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TimedText talk
Módulo
Módulo Discussão
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Evento Discussão
Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade
0
22508
187284
187275
2026-10-13T19:15:11Z
MarthoDomingues
45118
/* Módulo 1 Atividade - Gabrielle Martho Domingues */ nova secção
187284
wikitext
text/x-wiki
<noinclude>
<big><center>Para realizar a tarefa, você deve digitar o seu nome de usuário(a) no campo abaixo e clicar em "Registrar atividade".</center></big>
<br>
<br>
<center>
[[File:Tutorial tarefa modulo 1.webm|450px]]
<br>
<br>
'''Antes de iniciar a atividade, veja o vídeo acima.'''
</center>
<inputbox>
type=create
id=cf-create-open
placeholder=Digite o seu nome de usuário(a)
preload=Predefinição:IJC/Atividade1
editintro=Predefinição:IJC/Atividade/Instruções
width=35
buttonlabel=Registrar atividade
bgcolor=#ffffff
prefix = {{FULLPAGENAME}}/
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</inputbox>
== Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade ==
</noinclude>
Esta seção apresenta a tarefa principal do Módulo 1 do curso de "Introdução ao Jornalismo Científico". A realização da tarefa é indispensável para o reconhecimento de participação no curso. Seu trabalho estará acessível, publicado no ambiente wiki, e será anexado ao certificado de realização do curso, quando finalizar todas as atividades.
'''Antes de começar'''
Você precisa estar logado na Wikiversidade e cadastrado no painel de controle do curso. Se tiver dúvidas, consulte as instruções disponíveis na própria página do módulo. Sem esse cadastro, não há como validar sua atividade.
Você pode consultar atividades de alunos das edições anteriores para visualizar o formato esperado das respostas e o padrão de organização do exercício.
A expectativa de tempo para esta tarefa é: 5 horas
'''1. Escolha da matéria.''' Selecione uma matéria da revista Pesquisa FAPESP. Ela deve tratar de um tema de pesquisa, isto é, baseada em pelo menos uma publicação científica. Os artigos estão disponíveis na página principal da revista. Coloque o título, autoria, data de publicação, link da matéria.
'''2. Resumo.''' Elabore um resumo objetivo da matéria, com até 300 caracteres.
'''3. Identificação do objeto e da metodologia.''' A partir da reportagem, identifique e analise: O objeto de pesquisa; A metodologia científica utilizada (observação, hipótese, experimentação, análise e/ou publicação).
'''4. Consulta às pesquisas originais.''' Acesse as pesquisas que embasam o artigo. ''Analise especialmente a seção metodológica'': analise se o artigo da Pesquisa FAPESP documenta bem o processo de pesquisa; analise o que está claro e o que ficou de fora.
'''5. Metáforas e estratégias de comunicação.''' Releia o conteúdo da aula sobre metáforas e estratégias do jornalismo científico. ''No artigo da Pesquisa FAPESP, identifique'': Quais metáforas científicas ou inspiradas na ciência foram usadas; Por que elas aparecem; Como ajudam (ou atrapalham) a compreensão da informação científica.
'''6. O que é ciência e mediação crítica.''' Com base na aula [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Ciência e Filosofia|"Ciência e Filosofia"]], analise: Em que medida a matéria funciona como um mediador crítico; Apresente exemplos concretos extraídos do texto.
'''7. Como publicar.''' Digite seu nome de usuário no campo indicado na página do módulo e clique em "Registrar atividade". Escreva suas respostas, salve e publique.
'''8. Aviso IMPORTANTE: fontes.''' Todas as fontes consultadas, especialmente a matéria e as pesquisas originais, devem ser registradas corretamente na caixa de informações que aparecerá ao final do exercício. Sem essa indicação, sua atividade não poderá ser validada.
'''9. Inclua também as palavras-chave presentes na matéria escolhida.''' Se a matéria não apresentar palavras-chave, você deve criar de 2 a 5 termos que representem os principais assuntos abordados, como por exemplo: "meio ambiente", "saúde", "educação científica", "tecnologia", etc.
== Análise crítica de artigo da revista Pesquisa FAPESP ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/exercicios-fortalecem-tambem-nervos-do-coracao/
|-
! Palavras-chave
| Cardiologia, Exercício físico
|-
! Usuário
| Marq.lari
|-
! Data
| 09/11/2025
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Marq.lari|Acessar]]
|}
== Módulo 1 atividade - Carolina Carettin ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/alguns-insetos-se-escondem-outros-se-exibem/
|-
! Palavras-chave
| Insetos, biologia, zoologia
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Carolina Carettin|Carolina Carettin]] ([[Utilizador Discussão:Carolina Carettin|discussão]])
|-
! Data
| 12h12min de 12 de novembro de 2025 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Carolina Carettin|Acessar]]
|}
== Módulo 1 Atividade - IzabelCMartins ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (http://revistapesquisa.fapesp.br/como-o-turismo-afeta-as-mudancas-climaticas-e-vice-versa/)
|-
! Palavras-chave
| (Turismo sustentável, Mudanças climáticas, Meio Ambiente, Vulnerabilidade litorânea, Mitigação climática, aquecimento global)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:IzabelCMartins|IzabelCMartins]] ([[Utilizador Discussão:IzabelCMartins|discussão]])
|-
! Data
| 01h41min de 17 de novembro de 2025 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/ IzabelCMartins|Acessar]]
|}
== teste815 ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| www.teste.com.br
|-
! Palavras-chave
| palavra, jornalismo, ciencia, lorem
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Teste815|Teste815]] ([[Utilizador Discussão:Teste815|discussão]])
|-
! Data
| 16h17min de 24 de novembro de 2025 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/teste815|Acessar]]
|}
== Maria Clara Rodriguez Sosa - Módulo 1 ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/novos-desafios-da-agricultura-e-da-pecuaria/
|-https://www.nature.com/articles/s41586-025-09085-w
! Palavras-chave
| (clima, fome, mudanças climáticas)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Maria Clara Rodriguez Sosa|Maria Clara Rodriguez Sosa]] ([[Utilizador Discussão:Maria Clara Rodriguez Sosa|discussão]])
|-
! Data
| 19h15min de 3 de dezembro de 2025 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Maria Clara Rodriguez Sosa|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
|https://revistapesquisa.fapesp.br/novos-desafios-da-agricultura-e-da-pecuaria/
|https://www.nature.com/articles/s41586-025-09085-w
! Palavras-chave
| clima, fome, mudanças climáticas
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Maria Clara Rodriguez Sosa|Maria Clara Rodriguez Sosa]] ([[Utilizador Discussão:Maria Clara Rodriguez Sosa|discussão]])
|-
! Data
| 19h21min de 3 de dezembro de 2025 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Maria Clara Rodriguez Sosa|Acessar]]
|}
== Módulo 1 ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/floresta-preservada-mantem-seguranca-alimentar-amazonica/
|-
! Palavras-chave
| Amazônia; Caça; Sustentabilidade
|-
! Usuário
| Kvm2025
|-
! Data
| 03/12/2025
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Kvm2025|Acessar]]
|}
== A ciência da erosão ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2024/04/060-063_engenharia-costeira_338-1.pdf
|-
! Palavras-chave
| erosão costeira, obras rígidas, ocupação costeira
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Lyxavier|Lyxavier]] ([[Utilizador Discussão:Lyxavier|discussão]])
|-
! Data
| 16h25min de 5 de dezembro de 2025 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Lyxavier|Acessar]]
|}
== Alzheimer é mais comum em mulheres ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (insira o link da matéria da Revista FAPESP aqui)
|-https://revistapesquisa.fapesp.br/estudo-busca-explicar-por-que-alzheimer-e-mais-comum-em-mulheres/?utm_source=chatgpt.com
! Palavras-chave
| (Alzheimer; Carnitina; Demência; L-acetil-carnitina; Mitocôndrias; Neurologia)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Ellen Carolina dos Santos Cursino|Ellen Carolina dos Santos Cursino]] ([[Utilizador Discussão:Ellen Carolina dos Santos Cursino|discussão]])
|-
! Data
| 04h32min de 9 de dezembro de 2025 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Ellen Carolina dos Santos Cursino|Acessar]]
|}
== Alzheimer é mais comum em mulheres ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (https://revistapesquisa.fapesp.br/estudo-busca-explicar-por-que-alzheimer-e-mais-comum-em-mulheres/?utm_source=chatgpt.com)
|-
! Palavras-chave
| (Alzheimer; Carnitina; Demência; L-acetil-carnitina; Mitocôndrias; Neurologia)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Ellen Carolina dos Santos Cursino|Ellen Carolina dos Santos Cursino]] ([[Utilizador Discussão:Ellen Carolina dos Santos Cursino|discussão]])
|-
! Data
| 04h33min de 9 de dezembro de 2025 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Ellen Carolina dos Santos Cursino|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/intoxicacao-por-chumbo-pode-ter-impedido-neandertais-e-outras-especies-humanas-de-se-comunicarem/
|-
! Palavras-chave
| neurociência, hominídeos, chumbo, jornalismo
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Marina Odaguiri Kobori|Marina Odaguiri Kobori]] ([[Utilizador Discussão:Marina Odaguiri Kobori|discussão]])
|-
! Data
| 17h12min de 10 de dezembro de 2025 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Marina Odaguiri Kobori|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/intoxicacao-por-chumbo-pode-ter-impedido-neandertais-e-outras-especies-humanas-de-se-comunicarem/
|-
! Palavras-chave
| neurociência, hominídeos, jornalismo
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Marina Odaguiri Kobori|Marina Odaguiri Kobori]] ([[Utilizador Discussão:Marina Odaguiri Kobori|discussão]])
|-
! Data
| 17h16min de 10 de dezembro de 2025 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Marina Odaguiri Kobori|Acessar]]
|}
== Pensamento, linguagem e conhecimento científico ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/linguagem-humana-existe-ha-pelo-menos-135-mil-anos/
|-
! Palavras-chave
| Linguagem, Evolução, Origem, Ciência
|-
! Usuário
| Ana clara menegueli
|-
! Data
| 15/12/2025
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Ana clara menegueli|Acessar]]
|}
== Análise de matéria - Mudanças climáticas e formato das flores ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/chuvas-tropicais-ajudaram-a-moldar-o-formato-das-flores/
|-
! Palavras-chave
| Ambiente; Biologia; Botânica; Ecologia; Evolução.
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Pamela Frnc|Pamela Frnc]] ([[Utilizador Discussão:Pamela Frnc|discussão]])
|-
! Data
| 17h40min de 6 de janeiro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Pamela Frnc|Acessar]]
|}
== atividade1 ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/universidades-brasileiras-discutem-regras-de-uso-de-inteligencia-artificial/
|-
! Palavras-chave
| inteligência artificial; educação; ética
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Laislorenco|Laislorenco]] ([[Utilizador Discussão:Laislorenco|discussão]])
|-
! Data
| 17h59min de 6 de janeiro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/ Laislorenco|Acessar]]
|}
== Atividade Módulo 1 ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (insira o link da matéria da Revista FAPESP aqui)
|-
! Palavras-chave
| (insira as palavras-chave da matéria aqui)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Deboracamacholuz|Deboracamacholuz]] ([[Utilizador Discussão:Deboracamacholuz|discussão]])
|-
! Data
| 14h15min de 9 de janeiro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/ Deboracamacholuz|Acessar]]
|}
== Módulo 1 - O clima na evolução das flores ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/chuvas-tropicais-ajudaram-a-moldar-o-formato-das-flores/
|-
! Palavras-chave
| flores, polinização.
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Maria Angélica Santos|Maria Angélica Santos]] ([[Utilizador Discussão:Maria Angélica Santos|discussão]])
|-
! Data
| 17h37min de 12 de janeiro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Maria Angélica Santos|Acessar]]
|}
== Tarefa-modulo1 ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-forma-rara-de-colisao-que-ocorre-no-acelerador-lhc-poderia-produzir-particula-candidata-a-ser-a-materia-escura/)
|-
! Palavras-chave
| (Acelerador; Áxion; Física de partículas; LHC; matéria escura; Núcleo de chumbo; Próton)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Astrozin|Astrozin]] ([[Utilizador Discussão:Astrozin|discussão]])
|-
! Data
| 15h23min de 14 de janeiro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Astrozin|Acessar]]
|}
== Módulo 1 - Pobreza menstrual: ciência, dados e mediação crítica ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (https://revistapesquisa.fapesp.br/o-drama-da-pobreza-menstrual/)
|-
! Palavras-chave
| (pobreza menstrual, saúde da mulher,políticas públicas, desigualdade social, divulgação científica)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Helen.takamitsu|Helen.takamitsu]] ([[Utilizador Discussão:Helen.takamitsu|discussão]])
|-
! Data
| 18h03min de 14 de janeiro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/ Helen.takamitsu|Acessar]]
|}
== Atividade Módulo 1 - Evolução da linguagem ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (https://revistapesquisa.fapesp.br/linguagem-humana-existe-ha-pelo-menos-135-mil-anos/)
|-
! Palavras-chave
| (Linguagem, Evolução, Arqueologia)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Otávio Ítalo Matos Uzumaki|Otávio Ítalo Matos Uzumaki]] ([[Utilizador Discussão:Otávio Ítalo Matos Uzumaki|discussão]])
|-
! Data
| 19h26min de 18 de janeiro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Otávio Ítalo Matos Uzumaki|Acessar]]
|}
== Atividade Final - Módulo 1 - helen.takamitsu ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/o-drama-da-pobreza-menstrual/
|-
! Palavras-chave
| (Inclusão, Justiça, Direitos)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Helen.takamitsu|Helen.takamitsu]] ([[Utilizador Discussão:Helen.takamitsu|discussão]])
|-
! Data
| 21h25min de 18 de janeiro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/helen.takamitsu|Acessar]]
|}
== Atividade do Módulo 1 - Mia Schezaro-Ramos ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/vacina-contra-o-hpv-diminui-em-58-os-casos-de-cancer-de-colo-do-utero-e-em-67-os-de-lesoes-pre-tumorais/
|-
! Palavras-chave
| Epidemiologia, Imunologia
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Mia Schezaro-Ramos|Mia Schezaro-Ramos]] ([[Utilizador Discussão:Mia Schezaro-Ramos|discussão]])
|-
! Data
| 18h11min de 22 de janeiro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Mia Schezaro-Ramos|Acessar]]
|}
== Tarefa do Módulo 1 - Laís Cerqueira Fernandes ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/milho-chegou-ao-brasil-pela-amazonia-ocidental-e-foi-domesticado-ao-longo-de-ondas-migratorias/
|-
! Palavras-chave
| agropecuaria, arqueologia, botanica
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Lais CF|Laís Cerqueira Fernandes]] ([[Utilizador Discussão:Lais CF|discussão]])
|-
! Data
| 04h37min de 23 de janeiro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Laís Cerqueira Fernandes|Acessar]]
|}
== Tarefa do Módulo 1- Juliana R Camacho. Os anéis do centauro ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/formacao-de-aneis-e-disco-de-materia-ao-redor-de-asteroide-e-observada-quase-em-tempo-real/
|-https://revistapesquisa.fapesp.br/formacao-de-aneis-e-disco-de-materia-ao-redor-de-asteroide-e-observada-quase-em-tempo-real/
! Palavras-chave
| astrofísica, centauro, quíron
|-#ANEL #ASTROFÍSICA #CENTAURO #CHARIKLO #DISCO #HAUMEA #JÚPITER #OCULTAÇÃOESTELAR #PLANETAANÃO #QUAOAR ##QUÍRON #SISTEMASOLAR
! Usuário
| [[Utilizador:Juliana R Camacho|Juliana R Camacho]] ([[Utilizador Discussão:Juliana R Camacho|discussão]])
|- Juliana R Camacho
! Data
| 20h55min de 23 de janeiro de 2026 (UTC)
|- 23/01/26
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Juliana R Camacho|Acessar]]
|}
== Ciência de dados no estudo de ética em pesquisa ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/dinheiro-oculto/
|-
! Palavras-chave
| financiamento; etica; psiquiatria; ciencia de dados
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Monoclonais|Monoclonais]] ([[Utilizador Discussão:Monoclonais|discussão]])
|-
! Data
| 00h53min de 26 de janeiro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Monoclonais|Acessar]]
|}
== Tarefa do Módulo 1 Jaqueline Bianchi ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/pesquisa-aponta-preferencia-de-mosquitos-da-mata-atlantica-por-sangue-humano/
|-
! Palavras-chave
| desmatamento, entomologia, Mata Atlântica, mosquito
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Jaqueline Bianchi|Jaqueline Bianchi]] ([[Utilizador Discussão:Jaqueline Bianchi|discussão]])
|-
! Data
| 14h12min de 27 de janeiro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Jaqueline Bianchi|Acessar]]
|}
== Módulo 1 - Resumo Matéria Vacina contra o HPV ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/vacina-contra-o-hpv-diminui-em-58-os-casos-de-cancer-de-colo-do-utero-e-em-67-os-de-lesoes-pre-tumorais/
|-
! Palavras-chave
| HPV; vacinação; câncer do colo do útero; lesões pré-tumorais; saúde pública.
|-
! Usuário
| [[Utilizador:F.Cost|F.Cost]] ([[Utilizador Discussão:F.Cost|discussão]])
|-
! Data
| 17h42min de 28 de janeiro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/F.Cost|Acessar]]
|}
== Tarefa do Módulo 1 - Vacina conta a dengue Butantan-DV ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/vacina-contra-a-dengue-comeca-a-ser-aplicada-em-equipes-da-atencao-primaria-a-saude/
|-
! Palavras-chave
| Butantan-DV, Dengue, Dengue grave, Sorotipo, Vacinas
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Carolina Ito Messias|Carolina Ito Messias]] ([[Utilizador Discussão:Carolina Ito Messias|discussão]])
|-
! Data
| 14h02min de 2 de fevereiro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Carol ItoSobre vacina contra a dengue|Acessar]]
|}
== Atv Módulo 1 LM - Neurônios que controlam a busca por comida ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/neuronios-na-base-do-cerebro-controlam-a-busca-compulsiva-por-comida/
|-
! Palavras-chave
| Neurologia, Sistema Nervoso, Substância cinzenta periaquedutal, Alimentação, Compulsão alimentar.
|-
! Usuário
| [[Utilizador:LMmassone|LMmassone]] ([[Utilizador Discussão:LMmassone|discussão]])
|-
! Data
| 22h30min de 3 de fevereiro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/LMmassone|Acessar]]
|}
== Atividade Módulo 1 - Pesquisa sobre corais ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/pesquisadores-buscam-restaurar-recifes-de-coral-dizimados-por-ondas-de-calor/
|-
! Palavras-chave
| Aquecimento Global biologia marinha Conservação Corais Microbiologia Microbioma Mudanças climáticas
|-
! Usuário
| Giullia Della Déa
|-
! Data
| 21h30min de 3 de fevereiro de 2026
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Giullia Della Déa|Acessar]]
|}
== Quando a ciência amplia o olhar sobre a fome ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/ciencia-propoe-olhar-ampliado-para-sanar-a-fome-no-brasil/
|-
! Palavras-chave
| Fome; insegurança alimentar; sistemas alimentares; políticas públicas; pesquisa científica.
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Jessica14.levy|Jessica14.levy]] ([[Utilizador Discussão:Jessica14.levy|discussão]])
|-
! Data
| 23h02min de 4 de fevereiro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Jessica14.levy|Acessar]]
|}
== Atividade Módulo 1 - Xenya Bucchioni ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/fagoterapia-avanca-no-brasil-como-alternativa-contra-superbacterias/
|-
! Palavras-chave
| biologia genética medicina saúde pública
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Xenya Bucchioni|Xenya Bucchioni]] ([[Utilizador Discussão:Xenya Bucchioni|discussão]])
|-
! Data
| 00h57min de 6 de fevereiro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Xenya Bucchioni|Acessar]]
|}
== Atividade final bloco 1 ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://agencia.fapesp.br/corais-de-fogo-do-brasil-podem-estar-sofrendo-extincao-silenciosa-afirmam-especialistas/57088
|-
! Palavras-chave
| extinção, corais-de-fogo, branqueamento, ecologia
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Amanda biologia|Amanda biologia]] ([[Utilizador Discussão:Amanda biologia|discussão]])
|-
! Data
| 14h28min de 16 de fevereiro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Amanda Biologia|Acessar]]
|}
== Atividade Final - modulo1 ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/consumo-de-drogas-ilicitas-cresceu-cerca-de-80-no-brasil-de-2012-a-2023/
|-
! Palavras-chave
| Palavras-chave: consumo de drogas ilícitas; Lenad III; levantamento epidemiológico; saúde pública; prevalência; percepção de risco; maconha; cocaína; adolescentes; políticas públicas.
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Lucas de Oliveira Cardoso|Lucas de Oliveira Cardoso]] ([[Utilizador Discussão:Lucas de Oliveira Cardoso|discussão]])
|-
! Data
| 18h29min de 16 de fevereiro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Lucas de Oliveira Cardoso|Acessar]]
|}
== Estudo tenta explicar por que Alzheimer é mais comum em mulheres ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/estudo-busca-explicar-por-que-alzheimer-e-mais-comum-em-mulheres/?utm_source=chatgpt.com
|- https://revistapesquisa.fapesp.br/estudo-busca-explicar-por-que-alzheimer-e-mais-comum-em-mulheres/?utm_source=chatgpt.com
! Palavras-chave
|
* Alzheimer
* Carnitina
* Demência
* L-acetil-carnitina
* Mitocôndrias
* Neurologia
|- Alzheimer, Carnitina, Demência, Mulheres e Neurologia
! Usuário
| [[Utilizador:Ellen Carolina dos Santos Cursino|Ellen Carolina dos Santos Cursino]] ([[Utilizador Discussão:Ellen Carolina dos Santos Cursino|discussão]])
|- ellen.cursino
! Data
| 15h37min de 17 de fevereiro de 2026 (UTC)
|-17/02/2026
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Ellen Carolina dos Santos Cursino|Acessar]]
|}
== Alzheimer é mais comum em mulheres ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/estudo-busca-explicar-por-que-alzheimer-e-mais-comum-em-mulheres/?utm_source=chatgpt.com
|-
! Palavras-chave
|
Alzheimer
Carnitina
Demência
L-acetil-carnitina
Mitocôndrias
Neurologia
|-
! Usuário
| ellen.cursino
|-
! Data
/17/02/2026
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/ellen.cursino|Acessar]]
|}
== MateusCunhadaSilva - Módulo 1 ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/hip-hop-comeca-a-se-consolidar-como-campo-de-estudos-academicos/
|-
! Palavras-chave
| Hip hop, Ciência, Jornalismo Científico, Cultura, Ciências Sociais.
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Mateus Cunha da Silva|Mateus Cunha da Silva]] ([[Utilizador Discussão:Mateus Cunha da Silva|discussão]])
|-
! Data
| 00h19min de 19 de fevereiro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Mateus Cunha da Silva|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/pantanal-e-o-bioma-brasileiro-que-mais-aqueceu-e-perdeu-chuvas-em-40-anos/
|-
! Palavras-chave
| Pantanal, Crise Climática, Seca, Incêndios, Desmatamento, Aquecimento Global.
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Sol.kurpiel|Sol.kurpiel]] ([[Utilizador Discussão:Sol.kurpiel|discussão]])
|-
! Data
| 17h45min de 19 de fevereiro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Sol.kurpiel Pantanal: seco e quente|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/pantanal-e-o-bioma-brasileiro-que-mais-aqueceu-e-perdeu-chuvas-em-40-anos
|-
! Palavras-chave
| Pantanal, Crise Climática, Seca, Incêndios, Desmatamento, Aquecimento Global.
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Sol.kurpiel|Sol.kurpiel]] ([[Utilizador Discussão:Sol.kurpiel|discussão]])
|-
! Data
| 17h52min de 19 de fevereiro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/ Sol.kurpiel|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (https://revistapesquisa.fapesp.br/pantanal-e-o-bioma-brasileiro-que-mais-aqueceu-e-perdeu-chuvas-em-40-anos)
|-
! Palavras-chave
| (Pantanal, Crise Climática, Seca, Incêndios, Desmatamento, Aquecimento Global)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Sol.kurpiel|Sol.kurpiel]] ([[Utilizador Discussão:Sol.kurpiel|discussão]])
|-
! Data
| 18h25min de 19 de fevereiro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Sol.kurpiel|Acessar]]
|}
== Atividade Módulo 1 - Tecnologia impulsiona produção de lúpulo no Brasil ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (https://agencia.fapesp.br/tecnologia-impulsiona-producao-de-lupulo-no-brasil/56314 )
|-
! Palavras-chave
| (Cerveja; Lúpulo; Química verde; Extração supercrítica; Sustentabilidade)
|-
! Usuário
|Thacsantos
|-
! Data
| 20.02.26
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/ThaliSantos|Acessar]]
|}
== Teor de cacau analisado isotopicamente ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/quantidade-de-cacau-no-chocolate-meio-amargo-e-similar-ao-das-versoes-ao-leite-e-branco-aponta-estudo/
|-
! Palavras-chave
| açúcar, cacau, carbono, chocolate, Isótopos, Nitrogênio
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Caroline Neves Pereira|Caroline Neves Pereira]] ([[Utilizador Discussão:Caroline Neves Pereira|discussão]])
|-
! Data
| 02h50min de 23 de fevereiro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Caroline Neves Pereira|Acessar]]
|}
== O plantio nativo da mandioca ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| <https://revistapesquisa.fapesp.br/tecnica-de-plantio-de-povo-do-alto-xingu-aumenta-a-diversidade-da-mandioca/>
|-
! Palavras-chave
| Mandioca, Diversidade Genética, Povos Indígenas, Alto Xingu
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Lplaques|Lplaques]] ([[Utilizador Discussão:Lplaques|discussão]])
|-
! Data
| 16h40min de 2 de março de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Lplaques|Acessar]]
|}
== Atividade Módulo 1 - Fagoterapia avança no Brasil como alternativa contra superbactérias ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/fagoterapia-avanca-no-brasil-como-alternativa-contra-superbacterias/
|-
! Palavras-chave
| Microbiologia; Fagoterapia; Bactéria; Vírus.
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Giovanna Furioto da Fonseca|Giovanna Furioto da Fonseca]] ([[Utilizador Discussão:Giovanna Furioto da Fonseca|discussão]])
|-
! Data
| 01h53min de 6 de março de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Giovanna Furioto da Fonseca|Acessar]]
|}
== Atividade 1 - Análise do artigo: Os relevos da memória ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/os-relevos-da-memoria/
|-
! Palavras-chave
| Consolidação da Memória. Sono REM. Plasticidade Sináptica. Expressão Gênica. Hipocampo
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Felipe Adriano Alves de Oliveira|Felipe Adriano Alves de Oliveira]] ([[Utilizador Discussão:Felipe Adriano Alves de Oliveira|discussão]])
|-
! Data
| 12h19min de 6 de março de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Felipe Adriano Alves de Oliveira|Acessar]]
|}
== contribiução babipaula módulo1 ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/pesquisadores-desenvolvem-novo-processo-para-a-producao-sustentavel-de-amonia/
|-
! Palavras-chave
| amônia, amônia verde, engenharia química, fertilizantes, hidrogênio verde
|-
! Usuário
| babipaula
|-
! 15.03.2026
| 19h48min de 15 de março de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/babipaula|Acessar]]
|}
== Quantidade de cacau no chocolate ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/quantidade-de-cacau-no-chocolate-meio-amargo-e-similar-ao-das-versoes-ao-leite-e-branco-aponta-estudo/
|-
! Palavras-chave
| Chocolate, cacau, isótopos, alimentos, engenharia de alimentos
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Rafaelaor|Rafaelaor]] (discussão)
|-
! Data
| 19h29min de 18 de março de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Rafaelaor|Acessar]]
|}
== Módulo 1 - Povo de sambaqui caçava baleias ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (https://revistapesquisa.fapesp.br/povo-de-sambaqui-cacava-baleias/)
|-
! Palavras-chave
| (“arqueologia”, “genética”, “zoologia”)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:AnaCristinaADS|AnaCristinaADS]] ([[Utilizador Discussão:AnaCristinaADS|discussão]])
|-
! Data
| 23h52min de 19 de março de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/AnaCristinaADS|Acessar]]
|}
== atividadeM1 ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/pequi-anao-em-zona-de-transicao-do-cerrado-se-adapta-a-polinizador-distinto/
|-
! Palavras-chave
| ecologia, cerrado, meio ambiente, polinização
|-
! Usuário
| [[Utilizador:LMateus14|LMateus14]] ([[Utilizador Discussão:LMateus14|discussão]])
|-
! Data
| 23h11min de 23 de março de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/LMateus14|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/virus-da-covid-19-persiste-ativo-no-cerebro-de-hamster-por-ate-80-dias/
|-
! Palavras-chave
| Ansiedade, Cognição, Coronavírus, Covid longa, Covid-19, Depressão, Neurologia, SARS-COV-2
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Larissa Dezen|Larissa Dezen]] ([[Utilizador Discussão:Larissa Dezen|discussão]])
|-
! Data
| 19h07min de 30 de março de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/la.dezen|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (insira o link da matéria da Revista FAPESP aqui)
|-
! Palavras-chave
| (insira as palavras-chave da matéria aqui)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Maria Carolina Torres Vianna|Maria Carolina Torres Vianna]] ([[Utilizador Discussão:Maria Carolina Torres Vianna|discussão]])
|-
! Data
| 18h22min de 1 de abril de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Maria Carolina Torres Vianna|Acessar]]
|}
== Maria Carolina - Módulo 1 Fapesp ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (insira o link da matéria da Revista FAPESP aqui)
|-
! Palavras-chave
| (insira as palavras-chave da matéria aqui)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Maria Carolina Torres Vianna|Maria Carolina Torres Vianna]] ([[Utilizador Discussão:Maria Carolina Torres Vianna|discussão]])
|-
! Data
| 18h23min de 1 de abril de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Maria Carolina Torres Vianna|Acessar]]
|}
== Fraudes em sistemas biométricos ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (insira o link da matéria da Revista FAPESP aqui)
|-
! Palavras-chave
| (insira as palavras-chave da matéria aqui)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:CientistaND11|CientistaND11]] ([[Utilizador Discussão:CientistaND11|discussão]])
|-
! Data
| 15h05min de 4 de abril de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/CientistaND11|Acessar]]
|}
== Entre o descritor e a metáfora: análise da cobertura jornalística da Pesquisa FAPESP sobre spoofing biométrico à luz de seu artigo de base ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| ( https://revistapesquisa.fapesp.br/rodrigo-contreras-para-especialista-combater-fraudes-em-sistemas-biometricos-e-um-jogo-de-gato-e-rato/)
|-
! Palavras-chave
| (Biometria, Inteligência Artificial, sistemas biométricos, spoofing)
|-
! Usuário
| CIENTISTAND11
|-
! Data
| 04/04/2026
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/CientistaND11|Acessar]]
|}
== Atividade modulo 1 - Vacina contra a dengue ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/vacina-contra-a-dengue-comeca-a-ser-aplicada-em-equipes-da-atencao-primaria-a-saude/
|-
! Palavras-chave
| dengue, vacina, Butantan-DV
|-
! Usuário
| [[Utilizador:PabloSantana92|PabloSantana92]] ([[Utilizador Discussão:PabloSantana92|discussão]])
|-
! Data
| 22h27min de 5 de abril de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/PabloSantana92|Acessar]]
|}
== Análise de matéria sobre a quantidade de cacau no chocolate meio amargo ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/quantidade-de-cacau-no-chocolate-meio-amargo-e-similar-ao-das-versoes-ao-leite-e-branco-aponta-estudo/
|-
! Palavras-chave
| Indústria alimentícia, alimentação, açúcar, cacau.
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Beatriz Durlin|Beatriz Durlin]] ([[Utilizador Discussão:Beatriz Durlin|discussão]])
|-
! Data
| 13h41min de 16 de abril de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Beatriz Durlin|Acessar]]
|}
== Bfont9 - Tarefa do módulo 1 ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/em-tempos-de-digitalizacao-e-diversidade-fgv-cpdoc-completa-50-anos/
|-
! Palavras-chave
| Antropologia, Ciênc. Política, Educação, Sociologia
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Bfont9|Bfont9]] ([[Utilizador Discussão:Bfont9|discussão]])
|-
! Data
| 19h32min de 16 de abril de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Bfont9|Acessar]]
|}
== Novo método de detecção de câncer gástrico ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/concentracao-de-dna-no-suco-digestivo-pode-auxiliar-na-deteccao-de-cancer-gastrico/
|-
! Palavras-chave
| biopsia liquida, dna, oncologia
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Carolina F. Castro|Carolina F. Castro]] ([[Utilizador Discussão:Carolina F. Castro|discussão]])
|-
! Data
| 00h01min de 17 de abril de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Carolina F. Castro|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/estudo-mapeia-o-impacto-da-agressao-fisica-e-sexual-sobre-a-saude-de-mulheres-e-criancas/
|-
! Palavras-chave
| ansiedade, automutilação, depressão, feminicídio, homicídio, saúde mental, suicídio, violência contra a mulher, violência sexual
|-
! Usuário
| [[Utilizador:FernandoBustamante1917|FernandoBustamante1917]] ([[Utilizador Discussão:FernandoBustamante1917|discussão]])
|-
! Data
| 11h58min de 17 de abril de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/FernandoBustamante1917|Acessar]]
|}
== Análise da matéria "Estudo mapeia o impacto da agressão física e sexual sobre a saúde de mulheres e crianças" ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (insira o link da matéria da Revista FAPESP aqui)
|-
! Palavras-chave
| (insira as palavras-chave da matéria aqui)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:FernandoBustamante1917|FernandoBustamante1917]] ([[Utilizador Discussão:FernandoBustamante1917|discussão]])
|-
! Data
| 12h02min de 17 de abril de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/FernandoBustamante1917|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (insira o link da matéria da Revista FAPESP aqui)
|-
! Palavras-chave
| (insira as palavras-chave da matéria aqui)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Lorranyamazonas|Lorranyamazonas]] ([[Utilizador Discussão:Lorranyamazonas|discussão]])
|-
! Data
| 18h23min de 24 de abril de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Lorranyamazonas|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (insira o link da matéria da Revista FAPESP aqui)
|-
! Palavras-chave
| (insira as palavras-chave da matéria aqui)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Lorranyamazonas|Lorranyamazonas]] ([[Utilizador Discussão:Lorranyamazonas|discussão]])
|-
! Data
| 18h26min de 24 de abril de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Lorranyamazonas|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (https://revistapesquisa.fapesp.br/combater-desastres-demanda-analise-de-projecoes-climaticas/)
|-
! Palavras-chave
| (Alagamento Climatologia Mudanças climáticas)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Tatiana Soares Araujo|Tatiana Soares Araujo]] ([[Utilizador Discussão:Tatiana Soares Araujo|discussão]])
|-
! Data
| 18h00min de 2 de maio de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Tatiana Soares Araujo|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (insira o link da matéria da Revista FAPESP aqui)
|-
! Palavras-chave
| (insira as palavras-chave da matéria aqui)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Tatiana Soares Araujo|Tatiana Soares Araujo]] ([[Utilizador Discussão:Tatiana Soares Araujo|discussão]])
|-
! Data
| 21h27min de 3 de maio de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Tatiana Soares Araujo|Acessar]]
|}
== Análise de Jornalismo Científico: Gravidez na Adolescência e Demografia no Brasil ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/apesar-de-queda-taxa-de-gravidez-na-adolescencia-segue-elevada-no-brasil/
|-
! Palavras-chave
| Gravidez na adolescência, Saúde Pública, Demografia, Desigualdade Social, Fecundidade.
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Eduarda Ramos Ribeiro|Eduarda Ramos Ribeiro]] ([[Utilizador Discussão:Eduarda Ramos Ribeiro|discussão]])
|-
! Data
| 11h20min de 6 de maio de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Eduarda Ramos Ribeiro|Acessar]]
|}
== Lucas Valdomiro - Análise de 'Dengue pode causar síndrome neurológica grave' ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/dengue-pode-causar-sindrome-neurologica-grave/
|-
! Palavras-chave
| Dengue, SGB, Fiocruz
|-
! Usuário
| LucasVLS
|-
! Data
| 10/05/2026
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/LucasVLS|Acessar]]
|}
== Genoma de indígenas latino-americanos é capa da Nature ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/indigenas-sul-americanos-sao-diversos-e-descendem-de-terceira-onda-migratoria/
|-
! Palavras-chave
| genômica, povos indígenas
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Maurilio Bonora Junior|Maurilio Bonora Junior]] ([[Utilizador Discussão:Maurilio Bonora Junior|discussão]])
|-
! Data
| 00h31min de 14 de maio de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Maurilio Bonora Junior|Acessar]]
|}
== Medicamentos com efeito anti-mpox ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| [./Https://revistapesquisa.fapesp.br/miniorgaos-intestinais-ajudam-a-rastrear-novos-medicamentos-para-a-mpox/ Miniórgãos intestinais ajudam a rastrear novos medicamentos para a mpox : Revista Pesquisa Fapesp]
|-https://revistapesquisa.fapesp.br/miniorgaos-intestinais-ajudam-a-rastrear-novos-medicamentos-para-a-mpox/
! Palavras-chave
| Saúde, Vírus, Varíola do macaco, Monkeypox
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Ana3beatriz22|Ana3beatriz22]] ([[Utilizador Discussão:Ana3beatriz22|discussão]])
|-
! Data
| 18h40min de 16 de maio de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Ana3beatriz22|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (insira o link da matéria da Revista FAPESP aqui)
|-
! Palavras-chave
| (insira as palavras-chave da matéria aqui)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Clara Camara|Clara Camara]] ([[Utilizador Discussão:Clara Camara|discussão]])
|-
! Data
| 19h13min de 21 de maio de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Clara Camara|Acessar]]
|}
== Análise crítica de matéria da Pesquisa FAPESP ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/hospitais-do-sus-em-sao-paulo-recebem-alimentos-organicos/)
|-
! Palavras-chave
| agricultura familiar, agroecologia, alimentação orgânica, políticas públicas, saúde pública
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Davi Breseghello|Davi Breseghello]] ([[Utilizador Discussão:Davi Breseghello|discussão]])
|-
! Data
| 15h45min de 23 de maio de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Davi Breseghello|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (insira o link da matéria da Revista FAPESP aqui)
|-
! Palavras-chave
| (insira as palavras-chave da matéria aqui)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Danielribao|Danielribao]] ([[Utilizador Discussão:Danielribao|discussão]])
|-
! Data
| 19h12min de 28 de maio de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/teste815|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (https://revistapesquisa.fapesp.br/as-timidas-baleias-bicudas/)
|-
! Palavras-chave
| (baleias; baleias bicudas; bioacústica; ecoacústica)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Danielribao|Danielribao]] ([[Utilizador Discussão:Danielribao|discussão]])
|-
! Data
| 19h43min de 30 de maio de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/teste815|Acessar]]
|}
== Módulo_1_Laura_R ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
|https://revistapesquisa.fapesp.br/genetica-da-orquidea-da-praia-favorece-tolerancia-a-mudancas-climaticas/
|-
! Palavras-chave
| Biodiversidade, Biologia, Botânica, Climatologia, Ecologia, Evolução, Genética
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Laura Ramires Rocha|Laura Ramires Rocha]] ([[Utilizador Discussão:Laura Ramires Rocha|discussão]])
|-
! Data
| 20h05min de 1 de junho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Laura Ramires Rocha|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/as-timidas-baleias-bicudas/
|-
! Palavras-chave
| Baleias; Baleias bicudas; Bioacústica; Ecoacústica.
|-
! Usuário
| Danielribao
|-
! Data
| 30/05/2026
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/teste815|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/dengue-pode-causar-sindrome-neurologica-grave/
|-
! Palavras-chave
| Dengue, Síndrome Neurológica, Saúde pública
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Mariaformis|Mariaformis]] ([[Utilizador Discussão:Mariaformis|discussão]])
|-
! Data
| 15h29min de 12 de junho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Mariaformis|Acessar]]
|}
== Módulo 1 - Mariaformis ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/dengue-pode-causar-sindrome-neurologica-grave/
|-
! Palavras-chave
| Dengue, Síndrome neurológica, Saúde pública
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Mariaformis|Mariaformis]] ([[Utilizador Discussão:Mariaformis|discussão]])
|-
! Data
| 15h51min de 12 de junho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Mariaformis|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (insira o link da matéria da Revista FAPESP aqui)
|-
! Palavras-chave
| (insira as palavras-chave da matéria aqui)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Kemilyplira|Kemilyplira]] ([[Utilizador Discussão:Kemilyplira|discussão]])
|-
! Data
| 17h50min de 14 de junho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/kemilyplira|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/concentracao-de-dna-no-suco-digestivo-pode-auxiliar-na-deteccao-de-cancer-gastrico/
|-
! Palavras-chave
| Biópsia líquida; DNA; Oncologia; Câncer gástrico; Endoscopia; Saúde pública.
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Kemilyplira|Kemilyplira]] ([[Utilizador Discussão:Kemilyplira|discussão]])
|-
! Data
| 18h14min de 14 de junho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/kemilyplira|Acessar]]
|}
== Inteligência Artificial na Avaliação Científica ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/especialistas-analisam-riscos-e-vantagens-de-usar-inteligencia-artificial-para-medir-o-desempenho-de-pesquisadores/
|-
! Palavras-chave
| Inteligência Artificial, Aprendizado de Máquina, Avaliação Científica, Bolsa de Produtividade, Plataforma Lattes
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Sabrina Jesus|Sabrina Jesus]] ([[Utilizador Discussão:Sabrina Jesus|discussão]])
|-
! Data
| 19h50min de 14 de junho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Sabrina Jesus|Acessar]]
|}
== Análise da reportagem "As novas ferramentas que deverão transformar o sistema financeiro brasileiro" – Pesquisa FAPESP ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (https://revistapesquisa.fapesp.br/as-novas-ferramentas-que-deverao-transformar-o-sistema-financeiro-brasileiro/)
|-
! Palavras-chave
| (Sistema financeiro brasileiro; Drex; Pix; Open Finance; Inteligência artificial; Inovação tecnológica; Segurança digital; Inclusão financeira.)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:KaueGodoy|KaueGodoy]] ([[Utilizador Discussão:KaueGodoy|discussão]])
|-
! Data
| 14h07min de 15 de junho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/KaueGodoy|Acessar]]
|}
== Impacto das bets ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/os-efeitos-nocivos-dos-jogos-on-line/
|-
! Palavras-chave
| saúde pública, apostas on-line, transtorno do jogo, endividamento das famílias
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Alexandreadas|Alexandreadas]] ([[Utilizador Discussão:Alexandreadas|discussão]])
|-
! Data
| 17h55min de 15 de junho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Alexandreadas|Acessar]]
|}
== Análise Crítica: DNA no Diagnóstico do Câncer Gástrico ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (insira o link da matéria da Revista FAPESP aqui)
|-
! Palavras-chave
| (insira as palavras-chave da matéria aqui)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Kemilyplira|Kemilyplira]] ([[Utilizador Discussão:Kemilyplira|discussão]])
|-
! Data
| 18h18min de 16 de junho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/kemilyplira|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/miniorgaos-intestinais-ajudam-a-rastrear-novos-medicamentos-para-a-mpox/
|-
! Palavras-chave
| MPOX, Varíola dos macacos, Virologia, Vírus da MPOX
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Ana3beatriz22|Ana3beatriz22]] ([[Utilizador Discussão:Ana3beatriz22|discussão]])
|-
! Data
| 21h57min de 17 de junho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Ana3beatriz22|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (insira o link da matéria da Revista FAPESP aqui)
|-
! Palavras-chave
| (insira as palavras-chave da matéria aqui)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Andréa BLima|Andréa BLima]] ([[Utilizador Discussão:Andréa BLima|discussão]])
|-
! Data
| 14h20min de 18 de junho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Andréa BLima|Acessar]]
|}
== Atividade - Módulo 1 ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/ia-e-usada-por-tecnicos-equipe-medica-e-gestores-de-times-de-futebol/
|-
! Palavras-chave
| Inteligência Artificial; Futebol; Ciência de Dados; Análise Esportiva
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Rebeccamendes|Rebeccamendes]] ([[Utilizador Discussão:Rebeccamendes|discussão]])
|-
! Data
| 04h28min de 24 de junho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Rebeccamendes|Acessar]]
|}
== Atividade - Módulo 1 ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/ia-e-usada-por-tecnicos-equipe-medica-e-gestores-de-times-de-futebol/
|-
! Palavras-chave
| Inteligência Artificial; Futebol; Ciência de Dados; Análise Esportiva
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Rebeccamendes|Rebeccamendes]] ([[Utilizador Discussão:Rebeccamendes|discussão]])
|-
! Data
| 04h39min de 24 de junho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Rebeccamendes|Acessar]]
|}
== Exercício Módulo 1 - Sah.fernandes ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
|Links:
https://revistapesquisa.fapesp.br/dengue-pode-causar-sindrome-neurologica-grave/
|-
! Palavras-chave
| Dengue Doenças infecciosas Síndrome de Guillain-Barré Zika
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Sah.fernandes|Sah.fernandes]] ([[Utilizador Discussão:Sah.fernandes|discussão]])
|-
! Data
| 20h09min de 25 de junho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Sah.fernandes|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (insira o link da matéria da Revista FAPESP aqui)
|-
! Palavras-chave
| (insira as palavras-chave da matéria aqui)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:WallaceBorghese|WallaceBorghese]] ([[Utilizador Discussão:WallaceBorghese|discussão]])
|-
! Data
| 19h28min de 26 de junho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/WallaceBorghese|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (insira o link da matéria da Revista FAPESP aqui)
|-
! Palavras-chave
| (insira as palavras-chave da matéria aqui)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:WallaceBorghese|WallaceBorghese]] ([[Utilizador Discussão:WallaceBorghese|discussão]])
|-
! Data
| 19h34min de 26 de junho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/WallaceBorghese|Acessar]]
|}
== Jornalismo científico e a expansão da EaD ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://doi.org/10.1590/S1414-40772023000100007
|-
! Palavras-chave
| EAD, setor privado, licenciaturas
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Ebenezer Takuno de Menezes|Ebenezer Takuno de Menezes]] ([[Utilizador Discussão:Ebenezer Takuno de Menezes|discussão]])
|-
! Data
| 02h55min de 27 de junho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Ebenezer Takuno de Menezes|Acessar]]
|}
== Tarefa Módulo 1 ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/como-danos-causados-por-descoloracao-e-raios-ultravioleta-mudam-as-propriedades-do-cabelo/
|-
! Palavras-chave
| cabelos, descoloração, radiação ultravioleta
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Felipe Ono|Felipe Ono]] ([[Utilizador Discussão:Felipe Ono|discussão]])
|-
! Data
| 00h54min de 2 de julho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Felipe Ono|Acessar]]
|}
== Inteligência artificial na escrita científica ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| [https://revistapesquisa.fapesp.br/o-estilo-de-escrever-artigos-do-chatgpt/ O estilo de escrever artigos do ChatGPT]
|-
! Palavras-chave
| ChatGPT; inteligência artificial; integridade científica; comunicação científica
|-
! Usuário
| AlisonS04
|-
! Data
| 15h07min de 2 de julho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/AlisonS04|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| <nowiki>https://agencia.fapesp.br/tecnologia-impulsiona-producao-de-lupulo-no-brasil/56314</nowiki>
|-
! Palavras-chave
| Lúpulo; Química verde; Extração supercrítica; Sustentabilidade
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Thacsantos|Thacsantos]] ([[Utilizador Discussão:Thacsantos|discussão]])
|-
! Data
| 15h16min de 6 de julho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/ThaliSantos|Acessar]]
|}
== Atividade módulo 1 - Tecnologia impulsiona produção de lúpulo - Thacsantos ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| <nowiki>https://agencia.fapesp.br/tecnologia-impulsiona-producao-de-lupulo-no-brasil/56314</nowiki>
|-
! Palavras-chave
| Lúpulo; Química verde; Extração supercrítica; Sustentabilidade
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Thacsantos|Thacsantos]] ([[Utilizador Discussão:Thacsantos|discussão]])
|-
! Data
| 16h59min de 7 de julho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Thacsantos|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (insira o link da matéria da Revista FAPESP aqui)
|-
! Palavras-chave
| (insira as palavras-chave da matéria aqui)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:WallaceBorghese|WallaceBorghese]] ([[Utilizador Discussão:WallaceBorghese|discussão]])
|-
! Data
| 11h55min de 11 de julho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/WallaceBorghese|Acessar]]
|}
== Atividade final - Módulo 1 ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/como-danos-causados-por-descoloracao-e-raios-ultravioleta-mudam-as-propriedades-do-cabelo/
|-
! Palavras-chave
| cabelos, descoloração, radiação ultravioleta
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Camilacason|Camilacason]] ([[Utilizador Discussão:Camilacason|discussão]])
|-
! Data
| 16h00min de 17 de julho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/camilacason|Acessar]]
|}
== Análise de Publicação Científica na Revista FAPESP ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/como-danos-causados-por-descoloracao-e-raios-ultravioleta-mudam-as-propriedades-do-cabelo/
|-
! Palavras-chave
| cabelos, descoloração, radiação ultravioleta
|-
! Usuário
| [[Utilizador:MARIA BEATRIZ ALMEIDA BUENO DE GODOY|MARIA BEATRIZ ALMEIDA BUENO DE GODOY]] ([[Utilizador Discussão:MARIA BEATRIZ ALMEIDA BUENO DE GODOY|discussão]])
|-
! Data
| 19h58min de 17 de julho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/MARIA BEATRIZ ALMEIDA BUENO DE GODOY|Acessar]]
|}
== Análise de artigo sobre taxação de ultraprocessados ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/taxar-ultraprocessados-pode-reduzir-doencas-cronicas-e-mortes-associadas-ao-excesso-de-peso/
|-
! Palavras-chave
| Economia, Epidemiologia, Saúde Pública
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Gustavo Macedo Diniz|Gustavo Macedo Diniz]] ([[Utilizador Discussão:Gustavo Macedo Diniz|discussão]])
|-
! Data
| 22h52min de 20 de julho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Gustavo Macedo Diniz|Acessar]]
|}
== Ameaça aos recifes de corais ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/pesquisadores-buscam-restaurar-recifes-de-coral-dizimados-por-ondas-de-calor/
|-
! Palavras-chave
| aquecimento global, biologia marinha, conservação, corais, microbiologia, microbioma, mudanças climáticas
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Paula Custódio de Oliveira|Paula Custódio de Oliveira]] ([[Utilizador Discussão:Paula Custódio de Oliveira|discussão]])
|-
! Data
| 03h20min de 22 de julho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Paula Custódio de Oliveira|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/bateria-quantica-armazena-energia-em-metade-do-tempo-necessario-para-carregar-sua-versao-classica/
|-
! Palavras-chave
| Bateria quântica; Emaranhamento; Física quântica; Qubits
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Gabriela Reisch|Gabriela Reisch]] ([[Utilizador Discussão:Gabriela Reisch|discussão]])
|-
! Data
| 03h58min de 24 de julho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Gabriela Reisch|Acessar]]
|}
== Módulo 1 - análise de matéria jornalística ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/estudo-aponta-que-12-dos-doutores-que-se-formaram-no-brasil-estava-fora-do-pais-em-2025/
|-
! Palavras-chave
| diáspora, fuga de cérebros, pós-graduação
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Guimaraes Denise|Guimaraes Denise]] ([[Utilizador Discussão:Guimaraes Denise|discussão]])
|-
! Data
| 14h50min de 24 de julho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Guimaraes Denise|Acessar]]
|}
== Baterias quânticas e armazenamento de energia - Módulo 1 ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/bateria-quantica-armazena-energia-em-metade-do-tempo-necessario-para-carregar-sua-versao-classica/
|-
! Palavras-chave
| Bateria quântica; Emaranhamento; Física quântica; Qubits
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Gabriela Reisch|Gabriela Reisch]] ([[Utilizador Discussão:Gabriela Reisch|discussão]])
|-
! Data
| 16h07min de 24 de julho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Gabriela Reisch|Acessar]]
|}
== Além dos Monumentos: A Decolonialidade na Divulgação Científica - Módulo 1 ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (insira o link da matéria da Revista FAPESP aqui)
|-
! Palavras-chave
| (insira as palavras-chave da matéria aqui)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Mariacih|Mariacih]] ([[Utilizador Discussão:Mariacih|discussão]])
|-
! Data
| 13h24min de 27 de julho de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Mariacih|Acessar]]
|}
== Além dos Monumentos: A Decolonialidade na Divulgação Científica ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (https://revistapesquisa.fapesp.br/america-latina-amplia-o-conceito-de-patrimonio/)
|-
! Palavras-chave
| (Patrimônio cultural, América Latina, patrimônio imaterial, memória viva, decolonialidade, IPHAN)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Mariacih|Mariacih]] ([[Utilizador Discussão:Mariacih|discussão]]) Maricih
|-
! Data
| 13h57min de 27 de julho de 2026 (UTC) 27/07/2026
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Mariacih|Acessar]]
|}
== Análise de artigo sobre taxar produtos ultraprocessados ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/taxar-ultraprocessados-pode-reduzir-doencas-cronicas-e-mortes-associadas-ao-excesso-de-peso/
|-
! Palavras-chave
| alimentação; ultraprocessados; saúde; doenças; sociedade; economia.
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Eduardo Astun de Pádua|Eduardo Astun de Pádua]] ([[Utilizador Discussão:Eduardo Astun de Pádua|discussão]])
|- Eduardo Astun de Pádua
! Data
| 17h14min de 30 de julho de 2026 (UTC)
|- 30/07/2025
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Eduardo Astun de Pádua|Acessar]]
|}
== Análise da pesquisa: "Vírus gigantes modulam a microbiota intestinal" ==
{| class="wikitable"
!
| (https://revistapesquisa.fapesp.br/virus-gigantes-modulam-a-microbiota-intestinal/)
|-
! Palavras-chave
| (biologia, ecologia, evolução, genética e química)
|-
! Usuário
| maria.eduarda9029
|-
! Data
| 04/08/2026
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/maria.eduarda9029|Acessar]]
|}
== Novidades desde genomas completos sobre o povoamento da América do Sul ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (https://revistapesquisa.fapesp.br/indigenas-sul-americanos-sao-diversos-e-descendem-de-terceira-onda-migratoria/)
|-
! Palavras-chave
| (Antropologia Biologia Genética Geografia)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:MileneGonzaga|MileneGonzaga]] ([[Utilizador Discussão:MileneGonzaga|discussão]])
|-
! Data
| 15h17min de 7 de agosto de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/MileneGonzaga|Acessar]]
|}
== Atividade módulo 1: A ciência está mais inteligente ou mais artificial com a IA? ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/a-ciencia-esta-mais-inteligente-ou-mais-artificial-com-a-ia/
|-
! Palavras-chave
| Cientometria; computação; sociologia; tecnologia
|-
! Usuário
| rslinhares
|-
! Data
| 07/08/2026
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/rslinhares|Acessar]]
|}
== Atividade Módulo 1: Rafael Brandini ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/estudo-reabilita-teoria-sobre-diversidade-de-plantas/
|-
! Palavras-chave
| ecossistema, produtividade, biomassa, diversidade
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Rafael Brandini|Rafael Brandini]] ([[Utilizador Discussão:Rafael Brandini|discussão]])
|-
! Data
| 23h57min de 10 de agosto de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/ Rafael Brandini|Acessar]]
|}
== Matéria e memória ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/memristores-os-chips-que-imitam-o-cerebro/
|-
! Palavras-chave
| Computação, Física
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Gavadams|Gavadams]] ([[Utilizador Discussão:Gavadams|discussão]])
|-
! Data
| 14h31min de 12 de agosto de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Gavadams|Acessar]]
|}
== leitura crítica sobre matéria ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/estudo-mapeia-o-impacto-da-agressao-fisica-e-sexual-sobre-a-saude-de-mulheres-e-criancas/|-
! Palavras-chave
|AnsiedadeautomutilaçãoDepressãoFeminicídiohomicídioSaúde mentalSuicídioviolência contra a mulherViolência sexual
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Daniela Echeverri Fierro|Daniela Echeverri Fierro]] ([[Utilizador Discussão:Daniela Echeverri Fierro|discussão]])
|-
! Data
| 15h19min de 14 de agosto de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Daniela Echeverri Fierro|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (https://revistapesquisa.fapesp.br/estudo-mapeia-o-impacto-da-agressao-fisica-e-sexual-sobre-a-saude-de-mulheres-e-criancas/)
|-
! Palavras-chave
| (AnsiedadeautomutilaçãoDepressãoFeminicídiohomicídioSaúde mentalSuicídioviolência contra a mulherViolência sexual)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Daniela Echeverri Fierro|Daniela Echeverri Fierro]] ([[Utilizador Discussão:Daniela Echeverri Fierro|discussão]])
|-
! Data
| 15h22min de 14 de agosto de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Daniela Echeverri Fierro|Acessar]]
|}
== Corais e peixes em risco: impactos nos recifes brasileiros ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/ameaca-a-corais-brasileiros-poe-peixes-em-risco/
|-
! Palavras-chave
| Aquecimento global; Corais; Mudanças climáticas; Peixes
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Camilapraita|Camilapraita]] ([[Utilizador Discussão:Camilapraita|discussão]])
|-
! Data
| 17h00min de 16 de agosto de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Camilapraita|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (insira o link da matéria da Revista FAPESP aqui)
|-
! Palavras-chave
| (insira as palavras-chave da matéria aqui)
|-
! Usuário
| [[Especial:Contribuições/~2026-45506-54|~2026-45506-54]] ([[Utilizador Discussão:~2026-45506-54|discussão]])
|-
! Data
| 21h07min de 19 de agosto de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Gabriele Gouveia Oliveira|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (insira o link da matéria da Revista FAPESP aqui)
|-
! Palavras-chave
| (insira as palavras-chave da matéria aqui)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Matheus H Modesto|Matheus H Modesto]] ([[Utilizador Discussão:Matheus H Modesto|discussão]])
|-
! Data
| 02h29min de 21 de agosto de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Matheus H Modesto|Acessar]]
|}
== Genética e migrações indígenas ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/indigenas-sul-americanos-sao-diversos-e-descendem-de-terceira-onda-migratoria/
|-
! Palavras-chave
| genômica, povos indígenas, genética de populações
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Ajmarrtins|Ajmarrtins]] ([[Utilizador Discussão:Ajmarrtins|discussão]])
|-
! Data
| 12h54min de 24 de agosto de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Ajmarrtins|Acessar]]
|}
== Análise Reportagem ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (https://revistapesquisa.fapesp.br/racismo-e-exclusao-no-mercado-do-amor/)
|-
! Palavras-chave
| (Racismo; Mercado do amor; Mulheres negras; Aplicativos de relacionamento)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Rodrigo Fessel Sega|Rodrigo Fessel Sega]] ([[Utilizador Discussão:Rodrigo Fessel Sega|discussão]])
|-
! Data
| 18h31min de 24 de agosto de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Rodrigo Fessel Sega|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (insira o link da matéria da Revista FAPESP aqui)
|-
! Palavras-chave
| (insira as palavras-chave da matéria aqui)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Cristina Wehba|Cristina Wehba]] ([[Utilizador Discussão:Cristina Wehba|discussão]])
|-
! Data
| 14h08min de 25 de agosto de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Cristina Wehba|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (https://revistapesquisa.fapesp.br/enzima-de-bacteria-do-solo-pode-aumentar-produtividade-do-etanol-de-segunda-geracao/)
|-
! Palavras-chave
| (Bagaço de cana-de-açúcar; Celulose; Enzimas; Etanol de segunda geração; Biocombustíveis)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:06Duda418589|06Duda418589]] ([[Utilizador Discussão:06Duda418589|discussão]])
|-
! Data
| 15h42min de 25 de agosto de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/06Duda418589|Acessar]]
|}
== Reportagem sobre patrimônio ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/america-latina-amplia-o-conceito-de-patrimonio/
|-
! Palavras-chave
| História, Museologia
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Parzeus|Parzeus]] ([[Utilizador Discussão:Parzeus|discussão]])
|-
! Data
| 12h57min de 26 de agosto de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Parzeus|Acessar]]
|}
== Lcw2814 - Módulo I ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/como-a-anatomia-de-abelhas-pode-salvar-a-lavoura-e-os-biomas-das-mudancas-climaticas/
|-
! Palavras-chave
| Biodiversidade; Biologia; Evolução; Genética.
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Lcw2814|Lcw2814]] ([[Utilizador Discussão:Lcw2814|discussão]])
|-
! Data
| 17h24min de 26 de agosto de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Lcw2814|Acessar]]
|}
== Atividade 01 - Laís Brito ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/como-a-anatomia-de-abelhas-pode-salvar-a-lavoura-e-os-biomas-das-mudancas-climaticas/
|-
! Palavras-chave
| biodiversidade, biologia, evolução, genética
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Laís Costa Brito|Laís Costa Brito]] ([[Utilizador Discussão:Laís Costa Brito|discussão]])
|-
! Data
| 19h17min de 26 de agosto de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Laís Costa Brito|Acessar]]
|}
== Tarefa Modulo 1 - Gustavo Branco Germano ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/como-a-anatomia-de-abelhas-pode-salvar-a-lavoura-e-os-biomas-das-mudancas-climaticas/
|-
! Palavras-chave
| Biodiversidade. Biologia. Evolução. Genética.
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Gbgermano|Gbgermano]] ([[Utilizador Discussão:Gbgermano|discussão]])
|-
! Data
| 13h36min de 27 de agosto de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Gbgermano|Acessar]]
|}
== Consumo de drogas ilícitas cresceu cerca de 80% no Brasil de 2012 a 2023 ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (insira o link da matéria da Revista FAPESP aqui)
|-
! Palavras-chave
| (insira as palavras-chave da matéria aqui)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Lucas de Oliveira Cardoso|Lucas de Oliveira Cardoso]] ([[Utilizador Discussão:Lucas de Oliveira Cardoso|discussão]])
|-
! Data
| 11h04min de 31 de agosto de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Lucas de Oliveira Cardoso|Acessar]]
|}
== Racismo e exclusão no mercado do amor ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/racismo-e-exclusao-no-mercado-do-amor/
|-
! Palavras-chave
| racismo estrutural; mulheres negras; mercado do afeto; apps de relacionamento; sociologia econômica
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Rosana Berjaga Mendez|Rosana Berjaga Mendez]] ([[Utilizador Discussão:Rosana Berjaga Mendez|discussão]])
|-
! Data
| 22h38min de 1 de setembro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Rosana Berjaga Mendez|Acessar]]
|}
== Anatomia das abelhas e mudanças climáticas ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/como-a-anatomia-de-abelhas-pode-salvar-a-lavoura-e-os-biomas-das-mudancas-climaticas/
|-
! Palavras-chave
| abelha, entomologia, morfologia
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Renanzilds|Renanzilds]] ([[Utilizador Discussão:Renanzilds|discussão]])
|-
! Data
| 22h34min de 2 de setembro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/renanzilds|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (insira o link da matéria da Revista FAPESP aqui)
|-
! Palavras-chave
| (insira as palavras-chave da matéria aqui)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Lucas de Oliveira Cardoso|Lucas de Oliveira Cardoso]] ([[Utilizador Discussão:Lucas de Oliveira Cardoso|discussão]])
|-
! Data
| 17h23min de 6 de setembro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Lucas de Oliveira Cardoso|Acessar]]
|}
== Giullia Della Dea ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/pesquisadores-buscam-restaurar-recifes-de-coral-dizimados-por-ondas-de-calor/
|-
! Palavras-chave
| Biologia, Oceanografia, Zoologia
|-
! Usuário
| Giullia Della Dea
|-
! Data
| 09/09/2026
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Giullia Della Déa|Acessar]]
|}
== Comportamento e aprendizagem em aranhas ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/as-teias-da-inteligencia/
|-
! Palavras-chave
| aranhas; comportamento animal; aprendizagem; memória; etologia
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Analuginez|Analuginez]] ([[Utilizador Discussão:Analuginez|discussão]])
|-
! Data
| 20h47min de 9 de setembro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Analuginez|Acessar]]
|}
== Atividade Módulo 1 - Perspectivas de Ecoturismo ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/levantamentos-de-organismos-bioluminescentes-geram-propostas-turisticas/
|-
! Palavras-chave
| biodiversidade, ecoturismo, turismo, meio ambiente, zoologia
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Leonardo Halt|Leonardo Halt]] ([[Utilizador Discussão:Leonardo Halt|discussão]])
|-
! Data
| 00h09min de 11 de setembro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Leonardo Halt|Acessar]]
|}
== Locação Social em São Paulo ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/aluguel-social-como-alternativa-a-crise-habitacional-em-sao-paulo/
|-
! Palavras-chave
| Políticas Públicas, Urbanismo
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Elton Conceição|Elton Conceição]] ([[Utilizador Discussão:Elton Conceição|discussão]])
|-
! Data
| 23h01min de 12 de setembro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Elton Conceição|Acessar]]
|}
== "Menos verde nos limites das cidades" ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/areas-verdes-nas-bordas-das-cidades-encolhem/
|-
! Palavras-chave
| Áreas verdes, cidades, desmatamento, Ribeirão Preto.
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Ana Paula Silveira dos Santos|APSS]] ([[Utilizador Discussão:Ana Paula Silveira dos Santos|discussão]])
|-
! Data
| 23h23min de 14 de setembro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Ana Paula Silveira dos Santos|Acessar]]
|}
== Memristores: Os resistores com memória. ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/memristores-os-chips-que-imitam-o-cerebro/
|-
! Palavras-chave
| Memristores, Memória, Plasticidade Sináptica, Cientifico, Jornalismo.
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Marianagbarros|Marianagbarros]] ([[Utilizador Discussão:Marianagbarros|discussão]])
|-
! Data
| 23h36min de 15 de setembro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Marianagbarros|Acessar]]
|}
== Fragmentação do sono e seus impactos ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/dormir-de-forma-fragmentada-e-mais-nocivo-do-que-dormir-pouco-e-afeta-mais-as-femeas/
|-
! Palavras-chave
| Cronobiologia; Drosófila; ritmo circadiano; sono
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Laura dos Reis Gonçalves|Laura dos Reis Gonçalves]] ([[Utilizador Discussão:Laura dos Reis Gonçalves|discussão]])
|-
! Data
| 14h43min de 16 de setembro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Laura dos Reis Gonçalves|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (insira o link da matéria da Revista FAPESP aqui)
|-
! Palavras-chave
| (insira as palavras-chave da matéria aqui)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Mariana Sequeira de Oliveira Magalhães|Mariana Sequeira de Oliveira Magalhães]] ([[Utilizador Discussão:Mariana Sequeira de Oliveira Magalhães|discussão]])
|-
! Data
| 22h27min de 16 de setembro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Mariana Sequeira de Oliveira Magalhães|Acessar]]
|}
== Análise de divulgação científica: Vírus gigantes modulam a microbiota intestinal. ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| ([https://revistapesquisa.fapesp.br/virus-gigantes-modulam-a-microbiota-intestinal/? https://revistapesquisa.fapesp.br/virus-gigantes-modulam-a-microbiota-intestinal/?])
|-
! Palavras-chave
| (bacteriófagos; microbiota intestinal; vírus gigantes; metagenômica; ecologia microbiana.)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:-´Beatriz Vieira Lemos|-´Beatriz Vieira Lemos]] ([[Utilizador Discussão:-´Beatriz Vieira Lemos|discussão]])
|-
! Data
| 03h21min de 19 de setembro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/-´Beatriz Vieira Lemos|Acessar]]
|}
== Ciência, cabelo e jornalismo científico ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/como-danos-causados-por-descoloracao-e-raios-ultravioleta-mudam-as-propriedades-do-cabelo
|-
! Palavras-chave
| cabelo, descoloração, radiação ultravioleta, danos capilares, microscopia
! Usuário
| [[Utilizador:IzabelCMartins|IzabelCMartins]] ([[Utilizador Discussão:IzabelCMartins|discussão]])
|-
! Data
| 22h39min de 19 de setembro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/IzabelCMartins|Acessar]]
|}
== Módulo 1 - Isabelle de Melo Flam ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (https://revistapesquisa.fapesp.br/a-cadeia-alimentar-das-revistas-predatorias/)
|-
! Palavras-chave
| - Revistas predatórias
- Integridade científica
- Paper mills
- Boas práticas
- Comunicação científica
|-
! Usuário
| Isabelle de Melo Flam
|-
! Data
| 21/09/2026
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Isabelle de Melo Flam|Acessar]]
|}
== Módulo 1 - Isabelle de Melo Flam ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/a-cadeia-alimentar-das-revistas-predatorias/
|-
! Palavras-chave
| Revistas predatórias; Integridade científica; Paper mills; Boas práticas; Comunicação científica
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Isabelle de Melo Flam|Isabelle de Melo Flam]] ([[Utilizador Discussão:Isabelle de Melo Flam|discussão]])
|-
! Data
| 07h51min de 21 de setembro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Isabelle de Melo Flam|Acessar]]
|}
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| (insira o link da matéria da Revista FAPESP aqui)
|-
! Palavras-chave
| (insira as palavras-chave da matéria aqui)
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Belaraww|Belaraww]] ([[Utilizador Discussão:Belaraww|discussão]])
|-
! Data
| 20h50min de 22 de setembro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Belaraww|Acessar]]
|}
== Cidades contra a crise climática ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/cidades-contra-a-crise-climatica/
|-
! Palavras-chave
| cidades; crise climática; governança; políticas públicas; adaptação
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Mppdo|Mppdo]] ([[Utilizador Discussão:Mppdo|discussão]])
|-
! Data
| 13h16min de 23 de setembro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Mppdo|Acessar]]
|}
== Módulo I | Uma nova técnica para reciclar baterias de íons-lítio ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-nova-tecnica-para-reciclar-baterias-de-ions-litio/
|-
! Palavras-chave
| reciclagem; baterias de lítio; hidrometalurgia; economia circular
|-
! Usuário
| [[Utilizador:Pinascantamburlo|Pinascantamburlo]] ([[Utilizador Discussão:Pinascantamburlo|discussão]])
|-
! Data
| 19h01min de 26 de setembro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Pinascantamburlo|Acessar]]
|}
== Turismo à beira-mar: agentes e vítimas do clima ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/como-o-turismo-afeta-as-mudancas-climaticas-e-vice-versa/
|-
! Palavras-chave
| clima, mudanças climáticas, turismo, viagens, Brasil
|-
! Usuário
| [[Utilizador:BeaBraga|BeaBraga]] ([[Utilizador Discussão:BeaBraga|discussão]])
|-
! Data
| 19h50min de 4 de outubro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Beatriz Braga Moura|Acessar]]
|}
== O ensino de Ciências em análise ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/o-ensino-de-ciencias-que-o-pisa-revela/
|-
! Palavras-chave
| ensino, ciências, jornalismo
|-
! Usuário
| [[Utilizador:CursinoCarla|CursinoCarla]] ([[Utilizador Discussão:CursinoCarla|discussão]])
|-
! Data
| 13h32min de 7 de outubro de 2026 (UTC)
|-
! colspan="2" style="text-align:center;" | [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/CursinoCarla|Acessar]]
|}
== Atividade Módulo 1 ==
{| class="wikitable"
! Link da matéria
| https://revistapesquisa.fapesp.br/como-danos-causados-por-descoloracao-e-raios-ultravioleta-mudam-as-propriedades-do-cabelo/
|-
! Palavras-chave
| Saúde capilar, Física, Química, Radiação Ultravioleta, Microscopia
|-
! Usuário
| [[Utilizador:CarolineLK|CarolineLK]] ([[Utilizador Discussão:CarolineLK|discussão]])
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== A evolução das serpentes e os caminhos da ciência ==
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== Atividade do Módulo 1: Metodologia e Filosofia da Ciência ==
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| (Energia nuclear; microrreatores; metodologia científica; inovação tecnológica; sustentabilidade energética.)
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Atividade do Módulo 1: Metodologia e Filosofia da Ciência
Curso: Introdução ao Jornalismo Científico, Wikiversidade
Reportagem selecionada: Brasil inicia o desenvolvimento de microrreatores nucleares
Autor: Domingos Zaparolli
Publicação: Pesquisa FAPESP, edição 353, julho de 2025. Atualizada em 11 de agosto de 2025.
Palavras-chave: Energia nuclear; microrreatores; metodologia científica; inovação tecnológica; sustentabilidade energética.
A escolha atende ao requisito fundamental do exercício porque a reportagem identifica duas pesquisas publicadas no periódico científico Nuclear Engineering and Design. Isso permite confrontar diretamente a narrativa jornalística com resultados, procedimentos metodológicos e limitações das investigações.
Revista Pesquisa FAPESP
1. Resumo da matéria
Limite exigido pelo curso: 300 caracteres
A reportagem apresenta o desenvolvimento de microrreatores nucleares no Brasil, destinados à geração de eletricidade em locais isolados. Explica seu funcionamento, os desafios tecnológicos e as pesquisas que investigam sua viabilidade, segurança e possível contribuição energética.
2. Análise da matéria: objeto e metodologia científica
O objeto central da reportagem é o desenvolvimento de microrreatores nucleares no Brasil, com ênfase em sua viabilidade tecnológica e na possibilidade de utilização para gerar eletricidade em comunidades isoladas e instalações que exigem fornecimento contínuo de energia. A matéria reúne informações sobre o funcionamento desses equipamentos, os desafios de engenharia e os resultados de pesquisas que fundamentam seu desenvolvimento.
A investigação científica apresentada no texto envolve principalmente modelagem computacional, cálculos de engenharia nuclear e comparação entre diferentes configurações de reatores e ciclos de combustível. Portanto, não se trata de uma pesquisa baseada exclusivamente em experimentos físicos, mas também em estudos teóricos e simulações que permitem avaliar soluções antes da construção e dos testes de protótipos.
Observação: Os pesquisadores identificaram problemas relacionados ao fornecimento de eletricidade em regiões isoladas e às limitações tecnológicas dos reatores nucleares convencionais para aplicações de menor porte. A possibilidade de utilizar sistemas compactos de geração nuclear constitui o problema tecnológico que orienta os estudos.
Hipótese: Uma configuração de microrreator com elementos combustíveis adequados, sistemas específicos de transferência de calor e mecanismos de controle da reação nuclear poderia oferecer desempenho satisfatório, maior autonomia de operação e dimensões reduzidas. Trata-se de uma hipótese de engenharia a ser examinada por cálculos, simulações e testes posteriores.
Experimentação: No estudo de Orlandi e colaboradores, publicado em 2024, a investigação utiliza modelagem computacional para analisar o comportamento térmico e neutrônico de um microrreator. Os pesquisadores avaliam a distribuição de temperatura, a reatividade, a potência e a duração estimada do combustível. A metodologia não equivale à demonstração experimental de um microrreator em funcionamento.
Análise: Os resultados são comparados com outras propostas de microrreatores descritas na literatura científica. O estudo estima um ciclo de operação de 8,7 anos sem reabastecimento para a configuração investigada. Esse resultado decorre de análises de projeto e não comprova, isoladamente, que um equipamento construído apresentará o mesmo desempenho em condições reais.
Publicação: A divulgação científica se apoia em dois artigos publicados na revista especializada Nuclear Engineering and Design, em 2023 e 2024. A publicação em periódico científico permite que a metodologia, as hipóteses e os resultados sejam examinados pela comunidade acadêmica.
A reportagem cumpre uma função relevante ao aproximar pesquisas especializadas do público não familiarizado com a engenharia nuclear. Seu principal mérito é apresentar o desenvolvimento tecnológico como um processo em andamento, ao informar que o projeto brasileiro estava no nível 3 de maturidade tecnológica, com a meta de alcançar o nível 6.
Entretanto, considero fundamental distinguir três situações: a viabilidade indicada por estudos computacionais, a validação experimental de componentes e o funcionamento de um sistema nuclear completo. São etapas diferentes, que exigem evidências igualmente distintas. O avanço de uma delas não significa que as demais estejam automaticamente comprovadas.
A avaliação das etapas metodológicas está fundamentada no estudo de Orlandi e colaboradores, na versão técnica apresentada pelos mesmos autores no INAC 2024 e na reportagem.
3. Análise das pesquisas originais e da documentação metodológica
A consulta às publicações científicas citadas na reportagem permite identificar duas investigações distintas, que contribuem para a compreensão do tema, embora tenham objetos e metodologias diferentes.
O primeiro estudo, Fuel element microreactor integrating a square UO₂ fuel rod with an internal heat pipe, publicado por Orlandi e colaboradores em 2024, examina uma proposta de microrreator com 308 elementos combustíveis de dióxido de urânio, em configuração geométrica quadrada, cada um contendo um tubo interno para transferência de calor.
A pesquisa utiliza ferramentas de modelagem térmica e neutrônica para avaliar variáveis como temperatura, distribuição de potência, reatividade, consumo do combustível e duração do ciclo de operação. Uma versão técnica apresentada pelos mesmos pesquisadores no International Nuclear Atlantic Conference de 2024 detalha o emprego do MATLAB em cálculos de transferência de calor e do código MCNP-5 em análises neutrônicas, com dados nucleares da biblioteca ENDF/B-VII.
Entre os resultados, destaca-se a estimativa de 8,7 anos de operação sem reabastecimento e uma potência térmica de 2,3 megawatts para a configuração estudada. Os pesquisadores também comparam o desempenho de sua proposta com outras configurações encontradas na literatura.
O segundo artigo, Assessment of alternative nuclear fuel cycles for the Brazilian nuclear energy system, de Estanislau e colaboradores, publicado em 2023, investiga alternativas para o ciclo do combustível nuclear brasileiro. A pesquisa utiliza a ferramenta MESSAGE para modelar sistemas energéticos e uma abordagem multicritério baseada na teoria do valor multiatributo, com apoio do instrumento KIND-ET. São examinados aspectos como consumo de recursos naturais, geração de resíduos, emissões de gases de efeito estufa e custos associados a diferentes combustíveis nucleares.
Uma distinção relevante é que esse segundo estudo considera cenários de ciclos de combustível associados a reatores de água pressurizada, não a operação experimental de microrreatores. Portanto, seus resultados ajudam a discutir alternativas para o aproveitamento de materiais nucleares, mas não constituem uma demonstração direta de que essas soluções já sejam tecnicamente viáveis no microrreator brasileiro.
Avaliação da documentação jornalística
Considero que a reportagem documenta satisfatoriamente os principais objetivos tecnológicos e os resultados apresentados pelos pesquisadores. O jornalista identifica instituições, fontes de financiamento, especialistas, desafios de engenharia e o estágio de desenvolvimento do projeto. Também oferece referências para as publicações científicas originais, permitindo ao leitor aprofundar a investigação.
Entretanto, o confronto com os estudos evidencia limitações importantes.
A primeira diz respeito à natureza das evidências. A estimativa de 8,7 anos sem reabastecimento é apresentada de maneira acessível, mas poderia ser acompanhada de uma explicação mais explícita de que deriva de cálculos e simulações. O mesmo cuidado se aplica às previsões de desempenho, segurança e viabilidade econômica. Resultados de modelagem não devem ser confundidos com resultados experimentais.
A segunda questão é a diferença entre configurações tecnológicas. O estudo de 2024 utiliza mercúrio como fluido de trabalho dos tubos de calor, enquanto a reportagem informa que o projeto brasileiro utilizará sódio. Isso não comprova um erro jornalístico, pois a concepção tecnológica pode ter evoluído. Contudo, a matéria não esclarece essa mudança nem explica se os resultados das simulações anteriores continuam aplicáveis à configuração mais recente.
Há ainda uma distinção necessária entre potência térmica e potência elétrica. O estudo de Orlandi e colaboradores apresenta uma configuração com potência térmica de 2,3 MW, enquanto a reportagem descreve um projeto destinado a gerar entre 1 e 5 MW de eletricidade. Esses valores não são diretamente comparáveis, porque a conversão de energia térmica em eletricidade envolve perdas. A reportagem poderia esclarecer melhor quais resultados pertencem ao estudo publicado e quais representam metas do projeto em desenvolvimento.
Outra limitação diz respeito ao aproveitamento de combustível nuclear. Embora a reportagem associe a pesquisa de 2023 à perspectiva de reciclagem de materiais radioativos, o artigo original trata de cenários de ciclos de combustível para o sistema nuclear brasileiro. A aplicação desses resultados aos microrreatores exige investigação específica, que não é demonstrada pela matéria.
Em síntese, a reportagem é consistente como apresentação jornalística de uma iniciativa de pesquisa e desenvolvimento, mas sua documentação metodológica é parcial. Ela informa o que os cientistas pretendem alcançar e apresenta alguns resultados, sem detalhar suficientemente as hipóteses, os modelos computacionais, as condições de validade e as incertezas associadas às conclusões.
Essa análise evidencia uma responsabilidade central do jornalismo científico: tornar o conhecimento compreensível sem transformar projeções tecnológicas em resultados já comprovados.
Verificação: o artigo de 2024 e o de 2023 foram consultados nas prévias disponibilizadas pela editora. Para aprofundar a metodologia do primeiro, foi utilizada também a versão técnica apresentada pelos mesmos autores no INAC 2024. O acesso integral aos dois artigos de periódico não foi confirmado; por isso, a análise não pressupõe a leitura de seções indisponíveis.
4. Metáforas científicas e estratégias de comunicação
A reportagem emprega recursos de linguagem que ajudam a transformar conceitos especializados da engenharia nuclear em informações compreensíveis para leitores não familiarizados com o tema. Entre eles, destacam-se metáforas, expressões figuradas e comparações concretas.
A primeira expressão relevante é a referência à possibilidade de o Brasil integrar o grupo dos “pioneiros” na tecnologia de microrreatores. A palavra remete à ideia de exploração e conquista de territórios desconhecidos, aplicada simbolicamente ao desenvolvimento científico. A escolha desperta interesse e valoriza a inovação tecnológica, mas também pode sugerir uma narrativa de progresso inevitável, quando o resultado depende de condições técnicas, econômicas e regulatórias ainda não resolvidas.
Outra expressão importante é “maturidade tecnológica”, utilizada para explicar a escala TRL. O conceito aproxima o desenvolvimento tecnológico da ideia de amadurecimento, como se uma inovação percorresse etapas sucessivas até alcançar condições de utilização prática. A associação é didaticamente eficaz, sobretudo porque a reportagem informa que o projeto estava no nível 3 e pretendia alcançar o nível 6. Entretanto, a maturidade de uma tecnologia não deve ser interpretada como garantia de sucesso comercial, segurança ou viabilidade econômica.
A matéria também utiliza a expressão “energia limpa em emissões de carbono”. Nesse caso, o adjetivo “limpa” funciona como uma caracterização metafórica e valorativa, associando determinada fonte energética à ausência de poluição. A formulação é parcialmente delimitada pela referência às emissões de carbono, mas ainda exige atenção. A geração nuclear apresenta baixas emissões operacionais de gases de efeito estufa, porém isso não elimina os impactos ambientais associados à mineração, à fabricação do combustível, à construção das instalações e à gestão dos rejeitos radioativos. Portanto, o emprego da expressão deve ser acompanhado de contextualização.
Outro recurso é a afirmação de que a iniciativa poderá proporcionar “legados” à pesquisa nuclear brasileira. O termo, associado originalmente à ideia de herança, sugere que o desenvolvimento de uma tecnologia poderá beneficiar outras gerações de pesquisadores e projetos. A expressão ajuda a comunicar possíveis resultados indiretos da inovação, mas não especifica quais benefícios serão efetivamente alcançados.
Além das metáforas, o jornalista recorre a comparações concretas. Ao apresentar o tamanho dos equipamentos em relação a um contêiner de transporte, oferece ao leitor uma referência espacial conhecida. Não se trata propriamente de metáfora científica, mas de uma analogia dimensional que facilita a compreensão das características físicas do projeto.
À luz da aula sobre metáforas científicas, considero que esses recursos cumprem uma função importante de mediação. Eles reduzem a distância entre a linguagem especializada e a experiência cotidiana. Contudo, sua eficácia depende da capacidade de esclarecer, e não encobrir, as características do fenômeno descrito.
No conjunto, a reportagem utiliza adequadamente estratégias de aproximação com o leitor. Sua principal limitação não está no uso de metáforas, mas na possibilidade de algumas expressões reforçarem uma percepção excessivamente positiva de uma tecnologia que ainda se encontra em desenvolvimento. O desafio do jornalismo científico consiste em comunicar possibilidades sem apresentá-las como conquistas definitivamente estabelecidas.
As expressões analisadas constam da reportagem. A distinção entre metáfora, analogia e explicação técnica considera as orientações da aula da Wikiversidade sobre linguagem científica.
5. Filosofia da ciência e mediação crítica
A reportagem apresenta questões importantes para a filosofia da ciência porque permite observar como o conhecimento científico é produzido, validado e comunicado à sociedade. O desenvolvimento de microrreatores envolve não apenas descobertas e soluções de engenharia, mas também hipóteses, incertezas, interesses econômicos, decisões políticas e critérios de segurança.
Uma primeira questão é a diferença entre conhecimento científico e certeza absoluta. O artigo de Orlandi e colaboradores apresenta resultados obtidos por modelagem computacional, mas isso não significa que todos os comportamentos previstos estejam comprovados experimentalmente. Essa distinção se relaciona à perspectiva de Karl Popper, discutida na aula do curso, segundo a qual o conhecimento científico deve permanecer aberto à crítica e à possibilidade de refutação.
A reportagem contribui para essa compreensão quando identifica o nível de maturidade tecnológica do projeto e informa os desafios que ainda precisam ser superados. Dessa forma, apresenta a ciência como um processo em desenvolvimento, e não exclusivamente como um conjunto de resultados concluídos. Entretanto, poderia aprofundar as incertezas das simulações e os testes necessários para verificar as previsões.
Outra dimensão filosófica relevante diz respeito à ciência como atividade social. A reportagem apresenta uma rede de universidades, instituições públicas, empresas e órgãos de financiamento envolvidos no projeto. Essa abordagem dialoga com Bruno Latour, ao evidenciar que a produção científica depende de relações entre pesquisadores, laboratórios, instrumentos, recursos financeiros e instituições.
Ao informar a participação da Finep, de empresas privadas e de organizações públicas, o jornalista oferece elementos para compreender as condições institucionais do desenvolvimento tecnológico. Entretanto, também seria relevante discutir de maneira mais aprofundada como esses interesses influenciam a definição das prioridades de pesquisa e as perspectivas de aplicação comercial.
A matéria funciona parcialmente como mediadora crítica ao consultar especialistas externos ao grupo responsável pelo projeto e apresentar obstáculos tecnológicos, custos estimados e questões relacionadas à segurança. Esses elementos ampliam a reportagem para além da reprodução de informações institucionais.
Ainda assim, considero que algumas afirmações mereceriam maior problematização. A avaliação de que não haveria risco de evolução para um acidente nuclear, atribuída a um especialista, é particularmente categórica. Mesmo quando determinada configuração apresenta características favoráveis à segurança, é necessário examinar quais cenários de falha foram estudados, quais evidências sustentam a conclusão e quais riscos residuais permanecem. A ausência de uma fusão do núcleo não equivale, por si só, à impossibilidade de qualquer acidente nuclear ou radiológico.
Também seria pertinente aprofundar as condições econômicas e socioambientais da eventual implantação desses equipamentos em comunidades isoladas. A comparação de custos com geradores a diesel é relevante, mas não basta para determinar a conveniência da tecnologia. Questões como licenciamento, gestão dos rejeitos, proteção radiológica, infraestrutura local e participação das comunidades também precisam integrar o debate público.
Nesse sentido, a reportagem demonstra o potencial do jornalismo científico para aproximar a sociedade da pesquisa tecnológica, mas revela os limites de uma cobertura concentrada predominantemente nas possibilidades de inovação.
Minha avaliação é que o texto oferece informações técnicas consistentes e contextualização institucional relevante, mas poderia exercer uma mediação mais crítica ao confrontar as projeções dos pesquisadores com suas limitações metodológicas e consequências sociais.
O papel do jornalismo científico não é promover nem desqualificar previamente uma tecnologia. É permitir que o público compreenda o que já se sabe, como esse conhecimento foi produzido, quais incertezas permanecem e que interesses e decisões estão envolvidos em sua aplicação. No caso dos microrreatores nucleares, essa postura é especialmente importante porque a discussão ultrapassa a engenharia e envolve segurança, sustentabilidade, financiamento público e escolhas sobre o futuro energético do país.
A análise filosófica acompanha os conceitos apresentados pela Wikiversidade. A necessidade de avaliação de segurança e licenciamento de novos projetos de reatores também é reconhecida pela Agência Internacional de Energia Atômica.
Referências
As fontes abaixo incluem a reportagem, as duas pesquisas científicas, uma publicação técnica complementar e os materiais didáticos do curso.
Reportagem selecionada
ZAPAROLLI, Domingos. Brasil inicia o desenvolvimento de microrreatores nucleares. Pesquisa FAPESP, n. 353, jul. 2025. Atualizado em 11 ago. 2025.
Artigo científico de 2024
ORLANDI, H. I. et al. Fuel element microreactor integrating a square UO₂ fuel rod with an internal heat pipe. Nuclear Engineering and Design, v. 423, artigo 113205, 2024.
Artigo científico de 2023
ESTANISLAU, F. B. G. L. et al. Assessment of alternative nuclear fuel cycles for the Brazilian nuclear energy system. Nuclear Engineering and Design, v. 415, artigo 112692, 2023.
Publicação técnica complementar, com acesso ao texto integral
ORLANDI, H. I. et al. Fuel Element Micro Reactor integrating a square UO₂ fuel rod with an internal heat pipe. International Nuclear Atlantic Conference, Rio de Janeiro, 2024.
== Plataforma que simula desequilíbrios quer antecipar risco de quedas em idosos ==
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| https://revistapesquisa.fapesp.br/plataforma-que-simula-desequilibrios-quer-antecipar-risco-de-quedas-em-idosos/
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! Palavras-chave
| Inovação; Saúde Pública; Tecnologia; Idosos; Quedas.
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== Módulo 1 Atividade - Gabrielle Martho Domingues ==
{| class="wikitable"
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| Alimentos ultraprocessados; obesidade e sobrepeso; saúde pública.
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Sociologia, Educação e Comunicação/Parte III/O flâneur - comunicação, cidade e cotidiano
0
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/* Bloco 1 - O quadro fechado */
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wikitext
text/x-wiki
Esta aula tem um personagem, mas ele só entra em cena no final. Antes de conhecê-lo, você vai experimentar o modo de olhar dele.
A proposta é construir uma '''série de 10 fotos do seu trajeto até a faculdade'''. O percurso é o de sempre: a porta de casa, a calçada, o ponto, o ônibus, o metrô, o trem, a garagem, o carro, a escada, a rua de chegada. O que muda é o modo de olhar para ele, e esse modo tem uma única regra, apresentada no Bloco 1. Cada bloco seguinte propõe um episódio da série e deixa pelo caminho uma ideia para você levar junto.
== Bloco 1 - O quadro fechado ==
'''É possível chegar ao fundo das coisas pela sua superfície?'''
A regra da série é esta: '''só valem enquadramentos fechados'''. Nada de plano aberto, de fachada inteira, de vagão visto de ponta a ponta, de placa com o nome da estação. Você fotografa fragmentos e detalhes. Quem olha a imagem não deve saber onde ela foi feita, e precisa imaginar.
Parece uma limitação, e é o que faz a série funcionar. A foto aberta entrega a cena pronta: "isto é um ônibus lotado". A foto fechada mostra uma parte e deixa o restante por conta de quem vê, que precisa completar a cena com o que conhece da cidade.
'''O que entra no quadro'''
* mãos: segurando um celular, apoiando-se na parede, relaxada, digitando;
* sapatos e o chão em que pisam;
* bolsas, mochilas, sacolas e o que escapa delas;
* cadeiras, bancos, encostos, barras de apoio;
* texturas: borracha, metal, tecido gasto, vidro embaçado, tinta descascada;
* pedaços de palavras: uma sílaba de um aviso, um número, um resto de adesivo.
'''O que fica fora'''
* rostos e qualquer coisa que identifique uma pessoa;
* nomes de ruas, estações, linhas e lojas inteiros;
* qualquer plano que explique onde você está.
== Bloco 2 - Sem pressa ==
'''Quanto tempo deveria levar a observação de alguma coisa ?'''
O trajeto até a faculdade costuma ser um intervalo a encurtar. Escolhemos o caminho mais rápido, nos irritamos com o que atrasa e chegamos sem lembrar por onde passamos. Fotografar fragmentos pede o contrário: sair dez minutos antes, descer um pouco antes do local de chegada, deixar passar um trem.
Esse tempo perdido é a condição do trabalho. O detalhe só aparece para quem se demora nas coisas com curiosidade, quem se impressiona.
''"Andava olhando os edifícios sobre a chuva, de novo impessoal e onisciente, cego na cidade cega; mas um bicho conhece a sua floresta; e mesmo que se perca — perder-se também é caminho" (Clarice Lispector. "A Cidade Sitiada")''
'''Episódio 1 — A espera.''' Fotografe o que acontece enquanto nada acontece: o pé que bate no chão do ponto, a mão que gira o cartão do transporte, a alça da mochila torcida entre os dedos.
Um exemplo. Na plataforma, duas pontas de sapato paradas exatamente sobre a faixa amarela, uma delas um pouco além da linha. Uma boneca no banco do carro. O ponto de vista de quem está vindo de bicicleta.
== Bloco 3 - A cidade pelo corpo inteiro ==
'''Como se fotografa um som, um cheiro, o tato?'''
A cidade grande chega ao corpo antes de chegar ao pensamento: buzina, freada, esbarrão, o calor do vagão, a fumaça da chapa na choque na saída da estação. É estímulo demais, e a saída mais comum é se proteger com fone no ouvido, olhar na tela e passo apertado.
Sem alguma indiferença a cidade seria insuportável. O custo é deixar de perceber quase tudo.
A série pede que você baixe a guarda e procure na imagem o que não é visual. A textura faz esse trabalho. Um vidro embaçado mostra o calor, e um estofado afundado no meio mostra o peso de quem sentou ali. Uma barra com a tinta gasta em um único ponto guarda a marca de milhares de mãos.
''"A confusa impureza dos seres humanos se percebe neles, o agrupamento, uso e desuso dos materiais, as marcas do pé e dos dedos, a constância de uma atmosfera humana inundando as coisas a partir do interno e do externo. Assim seja a poesia que procuramos, gasta como por um ácido pelos deveres da mão, penetrada pelo suor e pela fumaça, cheirando a urina e a açucena salpicada pelas diversas profissões que se exercem dentro e fora da lei.." (Pablo Neruda. "Sobre uma poesia sem pureza")''
'''Episódio 2 — Texturas.''' Fotografe superfícies: o piso de borracha da porta do ônibus, o tecido do banco, o corrimão da escada, a parede do túnel, o chão molhado.
Um exemplo. O encosto de um assento de ônibus riscado a caneta, com camadas de nomes e corações sobrepostos, alguns já quase apagados pelo atrito das costas.
== Bloco 4 - A vida não é só isso que se vê. É um pouco mais ==
'''O que existe no seu caminho há tanto tempo que você já não vê?'''
O hábito poupa atenção e, com isso, torna as coisas invisíveis. O quadro fechado ajuda a desfazer esse efeito. Um objeto banal, isolado do entorno, fica irreconhecível por um instante, e nesse instante você volta a olhar para ele.
A ideia que orienta este episódio cabe em uma linha:
'''"Tornar o estranho familiar e o familiar estranho".'''
A primeira metade pede aproximação: chegar perto do que você costuma evitar. A segunda pede distância: olhar o que é seu como quem acabou de chegar ao mundo.
'''Episódio 3 — O irreconhecível.''' Fotografe algo que você vê todos os dias de um jeito que faça alguém perguntar "o que é isso?".
== Exercício 1 — O habitual como problema ==
'''🗨️ Citação e provocação'''
Como pensar esta citação a partir da aula:
''"Estranhem o que não for estranho.<br>Tomem por inexplicável o habitual.<br>Sintam-se perplexos ante o quotidiano.<br>Tratem de achar um remédio para o abuso.<br>Mas não se esqueçam de que o abuso é sempre a regra." (Bertolt Brecht. "A Exceção e a Regra")''
Escolha, entre as fotos que já fez, a que mostra algo que você considerava normal e que, isolado no quadro, passou a incomodar. O que o tornou normal?
== Bloco 5 - Mãos, sapatos, bolsas, celulares, fones, livros ==
'''O que um par de sapatos conta sobre o dia de alguém?'''
Todo mundo já tentou adivinhar a vida de um desconhecido no transporte público. Sem o rosto, o jogo fica mais difícil e mais interessante, porque restam só os indícios: a bota com respingo de cimento, o tênis branco impecável, o salto guardado na sacola enquanto a dona vai de chinelo, a unha feita, a mão com calo, a aliança, a pulseira de hospital.
Três verbos organizam este episódio:
'''Observar, associar, classificar.'''
Quem fotografa vinte pares de sapatos no mesmo vagão começa, sem querer, a separá-los em grupos. É o trabalho de um colecionador que recolhe espécimes e procura uma ordem entre eles. Vale desconfiar da ordem encontrada: quais das suas categorias vêm da observação e quais são preconceito?
'''Episódio 4 — Inventário.''' Escolha um único tipo de fragmento (mãos, sapatos ou bolsas) e faça uma coleção de pelo menos dez imagens no mesmo horário.
Um exemplo. Uma bolsa no colo, as duas mãos cruzadas por cima dela, o cordão de um crachá saindo pelo zíper com a identificação virada para dentro.
== Bloco 6 - Imagem e palavra ==
'''O que acontece quando você encontra uma frase ao lado de uma imagem?'''
O trajeto está coberto de textos: avisos, anúncios, pichações, adesivos, a estampa de uma camiseta, a tela do celular do vizinho. No quadro fechado, o texto também vira fragmento: "cuidado com o vão", "assento para idosos", o preço de uma mercadoria.
Uma imagem sozinha diz uma coisa e muda de sentido ao lado de outra imagem ou de uma palavra. Quem olha faz a associação, e você escolhe as imagens que a provocam.
== Bloco 7 - Com o celular na mão ==
'''Sua foto revela algo mais sobre o lugar do que você deixou aparecer?'''
A câmera da série é quase sempre um celular, e o celular combina duas coisas:
'''Localização + mobilidade.'''
Você tirou o contexto do quadro, mas o aparelho pode tê-lo guardado. A foto digital traz hora, coordenadas e modelo do telefone ( o que chamamos de metadados). Ao ser publicada, a plataforma sugere marcar o lugar, reconhece objetos e a põe ao lado de milhares de imagens feitas no mesmo ponto. O contexto que você deixou de fora volta pelos dados.
Há um ganho nisso. Imagens presas a lugares permitem contar a história de uma esquina e sobrepor memórias a um mapa. Mas quem olha deixa de imaginar, porque a plataforma já informa onde a foto foi feita.
Um exemplo. A mesma foto da mão na barra, publicada com a marcação da estação e a hora exata, vira registro. Publicada sem nada, continua sendo uma pergunta.
== Exercício 2 — Montar a série ==
Você consegue montar um reels com sus fotos? Que tipo de música usaria? Que tipo de filtro?
== Bloco 8 - Afinal, o que foi essa experiência? ==
'''Que nome tem esse modo de olhar?'''
Existe uma tradição de observação da vida urbana ligada à figura do '''flâneur''' e, no feminino, da '''flâneuse'''. O que ele faz se chama '''flânerie'''. Nos estudos sobre a cidade moderna, especialmente a partir do poeta Charles Baudelaire e de Walter Benjamin, o flâneur aparece como aquele que percorre a cidade atento aos acontecimentos cotidianos, aos encontros, às mercadorias, às multidões e aos detalhes aparentemente insignificantes. Benjamin o descreveu uma espécie de botânico que registra pelas ras os espécimes da vida moderna.
No Brasil, o cronista João do Rio encontrou uma formulação direta para essa experiência. Para ele, flanar não é apenas caminhar sem destino: é ser vagabundo e refletir, combinar circulação, curiosidade e observação. Flanar seria "perambular com inteligência".
Há ainda uma ideia que a série permite ver: circular pela cidade não é consumir passivamente um espaço já organizado.
''"O andar pelo espaço urbano, longe de um simples consumo passivo dos espaços, é sempre um processo de apropriação" (André Lemos. "Realidad aumentada. Narrativa y medios de georreferencia")''
A cidade é planejada, sinalizada e regulada: ruas, estações, catracas, plataformas, horários. Mas as pessoas transformam esses espaços pelo uso. Param, esperam, desviam, criam atalhos, apoiam objetos. Um degrau vira assento, uma parede vira suporte para mensagens, um percurso vira rotina. A cidade é feita de sua arquitetura e também das práticas de quem a percorre.
== Bloco 09 - Mas esta não foi uma flânerie clássica ==
'''Dá para flanar com hora para chegar?'''
O exercício desta aula foi inspirado em operações associadas à flânerie, mas não corresponde à experiência histórica do flâneur.
Na flânerie clássica há uma relação particular com o tempo e com o deslocamento. O percurso não precisa de finalidade imediata. É possível desviar, interromper o caminho, seguir algo inesperado ou ficar algum tempo parado, só observando. Perder-se faz parte da experiência.
O nosso exercício parte de uma situação bem diferente: '''existe um ponto de partida e existe um destino, a faculdade'''. Há horário, compromisso e percurso. O que fizemos foi introduzir, dentro de um deslocamento funcional, algumas operações do flâneur:
* desacelerar a atenção;
* observar o que normalmente desaparece na rotina;
* estranhar o conhecido;
* registrar fragmentos e produzir associações;
* reconhecer recorrências;
* perceber formas de apropriação do espaço;
* refletir sobre a própria posição de quem observa.
Há uma segunda diferença. O flâneur do século XIX não caminhava acompanhado por smartphone, mapa digital, aplicativo de transporte, sistema de localização e câmeras. Hoje o espaço físico e o informacional se combinam, e o Bloco 8 mostrou o paradoxo que resulta disso: '''tentamos esconder o contexto da fotografia enquanto nossos dispositivos podem continuamente reconstruí-lo'''. Quem observa a cidade é também observado, localizado e classificado por dispositivos e plataformas.
Em uma cidade atravessada por horários, transportes, telas, rotas, plataformas e sistemas de localização, ainda existe espaço para a errância, para o desvio e para a descoberta?
== A arte de flanar ==
{| style="width:100%; background:#fff3e0; border-left:6px solid #ff6f00; padding:16px 20px; margin:10px 0;"
|
'''🗨️ Citação e provocação'''
Como pensar esta citação a partir da aula:
''"É vagabundagem? Talvez. Flanar é a distinção de perambular com inteligência. Nada como o inútil para ser artístico. Daí o desocupado flâneur ter sempre na mente dez mil coisas necessárias, imprescindíveis, que podem ficar eternamente adiadas. Do alto de uma janela como Paul Adam, admira o caleidoscópio da vida no epítome delirante que é a rua; à porta do café, como Poe no Homem da Multidões, dedica-se ao exercício de adivinhar as profissões, as preocupações e até os crimes dos transeuntes." (João do Rio. "A rua" em "A alma encantadora das ruas")''
Volte à sua série. O que você percebe hoje no trajeto até a faculdade que não teria percebido antes de fotografá-lo? (5 a 8 linhas)
|}
== Referências ==
* BENJAMIN, Walter. '''Charles Baudelaire: um lírico no auge do capitalismo'''. São Paulo: Brasiliense, 1989.
* BRECHT, Bertolt. '''A exceção e a regra'''.
* ELKIN, Lauren. '''Flâneuse: mulheres que caminham pela cidade em Paris, Nova York, Tóquio, Veneza e Londres'''. São Paulo: Fósforo, 2022.
* FEATHERSTONE, Mike. O "flâneur", a cidade e a vida pública virtual. In: ARANTES, Antonio A. (org.). '''O espaço da diferença'''. Campinas: Papirus, 2000.
* LEMOS, André. '''Realidad aumentada. Narrativa y medios de georreferencia'''.
* LEMOS, André. Você está aqui! Mídia locativa e teorias "materialidades da comunicação" e "ator-rede". '''Comunicação & Sociedade''', ano 32, n. 54, p. 5-29, 2010.
* LISPECTOR, Clarice. '''A cidade sitiada'''.
* PESSOA, Fernando. '''Ode marítima'''.
* NERUDA, Pablo. '''Sobre uma poesia sem pureza'''
* RIO, João do. '''A alma encantadora das ruas'''. [http://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/livros_eletronicos/alma_encantadora_das_ruas.pdf Biblioteca Nacional Digital].
* SIMMEL, Georg. A metrópole e a vida mental. In: VELHO, Otávio G. (org.). '''O fenômeno urbano'''. Rio de Janeiro: Zahar, 1967.
== Filmes ==
* Following - Christopher Nolan
* Le Flâneur: In Walter Benjamin's Shadow - Torben Jensen
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Cultura Digital e Práticas Educativas/Educação, Sociologia e Comunicação
0
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2026-10-13T16:00:42Z
Lgjunior
21602
/* 6. Cultura digital também é cultura algorítmica */
187279
wikitext
text/x-wiki
= Aula 1 — Cultura digital, sociedade e educação =
'''Cultura Digital, Plataformas e Práticas Educativas — PPGE/USCS'''
== Ponto de partida ==
Nesta disciplina, cultura digital não será entendida como um conjunto de tecnologias disponíveis para professores e estudantes.
O problema é mais amplo.
Chamamos de cultura digital o conjunto de práticas, linguagens, valores e relações sociais que se constituem quando comunicação, informação, conhecimento e interação passam a depender crescentemente de infraestruturas digitais.
Isso significa que estudar tecnologias na Educação não consiste apenas em perguntar:<blockquote>Como utilizar determinada ferramenta para ensinar?</blockquote>É necessário acrescentar outras perguntas:<blockquote>Que práticas sociais tornam essa tecnologia possível?</blockquote><blockquote>Como ela reorganiza comunicação, informação e conhecimento?</blockquote><blockquote>Que relações de poder estão incorporadas às infraestruturas que utilizamos?</blockquote><blockquote>E, finalmente, o que acontece quando essas transformações chegam às práticas educativas?</blockquote>É nesse ponto que Sociologia, Comunicação e Educação se encontram.
Não como três disciplinas que dividem um objeto em partes, mas como três modos de interrogar '''uma mesma transformação social'''.
----
= 1. Antes da tecnologia: educação é uma relação social =
Um primeiro deslocamento é necessário.
Para compreender cultura digital e Educação, precisamos começar não pelo digital, mas pela própria educação.
Na tradição sociológica, a educação é uma das formas pelas quais uma sociedade produz continuidade entre gerações. Entretanto, aquilo que a escola transmite nunca é socialmente neutro. Currículos, linguagens, maneiras de falar, critérios de avaliação e formas legítimas de conhecimento resultam de processos históricos e institucionais.
Bourdieu e Passeron (1970) acrescentam outro problema. A comunicação pedagógica ocorre entre sujeitos que não dispõem dos mesmos repertórios culturais. O professor pode pressupor conhecimentos, formas de expressão e maneiras de interpretar que parte dos estudantes podem não ter adquirido em suas experiências em certos espaços sociais. Laurens (2009), além dos estudos clássicos de Paulo Freire, recupera exatamente esse ponto ao discutir a relação entre comunicação e educação: não basta uma mensagem ter sido transmitida para que ela tenha sido igualmente compreendida.
=== Uma primeira distinção ===
{| class="wikitable"
!Pensar a educação apenas como transmissão
!Pensar a educação sociologicamente
|-
|O professor transmite conteúdos
|Professor e estudantes ocupam posições sociais
|-
|O problema é a clareza da mensagem
|A compreensão depende também de repertórios e condições sociais
|-
|Aprender depende principalmente da exposição ao conteúdo
|Apropriar-se do conhecimento depende de condições desigualmente distribuídas
|}
Esse problema não desaparece com a expansão das tecnologias digitais. Na realidade, ele pode tornar-se mais complexo.
O acesso à Internet amplia extraordinariamente a disponibilidade de informação, mas disponibilidade de informação e possibilidade de apropriação não são equivalentes.
Por isso, a pergunta sociológica contemporânea não pode ser apenas:
'''Quem está conectado?'''
Ela precisa ser complementada:
'''Com quais recursos, repertórios e condições diferentes sujeitos conseguem transformar conectividade em conhecimento e reconhecimento escolar?'''
----
= 2. Educação também é comunicação =
Ensinar e aprender envolvem comunicação. Mas comunicação, neste caso, não significa simplesmente transportar uma informação de um ponto a outro.
Durante muito tempo, a relação entre Comunicação e Educação foi analisada a partir de uma divisão relativamente clara. A escola aparecia como espaço de produção e transmissão do conhecimento legítimo. Os meios de comunicação apareciam sobretudo como meios de informação, entretenimento e circulação cultural da cultura de massa ou da indústria cultural..
Sousa (1999) mostra os limites dessa separação. Quando comunicação é reduzida aos meios técnicos que transportam conteúdos, ela tende a ser tratada na Educação como recurso instrumental. Televisão, computador, Internet ou plataforma tornam-se diferentes canais utilizados para transmitir conteúdos pedagógicos.
O problema dessa abordagem é que ela reduz comunicação ao meio.
A perspectiva das mediações, associada a Martín-Barbero (1997), modifica profundamente essa questão.
=== Dos meios às mediações ===
{| class="wikitable"
!Abordagem centrada nos meios
!Abordagem das mediações
|-
|O que a mídia transmite?
|Como os sujeitos produzem sentidos?
|-
|Qual é o efeito do meio?
|Em quais condições culturais ocorre a apropriação?
|-
|Emissor → mensagem → receptor
|Sujeitos situados em relações sociais e culturais
|-
|Tecnologia como canal
|Tecnologia integrada a práticas sociais
|}
O estudante não chega à escola como uma espécie de página em branco cultural. Ele já participa de diferentes circuitos de comunicação.
Assiste a vídeos.
Participa de redes.
Produz imagens.
Segue influenciadores.
Pesquisa.
Compartilha.
Compara informações.
Aprende procedimentos.
Constrói formas de reconhecimento e pertencimento.
Por isso, TikTok, YouTube ou Instagram não são apenas concorrentes da escola na disputa pela atenção. Eles integram ambientes culturais nos quais estudantes constroem repertórios, linguagens e expectativas sobre informação e conhecimento. Mas as plataformas contemporâneas introduzem algo que os estudos clássicos das mediações não tinham como problema central.
Elas não apenas fazem mensagens circularem.
'''Elas observam as interações, registram-nas e utilizam esses registros para reorganizar a própria circulação (dataficação, plataformização, cultura do algoritmo).'''
É nesse ponto que precisamos passar da discussão sobre comunicação para a discussão sobre digitalização.
----
= 3. O que muda quando a vida social se digitaliza? =
Digitalizar não significa apenas colocar algo em uma tela na forma "digital" (diferente da "analógica"). O desenvolvimento das tecnologias digitais modificou profundamente as condições materiais de registro, armazenamento, processamento e circulação da informação.
Cordeiro, Gomes e Waizbort (2023) destacam a combinação de três processos históricos: expansão das telecomunicações, desenvolvimento da eletrônica e da computação e criação de protocolos capazes de conectar dispositivos.O resultado não foi simplesmente o aparecimento de "novas mídias".
Foi a criação de uma infraestrutura capaz de integrar atividades sociais anteriormente separadas.
Trabalho.
Comunicação.
Consumo.
Lazer.
Administração pública.
Educação.
A sociologia digital parte justamente desse ponto.
''"Artefatos digitais como aparelhos celulares e computadores pessoais têm sido elementos materiais que atuam na produção de subjetividades, já que vão compondo novas formas de habitar e de se relacionar no mundo. Além disso, a integração e a habilidade em operar produtos digitais são características esperadas dos sujeitos do presente, uma espécie de imperativo, uma condição da vida nas sociedades contemporâneas." (Bertolazzo, 2020, p. 383)''
Para Nascimento (2020), torna-se cada vez menos produtivo tratar o digital como uma realidade separada da chamada “vida real”. Atividades realizadas em ambientes digitais produzem efeitos sobre relações familiares, escolares, políticas e profissionais; ao mesmo tempo, desigualdades constituídas fora desses ambientes condicionam aquilo que os sujeitos conseguem fazer neles.
A distinção rígida entre ''online'' e ''offline'' perde, portanto, capacidade explicativa.
=== Cinco processos ajudam a compreender essa transformação ===
{| class="wikitable"
!Processo
!O que transforma
!Pergunta para a Educação
|-
|'''Digitalização'''
|Informação torna-se manipulável computacionalmente
|Como mudam os materiais e as linguagens do conhecimento?
|-
|'''Conectividade'''
|Pessoas, dispositivos e sistemas tornam-se permanentemente ligados
|Como a aprendizagem se relaciona com redes externas à escola?
|-
|'''Dataficação'''
|Atividades tornam-se registros e indicadores
|O que da aprendizagem pode ser registrado?
|-
|'''Plataformização'''
|Interações passam a ocorrer em ambientes organizados por regras específicas
|Quem define as condições de participação?
|-
|'''Algoritmização'''
|Sistemas classificam, selecionam e recomendam
|Como decisões computacionais passam a participar das práticas educativas?
|}
Esses processos não constituem etapas sucessivas. Eles coexistem e se combinam.
----
= 4. Um passo decisivo: da digitalização à dataficação =
Há uma diferença importante entre digitalização e dataficação.
Imagine dois casos.
=== Caso A ===
Um livro impresso torna-se PDF.
O suporte mudou.
=== Caso B ===
Uma atividade é realizada em uma plataforma.
O sistema registra:
* quem acessou;
* quando acessou;
* quanto tempo permaneceu;
* quais respostas forneceu;
* quantas tentativas realizou;
* qual foi seu desempenho.
Neste segundo caso ocorreu algo além da digitalização.
Uma atividade social tornou-se um conjunto de dados passíveis de comparação, classificação e processamento.É isso que chamamos de '''dataficação'''.
A diferença é fundamental para a Educação. Uma plataforma não apenas oferece um ambiente no qual a aprendizagem ocorre. Ela pode construir uma determinada representação computacional da aprendizagem.
E, é sempre bom lembrar, que toda representação seleciona algumas coisas e deixa outras de fora. Por isso, diante de um painel que mostra o “desempenho” de um estudante, uma pergunta pedagógica fundamental seria:<blockquote>O que exatamente esse sistema conseguiu observar? (aquilo que se transformou em "dados")</blockquote>E outra, igualmente importante:<blockquote>O que permaneceu fora do registro?</blockquote>
----
= 5. Da Internet às plataformas =
A cultura digital das primeiras décadas da Internet foi frequentemente interpretada a partir de ideias como abertura das redes, participação, produção colaborativa e ampliação da emissão. A época da discussão sobre softwares de publicação, blogs, navegadores de busca (Alta Vista, Netsacape, Google etc)
Essas dimensões continuam relevantes.Entretanto, o desenvolvimento das grandes plataformas (das chamadas ''Big Techs'') introduziu uma transformação adicional.
A maior parte das atividades digitais contemporâneas não ocorre simplesmente “na Internet”.Ela acontece em ambientes privados que organizam tecnicamente a participação dos usuários (Instagram, Tik Tok, Facebook, Whatsapp etc.). Van Dijck, Poell e de Waal (2018) descrevem esse processo como '''plataformização'''.
Uma plataforma não é simplesmente um site. Ela combina diferentes camadas.
=== Arquitetura simplificada de uma plataforma ===
'''Interface'''
O que podemos ver e fazer.
↓
'''Regras de participação'''
Papéis, permissões, formatos e possibilidades de interação.
↓
'''Operações algorítmicas'''
Seleção, classificação, recomendação.
↓
'''Infraestrutura de dados'''
Registro, armazenamento, processamento.
Essas camadas são interdependentes.
Quando uma escola utiliza uma plataforma para distribuir tarefas, receber atividades, atribuir notas e acompanhar estudantes, ela não está apenas utilizando um meio de comunicação.
Uma parte da organização da prática educativa passa a ocorrer dentro de uma arquitetura técnica que define possibilidades e limites de ação.
Entretanto, isso não significa que a plataforma determine automaticamente o comportamento do professor.
Esse cuidado é importante.
'''As propriedades técnicas condicionam práticas, mas não permitem deduzi-las antecipadamente.'''
É necessário investigar como professores, estudantes e instituições se apropriam das funcionalidades disponíveis.
----
= 6. Cultura digital também é cultura algorítmica =
''"Cultura Digital é um conceito que descreve certo modo de vida permeado pelas tecnologias digitais e que vem moldando, significativamente, a maneira dos sujeitos conduzirem suas vidas, seja via comportamento, seja via consumo ou comunicação. Contextualmente, elementos materiais da Cultura Digital também podem ser expressos na multiplicação de redes, mídias sociais e aplicativos para smartphones que modulam e orientam certas formas de interação – compartilhamento de textos, vídeos, áudio ou fotografias; uso de emojis ou memes para ilustrar comunicação; o fenômeno das selfies enquanto prática de exposição; a obsessão pelas transmissões ao vivo; a computação em nuvem; a internet das coisas – e revelam facetas do contemporâneo, possibilidades projetadas em direção a um painel de imperativos associados à imersão tecnológica, exposição, mobilidade, entre outras características que regem os sujeitos e animam valores e novas sensibilidades." (Bertolazzo, 2020, p.375)''
As plataformas introduzem outro elemento importante.Elas não apenas armazenam aquilo que publicamos. Também selecionam aquilo que vemos.
Um algoritmo, em sentido amplo, consiste em uma sequência estruturada de operações (instruções) destinada a produzir determinado resultado.
Nas plataformas contemporâneas, algoritmos, modelos estatísticos e sistemas de aprendizado de máquina podem participar da seleção, classificação e recomendação de conteúdos que recebemos ou produzimos. Gillespie (2018) chama atenção para a dimensão social dessas operações.
Quando uma plataforma decide quais conteúdos aparecerão primeiro, ela participa da produção de '''critérios de relevância sobre a importância de algo.'''
O problema não está simplesmente em saber como funciona tecnicamente o algoritmo. A pergunta sociológica e comunicacional é outra:
'''Quais critérios sociais, culturais e políticos passam a organizar essa visibilidade?'''
----
= 7. O encontro entre cultura algorítmica e cultura escolar =
É aqui que chegamos ao núcleo educacional da questão. A escola também é uma instituição de seleção.
Seleciona conhecimentos.
Organiza currículos.
Define progressões.
Constrói critérios de avaliação.
Certifica aprendizagens.
As plataformas também selecionam. Mas seus critérios podem ser diferentes. A busca pela captura da atenção como forma de manutenção de seus lucros é uma questão interessante a ser pensada.
=== Dois regimes de relevância ===
{| class="wikitable"
!Cultura escolar
!Plataformas
|-
|Currículo
|Sistemas de recomendação
|-
|Progressão formativa
|Histórico de interação
|-
|Validade do conhecimento
|Engajamento
|-
|Avaliação
|Métricas
|-
|Certificação
|Visibilidade
|-
|Professor e instituição
|Arquitetura da plataforma e seus operadores
|}
O quadro apresenta tipos analíticos. Na prática, esses regimes podem se combinar, sobretudo em plataformas especificamente educacionais.
Calixto (2025), investigando escolas públicas de uma região periférica de São Paulo, mostra como vídeos curtos, influenciadores e conteúdos de TikTok, Instagram e YouTube integram os repertórios de professores e estudantes. O ponto importante de sua análise é não atribuir aos algoritmos uma capacidade automática de determinar comportamentos.
Os sujeitos interpretam e reelaboram aquilo que recebem. Mas também não atuam em um espaço inteiramente aberto.
As possibilidades de visibilidade e circulação são organizadas pelas arquiteturas das plataformas.
Isso permite evitar dois extremos.
=== Determinismo tecnológico ===
A tecnologia determinaria aquilo que as pessoas fazem.
=== Voluntarismo dos usos ===
Os sujeitos fariam livremente aquilo que desejam com as tecnologias.
A investigação sociotécnica procura justamente o espaço entre os dois.
'''Práticas sociais ocorrem em ambientes tecnicamente condicionados, mas os efeitos desses condicionamentos dependem das formas concretas de apropriação de seus usuários.'''
----
= 8. Onde entra especificamente a Educação? =
Até aqui, Sociologia e Comunicação nos ajudaram a compreender condições sociais, mediações culturais, infraestruturas e regimes de visibilidade.
Mas há uma questão que nenhuma dessas perspectivas resolve sozinha. A Educação introduz a '''intencionalidade formativa'''.
O professor não apenas participa de uma interação social ou comunicacional. Ele organiza deliberadamente situações para produzir determinadas possibilidades de aprendizagem.
Por isso, a análise educacional precisa acrescentar perguntas próprias.<blockquote>O que se pretende que os estudantes aprendam?</blockquote><blockquote>Por que determinado conhecimento foi selecionado?</blockquote><blockquote>Que atividade pode favorecer determinada aprendizagem?</blockquote><blockquote>O que o professor conhece sobre aquela turma?</blockquote><blockquote>Que evidências permitem interpretar o que os estudantes aprenderam?</blockquote><blockquote>Que decisão pedagógica deve ser tomada diante dessas evidências?</blockquote>É nesse ponto que aparece aquilo que podemos chamar de '''julgamento pedagógico'''. O dado produzido por uma plataforma pode informar uma decisão. Não pode, entretanto, ser automaticamente confundido com a própria decisão pedagógica.
Uma plataforma pode informar que um estudante acertou seis de dez questões.
Mas determinar:
* por que ele errou;
* que conhecimento está mobilizando;
* que dificuldade enfrenta;
* que explicação pode ajudá-lo;
* se a atividade era adequada;
continua sendo uma questão pedagógica.
Essa distinção será particularmente importante quando tratarmos de inteligência artificial.
----
= 9. O que acontece concretamente nas escolas brasileiras? =
A pesquisa [https://obia.nic.br/tic-educacao-2024 '''TIC Educação 2024''',] realizada pelo Cetic.br/NIC.br, permite observar como essas transformações estão chegando às instituições brasileiras. A coleta envolveu 1.023 escolas de Ensino Fundamental e Médio, com entrevistas de estudantes, professores, coordenadores pedagógicos e gestores.
Os resultados mostram algo importante: '''a expansão da conectividade não eliminou as desigualdades de apropriação de conteúdos.'''
Entre 2020 e 2024:
* escolas municipais com Internet passaram de '''71% para 94%''';
* escolas rurais passaram de '''52% para 89%'''.
O crescimento é expressivo.
Mas apenas '''62% das escolas''' dispunham de dispositivos digitais destinados ao uso educacional pelos estudantes.
Nas escolas municipais, eram '''51%'''.
Nas escolas rurais, apenas '''33%'''.
Portanto:<blockquote>conexão não equivale a condição efetiva de participação.</blockquote>A desigualdade torna-se ainda mais evidente quando observamos os estudantes que acessavam a Internet utilizando computadores fornecidos pela própria escola:
{| class="wikitable"
!Região
!Estudantes
|-
|Norte
|29%
|-
|Nordeste
|31%
|-
|Centro-Oeste
|54%
|-
|Sudeste
|64%
|-
|Sul
|87%
|}
O intervalo de 58 pontos percentuais entre Norte e Sul mostra por que a desigualdade digital não pode mais ser descrita simplesmente pela oposição entre “conectados” e “desconectados”. É necessário investigar: '''conectados como, com que recursos, para realizar quais atividades e em quais condições?'''
----
= 10. A escola ensina a viver nas plataformas, mas ainda pouco a compreendê-las =
Outro dado da TIC Educação é especialmente importante para esta disciplina.
Segundo coordenadores pedagógicos, 89% das escolas realizaram atividades relacionadas ao uso seguro, responsável e crítico da Internet. Entre professores, os temas aparecem de maneira desigual.
{| class="wikitable"
!Tema trabalhado
!Professores
|-
|Cyberbullying, discurso de ódio e discriminação
|75%
|-
|Saúde física e mental
|67%
|-
|Privacidade e dados pessoais
|57%
|-
|Algoritmos, rastros digitais e uso de dados
|30%
|}
Podemos extrair daqui uma distinção analítica importante.
=== Educação para o uso ===
Como participar de maneira segura, ética e responsável nos ambientes digitais?
=== Educação para a compreensão ===
Como funcionam os ambientes digitais dos quais participamos?
A primeira envolve cidadania digital. A segunda exige compreender:
* dataficação;
* modelos de negócio;
* recomendação;
* classificação;
* rastreamento;
* governança das plataformas.
As duas são necessárias. Mas não são equivalentes.
----
= 11. A inteligência artificial torna essa tensão ainda mais visível =
Os dados da TIC Educação 2024 oferecem um exemplo particularmente interessante. Entre os estudantes, '''37% declararam já utilizar IA generativa em pesquisas escolares'''. No Ensino Médio, o percentual chegava a '''70%'''. Entretanto, apenas '''19%''' relataram que professores haviam conversado com eles sobre como utilizar IA generativa em atividades escolares. Texto colado
Esse contraste merece atenção.
Ele sugere uma diferença entre:
'''apropriação social da tecnologia'''
e
'''mediação pedagógica da tecnologia'''.
Os estudantes não esperam necessariamente que a escola introduza uma tecnologia para começar a utilizá-la. Ela chega por outros circuitos sociais.
A questão educativa aparece depois, mas:
'''Como transformar uma prática que já existe socialmente em objeto de reflexão, aprendizagem e formação?'''
Essa pergunta sintetiza bastante bem o problema desta disciplina.
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= 12. Três lentes sobre um mesmo problema =
Podemos agora retomar o ponto de partida. Imagine que uma rede de ensino adote uma plataforma que distribui tarefas, recebe respostas e produz relatórios sobre o desempenho dos estudantes.
=== Sociologia ===
Pergunta:<blockquote>Quem dispõe das condições necessárias para participar desse processo?</blockquote>Observa:
desigualdades sociais, instituições, governança, relações de poder.
=== Comunicação ===
Pergunta:<blockquote>Como a plataforma ajuda a criar conteúdos específicos (linguagens), organiza aquilo que pode circular e tornar-se visível?</blockquote>Observa:
interfaces, linguagens, mediações, regimes de visibilidade.
=== Educação ===
Pergunta:<blockquote>Como esses ambientes integram-se ou tensionam as decisões sobre ensino e aprendizagem?</blockquote>Observa:
intencionalidade formativa, conhecimento, avaliação e julgamento pedagógico.
Nenhuma lente é suficiente isoladamente.O objeto da disciplina está justamente na articulação entre elas.
----
= 13. Uma definição de trabalho para a disciplina =
Podemos, então, adotar provisoriamente a seguinte formulação:<blockquote>'''Cultura digital designa o conjunto de práticas, significados, relações sociais e disputas que se desenvolvem em sociedades nas quais comunicação, informação e conhecimento passam a ser crescentemente mediados por infraestruturas digitais, plataformas, dados e operações algorítmicas.'''</blockquote>Essa definição possui três dimensões.
=== Práticas e sentidos ===
O que as pessoas fazem, interpretam e valorizam.
=== Infraestruturas e regras ===
Os sistemas técnicos que tornam determinadas práticas possíveis e condicionam sua realização.
=== Disputas ===
Quem consegue definir aquilo que é visível, legítimo, relevante ou valioso.
Uma análise que observe apenas a primeira dimensão corre o risco de reduzir cultura digital a hábitos. Uma análise exclusivamente infraestrutural pode cair no determinismo tecnológico. Uma análise crítica precisa compreender '''como práticas sociais e arquiteturas técnicas se constituem mutuamente em relações historicamente situadas'''.
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= Atividade — Da prática profissional ao problema de pesquisa =
Escolha uma situação concreta de seu trabalho na qual tecnologias digitais participem da organização do ensino, da comunicação, da avaliação ou da aprendizagem.
Não escolha inicialmente “uma tecnologia”.
Escolha '''uma situação'''.
Por exemplo:
professores acompanhando estudantes em uma plataforma;
uso de celulares durante uma atividade;
produção de trabalhos com IA generativa;
avaliações realizadas em ambiente digital;
comunicação entre escola, estudantes e famílias.
== Leituras ==
=== Referência-chave ===
* BORTOLAZZO, Sandro Faccin. Das conexões entre cultura digital e educação: pensando a condição digital na sociedade contemporânea. '''ETD - Educação Temática Digital''', Campinas, v. 22, n. 2, p. 369-388, 2020. DOI: https://doi.org/10.20396/etd.v22i2.8654547.
=== Leituras complementares ===
* COSTA, Douglas Pereira da; MOURA, Maria da Glória Carvalho. Formação de professores para a cultura digital: elementos em perspectivas diferentes da visão instrumental. '''Práxis Educativa''', Ponta Grossa, v. 18, e21276, p. 1-21, 2023. DOI: https://doi.org/10.5212/PraxEduc.v.18.21276.070.
* NASCIMENTO, Leonardo Fernandes. '''Sociologia digital''': uma breve introdução. Salvador: EDUFBA, 2020. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/32746.
* SOUSA, Mauro Wilton de. Comunicação e educação: entre meios e mediações. '''Cadernos de Pesquisa''', São Paulo, n. 106, p. 9-25, mar. 1999.
* SOUZA, Joseilda Sampaio de; BONILLA, Maria Helena Silveira. A cultura digital e a cibercultura: diferenças e aproximações. '''ETD - Educação Temática Digital''', Campinas, v. 26, e024063, p. 1-16, 2024. DOI: https://doi.org/10.20396/etd.v26i00.8674523.
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187285
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2026-10-13T20:42:52Z
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21602
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text/x-wiki
= Aula 1 — Cultura digital, sociedade e educação =
'''Cultura Digital, Plataformas e Práticas Educativas — PPGE/USCS'''
== Ponto de partida ==
Nesta disciplina, cultura digital não será entendida como um conjunto de tecnologias disponíveis para professores e estudantes.
O problema é mais amplo.
Chamamos de cultura digital o conjunto de práticas, linguagens, valores e relações sociais que se constituem quando comunicação, informação, conhecimento e interação passam a depender crescentemente de infraestruturas digitais.
Isso significa que estudar tecnologias na Educação não consiste apenas em perguntar:<blockquote>Como utilizar determinada ferramenta para ensinar?</blockquote>É necessário acrescentar outras perguntas:<blockquote>Que práticas sociais tornam essa tecnologia possível?</blockquote><blockquote>Como ela reorganiza comunicação, informação e conhecimento?</blockquote><blockquote>Que relações de poder estão incorporadas às infraestruturas que utilizamos?</blockquote><blockquote>E, finalmente, o que acontece quando essas transformações chegam às práticas educativas?</blockquote>É nesse ponto que Sociologia, Comunicação e Educação se encontram.
Não como três disciplinas que dividem um objeto em partes, mas como três modos de interrogar '''uma mesma transformação social'''.
----
= 1. Antes da tecnologia: educação é uma relação social =
Um primeiro deslocamento é necessário.
Para compreender cultura digital e Educação, precisamos começar não pelo digital, mas pela própria educação.
Na tradição sociológica, a educação é uma das formas pelas quais uma sociedade produz continuidade entre gerações. Entretanto, aquilo que a escola transmite nunca é socialmente neutro. Currículos, linguagens, maneiras de falar, critérios de avaliação e formas legítimas de conhecimento resultam de processos históricos e institucionais.
Bourdieu e Passeron (1970) acrescentam outro problema. A comunicação pedagógica ocorre entre sujeitos que não dispõem dos mesmos repertórios culturais. O professor pode pressupor conhecimentos, formas de expressão e maneiras de interpretar que parte dos estudantes podem não ter adquirido em suas experiências em certos espaços sociais. Laurens (2009), além dos estudos clássicos de Paulo Freire, recupera exatamente esse ponto ao discutir a relação entre comunicação e educação: não basta uma mensagem ter sido transmitida para que ela tenha sido igualmente compreendida.
=== Uma primeira distinção ===
{| class="wikitable"
!Pensar a educação apenas como transmissão
!Pensar a educação sociologicamente
|-
|O professor transmite conteúdos
|Professor e estudantes ocupam posições sociais
|-
|O problema é a clareza da mensagem
|A compreensão depende também de repertórios e condições sociais
|-
|Aprender depende principalmente da exposição ao conteúdo
|Apropriar-se do conhecimento depende de condições desigualmente distribuídas
|}
Esse problema não desaparece com a expansão das tecnologias digitais. Na realidade, ele pode tornar-se mais complexo.
O acesso à Internet amplia extraordinariamente a disponibilidade de informação, mas disponibilidade de informação e possibilidade de apropriação não são equivalentes.
Por isso, a pergunta sociológica contemporânea não pode ser apenas:
'''Quem está conectado?'''
Ela precisa ser complementada:
'''Com quais recursos, repertórios e condições diferentes sujeitos conseguem transformar conectividade em conhecimento e reconhecimento escolar?'''
----
= 2. Educação também é comunicação =
Ensinar e aprender envolvem comunicação. Mas comunicação, neste caso, não significa simplesmente transportar uma informação de um ponto a outro.
Durante muito tempo, a relação entre Comunicação e Educação foi analisada a partir de uma divisão relativamente clara. A escola aparecia como espaço de produção e transmissão do conhecimento legítimo. Os meios de comunicação apareciam sobretudo como meios de informação, entretenimento e circulação cultural da cultura de massa ou da indústria cultural..
Sousa (1999) mostra os limites dessa separação. Quando comunicação é reduzida aos meios técnicos que transportam conteúdos, ela tende a ser tratada na Educação como recurso instrumental. Televisão, computador, Internet ou plataforma tornam-se diferentes canais utilizados para transmitir conteúdos pedagógicos.
O problema dessa abordagem é que ela reduz comunicação ao meio.
A perspectiva das mediações, associada a Martín-Barbero (1997), modifica profundamente essa questão.
=== Dos meios às mediações ===
{| class="wikitable"
!Abordagem centrada nos meios
!Abordagem das mediações
|-
|O que a mídia transmite?
|Como os sujeitos produzem sentidos?
|-
|Qual é o efeito do meio?
|Em quais condições culturais ocorre a apropriação?
|-
|Emissor → mensagem → receptor
|Sujeitos situados em relações sociais e culturais
|-
|Tecnologia como canal
|Tecnologia integrada a práticas sociais
|}
=== Da televisão às redes sociais: o que permanece na percepção dos professores? ===
Laurens (2009, p. 9–10), ao recuperar estudos sobre o contexto francês, mostra que professores frequentemente percebiam a televisão como concorrente da escola. Associavam seus conteúdos à fragmentação, à superficialidade, à passividade e à valorização do prazer, em oposição ao esforço exigido pela aprendizagem escolar.
Essas avaliações revelam uma disputa sobre as formas legítimas de conhecer e sobre quem pode participar da formação dos jovens. Ao mesmo tempo, Laurens apresenta uma desqualificação recíproca: enquanto professores criticavam os meios de comunicação, jornalistas descreviam a escola como lenta, rígida e distante das transformações sociais.
Podemos utilizar essa discussão para interrogar nossas próprias avaliações das redes sociais. Em quais situações retomamos a oposição entre a escola (com reflexão e esforço) e ambientes midiáticos associados à rapidez e ao entretenimento? Que evidências sustentam nossas interpretações?
==== Continuidade das críticas, mudança dos ambientes ====
A comparação exige considerar diferenças. No TikTok, por exemplo, segundo a documentação da própria plataforma, curtidas, compartilhamentos e tempo de visualização participam da seleção personalizada dos conteúdos apresentados aos usuários.
Isso acrescenta uma questão à discussão sobre os conteúdos: '''como as interações dos sujeitos participam da organização daquilo que eles encontram?'''
Para o debate, podemos comparar algumas preocupações, sem pressupor que todos os professores compartilhem as mesmas avaliações.
{| class="wikitable"
!Percepções docentes apresentadas por Laurens
!Perguntas para examinar as redes sociais hoje
|-
|A televisão oferece conhecimentos fragmentados.
|Quando um conteúdo breve permite iniciar uma investigação e quando dificulta sua compreensão?
|-
|O entretenimento concorre com o esforço escolar.
|Como distinguir interesse inicial, participação e aprendizagem? Prazer e esforço precisam ser tratados como incompatíveis?
|-
|A televisão favorece a passividade.
|Comentar, compartilhar e produzir conteúdos corresponde necessariamente a uma participação reflexiva?
|-
|Os meios disputam com a escola a formação dos jovens.
|Como professores e estudantes avaliam a credibilidade de influenciadores e conteúdos que circulam nas redes?
|}
==== Debate a partir da prática docente ====
Em duplas, escolham uma avaliação sobre redes sociais que apareça em seu contexto profissional.
* Que situação concreta sustenta essa avaliação?
* Ela descreve o conteúdo, a organização da plataforma ou a maneira como os estudantes a utilizam?
* Que informações seriam necessárias para investigar a relação entre essa prática e a aprendizagem?
O estudante não chega à escola como uma espécie de página em branco cultural. Ele já participa de diferentes circuitos de comunicação.
Assiste a vídeos.
Participa de redes.
Produz imagens.
Segue influenciadores.
Pesquisa.
Compartilha.
Compara informações.
Aprende procedimentos.
Constrói formas de reconhecimento e pertencimento.
Por isso, TikTok, YouTube ou Instagram não são apenas concorrentes da escola na disputa pela atenção. Eles integram ambientes culturais nos quais estudantes constroem repertórios, linguagens e expectativas sobre informação e conhecimento. Mas as plataformas contemporâneas introduzem algo que os estudos clássicos das mediações não tinham como problema central.
Elas não apenas fazem mensagens circularem.
'''Elas observam as interações, registram-nas e utilizam esses registros para reorganizar a própria circulação (dataficação, plataformização, cultura do algoritmo).'''
É nesse ponto que precisamos passar da discussão sobre comunicação para a discussão sobre digitalização.
----
= 3. O que muda quando a vida social se digitaliza? =
Digitalizar não significa apenas colocar algo em uma tela na forma "digital" (diferente da "analógica"). O desenvolvimento das tecnologias digitais modificou profundamente as condições materiais de registro, armazenamento, processamento e circulação da informação.
Cordeiro, Gomes e Waizbort (2023) destacam a combinação de três processos históricos: expansão das telecomunicações, desenvolvimento da eletrônica e da computação e criação de protocolos capazes de conectar dispositivos.O resultado não foi simplesmente o aparecimento de "novas mídias".
Foi a criação de uma infraestrutura capaz de integrar atividades sociais anteriormente separadas.
Trabalho.
Comunicação.
Consumo.
Lazer.
Administração pública.
Educação.
A sociologia digital parte justamente desse ponto.
''"Artefatos digitais como aparelhos celulares e computadores pessoais têm sido elementos materiais que atuam na produção de subjetividades, já que vão compondo novas formas de habitar e de se relacionar no mundo. Além disso, a integração e a habilidade em operar produtos digitais são características esperadas dos sujeitos do presente, uma espécie de imperativo, uma condição da vida nas sociedades contemporâneas." (Bertolazzo, 2020, p. 383)''
Para Nascimento (2020), torna-se cada vez menos produtivo tratar o digital como uma realidade separada da chamada “vida real”. Atividades realizadas em ambientes digitais produzem efeitos sobre relações familiares, escolares, políticas e profissionais; ao mesmo tempo, desigualdades constituídas fora desses ambientes condicionam aquilo que os sujeitos conseguem fazer neles.
A distinção rígida entre ''online'' e ''offline'' perde, portanto, capacidade explicativa.
=== Cinco processos ajudam a compreender essa transformação ===
{| class="wikitable"
!Processo
!O que transforma
!Pergunta para a Educação
|-
|'''Digitalização'''
|Informação torna-se manipulável computacionalmente
|Como mudam os materiais e as linguagens do conhecimento?
|-
|'''Conectividade'''
|Pessoas, dispositivos e sistemas tornam-se permanentemente ligados
|Como a aprendizagem se relaciona com redes externas à escola?
|-
|'''Dataficação'''
|Atividades tornam-se registros e indicadores
|O que da aprendizagem pode ser registrado?
|-
|'''Plataformização'''
|Interações passam a ocorrer em ambientes organizados por regras específicas
|Quem define as condições de participação?
|-
|'''Algoritmização'''
|Sistemas classificam, selecionam e recomendam
|Como decisões computacionais passam a participar das práticas educativas?
|}
Esses processos não constituem etapas sucessivas. Eles coexistem e se combinam.
----
= 4. Um passo decisivo: da digitalização à dataficação =
Há uma diferença importante entre digitalização e dataficação.
Imagine dois casos.
=== Caso A ===
Um livro impresso torna-se PDF.
O suporte mudou.
=== Caso B ===
Uma atividade é realizada em uma plataforma.
O sistema registra:
* quem acessou;
* quando acessou;
* quanto tempo permaneceu;
* quais respostas forneceu;
* quantas tentativas realizou;
* qual foi seu desempenho.
Neste segundo caso ocorreu algo além da digitalização.
Uma atividade social tornou-se um conjunto de dados passíveis de comparação, classificação e processamento.É isso que chamamos de '''dataficação'''.
A diferença é fundamental para a Educação. Uma plataforma não apenas oferece um ambiente no qual a aprendizagem ocorre. Ela pode construir uma determinada representação computacional da aprendizagem.
E, é sempre bom lembrar, que toda representação seleciona algumas coisas e deixa outras de fora. Por isso, diante de um painel que mostra o “desempenho” de um estudante, uma pergunta pedagógica fundamental seria:<blockquote>O que exatamente esse sistema conseguiu observar? (aquilo que se transformou em "dados")</blockquote>E outra, igualmente importante:<blockquote>O que permaneceu fora do registro?</blockquote>
----
= 5. Da Internet às plataformas =
A cultura digital das primeiras décadas da Internet foi frequentemente interpretada a partir de ideias como abertura das redes, participação, produção colaborativa e ampliação da emissão. A época da discussão sobre softwares de publicação, blogs, navegadores de busca (Alta Vista, Netsacape, Google etc)
Essas dimensões continuam relevantes.Entretanto, o desenvolvimento das grandes plataformas (das chamadas ''Big Techs'') introduziu uma transformação adicional.
A maior parte das atividades digitais contemporâneas não ocorre simplesmente “na Internet”.Ela acontece em ambientes privados que organizam tecnicamente a participação dos usuários (Instagram, Tik Tok, Facebook, Whatsapp etc.). Van Dijck, Poell e de Waal (2018) descrevem esse processo como '''plataformização'''.
Uma plataforma não é simplesmente um site. Ela combina diferentes camadas.
=== Arquitetura simplificada de uma plataforma ===
'''Interface'''
O que podemos ver e fazer.
↓
'''Regras de participação'''
Papéis, permissões, formatos e possibilidades de interação.
↓
'''Operações algorítmicas'''
Seleção, classificação, recomendação.
↓
'''Infraestrutura de dados'''
Registro, armazenamento, processamento.
Essas camadas são interdependentes.
Quando uma escola utiliza uma plataforma para distribuir tarefas, receber atividades, atribuir notas e acompanhar estudantes, ela não está apenas utilizando um meio de comunicação.
Uma parte da organização da prática educativa passa a ocorrer dentro de uma arquitetura técnica que define possibilidades e limites de ação.
Entretanto, isso não significa que a plataforma determine automaticamente o comportamento do professor.
Esse cuidado é importante.
'''As propriedades técnicas condicionam práticas, mas não permitem deduzi-las antecipadamente.'''
É necessário investigar como professores, estudantes e instituições se apropriam das funcionalidades disponíveis.
----
= 6. Cultura digital também é cultura algorítmica =
''"Cultura Digital é um conceito que descreve certo modo de vida permeado pelas tecnologias digitais e que vem moldando, significativamente, a maneira dos sujeitos conduzirem suas vidas, seja via comportamento, seja via consumo ou comunicação. Contextualmente, elementos materiais da Cultura Digital também podem ser expressos na multiplicação de redes, mídias sociais e aplicativos para smartphones que modulam e orientam certas formas de interação – compartilhamento de textos, vídeos, áudio ou fotografias; uso de emojis ou memes para ilustrar comunicação; o fenômeno das selfies enquanto prática de exposição; a obsessão pelas transmissões ao vivo; a computação em nuvem; a internet das coisas – e revelam facetas do contemporâneo, possibilidades projetadas em direção a um painel de imperativos associados à imersão tecnológica, exposição, mobilidade, entre outras características que regem os sujeitos e animam valores e novas sensibilidades." (Bertolazzo, 2020, p.375)''
As plataformas introduzem outro elemento importante.Elas não apenas armazenam aquilo que publicamos. Também selecionam aquilo que vemos.
Um algoritmo, em sentido amplo, consiste em uma sequência estruturada de operações (instruções) destinada a produzir determinado resultado.
Nas plataformas contemporâneas, algoritmos, modelos estatísticos e sistemas de aprendizado de máquina podem participar da seleção, classificação e recomendação de conteúdos que recebemos ou produzimos. Gillespie (2018) chama atenção para a dimensão social dessas operações.
Quando uma plataforma decide quais conteúdos aparecerão primeiro, ela participa da produção de '''critérios de relevância sobre a importância de algo.'''
O problema não está simplesmente em saber como funciona tecnicamente o algoritmo. A pergunta sociológica e comunicacional é outra:
'''Quais critérios sociais, culturais e políticos passam a organizar essa visibilidade?'''
----
= 7. O encontro entre cultura algorítmica e cultura escolar =
É aqui que chegamos ao núcleo educacional da questão. A escola também é uma instituição de seleção.
Seleciona conhecimentos.
Organiza currículos.
Define progressões.
Constrói critérios de avaliação.
Certifica aprendizagens.
As plataformas também selecionam. Mas seus critérios podem ser diferentes. A busca pela captura da atenção como forma de manutenção de seus lucros é uma questão interessante a ser pensada.
=== Dois regimes de relevância ===
{| class="wikitable"
!Cultura escolar
!Plataformas
|-
|Currículo
|Sistemas de recomendação
|-
|Progressão formativa
|Histórico de interação
|-
|Validade do conhecimento
|Engajamento
|-
|Avaliação
|Métricas
|-
|Certificação
|Visibilidade
|-
|Professor e instituição
|Arquitetura da plataforma e seus operadores
|}
O quadro apresenta tipos analíticos. Na prática, esses regimes podem se combinar, sobretudo em plataformas especificamente educacionais.
Calixto (2025), investigando escolas públicas de uma região periférica de São Paulo, mostra como vídeos curtos, influenciadores e conteúdos de TikTok, Instagram e YouTube integram os repertórios de professores e estudantes. O ponto importante de sua análise é não atribuir aos algoritmos uma capacidade automática de determinar comportamentos.
Os sujeitos interpretam e reelaboram aquilo que recebem. Mas também não atuam em um espaço inteiramente aberto.
As possibilidades de visibilidade e circulação são organizadas pelas arquiteturas das plataformas.
Isso permite evitar dois extremos.
=== Determinismo tecnológico ===
A tecnologia determinaria aquilo que as pessoas fazem.
=== Voluntarismo dos usos ===
Os sujeitos fariam livremente aquilo que desejam com as tecnologias.
A investigação sociotécnica procura justamente o espaço entre os dois.
'''Práticas sociais ocorrem em ambientes tecnicamente condicionados, mas os efeitos desses condicionamentos dependem das formas concretas de apropriação de seus usuários.'''
----
= 8. Onde entra especificamente a Educação? =
Até aqui, Sociologia e Comunicação nos ajudaram a compreender condições sociais, mediações culturais, infraestruturas e regimes de visibilidade.
Mas há uma questão que nenhuma dessas perspectivas resolve sozinha. A Educação introduz a '''intencionalidade formativa'''.
O professor não apenas participa de uma interação social ou comunicacional. Ele organiza deliberadamente situações para produzir determinadas possibilidades de aprendizagem.
Por isso, a análise educacional precisa acrescentar perguntas próprias.<blockquote>O que se pretende que os estudantes aprendam?</blockquote><blockquote>Por que determinado conhecimento foi selecionado?</blockquote><blockquote>Que atividade pode favorecer determinada aprendizagem?</blockquote><blockquote>O que o professor conhece sobre aquela turma?</blockquote><blockquote>Que evidências permitem interpretar o que os estudantes aprenderam?</blockquote><blockquote>Que decisão pedagógica deve ser tomada diante dessas evidências?</blockquote>É nesse ponto que aparece aquilo que podemos chamar de '''julgamento pedagógico'''. O dado produzido por uma plataforma pode informar uma decisão. Não pode, entretanto, ser automaticamente confundido com a própria decisão pedagógica.
Uma plataforma pode informar que um estudante acertou seis de dez questões.
Mas determinar:
* por que ele errou;
* que conhecimento está mobilizando;
* que dificuldade enfrenta;
* que explicação pode ajudá-lo;
* se a atividade era adequada;
continua sendo uma questão pedagógica.
Essa distinção será particularmente importante quando tratarmos de inteligência artificial.
----
= 9. O que acontece concretamente nas escolas brasileiras? =
A pesquisa [https://obia.nic.br/tic-educacao-2024 '''TIC Educação 2024''',] realizada pelo Cetic.br/NIC.br, permite observar como essas transformações estão chegando às instituições brasileiras. A coleta envolveu 1.023 escolas de Ensino Fundamental e Médio, com entrevistas de estudantes, professores, coordenadores pedagógicos e gestores.
Os resultados mostram algo importante: '''a expansão da conectividade não eliminou as desigualdades de apropriação de conteúdos.'''
Entre 2020 e 2024:
* escolas municipais com Internet passaram de '''71% para 94%''';
* escolas rurais passaram de '''52% para 89%'''.
O crescimento é expressivo.
Mas apenas '''62% das escolas''' dispunham de dispositivos digitais destinados ao uso educacional pelos estudantes.
Nas escolas municipais, eram '''51%'''.
Nas escolas rurais, apenas '''33%'''.
Portanto:<blockquote>conexão não equivale a condição efetiva de participação.</blockquote>A desigualdade torna-se ainda mais evidente quando observamos os estudantes que acessavam a Internet utilizando computadores fornecidos pela própria escola:
{| class="wikitable"
!Região
!Estudantes
|-
|Norte
|29%
|-
|Nordeste
|31%
|-
|Centro-Oeste
|54%
|-
|Sudeste
|64%
|-
|Sul
|87%
|}
O intervalo de 58 pontos percentuais entre Norte e Sul mostra por que a desigualdade digital não pode mais ser descrita simplesmente pela oposição entre “conectados” e “desconectados”. É necessário investigar: '''conectados como, com que recursos, para realizar quais atividades e em quais condições?'''
----
= 10. A escola ensina a viver nas plataformas, mas ainda pouco a compreendê-las =
Outro dado da TIC Educação é especialmente importante para esta disciplina.
Segundo coordenadores pedagógicos, 89% das escolas realizaram atividades relacionadas ao uso seguro, responsável e crítico da Internet. Entre professores, os temas aparecem de maneira desigual.
{| class="wikitable"
!Tema trabalhado
!Professores
|-
|Cyberbullying, discurso de ódio e discriminação
|75%
|-
|Saúde física e mental
|67%
|-
|Privacidade e dados pessoais
|57%
|-
|Algoritmos, rastros digitais e uso de dados
|30%
|}
Podemos extrair daqui uma distinção analítica importante.
=== Educação para o uso ===
Como participar de maneira segura, ética e responsável nos ambientes digitais?
=== Educação para a compreensão ===
Como funcionam os ambientes digitais dos quais participamos?
A primeira envolve cidadania digital. A segunda exige compreender:
* dataficação;
* modelos de negócio;
* recomendação;
* classificação;
* rastreamento;
* governança das plataformas.
As duas são necessárias. Mas não são equivalentes.
----
= 11. A inteligência artificial torna essa tensão ainda mais visível =
Os dados da TIC Educação 2024 oferecem um exemplo particularmente interessante. Entre os estudantes, '''37% declararam já utilizar IA generativa em pesquisas escolares'''. No Ensino Médio, o percentual chegava a '''70%'''. Entretanto, apenas '''19%''' relataram que professores haviam conversado com eles sobre como utilizar IA generativa em atividades escolares. Texto colado
Esse contraste merece atenção.
Ele sugere uma diferença entre:
'''apropriação social da tecnologia'''
e
'''mediação pedagógica da tecnologia'''.
Os estudantes não esperam necessariamente que a escola introduza uma tecnologia para começar a utilizá-la. Ela chega por outros circuitos sociais.
A questão educativa aparece depois, mas:
'''Como transformar uma prática que já existe socialmente em objeto de reflexão, aprendizagem e formação?'''
Essa pergunta sintetiza bastante bem o problema desta disciplina.
----
= 12. Três lentes sobre um mesmo problema =
Podemos agora retomar o ponto de partida. Imagine que uma rede de ensino adote uma plataforma que distribui tarefas, recebe respostas e produz relatórios sobre o desempenho dos estudantes.
=== Sociologia ===
Pergunta:<blockquote>Quem dispõe das condições necessárias para participar desse processo?</blockquote>Observa:
desigualdades sociais, instituições, governança, relações de poder.
=== Comunicação ===
Pergunta:<blockquote>Como a plataforma ajuda a criar conteúdos específicos (linguagens), organiza aquilo que pode circular e tornar-se visível?</blockquote>Observa:
interfaces, linguagens, mediações, regimes de visibilidade.
=== Educação ===
Pergunta:<blockquote>Como esses ambientes integram-se ou tensionam as decisões sobre ensino e aprendizagem?</blockquote>Observa:
intencionalidade formativa, conhecimento, avaliação e julgamento pedagógico.
Nenhuma lente é suficiente isoladamente.O objeto da disciplina está justamente na articulação entre elas.
----
= 13. Uma definição de trabalho para a disciplina =
Podemos, então, adotar provisoriamente a seguinte formulação:<blockquote>'''Cultura digital designa o conjunto de práticas, significados, relações sociais e disputas que se desenvolvem em sociedades nas quais comunicação, informação e conhecimento passam a ser crescentemente mediados por infraestruturas digitais, plataformas, dados e operações algorítmicas.'''</blockquote>Essa definição possui três dimensões.
=== Práticas e sentidos ===
O que as pessoas fazem, interpretam e valorizam.
=== Infraestruturas e regras ===
Os sistemas técnicos que tornam determinadas práticas possíveis e condicionam sua realização.
=== Disputas ===
Quem consegue definir aquilo que é visível, legítimo, relevante ou valioso.
Uma análise que observe apenas a primeira dimensão corre o risco de reduzir cultura digital a hábitos. Uma análise exclusivamente infraestrutural pode cair no determinismo tecnológico. Uma análise crítica precisa compreender '''como práticas sociais e arquiteturas técnicas se constituem mutuamente em relações historicamente situadas'''.
----
= Atividade — Da prática profissional ao problema de pesquisa =
Escolha uma situação concreta de seu trabalho na qual tecnologias digitais participem da organização do ensino, da comunicação, da avaliação ou da aprendizagem.
Não escolha inicialmente “uma tecnologia”.
Escolha '''uma situação'''.
Por exemplo:
professores acompanhando estudantes em uma plataforma;
uso de celulares durante uma atividade;
produção de trabalhos com IA generativa;
avaliações realizadas em ambiente digital;
comunicação entre escola, estudantes e famílias.
== Leituras ==
=== Referência-chave ===
* BORTOLAZZO, Sandro Faccin. Das conexões entre cultura digital e educação: pensando a condição digital na sociedade contemporânea. '''ETD - Educação Temática Digital''', Campinas, v. 22, n. 2, p. 369-388, 2020. DOI: https://doi.org/10.20396/etd.v22i2.8654547.
=== Leituras complementares ===
* COSTA, Douglas Pereira da; MOURA, Maria da Glória Carvalho. Formação de professores para a cultura digital: elementos em perspectivas diferentes da visão instrumental. '''Práxis Educativa''', Ponta Grossa, v. 18, e21276, p. 1-21, 2023. DOI: https://doi.org/10.5212/PraxEduc.v.18.21276.070.
* LAURENS, Jean-Paul. Comunicação e educação: algumas considerações sociológicas. '''Revista FAMECOS''', Porto Alegre, v. 16, n. 40, p. 5–14, dez. 2009. DOI: 10.15448/1980-3729.2009.40.6311.
* NASCIMENTO, Leonardo Fernandes. '''Sociologia digital''': uma breve introdução. Salvador: EDUFBA, 2020. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/32746.
* SOUSA, Mauro Wilton de. Comunicação e educação: entre meios e mediações. '''Cadernos de Pesquisa''', São Paulo, n. 106, p. 9-25, mar. 1999.
* SOUZA, Joseilda Sampaio de; BONILLA, Maria Helena Silveira. A cultura digital e a cibercultura: diferenças e aproximações. '''ETD - Educação Temática Digital''', Campinas, v. 26, e024063, p. 1-16, 2024. DOI: https://doi.org/10.20396/etd.v26i00.8674523.
* TIKTOK. '''Como o TikTok recomenda conteúdo'''. Central de Ajuda. Disponível em: https://support.tiktok.com/pt_BR/using-tiktok/exploring-videos/how-tiktok-recommends-content. Acesso em: 13 out. 2026.
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2026-10-13T21:26:51Z
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text/x-wiki
= Aula 1 — Cultura digital, sociedade e educação =
'''Cultura Digital, Plataformas e Práticas Educativas — PPGE/USCS'''
== Ponto de partida ==
Nesta disciplina, cultura digital não será entendida como um conjunto de tecnologias disponíveis para professores e estudantes.
O problema é mais amplo.
Chamamos de cultura digital o conjunto de práticas, linguagens, valores e relações sociais que se constituem quando comunicação, informação, conhecimento e interação passam a depender crescentemente de infraestruturas digitais.
Isso significa que estudar tecnologias na Educação não consiste apenas em perguntar:<blockquote>Como utilizar determinada ferramenta para ensinar?</blockquote>É necessário acrescentar outras perguntas:<blockquote>Que práticas sociais tornam essa tecnologia possível?</blockquote><blockquote>Como ela reorganiza comunicação, informação e conhecimento?</blockquote><blockquote>Que relações de poder estão incorporadas às infraestruturas que utilizamos?</blockquote><blockquote>E, finalmente, o que acontece quando essas transformações chegam às práticas educativas?</blockquote>É nesse ponto que Sociologia, Comunicação e Educação se encontram. Não como três disciplinas que dividem um objeto em partes, mas como três modos de interrogar uma mesma transformação social.
----
= 1. Antes da tecnologia: educação é uma relação social =
Um primeiro deslocamento é necessário.
Para compreender cultura digital e Educação, precisamos começar não pelo digital, mas pela própria educação.
Na tradição sociológica, a educação é uma das formas pelas quais uma sociedade produz continuidade entre gerações. Entretanto, aquilo que a escola transmite nunca é socialmente neutro. Currículos, linguagens, maneiras de falar, critérios de avaliação e formas legítimas de conhecimento resultam de processos históricos e institucionais.
Bourdieu e Passeron (1970) acrescentam outro problema. A comunicação pedagógica ocorre entre sujeitos que não dispõem dos mesmos repertórios culturais. O professor pode pressupor conhecimentos, formas de expressão e maneiras de interpretar que parte dos estudantes podem não ter adquirido em suas experiências em certos espaços sociais. Laurens (2009), além dos estudos clássicos de Paulo Freire, recupera exatamente esse ponto ao discutir a relação entre comunicação e educação: não basta uma mensagem ter sido transmitida para que ela tenha sido compreendida.
=== Uma primeira distinção ===
{| class="wikitable"
!Pensar a educação apenas como transmissão
!Pensar a educação sociologicamente
|-
|O professor transmite conteúdos
|Professor e estudantes ocupam posições sociais
|-
|O problema é a clareza da mensagem
|A compreensão depende também de repertórios e condições sociais
|-
|Aprender depende principalmente da exposição ao conteúdo
|Apropriar-se do conhecimento depende de condições desigualmente distribuídas
|}
Esse problema não desaparece com a expansão das tecnologias digitais. Na realidade, ele pode tornar-se mais complexo. O acesso à Internet amplia extraordinariamente a disponibilidade de informação, mas disponibilidade de informação e possibilidade de apropriação não são equivalentes.
Por isso, a pergunta sociológica contemporânea não pode ser apenas:
Quem está conectado?
Ela precisa ser complementada:
Com quais recursos, repertórios e condições diferentes sujeitos conseguem transformar conectividade em conhecimento e reconhecimento escolar?
----
= 2. Educação também é comunicação =
Ensinar e aprender envolvem comunicação. Mas comunicação, neste caso, não significa simplesmente transportar uma informação de um ponto a outro.
Durante muito tempo, a relação entre Comunicação e Educação foi analisada a partir de uma divisão relativamente clara. A escola aparecia como espaço de produção e transmissão do conhecimento legítimo. Os meios de comunicação apareciam sobretudo como meios de informação, entretenimento e circulação cultural da cultura de massa ou da indústria cultural..
Sousa (1999) mostra os limites dessa separação. Quando comunicação é reduzida aos meios técnicos que transportam conteúdos, ela tende a ser tratada na Educação como recurso instrumental. Televisão, computador, Internet ou plataforma tornam-se diferentes canais utilizados para transmitir conteúdos pedagógicos.
O problema dessa abordagem é que ela reduz comunicação ao meio.
A perspectiva das mediações, associada a Martín-Barbero (1997), modifica profundamente essa questão.
=== Dos meios às mediações ===
{| class="wikitable"
!Abordagem centrada nos meios
!Abordagem das mediações
|-
|O que a mídia transmite?
|Como os sujeitos produzem sentidos?
|-
|Qual é o efeito do meio?
|Em quais condições culturais ocorre a apropriação?
|-
|Emissor → mensagem → receptor
|Sujeitos situados em relações sociais e culturais
|-
|Tecnologia como canal
|Tecnologia integrada a práticas sociais
|}
=== Da televisão às redes sociais: o que permanece na percepção dos professores? ===
Laurens (2009, p. 9–10), ao recuperar estudos sobre o contexto francês, mostra que professores frequentemente percebiam a televisão como concorrente da escola. Associavam seus conteúdos à fragmentação, à superficialidade, à passividade e à valorização do prazer, em oposição ao esforço exigido pela aprendizagem escolar.
Essas avaliações revelam uma disputa sobre as formas legítimas de conhecer e sobre quem pode participar da formação dos jovens. Ao mesmo tempo, Laurens apresenta uma desqualificação recíproca: enquanto professores criticavam os meios de comunicação, jornalistas descreviam a escola como lenta, rígida e distante das transformações sociais.
Podemos utilizar essa discussão para interrogar nossas próprias avaliações das redes sociais. Em quais situações retomamos a oposição entre a escola (com reflexão e esforço) e ambientes midiáticos associados à rapidez e ao entretenimento? Que evidências sustentam nossas interpretações?
==== Continuidade das críticas, mudança dos ambientes ====
A comparação exige considerar diferenças. No TikTok, por exemplo, segundo a documentação da própria plataforma, curtidas, compartilhamentos e tempo de visualização participam da seleção personalizada dos conteúdos apresentados aos usuários.
Isso acrescenta uma questão à discussão sobre os conteúdos: '''como as interações dos sujeitos participam da organização daquilo que eles encontram?'''
Para o debate, podemos comparar algumas preocupações, sem pressupor que todos os professores compartilhem as mesmas avaliações.
{| class="wikitable"
!Percepções docentes apresentadas por Laurens
!Perguntas para examinar as redes sociais hoje
|-
|A televisão oferece conhecimentos fragmentados.
|Quando um conteúdo breve permite iniciar uma investigação e quando dificulta sua compreensão?
|-
|O entretenimento concorre com o esforço escolar.
|Como distinguir interesse inicial, participação e aprendizagem? Prazer e esforço precisam ser tratados como incompatíveis?
|-
|A televisão favorece a passividade.
|Comentar, compartilhar e produzir conteúdos corresponde necessariamente a uma participação reflexiva?
|-
|Os meios disputam com a escola a formação dos jovens.
|Como professores e estudantes avaliam a credibilidade de influenciadores e conteúdos que circulam nas redes?
|}
==== Debate a partir da prática docente ====
Em duplas, escolham uma avaliação sobre redes sociais que apareça em seu contexto profissional.
* Que situação concreta sustenta essa avaliação?
* Ela descreve o conteúdo, a organização da plataforma ou a maneira como os estudantes a utilizam?
* Que informações seriam necessárias para investigar a relação entre essa prática e a aprendizagem?
O estudante não chega à escola como uma espécie de página em branco cultural. Ele já participa de diferentes circuitos de comunicação.
Assiste a vídeos.
Participa de redes.
Produz imagens.
Segue influenciadores.
Pesquisa.
Compartilha.
Compara informações.
Aprende procedimentos.
Constrói formas de reconhecimento e pertencimento.
Por isso, TikTok, YouTube ou Instagram não são apenas concorrentes da escola na disputa pela atenção. Eles integram ambientes culturais nos quais estudantes constroem repertórios, linguagens e expectativas sobre informação e conhecimento. Mas as plataformas contemporâneas introduzem algo que os estudos clássicos das mediações não tinham como problema central.
Elas não apenas fazem mensagens circularem.
'''Elas observam as interações, registram-nas e utilizam esses registros para reorganizar a própria circulação (dataficação, plataformização, cultura do algoritmo).'''
É nesse ponto que precisamos passar da discussão sobre comunicação para a discussão sobre digitalização.
----
= 3. O que muda quando a vida social se digitaliza? =
Digitalizar não significa apenas colocar algo em uma tela na forma "digital" (diferente da "analógica"). O desenvolvimento das tecnologias digitais modificou profundamente as condições materiais de registro, armazenamento, processamento e circulação da informação.
Cordeiro, Gomes e Waizbort (2023) destacam a combinação de três processos históricos: expansão das telecomunicações, desenvolvimento da eletrônica e da computação e criação de protocolos capazes de conectar dispositivos.O resultado não foi simplesmente o aparecimento de "novas mídias".
Foi a criação de uma infraestrutura capaz de integrar atividades sociais anteriormente separadas.
Trabalho.
Comunicação.
Consumo.
Lazer.
Administração pública.
Educação.
A sociologia digital parte justamente desse ponto.
''"Artefatos digitais como aparelhos celulares e computadores pessoais têm sido elementos materiais que atuam na produção de subjetividades, já que vão compondo novas formas de habitar e de se relacionar no mundo. Além disso, a integração e a habilidade em operar produtos digitais são características esperadas dos sujeitos do presente, uma espécie de imperativo, uma condição da vida nas sociedades contemporâneas." (Bertolazzo, 2020, p. 383)''
Para Nascimento (2020), torna-se cada vez menos produtivo tratar o digital como uma realidade separada da chamada “vida real”. Atividades realizadas em ambientes digitais produzem efeitos sobre relações familiares, escolares, políticas e profissionais; ao mesmo tempo, desigualdades constituídas fora desses ambientes condicionam aquilo que os sujeitos conseguem fazer neles.
A distinção rígida entre ''online'' e ''offline'' perde, portanto, capacidade explicativa.
=== Cinco processos ajudam a compreender essa transformação ===
{| class="wikitable"
!Processo
!O que transforma
!Pergunta para a Educação
|-
|'''Digitalização'''
|Informação torna-se manipulável computacionalmente
|Como mudam os materiais e as linguagens do conhecimento?
|-
|'''Conectividade'''
|Pessoas, dispositivos e sistemas tornam-se permanentemente ligados
|Como a aprendizagem se relaciona com redes externas à escola?
|-
|'''Dataficação'''
|Atividades tornam-se registros e indicadores
|O que da aprendizagem pode ser registrado?
|-
|'''Plataformização'''
|Interações passam a ocorrer em ambientes organizados por regras específicas
|Quem define as condições de participação?
|-
|'''Algoritmização'''
|Sistemas classificam, selecionam e recomendam
|Como decisões computacionais passam a participar das práticas educativas?
|}
Esses processos não constituem etapas sucessivas. Eles coexistem e se combinam.
----
= 4. Um passo decisivo: da digitalização à dataficação =
Há uma diferença importante entre digitalização e dataficação.
Imagine dois casos.
=== Caso A ===
Um livro impresso torna-se PDF.
O suporte mudou.
=== Caso B ===
Uma atividade é realizada em uma plataforma.
O sistema registra:
* quem acessou;
* quando acessou;
* quanto tempo permaneceu;
* quais respostas forneceu;
* quantas tentativas realizou;
* qual foi seu desempenho.
Neste segundo caso ocorreu algo além da digitalização.
Uma atividade social tornou-se um conjunto de dados passíveis de comparação, classificação e processamento.É isso que chamamos de '''dataficação'''.
A diferença é fundamental para a Educação. Uma plataforma não apenas oferece um ambiente no qual a aprendizagem ocorre. Ela pode construir uma determinada representação computacional da aprendizagem.
E, é sempre bom lembrar, que toda representação seleciona algumas coisas e deixa outras de fora. Por isso, diante de um painel que mostra o “desempenho” de um estudante, uma pergunta pedagógica fundamental seria:<blockquote>O que exatamente esse sistema conseguiu observar? (aquilo que se transformou em "dados")</blockquote>E outra, igualmente importante:<blockquote>O que permaneceu fora do registro?</blockquote>
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= 5. Da Internet às plataformas =
A cultura digital das primeiras décadas da Internet foi frequentemente interpretada a partir de ideias como abertura das redes, participação, produção colaborativa e ampliação da emissão. A época da discussão sobre softwares de publicação, blogs, navegadores de busca (Alta Vista, Netsacape, Google etc)
Essas dimensões continuam relevantes.Entretanto, o desenvolvimento das grandes plataformas (das chamadas ''Big Techs'') introduziu uma transformação adicional.
A maior parte das atividades digitais contemporâneas não ocorre simplesmente “na Internet”.Ela acontece em ambientes privados que organizam tecnicamente a participação dos usuários (Instagram, Tik Tok, Facebook, Whatsapp etc.). Van Dijck, Poell e de Waal (2018) descrevem esse processo como '''plataformização'''.
Uma plataforma não é simplesmente um site. Ela combina diferentes camadas.
=== Arquitetura simplificada de uma plataforma ===
'''Interface'''
O que podemos ver e fazer.
↓
'''Regras de participação'''
Papéis, permissões, formatos e possibilidades de interação.
↓
'''Operações algorítmicas'''
Seleção, classificação, recomendação.
↓
'''Infraestrutura de dados'''
Registro, armazenamento, processamento.
Essas camadas são interdependentes.
Quando uma escola utiliza uma plataforma para distribuir tarefas, receber atividades, atribuir notas e acompanhar estudantes, ela não está apenas utilizando um meio de comunicação.
Uma parte da organização da prática educativa passa a ocorrer dentro de uma arquitetura técnica que define possibilidades e limites de ação.
Entretanto, isso não significa que a plataforma determine automaticamente o comportamento do professor.
Esse cuidado é importante.
'''As propriedades técnicas condicionam práticas, mas não permitem deduzi-las antecipadamente.'''
É necessário investigar como professores, estudantes e instituições se apropriam das funcionalidades disponíveis.
----
= 6. Cultura digital também é cultura algorítmica =
''"Cultura Digital é um conceito que descreve certo modo de vida permeado pelas tecnologias digitais e que vem moldando, significativamente, a maneira dos sujeitos conduzirem suas vidas, seja via comportamento, seja via consumo ou comunicação. Contextualmente, elementos materiais da Cultura Digital também podem ser expressos na multiplicação de redes, mídias sociais e aplicativos para smartphones que modulam e orientam certas formas de interação – compartilhamento de textos, vídeos, áudio ou fotografias; uso de emojis ou memes para ilustrar comunicação; o fenômeno das selfies enquanto prática de exposição; a obsessão pelas transmissões ao vivo; a computação em nuvem; a internet das coisas – e revelam facetas do contemporâneo, possibilidades projetadas em direção a um painel de imperativos associados à imersão tecnológica, exposição, mobilidade, entre outras características que regem os sujeitos e animam valores e novas sensibilidades." (Bertolazzo, 2020, p.375)''
As plataformas introduzem outro elemento importante.Elas não apenas armazenam aquilo que publicamos. Também selecionam aquilo que vemos.
Um algoritmo, em sentido amplo, consiste em uma sequência estruturada de operações (instruções) destinada a produzir determinado resultado.
Nas plataformas contemporâneas, algoritmos, modelos estatísticos e sistemas de aprendizado de máquina podem participar da seleção, classificação e recomendação de conteúdos que recebemos ou produzimos. Gillespie (2018) chama atenção para a dimensão social dessas operações.
Quando uma plataforma decide quais conteúdos aparecerão primeiro, ela participa da produção de '''critérios de relevância sobre a importância de algo.'''
O problema não está simplesmente em saber como funciona tecnicamente o algoritmo. A pergunta sociológica e comunicacional é outra:
'''Quais critérios sociais, culturais e políticos passam a organizar essa visibilidade?'''
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= 7. O encontro entre cultura algorítmica e cultura escolar =
É aqui que chegamos ao núcleo educacional da questão. A escola também é uma instituição de seleção.
Seleciona conhecimentos.
Organiza currículos.
Define progressões.
Constrói critérios de avaliação.
Certifica aprendizagens.
As plataformas também selecionam. Mas seus critérios podem ser diferentes. A busca pela captura da atenção como forma de manutenção de seus lucros é uma questão interessante a ser pensada.
=== Dois regimes de relevância ===
{| class="wikitable"
!Cultura escolar
!Plataformas
|-
|Currículo
|Sistemas de recomendação
|-
|Progressão formativa
|Histórico de interação
|-
|Validade do conhecimento
|Engajamento
|-
|Avaliação
|Métricas
|-
|Certificação
|Visibilidade
|-
|Professor e instituição
|Arquitetura da plataforma e seus operadores
|}
O quadro apresenta tipos analíticos. Na prática, esses regimes podem se combinar, sobretudo em plataformas especificamente educacionais.
Calixto (2025), investigando escolas públicas de uma região periférica de São Paulo, mostra como vídeos curtos, influenciadores e conteúdos de TikTok, Instagram e YouTube integram os repertórios de professores e estudantes. O ponto importante de sua análise é não atribuir aos algoritmos uma capacidade automática de determinar comportamentos.
Os sujeitos interpretam e reelaboram aquilo que recebem. Mas também não atuam em um espaço inteiramente aberto.
As possibilidades de visibilidade e circulação são organizadas pelas arquiteturas das plataformas.
Isso permite evitar dois extremos.
=== Determinismo tecnológico ===
A tecnologia determinaria aquilo que as pessoas fazem.
=== Voluntarismo dos usos ===
Os sujeitos fariam livremente aquilo que desejam com as tecnologias.
A investigação sociotécnica procura justamente o espaço entre os dois.
'''Práticas sociais ocorrem em ambientes tecnicamente condicionados, mas os efeitos desses condicionamentos dependem das formas concretas de apropriação de seus usuários.'''
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= 8. Onde entra especificamente a Educação? =
Até aqui, Sociologia e Comunicação nos ajudaram a compreender condições sociais, mediações culturais, infraestruturas e regimes de visibilidade.
Mas há uma questão que nenhuma dessas perspectivas resolve sozinha. A Educação introduz a '''intencionalidade formativa'''.
O professor não apenas participa de uma interação social ou comunicacional. Ele organiza deliberadamente situações para produzir determinadas possibilidades de aprendizagem.
Por isso, a análise educacional precisa acrescentar perguntas próprias.<blockquote>O que se pretende que os estudantes aprendam?</blockquote><blockquote>Por que determinado conhecimento foi selecionado?</blockquote><blockquote>Que atividade pode favorecer determinada aprendizagem?</blockquote><blockquote>O que o professor conhece sobre aquela turma?</blockquote><blockquote>Que evidências permitem interpretar o que os estudantes aprenderam?</blockquote><blockquote>Que decisão pedagógica deve ser tomada diante dessas evidências?</blockquote>É nesse ponto que aparece aquilo que podemos chamar de '''julgamento pedagógico'''. O dado produzido por uma plataforma pode informar uma decisão. Não pode, entretanto, ser automaticamente confundido com a própria decisão pedagógica.
Uma plataforma pode informar que um estudante acertou seis de dez questões.
Mas determinar:
* por que ele errou;
* que conhecimento está mobilizando;
* que dificuldade enfrenta;
* que explicação pode ajudá-lo;
* se a atividade era adequada;
continua sendo uma questão pedagógica.
Essa distinção será particularmente importante quando tratarmos de inteligência artificial.
----
= 9. O que acontece concretamente nas escolas brasileiras? =
A pesquisa [https://obia.nic.br/tic-educacao-2024 '''TIC Educação 2024''',] realizada pelo Cetic.br/NIC.br, permite observar como essas transformações estão chegando às instituições brasileiras. A coleta envolveu 1.023 escolas de Ensino Fundamental e Médio, com entrevistas de estudantes, professores, coordenadores pedagógicos e gestores.
Os resultados mostram algo importante: '''a expansão da conectividade não eliminou as desigualdades de apropriação de conteúdos.'''
Entre 2020 e 2024:
* escolas municipais com Internet passaram de '''71% para 94%''';
* escolas rurais passaram de '''52% para 89%'''.
O crescimento é expressivo.
Mas apenas '''62% das escolas''' dispunham de dispositivos digitais destinados ao uso educacional pelos estudantes.
Nas escolas municipais, eram '''51%'''.
Nas escolas rurais, apenas '''33%'''.
Portanto:<blockquote>conexão não equivale a condição efetiva de participação.</blockquote>A desigualdade torna-se ainda mais evidente quando observamos os estudantes que acessavam a Internet utilizando computadores fornecidos pela própria escola:
{| class="wikitable"
!Região
!Estudantes
|-
|Norte
|29%
|-
|Nordeste
|31%
|-
|Centro-Oeste
|54%
|-
|Sudeste
|64%
|-
|Sul
|87%
|}
O intervalo de 58 pontos percentuais entre Norte e Sul mostra por que a desigualdade digital não pode mais ser descrita simplesmente pela oposição entre “conectados” e “desconectados”. É necessário investigar: '''conectados como, com que recursos, para realizar quais atividades e em quais condições?'''
----
= 10. A escola ensina a viver nas plataformas, mas ainda pouco a compreendê-las =
Outro dado da TIC Educação é especialmente importante para esta disciplina.
Segundo coordenadores pedagógicos, 89% das escolas realizaram atividades relacionadas ao uso seguro, responsável e crítico da Internet. Entre professores, os temas aparecem de maneira desigual.
{| class="wikitable"
!Tema trabalhado
!Professores
|-
|Cyberbullying, discurso de ódio e discriminação
|75%
|-
|Saúde física e mental
|67%
|-
|Privacidade e dados pessoais
|57%
|-
|Algoritmos, rastros digitais e uso de dados
|30%
|}
Podemos extrair daqui uma distinção analítica importante.
=== Educação para o uso ===
Como participar de maneira segura, ética e responsável nos ambientes digitais?
=== Educação para a compreensão ===
Como funcionam os ambientes digitais dos quais participamos?
A primeira envolve cidadania digital. A segunda exige compreender:
* dataficação;
* modelos de negócio;
* recomendação;
* classificação;
* rastreamento;
* governança das plataformas.
As duas são necessárias. Mas não são equivalentes.
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= 11. A inteligência artificial torna essa tensão ainda mais visível =
Os dados da TIC Educação 2024 oferecem um exemplo particularmente interessante. Entre os estudantes, '''37% declararam já utilizar IA generativa em pesquisas escolares'''. No Ensino Médio, o percentual chegava a '''70%'''. Entretanto, apenas '''19%''' relataram que professores haviam conversado com eles sobre como utilizar IA generativa em atividades escolares. Texto colado
Esse contraste merece atenção.
Ele sugere uma diferença entre:
'''apropriação social da tecnologia'''
e
'''mediação pedagógica da tecnologia'''.
Os estudantes não esperam necessariamente que a escola introduza uma tecnologia para começar a utilizá-la. Ela chega por outros circuitos sociais.
A questão educativa aparece depois, mas:
'''Como transformar uma prática que já existe socialmente em objeto de reflexão, aprendizagem e formação?'''
Essa pergunta sintetiza bastante bem o problema desta disciplina.
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= 12. Três lentes sobre um mesmo problema =
Podemos agora retomar o ponto de partida. Imagine que uma rede de ensino adote uma plataforma que distribui tarefas, recebe respostas e produz relatórios sobre o desempenho dos estudantes.
=== Sociologia ===
Pergunta:<blockquote>Quem dispõe das condições necessárias para participar desse processo?</blockquote>Observa:
desigualdades sociais, instituições, governança, relações de poder.
=== Comunicação ===
Pergunta:<blockquote>Como a plataforma ajuda a criar conteúdos específicos (linguagens), organiza aquilo que pode circular e tornar-se visível?</blockquote>Observa:
interfaces, linguagens, mediações, regimes de visibilidade.
=== Educação ===
Pergunta:<blockquote>Como esses ambientes integram-se ou tensionam as decisões sobre ensino e aprendizagem?</blockquote>Observa:
intencionalidade formativa, conhecimento, avaliação e julgamento pedagógico.
Nenhuma lente é suficiente isoladamente.O objeto da disciplina está justamente na articulação entre elas.
----
= 13. Uma definição de trabalho para a disciplina =
Podemos, então, adotar provisoriamente a seguinte formulação:<blockquote>'''Cultura digital designa o conjunto de práticas, significados, relações sociais e disputas que se desenvolvem em sociedades nas quais comunicação, informação e conhecimento passam a ser crescentemente mediados por infraestruturas digitais, plataformas, dados e operações algorítmicas.'''</blockquote>Essa definição possui três dimensões.
=== Práticas e sentidos ===
O que as pessoas fazem, interpretam e valorizam.
=== Infraestruturas e regras ===
Os sistemas técnicos que tornam determinadas práticas possíveis e condicionam sua realização.
=== Disputas ===
Quem consegue definir aquilo que é visível, legítimo, relevante ou valioso.
Uma análise que observe apenas a primeira dimensão corre o risco de reduzir cultura digital a hábitos. Uma análise exclusivamente infraestrutural pode cair no determinismo tecnológico. Uma análise crítica precisa compreender '''como práticas sociais e arquiteturas técnicas se constituem mutuamente em relações historicamente situadas'''.
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= Atividade — Da prática profissional ao problema de pesquisa =
Escolha uma situação concreta de seu trabalho na qual tecnologias digitais participem da organização do ensino, da comunicação, da avaliação ou da aprendizagem.
Não escolha inicialmente “uma tecnologia”.
Escolha '''uma situação'''.
Por exemplo:
professores acompanhando estudantes em uma plataforma;
uso de celulares durante uma atividade;
produção de trabalhos com IA generativa;
avaliações realizadas em ambiente digital;
comunicação entre escola, estudantes e famílias.
== Leituras ==
=== Referência-chave ===
* BORTOLAZZO, Sandro Faccin. Das conexões entre cultura digital e educação: pensando a condição digital na sociedade contemporânea. '''ETD - Educação Temática Digital''', Campinas, v. 22, n. 2, p. 369-388, 2020. DOI: https://doi.org/10.20396/etd.v22i2.8654547.
=== Leituras complementares ===
* COSTA, Douglas Pereira da; MOURA, Maria da Glória Carvalho. Formação de professores para a cultura digital: elementos em perspectivas diferentes da visão instrumental. '''Práxis Educativa''', Ponta Grossa, v. 18, e21276, p. 1-21, 2023. DOI: https://doi.org/10.5212/PraxEduc.v.18.21276.070.
* LAURENS, Jean-Paul. Comunicação e educação: algumas considerações sociológicas. '''Revista FAMECOS''', Porto Alegre, v. 16, n. 40, p. 5–14, dez. 2009. DOI: 10.15448/1980-3729.2009.40.6311.
* NASCIMENTO, Leonardo Fernandes. '''Sociologia digital''': uma breve introdução. Salvador: EDUFBA, 2020. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/32746.
* SOUSA, Mauro Wilton de. Comunicação e educação: entre meios e mediações. '''Cadernos de Pesquisa''', São Paulo, n. 106, p. 9-25, mar. 1999.
* SOUZA, Joseilda Sampaio de; BONILLA, Maria Helena Silveira. A cultura digital e a cibercultura: diferenças e aproximações. '''ETD - Educação Temática Digital''', Campinas, v. 26, e024063, p. 1-16, 2024. DOI: https://doi.org/10.20396/etd.v26i00.8674523.
* TIKTOK. '''Como o TikTok recomenda conteúdo'''. Central de Ajuda. Disponível em: https://support.tiktok.com/pt_BR/using-tiktok/exploring-videos/how-tiktok-recommends-content. Acesso em: 13 out. 2026.
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text/x-wiki
'''Aula 1 — Cultura digital, sociedade e educação'''
''Cultura Digital, Plataformas e Práticas Educativas — PPGE/USCS''
== Ponto de partida ==
Nesta disciplina, cultura digital não será entendida como um conjunto de tecnologias (softwares, plataformas etc.) disponíveis para professores e estudantes. O problema é mais amplo. Chamamos de cultura digital o conjunto de práticas, linguagens, valores e relações sociais que se constituem quando comunicação, informação, conhecimento e interação passam a depender crescentemente de infraestruturas digitais.
Estudar tecnologias na educação, portanto, não consiste apenas em perguntar como utilizar determinada ferramenta para ensinar. É preciso acrescentar outras perguntas:
* que práticas sociais tornam essa tecnologia possível?
* como ela reorganiza comunicação, informação e conhecimento?
* que relações de poder estão incorporadas às infraestruturas que utilizamos?
* o que acontece quando essas transformações chegam às práticas educativas?
É nesse ponto que Sociologia, Comunicação e Educação se encontram: não como três disciplinas que dividem um objeto em partes, mas como três modos de interrogar uma mesma transformação social.
== 1. Antes da tecnologia: educação é uma relação social ==
Um primeiro deslocamento é necessário. Para compreender a relação entre cultura digital e educação, é preciso começar não pelo digital, mas pela própria educação.
Na sociologia, a educação pode ser compreendida, em sentido amplo, como parte dos processos de socialização pelos quais os indivíduos se apropriam de um mundo social já constituído: suas linguagens, seus saberes e suas formas de classificar e interpretar a realidade (Berger; Luckmann, 2004). A escola, porém, não transmite "a cultura" em sua totalidade.
Como observa Forquin (1993), toda educação escolar opera uma seleção no interior da cultura: alguns conteúdos, linguagens e formas de conhecimento são reconhecidos como dignos de serem ensinados, enquanto outros são ignorados ou desvalorizados. Essa seleção é reelaborada em programas, sequências didáticas e critérios de avaliação. Por isso, aquilo que a escola ensina nunca é socialmente neutro: currículos, maneiras de falar, critérios de avaliação e formas legítimas de conhecimento resultam de processos históricos e institucionais nos quais determinados grupos conseguem produzir um modo de entender o mundo de forma considerada legítima.
É aqui que o conceito de <nowiki>'''capital cultural'''</nowiki> se torna central.
Nos textos reunidos em <nowiki>''</nowiki>Escritos de educação<nowiki>''</nowiki>, Bourdieu (1998) mostra que a escola trata como dons individuais ou méritos naturais competências que são, na verdade, produto de uma aquisição desigual, iniciada na família e na trajetória social dos estudantes. O capital cultural existe em três estados: ''incorporado,'' como disposições duráveis do corpo e da mente; ''objetivado,'' em bens culturais como livros e instrumentos; e ''institucionalizado'', sob a forma de diplomas e certificados. O estado incorporado (familiaridade com a língua culta, com certos objetos e códigos, com formas de raciocínio abstrato) exige tempo de aquisição e não está igualmente distribuído entre os alunos. A comunicação pedagógica pressupõe esse capital, mas raramente o ensina de forma explícita. O resultado é uma eficácia seletiva: a mensagem escolar é plenamente decifrada por quem já dispõe dos instrumentos para decifrá-la e permanece opaca para quem não os adquiriu. A desigualdade social converte-se em desigualdade escolar, legitimada como diferença de desempenho.
Freire (1983) chega a uma conclusão próxima por outra via. Em <nowiki>''Extensão ou comunicação?''</nowiki>, ao analisar a relação entre técnicos agrícolas e camponeses, ele critica o modelo da "extensão", em que o conhecimento é levado de quem sabe até quem supostamente não sabe, como se pudesse ser depositado em um receptor passivo. Esse modelo é antidialógico e constitui uma forma de invasão cultural, pois ignora o universo de significados a partir do qual o outro interpreta o mundo. A comunicação, ao contrário, supõe a coparticipação dos sujeitos no ato de conhecer, mediada pelo mundo que pretendem compreender e por signos que precisam ser compartilhados. Sem esse campo comum de significação, há transmissão, mas não comunicação.
As duas perspectivas não são idênticas.
Bourdieu descreve os mecanismos pelos quais a escola reproduz desigualdades ao tomar um capital cultural socialmente desigual como medida universal; Freire propõe uma prática pedagógica que parte do reconhecimento do saber e da linguagem do educando. Ambos, contudo, desfazem a mesma ilusão: a de que uma mensagem transmitida é uma mensagem compreendida. Laurens (2009) retoma esse problema ao discutir a relação entre comunicação e educação.
{| class="wikitable" style="width:100%;"
|+ Uma primeira distinção
! A educação como transmissão !! A educação como relação social
|-
| O problema central é a clareza da mensagem || A compreensão depende de repertórios e condições sociais
|-
| Aprender depende da exposição ao conteúdo || A apropriação do conhecimento depende de condições desigualmente distribuídas
|-
| Professor e estudantes são emissor e receptor || Professor e estudantes ocupam posições sociais e trazem universos de significação distintos
|}
Esse problema não desaparece com a expansão das tecnologias digitais; pode, na verdade, tornar-se mais complexo. A Internet amplia extraordinariamente a disponibilidade de informação, mas disponibilidade de informação e possibilidade de apropriação não são equivalentes. A pergunta sociológica, por isso, não pode ser apenas "quem está conectado?". Ela precisa ser complementada: com quais recursos, repertórios e condições diferentes sujeitos conseguem transformar conectividade em conhecimento e em reconhecimento escolar?
== 2. Educação também é comunicação ==
Ensinar e aprender envolvem comunicação, mas comunicação, aqui, não significa simplesmente transportar uma informação de um ponto a outro.
Durante muito tempo, a relação entre Comunicação e Educação foi pensada a partir de uma divisão relativamente nítida. A escola aparecia como espaço de produção e transmissão do conhecimento legítimo; os meios de comunicação, como espaços de informação, entretenimento e circulação da cultura de massa ou da indústria cultural. Sousa (1999) mostra os limites dessa separação. Quando a comunicação é reduzida aos meios técnicos que transportam conteúdos, ela tende a ser tratada na educação como recurso instrumental: televisão, computador, Internet ou plataforma tornam-se apenas canais diferentes (e inferiores) para transmitir conteúdos pedagógicos.
A perspectiva das mediações, associada a Martín-Barbero (1997), desloca a questão. O ponto de partida deixa de ser o meio e seus efeitos e passa a ser o lugar social e cultural a partir do qual os sujeitos se apropriam daquilo que recebem e produzem sentidos.
{| class="wikitable" style="width:100%;"
|+ Dos meios às mediações
! Abordagem centrada nos meios !! Abordagem das mediações
|-
| O que a mídia transmite? || Como os sujeitos produzem sentidos?
|-
| Qual é o efeito do meio? || Em quais condições culturais ocorre a apropriação?
|-
| Emissor → mensagem → receptor || Sujeitos situados em relações sociais e culturais
|-
| Tecnologia como canal || Tecnologia integrada a práticas sociais
|}
=== Da televisão às redes sociais: o que permanece na percepção dos professores? ===
Laurens (2009, p. 9–10), ao recuperar estudos sobre o contexto francês, mostra que professores frequentemente percebiam a televisão como concorrente da escola. Associavam seus conteúdos à fragmentação, à superficialidade, à passividade e à valorização do prazer, em oposição ao esforço exigido pela aprendizagem escolar. Essas avaliações revelam uma disputa sobre as formas legítimas de conhecer e sobre quem pode participar da formação dos jovens.
Laurens aponta, além disso, uma desqualificação recíproca: enquanto professores criticavam os meios de comunicação, jornalistas descreviam a escola como lenta, rígida e distante das transformações sociais.
Essa mesma discussão permite interrogar nossas próprias avaliações das redes sociais.
Em que situações retomamos a oposição entre a escola, associada à reflexão e ao esforço, e ambientes midiáticos associados à rapidez e ao entretenimento? Que evidências sustentam essas interpretações?
A comparação, porém, exige considerar diferenças. No TikTok, segundo a documentação da própria plataforma, curtidas, compartilhamentos e tempo de visualização participam da seleção personalizada dos conteúdos apresentados a cada usuário (TikTok, 2026). Isso acrescenta uma questão que a crítica à televisão não colocava:
Como as interações dos próprios sujeitos participam da organização daquilo que eles encontram? E como os interesses de captura de atenção da plataforma interferem diretamente na qualidade da atenção em sala de aula?
{| class="wikitable" style="width:100%;"
|+ Continuidade das críticas, mudança dos ambientes
! Percepções docentes apresentadas por Laurens !! Perguntas para examinar as redes sociais hoje
|-
| A televisão oferece conhecimentos fragmentados. || Quando um conteúdo breve permite iniciar uma aprendizagem e quando a simplifica ou a distorce consideravelmente?
|-
| O entretenimento concorre com o esforço escolar. || Como distinguir interesse inicial, participação e aprendizagem? Prazer e esforço precisam ser tratados como incompatíveis?
|-
| A televisão favorece a passividade. || Comentar, compartilhar e produzir conteúdos corresponde necessariamente a uma participação reflexiva?
|-
| Os meios disputam com a escola a formação dos jovens. || Como professores e estudantes avaliam a credibilidade de influenciadores e conteúdos que circulam nas redes?
|}
Uma outra questão importante: o estudante não chega à escola como uma página em branco cultural.
Ele já participa de diferentes circuitos de comunicação: assiste a vídeos, participa de redes familiares, produz imagens, segue influenciadores, pesquisa, compara informações, aprende procedimentos e constrói formas de reconhecimento e pertencimento.
TikTok, YouTube ou Instagram, por isso, não são apenas concorrentes da escola na disputa pela atenção; integram ambientes culturais nos quais os estudantes constroem repertórios, linguagens e expectativas sobre informação e conhecimento.
As plataformas contemporâneas, contudo, introduzem algo que os estudos clássicos das mediações não tinham como problema central. Elas não apenas fazem mensagens circularem: observam as interações, registram-nas e utilizam esses registros para reorganizar a própria circulação. É nesse ponto que precisamos passar da discussão sobre comunicação para a discussão sobre digitalização.
== 3. O que muda quando a vida social se digitaliza? ==
Digitalizar não significa apenas transpor algo para uma tela de computador ou smartphone ou smartTV..
O desenvolvimento das tecnologias digitais modificou as condições materiais de registro, armazenamento, processamento e circulação da informação. Cordeiro, Gomes e Waizbort (2023) destacam a combinação de três processos históricos importantes que entrecruzam comunicação e computação: a expansão das telecomunicações, o desenvolvimento da eletrônica e da computação e a criação de protocolos capazes de conectar dispositivos.
O resultado não foi simplesmente o aparecimento de "novas mídias", mas a constituição de uma infraestrutura capaz de integrar atividades sociais antes separadas, como trabalho, comunicação, consumo, lazer, administração pública e educação.
A sociologia digital parte desse ponto. Bortolazzo (2020) chama atenção para a dimensão subjetiva dessa transformação:
<blockquote>
"Artefatos digitais como aparelhos celulares e computadores pessoais têm sido elementos materiais que atuam na produção de subjetividades, já que vão compondo novas formas de habitar e de se relacionar no mundo. Além disso, a integração e a habilidade em operar produtos digitais são características esperadas dos sujeitos do presente, uma espécie de imperativo, uma condição da vida nas sociedades contemporâneas." (Bortolazzo, 2020, p. 383)
</blockquote>
Para Nascimento (2020), torna-se cada vez menos produtivo tratar o digital como uma realidade separada da chamada "vida real".
Atividades realizadas em ambientes digitais produzem efeitos sobre relações familiares, escolares, políticas e profissionais; ao mesmo tempo, desigualdades constituídas fora desses ambientes condicionam aquilo que os sujeitos conseguem fazer neles.
A distinção rígida entre ''online'' e ''offline'' perde, assim, capacidade explicativa. Na verdade, a expressão que mais nos intriga é a de "realidade aumentada".
{| class="wikitable" style="width:100%;"
|+ Cinco processos para compreender essa transformação
! Processo !! O que transforma !! Pergunta para a Educação
|-
| Digitalização || A informação torna-se manipulável computacionalmente || Como mudam os materiais e as linguagens do conhecimento?
|-
| Conectividade || Pessoas, dispositivos e sistemas tornam-se permanentemente ligados || Como a aprendizagem se relaciona com redes externas à escola?
|-
| Dataficação || Atividades tornam-se registros e indicadores || O que da aprendizagem pode ser registrado?
|-
| Plataformização || Interações passam a ocorrer em ambientes organizados por regras específicas || Quem define as condições de participação?
|-
| Algoritmização || Sistemas classificam, selecionam e recomendam || Como decisões computacionais passam a participar das práticas educativas?
|}
Esses processos não constituem etapas sucessivas: coexistem e se combinam.
{| style="width:100%; background:#f4f6fb; border-left:6px solid #3949ab; padding:14px 18px; margin:12px 0;"
|
'''📚 Debate teórico — cultura digital ou cibercultura?'''
As duas noções são frequentemente usadas como sinônimos, mas têm histórias distintas. "Cibercultura" consolidou-se nas décadas de 1990 e 2000 para nomear as formas culturais que emergiam do ciberespaço, com ênfase na conexão em rede, na interatividade e na liberação do polo da emissão (Lévy, 1999; Lemos, 2002). "Cultura digital" tende a designar um horizonte mais amplo, no qual o digital deixa de ser um espaço à parte e passa a atravessar o conjunto da vida social. Souza e Bonilla (2024) discutem as diferenças e aproximações entre os dois termos.
|}
== 4. Um passo decisivo: da digitalização à dataficação ==
Há uma diferença importante entre digitalização e dataficação.
Compare duas situações.
No primeiro caso, quando um livro impresso torna-se um arquivo PDF: o suporte técnico mudou.
No segundo, uma atividade é realizada em uma plataforma, e o sistema registra quem acessou, quando, por quanto tempo, quais respostas forneceu, quantas tentativas realizou e qual foi seu desempenho. Aqui ocorreu algo além da digitalização: uma atividade social tornou-se um conjunto de dados passíveis de comparação, classificação e processamento. É isso que chamamos de dataficação.
A diferença é decisiva para a educação.
Uma plataforma não apenas oferece um ambiente ou suporte com o qual o aluno interage; ela constrói uma determinada representação computacional da aprendizagem. Williamson (2017) mostra que as infraestruturas de dados educacionais não se limitam a medir o que acontece nas escolas: elas participam da definição do que conta como aprendizagem e passam a orientar a forma como estudantes, professores e instituições são acompanhados e governados.
Toda representação seleciona algumas dimensões e deixa outras de fora. Diante de um painel que mostra o "desempenho" de um estudante, algumas perguntas pedagógicas se impõem:
O que exatamente esse sistema conseguiu observar, isto é, o que se transformou em dado? E o que permaneceu fora do registro? Qual é o critério de organização desses dados em algo "significativo" para a aprendizagem? Que tipo de pedagogia o inspira?
== 5. Da Internet às plataformas ==
A cultura digital das primeiras décadas da Internet foi frequentemente interpretada a partir de ideias como abertura das redes, participação, produção colaborativa e ampliação da emissão (todos podem publicar). Era a época dos blogs, dos softwares de publicação (Wordpress) e dos primeiros buscadores e navegadores (AltaVista, Netscape, Google). Essas dimensões continuam relevantes, mas o desenvolvimento das grandes plataformas introduziu uma transformação adicional.
Boa parte das atividades digitais contemporâneas não ocorre simplesmente "na Internet". Elas passam a ocorrer dentro de ambientes privados que organizam tecnicamente a participação dos usuários, como Instagram, TikTok, Facebook e WhatsApp.
Van Dijck, Poell e De Waal (2018) chamam esse processo de '''plataformização''' e identificam três mecanismos que o sustentam: a dataficação das interações, a mercantilização de dados, atenção e atividades, e a seleção dos conteúdos e usuários que se tornam visíveis. Uma plataforma combina camadas interdependentes:
{| class="wikitable" style="width:100%; text-align:center;"
|+ Arquitetura simplificada de uma plataforma
|-
| '''Interface''' — o que podemos ver e fazer
|-
| ↓
|-
| '''Regras de participação''' — papéis, permissões, formatos e possibilidades de interação
|-
| ↓
|-
| '''Operações algorítmicas''' — seleção, classificação, recomendação
|-
| ↓
|-
| '''Infraestrutura de dados''' — registro, armazenamento, processamento
|}
Um último elemento está faltando: a busca por lucratividade e investimentos ilimitados.
Quando uma escola utiliza uma plataforma para distribuir tarefas, receber atividades, atribuir notas e acompanhar estudantes, ela não está apenas utilizando um meio de comunicação. Parte da organização da prática educativa passa a ocorrer dentro de uma arquitetura técnica que define possibilidades e limites de ação.Em que termos foram feitos esses contratos? O que acontece se o governo quiser substituir uma plataforma? Com quem ficam os dados? Quem garante seu sigilo?
Mas, isso não significa que a plataforma determine automaticamente o comportamento do professor. As propriedades técnicas condicionam práticas, mas não permitem deduzi-las antecipadamente. Selwyn (2010) insiste nesse ponto ao propor que o estudo crítico da tecnologia educacional se ocupe menos das promessas sobre o que as tecnologias poderiam fazer e mais daquilo que efetivamente acontece quando professores, estudantes e instituições se apropriam delas. Como se apropriam delas?
{| style="width:100%; background:#f4f6fb; border-left:6px solid #3949ab; padding:14px 18px; margin:12px 0;"
|
'''📚 Debate teórico — até onde vai o conceito de plataformização?'''
Poell, Nieborg e Van Dijck (2019) definem a plataformização como a penetração das infraestruturas, dos processos econômicos e dos modelos de governança das plataformas em diferentes setores econômicos e esferas da vida. A força do conceito está em articular técnica, economia e regulação. Seu uso no campo educacional, porém, levanta questões:
* uma plataforma de gestão escolar adotada por uma rede pública opera segundo a mesma lógica de uma rede social financiada por publicidade?
* o conceito descreve uma tendência geral ou corre o risco de tratar como homogêneos ambientes com modelos de negócio, públicos e regras muito distintos?
* que papel cabe às próprias instituições educacionais, que também definem regras, papéis e critérios dentro dessas plataformas?
|}
== 6. Cultura digital também é cultura algorítmica ==
Bortolazzo (2020) descreve a cultura digital como um modo de vida permeado pelas tecnologias digitais, que molda comportamentos, consumo e comunicação, e cujos elementos materiais aparecem na multiplicação de redes, mídias sociais e aplicativos que modulam formas de interação. As plataformas acrescentam a esse quadro um elemento decisivo: elas não apenas armazenam aquilo que publicamos, mas também selecionam aquilo que vemos. Vamos discutir isso na aula sobre Plataformização.
Chegamos, agora, ao núcleo educacional da questão. Como vimos com Forquin, a escola também é uma instituição de seleção: seleciona conhecimentos, organiza currículos, define progressões, constrói critérios de avaliação e certifica aprendizagens. As plataformas também selecionam, mas seus critérios podem ser outros. Em plataformas cujo modelo de negócio depende da captura e retenção da atenção, o engajamento tende a funcionar como medida de relevância.
{| class="wikitable" style="width:100%;"
|+ Dois regimes de relevância
! Cultura escolar !! Plataformas
|-
| Currículo || Sistemas de recomendação
|-
| Progressão formativa || Histórico de interação
|-
| Validade do conhecimento || Engajamento
|-
| Avaliação || Métricas
|-
| Certificação || Visibilidade
|-
| Professor e instituição || Arquitetura da plataforma e seus operadores
|}
O quadro apresenta tipos analíticos. Na prática, esses regimes podem se combinar, sobretudo em plataformas especificamente educacionais.
Calixto (2025), investigando escolas públicas de uma região periférica de São Paulo, mostra como vídeos curtos, influenciadores e conteúdos de TikTok, Instagram e YouTube integram os repertórios de professores e estudantes. O ponto importante de sua análise é não atribuir aos algoritmos uma capacidade automática de determinar comportamentos. Os sujeitos interpretam e reelaboram aquilo que recebem, mas não atuam em um espaço inteiramente aberto: as possibilidades de visibilidade e circulação são organizadas pelas arquiteturas das plataformas.
Isso permite evitar dois extremos. O determinismo tecnológico supõe que a tecnologia definiria aquilo que as pessoas fazem; o '''voluntarismo dos usos''' supõe que os sujeitos fariam livremente o que desejam com as tecnologias. A investigação sobre mediações sociotécnicas observam que as práticas sociais ocorrem em ambientes tecnicamente condicionados, mas os efeitos desses condicionamentos dependem das formas concretas de apropriação.
== 8. Onde entra especificamente a Educação? ==
Até aqui, Sociologia e Comunicação ajudaram a compreender condições sociais, mediações culturais, infraestruturas e regimes de visibilidade. Há, porém, uma questão que nenhuma dessas perspectivas resolve sozinha: a educação introduz a intencionalidade formativa'''.''' O professor não apenas participa de uma interação social ou comunicacional; ele (junto com diversas instituições) organiza deliberadamente situações para produzir determinadas possibilidades de aprendizagem.
Biesta (2015) oferece uma chave para pensar essa especificidade. Para ele, a pergunta "para que serve a educação?" não admite resposta única, porque a prática educativa atua simultaneamente em três domínios:
* a qualificação (conhecimentos e habilidades),
* a socialização (inserção em tradições e modos de fazer) e
* a subjetivação (a constituição do estudante como sujeito capaz de agir com autonomia).
Decidir o equilíbrio entre esses domínios em cada situação concreta é o que Biesta chama de julgamentos (professor, instituição de ensino, Secretarias de Educação etc.), e essa decisão não pode ser delegada a evidências sobre "o que funciona", porque envolve uma avaliação sobre o que é educacionalmente desejável.
Esse julgamento mobiliza saberes que não se reduzem ao domínio do conteúdo.
Tardif (2002) mostra que o saber docente é plural: combina saberes disciplinares, curriculares, da formação profissional e, de modo decisivo, saberes experienciais, construídos no exercício da profissão e no conhecimento de turmas, escolas e estudantes concretos.
A análise educacional, por isso, precisa acrescentar perguntas próprias:
* o que se pretende que os estudantes aprendam, e em qual dos três domínios?
* por que determinado conhecimento foi selecionado?
* que atividade pode favorecer essa aprendizagem?
* o que o professor sabe sobre aquela turma?
* que evidências permitem interpretar o que os estudantes aprenderam?
* que decisão pedagógica deve ser tomada diante dessas evidências?
O dado produzido por uma plataforma pode informar uma decisão, mas não pode ser confundido com ela. Uma plataforma pode registrar que um estudante acertou seis de dez questões. Determinar por que ele errou, que conhecimento está mobilizando, que dificuldade enfrenta, que explicação pode ajudá-lo e se a atividade era adequada continua sendo uma questão pedagógica.
{| style="width:100%; background:#f4f6fb; border-left:6px solid #3949ab; padding:14px 18px; margin:12px 0;"
|
'''📚 Debate teórico — a "aprendificação" ou "aprenderismo" da educação'''
Biesta critica o que chama de ''learnification'': a tendência a traduzir toda a linguagem educacional em termos de "aprendizagem", como se ensinar fosse apenas facilitar processos individuais e mensuráveis. Essa tendência ganha força quando painéis e métricas passam a oferecer uma representação contínua da aprendizagem.
Para a discussão: que domínios da educação (qualificação, socialização, subjetivação) as plataformas que vocês conhecem conseguem registrar? O que acontece com os domínios que não se deixam converter em dado?
|}
Essa distinção será particularmente importante quando tratarmos de inteligência artificial.
== 9. O que acontece concretamente nas escolas brasileiras? ==
A pesquisa [https://obia.nic.br/tic-educacao-2024 TIC Educação 2024], realizada pelo Cetic.br/NIC.br, permite observar como essas transformações chegam às instituições brasileiras. A coleta envolveu 1.023 escolas de Ensino Fundamental e Médio, com entrevistas a estudantes, professores, coordenadores pedagógicos e gestores.
Os resultados mostram que a expansão da conectividade não eliminou as desigualdades de apropriação. Entre 2020 e 2024, as escolas municipais com acesso à Internet passaram de 71% para 94%, e as escolas rurais, de 52% para 89%. O crescimento é expressivo. Mas apenas 62% das escolas dispunham de dispositivos digitais destinados ao uso educacional pelos estudantes; nas escolas municipais eram 51%, e nas rurais, 33%. Conexão não equivale a condição efetiva de participação.
A desigualdade fica ainda mais evidente quando observamos os estudantes que acessavam a Internet por computadores fornecidos pela própria escola:
{| class="wikitable" style="width:50%;"
! Região !! Estudantes
|-
| Norte || 29%
|-
| Nordeste || 31%
|-
| Centro-Oeste || 54%
|-
| Sudeste || 64%
|-
| Sul || 87%
|}
O intervalo de 58 pontos percentuais entre Norte e Sul mostra por que a desigualdade digital não pode mais ser descrita pela oposição entre "conectados" e "desconectados". É preciso investigar conectados como, com que recursos, para realizar quais atividades e em quais condições. É, em outra escala, o mesmo problema da seção 1: a distribuição desigual das condições de apropriação.
== 10. Entre viver nas plataformas e compreendê-las ==
Outro dado da TIC Educação é especialmente relevante para esta disciplina. Segundo coordenadores pedagógicos, 89% das escolas realizaram atividades relacionadas ao uso seguro, responsável e crítico da Internet. Entre professores, porém, os temas aparecem de maneira desigual:
{| class="wikitable" style="width:70%;"
! Tema trabalhado !! Professores
|-
| Cyberbullying, discurso de ódio e discriminação || 75%
|-
| Saúde física e mental || 67%
|-
| Privacidade e dados pessoais || 57%
|-
| Algoritmos, rastros digitais e uso de dados || 30%
|}
Esses números sugerem uma distinção analítica entre duas perguntas.
A primeira, própria de uma educação para o uso, é: como participar de maneira segura, ética e responsável dos ambientes digitais?
A segunda, própria de uma '''educação para a compreensão''', é: como funcionam os ambientes digitais dos quais participamos? Responder a ela exige compreender dataficação, modelos de negócio, recomendação, classificação, rastreamento e governança das plataformas.
As duas perguntas são necessárias, mas não são equivalentes, e a escola tem se ocupado muito mais da primeira.
== 11. A inteligência artificial torna essa tensão ainda mais visível ==
Os dados da TIC Educação 2024 oferecem um exemplo particularmente interessante.
Entre os estudantes, 37% declararam já utilizar IA generativa em pesquisas escolares; no Ensino Médio, o percentual chegava a 70%. Apenas 19%, entretanto, relataram que professores haviam conversado com eles sobre como utilizar IA generativa em atividades escolares.
O contraste sugere uma diferença entre a apropriação social da tecnologia e sua mediação pedagógica.
Os estudantes não esperam que a escola introduza uma tecnologia para começar a utilizá-la: ela chega por outros circuitos sociais. A questão educativa aparece depois, e pode ser formulada assim: como transformar uma prática que já existe socialmente em objeto de reflexão, aprendizagem e formação? Essa pergunta sintetiza bem o problema desta disciplina.
== 12. Três abordagens de um mesmo problema ==
Retomemos o ponto de partida. Imagine que uma rede de ensino adote uma plataforma que distribui tarefas, recebe respostas e produz relatórios sobre o desempenho dos estudantes.
{| class="wikitable" style="width:100%;"
! Abordagens !! Pergunta !! O que observa
|-
| '''Sociologia''' || Quem dispõe das condições necessárias para participar desse processo? || Desigualdades sociais, instituições, governança, relações de poder
|-
| '''Comunicação''' || Como a plataforma organiza linguagens e define aquilo que pode circular e tornar-se visível? || Interfaces, linguagens, mediações, regimes de visibilidade
|-
| '''Educação''' || Como esses ambientes se integram às decisões sobre ensino e aprendizagem, ou as tensionam? || Intencionalidade formativa, conhecimento, avaliação, julgamento pedagógico
|}
Nenhuma lente é suficiente isoladamente. O objeto da disciplina está na articulação entre elas.
== 13. Uma definição de trabalho para a disciplina ==
Podemos, então, adotar provisoriamente a seguinte formulação:
<blockquote>
'''Cultura digital''' designa o conjunto de práticas, significados, relações sociais e disputas que se desenvolvem em sociedades nas quais comunicação, informação e conhecimento passam a ser crescentemente mediados por infraestruturas digitais, plataformas, dados e operações algorítmicas.
</blockquote>
Essa definição possui três dimensões:
* '''práticas e sentidos''': o que as pessoas fazem, interpretam e valorizam;
* '''infraestruturas e regras''': os sistemas técnicos que tornam determinadas práticas possíveis e condicionam sua realização;
* '''disputas''': quem consegue definir aquilo que é visível, legítimo, relevante ou valioso.
Uma análise que observe apenas a primeira dimensão corre o risco de reduzir a cultura digital a hábitos. Uma análise exclusivamente infraestrutural pode cair no determinismo tecnológico. Uma análise crítica precisa compreender como práticas sociais e arquiteturas técnicas se constituem mutuamente em relações historicamente situadas.
== Leituras ==
=== Leitura-chave ===
* BORTOLAZZO, Sandro Faccin. Das conexões entre cultura digital e educação: pensando a condição digital na sociedade contemporânea. '''ETD - Educação Temática Digital''', Campinas, v. 22, n. 2, p. 369-388, 2020. DOI: https://doi.org/10.20396/etd.v22i2.8654547.
=== Leituras complementares ===
* COSTA, Douglas Pereira da; MOURA, Maria da Glória Carvalho. Formação de professores para a cultura digital: elementos em perspectivas diferentes da visão instrumental. '''Práxis Educativa''', Ponta Grossa, v. 18, e21276, p. 1-21, 2023. DOI: https://doi.org/10.5212/PraxEduc.v.18.21276.070.
* LAURENS, Jean-Paul. Comunicação e educação: algumas considerações sociológicas. '''Revista FAMECOS''', Porto Alegre, v. 16, n. 40, p. 5-14, dez. 2009. DOI: https://doi.org/10.15448/1980-3729.2009.40.6311.
* NASCIMENTO, Leonardo Fernandes. '''Sociologia digital: uma breve introdução'''. Salvador: EDUFBA, 2020. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/32746.
* SOUZA, Joseilda Sampaio de; BONILLA, Maria Helena Silveira. A cultura digital e a cibercultura: diferenças e aproximações. '''ETD - Educação Temática Digital''', Campinas, v. 26, e024063, p. 1-16, 2024. DOI: https://doi.org/10.20396/etd.v26i00.8674523.
== Referências ==
* BERGER, Peter L.; LUCKMANN, Thomas. '''A construção social da realidade: tratado de sociologia do conhecimento'''. Petrópolis: Vozes, 2004.
* BIESTA, Gert. What is education for? On good education, teacher judgement, and educational professionalism. '''European Journal of Education''', v. 50, n. 1, p. 75-87, 2015.
* BOURDIEU, Pierre. '''Escritos de educação.''' Organização de Maria Alice Nogueira e Afrânio Catani. Petrópolis: Vozes, 1998.
* FORQUIN, Jean-Claude. '''Escola e cultura: as bases sociais e epistemológicas do conhecimento escolar'''. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.
* FREIRE, Paulo. '''Extensão ou comunicação?'''. 7. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.
* GILLESPIE, Tarleton. A relevância dos algoritmos. '''Parágrafo''', São Paulo, v. 6, n. 1, p. 95-121, 2018.
* LEMOS, André. '''Cibercultura: tecnologia e vida social na cultura contemporânea'''. Porto Alegre: Sulina, 2002.
* LÉVY, Pierre. '''Cibercultura'''. São Paulo: Editora 34, 1999.
* MARTÍN-BARBERO, Jesús. '''Dos meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia'''. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1997.
* NÚCLEO DE INFORMAÇÃO E COORDENAÇÃO DO PONTO BR. '''Pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação nas escolas brasileiras: TIC Educação 2024'''. São Paulo: Comitê Gestor da Internet no Brasil, 2025. Disponível em: https://obia.nic.br/tic-educacao-2024.
* POELL, Thomas; NIEBORG, David; VAN DIJCK, José. Platformisation. '''Internet Policy Review''', v. 8, n. 4, 2019. DOI: https://doi.org/10.14763/2019.4.1425.
* SELWYN, Neil. Looking beyond learning: notes towards the critical study of educational technology. '''Journal of Computer Assisted Learning''', v. 26, n. 1, p. 65-73, 2010.
* TARDIF, Maurice. '''Saberes docentes e formação profissional'''. Petrópolis: Vozes, 2002.
* TIKTOK. '''Como o TikTok recomenda conteúdo'''. Central de Ajuda, 2026. Disponível em: https://support.tiktok.com/pt_BR/using-tiktok/exploring-videos/how-tiktok-recommends-content. Acesso em: 13 out. 2026.
* VAN DIJCK, José; POELL, Thomas; DE WAAL, Martijn. '''The platform society: public values in a connective world'''. New York: Oxford University Press, 2018.
* WILLIAMSON, Ben. '''Big data in education: the digital future of learning, policy and practice'''. London: Sage, 2017.
lo0jr8y5lgdsadif8q8187cvwoxagxw
Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Everton Roberto de Oliveira
0
34660
187281
187215
2026-10-13T18:44:22Z
Everton Roberto de Oliveira
43575
/* Link para a matéria selecionada */ https://revistapesquisa.fapesp.br/expedicoes-a-regioes-profundas-do-mar-brasileiro-revelam-novos-ambientes-e-especies/
187281
wikitext
text/x-wiki
__NOTOC__
== Nome da atividade ==
<!-- Não altere a informação abaixo desta linha -->
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Esta seção apresenta a tarefa principal do Módulo 1 do curso de "Introdução ao Jornalismo Científico". A realização da tarefa é indispensável para o reconhecimento de participação no curso. Seu trabalho estará acessível, publicado no ambiente wiki, e será anexado ao certificado de realização do curso, quando finalizar todas as atividades. Tome cuidado de '''estar logado na Wikiversidade'''. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho.
</div>
<!-- Não altere a informação acima desta linha -->
== Descrição da atividade ==
<!-- Não altere a informação abaixo desta linha -->
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Atuar no jornalismo científico é às vezes comparado ao de ser um tradutor, no jargão da área da comunicação um 'tradutor intersemiótico', que passa a linguagem de um campo para o de outro campo. Nesta atividade, vamos observar e analisar como isso foi feito em uma das principais publicações acadêmicas brasileiras, a ''Pesquisa FAPESP''.
Você deverá selecionar um artigo na revista Pesquisa FAPESP. Estão acessíveis na [https://revistapesquisa.fapesp.br/ página principal da publicação]. Escolha um artigo sobre um tema de pesquisa - ou seja, que seja baseado em uma ou mais de uma publicação científica - e leia-o com cuidado. Responda às perguntas que seguem.
As respostas deverão ser publicadas nesta página individual. Apenas altere os campos indicados.
</div>
<!-- Não altere a informação acima desta linha -->
== Nome de usuário(a) ==
<!-- Não altere a informação abaixo desta linha -->
Everton Roberto de Oliveira
<!-- Não altere a informação acima desta linha -->
== Link para a matéria selecionada ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
https://revistapesquisa.fapesp.br/expedicoes-a-regioes-profundas-do-mar-brasileiro-revelam-novos-ambientes-e-especies/
</div>
<!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha -->
* Título de matéria: Expedições a regiões profundas do mar brasileiro revelam novos ambientes e espécies
* Autoria de matéria: Redação da Revista Pesquisa FAPESP, com fotografias de Luiz A. Rocha, entrevistas de Hudson Tercio Pinheiro e colaboração do biólogo Marcelo Roberto de Melo.
* Link de matéria:https://revistapesquisa.fapesp.br/expedicoes-a-regioes-profundas-do-mar-brasileiro-revelam-novos-ambientes-e-especies/
<!-- Escreva sua resposta acima desta linha-->
== Resumo da matéria ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Para esta etapa, resuma a matéria em até 300 caracteres. Esteja logado.
</div>
<!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha -->
'''Duas descobertas recentes são apresentadas: de um lado pesquisadores encontram um novo tipo de recife, rico em biodiversidade e alta concentração de peixes grandes, por outro nova espécie vivípara, cega e abissal é encontrada, além do alerta sobre a poluição, a mineração e a exploração do petróleo.'''
<!-- Escreva sua resposta acima desta linha-->
== Análise da matéria ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Para esta etapa, identifique e analise com base na matéria: o objeto e a metodologia (observação, hipótese, experimentação, análise e publicação) da pesquisa. Esteja logado.
</div>
<!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha -->
''' Com base na matéria é possível destacar que o objeto dessa pesquisa é o reconhecimento da riqueza das águas profundas quase inexploradas da costa brasileira, apresentando duas recentes descobertas feitas pela parceria entre pesquisadores da USP e da UFES, que foram: uma imensa formação geomorfológica de ecossistemas recifais mesofóticos ainda desconhecida, chamada por eles de "Colinas Coralinas", encontradas na Cadeia Vitória-Trindade, ES. Outra foi a taxonomia, biologia reprodutiva e adaptações evolutivas de peixes de águas profundas no talude continental do litoral de São Paulo. A metodologia científica utilizada foi a de observação e amostragem, realizando mergulhos técnicos profundos (entre 70 e 120 m) para registros fotográficos e observação in situ; além de expedições oceanográficas a bordo do navio Alpha Crucis utilizando redes de arrasto para amostragem de fauna abissal em profundidades de até 1.500 m. Ademais, houve coleta de conhecimento empírico por meio de entrevistas e diálogo com pescadores locais de Vitória-ES para identificação de áreas de pesca de Uma das hipóteses levantadas é que a hidrodinâmica gerada no encontro de correntes profundas com montanhas submarinas cria redemoinhos que aprisionam plâncton, sustentando uma vasta teia de grandes predadores.'''
<!-- Escreva sua resposta acima desta linha-->
== Análise da pesquisa ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Para esta etapa, acesse a(s) pesquisa(s) de origem, de base para o artigo na Pesquisa FAPESP, identifique e analise a seção metodológica. Em especial, explique em que medida o processo de pesquisa foi bem documentado no artigo que você selecionou. Esteja logado.
</div>
<!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha -->
'''Fica claro no artigo jornalístico que os métodos de amostragem e a lógica ecológica por trás do acúmulo de predadores (correntes marinhas + retenção de plâncton). Soma-se à isso a apresentação das características fisiológicas marcantes da nova espécie (Sciadonus alphacrucis), como a viviparidade e a ausência de pigmentação/visão. Porém, ficam de fora do texto as especificidades técnicas presentes no artigo científico como os detalhes taxonômicos minuciosos, contagem de raios de nadadeiras, morfometria comparativa detalhada e microestruturas ósseas. Também, são retiradas as análises químicas ou sedimentológicas mais profundas sobre a composição exata dessas algas calcárias, cuja omissão desses detalhes técnicos pelo jornalismo é adequada para o público amplo, mantendo a precisão factual sem sobrecarregar a leitura com densos jargões acadêmicos.'''
<!-- Escreva sua resposta acima desta linha-->
== Metáfora científica ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/A metáfora científica|"A metáfora científica"]]. No artigo da Pesquisa FAPESP selecionado, identifique quais foram as metáforas científicas ou cientificamente inspiradas utilizadas e justifique esse uso a partir das indicações da aula. Analise em que medida contribuem ou dificultam o entendimento da ciência. Esteja logado.
</div>
<!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha -->
'''Ao longo do texto pode-se identificar o uso de diferentes metáforas e analogias como "Colinas coralinas" ou "Serras de até 50 m", cuja utilização de termos da geografia terrestre ajuda a descrever formações submarinas de algas calcárias. Outra delas é o termo "Peixes de cavernas terrestres" a fim de comparar os olhos reduzidos e despigmentados do Sciadonus alphacrucis com a fauna troglóbita (de cavernas). Outras duas são representadas pelos termos "Rochas vivas" e "Campos de rodolitos", referindo-se às estruturas formadas por organismos vivos calcários. Tais metáforas podem levar os leitores à compreensão do ambiente abissal, ainda abstrato e inacessível para a maioria das pessoas e ao comparar o relevo do fundo do mar com "colinas" e "serras", o leitor consegue visualizar a tridimensionalidade e a escala do habitat. Por outro lado, a analogia com peixes de cavernas facilita o entendimento de como ambientes sem luz solar induzem adaptações evolutivas semelhantes em linhagens distintas, como a regressão da visão e hipersensibilidade da linha lateral, por exemplo.'''
<!-- Escreva sua resposta acima desta linha-->
== Filosofia da ciência ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Ciência e Filosofia|"Ciência e Filosofia"]]. Discorra sobre em que medida o artigo da Pesquisa FAPESP que você selecionou coloca questões filosóficas e apresente exemplos extraídos do texto. Esteja logado.
</div>
<!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha -->
'''Uma publicação como essa nos relembra o papel da mediação crítica na ciência, não se limitando apenas a "celebrar" novas descobertas, mas contextualizando-as nas dinâmicas sociais, econômicas e políticas do país. Em primeiro lugar ela alerta a todos sobre os impactos ambientais e a poluição, destacando que, mesmo em áreas profundas e de difícil acesso, o ecossistema é frágil e sofre ameaças diretas da mineração de calcário para fertilizantes, pesca predatória e do lixo descartado por navios e plataformas. Em segundo há uma forte conexão com os temas da governança e soberania nacional, uma vez que o texto conecta o estudo da biodiversidade e geologia com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), mostrando como a produção de conhecimento científico fundamenta o pleito do Brasil para estender juridicamente sua Plataforma Continental e garantir a preservação do solo marinho. Por último, há uma clara valorização do conhecimento tradicional, pois a matéria explicita uma mediação crítica ao mostrar que a descoberta científica começou com o diálogo os pesquisadores e os pescadores artesanais de Vitória/ES.'''
<!-- Escreva sua resposta acima desta linha-->
== Próximos passos ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Após concluir a atividade, clique no botão abaixo para incluí-la na listagem do módulo.
</div>
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{{referências}}RODRIGUES, Redação / FAPESP. Expedições a regiões profundas do mar brasileiro revelam novos ambientes e espécies. Revista Pesquisa FAPESP, ed. 318, ago. 2022. Disponível em: <nowiki>https://revistapesquisa.fapesp.br/expedicoes-a-regioes-profundas-do-mar-brasileiro-revelam-novos-ambientes-e-especies/</nowiki>
GUABIROBA, H. C. et al. Coralline Hills: High complexity reef habitats on seamount summits of the Vitória-Trindade chain . Coral Reefs. v. 41, p. 1075-86. ago. 2022.
MELO, M. R. S. et al. A new species of the rare deep-sea genus Sciadonus Garman, 1899 (Teleostei, Bythitidae) from off Brazil, with a discussion of the evolution of troglomorphism and miniaturization in the aphyonid clade . Deep Sea Research Part I: Oceanographic Research Papers. v. 180, 103684. fev. 2022. (<nowiki>https://doi.org/10.1007/s00338-</nowiki> 022-02269-0)(<nowiki>https://doi.org/10.1016/j.dsr.2021.103684</nowiki>)
[[Categoria:Introdução ao Jornalismo Científico/Atividades|Everton Roberto de Oliveira]]
h186pskgedro1wo3aa7d6tirlkivl9y
Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/Anajulia.melocouto
0
34678
187278
187259
2026-10-13T14:51:48Z
Anajulia.melocouto
45316
/* Nome da atividade */
187278
wikitext
text/x-wiki
__NOTOC__
== Atividade Final Módulo 1 - Ana Julia Couto ==
<!-- Não altere a informação abaixo desta linha -->
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Esta seção apresenta a tarefa principal do Módulo 1 do curso de "Introdução ao Jornalismo Científico". A realização da tarefa é indispensável para o reconhecimento de participação no curso. Seu trabalho estará acessível, publicado no ambiente wiki, e será anexado ao certificado de realização do curso, quando finalizar todas as atividades. Tome cuidado de '''estar logado na Wikiversidade'''. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho.
</div>
<!-- Não altere a informação acima desta linha -->
== Descrição da atividade ==
<!-- Não altere a informação abaixo desta linha -->
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Atuar no jornalismo científico é às vezes comparado ao de ser um tradutor, no jargão da área da comunicação um 'tradutor intersemiótico', que passa a linguagem de um campo para o de outro campo. Nesta atividade, vamos observar e analisar como isso foi feito em uma das principais publicações acadêmicas brasileiras, a ''Pesquisa FAPESP''.
Você deverá selecionar um artigo na revista Pesquisa FAPESP. Estão acessíveis na [https://revistapesquisa.fapesp.br/ página principal da publicação]. Escolha um artigo sobre um tema de pesquisa - ou seja, que seja baseado em uma ou mais de uma publicação científica - e leia-o com cuidado. Responda às perguntas que seguem.
As respostas deverão ser publicadas nesta página individual. Apenas altere os campos indicados.
</div>
<!-- Não altere a informação acima desta linha -->
<!-- Não altere a informação abaixo desta linha -->
Anajulia.melocouto
<!-- Não altere a informação acima desta linha -->
== Link para a matéria selecionada ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Nesta seção, você deverá colocar os links da matéria selecionada. Esteja logado.
</div>
<!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha -->
* Título de matéria: Vacina contra o HPV diminui em 58% os casos de câncer de colo do útero e em 67% os de lesões pré-tumorais
* Autoria de matéria: Giselle Soares
* Link de matéria: https://revistapesquisa.fapesp.br/vacina-contra-o-hpv-diminui-em-58-os-casos-de-cancer-de-colo-do-utero-e-em-67-os-de-lesoes-pre-tumorais/
<!-- Escreva sua resposta acima desta linha-->
== Resumo da matéria ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Para esta etapa, resuma a matéria em até 300 caracteres. Esteja logado.
</div>
<!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha -->
Estudo com quase 16 milhões de mulheres mostrou que a vacinação contra o HPV reduziu em até 58% os casos de câncer do colo do útero e em 67% as lesões pré-tumorais, indicando a importância da imunização oferecida pelo SUS.
<!-- Escreva sua resposta acima desta linha-->
== Análise da matéria ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Para esta etapa, identifique e analise com base na matéria: o objeto e a metodologia (observação, hipótese, experimentação, análise e publicação) da pesquisa. Esteja logado.
</div>
<!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha -->
Os pesquisadores verificaram se a vacina contra o HPV, disponibilizada pelo SUS desde 2014, reduzia os casos de câncer do colo do útero e de lesões pré-tumorais nas 16 milhões de mulheres brasileiras de 20 a 24 anos. A hipótese investigada era que mulheres vacinadas contra o HPV apresentariam menor ocorrência de câncer do colo do útero e de lesões pré-tumorais quando comparado com não vacinadas. Embora não tenha sido realizado um experimento laboratorial/ensaio clínico controlado, a pesquisa observacional baseou-se na comparação de dados reais da população. Os dados demonstraram uma redução de até 58% nos casos de câncer do colo do útero e de até 67% nas lesões pré-tumorais entre as vacinadas. Para investigar se os resultados poderiam ser explicados por melhorias no rastreamento, os pesquisadores também compararam os casos de câncer de mama, que não é prevenido pela vacina contra o HPV. A ausência de uma redução semelhante reforçou a interpretação de que a vacinação contribuiu para os resultados observados. Os resultados foram publicados na The Lancet Global Health, pelo médico epidemiologista Thiago Cerqueira-Silva. Posteriormente, a Pesquisa FAPESP divulgou os achados em uma reportagem publicada na edição de janeiro de 2026, ampliando o acesso público às informações científicas.
<!-- Escreva sua resposta acima desta linha-->
== Análise da pesquisa ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Para esta etapa, acesse a(s) pesquisa(s) de origem, de base para o artigo na Pesquisa FAPESP, identifique e analise a seção metodológica. Em especial, explique em que medida o processo de pesquisa foi bem documentado no artigo que você selecionou. Esteja logado.
</div>
<!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha -->
Sabe-se que a sessão metodológica de um artigo é bem mais completo quando se comparado à uma notícia que comenta sobre um estudo. Em geral, a matéria trata dos principais pontos: o grupo de interesse do estudo, de onde foram retirados os dados oncológicos, as limitações do estudo e transforma a analise dos dados obtidos em uma leitura mais fácil, mostrando apenas o resultado principal e seu controle. Acredito que a matéria tenha cumprido seu papel de informar sobre a importancia da vacinação contra o HPV.
== Metáfora científica ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/A metáfora científica|"A metáfora científica"]]. No artigo da Pesquisa FAPESP selecionado, identifique quais foram as metáforas científicas ou cientificamente inspiradas utilizadas e justifique esse uso a partir das indicações da aula. Analise em que medida contribuem ou dificultam o entendimento da ciência. Esteja logado.
</div>
<!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha -->
'''A matéria não apresentou nenhuma metáfora para se referir a termos difíceis, o que acho que pode dificultar o entendimento do público geral.'''
<!-- Escreva sua resposta acima desta linha-->
== Filosofia da ciência ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Ciência e Filosofia|"Ciência e Filosofia"]]. Discorra sobre em que medida o artigo da Pesquisa FAPESP que você selecionou coloca questões filosóficas e apresente exemplos extraídos do texto. Esteja logado.
</div>
<!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha -->
A fala da professora Luisa Villa é uma das mais importantes da matéria, onde ela diz: "“Não basta dizer que a vacina é segura, eficaz e salva vidas. Não basta ter um artigo publicado em um periódico científico respeitado ou outras evidências científicas. A população precisa se convencer e, para isso, a comunicação é decisiva. As mensagens têm de ser claras, direcionadas e compreensíveis, de modo que realmente gerem confiança e adesão tanto das mulheres quanto dos homens à vacinação”.
Palavras que não transmitem certezas absolutas são usadas também, mantendo a ideia de que a ciência não é algo fixo, mas sim algo que é verdadeiro até que seja refutado. Ex: "Cerqueira-Silva e colaboradores '''suspeitam''' de que o grau de proteção da vacina possa ser ainda mais elevado."; "O efeito protetor do imunizante, '''observaram''' os pesquisadores, variou de acordo com a cobertura vacinal."
E também usam as evidencias para comprovar uma hipotese criada: "“O estudo oferece '''evidência concreta''' de que a vacina contra o HPV funciona na prevenção do câncer de colo do útero”.
<!-- Escreva sua resposta acima desta linha-->
== Próximos passos ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Após concluir a atividade, clique no botão abaixo para incluí-la na listagem do módulo.
</div>
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{{referências}}
[[Categoria:Introdução ao Jornalismo Científico/Atividades|Anajulia.melocouto]]
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Introdução ao Jornalismo Científico/Mídias, Linguagens e Prática do Jornalismo Científico/Atividade/Otávio Ítalo Matos Uzumaki
0
34680
187280
187264
2026-10-13T17:55:28Z
Otávio Ítalo Matos Uzumaki
42351
/* Preparação */
187280
wikitext
text/x-wiki
__NOTOC__
== Nome da atividade ==
<!-- Não altere a informação abaixo desta linha -->
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Esta tarefa é realizada para cumprimento do módulo 6 do curso de Introdução ao Jornalismo Científico. Tome cuidado de '''estar logado na Wikiversidade'''. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho.
</div>
<!-- Não altere a informação acima desta linha -->
== Nome de usuário(a) ==
<!-- Não altere a informação abaixo desta linha -->
Otávio Ítalo Matos Uzumaki
<!-- Não altere a informação acima desta linha -->
== Análise ==
<!-- Não altere a informação abaixo desta linha -->
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Escolha dois programas de podcasts de divulgação científica, nacional ou internacional, e escute 3 episódios de cada (podendo ser trechos ou o episódio completo). Em seguida, publique na sua página de atividades as respostas das questões abaixo.
</div>
<!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha -->Qual você acha que é o público-alvo do podcast
: Resposta:
Podcasts: Mundaréu (Labjor/Unicamp e UnB)/ Short Wave (NPR, Estados Unidos)
O público-alvo sugerido do Mundaréu é o público geral, ou seja, pessoas sem formação acadêmica que tenham curiosidade em entender o que é a antropologia e como ela pesquisa a sociedade e a ciência. O próprio podcast afirma que busca “uma comunicação pública para a Antropologia” (Mundaréu – Quem somos), isto é, levar a disciplina para além da universidade. Na prática, porém, os episódios que analisei tratam de temas como gênero e raça na pesquisa biomédica e usam conceitos das ciências humanas. Por isso, eles tendem a alcançar mais estudantes universitários, pesquisadores e pessoas já interessadas nessas discussões.
O Short Wave fala com o público geral: pessoas curiosas por ciência, sem formação na área, que querem se atualizar sobre as novidades científicas em pouco tempo. Os episódios são curtos e a linguagem é simples, o que facilita ouvir no trânsito ou no intervalo do dia.
* Como você acha que ele é feito
*: Resposta:
*: O programa é produzido por antropólogas da Unicamp e da UnB, em parceria com o Labjor. Cada episódio parte de uma pesquisa acadêmica e tem um roteiro detalhado, com a trilha e os efeitos indicados em cada trecho. O formato muda conforme a temporada. A série ''Feminista In Vitro'' junta narração, entrevistas e uma ficção em que a narradora “viaja” pelas partes de uma célula, e cada episódio leva o nome de uma organela. Já o episódio 26 é a gravação de um fórum acadêmico, com conversas entre pesquisadoras e convidadas e transições musicais entre as falas. A sonoplastia é bem cuidada, com sons de mergulho, chuva e passos, que ajudam a criar o ambiente.
*:
*: O programa é produzido por uma equipe de jornalistas de ciência da NPR. Nos episódios analisados, dois apresentadores comentam as notícias científicas da semana, sempre com base em estudos publicados em revistas como a ''Science'' e a ''Scientific Reports''. Cada episódio tem três assuntos, de áreas bem diferentes: astronomia, evolução humana, comportamento animal e saúde. Os apresentadores explicam os estudos, trazem trechos de entrevistas com os pesquisadores e muitas vezes ouvem também um cientista que não participou da pesquisa.
Qual é a principal força e a principal fragilidade do programa
: Resposta:
A principal força é a criatividade da narrativa. Usar a viagem pela célula como fio condutor transforma um tema complexo, como o viés de sexo e gênero na pesquisa com células-tronco, em uma história fácil de acompanhar. A boa produção sonora e a profundidade das discussões completam isso. A principal fragilidade é a extensão e a densidade. Isso pode cansar um ouvinte leigo. O episódio do fórum, em especial, mantém o formato de evento acadêmico e fica menos acessível para quem está fora da área.
A principal força é a clareza. Os apresentadores usam comparações do dia a dia, como comparar a geologia a uma investigação policial de casos antigos, definem os termos técnicos e deixam claro quando um resultado ainda é incerto. O tom leve e bem-humorado torna a ciência agradável de ouvir sem perder o rigor. A principal fragilidade é a pouca profundidade. Como cada episódio trata de vários temas em poucos minutos, os assuntos são apresentados de forma rápida, quase como notícia, e sobra pouco espaço para discutir as implicações sociais ou os debates por trás das pesquisas.<!-- Escreva sua resposta acima desta linha-->
== Preparação ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Feita sua análise, agora é hora de produzir o seu próprio episódio de podcast científico. Ele deverá ter entre 10 e 40 minutos e ser publicado no [https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=Special:UploadWizard&descriptionlang=pt&categories=Podcasts_do_curso_Introdu%C3%A7%C3%A3o_ao_Jornalismo_Cient%C3%ADfico,_m%C3%B3dulo_6 Wikimedia Commons]. Como o episódio será publicado em licença livre, não se esqueça de pedir aos convidados que assinem e lhe enviem um termo de cessão de direitos, tal qual o [[Introdução ao Jornalismo Científico/Ética da Ciência/Termo|deste modelo]].
Antes de elaborar o roteiro é necessário definir alguns pontos do seu podcast. Responda às questões abaixo.
</div>
* Qual será o assunto?
*: O episódio apresenta os estudos multiespécies, um campo que propõe pensar o mundo além da perspectiva humana e olhar para as relações entre humanos e outros seres, como animais, plantas, fungos e microrganismos. A conversa passa pela origem do termo, pela relação com a antropologia e a etnografia, pela importância desses estudos diante da crise climática e da perda de biodiversidade, e pelos principais autores da área, como Donna Haraway, Anna Tsing, Kirksey e Helmreich.
* Qual será o formato (narrativo, entrevista, debate, roda de conversa)?
*: É um debate entre dois apresentadores, que conversam sobre o tema a partir de um roteiro organizado em blocos: introdução, contextualização histórica, importância e aplicabilidade, e finalização. Um apresentador traz uma ideia e o outro complementa, aprofunda ou dá exemplos.
* Quem serão os apresentadores e os convidados?
*: O podcast é apresentado por Otávio Ítalo e por Euler Iago Meneghin de Souza, biólogo formado em Ciências Biológicas pela Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira. Neste episódio não há convidados, porque a conversa fica entre os dois apresentadores.
* Qual é o público-alvo?
*: Estudantes universitários e pessoas curiosas por ciência, especialmente das áreas de ciências biológicas, ciências humanas e comunicação, que querem conhecer temas científicos atuais de forma introdutória.
* Qual é a identidade sonora do podcast?
*: A identidade sonora do ComuniCiências busca criar uma ambientação que envolva o ouvinte e o faça se sentir dentro da conversa. Vinhetas, jingles de transição e efeitos sonoros conduzem o ouvinte pelos blocos do episódio, como se ele participasse da “jornada no mundo das curiosidades” anunciada na abertura. Como o tema trata da relação entre humanos e outras espécies, os sons de natureza e de ambiente ajudam a aproximar o ouvinte do assunto e a tornar a experiência mais imersiva. A trilha de fundo é suave, para acompanhar as vozes sem competir com elas.
== Produção ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Com a preparação realizada, você já pode partir para o roteiro. Aqui, disponibilizamos uma estrutura básica de um podcast de entrevista:
# Vinheta de abertura
# Apresentador cumprimenta o ouvinte
# Apresentador comenta o tema do episódio
# Apresentador introduz os convidados
# Apresentador faz perguntas para os convidados
# Convidados falam livremente
# Encerramento
# Vinheta de encerramento
Anotar as perguntas para os convidados antes da gravação facilitará este processo. Durante a conversa, podem surgir outras questões, mas ter organizado os principais pontos a serem discutidos ajuda a direcionar a entrevista. Grave o conteúdo com equipamentos pessoais, tais como computador, celular e fone de ouvido. A qualidade de som é a base do podcast, por isso opte por ambientes silenciosos e, se necessário, regrave as perguntas depois da entrevista já feita. Caso realize a gravação por videochamada, o software livre [https://pt.wikipedia.org/wiki/Open_Broadcaster_Software/ OBS] pode te ajudar na gravação da tela.
Na edição, procure remover ruídos, pausas longas e sons de hesitação. Intercalar vozes e adicionar efeitos sonoros são recursos que ajudam a dinamizar o episódio. Para efeitos sonoros, certifique-se de usar arquivos de bibliotecas de som livres. Algumas sugestões são: [https://commons.wikimedia.org/wiki/P%C3%A1gina_principal/ Wikimedia Commons], YouTube Library, [https://sound-effects.bbcrewind.co.uk/ BBC Sound Effects], [https://freesound.org/ Freesound], Facebook Sound Collection e [https://freesfx.co.uk/ freeSFX]. Para editar, recomendamos o software livre Audacity e o Reaper.
Depois de editado, o seu podcast está pronto para ser publicado na Wikimedia Commons, na categoria ''[[c:Category:Podcasts do curso Introdução ao Jornalismo Científico, módulo 6|Podcasts do curso Introdução ao Jornalismo Científico, módulo 6]]''.
<center>
[https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=Special:UploadWizard&descriptionlang=pt&categories=Podcasts_do_curso_Introdu%C3%A7%C3%A3o_ao_Jornalismo_Cient%C3%ADfico,_m%C3%B3dulo_6 '''Clique aqui para carregar o arquivo na categoria correta.''']
</center>
</div>
<!-- Não altere a informação acima desta linha -->
<!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha -->
Deixe aqui o link para o podcast carregado no Wikimedia Commons:
[[Ficheiro:Podcast_ComuniCiências_-_Ep._Multiespécies.wav|miniaturadaimagem|Episódio apresenta de forma introdutória os estudos multiespécies]]<!-- Escreva sua resposta acima desta linha-->
== Próximos passos ==
Após concluir a atividade, clique no botão abaixo para verificar todas as atividades concluídas do curso.
[[Ficheiro:Podcast_COMUNICIÊNCIAS.webm|miniaturadaimagem|Episódio estudos Multiespécies]]
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[[Categoria:Introdução ao Jornalismo Científico/Atividade 6]]
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Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Atividade/MarthoDomingues
0
34681
187282
2026-10-13T19:02:31Z
MarthoDomingues
45118
Módulo 1 Atividade - Gabrielle Martho Domingues
187282
wikitext
text/x-wiki
__NOTOC__
== Nome da atividade ==
<!-- Não altere a informação abaixo desta linha -->
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Esta seção apresenta a tarefa principal do Módulo 1 do curso de "Introdução ao Jornalismo Científico". A realização da tarefa é indispensável para o reconhecimento de participação no curso. Seu trabalho estará acessível, publicado no ambiente wiki, e será anexado ao certificado de realização do curso, quando finalizar todas as atividades. Tome cuidado de '''estar logado na Wikiversidade'''. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho.
</div>
<!-- Não altere a informação acima desta linha -->
== Descrição da atividade ==
<!-- Não altere a informação abaixo desta linha -->
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Atuar no jornalismo científico é às vezes comparado ao de ser um tradutor, no jargão da área da comunicação um 'tradutor intersemiótico', que passa a linguagem de um campo para o de outro campo. Nesta atividade, vamos observar e analisar como isso foi feito em uma das principais publicações acadêmicas brasileiras, a ''Pesquisa FAPESP''.
Você deverá selecionar um artigo na revista Pesquisa FAPESP. Estão acessíveis na [https://revistapesquisa.fapesp.br/ página principal da publicação]. Escolha um artigo sobre um tema de pesquisa - ou seja, que seja baseado em uma ou mais de uma publicação científica - e leia-o com cuidado. Responda às perguntas que seguem.
As respostas deverão ser publicadas nesta página individual. Apenas altere os campos indicados.
</div>
<!-- Não altere a informação acima desta linha -->
== Nome de usuário(a) ==
<!-- Não altere a informação abaixo desta linha -->
MarthoDomingues
<!-- Não altere a informação acima desta linha -->
== Link para a matéria selecionada ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Nesta seção, você deverá colocar os links da matéria selecionada. Esteja logado.
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<!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha -->
* Título de matéria:
* Autoria de matéria:
* Link de matéria:
<!-- Escreva sua resposta acima desta linha-->
== Resumo da matéria ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Para esta etapa, resuma a matéria em até 300 caracteres. Esteja logado.
</div>
<!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha -->
'''SUBSTITUA ESTA MENSAGEM PELO TEXTO'''
<!-- Escreva sua resposta acima desta linha-->
== Análise da matéria ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Para esta etapa, identifique e analise com base na matéria: o objeto e a metodologia (observação, hipótese, experimentação, análise e publicação) da pesquisa. Esteja logado.
</div>
<!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha -->
'''SUBSTITUA ESTA MENSAGEM PELO TEXTO'''
<!-- Escreva sua resposta acima desta linha-->
== Análise da pesquisa ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Para esta etapa, acesse a(s) pesquisa(s) de origem, de base para o artigo na Pesquisa FAPESP, identifique e analise a seção metodológica. Em especial, explique em que medida o processo de pesquisa foi bem documentado no artigo que você selecionou. Esteja logado.
</div>
<!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha -->
'''SUBSTITUA ESTA MENSAGEM PELO TEXTO'''
<!-- Escreva sua resposta acima desta linha-->
== Metáfora científica ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/A metáfora científica|"A metáfora científica"]]. No artigo da Pesquisa FAPESP selecionado, identifique quais foram as metáforas científicas ou cientificamente inspiradas utilizadas e justifique esse uso a partir das indicações da aula. Analise em que medida contribuem ou dificultam o entendimento da ciência. Esteja logado.
</div>
<!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha -->
'''SUBSTITUA ESTA MENSAGEM PELO TEXTO'''
<!-- Escreva sua resposta acima desta linha-->
== Filosofia da ciência ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Ciência e Filosofia|"Ciência e Filosofia"]]. Discorra sobre em que medida o artigo da Pesquisa FAPESP que você selecionou coloca questões filosóficas e apresente exemplos extraídos do texto. Esteja logado.
</div>
<!-- Escreva sua resposta abaixo desta linha -->
'''SUBSTITUA ESTA MENSAGEM PELO TEXTO'''
<!-- Escreva sua resposta acima desta linha-->
== Próximos passos ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Após concluir a atividade, clique no botão abaixo para incluí-la na listagem do módulo.
</div>
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{{referências}}
[[Categoria:Introdução ao Jornalismo Científico/Atividades|MarthoDomingues]]
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2026-10-13T19:13:18Z
MarthoDomingues
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https://revistapesquisa.fapesp.br/taxar-ultraprocessados-pode-reduzir-doencas-cronicas-e-mortes-associadas-ao-excesso-de-peso/
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wikitext
text/x-wiki
__NOTOC__
== Nome da atividade ==
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Esta seção apresenta a tarefa principal do Módulo 1 do curso de "Introdução ao Jornalismo Científico". A realização da tarefa é indispensável para o reconhecimento de participação no curso. Seu trabalho estará acessível, publicado no ambiente wiki, e será anexado ao certificado de realização do curso, quando finalizar todas as atividades. Tome cuidado de '''estar logado na Wikiversidade'''. Se não estiver logado, não será possível verificar o trabalho.
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== Descrição da atividade ==
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<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Atuar no jornalismo científico é às vezes comparado ao de ser um tradutor, no jargão da área da comunicação um 'tradutor intersemiótico', que passa a linguagem de um campo para o de outro campo. Nesta atividade, vamos observar e analisar como isso foi feito em uma das principais publicações acadêmicas brasileiras, a ''Pesquisa FAPESP''.
Você deverá selecionar um artigo na revista Pesquisa FAPESP. Estão acessíveis na [https://revistapesquisa.fapesp.br/ página principal da publicação]. Escolha um artigo sobre um tema de pesquisa - ou seja, que seja baseado em uma ou mais de uma publicação científica - e leia-o com cuidado. Responda às perguntas que seguem.
As respostas deverão ser publicadas nesta página individual. Apenas altere os campos indicados.
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== Nome de usuário(a) ==
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MarthoDomingues
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== Link para a matéria selecionada ==
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Nesta seção, você deverá colocar os links da matéria selecionada. Esteja logado.
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* Título de matéria: Taxar ultraprocessados pode reduzir doenças crônicas e mortes associadas ao excesso de peso.
* Autoria de matéria: Giselle Soares.
* Link de matéria: https://revistapesquisa.fapesp.br/taxar-ultraprocessados-pode-reduzir-doencas-cronicas-e-mortes-associadas-ao-excesso-de-peso/
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== Resumo da matéria ==
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Para esta etapa, resuma a matéria em até 300 caracteres. Esteja logado.
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A reportagem apresenta um estudo que estima como a taxação de alimentos ultraprocessados pode reduzir o sobrepeso, as doenças crônicas e as mortes relacionadas a esses problemas no Brasil.
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== Análise da matéria ==
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Para esta etapa, identifique e analise com base na matéria: o objeto e a metodologia (observação, hipótese, experimentação, análise e publicação) da pesquisa. Esteja logado.
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Objeto de pesquisa: os possíveis efeitos da taxação de alimentos ultraprocessados sobre o sobrepeso, as doenças crônicas não transmissíveis e as mortes entre adultos brasileiros.
Metodologia científica: os pesquisadores utilizaram um modelo matemático para simular diferentes cenários de aumento dos preços dos ultraprocessados, de 10%, 20% e 50%, e comparar os resultados com um cenário de referência sem essa nova taxação.
* Observação: utilizaram dados sobre alimentação, saúde e população brasileira.
* Hipótese: aumentar o preço dos ultraprocessados pode diminuir seu consumo e reduzir problemas de saúde.
* Experimentação: não houve experimento direto com pessoas. Foram feitas simulações matemáticas.
* Análise: os pesquisadores compararam os cenários para estimar possíveis mudanças no sobrepeso, nas doenças e nas mortes.
* Publicação: os resultados foram divulgados em uma revista científica.
A pesquisa mostra que a ciência também utiliza modelos matemáticos para estudar situações futuras. Esses modelos são especialmente úteis quando seria impraticável ou antiético realizar um experimento controlado de duas décadas com toda uma população. Entretanto, os resultados são estimativas, e não garantias de que os efeitos previstos realmente acontecerão.<!-- Escreva sua resposta acima desta linha-->
== Análise da pesquisa ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Para esta etapa, acesse a(s) pesquisa(s) de origem, de base para o artigo na Pesquisa FAPESP, identifique e analise a seção metodológica. Em especial, explique em que medida o processo de pesquisa foi bem documentado no artigo que você selecionou. Esteja logado.
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A reportagem apresenta bem o objetivo da pesquisa, os cenários de tributação e os principais resultados. Também explica por que taxar todos os ultraprocessados pode ter efeitos diferentes de taxar apenas alguns produtos, como refrigerantes.
Porém, ela não explica detalhadamente como o modelo matemático foi construído, quais dados foram utilizados em cada etapa e como os pesquisadores calcularam as incertezas dos resultados. Como a pesquisa utiliza simulações, seus resultados devem ser vistos como possibilidades, e não como efeitos comprovados de uma taxação já aplicada, e isso não fica satisfatoriamente exposto na reportagem.
Outro ponto que poderia ser mais explorado é a diferença entre os grupos de renda. O aumento dos preços pode afetar mais as famílias com menor poder aquisitivo, principalmente se os alimentos in natura e minimamente processados também forem caros.<!-- Escreva sua resposta acima desta linha-->
== Metáfora científica ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/A metáfora científica|"A metáfora científica"]]. No artigo da Pesquisa FAPESP selecionado, identifique quais foram as metáforas científicas ou cientificamente inspiradas utilizadas e justifique esse uso a partir das indicações da aula. Analise em que medida contribuem ou dificultam o entendimento da ciência. Esteja logado.
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A reportagem utiliza uma linguagem simples, comparações numéricas e expressões que aproximam a pesquisa do cotidiano.
Um exemplo é a palavra “cenários”, usada para apresentar as diferentes possibilidades de tributação. Ela ajuda o leitor a entender que os pesquisadores estão comparando situações hipotéticas, e não resultados já observados.
Outra expressão é “enfrentamento das doenças crônicas”, que apresenta a prevenção como um esforço coletivo e contínuo.
A comparação entre aumentos de preços de 10%, 20% e 50% também é uma estratégia de comunicação. Ela facilita a compreensão dos possíveis efeitos de diferentes níveis de tributação.
Esses recursos tornam o estudo mais acessível e ajudam a mostrar sua importância para a saúde pública. Entretanto, os números apresentados podem dar a impressão de que as reduções de doenças e mortes são garantidas. Por isso, é importante destacar que são projeções baseadas em um modelo matemático.<!-- Escreva sua resposta acima desta linha-->
== Filosofia da ciência ==
<div style="font-size: 1.1em; line-height:1.2em; background: #dde7ed; padding: 1em; border-radius:10px;box-shadow:-2px -2px 1px #8e8a78;">
Para esta etapa, reveja o conteúdo da aula sobre [[Introdução ao Jornalismo Científico/Metodologia e Filosofia da Ciência/Ciência e Filosofia|"Ciência e Filosofia"]]. Discorra sobre em que medida o artigo da Pesquisa FAPESP que você selecionou coloca questões filosóficas e apresente exemplos extraídos do texto. Esteja logado.
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De acordo com a aula, o jornalismo científico deve explicar as pesquisas, contextualizar seus resultados e ajudar o público a compreender seus limites e suas consequências sociais.
A reportagem funciona como mediadora crítica porque não apresenta a taxação como uma solução definitiva. Ela também discute dificuldades econômicas e a necessidade de outras políticas públicas. Um exemplo é a discussão sobre o preço dos alimentos saudáveis. Mesmo que os ultraprocessados fiquem mais caros, as pessoas podem ter dificuldade para substituí-los se frutas, verduras e outros alimentos in natura e minimamente processados não forem acessíveis.
Outro exemplo é a participação de especialistas que apontam a importância de combinar a tributação com outras medidas de saúde pública. Isso amplia a discussão e mostra que a alimentação depende de fatores econômicos e sociais, além das escolhas individuais.
A matéria também relaciona a pesquisa às políticas tributárias brasileiras, mostrando como o conhecimento científico pode contribuir para decisões governamentais. Entretanto, a reportagem poderia explicar melhor as limitações do modelo matemático e as incertezas dos resultados.<!-- Escreva sua resposta acima desta linha-->
== Próximos passos ==
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Após concluir a atividade, clique no botão abaixo para incluí-la na listagem do módulo.
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