCT. Este plano de ação deve conter: ações previstas, produtos esperados, necessidades operacionais mínimas e orçamento.''' '''Os planos de ação serão recebidos e considerados até o dia 10 de junho de 2026.''' |} pvfb7udt9e7e5tleke4m2ihv3ovevya 182905 182904 2026-05-26T12:42:23Z Daianikochhann 44017 aletração de data de previsão de campo, nome do laboratório e área de coleta 182905 wikitext text/x-wiki <templatestyles src="Calibra/styles.css" />__NOEDITSECTION____NOTOC__ {| style="height:1px; font-family: 'Avenir', 'Montserrat', sans-serif; display: table; background-color: #E9EEF9;" |- | colspan="2" | {{start tab | frame = no | off tab color = #3366cc | on tab color = #000000 | nowrap = yes | font-size = 95% | tab spacing percent = 0.1 | border = 0px | link-1 = INCT-Adapta | tab-1 = {{#ifeq:{{FULLPAGENAME}}|INCT-Adapta|<span style="color:#e9eef9">Sobre</span>|<span style="color:#ffffff; font-weight:bold;">Sobre</span>}} | link-2 = INCT-Adapta/Grupos | tab-2 = {{#ifeq:{{FULLPAGENAME}}|INCT-Adapta/Grupos|<span style="color:#e9eef9">Grupos</span>|<span style="color:#ffffff; font-weight:bold;">Grupos</span>}} | link-3 = INCT-Adapta/Pesquisas | tab-3 = {{#ifeq:{{FULLPAGENAME}}|INCT-Adapta/Pesquisas|<span style="color:#e9eef9">Pesquisas</span>|<span style="color:#ffffff; font-weight:bold;">Pesquisas</span>}} | link-4 = INCT-Adapta/Notícias | tab-4 = {{#ifeq:{{FULLPAGENAME}}|INCT-Adapta/Notícias|<span style="color:#e9eef9">Notícias</span>|<span style="color:#ffffff; font-weight:bold;">Notícias</span>}} | link-5 = INCT-Adapta/Oportunidades | tab-5 = {{#ifeq:{{FULLPAGENAME}}|INCT-Adapta/Oportunidades|<span style="color:#e9eef9">Oportunidades</span>|<span style="color:#ffffff; font-weight:bold;">Oportunidades</span>}} | link-6 = INCT-Adapta/Reuniões | tab-6 = {{#ifeq:{{FULLPAGENAME}}|INCT-Adapta/Reuniões|<span style="color:#e9eef9">Reuniões</span>|<span style="color:#ffffff; font-weight:bold;">Reuniões</span>}} }} == [20/05/2026] Reunião extraordinário do INCT Adapta para discutir ações voltadas para o período de estiagem 2026-2027 == No dia 20 de maio, líderes e participantes do INCT Adapta reuniram-se para sistematizar oportunidades de colaboração entre grupos de pesquisa com o objetivo de gerar respostas e atividades diante da possibilidade de uma nova seca extrema na Amazônia no período 2026-2027. Conforme relatado adiante, busca-se, agora, avançar no mapa de afinidades temáticas identificadas ao longo do encontro e concretizar frentes de trabalho efetivas, considerando quatro princípios norteadores: # Realizar atividades na frente de pesquisa, como coletas e análises, mas também em divulgação científica e em incidência na agenda pública municipal, estadual e federal; # Aproveitar e integrar dados já disponíveis nos diferentes grupos; # Alinhar agendas de campo próximas, sempre que novas coletas forem necessárias, com atenção à possibilidade de construir séries comparáveis antes, durante e após a seca; # Definir necessidades operacionais mínimas (deslocamentos, equipes, equipamentos, etc.) para que as parcerias se convertam em ações coordenadas. Abaixo estão apresentadas as oportunidades de integração inicialmente identificadas. Para indicar novas oportunidades, que não estão aqui listadas, use a aba '''Discussão''' da página ou entre em contato com Tiago da Mota e Silva. ________________________________________ === '''1. Secas extremas, alterações de habitat e ictiofauna.''' === '''Grupos potencialmente envolvidos:''' [[Laboratório de Ecologia Pesqueira]]; [[Grupo de Pesquisas de Ecologia, Monitoramento e Uso Sustentável de Áreas Úmidas|Grupo de Pesquisas de Ecologia, Monitoramento e Uso Sustentável de Áreas Umidas (MAUA)]]; [[Laboratório de Ecologia e Conservação|Laboratório de Ecologia e Conservação (LABECO)]]. '''Oportunidade de integração:''' Construir uma frente de pesquisa voltada a compreender como secas extremas alteram habitats aquáticos, articulando: a) mudanças na vegetação e na estrutura das áreas úmidas; b) perda ou transformação de habitats; c) respostas da ictiofauna a essas mudanças. A frente pode integrar dados sobre perda e transformação de habitats, informações sobre resposta de comunidades de peixes e análises temporais das áreas mais vulneráveis à seca. === '''2. Comunidades de peixes, sinais de estresse e sobrevivência a eventos extremos.''' === '''Grupos potencialmente envolvidos:''' [[INCT-Adapta/Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular|Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular (LEEM)]]; [[Laboratório de Ecologia Pesqueira]]; [[Laboratório de Ecologia Molecular & Evolução|Ecologia Molecular & Evolução (EcoMEvo)]]. '''Oportunidade de integralão:''' Construir uma frente voltada a avaliar: a) mudanças em comunidades de peixes em cenários de seca extrema; b) sinais de estresse ambiental; c) quais são as espécies que persistem ou diminuem de população após eventos extremos. A frente pode integrar dados de e-DNA e e-RNA, além de série de dados de campo disponível. === 3. '''Tolerância térmica e campo em andamento''' === '''Grupos envolvidos:''' [[Laboratório de Ecofisiologia Comportamental]] (LEFisC); [[Laboratório de Ecologia e Biologia de Peixes]]. '''Oportunidade de integração:''' Consolidar a ação já em andamento entre os grupos para avaliar tolerância térmica de animais aquáticos e possíveis efeitos do aquecimento e da seca sobre diferentes níveis tróficos. Atividade de campo já está planejada para setembro, na Reserva Mamirauá, e pode ser sincronizada com outras agendas de outros grupos. === '''4. Monitoramento integrado da qualidade da água em cenário de seca''' === '''Grupos potencialmente envolvidos:''' [[INCT-Adapta/Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular|Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular (LEEM)]]; [[Laboratório de Ensino e Pesquisa em Biofísica, Fisiologia Animal e Ecotoxicologia|Laboratório em Biofísica, Fisiologia Animal e Ecotoxicologia (BioFisio)]]; [[Ecofisiologia e ecotoxicologia de organismos aquáticos|Grupo de Ecofisiologia e Ecotoxicologia de Organismos Aquáticos]]; [[Laboratório de Citotaxonomia e Insetos Aquáticos|Laboratório de Citotaxonomia e Insetos Aquáticos (LACIA)]]; [[Laboratório de Economia e Administração Pesqueira]] (LEAP); [[Centro de Pesquisa em Avaliação, Reabilitação e Desempenho Humano]] (CePARD). '''Oportunidade de integração:''' Construir uma agenda de monitoramento da qualidade da água combinando: variáveis físico-químicas; metais e mercúrio; fármacos; microplásticos; respostas fisiológicas; monitoramento de insetos aquáticos informativas sobre alterações ambientais. Potencialmente, dados de comunidades (LEAP) e de saúde (CePARD) podem ser integrados. === 5. '''Comunidades, saúde e impactos sociais''' === '''Grupos potencialmente envolvidos:''' [[Laboratório de Economia e Administração Pesqueira|Laboratório de Economia e Administração Pesqueira (]]LEAP); [[Centro de Pesquisa em Avaliação, Reabilitação e Desempenho Humano]] (CePARD); outros grupos com interface em potencial. '''Oportunidade de integração:''' Conectar dados sobre as comunidades, economia e segurança alimentar com atuação em saúde e dados epidemiológicos. O LEAP tem uma rotina de idas a campo com a qual outros grupos podem ter interface com sua atuação e se integrar às suas atividades. === '''6. Atividades de Divulgação científica: Fogo e Wiki.''' === # Elaboração de reportagem sobre risco de incêndio na Amazônia discutindo um impacto ainda subestimado: o da fumaça e partículas de cinzas nos corpos d’água. # Até o dia 30/6, o Wiki Movimento Brasil realiza a editatona “Avançando a Integridade da Informação sobre Eventos Climáticos Extremos na Wikipédia e Wikidata”, no qual o Adapta será incluído para seleção e edição de verbetes ou itens no Wikidata, Wikipédia ou Wikimedia Brasil. '''Grupos envolvidos:''' Todos. _____________________ '''Recomenda-se que os grupos com potencial de parceria se reunam e elaborem um plano de ação para ser compartilhado com a coordenação do INCT. Este plano de ação deve conter: ações previstas, produtos esperados, necessidades operacionais mínimas e orçamento.''' '''Os planos de ação serão recebidos e considerados até o dia 10 de junho de 2026.''' |} jt0so1gs8xklzgjysjri7v89ylf2p2c 182915 182905 2026-05-26T18:16:07Z ~2026-31297-02 44356 Alterações no item 2 182915 wikitext text/x-wiki <templatestyles src="Calibra/styles.css" />__NOEDITSECTION____NOTOC__ {| style="height:1px; font-family: 'Avenir', 'Montserrat', sans-serif; display: table; background-color: #E9EEF9;" |- | colspan="2" | {{start tab | frame = no | off tab color = #3366cc | on tab color = #000000 | nowrap = yes | font-size = 95% | tab spacing percent = 0.1 | border = 0px | link-1 = INCT-Adapta | tab-1 = {{#ifeq:{{FULLPAGENAME}}|INCT-Adapta|<span style="color:#e9eef9">Sobre</span>|<span style="color:#ffffff; font-weight:bold;">Sobre</span>}} | link-2 = INCT-Adapta/Grupos | tab-2 = {{#ifeq:{{FULLPAGENAME}}|INCT-Adapta/Grupos|<span style="color:#e9eef9">Grupos</span>|<span style="color:#ffffff; font-weight:bold;">Grupos</span>}} | link-3 = INCT-Adapta/Pesquisas | tab-3 = {{#ifeq:{{FULLPAGENAME}}|INCT-Adapta/Pesquisas|<span style="color:#e9eef9">Pesquisas</span>|<span style="color:#ffffff; font-weight:bold;">Pesquisas</span>}} | link-4 = INCT-Adapta/Notícias | tab-4 = {{#ifeq:{{FULLPAGENAME}}|INCT-Adapta/Notícias|<span style="color:#e9eef9">Notícias</span>|<span style="color:#ffffff; font-weight:bold;">Notícias</span>}} | link-5 = INCT-Adapta/Oportunidades | tab-5 = {{#ifeq:{{FULLPAGENAME}}|INCT-Adapta/Oportunidades|<span style="color:#e9eef9">Oportunidades</span>|<span style="color:#ffffff; font-weight:bold;">Oportunidades</span>}} | link-6 = INCT-Adapta/Reuniões | tab-6 = {{#ifeq:{{FULLPAGENAME}}|INCT-Adapta/Reuniões|<span style="color:#e9eef9">Reuniões</span>|<span style="color:#ffffff; font-weight:bold;">Reuniões</span>}} }} == [20/05/2026] Reunião extraordinário do INCT Adapta para discutir ações voltadas para o período de estiagem 2026-2027 == No dia 20 de maio, líderes e participantes do INCT Adapta reuniram-se para sistematizar oportunidades de colaboração entre grupos de pesquisa com o objetivo de gerar respostas e atividades diante da possibilidade de uma nova seca extrema na Amazônia no período 2026-2027. Conforme relatado adiante, busca-se, agora, avançar no mapa de afinidades temáticas identificadas ao longo do encontro e concretizar frentes de trabalho efetivas, considerando quatro princípios norteadores: # Realizar atividades na frente de pesquisa, como coletas e análises, mas também em divulgação científica e em incidência na agenda pública municipal, estadual e federal; # Aproveitar e integrar dados já disponíveis nos diferentes grupos; # Alinhar agendas de campo próximas, sempre que novas coletas forem necessárias, com atenção à possibilidade de construir séries comparáveis antes, durante e após a seca; # Definir necessidades operacionais mínimas (deslocamentos, equipes, equipamentos, etc.) para que as parcerias se convertam em ações coordenadas. Abaixo estão apresentadas as oportunidades de integração inicialmente identificadas. Para indicar novas oportunidades, que não estão aqui listadas, use a aba '''Discussão''' da página ou entre em contato com Tiago da Mota e Silva. ________________________________________ === '''1. Secas extremas, alterações de habitat e ictiofauna.''' === '''Grupos potencialmente envolvidos:''' [[Laboratório de Ecologia Pesqueira]]; [[Grupo de Pesquisas de Ecologia, Monitoramento e Uso Sustentável de Áreas Úmidas|Grupo de Pesquisas de Ecologia, Monitoramento e Uso Sustentável de Áreas Umidas (MAUA)]]; [[Laboratório de Ecologia e Conservação|Laboratório de Ecologia e Conservação (LABECO)]]. '''Oportunidade de integração:''' Construir uma frente de pesquisa voltada a compreender como secas extremas alteram habitats aquáticos, articulando: a) mudanças na vegetação e na estrutura das áreas úmidas; b) perda ou transformação de habitats; c) respostas da ictiofauna a essas mudanças. A frente pode integrar dados sobre perda e transformação de habitats, informações sobre resposta de comunidades de peixes e análises temporais das áreas mais vulneráveis à seca. === '''2. Comunidades de peixes, sinais de estresse e sobrevivência a eventos extremos.''' === '''Grupos potencialmente envolvidos:''' [[INCT-Adapta/Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular|Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular (LEEM)]]; [[Laboratório de Ecologia Pesqueira]]; [[Laboratório de Ecologia Molecular & Evolução|Ecologia Molecular & Evolução (EcoMEvo)]]; [[Grupo de Pesquisa em Biologia Evolutiva dos Campos Gerais|Laboratório de Biologia Evolutiva]]. '''Oportunidade de integralão:''' Construir uma frente voltada a avaliar: a) mudanças em comunidades de peixes em cenários de seca extrema; b) sinais de estresse ambiental; c) quais são as espécies que persistem ou diminuem de população após eventos extremos; c) Investigar possível efeito magnificado da masculinização por meio de controle epigenético transgeracional. A frente pode integrar dados de e-DNA e e-RNA, além de série de dados de campo disponível. === 3. '''Tolerância térmica e campo em andamento''' === '''Grupos envolvidos:''' [[Laboratório de Ecofisiologia Comportamental]] (LEFisC); [[Laboratório de Ecologia e Biologia de Peixes]]. '''Oportunidade de integração:''' Consolidar a ação já em andamento entre os grupos para avaliar tolerância térmica de animais aquáticos e possíveis efeitos do aquecimento e da seca sobre diferentes níveis tróficos. Atividade de campo já está planejada para setembro, na Reserva Mamirauá, e pode ser sincronizada com outras agendas de outros grupos. === '''4. Monitoramento integrado da qualidade da água em cenário de seca''' === '''Grupos potencialmente envolvidos:''' [[INCT-Adapta/Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular|Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular (LEEM)]]; [[Laboratório de Ensino e Pesquisa em Biofísica, Fisiologia Animal e Ecotoxicologia|Laboratório em Biofísica, Fisiologia Animal e Ecotoxicologia (BioFisio)]]; [[Ecofisiologia e ecotoxicologia de organismos aquáticos|Grupo de Ecofisiologia e Ecotoxicologia de Organismos Aquáticos]]; [[Laboratório de Citotaxonomia e Insetos Aquáticos|Laboratório de Citotaxonomia e Insetos Aquáticos (LACIA)]]; [[Laboratório de Economia e Administração Pesqueira]] (LEAP); [[Centro de Pesquisa em Avaliação, Reabilitação e Desempenho Humano]] (CePARD). '''Oportunidade de integração:''' Construir uma agenda de monitoramento da qualidade da água combinando: variáveis físico-químicas; metais e mercúrio; fármacos; microplásticos; respostas fisiológicas; monitoramento de insetos aquáticos informativas sobre alterações ambientais. Potencialmente, dados de comunidades (LEAP) e de saúde (CePARD) podem ser integrados. === 5. '''Comunidades, saúde e impactos sociais''' === '''Grupos potencialmente envolvidos:''' [[Laboratório de Economia e Administração Pesqueira|Laboratório de Economia e Administração Pesqueira (]]LEAP); [[Centro de Pesquisa em Avaliação, Reabilitação e Desempenho Humano]] (CePARD); outros grupos com interface em potencial. '''Oportunidade de integração:''' Conectar dados sobre as comunidades, economia e segurança alimentar com atuação em saúde e dados epidemiológicos. O LEAP tem uma rotina de idas a campo com a qual outros grupos podem ter interface com sua atuação e se integrar às suas atividades. === '''6. Atividades de Divulgação científica: Fogo e Wiki.''' === # Elaboração de reportagem sobre risco de incêndio na Amazônia discutindo um impacto ainda subestimado: o da fumaça e partículas de cinzas nos corpos d’água. # Até o dia 30/6, o Wiki Movimento Brasil realiza a editatona “Avançando a Integridade da Informação sobre Eventos Climáticos Extremos na Wikipédia e Wikidata”, no qual o Adapta será incluído para seleção e edição de verbetes ou itens no Wikidata, Wikipédia ou Wikimedia Brasil. '''Grupos envolvidos:''' Todos. _____________________ '''Recomenda-se que os grupos com potencial de parceria se reunam e elaborem um plano de ação para ser compartilhado com a coordenação do INCT. Este plano de ação deve conter: ações previstas, produtos esperados, necessidades operacionais mínimas e orçamento.''' '''Os planos de ação serão recebidos e considerados até o dia 10 de junho de 2026.''' |} 4q23zlh1c75fz0fk261axtti09420fo CCT-UFCA/Engenharia Civil/Mecânica para Engenharia Civil I 0 33340 182921 182801 2026-05-26T22:02:02Z ~2026-30633-53 44330 Adicionado os pré-requisitos e equivalências 182921 wikitext text/x-wiki == Programa do Componente Curricular == {| class="wikitable" |+ |'''Código:''' | colspan="9" |ECI0098 |- |'''Componente Curricular:''' | colspan="9" |Mecânica para Engenharia Civil I |- |'''Semestre de Oferta:''' | colspan="2" |3º |'''Tipo:''' |Disciplina |'''Caráter:''' | colspan="4" |Obrigatória |- |'''Unidade Acadêmica Responsável:''' | colspan="9" |Centro de Ciências e Tecnologia - CCT |- |'''Regime:''' | colspan="9" |Semestral |- |'''Créditos:''' |4 |'''Carga horária:''' |64 |'''Teórica:''' |64 |'''Prática''' | - |'''Extensão:''' | - |- |'''Pré-requisito:''' | colspan="9" |CAR0002 |- |'''Co-requisito:''' | colspan="9" | |- |'''Equivalência:''' | colspan="9" |ECI0013 OU EM0017 |} == Ementa == A escrever == Objetivos == Fornecer os fundamentos para analisar forças e movimentos em sistemas físicos, permitindo projetar estruturas, máquinas e equipamentos de forma segura, eficiente e estável. Fundamental para calcular esforços, equilíbrio, aceleração, resistência e comportamento dos corpos sob diferentes condições de carga e movimento. == Conteúdo == A escrever == Metodologia == A escrever == Avaliação == A escrever == Bibliografia == A escrever === Bibliografia básica === A escrever === Bibliografia complementar === A escrever sw9zkkdo3d1ofh0c13m0fryilnuul5q Utilizador:Maria Gabriela Paz da Silva 2 33382 182914 182903 2026-05-26T18:08:15Z Maria Gabriela Paz da Silva 44130 programa de educação 182914 wikitext text/x-wiki == Pesquisando do zero: Metodologia da Pesquisa para área da saúde == * '''Nome do professor responsável:''' Maria Gabriela Paz da Silva * '''Área temática do projeto:''' Metodologia Científica * '''Projetos Wikimedia envolvidos:''' Wikiversidade, Wikipédia e Wikimedia Commons. * '''Número de estudantes participantes:''' 20 a 35 estudantes == Estrutura do projeto == === Resumo do programa de extensão === O programa de wiki-educação '''“Pesquisando do zero: Metodologia da Pesquisa para área da saúde”''' visa introduzir estudantes universitários recém-ingressos na pesquisa ao universo do método científico, utilizando as plataformas Wikimedia como ferramentas de aprendizagem ativa e extensão social. A transição da educação básica para o ambiente de pesquisa muitas vezes é marcada por barreiras na compreensão de normas técnicas, leitura de artigos e escrita acadêmica. Este programa propõe quebrar essas barreiras ao colocar o estudante iniciante no papel de produtor de conhecimento livre. Ao longo do projeto, os alunos aprenderão a estruturar perguntas de pesquisa, buscar referências confiáveis e entender a anatomia de um trabalho acadêmico. Além disso, esse conhecimento será aplicado na aprimoração de verbetes publicados Wikipédia, promovendo a democratização da ciência aberta e de qualidade. === Objetivos do programa de extensão === * '''Letramento Informacional:''' Capacitar o estudante a diferenciar fontes científicas (artigos, livros, teses) de fontes não científicas, dominando buscas iniciais no Google Acadêmico e bases de dados; * '''Leitura Crítica de Base:''' Desenvolver a habilidade de ler um artigo científico identificando rapidamente seu objetivo, método e principais achados; * '''Habilidades de Escrita Acadêmica Inicial:''' Ensinar a paráfrase, evitando o plágio, e a importância da citação correta das fontes; * '''Pensamento Lógico e Estruturado:''' Exercitar a transformação de uma dúvida ou curiosidade cotidiana em uma pergunta de pesquisa viável. === Projeção de Métricas Quantitativas: === * Participação e engajamento contínuo de '''20 a 35 estudantes''' iniciantes; * Criação de '''1 Manual de Introdução à Pesquisa para Iniciantes''' na Wikiversidade; * Desenvolvimento de '''4 módulos de aprendizagem''' sequenciais; * Melhoria ou expansão de '''8 a 10 verbetes básicos''' na Wikipédia (ex: "Artigo científico", "Hipótese", "Plágio acadêmico", "Citação bibliográfica"); * Produção e upload de '''10 infográficos instrutivos''' (ex: "Estrutura de um resumo de artigo", "Como ler um gráfico de barras", "Passo a passo da pesquisa") no Wikimedia Commons; * Realização de '''4 oficinas práticas presenciais/síncronas''' com suporte de tutoria individualizada. == Metodologia do Programa de Extensão == O programa adotará a metodologia de '''Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP)''' e será dividido em etapas progressivas de complexidade. Entendendo que os estudantes são iniciantes, o projeto começará "do zero", sem pressupor conhecimentos prévios de estatística ou epistemologia. Nas primeiras semanas, os encontros serão voltados ao acolhimento e nivelamento. Os estudantes serão introduzidos às regras das plataformas (os Cinco Pilares da Wikipédia) e, simultaneamente, à lógica da ciência (por que precisamos de um método?). O aprendizado teórico se materializará na prática de edição: para aprender o que é uma citação confiável na ciência, o estudante aplicará o conceito inserindo referências bibliográficas formatadas em verbetes reais da Wikipédia. A produção textual principal ocorrerá na Wikiversidade de forma colaborativa. Os alunos serão divididos em pequenos grupos (3 a 4 integrantes) e cada grupo ficará responsável por construir um capítulo de um guia " Descomplicando a metodologia". Os tópicos propostos para a estruturação metodológica são: # '''Módulo 1: O que é Ciência e por onde começo?''' (Diferença entre senso comum e conhecimento científico; como escolher um tema de pesquisa); # '''Módulo 2: Como buscar artigos''' (Uso de palavras-chave, filtros de busca e organização de referências); # '''Módulo 3:''' '''Entendendo o Artigo Científico''' (O que vai na Introdução, Metodologia, Resultados e Discussão); # '''Módulo 4: Ética''' '''na pesquisa''' (O que é plágio, como parafrasear um autor e a importância de dar o crédito).. == Atividades a Serem Desenvolvidas == * '''Semana 1: Boas-vindas e''' '''parte introdutória do curso''' ** Roda de conversa sobre as dúvidas de quem está entrando na pesquisa. ** Apresentação do programa de extensão e criação das contas dos usuários nas plataformas Wikimedia. * '''Semana 2: Oficina de Edição Básica e Regras de Convivência Digital (Eixo Wiki 1)''' ** Tutorial prático: Como usar a "Página de Testes". ** Apresentação das boas práticas da Wikipédia * '''Semana 3: Onde a Informação Mora? (Eixo Método 1)''' * Oficina prática de busca guiada no Google Acadêmico e bases de dados (PubMed, Scopus, Scielo). * Exercício prático: Encontrar 3 artigos sobre um tema de interesse e salvar suas referências. * '''Semana 4: Mão na Massa na Wikipédia (Eixo Integrado)''' ** Oficina de inserção de referências: Os estudantes vão usar os artigos encontrados na semana anterior para enriquecer e referenciar trechos que necessitam de fontes na Wikipédia. * '''Semana 5: Como Ler e Entender um Artigo (Eixo Método 2)''' ** Atividade de "engenharia reversa" de um artigo simples: Identificar onde o autor colocou o objetivo, o que ele fez no método e qual foi a conclusão. * '''Semana 6: Escrita Colaborativa na Wikiversidade (Eixo Wiki 2)''' ** Início da construção do ''Manual do Iniciante''. Distribuição dos temas para os grupos e rascunho dos primeiros tópicos na Wikiversidade. ** Tutoria sobre como evitar o plágio através da paráfrase. * '''Semana 7: Tradução Visual no Wikimedia Commons (Eixo Wiki 3)''' ** Oficina de criação de infográficos simples (usando ferramentas gratuitas como o Canva). Os alunos criarão resumos visuais dos conceitos que aprenderam (ex: um fluxograma de "Como referenciar um livro"). ** Submissão das imagens no Wikimedia Commons com as devidas licenças livres. * '''Semana 8: Revisão por Pares e Ajustes Finais''' ** Dinâmica "Amigo Revisor": Um grupo lê o trabalho do outro na Wikiversidade e deixa sugestões de melhoria nas páginas de discussão. * '''Semana 9: Lançamento do Guia e Avaliação do Impacto''' ** Publicação oficial das páginas criadas e avaliação das métricas de visualização. ** Feedback final dos estudantes sobre como o projeto mudou sua visão sobre a pesquisa científica. [[Ficheiro:Gabriela Paz.jpg|miniaturadaimagem|Fga. Gabriela Paz ]] == Mini Biografia == Fonoaudióloga pela [https://www.ufrn.br/ Universidade Federal do Rio Grande do Norte] (UFRN) e servidora pública efetiva da mesma instituição. Atualmente, é doutoranda pelo Programa Associado de Pós-Graduação em Fonoaudiologia (PPgFon - UFRN/UFPB/UNCISAL), onde também obteve seu título de Mestre. Possui residência em Saúde Auditiva pelo HRAC/USP e Fellowship em Implante Coclear pela FMUSP, além de aperfeiçoamento em Programação de Implante Coclear pelo Instituto Alfa. == Contatos == E-mail: gabriela.paz@ufrn.br ikp935csboi6zz6rfo81fe59tkb8jxh 182916 182914 2026-05-26T18:16:22Z Maria Gabriela Paz da Silva 44130 182916 wikitext text/x-wiki == Mini Biografia == [[Ficheiro:Gabriela Paz.jpg|miniaturadaimagem|Fga. Maria Gabriela Paz]] Fonoaudióloga pela [https://www.ufrn.br/ Universidade Federal do Rio Grande do Norte] (UFRN) e servidora pública efetiva da mesma instituição. Atualmente, é doutoranda pelo Programa Associado de Pós-Graduação em Fonoaudiologia (PPgFon - UFRN/UFPB/UNCISAL), onde também obteve seu título de Mestre. Possui residência em Saúde Auditiva pelo HRAC/USP e Fellowship em Implante Coclear pela FMUSP, além de aperfeiçoamento em Programação de Implante Coclear pelo Instituto Alfa. == Contatos == E-mail: gabriela.paz@ufrn.br == Pesquisando do zero: Metodologia da Pesquisa para área da saúde == * '''Nome do professor responsável:''' Maria Gabriela Paz da Silva * '''Área temática do projeto:''' Metodologia Científica * '''Projetos Wikimedia envolvidos:''' Wikiversidade, Wikipédia e Wikimedia Commons. * '''Número de estudantes participantes:''' 20 a 35 estudantes == Estrutura do projeto == === Resumo do programa de extensão === O programa de wiki-educação '''“Pesquisando do zero: Metodologia da Pesquisa para área da saúde”''' visa introduzir estudantes universitários recém-ingressos na pesquisa ao universo do método científico, utilizando as plataformas Wikimedia como ferramentas de aprendizagem ativa e extensão social. A transição da educação básica para o ambiente de pesquisa muitas vezes é marcada por barreiras na compreensão de normas técnicas, leitura de artigos e escrita acadêmica. Este programa propõe quebrar essas barreiras ao colocar o estudante iniciante no papel de produtor de conhecimento livre. Ao longo do projeto, os alunos aprenderão a estruturar perguntas de pesquisa, buscar referências confiáveis e entender a anatomia de um trabalho acadêmico. Além disso, esse conhecimento será aplicado na aprimoração de verbetes publicados Wikipédia, promovendo a democratização da ciência aberta e de qualidade. === Objetivos do programa de extensão === * '''Letramento Informacional:''' Capacitar o estudante a diferenciar fontes científicas (artigos, livros, teses) de fontes não científicas, dominando buscas iniciais no Google Acadêmico e bases de dados; * '''Leitura Crítica de Base:''' Desenvolver a habilidade de ler um artigo científico identificando rapidamente seu objetivo, método e principais achados; * '''Habilidades de Escrita Acadêmica Inicial:''' Ensinar a paráfrase, evitando o plágio, e a importância da citação correta das fontes; * '''Pensamento Lógico e Estruturado:''' Exercitar a transformação de uma dúvida ou curiosidade cotidiana em uma pergunta de pesquisa viável. === Projeção de Métricas Quantitativas: === * Participação e engajamento contínuo de '''20 a 35 estudantes''' iniciantes; * Criação de '''1 Manual de Introdução à Pesquisa para Iniciantes''' na Wikiversidade; * Desenvolvimento de '''4 módulos de aprendizagem''' sequenciais; * Melhoria ou expansão de '''8 a 10 verbetes básicos''' na Wikipédia (ex: "Artigo científico", "Hipótese", "Plágio acadêmico", "Citação bibliográfica"); * Produção e upload de '''10 infográficos instrutivos''' (ex: "Estrutura de um resumo de artigo", "Como ler um gráfico de barras", "Passo a passo da pesquisa") no Wikimedia Commons; * Realização de '''4 oficinas práticas presenciais/síncronas''' com suporte de tutoria individualizada. == Metodologia do Programa de Extensão == O programa adotará a metodologia de '''Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP)''' e será dividido em etapas progressivas de complexidade. Entendendo que os estudantes são iniciantes, o projeto começará "do zero", sem pressupor conhecimentos prévios de estatística ou epistemologia. Nas primeiras semanas, os encontros serão voltados ao acolhimento e nivelamento. Os estudantes serão introduzidos às regras das plataformas (os Cinco Pilares da Wikipédia) e, simultaneamente, à lógica da ciência (por que precisamos de um método?). O aprendizado teórico se materializará na prática de edição: para aprender o que é uma citação confiável na ciência, o estudante aplicará o conceito inserindo referências bibliográficas formatadas em verbetes reais da Wikipédia. A produção textual principal ocorrerá na Wikiversidade de forma colaborativa. Os alunos serão divididos em pequenos grupos (3 a 4 integrantes) e cada grupo ficará responsável por construir um capítulo de um guia " Descomplicando a metodologia". Os tópicos propostos para a estruturação metodológica são: # '''Módulo 1: O que é Ciência e por onde começo?''' (Diferença entre senso comum e conhecimento científico; como escolher um tema de pesquisa); # '''Módulo 2: Como buscar artigos''' (Uso de palavras-chave, filtros de busca e organização de referências); # '''Módulo 3:''' '''Entendendo o Artigo Científico''' (O que vai na Introdução, Metodologia, Resultados e Discussão); # '''Módulo 4: Ética''' '''na pesquisa''' (O que é plágio, como parafrasear um autor e a importância de dar o crédito).. == Atividades a Serem Desenvolvidas == * '''Semana 1: Boas-vindas e''' '''parte introdutória do curso''' ** Roda de conversa sobre as dúvidas de quem está entrando na pesquisa. ** Apresentação do programa de extensão e criação das contas dos usuários nas plataformas Wikimedia. * '''Semana 2: Oficina de Edição Básica e Regras de Convivência Digital (Eixo Wiki 1)''' ** Tutorial prático: Como usar a "Página de Testes". ** Apresentação das boas práticas da Wikipédia * '''Semana 3: Onde a Informação Mora? (Eixo Método 1)''' * Oficina prática de busca guiada no Google Acadêmico e bases de dados (PubMed, Scopus, Scielo). * Exercício prático: Encontrar 3 artigos sobre um tema de interesse e salvar suas referências. * '''Semana 4: Mão na Massa na Wikipédia (Eixo Integrado)''' ** Oficina de inserção de referências: Os estudantes vão usar os artigos encontrados na semana anterior para enriquecer e referenciar trechos que necessitam de fontes na Wikipédia. * '''Semana 5: Como Ler e Entender um Artigo (Eixo Método 2)''' ** Atividade de "engenharia reversa" de um artigo simples: Identificar onde o autor colocou o objetivo, o que ele fez no método e qual foi a conclusão. * '''Semana 6: Escrita Colaborativa na Wikiversidade (Eixo Wiki 2)''' ** Início da construção do ''Manual do Iniciante''. Distribuição dos temas para os grupos e rascunho dos primeiros tópicos na Wikiversidade. ** Tutoria sobre como evitar o plágio através da paráfrase. * '''Semana 7: Tradução Visual no Wikimedia Commons (Eixo Wiki 3)''' ** Oficina de criação de infográficos simples (usando ferramentas gratuitas como o Canva). Os alunos criarão resumos visuais dos conceitos que aprenderam (ex: um fluxograma de "Como referenciar um livro"). ** Submissão das imagens no Wikimedia Commons com as devidas licenças livres. * '''Semana 8: Revisão por Pares e Ajustes Finais''' ** Dinâmica "Amigo Revisor": Um grupo lê o trabalho do outro na Wikiversidade e deixa sugestões de melhoria nas páginas de discussão. * '''Semana 9: Lançamento do Guia e Avaliação do Impacto''' ** Publicação oficial das páginas criadas e avaliação das métricas de visualização. ** Feedback final dos estudantes sobre como o projeto mudou sua visão sobre a pesquisa científica. gm7vg11vxmz5dnqjblrpazu7jynaoml Introdução ao Jornalismo Científico/Temas Centrais da Ciência Contemporânea/Atividade/Lucas de Oliveira Cardoso 0 33383 182910 2026-05-26T13:59:39Z Lucas de Oliveira Cardoso 43534 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: __NOTOC__ == Nome da atividade == <!-- Não altere a informação abaixo desta linha --> <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> Esta tarefa é realizada para cumprimento do módulo 4 do curso de Introdução ao Jornalismo Científico. Tome cuidado de '''estar logado na Wikiversidade'''. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho. </div> <... 182910 wikitext text/x-wiki __NOTOC__ == Nome da atividade == <!-- Não altere a informação abaixo desta linha --> <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> Esta tarefa é realizada para cumprimento do módulo 4 do curso de Introdução ao Jornalismo Científico. Tome cuidado de '''estar logado na Wikiversidade'''. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho. </div> <!-- Não altere a informação acima desta linha --> == Atividade == <!-- Não altere a informação abaixo desta linha --> <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> O jornalismo científico envolve finalmente um processo de tradução. Passamos dos signos próprios ao meio científico, que tem seus próprios e jargões, para um outro sistema de signos, mais próximo ao público amplo. A tradução torna-se ainda mais complexa quando há também uma adaptação a novos meios, por exemplo do texto científico para o produto audiovisual na comunicação científica. Entender como a tradução intersemiótica é realizada no campo da divulgação científica é um esforço central na pesquisa sobre a comunicação da ciência. [https://www.scielo.br/j/alfa/a/qDtBgPftvLHW3HjMK9rm4Jf/?lang=pt Neste exemplo], são apresentadas as estratégias de construção de duas matérias sobre ciências agrárias. O exercício proposto aqui envolve justamente uma comparação sobre como foi realizada a comunicação sobre uma mesma produção científica. Para isso, você deverá selecionar uma notícia sobre um tema científico e verificar de que forma ela foi abordada por dois veículos jornalísticos diferentes. Analise tópicos como: o título, o abre, a descrição do método, a realização de entrevistas, o contexto que a notícia oferece. O roteiro abaixo explica como deve ser feito. </div> <!-- Não altere a informação acima desta linha --> == Nome de usuário(a) == <!-- Não altere a informação abaixo desta linha --> Lucas de Oliveira Cardoso <!-- Não altere a informação acima desta linha --> == Material selecionado == <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> Nesta seção, você deve listar o material selecionado para o exercício: * dois produtos jornalísticos, de qualquer meio e de veículos distintos, sobre um mesma tema científico, preferencialmente sobre uma mesma notícia científica; e * a publicação científica que deu origem à divulgação científica realizada nos dois produtos jornalísticos selecionados. </div> <!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha --> * Título e link da notícia 1: * Título e link da notícia 2: * Título e link da produção científica: <!-- Escreva sua resposta acima desta linha--> == Produção científica == <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> Para esta etapa, você precisará ler e descrever a produção científica selecionada. Responda às questões abaixo. </div> <!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha --> * Qual a contribuição científica pretendida? ** Responda aqui: * Qual o método científico adotado? ** Responda aqui: * Quais são as limitações do método, tais quais apresentadas no artigo? ** Responda aqui: * Qual o resultado realizado? ** Responda aqui: * Qual o impacto deste resultado? ** Responda aqui: <!-- Escreva sua resposta acima desta linha--> == Produção jornalística == <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> Para esta etapa, você precisará ler e descrever cada uma das notícias de comunicação científica selecionadas. Responda às questões abaixo. </div> <!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha --> * Por que no título (ou abre, no caso de um produto audiovisual) é destacada esta informação? ** Responda aqui para a comunicação 1: ** Responda aqui para a comunicação 2: * Em que medida o método da pesquisa é descrito? ** Responda aqui para a comunicação 1: ** Responda aqui para a comunicação 2: * Qual a função das entrevistas, se ocorreram? ** Responda aqui para a comunicação 1: ** Responda aqui para a comunicação 2: * Em que medida alguns resultados são destacados e outros, não? ** Responda aqui para a comunicação 1: ** Responda aqui para a comunicação 2: * Em que medida a notícia oferece um contexto suficiente para a compreensão da produção científica? ** Responda aqui para a comunicação 1: ** Responda aqui para a comunicação 2: <!-- Escreva sua resposta acima desta linha--> == Análise == <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> Para esta etapa, você precisará fazer um texto de até 2.000 caracteres comparando as estratégias de tradução intersemiótica realizadas pelas duas notícias. O que queremos saber finalmente é em que medida conseguiram comunicar adequadamente o resultado e o processo da ciência. Você pode também indicar exemplos positivos e negativos da prática de comunicação realizada. </div> '''Escreva aqui sua resposta''' <!-- Escreva sua resposta acima desta linha--> == Próximos passos == Após concluir a atividade, clique no botão abaixo para ir para o próximo módulo do curso. <div class="mw-ui-button" role="button" style="margin:5px 0;background-color:;color:;">[[Introdução ao Jornalismo Científico/Modos de Organização e Financiamento dos Sistemas de Pesquisa, no Brasil e no Exterior|Próximo Módulo]]</div> {{referências}} [[Categoria:Introdução ao Jornalismo Científico/Atividades|Atividade4]] 5ox3tdb0grsjeaopm2gq9ss2rd32j5z Utilizador:Julianajales 2 33384 182911 2026-05-26T14:17:07Z Julianajales 44113 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: [[Ficheiro:Juliana Jales.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|338x338px|Foto de Juliana Jales]] == '''Mini biografia''' == '''Juliana Maria Rodrigues Jales''' é Mestranda em Fonoaudiologia pelo Programa Associado de Pós-graduação em Fonoaudiologia (PPGFon) pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Fonoaudióloga, especialista em Saúde Auditiva pelo Hospital de Reabilitação em Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC/USP) e Fellows... 182911 wikitext text/x-wiki [[Ficheiro:Juliana Jales.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|338x338px|Foto de Juliana Jales]] == '''Mini biografia''' == '''Juliana Maria Rodrigues Jales''' é Mestranda em Fonoaudiologia pelo Programa Associado de Pós-graduação em Fonoaudiologia (PPGFon) pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Fonoaudióloga, especialista em Saúde Auditiva pelo Hospital de Reabilitação em Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC/USP) e Fellowship em Implante Coclear pela mesma instituição. [http://lattes.cnpq.br/0656114923438475 Link do lattes] == Contatos == fgajulianajales@gmail.com [https://www.instagram.com/fonojulianajales Perfil do instagram] 3go6emyknqzhbii3xhu6ouwhk9dyopn 182912 182911 2026-05-26T14:18:45Z Julianajales 44113 /* Contatos */ 182912 wikitext text/x-wiki [[Ficheiro:Juliana Jales.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|338x338px|Foto de Juliana Jales]] == Mini biografia == '''Juliana Maria Rodrigues Jales''' é Mestranda em Fonoaudiologia pelo Programa Associado de Pós-graduação em Fonoaudiologia (PPGFon) pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Fonoaudióloga, especialista em Saúde Auditiva pelo Hospital de Reabilitação em Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC/USP) e Fellowship em Implante Coclear pela mesma instituição. [http://lattes.cnpq.br/0656114923438475 Link do lattes] == Contatos == fgajulianajales@gmail.com [https://www.instagram.com/fonojulianajales Perfil do instagram] gcsdc9g8ll32puztv1z8d2nibyytrxz Utilizador:Julianajales/Wikiuniversidade 2 33385 182913 2026-05-26T14:35:58Z Julianajales 44113 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: * '''Nome do professor responsável:''' Juliana Jales * '''Área temática do projeto:''' Fonoaudiologia, Audiologia e Divulgação Científica * '''Projetos Wikimedia envolvidos:'''Wikiversidade, Wikipédia e Wikimedia Commons * '''Número de estudantes participantes:''' 30 a 60 estudantes == Estrutura do projeto == === Resumo do programa de extensão === O programa de wiki-educação “Editatona: Conscientização da Fissuralabiopalatina" tem como objet... 182913 wikitext text/x-wiki * '''Nome do professor responsável:''' Juliana Jales * '''Área temática do projeto:''' Fonoaudiologia, Audiologia e Divulgação Científica * '''Projetos Wikimedia envolvidos:'''Wikiversidade, Wikipédia e Wikimedia Commons * '''Número de estudantes participantes:''' 30 a 60 estudantes == Estrutura do projeto == === Resumo do programa de extensão === O programa de wiki-educação “Editatona: Conscientização da Fissuralabiopalatina" tem como objetivo promover a democratização do conhecimento científico relacionado à fissura labiopalatania por meio da utilização dos projetos Wikimedia como ferramentas educacionais, científicas e extensionistas. A proposta busca integrar ensino, pesquisa, extensão e divulgação científica em ambientes digitais colaborativos, estimulando estudantes da área da Fonoaudiologia a desenvolver competências acadêmicas, tecnológicas e sociais voltadas à produção de conhecimento livre e acessível. A proposta será desenvolvida por meio da criação de conteúdos educacionais na Wikiversidade, edição de verbetes científicos na Wikipédia, organização de dados no Wikidata e produção de materiais visuais educativos no Wikimedia Commons, promovendo uma formação crítica, interdisciplinar e socialmente comprometida. === Objetivos do programa de extensão === ==== Objetivo geral ==== Promover a democratização do conhecimento científico em neurociências da comunicação humana e acessibilidade informacional por meio dos projetos Wikimedia, incentivando a formação acadêmica, científica e social de estudantes de Fonoaudiologia. ==== Objetivos específicos: ==== * Desenvolver habilidades de pesquisa científica e escrita acadêmica; * Capacitar estudantes para utilização das plataformas Wikimedia; * Incentivar a divulgação científica baseada em evidências; * Produzir conteúdos acessíveis relacionados à comunicação humana; * Promover acessibilidade informacional e inclusão comunicativa; * Desenvolver competências relacionadas à curadoria científica digital === Atividades a serem desenvolvidas === * Oficinas de capacitação em Wikipédia, Wikidata e Wikimedia Commons; * Pesquisa bibliográfica em bases científicas; * Produção e atualização de verbetes científicos; * Desenvolvimento de materiais educativos digitais; * Produção de conteúdos acessíveis sobre comunicação humana; * Inserção de dados científicos no Wikidata; * Criação de imagens e infográficos educativos; * Revisão colaborativa entre estudantes; * Apresentação final dos resultados do projeto; * Divulgação científica para comunidade acadêmica e população geral. c4b1boyva7jw0x3i8u3qor6q8pfdj56 CCT-UFCA/Engenharia Civil/Cálculo II 0 33386 182923 2026-05-26T22:14:19Z ~2026-30633-53 44330 Criação de informações de Cálculo II 182923 wikitext text/x-wiki == Programa do Componente Curricular == {| class="wikitable" |+ |'''Código:''' | colspan="9" |CAR0011 |- |'''Componente Curricular:''' | colspan="9" |Cálculo II |- |'''Semestre de Oferta:''' | colspan="2" |2º |'''Tipo:''' |Disciplina |'''Caráter:''' | colspan="4" |Obrigatória |- |'''Unidade Acadêmica Responsável:''' | colspan="9" |Centro de Ciências e Tecnologia - CCT |- |'''Regime:''' | colspan="9" |Semestral |- |'''Créditos:''' |4 |'''Carga horária:''' |64 |'''Teórica:''' |64 |'''Prática''' | - |'''Extensão:''' | - |- |'''Pré-requisito:''' | colspan="9" |CAR0008 |- |'''Co-requisito:''' | colspan="9" | |- |'''Equivalência:''' | colspan="9" |CC0007 OU MC0005 |} == Ementa == A escrever == Objetivos == A escrever == Conteúdo == A escrever == Metodologia == A escrever == Avaliação == A escrever == Bibliografia == A escrever === Bibliografia básica === A escrever === Bibliografia complementar === A escrever 0pxe6rwhymt58d5hven7eh28q7fay95 182924 182923 2026-05-26T22:15:16Z ~2026-30633-53 44330 182924 wikitext text/x-wiki == Programa do Componente Curricular == {| class="wikitable" |+ |'''Código:''' | colspan="9" |CAR0011 |- |'''Componente Curricular:''' | colspan="9" |Cálculo II |- |'''Semestre de Oferta:''' | colspan="2" |2º |'''Tipo:''' |Disciplina |'''Caráter:''' | colspan="4" |Obrigatória |- |'''Unidade Acadêmica Responsável:''' | colspan="9" |Centro de Ciências e Tecnologia - CCT |- |'''Regime:''' | colspan="9" |Semestral |- |'''Créditos:''' |4 |'''Carga horária:''' |64 |'''Teórica:''' |64 |'''Prática''' | - |'''Extensão:''' | - |- |'''Pré-requisito:''' | colspan="9" |[[CCT-UFCA/Engenharia Civil/Cálculo I|CAR0008]] |- |'''Co-requisito:''' | colspan="9" | |- |'''Equivalência:''' | colspan="9" |CC0007 OU MC0005 |} == Ementa == A escrever == Objetivos == A escrever == Conteúdo == A escrever == Metodologia == A escrever == Avaliação == A escrever == Bibliografia == A escrever === Bibliografia básica === A escrever === Bibliografia complementar === A escrever 0gg7kcl93ck5yuk4p1r4vp93ec9v3pg Utilizador:Gabag os 2 33387 182928 2026-05-26T23:42:45Z Gabag os 43261 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Olá! Eu sou Gabrielle e esta é minha página de usuária na Wikipédia: [[w:Usuária:Gabag_os|Gabag os.]] 182928 wikitext text/x-wiki Olá! Eu sou Gabrielle e esta é minha página de usuária na Wikipédia: [[w:Usuária:Gabag_os|Gabag os.]] 25if89up72q6mlrldlsi4bckcy49nkb Genealogia das famílias cascavelenses 0 33388 182929 2026-05-27T00:11:07Z FamiliaDantas 42358 Fiz esse artigo sobre o livro genealogia das famílias cascavelenses 182929 wikitext text/x-wiki Genealogia das Famílias Cascavelenses Genealogia das Famílias Cascavelenses é uma obra de pesquisa histórica e genealógica escrita por Lidenilson Delfino, dedicada ao estudo das famílias tradicionais do município de Cascavel. O livro reúne informações sobre origens familiares, descendências, registros históricos, documentos antigos e a formação social do município ao longo das gerações. A obra possui grande relevância para pesquisadores da genealogia cearense, historiadores locais e descendentes das famílias estudadas, contribuindo para a preservação da memória histórica e cultural da região litorânea do Ceará. Objetivo da obra O principal objetivo do livro é preservar a história das famílias cascavelenses, reunindo informações genealógicas que ajudam a compreender o processo de formação da sociedade local. A pesquisa também busca valorizar os antepassados que participaram do desenvolvimento econômico, político, religioso e cultural de Cascavel. Entre os temas abordados estão: Árvores genealógicas; Registros de nascimento, casamento e óbito; Famílias tradicionais do município; Relações de parentesco; Migrações internas no Ceará; Memória histórica e oral das comunidades. Importância histórica A obra destaca-se como uma contribuição para a genealogia regional do Ceará, área ainda pouco explorada em comparação com outros estados brasileiros. O livro também auxilia descendentes na busca por suas origens familiares e fortalece o interesse pela preservação documental e histórica. Além disso, a pesquisa evidencia a participação de diversas famílias no crescimento de Cascavel desde os períodos coloniais e imperiais até os tempos contemporâneos. Autor Lidenilson Delfino é pesquisador, escritor e estudioso da história das famílias cearenses, com atuação voltada à preservação da memória genealógica e histórica do estado do Ceará. Seu trabalho reúne documentos históricos, relatos familiares e pesquisas em arquivos civis e religiosos. Ver também Genealogia História de Cascavel Famílias tradicionais do Ceará Categoria Genealogia do Ceará História de Cascavel (Ceará) Livros de genealogia do Brasil Cultura cearense 3dz6r2lfv7hdobfel46fkqpvy4pbcyp Utilizador:Mayaraufrn 2 33389 182930 2026-05-27T02:03:45Z Mayaraufrn 44194 Inserção da Mini Biografia e Contatos 182930 wikitext text/x-wiki == [[Ficheiro:Símbolo da fonoaudiologia.jpg|249x249px]] == == Mini Biografia == Olá! Sou Mayara, estudante da graduação de [https://www.fonosp.org.br/fonoaudiologia Fonoaudiologia] pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Busco contribuir para uma maior disseminação e democratização de informações sobre a área. :) == Contatos == E-mail: mayarawiki@gmail.com qpermcjww26550ukpncw5qklh96fgr6