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WikiConecta/Exemplo Programa
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2026-05-31T17:13:22Z
Clarissa Vitória
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Audiologia para Todos: Prevenção da Perda Auditiva e Educação em Saúde Auditiva na Era Digital
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text/x-wiki
== Audiologia para Todos: Prevenção da Perda Auditiva e Educação em Saúde Auditiva na Era Digital ==
* '''Nome do professor responsável:''' Clarissa Vitória Maciel da Silva
* '''Área temática do projeto:''' Audiologia, Saúde Pública e Educação em Saúde
* '''Projetos Wikimedia envolvidos:''' Wikipédia, Wikiversidade, Wikimedia Commons e Wikidata
* '''Número de estudantes participantes:''' 30 estudantes
== Estrutura do projeto ==
=== Resumo do programa de extensão ===
O programa “Audiologia para Todos: Prevenção da Perda Auditiva e Educação em Saúde Auditiva na Era Digital” tem como objetivo promover a conscientização sobre a saúde auditiva e prevenir perdas auditivas evitáveis por meio da produção e disseminação de conhecimento científico livre nos projetos Wikimedia. O projeto surge da necessidade de ampliar o acesso da população a informações confiáveis sobre audição, exposição ao ruído, uso seguro de fones de ouvido, zumbido, processamento auditivo e tecnologias assistivas.
Os estudantes atuarão como agentes multiplicadores do conhecimento, desenvolvendo materiais educativos baseados em evidências científicas e contribuindo para a melhoria dos conteúdos disponíveis nos projetos Wikimedia. Dessa forma, o programa integrará ensino, pesquisa e extensão, fortalecendo a formação acadêmica e o compromisso social dos participantes.
=== Objetivos do programa de extensão ===
=== Objetivo Geral ===
Promover a educação em saúde auditiva e a prevenção da perda auditiva por meio da produção colaborativa e divulgação de conteúdos científicos nos projetos Wikimedia.
=== Objetivos Específicos ===
* Capacitar estudantes para a utilização dos projetos Wikimedia como ferramentas de divulgação científica.
* Desenvolver habilidades de busca, análise crítica e síntese de evidências científicas.
* Atualizar e ampliar conteúdos relacionados à Audiologia nos projetos Wikimedia.
* Produzir materiais educativos acessíveis para diferentes públicos.
* Sensibilizar a população sobre os riscos da exposição excessiva ao ruído.
* Divulgar informações sobre prevenção, diagnóstico e reabilitação das perdas auditivas.
* Promover a inclusão e a acessibilidade de pessoas com deficiência auditiva.
* Incentivar a educação permanente em saúde auditiva.
=== Metodologia do programa de extensão ===
O programa será desenvolvido ao longo de um semestre letivo e dividido em quatro etapas.
=== 1. Capacitação ===
Os estudantes participarão de oficinas sobre:
* Funcionamento dos projetos Wikimedia;
* Edição de artigos na Wikipédia;
* Uso de fontes científicas confiáveis;
* Direitos autorais e licenças livres;
* Produção de conteúdo acessível para o público geral.
=== 2. Pesquisa e produção científica ===
Os participantes realizarão levantamento bibliográfico em bases de dados científicas para identificar informações atualizadas sobre:
* Anatomia e fisiologia da audição;
* Perda auditiva induzida por ruído;
* Zumbido;
* Processamento auditivo central;
* Aparelhos auditivos;
* Implante coclear;
* Triagem auditiva neonatal;
* Saúde auditiva ocupacional;
* Uso seguro de dispositivos sonoros pessoais.
=== 3. Produção de conteúdos Wikimedia ===
'''Wikipédia'''
* Criação e atualização de verbetes relacionados à Audiologia.
* Inclusão de referências científicas atualizadas.
* Tradução e adaptação de conteúdos de qualidade existentes em outros idiomas.
'''Wikiversidade'''
* Organização do curso e registro das atividades.
* Elaboração de roteiros de estudo sobre saúde auditiva.
* Desenvolvimento de materiais educativos para estudantes e comunidade.
'''Wikimedia Commons'''
* Produção de infográficos sobre prevenção da perda auditiva.
* Disponibilização de imagens anatômicas e materiais educativos.
* Produção de vídeos curtos de conscientização.
'''Wikidata'''
* Organização de dados relacionados a doenças auditivas, exames audiológicos e tecnologias assistivas.
* Integração das informações produzidas com outros projetos Wikimedia.
=== 4. Extensão comunitária ===
Os estudantes desenvolverão ações educativas em escolas, universidades e espaços comunitários, utilizando os materiais produzidos para conscientizar a população sobre saúde auditiva e prevenção de perdas auditivas.
=== Atividades a serem desenvolvidas ===
# Capacitação em edição dos projetos Wikimedia.
# Oficinas de busca e análise de literatura científica.
# Atualização de artigos sobre Audiologia na Wikipédia.
# Produção de infográficos sobre saúde auditiva.
# Elaboração de materiais educativos para redes sociais e escolas.
# Produção de vídeos explicativos sobre prevenção da perda auditiva.
# Organização de dados científicos no Wikidata.
# Desenvolvimento de trilhas de aprendizagem na Wikiversidade.
# Campanhas educativas sobre uso seguro de fones de ouvido.
# Ações de conscientização durante o Dia Nacional da Saúde Auditiva.
# Avaliação das contribuições realizadas nos projetos Wikimedia.
# Apresentação dos resultados à comunidade acadêmica e à população.
== Resultados Esperados ==
* Ampliação dos conteúdos de Audiologia disponíveis nos projetos Wikimedia.
* Maior acesso da população a informações científicas confiáveis.
* Formação de estudantes capacitados em divulgação científica.
* Aumento da conscientização sobre prevenção da perda auditiva.
* Produção de recursos educacionais livres para uso da comunidade.
* Fortalecimento da integração entre universidade e sociedade.
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Clarissa Vitória
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ponto final
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text/x-wiki
== Audiologia para Todos: Prevenção da Perda Auditiva e Educação em Saúde Auditiva na Era Digital. ==
* '''Nome do professor responsável:''' Clarissa Vitória Maciel da Silva
* '''Área temática do projeto:''' Audiologia, Saúde Pública e Educação em Saúde
* '''Projetos Wikimedia envolvidos:''' Wikipédia, Wikiversidade, Wikimedia Commons e Wikidata
* '''Número de estudantes participantes:''' 30 estudantes
== Estrutura do projeto ==
=== Resumo do programa de extensão ===
O programa “Audiologia para Todos: Prevenção da Perda Auditiva e Educação em Saúde Auditiva na Era Digital” tem como objetivo promover a conscientização sobre a saúde auditiva e prevenir perdas auditivas evitáveis por meio da produção e disseminação de conhecimento científico livre nos projetos Wikimedia. O projeto surge da necessidade de ampliar o acesso da população a informações confiáveis sobre audição, exposição ao ruído, uso seguro de fones de ouvido, zumbido, processamento auditivo e tecnologias assistivas.
Os estudantes atuarão como agentes multiplicadores do conhecimento, desenvolvendo materiais educativos baseados em evidências científicas e contribuindo para a melhoria dos conteúdos disponíveis nos projetos Wikimedia. Dessa forma, o programa integrará ensino, pesquisa e extensão, fortalecendo a formação acadêmica e o compromisso social dos participantes.
=== Objetivos do programa de extensão ===
=== Objetivo Geral ===
Promover a educação em saúde auditiva e a prevenção da perda auditiva por meio da produção colaborativa e divulgação de conteúdos científicos nos projetos Wikimedia.
=== Objetivos Específicos ===
* Capacitar estudantes para a utilização dos projetos Wikimedia como ferramentas de divulgação científica.
* Desenvolver habilidades de busca, análise crítica e síntese de evidências científicas.
* Atualizar e ampliar conteúdos relacionados à Audiologia nos projetos Wikimedia.
* Produzir materiais educativos acessíveis para diferentes públicos.
* Sensibilizar a população sobre os riscos da exposição excessiva ao ruído.
* Divulgar informações sobre prevenção, diagnóstico e reabilitação das perdas auditivas.
* Promover a inclusão e a acessibilidade de pessoas com deficiência auditiva.
* Incentivar a educação permanente em saúde auditiva.
=== Metodologia do programa de extensão ===
O programa será desenvolvido ao longo de um semestre letivo e dividido em quatro etapas.
=== 1. Capacitação ===
Os estudantes participarão de oficinas sobre:
* Funcionamento dos projetos Wikimedia;
* Edição de artigos na Wikipédia;
* Uso de fontes científicas confiáveis;
* Direitos autorais e licenças livres;
* Produção de conteúdo acessível para o público geral.
=== 2. Pesquisa e produção científica ===
Os participantes realizarão levantamento bibliográfico em bases de dados científicas para identificar informações atualizadas sobre:
* Anatomia e fisiologia da audição;
* Perda auditiva induzida por ruído;
* Zumbido;
* Processamento auditivo central;
* Aparelhos auditivos;
* Implante coclear;
* Triagem auditiva neonatal;
* Saúde auditiva ocupacional;
* Uso seguro de dispositivos sonoros pessoais.
=== 3. Produção de conteúdos Wikimedia ===
'''Wikipédia'''
* Criação e atualização de verbetes relacionados à Audiologia.
* Inclusão de referências científicas atualizadas.
* Tradução e adaptação de conteúdos de qualidade existentes em outros idiomas.
'''Wikiversidade'''
* Organização do curso e registro das atividades.
* Elaboração de roteiros de estudo sobre saúde auditiva.
* Desenvolvimento de materiais educativos para estudantes e comunidade.
'''Wikimedia Commons'''
* Produção de infográficos sobre prevenção da perda auditiva.
* Disponibilização de imagens anatômicas e materiais educativos.
* Produção de vídeos curtos de conscientização.
'''Wikidata'''
* Organização de dados relacionados a doenças auditivas, exames audiológicos e tecnologias assistivas.
* Integração das informações produzidas com outros projetos Wikimedia.
=== 4. Extensão comunitária ===
Os estudantes desenvolverão ações educativas em escolas, universidades e espaços comunitários, utilizando os materiais produzidos para conscientizar a população sobre saúde auditiva e prevenção de perdas auditivas.
=== Atividades a serem desenvolvidas ===
# Capacitação em edição dos projetos Wikimedia.
# Oficinas de busca e análise de literatura científica.
# Atualização de artigos sobre Audiologia na Wikipédia.
# Produção de infográficos sobre saúde auditiva.
# Elaboração de materiais educativos para redes sociais e escolas.
# Produção de vídeos explicativos sobre prevenção da perda auditiva.
# Organização de dados científicos no Wikidata.
# Desenvolvimento de trilhas de aprendizagem na Wikiversidade.
# Campanhas educativas sobre uso seguro de fones de ouvido.
# Ações de conscientização durante o Dia Nacional da Saúde Auditiva.
# Avaliação das contribuições realizadas nos projetos Wikimedia.
# Apresentação dos resultados à comunidade acadêmica e à população.
== Resultados Esperados ==
* Ampliação dos conteúdos de Audiologia disponíveis nos projetos Wikimedia.
* Maior acesso da população a informações científicas confiáveis.
* Formação de estudantes capacitados em divulgação científica.
* Aumento da conscientização sobre prevenção da perda auditiva.
* Produção de recursos educacionais livres para uso da comunidade.
* Fortalecimento da integração entre universidade e sociedade.
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Wikinativa/a política de reconhecimento Taylor
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Jorgemach7
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Partes selecionadas do texto
'''A Política de reconhecimento''', por Charles Taylor
[Tradução publicada in DE OLIVEIRA, MVX; DANNER, LF ''et al'', F. ''Direitos humanos às beiras do abismo: Interlocuções entre''
''Direito, Filosofia e Arte'', Vila Velha: Praia Editora, 2018]
Política de reconhecimento1
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A variedade de vertentes na política contemporânea depende, e até mesmo exige, reconhecimento. A necessidade pode ser discutida, [e] é uma das forças motoras por trás de movimentos nacionalistas na política. E ela se tornou importante de várias maneiras nas políticas atuais, em nome dos grupos minoritários ou subalternos, em algumas formas de feminismo e no que hoje se chama de políticas do “multiculturalismo”.
A exigência de reconhecimento nos últimos casos é dada pela urgência em razão do suposto vínculo entre reconhecimento e identidade, onde este último termo designa algo como a compreensão das pessoas sobre quem elas são, das suas características fundamentais que as definem como seres humanos. A tese é que nossa identidade é parcialmente moldada pelo reconhecimento ou por sua ausência, a frequente falta de reconhecimento [misrecognition] dos outros, e então a pessoa ou grupo de pessoas podem sofrer [um] dano real, [uma] real distorção, se a pessoa ou sociedade ao seu redor lhes refletir uma imagem confinante, degradante ou desprezível de si mesmos.
Desconhecimento ou falta de reconhecimento pode infligir danos, pode ser uma forma de opressão, aprisionar alguém em um enganador, distorcido e reduzido modo de ser.
Portanto, algumas feministas têm concordado que mulheres em uma sociedade patriarcal têm sido induzidas a adotar a imagem depreciativa de si mesmas. Elas têm internalizado uma imagem de sua própria inferioridade, de modo que mesmo quando caem alguns dos obstáculos para o seu avanço, elas se encontram incapazes de tirar vantagens das novas oportunidades. E no meio disso, elas estão condenadas a sofrer a dor da baixa autoestima. Um ponto análogo foi feito em relação aos negros: que a sociedade branca tem projetado por gerações sobre eles uma imagem humilhante, que alguns não foram capazes de resistir a adotá-la. Sua própria autodepreciação, nesse aspecto, torna-se um dos mais potentes instrumentos para a sua própria opressão. Sua primeira tarefa deveria ser [a de] se livrar dessa identidade imposta e destrutiva. Recentemente, um ponto similar foi feito em relação aos indígenas e pessoas colonizadas em geral. Sustenta-se que desde 1492, os europeus projetaram em relação a essas pessoas uma imagem de inferioridade, “incivilizada”, e através da força da conquista muitas vezes conseguiram impor essa imagem sobre os conquistados. A figura de Calibã tem sido usada para personalizar o retrato do desprezo esmagador aos nativos do Novo Mundo.
Dentro dessa perspectiva, [o] falso reconhecimento mostra não somente falta de respeito. Isso pode infligir uma grave ferida, selando suas vítimas com uma autodepreciação incapacitante. O reconhecimento devido não é apenas uma cortesia que devemos às pessoas, é uma necessidade vital do ser humano.
A fim de examinar algumas das questões que aqui surgiram, eu gostaria de dar um passo para trás, distanciar-me um pouco, e perceber como esse discurso sobre reconhecimento e identidade se tornou familiar ou pelo menos compreensível para nós. Mas isso não foi sempre assim, e nossos ancestrais há um par de séculos atrás teriam nos encarado sem compreender se tivéssemos usado esses termos em seu atual sentido. Como foi que nós começamos isso?
Hegel vem à mente, com sua famosa dialética do senhor e do servo. Essa é uma etapa importante, mas nós precisamos voltar um pouco mais para ver como essa passagem veio a ter o sentido que tem. O que mudou para que esse tipo de afirmação tivesse sentido para nós?
Nós podemos distinguir duas mudanças que, juntas, fizeram a preocupação moderna com identidade e reconhecimento se tornar inevitável. O primeiro foi o colapso das hierarquias sociais, que costumavam ser baseadas em honra. Estou usando honra no sentido do antigo regime que está intrinsecamente ligado às desigualdades. Para que alguns tenham honra, nesse sentido, é essencial que muitas pessoas não a possuam. Esse é o sentido que Montesquieu usa para descrever a monarquia. Honra é intrinsecamente uma questão de “préférences”. É com esse sentido que nós usamos o termo quando falamos de honrar alguém lhe dando um prêmio público, por exemplo, a Ordem do Canadá. Evidentemente [que] esse prêmio perderia o seu valor se amanhã decidíssemos dá-lo a todos os canadenses adultos.
Contra essa noção de honra, nós temos a noção moderna de dignidade, hoje usada em um sentido universalista e igualitário, onde falamos da inerente “dignidade dos seres humanos”, ou da dignidade dos cidadãos. A premissa aqui subjacente é que todos compartilham “isso”. É óbvio que este conceito de dignidade é o único compatível com uma sociedade democrática, e é inevitável que o antigo conceito de honra fosse suplantado. Mas isso também significa que as formas de igual reconhecimento têm sido essenciais em uma cultura democrática. Por exemplo, que todos sejam chamados de “senhor”, “senhora” ou “senhorita”, ao invés de [somente] algumas pessoas serem chamadas de "lorde" ou "lady" e outros simplesmente por seus sobrenomes – ou, ainda mais humilhante, pelos seus nomes próprios – foi considerado essencial em algumas sociedades democráticas, como os Estados Unidos. Mais recentemente, por razões semelhantes, "Mrs." e "Miss" foram substituídos por "Ms.". A democracia deu início a uma política de reconhecimento igualitário, que assumiu diversas formas ao longo dos anos, e agora retornou sob a forma de lutas igualitárias para culturas e gêneros.
Mas a importância do reconhecimento foi modificada e intensificada pela nova compreensão da identidade individual que emerge no final do século XVIII. Podemos falar de uma identidade individualizada, que é particular para mim, e que eu descubro em mim mesmo. Esta noção surge junto com um ideal, o de ser fiel a mim mesmo e ao meu próprio modo particular de ser. Seguindo o uso dado por Lionel Trilling em seu brilhante estudo, vou falar disso como o ideal de "autenticidade". Isso ajudará a descrever em que consiste e como surgiu.
Uma maneira de descrever seu desenvolvimento é ver seu ponto de partida na noção do século XVIII de que os seres humanos são dotados de um senso moral, um sentimento intuitivo para o que é certo e errado. O ponto original desta doutrina era combater uma visão contrária, que conhecer o certo e o errado era uma questão de calcular as consequências, em particular, as que se referiam às recompensas e castigos divinos. A ideia era que entender o certo e o errado não era uma questão de mero cálculo, mas estava ancorado em nossos sentimentos. A moralidade tem, em certo sentido, uma voz interior.
A noção de autenticidade nesta ideia desenvolve-se a partir de um deslocamento do acento moral. Na acepção original, a voz interior era importante porque nos dizia o que era a coisa certa a se fazer. Estar em contato com nossos sentimentos morais aqui era importante como um meio para o fim de se agir corretamente. O que chamo de deslocamento do acento moral ocorre quando o contato com nossos sentimentos assume um significado moral independente e crucial. Ele vem a ser algo que temos de alcançar, se quisermos ser verdadeiros e seres humanos integrais.
Para verificar o que há de novo aqui, temos que ver a analogia com as visões morais anteriores, em que estar em contato com alguma fonte – por exemplo, Deus, ou a Ideia do Bem – era considerada essencial para ser um ser completo. Mas agora a fonte com a qual precisamos nos conectar está profundamente dentro de nós. Esse fato faz parte da massiva virada subjetiva da cultura moderna, uma nova forma de interioridade, na qual passamos a pensar em nós mesmos como seres com profundidade interior.
A princípio, essa ideia de que a fonte está dentro não exclui a nossa relação com Deus ou as Ideias; pode ser considerada a nossa maneira adequada de nos relacionarmos com eles. Em certo sentido, pode ser visto apenas como uma continuação e intensificação do desenvolvimento inaugurado por Santo Agostinho, que viu o caminho para Deus como uma passagem por nossa própria autoconsciência. As primeiras variações desta nova visão eram teístas, ou pelo menos panteístas.
O mais importante escritor filosófico que ajudou a trazer essa mudança foi Jean-Jacques Rousseau. Acho que Rousseau é importante não porque ele tenha inaugurado a mudança; em vez disso, eu diria que sua grande popularidade vem em parte de sua articulação de algo que já vinha ocorrendo na cultura. Rousseau frequentemente apresenta a questão da moralidade como se seguíssemos uma voz da natureza que nos é interior.
Esta voz é muitas vezes afogada pelas paixões que são induzidas por nossa dependência dos outros, sendo o principal o amour propre, ou orgulho. Nossa salvação moral vem da recuperação do autêntico contato moral com nós mesmos. Rousseau até dá um nome ao contato íntimo consigo mesmo, mais fundamental do que qualquer visão moral, que é fonte de tal alegria e contentamento: "le sentiment de l'existence".
O ideal de autenticidade torna-se crucial devido a um desenvolvimento que ocorre depois de Rousseau, que eu associo com o nome de Johann Gottfried Herder – mais uma vez, como seu mais precoce e principal articulador, e não seu originador. Herder propôs a ideia de que cada um de nós tem uma maneira original de ser humano: cada pessoa tem sua própria "medida". Esta ideia penetrou profundamente na consciência moderna. É uma ideia nova. Antes do final do século XVIII, ninguém pensava que as diferenças entre os seres humanos tinham esse tipo de significado moral.
Há um certo modo de ser humano, que é à minha maneira. Sou chamado a viver minha vida desta maneira, e não imitando a vida de outra pessoa. Mas essa noção dá uma nova importância a ser fiel a mim mesmo. Se eu não sou, sinto falta de parte da minha vida; sinto falta do que é ser humano para mim.
Este é o poderoso ideal moral que chegou até nós. Atribui importância moral a uma espécie de contato comigo, com minha própria voz interior, que ele vê como estando em perigo de se perder, em parte por meio das pressões em direção à conformidade exterior, mas também porque ao tomar uma postura instrumental em relação a mim mesmo, posso ter perdido a capacidade de ouvir essa voz interior.
Isso aumenta grandemente a importância desse tipo de contato comigo mesmo, introduzindo o princípio da originalidade: cada uma de nossas vozes tem algo único a dizer. Eu não só não deveria moldar minha vida às exigências da conformidade externa; eu sequer consigo encontrar o modelo pelo qual viver fora de mim. Eu só posso encontrá-lo em mim mesmo.
Ser fiel a mim mesmo significa ser fiel à minha própria originalidade, algo que somente eu posso articular e descobrir. Ao articulá-lo, também estou me definindo. Estou percebendo uma potencialidade que é propriamente minha. Esta é a compreensão de fundo para o ideal moderno de autenticidade, e para os objetivos de autossatisfação e autorrealização em que o ideal é geralmente formulado.
Devo notar aqui que Herder aplicou sua concepção de originalidade em dois níveis, não só à pessoa individual entre outras pessoas, mas também aos povos culturais entre outros povos. Assim como os indivíduos, um Volk deve ser verdadeiro consigo mesmo, isto é, com sua própria cultura. Os alemães não deveriam tentar ser uma cópia e, inevitavelmente, franceses de segunda categoria, como a patronagem de Frederico II da Prússia parecia encorajá-los a fazer. Os povos eslavos tiveram que encontrar seu próprio caminho. E o colonialismo europeu deveria ser revertido para dar aos povos do que hoje chamamos de Terceiro Mundo sua chance de serem desimpedidamente eles mesmos. Podemos reconhecer aqui a ideia seminal do nacionalismo moderno, tanto em formas benignas como malignas.
Este novo ideal de autenticidade foi, como a ideia de dignidade, também em parte uma ramificação do declínio da sociedade hierárquica. Naquelas sociedades mais antigas, o que nós agora chamamos de identidade foi fixado pela posição social. Ou seja, o pano de fundo que explicava o que as pessoas reconheciam como importantes para si mesmas era em grande parte determinado pelo seu lugar na sociedade, e quaisquer papéis ou atividades ligadas a essa posição.
O nascimento de uma sociedade democrática não elimina por si só esse fenômeno, porque as pessoas ainda podem se definir por seus papéis sociais. O que, no entanto, enfraquece decisivamente esta identificação socialmente derivada é o ideal da própria autenticidade. Como isso emerge, por exemplo, com Herder, isso me convida a descobrir meu próprio modo original de ser. Por definição, esse modo de ser não pode ser derivado socialmente, mas deve ser gerado interiormente.
Mas, na natureza do caso, não algo como geração interior, monologicamente compreendida. Para entender a estreita ligação entre identidade e reconhecimento, temos que levar em conta uma característica crucial da condição humana que se tornou quase invisível pela inclinação esmagadoramente monológica da filosofia moderna majoritária.
Esta característica crucial da vida humana é o seu caráter fundamentalmente dialógico. Tornamo-nos agentes humanos completos, capazes de nos compreender e, portanto, de definir nossa identidade, através da aquisição de ricas formas de expressão das linguagens humanas. Para os meus propósitos aqui, eu quero tomar a linguagem em um sentido amplo, abrangendo não apenas as palavras que falamos, mas também outras formas de expressão pelas quais nos definimos, incluindo as "línguas" da arte, do gesto, do amor e semelhantes.
Mas aprendemos esses modos de expressão através de trocas com os outros. As pessoas não adquirem as línguas necessárias para a autodefinição por conta própria. Em vez disso, somos apresentados a elas através da interação com outros que nos importam – o que George Herbert Mead chamou de "outros significativos". A gênese da mente humana não é, nesse sentido, monológica, nem algo que cada pessoa realiza por conta própria, mas dialógica.
Além disso, isso não é apenas um fato sobre a gênese, que pode ser ignorado mais tarde. Nós não aprendemos apenas as línguas em diálogo e depois continuamos a usá-las para nossos próprios propósitos. É claro que esperamos desenvolver nossas próprias opiniões, perspectivas, posições em relação às coisas e, em grande medida, através da reflexão solitária. Mas não é assim que as coisas funcionam com questões importantes, como a definição de nossa identidade.
Definimos nossa identidade sempre em diálogo com, às vezes em guerra contra, as coisas que nossos outros significativos querem ver em nós. Mesmo depois que superamos alguns desses outros – nossos pais, por exemplo – e eles desaparecem de nossas vidas, a conversa com eles continua dentro de nós enquanto vivermos.
Assim, a contribuição de outros significativos, mesmo quando é fornecida no início de nossas vidas, continua de forma indefinida. Algumas pessoas ainda podem querer manter alguma forma do ideal monológico. É verdade que nunca podemos libertar-nos completamente daqueles que o amor e o cuidado nos moldaram no início da vida, mas devemos nos esforçar para nos definir por nós mesmos na medida do possível, fazendo o melhor que pudermos para entender e assim obter algum controle sobre a influência de nossos pais, e evitando cair em mais relacionamentos tão dependentes.
Precisamos de relacionamentos que nos preencham, mas não que nos definam.
O ideal monológico subestima seriamente o lugar do diálogo na vida humana. Quer confiná-lo tanto quanto possível à gênese. Ele esquece como a nossa compreensão das coisas boas da vida pode ser transformada por nosso desfrute em conjunto com as pessoas que amamos; como alguns bens tornam-se acessíveis a nós somente através desse prazer comum. Por causa disso, seria preciso um grande esforço, e provavelmente muitos rompimentos dolorosos, para impedir que nossa identidade fosse formada pelas pessoas que amamos.
Considere o que queremos dizer com identidade. É quem nós somos, “de onde estamos vindo”. Como tal, é o fundo contra o qual nossos gostos e desejos, opiniões e aspirações fazem sentido. Se algumas das coisas que eu mais valorizo são acessíveis aos homens apenas em relação à pessoa que eu amo, então ela se torna parte da minha identidade.
Para algumas pessoas isso pode parecer uma limitação, da qual se pode aspirar a se libertar. Esta é uma maneira de entender o impulso por trás da vida do eremita ou, para levar a um caso mais familiar à nossa cultura, do artista solitário. Mas de outra perspectiva, poderíamos ver até mesmo essas vidas como aspirantes a um certo tipo de dialogicidade. No caso do eremita, o interlocutor é Deus. No caso do artista solitário, a obra em si é dirigida a uma audiência futura, talvez ainda a ser criada pelo trabalho. A própria forma de uma obra de arte mostra seu caráter do modo pelo qual é abordada.
No entanto, seja como for que alguém se sinta com relação a isso, o fazer e sustentar a nossa identidade, na ausência de um esforço heroico para sair da existência comum, permanece dialógico ao longo de nossas vidas.
Assim, a descoberta da minha própria identidade não significa que [eu] o faça de forma isolada, mas que eu a negocio através do diálogo, em parte aberto, em parte interno, com os outros. É por isso que o desenvolvimento de um ideal de identidade gerada interiormente dá uma nova importância ao reconhecimento. Minha própria identidade depende crucialmente das minhas relações dialógicas com os outros.
Claro, o ponto não é que essa dependência dos outros surgiu com a época da autenticidade. Uma forma de dependência sempre esteve presente. A identidade socialmente derivada era, por sua própria natureza, dependente da sociedade. Mas na época anterior o reconhecimento nunca se levantou como um problema. O reconhecimento geral foi construído na identidade socialmente derivada por causa do próprio fato de que ela se baseava em categorias sociais que todo mundo tomava por certo.
No entanto, a identidade pessoal, original, derivada do interior, não goza desse reconhecimento a priori. Deve-se ganhá-lo através da troca, e a tentativa pode falhar. O que aconteceu com a idade moderna não é a necessidade de reconhecimento, mas as condições em que a tentativa de ser reconhecido pode falhar. É por isso que a necessidade é agora reconhecida pela primeira vez.
Nos tempos pré-modernos, as pessoas não falavam de "identidade" e "reconhecimento" – não porque as pessoas não possuíam (o que chamamos) identidades, ou porque elas não dependiam do reconhecimento, mas sim porque elas eram muito pouco problemáticas para serem tematizadas como tal.
Não é de surpreender que possamos encontrar algumas das ideias seminais sobre a dignidade do cidadão e o reconhecimento universal, ainda que não nestes termos específicos, em Jean-Jacques Rousseau, a quem quis identificar como um dos pontos de origem do discurso moderno da autenticidade. Rousseau é um crítico agudo da honra hierárquica, das "preferências". Em uma passagem significativa do Discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens, ele aponta um momento fatídico em que a sociedade toma um rumo à corrupção e à injustiça, quando as pessoas começam a desejar uma estima preferencial.
Em contraste, na sociedade republicana, onde todos podem compartilhar igualmente a luz da atenção pública, ele a vê como a fonte de bem-estar. Entretanto, o tópico do reconhecimento tem sua abordagem inicial mais influente em Georg Wilhelm Friedrich Hegel.
A importância do reconhecimento é agora universalmente reconhecida de uma forma ou de outra; em um plano íntimo, estamos todos conscientes de como a identidade pode ser formada ou malformada através do curso do nosso contato com outros significativos. No plano social, temos uma política contínua de igual reconhecimento. Ambos os planos foram moldados pela crescente ideia de autenticidade, e o reconhecimento desempenha um papel essencial na cultura que surgiu em torno deste ideal.
No nível íntimo, podemos ver o quanto uma identidade original precisa e é vulnerável ao reconhecimento dado ou retido por outros significativos. Não é surpreendente que na cultura da autenticidade, as relações sejam vistas como os lugares-chave da autodescoberta e autoafirmação. Relações de amor não são apenas importantes por causa da ênfase geral da cultura moderna sobre o cumprimento das necessidades comuns. Elas também são cruciais porque são os cadinhos da identidade gerada interiormente.
No plano social, a compreensão de que as identidades são formadas em um diálogo aberto, não moldado por um roteiro social predefinido, tornou a política de igual reconhecimento mais central e tensa. De fato, aumentou consideravelmente as apostas. O reconhecimento igual não é apenas o modo adequado para uma sociedade democrática e saudável. Sua recusa pode infligir dano àqueles que são negados, de acordo com uma visão moderna difundida, como eu indiquei desde o início.
A projeção de uma imagem inferior ou degradante em outra pessoa pode realmente distorcer e oprimir, na medida em que a imagem é internalizada. Não apenas o feminismo contemporâneo, mas também as relações raciais e as discussões sobre o multiculturalismo têm subjacente a premissa de que a retenção do reconhecimento pode ser uma forma de opressão. Podemos debater se este fator foi exagerado, mas é claro que a compreensão da identidade e da autenticidade introduziu uma nova dimensão na política de igual reconhecimento, que agora opera com algo como sua própria noção de autenticidade, pelo menos no que se refere à denúncia de outras distorções induzidas.
II
E assim o discurso do reconhecimento se tornou familiar, em dois níveis: primeiro, na esfera íntima, onde entendemos a formação da identidade e do eu como tendo lugar em um diálogo contínuo e em uma luta com outros significativos. E depois na esfera pública, onde uma política de igual reconhecimento tem desempenhado um papel cada vez maior. Algumas teorias feministas têm tentado mostrar as ligações entre as duas esferas.
Eu quero me concentrar aqui na esfera pública, e tentar elaborar o que uma política de igual reconhecimento significou e poderia significar.
Na verdade, passou a significar duas coisas bastante diferentes, ligadas, respectivamente, às duas mudanças principais que eu tenho descrito. Com a mudança da honra para a dignidade veio uma política de universalismo, enfatizando a igual dignidade de todos os cidadãos, e o conteúdo dessa política tem sido a igualdade de direitos e garantias. O que deve ser evitado a todo custo é a existência de cidadãos de "primeira classe" e de "segunda classe".
Naturalmente, os detalhes concretos justificados por este princípio variaram muito, e muitas vezes estiveram sujeitos a controvérsia. Para alguns, a igualação abrangeu apenas os direitos civis e os direitos de voto; para outros, se estendeu para a esfera socioeconômica. As pessoas que são sistematicamente impedidas pela pobreza de aproveitar ao máximo os seus direitos de cidadania são vistas, nesta perspectiva, como tendo sido relegadas para o estatuto de segunda classe, necessitando de medidas corretivas através da igualação.
Com o desenvolvimento da noção moderna de identidade, surgiu uma segunda mudança, que deu origem a uma política da diferença. Naturalmente, também esta tem uma base universalista: todos devem ser reconhecidos por sua identidade única. Mas, ao contrário da política da dignidade universal, que procura tornar todos iguais, a política da diferença exige o reconhecimento daquilo que distingue indivíduos e grupos.
A ideia é que precisamente essa diferença tenha sido ignorada, encoberta e assimilada por uma identidade dominante ou majoritária. E esta assimilação é o pecado fundamental contra o ideal de autenticidade.
Agora, subjacente à luta há um princípio de igualdade universal. A política da diferença está cheia de denúncias de discriminação e de recusa a uma cidadania de segunda classe. Isto dá ao princípio da igualdade universal um ponto de entrada na política da dignidade.
Mas, uma vez interiorizadas, por assim dizer, suas exigências são difíceis de serem assimiladas por essa política, pois exigem que se dê reconhecimento e status a algo que não é universalmente compartilhado. Ou, em sentido contrário, damos o devido reconhecimento apenas ao que está universalmente presente – todos têm uma identidade – reconhecendo o que é peculiar a cada um. A luta universal potencializa o reconhecimento da particularidade.
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'''A Política de reconhecimento''', por Charles Taylor
[Tradução publicada in DE OLIVEIRA, MVX; DANNER, LF ''et al'', F. ''Direitos humanos às beiras do abismo: Interlocuções entre'' ''Direito, Filosofia e Arte'', Vila Velha: Praia Editora, 2018]
''Partes selecionadas do texto''
A variedade de vertentes na política contemporânea depende, e até mesmo exige, reconhecimento. A necessidade pode ser discutida, [e] é uma das forças motoras por trás de movimentos nacionalistas na política. E ela se tornou importante de várias maneiras nas políticas atuais, em nome dos grupos minoritários ou subalternos, em algumas formas de feminismo e no que hoje se chama de políticas do “multiculturalismo”.
A exigência de reconhecimento nos últimos casos é dada pela urgência em razão do suposto vínculo entre reconhecimento e identidade, onde este último termo designa algo como a compreensão das pessoas sobre quem elas são, das suas características fundamentais que as definem como seres humanos. A tese é que nossa identidade é parcialmente moldada pelo reconhecimento ou por sua ausência, a frequente falta de reconhecimento [misrecognition] dos outros, e então a pessoa ou grupo de pessoas podem sofrer [um] dano real, [uma] real distorção, se a pessoa ou sociedade ao seu redor lhes refletir uma imagem confinante, degradante ou desprezível de si mesmos.
Desconhecimento ou falta de reconhecimento pode infligir danos, pode ser uma forma de opressão, aprisionar alguém em um enganador, distorcido e reduzido modo de ser.
Portanto, algumas feministas têm concordado que mulheres em uma sociedade patriarcal têm sido induzidas a adotar a imagem depreciativa de si mesmas. Elas têm internalizado uma imagem de sua própria inferioridade, de modo que mesmo quando caem alguns dos obstáculos para o seu avanço, elas se encontram incapazes de tirar vantagens das novas oportunidades. E no meio disso, elas estão condenadas a sofrer a dor da baixa autoestima. Um ponto análogo foi feito em relação aos negros: que a sociedade branca tem projetado por gerações sobre eles uma imagem humilhante, que alguns não foram capazes de resistir a adotá-la. Sua própria autodepreciação, nesse aspecto, torna-se um dos mais potentes instrumentos para a sua própria opressão. Sua primeira tarefa deveria ser [a de] se livrar dessa identidade imposta e destrutiva. Recentemente, um ponto similar foi feito em relação aos indígenas e pessoas colonizadas em geral. Sustenta-se que desde 1492, os europeus projetaram em relação a essas pessoas uma imagem de inferioridade, “incivilizada”, e através da força da conquista muitas vezes conseguiram impor essa imagem sobre os conquistados. A figura de Calibã tem sido usada para personalizar o retrato do desprezo esmagador aos nativos do Novo Mundo.
Dentro dessa perspectiva, [o] falso reconhecimento mostra não somente falta de respeito. Isso pode infligir uma grave ferida, selando suas vítimas com uma autodepreciação incapacitante. O reconhecimento devido não é apenas uma cortesia que devemos às pessoas, é uma necessidade vital do ser humano.
A fim de examinar algumas das questões que aqui surgiram, eu gostaria de dar um passo para trás, distanciar-me um pouco, e perceber como esse discurso sobre reconhecimento e identidade se tornou familiar ou pelo menos compreensível para nós. Mas isso não foi sempre assim, e nossos ancestrais há um par de séculos atrás teriam nos encarado sem compreender se tivéssemos usado esses termos em seu atual sentido. Como foi que nós começamos isso?
Hegel vem à mente, com sua famosa dialética do senhor e do servo. Essa é uma etapa importante, mas nós precisamos voltar um pouco mais para ver como essa passagem veio a ter o sentido que tem. O que mudou para que esse tipo de afirmação tivesse sentido para nós?
Nós podemos distinguir duas mudanças que, juntas, fizeram a preocupação moderna com identidade e reconhecimento se tornar inevitável. O primeiro foi o colapso das hierarquias sociais, que costumavam ser baseadas em honra. Estou usando honra no sentido do antigo regime que está intrinsecamente ligado às desigualdades. Para que alguns tenham honra, nesse sentido, é essencial que muitas pessoas não a possuam. Esse é o sentido que Montesquieu usa para descrever a monarquia. Honra é intrinsecamente uma questão de “préférences”. É com esse sentido que nós usamos o termo quando falamos de honrar alguém lhe dando um prêmio público, por exemplo, a Ordem do Canadá. Evidentemente [que] esse prêmio perderia o seu valor se amanhã decidíssemos dá-lo a todos os canadenses adultos.
Contra essa noção de honra, nós temos a noção moderna de dignidade, hoje usada em um sentido universalista e igualitário, onde falamos da inerente “dignidade dos seres humanos”, ou da dignidade dos cidadãos. A premissa aqui subjacente é que todos compartilham “isso”. É óbvio que este conceito de dignidade é o único compatível com uma sociedade democrática, e é inevitável que o antigo conceito de honra fosse suplantado. Mas isso também significa que as formas de igual reconhecimento têm sido essenciais em uma cultura democrática. Por exemplo, que todos sejam chamados de “senhor”, “senhora” ou “senhorita”, ao invés de [somente] algumas pessoas serem chamadas de "lorde" ou "lady" e outros simplesmente por seus sobrenomes – ou, ainda mais humilhante, pelos seus nomes próprios – foi considerado essencial em algumas sociedades democráticas, como os Estados Unidos. Mais recentemente, por razões semelhantes, "Mrs." e "Miss" foram substituídos por "Ms.". A democracia deu início a uma política de reconhecimento igualitário, que assumiu diversas formas ao longo dos anos, e agora retornou sob a forma de lutas igualitárias para culturas e gêneros.
Mas a importância do reconhecimento foi modificada e intensificada pela nova compreensão da identidade individual que emerge no final do século XVIII. Podemos falar de uma identidade individualizada, que é particular para mim, e que eu descubro em mim mesmo. Esta noção surge junto com um ideal, o de ser fiel a mim mesmo e ao meu próprio modo particular de ser. Seguindo o uso dado por Lionel Trilling em seu brilhante estudo, vou falar disso como o ideal de "autenticidade". Isso ajudará a descrever em que consiste e como surgiu.
Uma maneira de descrever seu desenvolvimento é ver seu ponto de partida na noção do século XVIII de que os seres humanos são dotados de um senso moral, um sentimento intuitivo para o que é certo e errado. O ponto original desta doutrina era combater uma visão contrária, que conhecer o certo e o errado era uma questão de calcular as consequências, em particular, as que se referiam às recompensas e castigos divinos. A ideia era que entender o certo e o errado não era uma questão de mero cálculo, mas estava ancorado em nossos sentimentos. A moralidade tem, em certo sentido, uma voz interior.
A noção de autenticidade nesta ideia desenvolve-se a partir de um deslocamento do acento moral. Na acepção original, a voz interior era importante porque nos dizia o que era a coisa certa a se fazer. Estar em contato com nossos sentimentos morais aqui era importante como um meio para o fim de se agir corretamente. O que chamo de deslocamento do acento moral ocorre quando o contato com nossos sentimentos assume um significado moral independente e crucial. Ele vem a ser algo que temos de alcançar, se quisermos ser verdadeiros e seres humanos integrais.
Para verificar o que há de novo aqui, temos que ver a analogia com as visões morais anteriores, em que estar em contato com alguma fonte – por exemplo, Deus, ou a Ideia do Bem – era considerada essencial para ser um ser completo. Mas agora a fonte com a qual precisamos nos conectar está profundamente dentro de nós. Esse fato faz parte da massiva virada subjetiva da cultura moderna, uma nova forma de interioridade, na qual passamos a pensar em nós mesmos como seres com profundidade interior.
A princípio, essa ideia de que a fonte está dentro não exclui a nossa relação com Deus ou as Ideias; pode ser considerada a nossa maneira adequada de nos relacionarmos com eles. Em certo sentido, pode ser visto apenas como uma continuação e intensificação do desenvolvimento inaugurado por Santo Agostinho, que viu o caminho para Deus como uma passagem por nossa própria autoconsciência. As primeiras variações desta nova visão eram teístas, ou pelo menos panteístas.
O mais importante escritor filosófico que ajudou a trazer essa mudança foi Jean-Jacques Rousseau. Acho que Rousseau é importante não porque ele tenha inaugurado a mudança; em vez disso, eu diria que sua grande popularidade vem em parte de sua articulação de algo que já vinha ocorrendo na cultura. Rousseau frequentemente apresenta a questão da moralidade como se seguíssemos uma voz da natureza que nos é interior.
Esta voz é muitas vezes afogada pelas paixões que são induzidas por nossa dependência dos outros, sendo o principal o amour propre, ou orgulho. Nossa salvação moral vem da recuperação do autêntico contato moral com nós mesmos. Rousseau até dá um nome ao contato íntimo consigo mesmo, mais fundamental do que qualquer visão moral, que é fonte de tal alegria e contentamento: "le sentiment de l'existence".
O ideal de autenticidade torna-se crucial devido a um desenvolvimento que ocorre depois de Rousseau, que eu associo com o nome de Johann Gottfried Herder – mais uma vez, como seu mais precoce e principal articulador, e não seu originador. Herder propôs a ideia de que cada um de nós tem uma maneira original de ser humano: cada pessoa tem sua própria "medida". Esta ideia penetrou profundamente na consciência moderna. É uma ideia nova. Antes do final do século XVIII, ninguém pensava que as diferenças entre os seres humanos tinham esse tipo de significado moral.
Há um certo modo de ser humano, que é à minha maneira. Sou chamado a viver minha vida desta maneira, e não imitando a vida de outra pessoa. Mas essa noção dá uma nova importância a ser fiel a mim mesmo. Se eu não sou, sinto falta de parte da minha vida; sinto falta do que é ser humano para mim.
Este é o poderoso ideal moral que chegou até nós. Atribui importância moral a uma espécie de contato comigo, com minha própria voz interior, que ele vê como estando em perigo de se perder, em parte por meio das pressões em direção à conformidade exterior, mas também porque ao tomar uma postura instrumental em relação a mim mesmo, posso ter perdido a capacidade de ouvir essa voz interior.
Isso aumenta grandemente a importância desse tipo de contato comigo mesmo, introduzindo o princípio da originalidade: cada uma de nossas vozes tem algo único a dizer. Eu não só não deveria moldar minha vida às exigências da conformidade externa; eu sequer consigo encontrar o modelo pelo qual viver fora de mim. Eu só posso encontrá-lo em mim mesmo.
Ser fiel a mim mesmo significa ser fiel à minha própria originalidade, algo que somente eu posso articular e descobrir. Ao articulá-lo, também estou me definindo. Estou percebendo uma potencialidade que é propriamente minha. Esta é a compreensão de fundo para o ideal moderno de autenticidade, e para os objetivos de autossatisfação e autorrealização em que o ideal é geralmente formulado.
Devo notar aqui que Herder aplicou sua concepção de originalidade em dois níveis, não só à pessoa individual entre outras pessoas, mas também aos povos culturais entre outros povos. Assim como os indivíduos, um Volk deve ser verdadeiro consigo mesmo, isto é, com sua própria cultura. Os alemães não deveriam tentar ser uma cópia e, inevitavelmente, franceses de segunda categoria, como a patronagem de Frederico II da Prússia parecia encorajá-los a fazer. Os povos eslavos tiveram que encontrar seu próprio caminho. E o colonialismo europeu deveria ser revertido para dar aos povos do que hoje chamamos de Terceiro Mundo sua chance de serem desimpedidamente eles mesmos. Podemos reconhecer aqui a ideia seminal do nacionalismo moderno, tanto em formas benignas como malignas.
Este novo ideal de autenticidade foi, como a ideia de dignidade, também em parte uma ramificação do declínio da sociedade hierárquica. Naquelas sociedades mais antigas, o que nós agora chamamos de identidade foi fixado pela posição social. Ou seja, o pano de fundo que explicava o que as pessoas reconheciam como importantes para si mesmas era em grande parte determinado pelo seu lugar na sociedade, e quaisquer papéis ou atividades ligadas a essa posição.
O nascimento de uma sociedade democrática não elimina por si só esse fenômeno, porque as pessoas ainda podem se definir por seus papéis sociais. O que, no entanto, enfraquece decisivamente esta identificação socialmente derivada é o ideal da própria autenticidade. Como isso emerge, por exemplo, com Herder, isso me convida a descobrir meu próprio modo original de ser. Por definição, esse modo de ser não pode ser derivado socialmente, mas deve ser gerado interiormente.
Mas, na natureza do caso, não algo como geração interior, monologicamente compreendida. Para entender a estreita ligação entre identidade e reconhecimento, temos que levar em conta uma característica crucial da condição humana que se tornou quase invisível pela inclinação esmagadoramente monológica da filosofia moderna majoritária.
Esta característica crucial da vida humana é o seu caráter fundamentalmente dialógico. Tornamo-nos agentes humanos completos, capazes de nos compreender e, portanto, de definir nossa identidade, através da aquisição de ricas formas de expressão das linguagens humanas. Para os meus propósitos aqui, eu quero tomar a linguagem em um sentido amplo, abrangendo não apenas as palavras que falamos, mas também outras formas de expressão pelas quais nos definimos, incluindo as "línguas" da arte, do gesto, do amor e semelhantes.
Mas aprendemos esses modos de expressão através de trocas com os outros. As pessoas não adquirem as línguas necessárias para a autodefinição por conta própria. Em vez disso, somos apresentados a elas através da interação com outros que nos importam – o que George Herbert Mead chamou de "outros significativos". A gênese da mente humana não é, nesse sentido, monológica, nem algo que cada pessoa realiza por conta própria, mas dialógica.
Além disso, isso não é apenas um fato sobre a gênese, que pode ser ignorado mais tarde. Nós não aprendemos apenas as línguas em diálogo e depois continuamos a usá-las para nossos próprios propósitos. É claro que esperamos desenvolver nossas próprias opiniões, perspectivas, posições em relação às coisas e, em grande medida, através da reflexão solitária. Mas não é assim que as coisas funcionam com questões importantes, como a definição de nossa identidade.
Definimos nossa identidade sempre em diálogo com, às vezes em guerra contra, as coisas que nossos outros significativos querem ver em nós. Mesmo depois que superamos alguns desses outros – nossos pais, por exemplo – e eles desaparecem de nossas vidas, a conversa com eles continua dentro de nós enquanto vivermos.
Assim, a contribuição de outros significativos, mesmo quando é fornecida no início de nossas vidas, continua de forma indefinida. Algumas pessoas ainda podem querer manter alguma forma do ideal monológico. É verdade que nunca podemos libertar-nos completamente daqueles que o amor e o cuidado nos moldaram no início da vida, mas devemos nos esforçar para nos definir por nós mesmos na medida do possível, fazendo o melhor que pudermos para entender e assim obter algum controle sobre a influência de nossos pais, e evitando cair em mais relacionamentos tão dependentes.
Precisamos de relacionamentos que nos preencham, mas não que nos definam.
O ideal monológico subestima seriamente o lugar do diálogo na vida humana. Quer confiná-lo tanto quanto possível à gênese. Ele esquece como a nossa compreensão das coisas boas da vida pode ser transformada por nosso desfrute em conjunto com as pessoas que amamos; como alguns bens tornam-se acessíveis a nós somente através desse prazer comum. Por causa disso, seria preciso um grande esforço, e provavelmente muitos rompimentos dolorosos, para impedir que nossa identidade fosse formada pelas pessoas que amamos.
Considere o que queremos dizer com identidade. É quem nós somos, “de onde estamos vindo”. Como tal, é o fundo contra o qual nossos gostos e desejos, opiniões e aspirações fazem sentido. Se algumas das coisas que eu mais valorizo são acessíveis aos homens apenas em relação à pessoa que eu amo, então ela se torna parte da minha identidade.
Para algumas pessoas isso pode parecer uma limitação, da qual se pode aspirar a se libertar. Esta é uma maneira de entender o impulso por trás da vida do eremita ou, para levar a um caso mais familiar à nossa cultura, do artista solitário. Mas de outra perspectiva, poderíamos ver até mesmo essas vidas como aspirantes a um certo tipo de dialogicidade. No caso do eremita, o interlocutor é Deus. No caso do artista solitário, a obra em si é dirigida a uma audiência futura, talvez ainda a ser criada pelo trabalho. A própria forma de uma obra de arte mostra seu caráter do modo pelo qual é abordada.
No entanto, seja como for que alguém se sinta com relação a isso, o fazer e sustentar a nossa identidade, na ausência de um esforço heroico para sair da existência comum, permanece dialógico ao longo de nossas vidas.
Assim, a descoberta da minha própria identidade não significa que [eu] o faça de forma isolada, mas que eu a negocio através do diálogo, em parte aberto, em parte interno, com os outros. É por isso que o desenvolvimento de um ideal de identidade gerada interiormente dá uma nova importância ao reconhecimento. Minha própria identidade depende crucialmente das minhas relações dialógicas com os outros.
Claro, o ponto não é que essa dependência dos outros surgiu com a época da autenticidade. Uma forma de dependência sempre esteve presente. A identidade socialmente derivada era, por sua própria natureza, dependente da sociedade. Mas na época anterior o reconhecimento nunca se levantou como um problema. O reconhecimento geral foi construído na identidade socialmente derivada por causa do próprio fato de que ela se baseava em categorias sociais que todo mundo tomava por certo.
No entanto, a identidade pessoal, original, derivada do interior, não goza desse reconhecimento a priori. Deve-se ganhá-lo através da troca, e a tentativa pode falhar. O que aconteceu com a idade moderna não é a necessidade de reconhecimento, mas as condições em que a tentativa de ser reconhecido pode falhar. É por isso que a necessidade é agora reconhecida pela primeira vez.
Nos tempos pré-modernos, as pessoas não falavam de "identidade" e "reconhecimento" – não porque as pessoas não possuíam (o que chamamos) identidades, ou porque elas não dependiam do reconhecimento, mas sim porque elas eram muito pouco problemáticas para serem tematizadas como tal.
Não é de surpreender que possamos encontrar algumas das ideias seminais sobre a dignidade do cidadão e o reconhecimento universal, ainda que não nestes termos específicos, em Jean-Jacques Rousseau, a quem quis identificar como um dos pontos de origem do discurso moderno da autenticidade. Rousseau é um crítico agudo da honra hierárquica, das "preferências". Em uma passagem significativa do Discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens, ele aponta um momento fatídico em que a sociedade toma um rumo à corrupção e à injustiça, quando as pessoas começam a desejar uma estima preferencial.
Em contraste, na sociedade republicana, onde todos podem compartilhar igualmente a luz da atenção pública, ele a vê como a fonte de bem-estar. Entretanto, o tópico do reconhecimento tem sua abordagem inicial mais influente em Georg Wilhelm Friedrich Hegel.
A importância do reconhecimento é agora universalmente reconhecida de uma forma ou de outra; em um plano íntimo, estamos todos conscientes de como a identidade pode ser formada ou malformada através do curso do nosso contato com outros significativos. No plano social, temos uma política contínua de igual reconhecimento. Ambos os planos foram moldados pela crescente ideia de autenticidade, e o reconhecimento desempenha um papel essencial na cultura que surgiu em torno deste ideal.
No nível íntimo, podemos ver o quanto uma identidade original precisa e é vulnerável ao reconhecimento dado ou retido por outros significativos. Não é surpreendente que na cultura da autenticidade, as relações sejam vistas como os lugares-chave da autodescoberta e autoafirmação. Relações de amor não são apenas importantes por causa da ênfase geral da cultura moderna sobre o cumprimento das necessidades comuns. Elas também são cruciais porque são os cadinhos da identidade gerada interiormente.
No plano social, a compreensão de que as identidades são formadas em um diálogo aberto, não moldado por um roteiro social predefinido, tornou a política de igual reconhecimento mais central e tensa. De fato, aumentou consideravelmente as apostas. O reconhecimento igual não é apenas o modo adequado para uma sociedade democrática e saudável. Sua recusa pode infligir dano àqueles que são negados, de acordo com uma visão moderna difundida, como eu indiquei desde o início.
A projeção de uma imagem inferior ou degradante em outra pessoa pode realmente distorcer e oprimir, na medida em que a imagem é internalizada. Não apenas o feminismo contemporâneo, mas também as relações raciais e as discussões sobre o multiculturalismo têm subjacente a premissa de que a retenção do reconhecimento pode ser uma forma de opressão. Podemos debater se este fator foi exagerado, mas é claro que a compreensão da identidade e da autenticidade introduziu uma nova dimensão na política de igual reconhecimento, que agora opera com algo como sua própria noção de autenticidade, pelo menos no que se refere à denúncia de outras distorções induzidas.
II
E assim o discurso do reconhecimento se tornou familiar, em dois níveis: primeiro, na esfera íntima, onde entendemos a formação da identidade e do eu como tendo lugar em um diálogo contínuo e em uma luta com outros significativos. E depois na esfera pública, onde uma política de igual reconhecimento tem desempenhado um papel cada vez maior. Algumas teorias feministas têm tentado mostrar as ligações entre as duas esferas.
Eu quero me concentrar aqui na esfera pública, e tentar elaborar o que uma política de igual reconhecimento significou e poderia significar.
Na verdade, passou a significar duas coisas bastante diferentes, ligadas, respectivamente, às duas mudanças principais que eu tenho descrito. Com a mudança da honra para a dignidade veio uma política de universalismo, enfatizando a igual dignidade de todos os cidadãos, e o conteúdo dessa política tem sido a igualdade de direitos e garantias. O que deve ser evitado a todo custo é a existência de cidadãos de "primeira classe" e de "segunda classe".
Naturalmente, os detalhes concretos justificados por este princípio variaram muito, e muitas vezes estiveram sujeitos a controvérsia. Para alguns, a igualação abrangeu apenas os direitos civis e os direitos de voto; para outros, se estendeu para a esfera socioeconômica. As pessoas que são sistematicamente impedidas pela pobreza de aproveitar ao máximo os seus direitos de cidadania são vistas, nesta perspectiva, como tendo sido relegadas para o estatuto de segunda classe, necessitando de medidas corretivas através da igualação.
Com o desenvolvimento da noção moderna de identidade, surgiu uma segunda mudança, que deu origem a uma política da diferença. Naturalmente, também esta tem uma base universalista: todos devem ser reconhecidos por sua identidade única. Mas, ao contrário da política da dignidade universal, que procura tornar todos iguais, a política da diferença exige o reconhecimento daquilo que distingue indivíduos e grupos.
A ideia é que precisamente essa diferença tenha sido ignorada, encoberta e assimilada por uma identidade dominante ou majoritária. E esta assimilação é o pecado fundamental contra o ideal de autenticidade.
Agora, subjacente à luta há um princípio de igualdade universal. A política da diferença está cheia de denúncias de discriminação e de recusa a uma cidadania de segunda classe. Isto dá ao princípio da igualdade universal um ponto de entrada na política da dignidade.
Mas, uma vez interiorizadas, por assim dizer, suas exigências são difíceis de serem assimiladas por essa política, pois exigem que se dê reconhecimento e status a algo que não é universalmente compartilhado. Ou, em sentido contrário, damos o devido reconhecimento apenas ao que está universalmente presente – todos têm uma identidade – reconhecendo o que é peculiar a cada um. A luta universal potencializa o reconhecimento da particularidade.
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Introdução ao Jornalismo Científico/Mídias, Linguagens e Prática do Jornalismo Científico/Atividade/Aline Khouri
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Aline Khouri
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== Nome da atividade ==
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Esta tarefa é realizada para cumprimento do módulo 6 do curso de Introdução ao Jornalismo Científico. Tome cuidado de '''estar logado na Wikiversidade'''. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho.
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== Nome de usuário(a) ==
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Aline Khouri
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== Análise ==
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Escolha dois programas de podcasts de divulgação científica, nacional ou internacional, e escute 3 episódios de cada (podendo ser trechos ou o episódio completo). Em seguida, publique na sua página de atividades as respostas das questões abaixo.
</div>
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* Qual você acha que é o público-alvo do podcast
*: Resposta:
* Como você acha que ele é feito
*: Resposta:
* Qual é a principal força e a principal fragilidade do programa
*: Resposta:
<!-- Escreva sua resposta acima desta linha-->
== Preparação ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Feita sua análise, agora é hora de produzir o seu próprio episódio de podcast científico. Ele deverá ter entre 10 e 40 minutos e ser publicado no [https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=Special:UploadWizard&descriptionlang=pt&categories=Podcasts_do_curso_Introdu%C3%A7%C3%A3o_ao_Jornalismo_Cient%C3%ADfico,_m%C3%B3dulo_6 Wikimedia Commons]. Como o episódio será publicado em licença livre, não se esqueça de pedir aos convidados que assinem e lhe enviem um termo de cessão de direitos, tal qual o [[Introdução ao Jornalismo Científico/Ética da Ciência/Termo|deste modelo]].
Antes de elaborar o roteiro é necessário definir alguns pontos do seu podcast. Responda às questões abaixo.
</div>
* Qual será o assunto?
*: Resposta
* Qual será o formato (narrativo, entrevista, debate, roda de conversa)?
*: Resposta
* Quem serão os apresentadores e os convidados?
*: Resposta
* Qual é o público-alvo?
*: Resposta
* Qual é a identidade sonora do podcast?
*: Resposta
== Produção ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Com a preparação realizada, você já pode partir para o roteiro. Aqui, disponibilizamos uma estrutura básica de um podcast de entrevista:
# Vinheta de abertura
# Apresentador cumprimenta o ouvinte
# Apresentador comenta o tema do episódio
# Apresentador introduz os convidados
# Apresentador faz perguntas para os convidados
# Convidados falam livremente
# Encerramento
# Vinheta de encerramento
Anotar as perguntas para os convidados antes da gravação facilitará este processo. Durante a conversa, podem surgir outras questões, mas ter organizado os principais pontos a serem discutidos ajuda a direcionar a entrevista. Grave o conteúdo com equipamentos pessoais, tais como computador, celular e fone de ouvido. A qualidade de som é a base do podcast, por isso opte por ambientes silenciosos e, se necessário, regrave as perguntas depois da entrevista já feita. Caso realize a gravação por videochamada, o software livre [https://pt.wikipedia.org/wiki/Open_Broadcaster_Software/ OBS] pode te ajudar na gravação da tela.
Na edição, procure remover ruídos, pausas longas e sons de hesitação. Intercalar vozes e adicionar efeitos sonoros são recursos que ajudam a dinamizar o episódio. Para efeitos sonoros, certifique-se de usar arquivos de bibliotecas de som livres. Algumas sugestões são: [https://commons.wikimedia.org/wiki/P%C3%A1gina_principal/ Wikimedia Commons], YouTube Library, [https://sound-effects.bbcrewind.co.uk/ BBC Sound Effects], [https://freesound.org/ Freesound], Facebook Sound Collection e [https://freesfx.co.uk/ freeSFX]. Para editar, recomendamos o software livre Audacity e o Reaper.
Depois de editado, o seu podcast está pronto para ser publicado na Wikimedia Commons, na categoria ''[[c:Category:Podcasts do curso Introdução ao Jornalismo Científico, módulo 6|Podcasts do curso Introdução ao Jornalismo Científico, módulo 6]]''.
<center>
[https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=Special:UploadWizard&descriptionlang=pt&categories=Podcasts_do_curso_Introdu%C3%A7%C3%A3o_ao_Jornalismo_Cient%C3%ADfico,_m%C3%B3dulo_6 '''Clique aqui para carregar o arquivo na categoria correta.''']
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</div>
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== Próximos passos ==
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[[Categoria:Introdução ao Jornalismo Científico/Atividade 6]]
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2026-05-31T14:03:08Z
Aline Khouri
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/* Análise */
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__NOTOC__
== Nome da atividade ==
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<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Esta tarefa é realizada para cumprimento do módulo 6 do curso de Introdução ao Jornalismo Científico. Tome cuidado de '''estar logado na Wikiversidade'''. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho.
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== Nome de usuário(a) ==
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Aline Khouri
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== Análise ==
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Escolha dois programas de podcasts de divulgação científica, nacional ou internacional, e escute 3 episódios de cada (podendo ser trechos ou o episódio completo). Em seguida, publique na sua página de atividades as respostas das questões abaixo.
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<!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha -->
* Qual você acha que é o público-alvo do podcast
*: Resposta: Os podcasts são Oxigênio Podcast (Unicamp)e o “Nature Podcast”, de circulação internacional. Em ambos os casos, o público-alvo parece ser composto por pessoas interessadas em ciência e conhecimento, mas que não necessariamente possuem formação técnica ou acadêmica aprofundada nas áreas abordadas. Trata-se de um público curioso, formado por estudantes, educadores, pesquisadores de outras áreas e o público geral interessado em compreender melhor temas científicos contemporâneos.
* Como você acha que ele é feito
*: Resposta:Os podcasts parecem ser produzidos a partir de um processo estruturado que envolve pesquisa, curadoria de conteúdo e comunicação científica. No caso do “Oxigênio Podcast”, é possível perceber um forte vínculo com o ambiente acadêmico, o que indica que a produção provavelmente envolve pesquisadores, professores e estudantes universitários. Os temas devem ser selecionados com base em estudos científicos recentes e debatidos em profundidade, passando por um processo de roteirização que busca traduzir conceitos complexos para uma linguagem mais acessível, sem perder o rigor científico. Já o “Nature Podcast” parece seguir um modelo mais jornalístico internacional, com uma equipe editorial que seleciona as principais descobertas científicas publicadas na revista Nature e em outras fontes de pesquisa. Em seguida, essas informações são transformadas em episódios por meio de entrevistas com cientistas, narração e edição profissional de áudio, garantindo clareza e engajamento para um público amplo.
* Qual é a principal força e a principal fragilidade do programa
*: Resposta: A principal força dos podcasts analisados, como o “Oxigênio Podcast” e o “Nature Podcast”, é a capacidade de aproximar a ciência do público geral de forma acessível, mantendo o compromisso com a credibilidade e a base em fontes científicas confiáveis. Ambos conseguem traduzir conteúdos complexos em uma linguagem compreensível, o que amplia o alcance do conhecimento científico e contribui para a popularização da ciência. Além disso, os dois programas se destacam pela qualidade das informações apresentadas, pela curadoria cuidadosa dos temas e pelo uso de formatos como entrevistas e narrativas explicativas, que tornam o conteúdo mais envolvente. Por outro lado, uma possível fragilidade desses programas é que, por mais acessíveis que sejam, ainda podem exigir certo nível prévio de interesse ou familiaridade com temas científicos, o que pode limitar o alcance para públicos completamente afastados desse universo.
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== Preparação ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Feita sua análise, agora é hora de produzir o seu próprio episódio de podcast científico. Ele deverá ter entre 10 e 40 minutos e ser publicado no [https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=Special:UploadWizard&descriptionlang=pt&categories=Podcasts_do_curso_Introdu%C3%A7%C3%A3o_ao_Jornalismo_Cient%C3%ADfico,_m%C3%B3dulo_6 Wikimedia Commons]. Como o episódio será publicado em licença livre, não se esqueça de pedir aos convidados que assinem e lhe enviem um termo de cessão de direitos, tal qual o [[Introdução ao Jornalismo Científico/Ética da Ciência/Termo|deste modelo]].
Antes de elaborar o roteiro é necessário definir alguns pontos do seu podcast. Responda às questões abaixo.
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* Qual será o assunto?
*: O episódio terá como tema central a relação entre '''clima, geografia e vida cotidiana''', abordando como as mudanças climáticas influenciam o espaço geográfico e diferentes dimensões da vida em sociedade, como saúde, cidades, agricultura e desigualdades sociais.
* Qual será o formato (narrativo, entrevista, debate, roda de conversa)?
*: Narrativo
* Quem serão os apresentadores e os convidados?
*: A jornalista Aline Khouri,
* Qual é o público-alvo?
*: O público-alvo do podcast é formado principalmente por '''estudantes do ensino médio e universitário''', além de '''pessoas interessadas em ciência, meio ambiente e questões climáticas no cotidiano'''. Trata-se de um público geral e curioso, que busca compreender temas científicos de forma clara e acessível, sem necessidade de conhecimento técnico prévio. Também pode incluir educadores e comunicadores que utilizam conteúdos de divulgação científica como apoio ao aprendizado e à reflexão sobre temas contemporâneos, especialmente relacionados ao clima e às mudanças ambientais.
* Qual é a identidade sonora do podcast?
*: Infelizmente, não consegui incluir a identidade sonora por problemas técnicos com o programa utilizado (Capcut), mas seria uma linguagem auditiva simples com foco na compreensão do conteúdo científico pelo público geral. O uso da voz tem papel central, com narração em tom explicativo, pausado e acessível, priorizando a clareza e a proximidade com o ouvinte. Como elemento complementar, pode ser utilizada uma trilha sonora leve e instrumental (como ambient ou piano suave) na abertura e no encerramento.
== Produção ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Com a preparação realizada, você já pode partir para o roteiro. Aqui, disponibilizamos uma estrutura básica de um podcast de entrevista:
# Vinheta de abertura
# Apresentador cumprimenta o ouvinte
# Apresentador comenta o tema do episódio
# Apresentador introduz os convidados
# Apresentador faz perguntas para os convidados
# Convidados falam livremente
# Encerramento
# Vinheta de encerramento
Anotar as perguntas para os convidados antes da gravação facilitará este processo. Durante a conversa, podem surgir outras questões, mas ter organizado os principais pontos a serem discutidos ajuda a direcionar a entrevista. Grave o conteúdo com equipamentos pessoais, tais como computador, celular e fone de ouvido. A qualidade de som é a base do podcast, por isso opte por ambientes silenciosos e, se necessário, regrave as perguntas depois da entrevista já feita. Caso realize a gravação por videochamada, o software livre [https://pt.wikipedia.org/wiki/Open_Broadcaster_Software/ OBS] pode te ajudar na gravação da tela.
Na edição, procure remover ruídos, pausas longas e sons de hesitação. Intercalar vozes e adicionar efeitos sonoros são recursos que ajudam a dinamizar o episódio. Para efeitos sonoros, certifique-se de usar arquivos de bibliotecas de som livres. Algumas sugestões são: [https://commons.wikimedia.org/wiki/P%C3%A1gina_principal/ Wikimedia Commons], YouTube Library, [https://sound-effects.bbcrewind.co.uk/ BBC Sound Effects], [https://freesound.org/ Freesound], Facebook Sound Collection e [https://freesfx.co.uk/ freeSFX]. Para editar, recomendamos o software livre Audacity e o Reaper.
Depois de editado, o seu podcast está pronto para ser publicado na Wikimedia Commons, na categoria ''[[c:Category:Podcasts do curso Introdução ao Jornalismo Científico, módulo 6|Podcasts do curso Introdução ao Jornalismo Científico, módulo 6]]''.
<center>
[https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=Special:UploadWizard&descriptionlang=pt&categories=Podcasts_do_curso_Introdu%C3%A7%C3%A3o_ao_Jornalismo_Cient%C3%ADfico,_m%C3%B3dulo_6 '''Clique aqui para carregar o arquivo na categoria correta.''']
</center>
</div>
<!-- Não altere a informação acima desta linha -->
<!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha -->
Deixe aqui o link para o podcast carregado no Wikimedia Commons:
<!--
Ehttps://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=File%3APodcast_GeografiadoClima.webm&oldid=prev&diff=1223486789screva sua resposta acima desta linha-->
== Próximos passos ==
Após concluir a atividade, clique no botão abaixo para verificar todas as atividades concluídas do curso.
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[[Categoria:Introdução ao Jornalismo Científico/Atividade 6]]
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Utilizador:Clarissa Vitória
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Clarissa Vitória
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Mini Biografia
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text/x-wiki
Clarissa Vitória é graduanda em Fonoaudiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com interesse nas áreas de Linguagem e Audiologia. Sua trajetória acadêmica é marcada pelo interesse na comunicação humana, nos processos de linguagem, audição e desenvolvimento cognitivo, buscando compreender a relação entre ciência, escuta e cuidado. Tem afinidade com estudos voltados à neurociência, percepção auditiva, linguagem infantil e saúde coletiva, valorizando uma formação humanizada, crítica e comprometida com a promoção da saúde e da qualidade de vida. Além da vivência acadêmica, interessa-se por cultura, educação e formas de comunicação que aproximem conhecimento e sociedade.
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Clarissa Vitória
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[[Ajuda:SEA|←]] branqueio de página
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Mini biografia e contatos do usuário
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== Mini biografia ==
Clarissa Vitória é graduanda em Fonoaudiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com interesse nas áreas de Linguagem e Audiologia. Sua trajetória acadêmica é marcada pelo interesse na comunicação humana, nos processos de linguagem, audição e desenvolvimento cognitivo, buscando compreender a relação entre ciência, escuta e cuidado. Tem afinidade com estudos voltados à neurociência, percepção auditiva, linguagem infantil e saúde coletiva, valorizando uma formação humanizada, crítica e comprometida com a promoção da saúde e da qualidade de vida. Além da vivência acadêmica, interessa-se por cultura, educação e formas de comunicação que aproximem conhecimento e sociedade.
== Contatos ==
E-mail: clarissavitoria280506@gmail.com
Instragram: https://www.instagram.com/fonobyclavi?igsh=MWFqMThwZTlkajRpZA==
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Clarissa Vitória
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/* Mini biografia */
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== Mini biografia ==
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</gallery>Clarissa Vitória é graduanda em Fonoaudiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com interesse nas áreas de Linguagem e Audiologia. Sua trajetória acadêmica é marcada pelo interesse na comunicação humana, nos processos de linguagem, audição e desenvolvimento cognitivo, buscando compreender a relação entre ciência, escuta e cuidado. Tem afinidade com estudos voltados à neurociência, percepção auditiva, linguagem infantil e saúde coletiva, valorizando uma formação humanizada, crítica e comprometida com a promoção da saúde e da qualidade de vida. Além da vivência acadêmica, interessa-se por cultura, educação e formas de comunicação que aproximem conhecimento e sociedade.
[[Ficheiro:Clarissa.png|esquerda|miniaturadaimagem|306x306px|1º entro científico da PPGfon da UFRN]]
== Contatos ==
E-mail: clarissavitoria280506@gmail.com
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Clarissa Vitória
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== Mini biografia ==
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</gallery>Clarissa Vitória é graduanda em Fonoaudiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com interesse nas áreas de Linguagem e Audiologia. Sua trajetória acadêmica é marcada pelo interesse na comunicação humana, nos processos de linguagem, audição e desenvolvimento cognitivo, buscando compreender a relação entre ciência, escuta e cuidado. Tem afinidade com estudos voltados à neurociência, percepção auditiva, linguagem infantil e saúde coletiva, valorizando uma formação humanizada, crítica e comprometida com a promoção da saúde e da qualidade de vida. Além da vivência acadêmica, interessa-se por cultura, educação e formas de comunicação que aproximem conhecimento e sociedade.
[[Ficheiro:Clarissa.png|esquerda|miniaturadaimagem|306x306px|Clarissa, graduanda em fonoaudiologia]]
== Contatos ==
E-mail: clarissavitoria280506@gmail.com
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