Wikiversidade ptwikiversity https://pt.wikiversity.org/wiki/P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.13 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikiversidade Wikiversidade Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Evento Evento Discussão Utilizador:Revi C. 2 13247 184730 165055 2026-08-02T00:02:25Z Pathoschild 100 global user pages ([[m:Synchbot|requested by Revi C.]]) 184730 wikitext text/x-wiki __NOINDEX__<div class="mw-content-ltr" lang="en" dir="ltr">{{#babel:ko|en-3|pt-0}} [[File:Revi wikimedia image.jpg|thumb|center|middle|If you are here to talk about CommonsDelinker removing a deleted image, please [[:c:User talk:Revi C.|go here]].]] Hello! I am [[:m:User:Revi C.|revi]]. 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Vivemos em um mundo onde algoritmos modulam a visibilidade, orientam percepções e comportamentos, enquanto a captura de dados e da atenção se torna um recurso econômico explorado e controlado por plataformas. Este curso oferece uma proposta de formação crítica para compreender essas transformações. <!-- ============================================================ --> <!-- ESTRUTURA DO CURSO — PARTE I --> <!-- ============================================================ --> == Estrutura do curso == {| style="width:100%; border-collapse:collapse; margin-bottom:14px;" |- style="background:#3949ab; color:#ffffff;" | style="padding:14px 22px; font-weight:600;" | Parte I — Linguagem e Sociedade |- | style="background:#f8f9fa; padding:18px 22px;" | O mundo simbólico, representações sociais, interacionismo simbólico, espaço social, habitus e gosto segundo Bourdieu. * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte I/Linguagem e Sociedade|Linguagem e Sociedade]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte I/Princípios do Interacionismo Simbólico|Princípios do Interacionismo Simbólico]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte I/Espaço Social, habitus e gosto|Espaço Social, habitus e gosto]] |} <!-- ============================================================ --> <!-- PARTE II --> <!-- ============================================================ --> {| style="width:100%; border-collapse:collapse; margin-bottom:14px;" |- style="background:#ff6f00; color:#ffffff;" | style="padding:14px 22px; font-weight:600;" | Parte II — O Campo da Comunicação |- | style="background:#f8f9fa; padding:18px 22px;" | Gênese do campo, espaço de posições, discurso, illusio, poder simbólico e mercados linguísticos. * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte II/O Campo da Comunicação|O Campo da Comunicação]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte II/Mercados e Poder Simbólico|Mercados e Poder Simbólico]] |} <!-- ============================================================ --> <!-- PARTE III --> <!-- ============================================================ --> {| style="width:100%; border-collapse:collapse; margin-bottom:14px;" |- style="background:#2e7d32; color:#ffffff;" | style="padding:14px 22px; font-weight:600;" | Parte III — Modernidade e Vigilância |- | style="background:#f8f9fa; padding:18px 22px;" | Modernização reflexiva, sociedade de risco, necropolítica e regimes de vigilância panópticos e escópicos. * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/Modernidade|Modernidade]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/Sistemas de Vigilância|Sistemas de Vigilância]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/Sociedades disciplinares e Sociedades de Controle|Sociedades disciplinares e Sociedades de Controle]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/Modernidade II|Modernidade II]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/O flâneur - comunicação, cidade e cotidiano|O "flâneur": comunicação, cidade e cotidiano]] |} <!-- ============================================================ --> <!-- PARTE IV --> <!-- ============================================================ --> {| style="width:100%; border-collapse:collapse; margin-bottom:40px;" |- style="background:#c62828; color:#ffffff;" | style="padding:14px 22px; font-weight:600;" | Parte IV — Circuito de Cultura Digital |- | style="background:#f8f9fa; padding:18px 22px;" | Representação, identidade, produção e consumo no mundo digital; plataformas, algoritmos e dataficação. * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Circuito de Cultura|Circuito de Cultura]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Propriedades do Mundo Digital|Propriedades do Mundo Digital]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Plataformas e Cultura do Algoritmo|Plataformas e Cultura do Algoritmo]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Sociedade do Cansaço e a Economia da Atenção|Sociedade do Cansaço e a Economia da Atenção]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Dataficação, Aceleração e Desaparecimento dos Rituais|Dataficação, Aceleração e Desaparecimento dos Rituais]] |} <!-- ============================================================ --> <!-- PILARES PEDAGÓGICOS — 2×2 --> <!-- ============================================================ --> == Pilares pedagógicos == {| style="width:100%; border-collapse:separate; border-spacing:14px;" |- | style="width:50%; background:#e8eaf6; padding:28px 20px; text-align:center; vertical-align:top;" | <big><big>'''1'''</big></big> '''Teoria e Prática''' Avaliar a ideia de que "não há nada mais prático do que uma boa teoria" | style="width:50%; background:#fff3e0; padding:28px 20px; text-align:center; vertical-align:top;" | <big><big>'''2'''</big></big> '''Pensamento crítico''' Desenvolver o olhar analítico sobre processos de comunicação, educação, poder e mediação sociotécnica. |- | style="width:50%; background:#e8f5e9; padding:28px 20px; text-align:center; vertical-align:top;" | <big><big>'''3'''</big></big> '''Abertura colaborativa''' Produzir conhecimento em ambiente aberto, editável e coletivo, segundo os princípios da Wikiversidade. | style="width:50%; background:#fce4ec; padding:28px 20px; text-align:center; vertical-align:top;" | <big><big>'''4'''</big></big> '''Interdisciplinaridade''' Articular sociologia, educação, comunicação e cultura digital em um percurso integrado. |} <!-- ============================================================ --> <!-- COMO FUNCIONA A APRENDIZAGEM — 3 colunas --> <!-- ============================================================ --> == Como funciona a aprendizagem == {| style="width:100%; border-collapse:separate; border-spacing:14px;" |- | style="width:33%; background:#ffffff; border:1px solid #e0e0e0; padding:24px; vertical-align:top;" | <big>📖 '''Leituras orientadas'''</big> Cada unidade traz questões problematizadoras e textos introdutórios aos temas abordados. | style="width:33%; background:#ffffff; border:1px solid #e0e0e0; padding:24px; vertical-align:top;" | <big>✏️ '''Verbetes colaborativos'''</big> Os estudantes produzem e aprimoram verbetes na Wikipédia, conectando teoria e produção de conhecimento aberto. | style="width:33%; background:#ffffff; border:1px solid #e0e0e0; padding:24px; vertical-align:top;" | <big>🔄 '''Revisão coletiva'''</big> O material é continuamente avaliado e reformulado pela comunidade de estudantes e pesquisadores. |} <!-- ============================================================ --> <!-- RODAPÉ --> <!-- ============================================================ --> ---- <center> Curso oferecido na '''[https://pt.wikiversity.org Wikiversidade]''' · Conteúdo sob licença Creative Commons Desenvolvido no âmbito do '''PPGE-USCS''' · Grupo de Pesquisa '''TRAMAS'''/ Cásper Líbero </center> [[USCS Wikipedia Education Program]] [[Categoria:Casper Wikipedia Education Program]] m6emo4psmk80o6qwh6gzwm526echesb 184728 184727 2026-08-01T23:37:25Z Lgjunior 21602 184728 wikitext text/x-wiki __NOTOC__ __NOEDITSECTION__ <!-- ============================================================ --> <!-- POR QUE ESTE CURSO --> <!-- ============================================================ --> == Por que este curso? == A sociedade contemporânea é atravessada por processos que redefinem nossos relacionamentos e a nossa relação com a aprendizagem. Vivemos em um mundo onde algoritmos modulam a visibilidade, orientam percepções e comportamentos, enquanto a captura de dados e da atenção se torna um recurso econômico explorado e controlado por plataformas. Este curso oferece uma proposta de formação crítica para compreender essas transformações. <!-- ============================================================ --> <!-- ESTRUTURA DO CURSO — PARTE I --> <!-- ============================================================ --> == Estrutura do curso == {| style="width:100%; border-collapse:collapse; margin-bottom:14px;" |- style="background:#3949ab; color:#ffffff;" | style="padding:14px 22px; font-weight:600;" | Parte I — Linguagem e Sociedade |- | style="background:#f8f9fa; padding:18px 22px;" | O mundo simbólico, representações sociais, interacionismo simbólico, espaço social, habitus e gosto segundo Bourdieu. * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte I/Linguagem e Sociedade|Linguagem e Sociedade]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte I/Princípios do Interacionismo Simbólico|Princípios do Interacionismo Simbólico]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte I/Espaço Social, habitus e gosto|Espaço Social, habitus e gosto]] |} <!-- ============================================================ --> <!-- PARTE II --> <!-- ============================================================ --> {| style="width:100%; border-collapse:collapse; margin-bottom:14px;" |- style="background:#ff6f00; color:#ffffff;" | style="padding:14px 22px; font-weight:600;" | Parte II — O Campo da Comunicação |- | style="background:#f8f9fa; padding:18px 22px;" | Gênese do campo, espaço de posições, discurso, illusio, poder simbólico e mercados linguísticos. * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte II/O Campo da Comunicação|O Campo da Comunicação]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte II/Mercados e Poder Simbólico|Mercados e Poder Simbólico]] |} <!-- ============================================================ --> <!-- PARTE III --> <!-- ============================================================ --> {| style="width:100%; border-collapse:collapse; margin-bottom:14px;" |- style="background:#2e7d32; color:#ffffff;" | style="padding:14px 22px; font-weight:600;" | Parte III — Modernidade e Vigilância |- | style="background:#f8f9fa; padding:18px 22px;" | Modernização reflexiva, sociedade de risco, necropolítica e regimes de vigilância panópticos e escópicos. * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/Modernidade|Modernidade]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/Sistemas de Vigilância|Sistemas de Vigilância]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/Sociedades disciplinares e Sociedades de Controle|Sociedades disciplinares e Sociedades de Controle]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/Modernidade II|Modernidade II]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/O flâneur - comunicação, cidade e cotidiano|O "flâneur": comunicação, cidade e cotidiano]] |} <!-- ============================================================ --> <!-- PARTE IV --> <!-- ============================================================ --> {| style="width:100%; border-collapse:collapse; margin-bottom:40px;" |- style="background:#c62828; color:#ffffff;" | style="padding:14px 22px; font-weight:600;" | Parte IV — Circuito de Cultura Digital |- | style="background:#f8f9fa; padding:18px 22px;" | Representação, identidade, produção e consumo no mundo digital; plataformas, algoritmos e dataficação. * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Circuito de Cultura|Circuito de Cultura]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Propriedades do Mundo Digital|Propriedades do Mundo Digital]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Plataformas e Cultura do Algoritmo|Plataformas e Cultura do Algoritmo]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Sociedade do Cansaço e a Economia da Atenção|Sociedade do Cansaço e a Economia da Atenção]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Dataficação, Aceleração e Desaparecimento dos Rituais|Dataficação, Aceleração e Desaparecimento dos Rituais]] |} <!-- ============================================================ --> <!-- PILARES PEDAGÓGICOS — 2×2 --> <!-- ============================================================ --> == Pilares pedagógicos == {| style="width:100%; border-collapse:separate; border-spacing:14px;" |- | style="width:50%; background:#e8eaf6; padding:28px 20px; text-align:center; vertical-align:top;" | <big><big>'''1'''</big></big> '''Teoria e Prática''' Avaliar a ideia de que "não há nada mais prático do que uma boa teoria" | style="width:50%; background:#fff3e0; padding:28px 20px; text-align:center; vertical-align:top;" | <big><big>'''2'''</big></big> '''Pensamento crítico''' Desenvolver o olhar analítico sobre processos de comunicação, educação, poder e mediação sociotécnica. |- | style="width:50%; background:#e8f5e9; padding:28px 20px; text-align:center; vertical-align:top;" | <big><big>'''3'''</big></big> '''Abertura colaborativa''' Produzir conhecimento em ambiente aberto, editável e coletivo, segundo os princípios da Wikiversidade. | style="width:50%; background:#fce4ec; padding:28px 20px; text-align:center; vertical-align:top;" | <big><big>'''4'''</big></big> '''Interdisciplinaridade''' Articular sociologia, educação, comunicação e cultura digital em um percurso integrado. |} <!-- ============================================================ --> <!-- COMO FUNCIONA A APRENDIZAGEM — 3 colunas --> <!-- ============================================================ --> == Como funciona a aprendizagem == {| style="width:100%; border-collapse:separate; border-spacing:14px;" |- | style="width:33%; background:#ffffff; border:1px solid #e0e0e0; padding:24px; vertical-align:top;" | <big>📖 '''Leituras orientadas'''</big> Cada unidade traz questões problematizadoras e textos introdutórios aos temas abordados. | style="width:33%; background:#ffffff; border:1px solid #e0e0e0; padding:24px; vertical-align:top;" | <big>✏️ '''Verbetes colaborativos'''</big> Os estudantes produzem e aprimoram verbetes na Wikipédia, conectando teoria e produção de conhecimento aberto. | style="width:33%; background:#ffffff; border:1px solid #e0e0e0; padding:24px; vertical-align:top;" | <big>🔄 '''Revisão coletiva'''</big> O material é continuamente avaliado e reformulado pela comunidade de estudantes e pesquisadores. |} <!-- ============================================================ --> <!-- RODAPÉ --> <!-- ============================================================ --> ---- <center> Curso oferecido na '''[https://pt.wikiversity.org Wikiversidade]''' · Conteúdo sob licença Creative Commons Desenvolvido no âmbito do '''PPGE-USCS''' · Grupo de Pesquisa '''TRAMAS'''/ Cásper Líbero </center> [[USCS Wikipedia Education Program]] [[Categoria:Casper Wikipedia Education Program]] 741k4mbvqoihry4osljve1z16gw3y1w 184729 184728 2026-08-01T23:40:02Z Lgjunior 21602 divisão das aulas "Linguagem e Sociedade" 184729 wikitext text/x-wiki __NOTOC__ __NOEDITSECTION__ <!-- ============================================================ --> <!-- POR QUE ESTE CURSO --> <!-- ============================================================ --> == Por que este curso? == A sociedade contemporânea é atravessada por processos que redefinem nossos relacionamentos e a nossa relação com a aprendizagem. Vivemos em um mundo onde algoritmos modulam a visibilidade, orientam percepções e comportamentos, enquanto a captura de dados e da atenção se torna um recurso econômico explorado e controlado por plataformas. Este curso oferece uma proposta de formação crítica para compreender essas transformações. <!-- ============================================================ --> <!-- ESTRUTURA DO CURSO — PARTE I --> <!-- ============================================================ --> == Estrutura do curso == {| style="width:100%; border-collapse:collapse; margin-bottom:14px;" |- style="background:#3949ab; color:#ffffff;" | style="padding:14px 22px; font-weight:600;" | Parte I — Linguagem e Sociedade |- | style="background:#f8f9fa; padding:18px 22px;" | O mundo simbólico, representações sociais, interacionismo simbólico, espaço social, habitus e gosto segundo Bourdieu. * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte I/Linguagem e Sociedade I|Linguagem e Sociedade - I]] *[[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte I/Linguagem e Sociedade II|Linguagem e Sociedade - II]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte I/Princípios do Interacionismo Simbólico|Princípios do Interacionismo Simbólico]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte I/Espaço Social, habitus e gosto|Espaço Social, habitus e gosto]] |} <!-- ============================================================ --> <!-- PARTE II --> <!-- ============================================================ --> {| style="width:100%; border-collapse:collapse; margin-bottom:14px;" |- style="background:#ff6f00; color:#ffffff;" | style="padding:14px 22px; font-weight:600;" | Parte II — O Campo da Comunicação |- | style="background:#f8f9fa; padding:18px 22px;" | Gênese do campo, espaço de posições, discurso, illusio, poder simbólico e mercados linguísticos. * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte II/O Campo da Comunicação|O Campo da Comunicação]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte II/Mercados e Poder Simbólico|Mercados e Poder Simbólico]] |} <!-- ============================================================ --> <!-- PARTE III --> <!-- ============================================================ --> {| style="width:100%; border-collapse:collapse; margin-bottom:14px;" |- style="background:#2e7d32; color:#ffffff;" | style="padding:14px 22px; font-weight:600;" | Parte III — Modernidade e Vigilância |- | style="background:#f8f9fa; padding:18px 22px;" | Modernização reflexiva, sociedade de risco, necropolítica e regimes de vigilância panópticos e escópicos. * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/Modernidade|Modernidade]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/Sistemas de Vigilância|Sistemas de Vigilância]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/Sociedades disciplinares e Sociedades de Controle|Sociedades disciplinares e Sociedades de Controle]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/Modernidade II|Modernidade II]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/O flâneur - comunicação, cidade e cotidiano|O "flâneur": comunicação, cidade e cotidiano]] |} <!-- ============================================================ --> <!-- PARTE IV --> <!-- ============================================================ --> {| style="width:100%; border-collapse:collapse; margin-bottom:40px;" |- style="background:#c62828; color:#ffffff;" | style="padding:14px 22px; font-weight:600;" | Parte IV — Circuito de Cultura Digital |- | style="background:#f8f9fa; padding:18px 22px;" | Representação, identidade, produção e consumo no mundo digital; plataformas, algoritmos e dataficação. * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Circuito de Cultura|Circuito de Cultura]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Propriedades do Mundo Digital|Propriedades do Mundo Digital]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Plataformas e Cultura do Algoritmo|Plataformas e Cultura do Algoritmo]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Sociedade do Cansaço e a Economia da Atenção|Sociedade do Cansaço e a Economia da Atenção]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Dataficação, Aceleração e Desaparecimento dos Rituais|Dataficação, Aceleração e Desaparecimento dos Rituais]] |} <!-- ============================================================ --> <!-- PILARES PEDAGÓGICOS — 2×2 --> <!-- ============================================================ --> == Pilares pedagógicos == {| style="width:100%; border-collapse:separate; border-spacing:14px;" |- | style="width:50%; background:#e8eaf6; padding:28px 20px; text-align:center; vertical-align:top;" | <big><big>'''1'''</big></big> '''Teoria e Prática''' Avaliar a ideia de que "não há nada mais prático do que uma boa teoria" | style="width:50%; background:#fff3e0; padding:28px 20px; text-align:center; vertical-align:top;" | <big><big>'''2'''</big></big> '''Pensamento crítico''' Desenvolver o olhar analítico sobre processos de comunicação, educação, poder e mediação sociotécnica. |- | style="width:50%; background:#e8f5e9; padding:28px 20px; text-align:center; vertical-align:top;" | <big><big>'''3'''</big></big> '''Abertura colaborativa''' Produzir conhecimento em ambiente aberto, editável e coletivo, segundo os princípios da Wikiversidade. | style="width:50%; background:#fce4ec; padding:28px 20px; text-align:center; vertical-align:top;" | <big><big>'''4'''</big></big> '''Interdisciplinaridade''' Articular sociologia, educação, comunicação e cultura digital em um percurso integrado. |} <!-- ============================================================ --> <!-- COMO FUNCIONA A APRENDIZAGEM — 3 colunas --> <!-- ============================================================ --> == Como funciona a aprendizagem == {| style="width:100%; 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Vivemos em um mundo onde algoritmos modulam a visibilidade, orientam percepções e comportamentos, enquanto a captura de dados e da atenção se torna um recurso econômico explorado e controlado por plataformas. Este curso oferece uma proposta de formação crítica para compreender essas transformações. <!-- ============================================================ --> <!-- ESTRUTURA DO CURSO — PARTE I --> <!-- ============================================================ --> == Estrutura do curso == {| style="width:100%; border-collapse:collapse; margin-bottom:14px;" |- style="background:#3949ab; color:#ffffff;" | style="padding:14px 22px; font-weight:600;" | Parte I — Linguagem e Sociedade |- | style="background:#f8f9fa; padding:18px 22px;" | O mundo simbólico, representações sociais, interacionismo simbólico, espaço social, habitus e gosto segundo Bourdieu. * [[Sociologia,_Educação_e_Comunicação/Parte I/Linguagem e Sociedade I|Linguagem e Sociedade - I]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte I/Linguagem e Sociedade II|Linguagem e Sociedade - II]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte I/Princípios do Interacionismo Simbólico|Princípios do Interacionismo Simbólico]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte I/Espaço Social, habitus e gosto|Espaço Social, habitus e gosto]] |} <!-- ============================================================ --> <!-- PARTE II --> <!-- ============================================================ --> {| style="width:100%; border-collapse:collapse; margin-bottom:14px;" |- style="background:#ff6f00; color:#ffffff;" | style="padding:14px 22px; font-weight:600;" | Parte II — O Campo da Comunicação |- | style="background:#f8f9fa; padding:18px 22px;" | Gênese do campo, espaço de posições, discurso, illusio, poder simbólico e mercados linguísticos. * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte II/O Campo da Comunicação|O Campo da Comunicação]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte II/Mercados e Poder Simbólico|Mercados e Poder Simbólico]] |} <!-- ============================================================ --> <!-- PARTE III --> <!-- ============================================================ --> {| style="width:100%; border-collapse:collapse; margin-bottom:14px;" |- style="background:#2e7d32; color:#ffffff;" | style="padding:14px 22px; font-weight:600;" | Parte III — Modernidade e Vigilância |- | style="background:#f8f9fa; padding:18px 22px;" | Modernização reflexiva, sociedade de risco, necropolítica e regimes de vigilância panópticos e escópicos. * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/Modernidade|Modernidade]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/Sistemas de Vigilância|Sistemas de Vigilância]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/Sociedades disciplinares e Sociedades de Controle|Sociedades disciplinares e Sociedades de Controle]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/Modernidade II|Modernidade II]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/O flâneur - comunicação, cidade e cotidiano|O "flâneur": comunicação, cidade e cotidiano]] |} <!-- ============================================================ --> <!-- PARTE IV --> <!-- ============================================================ --> {| style="width:100%; border-collapse:collapse; margin-bottom:40px;" |- style="background:#c62828; color:#ffffff;" | style="padding:14px 22px; font-weight:600;" | Parte IV — Circuito de Cultura Digital |- | style="background:#f8f9fa; padding:18px 22px;" | Representação, identidade, produção e consumo no mundo digital; plataformas, algoritmos e dataficação. * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Circuito de Cultura|Circuito de Cultura]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Propriedades do Mundo Digital|Propriedades do Mundo Digital]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Plataformas e Cultura do Algoritmo|Plataformas e Cultura do Algoritmo]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Sociedade do Cansaço e a Economia da Atenção|Sociedade do Cansaço e a Economia da Atenção]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Dataficação, Aceleração e Desaparecimento dos Rituais|Dataficação, Aceleração e Desaparecimento dos Rituais]] |} <!-- ============================================================ --> <!-- PILARES PEDAGÓGICOS — 2×2 --> <!-- ============================================================ --> == Pilares pedagógicos == {| style="width:100%; border-collapse:separate; border-spacing:14px;" |- | style="width:50%; background:#e8eaf6; padding:28px 20px; text-align:center; vertical-align:top;" | <big><big>'''1'''</big></big> '''Teoria e Prática''' Avaliar a ideia de que "não há nada mais prático do que uma boa teoria" | style="width:50%; background:#fff3e0; padding:28px 20px; text-align:center; vertical-align:top;" | <big><big>'''2'''</big></big> '''Pensamento crítico''' Desenvolver o olhar analítico sobre processos de comunicação, educação, poder e mediação sociotécnica. |- | style="width:50%; background:#e8f5e9; padding:28px 20px; text-align:center; vertical-align:top;" | <big><big>'''3'''</big></big> '''Abertura colaborativa''' Produzir conhecimento em ambiente aberto, editável e coletivo, segundo os princípios da Wikiversidade. | style="width:50%; background:#fce4ec; padding:28px 20px; text-align:center; vertical-align:top;" | <big><big>'''4'''</big></big> '''Interdisciplinaridade''' Articular sociologia, educação, comunicação e cultura digital em um percurso integrado. |} <!-- ============================================================ --> <!-- COMO FUNCIONA A APRENDIZAGEM — 3 colunas --> <!-- ============================================================ --> == Como funciona a aprendizagem == {| style="width:100%; border-collapse:separate; border-spacing:14px;" |- | style="width:33%; background:#ffffff; border:1px solid #e0e0e0; padding:24px; vertical-align:top;" | <big>📖 '''Leituras orientadas'''</big> Cada unidade traz questões problematizadoras e textos introdutórios aos temas abordados. | style="width:33%; background:#ffffff; border:1px solid #e0e0e0; padding:24px; vertical-align:top;" | <big>✏️ '''Verbetes colaborativos'''</big> Os estudantes produzem e aprimoram verbetes na Wikipédia, conectando teoria e produção de conhecimento aberto. | style="width:33%; background:#ffffff; border:1px solid #e0e0e0; padding:24px; vertical-align:top;" | <big>🔄 '''Revisão coletiva'''</big> O material é continuamente avaliado e reformulado pela comunidade de estudantes e pesquisadores. |} <!-- ============================================================ --> <!-- RODAPÉ --> <!-- ============================================================ --> ---- <center> Curso oferecido na '''[https://pt.wikiversity.org Wikiversidade]''' · Conteúdo sob licença Creative Commons Desenvolvido no âmbito do '''PPGE-USCS''' · Grupo de Pesquisa '''TRAMAS'''/ Cásper Líbero </center> [[USCS Wikipedia Education Program]] [[Categoria:Casper Wikipedia Education Program]] gi1rt99630vocia4bubnb2rhsb0ri0c 184735 184732 2026-08-02T00:49:16Z Lgjunior 21602 184735 wikitext text/x-wiki __NOTOC__ __NOEDITSECTION__ <!-- ============================================================ --> <!-- POR QUE ESTE CURSO --> <!-- ============================================================ --> == Por que este curso? == A sociedade contemporânea é atravessada por processos que redefinem nossos relacionamentos e a nossa relação com a aprendizagem. Vivemos em um mundo onde algoritmos modulam a visibilidade, orientam percepções e comportamentos, enquanto a captura de dados e da atenção se torna um recurso econômico explorado e controlado por plataformas. Este curso oferece uma proposta de formação crítica para compreender essas transformações. <!-- ============================================================ --> <!-- ESTRUTURA DO CURSO — PARTE I --> <!-- ============================================================ --> == Estrutura do curso == {| style="width:100%; border-collapse:collapse; margin-bottom:14px;" |- style="background:#3949ab; color:#ffffff;" | style="padding:14px 22px; font-weight:600;" | Parte I — Linguagem e Sociedade |- | style="background:#f8f9fa; padding:18px 22px;" | O mundo simbólico, representações sociais, interacionismo simbólico, espaço social, habitus e gosto segundo Bourdieu. * [[Sociologia,_Educação_e_Comunicação/Parte I/Linguagem e Sociedade I|Linguagem e Sociedade - I]] * [[Sociologia, Educação e Comunicação/Parte I/Linguagem e Sociedade II|Linguagem e Sociedade - II]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte I/Princípios do Interacionismo Simbólico|Princípios do Interacionismo Simbólico]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte I/Espaço Social, habitus e gosto|Espaço Social, habitus e gosto]] |} <!-- ============================================================ --> <!-- PARTE II --> <!-- ============================================================ --> {| style="width:100%; border-collapse:collapse; margin-bottom:14px;" |- style="background:#ff6f00; color:#ffffff;" | style="padding:14px 22px; font-weight:600;" | Parte II — O Campo da Comunicação |- | style="background:#f8f9fa; padding:18px 22px;" | Gênese do campo, espaço de posições, discurso, illusio, poder simbólico e mercados linguísticos. * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte II/O Campo da Comunicação|O Campo da Comunicação]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte II/Mercados e Poder Simbólico|Mercados e Poder Simbólico]] |} <!-- ============================================================ --> <!-- PARTE III --> <!-- ============================================================ --> {| style="width:100%; border-collapse:collapse; margin-bottom:14px;" |- style="background:#2e7d32; color:#ffffff;" | style="padding:14px 22px; font-weight:600;" | Parte III — Modernidade e Vigilância |- | style="background:#f8f9fa; padding:18px 22px;" | Modernização reflexiva, sociedade de risco, necropolítica e regimes de vigilância panópticos e escópicos. * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/Modernidade|Modernidade]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/Sistemas de Vigilância|Sistemas de Vigilância]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/Sociedades disciplinares e Sociedades de Controle|Sociedades disciplinares e Sociedades de Controle]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/Modernidade II|Modernidade II]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/O flâneur - comunicação, cidade e cotidiano|O "flâneur": comunicação, cidade e cotidiano]] |} <!-- ============================================================ --> <!-- PARTE IV --> <!-- ============================================================ --> {| style="width:100%; border-collapse:collapse; margin-bottom:40px;" |- style="background:#c62828; color:#ffffff;" | style="padding:14px 22px; font-weight:600;" | Parte IV — Circuito de Cultura Digital |- | style="background:#f8f9fa; padding:18px 22px;" | Representação, identidade, produção e consumo no mundo digital; plataformas, algoritmos e dataficação. * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Circuito de Cultura|Circuito de Cultura]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Propriedades do Mundo Digital|Propriedades do Mundo Digital]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Plataformas e Cultura do Algoritmo|Plataformas e Cultura do Algoritmo]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Sociedade do Cansaço e a Economia da Atenção|Sociedade do Cansaço e a Economia da Atenção]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Dataficação, Aceleração e Desaparecimento dos Rituais|Dataficação, Aceleração e Desaparecimento dos Rituais]] |} <!-- ============================================================ --> <!-- PILARES PEDAGÓGICOS — 2×2 --> <!-- ============================================================ --> == Pilares pedagógicos == {| style="width:100%; border-collapse:separate; border-spacing:14px;" |- | style="width:50%; background:#e8eaf6; padding:28px 20px; text-align:center; vertical-align:top;" | <big><big>'''1'''</big></big> '''Teoria e Prática''' Avaliar a ideia de que "não há nada mais prático do que uma boa teoria" | style="width:50%; background:#fff3e0; padding:28px 20px; text-align:center; vertical-align:top;" | <big><big>'''2'''</big></big> '''Pensamento crítico''' Desenvolver o olhar analítico sobre processos de comunicação, educação, poder e mediação sociotécnica. |- | style="width:50%; background:#e8f5e9; padding:28px 20px; text-align:center; vertical-align:top;" | <big><big>'''3'''</big></big> '''Abertura colaborativa''' Produzir conhecimento em ambiente aberto, editável e coletivo, segundo os princípios da Wikiversidade. | style="width:50%; background:#fce4ec; padding:28px 20px; text-align:center; vertical-align:top;" | <big><big>'''4'''</big></big> '''Interdisciplinaridade''' Articular sociologia, educação, comunicação e cultura digital em um percurso integrado. |} <!-- ============================================================ --> <!-- COMO FUNCIONA A APRENDIZAGEM — 3 colunas --> <!-- ============================================================ --> == Como funciona a aprendizagem == {| style="width:100%; border-collapse:separate; border-spacing:14px;" |- | style="width:33%; background:#ffffff; border:1px solid #e0e0e0; padding:24px; vertical-align:top;" | <big>📖 '''Leituras orientadas'''</big> Cada unidade traz questões problematizadoras e textos introdutórios aos temas abordados. | style="width:33%; background:#ffffff; border:1px solid #e0e0e0; padding:24px; vertical-align:top;" | <big>✏️ '''Verbetes colaborativos'''</big> Os estudantes produzem e aprimoram verbetes na Wikipédia, conectando teoria e produção de conhecimento aberto. | style="width:33%; background:#ffffff; border:1px solid #e0e0e0; padding:24px; vertical-align:top;" | <big>🔄 '''Revisão coletiva'''</big> O material é continuamente avaliado e reformulado pela comunidade de estudantes e pesquisadores. |} <!-- ============================================================ --> <!-- RODAPÉ --> <!-- ============================================================ --> ---- <center> Curso oferecido na '''[https://pt.wikiversity.org Wikiversidade]''' · Conteúdo sob licença Creative Commons Desenvolvido no âmbito do '''PPGE-USCS''' · Grupo de Pesquisa '''TRAMAS'''/ Cásper Líbero </center> [[USCS Wikipedia Education Program]] [[Categoria:Casper Wikipedia Education Program]] 35lma5hw8k85bowh56kww8oce1udvxo 184744 184735 2026-08-02T01:35:27Z Lgjunior 21602 inclusão de categorias 184744 wikitext text/x-wiki __NOTOC__ __NOEDITSECTION__ <!-- ============================================================ --> <!-- POR QUE ESTE CURSO --> <!-- ============================================================ --> == Por que este curso? == A sociedade contemporânea é atravessada por processos que redefinem nossos relacionamentos e a nossa relação com a aprendizagem. Vivemos em um mundo onde algoritmos modulam a visibilidade, orientam percepções e comportamentos, enquanto a captura de dados e da atenção se torna um recurso econômico explorado e controlado por plataformas. Este curso oferece uma proposta de formação crítica para compreender essas transformações. <!-- ============================================================ --> <!-- ESTRUTURA DO CURSO — PARTE I --> <!-- ============================================================ --> == Estrutura do curso == {| style="width:100%; border-collapse:collapse; margin-bottom:14px;" |- style="background:#3949ab; color:#ffffff;" | style="padding:14px 22px; font-weight:600;" | Parte I — Linguagem e Sociedade |- | style="background:#f8f9fa; padding:18px 22px;" | O mundo simbólico, representações sociais, interacionismo simbólico, espaço social, habitus e gosto segundo Bourdieu. * [[Sociologia,_Educação_e_Comunicação/Parte I/Linguagem e Sociedade I|Linguagem e Sociedade - I]] * [[Sociologia, Educação e Comunicação/Parte I/Linguagem e Sociedade II|Linguagem e Sociedade - II]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte I/Princípios do Interacionismo Simbólico|Princípios do Interacionismo Simbólico]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte I/Espaço Social, habitus e gosto|Espaço Social, habitus e gosto]] |} <!-- ============================================================ --> <!-- PARTE II --> <!-- ============================================================ --> {| style="width:100%; border-collapse:collapse; margin-bottom:14px;" |- style="background:#ff6f00; color:#ffffff;" | style="padding:14px 22px; font-weight:600;" | Parte II — O Campo da Comunicação |- | style="background:#f8f9fa; padding:18px 22px;" | Gênese do campo, espaço de posições, discurso, illusio, poder simbólico e mercados linguísticos. * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte II/O Campo da Comunicação|O Campo da Comunicação]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte II/Mercados e Poder Simbólico|Mercados e Poder Simbólico]] |} <!-- ============================================================ --> <!-- PARTE III --> <!-- ============================================================ --> {| style="width:100%; border-collapse:collapse; margin-bottom:14px;" |- style="background:#2e7d32; color:#ffffff;" | style="padding:14px 22px; font-weight:600;" | Parte III — Modernidade e Vigilância |- | style="background:#f8f9fa; padding:18px 22px;" | Modernização reflexiva, sociedade de risco, necropolítica e regimes de vigilância panópticos e escópicos. * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/Modernidade|Modernidade]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/Sistemas de Vigilância|Sistemas de Vigilância]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/Sociedades disciplinares e Sociedades de Controle|Sociedades disciplinares e Sociedades de Controle]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/Modernidade II|Modernidade II]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte III/O flâneur - comunicação, cidade e cotidiano|O "flâneur": comunicação, cidade e cotidiano]] |} <!-- ============================================================ --> <!-- PARTE IV --> <!-- ============================================================ --> {| style="width:100%; border-collapse:collapse; margin-bottom:40px;" |- style="background:#c62828; color:#ffffff;" | style="padding:14px 22px; font-weight:600;" | Parte IV — Circuito de Cultura Digital |- | style="background:#f8f9fa; padding:18px 22px;" | Representação, identidade, produção e consumo no mundo digital; plataformas, algoritmos e dataficação. * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Circuito de Cultura|Circuito de Cultura]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Propriedades do Mundo Digital|Propriedades do Mundo Digital]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Plataformas e Cultura do Algoritmo|Plataformas e Cultura do Algoritmo]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Sociedade do Cansaço e a Economia da Atenção|Sociedade do Cansaço e a Economia da Atenção]] * [[Sociologia e Comunicação Cásper/Parte IV/Dataficação, Aceleração e Desaparecimento dos Rituais|Dataficação, Aceleração e Desaparecimento dos Rituais]] |} <!-- ============================================================ --> <!-- PILARES PEDAGÓGICOS — 2×2 --> <!-- ============================================================ --> == Pilares pedagógicos == {| style="width:100%; border-collapse:separate; border-spacing:14px;" |- | style="width:50%; background:#e8eaf6; padding:28px 20px; text-align:center; vertical-align:top;" | <big><big>'''1'''</big></big> '''Teoria e Prática''' Avaliar a ideia de que "não há nada mais prático do que uma boa teoria" | style="width:50%; background:#fff3e0; padding:28px 20px; text-align:center; vertical-align:top;" | <big><big>'''2'''</big></big> '''Pensamento crítico''' Desenvolver o olhar analítico sobre processos de comunicação, educação, poder e mediação sociotécnica. |- | style="width:50%; background:#e8f5e9; padding:28px 20px; text-align:center; vertical-align:top;" | <big><big>'''3'''</big></big> '''Abertura colaborativa''' Produzir conhecimento em ambiente aberto, editável e coletivo, segundo os princípios da Wikiversidade. | style="width:50%; background:#fce4ec; padding:28px 20px; text-align:center; vertical-align:top;" | <big><big>'''4'''</big></big> '''Interdisciplinaridade''' Articular sociologia, educação, comunicação e cultura digital em um percurso integrado. |} <!-- ============================================================ --> <!-- COMO FUNCIONA A APRENDIZAGEM — 3 colunas --> <!-- ============================================================ --> == Como funciona a aprendizagem == {| style="width:100%; border-collapse:separate; border-spacing:14px;" |- | style="width:33%; background:#ffffff; border:1px solid #e0e0e0; padding:24px; vertical-align:top;" | <big>📖 '''Leituras orientadas'''</big> Cada unidade traz questões problematizadoras e textos introdutórios aos temas abordados. | style="width:33%; background:#ffffff; border:1px solid #e0e0e0; padding:24px; vertical-align:top;" | <big>✏️ '''Verbetes colaborativos'''</big> Os estudantes produzem e aprimoram verbetes na Wikipédia, conectando teoria e produção de conhecimento aberto. | style="width:33%; background:#ffffff; border:1px solid #e0e0e0; padding:24px; vertical-align:top;" | <big>🔄 '''Revisão coletiva'''</big> O material é continuamente avaliado e reformulado pela comunidade de estudantes e pesquisadores. |} <!-- ============================================================ --> <!-- RODAPÉ --> <!-- ============================================================ --> ---- <center> Curso oferecido na '''[https://pt.wikiversity.org Wikiversidade]''' · Conteúdo sob licença Creative Commons Desenvolvido no âmbito do '''PPGE-USCS''' · Grupo de Pesquisa '''TRAMAS'''/ Cásper Líbero </center> [[Categoria:Casper Wikipedia Education Program]] [[Categoria:USCS Wikipedia Education Program]] sqhvwqv8b7o2n5lk3iw8msrr70ih4m9 Sociologia e Comunicação Cásper/Parte I/Linguagem e Sociedade I 0 33897 184731 2026-08-02T00:25:36Z Lgjunior 21602 Experimento com metodologia ativa. 184731 wikitext text/x-wiki __TOC__ == Sobre o que vamos conversar nesta aula == Ao final desta aula, espero que você seja capaz de: * reconhecer o que significa olhar sociologicamente para um fenômeno social; * avaliar a complexidade da relação entre natureza e cultura para os seres humanos; * explicar por que a linguagem não apenas comunica, mas produz um modo de ver o mundo; * compreender a relação entre linguagem e memória, individual e coletiva; * reconhecer como as tecnologias reorganizam — sem simplesmente substituir — as formas de comunicar e lembrar. == Provocação inicial == Pense em uma música, poema, filme, animação etc. que, quando você viu-ouviu pela primeira vez, parecia vir de um mundo que não era o seu — de outra geração, de outro grupo, de uma cena que você não vivia. Hoje, de algum jeito, essa música é sua. O que aconteceu nesse percurso? Pense na trilha sonora de um filme ou série que marcou você, em algo que tocava no carro da família, ou em uma música que um grupo de amigos apresentou e que hoje faz parte do seu repertório. Antes de continuar a leitura, faça sua escolha. Não é preciso escrever nada ainda — apenas guardá-la na cabeça. Ela vai atravessar esta aula inteira. Minha música seria: Fim de semana - Premeditando o Breque == Perguntas que vão orientar esta investigação == * Por que a mesma música pode significar coisas tão diferentes para quem a criou e para quem, anos depois, se apropriou dela? * Nós nascemos humanos ou nos tornamos humanos? * O que significa "olhar sociologicamente" para algo? * Qual é o papel da linguagem na produção de sentido para o mundo? Qual é língua do seu pensamento? É possível pensar diferente com línguas diferentes? * Como a memória participa da vida social? * De que forma as tecnologias mudam nossas formas de comunicar e lembrar? ---- === 🔷 Bloco 1 — O olhar sociológico === '''Pergunta-guia:''' Se a música é sempre a mesma, por que as interpretações sobre ela não são? [Provocação] Pense na sua música outra vez. Ela provavelmente significa algo diferente para quem a compôs, para quem a ouviu pela primeira vez na época de lançamento, e para você, hoje. Quem está certo sobre o que ela "realmente" significa? [Conceituação] A pergunta parece simples, mas esconde uma armadilha: supõe que exista um significado único e correto, à espera de ser descoberto. A Sociologia parte de outro lugar. Entre um fato e aquilo que compreendemos sobre ele, existe sempre um processo social de construção de sentido — e esse processo não é neutro nem automático. Nesse sentido, olhar sociologicamente não é estudar "assuntos sociológicos" (política, desigualdade, violência). É observar qualquer fenômeno perguntando: como isso foi produzido? Por que parece natural? Sempre foi assim? Quem participa dessa construção? Essas perguntas produzem o que as Ciências Sociais chamam de '''estranhamento''' — não rejeição da realidade, mas suspensão temporária das certezas sobre ela. '''Exemplo''' Vamos imaginar uma empresa lançando uma campanha. Em horas, uma parte do público diz que ela representa diversidade; outra parte diz que é apenas marketing; uma terceira parte a considera ofensiva. A empresa emite nota dizendo que "nunca foi essa a intenção" causar constrangimento. Nenhum desses grupos está simplesmente errado — cada um está aplicando um quadro de referência diferente para interpretar os mesmos elementos. '''Parágrafo de articulação:''' o mesmo mecanismo que faz três públicos discordarem sobre uma campanha é o que faz sua música soar "de outro mundo" na primeira escuta e "sua" hoje. Ela vai ser sempre a mesma. O que muda é o repertório que você traz para interpretá-la — e é exatamente esse repertório que a Sociologia investiga. O primeiro cuidado da sociologia é entender que nem sempre as coisas não são o que aparentam ser '''Leitura de aprofundamento:''' BERGER, Peter L. ''Convite à Sociologia: uma perspectiva humanística'' ---- === 🔷 Bloco 2 — Natureza e cultura === '''Pergunta-guia:''' O que, na sua relação com essa música, é aprendido — e o que seria "natural"? [Provocação] Um recém-nascido não reconhece uma música como "sua" ou "de outro mundo". Essa distinção não vem com o seu corpo. De onde vem, então? [Conceituação] Nascemos organismos biológicos, mas nos tornamos sujeitos sociais. A natureza oferece as condições biológicas da existência; a cultura organiza as formas pelas quais essa existência ganha significado. Aprendemos uma língua, valores, costumes, formas de interpretar símbolos — nada disso é dado geneticamente. É justamente por isso que uma mesma música pode ser ouvida como estranha por um grupo etário e como identitária por outro: os dois grupos aprenderam repertórios culturais diferentes para escutá-la. '''Exemplo''' (caso de Publicidade): uma marca usa determinada cor, som ou personagem pressupondo que o público reconheça aquele código. Uma criança pequena não reconhece o logotipo de uma marca como "representando uma empresa" — esse significado foi aprendido, não nasceu com ela. '''Parágrafo de articulação:''' a apropriação da sua música por você — ou por sua geração — é um caso concreto dessa relação natureza/cultura: um objeto sonoro (dado material) recebeu, socialmente, um significado que não estava nele desde sempre. Portanto, o homem é um animal amarrado a teias de significados que ele mesmo teceu. — Clifford Geertz, ''A interpretação das culturas'' '' '''Leitura de aprofundamento:''' GEERTZ, Clifford. ''A interpretação das culturas''. ---- === 🔶 Bloco 3 — Linguagem como sistema simbólico === '''Pergunta-guia:''' Uma música tem muitas formas de "dizer" algo. Como isso é possível? [Provocação] Pense num trecho da sua música — pode ser a letra, pode ser só a melodia ou o timbre de um instrumento. O que ele "significa" para você não está escrito em lugar nenhum. De onde vem esse sentido? [Conceituação] A linguagem não se resume a palavras. É o principal sistema simbólico pelo qual organizamos a experiência — inclui imagens, sons, gestos, silêncios, enquadramentos. Vivemos dentro de um universo simbólico, não apenas cercados por ele. Um símbolo (uma cor, um acorde, um coração vermelho) não tem significado por si mesmo; seu significado é produzido socialmente e sustentado porque é compartilhado. '''Exemplo''' (caso de Publicidade e Propaganda): uma campanha mobiliza muito mais do que frases — cores, sons, enquadramento, silêncio. Todos esses elementos participam da construção do significado, e é por isso que comunicar nunca é apenas transmitir informação: é produzir interpretação. '''Parágrafo de articulação:''' se sua música carrega um mundo, é porque ela mobiliza um sistema simbólico compartilhado por quem a criou — e você, ao se apropriar dela, está aprendendo a operar (ainda que parcialmente) esse mesmo sistema. '''Leitura de aprofundamento:''' CASSIRER, Ernst. ''Ensaio sobre o homem: introdução a uma filosofia da cultura humana''. [edição a confirmar] — categoria 🔶, leitura integral recomendada. ---- === 🔶 Bloco 4 — Linguagem e memória === '''Pergunta-guia:''' Por que essa música te faz lembrar de coisas que você nem viveu diretamente? [Provocação] Se a música veio de outra época ou de outro grupo, é provável que ela carregue lembranças que não são exatamente suas — lembranças de quem a viveu antes de você. Como isso é possível, se memória é, supostamente, individual? [Conceituação] Nossa memória individual depende sempre de uma memória compartilhada. Lembramos porque pertencemos a grupos — famílias, gerações, comunidades de escuta. A memória, portanto, é um patrimônio coletivo, disputado e reorganizado o tempo todo. '''Exemplo''' (caso de Relações Públicas): quando uma organização enfrenta uma crise de imagem, ela não disputa apenas interpretações sobre o presente — disputa memórias. Cada posicionamento tenta reorganizar o que diferentes públicos vão lembrar daquele acontecimento no futuro. '''Parágrafo de articulação:''' assim como uma organização disputa a memória de um acontecimento, sua geração — ao se apropriar de uma música de outro tempo — está participando de uma disputa semelhante: decidindo o que daquele passado permanece vivo e com que sentido. É na sociedade que o homem normalmente adquire suas lembranças. — Maurice Halbwachs, ''A memória coletiva'' '' '''Leitura de aprofundamento:''' HALBWACHS, Maurice. ''A memória coletiva''. ---- === 🔹 Bloco 5 — Mediações e tecnologias === '''Pergunta-guia:''' Como você chegou até essa música — e isso muda o que ela significa? [Provocação] Você ouviu essa música pela primeira vez através de qual meio? Rádio, indicação de alguém, algoritmo de plataforma de streaming? Isso importa para o que ela significa hoje? [Conceituação] Cada tecnologia de mediação — oralidade, escrita, rádio, plataformas digitais — não elimina simplesmente a anterior; reorganiza como linguagem, memória e interação coexistem. Hoje, parte significativa da memória circula em sistemas que classificam, relacionam e recomendam conteúdo. Isso muda a forma como encontramos — e reencontramos — aquilo que nos constitui. '''Exemplo''' (caso de Comunicação Digital): um algoritmo de recomendação pode reapresentar, a uma nova geração, uma música de décadas atrás, deslocando-a do contexto original e produzindo novas apropriações — que é exatamente o fenômeno de que esta aula parte. '''Parágrafo de articulação:''' o próprio fato de você ter uma música "de outro mundo" hoje disponível para apropriação é, em grande parte, efeito dessas mediações tecnológicas — elas não guardam apenas o objeto, elas o recolocam em circulação. '''Leitura de aprofundamento:''' CANDAU, Joël. ''Memória e identidade''. São Paulo: Contexto, 2021, ---- == Síntese da aula == Voltamos à pergunta inicial: por que a mesma música significa coisas diferentes para pessoas diferentes? Porque significado não é uma propriedade do objeto — é produzido socialmente, a partir de um repertório aprendido (natureza/cultura), sustentado por um sistema simbólico compartilhado (linguagem), transmitido e disputado coletivamente (memória) e recolocado em circulação por diferentes mediações (tecnologias). A mesma estrutura que explica sua relação com essa música explica por que uma campanha publicitária ou um posicionamento institucional produz interpretações divergentes: comunicar nunca é apenas transmitir, é sempre também construir sentido dentro de uma rede de relações sociais. == Conceitos fundamentais == Olhar sociológico · Estranhamento · Natureza e cultura · Linguagem · Símbolo · Universo simbólico · Memória individual · Memória coletiva · Mediação · Tecnologias da comunicação == Exercícios == '''Registro 1 — Reconhecimento:''' associe cada conceito à definição correspondente (tabela de correspondência, a ser detalhada em formato de quiz na publicação final). '''Registro 2 — Aplicação:''' escolha uma campanha publicitária ou ação de comunicação organizacional real que você conhece e que gerou interpretações diferentes entre públicos distintos. Explique, usando pelo menos quatro conceitos desta aula, por que essas interpretações não foram as mesmas. '''Registro 3 — Metacognição:''' o que você percebe hoje, sobre a música que escolheu no início da aula, que não teria percebido antes desta leitura? (resposta de 5 a 8 linhas — conecte obrigatoriamente com uma situação que você vai registrar no Diário de Campo). hf97duko52yz235ecdd91jedu1uf11t Sociologia, Educação e Comunicação/Parte I/Linguagem e Sociedade I 0 33898 184733 2026-08-02T00:30:55Z Lgjunior 21602 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: __TOC__ == Sobre o que vamos conversar nesta aula == Ao final desta aula, espero que você seja capaz de: * reconhecer o que significa olhar sociologicamente para um fenômeno social; * avaliar a complexidade da relação entre natureza e cultura para os seres humanos; * explicar por que a linguagem não apenas comunica, mas produz um modo de ver o mundo; * compreender a relação entre linguagem e memória, individual e coletiva; * reconhecer como as tecn... 184733 wikitext text/x-wiki __TOC__ == Sobre o que vamos conversar nesta aula == Ao final desta aula, espero que você seja capaz de: * reconhecer o que significa olhar sociologicamente para um fenômeno social; * avaliar a complexidade da relação entre natureza e cultura para os seres humanos; * explicar por que a linguagem não apenas comunica, mas produz um modo de ver o mundo; * compreender a relação entre linguagem e memória, individual e coletiva; * reconhecer como as tecnologias reorganizam — sem simplesmente substituir — as formas de comunicar e lembrar. == Provocação inicial == Pense em uma música, poema, filme, animação etc. que, quando você viu-ouviu pela primeira vez, parecia vir de um mundo que não era o seu — de outra geração, de outro grupo, de uma cena que você não vivia. Hoje, de algum jeito, essa música é sua. O que aconteceu nesse percurso? Pense na trilha sonora de um filme ou série que marcou você, em algo que tocava no carro da família, ou em uma música que um grupo de amigos apresentou e que hoje faz parte do seu repertório. Antes de continuar a leitura, faça sua escolha. Não é preciso escrever nada ainda — apenas guardá-la na cabeça. Ela vai atravessar esta aula inteira. Minha música seria: Fim de semana - Premeditando o Breque == Perguntas que vão orientar esta investigação == * Por que a mesma música pode significar coisas tão diferentes para quem a criou e para quem, anos depois, se apropriou dela? * Nós nascemos humanos ou nos tornamos humanos? * O que significa "olhar sociologicamente" para algo? * Qual é o papel da linguagem na produção de sentido para o mundo? Qual é língua do seu pensamento? É possível pensar diferente com línguas diferentes? * Como a memória participa da vida social? * De que forma as tecnologias mudam nossas formas de comunicar e lembrar? ---- === Bloco 1 — O olhar sociológico === '''Pergunta-guia:''' Se a música é sempre a mesma, por que as interpretações sobre ela não são? [Provocação] Pense na sua música outra vez. Ela provavelmente significa algo diferente para quem a compôs, para quem a ouviu pela primeira vez na época de lançamento, e para você, hoje. Quem está certo sobre o que ela "realmente" significa? [Conceituação] A pergunta parece simples, mas esconde uma armadilha: supõe que exista um significado único e correto, à espera de ser descoberto. A Sociologia parte de outro lugar. Entre um fato e aquilo que compreendemos sobre ele, existe sempre um processo social de construção de sentido — e esse processo não é neutro nem automático. Nesse sentido, olhar sociologicamente não é estudar "assuntos sociológicos" (política, desigualdade, violência). É observar qualquer fenômeno perguntando: como isso foi produzido? Por que parece natural? Sempre foi assim? Quem participa dessa construção? Essas perguntas produzem o que as Ciências Sociais chamam de '''estranhamento''' — não rejeição da realidade, mas suspensão temporária das certezas sobre ela. '''Exemplo''' Vamos imaginar uma empresa lançando uma campanha. Em horas, uma parte do público diz que ela representa diversidade; outra parte diz que é apenas marketing; uma terceira parte a considera ofensiva. A empresa emite nota dizendo que "nunca foi essa a intenção" causar constrangimento. Nenhum desses grupos está simplesmente errado — cada um está aplicando um quadro de referência diferente para interpretar os mesmos elementos. '''Parágrafo de articulação:''' o mesmo mecanismo que faz três públicos discordarem sobre uma campanha é o que faz sua música soar "de outro mundo" na primeira escuta e "sua" hoje. Ela vai ser sempre a mesma. O que muda é o repertório que você traz para interpretá-la — e é exatamente esse repertório que a Sociologia investiga. O primeiro cuidado da sociologia é entender que nem sempre as coisas não são o que aparentam ser '''Leitura de aprofundamento:''' BERGER, Peter L. ''Convite à Sociologia: uma perspectiva humanística'' ---- === Bloco 2 — Natureza e cultura === '''Pergunta-guia:''' O que, na sua relação com essa música, é aprendido — e o que seria "natural"? [Provocação] Um recém-nascido não reconhece uma música como "sua" ou "de outro mundo". Essa distinção não vem com o seu corpo. De onde vem, então? [Conceituação] Nascemos organismos biológicos, mas nos tornamos sujeitos sociais. A natureza oferece as condições biológicas da existência; a cultura organiza as formas pelas quais essa existência ganha significado. Aprendemos uma língua, valores, costumes, formas de interpretar símbolos — nada disso é dado geneticamente. É justamente por isso que uma mesma música pode ser ouvida como estranha por um grupo etário e como identitária por outro: os dois grupos aprenderam repertórios culturais diferentes para escutá-la. '''Exemplo''' (caso de Publicidade): uma marca usa determinada cor, som ou personagem pressupondo que o público reconheça aquele código. Uma criança pequena não reconhece o logotipo de uma marca como "representando uma empresa" — esse significado foi aprendido, não nasceu com ela. '''Parágrafo de articulação:''' a apropriação da sua música por você — ou por sua geração — é um caso concreto dessa relação natureza/cultura: um objeto sonoro (dado material) recebeu, socialmente, um significado que não estava nele desde sempre. Portanto, o homem é um animal amarrado a teias de significados que ele mesmo teceu. — Clifford Geertz, ''A interpretação das culturas'' '' '''Leitura de aprofundamento:''' GEERTZ, Clifford. ''A interpretação das culturas''. ---- === Bloco 3 — Linguagem como sistema simbólico === '''Pergunta-guia:''' Uma música tem muitas formas de "dizer" algo. Como isso é possível? [Provocação] Pense num trecho da sua música — pode ser a letra, pode ser só a melodia ou o timbre de um instrumento. O que ele "significa" para você não está escrito em lugar nenhum. De onde vem esse sentido? [Conceituação] A linguagem não se resume a palavras. É o principal sistema simbólico pelo qual organizamos a experiência — inclui imagens, sons, gestos, silêncios, enquadramentos. Vivemos dentro de um universo simbólico, não apenas cercados por ele. Um símbolo (uma cor, um acorde, um coração vermelho) não tem significado por si mesmo; seu significado é produzido socialmente e sustentado porque é compartilhado. '''Exemplo''' (caso de Publicidade e Propaganda): uma campanha mobiliza muito mais do que frases — cores, sons, enquadramento, silêncio. Todos esses elementos participam da construção do significado, e é por isso que comunicar nunca é apenas transmitir informação: é produzir interpretação. '''Parágrafo de articulação:''' se sua música carrega um mundo, é porque ela mobiliza um sistema simbólico compartilhado por quem a criou — e você, ao se apropriar dela, está aprendendo a operar (ainda que parcialmente) esse mesmo sistema. '''Leitura de aprofundamento:''' CASSIRER, Ernst. ''Ensaio sobre o homem: introdução a uma filosofia da cultura humana''. [edição a confirmar] — categoria 🔶, leitura integral recomendada. ---- === Bloco 4 — Linguagem e memória === '''Pergunta-guia:''' Por que essa música te faz lembrar de coisas que você nem viveu diretamente? [Provocação] Se a música veio de outra época ou de outro grupo, é provável que ela carregue lembranças que não são exatamente suas — lembranças de quem a viveu antes de você. Como isso é possível, se memória é, supostamente, individual? [Conceituação] Nossa memória individual depende sempre de uma memória compartilhada. Lembramos porque pertencemos a grupos — famílias, gerações, comunidades de escuta. A memória, portanto, é um patrimônio coletivo, disputado e reorganizado o tempo todo. '''Exemplo''' (caso de Relações Públicas): quando uma organização enfrenta uma crise de imagem, ela não disputa apenas interpretações sobre o presente — disputa memórias. Cada posicionamento tenta reorganizar o que diferentes públicos vão lembrar daquele acontecimento no futuro. '''Parágrafo de articulação:''' assim como uma organização disputa a memória de um acontecimento, sua geração — ao se apropriar de uma música de outro tempo — está participando de uma disputa semelhante: decidindo o que daquele passado permanece vivo e com que sentido. É na sociedade que o homem normalmente adquire suas lembranças. — Maurice Halbwachs, ''A memória coletiva'' '' '''Leitura de aprofundamento:''' HALBWACHS, Maurice. ''A memória coletiva''. ---- === Bloco 5 — Mediações e tecnologias === '''Pergunta-guia:''' Como você chegou até essa música — e isso muda o que ela significa? [Provocação] Você ouviu essa música pela primeira vez através de qual meio? Rádio, indicação de alguém, algoritmo de plataforma de streaming? Isso importa para o que ela significa hoje? [Conceituação] Cada tecnologia de mediação — oralidade, escrita, rádio, plataformas digitais — não elimina simplesmente a anterior; reorganiza como linguagem, memória e interação coexistem. Hoje, parte significativa da memória circula em sistemas que classificam, relacionam e recomendam conteúdo. Isso muda a forma como encontramos — e reencontramos — aquilo que nos constitui. '''Exemplo''' (caso de Comunicação Digital): um algoritmo de recomendação pode reapresentar, a uma nova geração, uma música de décadas atrás, deslocando-a do contexto original e produzindo novas apropriações — que é exatamente o fenômeno de que esta aula parte. '''Parágrafo de articulação:''' o próprio fato de você ter uma música "de outro mundo" hoje disponível para apropriação é, em grande parte, efeito dessas mediações tecnológicas — elas não guardam apenas o objeto, elas o recolocam em circulação. '''Leitura de aprofundamento:''' CANDAU, Joël. ''Memória e identidade''. São Paulo: Contexto, 2021, ---- == Síntese da aula == Voltamos à pergunta inicial: por que a mesma música significa coisas diferentes para pessoas diferentes? Porque significado não é uma propriedade do objeto — é produzido socialmente, a partir de um repertório aprendido (natureza/cultura), sustentado por um sistema simbólico compartilhado (linguagem), transmitido e disputado coletivamente (memória) e recolocado em circulação por diferentes mediações (tecnologias). A mesma estrutura que explica sua relação com essa música explica por que uma campanha publicitária ou um posicionamento institucional produz interpretações divergentes: comunicar nunca é apenas transmitir, é sempre também construir sentido dentro de uma rede de relações sociais. == Conceitos fundamentais == Olhar sociológico · Estranhamento · Natureza e cultura · Linguagem · Símbolo · Universo simbólico · Memória individual · Memória coletiva · Mediação · Tecnologias da comunicação == Exercícios == '''Registro 1 — Reconhecimento:''' associe cada conceito à definição correspondente (tabela de correspondência, a ser detalhada em formato de quiz na publicação final). '''Registro 2 — Aplicação:''' escolha uma campanha publicitária ou ação de comunicação organizacional real que você conhece e que gerou interpretações diferentes entre públicos distintos. Explique, usando pelo menos quatro conceitos desta aula, por que essas interpretações não foram as mesmas. '''Registro 3 — Metacognição:''' o que você percebe hoje, sobre a música que escolheu no início da aula, que não teria percebido antes desta leitura? (resposta de 5 a 8 linhas — conecte obrigatoriamente com uma situação que você vai registrar no Diário de Campo). 8vvsvx4izf7xfmtpmi674hbbmi989a6 184746 184733 2026-08-02T01:40:20Z Lgjunior 21602 /* Sobre o que vamos conversar nesta aula */ 184746 wikitext text/x-wiki __TOC__ == Sobre o que vamos conversar nesta aula == Ao final desta aula, espero que você seja capaz de: * reconhecer o que significa olhar sociologicamente para um fenômeno social; * avaliar a complexidade da relação entre natureza e cultura para os seres humanos; * explicar por que a linguagem não apenas comunica, mas produz um modo de ver o mundo; * compreender a relação entre linguagem e memória (individual e coletiva); * reconhecer como as tecnologias reorganizam — sem simplesmente substituir — as formas de comunicar e lembrar. == Provocação inicial == Pense em uma música, poema, filme, animação etc. que, quando você viu-ouviu pela primeira vez, parecia vir de um mundo que não era o seu — de outra geração, de outro grupo, de uma cena que você não vivia. Hoje, de algum jeito, essa música é sua. O que aconteceu nesse percurso? Pense na trilha sonora de um filme ou série que marcou você, em algo que tocava no carro da família, ou em uma música que um grupo de amigos apresentou e que hoje faz parte do seu repertório. Antes de continuar a leitura, faça sua escolha. Não é preciso escrever nada ainda — apenas guardá-la na cabeça. Ela vai atravessar esta aula inteira. Minha música seria: Fim de semana - Premeditando o Breque == Perguntas que vão orientar esta investigação == * Por que a mesma música pode significar coisas tão diferentes para quem a criou e para quem, anos depois, se apropriou dela? * Nós nascemos humanos ou nos tornamos humanos? * O que significa "olhar sociologicamente" para algo? * Qual é o papel da linguagem na produção de sentido para o mundo? Qual é língua do seu pensamento? É possível pensar diferente com línguas diferentes? * Como a memória participa da vida social? * De que forma as tecnologias mudam nossas formas de comunicar e lembrar? ---- === Bloco 1 — O olhar sociológico === '''Pergunta-guia:''' Se a música é sempre a mesma, por que as interpretações sobre ela não são? [Provocação] Pense na sua música outra vez. Ela provavelmente significa algo diferente para quem a compôs, para quem a ouviu pela primeira vez na época de lançamento, e para você, hoje. Quem está certo sobre o que ela "realmente" significa? [Conceituação] A pergunta parece simples, mas esconde uma armadilha: supõe que exista um significado único e correto, à espera de ser descoberto. A Sociologia parte de outro lugar. Entre um fato e aquilo que compreendemos sobre ele, existe sempre um processo social de construção de sentido — e esse processo não é neutro nem automático. Nesse sentido, olhar sociologicamente não é estudar "assuntos sociológicos" (política, desigualdade, violência). É observar qualquer fenômeno perguntando: como isso foi produzido? Por que parece natural? Sempre foi assim? Quem participa dessa construção? Essas perguntas produzem o que as Ciências Sociais chamam de '''estranhamento''' — não rejeição da realidade, mas suspensão temporária das certezas sobre ela. '''Exemplo''' Vamos imaginar uma empresa lançando uma campanha. Em horas, uma parte do público diz que ela representa diversidade; outra parte diz que é apenas marketing; uma terceira parte a considera ofensiva. A empresa emite nota dizendo que "nunca foi essa a intenção" causar constrangimento. Nenhum desses grupos está simplesmente errado — cada um está aplicando um quadro de referência diferente para interpretar os mesmos elementos. '''Parágrafo de articulação:''' o mesmo mecanismo que faz três públicos discordarem sobre uma campanha é o que faz sua música soar "de outro mundo" na primeira escuta e "sua" hoje. Ela vai ser sempre a mesma. O que muda é o repertório que você traz para interpretá-la — e é exatamente esse repertório que a Sociologia investiga. O primeiro cuidado da sociologia é entender que nem sempre as coisas não são o que aparentam ser '''Leitura de aprofundamento:''' BERGER, Peter L. ''Convite à Sociologia: uma perspectiva humanística'' ---- === Bloco 2 — Natureza e cultura === '''Pergunta-guia:''' O que, na sua relação com essa música, é aprendido — e o que seria "natural"? [Provocação] Um recém-nascido não reconhece uma música como "sua" ou "de outro mundo". Essa distinção não vem com o seu corpo. De onde vem, então? [Conceituação] Nascemos organismos biológicos, mas nos tornamos sujeitos sociais. A natureza oferece as condições biológicas da existência; a cultura organiza as formas pelas quais essa existência ganha significado. Aprendemos uma língua, valores, costumes, formas de interpretar símbolos — nada disso é dado geneticamente. É justamente por isso que uma mesma música pode ser ouvida como estranha por um grupo etário e como identitária por outro: os dois grupos aprenderam repertórios culturais diferentes para escutá-la. '''Exemplo''' (caso de Publicidade): uma marca usa determinada cor, som ou personagem pressupondo que o público reconheça aquele código. Uma criança pequena não reconhece o logotipo de uma marca como "representando uma empresa" — esse significado foi aprendido, não nasceu com ela. '''Parágrafo de articulação:''' a apropriação da sua música por você — ou por sua geração — é um caso concreto dessa relação natureza/cultura: um objeto sonoro (dado material) recebeu, socialmente, um significado que não estava nele desde sempre. Portanto, o homem é um animal amarrado a teias de significados que ele mesmo teceu. — Clifford Geertz, ''A interpretação das culturas'' '' '''Leitura de aprofundamento:''' GEERTZ, Clifford. ''A interpretação das culturas''. ---- === Bloco 3 — Linguagem como sistema simbólico === '''Pergunta-guia:''' Uma música tem muitas formas de "dizer" algo. Como isso é possível? [Provocação] Pense num trecho da sua música — pode ser a letra, pode ser só a melodia ou o timbre de um instrumento. O que ele "significa" para você não está escrito em lugar nenhum. De onde vem esse sentido? [Conceituação] A linguagem não se resume a palavras. É o principal sistema simbólico pelo qual organizamos a experiência — inclui imagens, sons, gestos, silêncios, enquadramentos. Vivemos dentro de um universo simbólico, não apenas cercados por ele. Um símbolo (uma cor, um acorde, um coração vermelho) não tem significado por si mesmo; seu significado é produzido socialmente e sustentado porque é compartilhado. '''Exemplo''' (caso de Publicidade e Propaganda): uma campanha mobiliza muito mais do que frases — cores, sons, enquadramento, silêncio. Todos esses elementos participam da construção do significado, e é por isso que comunicar nunca é apenas transmitir informação: é produzir interpretação. '''Parágrafo de articulação:''' se sua música carrega um mundo, é porque ela mobiliza um sistema simbólico compartilhado por quem a criou — e você, ao se apropriar dela, está aprendendo a operar (ainda que parcialmente) esse mesmo sistema. '''Leitura de aprofundamento:''' CASSIRER, Ernst. ''Ensaio sobre o homem: introdução a uma filosofia da cultura humana''. [edição a confirmar] — categoria 🔶, leitura integral recomendada. ---- === Bloco 4 — Linguagem e memória === '''Pergunta-guia:''' Por que essa música te faz lembrar de coisas que você nem viveu diretamente? [Provocação] Se a música veio de outra época ou de outro grupo, é provável que ela carregue lembranças que não são exatamente suas — lembranças de quem a viveu antes de você. Como isso é possível, se memória é, supostamente, individual? [Conceituação] Nossa memória individual depende sempre de uma memória compartilhada. Lembramos porque pertencemos a grupos — famílias, gerações, comunidades de escuta. A memória, portanto, é um patrimônio coletivo, disputado e reorganizado o tempo todo. '''Exemplo''' (caso de Relações Públicas): quando uma organização enfrenta uma crise de imagem, ela não disputa apenas interpretações sobre o presente — disputa memórias. Cada posicionamento tenta reorganizar o que diferentes públicos vão lembrar daquele acontecimento no futuro. '''Parágrafo de articulação:''' assim como uma organização disputa a memória de um acontecimento, sua geração — ao se apropriar de uma música de outro tempo — está participando de uma disputa semelhante: decidindo o que daquele passado permanece vivo e com que sentido. É na sociedade que o homem normalmente adquire suas lembranças. — Maurice Halbwachs, ''A memória coletiva'' '' '''Leitura de aprofundamento:''' HALBWACHS, Maurice. ''A memória coletiva''. ---- === Bloco 5 — Mediações e tecnologias === '''Pergunta-guia:''' Como você chegou até essa música — e isso muda o que ela significa? [Provocação] Você ouviu essa música pela primeira vez através de qual meio? Rádio, indicação de alguém, algoritmo de plataforma de streaming? Isso importa para o que ela significa hoje? [Conceituação] Cada tecnologia de mediação — oralidade, escrita, rádio, plataformas digitais — não elimina simplesmente a anterior; reorganiza como linguagem, memória e interação coexistem. Hoje, parte significativa da memória circula em sistemas que classificam, relacionam e recomendam conteúdo. Isso muda a forma como encontramos — e reencontramos — aquilo que nos constitui. '''Exemplo''' (caso de Comunicação Digital): um algoritmo de recomendação pode reapresentar, a uma nova geração, uma música de décadas atrás, deslocando-a do contexto original e produzindo novas apropriações — que é exatamente o fenômeno de que esta aula parte. '''Parágrafo de articulação:''' o próprio fato de você ter uma música "de outro mundo" hoje disponível para apropriação é, em grande parte, efeito dessas mediações tecnológicas — elas não guardam apenas o objeto, elas o recolocam em circulação. '''Leitura de aprofundamento:''' CANDAU, Joël. ''Memória e identidade''. São Paulo: Contexto, 2021, ---- == Síntese da aula == Voltamos à pergunta inicial: por que a mesma música significa coisas diferentes para pessoas diferentes? Porque significado não é uma propriedade do objeto — é produzido socialmente, a partir de um repertório aprendido (natureza/cultura), sustentado por um sistema simbólico compartilhado (linguagem), transmitido e disputado coletivamente (memória) e recolocado em circulação por diferentes mediações (tecnologias). A mesma estrutura que explica sua relação com essa música explica por que uma campanha publicitária ou um posicionamento institucional produz interpretações divergentes: comunicar nunca é apenas transmitir, é sempre também construir sentido dentro de uma rede de relações sociais. == Conceitos fundamentais == Olhar sociológico · Estranhamento · Natureza e cultura · Linguagem · Símbolo · Universo simbólico · Memória individual · Memória coletiva · Mediação · Tecnologias da comunicação == Exercícios == '''Registro 1 — Reconhecimento:''' associe cada conceito à definição correspondente (tabela de correspondência, a ser detalhada em formato de quiz na publicação final). '''Registro 2 — Aplicação:''' escolha uma campanha publicitária ou ação de comunicação organizacional real que você conhece e que gerou interpretações diferentes entre públicos distintos. Explique, usando pelo menos quatro conceitos desta aula, por que essas interpretações não foram as mesmas. '''Registro 3 — Metacognição:''' o que você percebe hoje, sobre a música que escolheu no início da aula, que não teria percebido antes desta leitura? (resposta de 5 a 8 linhas — conecte obrigatoriamente com uma situação que você vai registrar no Diário de Campo). h1z47480wndwhc47zyln95qnzqppxmw 184747 184746 2026-08-02T01:40:49Z Lgjunior 21602 /* Provocação inicial */ 184747 wikitext text/x-wiki __TOC__ == Sobre o que vamos conversar nesta aula == Ao final desta aula, espero que você seja capaz de: * reconhecer o que significa olhar sociologicamente para um fenômeno social; * avaliar a complexidade da relação entre natureza e cultura para os seres humanos; * explicar por que a linguagem não apenas comunica, mas produz um modo de ver o mundo; * compreender a relação entre linguagem e memória (individual e coletiva); * reconhecer como as tecnologias reorganizam — sem simplesmente substituir — as formas de comunicar e lembrar. == Provocação inicial == Pense em uma música, poema, filme, animação etc. que, quando você viu/ouviu pela primeira vez, parecia vir de um mundo que não era o seu — de outra geração, de outro grupo, de uma cena que você não vivia. Hoje, de algum jeito, essa música é sua. O que aconteceu nesse percurso? Pense na trilha sonora de um filme ou série que marcou você, em algo que tocava no carro da família, ou em uma música que um grupo de amigos apresentou e que hoje faz parte do seu repertório. Antes de continuar a leitura, faça sua escolha. Não é preciso escrever nada ainda — apenas guardá-la na cabeça. Ela vai atravessar esta aula inteira. Minha música seria: Fim de semana - Premeditando o Breque == Perguntas que vão orientar esta investigação == * Por que a mesma música pode significar coisas tão diferentes para quem a criou e para quem, anos depois, se apropriou dela? * Nós nascemos humanos ou nos tornamos humanos? * O que significa "olhar sociologicamente" para algo? * Qual é o papel da linguagem na produção de sentido para o mundo? Qual é língua do seu pensamento? É possível pensar diferente com línguas diferentes? * Como a memória participa da vida social? * De que forma as tecnologias mudam nossas formas de comunicar e lembrar? ---- === Bloco 1 — O olhar sociológico === '''Pergunta-guia:''' Se a música é sempre a mesma, por que as interpretações sobre ela não são? [Provocação] Pense na sua música outra vez. Ela provavelmente significa algo diferente para quem a compôs, para quem a ouviu pela primeira vez na época de lançamento, e para você, hoje. Quem está certo sobre o que ela "realmente" significa? [Conceituação] A pergunta parece simples, mas esconde uma armadilha: supõe que exista um significado único e correto, à espera de ser descoberto. A Sociologia parte de outro lugar. Entre um fato e aquilo que compreendemos sobre ele, existe sempre um processo social de construção de sentido — e esse processo não é neutro nem automático. Nesse sentido, olhar sociologicamente não é estudar "assuntos sociológicos" (política, desigualdade, violência). É observar qualquer fenômeno perguntando: como isso foi produzido? Por que parece natural? Sempre foi assim? Quem participa dessa construção? Essas perguntas produzem o que as Ciências Sociais chamam de '''estranhamento''' — não rejeição da realidade, mas suspensão temporária das certezas sobre ela. '''Exemplo''' Vamos imaginar uma empresa lançando uma campanha. Em horas, uma parte do público diz que ela representa diversidade; outra parte diz que é apenas marketing; uma terceira parte a considera ofensiva. A empresa emite nota dizendo que "nunca foi essa a intenção" causar constrangimento. Nenhum desses grupos está simplesmente errado — cada um está aplicando um quadro de referência diferente para interpretar os mesmos elementos. '''Parágrafo de articulação:''' o mesmo mecanismo que faz três públicos discordarem sobre uma campanha é o que faz sua música soar "de outro mundo" na primeira escuta e "sua" hoje. Ela vai ser sempre a mesma. O que muda é o repertório que você traz para interpretá-la — e é exatamente esse repertório que a Sociologia investiga. O primeiro cuidado da sociologia é entender que nem sempre as coisas não são o que aparentam ser '''Leitura de aprofundamento:''' BERGER, Peter L. ''Convite à Sociologia: uma perspectiva humanística'' ---- === Bloco 2 — Natureza e cultura === '''Pergunta-guia:''' O que, na sua relação com essa música, é aprendido — e o que seria "natural"? [Provocação] Um recém-nascido não reconhece uma música como "sua" ou "de outro mundo". Essa distinção não vem com o seu corpo. De onde vem, então? [Conceituação] Nascemos organismos biológicos, mas nos tornamos sujeitos sociais. A natureza oferece as condições biológicas da existência; a cultura organiza as formas pelas quais essa existência ganha significado. Aprendemos uma língua, valores, costumes, formas de interpretar símbolos — nada disso é dado geneticamente. É justamente por isso que uma mesma música pode ser ouvida como estranha por um grupo etário e como identitária por outro: os dois grupos aprenderam repertórios culturais diferentes para escutá-la. '''Exemplo''' (caso de Publicidade): uma marca usa determinada cor, som ou personagem pressupondo que o público reconheça aquele código. Uma criança pequena não reconhece o logotipo de uma marca como "representando uma empresa" — esse significado foi aprendido, não nasceu com ela. '''Parágrafo de articulação:''' a apropriação da sua música por você — ou por sua geração — é um caso concreto dessa relação natureza/cultura: um objeto sonoro (dado material) recebeu, socialmente, um significado que não estava nele desde sempre. Portanto, o homem é um animal amarrado a teias de significados que ele mesmo teceu. — Clifford Geertz, ''A interpretação das culturas'' '' '''Leitura de aprofundamento:''' GEERTZ, Clifford. ''A interpretação das culturas''. ---- === Bloco 3 — Linguagem como sistema simbólico === '''Pergunta-guia:''' Uma música tem muitas formas de "dizer" algo. Como isso é possível? [Provocação] Pense num trecho da sua música — pode ser a letra, pode ser só a melodia ou o timbre de um instrumento. O que ele "significa" para você não está escrito em lugar nenhum. De onde vem esse sentido? [Conceituação] A linguagem não se resume a palavras. É o principal sistema simbólico pelo qual organizamos a experiência — inclui imagens, sons, gestos, silêncios, enquadramentos. Vivemos dentro de um universo simbólico, não apenas cercados por ele. Um símbolo (uma cor, um acorde, um coração vermelho) não tem significado por si mesmo; seu significado é produzido socialmente e sustentado porque é compartilhado. '''Exemplo''' (caso de Publicidade e Propaganda): uma campanha mobiliza muito mais do que frases — cores, sons, enquadramento, silêncio. Todos esses elementos participam da construção do significado, e é por isso que comunicar nunca é apenas transmitir informação: é produzir interpretação. '''Parágrafo de articulação:''' se sua música carrega um mundo, é porque ela mobiliza um sistema simbólico compartilhado por quem a criou — e você, ao se apropriar dela, está aprendendo a operar (ainda que parcialmente) esse mesmo sistema. '''Leitura de aprofundamento:''' CASSIRER, Ernst. ''Ensaio sobre o homem: introdução a uma filosofia da cultura humana''. [edição a confirmar] — categoria 🔶, leitura integral recomendada. ---- === Bloco 4 — Linguagem e memória === '''Pergunta-guia:''' Por que essa música te faz lembrar de coisas que você nem viveu diretamente? [Provocação] Se a música veio de outra época ou de outro grupo, é provável que ela carregue lembranças que não são exatamente suas — lembranças de quem a viveu antes de você. Como isso é possível, se memória é, supostamente, individual? [Conceituação] Nossa memória individual depende sempre de uma memória compartilhada. Lembramos porque pertencemos a grupos — famílias, gerações, comunidades de escuta. A memória, portanto, é um patrimônio coletivo, disputado e reorganizado o tempo todo. '''Exemplo''' (caso de Relações Públicas): quando uma organização enfrenta uma crise de imagem, ela não disputa apenas interpretações sobre o presente — disputa memórias. Cada posicionamento tenta reorganizar o que diferentes públicos vão lembrar daquele acontecimento no futuro. '''Parágrafo de articulação:''' assim como uma organização disputa a memória de um acontecimento, sua geração — ao se apropriar de uma música de outro tempo — está participando de uma disputa semelhante: decidindo o que daquele passado permanece vivo e com que sentido. É na sociedade que o homem normalmente adquire suas lembranças. — Maurice Halbwachs, ''A memória coletiva'' '' '''Leitura de aprofundamento:''' HALBWACHS, Maurice. ''A memória coletiva''. ---- === Bloco 5 — Mediações e tecnologias === '''Pergunta-guia:''' Como você chegou até essa música — e isso muda o que ela significa? [Provocação] Você ouviu essa música pela primeira vez através de qual meio? Rádio, indicação de alguém, algoritmo de plataforma de streaming? Isso importa para o que ela significa hoje? [Conceituação] Cada tecnologia de mediação — oralidade, escrita, rádio, plataformas digitais — não elimina simplesmente a anterior; reorganiza como linguagem, memória e interação coexistem. Hoje, parte significativa da memória circula em sistemas que classificam, relacionam e recomendam conteúdo. Isso muda a forma como encontramos — e reencontramos — aquilo que nos constitui. '''Exemplo''' (caso de Comunicação Digital): um algoritmo de recomendação pode reapresentar, a uma nova geração, uma música de décadas atrás, deslocando-a do contexto original e produzindo novas apropriações — que é exatamente o fenômeno de que esta aula parte. '''Parágrafo de articulação:''' o próprio fato de você ter uma música "de outro mundo" hoje disponível para apropriação é, em grande parte, efeito dessas mediações tecnológicas — elas não guardam apenas o objeto, elas o recolocam em circulação. '''Leitura de aprofundamento:''' CANDAU, Joël. ''Memória e identidade''. São Paulo: Contexto, 2021, ---- == Síntese da aula == Voltamos à pergunta inicial: por que a mesma música significa coisas diferentes para pessoas diferentes? Porque significado não é uma propriedade do objeto — é produzido socialmente, a partir de um repertório aprendido (natureza/cultura), sustentado por um sistema simbólico compartilhado (linguagem), transmitido e disputado coletivamente (memória) e recolocado em circulação por diferentes mediações (tecnologias). A mesma estrutura que explica sua relação com essa música explica por que uma campanha publicitária ou um posicionamento institucional produz interpretações divergentes: comunicar nunca é apenas transmitir, é sempre também construir sentido dentro de uma rede de relações sociais. == Conceitos fundamentais == Olhar sociológico · Estranhamento · Natureza e cultura · Linguagem · Símbolo · Universo simbólico · Memória individual · Memória coletiva · Mediação · Tecnologias da comunicação == Exercícios == '''Registro 1 — Reconhecimento:''' associe cada conceito à definição correspondente (tabela de correspondência, a ser detalhada em formato de quiz na publicação final). '''Registro 2 — Aplicação:''' escolha uma campanha publicitária ou ação de comunicação organizacional real que você conhece e que gerou interpretações diferentes entre públicos distintos. Explique, usando pelo menos quatro conceitos desta aula, por que essas interpretações não foram as mesmas. '''Registro 3 — Metacognição:''' o que você percebe hoje, sobre a música que escolheu no início da aula, que não teria percebido antes desta leitura? (resposta de 5 a 8 linhas — conecte obrigatoriamente com uma situação que você vai registrar no Diário de Campo). hq5bsm05qq94qizgwdrnpt6jvo2afth Introdução ao Jornalismo Científico/Ética da Ciência/Atividade/Felipe Ono 0 33899 184736 2026-08-02T00:58:25Z Felipe Ono 44551 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: __NOTOC__ == Nome da atividade == <!-- Não altere a informação abaixo desta linha --> <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> Esta tarefa é realizada para cumprimento do módulo 3 do curso de Introdução ao Jornalismo Científico. Tome cuidado de '''estar logado na Wikiversidade'''. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho. </div> <... 184736 wikitext text/x-wiki __NOTOC__ == Nome da atividade == <!-- Não altere a informação abaixo desta linha --> <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> Esta tarefa é realizada para cumprimento do módulo 3 do curso de Introdução ao Jornalismo Científico. Tome cuidado de '''estar logado na Wikiversidade'''. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho. </div> <!-- Não altere a informação acima desta linha --> == Atividade == <!-- Não altere a informação abaixo desta linha --> <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> Entrevistar pesquisadores faz parte do cotidiano do jornalismo científico e costuma exigir preparo. Quem entrevista precisa compreender minimamente o tema estudado pelo cientista e, ao mesmo tempo, apresentar esse conteúdo de forma clara para o público. Nesta tarefa, você vai conversar com um pesquisador ou pesquisadora sobre ética na ciência, tomando como ponto de partida o próprio trabalho da pessoa entrevistada. O objetivo é perceber como as questões éticas aparecem na prática científica e como cada pesquisador lida com elas no dia a dia. === 1. Antes da entrevista === ==== Escolha da pessoa entrevistada ==== Você pode convidar qualquer pesquisador que desenvolva estudos científicos em alguma área do conhecimento. O importante é que você consiga conversar sobre episódios, situações ou decisões do campo de atuação dela que envolvam questões éticas. ==== Pesquisa prévia ==== Pesquise o nome da pessoa no Google Acadêmico ou outros repositórios científicos. Leia ao menos dois textos produzidos por ela. Você não precisa dominar o assunto, mas precisa entender o suficiente para formular perguntas pertinentes. ==== Organização de informações básicas ==== Anote as linhas de pesquisa, a formação do pesquisador e os temas principais que é pesquisador. Isso ajuda você a construir perguntas melhores. === 2. Roteiro de perguntas === O roteiro precisa ajudar a conduzir a conversa de maneira clara. Mesmo que você nunca tenha feito uma entrevista, seguir [https://www.observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/_ed755_um_guia_para_aprimorar_a_arte_da_entrevista/ '''este guia'''] torna o processo mais simples. ==== Quantidade ==== Prepare entre 6 e 10 perguntas. Isso é suficiente para preencher até '''7 minutos''' de entrevista sem atropelos. ==== Como começar ==== As primeiras perguntas devem servir para aquecer a conversa e situar o público no tema. Mesmo sendo uma entrevista focada em ética, é importante que o ouvinte entenda antes o que o pesquisador faz. Exemplos de perguntas/questões iniciais * Como você descreveria seu campo de pesquisa para alguém que não é da área? * O que levou você a estudar esse tema? * Que tipo de problema científico ou social seu trabalho tenta compreender? ==== Introdução ao tema ético ==== Depois que a base está clara, a entrevista pode entrar diretamente nas questões éticas do trabalho da pessoa. Aqui está o núcleo da atividade. Exemplos de perguntas que levam à ética na ciência de forma aplicada. * No seu campo, que situações costumam exigir cuidado ético? * Você já precisou tomar uma decisão difícil relacionada ao uso de dados, ao cuidado com participantes ou ao impacto da pesquisa? * O que costuma gerar conflito ou dúvida ética entre pesquisadores da sua área? * Como você enxerga a responsabilidade do pesquisador diante dos efeitos que a pesquisa pode ter fora da universidade? ==== Evite perguntas vagas ==== Perguntas vagas fazem a entrevista ficar superficial. São aquelas que não dizem claramente o que você quer abordar. Exemplos de perguntas e questões vagas que devem ser evitadas. * Fale um pouco sobre ética * Ética é importante? * Você já teve algum problema no seu trabalho? * O que você acha da ciência hoje em dia? Essas perguntas não indicam direção nenhuma e deixam a pessoa entrevistada sem saber onde focar. Sempre torne a pergunta concreta e situada no campo de trabalho dela. ==== Dicas para formular boas perguntas ==== * Pergunte sobre situações, decisões e experiências, não sobre opiniões genéricas * Mantenha o foco em ética aplicada: como a pessoa lida com problemas reais * Evite perguntas que possam ser respondidas com sim ou não === 3. Preparação da gravação === * A entrevista deve ter no máximo 7 minutos. * Escolha um local silencioso. * Teste a qualidade do áudio antes. * Caso grave vídeo, cuide da iluminação. * Avise a pessoa entrevistada que o conteúdo será publicado com licença livre no Wikimedia Commons. === 4. Termo de cessão === * Envie o modelo de [[Introdução ao Jornalismo Científico/Ética da Ciência/Termo|termo fornecido no curso.]] * O termo precisa estar assinado antes da gravação. * Guarde o PDF assinado. Ele será entregue junto com a atividade na Wikiversidade. === 5. Gravação === * Use o roteiro, mas permita pequenas adaptações durante a conversa. * Mantenha ritmo claro e objetivo. === 6. Edição === * Remova pausas longas ou trechos desnecessários. * Ajuste o volume, se necessário. * Inclua uma vinheta simples com título da entrevista e nome da pessoa entrevistada. === 7. Transcrição === * Transcreva toda a fala, incluindo as perguntas. * Indique quem fala em cada parte. * Revise a ortografia === 8. Upload no Wikimedia Commons === Esta etapa costuma gerar muitos erros. Siga exatamente o passo a passo. * Verifique se está logado. Você pode acessar o Wikimedia Commons com seu login do wikiversidade * Envio do arquivo: Use o botão Enviar arquivo. * Formatos aceitos ** Vídeo: WebM ou OGV. Se gravou em MP4, converta para WebM. ** Áudio: WAV, FLAC, MP3, OGG. * Preenchimento das informações ** Título claro. ** Descrição com nome da pessoa entrevistada, tema da conversa e data. ** Licença: CC BY-SA 4.0. * Categoria obrigatória da atividade: Para padronizar e facilitar a organização, todos os alunos devem usar a mesma categoria. Categoria padrão '''Entrevistas Jornalismo Científico Módulo 3'''. Você pode adicionar outras categorias relacionadas ao tema da entrevista, mas esta precisa estar presente. * Finalize o envio e copie o link do arquivo publicado. === 9. Inserção na sua página da Wikiversidade === Você não vai subir tudo no Commons. Só o áudio ou vídeo. O resto fica na sua página da atividade. Inclua na página: * Link do arquivo no Wikimedia Commons * Transcrição completa * Roteiro utilizado * PDF do termo de cessão O maneira de como fazer esses passos pode ser visto/ouvido no vídeo tutorial </div> <!-- Não altere a informação acima desta linha --> == Nome de usuário(a) == <!-- Não altere a informação abaixo desta linha --> Felipe Ono <!-- Não altere a informação acima desta linha --> == Transcrição == <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> Nesta seção, você deverá publicar a transcrição da entrevista realizada. Esteja logado. Também dê acesso ao termo de cessão de direitos assinado, numa pasta de acesso restrito, mas liberada para o email comunicacao{{@}}numec.prp.usp.br </div> <!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha --> '''SUBSTITUA ESTA MENSAGEM PELO TEXTO''' * Link para o termo de cessão: <!-- Escreva sua resposta acima desta linha--> == Carregamento de entrevista == <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> Para esta etapa, você precisará carregar o áudio ou o vídeo no Wikimedia Commons e publicá-lo aqui na Wikiversidade. Necessariamente o arquivo de vocês deverá estar num formato livre. Os vídeos abaixo servem de instrução para carregar conteúdos no Wikimedia Commons. Esteja logado. O arquivo deverá ser carregado na categoria [[c:Category:Entrevistas do curso Introdução ao Jornalismo Científico, módulo 3|Entrevistas do curso Introdução ao Jornalismo Científico, módulo 3]]. <center> <gallery> File:Como carregar imagens no Wikimedia Commons.webm|Como carregar no Wikimedia Commons. File:Como utilizar as imagens do Wikimedia Commons na Wikipédia.webm|Como usar mídias do Wikimedia Commons. </gallery> [https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=Special:UploadWizard&descriptionlang=pt&categories=Entrevistas_do_curso_Introdu%C3%A7%C3%A3o_ao_Jornalismo_Cient%C3%ADfico,_m%C3%B3dulo_3 '''Clique aqui para carregar o arquivo da entrevista na categoria correta.'''] </center> </div> <!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha --> '''SUBSTITUA ESTA MENSAGEM PELA MÍDIA''' <!-- Escreva sua resposta acima desta linha--> == Próximos passos == Após concluir a atividade, clique no botão abaixo para ir para o próximo módulo do curso. <div class="mw-ui-button" role="button" style="margin:5px 0;background-color:;color:;">[[Introdução ao Jornalismo Científico/Temas Centrais da Ciência Contemporânea|Próximo Módulo]]</div> {{referências}} [[Categoria:Introdução ao Jornalismo Científico/Atividade 3]] 7jg4cghr1xhspszggpqw10a5ar8pr26 184739 184736 2026-08-02T01:16:59Z Felipe Ono 44551 /* Transcrição */ 184739 wikitext text/x-wiki __NOTOC__ == Nome da atividade == <!-- Não altere a informação abaixo desta linha --> <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> Esta tarefa é realizada para cumprimento do módulo 3 do curso de Introdução ao Jornalismo Científico. Tome cuidado de '''estar logado na Wikiversidade'''. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho. </div> <!-- Não altere a informação acima desta linha --> == Atividade == <!-- Não altere a informação abaixo desta linha --> <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> Entrevistar pesquisadores faz parte do cotidiano do jornalismo científico e costuma exigir preparo. Quem entrevista precisa compreender minimamente o tema estudado pelo cientista e, ao mesmo tempo, apresentar esse conteúdo de forma clara para o público. Nesta tarefa, você vai conversar com um pesquisador ou pesquisadora sobre ética na ciência, tomando como ponto de partida o próprio trabalho da pessoa entrevistada. O objetivo é perceber como as questões éticas aparecem na prática científica e como cada pesquisador lida com elas no dia a dia. === 1. Antes da entrevista === ==== Escolha da pessoa entrevistada ==== Você pode convidar qualquer pesquisador que desenvolva estudos científicos em alguma área do conhecimento. O importante é que você consiga conversar sobre episódios, situações ou decisões do campo de atuação dela que envolvam questões éticas. ==== Pesquisa prévia ==== Pesquise o nome da pessoa no Google Acadêmico ou outros repositórios científicos. Leia ao menos dois textos produzidos por ela. Você não precisa dominar o assunto, mas precisa entender o suficiente para formular perguntas pertinentes. ==== Organização de informações básicas ==== Anote as linhas de pesquisa, a formação do pesquisador e os temas principais que é pesquisador. Isso ajuda você a construir perguntas melhores. === 2. Roteiro de perguntas === O roteiro precisa ajudar a conduzir a conversa de maneira clara. Mesmo que você nunca tenha feito uma entrevista, seguir [https://www.observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/_ed755_um_guia_para_aprimorar_a_arte_da_entrevista/ '''este guia'''] torna o processo mais simples. ==== Quantidade ==== Prepare entre 6 e 10 perguntas. Isso é suficiente para preencher até '''7 minutos''' de entrevista sem atropelos. ==== Como começar ==== As primeiras perguntas devem servir para aquecer a conversa e situar o público no tema. Mesmo sendo uma entrevista focada em ética, é importante que o ouvinte entenda antes o que o pesquisador faz. Exemplos de perguntas/questões iniciais * Como você descreveria seu campo de pesquisa para alguém que não é da área? * O que levou você a estudar esse tema? * Que tipo de problema científico ou social seu trabalho tenta compreender? ==== Introdução ao tema ético ==== Depois que a base está clara, a entrevista pode entrar diretamente nas questões éticas do trabalho da pessoa. Aqui está o núcleo da atividade. Exemplos de perguntas que levam à ética na ciência de forma aplicada. * No seu campo, que situações costumam exigir cuidado ético? * Você já precisou tomar uma decisão difícil relacionada ao uso de dados, ao cuidado com participantes ou ao impacto da pesquisa? * O que costuma gerar conflito ou dúvida ética entre pesquisadores da sua área? * Como você enxerga a responsabilidade do pesquisador diante dos efeitos que a pesquisa pode ter fora da universidade? ==== Evite perguntas vagas ==== Perguntas vagas fazem a entrevista ficar superficial. São aquelas que não dizem claramente o que você quer abordar. Exemplos de perguntas e questões vagas que devem ser evitadas. * Fale um pouco sobre ética * Ética é importante? * Você já teve algum problema no seu trabalho? * O que você acha da ciência hoje em dia? Essas perguntas não indicam direção nenhuma e deixam a pessoa entrevistada sem saber onde focar. Sempre torne a pergunta concreta e situada no campo de trabalho dela. ==== Dicas para formular boas perguntas ==== * Pergunte sobre situações, decisões e experiências, não sobre opiniões genéricas * Mantenha o foco em ética aplicada: como a pessoa lida com problemas reais * Evite perguntas que possam ser respondidas com sim ou não === 3. Preparação da gravação === * A entrevista deve ter no máximo 7 minutos. * Escolha um local silencioso. * Teste a qualidade do áudio antes. * Caso grave vídeo, cuide da iluminação. * Avise a pessoa entrevistada que o conteúdo será publicado com licença livre no Wikimedia Commons. === 4. Termo de cessão === * Envie o modelo de [[Introdução ao Jornalismo Científico/Ética da Ciência/Termo|termo fornecido no curso.]] * O termo precisa estar assinado antes da gravação. * Guarde o PDF assinado. Ele será entregue junto com a atividade na Wikiversidade. === 5. Gravação === * Use o roteiro, mas permita pequenas adaptações durante a conversa. * Mantenha ritmo claro e objetivo. === 6. Edição === * Remova pausas longas ou trechos desnecessários. * Ajuste o volume, se necessário. * Inclua uma vinheta simples com título da entrevista e nome da pessoa entrevistada. === 7. Transcrição === * Transcreva toda a fala, incluindo as perguntas. * Indique quem fala em cada parte. * Revise a ortografia === 8. Upload no Wikimedia Commons === Esta etapa costuma gerar muitos erros. Siga exatamente o passo a passo. * Verifique se está logado. Você pode acessar o Wikimedia Commons com seu login do wikiversidade * Envio do arquivo: Use o botão Enviar arquivo. * Formatos aceitos ** Vídeo: WebM ou OGV. Se gravou em MP4, converta para WebM. ** Áudio: WAV, FLAC, MP3, OGG. * Preenchimento das informações ** Título claro. ** Descrição com nome da pessoa entrevistada, tema da conversa e data. ** Licença: CC BY-SA 4.0. * Categoria obrigatória da atividade: Para padronizar e facilitar a organização, todos os alunos devem usar a mesma categoria. Categoria padrão '''Entrevistas Jornalismo Científico Módulo 3'''. Você pode adicionar outras categorias relacionadas ao tema da entrevista, mas esta precisa estar presente. * Finalize o envio e copie o link do arquivo publicado. === 9. Inserção na sua página da Wikiversidade === Você não vai subir tudo no Commons. Só o áudio ou vídeo. O resto fica na sua página da atividade. Inclua na página: * Link do arquivo no Wikimedia Commons * Transcrição completa * Roteiro utilizado * PDF do termo de cessão O maneira de como fazer esses passos pode ser visto/ouvido no vídeo tutorial </div> <!-- Não altere a informação acima desta linha --> == Nome de usuário(a) == <!-- Não altere a informação abaixo desta linha --> Felipe Ono <!-- Não altere a informação acima desta linha --> == Transcrição == <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> Nesta seção, você deverá publicar a transcrição da entrevista realizada. Esteja logado. Também dê acesso ao termo de cessão de direitos assinado, numa pasta de acesso restrito, mas liberada para o email comunicacao{{@}}numec.prp.usp.br </div> <!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha --> '''SUBSTITUA ESTA MENSAGEM PELO TEXTO''' * Link para o termo de cessão: https://drive.google.com/drive/folders/1Oix_dA_gB_PXY1odgymr7fLrHMzyn6CS?usp=drive_link <!-- Escreva sua resposta acima desta linha--> == Carregamento de entrevista == <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> Para esta etapa, você precisará carregar o áudio ou o vídeo no Wikimedia Commons e publicá-lo aqui na Wikiversidade. Necessariamente o arquivo de vocês deverá estar num formato livre. Os vídeos abaixo servem de instrução para carregar conteúdos no Wikimedia Commons. Esteja logado. O arquivo deverá ser carregado na categoria [[c:Category:Entrevistas do curso Introdução ao Jornalismo Científico, módulo 3|Entrevistas do curso Introdução ao Jornalismo Científico, módulo 3]]. <center> <gallery> File:Como carregar imagens no Wikimedia Commons.webm|Como carregar no Wikimedia Commons. File:Como utilizar as imagens do Wikimedia Commons na Wikipédia.webm|Como usar mídias do Wikimedia Commons. </gallery> [https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=Special:UploadWizard&descriptionlang=pt&categories=Entrevistas_do_curso_Introdu%C3%A7%C3%A3o_ao_Jornalismo_Cient%C3%ADfico,_m%C3%B3dulo_3 '''Clique aqui para carregar o arquivo da entrevista na categoria correta.'''] </center> </div> <!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha --> '''SUBSTITUA ESTA MENSAGEM PELA MÍDIA''' <!-- Escreva sua resposta acima desta linha--> == Próximos passos == Após concluir a atividade, clique no botão abaixo para ir para o próximo módulo do curso. <div class="mw-ui-button" role="button" style="margin:5px 0;background-color:;color:;">[[Introdução ao Jornalismo Científico/Temas Centrais da Ciência Contemporânea|Próximo Módulo]]</div> {{referências}} [[Categoria:Introdução ao Jornalismo Científico/Atividade 3]] ddjrj9k8elkjnplvxwdks1yv6kotnfd 184745 184739 2026-08-02T01:37:47Z Felipe Ono 44551 /* Transcrição */ 184745 wikitext text/x-wiki __NOTOC__ == Nome da atividade == <!-- Não altere a informação abaixo desta linha --> <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> Esta tarefa é realizada para cumprimento do módulo 3 do curso de Introdução ao Jornalismo Científico. Tome cuidado de '''estar logado na Wikiversidade'''. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho. </div> <!-- Não altere a informação acima desta linha --> == Atividade == <!-- Não altere a informação abaixo desta linha --> <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> Entrevistar pesquisadores faz parte do cotidiano do jornalismo científico e costuma exigir preparo. Quem entrevista precisa compreender minimamente o tema estudado pelo cientista e, ao mesmo tempo, apresentar esse conteúdo de forma clara para o público. Nesta tarefa, você vai conversar com um pesquisador ou pesquisadora sobre ética na ciência, tomando como ponto de partida o próprio trabalho da pessoa entrevistada. O objetivo é perceber como as questões éticas aparecem na prática científica e como cada pesquisador lida com elas no dia a dia. === 1. Antes da entrevista === ==== Escolha da pessoa entrevistada ==== Você pode convidar qualquer pesquisador que desenvolva estudos científicos em alguma área do conhecimento. O importante é que você consiga conversar sobre episódios, situações ou decisões do campo de atuação dela que envolvam questões éticas. ==== Pesquisa prévia ==== Pesquise o nome da pessoa no Google Acadêmico ou outros repositórios científicos. Leia ao menos dois textos produzidos por ela. Você não precisa dominar o assunto, mas precisa entender o suficiente para formular perguntas pertinentes. ==== Organização de informações básicas ==== Anote as linhas de pesquisa, a formação do pesquisador e os temas principais que é pesquisador. Isso ajuda você a construir perguntas melhores. === 2. Roteiro de perguntas === O roteiro precisa ajudar a conduzir a conversa de maneira clara. Mesmo que você nunca tenha feito uma entrevista, seguir [https://www.observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/_ed755_um_guia_para_aprimorar_a_arte_da_entrevista/ '''este guia'''] torna o processo mais simples. ==== Quantidade ==== Prepare entre 6 e 10 perguntas. Isso é suficiente para preencher até '''7 minutos''' de entrevista sem atropelos. ==== Como começar ==== As primeiras perguntas devem servir para aquecer a conversa e situar o público no tema. Mesmo sendo uma entrevista focada em ética, é importante que o ouvinte entenda antes o que o pesquisador faz. Exemplos de perguntas/questões iniciais * Como você descreveria seu campo de pesquisa para alguém que não é da área? * O que levou você a estudar esse tema? * Que tipo de problema científico ou social seu trabalho tenta compreender? ==== Introdução ao tema ético ==== Depois que a base está clara, a entrevista pode entrar diretamente nas questões éticas do trabalho da pessoa. Aqui está o núcleo da atividade. Exemplos de perguntas que levam à ética na ciência de forma aplicada. * No seu campo, que situações costumam exigir cuidado ético? * Você já precisou tomar uma decisão difícil relacionada ao uso de dados, ao cuidado com participantes ou ao impacto da pesquisa? * O que costuma gerar conflito ou dúvida ética entre pesquisadores da sua área? * Como você enxerga a responsabilidade do pesquisador diante dos efeitos que a pesquisa pode ter fora da universidade? ==== Evite perguntas vagas ==== Perguntas vagas fazem a entrevista ficar superficial. São aquelas que não dizem claramente o que você quer abordar. Exemplos de perguntas e questões vagas que devem ser evitadas. * Fale um pouco sobre ética * Ética é importante? * Você já teve algum problema no seu trabalho? * O que você acha da ciência hoje em dia? Essas perguntas não indicam direção nenhuma e deixam a pessoa entrevistada sem saber onde focar. Sempre torne a pergunta concreta e situada no campo de trabalho dela. ==== Dicas para formular boas perguntas ==== * Pergunte sobre situações, decisões e experiências, não sobre opiniões genéricas * Mantenha o foco em ética aplicada: como a pessoa lida com problemas reais * Evite perguntas que possam ser respondidas com sim ou não === 3. Preparação da gravação === * A entrevista deve ter no máximo 7 minutos. * Escolha um local silencioso. * Teste a qualidade do áudio antes. * Caso grave vídeo, cuide da iluminação. * Avise a pessoa entrevistada que o conteúdo será publicado com licença livre no Wikimedia Commons. === 4. Termo de cessão === * Envie o modelo de [[Introdução ao Jornalismo Científico/Ética da Ciência/Termo|termo fornecido no curso.]] * O termo precisa estar assinado antes da gravação. * Guarde o PDF assinado. Ele será entregue junto com a atividade na Wikiversidade. === 5. Gravação === * Use o roteiro, mas permita pequenas adaptações durante a conversa. * Mantenha ritmo claro e objetivo. === 6. Edição === * Remova pausas longas ou trechos desnecessários. * Ajuste o volume, se necessário. * Inclua uma vinheta simples com título da entrevista e nome da pessoa entrevistada. === 7. Transcrição === * Transcreva toda a fala, incluindo as perguntas. * Indique quem fala em cada parte. * Revise a ortografia === 8. Upload no Wikimedia Commons === Esta etapa costuma gerar muitos erros. Siga exatamente o passo a passo. * Verifique se está logado. Você pode acessar o Wikimedia Commons com seu login do wikiversidade * Envio do arquivo: Use o botão Enviar arquivo. * Formatos aceitos ** Vídeo: WebM ou OGV. Se gravou em MP4, converta para WebM. ** Áudio: WAV, FLAC, MP3, OGG. * Preenchimento das informações ** Título claro. ** Descrição com nome da pessoa entrevistada, tema da conversa e data. ** Licença: CC BY-SA 4.0. * Categoria obrigatória da atividade: Para padronizar e facilitar a organização, todos os alunos devem usar a mesma categoria. Categoria padrão '''Entrevistas Jornalismo Científico Módulo 3'''. Você pode adicionar outras categorias relacionadas ao tema da entrevista, mas esta precisa estar presente. * Finalize o envio e copie o link do arquivo publicado. === 9. Inserção na sua página da Wikiversidade === Você não vai subir tudo no Commons. Só o áudio ou vídeo. O resto fica na sua página da atividade. Inclua na página: * Link do arquivo no Wikimedia Commons * Transcrição completa * Roteiro utilizado * PDF do termo de cessão O maneira de como fazer esses passos pode ser visto/ouvido no vídeo tutorial </div> <!-- Não altere a informação acima desta linha --> == Nome de usuário(a) == <!-- Não altere a informação abaixo desta linha --> Felipe Ono <!-- Não altere a informação acima desta linha --> == Transcrição == <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> Nesta seção, você deverá publicar a transcrição da entrevista realizada. Esteja logado. Também dê acesso ao termo de cessão de direitos assinado, numa pasta de acesso restrito, mas liberada para o email comunicacao{{@}}numec.prp.usp.br </div> <!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha --> '''SUBSTITUA ESTA MENSAGEM PELO TEXTO''' * Link para o termo de cessão: https://drive.google.com/drive/folders/1Oix_dA_gB_PXY1odgymr7fLrHMzyn6CS?usp=drive_link <!-- Escreva sua resposta acima desta linha--> == Carregamento de entrevista == <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> Para esta etapa, você precisará carregar o áudio ou o vídeo no Wikimedia Commons e publicá-lo aqui na Wikiversidade. Necessariamente o arquivo de vocês deverá estar num formato livre. Os vídeos abaixo servem de instrução para carregar conteúdos no Wikimedia Commons. Esteja logado. O arquivo deverá ser carregado na categoria [[c:Category:Entrevistas do curso Introdução ao Jornalismo Científico, módulo 3|Entrevistas do curso Introdução ao Jornalismo Científico, módulo 3]]. <center> <gallery> File:Como carregar imagens no Wikimedia Commons.webm|Como carregar no Wikimedia Commons. 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O que ou quem decide isso? [Provocação] Pense de novo na sua música. Se você tivesse que resumi-la em uma frase para alguém que nunca vai ouvi-la, o que você escolheria dizer — e o que ficaria, inevitavelmente, sem ser dito? [Conceituação] O sociólogo Howard S. Becker, da segunda geração da Escola de Chicago, estudou como produzimos "representações" sobre a sociedade: romances, fotografias, relatos etnográficos, tabelas, memes. Toda representação é sempre menor do que aquilo que representa. Ela não reproduz — reproduzir pressupõe cópia. Ela evoca: seleciona, organiza, traduz e enquadra. O primeiro elemento dessa evocação é a '''seleção''': decidir o que entra e o que é excluído de uma narrativa. '''Exemplo''' (Riobaldo, personagem de Guimarães Rosa, contando sua vida ao "Doutor"): "A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos, cada um com seu signo e sentimento [...]. Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo as coisas de rasa importância." Riobaldo não narra sua vida inteira, em ordem — ele escolhe trechos que parecem não seguir uma ordem linear. Essa escolha já é uma forma de interpretar a própria vida. '''Parágrafo de articulação:''' na Aula 1, vimos que a mesma música significa coisas diferentes para pessoas diferentes porque cada uma traz um repertório distinto para interpretá-la. A seleção mostra o outro lado desse processo: antes de qualquer interpretação, já houve uma escolha sobre o que a própria música — ou quem fala sobre ela — decidiu contar e omitir. Fotografar é enquadrar, e enquadrar é excluir. '''Leitura de aprofundamento:''' BECKER, Howard S. ''Falando da sociedade''. Cap. 2 — Representações da sociedade como produtos organizacionais. ---- === Bloco 2 — Tradução === '''Pergunta-guia:''' Por que a mesma experiência muda de sentido quando passa de um meio para outro? [Provocação] Se você tivesse que transformar sua música em uma foto, ou em um objeto, o que dessa foto ou objeto preservaria o "espírito" da música — e o que se perderia no caminho? [Conceituação] O segundo elemento é a '''tradução''': transpor uma experiência de um meio para outro. Uma vivência de rua vira funk; uma fé cotidiana vira altar doméstico; uma emoção vira romance. Cada meio impõe sua própria linguagem, limitações e possibilidades e por isso a tradução nunca é neutra: ela já reorganiza aquilo que traduz. '''Exemplo''' (Clarice Lispector, em "Escrevendo"): "infelizmente não sei 'redigir', não consigo 'relatar' uma ideia, não sei 'vestir uma ideia com palavras'." Redigir é o gesto técnico de organizar uma representação; representar é o gesto simbólico de fazer algo reaparecer. Quando a escritora diz que não sabe redigir, ela tensiona a ideia de que a experiência pode ser inteiramente traduzida sem perdas. '''Parágrafo de articulação:''' assim como a linguagem, na Aula 1, produzia uma "entrelinha" — algo que escapa mesmo quando se escreve —, a tradução é o esforço concreto de dar forma a essa entrelinha dentro de um meio disponível. O mesmo acontecimento pode virar reportagem, documentário ou música, e cada tradução produz um efeito diferente sobre quem recebe. '''Leitura de aprofundamento:''' BECKER, Howard S. ''Falando da sociedade''. Cap. 2, seção sobre tradução entre meios. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009 — leitura integral obrigatória. ---- === Bloco 3 — Arranjo === '''Pergunta-guia:''' A ordem em que uma história é contada muda o que sentimos sobre ela? [Provocação] Se você contasse a história da sua música começando pelo fim — como ela é hoje, na sua vida — em vez de começar por onde ela veio, o efeito seria o mesmo? [Conceituação] O terceiro elemento é o '''arranjo''': toda representação organiza uma ordem, uma sequência. Começa em algum lugar, segue para algum lugar. O hipertexto multiplicou as formas possíveis de arranjo, ligando textos entre si de modos não lineares. '''Exemplo''' uma música constrói sua narrativa em três movimentos — tensão, ápice, alívio. Se a ordem fosse invertida — alívio primeiro, tensão depois —, o efeito sobre quem ouve mudaria: talvez de superação para ameaça iminente. O tempo torna-se tempo humano na medida em que é organizado à maneira de uma narrativa. — Paul Ricoeur, ''Tempo e narrativa'' '''Leitura de aprofundamento:''' BECKER, Howard S. ''Falando da sociedade''. Cap. 2, seção sobre arranjo narrativo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009 — leitura integral recomendada. ---- === Bloco 4 — Processo interpretativo e comunidades interpretativas === '''Pergunta-guia:''' Por que a mesma música, campanha ou notícia pode significar coisas opostas para públicos diferentes? [Provocação] Alguém já discordou de você sobre o que a sua música "realmente" significa? Quem estava certo? [Conceituação] O quarto elemento é o '''processo interpretativo'''. Nenhuma representação chega pronta a quem a recebe — quem ouve, lê ou assiste recria o sentido. Chamamos de '''comunidade interpretativa''' o grupo que compartilha repertórios e estratégias de leitura semelhantes, e que por isso tende a interpretar um mesmo objeto de formas parecidas — diferentes de outra comunidade. '''Exemplo''' (fandom, sem atribuição a obra específica): fãs de uma mesma saga literária produzem teorias e narrativas próprias a partir do mesmo universo — e discordam entre si sobre seu significado. Um mesmo álbum pode ser lido, por um público, como denúncia social, e por outro, como estética de consumo. Nenhum dos dois grupos está simplesmente errado: cada um aplica um repertório diferente. No entanto, é possível solicitar ou levantar as razões que levaram a determinadas interpretações. <!-- nota de bastidor, não publicar: o material de apoio desta aula inclui um exemplo real particularmente denso — uma música de funk que narra uma abordagem policial e é lida de formas opostas por públicos diferentes. Ótimo caso para este bloco, mas toca racismo estrutural e violência de Estado — tema emocionalmente carregado (regra 5 das instruções). Não inserido como Exemplo fixo; fica como sugestão, sinalizada para decisão do professor. Se optar por usá-lo: incluir aviso de conteúdo sensível e indicação de canal de apoio institucional antes do trecho. --> '''Parágrafo de articulação:''' a escrevivência, vista na Aula 1 a partir da memória coletiva, já apontava que nem todo grupo tem as mesmas condições de ter sua narrativa reconhecida como legítima. O processo interpretativo mostra o outro lado dessa disputa: mesmo quando uma narrativa circula, comunidades diferentes disputam qual sentido dela prevalece. Comunidades interpretativas são formadas por aqueles que compartilham estratégias interpretativas mais ou menos comuns. '''Leitura de aprofundamento:''' BECKER, Howard S. ''Falando da sociedade''. Cap. 2, seção final. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009 — leitura integral opcional. ---- == Conceitos fundamentais == Representação · Reprodução e evocação · Seleção · Tradução · Arranjo · Processo interpretativo · Comunidade interpretativa == Exercícios == '''Registro 1 — Reconhecimento:''' associe cada conceito à definição correspondente (tabela de correspondência, a ser detalhada em formato de quiz na publicação final). '''Registro 2 — Aplicação:''' escolha uma campanha publicitária ou ação de comunicação organizacional real que você conhece. Identifique o que ela seleciona, como ela traduz uma experiência para o meio escolhido, como organiza o arranjo da narrativa e como diferentes públicos a interpretam de formas distintas — usando pelo menos quatro conceitos desta aula. '''Registro 3 — Metacognição:''' o que você percebe hoje, sobre a música que escolheu na Aula 1, que não teria percebido antes desta leitura? (resposta de 5 a 8 linhas — conecte obrigatoriamente com uma situação que você vai registrar no Diário de Campo). gd8ba2v9ilxqkfrab8yfanw47d68hz9 184743 184738 2026-08-02T01:33:03Z Lgjunior 21602 184743 wikitext text/x-wiki __TOC__ == O que você vai aprender nesta aula == Ao final desta aula, você será capaz de: * reconhecer a seleção como mecanismo inevitável de toda representação; * distinguir tradução (mudança de meio) de redação (organização técnica de um conteúdo); * identificar o arranjo como a ordem que uma narrativa escolhe para se contar; * explicar por que representações são sempre reinterpretadas por quem as recebe; * reconhecer o conceito de comunidade interpretativa em disputas de sentido do seu cotidiano. == Perguntas que vão orientar esta investigação == * O que uma representação deixa de fora — e quem decide isso? * Por que a mesma experiência muda de sentido quando passa de um meio para outro? * A ordem em que uma história é contada muda o que sentimos sobre ela? * Por que a mesma música, campanha ou notícia pode significar coisas opostas para públicos diferentes? ---- === Bloco 1 — Seleção === '''Pergunta-guia:''' Toda vez que contamos algo, alguma coisa sempre fica de fora. O que ou quem decide isso? [Provocação] Pense de novo na sua música. Se você tivesse que resumi-la em uma frase para alguém que nunca vai ouvi-la, o que você escolheria dizer — e o que ficaria, inevitavelmente, sem ser dito? [Conceituação] O sociólogo Howard S. Becker, da segunda geração da Escola de Chicago, estudou como produzimos "representações" sobre a sociedade: romances, fotografias, relatos etnográficos, tabelas, memes. Toda representação é sempre menor do que aquilo que representa. Ela não reproduz — reproduzir pressupõe cópia. Ela evoca: seleciona, organiza, traduz e enquadra. O primeiro elemento dessa evocação é a '''seleção''': decidir o que entra e o que é excluído de uma narrativa. '''Exemplo''' (Riobaldo, personagem de Guimarães Rosa, contando sua vida ao "Doutor"): "A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos, cada um com seu signo e sentimento [...]. Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo as coisas de rasa importância." Riobaldo não narra sua vida inteira, em ordem — ele escolhe trechos que parecem não seguir uma ordem linear. Essa escolha já é uma forma de interpretar a própria vida. '''Parágrafo de articulação:''' na Aula 1, vimos que a mesma música significa coisas diferentes para pessoas diferentes porque cada uma traz um repertório distinto para interpretá-la. A seleção mostra o outro lado desse processo: antes de qualquer interpretação, já houve uma escolha sobre o que a própria música — ou quem fala sobre ela — decidiu contar e omitir. Fotografar é enquadrar, e enquadrar é excluir. '''Leitura de aprofundamento:''' BECKER, Howard S. ''Falando da sociedade''. Cap. 2 — Representações da sociedade como produtos organizacionais. ---- === Bloco 2 — Tradução === '''Pergunta-guia:''' Por que a mesma experiência muda de sentido quando passa de um meio para outro? [Provocação] Se você tivesse que transformar sua música em uma foto, ou em um objeto, o que dessa foto ou objeto preservaria o "espírito" da música — e o que se perderia no caminho? [Conceituação] O segundo elemento é a '''tradução''': transpor uma experiência de um meio para outro. Uma vivência de rua vira funk; uma fé cotidiana vira altar doméstico; uma emoção vira romance. Cada meio impõe sua própria linguagem, limitações e possibilidades e por isso a tradução nunca é neutra: ela já reorganiza aquilo que traduz. '''Exemplo''' (Clarice Lispector, em "Escrevendo"): "infelizmente não sei 'redigir', não consigo 'relatar' uma ideia, não sei 'vestir uma ideia com palavras'." Redigir é o gesto técnico de organizar uma representação; representar é o gesto simbólico de fazer algo reaparecer. Quando a escritora diz que não sabe redigir, ela tensiona a ideia de que a experiência pode ser inteiramente traduzida sem perdas. '''Parágrafo de articulação:''' assim como a linguagem, na Aula 1, produzia uma "entrelinha" — algo que escapa mesmo quando se escreve —, a tradução é o esforço concreto de dar forma a essa entrelinha dentro de um meio disponível. O mesmo acontecimento pode virar reportagem, documentário ou música, e cada tradução produz um efeito diferente sobre quem recebe. '''Leitura de aprofundamento:''' BECKER, Howard S. ''Falando da sociedade''. Cap. 2, seção sobre tradução entre meios. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009 — leitura integral obrigatória. ---- === Bloco 3 — Arranjo === '''Pergunta-guia:''' A ordem em que uma história é contada muda o que sentimos sobre ela? [Provocação] Se você contasse a história da sua música começando pelo fim — como ela é hoje, na sua vida — em vez de começar por onde ela veio, o efeito seria o mesmo? [Conceituação] O terceiro elemento é o '''arranjo''': toda representação organiza uma ordem, uma sequência. Começa em algum lugar, segue para algum lugar. O hipertexto multiplicou as formas possíveis de arranjo, ligando textos entre si de modos não lineares. '''Exemplo''' uma música constrói sua narrativa em três movimentos — tensão, ápice, alívio. Se a ordem fosse invertida — alívio primeiro, tensão depois —, o efeito sobre quem ouve mudaria: talvez de superação para ameaça iminente. O tempo torna-se tempo humano na medida em que é organizado à maneira de uma narrativa. — Paul Ricoeur, ''Tempo e narrativa'' '''Leitura de aprofundamento:''' BECKER, Howard S. ''Falando da sociedade''. Cap. 2, seção sobre arranjo narrativo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009 — leitura integral recomendada. ---- === Bloco 4 — Processo interpretativo e comunidades interpretativas === '''Pergunta-guia:''' Por que a mesma música, campanha ou notícia pode significar coisas opostas para públicos diferentes? [Provocação] Alguém já discordou de você sobre o que a sua música "realmente" significa? Quem estava certo? [Conceituação] O quarto elemento é o '''processo interpretativo'''. Nenhuma representação chega pronta a quem a recebe — quem ouve, lê ou assiste recria o sentido. Chamamos de '''comunidade interpretativa''' o grupo que compartilha repertórios e estratégias de leitura semelhantes, e que por isso tende a interpretar um mesmo objeto de formas parecidas — diferentes de outra comunidade. '''Exemplo''' (fandom, sem atribuição a obra específica): fãs de uma mesma saga literária produzem teorias e narrativas próprias a partir do mesmo universo — e discordam entre si sobre seu significado. Um mesmo álbum pode ser lido, por um público, como denúncia social, e por outro, como estética de consumo. Nenhum dos dois grupos está simplesmente errado: cada um aplica um repertório diferente. No entanto, é possível solicitar ou levantar as razões que levaram a determinadas interpretações. <!-- nota de bastidor, não publicar: o material de apoio desta aula inclui um exemplo real particularmente denso — uma música de funk que narra uma abordagem policial e é lida de formas opostas por públicos diferentes. Ótimo caso para este bloco, mas toca racismo estrutural e violência de Estado — tema emocionalmente carregado (regra 5 das instruções). Não inserido como Exemplo fixo; fica como sugestão, sinalizada para decisão do professor. Se optar por usá-lo: incluir aviso de conteúdo sensível e indicação de canal de apoio institucional antes do trecho. --> '''Parágrafo de articulação:''' a escrevivência, vista na Aula 1 a partir da memória coletiva, já apontava que nem todo grupo tem as mesmas condições de ter sua narrativa reconhecida como legítima. O processo interpretativo mostra o outro lado dessa disputa: mesmo quando uma narrativa circula, comunidades diferentes disputam qual sentido dela prevalece. Comunidades interpretativas são formadas por aqueles que compartilham estratégias interpretativas mais ou menos comuns. '''Leitura de aprofundamento:''' BECKER, Howard S. ''Falando da sociedade''. Cap. 2, seção final. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009 — leitura integral opcional. ---- == Conceitos fundamentais == Representação · Reprodução e evocação · Seleção · Tradução · Arranjo · Processo interpretativo · Comunidade interpretativa == Exercícios == '''Registro 1 — Reconhecimento:''' associe cada conceito à definição correspondente (tabela de correspondência, a ser detalhada em formato de quiz na publicação final). '''Registro 2 — Aplicação:''' escolha uma campanha publicitária ou ação de comunicação organizacional real que você conhece. Identifique o que ela seleciona, como ela traduz uma experiência para o meio escolhido, como organiza o arranjo da narrativa e como diferentes públicos a interpretam de formas distintas — usando pelo menos quatro conceitos desta aula. '''Registro 3 — Metacognição:''' o que você percebe hoje, sobre a música que escolheu na Aula 1, que não teria percebido antes desta leitura? (resposta de 5 a 8 linhas — conecte obrigatoriamente com uma situação que você vai registrar no Diário de Campo). ea9efrq6jv4kmkfcikci8i9jjy5pd5a Discussão:Sociologia, Educação e Comunicação/Parte I/Linguagem e Sociedade II 1 33901 184740 2026-08-02T01:29:12Z Lgjunior 21602 /* Nota sobre a elaboração deste material */ nova secção 184740 wikitext text/x-wiki == Nota sobre a elaboração deste material == Este curso é uma reelaboração do material tradicional de Sociologia da Comunicação utilizado nas turmas da Cásper Líbero em 2024 e 2025, reorganizado a partir de uma metodologia ativa de ensino: [[Sociologia e Comunicação Cásper]] O processo de reelaboração envolveu diversos turnos de iteração com dois sistemas de inteligência artificial — Claude (Anthropic) e Kimi (Moonshot AI) — utilizados como ferramentas de apoio ao planejamento pedagógico, não como autores do conteúdo. A partir dessas iterações, foi desenvolvido um template de aula (após várias versões testadas e descartadas) e um conjunto de instruções e procedimentos de memória que orientam a produção de cada página do projeto "Aulas na Graduação". A abordagem pedagógica adotada tem como base a teoria da aprendizagem significativa de David Ausubel, na leitura de Marco Antonio Moreira, organizada em torno de um subsunçor único por unidade — um objeto do repertório do próprio aluno (uma música, um filme, uma campanha) que ancora a progressão dos conceitos. A essa base somam-se elementos de aprendizagem baseada em problemas, de aprendizagem cooperativa (técnica jigsaw, nos roteiros presenciais) e de prática reflexiva. Trata-se, portanto, de uma síntese metodológica construída para este curso, e não da aplicação de um único método ativo pré-existente. Toda decisão de conteúdo, seleção bibliográfica, exemplos e avaliação é de responsabilidade do professor. As ferramentas de IA foram usadas para estruturação, redação de rascunhos e revisão iterativa; nenhuma citação, dado ou atribuição constante neste material foi publicada sem verificação prévia do professor. [[Utilizador:Lgjunior|Lgjunior]] ([[Utilizador Discussão:Lgjunior|discussão]]) 01h29min de 2 de agosto de 2026 (UTC) 9hha117l2xvsaeke37c0kn13xm1mjd2 184742 184740 2026-08-02T01:32:31Z Lgjunior 21602 [[Ajuda:SEA|←]] branqueio de página 184742 wikitext text/x-wiki phoiac9h4m842xq45sp7s6u21eteeq1 Discussão:Sociologia, Educação e Comunicação 1 33902 184741 2026-08-02T01:31:57Z Lgjunior 21602 /* Nota sobre a elaboração deste material */ nova secção 184741 wikitext text/x-wiki == Nota sobre a elaboração deste material == Este curso é uma reelaboração do material tradicional de Sociologia da Comunicação utilizado nas turmas da Cásper Líbero em 2024 e 2025, reorganizado a partir de uma metodologia ativa de ensino: [[Sociologia e Comunicação Cásper]] O processo de reelaboração envolveu diversos turnos de iteração com dois sistemas de inteligência artificial — Claude (Anthropic) e Kimi (Moonshot AI) — utilizados como ferramentas de apoio ao planejamento pedagógico, não como autores do conteúdo. A partir dessas iterações, foi desenvolvido um template de aula (após várias versões testadas e descartadas) e um conjunto de instruções e procedimentos de memória que orientam a produção de cada página do projeto "Aulas na Graduação". A abordagem pedagógica adotada tem como base a teoria da aprendizagem significativa de David Ausubel, na leitura de Marco Antonio Moreira, organizada em torno de um subsunçor único por unidade — um objeto do repertório do próprio aluno (uma música, um filme, uma campanha) que ancora a progressão dos conceitos. A essa base somam-se elementos de aprendizagem baseada em problemas, de aprendizagem cooperativa (técnica jigsaw, nos roteiros presenciais) e de prática reflexiva. Trata-se, portanto, de uma síntese metodológica construída para este curso, e não da aplicação de um único método ativo pré-existente. Toda decisão de conteúdo, seleção bibliográfica, exemplos e avaliação é de responsabilidade do professor. As ferramentas de IA foram usadas para estruturação, redação de rascunhos e revisão iterativa; nenhuma citação, dado ou atribuição constante neste material foi publicada sem verificação prévia do professor. [[Utilizador:Lgjunior|Lgjunior]] ([[Utilizador Discussão:Lgjunior|discussão]]) 01h29min de 2 de agosto de 2026 (UTC) b9mhkbn53okkak2t1319ilan6v4oije Introdução ao Jornalismo Científico/Temas Centrais da Ciência Contemporânea/Atividade/Gabriela Reisch 0 33903 184748 2026-08-02T02:11:12Z Gabriela Reisch 44259 Atividade módulo 04 - Actígrafo 184748 wikitext text/x-wiki __NOTOC__ == Nome da atividade == <!-- Não altere a informação abaixo desta linha --> <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> Esta tarefa é realizada para cumprimento do módulo 4 do curso de Introdução ao Jornalismo Científico. Tome cuidado de '''estar logado na Wikiversidade'''. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho. </div> <!-- Não altere a informação acima desta linha --> == Atividade == <!-- Não altere a informação abaixo desta linha --> <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> O jornalismo científico envolve finalmente um processo de tradução. Passamos dos signos próprios ao meio científico, que tem seus próprios e jargões, para um outro sistema de signos, mais próximo ao público amplo. A tradução torna-se ainda mais complexa quando há também uma adaptação a novos meios, por exemplo do texto científico para o produto audiovisual na comunicação científica. Entender como a tradução intersemiótica é realizada no campo da divulgação científica é um esforço central na pesquisa sobre a comunicação da ciência. [https://www.scielo.br/j/alfa/a/qDtBgPftvLHW3HjMK9rm4Jf/?lang=pt Neste exemplo], são apresentadas as estratégias de construção de duas matérias sobre ciências agrárias. O exercício proposto aqui envolve justamente uma comparação sobre como foi realizada a comunicação sobre uma mesma produção científica. Para isso, você deverá selecionar uma notícia sobre um tema científico e verificar de que forma ela foi abordada por dois veículos jornalísticos diferentes. Analise tópicos como: o título, o abre, a descrição do método, a realização de entrevistas, o contexto que a notícia oferece. O roteiro abaixo explica como deve ser feito. </div> <!-- Não altere a informação acima desta linha --> == Nome de usuário(a) == <!-- Não altere a informação abaixo desta linha --> Gabriela Reisch <!-- Não altere a informação acima desta linha --> == Material selecionado == <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> Nesta seção, você deve listar o material selecionado para o exercício: * dois produtos jornalísticos, de qualquer meio e de veículos distintos, sobre um mesma tema científico, preferencialmente sobre uma mesma notícia científica; e * a publicação científica que deu origem à divulgação científica realizada nos dois produtos jornalísticos selecionados. </div> <!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha --> * Título e link da notícia 1: "Astronautas da missão lunar Artemis II usaram “relógio” brasileiro para monitorar a saúde": https://revistapesquisa.fapesp.br/astronautas-da-missao-lunar-artemis-usaram-relogio-brasileiro-para-monitorar-saude/ * Título e link da notícia 2: "'Só descobrimos no lançamento': equipamento brasileiro vai à Lua com astronautas da Nasa na missão Artemis II": https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2026/05/09/so-descobrimos-no-lancamento-equipamento-brasileiro-vai-a-lua-com-astronautas-da-nasa-na-missao-artemis-ii.ghtml * Título e link da produção científica: "Especificações Técnicas e Recomendações Sobre o Uso da Actigrafia": https://www.researchgate.net/publication/358421474_Especificacoes_Tecnicas_e_Recomendacoes_Sobre_o_Uso_da_Actigrafia#pf4 <!-- Escreva sua resposta acima desta linha--> == Produção científica == <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> Para esta etapa, você precisará ler e descrever a produção científica selecionada. Responda às questões abaixo. </div> <!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha --> * Qual a contribuição científica pretendida? ** Descrição do que é o dispositivo e recomendações de uso da Actigrafia. * Qual o método científico adotado? ** O texto é uma revisão de literatura, na forma de um consenso técnico/científico. Assim, é revisado o histórico tecnológico dos actígrafos (destacando o desenvolvimento de modelos nacionais), detalhado as especificações do aparelho, os parâmetros de coleta de dados (modos ZCM, TAT e PIM) e armazenamento, analisado os algoritmos de estimativa de sono e recomendações de escolha de modelo. * Quais são as limitações do método, tais quais apresentadas no artigo? ** No artigo é afirmado que a Actigrafia tem como principal limitação técnica a incapacidade de avaliar os diferentes estágios do sono, ao contrário da PSG. O artigo também destaca a falta de padronização entre os fabricantes, o que pode gerar discrepâncias nos resultados de diferentes marcas. Além disso, a maioria dos softwares é proprietária, impedindo o acesso livre e limitando a reprodutibilidade. * Qual o resultado realizado? ** O artigo tem como resultado que a Actigrafia é uma ferramenta validada, de baixo custo, menos invasiva e mais conveniente para coletas de longo prazo e em larga escala no ambiente natural do paciente. Além disso, são estabelecidas diretrizes sobre os modos de processamento, tamanho da época de gravação e fatores a considerar (como idade e doença) para que a ferramenta alcance melhor precisão. * Qual o impacto deste resultado? ** O principal impacto é oferecer parâmetros padronizados para que a comunidade científica e médica utilize a Actigrafia de forma confiável, minimizando erros metodológicos na inferência de estados de sono e vigília. Além disso, a inovação tecnológica no Brasil é valorizada, demonstrando a capacidade de produzir equipamentos validados que integram múltiplas variáveis ambientais (como luz e temperatura). <!-- Escreva sua resposta acima desta linha--> == Produção jornalística == <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> Para esta etapa, você precisará ler e descrever cada uma das notícias de comunicação científica selecionadas. Responda às questões abaixo. </div> <!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha --> * Em que medida o método da pesquisa é descrito? ** '''Comunicação 1:''' O texto descreve o percurso de desenvolvimento da tecnologia, citando que é resultado de 20 anos de pesquisa da Condor Instruments, de estudos da USP e apoio da FAPESP. O método do actígrafo em si é pouco detalhado, mas a reportagem descreve bem as funcionalidades e finalidades do equipamento. ** '''Comunicação 2:''' A matéria se limita a descrever a aplicação prática do equipamento, sem se aprofundar no método científico de funcionamento do mesmo. Assim, é descrito no texto que o aparelho acompanha continuamente a reação do organismo à ausência da alternância natural entre dia e noite (luz solar) para monitorar o relógio biológico dos usuários. * Qual a função das entrevistas, se ocorreram? ** '''Comunicação 1:''' As entrevistas com pesquisadores e um cofundador da Condor têm a função de dar suporte institucional e especialista à reportagem. Elas servem para explicar as dificuldades de financiamento no Brasil, detalhar o funcionamento da rede de pesquisa espacial (Space Farming Brazil) e expor as motivações e aplicações terrestres dessas inovações, como essas pesquisas podem auxiliar nos impactos das mudanças climáticas na agricultura. ** '''Comunicação 2:''' A entrevista é centralizada em Luis Filipe Rossi, CTO e cofundador da empresa que desenvolveu o aparelho utilizado pelos astronautas. A função principal é relatar a conquista, detalhando o contato técnico dos engenheiros com a Nasa e explicando, de forma didática, os riscos operacionais da privação de sono no espaço. * Em que medida alguns resultados são destacados e outros, não? ** '''Comunicação 1:''' O resultado inicial destacado é a escolha do aparelho pela Nasa, mas a reportagem amplia seu foco para os resultados da ciência brasileira como um todo no programa Artemis, enfatizando os avanços na pesquisa na agricultura (grão-de-bico e batata-doce) e o envio de amostras biológicas ao espaço. ** '''Comunicação 2:''' A matéria destaca o diferencial técnico do sensor de luz da Condor. O texto demonstra o prestígio global da tecnologia e inovação brasileira, em que quase 90% das vendas vão para o exterior e citando clientes como Harvard, Stanford e companhias aéreas. * Em que medida a notícia oferece um contexto suficiente para a compreensão da produção científica? ** '''Comunicação 1:''' A reportagem oferece um contexto mais amplo que o da produção científica, contextualizando não apenas a função do aparelho que foi utilizado pelos astronautas na Artemis II, mas toda a inserção do Brasil nos Acordos Artemis e os desdobramentos de pesquisas nacionais em agricultura espacial e microbiologia para apoiar viagens a Marte e a presença sustentável na Lua. ** '''Comunicação 2:''' O texto contextualiza bem o problema fisiológico que a produção científica tenta resolver (a desorganização do ciclo circadiano). Assim, o contexto fornecido é suficiente para o entendimento da finalidade do equipamento, porém é mais focado em contextualizar a trajetória da empresa no mercado global de tecnologia. <!-- Escreva sua resposta acima desta linha--> == Análise == <div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;"> Para esta etapa, você precisará fazer um texto de até 2.000 caracteres comparando as estratégias de tradução intersemiótica realizadas pelas duas notícias. O que queremos saber finalmente é em que medida conseguiram comunicar adequadamente o resultado e o processo da ciência. Você pode também indicar exemplos positivos e negativos da prática de comunicação realizada. </div> As duas reportagens utilizam estratégias de tradução intersemiótica (sincretismo entre linguagens verbal e visual) para explicar de forma didática a complexidade técnica da actigrafia. Além disso, o elemento visual também serve para atrair o leitor ao assunto abordado. A Revista Pesquisa FAPESP adota imagens do espaço (a Lua e a Terra), fotografias de cientistas trabalhando em laboratórios botânicos e ilustração dos astronautas na Artemis II com o actígrafo. O texto acompanha esses visuais, detalhando o desenvolvimento do actígrafo e se expande para explicar os testes de microgravidade e pesquisas de agricultura espacial. Assim, isso se torna um exemplo positivo da comunicação realizada sobre o processo da ciência, mostrando que inovações são frutos de redes colaborativas e de financiamento. Por outro lado, ao ampliar muito o contexto científico da missão Artemis, o resultado específico do uso do actígrafo acabou sendo diluído ao longo do texto. O jornal O Globo foca na perspectiva do sucesso tecnológico. Visualmente, encontram-se apenas imagens voltadas aos astronautas e ao actígrafo. Verbalmente, a matéria simplifica os termos técnicos e médicos, traduzindo a utilidade do equipamento como uma solução para os problemas operacionais que podem ser causados pela desorganização do relógio biológico no espaço. Assim, essa reportagem é eficaz na comunicação do resultado prático da ciência, conectando a tecnologia a um problema de fácil compreensão. Entretanto, não háa explicação do processo científico, substituindo os métodos acadêmicos por uma narrativa de mercado focada nas vendas e nos clientes internacionais da empresa. <!-- Escreva sua resposta acima desta linha--> == Próximos passos == Após concluir a atividade, clique no botão abaixo para ir para o próximo módulo do curso. <div class="mw-ui-button" role="button" style="margin:5px 0;background-color:;color:;">[[Introdução ao Jornalismo Científico/Modos de Organização e Financiamento dos Sistemas de Pesquisa, no Brasil e no Exterior|Próximo Módulo]]</div> {{referências}} [[Categoria:Introdução ao Jornalismo Científico/Atividades|Atividade4]] dn9465dxliq47hycns6dd6z3yof46uc